P. 1
168196

168196

|Views: 164|Likes:
Published by Alessandro Silva

More info:

Published by: Alessandro Silva on Jun 19, 2011
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

02/14/2013

pdf

text

original

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO INSTITUTO DE VETERINÁRIA CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO MICROBIOLOGIA VETERINÁRIA

CONTAMINAÇÃO BACTERIANA EM AMOSTRAS DE MÉIS DE Apis mellifera L. COMERCIALIZADOS NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

LIGIA PORTUGAL GOMES

Sob a Orientação da Professora Miliane Moreira Soares de Souza

Dissertação submetida como requisito parcial para obtenção do grau de Mestre em Ciências, no Curso de Pós-Graduação em Microbiologia Veterinária. Seropédica, RJ Fevereiro de 2006

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO INSTITUTO DE VETERINÁRIA CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM MICROBIOLOGIA VETERINÁRIA

LIGIA PORTUGAL GOMES

Dissertação submetida como requisito parcial para obtenção do grau de Mestre em Ciências, no Curso de Pós-graduação em Microbiologia Veterinária.

DISSERTAÇÃO APROVADA EM 17/ 02/ 2006.

____________________________________________________ Profª . Miliane Moreira Soares de Souza (Dr.) - UFRRJ (Orientador)

___________________________________________________ Profª Maria Cristina Affonso Lorenzon (Dr.) - UFRRJ

___________________________________________________ Profª Míriam Teresinha dos Santos (Dr.) - UFV

___________________________________________________ Prof. Francisco de Assis Baroni (Dr.) – UFRRJ
ii

“Aos meus amados pais, por me fazerem entender que a humildade e a sabedoria são a base de nosso crescimento”

iii

AGRADECIMENTOS
Agradeço a Deus por ter me mostrado o caminho certo nas horas de desespero, por ter me capacitado de tal maneira que somente Ele poderia fazer. Agradeço ao Senhor, meu Deus, por não ter desistido de mim nem um segundo, por ter feito enxergar as coisas que estavam obscuras aos meus olhos, por ter colocado as pessoas certas na hora exata durante todo esse período, por ter segurado a minha mão, me pegado no colo me capacitando para executar cada passo desse projeto. Hoje sei que sem Ti não sou nada. Por isso, Senhor, te agradeço de todo meu coração por ter me tocado e abençoado e, além disso, ter trilhado meu caminho segundo a Sua verdade. TE AMO mais que tudo!!! E agradeço por me amar tanto, a ponto de fazer tudo isso por mim. À minha mãe, Nelia Duarte Portugal, que mesmo distante sempre está ao meu lado. Agradeço pelo apoio, carinho, estímulo, pelo exemplo de mãe e mulher, por acreditar em seus filhos e investir em nossa formação, acreditando que o conhecimento e a educação são as maiores heranças que podemos obter nessa vida. A meu pai, César Martins Gomes, por estar sempre disponível a ajudar. Agradeço pelo incentivo, pelo apoio sentimental e pelas conversas. Aos meus queridos irmãos, Fernando César Portugal Gomes e Bernardo Frederico Portugal Gomes, por estarem sempre ao meu lado. Agradeço a vocês, minha família de origem, tudo que fizeram e fazem por mim. Muito obrigada por me entenderem, aceitarem como eu sou e acreditarem que daquele casulo, tímido, muitas vezes opaco e sem graça que eu era, sairia uma borboleta assim como eu. AMO VOCÊS INCONDICIONALMENTE! Ao meu sobrinho, Rafael Frade Gomes, que ainda não conhecendo a essência desse nosso “mundão”, veio trazer alegria de maneira tão ingênua. Confesso que em certos momentos somente você conseguia me fazer sorrir. À toda minha família, avós, tios e tias, primos e primas que mesmo separados por quilômetros de distância, estavam juntos comigo, em pensamento e orações, sempre torcendo por cada momento, acreditando que no final, vibrariam por mais uma conquista. Muito obrigada! À Professora, Orientadora, Amiga e Irmã Miliane Moreira Soares de Souza que apostou na minha competência, me ajudou a dar os primeiros passos e a evoluir na vida profissional. Sou muito grata, pela paciência, pelos ensinamentos, pela confiança e carinho. Que Deus continue te abençoando! À professora Maria Cristina Affonso Lorenzon, por ter me incentivado a pensar e a refletir sobre as abelhas, maravilhosas criaturas que produziram a matéria-prima dessa pesquisa. Obrigada por apoiar meu trabalho e incentivar meu sucesso. E, além disso, fazer despertar em mim um amor especial por essas adoráveis abelhas. Ao professor Laerte da Cunha Azeredo e à professora Vera Lúcia Mores Rall que mesmo sem terem ciência de sua tamanha importância, estiveram sempre dispostos e foram grandes auxiliadores e motivadores para elaboração dessa pesquisa. Aos apiários e apicultores que doaram não só as amostras de mel para o desenvolvimento da pesquisa, mas também seu tempo e dedicação para que, juntos, pudéssemos terminar esse trabalho.
iv

Obrigada pelo empenho em conseguir amostras, pelos ensinamentos concedidos e por todo carinho que sempre me deram. Ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, por incentivar essa pesquisa. Em especial, agradeço ao Dr. Décio Araújo de Menezes, pelo apoio e por todas as amostras coletadas. Aos estagiários do Laboratório de Bacteriologia pela responsabilidade, disponibilidade e dedicação que sempre me presentearam. Especialmente agradeço à Débora Fontes Barbosa de Oliveira por ter sido meu “braço direito”, estando comigo em todas as etapas desse trabalho, sempre me estimulando, mesmo quando achávamos que tudo iria dar errado. Em você, muitas vezes, encontrei incentivo e força para continuar a buscar outras saídas. À minha amiga e irmã Shana de Mattos de Oliveira Coelho, por todas as palavras de apoio e incentivo, por ter me emprestado seus ouvidos nos momentos de lamentações, sua família nos momentos de solidão, por ter me aconselhado de maneira tão sábia e por estar comigo vinte e quatro horas por dia, literalmente. Eu poderia dizer mais um milhão de coisas, mas nada, ou melhor, tudo, não seria o suficiente para te agradecer. TE AMO! Às amigas e companheiras de laboratório Lidiane de Castro Soares e Ingrid Annes Pereira, agradeço pela ajuda, pela paciência, pela amizade e companheirismo, pelos aprendizados em conjunto, pelas brincadeiras e por simplesmente aturarem meu jeitinho diferente de ser. Aos amigos aqui conquistados Marcelo Carvalho Gomes e Tatiani Abreu Gomes, tenho muito prazer em agradecer a vocês que sempre abriram a porta de casa para que eu pudesse entrar e compartilhar momentos tão maravilhosos. Obrigada, por todas as vezes que estiveram prontos a me ajudar, seja no que fosse... Obrigada por terem sorrido e chorado ao meu lado. Muito obrigada pela amizade íntegra, de todos os instantes e também, de todo bem que até hoje me proporcionaram. Espero que sempre estejamos juntos, mesmo a quilômetros de distância! Ao meu querido namorado Mateus Ottomar da Silva, que bem devagar chegou em minha vida e se instalou de maneira tão perfeita, trazendo alegria e motivação a cada dia. Você é sem dúvida um presente de Deus para mim! Obrigada por estar ao meu lado quando preciso, por rir e chorar comigo, por sempre me confortar e por trazer em si a segurança que necessito. Te amo muitão! À todos os meus velhos e também aos novos amigos (os quais não me atrevo a citar pois não quero esquecer de nenhum) que me apoiaram e de alguma forma me ajudaram no desenvolvimento dessa pesquisa. À minha amada família em Cristo - Igreja Congregacional de Agronomia, que me acolheu de braços abertos e sempre me apoiou e incentivou. Aos irmãos que estiveram comigo nos momentos mais difíceis e desanimadores dessa pesquisa. Muito obrigada pelas orações! Em Cristo amo vocês! À minha querida turma de mestrado e aos colegas que compartilharam comigo das disciplinas, conversas nos corredores, almoços em turma e tornaram os momentos mais difíceis e complicados em momentos agradáveis e divertidos. Aos funcionários do Projeto de Sanidade Animal e do Instituto de Veterinária, que direta ou indiretamente contribuíram para a execução deste projeto, em especial, Luiz Jorge Soares e Gilberto Flausino. Ao Curso e aos professores do Curso de Pós-Graduação em Microbiologa Veterinária, pela dedicação, respeito e ensinamentos transmitidos com profissionalismo. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) pelo apoio financeiro concedido a este trabalho através de bolsa de estudo.

v

BIOGRAFIA LIGIA PORTUGAL GOMES . no município de Bom Jesus do Itabapoana. diplomando-se em março de 2004. sob a orientação do professor Dr. Aos 16 anos mudou-se para Niterói-RJ. sendo bolsista de pós-graduação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). filha de César Martins Gomes e Nelia Duarte Portugal Gomes. estagiária do Laboratório de Bacteriologia da UFRuralRJ onde pode desenvolver projetos na área de Bacteriologia e Microbiologia de Alimentos. foi bolsista de iniciação científica da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo a Pesquisa do Rio de Janeiro – FAPERJ. onde terminou o ensino médio e prestou vestibular. Foi aprovada no Processo de Seleção para o Curso de Pós-Graduação em Microbiologia Veterinária. Em março de 2000 ingressou no Curso de Economia Doméstica – Bacharelado e Licenciatura . supervisora – estagiária de análises laboratoriais e do setor de Controle de Qualidade da empresa La mole serviços de alimentação Ltda no Rio de Janeiro-RJ.ª Miliane Moreira Soares de Souza e. do Instituto de Veterinária desta Instituição em 2004. Estado do Rio de Janeiro. vi . Miliane Moreira Soares de Souza.na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro em Seropédica. Francisco de Assis Baroni. sob a orientação da professora Drª . onde passou a infância e parte da adolescência. nasceu em 06 de julho de 1982. sob a orientação da professora Dr. Durante este período.

Instituto de Veterinária. Os resultados mostraram que. O presente estudo teve como objetivo proceder ao isolamento e a identificação das espécies bacterianas presentes em amostras de méis comercializados e produzidos no Estado do Rio de Janeiro com finalidade de estabelecer o perfil da microbiota bacteriana prevalente neste tipo de amostra. adquiridas em embalagens comerciais próprias dos apiários e apicultores.04%) e Clostridium spp (1. foram realizadas a contagem e a identificação de bactérias aeróbias mesófilas. vii .02%). Departamento de Microbiologia e Imunologia Veterinária. estatisticamente.33%). microbiota bacteriana. Foram detectados também esporos de Clostridium botulinum em uma amostra do Estado do Rio de Janeiro. Corynebacterium spp (4. Contaminação bacteriana em amostras de méis de Apis mellifera L. Listeria spp (20. com rigor na fiscalização. regularizados ou não. faz-se necessária a implantação de programas de controle de qualidade na cadeia de produção e beneficiamento do mel. de floradas distintas. além do desenvolvimento de novos padrões para análise microbiológica deste produto. Das 102 amostras analisadas. Rio de Janeiro. Micrococcus spp (2. os seguintes gêneros foram isolados Bacillus spp (66. contatou-se que as condições físico-químicas de certas floradas de origem do mel podem influenciar na microbiota contaminante do produto. A contaminação encontrada nas amostras não diferiu entre as diferentes regiões apícolas do Estado do Rio de Janeiro. 46p Dissertação (Mestrado em Microbiologia Veterinária). Foram randomicamente coletadas 102 amostras de mel de Apis mellifera L. 62 apresentaram crescimento bacteriano e em 40 amostras não foi possível detectar algum crescimento.0 x 102 UFC/g a 8. a presença ou ausência de selo de inspeção e a matéria-prima da embalagem não interferiram no grau de contaminação do produto.08%).RESUMO GOMES.0 x 102 UFC/g. 2006. Seropédica. Frente aos resultados encontrados. Das amostras contaminadas.06%).. Para traçar o perfil de contaminação bacteriana. RJ. comercializados no Estado do Rio de Janeiro. Staphylococcus spp coagulase negativo (3.41%). a pesquisa de Bacillus cereus e pesquisa de a Clostridium botulinum utilizando metodologias descritas na literatura. As contagens padrão de aeróbios mesófilos variaram de 1. Entretanto. 2006.06%). Ligia Portugal.92%) foi a espécie mais encontrada. visando garantir a saúde do consumidor. Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Palavras chave: mel. Bacillus cereus (36. Streptococcus spp saprófita (3.

were randomically collected of distinct blooms.02%). acquired in suitable commercial packages from apiaries and beekeepers. Listeria spp (20.41%). To achieve the contamination profile.0 x 102 UFC/g to 8.08%). Otherwise blooms could influence contamination pattern. Instituto de Veterinária. 2006. Seropédica. It was also detected spores of Clostridium botulinum in a sample originated from the state of Rio de Janeiro. procedures of mesophile bacteria counting and identification. saprophytic Streptococcus spp (3.0 x 102 UFC/g. The present work aimed to isolate and identify bacterial species presented in honey samples commercialized or produced in the regions of apiculture of Rio de Janeiro in order to establish a profile of its bacterial microbiota. Results obtained point out the need of implantation of quality control programs in the production and processing of honey with rigor in the fiscalization associated with the development of new patterns to microbiological analysis. The following genus were isolated Bacillus spp (66. RJ. Corynebacterium spp (4. Micrococcus spp (2. search of Bacillus cereus and Clostridium botulinum were performed using described methodology. Results of standard counting for aerobes mesophiles ranged from 1. There was no difference in the ratio of contamination between samples produced in different apiculture regions of Rio de Janeiro. Key words: honey. bacterial contamination. Contamination of bacteria in honey samples produced by Apis melliferas L. Staphylococcus spp coagulase negative (3. Statistically. commercialized in the state of Rio de Janeiro.33%). registered or not. 2006. Bacillus cereus (36.04%). From 102 samples analyzed. 46p Dissertation (Master Science in Veterinary Microbiology). in order to guarantee consumer health. Ligia Portugal. 62 presented bacterial growth. Departamento de Microbiologia e Imunologia Veterinária. Rio de Janeiro.ABSTRACT GOMES. the results showed that presence or absence of inspection stamp and the material of packing did not interfere in the contamination level of the product. Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.102 samples of honey produced by Apis mellifera L.06%) and Clostridium spp (1. in the others 40 no growth was detected.06%).92%) was the most abundant species. viii .

LISTA DE ABREVIAÇÕES APGF: Água Pepto Glico Fosfatada BHI: Infusão de Cérebro e Coração CDC: Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos da América CMM: Meio carne cozida EDTA: Etileno-diamina-tetra-acetato g: Gramas IBGE: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Kcal: Quilocalorias KW teste: Teste de Kruskal Wallis ml: Mililitro M X2: Teste de qui-quadrado de Mantel MYP: Manitol gema de ovo polimixina PCA: Agar padrão para contagem SIE: Selo de Inspeção Estadual SIF: Selo de Inspeção Federal SIM: Selo de Inspeção Municipal SIM: Agar Sulfeto Indol Motilidade SPS: Sulfito Polimixina Sulfadiazina TPGY: Tripticase peptona glicose extrato de levedura UFC: Unidade Formadora de Colônia W: Teste de Wilcox X2: Teste de qui-quadrado de Pearson com correção de Yates ix .

Produção de mel no Brasil no período entre 1999 e 2002. 8 Quadro 3.ÍNDICE DE QUADROS Página Quadro 1. (2001). Composição físico-química do mel 5 Quadro 2. 16 x . segundo Koneman et al. Testes de identificação para diferenciação de gênero dos isolados do grupo 2.

15 xi . 4 Figura 2. Demonstração do método de “Spread plate”. Figura 3.ÍNDICE DE FIGURAS Página Figura 1. Amostras obtidas diretamente do apicultor ou. Regiões apícolas do Estado do Rio de Janeiro. em 14 estabelecimento comercial localizado no Estado do Rio de Janeiro.

