MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL ESCOLA DE ENGENHARIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

ANÁLISE DE ACIDENTES DE TRABALHO OCORRIDOS NA ATIVIDADE DA INDÚSTRIA METALÚRGICA E METAL-MECÂNICA NO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EM 1996 E 1997 BREVE INTERLIGAÇÃO SOBRE O TRABALHO DO SOLDADOR

Pôr CLAUDIO FERNANDO GOLDMAN Engenheiro Civil

Dissertação de Mestrado PPGEP

PORTO ALEGRE 2002

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL ESCOLA DE ENGENHARIA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

ANÁLISE DE ACIDENTES DE TRABALHO OCORRIDOS NA ATIVIDADE DA INDÚSTRIA METALÚRGICA E METAL MECÂNICA DO ESTADO DO RIO GRANDE NO SUL EM 1996 E 1997 BREVE INTERLIGAÇÃO SOBRE O TRABALHO DO SOLDADOR

DISSERTAÇÃO

Apresentada ao Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção - PPGEP, como parte dos requisitos para obtenção do Título de Mestre em Engenharia de Produção.

Pôr CLAUDIO FERNANDO GOLDMAN Engenheiro Civil

Orientadora: Prof. Lia Buarque de Macedo Guimarães

Porto Alegre, Março de 2002

Esta DISSERTAÇÃO foi julgada adequada para a obtenção do título de MESTRE EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO, Área de concentração: Produção Civil, aprovada em sua forma final pelo Orientador e pela Banca Examinadora do Curso de pós-graduação:

_________________________________________________________ Orientadora: Prof. Lia Buarque de Macedo Guimarães

_________________________________________________________ Coordenador do PPGEP: Prof. Luis Antônio Lindau

BANCA EXAMINADORA: Mauro Moura

que muito me incentivaram Aos meus primos Jairo e Sulany que me deram grande força e apoio no momento mais importante para conclusão deste trabalho.A minha mãe e a meu irmão. A todos os meus parentes e amigos iii .

Vera e Andréa. Aos amigos do PPGEP. À DRT/RS pôr ter disponibilizados às CATs. pêlos momentos agradáveis vividos ao longo do período de mestrado. pelo tratamento cordial que sempre recebi destas. que sempre me incentivou e orientou no intuito de concluir o trabalho. as quais foram essenciais para realização deste trabalho Às funcionárias da secretária do PPGEP. iv .AGRADECIMENTOS A minha orientadora.

............................................2.................................................................... 9 2........XIV LISTA DE SIGLAS ...........1 Objetivos Específicos ............................ 5 2 ACIDENTES DE TRABALHO: DEFINIÇÕES E CLASSIFICAÇÃO .................................................1 Agentes Químicos .....................................1......................................................................................................................1 Sistemas de Produção ... 11 2.......................................................................1 Riscos Físicos ...................... 6 2....2.........................................................................................................1 Classificação de Acidentes ............................................... 4 1. 8 2........................4..................... 9 2......1 Causas.......................4 Ritmo de trabalho ......2 Principal Fonte de Informação ...........................................4.. 12 2...................................................... 5 1...................3.......................................................................................................... 1 1.........................2.................................1 O Ruído .....................................................................................2 Condições Físicas de Trabalho ................................ 14 v ....... XV RESUMO ...........................................1 Tema e Justificativa ...................................... XIII ÍNDICE DE FIGURAS .........................................................3 Estrutura do Trabalho .......................SUMÁRIO ÍNDICE DE TABELAS .......................... 12 2....2 Automação e o Trabalhador .....3 Fluxo de Trabalho.......................................... 4 1.................... 8 2...................................................................................................................................................................................................... 11 2.................................................................................4.................... 13 2....2....................................................................................................................................3 Riscos Biológicos ................................ 11 2.......................................................................................1..XVI ABSTRACT .......... XVII 1 INTRODUÇÃO ..3 Considerações Sobre os Acidentes de Trabalho................................................................................................................. 12 2....................................................................................1.........IX ÍNDICE DE GRÁFICOS ........................................................... 8 2.................................4 Riscos Ambientais .................2 Riscos Químicos ............................. 7 2.........................................................................................................4...........2 A Tecnologia e os Acidentes de trabalho ....................3...................................................................2 Objetivo Geral ..........................................3......................... 1 1....................... 13 2................................................................4 Limitações do Estudo ................................................................................................................................ 7 2..............3............................4..............................

..............................................2 Importância do Setor Metalúrgico e Metal-mecânico na Economia do Estado do Rio Grande do Sul ......5 Teoria da Propensão ao Acidente ..................6.................. 28 3................. 38 vi ...... 18 3 ESTATÍSTICA NACIONAL DE ACIDENTES............................. 16 2........2...........................3 Estatísticas de Acidentes segundo o mês de Ocorrência ..............................................................................3 Aspecto Social .....................................................6.................................... 26 3............................. 16 2.... 15 2.........................................2 Estatísticas de Benefícios concedidos pôr Acidentes de Trabalho............. 16 2.........1 Classificação da Pesquisa .........2................................6 Aspectos sobre Acidentes do Trabalho .......... 16 2........ 17 2.......................2 Local de Coleta dos Dados ...............6............1.. 15 2..............4 Aspecto da Medicina do Trabalho..................7 Prevenção de Acidentes.............5.......4.. 24 3................ 38 4...................... 38 4............7..5.........................................................................................................................................2 Teoria da Acidentabilidade................................................. 15 2..................................................................................................................................5.......... 35 4 ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DOS ACIDENTES NA INDÚSTRIA METALÚRGICA E METAL-MECÂNICA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL ...........................................1 Princípio de Prevenção de Acidentes ......... 32 3.....6..2 Problemas em Prevenção de Acidentes ....................................................................................................................4 Dados estatísticos de acidentes de trabalho e doenças profissionais........................................... 19 3.............................. 29 3......................................... 14 2...................................................1...2....................... 16 2...................................2 Estatísticas de Acidentes segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID) 28 3.......2 Nível Micro ...............1 Subnotificação .....................................................4......1 Teoria do Dominó.......................5............................. 16 2................................................................... 17 2..................1 Nível Macro............................................5 Riscos de Acidentes..2 Teorias Psicológicas ..............................................................4.......................................................................................................... 23 3.................................2 Aspectos Jurídico....................................................................1 Teoria do Alerta......1 Aspectos Econômico ...........................................................4........................................................... 16 2.......................5 Dados estatísticos de acidentes de trabalho e doenças profissionais pôr Região e Estados da Federação.............................. 20 3........7...........4.....5......................1 Coeficientes ............................................6................................... 17 2.................................. 17 2............. 15 2...................................5 Aspectos Legais....................................................................................................................3 Dados Estatísticos Segundo a Idade .......6........6..........................................................1 Casos Novos ................. 15 2...................5.................... 20 3...........4 Riscos Ergonômicos ............................................................................................

........................2 Hora do Acidente.........12 Lesões e Partes do Corpo Atingidas .................................................7............................. 69 4.. 60 4............ 58 4......................................... 68 4................. 60 4.........................................................................7..........................................................2 Agentes da Lesão..........4................... 64 4........................4 Laudo Médico............... 39 4....................................1 Empresa ...5 Pés......................................................8.........11.........................10................................................8.......3 Região do Corpo Dorsal .......................................... 43 4...................................................11 Dados sobre o Acidente.................................6 Atividade do Funcionário ................................................................6 Análise dos Dados ..................... 55 4......................... 68 4................ 38 4.......................................................... 71 4................................................................10........................ 51 4............ 46 4......................................................................................................................12.................................................. 67 4.....................................9...................................................................................................... 56 4................................................................4.....................................2 Duração do Tratamento ............................ 40 4...................................................... 67 4................8........8 Perfil do Trabalhador.................7..................................... 46 4........4..........................................................................8.....................................3 Estado Civil ....... 59 4...................................................................2 Acidentado.............................................................................................................4 Salário.3 População e Amostra ............................... 45 4..................1 Profissão com Maior Freqüência de Acidentes ................. 44 4.................1 Profissão ............................ 58 4...........................................12............................................ 54 4............ 77 vii ............4 Mãos ..........................................................................3 Região da Empresa ................................................................... 49 4.............................................................................................................................................................................................................................................12................................................1 Natureza do Acidente .............1 Data do Acidente .....................1 Atividade da Empresa.........................................................7 Perfil da Empresa ..........................................2 Região da Cabeça ................9..........10 Causa do Acidente ................ 50 4.................2 Porte da Empresa .........................................................................................................4 Escolha de Variáveis . 69 4.............. 42 4................................ 50 4...........................3 Acidente..................................................12........1 Profissão ........6............................................................................. 55 4.............12.......................................5 Procedimento da Pesquisa ............. 74 4............................ 39 4........................................4...............................................4..............................2 Idade ...................1 Afastamento.5 Sexo ...................... 43 4...............................................................................................................9 Freqüência temporal dos Acidentes....................................8........................................................................................8.11....................................... 48 4......

............................ 115 7. 95 5........................................................3 Resultados Obtidos da Análise das CATs de Soldadores .......................................................... 84 5....................... 86 5......... 101 6............2 Fumos de Soldagem .... 125 7...........................................1 Ruído e LER ...............................2 Médias ...............................1 Anexos Capítulo 3 ..............................2.....................................................................3....... 104 6.........................................................................6 Ventral ......................................................................3 Sugestões para trabalhos futuros ..............................................1.................................................. 91 5........................1................. 95 5..2...............1 Principais Agentes Causadores De Risco À Saúde Do Soldador.......................................2....................................................................................................................................................2...............................2 Anexos Capítulo 4 .......4 Doenças Profissionais.... 83 5...........................................................4 Anexos Tipo de Lesão ..............................1................................................................................................. 97 5................................................... 84 5.................................................................................................................... 90 5...................................................... 84 5............................4..................................................... 86 5....................................... 92 5...................................................................3 A Tecnologia e o Soldador ............................................................................................. 99 6 CONCLUSÕES ........................................................1.............................. 105 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .............................4........................................3 Anexos Agente da Lesão .............1 A Visão ............3....... 110 7............3........................................................................... 110 7..3 Anexos Capítulo 5 .. 95 5......1. 132 viii .............................................................1......................................................................................................................1...... 85 5................3 Impacto Sofrido ......................... 79 5 CONSIDERAÇÕES SOBRE A ADEQUAÇÃO DOS DADOS OBTIDOS PELA CAT: O CASO DO SOLDADOR ......................................................... 103 6..............................................................................................................................3 Exposição a Agentes Químicos ...1......1..................................4........... 104 6...................2 Trabalho do Soldador .1 Descrição das Atividades.....12.............2 Prevenção na Soldagem......................................................................................................................... 107 7 ANEXOS ...........................................................2 Riscos ............1 Acidentes de Trabalho .....3.....1 Anexos Profissão .........................................................................4 Doença Ocupacional...2 Anexos Natureza do Acidente ...........................................................................5 Prensagem...................3.................................2 Agentes Químicos ........ 131 7................ 87 5..............................................4.................... 128 7.................................. 129 7.....

...............Quantidade mensal de acidentes de trabalho registrados...................................................Nº de Acidentes e Doenças do Trabalho registrados no Brasil...........................................................Distribuição dos acidentes segundo a cidade ...........................ÍNDICE DE TABELAS Tabela 1 . 48 Tabela 17 ................................ 40 Tabela 11 .....Média de idade do acidentado segundo a profissão ....Número médio de empregados pôr porte da empresa ..................Benefícios concedidos por acidentes de trabalho segundo os grupos de atividade econômica da Indústria da Transformação em 1996 ...Distribuição de acidentes segundo o porte ............................................................... no Rio Grande do Sul.............Número de acidentes segundo atividade da empresa ..................Distribuição de acidentes segundo a faixa etária para a cidade de Osasco e o estado do Rio Grande Do Sul ............................................Atividades econômicas priorizadas .................................Classificação de estado civil para o banco de dados ....................................... 36 Tabela 10 ........º de empresas e n...............Lista de Atividades para o Banco de Dados............ pôr motivo ..........Faixas etárias do banco de dados ..Quantidade de acidentes de trabalho registrados...... 41 Tabela 13 ................... 30 Tabela 6 .........................................º de empregados pôr gênero até 1998......... 49 Tabela 18 ............................................................... 42 Tabela 14 ..................................... 52 Tabela 20 ............................................. pôr motivo.... 3 Tabela 2 ......................1997 ..........................Benefícios concedidos pôr acidentes de trabalho segundo classes e grupos de atividades econômica em 1996.......................... 49 Tabela 19 ........... 34 Tabela 9.................... 29 Tabela 5 ......... de 1970 a 1997 ............................................................................... 32 Tabela 7 .. 47 Tabela 16 .........N......................................................................................................................................................................... 25 Tabela 4 ................. 33 Tabela 8 ................................... segundo as Grandes Regiões e Estados da Região Sul 1995/97 ..Ranking das Empresas pôr Setor Econômico .................... 44 Tabela 15 .........................Características das CATs ....... 41 Tabela 12 ...............................Acidentes Típicos Novos em 1996........................................... 21 Tabela 3 ..................................... 54 ix .....Porte das Empresas...................................

..... 73 Tabela 39 .................. 67 Tabela 31 ................................. 69 Tabela 34 ................................................ 55 Tabela 23 .................... 61 Tabela 25 .........Agentes mais comuns de acordo com a natureza da lesão ........................................................................................... 74 Tabela 41 ......Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo a lesão........Distribuição dos acidentes na região da cabeça segundo a natureza do acidente ........................................Distribuição dos acidentes segundo a natureza ...............................................Distribuição dos acidente segundo duração tratamento .................Distribuição dos acidentes segundo a região dos pés.....................................................................................Tipos de agentes mais comuns segundo a profissão .................Freqüência dos acidentes segundo o dia da semana. 72 Tabela 38 ................. 74 Tabela 40 ......................... 77 x .............Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo o agente da lesão ............. 54 Tabela 22 ..Distribuição das lesões na região da cabeça segundo natureza e agente de lesão . 69 Tabela 33 ..............................Tipos de agentes mais comuns de acordo com o porte............................. 65 Tabela 29 ................Distribuição dos acidentes segundo a região das mãos........................................................................... 76 Tabela 43 ......Freqüência e distribuição dos acidentes segundo faixa salarial ............. 71 Tabela 37 .......... 64 Tabela 27 ..................... ....... 71 Tabela 36 ..........................................................................................Distribuição dos acidentes segundo os agentes da lesão mais freqüentes........................... 70 Tabela 35 ..............................Distribuição dos acidentes segundo a região do corpo pôr profissão.....Freqüência de acidentes pôr estado civil.......Distribuição das lesões segundo a região dorsal ............ 76 Tabela 42 .................................Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo o agente da lesão . 62 Tabela 26 ................ 66 Tabela 30 ...Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a lesão.................Distribuição dos acidentes segundo natureza do acidente pôr atividade econômica ........ 65 Tabela 28 ............Tipos de agentes mais comuns de acordo com a atividade econômica............................Distribuição das lesões segundo o tipo de lesão . 68 Tabela 32 .................................................... 58 Tabela 24 ....................Distribuição de lesões segundo região da cabeça..Tabela 21 ...

79 Tabela 47 .............................soldadores.................................................................Lista de Agente de Lesão .......Descrição de acidentes devido impacto sofrido ......Composição Básica Dos Fumos de Soldagem .... 80 Tabela 48.........................................Distribuição dos acidentes na região ventral segundo a natureza............ 93 Tabela 52 ....... 114 Tabela 60 ..............................................Distribuição dos acidentes segundo a região ventral...................... 110 Tabela 58 ..........................Freqüência de Acidentes de trabalho registrados........................................1995/97 . segundo a idade em 1997...Atividades segundo o ramo de atividade..............................Distribuição de lesões segundo a doença ocupacional ......Distribuição de acidentes pôr soldador segundo a região ......Distribuição dos acidentes na região ventral segundo o agente da lesão ... 81 Tabela 50 .............. 123 Tabela 66 ..................Distribuição dos acidentes na região ventral segundo a lesão................... 89 Tabela 51 .................................................... 121 Tabela 65 – Nº de acidentes de trabalho registrados..........................................................................Descrição de acidentes devido a doença ocupacional .........................Lesões atribuídas às partes do corpo atingida ..Benefícios Concedidos por Acidentes do Trabalho em 96 por Estado ........... 99 Tabela 57 .....................................Distribuição e acidentes segunda a atividade dos soldadores ......................... ...................................soldador.......Variáveis relativas às partes do corpo atingidas. segundo as Grandes Regiões e UF ..Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a lesão............. 79 Tabela 46 ... 97 Tabela 54 ...............................Tabela 44 .............Distribuição dos acidentes segundo a Profissão...... 98 Tabela 56 ....................... 94 Tabela 53 .................. 115 Tabela 61 .... 119 Tabela 63 ........Distribuição dos acidentes na região dos pés segundo o agente da lesão .......................................soldador.......... 112 Tabela 59 ...................Descrição de acidentes devido impacto sofrido ...............Códigos CID mais Incidentes em 1997............ 81 Tabela 49 . 118 Tabela 62 ........... 78 Tabela 45 ............. 125 xi ........ por motivo.......Tipos de Acidentes Analisados nas CATs ...... 120 Tabela 64 ... por motivo................................... 98 Tabela 55 ...........................................soldadores...............................

............... 130 Tabela 71 ...................... 131 Tabela 72 ....... ..... 128 Tabela 68 .....................Distribuição da Natureza da Lesão Segundo a Profissão ............................... 129 Tabela 70 ................ 128 Tabela 69 ... agente de lesão e descrição apresentadas em algumas CATs referentes ao soldador........Distribuição das Lesões segundo o tipo de lesão .............Distribuição dos acidentes segundo o porte por natureza da lesão ....................Relação de natureza do Acidente..... 132 xii ..Distribuição dos Agentes de Lesão segundo a atividade econômica ...........Distribuição dos Acidentes segundo O Agente Causador da Lesão ..............Tabela 67 ................

.............................................Incidência de Acidentes Pôr Região (DATAPREV) .......... 53 Gráfico 11 ...................................................................Distribuição de acidentes pôr profissão .. ... 59 Gráfico 14 .......................................................................ÍNDICE DE GRÁFICOS Gráfico 1 .... 56 Gráfico 12 ... 27 Gráfico 5 ....... 75 Gráfico 17 ................Osasco .......................................... 59 Gráfico 13 ..... Gráfico 4 .........Distribuição dos acidentes na região dos pés segundo a natureza...Distribuição dos Acidentes segundo o dia da semana ........................ 52 Gráfico 10 ......................... 22 Gráfico 2 .Freqüência dos Acidentes segundo Atividade Econômica ..........................................................Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo a natureza do acidente.Freqüência de Acidentes com Morte (Brasil) ...............Acidentes Registrados na Região Sul (DATAPREV) .....Distribuição dos acidentes segundo o motivo................. 31 Gráfico 6 ........................................................................................................Comparação de distribuição de acidentes segundo faixa etária entre RGS e OSASCO ...........Distribuição de acidentes pôr sexo segundo a natureza............ Erro! Indicador não definido............................... 72 Gráfico 16 ... 77 xiii ......................................... 23 Gráfico 3 ........Freqüência de Acidentes pôr Idade................... 62 Gráfico 15 .....Distribuição de acidentes segundo faixa etária ....Freqüência de Acidentes Típicos (Brasil)........................................ 47 Gráfico 8 ..Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a natureza .. 51 Gráfico 9 ......................Distribuição dos acidentes segundo a hora do acidentes ...............mais de 15 dias segundo Classe de Atividade Econômica ........... 31 Gráfico 7 ......................Freqüência de Acidentes de Trabalho ..............................

... 122 xiv ................................................Principais campos de Informações do anverso CAT ......ÍNDICE DE FIGURAS Figura 1 ...Principais campos do Verso da Informações da CAT ..........Banco de dados utilizado para armazenamento de dados com base na CAT ......... 116 Figura 2 .......... 117 Figura 3 ...........

LISTA DE SIGLAS ABNT ACGIH AEPS ANFIP BEAT CANCAT CAT CID CIPA CLT CNAE DO DORT DRT/RS EPI FIBGE FIERGS INSS LER LT MIG MPAS MT N NB NI NR OIT PAIR PCMSO SEBRAE SSST SUB SUS TIG TLV UV Associação Brasileira de Normas Técnicas American Conference of Governmental Hygienists Anuário Estatístico da Previdência Social Associação Nacional dos Fiscais de Contribuições Previdenciárias Boletim Estatístico de Acidente de Trabalho Campanha nacional de Combate aos Acidentes do Trabalho Comunicação de Acidente do Trabalho Código Internacional de Doenças Comissão Interna de Prevenção de Acidentes Consolidação das Leis do Trabalho Classificação Nacional de Atividades Econômicas Doença Ocupacional Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho Delegacia Regional do Trabalho/Rio Grande do Sul Equipamento de Proteção Individual Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística Federação das Industrias do Estado do Rio Grande do Sul Instituto Nacional do Seguro Social Lesão pôr Esforço Repetido Limites de Tolerância Metal Inert Gas Ministério da Previdência e Assistência Social Ministério do Trabalho Número Normas Brasileiras Não Informado Norma Regulamentadora Organização Internacional do Trabalho Perda Auditiva Induzida pelo Ruído Programa de Consolidação e Médico de Saúde Ocupacional Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho Sistema Único de Benefícios Sistema Único de Saúde Tungstein Inert Gas Threshold Limit Values Ultra Violeta xv .

Os metalúrgicos foram a categoria profissional que mais acidentes de trabalho registraram. natureza e distribuição dos acidentes. além da falta de organização do posto de trabalho do acidentado. fatores que provavelmente contribuem para o aumento de riscos de acidentes. Há também grande incidência de impacto sofrido pêlos acidentados. canos e barras. analisaram-se informações referentes à empresa. Com base neste documento. Após a coleta dos dados. peças e máquinas. Com os resultados obtidos neste trabalho. pretende-se sensibilizar as empresas para que tomem medidas mais eficientes a fim de minimizar os riscos aos quais os trabalhadores estão envolvidos e expostos. O estudo. devido a queda de tubos. pois sofreram muitos acidentes pôr impacto sofrido. No entanto. xvi . os soldadores apresentaram um dado curioso.RESUMO A presente dissertação apresenta um levantamento de dados sobre acidentes de trabalho feito a partir de informações extraídas de um documento denominado CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho). Fica evidente que. fora de seu posto de trabalho ou de suas atividades tradicionais de solda. devido a ferramentas. deixa evidente a insalubridade do ambiente de trabalho do acidentado devido à quantidade de registros causados pôr ruído (principalmente fábricas de cutelaria) e DORT (Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho). existe a própria desorganização do trabalho. ao acidentado e acidentes de trabalho registrados no setor metalúrgico e metalmecânico do estado do Rio Grande do Sul nos anos de 1996/1997. Os profissionais atuam fora de seu posto e em tarefas que não são características de sua função. procedeu-se ao armazenamento dos mesmos em um software de banco de dados que permite analisar as informações levantadas no intuito de melhor conhecer a magnitude.

it was interesting to note that the welders were sited as having reported many impacts related injuries. most probably contributing to the increase of accident risks. By use of this databank an analysis of the results was made possible as well as the formulation of conclusions. machines. With these results. From this document was collected information regarding the companies/ manufactures. However. employees are used in areas other than the work stations for which they have not been hired. besides the lack of organization at their work stations. due to the large number of impact related injuries. After the data was collected. It was evident also. especially by tools. In the analysis of the results the following were made evident: A lack of organization of workstations. there was a lack of organization in the work itself. which were outside of their welding workstations. due to the fall of steel tubes and bars. The most significant manufacturing company sited for noise related injury was that of the cutlery industry and metallurgy for impact related accidents. The unhealthy work environment also was made evident in the high number of reports of noise related and LER (Injuries due to Repeated Efforts). and parts. The metallurgic sector was the professional category that registered the most number of accidents. accident related jobs and injuries in the areas of metallurgic e metal-mechanics in the state of Rio Grande do Sul in the years of 96/97. the information was stored in a databank. xvii .ABSTRACT The present dissertation shows the results collected from a document entitled CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho). we hope to make the manufacturing companies aware so that they may take greater effort in minimizing the job-related risks with which the workers are faced. that.

principalmente devido à subnotificação. instantânea ou não. 1 .. Com tudo isto também é necessário a criação de novas técnicas para controle e prevenção de acidentes. esses custos são demasiadamente altos (Ganhe.. ela é um importante instrumento de combate aos acidentes de trabalho principalmente devido a sua abrangência nacional. serviço ou empreendimento Na ABNT (1995) encontra-se a seguinte definição para acidente de trabalho: termo caracterizado como uma ocorrência imprevista e indesejável.1996). que é a não notificação de acidentes de trabalho. Técnicas estas necessárias para que as empresas se mantenham competitivas e se tornem mais produtivas em um mercado globalizado. Acidentes decorrem em custos sociais e econômicos para empresas. O trabalho pode gerar vida e saúde. Para a sociedade como um todo. ou uma atividade coordenada.1 INTRODUÇÃO O mundo do trabalho é complexo e cada vez mais pressionado pôr uma dinâmica global que exige a criação de novas técnicas. necessária à realização de qualquer tarefa. mas também pode gerar mortes. doenças e a incapacidade parcial ou permanente do indivíduo ao exercer suas funções. além de afetarem a própria atividade laboral. novos sistemas e novas tecnologias de produção. tendo como base as CATs. de caráter físico e/ou intelectual. Azevedo (1999) define trabalho da seguinte forma: palavra que indica aplicação de forças humanas para alcançar um determinado fim. podem-se definir prioridades e adotar medidas prevencionistas contra os riscos envolvidos na atividade laboral do trabalhador. trabalhadores e suas famílias. cuja principal fonte de dados é a Comunicação de Acidentes de Trabalho (CAT). 1. relacionada com o exercício do trabalho. Através das estatísticas. Apesar das CATs serem um instrumento que vem sofrendo diversas críticas. que provoca lesão pessoal ou de que decorre risco próximo ou remoto dessa lesão Os acidentes de trabalho. também atingem a sociedade em geral e o meio ambiente.1 Tema e Justificativa Uma das principais contribuições para auxiliar a entender os acidentes de trabalho são as estatísticas desses acidentes.

maior será a conscientização dos segmentos sociais. sem receber a devida atenção.. 1999) relata que: “É importante lembrar que o trabalhador não é uma simples peça produtiva e sim um ser humano merecedor de proteção no trabalho” Com o intuito de minimizar os acidentes de trabalho. Existem poucas informações e pouco histórico sobre desenvolvimento de pesquisa nesta área e muito poucas sendo feitas.1996) Em relação aos acidentes de trabalho ocorrido no Brasil. aposentadoria pôr invalidez permanente e auxílio pôr incapacidade permanente parcial..O que mais dificulta o enfrentamento dos problemas relativos a acidentes de trabalho é a dificuldade em se estabelecer um planejamento eficiente. dos dados sobre benefícios iniciados em 1995 pôr pensão acidentária. Este tema se enquadra principalmente em áreas ligadas à Saúde. Em relação ao trabalhador (Azevedo. o que ressalta um duplo aspecto que reduz o crescimento do país: um elevado gasto em benefícios decorrentes de trabalho pôr parte do governo e perda da produtividade pôr parte das empresas devido aos custos de acidentes”. quanto maior o número de estudos tendo como tema diminuição de acidentes de trabalho. fornecidos pelo 1 Compreendido como um instrumento para aperfeiçoar a compreensão dos números levantados através das estatísticas 2 . com relação à evitar que este problema permaneça. principalmente porque as informações sobre acidentes de trabalhos não são consistentes e pôr não receberem o tratamento epidemiológico1 adequado (Ganhe. Mitrof (1994) afirma que: “No Brasil existe a falta de um modelo prevencionista aliado à falta de cumprimento das normas existentes sobre acidentes de trabalho. Estudar meios para diminuição dos acidentes de trabalho é importante em primeiro lugar porque diz respeito à proteção da integridade física e mental da saúde do trabalhador no exercício de seu trabalho. o que aumenta o grau de dificuldade de realização de um estudo sobre acidentes de trabalho. Além disto. o Ministério do Trabalho (MT) começou uma pesquisa para apontar indicadores epidemiológicos com base na análise de freqüência. Segurança do Trabalho e Ergonomia.

DATAPREV edificações obras viárias extração de metais preciosos extração de pedra. 3 . bem como sua resolutividade. Estes indicadores foram analisados pôr atividade econômica. areia e argila Extração de minerais nãometálicos Na Tabela 1 são apresentadas as três principais atividades econômicas (indústria da transformação. como morte e incapacidade permanente. Fabricação de produtos minerais de madeira INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO Fabricação de produtos minerais não . 21). mais benefícios geraram devido aos mesmos. alguns setores produtivos apresentaram níveis elevados de eventos de gravidade. Estas três classes pertencem a um universo de 16 classes que fizeram parte do estudo realizado pelo MT (ver Tabela 2 pág. Com base nestes critérios foram estabelecidos grupos de atividades econômicas. através do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS). Segundo Ganhe.. elétrica e eletroeletrônica. estão a indústria metalúrgica e metal-mecânica. parcial e total.açúcar Fabricação de produtos químicos fabricação de produtos petroquímicos fabricação de fertilizantes fosfatados CONSTRUÇÃO Construção Extração de minerais metálicos INDÚSTRIA EXTRATIVA Fonte: BEAT.. merecem atenção especial para que se tomem medidas para prevenção de acidentes de trabalho e diminuição de riscos para os trabalhadores.(1996) esta priorização levou em conta a magnitude e a gravidade do problema. concreto e fibras . INSS. Tabela 1 . No topo da lista de atividades que devem ser priorizadas. metalmecânica. segundo critérios adotados pelo MT. segundo critérios adotados pelo MT.de. CAT. conseqüentemente. Segundo estes dados. pontes e torres madeiras Cerâmicas não refratárias artigos de cimento.s usina de cana.metálicos Fabricação de produtos alimentícios e de bebidas Atividade Econômica Fabricação de peças fundidas de ferro fabricação de estruturas metálicas para edificações. Estas atividades foram as que mais acidentes registraram e.Atividades econômicas priorizadas Classe de Atividade Econômica Grupo de Atividade Econômica Indústria metalúrgica. construção e indústria extrativa) que.

