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Antropologia Portfolio

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Flavio David Borges Correia (Elvis)

Conteúdos
INTRODUCAO.................................................................................................2 HISTÓRIA DA ANTROPOLOGIA........................................................................4 Principais antropólogos............................................................................4 O PENSAMENTO ANTROPOLOGICO.................................................................5 Conceito da antropologia.................................................................
Flavio David Borges Correia (Elvis)

Conteúdos
INTRODUCAO.................................................................................................2 HISTÓRIA DA ANTROPOLOGIA........................................................................4 Principais antropólogos............................................................................4 O PENSAMENTO ANTROPOLOGICO.................................................................5 Conceito da antropologia.................................................................

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Conteúdos

INTRODUCAO.................................................................................................2 HISTÓRIA DA ANTROPOLOGIA........................................................................4 Principais antropólogos............................................................................4 O PENSAMENTO ANTROPOLOGICO.................................................................5 Conceito da antropologia.........................................................................5 Antropologia e sociologia.........................................................................5 Etnologia, Etnografia e antropologia........................................................6 Ramos da antropologia............................................................................7 AS CORRENTES ANTROPOLÓGICAS..............................................................10 Evolucionismo........................................................................................10 Difusionismo..........................................................................................11 Culturalismo...........................................................................................13 Funcionalismo........................................................................................14 Estruturalismo........................................................................................15 CULTURA......................................................................................................18 O que é cultura...........................................................................................18 Origem da cultura........................................................................................19 Características da cultura...............................................................................20 A mudança cultural......................................................................................20 Cultura em animais......................................................................................21 Teorias idealistas da cultura...........................................................................22 Diversidade cultural.....................................................................................22 A Origem da Diversidade Cultural...................................................................23 Etnocentrismo............................................................................................23 Relativismo cultural.....................................................................................24 Interculturismo...........................................................................................24 Cultura no contexto da globalizaçao.................................................................25 ANEXOS........................................................................................................27 ANEXOS

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INTRODUCAO

No nosso port’fólio relacta alguns dos temas abordados durante as seccoes do seminario de antropologia, nomeadamente_ o pensamento antropologico (historia da antropologia, conceito da antropologia, sociologia e antropologia, etnografia e etnologia),_ genese da antropologia (as correntes antropologicas),_ cultura (conceito, origem, desenvolvimento do conceito da cultura, caracteristicas, mudancas culturais,cultura em animais, teorias idealistas da cultura, diversidade cultural, etnocentrismo e relactivismo cultura, interculturalismo e cultura no contexto da globalizacao). Para a elaboracao do nosso port’fólio usamos o metodo bibliografico. E o nosso objectivo é elaborar de forma organizada de modo a desenvolver um docier do que vimos nas seccoes planeares do seminario de antropologia.

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CAPITOLO 1 CONTEUDOS E FINALIDADES DA ANTROPOLOGIA

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HISTÓRIA DA ANTROPOLOGIA
(Imagem de Maurice godelier)

A construção do olhar antropológico e seus principais debates. Embora a grande maioria dos autores concorde que a antropologia se tenha definido enquanto disciplina só depois da revolução Iluminista, a partir de um debate mais claro acerca de objecto e método, as origens do saber antropológico remontam à Antiguidade Clássica, atravessando séculos. Enquanto o ser humano pensou sobre si mesmo e sobre sua relação com "o outro", pensou antropologicamente. A Antropologia é o estudo do homem como ser biológico, social e cultural. Sendo cada uma destas dimensões por si só muito ampla, o conhecimento antropológico geralmente é organizado em áreas que indicam uma escolha prévia de certos aspectos a serem privilegiados como a “Antropologia Física ou Biológica” (aspectos genéticos e biológicos do homem), “Antropologia Social” (organização social e política, parentesco, instituições sociais), “Antropologia Cultural” (sistemas simbólicos, religião, comportamento) e “Arqueologia” (condições de existência dos grupos humanos desaparecidos). Além disso podemos utilizar termos como Antropologia, Etnologia e Etnografia para distinguir diferentes níveis de análise ou tradições académicas. Para o antropólogo Claude Lévi-Strauss (1970:377) a etnografia corresponde “aos primeiros estágios da pesquisa: observação e descrição, trabalho de campo”. A etnologia, com relação à etnografia, seria “um primeiro passo em direcção à síntese” e a antropologia “uma segunda e última etapa da síntese, tomando por base as conclusões da etnografia e da etnologia”.

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Principais antropólogos
Bronislaw Malinowski (1884-1942) – valorizou o trabalho minucioso e o convívio com povos nativos como forma de obter informações para o trabalho antropológico. Franz Boas (1858-1942) – estudou vários povos indígenas dos Estados Unidos. Claude Lévi-Strauss (1908-) – criador do estruturalismo. Sua obra principal foi “O pensamento selvagem”.

