CURSO DE CONHECIMENTOS BANCÁRIOS

AULA 01
CONCEITO E ESTRUTURA DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL (SFN) Conceito de SFN Conjunto de agentes que se dedicam ao trabalho de propiciar condições para a manutenção de um fluxo de recursos entre poupadores e investidores (Assaf Neto, 2001, in Mercado Financeiro).

APLICAÇÃO – Operação Ativa

Poupadores

Tomadores

IFs
CAPTAÇÃO – Operação Passiva
No SFN, estão reunidos os poupadores, os tomadores e os intermediadores de recursos. Quando uma instituição financeira (IF) capta recursos de poupadores, ela está fazendo uma operação passiva. Por sua vez, quando uma IF aplica os recursos captados, repassando-os aos tomadores, ela está fazendo uma operação passiva. Captando ou aplicando recursos, uma IF está desempenhando uma atividade que lhe é típica. A intermediação financeira. Observe que a figura acima mostra uma IF entre poupadores e tomadores de recursos.

Conceito de Instituição Financeira (IF) A Lei 4.595/64 (Lei que definiu o atual SFN), conceitua instituições financeiras como: “as pessoas jurídicas públicas ou privadas, que tenham como atividade principal ou acessória a coleta, intermediação ou aplicação de recursos financeiros próprios ou de terceiros, em moeda nacional ou estrangeira, e a custódia de valor de propriedade de terceiros” (Art.17).

Estrutura do SFN Conforme o próprio Banco Central do Brasil, o SFN está estruturado da seguinte forma:
Orgãos normativos Entidades supervisoras Operadores

Conselho Monetário Nacional CMN

Instituições financeiras Demais Outros Banco Central do captadoras instituições intermediários Brasil - Bacen de financeiras financeiros e depósitos à administradores vista de recursos de Comissão de Bolsas de terceiros Bolsas de Valores mercadorias valores Mobiliários - CVM e futuros Superintendência Entidades de Seguros Sociedades Sociedades abertas de Privados - Susep de seguradoras previdência capitalização IRB-Brasil complementar Resseguros Entidades fechadas de previdência complementar (fundos de pensão)

Conselho Nacional de Seguros Privados CNSP

Conselho de Secretaria de Gestão da Previdência Previdência Complementar Complementar SPC - CGPC

Fonte: Banco Central do Brasil. Disponível no site: www.bcb.gov.br

Observem que o quadro acima, segrega o SFN em 3 grandes grupos: os órgãos normativos, as entidades normativas e os operadores. Cada órgão

normativo tem suas entidades supervisoras que os auxilia na supervisão dos operadores. Note que a estrutura não se limita as instituições financeiras propriamente ditas, mas abrange o mercado de seguros, capitalização e os planos de previdência privados, sejam abertos ou fechados. Os órgãos normativos são os entes superiores dentro de cada subdivisão do SFN. São a instância decisória e não têm estrutura física. São geralmente, entes políticos . As entidades supervisoras são órgãos do Governo que implementam e fazem cumprir as decisões dos órgãos normativos dentro do SFN. Como se verá podem ser constituídos na forma de autarquias, empresas públicas ou secretárias. Os operadores são as entidades e empresas que operam no SFN, segundo as regras definidas, seja na legislação, seja pelos órgãos normativos e entidades supervisoras. Como demonstrado são os bancos, financeiras, corretoras, bolsas, seguradoras etc.

EXERCÍCIOS
1. (BACEN - 2000) Na estrutura do SFN, o Subsistema Operativo, que tem por função operacionalizar a transferência de recursos entre poupador para o tomador, inclui a) bancos de investimento. b) sociedades de crédito, financiamento e investimento. c) bancos múltiplos sem carteira comercial ou de crédito imobiliário. d) cooperativas de crédito. e) bancos comerciais. RESPOSTA: TODOS OS ITENS SÃO VERDADEIROS.

AULA 02
OS ÓRGÃOS NORMATIVOS DO SFN São 3 os órgãos normativos do SFN: O Conselho Monetário Nacional – CMN; O Conselho Nacional de Seguros Privados – CNSP; e O Conselho de Gestão da Previdência Complementar - CGPC

3. 1. distribuidores etc. financeiras. São funções do CMN.Para fins de estudo e avaliação de conhecimento é preciso saber a composição. Representante da Comissão de Valores Mobiliários. Regular o valor interno da moeda. caixas econômicas. Representante do Banco Central do Brasil. Orçamento e Gestão e o Presidente do Banco Central do Brasil. 5. quais sejam: 1. Coordenar as políticas monetárias. fiscal e da dívida pública interna e externa. ainda. Representante do Ministério da Justiça. na qualidade de Presidente. na qualidade de Vice-Presidente. . creditícia. O CMN utiliza a estrutura do Bacen para normatizar e acompanhar o mercado financeiro. dentre outras: 1. cooperativas de crédito. Representante do Ministério da Previdência e Assistência Social. Fixar as diretrizes e normas da política de seguros privados. de forma a garantir condições favoráveis ao desenvolvimento equilibrado da economia nacional. 6. orçamentária. 2. • Ministro de Estado da Fazenda ou seu representante. A presidência deste conselho cabe ao Ministro do Planejamento. O CONSELHO NACIONAL DE SEGUROS PRIVADOS Atualmente o CNSP é composto de 6 membros. Utiliza. 4. que abrange bancos. 3. abrangendo as bolsas de valores e de mercadorias e futuros. empresas de arrendamento mercantil (leasing) etc. 4. Regular o valor externo da moeda. Superintendente da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). 5. dentre outras: 1. Orientar a aplicação dos recursos das instituições financeiras públicas ou privadas. Zelar pela liquidez e pela solvência das instituições financeiras. 5. as corretoras.Propiciar o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos financeiros. 2. 6. Adaptar o volume dos meios de pagamento às reais necessidades da economia nacional. São funções do CNSP. a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para realizar a supervisão do mercado de títulos e valores mobiliários. o ministro do Planejamento. a função e as entidades subordinadas a cada um destes conselhos: O CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL É composto por 3 representantes: O ministro da Fazenda. de forma a tornar mais eficiente o sistema de pagamento e mobilização de recursos.

Estabelecer as diretrizes gerais das operações de resseguro. e 8. estabelecer as normas gerais complementares à legislação e regulamentação aplicável às entidades fechadas de previdência complementar. um representante do Ministério do Planejamento. nas hipóteses em que o IRB não aceite resseguro do risco ou quando se tornar conveniente promover melhor distribuição direta dos negócios pelo mercado O utiliza a estrutura da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). normatizar a transferência de patrocínio. 2. Regular a constituição. empresas de capitalização e os fundos abertos de previdência complementar. Disciplinar as operações de cosseguro. Estipular índices e demais condições técnicas sobre tarifas. de grupo de participantes. um representante dos patrocinadores e instituidores de entidades fechadas de previdência complementar 7. . 6. 3. um representante dos participantes assistidos das entidades fechadas de previdência complementar São funções do CGPC. 4. o Secretário da Previdência Complementar. 7. investimentos e outras relações patrimoniais a serem observadas pelas Sociedades Seguradoras. a seguir descritos: 1. 3º da Lei Complementar nº 109. de planos e de reservas entre entidades fechadas. determinando a forma de sua subscrição e realização. Delimitar o capital do IRB e das Sociedades Seguradoras. e do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) para normatizar e acompanhar o mercado de seguros. um representante das entidades fechadas de previdência complementar. organização. e 8. 5. 5. 3. 6. um representante da Secretaria da Previdência Social. um representante do Ministério da Fazenda. O CONSELHO DE GESTÃO DA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR (CGPC) É composto por 8 conselheiros. de 2001.2. 2. dentre outras: 1. que abrange seguradoras. reorganização da entidade e retirada de patrocinador. funcionamento e fiscalização dos que exercerem atividades subordinadas a este Conselho. Orçamento e Gestão. estabelecer regras para a constituição e o funcionamento da entidade fechada. em consonância com os objetivos da ação do Estado discriminados no art. com a periodicidade mínima de dois anos. Fixar as características gerais dos contratos de seguros. o ministro da Previdência Social (presidente). Fixar normas gerais de contabilidade e estatística a serem observadas pelas Sociedades Seguradoras. 3. 4. bem como a aplicação das penalidades previstas.

solvência. normatizar novas modalidades de planos de benefícios. ainda. EXERCÍCIOS 1. de modo a assegurar sua transparência. 5. O CGPC utiliza a estrutura da Secretaria da Previdência Complementar (SPC) para normatizar e acompanhar os fundos fechados de previdencia complentar (conhecidos como fundos de pensao). liquidez e equilíbrio financeiro. b) o presidente do BB. ainda permanece(m) como membro(s) componente(s) a) o ministro da Fazenda.) aplicáveis às instituições financeiras autorizadas a funcionar no país. Dos seus integrantes originais. escolhidos entre brasileiros de ilibada reputação e notória capacidade em assuntos econômico-financeiros. participar das reuniões o ministro da Indústria e Comércio e o ministro para Assuntos de Planejamento e Economia. 7. (BB . pelo presidente do BB. estabelecer normas complementares para os institutos da portabilidade. pelo ministro do Planejamento e Orçamento e pelo presidente do BACEN e tem como principais atribuições a) expedir normas gerais de contabilidade e estatística a serem observadas pelas instituições financeiras. Demais letras são falsas. do benefício proporcional diferido. por seis membros nomeados pelo Presidente da República e aprovados pelo Senado Federal. À época. foi instituído o CMN. no contexto da reforma bancária realizada por meio da Lei 4. 8. d) determinar recolhimentos compulsórios e encaixes obrigatórios de depósitos à vista. o CMN era integrado pelo ministro da Fazenda. podendo ser reconduzidos. contribuição social. a última em 1995. O CMN teve sua composição modificada diversas vezes. 6. (BACEN 2000) O Conselho Monetário Nacional (CMN) é composto pelo ministro da Fazenda. c) estabelecer limites para as alíquotas de tributos federais (imposto de renda.4. 9. Resposta: letras a e d – verdadeiras. com mandato de seis anos. estabelecer normas especiais para a organização de planos instituídos. b) delimitar o capital máximo das instituições financeiras. determinar a metodologia a ser empregada nas avaliações atuariais.2001) Em 1964. Podiam. estabelecer regras para o número mínimo de participantes ou associados de planos de benefícios. garantidos aos participantes. que o presidia. PIS etc. do resgate e do autopatrocínio. .595/1964. determinar padrões para a instituição e operação de planos de benefícios. do total dos depósitos e/ou outros títulos contábeis das instituições financeiras. 2. pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico.

como são constituídas e suas funções e atividades. c) Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). Resposta: Somente a letra b é verdadeira. atualmente com mandato de quatro anos. hoje denominado ministro do Desenvolvimento. após aprovação pelo Senado Federal. o qual exerce a função de presidente-substituto desse conselho. É o principal executor das políticas traçadas pelo Conselho Monetário Nacional e órgão supervisor do Sistema Financeiro Nacional. O BANCO CENTRAL DO BRASIL Criado em 1964. Após Março de 1986. após a extinção as SUMOC – Superintendência da Moeda e do Crédito. b) Ministério da Previdência e Assistência Social. o Instituto de Resseguros do Brasil (IRB) e a Secretaria da Previdência Complementar (SPC) são as entidades supervisoras do SFN. É uma autarquia federal dirigida por 8 diretores e 1 presidente. e) Comissão de Valores Mobiliários (CVM). AULA 03 ENTIDADES SUPERVISORAS DO SFN Conforme quadro apresentado na aula 2. a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). Tem como principais funções : 1. passou a ser a única autoridade monetária no Brasil. hoje denominado Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. e) o ministro da Indústria e Comércio. nomeados pelo Presidente da Republica. principalmente.c) o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico. (BB/2003) O Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) inclui um representante do(a) a) Ministério da Fazenda. emitir papel-moeda e moeda metálica nas condições e limites autorizados pelo CMN. d) seis membros nomeados pelo Presidente da República. Indústria e Comércio. que só são conduzidos ao cargo após sabatina no Senado Federal. . o qual exerce a função de presidente desse conselho. escolhido entre os membros do segundo escalão. 2. Relativamente a tais entidades é preciso saber. a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Orçamento e Gestão. Resposta: Somente a letra a é verdadeira. d) Ministério do Planejamento. É um banco fiscalizador e disciplinador do mercado financeiro. o Banco Central do Brasil (Bacen). escolhidos entre brasileiros de ilibada reputação e notória capacidade em assuntos econômico-financeiros.

Tem como principais funções : 1. na qualidade de executora da política traçada pelo CNSP. operações de compra e venda de títulos públicos federais. 7. 6. É administrada por um presidente e 4 diretores. responsável pelo controle e fiscalização do mercado de seguro. de capitalização. realizar operações de redesconto e empréstimo às instituições financeiras dentro de um enfoque de política econômica do governo ou como socorro a problemas de liquidez. como instrumento de política monetária. previdência privada aberta e capitalização. cujas atribuições são a normatização. assegurar o funcionamento eficiente e regular dos mercados de bolsa e de balcão. 8. proteger os titulares e valores mobiliários emitidos. 4. regular a execução dos serviços de compensação de cheques e outros papéis. 6. 4. julgar e punir irregularidades eventualmente cometidas no mercado de valores mobiliários. 5. . assegurar a lisura nas operações de compra e venda de valores mobiliários. 5. 3. A SUPERINTENDENCIA DE SEGUROS PRIVADOS (SUSEP) A SUSEP é uma autarquia federal vinculada ao Ministério da Fazenda. evitar ou coibir modalidades de fraude ou manipulação no mercado. controle e fiscalização do mercado de valores mobiliários do país. entidades de previdência privada aberta e resseguradores. Suas atribuições são de fiscalizar a constituição. desenvolvimento. de acordo com as condições estabelecidas pelo CMN. 3. pertencente ao Sistema Nacional de Seguros Privados (SNSP). emitir títulos de responsabilidade própria. A COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS Autarquia federal vinculada ao Ministério da Fazenda. efetuar. exercer o controle do crédito sob todas as suas formas. organização. dar proteção aos investidores de mercado. executar os serviços do meio circulante. 2. todos nomeados pelo Presidente da República. regulamentação. estimular o funcionamento das bolsas de valores e das instituições operadoras do mercado acionário. receber os recolhimentos compulsórios dos bancos comerciais e os depósitos voluntários das instituições financeiras e bancárias que operam no país.2. A lei atribui à CVM competência para apurar. Ela e gerida por um superintendente e 4 diretores. funcionamento e operação das sociedades seguradoras.

2. 7. aceitar o resseguro obrigatório e facultativo. de seguro. Zelar pela liquidez e solvência das sociedades que integram o mercado. impor penalidade às Sociedades Seguradoras por infrações cometidas na qualidade de cosseguradoras. proceder à liquidação de sinistros. 7. 5. previdência privada aberta. além de promover o desenvolvimento das operações de seguros no País. do País ou do exterior. 4. funcionamento e operação das Sociedades Seguradoras. assegurando sua expansão e o funcionamento das entidades que neles operem. no exterior. com o objetivo de regular o cosseguro. com vistas à maior eficiência do Sistema Nacional de Seguros Privados e do Sistema Nacional de Capitalização.Tem como principais funções : 1. Atuar no sentido de proteger a captação de poupança popular que se efetua através das operações de seguro. Promover o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos operacionais a eles vinculados. Promover a estabilidade dos mercados sob sua jurisdição. na totalidade ou em parte. 9. de Capitalização. Disciplinar e acompanhar os investimentos daquelas entidades. Zelar pela defesa dos interesses dos consumidores dos mercados supervisionados. 3. na qualidade de executora da política traçada pelo CNSP. de capitalização e resseguro. distribuir pelas Sociedades a parte dos resseguros que não retiver e colocar no exterior as responsabilidades excedentes da capacidade do mercado segurador interno. 6. recebendo inclusive cessão integral de seguros. 6. Fiscalizar a constituição. resseguro e retrocessão. organização. O INSTITUTO DE RESSEGUROS DO BRASIL Sociedade de economia mista com controle acionário da União. 4. . 3. de conformidade com os critérios traçados pelas normas de cada ramo de seguro. reter o resseguro aceito. jurisdicionada ao Ministério da Fazenda. 5. 8. Tem como principais funções : 1. organizar e administrar consórcios. 8. Cumprir e fazer cumprir as deliberações do CNSP e exercer as atividades que por este forem delegadas. Prover os serviços de Secretaria Executiva do CNSP. cuja aceitação não convenha aos interesses do País ou que nele não encontre cobertura. 2. promover a colocação. o resseguro e a retrocessão (operações típicas do mercado de seguros). em especial os efetuados em bens garantidores de provisões técnicas. Entidades de Previdência Privada Aberta e Resseguradores. E composto por uma diretoria colegiada. resseguradas ou retrocessionárias. ou aquelas cuja cobertura fora do País convenha aos interesses nacionais. elaborar e expedir normas reguladoras de cosseguro.

. 2. Tem como principais funções : 1.2002) No SFN existem órgãos de regulação e fiscalização que se encarregam de verificar o cumprimento das leis e normas administrativas referentes às atividades das instituições sob sua jurisdição. Resposta: letras b e c – falsas. Supervisionar. (BB . A SECRETARIA DE PREVIDENCIA COMPLEMENTAR Ligada ao Ministério da Previdência e Assistência Social. orientar e controlar as atividades relacionadas com a previdência complementar fechada. 10. 2. é o órgão regulador e fiscalizador das entidades fechadas de previdência complementar (mais conhecidos fundos de pensão). Propor diretrizes básicas para o Sistema de Previdência Complementar. Com relação ao contexto. e) Secretaria de Previdência Complementar.9. c) Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Harmonizar as atividades das entidades fechadas de previdência privada com as políticas de desenvolvimento. 3. d) Comissão de Valores Mobiliários. o Subsistema de Supervisão possui as funções de editar normas que definam os parâmetros para a transferência de recursos de poupadores aos tomadores e de controlar o funcionamento das instituições e entidades que efetuem atividades de intermediação financeira. coordenar. 4. b) todas as entidades do sistema de liquidação e custódia são fiscalizados exclusivamente pelo Bacen.publicar revistas especializadas e toda capacidade do mercado nacional de seguros. Demais letras são verdadeiras.2000) Na estrutura do SFN. a) todas as entidades ligadas aos sistemas de previdência e seguros são supervisionadas unicamente pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). julgue os itens abaixo. Participa da composição desse subsistema o (a): a) BACEN. Fiscalizar as atividades das entidades fechadas de previdência privada. (BACEN .A. representar as retrocessionárias nas liquidações de sinistros amigáveis ou judiciais. EXERCÍCIOS 1. Tem como principal missão a fiscalização e controle dos planos de benefícios complementar das entidades fechadas de previdência complementar. b) Banco do Brasil S.

Bancos Comerciais 2. realizar operações ativas e prestar serviços. Tem como objetivo principal proporcionar o suprimento oportuno e adequado dos recursos necessários para financiamento a curto e médio prazos. BANCOS MÚLTIPLOS COM CARTEIRA COMERCIAL . devendo constar a palavra “Banco” em sua denominação social. Deve ser constituído sob a forma de sociedade anônima. d) as bolsas de mercadorias e de futuros são duplamente supervisionados.c) os bancos comerciais são duplamente supervisionados pelo Bacen e pela CVM. pelo Bacen e pela CVM. Tal deposito não pode ser remunerado pela instituição financeira e são bastante importantes no controle do credito e da inflação realizados pelo Banco Central. embora também possa captar depósitos à prazo. O deposito a vista e aquele que o cliente de uma instituição financeira mantem em sua conta-corrente. Cooperativas de Crédito e bancos cooperativos BANCO COMERCIAL É instituição financeira privada ou pública que tem como atividade tipica a captacao de depósitos a vista. Caixas Econômicas 3. AULA 04 INSTITUICOES FINANCEIRAS QUE CAPTAM DEPOSITOS A VISTA No SFN. que faz a supervisão de tais entidades. Podem captar depósitos à vista: 1. podendo movimenta-lo livremente. Concedem empréstimos e financiamentos a programas e projetos nas áreas de assistência social. CAIXAS ECONOMICAS Equiparam-se aos bancos comerciais pois podem captar depósitos à vista. Bancos Múltiplos com Carteira Comercial 4. A Caixa Econômica Federal é atualmente a única instituição com esta característica no SFN. São instituições de cunho social. Resposta: somente a letra d eh verdadeira. algumas instituições podem captar depósitos a vista da população.

As instituições financeiras operam no SFN em segmentos nos quais elas são especializadas. Estes segmentos são chamados, no jargão do mercado financeiro, de carteiras. O banco múltiplo pode operar com 2 ou mais carteiras, sendo, necessariamente, uma comercial ou de investimentos. Isto indica que um banco múltiplo pode realizar todas as operações realizadas por um banco comercial e por um banco de investimento. Indica ainda que ele pode fazer qualquer atividade típica de outra instituição financeira, desde que ele tenha a autorização especifica para operar. As demais carteiras que um banco múltipo pode operar são: de desenvolvimento (para bancos públicos); de crédito imobiliário; de crédito, financiamento e investimento e de arrendamento Mercantil. O Banco do Brasil atua como um banco múltiplo. COOPERATIVAS DE CRÉDITO E BANCOS COOPERATIVOS São sociedades constituídas sob a forma de associação civil, com regulamentação específica. Atuando tanto no setor rural quanto no urbano, as cooperativas de crédito podem se originar da associação de funcionários de uma mesma empresa ou grupo de empresas, de profissionais de determinado segmento, de empresários ou mesmo adotar a livre admissão de associados em uma área determinada de atuação, sob certas condições. Os eventuais lucros auferidos com suas operações - prestação de serviços e oferecimento de crédito aos cooperados - são repartidos entre os associados. As cooperativas de crédito devem adotar, obrigatoriamente, em sua denominação social, a expressão "Cooperativa", vedada a utilização da palavra "Banco". Devem possuir o número mínimo de vinte cooperados e adequar sua área de ação às possibilidades de reunião, controle, operações e prestações de serviços. Estão autorizadas a realizar operações de captação por meio de depósitos à vista e a prazo somente de associados, de empréstimos, repasses e refinanciamentos de outras entidades financeiras, e de doações. Podem conceder crédito, somente a associados, por meio de desconto de títulos, empréstimos, financiamentos, e realizar aplicação de recursos no mercado financeiro. Diversas cooperativas de crédito singulares podem ser reunir formando cooperativas de crédito centrais. As cooperativas de crédito centrais também podem ser reunir formando os sistemas cooperativos. Os principais sistemas cooperativos no Brasil são o SICOOB, o SICREDI e o UNICRED. As cooperativas de crédito de crédito também podem ser reunir e constituir os bancos cooperativos. Tais bancos são constituídos sob a forma de bancos comerciais e devem seguir a regulamentação especifica aplicável aos bancos comerciais.

EXERCÍCIOS
1. Relativamente a captação de depósitos a vista por parte de instituições financeiras, e correto afirmar que: a) As cooperativas de credito podem receber depositos a vista da população em geral. b) O banco múltiplo sem carteira comercial só pode receber depósitos a vista quando tiver a carteira de investimento.

c) As caixas econômicas estão autorizadas a receber depósitos a vista desde que vinculado a um financiamento habitacional. d) Os bancos comerciais, alem de depósitos a vista, realizam, normalmente operações de credito de curto e medio prazos. e) Os bancos de investimento podem captar depósitos a vista e a prazo, desde que autorizados pela CVM. Resposta: somente d é verdadeira.

AULA 05

INSTITUICOES FINANCEIRAS QUE NÃO CAPTAM DEPOSITOS A VISTA Como já comentado, algumas instituições financeiras não estão autorizadas a operar com depósitos à vista, possuindo, no entanto, características operacionais específicas. Isto quer dizer que tais entidades não podem oferecer aos seus clientes contas-correntes, mas podem trabalhar com diversos outros produtos. Tais entidades também são supervisionadas pelo Banco Central. As instituições que não podem receber depósitos à vista, classificadas no quadro da aula 2, como “demais instituições financeiras”, são as elencadas a seguir: 1. Bancos de Investimento 2. Bancos de Desenvolvimento 3. Sociedades Crédito, Financiamento e Investimento 4. Sociedades de Crédito Imobiliário 5. Associações de Poupança e Empréstimo 6. Agências de Fomento 7. Companhias Hipotecárias 8. Sociedades de Crédito ao Microempreendedor

BANCOS DE INVESTIMENTO Os bancos de investimento são instituições financeiras privadas especializadas em operações de participação societária de caráter temporário, de financiamento da atividade produtiva para suprimento de capital fixo e de giro e de administração de recursos de terceiros. Devem ser constituídos sob a forma de sociedade anônima e adotar, obrigatoriamente, em sua denominação social, a expressão "Banco de Investimento".

