Manaus, sábado, domingo e segunda-feira, 22, 23 e 24 de outubro de 2005

Bairros contam a história
Desde a Fortaleza da Barra do Rio Negro, em 1669, que marca o início da história de Manaus, a capital do Amazonas, a então vila não pára de crescer. Conhecida mais tarde como a "Paris dos Trópicos", pela ostentação de beleza e riqueza proporcionada pela fase áurea de produção de borracha, Manaus dos dias atuais se apresenta como uma cidade das mais belas do País, colocada entre as que mais crescem no ranking da modernidade urbanística e qualidade de vida. Abriga com orgulho o maior pólo industrial da América Latina, que trouxe todas as grandes empresas do mercado internacional e soube lidar com o desenvolvimento urbano sem destruir os recursos naturais. Além disso, mantém hoje os melhores resultados do Brasil na pro-

Foto histórica do reservatório do Mocó, no Beco do Macedo, que se mantém preservado até os dias atuais

dução industrial, gerando emprego e dando condições para os estados da Amazônia se destacarem no cenário mundial. Hoje, ao completar 336 anos de história, uma idade caçula para a cidade que ainda tem tanto a crescer e a oferecer aos seus filhos e visitantes, o Jornal do Commercio faz um brinde aos que vivem nesta terra com uma edição para lá de especial, contando um pouco da história de cada um de seus bairros, da luta pela sobrevivência e por dias melhores para todos. Amigo leitor, aproveite para curtir uma edição que vai gravada como um documento para as futuras gerações. Que Deus siga abençoando a Manaus que tanto amamos. Felicidades para todos da cidade do coração da gente!!!

Manaus, sábado, domingo e segunda-feira, 22, 23 e 24 de outubro de 2005

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Editorial e Opinião Hino municipal O imbróglio do aniversário de MANAUS de Manaus
Francisco Jorge dos Santos
"Salve 24 de Outubro de 2005, data que Manaus completa 336 anos de fundação!". É feriado no município de Manaus; quase ninguém formalmente trabalha. No entanto, o cidadão comum mal sabe que essa exclamação é oriunda de uma verdadeira mixórdia, pois se trata de uma mistura de tempos, eventos e significados que rigorosamente nada têm a ver uns com os outros. Começo pela "fundação" da cidade. Ainda não se conhece nenhuma evidência documental ou qualquer outra, que autorize afirmar que o governador e capitão-general do Maranhão e Grão-Pará, Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho (1667-1671), tenha ordenado ao capitão Francisco da Mota Falcão a fundar a cidade de Manaus. No máximo, esse militar teria ordens para edificar, em 1669, um estabelecimento militar que ganhou o ostentoso nome de Fortaleza de São José da Barra do Rio Negro. Do mesmo modo, até agora nada corrobora que essa edificação ocorreu mesmo nesse ano. Porém, se for verdadeiro, qual o mês, qual o dia em que o ato da fundação teria ocorrido? Normalmente atos dessa natureza são solenemente registrados por autoridades do poder público. Por exemplo: a fundação do Forte do Presépio - núcleo remoto da cidade de Belém - teve origem na ordem expressa no Regimento de Francisco Caldeira Castelo Branco, no qual se ordenou que fosse erigida uma fortificação, cuja fundação data de 12 de janeiro de 1616; outro exemplo, é o da Fortaleza de São Joaquim, edificado na confluência dos rios Tacutu e Branco, cuja construção foi ordenada através da Provisão Régia de 4 de novembro de 1752, mas só iniciadas as obras em 1775, já no governo do capitão-general João Pereira Caldas. A confusão continua. Em 1969 as autoridades constituídas do Município de Manaus e do Estado do Amazonas festejaram o aniversário de 300 anos da cidade de Manaus. Porém, em 24 de outubro 1998 as mesmas autoridades comemoraram o "Sesquicentenário de Manaus", isto é, os 150 anos da cidade de Manaus. Pelo festejo anterior dever-se-ia estar celebrando pelo menos os 329 anos da cidade. Hoje, comemoram-se os 336 anos da cidade. Tentarei explicar essa confusa trajetória. Os antigos cronistas e os autores mais recentes estão de acordo que a Fortaleza da Barra do Rio Negro foi fundada em 1669, mesmo sem uma documentação comprobatória. Em volta dessa edificação militar se desenvolveu um verdadeiro "curral de índios", local onde era amontoado o produto das caçadas humanas, transformado em plantel de escravos à espera do momento adequado para serem transportados para Belém. Além do "curral de índios" que se compunha de uma população transitória, no entorno da Fortaleza também se desenvolveu um aldeamento composto principalmente pelos índios Baníuas, Barés e Passés oriundos dos rios Içana, Negro e Japurá, que passaram a viver na condição de índios aldeados. O conjunto Fortaleza da Barra e o seu entorno em 1790 foi elevado à categoria de Vila para abrigar a sede da Capitania do Rio Negro no governo de Lobo d'Almada (17881799) com a denominação de Barra do Rio Negro. No entanto, oito anos mais tarde perdeu esse predicado, sendo dessa forma rebaixada à categoria de Lugar, pois a sede do governo voltou a ser a vila de Barcelos. Voltando, entretanto, à condição de sede do governo por volta de 1808, e assim se manteve até o fim do período colonial. Com a incorporação do Estado do Grão-Pará e Rio Negro ao Império brasileiro, em 1823, a Capitania do Rio Negro foi transformada numa simples Comarca da Província do Pará; não obstante isso, a Barra do Rio Negro continuou sendo a sede dessa jurisdição. No inicio da década de 1830, houve uma mudança no Império em termos político-administrativo; por conta disso, a Comarca do Rio Negro mudou de denominação, passando a ser chamada de Comarca do Alto Amazonas, cuja sede foi novamente, em 25 de julho de 1833, elevada à condição de ViIa com a denominação de Manaus. Em 1848, a Assembléia Provincial Paraense, através da lei N.o 145, de 24 de outubro desse ano, elevou Manaus à categoria de Cidade com a denominação de Nossa Senhora da Conceição da Barra do Rio Negro. Somente pela Lei N.o 68, de 4 de setembro de 1856, de autoria do deputado João Ignácio Rodrigues do Carmo, foi que a cidade passou a ser definitivamente denominada de Manaus. Portanto, temos agora as chaves para as duas idades da cidade de Manaus. A da fundação da Fortaleza da Barra do Rio Negro, 1669; e a elevação de Manaus à categoria de cidade, em 24 de outubro de 1848. Na primeira, mesmo com a incerteza, tem-se o ano; na segunda, tem-se o dia o mês e um ano; entretanto, ambas não correspondem à verdade histórica que se procura acerca do nascimento da cidade. Se se contar da fundação da Fortaleza, Manaus completaria, hoje, 336 anos de idade; se se contar da elevação à categoria de cidade, Manaus teria, hoje, 157 anos. Para pôr fim a essa situação desconfortável, alguns poucos preocupados com as festas solenes do evento patrocinadas pelas verbas públicas resolveram "franksteinear" a data do aniversário natalício da cidade, passando a ser contado, a partir de 24 de outubro de 1669. O dia e mês de um evento e o ano de outro. Eis o imbróglio. Na realidade inventaram um dia de feriado ao arrepio da História, quase característico daquilo que o historiador inglês Eric Hobsbawm definiu como "tradição inventada", que seriam as práticas, muitas vezes tácitas, que visam a inculcar certos valores e normas de comportamento através da repetição. Neste caso o subentendimento cedeu ao escancaramento. Virou lei. Não sei se esse tipo de questionamento leva a algum lugar. Em todo caso, já que as elites que dominam o poder público manauense e amazonense necessitem tanto desses tipos de eventos cívicos para exercitarem seus discursos carregados de nativismo piegas, deveriam criar outros feriados, a exemplo da elite política nacional que festejam o Descobrimento do Brasil, em 22 de abril e a Independência, em 07 de setembro. No caso de Manaus, uma festa para Origem de Manaus (não para fundação), e outra para a Elevação de Manaus à categoria de Cidade. Assim tudo fica "bonitinho dentro do vidrinho" (bordão de um comunicador local), e se põe fim essa embrulhada. Contudo, o evento da Origem necessita de pesquisas, que o poder público deveria incentivar. Finalmente, ainda nessa linha de raciocínio "cívico", não caberia ainda, a criação do feriado comemorativo ao Descobrimento do Amazonas: o dia em que o bergantim do espanhol Francisco de Orellana penetrou no rio Amazonas?.
O autor é professor do Departamento de História da Universidade Federal do Amazonas e mestre em História Social pela Universidade de São Paulo

Letra: Theodomiro Vaz Música: Nicolino Milano De entre a pompa e real maravilha Desses belos e grandes painéis, Toda em luz, como um sol, surge brilha A cidade dos nobres Barés. Grande e livre, radiante e formosa Tem o vôo das águias reais E a subir, a subir majestosa Já nem vê suas outras rivais Quem não luta não vence, que a luta Pelo bem é que faz triunfar Reparai: o clarim já se escuta! É a forma que vem nos saudar! Dos pequenos e aos bons, entre flores, Agasalha e se esquece dos maus Ninguém sofre tormentos e dores Nesta terra dos nobres Manáos. Todo povo é feliz, dia a história, Quando se vê entre gozos sem fim O progresso passar junto à glória Em seu belo e doirado cochim.

Manaus - porto e poesia
Tenório Telles
A civilização floresceu com o nascimento das cidades - lugares de troca, convívio e proteção contra as ameaças e incertezas da sorte. Inscreveram na memória do tempo suas histórias de realizações, insignificância ou de grandeza. Com tantas faces, as cidades são como calidoscópios em que o passado e o presente se fundem, em que as cores, os rostos, as formas e os sonhos se refletem. As cidades são esfinges - com segredos e mistérios a ser decifrados. No dizer do escritor Italo Calvino: "... são construídas por desejos e medos, ainda que o fio condutor de seu discurso seja secreto... e que todas as coisas escondam outra coisa". Manaus, capital desse vasto território verde e líquido, mágico e fascinante, é uma cidade enigmática, acolhedora, voraz e refratária ao destino de ser cidadela da esperança. Manaus é um mundo em miniatura. Manaus é o mundo. Contemplar sua face é descortinar traços, gestos, sons, formas e cores. Nessa estranha geografia de raças e culturas, sangue e almas se encontram e se misturam para gerar um povo e uma história. Manaus é uma cidade com vocação para porto. Acolheu aventureiros e sonhadores, trabalhadores e artistas - homens e mulheres em busca do sonho, de um recomeço. Talvez do paraíso perdido. O poema "Geografia provinciana", de Astrid Cabral, é mais que a evocação de uma época, é o cenário de seu despertar para o mundo:

"Manaus um ponto perdido no mapa. Ali, desgarrada entre paredes de verde. Mas iam e vinham navios trazendo franjas do mundo. Europa e Península Ibérica surgiam das próprias pedras das avenidas e esquinas."
Olhar Manaus - perscrutar-lhe sua geografia de contrastes - exige serenidade e certa compreensão sobre a complexidade da vida social e sobre a condição humana. É acolhedora e fria, terna e indiferente - às vezes segregadora, com sua legião de excluídos, de homens privados das conquistas da civilização - do pão e da poesia. Manaus é uma cidade dividida entre os que "são" e os que "não são", entre aqueles que vivem de forma plena e crítica a sua cidadania e a maioria que resiste, à margem do processo de discussão e decisão de seu próprio destino. O poeta Mário de Andrade, ao refletir sobre a vida urbana, desnudou-lhe a face despojada de magia, beleza e verdade:

"Horríveis as cidades! Vaidades e mais vaidades... Nada de asas! Nada de poesia! Nada de alegria! Oh! os tumultuários das ausências".

Esta cidade, com suas chagas e alegrias, está mim. Pertencemos ao chão que nos acolhe, ao espaço onde inscrevemos nossa história, onde despertamos para o mundo e florescemos. Todo ser humano é filho do tempo e do lugar em que veio ao mundo. Mestre Machado de Assis tinha razão em afirmar: "Eu sou um pouco fruto da cidade onde nasci". Mas, subjacente à cidade visível, há uma cidade imperceptível, que está no ar, no silêncio e na memória. Que não morre, que resiste na poesia de Luiz Bacellar e Aldisio Filgueiras, na crônica memorialística de Thiago de Mello e Jefferson Peres, na pintura de Hahnemann Bacelar e Álvaro Páscoa, na música de Anibal Beça e Celdo Braga. E também nas receitas poéticas de dona Chloé Loureiro. Nas casas restauradas da avenida 7 de setembro - testemunho de um tempo de fausto e beleza. As cidades cumprem a sina dos homens. Elas nascem, vivem, transformam-se e, às vezes, morrem. Nada escapa ao trotar corrosivo do tempo e suas mudanças. Manaus não escapou a esse destino, como bem percebeu Thiago de Mello: "Manaus modificou-se. Quer dizer, mudou mas ficou, para continuar". Está viva na memória e em nossos corpos e sentidos - especialmente em nossos olhos.
TenórioTelleséprofessordeLiteraturaBrasileiraeautordapeça "Aderrotadomito".ÉmembrodaAcademiaAmazonensedeLetras

Expediente
E d i ç ã o e s p e c i a l d o JC e m h o m e n a g e m a o 3 3 6 º a n i v e r s á r i o d a c i d a d e d e M a n a u s
Guilherme Aluízio de Oliveira Silva Adalberto Antônio dos Santos

Diretor-presidente Diretor Comercial

Marcos Figueira e José Polari Aguinaldo Rodrigues

Textos

Márcio Rodrigues e Arquivo JC Jorge Pacheco

Fotografias Paginação

Edição

Pesquisa histórica: Adriana Barata - Cláudia Moreira - Gláucia Campos - Hosenildo Alves - Hugo Ferreira - Joaquim Melo - Kassiane Silva - Mariana Mariano - Moisés de Araújo - Maycon dos Santos - Rafael Rocha

Manaus, sábado, domingo e segunda-feira, 22, 23 e 24 de outubro de 2005

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Às margens do rio Negro, o prédio da histórica cervejaria Miranda Corrêa mantém viva a lembrança do período rico da borracha, que muito contribuiu para a bela arquitetura da Manaus antiga

Aparecida

Uma comunidade unida pela fé

A

bençoado por Nossa Senhora de Aparecida, aos 122 anos, o bairro de Aparecida, na zona Centro-Sul adotou em sua origem nomes como Cornetas, Cajazeiras ou bairro dos Tocos. O primeiro por conta do contigente do Exército antes localizado no igarapé que cortava o bairro. O segundo em função da grande quantidade de árvores desta espécie na localidade e o terceiro em virtude da derrubada das árvores para a abertura das ruas, deixando à mostra os troncos serrados. Com a chegada dos primeiros missionários em 1943, o bairro começou sua evolução. A missão dos missionários era de instalar uma nova paróquia e iniciar o processo de evangelização. Com o trabalho desenvolvido pelos missionários, o bairro adotou de vez o nome de Aparecida. Em 1944 foi oficialmente fundada a paróquia do bairro pelo bispo Dom João da Mata Andrade e Amaral recebendo o nome de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Foi pela fé que tudo começou registra, Roberto Bessa, autor do livro "Memorial: Síntese da História de um Bairro", editora Uirapuru (2001). A primeira capela segundo relatos do autor funcionou em duas salas, num chalé doado pela família Miranda Corrêa em 1944, funcionando até 1946, quando foi projetada a nova igreja na rua Alexandre Amorim, em frente ao colégio onde atualmente funciona o Clube de Mães. Com o passar dos anos, o bairro foi crescendo, surgindo à necessidade de um novo templo capaz de abrigar um número maior de fiéis. Estavam Santos, 72, um dos mais antigos moradores do bairro, Aparecida é 100% católica, por conta do trabalho de evangelização

dos missionários americanos. Na época de sua colonização o padre Frederico Stratman esteve à frente da construção da igreja, do colégio e da casa paroquial. Santos lembra que o bairro de Aparecida através da paróquia desenvolvia várias atividades sociais e culturais como oficinas de marcenaria e carpintaria, arraiais, além de atividades esportivas como basquete, boxe entre outras. "Conforme a história de desenvolvimento do bairro, a chegada dos missionários ajudou muito a educar a comunidade", relata. Aparecida com o tempo foi se modernizando, mas sem perder a identidade. Até hoje possui o mesmo padrão simétrico de ruas, tendo como a principal a Alexandre Amorim, ilustrada pela igreja, o colégio estadual de Aparecida, a faculdade de Farmácia da Ufam (Universidade Federal do Amazonas) e o Fórum. As reminiscências que marcam o bairro são as ruelas e becos, muitos deles ainda com a mesma arquitetura das casas grudadas uma nas outras. Outra grande referência é a rua Comendador Ventura, ou melhor Bandeira Branca que até os dias de hoje serve de palco para a realização dos principais eventos do bairro. O nome Bandeira Branca está associado a um antigo morador e comerciante português, que tinha o hábito de colocar à porta de seu estabelecimento uma bandeira branca. O primeiro nome que essa mesma rua recebeu foi 1º de maio, mas não caiu no gosto popular, ficando mesmo o nome de Bandeira Branca. Outras ruas que compõem o bairro têm significados históricos como Carolina das Neves, das Flores (por sinal não há flores e nunca houve), Coronel Salgado, Gustavo Sampaio, Xavier Mendonça, Wilkens de Matos e Dr. Aprígio. De acordo com Roberto Bessa cada rua ou beco tem o nome de um personagem importante e que morou no bairro e desenvolveu alguma atividade em prol da comunidade.

Igreja da Senhora de Aparecida, tradicional ponto de reunião católica

Arraiais e catraias, vivos na tradição do bairro
Na área cultural fizeram parte da comunidade por muitos anos - as festas das Pastorinhas e juninas que deram origem ao boi-bumbá "Coringa". De acordo com o relato de Bessa, o mês de setembro era esperado com ansiedade pelos moradores durante a realização do arraial que tinha como objetivo angariar recursos para as atividades sociais da igreja. O tradicional serviço de alto-falante, comandado pelo Zeca Afonso em parceria com Humberto Bacurau embalado pelas melodias e recadinhos para os namorados não podia faltar durante a realização dos festejos. Estevam Santos lembra que muitos dos moradores do bairro até hoje estão casados a partir dessas brincadeiras. Outro detalhe na história do bairro eram as disputas acirradas entre os rapazes do bairro com os rapazes dos bairros vizinhos como o São Raimundo e Matinha (mais tarde Presidente Vargas). Com o objetivo de flertarem com as moças dos bairros vizinhos muitas vezes tinham que fugir a nado ou sobre as jangadas, já que os donos das catraias (embarcações de transporte entre os dois bairros) se negavam a transportá-los. Estes mesmos arraiais no bairro acabaram ainda na década de 70 com a chegada das novas manifestações culturais e o advento da globalização. NOVENA É TRADIÇÃO O que restou da tradição desde a década de 60 foi a tradicional novena da terça-feira na igreja de Nossa Senhora de Aparecida sendo freqüentada por devotos dos quatro cantos da cidade. Associada a novena foi instalada a feirinha municipal, antes na Bandeira Branca e sendo transferida posteriormente para Coronel Salgado entre Ramos Ferreira e Alexandre Amorim devido ao grande contigente de pessoas. Aparecida ficou conhecida também pelo serviço das catraias que saiam do porto da antiga serraria Hore, transportando trabalhadores das indústrias instaladas no bairro para os bairros vizinhos. Com a construção da ponte ligando ao São Raimundo (conhecido antigamente como Bucheiros). O serviço custava quinhentos réis no itinerário que levava em média um tempo entre dez e quinze minutos de travessia. As catraias, assim como os famosos catraieiros perderam desta forma o sentido de existir ficando apenas nas lembranças da história deste bairro.

Ponte hoje substi

tui as catraias

O Independência reunia todos os domingos. segundo relato de Bessa. uma gama de torcedores no antigo campo da serraria do Hore (local de concentração da equipe) ao som de batucada. dos concursos de papagaio (pipa) e das conversas dos mais velhos à frente das casas. no quilômetro 28. Durante o decorrer dos anos 60.São os métodos que foram criados. Moacir Andrade. no dia 23 de outubro de 1931. Seus jogadores se dispersaram e. puxado por uma grande variedade de negócios Entrevista / E S T E VA M D O S S A N T O S Nascido em Manaus. Lauro Chibé. funda a entidade em um terreno de sua propriedade juntamente com voluntários do bairro. Ele então me respondeu. Outra tradição mantida até hoje no bairro era a concentração de pequenos botecos com a venda dos mais variados tipos de cachaça. A entidade funcionava onde está instalada o Fórum de Justiça. Aos dezoito anos decidir ir para o Rio de Janeiro conquistar um espaço com a música. Antônio Dias Loureiro Ventura. O Billy me perguntou se velhos quando sentavam para discutirem sobre a criação dos filhos e sobre os assun. Por exemplo. Nunca sai daqui. uma das maiores expressões das artes plásticas do Amazonas.Teve. No dia 4 de dezembro de 1961. Paulo Feitosa. desde muito cedo gostei de música. SAIBA MAIS Superfície População Escolas municipais Escolas estaduais Comércio da construção civil Indústrias Postos de saúde Área de lazer Instituições judiciárias 63. domingo e segunda-feira. o bar do Armando português que antes funcionava na entrada da rua Carolina Neves. seguindo até o igarapé da Castelhana. Em suas ruas estreitas. Em 1950.Manaus. netos e bisnetos. o clube decide pendurar a chuteira.528 02 03 01 02 01 -001 (Fórum) Definição do perímetro Inicia no igarapé de São Vicente com o Rio Negro até o igarapé de São Raimundo. Introduzido pelos padres americanos. 22. surge na década de 50 a agremiação do Independência Futebol Clube. A falta de segurança que existe no bairro e em toda a cidade nos deixa um pouco apreensivo sobre o progresso.Veja bem. até porque você tinha que concorrer com grandes nomes do rádio como Quais são suas melhores lembranças do bairro que Orlando Silva. Do tempo das catraias. era o fim de um sonho chamado Independência.94 ha 5. 23 e 24 de outubro de 2005 4 Independência marcou o futebol O bairro também teve seus momentos de glória no esporte. dia de trabalho. Santos que ainda é funcionário público curte ainda a boêmia cantando velhas canções que embalavam sua meninice e a história de sua vida. O que mais lhe entristece em relação ao progresso do bairro? Estevam . Esse homem deu valor a minha voz e ao meu muito importante para o crescimento do bairro e das pessoas trazendo informações culturais e as boas novas do cristianismo. historiador (morto em 2004). sábado.Minha infância foi no bairro de Aparecida. porque aqui você não a mínima chance. conhecido popularmente como "Comandante Ventura" funda no bairro o Corpo de Bombeiros Voluntários de Manaus. Com quantos anos o senhor percebeu que tinha uma forte tendência para cantar? Estevam . na estrada BR-319. Eu disse que não. Me criei soltando papagaio e vendo as meninas brincarem de porta-bandeira e macaca na frente de minha casa e olhando os mais antigos no final de tarde conversarem sobre suas vidas e assuntos do cotidiano. Dos trabalhadores carregando suas marmitas que passavam em frente à sua casa no final da tarde cansados de mais um Como foi a sua infância? Estevam Santos . Mário Ipiranga Monteiro. Aparecida viu nascer meus filhos. Toda terça é dia de feira. já que a história do bairro está ligada diretamente com a imigração lusitana que por ali chegaram e instalaram diferentes atividades comerciais.Primeiro do trabalho dos missionários que deram uma contribuição O senhor não recebeu apoio de ninguém? Estevam . acompanhando a novena . então Amazonas (como ele me chamava) volte para a sua terra. a viatura que conduzia ele e seus companheiros capotou e caiu em um abismo lhe tirando a vida. Naquela época eu cheguei a gravar um bolachão. Aparecida ao longo de sua existência viu nascer e crescer figuras ilustres e que hoje fazem parte da memória expressiva da sociedade manauense. o bairro abriga diariamente um intenso movimento comercial. A equipe formada pela rapaziada do bairro chegou a enfrentar clubes de grande porte entre eles. Naquele tempo era muito difícil conquistar um espaço nesse sentido. desembargador. tos da vida social e política da cidade. Do tempo das brincadeiras sobre o chão batido. Fui calouro na rádio Nacional e Tupi. Boa parte destes botecos era tinha como proprietários os portugueses. com menções em vários países. As novas formas de cultura que banalizaram as nossas culturas tradicionais e que hoje estão relegadas ao esquecimento. ao retornar de uma de suas missões. o senhor viu nascer? Estevam . Foi o Billy Blanco. Chico Alves Carlos Galhardo. das indústrias e madeireiras que dominavam o lugar. deste até a rua Luiz Antony indo até a rua José Clemente retornando ao igarapé de São Vicente até o Rio Negro. Lembro também dos conselhos dos mais talento. Um idealista nascido em Concêlho de Porto.tinha dinheiro. esquina com Xavier de Mendonça. mais precisamente na maternidade da Santa Casa de Misericórdia. Estevam nesta entrevista lembra dos velhos amigos que já partiram e fala da chegada dos novos tempos que estão matando as velhas tradições. artesão. Estevam dos Santos lembra dos tempos de outrora do bairro Aparecida. o Nacional e o Fast Clube. em Portugal.

passando a responsabilidade para Lopo Gonçalves Basto Netto que dividiu a área em lotes. chácaras e sítiosparticulares. Adrianópolis surge no início do século passado. Em frente. sua área urbana foi consolidada a partir do loteamento daquelas terras. o plano piloto chegava até o Boulevard Amazonas. asfalto e pavimentação. Fortaleza. Os trilhos que serviam de passagem para os bondes foram sendo cobertos pelo concreto levando com eles a memória do lugar. com suas barracas isentas de qualquer taxa ou imposto. foi denominado de Vila Municipal e até os dias atuais é comum as pessoas fazerem referências ao bairro comestenome. formada por pequenos lotes agrícolas. 23 e 24 de outubro de 2005 5 Um dos primeiros bairros a receber iluminação elétrica.00 hectares. logo podia se observar que estava nascendo mais um bairro e bempróximodocentrocomercial. entre elas estão a Maceió. adquirido em 1890. pelo excesso de trabalho não pode realizar sua execução.Somentenaadministraçãomunicipal de Arthur Araújo que surge a idéia de avançar no sentido de expandir o perímetro da cidade para o norte. servindo de ponto de reunião da sociedade local A drianópolis Teu nome é Vila Municipal A praça Nossa Senhora de Nazaré. castanheiras. Ainda nos primeiros anos do século 20. Neste período o bairro está em plena ascensão. o serviço de capinação da área. 22. a partir deste novo prisma. Natal. domingo e segunda-feira. a Vila Municipal recebe em alguns pontos iluminação de boa qualidade. deixa de ser a imensa área verde e cede lugar para a modernização. o Adrianópolis é hoje uma parte da cidade muito bem cuidada. Terezina e Recife. Área nobre da cidade. com um sentimento bem brasileiro. com locais aprazíveis. quando foram construídos valetas e um pavilhão rústico que levou a praça do bairro receber o nome de Salvador. Adrianópolis antes de o progresso atravessar suas veredas e caminhos de terra batida. no trecho que compreende a atual praça da vila ou Nossa Senhora de Nazaré funcionava o ponto final dos bondes que circulavam no percurso que cortava o bairro da Cachoeirinha. . no coração do bairro e de frente para a igreja que congrega a fé dos católicos na santa padroeira Vilas construídas por operários que trabalhavam nocentrodacidadeeumaáreaextremamenteverde earborizadapeloconjuntodesítiosechácarassendo um retrato paisagístico do bairro Adrianópolis. não constando a Vila Municipal. no entanto. Adrianópolis começava a mudar de cara recebendo os primeiros sinais de transformação. A necessidade que se expandir o perímetro urbano da cidade. o superintendente Antonio Ayres de Almeida Freitas. sua principal avenida de acesso e observar às imensas castanheiras e árvores frutíferas que fazem parte do mesmo cenário que compreende o terreno colado a antiga indústria da Beta. No governo de Basílio Franco de Sá. sábado. O curioso é que nasceu um bairro. além das inúmeras palmeiras. além de produtos de consumo. Todas datadas de 12 de maio de 1901. abertura das ruas e a construção da praça. O lugar por vários anos servia aos finais de semana para as famílias passearem de charreteouapé. É possível remeter o visitante aos tempos antigos do bairro ao trafegar pela Recife. O projeto foi elaborado pelo engenheiro João Carlos Antony . jacas e cajás. Nesta feira se comprava e se vendia todos os produtos relativos à pecuária e a agricultura. foi inaugurada a rua Maceió. Foi dado início também neste momento. Por tersuaorigemrelaçãocom pequenasvilasagrícolas. o superintendente Jorge Moraes inaugurou a iluminação elétrica completa aguardando as linhas de bondes que só viria no dia 22 de dezembro de 1918. Com uma superfície de 246. Quando em 1909 iniciava em Manaus a expansão de rede elétrica nos subúrbios. Luz chega e traz o bonde Os mais antigos lembram da época em que o bairro era tomado por veredas e muito verde Linhas de bonde fizeram parte da vida e da história da vila Em 1911. a sede da Secretaria de AgriculturadoEstadopreservaamesmacena. a partir da criação de uma vila. em 1919. sapotis. Na carta cadastral da cidade e arredores de Manaus. Dez anos mais tarde.Manaus. tanto que suas ruas recebem os nomes das mais expressivas capitais brasileiras. já que toda aquela extensão era formada apenas por bosques. Seguindo o estilo europeu. apesar da praça não passar de uma grande área descampada. Rebuscando o passado. dá a Vila Municipal uma outra visão criando através do Decreto nº 14. Nuno Alves Pereira de Mello Cardoso. A feira funcionava todos os domingos. suas ruas receberam tratamentos especiais com o alargamento. Adrianópolis. Há informações históricas de que a imensa área que compõem o bairro de Adrianópolis pertencia aos herdeiros do finado capitão de mar e guerra. Por volta de 1934 aconteceu uma reforma na praça. pela Intendência Municipal. São Luiz. na época do governo Eduardo Ribeiro. era um lugar aprazível de árvores frondosas como as mangueiras. de acordo com a lei nº243 do mesmo ano. do dia 13 de junho do mesmo ano a Feira Livre. tendo como habitantes a classe média alta da época.

Natal. que dividiu as terras pertencentes a Intendência Municipal. Na verdade foram os paraenses radicados em Manaus que incentivaram as comemorações. Em 2000 pela mesma estatística do IBGE tem apenas 9.561 moradores. O que se leva a crer este desnível. No entanto.Manaus. trocou de nome para Praça Orlando Lopes. Nas transversais. Recife e Maceió. Na Paraíba. É também deste mesmo período que a Lei nº 243. Duas praças marcam a arquitetura do bairro do Adrianópolis. influência da grande festa popular que acontece desde o século 18. Cachoeirinha e Parque 10 de Novembro. centro educacional Lato Sensu. Adrianópolis tem como troféu a exibir a presença de uma das maiores equipes do Amazonas. o bairro tinha 9. centro de convenção Dulcíla. começou a ser festejado na praça o Círio de Nazaré. a Paraíba e Recife. entre outros estabelecimentos. restaurantes. escolas particulares que vão desde a pré-escola até o ensino médio.150. Quando a praça recebeu a denominação de Silvério Nery constava no projeto original à construção de um chafariz. em lotes agrícolas e construções de pequenas vilas. já possuem estilos bem contemporâneos. SAIBA MAIS O nome do bairro de Adrianópolis é uma homenagem ao ilustre doutor Adriano Jorge. o Nacional Futebol Clube que muitas vezes encheu de alegria sua comunidade quando jogava no Parque Amazonense levando multidões para assistirem o famoso pai e filho.inaugurada em 1942. já enfrentava dificuldades com a limpeza pública do local. ao lado da igreja de Nossa Senhora de Nazaré). . constituiu em menos de três décadas um nicho comercial de compra e venda nos setores gastronômico. quando enfrentava o Fast Clube. Neste mesmo ano a Intendência Municipal. o bairro conta com prédios abrigando instituições importantes e de prestação de serviço à comunidade amazonense: Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). Localizado na Zona Centro-Sul. por exemplo. o bairro até hoje tem procurado preservar parte das residências antigas construídas. no Pará. na parte Norte da cidade. Ao longo das duas principais vias do bairro. na gestão do superintendente municipal Arthur César Moreira de Araújo. no entanto. escola de Enfermagem da Ufam. que não seguiam a determinação contratual. domingo e segunda-feira. A praça está localizada nas confluências das ruas Recife e Fortaleza. Floriculturas. Mais tarde. há uma diversidade de serviços à disposição da comunidade. a população batizou de Nossa Senhora de Nazaré. Fé na Senhora de Nazaré Chamada de Praça Nossa Senhora de Nazaré (fotos abaixo). Na Recife está a agência do Banco do Brasil. foi o crescimento de estabelecimentos comerciais no bairro. Daí o nome de Vila Municipal. praça. O bairro conta ainda com escolas tradicionais tendo formado inúmeras personalidades da cidade: IBA (Instituto Batista das Américas). residência da família Monassa. por exemplo. o padre capuchinho José de Leonissa do então Pontifício Institucional Missionário de EstereMilão assume o controle da paróquia do Adrianópolis trazendo consigo o sinal da modernização. Faculdades Martha Falcão. Maria Imaculada e a escola estadual Ângelo Ramazzotti (há 40 anos com a mesma estrutura. consultórios dentários entre outras especialidades na área da saúde e finalizando a área perimetral do bairro o Detram e a Central de Artesanato Branco e Silva. Mas. Em 1996. Arquitetonicamente. sobe o comércio O comércio gastronômico da Vila Municipal é um dos mais apreciados pela comunidade amazonense nos finais de semana Adrianópolis ao longo de sua urbanização vem decrescendo em nível populacional. No ano de 1902 foram executadas as obras de abertura das ruas da praça. provavelmente em razão da igreja do mesmo nome e padroeira do bairro. em homenagem às principais capitais do nordeste brasileiro. Paraíba. INFLUÊNCIA RELIGIOSA Adrianópolis preserva uma das mais conceituadas igrejas da cidade. igreja católica. 22. A primeira é a Praça Chile em frente ao cemitério São João Batista e a segunda e mais importante do bairro é a praça Nossa Senhora de Nazaré. São Luiz. Fortaleza. é o castelo (conhecido como castelinho). Seu projeto de construção é de 1910. ou simplesmente Praça da Vila. de 12 de dezembro cria o nome das ruas Belém. Este é o nome que permanece até os dias de hoje. educacional e de lazer e entretenimento para as classes média e alta. academias de ginásticas. Atualmente o bairro conta ainda com a presença das igrejas evangélicas Memorial Batista e Holiness. 23 e 24 de outubro de 2005 6 Cai população. Terezina. posto da Petrobras. a partir de 1903. por meio da Lei nº 647 de 9 de dezembro de 1910. Pronto Socorro 28 de Agosto. o logradouro público que serve de cartão postal para o bairro de Adrianópolis recebeu primeiramente o nome de Silvério Nery no início do século 20. A que mais chama atenção. postos de gasolina. Cerca de 1915. existem escolas. Ida Nelson. A partir de 1948. inicia no cruzamento da avenida Álvaro Maia com a rua Major Gabriel cortando pela parte Norte do bairro Nossa Senhora das Graças e vizinho dos bairros do Aleixo. consulados. condomínios de luxo como o Portal do Caribe. na cidade de Belém. São Francisco. algumas das residências existente no bairro. sábado.

principalmente aqueles das margens dos igarapés. em busca de melhores condições de moradia. caracterizando pelo inchaço urbano e as diversas "invasões" surgidas ao redor do bairro. foi fundado em 25 de agosto de 1987 e recebeu este nome em homenagem ao pai de seu idealizador. Conforme explica o padre. o bairro ganha mais desenvolvimento. para o tratamento de diversas enfermidades. recorda o morador. próximo ao Distrito Industrial. como argila ou barro. através do esforço da comunidade e com apoio de órgãos governamentais. Segundo o padre Nelson Pereira da Silva. O bairro jovem busca melhores condições de vida . 23 e 24 de outubro de 2005 7 Uma imensa área verde composta de árvores frutíferas e medicianis. e de habitantes dos municípios do interior. o então governador Amazonino Mendes. O bairro foi projetado para abrigar moradores de outras regiões da cidade. alerta o religioso. "Quanto a fonte de renda dos moradores. uma sala e uma cozinha. as casas eram construídas com madeiras e possuíam cerca de três cômodos: um quarto. Como na maioria dos bairros da Zona Leste. principalmente com a venda de CDs e DVDs na praça de alimentação do bairro. como é chamada a farmácia. o bairro possui dois campos de futebol e uma praça central com quadra de vôlei e futebol de salão. luz elétrica e rede de esgoto". A importância da Pastoral da Saúde. além de uma associação esportiva coordenada pelos próprios moradores. dentro ou fora da comunidade. a atividade econômica no bairro está restrita aos empregos no Distrito Industrial e ao comércio formal ou informal. com a própria história da comunidade. Thiago de Melo. a principal atividade ainda é mesmo os famosos biscates".896 pessoas. A partir de 1991. Segundo Eduardo Ribeiro. uma das três da região. Rui Barbosa Lima e Engenheiro Nelson Neto. Projetado para ser um bairro-modelo. utilizando plantas medicinais e outros elementos. A farmácia usa método natural. 22. situado na Zona Leste da cidade. o Armando Mendes tem ainda um posto de saúde. responsável pela igreja São Domingos Sávio. de um "barracão" para a praça principal do bairro. com crescimento do comércio e a implantação de projetos de hortas comunitárias. Uma das primeiras providências dessas freiras foi a transferência da igreja católica São Domingo Sávio. e quatro municipais: Rosa Gatorno. Com relação à violência. visto que há apenas um posto policial e com poucos policiais de plantão. chega ao bairro a congregação das freiras Filhas de Sant'Anna. e que já atendeu. o bairro Armando Mendes possui sete escolas. "Eram moradias simples que não possuíam água encanada. Na área de lazer para a comunidade. sábado. Segundo Nelson. é necessário o deslocamento até a delegacia do 4º DP na Grande Vitória. além de igarapés e olhos d´água. ou bio-energético. os primeiros habitantes do bairro vieram de localidades próximas do "Igarapé do 40". os moradores recebem pouco atendidos. Além dessas escolas. Ribeiro lembra que nesta época. um posto policial. normal para um bairro criado para servir de modelo.Manaus. Atualmente. gerando assim mais renda à população. Para casos mais complicados. famosa no bairro e adjacências. coordenada pelas irmãs. sob a supervisão da própria comunidade. desapareceu para ceder lugar a mais uma comunidade em Manaus Armando Mendes Os filhos de Sant’Anna Diversidade religiosa é uma das maiores referências do bairro que surgiu sem a mínima estrutura topográfica na década de 80 O bairro Armando Mendes. o Armando Mendes cresceu desordenadamente. ligando o bairro ao Terminal Integração 5. é o movimento contínuo de pessoas em busca de atendimento. hoje. uma feira municipal e um terminal da linha de ônibus. os maiores problemas do Armando Mendes. Em fevereiro de 1988. no Armando Mendes foram criadas dezenas de micro e pequenas empresas que funcionavam nas residências dos próprios moradores. Rilton Real Filho e Manoel Rodrigues. em alguns momentos. de 1991 a 2001. domingo e segunda-feira. como a "invasão da Sharp". centro de saúde e escolas. morador do Armando Mendes desde sua fundação. Outra obra de grande importância das Filhas de Sant'Anna é a criação da farmácia caseira. a violência e assaltos e furtos. sendo três estaduais: as escolas Maria Madalena Sant'Ana de Lima. são a prostituição. a ser seguido por outros da Zona Leste. O padre também explica ser necessário colocar aspas ao termo planejamento urbano. hoje bastante conhecida pela população do bairro e cuja história coincide. Nesta mesma época são realizadas obras de pavimentação e a implantação de posto policial. os moradores também sofrem com eventual falta de água. 19. .

como padarias. como a sede central dos Correios. no qual convivem pessoas das mais diversas classes econômicas e sociais. segundo dados do IBGE (Censo de 2000) de 19. No Aleixo. que era utilizado costumeiramente como atalho para a Colônia Antonio Aleixo. 22. a Delegacia Regional do Ministério do Trabalho. observa-se uma grande variedade de moradias. além de abrigar. Em termos de atividade econômica. atual Severiano Nunes. o lixão municipal de Manaus. Inúmeras igrejas católicas e evangélicas fazem parte do cenário com destaque para as principais: São José de Belo Horizonte. como é o caso do igarapé do Curre. de luz e saneamento básico. o igarapé era comumente utilizado para tomar banho e pescar emprestando seu nome à antiga rua do Curre. são diversas as opções de compras para seus moradores. delegacia de polícia e feiras livres. morador do bairro há 45 anos. o Aleixo passou a atrair grande número de pessoas vindas de diferentes pontos da cidade para freqüentar as muitas casas noturnas e bares do local. De acordo com Clóvis Ferreira. Também funcionam no Aleixo importantes órgãos administrativos. supermercados. principalmente os conjuntos habitacionais que compõem o bairro. Coroado e Adrianópolis tem uma população. lojas de material de construção. drogarias. Sua principal avenida é a André Araújo (em homenagem ao patriarca da rede de comunicação Calderaro). O bairro apresentava inúmeros igarapés que hoje estão aterrados ou poluídos. No campo da pesquisa. domingo e segunda-feira. o Tribunal Henoch Reis. forma pela qual abriram-se as ruas São Domingos e Bonsucesso. o bairro ficava nos limites do perímetro urbano da cidade e não oferecia muitos atrativos para atrair moradores. lan house. à medida que os anos passaram esses bares foram se exaurindo e deram espaço às novas formas de diversão e entretenimento no bairro. que durante o início de sua construção sofreu um incêndio suspeito que paralisou suas obras durante mais de vinte anos. ou Drinkfacas. salões de estética. o Ministério Público Federal. o Rip Show Clube e o prostíbulo popularmente chamado de Tia Xica. como a casa de jogos e boliche Amazon Bowling. No entanto. O bairro conta ainda com as agências bancárias do Itaú e Bradesco.vídeos locadoras. O Aleixo está localizado na zona Centro-Sul. fazendo divisa com os bairros de São Francisco. jornais o Estado do Amazonas e Correio Amazonense. como o Tribunal Regional Eleitoral. Jardim Espanha e Jardim Paulista. quando ocorreram as primeiras invasões no local. Santa Edwigens. sorveterias e pet shopps. Vários becos também compõem a malha viária da região. além de posto de atendimento do banco do Brasil. escolas públicas. até 1968. Porém. consolidando-se na de 80. antigo leprosário da cidade. o Ministério Público Estadual e Secretaria da Fazenda. mas mesmo assim a população carece de postos médicos. a mais populosa. utilizando inclusive facões nesta tarefa. além de ser formador de pesquisadores em toda a Amazônia. Em sua origem. a boite Zoom e o complexo poliesportivo do Vicentão. o Aleixo encerra o seu perímetro urbano com o Inpa (Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia) que tem contribuído para a ciência e a tecnologia em níveis nacional e internacional. a TV e jornal A Crítica. no bairro se consolidou a instalação prédios para abrigar instituições que compõem o poder decisório do Estado. como o Huascar Angelim. que atendem as comunidades das áreas adjacentes. hoje Horto Municipal. o bairro não oferece um numero suficiente de escolas públicas aos moradores de menor poder aquisitivo. São Benedito. São Paulo Apóstolo. TV Rio Negro. sábado. O bairro abrigava bares como o Caranã. Igreja da Paz. composto pelo campo de futebol e as quadras de vôlei. Por ela passam milhares de veículos por dia Aleix o Da força dos moradores A entrada do bairro do Aleixo está emoldurada pelas construções dos prédios públicos que compõem o Poder Judiciário O bairro do Aleixo surgiu a partir do ano de 1942. Foram os próprios moradores que abriram as primeiras ruas do bairro. Nessa época.282. famoso pelas confusões ocorridas nos recintos. e de onde advém seu nome. grande quantidade de oficinas automotivas. uma vez que a região era dominada pela floresta e não havia rede de água. mas é grande a concentração de escolas particulares. ABRIGO DO PODER PÚBLICO O Aleixo iniciou seu processo de urbanização no fim da década de 70. ou contratando o serviço de tratores. No entanto. a parte alta do bairro estão edificados os prédios onde funcionam a rede Amazônica de Rádio e Televisão. 23 e 24 de outubro de 2005 8 A avenida André Araújo é a principal via de escoamento do trânsito do bairro em direção ao Centro da cidade e à zona Leste. estava localizado o bar Nacionalino. até casarões e palacetes. o Clube dos Oficiais. além dos condomínios Abílio Nery e Barão do Rio Negro. Petrópolis. como o Stakadrink’s. muito lembrado pelos moradores antigos. Sagrado Coração. Grandes aglomerados da imprensa estão fincadas no bairro do Aleixo . Assembléia de Deus e 1ª Igreja Batista do Aleixo. vidraçarias. academias. Nesta rua. Estas características tornam a área um bairro paradoxal. com casas de madeiras e pequeno padrão de desenvolvimento humano. ponto de referência do bairro durante muitos anos e que funcionou até 1983.Manaus. Conhecido por muitos como "Cidade das Comunicações".