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O PENSAMENTO ANTROPOLOGICO
Conceito da antropologia
Etimologicamente a Antropologia (cuja origem etimológica deriva do grego άνθρωπος anthropos, (homem / pessoa) e λόγος (logos - razão / pensamento) é a ciência preocupada com o factor humano e suas relações. A divisão clássica da Antropologia distingue a Antropologia Social da Antropologia Física. Cada uma destas, em sua construção abrigou diversas correntes de pensamento. Pode-se afirmar que há poucas décadas a antropologia conquistou seu lugar entre as ciências. Primeiramente, foi considerada como a história natural e física do homem e do seu processo evolutivo, no espaço e no tempo. Se por um lado essa concepção vinha satisfazer o significado literal da palavra, por outro restringia o seu campo de estudo às características do homem físico. Essa postura marcou e limitou os estudos antropológicos por largo tempo, privilegiando a antropometria, ciência que trata das mensurações do homem fóssil e do homem vivo.

Antropologia e sociologia
A Sociologia É uma ciência que estuda o comportamento humano e os meios de comunicação em função do meio e os processos que interligam o indivíduo em associações, grupos e instituições. Enquanto o indivíduo na sua singularidade é estudado pela Psicologia, a Sociologia estuda os fenómenos que ocorrem quando vários indivíduos se encontram em grupos de tamanhos diversos, e interagem no seu interior. Antropologia Para pensar as sociedades humanas, a antropologia preocupa-se em detalhar, tanto quanto possível, os seres humanos que as compõem e com elas se relacionam, seja nos seus aspectos físicos, na sua relação com a natureza, seja na sua especificidade cultural. Para o saber antropológico o conceito de cultura abarca diversas dimensões: universo psíquico, os mitos, os costumes e rituais, suas histórias peculiares, a linguagem, valores, crenças, leis, relações de parentesco, entre outros tópicos.

A ligação entre elas é que são um dos ramos das Ciências Sociais que abarcam, além da antropologia e da sociologia, a ciência política e a metodologia científica. A diferença entre antropologia e sociologia, grosso modo, é que a primeira estuda o comportamento humano e o segundo o comportamento da sociedade.
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Etnologia, Etnografia e antropologia
Uma tentativa de universalização do significado dos termos pode ser encontrada na obra do antropólogo francês Claude Lévi-Strauss Antropologia Estrutural. Sua proposta é a seguinte: A etnografia - corresponde aos primeiros estágios da pesquisa: observação e descrição, trabalho de campo (field-work). Uma monografia, que tem por objecto um grupo suficientemente restrito para que o autor tenha podido reunir a maior parte de sua informação graças a uma experiência pessoal, constitui o próprio tipo do estudo etnográfico. A etnologia - representa um primeiro passo em direcção à síntese. Sem excluir a observação directa, ela tende para conclusões suficientemente extensas para que seja difícil funda-las exclusivamente nem conhecimento de primeira mão. Esta síntese pode operar-se em três direcções: a) geográfica, quando se quer integrar conhecimentos relativos a grupos vizinhos; b) histórica, quando se visa reconstituir o passado de uma ou várias populações; c) sistemática, enfim, quando se isola, para lhe dar uma atenção particular, determinado tipo de técnica, de costume ou de instituição. A etnologia compreende a etnografia como seu passo preliminar, e constitui seu prolongamento. É o que encontramos tanto no Bureau of American Ethnology da Smithsonian Instituion, como na Zeitschritft für Ethnologie ou no Institut d`ethnologie de L`Université de Paris. Em toda parte onde encontramos os termos antropologia cultural ou social, eles estão ligados a uma segunda e última etapa da síntese, tomando por base as conclusões da etnografia e da etnologia. Nos países anglo-saxónicos, a antropologia visa um conhecimento global do homem, abrangendo seu objecto em toda sua extensão histórica e geográfica; aspirando a um conhecimento aplicável ao conjunto do desenvolvimento humano desde, digamos, os hominídeos até as raças modernas, e tendendo para conclusões, positivas ou negativas, mas válidas para todas as sociedades humanas, desde a grande cidade moderna até a menor tribo Melanésia. Pode-se, pois, dizer, neste sentido, que existe entre a antropologia e a etnologia a mesma relação que se definiu acima entre esta última e a etnografia. Por fim, Lévi-Strauss escreve: etnografia, etnologia e antropologia não constituem três disciplinas diferentes, ou três concepções diferentes dos mesmos estudos. São, de fato, três etapas ou três momentos de uma mesma pesquisa, e a preferência por este ou aquele destes termos exprime somente uma atenção predominante voltada para um tipo de pesquisa, que não poderia nunca ser exclusivo dos dois outros. Vale salientar que: “a etnografia, a etnologia e a antropologia constituem os três momentos de uma mesma abordagem. A etnografia é a colecta directa, e o mais minucioso possível, dos fenómenos que observamos, por uma impregnação duradoura e contínua e um processo que se realiza por aproximações sucessivas (...). A etnologia consiste em um primeiro nível de abstracção: analisando os materiais colhidos, fazer aparecer a lógica específica
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da sociedade que se estuda. A antropologia, finalmente, consiste em um segundo nível de inteligibilidade: construir modelos que permitam comparar as sociedades entre si...” (Laplantine, 1996:25). Mas no final das contas é tudo Antropologia.