Não possuem contas correntes e captam recursos via depósitos a prazo, repasses de recursos externos, internos e venda de cotas de fundos de investimento por eles administrados. As principais operações ativas são financiamento de capital de giro e capital fixo, subscrição ou aquisição de títulos e valores mobiliários, depósitos interfinanceiros e repasses de empréstimos externos. BANCOS DE DESENVOLVIMENTO Os bancos de desenvolvimento são instituições financeiras públicas controladas pelos governos estaduais (exceto o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, que é controlado pela União), e têm como objetivo precípuo proporcionar o suprimento oportuno e adequado dos recursos necessários ao financiamento, a médio e a longo prazos, de programas e projetos que visem a promover o desenvolvimento econômico e social do respectivo Estado. As operações passivas são depósitos a prazo, empréstimos externos, emissão ou endosso de cédulas hipotecárias, emissão de cédulas pignoratícias de debêntures e de Títulos de Desenvolvimento Econômico. As operações ativas são empréstimos e financiamentos, dirigidos prioritariamente ao setor privado. Devem ser constituídos sob a forma de sociedade anônima, com sede na capital do Estado que detiver seu controle acionário, devendo adotar, obrigatória e privativamente, em sua denominação social, a expressão "Banco de Desenvolvimento", seguida do nome do Estado em que tenha sede. SOCIEDADES DE CRÉDITO, FINANCIAMENTO E INVESTIMENTO As sociedades de crédito, financiamento e investimento, também conhecidas por financeiras, são instituições financeiras privadas que têm como objetivo básico a realização de financiamento para a aquisição de bens, serviços e capital de giro. Devem ser constituídas sob a forma de sociedade anônima e na sua denominação social deve constar a expressão "Crédito, Financiamento e Investimento". Tais entidades captam recursos por meio de aceite e colocação de Letras de Câmbio. SOCIEDADES DE CRÉDITO IMOBILIÁRIO As sociedades de crédito imobiliário são instituições financeiras criadas para atuar no financiamento habitacional. Constituem operações passivas dessas instituições os depósitos de poupança, a emissão de letras e cédulas hipotecárias e depósitos interfinanceiros. Suas operações ativas são: financiamento para construção de habitações, abertura de crédito para compra ou construção de casa própria, financiamento de capital de giro a empresas incorporadoras, produtoras e distribuidoras de material de construção.

permanentemente. AGÊNCIAS DE FOMENTO As agências de fomento têm como objeto social a concessão de financiamento de capital fixo e de giro associado a projetos na Unidade da Federação onde tenham sede. Os recursos dos depositantes são. fundo de liquidez equivalente.Devem ser constituídas sob a forma de sociedade anônima. É vedada a sua transformação em qualquer outro tipo de instituição integrante do Sistema Financeiro Nacional. sendo de propriedade comum de seus associados. a ser integralmente aplicado em títulos públicos federais. no mínimo. basicamente. que têm por objeto social conceder financiamentos destinados à produção. sendo que cada Unidade só pode constituir uma agência. depósitos interfinanceiros e empréstimos externos. contratar depósitos interfinanceiros na qualidade de depositante ou de depositária e nem ter participação societária em outras instituições financeiras. Tais entidades têm status de instituição financeira. recorrer ao redesconto. reforma ou comercialização de imóveis residenciais ou comerciais aos quais não se aplicam as normas do Sistema Financeiro da Habitação (SFH). As agências de fomento devem constituir e manter. As operações passivas são constituídas de emissão de letras e cédulas hipotecárias. depósitos de cadernetas de poupança. ASSOCIAÇÕES DE POUPANÇA E EMPRÉSTIMO As associações de poupança e empréstimo são constituídas sob a forma de sociedade civil. a 10% do valor de suas obrigações. não recebem rendimentos. Suas operações ativas são. mas não podem captar recursos junto ao público. classificados no patrimônio líquido da associação e não no passivo exigível. De sua denominação social deve constar a expressão "Agência de Fomento" acrescida da indicação da Unidade da Federação Controladora. adotando obrigatoriamente em sua denominação social a expressão "Crédito Imobiliário". COMPANHIAS HIPOTECÁRIAS As companhias hipotecárias são instituições financeiras constituídas sob a forma de sociedade anônima. . Os depositantes dessas entidades são considerados acionistas da associação e. ter conta de reserva no Banco Central. Devem ser constituídas sob a forma de sociedade anônima de capital fechado e estar sob o controle de Unidade da Federação. assim. direcionadas ao mercado imobiliário e ao Sistema Financeiro da Habitação (SFH). mas dividendos. por isso.

d) As sociedades de crédito ao microempreendedor foram criadas para viabilizar o acesso ao crédito pela parcela de baixa renda da população. sob qualquer forma. Devem ser constituídas sob a forma de companhia fechada ou de sociedade por quotas de responsabilidade limitada. com vistas a viabilizar empreendimentos de natureza profissional. Resposta: somente as letras c e d são verdadeiras. Julgue os itens a seguir relativos ao SFN: a) Os bancos de desenvolvimento podem ser públicos e privados. aquisição de créditos hipotecários. Suas principais operações ativas são: financiamentos imobiliários residenciais ou comerciais. debêntures. b) As sociedades de credito imobiliário podem receber depósitos a vista. vedada a utilização da palavra "Banco". AULA 06 OUTROS INTERMEDIÁRIOS FINANCEIROS Além das instituições financeiras vistas nas aulas 5 e 6. c) Um banco de múltiplo pode ter carteira de investimento e de arrendamento mercantil. adotando obrigatoriamente em sua denominação social a expressão "Sociedade de Crédito ao Microempreendedor". o SFN possui outros intermediários financeiros que são supervisionados pelo Banco Central ou pela Comissão de Valores Mobiliários. Tais entidades não podem ser consideradas . São impedidas de captar. SOCIEDADES DE CRÉDITO AO MICROEMPREENDEDOR As sociedades de crédito ao microempreendedor são entidades que têm por objeto social exclusivo a concessão de financiamentos e a prestação de garantias a pessoas físicas. empréstimos e financiamentos no País e no Exterior. refinanciamentos de créditos hipotecários e repasses de recursos para financiamentos imobiliários. bem como emitir títulos e valores mobiliários destinados à colocação e oferta públicas. EXERCÍCIOS 1. recursos junto ao público.Suas principais operações passivas são: letras hipotecárias. comercial ou industrial de pequeno porte. bem como a pessoas jurídicas classificadas como microempresas. e) As financeiras. Tais entidades têm como operações especiais a administração de créditos hipotecários de terceiros e de fundos de investimento imobiliário. alem de atuarem no financiamento de compra de bens de consumo durável. podem conceder financiamentos habitacionais.

realizar operações compromissadas. São supervisionadas pelo Banco Central do Brasil. operar em bolsas de mercadorias e de futuros por conta própria e de terceiros. pois geralmente atuam apenas prestando um serviço aos seus clientes. empréstimos e financiamentos de instituições financeiras. SOCIEDADES DISTRIBUIDORAS DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS As sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários são constituídas sob a forma de sociedade anônima ou por quotas de responsabilidade limitada. emitir certificados de depósito de ações e cédulas pignoratícias de debêntures. subscrever emissões de títulos e valores mobiliários no mercado. dentro de suas esferas de atuação. encarregar-se da administração de carteiras e da custódia de títulos e valores mobiliários. SOCIEDADES CORRETORAS DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS As sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários são constituídas sob a forma de sociedade anônima ou por quotas de responsabilidade limitada. por conta própria e de terceiros. por operações de arrendamento mercantil de bens móveis. São supervisionadas pelo Banco Central do Brasil e pela Comissão de Valores Mobiliários. praticar operações no mercado de câmbio de taxas flutuantes. cessão de direitos creditórios e. Sociedades corretoras de câmbio 5. As operações passivas dessas sociedades são emissão de debêntures. comprar e vender títulos e valores mobiliários por conta própria e de terceiros. Administradoras de Consórcio SOCIEDADES DE ARRENDAMENTO MERCANTIL As sociedades de arrendamento mercantil são constituídas sob a forma de sociedade anônima. Sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários 4. São elas: 1. Sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários 3. Suas operações ativas são constituídas por títulos da dívida pública. praticar operações de conta margem. de produção nacional ou estrangeira. devendo constar obrigatoriamente na sua denominação social a expressão "Arrendamento Mercantil". e bens imóveis adquiridos pela entidade arrendadora para fins de uso próprio do arrendatário. devendo constar na sua denominação social a expressão "Distribuidora de . dívida externa. intermediar operações de câmbio. no mercado físico. exercer funções de agente fiduciário. organizar e administrar fundos e clubes de investimento. instituir. Sociedades de arrendamento mercantil 2. Tais entidades realizam as operações conhecidas como “leasing”. principalmente. praticar operações de compra e venda de metais preciosos. Dentre seus objetivos estão: operar em bolsas de valores.taxativamente como instituições financeiras.

comprando. que coletam poupança com vistas à aquisição de bens. São supervisionadas pelo Banco Central do Brasil. vendendo e distribuindo títulos e valores mobiliários. econômica e gerencial da empresa. mas que atendam a requisitos estabelecidos. São supervisionadas pelo Banco Central do Brasil e pela Comissão de Valores Mobiliários.Títulos e Valores Mobiliários". a pedido de administradoras previamente constituídas sem interferência expressa da referida Autarquia. Também cumpre ao Bacen fiscalizar as operações do segmento de consórcio e aplicar as penalidades cabíveis. ADMINISTRADORAS DE CONSÓRCIO As administradoras de consórcio são pessoas jurídicas prestadoras de serviços relativos à formação. Ademais. inclusive ouro financeiro. fazem a intermediação com as bolsas de valores e de mercadorias. com exceção do fato de não poderem operar em ambiente de bolsa de valores. por meio de autofinanciamento. estando sujeitos a supervisão do Banco Central do Brasil por força do disposto de Lei. EXERCÍCIOS 1. Ao Banco Central cabe. devendo constar na sua denominação social a expressão "Corretora de Câmbio". operam no mercado aberto e intermedeiam operações de câmbio. autorizar a constituição de grupos de consórcio. ainda. Algumas de suas atividades: intermedeiam a oferta pública e distribuição de títulos e valores mobiliários no mercado. conjunto de bens ou serviço turístico. definindo as suas características e as suas possibilidades de atuação. particularmente quanto à capacidade financeira. O grupo é uma sociedade de fato. o Bacen pode intervir nas empresas de consórcio e decretar sua liquidação extrajudicial. Têm por objeto social exclusivo a intermediação em operações de câmbio e a prática de operações no mercado de câmbio de taxas flutuantes. constituída na data da realização da primeira assembléia geral ordinária por consorciados reunidos pela administradora. organizam e administram fundos e clubes de investimento. Exercem praticamente as mesmas atividades das corretoras. dentro de suas esferas de atuação. administram e custodiam as carteiras de títulos e valores mobiliários. SOCIEDADES CORRETORAS DE CÂMBIO As sociedades corretoras de câmbio são constituídas sob a forma de sociedade anônima ou por quotas de responsabilidade limitada. operam no mercado acionário. por conta de terceiros. organização e administração de grupos de consórcio. efetuam lançamentos públicos de ações. Com relação a essas . instituem. (BB/2003) O BACEN estabelece as normas operacionais de todas as instruções financeiras que operam no território brasileiro.

São elas: 1. Resposta: somente as letras “a” e “e” são falsas. AULA 07 AS BOLSAS. por meio de letras imobiliárias. o sujeito à supervisão do Bacen e da CVM. e) As companhias hipotecárias podem captar depósitos a prazo com correção monetária. 3. d) As sociedades de arrendamento mercantil nasceram do reconhecimento de que o lucro de uma atividade produtiva pode advir da simples utilização do equipamento e não necessariamente de sua propriedade. de transações de compra e venda de títulos e valores . As bolsas de valores. 2. à indústria. e estabelecer convênios com bancos comerciais para funcionarem exclusivamente como agentes do Sistema Financeiro da Habitação. O SELIC E O CETIP Além das instituições financeiras e dos demais intermediários financeiros vistos nas últimas aulas. entre eles. com objetivo de manter local adequado ao encontro de seus membros e à realização. O Sistema Especial de Liquidação e Custódia de Títulos Públicos 4. As bolsas de mercadorias e futuros. c) O objetivo principal dos bancos comerciais é proporcionar o suprimento oportuno e adequado de recursos necessários para a concessão de financiamento a curto e médio prazo ao comércio. conta com a participação de outras entidades responsáveis pela criação de ambientes propícios aos negócios e pelo registro e validação das operações realizadas. Destaca-se que os usuários finais dos créditos por elas concedidos são sempre os cooperados. às empresas prestadoras de serviços e às pessoas físicas. julgue os itens subseqüentesJulgue os itens a seguir relativos ao SFN: a) As sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários têm uma faixa operacional bem mais ampla que a das sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários. permitindo melhor comercialização de produtos rurais e facilitando o escoamento das safras agrícolas para os centros consumidores.normas atualmente vigentes. A Central de Liquidação e Custódia de Títulos Públicos BOLSAS DE VALORES As bolsas de valores são associações privadas civis. o SFN. b) As cooperativas de crédito atuam basicamente no setor primário da economia. sem finalidade lucrativa. especificamente.

taxas de juro. moedas e metais. Tais entidades desenvolvem. patrimonial e administrativa. SISTEMA ESPECIAL PÚBLICOS DE LIQUIDAÇÃO E CUSTÓDIA DE TÍTULOS É um sistema eletrônico de teleprocessamento que permite a atualização diária das posições das instituições financeiras em títulos públicos federais. a compensação e a liquidação. A única bolsa de mercadorias e futuros no Brasil e a BM&F. patrimonial e administrativa e são fiscalizadas pela Comissão de Valores Mobiliários. Possuem autonomia financeira. que proporcione aos agentes econômicos a oportunidade de efetuarem operações de hedging (proteção) ante flutuações de preço de commodities agropecuárias. A principal e mais conhecida bolsa de valores no Brasil e a Bovespa. em mercado livre e aberto. Possuem autonomia financeira. voltado a operar com títulos públicos de emissão do BACEN e do Tesouro Nacional. Custodia quase a totalidade de títulos e valores mobiliários privados de renda fixa. física e financeira. CENTRAL DE LIQUIDAÇÃO E CUSTÓDIA DE TÍTULOS PÚBLICOS. BOLSAS DE MERCADORIAS E FUTUROS As bolsas de mercadorias e futuros são associações privadas civis. . de emissão do Tesouro Nacional. para garantir mais segurança e agilidade às operações do mercado financeiro brasileiro. Sem fins lucrativos. negociação on line. especialmente organizado e fiscalizado por seus membros e pela Comissão de Valores Mobiliários. em março de 1986. com objetivo de efetuar o registro. das operações realizadas em pregão ou em sistema eletrônico. registro de negócios e liquidação financeira. organizam e operacionalizam um mercado de derivativos livre e transparente. índices. dos títulos emitidos pelos estados e municípios e do estoque de papeis utilizados como moedas de privatização.mobiliários pertencentes a pessoas jurídicas públicas e privadas. e manter a custódia escritural dos documentos. a CETIP oferece o suporte necessário a toda a cadeia de operações com títulos privados. sem finalidade lucrativa. alem de derivativos. prestando serviços integrados de custódia. Atualmente. foi criada em conjunto pelas instituições financeiras e o Banco Central. Atualmente. Tem por finalidade controlar e liquidar financeiramente as operações de compra e venda de títulos públicos. Foi desenvolvido pelo Banco Central e a Andima em 1979. a única bolsa de mercadorias e futuros no Brasil e a BM&F. É uma empresa privada de custódia e de liquidação que se constitui em um mercado de balcão organizado para registro e negociação de valores mobiliários de renda fixa. bem como de todo e qualquer instrumento ou variável macroeconômica cuja incerteza de preço no futuro possa influenciar negativamente suas atividades.

c) A liquidação das operações realizadas na CETIP são feitas exclusivamente pela Centralizadora de Compensação de Cheques e Outros Papéis.EXERCÍCIOS 1. SOCIEDADES SEGURADORAS São entidades. Nesta aula. São elas: 1. quanto a CETIP (Central de Custódia e Liquidação Financeira de Títulos) correspondem a sistemas em que são feitas a custódia e liquidação de operações com títulos. As corretoras de seguro Alem de tais entidades. AULA 08 AS SOCIEDADES SEGURADORAS. Tal segmento é normatizado pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP). por meio do qual assumem a obrigação de . roubo ou falsificação dos papéis negociados naquele sistema. o que praticamente elimina os riscos relativos a extravio. e) A CETIP custodia e promove a liquidação tanto dos CDBs (Certificados de Depósito Bancário) ao portador quanto dos CDBs nominativos. Resposta: somente a letras “b” é correta. b) Os títulos negociados no SELIC são escriturais. d) Somente instituições com conta de reserva bancária junto ao Banco Central do Brasil podem registrar suas operações na CETIP. especializadas em pactuar contrato. As sociedades de capitalização 3. quanto na CETIP. As sociedades seguradoras 2. tendo como entidades supervisoras a Superintendência de Seguros Privados e o Instituto de Resseguros do Brasil (IRB). (ESAF/BACEN/2002) Tanto o SELIC (Sistema Especial de Liquidação e Custódia). serão feitas algumas considerações sobre as sociedades administradoras de seguro-saúde. cabendo às partes envolvidas no negócio realizar a escolha do sistema a ser utilizado. As entidades abertas de previdência privada 4. assinale a opção correta: a) A custódia e liquidação das operações com títulos públicos federais podem ser feitas tanto no SELIC. AS SOCIEDADES DE CAPITALIZACAO E ENTIDADES ABERTAS DE PREVIDENCIA PRIVADA Como estudado nas aulas 3 e 4 uma das subdivisões do SFN é o segmento de seguros. constituídas sob a forma de sociedades anônimas. Sobre esses dois sistemas. serão estudadas as características das entidades que operam neste setor.

e pela Lei Complementar 109. A Corretora de Seguros pode ser uma pessoa física ou jurídica. São regidas pelo Decreto-Lei 73. Tais entidades estão subordinadas a uma estrutura de regulação e fiscalização vinculada ao Ministério da Saúde. o direito de resgatar parte dos valores depositados corrigidos por uma taxa de juros estabelecida contratualmente. Seguem regulamentação específica da Agência Nacional de Saúde Complementar – ANS. uma indenização. é possível afirmar que: . de 29 de maio de 2001. No Brasil. o qual terá. conferindo. nenhuma operação de seguro pode ser contratada sem que haja um Corretor de Seguro. de 21 de novembro de 1966.são entidades constituídas unicamente sob a forma de sociedades anônimas e têm por objetivo instituir e operar planos de benefícios de caráter previdenciário concedidos em forma de renda continuada ou pagamento único. determinar as coberturas e as importâncias seguradas. constituídas sob a forma de sociedades anônimas. que negociam contratos (títulos de capitalização) que têm por objeto o depósito periódico de prestações pecuniárias (pagamentos) pelo contratante. isto é.pagar ao contratante (segurado). EXERCÍCIOS 1. Tais entidades são reguladas e supervisionadas pelo Ministério da Fazenda. para isso. ainda. ou a quem este designar. o prêmio estabelecido. CORRETORAS DE SEGURO A Corretora de Seguros é a pessoa autorizada a realizar a corretagem. elaborar a proposta de seguros e de protocolar a proposta em uma seguradora. juntamente com outras modalidades de operadoras de planos de saúde privados. no caso em que advenha o risco indicado e temido. Relativamente às entidades integrantes do subsistema de seguros. ADMINISTRADORAS DE SEGURO-SAÚDE As seguradoras que atuem no segmento do seguro saúde devem ser especializadas nesta área. por intermédio do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) e da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). acessíveis a quaisquer pessoas físicas. o direito de concorrer a sorteios de prêmios em dinheiro. SOCIEDADES DE CAPITALIZACAO São entidades. analisar o risco. depois de cumprido o prazo contratado. quando previsto. ENTIDADES ABERTAS DE PREVIDENCIA PRIVADA Entidades abertas de previdência complementar . recebendo.

não sendo fiscalizadas pelo Bacen. do Distrito Federal e dos Municípios (entes denominados patrocinadores) ou 2. dentro de um prazo maximo estabelecido pelo próprio plano. As entidades fechadas de previdência complementar (fundos de pensão) são organizadas sob a forma de fundação ou sociedade civil. que será pago em moeda corrente. aos associados ou membros de pessoas jurídicas de caráter profissional. mais conhecidas como fundos de pensão. Tal segmento é normatizado pelo Conselho de Gestão de Previdência Complementar (CGPC). antecipando recursos para a empresa originadora dos créditos.a) As administradoras de seguro-saude são entidades supervisionadas pela SUSEP. pela CVM ou por qualquer outro órgão do Governo . d) As entidades abertas de previdência privada são conhecidas como fundos de pensão. classista ou setorial (denominadas instituidores) Sociedades de fomento mercantil São empresas que compram direitos creditórios de empresas comerciais. dos Estados. b) Somente pessoas jurídicas podem operar como corretoras de seguro. c) As sociedades de capitalização fornecem ao publico a possibilidade de constituição de um capital mínimo. exclusivamente: 1. Resposta: somente as letras “c” e “e” são corretas. uma das subdivisões do SFN é o segmento de previdência complementar. As entidades que operam neste segmento são chamadas de “entidades fechadas de previdência complementar” . sem fins lucrativos e são acessíveis. Tais empresas não são consideradas instituições financeiras. tendo como entidade supervisora a Secretaria de Previdência Complementar (SPC). AS SOCIEDADES DE FOMENTO MERCANTIL E AS ADMINISTRADORAS DE CARTOES DE CREDITO Entidades fechadas de previdencia complementar Como estudado nas aulas 3 e 4. AULA 09 AS ENTIDADES FECHADAS DE PREVIDENCIA COMPLEMENTAR. e) Uma sociedade seguradora pode explorar qualquer outro ramo de atividade comercial ou industrial. aos empregados de uma empresa ou grupo de empresas ou aos servidores da União.

EXERCÍCIOS 1. e) O Conselho Nacional de Gestão da Previdência Complementar expede normas a serem seguidas pelas entidades abertas e fechadas de previdência complementar. A quantidade de itens certos é igual a a) 0. c) As empresas de factoring estão sujeitas a fiscalização do Banco Central do Brasil. (Banco de Brasília – 2001 – Cespe) Nas operações de fomento mercantil (factoring). o direito de regresso em uma operação de factoring. pela Lei. IV – o devedor é a empresa sacada. firmando acordos com estas empresas. grande parte das administradoras de cartão são ou estão ligadas às instituições financeiras. também chamadas emissoras. utilizam-se das “bandeiras” existentes. . III – ocorrem transações de natureza mercantil. Em relação a participação no SFN e possível afirmar que: a) O factoring e tipicamente uma atividade comercial. d) 3. d) Todas as administradoras de cartões de credito são fiscalizadas pela CVM. O devedor do credito é a pessoa sacada. Resposta: a letras “D” é correta. I – não há captação de recursos. viabilizando a solução de problemas relativos à ausência de capital de giro. e) 4. Sociedades administradoras de cartões de crédito São empresas que emitem cartões de crédito. As administradoras de cartão de crédito. O factoring permite a antecipação dos fluxos de caixa de uma empresa. No Brasil. Resposta: somente a letras “a” é correta.O fomento mercantil (factoring) é uma operação comercial que soma a prestação de serviços à compra de ativos. II – os financiamentos são efetuados mediante o desconto de títulos. b) As entidades fechadas de previdência privada não são supervisionadas pela SUSEP. Ao adquirir os créditos de outra empresa. A empresa de factoring não tem. a factoring (empresa que compra os créditos) fomenta a atividade mercantil. não sendo. que são utilizados para compras em estabelecimentos credenciados. portanto. 2. b) 1. c) 2. característica de uma instituição financeira.

devidamente registrados. Também conhecido como conta-corrente. quando uma instituição financeira recebe recursos de poupadores (investidores). data da abertura da conta e assinatura dos depositantes. A ficha-proposta deve conter. número. contendo as informações referidas na alínea anterior. 2. o cliente deve preencher ficha-proposta com sua identificação completa. inscrição no Cadastro de Pessoa Física . profissão. mandatários ou prepostos a movimentar a conta. na forma da lei. documentos. nacionalidade. referências. na autoridade competente. 2. . CNPJ e atos constitutivos. Tanto na abertura quanto nas atualizações cadastrais a instituição deverá verificar a situação do titular da conta no CPF. ela está fazendo uma captação de recursos ou esta contratando uma operação passiva. Pode ser mantido por pessoas físicas e jurídicas de direito público ou privado e constitui-se na principal fontes de recursos dos bancos. Pessoas Físicas: nome completo. 3. Depósitos a Prazo (CDB e RDB). Para abertura desta conta. Pessoas Jurídicas: razão social. atividade principal. data e local de nascimento. DEPÓSITOS A VISTA E o tipo mais comum de conta. Depósitos de Poupança (Conta Poupança). As normas do SFN não permitem a remuneração de depósitos à vista. as seguintes informações : 1. Se o titular da conta for menor ou incapaz : além da qualificação. Nesta aula. é necessário indicar uma pessoa responsável que o assistirá ou o representará nas operações necessárias. Depósitos a vista (Contas-Correntes). Além destes itens. que qualifiquem e autorizem os represetantes. no mínimo. é indispensável a apresentação : endereço. documento de identificação (tipo.AULA 10 PRODUTOS E SERVICOS BANCÁRIOS – CAPTAÇÔES POR DEPÓSITOS Como visto na aula 1. data de emissão e órgão emissor). filiação. São recursos de livre movimentação. As instituições devem condicionar a abertura de conta para pessoas físicas estejam inscritas no CPF. Tais depósitos podem ser movimentados por meio de cheques. forma e data de constituição. telefones. sexo. nome do cônjuge (se casado). Somente os bancos com carteira comercial podem captar recursos de depósitos à vista.CPF. serão estudadas as captações de recursos realizadas por instituições financeiras por meio de depósitos: 1. estado civil.

É facultado à instituição a entrega de talonário pelo correio ou por empresas especializadas desde que autorizada pelo depositante. Eles poderão ser microfilmados e é obrigatório a manutenção em arquivo até 5 anos após o encerramento da conta. existe a . A IF não poderá criar limitações à sustação do pagamento de cheques. caso o investidor tenha uma emergência. diferenciando-se deste pelo fato de não poder ser resgatado antecipadamente. mas poderá cobrar tarifa se existir cláusula prevendo na fichaproposta. no entanto. Nos contratos de CDB. quando não for emitido de forma escritural. mas renovado de comum acordo. DEPÓSITOS A PRAZO Os depósitos a prazo caracterizam-se por terem data de resgate previamente definida. É vedado. juntamente com a ficha-proposta. o fornecimento de talonário de cheques para pessoas que ainda figurem neste cadastro. Os CDBs são um dos principais títulos emitidos por bancos comerciais. Isto quer dizer que a remuneração do depósito pode ser conhecida no momento em que ele é feita (prefixada) ou somente no futuro (pos-fixada). Os depósitos a prazo podem ser contratados com emissão de certificado (CDB) e sem emissão (RDB). múltiplos e caixas econômicas. Se o titular da conta estiver impedido de receber talão. empréstimos para capital de giro das empresas e compra de bens e serviços. Esta conta não está sujeita às tarifas bancárias e não é movimentável por cheques. manutenção ou encerramento de conta-corrente de depósito à vista cujo titular figure ou tenha figurado no cadastro de emitentes de cheque sem fundo. Tem como objetivo captar recursos das pessoas físicas e jurídicas não financeiras. com o nome e qualificação do endossatário). a movimentação vai ocorrer por meio eletrônico ou cheque avulso sem ônus para o correntista. O CMN proíbe a concessão de talonário enquanto as informações prestadas não houverem sido checadas ou quando forem constatadas irregularidades na informação. Não pode ser prorrogado. O CMN facultou à IF a abertura. de investimento. Parte destes recursos irão financiar captados na modalidade de CDB vão financiar o crédito direto ao consumidor (CDC). Podem ter remuneração pré e pósfixada.A instituição deverá arquivar. Essas operações permitem que tais entidades obtenham dinheiro para emprestarem às empresas que necessitem de numerário para financiar operações e negócios. O Recibo de Depósito Bancário (RDB) é muito semelhante ao CDB. O CDB pode ser transferido por endosso em preto (isto é. Não têm livre movimentação. cópia dos documentos apresentados. Existe um tipo especial de conta que é a chamada conta-salário. Esses papéis podem ou não ter deságio em sua emissão.

mais especificamente. no mínimo. no máximo. todo mês é feita a apropriação proporcional a 1/12 da remuneração anual.A. mas há perda de remuneração caso o saque seja feito antes de 1 mês do deposito do recurso. o banco irá compatibilizar a taxa ao prazo em que o dinheiro foi investido. possui uma destinação previamente definida pelo Conselho Monetário Nacional. ou seja. e deverão ter uma destinação diferente da poupança convencional. Para os RDB's essa possibilidade não existe. para fortalecimento da poupança popular. 40% deve ser mantido em operações de crédito rural e. DEPÓSITOS DE POUPANCA Os depósitos de poupança foram criados na década de 60. depósitos interfinanceiros. devem ser considerados a partir do dia do depósito. As sociedades de crédito imobiliário e as associações de poupança e empréstimo podem. Nessa situação. ou seja. Tais depósitos estão vinculados ao crédito habitacional. ou seja. a Caixa Econômica Federal. A apropriação mensal dos rendimentos se da de forma pró rata. 52% do total. deve ser aplicado em operações de financiamento habitacional no âmbito do Sistema Financeiro da Habitação – SFH. municipal. as sociedades de crédito imobiliário e as associações de poupança e empréstimo podem receber depósitos de poupança. Seu rendimento anual eh de TR + 6% a. no mínimo 65% destes. estadual. A movimentação é livre. Banco do Brasil S. é um dinheiro carimbado. como é dito no mercado. se honrados na primeira compensação e independente do prazo necessário para tal. mediante prévia autorização do Banco Central do Brasil. e Banco do Nordeste do Brasil S. Somente os Bancos Múltiplos com carteira de crédito imobiliário.a.A. Existem ainda recursos que são captados em depósitos de poupança rural pelo Banco da Amazônia S. EXERCÍCIOS . 15% do montante deve ser depositado compulsoriamente no Banco Central do Brasil.possibilidade dele negociar o resgate antes do prazo programado. os depósitos efetuados em cheque. 45% dos recursos podem ser aplicados em títulos da dívida pública federal. Grande parte dos recursos captados sob a forma de poupança. financiamentos para habitação rural e outros empréstimos. A poupança.A.. Deste valor. Destes valores captados sob a forma de poupança rural. Para efeito de rendimento. deverão ser aplicados em operações no mercado imobiliário. estabelecer convênios com bancos múltiplos com carteira comercial e bancos comerciais para a captação de depósitos de poupança. pelo menos 80%.

j) que os cheques liquidados. celebrado entre o banco e a pessoa física. (BB . No ato de abertura da conta. a) Da conta de poupança.2002) Uma pessoa física foi abrir uma conta-corrente em uma instituição bancária. vencimentos.000. demandou que certas informações fossem prestadas pelo banco e que essas informações estivessem previstas em cláusulas explicativas na ficha-proposta. pensões e similares — é movimentável por cheques e está sujeita aos regulamentos aplicáveis às demais contas de depósitos. d) Na conta de depósito à vista. h) a necessidade de o cliente comunicar. mas é isenta da cobrança de tarifas.2003) Julgue os itens a seguir quanto aos tipos de conta bancária existentes no mercado brasileiro.1. uma vez microfilmados. b) A conta de depósito a prazo foi criada com o fim específico de estimular a economia popular e permite a aplicação de valores até R$ 1. AULA 11 PRODUTOS E SERVICOS COMMERCIAL PAPERS BANCÁRIOS –LETRAS DE CAMBIO E . o dinheiro depositado fica à disposição do titular para ser sacado a qualquer momento. g) as condições para fornecimento de talonário de cheques.. qualquer mudança de endereço ou número de telefone. o dinheiro só pode ser sacado depois de um prazo fixado por ocasião do depósito. Resposta: Todos os itens são verdadeiros. Em face dessa situação. Resposta: Somente o item `d` é verdadeiro. aposentadorias. que é o contrato de abertura da conta. i) as condições para a inclusão do nome do depositante no Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos. é dever do banco informar ao cliente: f) o saldo médio mínimo exigido para a manutenção da conta. 2. que passam a gerar rendimentos mensalmente. (BB . c) A conta-salário — tipo especial de conta de depósito à vista destinada a receber salários.00. poderão ser destruídos. por escrito.