Bactérias isoladas a partir das amostras de mel contaminadas 22 Tabela 4. 25 xii . Distribuição de amostras analisadas segundo a florada declarada pelo fabricante Quantidade de amostras coletadas segundo a distribuição em florada de origem 20 Tabela 3. Distribuição de amostras contaminadas e bactérias isoladas por florada declarada na embalagem. Identificação dos microrganismos isolados nos meios PCA Difco® e MYP Micromed 24 Tabela 5. Distribuição da amostras de méis analisadas entre as diferentes regiões apícolas do Estado do Rio de Janeiro e outros Estados brasileiros 20 Tabela 2.ÍNDICE DE TABELAS Página Tabela 1. Distribuição de amostras contaminadas e bactérias isoladas por região apícola do estado do Rio de Janeiro e outros Estados brasileiros 24 Tabela 6.

Pesquisa de bactérias esporuladas de importância em saúde pública 3.2.3.4. CONCLUSÕES REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS APÊNDICES 26 27 37 xiii . MATERIAL E MÉTODOS 3.2. Bactérias de importância em saúde pública isoladas do mel 3. 01 02 02 05 06 07 09 10 11 11 14 14 14 15 15 17 19 20 2.3. INTRODUÇÃO REVISÃO DE LITERATURA. Usos do mel 2.1.3.2.4.3. Obtenção das amostras e período de amostragem 3. Contaminação fúngica 2. Apicultura 2. Produção e importância econômica no Brasil 2. Mel: definição e composição físico-química 2. Contagem de bactérias aeróbias mesófilas 3. 2.1. Processamento das amostras 3. Contaminação bacteriana 2.2. Análises estatísticas 4.1.SUMÁRIO 1.2.3. 6. 7.3.1.2.2. RESULTADOS E DISCUSSÃO 5. Análises microbiológicas 3.1. Microrganismos no mel 2.

agente do botulismo infantil. para oferecer ao produto uma qualidade higiênico-sanitária satisfatória e. No entanto. uma vez que o mel é oferecido como alimento para crianças. em especial o Clostridium botulinum. comercializados no Estado do Rio de Janeiro de modo a traçar um perfil da microbiota bacteriana prevalente nas amostras. Apesar do amplo uso do mel no Brasil. uma vez que pode ser usado tanto como ingrediente quanto como produto final. sua aplicação tópica é útil no tratamento de processos gangrenosos e queimaduras. Neste contexto. 1 . No entanto. A sua contaminação pode estar associada à veiculação de microrganismos pelas próprias abelhas melíferas. porém não é um alimento estéril e está susceptível a contaminações. apresenta um baixo número e variedade de microrganismos.1. o mel também constitui um veículo para agentes microbianos. O mel produzido por Apis mellifera. quando comparado com outros produtos de origem animal. rações e como conservante de tecidos animais além de outros usos. A hipótese levantada é de que a presença de bactérias esporuladas em méis pode comprometer a qualidade higiênico-sanitária do produto.. Estas últimas são de grande importância em saúde pública. cosméticos. sendo considerado um dos principais alimentos de risco na ocorrência do botulismo infantil. Desse modo. ao seu beneficiamento ou à manipulação inadequada. além de sua qualidade como alimento. Atualmente. esta pesquisa visou demonstrar a importância da existência de uma legislação que contemple microrganismos de possível veiculação através do mel. em especial leveduras e bactérias formadoras de esporos. várias propriedades medicinais. O mel pode ser usado como ingrediente em drogas. o presente estudo teve como objetivo geral proceder ao isolamento e a identificação das espécies bacterianas presentes em amostras de méis de Apis mellifera L. INTRODUÇÃO O mel é um alimento produzido a partir do néctar das flores que as abelhas coletam. não oferecer riscos à saúde do consumidor. e do destacado papel do país na exportação. existe uma forte preocupação ao risco potencial de veiculação de patógenos. bem como a saúde do consumidor. transformam. combinam a substâncias e estocam nas colméias. não há regulamentação adequada para análise microbiológica deste produto. Apresenta conhecida propriedade antibiótica e. em outros países. São atribuídas ao mel. além de más condições de armazenamento e acondicionamento. É um produto mundialmente consumido sendo considerado um alimento importante para saúde do seres humanos. É um alimento de grande relevância e interesse. novas tecnologias e usos inovadores do mel representam um mercado em expansão.

possibilitando a utilização permanente dos recursos naturais e a não destruição do meio rural. Quanto ao fator econômico. As abelhas africanas Apis mellifera scutellata foram introduzidas no Brasil em 1956. são necessárias plantas vivas para a retirada do pólen e do néctar de suas flores. principalmente no ambiente da agricultura familiar. a alemã Apis mellifera mellifera e a austríaca Apis mellifera carnica. devido ao baixo impacto ambiental que ocasiona. por apresentar uma alternativa de ocupação e renda para o homem do campo. escaparam e cruzaram com as demais subespécies de abelhas melíferas européias: a italiana Apis mellifera ligustica. Além disso. tanto sociais quanto econômicos. os quais são fontes alimentares básicas. alojadas em colméias artificiais. 1998). A cadeia produtiva da apicultura propicia a geração de inúmeros postos de trabalho. geléia real e o veneno (apitoxina). Cerca de um ano depois.Apicultura Apicultura é a criação de abelhas melíferas. são características das abelhas africanizadas que muito se assemelham às das africanas nativas. 1995). Apis mellifera L.. quando padres jesuítas trouxeram abelhas da Península Ibérica (WIESE. 1997. ALCOFORADO FILHO. Assim. o econômico e o ambiental. denominadas africanizadas. 1995.. além de contribuir para a manutenção e preservação dos ecossistemas existentes. Há também um segmento da apicultura que vem se desenvolvendo ao longo dos últimos anos..1. 1998). capaz de causar impactos positivos. em que as colméias são alugadas para produtores de outra cultura agrícola com a finalidade de aumento da produção desta cultura (FREITAS. No âmbito social por se tratar de uma forma de geração de ocupação e emprego no campo. a apicultura é uma atividade econômica conservadora das espécies. há a possibilidade de obtenção de bons lucros. No Brasil. preservando-as e conseqüentemente contribuindo para o equilíbrio do ecossistema e manutenção da biodiversidade (PAXTON. 1994). uma rápida ampliação da biomassa e significativo aumento populacional (GONÇALVES. a apicultura com a utilização de abelhas importadas teve inicio no século XVIII. é uma das poucas atividades preenchedoras de todos os requisitos do tripé da sustentabilidade: o social. que é o de serviços de polinização. por não haver necessidade de desmatamento para criar abelhas. A alta capacidade de defesa. empregos e fluxo de renda. além da geração de renda para os produtores. Os principais produtos obtidos e comercializados a partir da atividade apícola são: mel. REVISÃO DE LITERATURA 2. A conjunção de todos esses 2 . sendo desta forma. 2002). as abelhas atuam como polinizadores naturais de espécies nativas e cultivadas. É uma atividade de grande importância. própolis. com predominância de características das abelhas africanas. utilizando métodos e equipamentos desenvolvidos para melhor aproveitar a capacidade produtiva natural destes insetos (PERUCA et al. Tais características permitem a ambas. E na questão ambiental.2. tais como a grande capacidade de enxamear e a rusticidade (KERR. Além destes fatos pode ser caracterizada por sua fácil manutenção e por baixo custo inicial em relação às demais atividades agropecuárias (FREITAS et al. Por sua natureza. determinante na melhoria da qualidade de vida e fixação do homem no meio rural. 2004). 26 enxames com suas respectivas rainhas. com diminuição do êxodo rural. 1967). de adaptação a ambientes inóspitos e um ciclo de vida mais curto que as demais subespécies aqui existentes. Com isto surgiram populações poli-híbridas. cera.

Miracema. Italva. Resende. Mandes. Carmo. a produção brasileira de mel oscilava entre 3 a 5 mil toneladas/ano. Nilópolis. Mangaratiba. Duas Barras. Duque de Caxias. são elas: região sul que compreende os municípios de Angra dos Reis. Maricá. Segundo a Pesquisa Apícola Fluminense (OSÓRIO. Itaboraí. Na década de 1990. 2001. Natividade. por outro lado. São João da Barra. A partir do ano de 2000. Maga. Se por um lado. Vassouras e Volta Redonda. totalizando vinte municípios. A região noroeste que compreende: Bom Jesus do Itabapoana. Itatiaia. Itaperuna. a produção de mel. Itaguaí. chegando até mesmo a importar grande quantidade dos países do Mercosul para atender seu mercado interno. 3 . visto que até o momento. ROCHA. sendo considerado um mel de qualidade satisfatória devido ao seu grau de pureza. Nova Iguaçu. São Fidelis. Petrópolis. Paraíba do Sul. 1994) realizada pela Cooperativa Apícola do Rio de Janeiro Ltda (Coapi-Rio). ainda se discute sobre os prováveis impactos dessa introdução na competição com as espécies de abelhas nativas. Macaé. 1994). Lage do Muriaé. São Pedro da Aldeia. Barra do Piraí. Pirai. consistência. Sumidouro. Paty do Alferes.. Valença. algumas décadas depois passou a aproximadamente 40 mil toneladas/ano (GONÇALVES.fatores contribuiu para que as abelhas africanizadas atualmente ocupem quase todo continente americano (GONÇALVES. na sua produção de mel e seus derivados o Estado do Rio de Janeiro não teve evolução expressiva. Cabo Frio. KREBS. Barra Mansa. Rio de Janeiro. São Sebastião do Alto. Niterói. Miguel Pereira. Nova Friburgo. Saquarema. Com a introdução e permanência de enfermidades em apiários de países exportadores. antes da introdução das abelhas africanas. Parati. Quissamã. A região centro que engloba 12 municípios: Cachoeiras de Macacu. Conceição de Macabu. Três Rios. 2002). não só no Estado do Rio como em outros estados da federação cresceu e se modernizou para atender às exportações que se tornam mais freqüentes. São Gonçalo e São João do Meriti. E a região da baixada litorânea que engloba nove municípios: Araruama. Rio das Flores. Cantagalo. Cambuci. Paracambi. Rio Claro. Cordeiro. Rio Bonito. 2005). Silva Jardim. Trajano de Moraes. Arraial do Cabo. sobre as relações entre polinizadores e plantas nos ambientes naturais e sobre o sucesso reprodutivo das plantas nativas (SILVEIRA et al. Sapucaia. Porciúncula. A região serrana com treze municípios compreende: Bom Jardim. 2001). o Estado do Rio de Janeiro está dividido em seis regiões apícolas de acordo com o critério de divisão adotado pela EMATER-Rio. A região norte que compreende apenas seis municípios: Campos dos Goytacazes. Teresópolis. Santa Maria Madalena. perfazendo dez municípios. o Brasil não detectou doenças que desqualifique seu produto no mercado. São José do Vale do Rio Preto. Santo Antônio de Pádua. Itaocara. Engenheiro Paulo de Frontin. a procura pelo mel brasileiro tem sido alta. aroma e sabor (MAPA. Casimiro de Abreu.

produz proporcionalmente menos cera e pólen que a região serrana. os melhores resultados em termos de produção apícola.br) De acordo com Osório e Rocha (1994).8% . Regiões apícolas do Estado do Rio de Janeiro. está inserida de alguma forma em organização associativista e exerce apicultura fixa com manejo de produção. cera e própolis não é baixo.Ao comparar os dados da região norte e serrana. podendo seus valores ser considerados como “parâmetro médio” da apicultura do Estado do Rio de Janeiro.3% e de 165. pode-se afirmar que a produção de mel. quando observadas isoladamente. 4 . o total de pessoas exercendo a apicultura apresenta um declínio de 49. Na baixada litorânea. sul e centro são as que apresentam. embora o quantitativo de pessoas que exercem a apicultura seja o menor de todas as regiões. apresenta valores para mel. Osório e Rocha (1994) afirmam que as regiões serrana.gov. Na região norte. A região sul apesar de ter um contingente ligeiramente superior ao da região serrana (5%) tem a produção de cera e pólen menor (8. cera e própolis que indicam uma proporcionalidade quando comparados aos da região serrana. a maior parte das pessoas que exercem atividade apícola no Estado do Rio de Janeiro possui cursos ligados a apicultura.Figura 1.ibge. A região noroeste. que é bastante diferenciado entre as regiões. do que na região noroeste.7% e 531% respectivamente). (Fonte: www. a produção de mel representa um decréscimo de 16. que possui um número bem maior de pessoas exercendo apicultura e também a mais expressiva produção melífera. E que a visão geral dos números referentes à região serrana mostram ser esta a mais equilibrada em relação as demais. apesar de existirem 44% mais pessoas exercendo apicultura.8% na produção de mel. O contingente de indivíduos envolvidos nesta atividade não está diretamente relacionado ao padrão quantitativo da produção. enquanto a região centro. à exceção da produção de pólen.

4 kcal (ETTINGER. Pecuária e do Abastecimento (2001).2.3 % 1.. ou ainda. das zonas geográficas e das condições climáticas (Quadro 1). 1992). mel multifloral ou polifloral. 2004). al. Contém ainda uma mistura complexa de outros hidratos de carbono. pigmentos e grãos de pólen podendo conter cera de abelhas procedente do processo de extração (MAPA. combinam com substâncias específicas próprias.2.. ácidos orgânicos. Como os demais produtos alimentícios. 2002). O mel é um produto complexo. o mel tem sido utilizado e comercializado mais intensamente. uma pequena quantidade de néctar de outras plantas melíferas não influi marcadamente no sabor e cor de um mel onde predomine o néctar de uma única espécie florífera. A diferença entre os méis depende da variedade e quantidade de plantas que florescem e produzem néctar no mesmo período (KRAMER. 5 . CODEX. o mel deve satisfazer numerosos critérios de qualidade e certificações antes da comercialização (DEVILLERS et al. 1 grama de mel contém 6. Quadro 1. que as abelhas recolhem. 2001). pelo local ou época de colheita. Componentes Frutose Glicose Sacarose Outros carboidratos Minerais Proteínas Água Fonte: White et al.. adulterações e manipulação inadequada (CANO et.. Contudo. aminoácidos. a partir do néctar das flores ou das secreções procedentes de partes vivas das plantas ou de excreções de insetos sugadores de plantas que ficam sobre partes vivas de plantas. 2002). 2005. transformam. substâncias aromáticas. CODEX.169 % 169/100 mg/g 17. com o incremento de consumo de produtos naturais. Existem dezenas de variedades de mel de abelhas que podem ser diferenciadas pela flora. 1987) uma vez que. É considerado um alimento de alto valor energético para o organismo humano (CRANE. minerais. 2001). não existe mel monofloral. sendo neste caso denominado. É uma solução concentrada de açúcares com predominância de glicose e frutose (MAPA. segundo as técnicas de preparação (BASTOS et al. Entretanto. enzimas. De acordo com o Ministério da Agricultura. Composição físico-química do mel. Quantidade aproximada 38. 2001. o mel é um produto alimentício produzido pelas abelhas melíferas.4 % 30.3 % 12 % 0. SILVA et al. de modo que aumenta também a possibilidade de fraudes. armazenam e deixam maturar nos favos da colméia. (1963) apud IURLINA. ou de várias espécies. 2004). 1997. 2001.2 % Rigorosamente. cuja composição varia notadamente em conseqüência da florada original. Mel: definição e composição físico-química Segundo o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (2001). o mel pode proceder do néctar das flores de uma única espécie vegetal sendo denominado de mel monofloral ou unifloral.

