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ELABORADO POR PROFESSORES E ENGENHEIROS
ELABORADO
POR PROFESSORES E
ENGENHEIROS

Resistência dos Materiais

Manoel Henrique Campos Botelho

Lançamento 2008

ISBN: 9788521204503 Páginas: 248 Formato: 17x24 cm Peso: 0,415 kg

Resistência dos Materiais

III

MANOEL HENRIQUE CAMPOS BOTELHO

Eng. Civil formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

PARA

ENTENDER

E

GOSTAR

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3
Resistência dos Materiais III MANOEL HENRIQUE CAMPOS BOTELHO Eng. Civil formado pela Escola Politécnica da Universidade

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Resistência dos Materiais III MANOEL HENRIQUE CAMPOS BOTELHO Eng. Civil formado pela Escola Politécnica da Universidade
Resistência dos Materiais III MANOEL HENRIQUE CAMPOS BOTELHO Eng. Civil formado pela Escola Politécnica da Universidade

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Resistência dos Materiais III MANOEL HENRIQUE CAMPOS BOTELHO Eng. Civil formado pela Escola Politécnica da Universidade

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Resistência dos Materiais

Resistência dos Materiais Conteúdo XI 1 O que é a Resistência dos Materiais ......................................................................... 1 2

Conteúdo

XI

  • 1 O que é a Resistência dos Materiais .........................................................................

 

1

  • 2 O equilíbrio das estruturas e as estruturas que não devem estar em equilíbrio ..............................................................................................................

3

  • 3 Os tipos de esforços nas estruturas ..........................................................................

15

 
  • 4 Tensões, coefi cientes de segurança e tensões admissíveis ....................................

23

  • 5 Todas as estruturas se deformam — Lei de Hooke e Módulo de Poisson .............

31

  • 6 Quando as estruturas se apóiam — Entendendo os vários tipos de apoio ............

41

  • 7 Estruturas isostáticas, hiperestáticas e hipostáticas ..............................................

45

  • 8 Estudando os vários tipos de fl exão: simples, composta, oblíqua,

.................

49

  • 9 Introdução aos conceitos de momento estático, momento de inércia, módulo resistente e raio de giração .........................................................................

55

  • 10 Estudando a fl exão normal nas vigas isostáticas — Diagramas de momentos fl etores, forças cortantes e forças normais ............................................

59

  • 11 Tensões normais em vigas — a fl exão normal .........................................................

67

  • 12 A fl exão oblíqua nas vigas .........................................................................................

79

  • 13 Tensões tangenciais (cisalhamento) em vigas ........................................................

85

  • 14 Como as vigas se deformam — Linhas elásticas .....................................................

95

  • 15 Estudando as vigas hiperestáticas — Equação dos três momentos e Método de Cross ......................................................................................................

105

  • 16 Flambagem ou o mal característico das peças comprimidas .................................

115

  • 17 Estruturas e materiais não-resistentes à tração .....................................................

129

  • 18 Estruturas de resposta linear e não-linear. Validade do processo de superposição .....................................................................

18 Estruturas de resposta linear e não-linear. Validade do processo de superposição ..................................................................... resistência 00.indd 11

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18 Estruturas de resposta linear e não-linear. Validade do processo de superposição ..................................................................... resistência 00.indd 11

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  • XII Resistência dos Materiais

Resistência dos Materiais 19 Ligando duas peças — Cálculo de rebites e solda s .................................................
  • 19 Ligando duas peças — Cálculo de rebites e solda s .................................................

147

  • 20 A torção e os eixos .....................................................................................................

153

  • 21 Molas e outras estruturas resilientes .......................................................................

163

  • 22 Cabos

167

  • 23 Nascem as treliças .....................................................................................................

175

  • 24 Arcos e vigas curvas ..................................................................................................

183

  • 25 Análise de vários e interessantes casos estruturais ...............................................

189

  • 26 Estruturas heterogêneas quanto aos materiais .......................................................

199

  • 27 Estamos encerrando a matéria .................................................................................

205

  • 28 Bibliografi a — O que há para ler nas bibliotecas e livrarias brasileiras ................

207

  • 29 Anexo 1

Composição e decomposição de forças ....................................................................

211

  • 30 Anexo 2

Estados de tensão — Critérios de resistência .........................................................

217

  • 31 Anexo 3

Glossário de primeira ajuda ......................................................................................

223

  • 32 Anexo 4

Resumo histórico do uso de materiais e de estruturas ...........................................

227

  • 33 Anexo 5

Consulta ao público leitor ..........................................................................................

232

Resistência dos Materiais 19 Ligando duas peças — Cálculo de rebites e solda s .................................................

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Resistência dos Materiais 19 Ligando duas peças — Cálculo de rebites e solda s .................................................
Resistência dos Materiais 19 Ligando duas peças — Cálculo de rebites e solda s .................................................

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Resistência dos Materiais 19 Ligando duas peças — Cálculo de rebites e solda s .................................................

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O que é a Resistência dos Materiais

1

1 O que é a Resistência dos Materiais
1
O que é a
Resistência dos
Materiais

Para poder transformar a Natureza, o homem precisa de ferramentas e tecno- logia. Para criar tecnologia, precisa de teorias que correspondam à sistematização de conhecimentos e à descoberta de leis naturais que orientam seu trabalho. Depois de criar uma série de teorias, algumas das quais superam e substituem outras, o homem procura sistematizá-Ias dando-lhe nomes, delimitando suas validades e es- tabelecendo um grau de hierarquia entre elas. Do estudo das estruturas (casas, pontes, veículos, etc.) surge a Resistência dos Materiais. Vamos a ela. Vamos supor que se pretenda transportar uma peça de grande peso sobre uma estrutura de suporte (prancha) que, por sua vez, se assenta sobre dois apoios, A e B. A estrutura receberá essa carga e sofrerá, com isso, uma série de esforços, de- formando-se. A Resistência dos Materiais determinará tais esforços e a lei da defor- mação dessa viga. Conhecendo o material com que se construiu a estrutura-supor- te, saberemos:

• • se com o material usado no suporte e em face de suas dimensões —
se com o material usado no suporte e em face de suas dimensões — por exem-
plo, a espessura —, a estrutura ou resiste à solicitação ou se rompe;
as deformações que ocorrerão.
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1
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O equilíbrio das estruturas e as estruturas que não devem estar em equilíbrio

3

2 O equilíbrio das estruturas e as estruturas que não devem estar em equilíbrio
2
O equilíbrio das estruturas
e as estruturas que não
devem estar em equilíbrio

Uma estrutura ou está em equilíbrio ou em movimento. Nós estudaremos prin- cipalmente as estruturas em equilíbrio, ou seja, as que estão estáticas, melhor di- zendo em “equilíbrio estático”. Para que uma estrutura esteja em equilíbrio estático, deve obedecer às seguin- tes leis da Estática:

∑ F = 0 ∑ F = 0 H V ∑ M = 0 ∑ M
F
=
0
F
=
0
H
V
M
=
0
M
=
0
T
F

onde:

F H = Força horizontal F V = Força vertical M T = Momento de torção M F = Momento de fl exão São as quatro famosas condições dos esforços externos

Sejam as seguintes estruturas e vejamos as suas condições de equilíbrio:

Uma pessoa está apoiada no chão. Se o chão puder reagir com uma reação igual ao
Uma pessoa está apoiada no chão. Se o chão puder reagir com uma reação igual
ao peso, a pessoa estará em equilíbrio. Se o chão for um charco, um lodaçal, o chão
não reagirá ao peso e a pessoa afundará.
P
P
R
P = R
R
P > R
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Os tipos de esforços nas estruturas

15

3 Os tipos de esforços nas estruturas
3
Os tipos de
esforços nas estruturas

Devido aos esforços ativos e reativos, a estrutura está em equilíbrio, ou seja, não se movimenta. Apesar de a estrutura estar em equilíbrio, ela poderá até se romper se os efeitos dos esforços ativos e reativos levarem à sua desintegração material. A desintegração da estrutura ocorrerá se algumas partes constituintes da es- trutura sofrerem valores extremos em face de:

Os tipos de esforços nas estruturas 15 3 Os tipos de esforços nas estruturas Devido aos

Para chegarmos às tensões que levam, ou não, ao colapso das estruturas, tem que haver um efeito intermediário, causado pelos esforços ativos e reativos. Esses esforços internos solicitantes gerarão, no fi nal, tensões de tração, compressão, cisa- lhamento e torção.