E uma nota promissória emitida por uma empresa no mercado externo para captação de recursos à curto prazo. papeis emitidos pelas sociedades anônimas (SA). Nesta aula. Os commercial papers. e 2. estudaremos os seguintes instrumentos de captação: 1. As letras de cambio. Uma terceira forma de captação de recursos é a emissão de títulos de divida por parte de tais entidades. o aceitante é a sociedade de Crédito. O fluxo de emissão. e o tomador ou mutuante é o investidor da Letra de Câmbio e. muito utilizadas pelas financeiras. financiamento e investimento. aceite e negociação pode ser visto desta maneira: Emitente Aceitante MÁQUINA Tomador Mutuário Financeira Investidor 1 – O devedor emite a letra de câmbio e entrega a financeira 2 – A financeira dá o seu aceite e negocia com o investidor 3 – O investidor adquire os aceites cambiais emitidos pelas financeiras A Letra de Câmbio é emitida por entidade não-financeira e usuários de bens e serviços. por isso. confessando que pagara um determinado valor no futuro. Em uma operação de Letra de Câmbio existem três elementos fundamentais: o mutuário é quem emite a Letra de Câmbio. visando a financiar o consumidor final. bem como a coobrigação das sociedades de crédito. gerando portanto uma dívida de curto . COMMERCIAL PAPERS A regulamentação brasileira denomina tais títulos como notas promissórias. AS LETRAS DE CÂMBIO Representa um instrumento de captação típico das sociedades de credito. estando sempre relacionado com uma operação comercial. Financiamento e Investimento (financeira). financiamento e investimento (financeiras) e tem por finalidade a obtenção de recursos por parte das financeiras. recebe um rendimento.As captações de recursos pelas empresas podem ser feitas diretamente junto aos sócios. existindo o aceite. pela emissão de ações. Outra forma de captação é a contratação de empréstimos e financiamentos junto as instituições financeiras.

c) O commercial paper é. os títulos podem ser negociados. de praxe. cujo valor nominal é de R$ 10. d) A operação de commercial papers costuma ter como vantagens agilidade e custo financeiro inferior ao das operações de empréstimo bancário.A. (Cespe/Banco do Brasil – 2001) Um commercial paper com vencimento em 120 dias. É negociável em mercado secundário. É caracteristicamente um titulo de curto prazo. no Brasil. ou seja. investimentos. b) a fatura. a) Usualmente. Acerca dessa situação hipotética e de commercial papers.000. etc). e) Na situação hipotética apresentada. de 1/11/90. b) Além dos juros pagos.400.00. O commercial paper não pode oferecer garantias reais. o commercial paper é negociado no mercado por um valor descontado. a taxa de rentabilidade é inferior a 1% ao mês. de capital fechado. Tal captação é feita para atender necessidades financeiras de uma empresa (expansão. Tal negociação normalmente ocorre com um desconto sobre o valor de emissão (também chamado de valor de face). e de ateh um ano caso seja emitido por uma companhia aberta. podendo ser garantido por fiança bancária. Sua emissão é regulamentada pela CVM por meio da Instrução nº 134. (CAIXA/1998) É ordem de pagamento a) a ação ordinária. EXERCÍCIOS 1. emitido por empresas não financeiras. julgue os itens abaixo.00. . e) a letra de câmbio. d) warrant.prazo para a empresa. sendo recomprado pela empresa emitente pelo seu valor de face. Resposta: Somente o item `e` é verdadeiro. Seu prazo maximo é de 6 meses. c) a nota promissória. após sua emissão. entre investidores. a empresa emitente de commercial papers incorre também em despesas de emissão. O objetivo de tais títulos é facilitar para as empresa a obtenção de recursos de curto prazo. como na situação hipotética em apreço. caso seja emitido por uma S. 2. foi negociado por uma empresa por R$ 9. Resposta: Os itens `c` e `e` são falsos. utilizado para a captação de capital para investimentos de longo prazo das empresas.

denominam-se Cheque Especial.00%) sobre o faturamento da operação. de natureza rotativa. numa proporção que garanta o pagamento do empréstimo. normalmente por um dia ou. CONTAS GARANTIDAS Caracterizadas como empréstimos de curto prazo. através de simples depósitos em conta. A formação de taxa para o hot money é definida pela taxa do CDI do dia da operação acrescido dos custos do PIS (0. São direcionadas tanto para as pessoas físicas como jurídicas. no vencimento do contrato. exceto pelo fato de ter. Tais operações também são chamadas de operações ativas. 1. São semelhantes ao crédito rotativo. garantias vinculadas à operação.75%) e do COFINS (2. Quanto às suas modalidades. estudaremos os seguintes tipos de operações de crédito. para os quais o tomador mantém sob a custódia de uma instituição financeira valores a receber junto a seus clientes. por 10 dias. Descontos de Títulos 5. Por ser uma operação de curto prazo o hot money tem a vantagem de permitir uma rápida mudança de posição no caso de uma variação brusca nas taxas de juros para baixo. Nesta aula. obrigatoriamente. CRÉDITO ROTATIVO São empréstimos em conta corrente. Financiamento de Capital de Giro HOT MONEY O hot money pode ser definido como um empréstimo de curtíssimo prazo. Crédito Rotativo 4. Os prazos variam de acordo com o período de captação dos . dá-se a liquidação do saldo devedor. no máximo. até a liquidação total do débito. Hot Money 2. e quando às jurídicas. mais conhecidas como empréstimos e financiamentos. no caso de inadimplência por parte do tomador. Tanto para as pessoas físicas. quanto para as jurídicas. Cheque Especial Empresa ou com o nome genérico Empréstimos Em Conta Corrente.AULA 12 PRODUTOS E SERVIÇOS FINANCEIROS – OPERAÇÕES DE CRÉDITO A principal aplicação dos recursos captados por instituições financeiras é a contratação das operações de crédito. as amortizações são parciais do saldo devedor. quando destinadas às pessoas físicas. com cobrança de encargos mensais somente sobre os valores utilizados no período do contrato. Contas Garantidas 3.

a partir das afirmativas abaixo: a) Sobre a operações de Crédito Rotativo não incidem juros e IOF. valores e garantias. o banco cobra juros. com repactuação dos encargos a cada 30 dias. as empresas garantem recursos para sua movimentação a curto prazo. 2. Nesta operação. recebendo o líquido do valor nominal. b) Operações Hot Money são operações de empréstimo de curto e curtíssimo prazos. Resposta: Somente o item c é verdadeiro. demandas para cobrir as necessidades de longo prazo da empresa. efetuando o pagamento do título acrescido de juros e multa pelo atraso. a empresa emitente da duplicata transfere o título para o banco. Empréstimos vinculados a um contrato específico. O que se faz normalmente é um contrato para um prazo de 180 dias. que será calculado sobre o principal. (CEF – 2004 – Fundação Carlos Chagas) Julgue o item correto. A amortização do empréstimo será negociada entre as partes. O banco deve selecionar cuidadosamente a qualidade de crédito das duplicatas de forma a evitar a inadimplência. que transfere o risco do recebimento de suas vendas a prazo ao banco. d) Crédito Rotativo é uma linha de crédito aberta pelos bancos para financiamento de investimentos permanentes. Através dessa modalidade de empréstimo. caso o mesmo não seja liquidado. e) As operações de Crédito Rotativo. contendo prazos. de forma a antecipar o fluxo de caixa do cliente. (CEF – 2004 – Fundação Carlos Chagas) Julgue o item correto. Na data do vencimento do título. 1. não exigem garantias.recursos. O custo dessas operações é baseado na taxa ao CDI do dia mais o spread cobrado pelo banco. comissões e IOF. FINANCIAMENTO DE CAPITAL DE GIRO Destinados ao suprimento da necessidade de capital de giro de empresas. sobre os valores referenciados em duplicatas de cobrança ou notas promissórias. a partir das afirmativas abaixo EXERCÍCIOS . c) As operações Hot Money são referenciadas pelo CDI – Certificado de Depósito Interfinanceiro – e as taxas são repactuadas diariamente. a empresa é a responsável pelo mesmo junto ao banco. taxas. DESCONTO DE TÍTULOS É o adiantamento de recursos ao cliente feito pelo banco. por serem simples de operar. Nesta operação.

em razão do encargos financeiros cobrados antecipadamente. e) A operação de Desconto de Títulos dá ao banco o direito de regresso. como uma antecipação dos valores a pagar a seus fornecedores. o valor liberado ao tomador é superior ao valor nominal (valor de resgate) dos títulos. caso o cedente não pague no vencimento.a) Nas operações de desconto bancário. . feito pelo banco. d) Nas operações de desconto bancário. caso o título não seja pago pelo sacado. ou seja. o sacado. Resposta: Somente o item `e` é verdadeiro. b) A operação de Desconto de Títulos diz respeito ao adiantamento de recursos ao cliente. é do tomador de recursos. a responsabilidade final da liquidação do titulo negociado perante a instituição financeira. c) Na operação de Desconto de Títulos. o risco é assumido pela instituição financeira.

A instituição . estudaremos mais 3 tipos de operação de crédito. 3.AULA 13 PRODUTOS E SERVIÇOS FINANCEIROS – OPERAÇÕES DE CRÉDITO Nesta 1. à vista de financeira. São eles: Vendor Finance e Compror/Finance Financiamento de Capital Fixo Crédito Direto ao Consumidor VENDOR FINANCE E COMPROR FINANCE Operação realizada visando permitir ao comerciante o recebimento vendas realizadas a prazo. 2. com a intermediação de uma instituição A seguir são apresentadas duas representações de operações de primeira. A segunda representação apresenta a intermediação de uma financeira. credito. aula. com o contrato de vendor com o comerciante vendedor. sem a presença do vendor.

500. sem envolver o vendedor.00. Se não houver a operação de Vendor. no valor de $ 21. Os impostos e taxas serão menores.00. Neste caso o fiador do contrato é o próprio comprador.000. É um instrumento que dilata o prazo de pagamento de compras para os adquirentes.00. Já com a operação de Vendor. no valor de $ 20.Neste tipo de operação. a empresa vendedora transfere seu crédito ao banco em troca de uma taxa. enquanto o mesmo financiará as mercadorias para o cliente “B”.000.230.00. Um exemplo: A empresa “A” efetua uma operação de venda a prazo cliente “B”. o valor final da operação será de $ 21. tendo em vista que a instituição financeira financia a aquisição. o valor que a empresa “A” cobrará do banco será de $ 20. ocorrendo quando pequenas indústrias vendem para grandes redes comerciais. já que a empresa não embute o valor dos impostos e taxas no valor da mercadoria. FINANCIAMENTO DE CAPITAL FIXO . O Compror Finance é uma operação inversa ao vendor finance.

o Governo em muitas oportunidades facilita a política de financiamento a médio e longo prazos. entre outros. As instituições financeiras dispõem de recursos destinados ao financiamento de bens fixos. Neste caso específico. através de resoluções do Banco Central do Brasil. etc. a quitação do financiamento é efetuada em prestações iguais. O CDC é uma alternativa de financiamento de veículos leves e pesados. de acordo com o bem financiado. imóveis. Várias são as linhas de financiamento para a aquisição de capital fixo. Em geral. A modernização do parque industrial é um dos pontos importantes para o desenvolvimento do país. financiamento e investimento (financeiras). Os encargos cobrados pelas instituições para liberação dos financiamentos variam conforme a política do governo. serviços diversos. mensais e sucessivas. as operações obedecem a um sistema de pagamento Price. O CDC é concedido diretamente ao consumidor. inclusive com determinações que visam facilitar a importação de equipamentos vindos do exterior. pessoas jurídicas ou pessoas físicas por bancos e sociedades de crédito. Além dos juros é cobrado o IOF (Imposto sobre operações de crédito. inclusive com recursos oriundos do BNDES. instalações. Os prazos variam entre 1 e 48 meses.O capital fixo é representando por máquinas. ou seja. Tais recursos podem ter origem própria ou através de repasses de órgãos do governo ou de recursos obtidos no exterior para tal finalidade. pois seria necessária uma descapitalização para a aplicação nas aquisições de tais bens. EXERCÍCIOS . e sendo assim. Em muitos casos é muito difícil as empresas terem condições para efetuarem investimentos em bens fixos. equipamentos de informática. geralmente eletro-eletrônicos e carros. o IOF arcado pelas pessoas jurídicas é maior do que aquele pago pelas pessoas físicas. As operações de arrendamento mercantil podem ser vistas como uma modalidade de financiamento de capital fixo. câmbio e seguro ou relativos a títulos e valores imobiliários). equipamentos. que incide de forma diferente nas pessoas físicas e jurídicas. O CDC Interveniência é uma modalidade de CDC na qual a empresa vendedora da mercadoria atua como garantidora do crédito concedido pela financeira ou pelo banco. CRÉDITO DIRETO AO CONSUMIDOR Empréstimos ou financiamentos concedidos para uso por parte do cliente na aquisição de bens. máquinas e equipamentos médicos e odontológicos.

c) maior custo administrativo do CDC. b) CDC com Interveniência. e) Empréstimo para Capital de Giro. Resposta: Somente o item d é verdadeiro. Que produto lhe seria corretamente recomendado? a) Vendor. Resposta: Somente o item a é verdadeiro. b) maior complexidade operacional do CDC. Tal fato se deve à (ao): a) prática de mercado. d) menor risco de crédito inerente ao CDCI. . as taxas de juros cobradas pela Financeira e/ou Banco Múltiplo com esta carteira são. d) Contrato de Abertura de Crédito Rotativo. de forma a otimizar sua receita e suas despesas fiscais. (BB/1998) Nas operações de Crédito Direto ao Consumidor – CDC. (BB/1999-1) Um cliente industrial deseja tomar recursos bancários para financiar suas vendas.1. e) impacto nos Depósitos à vista. c) Desconto de Duplicatas. maiores que as taxas de juros cobradas nas operações de Crédito Direto ao Consumidor com Interveniência – CDCI. 2. via de regra.

AULA 14 PRODUTOS E SERVIÇOS FINANCEIROS – CRÉDITO RURAL O crédito rural no Brasil é uma operação bastante regulada e. As normas existentes detalham como é calculada esta parcela e quais instituições estão sujeitas ao cumprimento de tal obrigatoriedade. nesta modalidade. as operações de crédito rural realizadas pelas instituições financeiras têm taxas subsidiadas. assim considerados os da exigibilidade e livres da poupança rural. se for o caso. além de outros que vierem a ser especificados pelo Conselho Monetário Nacional. sendo que tal instituição é o principal agente do Governo Federal neste segmento. A legislação específica do segmento determina a aplicação obrigatória em crédito rural de uma parcela de recursos captados pelas instituições financeiras. As aplicações em crédito rural A instituição financeira deve consignar no instrumento de crédito a fonte dos recursos utilizados no financiamento. observada a classificação do parágrafo anterior. registrando a denominação do fundo. desde que as taxas destas operações . do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e do Fundo de Investimento Extramercado (outro fundo administrado pelo Governo Federal). das Operações Oficiais de Crédito sob supervisão do Ministério da Fazenda. da poupança rural. Os financiamentos ao amparo de recursos controlados do crédito rural podem ser concedidos diretamente a produtores rurais ou repassados por suas cooperativas. Geralmente. uma parcela dos recursos livres de uma instituição financeira (e recebem este nome pois a instituição financeira pode aplicar livremente) pode ser aplicada no crédito rural. cheia de subsídios governamentais. Representa importante operação ativa realizada pelo Banco do Brasil. de recursos livres. notoriamente. quando aplicados em operações subvencionadas pela União sob a forma de equalização de encargos financeiros. As fontes de recursos do Crédito Rural O crédito rural pode ser concedido com recursos de 2 categorias: a) controlados: assim considerados da exigibilidade de recursos obrigatórios. de fundos. b) não controlados. programas e linhas específicas. De igual modo. programa ou linha específica.

compreendendo a précomercialização. recriação. b) custo de prestação de serviços. da entressafra de lavouras permanentes. como por exemplo. semi-fixos. do ciclo produtivo de lavouras periódicas. c) imposto sobre a prestação de serviços (ISS). e) fiança bancária. médio e grande porte para criação. (BB/2003) As despesas a que está sujeito o crédito rural incluem: a) remuneração financeira. engorda ou serviço e a aquisição de veículos. São exemplos de investimentos semi-fixos a aquisição de animais de pequeno. o desconto. reforma ou ampliação de benfeitorias e instalações permanentes e a aquisição de máquinas e equipamentos de provável vida útil superior a 5 anos.observem as taxas das operações bancárias comuns. As linhas de Crédito Rural As principais linhas de crédito rural podem ser resumidas em 3 grandes grupos: Os Créditos de Investimentos Os Créditos de Comercialização Têm o objetivo de assegurar ao produtor rural ou às suas cooperativas os recursos necessários à comercialização de seus produtos no mercado. embarcações e aeronaves que necessariamente devem ser utilizas na atividade agropecuária. . Isto quer dizer que operações de crédito rural contratadas com recursos livres não são subsidiadas. tratores colheitadeiras. São exemplos de investimento fixos a construção. implementos. os adiantamentos a cooperados por parte de cooperativas na fase imediata à colheita da produção própria ou de cooperados. d) sanções pecuniárias. EXERCÍCIOS 1. Os Créditos de Custeio Destinam-se ao custeio das despesas normais da atividade. de exploração pecuária e do beneficiamento ou industrialização de produtos agropecuários São utilizados para o financiamento de investimentos fixos.

(BASA/2001) Carlos. configurou-se a) respeito às normas vigentes. pois Carlos. . solicitou e obteve recursos dentro do sistema de crédito rural. despesas com o IOF e com o custo de prestação de serviços. não sendo produtor rural. pois o crédito rural não ampara atividades de pesquisa ou de produção de sêmen para inseminação artificial. e são verdadeiros. teve. não pode receber recursos do crédito rural.Resposta: Os item a. como pessoa física. como pessoa física. 2. pois Carlos. não pode receber recursos do crédito rural. uma vez que a natureza da pesquisa empreendida por Carlos está inserida no setor rural. e) agressão às normas vigentes. c) agressão às normas vigentes. b e d são verdadeiros. b) agressão às normas vigentes. embora não seja produtor rural. Na operação. para pesquisa e produção de sêmen para inseminação artificial. pois não incide o IOF nas operações do crédito rural. d) agressão às normas vigentes. entre outras.Nessa situação hipotética. Resposta: Os itens .

Em função das características de cada operação (setor de atividade. finalidade do crédito. realizam tais operações atuando como agentes financeiros do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). incluída a aquisição de máquinas e equipamentos novos. podendo o percentual ser acrescido. O nível de participação é de até 50% do investimento fixo financiável. credenciados pelo BNDES. atividades bancárias/financeiras. sem limite de valor. credenciados pelo BNDES. tratamento e disposição final poderão ser solicitados/justificados mediante apresentação de consulta prévia. para aquisição isolada de máquinas e equipamentos novos. motéis. controle do capital social. conforme as condições das linhas existentes. e capital de giro associado. hotéis-residência e loteamentos. FINAME Agrícola . através de instituições financeiras credenciadas. pequenas e médias empresas. serão apresentadas as principais operações de financiamento a exportação e importação realizadas pelas instituições financeiras com recursos do BNDES BNDES Automático Financiamentos de até R$ 10 milhões para a realização de projetos de implantação. através de instituições financeiras credenciadas. FINAME Máquinas e Equipamentos Financiamentos. Prazos diferenciados para aquisição de veículos não-convencionais de transporte urbano e para veículos de coleta de lixo em programa integrado de coleta. de fabricação nacional. Muitas delas. Nesta aula. mineração que incorpore processo de lavra rudimentar ou garimpo. de fabricação nacional. porte e localização do empreendimento). jogos de prognósticos e assemelhados. saunas e termas. tais como edificações residenciais. tomando recursos emprestados junto ao banco federal e repassando a seus clientes. expansão e modernização. e capital de giro associado para micro.AULA 15 PRODUTOS E SERVIÇOS FINANCEIROS – FINANCIAMENTOS À IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO – RESPASSES DE RECURSOS DO BNDES Várias instituições financeiras operam com linhas de crédito para financiamento específico das operações de importação e exportação de mercadorias. comércio de armas. Não são passíveis de apoio neste tipo de financiamento os empreendimentos imobiliários.

igual ou superior a 60% (sessenta por cento). os quais. a arrendatária. igual ou superior a 60% (sessenta por cento). na fase pré-embarque visando a produção e exportação de bens passíveis de apoio do BNDES e que apresentem índice de nacionalização. em valor. • Pré-embarque especial: Financiamento ao exportador. em condições compatíveis com o . da empresa ou do grupo econômico. os percentuais acima se aplicam à parcela nacional do bem. O prazo de amortização é de até 90 meses. Conta com prazo total de financiamento de até 120 meses e nível de participação de 100%. FINAME Concorrência Internacional Financiamentos. O prazo é de até 6 meses para o embarque e liquidação. credenciados pelo BNDES. para a produção e comercialização de máquinas e equipamentos que estejam requerendo condições de financiamento compatíveis com as ofertadas por congêneres estrangeiros em tomadas de preços ou concorrências internacionais. • Pré-embarque de curto prazo: Financiamento ao exportador. mediante consulta prévia. em valor. credenciados pelo BNDES e destinados ao setor agropecuário. da produção dos bens passíveis de apoio do BNDES que apresentem índice de nacionalização. para operações de arrendamento mercantil. FINAME Apoio à Exportação O BNDES possui algumas linhas de crédito de apoio à exportação: • Pré-embarque: Financiamento ao exportador. através de instituições financeiras credenciadas.Financiamentos. sem limite de valor. que apresentem índice de nacionalização. podendo ser obtidos financiamentos que necessitem de prazo superior ao acima estabelecido e eh definido em função da capacidade de pagamento do empreendimento. para aquisição de máquinas e equipamentos novos. de qualquer porte. Os clientes deste tipo de financiamento são as empresas produtoras e exportadoras. de fabricação nacional. serão simultaneamente arrendados à empresa usuária. O nível de participação é de até 100%. igual ou superior a 60% (sessenta por cento). FINAME Leasing Financiamentos a sociedades arrendadoras. da produção de bens passíveis de apoio do BNDES. mas para equipamentos com índice de nacionalização inferior a 60%. com prazo de pagamento de até 180 dias. sem limite de valor. de fabricação nacional. sem limite de valor. constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sede e administração no país. na fase préembarque. na fase pré-embarque. O financiamento é concedido à empresa arrendadora para aquisição dos bens. Os clientes deste tipo de financiamento são empresas exportadoras constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sede e administração no país. para a aquisição de máquinas e equipamentos novos. em valor.

exportadoras de bens e/ou serviços (pessoas jurídicas constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sede e administração administração no Brasil). visando ao incremento das exportações brasileiras. para financiamento das operações de importação e exportação de mercadorias.• • mercado internacional. não podendo o último embarque ultrapassar o prazo de 12 meses e a liquidação da operação. 6 meses. deverão apresentar índice de nacionalização. comerciais exportadoras ou demais empresas exportadoras que participem da cadeia produtiva e que adquiram a produção de determinado conjunto significativo de micro. mediante o desconto de títulos de crédito (notas promissórias ou letras de câmbio) ou a cessão dos direitos creditórios (cartas de crédito) relativos à exportação. igual ou superior a 60%. a comissão de agente comercial e eventuais pré-pagamentos. O BNDES concede vários créditos. da comercialização dos bens passíveis de apoio do BNDES produzidos por micro. comprovadamente realizada. Os bens. Pré-embarque empresa âncora: Financiamento ao exportador. em valor. relativamente à parcela financiada do incremento previsto. exceto: a) A linha Finame Concorrência Internacional busca tornar competitivos os produtos brasileiros. cuja comercialização seja financiada. constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sede e administração no país. excluídos. trading companies. pelos mesmos de bens passíveis de apoio do BNDES e/ou de serviços. pequenas ou médias empresas visando a sua exportação. além do frete e do seguro internacionais. a critério do BNDES. Podem ser enquadradas nesta modalidade como empresas âncoras. concedendo credito alinhado com as praticas de concessão existentes em outros paises. pequenas ou médias empresas. O prazo total da operação é de até 18 meses. Relativamente as estas operações e possível afirmar. Os clientes deste tipo de financiamento são as empresas exportadoras. Os clientes deste tipo de financiamento são empresas de qualquer porte. segundo critérios do BNDES. por meio de instituições financeiras credenciadas. . O prazo total da operação é de até 12 meses. EXERCÍCIOS 1. Os clientes deste tipo de financiamento são as empresas âncoras que viabilizem a exportação indireta de bens produzidos por micro. trading company e empresa comercial exportadora. pequenas e médias empresas. O nível de participação do BNDES é de até 100% do valor FOB. na fase pré-embarque. podendo ser estendido para 30 meses. Pós-embarque: Refinanciamento aos clientes no exterior quando da aquisição.

c) O BNDES Automático financia projetos de implantação. d) A linha Finame Leasing financia a aquisição de maquinas e equipamentos novos para serem utilizados em operações de arrendamento mercantil e outras quando forem autorizadas. .b) A linha Finame Maquinas e Equipamentos é utilizada para aquisição isolada de maquinas e equipamentos novos. Resposta: O item d é a resposta correta. expansão e modernização. alem de fornecimento de capital de giro associado para micro. pequenas e medias empresas.

