Universidade de Montpelier 2 IAE 3309.T.

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Um modelo de Elaboração de uma Dissertação.
- Documento para uso dos estudantes do Mestrado em Ciências da Gestão Certamente todos os candidatos possuem ou acreditam possuir a experiência da dissertação. Mas a quantificação da observação dos resultados obtidos, frequentemente medíocres para não dizer mais, mostram a insuficiência ou a inadaptação desta prática. A fraqueza das notas não resulta, com efeito, nem duma severidade de princípios, nem duma mais elevada oferta das dificuldades, mas antes de uma incompreensão ou , em muitos casos, de uma desadequação das regras elementares de escrita. Estas lacunas aparecem imediatamente no aspecto formal: estilo, ortografia e apresentação... Elas traduzem um tipo de controlo insuficiente dos tempos verbais bem como do método da composição da escrita.

As Dissertações são: Escritas num estilo correcto, que é o mesmo que dizer simples e directo: o Sem pedantismo, abstracções inúteis e proposições alusivas o Sem desenvolvimentos complicados, inutilmente longos e redundantes... Isentas de erros ortográficos o A presença destes erros é sancionável, no limite pela nota zero o A revisão dos textos é sempre indispensável Correctamente escritos e apresentados o Escrita legível, leve, com parágrafos separados o Títulos e sub títulos dos assuntos sublinhados o Notas importantes e referencias eventuais igualmente sublinhadas Com um volume razoável o Não existe sobre este ponto nenhuma regra de principio: cada um escreve aquilo que julga adequado escrever o Mas deve-se evitar a todo o custo o alongamento da escrita, devendo ser conciso , objectivo... (em algumas alturas não podemos apresentar o que é pedido com ideias simples)

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Geralmente o principio do trabalho é faze-lo de forma a que, a qualquer momento, a leitura e a compreensão não sejam um entrave devido a lacunas na forma da escrita.

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Tradução elaborada por: Cecília Oliveira, Helena Carinhas, Nuno Guerra e Paulo Correia Alunos do Curso de Mestrado em Gestão de Empresas Universidade de Évora (2001/2002)

Basta aqui indicar as exigências principais do júri a este respeito. Salvo talentos particulares.Abster-se de todo o recurso a qualquer documentação (seleccionar a documentação) . em qualquer situação. todos os progressos sobre estes domínios passam pela repetição que permite. A realização de 6 a 8 trabalhos nestas condições durante um ano de preparação constitui para a maioria dos candidatos um mínimo necessário. “aprendendo a escrever”. não deve causar problemas para os mestrandos. Por tudo isto. evitam avançar para graves erros: a forma constitui. 2 Tradução elaborada por: Cecília Oliveira.Recusar-se. “fazer os seus jogos”. realizar um “produto” que seja objecto de apreciação e duma avaliação em grupo.01 A gestão do formulário. Uma ajuda ao progresso da outra e reciprocamente. a produzir uma cópia completa.Respeitar escrupulosamente a duração imposta sem pausas nem interrupções . nomeadamente. Os candidatos que dedicam um esforço permanente sobre estes diferentes pontos. no que concerne aos imperativos ligados à sua duração. só uma solução eficaz pode ser completada por uma aliança de interesses e ser praticada sem equívocos. Depois disto é possível. logo da comunicação. Nuno Guerra e Paulo Correia Alunos do Curso de Mestrado em Gestão de Empresas Universidade de Évora (2001/2002) . é preciso repetir para ter a clara percepção da definição espacial . com efeito. O trabalho da dissertação deve ser repetido A escrita da dissertação assenta sobre assuntos da tese e dentro das condições rigorosamente identificadas da sua composição oficial. Mas o trabalho redacção propriamente dito deve ser absolutamente individual. Isto significa: . mas necessidade imperativa de constante preparação. o sinal e a condição da expressão.e temporal – duração limitada – inerente à própria natureza de construção da tese. de um fundo de qualidade. que pode justificar o sacrifício parcial do trabalho de documentação: da sua realização depende um efeito.T. redigindo e satisfazendo os preâmbulos de forma previamente enunciada Esta é a única maneira de integrar correctamente o espirito das dificuldades e contrariedades práticas do improviso propriamente dito. Helena Carinhas. E será assim no futuro em todos os domínios científicos e técnicos. Existe uma severa.Universidade de Montpelier 2 IAE 3309.conteúdo . absolutamente. apesar de tudo.