Ramos da antropologia
• Antropologia do parentesco A antropologia do parentesco também chamado de estudos de parentesco, é uma área que deu origem ao desenvolvimento da antropologia moderna, na segunda metade do século XIX. A relação foi aos pioneiros do pensamento antropológico, um campo de especial interesse, uma vez que alertou sua importância em questões como a participação em um grupo social, a transmissão de herança e os direitos de uma linhagem, e até mesmo influenciou o dinâmica das relações sociais, especialmente nas sociedades em que o tempo foram descritos como primitivo. • Antropologia económica Antropologia económica é uma área de pesquisa académica que tenta explicar o comportamento humano usando tanto as ferramentas da economia quanto da antropologia. É praticada predominantemente por antropólogos. Existem três grandes correntes de pensamento no campo da antropologia económica: formalismo, substantivismo e culturalismo. • Antropologia política A antropologia política estuda os tipos de governos, partindo do princípio de que estes estruturam a sociedade civil. Desde que aparece a antropologia, quase como uma reacção empírica a filosofia social, suas relações com à ciência social (Sociologia) foram muito próximos, portanto, não ser surpreendido por sua preocupação para o governo estudar e política. Se na primeira foi caracterizada principalmente por meio da análise das sociedades simples, agora têm expandido seus interesses para os estados mais modernos. • Antropologia religiosa A antropologia das religiões é a forma que você religião do Henrique Gregoriano e antropólogos. Um dos principais problemas na antropologia da religião é a definição da própria religião. Ao mesmo tempo os antropólogos acreditam que certas práticas e crenças religiosas eram mais ou menos universal a todas as culturas, • Antropologia da saúde Antropologia da Saúde ou Antropologia Médica corresponde a uma especialização ou aplicação da antropologia ao estudo do comportamento humano para obtenção e manutenção da saúde através de práticas culturais. Naturalmente, trata-se de uma
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divisão com fins didácticos pois não há como isolar um “fato” social do seu contexto ou realidade construída pelas sociedades humanas com sua linguagem e cultura característica. • Antropologia urbana Antropologia Urbana é denominado como um campo de trabalho Antropologia Sociocultural a decorrer em espaços urbanos. O que distingue a perspectiva antropológica de outras disciplinas no estudo da cidade é a metodologia de pesquisa conhecido como etnografia. • Antropologia rural Antropologia é uma especialização da antropologia social rural (ou antropologia social) que se concentra suas teorias e métodos em estudos de estrutura organizacional (econômica, política, social e ideológica) e social (instituições), o mito, magia, religião, relacionamento, formas simbólicas que não servem de nada e normas compartilhados por grupos sociais, micro-comunidades, cidades ou enclaves agricultores regionais, fruticultores, horticultores, os silvicultores e condições materiais que nos permitem qualificar como "rural" e além de tudo como limpo. • Antropologia das emoções Antropologia das emoções é uma linha teórico-metodológica da Antropologia que lida com a categoria analítica emoção como objecto de análise

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CAPITOLO 2 GÉNESE DA ANTROPOLOGIA

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AS CORRENTES ANTROPOLÓGICAS
Evolucionismo
A antropologia evolucionista foi marcada pela discussão evolucionista, a antropologia do Século XIX privilegiou o Darwinismo Social, que considerava a sociedade europeia da época como o apogeu de um processo evolucionário, em que as sociedades aborígenes eram tidas como exemplares "mais primitivos". Esta visão usava o conceito de "civilização" para classificar, julgar e, posteriormente, justificar o domínio de outros povos. Esta maneira de ver o mundo a partir do conceito civilizacional de superior, ignorando as diferenças em relação aos povos tidos como inferiores, recebe o nome de
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etnocentrismo. É a «Visão Etnocêntrica», o conceito europeu do homem que se atribui o valor de "civilizado", fazendo crer que os outros povos, como os das Ilhas da Oceânia estavam "situados fora da história e da cultura". Esta afirmação está muito presente nos escritos de Pauw e Hegel. Com fundamento nestas concepções, as primeiras grandes obras da antropologia, consideravam, por exemplo, o indígena das sociedades não europeias como o primitivo, o antecessor do homem civilizado: afirmando e qualificando o saber antropológico como disciplina, centrando o debate no modo como as formas mais simples de organização social teriam evoluído, de acordo com essa linha teórica essas sociedades caminhariam para formas mais complexas como as da sociedade europeia. Nesta forma de apreender a experiência humana, todas as sociedades, mesmos as desconhecidas, progrediriam em ritmos diferentes, seguindo uma linha evolutiva. Isso balizou a ideia de que a demanda colonial seria "civilizatória", pois levaria os povos ditos "primitivos" ao "progresso tecnológico-científico" das sociedades tidas como "civilizadas". Há que ver estes equívocos como parte da visão de mundo que pretendiam estabelecer as directrizes de uma lei universal de desenvolvimento. Mas não se pode generalizar e atribuir as características acima a todos os autores que se aparentaram a essa corrente. Cada autor tem suas próprias nuances. Durkheim, por exemplo, procurou nas manifestações totémicas dos nativos australianos a forma mais simples e elementar de religiosidade, mas não com o pensamento enquadrado numa linha evolutiva cega: se nossa sociedade era dita mais complexa ele atribuía isso às diversas tendências da modernidade de que somos fruto, e a dificuldade de determinar uma tendência pura na nossa religião, escamoteada por milhares de anos de teologia. O método concentrava-se numa incansável comparação de dados, retirados das sociedades e de seus contextos sociais, classificados de acordo com o tipo (religioso, de parentesco, etc.), determinado pelo pesquisador, dados que lhe serviriam para comparar as sociedades entre si, fixando-as num estágio específico, inscrevendo estas experiências numa abordagem linear, diacrónica, de modo a que todo costume representasse uma etapa numa escala evolutiva, como se o próprio costume tivesse a finalidade de auxiliar esta evolução. Entendiam os evolucionistas que os costumes se demarcavam como substância, como finalidade, origem, individualidade e não como um elemento do tecido social, interdependente de seu contexto. Vale ressaltar que apesar da maior parte dos evolucionistas terem trabalhado em gabinetes, um dos mais conhecidos pensadores dessa corrente, Lewis Henry Morgan, tinha contacto com diversas tribos do norte dos Estados Unidos. É absurdo creditar a autores dessa corrente uma compilações cega das culturas humanas, isso seria uma simplificação enorme, ao mesmo tempo que se deixaria de aproveitar esses estudos clássicos da antropologia. e separado por muito tempo.