1. Qual a natureza de lesão mais freqüente entre os acidentados.2 Objetivo Geral O objetivo geral deste trabalho é contribuir para a criação de uma base de dados sobre acidentes de trabalho.mecânica estão no topo da lista. dentro da ordem de priorização. a indústria metalúrgica e a metal. − Analisar um posto de trabalho. Principal agente causador de lesão. quais tarefas normalmente executadas poderiam estar associadas com potenciais riscos do posto. 4. este trabalho tem como objetivo geral identificar os itens relevantes a acidentes que não estão hoje disponíveis a fim de aprimorar as informações constantes nas CATs 1.2. 3. percebe-se que. tomando como base um dos postos de trabalhos envolvidos em acidentes na indústria metalúrgica e metal-mecânica. priorizar ações que minimizem a ocorrência de acidentes de trabalho. identificando. Além disto. 4 . Qual a principal parte do corpo atingida.Conforme a Tabela 1. pôr meio de análise destes dados. 2. Quais profissões têm maior freqüência de acidentes.1 Objetivos Específicos Tem-se como objetivo específico deste trabalho: − Identificar: 1. − Verificar se os dados disponibilizados nas CATs são suficientes para que se possa estabelecer ações e medidas que permitam a eliminação ou o controle do risco de acidentes. para que se possa. em acidentes. merecendo prioridade nas ações para a busca de soluções que visem diminuir a ocorrência de acidentes de trabalho. − A realização de uma apreciação ergonômica.

Mecânico. e são feitas recomendações para estudos futuros. procurando comparar as informações das CAT com as características da profissão.1999). e não foram considerados os acidentes de trajeto. O capítulo 3 apresenta estatísticas nacionais sobre acidentes de trabalho e doenças profissionais. representando cerca de 30% da população economicamente ativa (Anuário. para cada grupo de variáveis levantadas. Os trabalhadores sem carteira assinada não pertencem à CLT. para posterior comparação com os dados obtidos a partir da análise das CATs feitas neste trabalho. No capítulo 5 é feita uma análise adicional para o soldador. 1..1.4 Limitações do Estudo A CAT contém apenas informações sobre os trabalhadores que são regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).. No capítulo 6 é apresentada a conclusão do trabalho. 5 . No capítulo 4 estão as informações referentes ao método de coleta de dados sobre acidentes de trabalho e são apresentados os resultados e análises. O levantamento foi feito apenas para o setor Metalúrgico e Metal.3 Estrutura do Trabalho O capítulo 2 apresenta uma definição geral e classificação de acidentes de trabalho. O levantamento de dados foi feito apenas no Rio Grande do Sul abrangendo o período de Janeiro de 1996 à Dezembro de 1997..

Corresponde aos segurados que faleceram em função do acidente do trabalho. − Incapacidade Temporária: Compreende aos segurados que ficaram temporariamente incapacitados para o exercício de sua atividade laborativa. 6 . depois de completado o tratamento e indenizadas as seqüelas. Óbitos . − Incapacidade Permanente: Compreende aos segurados que ficaram permanentemente incapacitados para o exercício de atividade laborativa. − Acidente de trajeto: ocorrido no trajeto entre a residência e o local do trabalho do segurado. No processo de registro dos acidentes do trabalho.2 ACIDENTES DE TRABALHO: DEFINIÇÕES E CLASSIFICAÇÃO Segundo a Norma Brasileira de Cadastro de Acidentes (NB18). − Assistência Médica: Corresponde aos segurados que receberam apenas atendimentos médicos para sua pronta recuperação para o exercício da atividade laborativa. − Acidentes Liquidados: Corresponde ao número de acidentes cujos processos foram encerrados administrativamente pelo INSS. que provoca lesão pessoal ou de que decorre risco próximo ou remoto dessa lesão (Abnt. o acidente do trabalho é caracterizado como uma ocorrência imprevista e indesejável. instantânea ou não. de acordo com o Inss (1998). − Acidente devido a doença do trabalho: ocasionado pôr qualquer tipo de doença profissional peculiar a determinado ramo de atividade econômica constante de tabela da Previdência Social (Anexo II do Decreto 611/92) − Acidentes Registrados: Corresponde ao número de acidentes cujos processos foram abertos administrativa e tecnicamente pelo INSS. o acidente do trabalho é definido tecnicamente nos seguintes termos: − Acidente típico: decorrente da característica da atividade profissional desempenhada pelo acidentado. relacionada com o exercício do trabalho. 1975).

definidos acima. traduzidas pelas expressões de ato inseguro e condição insegura.1 Classificação de Acidentes Para os efeitos do conceito de acidentes no trabalho. Pôr ter uma abrangência nacional. pôr imprudência ou porque “os operários teimam em alterar a rotina de trabalho”. Prova disto é um estudo realizado em três grandes empresas metalúrgicas do estado de São Paulo (Binder. Porém. − Acidente sem vítima ou incidente: Toda ocorrência não programada que interrompe a atividade normal do trabalho. 7 . a CAT se constitui numa importante fonte de informações sobre acidentes do trabalho e doenças profissionais. resultando em perda de tempo. de acordo com o artigo 142 do Decreto 611 pg13 (Anfip. à imprudência ou à exposição desnecessária ao perigo. Abaixo são relacionados três conceitos técnicos de Acidentes de Trabalho: − Acidente com afastamento: Aquele que impossibilita o retorno do acidentado ao trabalho no dia do acidente e na jornada normal no dia seguinte. No Brasil. existem acidentes que ocorrem. 2. (1999). o que normalmente denomina-se de “produção da consciência culposa”.1. Acidentes de Trabalho: Fator Humano. o acidente de trabalho ainda é considerado como um fenômeno decorrente de falhas humanas ou técnicas. J. contribuições da psicologia do trabalho. − Acidente sem afastamento: Aquele em que o retorno do acidentado ao trabalho ocorre no dia do acidente ou no dia seguinte. atividades de prevenção. 1992). 1997). recaindo na responsabilização do trabalhador. DELA COLETA.2 Principal Fonte de Informação No Brasil. Neste contexto se chamam incidentes. é necessário que ocorram lesões ou perturbações funcionais com ou sem afastamento do empregado do local de trabalho. Num outro estudo conduzido pôr Dela Coleta (1991) apud Costella. A. financeiros ou agressão ao meio ambiente. a maioria dos acidentes foram atribuídos aos operários. mas não provocam lesão.2.1. danos materiais. ou seja. nas quais 70% dos acidentes foram atribuídos ao descuido. 1991. a CAT é o instrumento formal de registro dos acidentes do trabalho e seus equivalentes. São Paulo: Atlas. à negligência.

visando a sua eliminação. principalmente. do progresso técnico. são aqueles em que a participação do elemento humano para a fabricação de um produto é quase nula.Para contrapor este ponto. trabalhando a um ritmo constante.1 Sistemas de Produção Os sistemas de produção podem ser de três tipos: não automatizados.2. que se dá quando um número igual de trabalhadores. 8 . alimentação das máquinas e parte de operações de transformação. É valido inferir que. A função do elemento humano restringe-se ao acompanhamento e controle dos equipamentos automatizados. (1989) afirma que com o processo de automação existe um menor risco de acidentes.2.automatizados mantém a intervenção direta do elemento humano na confecção do produto. ou seja. pela possibilidade de controle remoto e a eliminação das tarefas mais difíceis e perigosas e redução considerável da fadiga. 1989). No entanto. os processos semi. é decorrente. automatizados.2 Automação e o Trabalhador Araújo. 2.automatizados. o aumento da tecnologia tende a aumentar a monotonia do trabalho com conseqüente elevação do desgaste psicológico e da ocorrência de acidentes. A tecnologia introduz variáveis que alteram o ambiente de trabalho. Os sistemas de produção automatizados. cria uma quantidade maior de produtos. Porém. a fabricação é totalmente dependente da máquina. Pôr fim. maior eficiência dos meios de produção empregados (Araújo. 2. semi.2 A Tecnologia e os Acidentes de trabalho A elevação da produtividade. pôr sua vez. ou seja. favorecendo situações que expõe o trabalhador a sérios riscos de ter sua capacidade de trabalho diminuída. de invalidez e de doenças nas fábricas automatizadas. Os sistemas de produção não-automatizados compreendem a fabricação de um produto quase que de forma artesanal. pelo fato de se terem sistemas produtivos diferentes. 2. é preciso a pesquisa dos elementos característicos do acidente permitindo a identificação dos fatores de risco comuns a diferentes situações de trabalho. durante o mesmo período de tempo. pode-se também esperar que se tenham diferenças quanto à influência destes na exposição humana a menores ou maiores fatores de risco. Cabe ao trabalhador executar as tarefas de integração.

A morbidez ocupacional. existem acidentes com menor freqüência e maior gravidade.3 . afirma Araújo (1989) Izmerov (1992) analisou a morbidez ocupacional de trabalhadores de fundição em uma fábrica na Rússia durante 13 anos.4 casos pôr 1. Foi constatado que todas as 27 principais formas de doenças ocupacionais. O homem tem o seu próprio ritmo.normalmente em locais onde existam processos de automação. projeto de trabalho. seria preciso analisar se a diminuição de acidentes não seria substituída pela maior gravidade deste. Porém. Pode-se verificar que dependendo da forma como a automação for empregada. dentre as quais causadas pela poeira (silicose e bronquite) e vibrações locais (doenças pôr vibrações) foram as mais encontradas entre os trabalhadores de fundição. existe também uma alta intensidade de trabalho.1 Causas Tiffin e McCormick apud Araújo (1989) atribuem os acidentes a duas classes ou fontes principais ou a combinação das duas: − Fatores de Situação: Projeto do equipamento ou ferramenta. métodos de trabalho.3. sempre lembrando que o homem não é uma equipamento que pode acompanhar o ritmo constante das máquinas . Tiffin e McCormick 9 . 2.1. segundo o estudo.3 Considerações Sobre os Acidentes de Trabalho 2. ela pode aumentar a quantidade de acidentes de trabalhos em alguns casos. Conclui-se deste estudo que um decréscimo das doenças ocupacionais nas indústrias de fundição se mostra impossível sem a modernização e completa automação dos processos tecnológicos. procurando verificar os possíveis impactos que esta automação irá ter sobre o trabalhador. É muito importante que em sistemas automatizados se leve em consideração o fator humano.000 pessoas entre trabalhadores de fundição em indústrias da Rússia. duração dos períodos de trabalho e meio físico. compreende 1. O operário deve funcionar no ritmo da máquina automática de forma que não pare a produção. e deve ser respeitado no intuito de minimizar riscos com acidentes de trabalho. O importante no momento de se empregar o processo de automação é a preocupação com o fator humano. Em sistemas automatizados. e em outros ele pode vir a diminuir. ocorrendo desgaste emocional intenso e inclusive acidentes.

disciplina. temperamento. Elementos pertinentes à organização do trabalho que podem influir na ocorrência de acidentes de trabalho: − Leiaute. supervisão. sistemas de valores. temperatura. gases. − Jornada de trabalho. temperatura. Flippo Jucius Kwasnicka (1978) 10 . fluxo de trabalho. Flippo (1970). ruídos. etc.) − Aspectos Humanos: seleção e treinamento de pessoal. iluminação. − Condição física do ambiente de trabalho (ruído. − Dispositivos de segurança em máquinas e equipamentos. etc. fadiga. idade. − Fluxo de trabalho. proteção nas máquinas.− Fatores individuais: Características da personalidade.). Estes autores consideram que os acidentes basicamente tem como causa o erro humano. Fischer(1987) apud ARAÚJO (1989) diz que: “A organização do trabalho deve ser adaptada às condições do homem e não ao contrário. − Horário de trabalho. inaptidão ao trabalho. experiência e outros. sexo. atitudes impróprias. falta de cuidados e não observação das normas de segurança. Kwasnicka (1978) apud Araújo (1989) consideram como fatores principais: − Condições de Trabalho: Manuseio de material. − Condições físicas das máquinas e equipamentos. motivação. ambiente físico do trabalho (iluminação. − Ritmo de trabalho. Jucius (1977). formação.

4 Ritmo de trabalho Marx (1980) e Friedmann (1965) apud Araújo (1989) atestam que desde a introdução de sistemas mecânicos nas fábricas.3. Verificando que as modificações destas condições implica em vultuosas despesas. Pôr sua vez. Em seu estudo. estavam ocorrendo porque a maior parte da produção de equipamentos não seguia as regras e padrões de prevenção de acidentes e segurança de trabalho..2 Condições Físicas de Trabalho As condições físicas de trabalho são um dos fatores mais negligenciados pêlos empresários. como forma de prevenir a ocorrência de danos traumáticos nos trabalhadores daquelas indústrias.3.3 Fluxo de Trabalho Alguns estudos apontam que o manuseio de material é a fonte da maior quantidade de acidentes na indústria.1999) Sorokina (1997) em um recente estudo feito em indústrias metalúrgicas russas. 2. ao mínimo.. verificou que problemas com danos traumáticos. Marx Friedmann 11 . pode estar incrementando as ocorrências de acidentes de trabalho. e capacitação dos trabalhadores para execução correta de procedimentos com potenciais de perigo. ele verificou a necessidade de treinamento. 2.2. nos quais o ritmo de trabalho é mais intenso. Para esse setor. o trabalhador aceita trabalhar em locais insalubres de melhor salário (Anuário. primeiramente deve ser estudado o manuseio de materiais e componentes nas máquinas e bancadas. os acidentes do trabalho elevaram-se em grandes proporções. com a finalidade de que seja reduzido. preferem pagar o adicional de insalubridade. Isto vem a reforçar a idéia que a utilização de novos processos produtivos. conhecimento das necessidades de segurança. o contato físico e que haja dispositivos de segurança e proteção adequados.3. os quais passaram a determinar o ritmo da produção. conforme previsto em lei..

Dalmine (1993) realizou um projeto em uma indústria de aço. Muito pouco tem se feito para se resolver este problema. − Calor: Situação de desconforto em função de elevada temperatura. na Itália. Dependendo da quantidade e da velocidade de energia transferida. possuindo energia suficiente para desprender alguns elétrons existentes nas moléculas dos tecidos humanos. − Vibrações: Oscilação pôr unidade de tempo de um sistema mecânico. − Iluminação: Forma de energia que pode ser natural (sol) ou artificial (outras fontes que geram luz).1 Riscos Físicos Os riscos físicos são oriundos de agentes que atuam pôr transferência de energia sobre o organismo. biológicos.1. − Radiações Ionizantes: Forma de energia que se propaga no espaço como ondas eletromagnéticas.4. concentração ou intensidade (Herzer. 2. e praticamente não existem informações estatísticas sobre este fato. − Pressões Anormais: Aquelas que fogem dos padrões normais dos limites que os seres humanos toleram. mecânicos e ergonômicos existentes no ambiente de trabalho e capazes de causar danos a saúde do trabalhador em função de sua impureza. − Frio: Sensação de desconforto pôr baixa temperatura em relação ao corpo com conseqüente redução da capacidade funcional do indivíduo.4 Riscos Ambientais Consideram-se riscos ambientais os agentes físicos. Os agentes físicos mais presentes são: − Ruído: Qualquer sensação sonora considerada indesejável. químicos. − Radiações não Ionizantes: Forma de energia que se propaga no espaço como ondas eletromagnéticas. que não possui a energia necessária para deslocar elétrons.2. causarão maiores ou menores conseqüências para o trabalhador ou qualquer outra pessoa.4. − Umidade: Grande quantidade de partículas de água no ar.1 O Ruído O Ruído é um dos principais causadores de doença do trabalho na indústria metalúrgica e metal-mecânica. com o intuito de reduzir os ruídos em um posto de trabalho 12 . 2. 1997).

Este é um caso onde a tecnologia diminuiu os acidentes de trabalho. componentes que tem demonstrado. consistindo de especialistas em ergonomia que trabalharam em conjunto com um projetista mecânico. Foi feita também uma análise de correlação entre exposição a concentração de cobalto e concentração de níquel para 13 . em função da concentração e tempo de exposição. vapores. não apenas no posto de trabalho. O projeto inteiro foi conduzido pôr uma equipe multidisciplinar. A inalação de poeira nos worksites numa fábrica de metal pesado (operações de esmerilhamento principalmente). matrizes de metal pesado. a menos que sejam manuseados com cuidado. a Cobalto e Níquel. gases. procurou determinar a exposição de trabalhadores de uma Indústria de metal pesado da Inglaterra. poeiras e fumos que podem provocar lesões ou perturbações funcionais e mentais. com as mesmas. produtos químicos trazem problemas à saúde e à integridade física dos trabalhadores. com uma força de trabalho de 180 esmerilhadores foi analisada para cobalto e níquel. Os agentes químicos podem agir no ser humano pôr vias respiratórias. A microanálise de elétron-microscópio de Raio X . foi comprovado que os trabalhadores respiravam mais de 66 % desta poeira e em torno de 12 % estavam sendo expostos a níveis acima dos aceitáveis. líquidos.das partículas de poeira demonstrou que elas têm os mesmos componentes metálicos que produtos de metal pesado.4.4. quando absorvidos pelo organismo em valores acima dos limites de tolerância.encarregado de manusear as peças fabricadas e prepará-las para o transporte através do uso de um sistema robotizado.1 Agentes Químicos Um estudo feito pôr Kusaca (1992). 2. o trabalho manual associado com as operações e também eliminar o riscos associados. névoa. trazer problemas respiratórios. Riscos químicos têm como principais agentes sólidos.2 Riscos Químicos Normalmente. 2. e o gerente da seção onde seria empregado o sistema robotizado. Também como meta se tinha reduzir. cutânea e digestiva. O emprego do novo sistema reduziu o nível de ruído e eliminou a necessidade do trabalho manual e acidentes relacionados com as operações. Foi desenvolvido um método para avaliar o impacto econômico das vantagens ergonômicas obtidas da introdução de um sistema robotizado. ou até mesmo eliminar. aumentando a segurança dos trabalhadores e reduzindo consideravelmente os níveis de ruídos. mas em toda a fábrica.2. Em análises feitas.

2.4 Riscos Ergonômicos Os riscos ergonômicos decorrem do momento em que o ambiente de trabalho. Melhorias adicionais do ambiente de trabalho neste caso foram necessárias devido aos riscos causados pôr exposição a cobalto e níquel.. Neste caso se chegou à conclusão da necessidade de melhoria das condições de trabalho e aumento da qualidade e exames médicos completos. A melhoria das condições de trabalho deve levar em consideração o bem estar físico e psicológico.1992). dejetos de animais.3 Riscos Biológicos Riscos biológicos são aqueles causados pôr agentes vivos que causam doenças e se encontram no meio ambiente. Neste estudo se estabeleceu que a morbidade ocupacional foi em média 0.67 trabalhadores).3 casos). A prevenção deve levar em consideração a ventilação e programa de controle médico de saúde ocupacional . Podem estar relacionados com alimentos ou com atividades em contato com carnes. O mais alto nível de doença ocupacional foi induzido pôr bronquite devido a poeira em homens e neurite coclear em mulheres. estando ligados a fatores externos (ambiente) e internos (plano emocional). isto de 1984 a 1988.4.. silicotuberculose foi 5.4. dando significativa e positiva. bactérias.PCMSO. fungos. quando há disfunção entre o posto de trabalho e o indivíduo. 14 .3 casos em homens) e soldadores (bronquite devido aos fumos de soldagem.. 2. As doenças foram registradas com maior freqüência entre os trabalhadores de corte de produtos fundidos (silicose.indivíduos. Na Rússia um estudo sobre morbidade ocupacional em 140 trabalhadores de 15 empresas metalúrgicas foi publicado em 1992 (Occupational.15 casos para cada trabalhador (1 a cada 6. Em síntese. vísceras. sendo que entre as mulheres foram 32. couros. lixo. não está adequado ao ser humano. ossos. Podem ser vírus. sangue.

2 Teorias Psicológicas 2. transporte. Algumas teorias tentam explicar a ocorrência de acidentes sendo as mais conhecidas comentadas a seguir. − Condições inseguras: Criadas ou mantidas no ambiente pêlos mais diversos motivos aparentes. 15 .5. na qual a queda da primeira implicará na derrubada de todas as outras e a retirada de uma delas levaria a não ocorrência das seguintes.2.1 Teoria do Dominó Utilizada no Brasil.2. No local encontra-se os riscos de armazenagem. manuseio. movimentação. caldeiras. Os riscos estão associados ao conjunto do ambiente ou local de trabalho.4.5 Teoria da Propensão ao Acidente É baseada na premissa de que alguns indivíduos possuem características que os predispõem a uma grande probabilidade de se envolverem em acidentes em relação a outros indivíduos em condições similares de trabalho 2. combustíveis.5. explosivos. máquinas. pela baixa probabilidade de promoção do trabalhador ou pelo pagamento insuficiente. 2. nas instalações elétricas. tais como permanecer embaixo de cargas suspensas. Pode-se observar que também existem os riscos de operação. ligar uma máquina sem avisar ou luz insuficiente e peças desprotegidas que resultam em acidentes. fornos. seja pôr causa do trabalho monótono.5 Riscos de Acidentes Algumas bibliografias dividem os riscos em de ambiente ou de local.1 Teoria do Alerta O Acidente é resultado de um baixo nível de alerta (ou vigilância) causado pôr fatores relacionados ao clima psicológico negativo do trabalho. Consiste numa seqüência de eventos progressivos. 2. ferramentas. São elas: − Ato ou Condição Insegura: Desempenho inseguro das pessoas. pela falta de diversidade das tarefas. equipamentos.5. de modo que os mesmos estariam dispostos como peças de dominó. inflamáveis. condições sanitárias e outros.

2. 16 . desde a concessão de benefícios até responsabilidade civil e ou penal do empregador. sono. pode ser caracterizada como uma das mais brutais formas de violência urbana.1.19 bilhões de reais com o pagamento dos benefícios em 1996”. etc. − Custo não segurados: São constituídos pelas demais despesas. sendo que foram gastos 1.6..) pode aumentar a ocorrência de acidentes. ansiedade.2 Nível Micro − Custo Segurado: O Custo dos primeiros 15 dias de tratamento do acidentado e a despesa com o seguro do acidente do trabalho.(1998) citado pôr Costella(1998) 2. problemas familiares. quebra de continuidade da equipe. principalmente os que causam a morte ou a incapacidade permanente do acidentado. Diminuição da Produtividade.6.6.1 Nível Macro “Grande soma de recursos despendidos pela Previdência Social para custear os acidentes de trabalho. 2.6. principalmente se o trabalhador não se ajustar a eles.6 Aspectos sobre Acidentes do Trabalho 2. redução da produtividade do acidentado quando volta para o trabalho.2.1 Aspectos Econômico 2.6. Todos estes fatores se tornam mais críticos de acordo com a gravidade do acidente.2. A Tragédia. devido a interrupção do trabalho.2 Teoria da Acidentabilidade Afirma que qualquer condição de estresse imposto ao trabalhador pôr fatores internos (fadiga.. somandose a sua fragilidade emocional e seu abatimento moral que passa para toda a sua família. consumo de drogas.2 Aspectos Jurídico Abrange todos os passos legais a serem tomados após a ocorrência do acidente. interrupção do trabalho de equipes atingidas pelo acidente. de modo que a vítima inicia uma trajetória de sofrimento e humilhações decorrentes do tipo de assistência que passa a receber. O acidente influencia a vida social do acidentado. 2.3 Aspecto Social A violência do acidente do trabalho.5.1.

18. a solução deveria seguir esta ordem: 1.6.1 Princípio de Prevenção de Acidentes Ao atuar-se corretivamente em relação a uma tarefa que oferece risco ao trabalhador. 2. 2. deve-se promover a correção na seguinte ordem: Fonte: trajetória e indivíduo. Título II. Norma Regulamentadora nº 5 (NR5) . Lei 6514/77 regulamentada pela portaria 3214/78 e alterações posteriores. 2. nocivo ao trabalhador. se existe um máquina que produz um alto ruído.CIPA e a NR. Pôr exemplo. Cap V. relativas a Segurança e Medicina do Trabalho.2. Fonte: substituição da máquina ou do processo de trabalho pôr outro com menor nível de ruído. 17 .6. Condições e Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção. Indivíduo: utilização de protetor auricular para minimizar o ruído.Comissão Interna de Prevenção de Acidentes . 2.7.213 (Brasil.7 Prevenção de Acidentes Em termos de prevenção de acidentes do trabalho. a lei 8. Trajetória: enclausuramento da máquina para diminuir a emissão de ruído. 3. pela prestação de informações padronizadas sobre os riscos da operação a executar e do produto a manipular e pela segurança da saúde do trabalhador.5 Aspectos Legais A legislação que dá sustentação as Comissões Internas de Prevenção de Acidentes é a seguinte: Consolidação as Leis do Trabalho.4 Aspecto da Medicina do Trabalho O enfoque da medicina do trabalho tem o intuito de descrever a localização e classificação das lesões decorrentes de acidentes do trabalho e estudar os fatores que levaram à ocorrência de doenças profissionais. 1997) estabelece que a empresa é responsável pela adoção e uso das medidas coletivas e individuais de proteção.

2 Problemas em Prevenção de Acidentes Um problema grave que dificulta novas ações relativas à prevenção de acidentes é a escassez de dados estatísticos detalhados sobre acidentes de trabalho e doenças profissionais em qualquer ramo de atividade econômica. Apesar destas limitações. Rotterdam: Balkema. dispõe-se da CAT. Futuros acidentes podem ser evitados através da aplicação das lições aprendidas com acidentes passados. 1996. Implementation of safety and health on construction sites. 117-127. Para alimentar o banco de dados e obter informações necessárias. a qual é muito controvertida principalmente pôr causa da elevada subnotificação de acidentes do trabalho e doenças profissionais em alguns seguimentos. J. Lisboa.7. In: INTERNATIONAL CONFERENCE OF CIB W99. Dados estatísticos sobre acidentes no Brasil são apresentados no capítulo 3. P. (Hinze e Gambatese apud Costella.2. 1996.. 18 . a seguir. HINZE. Using injury statics to develop accidents prevention programs. a CAT é um documento oficial padronizado (cuja abrangência nacional talvez só encontre paralelo com o atestado de óbito) e importante fonte de informações sobre acidentes de trabalho. J. 1998). é necessário um banco de dados abrangente e completo. GAMBATESE. mas para isso.

porque se há falta de recursos. haja visto que ela pode ser facilmente mal preenchida e ignorada. há o problema da terceirização.. onde os dados vêm sendo disponibilizados pela previdência.. já que estas informações vem muito agregadas. é que as informações contidas nas CATs. Outro problema.. avaliar e vigiar.1999).. investindo em novas tecnologias... num desdobramento dos números que permite melhor qualificação da informação e da ação.. o grande problema que se enfrenta no Brasil é que sua mais importante fonte de dados sobre doenças e acidentes de trabalho. que motiva uma distorção dos dados oficiais. e novos processos produtivos. Uma outra importante fonte de consulta aos dados estatísticos do Brasil é a Internet. porém os mesmos vem sofrendo críticas. impedindo que pessoas interessadas possam ter acesso a informações especificas.. detectando tendências epidêmicas. é uma ferramenta de notificação que não tem muito crédito. torna-se possível priorizar ações. o que nem sempre reflete em melhores condições de trabalho (Anuário. Além de tudo isto. A avaliação baseia-se numa análise mais aperfeiçoada. a empresa responsável é a empresa terceirizada e não a contratante dos serviços.(1999) as estatísticas são importantes para o melhor conhecimento da natureza. apesar de obrigatória. A terceirização vem crescendo a cada dia. O planejamento de medidas contra acidentes de trabalho é importante . Os estudos estatísticos são muito importantes. para que eles não tenham um fim em si mesmos e possam servir de instrumento para a prevenção de acidentes de trabalho nos mais variados setores da economia brasileira (Anuário. porém é preciso associá-los a ações preventivas.3 ESTATÍSTICA NACIONAL DE ACIDENTES Segundo Anuário. se referem apenas aos acidentes nas áreas urbanas e ela abrange apenas 30% da população economicamente ativa do país. 19 . A vigilância é a possibilidade de acompanhamento próximo à ocorrência do evento. a CAT. principalmente pela necessidade das empresas diminuírem seus efetivos e se tornarem mais competitivas.1999). haja visto que em caso de acidente do trabalhador. Porém. distribuição e magnitude dos acidentes para que se possa entender a três finalidades: planejar.

em determinado período de tempo. De acordo com esta tabela pode-se observar que a indústria de transformação é a maior geradora de acidentes de trabalho em termos de freqüência.representa a perda de tempo (dias perdidos + dias debitados) que ocorre em conseqüência de acidentes com afastamento em cada milhão de horas. que este é um setor preocupante. merecedor de ações e medidas que busquem o controle do risco e a melhoria das condições de trabalho (Ganhe 1996). estão apresentados os benefícios concedidos pôr acidentes de trabalho segundo classes e grupos de atividade econômica em 1996.representa o número de acidentes. 20 .3. Coeficiente de freqüência . que podem ocorrer em cada milhão de horas . Coeficiente de gravidade . Verifica-se. O objetivo principal destes dados levantados pelo MT. 3. então. e com mais atenção nos setores que geram mais acidentes de trabalho. mapeou os setores econômicos causadores de acidentes graves e fatais e que mais geraram benefícios previdenciários relativos a pensão acidentária e invalidez permanente nos anos de 95 e 96. foi de se poder agir com menos dispersão.homem de exposição ao risco.2 Estatísticas de Benefícios concedidos pôr Acidentes de Trabalho A Secretária de Segurança e Saúde no Trabalho com base nos dados de concessão de benefícios do INSS.1 Coeficientes A estatística de acidentes de trabalho convencional é feita através de dois tipos de coeficientes que auxiliam a mensuração dos acidentes de trabalho: o coeficiente de freqüência e o coeficiente de gravidade.homem de exposição ao risco. cruzados com os do CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas). Na Tabela 2. com ou sem lesão.

