Agrupamento de Escolas de Proença-a-Nova

Biologia e Geologia
11º Ano

Resumo

ROCHAS SEDIMENTARES: CARVÃO E PETRÓLEO
Incluídas nas rochas sedimentares biogénicas, ou também conhecidas por quimiobiogénicas, o carvão e o petróleo, devido a sua aplicação na sociedade actual são de importância crucial. Uma vez que representam uma das principais fontes de energias não renováveis é muito importante saber a forma como se formam e de que forma se pode rentabilizar o seu uso ao máximo. Embora o petróleo não seja, no sentido comum, uma rocha uma vez que é líquido, ele encontra-se exclusivamente no interior de rochas sedimentares e forma-se a partir de sedimentos biogénicos, pelo que normalmente é estudado pela área da geologia sedimentar.

Por que razão deviam o carvão e o petróleo serem estudadas pela paleontologia? Ao examinar este tipo de material é frequente encontrar vestígios de plantas ou mesmo microfósseis de algas. Verifica-se que o material original deste material proveio de seres vivos, principalmente de seres fotossintéticos. Estes seres vivos convertem a energia lumiosa em energia química armazenada em compostos orgânicos, sobre algumas condições algum deste material gera carvão ou petróleo, que ao ser queimado é uma importante fonte de energia. Como quando se queima carvão ou petróleo estamos a mobilizar energia que foi armazenada há milhões de anos

designamo-los como combustíveis fósseis. A formação dos combustíveis fósseis ocorre em condições muito específicas sendo a característica mais marcante o facto de

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serem ambiente anaeróbios. Nas bacias onde se formam à medida que ocorre a sedimentação, devido a fenómenos tectónicos, o fundo experimenta movimentos de subsidência, ou seja, vai progressivamente ficando com maiores profundidades. Em consequência desse rebaixamento, as camadas sedimentares também

aprofundam, ficando num ambiente privado de oxigénio. Neste ambiente, os detritos orgânicos são transformados faseadamente por acção de microrganismos anaeróbios e, posteriormente, por acção das novas condições de temperatura e pressão.

Carvão O carvão inicia-se como uma camada de matéria orgânica de origem vegeta (plantas l tropicais e subtropicais dos períodos Carbonífero e Permico) que se acumula no fundo de uma coluna de água, normalmente pântanos. Para que o processo se desencadeie a matéria vegetal tem que ser protegido da biodegradação e oxigenação, normalmente por lama ou água ácida. Desta forma ocorre a preservação de carbono atmosférico capturado pelas plantas, durante o ciclo de Calvin. Segundo a visão clássica, da formação do carvão, os depósitos carboníferos formam-se a partir de restos de plantas acumuladas em pântanos, que se decompuseram

parcialmente, levando a formação de uma camada denominada de turfa. A elevação do nível do mar ou o rebaixamento do solo provocam o afundamento dessas camadas sob sedimentos marinhos cujo peso comprime a turfa. À medida que afunda aumenta a pressão e a temperatura, que comprimem e alteram quimicamente a turfa, além disso sob acção de bactérias anaeróbias forma-se uma pasta na qual se podem reconhecer em maior ou menor grau os restos vegetais. Estes carvões que têm origem nesta pasta vegetal denominam-se de carvões húmicos. À medida que o processo prossegue a acumulação de substâncias tóxicas libertadas pelas bactérias leva a sua própria morte. A compressão pelas camadas superiores leva a que ocorra a saída de água e substâncias voláteis levando a um aumento relativo de carbono na pasta. Este processo que leva a um aumento da concentração de carbono denominase de incarbonatação. Dependendo do grau de incarbonatação formam tipos diferentes de -se carvão, obviamente que quanto mais intenso for o processo maior vai ser o concentração de carbono, maior é o seu grau energético, mas também mais próximo de uma rocha se encontra.
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Assim o carvão é classificado de acordo com os seguintes parâmetros: propriedade físico-químicas, cor, brilho, densidade, dureza e relação entre quantidade carbono e substâncias voláteis. Assim temos os seguintes tipos de carvões: Lenhite ou lignite é um tipo de carvão com

elevado teor de carbono na sua constituição (65 a 75%). A sua cor é acastanhada e encontra-se geralmente, mais à superfície, por ter sofrido menor pressão. A sua extracção é relativamente fácil e pouco dispendiosa. Quando queima origina muita cinza. Em termos geológicos é um carvão recente. Trata-se do único tipo de carvão estritamente biológico e fóssil, formado por matéria orgânica vegetal.

Carvão betuminosoou hulha - um tipo de carvão mineral que contém betume. O teor de carbono da hulha encontra-se entre os 60 e 80%.A hulha foi a mola propulsora da indústria do século XIX, durante a chamada revolução industrial, sendo substituída pelo petróleo no século XX.