01 Por isso mesmo.Universidade de Montpelier 2 IAE 3309. evidentemente essencial do ponto de vista tanto do candidato como do júri. que seja susceptível de captar a atenção dos avaliadores Passar a escrito estas finalidades detendo-se de maneira reflectida em todos os princípios das acções seguintes: Uma finalização do que se propõe de forma clara e precisa. à maneira académica e rituais certamente polémicos para uns. A definição destas regras coloca justamente a questão da existência de um modelo de concepção do trabalho. a repetição do trabalho da dissertação conduz à descoberta e à assimilação das regras de construção. os conhecimentos teóricos anteriormente adquiridos Mostrar ao mesmo tempo compreensão e mestria da disciplina em geral e do assunto em particular Apresentar sobre as suas bases uma demonstração pertinente. de certo modo indispensáveis à formação avançada retorquirão os outros. e dum ponto de vista mais metodológico. 3 Tradução elaborada por: Cecília Oliveira.T. Nuno Guerra e Paulo Correia Alunos do Curso de Mestrado em Gestão de Empresas Universidade de Évora (2001/2002) . Helena Carinhas. essencial relativamente ao assunto e. questão esta. respostas e conclusões reflexivas e bem demonstrado por exemplos pertinentes Velhos princípios bem conhecidos. Para discutir esta problemática e o sentido das respostas que podem ser postas e levantadas é importante relembrar antes de mais as verdadeiras finalidades da dissertação: As finalidades da dissertação Estas finalidades comportam os termos essenciais seguintes: Integrar e valorizar correctamente. senão completamente. indispensáveis à apresentação séria de todo o trabalho cientifico e. sem a qual o trabalho não pode ser compreendido nem presa a atenção Uma demonstração progressiva e rigorosa organizada à volta de um plano justificado e preciso. desenvolvido e explicado numa introdução completa e coerente. sem as quais. nem conduzir uma demonstração convincente. não podemos colocar um problema correctamente. Bases fundamentais e de alto nível. verdadeiro fio condutor do trabalho e da leitura A condução de um debate vivo e concreto sustentado em consequência de perguntas.

Desde logo. Isto supõe termos compreendido. em todo o caso percebidas como tal pelo leitor e portanto fortemente justificáveis. Ele remete-nos a duas questões logicamente ordenadas: II. pelo menos num quadro preciso de reflexão. A experiência demonstra que esta avaliação só raramente é inflectida pela sequência dos acontecimentos. O parecer do júri relaciona-se por outro lado constantemente sobre o que inicialmente se considerou essencial. os fundamentos e portanto o interesse do próprio sujeito. e mesmo incoerentes. 4 Tradução elaborada por: Cecília Oliveira. Assim. mesmo fora do assunto.1. Um desenvolvimento progressivo e demonstrativo (II. Ela permite também mobilizar as referências pertinentes. entendimento acerca do conteúdo proposto.Universidade de Montpelier 2 IAE 3309. mas de uma forma evidentemente mais associada. nem a posteriori.T. na sequência do desenvolvimento. UMA INTRODUÇÃO PROBLEMÁTICA E INTERROGATIVA Ninguém ignora que a introdução atrai ou não a atenção do leitor e por isso.1). Helena Carinhas. O risco de fracasso encontra-se neste caso acrescido. a comunicação não pode ser estabelecida entre redactor e examinadores. Por defeito.2. tanto teóricas e metodológicas como concretas. Elas impõe as escolhas metodológicas e teóricas cientificamente pertinentes e rigorosas. a sua avaliação positiva ou negativa.01 É certo que o debate relativo a um eventual modelo de dissertação se encontra assim posicionado. Clareza e coerência permitem por si só evitá-lo. permitindo evitar dispersão e confusão. logo o de sabermos fazer compreender. que na sua ausência. Não surge entre eles nem compreensão. Eles advertem ainda. nenhuma definição encontrará o seu verdadeiro sentido e justificação. frequentemente. Uma introdução problemática e interrogativa II. Nuno Guerra e Paulo Correia Alunos do Curso de Mestrado em Gestão de Empresas Universidade de Évora (2001/2002) . a introdução precisa os termos e os limites do problema e da demonstração. ela termina na definição. a formulação de eventuais questões poderão parecer artificiais. Menos prosaicamente. senão num modelo.