PROBLEMAS URBANOS Bem no centro do bairro funciona o SPA (Serviço de Pronto Atendimento). segundo o censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Estatística) da época. no entanto só atende a área desportiva. mais conhecida como Dona Bebe. Até os dias de hoje. a primeira missa celebrada no dia 24 de maio de 1970. 72 anos. "Quando eu falava do lugar onde morava. o bairro da Alvorada já somava uma população de 3. Nos arquivos da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora. Toda essa iniciativa para alegrar a comunidade e destacar o bairro entre as os melhores no quesito: Samba. conjunto Ajuricaba e Nova Jerusalém. um pingo d'água foi cair justamente no cálice em que o sacerdote usa para o vinho. Com a falta de planejamento é possível se observar algumas ruas do bairro de difícil acesso causando alguns transtornos tanto aos motoristas quanto aos pedestres. o Alvorada ficou conhecido como uma área de extremamente vio- Comunidade tem à disposição um centro comercial aquecido. Atualmente o bairro é um dos mais centros de compras da cidade comportando uma variedade de comércios no ramo da construção civil. não somente para os moradores do bairro. que apresenta alguns problemas de infra-estrutura (pela falta de planejamento). De repente. passa a ser chamado de "Cidade das Palhas". o número é reduzido". e por acaso. pilar o alho e fazer movimentos sobre a barriga da mãe". mais precisamente em 1970. a comunidade não tem muitos atrativos culturais e áreas de lazer diversificadas. Ela lembra desse período onde a violência imperava. As casas foram construídas de quatro ou seis estacas. abrigavam-se à sombra de árvores aguardando a construção "a jato" do seu barracão.313 já estão quitados perante a prefeitura. 10. condomínio Ouro Verde. O ponto positivo do bairro em relação a muitos outros da cidade é a de que. de acordo com o censo de 2000 (IBGE). bem ou mal. estão também o conjunto Flores. onde os moradores se organizam para colocarem na passarela do samba a escola Unidos do Alvorada comandada pelo mestre China. 22. originando o nome da igreja matriz do bairro. Nesse período embrionário da história do bairro em contato com a igreja. conjunto Canaã. afirma. apesar de possuir algumas quadras. A falta de melhor infra-estrutura é reclamada pelo bairro diziam: Lugar onde mata um e já fica outro "pendurado" pro outro dia". mas para toda a cidade. onde se instalava a massa humana vinda das favelas flutuantes vinda do bairro da Compensa. "A primeira leva atingiu o total de vinte famílias que. Para a estudante Fabiana. E no anexo desse decreto. portanto do bairro problemas com a precariedade do transporte coletivo. drogarias. sendo hoje um dos principais núcleos de comércio e de desenvolvimento Alvorada Das palhas para uma história de progresso O bairro da Alvorada. PRESENÇA DA IGREJA As primeiras visitas ao bairro foram realizadas por uma equipe de irmãs da comunidade do Centro Educacional "Santa Teresinha". Por possuir várias "casas" feitas de pau e palhas. foi a gota d'água que viria a se tornar o símbolo da presença de Cristo na vida daquelas pessoas que iniciavam o processo de desbravamento do bairro. alguns paus cruzados. Os mesmo documentos datam o início dos trabalhos pastorais da igreja em 19 de setembro de 1969 e.º 2924. os moradores sentiam-se protegidos". Segundo o registro da paróquia. pelo padre inspetor Daniel Bissoli. Agregados a área do Alvorada I. nasce o bairro da Promessa (devido à promessa do governador da época em dar um pedaço de terra a quem não tinha. revela que dos bairros da Zona Centro-Oeste (D. padroeira do bairro tem um outro registro curioso de que.Manaus. De acordo com registros da antiga Urbam toda a área que abrange as Alvoradas. Numa tarde de domingo. na opinião de Fabiana transformou-se em centro de referência. as Alvoradas II e III. Planalto. com a ajuda dos Salesianos. de 1995. A divisão geográfica foi instituída pelo Decreto Municipal n. Neste período de crença. Alvorada é o bairro. sábado. tem uma história marcada por conquistas advindas do esforço da sua própria comunidade na primeira década de 60. hoje. considerando os estudos técnicos realizados pelo Implan (Instituto Municipal de Planejamento e Informática). por falta de moradia. confecções entre outros. Redenção e bairro da Paz). levando a evangelização para o local. Tudo isso se deve ao reassentamento de famílias que chegaram ao local e foram fixando residência. O maior entretenimento. portanto. Aquino (conhecido popularmente como Carrapeta) quando se referindo ao bairro como um novo alvorecer. dos 15. muitos estão em péssimas condições e nos horários de pico.082 habitantes. domingo e segunda-feira. devido à presença de galeras. Dona Bebe lembra dos tempos em que atuava como rezadeira e preparava porções e garrafadas utilizando folhas e cascas da medicina natural.254 domicílios particulares. "Os ônibus que circulam. A promessa foi cumprida) . localizado na zona Centro-Oeste de Manaus. 23 e 24 de outubro de 2005 9 Alvorada remonta ao tempo do surgimento dos grandes bairros que formaram a zona CentroOeste da cidade. começa a chuviscar. Maria Síria Alafaria. arraial. logo bairro da Alvorada convive com essa cultura popular valorosa. Um dos maiores problemas enfrentado pelos moradores é a maior incidência de bares causando uma poluição sonora acompanhada da falta de iluminação pública. Neste período a comunidade organiza ensaios. ou seja. grupos de jovens usuários de drogas e homicidas. moradora antiga do bairro conta que as galeras atormentavam a vida dos moradores. conjunto Ajuricaba. o tempo começou a escurecer com o prenúncio de temporal. Alvorada. sorteio de brindes e bingos. causando certa deficiência para atender a demanda de pessoas que procuram o serviço de atendimento. Alvorada iniciou seu processo de expansão na direção Oeste na década de 70 surgindo novos desbravadores nascendo. Os moradores mais antigos do bairro contam que o nome Alvorada foi dado pelo locutor de rádio J. na segunda metade da década de 60. Por conta da construção das primeiras casas no local serem cobertas de palhas e cercadas por papelão e compensados foi chamada de "Cidade das Palhas". protegidos do sol e da chuva. Sobre seu ofício de parteira destaca uma receita certeira para que a criança volte à posição normal no ventre. Mesmo com todo o desenvolvimento do bairro. Campos Elíseos passou a se chamar de Planalto. palha e. foi marcado por um acontecimento curioso. data também da festa de Maria Auxiliadora. Pedro I. o tem partido da própria comunidade na época do Carnaval. com grande variedade de produtos lenta. II e III. Com a tendência natural de crescimento. o padre inspetor estava celebrando a Santa Missa. Por muitos anos. mercearias. o bairro ainda tem .

o bairro foi conquistando as melhorias paulatinamente. segundo dados da Implam (Instituto Municipal de Planejamento e Informática). 23 e 24 de outubro de 2005 10 A melhoria experimentada nos últimos anos não foi suficiente para minorar as dificuldades enfrentadas diariamente pelos moradores. O bairro deixa para trás um passado de violência do início histórico . HISTÓRIA PARA ESQUECER A história é implacável quando descreve a origem de determinada região. Nesse caso. centro médico. Após 24 anos de existência. nas extremidades do bairro da Redenção e os conjuntos Hiléia e Santos Dumont. já que boa parte de seus moradores eram oriundos do interior. 22. sobretudo no caso de transporte coletivo Bairro da Paz História de luta e esperança Diversidade religiosa é uma das maiores referências do bairro que surgiu sem a mínima estrutura topográfica na década de 80 No início da década de 80. com uma infraestrutura que atende a comunidade. hoje conta com quatro linhas de ônibus: 202. sem água encanada. No campo da diversidade religiosa. ao mesmo tempo em busca de novas conquistas. com o decorrer da urbanização. domingo e segunda-feira. Sua festa de aniversário acontece no dia 23 de outubro e sempre regada com muita festa organizada pelos moradores mais antigos. tinha como pano de fundo um índice muito grande de violência chegando a ser conhecido como viradouro. Situado na zona Centro-Oeste. Apesar de todas as dificuldades enfrentadas em sua história passando por um começo sofrido. Um dado demonstrativo da falta de uma política habitacional na cidade e no próprio Estado. uma das primeiras moradoras lembra dos tempos em que a falta de energia obrigava a população a se utilizar das famosas ligações clandestinas. A infra-estrutura do bairro possui uma escola pública estadual. 55 anos. o bairro da Paz no início nasceu sem a mínima estrutura urbana. 217 e 215. o bairro da Paz até ser o que é hoje. o bairro da Paz consta de 27 templos agregando católicos. está próximo ao centro geográfico da cidade. 203. característica por excelência de uma invasão. uma nova área pela via ilegal da invasão viria marcar mais um pouco o processo de crescimento da cidade com o surgimento do bairro da Paz. Apenas uma área totalmente devastada e em toda sua extensão de altos e baixos sendo aos poucos ocupada famílias que não tinham um lugar para morar. associação de bairro e uma feira comunitária gerando empregos diretos e indiretos para os próprios comunitários. evangélicos e um centro de umbanda.Manaus. energia e pavimentação. Maria Genoína. da mesma forma que o serviço de água encanada inexistia. mas não satisfatoriamente. o bairro da Paz veio ganhando arquitetura moldada na modernidade. No entanto. sábado.

cerca de 1 milhão de habitantes poderia servir não somente de dormitório. Dados da instituição mostram que a primeira rua a receber nome foi a São Jerônimo preservado até os dias atuais.127. pisando o chão para fincarem as estacas que viria se transformar no futuro. no período do governo Plínio Coelho. Seguindo pela Edgar Neves até a rua São Lázaro. Consta que o primeiro lote foi comprado por Estevão Vidal Duarte. O primeiro acreditando que Manaus seria a solução para seus problemas e que seus filhos e filhas teriam acesso a boa educação. quando o último feirante fecha as portas para o dia seguinte iniciar tudo de novo. o homem do interior amazonense e o nordestino. o bairro foi negociado em 1.80 m2.200 lotes. de acordo com o documento de registro em poder do Caico (Centro de Atendimento ao Idoso). sábado. O movimento na feira é constante encerrando suas atividades entre 19h e 20h. Crespo e Santa Luzia. mas um porto de chegada. empregados nas poucas fábricas e empresas de pequeno porte que abriam vagas para o trabalho não qualificado. Áreas do que hoje representa a Zona Sul se determinava a crescer tendo como personagem principal. passa a se chamar de Nova Betânia. já que vinham fugidos das pestes e dos mosquitos no interior da Amazônia. Santa Rita e Quinor. saúde e um futuro promissor. São Jerônimo. . deste até a rua Vicente Reis com a rua Edgar Neves. retornando ao extremo do igarapé do Quarenta. onde é encontrada boa variedade de produtos Betânia A Nova Betânia da rua São Jerônimo Cortado pelo igarapé do Quarenta. 23 e 24 de outubro de 2005 11 Costuma-se dizer no bairro que todos os caminhos levam à feira coberta do bairro. No dia 30 de outubro de 1964. retirante da seca e outros exilados dos grandes seringais acreditavam que a cidade que chegou a ter em meados do século 19. Centralizado entre os bairros Morro da Liberdade. Nasceu a partir do loteamento feito pelo proprietário da área Antonio Soares Coimbra dividindo em quatro quadras conhecidas pelos mais antigos como Bom Futuro. 22. desta até a rua Santa Etelvina. domingo e segunda-feira. importante centro de circulação dos habitantes da Betânia. passando pelo beco de mesmo nome. o bairro da Betânia surge na década de 60. possui uma área de 548. seguindo por este até o ponto frontal do beco São José.Manaus. A principal via do bairro presencia um movimento comercial intenso durante todo o dia PERÍMETRO O bairro da Betânia começa na confluência do igarapé do Quarenta com o igarapé da Lagoa Verde. De acordo com o documento. Betânia conta atualmente com quatorze ruas. mais precisamente no período do regime militar. EM BUSCA DE UM SONHO Quando a Manaus dos anos 50 fechava suas portas. Foi neste cenário de aparentes oportunidades. no bairro central da Zona Sul. na Zona Sul. cinco travessas que cortam o bairro e oito becos. surgia a ascensão do populismo e o aparecimento da figura de Álvaro Maia. até a Lagoa Verde. A principal avenida é a Adalberto Vale vivendo um cotidiano efervescido pelo comércio e todos os caminhos do bairro levam a grande feira coberta oferecendo a comunidade produtos de primeira necessidade. O segundo. abrigando aproximadamente uma média de 13 mil moradores. indo até a rua São Vicente. São Lázaro. que bairros como a comunidade da Betânia iniciava o desmatamento.

Com o objetivo de valorizar a mão-de-obra local foi criado em 22 de maio de 1945. num prédio situado na antiga praça Benjamin Constant (onde atualmente funciona a empresa Manaus Energia). Neste período. lojas de eletrodomésticos. O contrato foi publicado no Diário Oficial em 16 de setembro de 1967. o contrato sofreu alterações. A empresa para melhor servir a população nos serviços de bondes. elétrico. ajudando-os com alimentos. Ainda na década de 50. servindo de garagem para os bondes. Em 1967. percorrendo as ruas Manicoré. Com o crescimento do perímetro e paralelamente a população se fez necessário aumentar o sistema elétrico da cidade e criar uma distribuidora de energia que servisse de apoio as Usina Central. em Cássia e se tornou religiosa. A igreja de Santa Rita de Cássia é referência da religião católica no bairro Santa dos impossíveis Em 1381. Nesta época procurou o convento das Irmãs Agostinianas de Santa Maria Madalena. Educada na doutrina crstã. O processo de desativação era inevitável. Manaus crescia com uma arquitetura totalmente inglesa a exemplo do Mercado Adolfo Lisboa. A recuperação ficou sob a responsabilidade da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional). As águas que corriam no igarapé cincundava toda a extensão do novo bairro fazendo fronteira com o igarapé do Quarenta a Leste e igarapé do Mestre Chico ao Sul. Casou com Paulo Fernando. Foi pensando nesta ampliação que Eduardo Ribeiro tido como um governante de amplos horizontes solicitou ao engenheiro Antônio Joaquim de Oliveira Campos elaborasse um plano piloto em uma área de 1. CAMINHO DO BONDE Com a expansão do perímetro urbano da cidade. supermercados. Hospital Militar. sendo transferido os serviços de eletricidade que movimentava os bondes na capital para a Usina Central de Manaus conhecida por The Manaos Tramways and Light Co. sábado. O grande nicho econômico do bairro da Cachoeirinha é sua efervescência área comercial incluindo setores da construção civil. foi transformado em paróquia. No dia 22 de maio de 1457. vítima de lutas políticas na época. tiveram dois filhos. Pronto Socorro de Atendimento. conforto e trabalho. É possível observar nas casas construídas neste período com fachadas e calçamentos. visitas. As peças dos bondes foram vendidas como ferro velho. do Exército.000 quilômetros quadrados. durante o governo de Eduardo Ribeiro. frei Valeriano Fernandez decidiu comprar um terreno na avenida Carvalho Leal com a rua Manicoré onde foi construída a igreja inaugurada em 1950 e batizada de Santa Rita de Cássia. 22. Ltd. recuperar. mas oficialmente a nomenclatura dela é Benjamin Constant. Manaus entra definitivamente no processo de crescimento. reestudar os serviços de saneamento e pavimentação da cidade era uma preocupação da administração pública que precisa ampliar o perímetro urbano para abrigar os antigos e novos habitantes. com sede no Rio de Janeiro em parceria com o DER-Am (Departamento de Estradas e Rodagem do Amazonas). no dia de Pentecostes. Ele morreu assassinado. Na área cultural. o quadra da escola de samba Andanças de Ciganos e várias de casas de shows e espetáculos. Em 15 de dezembro do mesmo ano. governo Silvério Nery. Rita de Cássia morreu. o governador ainda tentou fazer os veículos circularem. Rocca Porena. domingo e segunda-feira. Sua sede passou a funcionar na capela de Santo Antonio (Pobre Diabo).574. Foi canonizada pelo Papa Leão 13. sendo completamente reconstruída em 1938 durante o governo de Álvaro Maia. auto-peças. de acordo com registro do Álbum do Amazonas em 1901. é um dos mais antigos e referência na assistência de saúde aos profissionais da força e aos seus dependentes Cachoeirinha Um sonho real de Eduardo Ribeiro Em 1892. a da Cachoeirinha é a mais imponente. o pequeno atelier denominado de Santa Rita. maltratava sempre Rita. recebendo a abreviação apenas de Rita.Manaus. Pronto Socorro da Criança. Foi pensando em ampliar e dar maior segurança que Eduardo Ribeiro decidiu construir a ponte de ferro e aço que hoje todos conhecem. às 17h são distribuídas rosas aos fiéis e acontece a procissão em louvor de Santa Rita. Tantos foram os milagres e graças recebidas por milhares de fiéis espalhados pelo mundo que é conhecida como s Santa dos Impossíveis. Percebendo que os filhos queriam vingar a morte. almoxarifado. passou sua infância e sua juventude auxiliando os pais na lavoura. Rita se dedicou ao socorro dos pobres e enfermos. Ponte Metálica. Em 1939 na mesma praça foi inaugurada a subusina. As obras foram supervisionadas pelo engenheiro Frank Hirst Hebblethwait. Ponte da Cachoeirinha. homem muito rígido. . A origem do nome se deve a um caudaloso igarapé que na vazante formava uma forte corredeira. Terceira Ponte. onde a CSN ficaria com o encargo de desmontar. laboratório. Este foi mais monumento histórico durante o governo de Eduardo Ribeiro. Todos os anos. Instituto Adriano Jorge. Das pontes metálicas que existem em Manaus. Itacoatiara. além das instituições de saúde como a Fundação Alfredo da Mata. além das primeiras praças. totalmente em design inglês. os mais antigos contam que a primeira ponte do bairro foi construída em madeira e chamada pelos populares de ponte "Itacoatiara". Ambos morreram dizimados por uma peste que destruiu prarticamente toda a Europa. De acordo com dados do levantamento histórico de pesquisa realizada durante o governo Amazonino Mendes pela Secretaria de Comunicação (1987). Foi com está ampliação que o governo do Estado arrendou em forma de contrato estes serviços para o engenheiro Antônio de Lavandeyra que devia ser responsável pela exploração durante o prazo de setenta anos. o bairro da Cachoeirinha veio a ser passagem e ponto obrigatório dos serviços de bonde. O local. no dia 22 de maio. com firma no bairro de Aparecida. Viúva e sem filhos. na gestão do então governador Danilo de Marttos Areosa iniciou o processo de recuperação da ponte. em 24 de maio de 1900. Manaus inicia um novo processo de desenvolvimento no setor de energia e transporte recebendo asfalto cobrindo grande parte dos trilhos. antes conhecida como Cachoeirinha de Manaus. 23 e 24 de outubro de 2005 12 O prédio do hospital militar. O marido. A ponte da Cachoeirinha ainda recebeu outros nomes. na região da Úmbria. construiu uma oficina na Cachoeirinha. além de manutenção dos carros da companhia. num lugarejo chamado. Com o crescimento populacional do bairro. nasceu a pequena Margherita. naquela época. devido ao desgaste natural. Cachoeirinha abriga a Casa do Folclore. o local em noite de luar era um bosque aprazível que formava um túnel com enormes árvores e clareiras. substituir e montar as peças da estrutura. Rita preferiu vê-los mortos e pediu a Deus que os levassem. O bairro está situado a Leste da cidade com uma área de 15. Castelo Branco.448 metros quadrados para edificar o bairro da Cachoeirinha. PARÓQUIA DO POBRE DIABO Em 6 de novembro de 1941. o bispo de Manaus funda o Curato da Cachoeirinha. Devotada de paciência conseguiu converter o marido ao cristianismo. no ano de 1947. PONTE DE FERRO É REFERÊNCIA A ponte metálica Benjamin Constant situada na entrada sul da Cachoeirinha foi construída no período de 1892 a 1895 com peças todas importada da Inglaterra. então pararam de circular. Certa ocasião Rita foi encontrada envolta de abelhas brancas que lhe pousavam na face.Em toda a extensão do bairro existe também nove postos de gasolina. sem ferí-la. principalmente da circular Cachoeirinha. No dia 9 de julho de 1918. A Manaos Tramways se extinguiu e a cidade continuava a sofrer colapsos energéticos. A tentativa não deu certo devido a falta constante de energia elétrica e o serviço se tornou inviável desaparecendo definitivamente. Universidade do Estado do Amazonas (faculdade de Medicina). Borba e terminando com uma missa campal. local que servia para o lazer dos poucos habitantes da área e das lavadeiras. Este serviço já não atendia a demanda da população pela falta de energia na cidade. No ano de 1955. A necessidade de aumentar a frota de bondes. Os bondes.

Retornou aos Estados Unidos em 1927. de acordo com o DecretoLei nº 6. Se mudou da Cachoeirinha em 1978 para a rua Lauro Cavalcante. tipografia entre outros. Igreja ergu ida como fru to de uma pr omessa Figuras gravam nome na história Cachoeirinha é um bairro que teve também suas personalidades importantes como é o caso da professora Marion Rechard Menezes. marcenaria. por Astrogildo Santos (conhecido apenas como Tó). Devota de Santo Antonio fez uma promessa ao santo pedindo a cura do marido. A igreja comporta em média 20 pessoas. na casa 1140. funcionou primeiramente como um Conselho Executivo e Kronger Perdigão. Atualmente o hospital foi todo reformado e atende toda a população da cidade com entrada pela avenida Carvalho Leal. Repartição de terra. 1901 e “Cachoeirinha” (Secretaria de Comunicação do Estado). Em seguida lecionou na Biblioteca Pública do Estado em 1942. A dança de ciranda também é tradição no bairro PRESENÇA PÚBLICA NA SAÚDE HOSPITAL GERAL DE MANAUS Sua criação data de 14 de fevereiro de 1953. Em 1975 recebeu o título de "Cidadã de Manaus"outorgado pela Câmara Municipal. não se sabe ao certo a data de sua inauguração. Por intermédio do Desembargador André Vidal de Araújo. Atendia todos sem distinção de cor ou de raça. tradição de um povo alegre A Cachoeirinha foi o palco para o surgimento do admirado bumba Corre Campo. conhecido carinhosamente como Mestre Chico e morou na rua Humaitá. uma portaria ministerial o transformou em Hospital de Guarnição de Manaus até 1969. Em 1897. em 30 de junho de 1953. foi essencial aumentar as instalações do hospital. Antonio casa com Cordolina Rosa de Viterbo e passaram a residir próximo a praça Floriano Peixoto e onde montaram uma casa de diversões. Mauro Souza Cruz (Pelica) e Antônio Altino Silva (Ceará).Manaus. Boi-bumbá e samba. Cordolina pagou a promessa mandando construir a capela que até hoje é conhecida pela população como "Capela do Pobre Diabo". regressando ao Brasil em 1929. inclusive filhos de médicos famosos da cidade. dono de uma quitanda na rua da Instalação no Centro da cidade. 23 e 24 de outubro de 2005 13 A promessa do ‘pobre diabo’ Cachoeirinha guarda muitas histórias desde o primeiro momento de sua existência. No ano de 1982. nome dado em por virtude da grande massificação do produto em Manaus e a chegada alguns anos antes da Zona Franca de Manaus. Como ele era ávido pelo dinheiro e sempre dizia que não vendia fiado por ser um pobre diabo. Em 1965 com o desgaste da madeira. depois Escola Técnica Federal do Amazonas e hoje Cefet (Centro Federal de Educação Tecnológica). com a denominação de Hospital Militar de Manaus. Em 1979 passa a ser denominado de Hospital Geral Adriano Jorge. com o nome de Dispensário Alfredo da Mata para atender especialmente pacientes com o mal de hanseníase. domingo e segunda-feira. em Porto Velho onde o marido era tradutor da Companhia Madeira Mamoré. A mesma feira ficou conhecida como Mercadinho da Cachoeirinha recebendo uma estrutura melhor na administração de Ephigênio Ferreira Salles. mandou fazer uma tabuleta que representava um homem coberto de trapos e abaixo os dizeres: "Ao pobre diabo". nascida em Boston nos Estados Unidos casando com o brasileiro Cícero Bezerra de Menezes vindo morar no Brasil. Nasceu um mercado maior e chamado de Mercado Walter Rayol. Serão punidos com as penas da lei os que ali se estabelecerem além de ficarem sem direito de indenização alguma pelo que fizerem. foi construído o prédio definitivo. de 24 de novembro de 1982. Francisco dos Santos é outra personalidade importante do bairro. Estabelecido a saúde do marido. quando um grupo de moradores. A agremiação escola de samba Andanças de Ciganos é outro atrativo que marca a história do bairro. Iniciou suas atividades na rua Ipixuna sempre aumentando suas instalações e especializando seus profissionais. a professora ganhou algumas salas do prédio do Juizado de Menores dando início as suas aulas. Exercendo a profissão de massagista recebendo dons naturais com os quais curou muita gente. vila localizada na região do Rio Negro e Colônia Antonio Aleixo. funcionando no local também o grupo escolar Guerreiro Antony (homenagem ao coronel Antonio Guerreiro Antony). 22. Outra personalidade importante registrado no livro sobre a história do bairro da Secretaria de Comunicação do Estado foi a figura popular de Raimundo Ferreira de Paiva. caso ficasse bom. O nome do novo bloco se deu pelas suas indumentárias terem as características das roupas de ciganos. de 28 de junho de 1965. Em 1942 a escola de artíficies se muda para as novas instalações e passa a ser chamado de Liceu Industrial de Manaus. da rua Ajuricaba. criado em 1955. calças justas e saias rodadas. um cidadão português chamado Antonio José da Costa. Por conta desta virtude de Francisco. Na administração de Arthur Reis. este último foi o primeiro diretor do sanatório. desta vez para Manaus. Dos aprendizes artíficies ao Cefet Com a inauguração da praça Benjamin Constant. a Assembléia Legislativa aprovou a Lei Estadual de nº 8. 05 de março de 1894 Satyro Marinho . Em 1975 foi criado o bloco Andanças de Cigano com o objetivo de substituir o anterior. a população decidiu lhe apelidar de "pobre diabo". Surgiu em 1974. Uma delas é a origem da capela do Pobre Diabo situada na rua Borba (antiga praça Floriano Peixoto). FUNDAÇÃO ALFREDO DA MATA Órgão da Secretaria de Estado da Saúde. Algum tempo. fixando residência na Vila Municipal e mais tarde passando a morar definitivamente na rua Ipixuna.Oficial Reprodução de um texto histórico para o bairro FONTE DE PESQUISA: “Álbum do Amazonas”. Conta-se que em 1882. Foi jogador de futebol. autorizando o governo a considerar a igreja de Santo Antonio como parte do monumento histórico da cidade e do bairro da Cachoeirinha. oficinas de alfaiataria. os pacientes de extrema gravidade e mutilação eram encaminhados a núcleos populacionais de doentes em Paricatuba. Dionísio Gomes (Ticuxi). na rua Parintins organizaram um bloco denominado "Bloco do Macacão". Embora sendo do século passado. mas atuou mesmo como massagista no Atlético Rio Negro Clube e cinco anos no Nacional Futebol Clube. "De ordem do senhor governador do Estado faço público que não serão feita concessões de terras que ficam a Leste do igarapé onde termina o perímetro urbano. Os ensaios aconteciam no seu próprio curral e nas casas onde era solicitado. Devido seu zelo pelo igarapé que cortava o bairro podando a vegetação das margens que antes impediam a passagem dos populares que se utilizavam dele. vinculado a 8ª Região Militar. no bairro da Cachoeirinha sem que essa área esteja convenientemente arruada. Ao chegar na Cachoeirinha para não ficar sem fazer nada. em razão da ampliação de suas atribuições. desgostoso por ter perdido um filho em acidente de trânsito. Em 1984 foi elevada a categoria de Grêmio Recreativo Escola de Samba Andanças de Cigano. Através do Decreto nº 64.608. Igarapé do Mestre Chico. Em 1827 foi instalado no local a Escola de Aprndizes Artíficies do Amazonas com cursos de desenho. A data mais aproximada é de 28 de novembro de 1897. um ano antes de sua morte. com turbantes na cabeça. a população batizou o igarapé de Mestre Chico. decidiu lecionar inglês para os jovens da área. Atende cerca de 214 feirantes nos mais variados tipos de comércio. fundado em 1º de maio de 1942. sábado. HOSPITAL ADRIANO JORGE Inaugurado como sanatório Adriano Jorge pela Companhia Nacional contra a tuberculose do Ministério da Saúde. O bumbá atravessou muitas dificuldades.271. o "Dico Paiva" por ter prestados vários serviços à comunidade.366 de 1969 sua denominação foi alterada para Hospital Geral de Manaus. Logo no início. Cobrava dos alunos apenas uma taxa simbólica por ser conhecedora das dificuldades financeiras dos pais. A escola já foi pentacampeã do Carnaval amazonense. sendo aberta eventualmente para turistas e nas comemorações do dia de Santo Antonio. o Dispensário Alfredo da Mata recebeu o nome de Centro de Dermatologia Tropical e Venerealogia Alfredo da Mata. Prédio do Hospital Adriano Jorge . Antonio adoeceu deixando sua mulher aflita. em 1931. mandaria construir uma capela em louvor do santo. Em face do crescimento da Amazônia no plano de integração nacional. No dia 8 de julho de 1953. Ela se mantém constantemente fechada. ficando exercendo sua atividade até 1979. pelo Decreto nº 32. Wandiguamiro Santos (Miro). em frente a faculdade de Medicina da UEA (Universidade do Estado do Amazonas). foi construído também um grande barracão de madeira com o objetivo de ser a primeira feira do bairro.

É visível a presença de escolas públicas. A origem da igreja da Chapada remota a primeira metade da década de 80. como é o caso das construções na margem do rio Mindu. Atualmente a paroquia Menino Jesus de Praga conta com um centro paroquial. supermercado. chamada simplesmente de Ceará. morador há 40 anos no bairro. O curioso é que a esta rua dá nome a mais quatro becos. Algumas pessoas. onde os moradores se reuniam na casa de Francisco Chavier para a celebração dos primeiros cultos. Esta última recebeu esse nome devido a grande presença de parintinenses devotos da santa no local. reforço para adultos. HOMENAGEM AOS PIONEIROS A presença nordestina é percebida no nome e nos proprietários que fazem a comunidade chapaense. o culto era realizado na escola de madeira que funcionava na propriedade de Francisca Pergentina. Desta forma. 23 e 24 de outubro de 2005 14 Túnel no cruzamento da avenida Djalma Batista com a rua Darcy Vargas melhorou o trânsito em um dos locais mais movimentados da cidade. vielas e becos que mais parecem labirintos. Foi neste período que nordestinos com suas história de desgraças e interioranos em fuga das enchentes no interior passam a constituir o núcleo inicial da comunidade. criados como espaços de segregação no inicio do século 20 se tornaram palco de ocupações para o surgimento de grande parcela de novas comunidades. Muitos deles que vieram em grandes embarcações para Manaus passam a ocupar áreas como a que compreende o atual bairro da Chapada. outras com melhores posses financeiras iam para o balneário do Sírio Libanês. explica que viveu sua infância com grandes dificuldades. retirantes nordestinos que vieram para a Amazônia como soldados da borracha ficam "ao Deus dará" nos mais distantes seringais. O núcleo popular da Chapada é uma ilha onde é possível observar ruas sem saneamento básico. principalmente quando o carteiro aparece por ali. sábado. Na Chapada existe a rua Eduardo Ribeiro. A paróquia tem seu espaço cedido para a realização de cursos de pintura. conseguiu algumas melhoras de infra-estrutura no decorrer dos anos estabelecendo um mínimo de vida digna para seus moradores. Seu perímetro urbano fica entre as avenidas Constantino Nery e Djalma Batista. causando um grande transtorno aos próprios moradores. Estrangulada justamente entre as duas grandes avenidas. que significa "terreno acidentado". uma homenagem a forte presença migrante na localidade. Sem infra-estrutura. Atualmente nesta artéria floresce um tímido comércio. As Pastorais têm desenvolvido grandes trabalhos sociais na comunidade. As mais carentes ficaram alojadas no balneário da Cachoeira Grande.Manaus. é responsável pelas comunidades da paróquia de São João Batista. Edna Santana. foram morar na chácara "Pau Merania". Sem assistência. a Chapada. como tantos outros bairros. uma homenagem também ao governador do Amazonas (1892. diz ela. competindo com a construção de grandes empresas e lojas como a Fechacom. o posto de saúde José Rayol que apesar de não atender a demanda por falta de estruturas e profissionais especializados. No ano de 1945 com o fim da Segunda Guerra Mundial. próximo ao maior shopping center Chapada Refúgio dos nordestinos Beneficiada por ser atendida por uma das principais vias de Manaus. que corta o bairro. artesanato. que abastece os moradores locais. talvez. bordado. CLAMOR PELA AJUDA PÚBLICA Nos dias atuais.1896). No caso das ruas tido como exemplo a Hospedaria do Árigo (antiga João Alfredo e atual Djalma Batista) e a artéria principal do bairro. grupos de liturgia e. relembra a saga da construção da igreja. O que mais tem preocupado a comunidade nesses tempos de globalização e falta de geração de emprego é a violência entre os jovens que não são poucos no bairro. A festa do santo é comemorado no dia 25 de dezembro e reúne toda a comunidade cristã. a Chapada assiste de camarote ao crescimento da cidade Os bairros distantes de Manaus. São tentativas para a diminuição da carência dos serviços sociais por parte das autoridades constituídas do Estado. A Chapada compreende desde a rua da Indústria até o condomínio Cidade Jardim fazendo fronteira com os bairros de São Geraldo e Flores. na entrada do bairro São Jorge. a Chapada tem seus problemas sociais em virtude da falta de assistência por parte do poder público. ATUAÇÃO CRISTÃ A igreja católica Menino Jesus de Praga foi inaugurado em 29 de Março de 1987 por Dom Clovis Frainer e tinha a frente o Padre Caetano Caan. Diz os moradores que na Chapada falta tudo. Ubirajara Pereira. pela devoção de Pergentina. Explica que após algum tempo. ex-moradora. Mas nem tudo está perdido para a comunidade. Segundo informações dos próprios moradores se deve esse nome a presença numerosa de barracos construídos nas encostas dos igarapés. chamada de "comunidade da Mangueira" e a de Nossa Senhora Do Carmo. com rostos sofridos e sem esperanças de futuro. Recentes obras modernizaram a estética visual e urbana do bairro . além dos condomínios voltados para classe média e alta. Falta tratamento sanitário. o bairro foi sufocado em seu pleno desenvolvimento. o bairro talvez sofra com a falta de investimentos empresariais como a aquisição de uma feira. o bairro continua caminhando em busca de dias melhores. as ruas alagam no período de chuva resultando inclusive acidentes. domingo e segunda-feira. A escolha do santo como padroeiro foi motivada. um mercado. espaço para o Clube das Mães. 22.

Corriam sobre os trilhos os primeiros bondes elétricos cortando as principais ruas já iluminadas pelos lampiões de arco voltaico. destruído por um grande incêndio na noite de São João de 1874. 23 e 24 de outubro de 2005 15 O Centro é recheado de prédios que contam a história de um período de riquezas e grandes momentos da cidade. estaleiro. a cidade recebeu outros nomes como Forte São José do Rio Negro. Um período que Manaus era porto obrigatório para o escoamento dos produtos oriundos dos seringais da Amazônia em direção a Europa e aos Estados Unidos.Manaus. além dos produtos manufaturados. Da Ilha de São Vicente à Matriz Chamado de Largo da Trincheira (Praça Nove de Novembro). o ícone maior da arquitetura histórica de Manaus e da Inglaterra através das grandes óperas. o embrião da cidade ocupava toda a área batizada de Ilha de São Vicente e tomava conta da extensa área antes ocupada por um cemitério indígena. como o que abriga a Fundação Joaquim Nabuco. quartel. na 7 de Setembro Centro Forte de São José na terra dos Manaós Manaus nasceu à sombra do Forte de São José do Rio Negro em 1669. Foi nesse momento que a aldeia começou a ganhar um palácio para moradia de seus governadores. os carroceiros e os catraieiros foi primordial para a consolidação da Manaus comercial do início do século 19. Vila Municipal e Flores. isto é. sábado. De acordo com dados históricos do Iphan e da Manaustur. As linhas não eram tantas. O Forte foi construído onde funcionava a Repartição do Tesouro (Secretaria da Fazenda) e atualmente pertence à Portobrás. Vila Manaus e cidade da Barra do Rio Negro. Atualmente denominado de Centro antigo da cidade foi tombado em 1990 pela Lei Orgânica do Município por meio do Artigo 342 e identificado como sítio histórico. Lugar da Barra. além de possuir monumentos históricos. as primeiras fábricas de anilinas. mas atendiam a população daquele período. representa atualmente 10% de toda área sob proteção legal. Cachoeirinha. no lugar da Barra. Antes do nome definitivo. cadeia pública. domingo e segunda-feira. todos tombados em nível federal e estadual. depósito de pólvora. na Ilha de São Vicente. Foi neste cenário que nascia o Centro de Manaus que chegou abrigar no período áureo da economia da borracha cerca de 1 milhão de habitantes com uma cultura efervescente importada da França Teatro Amazonas. Manaus vislumbrava o mundo civilizado com a edificação do Teatro Amazonas para mostras de grandes companhias de óperas vindas da França e da Inglaterra. Sua história tem uma relação direta com o Porto de Manaus desde seus momentos mais importantes dos séculos 18 e 19 e as primeiras décadas do século 20 no papel de exportador da economia extrativista da borracha. Do Centro. 2003) destaca que o trabalho desempenhado pelos trabalhadores do porto entre eles os estivadores. velas de cera. com a transferência da Capitania de São José da antiga Mariuá (Barcelos) para a Ilha de São Vicente. Lugar da cultura e de muitas histórias Foi esta área da cidade chamada de centro de Manaus que amanheceu o século 20 fazendo da cultura um privilégio de poucos. o Centro iniciou seu processo de ocupação a partir de 1791. Somente em 1808 o Lugar da Barra voltou a ser sede da Capitania de São José do Rio Negro. Praça da Saudade é um dos pontos de encontro preferidos da sociedade manauense . redes e panos de algodão. Na época o então governador Lobo D'Almada numa visão empreendedora começou a incomodar o governador do Grão-Pará Souza Coutinho. 22. A professora Maria Luiza Ugarte ("A Cidade Sobre Os Ombros". os bondes partiam para os poucos bairros existentes como a Aparecida. Esse fato transferiu em 1798 a sede da Capitania novamente para Barcelos. O ponto inicial do Centro começa no igarapé do Educandos com frente para o Rio Negro até a frente da Ilha de São Vicente. Foi nessa área do largo que os missionários carmelitas construíram em 1695 a primitiva Matriz batizada de Nossa senhora da Conceição.

O primeiro ponto turístico é o mercado Adolpho Lisboa servindo a sociedade amazonense e ao turista desde sua fundação como centro de comercialização de produtos regionais. Rua Governador Vitório . datadas de aproximadamente 1 mil e 300 anos. Em segundo pelo centro de lazer e cultura e o terceiro atrativo une os dois pólos. Conhecido antigamente como bairro de São Vicente foi erguido o hospital Militar em 1852. 23 e 24 de outubro de 2005 16 Referências históricas da cidade LARGO DA TRINCHEIRA (Praça 15 de Novembro) Antigo largo da Trincheira e cimitério indígena.Manaus. dada a inexistência de um cais apropriado. O trapiche possuía uma arquitetura com fortes inspirações neoclássica. as obras não tiveram início de imediato. República e a criação da Zona Franca de Manaus. Neste período vários estabelecimentos iniciavam suas transferências de Belém para Manaus. O Paço da Liberdade (antigo prédio da prefeitura) foi construído em 1876 para ser sede do poder público municipal. Dois anos depois. Teve seus dias de glória no período áureo da borracha. os passageiros eram transportados em pequenas embarcações até a margem e as mercadorias transportadas por alvarengas. grupo hegemônico dessa área O Centro da cidade está associado aos pólos turísticos do mercado Adolpho Lisboa e seu entorno urbanístico. o chafariz. sábado. Hotel Cassina . há na área do Centro. Considerado um monumento federal pelos grandes espaços de terra firme. 15 edificações caracterizadas como marcos da paisagem e definidas por seu valor arquitetônico e sua importância histórica.1937. Seu mais antigo morador. da mesma forma como todo o Estado do Amazonas passaram por grandes mudanças no período entre 1880 e 1900. o Palácio da Justiça e o Teatro Amazonas. de acordo com o projeto de monumenta da Prefeitura Municipal vai oferecer também serviços de restaurante e agência bancária. Pedro II. Rua Bernardo Ramos . foi construída entre 1819 e 1820. Até a primeira metade do século 19. Ilha de São Vicente . Em 1889. A construção de Manaus está intimamente ligada ao rio Negro Dados levantados pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Rua Frei José dos Inocentes . além de ruas que datam do início do século 19. com sede em Liverpool. A praça foi testemunha dos principais momentos da história da cidade desde o período précolonial passando pelo Império. Abrigou a sede do governo até 1879 e do governo republicano. quando passou a ser sede do governo municipal. atualmente conhecido apenas como "cabaré Chinelo". Esses três atrativos são os marcos urbanos dessa área que abrange até a ilha de São Vicente. o Ministério de Viação e Obras Públicas abriu concorrência para a execução de obras de melhoramentos no porto. gerando empregos direto e indireto. o Paço da Liberdade ou praça Dom Pedro II e o Porto Flutuante. em primeiro lugar é uma área caracterizada pelo centro comercial.. a B. Pedro II é a memória viva dos ancestrais amazônidas. recebendo o nome de seu proprietário Andréa Cassina (italiano). O mercado é uma estrutura pré-fabricada vinda da Inglaterra em fins do século 19 e teve sua montagem em Manaus em 1883. 22. Rymkiewicz & Co. O espaço.(antiga rua São Vicente). Com este novo cenário.(antiga rua da Independência) sua maior referência histórica são as partes das casas originais. Suas instalações eram usadas também para o corte e o beneficiamento da borracha. além de ser palco para atividades culturais como shows e realizações de oficinas. Iniciava também a formação da burguesia manauara. De acordo com monumenta da prefeitura será transformado em teatro municipal popular. a praça D.o conjunto paisagístico mais importante da área compondo o antigo hospital militar. Prédio em estilo neoclássico composto de linhas sóbrias de proporções clássicas com uma arquitetura tropicalista. se tornando em seguida em pensão e. além de servir de memória para o resgate da identidade indígena amazônica. pela paisagem onde se avista os bairros de Aparecida. construídas em alvenaria. domingo e segunda-feira. No ano de 1890. onde funciona o prédio da Capitania dos Portos). todo em madeira. As obras de melhoramentos só começaram mesmo em outubro de 1902. que assinou contrato com o Governo Federal em 1900. na decadência. A navegação era tida como primordial para o transporte do produto. À frente do Paço da Liberdade com as recentes descobertas de urnas funerárias indígenas. em particular o Centro da cidade. por uma rampa de catraieiros e pelo trapiche estadual 15 de Novembro. servindo de residência para o vereador da província José Casemiro do Prado (português que construiu o primeiro teatro na cidade. em sua maioria. se des cruzeiro atraiu gran to local ação do por r o comércio A moderniz incrementa tas para trouxe turis . Os negócios com a borracha cresciam e começavam a atrair outros tipos de comércio. Referência histórica para reflexões arqueológicas sobre a possível existência de civilizações paleo-ameríndias. IGHA (Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas) e ISEA (Instituto Superior de Estudos da Amazônia). Um autêntico exemplar europeu da arquitetura renascentista. o prédio da cervejaria Miranda Corrêa. a extração da borracha acarretava lucro fácil tanto a produtores como a comerciantes. até 17 de abril de 1917. São Raimundo e a manutenção da arborização. Os dois em estilos ecléticos europeus é o Hotel Cassina e o segundo é o prédio da Manaus Harbour definindo a paisagem da praça D. O prédio após sua reforma abrigará o Centro de Memória da cidade. abriga a mais antiga residência do período provincial. com o objetivo em viabilizar o escoamento dos produtos do Estado. o porto da cidade era formado apenas por alguns trapiches particulares. Manaus. Foi neste período que surgiram o Mercado Adolpho Lisboa. Casas térreas. a paisagem da cidade começava também a mudar. no início da província (tombado pelo governo federal) pelo decreto lei nº 45 de 30. segundo pesquisas iconográficas. recursos e auto-sustentabilidade. O monumento chama atenção para o coreto. Nesta época. O Centro da cidade detém valioso acervo arquitetônico PORTO DE MANAUS.11. Rymkiewicz transferiu os direitos de concessão e exploração para a firma inglesa Manaos Harbour Limited. A praça chamada de IX de Novembro tem sua referência icnográfica marcada no piso. no entanto. Atualmente se encontra em fase de restauração. o piso e a vegetação. A firma vencedora foi a B. Os grandes navios ancoravam praticamente no meio do Rio Negro.construído no final do século (1899). a firma pediu adiamento para o início das construções. Manaus não possuía grandes prédios públicos. em cabaré pé de chinelo. constituído de pequenas ruas e becos. entrada do progresso A história do Porto de Manaus está diretamente ligado ao ciclo econômico da borracha e as transformações sofridas ao longo dos anos. Em estilo colonial brasileiro. mas as obras. Segundo dados documentais dos arquivos do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico do Amazonas) o Centro. tendo como monumento dedicado aos Manáos. Estas mudanças aumentava consideravelmente a fluência da navegação indicando cada vez mais a necessidade da construção de um porto organizado.(antiga rua do Pelourinho) os atrativos da ruas são os dois prédios mais importantes da história do Centro. na Inglaterra.

