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Conversores

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Dispositivos Conversores

Eletromagnéticos de Energia
2
2.1 Introdução................................................................................................................................................................3
2.2 Conservação de Energia.......................................................................................................................................3
2.3 SISTEMA MAGNÉTICO DE EXCITAÇÃO ÚNICA............................................................................................5
2.3.1 TENSÃO INDUZIDA E ENERGIA MAGNÉTICA ARMAZENADA EM UMABOBINA...........................5
2.3.2 FORÇA MECÂNICA E ENERGIA EM UM RELÉ.......................................................................................5
2.4 FUNÇÃO DE ESTADO, VARIÁVEIS, CO-ENERGIA........................................................................................6
2.5 Sistemas de Campo Elétrico de Excitação Única.......................................................................................... 11
2.5.1 Balanço de Energia ..................................................................................................................................... 11
2.5.2 VARIÁVEIS, CO-ENERGIA........................................................................................................................ 12
2.5.3 FORÇA........................................................................................................................................................... 13
2.6 SISTEMA COM DUPLA EXCITAÇÃO.............................................................................................................. 16
2.6.1 ENERGIA ARMAZENADA NO CAMPO................................................................................................... 17
2.6.2 TORQUE ELETROMAGNÉTICO............................................................................................................. 18
EXERCÍCIOS PROPOSTOS.................................................................................................................................... 21
3
2. 1 I nt rodução
São aqueles que convertem energia elétrica em mecânica e vice-versa.
ou
Exemplo:
• Microfones;
• Alto-falantes;
• Reles eletromagnéticos;
• Instrumentos de medidas;
• Motores e geradores.
O elo de ligação entre estas energias (elétrica e mecânica) é a energia dos campos
elétricos e magnéticos.
Ação motora
Ação
geradora
Elo de Ligação
2. 2 Conservação de Energi a
Um princípio geral, aplicável a todos os sistemas físicos nos quais massa não é criada
nem destruída, é o “princípio da conservação de energia, que afirma: energia não é criada nem
perdida, ela meramente muda de forma.”
Este princípio, justamente com as leis de campos eletro magnéticos, de circuitos
elétricos e, a mecânica Newtoniana, é um meio conveniente para determinar as relações
características do acoplamento eletromecânico.
A conversão eletromecânica de energia envolve energia em quatro formas e, pela
conservação da energia, leva àseguinte relação entre elas.
Ação motora:
= + +
We = Wp + Wcmp + Wmec 2.1
Energia
Elétrica
Energia
Mecânica
Energia
Elétrica
Energia
dos
Campos
Energia
Mecânica
Energia
Elétrica
de
Entrada
Perdas
de
Energia
Energia
Armazenada
no
Campo
Energia
Mecânica
de
Saída
4
Ação geradora:
Energia Perdas Energia Energia
Mecânica = de + Armazenada + Elétrica
de Energia no de
Entrada Campo Saída
We = Wp + Wcmp + Wmec 2.2
Pode-se classificar, ou melhor, enumerar as perdas da seguinte forma:
a) Perdas elétricas – através da resistência dos enrolamentos (r
eq
i
2
);
b) Perdas no acoplamento magnético – através do núcleo (Histerese e Foucaut);
c) Perdas Mecânicas – através dos atritos (mancais) e ventilação.
Uma outra representação do sistema anterior, pode ser obtido, levando-se em conta as
perdas de energia de acordo com sua procedência, onde o primeiro membro da equação 2.1 é
expresso em termos das correntes e tensões no circuito elétrico do dispositivo. A fig. 2.1 mostra
essa configuração.
Calor (r
eq
i
2
) Calor Perdas Perdas
Magnéticas Calor Mecânicas
r
eq
+ i -
v
f
e
- -
Ação motora Ação geradora
Fig.2.1
Considerando-se o sistema anterior operando como ação motora, o diferencial de
energia da fonte elétrica no tempo dt é v
f
idt e, a perda de energia na resistência do dispositivo
será r
eq
i
2
dt.
A energia líquida de entrada será:
dW
e
=v
f
idt-r
eq
i
2
dt
dW
e
=(v
f
-r
eq
i)i
2
dt 2.3
E, pela Lei de Kirchhorff, tem-se:
v
f
-r
eq
i=e (f.c.e.m ou f.e.m.) 2.4
Substituindo-se 2.4 em 2.3, tem-se:
dW
e
=eidt 2.5
Pode-se expressar a equação 2.5, levando-se em consideração a energia de
acoplamento magnético mais a energia mecânica, da seguinte forma:
Suponha-se que o sistema seja ideal (sem perdas), então pode-se escrever:
dW
ele
= dW
cmp
+ dW
mec
2.6
A equação 2.6 juntamente com as Leis de Faraday e a mecânica Newtoniana são a base
fundamental para a análise dos dispositivos conversores de energia.
{ ¦ ¦ ¦ ¦ { { {
Campo de
Acoplamento
Sistema
Mecânico
Sistema
Elétrico
5
2. 3 SI STEMA MAGNÉTI CO DE EXCI TAÇÃO ÚNI CA
Estudar-se-á neste tópico os dispositivos bobinados com entreferro, entre uma parte fixa
e outra móvel, no qual é armazenada considerável energia no campo magnético.
Ex.: relés eletromagnéticos.
2.3.1 TENSÃO INDUZIDA E ENERGIA MAGNÉTICA ARMAZENADA EM
UMABOBINA
Seja a fig.3.1
I φ
+ +
v
f
e
-
- N
fig.3.1
Pela Lei de Faraday, tem-se:
e = dλ /dt= N dφ/dt 3.1
O diferencial de energia elétrica de entrada é dado por:
dW
ele
= e.i.dt = i.dλ 3.2
Supondo-se que, não haja perdas, toda energia de entrada é armazenada no campo
magnético.

λ λ
W
ele
= W
cmp
= i’.dλ’ = ℑ/N . dλ’
3.3
0 0
A relação entre o fluxo “φ” e a f.e.m. é dada pela relutância ℜ, definidas no cap. I.
2.3.2 FORÇA MECÂNICA E ENERGIA EM UM RELÉ
A fig. 3.2 apresenta um esquema de um relé, onde é mostrado uma fonte elétrica
alimentando o dispositivo, bem como, uma força mecânica externa, agindo para manter a
armadura no deslocamento “X”.
A força produzida pelo campo magnético fcmp é também mostrada na fig. 3.2 e, procura
mover a armadura na direção “X”.
X
S
I f
cmp
e
Vf armadura
Fig. 3.2
6
No caso estático e, supondo que não haja forças de atrito, a força no campo e a força mecânica
estarão equilibradas.
f
cmp
= f
mec
3.2.1
Se permitir à armadura mover-se uma distância “dx”, então o campo realiza trabalho
sobre a armadura dWmec, isto porque a força e o deslocamento estão no mesmo sentido.
Sabe-se que, para movimento lineares, tem-se:
Energia mecânica = Força x Deslocamento
ou seja, o diferencial de energia mecânica será:
dWmec = fcmp.dx 3.2.2
A força mecânica e o deslocamento estão em sentidos opostos, de modo que o trabalho
realizado pela fonte mecânica é negativo.
Supondo-se que, não haja aceleração e, a armadura se deslocamento, então pode se
escrever:
fmec.dx = fcmp.dx = dWmec 3.2.3
Se a armadura estivesse acelerando, ou houvesse uma carga mecânica, então as forças
mecânica e do campo não seriam iguais.
Retornado-se às equações 2.6 e 3.2 e levando-se em consideração à eq. 3.2.3, obtém-
se:
dWele = i.dλ = dWcmp + fmec.dx 3.2.4
Se a armadura for considerada estacionária, então dx = 0 e toda variação na energia no
campo vem da fonte elétrica, como na eq. 3.2.5.
dWcmp = i.dλ 3.2.5
Se os fluxos concatenados são considerados estacionários, dλ = 0, então toda variação
na energia no campo vem da fonte mecânica, conforme eq. 3.2.6.
dWcmp = -fmec.dx 3.2.6
A condição dλ = 0 resulta da imposição de tensão nula nos terminais do enrolamento sem
resistência. Entretanto pode-se ter um λ finito para assegurar uma força “fcmp”transferidora de
energia para o campo a partir dos terminais mecânicos. Por exemplo, pode-se enviar uma
corrente i ao enrolamento, mantendo-se o deslocamento fixo “x” da armadura e, curto-
circuitando-se os terminais do enrolamento. Para uma indutância constante a energia
armazenada magneticamente é dada por
2
1
2
L
λ
. Se o fluxo é constante, então a energia total no
campo é proporcional ao volume do entreferro. Se permitir que “x” aumente, então o volume é
reduzido e, a energia fui do campo magnético, de acordo com a eq. 3.2.6.
2. 4 FUNÇÃO DE ESTADO, VARI ÁVEI S, CO-ENERGI A
Energia é uma função de estado de um sistema conservativo. Da eq. 3.2.4 tem-se:
dWcmp(λ,x) = i.dλ - fmec.dx 3.2.4
7
Esta equação mostra a energia no campo magnético do dispositivo sem perdas e de excitação
única, como função de duas variáveis independentes λ e x. O diferencial da energia dWcmp
pode ser expresso matematicamente em termos das derivadas parciais, ou seja:
dWcmp(λ,x) =
x
dx Wcmp d Wcmp


+

∂ . .
λ
λ
3.3.1
Como as variáveis λ e x são independentes, os coeficientes das equações 3.2.4 e 3.3.1 devem
também serem iguais, levando às equações paramétricas:
i =
λ
λ