Helena Carinhas.01 5 Tradução elaborada por: Cecília Oliveira. Nuno Guerra e Paulo Correia Alunos do Curso de Mestrado em Gestão de Empresas Universidade de Évora (2001/2002) .Universidade de Montpelier 2 IAE 3309.T.

Logicamente. concebida como sendo uma base para a definição do problema. os sujeitos referem-se em primeiro lugar ao concreto.. A definição dos termos e das questões essenciais associadas ao sujeito. Helena Carinhas. do ponto de vista da organização e da gestão das empresas ou administrações e outras colectividades económicas...Universidade de Montpelier 2 IAE 3309... pelo menos. Exemplo (caricatural): Sujeito: A informática influencia a gestão das empresas? Dificuldade: Qual é a empresa que não está preocupada com a evolução da microinformática. e mesmo à actualidade.O interesse do sujeito. Para o demonstrar.. A . A dificuldade do trabalho poderá de resto consistir num tal exemplo ou... Questões (Exemplo): Que meios colocam no seu lugar tal PMI confrontada com a concorrência internacional? Porquê? Com que brevidade.T. base para a definição do problema. Como já foi sublinhado anteriormente. estes são consequentemente os métodos mais gerais de reflexão que se encontram naturalmente invocados: Quais serão as investigações que permitirão conhecer melhor as práticas? De que forma poderemos contribuir para a sua evolução? Sua adaptação?. eles baseiam-se em exemplos precisos de questões colocadas aos responsáveis. 6 Tradução elaborada por: Cecília Oliveira. Neste sentido. na evocação de uma questão ou duma citação sobre a actualidade. Nuno Guerra e Paulo Correia Alunos do Curso de Mestrado em Gestão de Empresas Universidade de Évora (2001/2002) . a evocação dos exemplos e questões práticas levantam por sua vez problemas relativamente aos métodos de gestão: Farão estes métodos parte do domínio considerado? Qual será a sua natureza? Seu alcance concreto. mesmo que seja jornalística.01 Duas frases essenciais organizarão por conseguinte a introdução: A demonstração do interesse do sujeito. eles apresentam forçosamente um interesse e um alcance prático.? Por outro lado.

) . assim. É o momento de remetermos para a literatura. os limites da reflexão. ele deve em todo o caso logicamente e logo possível. de posicionar. faltaria a verdadeira mobilização dos conhecimentos iniciais. Nuno Guerra e Paulo Correia Alunos do Curso de Mestrado em Gestão de Empresas Universidade de Évora (2001/2002) . seguindo-se o interesse metodológico e por fim o interesse teórico.. até mesmo inútil..): Existirão métodos preconizadores de uma evolução coerente na informática? Dispomos de métodos de investigação que permitam a avaliação da importância destes modos de evolução?. Da vivência ao interesse prático. todavia. aquelas que são as qualidades et conhecimentos do redactor.etc.. neste plano teórico. todavia inserir no catálogo de citações de nomes de autores e..T. Exemplo (Cont): O sujeito coloca a questão fundamental das relações informática-organização ( GALBRAITH. escolher as definições e as questões a partir das quais será construído o trabalho. esta evocação do interesse metodológico do sujeito conduz necessariamente à demonstração de que representa um interesse teórico: nenhum bom método poderá ser concebido sem que haja uma referência clara a uma base teórica sólida. É então sobre este plano . Sem ela [a volta]. 7 Tradução elaborada por: Cecília Oliveira.. MINTZBERG.. A volta pode parecer longa.Universidade de Montpelier 2 IAE 3309.. REIX.. sem. da matriz desta questão teórica depende os aspectos metodológicos e práticos. Ou. Enfim. Todo o desenvolvimento se encontrará desde logo marcado de aproximação.01 Exemplo ( Cont. Helena Carinhas. a reflexão relativa interesse assume um cunho muito imperativo: o bom senso pode por vezes fazer milagres! Dito isto.. as reflexões inicialmente aprofundadas e uma formulação clara da ou das questões de que o leitor tanto espera. por outro lado o sujeito ainda é pouco conhecido. A posteriori.