Cliver. Proteus spp. O agente responsável pela atividade antimicrobiana foi denominado inibidor. devido as suas conhecidas ações terapêuticas (FREITAS et al. 1994). Fungos e leveduras parecem não ser sensíveis a este composto (WHITE et al. 2005) e de úlceras crônicas (EFEM. é utilizado na fabricação de produtos alimentícios. 1977. Entretanto. 1985. HAFFEJEE. 1998. Usos do mel Evidências do uso do mel pelo ser humano aparecem desde a pré-história. os gregos e os egípcios usavam para cura de feridas e doenças intestinais. Esse composto é formado pelo sistema de glicose oxidase. na redução de gastrites alcoólicas. por apresentar variações de cor. A enzima glicose oxidase é a peça chave deste processo e pode ser destruída através do tratamento térmico de pasteurização. Klebsiella pneumoniae. com inúmeras referências em pinturas rupestres. 2002.2. afirmam que o mel demonstra ser um meio adequado para preservação de xenoenxerto ósseo. 1991). tratamento de processos gangrenosos e queimaduras (SUBRAHMANYAM.. Além das propriedades citadas. SNOWDON. White et al. TOPHAM. ulcerações gástricas causadas por bactérias e rotavírus (MEN`SHIKOV.. 1994). 1996). umidade e conteúdo de açúcares (SQUIRES et al. 2002. sabor.. O uso de açúcar ou mel como agente tópico no tratamento de feridas. Industrialmente. como conservantes de tecidos animais e outros. Na medicina. Posteriormente. duodenites. Staphylococcus aureus. SQUIRES et al. É um produto consumido mundialmente e de alta relevância na saúde humana. FEIDMAN. Bacteroides fragilis. LULAT. SAMAL et al. 6 . Enterococcus fecalis. MOLAN. na fabricação de rações. LEITE. CLIVER.. a glicose é quebrada. 1996. com excelentes resultados na redução de infecção e diminuição do tempo de cura das lesões. denominados não maduros. seu uso é uma antiga tradição. esse produto apresenta reconhecida propriedade antibiótica. Proteus mirabilis. 1962 apud Snowdon. 1949. 2003). Clostridium tetani e Clostridium welchii. Nos dias de hoje. 1997). e de processos cancerígenos (SAMAL et al. o mel é superior a qualquer solução de açúcar hipertônica quanto à atividade antimicrobiana. GREENWOOD. 1994. ALNAQDY et al. tem se incorporado definitivamente à rotina dos serviços de saúde por todo mundo (TOSTES. sendo também o mais conhecido e aquele com maiores possibilidades de comercialização.. 2004. Segundo Efem (1992). 1989). que comumente é aplicado aos méis. Além de ser um alimento. 1996). Os asiáticos. 1997. O mel ainda tem comprovada eficácia na prevenção do crescimento de Helicobacter pylori no estômago. (ZUMLA. inclusive tendo um papel importante no tratamento de feridas colonizadas por bactérias resistentes a antibióticos (COOPER et al. Subrahmanyam (1993) e Gupta (1977) apontam o mel como substância eficaz na preservação de tecidos animais. 1985) e cosméticas (ARROYO. Nesse sistema. As propriedades antimicrobianas do mel foram relatadas pela primeira vez no século passado por Sackett et al. 1997). freqüentemente. 1975). Escherichia coli. 1993). CLIVER.2. industrializados ou artesanais (SNOWDON. é também utilizado em indústrias farmacêuticas (IOIRISH.1. STRAIT.. (1919).. A administração oral é citada no tratamento e proteção contra infecções gastrintestinais como gastrite. O mel é considerado o produto apícola mais fácil de ser explorado. produzindo ácido glicônico e peróxido de hidrogênio. (1962) identificaram esse fator inibitório como peróxido de hidrogênio. TALLET et al.. Sua aplicação tópica tem sido frequentemente abordada em publicações sobre o tratamento de feridas infectadas. assim como em manuscritos e outros tipos de pinturas (PEREIRA et al. inibindo o crescimento de Streptococcus pyogenes.. 1992). Amendola (2001) e Gaiga e Schossler (2003).. que é um processo enzimático ativado somente em méis que não estão em ponto de colheita. tem uso restrito devido às oscilações de preço e dificuldade de obtenção do produto padronizado.

presença de substâncias com atividade antimicrobiana como lisozima. México. O valor de 20.8 milhões de dólares. outros fatores têm sido mencionados como responsáveis pela atividade antimicrobiana do mel: alta pressão osmótica.2 milhões toneladas. Bélgica e Espanha também incrementaram significativamente suas compras. Dimensionar o volume de mel produzido e comercializado é uma tarefa difícil. Itália. Índia.34/kg em 2003. MOLAN.4 milhões de dólares.1962 . e a redução da participação sulina de 60% para 51%. alta viscosidade (limitando o oxigênio disponível). 1966. gerando um faturamento de 84 milhões de reais.2. a Alemanha. de US$ 1. movimentando.. conseguem passar a idéia da importância dessa atividade para o país. O valor das exportações de mel brasileiro em 2003 ultrapassou os 39. é o principal importador do mel brasileiro. 1992. 2004). baixa atividade de água (Aa). Romênia. entretanto. aproximando nosso país dos líderes do mercado mundial (SECEX. ácidos fenólicos e flavonóides (WHITE. baixo teor de proteínas. que possuem entre 1.1998. França.Atualmente. com 23. Estados Unidos. Estados Unidos e Canadá. 238 milhões de dólares. CLIVER. 2. 1996). em 2001. a produção brasileira de mel natural aumentou 21. Os dados conflitantes refletem a dificuldade em se obter informações precisas quanto à produção e comercialização no setor agropecuário. que evoluiu de uma participação de 14% do total nacional para 23%. TYSSET. WAHDAN. De 1999 a 2002.9 milhões de dólares das aquisições germânicas foi mais que o dobro do valor registrado em 2002 e quase dez vezes o de 2001. Juntos. 2004). este produto pode conter poucos tipos e baixos índices de microrganismos (SNOWDON. e outros (FAO/ONU. a produção de mel em 2000 no Brasil foi de pouco mais de 21. o Brasil não aparecia na lista dos maiores exportadores mundiais (com 1% ou pouco mais do total). Os maiores exportadores mundiais são: China.2. produção e produtividade.. Segundo os dados do IBGE. Acredita-se que devido a estas propriedades naturais e as medidas de controle empregadas em seu beneficiamento. as pesquisas apontam os extremos entre 26 e 300 mil. 2003). Austrália. Produção e importância econômica no Brasil Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1974). o país surge como o nono maior exportador. Quanto aos apicultores.49% (Quadro 2). 2003).5 milhões de colméias e um faturamento anual entre 85 e 506 milhões de reais.1 milhões de dólares. Estimase que a produção mundial de mel durante o ano de 2001 foi de. Reino Unido.3 e 2. aproximadamente. pH baixo. Uruguai. contribuindo para o excelente desempenho brasileiro (PEREIRA et al. segundo o IBGE cabe ressaltar a grande expansão da atividade no Nordeste. Argentina. ADCOCK. Com vendas externas de apenas 2. estudos sobre a produção apícola no Brasil mostram dados contraditórios quanto ao número de apicultores e colméias. esses países comercializaram durante o ano de 2001 cerca de 240 mil toneladas. aproximadamente. sendo a China o maior produtor (256 mil toneladas).8 toneladas. existem escassos dados na literatura que suportem esta idéia. alta relação carbono nitrogênio. baixo potencial redox devido a alta concentração de açúcares. 7 . No entanto.13 o quilo em 2001 para US$ 2. 1. Nos últimos anos. ultrapassando países como Vietnã. Já em 2002. formação de peróxido de hidrogênio pelo sistema glicose oxidase. devido aos poucos dados confiáveis sobre o assunto são conflitantes (PEREIRA et al. A disputa internacional pelo produto brasileiro elevou o seu preço.

Segundo Vilela (2000). 2 0.44 12. Microrganismos no mel Embora o mel seja um produto que por suas características físicas e químicas não apresente alta susceptibilidade à proliferação de microrganismos. 7 12.04 4. 31 3. 8 12. 60 19 1. 63 22 4.77 50. 4 2001 2. Estados toneladas/ano Variação (%) 1999 São Paulo Minas Gerais Espírito Santo Rio de Janeiro Regiões Sudeste Norte Nordeste Sul Centro-Oeste Brasil 4.244 toneladas. 5 0. de 4 de setembro de 1997 do Ministério da Agricultura.gov.87 100.8 2.7 11. 18 2. 36 1999-2002 13.9 0. 1 0.37 99.7 0. seguido do Piauí ( 635 toneladas). 37 5.1 0. 0 0. Pecuária e Abastecimento. 2002). A região Nordeste foi responsável pelo aumento de 2. ausência de Salmonella spp e Shigella spp em 25g em dez amostras de um mesmo lote e presença de no máximo 100 UFC/g de bolores e leveduras em duas amostras de 8 . 2 0. a ação de fatores externos (ambientais. A unidade da federação que apresentou maior crescimento relativo foi o Maranhão (639. espera-se rentabilidade satisfatória na atividade principalmente se comparada aos demais negócios agropecuários.8 1.3.ibge.18 0. 27 0.br A produção do Sudeste apresentou crescimento próximo à média brasileira e manteve a sua participação em 21%.0 2.767 toneladas (65 % do aumento brasileiro de 4.57%) e a que teve o maior aumento absoluto de produção foi o Ceará (mais de 852 toneladas). os padrões microbiológicos para o mel são: ausência de coliformes totais/g em cinco amostras analisadas de um lote.49 Fonte: IBGE – http://www. Segundo a Portaria nº 367.0 2.Quadro 2: Produção de mel no Brasil no período entre de 1999 e 2002.06 21. 4 0.38 2002 2. 8 0.58 -14. seguindo-se a tecnologia recomendada na produção e comercializando o mel de maneira adequada.41 2000 1. 5 12.6 0.99 27.00 3. 2. 30 3. entre 1999 e 2002).17 0. 68 24 18. condições de manipulação e estocagem) pode influenciar negativamente sua qualidade final (CAMARGO. 67 22 5.18 0. 6 0.

a poeira. flores. paredes e tetos. Estes microrganismos estão envolvidos em atividades de deterioração do produto. Entretanto. Erwinia spp.cinco analisadas de um mesmo lote. Dentre estes encontram-se Actinetobacter spp. fungos filamentosos e bactérias formadoras de esporos. espécies de Bacillus spp. Os microrganismos de importância são primariamente leveduras. Leveduras do gênero Saccharomyces spp e Torula spp e outros microrganismos existentes em vegetais como Brochothrix spp. Esta portaria foi revogada pela instrução normativa no 11 de 20 de outubro de 2000 onde consta em anexo o Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade do mel. as contaminações cruzadas (animais ou produtos animais) e os equipamentos (incluindo resíduos de alimento e água). 1996). até o momento. Listeria spp e Pediococcus spp também podem ser isolados a partir do mel (SNOWDON. 1979). especialmente decorrentes da fermentação por leveduras osmofílicas (CRANE. E stas leveduras podem se desenvolver em 9 . As fontes primárias de contaminação microbiana do mel como o pólen. o ar. incluindo o mel. toxinas. Psychrobacter spp e Vagococcus spp. A simples presença de estruturas fúngicas em substratos adequados pode implicar não somente em seu desenvolvimento. a terra e o néctar são considerados de difícil controle. provenientes do solo.3. Eles advertem que os microrganismos podem sobreviver no mel e. quando comparadas com as fontes secundárias que podem ser controladas através da implantação de boas práticas de fabricação no entreposto. As características microbiológicas do mel estão relacionadas à qualidade e a segurança deste alimento. pisos. Citrobacter spp. 1991). entretanto. os equipamentos. Contaminação fúngica A contaminação fúngica é importante.1. pela conversão metabólica do alimento. CLIVER. O mel pode apresentar várias mudanças durante a estocagem. os animais e a água. Flavobacterium spp. relatos e pesquisas sobre contaminação de vírus e parasitas em mel. Clostridium spp. Um alto índice de unidades formadoras de colônias de microrganismos vegetativos (os quais não são esperados e não podem se desenvolver no mel) por grama pode indicar uma contaminação recente por vias (SNOWDON. Estudo realizado por Martins e colaboradores (2003). são inexistentes em publicações científicas. espirros ou contaminação fecal).o ar. solo e outros) estão comumente presentes no produto final. Enterobacter spp. Bacillus spp. Clostridium spp e Micrococcus spp do ar e poeira. pólen. ao observar a insuficiência de parâmetros definidos para avaliar a qualidade higiênico-sanitária do mel comercializado em Portugal. os manipuladores (infecções de pele. 1996). considerando a grande capacidade de dispersão destes microrganismos. Pseudomonas spp. os recipientes. mas como na possível produção de micotoxinas concomitantemente (SNOWDON. os insetos. bactérias e fungos encontrados nos ambientes da cadeia produtora do mel (favos. As fontes secundárias incluem: a exposição ao ar durante a extração do mel. esta instrução normativa não apresenta padrões microbiológicos para mel. Lactobacillus spp. também podem ser reservatórios de microrganismos e contaminar o alimento. Luctococcus spp. demonstra esta preocupação emergente. o trato digestório de abelhas melíferas. Segundo Sonwdon e Cliver (1996). Além destas. a poeira. ressaltam as boas práticas de fabricação como fator essencial no controle de microrganismos em todos os alimentos. Corynebacterium spp. 1996). Tysset e Rousseau (1981) acreditam que as fontes de contaminação do mel são: os seres humanos. CLIVER. através da produção de enzimas. assim como pela produção de fatores do crescimento (vitaminas e aminoácidos) e fatores de inibição de microrganismos competidores (GOERZEN. CLIVER. 2.

1979. 2004).. Tysset (1981). contribuindo para a fermentação do produto. KAMBUROY. STOJANOWIC. HARTGEN. as leveduras atacam os açúcares. 2003). Segundo Crane (1979). as (MARTINS et al. outro fator a ser considerado é que. Uma vez que estas possuem potencial genético para formarem esporos que sobrevivem no alimento podendo permanecer dormentes durante períodos de tempo extremamente longos. Hormiscium spp. diversos trabalhos reportam a presença de esporos de Clostridium botulinum em mel de várias partes do mundo (SUGIYAMA et al. Tysset et al. consideradas um problema na indústria de mel. o álcool pode ser convertido em ácido acético. Morse e Hooper (1985) constataram que quando as colméias são mantidas em áreas úmidas. afirma que m provenientes de regiões úmidas possuem mais leveduras e são deteriorados éis ainda na colméia. A baixa contagem de fungos reportada por Piana et al. (1992) constataram que uma vez que o mel está contaminado por fungos e leveduras. se desenvolvem nas superfícies das mesmas e as abelhas possuem uma extraordinária habilidade para limpa-las e restaurá-las. CLIVER.. 1996). Durante a fermentação. produzindo álcool e dióxido de carbono. o aumento da umidade e temperatura na estocagem do mel favorecem o desenvolvimento de leveduras.. Contaminação bacteriana As bactérias formadoras de esporos são de importância na qualidade do mel principalmente as (SNOWDON. Aspergillus spp. como por exemplo. 1966). Com exceção da pesquisa de Clostridium botulinum. Rios de Selgrad et al. sem se multiplicarem. o tempo de estocagem do mel. 1980. HUHTANEN et al. também.2. assim como os gêneros: Atichia spp. 1982. e Penicillium spp no mel. Na presença de oxigênio. mas não tendem a crescer no mel. A fermentação usualmente acontece em micro-ambientes (como no topo da embalagem) onde existe maior concentração de água (CRANE. 1978. De acordo com White (1978). KAUTTER et al. o processo natural de cristalização do mel promove o enriquecimento da fase líquida contribuindo. as contagens bacterianas determinados no mel. 1981. observaram que o estoque de pólen pode ser atacado por fungos. FLEMMING. mesmo em condições sanitárias adequadas.. radiação. ácidos e desinfetantes químicos (MADIGAN et al. 1996). A proliferação de fungos pode ter como conseqüências: perdas econômicas por deterioração do produto e danos a saúde devido à possibilidade de serem fungos produtores de micotoxinas. Os esporos bacterianos são resistentes a agentes como. fungos filamentosos. FRITZ. 10 . SNOWDON.. 1996. 1979. 1992). 1966). Em relação aos fungos filamentosos. resistindo aos tratamentos térmicos. Entretanto. Segundo Snowdon e Cliver (1996). CLIVER. 1983). variam de 1 a 5000 UFC/g. Desde o século passado. calor. à colméia e ao ambiente de forrageamento. estes microrganismos permanecem na forma latente. 1996).. época de colheita e a técnica de beneficiamento utilizada. (1991) sugere que os fungos podem sobreviver.condições ácidas e não são inibidas pela presença de sacarose (SNOWDON.. KAMBUROY. 1980. dessecamento. Esta variação pode estar associada ao tipo de amostra (artesanal ou industrializada). Cephalosporium spp. Aspergillus spp foi isolados de intestinos de larvas de abelhas (HASIG. sendo assim. (1970) isolaram Ascosphaera spp. alguns estão associados ao conteúdo intestinal das abelhas.3. MIDURA et al. ROOT. os trabalhos que quantificam os níveis decontaminação por fungos no mel ainda são escassos (SNOWDON. 2. para sua fermentação. 2005. CLIVER. Coniothecium spp. Além disso. CLIVER. RÍOS DE SELGRAD et al. frequentemente. há poucos relatos na literatura a respeito de bactérias no mel (IURLINA. e Triposporium spp (HASIG.

