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Necessidades Educativas Especiais_2

Necessidades Educativas Especiais_2

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Necessidades Educativas Especiais Pais Profissionais de Educação Estratégias Cognição e Aprendizagem i. Dificuldades de aprendizagem ii. Dificuldades de Aprendizagem Especificas | Dislexia iii. Dificuldades de Aprendizagem específicas | Dispraxia 5. Estratégias Funções Físicas e Sensoriais 6. Estratégias Comunicação e Interacção 7. Estratégias Desenvolvimento Comportamental, Emocional e Social 8. Estratégias Sobredotação 9. Estratégias NEE com a Língua do País de Acolh imento 10. Necessidades Educativas Especiais 11. Cognição e aprendizagem i. Dificuldades de Aprendizagem ii. Dificuldades de Aprendizagem Específicas iii. Dificuldades de Aprendizagem específica | Dislexia iv. Dificuldades de Aprendizagem específicas | Dispraxia 12. Funções físicas e sensoriais 13. Comunicação e Interacção 14. Desenvolvimento Comportamental, Emocional e Social 15. Sobredotação 16. Necessidades Educativas Especiais relacionadas com a língua do país de acolhimento

Necessidades Educativas Especiais

Uma breve apresentação...

Necessidades educativas especiais podem significar que o aluno tem dificuldades em: ‡ ler, escrever, trabalhar com números ou compreender a informação; ‡ exprimir-se ou compreender o que os outros estão a dizer; ‡ fazer amizades ou relacionar-se com os adultos; ‡ ter um comportamento adequado na escola; ‡ qualquer tipo de necessidade sensorial ou física que o afecte nas tarefas diárias na escola..

Alunos com necessidades educativas especiais podem necessitar e têm o direito a receber apoios adequados para conseguir desenvolver as suas capacidades, visando a sua integração plena na sociedade, com o máximo grau de autonomia possível, num ambiente escolar inclusivo. Há alunos cuja progressão de aprendizagem se processa de forma mais irregular, sendo necessária uma intervenção em áreas disciplinares específicas. Para tal, bastará um apoio temporário de acompanhamento. O grupo dos alunos com multideficiência não está como uma categoria individualizada, devido ao carácter heterogéneo do mesmo. Assim, as diferentes limitações terão resposta diferenciada nas diversas categorias das necessidades educativas especiais.

Pais
O guia para Pais e Educadores expõe alguns tópicos do Código de Prática (link), explica procedimentos e informa os pais dos seus direitos. Este guia encontra -se disponível em: Inglês Espanhol Mandarim (Chinês)

O que são Necessidades Educativas Especiais?

(link para o texto breve de apresentação ?)
Como obter apoio?

A observação do desenvolvimento físico, emocional, intelectual e social é muito importante desde os primeiros anos de vida. Nas consultas de rotina, o médico de família e/ou o pediatra poderá chamar a atenção para algo irregular no desenvolvimento da criança. A referenciação da existência de necessidades educativas especiais realiza-se por iniciativa dos pais ou encarregados de educação, dos serviços de intervenção precoce, dos docentes ou de outros técnicos ou serviços que intervêm com as crianças/ jovens.

Processo de avaliação
Depois de ser referenciada a situação, conselho executivo deve: 1. pedir um relatório técnico -pedagógico ao departamento de educação especial e ao serviço de psicologia, contando com a participação de todos os intervenientes no processo; 2. solicitar ao departamento de educação especial a indicação dos apoios especializados, a adequação necessária do processo de ensino e aprendizagem e das tecnologias de apoio; 3. assegurar a participação activa dos pais ou encarregados de educação; 4. confirmar a aceitação do processo por parte dos pais ou encarregados de educação; 5. homologar o relatório técnino -pedagógico; 6. encaminhar os alunos para os apoios disponibilizad os pela escola que melhor se adeqúem à situação específica de necessidades educativas.

Medidas educativas

De acordo com as necessidades educativas especiais de carácter permanente, as medidas a aplicar podem ser: ² apoio pedagágico personalizado; ² adequações curriculares individuais; ² adequações no processo de matrícula; ² adequações no processo de avaliação; ² currículo específico individual; ² tecnologias de apoio.

Dr. Dr.3 Gaspar Correia) Leiria / Caldas da Rainha Agrupamento de Santo Onofre (EB 2.3 de Cinfães) Aveiro / Stª Mª da Feira Agrupamento Prof.3 de Santa Clara) Viseu / Viseu Agrupamento Grão Vasco (EB 2.3 Luciano Cordeiro) Aveiro / Eixo Agrupamento do Eixo (EBI do Eixo) Coimbra / Coimbra Agrupamento Alice Gouveia (EB 2. Ferreira de Almeida) Bragança / Mirandela Agrupamento Luciano Cordeiro (EB 2. 3 Viana do Castelo) Viseu / Cinfães Agrupamento de Cinfães (EB 2.3 José Cardoso Pires) Lisboa / Lisboa Agrupamento de Portela e Moscavide (EB2. 3 Aranguez) Setúbal / Seixal Agrupamento Pedro Eanes Lobato (EB 2. Ferreira de Almeida (EB 2.3 Gonçalves Carneiro) Porto / Porto Agrupamento do Cerco do Porto (EB 2.Escolher uma escola Listagem dos Agrupamentos de Escolas sede dos Centros de Recursos TIC para a Educação Especial Distrito / Localidade Agrupamentos de Escolas Braga / Guimarães Agrupamento de Fermentões (EB 2.3 Drª.3 do Cerco) Viana do Castelo / Viana do Castelo Agrupamento de Abelheira (EB 2.3 Pedro Eanes Lobato) .3 Prof. 3 João Roiz) Lisboa / Amadora Agrupamento José Cardoso Pires (EB 2.3 Santo Onofre) Setúbal / Setúbal Agrupamento de Cetóbriga (EB 2. Alice Gouveia) Guarda / Guarda Agrupamento Zona Urbana da Guarda (EB 2.3 Fernando Távora) Vila Real / Chaves Agrupamento Gonçalves Carneiro (EB 2.3 Grão Vasco) Leiria / Leiria Agrupamento Gualdim Pais (EBI Gualdim Pais) Castelo Branco / Castelo Branco Agrupamento João Roiz (EB2.

3 Cristóvão Falcão) Agrupamento Nº 1 de Évora (EBI da Malagueira) Agrupamento nº2 de Beja (EB 2.3 Mário Beirão) Agrupamento José Neves Júnior (EB 2.Santarém /Santarém Lisboa / Sintra Portalegre / Portalegre Évora / Évora Beja / Beja Faro / Faro Agrupamento Alexandre Herculano (EB 2.3 Dr.3 Alexandre Herculano) Agrupamento de Rio de Mouro (EB 2.3 Padre Alberto Neto) Agrupamento nº2 de Portalegre (EB 2. José Neves Júnior) .

Profissionais de Educação Estratégias Cognição e Aprendizagem Dificuldades de aprendizagem in Achievement for all. Reino Unido| 2002 .

. concluídas dentro do tempo disponí vel. por outro lado. é mais eficaz do que em longas sessões semanais.Os alunos com DA podem desconhecer as suas fraquezas ou. deverá ser feito tudo o que estiver ao nosso alcance para desenvolver a sua auto-estima. marcando tarefas que podem ser. ‡ Fornecer um ponto de partida para tarefas de escrita criativa. ‡ Encontrar tempo para a repetição frequente de aprendizagem rotineira. através da sua perseverança. ‡ Para além de dizer. o mesmo conceito de diversas formas. ‡ A repetição diária. ‡ Encorajar um aluno que é passivo a tornar -se mais activo. ‡ Definir o que o aluno já sabe e voltar ao ponto onde a dificuldade ocorre. em vez de apresentar ao aluno uma folha de papel em branco. envolvendo-se em discussões e actividades de grupo. ainda que isto possa parecer difícil. Alguns alunos adquirem de tal maneira a consciência das s uas fraquezas que acreditam serem incapazes de aprender. Assim. ‡ Estruturar a aprendizagem em pequenas etapas e de forma sequencial. reforçando a ‡ Apresentar aprendizagem. ‡ Ensinar competências de estudo em todos os níveis. Estes alunos precisam de ser convencidos. realisticamente. é também importante mostrar ao aluno o que ele tem de fazer. terem a consciência de que progridem menos do que os restantes colegas. como por exemplo recitar o alfabeto ou aprender a leitura e a ortografia de palavras chave. ‡ Manter tarefas curtas e trabalhar no sentido de um aumento gradual da concentração. de que podem e irão aprender efectivamente. de modo a que o aluno tenha acesso a fontes de ajuda. em sessões curtas. ‡ Permitir que o aluno trabalhe consoante o seu ritmo. Dar-lhe exemplos concretos e permitir a sua aplicação prática durante o tempo que for necessário. Estratégias Algumas das estratégias seguintes poderão ajudar alunos com DA.

Possivelmente. as tarefas e os materiais para que este se sinta motivado para a conquista do seu sucesso. adquira um certo estatuto dentro do grupo. . + Diferenciar. ele ou ela. ‡ Discutir as evidencias de sucesso com o aluno.‡ Ouvir o que o aluno diz. ‡ Dar um feedback imediato reforçando positivamente os esforços. ‡ Reconhecer publicamente o talento do aluno para que. bem como se perceba qualquer tipo de receio. tanto quanto possível. sendo preferível evitar dar muita informação de uma vez só. para que se compreenda o seu ponto de vista. + Elogiar e ecnorajar os alunos pois potenciam o aumento da auto -estima. será necessário repetir as instruções de diferentes formas. ‡ Permitir a experiência de progresso ao aluno nas áreas do currículo não verbal em pode vencer. bem como tentar saber se o aluno tem alguma questão a colocar.