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Difusionismo
A antropologia difusionista Veio em resposta ao evolucionismo e foi sua contemporânea. Foi caracterizada pela anti-unilinearidade, ou seja, não admitia a recta constante e ascendente cultural defendida pelos evolucionistas. Portanto, a cultura para o difusionismo era um mosaico de traços advindos de outras culturas precursoras com várias origens e histórias. Teve início do séc. XX: 1901 a 1911, fenómeno de difusão e dos contactos entre os povos. No início deste século havia dois difusionistas radicais: Rivers (o primeiro a declarar guerra contra o evolucionismo). W. Perry e Elliot Smith (difusionistas britânicos, discípulos de Rivers). Explicavam as diferenças e semelhanças culturais apelando a convenientes combinações de migrações, adições e mesclas. Smith desenvolveu a ideia de que todo o inventário cultural do mundo se formou no Egito. A idéia deles era que a difusão começou em um só ponto no leste (Egito), daí se irradiou para todo o mundo. A imagem associada ao difusionismo é a de uma pequena pedra que quando jogada na água provoca deslocamentos nesta em forma de ondas circulares, onde cada onda tem suas características e amplitudes. Essas idéias foram derrubadas pelas comprovações arqueológicas de que no mundo antigo as idéias originais em diferentes culturas eram mais freqüentes do que hoje em dia. O difusionismo foi importante no começo do século XX por ser uma teoria alternativa da compreensão da diversidade cultural. A diversidade cultural era entendida como resultado da difusão de alguns traços culturais vindos de um único centro. O Egito seria o centro original dessa difusão. Nos EUA, o pensamento difusionista culminou com a elaboração do conceito de áreas culturais, unidades geográficas relativamente pequenas baseadas na distribuição contígua de elementos culturais. Na Europa a mesma tendência deu origem a noção de "círculos culturais", complexos de partes culturais que tinham perdido o local geográfico original de seu início e se apresentavam dispersos pelo mundo. Assim previligiava o entendimento a natureza da cultura, em termos de oriem e extensão, de uma sociedade a outra. O difusionismo acreditava que as diferenças e semelhanças culturais eram consequência da têndencia humana para imitar e a absorver traços culturais, como se a humanidade possuisse uma "unidade psiquica", tal cmo defendia Bastian. Origem do conceito de área cultural: teve sua origem nas exigências práticas da investigação etnográfica americana. Foi elaborada como um instrumento para classificar e representar cartograficamente os grupos tribais. O desenvolvimento das coleções etnográficas no Museu Americano de História Natural e no Museu de Chicago coincidiu com a tendência contra o evolucionismo, propiciou a aparição de categorias geográficas usadas como unidades de exposição para a ordenação dos materiais em seções ou salas. Franz Boas (1858-1942), nos EUA entre 1915-1930 defende uma corrente denominada Histórica. Rejeitou o evolucionismo e defendeu essa visão histórica da cultura porque era a única capaz de permitir compreender a situação e as características atuais de qualquer sociedade. Na comparação das histórias culturais individuais do
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crescimento e que podem surgir as leis gerais do desenvolvimento humano. Boas, se preocupa com a individualidade e a diversidade das culturas. Pode-se dizer que foi um dos pais do funcionalismo, porque considerava cada grupo cultural em sua totalidade. Com esse pensamento ele defendia que elementos distintos de diversas culturas passariam a estar interrelacionados com o passar do tempo. Em suma, seu legado permanece vivo, com relevância em vários segmentos antropológicos. Pois a globalização se consolidou, e com ela todos os traços culturais existentes se interrelacionaram, produzindo um novo contexo cultural sem igual.

