MANUAL TÉCNICO

POLIETILENO
NOS SISTEMAS DE DISTRIBUIÇÃO E
DRENAGEM DE ÁGUAS SOB PRESSÃO


Fersil – Freitas & Silva, S.A.
Apartado 2022
3701-906 Cesar
Telf.: 256 856 010 – Fax: 256 856 011
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ÍNDICE

Página

ÍNDICE 1
CONSIDERAÇÕES GERAIS 3
O Polietileno 3
Algumas aplicações comuns dos tubos de polietileno 4
Características e Vantagens 5
Especificações de produto 7
CAMPO DE APLICAÇÃO 8
Coeficiente de redução de pressão 8
DEFINIÇÕES E SÍMBOLOS 9
Definições relacionadas com características geométricas 9
Definições relacionadas com as condições de serviço 10
Definições relacionadas com as características do material 10
Símbolos utilizados neste manual 11
CARACTERÍSTICAS DA MATÉRIA-PRIMA 12
Composto 12
Utilização de materiais reprocessáveis e recicláveis 12
Características físicas do composto 12
Compatibilidade de fusão 14
Classificação e designação do composto de polietileno 14
CARACTERÍSTICAS DOS TUBOS 15
Aspecto visual 15
Cor 15
Marcação 15
Efeito na qualidade da água 16
Características geométricas 16
Características físicas 20
Características mecânicas 21
Resistência química dos tubos em contacto com produtos químicos 22
Requisitos de desempenho 22
Outras propriedades de carácter informativo 24
GAMA COMERCIALIZADA PELA FERSIL 25
ARMAZENAMENTO, MANUSEAMENTO E TRANSPORTE 26
Armazenamento 26
Manuseamento e transporte 26
MÉTODOS DE UNIÃO 28
Ligação por soldadura topo a topo 28
Ligação por electrosoldadura 30
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INSTALAÇÃO EM OBRA 32
Termos e definições 32
Forma da vala 32
Largura da vala 32
Profundidade da vala 33
Leito de assentamento 33
Enchimento 33
Métodos de compactação recomendados 34
Enchimento superficial 35
Classificação dos solos 35
Curvaturas no traçado 37
Contracção e dilatação 38
Relining 38
ENSAIOS DE PRESSÃO EM OBRA 40
Fase preliminar 40
Ensaio de purga 40
Ensaio principal 41
CÁLCULO HIDRÁULICO E MECÂNICO 42
Perdas de carga em tubagens 42
Golpe de Aríete 43
REFERÊNCIAS NORMATIVAS 46
BIBLIOGRAFIA 49
ANEXOS 50
Anexo 1 - Ábaco para o cálculo de perdas de carga 51
Anexo 2 - Contracção e dilatação térmica 52


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COSIDERAÇÕES GERAIS

O Polietileno
O polietileno é uma resina poliolefínica. Esta resina termoplástica é obtida através da polimerização do gás etileno CH
2

= CH
2
que é, por sua vez, obtido através do “cracking” da nafta do petróleo.

Os diferentes processos de polimerização para a produção industrial do polietileno requerem determinadas condições de
pressão e temperatura, e a presença de catalisadores. A variação destas condições durante a polimerização permite a
obtenção de produtos de características diferentes.

A polimerização efectuada a baixas pressões (30-40 atm) com temperaturas inferiores a 300ºC e a adição de
catalisadores metálicos de titânio e magnésio dá origem ao polietileno de alta densidade (PEAD). O PE produzido por
este método tem poucas ou nenhumas cadeias ramificadas (polietileno linear).






O PE cristaliza à medida que o fundido arrefece. As cadeias moleculares longas rearranjam-se em pequenas zonas
cristalinas que, junto com as zonas amorfas, associam-se para formar macro estruturas conhecidas como esferulites.
Quanto mais curtas as cadeias e menor o grau de ramificação, melhor pode decorrer o processo de cristalização. O
predomínio das zonas cristalinas facilita o agrupamento e o empacotamento das moléculas e, consequentemente, a
densidade do material é superior, oscilando entre 0,930 e 0,960 g/cm
3
.

O maior número de ligações inter moleculares e a alta percentagem de zonas cristalinas proporciona um aumento de
densidade, rigidez, dureza, resistência à tracção e módulo de elasticidade. Em contrapartida, conduz a uma diminuição
da resistência ao impacto e da resistência à fissuração.
O PE tem sido utilizado como um material para tubos de pressão há mais de 50 anos. Inicialmente era utilizado o
polietileno de baixa densidade convencional, que continua a ser utilizado em alguns países para acessórios de ligação e
tubos de irrigação de pequenos diâmetros e/ou baixas pressões.

O PEAD foi introduzido nos finais dos anos 50 como um material para tubos de pressão. Este permitiu o projecto de
tubos para aplicações a pressões mais elevadas, e diminuição da espessura das paredes. Foi também possível a
fabricação de maiores diâmetros. Hoje em dia a maior parte dos tubos de pressão são fabricados a partir do PEAD ou
PEMD.
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Algumas aplicações comuns dos tubos de polietileno
A condução de fluidos sob pressão, incluindo redes de distribuição de
água potável devido à sua atoxicidade e redes adutoras de esgotos e
emissários;
A condução de combustíveis gasosos;




Trabalhos de rega agrícola e jardim, por exemplo em sistemas de
rega gota a gota;




Drenagem de terrenos agrícolas e de zonas de intervenção da
construção civil;





Protecção de cabos, particularmente na rede eléctrica, na rede de fibra
óptica e na rede de telecomunicações;





Substituição de tubagens antigas sem abertura de valas, por
técnicas de “relining”.
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Características e vantagens
Menor densidade
Facilita o transporte e manipulação de tubos de grandes dimensões
(diâmetros e comprimentos) sem necessidade de recorrer a
maquinaria complexa;
Facilita a sua instalação em terrenos íngremes e condições
submarinas.


