FACULDADES INTA CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM PSICOPEDAGOGIA  DISCIPLINA: Fundamentos da Neurologia e Aprendizagem.  PROFESSOR: Rômulo Carlos de Aguiar (Ms.

)  CARGA HORÁRIA: 30 h/a.  EMENTA: Análise do conhecimento científico sobre as diversas funções superiores no ser humano, possibilitando ao profissional: • conhecer o funcionamento neuropsicológico regular da criança e do adulto; • reconhecer e identificar os principais distúrbios neuropsicológicos; • atuar efetivamente em tais casos, realizando intervenções no processo de aprendizagem, assessorando o professor e/ou efetuando encaminhamentos a profissionais de áreas afins, quando necessário.  JUSTIFICATIVA: A disciplina aborda os principais conhecimentos científicos provenientes de modelos teóricos e de estudos neuropsicológicos.  PROGRAMA: • Bases neuro-anátomo-fisiológicas das diversas funções superiores no ser humano; • Relação das diversas funções superiores no ser humano com o processo de aprendizagem; • Principais distúrbios neuropsicológicos que podem prejudicar a aprendizagem no indivíduo.  BIBLIOGRAFIA: - AJURIAGUERRA, J. de A. & col. A Dislexia em Questão: Dificuldades e Fracassos na Aprendizagem da Língua Escrita. Editora Artes Médicas. Porto Alegre, 1990. - AJURIAGUERRA, J. de A. & col. A Escrita Infantil: evolução e dificuldades. Editora Artes Médicas. Porto Alegre, 1994. - AYRES, M. Fisiologia. Editora Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 2000. - BEE, Helen. A Criança em Desenvolvimento. Tradução de RosaneAmador Pereira. 3ª. edição. Editora Harper & Row do Brasil. São Paulo, 1986. - BERNE, Robert M. & LEVI, Marthew. Princípios da Fisiologia. Editora Guanabara Koogan. Rio de Janeiro, 1990. - BEVILACQUA, F & BENSOUSSAN, E. Manual de Fisiopatologia Clínica. Editora Athenen. São Paulo, 1994. - BLIN, Jean-François & GALLASI-DEULOFEU, Claire. Classes Difíceis. Tradução de Sandra Loguercio. Editora Artmed. São Paulo, 2005. - BROMLEY, I. Paraplegia e Tetraplegia. Editora Revinter. Rio de Janeiro, 1997. - BRUHNS, Heloísa T. Conversando com o Corpo. Editora Papirus. São Paulo, 1991. - CAMBIER. Manual de Neurologia. Editora Masson. Rio de Janeiro, 1997. - FREIRE, J. Batista. De Corpo e Alma: o Discurso da Psicomotricidade. Editota Summus. São Paulo, 1991. - PINHEIRO, Cynthia M. C. & FREITAS, Maria Tereza L. Psicomotricidade. Apostila. - SITE "http://pt.wikipedia.org/wiki/Reflexo". - STAES, L. & DE MEUR, A. Psicomotricidade – Educação e Reeducação. Editora Manole Ltda., São Paulo – SP, 1991.

NEUROPSICOLOGIA DA APRENDIZAGEM

ANÁTOMO-FISIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
Com a denominação de Sistema Nervoso compreendemos um conjunto de órgãos que transmitem a todo o organismo os impulsos necessários aos movimentos e às diversas funções, e recebem do próprio organismo e do mundo externo as sensações. 1. Sistema Nervoso Central - SNC: Em anatomia, chama-se Sistema Nervoso Central - SNC ao conjunto do encéfalo e da medula espinhal dos vertebrados. Forma, junto com o sistema nervoso periférico, o sistema nervoso e tem um papel fundamental no controle dos sistemas do organismo. 1.1. Encéfalo: Designa a parte do SNC que se encontra alojado na caixa craniana. É formado por 3 estruturas distintas:  Cérebro: Em geral, o uso comum do termo cérebro se refere ao encéfalo como um todo. Em rigor, o termo cérebro refere-se aos hemisférios cerebrais e às suas estruturas intrahemisféricas. Os hemisférios distinguem-se pelas pregas nas suas superfícies, que formam giros, os quais são separados por sulcos ou fendas. O cérebro humano, que requer 25% daquilo que o coração bombeia, é particularmente complexo e extenso. Se divide em 2 metades, o hemisférios esquerdo e o hemisfério direito. O seu aspecto se assemelha ao miolo de uma noz. É um conjunto distribuído de milhares de milhões de células que se estende por uma área de mais de 1 metro quadrado dentro do qual conseguimos diferenciar certas estruturas correspondendo às chamadas áreas funcionais, que podem cada uma abranger até um décimo dessa área.

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 Cerebelo: O cerebelo é a parte do encéfalo responsável pela manutenção do equilíbrio e postura corporal, controle do tônus muscular e dos movimentos voluntários, bem como pela aprendizagem motora. É formado por 2 hemisférios (hemisférios cerebelosos) e por uma parte central chamada de Vermis. O termo Cerebelo deriva do latim e significa "pequeno cérebro". O cerebelo fica localizado ao lado do tronco encefálico. Quando o cerebelo é lesado, os principais sintomas são: • descoordenação dos movimento (ataxia); • perda do equilíbrio; • diminuição do tônus da musculatura esquelética; • dismetria: dificuldade para "calcular" o movimento. Pode-se testar pedindo ao paciente para que toque a ponta do nariz com dedo indicador; • decomposição: os movimentos são decompostos, realizados em etapas por cada articulação; • disdiadococinesia: dificuldade para realizar movimento rápida e alternadamente. Pode-se testar pedindo ao paciente que toque com o polegar os dedos indicador e médio; • rechaço: ao se pedir ao paciente que flexione cotovelo contra resistência, ao retirar a mão, o braço do paciente tende a ir contra o tórax pela demora da ação da musculatura extensora; • tremor: tremor que se acentua ao final do movimento (tremor intencional). As lesões hemisféricas do cerebelo manifestam-se do mesmo lado afetado. Já a lesão do vérmis acarreta perda equilíbrio com alargamento da base de sustentação na posição bípede e marcha atáxica.

Tronco Cerebral: É composto pelos pedúnculos cerebrais, ponte de Varólio e bulbo (medula oblonga). 1.2. Medula Espinhal: Porção alongada do SNC, é a continuação do encéfalo, que se aloja no interior da coluna vertebral em seu canal vertebral, ao longo do seu eixo crânio-caudal. Ela se inicia na junção do crânio com a primeira vértebra cervical e termina na altura entre a primeira e segunda vértebra lombar no adulto, atingindo entre 44 e 46 cm de comprimento, possuindo duas intumescências, uma cervical e outra lombar. As principais funções da medula espinhal são: • conduzir impulsos nervosos do corpo para o encéfalo; • produzir impulsos nervosos coordenando atos como, por exemplo, o reflexo involuntário. Em torno da medula espinhal existe um líquido, de consistência semelhante à água: o líquor ou líquido céfaloraquideano. Esse líquido banha todo o sistema nervoso central,

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podendo, a partir dele, serem feitos dezenas de exames para diagnosticar doenças diversas, entre elas: • meningites (virais, bacterianas, fúngicas, por tuberculose, parasitárias), entre elas sífilis e AIDS; • sangramentos do SNC; • doenças degenerativas (esclerose múltipla); • alguns tumores. A medula espinhal pode ser sede de diversas doenças. A mais comum é a de origem traumática. A secção transversal completa da medula espinhal cervical alta provoca paralisia dos membros, dos músculos respiratórios e do diafragma (pentaplegia). A lesão medular peri-cervical baixa provoca paralisia dos quatro membros (tetraplegia). As lesões medulares torácicas ou lombares provocam paralisia dos membros inferiores (paraplegia ou paraplegia crural). A medula nervosa espinhal também pode ser sede de tumores, de doenças degenerativas, infecciosas e infartos vasculares (por isquemia ou hemorragia). Uma de suas principais áreas de irrigação sanguínea, na região torácica média, é originada da artéria de Adamkiewicks (oriunda da aorta torácica descendente). A obstrução ou lesão desta artéria causa infarto medular e consequente paraplegia. A medula nervosa espinhal não deve ser confundida com a medula óssea.

1.3. Reflexos: Comportamentos reflexos ou correspondentes são interações estímulo-resposta (ambiente-sujeito) incondicionadas. Os reflexos são reações corporais automáticas à estimulação, como por exemplo o reflexo patelar ou de Moro. Muitos reflexos permanecem entre os adultos mas o recém-nascido tem alguns reflexos "primitivos" que desaparecem na medida em que o córtex vai se desenvolvendo totalmente. 2. Organização funcional do tecido nervoso: 2.1. Divisões: • Na superfície do encéfalo se encontra a massa cinzenta, corpos de neurônios, região também chamada de córtex cerebral. Esta região é de extrema importância, pois nela são armazenadas as informações, percebidos os sentidos, processados os dados de estímulos externos e estimuladas contrações musculares. O córtex é dividido em

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A membrana exterior de um neurônio toma a forma de vários ramos extensos chamados dendritos. se encontra a massa branca. A medula espinhal ou raquiana. grande parte dos estímulos recebidos por ela é enviada ao encéfalo. Reações semelhantes ocorrem em muitos outros tipos 5 .. O espaço entre o dendrito de um neurônio e o axônio de outro é o que se chama uma sinapse: os sinais são transportados através das sinapses por uma variedade de substâncias químicas chamadas neurotransmissores. 2.2. como visão. cada uma num sentido diferente) através do corpo da célula até a uma zona chamada a zona de disparo. É aí que as correntes atravessam a membrana celular para o espaço extracelular e que a diferença de voltagem que se forma na membrana determina se o neurônio dispara ou não. Ela está localizada dorsalmente. no começo do axônio. A medula é capaz de controlar boa parte dos atos reflexos. e de uma estrutura a que se chama um axônio que envia sinais elétricos a outros neurônios. O neurônio é constituído pelas seguintes partes: corpo celular (onde se encontra o núcleo celular). Células do sistema nervoso: Neurônio é a célula do sistema nervoso responsável pela condução do impulso nervoso. cada um responsável por uma função. Os impulsos geram ondas de corrente elétrica (excitatória ou inibitória. dendritos e axônio. para a distribuição pelos vários centros. Pode ser considerado a unidade básica da estrutura do cérebro e do sistema nervoso. é o último componente do sistema nervoso central. mas apesar disso. a massa cinzenta está localizada mais profundamente e a massa branca mais superficialmente. Os impulsos nervosos são reações físicoquímicas que se verificam nas superfícies dos neurônios e seus processos. etc. Nela.• • • • área. audição. coordenação motora. a ponte e o bulbo também são de extrema importância. Os neurônios caracterizam-se pelos processos que conduzem impulsos nervosos para o corpo e do corpo para a célula nervosa. O córtex cerebral é um tecido fino composto essencialmente por uma rede de neurônios densamente interligados tal que nenhum neurônio está a mais do que algumas sinapses de distância de qualquer outro neurônio. sem a interferência do cérebro. Na região mais profunda. cerebelo. como controle de temperatura e controle da respiração (bulbo). Os neurônios recebem continuamente impulsos nas sinapses de seus dendritos vindos de milhares de outras células. centros. pois são centros de controle de várias funções importantes. interiormente ao canal vertebral. O cérebro. nela estão localizados os corpos dos neurônios e também seus axônios e dendritos. que recebem sinais elétricos de outros neurônios.

• seis pares de nervos sagrados ou sacrais. circulação do sangue. controle de temperatura e digestão. II . respectivamente). III .Nervo facial.Nervo olfatório.Nervo vago. Sistema Nervoso Autônomo . de acordo com a ordem de sua origem aparente. X . Nervos Raquidianos: Os 31 pares que saem da medula relacionam-se com os músculos esqueléticos.Nervo hipoglosso. XI . os nervos cranianos correspondem a doze pares de nervos. não são tecnicamente considerados nervos. reunindo-se em estruturas especiais chamadas gânglios espinhais. os pares de nervos cranianos I e II (nervo olfatório e nervo óptico. Essas raízes se unem logo após saírem da medula. Os corpos celulares dos neurônios que formam as fibras motoras localizam-se na medula.Nervo óptico.Nervo acessório. aumento da pressão arterial. 4. de onde deriva seu nome. Suas funções são independentes da vontade do indivíduo. Simpático: É o responsável por estimular ações que permitem ao organismo responder a situações de estresse. os 31 pares de nervos raquidianos distribuem-se da seguinte forma: • oito pares de nervos cervicais. Os corpos dos neurônios que formam as fibras sensitivas dos nervos sensitivos situam-se próximo à medula. 3.Nervo vestíbulococlear. Nervos Cranianos: São os nervos que possuem origem aparente (a origem aparente corresponde ao lugar onde o nervo aparenta sair do encéfalo. os nervos raquidianos são todos mistos. da seguinte maneira: I .Nervo abducente.Nervo trigêmo. • doze pares de nervos dorsais.SNA: Chama-se à parte do SN que está relacionada ao controle da vida vegetativa. Desse modo. Sistema Nervoso Periférico: 3. 3. que é motora. Apresenta dois sub-sistemas relativamente antagônicos: 4. e a raiz anterior ou ventral. VIII . Eles se formam a partir de duas raízes que saem lateralmente da medula: a raiz posterior ou dorsal. controla funções como a respiração. VII . que é sensitiva.Nervo glossofaríngeo. cujos caracteres estruturais se destinam a facilitar a transmissão dos impulsos a grandes distâncias. Os pares de nervos cranianos são numerados em algarismos romanos. • cinco pares de nervos lombares.Nervo oculomotor. Entretanto. VI . ou seja. IX . porém fora dela. IV . De acordo com as regiões da coluna vertebral.de células mas elas são mais notáveis nos neurônios. V . mas sim prolongamentos do SNC.2. embora classificados como nervos cranianos. enquanto a origem real é onde estão presentes os corpos celulares dos neurônios que formam o nervo) no encéfalo.1. Essas ações são a aceleração dos batimentos cardíacos. o aumento da 6 . Na espécie humana.1. XII .Nervo coclear.