Os tipos de esforços nas estruturas 15 3 Os tipos de esforços nas estruturas Devido aos

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15
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Os tipos de esforços nas estruturas 15 3 Os tipos de esforços nas estruturas Devido aos
Os tipos de esforços nas estruturas 15 3 Os tipos de esforços nas estruturas Devido aos

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Os tipos de esforços nas estruturas 15 3 Os tipos de esforços nas estruturas Devido aos

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Tensões, Coeficientes de segurança e Tensões admissíveis

23

4 Tensões, coefi cientes de segurança e tensões admissíveis
4
Tensões, coefi cientes
de segurança e tensões
admissíveis

Imagine que temos de suspender uma peça industrial de 7,55 tf por um cabo de

aço, cuja resistência média de ruptura é de 1.490 kgf/cm 2 . Vamos verifi car a espes-

sura necessária do cabo:

 

Fórmula geral:

σ

=

F

 

S

F

=

7.550

kgf

σ

=

kgf/cm

2

S =

área resistente

 

S =

F

==

7

.

550

= 5 06

cm 2

 

σ

1

.

490

,

 
Tensões, Coeficientes de segurança e Tensões admissíveis 23 4 Tensões, coefi cientes de segurança e tensões

Vamos escolher o diâmetro do cabo que tenha essa área. Se adotarmos o diâme-

tro de 1” para o cabo, estaremos atendendo ao projeto, pois essa bitola de cabo tem

área de 5,06 cm 2 ; todavia:

com o tempo o cabo pode perder resistência, podendo desfi ar;

em alguns casos a resistência média do cabo pode variar de lote para lote e tal-

vez tenhamos o azar de ter em estoque um mau lote;

a carga a suspender pode ser algo maior que 7.550 kgf (erro de uso).

— (*) O cabo é puxado para baixo pelo peso e para cima pela reação. O cabo está em equilíbrio, mas tem tensão de tração. O cabo resistirá à tensão de tração? Depende da força, da seção do cabo, do material do cabo, etc.

Tensões, Coeficientes de segurança e Tensões admissíveis 23 4 Tensões, coefi cientes de segurança e tensões

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23

Tensões, Coeficientes de segurança e Tensões admissíveis 23 4 Tensões, coefi cientes de segurança e tensões
Tensões, Coeficientes de segurança e Tensões admissíveis 23 4 Tensões, coefi cientes de segurança e tensões

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Tensões, Coeficientes de segurança e Tensões admissíveis 23 4 Tensões, coefi cientes de segurança e tensões
Tensões, Coeficientes de segurança e Tensões admissíveis 23 4 Tensões, coefi cientes de segurança e tensões

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Todas as estruturas se deformam — Lei de Hooke e Módulo de Poisson

31

5 Todas as estruturas se deformam — Lei de Hooke e Módulo de Poisson Nota 1:
5
Todas as estruturas se
deformam — Lei de Hooke
e Módulo de Poisson
Nota 1:
Experiência num material que visualmente apresenta resultados.
Pegue um elástico de borracha, desses elásticos comprados em papelaria, e faça
esta experiência. Corte-o com um comprimento de 10 cm e faça várias experiências
de tração, mas sem esforçá-lo muito. Depois disso, meça-o outra vez. A nova medida
deverá ser muito próxima dos 10 cm iniciais. Isso indica que estivemos fazendo ex-
periências dentro do campo elástico; terminando o esforço, termina a deformação
na peça e ela volta a ser o que era. Com cuidado para não rompê-lo, procure agora
esforçá-lo mais, até sentir que está quase rompendo. Meça o novo comprimento.
Você notará que, mesmo não estando distendido, o elástico tem agora quase 11 cm.
Ocorreu uma deformação permanente (plástica) no valor de 1 cm.
Nota 2:
Por que estudar as deformações nas estruturas?
Eis as razões:
• Ter critérios para limitar as deformações nas estruturas em trabalho. (Daria
para aceitar uma trave de gol que tivesse fl echa (barriga), no seu ponto médio,
de 20 cm?);

• Desenvolver teorias que permitam resolver estruturas. Sem esse recurso do es-

tudo das deformações, seus esforços fi cariam desconhecidos.

Imaginemos, por exemplo, uma prancha de 20 kgf colocada sobre cinco apoios.

Como se distribuem as reações nesses apoios?

Essa é uma estrutura hiperestática e descobriremos esses valores usando a

teoria das deformações.

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Todas as estruturas se deformam — Lei de Hooke e Módulo de Poisson 31 5 Todas

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Quando as estruturas se apóiam — Entendendo os vários tipos de apoio

41

6 Quando as estruturas se apóiam — Entendendo os vários tipos de apoio
6
Quando as estruturas se
apóiam — Entendendo
os vários tipos de apoio

Para compreender o funcionamento das estruturas é muito importante co-

nhecer os tipos de apoio que essas estruturas possuem. A estrutura de apoio nada

mais é do que um corpo rígido que recebe e transfere esforços das estruturas em

estudo.

Árvores estão apoiadas (encravadas) pelas raízes na terra; caixas d’água podem

estar apoiadas em lajes; vigas estão apoiadas em colunas; navios, na água; trampo-

lins, em estruturas de grande rigidez, etc.

Seja uma viga de madeira simplesmente lançada sobre dois apoios (pilaretes de

madeira) A e B :

Quando as estruturas se apóiam — Entendendo os vários tipos de apoio 41 6 Quando as

O senso comum indica que a viga trabalhará de uma maneira, se for simples-

mente apoiada e de outra maneira, se as suas extremidades forem fi xadas por pre-

gos aos pilaretes e, ainda, de uma terceira maneira, se uma extremidade for pregada

e a outra não.

Quando as estruturas se apóiam — Entendendo os vários tipos de apoio 41 6 Quando as

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41

Quando as estruturas se apóiam — Entendendo os vários tipos de apoio 41 6 Quando as
Quando as estruturas se apóiam — Entendendo os vários tipos de apoio 41 6 Quando as

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Quando as estruturas se apóiam — Entendendo os vários tipos de apoio 41 6 Quando as

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Estruturas Isostáticas, Hiperestáticas e Hipostáticas 45 7 Estruturas isostáticas, hiperestáticas e hipostáticas
Estruturas Isostáticas, Hiperestáticas e Hipostáticas
45
7
Estruturas isostáticas,
hiperestáticas e
hipostáticas

7.1 — Defi nição

Quando uma estrutura tem um número de vínculos tal que possam ser resolvidos

(conhecidas as reações) pela Estática — as famosas quatro condições — ela é uma

estrutura isostática.

Se o número de vínculos de uma estrutura cresce, então não bastam as quatro

equações da estática. Para determinar seus esforços, temos que usar outras teorias

(por exemplo, o estudo da deformações) a fi m de descobrir os valores das reações

nos apoios. São as estruturas hiperestáticas.

Quando o número de vínculos é insufi ciente para dar estabilidade, temos as

estruturas que se movimentam, denominadas hipostáticas. Observe:

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Estruturas Isostáticas, Hiperestáticas e Hipostáticas 45 7 Estruturas isostáticas, hiperestáticas e hipostáticas 7.1 — Defi nição

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Estudando os vários tipos de flexão: simples, composta, oblíqua, etc.

49

8 Estudando os vários tipos de fl exão: simples, composta, oblíqua, etc.
8
Estudando os vários
tipos de fl exão: simples,
composta, oblíqua, etc.

8.1 — Defi nição

Imagine uma viga biarticulada de ponte e de seção retangular que suporta car-

ga distribuída. Vejamos como atua o momento fl etor a que ela está submetida.

Estudando os vários tipos de flexão: simples, composta, oblíqua, etc. 49 8 Estudando os vários tipos

Como esforços ativos e reativos só temos forças, pois as articulações A e B não

suportam momentos fl etores (são articulações).

Como esforços internos solicitantes ocorrerão forças tangenciais às seções da

viga e momentos fl etores. O momento fl etor em cada seção Z assim atua:

Estudando os vários tipos de flexão: simples, composta, oblíqua, etc. 49 8 Estudando os vários tipos

— Flexão, o mesmo que dobramento.