Armazenagem e Comunicações Outros serviços Coletivos.96 O Gráfico 1 traz uma representação visual da Tabela 2 onde se verifica que a indústria da transformação causa praticamente 3 vezes mais acidentes que a segunda colocada.823 6. Objetos pessoais e domésticos Atividades Imobiliárias. 21 .745 1.677 5. Reparação de Veículos.504 965 742 628 731 272 900 120 134 107 83 119 182 38 5 3. Silvicultura e Exploração Florestal Saúde e Serviços Sociais Alojamento e Alimentação Administração Pública. reparação de veículos.187 156. comércio.609 Fatais 580 550 288 329 477 84 50 96 18 52 40 65 48 13 1 593 3.843 Fonte: SSST com base nos dados brutos do MPAS/INSS e MT/RAIS.046 407 430 454 366 227 456 78 95 82 68 112 94 15 2 1.338 16. Pecuária.Tabela 2 .767 12. Defesa e Seguridade Social Produção e Freqüência de Eletricidade Indústrias Extrativas Educação Pesca Serviços Domésticos Organismos Internacionais CNAE não Informado Total Geral 3.817 2.363 3. sociais e pessoais Intermediação Financeira Agricultura.957 2. Alugueis e Serviços prestados a empresas Construção Transporte.335 956 75 5 2 29.356 7.807 1.313 11.Benefícios concedidos pôr acidentes de trabalho segundo classes e grupos de atividades econômica em 1996 Freqüência Classes e grupos de Atividade Econômicas Mais de 15 dias 47.599 1.385 Incapacidade Parcial Permanente Invalidez Permanente 1.222 10.031 11.284 Industria de Transformação Comércio. objetos pessoais e domésticos.

que não devem ser desconsideradas.611 casos. No entanto. Mesmo sendo estados de grande concentração populacional. O estado de Tocantins. a maior freqüência dos acidentes que resultaram em invalidez permanente está no estado de Minas Gerais. descreve os benefícios concedidos pôr acidentes de trabalho em 1996. possui um coeficiente cinco vezes maior (66. porém com um coeficiente de 13.mais de 15 dias segundo Classe de Atividade Econômica .22. 110) elaborada a partir dos dados levantados para a CANCAT de 1997.939 registros de incapacidade parcial permanente e com 872 casos fatais. Minas Gerais para os de invalidez permanente. são as diferenças culturais entre as regiões do nosso país. o que justificaria um maior número de acidentes.Freqüência de Acidentes de Trabalho . O Brasil tem dimensões continentais e em cada estado são encontradas condições sociais e econômicas diferentes. o Rio Grande do Sul aparece com o mais alto número. a qual revela que o estado de São Paulo lidera a freqüência dos acidentes com mais de 15 dias totalizando um número de 60. 22 In C om du st ér ria ic d io .35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% A Tabela 57 (em anexo pág. Já no campo de coeficientes (nº de acidentes a cada 100.33) do que o de São Paulo. pois São Paulo tem mais trabalhadores do que Tocantins. com 2. Um outro fator. que sempre é importante salientar quando se estuda estatísticas estaduais. nos acidentes com mais de 15 dias. que aparece com 872 óbitos.000 trabalhadores). apesar de ter registrado somente 22 óbitos. Rondônia entre os acidentes de incapacidade parcial permanente. há também que se considerar a quantidade maior de notificações nestes estados.904 casos. com 5.R eT ra ep n ar aç sfor m ão At iv de açã id Ve o ad es íc Im ulo s ob iliá ria C on s O st ut ru ro çã s Tr se o an In rv s te iç os por rm te ed C o ia çã leti vo o s Fi Sa na úd ce e Ag ir e Al S ric a oj Pr ul am erv od tu en iço ra uç s to ão So Ad e e c Al m D im iais in is en is tri tra bu t çã açã iç ão o o Pú de bl In El ic dú et a st r ria icid ad s Ex e tra tiv as Ed uc aç Se ão O rv rg io Pe an s is sc D m a os om és In tic te o rn ac s io na is Gráfico 1 .

Em segundo lugar. 16000 14000 12000 10000 8000 6000 4000 2000 12 anos 15 anos 18 anos 21 anos 24 anos 27 anos 30 anos 33 anos 36 anos 39 anos 42 anos 45 anos 48 anos 51 anos 54 anos 57 anos 60 anos 63 anos 66 anos 69 anos 0 Gráfico 2 . pôr motivo. segundo a idade. o que pode ser facilmente explicado pelo fato de que as doenças geralmente são resultados de um tempo maior de trabalho insalubre até se manifestarem. segundo a idade. apresenta a freqüência de acidentes de trabalho registrados. que os acidentes de trabalho crescem do 12 até os 21 anos. o grupo da faixa entre 21 e 25 anos.3 Dados Estatísticos Segundo a Idade A Tabela 58 (em anexo pág 112). em 1997. primeiro. Segundo 23 . na forma como os dados estão distribuídos ao longo do gráfico. no qual estão registrados 59. A grande quantidade de acidentes que ocorrem com os jovens pode ser explicada.3.Freqüência de Acidentes pôr Idade No Gráfico 2 está representada a freqüência de acidentes de trabalho registrados. pela sua pouca experiência e segundo. pôr motivo. em 1997.126 acidentes. talvez pela maior quantidade de trabalhadores jovens que existe no mercado de trabalho. (Tabela 58 em anexo pág 112)observa-se um índice maior na faixa etária que abrange trabalhadores de 36 a 40 anos. Neste gráfico pode-se verificar que a faixa etária com maior freqüência de acidentes compreende a de 21 anos de idade. e após isto eles começam a decair dos 22 até os 70 anos. Em relação às doenças.868 casos. Também é possível verificar. O grupo com maior número de acidentes é o que compreende trabalhadores entre 26 e 30 anos. no qual estão registrados 52. Com relação aos acidentes típicos e de trajeto. pois os mais velhos são menos contratados. o maior número localiza-se na faixa etária dos trabalhadores entre 21 e 25 anos.

Inicialmente. os trabalhadores mais jovens se vêm deparados com um leque de situações onde eles têm pouca experiência. estas dificuldades podem ser. que contém o histórico dos acidentes e doenças registrados desde 1970 até 1997. com 369. Laflamme (1997) ainda sugere que uma maior atenção deve ser dada às condições de trabalho dos mais jovens. Os ambiente de trabalho dos mais jovens são normalmente sujeitos a maiores riscos. compensadas pela maior experiência e habilidade adquiridas ao longo do tempo na execução de tarefas. Em relação aos fatores técnicos. um aumento em mais de 5 vezes no número de doenças do trabalho e uma diminuição pela metade dos óbitos e dos acidentes de trajeto. uma diminuição para cerca de um terço do número de acidentes típicos registrados em 1987. Com base na Tabela 3 se observa que nesta década houve um pequeno aumento no número de empregados segurados. o que vem pôr diminuir o emprego de trabalhadores mais velhos. em 1997 o seu menor número histórico.538) e 3. Conforme Laflamme (1997) existem dois fatores que podem explicar a maior incidência de acidentes entre os jovens: são eles fatores físicos e técnicos. estes números eram extraídos do Boletim Estatístico de Acidentes do Trabalho (BEAT) e INSS Divisão de Planejamento e Estudos Estratégicos. os números tomam como base a CAT e o SUB. contra 3. Em 1997 morreram 2. se comparando ao ano anterior (1996). 3. em muitos casos. e são caracterizados pôr serem postos com cargas de trabalhos maiores e mais extenuantes.4 Dados estatísticos de acidentes de trabalho e doenças profissionais Na Tabela 3. verificou-se que os números deste último ano (1997) apresentaram uma redução em todos os tipos de acidentes e doenças.967 em 1995.694 trabalhadores com acidentes de trabalho. Apesar da diminuição do número real de acidentes do trabalho. Porém. observou-se o aumento da relação entre 24 .422 em 1996 (até revisão anunciada pela previdência em julho de 99 eram 5.060 casos contra os quase dois milhões de acidentes registrados em 1970. e se defrontam com situações pouco familiares. A partir de 1996. e aos riscos aos quais eles são expostos. Fazendo uma retrospectiva até a década de 70 se observa que o número de acidentes de trabalho atingiu.Laflamme (1997) existe hoje no mundo uma concepção fatalista de que as capacidade mentais e físicas diminuem com a idade.

678.07 6.57 3.238 93.627 0.29 6. faltando CE out a dez.12 56.551 1.115 0.956.42 60.468 1983 20.27 1.4 34.996.55 1.191 2.68 51.178.696 32.614.803.605 1978 17.445 4.117.222.284 831.15 1.870 306.89 6.72 46.632.054 1982 20.050 2.28 0.016 3.74 64.02 56.110 3.754 92.200 1988 23.74 1129152 93.82 961.934 96.614.02 5.318 98.696 0.825 0.134.479.25 1.587 2.750 0.012 91.986.537.045.68 5.791 325.BEAT.455 369.707 % Total de Acidentes Total de Óbitos 2.Nº de Acidentes e Doenças do Trabalho registrados no Brasil.382 5.129 3.78 3.699 449.220.93 4.85 57.94 1.731 1980 19.394 1.554 5.395 1.649 97.77 0.57 44.343 587.7 6.683 92.56 8.551.19 1.833 97.215.464 3. INSS.87 8.19 0.365 431.766 3.266 388.299 15.874 943.912 93.38 0.13 2.808 4.700 88.82 4.307 1. de 1970 a 1997 Ano 1970 1971 1972 Massa Segurada 7.28 0.424 93.525 95.692 632.258.32 14.780 1.284.34 28.065 1993 22.967 3.875 1991 22.694 % 0.723 0.342 4.25 1.673 4. 5.790 488. AC e RO jan a dez.98 52. A partir de 1996 os dados foram extraídos da Comunicação de Acidentes de Trabalho .722 1.967 1.9 58. 25 .7 0.91 5.02 3.901 1989 23.283 4006 6014 6.517 98.792.210 90.07 4.833 4.001 3.75 3.237 1979 18.92 55.672 98.111 0.79 48.13 3.824 4.523 0.823 3.709 82.602.761.013 5.045 1984 20.737 895.916.22 0.448 1997 * 1.504.858 1992 22.137 395.465 0.18 0.93 5.496 4.616 4.213 693.46 0.38 0.755.784 1.987 Acidentes Típicos % Acid.49 1.756.34 0.124 Fonte: Boletim Estatístico de Acidentes de Trabalho .5 0.945.12 7.312 386.72 0.3 1.646 34.81 0. ** As informações de 1996 foram revistas.110 94.34 0.713 3.51 0.692.77 Doenças Profiss. Divisão de Planejamento e Estudos Estratégicos.74 2.279 1.796.404.21 6.389 1.42 0.32 1.41 0.47 0.51 29.438 1985 1986 20452109 22211680 1987 22.634 3.869.649 0.539 95.937 4.016 1.1 1.338.743.48 63515 72702 0.832 94.304 424.637 1995** 23.464.016. RS abr a dez.13 1.51 0.99 1.54 0.21 0.815 1981 19.760 91.689 97.838 5.607 1990 22.024 1975 12.330.11 1.273 1.824 350.598 3.589.394.957 96.025 89.08 48.830 927.92 5.016 3.472 0.211 0. DF jun a dez.CAT e do sistema Único de Benefícios SUB.36 1.137.472 8.057.23 1.311.187 0.199. Tabela 3 .5 0.355 4.19 0.003.200 1996** 24.331 8.900 4.15 28. DATAPREV.56 1.09 30.173 3.88 6. * Dados parciais.37 0.989 901.214 4.956 1974 11.722.11 1.31 2.33 0.19 22.824 374.562.204 2.270 20.73 57.531 95.260.3 1.308.761 0.7 3.75 0.572 640.74 0.335 98.108.489 1977 16.497.502 1.148.029 4.553.79 8.054 1010340 93.575 1077861 1207868 992.796 1976 14.854 3.422 2.501 0.232 2.31 23.738 4.417 15.839 2.022 7. Esta inconsistência entre os dados apresentados aponta para a possível ocorrência de subnotificação.19 0.508 4384 4578 5.217 6.33 18.889 29.065. De Trajeto % 1.008 1994* 23.270.21 0.55 48.065 1973 10.19 1.óbitos e acidentes.38 0.77 38.4 1.138 1.

assim.000 1.000 1. Os dados divulgados pela previdência refletem a falta de informações sobre acidentes leves no Brasil. época em que a previdência remunerava os acidentados com afastamento um dia após o seu acidente. Grande parte disto se dá devido à terceirização.000 800. principalmente do setor petroquímico. já que os acidentes com trabalhadores terceirizados são subnotificados. quando a previdência remunerava os acidentes com menos de 15 dias de 26 . diminuindo. porém a recíproca não é verdadeira em se tratando de subnotificações.000. pode-se observar a tendência crescente dos acidentes típicos até o ano de 1975. e após 1976.000 200. devido à redução de seus efetivos (Anuário 1999). foi feita uma comparação dos registros de acidentes de trabalho antes de 1976.800.600.000 400.1 Subnotificação A Fundacentro (órgão do MT) no início dos anos 90 publicou uma investigação a respeito de subnotificação das informações contidas na CAT. 2.000 600.3.200. A principal conclusão que se chegou foi da não notificação de acidentes leves.4.000 1. siderúrgico e metal-mecânico.000 1. quando a previdência passou a remunerar o acidentado após o 15 º dia de afastamento. Os dados oficiais apontam para uma diminuição dos acidentes. as estatísticas de grandes empresas. pois estes não tinham mais a remuneração da previdência.000. Neste estudo.400.000 1.000 0 2 6 8 8 4 2 0 4 19 9 0 0 4 6 19 7 19 8 19 7 19 9 19 8 19 8 2 19 9 19 7 19 8 19 7 19 7 19 8 19 9 6 Gráfico 3 Freqüência de Acidentes Típicos (Brasil) A partir do Gráfico 3.

A partir de 1976 houve uma queda até o ano de 1984. os acidentes apenas tem diminuído.000 6. O Gráfico 4 traz uma das informações mais difíceis de ser subnotificada.Freqüência de Acidentes com Morte (Brasil) 27 . possivelmente devido a subnotificação dos acidentes leves. e desde este ano. No entanto. que talvez seja explicado pelo aumento crescente de tecnologia nos postos de trabalhos.000 1.000 4. que não mais chegaram ao conhecimento da previdência.afastamento. calor e poluição e até mesmo pela desorganização dos postos de trabalho.000 2. consta que o Brasil é o país que menos possui acidentes de trabalho entre vários outros países do mundo. quando a comparação se dá em nível de mortes de trabalho o Brasil está entre a com maior incidência.000 5. após um crescimento até 1986. a cada ano. porém não são acompanhados pela diminuição das mortes. O total das doenças de trabalho no Brasil de 1970 até 1976 também apresentam uma tendência crescente. pelo ruído.000 0 19 70 19 71 19 72 19 73 19 74 19 75 19 76 19 77 19 78 19 79 19 80 19 81 19 82 19 83 19 84 19 85 19 86 19 87 19 88 19 89 19 90 19 91 19 92 19 93 19 94 19 95 19 96 Gráfico 4 . e nela se percebe o quanto as estatísticas brasileiras são incoerentes. devido ao ritmo que lhe é imposto. quanto fisicamente.000 3. O acidente de trabalho vem diminuindo. 7. No anuário da Organização Internacional do Trabalho (OIT) de 1997. que afetam o trabalhador tanto psicologicamente.

3. 114). meses com menos dias úteis devido a datas festivas e carnaval.065. devido ao natal e final de ano.3. 28 . sem menção de complicação. O número maior de doenças registradas refere-se ao grupo sinovite e tenossinovite.3 Estatísticas de Acidentes segundo o mês de Ocorrência A Tabela 4 traz uma a dos acidentes pôr mês.707. enquanto que neste quadro estão representados apenas 72. ferimento de um ou vários dedos da mão.4. deixando de identificar a doença ocasionada pelo acidente. Apesar deste tipo de levantamento sido uma evolução. fatores que podem influenciar na menor quantidade de acidentes. O motivo mais provável é que o preenchimento da CAT não deve estar sendo feito corretamente.469 (um quinto deste número). e meses destinados a férias. conforme a Classificação Internacional de Doenças . Foram registrados neste levantamento. apresenta as 30 doenças mais incidentes ao longo do ano de 1997. os maiores registros são aqueles que correspondem à convalescença após cirurgia.CID. sendo estes membros os mais suscetíveis aos acidentes de trabalho. Os meses que apresentaram menos acidentes foram Dezembro e Fevereiro. Em seguida. Uma constatação importante é que a maioria das doenças mais incidentes registradas refere-se às mãos e dedos. ferimento de um ou vários dedos da mão complicada. Os meses que mais apresentaram acidentes neste ano foram Setembro e Outubro. O número total se acidentes divulgados oficialmente foi 369. período onde cresce muito o ritmo de produção em diversos ramos de atividade. ao longo do ano de 1997. cujo número oficial divulgado foi de 29. fratura de uma ou várias falanges da mão fechada. Outro fato que não pode deixar de ser mencionado é que nem todos os acidentes registrados no ano de 1997 estão representados nesta tabela. eles ainda não representam a realidade dos números oficiais.2 Estatísticas de Acidentes segundo a Classificação Internacional de Doenças (CID) A Tabela 59 (em anexo pág.4. lumbago (dor na região lombar) e amputação traumática de outro(s) dedo(s) da mão sem menção de complicação. cerca de um terço do total de doenças.

870 26.092 15.883 3.483 31.171 31.962 26.906 2.679 32. 123) apresenta um apanhado histórico dos acidentes de trabalhos registrados.798 32.451 18.1997 Motivo MESES TOTAL 369.049 31.707 2.649 2.5 Dados estatísticos de acidentes de trabalho e doenças profissionais pôr Região e Estados da Federação A Tabela 65 (em anexo pág.976 2. 29 . Estes dados servem para se avaliar a evolução dos números de acidentes nos estados.500 2.700 1.930 2.891 2.457 2.271 1.751 2. Os dados foram extraídos do Boletim Estatístico de Acidentes de Trabalho com base na CAT. Típico 306.229 3.623 2.085 3.222 3.825 26. Abril Maio.581 3.734 2.142 2.718 26.525 2.352 2. Junho.839 17.456 23.838 32. nos últimos três anos.754 2.065 Janeiro Fevereiro Março.932 28.CAT.534 Doença do Trabalho 29.887 31.641 26.937 26.814 30.Quantidade mensal de acidentes de trabalho registrados.627 3.044 Trajeto 32.709 26.047 1.015 37. pôr motivo . Julho Agosto Setembro Outubro Novembro Dezembro Fonte: . pôr estado e região. DATAPREV.376 37.208 32.111 23.214 2.Tabela 4 .

Tabela 5 - Quantidade de acidentes de trabalho registrados, pôr motivo, segundo as Grandes Regiões e Estados da Região Sul 1995/97
Total 1.995 Brasil Norte Sudeste Sul CentroOeste 1.996 1.997 1.995 Típico 1.996 1.997 1.995 Trajeto 1.996 1.997 1.995 Doença 1.996 1.997

424.137 395.455 369.065 5.005 6.155 5.775 4.318 4.841 5.146 492 2.362 2.585 1.301 288 703 195 1.225 535 347 646 306 2.067 3.022 5.204 6.368 845 Trajeto 1997 1995 ... 1.031 1.554 1996 1997 1995 ... 58 477 3.174 3.023 1.435 1.618 595 1.727 1.743 2.988 2.395 6.846 4.532 2.011 Doença 1996 1997 3.205 2.540 1.828 1.422 1.813 570 912

Nordeste 23.611 25.258 26.046 20.024 20.203 20.629 45.792 92.295 83.209 42.672 80.245 72.309 10.673 13.921 13.774 Total 1995 RGS Paraná SC ... 1996 1997 1995 ... 39.165 35.741 9.025 11.065 11.119 Típico 1996 32.786 30.178

339.056 258.206 239.881 298.661 209.516 197.506 22.051 26.292 20.813 18.344 22.398 21.562

19.774 31.459 27.968 18.685 28.196 24.928 26.018 21.671 19.500 23.987 19.263 17.203

A Tabela 5 apresenta os dados referentes apenas às grandes regiões e ao estado do Rio Grande do Sul. Pode-se observar que a região sudeste possui a maior freqüência de acidentes, provavelmente, entre outros fatores, pôr possuir uma maior quantidade de trabalhadores, pois possui o mais importante pólo industrial do país, concentrado principalmente no estado de São Paulo. A região Norte é a que possui a menor quantidade de acidentes, provavelmente devido ao fato de ter menor quantidade de trabalhadores, e não ter um pólo industrial muito desenvolvido, entre outros fatores.

30

4 5 0 .0 0 0 4 0 0 .0 0 0 3 5 0 .0 0 0 3 0 0 .0 0 0 2 5 0 .0 0 0 2 0 0 .0 0 0 1 5 0 .0 0 0 1 0 0 .0 0 0 5 0 .0 0 0 0 B ra s il N o rte N o rd e s te
1 .9 9 5

S u d e s te
1 .9 9 6 1 .9 9 7

Sul

C e n tro O e s te

Gráfico 5 - Incidência de Acidentes Pôr Região (DATAPREV) Pôr inspeção visual do Gráfico 5, pode-se verificar que o total dos acidentes da região sudeste é maior do que de todas as outras regiões restantes. Na região sul, o Rio Grande do Sul é o estado que mais apresenta acidentes de trabalho registrados, como pode-se verificar no Gráfico 6. O Rio Grande do Sul não informou os valores referentes de Janeiro a Dezembro de 1995. Segundo a Previdência Social, a justificativa para a falta destes dados é técnica, devido a uma mudança de tabulação feita regionalmente, o que prejudicou a totalização dos resultados.
Incid ência de Acidentes to tais para a R eg ião Sul

45000 40000 35000 30000 25000 20000 15000 10000 5000 0 RGS P araná
1995 1996 1997

SC

Gráfico 6 - Acidentes Registrados na Região Sul (DATAPREV) 31

3.5.1 Casos Novos Tabela 6 - Acidentes Típicos Novos em 1996
Região Norte Nordeste Sudeste Sul Paraná Santa Catarina Rio Grande do Sul Centro- Oeste Ignorado
Fonte: MPAS/SPS - DATAPREV/DIGI.E

Taxa 11,9 11,4 23,7 30,1 28,8 29,6 31,6 13,1 -

A Tabela 6 apresenta os casos novos de acidentes pôr 1000 trabalhadores segurados, segundo o local de registro de ocorrência. A região sul foi a que mais apresentou casos novos em 1000. O Rio Grande do Sul foi o estado que mais contribuiu para esta estatística com 31,6 novos casos por 1000 trabalhadores Apesar da Região Sul possuir uma população economicamente ativa menor do que a região sudeste, a mesma teve um número maior de casos novos em 1996. O setor metal mecânico é o de maior importância para a economia brasileira, mas também é o que apresenta maior índice de acidentes.

32

046 Fatais 115 165 25 53 58 20 40 7 13 36 15 16 11 1 2 577 Indústria Metalúrgica. Fabricação de Artigos de Borracha e Plástico Fabricação de Produtos de Fumo Reciclagem Total Geral Fonte: SSST com base nos dados brutos do MPAS/INSS e MT /RAIS-96 A Tabela 7 apresenta os dados referentes à classe de atividade econômica da indústria de transformação. com os respectivos grupos de atividade econômica pertencentes a esta classe.395 380 341 278 231 184 192 73 78 76 79 96 89 5 7 3. sendo responsáveis pôr 32. Pode-se verificar que as indústrias do setor metalúrgico.9% dos acidentes ocorridos na indústria da transformação. um total de 17. acidentes de incapacidade parcial permanente. e os dados referentes a acidentes com mais de 15 dias de afastamento (considerados graves). Impressão e Reprodução de Gravações.671 1.655 1.Tabela 7 . de invalidez permanente e acidentes fatais. sendo também as maiores geradoras de benefícios previdenciários relativos à pensão acidentária e invalidez. Confecção de artigos de Vestuário e Acessórios Fabricação de Coque.160 2.401 3. Metal-Mecânica. Artigos de viagem e Calçados. Elaboração de Combustíveis Nucleares e produção de Álcool. Estas indústrias causaram. papel e Fabricantes de Papel.655 1. 33 .966 3. Elétrica e Eletrônica.296 acidentes.874 2.342 9.175 2.125 863 103 63 47. Fabricação de Produtos Alimentícios e Bebidas Fabricação de Móveis e Indústrias diversas Fabricação de Produtos de Madeira Fabricação de Produtos de Minerais não Metálicos Fabricação de Produtos têxteis Fabricação de Produtos Químicos Preparação de Couros e Fabricação de Artefatos de Couro. metal-mecânico e eletrônico são as maiores causadoras de acidentes. Refino de Petróleo. Edição.504 444 139 73 50 85 34 46 27 41 21 18 29 24 13 2 1. em 1996.102 1.Benefícios concedidos por acidentes de trabalho segundo os grupos de atividade econômica da Indústria da Transformação em 1996 Freqüência Grupos Mais de 15 dias 15. Fabricação de Celulose.353 Incapacidad Invalidez e Parcial Permanente Permanente 1.183 1.

443 1.727 14.923 1.societárias Agropecuária Indústria de produtos farmacêuticos e veterinários Indústria de calçados Indústria de produtos de mat.180.352 442.º de Empr Ativo Total 500 42 16 44 21 3 60 17 14 21 48 8 23 26 16 21 26 17 14 2 9 16 5 6 2 4 7 4 3 2 3 531.311.042 36.598 16.br/ranking/ranking3.560 1.492.725 1.587 9.361.300.enfoque.327 44.492 453.918.506 30.944 20.471 10.811 8.134. artefatos de tecidos e de viagem Holding. papelão e celulose Extração de minerais Indústria de construção Indústria de produtos alimentares Serviços auxiliares diversos Indústria de prod.060.082 742.128.002 1. elétrico.727. Minerais.197 3.htm N. televisão e diversões Indústrias diversas Fonte: http://www.135.483 2.374.010 A Tabela 8 mostra a importância das atividades econômicas no país em relação ao ativo total que cada atividade movimenta. transporte Indústria de madeira Indústria do vestuário.Tabela 8 .961 8.056.controlad.390 1.com.792 186.373.463. 34 .829 19.399.421.711 903.316 53.201. não-metálicos Comércio atacadista Indústria de bebidas Indústria de mat.006.140. Comércio varejista Indústria mecânica Indústria têxtil Indústria de fumo Indústria editorial e gráfica Indústria de mat.425 26.010 5.185.286 2. depart.104 6.586.444. Plásticas Serviços de radio.891.997.478 10.067.500.Ranking das Empresas pôr Setor Econômico Setor Econômico Total Serviços industriais de utilidade pública Serviços de transporte Indústria metalúrgica Serviços de comunicação Refino do petróleo e destilação de Álcool Indústria química Indústria de papel.

00 no ano de 1999.5. adaptação e treinamento de substitutos. mas encontra nas cidades de Panambí. − Região das Missões: Depende basicamente de atividades agropecuárias. É preciso estar ciente que os custos dos acidentes de trabalho. atraso na entrega de produtos. A empresa é afetada de diversas formas. Tempo perdido e aumento dos custos de produção em função de perdas de matérias primas.2 Importância do Setor Metalúrgico e Metal-mecânico na Economia do Estado do Rio Grande do Sul Para o estado do Rio Grande do Sul especificamente. Financeiramente. Canoas e Gravataí também têm um pólo metalúrgico forte contribuindo muito para a economia da Região. e reduzirem os custos associados. A região de Caxias do Sul compreende um dos mais importantes e completos pólos metal-mecânico do Brasil. com indústrias de grande porte nas áreas de metalúrgica e de material de transporte. estando entre as principais indústrias em relação à atividade econômica. Pôr serem setores fortes. menor competitividade no mercado. são setores fortes que movimentam uma gama muito grande de dinheiro. máquinas e equipamentos danificados. implementos rodoviários. a empresa e a nação (Herzer. movimentaram. com indústrias metalúrgicas e de implementos agrícolas 35 . com destaque para a produção de veículos comerciais. − Região da Serra Apresenta uma atividade predominantemente industrial. redução da produtividade dos colegas do acidentado. 1997). juntas. menor produtividade dos substitutos e em última análise. Ijuí e Santo Ângelo os principais pólos industriais da Região. R$ 50.922. e nem sempre consegue avaliar os dados ocorridos sob o aspecto financeiro. produtos acabados. certamente devem ter uma disponibilidade maior para investirem em prevenção de acidentes. o setor metal-mecânico tem representação em todas as suas regiões: − Região Metropolitana Sapucaia do Sul é um importante pólo Siderúrgico da Região Metropolitana do Estado. de trajeto ou doenças profissionais afetam a família. custos com seleção. mecânicas e de material de transporte. 3. agrícolas e ônibus. Cidades como Porto Alegre.241.Pôr inspeção visual da Tabela 8 pode se observar que as indústrias metalúrgicas.

145 10.812 88. no Rio Grande do Sul Gênero Calçados Produtos Alimentares Metalúrgico Mecânica Construção Civil Material de Transporte Mobiliário Vestuário.992 11.122 7.N. − Região Sul O setor metalúrgico e mecânico está ligado à atividade agrícola.107 6. − Região Noroeste Em cidades como Santa Rosa e Horizontina encontra-se um pólo metal-mecânico relacionado com a indústria de máquinas agrícolas. papelão e celulose Fumo Borracha Têxtil Extração de Minerais Refino de petróleo e Destilação do Álcool Produtos Farmacêuticos e veterinários Total Fonte: Cadastro Industrial FIERGS 97/98 Nº de Empresa 597 1. representado pela indústria de silos e implementos agrícolas.272 11.916 1. Peles e assemelhados Bebidas Editorial e Gráfica Química Produtos Minerais não-metálicos Produtos de Materiais Plásticos Madeira Diversos Papel. Tabela 9.745 36 .604 12.690 1.904 268 12 141 175 464 270 553 259 514 310 86 24 91 92 47 3 36 10.828 36.661 18.º de empresas e n.008 12.229 19.171 30.178 520.222 1.894 Nº Empregados 100. eletrônico e de comunicações Serv.796 7.642 24.607 41.620 9.156 17. a indústria tem uma presença forte do setor metal-mecânico.º de empregados pôr gênero até 1998.− Região Central Na região central do estado. artefatos de tecido e de viagem Material elétrico.620 9. Industriais de Unidade Pública Couros.484 994 735 712 225 898 1.070 24.216 5.061 11.

641) da força de trabalho do Rio Grande do Sul. normas e medidas. preventivas que auxiliem a redução do número de acidentes. que permitam a realização de uma análise correta de forma que se chegue às causas que levaram ao evento. A investigação e análise das causas dos acidentes têm o objetivo de identificar as principais fontes causadoras de acidentes. sendo. É sempre importante lembrar que em se tratando de investigação e análise de acidentes. em termos de número de empregados. para o setor da metalurgia. 37 . juntas. No capítulo 4 são apresentados dados referentes as CATs do estado do Rio Grande do Sul. O setor metalúrgico. deve-se tirar lições de forma a evitar que se repita.A Tabela 9 apresenta o número de empresas e o número de empregados pôr gênero de atividade. é importante que se registre o maior número de dados possíveis. se encontram entre os seis gêneros que mais possuem empregados. metal-mecânica e material de transportes. mecânicas e de material de transporte. As indústria metalúrgicas. Ao se descrever um acidente. As informações apresentadas são relativas aos dados da empresa. representam aproximadamente 20% (102. quando um ocorre. mecânico e de material de transporte. e possibilitar estabelecer critérios . ressaltando a importância do setor no estado do Rio Grande Do Sul. as que mais têm trabalhadores empregados. juntas. aos dados do acidentado e do acidente conforme as variáveis levantadas.

pôr não estarem diretamente ligados à atividade desenvolvida na indústria. Em relação ao motivo de acidentes foram incluídos. nesta população. pois. os acidentes típicos e de doença de trabalho. Foram excluídos da população os acidentes de trajeto. No período do presente estudo. na DRT. que semanalmente recebe as CATs do INSS. Dentre estas.2 Local de Coleta dos Dados A coleta dos dados foi realizada na Delegacia Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul (DRT/RS). referentes ao ramo metal-mecânico. A técnica utilizada no trabalho para coleta de informações foi a de levantamento de dados de documentos.1 Classificação da Pesquisa Com base na coleta de dados sobre acidentes de trabalho obtidos das CAT. segundo Tripodi (1975). fez-se uma análise epidemiológica dos mesmos. Trata-se. O período 96/97 foi analisado uma vez que somente a partir de 1996 as CATs provenientes de todo o estado passaram a ser enviadas semanalmente à DRT pelo INSS. foram separadas 3.206 CATs. pois lida com variáveis que não são controladas.4 ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DOS ACIDENTES NA INDÚSTRIA METALÚRGICA E METAL-MECÂNICA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL 4. 4.3 População e Amostra A população alvo deste estudo concentrou-se nos trabalhadores acidentados que atuam na indústria metalúrgica e metal-mecânica do estado do Rio Grande do Sul entre os anos de 1996 e 1997. de um estudo descritivo. existiam. Estas CATs são entregues em envelopes de acordo com a ordem de entrada no INSS.773 CATs. 38 . 4. É importante salientar que não existe nenhuma organização das CATs pôr cidade ou atividade econômica. 45. mas que permitem que se façam previsões e que se tenha um conhecimento melhor da realidade.