Antracite - é uma variedade compacta e dura do mineral carvão que possui brilho intenso. Difere do carvão betuminoso por conter pouco ou nenhum betume, o qu faz e com que arda com uma chama quase invisível. Os espécimes mais puros são compostos quase inteiramente por carbono. A antracite é criada por metamorfismo e está associado às rochas metamórficas, da mesma forma que o carvão betuminoso está associado às rochas sedimentares. Este é o carvão com maior percentagem de carbono podendo atingir cerca de 90% do seu peso total. Uma vez que o aumento de teor de carbono depende da idade e das condições de pressão e de temperatura a que estiveram sujeitos, assim a antracite representa os carvões mais antigos de todos.

É normal numa coluna estratigráfica encontrar uma alternância entre estratos de carvão com estratos terrígenos. Em períodos de subsidência lenta ou pouco intensa é normal formarem-se estratos de carbono devido a abundância de detritos orgânicos. Por seu lado se o
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processo de subsidência for rápido, não há tempo para a formação de estratos espessos de matéria orgânica e como tal não ocorre a formação de carvão, mas antes estratos terrígenos.

Petróleo Os produtos petrolíferos naturais incluem

materiais gasosos, líquidos e sólidos nas condições normais de pressão e de temperatura. Os produtos sólidos designam-se de asfaltos ou betumes, os líquidos por petróleo brutoou nafta e os gasosos por gás natural. Este combustível fóssil deriva de matéria organiza fossilizada, como por exemplo de zooplancton e algas . Grandes quantidades desse material deposita-se no fundo dos oceanos e lagos misturando-se com

sedimentos e sendo enterrados em condições anóxidas. Com a consequente deposição de mais camadas superficiais, este material experimenta condições de pressão e temperatura crescentes levando a mudanças na matéria orgânica, passando a um material ceroso (rica em lípidos) denominado de querogênio. Este material se sujeito a mais calor e pressão origina hidrocarbonetos líquidos e gasosos altamente energéticos num processo denominado de catagénese. Assim o petróleo forma a partir de pirolises de -se hidrocarbonetos através de um conjunto de reacções endotérmicas a altas

temperaturas e pressões . Alguns geólogos afirmam que o petróleo só se forma dentro de uma janela de temperaturas , se a temperatura for inferior do que o limite mínimo a matéria não passa de querogênio, mas se for maior do que o limite máximo passa todo a gás natural podendo escapar-se das rochas. Assim para que o petróleo se forme são necessárias três condições: uma rochamãerica em hidrogenocarbonatos, pressão e temperaturas elevadas de forma a cozinhar o hidrogenocarbonato a óleo; uma rocha-armazémou rocha-reservatório, que tem que ser porosa e permeavel onde o óleo se acumula; e uma rocha-coberturaou outro mecanismo que impesa que o óleo se escape para a superfície.
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À medida que a rocha-mãe é pressionada, e uma líquidos vez são que os

hidrocarbonetos

menos

densos que a água e rocha, o óleo sobe pela rocha porosa ficando ai aprisionada, se por cima dele exisitir uma rochacobertura (normalmente ricas em argila), formando um reservatório. No entanto este processo é influenciado por águas subterrâ neas que ao circularem podem levar o petróleo para outras zonas onde na ausência de rochas sobrejacentes impermeáveis afloram à superfície. Dentro dos reservatórios os produtos resultantes do processo de formação do petróleo tendem a organizar-se em três camadas. Em baixo, mais denso, água normalmente salgada e que pode ser um remanescente da que ficou impregnada nos sedimentos; no meio, menos denso que a água e que a rocha, crude ou petróleo bruto; e finalmente, no topo destas duas camadas, gás natural. Ao conjunto das rochasmãe, rocha-reservatório e rochacobertura constituem uma

armadilha de petróleo. Após a extracção do petróleo bruto este é

processado em refinarias que realizam uma destilação em colunas de fraccionamento. Como se pode verificar o petróleo leva milhões de anos a produzir-se e apenas sobre condições muito específicas, pelo que se torna um bem raro. Dada a dependência da sociedade actual nesta matéria, torna -se evidente a necessidade de maximar a o rendimento da sua utilização. A sua e xploração pode ser extremamente dispendiosa pois na maior parte dos casos os reservatórios encontram -se nas camadas sedimentares dos fundos oceânicos,sendo necessários meios técnicos muito complexos.

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As estimativas sobre a quantidade e durabilidade de petróleo são muito diversas, as mais conservadoras

apontam para mais 50 anos, no entanto estas baseam-se em técnicas prospecção de muito

antiquadas, pelo que graças as novas de remota

tecnologias detecção

têm-se descoberto novos reservatórios. Em Portugal foram descoberta algumas zonas onde possivelmente as existem reservas,

segundo

autoridades

interessantes ,

passíveis de serem exploradas na Bacia Lusitânica (centro-oeste, entre Coimbra e Lisboa e ao sul da Bacia do Porto).

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