A PENHORA: consiste no ato executivo que afecta bem(s) do executado, suficientes para, após serem expropriados, satisfazerem o crédito

exigido. Há a penhora na cobrança de quantia certa contra o devedor inadimplente, tanto no processo de execução (art.652 do CPC) quanto na fase de cumprimento de sentença (art. 475-J do CPC). A formalização da penhora se dá pela lavratura do auto ou termo de penhora. Ao se realizar a penhora, deve-se observar que alguns bens são considerados absolutamente impenhoráveis (arts. 648 e 649) e outros relativamente impenhoráveis (art. 650). Atentar também que a Lei 8.009/90, dispõe sobre a impenhorabilidade do bem de família. ARRESTO: 1- na ação de execução: é um ato executivo que funciona como uma espécie de pré penhora e ocorre quando o oficial, não encontrando o devedor para citá-lo, arresta os bens que bastem para a execução (arts. 653 a 654 do CPC) ARRESTO 2- típico, previstos nos arts. 813 a 821 do CPC: é uma medida cautelar que consiste na apreensão de bens indeterminados do devedor, com o fim de assegurar a efetividade de uma execução por quantia certa. O SEQUESTRO é uma medida cautelar que consiste na apreensão de um bem determinado, objeto de litígio, a fim de assegurar sua entrega ao vencedor da ação de conhecimento, por ocasião da execução para a entrega da coisa certa. É regulado nos arts. 822 a 825 do CPC. Ressalte-se que no seqüestro incumbe ao juiz nomear o depositário. ARRESTO X SEQÜESTRO - O seqüestro tem por fim conservar uma coisa determinada para garantir uma futura execução para entrega de coisa certa; o arresto, por sua vez, incide sobre bens indeterminados, pois visa garantir execução por quantia certa.

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