. cereus tem período de incubação geralmente curto (média de 6 a 12 horas) e a principal manifestação clínica é representada pelos vômitos persistentes. formas vegetativas de bactérias patogênicas ainda não foram isoladas em mel. Brevibacterium spp. O maior número de isolados foram membros do gênero Bacillus spp. Sackett (1919) partindo da hipótese que as abelhas podem carrear microrganismos patogênicos de excrementos humanos para o mel. Tysset e colaboradores (1970) detectaram os seguintes gêneros bacterianos no mel: Bacillus spp. e muitas estirpes são capazes de produzir toxinas. 2002). CHRISTIANSSON et al. leites. os quais.. B. resistente às proteases e aos extremos de pH. DU et al.. condimentos. AURELI et al. Esta bactéria tem sido associada com intoxicações alimentares na Europa desde 1906 (JAY.. 1989. Outros tipos de toxinas produzidas são as enterotoxinas. Bactérias de importância em saúde pública isoladas do mel As bactérias de importância em saúde pública que têm sido isoladas a partir do mel são Bacillus cereus e Clostridium botulinum. 1999). se introduzidas podem sobreviver por períodos determinados de tempo... especificamente. 1987. O Bacillus cereus é uma bactéria Gram positiva. (AGATA et al. a hemolítica. 11 . 1983. 1991. atualmente está entre as bactérias predominantes em surtos de intoxicação alimentar. podem ser de três tipos..4. vegetais. inoculou espécies de enterobactérias em mel puro e verificou sobrevivência por apenas poucas horas ou dias. HAUSCHILD et al. cereus e B. carnes. 1999). SCHOCKEN-ITURINO et al. 1984. água e em vários alimentos crus e processados tais como arroz. 1996). NEVAS et al. 2002). 2005. poeira.. decorrentes da intoxicação pela toxina emética. sobremesas e bolos (JAY. NAKANO et al. Pseudomonas spp. GUILFOYLE. 2. Flavobacterium spp. não estão presentes no mel. RHODEHANEL. e Xanthomonas spp.. cereus/g pode resultar em intoxicação alimentar (APHA.. SAKAGUCHI. DELMAS et al.. a não hemolítica e a enterotoxina (FINLAY et al.. uma vez que os consumidores se tornam mais sujeitos a sofrerem processos diarréicos e eméticos. 1985. aeróbica. causando diarréia e emese (FINLAY et al. Martins e colaboradores (2003) isolaram Clostridium perfringens e Bacillus cereus em amostras de mel. CENTORBI et al.. 1990.. 1988. a presença desta bactéria em alimentos representa um aumento potencial de risco à saúde. colhidas aleatoriamente a partir do comércio não especializado em Portugal. Entretanto. pujilus. Micrococcus spp. 2005. SAKAGUCHI et al. 2006. 1991. 1982. 2002).STIER et al. normalmente. 40 dias. 2001).. Esse mesmo autor considerou impossível que mel carreasse os agentes da febre tifóide e desinteria. 2005) e. Esta bactéria é comumente encontrada em solos. NAKANO. 1999. 2002. Enterobacter spp. Neisseria spp. vegetais. principalmente sob baixas temperaturas. NAKANO et al.. O consumo de alimentos que contenham uma concentração superior a 106 B. De acordo com Snowdon e Cliver (1996).. farináceos. 1998. YAGER. A intoxicação por B. KOKUBO et al. JACQUETTE. além de induzir alterações mitocrondriais nos linfócitos “T helper” tipo 2 (ÁGATA et al. 1999. MONETO et al. KÜPLÜLÜ et al. RADHIKA et al. uma solução de aproximadamente 50% de mel em água permitiu sobrevivência por um período maior.. Esta toxina é termoestável. 2001. Desse modo.. responsáveis pela manifestação de diarréia e de dor abdominal. formadora de esporos esféricos. A maior parte de estudos sobre a sobrevivência bacteriana no mel envolve a introdução de formas vegetativas patogênicas. BEUCHAT. A sobrevivência de microrganismos no mel pode ser influenciada pelo tipo e pela composição do mesmo. 2003. RALL et al. 1994.

2005. Esta pequena quantidade na corrente sanguínea pode causar a morte em minutos através de paralisia muscular (SOLOMON. alvei. 1999. A maioria dos casos de botulismo está associada ao consumo de alimentos caseiros.. França. nas crianças com menos de um ano de idade.1 UFC/g. embora seja possível que. 1999. KÜPLÜLÜ et al. cereus também foram isolados em 24 de 50 amostras testadas por Piana et al. NEVAS et al.. o trato gastrointestinal ainda não apresenta a microbiota protetora e os ácidos biliares que inibem o desenvolvimento do Clostridium botulinum. A partir desse relato. LILLY. de modo geral.. CENTORBI et al. possui capacidade de esporulação. coagulans. No caso de botulismo infantil. a toxina é sintetizada. Os alimentos enlatados. Esporos de B.. LILLY. defumados ou em conserva. 2005. o que lhe confere resistência ao calor e mantém a sua sobrevivência em alimentos não processados. também podem ser fontes de contaminação (JAY. 2001. JAY. 1999. CDC. das quais 67 (94%) estavam contaminadas com níveis de 10-100 esporos por grama. SOLOMON. CENTORBI et al. cuja dose letal é de 1x 10-7 mg/kilo de peso vivo. 2006). (1984). Clostridium botulinum é uma bactéria anaeróbica. JAY. estando mais suscetível à colonização. JAY.. Estudos epidemiológicos e clínicos vêm mostrando um crescimento na incidência desta patologia nos últimos anos. B. 1999. 2003). Entretanto. NEVAS et al. A ingestão de esporos por indivíduos adultos. No Brasil. 2005). devido ao ambiente favorável à germinação dos esporos e a produção da toxina botulínica (KÜPLÜLÜ et al. avaliou presença de esporos bacterianos em 71 amostras de mel. LILLY. 2005). Neste contexto. isto ocorra. 1990). encontrando uma prevalência de: 23% Bacillus cereus... Este microrganismo produz a toxina botulínica (neurotoxina) que é o mais potente toxina natural conhecida. MERTIN.1. 2005. esporos botulínicos viáveis são ingeridos e. Japão e Argentina (JAY. o solo (SOLOMON. CDC.. NAKANO et al. cujo tratamento térmico não permitiu a destruição dos esporos. 1994. Raramente são identificados casos de botulismo após o consumo de alimentos processados.. Gram positiva. o mel é a fonte mais freqüente (SOLOMON. (1991) com contagem em média de 0. 4% Bacillus pumilus e 8% Bacillus laterosporus.. A intoxicação por Clostridium botulinum é uma doença rara com ocorrência de 24 casos/ano nos Estados Unidos. após germinação no trato intestinal. 2003. MARKS. Por outro lado. (2003) e em méis de vários Estados brasileiros por Schocken-iturino et al. O botulismo infantil foi reconhecido inicialmente em 1976. 2005. 2006. esporos de C. Canadá. É o agente etiológico do botulismo e tem como habitat natural. não acarreta alterações. 12 . 1999. SCHOCKEN-ITURRINO et al. megaterium. KÜPLÜLÜ et al. RALL et al. o Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC) não recomenda que crianças menores de um ano de idade consumam mel (RALL. 2003. SCHOCKEN-ITURINO et al. 2001. botulinum foram detectados em méis do Estado de São Paulo por Rall et al. LILLY. 2001. e B. 2003. 2003. Kokubo et al. 1999). 2005. A maior parte desses esporos presentes foi identificada como pertencente ao gênero Bacillus spp e a espécie predominante Bacillus cereus seguida por B. MONETO et al.Iurlina e colaboradores (2006) avaliaram a distribuição de Bacillus spp em 70 amostras de mel argentino. 2003. CDC. na Califórnia. 2006. 2005. especialmente vegetais. o trato intestinal colonizado não favorece a germinação dos esporos (CDC.. RALL et al. De todos os alimentos que oferecem risco para o botulismo infantil. sob condições especiais (adultos imunossuprimidos). 2001). METHNER. vem sendo confirmado na maioria dos estados dos Estados Unidos da América e em alguns outros países como Inglaterra. pois. DELMAS et al. JUNEJA. frutas e peixes inadequadamente conservados (JAY.. não constam na literatura casos brasileiros de botulismo infantil causados por mel. 2003). (1999). 2001). ocorrendo em lactentes menores de um ano pela ingestão dos esporos do Clostridium botulinum contidos em alimentos mal conservados.

Obtenção das amostras e período de amostragem As amostras de méis foram adquiridas randomicamente pelo Estado do Rio de Janeiro. Em cabine de segurança biológica. Algumas amostras foram encaminhadas por apicultores fluminenses. respeitando os limites de território. Figura 2. foram pesados 25g da amostra e transferidos para um erlenmeyer contendo 225ml de água peptonada 0. de floradas distintas. Em seguida.2. contendo no mínimo 200 gramas de mel de Apis mellifera L.3. comercializada no Estado do Rio de Janeiro. a superfície da embalagem de mel foi desinfetada com algodão embebido em álcool 70% e aberta assepticamente. Pecuária e Abastecimento situado no município de Niterói-RJ. Estas amostras. MATERIAL E METÓDOS 3. 13 . Todas as amostras foram conduzidas ao Laboratório de Bacteriologia Veterinária da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. foram adquiridas em embalagens comerciais próprias dos apiários.. utilizamos como pontos de coleta supermercados e mercearias. A partir desta diluição (1/10). No período de dezembro de 2004 a outubro de 2005 foram obtidas 102 amostras em embalagens (Figura 2). Amostras obtidas diretamente do apicultor ou.1. onde foram analisadas. as suspensões foram semeadas em meios próprios para o tipo de agente que se pretendia isolar. em estabelecimento comercial localizado no Estado do Rio de Janeiro. apiários e casas de mel situados no Estado. sendo esta mistura homogeneizada por três minutos.1%. 3. ao escritório do Ministério da Agricultura. regularizados (possuíam algum selo de inspeção) ou não. independente de terem sido produzidos neste estado. de diferentes regiões apícolas do Estado do Rio de Janeiro e outros Estados do país. Processamento das Amostras As amostras foram divididas em nove grupos de dez e um de doze unidades para facilitar a manipulação das mesmas.

.3. 1.Distribuição sobre o ágar com alça de Drigalski previamente imersa em álcool etílico e flambada. as quais foram incubadas a 37oC por 24 .1ml da diluição (10-1) foi inoculado em superfície de placas de Petri descartáveis estéreis contendo Agar padrão para contagem (PCA / Difco®) e espalhado com alça de Drigalski previamente imersa em álcool etílico e flambada. estas foram submetidas ao método de Gram. 2001.Inoculação de 0. Prova do hidróxido de potássio a 3% (KOH) e Prova da catalase Após a observação das características de crescimento das colônias.Características das colônias. PEELER. A prova do hidróxido de potássio foi efetuada através da adição de uma gota de KOH (3%) à uma partícula da colônia bacteriana. uma vez que todas as bactérias Gram positivas são negativas na prova do KOH a 3% (KONEMAN et al. As colônias crescidas em Agar PCA após a realização da identificação presuntiva foram reisoladas e identificadas segundo Koneman e colaboradores (2001). 3.1ml da diluição (10-1) em superfície de placas de Petri contendo Agar padrão para contagem. 3. 2001). Testes de identificação presuntiva . 14 .48 horas. A não formação de um gel viscoso indicou um resultado negativo confirmando a prova do Gram. pesquisados através de metodologia específica. Demonstração do método de “Spread plate”. MATURIN. O teste da catalase foi realizado através de teste em lâmina. 2. para confirmação das suas características morfotintoriais. 2001). à qual se adicionava uma gota da solução de peróxido de hidrogênio (H2O2). Para tal.Placa com crescimento após ser incubada a 37oC por 24 a 48 horas.3. A formação de bolhas de O2 indicou teste positivo. Método de Gram.1. Os resultados foram expressos em unidades formadoras de colônias por grama de amostra (UFC/g) (APHA. cobrindo toda superfície das placas. Análises Microbiológicas Foram priorizadas a contagem total de bactérias e as pesquisas de agentes com importância em saúde pública como Bacillus cereus e Clostridium botulinum. 1 2 3 Figura 3. utilizando o método de “spread plate” (Figura 3): 0. Contagem de bactérias aeróbias mesófilas A semeadura foi feita em duplicata.3. foi depositada uma partícula da colônia bacteriana.

realizou-se as provas bioquímicas pertinentes ao gênero Bacillus spp. 2001). Uma alíquota de 0. A partir desse isolado.1.1. teste da presença da enzima citocromo oxidase. foi realizado utilizando o crescimento bacteriano obtido em caldo BHI (infuso de cérebro e coração). catalase (+) GRUPO 4 -Cocos Gram (+).5ml) da mesma suspensão bacteriana utilizada para prova da coagulase. 2001)..Biobrás).3.. incubados a 35ºC por 6 horas a fim de obter a visualização do coágulo. por toda a superfície de uma placa contendo meio sólido (Agar Müeller Hinton .2. xilose. 15 . os diâmetros formados na zona de inibição ao redor do depósito dos fármacos foram observados e medidos em milímetros (KONEMAN et al. conforme descrito no item 3. (2001) Gêneros Listeria spp Corynebacterium spp Catalase + + Motilidade + H2S Esculina + - O reisolamento das colônias do grupo 3. catalase (-) As colônias do grupo 1. por 24 horas.2. maltose.2. teste da catalase e hidrólise da esculina. a qual foi distribuída com o auxílio da alça de Drigalski previamente imersa em álcool etílico e flambada. incubado a 35ºC. catalase (+) GRUPO 2 -Bastonetes Gram (+). não esporulados.2. foi feito reisolamento em Ágar Muller Hinton (Biobrás) incubado a 35ºC por 24 horas.Identificação de grupos bacterianos Após a identificação presuntiva das colônias. fermentação de açúcares (raminose. estas foram divididas nos seguintes grupos: GRUPO 1 -Bastonetes Gram (+). Após incubação por 24 horas a 350C. As amostras coagulase-negativas foram submetidas à prova de sensibilidade à bacitracina para diferenciação entre estafilococos coagulase-negativos e Micrococcus spp (KONEMAN et al. manitol e salicina). Testes de identificação para diferenciação de gênero dos isolados do grupo 2.2. Para as colônias do grupo 2. O disco de bacitracina foi depositado sobre a superfície do meio de cultura. catalase (+) GRUPO 3 -Cocos Gram (+). Quadro 3. acrescido de etileno-diamina-tetra-acetato (EDTA-1%) e. utilizando fita reativa PROBAC. prova de produção de urease e capacidade hemolítica. Sensibilidade à bacitracina por difusão em disco – Foi retirada uma alíquota de (0. Prova da coagulase . lactose. foram reisoladas em Agar nutritivo (microMed) incubado a 35ºC por 24 horas e a partir desse isolado. conforme descrito no item 3. Como redução de nitrato. As provas de identificação utilizadas para diferenciação entre gêneros (Quadro 3) foram: comportamento em Agar sulfeto indol motilidade (SIM . foi efetuada prova da coagulase e teste de sensibilidade à bacitracina.5 ml de sangue total de carneiro.Vetec). foram realizados testes para verificação de possíveis estirpes de Listeria monocytogenes... segundo Koneman et al.1. glicose.1 ml de cada amostra foi adicionada a 0. foi realizado em Agar Manitol Vermelho de Fenol (microMed) incubado a 35ºC por 24 horas. descrito no item 3. esporulados.2. Para isolados do gênero Listeria spp.3.O teste para a detecção da atividade da enzima coagulase. já contendo o inóculo.3.