∂ ) , ( x Wcmp
3.3.2 e fmec = fcmp = -
x
x Wcmp

∂ ) , (λ
3.3.3
A eq. 3.3.2 corresponde àcorresponde à eq. 3.2.5 para a energia do campo quando armadura é
fixa e dx = 0. A eq. 3.3.3 corrresponde à eq. 3.2.6 para a energia do campo quando o fluxo
concatenado é fixo e
dλ = 0. Note-se que a energia sempre foi expressa até agora em termos da variável elétrica “λ”.
A força na eq. 3.3.3 é obtida como uma função do fluxo concatenado “λ”. Uma outra forma de
expressar a força é através de outra função de estado, ou seja, a co-energia magnética. A
escolha da função de estado é questão de conveniência, ela depende das variáveis que se quer
obter no resultado e, da descrição incial do sistema.
A co-energia W’cmp é definida como uma função de i e x tal que:
W’cmp(i,x) = i.λ - Wcmp(λ,x) 3.3.4
Esta expressão é obtida a partir da equação de energia “i.dλ”, ou seja:
d(i.λ) = i.dλ + λ. di 3.3.5
Aplicando-se o diferencial em 3.3.4, tem-se:
dW’cmp(i,x) = d(i,λ) – dWcmp(λ,x) 3.3.6
Substituindo-se as equações 3.3.5 e 3.2.4 em 3.3.6, tem-se:
dW’cmp(i,x) = λ.di + fmec.dx 3.3.7
Expressando-se o diferencial da co-energia em função de suas derivadas parciais, tem-
se:
dW’cmp(i,x) = dx
x
x i cmp W
di
i
x i cmp W


+

∂ ) , ( ' ) , ( '
3.3.8
Como as variáveis i e x são independentes, os coeficientes das equações 3.3.7 e 3.3.8
devem ser iguais, resultando nas equações paramétricas.
λ =
i
x i cmp W

∂ ) , ( '
3.3.9
fmec = fcmp +
x
x i cmp W

∂ ) , ( '
3.3.10
Comparando-se as equações 3.3.3 e 3.3.10, vê-se que a primeira dá a força em termos
do fluxo concatenado e a Segunda dá a força em termos de corrente. A escolha da energia ou
co-energia para determinação da força, depende geralmente das variáveis que se desejam nas
expressões finais.
8
A co-energia para um sistema de excitação única, quando a posição da armadura é fixa
de dx = 0, é obtida da eq. 3.3.7, ou seja:
W’cmp=

1
0
.di λ 3.3.11
Para um sistema linear, no qual λ é proporcional a L, a co-energia é dada por:
2
0
2
1
` ` ` i L di i L Wcmp cmp W
i
⋅ · ⋅ ⋅ · ·

3.3.12
Exemplo 1
O circuito magnético mostrado na fig. 3.3 é feito de aço fundido.O rotor é livre para girar em torno
de um eixo vertical, as dimensões são mostradas na figura.
Deduzir uma expressão, em unidades MKS, para o conjugado no rotor, em termos das
dimensões e do campo magnético nos dois entreferros. Desprezar os efeitos de espraiamento.
A indução magnética máxima nas porções dos entreferros é limitada a aproximadamente 130
kilolinhas\pol
2
, devido àsaturação no aço. Calcular o conjugado máximo em N.m para as
seguintes dimensões: r
1
= 1,00pol. , h = 1,00pol. , g = 0,10pol. .
fig.3.3
Apêndice A
No sistema dinâmico com deslocamento linear, a relação entre forças e aceleração é dado por :
f
D
– f
r
= M
dt
dv
e
3.3.13
9
onde:
fr -força resistente
f
D
- força desenvolvida
M - massa
v
e
- velocidade
No sistema dinâmico com deslocamento angular, caso do exemplo 1, tem-se:
T
D
– T
R
= J.
dt



T
D
– T
R
=
dt
dn
J ⋅ ⋅
60

3.3.14
onde:
T
D
– torque desenvolvido [N.m]
T
R
– torque resistente [N.m]
J – momento de inércia [kg.m
2
]
ω - velocidade angular [rad\s]
n – velocidade linear [rpm]
Por analogia, o torque desenvolvido na região do entreferro, para um dispositivo com excitação
única e deslocamento angular é dado por :
T
D
= ) , (
`
θ
θ
ω
Hg
cmp


3.3.15
ou
T
D
= ) , ( θ λ
θ
ω



cmp
3.3.16
O conjugado “ T
D
” pode ser obtido através das equações 3.3.3 e 3.3.10 respectivamente.
Apêndice B
A densidade de co-energia para um sistema linear com excitação única é dada por:

2
0
0 0
0
2
1 `
Hg dH H dH B
volume
cmp W
Hg Hg
µ µ · ⋅ ⋅ · ⋅ ·
∫ ∫
Outra forma de calcular a densidade da co-energia é:
Sabe-se que para um sistema linear de excitação única, tem-se:
W`cmp=Wcmp=
2
2
1
i L⋅
Da Lei de Ampère, tem-se:
I =2g . Hg \ N
De indutores, tira-se:
g
N A
L
2
2
0
⋅ ⋅
·
µ
Substituindo-se i e L em Wcmp, fica:
W`cmp=
2
2
0
2
2 2
1

,
`

.
|
⋅ ⋅ ⋅
N
Hg g
g
N A µ
10
W’cmp = (2g.A) . µ
0
.Hg
2
/2

Solução
T
D
→ W’cmp
W’cmp = [densidade de W’cmp] x [volume entreferro (V
E
)]
Cálculo do volume do entreferro
Trabalhar-se-á com a área média (A
M
).
A
M
= Arco.h = (r+0,5 g).θ. h
V
E
= A
M
.2g → V
E
–(r+0,5g).θ. h.2g
V
E
= 2g.h.θ.(r +0,5g)
W’cmp = 0,5. µ
0
.Hg
2
.(2g.h.θ).(r+0,5g)
Finalmente:
T
D
= ∂ω’cmp(H,θ) = g.h.Hg
2
.(r+0,5g). µ
0
∂θ
b) Converter a indução magnética e dimensões do dispositivo em unidades MKS.
Bg = 130000.10
-8
= 2,02 [Weber/m
2
]
(2,54.10
-2
)
2
g = 0,1.2,54.10
-2
= 0,00254 [m]
h = r
1
= 1,00.2,54.10
-2
= 0,0254 [m]
µ
0
= 4π.10
-7
Substituindo estes valores tem-se:
0,00254.0,0254.(2,02)
2
.(0,0254+0,5.0,00254)
T
D
=
4π.10
-7
T
D
= 5,59 [N.m]
11
2. 5 Si st emas de Campo El ét r i co de Exci t ação Úni ca
Um sistema de conversão de energia de campo elétrico pode ser tratado de modo análogo ao
caso de campo magnético, na obtenção da força produzida pelo campo elétrico em função da
carga ou tensão nos terminais elétricos. A escolha das variáveis independentes determina se a
função de estado será a energia ou a co-energia e, também, a forma das equações
paramétricas.
2.5.1 Balanço de Energia
Arepresentação de um dispositivo de campo elétrico é mostrado na fig. 4.1. Os terminais
elétricos do dispositivo são supridos por uma fonte de conrrente, com um elemento de perda em
derivação. A placa móvel é ligada a um sistema mecânico. O fluxo de energia para qualquer
variação do sistema pode ser expresso pela eq. 2.6
dWele = dWcmp+dWmec
Como i e q representam a corrente e a carga para o dispositivo, a energia elétrica entrando nos
terminais é:
dWele = v.i.dt = dq 4.1
A energia mecânica do dispositivo é dada por:
dWmec = fmec.dx = fcmp.dx 4.2
Reescrevendo-se a equação 2.6 e levando-se em consideração as equações 4.1 e 4.2, tem-se:
v.dq = dWcmp + fmec.dx ,
ou
dWcmp = v.dq-fmec.dx 4. 3
A energia do campo elétrico pode ser introduzida através dos terminais elétricos ou mecânicos.
Se a energia é introduzia pelos terminais elétricos, com terminal mecânico fixo, dx=0, obtém-se:
dWcmp = v.dq 4.4
Se o terminal elétrico for aberto para manter dq=0, a energia será:
dWcmp = -fmec.dx 4.5
Em um sistema linear de campo elétrico, no qual q é proporcional a v, isto é, a
permissividade åé constante, a relação entre q e v é definida pela capacitância.
C=q/v
12
E a expressão da energia é obtida da eq. 4.4.
Wcmp = v q
C
q
.
2
1
2
1
2
· 4.7
2.5.2 VARIÁVEIS, CO-ENERGIA
A energia do campo elétrico é uma função das variáveis independentes q e x(d).
A consequência da escolha da energia como a função de estado para descrever o sistema é que
a fmec será função de q e x. Se a análise do sistema fosse mais conveniente com a força
expressa como uma função de v e x, então a co-energia seria selecionada como a função de
estado do sistema.
A co-energia é definida como:
W’cmp(v,x) = v.q – Wcmp(q,v) 4.10
Diferenciando-se a eq. 4.10, tem se:
dW’cmp(v,x) = d(v.q) – dWcmp(q,v) 4.11
Substituindo-se a eq. 4.3 em 4.11, obtém-se:
dW’cmp = q.dv + v.dq – v.dq + fmecdx
dW’cmp = q.dv + fmecdx 4.12
A analogia entre os casos de campo elétrico e magnético pode ser vista mais completamente,
expressando a densidade de energia como uma função da intensidade de campo elétrico E do
vetor deslocamento D = å.E. Assim:
∫ ∫
· ·
D D
dD
D
dD E
volume
Wcmp
0 0
'
'
' '.
ε
ε
2
2
1 D
volume
Wcmp
· 4.8
Onde:
å constante dielétrica [C/ v.m] = [Farad/m]
E campo elétrico [ v.m]
D densidade de fluxo elétrico entre as placas [C/m
2
]
C capacitância [F]
Outra forma de calcular a densidade de Wcmp.
Sabe-se que:
Wcmp = 0,5.q.v = 0,5.C.v
2
Wcmp = 0,5.{A/d).å.(E.d)
2
Wcmp = 0,5.(A./d).å.d
2
.(D/å)
2
= 0,5.(A/å).d.D
2
ε
2
2
1
) . (
D
volume d A
Wcmp
·
·
4.9
13
A co-energia para o sistema anterior, pode ser calculada mantendo-se o terminal mecânico fixo,
dx = 0 e, trazendo o sistema até a tensão v, tal que toda co-energia entra através dos terminais
elétricos.
W’cmp(v,x) =