DISLEXIA . pelo que a abordagem multissensorial deve ser utilizada sempre que possível. gravar e apresentar um trabalho por exemplo. processamento de texto ou podcasts. incentivando-o a pedir ajuda. Permitir tempo suficiente para o trabalho ser organizado e concluído. como auxílio para a composição. ‡ Encorajar a práticas da sequência de ver/observar. ‡ Em contexto sala de aula. no apoio a áreas mais fracas. ‡ Incentivar o aluno a usar o corretor ortográfico de um processamento de texto. depois escrever e depois verificar. Assim. permitir -lhe aprender por todos os meios disponíveis: visual. o aluno deverá estar perto de nós. A vantagem de uma abordagem multi-sensorial está no facto de esta permitir ao aluno usar os seus pontos fortes. em primeiro lugar. auditivo. submetendo o uso da memória. ‡ Fazer experiências com filtros coloridos. oral. Fazer uso de mnemónicas ‡ Incentivar o aluno a utilizar digitação de texto.Dificuldades de Aprendizagem Especificas | Dislexia in Achievement for all. ‡ Proporcionar ao aluno a variedade de modos de abordar. táctil e cinestésico. gráficos. ‡ Utilizar livros com fitas adesivas para facilitar a leitura (tapando ou marcando áreas). ‡ ‡ Ensinar as regras ortográficas. ajudar o aluno disléxico é. diagramas. depois tapar. É importante: ‡ Deixar o aluno perceber que estamos inter essados nas suas dificuldades. ‡ ‡ ‡ Repetir a novas informações e verificar se foram compreendidas. Ensinar métodos de estudo. se o aluno não gostar dos reflexos da impressão a preto sobre o papel branco. Reino Unido | 2002 Os alunos com dislexia são fracos num ou mais do que um canal de aprendizagem. o suficiente para receber a nossa ajuda facilmente.

podem ser m uito úteis. ler poemas. utilizar mímica. ‡ Mostrar como segurar num livro. "por favor pega no lápis e coloca-o na caixa ". Evidenciar o que aluno fizer bem e dando-lhe a oportunidade de ³brilhar´. Não dar longas listas de ortografia. começando com apenas uma ou duas por exemplo. todos os exercícios criativos que envolvam a memória tais como. ‡ Falar sobre livros. Não assumir que o aluno é preguiçoso ou descuidado. Não insistir na reformulação. aplaudir as sílabas e cantar músicas. Enfatizar a rotina para ajudar o aluno a adquirir um sentido de organização. Com os alunos muito jovens. teatro. Não pedir ao aluno para ler em voz alta na sala de aula. tais como atirar. a menos que exista um propósito claro.‡ ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ Utilizar o dedo para seguir o texto. dizer poesia infantil em conjunto. onde é o topo da página e que direcção segue o texto. ‡ Incentivar os grandes movimentos para a escrita. Elogiar sempre que possível o trabalho do aluno. lidos e desfrutados. e fazer DISLEXIA . Algumas das seguintes estratégias podem também ajudar não só professores mas também os pais destes alunos: ‡ Incentivar a pratica de habilidades físicas. chutar bolas. saltar treinar o equilíbrio. de que forma ele abre. os jogos de tabuleiro. Não corrigir todos os seus erros. por exemplo a escrita com o indicador na areia. onde começa a história. Nunca compara-lo com o resto da turma. falar de imagens. Ajude as crianças a aprender a seguir instruções. Incentivar a participação em trabalhos práticos. jogar a pares. utilizar a acção. usando a linguagem dos livros ² as imagens. uma e outra vez. as palavras e as letras ² para perceber que os livros podem ser analisados. capturar.

Incentive sempre a criança a repetir a instrução antes da sua realização. "ir à prateleira. por exemplo.gradualmente sequências mais longas. traze-la para mim '. DISLEXIA . encontrar a caixa vermelha.

² Dividir as actividades em pequenos passos. ² Permitir tempo extra para a finalização dos trabalhos.Dificuldades de Aprendizagem específicas | Dispraxia in Achievement for all. Reino Unido| 2002 Estratégias Um terapeuta ocupacional deverá avaliar o aluno e sugerir ideias para actividades e estratégias encorajando o desenvolvimento e limitar o impacto das dificuldades. As seguinte estratégias também poderão ajudar: ² Dar instruções claras e inequívocas. sendo que o seu desenvolvimento deverá ser monitorizado de perto e revisto de forma regular. para se acompanharem e ajudarem mutuamente (µbuddy system¶). ² Ensinar à criança estratégias para se lembrar das coisas. O aluno poderá frequentar um tratamento de grupo. ² Organizar um sistema em que o aluno e o educador funcionem em conjunto como uma única unidade. DISPRAXIA . tanto na escola como em casa.

que contém ideias e sugestões para corresponder.Síndrome de Down Adopção dos métodos de ensino e leitura global ou das vinte e quatro palavras (palavra como um todo). e corresponde texto a texto.aumenta o léxico e promove o desenvolvimento da gramática. imagens iguais. das barras de Cuisennaire.promove a inteligibilidade.) a um ambiente multimédia interactivo´. dos blocos lógicos. utilizando a palavra escrita como suporte visual da palavra oral.. Recorrer a jogos de correspondência. SÍNDROME DE DOWN . texto a imagens e imagens a texto. a discriminação auditiva e visual e o processamento auditivo da informação. segundo a Associação Portuguesa de Portadores de Trissomia 21 (2004): . . Utilização do Software ³Os jogos das Mimocas´. a memorização do estímulo auditivo. entre outros na área de Matemática. onde o aluno corresponde objectos iguais. de material multibásico. recorrendo a actividades baseadas no processamento e na memória visual. que. . Utilização do ábaco.adequa o Programa En sinar a ler para ensinar a falar (. .. livros individualizados e actividades para generalizar as competências de leitura e compreensão. jogos com as palavras visuais.³promove o desenvolvimento da linguagem compreensiva e expressiva. objectos à imagem.

Estratégias Funções Físicas e Sensoriais .

Todavia. se o aluno não estiver gravemente doente. o aluno poderá estar cansado. sempre com a devida atenção. alguns alunos são perfeitamente capaze s de administrarem a eles próprios a medicação de que necessitam. poderão exigir um maior acompan hamento para recuperarem do atraso em relação à restante turma.Incapacidade Física y Problemas hereditários . necessitar de estarem ausentes da escola por períodos significativos devido a infecções peitorais ou por necessidade de hospitalização. Assim sendo. Dependendo da idade. o trabalho pode ser configurado para ser terminado em casa ou no hospital. O exercício físico é extremamente benéfico para alunos com fibrose cística. no entanto.Fibriose cística Os alunos com fibriose cística possuem as mesmas capacidade que os seus pares. Podem. FIBROSE CÍSTICA . pelo que se deverá promover a sua participação activa nas aulas de Educação Física. uma vez que após um período de debilitação.

No entanto. devido a problemas de saúde. HEMOFILIA . uma vez que o contacto entre os alunos poderá ser perigoso para os hemofílicos. Este horário servirá como auxiliar ara o professor. os profissionais de educação deverão manter -se em estreito contacto com os pais e com o médico assistente. Durante os tempos lectivos. é da responsabilidade dos referidos profissionais a administração de qualquer medicação de que o aluno possa necessitar.Hemofilia Com o devido tratamento. O professor deve solicitar e obter junto destes profissionais um horário que indique o momento ou momentos exactos em que o aluno tem de tomar a medicação. permitindo -Ihe saber exactamente quando deve dispensar o alupo da sua aula. Se o médico prescreve determinada medicação. Os pais devem ser consultados sobre a melhor forma de gerir os seus cuidados e a educação destes alunos durante o horário escolar. o profissional da educação deve ter especial atenção em actividades como a educação física. Um simples ferimento ligeiro pode causar uma hemorragia grave e/ou uma hemorragia espontânea em órgãos vitais. os alunos hemofílicos podem levar uma vida normal..

professores. ANEMIA FALCIFORME .Anemia falciforme Alunos com anemia falsiforme podem levar uma vida normal.. funcionários e colegas devem estar cientes de que as pessoas afectadas pela anemia falciforme sentem a dor de uma bastante mais intensa. Os pais devem ser consultados sobre a melhor forma de gerir os seus cuidados e a educação destes alunos durante o horário escolar. No entanto.

Paralisia cerebral A aprendizagem de alunos com paralisia cerebral depende muito do grau de profundidade. ausentando-se da escola nestes períodos.y Condições Congénitas . o défice de atenção. como por exemplo. É aconselhável que estes alunos frequentem paralelamente terapia. assim como a associação de outros problemas. PARALESIA CEREBRAL .

podem ser necessárias adaptações estruturais especiais. objectivos realistas.Espinha bífida As crianças com espinha bífida são iguais a todas as outras. Pode igualmente ser preciso adquirir equipamento específico. pode tornar-se necessário que a escola proceda a algumas alterações. como convulsões. muletas ou aparelhos. Em certos casos. portanto. dificuldades de aprendizagem ou ainda o utro tipo de problemática. Dependendo do tipo específico de espinha bífida. tais como a instalação de elevadores ou de rampas . tanto pode ser notável como pode. de forma a que eles se sintam encorajados e assim aumentem o seu desejo de ser bem sucedidos. inscrevendo-se a crìança. quanto à sua capacidade intelectual.. poderão ser úteis algumas das estratégias seguintes: ‡ Use um ³buddy system´. também. para estes alunos. No entanto. No trabalho com alunos com espinha bífida. paralisia cerebral. neste último caso. O professor deve estabelecer. Alguns alunos com espinha bífida podem apresentar outras deficiências. ser inferior à média. ‡ Elaborar um currículo alternativo que permita tempo extra e modelos de ensino e de apoio adequados. Devem ser enfatizados os seus pontos fortes e deve ser-Ihes dadas oportunidades para mostrar os seus talentos. ‡ Fazer uso da tecnologia áudio -visual. ESPINHA BIFIDA . de forma a que possam ter sucesso e possam receber a aprovação dos seus companheiros. ‡ Falar com os pais. Esta. as sugestões relativas a cada problemática específica devem ser procuradas na respectiva localização correspondente neste portal. no grupo dos que apresentam atrasos no desenvolvimento. como cadeiras de rodas. Assim. de forma a poder receber alunos com esta deficiência. a maior parte das crianças com espinha bífida terão uma capacidade intelectual normal ou acima da média.