realizou-se o teste de redução de azul de metileno. 2001. foi avaliada após 24 horas na temperatura de 35ºC. água e fosfato.2 ml da suspensão em caldo Casoy. adicionados a estes tubos de ensaio. 2001). A utilização da glicose. 3. observando-se a formação de zonas de precipitação ao redor da colônia indicando a produção de lecitinase e a ocorrência ou não. Em seguida.1. Testes de identificação: Identificação Presuntiva: Conforme item 3. RHODEHAMEL.1 ml da diluição 10-1 foi semeada em duplicata. 2001).3. da fermentação do manitol. As colônias suspeitas foram transferidas para tubos contendo Agar Nutritivo (microMed) inclinado e incubado a 30ºC por 24 horas. As colônias que não apresentaram crescimento característico de B. posteriormente foram realizados testes para identificação (APHA. a identificação presuntiva das colônias foi realizada de acordo as características de crescimento das colônias. 2001. As colônias do grupo 4 foram inoculadas em caldo Casoy incubado a 35ºC por 24-48 horas. RHODEHAMEL.. Pesquisa de Bactérias Esporuladas de Importância em Saúde Pública Pesquisa de Bacillus cereus Uma alíquota de 0. Identificação Confirmatória: (Anexo B) .Fermentação de Açúcares As cepas foram submetidas à avaliação da atividade fermentadora de glicose. lactose. Redução de nitrato e Hidrólise de gelatina O caldo APGF apresenta na sua composição glicose. Os isolados capazes de utilizar o oxigênio presente reduzindo o azul de metileno foram considerados microrganismos saprófitas. 2001. indicada pela diminuição do pH e conseqüente mudança de cor de vermelho para amarelo. cereus também foram identificadas (Anexo B). Posteriormente. Para esta prova.. A fermentação dos açúcares foi testada utilizando o caldo contendo o indicativo de pH vermelho de fenol e o açúcar a 1%. . apresentando a produção de acetilmetilcarbinol. sacarose e maltose. em superfície de placas de Petri descartáveis estéreis contendo meio seletivo para Bacillus cereus (MYP / microMed). 1ml de óleo mineral esterilizado. manitol. de acordo com o método de “spread plate” (Figura 3).Prova de Voges-Proskauer (VP). A produção de ácido. KONEMAN et al. peptona. é indicada pela coloração rosa após a adição 16 . As placas foram incubadas a 30ºC por 24 a 48 horas. A fermentação de glicose foi realizada em anaerobiose sendo. 2001. xilose. a qual foi inoculada em leite com azul de metileno a 1%.3. retirou-se 0. os quais foram incubados e interpretados igualmente aos outros tubos (APHA.2.Os microrganismos que se apresentaram sensíveis (halo de inibição 10 mm) foram identificados como pertencentes ao gênero Micrococcus spp e os isolados resistentes (halo de inibição ‹ 10 mm) identificadas como Staphylococcus spp coagulase negativo. KONEMAN et al.

glicose . Na etapa de identificação de Bacillus cereus além da metodologia padrão utilizada. nos tubos onde a gelatina permaneceu liquefeita mesmo após o resfriamento. 2006. Imediatamente. foi testada inoculando uma partícula da colônia em meio contendo gelatina e incubando em estufa bacteriológica a 35ºC por 24 a 48.. 2003. comparamos todos os resultados com o comportamento da cepa padrão de B. Aqueles que não apresentaram crescimento nesse período foram considerados negativos (RALL et al. foram considerados positivos (KONEMAN et al. uma gota do caldo inoculado após 24 horas a 35ºC e. A capacidade da cepa hidrolisar a esculina foi observada pela inoculação das mesmas em caldo nutritivo contendo esculina e incubado a 35ºC por 24-48 horas. SOLOMON. em 15ml de cada caldo de enriquecimento.esverdeada na ação do indicador (KONEMAN et al. as quais foram inoculadas em duplicata.peptona . a prova foi considerada positiva quando apresentava cor preta.3 ml de á-naftol a 5% e 0. LILLY. foram retiradas quatro alíquotas de 2ml de cada amostra de mel. reativos A e B de Griess Ilosway. sendo a prova considerada positiva (KONEMAN et al. A interpretação do teste de motilidade foi realizada através da observação do tubo contra a luz sendo possível visualizar o tipo de crescimento da colônia. incubou-se a 35º por 24 a 48 horas. Pesquisa de Clostridium botulinum Foram utilizados dois meios de enriquecimento. caldo de carne cozida (CMM/ BBL) e caldo tripticase . Para avaliação da redução de nitrato. Em cabine de segurança biológica. RHODEHAMEL.. 2001). todos os tubos foram levados para banho-maria (90ºC) por 15 minutos e resfriados em banho de gelo. LILLY. A capacidade de hidrolisar gelatina através da enzima gelatinase. A coloração rósea avermelhada indica presença de nitrito no caldo e. os tubos foram levados em geladeira por 15 minutos para realização da leitura. RALL et al. A leitura da redução do nitrato a nitrito foi realizada adicionando-se em uma lâmina. A mudança de coloração do reativo de amarela para vermelha indica a presença de indol.Vetec).Prova de motilidade. Os caldos que não apresentaram crescimento durante os sete dias. 2001. foi realizada adicionando-se gotas de reativo de Kovacs (para-dimetilaminobenzaldeído em álcool) no tubo. 17 . Os tubos que continham CMM foram incubados a 35ºC (cepas proteolíticas) e. os de TPGY a 28ºC (cepas não proteolíticas) por sete dias. uma gota de ácido sulfanílico e outra de á-naftilamina... 2001).6 ml de KOH (40%) no caldo contendo o inóculo incubado por 24 a 48 horas a 35ºC. 2001). Produção de indol e Hidrólise de esculina Para as provas de motilidade e produção do indol. . Em seguida. 2001). A hidrólise da esculina em esculetina e glicose foi detectada pela adição de 0. Após inoculação em picada com auxílio de alça moldada em agulha. conseqüentemente prova de redução positiva. foi utilizado caldo contendo nitrato de potássio (KNO3). sendo considerado motilidade negativo o microrganismo crescido apenas na linha inoculada e positivo o que ultrapassou a mesma.cereus (ATCC 14579) para maior embasamento metodológico. 2001). A leitura da produção de indol. 2003. foram novamente incubados por mais 10 dias. SOLOMON.de 0.2ml de solução de citrato férrico. utilizou-se Agar sulfeto indol motilidade (SIM .extrato de levedura (TPGY) (KÜPLÜLÜ et al. resultada da degradação metabólica do aminoácido triptofano..

4. bastonetes Gram positivos esporulados. em duplicata. as suspensões foram submetidas ao método de Gram. foram retirados 2ml do caldo de enriquecimento que apresentava células características e adicionados em um volume igual etanol filtrado em Millipore 0. digestão das partículas de carne no caldo CMM e odor. 2001). O teste de Wilcox (W) para avaliar a eficiência de isolamento dos meios PCA e MYP utilizados para isolamento de B.22 ì m. SOLOMON. bem como o perfil de contaminação das amostras produzidas no Estado do Rio de Janeiro (RJ) em relação a outros estados do Brasil. SOLOMON. 2003. As colônias típicas (curva ou plana. Esta suspensão foi incubada em temperatura ambiente por uma hora (RALL et al. 18 . similares a raquete de tênis (RALL et al. na probabilidade de contaminação e teste de Kruskal Wallis (KW test) para avaliar a diferença no crescimento bacteriano entre as floradas e entre as distintas regiões apícolas do Estado do Rio de Janeiro... nos tubos com crescimento positivo. 2005). vidro ou plástico. foi realizado o seguinte procedimento: em cabine de segurança biológica. 2003. cereus. as culturas foram observadas quanto à turbidez. Após essa caracterização. uma alíquota desta suspensão foi estriada. em Agar Sulfito Polimixina Sulfadiazina (SPS . para avaliar a interferência da matéria-prima da embalagem. LILLY. 2001). http://www. 1999). O teste de qui-quadrado de Mantel-Haenszel.org. Análises Estatísticas Estas análises (Anexo C) foram realizadas através dos seguintes testes: Qui-quadrado de Pearson com correção de Yates (X2) para avaliar a significância entre a variação da contaminação encontrada nas amostras que apresentam ou não algum selo de inspeção. 3. 2002. As colônias que apresentaram crescimento apenas em anaerobiose foram consideradas puras (RALL et al. Para eliminar a microbiota indesejada. Em seguida. 2003. As placas foram incubadas em jarra de anaerobiose a 35º C por 48 horas. 2001). ambas a 35ºC por 48-72. produção de gás.R-project. LILLY. para confirmação das suas características morfotintoriais. SOLOMON..Após o período de incubação.. lisa ou áspera e com zona de precipitação) foram re-isoladas em duplicata no Agar SPS. sendo uma placa icubada em ambiente aeróbio e outra em anaerobiose.Vetec) acrescido de 5% de emulsão de gema de ovo para obtenção de colônias isoladas (MONETTO et al. M (X2). (PAULA. LILLY.

Distribuição das amostras de méis analisadas entre as diferentes regiões apícolas do Estado do Rio de Janeiro e outros Estados do Brasil.95) 2 (1. Florada Silvestre Assa-Peixe Laranjeira Eucalipto Uva Japonesa Marmeleiro Girassol Sacurá Morrão de Candeia Capixingui Jamelão Cambará Número de Amostras (%) 62 (60.95) 31 (30.00) 1 (1.00) 1 (1.90) 1 (0.40) 102 (100%) Tabela 2. RESULTADOS E DISCUSSÃO No período de janeiro a novembro de 2005. foram analisadas 102 amostras de mel comercializadas ou produzidas em regiões apícolas do Estado do Rio de Janeiro (Tabela 1).70) 14 (13.00) 102 (100%) 19 .80) 3 (3.95) 2 (1.75) 5 (4. Tabela 1.30) 15 (14. Região de origem Sul Centro Serrana Baixada litorânea Noroeste Outros Estados do Brasil Número de amostras (%) 36 (35.80) 10 (9.4. Distribuição de amostras analisadas segundo a florada declarada pelo fabricante.95) 2 (1. provenientes de diferentes floradas de acordo com as informações contidas na embalagem (Tabela 2).80) 8 (7.00) 2 (1.80) 8 (7.95) 1 (1.

ela tenha sido substituída pela embalagem plástica. rigorosamente. Acredita-se que por estas regiões apresentarem maior índice de produção apícola (OSÓRIO. quando P 0. capixingui (1%). a espécie Clostridium botulinum que é de grande relevância. Estadual (SIE) ou Federal (SIF) e 69 (67. Os outros Estados brasileiros apresentaram o segundo maior percentual de amostras analisadas. jamelão (1%) e cambará (1%).8%). Em 40 amostras (39.22%) não foi detectado qualquer tipo de crescimento bacteriano. Em menor percentual.De acordo com a distribuição por região apícola das amostras de méis analisadas.1% usam embalagem plástica para acondicionar o mel.95%). A região norte. O teste de Quiquadrado de Pearson com correção de Yates considera a hipótese da igualdade entre os níveis de contaminação tanto para os produtos que possuem selo de inspeção ou não.7%) em embalagens de vidro. independente da presença ou não de selo de inspeção. que constataram que a maioria (85. a florada silvestre destaca-se com 60. 05).95%). A análise específica da contaminação do produto não seguiu a regulamentação técnica proposta na Portaria nº 367.8%). Estes dados divergem dos resultados de Osório e Rocha (1994). a única que contempla análises microbiológicas para o produto mel.8%) e eucalipto (7. por ser o agente causador do botulismo infantil e ter sido detectado em méis de países europeus e asiáticos causando 20 . Ao distribuirmos as amostras entre as floradas. ROCHA. que segundo Osório e Rocha (1994) apresenta a menor produção apícola do estado. também foram avaliadas as floradas de uva japonesa (3%). Em relação à probabilidade de contaminação entre embalagens de 2 vidro e plástico (M X . Das amostras analisadas. Entretanto.3%) estavam acondicionadas em embalagens plásticas e apenas 17 (16. 1994) foram representadas com um número maior de a mostras quando comparadas às outras regiões.05. laranjeira (7. encontram descritas as bactérias isoladas e o número de amostras contaminadas por florada.5 %) eram oriundas de estabelecimentos inspecionados. com P 0. Pecuária e Abastecimento. A distribuição por floradas foi realizada levando em consideração a florada declarada na embalagem pelo próprio fabricante. morrão de candeia (1. não existe mel monofloral. por esta não estabelecer um padrão microbiológico confiável. P 0. indicando a existência de um intercâmbio no comercio de mel no Estado do Rio de Janeiro.95%). Segundo Bastos e colaboradores (2002). especificamente. o maior percentual de amostras coletadas foi da região sul. Na tabela 5. Do total de amostras analisadas. A região da baixada litorânea e a região noroeste disponibilizaram um menor percentual de amostras. ou seja. uma pequena quantidade de néctar de outras plantas melíferas não influi marcadamente no sabor e cor de um mel onde predomine o néctar de uma única espécie florífera. 15 (37. Não é possível considerar a hipótese de igualdade entre méis das diferentes floradas.1. apenas 33 (32. destas. Segundo Silva et al. Municipal (SIM). não foi representada neste estudo. exist e a mesma probabilidade de contaminação entre as embalagens de vidro e plástico. para proporções homogêneas. sacurá (1. ao longo dos anos.8% das amostras em seguida estão assa-peixe (9. seguida pelas regiões centro e serrana.35 %) continham Selo de Inspeção (SI) seja este. Foram analisadas através do teste de Kruskal Wallis (KW teste) amostras de nove floradas distintas. Esta portaria não contempla a análise de bactérias do gênero Clostridium. 85 (83.5%) dos apicultores do Estado do Rio de Janeiro utilizava embalagem de vidro e apenas 12. (2004) e Kramer (1997) um dos fatores que influencia na composição físico-química do mel é a florada de origem. marmeleiro (1. de 4 de setembro de 1997 do Ministério da Agricultura. Nesse contexto. Foram recebidas amostras de méis de 12 floradas distintas.95%). n plástico= 85/ n vidro= 17. pelo menos méis de uma florada diferem dos demais. acredita-se que as condições físico-químicas de certas floradas de origem também podem interferir na microbiota presente no mel. Acredita-se que devido ao maior custo da embalagem de vidro.65%) não apresentavam nenhum tipo de registro ou selo de inspeção. girassol (1.

B. não constam exigências de padrões microbiológicos para este alimento. destacando-se B. Os microrganismos isolados a partir das 62 amostras (60. sendo a espécie predominante Bacillus cereus. Por outro lado. B. coagulans. Apesar desta portaria ter sido revogada pela instrução normativa nº11 de 20 de outubro de 2000. Estes resultados são similares aos encontrados por Iurlina et al. onde consta em anexo o Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade do mel. subitilis (27.92%). (1991) com contagem 21 . encontrando 23% Bacillus cereus. Esporos de B. 67 (94%) contaminadas com níveis de 10-100 esporos por grama. seguido por B. mycoides (7. Microrganismos Bacillus cereus Bacillus subtilis Bacillus licheniformis Bacillus mycoides Bacillus brevis Bacillus sphaericus Bacillus megaterium Bacillus thuringiensis Bacillus lateroporus Bacillus stearothermophilus Bacillus lentus Listeria spp Corynebacterium spp Staphylococcus spp coagulase negativo Streptococcus spp saprófita Micrococcus spp Clostridium botulinum Número de amostras contaminadas 24 18 7 5 3 2 2 1 1 1 1 20 4 3 3 2 1 Dentre os gêneros bacterianos isolados. Kokubo et al. B.78%) contaminadas estão listados na Tabela 3. alvei. 4% Bacillus pumilus e 8% Bacillus laterosporus. cereus também foram isolados em 24 de 50 amostras testadas por Piana et al. os demais não ultrapassaram 5% das amostras. Bactérias isoladas a partir das amostras de mel contaminadas.77%) e B.botulismo. Outra portaria que poderia abranger os padrões microbiológicos do mel é a Resolução RDC nº 12. a portaria aborda análise de presença de Salmonella sp e Shigella spp que não são microrganismos comumente isolados neste produto.69%). (1984) ao avaliarem a presença de esporos bacterianos no mel detectaram em 71 amostras. Tabela 3. e B. megaterium. licheniformis (10. A maior parte desses esporos presentes foi identificada como pertencente ao gênero Bacillus spp. de 2 de janeiro de 2001 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) que apesar de regulamentar dos padrões microbiológicos para alimentos. as espécies de Bacillus spp foram observadas em maior número.69%). cereus (36. (2006) que avaliaram a distribuição de Bacillus spp em 70 amostras de mel argentino. não regulamenta padrões para mel.