Estudando os vários tipos de flexão: simples, composta, oblíqua, etc. 49 8 Estudando os vários tipos

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Estudando os vários tipos de flexão: simples, composta, oblíqua, etc. 49 8 Estudando os vários tipos
Estudando os vários tipos de flexão: simples, composta, oblíqua, etc. 49 8 Estudando os vários tipos

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Estudando os vários tipos de flexão: simples, composta, oblíqua, etc. 49 8 Estudando os vários tipos

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Introdução aos conceitos de momento estático, momento de inércia, etc.

55

9 Introdução aos conceitos de momento estático, momento de inércia, módulo resistente e raio de giração
9
Introdução aos conceitos de
momento estático, momento
de inércia, módulo resistente
e raio de giração

Digamos que tivéssemos de usar uma cartolina para receber pequenos esforços

de compressão e para funcionar como um minipilar. Todos percebem que a cartoli-

na, pela sua forma lamelar e, portanto, com uma espessura reduzida, não funciona.

Se enrolássemos a cartolina em forma de cilindro, poderia então funcionar como

um pilar ou como uma viga vencendo um vão. Se dobrássemos a cartolina, gerando

na seção transversal com uma forma de dentes, a cartolina transformada começaria

a trabalhar como desejado.

Vê-se que, quando afastamos áreas dos eixos de simetria, temos um ganho ex-

traordinário de efi ciência estrutural. Observe:

Introdução aos conceitos de momento estático, momento de inércia, etc. 55 9 Introdução aos conceitos de

Podemos concluir que áreas, longe dos eixos centrais, funcionam melhor. De-

vemos agora introduzir coefi cientes numéricos que meçam essas áreas no que diz

respeito à sua distância aos eixos de simetria. Vamos introduzir os conceitos de mo-

mento estático, momento de inércia, módulo resistente e raio de giração.

Este capítulo introduz tais conceitos, de maneira a permitir trabalhar com

eles. resistência 09.indd 55
eles.
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55
Introdução aos conceitos de momento estático, momento de inércia, etc. 55 9 Introdução aos conceitos de
Introdução aos conceitos de momento estático, momento de inércia, etc. 55 9 Introdução aos conceitos de

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Introdução aos conceitos de momento estático, momento de inércia, etc. 55 9 Introdução aos conceitos de
Introdução aos conceitos de momento estático, momento de inércia, etc. 55 9 Introdução aos conceitos de

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Estudando a flexão normal nas vigas isostáticas

59

10 Estudando a fl exão normal nas vigas isostáticas — Diagramas de momentos fl etores, forças
10
Estudando a fl exão normal nas
vigas isostáticas — Diagramas
de momentos fl etores, forças
cortantes e forças normais

Vamos resolver várias vigas isostáticas e traçar seus diagramas de momentos

fl etores (MF ), forças tangenciais (Q) e forças normais (N ) (*) , determinando assim

os esforços internos solicitantes ponto a ponto. Em capítulo posterior serão cal-

culados os esforços internos resistentes. O traçado de diagramas como mostrado

aqui pode ser feito também para estruturas hiperestáticas após determinação das

reações nos apoios. O acompanhamento dos exemplos numéricos ajudará entender

os conceitos.

Exercício 1

Determine reações e diagramas da viga a seguir.

Estudando a flexão normal nas vigas isostáticas 59 10 Estudando a fl exão normal nas vigas

F H = 0 não aplicável, pois não há forças horizontais.

Nota:

Não ocorrem momentos fl etores externos.

— (*) Força normal é a força perpendicular à seção transversal da estrutura. O peso de um ser huma- no é uma força normal ao solo.

Estudando a flexão normal nas vigas isostáticas 59 10 Estudando a fl exão normal nas vigas

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Estudando a flexão normal nas vigas isostáticas 59 10 Estudando a fl exão normal nas vigas
Estudando a flexão normal nas vigas isostáticas 59 10 Estudando a fl exão normal nas vigas

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Estudando a flexão normal nas vigas isostáticas 59 10 Estudando a fl exão normal nas vigas
Estudando a flexão normal nas vigas isostáticas 59 10 Estudando a fl exão normal nas vigas

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Tensões normais em vigas — a flexão normal

67

11 Tensões normais em vigas — a fl exão normal
11
Tensões normais em
vigas — a fl exão normal

Uma estrutura sofrendo fl exão se deformará e nas suas seções transversais e em

cada ponto das seções sofrerá:

tensões (pressões) normais de compressão;

tensões (pressões) normais de tração;

tensões (pressões) tangenciais de cisalhamento (deslizamento);

e se for o caso, tensões de tração.

O conceito corrente de tensão — força dividida por área — refere-se, na lin-

guagem comum, à situações de compressão. Vamos aqui ampliá-lo também para

situações de tração e cisalhamento.

Vejamos estas duas vigas:

Tensões normais em vigas — a flexão normal 67 11 Tensões normais em vigas — a

As tensões de tração, de compressão e de cisalhamento variam de seção para

seção e, em uma seção, de ponto a ponto.

Para facilitar o entendimento, o estudo será dividido em tensões normais (tra-

ção e compressão) e tangenciais. Neste capítulo, abordaremos as tensões normais.

No próximo capítulo, as tensões tangenciais (de cisalhamento).

Tensões normais em vigas — a flexão normal 67 11 Tensões normais em vigas — a

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Tensões normais em vigas — a flexão normal 67 11 Tensões normais em vigas — a
Tensões normais em vigas — a flexão normal 67 11 Tensões normais em vigas — a

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Tensões normais em vigas — a flexão normal 67 11 Tensões normais em vigas — a

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A flexão oblíqua nas vigas

79

A fl exão oblíqua 12 nas vigas
A fl exão oblíqua
12 nas vigas

12.1 — Viga com eixos de simetria

Seja a força F que está aplicada no ponto Z da peça horizontal engastada numa

parede. A força F causará uma fl exão em um plano que não contém um dos eixos de

simetria da viga. Esse tipo de fl exão é chamado de fl exão oblíqua.

A flexão oblíqua nas vigas 79 A fl exão oblíqua 12 nas vigas 12.1 — Viga

Pelo princípio da superposição, a fl exão obíqua pode se decompor em duas fl e-

xões normais mais uma carga centrada. Veja:

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A flexão oblíqua nas vigas 79 A fl exão oblíqua 12 nas vigas 12.1 — Viga

17:03:18

Tensões tangenciais (cisalhamento) em vigas

85

13 Tensões tangenciais (cisalhamento) em vigas
13
Tensões tangenciais
(cisalhamento) em vigas

Já vimos que ocorrem, nas seções de estruturas que sofrem fl exão, tensões de

compressão e de tração, variando de ponto a ponto de cada seção. Essas tensões são

máximas nas bordas e nulas na metade da seção, no caso da seção retangular.

Nessa estrutura que sofre fl exão ocorrem tensões de cisalhamento, seção por se-

ção (*) , e os seus valores dependem da seção e de cada ponto nessa seção. Tais tensões

variam inversamente às de compressão e tração. Quanto às tensões de cisalhamento

(tangenciais), elas são máximas no centro da seção e nulas nas bordas da seção.

Tensões tangenciais (cisalhamento) em vigas 85 13 Tensões tangenciais (cisalhamento) em vigas Já vimos que ocorrem,

A fórmula que correlaciona o valor da força cortante em uma seção e a tensão

em um ponto dessa seção é:

onde,

QMs τ 1 = bJ Q = força cortante na seção
QMs
τ
1 =
bJ
Q = força cortante na seção

τ

  • 1 =

tensão de cisalhamento

na linha horinzontal x 1

Ms = momento estático da área acima de x 1

b = largura da seção em x 1

J = momento de inércia da seção

τ = tensão de cisalhamento na fl exão (medida da tensão de separação das

lamelas horizontais da viga)

(*) As tensões de cisalhamento em vigas são chamadas de tensões de cisalhamento na fl exão para se- rem diferenciadas das tensões de cisalhamento puro, como as tensões de cisalhamento nos rebites.