Maior flexibilidade
Permitem a fabricação e transporte em rolos ou bobines de grande
comprimento (50 a 100m), para diâmetros inferiores a 110mm;
Adaptam-se com facilidade a traçados curvos, não sendo necessário a
escavação de valas rigorosamente rectilíneas;
Permitem realizar a frio curvaturas importantes sem necessidade de
recorrer a acessórios.

Resistência a agentes químicos
Apresenta uma excelente resistência aos agentes químicos e é insolúvel em todos os solventes inorgânicos a 20ºC;
Não sofre nenhuma alteração por efeito da água do mar, terrenos salinos ou ácidos, assim como resíduos urbanos e
industriais.

Resistência à luz e à intempérie
O PE pode ser aditivado com o negro de carbono e outros estabilizadores durante o seu processo de fabrico
protegendo-o contra os efeitos dos raios ultra violetas (UV) e contra o seu eventual envelhecimento térmico;
A aditivação com negro de carbono permite o armazenamento ou utilização ao ar livre do PE durante um longo
período de tempo.

Baixo coeficiente de fricção
A rugosidade interior, muito pequena, conduz a perdas de carga inferiores às que se verificam com os materiais
tradicionais (ferro, betão e grés);
A superfície impede a formação de incrustações e não apresenta fenómenos de corrosão, pelo que os tubos de PE
mantêm constante a sua secção e o seu coeficiente de fricção com o tempo.

Baixo módulo de elasticidade
Resiste a tensões e deformações elevadas com cargas instantâneas;
A celeridade é muito menor em comparação com outros materiais, atenuando as cargas por golpe de aríete.

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Características térmicas
As deformações térmicas são absorvidas pelo material sem a criação de tensões apreciáveis ao longo da conduta.

Resistência ao impacto
O baixo módulo de elasticidade do PE confere-lhe um carácter de
grande resistência aos impactos durante o manuseamento e a
instalação (ex: pedras resultantes da movimentação da terra e do
fecho da vala, durante a fase de instalação), ou tensões instantâneas
elevadas.


Características eléctricas
O PE é um material não condutor, pelo que as condutas não requerem, em nenhum caso, protecções contra
correntes galvânicas.

Inalterável com o tempo
Ensaios laboratoriais e estudos recentes comprovaram que, num prazo até 100 anos, as características anteriormente
descritas se mantêm inalteráveis e dentro das margens de segurança do projecto.

Atoxicidade
As tubagens de PE são inodoras, insípidas e atóxicas, conservam portanto as qualidades organolépticas da água
intactas.

Sistemas de união
Os sistemas de união são variados e de simples execução, garantindo a estanquidade;












Soldadura topo a topo Acessórios electrosoldáveis
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Especificações de produto
Os sistemas de tubagem em polietileno de alta densidade (PEAD) marca FERSIL para redes de abastecimento de água
para consumo humano seguem as especificações de produto definidas pelas normas EN12201-1 (requisitos para as
matérias-primas), EN-12201-2 (requisitos para os tubos), EN 12201-3 (requisitos para os acessórios) e EN12201-5
(requisitos da adequação ao uso do sistema – desempenho das uniões).

Os sistemas de tubagem em PEAD marca FERSIL para redes enterradas ou aéreas para aplicações gerais de condução
de água (não potável) e saneamento com pressão e sistemas de saneamento sob vácuo, seguem as especificações de
produto definidas pelas normas EN13244-1 (requisitos para as matérias-primas), EN-13244-2 (requisitos para os tubos),
EN 13244-3 (requisitos para os acessórios) e EN13244-5 (requisitos da adequação ao uso do sistema – desempenho das
uniões).
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CAMPO DE APLICAÇÃO

Os sistemas de tubagem em PEAD marca FERSIL produzidos de acordo com a série das normas da EN12201 podem
ser aplicados em condutas principais e ramais domiciliários para o abastecimento de água para consumo humano,
incluindo água antes do tratamento e destinados a serem utilizados nas seguintes condições:
uma pressão máxima de serviço, MOP, até 25 bar, inclusive;
uma temperatura de serviço de 20 ºC, como temperatura de referência.

Os sistemas de tubagem em PEAD marca FERSIL produzidos de acordo com a série das normas da EN13244 podem
ser aplicados em condutas enterradas ou aéreas para aplicações gerais de condução de água (não potável) e saneamento
com pressão e sistemas de saneamento sob vácuo. Estes sistemas de tubos são destinados a serem utilizados nas
seguintes condições:
enterrados no solo;
emissários submarinos;
estendidos na água;
instalações aéreas incluindo as travessias de pontes;
uma pressão máxima de serviço, MOP, até 25 bar, inclusive;
uma temperatura de serviço de 20 ºC, como temperatura de referência.

OTA1: Para aplicações de qualquer uma das normas referidas e funcionando a temperaturas constantes superiores a 20 ºC e até
40 ºC, veja-se o Quadro 1.

Coeficiente de redução de pressão
Quando um sistema de tubagem em PEAD marca FERSIL é projectado para funcionar a uma temperatura constante
contínua superior a 20 ºC e inferior a 40 ºC, é permitido aplicar um coeficiente de redução da pressão como indicado no
Quadro 1:
Quadro 1 – Coeficientes de redução de pressão
Temperatura Coeficiente
20
30
40
1,00
0,87
0,74

OTA2: É permitido fazer interpolação para as temperaturas situadas entre as indicadas.