Traumatismos O professor deverá procurar sensibilizar a turma para que ajudar e apoiar o aluno no processo de adaptação.y Outras Condições . TRAUMATISMOS .

marcadores. hamsters).Alergias A gravidade da condição alérgica vai determinar em que medida é seráo necessárias alterações na sala de aula. ALERGIAS . Na sala de aula.. Mesmo se os animais não estão presentes na sala de aula. Os alunos alérgicos podem precisar de estar sentados afastados destes alunos com animais de estimação. do quadro. de zonas com plantas. por exemplo. Alunos com alergias podem sofrer de interrupção ou má qualidade do sono. as reacções alérgicas podem ser desencadeadas por giz. perfumes e animais (cobaias. as roupas e os cabelos de outros alunos que têm um animal em casa podem desencadear reacções.

Choque anafilático Alunos anafilácticos podem estar em perigo se estiverem expostos a um insecto ou um determinado alimento. As salas de aula e as cantinas poderão ter de uma limpeza esterilizada especial. Duas ou mais "Epi-Canetas" imediatamente disponíveis em sua sala. Possuir um plano de acção de emergência.. CHOQUE ANAFILÁTICO . portanto. um conjunto de estruturas e organização muito especial. Requerem. Todos os casos de choque anafilático precisam de: · · · Ser conhecidos por todos os professores e funcionários.

o que o aluno precisa é de descanso. Asmáticos graves poderão requerem um pré-plano de acção de emergência organizado e conhecida por todos os funcionários. nestes casos. em seguida. o professor pode obter informações acerca dos alergénios específicos que Ihe provocam o ataque. O exercício ao ar livre (no frio ou em épocas com pólen no ar) ou em interiores (no ginásio) pode desencadear falta de ar. O professor deve incentivar estes alunos a relatar quando estão a ter dificuldades para respirar e. Em alguns casos. Se este está frequentemente ausente das actividades. verificar que a sua falta de ar já passou. uma equipa especializada pode tomar medidas no sentido de remover os referidos agentes do meio escolar. devendo afastá -los do aluno. O professor deve certificar-se de que cada aluno asmático tem acessivel o seu inalador. usar o inalador. a fim de minimizar a exposição do aluno aos agentes em causa. Geralmente. Quando a qualidade do ar exterior é má.Asma Os alunos com asma possuem as mesmas capacidades que os seus pares. Deve chamar os pais se falta de ar não passa de 20 para 30 minutos. Apesar de estes alunos geralmente poderem participar em actividades físicas. Quando conferencia com os pais do aluno. é necessário tomar providências no sentido de permitir que o aluno acompanhe e realize os trabalhos solicitados. Desta forma. por vezes.. Dado que a tensão emocional pode precipitar alguns ataques de asma . Alguns alergénios podem provocar ataques de asma em alguns alunos. Pode ser necessário. químicos. estas devem ser supervisionadas. tais como material para a reali zação de actividades de carácter artístico. A falta de ar pode evoluir rapidamente para um ataque de asma com risco de vida. O professor pode ser capaz de eliminar alergénios específicos. o professor pode tomar precauções. o professor deve assegurar que o ambiente em que se desenrola o processo de aprendizagem do aluno é positivo e está isento de situações potencialmente problemáticas nesse campo. ASMA . é aconselhável que o aluno com asma evite participar em qualquer activida de deste tipo que se realize no exterior. evitando exercícios extenuantes. e outros agentes.

O professor pode contactar os pais de um aluno diabético. procurando libertar as vias respiratórias do aluno. O educador deve conhecer os principais sinais que prenunciam estes estados. os quais são idênticos em ambos os casos. grumos de açúcar. Correntemente. Se os sintomas não se alterarem positivamente no espaço de 5 minutos. Se um aluno fica inconsciente. transpiração. DIABETES . Entre eles. chocolates ou outros alimentos doces. contam -se respiração e pulsação acelaradas. tal como um chocolate. um sumo de fruta ou uma bebida não dietética.. deve ser de imediato solicitada assistência médica de emergência. verificar a respiração e o pulso e colocar a criança em posição de recuperação. de forma a que estes forneçam alimentos ou bebidas ricas em açúcar que podem ser guardados na sala de aula e usados pelo aluno em caso de emergência diabética. Convém. o professor deverá ajudá-lo a sentar-se ou a deitar-se e dar-lhe uma bebida açucarada. a fim de elevar o teor de açúcar no sangue o mais rapidamente possível. tonturas. também. deve -se procurar ajuda médica de imediato. se tiver a formação adequada. Se o aluno estiver inconsciente. que o professor esteja preparado para reanimar o aluno caso seja necessário. sonolência e confusão.Diabetes No caso de necessidade de tratamento e se o aluno estiver consciente. deve ser de imediato solicitado tratamento médico de emergência. Normalmente. As reacções à insulina e o coma diabético podem instalar-se gradualmente. Convém solicitar ajuda médica. os diabéticos saberão quando algo está errado e solicitarão ou procurarão fontes de açúcar. os primeiros-socorros prescritos para emergências diabéticas requerem simplesmente que o aluno coma ou beba um alimento rico em açúcar.

uma vez esta iniciada. devem ser transmitidos conhecimentos acerca da natureza da epilepsia e do efeito que tem no aluno que apresenta crises. O professor deverá procurar promover a auto-confiança e a autonomia. EPILEPSIA . Mesmo se as crises estão a ser controladas por medicação. Ao fazê -lo. O professor pode desempenhar um papel importante. ganho de peso. pois pode originar dificuldades no comportamento. Um aluno com epilepsia pode ter tantas capacidades como qualquer outro aluno que não é afectado pela doença. No entanto. sendo necessário deixar que todas as suas fases tenham lugar. confusão. duram pouco tempo. família e professores ou outros profissionais afectados pela sua condição. Podem ser obtidas informações vitais sobre estes através da verificação dos vários registos. problemas de memória. Qualquer alteração no funcionamento físico ou intelectual do aluno deve ser registada e os pais e o médico devem ser mantidos ao corrente. é de salientar que algumas crianças com epilepsia podem sofrer de défice de atenção. deve-se incentivar um aluno com epilepsia a repetir informações dadas de forma a minimizar causas de alguns períodos de perda de consciência. produzirá alterações nas concepções erróneas que estes têm acerca deste problema. fadiga.. Comunicar positivamente e abertamente com os alunos permite que a epilepsia se tornar apenas um outro aspecto das suas vidas. ajudando os restantes alunos a compreender o que é a epilepsia. O tratamento medicamentoso para epilepsia pode também ter um efeito adverso sobre o aluno. é suficiente que saibam que as crises não magoam e que. Todos os educadores devem ser informados acerca de alunos que apresentam uma história de epilepsia. Assim. não deve ser interrompida.Epilepsia Um dos factores mais importantes no impacto da epilepsia nos alunos é as reacções dos seus pares. Os pais podem também facultar informações suplementares relativamente ao tipo de crise e à sua frequência. Aos mais velhos. desadequada utilização de habilidades. todos os funcionários da escola devem estar conscientes da possibilidade de esta provocar efeitos secundários. entre os quais os registos médicos. É importante levá -los a compreender que. Os alunos podem interrogar-se acerca da razão que leva o professor a não tentar pôr fim à crise convulsiva do companheiro. irritabilidade e problemas de comportamento. o que levará a que desapareçam os medos a ele associados. queda de cabelo e acne ± o que afecta a auto-confiança e capacidade de aprender. cansaço extremo. Em relação aos alunos mais novos. em geral. sendo uma das melhores formas de se apoiar estes alunos para desenvolverem o seu potencial educativo.