• núcleo salivatório inferior . A grosso modo. É um processo que conecta pedaços de memória e conhecimentos a fim de gerar novas idéias.2. sua função é detectar os movimentos da cabeça para manter a estabilidade do corpo e auxiliar na visão já que as rotações da mesma precisam ser compensadas para que possamos ter uma visão clara sem ser borrada. enquanto neurobiólogos tendem a se ocupar da memória procedural.adrenalina. seja externamente. Visão. seja internamente. 5. no cérebro (memória humana). O aparato vestibular apesar de fazer parte do ouvido não tem funções relacionadas à audição. S3 e S4. 5. ajudando a tomar decisões diárias. psicólogos.nervo vago (X). as vibrações que chegam à cóclea provenientes do ouvido interno são transformadas em ondas de compressão que por sua vez ativam o órgão de Corti que é responsável pela transformação das ondas de compressão em impulsos nervosos que são enviados ao cérebro para serem interpretados. recuperar. • núcleo ambíguo . Os psicólogos e neurologistas distinguem memória declarativa de memória não-declarativa (ou memória procedural). Parassimpático: Parte do SNA cujos neurônios se localizam no tronco cerebral ou na medula sacral. • núcleo motor dorsal do vago . armazenar e evocar informações disponíveis. que por sua vez participam da formação dos seguintes pares de nervos cranianos: • núcleo de Edinger-Westphal . A cóclea tem um formato espiralado e é oca sendo preenchida por fluidos. 5. a concentração de açúcar no sangue e pela ativação do metabolismo geral do corpo e processam-se de forma automática. Audição e equilíbrio: Nos mamíferos o ouvido é dividido em três partes cada uma com suas funções próprias sendo as três indispensáveis para o seu bom funcionamento: • Ouvido externo. Paladar.1.nervo óculomotor (III). filósofos. É através dele que se pode saber por exemplo quando se esta com o corpo inclinado mesmo estando de olhos vendados.3. Organização do Sistema Nervoso: Funções integradoras do sistema nervoso e funções de armazenamento – memória: A memória é a capacidade de reter. • Ouvido interno: É composto pela cóclea e pelo aparato vestibular. De maneira geral. 4. nos segmentos S2. Olfato. Os sentidos: 5. 7 . sociólogos e antropólogos tendem a ocupar-se da memória declarativa.4. o sistema nervoso parasimpático é formado mais especificamente pelos seguintes núcleos de nervos cranianos. No tronco cerebral. 5. 6.nervo vago (X). independentemente da nossa vontade.2. requer grande quantidade de energia mental e deteriora-se com a idade. e a memória não-declarativa o como isto se deu.nervo glossofaríngeo (IX). a memória declarativa armazena o saber que algo se deu. • núcleo salivatório superior . em dispositivos artificiais (memória artificial).nervo facial (VII). • Ouvido médio. A memória humana focaliza coisas específicas.

ESTÍMULO ↓ RECEPTOR ↓ NERVO SENSITIVO ↓ VIAS CENTRAIS ↓ ÁREAS CORTICAIS 8 . A memória pode ser: • declarativa – é a capacidade de verbalizar um fato. São instântias da memória semântica as lembranças de aspectos gerais. O período para a formação destes traços se chama de período de consolidação. ou com quem se encontrou. 7. Memória. a memória episódica e a memória semântica.imediata – é a memória que dura de frações a poucos segundos.de longo prazo – é a memória com duração de meses a anos.3. São instâncias da memória episódica as lembranças de acontecimentos específicos. segundo diversos estudiosos. Neste caso existe a formação de traços de memória. 7.Mal de Alzheimer. uso abusivo da cocaína ou de outras drogas.1. 7. Estes fatos são após um tempo completamente esquecidos. mais difícil de ser perdida. . . o alcoolismo grave. deve ser trabalhada e estimulada. não deixando "traços".Outros fatores: O Mal de Parkinson. Fatores relacionados com a perda de memória: . Um exemplo desta a memória é a capacidade de lembrar do que se vestiu no dia anterior. Um exemplo é a capacidade de repetir imediatamente um número de telefone que é dito. Sensibilidade Somática ou Somestesia: Compõe-se de todas as modalidades sensoriais que permitem a um organismo se situar no espaço que o cerca e definir a posição de seu corpo nesse espaço. é a base do conhecimento. lesões vasculares do cérebro (derrames). o traumatismo craniano repetido e outras doenças mais raras também causam quadros de perda de memória. Como tal. É através dela que damos significado ao cotidiano e acumulamos experiências para utilizar durante a vida. • de procedimentos – é a capacidade de reter e processar informações que não podem ser verbalizadas. Encéfalo: Detecta os diversos tipos de estímulos e suas intensidades. .Amnésia.de curto prazo – é a memória com duração de algumas horas. nos estágios mais severos. como tocar um instrumento ou andar de bicicleta.Psicólogos distinguem dois tipos de memória declarativa. .2 Receptores Sensoriais: Neurônios especializados em transformar estímulos sensitivos em sinais nervosos. Classifica-se por sua vez em: . Receptores sensoriais 7. Ela é mais estável. Um exemplo é a capacidade de aprendizado de uma nova língua.

ácidos gaxos: receptores hipotalámicos 7. orgãos das extremidades dos pêlos. pressão. • Quimiorreceptores:  Gustação: receptores das papilas gustativas  Olfação: receptores do epitélio olfatório  O2 arterial: receptores dos corpúsculos carotídeo e aórtico  Osmolaridade: neurônios do núcleo supra-óptico  CO2 sangüíneo: receptores no bulbo. 9 . Efeito geral dos estímulos: Modificação do potencial de membrana do receptor (modificação na permeabilidade da membrana receptora). orgão tendinoso de Golgi). modalidades de sensações diferentes 2. terminações musculares (fusos musculares. Equilíbrio: receptores vestibulares 5. n. 1.. Tipos de estímulos: Som.7. t. 3. nos corpúsculos carotídeo e aórtico  Glicose. Adaptação dos receptores: Receptores tônicos: de adaptação lenta e não-adaptáveis. frio. luz.5. terminações nervosas alargadas. Tipos de receptores: • Mecanorreceptores: detectam deformação mecânica 1.9.6. terminações em buque (Terminações de Rufini). substâncias químicas.4.7. 7. Audição: receptores sonoros da cóclea 4. cones e bastonetes. aminoácidos. Origem do potencial de ação no corpúsculo de Pacini 7. receptores de frio e receptores de calor • Nociceptores: Receptores de dor. 7. Como o encéfalo detecta. Sensibilidade Diferencial dos Receptores: Especificidade estímulo-receptor. que determina uma sensação específica. terminações nervosas alargadas (Discos de Merkel). Corpúsculo de Krause). Sensibilidades táteis cutâneas (epiderme e derme): terminações nervosas livres. Sensibilidades teciduais profundas: terminações nervosas livres. encapsuladas. Pressão arterial: barorreceptores dos seios carotídeo e aórtico • Termorreceptores: detectam alterações na temperatura. ESTÍMULO ↓ POTENCIAL RECEPTOR OU POTENCIAL GERADOR (LOCAL E GRADUADO) ↓ POTENCIAL DE AÇÃO 7.8. calor. terminações nervosas livres • Receptores eletromagnéticos: visão. detectam a luz na retina. n. terminações encapsuladas (Corpúsculo de Meissner.  Somação temporal e espacial.. t. detectam lesões físicas ou químicas. 2. em buquê. intensidades diferentes  Cada feixe nervoso termina num ponto específico do SNC.

As disfunções cerebrais. neste caso. perceptivos.memória e elaboração) e 3. atenção. das cápsulas articulares. correlacionadas com a organização funcional do cérebro. 1. a partir de três unidades funcionais: 1) unidade para regular o tono. ou seja. O interesse pelo estudo dos mecanismos da atividade cerebral nos levou a buscar subsídios nas obras de um respeitado clássico da literatura neuropsicológica . a aprendizagem não se processa normalmente e. de aprendizado e de solução de problemas.linguagem. função de previsão. n. 67-70. Sem essa condição “sine qua non”. orgão tendinoso de Golgi. na expressão (surgirão distúrbios na ordenação.e a aprendizagem simbólica (conceitos.Função: manter o encéfalo constantemente informado do estado do corpo e sua relação com o ambiente. 10 . l966).Alexandr Romanovich Luria (l902-l977). Receptores fásicos: de freqüência ou de movimento. podemos compreender os processos mnêmicos. A contribuição deste exame também é extensiva ao processo ensino-aprendizagem em geral. planificação e execução (JOHNSON & MYKLEBUST. vol. de recepção (ocasiona problemas perceptuais). etc. bem como as lesões. CONTRIBUIÇÕES DA NEUROPSICOLOGIA PARA A PSICOLOGIA CLÍNICA E EDUCAÇÃO [Psicologia Escolar e Educacional. Ela também nos possibilita realizar um exame pormenorizado das alterações que surgem nos casos de lesões cerebrais locais. seqüencialização. 1997] LUCIA HELENA TIOSSO MORETTI & JOÃO BATISTA MARTINS Universidade Estadual de Londrina O objetivo deste trabalho é fazer algumas considerações acerca das possíveis contribuições da neuropsicologia para a psicologia clínica e educação. Função: detectam alteração da intensidade dos estímulos. 2/3. escrita. adaptação rápida. l983). Luria (1973) estabelece as relações entre as funções psicológicas e o funcionamento cerebral considerando o cérebro como um sistema interrelacionado. receptores da cápsula articular.). Consideramos a neuropsicologia como a ciência que tem por objeto o estudo das relações entre as funções do sistema nervoso e o comportamento humano (LURIA. Ex. de integração (surgem dificuldades na retenção . Através dela. leitura. Segundo ele.: Corpúsculos de Pacini. a investigação neuropsicológica permite conhecer a estrutura interna dos processos psicológicos e da conexão interna que os une. l966). assim como as maneiras pelas quais os processos psicológicos são alterados por essas lesões (LURIA.: fuso muscular. etc. a vigília e os estados mentais (área de projeção que abrange a formação reticular). o modelo neuropsicológico das dificuldades da aprendizagem preocupa-se em reunir uma amostra de funções mentais superiores envolvidas na aprendizagem simbólica as quais estão. interferem no processamento da informação que o aprendizado envolve: 1. podemos nos deparar com uma disfunção ou lesão cerebral. Ex. . memória. dentre outras atividades cognitivas. pois nos permite estabelecer algumas relações entre as funções psicológicas superiores . obviamente. 2. p.

área de associação que abrange parietal.) – vide Anexos. tais como o WISC . Estas. originalmente. na inclusão de cada item. a motricidade. (MACHADO. occipital e temporal secundários). 3) unidade para programar. 1. 4. No que se refere aos problemas de aprendizagem. e em 1967. a neuropsicologia pode instrumentar diferentes profissionais. os mecanismos subjacentes à função examinada. As áreas de projeção estão relacionadas com a sensibilidade.Matrizes Progressivas (é um conjunto de escalas não-verbais destinadas a avaliar a aptidão do indivíduo para apreender relações entre figuras e desenhos geométricos e perceber a estrutura do desenho a fim de selecionar a parte apropriada (entre várias) que completa cada padrão ou sistema de relações. são as próprias provas que compõem a avaliação psicológica tradicional . Neste processo ensino-aprendizagem. consiste de nove figuras (A. occipital e temporal primários. nos seus níveis sucessivos de evolução. etc. em nosso caso. memória. Ao fornecer subsídios para investigar a compreensão do funcionamento intelectual da criança. Os itens 11 . Sendo assim. o que gerava problemas tanto em relação à administração. 2. a escala para crianças em idade pré-escolar (WPPSI). sem auxílio mecânico). quanto ao conteúdo e à correção. regular e verificar a atividade (área de sobreposição que abrange as áreas pré-frontais e frontais). consideramos que a avaliação global da funções psicológicas deve levar em conta todo o mecanismo cerebral. foram desenvolvidas e publicadas em 1939 com a finalidade de oferecer um teste apropriado para a avaliação da inteligência de adultos. no geral. 3. a avaliação neuropsicológica é a única forma possível de se avaliar uma determinada função. 1981). etc. 1983. são usadas em parte pela necessidade de não sobrecarregar a avaliação que é em si longa. posto que somente quando a mesma é colocada à prova (mediante testes específicos). promovendo uma intervenção terapêutica mais eficiente. tais como médicos. portanto. 2. Bem utilizados. Tiosso (l989. e 8) que são apresentadas uma a uma. o exame menos sistemático decorrente da re-leitura neuropsicológica do próprio psicodiagnóstico clássico e de toda produção escolar dos dados da anamnese.. 7. para serem copiadas pelo sujeito em uma folha em branco. fonoaudiólogos. múltiplo enfoque. Quase todas as baterias de exploração neuropsicológica de crianças e adultos incluem testes do psicodiagnóstico clássico. Em 1949. podemos observar sua integridade ou comprometimento (LEFÈVRE. os testes tradicionais.o psicodiagnóstico. e as áreas de associação e de sobreposição estão relacionadas com funções psíquicas complexas: gnosias. construídos para a avaliação de crianças. 1988.Escalas Wechsler de Inteligência para Crianças (elaboradas para a avaliação de habilidades cognitivas. bem como da observação do comportamento. 5. surgiu a extensão para crianças em idade escolar (WISC). a investigação mais rigidamente conduzida sob a forma de uma bateria sistematizada. l993) tem assinalado que reprovações escolares têm múltipla etiologia. tanto para crianças como para adultos. Uma referência para a organização da bateria neuropsicológica. analisar e armazenar informações (área de projeção que abrange parietal. Raven .2) unidade para receber. MATOS. justificando. 6. linguagem. levando-se em conta. esquema corporal. l992). Teste Guestáltico Viso-motor de Bender (foi construído para fornecer um índice de maturação percepto-motora. Os testes até então utilizados tinham sido. psicopedagogos. MACKINNON & YUDOFSKY. psicólogos. portanto. emoções. Podemos definir a exploração neuropsicológica na infância em dois grandes grupos: l.