A pressão de funcionamento admissível (PFA) é calculada pela seguinte equação:


sendo: fT – o coeficiente dado no Quadro 1;
fA – o coeficiente de redução relacionado com a aplicação (distribuição de água fA = 1);
P – a pressão nominal.
P f f PFA
A T
× × =
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DEFIIÇÕES E SÍMBOLOS
Definições relacionadas com as características geométricas
Dimensão nominal D – Designação numérica da dimensão dum componente, diferente dum componente
designado pela sua rosca, que é um número inteiro, aproximadamente igual à dimensão de fabrico, em
milímetro (mm).
Dimensão nominal D/OD – Dimensão nominal relativa ao diâmetro exterior.
Diâmetro exterior nominal (d
n
) – O diâmetro exterior especificado, em milímetro, atribuído a uma dimensão
nominal DN/OD.
Diâmetro exterior médio (d
em
) – O valor da medida da circunferência exterior do tubo ou do terminal macho
dum acessório em qualquer secção recta, dividida por π (≈ 3,142), arredondado a 0,1 mm por excesso.
Ovalização – A diferença entre os diâmetros exteriores máximo e mínimo medidos na mesma secção recta do
tubo ou da extremidade do terminal macho dum acessório.
Espessura de parede nominal (e
n
) – Designação numérica da espessura de parede dum componente, que é
um número inteiro, aproximadamente igual à dimensão de fabrico, em milímetro e cujo valor mínimo é
determinado pela fórmula:



sendo: P – pressão nominal do tubo (bar)
dn – o diâmetro nominal (mm);
σ – a tensão tangencial (MPa).

Espessura média de parede (e
m
) – A média aritmética de um certo número de medições espaçados
regularmente sobre a circunferência e na mesma secção recta do componente, incluindo os valores mínimo e
máximo medidos da espessura de parede dessa secção recta.
Série de tubos S – É um número para a designação de um tubo de acordo com a norma ISO4065 e que tem a
expressão seguinte:



sendo: σ – a tensão tangencial (MPa);
P – pressão nominal do tubo (bar).

Razão dimensional normalizada (SDR) – Uma razão nominal entre o diâmetro exterior, d
n
, dum tubo e a sua
espessura nominal de parede, e
n
e que tem a expressão seguinte:





n
n
e
d
SDR =
P
d P
e
n
n
+
×
=
σ 2
P
S
σ
=
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OTA3: A relação entre a série de tubos S e a razão dimensional normalizada, SDR, é dada pela seguinte equação conforme
especificada na norma ISO 4065:
2
1 −
=
SDR
S ou 1 2 + = S SDR

Definições relacionadas com as condições de serviço
Pressão nominal (P) – Designação numérica utilizada como referência relacionada com as características
mecânicas dum componente dum sistema de tubagem. Para os sistemas de tubagens em plástico para
distribuição de água, condução de água ou saneamento sob pressão a 20 ºC, corresponde à pressão de serviço
máxima contínua, em bar, baseada no coeficiente de cálculo mínimo.
Pressão máxima de serviço (MOP) – A pressão máxima efectiva do fluido num sistema de tubagem, expressa
em bar, que é permitida em utilização contínua. Tem em conta as características físicas e mecânicas dos
componentes dum sistema de tubagem e que tem a expressão seguinte:
S C
MRS
MOP
×
=
sendo: MRS - a resistência mínima requerida (MPa);
C – coeficiente global de serviço
S – série de tubos

Pressão de serviço admissível (PFA) – A pressão hidrostática máxima que um componente é capaz de
suportar em serviço contínuo.

Definições relacionadas com as características do material
Limite inferior de confiança a 20 ºC para 50 anos (σ σσ σ
LCL
) – Grandeza de tensão expressa em mega Pascal
(MPa), que pode ser considerada como uma propriedade do material, e que representa o limite inferior de
confiança a 97,5 % da resistência hidrostática a longo prazo prevista para a água, a 20 ºC, durante 50 anos, sob
pressão.
Resistência mínima requerida (MRS) – Valor de σ
LCL
arredondado ao valor inferior mais próximo da série
R10 quando σ
LCL
< 10 MPa, ou ao da série R20 quando σ
LCL
> 10 MPa.

OTA4: As séries R10 e R20 são as séries de números Renard de acordo com as normas ISO 3 e a ISO 497

Série de úmeros Renard R20 – Esta série de números normalizados é uma subdivisão de uma década em 10
partes iguais à escala logarítmica, obtendo a expressão:



que arredondada resulta em:
1,00 –1,25 –1,60 –2,00 –2,50 –3,20 –4,00 –5,00 –6,30 -8,00 –10 –12,5 –16 –20 –25.
( ) 14 , 13 ,... 1 , 0 10
10
= ⋅ n com
n
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Tensão de projecto (σ σσ σ
s
) – Tensão admissível para uma dada aplicação expressa em mega Pascal (MPa). É
calculada dividindo o valor de MRS pelo coeficiente C, e arredondado ao valor inferior mais próximo da série
R20 e que tem a expressão seguinte:



sendo: MRS - a resistência mínima requerida (MPa);
C – coeficiente global de serviço

Coeficiente global de serviço (projecto) (C) – Um coeficiente global cujo valor é superior a 1, que tem em
consideração as condições de serviço, bem como as propriedades dos componentes dum sistema de tubagem,
além das representadas pelo limite inferior de confiança.
Índice de fluidez em massa (MFR) – Um valor em grama por unidade de tempo (g/10min) relacionado com a
viscosidade do material fundido a temperatura e carga especificadas.

Símbolos utilizados neste manual
C coeficiente global de serviço (projecto);
d
em
diâmetro exterior médio;
d
n
diâmetro exterior nominal;
DN/OD dimensão nominal relativa ao diâmetro exterior;
e
m
espessura média de parede;
e
n
espessura nominal de parede;
LCL limite inferior de confiança;
MFR índice de fluidez;
MOP pressão máxima de serviço;
MRS tensão mínima requerida;
OIT tempo de indução à oxidação;
PE polietileno;
PFA pressão de serviço admissível;
PN pressão nominal;
S série de tubos como definido na norma ISO4065;
SDR razão dimensional normalizada;
σ
LCL
limite inferior de confiança a 20 ºC para 50 anos;
σ
s
tensão do projecto.

