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A Velha e o Mdico

(Fbula de Esopo Adaptada)

Personagens: Tamara: Narrador Jos: Mdico Jssica: Velha Snia: Juza

Uma mulher doente dos olhos chamou um mdico a sua casa. Mdico: Bom dia, O que se passa consigo? Velha: O que se passa que os meus olhos me doem muito. No vejo quase nada e prometo pagar-lhe muito bem se me curar. Mdico: No se preocupe, vou cur-la. um problema muito comum nas pessoas da sua idade. Tenho aqui umas gotas que fica curada num instante. Sente-se, abra bem os olhos. Enquanto a velha tinha os olhos fechados, o mdico roubou-lhe um mvel.

Mdico: J pode abrir. J se sente melhor? Velha: Ainda no sinto muita diferena mas com o tempo deve passar. Passa c amanh? Mdico: Sim passo. Vai ver que isso passa num instante. O mdico vai-se embora e volta no dia seguinte. Velha: Bom dia Sr. Doutor. Mdico: Bom dia. Ento, J se sente melhor? Velha: Vejo quase a mesma coisa. Mdico: Ento vamos iniciar o tratamento. A velha senta-se, abre os olhos e o mdico pe-lhe as gotas. Enquanto a velha tem os olhos fechados o mdico rouba-lhe, de novo, outro mvel. Mdico: J acabou o tratamento. Agora vamos ao pagamento. Velha: Desculpe senhor doutor mas eu no lhe vou pagar. Mdico: O qu!? No me vai pagar? Velha: No Mdico: Ento se assim vou meter a senhora em tribunal. No dia seguinte, a velha e o mdico vo a tribunal.

Juza: Vamos dar inicio ao julgamento. Sr. Doutor, porque est a acusar esta senhora? Mdico: Porque esta senhora chamou-me para lhe curar os olhos e ela no fim do tratamento no me quis pagar. Juza: Tem alguma coisa a dizer em sua defesa? Velha: Sim, verdade ter prometido pagar ao mdico se ele me curasse os olhos. Mas, infelizmente, isso no aconteceu. Agora ainda vejo pior, muito pior! Antes ainda via todos os mveis que havia na minha casa e agora no consigo ver nenhum. Juza: O Sr. doutor est condenado. Est encerrado o julgamento. Moral da Histria: Os malfazejos denunciam-se a si prprios pelos actos que praticam.