a "Coloured Progressive Matrices" destinada a crianças entre os 4 e os 10 anos. cuja escolha é determinada pela dinâmica do caso. o que nos permitirá avaliar a sua eficácia e aplicabilidade no que diz respeito aos distúrbios de aprendizagem e conduta. Teste de Apercepção Temática . São mostradas ao sujeito 20 pranchas numa série de duas sessões.TAT (para pessoas acima de l0 anos e adultos. reproduções de quadros ou de gravuras. trazer grande contribuição sobre o funcionamento cerebral. função sensitiva. através da avaliação neuropsicológica. O testando dispõe de 5 minutos em média para contar uma estória inspirada pelas imagens de cada prancha. Da mesma forma. 2. O teste é composto por uma série de dez quadros representando diversas situações cujos personagens são animais. em uma sessão apenas.). Exame Neuropsicológico (CHIRSTENSEN. Ao final de cada estória pede-se ao examinando que lhe dê um título. consiste num total de 31 imagens. para aplicação em crianças de 3 a 10 anos de idade. sobretudo as que apresentarem dificuldades na esfera afetivo-emocional. Teste de Apercepção Temática para Crianças .). fala receptiva. objetivamos. organização acústico/motora. aritmética. 3. crianças com distúrbios no processo ensino-aprendizagem. função visual. Normalmente. alguns psicólogos realizam a aplicação de 12 pranchas. 12 . fotografias. onde falta uma parte e para a qual existem 6-8 alternativas de escolha. 1975): onde foram avaliadas as funções motoras. formada por 36 itens coloridos. com os quais as crianças se identificam mais fácil e prontamente. As 11 restantes são aplicadas numa terceira sessão caso o psicólogo ache apropriado ao caso. memória. 3. que foram encaminhadas para a clínica psicológica da UEL com a queixa de dificuldades de aprendizagem e problemas de conduta. Além disso.) ou outras modalidades de desenho infantil podem. assim como do TAT. estabelecer as correlações entre alguns itens da avaliação neuropsicológica inspirada em Luria (CHRISTENSEN. 4. porém. Anamnese com os pais da criança. a necessidade de uma segunda sessão para completar o teste. com essa pesquisa. todas com significações ambíguas. Existem três escalas devidamente diferenciadas: 1. uma sessão é utilizada para a aplicação deste teste. Durante a narração das estórias o psicólogo poderá perguntar mais detalhes sobre as mesmas ou incentivar o sujeito durante o processo de criação. com o presente estudo. organizados (itens e séries) segundo um grau crescente de dificuldade. escrita/leitura. Redação com tema livre. quando analisados sob o prisma neuropsicológico. Que foi a utilizada na nossa investigação. 1975) e alguns testes tradicionais utilizados no psicodiagnóstico. 2. pretendemos analisar.CAT (é uma adaptação do TAT. Não é incomum. estudantes nas séries iniciais do primeiro grau. processos lógicos.são figuras geométricas (analogias perceptivas na forma de matriz). Assim. fala expressiva. Após a aplicação segue-se um inquérito cuja finalidade é descobrir quais elementos deram origem às idéias das estórias. As imagens são constituídas por desenhos. realizada por Leopold Bellak e Sonya Sorel Bellak em 1949. a "Advanced Progressive Matrices" formada por 36 itens e destinada a sujeitos adultos. porém. Material Para o psicodiagnóstico foram utilizados os seguintes instrumentos: 1. a versão estandardizada composta por 60 itens repartidos por cinco séries de 12 itens cada. MÉTODO Sujeitos Participaram desta pesquisa 12 crianças com idades entre 8 e 13 anos. Entrevista com a criança.

bem como das dificuldades encontradas por ela. etc. as crianças “que vão mal na escola” são avaliadas exclusivamente em função de seus processos cognitivos. complementados pela anamnese e entrevista com as crianças. 1980). O conjunto dos instrumentos utilizados nos possibilita uma avaliação global das capacidades da criança. Estes dados nos possibilitam estabelecer uma relação entre o teste neuropsicológico com os dados obtidos nos testes anteriores. 6. nosso “olhar” deve convergir todos os aspectos envolvidos nos processos de aprendizagem. junto aos demais 13 . nos indicam que as crianças têm um nível elevado de angústias e ansiedades frente ao aprender. Quanto aos resultados na Prova de Imitação de Gestos. Teste Guestáltico Viso-motor de Lauretta Bender (CLAWSON. A avaliação neuropsicológica revelou que as crianças não apresentaram comprometimentos oriundos de lesão cerebral. caracterizando. as crianças apresentaram uma dinâmica de personalidade carregada de intensos conflitos. As provas selecionadas para avaliação neuropsicológica são compostas de itens verbais e não-verbais. A pesquisa ora realizada nos sugere que os aspectos afetivos e emocionais devem ser considerados tanto na avaliação como no encaminhamento destas crianças. de forma concreta. o papel da afetividade e das emoções na determinação desse tipo de dificuldade. 7. baixa frustração. em duas salas de Ludoterapia. Procedimento As aplicações dos testes foram individuais. qual seja. os escolares não apresentaram dificuldades na resolução dos itens requeridos. sob nossa supervisão. Nos itens diretamente relacionados com a escrita/leitura e raciocínio lógico matemático. Como foi assinalado. 1986). Teste de Imitação de Gestos de Berges/Lezine (BERGES & LEZINE. da redação (no que diz respeito ao seu conteúdo). quanto ao seu desempenho no dia-a-dia. No que diz respeito à avaliação neuropsicológica. o que pode estar subjacente à dificuldade de elaboração de sínteses no plano cognitivo (apontado pela avaliação neuropsicológica). Ou seja. este instrumento nos permite elaborar e organizar. RESULTADOS E DISCUSSÃO A análise qualitativa dos testes (Teste Guestáltico Viso-motor e Teste Desenhoestória). o que se expressa através de sentimentos de ambivalência. As provas foram aplicadas e avaliadas por acadêmicos. as crianças apresentaram dificuldades na realização de sínteses nas relações entre partes e todo: ou elas consideravam o todo em detrimento das partes.5. conflitos em relação às ações e conteúdos bons e maus e sentimentos cindidos. ambivalências. com 50 minutos de duração cada sessão. as quais são específicas ao desenvolvimento do estudo. Os resultados nos levam para uma questão sempre presente nas discussões acerca das crianças com dificuldades de aprendizagem. Geralmente. Os exames foram realizados junto à Clínica Psicológica do Centro de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Londrina. 1987). o processo inibitório na aprendizagem. os quais. portanto. os dados diagnósticos. ou vice-versa. adequadas às faixas etárias das crianças do estudo. Não se trata de "rotular" ou "enquadrar" a criança como integrante de grupos problemáticos e sim evitar que tais dificuldades possam impedir o desenvolvimento salutar da criança. uma dinâmica de relacionamento interpessoal e familiar bastante conflitiva. Teste Desenho Estória (TRINCA.. utilizam muitas defesas.

(c1960). Psiquiatria. (l966). P. Tradução do francês de Cleonice Paes Barreto Mourão e Consuelo Fortes. & Myklebust. Luria. Johnson. R. H. Roma. Buenos Aires: Guadalupe. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Berges.htm - - - 14 . (c1978). (l983). Neuroanatomia Funcional. Trinca. L. (1993). (l988). Adaptação da Investigação Neuropsicológica de Luria. S. Instituto de Psicologia da USP. Distúrbios de Aprendizagem. The Working Brain. Tiosso. Università Degli Studi di Roma "La Sapienza". Procedimento Desenho-Estória. (l987). B. São Paulo: Atheneu. El Test Guestático Visomotor Para Niños. Tradução do inglês de Jurema Alcides Cunha. Jornal Bras. (l973). Teste de Imitação de Gestos. (l980). R. L.htmlucia. lucia. Avaliação Psiquiátrica.Paulo: EPU. Porto Alegre: Artes Médicas (c1978). M. Bender Infantil. (l98l). Tradução do inglês de Maria Zanella Sanvicentes. Lefèvre. New York: Basic Books. (l989). Manual para Exame Psicológico da Criança. Porto Alegre: Artes Médicas. (l968). Matos. Dificuldades Na Aprendizagem da Leitura e Escrita : Uma Visão Multidisciplinar. (c1986). H. Clawson. S. H. Pesquisa do Programa do Pós-Doutorado. Porto Alegre: Artes Médicas. Luria's Neuropsychological Investigation Text and Manual. (l975). auxilia a elaboração de um diagnóstico mais completo. Tese de Doutorado. New York: Basic Books. Paulo: Mestre Jou. S. R. Tiosso. Zazzo. I. R. A. R. Contributo Dalla Neuropsicologia Alla Psicologia Clínica e All'Educazione. C. São Paulo. A. Curso de Neuropsicologia. New York: Spectrum. W. Koppitz. S.instrumentos empregados na avaliação. An Introduction to Neuropsychology. (l986). (1984). Luria. & Lezine. H. Mackinnon. Tradução do inglês de Maria Cristina Goularte. Tradução do francês por Luis Darós. A. A. 41(8):375-378. A. Paulo: Pioneira. D. A. & Yudofsky. Christensen. E. (1992). (l983). J. Higher Cortical Functions in Man. Machado. Neurobiologia. 46(2):l4l-l70.

pagou mais 2 reais.. How far is it from London to New York? 30. o Avião? 13.. Amarelo – Vermelho 12.. São Paulo e Lisboa? 26.. She paid 2/3 of what the bicycle cost new. Who invented the electric light? Informação 22. Canadá? 18..5 6 – 16 16 – 89 6 Alterações nos Itens do WISC-III e WAIS-III Teste WISC-III Item original* 13. .... Qual o preço de um rádio novo? WAIS-III Semelhanças Aritmética Para each chocolate including sales tax? para presente. José comprou 6 canetas 1. Yellow – Green 3. Beto comprou um rádio segunda mão por 28 Reais. Canadá? que fossem embrulhadas 3. What does turbentine come from? 23. incluindo o papel de presente? 11. dollar.. . .ANEXOS: Escalas Wechsler de Inteligência Segundo o Ano de Publicação e Faixa Etária a que se Destinam Escala Wechsler-Bellevue Intelligence Scale – Form I Wechsler-Bellevue Intelligence Scale – Form II Wechsler Intelligence Scale for Children Wechsler Adult Intelligence Scale Wechsler Preschool and Primary Scale of Intelligence Wechsler Intelligence Scale for Children– Revised Wechsler Adult Intelligence Scale – Revised Wechsler Preschool and Primary Scale of Intelligence – Revised Wechsler Intelligence Scale for Children– Third edition Wechsler Adult Intelligence Scale – Third edition Wechsler Abbreviated Scale of Intelligence – 89 Ano de publicação 1939 1946 1949 1955 1967 1974 1981 1989 1991 1997 1999 Faixa etária 7 – 69 10 – 79 5 – 15 16 – 64 4 – 6. .. How much did he pay for colegas e pagou 16 reais. . How much did it cost new? Subteste Item adaptado 12.60.. Monteiro Lobato? 16.. . Who was Christopher Columbus? 18..5 6 – 16 16 – 74 3 – 7. . . Ele pagou 2/3 do preço de de 8. Who wrote Hamlet? 9. Becky bought a second-hand bicycle for 28 Aritmética um rádio novo. Who was Anne Frank? 25. o Látex? 21. Jesse bought 6 pieces of chocolate for $ 12. França? 29. Quanto ele pagou por cada caneta. .Pedro Álvares Cabral? 20. On what continent is Brazil? 20.. What is the capital of Greece? 29. Romeu e Julieta? 8.. Na additional 20 cents sales tax was para distribuir entre os added to this price. On what continent is Brazil? 15 ...