(1999) analisaram 80 amostras de mel brasileiro das quais. aceita a hipótese nula (H0).7% das amostras analisadas. cereus foi realizada através da comparação do crescimento quantitativo de colônias de mesma espécie nos meios PCA e MYP. O meio PCA promoveu um desenvolvimento de B. Snowdon e Cliver (1996) discutiram a possibilidade de microrganismos existentes no ambiente de beneficiamento e da cadeia produtora estarem presentes no produto final. analisaram 88 amostras turcas encontrando seis (6.3%. cereus. Foi possível observar que o Agar PCA Difco® foi mais eficiente para o isolamento de B. (2003) detectaram a presença dessa espécie em 3% das 100 amostras analisadas no Estado de São Paulo.1. cereus ao comparar com o Agar MYP microMed. O meio padrão para contagem (PCA) obteve em média 1. considera a hipótese de igualdade entre proporções de contaminação para as amostras do Estado do Rio de Janeiro e outras localidades. todas as regiões são iguais. n=102. ou seja. Martins e colaboradores (2003) isolaram Bacillus cereus em amostras de mel.05.50%) estavam contaminadas com C. foi isolada de uma amostra de mel não inspecionada. o teste de Qui-quadrado de Pearson com correção de Yates.1 UFC/g. Existe diferença entre os meios de cultura (W teste.81 x 102. cereus e B. Delmas et al. os resultados não foram positivos para nenhum dos isolados. pujilus. Micrococcus spp. colhidas aleatoriamente em estabelecimentos comerciais de Portugal. produzida na região centro do Estado do Rio de Janeiro. Schocken-Iturrino et al.80%) contaminadas com esporos de C. e Clostridium spp os quais estão presentes no ar e poeira. Este resultado é similar aos encontrados na literatura. (1994) isolaram C. cereus superior a 62.93 x 102 UFC/g enquanto.05). Küplülü et al. Rall et al. a média de unidades formadoras de colônia por grama de mel no meio manitol gema de ovo polimixina (MYP) foi de 1. de florada silvestre. sendo 83 (15. (2006). pelo teste de Kruskal Wallis a 5% de probabilidade. Tal fato corrobora com a afirmativa de Snowdon e Cliver (1996) que formas vegetativas de bactérias patogênicas ainda não foram isoladas em mel. Staphylococcus spp coagulase negativo. quando P 0.69%) destas positivas para presença de C. Bacillus spp. Em relação à distribuição dos índices de contaminação entre as regiões apícolas do Estado do Rio de Janeiro (tabela 5). Nevas e colaboradores (2005) analisaram 529 amostras de mel dos países nórticos. (1970) obtiveram como o maior número de isolados. Na França. botulinum em 6. Quando analisados os isolados pertencentes ao gênero Listeria spp para possível identificação da espécie Listeria monocytogenes. acondicionada em embalagem plástica. Alguns gêneros isolados nas amostras de mel deste trabalho validam essa discussão como exemplo. Clostridium botulinum. 22 . A diferença de crescimento entre os meios de cultura pode ser observada na tabela 4. Quando comparadas as amostras produzidas nas regiões fluminenses e a de outros Estados brasileiros. botulinum. membros do gênero Bacillus spp.em média de 0. Streptococcus spp saprófita e Corynebacterium spp os quais podem estar presentes na pele e mucosa de manipuladores e também podem ser inseridos ao produto final por contaminações cruzadas. especificamente. botulinum. A avaliação da eficácia dos meios utilizados para o isolamento de B. Tysset et al. B. seis (7. botulinum. considerando-se a seletividade deste para a espécie B. Listeria spp são encontrados em plantas e seus derivados. P 0. em comparação com o meio MYP. A espécie mais pesquisada em méis.

B. thuringiensis. 48) Bactérias isoladas B. subtilis. B. B. sphaericus. Micrococcus spp.Tabela 4. Staphylococcus spp coagulase negativo. B. mycoides. cereus. Distribuição de amostras contaminadas e bactérias isoladas por região apícola do Estado do Rio de Janeiro e outros Estados brasileiros. megaterium. B. mycoides. Identificação dos microrganismos isolados nos meios PCA Difco® e MYP microMed. cereus e B. negativa Streptococcus spp saprófita Corynebacterium spp Micrococcus spp Nº de amostras que apresentaram crescimento PCA MYP 19 12 6 4 3 2 1 1 1 0 0 0 15 4 3 3 0 12 8 2 1 0 0 0 0 0 2 1 1 8 1 1 1 2 Tabela 5. B. subtilis. Corynebacterium spp. sphaericus. B. B. 65) Total 62 (100%) 23 . mycoides. B. subitilis. subtilis Não se observou qualquer tipo de crescimento bacteriano. B. B. Micrococcus spp e Streptococcus spp saprófita. B. B. subitilis. B. B. Streptococcus spp saprófita e Staphylococcus spp coagulase negativo. Listeria spp. B. B. B. Corynebacterium spp e Clostridium botulinum. licheniformis. Procedência Regiões / Estados Sul Nº de amostras contaminadas (%) 22 (35. 35) Serrana 7 (11. lateroporus. B. brevis Staphylococcus spp coagulase negativo e Corynebacterium spp B. B. brevis. Microrganismos isolados Bacillus cereus Bacillus subitilis Bacillus licheniformis Bacillus mycoides Bacillus brevis Bacillus megaterium Bacillus thuringiensis Bacillus sphaericus Bacillus lentus Bacillus lateroporus Bacillus sterothermophilus Bacillus polymyxa Listeria spp Staphylococcus spp coag. Listeria spp. B. Listeria spp. licheniformis. cereus. megaterium. cereus. lentus. 30) Baixada litorânea Noroeste Fora do estado 2 (3. 22) 0 19 (30. brevis. B. Centro 12 (19. cereus.

licheniformis. B. B. brevis. B. Listeria spp e Staphylococcus spp coagulase negativo. cereus. B. sphaericus. B. B.62) 1 (1. stearothermophilus. megaterium.90) Laranjeira 5 (8.62) 0 0 0 24 . Distribuição de amostras contaminadas e bactérias isoladas por florada declarada na embalagem.Candeia Sacurá Marmeleiro Jamelão Capixingui Cambará Uva Japonesa 2 (3. subtilis. B. subitilis.45) Girassol Morrão-de. licheniformis. subtilis. subitilis. B.25) 2 (3. lateroporus. B. B. licheniformis. B. B. Corynebacterium spp.Tabela 6. cereus e Sthapylococcus spp coagulase negativo B.25) 1 (1. B. Listeria spp e Clostridium botulinum. subtilis B. cereus. brevis. B. megaterium. lentus Listeria spp Não houve crescimento bacteriano Não houve crescimento bacteriano Não houve crescimento bacteriano Eucalipto 8 (12. B. Florada Silvestre Nº de amostras contaminadas (%) 37 (59. B.25) 2 (3. thuringiensis. Streptococcus spp saprófita. B. B. B. B. licheniformis e B. sphaericus e Listeria spp. mycoides. cereus B. B. cereus e B. B. cereus. B. Listeria spp e Corynebacterium spp.06) Assa-peixe 4 (6. Micrococcus spp. cereus. mycoides.60) Bactérias isoladas B. licheniformis.

A qualidade dos meios PCA (Difco®) e MYP (Micromed) utilizados neste trabalho interferiu no crescimento bacteriano.5. nem entre as amostras produzidas no Estado do Rio do Janeiro e outros Estados brasileiros. A matéria-prima da embalagem não influenciou no nível de contaminação das amostras. Frente aos resultados encontrados. • • • 25 . O mel não é um produto estéril podendo veicular bactérias que causam danos à saúde humana. CONCLUSÕES • • • • • Na maior parte das amostras (60. O índice de contaminação das amostras de mel não foi diferente entre as regiões apícolas do Estado do Rio de Janeiro. faz-se necessário a implantação de programas de controle de qualidade na cadeia de produção e beneficiamento do mel com rigor na fiscalização além do desenvolvimento de novos padrões para análise microbiológica desde produto.78%) há presença de contaminação bacteriana. Foi possível detectar a presença de esporos de Clostridium botulinum em amostra de mel do Estado do Rio de Janeiro. As condições físico-químicas das floradas de origem podem interferir na microbiota presente no mel. visando garantir a saúde do consumidor. A presença ou ausência de selo de inspeção não interferiu no nível de contaminação das amostras analisadas.

. A. Incidencia y tipos de hongos (mohos y levaduras) y levaduras osmotolerantes en mieles venezoelanas. ALCOFORADO FILHO. Salvador: UFBA/SBB.. Resolução –RDC.. Universidade Federal de Santa Maria. Sustentabilidade do semi-árido através da apicultura. Crato. Revista Instituto Nacional de Higiene Rafael Rangel. 26 . v. Experiencias para la utilización de algunos productos de la colmena en la cosmética.347-351. p. 1975.. A.. OHTA. G. 1998. AL-JABRI. Resumos. B. Correção de defeito ósseo femural em cães utilizando implante ósseo cortical homólogo conservado em mel. p. N. BA. In: ANAIS CONGRESSO NACIONAL DE BOTÂNICA. CE. v. Fortaleza: BNB. AMENDOLA. 67-69.6. 46f. Inhibition effect of honey on the adherence of Salmonella to intestinal epithelial cells in vitro. ALNAQDY. Production of an emetic toxin. 1992.nº 12. v. ALCOFORADO FILHO. AGATA. M. Journal of Apicultural Research. P. 16-22. 2005.. The effect of catalase on the inhibine and peroxide values of various honeys. Washington. M. 23-27. K. In: ANAIS CONGRESSO BRASILEIRO DE APICULTURA. F. N. Salvador.. Apud: RÍOS DE SELGRAD. Dissertação (Mestrado em cirurgia) – Programa de Pós-graduação em Medicina Veterinária.G. Cerulide. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).. 1996. p..M. 1997. p.L. p... VIT OLIVIER.F. MORI.61. NOVOA. American Public Health Association (APHA) . ARROYO. Flora da caatinga: conservação por meio da apicultura. International Journal at Food Microbiology.1.103. 2002. F.G..A. NSANZE. 4ª ed. D. M.. v. R. NZEAKO. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ADCOCK. Production of Bacillus cereus emetic toxin (cereude) in various foods. 2001.73. MIZRACHI. v. OHTA. M. H. International Journal of Food Microbiology. Current Microbiology an International Journal. MAHROOQI. is associated with a specific class of Bacillus cereus. de 2 de janeiro de 2001. A. Z. YOKOYAMA. 38-40. 1962.23.F.Compendium of Methods for the Microbiological Examination of Foods.362.P.33. p. M. AGATA. Resumos. 2001. p.

FERRINI. N. Journal of American Medical Association.5. p. A. 93. B. DELMAS. CRANE.. K. SPITERI. PI. D. DUTTO.. A. Anaerobe.O. 1996. E. MARQUES..A. U. 21-24. v. VIDON. v.. CENTRORBI.A. 1996. 1998. 2002. p. Honey: a comprehensive survey.. M. Journal of Applied Microbiology. 2006. First case of infant botulism associated with honey feeding in Argentina. DA SILVA.. R.. PEREIRA.A.. Clostridium botulinum spores in honey.. J.N. N. EUA.O. O livro do mel. ALVES. São Paulo.B.. O. 2001-2002. SANTOS. Microorganisms in honey. Ciência e Tecnologia de Aliementos.R. NEGRI.R..P.S. Review article. CENTRORBI. COOPER.I.Q.. Nobel. Codex Alimentarius Commission.H. Microorganisms in honey.. J.E. p. Campinas.. v. H. 1992. Review article. L. D. HARDING..New York City. International Journal of Food Microbiology. p. Composição de voláteis e perfil de aroma e sabor de méis de eucalipto e laranja. 1994.. 1-26.. N. R. v.. Survey of honey for Clostridium botulinum spores in eastern France. FRANCO. M. 1987.. CANO. 1999. SVENSSON. S. Centers for Disease Control and Prevention (CDC) . Codex Stan 12-1981. 1-4. Apud: SNOWDON. M. O. P.. FERNANDEZ. Boas Práticas de Manipulação na colheita de mel.. Morbidity and Mortality Weekly Report.C. R. Rev. A. 52. A. BASTOS. DEMO.M. J-M. Bacillus cereus spores in raw milk: Factors affecting the contamination of milk during the grazing period.G.C.2003.. Revista do Instituto Adolfo Lutz. 1985. ATUI. p. FRITZ.C. P. 11... 515-518.I. São Paulo. 31. FUSELLI.M. E. SAIZ. CLIVER.R.AURELI. 126. M.R. v.22. 2002.1 (1987). 19 fev. MOLAN.P. CHRISTIANSSON..M.2 (2001).105-110. C. A. v. CRANE.Infant botulism. M. 27 . p. RODRIGUES. S. 226p. 2002. 1979. ALIENDRO. v.F. CAMARGO. p. Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento .Comunicado Técnico. Prevalence of Bacillus spp in different food products colleted in Argentina. ZAMBONI. Apud: IURLINA.M. 31. v. R. JANZANTTI. D. 181-183. M.O. Revised codex standard for honey. J. M. Apud: SNOWDON. SEBALD. CLIVER. Food Microbiology. 857-863. JORGE.. Teresina. International Journal of Food Microbiology. p. Mel: Fraudes e condições sanitárias.122-129..B.The sensitivity to honey of Gram-positive cocci of clinical significance isolated from wounds.. A.M. 2 ª ed.. O. R. BERTILSSON. C.. D..B. Rev.I. C.39. J. H. O. LWT. p.

Macronutrientes: carboidratos. p. 1-26. 171-188. FREITAS. L.J. N. C. cap.. Nível tecnológico e rentabilidade de produção de mel de abelha (Apis mellifera) no Ceará. 46. 1991.E. 31. D. L. Impactos biológicos causados pela africanização das abelhas Apis mellifera e pela competição das abelhas africanas Apis mellifera scutellata com seu parasita obrigatório. CLIVER. p. International Journal of Food Microbiology. W. n. MORLOT.E. DORÉ.. M. Review article. Apidologie. A. p. Apud: SNOWDON. Microflora associated with the alfalfa leafcutting bee.. Classification of monofloral honeys based on their quality control data. In: V Encontro Sobre Abelhas de Ribeirão Preto. 1992. 227-229.E. LOGAN. 31.R. jul.42. J. W. p. J... jan. CHENG. Review article. p. V.. Clinical Observations on the wound healing properties of honey. L.33. K.16-20. V. CHEN. 2004. v.. p.86.G./ago. O. The antimicrobial spectrum of honey and it`s clinical significance. 1996. n. n. SILVA. p 30-64.F.M...3.D. n.J. Revista Ciência Rural. S.W. v. J. A. p. C.S. J. 72-77. EFEM. SUTHERLAND.. v. H.Alimentos. CLIVER. FLEMMING. Microorganisms in honey. v. Untersuchungen von Bienenhonig auf Ciostridium hotulinum. 2001.709715. nutrição e dietoterapia.4. B.. O.. São Paulo. 305-312. v.. Osteossíntese de úmero por xenoenxerto ósseo preservado em mel em pombos domésticos (Columba livia). GONÇALVES. Mensagem Doce.. PHAM-DELÈGUE. p. Food Microbiology.E.. 1996. 1980. STOJANOWIC.DEVILLERS. S. International Journal of Food Microbiology.1. FREITAS. S. Egachile rotundata (Fab) (Hymenoptera: Megachilidae) in Saskatchewan.I. 4. D. EFEM. GAIGA. 1-26. A. 2003. p. O uso de programas racionais de polinização em áreas agrícolas. Canada.. Infection. v. p. R. The British. p..C.. 679-681.H. FINLAY.553-561.H. o pseudoclone de Apis mellifera capensis.v. IWARAC. A.22. Microorganisms in honey. Bacillus cereus emetic toxin production in relation to dissolved oxygen tension and sporulation. Combined methods of dialysis. Santa Maria. Apud: SNOWDON. São Paulo: APACAME.423-430. D. 28 .7. UDOH. In: Krause . ETTINGER. SCHOSSLER. cooked meat medium enrichment and laboratory animal toxicity for screening Clostridium botulinum spores in honey and infant food. 1998./mar.A. M. GOERZEN. J. L. v. 2002. 2004. DU.20.M. Anais do V Encontro Sobre Abelhas de Ribeirão Preto. 2002. 1998.. KHAN.19.S. LAI. 75.. D. 1991. Journal of Surgery. v. Revista de Economia e Sociologia Rural. proteínas e lipídeos. Food Chemistry.T.E. S.