V
dv q
0
' ' 4.13
Para um sistema linar v é proporcional a q e, åé constante, então a eq. 4.13, fica:
W’cmp(v,x) =

·
V
v C dv v C
0
2
. . 5 , 0 ' ' . 4.14
2.5.3 FORÇA
A energia no campo é uma função de q e x, seu diferencial em termos das derivadas parciais é:
dWcmp(q,x) = dx dq
x
Wcmp
q
Wcmp


+


4.15
Os coeficientes das equações 4.3 e 4.15 devem ser iguais, resultando nas equações
paramétricas:
v = ) , (
q
Wcmp
x q


4.16
e
fmec = fcmp = - ) , (
x
Wcmp
x q


4.17
A co-energia é função de v e x, seu diferencial em termos das derivadas parciais é:
dW’cmp(v,x) = dv
v
cmp W'


+ dx
x ∂
∂ cmp W'
4.18
Os coeficientes das equações 4.12 e 4.18 devem ser iguais, resultando nas equações
paramétricas.
) x , v (
v
cmp ' W
q


· 4.19
e
x
) x , v ( cmp ' W
fcmp fmec


· · 4.20
Exemplo 2:
Determine a força entre duas placas paralelas, cada uma de área A = 1m
2
e
com um campo elétrico entre elas igual a rigidez dielétrica do ar, isto é 3x10
6
[V/m]. Utilizar a co-
energia e a energia.
Solução:
14
Usando-se o modelo da fig. 4.1, o espaçamento entre a placas pode ser tomado
como (xo – x) e a capacitância como
) x xo (
o A
C

ε ⋅
· logo, a energia é dada por:
o A
) x xo (
q
2
1
C
q
2
1
) x , q ( Wcmp
2
2
ε ⋅

· ·
Cálculo da força em relação àenergia:
Da eq. 4.17, tem-se:
x
) x , q ( Wcmp
fcmp fmec


− · ·
o
) E o (
A
2
1
o A
) D A (
2
1
o A
q
2
1
fcmp
2 2 2
ε
⋅ ε
·
ε ⋅

·
ε ⋅
·
2
E o A
2
1
fcmp ⋅ ε ⋅ ·
2 6 6
) 10 3 ( 10
36
1
) 1 (
2
1
fcmp ⋅ ⋅

,
`

.
|

π
⋅ ·

9
10
8
1
fcmp ⋅
π
· [N]
Cálculo da força em relação àco-energia:
2 2
v
) x xo (
o A
2
1
Cv
2
1
) x , v ( cmp ' W

ε ⋅
· ·
Da eq. 4.20, tira-se:
2
2
) ( 2
1 ) , ( '
x xo
v A
x
x v cmp
fmec

⋅ ·


·
εο ω
A tensão v é dada por v = E (xo – x)
9 2
10
8
1
A o E
2
1
fmec ⋅
π
· ⋅ ε ⋅ · [N]
As duas funções de estado produzem a mesma força, como era esperado.
É interessante comparar a força produzida sobre um metro quadrado da superfície que limita um
campo magnético, com o exemplo anterior. O valor do campo magnético pode ser tomado como
B=1,6 [Weber/m
2
], que é um nível de saturação típico para material ferromagnético. A energia
em um volume de A = 1m
2
de área e (xo – x) de comprimento, é dada por:

o
x xo A
B x cmp
µ
ω
) (
2
1
) , (
2
− ⋅
· B
15
e a força valerá:
o
A B
x
x B cmp
fcmp
µ
ω ⋅
·


− ·
2
2
1 ) , (
7
7
2
10
32 , 0
10 4
) 6 , 1 (
2
1
fcmp
π
·
⋅ π
·

[N]
Conclusão:
A densidade de força nas superfícies que confinam num campo magnético é cerca de 25.000
vezes maior do que no caso do campo elétrico, para as intensidade consideradas. Este exemplo
mostra porque praticamente todos os dispositivos de conversão de energia utilizam o campo
magnético em lugar do campo elétrico, com meio de acoplamento.
Apêndice D.
No exemplo 1 determinou-se o torque em função da intensidade de campo “Hg”, não levando-se
em consideração para qual deslocamento angular o torque era máximo.
Achou-se uma expressão da seguinte forma:
¹
¹
¹
¹
¹
'
¹
⋅ + ⋅
⋅ + ⋅ ⋅
·
2
2
) 5 , 0 ( .
) 5 , 0 ( .
) , (
Bg g r
o
h
g
ou
g r Hg h g o
Hg T
D
µ
µ
θ
Não se conhecia o comportamento de Bg em relação a “θ” e, pedia-se o torque desenvolvido
máximo para um campo máximo,
então :
TD ( Bg ,θ ) max = g (h/µo) Bgmax
2
( r + 0.5g)
Vamos reformular o problema e determinar para qual posição angular do rotor o torque
será máximo.
Expressar-se-ào torque em função da corrente e do deslocamento, ou seja, levar-se-à
em conta a variação da indutância com o deslocamento angular.
Sabe-se que a co-energia magnética é dada pôr:
w’cmp (i, θ) = (1/2) L.i
2
A indutância “L” apresenta um comportamento, conforme ilustrado na figura C, ou seja:
L = L
1
+ L
2
. cos2θ’
fig.C
L
L
1
+ L
2
L
1
L
1

-
L
2
θ
'
16
O torque desenvolvido será:
TD (i, θ) = (∂/∂θ) [w’cnp (i, θ)]
i= ctc.
TD (i, θ) = [∂ (0.5 . L . i
2
)]/ ∂θ
TD =1/2 i
2
∂L/∂θ = 1/2 i
2
d(L
1
+ L
2
. cos 2θ)/∂θ
TD (i, θ) = -i
2
L
2
sen 2θ
Obs.: O torque oscila senoidalmente.
Pergunta-se:
Para qual “θ” o torque é máximo?
Resposta:
dTD/dθ = θ cos2θ = θ
Para θ = π/4 , 3π/4 , 5π/4, o torque será máximo.
2. 6 SI STEMA COM DUPLA EXCI TAÇÃO
No sistema com dupla excitação, existem duas bobinas independentes nos quais apresentam
em cada qual um fluxo concatenado próprio e, um fluxo concatenado mútuo entre elas.
A fig. 5.1 apresenta o dispositivo magnético de dupla excitação.
fig. 5.1
Considerar-se-ào sistema totalmente linear, pois caso contrário, um tratamento
dessa natureza seria extremamente dificultoso.
Admitindo-se que o sistema seja linear e, sendo o fluxo proporcional àcorrente,
pode-se aplicar o princípio da superposição.
A fig 5.1 apresenta as correntes, tensões, etc., para um transdutor típico de
dupla excitação.
As equações dos fluxos concatenados totais para as duas bobinas são dadas
pelas equações 5.1 e 5.2.
λ
1
= L
1
. i
1
+ M . i
2
5.1
λ
2
= L
2
. i
2
+ M . i
1
5.2
θ
V2
i 2
i 1
V1
17
As equações instantâneas das tensões dos enrolamentos serão:
v
1
= R
1
. i
1
+ dλ
1
/dt 5.3
v
2
= R
2
. i
2
+ dλ
2
/dt 5.4
Substituindo-se 5.1 e5.2 em 5.3 e 5.4, tem-se
v
1
= R
1
. i
1
+ d(L
1.
. i
1
) /dt+ d(M
.
. i
2
) /dt 5.5
v
2
= R
2
. i
2
+ d(L
2.
. i
2
) /dt+ d(M
.
. i
1
) /dt 5.6
As indutâncias são independentes das correntes, mas dependem da posição “θ”, a qual
é função do tempo. Simultaneamente, as correntes são dependentes do tempo.
Expandindo-se 5.5 e 5.6, tem-se:
v
1
= R
1
. i
1
+ L
1
di
1
/dt + i
1
dL
1
/dt + M di
2
/dt + i
2
dM/dt 5.7
v
2
= R
2
. i
2
+ L
2
di
2
/dt + i
2
dL
2
/dt + M di
1
/dt + i
1
dM/dt 5.8
Multiplicando-se 5.7 e 5.8 pôr i
1
e

i
2
respectivamente, darão as equações de potência
para os enrolamentos .
v
1
i
1
= R
1
. i
1
2
+ L
1
i
1
di
1
/dt + i
1
2
dL
1
/dt + i
1

M di
2
/dt + i
1
i
2
dM/dt 5.9
v
2
i
2
= R
2
. i
2
2
+ L
2
i
2
di
2
/dt + i
2
2
dL
2
/dt + i
2