What does this saying mean: “Shallow brooks are noisy.. ... Who wrote Faust? 7.. ..? 11. Monalisa? 15. WAIS-III = Wechsler (1997)..Informação período 10. Critérios de Início da Aplicação dos Subtestes no WISC-III e no WAIS-III nas Versões Original e Adaptada Critério de início Teste WISC-III Subteste Versão original* 8 a 10 anos: item 5 Informação 11 a 13 anos: item 8 14 a 16 anos: item 11 6 anos: item 1 Aritmética 7 e 8 anos: item 6 9 a 12 anos: item 12 13 a 16 anos: item 14 6 a 8 anos: item 1 Vocabulário 9 e 10 anos: item 3 11 a 13 anos: item 5 14 a 16 anos: item 17 WAIS-III 6 e 7 anos: item 1 Completar 8 a 9 anos: item 5 figuras 10 a 13 anos: item 7 14 a 16 anos: item 11 Arranjo de 6 a 8 anos: item 1 figuras 9 a 16 anos: item 3 Completar Item 6 figuras Vocabulário Semelhanças Item 6 Nota. Jr. . Fonte: * WISC-III = Wechsler (1991).” 7. Who painted the Sistine Chapel? 28. “Cão não Nota.” 18. Tiradentes? 17.. Fonte: * WISC-III = Wechsler (1991). Os Lusíadas? o Compreensão que ladra morde.. Who was President of the United States during the Civil War? 18. . Brasil durante chamado Estado Novo? 16. .. Versão adaptada 8 a 13 anos: item 8 5 14 a 16 anos: item 12 6 e 7 anos: item 1 8 e 9 anos: item 8 10 a 13 anos: item 10 14 a 16 anos: item 13 6 a 16 anos: item 1 6 anos: item 1 7 a 9 anos: item 3 10 a 16 anos: item 6 6 a 16 anos: item 1 Item 3 Item 4 Item 1 Item 1 16 . Who was Martin Luther King. WAIS-III = Wechsler (1997)..

O diagnóstico da dificuldade pode ser muito precoce. Antoniuk CRM 6753 Aproximadamente 20% das crianças apresentam dificuldades na aprendizagem escolar. o aluno merece uma atenção especial e deverá ser encaminhado à orientação pedagógica da escola que já deve estar ciente do caso. Aquela criança.Critérios de Suspensão da Aplicação dos Subtestes no WISC-III e no WAIS-III nas Versões Original e Adaptada Teste WISC-III Subteste Versão original* Informação 5 Semelhanças 4 Vocabulário 4 Compreensão 3 Completar figuras 5 Arranjo de figuras 3 Raciocínio matricial Critério de suspensão Versão adaptada 8 8 6 6 9 6 4 erros consecutivos WAIS-III 4 erros consecutivos ou 4 erros em 5 itens consecutivos Nota. variação metodológica dentro da sala de aula. Emília Ferreira relata em seu livro que até 15% das suas crianças não evoluem adequadamente nas fases de aprendizagem. O desenvolvimento da linguagem e grafismo ajudam muito a professora a identificar estes problemas. o professor deve ter a capacidade de identificar o melhor para a criança utilizando. deve ser identificada e acompanhada de perto. Este grupo de crianças é de riscos para dificuldade ou das funções e deverá ser observado. O professor desempenha um papel importante na identificação da dificuldade. se possível. devemos lembrar de que muitos fatores interferem na aprendizagem. Neste caso. a família. Cuidado! Esta criança que não “clica” pode ter uma dificuldade mais importante que necessita de atendimento e avaliação especializada. o método da escola pode dificultar a aprendizagem de uma criança com dificuldades na percepção visual quando se utilizam métodos visuais (ensino de frases e textos). O professor e a escola. São crianças muitas vezes consideradas como imaturas que não evoluíram satisfatoriamente. o médico tende a buscar a causa na criança. métodos auditivos são mais indicados. Por exemplo. Porém. DIFICULDADES NA APRENDIZAGEM Sérgio A. Assim. aos 6 anos iniciam o primeiro ano no pré-silábico ou silábico e chegam ao 2º. a sociedade envolvem aspectos sócio-culturais importantes para o aprender de uma criança. que não adquire conhecimento como os colegas. 17 . Por exemplo. à nível de maternal e jardim. semestre nesta mesma fase de desenvolvimento. WAIS-III = Wechsler (1997). Após alguns meses de trabalho (3-6 meses) dentro da sala de aula sem um progresso na aprendizagem. Inicialmente. Fonte: * WISC-III = Wechsler (1991).

ou juntá-las em palavras ou frases.É uma situação passageira. É importante que o professor conheça cada um de seus alunos e esteja atento às dificuldades de cada um. Ora. quadrado ou triângulo. em um momento da vida da criança. Série primária. deve-se tomar muito cuidado em respeitar o nível cognitivo da criança. uma criança de 5 anos que não apresenta capacidade para identificar e desenhar alguns símbolos como o círculo.. mas necessita para sua aprendizagem. O professor deve levar em conta que a aprendizagem só se dá ligada à parte afetiva da criança. muitas vezes. por exemplo. O que fica para trás torna-se cumulativo. para que essas não se transformem num problema. São aqueles casos que chegam no pré-primário sem prontidão para a 1ª. tanto do professor com os alunos. Trabalha-se com essa dificuldade e ela obtém sucesso. a criança não consegue realizar uma divisão. A repetição neste caso não é uma boa estratégia. Grau. Com a identificação de um mau rendimento escolar de uma criança. deve ser vista como um quadro mais preocupante. deveremos raciocinar em diferentes níveis de dificuldade: 1. isso é tempo perdido. Afeta transitoriamente a uma certa área. até que seja possível a superação da dificuldade. ao chegar no final do ano com esta dificuldade deverá ser avaliada cuidadosamente. Quando o professor detecta que um aluno não está conseguindo assimilar determinado conteúdo. como destes entre si.) que exercem o principal papel na formação da criança. ter sempre presente a situação concreta. produzindo uma aprendizagem duradoura. orientadoras pedagógicas. Ela não consegue compreender assuntos abstratos. mas não consegue compreender realmente do que se trata. necessita de atendimento. Ela precisa primeiro compreender. repete-a como um papagaio.. isto é. depois transformar em palavras. é importante que desenvolva estratégias variadas. Isto significa que não se pode transmitir conteúdos à criança. Para evitar surgimento de dificuldades. É preferível trabalhar com menos conteúdo. mas na semana seguinte nada mais sabe. Estas crianças devem ser avaliadas e muitas vezes há indicação de repetição do Pré-primário. Para isso é imprescindível que se adote uma metodologia de interação. A criança ainda não tem a mesma compreensão da linguagem que tem o adulto. entre os 07 e 11-12 anos de idade está numa fase de intensa atividade intelectual.ª) DIFICULDADE TRANSITÓRIA EM UMA ÚNICA ÁREA . transformando-se num obstáculo à aprendizagem posterior. 18 . Conhecemos a realidade da criança que estuda para uma avaliação: até se sai bem. Não se pode separar aprendizagem de afeto... Se os conteúdos lhe são passados verbalmente sem a atividade anterior sobre eles. iniciando o primeiro ano do 1º. Uma outra situação é a criança que não consegue identificar e escrever letras. que não interpreta histórias simples. Esta criança. por isso o professor deve usar de muita criatividade na abordagem de diferentes facetas de um mesmo ponto a ser estudado. muita oportunidade de questionamento e trabalho em grupo.Por exemplo. etc. que não percebe cores básicas (branco e preto). Ela precisa operar sobre eles. Ela pode ter uma disfunção cerebral e. a criança se prende à linguagem. colocando o assunto de diferentes maneiras. simplesmente. Os principais elementos para identificação destas dificuldades são os profissionais da escola (professora. mas permitir que a criança opere sobre ele. Esta.

o álcool e a maconha também interferem na aprendizagem. mas não é impossível. anti-asmáticas. Havendo defasagem em relação aos conteúdos. Se a interferência for de origem emocional. causando desatenção nas crianças.Uso de medicamentos cujos efeitos colaterais interferem na aprendizagem. o nível intelectual é normal.Drogas como a cocaína. A criança fica impossibilitada de pisar no décimo degrau. • Medicamentos: . Devemos identificar estas crianças e orientá-las adequadamente. A estrutura cognitiva está intacta. não do momento atual. A construção do conhecimento é semelhante a uma escada. antialérgicas causam sonolência. . por motivo de mudança. irritabilidade ou hiperatividade. mas mesmo assim provoca insucessos.é uma situação mais preocupante. . não há nada de orgânico. Quando a situação já está instalada.. O trabalho de orientação e atendimento desta dificuldade é muito gratificante com bons resultados na maioria das vezes. .Didática deficiente ou inadequada que não permite a criança constituir o seu conhecimento. a criança pode ter saído muito bem na primeira e apresentar uma defasagem global na segunda. vídeo-game.salário. etc. . • Família: . • Culturais: Crianças que mudam de país e precisam se adaptar a outra língua e cultura. como superproteção. necessária se faz.Falta de estimulação . conflitos familiares. exigentes) não conseguem assimilar os novos conteúdos. ausências de rotinas de estudo.2. se antes não pisou nos anteriores. Suas pernas não alcançarão. Pode ser grave e envolve aspectos sociais.Família desorganizada: excesso de atividades extra-escolares como balé. Atenção especial deve ser enfocada no Ciclo Básico.Medicações antieplépticas. torna-se um pouco mais difícil sua superação em sala de aula. uma avaliação minuciosa para detectar em que se encontra a criança em relação aos conteúdos que deveria ter assimilado e que se crie um programa para reestruturar esse conhecimento. excesso de televisão. falta de reciclagem. se deve fazer o possível para conseguir um auxílio profissional que possa desbloquear a área conflituosa. formação insuficiente. Por exemplo: • Escola: . culturais e emocionais.ª) DIFICULDADE GLOBAL (PROBLEMA) . Portanto. informática. não existe perspectiva futura. a despeito de todos os esforços realizados. . esportes.A criança é transferida de uma escola menos exigente para uma outra mais exigente. transferência ou uma didática anterior deficiente. mas - 19 . que é um método adequado para crianças normais.Crianças muito dependentes ou com problemas emocionais (pais alcoólatras. principalmente nos adolescentes. precisamos lhe fornecer ajuda para que suba de degrau a degrau. até atingir o esperado. mas do ponto em que iniciou a defasagem. possibilitando a abertura para a aprendizagem. Sócio-econômico baixo: não há exigências da família. Tanto na dificuldade transitória como na global.

aquela criança em que a alfabetização só ocorre aos 8 anos de idade.Há entretanto outros níveis de dificuldades que afetam a estrutura cerebral com potencial mais limitado de melhora após tratamento. Deve-se considerar que as “disfasias” são quadros preocupantes e graves. quando na verdade o seu impedimento não é a nível intelectual. déficit visual (cegueira) também interferem no rendimento escolar. Uma área do cérebro não funciona adequadamente. etc. A seguir descreveremos estas outras interferências na aprendizagem: . memória. e a criança não evolui. a criança adquire um ritmo normal ou quase normal de aprendizagem em alguns meses de trabalho. diferentes da “dislalia” ou “atraso simples da linguagem” em que ocorrem trocas simples e evoluem para melhora rapidamente com atendimento fonoaudiológico e que estão relacionados à maturidade menor e fatos ambientais. Essas crianças sofrem muito e muitas vezes são confundidas como criança pouco inteligente.representam situações em que a criança apresenta um “atraso” na aprendizagem em um momento da sua vida.ª) IMATURIDADE FUNCIONAL . 4. O restante do cérebro está intacto.Nestes casos.) que não são vistas nos exames realizados como o Raio X de crânio. O risco desta criança em apresentar dislexia ou disortografia na idade escolar é muito grande. as palavras. nesta idade ou até antes. uma incapacidade de identificar as letras e. o comprometimento é importante: são crianças que não elaboram frases.o papel da professora e/ou orientadora escolar é muito importante nestes casos. Repetimos. “aço” por palhaço) com 3 ou 4 anos de idade.. Em estudos anátomo-patológicos. Esta disfunção cerebral afeta áreas específicas relacionadas à linguagem. deve-se ficar atento para outro fator causal desta dificuldade (disfunção ou causa emocional.permite crianças com incapacidade para alfabetização (ou não alfabetizada) à 4ª série (a lei exige). O atendimento fonoaudiológico deve ser precoce. etc. por exemplo de 6 meses. aquela responsável pela percepção e análise visual.). raciocínio. 3. expressam as partes finais das palavras (“eta” por borboleta. Deve-se dar um tempo para a criança para que ela não entre em ansiedade. atenção. socialmente são normais e apresentam informações verbais adequadas. Por exemplo. consequentemente. cálculo. motricidade.. Tomografia e Ressonância Magnética. as crianças são inteligentes. Suas dificuldades ocorrem em áreas específicas: por exemplo. escrita. Na imaturidade.Hipoacusia (surdez). neste caso. mas de execução. se passa um tempo. etc. • Doenças: .ª) DISFUNÇÃO CEREBRAL (OBSTÁCULO FUNCIONAL) . preguiçosa.. 20 . Há disfunção do lobo frontal na primeira (área de broca) e do lobo temporal na segunda (área de Wernick). desleixada. Clinicamente.a criança pode ter dificuldade à nível de expressão (disfasia expressiva) ou compreensão (disfasia compreensiva). leitura. alguns autores encontraram micro lesões no córtex cerebral (lesões microscópicas como alterações dos neurônios. As principais disfunções são e ocorrem nas seguintes áreas: • Linguagem: a) Disfasia . . das sinapses..