Manaus, sábado, domingo e segunda-feira, 22, 23 e 24 de outubro de 2005

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Praças que contam muitas histórias
Escrever historicamente sobre a origem das praças de Manaus não é uma tarefa fácil. Muitos detalhes sobre elas estão nas mãos de particulares ou se perderam nos arquivos das bibliotecas ou se perderam no tempo. O Jornal do Commercio numa iniciativa peculiar revisita a história dos primórdios da cidade de Manaus através de suas praças como forma de resgatar a identidade dos manauenses. Essas mesmas praças que tanto serviram e servem ainda de palco para as manifestações políticas e sociais, são espaços também para encontros românticos de casais de enamorados, reuniões de intelectuais, além de seus bancos servirem de repouso para os desabrigados. Nesta primeira etapa o JC lista as principais praças que fazem à história da criação do Centro da cidade. Luiz de Miranda Correa, no livro "Roteiro Histórico e Sentimental da Cidade do Rio Negro", desde o governo de Eduardo Ribeiro que houve uma preocupação voltada para a construção de praças e jardins como forma de embelezar a cidade. O curioso é observar que as praças principalmente do centro guardam os traços arquitetônico inglês e os jardins à francesa. Com mais de um século de existência, os manauenses batizaram a praça Heliodoro Balbi simplesmente de Praça da Polícia. Segundo registro em poder do arquivo da Manaustur, o nome batizado pelo povo foi devido às apresentações da banda da polícia ter tocado muitas vezes no local embalando o sonho de muitas gerações, principalmente os estudantes do ginásio Amazonense D. Pedro II, ou a presença constante de poetas e freqüentadores do antigo Alcazar no teatro do cine Guarany. O monumento lembra os tempos áureos de liberdade e de romantismo. A praça antes foi chamada de Largo do Liceu, Largo do Palacete e Largo 28 de setembro (em homenagem a "Lei do Ventre Livre", assinada neste dia, em 1871, e que dava liberdade aos filhos dos escravos nascidos à partir desta data). Em 1872 em ata da sessão da Câmara Municipal de Manaus, proposta do então vereador José Justiniano Braule Pinto. No ano de 1897, sob a lei nº 108, de 2 de dezembro, foi mandado colocar na praça alguns bancos de madeira para melhor servir à população e freqüentadores. O nome Largo do Palacete tem sua origem por sua localização está em frente ao Palacete Presidencial, residência do presidente da província do Amazonas. Até o ano de 2004 funcionava como prédio do Comando Geral da Polícia Militar do Estado. Em 1895 durante o mandato do governador Eduardo Ribeiro o imenso largo foi ornamentado com uma pavimentação em paralelepípedos e palmeiras imperiais. O local possuía uma arborização razoável servindo de aconchego para os manauenses. O local foi batizado ainda como Praça da Constituição, Praça Gonçalves Ledo, Praça Roosevelt. Teve a construção de seu ajardinamento no ano de 1906, na administração municipal do coronel Adolpho Guilherme de Miranda Lisboa. O Jornal do Commercio fez referência no dia 24 de julho de 1907 sobre o ajardinamento afirmando que a ornamentação da praça trazia grandes melhoramentos para a cidade. Localizada entre as ruas José Paranaguá, Sete de Setembro, Dr. Moreira e Guilherme Moreira e, construída numa área de 6.600m2, a praça Heliodoro Balbi naquele período marcava um grande empreendimento social. Nesta mesma época foi inaugurado em 21 de junho de 1907, o Theatro Cassina Julieta, na rua Floriano Peixoto com a fachada voltada para frente da praça. O teatro Julieta foi restaurado em 17 de fevereiro de 1912 tendo o nome mudado para Theatro Alcazar. Em 1938, passa a se chamar Cine Guarany devido o forte avanço na arte cinematográfica com o fim do cinema mudo e início do falado. nida Eduardo Ribeiro nas imediações das ruas Monsenhor Coutinho e Ramos Ferreira está localizada a Praça Antônio Bittencourt, ou melhor Praça do Congresso, um dos mais populares logradouros públicos do Centro, ora por sua localização, ora pela sua importância histórica no contexto político e social. O que se sabe é que a praça foi projetada ainda no período áureo da borracha adotando o nome de Congresso, a partir da realização do 1º Congresso Eucarístico da igreja Católica realizado no ano de 1942, ocasião em que foi erguido o monumento à Nossa Senhora da Conceição. Ali começou a construção do palácio do governo, atualmente funcionando o Instituto de Educação do Amazonas. O prédio que funcionava o centro de saúde da cidade, hoje abriga as instalações para a agência dos Correios. Da mesma forma que tomou lugar do palacete Miranda Correa, o edifício Maximino Correa. O nome oficial de Antônio Bittencourt, segundo dados históricos em poder da Manaustur data de 21 de agosto de 1908. Batizada pelo povo de Saudade, a Praça 5 de Setembro data do início do século passado. Construída na quadra formada pelas ruas Ferreira Pena, Ramos Ferreira, Simão Bolívar e avenida Epaminondas, em plena área central da cidade. Conforme a Carta Cadastral da cidade, a área ocupada pela praça era bem mais ampla, à época do governo Eduardo Ribeiro, desde o antigo cemitério velho chamado de São José (nome também do primeiro bairro de Manaus) - localizado onde atualmente é a sede do Atlético Rio Negro Clube até o Instituto de Educação do Amazonas (local onde seria construído o palácio do governo). Um dado curioso da praça na época do governo provincial do Presidente Francisco José Furtado em 1858, o cemitério foi cercado, a praça não passava de um largo com pouca arborização. Então em 1865, foi proposta pela Câmara Municipal a construção da praça e a proposta de se oficializar o nome de Praça da Saudade. Não existe nenhum documento que comprove se foi ou não aprovado o nome. O que se sabe é que o povo acabou consagrando o lugar com o nome de Saudade. Outro fato ligado a praça diz respeito à construção do monumento em homenagem a Tenreiro Aranha. A construção do monumento foi uma proposta do vereador Silvério Nery, em 11 de maio de 1883, na época o Presidente da Província era José Lustosa da Cunha Paranaguá. Segundo documentos da Manaustur, a Praça da Saudade veio somente a adquirir corpo e forma em 1932, na gestão de Emmanuel Morais com a construção de jardins. O cemitério nesta época já havia sido fechado. Após a demolição, os restos mortais que haviam no local foram transferidos para o São João Batista. O projeto para a nova obra era a construção do horto municipal com exemplares de todas as palmeiras do vale amazônico. O nome de Largo ou Praça da Saudade foi batizado pelo povo talvez por está localizada bem em frente ao cemitério de São José, que também emprestava nome ao bairro. A praça foi aberta em 1865, bem depois da construção do cemitério. De acordo com pesquisas do historiador Mário Ypiranga, o nome da praça pode ter sido também devido a presença de um espanhol de sobrenome Saudade ou de um negro que viveu por volta de 1837, morador da área vizinha à praça, de nome José Pedro Saudade. O negro devia ser um escravo de forro, devido aos bens que possuía. O nome oficial de Praça 5 de Setembro, portanto é em homenagem a data da elevação do Amazonas à categoria de Província e uma homenagem a Tenreiro Aranha que tanto lutou pela emancipação do Grão-Pará. Portanto, o nome oficial nunca se tornou popular. O certo é que mesmo o nome oficial estar inscrito na placa da estátua de Tenreiro Aranha, o manauense a conhece apenas por Praça da Saudade.

Praça da Polícia (Heliodoro Balbi)

Praça da Saudade

Praça do Congresso (Antônio Bittencourt)
No final da ave-

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Para dar vazão ao grande fluxo de passageiros durante todo o dia, a prefeitura construiu no bairro um dos maiores terminais de integração para atender a alta demanda gerada pelos ônibus coletivos

Cidade Nova

Cria de Lindoso agora é o maior bairro da cidade
O rápido crescimento da economia do país, a intensificação das atividades portuárias e, sua integração no contexto da economia internacional exigiam uma reorganização do espaço urbano, principalmente da capital. Essa reorganização tinha que ser condizente com o novo modelo econômico e preocupado com o social. Acompanhando esses avanços, Manaus com o modelo Zona Franca, a partir de 1967 também iniciava seu processo de crescimento e começava a enfrentar o maior de todos os problemas sociais, que era a questão da moradia. Interioranos deixavam suas comunidades migrando em direção a capital sem se preocuparem com os riscos, em busca de uma garantia nos moldes da globalização industrial. Manaus, portanto, inchava sem nenhuma perspectiva de acerto. Foi pensando neste inchaço que há 24 anos, o governador José Lindoso decidiu prover moradia à população de baixa renda criando o projeto Cidade Nova. No início foram 1.800 casas, para atender está população oriunda do interior em busca de emprego no Pólo Industrial de Manaus e, que estavam criando um bairro às margens do rio Negro e sem nenhuma estrutura urbanística. Quando foi criado o projeto, nem se imaginava que está parte da Zona Norte iria crescer tanto e assustadoramente. No início do governo Gilberto Mestrinho, o projeto Cidade Nova recebia nova atenção e foram construídas novas casas (desta vez, chamadas de embriões, devido suas dimensões terem fugido ao projeto inicial). A Cidade Nova nesta nova fase foi projetada em forma de núcleos separados, com pouca comunicação entre si. O tempo foi implacável neste sentido. Atualmente, a Cidade Nova é um grande aglomerado humano formado de 20 núcleos, além de abranger todas as comunidades (fruto de invasões), conjuntos e condomínios. Um projeto que tomou imensas proporções e sem o mínimo de planejamento urbano. Hoje a Cidade Nova concentra em seu entorno vários conjuntos e comunidades entre eles estão o Renato Souza Pinto I e II, Ribeiro Junior, Francisca Mendes, Manoa, Mundo Novo, Osvaldo Frota I e II, Amazonino Mendes, Mutirão, Oswaldo Américo, Américo Medeiros, Canaranas, Vale do Sinai, Monte Sinai, Campo Dourdado, Riacho Doce, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Boas Novas entre outros. Mais recentemente foi construído fazendo parte da Zona Norte e agregados a ela, os conjuntos Galiléia, São José da Barra I e II e Nova Cidade. Cidade Nova se tornou o maior conjunto habitacional de Manaus com uma população estimada em 300 mil habitantes dos quais, segundo dados de pesquisa levantada pelo vereador Tony Ferreira, de 125 mil eleitores, sendo o maior colégio eleitoral da capital, maior que muitos municípios do Estado. Durante seus 24 anos de existência só conseguiu até agora eleger apenas um vereador, ficando sem representatividade política na Assembléia Legislativa e na Câmara Federal. Tony Ferreira explica que a Cidade Nova ainda é uma cidade dormitório. "Muitos moradores apenas dormem na Cidade Nova passando o dia em seus locais de trabalho". Na opinião do vereador o comércio ainda não é sustentável.

Como em todos os demais bairros de Manaus, o catolicismo está presente com a igreja de S. Bento "Tivemos um shopping e fechou por falta de quem consumisse. Apenas uma minoria freqüentava o empreendimento", salienta. Apesar do aumento contínuo e acelerado da ocupação humana na Cidade Nova, nos últimos anos ganhou um terminal de integração de transporte coletivo, implantação de agêngiosos dividindo o mesmo espaço sete igrejas católicas, setenta e três capelas e mais de duzentas evangélicas. A primeira igreja católica construída no bairro foi a São Bento (próxima do terminal 3, dividindo a Cidade Nova I e II). Durante sua edificação e trabalho e evangelização esteve à frente o padre italiano Atualmente o padre Pedro se encontra na Itália fazendo tratamento de saúde. Com o crescimento demográfico e populacional, a Cidade Nova ainda é carente com a falta de espaços para que a comunidade possa desenvolver atividades sociais, culturais e esportivas. Em toda sua extensão não há praças públicas, cinemas, biblioteca e um centro social nos moldes dos grandes bairros, fazendo com que seus habitantes se desloquem a outros pontos da cidade em busca de lazer e entretenimento. Além da falta desses serviços, enumera o vereador Tony, a comunidade tem sofrido com a ausência do poder público em relação à saúde e a segurança pública, sem contar que seus moradores foram extremamente prejudicados com a implantação do sistema expresso.

cias bancárias (Banco do Brasil, Bradesco e Caixa Econômica Federal), um supermercado (Hiper DB), auto peças, lojas de armarinhos, metalúrgicas, postos de gasolina, lojas de departamentos e eletro domésticos, drogarias, academias de ginásticas e uma praça de alimentação. Está última, na entrada do Renato Souza Pinto e Canaranas. A Cidade Nova revela ainda com seu crescimento uma concentração de templos reli-

Pedro Vignola, segundo contam os primeiros moradores e que estiveram no trabalho de mutirão para a construção da igreja, o padre do local rincipal via do está na p era um incansável a e supermerc operário da fé. Grand

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O melhor das frutas regionais pode ser encontrado diariamente na feira do Coroado, conhecida por vender produtos diretamente do produtor, o que facilita o acesso porque o preço é mais em conta

Coroado

Inspiração vem da coragem
No ano de 1971, nasceu o bairro do Coroado, Zona Leste, originado dentro das terras da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). O local na época servia para a produção de carvão aos pés dos buritizeiros. O bairro recebeu o nome de Coroado inspirado na novela de Janete Clair, "Irmãos Coragem", da Rede Globo, que foi ao ar nos idos dos anos 69 e 70, história fictícia ocorrida em uma vila chamada "Coroados". Os primeiros moradores do Coroado vieram oriundos do interior do Estado. Com o surgimento da Zona Franca de Manaus e várias oportunidades de emprego, o local era ideal para moradia por estar próximo ao Distrito Industrial. A cidade iniciava seu processo de urbanização ainda pela via ilegal. Esses desbravadores iniciam, portanto, o processo de invasão do local. A partir desse episódio, a direção da Universidade Federal do Amazonas passou a utilizar a força policial contra os invasores pela reintegração de posse. A maior liderança dos invasores foi o interiorano (.....) João Correia Barbosa Situado em u ma região privilegiada, próxima ao Distrito Industrial, o Coroado guarda história de luta e sacrifício que fincou as primeiras estacas em uma área e chegou a afirmar que dali só sairia morto. Esse episódio lhe rendeu o apelido de João Coragem, por sinal nome do protagonista da novela interpretado por Tarcísio Meira que também na ficção lutava por um O bairro do Coroado tem como definição de perímetro iniciando na avenida André Araújo passando pedaço de terra e por justiça. De acordo com o atual prespelo contorno em direção ao Campus Universitário, indo até a Alameda Cosme Ferreira seguindo até a avenida Grande Circular, passando pelo Igarapé do 40 até o igarapé Atílio Andreazza. Possui uma suidente do bairro, Francisco Ribeiro, a ficção virou realiperfície de 1.142.21 hectares e uma população de 49.123 habitantes. dade e naquele momento era tudo que os invasores precisavam, ou seja, um líder corajoso que fosse à frente e Escola Municipal...............................................................05 tomasse as rédeas do movimento. João Coragem (como Escola Estadual.................................................................09 é conhecido até hoje pelos antigos moradores morreu Escolas particulares..........................................................04 no dia 25 de setembro de 1988). Com medo que houCreche..............................................................................01 vesse um confronto sangrento entre invasores e policia, Casa Médico da Família......................................................06 o então governador Gilberto Mestrinho decidiu desaproServiço de Pronto Atendimento..........................................01 priar as terras e doar aos invasores. Entretanto, afirma Centro de referência..........................................................01 Francisco que até hoje muitos dos moradores do bairro Centro Social.....................................................................01 ainda não têm o título definitivo da terra. Posto policial.....................................................................02 Agência bancária..............................................................-0EM BUSCA Superfície...........................................................1.142,22 há DE MELHORIAS População..................................................................45.109 Coroado desde sua fundação vem percorrendo um árduo caminho na luta por melhorias econômicas e soEntidades sociais e comunitárias ciais. A partir da luta de João Barbosa juntamente com • Conselho de Desenvolvimento Comunitário do Coroado os seus fundadores foi iniciado o processo de modern• Associação dos Idosos do Coroado ização da área. Surgiram, portanto, as primeiras esco• Casa Andréia do Estado do Amazonas las, igrejas, centros de saúde, quadra poliesportivas, • Associação dos Alcóolicos Anônimos delegacia e a conquista de uma linha de ônibus que • Distrito de Obras (Semosb) atendesse a comunidade. Atualmente atende o bairro as • Associação União Folclórica do Coroado • Associação Dragões de Taekwondo linhas 001, 002 (interbairros) e 515 (específica do bairro). O processo de desenvolvimento foi longo e doIgrejas e templos loroso, principalmente a pavimentação, rede elétrica e • Paróquia Divino Espírito Santo água, benefícios conquistados com muito sacrifício e • Igreja Sagrado Coração de Jesus anos de espera. O Coroado é o primeiro bairro consti• Igreja Nossa Senhora Mãe de Deus tuído na Zona Leste da cidade e o primeiro centro com• Igreja Jesus Cristo dos Últimos Dias ercial abastecido com uma feira coberta, pequenos su• Igreja Pentecostal Unidos do Brasil (02) permercados, drogarias, concessionárias de veículos, • Igreja Universal do Reino de Deus (02) autopeças e motéis. • Igreja Ministério de Maranata Aos 34 anos, o bairro do Coroado conquistou nos úl• Igreja Batista do Coroado (02) timos anos sua mini vila olímpica para a prática de• Igreja Deus é Amor • Salão do Reino das testemunhas de Jeová sportiva, além do Serviço de Pronto Atendimento (SPA) • Igreja Assembléia de Deus (09) e o 3º Companhia de Intendência Comunitária (Cicom) • Igreja Pentecostal Primitiva responsável pela segurança de toda a comunidade. • Igreja Tabernáculo Batista Dividido em três áreas (I, II e III), o bairro conta com o • Centro Espírita o Consolador apoio social do Conselho de Desenvolvimento • Igreja Família Quadrangular Comunitário do Coroado (CDCC) dando suporte nas • Igreja Adventista (02) áreas do esporte, lazer e cultura para os moradores.

SAIBA MAIS

leitura pelo computador. Depois de muito esperar. Os moradores dessas comunidades aprendem ainda técnicas de construção naval e de olaria. que perderam a vida ao tentarem atravessar o lago e naufragaram. com quadra poliesportiva coberta. Criado com o estigma da lepra. principalmente da comunidade do 11 de maio. produção de farinha e horta comunitária. desde então. padaria. coordenador do CSELA (Centro Social Educacional do Lago do Aleixo) enumera as dificuldades enfrentadas no bairro destacando a falta de abastecimento de água.Manaus. o bairro permaneceu isolado por muitos anos. o projeto ensina as crianças a prática de natação e também a de remo. A falta de um programa social tem aumentado o número de adolescente em situação de risco. a igreja católica de São João Batista. Conhecido popularmente como leprosário. Nenhuma dessas crianças sabia nadar e. com florestas e uma portentosa margem fluvial. Planalto e Buritizal. centro de educação infantil Tancredo Neves. em segundo lugar. PROJETOS SOCIAIS Entre os projetos desenvolvidos pela instituição está o Ecae (Espaço Cidadão de Arte e Educação). Já o projeto Remo Vida Atividades Esportivas foi pensado e desenvolvido após um acidente envolvendo cinco crianças. foi preciso construir mais dois prédios para receber hansenianos da cidade. localizado na Zona Leste. escola de música. o cemitério Santo Alberto. sendo evitado pelos demais moradores de Manaus e recebendo o descaso das autoridades públicas. Colônia Antônio Aleixo. inclusive com indústrias e espaços comunitários onde são ministrados cursos de artes e profissionalizantes. a escola estadual Manuel Antônio de Souza. Mais tarde. Este centro desenvolve vários outros projetos nas comunidades do bairro. desenvolvido pela igreja Católica e conhecido pela sigla CSELA (Centro Social e Educacional do Lago do Aleixo). Há somente duas linhas que fazem o trajeto até a Colônia Antônio Aleixo. escola municipal São Luiz. afastando de vez a discriminação que durou décadas Colônia Antônio Aleix o Fugindo do preconceito. domingo e segunda-feira. que aos poucos foram se integrando à população do local. A comunidade Colônia Antônio Aleixo também ostenta relativo padrão de desenvolvimento humano. Na comunidade Buritizal está localizado o hospital e maternidade Chapot Prevost. a 17ª Delegacia de Polícia. a 604-T2 que vai do bairro ao centro e o 085 que vai do bairro até o T5. 23 e 24 de outubro de 2005 20 Aos poucos os moradores de outros bairros vão conhecendo as belezas naturais que a Colônia Antônio Aleixo oferece. é a mais desenvolvida e a que abriga o maior número de entidades e centros de capacitação dos moradores. que ensina a confecção de remédios naturais. que atende famílias de outras comunidades do bairro. biblioteca. que beneficia grande número de pessoas e geram mão de obra para as pequenas indústrias e o comércio locais. O meio ambiente ao longo da estrada é agredido pela presença de indústrias . a precariedade do transporte coletivo (linhas que fazem o trajeto bairro-centro e centrobairro muitas vezes ficam "no prego" no meio do caminho dificultando a vida dos moradores que precisam se deslocar para outras partes da cidade). A comunidade Nova Esperança é dotada de centro de saúde. com aulas para a comunidade de balé clássico. Fé II. 22. com funcionamento de olaria. por exemplo. de início o bairro abrigava estritamente os portadores de hanseníase. Essas comunidades apresentam certo desenvolvimento urbano e econômico. rumo ao desenvolvimento O bairro Colônia Antônio Aleixo. Igreja Católica São Francisco com centro paroquial. De acordo com Isaque já foram feitos abaixo-assinados pelos moradores. que faz parte do Projeto Cidadão do governo do Estado para os hansenianos. que evita de os estudantes do bairros terem de se deslocar até o centro da cidade para realizar pesquisar de trabalhos escolares. segundo censo oficial do IBGE de 1998. feira. coordenador do centro. hoje o bairro já conta com infra-estrutura urbana Dificuldades de toda sorte Isaque Souza. o bairro foi dividido em sete comunidades: Fé I. mas com o passar do tempo começou a servir de moradia também aos parentes dos doentes. assim como a Pastoral da Saúde. De acordo com Isaque Dantas de Souza. entre elas está a Sovel da Amazônia. Onze de Maio. enquanto a comunidade de Nossa Senhora de Fátima e do Planalto ainda estão se estruturando. Essa comunidade possui escolas municipais. espaço teatral. Na 11 de Maio também funciona o programa Água Para a Vida. Devido possuir uma grande área superficial. A comunidade tem enfrentado o problema da poluição do lago do Aleixo causado pelas indústrias que funcionam na área. marcenaria. o conjunto Amine Lindoso . fundado em 24 de abril de 1972. A comunidade Onze de Maio. a colônia tem uma população estimada em vinte mil moradores. madeireira. uma madeireira chamada Rex Madeiras Ltda. Atualmente. A linha que funcionava para o T1 foi desativada. cooperativa de costureira. como o projeto Lago do Aleixo. começou oficialmente em 1942 com a construção de vinte e três pavilhões feitos para abrigar e isolar os portadores de hanseníase. Nova Esperança. um espaço importante desse projeto é a biblioteca. além de manter uma escola de futebol e de capoeira. sábado. o que atesta seu grande crescimento demográfico e o fim do preconceito contra o bairro. oficina de leitura e jogos.

Entrada principal do bairro. 17ª Delegacia de Polícia.passa no bairro e vai até o centro passando pelo terminal da Cachoeirinha (T2). . que são Fé I. Praça: Tancredo Neves Policlínica Antônio Aleixo SUSAM. cooperativa de costureira. Fé II.S. Nova Esperança e 11 . Curiosidades É um bairro que tem muitas histórias para serem recuperadas e contadas. Rua Getúlio Vargas Associação de moradores do bairro da Fé I. com quadra poliesportiva coberta chamada Pe. de Maio. COMUNIDADE NOVA ESPERANÇA Rua Nova Esperança Igreja Evangélica Nossa Esperança. Bela Vista e Buritizal. Rua Nova República Associação Espírita e Beneficente Jesus Gonçalves. José Maria Fumagalli. A partir dessa rua o cidadão tem acesso ao bairro do Buritizal. Assembléia de Deus 214ª Casa de Oração. Comunidade Nossa Consolata.S. sábado.Estado. Escola Municipal Pe. Associação Espírita e Beneficente Jesus Gonçalves. atende as famílias do 11 de maio e Bela Vista. Comunidade 11 de Maio. Salão do Reino das Testemunhas de Jeová.Madeiras LTDA. Igreja Católica São Francisco com Centro Paroquial. desenvolvido pela Igreja Católica. 11 de Maio.SEMSA. Centro de Saúde Nova Esperança."O padeiro". Congregação Presbiteriana Rio Jordão com escola de reforço "Aliança com Deus". escola da capoeira. Rua Manuel Matias Igreja Pentecostal Unida do Brasil. escola de futebol. Chumbos da Amazônia LTDA Fábrica de Chumbo. com aulas para a comunidade de balé clássico. Igreja Batista Nacional. a Colônia Antº Aleixo é formada por 7 comunidades. Assembléia de Deus 215ª Casa de Oração. Posto de Abastecimento de água Guilherme Alexandre. COMUNIDADE BURITIZAL Rua Getúlio Vargas Hospital e Maternidade Chapot Prevost . Entrada do bairro pelo bairro da Fé I dá acesso a expansão que o bairro vem sofrendo ao longo dos anos por ela pode-se chegar ao bairro da Fé I. 22. JM LTDA. Escola Estadual Manuel Antônio de Souza. ou seja. Funerária Viana Viana. Templo da Igreja Batista Regular em Colônia Antônio Aleixo. segundo o morador senhor Edgilson torres Barroncas. esse projeto buscar ensinar as crianças a aprenderem a nadar. com produção de remédios naturais. MORHAM Sapataria Ortopédica Pé Orié. Templo Adventista do 7º dia. Escola Municipal são Luiz. pois segundo informações dos moradores algumas escolas pedem trabalho de pesquisa e vários estudantes não tem dinheiro para ir até o centro consultas as bibliotecas. Igreja Batista Regular Monte Horebe. padaria. depois foram construídos mais 2 que completam o conjunto.SUSAM Feira Municipal Nova Esperança. João D´Vries. Rua Padre Ludovico Conjunto Amine Lindoso Projeto Cidadão do Gov. Rua Nova Íta Madebriq . João de Paula Igreja Pentecostal Unida do Brasil. domingo e segunda-feira. Rua Dr. Centro de Saúde Guilherme Alexandre . Segundo seu Edgilson o Aleixo começou em 1942 como bairro e os pavilhões foram construídos no início deste. Centro Municipal Educação Infantil Lili Benchimol. está localizado na zona Leste de Manaus Linhas de ônibus 604 . 23 e 24 de outubro de 2005 21 Projetos puxam melhorias sociais • Projeto Lago do Aleixo. Hospital Geral Drº Geraldo da Rocha S. 085 . onde também funciona o Espaço Cidadão de Arte e Educação C.A que significa "Centro Social e Educacional do Lago do Aleixo". parte onde o mesmo se originou (Colônia Antônio Aleixo).O. Tem vários projetos para a comunidade do bairro como: • ECAE . Cemitério Santo Alberto. • Pastoral da Saúde.A. Rua Planalto Escola Estadual Gilberto Mestrinho. leitura pelo computador. Centro Espírita Thomas de Aquino. COMUNIDADE COLÔNIAANTÔNIO ALEIXO Rua Alberto Campainha Igreja Adventista do 7º Dia. Nova Esperança. Ludovico Grimella. Conjunto Guilherme Alexandre fundado em 1979. Rua Francisco de Abreu Congregação Batista Independente. Igreja Batista Nacional Renovada. COMUNIDADE BELA VISTA Rua Bela Vista. Projetos resgatam a dignidade do bairro. Rua Sem.L. Rua José Maria Assembléia de Deus 475º Casa de Oração. foi pensado e desenvolvido após o acidente de canoa que aconteceu a algum tempo atrás onde 5 crianças foram atravessar o lago e morreram afogadas pois não sabiam nadar e a canoa naufragou. Igreja Pentecostal Unida do Brasil. escola de música. Getúlio Vargas. Escola Municipal Violeta de Matos Oreosa com quadra coberta. Centro Municipal de Educação Infantil Tancredo Neves. Assembléia de Deus 211ª Casa de Oração. Comunidade da Fé 2 Rua Ernesto Costa Continuação da mesma rua da Fé I. Rua Drº Geraldo da Rocha Igreja Batista Canaã. MORHAM . horta comunitária. Clube de Mães Izabel Nogueira. Igreja Adventista do 7º Dia. tem como Sigla C. 210º Casa de Oração. produção de farinha. Fé II. oficina de leitura pela arte e jogos. Centro Pe. fundado em 24 de abril de 1972. Igreja Universal do Reino de Deus. Igreja Pentecostal Deus é Amor. Rua Padre Mário Igreja Católica de São João Batista. Rua 29 de junho REX .Manaus. Colônia Antônio Aleixo. Igreja do Evangelho Quadrangular. Campo de futebol estádio Carlos Souza .Madeiras e Briquetes LTDA. Agência de Correios. Os pavilhões formam o abecedário. João Bosco. Igreja Evangélica Pentecostal Santuário do Deus Vivo. Escola Municipal Nossa Senhora das Graças. do Estado para os hansenianos Rua Rosa de Maio Fábrica de Gelo e Frigorífico.vai até o T5. Rua Nova Paróquia de Nossa Senhora das Graças. biblioteca.T2 Antônio Aleixo . com abertura desse espaço na comunidade fica mais fácil para os estudantes fazerem suas pesquisas escolares. espaço teatral.Espaço Cidadão de Arte e Educação. SAIBA MAIS O bairro da Colônia Antônio Aleixo. um dos espaços importantes desse projeto é sem dúvida a biblioteca.E. Igreja Católica Sagrado Coração de Jesus. é a junção dessas comunidades que formam hoje um único bairro que é a Colônia Antônia Aleixo. marcada pelo preconceito Conheça principais destaques do bairro COMUNIDADE DA FÉ Rua Ernesto Costa Comunidade da Fé Sovel da Amazônia LTDA Indústria de Papel reciclável Centro Educacional Santa Fé Anexo da Escola Municipal. • Estaleiro Naval Fora esses projetos citados acima tem também: Olaria Caixa beneficente da comunidade Antº Aleixo "Olaria Roberto Magno". Comunidade de Nossa Senhora de Fátima. colônia etc. tem também centro de treinamento em informática e o educandário espírita santo Agostinho. Centro Social Recreativo Frei Miller. • Projeto Remo Vida Atividades Esportivas. marcenaria.L. • Programa Água para a Vida. Centro Municipal de Educação Infantil Maria Emília Mestrinho. tem escola de remo. Assembléia de Deus.Movimento de Reintegração do Hanseniano. Principais ruas Ernesto Costa. sã 23 pavilhões.Colº Antº Aleixo . só que agora é Fé II Assembléia de Deus Tradicional. tem também centro de treinamento em informática e o educandário espírita santo Agostinho.S.

por muitos anos foi o aeroporto oficial da cidade. que foi desativada e Com toda a história de conquistas do bairro.428 hectares e faz fronteira com os bairros Santa Luzia. Ela conta que foi no primeiro governo de Gilberto Mestrinho que começou a venda de terrenos no bairro. 72 anos. na opinião dos moradores moradores locais e de outras regiões. fala que não tem praça mente por Casa de Saúde. sendo uma grande área comercial. o bairro antigamente era apenas um capoeiral. drogarias e ferragens. "Tínhamos que pegar água lá no rio Negro andar com a lata na cabeça e subir um barranco medonho". A colônia foi aberta por Joaquim de Oliveira Machado. Hoje. em 1889. com 36 anos. onde as crianças gundo a secretária paroquial Marta Leandro de que mais entristece a comunidade é a onda de vioalimentos eram comprados na Feira da Panair.rações em louvor ao santo iniciam no fim do mês cearias. A vida religiosa do bairro é intensa.Manaus. moradora do local há 50 anos. soque as empresas adjacentes empregam muitas mente os moradores mais antigos continuam pessoas do bairro. 23 e 24 de outubro de 2005 22 O aeroporto de Ponta Pelada por muito tempo foi o principal posto para aterrissagem de aeronaves em Manaus.Oliveira informa que a igreja começou com uma lência deixando a área perigosa e sem atrativos já existia. e sempre atendeu a demanda dos cisam se deslocar para longe.Atendimento a Melhor Idade). ela diz que a Colônia foi meira Francisca Saavedra. de com a religião católica. Sua extensa área comporta postos de gasolina. prestando serviços de educação for. desde 1942. assim como a feira da Panair. na rua 13 de Maio. em Educandos.é considerada boa. As comemoE há vários comércios pequenos. tendo sido ocupada inicialmente por portugueses e espanhóis. Este ano. a dificuldade maior é a irregulari. a moradora diz sentir vários cantos da cidade. Crespo e estendese até a Vila Buriti. até as margens do rio Negro. Os era apelidada de Amarelão. terminal de container e estaleiros. onde vem ocorprimeiros moradores. possui uma periferia dominada pela criminalidade e o tráfico de entorpecentes. seágua sendo fornecida por uma empresa local. existe desde o tempo em que o Amazonas era apenas uma província. cearenses e Educandário Gustavo Capanema. segundo site da Prefeitura Municipal de Manaus. O santo padroeiro do onde as famílias da localidade retiram suas rendas. segundo Quanto à geração de empregos. O pior trecho. Sobre a área de programa Médico da Família. desde a Tapera dos Manaós O bairro Colônia Oliveira Machado. vila militar pertencente à Marinha do Brasil. relembra. porque o bairro conta com o dade no abastecimento de água.regime aberto e internato. como mer. com centenas de castanheiras. casa neste horário. Morro da Liberdade. o bairro ganhou portos que facilitam a vida de fábricas do Pólo Industrial terreno por dois mil réis e com o passar dos anos a situação dos moradores foi melhorando. com a falta da escola Mestre Atílio. A insegurança aumenta habitada por espanhóis. conhecido popularlazer e entretenimento. mam da demora. de setembro e início de outubro atraindo fiéis de Ao falar de educação. conta que nasceu e cresceu na locali. Segundo informações de Nazaré Leite Moreira 66 anos. plantadas onde hoje se encontram a feira da Panair e a avenida Presidente Kennedy. é parte do complexo administrado pela Força Aérea Brasileira Colônia Oliveira Machado Nos passos da província. mas. 22. Sobre os ganhou a escola de formação profissional enfer. bares. localizado na Zona Sul da cidade. Possui uma superfície de 146. comemora 25 anos a partir da noite e muitos moradores temem sair de pessoas vindas do interior do Estado. naquela época chamado de Educandos dos Artífices. o bairro permaneceu por muito tempo como uma comunidade do Educandos. Pelo bairro circulam as linhas Atendimento) da Zona Sul e o Caime (Centro de de ônibus 004 e 102 . que nasceu e se criou na Colônia Oliveira Machado. temida até mesmo por seus próprios moradores. SPA (Serviço de Pronto nas proximidades. Inicialmente denominada Tapera dos Manaós.de trabalho de evangelização. com pequenas casas de madeira. Atualmente o bairro capelinha simples. bairro é São Francisco das Chagas. ligada a paróquia de Nossa turísticos. e somente em 4 de é após a Trigolar. Sobre esta época. O Educandário Gustavo Capanema tem importante trabalho . tendo como cartão postal a área de pouso da Ponta Pelada. mal e profissionalizante à comunidade. Nazaré diz ter comprado seu Localizado às margens do rio Negro. portugueses. Vânia afirma Vânia. lanches. além do tradicional outubro de 1980 que conquistou a independência rendo inúmeros assaltos. Também moradora do bairro. em contrapartida. que antes estudavam perto das casas e agora pre. que existe se tornando a matriz. São Lázaro. vigésimo-nono presidente da Província do Amazonas. domingo e segunda-feira.Senhora do Perpétuo Socorro. Caic (Centro de para as crianças brincarem. hoje há muitas pessoas evangélicas. dade e faz um panorama de como está o bairro No setor de saúde na Colônia Oliveira Machado hoje. serviços de aviação pertencente à Base Aérea de Manaus. sábado. como lembra a dona de casa Nilda Rodrigues de Oliveira. Para ela. embora o calçadão Atendimento Integrado a Criança) Enfermeira do Amarelinho. esteja localizado Crisólita Torres. Educandos. Vânia Cortez. Apresenta grande contraste social. sem luz elétrica e nem água encanada. mas os moradores recla. O local era uma paradisíaca estância formada por chácaras e sítios. o A paróquia de São Francisco das Chagas. com indústrias de grande porte.

ainda hoje lembrado pelos moradores da localidade. devido a irregularidade no fornecimento. Colônia Santo Antônio. A divisão de um passado comum se transformou em um fato curioso. Estas dificuldades fazem com que os alunos sejam forçados a se deslocar para outros bairros se quiserem continuar os estudos. Tem também a Pastoral da Saúde que leva informações e assistência básica mínima à comunidade. a colônia se separou do José Bonifácio. Este logradouro possui em sua extensão vários comércios de calçados. bares. assim os moradores podem contar com um número maior de linhas de ônibus. A comunidade recebeu este nome em homenagem a Santo Antônio. área de lazer para as crianças e jovens e o desemprego. Max Teixeira e do Manôa. o transporte é regular. locadora de vídeos e DVD. mas muitos moradores afirmam que esta não funciona para atender aos problemas da comunidade. Na área da saúde. pois o ônibus demora muito. com Santo Antônio sendo também o padroeiro do bairro vizinho. lanchonetes. e a palavra colônia advém do fato de antes funcionar uma colônia agrícola. no bairro existem padarias. estendendo-se até a avenida Max Teixeira. Para os estudantes do bairro. Colônia Santo Antônio e Manôa. mesmo sabendo que a coleta é feita diariamente. Ele fala sobre a realidade do bairro atualmente. mas nos finais de semana se torna complicado. salão de beleza. 37 anos. Ele diz que uma parte da Colônia Santo Antônio ficar próxima à av. Ele denuncia que alguns moradores continuam jogando muito lixo nas ruas. as comunidades José Bonifácio e Colônia Santo Antônio formavam uma única localidade. são quatro as principais dificuldades enfrentadas pela comunidade: o abastecimento de água. sábado.20 hectares e sua população é estimada em 4. domingo e segunda-feira. com apenas uma escola municipal. que é grande entre os moradores. Aurami avalia a coleta de lixo como boa. Segundo o psicólogo e professor Aurami Cardoso da Silva. com relação à limpeza pública.Manaus. A Colônia Santo Antônio possui uma associação comunitária. borracharia. no dia 13 de junho. explicando que o abastecimento de água é um dos problemas maiores. falta de um posto ou centro de saúde. sendo que a principal rua comercial é a São João. O ensino público na Colônia Santo Antônio é precário. mas o santo ficou . José Bonifácio. embora o problema maior seja a falta de consciência da população. embora a comunidade tenha outras opções de deslocamento. mas muitos moradores reclamam da falta de um Centro de Saúde para o bairro. Segundo Aurami Cardoso. o local inicialmente atraiu imigrantes vindos de outras localidades do país. como as do Montes Sinai e Cidade Nova. afirmando que todos os dias circula pelo bairro o caminhão coletor. mas também vieram pessoas do interior do Estado e de moradores de outros bairros da cidade. Já o aniversário do bairro é comemorado junto com os festejos de Santo Antônio. 22. mercadinhos. só se tornando ativa durante o processo eleitoral da comunidade. quando chegou ao local a família de Agostinho Carneiro. Conforme informações de moradores antigos. e 314. Possui uma superfície de 339.804 habitantes. fundador da paróquia e um dos moradores mais antigos. que anos mais tarde se dividiram para formar dois bairros distintos. O transporte coletivo é realizado pelas linhas 303. padroeiro do bairro e que tinha muitos devotos no local. 23 e 24 de outubro de 2005 23 Colônia Santo Antônio Dois bairros. Esta paróquia desenvolve projetos para atender à comunidade com cursos voltados para a profissionalização de jovens. sorveterias e padarias. Vale do Sinai. que atende às comunidades do Monte Sinai. José Bonifácio e Manôa. Quanto à atividade comercial. principalmente do Estado do Ceará. outra particular e nenhuma estadual para oferecer o curso médio. José Bonifácio. onde tem a escolas estaduais. onde funcionava uma colônia agrícola. Unidos no passado em um único bairro. e com ambos pertencendo à área missionária da paróquia de Santa Helena. resta tentar a matrícula em escolas localizadas nas adjacências. uma só bênção do padroeiro As dificuldades enfrentadas pelo bairro estão por toda parte a clamar por melhoria na infra-estrutura O bairro Colônia Santo Antônio localizase na Zona Norte da cidade e faz limites com o Novo Israel. que fazem o trajeto bairrocentro-bairro. uma vez que os mais próximos estão localizados no Monte das Oliveiras e a na Cidade Nova. A paróquia de Santo Antônio começou oficialmente em 1987. a comunidade possui uma casa do programa Médico da Família. Na avaliação dos moradores do bairro. morador do bairro há 11 anos. realizados em parceria com a área missionária de Santa Helena.

Na mesma área funciona a as sedes da Prefeitura de Manaus e do Governo do Estado. considera o bairro continua sendo o "berço" para interioranos. formando a conhecida e odiada "cidade flutuante". Em outro contexto. A princípio encontraram pobreza. além do baixo nível de escolaridade. depois migram para os novos bairros que vão surgindo. a Compensa até a alguns anos era tido como um bairro extremamente violento. os moradores não têm do que reclamar. Os professores ganham o mesmo valor em todas as zonas da cidade. O bairro é cortado por via que liga à Ponta Negra . morto em 13 de junho de 1968. muitos se fixaram na orla do rio Negro em casas erguidas sobre balsas flutuantes. miséria e um longo caminho a percorrer em busca de um lugar ao sol. bacharel em geografia pela Ufam (Universidade Federal do Amazonas). A viúva Maria Borel e mais os 10 filhos do casal não consegue evitar a invasão nas terras da família. Vizinha dos bairros Santo Agostinho ao Norte e Vila da Prata a Leste. agência bancária. foram construídos conjuntos habitacionais para atender as demandas de moradores. Isso se deva. não atendiam 1/3 dos sem-tetos. apesar de possuir no entroncamento da avenida Brasil e entrada na rua São Pedro um Mini-Shopping e a Feira Modelo da Compensa. o bairro conta com o Caic (Centro de Atendimento e Integração da Criança) e com o Pronto Socorro da Criança da Zona Oeste. de acordo com os moradores mais antigos. há uma presença maior do Estado. Com acelerado processo de urbanização da cidade de Manaus nos anos 60 em decorrência da criação da Zona Franca. a sua origem estar ligada aos constantes conflitos travados entre os próprios moradores. É possível encontrar na Compensa de açougue a consultório dentário. o governador Arthur Cezar Ferreira Reis. o que para ele atrapalha o desenvolvimento do bairro. a cidade passa a ser o centro preferido para os imigrantes do interior do Estado. Sob a responsabilidade de Oscar Borel. Assim começa a surgir o complexo desordenado urbano que é a Compensa vivendo com as promessas de reestruturação do bairro. Crescimento do bairro ajuda a afastar o estigma de área violenta que vem desde sua criação Em 1964. Este foi o caso das terras que pertenciam a família Borel. e aqui em Manaus fixaram residência adquirindo parte da área que hoje é conhecida como bairro da Compensa. mesmo ano que inicia o processo de invasão da área. domingo e segunda-feira. Não tem um lugar específico para o comércio. Hoje o bairro se modernizou mostrando um outro cenário com vistas para o futuro. bem como o 8º Distrito Policial. fazendo com que essas pessoas procurassem abrigo invadindo vários terrenos nas imediações do centro. 22. o bairro é muito melhor que os tempos antigos. sábado. Ele enfatiza neste último setor que as escolas não tem conseguido mandar alunos para as universidades públicas. proprietários e o Estado. além dos Estados vizinhos (especialmente paraenses e nordestinos). A segunda de Cidade das Palhas (também devido ao estilo de cobertura das casas) e por último. inicia o processo não pacífico de remoção da cidade flutuante. As pessoas vêm para Manaus se fixam na Compensa até melhorarem de vida. Segundo dados da monografia "A Geografia da Compensa" de Walney Freitas de Figueiredo. O exemplo são os benefícios que estão sendo feitos na avenida Brasil. o bairro da Compensa. A cidade iniciou seu processo de inchamento desordenado. No setor de lazer e entretenimento o bairro tem à disposição de campos futebol. morador do bairro há 30 anos e presidente da Associação dos Moradores Amigos da Compensa. o tráfico de entorpecentes e uso indiscriminado de drogas.Manaus. neste ano. Em relação a oferta comercial. então qual é o problema da Compensa? Sebastião diz que ao longo desses 30 anos de convivência. entretanto. o que garante uma movimentação constante de moradores da Compensa e de bairros vizinhos Compensa Vila de Sapé cresce com aquecimento do comércio Constituído por um grande e aglomerado centro comercial. dentre os principais problemas da região é a falta de uma política social que iniba a prostituição infantil. na zona Oeste de Manaus tem uma população estimada em 80 mil moradores e 37 anos de existência comemorado no dia 13 de junho. Segundo Sebastião Souza Costa. além de estar cercada por estaleiros a Oeste e o Rio Negro ao Sul. 23 e 24 de outubro de 2005 24 A tradicional feira do bairro abriga boa parte das microempresas do comércio e de serviços. Sem casa e na na expectativa do milagre econômico. Nesta área a rua Amazonas se destaca em toda sua extensão comercial com uma freqüente clientela local e de bairros vizinhos. no período da Segunda Grande Guerra. FAMÍLIA BOREL SOFRE INVASÃO Vinda da Alemanha. Um dado curioso é que o bairro já teve três diferentes denominações. mas não menos importante o atual nome de Compensa (originado de uma antiga serraria que produzia lâminas de compensado). Essa grande rotatividade de moradores que vem e vão não forma um grande laço de união e a comunidade acaba perdendo força e representatividade. O incremento comercial de microempresas puxou o desenvolvimento da Compensa Poder público traz benefícios Decerto. a principal via do bairro recebendo novo asfaltamento e o igarapé que corta a toda sua extensão. Detran e várias outras instituições. onde são oferecidos serviços dos correios. O bairro conta a presença do PAC (Pronto Atendimento ao Cidadão). sua área comercial está espalhadas por todo o bairro. fato que o faz questionar um motivo. Na área da saúde. o que faz com que a comunidade não reivindiquem melhorias. casas de shows. que migram esperando encontrar condições de vidas mais favoráveis. A primeira chamada de Vila de Sapé (relativo ao tipo de palha que cobriam as casas).

