P. 1
Electrocardiograma Sonoro Results

Electrocardiograma Sonoro Results

|Views: 63|Likes:
Published by Pedro Góis
Electrocardiograma_Sonoro Results
Electrocardiograma Sonoro
(2 Orelhaz = 1 Mão / Música Seleccionada)/
Sound Electrocardiogram
(2 Earz = 1 Hand / Selected Music)
in Atelier Letra&Música Resultado Visual Visual Output
Edição/Edition CAPC, Círculo de Artes Plásticas de Coimbra
Coimbra, Julho/July 2011

Pedro Góis / "Electrocardiograma sonoro"
2 orelhaz=1 mão / música selecionada por Afonso Macedo
Workshop Letra&Música 21Maio 2011 @Quebra Orelha.
Fotos: Alexandra Monteiro, Zoltan Molnar, Joana Monteiro
Video: http://vimeo.com/24443034 by Joana Monteiro
Workshop by: http://joanamonteiro-rca.b​logspot.com/2011/05/atelie​r-letra-21maio-quebra-orel​ha.html

Electrocardiograma_Sonoro Results
Electrocardiograma Sonoro
(2 Orelhaz = 1 Mão / Música Seleccionada)/
Sound Electrocardiogram
(2 Earz = 1 Hand / Selected Music)
in Atelier Letra&Música Resultado Visual Visual Output
Edição/Edition CAPC, Círculo de Artes Plásticas de Coimbra
Coimbra, Julho/July 2011

Pedro Góis / "Electrocardiograma sonoro"
2 orelhaz=1 mão / música selecionada por Afonso Macedo
Workshop Letra&Música 21Maio 2011 @Quebra Orelha.
Fotos: Alexandra Monteiro, Zoltan Molnar, Joana Monteiro
Video: http://vimeo.com/24443034 by Joana Monteiro
Workshop by: http://joanamonteiro-rca.b​logspot.com/2011/05/atelie​r-letra-21maio-quebra-orel​ha.html

More info:

Categories:Topics, Art & Design
Published by: Pedro Góis on Jul 23, 2011
Copyright:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

11/13/2012

pdf

text

original

Atelier Letra&Música

Resultado Visual Visual Output

1

Impresso em papel em movimento. Processo de trabalho página 11 Printed on moving paper. Working process page 11

Círculo de Artes Plásticas de Coimbra

Atelier Letra&Música

Márcia Gaudêncio
Aluna de Mestrado de Design e Multimédia da Universidade de Coimbra e Fundadora e Criativa da Kriture/Design and Multimedia Master Student , University of Coimbra and Founder and Creative at Kriture
Opening your ears doesn’t break your heart

Pedro Silva
Aluno de Mestrado de Design e Multimédia da Universidade de Coimbra/Design and Multimedia Master Student , University of Coimbra
Som é música boa/Sound is good music

Miguel Coelho
Aluno de Mestrado de Design e Multimédia da Universidade de Coimbra/Design and Multimedia Master Student , University of Coimbra
I Am What I Ear

Pedro Góis
Designer de Comunicação/ Communication Designer
Electrocardiograma Sonoro (2 Orelhaz = 1 Mão / Música Seleccionada)/ Sound Electrocardiogram (2 Earz = 1 Hand / Selected Music)

Processo de trabalho página 25 Working process page 25

18

19

Círculo de Artes Plásticas de Coimbra

Atelier Letra&Música

Márcia Gaudêncio Opening your ears won’t break your heart Foi uma experiência enriquecedora para mim uma vez que pude a exercitar uma parte fulcral do processo criativo. Escolher o melhor caminho para a solução, em pouco tempo e com o material que há. O contacto directo com o material ajudou imenso a ter outras ideias. Por vezes o mundo digital cega-nos a mente.

a ideia (contraditória) de que “se a boa música é composta por sons então todo o som é música boa”. Como é perceptível na imagem, a minha intenção foi fazer uma primeira tentativa para depois criar um segundo cartaz. Daí o facto de ter feito algumas marcações com tinta. Todavia e infelizmente não me foi possível estar presente no segundo dia.


Sound is good music The workshop was interesting and I see my participation as being positive. Time I devoted to free trial, and not least, to observation and interaction with the other elements. The balance is positive even though, in relation to my poster, I feel distant from what was envisioned. I don’t see it as being bad, but more as an attempt to try, experiment, to free myself from prejudice. The expression “sound is good music” was the basis to represent the (contradictory) idea that “if good music is made up of sounds then all the sound is good music”. As it is perceived in the picture, my intention was to make one first attempt, so that I would create a second poster after. Thence the ink marks. However and unfortunately I was unable to attend the second day of the workshop.