O distúrbio se encontra a nível das funções de percepção. O quadro básico é de uma criança que apresenta dificuldade para identificação dos símbolos gráficos. 123 x 213 Substituição de letras gogar x jogar.Por translação: 21 .é uma dificuldade duradoura na aquisição da leitura. mas silabada. Indicadores de Disgrafia Exemplos Inversão de letras ne x en. Para se constatar uma dislexia. a complexidade. Isto significa que apenas aos 8-9 anos podemos afirmar que a criança é disléxica. . b) Dislexia . translação. etc.a criança não deve ter bloqueios emocionais que a impeçam de aprender.A disartria é caracterizada por voz arrastada. a disgrafia se subdivide em disgrafia específica ou propriamente dita e disgrafia motora. c) Disgrafia . de acordo com a divisão tradicional. as palavras e as frases. Necessita de um plano de leitura que inicie por livros muitos simples. . mas motivadores. mas também de fatores emocionais (restrição do eu.). denomina-se simplesmente disgrafia. areonautas x aeronautas Inversão de sílabas penvasa x pensava Inversão de números 89 x 98. sílaba. A área do cérebro responsável por estas funções se encontram à nível do lobo occipital e parietal. independente de classe socio-econômica. na segunda. Os indicadores que se consideram para a disgrafia recebem os mesmos nomes que os indicadores de dislexia. com uma didática adequada. exclui-se a imaturidade. pois terá muita dificuldade na fixação dos fonemas. aumentando gradativamente e só a medida que lhe for possível. etc. A criança disléxica não deve ser alfabetizada pelo método global. lenta. substituição. o que altera a forma da letra. A isto. irnão x irmão Substituição de sílabas ponta x pomba Substituição de palavras menino x ninho. A isto. porém não na impossibilidade para a aprendizagem da escrita de uma língua. O quadro de dislexia pode variar desde uma incapacidade quase total em aprender a ler.) e.Por reiteração: quando se agrega uma mesma letra. apenas observa-se que na primeira estes ocorrem na escrita (inversão. omissão. Assim. uma vez que não consegue perceber o todo. até uma leitura quase normal. denomina-se discaligrafia. entendendo-a não somente como o resultado de uma alteração motora. . sem automatização.deve ter tido pelo menos dois anos de escolaridade. Surge em 7 a 10% da população infantil. lindo x grande Substituição de números 3225 x 325 Casos especiais de agregado: . é preciso descartar algumas outras situações que não devem ser confundidas: . palavra ou número (passassada por passada).não deve ser nova demais para a alfabetização. Precisa de um trabalho fonético e repetitivo. memória e análise visual. principalmente. mas o sistema simbólico não. agregado. Na primeira delas não se estabelece uma relação entre o sistema simbólico e as grafias que representam os sons. Está relacionada à lesão motora e não à área da linguagem leitura (dislexia). isto é. pois se exclui a didática deficiente.o termo disgrafia é a dificuldade (parcial). na leitura. A segunda ocorre quando a motricidade está particularmente em jogo.

. O professor deve trabalhar a conscientização do aluno para sua melhor performance e reforçá-lo positivamente sempre que a alcance. Pode ocorrer defeito motor ou apenas a nível de integração (neste caso. Não adianta trabalhar por repetição. .distorções ou deformações.muitas vezes acompanha a Dislexia. Alguns autores chamam este último quadro de discaligrafia ou disgrafia motora. Quando há dificuldade apenas na produção de uma letra proporcional e legível a disfunção ocorre predominantemente no lobo frontal ou no cerebelo. como por exemplo: em “s” e “ss”.ambas combinadas. tremidos. x por favor. 22 . Os graus de comportamento são variáveis. Não se obtém uma produção mais adequada repreendendo-se a criança. números ou palavras. por vezes. Deve-se comparar sua própria obra para obter um parâmetro de sua melhor produção. Omissão de letras tabém x também Omissão de sílabas prinpal x principal Omissão de palavras por não voltar. etc. filiformes.micrografia.: “mea aproximei” por “me aproximei”. a criança vê a figura. que para esse aluno é inatingível. a conscientização da audição em outros casos. isto é.prospectiva: Ex. A criança escreve seguindo os sons da fala.dificuldades nos enlaces. Esta situação não é um desleixo ocasional e sim uma deficiência constante. É a impossibilidade de visualizar a forma correta da escrita das palavras. Os casos em que ocorre um distúrbio importante da integração viso-espacial e motricidade representam disfunção a nível do lobo parietal e frontal. d) Disortografia .. A criança consegue falar e ler e as dificuldades que ocorrem na execução de padrões motores para escrever letras. não voltar Omissão de números 32 x 302 Dissociação de palavras ci ne x cine Contaminação de letras fortese x fortes Contaminação de sílabas sedeitou x se deitou Contaminação de palavras haviaúma x havia uma Ignorância de uma grafia (dificuldade para resíduo agráfico num sintoma disgráfico evocar e representar uma grafia) O termo disgrafia motora (discaligrafia) consiste na dificuldade de escrever em forma legível. . disárticas (fala lenta). torna-se incompreensível. . usando a lógica quando isso é possível. . mas pode também vir sem ela. desequilibradas.inclinação inadequada. Os indicadores mais comuns da discaligrafia são: .retrospectiva: Ex. Este deve ser o objetivo a ser alcançado e não a perfeição. .. .aglomerações. Geralmente estas crianças são hipotônicas. continuará escrevendo-a erroneamente. e sua escrita. mas não sabe fazer os movimentos para escrever as letras).: “toma tosopa” por “toma sopa”.macrografia. “i” e “u” etc. É preciso trabalhar de outras formas..traçados reforçados. . mesmo que escreva a palavra vinte vezes.

Fonoaudiologia) devem ser indicadas quando necessárias. e) Discalculia . há dificuldade de atenção para os conteúdos ensinados. no clube ou em qualquer outro ambiente. inteligentes sem dificuldade de aprendizagem e que exigem uma atenção especial da escola e da família. não se organizam nas tarefas. Assim. intensa). são impulsivos. Muitas vezes. É um quadro bem mais raro e quase só acontece acompanhado de síndromes.é a incapacidade de compreender o mecanismo do cálculo e a solução dos problemas. que lhe impede a aprendizagem verdadeira. A criança pode apresentar dificuldade na aprendizagem escolar (algumas vezes associadas a outras disfunções) ou distúrbio de conduta. A intensidade é variável (leve. Estas dificuldades devem ocorrer na escola. criança portadora desse quadro tende a ser desorganizada. ela não é capaz de compreensão e usa a estratégia da mecanização. No diagnóstico diferencial devemos considerar: 1) Crianças normais “super ativas”.. As conseqüências podem ser diversas como falta de atenção. interpretação de textos lidos ou ouvidos) há também envolvimento das áreas visuais (lobo parietal e occipital). A disfunção ocorre à nível de lobos parietais e occipitais. perdem a atenção frente a qualquer estímulo externo. melhorando sua produção. F por V (faca/vaca). há história de movimentos acentuados da criança intra-útero. também. Ano. Não param na carteira. O professor. É necessário tentar inverter esse círculo vicioso. moderada. Ocorre predominantemente em meninos com início antes dos 7 anos. até 60% dos casos podem-se beneficiar com medicamentos estimulantes (metilfenidato) ou anti-depressivos. a mãe ou irmãos 23 . Se isto não lhe é permitido e lhe são exigidos logo números grandes e situações-problema abstratas. O déficit de atenção pode estar associado ou não à Hiperatividade.. escola e de outros familiares ou pessoas do ambiente da criança. Apoio psicopedagógico e outras terapias (Psicoterapia. sendo indicado tratamento nos casos mais preocupantes.é um quadro em que os impulsos a nível cerebral se dão numa velocidade muito acima do normal. f) Déficit de Atenção (com ou sem hiperatividade) . em função de uma didática inadequada e excesso de conteúdos. Com isso. distúrbios do sono no primeiro ano e excesso de movimentos aos 3-4 anos de idade. Não devemos considerar toda criança hiperativa como de causa neurológica. impulsividade e agressividade e. reforçando a criança em pequenas atitudes positivas. Este quadro neurológico está relacionado às disfunções neuro-químicas (neurotransmissores) que ocorrem principalmente à nível da Substância Reticular (no tronco cerebral) e gânglios da base. desastrada. no lar. O que ocorre com maior freqüência é uma estruturação inadequada do raciocínio matemático. A criança de primeira série não tem condições de operar sem o concreto e precisa estruturar demoradamente a construção do número e o raciocínio de situações problema. desleixada.A disortografia pode ser observada na realização do ditado onde se apresentam trocas relacionadas à percepção auditiva: por exemplo. Na Pré-escola e início do 1º. a disfunção ocorre à nível do lobo temporal. O tratamento medicamentoso deve ser acompanhado de mudanças de conduta da família. Na escrita espontânea (por redação. perdem o material. etc. recebe repreensões freqüentes que prejudicam sua auto-imagem. para que perceba que é capaz de coisas boas e volte a acreditar em si.

Afeta a criança como um todo.ª) LESÃO CEREBRAL . das Graças. Psicoses da Infância .Especialista em Neurologia Infantil pela Academia Brasileira de Neurologia e Sociedade Brasileira de Pediatria. Os professores não devem se colocar a serviço da seleção social.Chefe do Serviço de Neurologia Infantil do Hospital N. auditivo ou visual. . quer dizer. Pode ser sensorial. isto é a parte mais fácil de ensinar. isto é.CRM 6753: . antiasmáticos ou outros medicamentos que causam agitação psicomotora. ou disfunção cerebral (dislexia.: Parte deste material foi retirada do trabalho “Interferências Psicopedagógicas na Aprendizagem da Profª. rebaixamento da capacidade intelectual. Sérgio A. Antoniuk . ou ainda emocional grave. As crianças que dependem deles e cujo futuro se construirá fundamentalmente através da dedicação e competência do professor. a criança apresentará dificuldade em todas as áreas.Professor assistente da disciplina de Neurologia Infantil do Departamento de Pediatria (UFPR). principalmente. dando atividades extras durante a atividade escolar ou familiar.Mestre em Pediatria pelo Departamento de Pediatria do Setor de Ciências da Saúde da UFPR. a uma escola especial. Crianças medicadas com antiepilépticos. também poderá ser trabalhada em sala de aula regular. Úrsula Simons”. mas o professor precisa receber orientação regular de como atuar.hiperatividade associada a tiques motores ou orais. discalculia). Sra. a criança deverá ser encaminhada a uma classe especial ou. Obs. Sendo deficiência mental leve. mental. . como Autismo ou Psicose.crianças com pensamento desestruturado. Se for uma deficiência mental moderada ou um problema emocional sério. 24 . enfrentará dificuldades e a cada sucesso alcançado. São crianças que não entendem o conteúdo escolar e se manifestam com hiperatividade. Dr. E na interação com essas crianças que o professor vai corresponder ao ideal do mestre. disortografia. . se necessário. voltarem-se apenas aos que aprendem fácil e têm bom ritmo. são essas que apresentam alguma interferência na aprendizagem. Síndrome de Gilles de La Tourette . Crianças com deficiência visual ou auditiva. No obstáculo sensorial a criança freqüentemente pode ser trabalhada em classe regular. isto é. saberá que valeu a pena ter vivido. O obstáculo global é diferente do funcional no sentido de que afeta a criança como um todo e.2) 3) 4) 5) devem aprender a lidar com estas crianças. mas necessitará de um acompanhamento paralelo. 5. no caso da deficiência mental.

na criança. para constatar se 25 . 2. por um atraso no nível motor. não têm mais vontade de crescer (por ocasião do nascimento de irmãos. etc.Objetivos: incentivar a criança a adquirir uma atividade motora tão próxima quanto possível da normal. por exemplo. os jogos de lateralidade também podem ser úteis. de entrar em contato com pessoas e coisas. tendo em vista uma estruturação espacial satisfatória. etc. remontam ao nascimento (congênitas). que sempre se traduz. presença em um acidente grave. Do ponto de vista motor: a criança executará. sem esse ponto de referência. dar-lhe vontade de viver. superprotegidas. a família faz tudo em seu lugar e a criança se acomoda então na preguiça motora e intelectual. outras ainda sofrem choques afetivos que as bloqueiam e inibem toda progressão (partida ou falecimento de um parente. uma leve regressão é normal.). em seguida. fazer com que a criança execute exercícios motores e sensóriomotores sem outras exigências. em dado momento. 2. o reeducador se esforçará no sentido de estabelecer um bom contato com a criança. Meios: inicialmente. PERTURBAÇÕES MOTORAS: - - 1. Do ponto de vista do esquema corporal: exercícios de conhecimento das partes do corpo. Atraso no Desenvolvimento Motor: • Sintomas: Uma criança que. brincando junto (jogos de bola. primeiramente colocando a criança diante de um espelho e. Grandes déficits motores: • Sintomas: . Certas crianças. • Causas: Uma debilidade intelectual. não têm vontade de aprender. a ação. sozinha ou em grupo.Meios: 1. quando o contato estiver bem estabelecido. revela um problema afetivo considerável que exige uma reeducação). a não ser o movimento. frequentemente. • A reeducação: Objetivo: estimular a criança.PERTURBAÇÕES DA APRENDIZAGEM E SUA REEDUCAÇÃO I. de destreza. o maior número possível de exercícios propostos de destreza e de coordenação. de agitar-se. • A reeducação: .Hemiplegia. ajudá-la a tomar consciência de seu esquema corporal e do eixo de seu corpo.). não consegue andar para trás ou subir uma escada. • Causas: As origens. mostrarse-á mais exigente quanto à qualidade dos gestos e à percepção do esquema corporal. Um problema de ordem psicológica. . outras crianças. mas se ultrapassa um certo grau.