.... Esses desbravadores iniciam.......... Atualmente atende o bairro as • Associação União Folclórica do Coroado • Associação Dragões de Taekwondo linhas 001...... história fictícia ocorrida em uma vila chamada "Coroados".. Entretanto........ pequenos su• Igreja Pentecostal Unidos do Brasil (02) permercados.............. centros de saúde..... o bairro do Coroado conquistou nos úl• Igreja Batista do Coroado (02) timos anos sua mini vila olímpica para a prática de• Igreja Deus é Amor • Salão do Reino das testemunhas de Jeová sportiva....................... • Igreja Tabernáculo Batista Dividido em três áreas (I........ da Rede Globo......... Posto policial.......01 vesse um confronto sangrento entre invasores e policia................. por sinal nome do protagonista da novela interpretado por Tarcísio Meira que também na ficção lutava por um O bairro do Coroado tem como definição de perímetro iniciando na avenida André Araújo passando pedaço de terra e por justiça.. igrejas............... o bairro conta com o • Centro Espírita o Consolador apoio social do Conselho de Desenvolvimento • Igreja Família Quadrangular Comunitário do Coroado (CDCC) dando suporte nas • Igreja Adventista (02) áreas do esporte................ originado dentro das terras da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).................... O processo de desenvolvimento foi longo e doIgrejas e templos loroso........ as primeiras esco• Casa Andréia do Estado do Amazonas las......01 Francisco que até hoje muitos dos moradores do bairro Centro Social. lazer e cultura para os moradores...05 tomasse as rédeas do movimento...02 Agência bancária.................... benefícios conquistados com muito sacrifício e • Igreja Sagrado Coração de Jesus anos de espera....... Com medo que houCreche...04 no dia 25 de setembro de 1988).. conhecida por vender produtos diretamente do produtor.. 22..... portanto.. O bairro recebeu o nome de Coroado inspirado na novela de Janete Clair........ afirma Centro de referência....... 23 e 24 de outubro de 2005 25 O melhor das frutas regionais pode ser encontrado diariamente na feira do Coroado.............. • Associação dos Alcóolicos Anônimos delegacia e a conquista de uma linha de ônibus que • Distrito de Obras (Semosb) atendesse a comunidade............ o local era ideal para moradia por estar próximo ao Distrito Industrial... A partir desse episódio.............. Os primeiros moradores do Coroado vieram oriundos do interior do Estado........1.... II e III)...09 é conhecido até hoje pelos antigos moradores morreu Escolas particulares.. quadra poliesportivas... dade e naquele momento era tudo que os invasores precisavam................. SAIBA MAIS .. além do Serviço de Pronto Atendimento (SPA) • Igreja Assembléia de Deus (09) e o 3º Companhia de Intendência Comunitária (Cicom) • Igreja Pentecostal Primitiva responsável pela segurança de toda a comunidade..... Francisco Ribeiro..................... Possui uma suidente do bairro.........................123 habitantes.......................109 Coroado desde sua fundação vem percorrendo um árduo caminho na luta por melhorias econômicas e soEntidades sociais e comunitárias ciais. • Igreja Universal do Reino de Deus (02) autopeças e motéis............ principalmente a pavimentação. indo até a Alameda Cosme Ferreira seguindo até a avenida Grande Circular............ domingo e segunda-feira........ a direção da Universidade Federal do Amazonas passou a utilizar a força policial contra os invasores pela reintegração de posse.... ou seja......... • Igreja Ministério de Maranata Aos 34 anos........... Esse episódio lhe rendeu o apelido de João Coragem........ o processo de invasão do local..... o que facilita o acesso porque o preço é mais em conta Coroado Inspiração vem da coragem No ano de 1971.....01 ainda não têm o título definitivo da terra.................... João Coragem (como Escola Estadual.. sábado..142.. Surgiram................... Casa Médico da Família.. concessionárias de veículos....21 hectares e uma população de 49. A maior liderança dos invasores foi o interiorano (...................................-0EM BUSCA Superfície....... drogarias.. nasceu o bairro do Coroado........................ a ficção virou realiperfície de 1........................... O local na época servia para a produção de carvão aos pés dos buritizeiros.... O Coroado é o primeiro bairro consti• Igreja Nossa Senhora Mãe de Deus tuído na Zona Leste da cidade e o primeiro centro com• Igreja Jesus Cristo dos Últimos Dias ercial abastecido com uma feira coberta................... A cidade iniciava seu processo de urbanização ainda pela via ilegal........ 002 (interbairros) e 515 (específica do bairro)...... rede elétrica e • Paróquia Divino Espírito Santo água............. A partir da luta de João Barbosa juntamente com • Conselho de Desenvolvimento Comunitário do Coroado os seus fundadores foi iniciado o processo de modern• Associação dos Idosos do Coroado ização da área.....142.................. um líder corajoso que fosse à frente e Escola Municipal......Manaus.. passando pelo Igarapé do 40 até o igarapé Atílio Andreazza. portanto.....................) João Correia Barbosa Situado em u ma região privilegiada.45..........01 priar as terras e doar aos invasores.. Com o surgimento da Zona Franca de Manaus e várias oportunidades de emprego. próxima ao Distrito Industrial... Zona Leste...................... "Irmãos Coragem". o Coroado guarda história de luta e sacrifício que fincou as primeiras estacas em uma área e chegou a afirmar que dali só sairia morto. que foi ao ar nos idos dos anos 69 e 70........06 o então governador Gilberto Mestrinho decidiu desaproServiço de Pronto Atendimento................. De acordo com o atual prespelo contorno em direção ao Campus Universitário............22 há DE MELHORIAS População.......................

Com a fundação do bairro. na qual os moradores têm outras opções de transporte coletivo. Segundo moradores. Costa e Silva. o nome do bairro é uma homenagem ao pioneirismo de um comerciante português Conforme o Implan (Instituto Municipal de Planejamento Urbano e Informática). 22. luz e esgoto. A data oficial do surgimento do bairro do Crespo se dá no dia 1º de abril de 1950.839 mil habitantes. 30 anos. durante a década de 1940. médio e pequeno porte. Há também investimentos como lojas. A igreja católica tem forte influência na criação do bairro . Jovens e crianças são bem atendidos por várias escolas municipais e do Estado Presença social da igreja A área educacional conta com as escolas estaduais de Bom Pastor. que desenvolve trabalhos assistenciais junto aos mais carentes. como as indústrias da Lisbomassa. entre ruas. becos e alamedas. A educação infantil é ministrada pela escola jardim da infância Padre Ernesto Rodrigues. o que prejudica o ensino das crianças. Ainda segundo o presidente da associação. Os registros apontam 41 logradouros. Milton Ferreira dos Santos. Betânia e Distrito Industrial. Conforme Cleodineide Fontes. a área do Crespo teve uma grande expansão comercial nos últimos anos. No primeiro ano foram distribuídos 300 brinquedos e neste ano a meta é atingir a marca de 1. Um dos grandes proprietários era o português Antônio Crespo. drogarias. que desenvolve atividades para as crianças carentes. que comercializava produtos frutíferos.Manaus. com área de 221. JB Silva e Adalberto Vale. o bairro tem como vizinho ilustre o Distrito Industrial. situada também na Magalhães Barata. para ajudar aqueles que mais necessitam. em parceria com comerciantes e moradores. declara que nos últimos três anos. que congregam a maioria dos moradores da área. na entrada do bairro. Ainda que seja uma escola conveniada. Apesar da intensa vida comercial. com dezenas de comércios de grande. O local onde hoje se localiza o supermercado DB na avenida Silves era de sua propriedade. ocorre a distribuição de brinquedos e comidas. escolas automotivas. 23 e 24 de outubro de 2005 26 O shopping Cecomiz. Mesmo próximo aos centros de compra Cecomiz e Studio 5. a igreja sempre realiza os festejos. Segundo relatos de moradores antigos da localidade. o saneamento básico e rede de esgoto são as principais preocupações dos habitantes. fazendo fronteira com o Japiim. durante o Dia das Crianças. domingo e segunda-feira. mas é grande o desemprego entre os moradores do bairro. os moradores se queixam da falta de opção de lazer na própria localidade. Atualmente. em 12 de outubro. Esta igreja é um símbolo da religiosidade da comunidade católica. Nascido em 1950. Ele conta que tudo começou com a iniciativa da professora Maria Silva. em conjunto com outras médias e pequenas empresas. A juventude católica pertence a um grupo chamado Solidariedade. a área estava dividida em grandes chácaras. professora e coordenadora comunitária da Pastoral. e as ruas São Marcos. devido à estrutura empreendida na pavimentação do igarapé do Quarenta. O nome da nova localidade é feito a partir da referência ao proprietário português. Um dos organizadores do grupo. situada na rua São Marcos. o Festival de Musica e o arraial. A parceria entre comercio e comunidade desenvolveu. Esta escola atende o público infantil na faixa etária de quatro a seis anos. Atualmente. A juventude se organiza nos finais de semana nas ruas para partidas de futebol e vôlei.000. e a do Bom Pastor. o Crespo conta com um serviço regular de água. que faz a divisa com o bairro da Betânia e tem saída para a Costa e Silva. 53 anos. Pedro Gouvino Araújo.B. desde 1987. é o principal centro de compras para a população da região. que deve seu nome a um político paraense. O publico da 3º Idade se reúne no centro comunitário onde funciona o Clube da Terceira Idade. como o bairro da Raiz. uma vez que o bairro é cortado por vários igarapés e existam pessoas morando às suas margens. O Crespo conta com duas comunidades vinculadas à paróquia de São Lázaro: a Menino Jesus.81 hectares. A diretora Selma Coelho lembra que desde 1997 a escola pertence às obras sociais da igreja católica. Balbilog e Real Lux que geram. que são escolas de ensino fundamental e médio. no início do Distrito Industrial. Uma única linha de ônibus serve ao bairro. adquirindo lotes de terra através de doação do Estado ou compra direta. metalúrgicas. O Baratão da Borracha e Natão autopeças. este conhecido como rip-rap. pelo menos na maior parte do bairro. se localizam grandes empreendimentos. as áreas mais isoladas começavam a sofrer o processo de ocupação. Nunes. principalmente nos becos J.Silva e República. A festa do padroeiro é realidade sempre no terceiro dia após a Quaresma. Raiz. Mas é fácil o acesso à av. Como em boa parte de Manaus. É onde está instalado a maior parte de seu comércio. é construída a igreja católica Bom Pastor. As principais artérias são a avenida Magalhães Barata. Segundo depoimentos colhidos. a quadra esportiva da escola Dorval Porto é a única alternativa de diversão. demonstram a diversidade do comércio local. Várias lojas estão presentes no shopping Crespo Influência portuguesa O bairro do Crespo está localizado na Zona Sul de Manaus. Desta maneira o Crespo recebeu no final da década de 40 várias famílias vindas de outras localidades da cidade. e atendem as crianças e jovens do bairro. comerciante da área. também chamada de Comunidade do 40. como o grupo "Amigos em Ação". a 704. o bairro tem uma característica bem ordeira e alguns moradores procuram desenvolver ações para congregar a comunidade. que absorve apenas uma parte da mão-de-obra local. uma parceria da comunidade com a Seduc. e a Dorval Porto. um número significativo de empregos. também moradora da comunidade e que leciona na escola Brigadeiro Camarão. ela apresenta muitos problemas e falta material didático-pedagógico. sábado. como as empresas J. localizada na Magalhães Barata. o Crespo tem 9. salões de beleza. Segundo o presidente da Associação dos Moradores.

No bairro também está instalada a Renam (Refinaria da Manaus). Consideradas as maiores dos últimos anos. A perspectiva de geração de emprego e renda. Além do complexo Industrial. localizada na rua Açaí. Sob o governo de Danilo Duarte de Matos Areosa. tanto na imprensa local e quanto nacional. No bairro estão instaladas escolas profissionalizantes. possui 79 artérias. que preparam jovens secundaristas para ocuparem as vagas oferecidas pelas fábricas do Distrito. em Adrianópolis. impulsionado pela oferta de artigos importados. com a cidade de Manaus se tornando um grande centro de compras de produtos importados no país. com 70% dos empregos gerados em Manaus estarem nas fábricas do Distrito. onde centenas de industriários se encontram após o expediente. temporários e terceirizados. É o auge da fase comercial da Zona Franca. ônibus e carretas são constantes. sábado. agora instalados no complexo do Distrito Industrial. Floriano Pacheco. foi o principal argumento dos defensores do projeto. O bairro do Distrito Industrial atualmente está dividido em duas etapas. econômica e institucional. localizada na estrada da Refinaria. A terceira fase. em uma região considerada periférica no contexto geoeconômico do país. em Rondônia. entre ruas e alamedas. com a presença do governador Danilo Areosa e o superintendente da recém-criada Suframa. Mas recentemente foi inaugurado o Centro Cultural dos Povos da Amazônia. do Senai e Fundação Nokia. o projeto está inserido na chamada "Operação Amazônica". os distritos I e II que faz fronteira com os bairros Armando Mendes. Entre os anos de 1976 e 1990. como a Comunidade da Sharp e a Vila da Felicidade. que serve de posto alfandegário e turístico. às margens da estrada BR-319. Também faz parte do bairro o Porto da Ceasa. o que dá um caráter domiciliar ao bairro. em 30 de setembro de1968. Mauazinho. órgão gestor da política industrial do pólo de Manaus e responsável por fazer chegar aos demais estados da Amazônia os recursos que permitam desenvolver toda a região Distrito O berço da indústria As empresas consolidaram o pólo industrial. acontece a instalação da primeira fábrica com os incentivos fiscais oferecidos pelo Suframa. luz regular. O bairro apresenta uma feição industrial. embora localizada na av. economista e docente da Ufam (Universidade Federal do Amazonas). a marca de 100 mil postos de trabalhos diretos. Com uma estrutura que congrega cinco setores. Nova Jerusalém e Crespo. domingo e segunda-feira. tem grande impacto na vida dos trabalhadores de Manaus. que em 1966 reordena os planos de intervenção federal nas esferas políticas.173. Porém. a primeira fase do projeto ocorreu entre os anos de 1967 a 1976. A história do bairro se inicia com a Lei nº 3. surgida através de uma invasão e que até os dias atuais não conta com os serviços básicos. A geração de empregos no PIM caminha para novo recorde em 2005 podendo alcançar. que funcionou até 1990 e. o crescimento econômico não impediu o surgimento de novas invasões que rodeiam a localidade. passam pelas ruas e avenidas do Distrito milhares de artigos produzidos e exportados para os mais diferentes pontos do país e do mundo. o projeto de Porto Livre de Manaus visava integrar a Amazônia à economia nacional. Recife. coleta de Lixo. O centro oferece ao visitante. a Beta S/A. como água encanada. que funciona desde o dia 06 de setembro de 1956. Nova República. a industrial. hoje responsável pela geração de emprego e de riquezas para o Amazonas Localizado na Zona Leste da cidade. há diversos outros empreendimentos. uma pequena praça de Alimentação. serviu como pólo de atração para novos empreendimentos. institucionalizado na região Amazônica. Nelas o fluxo de carros. que será responsável pelo surgimento de centenas de invasões. Esta nova situação também vai se refletir no bairro. até dezembro. Outros benefícios foram pensados pelos empresários e políticos locais. que liga Manaus às cidades de Humaitá e Porto Velho. ocorrida na área do Distrito II.: Mandii. inclusive na área do Distrito Industrial. Depois do lançamento da pedra fundamental. . como é o caso da Nova Vitória e Nova Conquista. exposições permanentes referentes aos povos amazônicos. que colocou no papel um projeto visado há muitos anos pelo empresariado da região Norte. o bairro do Distrito Industrial Castelo Branco conta atualmente com duas etapas. como é o caso das vias Buriti e Açaí. uma referência para quem visita o Distrito. Segundo dados fornecidos pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus). como o Novotel. ocorrida a partir de 1991. de 06 de Junho de 1957. quando muitas fábricas encerram suas atividades ocasionando desemprego em massa. Grande parte das ruas recebe nomes de peixes e frutos regionais. É também nesta época que ocorre a intensa migração de moradores do interior e de outros estados brasileiros para Manaus.Manaus. como unidade da Cefet. entre efetivos. Segundo o professor Silvio Puga. dividindo a conhecida Bola da Suframa com o anfiteatro em estilo românico. Dando início à segunda fase. 22. de onde saem dezenas de barcos para passeios ao encontro das águas. situado a av. ocorre a consolidação do pólo industrial. Outro exemplo é a comunidade da Sharp. Segundo dados da prefeitura. em sessão solene. como a ocupação da área e a própria defesa do território nacional. com o surgimento de invasões. com 470 indústrias e dezenas de pequenos comércios. O Distrito Industrial ostenta a opulência do PIM (Pólo Industrial de Manaus) e as duas maiores invasões ocorridas em Manaus: a Nova Vitória e a Nova Conquista. É possível estabelecer três distintas fases para o processo de implementação do modelo de Zona Franca. o Distrito Industrial I e II. 23 e 24 de outubro de 2005 27 Sede da Suframa. e que promete ser uma referência para toda a região. houve um intenso fluxo do turismo interno.

Servido pela avenida Pedro Teixeira conduzindo todo o tráfego para avenida Constantino Nery e estrada de São Jorge. o que garante uma maior sensação de segurança aos moradores Dom Pedro Após tempestade. por exemplo. principalmente a área localizada em frente à fundação Cecon. O processo para a construção do colégio ainda se arrastou por muitos anos. domingo e segunda-feira. Ponta Negra. finalmente em 1980. Pedro). está situado o atual bairro Dom Pedro I (antes. ligando o bairro ao centro da cidade. Estes últimos conjuntos formavam a base inicial da paróquia católica de Nossa Senhora Rainha dos Apóstolos por serem terrenos relativamente altos. foi executado o aterro da área. foi feito cercas ajardinadas e iluminadas. Dom Bosco. já se pensava na possibilidade em ampliar as estruturas para a Universidade Católica do La Salle. Chapada. além de construir ao lado uma quadra de areia ornamentada com brinquedos infantis. como a Vila Olímpica Umberto Calderaro Filho. além de troncos secos de árvores que não resistiram às derrubadas. Com este objetivo. Em 1978. como o batalhão de cavalaria. com uma capacidade reduzida de salas. bonança A construção de obras de peso. Obra da era recente. confessional católico e sua orientação na doutrina cristã. o colégio seria particular. a prefeitura recuperou parcialmente a praça. Com o tempo. a falta de transporte e o isolamento temporário. O conjunto Dom Pedro I. Após a construtora entregar o conjunto. criadas devido muita gente retirar areia para construção. não atendiam à demanda do conjunto e do bairro vizinho Alvorada. restando pequenos lagos encobertos de capim com partes enxutas. As escolas existentes na época entre eles. De acordo com relatos históricos colhidos por padre Celestino Ceretta. Flores e Nova Esperança. a praça de alimentação é um local de circulação de moradores da cidade . uns poucos buritizeiros. sábado. os lassalistas decidiram lutar para ocuparem maior parte do terreno destinado a obras voltadas para a educação. Auxiliadora. Toda a área do conjunto foi comprado pela Coophab (Cooperativa Habitacional dos Trabalhadores de Manaus) dos proprietários Francisco Cortez e Isaac Jacob Benzecry e construído pela construtora Flávio Espírito Santo. na esquina da avenida D. cuidando da arborização e do gramado. 22. o colégio Gonçalves Dias. a construtora passou a responsabilidade do conjunto ao Estado. um colégio de 1º e 2º graus. No fim do mesmo ano foi lançada a pedra fundamental do colégio. somente formado pelo conjunto D. 23 e 24 de outubro de 2005 28 A presença da Polícia Militar do Amazonas é marcante no bairro. Tendo como objetivo primordial. deveria valorizar a evangelização da fé católica. patronato Santa Terezinha e Ida Nelson. A mesma construtora com recursos do extinto BNH (Banco Nacional da Habitação) construiu na área da parte alta do bairro. No centro foi levantado um relógio luminoso em forma de coluna com estruturas toda metálica revestida em acrílico. inicialmente os ocupantes dos terrenos da área baixa do bairro até gozavam de certa tranqüilidade devido às águas dos torós que passavam com certa liberdade beneficiando os moradores. Assim. No local que hoje é o colégio La Sale funcionava o Ponto do Café. evitando as alagações causadas pela parte baixa existente no local que foi sendo habitada de forma desordenada e de maneira lenta. Na área restava da mata nativa dois exemplares de macucús do Rio Negro. COLÉGIO LA SALLE MELHOROU EDUCAÇÃO Em 1978 houve a preocupação e o interesse da parte dos irmãos lassalistas em estabelecer no conjunto Dom Pedro I. Celestino em seu relato descreve que o terreno era cheio de crateras. os igarapés foram sendo soterrados e causando transtornos à população. Segundo padre Celestino havia também o colégio Maria Amélia do Espírito Santo no conjunto Kyssia. Ainda é possível observar a falta de uma política pública que iniba os próprios moradores de jogarem entulhos nos córregos que passam por debaixo das casas.Manaus. Pedro com a rua padre José Anchieta. isto é. Na praça principal do conjunto. o bairro faz fronteira com os bairros do Alvorada. Alberto Knob ficou encarregado pela congregação de fazer um levantamento prévio da carência deste serviço em Manaus. um patauá e bastantes imbaúbas. teve início no final de 1972 com a entrega oficial das primeiras habitações em 1974. Trabalhando como professor na Ufam (Universidade do Amazonas). Quando o estabelecimento começou a funcionar. com várias unidades. na Zona CentroOeste. Kyssia e Deborah. contribuiu para melhorar o padrão do bairro Ocupando parte do Planalto. nasceu o projeto do colégio La Salle e atualmente com novas salas atendendo alunos do curso superior que funciona no próprio estabelecimento. os conjuntos Dom Pedro II. Não demorou muito. os primeiros habitantes do Dom Pedro enfrentaram a lama. Com a idealização do conjunto habitacional também foi pensada algumas áreas para a construção de praças e instituições públicas. Como tudo no início é difícil. a praça ficou totalmente abandonada e o relógio foi depredado. São Jorge. Em 1993 toda a área da quadra foi tomada para a construção da Praça de Alimentação 24 horas. Muitos pais residentes no Dom Pedro levavam os filhos para estudarem em colégios particulares como o Preciosíssimo Sangue.

no Tarumã Mirim. em 1976. uma pista skate. que se localiza na esquina da Rua Francisco Orellana com a Av. iniciando o seu atendimento no ano de 1977. A igreja realiza o trabalho de evangelização com nove comunidades: Santa Terezinha I. Na extensa área ao lado do Sambódromo está localizada a Vila Olímpica de Manaus.528. no dia 30 de dezembro de 1998. o diagnóstico e o tratamento do câncer através da prestação de assistência médico-social especializada de efetiva capacidade resolutiva a pacientes. lanchonete. Sagrado Coração de Jesus. Denominada inicialmente Clínica de Doenças Tropicais. Nossa Senhora de Fátima e São Sebastião. na rua Rio Juruá. FUNDAÇÃO DE MEDICINA TROPICAL DO AMAZONAS Em 1970. No ano de 1978 as suas obras sofreram uma paralisação por 10 anos. apoiados por um grupo de estudantes. pela construtora SM Industria e Comercio. construída no decorrer das construções dos condomínios D. vindo a ser reiniciada no governo de Amazonino Mendes (1987-1990). Dom Pedro I. voleibol. um parque aquático com 3 piscinas uma olímpica. dois professores da recém criada faculdade de Medicina do Amazonas.Manaus.073. bem como o ensino e a pesquisa. Obras recentes valorizam o bairro Foi idealizada no governo de Danilo Duarte de Mattos Areosa (1968-1972). boxe. se transformou em Instituto de Medicina Tropical de Manaus. contando com um grande espaço físico. As pastorais da igreja de Nossa Senhora da Rainha dos Apóstolos fundada em 1973. de 8 leitos cada. O bairro hoje oferece importantes serviços para seus habitantes e para outras comunidades vizinhas. domingo e segunda-feira. xadrex e espaços para caminhada livre oferecida às comunidades vizinhas à vila. possuindo ainda alojamentos para abrigar 220 atletas. Na área da saúde estão funcionando o Hospital de Doenças Tropicais e a Fundação Cecom. tendo a sua construção iniciada no governo de Enoch da Silva Reis. quadras esportivas. restaurantes e cozinha e uma sala de musculação. Santa Terezinha e Aripuanã. onde passou a funcionar com 4 enfermarias . Cristo Rei. uma semi olímpica e um tanque de saltos. s/n. tendo como missão de formular e executar a política estadual de combate ao câncer. A Vila Olímpica atende a todos os níveis sociais de Manaus abrindo vagas para a população em geral nas seguintes modalidades: natação. a instituição de saúde passou a denominar-se Instituto de Medicina Tropical do Amazonas. um kartodromo. destinado a desempenhar três funções básicas: prestar assistência à saúde. E. São Vicente Pallotti. Foi inaugurada oficialmente no dia 25 de março de 1990. uma biblioteca. s/n (bairro Tarumã). adquiriu a nova razão social. basquetebol. A outra instituição presente é a FCecon (Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas). desenvolver pesquisa científica. na rua Independência. é centro de referência nacional e mundial para o tratamento de enfermidades tropicais. Dom Pedro I. Já na nova instalação. através do Decreto Governamental Nº 18. No dia 12 de agosto de 1977. atletismo. com 1. contribuir para a formação dos recursos humanos nas áreas de doenças tropicais. com capacidade para 60 leitos. A Fcecon tem por objetivos promover a prevenção. foram construídos mais o Nova Jerusalém. no bairro Tropical. de- O serviço de alimentação é assegurado por lanchonetes e restaurantes instalados em uma praça 24 horas nominando-se Hospital de Moléstias Tropicais. Santa Terezinha II. um auditório refrigerado para 120 pessoas. . mudava de endereço e de nome. tênis de mesa. pela construtora Flavio Espírito Santo. altera a natureza jurídica da instituição para FMT (Fundação de Medicina Tropical).600 metros quadrados. com a participação da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) e CEF (Caixa Econômica Federal). São Mateus. sábado. Quatro anos depois. na rua Nova Esperança.Pedro hoje congrega além dos conjuntos Kyssia. no campo da oncologia. pólo aquático. a pequena clínica atingia outras proporções. na rua Francisco Orelana. Em 1979. Nossa Senhora do Livramento. s/n (riachinho). deram início a uma instituição destinada exclusivamente ao diagnóstico e tratamento das Doenças Tropicais no Amazonas. uma estrutura administrativa. judô. a clínica foi transferida para o pavilhão superior daquele hospital. 85. alem da pista de atletismo. Atualmente denominada Fundação de Medicina Tropical do Amazonas. Deborah. 23 e 24 de outubro de 2005 29 Presença de bons serviços O bairro de D.Pedro I e II. capoeira. pela construtora Comagi. Heitor Dourado e Carlos Borborema. na avenida Pedro Teixeira. Meses depois. funcionou alguns meses com apenas 8 leitos em um anexo construído para ser a lavanderia do Hospital Getúlio Vargas. a Lei Nº 2. 22.

deste último até o igarapé do Quarenta. era presidente da província João Pedro Dias Vieira. por conta da construção feita no alto da colina. a comunidade reserva uma semana de festejos com a realização das atividades cívico-sociais. além de ser margeado pelas águas do rio Negro e. Estelita Tapajós (rua Manoel Urbano). No setor cultural. foi criado por meio da lei nº 60 de 21 de agosto de 1856. enquanto o bairro passou a ser denominado de Constantinopólis. começou seu processo de desenvolvimento. Aos 145 anos e uma população de 15. por está próximo do centro da cidade. Conta com agências bancárias. Cláudio Amazonas. Mas nem só do comércio vive o povo dos Educandos.Roteiro Sentimental de Educandos". O bairro é margeado pela orla do Rio Negro e emoldurado pelo calçadão batizado de amarelinho. O perímetro do bairro se inicia no rio Negro com o igarapé dos Educandos. o bairro se dá ao luxo de ser conhecido carinhosamente como "Cidade Alta". são enumerados quatro importantes escolas em nível estadual que atendem a comunidade: Machado de Assis (rua Amâncio de Miranda-onde funcionava a escola dos artíficies). supermercado. Mesmo toda a pompa feita para a inauguração do bairro. a comunidade pode ainda desfrutar dos ventos soprados do rio Negro Quando o primitivo núcleo urbano de Manaus se formou no largo do Trincheira (praça 9 de Novembro) se espalhando em direção à ilha de São Vicente. deste vai até a avenida Leopoldo Péres. A festa comemorativa é organizada desde 1992. Na área da educação. Nomes como Luz de Guerra. fator financeiro e econômico gerando renda e empregos diretos e Batizado de bairro de Constantinópolis em 1907. com sua arquitetura totalmente modificada. pelo Decreto nº 67 de 22 de julho de 1907. Apesar do bairro já existir desde que foi criado o estabelecimento dos Educandos Artífices. O estabelecimento de ensino que hoje abriga o colégio Machado de Assis. Um dos principais pontos turísticos do bairro. sábado. 23 e 24 de outubro de 2005 30 O bairro da cidade alta tem uma das áreas comerciais mais fortes de Manaus. além de até hoje servir de passeio público e ser o palco para as manifestações culturais realizadas no bairro. o calçadão do Amarelinho fica à beira do rio Negro . além de uma escola particular: Novo Horizonte (rua São Vicente de Paula). Na época da criação do Educandos Artíficies. ligada ao Centro da cidade por uma ponte e ao bairro da Cachoeirinha por recentes obras do Prosamim. postos de gasolina. A praça em frente a igreja remete o bairro aos primeiros momentos de sua evolução urbana. O nome oficial do bairro de Constantinopólis foi sugerido pelo então superintendente municipal coronel José da Costa Monteiro Tapajós como forma de homenagear o governador Antônio Constantino Nery (1904-1907). obra educacional de regime internato para a prática das artes. ao observar os jovens estudantes da Cachoeirinha ao atravessar o rio que dividia os dois bairros afirmavam que iam para os Educandos. A referência do bairro é o centro comercial da avenida Leopoldo Peres. do Governo do Estado Educandos Os artífices do alto da colina Favorecida por estar em uma região alta da cidade. postos 24 horas. Daí vem o nome conhecido popularmente do bairro como Educandos. em linha reta segue no destino Norte-Sul até a nascente do igarapé da Colônia Oliveira Machado. desta segue para a avenida Presidente Kennedy. 22. se referindo ao estabelecimento educacional. Foi nessa expansão que o bairro de Constantinopólis. historiador do bairro conta que o nome foi perpetuado pela população com base em depoimentos colhidos dos mais antigos. Monteiro de Souza (avenida Leopoldo Peres) e professora Diana Pinheiro (avenida Presidente Kennedy). Muitas das informações sobre a história e origem do bairro estão contidas no livro do historiador "Memórias do Alto da Bela Vista . moradores preferiram chamá-lo de Educandos indiretos para trabalhadores da comunidade.995 habitantes. Um dos pontos turísticos do bairro. quando o tablóide "A Hora" único informativo que circulava no bairro iniciou as primeiras inspirações para a realização dos festejos de aniversário. domingo e segunda-feira. os populares batizaram mesmo de Educandos. COMUNIDADE FESTEIRA Durante o período das festividades em comemoração à fundação do bairro acontecem inúmeras atividades com a participação de seus habitantes e de visitantes. restaurantes e serviços de hotelaria. lojas de eletro-domésticos. Até hoje. Educandos pode se orgulhar em ser pioneiro na brincadeira do boi-bumbá.Manaus. a cidade dos trópicos começava a pensar na expansão em direção ao sul alguns anos depois. Educandos é tido como um bairro tradicional. voltando ao rio Negro até o igarapé dos Educandos. Corre-Campo e Garanhão são conhecidos em todo o Estado como os mais tradicionais. sapatarias.sobre uma extensa área antes ocupada por um cemitério indígena. lojas de confecções.

Nos anos 50. pelo lado patriótico extensivo nense. Com 8. na Zona Oeste. saneamento básico que ainda é carente e sistema de esgoto. uma das primeiras a chegar ao bairro junto com seu marido. todas as vezes que iniciava os cultos. Em 1912 foi instalado no bairro o matadouro municipal dando. a todos os países do continente meridional. o bairro passou a se chamar Glória. faz fronteira com os bairros do São Raimundo. há alguns anos antes do início da Segunda Guerra Mundial por um grupo de jovens do bairro da Glória. o bairro começa o processo de crescimento. Em homenagem à santa. O bairro se serve das ofertas oferecidas no mercado municipal ao lado do tradicional campo do Sul O trabalho da igreja católica ajudou a reduzir índices de criminalidade e violência no bairro América com vendas de pescado e mercadorias de consumo. segundo o site do clube. sábado. A feira coberta do bairro é uma presença tradicional mana. Atualmente a igreja tem duas portas principais e na frente foram feitos os beneficiamentos urbanos com a construção de uma quadra polivalente e uma área coberta abrigando lanchonetes e uma banca de revista. feito este que não acontecia desde 1973 quando a extinta Rodoviária tinha sido campeã. Então o padre mandou abrir uma porta ao lado e. O lugar que antes funcionava o matadouro que deu origem ao bairro. o fotógrafo Antônio Menezes (morto) as lembranças que tem são do matadouro e do matagal que juntamente com outros habitantes ajudou a desmatar e trazer o desenvolvimento ao bairro. Nesta época. 22. o presidente do Sulamérica era o empresário Mário Cortez. o primeiro nome à comunidade. inclusive com a chegada dos interioranos fugidos da grande enchente que naquele período sofriam as dores de terem perdido tudo nos locais de onde vinham. à beira do igarapé de São Raimundo surge o bairro conhecido na época apenas como Matadouro. os padres que serviam na paróquia de São Raimundo começavam a dar assistência aos desabrigados. na rua Presidente Dutra e Nossa Senhora da Glória. justamente no dia do jogo. que pensando em criar um nome de clube que valorizasse a américa do sul. segundo dados do IBGE. Em seguida. Nos anos de 1992 e 1993. Uma curiosidade descoberta pela estudante universitária Gláucia Campos. o conhecido pela comunidade apenas como Arquitecclínio. Santo Antônio e Aparecida. lutador incansável pelo profissionalismo do futebol amazonense. Na hora da liturgia na igreja. Irisvaldo Godô. 23 e 24 de outubro de 2005 31 Os traços preservados da arquitetura do mercado municipal do bairro mostra o valor que é dado pelos moradores às suas tradições e principais pontos históricos da Glória Glória Do Matadouro para uma vida de glória No início do século 20. Na área de lazer e entretenimento resta apenas a quadra para as práticas desportivas e as reuniões de adolescentes que utilizam a praça do bairro para seus encontros aos finais de seSULAMÉRICA ESPORTE CLUBE Fundado em 1º de maio de 1932. Em 1991 foi ele quem mandou restaurar sua sede instalando refeitório. como é o caso de Amazonina Bastos. ou "trem da colina" mantém um convênio com clubes ingleses na busca de negociação com algum atleta do clube que se destaque em campo.427 habitantes. A área como ainda não era habitada serviu para o povoamento feito pelos operários destas indústrias. não trem recebido à atenção que se espera da classe política. Sua sede fica na cabeceira da ponte que interliga o bairro de São Raimundo ao bairro de Aparecida. O maior inimigo do Sulão sempre foi o clube do bairro vizinho. Nesta mesma época. foi criado o Sulamérica Esporte Clube que só veio a ganhar o título em 1992 e em 1993 quando formou um verdadeiro time de grande força. com as instalações das primeiras indústrias no bairro de Aparecida. Neste ano foi o primeiro clube de menor torcida a desbancar a dupla "rional" dos títulos. O trabalho pastoral desenvolvido pela igreja reduziu o índice e começa uma nova fase de desenvolvimento. foi o jornalista na dedada de 50. Atualmente o Sulamérica. em virtude do acontecia numa época não muito distante quando suas torcidas faziam "macumba" nos dois bairros. a porta da frente era fechada para evitar os inconvinientes. Sempre que acontece um confronto entre os dois. em forma de mutirão juntamente com a comunidade ergueram a igreja de Nossa Senhora da Glória. Ajudaram na construção da capela e na primeira escola. Entre 1938 e 1941 o clube foi desativado. os bêbados iam para a entrada da porta e ficavam gritando e perturbando a missa. apesar de pequeno é um dos maiores redutos eleitorais em época de eleição. Além das escolas estaduais Antônio Bittencourt. Era o local ideal e facilitava a vida destes operários que passaram a morar próximo do emprego. no próprio bairro da Glória. O campo de treino fica na rua São Bento. da ex-Manaus Transway reorganizou o "trem da colina" e pôs adiante o sonho do bicolor. Para os moradores mais antigo. Zona Oeste de Manaus. portanto. O abate feito no matadouro abastecia toda a cidade. O bairro. na Lourival Muniz. 96. Com esta denominação foi criado. hoje cedeu lugar para as instalações da Fundação Nacional de Saúde. mas em 1942. foi bi-campeão do torneio. Com o objetivo de enfrentar o clube do São Raimundo. as torcidas dizem que vai acontecer o clássico "galo preto". no sentido de melhorarem o sistema de transporte. Para conhecer o bairro seu ponto inicial é na avenida Presidente Dutra seguindo até o igarapé do Sulamérica e retornando a Presidente Dutra.Manaus. o bairro da Glória comemora no dia 15 de agosto a festa de sua padroeira e se orgulha de ter atravessado as piores fases de uma comunidade em fase de desenvolvimento. Quem apelidou. dormitórios e melhorando o salão de festas. portanto. As principais lideranças têm lutado junto com a comunidade para que os poderes municipal e estadual olhem com mais carinho para a Glória. o bairro da Glória. Conta que antigamente em frente da paróquia foram instalados alguns pequenos bares. o São Raimundo. Com meia década de vida. por diversas razões. nasceu então o conhecido pelos amantes do futebol amazo- . o mascote do clube. O Sulão ganhou o torneio início do amazonão de 1977. pela rapidez no seu ataque. está relacionada à porta lateral da igreja. o "sulão". O bairro por muitos anos foi temido por conta da onda de violência e jovens entrando no mundo das drogas. domingo e segunda-feira. cobrador de bondes na época. "trem da colina".

abriga um dos órgãos importantes da administração estadual. São estas localidades que se juntam para formar o bairro Japiim. como ruas asfaltadas e linhas de ônibus que fazem trajetos para diferentes pontos da cidade. a Seduc (Secretaria Estadual de Educação e Cultura). o que aumenta a oferta de transporte aos moradores. domingo e segunda-feira. lojas de materiais de construção. fábricas. casa de show e exposições. BOA ESTRUTURA DE SERVIÇOS O bairro possui posto de saúde. a principal do Japiim. Japiim II. locadoras de fitas e DVD´s. indústrias. feira coberta. postos de gasolina e estação de rádio. Pantanal. drogarias. Suas origens remontam ao conjunto chamado 31 de Março. que vivem numa área de 420. Associação de Alcoólicos Anônimos. Ao longo dos anos de vivência na comunidade. Sua população estimada é de aproximadamente 52. academia de ginástica. locadoras de veículos. a General Rodrigo Otávio. lanchonetes.Manaus. e o Studio 5. bazares. que tem em suas dependências o Cinemark. igrejas católicas e evangélicas. cinemas. Em cada uma das subdivisões do Japiim (Japiim I. complexo de lojas comerciais. Japinlândia.00 hectares.253 habitantes. 22. . Com relação ao nome Japiim. sala de cinema que atrai grande público. cujo limite vai até o igarapé do Quarenta e engloba também a comunidade de nome Santa Clara. borracharias. Japiim II e Japiinlândia. jornal. sábado. os moradores antigos lembram que no local onde se desenvolveu o bairro havia grande número de pássaros dessa espécie. choperias. o bairro tem facilidade de transporte O bairro do Japiim está localizado na zona Sul de Manaus. que acabou batizando o novo espaço habitacional. Quarenta e Santa Clara) há atividades econômicas desenvolvidas. responsável pelo funcionamento das escolas estaduais. sorveterias. pizzarias. panificadoras e confeitarias. pet shop e clínica veterinária. mas o bairro cresceu e hoje se divide em Japiim I. Este último se desenvolveu a partir de uma invasão e se estende até a área chamada de Pantanal. projetado para atender a população que trabalhava no Distrito Industrial da cidade. como oficinas de consertos de carros. 23 e 24 de outubro de 2005 32 Japiim Como lembrança do histórico 31 de março Cortada por uma das principais vias de Manaus. os moradores conseguiram alguns avanços. além de que muitos itinerários das linhas dos outros bairros precisem passar pela avenida General Rodrigo Otávio. praças. escolas públicas estaduais e municipais.

