A Busca pela Liberdade: semelhanças entre Blade Runner e o BDSM Thiago Faria Marzano O Filme Blade Runner (1982

) de Ridley Scott, um dos símbolos nerds mais fortes da década de 80, trata de questões importantes, quase filosóficas, usando uma mistura de filme policial noir com ficção científica. Nele ocorre o confrontamento entre os humanos e replicantes, seres gerados artificialmente que imitam perfeitamente não só a aparência externa dos humanos, mas também são capazes de observar sensações (tornando o homem uma espécie de Deus, que é capaz de criar com perfeição um indivíduo a sua própria imagem), possuindo um comportamento tão ou mais complexo que os próprios seres humanos. Os replicantes são os caçadores da vivência, enquanto que os humanos os caçam, tentando matar aquilo que tem medo que sejam eles mesmos. Essa fronteira tênue entre humanos e replicantes nos leva as questões como o que distinguiria o comportamento do ser humano com uma réplica, como saber se indivíduos que nos rodeiam não são réplicas, ou se nós mesmos não somos réplicas? Será que existe algum critério para caracterizar um ser humano? O filme até mostra um suposto teste, uma tentativa criada também pelo homem Essa de distinguir, de mas será que dos seu próprio criador ser passaria nesse teste? necessidade vivenciar replicantes pode caracterizada como uma busca por sua própria liberdade, uma característica forte do filme, vista principalmente na sua cena do “confrontamento” entre Rick Deckard (uma das melhores interpretações de Harisson Ford) e o replicante Roy Batty (Rutger Hauer), onde podemos até nos perguntar quem na verdade seria o ser humano da cena.

cócegas e outros meios. os replicantes também mostram suas qualidades. Um caso que se aplica diretamente a essa discussão é o dos praticantes do mundo BDSM. mostrando que a temática principal do filme gira em torno de nós mesmos. apresentam ao tentar entender o meio das práticas fetichistas. quando Roy morre e solta a pomba que carrega consigo. seus sentimentos. nos colocar lado a lado com eles. que pode ou não envolver dor. a característica da presença de consciência. sempre respeitando consenso entre os participantes. os mesmos medos que as pessoas. pelas fotos que aparecem ao longo da história. diretamente ligada com a presença de memória. de certa forma. Não seriam as sensações que Roy demonstra sentir no filme as mesmas que os praticantes sentem com seus fetiches? O próprio Deckard não seria um replicante. o maior símbolo de paz e liberdade. O BDSM tem o intuito de trazer prazer sexual através da troca erótica de poder. dá a conclusão necessária para esta comparação: a liberdade para .Outro símbolo muito forte desse filme é o olho. submissão. Dominação e Submissão e SadoMasoquismo). Nesse ponto os replicantes deixam de ser simples “robôs” e se tornam homens. o que acaba por. Uma das últimas cenas do filme. tortura psicológica. que mesmo tentando eliminar seus “semelhantes” demonstra um pouco de seus medos? Roy nos momentos finais fala “Viver com medo é uma experiência e tanto. Ao longo do filme. suas tristezas. um dos principais motivos da maioria da sociedade não entendê-las. a entrada para a alma. As questões deste filme da década de 80 parecem continuar até os dias de hoje. (a sigla que descreve suas práticas: Bondage e Disciplina. O histórico BDSM provem de antigas práticas de tortura. escravas da sociedade (termo escravo totalmente diferente do escravo submisso do BDSM). num sentimento de empatia e proximidade com suas questões de vida. não é? É o mesmo que ser escravo”.

ainda há de chegar.sentir e se expressar. . apesar das “baixas” no meio do caminho.

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