se não mesmo perigoso. Apresentado sem base lógica de selecção ou de reagrupamento. o plano anunciado não tem praticamente nada a ver com eventuais definições propostas. incoerente. Aparece assim como complemento injustificado. Nuno Guerra e Paulo Correia Alunos do Curso de Mestrado em Gestão de Empresas Universidade de Évora (2001/2002) . B1..Universidade de Montpelier 2 IAE 3309. inútil. tal lista não permitirá em caso algum o surgimento de questões pertinentes.01 B) Definições para uma formulação clara das questões colocadas pelo assunto Parece compreendido que é inadequado. a experiência mostra. a ter um carácter enumerativo. basta seguir o seguinte caminho: (com referencia eventual aos autores A1. “recair” rapidamente na velha recomendação: “Definam os termos do assunto”. do seguinte tipo: Primeiro termo: Definição A1 Definição A2 Definição A3 Segundo termo: Definição A2 Definição B2 Etc. É pela simplicidade e a coerência lógica do raciocínio que este tipo de risco pode ser evitado. Abordado sem precaução. Helena Carinhas. Aliás. o trabalho arrisca-se. sem orientação prévia. Para isso. C1) 8 Tradução elaborada por: Cecília Oliveira. que neste tipo de situação. de facto..T.

é o que faz surgir a problemática das definições propriamente ditas. 9 Tradução elaborada por: Cecília Oliveira. Se estas últimas fossem intangíveis. expô-los. O estudo do interessa do assunto mostra quais os problemas principais a que se refere (aos planos técnicos. em todo o caso. não como os apresentamos. não a propósito dos modos definidos. Neste passo. aos efeitos dos seus mecanismos de formalização e de estruturação. 2.T. etc. não existiria algum problema. Mas por hipótese (fundado no interesse do assunto) é o seu aspecto organizacional que é privilegiado. Coloca questões relativas à forma. Da leitura destas definições resultam as questões hipoteticamente consideradas como essenciais. Mas esta definição é problemática.. que o definirá em consequência como.. (Estas questões significam um ponto de partida que será sempre aceite tanto que a sua justificação seja claramente perceptível).. pois o mais dificilmente dominável. 3. Nuno Guerra e Paulo Correia Alunos do Curso de Mestrado em Gestão de Empresas Universidade de Évora (2001/2002) . Estes domínios são significativos no assunto. mas como objectos de reflexão.Universidade de Montpelier 2 IAE 3309.. hipoteticamente favorável à performance da organização.. Exemplo (Cont. pelos termos ou grupos de termos seguintes. geralmente o ponto mais mal compreendido. estruturação – dos modos de gestão.01 1.. aos limites. Importa assim. indiscutíveis. económicas. É assim definida como um factor de modificação – formalização. 2. metodológicas. 3. A informática pode estar compreendida nas bases técnicas. Helena Carinhas. metodológicos e práticos).): 1..

formulas vivamente recomendadas com vista a facilitar a leitura: “Definiremos assim um determinado termo da forma seguinte:.. Mas a redacção não intervém em último recurso (reservar para isso e para uma nova leitura. Contudo...T. um terço da leitura.. é possível inflectir os termos introdutórios em relação ao desenvolvimento e conclusões que. duas regras práticas complementares de redacção evitam erros. graças ao qual podemos obter um certo nível de conhecimento. perdas de tempo. Assim. A regra da última Redacção: As bases da introdução são devidamente esboçadas desde o início do ensaio. A regra dos Terços: A introdução ocupa logicamente cerca de um terço do tempo. um terço do volume.” “O estudo destas questões justifica assim a adopção do seguinte plano..” “Como resultado temos as seguintes questões:. Nuno Guerra e Paulo Correia Alunos do Curso de Mestrado em Gestão de Empresas Universidade de Évora (2001/2002) .Universidade de Montpelier 2 IAE 3309. Claridade e simplicidade.01 Isto significa que a exploração inicial do domínio pode guardar um caminho pouco compilatório.” Estes são exemplos de formulas que constrangem a precisão e facilitam bastante a leitura.. cerca de uma hora). se estima poder sustentar. Em geral. cada um adaptará esta iniciativa introdutiva ao seu saber e à sua personalidade. convém. indicar e justificar as escolhas feitas. 10 Tradução elaborada por: Cecília Oliveira. finalmente. Helena Carinhas. todavia. de seguida. ou mesmo tarefas inacabadas ou que terminam em catástrofe. Naturalmente.