• Secretaria de Estado da Segurança Pública. • Cigás . entra no Terminal da Cachoeirinha e vai ao Centro.en. José Wandemberg R. Ceasa. jardins e pistas para caminhadas. 614 . • Cisper da Amazônia. Amazon Priente. Março. Escola Municipal Profº • Rua Fábio Lucena. domingo e segunda-feira.. 007 . que possui praças. utilizadas pelos moradores ao final da tarde para se exercitar. desde 1974. deixando a comunidade exposta às ações de galeras juvenis e a roubos e furtos. principalmente à noite.Secretaria de Estado de Educação e Rua Jorge Biváqua.Passa no Japiim II. moradora do Japiim II. mas relatos de moradores mais antigos dão conta de que o Japiim I iniciou em 1969 e. passando nas principais ruas. Centro Municipal de Rua Clóvis Bivaqua ou Educação Infantil Drº como é mais conhecida Fernando Trigueiro.Ceasa.. Maria Mansour . conforme recorda. dois anos depois.Povos da Amazônia. diferente da paróquia erguida hoje. 612 . Izabel Angarita PRESENÇA DA Avenida Rio Negro e EDUCAÇÃO Piedade. Feira do Polivalente. Escola Estadual Benício Avenida Perimetral D. 616 . 613 . Distrito Industrial.entrada pela Cachoeirinha e Petrópolis. de alvenaria.Conj. quando costuma ocorrer disputas de carros em alta velocidade. Petrópolis. mas não entram no bairro. passa na rua principal do Japiim. Assim como as Rodrigo Otávio linhas 213.Unidade do Japiim.Conj. 31 de Farmácia Popular. resta a proteção da Santíssima Trindade.Fundação de Apoio Institucional Rio Solimões. Não existe nenhum dado histórico que comprove a data de fundação do bairro. • Jornal do Commercio. portanto em 1971. . trada para o Japiim pela Japimlândia Gel. Embora ostente diversificada atividade comercial. entra no terminal da Cachoeirinha e vai ao Centro. padroeira do bairro.Japiim Hiléia. Raiz. Cultura. cujo santo protetor não foi identificado. 22.materiais de construção. passando nas principais ruas. • UNISOL . Escola Estadual Profº Escola Estadual Ondina de Paula Ribeiro. Centro de Convivência Centro Municipal de das Orquídeas . Feira Coberta do Japiim. sábado. 31 de Oriental Março Amazonas Centro Municipal de São Sebastião Outros ônibus que passam na rua principal (General Rodrigo Otávio).Passa pelo Japiim I. CONHEÇA MAIS DO JAPIIM LINHAS DE ÔNIBUS QUE PASSAM PELO BAIRRO 611 . (foi citado na entrevista por isso sua pre. Seduc .Vem do Conjunto Atílio Andreazza no Japiim II. Escola Municipal São Escola Municipal Lázaro. • Stock Casa. mudou de endereço.• Avenida Penetração. Centro de Saúde PRINCIPAIS Japiim. 213 . Tulipas Bar. Tefé. Rodrigo Otávio entrada para Bairro pelo Coroado. Luterana do Brasil. Estrada do Contorno entrada pela "Bola da SUFRAMA" . o local não oferece segurança aos frequentadores.. Av. Também faz falta no bairro um posto policial. Centro Municipal de Educação Infantil João PRINCIPAIS BECOS Barbosa.Companhia de Desenvolvimento do Estado do Amazonas.Japiim Hiléia. 6 (seis) escolas estaduIgreja Virgem Piedade. Rua Canumã. Atílio Andreaza Inaugurada em Maio de Ulbra . No bairro não existem grandes áreas verdes e o espaço reservado ao lazer se restringe ao canteiro central da avenida Rodrigo Otávio. Grupo Mensageiro de Alccolicos Anômimos. Casa Dobermam 215 . 31 de Conjunto Atílio Março Andreazza. Japiinlândia. o Japiim não possui nenhuma agência bancária. ais 5 (cinco) escolas muRua 31. LOCALIZAÇÃO Zona Sul da cidade de Manaus. Igreja do Sagrado Leite. o que causa transtorno aos moradores que precisam dos serviços dos bancos. 009 .. • Posto BR.Faz especificamente a rota para o Campus Universitário. Coração de Jesus.Universidade 2005. Rua Projetada. Nathália Uchoa.Conj.Manaus. PRINCIPAIS RUAS 1. porque quando ela se mudou para o local. entra no Terminal da Cachoeirinha e vai ao Centro. e hoje o policiamento é precário. • Lumicenter .Bairro da Paz.Companhia de Gás do Amazonas. Março. por estar localizada entre as duas pistas da movimentada avenida. Av.Educação Infantil Profº Secretaria Municipal de Juracy Freitas Maciel. • Fábrica Jupiá.T2 .T2 . principais ruas.T2 . Assistência Social. o bairro sofreu significativo avanço urbano. Tefé . Leão. 1. 31 de nicipais. CONJUNTOS Conjunto 31 de Março Rua 26 .Faz linha do Japiim II. • Picolino . que já funcionou no bairro. No entanto. principais ruas.Drogaria Morifarma. Para moradores mais devotos do Japiim I. Avenida Solimões 2 Praça de Alimentação. • Di Fratello. as ruas eram todas de barro e com poucas casas. 23 e 24 de outubro de 2005 33 À espera de melhorias De acordo com Zélia Pimentel Maciel. Rua 20 . Escola Estadual Djalma da Cunha Batista.T2 . pois a Delegacia de Homicídios e Seqüestros.Conj. surge o Japiim II.Cervejaria e Pizzaria. • Centro Universitário Nilton Lins . Rua Polivalente. social e econômico. • Rádio Baré. • Ciama . Faz limites com Coroado.PRINCIPAL VIA sença em linhas de Avenida General ônibus). 215 dentre outras. Esta falta de segurança se manifesta nas constantes disputas de corridas de carros na avenida principal do bairro que já ocasionou muitas tragédias. o que não pode contar aqueles que vivem na área dor Japiim II.T2 . Rua Epitácio Pessoa. A moradora lembra que até mesmo a igreja era muito pequena e de madeira. Primavera 1º de Maio Rua C . São Joaquim Materiais Educação Infantil de Construção Fernando Trigueiro.

domingo e segunda-feira. Mas também os fiéis se dividem para louvar São Judas Tadeu.817 habitantes e uma área comercial efervescente.Manaus. na Zona Centro-Sul. Vila da Barra. Aos poucos foi sumindo o atrativo campestre dando lugar ao bairro. Na área do lazer e entretenimento. com o crescimento da cidade surge o primeiro conjunto habitacional na área. professora Cleomenes do Carmo Chaves (rua 10 com a Élson) e. as ruas são estreitas tornando muitas vezes impossível a passagem de dois veículos ao mesmo tempo em sentido contrário. a situação do Jorge Teixeira não é particular e isolada. sábado. O número de crianças fora da escola ainda é uma realidade exposta. A comunidade com uma feira coberta. O mesmo balneário era formado por sítios e chácaras servindo toda a comunidade amazonense como a única opção de lazer e entretenimento nos dias mais quentes da cidade. crianças e adolescentes não tem opções. Monte Sião e bairro Novo. Centro de Ensino Integrado de Manaus. . Barra Bela. Nova Friburgo. Califórnia e Itália. o Presidente Getúlio Vargas fechou o Congresso Nacional e decreto o regime do Estado Novo no país. quadra polivalente e campos de futebol. O conjunto recebeu toda a estrutura de saneamento e pavimentação. Arthur Reis. três agências bancárias ( Banco do Brasil. Jorge Teixeira sobrevive economicamente baseado em seu comércio de estivas localizado no início da avenida Penetração.Com o trabalho de revitalização foi construído um complexo abrigando um chapéu de palha para realizações de encontros e seminários e outro com estrutura metálica para realização de eventos culturais e ambientais. O novo empreendimento foi estruturado para ser um grande balneário fazendo fronteira com os bairros Aleixo. Vila do Rey. Três praças dividem o bairro. Cerca de 80%. água. II e III cresceu montados em precárias moradias. o conjunto Castelo Branco recebeu este nome estando relacionado ao momento histórico do país durante o regime militar. restaurantes. duas particular. Pindorama. O primeiro foi o Coroado. sendo a mais movimentada. Na realidade. açougues. O que aconteceu com o surgimento de bairros como Jorge Teixeira foi justamente à existência de uma defasagem entre o ritmo de crescimento da população urbana e o da construção de novas residências de boa qualidade. No ano de 1977. o balneário passou por uma recuperação total. Santa Terezinha. Hoje o Parque 10 se tornou uma grande área de conjuntos habitacionais: Jardim Meridional. 23 e 24 de outubro de 2005 34 Jorge Teix eira Ainda batendo continência Manaus da década de 80 ainda vivia o drama das péssimas condições habitacionais. na avenida Recife. Centro de Educação Álvaro Botelho Maia e Portal Centro Integrado de Educação Ltda). Parque 10 Fazendo história desde a data de fundação No dia 10 de novembro de 1937. vive os conflitos sendo visível à falta de assistência no setor de energia. Itaoca. O projeto beneficiava a comunidade com uma extensa área verde. Bradesco e Caixa Econômica Federal). Jardim Imperial. funciona uma pequena feirinha com uma média de sete boxes comercializando pescado e frutas. o nome do bairro foi em homenagem à data. Localizada timidamente em uma das ruas estreitas do bairro. Claramente se via Manaus ser construída pelos casebres compostos em sua maioria de famílias de baixa renda. O mesmo problema pode ser observado nos conjuntos do mesmo bairro. Uirapuru. cyber café. Aderson de Menezes e professora Leonilla Marinho) e mais quatro particulares (Centro de Ensino Fundamental Partenon. conjunto J. pet-shops. saneamento e segurança pública. Há também uma loja lotérica. a reestruturação da pavimentação e serviços de saúde e educação. baseado no "déficit habitacional". construção civil. muito precária em termos de ofertas à comunidade. locadoras de vídeo. coronal Jorge Teixeira de Oliveira. no entanto. Consag. principalmente à noite. Durante o período em que José Fernandes foi prefeito de Manaus. Samambaia. a não ser as casas de shows aos finais de semana. Sem ter como adquirir habitações de boa qualidade. Foi construída também uma creche em tempo integral. Jardim Yolanda. a área superficial de 1. Na mesma avenida. Carlos Mestrinho. panificadoras. Em 1969. a renda familiar dos moradores não chegava a um rendimento per capita de um salário mínimo. É possível observar que 80% das residências foram construídas em terrenos não apropriados a moradia (morros e zonas alagadas) sem registro topográfico ou geográfico e afastado do centro urbano. Jardim Amazonas. o então prefeito. 22. Real.O O CSU seguindo o mesmo protocolo de homenagens do período recebeu o nome Humberto de Alencar Castelo Branco (primeiro Presidente do regime militar) o complexo foi inaugurado em 25 de julho do mesmo ano. fundado no dia 14 de março de 1989. Encol. Dados apontam grande deficiência de sistema de esgoto e saneamento básico. de acordo com estatísticas do IBGE tem a marca comum do abandono dos poderes públicos. Parque Tropical. Nova Floresta. Enfim. Murici I e II. salão de beleza. Novo Horizonte. Numa solenidade simplória das lideranças da época encabeçada por Geraldo de Souza Bentes e mais alguns voluntários. confecções. a igreja de Nossa Senhora de Lourdes mantém um número expressivo de fiéis. Começam a surgir os bairros periféricos da Zona Leste. Jardim Primavera. na época apenas existia o igarapé. portanto. o Coronel Jorge Teixeira. O bairro em suas três etapas está sendo assistido pelas escolas estaduaisVasco Vasques (rua Nova Esperança). a praça do entroncamento que leva ao Centro da cidade. A mesma santa é a padroeira do Parque Dez. Nesta última o intenso movimento mostra o potencial do bairro com instalação de várias lojas de miudezas. Uma na terceira etapa Centro Educacional Leão de Judá e outra na quarta etapa: Centro Educacional Amazonida. se originou a partir do balneário onde está atualmente a Sedema (Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Meio Ambiente) e a Fundação Villa Lobos. Conta hoje quatro escolas estaduais (Altair Severiano Nunes. inaugurado em 1992. em Manaus nascia o bairro do Parque 10 de Novembro. Hoje depois de ter atingido a maior idade e se consolidado como um dos mais nobres bairros de Manaus comporta uma população de 32.019. Os primeiros moradores eram tidos como de classe média alta. Sausalito. Inclusive. propriamente dito. Ipanema. A principal área comercial do bairro está situada na avenida Perimetral e na rua do Comércio. partindo da perspectiva de novos tempos. Verdes Mares I e II. Como explicar essa situação? A explicação mais plausível para o crescimento desordenado no país é a falta de um planejamento urbano. Juliana. O igarapé do Mindú que banhou tantas vezes os amazonenses se tornou uma corredeira de águas poluídas com o advento da modernização. escola de idiomas e drogarias. com recursos do PNCSU (Plano Nacional de Centro Sociais Urbanos). Segundo estimativas levantadas pela própria Associação de Moradores. Adrianópolis. Novo Mundo.87 hectares que abrange as comunidades do Jorge Teixeira de I a IV. o segundo o São José e logo em seguida juntamente com outros tantos. conjunto Arthur Filho. atendendo ao pedido da comunidade que sentia necessidade de um local que proporcionasse entretenimento e prestação de serviço. piscina. deu início ao empreendimento de construção do CSU (Centro Social Urbano). Jauaperi. Parque Sangrilá I a VII. atendendo a crianças com idade de três a cinco anos. Construído sob a supervisão da antiga Cohab (Companhia de Habitação do Amazonas). Outro monumento importante do bairro é o Parque do Mindú. Como é possível notar em boa parte dos conjuntos habitacionais de Manaus. O bairro. Um ano após esse acontecimento. Jorge Teixeira. logo se organizaram e passaram a reivindicar os benefícios básicos entre eles. Mucuripe. o encarecimento do preço da moradia e a segregação das classes menos favorecidas foram empurradas para zonas da cidade sem nenhuma estrutura urbana. Malibu. João Paulo I e II. bem como o João Paulo I. seus habitantes optaram pelo mais fácil que foram as invasões. REIVINDICANDO DIREITOS O bairro ao longo dos anos foi sendo estruturado e suas relações sociais ficando cada vez mais intensas e s próprios moradores que chegavam de várias partes da cidade percebendo o desenvolvimento da comunidade. Eldorado. O desequilíbrio entre a procura e a oferta falou mais alto. Chapada e Flores.

Ela mesma dividiu as terras entre algumas famílias. feira e etc. ainda existem e nenhum é tam grave quando a falta de água. existem apenas contratos dos proprietários. Existem aproximadamente 4 mil famílias sem água encanada. mas como é grande o preconceito com os adeptos da Umbanda e do Candomblé. criando sérios problemas na hora de vender ou mesmo reformar as casas. vários grupos de pessoas vindas do interior do Estado do Amazonas. água encanada e transporte coletivo. "Existe rixa de galeras aqui e as pessoas não podem circular livremente em algumas áreas". padarias. como margaridas. Assim como tantos outros bairros de Manaus. "Quando alguém adoece e precisa de socorro urgente temos grandes dificuldades em transportar essa pessoa até um posto médico". Maria Cristina denuncia a falta de professores nas escolas e a pouca fiscalização dos órgãos competentes para minorar este problema. como um posto de energia elétrica fincado no meio da rua. O local recebeu este nome devido às muitas flores que existiam no lugar. 22. Com o levantamento das primeiras casas se tornou inevitável seu crescimento. . dona Odinéia. Além desses problemas já comuns. vieram para Manaus trabalhar como caseiros. Dentro do bairro também podem ser encontrados postos de abastecimentos. patrocinado. Esta falta de planejamento urbano criou situações curiosas. com carência de energia elétrica. denuncia a moradora. idealizado. na Zona Norte. o bairro tem como características muitas ruas com acentuados declives. antiga moradora afirmava que se as terras tivessem que ser de alguém seriam dela que já cultivava no local há algum tempo. As terras que ficavam próximas a atual igreja de Santa Etelvina conhecida popularmente como "ferro de engomar" até então era terras devolutas. o posto de saúde Sávio Belota e uma casinha do medico da família. como a instalação de rede de esgoto. Existem ligações de água com mangueiras no meio das ruas . mas os Em 1982. Conta também como um C. que vão surgindo e se criando neste ambiente de gente sofrida que procura conforto e esperança. na área conhecida apenas como Paxiúba ou simplesmente quilômetro 16 da AM 010. Mas mesmo assim o bairro ainda apresenta áreas de degradação. com feira popular bastante freqüentada e inúmeros estabelecimentos comerciais. foram ao "Instituto de Terras do Amazonas" ITERAM. sem muitos recursos e sem ajuda eles ergueram a "igreja de Santa Etelvina". Santa Tereza. falta de água. Vera Cruz. um "terreiro". Segundo contam os moradores mais antigos. Eles começaram a construir casinhas singelas de madeira e logo a situação da conhecida por uns como "Vila Paxiuba" e por outros "Vila Santa Etelvina" foi regularizada. onde também são realizados grandes eventos festivos.A. educação precária. Possui um pequeno centro comercial que fica localizado na rua Sete de Maio. 23 e 24 de outubro de 2005 35 Lírio do Vale Para lembrar das flores O bairro do Lírio do Vale. uma vez que grande parte das casas erigidas no local não tem nenhum registro nos órgãos de urbanização. a maior parte dos proprietários de domicílios do bairro não possui título definitivo de seus imóveis. o que impossibilita um melhor traçado urbano e dificultada a circulação de veículos. o vulgo Zé Barbosa. . principalmente ônibus. período marcado pela expansão urbana de Manaus. Osmar começou a reivindicar e dizer que as terras lhe pertenciam. Com relação à educação. quando no início o Lírio do Vale não possuía uma urbanização adequada. por que apesar de ser considerada santa pela fé popular ela não é canonizada pela igreja. sábado. o bairro é batizado de Lírio do Vale. emprestam ou compram água de quem tem. Precisamente no ano de 1979.98 hectares de terra foram divididas em duas áreas distintas. Há rumores no bairro também quanto à existência de um centro de Umbanda. Mas já foi pior. conhecido pelos moradores somente como Osmar (com ele. Segundo informações da Suhab (Superintendência de Habitação do Amazonas). localizado na Zona Oeste. Era comum o tráfego de camioneiros e caçambeiros. que deixa marcas negativas no bairro. Mesmo assim os moradores não desistiram. principalmente na década de 1990. e foi nesse local que os caseiros resolveram iniciar o bairro. Segundo populares. É isso ou não estudar. o bairro também sofre com a falta de regulamentação fundiária. através de ações do poder público. a "dona Zita". Conforme explica Maria Cristina. Com sua geografia acidentada. descobrir de quem eram de fato as terras. Como bairro segundo o diário oficial. urbanização e pavimentação das vias. Porém não conseguiram apoio da igreja católica. que atinge principalmente às crianças. não é santa. o nome é igreja da Santa Etelvina (referente ao bairro). apesar dos muitos problemas. por aclamação pública. RELIGIÃO E AS COUSAS DA FÉ Em homenagem a Santa padroeira do bairro os moradores resolveram construir uma igreja para que fosse batizada com o seu nome. mas a padroeira é "Nossa Senhora do Imaculado Coração de Maria". e essas pessoas tem que se locomover de suas casas a torneiras públicas. e redigido pelo senhor José Raimundo Barbosa da silva. e uma vez lá eles foram instruídos a começar a construir as casas. "Com a liberação da área. e encontram nas congregações protestantes como a igreja "Deus é Amor". o bairro foi recebendo benefícios. Elizabete Beltrão. quando deu início o processo de invasões de grandes áreas desocupadas da cidade. Uma das escolas do bairro chegou a abrir vagas noturnas para crianças. o padre Juliano teria dito que "galinha ia criar dente. com 23 anos de história e uma população estimada em 35 mil habitantes. tornando-se mais um obstáculo para dificultar o fluxo de veículos. 14 Bis e Jardim Rachel). A partir daí. toda a superfície de 617. Nossa Senhora da Conceição. No entanto. com açougues. toda a área do conhecido "ferro de engomar" foi cercado gerando um conflito com a policia. por conta desses conflitos houve uma grande dispersão de fieis no bairro. moradora do Lírio do Vale há mais de vinte anos. o que dificulta o trânsito de veículos nas artérias do bairro. com casas instaladas nas proximidades dos igarapés e que correm risco de alagação. Santo Antônio e Nossa Senhora de Fátima. o Lírio do Vale carece de planejamento urbano. com o problema agravando-se nos períodos de chuvas. evidenciado pelas ruas estreitas e sem saída e inúmeros becos. Em pouco tempo a área que parecia distante da cidade sendo reserva apenas para grandes sítios particulares foi se tornando habitada pelos próprios caseiros. seu Salviano Barbosa de Abreu. uma delegacia. ponto de táxi e áreas de lazer destinadas aos comunitários.C. O Lírio do Vale está localizado entre os bairros do Planalto e da Ponta Negra e hoje apresenta uma zona comercial diversificada. No que diz respeito a água. a situação do bairro é precária. Foi a partir desse momento. jasmim e lírio e. por conta de um balneário existente no local. policiamento inexistente. Logo após o problema da água vem à educação. Ela reclama da falta de postos de saúde e a distância do bairro em relação aos prontos-socorros da cidade. o bairro de Santa Etelvina tem sua origem vinculada por iniciativa de caseiros da região antes conhecida apenas como quilômetro 16 da Am-010. portanto. Santa Etelvina À espera da canonização Localizado na zona norte de Manaus.Manaus. hoje um dos principais problemas do local é a violência. A mesma área servia de reserva para retirada de areia e barro para serem comercializadas como produtos da construção civil em vários pontos da cidade. assinados ainda na época da invasão entre proprietários com órgãos já extintos. Dona Zita. os primeiros caminhos que viriam a se tornar ruas já com um nome de batismo de Santa Etelvina. Esse mesmo padre arrependido e muito emocionado realizou a primeira missa. morador do bairro a mais de 15 anos e filho de seu Salviano de Abreu um dos fundadores. domingo e segunda-feira. conta a moradora. portanto. Com o desenvolvimento do bairro iniciou uma proliferação de novas doutrinas cristãs como o crescimento de templos das igrejas evangélicas. muitas casas foram construídas próximas aos igarapés e com freqüência eram alagadas. como o campo do Buracão. eles permanecem na escuridão. dona Geralda e alguns outros. Existem quatro igrejas católicas no bairro: Imaculado Coração de Maria. os primeiros habitantes travaram muitos conflitos pela posse da terra). Uma pertencente a Bayma Diniz e a outra tendo como proprietário. e como solução encontrada. Nascia. mas essa igreja não ia sair". SANTA ETELVINA HOJE Dividido em 6 comunidades (Jardim Fortaleza. principalmente a educação infantil. Na Suhab. cujo trânsito fica restrito às ruas principais. os problemas iniciais como saneamento básico. escolas públicas. mercados. tem sua origem por volta do ano de 1979. Como Santa Etelvina não é canonizada ela não pode ser a padroeira do bairro. a poços artesiano. aproximadamente 150 famílias tiveram o direito de construírem casa" é o que conta o jornal comunitário "A Gazeta". "Centro de Capacitação de Atletas". O bairro hoje já tem uma estrutura melhor que a de 23 três anos atrás. Segundo Zé Barbosa. Porém. já bastante prejudicado devido às ruas estreitas e sem saídas. Parque Santa Etelvina. o bairro tem uma boa estrutura e é considerado pelos moradores um bom lugar para viver. Segundo Maria Cristina houve casos de brigas que re- sultaram em morte há bem pouco tempo. Mais saiu. De acordo com relatos de moradores antigos. foi oficializado em 1984.

um Centro Comunitário e uma Creche. 23 e 24 de outubro de 2005 36 A padroeira Santa Luzia e sua igreja mantém fervorosa a fé dos católicos. Igrejas Evangélicas como "Assembléia de Deus" e "Deus é Amor" dividem espaço com os Kardecista que se reúnem nas ruas Boa Sorte e São Sebastião. da Glória e São Raimundo.R. Presidente Vargas luta por melhorias de infra-estrutura. na Zona Centro-Sul. não possui rede de esgotos. de uma ponta a outra. à rua São Domingos. Em outras ruas. o Bariri faz fronteiras com o bairro da Gloria e Aparecida. esgotos a céu aberto. Atualmente funciona a Panificadora Esmeralda.Jutal . onde os jovens matinheiros e bucheiros ( devido a presença do matadouro municipal os moradores eram "apelidados" desta maneira. A atual paroquia de Santa Luzia conta com o centro paroquial. o incêndio destruiu 46 casas. na época com apenas 10 anos de idade . Conforme Digesto Municipal . 76 conhecido como "Coquinho". fundada em 15 de outubro de 1985 é o atrativo cultural do bairro abrigando centenas de foliões. carência de áreas de lazer e segurança. a precária coleta de Lixo.Mar. é cadenciada pela Paroquia de Santa Luzia da Matinha. trazem a marginalidade e insegurança. serrarias e a fabrica de juta . Localizado na parte baixa do bairro presidente Vargas. passaram a chamar o trecho de rua do Corre Froxo". São Luiz e São Domingos Gusmão situada na rua São Domingos. Ayrão uma das mais antigas vias. estas disputas eram principalmente nas áreas de fluxo das catraias.) atravessavam às braçadas. 22. que pagam seus tributos são submetidas diariamente a insegurança das ruas do Bairro. Para chegar ao bairro a gente tinha que vir de linha de Bonde ou canoa". O sincretismo religioso é uma característica do bairro. a escola está no Grupo de Acesso e nos últimos anos tem sido convidada para o Grupo Especial. uma das mais antigas casas comerciais. O aniversário do bairro é comemorado no dia 15 de Setembro. açougues e salões de belezas. a fuga da falta de perspectiva devido ao abandono relegado ao interior do Amazonas no inicio do século 20 e a busca de pespectiva de qualidade de vida e de emprego nos centros urbanos foi um chamariz para milhares de interioranos abandonarem suas terras e se aventurarem em Manaus. O nome Matinha veio na primeira metade do século 20 talvez devido ao intenso matagal e a existência de apenas uma trilha de acesso. Terminal da Constantino Nery Bariri testemunha tempos difíceis O Bariri se forma a partir do igarapé de São Raimundo.Tombo II nos arquivos da biblioteca Arthur Reis.(continua ativa e gerando emprego para alguns moradores do bairro) Mesmo com a proximidade do Centro. por conta das idas e vindas numerosas. Assim como outras áreas da cidade. Rua da Legião. Presidente Vargas conta com duas quadras de esporte e uma pequena praça localizada à frente da igreja. Além desta luta. MATINHEIROS X BUCHEIROS Na segunda metade da década de 80 existia uma rivalidade entre os ribeirinhos da Matinha. como lembra o comerciante Francisco Lima " No inicio do bairro. principalmente no beco São Domingos e na área do Bariri. A disputa pela primazia e monopólio das devidas orlas era motivo de brigas e desavenças. igreja Santa Luzia da Matinha. há na comunidade um número expressivo de estabelecimentos comerciais que incluem mercearias. Estabelecimentos comerciais como "Mercadinho 5 Estrelas". presidida pelo Padre Redentorista João MacCormick". antiga 1º de Maio. lembra Maurício da Costa Barros. Tendo como presidente João Almeida. sábado. Realizado todos os anos no mês de dezembro nos dias 19 e 20 entre os times Cabeças de Toro ( tendo como presidente Pipi) versus Pés Inchados (que tem a frente o Didico). O torneio de futebol é uma tradição entre os moradores. Nas suas idas e vindas . Com isto a violência e a falta de segurança se tornaram as principais preocupações dos habitantes. por uma vida mais tranqüila . segundo afirmação do comunitário Jaime Jorge do Amaral Moreira. AMARGA LEMBRANÇA Durante a década de 40 ocorreu um grande incêndio no bairro. Hoje infelizmente a rua e seus morados buscam por melhorias no saneamento e segurança. O choque com a realidade dura e crua dos grandes centros tornar mais ativa a vida do bairro. a associação oferece cursos gratuitos para os moradores. Porém a violência e a falta de segurança oprimem centenas de trabalhadores que habitam a comunidade. A consolidação do bairro veio com as primeiras empresas como olarias. recorda. Como nos lembra o agente Pastoral Almir Silva "os missionários redentoristas chegaram à localidade por volta do ano de 1946 e aqui erigiram a primeira capela de palha . sendo necessário uma melhor estrutura para o combate à criminalidade. Hoje nem de logo lembra tempos tão difíceis quanto os já enfrentados.I. por toda extensão dos alagados. cuja Festa mobiliza a comunidade católica e se realiza no dia 13 de Dezembro com uma grande Procissão que percorre as vias principais da comunidade. TEMPOS MODERNOS Apesar das dificuldades dos primeiros tempos o bairro se desenvolveu e hoje conta com a presença de algumas instituições públicas: escolas. Posteriormente boa parte dos alagados ( notava-se a presença de grandes quantidades de joaurizal e tucumãzais) foi aterrada e surgiu um novo bairro. incentivados por melhores condições de vida na cidade. a falta de policiamento ostensivo nas áreas de risco. que contam com a comodidade da proximidade do centro de Manaus. Ainda assim os problemas persistem O saneamento básico. sede do Partido dos Trabalhadores (regional). (Conselho Indígena de Roraima). Mas a comunidade reclama da falta de opções de lazer. A Associação dos moradores da Matinha fundada em 1994 tem hoje a frente Joaquim Jânio e Walter Couto que lembram que a instituição tem tentado sensibilizar o poder publico no sentido de construírem uma grande área de lazer em um terreno baldio do bairro. Ainda que encravada no perímetro central da cidade. No depoimento de Jorge Barros (um dos Bucheiros e hoje Contador ). Presidente Vargas é um bairro alegre. se erguiam muitas olarias e o fluxo de carroças era intenso. que também é a padroeira. Esta rua tem uma historia interessante.Salões de Beleza. comunidades que se reportam a ela como: Nossa Senhora do Perpetuo Socorro . No período do Carnaval a presença do Grêmio Recreativo Escola de Samba Presidente Vargas. Os tempos modernos trouxeram o Bairro para o Centro. Locadoras de Vídeo . hoje Kako Caminha. a violência aumentou. RUAS DE HISTORIAS A área comercial se concentra nas duas principais artérias: a rua Dibo Felipe. deve seu nome ao proprietário do estabelecimento Casa Felipe que virou referência para a localização do bairro e Av. São Domingos uma intensa atividade comercial também floresce. Esmeraldo Araújo Lima. Os antigos moradores compostos na maioria por interioranos vindo de várias áreas do Amazonas como Autazes e vila Solimões ( Jataí ) e outros ainda "expulsos" de suas terras. Pessoas honestas e que querem uma vida digna. como as ruas do Bariri. Drogarias. locadoras. o bairro passou por muitas transformações. Outra via importante é a Boa Sorte. para posteriormente construir um comercio. a região conhecida como Presidente Vargas. Local ideal para a juventude se encontrar e escutar músicas. uma tradição que acompanha o início da história do bairro que já foi chamado de morro Presidente Vargas A Matinha dos tucumãs A busca por melhoria de vida. por meio de convênios com a Prefeitura Municipal. antes conhecida como Morro do Tucumã ( devido a grande presença desta palmeira no local) passando a ser habitada sobretudo por pessoas humildes e oriundas do interior. pois as bocas de fumo são uma presença indesejada. Moradores como Getulio Coutinho (universitário) pretendem verificar a procedência da data. Segundo depoimentos colhidos. com barracos sendo construídos sob chavascais. na sua constituição quanto bairro de Manaus o Presidente Vargas se torna um guerreiro na luta por dignidade. As drogas invadem as ruas e vielas do Bariri conforme depoimentos tomados um maior presença da policia e do Estado nesta área e necessária com urgência. uma antiga vacaria. instituições que fazem falta a população carente da comunidade". Diferentes orientações religiosas dividem o mesmo espaço democraticamente. Francisco Araújo Lima. um dos primeiros moradores comprou um terreno na década de 40 de José Ferreira Lima conhecido como Zé da Matinha. é possível encontrar referências da localidade desde 1894 quando sofre intervenção da Intendência Municipal que manda limpar toda a área. açougues e a famosa "Casa Felipe" na esquina com a Constantino Nery fazem fervilhar os negócios e abastecem aos moradores. ao menos para os católicos. A VIDA RELIGIOSA A vida religiosa do bairro.Manaus. TRADIÇÃO DO FUTEBOL Com uma população próxima de 40 mil pessoas. Em um primeiro momento uma cidade flutuante. "Todas as casas eram de palha e as pessoas muito pobres. . nascido e criado no bairro e filho de Esmeraldo mantém a tradição da familia no ramo do comercio e relembra que nas últimas décadas. falta saneamento (sobretudo nas ruas do Bariri). Casinha da Saúde (rua São José). drograrias. Poucas se aventuravam a morar na área da estrada da Cachoeira Grande ou bairro da Castelhana. revelando uma grande tolerância. Outras instituições que pertencem ao bairro são o C. morador mais antigo do bairro. "Após a construção do Terminal 01 na avenida Constantino Nery. de São Domingos e Beira . chegam a Manaus sobretudo na década de 60 com o êxodo rural. foi difícil. A coleta de Lixo ainda não é regular. no primeiro quartel do século XX. ainda que girando em torno da polêmica sobre a idade do bairro e a própria data de fundação. a falta de lazer e a violência continuam sendo as principais mazelas enfrentadas pelos moradores. domingo e segunda-feira. Centro de Saúde Matinha ( Travessa Boa Sorte com beco Bragança). como Santa Quitéria.

segurança e muito menos saneamento básico. parte de sua área foi atingida pela erosão e as casas construídas no local foram atingidas. sábado.73 hectares cerca de 14 mil habitantes. cerca 4 mil pessoas. saúde. o antigo porto da Ceasa hoje não passa de um amontoado de barracos que se convencionou chamar de feira Mauazinho De frente para a bela vista do rio Negro Do movimento de outrora. papelão e palha. entretanto seus moradores são muito receptivos e mulheres como a Dona Antonia Zilma no Mauzinho I e a Dona Maria Jesus Sampaio no Mauzinho II não perdem a esperança e continuam lutando por um bairro melhor. Buriti e Parque Mauá. e quatro municipais. No local já moravam cerca de 30 famílias que beneficiavam a terra em prol do próprio sustento. O bairro não tem área de lazer. uma estadual a Berenice Martins. As ruas recebem um tratamento de péssima qualidade. existem cinco escolas. nasce o Mauazinho fazendo fronteira com as vilas Felicidade. A líder do bairro. Sendo que. Habitantes em busca de dias melhores . Atualmente moram em toda superfície de 723. A maior central de abastecimento. A partir deste episódio. 22. só restou melancolia Com a chegada da década de 80 e parte da Zona Leste já totalmente habitada. não são assistidas no setor de educação. o bairro expandiu um pouco mais surgindo a segunda etapa e chamada de Mauazinho II. dez mil moram na primeira etapa e quatro mil na segunda. O bairro nasceu com a vista privilegiada do rio Negro. a área do antigo seringal foi judicialmente entregue aos posseiros pela Prefeitura de Manaus no dia 20 de abril de 1985 e batizado de Mauazinho I. Com o advento de mais um êxodo retratado pelas pernamancas improvisadas. Talvez o pior problema enfrentado pelos moradores do Mauazinho seja a violência e o aumento de uso de drogas. Por outro lado. a Padre Luiz Ruas. no ponto em que se faz a travessia para o CareiroCastanho. Contribuição religiosa No bairro do Mauazinho existem duas Igrejas Católicas: a de Nossa Senhora das Graças e a de Nossa Senhora dos Navegantes. Após ter sido aberto um imenso campo para a edificação do futuro bairro. lonas. Ali estão localizadas também várias igrejas protestantes e um centro de umbanda. 23 e 24 de outubro de 2005 37 À beira do rio Negro. domingo e segunda-feira. Mauazinho conta com uma vista panorâmica do encontro das águas. INÍCIO OFICIAL Portanto. Em 1994. Maria de Jesus. ao mesmo tempo funcionando como mercearias. uma das maravilhas e cartão postal de Manaus. insuficientes para atender a demanda existente de alunos e com quadras esportivas de pequeno porte.Manaus. Boa parte da frota. este na Rua Val paraíso. Não existem quadras esportivas no bairro. já que havia um beneficiamento das terras feita por elas. a não ser os inúmeros bares espalhados pelo bairro. sem saneamento básico e sistema de esgoto. Naquela área parecia ser mais uma terra prometida para quem não tinha terra e muito menos casa. a Ceasa está totalmente obsoleta. a comunidade ainda sofre com o atendimento no Centro de Saúde com a falta de profissionais capacitados. de onde se vê o Encontro das Águas Um detalhe curioso é que na segunda etapa do bairro. além de está sucateada demoram em média de uma a duas horas de espera. os antigos e novos posseiros se diziam de fato os proprietários. inúmeras famílias ocupam uma área que pertencia a um antigo seringal. Todavia. Ana Maria de Souza e a Nova Vida. Outro fator negativo é o serviço de transporte das linhas 711 e 712 que atende a comunidade. Heleno Nogueira. a direção da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) aciona a justiça para retirada das famílias do local alegando ser propriedade da instituição. acredita que em breve os comunitários terão o título definitivo das terras e serão beneficiados por programas so- ciais dos governos municipal e estadual. quando a Ceasa dominava a comercialização de produtos hortigranjeiros.

pois as bocas de fumo são uma presença indesejada. A Associação dos moradores da Matinha fundada em 1994 tem hoje a frente Joaquim Jânio e Walter Couto que lembram que a instituição tem tentado sensibilizar o poder publico no sentido de construírem uma grande área de lazer em um terreno baldio do bairro. da Glória e São Raimundo. é cadenciada pela Paroquia de Santa Luzia da Matinha. Presidente Vargas luta por melhorias de infra-estrutura. 23 e 24 de outubro de 2005 38 A padroeira Santa Luzia e sua igreja mantém fervorosa a fé dos católicos. Porém a violência e a falta de segurança oprimem centenas de trabalhadores que habitam a comunidade. locadoras. A coleta de Lixo ainda não é regular. é possível encontrar referências da localidade desde 1894 quando sofre intervenção da Intendência Municipal que manda limpar toda a área. Localizado na parte baixa do bairro presidente Vargas. Esta rua tem uma historia interessante. não possui rede de esgotos. 76 conhecido como "Coquinho". Realizado todos os anos no mês de dezembro nos dias 19 e 20 entre os times Cabeças de Toro ( tendo como presidente Pipi) versus Pés Inchados (que tem a frente o Didico). comunidades que se reportam a ela como: Nossa Senhora do Perpetuo Socorro . . ainda que girando em torno da polêmica sobre a idade do bairro e a própria data de fundação. por toda extensão dos alagados. por uma vida mais tranqüila . Os tempos modernos trouxeram o Bairro para o Centro. Poucas se aventuravam a morar na área da estrada da Cachoeira Grande ou bairro da Castelhana. Assim como outras áreas da cidade. na sua constituição quanto bairro de Manaus o Presidente Vargas se torna um guerreiro na luta por dignidade. Em outras ruas. Presidente Vargas é um bairro alegre. Em um primeiro momento uma cidade flutuante. Tendo como presidente João Almeida. Como nos lembra o agente Pastoral Almir Silva "os missionários redentoristas chegaram à localidade por volta do ano de 1946 e aqui erigiram a primeira capela de palha . Igrejas Evangélicas como "Assembléia de Deus" e "Deus é Amor" dividem espaço com os Kardecista que se reúnem nas ruas Boa Sorte e São Sebastião. "Após a construção do Terminal 01 na avenida Constantino Nery.R. a precária coleta de Lixo. Hoje infelizmente a rua e seus morados buscam por melhorias no saneamento e segurança. se erguiam muitas olarias e o fluxo de carroças era intenso. RUAS DE HISTORIAS A área comercial se concentra nas duas principais artérias: a rua Dibo Felipe. A VIDA RELIGIOSA A vida religiosa do bairro. São Luiz e São Domingos Gusmão situada na rua São Domingos. sendo necessário uma melhor estrutura para o combate à criminalidade. O nome Matinha veio na primeira metade do século 20 talvez devido ao intenso matagal e a existência de apenas uma trilha de acesso. a violência aumentou. na época com apenas 10 anos de idade . antiga 1º de Maio. onde os jovens matinheiros e bucheiros ( devido a presença do matadouro municipal os moradores eram "apelidados" desta maneira. ao menos para os católicos.Manaus. São Domingos uma intensa atividade comercial também floresce. O torneio de futebol é uma tradição entre os moradores. Ainda assim os problemas persistem O saneamento básico. açougues e salões de belezas. instituições que fazem falta a população carente da comunidade". MATINHEIROS X BUCHEIROS Na segunda metade da década de 80 existia uma rivalidade entre os ribeirinhos da Matinha. Francisco Araújo Lima. Com isto a violência e a falta de segurança se tornaram as principais preocupações dos habitantes. a falta de policiamento ostensivo nas áreas de risco. na Zona Centro-Sul. Outra via importante é a Boa Sorte. Terminal da Constantino Nery Bariri testemunha tempos difíceis O Bariri se forma a partir do igarapé de São Raimundo. a região conhecida como Presidente Vargas. (Conselho Indígena de Roraima). para posteriormente construir um comercio. domingo e segunda-feira. como as ruas do Bariri. no primeiro quartel do século XX. Rua da Legião.Mar. serrarias e a fabrica de juta . No depoimento de Jorge Barros (um dos Bucheiros e hoje Contador ). Posteriormente boa parte dos alagados ( notava-se a presença de grandes quantidades de joaurizal e tucumãzais) foi aterrada e surgiu um novo bairro.Jutal . trazem a marginalidade e insegurança. sede do Partido dos Trabalhadores (regional). Centro de Saúde Matinha ( Travessa Boa Sorte com beco Bragança). fundada em 15 de outubro de 1985 é o atrativo cultural do bairro abrigando centenas de foliões. Casinha da Saúde (rua São José). revelando uma grande tolerância. como Santa Quitéria. a falta de lazer e a violência continuam sendo as principais mazelas enfrentadas pelos moradores.) atravessavam às braçadas. o Bariri faz fronteiras com o bairro da Gloria e Aparecida.(continua ativa e gerando emprego para alguns moradores do bairro) Mesmo com a proximidade do Centro. por meio de convênios com a Prefeitura Municipal. Moradores como Getulio Coutinho (universitário) pretendem verificar a procedência da data.Tombo II nos arquivos da biblioteca Arthur Reis. Atualmente funciona a Panificadora Esmeralda. carência de áreas de lazer e segurança. Nas suas idas e vindas . O aniversário do bairro é comemorado no dia 15 de Setembro. Ainda que encravada no perímetro central da cidade. chegam a Manaus sobretudo na década de 60 com o êxodo rural. Diferentes orientações religiosas dividem o mesmo espaço democraticamente. segundo afirmação do comunitário Jaime Jorge do Amaral Moreira. Os antigos moradores compostos na maioria por interioranos vindo de várias áreas do Amazonas como Autazes e vila Solimões ( Jataí ) e outros ainda "expulsos" de suas terras. a escola está no Grupo de Acesso e nos últimos anos tem sido convidada para o Grupo Especial. Ayrão uma das mais antigas vias. O sincretismo religioso é uma característica do bairro. com barracos sendo construídos sob chavascais. 22.Salões de Beleza. Conforme Digesto Municipal . que contam com a comodidade da proximidade do centro de Manaus. No período do Carnaval a presença do Grêmio Recreativo Escola de Samba Presidente Vargas. A consolidação do bairro veio com as primeiras empresas como olarias. de São Domingos e Beira . Drogarias. falta saneamento (sobretudo nas ruas do Bariri). A atual paroquia de Santa Luzia conta com o centro paroquial. a fuga da falta de perspectiva devido ao abandono relegado ao interior do Amazonas no inicio do século 20 e a busca de pespectiva de qualidade de vida e de emprego nos centros urbanos foi um chamariz para milhares de interioranos abandonarem suas terras e se aventurarem em Manaus. como lembra o comerciante Francisco Lima " No inicio do bairro. Para chegar ao bairro a gente tinha que vir de linha de Bonde ou canoa". principalmente no beco São Domingos e na área do Bariri. TEMPOS MODERNOS Apesar das dificuldades dos primeiros tempos o bairro se desenvolveu e hoje conta com a presença de algumas instituições públicas: escolas. o bairro passou por muitas transformações. Pessoas honestas e que querem uma vida digna.I. passaram a chamar o trecho de rua do Corre Froxo". hoje Kako Caminha. deve seu nome ao proprietário do estabelecimento Casa Felipe que virou referência para a localização do bairro e Av. antes conhecida como Morro do Tucumã ( devido a grande presença desta palmeira no local) passando a ser habitada sobretudo por pessoas humildes e oriundas do interior. "Todas as casas eram de palha e as pessoas muito pobres. por conta das idas e vindas numerosas. Hoje nem de logo lembra tempos tão difíceis quanto os já enfrentados. que pagam seus tributos são submetidas diariamente a insegurança das ruas do Bairro. A disputa pela primazia e monopólio das devidas orlas era motivo de brigas e desavenças. incentivados por melhores condições de vida na cidade. esgotos a céu aberto. uma tradição que acompanha o início da história do bairro que já foi chamado de morro Presidente Vargas A Matinha dos tucumãs A busca por melhoria de vida. drograrias. Estabelecimentos comerciais como "Mercadinho 5 Estrelas". lembra Maurício da Costa Barros. há na comunidade um número expressivo de estabelecimentos comerciais que incluem mercearias. que também é a padroeira. cuja Festa mobiliza a comunidade católica e se realiza no dia 13 de Dezembro com uma grande Procissão que percorre as vias principais da comunidade. As drogas invadem as ruas e vielas do Bariri conforme depoimentos tomados um maior presença da policia e do Estado nesta área e necessária com urgência. Segundo depoimentos colhidos. à rua São Domingos. uma das mais antigas casas comerciais. açougues e a famosa "Casa Felipe" na esquina com a Constantino Nery fazem fervilhar os negócios e abastecem aos moradores. Esmeraldo Araújo Lima. sábado. uma antiga vacaria. Outras instituições que pertencem ao bairro são o C. estas disputas eram principalmente nas áreas de fluxo das catraias. o incêndio destruiu 46 casas. igreja Santa Luzia da Matinha. Local ideal para a juventude se encontrar e escutar músicas. foi difícil. morador mais antigo do bairro. de uma ponta a outra. um dos primeiros moradores comprou um terreno na década de 40 de José Ferreira Lima conhecido como Zé da Matinha. AMARGA LEMBRANÇA Durante a década de 40 ocorreu um grande incêndio no bairro. Mas a comunidade reclama da falta de opções de lazer. um Centro Comunitário e uma Creche. a associação oferece cursos gratuitos para os moradores. Presidente Vargas conta com duas quadras de esporte e uma pequena praça localizada à frente da igreja. TRADIÇÃO DO FUTEBOL Com uma população próxima de 40 mil pessoas. O choque com a realidade dura e crua dos grandes centros tornar mais ativa a vida do bairro. presidida pelo Padre Redentorista João MacCormick". recorda. Locadoras de Vídeo . Além desta luta. nascido e criado no bairro e filho de Esmeraldo mantém a tradição da familia no ramo do comercio e relembra que nas últimas décadas.