. Podem ser objeto do leasing bens móveis. As operações de leasing são. de produção nacional ou estrangeira. segundo as especificações desta. realizadas nas modalidades operacional e financeiro. mais conhecidas como leasing. Nesta aula serão estudadas as operações de arrendamento mercantil. basicamente. “considera-se arrendamento mercantil. as entidades autorizadas a realizar operações de Arrendamento no Brasil são os bancos múltiplos com carteira de arrendamento mercantil e as sociedades de arrendamento mercantil. como será visto. para efeitos desta Lei. devolver o bem arrendado ou prorrogar o contrato. O leasing (também chamado arrendamento mercantil) é tratado pela Lei 6. e pessoa física ou jurídica. É facultado ao arrendatário a opção de comprar. segundo especificações da arrendatária e para uso próprio desta”. No Brasil. na qualidade de arrendatária e que tenha por objeto o arrendamento de bens adquiridos pela arrendadora. têm características e regulamentação bastante especificas CONCEITO DE LEASING Transação celebrada entre o proprietário de um determinado bem (arrendador) que concede a um terceiro (arrendatário) o uso deste por um período fixo. na qualidade de arrendadora.AULA 16 PRODUTOS E SERVIÇOS FUNCIONAMENTO E BENS FINANCEIROS – O LEASING: TIPOS. em seu vencimento. e bens imóveis adquiridos pela entidade arrendadora para fins de uso próprio da arrendatária.099/74 e suas alterações. Segundo este mesmo normativo. Tais operações. o negócio jurídico realizado entre pessoa jurídica.

• não envolve a intermediação. • o valor residual é relevante. mais elevadas que no leasing financeiro. A figura a seguir demonstra esquematicamente tal operação. • possibilidade de rescisão mediante acordo bilateral.LEASING OPERACIONAL A sociedade arrendadora concede o uso da propriedade à arrendatária. O leasing operacional tem as seguintes características: • as contraprestações são. • pode ser confundido com locação/ • prazo de vigência contratual é normalmente curto. mas assume o compromisso de prestar assistência técnica bem como o risco comercial da obsolescência do bem objeto do leasing. . • a recuperação do investimento pela arrendadora ocorre por meio do arrendamento do mesmo bem a diversos clientes. em geral. • é facultativa a cláusula de opção de compra.

de 28. os arrenda ao proprietário original dos bens. Nesta operação. • É obrigatória a cláusula de opção de compra. sendo que em princípio. A figura representa uma operação de leasing financeiro. Outro tipo de leasing é o Subarrendamento. Pela resolução 2309 do Banco Central. adquirindo o bem e concedendo o uso e a posse ao arrendatário. • A arrendadora não mantém estoque do bem . que se constitui na transferência do contrato de leasing de uma arrendatária para outra. os bens que estavam no ativo permanente do arrendatário.LEASING FINANCEIRO E uma operação onde o arrendador atua como intermediário. uma variante do leasing chamado leasing back.96. são vendidos para a empresa de leasing que. ainda. essa modalidade somente está disponível para arrendatários pessoas jurídicas. Há. em seguida. que se compromete a pagar as contraprestações devidas. o contrato não pode ser rescindido antes do prazo estabelecido. • A arrendadora não responde pela assistência técnica ou manutenção do bem.09. O arrendador contrata um leasing com um arrendador ou fornecedor externo e subarrenda o mesmo com empresa nacional . O leasing financeiro tem as seguintes características: • O prazo de vigência normalmente longo.

Das afirmativas abaixo considera-se verdadeira: a) A operação de leasing operacional é menos onerosa para o arrendatário porque as prestações não amortizam o bem. podendo o arrendador ficar responsável pela manutenção do bem arrendado ou por qualquer tipo de assistência técnica que seja necessária para seu perfeito funcionamento. não se origina no fato de que. será feita pelo valor de mercado. dispensando até mesmo exigência de garantias. e) Leasing financeiro é uma operação de financiamento sob a forma de locação particular. tenha a propriedade das máquinas e equipamentos necessários para produzi-los. mas. da forma como elas são utilizadas na sua produção. c) Lease-back é uma operação de arrendamento mercantil praticada no mercado em que a empresa tomadora de recursos é proprietária de. com base em um . um bem e o arrenda para a sociedade de leasing. d) Leasing operacional é a operação. quem os produz. sim. regida por contrato. de médio a longo prazo. e a aquisição. que estabelece as condições da operação de leasing e os direitos/obrigações de arrendador e arrendatário é simples e sem nenhuma peculiaridade. praticada diretamente entre o produtor de bens (arrendatário) e seus usuários (arrendador). se houver. b) O contrato de arrendamento mercantil. (CEF – 2004 – Fundação Carlos Chagas) O princípio básico que norteia uma operação de leasing é o de que o lucro na produção de bens e serviços. caso o arrendatário queira adquirir o bem terá que negociar com a empresa de leasing.As diferenças entre o leasing operacional e o financeiro podem ser resumidas conforme tabela a seguir: Leasing Operacional Semelhante a uma Locação Prazo do contrato menor que a vida útil do bem A opção de compra é facultativa Rescisão mediante acordo bilateral Existência de bens em estoque Risco operacional do arrendadora Valor residual relevante Contraprestações maiores Leasing Financeiro Semelhante a um Financiamento Prazo do contrato geralmente corresponde a vida útil do bem A opção de compra é obrigatória Rescisão do contrato no vencimento Não existência de estoques de bens Risco operacional do arrendatário Valor residual irrelevante Contraprestações menores EXERCÍCIOS 1.

contrato. onde não há necessidade de intervenção de uma empresa arrendadora. Resposta: Somente o item `a` é verdadeiro. de bens móveis ou imóveis. .

As informações relevantes de um Fundo de Investimento constam de seu prospecto e de seu Regulamento. obrigatoriamente. deve constar a expressão “investimento financeiro”. credenciada pela CVM e contratada especialmente para esta finalidade. despesas e prazos adotados devem ser os mesmos para todos os condôminos do fundo. Ao aministrador do Fundo compete a realização de uma série de atividades gerenciais e operacionais relacionadas com os cotistas e seus investimentos. facultado o acréscimo de vocábulos que identifiquem o perfil de suas aplicações. entre as quais os critérios de composição e de diversificação da carteira e os riscos operacionais envolvidos. segregados do patrimônio da instituição financeira que os administra. CONCEITO O Fundo de Investimento Financeiro. O Fundo tem prazo indeterminado de duração e em sua denominação. Este é o gestor da carteira. constituído sob a forma de condomínio aberto. Esta gestão da carteira do Fundo pode ser realizada pelo próprio administrador ou pode ser terceirizada. que não pode conter termos incompatíveis com o seu objetivo. Na definição da política de investimento (onde serão aplicados os recursos do fundo). ser entregues ao cotista por ocasião de seu ingresso no Fundo. isto é. é uma comunhão de recursos destinados à aplicação em carteira diversificada de ativos financeiros e demais modalidades operacionais disponíveis no âmbito do mercado financeiro e de capitais. que devem. Não há. realizada por uma pessoa física ou jurídica. Como será visto nesta aula. . O valor de cada cota é recalculado diariamente e a remuneração recebida varia de acordo com o prazo de aplicação e com os rendimentos dos ativos financeiros que compõe o fundo. devem ser prestadas informações acerca: • das características gerais da atuação do fundo. geralmente.AULA 17 PRODUTOS E SERVIÇOS FINANCEIROS – FUNDOS DE INVESTIMENTO Os fundos de investimento representam significativa parcela de recursos aplicados por investidores no SFN. tais investimentos são constituídos sob a forma de condomínios. As taxas. • da possibilidade de realização de aplicações que coloquem em risco o patrimônio do fundo. dessa forma. dentre as quais a gestão da carteira de títulos e valores mobiliários. estando. garantia de que o valor resgatado seja superior ao valor aplicado.

que reflete na liquidez da aplicação. de seu patrimônio líquido representado. isolada ou cumulativamente. em função da estrutura dos ativos financeiros integrantes das respectivas carteiras. O quadro a seguir resume as características de cada tipo de fundo Tipo de Fundo Características Fundos de Devem aplicar seus recursos exclusivamente em títulos "Curto Prazo públicos federais ou privados pré-fixados ou indexados à taxa SELIC ou a outra taxa de juros. e g) Fundo Multimercado. que determina o grau de risco para o investidor. como nem todos agem dessa forma. as seguintes condições: I . b) Fundo Referenciado. O prazo médio da carteira do fundo inferior a 60 (sessenta) dias. desde que atendidas. e) Fundo Cambial. que sempre representa uma importância volumosa. ou títulos indexados a índices de preços. Segundo a CVM. autarquia responsável pela supervisão deste mercado. f) Fundo de Dívida Externa.tenham 80% (oitenta por cento). Neste modelo de aplicação. os investidores podem sacar suas cotas a curto prazo. cumulativamente. sendo que apresenta ainda uma valorização diária. poderá ser aplicada em modalidades mais rentáveis. Os Fundos de Investimentos atuam conforme determinação Comissão de Valores Mobiliários (CVM).Aplicação caracterizada pela aquisição de cotas de aplicações com características abertas e solidárias. a soma restante. b) títulos e valores mobiliários de renda fixa cujo emissor esteja classificado na categoria baixo risco de crédito ou . c) Fundo de Renda Fixa. d) Fundo de Ações. e que representam parte do Patrimônio do Fundo. no mínimo. por: a) títulos de emissão do Tesouro Nacional e/ou do Banco Central do Brasil. com prazo máximo a decorrer de 375 (trezentos e setenta e cinco) dias. no entanto. Fundos Esses Fundos devem identificar em sua denominação o seu "Referenciados" indicador de desempenho. os Fundos podem ser: a) Fundo de Curto Prazo. Os recursos obtidos pela administradora do Fundo serão aplicados no mercado financeiro interno ou externo onde houver uma melhor rentabilidade. onde são determinados os limites de composição da carteira. TIPOS DE FUNDOS DE INVESTIMENTO Os fundos de investimento podem ser classificados pelo índice de volatilidade.

da carteira seja composta por ativos financeiros de forma a acompanhar a variação do indicador de desempenho escolhido. por operações compromissadas lastreadas nos títulos públicos federais acima referidos. Estes Fundos possuem políticas de investimento que envolvem vários fatores de risco. ainda. Devem possuir. "Cambial". Devem possuir. "Renda Fixa". no mínimo. certamente tal fato o induz a aplicar em fundos: a) moderados. EXERCÍCIOS 1. . no mínimo. até o limite dessas. no mínimo. ou ambos. Devem possuir. Do ponto de vista da propensão ao risco do investidor. Devem aplicar. no mínimo. 67% (sessenta e sete por cento) da carteira em ações admitidas à negociação no mercado à vista de bolsa de valores ou entidade do mercado de balcão organizado. (BB/1999-1) As aplicações em fundos de investimento de renda fixa têm liquidez diária. 80% (oitenta por cento) da carteira em ativos relacionados diretamente aos principais fatores de risco da carteira. ao fator de risco do fundo que é a variação de preços de moeda estrangeira ou a variação do cupom cambial.estipulem que 95% (noventa e cinco por cento). III . 80% (oitenta por cento) da carteira em ativos relacionados diretamente. que são a variação da taxa de juros doméstica ou de índice de inflação. no mínimo. sem o compromisso de concentração em nenhum fator em especial ou em fatores diferentes das demais classes de fundos.Fundos de "Renda Fixa" Fundos "Ações" Fundos "Cambiais" Fundos "Dívida Externa" de de Fundos "Multimercado" equivalente. ou. II . Os fundos classificados como "Referenciado".restrinjam a respectiva atuação nos mercados de derivativos a realização de operações com o objetivo de proteger posições detidas à vista. a índices de preço ou à variação cambial. pré-fixados ou indexados à taxa SELIC (taxa média de juros dos títulos públicos federais) ou a outra taxa de juros. "Dívida Externa" e "Multimercado" poderão ser adicionalmente classificados como "Longo Prazo" quando o prazo médio de sua carteira supere 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias e seja composta por títulos privados ou públicos federais. sendo permitida a aplicação de até 20% (vinte por cento) do patrimônio líquido em outros títulos de crédito transacionados no mercado internacional. 80% (oitenta por cento) de seu patrimônio líquido em títulos representativos da dívida externa de responsabilidade da União.

mais conservadores. c) cotas de fundo de investimento financeiro (FIF). b) ações emitidas por companhias sediadas em países do MERCOSUL. mais agressivos. Os fundos de investimento em títulos e valores mobiliários podem manter seu patrimônio aplicado em a) ações de emissão de companhias brasileiras.b) c) d) e) menos agressivos.: Resposta: Somente o item `d` é verdadeiro. (BB/2003-2) O prospecto e o regulamento dos fundos de investimento em títulos e valores mobiliários devem indicar de forma clara a política de investimento e as faixas de alocação de ativos. . 2. devendo constar de sua denominação o ativo prevalecente na composição de sua carteira. Resposta: Somente o item `a` é falso. cotas de fundo de aplicação em cotas de FIF e cotas de fundo de investimento no exterior. mesmo daquelas que não possuam registro na CVM. menos conservadores.

Geralmente o banco movimenta a conta do cliente de acordo com a necessidade de suprimento em sua conta corrente. Nesta aula estudaremos: 1. mediante prévia autorização. • M aior facilidade no relacionamento com a rede bancária. Podem ser elencadas as seguintes vantagens para o banco e para o cliente. Os valores são colocados na conta do cliente no mesmo dia ou no dia seguinte. • F ortalecimento do cadas tro com o banco. tendo em vista a necessidade de ir para a compensação. 2. O C liente • C rédito imediato dos títulos cobrados . as transferências automáticas de fundos. pois a boleto é pagável em qualquer banco. . em razão dos créditos das liquidações . AS TRANSFERÊNCIAS AUTOMÁTICAS DE FUNDOS É uma prestação de serviço. decorrentes da prestação destes serviços: O B anco • A umento no valor dos depós itos à vis ta. onde o banco. credenciando-o a obter outros s erviços e produtos bancários . 3. a arrecadação de tributos e tarifas públicas. a cobrança e pagamento de títulos e carnês. • G arantia na execução da cobrança. entre uma ou mais contas em uma ou mais agências do banco.AULA 18 PRODUTOS E SERVIÇOS FINANCEIROS – SERVIÇOS BANCÁRIOS As instituições financeiras prestam e disponibilizam a seus clientes uma série de serviços. automaticamente. • R eforço no relacionamento do banco com o cliente. movimenta as contas do cliente. • A umento das receitas provenientes das tarifas cobradas pela realização do s erviço de cobrança. A COBRANÇA E PAGAMENTO DE TÍTULOS E CARNÊS Os bancos efetuam as cobranças de títulos para seus clientes por meio da emissão de boletos.

utilizada para transferência por conta de terceiros ou a favor do cliente. O DOC É uma ordem de transferência de fundos interbancária por conta ou a favor de pessoas físicas ou jurídicas clientes de instituições financeiras. A TRANSFERENCIA ELETRÔNICA DISPONÍVEL (TED) A TED é uma ordem de transferência de fundos interbancária. as instituições financeiras podem ser utilizar do Documento de Credito (DOC) para fazer transferências de recursos para outras instituições financeiras. por bancos múltiplos com . observado que: • A liquidação se dá por intermédio de sistema de liquidação de transferência de fundos. Com a implantação do novo Sistema de Pagamentos do Brasil (SPB). a partir de 2001. • Identificação do recebedor no sistema de liquidação de transferência de fundos. Somente pode ser remetido e recebido por bancos comerciais. A transferência de fundos a caso de feriado na praça recebedor. As instituições financeiras titulares de conta Reserva Bancária podem oferecer a TED como remetente de fundo. As seguintes informações devem constar na TED : • Identificação do emitente no sistema de liquidação de transferência de fundos. é possível a transferência automática de recursos entre instituições financeiras por meio da TED. A diferença da TED para o DOC esta no fato de que no DOC a transferência não é feita automaticamente.sempre estando carente de provisão o banco deverá sacar o valor necessário para supri-la. • CNPJ do recebedor. hipótese em que os recursos recebedor no dia útil seguinte ao do feriado local. • CNPJ do emitente. • Os recursos correspondentes são disponíveis ao favorecido. sendo. e • Data da emissão Além da TED. • Valor da transferência em moeda nacional. também. O sistema de liquidação de transferência de fundos onde a TED será submetida à liquidação é de livre escolha da instituição financeira titular de conta Reservas Bancárias (conta que uma instituição financeira possui no Banco Central para liquidação de suas operações). na qual o cliente estarão disponíveis ao cliente favor do cliente deve ser executada mesmo no em que localizada a agência do participante mantém a conta.

reduzindo custos administrativos. A inexatidão dos dados informados exime os bancos remetentes e destinatário de qualquer responsabilidade pela demora ou não cumprimento da transferência solicitada. aumentam os valores das aplicações. os bancos comercias. visando a regularização da transferência. por sua vez. no dia da liquidação e informar-lhe imediatamente a ocorrência.carteira comercial e pela Caixa Econômica Federal. As empresas de loteria são exemplos de correspondentes bancários da Caixa Econômica Federal. o que contribui. desde que a transferência seja feita em dinheiro. que estabelecem as condições de arrecadação e repasse dos tributos e tarifas públicas. Tais convênios facilitam a arrecadação. Os bancos. decisivamente para o adimplemento pontual dos débitos. Devido à importância desse serviço. Observadas as normas e. o Governo. além de aumentarem a receita através da cobrança de comissões/tarifas pelos serviços prestados. o banco remetente deve colocar o valor à disposição do cliente remetente. permitindo a criação de postos bancários para arrecadação e pagamento (PAP). EXERCÍCIOS . arcando o banco remetente com o ônus decorrente do atraso. por meio do qual o documento é processado. à medida que o contribuinte terá maior facilidade para o pagamento. podendo ser recusado e devolvido ao emitente. no primeiro dia útil subseqüente ao da emissão. em 1991. os bancos múltiplos com carteira comercial e a Caixa Econômica Federal não podem recusar a remessa do DOC. sendo de inteira responsabilidade do banco remetente qualquer prejuízo causado a terceiros pelo não cumprimento desta determinação A ARRECADAÇÃO DE TRIBUTOS E TARIFAS PÚBLICAS São serviços prestados às empresas concessionárias de serviços públicos e órgãos públicos por meio de acordos e convênios específicos. Os valores relativos ao DOC que não forem encaminhados à COMPE no prazo estabelecido no regulamento do sistema devem ser repassados aos bancos destinatários por meio de TED. autorizando o serviço de débito em conta corrente de tarifas cobradas pelo Governo e permitindo o recolhimento de tarifas públicas por meio dos correspondentes bancários. regulamentou e facilitou o pagamento de tributos e tarifas. É de inteira responsabilidade do cliente remetente o correto preenchimento do DOC. Não poderá ser repassada ao cliente qualquer tarifa motivada por retorno ou erro de responsabilidade do banco remetente. Não é obrigatório o acolhimento do DOC quando emitido com a finalidade de transferência de valor para depósitos em conta de poupança. No caso de retorno de transferência feita por DOC. desde que tais entidades participem do participantes do Sistema de Compensação e Liquidação aprovado pelo BACEN (Sistema COMPE).

em função no atraso de pagamentos por parte de seus clientes. c) A instituição financeira não pode fazer a terceirização dos serviços contratados. sem a intermediação do Banco Central do Brasil. d) A instituição financeira não assume qualquer responsabilidade pelos valores repassados em atraso. até a data de vencimento do título. por meio da utilização de correspondentes bancários. c) Não e necessária a autorização do cliente para movimentação de sua conta.1. os recursos entre instituições financeiras. As transferências automáticas de fundos permitem a transferência entre recursos de contas de uma ou de varias instituições financeiras. b) A TED transfere. d) A transferência automática de recursos não é um serviço cobrado pelas instituições financeiras Resposta: Somente o item b está correto. . b) Os preços das tarifas pela prestação dos serviços são pactuados entre a instituição financeira e seus clientes. d) O cliente que contrata o serviço de cobrança prestado pelo banco não corre o risco de credito pelo não pagamento do titulo Resposta: Os itens a e d estão errados. b) A remuneração pela prestação do serviço e os prazos para repasse dos recursos arrecadados devem ser formalmente pactuados. 3. A arrecadação de tributos e tarifas públicas realizadas pelas instituições financeiras decorre de convênios firmados por tais entidades com concessionárias de serviços públicos e órgãos públicos. exceto: a) São formalizados por meio de contratos de prestação de serviço. A respeito deste serviço é possível afirmar: a) O Doc permite a transferência automática de recursos entre duas instituições financeiras. c) Geralmente o bloqueto de cobrança permite o seu pagamento em qualquer instituição financeira integrante do sistema de compensação de cheques e outros papéis do Banco Central. Resposta: Somente o item c apresenta a resposta correta. 2. automaticamente. Relativamente aos serviços de cobrança e pagamento de títulos e carnês prestados pelas instituições financeiras. em função de transferência automática de recursos. Tal prestação de serviço deve obedecer às seguintes regras. é possível afirmar que: a) A única vantagem para os bancos que prestam estes serviços é a possibilidade de cobrança de tarifas pela prestação do serviço.

à medida que o valor é debitado da conta débito corrente. não sendo. cartão de crédito. cartão inteligente. Nesta aula. portanto. ou cartões de armazenamento semelhante aos cartões de crédito na sua aparência. DINHEIRO DE PLÁSTICO Liderados pelos cartões inteligentes (smart cards). utilização do cartão como cheque eletrônico. cartão co-branded. a obtenção de magnético extratos. O quadro a seguir resume as características de cada tipo de cartão: Tipo de Características Cartão Cartão Possibilitam ao cliente a realização de saques. que fará a leitura do cartão de débito. beneficiando com a redução do custo operacional para o banco e para o cliente. atualizam automaticamente valores e . estudaremos as principais características destas operações. Cartão Dotados de processador e módulos de memória. Além das inteligente características dos cartões de crédito/débito comuns. começando inicialmente com o tema dinheiro de plástico e em seguida abordando alguns conceitos sobre cartão de crédito. Cartão de É dinheiro vivo. porquanto guardam um volume de dados 200 vezes maior. Será cobrada uma taxa do estabelecimento e os recursos não serão entregues imediatamente. com a respectiva senha do cliente. Possuem microchips que armazenam unidades digitais de valor que podem ser trocadas por bens e serviços. cartão de de débito (private labels). como o dinheiro tradicional. dinheiro vivo para o estabelecimento. possuem também um chip interno. Os cartões representativos de dinheiro de plástico podem ser classificados nos seguintes tipos: cartão magnético. O estabelecimento deve dispor de um terminal eletrônico. que permite a realização de operações especiais. cartão afinidade. cartão de valor agregado e cartão virtual.AULA 19 PRODUTOS E SERVIÇOS FINANCEIROS – O DINHEIRO DE PLÁSTICO E OS CARTOES DE CRÉDITO A utilização de cartões de crédito e débito para a realização de compras de mercadorias e serviços por pessoas físicas no Brasil tem crescido a cada ano.

Sua utilização é realizada via eletrônica. é emitido por uma empresa reconhecida no mercado em associação com uma operadora e um banco específico. os recursos serão entregues. Similar ao cartão de afinidade. Possui uma oferta de privilégios ou serviços extras. Será cobrada uma taxa e. Tal comprovação é feita com a apresentação do cartão no ato da aquisição da mercadoria. ficha médica. depois de esgotado seu valor. É utilizada a criptografia como chave de segurança no repasse de dados. ou associação. currículo. pois o cliente opta por uma data onde é concentrada a despesa de suas compras. nas transações pela Internet. carteira de documento. praticidade para o cliente. em média. além disso.Cartão crédito de Cartão afinidade Cartão branded co- Cartão valor agregado de Cartão virtual realizam aplicações não bancárias como. como montadoras de veículos. para que possa ele utilizar como pagamento de despesas em máquinas específicas no comércio e/ou prestador de serviços. II – serviço de intermediação financeira (crédito) para cobertura de obrigações assumidas através do cartão de crédito junto a fornecedor pertencente a uma rede credenciada. dentre outros. oferece vantagens específicas para seus associados. . com bônus. clubes. Emitido por um banco com valores previamente determinados. que tem por objeto a prestação dos seguintes serviços: I – serviços de intermediação de pagamentos à vista entre consumidor e fornecedor pertencente a uma rede credenciada. esse cartão corporifica uma pequena quantidade de dinheiro eletrônico – valor previamente pago pelo cliente. Representam comodidade para o consumidor e segurança para os comerciantes. ou de alguma organização. agenda eletrônica. É o cartão da Internet. dentre outros. redes de varejo. Além disso. o cartão de crédito é um contrato de adesão entre consumidor e administradora de cartões de crédito. dentre outros. CARTÃO DE CRÉDITO É um serviço de intermediação que permite ao consumidor adquirir bens e serviços em estabelecimentos comerciais previamente credenciados. Juridicamente. que o grupo ao qual o cliente pertence houver contratado. um mês depois. mediante a comprovação de sua condição de usuário. Podem ser jogados fora. descontos ou milhas a cada compra efetuada junto às empresas aos quais estão vinculados. companhias aéreas. Se distingue dos outros cartões de crédito pela exibição da marca ou logotipo de algum grupo empresarial. O estabelecimento comercial deverá possuir uma máquina eletrônica ou manual para passar o cartão.