Tensões tangenciais (cisalhamento) em vigas 85 13 Tensões tangenciais (cisalhamento) em vigas Já vimos que ocorrem,

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Tensões tangenciais (cisalhamento) em vigas 85 13 Tensões tangenciais (cisalhamento) em vigas Já vimos que ocorrem,
Tensões tangenciais (cisalhamento) em vigas 85 13 Tensões tangenciais (cisalhamento) em vigas Já vimos que ocorrem,

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Tensões tangenciais (cisalhamento) em vigas 85 13 Tensões tangenciais (cisalhamento) em vigas Já vimos que ocorrem,

17:04:51

Como as vigas se deformam — linhas elásticas

95

Como as vigas se deformam — Linhas 14 elásticas
Como as vigas se
deformam — Linhas
14 elásticas

Os esforços solicitantes — forças normais de compressão, forças normais de

tração, forças tangenciais, momentos fl etores e momentos torçores causam defor-

mações nas estruturas. O fato de a maioria das deformações serem menores que a

acuidade visual permite detectar, sua importância teórica, entretanto, é enorme.

Devemos estudar as deformações por dois motivos. O primeiro consiste em

aprender a limitar (ou não) as deformações nas estruturas (*) . O segundo motivo é

que o estudo das deformações permite resolver estruturas hiperestáticas determi-

nando suas reações. Particular interesse proporcionam as deformações por fl exão

e torção, em geral maiores que as deformações por compressão e tração. Vamos

estudar, neste momento, as deformações (linha elástica - LE ) de barras sofrendo

fl exão.

Sejam as vigas:

Como as vigas se deformam — linhas elásticas 95 Como as vigas se deformam — Linhas

(*) Já vimos que nas camas, as vigas que recebem as cargas das pessoas e dos colchões são coloca- das deitadas para se deformar (sem romper) dando conforto aos usuários.

Como as vigas se deformam — linhas elásticas 95 Como as vigas se deformam — Linhas

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95
95
Como as vigas se deformam — linhas elásticas 95 Como as vigas se deformam — Linhas
Como as vigas se deformam — linhas elásticas 95 Como as vigas se deformam — Linhas

28.02.08

Como as vigas se deformam — linhas elásticas 95 Como as vigas se deformam — Linhas

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Estudando as vigas hiperestáticas — equação dos três momentos

105

15 Estudando as vigas hiperestáticas — Equação dos três momentos e Método de Cross
15
Estudando as vigas
hiperestáticas — Equação
dos três momentos e Método
de Cross

Sejam as três estruturas seguintes:

Estudando as vigas hiperestáticas — equação dos três momentos 105 15 Estudando as vigas hiperestáticas —

Na Figura 1 temos uma prensa comprimindo com força F duas peças de mate-

riais com E diferentes. Quanto de força vai para cada peça? Qual a tensão em cada

peça?

A Figura 2 representa uma parede de concreto engastada na base e apoiada em

três outros apoios. Quanto da força se divide por cada apoio?

Na Figura 3 temos um peso suspenso por três cabos de aço. Qual a força resis-

tente em cada cabo?

Essas três estruturas são hiperestáticas e para elas valem as três famosas con-

dições FH = 0, FV = 0 e MF = 0, mas a aplicação dessas condições não é sufi -

ciente para levantar os dados das reações nos apoios. É necessário usar a teoria das

deformações, que se baseia na lei de Hooke.

Neste capítulo, vamos estudar as vigas contínuas, que são as vigas com três ou

mais apoios e, portanto, uma estrutura hiperestática.

Estudando as vigas hiperestáticas — equação dos três momentos 105 15 Estudando as vigas hiperestáticas —

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Estudando as vigas hiperestáticas — equação dos três momentos 105 15 Estudando as vigas hiperestáticas —

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Estudando as vigas hiperestáticas — equação dos três momentos 105 15 Estudando as vigas hiperestáticas —
Estudando as vigas hiperestáticas — equação dos três momentos 105 15 Estudando as vigas hiperestáticas —

28.02.08

Estudando as vigas hiperestáticas — equação dos três momentos 105 15 Estudando as vigas hiperestáticas —

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Flambagem ou o mal característico das peças comprimidas

115

Flambagem ou o mal característico das peças 16 comprimidas
Flambagem ou o mal
característico das peças
16 comprimidas

16.1 — Experiências para entender a fl ambagem

Experiência 1

Pegue uma régua escolar de plástico e pressione-a entre dois pontos bem próxi-

mos, um a cinco centímetros do outro.

Você está simulando uma estrutura em compressão simples. Agora, pressione

dois pontos distantes quinze centímetros um do outro. Algo começa a aparecer nes-

sa nova posição, é visivelmente mais fácil criar condições para a barra começar a se

encurvar. A barra está começando a sofrer o fenômeno da fl ambagem.

Faça agora a compressão nos dois pontos extremos da régua, distantes um do

outro cerca de trinta centímetros. Com a força reduzida, a régua vai perdendo esta-

bilidade. Force a régua e chegue até a ruptura. A régua se quebra (*) . Plástico é um

material frágil.

Se fi zermos a experiência com réguas de mesmo material, mas com espessuras

diferentes, as réguas mais espessas exigem mais esforços para fIambar que as ré-

guas mais fi nas.

Experiência 2

Pise em cima de uma lata vazia de refrigerante. Você notará que a lata, sem se

quebrar, amassa. Não quebrou porque, ao contrário do plástico que é um material

frágil, o alumínio é um material dúctil e se deforma bastante antes de perder

sua unidade. A estrutura da lata, entretanto, entrou em colapso. É outro caso de

fl ambagem.

(*) Para aprender mesmo a Resistência dos Materiais, pelo menos uma vez na vida, você deverá rom- per uma régua de plástico por fl ambagem. Use óculos de segurança nesse colapso estrutural.

Flambagem ou o mal característico das peças comprimidas 115 Flambagem ou o mal característico das peças

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Flambagem ou o mal característico das peças comprimidas 115 Flambagem ou o mal característico das peças

115

Flambagem ou o mal característico das peças comprimidas 115 Flambagem ou o mal característico das peças
Flambagem ou o mal característico das peças comprimidas 115 Flambagem ou o mal característico das peças

28.02.08

17:10:43

Estruturas e materiais não-resistentes à tração

129

Estruturas e materiais não- resistentes à 17 tração
Estruturas e materiais
não- resistentes à
17 tração

17.1 — Exemplos de estruturas que não resistem à compressão

Há estruturas, como cordas, correntes, tecidos, etc., que não resistem à com-

pressão.

Cordas e tecidos, devido à pequena espessura que possuem, sofrem fl ambagem

quando comprimidos. Note que não é a característica do material que gera essa

“não-resistência”, e sim a sua característica construtiva. Um fardo de algodão, por

exemplo, pode resistir à compressão, mas o mesmo algodão na forma (estrutura) de

tecido não resistirá à compressão.

Correntes de qualquer material não resistem à compressão pela instabilidade

da relação elo com elo.

Assim como há estruturas que não resistem à compressão, existem as que não

resistem à tração — uma pilha de placas de aço, por exemplo. A falta de ligação

entre as peças faz com que a pilha resista à compressão, mas não resista à tração. A

razão está no tipo de estrutura, e não no seu material.

17.2 — Exemplos de estruturas que não resistem à tração

Além das estruturas, existem materiais que resistem bem à compressão e mal

à tração, como o concreto e a argila (barro). Pode-se fazer, e com sucesso, pilares

de concreto ou de tijolos de argila, mas ninguém usaria tais estruturas como cabos,

tirantes, em que o esforço é de tração.

Um caso de interesse prático é o de peças em que, em determinadas situações,

só ocorrem esforços de compressão, mas que, em situações extremas, podem ter

parte da estrutura sofrendo compressão e parte sofrendo tração. Se o esforço de

tração em certas estruturas passar de algum limite, ocorre o colapso ou a ruptura.

Paredes de tijolos com trincas são bons exemplos.

Estudemos de forma mais global e numérica esses casos de estruturas e ma-

teriais que não resistem à tração. Seja uma peça de madeira colada em um piso

de madeira e uma força F. Admitamos como desprezível o peso próprio da peça de

madeira e que a força F possa deslocar-se na superfície dessa peça.

Estruturas e materiais não-resistentes à tração 129 Estruturas e materiais não- resistentes à 17 tração 17.1

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Estruturas e materiais não-resistentes à tração 129 Estruturas e materiais não- resistentes à 17 tração 17.1

129

Estruturas e materiais não-resistentes à tração 129 Estruturas e materiais não- resistentes à 17 tração 17.1
Estruturas e materiais não-resistentes à tração 129 Estruturas e materiais não- resistentes à 17 tração 17.1

28.02.08

17:12:26

Estruturas de resposta linear e não-linear

139

18 Estruturas de resposta linear e não-linear Validade do processo de superposição
18
Estruturas de resposta
linear e não-linear
Validade do processo
de superposição

18.1 — Conhecendo o processo de superposição

O processo de superposição de cargas é extremamente útil para resolver estru-

turas através da soma dessas cargas.