Será de seguida. o objectivo tornar-se-á ilógico e incoerente. Sem elas. o Plano traduzirá uma progressão rigorosa do pensamento e consequentemente da demonstração. Distingue-se assim os caracteres essenciais. num senso constante de demonstração. o objectivo não pode. . Estas reflectem-se sem ambiguidade. Deste modo. UM DESENVOLVIMENTO PROGRESSIVO E DEMONSTRATIVO É precisamente à volta da demonstração destas conclusões. que o objectivo se deve orientar em permanência. graças à introdução.Universidade de Montpelier 2 IAE 3309. Logo. A – O Plano como fio condutor. Nuno Guerra e Paulo Correia Alunos do Curso de Mestrado em Gestão de Empresas Universidade de Évora (2001/2002) .O Plano é claro e coerente É coerente com os termos da introdução como foi já indicado. de facto. feitos de coerência. ele mesmo. Assim.T. 2. a Demonstração O Plano resulta das questões identificadas como pertinentes. Isto implica formular e defender ideias claras e coerentes. é mesmo recomendado de se exprimir em uma frase única. interessantes. é também coerente na criação de pontos e subpontos. resultante do conjunto do objectivo. perfeitamente respeitado até ao fim. 11 Tradução elaborada por: Cecília Oliveira. rigor e reflexão interrogativa. Helena Carinhas. Este reflecte.01 II. É por consequência claramente anunciavel e anunciado ao fim da introdução. Definem desde o início um verdadeiro fio condutor. apenas (A) um plano de demonstração claro e coerente poderá captar a atenção dos correctores e permitir a compreensão (B) do desenvolvimento que deve orientar-se. dadas em definição na introdução. assim. caso contrario. directamente as suas questões. organizar-se e ser assim compreensível e comunicável. Por vezes.

. ser usado com moderação. “ ou “O princípio X .. Frequentemente..” “Que alcance para o princípio X .?” o A escolha de um modo interrogativo faz.. ficar subjacente.. definidos na introdução do ponto ou subponto a que diz respeito. Apesar de tudo. em contrapartida e sem excessos.. 12 Tradução elaborada por: Cecília Oliveira.. que deixem crer que o desenvolvimento não é dominado – e o uso exclusivo de termos previamente definidos.. o Para exprimir o carácter hipotético das conclusões.. tais como: “Fazer determinada acção ...” “Aplicar determinado princípio . jamais normativo: o A demonstração diz respeito.T. o De um ponto de vista mais geral. Elas não podem. tomar a forma de uma enumeração de prescrições perentórias.. interpretada como um sinal de um desconhecimento deste princípio e é julgada em consequência. Isto implica a brevidade – nada de títulos muitos complicados. a medida de certa relatividade...” “Um princípio de organização adaptado a certas situações . o Plano é claramente explicado. objecto de apreciações controversas. no entanto. portanto. toda a demonstração vê.....” ou “uma acção indispensável .. Helena Carinhas.. com efeito. convém. aparentemente definitivas.... condição de performance .01 Por fim. uma vez que eles próprios conhecem a relatividade de todas as normas de gestão. com efeito. portanto... o Certos contornos dão..Universidade de Montpelier 2 IAE 3309.” ou “Determinada organização na base do sucesso ... portanto.” “Por em prática determinada organização .. Nuno Guerra e Paulo Correia Alunos do Curso de Mestrado em Gestão de Empresas Universidade de Évora (2001/2002) . ou em todo o caso. Por exemplo: “Conteúdo e limites de determinada acção .. Toda a afirmação excessivamente normativa fica.” o A adopção do imperativo não vale como efeito demonstrativo.. nomeadamente.. o alcance limitado pelo princípio da contingência organizacional. evitar as formulações de títulos. - O plano é interrogativo. não faz mais do que indispor quem corrige.. desde logo.. às questões anteriormente colocadas.. Convém. na introdução. constantemente. do nosso ponto de vista deve.