O contrato de intermediação de pagamentos à vista é o contrato realizado entre o consumidor e uma administradora de cartões de crédito. mas apenas as instituições financeiras e assemelhadas. IV – serviço de intermediação financeira (crédito) para empréstimos em dinheiro direto ao consumidor. c) A empresa emitente do cartão. gerando um débito do usuário-consumidor a favor da administradora e um crédito do fornecedor do bem ou serviço contra a administradora. que não pode ser um banco. com a apresentação do cartão. chamado genericamente de administradora de cartão de crédito. pois precisa ser empresa criada única e especificamente para esse fim. fornecidas pela administradora do cartão de crédito. Periodicamente. que tem por objeto a prestação do serviço de intermediação de pagamentos à vista das obrigações assumidas por meio de cartão.III – serviço de intermediação financeira (crédito) para cobertura de inadimplemento por parte do consumidor de obrigações assumidas junto a fornecedor pertencente a uma rede credenciada. b) O cartão é emitido pelo prestador do serviço de intermediação. até um limite estabelecido entre o consumidor e um fornecedor de bens ou serviços pertencente a uma rede credenciada. a administradora do cartão de crédito emite e apresenta a fatura ao usuárioconsumidor. disponibilizado através de operação de saque. Os portadores desses cartões têm à sua disposição uma rede de lojas credenciadas para a aquisição de bens e serviços. desde que o consumidor pague suas obrigações integralmente até o dia do vencimento da fatura e não opte pelo parcelamento do valor das compras. assinale a opção incorreta. de acordo com os contratos firmados entre essas partes. d) O Bacen não autoriza nem fiscaliza empresas administradoras de cartão de crédito. até o valor-limite combinado. de acordo com o contrato firmado com o consumidor. O estabelecimento comercial registra a transação com o uso de máquinas mecânicas ou informatizadas. a) O cartão de crédito é um serviço de intermediação que permite ao consumidor adquirir bens e serviços em estabelecimentos comerciais previamente credenciados mediante a comprovação de sua condição de usuário. As empresas detentoras de uma determinada marca (popularmente chamadas de bandeiras) autorizam outras empresas (chamadas emissoras) a gerar cartões ostentando a respectiva marca. As . EXERCÍCIOS 1. fica responsável pelo pagamento das aquisições feitas por ele com o uso do cartão. com a relação e o valor das compras efetuadas. Essa comprovação é geralmente realizada no ato da aquisição. (Banco de Brasília – 2001 – Cespe) A respeito da administração de cartões de crédito.

instituições financeiras. . únicas que podem conceder financiamentos quando o usuário opta por não pagar total ou parcialmente a fatura mensal. estão subordinadas ao Bacen. Periodicamente. As operações realizadas pelas instituições financeiras. a administradora do cartão de crédito emite e apresenta a fatura ao usuário-consumidor. e) O estabelecimento comercial registra a transação com o uso de máquinas mecânicas ou informatizadas. de acordo com o contrato firmado entre essas partes. estão sujeitas à legislação própria e às normas editadas pelo CMN e pelo Bacen. com a relação e o valor das compras efetuadas. inclusive o financiamento aos usuários para o pagamento da fatura mensal. gerando um débito do usuário-consumidor a favor da administradora e um crédito do fornecedor do bem ou do serviço contra a administradora. Resposta: Somente o item b apresenta a resposta correta. fornecidas pela administradora do cartão de crédito.

quem assumirá os direitos relativos ao título. A disponibilização das Condições Gerais em momento posterior ao da contratação constitui violação às normas. O título pode ser adquirido para outra pessoa. segundo cláusulas e regras aprovadas e mencionadas no próprio título (Condições Gerais do Título) e que será pago em moeda corrente num prazo máximo estabelecido. O envio (a entrega) da proposta devidamente assinada representa a concretização da subscrição do Título. Títulos de capitalização 2. tendo sua vigência estipulada na proposta. Por sua vez. a qualquer momento. o subscritor. tais como o resgate e o sorteio. e não somente no ato da contratação. passível de multa. portanto. A contratação de um título é realizada através do preenchimento e da assinatura do contrato. Planos de aposentadoria e pensão privados TÍTULOS DE CAPITALIZAÇÃO É uma aplicação pela qual o subscritor (comprador do título) constitui um capital. sendo a Sociedade. comercializados pelas instituições financeiras nos mercados supervisionados pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP). . pois seu prazo de vigência pode ser maior do que o prazo de pagamento estipulado na proposta. que é a pessoa que adquire o título e assume o dever de efetuar os pagamentos. estudaremos mais 2 produtos financeiros.AULA 20 PRODUTOS E SERVIÇOS FINANCEIROS –TITULOS DE CAPITALIZAÇÃO E PLANOS DE APOSENTADORIA E PENSÃO PRIVADOS Nesta aula. títulos de crédito. aliás. isto é. geralmente. Eles são considerados. Importante destacar que as Condições Gerais do título devem estar disponíveis ao subscritor no ato da contratação. o plano ainda continue em vigor. Os títulos mais comuns no mercado são: o PM (pagamento mensal) e o PU (pagamento único). definir quem será o titular. são mensais e sucessivos. o PU é um plano em que o pagamento é único (realizado uma única vez). sendo proibida a cobrança de qualquer taxa a título de inscrição. São eles: 1. desde que comunique por escrito à Sociedade. pode. para todos os fins legais. O PM é um plano em que os seus pagamentos. O título de capitalização só pode ser comercializado pelas sociedades de capitalização devidamente autorizadas a funcionar. É possível que após o último pagamento.

Planos de Aposentadoria PENSÃO POR renda a ser paga ao(s) beneficiário(s) indicado(s) na MORTE proposta de inscrição. por sua vez. Outra possibilidade. em decorrência da morte do Participante ocorrida durante o período de cobertura e após cumprido o período de carência estabelecido no Plano PECÚLIO POR importância em dinheiro. em decorrência de sua INVALIDEZ invalidez total e permanente ocorrida durante o período de cobertura e após cumprido o período de carência estabelecido no Plano. é o período durante o qual o Título de Capitalização está sendo administrado pela Sociedade de Capitalização. como colocada acima. em geral.U. é a de o título ser de Pagamento Único (P. quais sejam: • Renda por sobrevivência. O quadro a seguir. em decorrência da morte do participante ocorrida durante o período de cobertura e após cumprido o período de carência estabelecido no Plano PECÚLIO POR importância em dinheiro. • Pecúlio por morte. são mensais e sucessivos. pagável de uma só vez ao(s) MORTE beneficiário(s) indicado(s) na proposta de inscrição. juntos ou separadamente. Tal período deverá ser igual ou superior ao período de pagamento. • Renda por invalidez. • Pecúlio por invalidez. pagável de uma só vez ao próprio INVALIDEZ participante. Benefícios dos Planos Previdenciarios Os planos de aposentadoria e pensão privados podem ser contratados de forma individual ou coletiva (averbados ou instituídos). geralmente denominada de aposentadoria RENDA POR renda a ser paga ao participante.). e podem oferecer. sendo o capital relativo ao título atualizado monetariamente pela TR e capitalizado pela taxa de juros informada nas Condições Gerais. resume os benefícios constantes de cada plano: Tipo de Plano Benefícios RENDA POR renda a ser paga ao participante do plano que sobreviver SOBREVIVÊNCIA ao prazo de diferimento contratado. Prazo de Vigência. • Pensão por morte. em decorrência de sua invalidez total e permanente ocorrida durante o período de cobertura e .Enquanto que o prazo de pagamento é o período durante o qual o Subscritor compromete-se a efetuar os pagamentos que. PLANOS DE APOSENTADORIA E PENSÃO PRIVADOS A previdência privada é uma forma de poupança de longo prazo para evitar que a pessoa na aposentadoria sofra uma redução muito grande de sua renda. alguns tipos básicos de benefícios.

e ainda pode optar pelo perfil do fundo em que aportará suas reservas. mas. devendo apenas ser respeitado o período de carência. A poupança que vai garantir o pagamento dos benefícios é formada por dois valores básicos. sendo o benefício baseado na rentabilidade da carteira de investimento do FIF. tipo contribuições mensais. porque o volume de dinheiro que será poupado será distribuído por um número maior de meses. O outro é o rendimento obtido ao longo dos anos. dentro do que for contratado com o administrador. o . Isso porque o investidor também tem seus recursos aplicados em um FIF exclusivo. No PGBL. Segundo. que ainda não foi regulamentado pela Susep (Superintendência de Seguros Privados). porque o efeito da parte dos juros no capital final é maior quanto maior o tempo de contribuição. VGBL – Vida Gerador de Benefício Livre O VGBL – Vida Gerador de Benefícios Livres dá ao cliente o direito de resgatar em vida.após cumprido o período de carência estabelecido no Plano A SUSEP e as entidades que atuam no sistema criaram os seguintes planos padrões que atualmente são comercializados pelo mercado de previdência aberta complementar: PGBL – Plano Gerador de Benefício Livre A legislação não exige depósitos periódicos no caso dos PGBLs. sendo cobrada taxa de carregamento. após o período de carência. Quanto maior o número de anos. mais fácil é formar a poupança. Os depósitos podem ser feitos à medida que haja recursos disponíveis. Primeiro. maior a contribuição do rendimento na formação do capital. A transferência (portabilidade) dos recursos de uma seguradora para outra é permitida. O participante deve verificar se tem renda para garantir o fluxo de pagamentos acertado no contrato. retirando daí todos os custos. Quanto antes começa um plano de previdência privada. O VGBL é bastante parecido com o PGBL. Isso é fácil de entender. até o limite de 12% de sua renda bruta anual. O VGBL não tem garantia de remuneração mínima. o PGBL e o VGBL são produtos com características bastante semelhantes. uma parte ou a totalidade do montante aplicado. em compensação. o investidor conta com o incentivo fiscal concedido aos planos de previdência. acrescido do rendimento durante esse período. que permite ao poupador deduzir de sua base de cálculo do Imposto de Renda contribuições feitas a estes planos. Um é a soma das contribuições feitas. Já o VGBL não conta com esse incentivo. Conforme exposto. O período de contribuição para os planos depende do prazo existente entre a decisão de poupar e a idade que o contribuinte deseja receber o benefício. A grande diferença está no tratamento fiscal.

é correto afirmar que a) capital nominal é o valor que o investidor resgatará ao final do plano do título de capitalização. EXERCÍCIOS 1. aplicando os recursos recebidos no mercado financeiro e creditando todos os rendimentos auferidos para os investidores. (CEF – 2004 – Fundação Carlos Chagas) O PGBL – Plano Gerador de Benefícios Livres – é uma alternativa de aplicação financeira direcionada para a aposentadoria das pessoas. por isso. e) o investidor sempre escolhe a data do sorteio e o prêmio que deseja obter das operações com títulos de capitalização.investidor não é tributado com base na tabela progressiva no momento do resgate ou do recebimento do benefício. em que o beneficiário recebe uma renda durante toda a sua vida. Resposta: Somente o item a apresenta a resposta correta. Em relação a títulos de capitalização. o VGBL torna-se um produto ideal para pessoas que atuam na economia informal ou que estão isentas do Imposto de Renda e. e) a renda temporária refere-se aos benefícios pagos a partir de certa idade e durante um determinado número de anos pré-definido. o lucro. (CEF – 2004 – Fundação Carlos Chagas) Os títulos de capitalização caracterizam-se como uma forma de poupança de longo prazo. b) contribuição variável é o valor fixo dos prêmios pagos. pois as contribuições periódicas podem ser deduzidas do cálculo do imposto de renda até o limite de 30% da renda bruta do investidor. Sua tributação acontece apenas em relação ao ganho de capital – ou seja. Pode-se afirmar que a) os rendimentos gerados pelas aplicações são tributados a cada contribuição. onde o sorteio funciona como um estímulo. b) são regulados pela CAIXA. a partir de 40 anos de idade. funcionando como um fundo de investimento. 2. c) não possuem liquidez. d) um dos tipos de benefícios oferecidos pelo PGBL é a renda vitalícia. Resposta: Somente o item e apresenta a resposta correta. d) não existe incidência de Impostos de Renda sobre os rendimentos auferidos nas operações com títulos de capitalização. incidindo sobre ele correção e juros. não podem contar com a vantagem fiscal do PGBL e dos planos de previdência em geral. . Sendo assim. c) entre os principais atrativos de um PGBL está o benefício fiscal. como ocorre no PGBL.

pela combinação dos diversos ramos de seguro. se desenvolva. cobrindo não só atividade agrícola. Para tanto. o patrimônio do produtor rural. Seguro rural. . serão apresentados. ou se desenvolve com intensidade. Seguro garantia. 3. os tipos de planos de seguros existentes no mercado brasileiro. para fins de seguro. as sociedades seguradoras são as únicas entidades a negociar planos de seguros. por permitir ao produtor proteger-se contra perdas decorrentes principalmente de fenômenos climáticos adversos. Seguro de automóveis. 4.AULA 21 PRODUTOS E SERVIÇOS FINANCEIROS –PLANOS DE SEGUROS Nesta aula os diversos tipos de planos de seguro. Seguro Rural O Seguro Rural é um dos mais importantes instrumentos de política agrícola. objetivamente. não basta que exista fogo é preciso: • que o fogo se alastre. 7. Seguro de transporte 6. 2. garantias e operacionalização. PLANOS DE SEGUROS Como visto nas aulas relativas ao SFN. mas também a atividade pecuária. à geração de garantias a seus financiadores. à sua família. São eles: 1. 5. Seguro de pessoas. Seguro contra incêndio. Nesta aula. Para que fique caracterizado a ocorrência de incêndio. o crédito para comercialização desses produtos. seus produtos. destruindo e causando prejuízos (danos). parceiros de negócios. Seguro contra incêndio Para fins de seguro. além do seguro de vida dos produtores. investidores. se propague. Seguro de crédito interno. tais entidades seguem um conjunto de regras definidas em legislação especihfica relativa ao assunto. suas características. o incêndio pode ser definido como fogo que se propaga. todos interessados na maior diluição possível dos riscos. que ao mesmo tempo atendam ao produtor e a sua produção. O objetivo maior do Seguro Rural é oferecer coberturas. Contudo é mais abrangente.

a seguradora e o tomador assinam o contrato de contragarantia. caso aquele venha a sofre um acidente pessoal. Podem ser subdivididos nas seguintes modalidades: • Seguro de vida em grupo: garantem um pagamento de uma indenização ao segurado e aos seus beneficiários.Tal contrato é o instrumento legal que permite obter ressarcimento junto ao tomador e seus fiadores dos valores pagos pela seguradora ao segurado. garantindo as obrigações do tomador contraídas no contrato principal. Para que se conclua a operação. por meio de um contrato contendo as obrigações estabelecidas. O tomador é a pessoa jurídica ou pessoa física que assume a tarefa de construir. que representa os segurados. • Seguro de acidentes pessoais: garante o pagamento de uma indenização ao segurado ou a seus beneficiários. fornecer bens ou prestar serviços. fornecimento e obrigações aduaneiras As relações entre o tomador e a seguradora regem-se pelo estabelecido na proposta de seguro e no contrato de contragarantia. torna-se cliente e parceiro da seguradora. São feitos para garantir duas ou mais pessoas. Geralmente este seguro é utilizado na construção civil. É ele quem paga o prêmio do seguro. o interessado em cumprir o contrato. observadas as garantias contratadas que podem ser básicas (geralmente morte ou invalidez permanente) ou adicionais. que ocorra em local indesejado ou não habitual. que passa a garantir seus serviços. Ao mesmo tempo. As partes se relacionam da seguinte forma : o segurado recebe uma apólice de seguro emitida pela seguradora. Seguro de Garantia É um seguro que tem a finalidade de garantir o fiel cumprimento das obrigações contraídas pelo tomador junto ao segurado em contratos privados ou públicos. e que o fogo cause dano. O Tomador é o risco. bem como em licitações. . O segurado é a pessoa física ou jurídica contratante da obrigação junto ao tomador e o segurador é quem garante a realização do contrato. garantindo o direito de regresso da seguradora contra o tomador em um eventual sinistro. Seguro de Pessoas São feitas pelas seguradoras visando a proteção de riscos suportados por pessoas físicas.• • que a capacidade de alastrar-se não esteja limitada a um recipiente ou qualquer outro local em que habitualmente haja fogo. ou seja. Este contrato não interfere no direito do segurado. porém pode ser aplicado em contratos de prestação de serviços. contratado pelo próprio interessado. sendo obrigatoriamente contratados por uma estipulante. • Seguro de vida individual: é o seguro que garante um único segurado.

parte de seu patrimônio a um terceiro. temos que entender como está estruturada a operação de transporte.• • Seguro educacional: auxilia o custeio das despesas com educação dos beneficiários do segurado. . Este interesse segurável será esclarecido no contrato de compra e venda. temporariamente. A relação existente entre as partes deverá ser definida no contrato de compra e venda. das Perdas Líquidas Definitivas – PLD4 – causadas por devedor insolvente. Seguro de Transporte Para que possamos compreender como funciona o seguro de transporte. O sinistro é caracterizado quando ocorre a insolvência do devedor reconhecida por meio de medidas judiciais ou extrajudiciais realizadas para o pagamento da dívida. Ou seja. O conhecimento de embarque é o contrato feito para o transporte da mercadoria entre comprador (ou vendedor) e o transportador (ou operador de transporte multimodal). Cabe ao comprador contratar o transporte e o seguro a partir deste ponto. estará definido a partir de que momento o interesse segurável passará do vendedor ao comprador da mercadoria. por qualquer pessoa que tenha o interesse segurável na carga a ser transportada. com a expectativa de que essa parcela volte a sua posse integralmente. à luz da ocorrência dos riscos segurados definidos no contrato. onde os segurados convencionam pagar prestações ao estipulante pelo valor do saldo da dívida ou do compromisso feito pelo segurado. Os principais contratos de transporte são : • FOB: O vendedor é o responsável pela contratação do transporte e do seguro da mercadoria até a colocação da mesma a bordo da embarcação. Neste contrato. O seguro de crédito interno é uma modalidade de seguro que tem por objetivo ressarcir o segurado (credor). após decorrer o tempo estipulado. uma vez que a definição de quem tem a obrigação de contratar o frete constará deste. Costuma ser utilizado nas exportações brasileiras. Quem pode contratar o seguro transporte é a pessoa que tem o interesse em preservar o patrimônio contra os riscos inerentes à viagem. Seguro de Crédito Interno Entende-se por operação de crédito todo ato de vontade ou disposição de alguém de destacar ou ceder. nas operações de crédito realizadas dentro do território nacional. Seguro prestamista: são seguros em grupo. • CIF: este contrato prevê a obrigatoriedade do vendedor providenciar o transporte e o seguro até o porto de destino final.

• Blindagem: está coberta por esta garantia. incêndio e roubo). etc. e é sobre eles que incide o risco de inadimplência. As Seguradoras podem oferecer apenas a contratação na modalidade Valor Determinado. Colisão e Incêndio. • Acessórios: garante a indenização dos prejuízos causados aos acessórios do veículo pelos mesmos riscos previstos na apólice contratada. Entende-se como equipamento. para o pagamento de despesas extras relativas a documentação do veículo. os devedores são denominados garantidos. Acidentes Pessoais de Passageiros e Responsabilidade Civil Facultativa de Veiculos : Outras garantias podem ser contratadas. Entende-se como acessório. empresas de factoring. rádio e toca-fitas. no caso de danos causados à carroceria do veículo segurado. pela qual vier a ser responsável civilmente em sentença judicial transitada em julgado. Cd players. etc. Os contratantes da operação de crédito. São elas: • A assistência 24 Horas: tem como objetivo prestar assistência ao veículo segurado e a seus ocupantes. em caso de acidente ou pane mecânica e/ou elétrica. em caso de indenização integral. financiamento e investimento. desde que o sinistro seja decorrente de um dos riscos cobertos na apólice. • Carroceria: garante indenização. exceto áudio e vídeo. etc. ou intermediários de operações de crédito. contra eventos cobertos pela apólice. original de fábrica ou não. • Despesas Extraordinárias: garante ao segurado. consórcios. ou em acordo . apenas na modalidade Valor de Mercado Referenciado. Os segurados também são os responsáveis pelo pagamento do prêmio de seguro. Caracterizados desta forma como segurados das operações de crédito. ou ambas. uma quantia estipulada no contrato de seguro. televisores. Incêndio e Roubo. a blindagem do veículo segurado. tanto para pessoa física como para pessoa jurídica. desde que fixados em caráter permanente no veículo segurado. As principais garantias oferecidas são Compreensiva (colisão.Este seguro é geralmente contratado por empresas que realizam operações de crédito em suas vendas. ou seja. qualquer peça ou aparelho fixado em caráter permanente no veículo segurado. • Danos Morais: garante ao Segurado o reembolso da indenização por danos morais causados a terceiros. Seguro de Automóveis O Seguro de Automóveis poderá ser contratado pelas modalidades de Valor Determinado ou Valor de Mercado Referenciado. • Equipamentos: garante a indenização dos prejuízos causados aos equipamentos do veículo pelos mesmos riscos previstos na apólice contratada.

• •

judicial ou extrajudicial autorizado de modo expresso pela seguradora; Extensão de Perímetro para os Países da América do Sul: por meio desta garantia, o Segurado poderá ampliar a área de abrangência do seguro do seu veículo para os países da América do Sul; Valor de Novo: Garante ao Segurado, no caso de indenização integral, a indenização referente a Cobertura de Casco pelo Valor de Novo, nos casos em que o sinistro ocorra em até 6 ou 12 meses da saída do veículo da concessionária;

EXERCÍCIOS
1. (CEF – 2004 – Fundação Carlos Chagas) Em relação aos tipos de seguros existentes, está correto afirmar que a) há dois tipos de seguros de automóveis: pelo valor contratado e pelo valor de mercado. O seguro pelo valor de mercado prevê a indenização pelo valor de um veículo zero km. b) os seguros patrimoniais sempre exigem carência. c) os seguros podem ser classificados em duas grandes modalidades: pessoa e não-pessoas. Os seguros de pessoas incluem os seguros de danos materiais (patrimoniais) e de prestação de serviços. d) o seguro de vida tem por finalidade garantir determinado pagamento a um beneficiário indicado em caso de acidente fatal ou não. e) o seguro de incêndios cobre danos causados por incêndios, quedas de raios, explosão de botijão de gás doméstico podendo ainda cobrir adicionalmente incêndios causados por vendaval, tornado e queda de avião. Resposta: Somente o item e apresenta a resposta correta.

AULA 22
PRODUTOS E SERVIÇOS FINANCEIROS – CONCEITOS DE CORPORATE FINANCE A presente aula abordará alguns conceitos envolvendo a expressão corporate finance. Como será visto tais conceitos relacionam a gestão da empresa com sua estrutura de capital e suas estratégias operacionais. Ademais será comentado como os bancos participam destas operações CONCEITOS DE CORPORATE FINANCE É a função em uma companhia que controla a política e a estratégia e a implementação de sua estrutura de capital, incluindo os orçamentos, as aquisições e os investimentos, o planejamento financeiro, as fontes de recursos e as questões relativas à gestão de dividendos e pagamento de impostos. É o processo pelo qual as companhias captam recursos para financiar planos de expansão, aquisições, etc. Alguns bancos de investimento possuem divisões específicas e especializadas em aquisições, abertura de capital, reestruturação de empresas e temas relacionados. Corporate Finance é uma área específica das Finanças relativa às decisões financeiras que uma companhia toma e quais os processos e ferramentas que devem ser utilizados em tais decisões. Como um todo, tal disciplina segrega as decisões e técnicas em de curto e de longo prazo, identificando como alcançar os objetivos primários da organização, garantindo um retorno acima dos custos de capital, sem a assunção de riscos excessivos. TERMOs UTILIZADOS EM CORPORATE FINANCE Os bancos utilizam-se de seus conhecimentos específicos neste setor para prestar serviços as empresas interessadas em participar de processos de aquisição, fusão, cisão e incorporação. A fusão pode ser entendida como o processo no qual 2 (duas) ou mais empresas se unem para formar uma sociedade nova, que lhes sucedera em todos os direitos e obrigações.

Empresa A Fusão

Empresa B

Empresa C

A incorporação é o processo no qual uma ou mais sociedades (incorporadas) tem seu patrimônio absorvido por outra (incorporadora), que lhes sucede em todos os direitos e obrigações.

Empresa A Incorporadora Incorporação Empresa A

Empresa B Incorporada

Cisão é o procedimento pelo qual uma companhia (cindida) transfere parcelas de seu patrimônio para ou mais sociedades (cindendas), já existentes ou constituídas para este fim. O processo de cisão extingue a empresa cindida se houver versão de todo o seu capital. No entanto, se isto não ocorrer a cisão será parcial.

Empresa A (Cindida) Cisão

Empresa B Cindenda 1

Empresa B Cindenda 2

Além desses termos, este segmento possui alguns termos específicos que serão listados abaixo: Termo Leveraged Buyot Significado É o negocio em que um grupo de investidores assume o controle acionário de uma empresa utilizando-se de empréstimos e usando a própria empresa como garantia. O

d. fusão estratégica.Management Buyout Takeover Bid Tender Offer empréstimo pode representar até 90% do preço de aquisição da empresa. A aquisição de B por A ocorreu mediante pagamento à vista e o objetivo era garantir economias de escala. quando os antigos controladores consentem na transferência do controle ou hostil. A empresa B era menor e seu capital era 100% nacional. participe no capital da empresa. ainda. c. swap de ações. via mercado de ações. Esta operação é denominada: a. e. EXERCÍCIOS 01 – (BNDES/2002) Em 1996. É uma proposta para compra de uma classe de ações pertencente aos atuais proprietários das ações que envolva o pagamento de um prêmio sobre o valor do mercado. duas grandes empresas se uniram. Resposta: Somente o item b é correto. . É a aquisição do controle acionário de uma empresa. prevaleceu a identidade de A e os ativos e os passivos de B foram fundidos nos de A. É conhecido pela sigla LBO. LBOs – Aquisição alavancada. cisão. sendo pago por meio do fluxo de caixa da empresa adquirida. Nesta combinação. alienação de investimento. b. quando for feito contra a vontade destes. É qualquer modalidade de LBO em que a atual administração da empresa. A empresa A era a empresa maior e pertencia a um grande grupo francês. após o processo de transferência de controle acionário continue administrando a empresa e. Pode ser amigável.

Alguns bancos. em especial a Internet. solicitação de talões de cheque. Tal sistema é chamado de Home Banking. resgates. . Ele permite ligações entre o cliente e o banco através do computador.AULA 23 PRODUTOS E SERVIÇOS FINANCEIROS – HOME/OFICCE BANKING. maior tranqüilidade ao cliente. o banco fornece um código (password). Para acessar a transmissão. permitindo. O quadro a seguir resume o contexto da prestação destes serviços atualmente. que inclusive oferece mais rapidez e melhor segurança. Nesta aula. REMOTE BANKING. HOME/OFICCE BANKING A evolução tecnológica desenvolveu um sistema de muita utilidade na relação cliente/banco. Com isso. empréstimos. assim. estudaremos um pouco mais sobre tais serviços. etc. BANCO VIRTUAL Com o crescimento das tecnologias relacionadas ao mundo virtual. as instituições financeiras tem investido neste segmento ofertando um conjunto de serviços com base na em plataforma digital. aplicações. passaram a usar o sistema via satélite. índices das bolsas. caderneta de poupança. para obter informações junto aos bancos. facilitando ainda mais a comunicação com os clientes. o cliente pode acessar os serviços de movimentação e saldo de contas. cotações do câmbio. Os clientes também poderão utilizar o sistema de fax.

Depósitos fora dos Efetivação de depósitos nos caixa eletrônicos. . através do uso do cartão magnético. principalmente em horários diferenciados. Pontos de atendimento em empresas. como funciona o remote banking. facilitando a retirada do dinheiro. rodoviárias. com a criação de atendimento fora das agências. aeroportos. Saques em unidades lotéricas e correspondentes. em diversas atividades realizadas por um banco Atividade Saques Abordagem Pontos de atendimento colocados em locais de grande fluxo de pessoas. Tal tendência é chamada de remote banking e pode-se percebe-la claramente na forma como varias instituições financeiras vendem seus produtos e serviços financeiros.Cenário Internet Banking-Home Office Banking Avanço da Tecnologia Acelerado desenvolvimento na troca de informações entre bancos e clientes Formatação e criação de produtos para atender os clientes Atendimento ao cliente em tempo real Evitar que o cliente se desloque até uma unidade bancária sem enfrentar filas Necessidade de Aprimoramento na prestação de serviços Minimização dos custos de atendimento REMOTE BANKING Visando a reduzir custos e facilitar a prestação de serviços aos clientes. O quadro a seguir exemplifica. rede de lojas de departamentos. caixas da agência Depósitos em caixas coletoras (CAIXA RÁPIDO). Pontos de atendimento em postos de gasolina. como shoppings. de maneira resumida. os bancos procuram oferecer alternativas para alguns serviços prestados por eles.

trata-se de levar o banco ao cliente sem obrigá-lo a deslocar-se. poderão ser efetuados via central telefônica. (CEF – 2004 – Fundação Carlos Chagas) A evolução da tecnologia da teleinformática permitiu um acelerado desenvolvimento da troca de informações entre os bancos e seus clientes. sem que haja um espaço físico correspondente à agência. Pagamento de contas em unidades lotéricas e correspondentes. previamente autorizado pelo cliente. Isso permite dispensar departamentos de apoio que podem ser eventualmente acessados na matriz. que implica no contato quase exclusivamente telefônico com o cliente e no alto índice de informatização das operações internas. através de linhas telefônicas e computadores. Pagamentos de Pagamentos de contas de água. aplicações financeiras. o banco economiza em sua estrutura. 2005) A estrutura organizacional do banco virtual baseia-se numa rede de comunicação bastante sólida. Pelo correio. apoiados pela filosofia do remote banking. O "banco virtual" consiste numa agência bancária inteiramente "on line". luz e telefone. Assinale a afirmação correta. contando com um organograma bastante enxuto. e procura alcançar o cliente que quer evitar a freqüência de agências bancárias (Pierre Levi. Nas máquinas dispensadoras de cheque. . Serviços via central Obtenção de extratos. EXERCÍCIOS 1. bloqueios. telefônica transferência de fundos. cartões de contas crédito ou títulos diversos. dentre outros. Banco virtual O conceito de banco virtual está inserido dentro do contexto das novas tecnologias de informação aplicáveis no Sistema Financeiro Nacional.Depósitos a domicílio. tanto no aspecto físico como operacional. Assim. Os dois mais notáveis exemplos do estado da arte nesse setor são o home banking e o EDI. onde todos os serviços bancários convencionais são operados remotamente. Com isso. Pagamentos de contas diversas através do débito em conta. Depósitos em unidades lotéricas e correspondentes Entrega de talões Envio de talões de cheque para o endereço do de cheque correntista. Transações como depósitos ou saques são feitos por courriers contratados pelo banco junto à empresas terceirizadoras de serviços ou aproveitados do próprio corpo de funcionários do banco.