Sejam as três estruturas a seguir:

Estruturas de resposta linear e não-linear 139 18 Estruturas de resposta linear e não-linear Validade do

Nessas três estruturas, em face da força F 1 atuante em cada uma das três

peças:

Força F 1 → tensões (1) → deformações (1)
Força F 1
→
tensões (1)
→
deformações (1)

Se a cada uma dessas estruturas específi cas (*) adicionarmos a força F 2 , pode-

remos garantir:

F 1

tensões (1)

deformações (1)

F 2

tensões (2)

deformações (2)

F 1 + F 2

tensão fi nal = tensão 1 + tensão 2

deformação fi nal = def1 + def2

(*) Para outros tipos de estruturas não se pode usar o processo de superposição.

Estruturas de resposta linear e não-linear 139 18 Estruturas de resposta linear e não-linear Validade do

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Estruturas de resposta linear e não-linear 139 18 Estruturas de resposta linear e não-linear Validade do

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Estruturas de resposta linear e não-linear 139 18 Estruturas de resposta linear e não-linear Validade do
Estruturas de resposta linear e não-linear 139 18 Estruturas de resposta linear e não-linear Validade do

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17:14:37

Ligando duas peças — cálculo de rebites e soldas

147

Ligando duas peças — Cálculo de rebites e 19 soldas
Ligando duas peças —
Cálculo de rebites e
19 soldas

19.1 — Introdução

Ao iniciar suas construções, o ser humano descobriu a necessidade e a forma de

unir dois materiais. Possivelmente, uma das formas de ligar dois materiais foi com

o uso de cordas e, através dos nós, puderam ser ligados dois cabos ou cabo e viga

sofrendo fl exão (arco do conjunto arco e fl echa).

Ligando duas peças — cálculo de rebites e soldas 147 Ligando duas peças — Cálculo de

A ligação de barras também foi feita pelo homem usando fi os naturais — cipó,

por exemplo —, o que permitiu a construção de treliças e outras estruturas rudi-

mentares.

O uso de barras de madeira deve ter levado o homem a criar os encaixes de ma-

deira — as ensambladuras — e depois as peças de ligação — as cavilhas —, antes

de utilizar pregos.

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A torção e os eixos

153

20 A torção e os eixos
20 A torção e os eixos

20.1 — A fl exão da seção

Imagine uma barra que tenha uma força F atuando tangencialmente à sua se-

ção. Essa força tenderá a girar a seção. Consiste em uma torção da seção, diferen-

temente da fl exão vista até agora, que tendia a fl exionar um eixo.

Veja:

A torção e os eixos 153 20 A torção e os eixos 20.1 — A fl

Pela ilustração, percebe-se que o eixo da peça e a reta de suporte da ação que

gera a torção não estão no mesmo plano, ou seja, são reversos.

A seção é torcida pela força F. O ponto A é esforçado para girar e tende a se

deslocar de A para A 1 ·

Barras sofrendo torção normalmente são chamadas de eixos (*) , situações típicas

das construções mecânicas. Nesses casos, os eixos têm, em geral, seção circular.

(*) Nas construções mecânicas, há que se diferenciar os conceitos de “eixos” do termo “árvores”. Os velocípedes de criança, tem eixo na frente e árvore atrás. Bicicletas tem árvores na frente e eixo atrás. As “árvores” são eixos sem transmissão de potência e eixos são dispositivos com transmissão de potência mecânica.

A torção e os eixos 153 20 A torção e os eixos 20.1 — A fl

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A torção e os eixos 153 20 A torção e os eixos 20.1 — A fl
A torção e os eixos 153 20 A torção e os eixos 20.1 — A fl

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A torção e os eixos 153 20 A torção e os eixos 20.1 — A fl

17:18:30

Molas e outras estruturas resilientes

163

Molas e outras 21 estruturas resilientes
Molas e outras
21 estruturas resilientes

21.1 — Introdução

Talvez tenham sido o arco e fl echa a primeira estrutura concebida pelo homem

para armazenar energia, com a deformação do arco, para depois devolvê-la à corda

que impulsiona a fl echa. Estruturas que armazenam energia pela deformação usam

o conceito de resiliência. Molas de relógio e molas de carros são também exemplos

de estruturas (dispositivos) resilientes.

21.2 — Defi nição de resiliência

Resiliência de uma estrutura é a máxima energia de deformação que essa es-

trutura consegue armazenar ao sofrer deformações elásticas e, portanto, sem sofrer

deformação plástica (permanente). Mola de relógio F F F F Mola helicoidal Feixe de molas O
deformação plástica (permanente).
Mola de relógio
F
F
F
F
Mola helicoidal
Feixe de molas
O arco é um dispositivo
O arco é um dispositivo
resiliente
resiliente
Outras estruturas resilientes
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Molas e outras estruturas resilientes 163 Molas e outras 21 estruturas resilientes 21.1 — Introdução Talvez

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Cabos 167 22 Cabos
Cabos
167
22 Cabos

22.1 — Introdução

Cabos, fi os, correntes e outras estruturas semelhantes, como tecidos e folhas

de reduzidíssima espessura, só podem trabalhar à tração. Se tentássemos usar um

cabo à compressão, ele fl ambaria. Se o cabo fosse trabalhar à fl exão, também fl am-

baria, pois toda viga tem parte das suas seções trabalhando à compressão.

Essa característica é da estrutura, e não do material. Fardos de algodão podem

trabalhar à compressão, pilares de aço podem e trabalham à compressão, mas o

mesmo não ocorre com cabos feitos com esse material.

22.2 — Uso de cabos

Em face do exposto, cabos são usados resistindo à forças normais de tração e

sofrem assim só esforços internos de tração, com exceção de correntes, que sofrem

também esforços internos de corte nos elos.

Veja:

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Cabos 167 22 Cabos 22.1 — Introdução Cabos, fi os, correntes e outras estruturas semelhantes, como

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Nascem as treliças

175

23 Nascem as treliças
23
Nascem as treliças

23.1 — Introdução

Treliças são estruturas compostas por barras com extremidades articuladas.

São usadas para vários fi ns, entre os quais, vencer pequenos, médios e grandes vãos.

Pelo fato de usar barras articuladas e de se considerar pesos suportados colocados

nos nós, essas barras funcionam principalmente à tração e compressão.

Estruturas do século passado e do início deste século — como pontes metálicas

ferroviárias — usaram ao máximo esse estratagema. As treliças são usadas hoje

também como estrutura de cobertura, torres de transmissão elétrica e em equipa-

mentos, tais como lanças de guindastes. Costumam ser executadas em barras de

madeira, aço, alumínio e de concreto armado.

Tipo sheed (cobertura)
Tipo sheed (cobertura)
Nascem as treliças 175 23 Nascem as treliças 23.1 — Introdução Treliças são estruturas compostas por

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Nascem as treliças 175 23 Nascem as treliças 23.1 — Introdução Treliças são estruturas compostas por

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Nascem as treliças 175 23 Nascem as treliças 23.1 — Introdução Treliças são estruturas compostas por
Nascem as treliças 175 23 Nascem as treliças 23.1 — Introdução Treliças são estruturas compostas por

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Arcos e vigas curvas

183

24 Arcos e vigas curvas
24 Arcos e vigas curvas

Seja uma viga de eixo reto. Vamos dobrá-la (deformação plástica, portanto sem

retorno) e fazer com que vença um vão suportando uma carga F.

Arcos e vigas curvas 183 24 Arcos e vigas curvas Seja uma viga de eixo reto.

Ao suportar essa carga e seu peso próprio, a estrutura se deforma e cada apoio

se afasta de A para A 1 e de B para B 1 .

Note que, em virtude da ação das cargas verticais e o deslocamento dos apoios,

não ocorre nos apoios reação horizontal e, mesmo assim, a estrutura é estável.

Imaginemos que uma articulação foi introduzida no centro desse arco. A estru-

tura se tornaria hipostática e iria para a ruína, acontecendo deslizamento em A e B.