As vias são respectivamente entregues para o INSS.4. bem como sobre o tratamento do acidentado. sindicato dos trabalhadores. e uma parte para uso do INSS. que deve conter informações sobre as lesões e partes do corpo atingidas. 116 e 117 respectivamente.4 Escolha de Variáveis A coleta das variáveis foi feita com base na CAT. acidentado.segundo a FIERGS. − ao acidente. as empresas estudadas podem ser divididas em três ramos de atividade econômica2: 1. número de empregados e porte da empresa. ramo das indústrias da metalúrgica. 4. No verso da CAT. Pôr questões éticas. SUS. segurado e DRT. Esse documento deve ser preenchido pelas empresas em 6 vias. acidente. Na parte frontal da CAT. a razão social da empresa não será mencionada neste estudo. testemunhas. comunicando sobre a ocorrência de acidentes de trabalho com ou sem afastamento. encontra-se o laudo do exame médico.Esta variável foi coletada com o intuito de se chegar a outras três variáveis: atividade econômica da empresa. − ao acidentado. São as variáveis relativas: − à empresa.1 Empresa Informações obtidas sobre a empresa: Razão Social . − ao laudo Médico. 2 Um lista completa com as atividades realizadas por cada ramo pode ser vista na Tabela 60 em anexo pág. obter-se os dados sobre as três variáveis. (Ver Figura 1 e Figura 2 em anexo pág. empresa.) Procurou-se levantar todas as variáveis das CATs que tornassem possível atingir os objetivos principais do trabalho. 115. foi possível através. Atividade Econômica . 39 .4. Com a razão social em mãos. da consulta ao CD de Cadastro Industrial do Rio Grande do Sul de 1998 da FIERGS. encontram-se informações referentes à empresa.

no intuito de verificar quais relações a idade apresenta com o tipo de acidente. as siderúrgicas.Identificar as profissões com maior freqüência de acidentes.Porte das Empresas Porte Pequeno Porte Médio Porte Grande Porte Fonte: FIERGS Trabalhadores De 20 até 99 De 100 até 499 Acima de 499 Micro. 40 . ramo das indústrias de material de transportes. após. foram consideradas separadamente. cutelarias.4.Variável utilizada para determinar o porte da empresa. agrupadas em faixas etárias conforme mostra a Tabela 11. (Ver Tabela 10). Tabela 10 . para fins de estudo e desagregação das informações.Extraída do campo “município”.Empresa Abaixo de 20 Região da Empresa . Idade – Identificar a faixa etária na qual ocorre a maior parte dos acidentes. elas foram consideradas aparte no presente estudo. Foram encontradas um total de 236 profissões diferentes nas CATs. Sendo assim. 4. Com esta variável foi possível verificar a região com maior ocorrência de acidentes. forjarias e fundições. Devido ao fato de algumas indústrias do ramo da metalúrgica apresentarem um número muito alto de acidentes. ramo das indústrias da mecânica. no intuito de verificar o relacionamento do acidentes com o tipo de tarefa que o trabalhador executa. 3.2 Acidentado Variáveis extraídas da parte referente ao acidentado: Profissão . Quantidade de Empregados . As idades foram armazenadas em anos e.2.

44 45. e confirmar a predominância de trabalhadores do sexo masculino neste ramo de atividade. Tabela 12 .Não Informado Sexo .34 35.Verificar a faixa salarial na qual ocorre a maior parte dos acidentes. 1996). O estado civil foi armazenado conforme a Tabela 12. sendo possível.54 55. bem como os tipos de acidentes envolvidos com o estado civil.Verificar os tipos de acidentes que estão relacionados com o sexo.Verificar se os casados e mais velhos acidentam-se mais que os mais novos e solteiros.24 25.59 Mais de 60 NI .19 20.Tabela 11 .39 40. com isto. 41 .29 30. Verificar se as mulheres são mais atingidas pôr doenças ocupacionais.Classificação de estado civil para o banco de dados Estado Civil Casado (a) Solteiro (a) Separado (a) Divorciado (a) Viúvo (a) Desquitado (a) Não Informado Salário .Faixas etárias do banco de dados Faixas Etárias do Banco de Dados . calcular os custos diretos dos acidentes para a empresa.17 18. Estado Civil . devido ao fato de serem empregadas em tarefas associadas com movimentos repetitivos (Lima.49 50.

Hora do Acidente .Verificar o horário de maior incidência de acidentes. c/ Máq. produto.Encontrada a partir da descrição do acidente.Verificar dia da semana de maior ocorrência dos acidentes. etc. Seria importante para o trabalho se este campo fosse preenchido com o posto de trabalho do acidentado. onde se pode verificar a causa aparente do acidente. 118). Ver Tabela 61 (em anexo pág. Ver Tabela 13.Identificar atividades que o acidentado estaria realizando no momento do acidente. equipamento. Trab. Gerais Setup Trab. pois o mesmo é preenchido com informações inexatas para o estudo como será abordado no capítulo 4. Objeto Causador .4. Ajuda a identificar a causa aparente do acidente.Lista de Atividades para o Banco de Dados Atividade Deslocamento Limpeza Manuseio Manutenção Outros Recreação Serv. Descrição do Acidente .Identificar os principais agentes de lesão.3 Acidente Variáveis referentes ao acidente: Data do Acidente . Local do Acidente . Tabela 13 . Trab. produto ou ferramenta Atividades de reparo Intervalo Atividades não ligadas ao posto Preparação de máquina ou equipamentos Trabalhando com uma ferramenta Trabalhando em alguma máquina Trabalhando com alguma peça Trabalhando com algum produto Trabalhando sem ser possível identificar a atividade Transportando peça.Verificar o posto de trabalho onde mais ocorrem acidentes. Ver Tabela 62 (em anexo pág. Natureza do Acidente .4. c/ Produto Trabalhando Transporte Não Identificada Descrição Movimentando-se no local de trabalho Atividades de limpeza Manuseando peça. É importante salientar que não foi possível utilizar este campo da CAT. 42 . 119). c/ Ferr. de forma que se pudesse verificar a relação que o posto de trabalho tem com o acidente. c/ Peça Trab. onde constam os principais agentes levantados das CATs.

4. abaixo. Morte . segundo o MPAS. e os tratamentos que ultrapassam 15 dias são considerados graves. apresenta uma descrição com as características das CATs 43 . (pág. 120) e na Tabela 64.4.Extraída do campo “duração provável do tratamento”.4 Laudo Médico As variáveis referentes ao laudo médico são: Lesões e Partes do Corpo Atingido . 121) em anexo.Extraídas dos campos “descrição da(s) lesões” e “diagnóstico”. A Tabela 14.5 Procedimento da Pesquisa A primeira etapa do trabalho constituiu-se na coleta dos dados contidos nas CATs que foram disponibilizadas pela DRT/RS. A lista de lesões e de partes do corpo atingidas podem ser verificadas na Tabela 63.Verificar em que situação acontece o afastamento do acidentado. Afastamento do Trabalho . permite determinar a gravidade do acidente. 4. (pág. com o objetivo de verificar qual a principal lesão que sofrem os acidentados e quais as principais regiões do corpo atingidas. Campo do tipo “sim e não”. Foram analisadas notificações de acidentes que ocorreram a partir de janeiro de 1996 até abril de 1998 em todo o estado do Rio Grande do Sul.Determina se houve morte ou não. Os tratamentos cuja duração não ultrapassam 15 dias são considerados leves. Duração do Tratamento .

34% dos acidentes eram referentes à indústria metalúrgica e metal-mecânica. Foram armazenadas 3. com o objetivo de conhecer a distribuição e magnitude dos acidentes. 8.206 CATs.Características das CATs Descrição Contém informações sobre acidentes de trabalho comunicados ao INSS. 122 44 . 4. em primeiro lugar 3 Ver Figura 3 em anexo pág.Tabela 14 . independente de geração ou não de concessão de benefício. Comunicação de Acidentes de Trabalho .773 CATs. Os acidentes de trajeto não foram levados em consideração. De um total de 45. procurando determinar.773 CATs. O banco de dados permite o armazenamento de todas as variáveis coletadas. A segunda etapa do trabalho consistiu-se no armazenamento das informações coletadas nas CATs. Os dados foram armazenadas num banco de dados desenvolvido por Costella (1998)3. endereço. bem como o relacionamento entre as mesmas. o que perfaz um total de 3. uma vez que eles não estão ligados com a atividade do trabalho e sim com uma circunstância referente ao trajeto entre o trabalho e sua residência.6 Análise dos Dados Esta etapa de estudo consistiu basicamente na análise de freqüência. A ênfase do sistema está voltada para o cadastramento e histórico dos acidentes de trabalho. data de nascimento e filiação materna) − − − − − Identificação do Empregador Causa do Acidente (CID) Tipo de Acidente Data do Acidente Indicativo de Óbito Origem/Fonte Período de Abrangência Abrangência Geográfica Atualização Variáveis Basicamente. à parte de coleta de dados envolveu a separação das CATs referentes à indústria metalúrgica e metal-mecânica.CAT A partir de setembro de 1993 Brasil Diária − Qualificação do segurado (nome.

ele é notificado através da CAT. Isto permitiria extrair mais conclusões em relação ao posto de trabalho e sobre os fatores que direta ou indiretamente estão influindo nos acidentes. Uma das principais características a ser focalizada é o posto de trabalho. de acordo com a freqüência dos acidentes.6. procurando identificá-los e relacioná-los com as atividades do trabalhador. usinagem.portanto. não fica claro a sua função nem seu posto de trabalho. Posto de trabalho é o local onde o trabalhador executa a maior parte ou a totalidade de suas funções. que podem ser transportadas manualmente ou com auxílio de máquinas. são descritas as quatro principais profissões. São elas: Profissão Metalúrgico (22. Esta classificação abrange uma grande variedade de funções dentro de uma mesma profissão.24% dos acidentes). seria importante que as CATs informassem o posto de trabalho a fim de desagregar estas informações. foi efetuar estudos mais detalhados para verificar se as CATs fornecem subsídios suficientes para se adotar medidas que ajudem a evitar acidentes. Quando um acidente ocorre.a profissão de maior freqüência em acidentes. contudo.36% dos acidentes) . A seguir. realizar uma análise que possa indicar as causas do acidente relacionadas com a atividade do profissional.Também uma denominação genérica para trabalhadores que trabalham na indústria realizando as mais diversas tarefas. Tais subsídios devem permitir a verificação das características comuns existentes entre o posto de trabalho e os acidentes.64% dos acidentes) . e o motivo da escolha do soldador para estudos adicionais. A palavra “metalúrgico” é empregada para designar genericamente um profissional que trabalha na indústria metalúrgica o qual desempenha desde funções de escritório até funções de chão de fábrica como montagens de peças leves. Profissão Industriário (9. existem muitas máquinas e .1 Profissão com Maior Freqüência de Acidentes O objetivo principal de se escolher uma categoria de profissão. pois os dados ficam agregados tornando difícil a determinação de um posto de trabalho típico ou tarefas típicas do profissional. A exemplo da 45 . No entanto.. e em segundo lugar a realização da análise das principais variáveis envolvidas no estudo 4. no caso do metalúrgico. fundição. portanto. Profissão Operador de Máquina (10. identificando entre outros itens a profissão do acidentado. Não é possível. e até o controle de um painel. montagens de peças pesadas. não se prestando para um estudo.Um pouco mais padronizada que a função “metalúrgico” porque os operadores de máquinas trabalham somente com máquinas.

Segundo Torner (1991). Porém.52% dos acidentes) – Entre as quatro profissões com maior freqüência de acidentes. 46 .7 Perfil da Empresa 4. no caso o soldador) ele foi escolhido para análise mais detalhada sobre as informações contidas nas CATs. Se for levado em conta que os ramos do setor metal-mecânico têm aproximadamente 20% da mão de obra do estado. porém a primeira em se tratando de posto padrão de trabalho (ou seja. 4. movimentos lentos e estáticos. as operações de soldagem envolvem poucas posições. conforme apresentado no capítulo 6. a profissão soldador é a mais padronizada em relação às tarefas desempenhadas e posto de trabalho. A literatura não menciona este fato como importante e evidencia o fumo da soldagem como maior fonte de problemas em soldagem. pode-se considerar estes números aceitáveis. Considerando que o soldador é a quarta profissão com maior freqüência de acidentes. é difícil a realização de estudos mais aprofundados sobre os acidentes com industriário.3% do total de acidentes dentre as 45. Além disto. O maior risco enfrentado pelo soldador é devido a problemas musculoesqueletais devido à grande estaticidade das atividades de soldagem e tempo prolongado que o mesmo permanece em uma mesma posição.7.1 Atividade da Empresa O total de acidentes (típicos e doença do trabalho) ocorridos em todos os setores foi de 3. o ideal é que se reduza ao máximo os riscos aos quais os trabalhadores estão expostos. compreende tarefas semelhantes para um profissional com mesma denominação. Profissão Soldador (3. esta profissão despertou especial interesse pelo elevado índice de acidentes devido a impacto sofrido.profissão metalúrgico. existe uma probabilidade muito pequena de que o soldador sofra o impacto de algum agente. Cabe ressaltar que existe muito pouco material tratando sobre o assunto. Logo. As principais fontes bibliográficas sobre acidentes com soldador estão em inglês e em periódicos. que consiste na ligação de peças metálicas através do uso de substância metálica e fusível.306 CATs separadas. a menos que o posto de trabalho esteja desorganizado ou o soldador esteja fora de seu posto. Isto perfaz aproximadamente 8.773 nos anos de 96/97. Soldador é aquele profissional encarregado de executar a operação de soldagem.

46 17.00 A Tabela 15 apresenta o número de acidentes segundo a atividade da empresa conforme os resultados obtidos das 3.06 100.81 2.56 2.Tabela 15 .55 19.773 CATs cadastradas no banco de dados.br/~sindmetal/doenramo. A indústria metalúrgica foi a que mais apresentou acidentes.alternex. Um estudo realizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco publicado na Internet4. Alimentação 3%3% 3% 5% 5% Comércio 8% Metalúrgica 36% 9% Metalúrgica Outros Quim/Plástica Construçào Comércio Textil/Vestuário Transporte Papel/Papelão Móveis e madeira Alimentação 14% Outros 14% Gráfico 7 .htm 47 .Freqüência dos Acidentes segundo Atividade Econômica .33 3.50 6. conforme pode ser mais facilmente visualizado no Gráfico 7. seguido pelo setor mecânico e cutelaria. mostrou que naquela região o setor de metalúrgica é o de maior registro de acidentes.72 16.Número de acidentes segundo atividade da empresa Atividade da empresa Metalúrgica Mecânica Cutelaria Material de Transporte Forjaria NI Fundição Siderúrgica Total % 31.com.Osasco 4 Site: http://www.

o maior número de acidentes entre estas empresas.. seria a força sindical.. ou as empresas de pequeno. médio e micro empresas estão subnotificando as comunicações de acidentes de trabalho. onde atuam a maioria dos trabalhadores brasileiros? Os acidentes precisam estar associados ao porte da empresa.” (Anuário.35 3. Tabela 16 .00 Em relação ao porte das empresas. A fato das empresas de grande portem serem responsáveis pôr 54. Isto já não ocorre nas empresas de porte médio.47 100.43 20. num total de aproximadamente 36%.41 8. segundo dados da FIERGS.4. Ou o ambiente de trabalho destas oferecem um maior risco a saúde do trabalhador. por aproximadamente 15% da mão de obra no setor 48 .7.43% dos casos.35%.2 Porte da Empresa “Com estas informações em mãos pode-se responder perguntas como: Onde eu localizo os acidentes que estão ocorrendo nas pequenas e micros empresas. Segundo dados do SEBRAE. pois existe uma dificuldade maior de subnotificação nestas empresas devido à força dos trabalhadores. seguido pelas de médio porte. Isto para que possa existir uma política de segurança e prevenção de acidentes no Brasil. principalmente priorizando a atenção aos pequenos. Apesar de 64% dos trabalhadores pertencerem às empresas de micro. justificando.1999).. o maior registro de ocorrências se deu nas empresas de grande porte. a indústria metalúrgica e metal-mecânica se caracterizam pôr ter uma grande quantidade de trabalhadores nas empresas de grande porte. pequeno e micro empresas. pequeno e médio porte. as micro empresas do Rio Grande do Sul são responsáveis. entre outros fatores. dos acidentes pode ter duas explicações. com 20.Distribuição de acidentes segundo o porte Porte da empresa Grande Médio Pequeno NI Micro Empresa Total % 54. Um outro fator que justificaria a maior incidência de acidentes na empresa de grande porte. como mostra a Tabela 16 que apresenta a distribuição de acidentes segundo o porte da empresa. com 54.43%.35 13.

36% das indústrias metalúrgicas do estado. 31. Entre as dez cidades que mais geram acidentes.88% para as de pequeno porte e 55.metal-mecânico do estado. pertencente ao ramo de Cutelaria.9% para as micro-empresas. segundo dados do SEBRAE (1999).Distribuição dos acidentes segundo a cidade Região Porto Alegre Gravataí % 31.24%) e Caxias do Sul (4. indicando a possibilidade de subnotificação de acidentes. foram responsáveis pela maior quantidade de acidentes num total de 32.1 47.92) todas regiões com importantes pólos industriais e com grande número de trabalhadores. Canoas (12. Tabela 18 . as micro-empresas foram responsáveis pôr apenas 3.Número médio de empregados pôr porte da empresa Porte da empresa Grande Médio Pequeno Micro Empresa Média De Empregados 1078 212 52 12 4.47% das ocorrências. 46% das indústrias mecânicas e 35% das indústrias de material de transporte.13%).86% para as de médio porte.08%. num total de 39. A Tabela 17 apresenta o número médio de empregados. seguido pôr Gravataí (16.04% dos acidentes gerados pelas empresas de grande porte. Isto devido ao fato da região ter importantes pólos industriais distribuídos ao longo destas cidades.13 % Acum. pequeno e micro-empresa. verificou-se que as empresas de grande porte. Analisando-se os dados. Tabela 17 .21 49 .08 16. as principais geradoras de acidentes foram às empresas pertencentes ao ramo de atividade de metalúrgica. 61. Apesar disto. com 31. pertencem à região metropolitana de Porto Alegre.7.3 Região da Empresa A região que mais apresentou acidentes de trabalho foi Porto Alegre. pôr porte das empresas analisadas nas CATs. A região metropolitana de Porto Alegre concentra aproximadamente. Entre as empresas de porte médio.

78 100.36 2. Devido ao grande número de profissões. As dez primeiras cidades onde ocorreram os maiores números de acidentes.09 75.22 100. pode-se observar que as cinco profissões com maior freqüência de acidentes foram os metalúrgicos.00 59.64 1. totalizando 59.6.1. operador de máquinas. Gravataí e Canoas.06 1. as profissões metalúrgico.1 Profissão No Gráfico 8 é apresentado o número de acidentes no setor metal-mecânico do Estado do Rio Grande do Sul.92 4. 4. e as correspondentes freqüências de acidentes e percentual em relação ao número total de acidentes.78 1. pôr isto em estudos subseqüentes.64 1.76 83. Através do gráfico. Isto torna 5 Uma tabela completa com a relação das profissões pode ser vista na Tabela 66 em anexo pág.57 80.24 4. 125.55 1. Rosa Esteio Sapuc.36 4. de acordo com a profissão5.73 73.45 16.22 81.15 76. são classificações de profissões que não caracterizam um posto de trabalho padrão.55% das demais cidades. juntas.00 Pode-se observar que Porto Alegre.37 68. 50 . Do Sul S. onde forem referenciadas as cidades. industriários. Do Sul S.Canoas Cx. serão utilizadas estas dez.8 Perfil do Trabalhador 4.45% dos acidentes em comparação aos 40. industriário e operador de máquina.8. Leopoldo Cachoeirinha Panambí Bento Gonçalves Sta. juntas somam mais de 80% dos acidentes.93 78. somam mais acidentes que todas demais cidades. pois um profissional realiza tarefas distintas em um determinado posto de trabalho. adotou-se como critérios para estudos subseqüentes. que junto são responsáveis pôr mais de 60% dos acidentes. soldadores e montadores respectivamente. Como já foi abordado no item 4.45 64. Cruz do Sul Outras Total 12. utilizar as nove primeiras.

pois elas vão sendo adquiridas ao longo da vida de trabalho. onde após anos de atividades insalubres.81% 2. é de se esperar que acidentes típicos. e profissional o com a menor média de 51 Outras . O Posto de Trabalho é uma informação importante que deveria vir descrita na CAT para se permitir fazer uma maior investigação das causas dos acidentes e também para se ter informações mais detalhadas sobre o acidente. Manutenção Metalúrgico Industriário Montador Soldador Aux. o valor mais expressivo observado foi o dos metalúrgicos que sofreram 44. as doenças do trabalho se manifestam.98% em forjarias também de Porto Alegre. que o profissional com a maior média de idade é o caldeireiro.24% 3. Máquina Serv.85 anos.86% 2. num total de 61. A média nacional de acidentes pôr idade é de 32. Pode-se verificar pôr inspeção visual a tabela.difícil a determinação das possíveis causas e fatores comuns aos postos de trabalho. que poderiam estar levando determinado profissional a se acidentar. Op.35% Gráfico 8 . A Tabela 19 apresenta as respectivas profissões dos acidentados com maior freqüência e a idade média na qual o profissional sofreu o acidente. Mult. Gerais Mec. Func.Distribuição de acidentes pôr profissão Em relação as atividade da empresa e a região dos acidentes.31 anos.95% 2.95% 2.92% de seus acidentes em empresas de cutelaria da região de Porto Alegre e 16. 10. pois eles têm menos experiência. já no setor metal mecânico este valor ficou um pouco acima. Cel.30% 2.2 Idade Em relação à idade dos trabalhadores. relacionados com as atividades do acidentado.02% 22.91% dos acidentes com metalúrgicos ocorrendo em apenas duas atividades econômicas da região de Porto Alegre. e que as doenças do trabalho ocorram com os trabalhadores mais velhos. ocorram com trabalhadores mais jovens.36% 9. Man. 45% 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% Op.52% 2.8.54 anos. com 44.64% 38. Produção Op. 4. sendo de 35.

Manutenção Média De Idade 37.Média de idade do acidentado segundo a profissão Profissão Metalúrgico Op.39 28.13 35. Func.0 0 % 1 0 . exceto pela 6 Fonte: http://www.br/~sindmetal/doenramo.25 35.com. Mec.0 0 % 0 . se acidenta em média com 37.0 0 % 8 .htm 52 . que apresenta a maior freqüência de acidentes. o maior índice de acidentes ocorre com profissionais em torno de 28 anos (4. Gerais Montador Op.18 anos. Cel. Produção Op.7% de acidentes).0 0 % 4 .0 0 % 1 4 .06 35. Mult.31 38.25 anos.Distribuição de acidentes segundo faixa etária O Gráfico 10 apresenta uma comparação dos dados obtidos pelo sindicato dos metalúrgicos de Osasco6 e os obtidos através da coleta das CATs para indústria metal-mecânica do estado do Rio Grande do Sul.18 36. O metalúrgico.0 0 % 1 2 . Aux.0 0 % 1 6 .0 0 % -1 7 1 8 -1 9 2 0 -2 4 2 5 -2 9 3 0 -3 4 3 5 -3 9 4 0 -4 4 4 5 -4 9 5 0 -5 4 5 5 -5 9 60NI Gráfico 9 .7% de acidentes) seguido pêlos de 33 anos (3. Tabela 19 .0 0 % 2 .57 37.95 Ainda em relação à idade.idade foi de serviços gerais com 28. Através dele pode-se observar a semelhança dos dados. Pode-se observar que a faixa etária que mais sofreu acidentes situa-se entre os 30 e 34 anos seguido pêlos trabalhadores entre 25 e 29 anos.alternex.75 31.08 28. Man. 1 8 . Máquina Industriário Soldador Serv.0 0 % 6 . No Gráfico 9 é apresentado a freqüência dos acidentes segundo a faixa etária entre os trabalhadores acidentados.

Pode se perceber. a faixa etária com maior freqüência de acidentes. Já as micro-empresas apresentaram a menor média.Comparação de distribuição de acidentes segundo faixa etária entre RGS e OSASCO − Média de Idade As empresas de grande porte apresentaram os trabalhadores com maior média de idade. os acidentados mais velhos pertencem ao ramo das siderúrgicas. que em ambos os casos. Osasco tem uma ocorrência maior de acidentes entre os mais jovens. com os acidentados estando com 33. com 39. e no Rio Grande do Sul. 53 . varia dos 25 aos 30 anos.36 anos. Porto Alegre apresentou. trabalhadores numa faixa etária mais elevada. sendo esta idade de 36. através do Gráfico 10.distribuição dos mesmos. Em relação à atividade econômica. pôr volta de 38 anos. os dados estão mais distribuídos entre todas as faixas etárias.17 anos.17 anos. 25% 20% 15% 10% 5% 0% a té 1 8 19 a 24 25 a 30 31 a 36 O sasco 37 a 42 RGS 43 a 48 49- NI Gráfico 10 . com 32. e os acidentados mais novos pertencem ao ramo das fundições.88 anos. em média. dentre os acidentados.

32 31.Distribuição de acidentes segundo a faixa etária para a cidade de Osasco e o estado do Rio Grande Do Sul Idade até 18 19 a 24 25 a 30 31 a 36 37 a 42 43 a 48 49NI Total Osasco % RGS % 2.00 100.00 18.18 18.00 16. Tabela 21 .00 16.34 0.00 54 . freqüência de acidentes e percentual sobre o total de acidentes.61 1.22 100.Tabela 20 . totalizando 64.71 6.Freqüência de acidentes pôr estado civil Estado Civil Casado (a) Solteiro (a) Separado (a) Divorciado (a) Viúvo (a) Desquitado(a) NI Total % 64.18 10.8.32 %.80 19.00 4.98 0.2.00 17. Pode-se observar que os trabalhadores casados são os que sofrem mais acidentes.33 19.00 3.08 1.24 23.00 15. Em média.00 2.3 Estado Civil A Tabela 21 apresenta os dados dos acidentes do setor metal-mecânico do Rio Grande do Sul. com o respectivo estado civil do acidentado.27 100.00 13.8 anos de idade e os solteiros tem 27.03 0. os casados têm 38.70 0.

46% dos acidentados.4.86 100. perfazendo um total de 70.09 98.38% do sexo feminino. A maior parte dos acidentados recebe entre 2 e 4 salários. As mulheres se acidentam em média na faixa dos 37.19 6.83 97.65 89.46 24.4 Salário A Tabela 22 apresenta a freqüência dos registros de acidentes.00 4.14 100.38 0.22 98. As mulheres sofrem 48% de seus acidentes em cutelarias e os homens 32.00 % Acum. Tabela 22 .40 92.8. com um total de 90.42 0. contra.75 3.27 1. 9.46 82.55% de acidentes para as mulheres.94 17.20 99. em comparação com 9.40 70.8.92 95.91 1. 55 . e 9.78 99. segundo a faixa salarial.13 0.07 12.28 0.5 Sexo Os profissionais do sexo masculino foram os que mais se acidentaram.38 no Rio Grande do sul.3% das ocorrências.2 anos de idade e os homens na faixa dos 35. O sindicato dos metalúrgicos de Osasco chegou a números semelhantes a estes.58 99.91% em metalúrgicas sendo estes os maiores responsáveis pêlos acidentes classificados de acordo com o sexo dos trabalhadores.56 0.Freqüência e distribuição dos acidentes segundo faixa salarial Salários 3 4 2 5 6 NI 7 8 1 9 11 10 Acima de 12 12 Total % 28. 28. Entre outros fatores. As CATs da cidade de Osasco indicaram 90.11 anos.45% de acidentes para os homens contra 90. uma das explicações para este fato é a maior quantidade de homens que trabalham em atividades da indústria metal-mecânica.3% no Rio Grande do Sul.46 53.52 2.