Tais ações não são tão comuns no mercado de capitais brasileiro. além do mecanismo de colocação primária das ações da empresa no mercado. através de agendamento prévio ou por fax. que tem como principal característica o fato de ter um prazo de vencimento previamente definido.a) Como resultado da facilitação e agilização dos processos existe a contrapartida do aumento das reclamações de clientes. AULA 24 MERCADO DE CAPITAIS – AÇÕES: CARACTERÍSTICAS E DIREITOS MERCADO À VISTA DE AÇÕES O mercado de capitais é importante fonte de recursos para as sociedades anônimas. e) O conceito de remote banking. Nesta aula. chamado de Underwriting. com direito a participação nos resultados. d) Os bancos fazem altos investimentos em instalações de atendimento remoto tendo em vista a redução do trânsito e das filas de clientes nas agências. serão as características e direitos de cada tipo de ação. No entanto. não possibilita a diversificação dos canais de distribuição excedendo os limites de espaço. Normalmente. b) O conceito de EDI ainda não está difundido no Brasil e como conseqüência ainda não está sendo utilizado. a legislação brasileira prevê um tipo específico de ação. uma ação não tem prazo de resgate. AÇÕES São títulos representativos da menor fração do capital social de uma empresa. mantendo-se o controle das ações em contas de depósitos (em centrais de custódia ou bancos) em nome dos titulares. embora esteja associado à idéia de um banco virtual. A valorização e desvalorização do preço da ação é conseqüência do comportamento de mercado e do desempenho da empresa em determinado período. c) O pagamento de contas atualmente pode ser feito nos terminais de autopagamento. As ações podem ser emitidas na forma física (cautelas ou certificados) ou na forma escritural. podendo ser comprada ou vendida a qualquer momento. que dispensa a emissão física. O acionista é um coproprietário da empresa. tempo ou meio de comunicação. chamado ação preferencial resgatável. constituída sob a forma de sociedade anônima. . Resposta: Somente o item e apresenta a resposta correta.

Em geral. conferem o direito de voto em assembléias gerais. Se for menor. • Escriturais: sem emissão física. Formas de circulação das ações: No que tange a possibilidade de transferência das ações. participação nos resultados da empresa. Todos têm seu significado e e utilização distintas: • Nominal: valor atribuído a uma ação previsto no estatuto social da companhia. elas podem ser: • Nominativas: trazem o nome do investidor registrado em livro de registro das ações nominativas. além de conservar o direito a voto.Tipos de Ação De acordo com os benefícios que garantem aos acionistas. É o valor contábil da ação. no caso de dissolução da sociedade. as ações podem ser: • Ordinárias – ações que além de proporcionarem. aos seus titulares. não conferem direito de voto em assembléia. têm seu controle executado por uma entidade fiel depositária dos títulos. mas a assembléia-geral ou o conselho de administração da empresa deve definir o seu preço quando da emissão. • Preferenciais – ações que garantem ao acionista a prioridade no recebimento de dividendos (geralmente em percentual mais elevado do que o atribuído às ações ordinárias) e no reembolso de capital. É determinado pelo patrimônio líquido dividido pelo número de ações emitidas. • Nominativas endossáveis: registram o nome do primeiro endossante. sendo as transferências processadas por endosso na própria cautela. . É utilizado no cálculo para a decisão de comprar ou não uma ação. • Patrimonial: representa a parcela do capital próprio da sociedade que corresponde a cada ação. • De fruição – são geralmente ações detidas pelos proprietários das companhias. Este tipo de ação confere ao titular participação nos dividendos e preferência de aquisição de novas ações. A transferência dá-se pela averbação do nome do novo titular neste livro. Algumas ações são emitidas sem valor nominal. Se o valor intrínseco for maior do que o valor de mercado. • Intrínseco: equivale ao valor presente de um fluxo esperado de benefícios de caixa. Valor das ações Vários conceitos estão associados ao valor de uma ação. a ação deve ser comprada. a ação deve ser vendida.

sendo pagos. É a informação mais conhecida e mais útil para os investidores. aquele direito não é dedutível para fins fiscais. com preço de compra definido para um determinado prazo. Estas operações têm objetivos bem específicos: • Split ou Desdobramento: distribuição gratuita de novas ações aos acionistas pela diluição do capital em um maior número de ações.• • • De liquidação: determinado quando do encerramento de atividades de uma companhia. • Inplit ou Agrupamento: condensação do capital em um menor número de ações com conseqüente aumento do valor de mercado. em operações de abertura de capital. Desdobramento e Agrupamento As ações de uma companhia podem ser desdobras ou agrupadas. Mercado Primário e Secundário As negociações no mercado acionário podem ocorrer em 2 níveis. pode ser vantajoso para o acionista a realização de novos investimentos na empresa. De subscrição: preço definido no lançamento das ações. normalmente. • Bonificação: É a distribuição de novas ações aos acionistas em função de aumento do capital social por incorporação de reservas patrimoniais ou de lucros retidos pela empresa. . • Juros sobre capital próprio: é um incentivo fiscal criado para remunerar o investimento feito pelo acionista na empresa. • Subscrição: É o direito de todo acionista de adquirir ações novas emitidas por uma empresa. O valor pago pela empresa pode ser deduzido de seu resultado como despesa. Neste caso. Direitos e Proventos de uma Ação As ações caracterizam-se por serem títulos que garantem aos seus titulares um conjunto de direitos: • Dividendos: representam a distribuição de parte dos lucros auferidos pela empresa aos seus acionistas. O juro sobre capital próprio é muito semelhante ao dividendo. com o objetivo. em dinheiro. Também pode ocorrer por meio do pagamento de dividendos na forma de ações. De mercado: efetivo preço de negociação da ação no mercado. chamados de mercado primário e mercado secundário. de dar liquidez aos títulos no mercado. No entanto. entre outros. indicando quanto a cada ação no resultado da liquidação.

para o financiamento das empresas. INTERMEDIADORA MERCADO PRIMÁRIO MERCADO SECUNDÁRIO Para a empresa emitente de novas ações. Tais opções são: • Subscrição tipo puro ou firme • Subscrição tipo residual (stand by) • Subscrição tipo melhor esforço (best effort) Na subscrição do tipo puro ou firme. das ações adquiridas no mercado primário. Após a primeira negociação. Tal operação é chamada underwriting.• • Mercado Primário: neste mercado ocorre a canalização direta dos recursos monetários superavitários. Há um acordo para oferecer . pois permite a captação de recursos a custos menores. tais títulos passam a ser negociados normalmente no mercado secundário. Na subscrição do tipo residual (stand by). A colocação de ações pode ocorrer pela colocação de novas ações no mercado primário por meio de uma instituição financeira. Mercado Secundário: nele são estabelecidas novas negociações entre os agentes econômicos. sendo simples transferências entre investidores.emissão. a instituição financeira assume amplamente o risco da colocação das ações no mercado. O underwriting obedece ao fluxo indicado a seguir: EMPRESA EMITENTE NOVAS AÇÕES I. Os valores destas negociações não são transferidos para o financiamento das empresas. UNDERWRITING O financiamento de uma empresa com recursos próprios pode ser feito pela retenção de seus resultados líquidos (autofinanciamento) e pelo lançamento de ações ao público. Prevê a subscrição e integração do total das novas ações por parte da instituição financeira.F. Tipos de Underwriting No underwriting. caso as ações não sejam absorvidas integralmente pelos investidores. tal emissão tem uma atratividade econômica. a instituição financeira pode oferecer algumas opções para a empresa emitente das novas ações. Neste mercado as empresas procuram recursos para a consecução dos seus objetivos. a instituição financeira não se responsabiliza pela integralização total das ações. por meio da colocação inicial (venda) de ações. O intermediário financeiro (instituição financeira) é o elo de ligação entre a empresa tomadora dos recursos e os agentes poupadores identificados no mercado primário.

estão sujeitos à normatização pela CVM. é correto afirmar que: a) as bolsas de valores são instituições do governo que mantêm local ou sistema adequado à negociação de títulos e valores mobiliários. As operações contratadas poderão ser liquidadas na data do vencimento ou antecipadamente. . (ESAF/BACEN/2002) Com relação à estrutura do mercado de capitais. a instituição financeira poderá subscrever o volume não negociado. findo o qual. d) No mercado a termo. e) cabem às sociedades corretoras e distribuidoras de valores mobiliários as operações no recinto das bolsas de valores. o investidor compromete-se a comprar ou a vender uma quantidade certa de uma ação-objeto. com o objetivo de assegurar liquidez aos títulos no mercado. quando solicitado pelo comprador. A instituição financeira se compromete a dedicar seu melhor esforço para conseguir a colocação do maior número possível de ações no mercado. a) As bolsas de valores são instituições financeiras com fins lucrativos. portanto. criadas para fornecer a infraestrutura do mercado de ações. b) são considerados valores mobiliários e. d) as negociações de títulos e valores mobiliários em bolsas de valores denominam-se usualmente de operações no mercado primário. os seguintes títulos. quando ofertados publicamente: ações. Acerca desse mercado.as ações durante certo tempo. pela diluição do capital em maior número de ações. c) Bonificação é a distribuição gratuita de novas ações aos acionistas. b) O mercado primário corresponde à negociação das ações nas bolsas de valores. julgue os itens que se seguem. pelo vendedor ou por acordo mútuo das partes. EXERCÍCIOS 1. (UnB/CESPE/Senado Federal/2002) O mercado de ações é parte importante do Sistema Financeiro Nacional. Na subscrição do tipo melhor esforço (best effort): o risco da colocação corre por conta da sociedade emitente. debêntures e títulos da dívida pública. c) a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é o órgão regulamentador e fiscalizador do mercado de capitais. Resposta: A resposta correta é o item c 2. por um preço fixado dentro de um prazo predeterminado.

. antes da data do vencimento.e) O mercado a termo de ações representa um aperfeiçoamento do mercado futuro. Resposta: Somente o item `d` é verdadeiro. permitindo a ambos os participantes de uma transação reverter sua posição.

as companhias abertas têm regras de atuação muito mais rigorosas do que as companhias fechadas. com valores mobiliários registrados na CVM. a mudança de controle acionário. Companhias abertas e fechadas As companhias (também conhecidas como S. como funciona o mercado à vista de ações. e) divulgação de deliberações de assembléia de acionistas. sociedades controladas e controladoras. por parte de investidores. tanto no ambiente de bolsa quanto no mercado de balcão. a cisão da companhia e a reavaliação de ativos. órgãos da administração. admitidos à negociação no mercado de títulos e valores mobiliários.A. seja o mercado de bolsas. conforme as espécies e classes dos valores mobiliários por ela emitidos. Seu estatuto social (documento de constituição) define seu objeto social de modo preciso e completo. seja o mercado de balcão (que será visto mais a frente). permuta ou venda de ações emitidas pela companhia. Podem ser citados como fatos relevantes o desdobramento de ações. A CVM pode classificar as companhias de capital aberto em categorias. que possam influir de modo ponderável na decisão de comprar ou vender ações. que pode ser qualquer empresa com fim lucrativo. não contrário à lei. relativos à compra. que também será objeto de estudo. negociados nesses mercados.AULA 25 MERCADO DE CAPITAIS – COMPANHIAS ABERTAS E FECHADAS. • Companhias abertas: S. que se rege pelas leis e usos do comércio. FUNCIONAMENTO DO MERCADO À VISTA DE AÇÕES. d) informações prestadas por diretores e acionistas controladores. com objetivo mercantil. Dessa forma. A companhia aberta sujeita-se ao cumprimento de uma série de normas quanto a: a) natureza e periodicidade de informações a divulgar b) forma e conteúdo dos relatórios de administração e demonstrações financeiras c) padrões contábeis. o fechamento de capital. com valores mobiliários não admitidos à negociação no mercado de títulos e valores mobiliários. MERCADO DE BALCÃO Nesta aula serão estudadas as diferenças entre as companhias abertas e fechadas. • Companhias fechadas: S. As companhias podem ser fechadas ou abertas. relatório e parecer de auditores independentes.A. de bolsa ou de balcão.A.) são sociedades constituídas por ações. fatos relevantes ocorridos nos negócios. à ordem pública e aos bons costumes. pois dado ao fato de poderem ter .

ordem limitada e ordem casada. Este mercado também é conhecido pela sigla inglesa over-thecounter. EXERCÍCIOS 1. o investidor indica a quantidade. podendo especificar qual das duas deseja efetivar em primeiro lugar. • Na ordem casada. as operações de compra e venda são fechadas por telefone ou por um sistema eletrônico de negociação. Funcionamento do mercado à vista de ações Uma operação denominada à vista ocorre quando há uma compra ou venda de determinada quantidade de ações. dentro das normas legais e de autoregulação previstas em lei e regulamentos. devem divulgar mais informações aos investidores interessados em comprar seus títulos. • Na ordem de mercado o investidor especificará apenas a quantidade e o ativo que deseja comprar ou vender. O investidor ainda poderá ser autorizado a emitir sua própria ordem no Home Broker (via Internet) da Corretora. caberá ao comprador das ações efetuar o pagamento das ações e o vendedor deverá efetuar a entrega do ativo negociado dentro do prazo regulamentar estipulado.suas ações negociadas no mercado de capitais. Neste mercado. o investidor dá à Corretora uma ordem de compra e outra de venda de diferentes ativos. • Na ordem limitada. dentre elas podemos citar a ordem de mercado. Caberá à Corretora executar a ordem dada pelo melhor preço que estiver sendo praticado no mercado. instrumentos financeiros. A operação somente será feita se ambas as operações puderem ser efetuadas. Quando o cliente . títulos e valores mobiliários não negociados em bolsas. de determinada quantidade de ações. o ativo que deseja comprar ou vender e o preço máximo (no caso de compra) ou mínimo (no caso de venda) no qual deverá ser negociada a ação. O cliente que ordena a operação pode utilizar diferentes tipos de ordem de compra e venda. Vários tipos de ordens podem ser executadas no mercado à vista. para liquidação imediata. Mercado de balcão Mercado onde se opera com ativos. Após a realização do negócio em pregão. Para a realização de um negócio nesse mercado há a necessidade da intermediação de uma sociedade corretora. seja na operação de compra ou na de venda com o objetivo de executar a ordem emitida por um investidor utilizando para isso um de seus operadores. em pregão. (Banco do Brasil/Escriturário – 1998) Uma operação à vista no mercado de ações caracteriza a compra ou venda.

b) O mercado primário é onde o ativo financeiro é negociado pela primeira vez. ou com garantia total. b) casada. . Resposta: Somente o item `e` é verdadeiro. é denominada underwriting. no mercado primário. a) O mercado secundário é onde os títulos existentes. d) de financiamento. d) cisão da companhia. 3. b) mudança de controle acionário. com a obtenção de recursos por parte do emitente do título. assinale a opção incorreta. (Cespe/Banco do Brasil – 2001) As companhias abertas estão obrigadas à divulgação de qualquer deliberação da assembléia de acionistas. e) de proteção. c) fechamento de capital. d) Uma das formas de underwriting é a firme. as sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários. têm sua propriedade transferida entre os participantes. Relativamente à segmentação do mercado de títulos. c) A colocação de ações e debêntures. e) O mercado de bolsas de valores e o mercado de balcão são exemplos de mercado secundário. na qual o underwriter assume o compromisso de fazer o melhor esforço possível para colocar a emissão. já colocados anteriormente no mercado. temos uma ordem a) limitada. os bancos múltiplos com carteira de investimento ou desenvolvimento e o BNDES-PAR. Resposta: A resposta é a letra “d”. 2. Resposta: Todos os itens são verdadeiros. Nesse contexto. e tem como especialistas (underwriters) os bancos de investimento. as sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários. A principal função do mercado secundário é proporcionar liquidez aos ativos financeiros. é considerado ato ou fato relevante o(a) a) desdobramento de ações. c) a mercado. e) reavaliação de ativos.especifica à corretora apenas a quantidade e as características das ações que deseja comprar ou vender. na decisão de seus investidores em negociar com seus títulos e na determinação dos investidores de exercerem quaisquer direitos inerentes à condição de titular dos valores emitidos pela companhia. os bancos de desenvolvimento. ou qualquer fato relevante que possa influir de modo ponderável na cotação de suas ações.

o que permite à companhia otimizar seu perfil de endividamento. ajustada. por taxa fixa.AULA 26 MERCADO DE CAPITAIS – DEBÊNTURES Alguns títulos de dívida emitidos por sociedades anônimas podem ser negociados no mercado de capitais. e) correção monetária. porque pode ser emitida a prazos longos. para mais ou para menos. c) TBF .Taxa Básica Financeira.Taxa Referencial ou TJLP . deve ser atendido o prazo mínimo de um ano para vencimento ou repactuação. d) taxas flutuantes. visando investimento ou o financiamento de capital de giro. mediante lançamento público ou particular. fixos ou variáveis. para mais ou para menos. A debênture poderá assegurar ao seu titular juros. observado que a taxa utilizada como referencial deve ser regularmente calculada e de conhecimento público. • o pagamento do valor correspondente à correção monetária somente pode ocorrer por ocasião do vencimento ou da repactuação das debêntures. Esta característica permite ainda o financiamento de projetos de porte e aumento na disponibilidade de capital circulante. A debênture é um título versátil. observado o prazo mínimo de um mês para vencimento ou período de repactuação. na variação da taxa cambial ou em índice de preços. com emissão restrita às sociedades de arrendamento mercantil e as companhias hipotecárias. Nesta aula serão estudadas as características deste título. participação no lucro da companhia. para captar recursos. por taxa fixa. além das ações. Conceito É um título que representa um empréstimo contraído por uma companhia. ajustada. e basear-se em operações contratadas a taxas de mercado pré-fixadas. O pagamento de juros e a amortização realizados em . Um deles é a debênture.Taxa de Juros de Longo Prazo. Remuneração da Debênture A remuneração da debênture pode revestir uma das seguintes formas: a) taxa de juros pré-fixada. e ser amortizada gradualmente. Na emissão de debêntures com cláusula de correção monetária com base em índice de preços. com prazo não inferior ao período de reajuste estipulado contratualmente. sendo que: • a periodicidade de aplicação da cláusula de correção monetária não pode ser inferior a um ano. observado o prazo mínimo de dois meses para vencimento ou período de repactuação. b) TR . com base nos coeficientes fixados para correção de títulos da dívida pública federal.

Esses títulos não poderão ser resgatados antes do prazo de três anos. aplicação e de simples execução. O prêmio da debênture tem como base a variação da receita ou do lucro da companhia emissora. visando estimular o desenvolvimento de um mercado transparente e líquido para títulos privados de renda fixa. pode haver pagamento de juros semestrais e o principal (valor base da dívida) no final do período. Esses títulos apresentam uma cláusula de variação cambial com um prazo de três anos. exclusivamente. Prêmio de Debêntures Além da remuneração. Tais condições não se aplicam às debêntures que assegurem. cujas condições de resgate são as mesmas dos credores quirografários nos casos de falência. As conversões resultam em aumento do capital social. conforme regras do contrato de emissão da debênture. • Conversível em Ação (DCA) – pode ser convertida em ações. de fácil compreensão. como condição de remuneração. a debênture pode oferecer um prêmio aos investidores. Tipos de Debêntures A debênture pode ser dos seguintes tipos: • Padronizada – com cláusulas objetivas.períodos inferiores a um ano devem ter como base de cálculo o valor nominal das debêntures. a TBF. sem a necessidade de solução via judiciário). índice de preços. em épocas e condições prédeterminadas. As debêntures serão emitidas pelos exportadores com vinculação às receitas da carteira de exportações futuras ou levando em consideração a média de exportações da empresa nos últimos três anos. a exclusivo critério do investidor. sem considerar correção monetária de período inferior a um ano. • Permutável – pode ser trocada por ações de outra empresa. através de empresas exportadoras. a TJLP. • Subordinada . Tem como principais características a simplificação e agilidade nos registros. • Debênture Cambial – títulos emitidos no mercado interno. e não pode ter como base a TR. existentes no patrimônio da empresa emissora da debênture. tendo valor nominal de face igual ou múltiplo do equivalente em reais a US$ 1 milhão. no mínimo. a atividade permanente por parte de formadores de mercado e o fato de admitir a arbitragem na solução de conflitos de interesse (na arbitragem profissionais do mercado julgam conflitos.sem garantia real ou flutuante. a variação da taxa cambial ou qualquer outro referencial baseado em taxa de juros. a participação no lucro da companhia emissora. Em alguns casos. .

conforme regras do contrato de emissão da debênture. EXERCÍCIOS 1. b) agente fiduciário: representante dos compradores das debêntures emitidas pela empresa. A divulgação da emissão se faz mediante: a. Participam da emissão de uma debênture: a) coordenador líder e coordenadores contratados – instituições financeiras que farão a oferta de tais títulos no mercado.documento registrado no registro do comércio que contém as cláusulas contratuais da emissão. O que caracteriza a debênture permutável é o fato de poder ser: a) convertida em ações emitidas pela empresa emissora da debênture a qualquer tempo. conversível ou permutável. b) convertida em ações emitidas pela empresa emissora da debênture. dá ao credor privilégios apenas sobre os acionistas da empresa. escritura de emissão . segue a regulamentação da CVM e normativos da ANBID.o total dos ativos da companhia. Emissão da Debênture As emissões de debêntures numa companhia estão normalmente limitadas ao valor de seu capital social. conforme regras do contrato de emissão da debênture. prospecto da emissão .credor concorre com demais credores quirografários (credores não preferências) no caso de liquidação da companhia. c) garantia quirografária .penhor de bens móveis ou direitos (recebíveis). Podem ser emitidas nos tipos simples. . d) auditor independente e consultor legal: prestam serviços relativos no processo de emissão da debênture. Supervisiona se as condições especificadas no contrato de emissão estão sendo observadas.garantia sub-quirografária. c) resgatada. b) garantia flutuante . sem especificação do bem. (BB/1998) As debêntures são títulos (valores mobiliários) emitidos por uma sociedade anônima de capital aberto. b. d) garantia subordinada . ou hipoteca de bens imóveis e anticrese (entrega de um bem do devedor ao credor para sua utilização ou rendimento).Garantias relativas à Debênture As garantias oferecidas na emissão de debêntures são: a) garantia real . c) banco mandatário e escriturador: faz o registro e a custódia dos títulos emitidos.apresenta a companhia aos mercados investidores.

d) trocada por bens da empresa emissora da debênture, conforme regras do contrato de emissão da debênture. e) trocada por ações de outra empresa, existentes no patrimônio da empresa emissora da debênture, conforme regras do contrato de emissão da debênture. Resposta: Somente o item `e` é verdadeiro.

AULA 27
MERCADO DE CAPITAIS – MERCADO DE OURO O mercado de ouro, assim como o de ações, é chamado de mercado de risco, pois suas cotações variam em obediência a lei básica da oferta e da procura. Nesta aula, serão estudadas algumas características deste mercado. Ouro – Ativo Financeiro O investidor que compra ouro fica com a posse de um ativo real. O ouro é classificado como ativo financeiro ou instrumento cambial pela Constituição de 1988. No Brasil, o ouro era foi muito utilizado para proteção contra variações cambiais, tendo em vista que sua cotação está atrelada ao dólar. Hoje, no entanto, sua importância foi reduzida tendo em vista o desenvolvimento de outros mecanismos de proteção contra os riscos cambiais, principalmente no mercado de derivativos. As diversas aplicações do ouro dão ao mercado de ouro múltiplas funções, cada uma delas determinada, essencialmente, pelo tipo de consumidor (industrial, médico, investidor, governo, etc.). Em geral o ouro, produzido localmente ou importado, para fins de investimento é comercializado em lingotes ou cunhado na forma de moedas que, devido à maleabilidade do ouro, são formadas por uma liga que contém ouro fino. O peso e o grau de pureza das moedas e das barras (veja as Tabelas 1 e 2) são rigorosamente controlados por refinadores e casas da moeda internacionalmente reconhecidas, facilitando sua compra e venda com segurança e facilidade. No mercado financeiro do Brasil, os padrões preferidos são os chamados “três noves” e “quatro noves”, superiores ao “995” antigamente usado no mercado internacional de ouro. A pureza deste metal também pode ser mensurada em quilates, como é mais freqüente na indústria joalheira. Tabela 1. Relação entre a pureza/quilate e o uso do ouro

g ouro % pureza fino 999,90 99,99% 916,66 91,66% 750,1 583,30 375,00 333,30 75,01% 58,33% 37,50% 33.350%

quilates Uso mais freqüente 24 22 18 14 9 8 Ouro com maior grau de pureza Algumas moedas e jóias para investimento Mais usado em jóias da Europa e do Brasil Maioria das jóias da América do Norte Maioria das jóias do Reino Unido Teor mais baixo aceitável em joalheria

Fonte: Bacen

Tabela 2. Relação entre as medidas de peso do ouro Peso 1 grama = 0,03215 onças troy 1 onça troy = 31,1035 gramas 1 quilo = 32,151 onças troy 100 onças troy = 3,11 quilos 400 onças troy = 12,44 quilos 1 Tael (Hong Kong) = 1,193 onças troy Fonte: Bacen A onça troy é uma medida inglesa antiga de peso, utilizada para pesar ouro. Definições do Mercado de Ouro • • Ouro fino: denominação dada ao ouro refinado, por oposição ao ouro bruto, como se encontra na natureza. Grau de Pureza: faz referência à quantidade de ouro puro contido na liga que forma a barra, lingote ou moeda.

Padrões preferidos: - “Três noves” = barras com 0,999 partes de ouro fino contido na liga. - “quatro noves” = barras com 0,9999 partes de ouro fino contido na liga. - “995” = barras com 0,995 partes de ouro fino contido na liga.

• • • •

Quilates: teor de ouro de uma liga metálica, expresso em 24 avos da massa da liga. Ouro branco: liga de ouro na qual entram 12% de paládio (um metal do grupo da platina, de cor semelhante a esta), mas 15% de níquel, ou 20 a 25% de platina. Ouro de aluvião: ouro contido em cascalhos, areia e argila que se forma nas margens e foz dos rios, conseqüência da erosão. Ouro reciclado: ouro recuperado a partir de jóias e outros produtos, inclusive industriais.