It was an enriching experience for me, as I manage to exercise a key part of the creative process. Choosing the best path to the solution in a short time and with the material there is. Direct contact with the material helped a lot to have other ideas. Sometimes the digital world blinds our minds.

convencer a participar; a ideia de trabalhar em algo que envolve duas grandes paixões minhas (o design e a música) era demasiado apetecível para deixar passar ao lado. Esta foi uma excelente oportunidade para conjugar os dois temas, abordando-os com duas aproximações que normalmente (e infelizmente) no contexto académico e profissional não são habituais: numa primeira instância fazer uma reflexão e ter um olhar crítico sobre o tema música e o papel do designer na sua materialização gráfica e, posteriormente, na experimentação e concretização de uma ideia num contexto de oficina prática. Nesta última, destaco a oportunidade de utilizar tipos de madeira na composição dos cartazes e o ambiente descontraído, experimental e cooperativo que reinou em ambos os dias do workshop. No cartaz que executei, tentei usar uma frase simples que descrevesse a importância do papel da música na construção da minha vida pessoal e profissional (“I Am What I Ear”). Na palavra “Ear”, procurei fazer um pequeno jogo, construíndo a letra “E” de forma a dar a ideia de uma orelha (remetendo ao mesmo tempo para a loja que “apadrinhou” o workshop).

This was an excellent opportunity to combine the two themes, covering them with two approaches that usually (and unfortunately) in the academic and professional context are unusual: first to make a reflection and to have a critical look over the theme music and the role of the designer in its graphic materialization, and, later on, in the trial and implementation of an idea in the context of a workshop. In this last one, I highlight the opportunity to use wood type in the composition of the posters and the relaxed, experimental and cooperative ambient felt on both days of the workshop. In the poster I’ve done, I tried to use a simple phrase to describe the importance of the role of music in the construction of my personal and professional life (“I Am What I Ear”). In the word “Ear”, I tried to do a little game, building the letter “E” in order to give the visual idea of an ear (while referring to the store that “sponsored” the workshop).

Pedro Silva Som é música boa O workshop foi interessante e vejo a minha participação como sendo positiva. Tempo que dediquei à experimentação livre e, não menos importante, à observação e interacção com os restantes elementos. O balanço é positivo ainda que, em relação ao meu cartaz, sinta que fiquei aquém do que idealizava. O que não depreendo como sendo mau, mas sim mais uma ajuda para tentar, experimentar, para me libertar de preconceitos. A expressão “som é música boa” serviu de base para representar


I confess that the name of the workshop was halfway to convince me to participate, the idea of working on something that involves my two great passions (design and music) was too tempting to pass along.

Pedro Góis Electrocardiograma Sonoro (2 Orelhaz = 1 Mão / Música Seleccionada) Desde sempre que a Comunicação Visual, tal como a Arte e a Música, está intimamente ligada à História da Inteligência, do Conhecimento e da Cultura humana. Seja ela apenas informação ou simples lazer/fruição,

Miguel Coelho I Am What I Ear Confesso que o nome deste workshop foi meio caminho andado para me

20

21

Círculo de Artes Plásticas de Coimbra

Atelier Letra&Música

está e estará sempre conectada ao veículo de percepção musical via audição. A procura da representação visual do que por nós é ouvido é sempre questionável, já que é uma experiência única e individual. O factor surpresa ou o desconhecimento da sonoridade, suscita uma reacção directa entre o domínio pessoal da percepção/sensação, que além de afectar o corpo e a sua linguagem, pode eventualmente se traduzir numa reinterpretação visual. A resposta a um novo paradigma comunicacional gerado pela utilização das novas tecnologias tem influenciado o modo de criar e distribuir Arte e Música, que se revela numa constante busca de novas experiências por parte do ouvinte/ utilizador. Esta experiência sensorial, acaba por influenciar quer a sua Cultura Visual, quer o próprio conceito original de Música, enquanto combinação de sons/silêncio/tempo através da melodia/harmonia/ritmo e de outros componentes como altura/timbre/ intensidade/duração. Da ideia e dos conceitos, passámos à prática. Objectivo, estabelecer uma ligação directa entre a percepção que entra no ouvido e a ponta do objecto riscador. Conectar a Orelha a um suporte físico (neste caso a folha de papel de embrulho da Quebra Orelha), e procurar no limite uma representação visual da música através do uso do corpo como veículo de acção livre, sem obstáculos intelectuais, critérios culturais ou sugestões emocionais.

Conseguir passar todos estes elementos ao ouvinte/utilizador, através da representação da sua percepção musical, é um desafio que se centra no debate de dar hipótese à audiência de participar, experimentar e de ser ela própria o artista. Adicionar o factor surpresa, criado pelo facto de desconhecer a música que Afonso Macedo iria seleccionar, bem como a ausência da visão e da referência visual, com a venda dos olhos durante a audição/acção de registo do conceito, permitiu que a música através da mão tenha feito uma sincera representação do que foi ouvido. Electrocardiograma Sonoro foi o resultado da sensação que cada tema provocou, e que se reflectiu nos gestos leves e fluídos da acção, ao mesmo tempo que nos remonta para a Action Painting e o seu surreal desenho automático. A espontaneidade do acto sonoro-plástico, resulta numa experiência estética que aparentemente não tem preocupações com o produto final e no resultado que é comunicado ao público. A cultura visual de futuro deve enquadrar a experiência do ouvinte/ utilizador e a sua percepção sensorial, procurando novas linguagens que são criadas sem referências a memórias ou vivências comuns. A comunicação estética terá que se concentrar no indivíduo, no espontâneo e na busca de novos estímulos para os nossos órgãos sensoriais. De forma simples e eficaz, valorizar o papel da Música como Arte e lugar de fruição estética, quer para o artista quer para o ouvinte, fazendo