Todavia, com apoios simples em A e B, a estrutura fi ca estável.

Arcos e vigas curvas 183 24 Arcos e vigas curvas Seja uma viga de eixo reto.

(*) A tiara para cabelos é uma viga curva de plástico.

Arcos e vigas curvas 183 24 Arcos e vigas curvas Seja uma viga de eixo reto.

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183
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Arcos e vigas curvas 183 24 Arcos e vigas curvas Seja uma viga de eixo reto.
Arcos e vigas curvas 183 24 Arcos e vigas curvas Seja uma viga de eixo reto.

28.02.08

Arcos e vigas curvas 183 24 Arcos e vigas curvas Seja uma viga de eixo reto.

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Análise de vários e interessantes casos estruturais

189

Análise de vários e interessantes casos 25 estruturais
Análise de vários e
interessantes casos
25 estruturais

Neste capítulo do livro, descrevemos vários casos envolvendo estruturas. Tais

casos, pelos aspectos diferentes e mesmo curiosos que apresentam, não permiti-

riam ser contados ao longo de um texto da teoria.

Entendo que a apresentação de casos é extremamente interessante do ponto de

vista didático, pois possibilita ao leitor gravar conceitos de forma agradável, situação

que não ocorre com tanta freqüência na discussão de uma teoria.

25.1 Apresentação dos casos

• Cargas dinâmicas e cargas estáticas

Para sentir como as estruturas reagem à cargas estáticas e dinâmicas, coloque

com extremo cuidado um peso de 1 kgf em uma balança de mola de um prato. Por

mais cuidado que se tenha, ao colocar um peso dessa ordem, pode-se notar que ins-

tantaneamente o peso marcado na balança chega a exceder em cerca de 20% esse 1

kgf. Em seguida, a carga dinâmica torna-se estática (amortecimento da medida) e o

peso de 1 kgf é então indicado na balança.

A vara de pescar, a linha e o peixe

Por que as varas de pescar são feitas sempre de ma-

terial fl exível?

Quando um peixe agarra a isca, surgem, devido ao

desespero do animal, os compreensíveis, muito compre-

ensíveis, esforços dinâmicos gerados pela situação. Es-

ses esforços podem:

quebrar a linha;

• arrebentar a boca do peixe.

Análise de vários e interessantes casos estruturais 189 Análise de vários e interessantes casos 25 estruturais

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28.02.08
Análise de vários e interessantes casos estruturais 189 Análise de vários e interessantes casos 25 estruturais

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Estruturas heterogêneas quanto aos materiais

199

Estruturas heterogêneas 26 quanto aos materiais
Estruturas heterogêneas
26 quanto aos materiais

Uma estrutura é heterogênea no que diz respeito aos materiais se for construí-

da com dois ou mais materiais diferentes. Uma estrutura de concreto armado é um

exemplo típico desse tipo de estrutura.

Vamos entender como dimensionar esse tipo de estrutura a partir de um exem-

plo numérico.

26.1 — Exemplo numérico

26.1.1 — Exemplo de cálculo de colunas (pilares)

Seja um pilar de concreto armado para o qual não se considerará a fl ambagem,

com seção transversal de 20 40 cm e tendo seis barras de aço com área total de 1,9

cm 2 . Admite-se que a relação entre os módulos de elasticidade do aço e do concreto

seja de 15 e que as tensões admissíveis de compressão do aço sejam da ordem de

900 kgf/cm 2 e do concreto de 50 kgf/cm 2 . Determine a carga admissível, ou seja, a

máxima carga F que o pilar aceita (*) .

Veja:
Veja:

— (*) Exemplo didático conceitual, não obediente à Norma de Concreto Armado.

Estruturas heterogêneas quanto aos materiais 199 Estruturas heterogêneas 26 quanto aos materiais Uma estrutura é heterogênea

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Estruturas heterogêneas quanto aos materiais 199 Estruturas heterogêneas 26 quanto aos materiais Uma estrutura é heterogênea
Estruturas heterogêneas quanto aos materiais 199 Estruturas heterogêneas 26 quanto aos materiais Uma estrutura é heterogênea

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Estruturas heterogêneas quanto aos materiais 199 Estruturas heterogêneas 26 quanto aos materiais Uma estrutura é heterogênea

17:29:04

Estamos encerrando a matéria

205

Estamos encerrando 27 a matéria
Estamos encerrando
27 a matéria

Estamos encerrando este livro, mas este não é o fi m da Resistência dos Mate-

riais. Em outros livros você encontrará tópicos aqui não estudados, tais como:

energia de deformação;

efeitos dinâmicos;

pórticos, etc.

Relembremo-nos de que a Resistência dos Materiais, nos limites em que foi apre-

sentada neste livro, estuda as estruturas que possam ser associadas a barras de eixo

retilíneo (com exceção das estruturas do item arcos) e obedientes à lei de Hooke.

Por serem estruturas de duas dimensões, placas não podem ser estudadas pela

Resistência dos Materiais. Para avançarmos no estudo das estruturas, surge então

uma matéria que vem a ser um avanço da Resistência dos Materiais. Trata-se da

Teoria da Elasticidade, ou resumidamente Elasticidade, nome bastante infeliz,

pois causa confusão com estudos de estruturas no regime elástico, em que, cessada

a ação, tudo volta a ser como antes. A Teoria da Elasticidade tem como um dos

seus objetivos o estudo matemático das estruturas de várias dimensões.

Outro desdobramento da Resistência dos Materiais seria uma Resistência dos

Materiais para estruturas de barras não-lineares, como barras curvas (*) .

Os livros citados ao longo deste livro complementam e propiciam a evolução dos

conceitos já apresentados.

Só resta a este autor, agora, desejar bons novos estudos ao caro leitor.

(*) Aplicável por exemplo, no dimensionamento de ganchos.

Estamos encerrando a matéria 205 Estamos encerrando 27 a matéria Estamos encerrando este livro, mas este

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Estamos encerrando a matéria 205 Estamos encerrando 27 a matéria Estamos encerrando este livro, mas este

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Estamos encerrando a matéria 205 Estamos encerrando 27 a matéria Estamos encerrando este livro, mas este
Estamos encerrando a matéria 205 Estamos encerrando 27 a matéria Estamos encerrando este livro, mas este

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Bibliografia — O que há para ler nas bibliotecas e livrarias brasileiras

207

Bibliografi a — O que há para ler nas bibliotecas 28 e livrarias brasileiras
Bibliografi a — O que há
para ler nas bibliotecas
28 e livrarias brasileiras

Este item deste livro não é a rigor uma bibliografi a. Bibliografi a é uma listagem

dos livros citados pelo autor ao longo de seu trabalho e de livros ou outro tipo de pu-

blicação que o autor consultou para emitir suas opiniões. Entendo que bibliografi a

interessa principalmente para livros e trabalhos científi cos, que não é o caso deste

livro. Este livro é um trabalho didático, para ser lido por estudantes e jovens profi s-

sionais. Assim, só cito livros que o leitor possa ler e que sejam de fácil consulta em

bibliotecas universitárias brasileiras, ou adquiridos em livrarias.

Recomendo que o leitor leia para avançar sobre os temas aqui apresentados:

Livros ilustrativos de resistência dos materiais

PITTMAN, W. MORGANS The elements of structure. Publishing Limited London,

1979. WILSON, Forrest. Structure — the essence of architecture. Van Nostrand

Publishing Company, 1971.

GORDON, J. E. Structures — or why things don’t fall down. England, Plenum

Press, 1978.

TIMOSHENKO, S. History of strength of materials. Dover Publications, 1983.

FUSCO, Pericles Brasiliense. Fundamentos do projeto estrutural. São Paulo, Mc-

Graw HiIl do Brasil,1976.

GAMA, Ruy. História da ciência e da tecnologia. São Paulo, EDUSP, 1985.

VASCONCELOS, Augusto Carlos de. As estruturas da natureza, 1985.

L’HERMITE, ROBERT. Ao pé do muro. Edição Concrebrás.