M di
1
/dt + i
1
i
2
dM/dt 5.10
Somando-se 5.9 e 5.10 e integrando em relação ao tempo e, dando-a um aspecto de
balanço de energia, tem-se:
∫(v
1
i
1
+ v
2
i
2
)dt = ∫(R
1
. i
1
2
+ R
2
. i
2
2
)dt+∫[(L
1
i
1
)di
1
+ (L
2
i
2
)di
2
+ (i
1

M) di
2 +
+2( i
1
i
2
)dM + i
1
2
dL
1 +
i
2
2
dL
2
+ (i
2

M) di
1
] 5.11
A energia líquida de entrada é dada pôr :
Wele = ∫(v
1
i
1
+ v
2
i
2
)dt - ∫(R
1
. i
1
2
+ R
2
. i
2
2
)dt 5.12
A Energia armazenada no campo mais a Energia mecânica, fica:
Wcmp + Wmec =∫ [(L1 * i1)di1 + (L2 * i2)di2 + (i1 * M)di2 + 2(i1 * i2)dM + (i2)²dL1 + (i2 * M)di1]
5.13
2.6.1 ENERGIA ARMAZENADA NO CAMPO
O valor da energia armazenada instantaneamente no campo magnético depende dos
valores das indutâncias e correntes no instante considerado. Esta energia pode ser obtida,
considerando-se o transdutor estacionário e, o sistema a ser energizado desde o valor zero até
da corrente instantânea requerida. Nesta situação não há energia mecânica (Wmec = 0), ou seja
d = 0 os valores das indutâncias são constantes e os termos em dL1, dl2 e dM desaparecem.
Da equação 5.13, obtém-se:
( ) ( ) ( )
∫ ∫ ∫ ∫
+ + ·
2 * 1
0
2 1 2
2
0
2 2 2
0
1
0
1 1
' ' ' ' ' '
i i i t i
i i Md di i L di i L dWcmp
2 1
2
2 2
2
1 1
5 , 0 5 , 0 i Mi i L i L Wcmp + + · 5.14
18
2.6.2 TORQUE ELETROMAGNÉTICO
A equação 5.14 representa a energia armazenada para alguma posição do rotor. Se o
transdutor girar, a energia no campo é determinada com respeito ao tempo e dada pela
diferenciação em relação ao tempo da 5.14
dt
di
M i
dt
di
M i
dt
dM
i i
dt
dL
i
dt
di
L
dt
dL
i
dt
di
L
dt
dWcmp
1
2
2
1 2 1
2 2
2
2
2
2
1 2
1
2
1
1
2
1
2
1
2
1
2
1
+
+ + + + + + ·
dt
di
M i
dt
di
M i
dt
dM
i i
dt
dL
i
dt
di
L i
dt
dL
i
dt
di
L i
dt
dWcmp
1
2
2
1 2 1
2
2
2
2
2 2
1
2
1
1
1 1
2
1
2
1
+ + + + + + ·
5.15
Integrando-se a expressão 5.15 em relação ao tempo, obtém-se:

· Wcmp dWcmp
( )

+ + + + + + ·
1 2 2 1 2 1
2 2
2 2 2 2 1
2
1 1 1 1
5 , 0 5 , 0 Mdi i Mdi i dM i i dL i di i L dL i di i L Wcmp
5.16
A expressão 5.16 é agora geral para um transdutor em movimento no qual L1, L2, M, i1,
i2 são todos variantes com tempo.
Comparando-se as equações 5.13 e 5.16, vê-se que:
( )

+ + · dM i i dL i dL i Wmec
2 1 2
2
2 1
2
1
5 , 0 5 , 0
Geralmente a energia de entrada é dividida igualmente entre as energias armazenadas
no campo e para o trabalho mecânico.
D e
T T ·
dt
dn
J T T
D e
60

· −
Para um sistema onde não haja aceleração ou desaceleração o Tc = Tr. Um exemplo
disso são sistemas de geração de energia elétrica, ou seja, a freqüência se mantém
praticamente constante

,
`

.
|
≅ 0
dt
dn
.
Exemplo 3
Um transdutor rotacional (ver fig. 5.1) tem as boinas do estator e rotor as indutâncias de
0,4[H] e 0,2[H] respectivamente e, uma indutância mútua de 0,2 * cos θ [H], onde θ é o ângulo
entre os eixos das bobinas. O valor das correntes em ambas bobinas é 10[A].
a) Determine a energia armazenada no sistema e o torque instantâneo para um ângulo
“θ” qualquer.
b) O valor do torque para θ = 30º.
Solução
a) Dados:
19
[ ]
[ ]
[ ]
[ ] A i i
H M
H L
H L
10
cos 2 , 0
2 , 0
4 , 0
2 1
2
1
· ·
·
·
·
θ
θ
θ
cos 20 30
cos 2 , 0 10 10 2 , 0 10 5 , 0 4 , 0 10 5 , 0
5 , 0 5 , 0
2 2
2 1 2
2
2 1
2
1
+ ·
⋅ ⋅ ⋅ + ⋅ ⋅ + ⋅ ⋅ ·
+ + ·
Wcmp
Wcmp
M i i L i L i Wcmp
θ θ θ θ d
dM
i i
d
dL
i
d
dL
i
d
dWcmp
T
e 2 1
2
2
2
1
2
1
2
1
2
1
+ + · ·
0
0
2
1


θ
θ
d
dL
d
dL
θ sen 2 , 0
2 1
⋅ − · i i T
e
θ sen 20 − ·
e
T
Para
[ ] m N T
e
⋅ ·10
Obs: Quando as correntes são constantes:
Wmec Wcmp ·
Exemplo 4
Um transdutor de dupla excitação, fig. 5.2 tem um rotor cilindro apresentando
uma velocidade angular W = 100 [rad/s]. O rotor é energizado através de anéis coletores, tendo
uma resistência de 1 ohms e indutância de 0,02 + 0,01 * cos2¬[H], onde é o ângulo entre os
eixos. O estator tem uma resistência de 100 ohms e uma indutância de 0.12[H]. A indutância
mútua varia com cos θ e apresenta um valor máximo de 0,06[H]. sendo as correntes do rotor e
estator constantes e iguais a 10 e 1 Ampères respectivamente, (obtenha) as expressões
instantâneas das tensões, torque e potência de entrada para ângulo de 90°e 45°.
Fig. 5.2 Sistema com dupla excitação
20
Solução:
Dados:
= 100 [rad/s]
Le = 0,12 [H]
Lr = 0,02 + 0,01cos2θ[H]
Re = 100 [Ω]
Rr = 1 [Ω]
ie = 1 [A]
ir = 10 [A]
M = 0,06cosθ [H] = 0,06cos(θt)
LKV nas malhas, obtém-se:
0
dt
dL
i
dt
dM
i
0
dt
di
M
0
dt
di
L i . R v
e
e r
r e
e e e e

+ +

+

+ ·
dt
dL
i
dt
dM
i
0
dt
di
M
0
dt
di
L i . R v
r
r e
e r
r r r r
+ +

+

+ ·
( )
( ) ( )
2è sen . 20 - è sen . 6 10 v
è 2 sen . 01 , 0 . ù . 2 . 10 è sen . 0,06 - . ù . 1 10 . 1 v
è sen . 60 100 v
è sen . 0,06 - . 10 . ù 1 . 100 v
r
r
e
e
− ·
− + + ·
− ·
+ ·
Para : ð/2 è ·
( ) [ ]
( ) ( ) [ ] V 4 v
2
2
sen . 20 ð/2 sen . 6 10 v
V 40 v ð/2 sen . 60 100 v
r r
e e
· → − − ·
· → − ·
π
Para : ð/4 è ·
( ) [ ]
( ) ( ) [ ] V 23 , 14 v
4
2
sen . 20 ð/4 sen . 6 10 v
V 7 , 57 v ð/4 sen . 60 100 v
r r
e e
− · → − − ·
· → − ·
π
Cálculo do torque para correntes constantes:

dM
i . i

dL
i
2
1
0

dL
i
2
1

dWmec
T
r e
r 2
r
e 2
e e
+ +

· ·
21
( ) ( )
[ ] 2è sen è sen 0,6 T
è sen . 0,6 - è 2 sen T
è sen . 0,06 - . 1 . 10 2è sen . 0,01 . 2 - . 10
2
1
T
e
e
2
e
+ − ·
− ·
+ ·
Para : ð/2 è ·
( ) ( ) [ ]
2
2
sen ð/2 sen 0,6 T
e
π
+ − ·
[ ] m . N 6 , 0 T
e
− ·
Para : ð/4 è ·
( ) ( ) [ ]
[ ] m . N 42 , 1 T
4
2
sen ð/4 sen 0,6 T
e
e
− ·
+ − ·
π
Cálculo da potência de entrada:
e r 1 1 in
i . v i . v P + ·
Para : se - tem ð/2, è ·
( ) [ ] Watts 84,6 P 10 . 14,23 1 . 57,7 P
in in
− · → − + ·
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1) Um transdutor rotacional (fig. Ex. 1) tem uma relação linear entre fluxo concatenado e
corrente. A indutância varia com:
2è cos . L L L
2 1
+ ·
a) Derive a expressão geral do torque, para i constante.
b) Calcule o torque médio se o rotor tem uma velocidade angular constante “ ù ”. A
corrente varia com ( ) ùt. è e ä ùt cos . I
m
· +
22
2) Um transdutor rotacional de dupla excitação tem indutâncias próprias do estator e
rotor de [ ] [ ] H 0,2 e H 04 respectivamente e, uma indutância mútua de [ ] H cosè . 0,2 , onde è" "
é o ângulo entre os dois eixos. Uma corrente permanente de [ ] A 10 ocorre nas duas bobinas.
a) Determine a energia armazenada e o torque instantâneo para um ângulo è" "
genérico.
b) Considerando um pequeno movimento no rotor de 31º. è · Calcule o torque
instantâneo em 30º e verifique o valor do balanço de energia.
3) A expressão

dL
i
2
1
T
2
e
· não é válida para um sistema com simples excitação com
relação não linear entre fluxo e corrente. Explique a razão para isto e ilustre sua resposta
selecionando uma fórmula para è. e L i, , T
e
4) Um transdutor rotacional com simples excitação tem uma permeância característica
(conforme fig. Ex. 5), no qual é independente da corrente. Deduza o torque instantâneo para
ùt è · e calcule o valor do torque como um motor de relutância energizado por uma corrente
( ). á ùt sen . I i
m
+ ·
5) Um motor monofásico de relutância tem a seguinte relação entre fluxo λ, corrente i e a
posição angular ùt, è · dado por:
( )
1,2
1
ë 2è cos . A A i − ·
o
a) Derive a expressão do torque instantâneo.
b) Expresse a variação da corrente, fluxo e torque com o tempo sobre um ciclo, quando a
corrente for ( ). 30 è cos . I
m
o
+
Po
π/ 2 π 3π/2 2π θ