fomentando atitudes positivas nos outros através de PSHE. dever-Ihe-á ser concedido tempo suplementar. de forma a evitar o surgimento de problemas no campo da auto -estima associados ao facto de dependerem de terceiros. Trabalhar em equipa com os seus companheiros proporciona-Ihes uma oportunidade para interagirem com outros alunos. para serem aceites pelos outros e para trabaIharem de forma cooperativa. Não há cura para a distrofia muscular. utilizando um ³buddy system´. em muitos casos. os membros da família sentir-se-ão também apoiados e o peso de enfrentar por si sós o problema da distrofia muscular será aliviado. pelo que os desejos do aluno em causa devem ser respeitados. quando tem de se deslocar de um local para o outro. a nível tecnológico. mas desejam também ser o mais independentes possível. Apesar de muitos alunos que apresentam distrofia muscular terem aprendido a adaptar-se ao seu meio. Na realidade. Os alunos com distrofia muscular devem manter-se activos durante o máximo de tempo possível. é de notar que. não é bem recebido. Dependendo de cada caso particular nesta situação um outro aluno pode proporcionar o apoio necessário. assim como a esperança média de vida da pessoa afectada. No entanto. tanto a nível educacional como físico. tanto para o aluno como para os membros da família. o professor pode ajudar a criar na sala de aula um ambiente que dê resposta às necessidades específicas destes alunos. Os esforços de reabilitação a curto prazo podem ser benéficos nas fases iniciais da doença.. Se um aluno tem de recorrer a uma cadeira de rodas ou se usa quaisquer outros mecanismos de apoio. No entanto.Distrofia muscular A gravidade da condição física varia muito. mas muitas vezes a ajuda terapêutica pode aliviar os sintomas. De igual modo. Por essa razão. para estabelecerem novas amizades. podem ser ultrapassados muitos problemas de foro psicológico que resultam da deficiência em causa. a sua deslocação pode não ser fácil. devem ser proporcionadas oportunidades a nível de interacções sociais " normais". Estes alunos desejam ter sucesso. A aprendizagem cooperativa constitui uma experiência excelente para a maior parte dos alunos com distrofia muscular. Para que a reabilitação tenha sucesso. a fim de preservarem a boa condição dos seus músculos sãos. a qual pode crescer e ultrapassar os limites do meio escolar. É importante para estes alunos poderem criar uma rede de amizades. O recurso a serviços de aconselhamento pode ser benéfico. Desta forma. esse apoio não é necessário ou. então. sempre que possível. Os educadores devem fomentar a independência destes alunos. existem vários dispositivos que podem revelar-se consideravelmente úteis para estes alunos. As escolas podem apoiar os alunos com distrofia muscular. e providenciar as melhorias necessárias nos equipamentos e estruturas. DISTROFIA MUSCULAR . não funcionam nas suas fases posteriores.

. Emocional e Social in Achievement for all.Estratégias Comunicação e Interacção Estratégias Desenvolvimento Comportamental. Reino Unido|2002 e SCoTENS.

» lembre-se que reprimendas privadas podem ser mais efectivas que uma repreensão pública. de forma a que cada aluno aprenda que pode confiar em si e partilhar os seus problemas e preocupações. Torne claro que está à espera de melhorias. mas evite o sarcasmo. algumas das seguintes estratégias podem ajudar: » tente estabelecer um sentimento de empatia com o aluno. atribuindo significados a gestos como ³levantar a mão´ (associado por ex. se um aluno se encontra numa situação potencialmente perturbante. procure actuar primeiro e diga algo positivo. e tende desenvolver uma linguagem não verbal para elogiar. mas não com sarcasmo. » dê o máximo de atenção e apoio individual possível. » apoie o aluno no desenvolvimento de capacidades sociais (reconhecer quando se deve aproximar. » apresente novos conceitos de forma calma e recompense o sucesso com regularidade. ainda que rejeitadas pelo aluno. e dê-lhe um feedback regular do seu progresso. tente elevar a auto -estima do aluno. » mantenha uma atitude positiva e encoraje a criança a fazer o mesmo. são importantes para que este se sinta seguro. como por exemplo levantar os polegares. ³levantar um dedo´ (associado por exemplo ao acto de se colocar de pé). quando deve expressar o seu ponto de vista). a um pedido para parar e escutar). crie situações em que o aluno é gradualmente incluído em actividades com outros alunos: primeiro com um par. de forma a aumentar a motivação. » identifique as áreas em que o aluno é bom e tente desenvolver actividades que as incorporem. depois com um pequeno grupo. Se detectar uma situação potencialmente desagradável. » a existência de regras. Identifique as áreas em que o aluno é bom e crie oportunidades para que o grupo de colegas reconheça essas qua lidades. De acordo com a natureza da dificuldade. » atenue a tensão com humor. identificando áreas de interesse e falando com ele sobre esse assunto. Uma forma de transmitir algumas regras de comportamento poderá passar por uma apresentação lúdica das mesmas. independentemente de desaprovar o seu comportamento. será sempre considerada e acarinhada como pessoa. tente retirá-lo desse contexto ou desviar a sua atenção para outra coisa. entre outros. definindo tarefas possíveis de serem bem sucedidas. É importante que ele tenha consciência que.Procure perceber os motivos por detrás do comportamento e atitudes do aluno. .

Esta estratégia não apenas promove a compreensão de gráficos pela criança como poderá conduzir a uma melhor conduta. e que enquanto adoptar uma postura negativa a experiência escolar será sem pre desagradável. tente passar uma imagem de confiança e controle no lugar e elevar a voz. chame-o pelo nome e procure ficar calmo. e que existe uma estratégia para lidar com as situações » tente explicar os problemas aos colegas e peça-lhes ajuda na identificação de situações potencialmente perturbadoras »» encoraje o aluno a compreender que quanto mais investir na escola mais retirará dela. estás bem sentado na cadeira´). » desenhe um gráfico com dois eixos (x e y) e crie uma linha que indique o nível de ruído aceitável. tendo o cuidado de referir o comportamento pelo qual o aluno está a ser elogiado (ex: ³muito bem. » utilize um cronómetro e pare o tempo de cada vez que a sessão for interrompida. Encoraje o aluno a indicar quando se sente particularmente inquieto. e procure oportunidades para elogiar o bom comportamento. desenhas ou escreves?´. ³aguarda´. depois. pela adopção de termos como: ³olha´. para que não existam dúvidas relativamente à obrigatoriedade de determinada acção (ex: ³preciso que faças isto) » apresente escolhas limitadas: ³sentas-te nesta ou naquela cadeira´. Esse tempo poderá. como por exemplo através do desenho de pequenas caras sorridentes ou tristes (não só permitirá identificar o estado de espírito da criança como a detectar potenciais factores que desencadeiam as reacções) » evite levantar a voz e evitar o confronto oral. como desenhos. ser retirado ao tempo destinado a outras actividades como intervalos ou recreios. » utilize linguagem /instruções simples.» procure demonstrar que entende os motivos pelos quais a criança está zangada mas sugira métodos alternativos para o demonstrar. » seja específico quando pretende que a criança faça algo. » procure evitar a escalada da raiva/fúria. ³o que fazes primeiro. mantenha o contacto visual com o aluno. e quando for reduzido assinale um ponto abaixo. . De cada vez que o ruído for elevado assinale uma cruz acima da linha. » garanta que o pessoal auxiliar que contacta com a criança está a par do problema.

» procure sentar os alunos perto dos professores e distantes de janelas ou portas. . o que o recordará das tarefas que já concluiu e o que ainda tem por fazer. por exemplo. chamando-o para escrever no quadro. defina tarefas pequenas e realizáveis e dar feedback imediato » tente fornecer horários para sessões e actividades. Quando a actividade terminar. e elogie-o quando o comportamento for adequado » mantenha o contacto visual com o aluno enquanto dá uma instrução verbal » mantenha as regras da sala de aula claras e simples » adopte rotinas consistentes para retirar e guardar equipamentos » utilize folhas de trabalho onde as tarefas estejam divididas em segmentos pequenos. Alunos com défice de atenção e hiperactividade gostam da previsibilidade. apague ou remova-a -a do quadro e coloque-a no lado das tarefas completas ou finalizadas.Défice de Atenção / Défice de atenção e Hiperactividade Alunos com défice de atenção / défice de atenção e hiperactividade precisam que lhes sejam ensinadas formas para estruturarem o seu trabalho e actividades. bem como para geri em as suas r emoções. e procure sentá-los perto de outros que sejam bons modelos de comportamento » dê ao aluno tarefas responsáveis.

retire-o da sala o mais rápido possível.» tente alternar sessões sentadas com sessões em movimento » encoraje o aluno a verbalizar a sua actividade. primeiro para o professor e depois para si próprio » se o aluno tiver um comportamento agressivo. . fale com tranquilidade. Mantenha a calma. não o deixe perceber que está perturbado.

Reino Unido| 2002 .Estratégias Sobredotação Estratégias NEE com a Língua do País de Acolhimento Necessidades Educativas Especiais Cognição e aprendizagem in Achievement for all.

Os alunos com dificuldades de aprendizagem são normalmente identificados pelos seus professores numa fase precoce. Poderá assim haver discrepância entre as suas habilidades verbais e/ou práticas e a sua facilidade em adquirir algumas ou todas as competências de alfabetização. ‡ incapacidade em se lembrarem de novas competências sem um reforço constante e repetição. Alunos com DA podem apresentar padrões irregulares de fraquezas e domínios. juntamente com um vocabulário limitado. problemas em recordar o que viram ou ouviram. poderá ser útil ter em mente que estes alunos apresentam algumas das seguintes características: ‡ lentidão na aceitação de novas ideias. lentidão para estabelecer conceitos matemáticos. lentidão na aprendizagem da leitura com tendência para ler sem compreensão.Dificuldades de Aprendizagem As Dificuldades de Aprendizagem (DA) traduzem-se. de linguagem. geralmente. No entanto. da matemática e/ou da resolução de problemas. de literacia ou numeracia. relativas aos cuidados pessoais. falta de imaginação. Dificuldades de Aprendizagem Específicas in Achievement for all. da escrita. Reino Unido| 2002 As dificuldades de aprendizagem específicas podem manifestar -se nas áreas da fala. parca concentração e dificuldades na atenção prolongada. má compreensão oral e dificuldade em seguir instruções dirigidas à turma como um todo. perceptivos. ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ dificuldade em absorver ideias abstractas. motores. discurso e fraseologia imaturos. Podem concretizar-se em problemas ao nível da expressão e do desenvolvimento da linguagem e/ou das dificuldades emocionais ou comportamentais ou podem acentuar os problemas em todas as áreas referidas e associarem -se ainda a outras dificuldades. de pensamento e/ou metacognitivos. afectando a motricidade fina e a motricidade grossa. da leitura. ‡ tendência para gravitar para crianças mais novas e não se socializando com os seus colegas de turma. . envolvendo défices que implicam problemas de memória. em problemas de aquisição de competências básicas. parca coordenação.

pode experienciar dificuldades reais na alfabetização. sendo que outras áreas da aprendizagem podem ser igualmente afectadas. um aluno com fragilidades.Aprender a ler e escrever envolve a percepção visual e auditiva. numa ou em mais do que uma destas áreas. . Desta forma. a com preensão da sequência e da funcionalidade. a memória. bem como as competências para a coordenação entre os olhos e a mão e as de motricidade fina.

