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Trabalho 4 - Depois de fazer as leituras recomendadas: ARENDS, R: I: (2008); CONDEMARÌN, M & MEDINA, A. (2000) e FERNANDES, D.

(2005), apresente: a) b) Sob a forma de uma tabela, uma síntese sobre as gerações e paradigmas da avaliação que ficou a conhecer; Responda às seguintes questões: b1) avaliar para quê? b2) avaliar competências, procedimentos, atitudes e conteúdos. Como? c) d) Quais os princípios e fundamentos teóricos da avaliação autêntica? Porque é que a avaliação tradicional dificulta a mudança das práticas? Identifique razões que na sua opinião existem para que muitos dos professores continuem a usar o paradigma da 1ª geração, em vez das tendências avaliativas actuais, integradas na proposta de avaliação autêntica. O paradigma com que mais se identifica para a sua futura acção pedagógica.

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Gerações e Paradigmas da Avaliação
Guba & Lincoln (1989, cit. In Fernandes, 2005) diferenciam quarto gerações de avaliação, pois, tendo em conta a evolução dos significados que foram sendo atribuídos à avaliação, não podem desligar os contextos históricos e sociais no sentido da concepção, desenvolvimento e concretização das avaliações.

Gerações e paradigmas da avaliação
y y Trata-se de uma geração mais conhecida como ³geração da medida´ a avaliação era mais uma questão técnica que funcionava como medição dos resultados das aprendizagens Os resultados do aluno eram determinados pelos testes e a avaliação era tida como uma medida. O conteúdo que os alunos mostravam conhecer era o principal objecto de avaliação Nesta geração, o professor transmite o conhecimento

1ª Geração A Avaliação como medida

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2ª Geração A Avaliação como descrição

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A maior referência da avaliação educacional é Ralph Tyler que é tido como o seu fundador. Trata-se de uma geração mais conhecida como: ³geração de descrição´ È uma geração que procura não só medir mas também descrever o quê e até que ponto os alunos conseguiram adquirir os objectivos definidos. Tinham como objectivo principal descrever os pontos fortes e fracos de determinados padrões. A medida passou a ser um meio ao erviço da avaliação

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Trata-se de uma geração mais conhecida como ³geração da formulação de juízos ou julgamentos.

3ª Geração A Avaliação como Juízo de Valor

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È uma geração onde a avaliação atinge outros horizontes. Para além de medir e descrever, faz também um juízo de valor sobre o resultado da avaliação A distinção entre o conceito de avaliação sumativa e avaliação formativa surge através de Michael Scriven A avaliação dos alunos deve ir para além dos resultados dos exames e deve facilitar a tomada de decisões que regulem o e ensino e as aprendizagens A avaliação envolve não só os professores mas também pais, alunos e outros intervenientes.

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4ª Geração A Avaliação como negociação e construção

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Trata-se de uma geração mais conhecida por ³geração da avaliação receptiva´ Entra em ruptura com as gerações anteriores È uma geração onde o professor ajuda o aluno a adquirir e construir o seu conhecimento Existe uma avaliação formativa, autêntica e participativa A avaliação deve estar integrada no processo de ensino e aprendizagem Para que a avaliação se integre no processo de ensino e aprendizagem o feedback é indispensável Na avaliação devem ser usados métodos qualitativos sem excluir de os métodos quantitativos O professor deve usar várias estratégias, técnicas e instrumentos de avaliação

b) Responda às seguintes questões: b1) avaliar para quê? b2) avaliar competências, procedimentos, atitudes e conteúdos. Como?
A avaliação deve ser parte integrante do processo de ensino e aprendizagem, para que funcione como um meio que permita ao aluno e professor interpretar e obter a informação de maneira a favorecer a aprendizagem. No inicio, a avaliação centrava-se na propagação de conhecimentos e apenas media os resultados da aprendizagem. Com a evolução dos paradigmas a avaliação começou a ter maior atenção nos conhecimentos que forma de facto adquiridos pelo aluno. Outras mudanças aconteceram, como é o caso de a avaliação ter começado a centrar-se em novas estratégias de melhoria de aprendizagem de forma poder obter outro tipo de resultados para além daqueles obtidos pelos alunos. Segundo Guba e Lincoln (1989) a avaliação trata-se de uma questão complexa, pois ao longo dos anos foram várias as mudanças deste mesmo conceito.

c) Quais os princípios e fundamentos teóricos da avaliação autêntica? Porque é que a avaliação tradicional dificulta a mudança das práticas? - CONDEMARÍN, M & MEDINA, A. (2000)

Quais os princípios e fundamentos teóricos da avaliação autêntica? Porque é que a avaliação tradicional dificulta a mudança das práticas?