a lógica geral da contingência comanda a ida desde a vida real à teoria da abstração: um não vai sem o outro. dita como o resultado lógico do trabalho e da maturação: é evidentemente impossível de encontrar um plano. mostrar que domina estes dois aspectos. algumas precauções práticas permitem economizar tempo e sangue frio. o Do ponto de vista da prática da redacção é. a sua adopção não é imperativa. Assim sendo. a capacidade de construção do plano constitui um sinal essencial de compreensão e de integração do espírito de ensaios. o As considerações gerais permitem. enriquecer e relativizar o raciocínio inicial. Helena Carinhas. Isto garante confiança e permite. logo uma demonstração. por outras palavras. ser desenvolvido. cada parte e sub-parte que trás um suplemento de elementos e de referências. convém. desde que justifiquemos uma solução diferente. 13 Tradução elaborada por: Cecília Oliveira. Elas enriquecem.. frequentemente. o Em todo o caso. Ela aparece. assim. assegurando a coerência e a progressão. o pensamento pode.01 - O plano é progressivo na sua estrutura o Em matéria de análise das organizações.Universidade de Montpelier 2 IAE 3309. num domínio que ignoramos . estes planos impõem-se por eles próprios. por outro lado. de encontrar neste percurso. mais simples de levar a cabo o debate para exemplos precisos ou para aspectos particulares bem definidos. na maioria dos casos. Desde exemplos até uma interpreação abstrata Desde problemas estrututrais a problemas não estruturais Desde esquemas racionais a processos irracionais o Isto sugere “naturalmente” planos em duas partes. para o candidato. Desta forma. em seguida. A experiência mostra que. Não nos esqueceremos de notar que é à mesma lógica de interpretação para a qual somos remetidos. um fio condutor preciso. por outro lado.. Nuno Guerra e Paulo Correia Alunos do Curso de Mestrado em Gestão de Empresas Universidade de Évora (2001/2002) . logo que a regra introdutiva das partes é respeitada. Neste sentido. De qualquer forma. com frequência. o debate.T.

Enfim. È o modo evidente de adaptar conteúdos anunciados e conteúdos reais: nada é pior que um desenvolvimento fora do assunto em relação ao título. no corpo do texto.01 A formulação definitiva dos títulos só é inscrita no fim do trabalho (na releitura). Relembraremos aqui. não deixando. sub-parte em sub-parte. simples. sem esforço excessivo. constantemente. logo.T. Convém por outro lado que. portanto. . - O princípio da coerência formal o O leitor deve poder. separados e sublinhados. a saber. O plano é. Os títulos são anunciados.. tem como evidência uma imposição. ligar-se de novo. o plano. como exprimir. suporte da demonstração Pretender indicar a cada um como escrever. sempre claramente explicitado em partes e sub-partes. não põe em causa a necessidade de parar o mais rapidamente possível a concepção do conjunto do pressuposto. o A clareza das formulações: frases curtas. Mas a possibilidade de trazer. duma pertinência indiscutível relativamente ao título. se a necessidade o fizer sentir. Helena Carinhas. simplesmente. Nuno Guerra e Paulo Correia Alunos do Curso de Mestrado em Gestão de Empresas Universidade de Évora (2001/2002) . os princípios essenciais de concepção do trabalho. adaptações de forma. a impressão de estar fora do assunto 14 Tradução elaborada por: Cecília Oliveira. no “fio condutor” do trabalho. no trabalho de redacção. coerência e rigor.Universidade de Montpelier 2 IAE 3309. jamais. cada um dê livre curso à sua personalidade. assim.. em permanência. fora do qual nenhum desenvolvimento pode ser correctamente empreendido. Fora do plano deve para isso guiar-se pelo mesmo o Os encadeamentos conclusão-transição-introdução que conduzem de forma logica de parte em parte. a redacção é modular – mudamos de folha simultaneamente à mudança de sub-parte ! – de maneira a poder rapidamente restruturar o trabalho sem “cortar-ecolar” nem “recopiar”. B – O desenvolvimento.