A dislexia manifesta-se. em vez de se revelar um aluno lento. que deveria cessar a partir de certa idade.Dificuldades de Aprendizagem específica | Dislexia in Achievement for all. perdendo o seu lugar ou omitindo linhas. tanto na fala como na escrita. assim. Reino Unido| 2002 O termo dislexia é habitualmente utilizado para descrever problemas de aprendizagem ao nível da leitura e da escrita ou ainda dificuldades em soletrar. adulteram a pronúncia de palavras. sentem dificuldades em copiar correctamente o que é escrito. ‡ têm dificuldades com as direcções. este fará mais progressos em algumas áreas do currículo do que em outras. O sinal mais óbvio num aluno com dislexia é que. DISLEXIA . lêem incorrectamente. ‡ ‡ ‡ ‡ revelam problemas na organização do trabalho. como um distúrbio da linguagem que se pauta pela dificuldade na descodificação de palavras simples. colocar os sapatos no pé correcto ou apresentam um retardamento na aprendizagem destas competências. como por exemplo distinguir a direita e esquerda. ‡ mostram dificuldades persistentes em tarefas como vestir e despir. ‡ sentem dificuldades em sequenciar eventos. Assim os alunos com dislexia podem apresentar todas ou algumas das seguintes experiências: ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ confundem letras e palavras semelhantes. por exemplo tropeçar ou cair com muita frequência. por exemplo planear os dias da semana. sentem dificuldades em recordar palavras familiares. confundem a ordem de letras ou palavras. este e oeste. ‡ apresentam dificuldades em seguir ou focalizar-se nas palavras de uma página. 15 por 51. principalmente se for no quadro. não conseguem recordar factos aprendidos de forma descontextualizada. ou ainda na percepção espacial. Segue-se uma lista de algumas características manifestadas por alunos com dislexia. revertem letras e números por exemplo. apresentam falta de coordenação. reforçando contudo a ideia de que o padrão das dificuldades pode variar muito entre indivíduos.

‡ têm dificuldades com as sequências temporais e em organizar as coisas por ordem cronológica. como por exemplo o preto pelo castanho. ‡ demonstram grande dificuldade em recordar de toda a palavra e não aprendem facilmente pelo método de ver as palavras. como por exemplo mesa ou cadeira. a clareza com que ela pode ser observada. sem qualquer razão aparente. misturam nas palavras letras minúsculas e maiúsculas. ‡ ‡ revertem a sequência ou ordem de palavras ou revertem o conceito (eg: ir/parar). encontram dificuldades nas rimas de palavras. usam palavras de substituição com significados aproximados.‡ ‡ ‡ ‡ ‡ ‡ têm dificuldades em aplaudir ao ritmo. ‡ não são capazes de se lembrar do nome para conhecer objectos. Algumas pistas para identificação são: ‡ ‡ ‡ a gravidade da característica. ‡ ‡ ‡ repetem os erros da fala na escrita. confundem símbolos e conceitos matemáticos. conhecem as cores mas trocam-nas. apresentam caligrafia distorcida e dificuldades em se manterem junto à margem. gostam que lhes leiam mas não demonstram qualquer interesse nas letras ou nas palavras. têm claramente ³bons´ e ³maus´ dias. apresentam dificuldades na pronúncia. na escrita. ‡ ‡ confundem palavras direccionais. como por exemplo cima/baixo. de forma incorrecta. DISLEXIA . o período de tempo durante o qual persiste. dentro/fora.

Afecta a coordenação dos movimentos. deixar cair as coisas. Na escrita. O aluno poderá frequentar um tratamento de grupo. tanto na escola como em casa. sendo que o seu desenvolvimento deverá ser monitorizado de perto e revisto de forma regular. Reino Unido| 2002 Dispraxia é uma dificuldade na forma como o cérebro processa a informação. para se acompanharem e ajudarem mutuamente (µbuddy system ¶). ² Ensinar à criança estratégias para se lembrar das coisas. As seguinte estratégias também poderão ajudar: ² Dar instruções claras e inequívocas. Os alunos com Dispraxia podem ter problemas em usar utensílios tais como facas e garfos. Nomeadamente. revelar dificuldades com o equilíbrio. ² Organizar um sistema em que o aluno e o educador funcionem em conjunto como uma única unidade. A Dispraxia pode ser declarada pelos constantes atrasos na consecução das metas motoras. também podem demonstrar dificuldades com direccionalidade e pressão do lápis sobre a página. ² Permitir tempo extra para a finalização dos trabalhos. DISPRAXIA . Estratégias Um terapeuta ocupacional deverá avaliar o aluno e sugerir ideias para actividades e estratégias encorajando o desenvolvimento e limitar o impacto das dificuldades. da qual resulta em mensagens que não são devidamente ou completamente transmitidas. mau desempenho no desporto físico ou ainda na caligrafia.Dificuldades de Aprendizagem específicas | Dispraxia in Achievement for all. a atenção e a percepção. ² Dividir as actividades em pequenos passos.

‡ Prepare gravações áudio ou textos ampliados com as instruções.Funções físicas e sensoriais Incapacidade Visual Deficiência visual é uma condição de baixa incidência visto que afecta cerca de duas crianças em mil. Algumas conseguem aperceber-se da luz e serem capazes de utilizar estas informações para saber onde está uma janela. as sombras e os reflexos podem afectar a visão dos alunos. São poucas as pessoas que na realidade não conseguem ver nada. . Estratégias ‡ Certifique-se de qualquer aluno que use óculos os utiliza efectivamente. ‡ Pense e experimente diferentes combinações cores no ecrã. etc. etc. ‡ Sente as crianças invisuais perto do quadro negro. Algumas pessoas podem ser capazes de ver det lhes. tela. ‡ Seja cuidadoso com o material que utiliza. como mexer no nariz. mas outras a podem só ser capazes de perceber grandes títulos e a negrito. Existem muitas causas de cegueira e de visão parcial. ‡ O brilho. texto sobre fundo colorido pode dificultar a sua percepção. ‡ Uma criança deficiente visual pode desenvolver maneirismos incomuns. mas outros poderão nem as distinguir ou serem simplesmente invisíveis. ‡ Diligencie um candeeiro de mesa para as situações que o exijam. A utilização de persianas nas janelas pode ser benéfica. sempre que necessário. balançar. o professor deve descrever verbalmente tudo que ele/ela está a fazer. tela de projecção e sobre papel. criando um ambiente tranquilo. Um aluno que tem pouca ou nenhuma visão desde a nascença necessitará de mais ajuda na compreensão de conceitos visuais do que um que já tenha tido visão. Algumas pessoas podem ver mais facilmente as cores. ‡ Para os alunos mais severamente afectados. Por exemplo. decoração e organização da sala. Branco (creme) e preto é provavelmente melhor a melhor solução pois assegura o contraste. sendo até mesmo capazes de se orientarem numa sala. Pergunte às crianças invisuais como fica melhor. ‡ Pense sobre as condições de iluminação. Estes são geralmente um sinal de tédio ou que eles estão confusos e estão INCAPACIDADE VISUAL . ‡ Tente melhorar as condições de escuta na sala de aula.

INCAPACIDADE VISUAL . mapas ou diagramas devem ser apresentados de uma forma específica. digitação ou manuscrito.desligados do que se está a passar na aula. quando. localizar e interpretar sons. obter informação. e escrever . ‡ recomendações dos equipamentos especiais. Não a de fazer isso. O professor de EE deve explicar também outros auxílios visuais que o aluno possa necessitar e se as fichas de trabalho. Outras Estratégias Avaliar o que um aluno consegue ver. a uma certa distância e ângulo do quadro). ‡ modalidades de avaliação do currículo nacional e outros exames. Tudo depende do grau e do tipo de deficiência visual. uma pessoa com deficiência visual precisa de ajuda para identificar. Esse aconselhamento deve incluir: ‡ orientação sobre os métodos de ensino. em caso afirmativo. um lugar com boa luz. utiliza o Braille. Insista com ela até parar ou ixe ela irá interiorizar este comportamento. Um professor de ensino especial que trabalhe com alunos com deficiência visual deve fazer uma avaliação funcional e aconselhar sobre a forma como as necessidades educativas do aluno devem ser cumpridas. longe de encandeamento. ‡ recomendações de recursos pedagógicos. muito pelo contrário. Obter o máximo de informação possível a partir do aluno. ‡ informações sobre a forma como o aluno irá ler. ‡ Esteja atento a quaisquer alterações na aparência dos alunos ou dos olhos. Por esta razão. em diferentes condições (por exemplo. Tendo apoio ad equado. no exterior ao sol) é muito complexo. incluindo material informático. perto de um powerpoint. ‡ aconselhamento sobre a apresentação e a modificação dos materiais didácticos. Descobrir se é suposto que o aluno use óculos e. os problemas os alunos com problemas de visão parcial e cegos podem ter sucesso no decorrer das actividades em sala de aula. As seguintes estratégias de aprendizagem poderão ajudar: ‡ Deverá haver um óptimo lugar na sala de aula para que o aluno se sente (por exemplo. Mudanças como a ampliação e não dilatação das pupilas devem ser verificadas por um médico. A avaliação terá de abarcar o que o aluno consegue ver e como este utiliza a sua visão. numa sala bem iluminada. dos seus pais e do professor de ensino especial. num corredor sem luz natural. ‡ Deficientes visuais não têm grandes poderes de audição.por exemplo. dado poderem ser um sinal de um estado designado como a visão em túnel. ‡ aconselhamento sobre a gestão da aula.