Negociações no Mercado de Ouro Existem, basicamente, 2 tipos de investidores no mercado de ouro físico: o tradicional e o especulador. • Tradicional – utiliza o ouro como reserva de valor com preço e liquidez internacionais; • Especulador – está a procura de ganhos imediatos e de olho na relação ouro/dólar/ações, procurando a melhor alternativa do momento. As modalidades de operação com ouro são: • Spot – operações de compra e venda realizadas em pregão, de contratos autorizados pela BM & F para pronta entrega, com liquidação no primeiro dia útil após a operação (D + 1). Compreende as operações à vista. • Mútuo – ocorre quando o proprietário de uma posição de ouro físico aluga tal posição a uma Corretora, por um determinado período, cobrando juros conforme o mercado. Nesta operação não existe a taxa de custódia. • Em Conta – operações de compra e venda de ouro por parte de investidores, em quantidade mínima de 10 gramas e seus múltiplos, com movimentação financeira em D + 1. • Outras – existem ainda várias operações com ouro, entre elas: Mercado Futuro, Opções a Termo, Barras com ou sem custódia. Existe um mercado paralelo de empresas que negociam ouro programado (venda em parcelas mensais) e que enfrentam problemas com a regulamentação do setor e a fiscalização do Bacen. Elas vendem o ouro como uma commodity e não como um ativo financeiro, embora a Constituição especifique o ouro como um ativo financeiro. Esta modalidade de venda de ouro a prazo só existe no Brasil e permite o acesso de pequenos investidores ao metal, pois a compra é feita em parcelas mensais.

EXERCÍCIOS

1. agências de turismo e meios de hospedagem) e entre estes e seus clientes. CONTRATOS DE CÂMBIO – TAXAS DE CÂMBIO Esta aula apresenta os conceitos iniciais sobre o mercado de câmbio. além de serem apresentados os aspectos básicos dos sobre os contratos de câmbio e as taxas de câmbio. o agente autorizado pelo Banco Central a operar no mercado de câmbio recebe do turista brasileiro a moeda nacional e lhe entrega a moeda estrangeira. INSTITUIÇÕES AUTORIZADAS A OPERAR No Brasil. j) A peso padrão para negociação de ouro no mercado internacional é o grama. entregando-lhe os reais correspondentes. i) O especulador em ouro utiliza o ouro como reserva de valor com preço e liquidez internacionais. Julgue os itens a seguir relativos ao mercado de ouro f) No Brasil. Resposta: Somente o item `e` é verdadeiro. o agente autorizado a operar no mercado de câmbio compra a moeda estrangeira do turista estrangeiro. o mercado de câmbio é o ambiente abstrato onde se realizam as operações de câmbio entre os agentes autorizados pelo Banco Central (bancos. cobrando juros conforme o mercado. distribuidoras. O mercado de câmbio é regulamentado e fiscalizado pelo Banco Central e engloba as operações de compra e de venda . CONCEITO Câmbio é a operação de troca de moeda de um país pela moeda de outro país. por um determinado período. Já quando um turista estrangeiro quer converter moeda estrangeira em reais. Serão listadas as instituições financeiras que podem operar neste mercado. AULA 28 MERCADO DE CÂMBIO – INSTITUIÇÕES AUTORIZADAS. Por exemplo. quando um turista brasileiro vai viajar para o exterior e precisa de moeda estrangeira. g) No mercado spot de ouro as negociações são feitas fora do ambiente de bolsa. h) O contrato de mútuo de ouro é uma operação na qual o proprietário do ativo financeiro aluga sua posição a uma corretora. corretoras. o ouro é considerado uma commodity.

para a realização das operações de câmbio. jornais. b) bancos de desenvolvimento e caixas econômicas: operações específicas autorizadas. aquisição de programas de computador para uso próprio. cheques e cheques de viagens relativas a viagens internacionais. emissivos e receptivos. corretoras. Também o pagamento de exportações brasileiras até US$ 10 mil por operação pode se dar por meio de vale postal internacional. agências de turismo e meios de hospedagem autorizados pelo Banco Central. consertos e recondicionamento de máquinas e peças. reservas em estabelecimentos hoteleiros. doações. cheques e cheques de viagem. Podem operar no mercado de câmbio bancos. realizadas por intermédio das instituições autorizadas a operar no mercado de câmbio pelo Banco Central. aquisição de medicamentos no exterior. as operações em moeda nacional entre residentes. outros gastos de natureza eventual. Qualquer pessoa física ou jurídica pode ir a uma instituição autorizada a operar no mercado de câmbio para comprar ou vender moeda estrangeira.de moeda estrangeira. tais como aluguel de veículos. também é autorizada pelo Banco Central a realizar operações com vales postais internacionais. aposentadorias e pensões. operações no mercado interbancário. e pagamento de livros. d) agências de turismo: compra ou venda de moeda estrangeira em espécie. Como regra geral. pagamento de serviços de reparos. despesas com comunicações. domiciliados ou com sede no País e residentes. revistas e publicações similares. para atender manutenção de pessoas físicas no exterior. Esses agentes podem realizar as seguintes operações: a) bancos. quando a importação não estiver sujeita a registro no Siscomex. contribuições a entidades associativas e previdenciárias. domiciliados ou com sede no exterior e as operações com ouro-instrumento cambial. assinatura de jornais e revistas. é necessário respaldo documental. cheques e cheques de viagem. multas de trânsito. por meio de banco autorizado a operar no mercado de câmbio. financiamento e investimento. arbitragem com o exterior. c) sociedades de crédito. compromissos diversos. exceto de desenvolvimento: todas as operações previstas para o mercado de câmbio. A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT. arbitragens no País e. sociedades corretoras de câmbio ou de títulos e valores mobiliários e sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários: compra ou venda a clientes de moeda estrangeira em espécie. distribuidoras. não destinados à comercialização. . e) meios de hospedagem de turismo: exclusivamente compra de clientes de moeda estrangeira em espécie.

permitindo ao Banco Central o acompanhamento de todas as operações. a moeda estrangeira mais negociada é o dólar dos Estados Unidos. O contrato de câmbio é o documento que formaliza a operação de câmbio.40. as quais são referenciadas do ponto de vista do agente autorizado a operar pelo Banco Central. CONTRATOS DE CÂMBIO Embora do ponto de vista cambial não exista restrição para a movimentação de recursos. no Brasil. (UnB/CESPE/Senado Federal/2002) A Ciência Econômica denomina mercado de câmbio o ambiente abstrato em que se realizam as operações de câmbio entre os agentes autorizados pela autoridade monetária – que. Todas as operações de câmbio realizadas no País precisam ser registradas no Sisbacen (Sistema de Informações Banco Central é um sistema eletrônico de coleta. funciona um segmento denominado mercado paralelo. significa que 1 dólar dos Estados Unidos custa R$ 2. atualmente. A taxa de câmbio reflete. havendo a taxa de venda e a taxa de compra. nenhum tipo de fixação desta. quando dizemos que. somente podem ser colocados no exterior ou ter prêmios pagos em moeda estrangeira. armazenagem e troca de informações que liga o Banco Central aos agentes do SFN) pelo agente autorizado a operar no mercado. fazendo com que a cotação mais comumente utilizada seja a dessa moeda. ao valor correspondente em moeda nacional e aos nomes do comprador e do vendedor. não fazendo. os agentes do mercado e seus clientes devem observar eventuais restrições legais ou regulamentares existentes para determinados tipos de operação. Como exemplo. São ilegais os negócios realizados no mercado paralelo e a posse de moeda estrangeira oriunda de atividades ilícitas. por exemplo. TAXAS DE CÂMBIO Taxa de câmbio é o preço de uma moeda estrangeira medido em unidades ou frações (centavos) da moeda nacional.À margem da lei. EXERCÍCIOS 1. aqueles seguros autorizados pela Susep nessas condições.40. constam informações relativas à moeda estrangeira que uma pessoa está comprando ou vendendo. à taxa contratada. As taxas de câmbio praticadas no mercado de câmbio brasileiro são livremente negociadas entre os agentes e seus clientes e são amplamente divulgadas pela imprensa. o custo de uma moeda em relação à outra.. No Brasil. assim. Nele. Dessa forma. O Banco Central divulga as taxas de câmbio praticadas no mercado interbancário. que a taxa de câmbio é 2. conforme regulamentação própria do segmento segurador. é o .

Todos os negócios realizados nesse mercado. funciona um segmento denominado mercado paralelo. . comprar ou vender moeda estrangeira. como turismo. não são ilegais. estadual e municipal. Esse é o caso das operações com exportadores. ou câmbio negro. pode. de exportação e de importação.BACEN – e entre eles e seus clientes. julgue os itens a seguir. a pagamentos e recebimentos de serviços. Resposta: Os itens B e E são falsos. podem-se realizar as operações decorrentes de comércio exterior. embora não tenham amparo legal específico. a moeda estrangeira simplesmente migrado ativo de um banco para o de outro. agências de turismo e meios de hospedagem) ou entre estes e seus clientes. para as quais está prevista a entrega da moeda estrangeira em espécie. a) No Brasil. e o mercado flutuante. no mercado de câmbio de taxas livres. os clientes não têm acesso à moeda estrangeira em espécie. julgue os itens a seguir. c) Qualquer pessoa. o mercado de câmbio é dividido em dois segmentos. Acerca desse tema. na maioria dos casos. b) Sem regulamentação estatal. também são realizadas as operações dos governos. a empréstimos a residentes no exterior (sujeitos a registro no BACEN). e) A operação de mercado secundário implica a entrada ou a saída efetiva de moeda estrangeira do país. O mercado livre é também conhecido popularmente como comercial. nas operações de câmbio. Já no mercado primário. (CESPE/UnB – Banco do Brasil) O Banco Central do Brasil (BACEN) conceitua mercado de câmbio como o ambiente abstrato onde se realizam as operações de câmbio entre os agentes autorizados pelo BACEN (bancos. mercado negro. ainda. física ou jurídica. importadores e viajantes. para a realização das operações de câmbio é necessário respaldo documental. ou seja. outras operações. Como regra geral. livre e flutuante. nas esferas federal. No que se refere ao contexto do mercado de câmbio brasileiro. em uma instituição autorizada a operar em câmbio. Excetuam-se as operações relativas a viagens internacionais. bem como a posse de moeda estrangeira sem origem justificada. Visto que. corretoras. nem sujeitam o cidadão ou a empresa às penas da lei. são negociados direitos sobre a moeda estrangeira. tais como as relativas a investimentos estrangeiros no país. Nesse mercado. distribuidoras. d) No mercado livre. constituindo as denominadas operações interbancárias. 2. Têm curso. que são regulamentados e fiscalizados pelo BACEN.

Também compete ao BACEN fiscalizar o referido mercado. entre a pessoa física e a instituição autorizada ou entre os agentes autorizados. todos os negócios realizados no mercado paralelo. ou seja. são ilegais e sujeitam o cidadão ou a empresa às penas da lei. podendo punir dirigentes e instituições mediante multas.a) No Brasil. b) O BACEN executa a política cambial definida pelo Ministério do Planejamento. . c) As taxas de câmbio são livremente pactuadas entre as partes contratantes. Resposta: Somente o item B é falso. regulamentando o mercado de câmbio e autorizando as instituições que nele operam. bem como a posse de moeda estrangeira sem origem justificada. suspensões e outras sanções previstas em lei.

Em relação à instituição autorizada a operar com câmbio elas se classificam como: • Compra: recebimento de moeda estrangeira contra entrega de moeda nacional. Listamos alguns: • O ACC – Adiantamento sobre Contrato de Câmbio é uma antecipação em moeda nacional a que o exportador tem acesso no ato da contratação do câmbio. e • Arbitragem: entrega de moeda estrangeira contra o recebimento de outra moeda estrangeira. Estas operações podem ocorrer em função de: • Exportação: venda ao exterior de mercadorias e serviços com preço ajustado para pagamento em moeda estrangeira. na prática. OPERAÇÕES BÁSICAS As operações de câmbio visam. As operações acima destacadas podem ser desdobradas em diversos contratos. sem incorrer numa dívida de • • . • Venda: entrega de moeda estrangeira contra recebimento de moeda nacional. ACE – Adiantamento sobre Cambiais Entregues é o contrato no qual o exportador recebe a moeda nacional após o embarque da mercadoria. Pré-Pagamento à Exportação: é uma forma alternativa ao ACC para obtenção antecipada dos recursos. sempre que esse contrato precede o embarque. a antecipação do pagamento da exportação. • Importação: compra de mercadorias e serviços com preço ajustado para pagamento em moeda estrangeira • Transferências: movimentação financeira de capitais de entrada ou saída do País. O que diferencia o ACC do ACE é que no primeiro o exportador recebe a moeda nacional antes de embarcar a mercadoria. representando. basicamente. a troca da moeda de um país pela de outro. servindo esta como apoio financeiro à produção da mercadoria. OPERAÇÕES BÁSICAS E SISCOMEX Nesta aula serão estudadas as operações básicas do mercado de câmbio e destacada a função do Sistema Integrado de Comércio Exterior (SISCOMEX).AULA 29 MERCADO DE CÂMBIO – REMESSAS.

O registro das informações exigido pelo Banco Central é bem mais simples – em vez de 26 dados informados em uma operação de exportação tradicional. as divisas só vão ingressar futuramente. as operações de câmbio dentro dessa sistemática estão limitadas ao equivalente a US$ 10 mil. referindo-se a vendas ao exterior no valor equivalente a até US$ 20 mil. Também existe câmbio simplificado para importação. Como a venda é feita a prazo. O pagamento de importações brasileiras. diminuindo o seu custo para o exportador. pode ser efetuado pela sistemática do câmbio simplificado. Como na exportação. Supplier’s Credit – é um financiamento concedido por um banco ao exportador. O objetivo é facilitar a realização de operações de pequeno valor. são apenas 5 nesta sistemática: o a indicação de o comerciante ser pessoa física ou jurídica. isto é. o CNPJ ou CPF do exportador. É o pagamento antecipado da exportação pelo importador. e o a forma da entrega da moeda estrangeira. Neste caso o exportador permanece responsável • • . Carta de Crédito – trata-se de crédito documentário que o importador abre em favor do exportador em um banco no seu país. cujo ingresso da mercadoria no Brasil tenha ocorrido por meio de Declaração Simplificada de Importação – DSI. Câmbio Simplificado de Exportação é um contrato de câmbio com número reduzido de informações a serem prestadas pelo cliente. registrada no Siscomex. o exportador só fará jus ao recebimento se atender a todas as exigências por ela estipuladas. • • Câmbio Manual (Dólar Turismo/Travellers Checkis – envolve operações de compra e venda do dólar turismo e de travellers checks para pessoas físicas e jurídicas que irão deixar o país em futuro próximo.natureza financeira. o o valor em moeda nacional. conforme o caso. A carta de crédito pode ser definida como uma ordem de pagamento condicionada. mediante desconto das cambiais relativas a vendas a prazo feitas pelo exportador. o o valor em moeda estrangeira.

aliás. b) os recursos mantidos nas contas tituladas por domiciliados no exterior que não fossem instituições financeiras estavam impedidos de serem convertidos e enviados livremente ao exterior. a operação é à vista e as divisas ingressam de imediato. também. editada pelo Banco Central em 1969. com o fomento mercantil realizado no país. não atuam como instituições financeiras e sim como prestadores de garantia. O mercado de forfaiting funciona como uma espécie de desconto de notas promissórias. que. Até março de 2005: a) os recursos mantidos nas contas tituladas por instituições financeiras sediadas no exterior. Não há a figura do direito de regresso contra o exportador. que. Um banco no exterior financia a operação ao importador. Factoring – são similares às operações de forfaiting. que uma das formas de remessas de câmbio para o exterior é por meio da CC5. assumem o risco sobre o importador e. mas envolvem menores valores. podiam ser automaticamente convertidos em moeda estrangeira para remessa ao exterior. com a intermediação de um banco. o mesmo tranfere ao tomador os direitos sobre este contrato. O risco da operação é transferido pelo banco às empresas especializadas em factoring no exterior (as factor). Assim o exportador obtem recursos para financiar suas vendas ao exterior. pois é a compra das obrigações do importador que garante ao exportador estar livre dos riscos da operação. Export Notes – são contrato de cessão de crédito de exportação. “CC5” é a abreviatura do documento normativo Carta-Circular 5. Seu maior atrativo é que o mecanismo não oferece riscos ao exportador. São operações muito parecidas. Forfaiting – é uma cessão de crédito (venda de crédito). . por meio da qual. assim. ainda. regulamentando a abertura e movimentação de contas em moeda nacional tituladas por domiciliados no exterior e mantidas em bancos no Brasil. à vista os reais equivalentes ao valor da operação em moeda estrangeira • • • Vale comentar. ainda que os recursos não fossem de titularidade da instituição financeira. recebendo. o que era conhecido como “operação CC5”. Para o exportador. os direitos creditícios de uma operação a ser realizada no futuro.junto ao banqueiro exportação. por meio de um título. na realidade. Quando o contrato de vende ao exterior é feito pelo exportador. financiador pelo pagamento da cambial de • Buyer’s Credit – é um financiamento concedido diretamente ao importador estrangeiro. em que o exportador cede ao tomador. recebe a mesma denominação. a não ser que tais recursos fossem obtidos a partir de operações de câmbio. um exportador pode vender suas mercadorias a prazo e receber à vista.

domiciliadas ou com sede no País. não sendo possível. e na Medida Provisória nº 2. assim conceituadas na legislação tributária. A Resolução também permitiu que os saldos de recursos próprios existentes em tais contas possam ser livremente convertidos em moeda estrangeira. REMESSAS Como regra geral. e pede a expedição da ordem O banco emite a ordem e credita o valor da moeda estrangeira na conta do banqueiro no exterior que a cumprirá O banqueiro no exterio avisa o favorecido. pagando.A Resolução do Conselho Monetário Nacional nº 3. estão obrigadas a informar ao Banco Central do Brasil. por meio de ordens (ordem. a existência de norma editada no País regulando a matéria. ordem por telex. A regulamentação brasileira não alcança o exterior. As remessas para o exterior são cursadas.060. Um exemplo de remessa: • Remessa para pessoa física residente na Bélgica de 300 dólares: O remetente vai ao banco e deposita o equivalente à remessa. para remessa ao exterior. sem limitação de valor. as pessoas físicas e jurídicas residentes. de março de 2005. os ativos mantidos no exterior. independentemente de o titular da conta ser instituição financeira ou não. quaisquer pagamentos ou recebimentos em moeda estrangeira podem ser realizados no mercado de câmbio. por carta. naturalmente. telegráfica ou fax). tendo como base a fundamentação econômica e as responsabilidades definidas na respectiva documentação. As pessoas físicas e as pessoas jurídicas podem comprar e vender moeda estrangeira ou realizar transferências internacionais em reais. observada a legalidade da transação. uma pequena comissão. normalmente. vedou o uso das contas em reais tituladas por pessoas físicas ou jurídicas residentes.224. Com base no disposto no Decreto-Lei nº 1. domiciliadas ou com sede no exterior para a realização de transferência internacional em reais de interesse de terceiros. anualmente. de qualquer natureza. de 2001. por conseqüência. quando da recepção da ordem . inclusive as transferências para fins de constituição de disponibilidades no exterior e seu retorno ao País e aplicações no mercado financeiro. de 1969. à taxa de venda.265.

(BB/2003-1) No mercado de câmbio. todo o processamento administrativo relativo às exportações foi informatizado. de 25/9/1992. A partir de 1993. tanto os chamados órgãos “gestores” (SECEX. códigos e nomenclaturas. tornando possível a adoção de um fluxo único de informações. rápido acesso a informações estatísticas. redução de custos etc. . que permite a eliminação de diversos documentos utilizados no processamento das operações. Comando do Exército etc.). O acesso ao SISCOMEX IMPORTAÇÃO é feito por meio de conexão com o Serpro a fim de que as operações que necessitam de Licenciamento de Importação possam ser efetuadas. instituído pelo Decreto nº 660. da Secretaria da Receita Federal – SRF e do Banco Central do Brasil – BACEN. em novembro de 2001. que integra as atividades afins da Secretaria de Comércio Exterior – SECEX. que atuam apenas em algumas operações específicas (Ministério da Saúde. com a criação do SISCOMEX. de sorte a incrementar o comércio internacional. Departamento da Polícia Federal. O SISCOMEX tem sido constantemente aprimorado. acompanhamento e controle das diferentes etapas das operações de exportação. O sistema de registro de exportações totalmente informatizado permitiu um enorme ganho em agilização. julgue os itens seguintes. foram harmonizados conceitos. a) O objetivo desses contratos é proporcionar recursos antecipados ao importador. EXERCÍCIOS 1. Na concepção e no desenvolvimento do Sistema. Com relação às características desse contrato. é a sistemática administrativa do comércio exterior brasileiro. no registro. SRF e BACEN) como os órgãos “anuentes”. tendo incorporado o Módulo Drawback Eletrônico. tratado pela via informatizada. os adiantamentos sobre os contratos de câmbio (ACC) são modalidade contratual de largo uso. As operações passaram a ser registradas via Sistema e analisadas “on line” pelos órgãos que atuam em comércio exterior. confiabilidade.O favorecido recebe seu valor na moeda de seu país O banqueiro debita na conta do banco expedidor da ordem SISCOMEX O Sistema Integrado de Comércio Exterior – SISCOMEX.

boi gordo. aproveitando-se o máximo possível a variação cambial. e) Os ACC consistem unicamente na antecipação total dos reais equivalentes à quantia em moeda estrangeira comprada a termo de exportadores pelo banco. etc). e operações de crédito (empréstimos e financiamentos). o pós-embarque de uma exportação de bens de capital para um país considerado como um alto risco de crédito? a) ACE. tais como café. 2. b) ACC. c) Forfaiting. a médio prazo. Resposta: As letras A e E são falsas. (BB/1999-2) No mercado internacional. d) Supplier’s Credit. serão definidos tais instrumentos e apresentadas suas características principais CONCEITO DE DERIVATIVOS Os derivativos são instrumentos financeiros cujos valores derivam dos preços ou performances de outros ativos. os quais podem ser: • • • bens (ação ou mercadoria. Resposta: Somente o item `c` é verdadeiro. d) A primeira fase dos ACC ocorre quando a mercadoria já está pronta e embarcada. que produto de financiamento seria recomendado para financiar. Nesta aula. c) O valor adiantado poderá ser averbado no próprio contrato de câmbio.b) Os ACC podem ser utilizados como instrumentos de ganho financeiro pelo importador. e) Export Note. . AULA 30 OPERAÇÕES COM DERIVATIVOS – MERCADO A TERMO E FUTUROS Os instrumentos financeiros derivativos são utilizados pelas instituições financeiras em diversas finalidades. uma taxa de referência (dólar ou depósitos interfinanceiros) ou índices (Ibovespa. soja). ou por meio de instrumento em separado que se integrará ao contrato.

Serão apresentados a seguir conceitos. índice ou classificação de classificação crédito. A figura abaixo demonstra uma operação que ocorre normalmente em um mercado à vista. por um preço previamente estabelecido. existem pessoas interessadas em vender uma mercadoria que ainda não está disponível e pessoas que estão dispostas a adquirir esta mercadoria para recebimento e pagamento em futuro próximo. índice de bolsa de valores. preço de mercadoria. No ambiente em que são negociados tais contratos. em data futura. . ou seja. ou qualquer outra variável similar específica O investimento inicial deve ser inexistente ou pequeno em relação ao relação valor do contrato E o contrato é liquidado em data futura TIPOS DE DERIVATIVOS No Brasil. índice de preço. os principais tipos de derivativos são os contratos a termo. a termo. as opções. preço preço de título ou valor mobiliário. os swaps.O Banco Central do Brasil ao conceituar tal instrumento apresenta 3 (três) características que devem ser observadas na definição destes instrumentos financeiros: Seu valor varia em decorrência de mudanças em taxa de juros. características e os critérios para contabilização de cada modalidade de derivativo. câmbio. CONTRATOS A TERMO São contratos nos quais há um compromisso de compra ou venda de um ativo. taxa de câmbio. os contratos futuros.

um acordo entre duas partes para comprar ou vender um ativo em determinada data futura. No entanto. o contrato deve conter especificação precisa do bem (qualidade. prazo. por preço especificado. Há a padronização de preço. caracteriza-se como uma evolução do mercado a termo. local de entrega e preço). As principais características das operações a termo são as seguintes: Mercado a Termo 0 1 mês 2 meses 3 meses Preço combinado entre vendedor e comprador Pagamento e entrega das obrigações pelo vendedor ao comprador • • • liquidação física e financeira futura. pois só podem ser negociados no mercado a termo. especulação e captação/aplicação de recursos CONTRATOS FUTUROS É como um contrato a termo. realizadas em bolsas (padronizados) ou mercado de balcão (nãopadronizados). quantidade. e • realizadas para hedge.Mercado à Vista 0 1 mês 2 meses 3 meses Preço acertado/ pago entre vendedor e comprador + Entrega das obrigações pelo vendedor ao comprador Já a figura seguinte demonstra uma operação ocorrendo no mercado a termo. .

qualidade do produto. e para garantia de liquidação dos contratos são exigidos depósitos de margens de garantia: garantia de liquidação dos contratos e ajustes diários. Comparativo entre contratos a termo e futuros Características Objetivo Termo Futuros Proteção contra variações nos Proteção contra variações nos . feitos em bolsas (padronização). local e data de entrega. Mercado Futuro Ajustes Diários 0 1 mês 2 meses 3 meses Comprador e vendedor fecham contrato ao preço futuro Comprador paga o preço futuro e vendedor entrega bens As principais características dos contratos futuros são: • • • liquidação financeira futura. ajuste diário do valor do contrato etc. e • Margem de garantia: exigência feita pela Bolsa às partes de um contrato futuro. Os principais conceitos utilizados no mercado de futuros são: • Preço de ajuste: valor do contrato a cada dia definido pela Bolsa de Futuros. • Ajuste diário: nivelamento de preços das posições em aberto (marcação a mercado). A figura abaixo demonstra como acontecem as operações em um mercado futuro. geralmente na forma de depósito de dinheiro ou de títulos. Representam os montantes que devem ser pagos ou recebidos pelas partes diariamente em função das alterações nos preços dos contratos.

As demais verdadeiras. Os mercados futuros e de opções permitem que investidores não integralizem os investimentos em seus vencimentos. médios e grandes um Não é necessário apresentar boa situação creditícia É normalmente exigido alto padrão de crédito EXERCÍCIOS 1. (BB/2003) Os mercados futuros e de opções propiciam aos investidores uma tomada de decisão mais técnica. p. l) redução do preço dos bens por intermédio do melhor gerenciamento do risco. desde que as cotações de mercado lhes sejam adversas. normalmente com entrega de mercadoria Não são negociados antes do vencimento Partes contratantes Estabelecidas pelas partes Definido pelas partes Nem sempre existirão Definido pelas partes Produtores e consumidores preços. permitindo garantia de preços futuros para os ativos. São Paulo: Atlas. o) realização de negócios de maior porte. é correto concluir que o uso de derivativos no mercado financeiro acarreta: k) desestimulação da liquidez do mercado físico. normalmente sem entrega de mercadoria Podem ser negociados antes do vencimento Câmara de Compensação Estabelecida pela Bolsa Bolsas de Futuros Sempre haverá garantias No vencimento Não alteram contrato dos Grandes o valor Definido pela Bolsa Qualquer pessoa jurídica Diários do Diárias física ou Pequenos. Resposta: As letras a e e são falsas. o prejuízo pode apresentar-se menor do que se eles fossem obrigados ao pagamento futuro. n) maior atração de capital de risco. 2001.ª ed. A partir do texto acima. com volume de capital relativamente grande e nível desconhecido de risco. Esses derivativos oferecem também uma proteção contra prejuízos ocasionados por alterações desfavoráveis nas cotações dos ativos. . Alexandre Assaf Neto. melhorando o entendimento do mercado com relação ao desempenho das opções de investimento em condições de risco. 4. Mesmo que possam perder o depósito efetuado. Mercado financeiro. 330 (com adaptações). m) criação de defesas contra variações adversas de preços.Negociabilidade Responsabilidade Qualidade/Quantidad e Local de Negociação Sistemas de Garantias Vencimento Participantes Ajustes Variações nos preços Porte participantes Credibilidade preços.