Culturalismo
Denomina-se culturalismo à postura da vertente da psicologia e das ciências sociais em geral que destaca o papel da cultura na explicação dos fenómenos psicológicos individuais e dos fenómenos coletivos. No campo da psicologia, o culturalismo atribui à cultura o papel determinante no desenvolvimento do carácter e da personalidade, enquanto que nas ciências sociais em geral o culturalismo se traduz no destaque do papel da cultura na organização das condutas e dos fenómenos coletivos. É um ponto de vista que encarreira pelo determinismo cultural entendendo que todas as realidades estudadas são explicáveis através da análise de fatores culturais, isto é, através da rede de significados que constitui a cultura. O mesmo será dizer que o conjunto composto, entre outros, por instituições, códigos de conduta, sistemas de crenças, arte, religião, rituais, costumes, normas, valores e linguagem (isto é, a cultura) é a causa preexistente dos fenómenos psicológicos individuais e dos fenómenos coletivos. Baseado na teoria social de Franz Boas, o Culturalismo constitui os ensinamentos da Antropologia Norte-Americana a partir das décadas de 20/30 e que está associado ao chamado particularismo histórico, tendo como argumento a caracterização das culturas humanas através de processos e elementos históricos específicos, baseado nas condições ambientais, que podem criar ou modificar elementos culturais diferenciados, no esclarecimento dos fatores psicológicos que atuaram na configuração da cultura, assim como busca mostrar os efeitos que as conexões históricas tiveram sobre o desenvolvimento da cultura de cada comunidade, aldeia ou povo estudado, rejeitando sobremaneira o método comparativo em antropologia social, criticado como generalista e de limitação científica. O Culturalismo de Boas marcou o desenvolvimento de uma investigação histórica precisa, com o estudo criterioso, lento e cuidadoso de fenômenos locais e que pretendia através do detalhamento histórico proceder, em cada área estudada, a busca de evidências culturais com o intuito, entre outros, de reconstruir a história do
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desenvolvimento das idéias de cada cultura, estabelecendo, desse modo, a conexão histórica e de singularidades entre as populações humanas a fim de constituir o estabelecimento de leis gerais tendo como indicador a história real como base de suas deduções. A importância fundamental do Culturalismo para o pensamento antropológico consiste na elaboração de um método que tem como eixo central a caracterização dos aspectos históricos das culturas humanas a fim de elucidar conexões presentes ao passado cultural das populações estudadas, com o interesse de observar a reconstrução histórica através da constituição de uma lei geral baseada no particularismo histórico, das histórias reais de povos e de suas tradições culturais, assim como analisar os processos e as interações sociais entre os homens por meio de suas instituições, como o casamento, a utilização de máscaras, a arte primitiva, as simbologias religiosas, as conseqüências da imigração e dos tipos humanos em suas formas corporais e étnicas (que acredita ser instáveis), na decodificação e discussão sobre raça enquanto elemento unificador das diversas culturas humanas, baseado na freqüência de ocorrência de populações que se identificam dentro de grupos diferenciados, não apenas pelo fator biológico, mas especialmente, por seus aspectos sociais e culturais, por assim dizer.

Funcionalismo
O Funcionalismo inspirava-se na obra de Durkheim. Defendia um estreito paralelismo entre as sociedades humanas e os organismos biológicos (na forma de evolução e conservação) porque em ambos os casos a harmonia dependeria da interdependência funcional das partes. As funções eram analisadas como obrigações, nas relações sociais. A função sustentaria a estrutura social, permitindo a coesão, fundamental, dentro de um sistema de relações sociais. O funcionalismo tornou-se parte da principal corrente da Psicologia americana. A sua precoce e vigorosa oposição ao estruturalismo teve um grande valor para o desenvolvimento da Psicologia dos Estados Unidos. Também foi importante a transferência da ênfase da estrutura para a função, uma das consequências deste aspecto foi a pesquisa sobre o comportamento animal, que não fazia parte da abordagem estruturalista e que veio a ser um elemento fundamental da Psicologia. A Psicologia funcionalista incorpora também estudos de bebes, crianças e indivíduos com atrasos mentais. O funcionalismo permitiu que os psicólogos complementassem o método da introspecção com outras técnicas de obtenção de dados, como a pesquisa fisiológica, testes mentais, questionários e descrições objectivas do comportamento. No entanto, o funcionalismo já não existe hoje como escola distinta de pensamento. Devido ao seus sucesso, já não há necessidade de se manter como uma escola e deixou a sua marca na Psicologia americana contemporânea, especialmente