2.1 Introdução................................................................................................................................................................3 2.2 Conservação de Energia.......................................................................................................................................3 2.3 SISTEMA MAGNÉTICO DE EXCITAÇÃO ÚNICA............................................................................................5 2.3.1 TENSÃO INDUZIDA E ENERGIA MAGNÉTICA ARMAZENADA EM UMABOBINA...........................5 2.3.2 FORÇA MECÂNICA E ENERGIA EM UM RELÉ.......................................................................................5 2.4 FUNÇÃO DE ESTADO, VARIÁVEIS, CO-ENERGIA........................................................................................6 2.5 Sistemas de Campo Elétrico de Excitação Única.......................................................................................... 11 2.5.1 Balanço de Energia ..................................................................................................................................... 11 2.5.2 VARIÁVEIS, CO-ENERGIA........................................................................................................................ 12 2.5.3 FORÇA........................................................................................................................................................... 13 2.6 SISTEMA COM DUPLA EXCITAÇÃO.............................................................................................................. 16 2.6.1 ENERGIA ARMAZENADA NO CAMPO................................................................................................... 17 2.6.2 TORQUE ELETROMAGNÉTICO............................................................................................................. 18 EXERCÍCIOS PROPOSTOS .................................................................................................................................... 21

2

ela meramente muda de forma. Reles eletromagnéticos. O elo de ligação entre estas energias (elétrica e mecânica) é a energia dos campos elétricos e magnéticos. a mecânica Newtoniana.2. Motores e geradores. leva à seguinte relação entre elas. é o “princípio da conservação de energia. Ação motora: Energia Elétrica de Entrada We = Perdas de Energia Energia Armazenada no Campo Wcmp + Energia Mecânica de Saída Wmec 2. que afirma: energia não é criada nem perdida. Ação motora Energia Energia dos Energia Elétrica Campos Mecânica Ação geradora Elo de Ligação 2.” Este princípio.2 Conservação de Energia Um princípio geral.1 Introdução São aqueles que convertem energia elétrica em mecânica e vice-versa. Instrumentos de medidas. Energia Elétrica ou Energia Mecânica Exemplo: • • • • • Microfones. pela conservação da energia. de circuitos elétricos e. justamente com as leis de campos eletro magnéticos. A conversão eletromecânica de energia envolve energia em quatro formas e.1 = + + Wp + 3 . Alto-falantes. aplicável a todos os sistemas físicos nos quais massa não é criada nem destruída. é um meio conveniente para determinar as relações características do acoplamento eletromecânico.

4 em 2.c.3.e.m ou f.6 juntamente com as Leis de Faraday e a mecânica Newtoniana são a base fundamental para a análise dos dispositivos conversores de energia. da seguinte forma: Suponha-se que o sistema seja ideal (sem perdas). então pode-se escrever: dW ele = dWcmp + dWmec 2. 2 Calor (reqi ) req Sistema Elétrico Ação motora + i vf e - Calor Perdas Magnéticas Campo de Acoplamento Calor Perdas Mecânicas Sistema Mecânico Ação geradora Fig. levando-se em consideração a energia de acoplamento magnético mais a energia mecânica. a perda de energia na resistência do dispositivo 2 será reqi dt.2. tem-se: dW e=eidt 2.2 Uma outra representação do sistema anterior. tem-se: vf -reqi=e (f. 2. A fig.1 mostra essa configuração. pela Lei de Kirchhorff.6 A equação 2. b) Perdas no acoplamento magnético – através do núcleo (Histerese e Foucaut).{ }{ }{ }{ } Energia Mecânica de Entrada We = Perdas de Energia + Energia Armazenada no Campo Wcmp + Energia Elétrica de Saída Wmec = Wp + + Pode-se classificar. Ação geradora: 2.1 é expresso em termos das correntes e tensões no circuito elétrico do dispositivo. 4 .4 2 2 2. onde o primeiro membro da equação 2. A energia líquida de entrada será: dW e=vf idt-reqi dt dW e=(vf -reqi)i dt E. o diferencial de energia da fonte elétrica no tempo dt é vf idt e. c) Perdas Mecânicas – através dos atritos (mancais) e ventilação. pode ser obtido.m.3 Pode-se expressar a equação 2.e. ou melhor.5.) Substituindo-se 2.1 Considerando-se o sistema anterior operando como ação motora. levando-se em conta as perdas de energia de acordo com sua procedência. enumerar as perdas da seguinte forma: 2 a) Perdas elétricas – através da resistência dos enrolamentos (reqi ).5 2.

A força produzida pelo campo magnético fcmp é também mostrada na fig. W ele = Wcmp = λ λ 2.2 fcmp armadura 5 . X S I e Vf Fig.m. 3. bem como. não haja perdas.i. entre uma parte fixa e outra móvel.1 N φ Pela Lei de Faraday. dλ’ 3. uma força mecânica externa.1 TENSÃO INDUZIDA E ENERGIA MAGNÉTICA ARMAZENADA EM UMABOBINA Seja a fig.e.1 I + vf + e fig. 2. Ex.3. onde é mostrado uma fonte elétrica alimentando o dispositivo.3 0 0 A relação entre o fluxo “φ” e a f. no qual é armazenada considerável energia no campo magnético. 3. tem-se: e = dλ /dt= N dφ/dt O diferencial de energia elétrica de entrada é dado por: dW ele = e.3. procura mover a armadura na direção “X”. i’. é dada pela relutância ℜ. I.2 FORÇA MECÂNICA E ENERGIA EM UM RELÉ A fig.2.dλ 3.2 apresenta um esquema de um relé.3. agindo para manter a armadura no deslocamento “X”. 3.2 3.2 e.dt = i. definidas no cap.dλ’ = ℑ/N . toda energia de entrada é armazenada no campo magnético.1 Supondo-se que.: relés eletromagnéticos.3.3 SISTEMA MAGNÉTICO DE EXCITAÇÃO ÚNICA Estudar-se-á neste tópico os dispositivos bobinados com entreferro.

6 e 3.dx 3.5. CO-ENERGIA Energia é uma função de estado de um sistema conservativo.dλ .2.dx = fcmp. a força no campo e a força mecânica estarão equilibradas. tem-se: Energia mecânica = Força x Deslocamento ou seja. então dx = 0 e toda variação na energia no campo vem da fonte elétrica.dx 3. não haja aceleração e. dWcmp = i. Para uma indutância constante a energia armazenada magneticamente é dada por 1 λ2 . conforme eq. Por exemplo. a armadura se deslocamento. 3.1 Se permitir à armadura mover-se uma distância “ x”. Entretanto pode-se ter um λ finito para assegurar uma força “ fcmp”transferidora de energia para o campo a partir dos terminais mecânicos. então o campo realiza trabalho d sobre a armadura dWmec.x) = i. o diferencial de energia mecânica será: dWmec = fcmp.2.2. pode-se enviar uma corrente i ao enrolamento. então pode se escrever: fmec. isto porque a força e o deslocamento estão no mesmo sentido.2. 3. 2. Supondo-se que.dx = dWmec 3.2.6.3. curtocircuitando-se os terminais do enrolamento.fmec. 3. obtémse: dWele = i. de acordo com a eq.2.3 Se a armadura estivesse acelerando. 3.dx 3. então o volume é reduzido e.2 e levando-se em consideração à eq. Retornado-se às equações 2. mantendo-se o deslocamento fixo “x” da armadura e.6 A condição dλ = 0 resulta da imposição de tensão nula nos terminais do enrolamento sem resistência.2. fcmp = fmec 3.2 A força mecânica e o deslocamento estão em sentidos opostos.No caso estático e.4 Se a armadura for considerada estacionária.2.2. como na eq.dx 3. dλ = 0.dλ 3.6.dλ = dWcmp + fmec. então a energia total no 2 L campo é proporcional ao volume do entreferro. Se permitir que “x” aumente.2.4 FUNÇÃO DE ESTADO. 3. Sabe-se que. de modo que o trabalho realizado pela fonte mecânica é negativo. Da eq. para movimento lineares.4 tem-se: dWcmp(λ. supondo que não haja forças de atrito.2.2. Se o fluxo é constante. VARIÁVEIS. então toda variação na energia no campo vem da fonte mecânica. dWcmp = -fmec. ou houvesse uma carga mecânica. a energia fui do campo magnético.4 6 .5 Se os fluxos concatenados são considerados estacionários. então as forças mecânica e do campo não seriam iguais.