60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% Impacto Sofrido 13% 31% 57% 23% 20% 12% 5% 8% 6% 7% 5% 6% 2% 4% impacto Sofrido Contra Doença Ocupacional Prensagem Esforço Físico OUTROS Feminino Masculino Gráfico 11 .6 Atividade do Funcionário A atividade do funcionário nas CATs pode ser verificada na área designada à descrição do acidentes.Distribuição de acidentes pôr sexo segundo a natureza Pelo Gráfico 11 pode-se verificar que os acidentes mais comuns entre as mulheres são devido a doença ocupacional (DO) enquanto nos homens é devido a impacto sofrido e DO. não deixando claro o que realmente aconteceu no momento do acidente. Cockerill (1993) realizou um estudo em uma linha de montagem e três postos de trabalho em um posto de trabalho de uma indústria de aço onde chapas de metal são cortadas e ajustadas. análises de acidentes de trabalho resultando em incapacidade para o trabalho.8. Isto vem a tornar o dado praticamente inútil. análises ergonômicas de trabalho de cada posto com a ajuda de vídeo gravação. compilação da avaliação de trabalhadores de sua situação de trabalho. As informações vêm a acordar com alguns estudos que atestam que as mulheres são utilizadas em tarefas que exigem mais detalhes e menos força. O estudo teve como objetivo principal. e o que o trabalhador estava fazendo. A pesquisa envolveu um estudo retrospectivo de registros médicos de trabalhadores. e desenvolvimento de soluções 56 Corte . Normalmente estas tarefas se caracterizam pôr serem repetitivas e com alto grau de insalubridade devido ao ruído (Lima. 1996) 4. na maior parte dos casos. esta informação estava mal preenchida ou incompleta. O primeiro ponto estudado buscava determinar as maneiras pelas quais acidentes de trabalhos e desordens musculoesqueléticas estariam relacionadas com as operações de manuseio dos postos de trabalho e como elas poderiam ser prevenidas. a melhoria ergonômica dos postos de trabalhos. medição de indicadores de esforço fisiológico. Porém.

técnicas. Neste estudo, foi observada uma alta média de incidência de desordens musculoesqueletais. Estas desordens puderam ser relacionadas com a natureza da operação de manuseio e estresses postural envolvendo estes locais de trabalho. Com estas informações em mãos, medidas corretivas e preventivas puderam ser tomadas diminuindo substancialmente problemas de desordens musculoesqueletais nos trabalhadores daqueles postos de trabalho. Este estudo deixa clara a importância da análise de dados. Uma falha que o documento CAT apresenta, é que no preenchimento, apesar de obrigatório, da área designando para se identificar o local do acidente, este é preenchido com informações inúteis para uma posterior análise. Seria interessante que pôr ocasião do preenchimento desta informação, fosse mencionado o posto de trabalho onde estava o funcionário no momento do acidente. Para exemplificar, cito o caso de uma descrição de acidente que veio com a seguinte informação: “Tubo de ferro caiu em cima dedão do pé direito” Estas informações são praticamente, desnecessárias, pois o objeto da lesão (tubo de ferro) vem descrito no campo destinado a se colocar o objeto causador; à parte do corpo atingida (“dedão do pé direito”) vem descrita no campo destinado à descrição das lesões; a natureza da lesão, que neste caso foi impacto sofrido, merece um campo maior para conter informações mais detalhadas, com maior riqueza de informações sobre o acidente. Uma melhor descrição do acidente seria: “Atingido pôr objeto, no momento em que operava, e/ou manuseava, e/ou trabalhava, e/ou concertava, e/ou etc, uma determinada máquina e/ou uma determinada peça, e/ou determinado produto, e/ou se deslocava, em determinado posto de trabalho e/ou fora do posto de trabalho.” Desta forma seria possível tirar conclusões mais corretas sobre os acidentes, e tornar a informação mais útil para prevenir acidentes. O importante em se analisar as CATs, é verificar possíveis características comuns do posto de trabalho, que possam estar influenciando na ocorrência de acidentes. Porém, o mau preenchimento das mesmas dificulta esta ação.

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4.9

Freqüência temporal dos Acidentes

4.9.1 Data do Acidente Segunda-feira foi o dia da semana onde mais ocorreram acidentes, em todos os ramos de atividades analisadas, com um total de 22,83% dos registros. Todos os outros dias apresentaram uma tendência decrescente entre os dias respectivamente, até domingo onde a ocorrência de acidentes foi a menor, com 1,5% dos acidentes. Costela (1999) identificou o mesmo padrão de comportamento ao analisar os acidentes ocorridos na indústria da construção civil nos anos de 1996-1997. A Tabela 23, apresenta a freqüência dos acidentes segundo o dia da semana. Tabela 23 - Freqüência dos acidentes segundo o dia da semana
Dia Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom NI Total % 22,83 20,77 18,10 17,07 13,36 3,94 1,50 2,44 100,00

Um dos fatores que poderiam explicar o maior número de acidentes na Segunda- feira, como mostra o Gráfico 12, seria o fato de ser precedido pelo fim de semana. A quebra do ritmo do trabalho, devido ao período de descanso, faz com que no retorno tanto a produtividade quanto a atenção sejam menores, propiciando uma maior número de acidentes. Com o decorrer da semana, a atenção aumenta, o ritmo é retomado, porém com uma tendência de, na sexta-feira, o funcionário estar com atenção elevada, porém com um ritmo de trabalho menor devido ao cansaço, o que vem pôr propiciar um menor número de acidentes (Costella 1999).

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25% 20% 15% 10% 5% 0% Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom NI

Gráfico 12 - Distribuição dos Acidentes segundo o dia da semana 4.9.2 Hora do Acidente O Gráfico 13 apresenta a freqüência dos acidentes segundo a hora de ocorrência. Pode-se observar dois picos, um pela manhã, das 10 às 11 horas, e outro pela tarde, das 16 às 17 horas. Os mesmos picos forma identificados pôr Costela (1999) em analise feita nos acidentes ocorridos na indústria da construção civil nos anos de 1996-1997. Pode-se observar a grande quantidade de registros onde a hora do acidente não foi informada, ou pôr desinteresse.
30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% 00:00 01:00 02:00 03:00 04:00 05:00 06:00 07:00 08:00 09:00 10:00 11:00 12:00 13:00 14:00 15:00 16:00 17:00 18:00 19:00 20:00 21:00 22:00 23:00 NI

Gráfico 13 - Distribuição dos acidentes segundo a hora do acidentes

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PARKER. a fonte é a máquina. quando há uma queda da produtividade e da atenção. Em muitos documentos aparecia apenas a palavra máquina. mas como não se sabe qual é a máquina.. como o caso da prensa e do torno. Esta informação é insuficiente para que se possa fazer uma análise mais aprofundada do acidente ocorrido. é que poderia se deduzir a atividade que o trabalhador estaria executando no momento do acidente. esta informação estava bem clara. W. não deixando claro. Em outras ocorrências. não se pode agir sobre a fonte do problema. Pôr exemplo. estabelece que se deve atuar corretivamente. pois cada máquina tem um leque de operações que os trabalhadores podem realizar. se deram no momento em que os trabalhadores utilizavam suas máquinas e ferramentas ou manuseavam alguma peça. Porém. Isto permitiria tomar medidas que reduzissem os riscos de operação da mesma.Parker e Oglesby apud Costella (1999) explicam o pico da manhã como sendo resultado da taxa de produtividade diária. quanto maior o nível de atividade maior a possibilidade de ocorrerem acidentes. em uma das CATs com a seguinte descrição do acidente: “Quando estava mudando uma máquina de lugar. é que este não era feito com clareza. (McGraw-Hill series in construction engineering and management) 60 . na maior parte dos casos. H. que atinge seu ápice no horáro das 10 horas e. O pico da tarde pode ser explicado como resultado da fadiga ocasionada pela proximidade do final da jornada. C. Um dos princípios de prevenção de acidentes (Princípio de Prevenção de Acidentes pág. A exemplo dos casos anteriores. os acidentes devido a impacto sofrido e prensagem coletados nas CATs. 17). 4. permitindo identificar qual máquina se empregava. em relação a uma tarefa que ofereça risco ao trabalhador e. Methods improvement for construction managers. o que vem pôr ocasionar a agregação dos dados. neste caso. tendo como primeira medida. e também permitiria saber qual máquina estaria ocasionando o maior número de acidentes de trabalho. New York: McGraw-Hill. a máquina envolvida no acidente. 1972. assim. OGLESBY.1 Natureza do Acidente Em grande parte. agir sobre a fonte do problema.10. porém. deslocou o joelho direito” e no campo destinado a informar o objeto causador: “Máquina”. a crítica que se faz aqui em relação ao preenchimento das CATs. A importância de se conhecer a máquina onde ocorreu o acidente.10 Causa do Acidente 4. H.

30 55.00 Durante o cadastro das CATs e leitura do campo descrição do Acidentes. Pode-se verificar.32 63.01 69.A atividade exercida no momento do acidente também é muito importante devido ao fato de que para se analisar um posto de trabalho. tubos e outros normalmente em cima das mãos do acidentado.02 7. ou se fossem de uso menos complexo. pode-se verificar que. Muitos acidentes poderiam ser evitados se as máquinas tivessem dispositivos para proteger o operador.12 100.88 100.Físico. canos.94 6. 61 . ferramentas. percentual sobre o total e percentual acumulado. pela tabela.Distribuição dos acidentes segundo a natureza Natureza do acidente Impacto Sofrido Doença Ocupacional Prensagem Esforço . possivelmente devido à desorganização dos postos de trabalho.23 80. os estudos subseqüentes relacionados à Natureza da Lesão serão realizados em relação a estes seis tipos de acidentes com maior incidência de acidentes. com a freqüência de acidentes.32% dos registros.00 % Acum.69 6. Tabela 24 .Físico Corte impacto Sofrido Contra Outros Total % 29.12% dos acidentes. DO. 29.28 3. e que atividades poderiam estar gerando maior risco ao acidentado. Se considerarmos os seis primeiros (Impacto Sofrido. Segundo VINER (1992) os engenheiros e pessoas responsáveis pêlos projetos das máquinas devem ter um conhecimento básico e uma educação continua que os habilitem a projetar maquinarias e métodos de trabalho para satisfazer as expectativas legais de segurança no trabalho. deve-se conhecer o processo de trabalho do local analisado.95 76. Pôr isso. Esforço.89 19. Corte e Impacto Sofrido Contra) chega-se a 80. o impacto sofrido foi devido à queda de peça. que impacto sofrido e DO juntos somam 55.30 26. Prensagem. A Tabela 24 apresenta a freqüência dos acidentes segundo a natureza. em grande parte.

04%. verifica-se uma grande diferença.Doença Ocupacional 26% NI 3% Acidentes Típicos 71% Gráfico 14 .00 100. os acidentes típicos representam 94. Estes dados foram semelhantes aos obtidos pelo sindicato dos metalúrgicos de Osasco onde os acidentes típicos representaram 77.00 100.13% das ocorrências. se comparado com a média nacional dos últimos 10 anos.13% dos dados.00 100. Porém. pode-se verificar que a atividade metalúrgica e mecânica são as principais responsáveis pela maior parte dos acidentes típicos.00 100.00 100.89% dos acidentes e DO 21. então.Físico Impacto Sofrido impacto Sofrido Contra Prensagem 48 13 24 39 39 41 15 8 39 24 26 17 20 35 19 8 10 6 5 29 3 15 3 23 3 8 10 4 13 4 3 0 1 4 2 4 2 6 1 1 0 1 100.Distribuição dos acidentes segundo o motivo Através do Gráfico 14 pode-se verificar que os acidentes típicos representaram 71% dos acidentes doenças profissionais 26%. Pode se observar. enquanto Material de 62 % . que o ambiente de trabalho que o profissional do setor metal-mecânico convive é muito insalubre. Tabela 25 . no Brasil. em média. que apresenta a freqüência de acidentes segunda a natureza cruzando com atividade econômica.Distribuição dos acidentes segundo natureza do acidente pôr atividade econômica Metalúrgica Siderúrgica Material de Transporte Mecânica Cutelaria Fundição Forjaria Natureza do acidente NI 4 1 3 5 7 4 Corte Doença Ocupacional Esforço .00 Pela Tabela 25. doenças profissionais 1.

63 .72% dos acidentes decorrentes de Doença Ocupacional. Siderúrgica também pode ser considerada como tendo um ambiente de trabalho altamente insalubre . e a média mais baixa foi para impacto sofrido contra (32.83).Transporte e Cutelaria são responsáveis pela maior parte das Doenças Ocupacionais. com impacto sofrido. Outro dado interessante é o fato de 77% dos casos de doença ocupacional serem com trabalhadores casados contra 33% em outra situação.8%. e 70. A média de idade mais alta foi à encontrada entre os que sofreram doença ocupacional (40.8% dos registros de acidentes de trabalho. enquanto que para os homens este valor foi de 22. indicando que as mulheres são postas em atividades de menor risco.9% dos acidentes ocorridos devido a esforço-físico. Em relação à profissão todos os tipos de acidentes foram mais freqüentes entre os metalúrgicos.48 anos). porém mais insalubres. porém esta diferença foi menor. pôr 80. sendo de 59% nos casados contra 41% dos acidentados em outra situação. Um fato interessante foi que 57% dos acidentes registrados para as mulheres foram devido à doença ocupacional. Pode-se concluir que metalúrgica e mecânica possuem ambientes de trabalho com um alto risco de acidentes típicos. As empresas de grande porte são as grandes responsáveis por 40.45% de seus acidentes são devido à doença ocupacional.pois 70. Impacto sofrido também foi mais comum entre os casados. Estes dados estão de acordo com estudos feitos pôr Laflamme (1997) que indicam que os mais jovens são colocados frente a tarefas de maior riscos e que as doenças ocupacionais se manifestam nos mais velhos pôr serem frutos da ação do tempo em ambientes insalubres. enquanto cutelarias e material de transporte possuem um ambiente de trabalho altamente insalubre.

88 59. ou Prod.00 % Acum.56 3.40 81.45 62.4. pode-se verificar que ruído e L.23 72.16 4.69 1.54 79.95 5. de acordo com a atividade econômica.70 70.82%). o que mais se sobressai. ferramentas.10.2 Agentes da Lesão Tabela 26 . 11 Ferro 12 Serra ou Furadeira 13 Componente de Maq.45 65. 14 Caixa(s) 15 Queda c/ ou sem dif.53 2.95 77.32 47. chapas.41 3. A Tabela 27 apresenta os dados quanto aos agentes de lesão mais comuns.59 1.67 9. Barras e Tubos.75 3.58 2.67 2.34 100.41 4. De nível 16 Corpo Estranho 17 Peso 18 Subst.39 5. é o resultado de 64 . que apresenta a distribuição dos acidentes segundo o agente causador da lesão.00 80. Quente 19 Escada 20 Equipamento Outros Total Agente da lesão % 14.77 38.Distribuição dos acidentes segundo os agentes da lesão mais freqüentes ID 1 Ruído 2 LER 3 Máquina 4 Ferramenta 5 Peça(s) 6 Chapa 7 Prensa e Torno 8 Obj.29 74. 14. Dos dados apresentados.E. peças.13 55.14 8. Corpo 10 Canos.9% de seus acidentes causados pôr elementos pertencentes ao posto do trabalho. Cortante 9 Mov. são os principais causadores de acidentes do trabalho (23. prensa e torno (29.41 1. demonstrando ser um ambiente de alto risco.67 100.67 23. Logo após vem às lesões causadas pôr máquinas. Pode-se verificar que a indústria metalúrgica tem 40.73 52.16 43.R.26 75.12 67.97 1.06 1.45 1.00 2.27 18.00 Com base na da Tabela 26.82 32.82%).

130. Máquina. todos elementos pertencentes ao posto de trabalho. à atividade econômica 40. Mov. Tabela 27 . onde 65. Prensa e Torno.90 Material de Transporte Ruído e LER As empresas de grande porte se caracterizam pôr terem ambientes de trabalho que oferecem maiores riscos à saúde do trabalhador.7% dos acidentes tem como agente de lesão. Chapa. se caracterizam pôr serem ambientes de trabalho de maior risco. ruído e LER.00 40. peças.70 50. Já em empresas dos demais portes. chapas. 7 Uma lista completa com os agentes e as atividades econômica.9% dos acidentes são devido a ruído. Máquinas e Ler. Chapa. Corpo.Tipos de agentes mais comuns de acordo com a atividade econômica7 Atividade Econômica Metalúrgica Mecânica Cutelaria Forjaria Fundição Siderúrgica Agente Lesão Máquinas. Prensa e Torno. pois como pode-se ver na Tabela 28.70 39. pode ser vista na Tabela 70 em anexo pág. ferramentas. 35..90 41.70 32.agentes de lesão na siderurgia. sendo este um ambiente altamente insalubre para os trabalhadores. Ruído. 65 . Tabela 28 . que oferecem risco à segurança do trabalhador.30 65. Peças. pois os principais agentes são máquinas. Torno e Ferramentas.20 36. Porte Grande Médio ME Ruído e Ler Peças. ao Porte 35. Agente % Relat. Chapa. Ruído. máquinas.00 31. peças e ferramentas. Ferramentas. Peças. Ruído e LER Ruído e LER Ferramentas e Caixas Ruído % Relat.50 Pequeno Máquina. Prensa.10 28. Chapas.Tipos de agentes mais comuns de acordo com o porte.

ferros e máquinas são os maiores causadores de Acidentes de Trabalho. Obj.20 impacto Sofrido Contra Máquinas. serra. indicando uma possível desorganização nos postos de trabalho.2%. 66 . Peso. prensa e torno.10 57. canos. Ferramentas. barras. pode-se verificar quais foram os agentes de lesão predominantes entre as categorias profissionais dos acidentados.90 61. o soldador está sofrendo muito impacto de canos. Prensa e Torno. Com base na Tabela 30.A partir da Tabela 29. com 29. tubos. que o soldador se queimasse ou tivesse problemas respiratórios ou visuais. Mais adiante. poder-se-ia esperar. pode se verificar que ferramentas. Doença Ocupacional. Logo. a Natureza 47. porém se vê que os agentes da lesão estão mais ligados a uma possível desorganização de seu posto de trabalho. Como se espera que o acidente esteja relacionado com a atividade. que apresenta os tipos de agentes de lesão mais comuns entre as profissões. peças. chapas. e até mesmo de máquinas que não fazem parte de seu posto de trabalho. Corpo. Peças e Caixas. e máquina. 128) a natureza de lesão mais comum foi impacto sofrido. Ruído e Ler Máquinas. Chapas e Máquinas % Relat. Como pode-se observar na Tabela 67 (anexo pág. 7. barras. tubos. Mov. furadeira. peças. pôr exemplo.70 90.Físico Corte Agentes Ferramentas.20 60.69% e 6.30 68.94% respectivamente de ocorrência) e os agentes que os ocasionaram. que contém as quatro Naturezas de Lesão com maior incidência (Impacto Sofrido. Tabela 29 . 26. serão apresentados mais detalhes a este respeito.Agentes mais comuns de acordo com a natureza da lesão Natureza da Lesão Impacto Sofrido Doença Ocupacional Prensagem Esforço . peças. Prensagem e Esforço Físico. neste modulo. Cortantes. canos.3%.

prensa. Gerais Montador Op. custos com perda de tempo. Prensa. Cel.23 33. É sempre bom ter em mente que o afastamento do acidentado de seu posto de trabalho implica em custos diretos e indiretos para empresa.Tabela 30 . Custos com tratamento. treinamento de um profissional para substituir o acidentado. impacto psicológico nos colegas de trabalho entre outros. Máquinas.6% que não precisaram se afastar. Ler. Em 12.82 4. Ruído e Ler Ruído e Ler Ruído e Máquinas Canos. Agente % 36.44 36.48 29. chapas.33 40.33 39. ruído. barras.31% dos acidentados necessitaram se afastar de seu posto de trabalho.11 Dados sobre o Acidente 4. Mult.00 33. canos. Aux. ferramentas e máquinas. Man. LER Chapas. Mov.1 Afastamento Em relação ao afastamento. tubos. torno e máquinas. 67 .68 55. 74. Máquina Industriário Soldador Serv.74 33. contra 13. Func. Produção Op. ruído. Corpo.11. barras e tubos.Tipos de agentes mais comuns segundo a profissão Profissão Metalúrgico Op. Componentes de máquina. máquina e ferramentas. torno.10% dos casos não foi informado se houve ou não afastamento.

Nesta tabela. a Tabela 31 apresenta os dados obtidos após análise. Infelizmente em 36.90 15. segundo os dados levantados das CATs. é apresentada a distribuição dos acidentes segundo a duração do tratamento. e os acidentes graves (mais de 15 dias) representaram 23. 15. com 17.60 61. Em relação às lesões. A Tabela 32 apresenta as principais lesões encontradas entre os acidentados no setor metalmecânico do estado do Rio Grande do Sul.66% dos casos este dado não foi informado ou estava ilegível.66 100. 45.15 16.4.5% na região da cabeça (principalmente a audição devido a ruído). 10.45 46.22 36.9% das lesões foram nas mãos (principalmente o dedo indicador devido a impacto sofrido).42 0.75 76. No geral. 68 .19 1. as mãos foram à região do corpo mais atingidas em acidentes e com maior número de lesões.7% das lesões. onde se pode verificar que os acidentes leves (menos de 15 dias) representaram 39. 4.00 Na questão relativa à duração do tratamento.6% das lesões seguidas pôr hipoacusia.11.9% dos casos.1% na região ventral. ferimento corto-contuso foi o principal responsável pôr 23. 20.13 1.9% na região dorsal e 9.90 Acima de 90 NI Total % 39.48 3.00 2.30 31.44% dos acidentes. que é perda auditiva induzida pelo ruído.2 Duração do Tratamento Tabela 31 .12 Lesões e Partes do Corpo Atingidas Como era de se esperar.2% nos pés.Distribuição dos acidente segundo duração tratamento Duração do tratamento 0.

6 2.1 5.1 3.1 3.2 12.4 5. motivando 93. Aux.7 10.2 100.4 2. Mult. O metalúrgico foi o mais atingido em todas as regiões do corpo.6 8. 69 .8 3.7 2.2 4.1 9.6 17.9 6.8 15.7 1. que apresenta a distribuição de lesões segundo a região da cabeça atingida.9 40.9 35.0 4.12.0 100.7 100.6 3.00 17.5 10.5 49.1 2.8 5.5 2.1 0.3% das lesões registradas em acidentes de trabalho e doença profissional.5 PÉ 20.3 6.00 100.00 18.8 39.3 40. pode-se observar a distribuição dos acidentes segundo a região do corpo pôr profissão. Tabela 33 .0 7.6 10.1 10.00 4.Distribuição das lesões segundo o tipo de lesão CodLes 10 21 4 12 22 17 23 24 8 Total Nome da Lesão Ferimento.8 0.00 4.1 3. Máquina Industriário Soldador Montador Serv.1 0.7 13. Outros % CABEÇA DORSAL VENTRAL MÃO 33.00 20.3 3.0 0.Tabela 32 .7 1.7 6.5 1. Corto-contuso Hipoacusia Contusão Fratura Tendinite Queimadura Dores Disacusia Entorse Outras % 23.0 3. Produção Op.1 6.0 2.12.9 3.9 1. pode-se observar. Gerais Op. os olhos e a região frontal são as regiões mais afetadas pôr acidentes.7 2. Func.2 Região da Cabeça Com base na Tabela 34.6 0.0 5.1 Profissão Com base na Tabela 33. Man.5 100. que as orelhas (audição).8 3.Distribuição dos acidentes segundo a região do corpo pôr profissão Profissão Metalúrgico Op.9 12. Cel.1 3.4 100.7 6.

Tabela 34 . irritação. além. entre outros sintomas. como pode ser observado na Tabela 35. seguido pôr impacto sofrido.80 3.55% dos registros de acidentes referentes à região da cabeça. de propiciar a perda auditiva do acidentado. Impacto sofrido foi responsável pôr 51. Objeto na vista foi responsável pôr mais de 60% dos registros de acidentes na visão.00 − Natureza do Acidente Doença ocupacional foi responsável pôr 71. Além da perda de produtividade gerada pôr estes sintomas.Distribuição de lesões segundo região da cabeça Parte do Corpo Atingida Orelha esq Orelha dir Olho esq Região Frontal Olho dir Outras Total % 41. Ruído foi responsável pôr 99% das ocorrências de acidentes na orelha (Perda auditiva induzida pôr ruído). ainda pode contribuir para a ocorrência de outros acidentes. O ruído. estes 3 são responsáveis pôr 96.17% dos registros de acidentes na região da cabeça.79% dos registros de acidente na região da cabeça. 70 .10 3.10 40. pois o trabalhador pode ter como conseqüência do ruído. dores de cabeça. ainda existe a diminuição dos reflexos e da atenção. Juntos.50 6. aumentando os riscos de acidentes devido a estresse físico e mental.7% dos acidentes registrados na região frontal. cansaço. principalmente na região da face. com 12.80 4.81% e objeto na vista com 7. principalmente devido a ruído.70 100.

Tabela 35 - Distribuição dos acidentes na região da cabeça segundo a natureza do acidente
Natureza do acidente Doença Ocupacional Impacto Sofrido Objeto na Vista Queimadura Outras Total % 71,17 12,81 7,55 3,66 4,81 100,00

− Lesões A lesão mais comum, na região da cabeça, foi hipoacusia e disacusia que ,juntas, foram responsáveis pôr 67,9% das lesões na região da cabeça, conforme pode ser observado Tabela 36. Tabela 36 - Distribuição das lesões na região da cabeça segundo natureza e agente de lesão
Natureza do acidente Agente da lesão % 56,5 11,4 2,3 2,3 2,1 25,4 100,00 Lesão Hipoacusia Disacusia Corpo Estranho Corpo Estranho PAIR Parte do Corpo Audição Audição Olho Dir Olho Esq Audição

Doença Ocupacional Ruído Doença Ocupacional Ruído Objeto na Vista Objeto na Vista Outras Total Corpo Estranho Corpo Estranho Outras

Doença Ocupacional Ruído

4.12.3 Região do Corpo Dorsal As costas e os ombros foram a principal região atingida, nos acidentes registrados na região do dorso (costas). Os principais causadores destas ocorrências foram LER (Lesão pôr Esforço Repetitivo), movimentos mal feitos (posturas inadequadas) e esforço físico excessivo.

71

Tabela 37 - Distribuição das lesões segundo a região dorsal
Partes do Corpo Costas esq Costas dir Ombro dir Ombro esq Cotovelo dir Outras Total % 24,90 24,60 20,10 15,00 8,10 7,30 100,00

As costas, ombros e o cotovelo direito foram responsáveis pôr 84,6% das lesões na região da dorsal, conforme pode-se verificar na Tabela 37. − Natureza O principal causador de ocorrências de acidentes na região dorsal foi doença ocupacional, principalmente devido a LER, com 38,8% dos registros de acidentes nesta região. Esforço físico excessivo, principalmente devido a carregamento de pesos e movimentos mal feitos, também foi um dos maiores causadores de comunicação de acidentes com os mesmos 38,8%, conforme pode-se verificar na Gráfico 15

45% 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0%

38,80%

38,80%

8,60% 3,00% Doença Ocupacional Esforço - Físico Impacto Sofrido Queimadura 2,60% Desequilíbrio 2,20% Queda

6%

Outros

Gráfico 15 - Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo a natureza do acidente − Agente da Lesão L.E.R foi o principal responsável pôr grande parte das comunicações de acidentes, com um total de 30,6% dos registros referentes à região dorsal. Depois vieram Mov. Do Corpo e Peso, 72

que juntos somam 20,26% dos acidentes da região dorsal. Estes dados já eram esperados, haja visto que uma das maiores preocupações da indústria é a alta incidência de LER entre seus trabalhadores. Muitos afirmam que a LER está mais ligada a fatores psicológicos do que físicos, pois um profissional que ao trabalhar se mantém tenso, está mais sujeito a ter lesões, do que um profissional que se mantém relaxado. Muitas empresas estão adotando, como medidas para diminuição dos casos de LER, soluções macro-ergonômicas, que estão ligadas a fatores externos ao ambiente de trabalho. Construção de creches para os filhos dos empregados, financiamento de casa própria, assistência médica, entre outros são exemplos de medidas, que contribuem com a redução de casos de LER, pois o trabalhador se sente mais seguro, e mais tranqüilo, estando menos propenso a lesões pôr esforço repetido. Tabela 38 - Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo o agente da lesão
Agente da lesão LER Mov. Corpo Peso Caixa(s) Peça(s) Componente de Maq. ou Prod. Motor Queda Chapa Outros NI Total % em relação a Dorsal 30,60 11,21 9,05 5,60 4,74 3,02 3,02 2,16 1,72 18,54 10,34 100,00

− Lesão As principais lesões encontradas na região dorsal foram devido à contusão (15,5%), dores (14,4%), queimadura (13,4%), tendinite (9,3%). A Tabela 39 apresenta uma lista completa com as lesões na ocorridas região dorsal.

73

30 8.Distribuição dos acidentes na região dorsal segundo a lesão CodLes 4 23 17 22 20 7 10 15 19 26 28 18 Nome da Lesão Contusão Dores Queimadura Tendinite Lesão Distensão Ferimento.10 3.40 9.10 3.50 7.00 9.20 5.20 7.00 4.80 7.50 8.30 6.10 17.20 5.00 74 . em acidentes de trabalho registrados na região das mãos. Tabela 40 .80 100. Corto-contuso Lombalgia Tenossinovite Epicondilite Hérnia Outros Total % 15.50 7. principalmente para empurrar e ajeitar peças. como era de se esperar pôr serem os dedos mais utilizados.Tabela 39 .4 Mãos Os dedos foram os principais atingidos.20 4.10 3.00 10.50 14. Os dedos indicadores. foram os mais atingidos com 10% de registros cada.Distribuição dos acidentes segundo a região das mãos Parte do Corpo Dedo indicador esq Dedo indicador dir Punho dir Dedo médio dir Dorso da mão esq Dorso da mão dir Dedo polegar esq Dedo médio esq Dedo polegar dir Outras Total % 10.40 23.40 13.40 100.12.

onde pode-se observar que as máquinas. na região das mãos 75 .E.79% 17.93% dos acidentes registrados na região das mãos.Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a natureza − Agente da Lesão A Tabela 41 apresenta a distribuição dos acidentes na região das mãos. Juntos somam 62.− Natureza Impacto sofrido foi o grande causador de acidentes na região das mãos seguido de prensagem e corte.R. como pode-se observar no Gráfico 16. 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% 35.30% 9. ferramentas e L.91% 4. são os principais agentes de lesão.74% 15.10% Impacto Sofrido Prensagem Corte Doença Ocupacional impacto Esmagamento Sofrido Contra Outros Gráfico 16 .27% 5.89% 11.

02 100.00 − Lesão Ferimento corto-contuso.87 5.30 100. principalmente devido a impacto sofrido pôr ferramentas e máquinas.10 4.11% dos registros.20 6.40 2.10 1. Corpo Ferro Caixa(s) Outros Total % 16.65 12.20 6.00 76 .60 7. foi o principal causador de acidentes na região das mãos. Mov.Tabela 41 .20 2. Cortante Peça(s) Chapa Serra e Furadeira Componente de Maq. Canos.14 2.90 3.74 9.46 4.11 14. Tabela 42 .73 5. Corto-contuso Fratura Amputação parcial Contusão Queimadura Tendinite Dores Amputação total Entorse Outros Total % 26.73 4.80 24. ou Prod.10 5.Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo o agente da lesão Agente da lesão Máquina Ferramenta Prensa e Torno LER Obj. com 26.Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a lesão CodLes 10 12 1 4 17 22 23 2 8 Nome da Lesão Fer.50 2. Barras e Tubos.20 9.40 8.55 14.

30 19.14% 5. em acidentes. seguido de perda do equilíbrio com 8.20 11. Tabela 43 . foi o dorso do pé direito com 19.67% dos registros de acidentes na região dos pés.73% 16. e os tornozelos.4.70 7.12.10 100. conforme pode-se verificar no Gráfico 17.10 19.2% das ocorrências.5 Pés A região mais atingida do pé.85% 8.50 5. 77 .67% 7.Distribuição dos acidentes na região dos pés segundo a natureza. com 19.00 − Natureza do Acidente Impacto sofrido foi responsável pôr 61.2% das lesões. 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% 61.50 7.61% Impacto Sofrido Desequilíbrio Queimadura Torção Outras Gráfico 17 .Distribuição dos acidentes segundo a região dos pés Região do corpo Dorso do pé esq Dorso do pé dir Tornozelo esq Tornozelo dir Dedo 1 dir Dedo 5 dir Dedo 1 esq Outras Total % 24.73% dos acidentes registrados nos pés.60 5.