2. Envolve o pagamento de um prêmio para aquisição do contrato. 3. por preço determinado. OPÇÕES São contratos que negociam o direito de comprar ou vender algo no futuro. Preço de Exercício: preço de referência do ativo objeto para o exercício da opção. sendo a liquidação efetuada em decorrência do exercício da opção pelo titular. mas não a obrigação. 4. Opção de compra (Call) . Prêmio: valor pago na compra da opção. Nestes o detentor da opção tem o direito. Tipos de contratos de opções 1. por preço determinado. de comprar ou vender o ativo objeto. Opção de venda (Put) – proporciona a seu detentor o direito de vender um ativo em certa data. será complementado ao estudo relativo ao mercado de derivativos. Apresentam uma diferença básica em relação aos contratos futuros. Titular: comprador da opção. Alguns conceitos envolvidos em uma operação com opções: 1. 2. Lançador: vendedor da opção.Comprador de uma opção de compra: . Serão estudados os derivativos denominados opções e swaps.AULA 31 OPERAÇÕES COM DERIVATIVOS – OPÇÕES E SWAPS Nesta aula. Posições assumidas em opções I .proporciona a seu detentor o direito de comprar um ativo em certa data.

E.50 PV=35 II – Vendedor de uma opção de compra: Quem vende uma opção de compra acredita na redução do preço do ativo objeto no vencimento do contrato.E. Preço Vencto=35. P. P.00.Quem compra uma opção de compra acredita no aumento do preço do ativo objeto no vencimento do contrato.50 PE=30 (Preço do Ativo) III – Comprador de uma opção de venda .: Prêmio= 2. Ex.=30. preço de exercício (PE) e preço no vencimento (Preço Vencto).00 Resultado da Operação PV=35 2.50. Ex. sendo inversamente proporcional ao potencial ganho do comprador da opção. a partir das informações relativas ao prêmio.: Prêmio= 2. Preço Vencto=35.00 Resultado da Operação PE=30 (Preço do Ativo) -2. O gráfico demonstra que a possibilidade de perda para o vendedor da opção de compra é grande.=30.00.50. O gráfico abaixo demonstra que a perda máxima que o comprador de uma opção tem é o valor do prêmio pago.

00. O gráfico demonstra que a perda máxima de um comprador de uma opção de venda é o valor do prêmio pago. P. Preço Vencto=35.50 Resultado da Operação PV=35 PE=30 -2. Preço Vencto=35. Ex. P.50 PV=35 (Preço do Ativo) -27.50.Quem compra uma opção de venda acredita na redução do preço do ativo objeto no vencimento do contrato.: Prêmio= 2.50 (Preço do Ativo) IV – Vendedor de uma opção de venda Quem vende uma opção de venda acredita no aumento do preço do ativo objeto no vencimento do contrato.E.50. em certa data no futuro. Ex. O gráfico demonstra que a perda máxima de um comprador de uma opção de venda é o valor do prêmio recebido.E.00 27.=30.=30. As partes assumem a obrigação recíproca de realizar. São .: Prêmio= 2.50 SWAPS São contratos nos quais são realizadas trocas de fluxos de caixas futuros. a troca de resultados financeiros previamente definidos.00 Resultado da Operação PE=30 2.00.

Swaps de taxas de juros: os contratos permitem a negociação de taxas de juros. podem ocorrer perdas extraordinárias. II.definidas taxas ou índices sobre ativos ou passivos utilizados referenciais. III. A companhia A tem posições em taxas prefixadas e deseja assumir posições em CDI. Com o swap a companhia A ficará com posições em CDI e a companhia B com posições em taxa pré. e a troca de taxa de dólar por juros pós-fixados. por exemplo. por sua vez. IV. . decorrentes de suas atividades de exportações e uma dívida corrigida por juros pós-fixados. Os swaps permitem a troca de risco entre investidores. No entanto. Swaps de taxas de câmbio: são negociadas trocas de taxas de câmbio. roca de juros prefixados por juros pós-fixados (CDI over). deseja justamente o oposto: quer trocar seu risco dólar pelo risco “juro pós-fixado”. conhecido como swap cambial. tem posições em CDI e deseja trocá-las por taxa pré. A figura a seguir demonstra como é operacionalizado um contrato de swap. como Pode ser usado como hedge (seguro) ou como especulação para se obter ganhos extraordinários. Outra empresa nacional. Taxa Pré Companhia A CDI Companhia B O swap pode ser visualizado como um contrato a termo.com ativos em reais e dívidas em dólar. se a estratégia for perdedora. denomina seus contratos de swap como contratos a termo de CDI e de dólar. Isso ocorre porque é possível decompor o relacionamento dos agentes envolvidos em dois contratos a termo com características especificas. conhecido como o swap prefixado. A companhia B. Exemplos de operação de swap I – Uma empresa que tem ativos em dólar.Esta empresa gostaria de trocar seu risco “juro pós-fixado” pelo risco “dólar”. A BM&F. Swaps de mercadorias: estão baseados em commodities. Swaps de ações: permitem a troca de remunerações de papeis com renda variável. Tipos de Swap: Os tipos de contratos mais comuns são: I.

fazem um contrato de swap entre si. ou através de intermediação de instituição financeira. somente como intermediário da operação. não precisam.000 1.000 para 1 mês.As duas empresas.000 0 Não há fluxo Cenário 3 6% 1.055. seja em opções de compra ou em opções de venda. Sendo que o Banco Páscoa pretende trabalhar com taxas prefixadas e o Banco Natal com TR. somente terão . Taxa Pré Taxa Pré Companhia A CDI IF CDI Companhia B Neste caso.000. não importando a posição de compra. 5. acerca de derivativos.050.055. foi feito um swap de R$1. b) Os contratos de swap que tenham instituição financeira como uma de suas contrapartes ou. EXERCÍCIOS 01 – (BCB/2000) Julgue os itens abaixo.055. recebendo uma comissão. TR Principal + TR Principal + Pré Diferença Resultado Cenário 1 5% 1. no período. apenas o vendedor tem a obrigação de efetuar o deposito da margem.000 Bco Páscoa Recebe Cenário 2 5. dos interessados em fazer a troca dos fluxos de caixa. uma vez que os compradores. II .5%.000 +5. aproveitando uma distorção momentânea de preços. ser registrados em bolsa de mercadorias e de futuros ou na CETIP. a) Especulador é a pessoa física ou jurídica que busca tirar proveito da variação na diferença entre o preço de dois ativos ou mercados ou das expectativas futuras de mudança nessa diferença. Em contrapartida o Banco Natal tem ativos a taxas prefixadas e passivos com encargos em TR.000 1. que assume o papel de contraparte.5 e 6%.000 -5. A partir de uma a taxa prefixada de 5. sem assumir quaisquer direitos ou obrigações.000 1.O Banco Páscoa tem ativos vinculados à TR e passivos com taxa prefixada.000 Bco Natal Recebe Swap com Intermediação A operação pode contar com a intermediação de uma IF. para trocar suas posições em risco.5% 1. a IF assume o risco de crédito nas duas pontas. ate mesmo.060. observe no quadro abaixo quais seriam as situações para a TR igual a 5. c) No mercado de opções.necessariamente. então.055.

Os chamados derivativos de eletricidade. julgue os itens que se seguem. c. e) É de responsabilidade do BACEN a regulamentação dos principais produtos do mercado de derivativos negociados. moldadas de acordo com a estrutura e o interesse de cada investidor. Os principais tipos de derivativos são as opções (de compra ou venda). b. As demais falsas. dinheiro. termos sobre ações e futuros de índices. mercadorias. e. na forma de certificados representativos de contratos mercantis de compra e venda a termo de energia elétrica. . risco de inadimplência do comprador de opções. em certa data futura. não podem ser emitidos por empresas incluídas no sistema brasileiro de privatização. 02 – (BB/2003) Derivativos são instrumentos financeiros cujas estruturas e valores dependem e existem como referência a outros ativos. tais derivativos. o baixo custo e a maior eficácia do hedge. Resposta: As letras a e c são verdadeiras. e que podem ser negociadas apenas por meio de registro em bolsa de mercadoria e futuros. a. Em geral. ou seus preços. que tem como principais vantagens sobre as convencionais a flexibilidade. não existindo. como opções sobre ações. tais como valores mobiliários.direitos e não obrigações. o resultado financeiro liquido decorrente da aplicação de taxas ou índices sobre um montante utilizado exclusivamente como ativo e passivo referenciais (conhecidos como Valores Nocionais ou Parcela Destacada). d) As opções exóticas são um grupo de opções especiais. futuros de ações. estabelecido no contrato. já os limites impostos com relação a derivativos são pouco restritivos. fundos de investimento não podem utilizar parcela significativa de seus patrimônios em valores mobiliários. d. Para tanto. as operações futuras. Derivativos são usados na gerência de direitos e obrigações resultantes dos ativos originais. emitidos por órgãos ou entidades do setor público. Acerca desse tema. portanto. sem os custos de venda ou compra efetiva de tais ativos. os derivativos são usados como trava de risco (hedge) relativa a variações de taxas de juros ou a oscilações de taxas cambiais. Resposta: Somente a letra c é verdadeira. as operações a termo e as trocas (swaps). na criação de novos instrumentos nos mercados de capitais e na obtenção ou eliminação de riscos associados com a propriedade de ativos. podem ser adquiridos por instituições financeiras e demais instituições autorizadas pelo BACEN a funcionar. 03 – (BCB/2000) Acerca dos conceitos relativos a operações com derivativos. Embora muito raramente. julgue os itens a seguir: a) a operação de swap é caracterizada por um acordo mediante o qual as partes assumem a obrigação recíproca de realizar.

de uma taxa de referencia ou de um índice. Penhor Mercantil 6. peso.b) Contratos futuros caracterizam-se por operações para liquidação em um data futura. o banco torna-se um mero avalista do cliente por ele avalizado. d) Derivativos são instrumentos financeiros cujo valor depende (ou deriva) do preço ou do desempenho de mercado de um bem básico. o volume (tamanho do contrato). As demais verdadeiras. Aval Bancário 5. c) Opcoes são instrumentos por meio dos quais o comprador terá um preço variável para um bem ou título-objeto (preço de exercício). as datas de liquidação e de entrega e o local de entrega. são especificados pelas bolsas o bem (tipo. Através do aval. possibilitando a sua negociação ate a data dos respectivos vencimentos. Hipoteca 8. Além do conceito. No processo do aval. provocar risco de perdas decorrente das variações de preços de bens com que trabalha. Os tipos de aval são: • Completo/Pleno/em Preto • Em Branco . O aval só poderá ser concedido em um título de crédito. Alienação Fiduciária 7. a dívida pode ser garantida em sua totalidade ou parcialmente. Nesses contratos. para uma determinada data de vencimento (data de exercício). serão vistas as características específicas do (a): 4. especialmente no mercado dos produtos derivativos. e) Hedger é a pessoa física que busca. por meio de operações de compra ou de venda de instrumentos financeiros. cujos contratos são padronizados pelas bolsas de mercadorias e de futuros. de ativos financeiros que possua em carteira ou de passivo que tenha contraído. Resposta: As letras a e e são falsas. quantidade). AULA 32 GARANTIAS DO SFN Nesta aula serão apresentadas as principais garantias oferecidas e recebidas pelas instituições financeiras no Brasil. Fiança Bancária Aval bancário Obrigação assumida pela instituição bancária com a finalidade de garantir pagamentos de títulos de crédito de certos clientes.

como garantia de uma obrigação. A posse indireta e a propriedade são do credor (financiador). A hipoteca caracteriza-se como uma garantia real sobre bem imóvel.O aval é completo quando possui o nome da pessoa favorecida. . A hipoteca extingue-se • pelo desaparecimento da obrigação principal. Alienação fiduciária É um contrato pelo qual o devedor transfere ao credor. Para ser válida. sob pena de não valer contra terceiros. Também podem ser objeto de hipoteca: navios. estradas de ferro. etc. de veículos. respondendo como fiel depositário. seguindo as mesmas regras da alienação. também. o domínio e a posse indireta de um bem. pode ter como objeto. no registro de títulos e documentos do domicilio do credor. será obrigatoriamente arquivado por cópia ou microfilme. Neste caso. poderá o devedor permanecer na posse do bem. em que o devedor ou alguém por ele entrega ao credor um bem móvel. A alienação é considera uma garantia real. ela deve ser inscrita no registro de imóveis. mas. Atualmente a alienação fiduciária. terreno. benfeitorias e ampliações. A garantia recai sobre o bem (móvel ou imóvel). para posterior venda. pois não se aplica. minas e pedreiras. apartamento etc. o bem permanece com o devedor. em garantia de uma dívida. O aval é em branco quando não configura o nome do favorecido. A alienação fiduciária é amplamente utilizada nas vendas a prazo. bem imóvel. Penhor mercantil É um contrato acessório e formal.) oferecido como garantia do pagamento de uma dívida. e aparelhos eletrodomésticos. nesse caso. A alienação fiduciária somente se prova por escrito e seu instrumento. independente de sua entrega efetiva. abrangendo reformas. computadores. aviões. Hipoteca É um direito real que recai sobre um bem imóvel (casa. Constituise o penhor com a entrega efetiva do bem. atualmente. público ou particular. por exceção. A hipoteca recai sobre a totalidade do imóvel. Isto significa que o bem oferecido em alienação permanece em poder do devedor. A posse direta e o uso do bem fica com o devedor. O devedor fica com o domínio do bem na condição de fiel depositário. ao imóvel as regras da hipoteca. aparecendo somente a assinatura do avalista. pode o credor requerer judicialmente a busca e apreensão do bem. Vencida e não paga a obrigação.

e que. por se tratar de uma garantia e não de uma operação de crédito. materiais. b) mediante a devolução da Carta de Fiança. • contratos de prestação de serviços em empreitadas. etc. máquinas. pela prescrição. dentre outras: • participação em concorrências públicas. c) mediante a entrega ao banco da declaração do credor. Um mesmo ímóvel pode ser hipotecado várias vezes. acessória. No caso de execução por diversos credores. está isenta do IOF. matérias-primas. aquele se refere a bens imóveis que ficam na posse do devedor durante o prazo da garantia. licitações. A fiança baixa-se: a) quando do término do prazo de validade da Carta de Fiança. A hipoteca diferencia-se do penhor pois enquanto este se refere a bens móveis que ficam na posse do credor. • contratos de fornecimento de mercadorias. terá preferência aquele que primeiro recebeu o imóvel em garantia. não podendo ultrapassar 12 meses. As Cartas de Fianças devem obedecer a prazos determinados. Fiança bancária A fiança é um contrato pelo qual o banco (fiador) garante o cumprimento da obrigação de seu cliente junto a um determinado credor (beneficiário). pela arrematação. assumida pelo banco. A fiança nada mais do que uma obrigação escrita. desde que esteja assegurado o cumprimento das obrigações assumidas pelas partes contratantes. nas concorrências públicas. liberando a garantia prestada. ou particulares. sendo que. • contratos de execução de obras adjudicadas por meio de concorrências públicas ou particulares. • contratos de integralização de capitais (pessoas jurídicas). serão autorizadas fianças bancárias nas situações abaixo relacionadas. O Banco Central proíbe a concessão de Cartas de Fiança: . tomadas de preços. • contratos de execução de obras. • contratos de prestação de serviços em geral. Segundo normas do Banco Central. • contratos de construção civil. este prazo será de 6 meses..• • • pela renúncia do credor.

à diretoria do banco e membros dos conselhos consultivos ou administrativos. até o segundo grau.• • • • • • • • que possam. garantindo as condições de venda do produto. com a finalidade de habilitá-lo à participação em uma concorrência pública aberta no exterior. exceto para garantir interposição de recursos fiscais ou que sejam garantias prestadas para produzir efeitos perante órgãos fiscais ou entidades por elas controladas. em caráter geral. e às pessoas jurídicas de cujo capital participem com mais de 10% quaisquer dos diretores ou administradores da própria instituição financeira. bem como aos respectivos cônjuges. exceto quando se tratar de operações ligadas ao comércio exterior. que não tenham perfeita caracterização do valor em moeda nacional e vencimento definido. quando se tratar de operações lastreadas por efeitos comerciais resultantes de transações de compra e venda ou penhor de mercadorias. em moeda estrangeira ou que envolva risco de variação de taxas de câmbio. bem como seus cônjuges e respectivos parentes. por qualquer forma. das pessoas a que se refere o item anterior. ou que assegurem o pagamento de obrigações decorrentes da aquisição de bens e serviços. para o fornecimento de bens ou serviços. As fianças bancárias podem ser. tendo o banco honrado a fiança. relativas ao cumprimento de preços. Caso a pessoa afiançada não cumpra suas obrigações para com o beneficiário. salvo autorização específica do Bacen. até o segundo grau. o débito resultante passa a ser uma operação financeira sujeita a IOF. vinculadas. à aquisição de terrenos que não se destinem ao uso próprio ou que se destinem à execução de empreendimentos ou unidades habitacionais. ensejar aos favorecidos a obtenção de empréstimos em geral. dos seguintes tipos: Tipo Bid Bond Características carta de garantia emitida pelo banco a pedido de seu cliente. prazos e demais características do contrato fiança prestada por um banco a um cliente que tenha assumido um contrato de execução longa (ciclo de produção Performance . em limites que forem fixados pelo Conselho Monetário Nacional. direta ou indiretamente. às pessoas físicas ou jurídicas que participem do capital do banco. fiscais e semelhantes. aos parentes. cuja delimitação de prazo seja impraticável. em cada caso. ou o levantamento de recursos junto ao público. com mais de 10%. ainda.

destinado a assegurar-lhe o adiantamento previsto no contrato comercial de fornecimento de bens e/ou serviços pela empresa brasileira É a viabilização do recebimento pelo exportador do valor pago antecipadamente pelo importador no caso do nãocumprimento da exportação contratada. aval e fiança são institutos de idênticas sistemáticas de funcionamento e conseqüências jurídicas. modificar ou extinguir relações jurídicas de natureza patrimonial. destinado a estabelecer uma regulamentação de interesse entre as partes com o escopo de adquirir. quando se generaliza. Está muito ligada a obras públicas ou fabricação de navios. tornando-se o alienante ou devedor seu possuidor direto e depositário. aviões ou bens de capital. na conformidade da ordem jurídica. Acerca dessas garantias. que. com todas as responsabilidades e encargos que lhe incumbem de acordo com as leis civil e penal. de forma a proteger o contratante das perdas resultantes da não-eventual conclusão do contrato na forma como foi contratado. pode provocar risco sistêmico ao Sistema Financeiro Nacional (SFN). Assegura ao importador o reembolso dos valores antecipados EXERCÍCIOS 1. d) O fundo de garantia do tempo de serviço. b) Nas operações do SFN. entre outras atribuições. Garantia de pagamento antecipado emitido em moeda estrangeira pelo banco ao seu beneficiário no exterior. ameaçada pela redução significativa dos índices inflacionários provocada pelo Plano Real. e) Para garantir a liquidez do sistema bancário. (Cespe/Banco do Brasil – 2001) Em função do risco causado pelo fenômeno da inadimplência. c) Participam do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) todas as instituições componentes do SFN. a) A alienação fiduciária é o instrumento que transfere ao credor o domínio resolúvel e a posse indireta da coisa móvel alienada. Resposta: Somente o item a é verdadeiro.Bond Advance Payment Bond Refundment Bond longo). foram instituídas garantias para os agentes que nele operam. com qualidade. julgue os itens abaixo. foi criado o fundo social de emergência. independentemente da tradição efetiva do bem. funciona como garantidor da solvência das operações imobiliárias. 2. é a garantia da entrega do produto lá fora. No caso das operações de comércio exterior. (CEF – 2004 – Fundação Carlos Chagas) Contrato é o acordo duas ou mais vontades. as operações .

d) Aval – exige outorga uxória ou qualificação do avalista.de empréstimo caracterizam-se por firmar em contrato condições definidas em negociação entre o emprestador e o tomador. em que o fiador se compromete a cumprir as obrigações do afiançado perante o credor. os encargos tributários. e) Fiança – garantia constituída por contrato autônomo. c) Aval – característica de título de crédito que permite que um terceiro. aceite ser coobrigado em relação às obrigações do avalizado. b) Garantias são exigidas pelo emprestador de acordo com o risco da operação e podem ser reais ou impessoais. devem estar expressos o valor da operação de crédito ( em moeda nacional). os custos da operação (juros. assinale a alternativa correta. a forma de cobrança e as garantias. a) Carta de fiança – depósito feito para garantia de pagamento de um empréstimo ou financiamento. não havendo necessidade de formalização por instrumento escrito. taxa e tarifas cobradas pela instituição financeira). O avalista não tem beneficio de ordem. comissões. Em relação às garantias. publico ou particular. por sua aposição de assinatura. No contrato. os prazos da operação. . Resposta: Somente o item c é verdadeiro.

de 31/8/1995.197. efetuam aceite em letras de câmbio. são associadas do FGC. que administra o mecanismo de proteção aos correntistas. são todos componentes dessa rede e visam a manutenção de um sistema bancário sólido e saudável. o Fundo Garantidor de Créditos – FGC. portanto.AULA 33 FUNDO GARANTIDOR DE CRÉDITOS . através da Resolução nº 2. São elas: • os bancos múltiplos. autoriza a “constituição de entidade privada. • os bancos de desenvolvimento. e captam recursos mediante a emissão e a colocação de letras imobiliárias. liquidação ou falência. através da Resolução nº 2. que recebem depósitos à vista. de 16/11/1995. fundo constituído no Brasil para a proteção de alguns depósitos feitos por clientes de instituições financeiras. . regulação eficaz. poupadores e investidores. via um sistema garantidor. Cria-se.FGC Esta aula apresenta o conceito e as características operacionais do FGC. • os bancos comerciais. letras hipotecárias e letras de crédito imobiliário. contra instituições financeiras em caso de intervenção. Conceito O Fundo Garantidor de Crédito é uma entidade privada. • os bancos de investimento. Empréstimos de última instância. o Conselho Monetário Nacional. todas as instituições em funcionamento no Brasil. que se traduz na implementação de instrumentos adicionais de acompanhamento e controle e a conseqüente formação de redes de proteção ao sistema. Em novembro de 1995. destinada a administrar mecanismos de proteção a titulares de créditos contra instituições financeiras”. O Brasil seguiu esta tendência e em agosto de 1995. estabelecendo-se o sistema de garantia de depósitos no Brasil. A razão por trás desse movimento está baseada na crescente preocupação das autoridades com a estabilidade do sistema financeiro. o Estatuto e Regulamento da nova entidade são aprovados.211. sem fins lucrativos. fiscalização eficiente. Contexto O estabelecimento formal de sistemas de garantia de depósito tem sido uma tendência dominante no mundo a partir da década de 90. sem fins lucrativos. a prazo ou em contas de poupança. Conforme determina o CMN. estrutura legal adequada e proteção direta a depositantes. • a Caixa Econômica Federal.

as companhias hipotecárias e as associações de poupança e empréstimo.00. financiamento e investimento.025% do montante dos saldos das contas correspondentes às obrigações objeto de garantia. com ou sem emissão de certificado. • Letras hipotecárias. tais como: rentabilidade e risco quando da sua decisão de aplicar em um fundo de investimento financeiro. Para fins do cálculo do valor da contribuição deve ser utilizada a média mensal dos saldos diários das contas correspondentes às obrigações objeto de garantia. cujos regulamentos são registrados em cartórios de títulos e documentos. O valor da contribuição devida deve ser apurado e informado às instituições associadas até o dia 25 de cada mês.• • • • as sociedades de crédito. É importante ressaltar que os cônjuges são considerados pessoas distintas. que seguem normas específicas de administração que objetivam garantir segurança e transparência. a garantia para os cotistas desses Fundos consiste na própria carteira de ativos financeiros. Os créditos que são garantidos pelo FGC são: • Depósitos à vista ou sacáveis mediante aviso prévio. de forma que o cliente pondere fatores. cada um receberá até o valor máximo de R$ 20.000. Os recursos aplicados em fundos de investimentos não estão protegidos pelo FGC. EXERCÍCIOS . • Depósitos de poupança. depósitos a prazo. ou seja. é de R$ 20. A instituição deverá fazer o repasse dos recursos para o FGC no primeiro dia útil do mês seguinte ao de sua apuração. seja qual for o regime de bens do casamento. acrescido de atualização com base na taxa Selic.00 por depositante ou aplicador. O valor máximo garantido pelo FGC. Quando um banco sofre intervenção ou liquidação extrajudicial. por instituição. • Letras imobiliárias. • Letras de crédito imobiliário. independentemente do valor total e da distribuição em diferentes formas de depósito e aplicação. os fundos os Fundos de Investimentos Financeiros são entidades constituídas sob a forma de condomínios abertos. As instituições financeiras associadas devem aportar os recursos na ordem de 0. • Letras de câmbio. Como visto em aula específica. O atraso no recolhimento da contribuição devida implica multa de 2% sobre o valor da contribuição. as sociedades de crédito imobiliário. O mesmo ocorre com os dependentes.000. É uma comunhão de recursos arrecadados de clientes para aplicação em carteira diversificada de ativos financeiros.

00. o casal terá. .000. e) uma aplicação em fundos de ações no valor de R$ 7.000.00 2. pelo FGC. (BB/1999-2) Um casal cadastrado. b) depósitos em caderneta de poupança no valor de até R$ 20. – Caderneta de poupança R$ 30. em certa data. k) e) aplicações em fundos de ações no valor de até R$ 17. em um determinado banco. integralmente.000. com seus respectivos CPFs. neste estabelecimento.000.00. (BB/2003-1) O fundo Garantidor de Créditos (FGC) garante. a garantia para recuperar de seus saldos o valor.000. a seguinte posição de saldos: – Conta corrente conjunta R$ 30.00.00.00 Resposta: Somente o item `c` é verdadeiro.000. Caso este banco sofra uma intervenção nesta mesma data. a) uma aplicação no FIF no valor de R$ 4.000. em reais. d) um depósito à vista no valor de R$ 60. o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) garante integralmente os(as): a) depósitos à vista no valor de até R$ 30.00.000.00. (Banco de Brasília – 2001 – Cespe) Junto a uma instituição bancária.00. 3. possui. c) um CDB no valor de R$ 15.00 b) 30.000.1.000.00 c) 40.000.00.00.000. c) CDBs no valor de até R$ 45.00.000.00 d) 50.000. Resposta: Somente os itens b e c são verdadeiros. d) aplicações no FIF no valor de até R$ 14.00 e) 60.000. b) um depósito em caderneta de poupança no valor de R$ 12.000. de: a) 20.00.000.