x ) ∂i ∂W ' cmp( i.10 Comparando-se as equações 3.6 3.3 A eq. A escolha da função de estado é questão de conveniência.3.3. O diferencial da energia dWcmp pode ser expresso matematicamente em termos das derivadas parciais. levando às equações paramétricas: i= ∂Wcmp (λ. di Aplicando-se o diferencial em 3. 3.x) = d(i. ou seja: d(i.3. os coeficientes das equações 3. x) ∂x 3.7 e 3.8 Como as variáveis i e x são independentes. A eq. ela depende das variáveis que se quer obter no resultado e. 3. Note-se que a energia sempre foi expressa até agora em termos da variável elétrica “λ”. ou seja: dWcmp(λ. ou seja.x) 3. depende geralmente das variáveis que se desejam nas expressões finais.3. resultando nas equações paramétricas.3.4 e 3.3. tem-se: dW’cmp(i.2. como função de duas variáveis independentes λ e x.3 corrresponde à eq. a co-energia magnética. A força na eq. 3. A co-energia W’cmp é definida como uma função de i e x tal que: W’cmp(i.3.2 e fmec = fcmp = - ∂Wcmp (λ.x) = i.3.3. x ) di + dx ∂i ∂x 3. 3.x) 3. A escolha da energia ou co-energia para determinação da força.4 Esta expressão é obtida a partir da equação de energia “i.dx 3. temse: dW’cmp(i.dλ + λ.5 Substituindo-se as equações 3.2.3.5 e 3. ∂W ' cmp( i. x) ∂λ 3.Wcmp(λ.dλ”. x ) fmec = fcmp + ∂x λ= 3.3.3.dx + ∂λ ∂x 3.6.3.8 devem ser iguais.3.3.5 para a energia do campo quando armadura é fixa e dx = 0.3.3 e 3.λ) – dWcmp(λ. Uma outra forma de expressar a força é através de outra função de estado.3.2 corresponde à corresponde à eq. 7 . x ) ∂W ' cmp(i . 3.x) = λ.3.3.x) = ∂Wcmp.dλ ∂Wcmp.3. da descrição incial do sistema.7 Expressando-se o diferencial da co-energia em função de suas derivadas parciais. os coeficientes das equações 3.λ) = i. vê-se que a primeira dá a força em termos do fluxo concatenado e a Segunda dá a força em termos de corrente.9 3.λ .Esta equação mostra a energia no campo magnético do dispositivo sem perdas e de excitação única.2.di + fmec.3.2.4.10. tem-se: dW’cmp(i.6 para a energia do campo quando o fluxo concatenado é fixo e dλ = 0.1 devem também serem iguais.x) = ∂W ' cmp( i.3 é obtida como uma função do fluxo concatenado “λ”.4 em 3.1 Como as variáveis λ e x são independentes.

3. no qual λ é proporcional a L. .00pol.3.3. Calcular o conjugado máximo em N. Desprezar os efeitos de espraiamento.00pol.3. 3.12 Exemplo 1 O circuito magnético mostrado na fig. a co-energia é dada por: i 1 W `cmp = Wcmp = ∫ L ⋅ i `⋅di`= L ⋅ i 2 0 2 ∫ λ.A co-energia para um sistema de excitação única.3 Apêndice A No sistema dinâmico com deslocamento linear. . quando a posição da armadura é fixa de dx = 0.O rotor é livre para girar em torno de um eixo vertical. h = 1.13 8 . é obtida da eq. Deduzir uma expressão.di 1 0 3. A indução magnética máxima nas porções dos entreferros é limitada a aproximadamente 130 2 kilolinhas\pol . fig. as dimensões são mostradas na figura. ou seja: W’cmp= Para um sistema linear. em unidades MKS. 3. . a relação entre forças e aceleração é dado por : fD – fr = M dve dt 3.3 é feito de aço fundido.11 3. para o conjugado no rotor.7.10pol.3.m para as seguintes dimensões: r1 = 1. devido à saturação no aço. g = 0. em termos das dimensões e do campo magnético nos dois entreferros.

m ] ω . caso do exemplo 1. tira-se: µ0 ⋅ A ⋅ N 2 L= 2g Substituindo-se i e L em Wcmp.onde: fr fD M ve -força resistente .10 respectivamente. fica: W`cmp= 1 µ0 ⋅ A ⋅ N 2  2 g ⋅ Hg    2 2g  N  2 9 .3 e 3.massa .velocidade No sistema dinâmico com deslocamento angular. onde: 3.15 3.velocidade angular [rad\s] n – velocidade linear [rpm] Por analogia.3. o torque desenvolvido na região do entreferro.força desenvolvida . tem-se: W`cmp=Wcmp= 1 L ⋅i2 2 Da Lei de Ampère.3.3. tem-se: dω dt 2π dn TD – TR = ⋅J⋅ 60 dt TD – TR = J.θ ) ∂θ 3. Apêndice B A densidade de co-energia para um sistema linear com excitação única é dada por: Hg W `cmp = ∫ B ⋅ dH = volume 0 ∫ Hg 0 µ0 ⋅ H ⋅ dH = 1 µ0 Hg 2 2 Outra forma de calcular a densidade da co-energia é: Sabe-se que para um sistema linear de excitação única. Hg \ N De indutores.14 TD – torque desenvolvido [N. para um dispositivo com excitação única e deslocamento angular é dado por : TD ou TD =− = ∂ω`cmp ( Hg .16 O conjugado “ TD ” pode ser obtido através das equações 3. tem-se: I =2g .θ ) ∂θ ∂ωcmp (λ.3.m] 2 J – momento de inércia [kg.m] TR – torque resistente [N.3.

02) .1.(r+0.(r+0.10 = 0.(2. AM = Arco.10 ) -2 -2 2 g = 0.θ.(0.2.m] -7 10 .h. Bg = 130000.θ) = g.00254.5 g).h.W’cmp = (2g.5.Hg .(r +0.10 -8 2 = 2.00.5.0.2.59 [N.5g). µ0 ∂θ b) Converter a indução magnética e dimensões do dispositivo em unidades MKS.5g).A) .00254 [m] -2 h = r1 = 1.2g → VE–(r+0.θ).2g VE = 2g.Hg /2 2 Solução TD → W’cmp W’cmp = [densidade de W’cmp] x [volume entreferro (V E )] Cálculo do volume do entreferro Trabalhar-se-á com a área média (A M ). µ0.02 [Weber/m ] 2 (2.h.5g) 2 Finalmente: TD = ∂ω’cmp(H.54. h VE = AM.h = (r+0.(2g.54.10 Substituindo estes valores tem-se: 2 0.10 = 0.00254) TD = 4π.10 TD = 5.0254+0.θ.θ.0254.Hg .0254 [m] -7 µ0 = 4π.0. µ0. h.5g) W’cmp = 0.54.

5.dq-fmec. a energia elétrica entrando nos terminais é: dWele = v. a forma das equações paramétricas.1.dx 4.dt = dq 4. no qual q é proporcional a v. tem-se: v. A escolha das variáveis independentes determina se a função de estado será a energia ou a co-energia e.dx . A placa móvel é ligada a um sistema mecânico. ou dWcmp = v.2.dx 4. isto é.i. a energia será: dWcmp = -fmec. 4. Os terminais elétricos do dispositivo são supridos por uma fonte de conrrente.1 Balanço de Energia Arepresentação de um dispositivo de campo elétrico é mostrado na fig.5 Em um sistema linear de campo elétrico. na obtenção da força produzida pelo campo elétrico em função da carga ou tensão nos terminais elétricos.4 Se o terminal elétrico for aberto para manter dq=0.1 e 4. 3 A energia do campo elétrico pode ser introduzida através dos terminais elétricos ou mecânicos.2 Reescrevendo-se a equação 2.5 Sistemas de Campo Elétrico de Excitação Única Um sistema de conversão de energia de campo elétrico pode ser tratado de modo análogo ao caso de campo magnético. com um elemento de perda em derivação.6 e levando-se em consideração as equações 4. também. com terminal mecânico fixo.dx 4.dx = fcmp.2. dx=0. a permissividade å é constante.dq = dWcmp + fmec. 2.dq 4.6 dWele = dWcmp+dWmec Como i e q representam a corrente e a carga para o dispositivo. O fluxo de energia para qualquer variação do sistema pode ser expresso pela eq. C=q/v 11 .1 A energia mecânica do dispositivo é dada por: dWmec = fmec. 2. Se a energia é introduzia pelos terminais elétricos. obtém-se: dWcmp = v. a relação entre q e v é definida pela capacitância.

v 2 C 2 4. obtém-se: dW’cmp = q.5.9 12 .12 A analogia entre os casos de campo elétrico e magnético pode ser vista mais completamente.7 2.dD' = volume ∫ 0 Wcmp 1 D 2 = volume 2 ε Onde: å E D C D ∫ε 0 D' dD' 4.5.d.d ) = volume 2 ε 4.x) = v.4. Assim: Wcmp D = E '.(E.dq – v.E. Sabe-se que: Wcmp = 0.d) 2 2 2 2 2 Wcmp = 0.2 VARIÁVEIS. tem se: dW’cmp(v. 4. expressando a densidade de energia como uma função da intensidade de campo elétrico E do vetor deslocamento D = å.11 4.5.10 Substituindo-se a eq.11. A co-energia é definida como: W’cmp(v.3 em 4.D Wcmp 1 D2 = ( A.q.v) 4. 4.dv + v.v = 0.v Wcmp = 0.{A/d). 4.5.8 constante dielétrica [C/ v.C.dv + fmecdx 4.å.5.E a expressão da energia é obtida da eq.q – Wcmp(q.d .x) = d(v.(D/å) = 0.10. A consequência da escolha da energia como a função de estado para descrever o sistema é que a fmec será função de q e x.q) – dWcmp(q.(A/å). Se a análise do sistema fosse mais conveniente com a força expressa como uma função de v e x.v) Diferenciando-se a eq./d).m] = [Farad/m] campo elétrico [ v.5. CO-ENERGIA A energia do campo elétrico é uma função das variáveis independentes q e x(d).å. Wcmp = 1 q2 1 = q.dq + fmecdx dW’cmp = q. então a co-energia seria selecionada como a função de estado do sistema.m] 2 densidade de fluxo elétrico entre as placas [C/m ] capacitância [F] Outra forma de calcular a densidade de Wcmp.(A.