C
MRS
S
= σ
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CARACTERÍSTICAS DA MATÉRIA-PRIMA

Composto
A matéria-prima utilizada para o fabrico dos tubos em PEAD marca FERSIL, é um composto de PE que deve ser obtido
adicionando ao polímero base de polietileno apenas os aditivos necessários ao fabrico e à utilização final dos produtos.
Os aditivos mais utilizados são o negro de carbono, os lubrificantes, os agentes anti UV e os agentes anti-oxidantes.
Para tubos de outra cor que não o negro, em vez do negro de carbono os fabricantes de composto de PE utilizam outros
pigmentos para obter tubos de cor azul, amarelo, laranja ou castanho, etc.
A FERSIL procura trabalhar com fabricantes de composto de PEAD que tenham certificação ISO 9001 e de preferência
que tenham os seus produtos certificados por uma entidade de certificação por exemplo a AENOR.

Utilização de materiais reprocessáveis e recicláveis
De acordo com as normas europeias para os tubos de PEAD, o material reprocessável limpo proveniente da produção
interna do fabricante e dos ensaios de produtos conformes as normas EN 12201, EN 13244 e EN 1555 podem ser
utilizados se provenientes do mesmo tipo de composto utilizado na produção respectiva.
No entanto o material reprocessável obtido de fontes externas e o material reciclável não podem ser utilizados. Para os
tubos para o abastecimento de água para consumo humano as normas só permitem utilizar os materiais reprocessados
resultantes de produtos conformes com a norma EN 12201.

Características físicas do composto
O composto utilizado para o fabrico de tubos deve estar conforme os requisitos indicados no Quadro 2 sob a forma de
granulados e no Quadro 3 sob a forma de tubo.
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Quadro 2 – Características do composto de PE sob a forma de grânulos, a confirmar pelo fabricante de composto como
ensaios BRT (cada lote fornecido)
Parâmetros de ensaio
Características Requisitos
Parâmetro Valor
Método de ensaio
Massa volúmica do
composto
≥ 930 kg/m
3

Temperatura de ensaio
Número de provetes
23 ºC
de acordo com a ISO 1183
ISO 1183
Percentagem de negro de
carbono ou de pigmento
(2 a 2,5) % em massa Deve estar conforme a ISO 6964

ISO 6964
Dispersão de negro de
carbono ou de pigmento
≤ grau 3 Deve estar conforme a ISO 18553 ISO 18553
Teor de voláteis ≤ 350 mg/kg Número de provetes 1 EN 12099
Teor de água
a)
≤ 300 mg/kg Número de provetes 1 EN 12118
Tempo de indução à
oxidação
≥ 20 min
Temperatura de ensaio
Número de provetes
200 ºC
b)
3
EN 728
Índice de fluidez a
quente MFR
0,2 a 1,4 g/10 min com
desvio máx. de ±20 %
do valor indicado pelo
fabricante
c)

Massa (peso)
Temperatura do ensaio
Tempo
Número de provetes

5 Kg
190 ºC
10 min
de acordo com a EN ISO 1133
EN ISO 1133, Condição T
a)
Apenas aplicável se o teor de voláteis medido não estiver conforme os requisitos especificados. Em caso de litígio, devem aplicar-se os
requisitos de teor de água. Deverá ser usado um método de ensaio alternativo de acordo com a norma ISO 760.
b)
O ensaio pode ser realizado a 210 ºC desde que exista uma correlação evidente com os resultados a 200 ºC. Em caso de litígio a temperatura
de ensaio deve ser 200 ºC.
c)
Valor nominal do composto é definido pelo seu fabricante.

Quadro 3 – Características do composto PE sob a forma de tubo, a confirmar pelo fabricante de composto como ensaios PVT
(periódicos)
Parâmetros de ensaio
Características Requisitos
Parâmetro Valor
Método de ensaio
Resistência à tracção
numa união efectuada
por soldadura topo-a-
topo
Ensaio à rotura na zona
de soldadura:
se dúctil o resultado é
satisfatório
se frágil o resultado
não é satisfatório
Diâmetro do tubo
Razão dimensional
normalizada
Temperatura de ensaio
Número de provetes
110 mm
SDR 11

23 ºC
De acordo com ISO 13953
ISO 13953
Resistência à propagação
lenta de fissuras
a)

Sem rotura durante o
ensaio
Diâmetro do tubo dn
Razão dimensional
normalizada
Temperatura de ensaio
Pressão interior de ensaio
para:
PE 80
PE 100
Duração do ensaio
Tipo de ensaio
Número de provetes
110 ou 125 mm
SDR 11

80 ºC


8,0 bar
9,2 bar
165 h
água em água
De acordo com EN ISO 13479
EN ISO 13479
Resistência à propagação
rápida de fissuras
a)

Paragem
Diâmetro do tubo dn
Razão dimensional
normalizada
Temperatura de ensaio
Meio de ensaio
Pressão interior de ensaio
para:
PE 100
PE 80
Número de provetes

250 mm
SDR 11

0 ºC
Ar


10,0 bar
8,0 bar
De acordo com a ISO 13477
ISO 13477 (Ensaio S4)
a)
Se os requisitos forem satisfeitos o material é aprovado para a gama completa de tubos produzidos de acordo com o campo de aplicação das
normas EN 12201 e/ou EN 13244.
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Compatibilidade de fusão
Os compostos usados para o fabrico de tubos de PEAD marca FERSIL, têm uma compatibilidade de fusão que é
demonstrada com recurso a um ensaio de resistência à tracção sobre uma soldadura topo-a-topo realizada com dois
tubos feitos com diferentes compostos.