Bibliografia — O que há para ler nas bibliotecas e livrarias brasileiras 207 Bibliografi a —

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207

Bibliografia — O que há para ler nas bibliotecas e livrarias brasileiras 207 Bibliografi a —
Bibliografia — O que há para ler nas bibliotecas e livrarias brasileiras 207 Bibliografi a —

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17:30:41

ANEXO 1 — Composição e decomposição de forças

211

29 ANEXO 1 Composição e decomposição de forças
29
ANEXO 1
Composição e
decomposição de forças

Composição de forças

Dadas as forças F 1 e F 2 , ache a resultante pelos cálculos analíticos.

ANEXO 1 — Composição e decomposição de forças 211 29 ANEXO 1 Composição e decomposição de

R = resultante

R = F 1 + F 2 = 910 + 340 = 1.250 kgf

Determinação da posição da resultante (ponto C).

Resolução gráfi ca

M

B =

0

F

1

AB

=

R

CB

=

R

xx

340

×

2 80

,

=

1 250 x

.

x = 0 76 m

,

AC =

2 80

,

0 76

,

=

2 04 mm

,

Em cada ponto de aplicação de força (A e B), criemos forças auxiliares iguais e

opostas. A reta das resultantes das forças determina Z. A vertical por Z determina

C, que é o ponto onde passa a resultante.

ANEXO 1 — Composição e decomposição de forças 211 29 ANEXO 1 Composição e decomposição de

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211

ANEXO 1 — Composição e decomposição de forças 211 29 ANEXO 1 Composição e decomposição de
ANEXO 1 — Composição e decomposição de forças 211 29 ANEXO 1 Composição e decomposição de

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17:31:36

ANEXO 2 — Estados de tensão — critérios de resistência

217

ANEXO 2 Estados de tensão — 30 Critérios de Resistência
ANEXO 2
Estados de tensão —
30 Critérios de Resistência

Sejam dois corpos do mesmo material sofrendo compressão em duas prensas

diferentes. O corpo A está sofrendo compressão em uma prensa em que há grande

atrito entre os pratos e o corpo de prova. O corpo de prova B não tem atrito com os

pratos.

ANEXO 2 — Estados de tensão — critérios de resistência 217 ANEXO 2 Estados de tensão

Se levarmos o teste de compressão até a ruptura de cada um dos corpos-de-

prova, notaremos que o corpo-de-prova A resistirá até com uma tensão maior que o

corpo-de-prova B.

Explica-se: as forças de atrito que atuam no plano do topo do corpo-de-prova

ajudam na resistência à compressão. Essa é a razão de exigir-se nesse teste uma re-

gularização da cabeça do corpo-de-prova, tendo em vista a diminuição, ao máximo,

da interferência desse atrito.

Usamos esse exemplo para apresentar o fenômeno denominado estado triplo

de tensão. Vamos apresentar os três estados em que podemos dividir a situação de

um corpo sofrendo esforços.

ANEXO 2 — Estados de tensão — critérios de resistência 217 ANEXO 2 Estados de tensão

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ANEXO 2 — Estados de tensão — critérios de resistência 217 ANEXO 2 Estados de tensão
ANEXO 2 — Estados de tensão — critérios de resistência 217 ANEXO 2 Estados de tensão

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ANEXO 2 — Estados de tensão — critérios de resistência 217 ANEXO 2 Estados de tensão

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ANEXO 3 — Glossário de primeira ajuda

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ANEXO 3 Glossário de primeira 31 ajuda
ANEXO 3
Glossário de primeira
31 ajuda
  • 1. CAMBAMENTO — o mesmo que fl ambagem e empenamento.

  • 2. CONVERSÃO DE UNIDADES — para o manuseio de livros que usam o Sistema S.I. é útil recordar:

1 kgf 0,1 N

1 N 0,1 kgf

1 MPa 10 kgf/cm 2

Recordemos também:

1 cv (cavalo-vapor) = 736 W = 75 kgfm/s

1 hp (horse power) = 746 W

  • 3. CORPO ANISOTRÓPICO — é o corpo que tem direções preferenciais. Um cris- tal é o melhor exemplo de material anisotrópico, pois tem planos de corte (cli- vagem). A madeira é um material anisotrópico, visto que a existência de fi bras faz com que seu funcionamento estrutural seja diferente nas várias direções.

  • 4. CORPO ISOTRÓPICO — é o corpo que tem funcionamento igual nas três dire- ções. É o oposto de corpo anisotrópico. O aço é um material isotrópico.

  • 5. ELEMENTO RÍGIDO — é a peça que, por suas características e pelas forças que recebe, sofre deformações mínimas. Na construção civil temos como exemplo o bloco de fundações. O oposto de elemento rígido é o elemento deformável. Na Resistência dos Materiais admite-se que todos os corpos são deformáveis. A bigorna do ferreiro também é um corpo rígico.

  • 6. ESGARÇADO — termo popular para defi nir um elástico que atingiu uma de- formação plástica e que, portanto, perdeu sua elasticidade (capacidade de se deformar face à atuação de uma força e voltar na sua forma original, assim que a força seja retirada).

  • 7. ESTRUTURA DE PRIMEIRA ORDEM (OU DE RESPOSTA LINEAR) — são as estruturas que, dobrando-se os esforços, dobram as tensões e as deformações. A maior parte das estruturas que estudamos são desse tipo. A fl ambagem de

ANEXO 3 — Glossário de primeira ajuda 223 ANEXO 3 Glossário de primeira 31 ajuda 1.

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ANEXO 3 — Glossário de primeira ajuda 223 ANEXO 3 Glossário de primeira 31 ajuda 1.
ANEXO 3 — Glossário de primeira ajuda 223 ANEXO 3 Glossário de primeira 31 ajuda 1.

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ANEXO 4 — Resumo histórico do uso de materiais e de estruturas

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ANEXO 4 Resumo histórico do uso de 32materiais e de estruturas
ANEXO 4
Resumo histórico do uso de
32materiais e de estruturas

Como um complemento cultural, portanto extremamente importante, damos

uma cronologia de uso dos vários tipos de materiais pelo homem.

solo — todas as construções usam o solo como destino fi nal dos esforços. Ao se

construir edifi cações mais pesadas, estudou-se o solo, de forma que ele resistisse e

não recalcasse demasiadamente.

pedra — material quase indestrutível com o tempo. Cortada em pedaços e rejun-

tada com argamassa de areia e um ligante (cal, cimento, barro), dá lugar a obras

eternas. Pirâmides do Egito, aquedutos romanos e fortes portugueses, espalhados

pelo país, são alguns exemplos.

madeira — material resistente e fácil de ser serrado e de se ligar em pedaços

gerando um dos mais versáteis materiais de construção. Bem conservada, pode

durar séculos. Tem como inimigos o fogo, umidade, microorganismos e insetos

que a devoram.

fi bras vegetais — fi bras torcidas dão origem às cordas (cabos), importantíssimo

elemento estrutural desde o início dos tempos. Ramagens cobriam as ocas de nossos

índios e cipós sempre ajudaram o homem servindo como cabos. Os cabos ajudaram

a construir as primeiras pontes pênseis.

tecidos — resultam da composição de fi os naturais e, mais recentemente, artifi -

ciais. Roupas e velas de navio são exemplos perfeitos de uso de tecidos.

couro — a pele dos animais devidamente curtida (endurecida) por produtos quí-

micos dá origem ao couro, que pode ser usado como cobertura e vestimenta. Os

sapatos, os gibões e as tendas árabes são bons exemplos de seu emprego.

barro cru ou adobe — é usado deste tempos imemoriais. No Brasil, temos edifi ca-

ções feitas com barro cru; é o caso das construções rurais e das cidades coloniais,

ANEXO 4 — Resumo histórico do uso de materiais e de estruturas 227 ANEXO 4 Resumo

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ANEXO 4 — Resumo histórico do uso de materiais e de estruturas 227 ANEXO 4 Resumo
ANEXO 4 — Resumo histórico do uso de materiais e de estruturas 227 ANEXO 4 Resumo

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ANEXO 4 — Resumo histórico do uso de materiais e de estruturas 227 ANEXO 4 Resumo

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Resistência dos Materiais

Resistência dos Materiais Livros já publicados 233 Concreto Armado - Eu te Amo para Arquitetos Manoel