C.13.15 Os coeficientes das equações 4.19 fmec = fcmp = Exemplo 2: 4.20 Determine a força entre duas placas paralelas. 2 Solução: 13 .5.17 A co-energia é função de v e x.A co-energia para o sistema anterior.x) = ∫ q' dv' 0 2 4.18 devem ser iguais.x) = ∂Wcmp ∂Wcmp dq + dx ∂q ∂x 4. 4. x ) ∂x 4.5.x) = 4. cada uma de área A = 1m e 6 com um campo elétrico entre elas igual a rigidez dielétrica do ar. V W’cmp(v.x) = ∫ C. Utilizar a coenergia e a energia. isto é 3x10 [V/m]. seu diferencial em termos das derivadas parciais é: dW’cmp(v.13 Para um sistema linar v é proporcional a q e. dx = 0 e. resultando nas equações paramétricas: v= e fmec = fcmp = - ∂Wcmp (q . tal que toda co-energia entra através dos terminais elétricos. x ) ∂x ∂W' cmp ∂W' cmp dv + dx ∂v ∂x 4. q= e ∂W' cmp ( v.15 devem ser iguais.3 FORÇA A energia no campo é uma função de q e x.14 2.18 Os coeficientes das equações 4. trazendo o sistema até a tensão v.12 e 4. pode ser calculada mantendo-se o terminal mecânico fixo. seu diferencial em termos das derivadas parciais é: dWcmp(q. resultando nas equações paramétricas. então a eq.16 4. fica: V W’cmp(v.v ' dv ' = 0.3 e 4. å é constante. x ) ∂q ∂Wcmp (q . x ) ∂v ∂W ' cmp ( v.v 0 4.

O valor do campo magnético pode ser tomado como 2 B=1. a energia é dada por: ( xo − x ) Wcmp ( q. x) 1 εο = A⋅v2 ∂x 2 ( xo − x ) 2 A tensão v é dada por v = E (xo – x) fmec = 1 2 1 E ⋅ εo ⋅ A = ⋅ 10 9 [N] 2 8π As duas funções de estado produzem a mesma força. como era esperado.1. É interessante comparar a força produzida sobre um metro quadrado da superfície que limita um campo magnético. x ) = 1 q 2 1 2 ( xo − x ) = q 2 C 2 A ⋅ εo Cálculo da força em relação à energia: Da eq. é dada por: ωcmp( B. que é um nível de saturação típico para material ferromagnético. 4. tira-se: 1 2 1 A ⋅ εo 2 Cv = v 2 2 ( xo − x ) fmec = ∂ω' cmp( v. 4. x ) ∂x 1 q2 1 (A ⋅ D) 2 1 ( εo ⋅ E) 2 fcmp = = = A 2 A ⋅ εo 2 A ⋅ εo 2 εo fcmp = fcmp = fcmp = 1 A ⋅ εo ⋅ E 2 2 1 1 (1) ⋅  ⋅ 10 − 6  ⋅ (3 ⋅ 10 6 ) 2   2  36π  1 ⋅10 9 [N] 8π Cálculo da força em relação à co-energia: W' cmp ( v. com o exemplo anterior. A energia 2 em um volume de A = 1m de área e (xo – x) de comprimento. x ) = 1 2 A ⋅ ( xo − x) B 2 µo 14 . o espaçamento entre a placas pode ser tomado como (xo – x) e a capacitância como C= A ⋅ εo logo.Usando-se o modelo da fig. 4. tem-se: fmec = fcmp = − ∂Wcmp ( q.20.6 [Weber/m ]. x ) = Da eq.17.

levar-se-à em conta a variação da indutância com o deslocamento angular. pedia-se o torque desenvolvido máximo para um campo máximo. não levando-se em consideração para qual deslocamento angular o torque era máximo.g ⋅ h ⋅ Hg ( r + 0. então : TD ( Bg . cos2θ’ fig.5 ⋅ g ) Bg 2  µo  Não se conhecia o comportamento de Bg em relação a “θ” e. com meio de acoplamento.5 ⋅ g )  TD ( Hg . para as intensidade consideradas. Este exemplo mostra porque praticamente todos os dispositivos de conversão de energia utilizam o campo magnético em lugar do campo elétrico.θ ) max = g (h/µo) Bgmax ( r + 0. Sabe-se que a co-energia magnética é dada pôr: 2 w’cmp (i.6) 2 0.i A indutância “L” apresenta um comportamento. θ) =  ou  g. θ) = (1/2) L.5g) Vamos reformular o problema e determinar para qual posição angular do rotor o torque será máximo. x) 1 B 2 ⋅ A = ∂x 2 µo 1 (1.C 2 L L +L L L -L 1 1 2 1 2 θ' 15 . Expressar-se-à o torque em função da corrente e do deslocamento.e a força valerá: fcmp = − ∂ωcmp( B. conforme ilustrado na figura C. h ⋅ ( r + 0. ou seja. Achou-se uma expressão da seguinte forma:  2 µo.000 vezes maior do que no caso do campo elétrico.32 7 fcmp = = 10 [N] −7 2 4π ⋅ 10 π Conclusão: A densidade de força nas superfícies que confinam num campo magnético é cerca de 25. ou seja: L = L1 + L2 . Apêndice D. No exemplo 1 determinou-se o torque em função da intensidade de campo “Hg”.

1 1 Considerar-se-à o sistema totalmente linear. cos 2θ)/∂θ 2 TD (i.: O torque oscila senoidalmente.O torque desenvolvido será: TD (i. existem duas bobinas independentes nos quais apresentam em cada qual um fluxo concatenado próprio e. 5π/4. θ)] i= ctc. L . A fig.2. pois caso contrário. λ1 = L1 . i1 5. A fig 5. pode-se aplicar o princípio da superposição. i )]/ ∂θ 2 2 TD =1/2 i ∂L/∂θ = 1/2 i d(L1 + L2 .1 apresenta o dispositivo magnético de dupla excitação. i2 + M . i2 λ2 = L2 . um fluxo concatenado mútuo entre elas. θ) = -i L2 sen 2θ Obs. 2.1 5. V 2 i 2 θ i 1 V fig. Admitindo-se que o sistema seja linear e.6 SISTEMA COM DUPLA EXCITAÇÃO No sistema com dupla excitação. Pergunta-se: Para qual “θ” o torque é máximo? Resposta: dTD/dθ = θ cos2θ = θ Para θ = π/4 . um tratamento dessa natureza seria extremamente dificultoso.2 16 . 2 TD (i. o torque será máximo. 3π/4 .5 . etc. para um transdutor típico de dupla excitação. θ) = [∂ (0.. sendo o fluxo proporcional à corrente. θ) = (∂/∂θ) [w’cnp (i.1 apresenta as correntes. i1 + M .1 e 5. tensões. 5. As equações dos fluxos concatenados totais para as duas bobinas são dadas pelas equações 5. 5.

2 em 5.5 L1 i1 2 + 0. Nesta situação não há energia mecânica (Wmec = 0). dl2 e dM desaparecem. ou seja d = 0 os valores das indutâncias são constantes e os termos em dL1. Esta energia pode ser obtida.5 L2 i 2 2 + Mi1 i2 5.8 Multiplicando-se 5. . darão as equações de potência para os enrolamentos . i2 + L2di2/dt + i2 dL2/dt + M di1/dt + i1 dM/dt 5. i1 + L1di1/dt + i1 dL1/dt + M di2/dt + i2 dM/dt 5. i1) /dt 5.1 ENERGIA ARMAZENADA NO CAMPO O valor da energia armazenada instantaneamente no campo magnético depende dos valores das indutâncias e correntes no instante considerado.10 e integrando em relação ao tempo e. considerando-se o transdutor estacionário e.∫(R1.1 e5. . i2 )dt+∫[(L1 i1 )di1+ (L2 i2)di2+ (i1 M) di2 2 i2 dL2 + (i2 M) di1] 5. i1) /dt+ d(M. i2 )dt 5.11 A energia líquida de entrada é dada pôr : Wele = ∫(v1 i1 + v2 i2)dt . i2) /dt v2 = R2.As equações instantâneas das tensões dos enrolamentos serão: v1 = R1. fica: 2 2 2 2 + 2 2 +2( i1i2)dM + i1 dL1 + 2 Wcmp + Wmec =∫ [(L1 * i1)di1 + (L2 * i2)di2 + (i1 * M)di2 + 2(i1 * i2)dM + (i2)²dL1 + (i2 * M)di1] 5.13. i1 + L1 i1di1/dt + i1 dL1/dt + i1 M di2/dt + i1i2 dM/dt 5. tem-se: ∫(v1 i1 + v2 i2)dt = ∫(R1. i1 + R2. Da equação 5. o sistema a ser energizado desde o valor zero até da corrente instantânea requerida. i2 + L2 i2di2/dt + i2 dL2/dt + i2 M di1/dt + i1i2 dM/dt 5.7 e 5. i1 + R2.9 e 5. mas dependem da posição “θ”.5 e 5. Simultaneamente. Expandindo-se 5. i2+ dλ2/dt 5. i2) /dt+ d(M.6. v1 i1 = R1.3 5.14 17 . dando-a um aspecto de balanço de energia. tem-se: v1 = R1. i1 + dλ1/dt v2 = R2.9 2 2 v2 i2 = R2.3 e 5.12 A Energia armazenada no campo mais a Energia mecânica.6.7 v2 = R2. obtém-se: ∫ dWcmp = ∫ ( L1i'1 )di ' 2 + ∫ (L2 i' 2 )di ' 2 + 0 0 0 t i1 i2 i 1*i 2 ∫ Md (i' i' ) 1 2 0 Wcmp = 0. .10 Somando-se 5. i2 + d(L2.6 As indutâncias são independentes das correntes.4 Substituindo-se 5.4.8 pôr i1 e i2 respectivamente. tem-se v1 = R1.5 5. .13 2. i1 + d(L1. as correntes são dependentes do tempo. a qual é função do tempo.