Classificação e designação do composto de polietileno
Os compostos de PEAD devem ser designados pelo tipo de material (PE) e pelo nível mínimo de tensão requerida
(MRS), em conformidade com o Quadro 4.
O composto deve ter um MRS igual ou superior aos valores especificados no Quadro 4, quando avaliados de acordo
com o relatório técnico ISO/TR 9080 onde a pressão de ensaio é dada em conformidade com a norma EN ISO 1167
para determinar o σ
LCL
. O valor do MRS deve ser calculado a partir do σ
LCL
e o composto ser classificado de acordo
com a norma EN ISO 12162.
Quadro 4 – Designação do material e das tensões máximas de projecto correspondentes
Designação
Tensão mínima requerida (MRS)
MPa
σ σσ σ
s

a)

MPa
σ σσ σ
LCL

MPa
PE 100
PE 80
10,0
8,0
8,0
6,3
8,00 – 9,99
10,00 – 11,19
a)
A tensão de projecto σs é calculada a partir do MRS, aplicando o coeficiente global projecto C = 1,25.


OTA5: Pode ser utilizado um valor de C superior, por exemplo, para materiais em PE 80, se C = 1,6 implica uma tensão de
projecto de 5,0 MPa. Pode também ser obtido um valor mais elevado de C, escolhendo classes de P mais elevadas.

A classificação dos compostos usados para o fabrico de tubos de PEAD marca FERSIL é efectuada recorrendo à norma
EN ISO 12162 com os valores de MRS determinados de acordo com o relatório técnico ISO/TR 9080. Esta
classificação é demonstrada pelo fabricante do composto e certificada por um laboratório acreditado ou reconhecido.


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CARACTERÍSTICAS DOS TUBOS

Aspecto visual
Quando examinadas sem ampliação, as superfícies interiores e exteriores dos tubos de PEAD marca FERSIL devem
estar lisas, limpas e isentas de estrias, cavidades e outros defeitos que possam alterar o desempenho do tubo. As
extremidades do tubo devem ser cortadas adequada e perpendicularmente ao eixo do tubo.

Cor
Os tubos de PEAD marca FERSIL para redes de abastecimento de água para consumo humano, devem ser azuis ou
pretos com listas azuis.

OTA6: Para as instalações acima do solo, todos os componentes azuis devem ser protegidos duma exposição directa aos raios
ultravioletas.

Os tubos de PEAD marca FERSIL para aplicações gerais de condução de água (não potável) e saneamento com pressão
e sistemas de saneamento sob vácuo, devem ser pretos ou pretos com listas castanhas ou pretos com lista violeta.

Marcação
Todos os tubos devem ser marcados de uma forma permanente e legível, e de tal forma que a marcação não inicie
fissuras, ou outros tipos de falhas e que o armazenamento, intempéries, manuseamento, instalação e utilização não
afectem a legibilidade da mesma.
Se for utilizada a impressão, a cor da informação impressa deve ser diferente da cor do produto. A FERSIL utiliza a cor
amarela nos tubos pretos ou nos tubos pretos com lista azul ou lista castanha, e a cor preta nos tubos azuis.
Marcação mínima requerida
A marcação mínima requerida deve estar conforme o Quadro 5, com uma frequência de marcação no mínimo uma por
metro. Os tubos em rolo devem ser marcados sequencialmente com a metragem, o que permite saber o comprimento
que resta na bobine.

OTA7: Chama-se a atenção para a eventual necessidade da inclusão da marcação CE quando legalmente exigida.
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Quadro 5 – Marcação mínima requerida para os tubos
Elementos de marcação Marca ou símbolo
Identificação da marca de Qualidade
a)
Identificação do fabricante
Material e designação
Dimensões (dn . en)
Séries SDR
Classe de Pressão, em bar
Número da Norma
Período de produção (data ou código)
por exemplo, AENOR N 001/000533
FERSIL
por exemplo, PE 100
por exemplo, 110 × 6,6
por exemplo, SDR 17
por exemplo, PN 10
EN 12201
por exemplo, 26-01-07 18:35 OP 134
b)

b)
Só é aplicável se o fabricante tiver uma marca de Qualidade para o produto.
a)
De forma nítida, em algarismos ou em código, permitindo a rastreabilidade do período de produção, em
termos de ano e mês, e o local da produção se o fabricante produzir em locais diferentes.

OTA8: Exemplo de uma marcação para um tubo marca FERSIL de PE100 com d
n
=110 e e
n
=6,6:




Efeito na qualidade da água
Os sistemas de tubagem em PEAD marca FERSIL produzidos de acordo com a série das normas da EN12201 cumprem
os requisitos da Legislação Nacional no que respeita à certificação de produto complementada com a verificação da
ausência de potenciais efeitos nocivos na qualidade da água – Despacho nº 19563/2006 do Ministério das Obras
Públicas Transportes e Comunicações (Diário da República, 2ª série – Nº 185 – 25 de Setembro de 2006).

Características geométricas
Medições
As dimensões do tubo devem ser medidas conforme a norma EN ISO 3126. Em caso de litígio as medições das
dimensões, no mínimo devem ser efectuadas 24 h após o fabrico e depois de os tubos terem sido condicionados durante,
pelo menos, 4h a (23 ± 2) ºC.

Tubos em rolos
O tubo pode ser bobinado desde que as deformações localizadas, tais
como colapsos e vincos, sejam evitados.
O diâmetro interior mínimo do rolo não deve ser inferior a 18xd
n
.



O.P. hora data 12201 EN PN10 17 SDR 110x6.6 PE100 FERSIL 001/000533 N AENOR + +
MT006-2 (Setembro 2007)
MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão
Pág. 17/53
Comprimentos
Não estão fixados requisitos no que se refere a comprimentos específicos de tubo em rolo e tubos em vara, no entanto a
FERSIL utiliza como comprimentos standard os seguintes:











Diâmetro exterior e ovalização
Os diâmetros exteriores médios, d
em
, e a ovalização para os tubos de PEAD marca FERSIL devem estar conformes os
Quadros 6 e 7.