. J. Combined effects of pH. Honey for superficial wounds and ulcers.. A.. LWT.E. J. 2005 (Disponível em: www. D. KAMBUROY. p. International Journal of Food Microbiology.. CLIVER. O. IOIRISH.. D. 1992.B. Apud: SNOWDON. M. 31.O.. IURLINA. Honey in the treatment of infantile gastroenteritis. MOOSA.O. Apud: SNOWDON. L. Incidencia y tipos de hongos (mohos y levaduras) y levaduras osmotolerantes en mieles venezoelanas.W. p. 31. HARTGEN. v. J. S.. The Lancet. GUILFOYLE. Las abejas. CLIVER. 1966. Yeast from the larvae of healthy honey bee colonies. Microorganisms in honey. v. D. 1996. Microorganisms in honey. M.. HAISIG. A. International Journal of Food Microbiology. 1996. JACQUETTE. MIZRACHI. O. Apud: SNOWDON. A. v. 1-26.I.. C. 31.M. IURLINA. GREENWOOD. Anais do I Encontro Sobre Abelhas de Ribeirão Preto. 1985. A. FUSELLI.F.. p. 1996. 1998.. 1993.. v. HAUSCHID. R... 1-26.S. v. D. British Medical Journal. A..I. R. 1-26.N. SHIMANUKI. p.B. Characterization of microorganisms in argentinean honeys from different sources. O. R.Clostridium botulinum in honey syrups and dry infant cereals.GONÇALVES. v. GUPTA. D. Article in press. M. Apud: SNOWDON. A. K. R. v.. p. International Journal of Food Microbiology. In: I Encontro Sobre Abelhas de Ribeirão Preto. BEUCHAT. v. Review article. HAFFEJEE.com/locate/ijfoodmicro). 1977. KNOX. HUHTANEN. CLIVER. 69-79. International Journal of Food Microbiology. VIT OLIVIER. n. Microorganisms in honey. 1994. Microorganisms in honey. M. D. Review article. O.341.. 1-26. FRITZ. FRITZ. Review article. 31. J. Farmacéuticas aladas. Microorganisms in honey.. 1988. P.elsivier . Untersuchungen von Honigproben auf Botulinustoxin. I. capacidade de defesa e resistência à doenças. BURKE. A. International Journal of Food Microbiology. A. O.105-110. Apud: IURLINA. D. V. 2006. CLIVER. 1980. Revista Instituto Nacional de Higiene Rafael Rangel. J. Preservation of split skin graft in honey: a preliminary study. 1985.290. 29 . YAGER. J. WEISS.. A influência do comportamento das abelhas africanizadas na produção.23. p. v. nisin and temperature on growth and survival of psychrotrophic Bacillus cereus. R. G. 1981.R. SAIZ. 1866-1867. Apud: RÍOS DE SELGRAD. FUSELLI. Review article.F. 1-26. 16-22. SAIZ. Incidence and origin of Clostridium botulinum spores in honey. HILSHEIMER. A. 591-598..39. C. Indian Journal of Surgery.E.O. p. D. M.7. H. Apud: SNOWDON.H. A. H. L. 90-91. Review article. 1983. p. Survey of infant foods for Clostridium botulinum spores. p. p. N. J. 31. 1996. p.R. M. 1996... NOVOA. Prevalence of Bacillus spp in different food products colleted in Argentina. CLIVER.L... International Journal of Food Microbiology.

SOLOMON.. Prevalence of spore-forming bacteria in commercial honey. MARTINS. WINN JR. F. p. M. ÖZDEMIR.html/ Acessado em: 06/05/2004). p. J. 1996. A. J...M. v. J. San Francisco. A.. cap.. Microorganisms in honey.apacame... Prevalence of Bacillus spp in different food products colleted in Argentina. R. KOKUBO. PEELER.M. Curing stomach ulcers with honey.. ALLEN.. v. J. H. MATSUMOTO. JUNEJA.. H.I. MADIGAN. Food Control. 2003.3.. J. p. 1-26. Microbiologia de Alimentos.1997.. C. Revista Portuguesa de Ciências Veterinárias. 1982. KERR. W. São Paulo: Editora Pearson-Prentice Hall. M. O mel. Cap.16. Porto Alegre: Editora Artmed. W. MIcrobiologia de Brock. J. M. P. p.cfsan. KÜPLÜLÜ.42. 31..39. JINB0. 5. Apud: SNOWDON. Proteolytic Clostridium botulinum growth at 12-48°C simulating the cooling of cooked meat: development of a predictive model. 1-26.546. v. KANEKO. 583-592.htm / acessado em: 11/11/2005) KREBS. International Journal of Food Microbiology. Food Microbiology.M. KONEMAN.G. v. 2006. 2004. South African Bee Journal. Clostridium botulinum spores in infant foods: a survey. The history of introduction of african bees to Brazil. (Disponível em: http://www. MATURIN. 6ª ed. T. CLIVER. 1967. Ecology. jul.39. 491515. 3-5. Rio de Janeiro: Editora MEDS.T. Sovetskaya Meditsina.. F. CLIVER.W. Y.ed. E. R..E.M. Review article. 1949. fungi and aflatoxins determination in honey.K..L. 10.98.org. (Disponível http://www. In:Bacteriological Analytical Manual . n. KOLUMAN. LYNT. 13-14. MARTINS. PARKER. H. n... International Journal of Food Microbiology. 2006. M. LILLY. n. A. R. O. Inidence of Clostridium botulinum spores in honey in Turkey. O.S. 2001. Bacillaceae spores. Review article. 2001. 8ª ed.C. p.. Aerobic Plate Count.A. v.. D. H.. D. L. n.M. 1999. 695p. SCHRECKENBERGER. p. Benjamin Cummings Press. Apud: SNOWDON.K. S. JAY. FRITZ.. GÖNCÜOGLU. Ö.. 1984. p. 1996.2. M.M.gov/~ebam/bam-3. Microorganisms in honey. 30 em: . Diagnóstico Microbiológico.fda. MARTINKO. 5ª ed.br/mensagemdoce/42/artigo. Mensagem Doce. S.. MARKS. JANDA.T. 31. p.24. J..17. n.D. FEIDMAN.K.R.. MEN`SHIKOV.105-110. p. LWT. 2005. V.J. 222-224. D. 85-88.A. KAUTTER. 2001. KRAMER. v.. BERNARDO. K. S. 608p..

PUOSKARI. J. 31 ... OKABE. The Illustrated Encyclopedia of Beekeeping.. The antibacterial activity of honey. International Journal of Food Microbiology. RONDINI. v. S. Ministério da Agricultura. H. Qualidade dos Produtos Regulamento técnico de identidade e qualidade do mel. First case of infant botulism in the Netherlands. U. T. 1996. T. 31. 31. MIDURA. CLIVER. Microorganisms in honey. 1979.. B. S. p.com / Acessado em: 23/04/2005). SIRAVEGNA. Article in press (Disponível em: www.. Pecuária e do Abastecimento (MAPA). MONETTO.73. International Journal of Food Microbiology. NEVAS. v.C. A. Portaria nº 367. 31. v. Microorganisms in honey. P. Prevalence and diversity of Clostridium botulinum types A. K. v. O. M. H. p. 1996. MERTIN. Apud: SNOWDON. NAKANO.. ARMON. Japão. NAKANO.S. Review article.. p. 1992. WOOD.M. MORSE. D. HASHIMOTO. O. 1996. LINDSTROM. HOOPER. 1996. MANCA. 5-28. A. p. G.. 2005. p.. 2005. Pecuária e do Abastecimento (MAPA). Apud: SNOWDON. S. E and F in honey produced in the Nordic countries. v. Delegacia Federal da Agricultura no Estado do Rio de Janeiro. Ministério da Agricultura.. seção 1. Pecuária e do Abastecimento (MAPA). M. HAUTAMAKI.. 1990. 2001. SNOWDEN. n. R. Anaerobe.F. A. Histórico. 1-26. p. SAKAGUCHI. J. Incidence of Clostridium botulinum in honey of various origins. Review article.. 16-17. Ministério da Agricultura. A study of botulinum spores in honey. H.. A. Journal of Medical Science and Biology. H.. p. 126. Instrução Normativa nº11. Apud: SNOWDON.. L.. J. KORKEALA. World Health Organization – Newsletter. 1999. International Journal of Food Microbiology. 1-26. D. FRANCAVILLA. 1-26. A.. SAKAGUCHI. Incidence of Clostridium botulinum in honey of various origins. v.. CLIVER. 1991.5. Microorganisms in honey. 31. Apud: SNOWDON... T. de 4 de setembro de 1997. G. J. CLIVER. G. Review article. Journal Bee World. International Journal of Food Microbiology. OKABE. A.M.. p. D. Isolation of Clostridium botulinum from honey. A. HASHIMOTO. de 20 de outubro de 2000. D.. International Journal of Food Microbiology. 1985.. Review article. R.. O. CLIVER. An unusually heavy contamination of honey products by Clostridium botulinum type F and Bacillus alvei. R.sciencedirect. MOLAN.43. Microorganisms in honey. FERNANDEZ.. 185-186. 12p. v. H. T. M. O. Diário oficial da união de 20 de outubro de 2000. H.METHNER.67. 1989.183195. NAKANO.

F. R.fda. L.html / Acessado em: 06/05/2004) RÍOS DE SELGRAD. PAXTON. A. 2002. 1994.. v. B. V. BRAIS.T. PEREIRA. CARVALHO.R-project. V. Incidencia y tipos de hongos (mohos y levaduras) y levaduras osmotolerantes en mieles venezoelanas.. A. 31.Norte.M. URL (2005)... 299-303. p. Cap. E. PODA. n. N. M.htm / Acessado em: 18/12/2005). CAMARGO. São Paulo: USP/ IME.76. 8ª ed. OLIVEIRA.R.14. R Development Core Team.M. 2002. PERUCA. Bacillus cereus. S.org) OSÓRIO NETO. 2004 (Disponível em: http://www/fao. p. p.L. Disponível em: http://www. SILVA. PIANA.. P.. 2003. M. p. Modelos de regressão com apoio computacional. HARMON. O. BUCCI. Projeto de fortalecimento da apicultura dos agricultores familiares no estado de Mato Grosso do Sul..gov/~ebam/bam-14.M.R. B. KESHAVA. D. RADHIKA. . Honey consumption in the state of São Paulo: a risk to human health? Anaerobe..R. v.embrapa.M. CLIVER. 16-22.F.. 1992.M. HORITA. M. jul.O..G. Revista Instituto Nacional de Higiene Rafael Rangel. PADMAPRIYA. In: Bacteriological Analytical Manual.C..07-0. International Journal of Food Microbiology. 2003. v. I Pesquisa Apícola Fluminense . RALL. 1996. MUSSOLINE. (Disponível em: http://www.cnptia. ALVES. P.J. BOMBO.L. MIZRACHI.A. CUETTI. Bee World. Rio de Janeiro:Niterói.. ISBN 3-900051. PAULA.53-55. T.O. J. Austria. R.C. S. R: A language and environment for statistical Computing.... International Journal of Food Microbiology. Review article. Sistema de Produção 3. VIT OLIVIER.org.L. N. Detection of Bacillus cereus in foods by colony hibridization using PCR-generated probe and characterization of isolates for toxins by PCR. 235p. Inglaterra. 1-26.Cooperativa Apícola do Rio de Janeiro Ltda. VARADAJ. G. R. Vienna. V.L. R Foundation for Statistical Computing. L. v. 32 . 1995. Apud: SNOWDON. Conserving wild bees.cfsan. Embrapa Meio . 2002. M. A. 1 ed.. 2001. RHODEHAMEL.J.. Microorganisms in honey. 131-138. S. 13 p. A. p. A.Organização para a Alimentação e a Agricultura das Nações Unidas (FAO/ONU). LOPES.. P.. CHANDRASHEKAR.. R.. VILELA. M. Produção de Mel. J. A. I. NOVOA. G.23.. 25p. C.. Research on microbial characteristics of honey samples of Udine province. GOTTI.9..br/FontesHTML/Mel/SPMel/mel. LOPES.. 1991. CESARONI.2.. (Disponível em: http://sistemasdeproducao. ROCHA. P. v.. C. D. D.A. F. 74. M.

TABITA. 8ª ed.K.L..cfsan. Review article.I. 912.. O.E. p... A.. Microorganisms in honey.. 33 . MELO. G. HANCOCK.gov/~ebam/bam-17. 2002. CAFFIN. GERBASI. Microorganisms in honey. SAKAGUCHI. p. CLIVER. 1-26.. Fundação Araucária.T...C. v.F. K. Melbourne.87. Study of the presence of the spores of Clostridium botulinum in honey in Brazil. In: Bacteriological Analytical Manual.Immunology and Medical Microbiology. QUEIROZ. ALMEIDA. 31.. N. p.gov. v.A. Apud: SNOWDON. v.E. p. Distinct characters of Clostridium botulinum type A strains a their toxin associated with infant nd botulism in Japan.O.24. SAMAL. SILVEIRA. MOLAN.ROOT. S. v. KATO.C. Review article.379-382.R.. Microorganisms in honey. SNOWDON. E. p. 31. P. J.br ) SILVA. 1997. In: AUSTRALIAN CEREAL CHEMISTRY CONFERENCE. G. 1983. COLEY. v.. S. 126. p..M. The ABC and XYZ of Bee Culture. FIGUEIRÊDO.R.. SORBARA. n. A. C.. T. E. N.P. O. CLIVER. Review article. SAKAGUCHI. R. 31. 260-265. CARNEIRO.M. Cap. 42-46. L. p. A. R. 31. 2004 (Disponível em: http://www. D. 1-26. B. A. Secretaria de Comércio Exterior (SECEX)/Ministério do Desenvolvimento. Honey as a carrier of intestinal diseases. 253p. LILLY. H. 2001.M. v. Apud: SNOWDON. 1996. B. D. ROSSI. ASAO. 1996. SCHOCKEN-ITURRINO.D. KOZAKI. K. Journal of the Royal Society of Medicine . J. J.. Indústria e Comércio Exterior (MDIC). A.. CLIVER. Belo Horizonte. Australian honey as a ingredient in white pan bread to retard staling. A. International Journal of Food Microbiology. p.8...2/3. 1994. O. As abelhas brasileiras: Sistemática e Identificação. 17.M.I. KAMATA.A. 1996. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental. 2004. M. Caracterização físico-quimica de méis produzidos no estado do Piauí para as diferentes floradas.. Apud: SNOWDON. A. (Disponível em: http://www. O. International Journal of Food Microbiology.fda. CLIVER. 1996. v.R. 1-26. International Journal of Food Microbiology...J. D.B.mdic.. Suceptibility of Helicobacter pylori to the antibacterial activity of manuka honey. O.html / Acessado em: 06/05/2004) SQUIRES. Microorganisms in honey. D’ARCY. J. J.. SOLOMON. D. Y..A. International Journal of Food Microbiology. Clostridum botulinum.B. N. 1999. 1919.A. F. FEMS . Review article. SACKETT. 1987.