Esmeraldo Araújo Lima. ao menos para os católicos. recorda. há na comunidade um número expressivo de estabelecimentos comerciais que incluem mercearias. uma tradição que acompanha o início da história do bairro que já foi chamado de morro Presidente Vargas A Matinha dos tucumãs A busca por melhoria de vida. segundo afirmação do comunitário Jaime Jorge do Amaral Moreira. Hoje nem de logo lembra tempos tão difíceis quanto os já enfrentados. Os antigos moradores compostos na maioria por interioranos vindo de várias áreas do Amazonas como Autazes e vila Solimões ( Jataí ) e outros ainda "expulsos" de suas terras. fundada em 15 de outubro de 1985 é o atrativo cultural do bairro abrigando centenas de foliões. 23 e 24 de outubro de 2005 39 A padroeira Santa Luzia e sua igreja mantém fervorosa a fé dos católicos. cuja Festa mobiliza a comunidade católica e se realiza no dia 13 de Dezembro com uma grande Procissão que percorre as vias principais da comunidade. deve seu nome ao proprietário do estabelecimento Casa Felipe que virou referência para a localização do bairro e Av. Atualmente funciona a Panificadora Esmeralda. uma das mais antigas casas comerciais.) atravessavam às braçadas. . Hoje infelizmente a rua e seus morados buscam por melhorias no saneamento e segurança. Drogarias. A Associação dos moradores da Matinha fundada em 1994 tem hoje a frente Joaquim Jânio e Walter Couto que lembram que a instituição tem tentado sensibilizar o poder publico no sentido de construírem uma grande área de lazer em um terreno baldio do bairro. de São Domingos e Beira . a região conhecida como Presidente Vargas. não possui rede de esgotos. Diferentes orientações religiosas dividem o mesmo espaço democraticamente.Mar. da Glória e São Raimundo. falta saneamento (sobretudo nas ruas do Bariri). Ainda assim os problemas persistem O saneamento básico. Em outras ruas. Locadoras de Vídeo . O sincretismo religioso é uma característica do bairro. Outra via importante é a Boa Sorte. 22. A VIDA RELIGIOSA A vida religiosa do bairro. igreja Santa Luzia da Matinha. Pessoas honestas e que querem uma vida digna. a escola está no Grupo de Acesso e nos últimos anos tem sido convidada para o Grupo Especial. Outras instituições que pertencem ao bairro são o C. "Todas as casas eram de palha e as pessoas muito pobres. comunidades que se reportam a ela como: Nossa Senhora do Perpetuo Socorro . com barracos sendo construídos sob chavascais. na época com apenas 10 anos de idade . no primeiro quartel do século XX. estas disputas eram principalmente nas áreas de fluxo das catraias.(continua ativa e gerando emprego para alguns moradores do bairro) Mesmo com a proximidade do Centro. na sua constituição quanto bairro de Manaus o Presidente Vargas se torna um guerreiro na luta por dignidade.Tombo II nos arquivos da biblioteca Arthur Reis. trazem a marginalidade e insegurança. se erguiam muitas olarias e o fluxo de carroças era intenso. Além desta luta. Para chegar ao bairro a gente tinha que vir de linha de Bonde ou canoa". Localizado na parte baixa do bairro presidente Vargas. Terminal da Constantino Nery Bariri testemunha tempos difíceis O Bariri se forma a partir do igarapé de São Raimundo. Igrejas Evangélicas como "Assembléia de Deus" e "Deus é Amor" dividem espaço com os Kardecista que se reúnem nas ruas Boa Sorte e São Sebastião. Posteriormente boa parte dos alagados ( notava-se a presença de grandes quantidades de joaurizal e tucumãzais) foi aterrada e surgiu um novo bairro. Estabelecimentos comerciais como "Mercadinho 5 Estrelas". Porém a violência e a falta de segurança oprimem centenas de trabalhadores que habitam a comunidade. foi difícil. São Luiz e São Domingos Gusmão situada na rua São Domingos. por toda extensão dos alagados. é cadenciada pela Paroquia de Santa Luzia da Matinha. AMARGA LEMBRANÇA Durante a década de 40 ocorreu um grande incêndio no bairro. o Bariri faz fronteiras com o bairro da Gloria e Aparecida. Casinha da Saúde (rua São José). um dos primeiros moradores comprou um terreno na década de 40 de José Ferreira Lima conhecido como Zé da Matinha. sábado. "Após a construção do Terminal 01 na avenida Constantino Nery. Como nos lembra o agente Pastoral Almir Silva "os missionários redentoristas chegaram à localidade por volta do ano de 1946 e aqui erigiram a primeira capela de palha . revelando uma grande tolerância. Nas suas idas e vindas . hoje Kako Caminha. o incêndio destruiu 46 casas. Presidente Vargas luta por melhorias de infra-estrutura. um Centro Comunitário e uma Creche. sede do Partido dos Trabalhadores (regional). por meio de convênios com a Prefeitura Municipal. (Conselho Indígena de Roraima). incentivados por melhores condições de vida na cidade. Conforme Digesto Municipal . O nome Matinha veio na primeira metade do século 20 talvez devido ao intenso matagal e a existência de apenas uma trilha de acesso. pois as bocas de fumo são uma presença indesejada. como Santa Quitéria. carência de áreas de lazer e segurança. ainda que girando em torno da polêmica sobre a idade do bairro e a própria data de fundação. Poucas se aventuravam a morar na área da estrada da Cachoeira Grande ou bairro da Castelhana. a fuga da falta de perspectiva devido ao abandono relegado ao interior do Amazonas no inicio do século 20 e a busca de pespectiva de qualidade de vida e de emprego nos centros urbanos foi um chamariz para milhares de interioranos abandonarem suas terras e se aventurarem em Manaus. Local ideal para a juventude se encontrar e escutar músicas. antiga 1º de Maio. Segundo depoimentos colhidos.Manaus. Assim como outras áreas da cidade. Ainda que encravada no perímetro central da cidade. instituições que fazem falta a população carente da comunidade". que contam com a comodidade da proximidade do centro de Manaus. principalmente no beco São Domingos e na área do Bariri.R. açougues e salões de belezas. para posteriormente construir um comercio. O torneio de futebol é uma tradição entre os moradores. Presidente Vargas conta com duas quadras de esporte e uma pequena praça localizada à frente da igreja.Jutal . drograrias. Moradores como Getulio Coutinho (universitário) pretendem verificar a procedência da data. a violência aumentou. que pagam seus tributos são submetidas diariamente a insegurança das ruas do Bairro. Tendo como presidente João Almeida. Realizado todos os anos no mês de dezembro nos dias 19 e 20 entre os times Cabeças de Toro ( tendo como presidente Pipi) versus Pés Inchados (que tem a frente o Didico). A consolidação do bairro veio com as primeiras empresas como olarias. à rua São Domingos. nascido e criado no bairro e filho de Esmeraldo mantém a tradição da familia no ramo do comercio e relembra que nas últimas décadas. TRADIÇÃO DO FUTEBOL Com uma população próxima de 40 mil pessoas. por conta das idas e vindas numerosas. a falta de policiamento ostensivo nas áreas de risco. como lembra o comerciante Francisco Lima " No inicio do bairro. Esta rua tem uma historia interessante. sendo necessário uma melhor estrutura para o combate à criminalidade. na Zona Centro-Sul. Rua da Legião. Ayrão uma das mais antigas vias. Centro de Saúde Matinha ( Travessa Boa Sorte com beco Bragança). lembra Maurício da Costa Barros. Os tempos modernos trouxeram o Bairro para o Centro. domingo e segunda-feira. MATINHEIROS X BUCHEIROS Na segunda metade da década de 80 existia uma rivalidade entre os ribeirinhos da Matinha. a associação oferece cursos gratuitos para os moradores. açougues e a famosa "Casa Felipe" na esquina com a Constantino Nery fazem fervilhar os negócios e abastecem aos moradores. serrarias e a fabrica de juta .Salões de Beleza. a precária coleta de Lixo. Em um primeiro momento uma cidade flutuante. presidida pelo Padre Redentorista João MacCormick". Mas a comunidade reclama da falta de opções de lazer. O aniversário do bairro é comemorado no dia 15 de Setembro. que também é a padroeira. uma antiga vacaria. As drogas invadem as ruas e vielas do Bariri conforme depoimentos tomados um maior presença da policia e do Estado nesta área e necessária com urgência. morador mais antigo do bairro. onde os jovens matinheiros e bucheiros ( devido a presença do matadouro municipal os moradores eram "apelidados" desta maneira. esgotos a céu aberto. A disputa pela primazia e monopólio das devidas orlas era motivo de brigas e desavenças. Com isto a violência e a falta de segurança se tornaram as principais preocupações dos habitantes. por uma vida mais tranqüila . passaram a chamar o trecho de rua do Corre Froxo". é possível encontrar referências da localidade desde 1894 quando sofre intervenção da Intendência Municipal que manda limpar toda a área. 76 conhecido como "Coquinho". antes conhecida como Morro do Tucumã ( devido a grande presença desta palmeira no local) passando a ser habitada sobretudo por pessoas humildes e oriundas do interior. São Domingos uma intensa atividade comercial também floresce. O choque com a realidade dura e crua dos grandes centros tornar mais ativa a vida do bairro. TEMPOS MODERNOS Apesar das dificuldades dos primeiros tempos o bairro se desenvolveu e hoje conta com a presença de algumas instituições públicas: escolas. chegam a Manaus sobretudo na década de 60 com o êxodo rural. de uma ponta a outra. como as ruas do Bariri. A atual paroquia de Santa Luzia conta com o centro paroquial. locadoras. a falta de lazer e a violência continuam sendo as principais mazelas enfrentadas pelos moradores. No depoimento de Jorge Barros (um dos Bucheiros e hoje Contador ). Francisco Araújo Lima. o bairro passou por muitas transformações. A coleta de Lixo ainda não é regular. RUAS DE HISTORIAS A área comercial se concentra nas duas principais artérias: a rua Dibo Felipe.I. Presidente Vargas é um bairro alegre. No período do Carnaval a presença do Grêmio Recreativo Escola de Samba Presidente Vargas.

e a rua Maceió. que trouxe para a Amazônia muitos migrantes nordestinos para trabalhar nos seringais abandonados depois de encerrado o primeiro ciclo da borracha. ou prefeitura. o campo foi a principal praça desportiva da cidade até 1973. por causa do Parque Amazonense. O reservatório localiza-se em posição privilegiada. com gradil e portões de ferro. do período áureo da borracha. realizada em 1998. Foi inaugurado em 1899. O Beco do Macedo se efetiva como bairro com a desapropriação das terras e doação aos moradores. e uma lembrança de suas ruas estreitas. durante o governo de José Cardoso Ramalho Júnior.Manaus. Monumentos da borracha O bairro abriga importantes locais de referência. Fazem parte das lembranças dos moradores mais antigos de Manaus as partidas de futebol. Tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional. que na época transformavam Manaus de vila em metrópole. iniciada na administração do governador Eduardo Gonçalves Ribeiro e concluída em 1897. como Antônio Deusdeth.089 metros quadrados. que podem encontrar atendimento médico nos hospitais próximos. que daria o nome definitivo ao local. Já o cemitério São João Batista data de 1890. a Belém. em 1950. recorda. com muitos espectadores subindo em mangueiras para ter uma visão do campo. recebendo o corpo do dr. com empresas prestadoras de serviços diversificados. Sem ter onde morar. agências de publicidade e muitas outras atividades. no dia 5 de abril de 1891. em 13 de Março de 1995. Na comunidade não existe delegacia nem posto policial. o reservatório do Mocó guarda a entrada do bairro transformações sofrida no bairro. Fundado pelos ingleses. Inaugurado em 1906. como o nome de igreja Nossa Senhora das Graças. as obras sociais promovidas pela paróquia datam de longa data. quando não tinham dinheiro para pagar a entrada. daí o antigo nome de Beco do Macedo. LOCALIZAÇÃO PRIVILEGIADA Localizado na Zona Centro Sul de Manaus. LEMBRANÇAS GLORIOSAS Mas as recordações dos primeiros tempos do bairro ainda sobrevivem na memória dos antigos moradores. e o já citado Parque Amazonense. supermercados. hoje abandonada e sem lembrar em nada seus tempos de glória. mas ainda subordinada à paróquia de Adrianópolis. quando foi abandonado. O prédio destaca-se por sua estrutura interna. os trabalhadores ficaram desamparados com o fim da Segunda Guerra Mundial. principalmente da época de seu apogeu urbano. para o Nossa Senhora das Graças viam moradores de todos os cantos de Manaus para assistir os eventos esportivos realizados no Parque Amazonense. realizadas na arena do parque. toda em ferro importado da Inglaterra. cercado com muro de alvenaria de pedra e tijolo. de 07 de julho de 1960. sempre prestando serviço aos moradores do bairro com poucas condições econômicas. Denominado inicialmente como Beco do Macedo. nos primeiros anos do século XX. quando é construída a primeira capela no bairro. mas primeiro sepultamento ocorreu no dia 19 do mesmo mês. e lembra das Das mais lindas construções de Manaus. como a Djalma Batista. No Vieiralves e conjuntos adjacentes se formou um pólo empresarial. quando a intendência municipal.160 metros quadrados. só restando a eles buscar condições de vida nos centros urbanos. domingo e segunda-feira. obra em estilo neo-renascentista. estado em que se encontra até hoje. adquiriu as terras pertencentes aos herdeiros do capitão-de-mar-e-guerra Nuno Alves Pereira de Mello Cardoso. o bairro fazia uma homenagem a um dos primeiros moradores do local. O bairro deixa de se chamar Beco do Macedo e ganha a denominação atual em homenagem a santa. . que já foi o distribuidor de água para a cidade. 22. palco dos principais eventos esportivos até a década de 1960. 23 e 24 de outubro de 2005 40 O cemitério municipal de São João Batista é o mais tradicional de Manaus. Aprígio Martins de Menezes. garantida pela Lei nº 642. Segundo Antônio. instalados no espaço superior da edificação. mas a proximidade de bairros com boa infra-estrutura e alto poder econômico minimiza essas dificuldades dos moradores. Alfredo Macedo. "A gente tomava banho de igarapé ou então ia caçar nos buritizais onde hoje é o Vieiralves". na praça Chile. sábado. bares drogarias. academias e escolas de idiomas. Conhecidos como soldados da borracha. comumente identificadas por becos. as corridas de cavalo e as touradas. o grupo passou a ocupar as terras pertencentes à Maçonaria. No entanto. O bairro cresceu e absorveu três importantes pontos de referência da cidade: o cemitério São João Batista. Ocupa uma área de 92. com lojas que vendem infinidades de artigos. que vive há 50 anos na localidade. como clínicas de estética. passou por uma grande reforma. a Pico das Águas e a Cuiabá. sua história está ligada à igreja Nossa Senhora das Graças. O reservatório foi planejado e construído com o objetivo de solucionar o problema de abastecimento de água. que suporta dois enormes tanques metálicos. O bairro está bem servido de atividade comercial. sendo as artérias mais importantes a Libertador. o reservatório do Mocó. depois de mutirão de arrecadação de fundos promovido pela própria comunidade. mas a igreja de hoje só será construída em 1993. A capela só ganha status de paróquia em 10 de agosto de 1957. No entanto. como o reservatório do Mocó. Suas ruas internas são estreitas. no ano de 1947. a Senador Álvaro Maia e a Recife. No local se concentra boa parta da vida noturna da cidade. o bairro Nossa Senhora das Graças tem seus limites traçados por três importantes avenidas da cidade. no início do século passado. O cemitério foi inaugurado em sessão solene. quando é desligada da de Adrianópolis e oficializada. fundado pelos ingleses quando estes traçaram as linhas urbanas de Manaus. com bares e restaurantes funcionando todos os dias. que no final do século XIX atingia a cidade. e ainda hoje abastece parte da cidade. A construção abrange uma área de 1. encravada numa região que na época era o principal ponto de lazer dos moradores da cidade. como o saudoso Parque Amazonense A praça Chile guarda um charme todo especial na vida do bairro O bairro Nossa Senhora das Graças guarda em seu perímetro locais de grande importância histórica para cidade. logo após o final do esforço de guerra. hospedando em seus túmulos as maiores expressões da vida da sociedade amazonense Nossa Senhora das Graças Beco do Macedo e de boas lembranças do parque O bairro Nossa Senhora das Graças teve sua origem com a invasão promovida por um grupo de paraibanos. médico baiano e primeiro a sistematizar informações sobre a história do Amazonas. o Parque Amazonense inicialmente era destinado apenas para corridas de cavalo. tendo capacidade para abrigar até doze mil espectadores.

os lotes foram entregues sem qualquer infra-estrutura e a própria comunidade teve de buscar. domingo e segunda-feira. o comércio se fortalece e o bairro ganha também escolas públicas. caracterizado pela ausência de posto policial. e uma particular. ostenta um vigoroso comércio. com área comercial menos desenvolvida. Localizado na Zona Oeste da cidade. Como na maioria dos bairros periféricos de Manaus. drogarias. como a Batista. por volta do início da década de 1980. instalação de rede de esgoto. que começou com alguns loteamentos na área compreendida entre o conjunto Belvedere a atual avenida Laguna. o bairro Nova Esperança depende da memória dos moradores mais antigos para resgatar o seu passado. Os moradores reclamam de que o bairro não tem áreas verdes ou destinadas ao lazer.747 moradores. além de creche. reclama Antônio. o bairro ganha alguns investimentos em infra-estrutura por parte da Prefeitura Municipal. Alvorada. além de igrejas evangélicas. a da Paz. sábado. Segundo o morador. Ele diz que havia muitas palmeiras de açaí e de buruti. O Nova Esperança possui uma área de 150 hectares. vestuário. Quadrangular. Universal do Reino de Deus. embora a concorrência com as outras religiões tenha crescido muito Nova Esperança Morador. mas é evidente que o número de católicos supera em muito o de evangélicos e espíritas. IV. mas foi alvo de grileiros e posseiros que. A partir de 1985. sorveterias. além da av. os trabalhos de urbanização e pavimentação das ruas só se iniciou pela metade da década de 1990. Filadélfia. açougues. antiga rua 03. e também o centro espírita Luz e Caridade. de 17. da Penetração II. a área onde hoje se localiza o bairro era ocupada por sítios. O bairro possui duas igrejas católicas. bares. lotéricas e dos Correios. Assembléia de Deus. cujo área comercial é mais movimentada. O Nova Esperança tem como ruas principais a Independência. mas sofreu com o processo de loteamento pressionado pelas inúmeras invasões terras desocupadas que ocorriam na cidade. Pedro. cujos templos são freqüentados por uma parcela pequena de moradores. o local era dominado por floresta. com população estimada pelo Censo de 2000. só pensaram no dinheiro". calçados. morador há 25 anos do bairro. os moradores do Nova Esperança sentem falta de maior presença do poder público na comunidade. O bairro então passa a ter razoável crescimento imobiliário e. melhores condições de moradia. Esta realidade pode ser comprovada pelo alto índice de desemprego registrado na comunidade. cortada por veredas que eram usadas paras as pessoas se deslocarem na atividade de coleta de frutas regionais. no caminho para o complexo da Ponta Negra sionando assim menor índice de melhoria de vida e desvalorização de seus imóveis. a Esperança e a Tomas Edson . a melhor memória da história Sem registros históricos que narrem suas origens. A princípio. residente no Nova Esperança desde 1981. Conforme conta Antônio Soares. não podendo conter a invasão por sem terra optaram por iniciar um loteamento. ocasionando que no bairro não existe áreas verdes ou destinadas ao lazer. como o colégio Fábio Lucena. com lojas de artigos eletroeletrônicos. Em busca do povo religioso. o bairro tem seus limites traçados junto ao Santo Agostinho. surgido pelo avanço da população carente sobre grandes áreas desocupadas. igrejas evangélicas já se instalam na região . oca- O conjunto residencial Cophasa é o portal de entrada do bairro. o bairro também não atrai indústrias para gerar emprego aos moradores locais. Lírio do Valle. feiras livres e agências bancárias. o colégio Nossa Senhora da Esperança. que realiza trabalhos de drenagem dos igarapés. São Jorge e Compensa. faz o arruamento e a pavimentação das vias. 23 e 24 de outubro de 2005 41 Duas igrejas católicas garantem a supremacia da igreja católica entre os fiéis do bairro Nova Esperança. O tráfego de veículos é mais intenso na parte conhecida por Nova Esperança I. salões de belezas. Planalto. praças. III . a de São Francisco e a de Nossa Senhora da Esperança. mercearias e panificadoras. Com essa nova condição urbana. D. Essas terras pertenciam à Fundação Amazônia. Na etapa II. O bairro não apresenta uma predominância religiosa clara.Manaus. realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). hoje. e os moradores recolhiam esses frutos para vender e obter recursos financeiros. oficinas. "Os terrenos foram divididos e ninguém pensou em reservar um local para se construir uma praça ou uma quadra de esporte. com muitos moradores trabalhando na economia informal ou vivendo de biscate. Laguna. O processo de loteamento não obedeceu a critérios urbanísticos. 22. junto ao poder público. De acordo com Heitor da Silva Montenegro.

15 º quartel da Polícia Militar . De acordo com a desbravadora Alda Souza. O Amazonas. Mesmo contando com as linhas 310..303. domingo e segunda-feira. Rubem Nelson S. Ezequiel e das Oliveiras. o fato de Santa Helena. foi uma das primeiras a tomar posse de um pedaço de terra. A esperança e a luta se mesclam na historia deste bairro. posto policial e a igreja. Líderes comunitários como Raimunda Mafra Jacaúna se chocaram com representantes da antiga Fundac ( ). Surge neste período aparece a figura da irmã Helena Augusta Wallcott da Congregação das Irmãs Adoradoras do Sangue de Cristo e onde apenas uma ala da igreja teve um papel primordial na conquista da terra para os mais carentes. lutamos e conquistamos muitas coisas. surge por conta do número significativo de evangélicos que habitavam o local. Outro detalhe foi a divisão de lotes entre os primeiros moradores. na área que antes era o lixão da cidade. A maioria se encontra ainda com esgotos a céu aberto. Todavia.. neste contexto não estava fora dessa herança do regime militar. as que foram asfaltadas (somente jogado o piche) estão com enormes buracos. como afirma o morador Matheus Lima de Souza.309. Por conta de sua origem. Igreja ajuda a encontrar caminho A igreja de Santa Helena tem como data de fundação. baldes e garrafões. se vê em meio a inúmeras invasões que tumultuavam a Zona Norte da cidade. como a reforma agrária. cursos de reciclagem. Chegaram e já encontravam a área habitada em um vilarejo chamado de "Vila Israel". Monte Orebe compondo o perímetro urbano do bairro. Natal. "São necessários mais postos de saúde. logo após a decisão judicial. Nos horários de pico estão sempre lotados. Com o crescimento. chegam os primeiros posseiros. 23 e 24 de outubro de 2005 42 Novo Israel Saga dos posseiros em busca da terra prometida Em 1987.rua Estrela de Davi O bairro está em plena fase de desenvolvimento. as pessoas que vivem no bairro precisam destes serviços básicos". esperando melhoria na sua estrutura Novo Israel tem como suas principais artérias as avenidas Chico Mendes (que liga o bairro a Colônia Terra Nova). a insalubridade do local.Manaus. É comum os contribuintes se deslocarem até o centro comercial ou mesmo em bairros mais próximos para efetuarem suas contas. destaca. palestras. o nome é em homenagem à irmã Helena. São João. Amor. fazendo uma comparação bíblica a saga dos judeus em busca da terra prometida relatada no Antigo Testamento. explica a presidente da Associação de Moradores Aldacir Ferreira de Souza. lembra. à acordarem pela madrugada para encher tanques. Nestes 17 anos de existência. Os primeiros moradores em comum acordo optam pelo nome. Nova Jerusalém . mulheres e crianças. sábado. Outras ruas complementam o espaço como Estrela de Davi. posto de saúde. escolhendo a Santa Helena como padroeira do bairro (festa comemorada no dia 18 de agosto). Muitos desafios tiveram que ser superados. Assembléia de Deus. Deus é Amor. barro batido e. O poder publico também parece ter esquecido do bairro no que se refere a diversão. correios ou posto de gasolina. VELHOS PROBLEMAS A falta de uma distribuição regular obriga a centenas de moradores a construírem poços artesianos. uma média de 40 famílias. A ACCNI . proliferando á cada momento mercados. Lira ( cinegrafista) morador do bairro desde sua formação e dono de uma Voz Comunitária que funcionou entre os anos de 1989 e 1993 resume bem a luta deste povo "Somos pessoas que depositamos nossos sonhos de ter uma moradia própria. porém é preciso que as autoridades se conscientizem que o bairro precisa de melhorias". informática. Quem mais sofre é a parte baixa do bairro onde o abastecimento é mais precário. Uma delas é a redemocratização (inicio do processo de democratização no país) trazendo a tona temas antes esquecidos. Segundo depoimentos dos mais antigos. entre outras reivindicações.311.o governador Amazonino Mendes. Os mesmos tempos de tensão se associavam a construção de moradias. a recorrerem a poços públicos que em sua maioria são conseguidos as vésperas das eleições com candidatos "preocupados em amenizar o sofrimento do povo". João Paulo Giovanazzi. Entre os estabelecimentos privados estão "Cavalheiros do Zodíaco". Foram inúmeros imigrantes vindos dos Estados do Pará e Maranhão. igreja Internacional da Graça de Deus entre tantas outras que congregam centenas de moradores do bairro e das localidades próximas.. Luta por melhoria de vida. 22. no quilômetro 010 da Manaus/Itacoatiara. pintor automotivo. PRESTAÇÃO DE SERVIÇO E AS DIFICULDADES Prato Cidadão . Nesta época. devido ao acumulo de lixo que tornava a área inabitável. Passeio. Viemos. contribuindo inclusive para fixação de moradias distante do núcleo principal. no entanto. mas sempre com a esperança de dias melhores. sobretudo para o público infanto-juvenil. o bairro até hoje têm em sua maioria evangélicos. as principais vias do bairro. mercadinhos. A juventude de Novo Israel encontra na praça de Alimentação do bairro e na Quadra Poliesportiva "Antogildo" um dos poucas áreas de lazer. ser mãe do imperador romano Constantino. autor de "Formação do Bairro Novo Israel". a pressão dos grileiros. durante o governo José Sarney. dificultando ainda mais as vidas destes homens. Os evangélicos estão representados pelas congregações Adventistas Deus de Promessa. Os primeiros moradores enfrentaram os cassetetes da polícia. Foi neste conflito por um pedaço de terra e na expansão da Zona Norte que surge entre outros bairros. Estas igrejas dão ao bairro uma característica peculiar. distribuição de renda. água encanada para todos. o dia 9 de setembro de 1990 pelo arcebispo Dom Clóvis Frainer . CMEI . Hoje o complexo de Santa Helena conta com o centro comunitário "Luciano Bacílico" que desenvolve atividades sociais junto à comunidade. igreja Cristã Evangélica. o de Novo Israel. grandes empreendimentos têm tomado conta da localidade como metalúrgicas. Ela explica que o bairro desde sua fundação passa por uma série de avanços e retrocessos. farmácias. a superação e resistência frente aos mandatos de segurança. butiques. por melhores condições de moradia. o Brasil vivencia uma série de transformações. "Vinham de várias partes da cidade e fora dela. pedestres e carrinhos para o transporte de água (um dos problemas pela falta de abastecimento enfrentado pela comunidade). explica José do Nascimento Batista. Neste ano.avenida Chico Mendes CAIC (Centro de Atendimento Integrado da Criança) Dr. Após tantos conflitos finalmente o Novo Israel foi instituído como bairro em dezembro de 1987. ainda que divida espaço com a comunidade católica tendo referência a igreja de Santa Helena. tendo encontrado em uma lixeira de Jerusalém a cruz de Jesus. .rua Nova Jerusalém s/nº. É uma demonstração da fé da comunidade desde os primeiros momentos da ocupação. por mais e melhores serviços publicos.313 e319 a quantidade de ônibus é pouco para atender toda a comunidade. foram separadas várias áreas para os serviços básicos do futuro bairro para a construção de escolas.Eva Gomes do Nascimento entre outras. inclusive ela. Novo Israel ainda atravessou inúmeras tensões. órgão regulador e gerenciador do Estado para intervenção nas comunidades. Atualmente o Bairro de Novo Israel conta com duas etapas ( Novo Israel I e II) e uma pulverização de pequenos estabelecimentos que abastecem a comunidade. impetrados para reintegração de posse. NOME DE CONSENSO O nome Novo Israel. além de interioranos amazonenses no palco da grande arena em busca de um pedaço de terra para morar. Finalmente no dia 8 de Abril de 1988. academias de ginástica. a contarem com a solidariedade de vizinhos. locadoras. programas habitacionais. O bairro não possui nenhuma casa lotérica.º Paulo Xerex rua Chico Mendes. uma vez que a Secretária de Saúde do Estado na época condenava a invasão. pequenos e médios comércios e templos religiosos (evangélicos passaram a adotar o bairro como área de evangelização). juntas formam RUAS E AVENIDAS Postos de abastecimento público de água Associação dos Moradores do Bairro inaugurada no dia 05 de fevereiro de 1991 tem hoje a frente Alda Souza. o desmatamento que trazia doenças como a leschimaniose e a malária. nem todas são pavimentadas ou contam com serviços de saneamento. a antiga vila passou a ser o bairro Novo Israel. dificultando o trânsito de automóveis. mesmo com a presença dos órgãos governamentais estes não suprem a demanda da população. Posto de Saúde "Frei Valério". congressista da Assembléia de Deus. centro social. O MCVE (Movimento Comunidade Vida e Esperança) oferecendo serviços como reforço escolar. Todas apresentam uma intensa vida comercial. que afirmavam serem donos da terra. escolas públicas e particulares.Associação Comunitária do Novo Israel organiza a alguns anos a Quadrilha "Os brasileirinhos na Roça" que apresenta-se regularmente nos Festivais Folclóricos da Cidade e ajudam a escola de samba Ipixuna durante o carnaval. por exemplo.

que afirma ter a missão de reorganizar a instituição. um PAC (Pronto Atendimento ao Cidadão). A nova direção da Associação de Moradores representada pela sigla Somap (Sociedade dos Amigos e Moradores do Bairro de Petrópolis). Fato interessante a ser destacado é que a comunidade é dividida em setores e. Iracema conta com detalhes a história do bairro por que o fundador coronel Alexandre Montoril era seu padrinho e veio do Ceará acompanhado de seu pai no ano de 1912. apareceu um novo dono das terras de sobrenome Monteiro passando a tomar alguns terrenos. nº 818 iniciou na comunidade um trabalho de resgate da cidadania. sábado. Na área da segurança o bairro abriga o CGBM (Comando Geral do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Amazonas). Aleixo e Raiz. sendo o mesmo fundador do bairro vizinho. funcionando 24 horas. A paróquia que representa o santo foi construída por volta de 1960. São Francisco. 20 anos depois de morarem no local. garantindo educação para a comunidade Mais uma contribuição do coronel Montoril Fundado em 17 de setembro de 1951. Raiz e Japiim. fundada em 25 de fevereiro de 1982. saúde e linhas de ônibus. o bairro mesmo com toda a aparência de desenvolvimento precisa urgentemente de alguns serviços básicos que atenda à comunidade como uma agência bancária (a mais próxima fica no bairro do Aleixo). O curioso é que antes o bairro tinha 31 santos. Cachoeirinha. . Entre os anos de 1950 e 1951 foi aberto os primeiros caminhos com a presença de alguns moradores. A presença viva de Alexandre Montoril está presente na história do bairro. loterias. a maioria já morreu ou mesmo se mudou do local. com a chegada dos padres da congregação Redentorista que estabeleceram no local as Santas Missões. professora Jacimar da Silva Gama. Tiradentes. Resgatando a cidadania O nome de Petrópolis foi dado na época pelo próprio coronel Alexandre Montoril. Por volta da década de 70. ou seja.Manaus. construção civil. em 1953. SAIBA MAIS O santo padroeiro é São Pedro Apóstolo. Anos depois Iracema começou a construir sua casa. servindo aos bairros de São Francisco. farmácias. Os integrantes da nova direção estão ligados a paróquia de São Pedro Apóstolo. domingo e segunda-feira. Mas foi a partir da grande enchente no Estado. auto-peças. A principal figura do povoamento do bairro é o coronel Alexandre Montoril. agência dos Correios e uma feira coberta. Petrópolis. Iracema da Silva conta que não queria perder o terreno tendo que pagar pela área um valor dividido em 10 prestações. o bairro tinha em toda sua extensão altos e baixos como as planícies encontradas na cidade de Petrópolis do Rio de Janeiro. posto de gasolina. foi neste instante que Alexandre Montoril iniciou o loteamento de toda a área para abrigar aos flagelados da alagação. todavia é São Pedro. na rua Bernardo Michiles. minimercadinhos. lembra que enfrentou muitas dificuldades. uma exigência de toda a comunidade e que possa gerar emprego para os comunitários. moradora desde os primeiros momentos do bairro. Nossa Senhora de Fátima. segundo informações de Iracema. e outros serviços como o abastecimento de água. serrarias e restaurantes. 22. Nova Jerusalém e Vale do Sol I e II formam outro cenário dando um aspecto de área nobre ao bairro.962. Na entrada pela rua coronel Ferreira Araújo o prédio do CAIC (Centro de Atendimento Integrado a Criança) tem seu nome. em seguida deputado estadual pelo Amazonas. o bairro de Petrópolis está localizado na Zona Sul da cidade de Manaus. cada setor tem um santo padroeiro. Petrópolis conta com várias atividades comerciais: padarias. Logo depois Montoril se destacou na política onde foi eleito prefeito da cidade de Coari. Tem uma população estimada em 41. Esta última. Na opinião de Iracema. Faz limites com os bairros de São Francisco. No todo. sorveterias. seu pai foi trabalhar com a agricultura. devido o futuro bairro não possuir nenhum benefício de pavimentação e serviços de energia e água. apesar de amigos seguiram carreiras diferentes. assim como outros moradores.000 hectares. VIZINHOS ILUSTRES Os conjuntos habitacionais Jardim Petrópolis e Vale do Amanhecer e os condomínios João Paulo VI. o que tornava inviável a presença do pároco em todas as festas comemorativas. o santo de maior devoção da comunidade. e área territorial de 196. que foi acelerado o processo de urbanização com a vinda de interioranos fugidos da alagação. dando oportunidades para que pequenos micro-empresários possam desenvolver a economia local. O bairro tem mais mais de 50 anos de fundação e mais de 40 mil moradores HISTÓRIA VEM DO CEARÁ Iracema ressalta que há poucos moradores antigos no bairro. desde então é a paróquia mais importante de Petrópolis. Segundo Iracema Pereira da Silva. Sinpol (Sindicato da Polícia Civil) e a 3ª Delegacia de Polícia. Iracema Silva conta que o bairro vive das festas de padroeiros. Polícia Militar. enquanto Alexandre foi trabalhar na polícia. A atual presidente é Shyrlei Lima. Ao todo são 28 santos festejados. Muitos foram os abaixo-assinados para a comunidade conseguir o asfaltamento das ruas. Vários órgãos de utilidade pública funcionam em Petrópolis como as escolas públicas estaduais Major Silva Coutinho. lojas de eletro-domésticos. 23 e 24 de outubro de 2005 43 Petrópolis O Colégio da Polícia Militar é uma das muitas escolas existentes no bairro. Além de centros educacionais Menino Jesus de Praga. escola Renascer e Instituto Batista Educacional Ester. Novo Mundo.

foi onde hoje está o bairro. O bairro possui ainda uma localização privilegiada. formada por grandes sítios e fazendas. EXPANSÃO IMOBILIÁRIA Situado entre os bairros Tarumã. por volta de 1657. o "Tucano". Um pouco mais afastada. em "Manaus. que proporcionaram diversão aos antigos freqüentadores dos balneários de outrora. Vivenda do Pontal. todos habitados por famílias de classe média. 22. fornecia pedras. Redenção. agência lotérica. sábado. pequenos mercados. carvão e barro para auxiliar o surto de desenvolvimento da cidade. Flamanal. Bairro da Paz. O bairro do Tarumã possui um grande número de condomínios residenciais fechados. Planalto. uma vez que a santa padroeira é retratada com feições indígenas. o Planalto agora está ligado à avenida do Turismo. o que o torna o bairro com maior extensão territorial de Manaus. onde vivem cerca de 13. quando da chegada de uma tropa de resgate que fincou uma cruz jesuítica e batizou o local com o nome de Missão do Tarumã. como encontro de jovens e catequese.5 mil moradores. Mesmo sendo uma área preferencialmente residencial. o bairro apresenta um comércio diversificado que atende às necessidades dos moradores. Parque Riachuelo. A degradação ambiental destruiu um grande atrativo turístico existente no bairro: as inúmeras cachoeiras. que trabalhou nas pedreiras do bairro. areia. Para alguns moradores do local. próximo das grandes avenidas que cortam Manaus. o Tarumã possui 8243. como a construção da avenida do Turismo. além de varias indústrias. além casas noturnas.Manaus. que concentra as atividades religiosas. o Planalto possui uma superfície de 426 hectares. pois os proprietários de pedreiras usavam bombas para ajudar na extração das pedras. que caracteriza o bairro do Planalto. com padarias. a área do Tarumanzinho é uma região muito pobre. Esta igreja apresenta uma particularidade incomum em se tratando de imagens sacras. e Mario Ypiranga Monteiro. rebatizando o local de Arraial do Tarumã. Lírio do Vale. como o Bora-Bora e Meu Xodô. que aos 73 anos de idade lembra da época em que prepara carvão para vender na cidade e obter renda para ele e para seus seis filhos. a exploração desses recursos levou à destruição das muitas belezas naturais. Vivenda Verde. o Sivam (Sistema de Vigilância da Amazônia). largas avenidas e ruas bem traçadas. O Tarumã possui hoje infra-estrutura que facilitou o surgimento de muitos restaurantes ao longo da avenida do Turismo. Jardim Tarumãzinho entre outros. Sandoval presenciou todo o processo de modernização do bairro. Os moradores podem usufruir ainda de um pequeno shopping center. o ponto inicial da colonização da cidade de Manaus. o Planalto é o único bairro da Zona Centro-Oeste que se formou sem sofrer invasões. restaurantes e lanchonetes. situação bem diferente da encontrada nas suas adjacências. a modernidade trouxe benefícios. a extração foi prejudicial e muitas vezes era um trabalho desumano. Mãe da Amazônia. ramais e vias. Mario Ypiranga. O bairro abriga os conjuntos Vista Bela. que vai tentando sobreviver às transformações. Com grandes áreas verdes. e empresas se instalaram na área e geram emprego e renda para moradores do bairro. Conforme alguns escritores. em "Roteiro Histórico de Manaus". o que permite aos seus moradores facilidade de deslocamento para os demais pontos da cidade. Lírio do Vale. no bairro Tarumã. que permite rápido acesso à praia da Ponta Negra e ao aeroporto internacional Eduardo Gomes. por exemplo. padroeira do bairro. Este nome vem sendo usado ao longo dos séculos é faz referência ao rio Tarumã. Para ele. mas admite que a atividade ajudava as pessoas a conseguir o sustento. como cachoeiras. Encontra-se em sua área o Aeroporto Internacional de Manaus. avenidas. estradas. Belvedere. Moacir de Andrade fala de uma segunda tropa de resgate que voltou para continuar com a colonização e dar início à extração de drogas do sertão. Esta tropa funda o primeiro núcleo cristão no vale do Rio Negro. Planalto Mantendo padrão na qualidade de vida Formado por conjuntos habitacionais que dão ao local uma infra-estrutura urbana organizada. MORADORES ILUSTRES Outro morador antigo do bairro é Sandoval Melo. domingo e segunda-feira. este apontado por historiadores como o mais famoso matador de índios da história do Amazonas.25 hectares de área. a área. com casas de alto padrão imobiliário. entre eles Moacir de Andrade. No período áureo da borracha. que concentra grande parte do público jovem. o Planalto apresenta razoável planejamento habitacional. 47 anos. como Parque do Lago. alamedas. em 2000. 23 e 24 de outubro de 2005 44 Tarumã O pontapé inicial da colonização Situado na Zona Oeste da cidade. Campos Elíseos e Jardim de Versailles. antigo caseiro e ex-funcionário do cemitério Parque Tarumã. Novo Israel. localizado na avenida Dublim. diz que o local era habitado por índios aruaque e alófila. Colônia Santo Antonio. destinados à prática desportiva dos comunitários. Residencial Solimões. Também apresenta uma animada vida noturna. com pequenos comércios e feiras. além de pizzaria e lan hauses. Fachadas e Varandas". o Clube do Cetur e o cemitério Parque Tarumã. Para ampliar esta já natural facilidade de deslocamento. que desemboca na margem esquerda do rio Negro. como sendo uma área de "predominância do uso residencial com tipologia de ocupação diferenciada". Nova Esperança. . com a recente inauguração do conjunto Jardim de Versailles segunda etapa. Condomínio Mediterrâneo. conforme censo realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Devido esta realidade. De acordo com Emanuel Ferreira de Almeida. É justamente a ocupação residencial. como linhas de ônibus que permitiram fácil acesso ao Centro da cidade. que justifica a definição dada pelo Implan (Instituto Municipal de Planejamento e Informática). com os bares recebendo público variado vindo dos bairros vizinhos. inaugurada recentemente. com áreas verdes definidas. através da avenida do Futuro. O bairro encontrase em fase de expansão imobiliária. Ruas. entre ruas. ao invés das comumente figuras das madonas louras de olhos azuis. o bairro possui ainda campos de futebol e quadras poliesportivas. Alvorada e Redenção. sendo no seu átrio realizadas as festas de arraial do conjunto. No Jardim de Versailles está localizada a igreja Nossa Senhora Mãe de Deus. fazendo fronteira com Ponta Negra. O bairro tem trezentos logradouros. Colônia Terra Nova e Santa Etelvina. Faziam parte dessa expedição frei Teodósio e Pedro da Costa Favela. Parque Náutico Bancrevea. que atraem grande número de moradores de outras localidades. Vitória.

anfiteatro e prédios residenciais. combinando a paisagem da floresta e do rio Negro com a sofisticação do atendimento de hotel cinco estrelas. 22. com inúmeras guarnições do Exército. Lírio do Vale e Tarumã. 23 e 24 de outubro de 2005 45 O complexo da Ponta Negra tem sido a área da cidade mais contemplada pelo investimento dos setores imobiliário e da construção civil. que funciona aos domingos. que pelo seu grande porte ficou conhecida como Cajual. a praia se torna o principal ponto de lazer do manauense. como a região da Marina David ou Tauá. e 012 não passam. Na área do calçadão estão concentrados os bares. em seu livro "Roteiro Histórico de Manaus". uma missão foi fundada por Jesuítas na área do Tarumã. Segundos informação de Adelson Pereira.Manaus. quando o verde adquire uma tonalidade escura". Conforme dados fornecidos na obra de Mario Ypiranga e de Moacir de Andrade. No local também estão instalados os restaurantes Braseiro e Casa do Carneiro. Julião. das quais 67 são alamedas. principalmente do lugar conhecido por Areal. com trabalho sério. como calçadão. que disse ter trabalhado no local de onde se extraia a matéria-prima. e algumas vezes apresentações especiais do Festival Amazonas de Opera. A área começou a sofrer intervenções de melhorias no primeiro governo de Gilberto Mestrinho. duas estradas. dentre elas o Comando Militar da Amazônia (CMA). Segundo o historiador Mario Ypiranga Monteiro. e avenida Brasil. teria de acordo com Ipiranga. A Ponta Negra é hoje referência na cidade por sua agitada vida noturna. Talvez a toponímia resulte de uma falsa imagem a distancia. nove travessas. presidente da associação. com apresentações de boi-bumbá. mas sabe-se que a região. popular estrada da Ponta Negra. para onde as famílias se dirigiam nos fins de semana. as casas noturnas Local Casa de Praia. Sem esquecer também um grande número de vendedores ambulantes que tentam fazer um comercial alternativo. e também atrações clássicas. . que começaram aos poucos a ser modernizada e hoje apresenta um grande complexo arquitetônico. Rosa lembra ainda de uma grande propriedade onde era cultivado caju. onde existe um comércio forte de bares. No período áureo da borracha. onde são apresentados diversos shows para a comunidade. A comerciante Célia Rodrigues reclama do abandono da área. ainda hoje lembrado por populares da região. Ebenezer. Fuzuê Show Bar e Simbola Show Club. onde as linhas 120. Alguns desses comércios estão instalados em balsas. É hoje o espaço mais nobre em se tratando de imóveis Ponta Negra De frente para o rio Negro. A ACAMDAF (Associação dos Canoeiros da Marina David Fátima) trabalha também fazendo transporte de seis comunidades ribeirinhas. atraído pela beleza natural da região Localizado na Zona Oeste da cidade. como a queima de fogos na festa de Reveillon. como Rosa Gonzaga. já era habitada por tribos indígenas. como o Laranjinha. o bairro da Ponta Negra está dividido em 125 ruas. freqüentados por apreciadores da boa gastronomia. a feira do artesanato. O bairro também reúne grande concentração de instalações militares. Hollywood Beer. surgido o nome Ponta Negra. dentre as principais a Coronel Teixeira. 66 anos. já bastante rica por sua beleza natural. o cartão-postal da cidade Na vazante do rio Negro. sábado. É uma área extremamente pobre que não tem nenhum tipo de saneamento básico. o nome Ponta Negra não tem muita razão de existir porque o local é completamente diverso e cheio de cores. do Livramento. à margem esquerda do Rio Negro. Longe do glamour da orla do rio Negro. São Sebastião e Agrovila. a sorveteria Glacial. como o Jardim Europa e Jardim das Américas. No entanto. a região servia como ponto de fornecimento de matérias-primas como carvão. diz que "o local assim denominado é uma via em declive e as duas pontas da enseada são orladas de mato. setembro e outubro. O DESENVOLVIMENTO E A PONTA NEGRA HOJE Toda a área do chamado Areal começou a ser modernizada com a aquisição de terrenos e construção de grandes propriedades particulares. era um antigo ponto de reunião da saciedade amazonense. segundo Mario Ypiranga. que atende um grande número de turistas e pessoas que se deslocam para praias mais distantes da orla do rio Negro e para as comunidades adjacentes. Analisando por esta explicação. Aparece aí o anfiteatro. Na Ponta Negra também está o suntuoso Tropical Hotel Manaus. Essa areia era retirada em grande quantidade. mais não se sabe ao certo se existe uma ligação com a Ponta Negra. O Tropical está instalado em exuberante cenário. lanches e restaurantes. como banheiro público. o bairro apresenta uma realidade bem diversa. por volta de 1650. com a existência de índios Aruaque e Alófila. trinta ruas com nomes de países e letras do alfabeto. a Policia do Exercito (PE) e muitas outras. tendo como limite os bairros de Santo Agostinho. pedras e a areia. a maioria nomes de países. domingo e segunda-feira. 126. Ao longo da estrada estão localizados muitos condomínios fechados. A estrada hoje conhecida como da Ponta Negra foi asfaltada e linhas de ônibus começaram a circular em sua direção aos fins de semana. Toda a área da Ponta Negra. as embarcações atendem as comunidades de Fátima. duas vias e um ramal. Há também duas associações de moradores e trabalhadores da Marinha David que fazem travessia para as praias da Lua e Tupé. todos muitos simples. Essa intervenção urbana mudou a paisagem e valorizou a área. principalmente nos meses de agosto. Não há muitos registros quanto à data de fundação e quando surgiram os primeiros sinais de desbravamento. primeiro grande investimento na área e porta de entrada de Manaus para grandes celebridades que visitam a cidade. nove avenidas. como o bar e restaurante Sabrina. Os comerciantes e moradores da área têm que se locomover a pé da entrada do Tropical Hotel até a marina. nome esse que seria muito repetido no futuro como principal ponto turístico de Manaus.