O valor das correntes em ambas bobinas é 10[A]. Um exemplo disso são sistemas de geração de energia elétrica. Se o transdutor girar.5i1 2 dL1 + L2 i 2 di 2 + 0.15 em relação ao tempo.2. uma indutância mútua de 0.16. Solução a) Dados: 18 . i2 são todos variantes com tempo. ou seja.15 Integrando-se a expressão 5.4[H] e 0.    dt  Exemplo 3 Um transdutor rotacional (ver fig. onde θ é o ângulo entre os eixos das bobinas.2 * cos θ [H]. Te = TD 2π dn Te − TD = J 60 dt Para um sistema onde não haja aceleração ou desaceleração o Tc = Tr.5i 2 2 dL2 + i1i 2 dM + i1 Mdi 2 + i 2 Mdi1 5. obtém-se: ∫ dWcmp = Wcmp Wcmp = ∫ L1 i1 di1 + 0.13 e 5.14 representa a energia armazenada para alguma posição do rotor. Comparando-se as equações 5.14 2 di2 2 1 2 dL2 di dWcmp 1 di1 1 2 dL1 1 dM = L1 + i1 + L2 + i2 + i1 i 2 + i1 M 2 + dt 2 dt 2 dt 2 dt 2 dt dt dt di + i2 M 1 dt di 1 2 dL1 di di di dWcmp 1 2 dL2 dM =i 1 L1 1 + i 1 + i 2 L2 2 + i 2 + i1i 2 + i1 M 2 + i 2 M 1 dt dt 2 dt dt 2 dt dt dt dt 5.5i 2 2 dL2 + i1i 2 dM ( ) Geralmente a energia de entrada é dividida igualmente entre as energias armazenadas no campo e para o trabalho mecânico. i1. b) O valor do torque para θ = 30º. a) Determine a energia armazenada no sistema e o torque instantâneo para um ângulo “θ” qualquer.16 A expressão 5. 5.6. a energia no campo é determinada com respeito ao tempo e dada pela diferenciação em relação ao tempo da 5. L2.2 TORQUE ELETROMAGNÉTICO A equação 5.1) tem as boinas do estator e rotor as indutâncias de 0.5i1 2 dL1 + 0. a freqüência se mantém praticamente constante  dn ≅ 0  .16 é agora geral para um transdutor em movimento no qual L1. vê-se que: ( ) Wmec = ∫ 0. M.2[H] respectivamente e.

2 tem um rotor cilindro apresentando uma velocidade angular W = 100 [rad/s]. (obtenha) as expressões instantâneas das tensões.2 sen θ Te = −20 sen θ Para Te = 10[ N ⋅ m] Obs: Quando as correntes são constantes: Wcmp = Wmec Exemplo 4 Um transdutor de dupla excitação.01 * cos2¬ [H].4 + 0. 2 cos θ [H ] i1 = i2 = 10[ A] Wcmp = 0. 5.2 ⋅ cos θ Wcmp = 30 + 20 cos θ Te = dWcmp 1 2 dL1 1 2 dL2 dM = i1 + i2 + i1 i 2 dθ 2 dθ 2 dθ dθ dL1 →0 dθ dL2 →0 dθ Te = −i1 i 2 ⋅ 0. sendo as correntes do rotor e estator constantes e iguais a 10 e 1 Ampères respectivamente. tendo uma resistência de 1 ohms e indutância de 0.2[H ] M = 0.L1 = 0. torque e potência de entrada para ângulo de 90° e 45°.4[H ] L2 = 0.5i 2 2 L2 + i1 i 2 M Wcmp = 0. onde é o ângulo entre os eixos. Fig. 5. O rotor é energizado através de anéis coletores.12[H].2 + 10 ⋅10 ⋅ 0.5i1 2 L1 + 0. fig.2 Sistema com dupla excitação 19 . A indutância mútua varia com cos θ e apresenta um valor máximo de 0.5 ⋅ 10 2 ⋅ 0.06[H]. O estator tem uma resistência de 100 ohms e uma indutância de 0.5 ⋅ 10 2 ⋅ 0.02 + 0.

sen è ) ve =100 − 60 .12 [H] Lr = 0.sen è vr =1. sen (ð/2 ) → v e = 40 [V] v r = 10 − 6 . sen (ð/2 ) − 20 .(. sen 2è Para è = ð/2 : v e = 100 − 60 .sen è .i r + L r r + M dt ↓ ↓ 0 0 ve = 100 . sen ( ð/4 ) − 20 . ù . sen (ð/4 ) → v e = 57. (− 0.06 .1+ ù .i e + Le di e di dM dLe + M r + ir + ie dt dt dt dt ↓ 0 di e dM + ie + ir dt dt ↓ 0 dL r dt ↓ 0 di vr = R r .sen è ) +10. ù .7 [V] v r = 10 − 6 .20.10 .01.06cosθ [H] = 0. sen 2π → v r = −14.06cos(θt) LKV nas malhas.10 +1.0.(.sen 2è ) vr =10 − 6 .01cos2θ [H] Re = 100 [Ω] Rr = 1 [Ω] ie = 1 [A] ir = 10 [A] M = 0.06 .23 [V] 4 Cálculo do torque para correntes constantes: Te = dWmec 1 2 dLe 1 2 dLr dM = ie + ir + ie .02 + 0. obtém-se: ve = R e . 2 . sen 2π → v r = 4 [V ] 2 ( ) ( ) Para è = ð/4 : v e = 100 − 60 .Solução: Dados:  = 100 [rad/s] Le = 0. ir dè 2 dè 2 dè dè ↓ 0 20 .0.

Te = Te Te 1 2 = − sen 2è . tem . A indutância varia com: L = L1 + L 2 .2 . 42 [N . 0.6 .0. b) Calcule o torque médio se o rotor tem uma velocidade angular constante “ ù ”.0. para i constante.se : Pin = 57. sen è ) è = ð/2 : Te = − 0.6 [Watts ] EXERCÍCIOS PROPOSTOS 1) Um transdutor rotacional (fig.06 . (. sen è = − [0. (. sen 2è ) + 10 . Ex.6 [N. 21 .6 sen è + sen 2è ] Para 10 2 . i e Para è = ð/2.7 . 1 + (− 14.6 sen (ð/2 ) + sen 2π 2 Te = − 0. cos 2è a) Derive a expressão geral do torque. m] Cálculo da potência de entrada: [ Pin = v1 . cos (ùt + ä ) e è = ùt.23 . m ] Para è = ð/4 : [ ( )] ( )] Te = − 0. i1 + v r . A corrente varia com I m . 10) → Pin = − 84.01. 1) tem uma relação linear entre fluxo concatenado e corrente.6 sen (ð/4 ) + sen 2π 4 Te = −1. 1 .

uma indutância mútua de 0. fluxo e torque com o tempo sobre um ciclo. 4) Um transdutor rotacional com simples excitação tem uma permeância característica (conforme fig. ( ) 22 . Po π/ 2 π 3π/2 2π θ 5) Um motor monofásico de relutância tem a seguinte relação entre fluxo λ. i. L e è. Deduza o torque instantâneo para è = ùt e calcule o valor do torque como um motor de relutância energizado por uma corrente i = I m . onde [ ] [ ] é o ângulo entre os dois eixos. dado por: i = (Ao − A1 . 5). corrente i e a posição angular è = ùt. quando a corrente for I m .2 . cos 2è )ë 1. cosè H . no qual é independente da corrente. Explique a razão para isto e ilustre sua resposta selecionando uma fórmula para Te . "è" [ ] "è" a) Determine a energia armazenada e o torque instantâneo para um ângulo genérico. Ex.2 a) Derive a expressão do torque instantâneo. 3) A expressão è = 31º. Calcule o torque Te = 1 2 dL i não é válida para um sistema com simples excitação com 2 dè relação não linear entre fluxo e corrente. sen (ùt + á ).2 H respectivamente e.2) Um transdutor rotacional de dupla excitação tem indutâncias próprias do estator e rotor de 04 H e 0. Uma corrente permanente de 10 [A] ocorre nas duas bobinas. cos è + 30o . b) Considerando um pequeno movimento no rotor de instantâneo em 30º e verifique o valor do balanço de energia. b) Expresse a variação da corrente.

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