Diâmetro exterior médios, dem (circómetro) Ovalização, dem (paquímetro)


Espessuras da parede
As espessuras mínimas de parede para os tubos de PEAD marca FERSIL devem estar conformes os Quadros 6 e 7.









Espessuras mínima de parede, emin (micrómetro)




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20 e d
n
75 Rolos de 100 m

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n
90 e d
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110 Rolos de 50 m

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MT006-2 (Setembro 2007)
MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão
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Características físicas
Quando ensaiados, conforme os métodos de ensaio e parâmetros especificados no Quadro 8, os tubos de PEAD
marca FERSIL, devem ter as características físicas de acordo com os requisitos aí indicados.

Quadro 8 – Características físicas
Características Requisitos Parâmetros de ensaio Método de ensaio
Alongamento à rotura
e ≤ 5 mm
≥ 350 %
Forma de provete
Velocidade de ensaio
Número de provetes
Tipo 2
100 mm/min
De acordo com EN ISO 6259-1
EN ISO 6259-1
EN ISO 6259-3
Alongamento à rotura
5 mm < e ≤ 12 mm
≥ 350 %
Forma de provete
Velocidade de ensaio
Número de provetes
Tipo 1
50 mm/min
De acordo com EN ISO 6259-1
EN ISO 6259-1
EN ISO 6259-3
Alongamento à rotura
e >12 mm
≥ 350 %
Forma de provete
Velocidade de ensaio
Número de provetes
Tipo 1
25 mm/min
De acordo com EN ISO 6259-1
EN ISO 6259-1
EN ISO 6259-3
Índice de fluidez a
quente em massa,
(MFR)
Alteração do MFR no
processamento
± 20 %
a)

Carga
Temperatura de ensaio
Duração
Número de provetes
5,0 kg
190 ºC
10 min
De acordo com a EN ISO
1133:1999
EN ISO 1133
Condição T
Tempo de indução à
oxidação
≥ 20 min
Temperatura de ensaio
Número de provetes
b)

200 ºC
c)
3
EN 728
a)
Valor medido no tubo relativamente ao valor medido no composto usado.
b)
As amostras devem ser retiradas da superfície interior da parede
c)
O ensaio pode ser realizado como ensaio indirecto a 210 ºC desde que exista uma correlação evidente com os resultados a 200 ºC, em caso de
litígio, a temperatura de referência deve ser 200 ºC.









Alongamento à rotura Índice de fluidez a quente em massa (MFR) Tempo de indução à oxidação (OIT)




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Características mecânicas
Quando ensaiados, conforme os métodos de ensaio e parâmetros especificados no Quadro 9, os tubos de PEAD
marca FERSIL, devem ter as características mecânicas de acordo com os requisitos aí indicados.
Quadro 9 – Características mecânicas dos tubos de PE
Parâmetros de ensaio
Características Requisitos
Parâmetros Valores
Método de ensaio
Resistência
hidrostática a 20 ºC
Sem falhas em todos os
provetes durante o ensaio
Terminal
Período de condicionamento
Número de provetes
b)

Tipo de ensaio
Temperatura de ensaio
Duração do ensaio
Tensão circunferencial para:
PE 80
PE 100
Tipo a)

De acordo com a EN ISO 1167
3
Água-em-água
20 ºC
100 h

10,0 MPa
12,4 MPa
EN ISO 1167
Resistência
hidrostática a 80 ºC
Sem falhas em todos os
provetes durante o ensaio
Terminal
Período de condicionamento
Número de provetes
b)

Tipo de ensaio
Temperatura de ensaio
Duração do ensaio
Tensão circunferencial para:
PE 80
PE 100
Tipo a)

De acordo com a EN ISO 1167
3
Água-em-água
80 ºC
165 h


4,5 MPa
5,4 MPa
EN ISO 1167
Resistência
hidrostática a 80 ºC
Sem falhas em todos os
provetes durante o ensaio
Terminal
Período de condicionamento
Número de provetes
b)

Tipo de ensaio
Temperatura de ensaio
Duração do ensaio
Tensão circunferencial para:
PE 80
PE 100
Tipo a)
De acordo com a EN ISO 1167
3
Água-em-água
80 ºC
1000 h

4,0 MPa
5,0 MPa
EN ISO 1167
a)
As roturas dúcteis prematuras não são consideradas.








Resistência hidrostática a 80 ºC
Repetição do ensaio, no caso de existir falha a uma temperatura de 80 ºC
Uma rotura frágil que se produz a menos de 165 h deve ser considerada uma falha, contudo se uma amostra num
ensaio a menos de 165 h apresenta uma rotura dúctil este deve ser realizado novamente seleccionando uma tensão
mais baixa para que a duração mínima do ensaio seja cumprida, em referência à linha tensão/tempo
correspondente ao Quadro 10.
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Quadro 10 – Parâmetros para a repetição do ensaio de resistência hidrostática a 80 ºC
PE 80 PE 100
Tensão
MPa
Duração do
ensaio
h
Tensão
MPa
Duração do
ensaio
h
4,5
4,4
4,3
4,2
4,1
4,0
165
233
331
474
685
1000
5,4
5,3
5,2
5,1
5,0

165
256
399
629
1000


Resistência química dos tubos em contacto com produtos químicos
Se para uma determinada instalação, for necessário avaliar a resistência química dum tubo, então o tubo deve ser
classificado de acordo com as normas ISO 4433-1:1997 e 4433-2:1997.

As tubagens de PEAD marca FERSIL e os respectivos acessórios oferecem um bom comportamento quando
expostos à maioria dos produtos químicos, no entanto este comportamento depende quer das características da
matéria prima com que são fabricadas, quer da temperatura dos fluidos que circulam dentro da tubagem.

A FERSIL dispõe de um guia de resistências químicas para todos os produtos que produz, fornecida a pedido,
onde se descreve o comportamento das tubagens submetidas ao contacto com diferentes agentes químicos, às
temperaturas indicadas, sem pressão interior nem esforços axiais.
Os dados devem ser usados como valor informativo uma vez que são baseados em ensaios laboratoriais, na
experiência e prática de instalações e em informações técnicas.