Distribuição dos acidentes na região dos pés segundo o agente da lesão Agente da lesão Ferro Peça(s) Canos. canos.70 40. 78 .10 4.70 3. Barras e Tubos.50 5.30 100.00 − Lesão As principais lesões registradas na região das mãos foram fraturas e ferimentos corto-contuso. Tabela 44 . Chapa Escada Mov.90 6. Corpo Subst. peças.70 4.30 8. indicando uma possível desorganização do posto do trabalho. com 38% e 19% respectivamente. barras.20 3.60 9. Quente Caixa(s) Equipamento Outros Total % 13. e chapas. tubos.− Agente da Lesão Os principais causadores de lesão na região dos pés foram ferros.

Distribuição dos acidentes segundo a região ventral Região do corpo Antebraço dir Braço dir Antebraço esq Braço esq Joelho esq Joelho dir Perna ant esq Perna ant dir Tórax dir Total % 19.3 100. Tabela 46 .80 8.6 Ventral A região que mais sofreu injúrias devido a acidentes de trabalho.4 3.Distribuição dos acidentes na região das mãos segundo a lesão CodLes 12 10 4 17 8 6 22 5 13 20 23 NomLes Fratura Fer.70 7.0 4.12.6% e 15.0 17.5 2.0 19.7 11.30 9.60 15.2% dos registros de lesões na região ventral.90 10. foi o antebraço direito seguido do braço direito.3 1.3 1.10 5.8 2.80 10. na região ventral.70 12. Corto-contuso Contusão Queimadura Entorse Dermatite Tendinite Corpo estranho Lesão ligamentar Lesão Dores Total % 38.Tabela 45 .00 79 . com 19.8% das lesões respectivamente.3 1.5 1. O antebraço esquerdo e o braço esquerdo juntos somam 21. Logo. pode-se verificar que os braços são a região mais atingida da região ventral.10 100.

56 10. Esforço físico e perda de equilíbrio. com 21.97 16.16 24.22% respectivamente.16% e 24.77 100. 80 .22 10.− Natureza do Acidente Impacto sofrido foi o principal tipo de acidente na região ventral.4% dos registros de acidentes relativos a região ventral. também são responsáveis pôr boa parte dos acidentes na região ventral. Tabela 47 .Físico Desequilíbrio Queimadura Retesão Outros Total % 25. com 25.00 − Agente da Lesão O principal agente causador de lesão foram os esforços repetitivos (LER). Natureza do acidente Impacto Sofrido Doença Ocupacional Esforço . seguido de doença ocupacional.Distribuição dos acidentes na região ventral segundo a natureza.25 8.07 4.

00 3.70 4.40 8. Cortante Escada Canos.50 4. Tabela 49 .Tabela 48.40 3.60 4. Barras e Tubos.90 100.30 4. respectivamente.4% das lesões. seguido de contusão e dores com 22.70 13. Corpo Máquina Queda Chapa Outros Peça(s) Subst. Quente Ferramenta Obj. Peso Outros Total % 21.40 7.50 22.20 6.30 100. Corto-contuso Escoriação Entorse Tendinite Outros não listados Total % 22.7%.20 24.60 10.10 3.00 − Lesão A principal lesão encontrada foi devido a queimaduras.6% e 10.80 6.40 7.20 4. 13.10 2.70 3.00 81 .Distribuição dos acidentes na região ventral segundo o agente da lesão Agente da lesão LER Mov.20 5.80 5.Distribuição dos acidentes na região ventral segundo a lesão CodLes 17 4 23 12 10 9 8 22 18 Nome da Lesão Queimadura Contusão Dores Fratura Fer.

é possível deduzir as possíveis causas dos acidentes. A discussão pretende entender um pouco melhor a realidade do acidente que não consegue ser traduzido pela CAT. a seguir.O capítulo 5. Sendo um profissional com tarefas típicas. 82 . e propor estudos ergonômicos que venham a reduzir os riscos que um determinado profissional esteja exposto. tece algumas considerações sobre o posto de trabalho do soldador.

O soldador é um profissional que trabalha com operações de fusão de peças metálicas. Nas bibliografias internacionais. Percebe-se. Neste caso. que os soldadores de uma linha de produção de dispositivo laser. Em nenhuma das CATs foram constatadas. Foram realizadas observações diretas e indiretas (filmagens) com os trabalhadores no intuito de poder comparar os resultados obtidos nas CATs e as informações obtidas na revisão bibliográfica com os dados obtidos nas empresas. que basicamente é a mesma para todos os soldadores. Estas exposições levaram a problemas nos olhos e no sistema imunológico dos trabalhadores. incluindo um escudo de proteção contra flashes provenientes do processo de soldagem. praticamente não existe bibliografia sobre o assunto. zona respiratória e carga de trabalho. de uma vestimenta. Em relação aos estudos ligados à metalurgia. No Brasil. visão e estresse mental e postural bem como ambiente de trabalho. Komarova (1992) verificou em um estudo feito numa indústria metalúrgica russa. como ruído.5 CONSIDERAÇÕES SOBRE A ADEQUAÇÃO DOS DADOS OBTIDOS PELA CAT: O CASO DO SOLDADOR O trabalho do soldador despertou a atenção pela alta incidência de impacto sofrido o que teoricamente não era esperado. utiliza cerca de seis tipos diferentes de processos. o principal tema encontrado é relativo a ruído. na qual questionou-se sobre assuntos ligados basicamente à sua atividade. que soldar é uma atividade que oferece um alto grau de insalubridade ao soldador. comunicações ligadas a problemas respiratórios e nos olhos. A maior parte dos estudos sobre saúde e segurança do trabalho com o soldador são encontradas em bibliografias internacionais que basicamente relatam problemas respiratórios e de visão. Foi realizada uma entrevista com os soldadores. e um conjunto de equipamento de proteção individual. de acordo com a literatura internacional. medidas profiláticas foram tomadas. Tendo em vista a discrepância de dados. e as CATs não servem para dar estas informações sobre ar respirado e visão do soldador. Problemas no aparelho respiratório também foram verificados. Tratamento com remédios também foi utilizando. foram expostos aos flashes de luz de plasma e laser excedendo em certas medidas os níveis máximos permitidos. foi feita uma análise do trabalho de soldagem em duas empresas gaúchas ambas localizadas na região de Porto Alegre. pode-se notar uma preocupação muito grande com o ar que o soldador respira e a visão. padrão para 83 .

se constatou que mais de 50% dos entrevistados queixaram de problemas nos olhos e dor de cabeça. a solda vem sendo utilizada. O primeiro processo de solda foi em forja. contato com eletricidade. ferramentas. Relativamente altas voltagens são necessárias para o processo de soldagem e o soldador pode ter contato direto com 80 V ac rms.1 Principais Agentes Causadores De Risco À Saúde Do Soldador 5. Ao se aproximar o eletrodo da peça. que nada mais era do que martelar duas peças aquecidas até sua fundição. e protetor auricular. os mais novos normalmente não tinham nenhuma queixa. Em meados de 1880. peças. forma-se um arco voltaico que funde o metal da peça e do eletrodo. contato com peças aquecidas.todos os soldadores.1 Acidentes de Trabalho Com base na literatura revisada. 5.1. botas. devido a choque elétrico. apesar do uso de elmo protetor da face. Normalmente as queixas eram feitas pêlos trabalhadores mais velhos. − Solda de Baixo Teor de Hidrogênio: Semelhante à descrita acima. composto pôr luvas. 5.1. em entrevista aos profissionais de soldagem. 1996). O principal risco é o do equipamento de soldagem.2 Trabalho do Soldador Desde o momento em que o homem tomou conhecimento das técnicas necessárias para produção de metais. (113 V pico). Estas voltagens são excessivas e podem afetar a integridade física do soldador (Melton. que passou a ser utilizada industrialmente e logo após foi introduzida também a solda oxiacetilênica que passou a ter uso industrial após os anos de 1900. pode-se distinguir os processos de solda em seis tipos diferentes: − Solda de Arco ou Solda Elétrica: Consiste na utilização de uma diferença de potencial elétrico entre a peça a ser soldada e um eletrodo. foi introduzida uma nova tecnologia. que consistia da solda de arco de resistência. Em visita feita a uma empresa da região metropolitana de Porto Alegre. é desenvolvida para solda de aço inoxidável e utiliza eletrodos revestidos de fluoretos. protetores auriculares. fagulhas. 84 . proteção para o tronco e elmo para a face. Após várias modificações nestes processos. os acidentes de trabalho podem ser provocados pôr quedas de peças. que tem operações de solda do tipo MIG e TIG.

o suficiente para fundir o metal das chapas nos pontos. A liberação de fumos é reduzida.3 A Tecnologia e o Soldador De acordo com Gorban (1990). com substâncias de riscos. utilizando-se. Mas para isto. se a intensidade de sua formação for diminuída na zona do arco de soldagem. como o hélio. − Solda de Plasma: Neste processo.1. com o devido relato do regime de soldagem usado e o diâmetro do eletroduto de soldagem. o argônio. tais como componentes sólidos e gasosos do aerosol de soldagem. − Solda de Arco Submerso: O arco é embebido entre o eletrodo e a peça. Gorban (1990) 85 . mas é grande a liberação de fluoretos. ou pôr Resistência: Utiliza dois eletrodos não consumíveis e une duas chapas metálicas apenas no ponto de contato. − Solda Com Gás Inerte: TIG (Tungsten Inert Gas): O Mesmo processo da MIG. o que conduz à formação de elevadas concentrações de fumos. porém. podendo ou não ser utilizado um segundo eletrodo consumível. sendo obtida uma proteção cobrindo-se o ponto de trabalho com grânulos de material inerte que contém fluoretos.− Solda de Gás Inerte: MIG (Metal Inert Gas): Utiliza um eletrodo consumível e um arco envolto em gás inerte. são necessários mais dados sobre a emissão e a razão de formação das substâncias mais perigosas. Desenvolve pouco calor. de um eletrodo não consumível de tungstênio e tório. Além destes processos que são utilizados. a qual é uma das maiores preocupações. resultando numa corrente de gás altamente ionizada. − Solda realizada a laser. em processos manuais e semi-automatizados de soldagem existe a possibilidade de diminuição de contaminação da zona respiratória do soldador. − Solda com arco e gás inerte. 5. o dióxido de carbono ou misturas destes gases. o instrumento de solda fornece um jato de gás inerte através de um orifício com um gradiente de alta voltagem. − Solda a Ponto. O processo faz uso de alta densidade de corrente elétrica. São eles: − Solda a Gás ou oxiacetilêniaco: O calor necessário para fundir a peça e o eletrodo é fornecido pôr um maçarico. devido aos fumos de soldagem. ainda teríamos outros que oferecem menor riscos aos soldadores.

e para outros trabalhadores que compartilhem da mesma zona respiratória. Atualmente.afirma. Soldadores atualmente tem trabalhado tanto em locais escuros quanto em iluminados. Isto devido ao ambiente agressivo. que acaba tendo uma expectativa de vida abaixo da média. e estão se tornado mais versáteis.em média.1. chegou-se à conclusão que a expectativa de vida do metalúrgico é .1. em que o metalúrgico é exposto todos os dias. Vários efeitos prejudiciais acabam se combinando. Partículas no ar também são um problema potencial. pois diminui a exposição do soldador aos riscos do processo de soldagem. Estes fatores. que se for testada a efetividade de sistemas de ventilação local e geral dos postos de trabalho de soldagem. em relação à função visual do soldador. A atividade do soldador pode causar fadiga.1 A Visão Segundo Marini (1994) existem uma série de fatos a serem considerados. diminui os potências de exposição ocupacional do soldador. a possibilidade de ação sobre as substâncias químicas pode ser tomada. aos poucos. 5.4 Doenças Profissionais Doença Profissional ou do trabalho é aquela adquirida no exercício do trabalho a serviço da empresa. Na aplicação inicial da sua técnica. ainda. Um ambiente de muito calor.4. 86 . Este sistema poderia ser utilizado pôr pessoal não especializado. na região de Tula na Rússia. tempo de realização da soldagem. ruídos e estresses tanto postural quanto psicológico. pois podem afetar a integridade respiratória do soldador Yakovleva (1995) desenvolveu um método para avaliar a influência das doenças profissionais na expectativa de vida do metalúrgico.6 anos a menos do que a população em geral da região. de 2. no intuito de tornar a ambiente de trabalho mais salubre para o soldador. tem se dado muita prioridade para os tóxicos do fumo e os riscos do câncer na saúde do soldador em estudos de segurança com consideração à soldagem. problemas de postura. surdez profissional. O sistema poderia ser utilizado em diversos processos de soldagem diminuindo desperdício. Riscos adicionais aparecem do processo. calor também pode ser considerado um risco adicional. Os estudos sobre os riscos da visão do soldador têm sido limitados a injúrias externas no corpo. estresse pelo calor. principalmente a nível internacional. O arco de soldagem emite altos níveis de infra vermelho visível e radiação UV. portanto. 5. radiação ultravioleta e à utilização das lentes de contato. oftalmia pôr ultravioleta e intoxicação pôr agentes químicos. Um típico exemplo onde a automação diminui os riscos de acidente. vão afetando a integridade física e imunológica do metalúrgico. Eble (1995) constatou que com a utilização de um sistema de soldagem robotizado.

um acentuada redução na intensidade de luminescência dos terminais adrenergéticos no miocárdio. Esta mistura de gases no ar e partículas podem ser um risco para saúde. a acuidade visual esta se tornando cada vez mais importante para habilidade de se trabalhar e. devem ser definidos padrões. potássio. Estes fatores podem contribuir para a incidência de acidentes com os soldadores. No Brasil. surge a necessidade de se prover testes para analisar a acuidade visual do soldador. mas não os elimina. Ele pode também conter outros materiais. potássio e componentes solúveis de manganês foi estabelecido. cálcio. se limita à utilização de elmo protetor para face. o qual reduz os níveis de luz. Além das diversas patologias que cada substância pode desenvolver pode-se observar ações aditivas para ode aparelho respiratório. Porém os Oftalmologistas não têm suficiente contato com fabricas e condições de trabalhos. pôr isso. 1985). e ferro. 5. bronquite do pulmão. desenvolvimento distrófico na contração do miocárdio. Danos estruturais como efisema. como se verifica com os soldadores nos Estados Unidos (Colacioppo. Porém. dependendo da composição e concentração do fumo e a duração da exposição (Chung et ali. além de diminuir a capacidade de realização de tarefas pelo soldador.o diagnóstico do Oftalmologista poderia ser feito cedo evitando assim serias complicações. flúor. sódio. antes deles serem feitos. no sistema cardiorespiratório. e muitas vezes os problemas de visão se tornam irreversíveis. pela sua menor acuidade visual e conseqüente redução da atenção. Em um estudo feito pôr Pokrovskaya (1990) foram comparados os efeitos da introdução intratraqueal de poeira de magnésio.4. provindos da soldagem. Normalmente. Os problemas com visão podem causar tontura e dor de cabeça. Neste estudo não foi constatado 87 . principalmente quando estes estão fora de seus postos de trabalho. Neste estudo foi provado os danos causados pôr estes componentes. 1997). que podem levar ao câncer pulmonar. os quais são originalmente parte dos componentes de consumo da soldagem ou do metal sendo soldado.1. silicone. A atividade biológica mais pronunciada dos componentes pesados do aerosol da soldagem com um alto conteúdo de flúor. a preocupação com este fato. quando o soldador começa a sentir os sintomas já é muito tarde.2 Agentes Químicos Os fumos de soldagem compõem os principais agentes químicos aos quais os soldadores estão expostos. O fumo é produzido durante a soldagem e é primariamente um aerosol formado pela condensação e oxidação de metal vaporizado. Finalmente. tais como componentes de fluxo ou metais sendo soldado.

− Avaliação. Segundo COLACIOPPO (1985) quando se inicia um estudo de agente químico. 88 . 1997). Na Tabela 50 é apresentada a composição básica dos fumos de soldagem. − Controle.2 µm. Percebe-se que os fumos de soldagem podem estar em duas formas: partículas e gases. deve-se dividi-lo em três aspectos básicos: − Reconhecimento. A maioria relata que estão em sub-micro escala . mas geralmente elas tiveram algum efeito tóxico no organismo. O material particulado pode causar irritação e doenças pneumoconiogênicas.nenhuma atividade fibrocinética das amostras de poeira de soldagem. Há dados substanciais na literatura sobre a freqüência do tamanho das partículas de fumo. tipicamente abaixo de 0. já os gases podem causar irritação e asfixia. formando cadeias e agregados que são muito maiores geometricamente mas aerodinamicamente ainda dentro da gama respirável (Chung et ali.

movimentação de materiais a fim de saber quem trabalha com o que.Tabela 50 . condições ambientais. onde agentes químicos dos fumos de soldagem possam estar agindo. tempo de exposição dos trabalhadores. número de trabalhadores expostos. agentes a pesquisar e outras substâncias que possam alterar os resultados. 89 . ritmo de trabalho.Composição Básica Dos Fumos de Soldagem Cádmio Cromo Chumbo Fluoretos Manganês Níquel Titânio Vanádio Zinco Alumínio Carbono Berílio Estanho Ferro Sílica Cobre Asbesto Ozona Fosgênio Óxido de nitrogênio Fosfina Monôxido de carbono Dióxido de carbono Gases Inertes Irritantes pulmonares E tóxicos sistêmicos Material Particulado Pneumoconiogênicos Irritantes Gases Asfixiantes − Reconhecimento O reconhecimento consiste de uma visita ao local. pontos estes como área de exposição. Durante esta fase são reconhecidos alguns pontos importantes para o estudo.

A outra etapa consiste de comparação dos valores de concentração atmosférica dos fumos de soldagem com os padrões de limites de tolerância (LT). número de trabalhadores a serem amostrados. isto após as duas primeiras fases. que consiste em realizar testes que possam refletir não só a exposição. normalmente se utiliza a orientação da American Conference of Governmental Hygienists (ACGIH). tal como concentração de fumo no local de trabalho. finalmente. Segundo Colacioppo (1985). A etapa de avaliação consiste de medição onde deve-se escolher o equipamento para se fazer as medições. Haja visto que o Brasil não dispõe de LT. com o intuito de verificar a extensão da contaminação no local a ser examinado. as partículas do fumo de soldagem são um dos maiores causadores de risco para saúde dos soldadores. Durante o processo. também existe a necessidade de se efetuar uma avaliação biológica do ambiente. a determinação de possíveis causas de erros nas medições ambientais. normalmente diário. pelo trabalhador. dos agentes químicos a que está exposto.− Avaliação Consiste na medição de algum parâmetro.1. pôr medidas de engenharia de higiene industrial e pôr medidas de medicina do trabalho. análise do material coletado e. o tempo de amostragem. que reúne todas as informações possíveis e publica anualmente a lista “Threshold Limit Values” (TLV). estas partículas ficam concentradas na 90 . Estas partículas são provenientes do arco de gás formado durante o processo de soldagem. Adicionalmente à comparação com limites de tolerância. uso de ventilação exaustora. Nestas fases deve-se considerar a possibilidade de eliminação ou controle da fonte de fumos metálicos.3 Exposição a Agentes Químicos Segundo Thornton (1994). − Controle O controle se dá através de duas formas. mas também a absorção. exames médicos antes durante e após o trabalhador iniciar suas atividades. Os TLV referem-se a concentrações de aerodispersóides e representam condições sob as quais supõe-se que quase todos os trabalhadores podem estar expostos dia após dia sem efeito adverso. a fim de detectar qualquer sinal ou sintoma precoce de uma ação dos fumos metálicos sobre o organismo.4. 5. o que tem sido uma preocupação nesta etapa é a falta de métodos padrão e de limites de tolerância para que se possa comparar os resultados obtidos na avaliação.

aprender a não soldar demasiadamente fechado e proteger-se adequadamente. e proteção adequada dos olhos do soldadores pôr óculos com filtros e elmo. Máscaras com cristal líquido as quais reagem em um centésimo de segundo. entre o soldador e a operação de solda. 1994). 5. Marini (1994) “Visão Correta = Proteção Adequada = Qualidade De Soldagem” 91 . fornecendo uma proteção adicional ao soldador. A incisão pôr laser e pôr filete de jato d’água abrasivo tem conduzido a consideráveis progressos na industria da soldagem: menos poeira. É importante educação e retreinamento dos soldadores que devem aprender como soldar novamente com os novos processos: pôr exemplo. Estes métodos são bem conhecidos. aos flashes de soldagem. Combater o uso de tabaco e álcool é um passo significativo rumo a melhorias na qualidade da visão de soldadores (Marini. pôr meio de bons exames oftalmológicos. pois estes biombos formam uma cortina. Prevenção também pode ser obtida pelo projeto. Médicos e equipe médica devem ter um biomicroscópio oftalmológico e aprender como usá-lo.2 Prevenção na Soldagem Segundo Marini (1994) a proteção dos trabalhadores no ambiente de trabalho pode ser obtido pela utilização adequada de cortinas contra os raios UV. um conjunto de biombos transparentes já é empregado em muitas operações de soldagem em indústrias dos Estado Unidos. menos ruído.Segundo. são um indubitável progresso. e devem progredir mais no futuro. poucos acidentes oculares. Esta situação é o que se chama de um “sintoma de local de trabalho” e requer consultas e correção médica. (Marini. A Organização do trabalho previne os soldadores de serem confinados ou também mutuamente fechados. e se torna essencial com consideração a pesquisa e escolha de processos de pouca intensidade de luz. fornecendo potencial perigo para a integridade respiratória do mesmo. Pôr exemplo. Prevenção médica somente deve ser introduzida mais tarde.zona respiratória do soldador. mas porque o filtro é frágil e caro seu uso é largamente reservado para uma pequena tacha de soldadores que tem curtas e freqüentes soldagens. Cuidados podem ser tomados para assegurar que soldadores com perda de visão não utilizem filtros de um baixo grau. deixando os olhos mais sensíveis a UV e viroses. 1994).

verifica-se que a principal atividade do soldador durante os acidentes envolvia ferramentas. com movimentos curtos. quando ocorriam acidentes. serra e furadeira (6. A principal preocupação com o soldador é com sua visão e zona respiratória devido aos fumos de soldagem. Na Tabela 51. porém ainda sim uma informação pouco detalhada. 1991) Os principais agentes causadores de lesão ao soldador foram canos. não ligadas à soldagem. tonturas e estresse. prensagem (6. máquinas(8%) e ferramentas (8%). provavelmente no momento da soldagem. motivadas pôr LER e ruído. Porém. constatou-se que apesar de existirem soldadores na empresa. Os fumos de soldagem podem causar dores de cabeça. que o soldador se acidentou ao utilizar prensa e torno. Um outro dado interessante é o fato do soldador estar se acidentando com ferramentas e máquinas que não são características de sua função. Um soldador tem basicamente umas seis posições diferentes de trabalho. Contudo. basicamente estáticas. Em visita feita a uma empresa durante a fase de estudo de campo. barras e tubos. Porém.5. Seria importante que nas CATs viessem contidas. Estes dados vêm contra o que se espera que aconteça com o soldador. (as CATs não deixam clara esta informação). que não permite tomar muitas conclusões. Estes fatores podem aumentar o risco de acidente durante a execução de suas atividades.67%).67%) e impacto sofrido contra (6.3 Resultados Obtidos da Análise das CATs de Soldadores Com base nas CATs constatou-se que o principal tipo de acidente que ocorre com o soldador é o impacto sofrido (40%). estes são fatores que podem influenciar na qualidade do trabalho do soldador e na sua atenção. tubos e barras (12%). tarefa geralmente não pesada sob a ótica da ergonomia. que apresenta a atividade dos soldadores durante os acidentes. informações como o posto de trabalho e atividade do 92 . ruído 8%.7%) e movimento do corpo mal feito(6. estes eram informados como sendo soldadores. no caso serra e furadeira. indicando uma desorganização do posto de trabalho ou as condições “improvisadas de trabalho”.7%). Um outro problema relativo à função do soldador evidenciado nas observações de campo é o estresse postural. onde ele pode passar de meia hora em uma determinada posição até o dia inteiro (TORNER et al. indicando que o soldador é utilizado fora de seu posto de trabalho e em outras atividades. O fato interessante é o soldador estar se acidentando principalmente com canos. Houve alguns casos registrados nas CATs.33%). seguido de doença profissional (13. não houve nenhuma CAT com doenças relacionadas à visão ou problemas respiratórios. É comum o soldador atuar na manutenção. não existia mais o posto de soldagem.

c/ Ferr. Manuseio Transporte Deslocamento Setup Outros Limpeza Total % 21. Processos MIG.3 9. Em algumas operações com soldagem de aço inoxidável e alumínio são produzidas taxas muito altas de intensidade de luz. limpar. Tabela 51 . Além das tarefas ligadas à solda.0 6.7 12. raspagem) e cada uma destas operações pode trazer algum risco para o soldador.0 10.3 1.7 4.Distribuição e acidentes segunda a atividade dos soldadores Atividade Func NI Trab. Trabalhando Trab.0 1. De muito pouco serve saber que o soldador se acidentou quando usava uma ferramenta.3 100. cada um pode causar uma patologia particular no soldador.0 Marini (1994) afirma que entre os diferentes processos de soldagem. revestimento. E onde ele estava no momento do acidente. Estes operações podem diminuir a acuidade visual do soldador.7 9. c/ Máq. 93 . os soldadores realizam outras tarefas associadas (amolar.3 8. e contribuir com a ocorrência de acidentes. O período crítico para visão é a troca de procedimento e adaptação para as novas situações.3 1. c/ Solda Trab.3 14. se não se pode saber o que ele estava fazendo com a ferramenta e qual a ferramenta em uso (veja variedade de ferramentas em anexo Tabela 61 página 118). MAG requerem forte intensidade e produzem radiação de luz que são mais intensas do que os outros processos. c/ Peça Trab.funcionário durante o acidente para que se pudesse ter informações que permitissem analisar melhor os dados.

Distribuição de acidentes pôr soldador segundo a região Região Porto Alegre Canoas Sta. Do Sul Panambí Gravataí Sta. metalúrgicas (41. Sta.seguido pôr Canoas (18. Em 4% das CATs não foi possível encontrar o ramo de atividade da empresa.00 4.00 4.67 4. Maria (9. e material de transporte (10.33 6.00 4.33%).33 100.7%). Porto Alegre tem. − Região A maior parte dos acidentes com os soldadores ocorreu na cidade de Porto Alegre (23. modernização dos serviços médicos nas fábricas). Tabela 52 .67%). para considerar problemas referentes à função visual do soldador foi criado o “Comite de Coordination de Recherches en Soudage” − Atividade Econômica Os soldadores acidentados trabalhavam basicamente em mecânicas (44%). perdendo.67 6.67 9.00 94 . Rosa Nova Prata Ijuí Outras Total % 21. Não houve registro de soldadores em siderúrgicas.Injurias na parte externa do corpo requerem um exame cuidadoso para assegurar que danos intra-oculares não estejam faltando para benefícios de progresso de exames médicos (ecografia.67%). que tem aproximadamente 16% das fábricas ligadas ao setor metalúrgico e metal-mecânico do estado do Rio Grande do Sul.33%) e Caxias do Sul (6.3%). Maria Cx.33 18. o segundo mais importante polo metalúrgico do estado em termos de número de empresas. segundo dados do SEBRAE. forjaria e cutelaria. Em 1993. Aproximadamente 12% das empresa de atividade metalúrgica e metal-mecânica ficam em Porto Alegre.00 21. na França. apenas em número de empresas para Caxias do Sul. fundição.

procurando analisar se as CATs são suficientes para isto.− Estado Civil Os Casados representam 80% dos acidentados. que em muitos casos pode levar até um dia. As 95 . se estava em operação de solda ou não. justificar o fato do soldador estar se acidentado devido à queda de objetos. referentes a impacto sofrido. possivelmente. Nesta seção. contra 20% em outra situação.3. serão apresentados os dados obtidos das CAT. que em média os acidentes são graves. Esta fadiga muscular pode. Porém. barras e tubos não ficando claro através dos campos existentes.3. também não ficando claro em que operação os soldador se encontrava. onde seus músculos se apresentam cansados e extenuados devido a operação de soldagem.1 Descrição das Atividades Soldar é uma ocupação extenuante requerendo trabalho em posturas desajeitadas e manuseio de equipamentos pesados. (1976) relataram que a fadiga de músculo do supraspinatus era comum em trabalho prolongado de solda entre soldadores experientes. Os soldadores eram todos do sexo masculino. − Média Idade: A média de idade dos soldadores é de 37. Kadefors et al. Através das CATs. que o mesmo não estava em operações de solda. o soldador estava trabalhando com alguma máquina. também. geralmente com alto grau de tensão estática predominantemente sobre o músculo dos braços e ombros. podemos afirmar que ele estava fora de seu posto de trabalho.3% dos casos o soldador estava trabalhando com serra ou furadeira. do tratamento. neste caso ficando claro. constatou-se que em 23. fica claro aqui uma possível desorganização do posto de trabalho. pela média pode-se considerar. neste caso.3 Impacto Sofrido Impacto sofrido foi responsável pôr 40% dos acidentes com o soldador.39 anos. Estas atividades podem contribuir para o surgimento de lesões musculoesqueletais. Em 16. Em 10% dos casos.67% dos casos o soldador estava trabalhando com ferramentas.3. a exceção de um do sexo feminino.87 5. os seja aqueles com mais de 15 dias de duração. na expectativa de verificar a influência do posto de trabalho neste tipo de acidente. 5. − Média Salário: O salário médio dos soldadores acidentados era de R$ 406. 5.66 dias. não no momento da soldagem. Esta queda ocorre.3% dos acidentes o soldador estava trabalhando com canos. mas após a soldagem.2 Médias − Média Duração: Tratamento: 15. Em 13.

− Lesão As lesões mais comuns entre os soldadores devido a impacto sofrido. as informações são pouco úteis. ferimento corto. onde na maior parte dos casos. oferecem poucos risco ao soldador. pôr exemplo). com algumas descrições contidas nas CAT. fica claro que o soldador não estaca executando tarefas ligadas à sua função. talvez executando tarefas para as quais não esteja preparado.operações de solda.7%). e em alguns são inúteis. em outra não fica nada claro (21 pôr exemplo) 96 . devido ao tipo de operação e aos EPI. Pelas CATs. Pela lista pode-se deduzir a deficiência no preenchimento deste campo da CAT. fica claro que o soldador estava em operações de solda. principalmente devido a impacto sofrido. tem-se a evidência de que o soldador está sendo utilizado fora de seu posto de trabalho. − Descrição Na Tabela 53 é apresentada uma lista. para soldadores com acidentes devido a impacto sofrido.contuso (30%) e fratura (16. em si. utilizados pêlos mesmo. em outros (3. Apenas em um caso (9). justificando os acidentes. foram contusão (43.3%).