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coma a ênfase na aplicação dos métodos e das descobertas da Psicologia a problemas do mundo real. Críticas ao Funcionalismo Os ataques ao movimento funcionalista vieram dos estruturalistas. Uma das críticas foi ao próprio termo que não estava claramente definido. Os funcionalistas foram acusados de, por vezes, usarem o termo função para descrever uma actividade e outras vezes para se referirem à utilidade. Uma outra critica, apresentada especialmente por Titchener, relacionava-se com a definição de Psicologia. Os estruturalistas afirmavam que o funcionalismo nada tinha de Psicologia, pois não se restringia ao objecto de estudo e à metodologia do estruturalismo. De acordo com Titchener, qualquer abordagem que não fosse a análise introspectiva da mente em seus elementos, não era Psicologia, no entanto era exactamente esta a definição de Psicologia que os funcionalistas questionavam e se empenhavam em substituir. Outros críticos censuram o interesse dos psicólogos funcionais por actividades de natureza prática ou aplicada. Os estruturalistas não viam com bons olhos a Psicologia aplicada. Actualmente, a Psicologia aplicada está muito disseminada e isto pode ser considerado uma contribuição do funcionalismo, e não um defeito.

Estruturalismo
O estruturalismo é uma corrente de pensamento nas ciências humanas que se inspirou do modelo da linguística e que apreende a realidade social como um conjunto formal de relações. O termo estruturalismo tem origem no Cours de linguistique générale de Ferdinand de Saussure (1916), que se propunha a abordar qualquer língua como um sistema no qual cada um dos elementos só pode ser definido pelas relações de equivalência ou de oposição que mantém com os demais elementos. Esse conjunto de relações forma a estrutura. O estruturalismo é uma abordagem que veio a se tornar um dos métodos mais extensamente utilizados para analisar a língua, a cultura, a filosofia da matemática e a sociedade na segunda metade do século XX. Entretanto, "estruturalismo" não se refere a uma "escola" claramente definida de autores, embora o trabalho de Ferdinand de Saussure seja geralmente considerado um ponto de partida. O estruturalismo é mais bem visto como uma abordagem geral com muitas variações diferentes. Como em qualquer movimento cultural, as influências e os desenvolvimentos são complexos. De um modo geral, o estruturalismo procura explorar as inter-relações (as "estruturas") através das quais o significado é produzido dentro de uma cultura. Um uso
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secundário do estruturalismo tem sido visto recentemente na filosofia da matemática. De acordo com a teoria estrutural, os significados dentro de uma cultura são produzidos e reproduzidos através de várias práticas, fenómenos e actividades que servem como sistemas de significação. Um estruturalista estuda atividades tão diversas como rituais de preparação e do servir de alimentos, rituais religiosos, jogos, textos literários e nãoliterários e outras formas de entretenimento para descobrir as profundas estruturas pelas quais o significado é produzido e reproduzido em uma cultura. Por exemplo, um antigo e proeminente praticante do estruturalismo, o antropólogo e etnógrafo Claude LéviStrauss, analisou fenómenos culturais incluindo mitologia, relações de família e preparação de alimentos. Lévi-Strauss explicou que os antónimos estão na base da estrutura sócio-cultural. Em seus primeiros trabalhos demonstrou que os grupos familiares tribais eram geralmente encontrados em pares, ou em grupos emparelhados nos quais ambos se opunham e se necessitavam ao mesmo tempo. Na Bacia Amazónica, por exemplo, duas grandes famílias construíam suas casas em dois semi-círculos frente-a-frente, formando um grande círculo. Também mostrou que os mapas cognitivos, as maneiras através das quais os povos categorizavam animais, árvores, e assim por diante, eram baseados em séries de antônimos. Mais tarde, em seu trabalho mais popular, "O Cru e o Cozido", descreveu contos populares amplamente dispersos da América do Sul tribal como interrelacionados através de uma série de transformações - como um antônimo aqui transformava-se em outro antônimo ali. Por exemplo, como o título indica, Cru torna-se seu oposto, Cozido. Esses antônimos em particular (Cru/Cozido) são simbólicos da própria cultura humana que, por meio do pensamento e do trabalho, transforma matérias-primas em roupas, alimento, armas, arte, ideias. Cultura, explicou LéviStrauss, é um processo dialético: tese, antítese, síntese.

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CAPITOLO 3 CONCEITOS DA CULTURA

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CULTURA O que é cultura
Cultura (do latim colere, que significa cultivar) Segundo Ideará B. Tylor, Cultura é aquele todo complexo que inclui o conhecimento, as crenças, a arte, a moral, a lei, os costumes e todos os outros hábitos e aptidões adquiridos pelo homem como membro da sociedade. Portanto corresponde, neste último sentido, às formas de organização de um povo, seus costumes e tradições transmitidas de geração para geração que, a partir de uma vivência e tradição comum, se apresentam como a identidade desse povo. Segundo a Antropologia Esta ciência entende a cultura como a totalidade de padrões aprendidos e desenvolvidos pelo ser humano.

Definições de cultura foram realizadas por Ralph Linton, Leslie White, Clifford Geertz, Franz Boas, Malinowski e outros cientistas sociais. Em um estudo aprofundado, Alfred Kroeber e Clyde Kluckhohn encontraram pelo menos 167 definições diferentes para o termo cultura.