a Colônia Portuguesa solicita à Câmara Municipal de Manaus a troca do nome para Praça Portugal. a escola não esquece de prestar homenagens as figuras ilustres do início de sua fundação como tia Lindoca. No centro do bairro a referência é o grêmio Vitória Régia . Nesta nova fase teve como fundadores Raimunda Dolores Gonçalves. Na ocasião o soldado João Fernandes Pimenta. vindo do Maranhão como escravos. sábado. Depois me casei e criei meus seis filhos. Alguns moram na área do Seringal Mirim (São Geraldo) e outros estão morando no Alvorada e Cachoerinha. no início só era festejado a festa de São Benedito (todo o saábdo de Aleluia).Manaus. Dos que fizeram sua história. trago a tradição do meu pai que era muito festeiro. Nesta fase. tre os dois santos? Rosilda: Pois é. além dos relatos dos primeiros moradores oriundos do Estado do Maranhão. quando Manaus vivia um momento de desequilíbrio social e econômico com o fracasso da administração pública durante o governo de Gregório Thaumaturgo de Azevedo. o comerciante Antônio Caixeiro decidiu doar um terreno para a construção da igreja feita em madeira até o ano de 1960. Rosilda diz que o negro ainda sofre muito com o preconceito. Nelson Medeiros. que surgiu o movimento liderado por Almino Álvares Afonso. Após treze anos sob o comando de Fernando Medeiros e Edmilson Alves da Costa. O que sei é que eles trabalharam muito para ficarem por aqui. escravo alforriado (um dos primeiros moradores do bairro) sob a tutela de Felipe Beckman. No começo tinha a minoria de brancos. a escola brilhou no Sambódromo. Clovis Rodrigues. Tendo como padroeira Nossa Senhora de Fátima. Meu nome de solteira era Rosilda Nascimento Fonseca. JC: A padroeira do bairro é Nossa Senhora de Fátima. 22. Como é que é feita a conciliação endo preconceito com os negros. a escola tem suas cores no vermelho. Fala do seu amor pelo bairro e por sua fé em Nossa Senhora de Fátima e São Benedito. domingo e segunda-feira. apesar de serem libertos. entre eles. Com o assassinato do soldado. Dos lugares que criaram raízes no bairro. Leonardo Malcher e Lima Bacuri para a derrubada do governo. A maior parte dos negros fixou residência na área do Jaqueirão. pelo bispo Diocesano. em homenagem a ele passou a se chamar Praça Fernandes Pimenta. Primeiramente é realizada a novena de Nossa Senhora de Fátima e depois e realizada a procissão de São Benedito. a Praça 14 memoriza a história dos mais antigos. Jardim Encantado. Reunião do Camdomblé. Mas só existia a de São Benedito festejada pelos negros. o famoso Jaqueirão (hoje funciona a auto-peças Pemaza). Roberto Cambota. Minha família é a dos Fonsecas. A festa é tradicional no bairro há mais de cem anos. muitos deles descendentes escravos. o primeiro desfile aconteceu em 1976. que antes era uma imensa colônia. Quem procura conhecer a fundo sua história pode ouvir ainda os rumores da revolução que deu origem ao nome do bairro há 113 anos. ladeiras e casas numa integra cumplicidade. Quem quiser informações sobre o bairro. a falta de assistência social à população e o rompimento com o governo federal foram itens primordiais para o início do processo de insatisfação popular. basta informar a localização do Jaqueirão e da escola. Depois veio meu pai e por aqui formou sua família e aqui também morreram. o primeiro presidente da escola foi Nuno Cunha que também foi o responsável pela introdução dos primeiros instrumentos da agremiação. No ano seguinte na Djalma Batista. neta de escravos e filha de maranhenses fala sobre a chegada de seu avô. Dom Basílio Pereira. atualmente o local funciona como a casa paroquial. Já vendi duas casas e não tenho coragem de mudar. Com uma superfície 104. Eunice Medeiros.33 hectares. A igreja mais próxima que servia de encontro da comunidade era a igreja de São Sebastião. 23 e 24 de outubro de 2005 46 Movimento popular contra a administração pública leva comunidade do início do século passado às ruas protestarem elegendo o no governo do Amazonas Praça 14 Fruto da Revolução de 1892 Chamado de "berço do samba". crismada e fiz a primeira comunhão na pequena capela católica construída por eles (capuchinhos). Antes de adotar o nome definitivo que é hoje. na avenida Eduardo Ribeiro até 1985. JC: O qual é a maior referência para a senhora da Praça 14? Rosilda: É o Jaqueirão e a quadra da escola de samba. mas foi deferida pelos vereadores a pedido dos moradores da comunidade. Seguindo o mesmo caminho percorrido pela escola Mixta na época de Benedito Burucutu. Médici de Medeiros (in memmorian). O movimento saiu vitorioso terminando em 27 de fevereiro do mesmo ano com a renúncia de Gregório e consequentemente a nomeação de Eduardo Ribeiro. Lembra das histórias contadas por seus pais sobre seus ancestrais e reclama Jornal do Commercio:O que a senhora guarda de lembranças do período de sua infância? Rosilda da Silva: Lembro das histórias contadas pelo meu pai e pela minha mãe de como meus avós chegaram a Manaus. Lendas e Mitos da Amazônia. o bairro foi batizado de Praça da Conciliação. definitivamente o bairro foi oficialmente batizado de Praça 14 de Janeiro em referência à manifestação contra o governo estadual. a agremiação é batizada de Grêmio Recreativo Escola de Samba Vitória Régia com fundação em 1º de dezembro de 1975. Fato que levou milhares de pessoas às ruas numa imensa manifestação popular em direção ao antigo Palácio do Governo. O curioso é que no primeiro momento. No primeiro momento de sua história se dá no início de 1892. Mas meus parentes todos vivem por aqui. Conhecida do grande público como a verde e rosa. JC: Toda a geração de sua família ainda continuam na Praça 14? Rosilda: Não. quando começou a trabalhar foi bastante assediada e por várias vezes ouviu declarações desrespeitosas por ser negra. Desde muito cedo sempre participei da festa de São Benedito. mesmo com todos os direitos adquiridos. Estou viúva há sete anos e quero morrer por aqui. Domingos Leite entre outros. Uma comunidade servida pelas parteiras e rezadeiras que viram nascer boa parte dos seus filhos. COMUNIDADE FESTEIRA A Praça 14 no início de sua colonização por muito tempo não tinha uma igreja para Praça do Santuário de Fátima foi palco para realização de missa campal em 1939 atender a necessidade de seus fiéis. Neste ano se consagrou campeã. JC: Como é feita a festa juntamente com as festividades da igreja? Rosilda. Pedro II exigindo a renúncia de Gregório de Azevedo no dia 14 de janeiro de 1892. amarelo e preto. No mesmo ano. além de relatar a origem do boi-bumbá Caprichoso. a comunidade mantém a mais de cem anos a festa tradicional de São Benedito quando é realizada Histórico Em 1947. Como Vitória Régia. JC: A senhora participava das manifestações culturais do antigo arraial da Praça 14? Rosilda: Sim. Eu inclusive fui batizada. A escola todos os anos vai para a passarela do samba homenageando temas diversificados como A Lenda Mística da Vitória Régia. portanto. a Praça 14 de Janeiro ganha sua primeira agremiação de samba batizada de Escola Mixta desfilando no mesmo ano na avenida Eduardo Ribeiro. JC: Sua infância foi toda na Praça 14? Rosilda: Foi brincando aqui na Praça 14. a Praça 14 de Janeiro está diretamente relacionada à história de seus personagens e personificada nas tabuletas indicativas no nome de suas ruas. Darcy Sérgio de Souza. Samba Rica. Ela mesma afirma durante sua juventude. Edelmiro da Costa e Raimundo Soeira. na Praça D. Mas o foco da descendência negra está aqui na Praça 14. na década de 40 do século passado. mas viviam sob o comando do senhor Felipe Beckman. quando chegaram também os capuchinhos vindos da igreja de São Sebastião e trouxeram a imagem de Nossa Senhora de Fátima. Atraso nos pagamentos do funcionalismo e fornecedores. Entrevista / R O S I L DA N A S C I M E N T O DA S I LVA Rosilda Nascimento da Silva. Às véspera de completar bodas de pérola. No dia 13 de maio de 1939 foi realizada a primeira missa em comemoração a fundação do bairro no Santuário de Fátima. de 1892. A partir de 1992. do Esquadrão de Cavalaria do Batalhão da Polícia de Segurança do Estado foi morto com um tiro no peito. onde todas as ruas eram de barro batido. Foi nesse cenário. 60. Na época.

diz que só não sai do Puraquequara por causa de seu filho. Evaldo Maia Sampaio. A igreja hoje é dirigida pelo padre Sabino. Para a diretora da escola. o lago de águas escuras é o grande atrativo turístico do bairro distante Irmãs salesianas marcaram nome na história com luta em favor do crescimento sam pensar numa universidade. Em reconhecimento ao esforço das religiosas. as aulas acontecem todas as manhãsde. porque mora num flutuante e desliza pelo lago em sua "Paquita". devido seu afastamento da cidade. nome dado pela irmã Gabriele em homenagem à santa que ela trouxe da Bélgica. Já Miguel da Silva. que facilitou o acesso ao local e aumentou consideravelmente a população do bairro. o bairro Puraquequara conta cinco igrejas evangélicas. 23 e 24 de outubro de 2005 47 Ainda com muita área para ser explorada. conhecido por "Seu Barroso". o Mario Paes. A educadora diz que gostaria de uma escola de ensino médio para que os jovens pos- O centro do bairro. 22. Funcionando há sete meses. o bairro mais distante de Manaus atrai atenção e começa a viver um novo tempo. Em sua escola. ex-seringueiro e aposentado. Francisco comprou um terreno do seu "Seu Barroso". Neste mesmo ano ocorre a fundação da igreja Maria Mãe dos Pobres. uma vez que a irmã teve de se ausentar da mesma por problema de saúde. Este projeto foi idealizado pelo professor Marcelo da Luz. Segundo os moradores mais antigos. a prefeitura inicia. outra pessoa que colaborou para o desenvolvimento da Vila do Puraquequara foi o proprietário da maioria dos terrenos do bairro. comenta Mário Marco Nogueira. foi fundado graças ao esforço da irmã Gabriele. "Aqui era tudo mato e eu trabalhei como agricultor e numa olaria". além de duas católicas. em que percorria as matas do bairro. Melhoria na infra-estrutura urbana é bastante reclamada pela população . com apenas o ensino fundamental. conta entusiasmado Francisco. com progresso Puraquequara O puraquê sai do buraco e quer viver novos tempos Localizado na Zona Leste de Manaus e muitas vezes confundido como sendo outro município. depois de constatar a carência de incentivo do esporte no bairro. No entanto. a pavimentação da estrada. religiosa que levou o desenvolvimento ao lugar. que veio do Pará e decidiu ser professor de canoagem na comunidade. são realizados projetos com os alunos de consciêntização ambiental. conhecido pelo apelido de "Coalhada". 22 anos. morador da vila há dez ano. que conta com cem alunos que recebem orientação de três professores estagiários. Depois de uma grande enchente que alagou toda a parte da frente da vila. no início havia apenas um seringal e as pessoas tinham de plantar e pescar para produzir seu alimento. atual presidente da federação e supervisor do Canoa Brasil. Contando com a ajuda de outras missionárias. mas como têm que se deslocar para outros bairros acabam ficando desestimulados e param o estudos. domingo e segunda-feira. que conta o incentivo do governo federal e da Federação Amazonense de Canoagem. Também está instalada no bairro a escola municipal São Sebastião. diz que seu trabalho é uma vida de boemia. uma agência dos Correios e um campo de futebol. em 1997. No entanto. sábado. o bairro do Puraquequara. De acordo com Francisco Sampaio de Lima. que chegou ao Puraquequara em setembro de 1959. "A participação dos jovens neste projeto é gratificante para nós professores". inclusive seu encontro com onças. onde vive até hoje. as irmãs trabalharam durante vinte e oito anos na construção da estrada que liga o bairro à cidade. muitos alunos que querem completar o estudos. transformando em paróquia o que antes era apenas um centro paroquial. ele fala com muita nostalgia de seu tempo de caçador. no bairro. como o Sumaúma e Agenda Ambiental. durante três dias na semana. é catraiero desde os 15 anos. Helissandra dos Santos. e reclama da distância do Centro da Manaus. explicando que sua primeira moradia estava mais próxima da beira do rio.Manaus. cujo nome significa puraquê no buraco. uma voadeira na qual leva turistas diariamente para passeio até o encontro da águas Com relação à sua infra-estrutura. o projeto que conta com maior participação dos moradores é o Canoa Brasil.

não possuindo praças. a prostituição infantil. e quem tinha era o felizardo recebia a casa e um longo carnê de prestações (de 7 anos e meio ou de 15 anos). até o igarapé poluído. Moradores como Maria Auxiliadora Encarnação do Nascimento. conta com duas igrejas católicas que são: Igreja de Nossa Senhora do Carmo e Igreja Cristo Rei. pensando que todos são traficantes. Diz que já sofreram muito com as dificuldades para encontrar uma casa decente para morarem. Raimundo conta que na época. Petrópolis e Cachoeirinha. Tem como áreas de fronteira o igarapé do 40 e os bairros do Japiim. principalmente nas imediações do Igarapé do 40. 65. local onde esta localizado hoje o bairro da Raiz. Um bairro que tem como principais artérias duas grandes avenidas sendo modernas representantes do desenvolvimento. em frente do centro de Manaus). que está no bairro a 48 anos. Com a ordem para se retirarem do local. destacam o uso e tráfico indiscriminado de drogas. teria sido uma das tentativas frustradas do governo Arthur Reis para solucionar o problema dos desabrigados da antiga "Cidade Flutuante". construído com casas e ruas numeradas. Como principais problemas do bairro alguns moradores como seu Rubem Silva Cavalcante. É uma região de muitos contrastes. há 38 anos confirmam estas histórias curiosas. quando chegaram os drenos e os conjuntos. lembranças que não voltam mais Dona Suzana uma das mais antigas moradoras do bairro O VIVER NA RAIZ O Bairro conta com três grandes conjuntos habitacionais são eles: Condomínio "Jardim Brasil" (com 30 blocos de 32 apartamentos cada. a falta de segurança. 22.Manaus. 68. Para seu Rubem "o bairro não tem nenhum desenvolvimento social". ao mesmo tempo. 39. . Reclamam que naquele período tinha muita terra para doação na cidade. os militares adotam a lei da organização e. Uma curiosidade contada pelo casal e. Por sua vez. Sobre os primeiros momentos do bairro da Raiz. as margens do igarapé. e Raimunda Rodrigues de Lima. difícil acesso. visto que não possuem posto de saúde. EXPERIÊNCIA HABITACIONAL O conjunto Costa e Silva. áreas alagadas e cheias de lama. Aparece entre os bairros onde se pode encontrar empresas de prestação de serviços para a indústria e o comércio. que se mistura entre as residências particulares. onde moram aproximadamente 700 pessoas). Contam que as terras da Raiz antes de serem bairro. 23 e 24 de outubro de 2005 48 Raiz Pequeno no tamanho. possui 13 blocos com 12 apartamentos cada. e o já mencionado Conjunto residencial "Costa e Silva". muitas famílias migraram para outras áreas próximas ao Rio Negro. perfazendo um total de 160. que contavam os antigos é sobre o alto barranco chamado de "cabeça de burro" existente até hoje na parte Norte do bairro. O maior problema é que 80% dessa população eram pessoas carentes que não tinham condições de pagar as prestações. as dificuldades eram muitas. Os moradores temem por seus filhos. na avenida homônima. mas agora já está fechando suas portas seguiam subir porque naquele local tinha sido enterrada por um macumbeiro uma cabeça de burro. faltava assistência médica. É um bairro muito bem servido na área de transporte coletivo. Naquela época os ônibus tinham suas estruturas de madeira que circulavam entre os bairros do Crespo. Carecem também de áreas de lazer para a comunidade. com várias linhas atravessando diariamente as avenidas. Com o lema "Ordem e Progresso". tempos do regime ditatorial militar. domingo e segunda-feira. tem uma realidade tão triste como a que se pode ver no trecho que vai da avenida Costa e Silva pra trás.. No que concerne a religião. grande na coragem O bairro da Raiz na Zona Sul. pela avenida Tefé. Japiim e Raiz. dona Rita Ribeiro de Oliveira. Do outro lado onde não existem conjuntos. pertenciam a família Nery. A vida social dos moradores se resume às igrejas ou a procurar diversão nos bairros vizinhos. com condições de vida muito desfavoráveis. existem no conjunto 480 residências. onde moram aproximadamente 5 mil pessoas. O casal Vivaldo Correa de Lima. o próprio governador Arthur Reis teria dito que a casa do conjunto Costa e Silva era para cachorro grande morar. Condomínio "Parque Solimões" (fundado em 1977. Na Educação carecem ainda de melhorias na área de educação infantil. Na Saúde alguns moradores reclamam por terem que se locomover ao vizinho Petrópolis. é o exemplo dos últimos remanescentes que continuam no mesmo lugar e guardam na lembrança suas experiências quando viviam em uma casa construída sobre as balsas na Baía do Rio Negro. as duas já estavam lá. área comercial e principalmente área de lazer para as crianças e os adolescentes. e que para conseguirem água só no igarapé do 40. e para o bairro melhorar "falta um representante de caráter" para representar o povo. entre as avenidas Costa e Silva e Tefé ligando o Centro de Manaus ao distrito industrial. Teve sua origem. cercado por desenvolvimento e atraso o bairro segue seu caminho buscando desenvolvimento e espaço. Justamente na região da "cabeça de burro" toda vez que passavam pela ladeira eles viravam e não con- O supermercado CO marcou época no bairro. Dona Rita. O resultado é que hoje andando pelas ruas do conjunto é possível se contar nos dedos quem são os moradores da "Cidade Flutuante" que ainda moram no local. Raimunda fala com tristeza da época em que chegaram à Raiz. é relativamente pequeno. podemos encontrar dois "museus" vivos (como chamam carinhosamente seus amigos e familiares). As casas eram sorteadas. Existem também varias igrejas evangélicas como a Igreja Assembléia de Deus. casas de show ou pontos de encontro. da mesma forma que os outros bairros na área no conturbado cenário nacional de 1964. e nesse contexto de desenvolvimento não sobra espaço nem vez para os moradores da antiga cidade flutuante (aglomerado de casas construídas sobre balsas às margens do Rio Negro. pois muitas vezes a policia aborda violentamente moradores. por exemplo. A outra parte e a outra realidade dos habitantes do bairro moram nas imediações do igarapé do 40. sábado. que mora na Raiz a 42 anos e dona Susana de Paula Bezerra.

gerentes de fábricas do Distrito Industrial e profissionais liberais. loja de departamento. ferramentas essenciais para a renovação interior. que oferece grandes potencialidades para o desenvolvimento de negócios devido sua localização estratégica. atraindo novos projetos residenciais. Lírio do Vale e Ponta Negra. mas tarde recebendo o nome oficial de batismo de Redenção. seguindo por está até o igarapé dos Franceses. moral e espiritual de toda a família envolvida nos programas do Lar Fabiano. muitos dos trabalhadores e suas famílias recorreram às invasões das terras ociosas para construir nelas suas moradias. contornando o limite Norte do conjunto Ajuricaba passando pela avenida Central até a avenida Goiânia com os limites sul das terras pertencentes ao aeroporto internacional Eduardo Gomes. Nova Esperança. A instituição tem como principal mantenedora a Capemi (Caixa de Pecúlio. No Brasil sua atuação atende crianças e suas famílias desde 1958. Também está mudando porque muitos empresários estão investindo no bairro. aos 28 anos chega a um total de 34. SAIBA MAIS SUPERFÍCIE: 315. o bairro passa por transformações consideráveis. 20% de promoção social. no mínimo mais três creches para atender a demanda de crianças fora da escola. O bairro passa hoje por uma valorização imobiliária intensa puxada por processo semelhante que vem ocorrendo no bairro vizinho da Ponta Negra. loja de calçados e de roupas. formada principalmente por servidores públicos. ao mesmo tempo abençoada por Nossa Senhora das Dores. Em princípios do ano de 1973. Um outro programa realizado é o "Programa de Promoção Integral ao Idoso" dando amparo por meio de ações socioeducativos. Santo Agostinho possui uma superfície de 209 hectares e sua população é estimada em 19 mil habitantes. O certo é que o bairro cresceu. social. de que com a derrubada da floresta no local. sábado. que vai desde a educação infantil com treinamentos e oficinas de arte pedagógica. pequenas indústrias e uma feira localizada na avenida principal do bairro atendendo seus moradores e bairros vizinhos.00 H POPULAÇÃO: 33. hoje atrai cada vez mais famílias de classe média. a creche atende atualmente 300 crianças entre meninos e meninas. Simone Marques. através do enfrentamento das causas que produzem as situações de miséria material.700 habitantes numa superfície de 315.Redenção . a importância do seio família. o bairro é consolidado e passa a receber novos moradores vindos dos mais diferentes pontos da cidade e também de habitantes do interior do Estado. Santo Agostinho Crescendo com o vizinho A proximidade com a Ponta Negra está mudando a história do bairro Santo Agostinho. drogarias. além de um comércio extremamente rentável para a comunidade oferecendo mini-supermercados. Hoje. supermercado. feito em 2000. presidente da Associação de Moradores. . pequenas mercearias. O objetivo geral. Durante esse período são realizadas pela comunidade procissões. retornando a Estrada da Colônia João Alfredo. Salvador afirma que as festas religiosas ligadas a igreja Católica iniciam em maio e culminam com as festas do Natal. moral e espiritual. segundo a supervisora do Lar. Pensões e Montepiosbeneficente). A obra realizada pela instituição é atualmente uma referência nacional e tem como meta em 2005 atender a 100 mil pessoas em todos os Estados do Brasil. entre eles. O endereço da instituição para saber mais sobre suas atividades é rua Projetada. que há pouco tempo comportava somente casas populares. localizada nas proximidades. com pelo menos. fundada em 1960 com a finalidade de gerar recursos de sustentação aos programas filantrópicos. a democracia. sala de cinema. explica que o bairro foi constituído com apenas 35% de invasão. "Precisamos primeiramente mudar o homem através da educação moral e espiritual". o bairro vem progredindo nos últimos anos Censo do IBGE. social. estando localizado entre os bairros da Compensa. Uma comunidade 70% católica se orgulha de ter como padroeira Nossa Senhora do Carmo. que abriga mais de mil famílias de classe média e possibilitou uma explosão imobiliária no Santo Agostinho. Segundo dados da instituição. O bairro já atingiu a maioridade e. o Santo Agostinho apresentava como renda média mensal do chefe do domicílio o valor de R$ 638. PESQUISA REVELADORA O bairro. afirma Perina. Hiléia e da Paz. Esse bairro. algumas famílias passaram a ocupar as terras que ficavam às margens da estrada da Ponta Negra e. esses atraídos pela promessa de emprego nas fábricas do Distrito Industrial. que mudaram estrutura urbana de Manaus. Pesquisas apontam como principais carências no bairro a falta de agência dos Correios e de loteria. de uma agência dos Correios e. No dia 26 de agosto desse ano. São Paulo e Santa Luzia. cujas origens remontam às invasões das muitas áreas desocupadas. "Daqui a três anos os terrenos do bairro Santo Agostinho serão até mais caros. atende cerca de 120 famílias.00 hectares. Segundo o último No caminho do progresso da Ponta Negra. É justamente o preço acessível o principal motivo para que o bairro seja considerado uma área propícia aos novos empreendimentos comerciais.20. mas a média do metro quadrado oscila entre R$ 10 a R$ 40". Este fato é recorrente na história de muitos bairros da cidade surgidos após a implantação da Zona Franca de Manaus. possuindo ainda uma pequena faixa de orla fluvial do rio Negro. Não levou muito tempo para ser batizado oficialmente de Redenção. restaurantes. Com 21 anos atuando na comunidade. Outro fato curioso sobre a origem do bairro está relacionado ao seriado Planeta dos Macacos. 23 e 24 de outubro de 2005 49 Redenção Antigo lugar dos macacos Tudo começou pela rua Campo Grande. casa 2 .019 Definição do perímetro: inicia no afluente do igarapé dos Franceses com a estrada da Colônia João Alfredo. que nesta época entrava em sua fase de prosperidade. Nome dado pelos primeiros moradores do então conhecido Planeta dos Macacos. Foram chegando os primeiros moradores e juntos com eles uma perspectiva de novos tempos. locadoras de vídeos. a interligação com Deus e a evolução da consciência espiritual através da reforma íntima e da solidariedade e caridade. O foco primordial do programa de orientação sociofamiliar. lanchonete. ESTEIOS DA CONVIVÊNCIA Os princípios filosóficos do Lar Fabiano de Cristo é a fraternidade. como a construção do condomínio Vila Verde. praça de alimentação. arraiais e o festival de música cristã com a participação de compositores e músicos de toda a cidade. explica Perina é despertar a consciência crítica dos participantes acerca da realidade e estimular a participação social e a mobilização para ações que viabilizem o equilíbrio material. criaram o novo bairro. Esta nova realidade urbana atraiu também empresas para o bairro. que deve ganhar um shopping center em breve. São Francisco. seguindo até a rua B-39. com capacidade para 41 lojas e perspectiva de gerar mais de cem empregos diretos. bancos. José Salvador Martins. Isso faz dos moradores do bairro consumidores potenciais para uma demanda de serviço que ainda é carente na comunidade. A princípio. 22. conjunto Ajuricaba. seguindo até o ponto frontal da rua Lírio do Vale com acesso ao conjunto Hiléia até a rua Comandante Norberto Von Gal até a rua Gurupí. Em Manaus. através do programa "Promoção Integral da Família".CEP 69047-290 ou pelo telefone 3654-3213. banca de revista e caixas eletrônicos. hoje conta até com uma loja de móveis finos e até com uma academia de tênis. que teve sua origem com trabalhadores vindos de interior. então. Sem ter onde morar. O restante é resultado de loteamentos vendidos pelos antigos proprietários conhecidos na comunidade apenas por coronel Jorge e membros da família Coimbra. o Lar foi inaugurado no dia 7 de outubro de 1996. que recebeu o nome de Santo Agostinho devido à igreja do santo.Manaus. pouco servida por empreendimentos empresariais. exibido na televisão naquele período. o nome dado à comunidade de Planeta dos Macacos é. Mesmo com tanta facilidade neste sentido. localizado na Zona Oeste da cidade. domingo e segunda-feira. avalia a sócia-gerente da Marca Consultoria Imobiliária. os moradores ainda reclamam da falta de uma agência bancária. LAR FABIANO DE CRISTO O maior empreendimento educacional localizado no bairro Redenção é a creche Lar Fabiano de Cristo integrado ao Centro Espírita Fraternidade. Perina Costa é promover integralmente famílias em situação de exclusão social. A partir do ano 2000. o preço ainda é acessível e varia conforme a localização. salões de beleza. muitos macacos de várias espécies fugiram e outros morreram com o advento do desmatamento.

Nos anos 60. todo o alimento arrecadado é doado aos mais necessitados no próprio bairro em forma de um rancho.Manaus.950. onde hoje está localizado o hospital psiquiátrico Eduardo Ribeiro. que deu origem a estrada dos Franceses. com o placar favorável ao Brasil. embarcavam em caminhões em direção ao centro da cidade. Durante o percurso de seu desenvolvimento foram construídos vários conjuntos habitacionais. 23 e 24 de outubro de 2005 50 Santa Luzia Força na fé desde a boca do Inboca A Zona Sul seguindo o mesmo intinerário de expansão urbana da cidade aos poucos vai tomando forma o bairro de Santa Luzia no ano de 1938. na opinião do presidente uma tradição. que se estendia até o "rendes vouz" Bom Futuro. Rio Preto da Eva. Duas quadras poliesportivas foram instaladas na comunidade onde são realizados os torneios e práticas desportivas com as crianças. acontece todo o final de ano. Flores. Pedro Teixeira. Transformada em seguida como a padroeira do lugar. até o mais recente bairro da cidade. REPRESENTAÇÃO PREJUDICADA O presidente destaca que Santa Luzia. De acordo com as estatísticas do IBGE. Carreiro da Várzea e Presidente Figueiredo. serviço de som.500 famílias. Beija Flor I e II. além de cultivar árvores frutíferas. a Leopoldo Peres para tomarem as linhas que passam pela avenida. Escolas municipais José Tavares Macedo e Santo Anjo da Guarda. existe espaço para outros credos religiosos: uma Adventista. Luciano Coelho.no entendimento de Luciano. Conta com uma capacidade de publico de 47. centro de convenções e residências de luxo. segundo estatísticas da associação cerca de 2. além dos parques Eucalipto e São Miguel.G. Parque das Laranjeiras. O prognóstico do presidente pode ser observado na quantidade de famílias que foram retiradas. Todos os anos. que usavam a terra para plantar hortaliças e frutas que vendiam nas imediações do mercado Adolfo Lisboa. o bairro tem 8. Hoje. domingo e segunda-feira. primeiramente chamado de "Boca do Inboca". sábado. jovens e adultos. por exemplo. produto de primeira necessidade na Manaus da época. a corrida pedestre realizada pela Federação de Atletismo do Amazonas com a participação dos moradores e comunitários dos bairros vizinhos. Na parte interna foi instalado o museu do estádio com exposição de fotografias desde os primeiros momentos da construção do estádio e suas personalidades mais importantes.317. . Na época lembram os moradores mais antigos. Diana Pinheiro e Monteiro Souza. Por este motivo. usadas na fabricação de carvão. em direção a av. O aumento expressivo do crescimento urbano em direção àquela zona forçou o bairro a se modernizar em ampla escala. que na atualidade está integrada ao bairro São Geraldo. a igreja muda de lugar para um terreno mais amplo e continua localizada na rua da Igreja. Era comum os sitiantes seguissem a pé. Em 2000.734 habitantes.390 habitantes. atual Adrianópolis. Max Teixeira. em seu sítio. Na área desportiva. a praça é tomada por vendedores que de tudo tem para oferecerem aos moradores e aos visitantes. Já foram retiradas. Há 24 anos foi construída a igreja de Nossa Senhora de Guadalupe. assim como a maioria dos bairros naquela região nasce promovida por uma invasão. Para participar da corrida é cobrado pelos realizadores 1 quilo de alimento não perecível. de lá. o dia 31 de agosto de 1940. quando recebe visitantes dos bairros vizinhos e de outras localidades da cidade. A comunidade é penalizada também com a falta de uma linha de ônibus específica para o bairro. em Flores foi bastante intensa a evangelização católica. No dia seguinte. Flores De bonde até o ‘rendes vouz’ A conquista de novos espaços no perímetro urbano da cidade. Rio Javari. que há dois anos vem resgatando a história do bairro relata que a primeira igreja de Santa Luzia foi construída em frente à praça homônima. Laura Carmim e José Bahia Ferreira na busca competitiva em conquistar um pedaço de terra para morarem. com seus limites fincados a partir da av. Nossa Senhora da Consolata. O estádio oferece ao público um estacionamento próprio. Itapiranga. AEROCLUBE DE MANAUS Na avenida professor Nilton Lins. Suas bilheterias e portões estão de acordo com os itens exigidos pela Federação Brasileira de Futebol. e também a Rodoviária Central de Manaus. então pároco da igreja de Educandos para em forma de votação oficializar o nome do bairro de Santa Luzia. sala vip e sala de conferência. a partir da povoação da antiga Vila Municipal. restando aos muitos moradores a única opção de caminhar até os limites da cidade para vender seus produtos agrícolas. o Vivaldo Lima. Em 1891. seguindo pela Torquato Tapajós. até o mercado municipal Senador Cunha Melo e. Como em qualquer bairro da cidade. já se tornou. São Judas Tadeu. portanto. pelo mesmo instituto. Por muitos anos funcionou a fábrica de extração do óleo de pau-rosa. atual presidente da Associação de Moradores. Pelo levantamento feito pela associação. o bairro tinha 8. Autazes. além de contar com a tribuna de honra e arquibancadas confortáveis. A única linha que atende à comunidade é a 702 que faz o circular abrangendo os bairros de Educandos e Colônia Oliveira Machado e leva em torno de uma a duas horas de espera. entre eles.258 expectadores. com a desativação dos bondes em Manaus. cabines de imprensa. As ruas mais movimentadas são a Leopoldo Neves. pelo governo do Estado. padroeira do bairro com festa comemorativa no dia 12 de dezembro. sua população chegou a 8. Poliano e Adventista. a Branco e Silva e a professor Carlos Mesquita. Flores tem um perímetro de 1. se chamava Francisco Flores e. os poucos habitantes chamaram o padre Antônio Plácido. O estádio possui também em sua estrutura o gramado de 105m X 68m. Tudo no bairro gira em torno das atividades da igreja. sob a coordenação da paróquia acontece no dia 5 de março as festividades em comemoração a santa com a realização da procissão e o famoso arraial de Santa Luzia. o bairro de Flores fica isolado. No ano de 1950. Escolas particulares Santa Luzia. contando com cadeiras nos setores "A" e "B" e no setor "C" especiais. iluminação e vestiários. Na comunidade dos Franceses estavam instaladas inúmeras caieiras. Santa Luzia a exemplo de outros bairros às margens dos igarapés tem sofrido baixa em relação ao número de habitantes. ganhando ao longo dos anos. Com a chegada de outras doutrinas foram chegando também a igreja Batista Bíblica de Flores e a Presbiteriana Filadélfia. se deu em direção a Zona Centro-Sul. Rio Maracanã. Raimundo Frota. não tem um representante na Câmara Municipal e nem na Assembléia Legislativa. a tendência é reduzir ainda mais o número de moradores no bairro. e para o Estado de Roraima e para a Venezuela. mesmo tendo uma boa expressividade no processo eleitoral. Mas foi em abril de 1970 que foi inaugurado oficialmente com o clássico entre a seleção brasileira contra a seleção amazonense. entrada do bairro. Outra atividade desenvolvida pela paróquia é o festival de música cristã. Santa Cruz. Logo após as primeiras estacas estarem fincadas no chão. o Aeroclube de Manaus tem como data de fundação. Durante as festividades importantes do bairro. Araújo. o Aeroclube de Manaus. de onde partem e chegam ônibus das cidades de Itacoatiara. Muitos moradores andam a pé até. Manacapuru. Parque das Nações. Além da igreja de Santa Luzia. O primeiro morador a adquirir um terreno pelas vias legais. Daí em diante. Anavilhanas. Sargentos e Subtenentes da Policia Militar. Senador João Bosco. As festas mais tradicionais são as juninas. Além de oferecer curso de pára-quedismo. ele mantinha criações de frangos e cavalos. Na área do Parque das Laranjeiras. As linhas dos bondes seguiram. J. Tem ainda um salão nobre. uma infraestrutura mais adequada a comunidade. o festival folclórico e a comemoração da padroeira. sempre foi o point da juventude. VIVALDO LIMA(Vivaldão) Estádio Vivaldo Lima iniciou suas atividades no ano de 1969 no mês de fevereiro com a inauguração de seu gramado com a realização de um torneio juvenil de clubes locais. por meio do decreto de nº 471 assinado pelo governador Álvaro Botelho Maia. em 1996. numa referência a queda d'água do igarapé do Educandos próximo a ponte. os moradores seguiam a pé pelos ramais até a área conhecida como Franceses. onde hoje é o bairro. nº 70. de madeira e o padre Paulino foi o primeiro a rezar a missa dando graças ao novo bairro. o bairro mostra um cenário estruturado com a implantação da Universidade Nilton Lins. atual avenida desembargador João Machado. Santa Luzia. 22. No início do século passado o bairro de Flores já era servido por linha de bonde. Silves. com tabuleiros de frutas na cabeça. sendo sua porta de entrada a conhecida ponte dos Bilhares. além da derrubada das instalações da fábrica de beneficiamento de pau-rosa que por muitos anos foi uma das maiores fontes de renda daquela região. o bairro recebeu o nome de Flores. Faz parte da estrutura do bairro o maior estádio de futebol do Estado. a área onde hoje é o bairro de Flores já era habitada por pequenos sitiantes. entre eles estão Duque de Caxias. Luciano acredita que com a implantação do projeto de recuperação dos igarapés feita durante o ano de 2005. O cartão de visita do bairro é a praça Santa Luzia. As escolas que atendem a comunidade são: escolas estaduais Leopoldo Neves.99 hectares totalmente habitado. O clube foi fundado com a principal finalidade para pouso e decolagem de aviões de pequeno porte e preparação de pilotos para este tipo de aeronave. A principal avenida é a São José que corta o bairro. três Assembléia de Deus e uma Universal do Reino de Deus.

Glória e São Jorge sendo um dos poucos bairros de Manaus que não surgiu a partir de invasões. Na área comercial imperam os pequenos comércios como cabeleireiros. Foi neste período que ocorreu um grande êxodo rural trazendo estas famílias para o centro urbano e sem um lugar definido para ficarem. 81. ruas. que ao longo de 10 anos tem levado uma série de melhorias para a comunidade. tem como vizinhos São Raimundo. Os moradores têm lutado junto ao poder público para conseguir melhorias nas áreas de maior risco. igreja Deus é Amor entre outras. causando alagamentos nas épocas de chuva. especialmente Manaus. MELHORIA RECLAMADA Mesmo com tantos anos de história e existência. lanches e etc.Manaus. 23 e 24 de outubro de 2005 51 Os moradores do Santo Antônio gozam de uma qualidade de vida que é privilégio de poucos. Educandos e do Céu.G. Foi neste momento que surgiu o núcleo habitacional do bairro de Santo Antônio. há espaços para as igrejas evangélicas como: igreja Universal do Reino de Deus. No livro "Manaus. domingo e segunda-feira.S. há 27 anos no bairro teve a casa reformada por uma iniciativa da prefeitura. bingos e também funciona como ponto de encontro da terceira idade com aulas de hidroginástica. É considerado pelos habitantes um ótimo lugar para se viver. Santo Antônio. pois o bairro nesses últimos anos tem dado grandes passos rumo ao desenvolvimento. fachadas e varandas" de Moacir de Andrade". Foi neste período que Nair Monteiro Maia. que tem prestado serviços não só ao Santo Antônio. Segundo relatos de moradores o santo casamenteiro. A feira municipal é o principal ponto de concentração da população O comércio de produtos hortigranjeiros é forte e abastece com qualidade os moradores do bairro e vizinhos . aos 93 anos lembrando das dificuldades enfrentadas nos tempos da "Cidade Flutuante". Compensa.S comunidade que serve de ambulância e S. Como uma dessas melhorias. tendo sido todo loteado por J. Petrópolis. de Araújo e Isaac Benzecry. drogarias. Santo Antônio. Foi nas gestões de Amazonino Mendes e Alfredo Nascimento que a comunidade percebeu a presença do progresso. A partir da expulsão das famílias da Cidade Flutuante por meio do ultimato do governo de Arthur Reis. Às margens do rio Negro. Uma parcela da cidade tem visitado o bairro com as promoções no famoso Aomirante. estas famílias migraram para terras que hoje correspondem aos bairros da Raiz. é possível o visitante se deliciar com as águas do rio ou mesmo curtir um final de tarde vendo o sol se pôr. Morador do bairro há 36 anos. Segundo o escritor. aniversários. sábado. atraídos e esperançosos em busca de empregos e melhores condições de vida. padroeiro do bairro tem olhado por eles. Dentre os serviços do shopping os destaques são para o S. cinco salas para velódromo oferecendo às famílias carentes serviços como ônibus e atendimento especializado. Edílson Gurgel mantém uma estrutura que abriga um poço artesiano. Pela sua avenida principal está a Feira do Produtor do Santo Antônio". e sim a quase toda Zona Oeste. igreja Presbiteriana. na Zona Oeste. onde são realizados vários eventos como festas de formaturas. Os moradores mais antigos lembram com desgosto a situação há 20 anos com as ruas sem asfalto e muitos buracos. O ponto de referência do bairro é a igreja de Santo Antônio. solidariedade que atende pessoas necessitadas que não tem como se locomover para fazer exames ou tratamentos como quimioterapia e hemodiálise. aposentada. É um trabalho pioneiro que apesar de estar localizado no bairro de Santo Antônio atende boa parte da Zona Oeste.O. mercadinhos. no entanto. igarapé poluído causando alagações. O bairro hoje conta com o apoio do deputado estadual Edílson Gurgel. bares. O episódio ainda está guardado nas lembranças de Francisca Pereira da Silva. na opinião da comunidade é o "Shopping Comunitário". Era essa a realidade de muitas famílias que migraram para Manaus. Neste dia também se comemora o aniversário do bairro. e mais a minivila olímpica "Centro de Esporte e Lazer do Santo Antônio". capital da recém criada Zona Franca. destaca que um grande número de ribeirinhos deixaram suas terras no interior em direção aos centros urbanos. o bairro também ganha obras com ares de modernidade Santo Antônio Sob a brisa do rio Negro e um pôr-do-sol de invejar Com aproximadamente 52 anos. 22. pela orla do Rio Negro. nem sempre foi uma comunidade organizada. Santo Antônio ainda sofre com a falta de saneamento básico e uma geografia desfavorável com muitos altos e baixos. da delegacia 5º Batalhão de policia civil. Existe ainda um centro para eventos comunitários. além da falta de saneamento básico no bairro.O. Compensa. foram construídas um amontoado de casas de madeira sobre balsas às margens do Rio Negro dando origem a "Cidade Flutuante". Mesmo sendo a maioria de católicos. também o padroeiro do lugar comemorado todos os anos no dia 13 de junho.

aquele que hoje é considerado o fundador do bairro. preferindo permanecer apenas como líder da comunidade. segundo o censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A religião católica mostra sua influência . pois alguns moradores afirmam que o coronel falava de sua vinda para esta localidade por causa de um sonho que tivera com São Francisco de Assis. que inundou boa parte da orla da cidade. e ponto de encontro de todas as gerações. fazendo com que os moradores ribeirinhos perdessem suas casas. A praça recebeu esse nome em homenagem à cidade de Coari. habitada pelos próprios trabalhadores e suas famílias. no dia 04 de outubro. sábado. Como era comum neste período. sabe-se que a paróquia foi criada oficialmente em 04 de outubro de 1956. casa do programa Médico da Família. panificadoras. 15. oficinas mecânicas. fundada por Alexandre Montoril. O bairro limita-se faz fronteira com Adrianópolis. atrai uma multidão de fiéis de toda a cidade e já é tradicional sua procissão. posto de saúde. Com esta iniciativa. como asfaltamento das ruas. a distribuição de lotes para quem quisesse morar ali. O São Francisco também mantém atividades econômicas desenvolvidas. antes de se chamar São Francisco. ATUAÇÃO COMUNITÁRIA Duas associações defendem os interesses dos moradores do bairro. a escola de samba Primos da Ilha. tinha o nome de Coari. De verdade mesmo. o bairro ganhou o nome de São Francisco. que percorre as principais ruas do bairro. Cachoeirinha. que está em fase de implantação. quadra poliesportiva. além de interioranos e habitantes de diversos estados do Brasil. Ruas estreitas revelam a imagem do bairro da época da sua criação Comunidade tem atuação importante Ao longo dos anos. fato não comprovado oficialmente. o coronel encontrou uma pequena imagem do santo. da qual Alexandre Montoril foi prefeito. O vereador é um antigo morador da comunidade e com trabalho bastante reconhecido na paróquia de São Francisco. Petrópolis e Aleixo. com o bairro possuindo forte rede de comércio. A festa do santo. O batismo do bairro é rodeado de folclore. escolas públicas estaduais e municipais e linhas de ônibus que fazem os trajetos bairro-centro. fundada em 1988. sorveteria. O São Francisco também está em vias de ter uma nova agremiação. sobre a história do bairro. o coronel consegue atrair expressivo número de moradores e impulsiona a urbanização do bairro. academia de ginástica. a maior parte dos lotes foi ocupada por famílias vitimadas pela grande cheia do rio Negro. A comunidade pode contar ainda com apoio de um grupo da Associação de Alcoólicos Anônimos. resta aos moradores a praça Coari. mas já contava com algumas casas de madeira. o São Francisco tem 145 hectares de superfície onde vivem. fato que gera controvérsia entre habitantes São Francisco Da fumaça das caieiras ao santo do coronel Montoril O bairro de São Francisco está localizado na Zona Sul de Manaus e seu processo de ocupação iniciou por volta do ano de 1947. feira coberta e cafés regionais. a procissão de São Francisco e o festival folclórico. o coronel Alexandre Montoril dá início ao processo de urbanização da comunidade ao fazer um estudo topográfico do local e. que todos os anos participa do Carnaval de Manaus. responsável pelo levantamento das informações referentes ao bairro. No entanto. a igreja de São Francisco de Assis representa toda a religiosidade dos seus moradores. domingo e segunda-feira. drogarias. que tenta recuperar pessoas envolvidas com vício do álcool. 23 e 24 de outubro de 2005 52 A igreja de Santo Antônio teria sido erguida no local exato em que o coronel Montoril encontrou uma imagem do padroeiro do bairro. o bairro também recebeu moradores de outras localidades de Manaus. No entanto. que em grande maioria professam a fé católica. os moradores foram conquistando benefícios para o bairro.Manaus. Atualmente. lojas de material de construção. alguns moradores comentam que o bairro. de 1954. uma área de muitos declives e morros. O São Francisco também tem uma agremiação carnavalesca. Conforme relatos de moradores antigos. A outra é a Associação Beneficente dos Amigos do Bairro de São Francisco. fornos nos quais era fabricado o carvão. sendo uma conhecida por Associação do Cafundó. localizada em frente à igreja de São Francisco. 22. Com poucas áreas públicas. que representa especificamente aqueles que moram no núcleo 2. a paisagem do bairro era dominada por grande quantidade de caieiras. criando no São Francisco uma população bastante heterogênea quanto sua origem. indústrias. em 1952. Foi ele inclusive quem deu nome ao local. Ele conta com a ajuda da pedagoga Inês Sardinha de Siqueira. borracharia. locadoras de fitas e DVD´s. Nesta época. quando trabalhadores que fabricavam carvão começaram a se fixar na região. Por volta do ano de 1951. lanchonetes. Para quem vive no bairro. essas dúvidas com relação à origem do São Francisco poderão ser dirimidas com a publicação de um livro de autoria do atual vereador José Ricardo Wedinglin (PT). contando com torcida apaixonada no bairro. o coronel Alexandre Montoril. dizem que. fato este que causou um grande impacto na vida dele e na de quem ele contava a história. tendo se acrescido a este fato a versão de que no local onde Montoril encontrou a imagem foi construída a primeira capela em homenagem ao santo. HISTORIADOR TIRA DÚVIDAS No entanto. outros. embora não se tenha certeza sobre o motivo que o levou a escolher o nome do santo. Com a popularização da história do achado do coronel. De especulação. depois.8 mil habitantes. nas suas andanças pelo bairro. realizado em 2000. nunca foi morador do São Francisco. Neste logradouro são realizados os festejos do padroeiro. a Villas Lobos.

