Sempre é...

Sempre digo que sei quem sou, Mentira! Sempre digo que sei o que quero, Mentira! Sempre falo o que quero, Mentira! Sempre faço o que quero, que desejo, Mentira! Sempre digo que amo, Mentira! Sempre digo que odeio, Mentira! Sempre quero o que não posso ter, Mentira! Sempre canto, me encanto, desencanto, me derramo em pranto, Mentira! Sempre tenho fome, Mentira! Sempre tenho sede, Mentira! Sempre pensei que sabia, Mentira! Sempre vou, Mentira! Sempre desculpo, Mentira! Sempre perdoo, Mentira! É sempre mentira, quando é verdade, é sempre verdade quando é mentira. É mentira que me tira da mentira que se torna verdade que confunde minha realidade, de uma provável possibilidade de coisas que não tenho mais idade pra saber de tanta verdade, nesse marde infelicidade que percorre tantas cidades com uma vontade de maldade que mata a incredulidade de quem vive a mercê da disponibilidade da caretice dessa burrice, na mesmice de uma pobre tolice que o levará a idiotice de um dia dizer que disse o que ninguém compreendeu.

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