Origem da cultura
Origem da cultura e antecedentes históricos do conceito de cultura

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O termo cultura segundo o Novo Dicionário da língua portuguesa significa acto, efeito ou modo de cultivar. Complexo dos padrões de comportamento, das crenças, das instituições e de outros valores espirituais e materiais transmitidos colectivamente e característica de uma sociedade). Porém no final do século XVIII e no princípio do século XIX, o termo germânico Kultur era utilizado para simbolizar todos os aspectos espirituais de uma comunidade, enquanto a palavra francesa Civilization referia-se principalmente às realizações materiais de um povo. Mais tarde Edward Tylor (18321917) sintetizou os dois termos no vocábulo inglês Culture, que tomado no seu amplo sentido etnográfico é este todo complexo que inclui conhecimentos, crenças, arte, moral, leis, costumes ou qualquer outra capacidade ou hábitos adquiridos pelo homem como membro de uma sociedade.

Desenvolvimento do conceito de cultura
O determinismo biológico, bem como o geográfico são ideias de que no passado foram consideradas relevantes para conceituar cultura. Com o passar do tempo diversas investigações foram realizadas e chegou-se a conclusão de que estas teorias, apesar de terem sido importantes para o entendimento de algumas dimensões da natureza humana, apresentando limitações e inconsistência para o entendimento do conceito de cultura. Aí então, inaugura-se uma nova fase de estudos e interpretação de culturas. Segundo Leibniz apud (Laraia, 1986) a natureza nunca age por saltos, analogamente conclui-se que, a cultura também não age por saltos, ela é resultado do acúmulo das acções dos homens, que inclusive altera a própria natureza, pois é necessário compreender a época em que se viveu e consequentemente o background intelectual de quem ou do que está se analisando.

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Características da cultura
Mecanismo adaptativo: A capacidade de responder ao meio de acordo com mudança de hábitos, mais rápida do que uma possível evolução biológica. O homem não precisou, desenvolver longa pelagem e grossas camadas de gordura sob a pele para viver em ambientes mais frios ele adaptou-se com o uso de roupas, do fogo e de habitações. A evolução cultural é mais rápida do que a biológica. No entanto, ao rejeitar a evolução biológica, o homem tornase dependente da cultura, pois esta age em substituição a elementos que constituiriam o ser humano; a falta de um destes elementos (por exemplo, a supressão de um aspecto da cultura) causaria o mesmo efeito de uma amputação ou defeito físico, talvez ainda pior.

Mecanismo cumulativo As modificações trazidas por uma geração passam à geração seguinte, de modo que a cultura transforma-se perdendo e incorporando aspectos mais adequados à sobrevivência, reduzindo o esforço das novas gerações.

A mudança cultural
A cultura é dinâmica. Como os mecanismos, a cultura sofre mudanças, traços se perdem, outros se adicionam, em velocidades distintas nas diferentes sociedades. Com isso vai haver a invenção ou introdução de novos conceitos, e a difusão de conceitos a partir de outras culturas, há também a descoberta, que é um tipo de mudança cultural originado pela revelação de algo desconhecido pela própria sociedade e que ela decide adoptar. A mudança acarreta normalmente em resistência. Visto que os aspectos da vida cultural estão ligados entre si, a alteração mínima de somente um deles pode ocasionar efeitos em todos os outros. Modificações na maneira de produzir podem, por exemplo, interferir na escolha de membros para o governo ou na aplicação de leis. A resistência à mudança representa uma vantagem, no sentido de que somente modificações realmente proveitosas, e que sejam por isso inevitáveis, serão adoptadas evitando o esforço da sociedade em adoptar, e depois rejeitar um novo conceito.
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O 'ambiente' exerce um papel fundamental sobre as mudanças culturais, embora não único: os homens mudam sua maneira de encarar o mundo tanto por contingências ambientais quanto por transformações da consciência social

Cultura em animais
De acordo com a definição de cultura de Tylor, o Chimpanzé é um primata que possui cultura. É possível identificar uma “espécie de cultura”em alguns animais superiores, mamíferos especialmente primatas. De acordo com alguns cientistas os chimpanzés possuem um rico repertório de ferramentas como clavas, perfuradoras… A técnica de produção dessas ferramentas além da sua forma de uso também é ensinada de geração em geração entre eles. Nesse sentido é sensato entre antropólogos afirmar que esses animais possuem cultura, embora os primatas não inovam tecnologicamente para produzir produtos mais complexos e também possuem comportamentos deferentes conforme as sociedades.

Teorias idealistas da cultura
As teorias idealistas da cultura são divididas em três abordagens A primeira considera cultura como sistema cognitivo: Cultura é um sistema de conhecimento, em que tudo aquilo que alguém tem de conhecer ou acreditar para operar de maneira aceitável dentro da sociedade.