de exemplos bem escolhidos. apoia-se sobre exemplos originais e concretos. muito breve. nomeadamente. naturalmente. a referência aos limites das ideias avançadas. então. evidentemente indispensável. Como utilizar os exemplos? Em princípio. deverão ser originais e contribuir sobretudo para corroborar e acelerar a demonstração.. Como introduzir referências? No corpo da demonstração. Deve ser. como um elemento de análise de um problema geral: a progressão do plano torna-se. importa trabalhar de acordo com uma lógica recursiva. praticamente: o Por em prática uma introdução em cada parte. Helena Carinhas. cada subdivisão. constituem a justificação e a energia da progressão Desde logo. o Paralelamente. que sustém e imponha a progressão do plano. forçosamente. a apresentação de cada ideia. Esta lógica significa.. logo. em matéria de redacção da dissertação: Que volume para as subdivisões? Não existem regras.01 - Para obter esta coerência formal. sub-parte. encontramos. também. Nuno Guerra e Paulo Correia Alunos do Curso de Mestrado em Gestão de Empresas Universidade de Évora (2001/2002) . a resposta a certas questões concretas clássicas. Esta introdução relembra o assunto. na base. a definição interrogativa e o plano de desenvolvimento que vai seguir o A necessidade de conclusões intermédias aparecem ao mesmo tempo.Universidade de Montpelier 2 IAE 3309. 15 Tradução elaborada por: Cecília Oliveira. etc. em apoio a uma ideia precisa e somente se essa ideia reenvia indiscutivelmente a uma das ideias do autor citado. o interesse relativamente à demonstração geral. É necessário fazer citações? Em caso de necessidade.T. mas uma subdivisão não pode apresentar e discutir senão uma ideia bem identificada. como uma resposta à introdução precedente e.

Esta prática procura tanto o bom senso e a reflexão como os conhecimentos. com efeito. ao alcance de todo o candidato. Ficará..T. 16 Tradução elaborada por: Cecília Oliveira. tendo como média um pouco de trabalho mas também de recuo. É apresentado de forma suficientemente detalhada para ilustrar verdadeiramente o propósito. deve reenviar a uma realidade organizacional precisa. isto é. implantação multinacional. que constata no final de 1988 que muitas centenas de microcomputadores de 7 marcas diferentes são utilizados. Vem em apoio do propósito.. pertinente e original. em nenhum caso. Helena Carinhas.. portanto.. Um exemplo deve ser concreto.Universidade de Montpelier 2 IAE 3309. Certas imperfeições são.. O esquema aqui apresentado propõe um resumo dos princípios de redacção aqui enunciados. ligado a um conteúdo de Análise de Organizações. pela brevidade do trabalho.01 Os exemplos Não existem bons trabalhos sem exemplos. na condição de ser capaz de desenvolver os diferentes aspectos .. a preocupação de respeitar a lógica formal da demonstração não deve.. De toda a maneira. 10000 trabalhadores. Deve ser mais visto como um guia de reflexão do que como um modelo normativo restrito. Nuno Guerra e Paulo Correia Alunos do Curso de Mestrado em Gestão de Empresas Universidade de Évora (2001/2002) .citamos o caso da empresa X. inevitáveis.por exemplo a difusão da micro-informática nas grandes empresas ilustra bem este exemplo . como argumento e contra-argumento.. Podemos assim imaginar voltar ao mesmo exemplo ao longo de todo o trabalho.. Tipo de formulação a pesquisar: . comprometer o terminar do trabalho. logo desculpáveis. Ilustração (assunto informático e gestão) Tipo de formulação sem interesse: ..

Universidade de Montpelier 2 IAE 3309.. interesse.. logo pelo assunto Apresentação do plano PRIMEIRA PARTE Objecto. ou melhor constatação ou exemplo) ....Interesse e alcance teórico (limites) Escolha das definições pertinentes (todos os elementos do assunto são tidos em conta) Questões levantadas por estas definições... Nuno Guerra e Paulo Correia Alunos do Curso de Mestrado em Gestão de Empresas Universidade de Évora (2001/2002) 17 ..... questões.. questões. interesse..T. Resposta 2 Conclusão da 1ª parte Transição: necessidade de alargar e completar SEGUNDA PARTE Idem . duas ideias essenciais o 1ª ideia Apresentação. exemplo(s).... CONCLUSÃO GERAL (breve): Resposta(s) Resposta global Limites de reflexão Alargamentos desejáveis 1 Ou Mote Tradução elaborada por: Cecília Oliveira..Interesse e alcance metodológico: Em termos de gestão Em termos de reflexão ..... discussão o 2ª ideia Apresentação....... exemplo(s).... apresentação do plano Sub-parte 1 Objecto.01 INTRODUÇÃO .Interesse e alcance prático do assunto (exemplos) . discussão Resposta 1 necessidade de ser abordada conclusão intermédia Sub-parte 2 Idem .. Helena Carinhas..Fio condutor1 (citação.

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