OTA9: As orientações referentes à resistência aos produtos químicos dos tubos em polietileno estão indicadas no relatório
técnico ISO/TR 10358.

Requisitos de desempenho
Quando os tubos de PEAD marca FERSIL são ligados entre si ou a componentes conformes com as normas EN
12201 ou EN 13244, as uniões devem estar conformes com os requisitos do quadro 11.







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Quadro 11 – Características de aptidão ao uso do sistema (ensaios às uniões)
Características Requisitos Parâmetros de ensaio
Método de
ensaio
Uniões por fusão
Resistência
hidrostática a 80 ºC
Sem falhas em todos os
provetes durante o
ensaio
Terminal
a)
Período de condicionamento
Número de provetes
Tipo de ensaio
Temperatura de ensaio
Duração do ensaio
Tensão circunferencial para:
PE 80
PE 100
Tipo a)

De acordo com a EN ISO 1167
1
Água-em-água
80 ºC
165 h


4,5 MPa
5,4 MPa
EN ISO 1167
Resistência à
separação para
acessórios
electrossoldáveis de
abocardo
Longitud de iniciación
de la rotura ≤ L2/3 en
rotura frágil
Temperatura de ensaio
Número de provetes


23 ºC
1
ISO 13954
ISO 13955
Resistência à
separação para
acessórios
electrossoldáveis de
tomada em carga
Superfície de rotura
≤ 25 %, rotura frágil
Temperatura de ensaio
Número de provetes
23 ºC
1
ISO 13956
Resistência à tracção
(em uniões por
soldadura topo a topo)
Ensaio de rotura:
Dúctil – pasa
Frágil – não pasa
Temperatura de ensaio
Número de provetes
23 ºC
1
ISO 13953
Uniões mecânicas
c)

Estanquidade com
pressão interna
Sem fugas (perdas)
Período de ensaio
Pressão de ensaio
Número de provetes
1 h
1,5 × PN do tubo
1
EN 715
Estanquidade com
pressão interna quando
o sistema está sob uma
curvatura
Sem fugas (perdas)
Período de ensaio
Pressão de ensaio
Número de provetes
1 h
1,5 × PN do tubo
1
EN 713
Ensaio de pressão
externa
Sem fugas (perdas)
Pressão de ensaio / Período de ensaio
Pressão de ensaio / Período de ensaio
Número de provetes
∆p1 = 0,01 MPa / 1 h
∆p2 = 0,08 MPa / 1 h
1
EN 911
Resistência ao
arrancamento sob uma
força longitudinal
constante
Sem separação do tubo
com o acessório
Temperatura de ensaio
Período de ensaio
Força
23 ºC
1 h
De acordo com a EN 712
EN 712
a)
Podem se usados terminais de ensaio do tipo b) para tubos com diâmetros ≥ 315 mm.
b)
Não se tem em conta as falhas dúcteis prematuras.
c)
Para uniões mecânicas até dn 63 mm. Para diâmetros superiores a 63 mm os métodos de ensaio estão em desenvolvimento.

Repetição do ensaio, no caso de existir falha a uma temperatura de 80 ºC
Uma rotura frágil que se produz a menos de 165 h deve ser considerada uma falha, contudo se uma amostra num
ensaio a menos de 165 h apresenta uma rotura dúctil este deve ser realizado novamente seleccionando uma tensão
mais baixa para que a duração mínima do ensaio seja cumprida, em referência à linha tensão/tempo
correspondente ao Quadro 12.






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Quadro 12 – Parâmetros para a repetição do ensaio de resistência hidrostática a 80 ºC
PE 80 PE 100
Tensão
MPa
Duração do
ensaio
h
Tensão
MPa
Duração do
ensaio
h
4,5
4,4
4,3
4,2
4,1
4,0
165
233
331
474
685
1000
5,4
5,3
5,2
5,1
5,0

165
256
399
629
1000


Outras propriedades de carácter informativo
Os tubos de PEAD da FERSIL conformes a série de normas EN 12201 e EN 13244, também têm as seguintes
propriedades de carácter informativo, conformes com os requisitos do Quadro 13.

Quadro 13 – Propriedades de carácter informativo para tubos de PEAD
Características Requisitos Método de ensaio
Módulo de elasticidade > 900 MPa EN ISO 6259 -3
Resistência à tracção > 19 MPa EN ISO 6259 -3
Coeficiente de dilatação linear 0,22 mm/mºC DIN 53752
Condutividade térmica 0,37 kcal/mºC DIN 52612
Resistividade volumétrica > 10
16
Ωcm DIN 53482 e ASTM D257
Resistência superficial 10
14
Ω DIN 53482
Constante dieléctrica 2,3 – 2,5 DIN 53483 e ASTM D150
Rigidez dieléctrica ~ 150 KV/mm DIN 53481
Ângulo de perdas, tg δ ≈ 10
-4
DIN 53483


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GAMA COMERCIALIZADA PELA FERSIL

Tubo PEAD marca FERSIL para condução água para consumo humano – lista azul de acordo com a
norma E 12201-2
A gama de tubos PE80 e PE100 e respectivos acessórios de PEAD marca FERSIL produzidos de acordo com a
série das normas da EN12201 para condutas principais e ramais domiciliários para o abastecimento de água para
consumo humano, incluindo água antes do tratamento, está disponível no nosso Catálogo Geral ou na nossa
Tabela de Preços, que podem ser consultados no site www.fersil.com.

Tubo PEAD marca FERSIL para condução água e saneamento com pressão e sistemas de saneamento sob
vácuo – lista castanha de acordo com a norma E 13244-2
A gama de tubos PE80 e PE100 e respectivos acessórios de PEAD marca FERSIL produzidos de acordo com a
série das normas da EN13244 para condutas enterradas ou aéreas para aplicações gerais de condução de água (não
potável) e saneamento com pressão e sistemas de saneamento sob vácuo, está disponível no nosso Catálogo
Geral ou na nossa Tabela de Preços, que podem ser consultados no site www.fersil.com.