A segunda abordagem considera cultura como sistemas estruturais:

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Define cultura como "um sistema simbólico que é a criação acumulativa da mente humana. O seu trabalho tem sido o de descobrir na estruturação dos domínios culturais -_mito, arte, parentesco e linguagem, os princípios da mente que geram essas elaborações culturais

A terceira abordagem considera cultura como sistemas simbólicos: Cultura é um sistema de símbolos e significados partilhados pelos membros dessa cultura que compreende regras sobre relações e modos de comportamento.

Diversidade cultural
Diversidade cultural são diferenças culturais que existem entre o ser humano, como linguagem, danças, vestuário, outras tradições como a organização da sociedade e tudo isto está associado à dinâmica do processo associativo.

A Origem da Diversidade Cultural Há um consenso geral entre os principais antropólogos que o primeiro homem surgiu na Europa, há cerca de dois milhões de anos atrás. Desde então, o homem espalhou por todo o mundo, com sucesso adaptou às diferentes condições, como, as mudanças climáticas. As muitas sociedades que surgiram separadas por todo o globo diferem sensivelmente umas das outras, e muitas dessas diferenças persistem até hoje. Bem como os mais evidentes, as diferenças culturais que existem entre os povos, como a língua, vestuários, tradições, também existem variações significativas na forma como as sociedades organizam-se na sua concepção partilhada da moralidade e na maneira como interagem no seu ambiente.

Etnocentrismo
O etnocentrismo é a atitude pela qual um indivíduo ou um grupo social, que se considera o sistema de referência, julga outros indivíduos ou grupos à luz dos seus próprios valores. Pressupõe que o indivíduo, ou grupo de referência, se considere superior àqueles que ele julga, e também que o indivíduo, ou grupo etnocêntrico, tenha
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um conhecimento muito limitado dos outros, mesmo que viva na sua proximidade e quando é diferente parece algo inadequado. O termo etnocentrismo foi utilizado pela primeira vez por W. G. Sumner (1906), e corresponde à atitude pela qual os hábitos ou comportamentos próprios são acriticamente encarados como sendo indiscutivelmente superiores aos hábitos ou comportamentos de outrem. É a atitude pela qual um indivíduo ou um grupo toma como referência os valores partilhados no seu próprio grupo, quando avalia os mais variados assuntos. É uma atitude que encara o próprio grupo como se fosse o centro da realidade.

Relativismo cultural
Princípio que afirma que todos os sistemas culturais são intrinsecamente iguais em valor, e que os aspectos característicos de cada um têm de ser avaliados e explicados dentro do contexto do sistema em que aparecem. Percebendo que o ser humano apresenta diferenças étnicas e culturais e aprendendo a conviver com essas diferenças dentro dos critérios da normalidade. Conviver com as diferenças é aceitar o outro como o outro é em sua essência, é não mensurar ou hierarquizar as realidades culturais e sim percebe-las como sendo fruto de uma dada realidade histórica instituída, e portanto, independentes e autónomas.

Interculturismo
O interculturalismo implica a integração de indivíduos e grupos étnicos minoritários numa sociedade com uma cultura diferente. Assim, estas minorias étnicas poderiam expressar e manter elementos distintivos da sua cultura ancestral, especialmente em relação à língua e à religião. O interculturalismo defende a ausência de desvantagens sociais e económicas ligadas a aspectos étnicos ou religiosos; a oportunidade de participar nos processos políticos, sem obstáculos do racismo e da discriminação e o envolvimento de grupos minoritários na formulação e expressão da identidade nacional. O modelo intercultural afirma-se no cruzamento e miscigenação cultural, sem imposições.

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O interculturalismo consiste em pensar que nós nos enriquecemos através do conhecimento de outras culturas e dos contactos que temos com elas e que desenvolvemos a nossa personalidade ao encontrá-las. As pessoas diferentes deveriam poder viver juntas apesar de terem culturas diferentes. O interculturalismo é a aceitação e o respeito pelas diferenças. Crer no interculturalismo é crer que se pode aprender e enriquecer através do encontro com outras culturas. A ONU é uma organização que integra pessoas de culturas diferentes, que lutam por um bem comum, ajudando a integrar outras culturas noutras comunidades.

Cultura no contexto da globalizaçao
A globalização é, porventura, o fenómeno mais importante da sociedade contemporânea, visto que as fronteiras geográficas, históricas e civilizadoras parecem modificar-se em direcções e formas surpreendentes, indivíduos, grupos e povos são colocados diante de outros horizontes, ele molda a nossa vivencia quotidiano e tem consequências em todas as esferas da vida social. Como os outros domínios da nossa actividade, também a cultura é enformada pela globalização. Esta circunstância é vista por alguns como homogeneização cultural.

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CONCLUSAO

Antes de mais queremos demonstrar a nossa satisfação em elaborar este trabalho o que permitiu aumentar o nosso conhecimento acerca da antropologia e em particular o pensamento antropologico, genese da antropologia e cultura. Ficamos a saber não só com surgiu a antropologia como ciencia, mas tambem os seus objectos de estudo.

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ANEXOS

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BIBLIOGRAFIA

Fontes de pesquisa:

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biopolitica-biopolitica.blogspot.com

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