− Agente 97 . Cortando Ripa na Serra.5% das lesões cada 5. Esmerilhando peça.4% do total de lesões. Peça caiu ao ser virada.o Furando uma bucha com furadeira. Atingido pela broca. Trabalhando com Furadeira Ao segurar chapa metálica seu suporte (barra metalica) caiu.3. Caiu tubo de ferro. dedo médio da mão esquerda.33% das CATs referentes a soldador.o Cortando uma peça da chapa − Região do Corpo As regiões mais atingidas no corpo dos acidentados. a mesma saltou impactando. principalmente devido aos fumos de soldagem e aos flashes emitidos pela processo de soldagem. contundiu-se Martelou o dedo ao bater numa peça.Fita Gaveta de aço caiu ao ser aberta. Transportando serpentina que veio a cair. Ao manusear prateleira. Em nenhuma delas foram encontrado problemas referentes à visão e problemas respiratórios. Transportando telas que vieram a cair. Ao deslocar cavalete Inclinou uma barra de ferro que veio a atingi-lo Lixou-se na lixa disco Furando Cantoneira Colacando pino no eixo com auxílio de martelo. Atingido com estourou disco policorte Passando lixadeira na retroesc. Queda de barra de ferro ao desmontar galpão.soldadores 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 Descrição Chapeando Radiador. Marterlou-se ao puncionar polias. foram o dorso do pé esquerdo com 19. caiu barra de ferro . Tubo de Ferro caiu. O principal problema foi o ruído. que seria uma dos principais problema enfrentado pêlos soldadores. Maq. que não é um problema típico de soldagem.Tabela 53 . Segundo Marini (1994) a principal preocupação que tem se dado ao soldador é com a toxidade dos fumos e o risco de câncer. Eixo de metal deslizou e caiu. ligado no chão impactou. dedo anular e mínimo da mão direita e dorso do pé direito com 6.4 Doença Ocupacional Doença ocupacional foi responsável pôr 13.Descrição de acidentes devido impacto sofrido . Caiu pingo de solda ao soldar uma peça. Ao montar longarina.

Segundo Marianne (1991) os soldadores realizam tarefas altamente estáticas. de Carpo Total % 22. Porém. Tenossinovite.2 22.O principal agente de doença ocupacional no soldador.2 11.2% das lesões respectivamente.1 11.0 − Descrição A seguir vêm as descrições encontradas em algumas CATs referentes a acidentes devido a doença ocupacional no soldador. foi o ruído (60%) seguido pôr LER (40%). Tendinite.2 22. Epicondilite e Síndrome do túnel de carpo podem estar sendo causados devido às características do posto de trabalho do soldador.soldador 1 2 3 4 5 6 7 Descrição Perda Auditiva Perda Auditiva LER em soldagem. Tabela 54 . que tinha alto ruído em suas operações. onde pode-se verificar que a principal lesão encontrada entre os soldadores foi hipoacusia.soldador CodLes 21 22 24 19 26 27 Nome da Lesão Hipoacusia Tendinite Disacusia Tenossinovite Epicondilite Síndrome Do T. As principais lesões causadas pôr estes agentes estão apresentados na Tabela 54.Distribuição de lesões segundo a doença ocupacional . Trabalho exposto ao ruído Perda Auditiva Alteração Osteomusculares Perda Auditiva 98 . foi o ruído.Descrição de acidentes devido a doença ocupacional . que podem influenciar na aparição de sintomas tanto nos ombros quanto nos braços. estes ruídos não provinham das operações de solda. seguida de tendinite e disacusia todas com 22.1 11. que vinha pôr afetar o soldador. Uma das maiores reclamações ouvidas durante as visitas feitas as fábricas de solda. Tabela 55 .1 100. e sim com operações de outros postos de trabalho.

pode-se verificar uma desorganização do próprio trabalho. − Lesão A principal lesão decorrente do processo de prensagem foi ferimento corto. seguido dos punhos com 17. Serra e Furadeira Chapa Máquina Descrição Confeccionando peças no torno Prensou dedo num eixo de máquina Prensou dedo na serra. com 70% do total de lesões relativos a DO. Tabela 56 . o que demonstra a deficiência e falta de informações no preenchimento das CATs. prensa. − Agente Os principais agentes encontrados foram. − Região As orelhas foram a região mais atingida do corpo. 99 . Através da análise das CATs procurar-se-á saber o porque do soldador estar se acidentando em atividades que não são características de sua função. Ao virar chapa prensou dedo contra bancada. Em todos os outros casos. 5. no momento do acidente. Calandrando uma peça.67% das ocorrências de acidentes entre os soldadores. fica claro que o soldador não estava executando operações de solda. Abaixo vem uma lista com os agentes e a descrição das tarefas que o soldador realizava.contuso (80%).8% das lesões.5 Prensagem Aqui o dado mais interessante pois prensagem é responsável pôr 6.6% das lesões e os braços com 11. torno. Alem de desorganização dos postos de trabalho.3. O único caso aonde o soldador poderia estar realizando uma operação de solda é o caso 4.Descrição de acidentes devido impacto sofrido . onde um profissional realiza uma série de tarefas para as quais talvez não esteja devidamente preparado.Pode-se observar que neste caso. o campo é utilizado para dar uma espécie de laudo médico.soldadores 1 2 3 4 5 Agente da lesão Prensa e Torno Componente de Maq. Porém mesmo assim não fica claro se o mesmo estaria em operação de solda ou não. ou Prod. chapas. O ideal seria informar a atividade que o acidentado realizava no momento de começar a sentir os sintomas relativos à doença. serra e furadeira. máquinas.

100 .− Região A região de corpo mais atingida pelas lesões forma as mãos. mais especificamente os dedos da mão direita.

(1999) “As estatísticas oficiais não apresentam informações suficientes para que se possam planejar ações voltadas a prevenção de acidentes do trabalho. pelo fato de serem mal preenchidas ou. nenhum campo deve ser ignorado.” − Como exemplo de possíveis melhorias nas CATs. porque. Tal fato é preocupante. As informações contidas nas CATs são suficientes para se retirar um número grande de informações. A coleta. Segundo Herzer (1997). possui algumas limitações. porém. melhores serão os resultados obtidos da análise das mesmas..6 CONCLUSÕES Através deste trabalho pode-se observar que o uso das CATs como base de dados para análise epidemiológica. a descrição do acidente deve conter o maior número de dados possíveis de forma que permitam a realização de uma análise correta que possibilite a identificação das causas do acidente. chegou-se às seguintes conclusões: − Problemas devido a ruído e impacto sofrido são os grandes causadores de comunicação de acidentes. quanto mais detalhadas forem as informações contidas nas CATs. No entanto. a coleta e o posterior armazenamento das informações contidas nas CATs. responsável pelo preenchimento da CAT seja 101 . A partir deste estudo.. pois de acordo com o Anuário. e em muitos outros campos devem ser criados padrões para o preenchimento de forma que as informações possam ser comparadas. pode-se citar: no seu preenchimento. Além disso. a análise das CATs também permitiu sugerir melhorias nas próprias CATs e no seu emprego como ferramenta de trabalho em estudos que visam reduzir os acidentes de trabalho e suas causas. Em nenhum caso foram encontradas notificações relativas a problemas de visão ou a problemas respiratórios. é preciso que o profissional. o armazenamento e análise dos dados das CATs relativos à indústria metalmecânica do estado do Rio Grande do Sul permitiu fazer um levantamento sobre os acidentes de trabalho neste segmento da indústria de transformação. − As CATs e seu uso devem ser aperfeiçoadas e melhor planejadas. uma vez que em diversos estudos internacionais estes problemas recebem uma atenção muito grande. em vários casos. apesar destas limitações. muitos acidentes não são registrados nas CATs. tem demonstrado ser uma importante arma para o combate ao aumento do número de acidentes de trabalho.

educado de modo a compreender a importância do preenchimento da mesma. ao passo que. A mais importante foi o fato do soldador estar sofrendo acidentes devido a impacto sofrido. apesar dessas limitações.são as grandes responsáveis pela maior parte das ocorrências de doenças ocupacionais. possibilitando estudos e análises sobre os dados armazenados. pois não são decorrentes da atividade profissional dos acidentados. Tanto impacto sofrido quanto problemas de desorganização no trabalho ficam evidentes em alguns casos como o do soldador. devido a impacto sofrido. o que não é característica de sua atividade.que empregam menos tecnologia .são responsáveis pôr acidentes. principalmente devido a ruído e LER. enquanto que as demais . mas da organização de seu posto de trabalho. a consulta aos dados é praticamente inviável. prensagem. entre outros. os soldadores acidentaram-se executando outras tarefas que não características de seu posto de trabalho. Através da análise feita nas CATs sobre o soldador. responsáveis pela fabricação de produtos de corte. pode-se constatar que a principal causa de seus acidentes foi o fato de estarem exercendo atividades fora de seu posto de trabalho. as quais demonstraram ser ambientes altamente insalubres. sendo merecedores de estudos que disponibilizem a melhoria nas condições de higiene e segurança do trabalho. muitas informações ficam faltando. característicos de atividades não automatizadas. muitas outras conclusões puderam ser extraídas. − Através dos estudos feitos com o soldador. os quais oferecem maior risco de acidentes aos trabalhadores. − Empresas de grande porte – as quais se utilizam mais dos recursos de automação . − Fica claro que através da utilização dos recursos disponíveis pela Informática as informações contidas nas CATs ficam melhor organizadas. principalmente a atividade que estava sendo executada no momento do acidente e posto de trabalho. Porém. evidenciando problemas de desorganização no trabalho. na forma de formulário de papel. em tarefas para as quais provavelmente não estejam preparados. e as empresas de material de transporte são as grandes motivadoras pôr grande parte dos acidentes ocupacionais. Acidentes podem ser considerados atípicos. corte. − As empresas do ramo de cutelarias. − As metalúrgicas e mecânicas são as maiores responsáveis pêlos acidentes devido a impacto sofrido. Outro dado importante é o fato de não haver nenhum registro de comunicação de doença 102 . e seja disciplinado a preencher as informações com clareza e correção.

ocupacional referente à visão ou a problemas respiratórios. A atividade de soldagem é uma atividade altamente insalubre, como já foi dito anteriormente, devido ao fumo de soldagem e às altas intensidade de radiação luminosas emitidas durante o processo de soldagem. Possivelmente os soldadores estejam sofrendo de algum problema relacionado a esses fatores e não estejam se tratando ou estejam fazendo tratamento médico fora ou até mesmo se auto medicando. Também ficou evidente o fato do soldador estar sendo utilizado fora de seu posto de trabalho. Isso é demonstrado através do grande número de acidentes que os soldadores que sofreram acidentes utilizando máquinas e ferramentas que não são características de suas funções. Em relação a visão do soldador, como já foi dito, nenhuma notificação foi encontrada. Todavia, a mesma merece melhor atenção do que tem sido dada até o momento. Não há padrões que permitam fazer uma melhor avaliação sobre este problema. Na França, o Instituto de Soudure em Paris tem estabelecido um grupo nacional que coleta dados franceses de todos especialistas neste campo. Eles estão classificando uma extensiva bibliografia feita pêlos oftalmologistas, médicos ou “preventores”, afim de determinar padrões sobre acuidade visual. Segundo Marini (1994), os médicos do trabalho devem ser informados e educados para que tenham particular responsabilidade para a vigilância dos soldadores. Pôr sua vez, os soldadores devem ser ensinados sobre os bons hábitos de trabalho. “Quando lá estão sintomas de “local de trabalho”, lá poderia também estar “médicos de local de trabalho” Marini (1994). Se mais atenção fosse creditada à visão dos soldadores, os resultados trariam melhor qualidade às soldas e à saúde dos soldadores. 6.1.1 Ruído e LER Juntas, foram as únicas causadoras de doenças ocupacionais entre os soldadores analisados. Em nenhum dos casos fica claro se o ruído é devido a suas atividades, ou ao ambiente de trabalho, no entanto, onde outras atividades que tenham um nível de ruído muito alto possam estar contribuindo para estes sintomas. Somente em 1,3% dos casos foi descrito que LER foi causada durante atividades de soldagem.

103

6.1.2 Fumos de Soldagem Nenhum relato foi encontrado evidenciando problemas respiratórios, todavia é possível que os soldadores estejam sofrendo de problemas respiratórios e não saibam. O fumo de soldagem afeta não só os soldadores mas também os trabalhadores que dividem o mesmo ambiente de trabalho. Os fumos de soldagem podem causar dor de cabeça, irritação no olhos, e deixar os trabalhadores inebriados, fatores que podem contribuir para a ocorrência de acidentes de trabalho.

6.2

Riscos

Ficou evidente, após a análise das CATs, que os principais riscos aos quais os trabalhadores do setor metal-mecânico do estado do Rio Grande do Sul estão expostos, é devido a ruído, LER e a impacto sofrido. Não ficou evidente nas CATs, a fonte causadora do ruído, e da LER, porém, segundo os princípios de prevenção de acidente, os passos para prevenção poderiam ser os seguintes: − Ruído 1. Fonte: Identificação da fonte causadora de risco, com a substituição da fonte,

ou a troca pôr um outro processo que gere menos ruído; 2. Na impossibilidade de substituição, proceder enclausuramento da fonte, a fim

de diminuir os níveis de ruído; 3. Utilização pôr parte dos trabalhadores de EPI que minimizassem os efeitos

nocivos do ruído, no caso com a utilização de protetor auricular. − LER 1. Fonte: Identificação da fonte causadora de risco, com a substituição da fonte, ou a troca pôr um outro processo que gere menos movimentos repetitivos; 2. Na impossibilidade de substituição, diminuição do ritmo de trabalho e maior tempo de pausa entre as tarefas a fim de diminuir os efeitos dos movimentos repetitivos; 3. Realização, pôr parte dos trabalhadores, de exercícios que relaxem a musculatura, afim de minimizar os efeitos nocivos da LER. − Impacto Sofrido 104

1.

Fonte: Identificação da fonte causadora de risco, com a substituição da fonte,

ou a troca pôr outros que gerem menos impactos e ofereçam menos riscos. No caso de impacto sofrido, os principais causadores de risco são máquinas, ferramentas e peças; 2. Na impossibilidade de substituição da fonte geradora, deve-se proceder com

uma melhor proteção das máquinas, melhorias no ambiente físico de trabalho, melhores projetos de equipamento e ferramentas, melhora nos métodos de trabalho, dispositivos de segurança em máquinas e equipamentos, melhora no fluxo de trabalho, entre outros; 3. Pôr parte do trabalhador: Diminuição do ritmo de trabalho, treinamento,

disciplina, períodos de descanso em intervalos de tempo de forma a reduzir os efeitos nocivos da LER, entre outros.

6.3

Sugestões para trabalhos futuros

Ao longo desta dissertação surgiram algumas questões que poderiam motivar a realização de estudos futuros: − Quais são as atividades que a categoria profissional do metalúrgico executa, de forma que se pudesse subdividir em subcategorias que auxiliassem a entender melhor os acidentes que ocorrem em sua profissão; − A relação entre a organização dos postos de trabalho e acidentes devido a impacto sofrido; − A fonte maior, geradora de ruído nas empresas de grande porte; − A relação entre atividades das empresas de cutelaria e material de transporte, com o alto índice de acidentes devido a ruído; − A relação entre nível de automação das empresas e o nível e o tipo de acidentes; − Relação entre as medidas de prevenção adotadas pelas empresas e o seu porte; − A influência que problemas na visão do soldador podem ter com acidentes de trabalho; − A influência dos fumos de soldagem nas atividades diárias dos soldadores; − A relação entre sexo e a incidência de acidentes devido a doença ocupacional e impacto sofrido; 105

− A relação entre a idade dos trabalhadores e o tipo de acidente. − Já que o trabalho prescrito não é igual ao trabalho real (como fica nítido no caso do soldador) é importante que a CAT descreva o trabalho do acidentado e não a função. − Influência do ruído. − Relação entre os problemas devido a LER com o tipo de atividade executada. em postos de trabalho que não estejam diretamente ligados à principal fonte geradora do mesmo. 106 . − A relação entre tipo de atividade entre as diferentes classes de trabalhadores e o tipo de acidente aos quais os mesmos estão sujeitos.

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78 1.00 Coeficie nte Total (1)1/100.01 76.01 2.904 19.43 60.31 623.74 59.491 836 519 495 356 341 265 137 1.18 3.21 86.06 4.69 606.00 90.789 2.36 84.16 12.59 1.55 70.00 São Paulo Minas Gerais Rio Grande do Sul Paraná Rio de Janeiro Santa Catarina Pernambuco Espírito Santo Goiás Outros Estados Total 110 .44 100.64 100.74 69.80 74. Acumulado 000 % 50.43 8.56 100. 5.13 46. 60.464 11.7 ANEXOS 7.82 2.92 918.282 9.058 2.072 156.843 Sobre o Total 50.42 37.1 Anexos Capítulo 3 Tabela 57 .24 86.30 5.79 82.18 11.02 78.385 Sobre o Total 38.50 770.85 76.18 78.107 4.210.15 62.276 18.92 23.00 923.73 714.95 São Paulo Rio Grande do Sul Minas Gerais Rio de Janeiro Santa Catarina Paraná Pernambuco Espírito Santo Goiás Outros Estados Total Incapacidade Parcial ou Permanente Estado % Freq.980 9.00 1.044 17.94 5.38 4.873 12.74 43.36 81.94 51.24 1.48 87.360.Benefícios Concedidos por Acidentes do Trabalho em 96 por Estado Mais de 15 dias Estado % Freq.59 7.56 Coeficie nte Total (1)1/100.46 11.88 2.36 100.45 1.30 825.15 12.12 62.61 85.94 12.939 1.99 88. Acumulado 000 % 38.

Acumulado 000 % 46.47 53.47 70.05 1.04 6.98 2.55 37.25 82.87 22.59 70.012 337 218 182 141 115 76 69 848 5.71 100.29 100.65 84.92 7.82 29.55 64.77 73.80 11.60 74.51 2.55 18.75 76.35 1. 872 361 293 247 236 174 141 98 97 765 3.96 111 .99 61. 2.00 24.611 1.29 2.01 3.95 23.54 16.23 15.0 Acumulado 00 % 26.88 100.00 13.00 Coeficien te Total (1)1/100.Invalidez Permanente Estado % Freq.69 24.89 3.30 4.99 8.12 100.55 10.00 26.24 2.52 7.00 Coeficie nte Total (1)1/100.30 83.19 5.00 77 90 60 23 44 60 46 78 38 Minas Gerais São Paulo Rio Grande do Sul Rio de Janeiro Paraná Pernambuco Santa Catarina Espírito Santo Goiás Outros Estados Total Fatais Estado % Freq.18 66.284 Sobre o Total 26.55 46.59 São Paulo Minas Gerais Paraná Rio de Janeiro Rio Grande do Sul Santa Catarina Pernambuco Espírito Santo Goiás Outros Estados Total FONTE: SSST com base nos dados brutos do MPAS/INSS e MT/RAIS .22 18.609 Sobre o Total 46.73 80.49 77.

819 2.266 6. 32 anos.043 9. 15 anos.901 6.128 1. 48 anos. 36 anos.138 1.075 8. 46 anos.927 4. por motivo.064 1.808 5. 34 anos. 47 anos.014 9. 35 anos.831 12.Tabela 58 .436 11. 28 anos. 19 anos. 24 anos.638 9.138 1.270 7.898 10.050 1. 27 anos.337 9.790 11.308 4.086 1. 30 anos. 26 anos.356 5.566 6.552 8.187 8.738 12.058 1.417 10.649 2 7 82 188 274 319 561 881 1.152 1. 33 anos.240 3. 23 anos.389 10.048 13.653 11.413 9.392 4. 17 anos. 40 anos.568 4.850 10.852 Motivo Trajeto 32.941 11.476 13.065 21 26 699 1. 38 anos. 14 anos.016 12.268 12.814 Típico 306.228 11.000 11. 16 anos.037 1.641 11.178 1. 31 anos.054 1.221 7.066 1. 39 anos. 22 anos.796 5. 21 anos.009 8.Freqüência de Acidentes de trabalho registrados. 25 anos.721 8. 37 anos.238 13.260 11.932 4.669 9.605 2.134 13.043 7.180 5. 13 anos.707 1 3 26 64 105 169 297 422 495 546 610 702 698 741 765 787 860 886 919 982 926 938 1.042 980 963 927 858 840 809 764 743 728 700 662 625 648 584 535 428 391 Doença do Trabalho 29. 43 anos. 44 anos. 45 anos.594 3.239 9. 20 anos. 369.439 11. 29 anos. 42 anos.378 6.809 7.877 9.653 6.054 1.709 19 18 614 1.966 10.478 9.765 7.605 11.077 6.299 10.001 994 1.186 10.046 9. 41 anos.969 10.067 1. 18 anos.190 1.939 6. segundo a idade em 1997 QUANTIDADE DE ACIDENTES DE TRABALHO REGISTRADOS IDADES Total TOTAL 12 anos.004 967 957 861 845 705 640 571 112 .

933 1.354 3.742 2. 58 anos. 62 anos.417 2.023 796 621 520 430 356 228 165 150 119 81 246 15. 52 anos. 57 anos. 50 anos.633 3. 61 anos. 63 anos. 55 anos.419 3.898 3.372 1.601 2.130 414 352 323 295 252 211 190 178 161 158 133 104 86 61 52 46 27 20 22 10 9 32 1.447 1.749 Fonte: CAT.797 1.248 971 775 631 529 449 293 219 188 139 106 309 18. 68 anos. 69 anos.168 1.754 521 409 357 285 260 239 193 151 173 121 92 71 68 50 47 47 38 34 16 10 16 31 1. Ignorada 4. 60 anos. 51 anos. 54 anos.383 1. DATAPREV. 56 anos.137 2.997 2.281 2.49 anos. 70 anos e mais. 64 anos. 67 anos. 65 anos.230 1.706 1. 59 anos.598 1. 66 anos.981 1.468 1. 53 anos. 113 .

aberta Fratura de uma ou mais falanges do pão.007 922 751 823 986 1. fechada Fratura de uma ou de várias falanges da mão. extremidade superior ou parte não especificada.0/0 924.483 1.062 847 661 843 722 785 687 661 671 7.862 2.1/0 814. fechada Fratura da clavícula.4/5 2071.419 1.605 5.025 2.2/0 883.527 176 11 7 5 241 6 10 2 677 6 3 2 3 7 4 13 5 2 2 15 2 1 1 6 1 2 3 2 1 Fonte: CAT.733 2. fechada amputação traumática (completa/parcial) de outro(s) dedo(s) da mão. fechada Fratura do rádio e do cúbito.0/1 883.252 3.829 1. fechada Fratura não especificada do tornozelo.971 2.0/7 816.1/7 892.905 1. fechada contusão do joelho e perna Fratura de osso(s) do carpo.823 1. exceto o limitado aos dedos.681 1. complicado Total 72.224 1.0/6 924.9/5 825.060 3. atingindo tendão Ferimento do joelho. DATAPREV 114 .698 4.2/3 891. sem menção de complicação Fratura de uma ou de varias falanges da mão.727 3.754 5.118 1.0/0 815.1/5 724.2/0 816.743 9.0/9 824.079 997 955 905 872 794 734 732 688 Típico Trajeto Doença 54.1/2 826. fechada Fratura de osso(s) do metacarpo.1/8 CÓDIGOS CID MAIS INCIDENTES EM 1997 DESCRIÇÃO TOTAL Sinovite e tenossinovite convalescença após cirurgia Ferimento de um ou de vários dedos da mão.775 1.0/5 886.213 1.047 5.8/1 923.0/2 2066. fechada Ferimento de um ou de Vários dedos da mão.2/7 886.280 1. exceto dedo(s) Ferimento da mão.950 1.912 3.129 1.474 817 1. fechada Fratura da extremidade superior ou parte não especificada da tíbia e do perônio. sem menção de complicação Fratura da tíbia e do perônio. extremidade inferior.0/2 823.321 126 926 45 333 38 92 14 710 636 261 581 34 146 298 659 273 260 286 384 304 117 15 149 293 56 149 7 44 69 16 10. complicada Ferimento do pão.2/5 923.045 2. exceto o limitado a um ou vários dedos.258 6. fechada contusão do dedo da mão Fratura de costela(s).0/0 813.251 2. sem menção de complicação Entorses e distensões do tornozelo Fratura do rádio e do cúbito.776 3.3/9 807.405 2.761 2. fechada contusão do punho e mão(s).2/8 882.0/7 810. sem menção de complicação contusão do tornozelo e pão. fechada Observação e avaliação de condições suspeitas não especificada Fratura de outros ossos do tarso e do metatarso. exceto quando mencionado(s) apenas dedo(s) Ferimento de um ou de vários dedos da mão.469 12. complicado Lumbago Amputação traumática (completa/parcial) de outro(s) dedo(s) da mão.Códigos CID mais Incidentes em 1997 CID 727.537 1. difames.Tabela 59 .137 1.0/4 883.0/9 845.142 1.149 5.868 1. da perna (exceto coxa) e do tornozelo.0/9 823.0/6 813.

2 Anexos Capítulo 4 Tabela 60 . Fabricação de ferramentas manuais. fabricação e reparação de turbinas e motores Fabricação de bancos e estofados para veículos Fabricação de veículos não especificados ou não classificados. reservatórios e recipientes metálicos.7. aparelhos e equipamentos. de artefatos de cutelaria e de metal para escritório e para uso pessoal Tratamento térmico e químico de metais e serviços de galvanotécnica Beneficiamento de sucata metálica Fabricação de Caldeiras Geradoras de Vapor.ferrosos Indústria Metalúrgica Estamparia. soldas e semelhantes. SEBRAE Atividade 115 . peças e acessórios Construção e reparação de aviões. peças e acessórios Fonte: Cadastro Empresarial do Rio Grande do Sul . munições e equipamentos militares Construção e reparação de embarcações e estruturas flutuantes Construção e reparação de veículos ferroviários e fabricação de peças e acessórios Indústria de Material de Transporte Fabricação de veículos rodoviário. funilaria e embalagens metálicas Fabricação de tanques. e a reparação ou manutenção Fabricação de armas. aço e metais não. máquinas e aparelhos de terraplenagem Serviço industrial de usinagem. peças e acessórios Indústria Mecânica Fabricação de tratores. máquinas motrizes não elétrica Fabricação de máquinas. peças e acessórios Fabricação de cronômetros.Atividades segundo o ramo de atividade Ramo de Atividade Siderurgia Metalúrgica de Pó e Granalha Fabricação de Estruturas Metálicas e de Ferragens Eletrotécnicas Fabricação de artefatos de trefilados de ferro.

Frente RAZÃO SOCIAL EMPRESA ENDEREÇO MUNICÍPIO (CIDADE) ESTADO MATRÍCULA CÓDIGO DA ATIVIDADE NOME ACIDENTADO ENDEREÇO DATA DO NASCIMENTO PROFISSÃO IDADE SEXO EST.Principais campos de Informações do anverso CAT 116 . CONTRIBUIÇÃO DATA DO ACIDENTE LOCAL ACIDENTE HORA APÓS_______H. DO TRABALHO OBJETO CAUSADOR ACIDENTE HOUVE REGISTRO POLICIAL? S ( ) N ( ) DESCRIÇÃO DO ACIDENTES E PARTE(S) DO CORPO ATINGIDAS(S) NOME TESTEMUNHAS ENDEREÇO NOME ENDEREÇO Figura 1 . DE TRABALHO DATA AFAST. CIVIL CTPS POR: HORA ( ) DIA ( ) MÊS ( ) TRABALHADOR AVULSO S( ) N ( ) APOSENTADO ? S( ) N( ) REINÍCIO TRATAMENTO? S() N( ) SAL.