usando um gravador). INCAPACIDADE VISUAL . a aprendizagem em Braille e outras actividades. forneça linhas claras para que a criança possa escrever. a mobilidade. tanto para orientar o aluno na apresentação do seu próprio trabalho como também para preparar materiais didácticos. Escrever a preto sobre uma superfície branca mate faz um bom contraste. ‡ Em fichas de trabalho. Se o trabalho do aluno for escrito em Braille. legendagem em Braille. quando ocorrem. a por vezes. ‡ Dê tempo para escrever e deixe o aluno gravar algum trabalho oral (por exemplo. mas lembre-se que a versão alargada irá demorar na sua exploração. explicando-as em pormenor. quando pode ignorar comentários dirigidos a outros. Evite fichas de trabalho com ilustrações e escrita em itálico ou outros tipos de letra. esta destaca-se mais na leitura do que lápis.ruídos desnecessários na sala de aula devem ser minimizados e. ‡ Utilize uma caneta preta. ‡ Vá ao longo da sala exibindo as imagens. de modo a que o aluno possa apreciá-las para novas aprendizagem. os sons devem ser explicados oportunamente. Tal permite ao aluno saber quando está a receber elogios ou instruções e. se necessário. sem reflexos. Experimente diferentes estilos e tamanhos de letra para descobrir quais são as mais fáceis para que uma criança amblíope possa ler. como o toque ao dactilografar. ‡ Manter a sala arrumada. ‡ Verifique se o aluno tem tempo para trabalhar de forma eficiente e eficaz ± a leitura de textos impressos muitas vezes provoca cansaço. para que o aluno deficiente visual não bata em objectos. ‡ Faça uso do processamento de texto. ‡ Descubra qual a cor contraste que se adequa ao aluno. Lembre-se de informá-lo sempre que o mobiliário tenha sido movimentado. Deverá verificar se um diagrama é a melhor forma de comunicar as informações. ‡ Limite bem os contornos do diagrama a negrito. Muitas vezes escrevendo o texto num tamanho de letra 16 ou 18 pode ajudar. deverá usar o seu primeiro nome para obter a sua atenção (isto equivale ao contacto visual). ‡ Ao dirigir-se ao aluno. e dê-lhe tempo para familiarizar-se com a nova disposição. ‡ Aprenda a fazer diagramas tácteis. ‡ Use linguagem descritiva ± ³é à esquerda da estante de livros´. e a leitura em Braille exige grande concentração. sacos ou brinquedos. Alguns alunos poderão achar útil uma fotocóp ia. Os textos escritos em minúsculas são mais fáceis de ler do que aqueles com letras maiúsculas. ‡ Ditar à medida que escreve no quadro. ‡ Utilizar a tecnologia informática para dar aos alunos um maior acesso ao trabalho impresso e em CD-ROMs. ‡ Evitar os pormenores desnecessários nos diagramas e reforçar a cor se tal for mais adequado. simplificando os detalhes e introduzindo texturas contrastantes. ‡ Ampliar livros e folhas. embora o preto sobre superfície amarelo sej . melhor. ‡ Permita tempo extra para ler textos impressos ou em Braille e para a aquisição de competências especializadas. faça uma impressão da sua versão para que outros alunos possam lê -lo.

Mantenha-se em contacto com os novos serviços. cheirar e olhar atentamente os objectos. equipamentos e os desenvolvimentos e peça conselhos a especialistas sobre o currículo. Envolva alunos com deficiência visual em demonstrações práticas. ‡ Coloque rótulos nos equipamentos em letras grandes ou em Braille se for caso disso.‡ Use uma abordagem multi-sensorial . ‡ Por forma a maximizar a autonomia do aluno. estruturada e acessível. consulte um especialista para o ajudar/aconselhar na orientação e mobilidade a fim de assegurar que a sala de aula é organizada. ‡ Obtenha equipamento especializado. tais como experiências científicas.para que os alunos possam manusear. INCAPACIDADE VISUAL .

Haverá diferentes graus de perda auditiva. a condutiva e a sensoneural. o ruído por seu turno será também amplificado. a aquisição de linguagem e desenvolvimento de capacidades comunicativas são vitais no acesso à informação e no seu direito educacional. o zumbido do retroprojector. Estratégias Todos os alunos. Crianças com perda sensoneural sentem dificuldades na fala e o seu desenvolvimento linguístico pode atrasar. Dependendo da sua cau pode ser tratada ou atenuada pela sa. junto da janela da sala de aula. e outros não. pronunciar bem as palavras. Como é causada por danos no mecanismo do ouvido interno. não permitirá que uma pessoa possa ouvir os sons correctamente. e isso pode afectar um só ouvido. Estima-se que uma em cada quatro crianças com idade inferior a sete sofre. Tal exige concentração. de algum tipo de perda auditiva. A utilização de aparelhos auditivos.tráfego.uma voz normal pode soar como um sussurro. a perda de audição sensoneural é menos comum. Seguem-se outras estratégias que podem fazer uma grande diferença: ‡ Falar claramente mas não gritar. de modo a que a luz incida sobre o rosto do professor. geralmente. ‡ Sentar o aluno à frente da turma. aquecedores ruidosos. Esta pode resultar numa perda auditiva condutiva semelhante à surdez.uma perda auditiva pode variar de uma muito ligeira diminuição a surdez profunda. Perda auditiva condutiva faz com que determinados sons sejam ³silenciados´ . cirurgia ou aparelhos auditivos. Embora a prótese auditiva possa ser útil no volume de todos os sons de discurso que são amplificados. pois alguns sons são ouvidos. em algum momento. Independentemente da perda auditiva. em sons distorcidos. ou ambos. resulta. ‡ Reduzir o ruído. Os professores e assistentes pedagógicos devem. mas é muito mais provável que esta seja permanente.Incapacidade Auditiva Existem muito poucas pessoas que não são capazes de ouvir qualquer tipo de som . Verifique se é suposto que o aluno use um aparelho auditivo e indague sobre o tipo de ajuda que este deverá ter. portanto. em alguma altura irão tentar ler nos lábios. poderá fazê-lo pedindo informações aos pais ou ao professor do ensino especial. Existem dois principais tipos de perda auditiva. medicina. INCAPACIDADE AUDITIVA . embora benéfica. ‡ Tentar sentar o aluno afastado de fontes de ruído .manter e fazer actividades curtas/ breves no caso do aluno se sentir cansado no final do dia. bem como um grande esforço para acompanhar o que está a ser dito.

‡ Usar apoio visual como: objectos. ‡ Dê tempo ao aluno para estudar os recursos visuais ou instruções antes de falar. a uma velocidade normal (a menos que fale muito rápido. ‡ Tente não cobrir o seu rosto ou caminhar na sala enquanto fala ‡ Usar expressões faciais e apontar para fontes de informação. ‡ Desenvolver capacidades auditivas. e dar-lhe tempo para que siga a conversa e para que possa contribuir. através de jogos. cada vez mais. Novos termos. ‡ Tente entender que os alunos mais velhos necessitarão de ajuda no domínio de linguagem técnica. ‡ Não usar palavras simples . ‡ Manter as mãos e quaisquer ajudas visuais longe da boca. ‡ Incentivar os alunos a falar um de cada vez e a levantar a mão antes de falar para que um aluno surdo possa saber quem vai falar ‡ Estar ciente de que é impossível fazer a leitura labial e tomar notas ao mesmo tempo ± forneça as notas. responsabilidade pela sua aprendizagem. ‡ Se um aluno usa a linguagem e tem um intérprete. ‡ Incentivar o aluno a indicar quando não percebeu.‡ Não falar enquanto escreve no quadro ± quando falar. ‡ Lembre-se que os debates em sala de aula são particularmente difíceis de acompanhar. siglas ou palavras familiares utilizadas em diferente contexto deverão ser escritos. se for esse o caso deverá tentar desacelerar). e em seguida. explicados.ajude o aluno. ‡ Se o aluno não tiver entendido. deverá repetir as contribuições dos colegas. fale directamente com o aluno e não com o adulto. e como é importante para que ele tome. ‡ Certificar-se de que o aluno está a prestar atenção antes de iniciar uma conversa. imagens. deverá olhar na direcção do aluno. INCAPACIDADE AUDITIVA . ‡ Certifique-se de que as instruções sobre o trabalho de casa foram entendidas ± poderá até pedir ao aluno para repetir o que é suposto fazer. ou solicite a outro adulto ou criança para ajudar na tomada de notas. poderá até fornecer uma transcrição. contextualizando-o. ‡ Falar naturalmente. não deverá repetir o que já foi dito. fotos. ‡ Certificar-se de que o aluno está incluído no grupo para debates ± colocá-lo ao lado de outros colegas que sejam compreensivos. mas sim reformular o conteúdo da informação. Será conveniente fazer uma pausa para resumir o que aconteceu e reforçar novo vocabulário. ‡ Se utilizar um rádio. deverá dar ao aluno algumas indicações prévias sobre o conteúdo do programa. leitor de CDs ou TV.