Iniciou seus trabalhos em 1967. Unidade tradicional na cidade. o bairro tem sete igrejas católicas envolvendo as comunidades da Vila da Prata. duas Pentecostais. O processo de urbanização veio beneficiar os moradores dando traços urbanísticos e atraindo outros moradores para a comunidade. é forte em todos os cantos do bairro de Jorge A tradição em São Jorge das grandes festas de umbandas iniciava logo na entrada com as manifestações incentivadas pela Joana Almeida dos Anjos. Cosme e Damião. desta vez todo em alvenaria. Foi em 1947 que recebeu a doação de um terreno no conhecido Morro das Corujas (alto "Ogam"( correspondente à mãe de santo substituta) era mãe Zulmira que hoje tem seu próprio terreiro no Morro da Liberdade. O governo passou então a investir no local investindo recursos para a construção de pontes e pavimentação das ruas e consequentemente foram surgindo casas mais elaboradas. Vitória Régia. As mais destacadas foram realizadas pelo pai de santo João de Castro (um dos fundadores do bairro) e mãe de santo Joana Galante. segundo dados de sua filha adotiva Lizete Pimentel um grande barracão enfeitado com fitas de papel de seda colorida. Era o início da presença militar no bairro. Na época a continuando em Manaus. Senhora Santa Ana. dispondo de zoológico com as mais variadas espécies da fauna amazônica. Personalidade carismática. Mandou construir. FESTA E RELIGIÃO O bairro de São Jorge era conhecido em toda a cidade como uma comunidade festeira. Festeira e sempre esbanjando alegria. o governo construiu a Vila Militar para abrigar os sargentos e sub-oficiais do Exército. do Boulevard Amazonas. o mesmo que é o padroeiro do Bairro. o bairro começou a ser loteado sob a jurisdição da antiga Secretaria de Agricultura . A presença religiosa. conhecido apenas como Alan Kardec. Todas elas vinculadas diretamente a matriz no centro do bairro na rua Amaral Santos. construída já no governo Álvaro Maia. Sua seara era denominada de Cabana do Preto Velho. Santa Bárbara (Iansã). por ter sido madrinha e patrocinadora do Boi-Bumbá "Galante". uma Metodista. 123. Promovia banquetes e festas consagrando à santa e sua seara ficava na rua 18 de Setembro. As outras estão espalhadas em toda a zona Oeste que compõe o referido bairro. domingo e segunda-feira. sendo um dos mais visitados de toda a cidade. Vila da Prata que possuem uma comunidade menor. Santa Clara de Assis e capela Nossa senhor Jesus Cristo. Luzia dos Santos. "Era o dia mais feliz para as crianças da época porque tinha muita comida e muita brincadeira". Para atender os militares da base. duas do Evangelho Quadrangular. No princípio poucas pessoas freqüentavam. nasceu em 28 de junho de 1910. durante anos trabalhou como capataz da Usina Americana. Os moradores que tem em média de 30 a 40 anos lembram dos grandes festejos de Cosme e Damião. Santa Ana. o CIGS (Centro de Instrução de Guerra na Selva). As festas tradicionais do centro de Mãe Galante recebiam destaque: Nossa Senhora da Conceição. segundo seu filho João de Castro (conhecido popularmente como Castrinho). O bairro com vistas a modernidade foi construído o conjunto habitacional João Goulart. Vinda do Pará foi morar na rua Leonardo Malcher. Foi neste período que aconteceu a implantação do 27º Batalhão de Caçadores. na estrada do São Jorge. Aberto ao público de terça a domingo das 8h às 17h. no período do governo Plínio Ramos Coelho. morador há mais de 50 anos no bairro. ainda no município de Itacoatiara. Basta observar o número de igrejas e templos religiosos existente no local. João de Castro nasceu em Manaus. São Sebastião e São Jorge (representando Ogum). dois outros conjuntos surgiram. Em dias de festa Mãe Joana Galante se vestia em trajes exigidos nos rituais. inaugurada em 1952. São Dimas. Mas tudo isso começou com a chegada dos primeiros moradores na extensa área de terras devolutas naquela região. Em 1962. duas Adventistas do Sétimo Dia. Outra mãe-de-santo referenciada no bairro foi Luzia Ramos dos Santos. além de três centros de Umbanda e uma Espírita. com o crescimento da comunidade houve a necessidade de um número maior de padres e por ordem do então arcebispo Dom João de Souza Lima. Jardim dos Bares e Vitória Régia. no dia 15 de abril foi construída a primeira igreja católica. . Ruas estreitas reclamam melhor assistência pública do morro da entrada do bairro).Manaus. No centro do barracão ficava um trono todo em madeira da região. com a construção de casas populares em madeira com alicerce de tijolos e destinadas à população de baixo poder aquisitivo. recebeu o nome de Galante. o bairro de São Jorge possui o maior sincretismo religioso da cidade e que faz parte de sua história. vidências e serviços de parteira. São Francisco de Assis. babalorixá mais famosa de Manaus. Até hoje. surgiram também as primeiras ruas e becos. Com o passar do tempo a igreja adotou o nome de São Jorge. a família preserva o local na rua Amaral Santos e onde acontece todos os anos a festa de aniversário do bairro. São Sebastião e do famoso pau de sebo no alto do morro do centro de Joana Galante. a área das unidades do Exército e caminho para o complexo de lazer da praia da Ponta Negra e Tropical Hotel São Jorge / Vila da Prata Santo Guerreiro agrega fé de todos os religiosos Criado na década de 40. Além de pai-de-santo. Em 1957 chegaram os primeiros missionários católicos e no ano seguinte. iniciou seus trabalhos com a umbanda e o candomblé ainda aos 28 anos de idade. 22. uma Presbiteriana e uma Estrela da Manhã. nome verdadeiro da Mãe Joana Galante. A segunda ponte foi construída na gestão do prefeito Jorge Teixeira durante os anos de 1974 e 1978 e que serve até hoje para o retorno à cidade. considerado em todo o mundo como o mais preparado centro de treinamento de operações na selva.Departamento de Terras. por coincidência ou não. Está última sob a doutrina do francês Denizerd Rivail. a Comissão Regional de Obras desde 12 de dezembro de 1982. uma média de 40 crianças diariamente. Estavam habituados a freqüentarem a igreja de São Geraldo. A ordem tem jurisdição sobre as igrejas do Jardim dos Bares. O dos comerciários e dos bancários construídos com recursos do governo federal. A primeira ponte que foi construída ligando o bairro ao centro da cidade e a outros bairros foi a Lopes Braga. criado em 6 de dezembro de 1978. lembra Agostinho da Silva. Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. em 5 de dezembro de 1925 e morreu em 1991 de um súbito ataque cardíaco enquanto preparava seu centro para mais um ritual. As evangélicas somam três da Assembléia de Deus. Através de reivindicações à administração pública. no mesmo mês e dia em que é comemorado os festejos de Santa Luzia. do século passado. Seguindo o roteiro até a Ponta Negra conta ainda com o Parque Regional de Manurtenção. Nasceu no dia 13 de dezembro. Com o surgimento dos primeiros barracos. conhecida em toda região pelos moradores por suas rezas. João de Castro era também rezador e atendia em média de acordo com registro em poder de Castrinho. Logo em seguida veio o 1º BIS (Batalhão de Infantaria de Selva) substituindo a dos Caçadores. onde construiu seu conga. sábado. Mais tarde. 23 e 24 de outubro de 2005 53 O bairro é passagem obrigatória para quem deseja chegar à zona Oeste. fábrica de castanha que existia no bairro. imagens de santos e divindades e desenhos da simbologia umbandista. Atualmente. a paróquia ficou sob a responsabilidade dos padres franciscanos da TOR (Terceira Ordem Regular). em que hoje funciona a igreja Católica de São Jorge. de todas as denominações.

Até bem pouco tempo abrigava os bairros de Vitória Régia (antigo Florestal). o centro educacional Sementinha do Saber e serviços essenciais como água encanada. NOVOS NOMES Seguindo o mesmo raciocínio em relação às tradições são as alterações de nomenclatura de algumas ruas que mudaram de nomes. Clube de Mães. opção dos seus próprios moradores em homenagem a flor-rainha do Estado. caju. SAIBA MAIS O santo padroeiro do bairro é comemorado todo dia 23 de abril tanto pela igreja católica. Atualmente conhecida como Amaral Santos. Com a desativação da Cidade Flutuante (cercanias da Praça dos Remédios e Igarapés de Educandos em 1960). Nesta época a televisão chegava aos lares brasileiros e estava sendo exibido o folhetim "Cavalo de Aço". Tocantins. mas apenas um matagal. Neste dia também é realizada uma missa em ação de graças. Flores e Santo Antonio). Mesmo com essa ampla dimensão e pelo número de habitantes. em 1940. SURGIMENTO DA VILA DA PRATA Na década de 70. São Jorge foi agraciado com o igarapé do Franco (hoje totalmente poluído) que desaguava no igarapé do São Raimundo onde fazia parte da bela paisagem numa parceria natural com as catraias (também sumiram só deixando lembranças). mais tarde transformada como fonte abastecedora de água para a comunidade pela empresa Manaus Improvements Company. É o caso da rua da Cachoeira (relação feita com a queda d'água de aproximadamente três metros de altura existente no local nos idos de 1940 e 50 e que servia de reservatório de água para a comunidade) passou a se chamar de Ambrósio Ayres conforme Decreto Municipal é o cartão de entrada do bairro na cabeceira da ponte que liga o bairro ao centro da cidade pelo lado direito. a extensão do bairro de São Jorge chamado primeiramente de Florestal. substituindo o 27º Batalhão de Caçadores. o governador Rego Monteiro criou o Horto Florestal do Estado. o bairro conta com uma quadra polivalente onde são realizados torneios desportivos e festival folclórico. por determinação do Ministério da Agricultura. luz elétrica e transporte coletivo sendo atendido pela linha 104.Zona Oeste . São Jorge como a maioria dos bairros de Manaus. que animava o bairro com suas reverências a São Sebastião. um Posto de Atendimento de Urgência. São Jorge tem uma vida econômica razoável dependendo do comércio da Zona Franca no Centro da cidade. drogarias. Todos os anos se apresentam no ginásio construído em frente a igreja matriz e que recebeu o nome de um filho ilustre do bairro. Foi nesse período que João de Castro e Joana Galante (ver box) ofereciam à comunidade grandes festas e distribuição de donativos para os mais carentes. escola estadual Irmã Adonai Politi. Atualmente. cordão das lavadeiras e bumbá Garantido. O nome segundo os mais antigos vem da sabedoria popular em analogia à natureza exuberante do lugar e pelo forte sincretismo religioso existente. oito anos depois incentivou o projeto de plantio de café. igreja católica e templos evangélicos. Comporta também mercadinhos.102 e 118 (São Jorge) . A prática do lazer tem forte sentido comunitário no bairro Cachoeiras e casas cobertas de palha são só lembranças Os moradores mais antigos ainda guardam as lembranças das primeiras ruas do bairro na parte Norte sem pavimentação. hoje denominada de Vitória Régia. o "Santo Guerreiro". Por sua dimensão geográfica. escolas públicas. No mesmo período São Jorge vivia a efervescência cultural das festas folclóricas destacando os grupos Currupião. telhas de barro e piso batido. TRADIÇÃO E BOAS RECORDAÇÕES Para os moradores mais antigos do bairro estão guardadas apenas as lembranças da cachoeira da Bacia de Prata (nome do rio que ainda sobrevive cortando o bairro). São Jorge dispõe ainda de postos de saúde e um jornal periódico . Vitória Régia e Jardim dos Barés. Ninimbergue Guerra (jogador do Botafogo do Rio de Janeiro). Outra rua que tem um detalhe curioso é a rua dos Batizados. Até os dias atuais o bairro é visto e lembrado pela forte apelação religiosa que fica entre a fé católica e os terreiros de umbanda.o Amazonas em Tempo. Como todo o progresso tem seu preço. Grande parte de seus moradores ocuparam justamente a área que pertencia ao antigo Horto Florestal. bacaba e bacuri. Era o maior ponto turístico do bairro e. Parque dos Ingleses matando a paisagem natural. portanto. São Jorge/Vila da Prata/ Jardim dos Bares e Vitória Régia . contando com aproximadamente três metros de altura e uma gigantesca corrente d`água corrente batizada pelos usuários como Bacia de Prata ou simplesmente Cachoeira Grande. sábado. com toda a área do antigo Horto totalmente ocupada e antes que fosse invadida a área militar foi aberta mais uma estrada vicinal bem aos fundos do bairro de São Jorge e dado o nome de Jardim dos Bares. Ela começa na Vicente Torres e termina na 1º de Maio. Pico das Águas. quanto pelo centro de umbanda Cabana do Preto Velho. o projeto foi abandonado e as árvores frutíferas se perderam no meio do matagal tomando conta da área. escolas públicas e particulares e um zoológico (ligado ao Exército brasileiro). Além da Bacia de Prata. Pelo lado esquerdo está a rua Humberto de Campos. parada obrigatória para o cotidiano das lavadeiras. manga. Na realidade durante 20 anos a Vila da Prata não era nem vila e muito menos um bairro. em seguida de Vitória Régia. adultos e crianças usavam o local para seu passatempo preferido aos domingos e feriados. Do velho castelo da companhia de águas e das festas comandadas pela mãe de santo Joana Galante. Um bairro até então carente de serviços públicos e com uma extrema necessidade de ser urbanizado. foi primordial para a chegada do progresso no bairro com a construção dos conjuntos habitacionais dos Bancários e dos Comerciários com recursos do Governo Federal. Tem uma feira central no coração do bairro e outras pequenas espalhadas em suas ramificações como o Vila da Prata. guaraná. De acordo com documentos em poder do acervo da diocese do bairro foi realizado um plebiscito entre os poucos moradores na área para a escolha definitiva vencendo. O melhor cartão postal de São Jorge é sem sombra de dúvidas as cachoeiras que cortavam o bairro e que serviam de opções de lazer e entretenimento à comunidade. domingo e segunda-feira. Bem-te-vi.Escolas Estaduais: 5 (São Jorge) e 1 (Vila da Prata) . pizzarias. Jardim dos Bares e Vila da Prata.Manaus. Atualmente conta com serviço médico através de um Posto de Saúde. além de preservar espécies regionais como o jatobá. Associação de Moradores. o nome de São Jorge. Centenas de famílias refugiadas também da Cidade Flutuante começaram a ocupar a faixa de terra denominada de Vila da Prata. Nascia. com um enredo desenvolvido num lugarejo de nome "Vila da Prata". azeitona. Muitos ainda lembram que o bairro ficou conhecido por um longo período como Rocinha e Morro das Corujas. Cosme e Damião e os arraiais juninos com o levantamento do famoso pau de sebo. transporte obrigatório dos trabalhadores das antigas serrarias que funcionavam no porto do bairro Aparecida. São Geraldo. panificadoras. a parte Norte do Bairro de São Jorge iniciava o processo de expansão.Linhas de ônibus . O Cigs preserva área verde . tendo como origem popular o nome de Pau-Não-Cessa (antes de ser totalmente civilizada. De acordo com o livro editado no governo Gilberto Mestrinho. 22. Uma feira que atende a comunidade e sendo dividido pela Vila Militar. O governador Efigênio Sales. quando é realizada uma grande procissão sendo carregada a imagem do santo pelas principais ruas do bairro. mas continuam sendo conhecidas pela origem popular. portanto. tucumã. Os jovens. 23 e 24 de outubro de 2005 54 Década de 70 marca desenvolvimento A década de 70.114 (Vila da Prata) SERVIÇO Abrigo de bairros O bairro de São Jorge possui uma enorme e extensa área demográfica. emolduradas por casas de madeira coberta com palhas. servindo também para as atividades desportivas. o bairro não tem uma delegacia e nem agência dos Correios. As velhas ruas de barro deram lugar para o asfalto e as antigas lamparinas e candeeiros substituídos pelos fios de alta tensão. Nos dias atuais. Com o passar dos anos o movimento foi sendo esquecido pela comunidade dando lugar aos novos atrativos culturais. São Jorge mudou também. as poucas manifestações culturais que tentam se manter preservadas na memória da comunidade é a escola de samba Dragões do Império e a quadrilha junina Festança. que foi sendo desbravado aos poucos pelos seus primeiros moradores. Em 1920. também recebeu outros nomes entre eles. No final da mesma década foi instalado na área Norte do bairro o 1º Batalhão de Infantaria de Selva. já que os primeiros moradores eram oriundos do interior do Amazonas e de outros Estados. A antiga cachoeira e os igarapés foram substituídos pelos condomínios Cidade Jardim. era comum acontecerem conflitos entre os moradores do próprio bairro e moradores dos bairros vizinhos entre eles. ingá e maracujá. Jornalistas. Em 1967.

saúde e segurança e denunciavam junto à imprensa. com lojas de ótimo padrão de condições dignas de vida. o bairro comportava praticamente um terço da população pobre da cidade de Manaus. água. domingo e segunda-feira. hoje bairro do Coroado. A associação realiza reuniões quinzenais e. a policlínica Zeno Lazini. Por volta da metade da década de oitenta. característica da economia brasileira na época. a 9ª DP. Bradesco. implantado em 2004. para debater problemas do bairro. transporte. Segundo Firmino Pereira da Cruz. por meio de biscate. o pronto socorro João Lucio e a maternidade Ana Braga. como a inflação desordenada. a mando de grileiros. Banco do Brasil. ocorre reunião geral. grileiros e o poder público. 22. Segundo o presidente da associação. o desemprego é um dos problemas mais preocupante da comunidade. A mobilização popular tem importante papel na história do bairro A urbanização de fato só teria início a partir de 1982. sábado. a ocupação da área se tornou inevitável e levou o então governador do Estado. Na área de lazer. em 1980. inúmeras drogarias e grandes rede de lojas.Manaus. A associação realiza cursos profissionalizantes de artesanato. Atualmente o bairro tem boa representação política através de suas associações populares. Os moradores também sofrerem sob as condições econômicas dessa década. através da mobilização popular. e a questão fundiária. no princípio. entre o final da década de setenta e início da de oitenta. como a distribuição de água encanada por parte da empresa pública Cosama. que pressionaram as autoridades públicas em busca de melhores condições de moradia. sendo ocupado. computação. Vicente Prata. com os shoppings São José e Grande Circular. escola de samba do bairro. e do Igarapé do Quarenta. responsável na época pelo abastecimento da cidade. uma vez ao mês. O bairro foi entregue sem infraestrutura básica. o bairro comporta certa quantidade de prédios públicos: há um posto do corpo de bombeiros.S Manaus. Desta forma. O bairro é muito bem servido por dois shoppings de periferia. Atualmente. o desemprego e a falta A Grande Circular testemunha crescimento do São José . Assim como na maioria dos bairros da Zona Leste. como a Associação Amigos do São José Operário e o Clube das Mães. para ter acesso ao transporte coletivo eram necessárias longas caminhadas até a Alameda Cosme Ferreira. originada a partir da invasão das áreas verdes pertencentes à Ufam (Universidade Federal do Amazonas). Ainda hoje a Semosb (Secretaria Municipal de Obras) mantém no bairro um posto para regularizar as moradias que ainda não receberam o título definitivo de propriedade. A ocupação da área foi marcada por lutas pela posse das terras e envolviam moradores. corte e costura.O. já que havia controvérsias sobre a legalidade dos terrenos. Unibanco. José Lindoso. o assentamento cresceu de forma desordenada. causada pela falta de uma política de assentamentos urbanos e de melhorias na infra-estrutura. os moradores dispõem de campos de futebol. também. com o objetivo de abrigar famílias que invadiram áreas da Serra Azul. um posto S. em conjunto com membros da Igreja Católica. Pela avenida Grande Circular passam diariamente milhares de pessoas São José Nascido da luta contra tudo e contra todos O São José Operário foi o segundo bairro a surgir na Zona Leste de Manaus. morador do bairro desde sua fundação. e o prefeito da época. e agências da Caixa Econômica Federal. sob supervisão do poder público. Por estar localizada nas proximidades do Distrito Industrial. os ocupantes do São José sofreram violências tanto por parte de jagunços. 23 e 24 de outubro de 2005 55 O bairro cresceu cercado pela principal via de escoamento e de movimento do comércio local. quanto de policiais. O bairro também apresenta hoje razoável nível da urbanização. a criam o bairro São José Operário. o ginásio do Zezão e a Associação da Grande Família. entre outros. luz e com moradias classificadas como casebres. por ribeirinhos oriundos do interior do Estado e da periferia da cidade. como asfalto. no Parque Dez. levando as autoridades a efetuar tais melhorias. Os moradores cobravam educação. um posto do Prato Cidadão. que apresenta desfiles no carnaval da cidade anualmente. que fez jornal local reclamar que "falar no São José sem falar nestas questões é o mesmo que tapar sol com a peneira". um posto dos Correios. José Fernandes. com os moradores obtendo sua renda basicamente através do comércio ou da indústria local e.

onde a comunidade realizou uma festa de comemoração. O carnaval no bairro. Segundo o Sr. As festas que antes eram tradicionais no bairro entre elas. a paróquia de São Geraldo tendo hoje a frente o padre Alirio Lima. através de venda direta com os proprietários. escola Preciosíssimo Sangue e a igreja católica de São Geraldo. ou melhor. cederam lugar às habitações e com isto parte dos costumes também enfraqueceram. lembra. como é o caso da "Vila do Preciosíssimo" loteada e vendida e a outra parte dos terrenos foram arrendados. A ocupação do trecho se deu de forma ordenada. 75. sábado. além de vinhos e outras bebidas alcoólicas até altas horas. compreendido entre avenida Constantino Nery. o lazer tem uma intensidade à noite. morador do bairro recorda que a diversão se dava de forma mais intimista. liga o São Geraldo ao bairro da Chapada São Geraldo Um passeio de bonde pelo bairro dos Bilhares O atual bairro de São Geraldo conta com algumas décadas de história. motivado pelos desfiles ocorridos na Djalma Batista. São Geraldo. A partir daí. quadras particulares de futebol e um campo para famosas peladas. uma agência dos correios. atualmente a comunidade luta para reativar essas antigas tradições. Os mais contagiantes eram o Bloco Encontro das Águas e o Bloco das Virgens do São Geraldo. evangélicos e umbandistas que se reúnem na travessa São Geraldo. CABARÉ DA VERÔNICA Outro detalhe curioso está relacionado ao trecho que compreende as atuais empresas Gosto . remontam a primeira metade do século 20. domingo e segunda-feira. Heraldo Pimentel. existiam pontes de madeira e a área era um intenso matagal". As transformações durante os últimos 15 anos trouxeram bastante desenvolvimento e vantagens. Cidade dos Carros. na segunda metade do século. O bairro de São Geraldo tem como vias principais as avenidas Constantino Nery e Djalma Batista. Conhecido como o bairro dos Bilhares. salões de beleza. A ponte. servindo como memória para os tempos futuros. praças de alimentação. As igrejas e congregações evangélicas têm forte presença no bairro. a travessa de São Geraldo onde o comércio. passado e modernidade convivem em um mesmo lugar. "A maioria das habitações era de taipa.Gostoso e Millenium Center que na década de 50 era uma antiga pedreira e um balneário conhecido como ponte da Verônica. teve seu momento de glória durante a década de 80 quando se organizava os blocos populares. restaurantes pizzarias. tem seu reflexo neste bairro que divide espaço de tolerância os católicos. bairro dos Bilhares deve sua origem à existência da companhia de transporte "Villa Brandão" ( 1893). O Millenium Center dá o tom da modernidade arquitetônica ao bairro Lugar de gente de fé A religiosidade dos moradores do são Geraldo se notada até pela escolha do nome do bairro. as juninas se perderam com o tempo. Porém em outras localidades como a rua Pico das Águas. Com aproximadamente 8 mil habitantes ( dados IBGE/1993) o bairro divide a moradia entre casas populares e estabelecimentos comerciais como Postos de Gasolina. A vida ritmada pelo bonde. muito devido ao calçamento e crescimento populacional". a modernidade demora a chegar. no caso de Maria Wanderlei que loteou a terra e depois foi indenizada e a Congregação das Irmãs Adoradoras do Sangue da Cristo que ajudaram a dar as feições do bairro. o exemplo é o Bloco do Vinho que depois se transformou em escola do 2º Grupo do desfile das especiais. João Coelho e estrada João Alfredo ( hoje Djalma Batista). Portanto. parte da rua Pará e João Valério. as passagens de nível. escolas públicas e particulares como o Centro de Recreação Infantil e Juvenil. onde era realizado um grande arraial. Os mesmos grandes quintais onde se erguiam as fogueiras. Outras se fazem presentes. Esta caraterística dá a localidade um traçado urbano mais organizado. como a igreja Universal e a Batista que congregam centenas de moradores dos arredores e do próprio bairro. Heraldo relata que tais blocos percorriam as ruas principais. e tantos outros dando uma feição particular a localidade. na avenida Constantino Nery. localizada no bairro de São Jorge (hoje só resta lembranças do antigo reservatório na área atrás da concessionária da Peugeaut ). as ruas Cláudio Mesquita. Segundo depoimento de Benedito dos Santos. com comemorações sendo realizadas por uma semana. onde os homens se fantasiavam de mulher e "pulavam" durante todo o dia. até a mudança para São Geraldo. em forma de desfile interno. 22. 23 e 24 de outubro de 2005 56 A ponte dos Bilhares é uma das testemunhas bem vivas da história do bairro. na localidade conhecida como Bom Futuro". antes de barro e grama. um dos mais antigos moradores. ao menos para uma parcela dos moradores do bairro. no ano de 2004 foi comemorado 100 anos de canonização do santo padroeiro. Algumas instituições públicas fazem parte do bairro como o posto médico da Prefeitura na rua Pico das Águas. os populares passaram a chamar toda a área de ponto dos Bilhares. "Existia um prostíbulo conhecido como Cabaré da Verônica em Flores. as estradas de piçarra.Manaus. A festa do padroeiro do bairro é no dia 16 de Outubro. mantinha jogos e diversão. A Constantino Nery e parte da João Coelho eram conhecidas como estrada da Cachoeira Grande (antiga foz de abastecimento de água para a cidade de Manaus. A mais antiga é a Assembléia de Deus construída em um prédio que antes pertencia a uma rede de supermercados da cidade. nos quintais e ruas. O sincretismo religioso típico de nossa sociedade brasileira. Mário Ypiranga relata em seu livro "Roteiro Histórico de Manaus" que o comércio de bilhares fechou as portas e o prédio ruiu e onde funciona atualmente a empresa Cpiscinas. de uma época efervescente da boemia. Suas origens estão ligadas aos padres Redentorista que atuavam na área e a própria Congregação das Irmãs Adoradoras do sangue de Cristo. a ponte que liga o bairro a Chapada era ponto de encontro de homens que se reuniam para se divertir. na rua Pará. em meados das décadas de 40 e 50. NO CAMINHO DA MODERNIZAÇÃO A proximidade do Centro e dos grandes shoppings que se estabeleceram em Manaus favorecem o grande número de adolescentes locais e estruturas modernizadas dos centros de compras oferecendo salas de cinemas. Porém a tendência católica não está só. a insegurança devido a violência das grandes metrópoles é fonte de preocupação da comunidade. concluída em 1888. hoje já não é aberto à comunidade. . "O campo de Futebol. Benedito relata que ao chegar nesta área em 1950 seu pai era estivador do Porto de Manaus e funcionário da prefeitura comprou um terreno na área e ali ergueu uma casa. a duplicação das avenidas mostra o ritmo acelerado da vida moderna. descreve. sorveterias. o Ciec. proprietária de uma linha de bondes que fazia o percurso do Mercado Publico à Cachoeira Grande (origem do bairro de São Jorge) passando por um antigo estabelecimento de jogos de bilhar cujo proprietário. Heraldo. Com uma forte tendência da comunidade cristã.

aos 98 anos). Famílias em busca de novos horizontes e vindas do interior à procura de emprego. Apelido que até hoje é atirado como insulto à comunidade. Até 1919. Luis e Joana. São Luiz Gonzaga (rua 5 de Setembro).Em 1933. católico fervoroso começou a solicitar a presença de sacerdotes para a celebração do santo sacrifício do altar. escolas particulares: centros educacionais Mônica (rua 5 de Setembro). afastado do Centro da cidade. A catedral participava do evento pedindo donativos emprestados de outras localidades para armarem o altar num barracão onde guardavam ferramentas para derrubada das matas. seja de carro ou a pé São Raimundo Espírito hospitaleiro desde o início da história Em 1849. As mulheres para ajudarem no sustento da casa lavavam "buchos" e revendiam pela cidade. Tem como início de seu perímetro urbano o igarapé homônimo com o Rio Negro. Tereza. a área foi concedida à instituição como seu patrimônio. A princípio construíram suas casas à beira do Rio Negro. o pescador Manuel Salgado. o novo pároco da comunidade.32 hectares. portanto. Na ocasião o bispo Dom Lourenço da Costa Aguiar percebendo a situação dos moradores da antiga Cidade Flutuante decide ceder uma parte do terreno para os refugiados da enchente. A EXPANSÃO COMUNITÁRIA São Raimundo a partir destes acontecimentos iniciava um processo de urbanização com vistas ao crescimento. Foram construídas as primeiras casas pagas com certa quantia mensal denominadas de "foros da igreja".continua os registros da paróquia. ao mesmo tempo que se alimentavam com a caça aos arredores do bairro. o embarcadiço José Olímpio e o ajudante Lucas. domingo e segunda-feira. Aos poucos foi crescendo o número de casas e habitantes. Antônio. Um detalhe curioso deste período constando no registro. A presença da imagem estava tão forte e impregnada na pequena comunidade que logo o cemitério recebeu seu nome. medindo cerca de 40 centímetros. seguindo a margem esquerda até o ponto final da rua São José até a avenida Presidente Dutra. O recado foi tão incisivo que nunca mais apareceu na comunidade o referido político. Uma quadra desportiva no ponto final da linha 101. Após ganhar as eleições não cumpriu sua palavra. De acordo com documentos da paróquia de São Raimundo. o governo do Estado doa ao Seminário São José o terreno que hoje constitui o bairro de São Raimundo. Possui um clube tradicional e que faz referência à equipe desportiva e que representa o bairro. De 1879 a 1880 o padre Amâncio de Miranda deu início ao trabalho espiritual na . Distante de suas casas construíram um depósito de lenha para abastecer os navios que atracavam no porto próximo a rua da Boa Vista. além de serem próprios para pessoas menos civilizados. Na quartafeira todos compareciam à igreja para tomarem às cinzas como sinal de penitência. Naquela época já existia a família de João Caboclo (chefe da família). ocasionando por isso o apelido de "bucheiras".Manaus. o perímetro urbano do bairro São Raimundo foi ampliando surgindo no período da década de 60 a comunidade da Glória com seu ponto inicial na avenida Presidente Dutra Moradores da chamada cidade flutuante deram início a gloriosa história do bairro Reinava por estes tempos a pobreza e a miséria. sábado. Iranduba e Novo Airão. os terrenos tinham o aval da diocese. Tudo começou com a vinda do Estado do Ceará da família de Bernardino de Sena e Cândida Maria Anunciação a procura de trabalho em Manaus e posteriormente a transferência de seus filhos Elizardo. Atualmente o local está funcionando a sacristia da igreja. falecendo em 1938. grande arraial iluminado pelos lampiões de gás. EXTENSÃO DE PERÍMETRO Com a chegada cada vez de interioranos a procura de terras e oportunidades de emprego. Pedro Silvestre (rua Rio Branco). O bairro está ligado com o centro da cidade a menos de 15 minutos pela ponte até o bairro de Aparecida. Martino. Foi grande o esforço do clero e das religiosas com a finalidade de elevar o nível moral e intelectual da comunidade. povo inculto e sem profissão fixa. foi que certa ocasião apareceu na comunidade certo político fazendo campanha à sua candidatura e prometeu água à população. o governo decidiu acabar com as desordens no bairro e estabeleceu uma intendência de polícia e os valentões foram desaparecendo. o Esporte Clube São Raimundo. Joaquim. passando pela 5 de Setembro. Era comum se ver passar os pescadores no final de tarde e o maior entretenimento eram as festas de bailes organizadas nos pequenos clubes. a travessia de balsa a partir do porto de São Raimundo é muito utilizada pela população. Manuel Francisco e Lezarrão que enfrentavam os vigilantes da polícia sem temer nada. Lamarão (avenida Presidente Dutra) e Amazônia (rua 5 de Setembro). O porto da balsa que se interliga com os municípios de Manacapuru. Justamente seus filhos e genros que encontraram atividades no único matadouro da cidade. No mesmo ano. Aproveitando o ensejo. 22. É atendido na área de educação pelas escolas estaduais Marquês de Santa Cruz (rua Virgílio Ramos). administradas e cobradas em nome da diocese a cargo de Belmiro Bernardo da Costa. Os mais temidos eram Chico Preto. Bernardino. Foi nesta ocasião que a pedido de Bernardino que apareceu na comunidade o recém ordenado Raimundo Amâncio de Miranda. Por muitos anos foi utilizado serviço das catraiais. Por ocasião do Carnaval todos caiam na folia deixando o bairro em clima de alegria e festa. Por ocasião de uma grande festejo na comunidade quis o político voltar e recebeu o seguinte aviso: "As mulheres de São Raimundo esperamno a vassouras". o lugar era mal afamado devido os constantes conflitos. Os primeiros moradores sanaram as dívidas com a diocese em 30 anos. Padre Amâncio continuou ainda em Manaus e fundou também a Irmandade do Santíssimo Sacramento em 1890. encontraram na área um lugar seguro e bom pra se morar. Atualmente o bairro de São Raimundo. Quando o padre Raimundo Amâncio deixou de ir à comunidade ficou sob a responsabilidade de Raimundo Limão com a missão de dar prosseguimento às reverências ao santo. ambos funcionando no bairro. As moças e os rapazes já mostravam determinadas mudanças no comportamento. sendo em seguida ordenado monsenhor da igreja católica e faleceu em 27 de novembro de 1901. ou seja. Imagem que Luzia colocava sempre no centro do altar nos dias de festas e celebrações. Em 1877. nesta época com a chegada de Bernardino veio também sua filha de nome Luzia (permaneceu solteira e se dedicava às causas sociais das pessoas carentes. comunidade improvisando um velho barracão que servia de capela. 23 e 24 de outubro de 2005 57 Principal meio de ligação com a outra margem do rio Negro. Luzia se encarregava dos preparativos do grande evento e o local se tornava um. filho do município de Maués. José. Os homens eram tidos como os valentões do lugar sempre com revólveres na cintura e facas à mostra. na Zona Oeste da cidade cresceu no seu limite a uma superfície de 115. Nas datas festivas. o bairro logo em seguida recebe também a mesma denominação. outros no mercado. padre Carlos recuperou a imagem e colocou permanente nas reuniões festivas do curato. trazendo consigo a imagem de São Raimundo Nonato. São No São Raimundo a igreja católica também exerceu forte influência no início do bairro Raimundo.

sob responsabilidade do governo municipal. Atualmente. Nas reuniões. saúde. Comerciantes vivem à espera do grande momento do setor . foi sugerido que a urbanização ocorresse nos moldes da realizada em partes do São José. Ainda em 87. o que indica que avançar para o ensino médio não é uma realidade para todos os moradores do bairro. em meados da década de oitenta. antigo morador do bairro. os moradores tentaram se precaver contra eventuais problemas. visando diagnosticar as condições socioeconômicas do Tancredo Neves. postos médicos e transporte coletivo. 23 e 24 de outubro de 2005 58 Relativamente jovem. Outro dado alarmente sobre as condições dos moradores do Tancredo Neves é que apenas um indivíduo trabalhava em 58% das moradias. A pesquisa também constatou que apenas 59 % dos moradores possuem casas de alvenaria. infra-estrutura básica. sábado. uma delegacia de Polícia. os associados querem mais ação do poder público em questões como educação. esgoto. o então prefeito Manoel Ribeiro esteve no bairro e prometeu um programa mínimo de urbanização. são muitos os problemas do bairro. a Nova Conquista. VIOLÊNCIA É MARCA NEGATIVA Durante a ocupação do bairro. chumbo e alumínio nos lixos do Aleixo. variando muito o horário. de onde veio grande parte dos habitantes do Tancredo Neves. os moradores exigiam infra-estrutura urbana. no ano da pesquisa. a exemplo do que fora feito no São José. como o desemprego. em 1987. Enéas Gonçalves dos Santos. Também são 66 % da população os insatisfeitos com o transporte coletivo e 84% os que não estão contentes com a segurança pública. enquanto os demais habitam casas de madeiras ou mistas. o bairro criado na zona Leste por meio de invasão de terra. como água. e 97 % são beneficiados com energia elétrica. Desde o início da ocupação do bairro. Em 2002. causando um caos urbano no Tancredo Neves. grande parte originários do interior do Estado ou de outros bairros da cidade. em busca de identidade O bairro Tancredo Neves surgiu através da ocupação das áreas localizadas na estrada que ligava o São José Operário à Cidade Nova. e por conta disso reclamavam uma delegacia ou um posto policial. Nas discussões entre moradores e o poder público. transporte. já contava com cerca de dez mil moradores. com loteamento. evitando assim que os moradores tenham de se deslocar até bairro vizinho para atender suas necessidades básicas. hoje avenida Autaz Mirim. Em 72 % dos domicílios pesquisados havia. água encanada e luz. Uma pesquisa realizada pelo Infra-estrutura precária é uma das principais queixas dos moradores Departamento de Geografia da Ufan. localizada na avenida Autaz Mirim. pelo menos. embora esta não chegue com regularidade. oito escolas municipais de ensino fundamental e uma escola estadual localizada na Comunidade de Deus. ainda está longe de experimentar as benesses do progresso e da melhoria da qualidade de vida Tancredo Neves Nome de presidente. o Novo Reino e a Comunidade de Deus. a área do Tancredo Neves é subdividido em diversas comunidades. 22. alvenaria e madeira. um morador trabalhando sem carteira de trabalho assinada. que obrigava os moradores do bairro a tentar sobreviver por meio de atividades como biscates. que se dizem insatisfeitos com os serviços públicos. de ensino médio e fundamental. o São Lucas. Igual aos demais bairros da Zona Leste. como pavimentação das ruas. domingo e segunda-feira. Segundo o presidente da Adicom (Associação para Desenvolvimento Intercomunitário do Bairro Tancredo Neves). em parte a ocupação se dá desta forma. Quanto à escolaridade. no ano de 2004. durante a elaboração do Plano Diretor da Cidade. Além do mais. De acordo com Gaspar Onofre da Silva. escolas. o bairro possui o posto de saúde Leonor Brilhante. apesar da má qualidade do asfalto. não freqüentam a escola. 76% deles. o que de fato se realiza. 53% dos jovens dos 15 aos 17 anos. 86% das moradias são servidas por água encanada. como a violência.Manaus. pelo menos um adulto desempregado. mas novas ondas de invasões ocupam outras áreas de forma desordenada. o Tancredo Neves foi ocupado através de invasões e. constatou que 92% das ruas são pavimentadas. em 76% dos domicílios havia. antiga Grande Circular. Mas nesta época outros problemas já eram evidentes. urbanização e depois as ocupações dos lotes. que não tardaria a aparecer. segurança. como o conjunto Nova Floresta. luz. ou catando ferro.

Um lugar onde as diferenças são a tônica. Na maioria dos casos a demora chega de uma a duas horas de espera. Com uma rotatividade de quatro anos no máximo. a Marinha do Brasil necessitava cada vez mais fortalecer as fronteiras. Queixa mesmo só quanto ao transporte coletivo Vila Buriti O cisne branco mora em meio aos buritizais Na década de 70. como na Amazônia. A proposta inicial seria a de um espaço ecumênico. Os moradores se dividem em quatro blocos de moradias. onde a presença de grande quantidade de Buritizeiros levou a escolha do nome do lugar. onde são oferecidos programação todos os sábados. Seu conjunto habitacional está distribuído em quatro etapas e comporta 428 imóveis. com oito navios ancorados no seu próprio cais. Na realidade não se trata especificamente de um bairro. Para o fuzileiro naval Marcelo da Fonseca Mendes. mas uma área militar restrita. Apesar de a Seduc (Secretaria de Educação e Cultura) manter uma parceira com a escola da vila. para implantação de qualquer serviço é necessário licitação. . principalmente para as mulheres dos militares e as crianças e jovens que estudam em colégios no centro de Manaus. cariocas. Atualmente o capelão da igreja é de formação cristã e desenvolve atividades preocupadas em estimular cada vez mais a participação do público nos cultos cristãos independente do credo religioso. além da qualidade do transporte ser precária. responsável pelo lazer dos habitantes da vila. a vila foi especialmente criada para abrigar os que vêm servir em Manaus. entre as mais importantes. classificada como deficitária. um departamento naval que trata de assuntos administrativos e a Estação Naval do Rio Negro inaugurada em 1978. Construída em um terreno da União. onde em sua maioria estão ocupados. Dia das Crianças. A atividade religiosa da pequena comunidade está centralizada na capela naval Nossa Senhora dos Navegantes. a região era uma paisagem composta por um aglomerado agrícola. o que acarreta diversos transtornos. Antes da chegada dos militares. os habitantes da Vila Buriti procuram manter uma convivência pacífica e discreta e apontam Manaus como uma cidade tranqüila para se viver. portanto. o único do conjunto. como a Vila Felicidade e Mauazinho. o Comando de Flotilha do Amazonas. moradora da vila há três. por exemplo. que se encontra inserida no Distrito Industrial. Surge. resume o dilema. domingo e segunda-feira. sargentos e suboficiais pudessem trabalhar e morar. em Manaus há cinco anos. com 428 unidades Cercado por bairros carentes. Outra atividade realizada na sede são as festas comemorativas como o Dia das Mães. A principal reivindicação dos moradores da vila é quanto ao transporte. e para isto. A carioca Rosângela Almeida. através da política de assistência à população ribeirinha. que afastada do centro encontram alternativas em entretenimento na sua quadra esportiva. nordestinos que misturam várias culturas e costumes. Por conta dessa exigência.Manaus. na piscina ou no salão de festas. a maior reivindicação dos moradores. 22. o mercado Arco. os moradores contam com vários serviços oferecidos. a Vila Buriti abriga uma comunidade com moradores vindos dos mais diferentes Estados do país. Mesmo com uma vizinhança carente e com deficiências no setor da segurança pública. paraense. onde todas as tendências religiosas pudessem se congregar. A vida ordeira de seus habitantes só é quebrada pelo barulho constante dos helicópteros militares que saem do helioporto. cabos. mas que ao mesmo tempo. Outra reivindicação dos moradores é quanto à qualidade de ensino na escola da vila. Outro motivo apresentado pelo comandante foi a necessidade do Estado brasileiro se fazer presente nas áreas mais afastadas dos núcleos urbanos. novos postos militares foram implementados em áreas estratégicas. aponta que muitas crianças estudam em colégios particulares. O comandante Marcos Antônio Rios explica que este foi um dos motivos que levaram a Marinha a construir um complexo militar próximo ao porto do Ceasa. mas acrescenta que o ponto positivo de ser moradora da vila é a proximidade do serviço do marido. as moradoras têm dificuldades em comprar produtos de necessidade básica. a Vila Buriti se destaca pela estrutura e organização de suas ruas e instituições. fazem deste item. porém as que estudam em escolas públicas sofrem com a qualidade da educação. Portanto. Uma feira ou um centro de conveniência é algo desejado pela comunidade. um ambulatório naval e a sede de lazer "Casa Abrigo do Marinheiro Cisne Branco". A necessidade de defesa se reverteu também para adquirir um local onde os marinheiros. 23 e 24 de outubro de 2005 59 Reduto tradicional de oficiais e praças da Marinha do Brasil. a sede desenvolve diversas atividades esportivas. sábado. Maria de Nazaré Palhano da Silva. conta com uma esquadra de helioporto. Por ser uma área militar. Aliás. São paulistas. A sede resume a vida social destas famílias. Diversas atividades de lazer e esportivas são feitas no clube dos marinheiros Natal entre outras. também se converge em área de troca de experiências e relatos de viagens. essa precariedade. onde as operações de assistência hospitalar atendem a 17 anos diversas comunidades no Amazonas. tendo que se deslocar para fora da vila. a Vila Buriti. Divivido entre seu próprio núcleo habitacional e a área militar. a natação e uma academia de ginástica. há 2 anos em Manaus. A única linha de ônibus que atende a comunidade é a 613.

A única linha de ônibus que atende a comunidade é a 613. onde a presença de grande quantidade de Buritizeiros levou a escolha do nome do lugar. fazem deste item. sábado. onde são oferecidos programação todos os sábados. a sede desenvolve diversas atividades esportivas. A atividade religiosa da pequena comunidade está centralizada na capela naval Nossa Senhora dos Navegantes. principalmente para as mulheres dos militares e as crianças e jovens que estudam em colégios no centro de Manaus. . há 2 anos em Manaus. cariocas. os moradores contam com vários serviços oferecidos. além da qualidade do transporte ser precária. resume o dilema. A vida ordeira de seus habitantes só é quebrada pelo barulho constante dos helicópteros militares que saem do helioporto. Seu conjunto habitacional está distribuído em quatro etapas e comporta 428 imóveis. 22. um ambulatório naval e a sede de lazer "Casa Abrigo do Marinheiro Cisne Branco". entre as mais importantes. que afastada do centro encontram alternativas em entretenimento na sua quadra esportiva. a região era uma paisagem composta por um aglomerado agrícola. Para o fuzileiro naval Marcelo da Fonseca Mendes. Um lugar onde as diferenças são a tônica. mas uma área militar restrita. a natação e uma academia de ginástica. por exemplo. essa precariedade. onde as operações de assistência hospitalar atendem a 17 anos diversas comunidades no Amazonas. Na maioria dos casos a demora chega de uma a duas horas de espera. Maria de Nazaré Palhano da Silva. Mesmo com uma vizinhança carente e com deficiências no setor da segurança pública. Na realidade não se trata especificamente de um bairro. Divivido entre seu próprio núcleo habitacional e a área militar. Diversas atividades de lazer e esportivas são feitas no clube dos marinheiros Natal entre outras. Surge. moradora da vila há três. conta com uma esquadra de helioporto. o Comando de Flotilha do Amazonas. domingo e segunda-feira. Com uma rotatividade de quatro anos no máximo. Portanto. como na Amazônia. cabos. Antes da chegada dos militares. na piscina ou no salão de festas. e para isto. a Vila Buriti se destaca pela estrutura e organização de suas ruas e instituições. Queixa mesmo só quanto ao transporte coletivo Vila Buriti O cisne branco mora em meio aos buritizais Na década de 70. Apesar de a Seduc (Secretaria de Educação e Cultura) manter uma parceira com a escola da vila. um departamento naval que trata de assuntos administrativos e a Estação Naval do Rio Negro inaugurada em 1978. Outra atividade realizada na sede são as festas comemorativas como o Dia das Mães. São paulistas. Outra reivindicação dos moradores é quanto à qualidade de ensino na escola da vila. tendo que se deslocar para fora da vila.Manaus. responsável pelo lazer dos habitantes da vila. aponta que muitas crianças estudam em colégios particulares. A principal reivindicação dos moradores da vila é quanto ao transporte. Os moradores se dividem em quatro blocos de moradias. paraense. Por ser uma área militar. A necessidade de defesa se reverteu também para adquirir um local onde os marinheiros. sargentos e suboficiais pudessem trabalhar e morar. Construída em um terreno da União. novos postos militares foram implementados em áreas estratégicas. como a Vila Felicidade e Mauazinho. onde todas as tendências religiosas pudessem se congregar. nordestinos que misturam várias culturas e costumes. mas que ao mesmo tempo. em Manaus há cinco anos. que se encontra inserida no Distrito Industrial. O comandante Marcos Antônio Rios explica que este foi um dos motivos que levaram a Marinha a construir um complexo militar próximo ao porto do Ceasa. 23 e 24 de outubro de 2005 60 Reduto tradicional de oficiais e praças da Marinha do Brasil. através da política de assistência à população ribeirinha. o que acarreta diversos transtornos. para implantação de qualquer serviço é necessário licitação. a maior reivindicação dos moradores. Por conta dessa exigência. o único do conjunto. portanto. Atualmente o capelão da igreja é de formação cristã e desenvolve atividades preocupadas em estimular cada vez mais a participação do público nos cultos cristãos independente do credo religioso. porém as que estudam em escolas públicas sofrem com a qualidade da educação. Outro motivo apresentado pelo comandante foi a necessidade do Estado brasileiro se fazer presente nas áreas mais afastadas dos núcleos urbanos. também se converge em área de troca de experiências e relatos de viagens. com oito navios ancorados no seu próprio cais. os habitantes da Vila Buriti procuram manter uma convivência pacífica e discreta e apontam Manaus como uma cidade tranqüila para se viver. Uma feira ou um centro de conveniência é algo desejado pela comunidade. com 428 unidades Cercado por bairros carentes. a vila foi especialmente criada para abrigar os que vêm servir em Manaus. A carioca Rosângela Almeida. Aliás. a Vila Buriti abriga uma comunidade com moradores vindos dos mais diferentes Estados do país. a Marinha do Brasil necessitava cada vez mais fortalecer as fronteiras. mas acrescenta que o ponto positivo de ser moradora da vila é a proximidade do serviço do marido. A sede resume a vida social destas famílias. classificada como deficitária. A proposta inicial seria a de um espaço ecumênico. a Vila Buriti. as moradoras têm dificuldades em comprar produtos de necessidade básica. o mercado Arco. onde em sua maioria estão ocupados. Dia das Crianças.