R. 1998. 1ª ed. D. 11.. 217-222. C. KERZNER. Storage of skin grafts in honey. p. 31. 1994. Apud: SNOWDON. SUGIYAMA. 31.STIER. p. v. SUBRAHMANYAM. p.. v. WAHDAN HAL. F. Clinical. C.. 31. O. p.F. Belo Horizonte. CLIVER..3. M. TOSTES. O. v. 1981. MIDDLETON.Assays on the study of ‘osmophilic’ yeasts. Problem of microbes and hygiene of commercial honey. 1-26. 2000. M. R. Journal of Surgery. Microorganisms in honey. O. CLIVER. HAMILTON. n. p. 2002.P./set. Y. v.Y. Blacksburg.26.4. J. MACKKENZIE. p. v. R. DE RAUTLIN. C. 126. D. 35-39. STEVENSON.. 1-26.E. Microorganisms in honey.. Apud: SNOWDON. Infection. TYSSET. D.C.. v. 1-26. p. A importância das novas atividades agrícolas ante a globalização: a apicultura no Estado do Piauí. International Journal of Food Microbiology. Apud: SNOWDON. Causes of the antimicrobial activity of honey.. Review article. O. 228p. Methods for determining Clostridium botulinum spores in honey. 63-64. CLIVER.. S. 1-26. Teresina: Embrapa Meio-Norte. 31.1997.. TYSSET.. v.. p. 1993. J. 1996.A. Tese – Faculty of the Virginia Polytechnic Institute and State University. Number of CIostridium botulinum spores in honey. O. International Journal of Food Microbiology. 1991. Apud: SNOWDON. A. Revista Médica de Minas Gerais. Review article. TALIERGIO.P. 1978. Review article. International Journal of Food Microbiology.4.E. ITO. The Lancet. 34 . VILELA. Microorganisms in honey. organisms causing fermentations of honey collected in France. L.J. TOPHAN.78. MILLS. K. KUO. Why do some cavity wounds treated with honey or sugar paste heal without scarring? Journal of Wound Care. 1996. Topical application of honey in treatment of burns..C. Novas considerações sobre o uso tópico de açúcar e mel em feridas. 1996. p. Pediatrics.. L-J. A. LEITE.Contribution to the study of the microbial contamination and the hygiene of commercial honey. v. S. Microorganisms in honey. B. CLIVER. Apud: SNOWDON. 1974.. C. A... R.O. D. v. v. C. International Journal of Food Microbiology.G. International Journal of Food Microbiology.. P.. 1996.. jul. ROUSSEAU. M.. Review article. SUBRAHMANYAM. 1970 b. J. 60. 1977. DURAND. CLIVER. J. laboratory and epidemiologic features of viral gastroenteritis in infants and children. O. The British. K. Microorganisms in honey. M. D. n. H. 53—55. Review article. STRAIT. 1982. p. The effect of liquid or dry honey as a partial replacement for sugar on the baking and keeping qualities of fat reduced muffins . 31. p. 341. TYSSET. A. TALLET. D. J. A. J. 497-498. 1996. 175 f.

Honey: a remedy rediscovered. v. JR. A. M. A..WHITE.O. Microorganisms in honey.. W. A. A. The identification of inhibine the antibacterial factor in honey. 35 . Apud: SNOWDON. 1-26. Review article. J.elsivier . A. M. 384-385. J. O. 1996. SUBERS. p.. p. Advances Food Researsh.. R.. ZUMLA. 24. as hydrogen peroxide and its origin in a honey glucose-oxidase system. J. 1989. 1962.W. Guaíba: Agropecuária. The identification of inhibine the antibacterial factor in honey.. J. M.W. Honey. WHITE. Characterization of microorganisms in argentinean honeys from different sources. Article in press. v. v.com/locate/ijfoodmicro). LULAT. 2005 (Disponível em: www. Apud: IURLINA.H.a review. CLIVER. D. SCHEPARTZ. 1966. Novo Manual de Apicultura. Inhibine and glucose oxidase in honey. Journal of the Royal Society of Medicine . WHITE. SUBERS.287-374. WHITE. v. International Journal of Food Microbiology.H. p.T. International Journal of Food Microbiology. 106. 1978. 214-216. WIESE. 82. SCHEPARTZ. p. p.. H. 31.. as hydrogen peroxide and its origin in a honey glucose-oxidase system.W. 19-28.T. American Bee Journal. FRITZ. 1962. 1995. J.

SIE e SIM. demonstrando alguns dos itens que foram considerados nesse estudo: • Selo de Inspeção (SI) – Incluindo SIF.Declarada na embalagem pelo fabricante.7. Embalagem Vidro=V Plástico= PL • Origem Estado Cidade Região apícola do Estado do Rio de Janeiro sendo: SU = sul SE = serrana BL = baixada litorânea CE = centro NO = noroeste NI = não identificado 36 . Presença = P Ausência = A • • Florada de origem . APÊNDICES ANEXO A Tabela contendo a identificação das 102 amostras analisadas. por ordem de região de origem.

Identificação da amostra 33 37 38 39 40 41 42 88 83 86 44 3 4 5 6 20 2 69 74 70 73 87 57 94 92 95 7 8 10 99 23 30 50 68 93 101 34 35 36 25 62 96 60 81 80 Selo de Inspeção (SI) A A A A A A A P P P P P P P P P P A A A A A A A A A P P A A A A A A A A A A A A A A A A A Florada Embalagem Estado Origem Cidade Valença Valença Valença Valença Valença Valença Valença Valença Valença Valença Barra Mansa Barra Mansa Barra Mansa Barra Mansa Barra Mansa Barra Mansa Barra Mansa Paty do Aferes Paty do Aferes Paty do Aferes Paty do Aferes Paty do Aferes Paraíba do Sul Paraíba do Sul Paraíba do Sul Paraiba do Sul Paracambi Paracambi Seropédica Seropédica Paulo de Frontin Lidice Sapucaia Rio das Flores Avelar Mendes Nova Iguaçu Nova Iguaçu Nova Iguaçu Rio de Janeiro Rio de Janeiro Rio de Janeiro Niterói Niterói Niterói SILVESTRE SILVESTRE SILVESTRE SILVESTRE SILVESTRE SILVESTRE SILVESTRE SILVESTRE ASSA-PEIXE GIRASSOL SILVESTRE SILVESTRE EUCALIPTO ASSA-PEIXE LARANJEIRA GIRASSOL MARMELO SILVESTRE SILVESTRE EUCALIPTO JAMELÃO ASSA-PEIXE SILVESTRE SILVESTRE ASSA-PEIXE Morrão-de-candeia EUCALIPTO SILVESTRE SILVESTRE LARANJEIRA SILVESTRE CAMBARÁ SILVESTRE ASSA-PEIXE SILVESTRE ASSA-PEIXE SILVESTRE SILVESTRE SILVESTRE SILVESTRE SILVESTRE SILVESTRE SILVESTRE SILVESTRE EUCALIPTO PL PL PL PL PL PL PL PL PL PL V PL PL PL PL PL PL V PL PL PL V PL PL PL PL PL PL V PL PL PL V V PL V V V V PL PL PL PL PL PL RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ Região Apícola Fluminense SU SU SU SU SU SU SU SU SU SU SU SU SU SU SU SU SU SU SU SU SU SU SU SU SU SU SU SU SU SU SU SU SU SU SU SU CE CE CE CE CE CE CE CE CE 37 .

candeia SACURÁ SACURÁ ASSA-PEIXE ASSA-PEIXE EUCALIPTO LARANJEIRA SILVESTRE CAPIXINGUI SILVESTRE SILVESTRE ASSA-PEIXE SILVESTRE SILVESTRE SILVESTRE SILVESTRE SILVESTRE SILVESTRE SILVESTRE SILVESTRE SILVESTRE SILVESTRE SILVESTRE SILVESTRE SILVESTRE LARANJEIRA LARANJEIRA SILVESTRE SILVESTRE EUCALIPTO SILVESTRE SILVESTRE SILVESTRE SILVESTRE SILVESTRE LARANJEIRA EUCALIPTO EUCALIPTO SILVESTRE LARANJEIRA PL PL PL PL PL PL PL PL PL PL PL PL PL PL V PL PL V V V PL PL PL PL PL V PL PL PL PL PL PL PL PL PL V PL PL V PL PL PL PL PL PL RJ RJ RJ PR RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ RJ MG MG MG MG MG MG MG MG MG MG MG MG MG SP SP SP SP SP SP Região Apícola Fluminense CE CE CE CE CE CE SE SE SE SE SE SE SE SE SE SE SE SE SE SE BL BL BL BL BL NO NI NI NI NI NI NI NI NI NI NI NI NI NI NI NI NI NI NI NI 38 .Identificação da amostra 31 32 59 82 56 58 11 12 14 47 48 49 1 66 100 67 102 21 22 28 43 55 63 76 98 9 54 61 65 79 16 72 78 17 24 45 29 71 97 15 84 85 89 90 64 Selo de Inspeção (SI) A A A A A A A A A P P P P P A A A A A A P P P P A A A A P A A P A P P P A P P P A A A A P Florada Embalagem Estado Origem Cidade Guaratiba Guaratiba Itaboraí Itaboraí São Gonçalo São Gonçalo Nova Friburgo Nova Friburgo Nova Friburgo Nova Friburgo Nova Friburgo Nova Friburgo Teresópolis Teresópolis Teresópolis Petrópolis Petrópolis Itaipava Itaipava Santa Maria Madalena Bacaxá Bacaxá Saquarema Saquarema Maricá Bom Jesus do Itabapoana NI NI NI NI NI Lima Duarte Lima Duarte Dom Silvestre Contagem Campestre Viçosa Caete Belo Horizonte São Paulo São Paulo São Paulo São José São José Pirassununga SILVESTRE SILVESTRE SILVESTRE SILVESTRE SILVESTRE Morrão-de.

Identificação da amostra 13 46 51 52 77 53 19 26 18 75 91 27 Selo de Inspeção (SI) A P A A A A P A P A A A Florada Embalagem Estado Origem Cidade Queluz Cachoeirinha NI NI NI NI Domingos Martins Domingos Martins Guarapari NI NI Maringá MARMELO SILVESTRE Uva Japonesa Uva Japonesa Uva Japonesa LARANJEIRA SILVESTRE SILVESTRE ASSA-PEIXE SILVESTRE SILVESTRE SILVESTRE PL PL PL PL PL PL PL PL PL PL PL PL SP RS RS RS RS RS ES ES ES PR PR PR Região Apícola Fluminense NI NI NI NI NI NI NI NI NI NI NI NI 39 .

coagulans B. macerans B. NO 3 Sacarose Gelatina +* + + + V + V + V V V + + V + V Maltose Xilose Indol ESPÉCIES B. mycoides B. anthracis B. subtitlis B. firmus B.lateroporus B.licheniformis B. cereus B. alvei B. sphaericus B. E= Fermentação escassa.stearothermophilus B.thuringiensis B. brevis B. Motilidade Red. lentus + V V V + + V + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + + V + + E V V V V + + + - + + + + + + V + + + E V V + + + V E + V V + + + + + + + + + + V + E + + + V + V + + + + + + + V + + E + + V + V V + + V + + V V V V - + V + - V + V V V V + V V + + - V V V V + + V + + + + + + + V V + * =Tardia.megaterium B. V= 50-50% das amostras são positivas Fonte: APHA (2001) e Koneman et al. punilus B.(2001) Esculina 40 Manitol Lactose Glicose VP .ANEXO B Caracterização bioquímica das espécies de Bacillus spp.circulans B. polymyxa B.

+ dimnames=list( + Delay = c("NÃO".8483 Não rejeita-se a hipótese da igualdade entre proporções para os níveis de contaminantes com efeito dos produtos que possuem SI ou não a 5% de probabilidade. + Response = c("Presença"."SI").test(BReRJ) Pearson's Chi-squared test with Yates' continuity correction data: BReRJ X-squared = 5e-04. df = 1.13).39 2.983 41 .42. "RJ"). + dimnames=list( + Delay = c("BR".60 Não 0. pelo teste de qui-quadrado Proporções de contaminantes entre produtos com SI ou não SI Contaminante Sim Sim 0. + dim=c(2.12.20.test(SI) Pearson's Chi-squared test with Yates' continuity correction data: SI X-squared = 0.2).61 Não 0. + Response = c ("Presença".28). "Ausência"))) > chisq.0366. p-value = 0. df = 1. Programa em R para diferença entre RJ e outros Estados brasileiros > BReRJ <+ array(c(20.27. + dim=c(2. "Ausência"))) > chisq. Programa em R para SI SI <+ array(c(42. p-value = 0.ANEXO C 1.2).40 0.

60 0. +> > Embalagem <+ array (c(34.38 RJ 0.001230 alternative hypothesis: true mu is not equal to 0 Existe diferença entre os meios de cultura a 5% de probabilidade pelo teste de Wilcoxon. "SI"). 42 .2. "SI"). + dimnames = list ( + Delay = c("Presença".12. + dimnames = list ( + Delay = c("NÃO". O meio PCA promoveu um desenvolvimento bacteriano superior de 62.6. + 8. através do teste de Mentel-Hanszel Embalagem <+ array (c(34.2).1).Programa em R para razões de chances homogêneas.40 3.6.2.2.2.Não rejeita-se a hipótese de igualdade entre proporções de contaminação para as amostras do RJ e outros Estados brasileiros pelo teste de qui-quadrado a 5% Proporções de contaminantes entre produtos do Brasil comparados com produtos do Estado do Rio de Janeiro Região Contaminante Sim Não BR 0.18.5.Diferença entre meios de cultura PCA e MYP wilcox.3% em comparação com o meio MYP. + 8.62 0. + Delay = c("NÃO". 4.12.test(CONT~a) Wilcoxon rank sum test with continuity correction data: CONT by a W = 17532.21. "Ausência"). p-value = 0.21. + dim = c(2.18.2). + dim = c(2.1).

"Ausência").+ Response = c("Presença". df = 1. exact = TRUE) Exact conditional test of independence in 2 x 2 x k tables data: Embalagem S = 42. p-value = 0. Embalagem = Vidro Response Delay Presença Ausência NÃO 8 6 SI 2 1 > mantelhaen. . p-value = 1 alternative hypothesis: true common odds ratio is not equal to 1 95 percent confidence interval: 0. + Embalagem = c("Plástico". . Embalagem = Plástico Response Delay Presença Ausência NÃO 34 21 SI 18 12 . 43 .4127646 sample estimates: common odds ratio 1.6021123 sample estimates: common odds ratio 1. independente da presença ou não de SI.022432 Existe a mesma probabilidade de contaminação entre as embalagens de vidro e plástico.022831 > mantelhaen.test(Embalagem) Mantel-Haenszel chi-squared test without continuity correction data: Embalagem Mantel-Haenszel X-squared = 0.9592 alternative hypothesis: true common odds ratio is not equal to 1 95 percent confidence interval: 0. "Vidro"))) > Embalagem .test(Embalagem. através do teste de Mantel-Haenszel para proporções homogêneas a 5% de probabilidade.4336036 2.3942391 2.0026.

df = 8.8308.87 Marmeleiro 0.40 0.60 0. através do teste de Kruskal Wallis a 10% de probabilidade. Tabela de proporções para contaminação de mel em relação à Florada Florada Proporção Assa-peixe 0.0 Sacurá 1.08628 Não aceita-se a hipótese de igualdade entre as floradas.0 6. p-value = 0.58 Uva Japonesa 0.Wallis para diferença entre regiões do RJ > kruskal.Wallis para diferença entre floradas declaradas pelo fabricante > kruskal. Teste de Kruskal.Tabela com as proporções para do teste de Mantel-Haenszel para proporções homogêneas de contaminação entre embalagens de plástico e vidro com a presença ou não de SI Embalagem SI Plástico Vidro Sim Não Sim Não SIM 0.57 0.test(CONT~REG) Kruskal-Wallis rank sum test data: CONT by REG 44 .50 Morão Candeia 1.66 0.Teste de Kruskal.34 NÃO 0.test(CONT~FL) Kruskal-Wallis rank sum test data: CONT by FL Kruskal-Wallis chi-squared = 13.40 Eucalipto 0.38 0.0 Silvestre 0.87 Girassol 1.62 0. ou seja pelo menos uma florada difere das demais.0 Laranjeira 0.43 5.

Kruskal-Wallis chi-squared = 3. ou seja todas as regiões são iguais.2759 Não rejeita-se a hipótese de igualdade entre as regiões do Estado do Rio e Janeiro. df = 3. através do teste de Kruskal Wallis a 5% de probabilidade.40 CE 0.8697. p-value = 0.50 SU 0.80 SE 0. Tabela de proporções para contaminação de mel em relação à Região do Estado do Rio de Janeiro Região Proporção BL 0.61 45 .

You're Reading a Free Preview

Download
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->