a saber: y y y y y y y y y y y y y y y y y y Dificuldade na compreensão e utilização da linguagem. Aversão à mudança. Reprodução do discurso do interlocutor. preferindo evitar situações em que tal seja necessário. entanto é importante ressalvar que se trata de uma situação rara. Dificuldades demonstradas no estabelecimento e manutenção de relações sociais. nomeadamente quando este frequente o ensino pré-escolar. Assim. sendo que o nível depende de cada aluno. Resposta invulgar a estímulos sensoriais. bem como um défice na curiosidade e imaginação. parecendo. Ocorrência de comportamentos sociais incorrectos. O autismo é. os alunos que sofrem desta desordem apresentam dificuldades no relacionamento com os seus pares. Utilização de um discurso afectado. Repetição e restrição das frases usadas. Demonstração de apatia perante crianças feridas ou transtornadas. Falta de percepção do perigo. Neste sentido. Incapacidade de explicação para determinadas acções. Exibição de comportamentos bizarros e tiques. Construção do significado a partir da situação vivenciada e não do discurso. Falta de imaginação em situações de brincadeira. como matemática ou astronomia no . Os alunos autistas revelam algumas debilidades em três grandes áreas. Preferência por actividades que impliquem procedimentos mecânicos. por norma. O autismo revela diferentes graus de severidade. diagnosticado numa fase precoce da vida do aluno. brincadeira e objectos estranhos. Os alunos com autismo podem mostrarse conhecedores e até exímios numa área específica de saber. ignorando as suas necessidades. nomeadamente perante situações que envolvam fogo ou águas profundas. não raras vezes. podem apresentar dificuldades a nível da interacção social. Utilização deficiente do contacto visual. Obsessão em relação a determinado tema. Utilização da fluência verbal como disfarce para as dificuldades de compreensão. desinteressados e alheados. AUTISMO .Comunicação e Interacção Autismo O autismo é uma desordem a nível do desenvolvimento das competências sociais e comunicativas. da comunicação social ou da imaginação. Há vários sintomas característicos do autismo que podem manifestar se individual ou simultaneamente nos alunos.

permitindo que este percepcione quando concluiu o que lhe foi pedido. seria aconselhável a existência de uma área de brincadeira esponjosa ou uma manta. (Exemplo: ³Coloca o teu livro na mal. Recorrer a brinquedos ou peluches para encorajar a interacção. O professor deve ainda usar humor quando o stress do aluno comece a despontar. Para prevenir situações de stress para os alunos autistas que. AUTISMO . Aplicar tarefas estruturadas com alguns alunos autistas verifica-se uma forma bastante benéfica para as aprendizagens. procurando não recriminar os comportamentos incorrectos. não raras vezes. Outra estratégia para acalmar o aluno será indicar-lhe para andar ao longo de um corredor.Estratégias para alunos autistas y y y y y y y y Informar os alunos de qual o comportamento adequado em dada situação. de modo a inverter a situação. Utilizar linguagem simples e breve quando derem instruções para a realização das tarefas. Utilizar um espelho para treinar as expressões faciais em situações de um para um e discutir os diferentes significados desses actos não-verbais. Não usar sarcasmo ou expressões idiomáticas desconhecidas para o aluno.´ Em vez de ³Não coloques o livro debaixo da mesa.´) Dar ao aluno a oportunidade de explicar os assuntos sob o seu ponto de vista. exemplificando o volume apropriado a cada situação comunicativa. Usar uma escala de volume com alunos que não tenham consciência/noção do tom da sua conversa ou grito. Utilizar pistas visuais para explicar conteúdos. com outros indivíduos ou com equipamentos. originam comportamentos violentos para com eles.

No outro extremo. timidez. bem como para tentar compreender a criança perturbada que. Dificuldades comportamentais e emocionais É necessário tempo e paciência para se comunicar com uma criança não comunicativa. por seu lado. adesão a grupos de vandalismo ou absentismo escolar e. sonolência ou tédio). sinais de imaturidade (como pouca r concentração. perturba a turma inteira. sensoriais ou de saúde. podem incluir desvios de conduta ± traduzidos em agressões físicas ou verbais. adoptando comportamentos passivos e manifestando baixa auto-estima ou mesmo infelicidade. podendo ainda ser vítimas de bulling na escola. Reino Unido |2002 A expressão ³dificuldades comportamentais e emocionais´ é geralmente utilizada quando se fala de crianças que manifestam dificuldade em controlar o seu comportamento ou emoções. atitudes de desobediência e desrespeito pelas . Crianças mais reservadas podem não reagir a algumas situações. a incapacidade de se integrarem nas normas de comportamento socialmente a ceites tornam-nos difíceis de controlar em contextos como o da sala de aula. depressão. ruidosa e exigente. podem adoptar uma linha de comportamento regras. demonstração de ansiedade como medo. crianças mais activas ou agressivas podem constituir um problema. po vezes. Emocional e Social in Achievement for all. intimidação ou desatenção -. podendo ainda ter d ificuldade de integração em contexto social. demonstração de desinteresse no trabalho mas simultaneamente desenvolver comportamento obsessiv o relativamente a um passatempo ou tópico.Desenvolvimento Comportamental. baixa auto-estima. quer para si próprio quer para o outro. dissociadas de factores intelectuais. demonstrando dificuldade em dar resposta a situações que surjam em casa ou na escola. por seu lado. Entre alguns dos traços que permitem identificar crianças com comportamentos reservados encontram-se a hipersensibilidade a qualquer crítica. A sua capacidade de aprendizagem é afectada. Algumas podem passar por períodos de ansiedade ou irritação. Estas perturbações. demonstrando fraca capacidade de concentração. Crianças com comportamentos agressivos. comportamentos física e verbalmente agressivos. tensão. As perturbações ao nível do comportamento podem afectar as relações sociais e de realização escolar.

DÉFICE DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE . poderão ainda manifestar dificuldade na organização do seu trabalho e em permanecerem numa tarefa até a concluírem. Poderão demonstrar dificuldade em ficarem imóveis ou sossegados e apresentarem uma necessidade de movimento e inquietude. especialmente nas áreas do auto-controle. e pensa que a causa para este situação -se poderá residir num desequilíbrio químico no cérebro. uma vez que desrespeitam regras sociais. Têm sido desenvolvidas pesquisas nesta área nos últimos anos. . Alunos com défice de atenção/défice de atenção e hiperactividade podem apresentar dificuldade em se focalizarem em conversas ou instruções. e uma tendência para se esquecerem das coisas e para sonhar acordado. Têm uma necessidade de serem recompensados no imediato e. Podem ter dificuldade ao nível da concentração e da memorização. poderão invadir o espaço de outras pessoas.Défice de atenção / Défice de atenção e hiperactividade O défice de atenção e o défice de atenção e hiperactividade podem conduzir a comportamentos caracterizados por fraco desempenho e maus resultados académicos/escolares. parecendo não ouvir. Poderão apresentar dificuldades na estruturação frásica e no desenvolvimento da linguagem verbal. Na medida em que têm dificuldade em definir prioridades.

antes do início da tarefa. no sentido de favorecer a compreensão pelas diferenças. Por norma. É importante que o professor representa um modelo para os seus alunos. Isto não significa que possam abandonar a sala quando o entenderem. cópias ou computadores para auxiliar nos problemas de escrita e leitura e para exames sem limitação de tempo. Visto que os portadores desta síndrome têm c omportamentos sociais inadequados. Os alunos mais velhos devem sentar-se onde se sentirem mais confortáveis. recompensar os comportamentos correctos é uma forma de estímulo. bem como os seus pais foram de acordo o professor deve explicar sucintamente à turma o que é a síndrome de Tourette y Demonstrar o mesmo nível de expectativa perante o trabalho deste aluno. bem como de um espaço isolado para a prossecução dos mesmos. em salas privadas se as convulsões vocais forem um problema y Permitir que o aluno abandone a sala sempre que a convulsão for demasiada devastadora. Em certos casos verifica que -se os estudantes manifestam alguns rituais compulsivos. pois a enumeração de vários itens causa um agravamento. bem como dos restantes elementos da turma. Se possível. O aluno com síndrome de Toure pode. explicando previamente o que se espera de cada actividade. leituras. estas convulsões ocorrem de forma espontânea e não intencional. nomeadament a disposição de e alguns materiais. y Estabelecer um ambiente de tolerância e respeito na sala de aula. y Ajudar o aluno em situações de stress. y SÍNDROME DE TOURETTE .Síndrome de Tourette A síndrome de Tourette corresponde a uma perturbação caracterizada pela ocorrência de convulsões. revelando paciência perante determinadas atitudes/comportamentos adoptados pela criança. etc. em certas tte situações. seria de todo aconselhável que se providenciasse um local seguro onde a manifestação da convulsão fosse menos perceptível. Estratégias para a Síndrome de Tourette O professor deve aceitar o aluno tal como ele é. y Se o aluno em questão. é conveniente que o professor forneça informações faseadas. O stress ou a excitação agravam consideravelmente os sintomas desta síndrome. mas torna o seu comportamento menos perturbador. y Utilizar um tutor na pele de um aluno que prestará auxílio para superar as dificuldades que possam surgir e ajudar nomeadamente cópias. y Usar gravações. necessitar de mais tempo para a realização de tarefas e dos testes. y Dar feedback positivo e imediato para uma tarefa ou para uma situação social concretizada com sucesso. que se tratam de movimentos ou sons involuntários e repetidos exaustivamente. Para diminuir o stress do aluno. y Sentar os alunos no final da sala com o seu consentimento e compreensão.