põe-se em prática exercícios perceptomotores – a figura de um homem será o principal revelador. pés em extensão e juntos. nas refeições é desajeitada à mesa. A falta de equilíbrio pode também provir da sensibilidade proprioceptiva. suas habilidades manuais são inadequadas. leva muito mais tempo para vestir-se. caso haja perturbação. .Psicológicas: certas crianças sofrem com a ausência de confiança em si mesmas. anda com os pés afastados. seu grafismo é hesitante.O Teste de Romberg permite descobri-los: a criança encontra-se na posição sentada. corre com o tronco para a frente. Perturbações do Equilíbrio: • Sintomas subjetivos: A criança cai com regularidade. • Sintomas objetivos: . o lado dominante será o lado são da criança e a outra parte do corpo será educada para auxiliar a parte sã. 26 .Objetivo: ensinar a criança a perceber sua perda de equilíbrio quando tal fato acontecer e ensinar-lhe o gesto que restabelece o equilíbrio. o trajeto percorrido lembrará uma estrela. 4. Do ponto de vista da estruturação espacial: alguns jogos de estruturação espacial serão úteis para a criança perturbada por uma má integração do lado paralisado. em ambos os casos. que a todo instante mudam de atividade) conhecem também um problema de equilíbrio devido à sua impossibilidade de se concentrarem naquilo que fazem. . • Causas: .Meios: exercícios de reconhecimento proprioceptivo. • A reeducação: . As crianças instáveis do ponto de vista psicomotor (que constantemente têm necessidade de se movimentar. recorta mal. basta seguir as etapas da educação espacial. está-se diante de um distúrbio de equilíbrio. Perturbações da Coordenação: • Sintomas subjetivos: A criança não tem um gesto harmônico. Do ponto de vista da lateralidade: salvo exceções. em suas possibilidades. que se traduz por falta de equilíbrio estático ou dinâmico. 4. 3. a noção do eixo do corpo se firmará por meio do recurso do espelho (esquema corporal) e do conhecimento esquerda-direita. .Motoras: a falta de equilíbrio pode encontrar sua origem no vestíbulo do ouvido interno ou no cerebelo.Prova do andar cego: a criança. dá alternadamente alguns passos para frente e para trás. exercícios de equilíbrio. vem acompanhada de perturbações da coordenação. de olhos vendados. em posição ajoelhada). choca-se contra seus companheiros. exercícios de impulsos aos quais a criança deve reagir para não cair (em posição “sentada cruzada”. a criança anda direito e se encontra no mesmo lugar inicial. caso não haja nenhuma perturbação do equilíbrio. 3. o fechamento dos olhos acentuará este indício.a criança consegue unificar seu corpo. se o corpo se inclina lentamente.

Exercícios de grande motricidade. . o movimento não se realiza harmonicamente.ombro) por meio de exercícios de pré-escrita. que ligue dois traços verticais com um traço horizontal: . . 3. exceto diante de um espelho.: quando dificultamos a flexão do antebraço. exercícios de coordenação dinâmica. - 5.hipometria: se a criança não chegar ao ponto fixado. Perturbações da Sensibilidade: • Sintomas subjetivos: A criança não faz os mesmos gestos que demonstramos.perceber.assinergia: deficiência de coordenação entre os diversos componentes musculares dos movimentos.dismetria: a não-localização do movimento. quando os olhos estão fechados.Meios: 1. . . não sente qual movimento preciso lhe imprimimos). uma posição que fazemos com que um de seus membros tome (ex.: a criança não consegue virar as mãos. deixa cair das mãos objetos que segura ou frequentemente torce os tornozelos. que ponha o pé sobre a cadeira ou. . o indivíduo bate o rosto com a mão quando se libera a resistência. . . uma postura.: pede-se à criança que coloque o dedo sobre o nariz ou. insegura. Finalmente. Ex. de olhos fechados. é relativamente sensível ao contato e ao calor. Ex. Em seguida.adiadococinesia: dificuldade de executar rapidamente movimentos alternados.Perturbações psicológicas ou afetivas: a criança não se encontra em seu trabalho.Objetivo: fazer a criança readquirir confiança em suas possibilidades motoras. 2. • Causas: . sem grande exigência quanto à precisão dos gestos. exercícios de motricidade fina (delicada) e exercícios motores de préescrita.Perturbações da sensibilidade superficial ou profunda. ainda.: com os olhos fechados. é entrecortado de movimentos bruscos. colocar o dedo sobre o nariz). de destreza. Ex. em posição de pé.Perturbações vestibulares ou cerebelosas. .perceber um movimento com olhos fechados (ex.hipermetria: se a criança ultrapassar o ponto fixado.executar movimentos finalizados (ex.: pede-se à criança que coloque o dedo sobre o nariz. insistindo na amplitude dos movimentos e não na sua destreza.: se lhe levantamos ou abaixamos um braço. trata-se de liberar as grandes articulações (como a escápulo-umeral .manter uma posição. • Sintomas objetivos: Pode-se descobrir na criança a dificuldade ou a impossibilidade de: . . 27 . • A reeducação: .• Sintomas objetivos: discronometria: atraso no desencadeamento do movimento e em sua parada. fica ansiosa. .: levantamos o braço da criança. Ex. esta não consegue dizer o que fizemos ou não consegue fazer o outro braço ficar na mesma posição).

Exercícios de tomada de posição.Objetivo: em decorrência das causas dessas perturbações. . O que precede refere-se à sensibilidade profunda.a criança não consegue reconhecer uma forma geométrica ou uma letra desenhada em sua mão. Podem existir também perturbações da sensibilidade superficial e profunda: . Exercícios de coordenação. estamos bastante limitados. • Causas: Frequentemente. Deve-se se esforçar para habituar a criança a controlar. de ordem motora e neurológica. .: quando a tocamos nas costas). de equilíbrio. Obs. . propõe-se exercícios que estimulem essa sutileza. • A reeducação: .avaliar a força a ser dada ao movimento (ex. 2.a criança não consegue reconhecer um objeto desenhado em sua mão. com olhos vendados. mas apenas muito pouco sutil.: esses exercícios devem ser realizados com os olhos fechados.Meios (exigir a execução mais correta possível): 1. de destreza. por meio da visão. Exercícios de reconhecimento interno e tátil.: quando se trata de levantar algo pesado ou algo leve). Para as crianças cuja sensibilidade não se encontra ausente. - 28 .a criança não consegue localizar uma sensação tátil (ex. o que deve “sentir”. 3.

basicamente. podem atingir habilidades acadêmicas equivalentes aproximadamente à sexta série escolar. especialmente quando sob estresse social ou econômico incomum..IV (Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais): Quatro níveis de gravidade podem ser especificados. moderada ou profunda. em termos pedagógicos. Em seu conjunto.a maioria dos exercícios motores. meningite. Níveis de Gravidade do Retardo Mental Segundo DSM. de modo independente ou em contextos supervisionados. Durante a idade adulta. Eles beneficiam-se de treinamento profissional e. geralmente adquirem habilidades sociais e profissionais adequadas para um custeio mínimo das próprias despesas. ao que costumava ser chamado de categoria pedagógica dos "educáveis". ao que costumava ser chamado de categoria dos "treináveis". Eles também podem se beneficiar do treinamento em habilidades sociais e ocupacionais. Durante a adolescência. Este grupo constitui o maior segmento (cerca de 85%) dos indivíduos com o transtorno. tátil. mas provavelmente não progredirão além do nível de segunda série em temas acadêmicos. com moderada supervisão. refletindo o atual nível de prejuízo intelectual: • Retardo Mental Leve – RML (Nível de QI 50-55 a aproximadamente 70): O RML equivale. os indivíduos com este nível de Retardo Mental tipicamente desenvolvem habilidades sociais e de comunicação durante os anos pré-escolares (dos 0 aos 5 anos).. orientação e assistência. podem cuidar de si mesmos. Com apoios apropriados. moléstias (encefalite. PERTURBAÇÕES INTELECTUAIS: 1. alcoolismo. Este termo ultrapassado não mais deve ser usado.II. pois implica.exercícios correspondentes à sua idade mental. • A reeducação: Alguns desses exercícios podem ser utilizados: . • Retardo Mental Moderado – RMM (Nível de QI 35-40 a 50-55): O RMM equivale.: Síndrome de Down). . As realizações da criança são de uma idade inferior à sua idade real. .). os indivíduos com RML habitualmente podem viver sem problemas na comunidade. O Atraso Intelectual: • Sintomas: A debilidade pode ser leve. .exercícios de reconhecimento (auditivo. em locais que lhes sejam familiares. Este grupo constitui cerca de 10% de toda a população de indivíduos com Retardo Mental. A maioria dos indivíduos com este nível adquire habilidades de comunicação durante os primeiros anos da infância. Ao final da adolescência. Estas pessoas podem aprender a viajar independentemente.alguns exercícios de memória. mas podem precisar de supervisão. hemorragia cerebral). basicamente. têm mínimo prejuízo nas áreas sensório-motoras e com freqüência não são facilmente diferenciados de crianças sem Retardo Mental até uma idade mais tardia. que as pessoas com RMM não podem beneficiar-se de programas educacionais. • Causas: Neonatais (ex. 2. erroneamente. suas dificuldades no reconhecimento de convenções sociais podem 29 .

RMS (Nível de QI 20-25 a 35-40): O grupo com RMS constitui 3-4% dos indivíduos com Retardo Mental. • Retardo Mental Profundo – RMP (Nível de QI abaixo de 20 ou 25): O grupo com RMP constitui aproximadamente 1-2% dos indivíduos com Retardo Mental. • Retardo Mental Severo . Um desenvolvimento mais favorável pode ocorrer em um ambiente altamente estruturado. atitudes e interesses. mas os testes disponíveis. por exemplo. Cita como exemplo a nutrição.Psicomotora: que fornece o Índice de Desenvolvimento Psicomotor (PDI). quando existe um julgamento clínico de funcionamento intelectual significativamente abaixo da média. em contextos abrigados e estritamente supervisionados. A maioria adapta-se bem à vida em comunidade. com constante auxílio e supervisão e no relacionamento individualizado com alguém responsável por seus cuidados. que avalia funções cognitivas. Isto pode ocorrer no caso de crianças. Compreende 3 escalas: 1 . tais como a coordenação. Na idade adulta. embora possam dominar habilidades tais como reconhecimento visual de algumas palavras fundamentais à "sobrevivência". Durante os primeiros anos da infância. O desenvolvimento motor e as habilidades de higiene e comunicação podem melhorar com treinamento apropriado. Sua utilização abrange crianças recém-nascidas até 30 meses de idade. a maioria é capaz de executar trabalhos não qualificados ou semi-qualificados sob supervisão. que avalia habilidades motoras grossas. Escalas Cattell de Inteligência para Crianças (Cattell distingue a habilidade fluida e a habilidade cristalizada. diz que representa uma capacidade biológica básica do indivíduo. mas se beneficiam apenas em um grau limitado da instrução em matérias pré-escolares. porém muito influenciada pela hereditariedade e pelas mudanças ambientais que afetam o desenvolvimento biológico. mas o indivíduo não pode ser adequadamente testado pelos instrumentos habituais de medição da inteligência.Mental: que nos fornece o Índice de Desenvolvimento Mental (MDI). geralmente em contextos supervisionados. tais como familiaridade com o alfabeto e contagem simples. em oficinas protegidas ou no mercado de trabalho geral.Comportamental: que avalia a interação com as pessoas. objetos. 2 . podem aprender a falar e ser treinados em habilidades elementares de higiene. • Retardo Mental. adolescentes ou adultos que apresentam demasiado prejuízo ou falta de cooperação para serem testados. tais como a linguagem e a aquisição do pensamento abstrato. Sobre a primeira. Na idade adulta. o equilíbrio e o andar. podem ser capazes de executar tarefas simples sob estreita supervisão. Alguns desses indivíduos conseguem executar tarefas simples. e adaptam-se bem à vida na comunidade. Durante os primeiros anos da infância. Durante o período da idade escolar.). apresentam prejuízos consideráveis no funcionamento sensório-motor. estes indivíduos adquirem pouca ou nenhuma fala comunicativa. pouco influenciada pelo ambiente. em pensões ou com suas famílias. 3 . Escalas Bayley do Desenvolvimento Infantil (produzida a partir de testes padronizados que permitem concluir a respeito do desenvolvimento de crianças.interferir no relacionamento com seus pares. a menos que tenham uma deficiência associada que exija cuidados especializados de enfermagem ou outra espécie de atenção. A habilidade cristalizada é aquela medida pelos testes de inteligência e se caracteriza pelo acúmulo e 30 . A maioria dos indivíduos com este diagnóstico tem uma condição neurológica identificada como responsável por seu Retardo Mental. ou com bebês. Gravidade Inespecificada – RM/GI: O diagnóstico de RM/GI aplica-se quando existe uma forte suposição de Retardo Mental.