Segundo os autores Condemarín & Medina (2000) e Fernandes (2005). a avaliação tradicional favorece a aprendizagem individual, uma vez que esta se baseia em testes de papel e lápis, acabando por ignorar todas as competências para além de uma simples obtenção de conhecimentos, reduzindo desta forma a diversidade de aprendizagens. Para estes autores, a avaliação autêntica é uma alternativa à avaliação tradicional, uma vez que esta apossa-se como parte integrante e natural das aprendizagens. Assim sendo, a avaliação autêntica deve:
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ser um meio destinado a melhorar a qualidade das aprendizagens dos alunos; ser parte integrante da aprendizagem; avaliar competências dentro de contextos significativos; realizar-se a partir de situações problemáticas; centrar-se nas potencialidades dos alunos; constituir um processo colaborativo; diferenciar a avaliação de classificação; constituir um processo multidimensional; utilizar o erro como uma ocasião para aprender.

De acordo com Condemarín & Medina (2000), a avaliação autêntica baseia-se nos seguintes
fundamentos teóricos:

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Teorias da avaliação formativa, por oposição à avaliação sumativa; Teoria de que os conhecimentos estão organizados por esquemas cognitivos e a aprendizagem ocorre e quando a nova informação é assimilada dentro de um esquema cognitivo prévio; Perspectiva ecológica ou sociocognitiva - contexto onde ocorre a aprendizagem ± relação entre a aprendizagem, os processos sociais e cognitivos; Construtivismo - a aprendizagem é um processo em construção tendo em conta os seus conhecimentos anteriores; Prática pedagógica reflexiva.
Portanto, e tendo em conta este seguimento, a avaliação autêntica solicita que os alunos

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atestem a construção do significado através do desempenho. Os alunos auto -avaliam-se dando origem á reflexão e a relação com a sua prática. Os alunos demonstram uma aprendizagem em constante desenvolvimento a todos os níveis.

d) Identifique razões que na sua opinião existem para que muitos dos professores continuem a usar o paradigma da 1ª geração, em vez das tendências avaliativas actuais, integradas na proposta de avaliação autêntica.
Na minha opinião, algumas das razões para que muitos dos professores continuem a usar o paradigma da 1ª geração, centra-se na necessidade de maior esforço por parte do professor. Trata-se de um paradigma muito limitado e portanto mais fácil de utilizar.

e) O paradigma com que mais se identifica para a sua futura acção pedagógica.
Após análise aos diferentes paradigmas, aquele com que mais me identifico para a minha futura acção pedagógica é o da avaliação autêntica devido a considerar o mais completo de todos os paradigmas. Considero também que este paradigma é o que mais exige do professor, quer a nível de uma maior carga horária quer através de um trabalho mais criativo e intenso. Quando este paradigma é comparado com outros, tenho a ideia de ser o mais completo de todos pois promove um ensino mais heterogéneo permitindo uma reflexão recíproca e uma pluralidade de conhecimentos ajudando o aluno de uma forma mais completa estabelecendo um melhor compromisso professor -aluno favorecendo uma educação mais completa.

Referências Bibliográficas

ARENDS, R.I. (2008). Aprender a ensinar, 7ª Edição. Madrid: McGraw-Hill Interamericana de Espanâ, S.A.U CONDEMARÍN, M & MEDINA, A. (2000). Evaluación dês los Aprendijages. Un Medio Para Mejorar Las Competencias Linguísticas Y Cumunicativas. MINEDUC P-900. República de Chile: División de Educación General / Ministerio de Educación. FERNANDES, D. (2005). Avaliação das Aprendizagens: Desafios às Teorias, Práticas e Políticas. Colecção Educação Hoje. Porto: Textos Editores, Ltª.