com que a sua participação lhe permita manter a sua individualidade, ao mesmo tempo que é um agente criador de uma legado cultural que vai enriquecendo com a sua representação visual. A criação e conceptualização de ideias/ conceitos em aplicações que reflectem a mudança do meio comunicacional, é uma forma de questionar o pensamento sobre as suas funções e as sensações criadas pelos seus objectos, tornam passível a sua reinterpretação, reinvenção e reorganização. Este foi o mote para a participação neste Atelier, já que estas actividades nos permitem questionar o presente e reflectir sobre um futuro, que na fúria do seu voraz desenvolvimento, nos deixa pouco tempo para o pensamento sobre qualquer acto estético e sobretudo sobre a Música. A recepção do programa via meio digital/redes sociais despoletou, desde logo, um conceito e a ideia do corpo humano como mero veículo de percepção/sensação. Deixar que os Inputs Sonoros se revelem em Outputs Visuais, com o Delay proporcionado pela ausência da referência visual, permite que o som percorra todo o caminho da cabeça até à mão através de uma real experiência de pura fruição sonora. A experiência, mais do que o resultado final, explora acima de tudo a acção em si própria, deixando uma outra sensação de puro delírio conceptual...


Sound Electrocardiogram (2 Earz = 1 Hand / Selected Music) Since ever Visual Communication, just like Art and Music, is closely linked to the History of Intelligence, Knowledge and Human Culture. Being it only information or simply leisure/ enjoyment, it is and will always be connected to the vehicle of musical perception through hearing. The search for visual representation of what is heard by us is always questionable, since it is a unique and individual experience. The element of surprise or lack of knowledge about the sound, poses a direct reaction between the personal domain of perception/ sensation, which also affect the body and its language, and can eventually be translated into a visual reinterpretation. The response to a new communication paradigm created by the use of new technologies has influenced the way we create and distribute Art and Music, which turns into a constant search for new experiences by the listener/user. This sensory experience has an impact both in his Visual Culture, and on the his original concept of music as a combination of sounds/silence/time through the melody/ harmony/rhythm and other components such as height/pitch/intensity/duration. From idea and concepts, we went to practice. Aim: to establish a direct link between the perception that enters the ear and the point of the scriber object. To

22

23

Círculo de Artes Plásticas de Coimbra

Atelier Letra&Música

connect the ear to a physical medium (in this case the sheet of the Quebra Orelha’s wrapping paper) and to find, in the limit, a visual representation of the music through the use of the body as a vehicle of free action, out of intellectual obstacles, cultural criteria or emotional cues. To be able to pass all these elements to the listener/user, through the representation of their musical perception is a challenge that focuses on the debate to give the audience a chance to participate, to try and to be herself the artist. To add the element of surprise, created by the fact that I didn’t know wich music would Afonso Macedo select, and the lack of vision and visual references, blindfolded during the hearing/action registration of the concept, allowed the music going through the hand to make a sincere representation of what was heard. Sound Electrocardiogram was the result of emotions caused by each theme, reflected in the light and fluid gestures of the action. At the same time it takes us back to Action Painting and its surreal and automatic drawing. The spontaneity of the plastic-sound act, results in an aesthetic experience that seemingly has no concerns with the final product and in the idea that is communicated to the audience. The visual culture of the future must meet the experience of the listener/user and his sensory perception, looking for new languages that are created without reference to common experiences or memories. The aesthetic communication will have to focus on the individual, in

the spontaneous and in the search for new stimuli for our sensory organs. Simply and effectively, enhancing the role of music as Art and place for aesthetic enjoyment, both for the artist and the listener, so that their participation will allow them to maintain their individuality being at the same time a creative agent of a cultural legacy that will enrich with its visual representation. The creation and conceptualisation of ideas/concepts in applications that reflect the change of the communication environment, is a way of questioning the thought of their functions and the feelings created by their objects, become susceptible to reinterpretation, reinvention and reorganization. This was the motto for participation in this workshop, since these activities allow us to question the present and reflect on a future that, in the fury of his rapacious development, leaves us little time for thinking about any aesthetic act and, most of all, about music. The reception of the programme via digital/social networks triggered, first, a concept and the idea of the human body as a mere vehicle of perception/ sensation. To let the Sound Inputs turn into Visual Outputs, with the Delay provided by the absence of visual reference, allows the sound to go all the way from head to hand over a real experience of pure sound enjoyment. The experience, rather than the end result, explores most of all the action itself, leaving another sensation of pure conceptual delirium...

Processo de trabalho de Pedro Góis Quebra Orelha, 21 Maio Working process of Pedro Góis Quebra Orelha, 21 May

24

25

Círculo de Artes Plásticas de Coimbra

60

Emmanuel Veloso. Autechre, gantz graf. Som Através da Tinta/Sound Through Ink

You're Reading a Free Preview

Download
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->