exceto nos casos com prejuízo profundo. Quando estiver concluído. dizendo-lhe. coloca-se uma folha de papel na posição horizontal. estória. Assim. podem ser solicitados quaisquer esclarecimentos necessários à compreensão e à interpretação do material que foi produzido tanto no desenho quanto na estória. Pretende-se conseguir uma série de cinco unidades de produção. O "inquérito" tem. com o lado maior próximo do sujeito. o propósito de obtenção de novas associações. Para a aplicação. retira-se o desenho da vista do examinando. 31 . Teste Desenho-estória (foi introduzido por Walter Trinca. Não é um teste psicológico. título e demais elementos relatados. dizendo o que acontece". também. por exemplo: "Você pode começar falando a respeito do desenho que fez". em 1972. nem se enfatiza a importância do fato. quanto menor a idade. mais difícil é a avaliação da presença de Retardo Mental. "inquérito".) e outros não fornecem valores de QI. e sim um meio auxiliar de conduzir o exame psicológico. Ainda com o desenho diante do examinando. então. Com isso. no primeiro desenho. pode-se introduzir recursos auxiliares. Concluída. Na eventualidade de o examinando demonstrar dificuldades de associação e de elaboração da estória. passa-se ao "inquérito". a fase de contar estórias. que conte uma estória associada ao desenho: "Você. Nesse ponto. composta de desenho livre. olhando o desenho. Aguarda-se a conclusão do primeiro desenho. Em geral. O examinador solicita. pode inventar uma estória. concluída a primeira unidade. repetem-se os mesmos procedimentos para as demais unidades. pede-se o título da estória. temos concluída a primeira unidade de produção. Não se menciona a possibilidade de este alterar essa posição. não é retirado da frente do sujeito. como instrumento de investigação clínica da personalidade.pela retenção do conhecimento e se desenvolve durante um longo período da vida do indivíduo). Solicita-se ao examinando que faça um desenho livre: "Você tem essa folha em branco e pode fazer o desenho que quiser". Neste. agora.

exercícios em que se sai muito bem. Solicita-se à criança que execute. 2. Seus gestos do dia-a-dia não são harmônicos (ex. marionetes. levando-a a “sentir” o que faz. de olhos fechados. 1: A criança não conhece as partes de seu corpo: • Descrição: Se a criança desenha uma figura humana: . .Exercícios de orientação espaço-corporal: 1. Sintoma nº. ou por falta de concentração. ignora o vocabulário corporal.Exercícios de reconhecimento das partes do corpo. .a criança executa seu desenho por meio de uma justaposição de detalhas (ex. pondo um braço em uma manga. executa esse movimento conservando os braços ligeiramente afastados). etc. fazendo com que perceba o novo elemento corporal de maneira concreta. 4. partindo dos conhecimentos da criança.: não consegue vestir seu casaco naturalmente.Empenhar-se em exercícios que revelem lacuna de conhecimento. Não imita bem um exercício apresentado (ex. . 3.: se lhe mostrarmos um movimento de elevação dos braços para a frente em 90º. ou porque ainda não descobriu todas as possibilidades espaciais de seu corpo.Chegar progressivamente aos exercícios de organização espaço-corporal. .seu desenho é bem pobre para a sua idade. • Meios de reeducação: . . depois vira-se para trás para encontrar a segunda manga que. ponto de vista motor: apredizagem de posições.as partes estão mal dispostas. acrescenta-se progressivamente um elemento após outro.: começa desenhando as orelhas.Exercícios de grande motricidade (ampla). ponto de vista perceptomotor: todos. se movimentou com o casaco). Sintoma nº.Exercícios de sensibilidade proprioceptiva. 2: A criança não situa bem seus membros ao gesticular: • Descrição: A criança não percebe bem a posição de seus membros. depois os braços.II. evidentemente. Brincar com bonecos. . Sintoma nº. Causas Gerais: Excetuando-se os casos referentes a problemas motores ou intelectuais. A criança revela-se incapaz de reconstruir um boneco articulado. • Meios de reeducação: . 2. todas as perturbações na definição do esquema corporal são de origem afetiva. 3: A criança não coordena bem seus movimentos: • Descrição: 32 .). PERTURBAÇÕES DO ESQUEMA CORPORAL: 1.

33 . Assim.- - - A criança não tem realmente problemas motores. Inicia bem seu movimento. os exercícios de reeducação devem vir acompanhados de um relacionamento criança-terapeuta que permita assumir problemas afetivos. Os exercícios perceptomotores da organização espaço-temporal. mas sem perceber se distrai (ex. é preciso verificar se as noções de lateralidade e de estruturação espacial e temporal estão bem adquiridas e. despe-se corretamente. exercícios de aperfeiçoamento dos movimentos. reproduzir diferentes movimentos e para prever o(s) gesto(s) adequado(s) a determinada(s) circunstância(s). Em seguida.: quer saltar um obstáculo. Exercícios para perceber. • Meios de reeducação: Exercícios de orientação corporal. Quando são obtidos resultados ao nível do esquema corporal. mímicas. mas durante a corrida uma idéia lhe passa pela cabeça e esquece-se de tomar o impulso antes do obstáculo). empreender uma reeducação dessas noções. mas é muito lenta: precisa refletir para executar seu gesto (não domina seu corpo em ação). A criança quer agir muito rapidamente (ex.: vira o botão em todas as direções e evidentemente só consegue abotoar o seu colete por acaso). mas chega sempre atrasada aos compromissos. corrigir. Observação importante: Para todas as perturbações do esquema corporal. em caso de necessidade.

Escreve com a mão esquerda em si não é um transtosrno.: a criança é destra do pé e canhota da mão. • Exercícios de reconhecimento esquerda-direita. trabalhando gesto por gesto ao espelho. São exemplo disso a lateralidade contrariada.III. 4. na leitura/escrita. a lateralidade cruzada e o ambidestrimo. mas nunca está segura de saber qual é o lado direito e qual é o lado esquerdo do corpo). ou ainda. • Educação da direção gráfica. tinha dificuldade para perceber o eixo vertical. a forçamos a utilizar sua mão direita para desenhar. • Apresentar exercícios de “organizar-se em função de sua lateralidade” quando a dominância lateral já estiver bem integrada. • Apresentar diferentes exercícios do eixo simétrico do corpo. consequentemente. Sintomas: • A criança não sabe qual mão escolher. é desajeitada. resulta em transtornos. • Os exercícios de precisão são executados com uma mão.: a criança escolhe bem a mão ou o pé dominante. • Psicológicas (ex. os exercícios de força com a outra. Dificuldades de discriminação visual. 2. ela a imita inconscientemente). A criança forma suas letras ou seus números “em espelho”. mas que por influências sociais passa a escrever com uma falsa dominância destra. como consequência de uma inquietação. a crinaça é ambidestra). mas. A lateralidade contrariada representa aquela criança que tem o seu lado esquerdo dominando. A criança não adquiriu direção gráfica. 3. Causas: • Motoras ou neurológicas (ex. • A lateralidade não é homogênea (ex.: a criança mal consegue unificar seu corpo. de uma angústia de origem afetiva – a criança foi separada e seus pais por um tempo). ditados de orientação. • Exercícios de discriminação visual. a criança é destra. Meios de reeducação: • Exercícios de percepção do lado dominante ou do membro dominante (jogos de lateralidade). • Sociais (ex. com encaixe de membros do lado esquerdo e do direito. estando muitas coisas organizadas pelos destros. mas sua mãe é canhota. Os transtornos da lateralidade são causa de alteração na estruturação espacial e.: a criança é canhota. recorta com a mão direita mas brinca com a esquerda. • Exercícios de formação de bonecos. PERTURBAÇÕES DA LATERALIDADE: 1. • • • • Consequências: Dificuldades de reconhecimento esquerda-direita. no cotidiano. 34 . mas impor à criança a lateralidade não dominante para ela.

ou da mão esquerda com o olho direito. o que merece toda a atenção do professor. pode ser. Nesse caso. em relação à aprendizagem. que dificultariam o aprendizado e o desenvolvimento da leitura e da escrita. Lateralidade mal estabelecida – caracteriza-se pela definição da dominância. também. Consequências: 35 . por exemplo. b/p – bato /pato). Lateralidade cruzada – caracteriza-se pela dominância da mão direita em conexão com o olho esquerdo. a gagueira. por exemplo. Lateralidade cruzada reflete-se quando o cérebro se encontra confuso o que origina problemas de organização corporal. Nesse caso. no caso. em determina-dos casos. Há diferentes pesquisas sobre o assunto e não há conclusões definitivas a respeito. por exemplos. Alguns autores admitem que. confusão de letra de grafismos (traçados) parecidos. • O que conhecemos como escrita espelhada também pode ser decorrência da lateralidade mal estabelecida (b/d – bato/dato). Sintomas: Não definição da dominância. Sintomas: Caracteriza-se pela dominância da mão direita em conexão com o olho esquerdo. • Os canhotos tendem a apresentar o traçado gráfico que conhecemos como escrita espelhada. b/p – bato/pato). por exemplo. a criança vive uma permanente incerteza quanto ao uso das mãos. Consequências: • Confusão e pouca eficiência no desempenho das atividades motoras. causa de desequilíbrios motores e outras perturbações. na orientação em relação ao próprio corpo e na estruturação espacial. mas com orientação espacial diferente (por exemplo. a criança vive uma permanente incerteza quanto ao uso das mãos. em especial. seja consequência de sinistrismo contrariado e. da mão direita ou esquerda. tem chegado a conclusões divergentes. que. tornando-se. mas com orientação espacial diferente (por exemplo. ou da mão esquerda com o olho direito. em especial. inversão de letras na leitura e/ou na escrita. aconselham que a criança volte a usar a mão dominante (mão esquerda). Afirma. seja consequência de sinistrismo contrariado. por isso. também. apesar dos esforços. confusão de letra de grafismos (traçados) parecidos. Consequências: • Em determinados casos. Ambidestrismo – é quando a criança utiliza insdistintamente os dois lados de seu corpo para realizar coisas. que os canhotos tendem a apresentar o traçado gráfico que conhecemos como escrita espelhada. Vários autores levantam a hipótese de que a lateralidade cruzada poderia ser. da mão direita ou esquerda. a gagueira. especialmente. O que conhecemos como escrita espelhada também pode ser decorrência da lateralidade mal estabelecida (b/d – bato/dato). em certos casos.Sinistrismo ou canhotismo contrariado – a dominância da mão esquerda contaposta ao uso forçado e imposto da mão direita pode comprometer a eficiência motora da criança. confusa e pouco definida. • Intersão de letras na leitura e/ou na escrita. Esse tipo de lateralidade heterogênea – olho/mão – tem sido pesquisado por muitos estudiosos do tema. Sintomas: A dominância da mão esquerda contraposta ao uso forçados e imposto da mão direita. por exemplo. também origina sérios transtornos à criança. causa de certas dificuldades como.

NORA CECÍLIA BOCACCIO CINEL. Pertence ao Conselho Editorial da Revista do Professor. Prováveis causas dos distúrbios e estratégias para a correção da escrita. Especialista em Linguística e em Supervisão de Sistemas Educacionais. Porto Alegre/ RS. que dificultariam o aprendizado e o desenvolvimento da leitura e da escrita. há 23 anos.• Causa de desequilíbrios motores e outras perturbações. FONTE: Disgrafia. 36 .

Sintoma nº. . .IV. . . 2.: associa a fada que sobe ao céu ao páraquedista que desce. .Dificilmente encontra suas coisas. Falta de manipulações: impede-se a criança de fazer desordem e. pois sua noção de lugar não é nítida. em seu lugar. da colocação ordinal.Exercícios de discriminação visual. mas a criança vira-se. Perturbação da lateralidade. de uma casa. Em um jogo coletivo. 1: A criança ignora os termos espaciais: • Descrição: O professor pede à criança para por sua pasta ao lado do armário e a criança a coloca na frente desse armário.Exercícios de topologia. imagina muitas coisas a partir de um desenho. 37 . de cartelas idênticas. o que está à esquerda pode ser transposto para a direita. . aquilo que é difícil. 1. de lotos.Colorir figuras idênticas.Educação da direção gráfica.Incapacidade de orientar-se.Meios de reeducação: .: o que sobe pode muito bem descer. deve. 3.Dificuldades para estabelecer uma progressão (de grandezas). .A criança não participa realmente dos jogos de crianças de sua idade. não tem importância para ela).Descrição: na escola. Seu raciocínio é instável (ex. mas mal percebe as posições: • Na direção em cima-embaixo: . 2: A criança conhece os termos espaciais. b e p. montar seu trenzinho). • Consequências: . . a criança confunde n e u. ela manipula apenas um material restrito.Exercícios de conhecimento dos termos insistindo sobre a noção em cimaembaixo. ter sempre um exemplo para poder imitar. fazemos.. Psicológicas: A criança é tolhida em suas experiências: não pode ocupar o espaço de que necessita (ex. consequentemente. 6 e 9. ou e on.Dificuldades na discriminação visual. mas de forma alguma caso esteja associada a uma outra noção ou se é introduzida em um outro tipo de exercício. • • • • - PERTURBAÇÕES DA ESTRUTURA ESPACIAL: Causas: Má integração do esquema corporal. Distingue mal o sonho e a realidade (ex. • Meios de reeducação: . olha seus companheiros e não encontra seu lugar.. pede-se-lhe que se coloque entre fulano e cicrano.. Algumas crianças progridem muito bem quando a noção em cimaembaixo é apresentada isoladamente. comete erros no cálculo escrito. .). com efeito.Exercícios de discriminação visual. . Sintoma nº.Exercícios de estruturação espacial (conhecimento de noções espaciais).

mas insiste-se na orientação esquerda-direita. não sabe mais em que linha deve continuar sua leitura. mas jogos semelhantes aos “jogos de cartelas” são demasiados complexos para ela. Exercícios de topologia. Jogo de cartelas. a criança aprende a ler corretamente mas. 3. • Consequências: .Meios de reeducação: 1. . não sabe mais onde se encontra seu perseguidor. em uma série de adições. será incapaz de encontrar a posição na sequência. quando um companheiro a persegue. as mesmas observações feitas para a noção em cima-embaixo. . p e q. mas orienta-se com dificuldade: • Descrição: Combinam-se aqui vários elementos: . Exercícios de reconhecimento esquerda-direita. de compreender um plano de dupla entrada. no e on. encontrar subtrações. Para a discriminação visual.Sai-se muito bem nos exercícios de discriminação visual em que apenas um elemento varia. . . . fica atrapalhada se.: as crianças em círculo devem dar um passo para a frente e um passo para a direita). .: o gato e o rato).Ditados de orientação. 2.A criança nunca está segura de si. Exercícios sobre direção gráfica. 3: A criança percebe bem o espaço que a circunda. 2. não percebe a ordem das dezenas e das unidades.Não percebe a ordem das palavras: a “bela casa” a “casa bela” confundemse. de repente. A reeducação segue o mesmo esquema da noção em cima-embaixo. Exercícios de colocação pronominal. ela corre em linha reta diante de si. caso se vire.A criança é incapaz de orientar-se nos jogos coletivos em que se formam equipes (ex. perde-se (ex.Os exercícios de organização espacial são muito difíceis para ela. 12 e 21. a criança confunde b e d.Descrição: . teme as novidades.Do ponto de vista escolar: 1. . mas com orientação esquerda-direita. os cálculos lineares verticais ou horizontais serão bem assimilados.Na escola. • Na direção direita-esquerda: .Quando seus pontos de referência mudam. .Nos cálculos escritos. 3. mas a criança terá dificuldade para compreender as somas transportadas. não encontra mais seu lugar em uma fila se estiver em lugar diferente do habitual.Mesmo que tenha uma boa direção gráfica. Exercícios de dobraduras. . os espaços grandes. 38 .Não adquiriu a direção gráfica. 4.Esta criança fica frequentemente desorientada. Sintoma nº. .