Livros já publicados

233

Concreto Armado - Eu te Amo para Arquitetos Manoel Henrique Campos Botelho ISBN: 85-212-0385-3 Páginas: 240
Concreto Armado - Eu te Amo para
Arquitetos
Manoel Henrique Campos Botelho
ISBN: 85-212-0385-3
Páginas: 240
Formato: 20,5 x 25,5 cm
Ano de Publicação: 2006
ATENÇÃO: O livro foi concebido e submetido a análise
e crítica didática de uma entidade de arquitetos - INS-
TITUTO DE ARQUITETOS DO BRASIL, Departamento
de São Paulo, que o aprovou.
Os arquitetos necessitam de um livro de concreto armado específi co que atenda às
suas necessidades. O Autor, aceitou o desafi o de transformar o seu livro, numa publi-
cação paralela para os arquitetos, com menos cálculos e mais conceitos e ilustrações.
O livro tem muitos desenhos e muitas fotos, algumas surpreendentes sobre estrutu-
ras de concreto armado. O texto é simples, didático e extremamente agradável, com
informações essenciais de como fazer anteprojetos e construir edifícios de baixa al-
tura, com estrutura de concreto armado. Num mundo onde o controle de qualidade é
fundamental, essa parceria entre Autor, Editora e a Entidade de Arquitetos é decisiva
para a qualidade deste livro.
IMPORTANTE: O texto, segue a nova norma NBR 6118/2003 da ABNT e boas práti-
cas profi ssionais.
Instalações Hidráulicas Prediais Manoel Henrique Campos Botelho Geraldo de Andrade Ribeiro Junior ISBN: 85-212-0345-4 Páginas: 360
Instalações Hidráulicas Prediais
Manoel Henrique Campos Botelho
Geraldo de Andrade Ribeiro Junior
ISBN: 85-212-0345-4
Páginas: 360
Formato: 17 x 24 cm
Ano de Publicação: 2006
Este manual procura dar todas as informações
conceituais e profi ssionais para o projeto, construção,
uso e manutenção de instalações hidráulicas prediais
usando tubos de PVC e PPR.
Os limites do trabalho são:
• instalações prediais de água fria;
• instalações prediais de água quente;
• instalações prediais de esgoto sanitário e
• instalações prediais de águas pluviais.
Aborda ainda assuntos de reservatórios, sistemas de bombeamento e disposição de
esgotos sanitários prediais.
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  • 234 Resistência dos Materiais

Resistência dos Materiais Livros já publicados Quatro Edifícios, Cinco Locais de Implan- tação, Vinte Soluções

Livros já publicados

Quatro Edifícios, Cinco Locais de Implan- tação, Vinte Soluções de Fundações Manoel Henrique Campos Botelho Luis
Quatro Edifícios, Cinco Locais de Implan-
tação, Vinte Soluções de Fundações
Manoel Henrique Campos Botelho
Luis Fernando Meirelles Carvalho
ISBN: 978-85-212-0418-3
Páginas: 168
Formato: 17 x 24 cm
Ano de Publicação: 2007
Neste livro, para tornar mais compreensível e didático o
estudo de fundações de casas e pequenos prédios, ado-
tou-se o método didático de discussão de casos.
Foram escolhidos quatro prédios (casa térrea, sobradinho, pequeno prédio de apar-
tamentos e galpão industrial) colocado cada um deles em cinco locais de implanta-
ção geotécnicamente diferentes.
A criação do livro é do Eng. Manoel H. C. Botelho e a consultoria de fundações é do
Engenheiro Meirelles Carvalho, especialista na área.
Os frutos didáticos dessa forma de apresentar o assunto são muito ricos.
Uma coisa é certa. Os autores se esforçaram para tirar do leitor, o direito sagrado
de não entender ...
Você julgará.
Águas de Chuva 2ª Edição Manoel Henrique Campos Botelho ISBN: 8521201524 Páginas: 254 Formato: 16 x
Águas de Chuva
2ª Edição
Manoel Henrique Campos Botelho
ISBN: 8521201524
Páginas: 254
Formato: 16 x 23 cm
Ano de Publicação: 1998
Águas de Chuva — Engenharia de águas pluviais nas cidades É praticamente o
único livro de sistemas pluviais existente no mercado livreiro. Dá todas as condições
para se projetar e construir sistemas pluviais de cidades e de loteamentos, sejam
os sistemas superfi ciais (escoamento pela sarjeta) sejam os sistemas subterrâneos
(bocas de lobo, tubos, escadarias hidráulicas etc.).
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Resistência dos Materiais Livros já publicados Quatro Edifícios, Cinco Locais de Implan- tação, Vinte Soluções

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Resistência dos Materiais

Resistência dos Materiais Livros já publicados 235 Concreto Armado - Eu te Amo — Vol. 1

Livros já publicados

235

Concreto Armado - Eu te Amo — Vol. 1 4.ª Edição Revista e Ampliada Manoel Henrique
Concreto Armado - Eu te Amo — Vol. 1
4.ª Edição Revista e Ampliada
Manoel Henrique Campos Botelho
Osvaldemar Marchetti
ISBN: 8521203969
Páginas: 480
Formato: 17 x 24 cm
Ano de Publicação: 2006
Um livro para estudantes de engenharia civil,
arquitetura, tecnólogos e profi ssionais em geral, um
livro ABC, explicando de forma didática, prática e
direto o mundo do concreto armado, dirigido à obras de
pequeno e médio tamanho, como prédios de até quatro
andares, ou seja, mais de 90% das obras a executar no
país.
Finalmente, com a chegada da 4ª edição deste livro, agora todo reformulado e
ampliado segundo as normas NBR 6118/2003 (antiga NB - 1/ 78) e NBR 14.931, os
autores fi zeram uma revisão cuidadosa, inserindo modifi cações correspondentes
no mundo do concreto armado como: durabilidade as estruturas, aumento do f ck
mínimo, dimensionamento de pilares, cisalhamento, etc. Também promoveu uma
separação dos assuntos: aspectos de projeto dos aspectos de execução e controle
de qualidade da concretagem.
Muito bem, se as normas optaram pela divisão de assuntos, este livro optou pela
união e portanto este livro cobre:
-
aspectos de projeto de estruturas de concreto armado;
-
aspectos de execução dessas obras e
-
aspectos de controle da qualidade do concreto na obra.
Com a nova norma NBR 6118/ 2003 nada é mais como antes. Para conhecer esse
novo mundo, leia este livro escrito na linguagem prática, simples e até coloquial,
que o tornou famoso.
Concreto armado eu te amo — Vol 2 Manoel Henrique Campos Botelho Osvaldemar Marchetti ISBN: 85-212-0333-0
Concreto armado eu te amo — Vol 2
Manoel Henrique Campos Botelho
Osvaldemar Marchetti
ISBN: 85-212-0333-0
Páginas: 280
Formato: 17 x 24 cm
Ano de publicação: 2004
Livro escrito em parceria com o Eng. Osvaldemar
Marchetti e
cobre os assuntos de: blocos de estacas, lajes
marquises, viga parede
e discussão de casos em forma de crônicas estruturais.
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  • 236 Resistência dos Materiais

Resistência dos Materiais Livros já publicados Manual de Primeiros Socorros do Engenheiro e do Arquiteto

Livros já publicados

Manual de Primeiros Socorros do Engenheiro e do Arquiteto Manoel Henrique Campos Botelho ISBN: 8521201516 Páginas:
Manual de Primeiros Socorros do
Engenheiro e do Arquiteto
Manoel Henrique Campos Botelho
ISBN: 8521201516
Páginas: 320
Formato: 16 x 23 cm
É um livro temático de primeiro degrau dirigido para jovens
profi ssionais, principalmente para os jovens profi ssionais municipais.
Trata de assuntos como fazer atas de reunião, projetar cemitérios, como numerar
lotes e edifícios de uma rua, como entender rede de esgotos, rede pública pluvial,
aterro sanitário, rudimentos de eletricidade predial e muitos outros assuntos.
Resistência dos Materiais Livros já publicados Manual de Primeiros Socorros do Engenheiro e do Arquiteto

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Resistência dos Materiais Livros já publicados Manual de Primeiros Socorros do Engenheiro e do Arquiteto
Resistência dos Materiais Livros já publicados Manual de Primeiros Socorros do Engenheiro e do Arquiteto

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Resistência dos Materiais Livros já publicados Manual de Primeiros Socorros do Engenheiro e do Arquiteto

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EXCELÊNCIA E INOVAÇÃO EM ENGENHARIA CIVIL E ARQUITETURA

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ENGENHARIA CIVIL E ARQUITETURA

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