concentração. apresentando ideais originais. não em relação aos conteúdos. preferindo conversar com adultos. os alunos sobredotados destacam -se numa área específica do conhecimento. Senso de humor invulgar. Grande atenção aos detalhes. demonstrando grande poderio na defesa das suas crenças. mostrando-se medianos nas restantes áreas. Para que o professor possa identificar atempadamente os alunos sobredotados. Habilidade para a construção de modelos de trabalho tridimensionais. Percepção social e moral fora do comum.Sobredotação Os alunos considerados sobredotados revelam-se grandes pensadores. sendo esta atitude igualmente um tentativa de evitar ser gozado pelos pares. Frequentemente. Iniciativa. atente nas seguintes características. y y y y y y Vocabulário vasto em comparação com os restantes alunos. pois as suas capacidades intelectuais muitas vezes são superiores às suas competências comunicativas. y y y y y y SOBREDOTAÇÃO . Ao contrário do que se possa crer. Timidez ou extroversão. imaginação e originalidade. mas sim à interacção com os colegas. Persistência. Devido aos constrangimentos relativos à interacção social com os colegas. muitos alunos sobr dotados não e conseguem atingir o sucesso com as suas capacidades indicariam à partida. engenho e autonomia na concretização de determinadas tarefas. estes alunos enfrentam algumas dificuldades no ensino. Criatividade. Alguns alunos sobredotados tentem disfarçar as suas capacidades únicas assumidos comportamentos semelhantes aos seus colegas. Ainda que seja aceitável demonstrar conhecimentos superiores aos seus colegas. Capacidade de associação lógica entre conceitos sem existir a necessidade de um estudo prévio. normalmente tal não é encarado positivamente pelos restantes alunos. y Capacidade argumentativa e incredulidade. Liderança inata. O aluno sobredotado revela: Excepcional capacidade musical e desportiva.

Julgo que sim. assim como uma necessidade de liberdade de acção. (ESTAS CARACTERÍSTICAS NÃO CONSTAM DO ACHIEVEMENT FOR ALL. aversão à rotina. fraco desempenho na realização de testes relativos às áreas de competência básica. ou dificuldade em fazer e manter amigos. Toronto uma atitude crítica para com os outros. SOBREDOTAÇÃO . baixa auto-estima. fosso a nível qualitativo.. incapacidade de se concentrar na execução de tarefas.y Motivação e auto-disciplina. stress causado pela pressão excessiva para produzir. desde que se refira a fonte. incapacidade para lidar com críticas e vulnerabilidade à rejeição pelos colegas. são aspectos complementares ) in Basic Organization Classroom Routines. tarefas diárias frequentemente incompletas ou mal executadas. entre os trabalhos orais e escritos. auto-expectativa irrealista com objectivos demasiado altos ou baixos. persistente insatisfação com o trabalho realizado. emocional e desenvolvimento físico. N SEI SE PRETENDEM MANTER.. avançada capacidade afectiva. uma preferência para os trabalhos individualizados. discrepância entre maturidade intelectual e social.

Formar para o respeito pelas opiniões e ideias dos outros. y y y y y y y SOBREDOTAÇÃO . Colocar problemas que não têm uma resposta aparente. Compreender e ouvir as necessidades de aprendizagem expressadas pelos alunos sobredotados e aplicar estratégias coincidentes. Incentivar os alunos a reflectir sobre o seu processo de aprendizagem e sobre modos de atingir o sucesso escolar. Definir tarefas mais complexas do que as utilizadas normalmente. Encorajar os alunos a participar em grupos e pares de trabalho ou de estudo. conduzindo os alunos à reflexão. motivando todos os alunos da turma a atingir um nível superior de conhecimento. Recorrer a respostas incorrectas para fomenter a aprendizagem. para suprir as dificuldades de socialização.Estratégias y Encorajar a independência dos alunos. mas também incentivá-los a desenvolver as suas próprias estratégias. no sentido de os incentivar a agir por iniciativa própria.

a língua de c omunicação com a família e com os seus pares fora do ambiente escolar. no que à língua portuguesa respeita. podemos estabelecer cinco grandes grupos que. uma variedade d o português. mas que não foi ou não foi sempre a língua da família. 2. 5. filhos de emigrantes portugueses recém-regressados a Portugal. alunos para quem a língua materna. esta língua pode ter sido abandonada e substituída por uma variedade não escolarizada de português. 3. eventualmente. da escola e da comunicação com os seus pares. alunos com um quadro linguístico complexo: a língua da primeira infância. de comunicação com os seus pares e com a família. . alunos para quem o Português Europeu (PE) ou o Português Brasileiro (PB) sempre foi língua materna. a língua de comunicação com os seus pares e com a família. língua de comunicação com os seus pares e foi sempre a língua da escola e da família. 4. para quem o português é língua materna. alunos para quem a língua materna. é uma (ou mais do que uma) língua genética e tipologicamente afastada do português. alunos.Necessidades Educativas Especiais relacionadas com a língua do país de acolhimento Perfis linguísticos da população escolar que frequenta as escolas portuguesa s Na população escolar em Portugal. em dado momento. requerem atitudes diferentes por parte da escola: 1. é geralmente um crioulo de base lexical portuguesa e. não é nenhuma das variedades do português.

em geral. c) usam o português em maior ou menor número de contextos e com um grau de frequência desigual. segmentar e produzir sequências linguísticas. no caso da aquisição de uma Língua Não Materna.com diferentes hábitos de aprendizagem. Dito de outro modo.As Necessidades Educativas podem observar-se nos domínios: y linguístico ± pelo desconhecimento total ou parcial da língua portuguesa. linguístico . a par do linguístico. o desenvolvimento cognitivo não se faz. mas também à sua idade. Em conformidade. 3. tendo efeitos na aprendizagem das restantes disciplinas. a) são falantes de diferentes Língua Materna. o professor deve assegurar -se de que as actividades propostas estão de acordo com o nível etário e linguístico do aluno. da integração ± tendo em conta as diferenças sociais e culturais entre o país de origem e o país de acolhimento. d) dispõem de diferentes capacidades individuais para discriminar. dos códigos culturais da sociedade de acolhimento. com consequências para as relações interpessoais e sociais. b) se encontram em diferentes estádios de aquisição. cultural . a selecção das actividades lectivas deve ter em consideração não só a adequação à proficiência linguística do aluno. y y Orientações Programáticas de Língua Não Materna (PLNM) ² Ensino Secundário (2008) A especificidade do trabalho com alunos que têm o português como Língua Não Materna deve -se ao facto de estes alunos constituírem um grupo heterogéneo sob diversos pontos de vista: 1. esta população apresenta diferentes representações e expectativas face à escola. umas mais próximas. curricular ± devido às diferenças de currículo entre o país de origem e o país de acolhimento.a população que tem o português como Língua Não Materna abrange alunos que: 2. etário . outras mais afastadas do português. propiciando cada uma delas diferentes graus de transferência de conhecimentos linguísticos e de experiências comunicativas. .ao contrário do que acontece com a Língua Materna.

honestidade. Ver as capacidades da língua materna dos alunos como um valioso meio para apoiar a aprendizagem.Estratégias In Achievement for all | 2002 ² ² Sempre que possível. ² Rever com atenção itens usados na avaliação que requeiram reconhecimento verbal ou visual. como mobília e utensílios de cozinha o veículos como ambulâncias e carros de polícia o equipamento e actividades de desporto o tipologias de habitação o valores representados por imagens como a liberdade. etc. ² Manter os pais informados ² para isso. ² Usar testes não verbais sempre que for possível. disciplinas do domínio das artes e desporto. proceder a uma avaliação linguística bilingue para determinar a proficência da língua. juiz e bombeiro o vestuário o itens historicamente relacionados ² Usar livros bilingues para que os pais possam prestar apoio no desenvolvimento da leitura. ² Não assumir que uma criança fluente nas rotinas da sala de aula (que se caracterizam por não serem cognitivamente exigentes) sera capaz de ter um desempenho no curriculum com um nível de competência semelhante. Recursos Quadro Europeu Comum de referencia para as Línguas Portefólio Europeu de Línguas: Grelha de auto -avaliação e descritores ______________________ . ² Assegurar o acesso a um currículo equilibrado e alargado: a falta de fluência em Português não impede os alunos bilingues de trabalhar num nível de exigência apropriado em matemática. poderá ser necessário ter o apoio de um intérprete. por exemplo: o objectos de casa. o profissões como medico. mantendo presente o respeito pela confidencialidade.

Sendo o jogo um poderoso agente motivacional. com uma qualquer incapacidade. trabalhar no computador. não apenas a disponibilização dos recursos e ferramentas adequadas ao seu caso. como ser devidamente acolhido e integrado no grupo turma.Jogos de Integração A integração de um aluno que apresente incapacidades físicas. A necessidade de comunicar para um invisual. pode experimentar no dia -a-dia. . audição ou locomoção (total ou parcial) em diversos contextos: ver televisão. vestir. comer ou manipular dinheiro (notas e moedas) podem ser uma oportunidade para experienciar e discutir as possíveis causas. ver um quadro. movimentar-se no espaço escolar. Assim. contemplar uma paisagem. surdo-mudo ou falante de língua estrangeira num novo país de acolhimento pode ser também trabalhada sob a forma de jogo. dificuldades sentidas e condições que devem ser criadas para permitir a maior independência possível do indivíduo. emocionais ou intelectuais numa escola ou turma exige. jogos que envolvam a limitação da visão. Os educadores e professores podem implementar actividades de integração que permitam a percepção das dificuldades que um aluno. poderá ser utilizado para vivenciar as dificuldades resultantes da disfuncionalidade de um ou mais canais sensoriais do indivíduo ou da capacidade de comunicação. no sentido de se discutir as estratégias que terão de ser postas em prática para que possa existir uma comunicação minimamente eficiente. A percepção da diversidade das necessidades individuais é um factor que deve ser trabalhado no âmbito da formação cívica dos alunos.

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