39 .A criança reproduzirá de memória.Exercícios do esquema corporal em que a criança deve reproduzir uma posição ou um movimento. • Meios de reeducação: . Ponto de vista da discriminação visual. a criança choca-se contra seus companheiros. 5. Embora não tenha nenhuma deficiência de percepção na direção em cima-embaixo. não sabe em que direção deve ir. os primeiros motivos desenhados ocupam todo o espaço. Precisará de mais tempo do que uma outra para adquirir noção de obliqüidade. sobretudo jogos de trajetos e de mapas de ponto de vista motor e perceptomotor. exercícios de memória perceptiva.Jogos de trajetos. nem na direção esquerda-direita. Exercícios de memória perceptiva.Reproduzirá. Exercícios de “posição na sequência”. os seguintes terão dimensão cada vez mais reduzida “por falta de lugar”. de memória. de colorir figuras idênticas. Jogos de orientação de objetos. Jogos de cartelas a reproduzir. memorizar um espaço criado. jogo “arterra”.Exercícios de memória: encontrar seu lugar. iniciar exercícios de organização espacial. o que acarretará atrasos na aprendizagem da leitura e da escrita. 4: A criança orienta-se bem. . Seu quarto é desordenado e não consegue colocar todos os seus livros em sua pasta. a criança nunca sabe distinguir com segurança o b do d. Topologia. . Em casa. a criança é capaz de copiar uma frase sem erro. os modelos propostos em topologia. alguns modelos. . mas não tem memória espacial: • Descrição: Na escola. 5: A criança não tem organização espacial: • Descrição: Quando se desloca. esquece-se sempre de que lado da porta fica o interruptor. esqueceu que o signo “+” quer dizer “acrescenta-se”. simplesmente esqueceu a que corresponde o símbolo. Por fim. Sintoma nº. . 6. Em seus desenhos. Em seguida. em tamanho menor. Em análise. Exercícios de previsão.- • Meios de reeducação: Exercícios para desenvolver diferentes noções: ponto de vista motor. ou seja. exercícios de orientação espacial. suas confusões são semelhantes às descritas acima. não sabe se vai passar à esquerda ou à direita do pilar (coluna). não conseguirá colocar suas setas convenientemente. Em cálculos. Sintoma nº. Exercícios de loto. mas está muito despreparada para ditados.

Fazer o máximo possível de exercícios de análise espacial. . só há anormalidades a partir de 8 anos: . 8. 3. Jogos de lotos não-orientados (muito eficazes). 2.A criança não é capaz de transpor: (ex. • Meios de reeducação: Certificar-se do conhecimento das noções de orientação espacial.A dificuldade provém de um problema de lateralidade e de percepção esquerda-direita. Jogos de trajetos. . não dispõe os números em fileiras bem retas e logo mistura os números. nos jogos de cartelas.Apresentar os exercícios de compreensão espacial e inventar outros. . “Eu me alimento” e “Ontem. • Meios de reeducação: .A noção de reversibilidade possibilita pouco a pouco às crianças a compreensão de igualdade.Alguns exercícios de orientação espacial. muito importantes no início de toda boa organização espacial. nem sempre coloca sua transposição no mesmo lugar. o que dá como resultado: O menino brinca com a bola. a criança deverá perceber a simetria existente no interior de determinados desenhos. o que gera confusões nas subtrações e multiplicações. eu me alimentava”).Seguir o plano dos exercícios de organização espacial: 1. 7: Dificuldades para compreender relações espaciais: • Descrição: Estes exercícios fazem parte da lógica matemática. pois esses exercícios são muitas vezes baseados em uma análise sistemática dos elementos. • Meios de reeducação: . Os meninos brinca com a bola. mas em local errado. de dobraduras para melhorar a percepção da geometria. 7. Uma criança que não percebe a ligação entre várias coisas que lhe são apresentadas sentirá a mesma dificuldade na escola e na vida. . 6: A criança não assimila a reversibilidade e a transposição: • Descrição: Visto que reversibilidade e transposição devem ser considerados apenas a partir de 6 anos. Sintoma nº. Mais tarde sintetizará seus cursos com dificuldade. Não perceberá nenhuma ligação entre a conjugação aprendida ontem e a transposição de uma frase que aprende hoje.: “Um senhor fuma cachimbo” e “Ele fuma cachimbo”. Certamente escreve sua transposição. Sintoma nº. Observe-se que os exercícios lógicos da Matemática moderna e/ou das análises francesas progredirão simultaneamente à organização espacial da criança. Por exemplo.Em cálculos. 40 . Exercícios de mosaicos.

1: A criança é incapaz de descobrir a ordem e a sucessão dos acontecimentos: • Descrição: . • Meios de reeducação: . de “entre”..Exercícios de ordem e sucessão sobre a orientação temporal.: em vez de “o papai. . 2. escreve “papai o. deita-se quando se está cansado.Em cálculos.Em leitura coletiva. . quando há uma parada.Não se situa “antes” e “depois”. não percebe os números que faltam (não-escritos). • Psicológicas: a criança sofreu um choque afetivo ou vive em ambiente inseguro onde não existem pontos de referência suficientes: os horários das refeições não são fixos. • Meios de reeducação: . à esquerda. abaixo. 2: A criança não percebe os intervalos: • Descrição: . não consegue encontrar a ordem correta “a mamãe bebe”). atrás.Diagramas de topologia. .V.Não se organiza bem na direção esquerda-direita e engana-se na ordem das palavras escritas (ex.A criança mistura os fatos (fenômeno normal nas crianças. .Não distingue as diferentes palavras da frase. . Causas: • Motoras: perturbações ligadas ao ritmo irregular de respiração do sujeito ou a um problema auditivo.”.. mas que deve regredir pouco à pouco.. Sintoma nº. . . .Fazer executar certos exercícios espaciais retomando as noções frente.Exercícios de duração dos intervalos. 3. à direita.: “mamãe – bebe – a”. acima. . para ela. a criança nunca sabe se depois do jantar seus pais ficarão em casa com ela. nunca está no mesmo ponto que os outros. • Psicomotoras: falta de orientação e organização espaciais.A criança não percebe o que dura.”). “ao lado”. .A criança sente dificuldade em correr. PERTURBAÇÕES DA ORIENTAÇÃO ESPACIAL: 1. pois sua corrida é constituída de passos muito compridos e de passos muito curtos. Sintoma nº.. 41 .Não percebe o que é primeiro e o que é último. 4. Sintoma nº. . o que vai depressa.Não consegue construir uma frase a partir de palavras dadas separadamente fora de ordem (ex. 3: A criança não tem um ritmo regular: • Descrição: . levanta-se quando se quer.Ditado de orientação de diferentes extensões. etc. “contra”. uma frase toda pode ser escrita em uma única palavra.Apresentar as noções de distância.

Em seguida. 42 .Quanto às lições. não termina todas as suas tarefas porque demorou ao realizar uma outra (ex. sempre de cronômetro na mão. .. que.). • Meios de reeducação: . levará dez minutos e se desesperará pensando que lhe restam ainda outros oito cálculos que não entende. Cantos acompanhados de mímica. brincar. Caso contrário. enfim. terá escrito apenas o título. deixando para o final aqueles que exijam grande esforço.: a criança marcha ao som de uma marcha militar e o educador marca todos os passos num tamborim. nos exercícios de ritmos – com deslocamentos -.Ajudá-la a prever suas diferentes atividades e ordená-las consoante um plano que fará com que ganhe tempo para reservar momentos para brincar. Não consegue associar o gesto à palavra na leitura expressiva. 4: A criança não tem noção da hora. se ficar nervosa querendo executar muito depressa. não conseguindo organizar seu tempo: • Descrição: A criança está atrasada em seus trabalhos: gastou todo o seu tempo para escrever uma linha. .Fazer com que a criança compreenda que ganhará tempo aplicando-se. senão. um movimento errado poderá prejudicar um trabalho já quase terminado e terá de recomeçar. • Meios de reeducação: Apresentar inicialmente os exercícios motores de ritmos. Não prevê suas diversas atividades: vive-as uma após outra e. exercícios de ritmos escritos: a criança bate os ritmos. depois escreve muito mal a continuação do texto. fornecendo à criança pontos de referência (ex. ficará bloqueado no segundo cálculo.Retomar alguns exercícios de organização espacial.- - Dificilmente consegue ler de forma encadeada e inteligível.Habituar a criança a não ser “perfeccionista” (em sentido pejorativo). . Não compreende certos cálculos baseados no ritmo. o educador segura a criança pela mão para que já “sinta” o ritmo).: fazer suas lições. habituá-la a começar pelos exercícios que pode resolver com facilidade. comprar o pão arrumar o quarto. quando seus companheiros tiverem terminado todo o texto. 5. Sintoma nº.. . pressionada pelo pouco tempo que lhe resta antes de entregar seu caderno. contrariamente.

VI. Meios de reeducação: O programa de reeducação é sensivelmente o mesmo que o da reeducação da coordenação. • Problemas psicológicos: . Acrescentam-se os exercícios de pré-escrita e de grafismo. 2. .A criança quer terminar bem depressa. • Rigidez ou crispação dos dedos.Instabilidade da criança. PERTURBAÇÕES DO GRAFISMO: 1. 43 . Causas: • Má coordenação motora.

tanto na casa e na escola quanto durante uma reeducação: a criança deve sentir-se apoiada. A verdadeira questão não se reduz a ter uma série de informações a respeito da criança e de sua família. aliás interpretada por cada um.Às vezes. podemos fazer referência aos meios de reeducação propostos anteriormente para as outras perturbações. em ambiente familiar semelhante. vamos ajudar essa criança a viver. que tipo de relacionamento vamos adotar para que a criança adquira confiança em si mesma.Alguns pais desejam ter filhos fortes. . tenha coragem de exprimir-se. Entretanto.. que não chorem. encontrar atitudes e adotar. uma dor física. seu ambiente familiar.VII. uma atitude muito exigente.) que estabeleça com outras crianças e com os adultos.Certas crianças ficam perturbadas com o desentendimento entre os pais ou ainda com a presença dos avós na família. pela timidez. Causas: Suas causas estão ligadas ao ambiente familiar: .A família insiste muito sobre “o que não deve ser feito” ou sobre as falhas da criança. cuja atitude educativa comum.o tipo de relação (domínio. esta reage por meio da falta de habilidade.sua maneira de exprimir-se. nesse caso. pela falta de equilíbrio. 44 . muito menos. .). para que assuma sua vida emocional. Portanto. O ambiente em que a criança vive é muito importante. ajudada e não-julgada. Devemos ensinar a criança a conhecer: . pode reagir muito diferentemente. acontece de as crianças reagirem pelo exagero e rigidez. trata-se sobretudo do seguinte: Como. A equipe ideal seria composta pelo professor. dependência. diretor. .. .. 1. é importante conhecer o ambiente familiar para melhor compreender a criança. PERTURBAÇÕES AFETIVAS: A maioria delas já foi apresentada conjuntamente com outras perturbações. a partir do que sabemos. melhor do que uma só pessoa. deve-se saber que certas reações são próprias daquela criança e que uma outra criança. uma equipe pode. educadores. . reeducador. uma dificuldade. ajudaria a criança a desenvolver os meios de realizar-se. em suas possibilidades. Em todo caso.. Quando muito.suas reações diante de uma alegria. não podemos mudar o caráter da criança e. pais e alguns outros (psicólogo. que não se deixem penetrar pelas emoções. encontre seu lugar na classe e supere suas dificuldades familiares? Nenhuma resposta-modelo é válida em si: para cada caso convém uma medida particular. muito perfeccionista dos pais cria na criança uma reação de oposição. Nesse caso. a ser feliz? Praticamente. de lentidão ou de rigidez.

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