Duração provável do tratamento: dias DATA 9 .Condições patológicas preexistentes ao acidente: LOCAL 11 .Principais campos do Verso da Informações da CAT 117 .Há correlação entre a natureza.Descrição da(s) lesão(ões) Data 3 .Deverá o acidentado.Regime de tratamento a que deverá submeter-se o acidentado 8 . 7 .Verso 1 . grau e localização da(s) lesão(ões) e o histórico do acidente que a(s) teria provocado? 6 .Há compatibilidade entre o estágio evolutivo da(s) lesão(ões) e a data do acidente declarada no anverso 5 .de .atendimento Figura 2 .Observações: DATA GIH/AT Localidade Data Médico .Diagnóstico provável Hora 4 . durante o tratamento.Apresentação do acidentado serviço médico 2 . afastar-se do trabalho? 10 .O acidentado foi hospitalizado em: Hospitalar Ambulator.

empilhadeira. Freza. ripa. felpa. tampa proteção engrenagem. pedaço Gancheira de pintura Lesão por Esforço Repetitivo Tarugos. Serra. Plataforma Carrinhos de madeira ou metal para enrolar fio de moldar. calço. com produtos. Alumínio. Fiapo. lixa. carro do regulador . Capô Colheitadeira. de Máq. Faísca. Parafusadora. Cavalete. motor Mal feito. Eixo. cavaco de jato de areia. reboque. batedor. Cantoneiras. Andaime. Metal. telas. Galvanizadas. guilhotina. cilindro hidráulico. Pino. Painel de Programação. injetora. matriz Bloco do Motor. Madeira. jacaré. solda. Barra(s) e Tubo(s) Chapa Chave Componentes. Inox. dobradeira. Engrenagem. Matriz Molde Motor Mov. de polimento. Cantoneira. Engrenagem. Garfo de Bobina. metálica. viga. Alavanca. de serra e solda. Dispositivo do Guincho. Macaco Hidráulico. ferro Metal. guilhotina. . desequilíbrio. rolo da rebordeadeira. alavanca. Calandra. Ventoinha. ferramentas etc Painel. escareador. Suporte. cavaco. lingote. Cabos de Alimentação. fixador Itens Corpo Estranho Correia Dispositivo Eletr. rebolo. Do Mandril. descarte. Pino. Esteira. Alumínio. Agulha do Motor.Tabela 61 . Ventilador. motor geladeira. Mesa. Rebarbas. Corpo Móveis 118 . Limalha. pedra esmeril. chave de fenda. retificadora. Engrenagem. dosadora. Macaco. motor. plaina Estilhaço. Empilhadeira Equipamento Auxiliar Escada Esmeril Esteira Ferramenta Ferro Fogo Gancho(s) e Gancheira(s) LER Maçarico Madeira Máquina Martelo. tiras de aço. de fixação. carro de avanço. de soldar gralhas Metálica. Ferro. Esteira. circuito Carrinho. esteiras. Guilhotina Tampa Misturador. de corte. de bater anel.Lista de Agente de Lesão Agentes de Lesão Arames e Telas Armação Bobina Caixa(s) Cano(s). ou Produto Arames. pistão. vidro Pistão. cardan. Aço. levante hidráulico Fagulha. engrenagens. motor. máquinas. de fixação. Banco. Armário. sliter. barra de tração. Marreta. coluna do s. lixadeira. brusco Cadeira. do Motor. latão. de cubo Aço. Dispositivo do Guincho.

segmento de trilho. Estruturas Metálicas. rolo de arame. Cortante Óleo Outros Cortador. calha de luz. torno. Parafusos. prensa. tampa container. trinco. etc. serra fita. exaustor. Solda. Andaime. prensa excêntrica. pinos prensa coquilha. torno mec. sob ou entre Contato com objeto perfurante Queda de pessoa com ou sem diferença de nível Contato com objetos em temperatura muito alta ou muito baixa Ter mantido preso em. Tambor de freio. pára.Tipos de Acidentes Analisados nas CATs Natureza do acidente Atrito ou Abrasão Choque Elétrico Corte Desequilíbrio Doença Ocupacional Esforço . hélice ventilador. conecção. zinco. madeira etc Pregos. Quente Tambor e Container Tampa Tabela 62 . Metal. de produto. Sucata. Vidro. Prateleira. Saca Palha. Batente. chão Perda auditiva induzida pelo ruído Broca da furadeira. serra policorte. Portão. prensa de metais. de peças. Oxi. areia Tambor de lixo. peça(s). Pistola. empurrar de aço. Lata. Caçamba.choques. rolo. panela de vazamento. serra Pinche. Galhos. Caçamba. Faca.Obj. secador Luminárias. motor... Container Peça(s) Peso Porta Pregos e Parafusos Prensa e Torno Produto Produto Químico Queda Ruído Serra e Furadeira Subst. disco semeadora Pacote. Lâmina. Tesoura. furadeira. ingestão ou absorção (por contato) de substância tóxica ou nociva Objeto na Vista Prensagem em. de aço. Pneu. do forno. alicate. suporte. de ferramentas. de metal De produtos. sob ou entre 119 . de máquina. caminhão. Água. cadeira. banca. Óleo. panela. Gaveta.Físico Esmagamento Impacto Sofrido impacto Sofrido Contra Intoxicação Objeto na Vista Prensagem Punctuação Queda Queimadura Retesão Torção NI Atrito ou Abrasão Exposição a energia elétrica Perda da posição ou postura normal Decorrentes da atividade Esforços excessivos e inadequados Ato ou feito de compressão Impacto sofrido por pessoa Impacto sofrido pela pessoa Inalação.Corte. Disco Cortante. sílica. tesoura. etc. Alumínio. produtos Gás.

de Carpo Hérnia Cisto Sinovial Síndrome do Impacto do Ombro PAIR Dermatose Estiramento Muscular Sinovite Bursite 120 .Lesões atribuídas às partes do corpo atingida CodLes 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 Nome da Lesão Amputação parcial Amputação total Conjuntivite Contusão Corpo estranho Dermatite Distensão Entorse Escoriação Ferimento.contuso Fissura Fratura Lesão ligamentar Lesões Múltiplas Lombalgia Luxação Queimadura Outros não listados Tenossinovite Lesão Hipoacusia Tendinite Dores Disacusia Epicondilite Síndrome Do T. Corto.Tabela 63 .

braço esq. costas esq. dorso da mão esq. costas dir. dedo 2 dir. dedo 2 esq. cotovelo esq. dedo 1 dir. dorso da mão dir. planta do pé esq. região frontal. tórax esq. dedo 3 esq. dorso do pé dir. dorso do pé esq. coxa posterior esq. Corpo Dorsal 12 Mãos 16 Pés 18 121 . Punho dir. palma dir. dedo 1 dir. boca. dedo 5 dir. perna posterior dir e perna posterior esq. dedo 1 esq. tornozelo esq. joelho esq. face dir. Tórax dir. dedo 5 dir. dedo 4 dir. braço dir. orelha dir. abdômen esq. queixo.Variáveis relativas às partes do corpo atingidas Grupos Cabeça Corpo Ventral Nº de variáveis 13 15 Região do Corpo Crânio. glúteo dir. olho dir. perna anterior dir e perna anterior esq. dedo 3 esq. dedo 5 esq. dedo 1 esq. orelha esq. glúteo esq. dedo 3 dir. Calcanhar dir. dedo 4 esq. dedo 3 dir. tornozelo dir. dedo 2 esq. calcanhar esq. nariz. olho esq. cotovelo dir. coxa anterior esq. dedo 4 dir. face esq. palma esq. Ombro dir. joelho dir. coxa posterior dir. punho esq. ombro esq. antebraço dir. genitais. planta do pé dir. dedo 2 dir.Tabela 64 . abdômen dir. coxa anterior dir. dedo 4 esq. dedo 5 esq. antebraço esq. pescoço anterior e nuca.

Banco de dados utilizado para armazenamento de dados com base na CAT 122 .Figura 3 .

407 2.065 5.775 6.318 4.934 2.137 395. por motivo.328 2..046 53 648 644 328 429 413 4..649 492 288 703 46 19 135 16 24 201 135 184 .883 2. segundo as Grandes Regiões e UF ..211 2.953 1.273 1.005 5..629 41 519 510 235 306 300 3. 47 2.611 25... .590 .267 2.223 153 86 126 176 274 258 20.601 185 110 165 205 319 300 23..079 832 989 1.420 Motivo Típico 374.463 1. ..455 369.235 1.696 32.652 1. 8 176 131 273 29 38 24 3 41 2.271 898 1.328 7.842 1.1995/97 Região BRASIL Anos 1995 1996 1997 1995 Total 424.841 5.538 1.988 1.Tabela 65 – Nº de acidentes de trabalho registrados. 2 82 263 105 3 24 1 5 42 1 1.417 Trajeto Doença do T.009 7. ...055 6. 37 1.968 5.646 34.900 5.087 5. .700 325.941 .067 3.707 195 646 306 2 103 29 13 1 103 201 167 . 28.042 1..791 34.066 926 1.252 2.022 12 27 95 93 5 104 809 75 538 88 28 170 54 61 166 617 211 751 20.024 20.988 2..155 451 907 924 111 123 177 1..815 1.870 306.146 403 785 760 95 110 152 1.395 102 39 118 9 36 541 211 28 162 22 12 185 75 492 876 252 NORTE 1996 1997 1995 Rondônia 1996 1997 1995 Acre 1996 1997 1995 Amazonas 1996 1997 1995 Roraima (1) 1996 1997 1995 Pará 1996 1997 1995 Amapá 1996 1997 1995 Tocantins 1996 1997 1995 1996 1997 1995 NORDESTE Maranhão 1996 1997 1995 Piauí 1996 1997 1995 Ceará Rio Grande do Norte Paraíba 1996 1997 1995 1996 1997 1995 1996 1997 1995 Pernambuco 1996 1997 123 .258 26..709 4..362 2.889 29.225 2..203 20.

933 1.459 27..302 8.135 4.599 2.490 2.056 258.119 2.987 19.1995 2.946 2.070 5.743 18.435 1..635 1.921 13.881 56.544 21.585 5..335 2.548 9.743 168 43 315 50 49 270 825 191 810 258 562 348 22 194 81 39 131 114 596 679 1.562 5.245 72.253 2.928 23.011 912 69 283 76 36 332 128 149 945 297 93 451 411 Alagoas.257 2. 32.909 13.209 2.160 4.618 1.813 3.500 .196 535 6.178 9.009 3.171 175. 3.292 20..727 ..209 19.516 197.450 620 12. 39.540 347 2.344 22.149 34.356 418 709 537 1.954 167..134 5.249 49.532 58 1.828 1.165 35..661 209.750 2.BEAT.774 2.250 1.700 298.019 44.139 6.561 1.028 909 5.585 16.672 80.858 22. 1996 1997 1995 Sergipe 1996 1997 1995 Bahia 1996 1997 1995 Sudeste 1996 1997 1995 Minas Gerais 1996 1997 1995 Espírito Santo 1996 1997 1995 Rio de Janeiro 1996 1997 1995 São Paulo 1996 1997 1995 SUL 1996 1997 1995 Paraná 1996 1997 1995 Santa Catarina Rio Grande do Sul CENTROOESTE Mato Grosso do Sul Mato Grosso 1996 1997 1995 1996 1997 1995 1996 1997 1995 1996 1997 1995 1996 1997 1995 Goiás 1996 1997 1995 Distrito Federal Fonte:.065 11.135 2.302 387 531 444 158 4.671 19.529 2.851 840 2.051 26.556 13.336 6.282 2.464 6.506 47.205 2.196 24.908 1.218 45.489 140.846 4.478 1.592 18.685 28.650 13.840 125 36 266 118 91 116 446 1.263 17.301 845 1.687 42.517 2.813 570 .798 37.295 83.006 5.112 7.108 339.023 1.397 4.858 1.660 145. 1996 1997 124 .533 816 22.422 1.792 92.774 31.968 26.250 230.563 14.025 11. INSS.031 1.664 6.203 .424 2.149 3.309 18.544 16.460 754 2.451 4.470 665 3.861 16.741 10.368 1.172 26.638 2.455 260.587 5.204 6.659 5. 3.786 30.861 7..375 5.795 5.206 239.673 13.422 477 1.398 21.747 2.554 595 1.018 21.174 3.

62 87.64 10. Macreiro Aux. Qualid. Aux.67 76. Almoxarifado Multifunc.89 91.09 0.01 42.19 0.59 1.52 57. Mec.28 0. Cel.94 0.09 0.09 0.14 0.73 72.08 92.20 81.42 0.7.64 1.09 0.23 0. de Montagem Mec.58 81.97 78.45 77.37 88.14 0.19 0. de Inspeção Marceneiro Prep.17 83. Produção Prensista Carpinteiro 0.78 81.56 0.64 92. Aux.03 1.83 89.00 88. Insp.71 51. Fundição Eletricista Funileiro Prens.29 84.19 0.14 0.42 74. Empillhadeira Aux.36 80.86 2.41 1.28 0.93 80. Montador Aux. Serv.89 66. Mec.75 0.09 0.70 88.84 88.94 86.29 67.09 0.42 0.81 2.29 64.1 Anexos Profissão Tabela 66 .14 0.48 79. Mecânica Ajustador Mecânico Anal.02 1.09 0.09 0. Forjador % 22.70 Aux.47 0.64 33.26 92.25 87.86 85.14 91.36 9.23 91.95 2. Prod. Rebarb.14 0.55 89. Man. Marteleiro Prens.28 0. Gerais Retificador Matrizeiro Aprendiz Aux.52 0. Torn. Prod.33 0.28 0. Aj. Serralheria Elet.14 0. Gerais Montador Op.76 48. Manutenção Ajudante Torneiro Polidor Aux.05 91.98 0. Aux.42 91. Injetora Superv.65 63.47 79.09 0.17 86.40 86.28 0.26 89.56 82. Inspeção Aux. Aux. Maq.09 0.17 1.33 91.28 0.14 0.14 0.64 86.71 70.45 92.Distribuição dos acidentes segundo a Profissão Profissão Metalúrgico Op.19 0.03 0.98 89.89 77.75 0.75 0.23 82.09 0.69 89.19 0.63 61. Forno Multif.97 90.33 0. Lam. Ind.38 0. Manut.52 2. Func. Auxiliar Fundidor Op. Metal.33 0.45 83.73 125 .36 92.14 0.56 88.09 0.14 0. Máquina Industriário Soldador Serv.23 0. Poliv. Peças Laminador Op.14 0.42 85.66 0.80 91.81 88.39 90. Operação Mestre de Prod.25 90.68 69. Op. Furadeira Aferidor Aux.14 0.33 0.01 84. Mult.14 0.17 92. Mont. Torno Afiador Conferente Aj. Usinagem Op.61 91.40 89. Marceneiro Repuxador Aj.14 0.09 85. Op.19 88.32 76.81 90.53 90.28 0.19 0.14 0.28 0.52 0. Peças Op.2.92 75.73 84. Lubrificador Motorista Tec. Eletron.09 0.09 0.14 0. Rebarbeador Op. Guilhotina Op.66 54.95 91.14 85.75 71.09 0.12 89.11 90.67 73. Prensa Prenseiro Caldeireiro Serralheiro NI Mecânico Torn.51 68.17 74.19 0. Manutenção Mandrilhador Aux.28 0.34 59.47 0. Embalagem Revisor Rev. Produção Op. Op.19 0. Pintor Vazador Aux.42 0.89 83.09 0.56 0. Pintor Fresador Ferramenteiro Forjador Moldador Esmerilhador Meio Oficial Forneiro Ajustador Operador Aux.23 0.19 0. Mec.67 90.75 0.30 2.14 0.52 0. Funilaria Aux.09 0.98 92.95 2.90 82. Op. Almoxarife Aux.06 87.70 91.55 92.09 0. Qualid.23 0.24 45.22 1. De Prod.58 84.24 3. de Fabr. Mecânico Op.28 % Acum.44 87.23 0.87 87.51 91.00 79. 22.

05 0.27 98. de Coz.05 0. de Prensa Aux.42 97. de Torn. Limpesa ATP Op. De Corte Aj.66 97.03 98.09 0.86 93.64 98.05 0.05 0.05 0.98 98.05 0.14 97.05 0.05 0. Produção Op.30 93.75 97.09 0.05 0.05 0.05 0. Prat.59 98.12 95.05 0. Especial Op.01 93.76 93.05 0.69 126 . Esp.05 0.44 96.31 95.23 97.37 97. Ferramenteiro Tec.05 0. Retífica Balconista Bobinadeira Chefe Seção Aux.45 95.11 Aux. Op.09 0.05 0. Func.05 0. Lixador Op.05 0. Dobradeira Op. 3 Prep.05 0. Aux.09 0.05 0. de Serviços Aux.05 0.05 0. T.05 0.67 93. Carimbo Afiador Broca Aj.05 0. Polidor Aux. Calandra Servente Enc.34 96. Rebr.17 98.05 0.52 97. CNC Op.26 95. Jato de Areia Pedreiro Aux.53 96.05 0.05 0.05 0.05 0.05 0.42 94.61 97.23 94. Serra Op. Pantog. De Embarque Aux.09 0. Laminação Aux.05 0.08 95.05 0.33 94.86 96.94 94. de Forjaria Contra Mestre Op.05 0. Acabamento Aj.05 0.98 95.47 97. de Matriz Aj.05 0. Tambor Op. Encarregado Sub. Pesagem 0. Sub.05 0.05 0.05 0. Mult.69 95. Ferram.80 97.83 92. Op.61 94. Forno TTO TCO Op.05 0.05 0. Estoque Anal.37 94.05 97.05 0.09 0. Recebimento Enc.78 95.80 94.77 96. Metais Rasqueteador Projetista Prog. TTO TCO Cof.48 96.84 97.02 96. Anal. Trat. Galvanop.41 95.45 98.05 0. Jatista Aux.75 94.20 93.97 96.05 0.05 0.05 0.05 0. Fresadora Op.09 0.05 0.05 0.28 97.48 93. de Depósito Aux. Op.05 0.05 0.05 0.05 0.05 0.05 0. Eng.05 0.09 0.64 95. Lam.09 0.05 0.05 0.72 96.87 95.05 0. Corte Impressor Ger. Op.59 95. Prod Oxicortador Operário Operador Trainee Op.91 96.05 0.39 96.58 93. de Esmeril Contínuo Contr.20 96. Linha P.05 0. Indl.06 96.22 98.51 94. Expedição Aux.05 0. Sup. Forjaria 0. Esp. Pedreiro Alim. Aux. Materiais Op.05 92.05 0. Rebarb. Aj. Qual. Estamparia Op. A Preparador Prep.14 94.09 0. de Ind.36 98.05 0.05 0.05 0.09 0.09 0.47 94. Ling.55 98.05 0.09 97. De Zincagem Op.05 0.89 97.62 96.95 97. Resina Apontador Aux.33 97.70 94. De CNC Prof.94 97.11 93.39 93. Jatista Enc.03 95.81 96.89 94.92 93.05 0. Usina Op. Embalagem Aux. de Soldador Aux.05 0. Acab.05 0.17 95.55 95. 1 Aux.58 96.05 0.05 0.56 97. Mest Aux.05 0.73 95.09 0. Aplainador Aplic.70 97.09 0.05 0.05 0.66 94.41 98. Prença Op. Revolver Suporte Tec. Engenheiro Op. Cargas reb.05 0.36 95.05 0.05 0.05 0.84 94.05 0.05 0. Gabariteiro Escolhedeira Encanador Encaixotador Insp. Veic.05 96. Prod.05 0. de Secagem Aux. Chefe Prens.92 95.05 0. P.50 98.09 0.22 95. Eletrer.30 96. Mandriladora Op. Rol.05 94.09 0.67 96.08 98.09 0.95 94.05 0. C.05 0.05 0.19 97.31 98.83 95.05 0.05 0. Rev. Prod.56 94.25 96.50 95. Caldireiro Chefe Expedição Chefe Chapeador Aux. Op.05 0. Montagem Prep.05 0.05 0.12 98. de Torno Aux. Ferreiro Aux.00 97. Rebitador Traçador Torn.16 96.Op. Aux.

48 99.97 99.92 98.05 0.05 0.44 99. Man.95 100. Ferramen.05 0.05 0.05 0.11 99.72 99.58 99.00 127 .16 99.20 99.06 99.05 0. Of.53 99.25 99. Mont.05 0.05 0.83 98. Op.39 Mont.67 99. Prod.05 0. Cacho Injetor Mestre de Serral. Op.02 99. Caldeireiro Maçariqueiro Lider Montagen Lider Expedição Lider Microfusão Total 0. Eletrotécnico Digitadora Desmoldador Costureira Enc/ Prensa Mec. Mec.05 0.05 0.77 99.05 0.05 0.05 0.05 100 99.05 0.05 0.Enc.34 99.05 0.05 0.86 99.81 99. Computador Mec. Op. Montagem Enc. Maq.05 0.91 99.05 98. Mont. Elet.05 0.62 99.05 0.05 0. Mec. Ferram.05 0.05 0. Forjaria Enc.87 98. 0.05 0.78 98. Soldador Controlador Op. Patr. Hidráulico Mec.30 99. Banca Of.05 0.73 98.

8 7.1 3.6 5.3 0.1 8.6 11.7 6.8 8.8 100 100 100 NI % 4.7 0.0 2.0 22.8 38.0 9.7 38.5 0.1 3.6 5.8 5. % 100. Cel.0 12.3 14.6 6. Máquina Industriário Soldador Montador Serv.9 1.4 1.6 1.4 3.2.Distribuição da Natureza da Lesão Segundo a Profissão Prensagem Doença Ocupacion al Esforço Físico Impacto Sofrido impacto Sofrido Contra Outros Corte Profissão Metalúrgico Op.1 3.9 3.Distribuição dos acidentes segundo o porte por natureza da lesão Natureza do acidente Doença Ocupacional Impacto Sofrido Esforço .1 2.6 11.0 6.5 2.4 2.6 0.2 45.7 4.5 4.2 5.3 9.3 0.3 36.8 10.3 12.0 9.2 1.1 1.4 3.7 4. Func.0 4.2 62.7 3.2 Anexos Natureza do Acidente Tabela 68 .2 7.1 4. Mult.0 100.2 24. Gerais Op.3 5.0 11.0 36.6 22.1 4.7 35.3 33.0 100.6 7.0 5.6 12.8 13.4 39.5 1.8 1.3 0.7 1.5 12.2 8.4 1.0 3.0 5.5 24. Aux.Tabela 67 .7 4.4 9.8 21.0 100.4 0.Físico Prensagem impacto Sofrido Contra Corte Desequilíbrio Queimadura Esmagamento Retesão Queda Torção Objeto na Vista Intoxicação Atrito ou Abrasão Punctuação Choque Elétrico NI Total Grande % 38.2 2.9 5.0 9.0 6.6 4.5 4.0 3.9 9.8 6.0 7.3 0.4 4.4 6.1 4.4 4.0 100.5 9.3 2.0 34.5 2.6 1. Man.8 35.1 4.2 1.4 1.1 5.3 0.2 18.5 3.0 13.9 38.2 0.3 0.7 2.5 36.9 100 128 .5 40.9 1.8 0.5 25.0 6.0 100.0 24.3 0.4 3.0 100 Micro Pequeno Médio Empresa % % % 18.4 0.3 1.1 3.5 2.2 6.6 1.8 4.0 100.8 3.7 0.0 13.7 2.0 10.6 2.3 3.4 13.0 100.8 4.7 5.1 0.0 1.9 34.0 100.7 2. Produção Op.2 6.3 1.

72 88.34 90.56 3.42 0.13 55.14 8.06 1.41 1.41 4.67 9.67 85.27 0.23 0.93 83.09 4.47 0.88 59.19 0.90 91.16 4.14 91. De nível Corpo Estranho Peso Subst.70 91.42 86.26 75.3 Anexos Agente da Lesão Tabela 69 .7.53 2. 14. ou Prod.45 62.28 0. Corpo Canos.89 0. Tampa Móveis Maçarico Empilhadeira Armação Arames e Telas Esteira Óleo Molde Gancho(s) e Gancheira(s) Bobina Fogo Outros NI Total % 14.08 86.09 3.58 2.14 0.14 0.75 3.73 52.23 0.37 91.84 91.70 70.84 0.70 89.97 1.69 87.98 92.67 23.97 90.27 1. Caixa(s) Queda c/ ou sem dif.22 95.00 80.66 0.69 1.29 74.12 92.95 77.67 2.75 0.62 90.77 38.52 0.52 0. Quente Escada Equipamento Madeira Motor Tambor e Container Matriz Porta Produto Químico Correia Produto Chave Esmeril Pregos e Parafusos Dipositivo Eletr. Cortante Mov.56 91.2.17 89.00 2.23 88.38 0.59 89.Distribuição dos Acidentes segundo O Agente Causador da Lesão ID 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 Agente da lesão Ruído LER Máquina Ferramenta Peça(s) Chapa Prensa e Torno Obj.16 43.95 5.32 47.00 % Acum.67 82.39 5.45 1.31 100.00 129 .28 0.40 81.41 3.23 72. Barras e Tubos Ferro Serra ou Furadeira Componente de Maq.38 0.82 32.47 0.61 0.20 87.69 100.12 67.45 65.52 0.59 1.83 84.54 79.14 0.14 0.

00 4.6 0.9 1.9 20.0 15.5 4.7 1.0 1.0 9.7 3.4 1.6 10.7 8.7 100.0 1.3 1.7 3.8 4.4 11.00 Fundição Forjaria 130 .5 0.0 0.00 0.2 0.Tabela 70 . ou Prod.6 1.6 1.6 3.5 6.3 0.3 4.2 0.0 7.0 0.00 Material de Transporte Mecânica Cutelaria Agente da lesão Peça(s) Máquina Ferramenta Mov.0 1. Cortante Peso Corpo Estranho Caixa(s) Subst.3 1.1 29.3 2.0 0.1 1.3 0. Quente Outros % 7.0 1.9 0.0 4.Distribuição dos Agentes de Lesão segundo a atividade econômica Metalúrgica Siderúrgica 0.1 100.1 4.5 1. Prensa e Torno LER Queda Obj.0 24.9 0.1 0.0 3.1 2.0 3.1 4.1 3.0 2.0 0.1 29.3 0.1 2.9 100.8 65.7 3.3 16.3 4.0 0.7 4.0 0.0 5.7 22.0 20.5 0.3 1.0 0.6 0.6 7.8 6.3 0.9 20.0 7.4 3. Corpo Chapa Ruído Canos.0 2.2 100.0 4.4 2.0 9.0 0.0 1.7 7.5 3.00 8.5 0.8 2.4 3.3 2.5 1.3 5.7 0.7 13. Barras e Tubos Ferro Serra e Furadeira Componente de Maq.5 3.7 11.9 1.2 3.1 3.7 1.0 5.4 3.3 8.6 4.3 0.2 1.4 100.9 1.0 0.00 6.3 100.4 100.4 9.3 28.3 0.4 2.7 6.1 0.0 6.9 2.3 1.3 0.0 2.8 4.1 8.1 0.00 4.0 2.4 2.6 6.7 5.7 0.4 1.9 21.7 6.

5 0.4 1.8 2.8 0.0 5.8 3. de Carpo Dermatose Cisto Sinovial Conjuntivite Fissura Estiramento Muscular Sinovite Síndrome do Impacto do Ombro Bursite Total % 23.contuso Hipoacusia Contusão Fratura Tendinite Queimadura Dores Disacusia Entorse Amputação parcial Lombalgia Outros não listados Epicondilite Tenossinovite Corpo estranho Lesão Hérnia Distensão PAIR (Perda Auditiva Induzida pelo Ruído) Escoriação Dermatite Amputação total Lesões Múltiplas Luxação Lesão ligamentar Síndrome Do T.6 0.7.4 2.2 1.7 13.9 0.2 0.2.1 9.6 0.6 17.2 0.1 0.7 0.5 0.6 1.1 0.1 0.1 0.0 0.Distribuição das Lesões segundo o tipo de lesão CodLes 10 21 4 12 22 17 23 24 8 1 15 18 26 19 5 20 28 7 31 9 6 2 14 16 13 27 32 29 3 11 33 34 30 35 Nome da Lesão Ferimento.1 5.0 4. Corto.1 0.4 Anexos Tipo de Lesão Tabela 71 .1 0.0 100.0 0.0 0.2 0.7 2.0 131 .6 0.

Natureza do acidente impacto Sofrido Contra Esforço . agente de lesão e descrição apresentadas em algumas CATs referentes ao soldador. Mudando máquina de lugar. Aparelho de solda. Trabalhando com Furadeira Perda Auditiva Queda de andaime. Soltou casca de solda a fazer solda. Queda de barra de ferro ao desmontar galpão. NI Peça caiu ao ser virada.7. Retirando saca palha do gabarito. NI Torção ao descer escadas. Corpo Ruído Ferramenta Ferro LER Máquina Outros Peça(s) Dipositivo Eletr. Martelou o dedo ao bater numa peça. Calandrando cano de irrigação. Barras e Tubos Ferramenta Canos.Físico Impacto Sofrido Agente da lesão Canos. Bateu calcanhar ao pegar peça Pintura de Elevador. Serra e Furadeira Ruído Armação Máquina Ferro Serra e Furadeira LER Canos. Barras e Tubos Corpo Estranho Mov. contundiu-se NI Alteração Osteomusculares Atingido com estourou disco policorte Transportando serpentina que veio a cair. Dores ao fazer dobra em tubo de ferro.Físico impacto Sofrido Contra Corte Objeto na Vista Impacto Sofrido Impacto Sofrido Prensagem Impacto Sofrido Doença Ocupacional Prensagem Impacto Sofrido Doença Ocupacional Queda Esmagamento impacto Sofrido Contra Prensagem Doença Ocupacional Impacto Sofrido Doença Ocupacional Doença Ocupacional impacto Sofrido Contra Impacto Sofrido Objeto na Vista Esforço .Físico Prensagem Doença Ocupacional Torção Impacto Sofrido NI Impacto Sofrido Impacto Sofrido Desequilíbrio Doença Ocupacional Impacto Sofrido Impacto Sofrido Doença Ocupacional Impacto Sofrido Impacto Sofrido Impacto Sofrido Choque Elétrico Impacto Sofrido Esforço . Caiu tubo de ferro.3 Anexos Capítulo 5 Tabela 72 . Bateu no ferro Prensou dedo na serra. Barras e Tubos Ferro Arames e Telas Ferramenta Mov. ou Prod.Físico Impacto Sofrido Queimadura Esforço . NI 132 . Corpo Chapa LER Escada Canos.Relação de natureza do Acidente. cortou-se com tambor de tinta. Barras e Tubos Ruído Componente de Maq.o Confeccionando peças no torno Ao segurar chapa metálica seu suporte (barra metalica) caiu. Perda Auditiva Prensou dedo num eixo. Barras e Tubos LER Ruído Prensa e Torno Canos. NI NI Transportando telas que vieram a cair. ligado no chão impactou. Cortando uma peça da chapa Esmerilhando peça. Eixo de metal deslizou e caiu. NI Perda Auditiva Passando lixadeira na retroesc. bateu nos mesmos. Fagulha ao esmerilhar Chapa Dores ao montar peça de escapamento do motor Ao virar chapa prensou dedo contra bancada. Barras e Tubos Outros Peça(s) Tambor e Container Corpo Estranho Chapa Máquina Prensa e Torno Canos. Maq. Peça(s) Máquina Canos. NI Trabalho exposto ao ruído Cortando Cantoneira de Ferro Tubo de Ferro caiu. Barras e Tubos Móveis Descrição Ao manusear tubos. LER em soldagem.

caiu barra de ferro . Quente Ruído Ferramenta Chapa Serra e Furadeira Máquina Chapa Mov. Faisca ao soldar peça Ajustando matriz na Prensa. Ao deslocar cavalete Inclinou uma barra de ferro que veio a atingi. Ao virar peça para solda. Furando uma bucha com furadeira. Furando Cantoneira Lixou-se na lixa disco Cortou-se com chapa Resbalou ao empilhar caixas. Levantando Peça Calandrando uma peça. Corpo Máquina Madeira Ferro Corpo Estranho Prensa e Torno Solda. Corpo Mov. Cortando Ripa na Serra.Queimadura Impacto Sofrido Impacto Sofrido Queimadura Doença Ocupacional Queimadura Impacto Sofrido Impacto Sofrido Doença Ocupacional Impacto Sofrido Corte Impacto Sofrido Impacto Sofrido Corte Desequilíbrio Desequilíbrio Impacto Sofrido impacto Sofrido Contra Impacto Sofrido Impacto Sofrido NI Impacto Sofrido Torção Prensagem Impacto Sofrido Impacto Sofrido Objeto na Vista Esmagamento Fogo Móveis Serra e Furadeira Maçarico Ruído Produto Químico Ferramenta Subst. machucou-se. Ao montar longarina.lo Ao manusear prateleira.o Chapeando Radiador. a mesma saltou impactando. Escorregou na tinta fresca NI Ao limpar bancada. NI Colacando pino no eixo com auxílio de martelo. Cortante Canos. Gaveta de aço caiu ao ser aberta. Luva queimou. Barras e Tubos Canos. houve uma explosão devido a formação degases Marterlou-se ao puncionar polias. Perda Auditiva Soldando um tubo em recepiente contendo óleo. Caiu pingo de solda ao soldar uma peça.Fita Cortando viga de ferro. 133 . Corpo Serra e Furadeira Obj. Atingido pela broca. Barras e Tubos Peça(s) Ferramenta Mov. Cortou-se com chapa. chocou-se contra hélice ventilador.