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ARMAZEAMETO, MAUSEAMETO E TRASPORTE

Armazenamento

Os tubos deverão ser armazenados ao abrigo de fontes de calor e do contacto com objectos cortantes;
As varas devem ser armazenadas em posição horizontal sobre paletes de madeira ou outra superfície não
abrasiva, devendo ser suportadas em todo o seu comprimento para evitar a sua deformação. A altura máxima
das varas empilhadas não deve ultrapassar 1,5 m;











Quando se armazenam rolos, deve-se verificar se a última camada de tubo está dentro do limite exterior do
aro ou coroa do rolo;










Os tubos e acessórios de PE devem ser armazenados de modo a minimizar a possibilidade de danificação por
esmagamento, perfuração ou exposição prolongada à luz solar directa;
Os tubos armazenados não devem estar em contacto com combustíveis, solventes ou tintas, com condutas de
vapor ou água quente e, ainda, com superfícies de temperatura superior a 50ºC.




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Manuseamento e Transporte
Durante o manuseamento devem-se evitar golpes, riscos e outras operações que possam danificar os tubos e
acessórios;
Não se devem deixar cair os tubos ou rodá-los sobre materiais granulares ou cortantes;
Os tubos de PE não devem ser arremessados ou arrastados pelo chão;
É expressamente proibida a utilização directa de correntes e cabos metálicos para a movimentação dos tubos.
É necessário a utilização de cintas ou correias de protecção com bordas arredondadas para não danificar o
tubo;
As varas quando manuseadas devem ser suportadas em dois pontos, de modo a evitar flexões excessivas que
poderiam resultar no arrastamento dos tubos. Os pontos de suporte devem estar distanciados entre si metade
do comprimento da vara e devem estar centrados na mesma;
A flexibilidade dos tubos de PE é reduzida em tempo frio e é necessário maior cuidado no manuseamento dos
mesmos durante o Inverno. Se a temperatura descer abaixo de –15ºC para varas lisas e acessórios ou 0ºC para
tubo bobinado, devem ser seguidas instruções especiais de manuseamento;
O transporte deve ser efectuado em veículos com uma plataforma lisa. Devem estar livres de arestas vivas ou
outros objectos possíveis de danificar o tubo;
As varas são transportadas horizontalmente na plataforma do veículo, não devendo ter mais de 1 m da altura
do veículo nem mais de 40 cm da parte dianteira do mesmo;
As bobines ou rolos devem ser colocados na horizontal.
Caso os diâmetros permitam, podem ser colocadas
bobinas de menor diâmetro no interior de bobines de
diâmetro superior;
Não devem ser colocados pesos sobre os rolos
transportados na vertical, pois podem provocar
ovalizações.


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MÉTODOS DE UIÃO

Os tubos e acessórios de polietileno podem ser unidos através de:
- soldadura topo a topo;
- electrosoldadura;
- acessórios com anel de estanquidade
A gama de acessórios disponível pode ser consultada na tabela de preços da Fersil.

Ligação por soldadura topo a topo
Estas ligações são efectuadas por meio do aquecimento dos extremos dos tubos ou acessórios a soldar, de igual
diâmetro e espessura, através do uso de uma placa de aquecimento que eleva a temperatura do polietileno até se
alcançar a fusão das superfícies em contacto.

Procedimento:
1. Proteger o posto de soldadura de chuvas, ventos e temperaturas inferiores a 0 ºC, através de meios
apropriados;
2. O arrefecimento repentino da zona de soldadura, devido a correntes de ar no interior dos elementos a soldar, é
evitado através do tamponamento da extremidade livre destes;
3. Montar o equipamento de soldadura e realizar um ensaio breve, certificando-se do seu correcto
funcionamento;
4. Pré-montar os elementos a soldar, tendo em atenção o
grau de ovalização das extremidades dos tubos a
soldar;
5. Colocar os tubos no módulo de fixação e apertar as
maxilas até se conseguir um perfeito alinhamento dos
extremos;
6. Determinar a pressão de arrasto, que depende do
comprimento e tipo de tubo colocado na maxila móvel
do módulo de fixação, através de um aumento
progressivo da pressão no circuito hidráulico até se
conseguir o deslocamento da maxila móvel;
7. Montar o módulo de corte entre os elementos a soldar e
perpendicularmente a estes. Esta operação de
rectificação deve durar até sair pelo menos uma fita
completa de polietileno de cada um dos extremos dos
tubos a soldar, garantindo assim que toda a totalidade
do perímetro dos tubos está correctamente rectificada;


8. Controlar o paralelismo e alinhamento das faces a soldar;
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9. Limpar a placa de aquecimento e as extremidades do tubo
com um agente desengordurante - normalmente é
acetona;
10. Verificar se a temperatura da placa é de 210 ± 10 ºC;
11. Colocar a placa de aquecimento sobre o módulo de
fixação, de modo a ficar situada entre os extremos dos
tubos;
12. Aplicar uma pressão (P1), que resulta da soma da pressão
de arrasto com a pressão de soldadura dada pelo
fabricante da máquina, até que os extremos toquem na
placa e formem um cordão uniforme em todo o seu
perímetro. Este deverá ter uma altura tabelada de acordo
com os diâmetros a soldar;
13. Reduzir a pressão para um valor residual P2, e manter
esta pressão durante um intervalo de tempo T2 tabelado,
tendo em vista o aquecimento do cordão de soldadura;
14. Afastar os extremos do tubo, retirar a placa e unir
rapidamente os tubos a soldar – esta é a fase mais
importante e mais crítica da soldadura. Esta operação
corresponde a um intervalo de tempo T3;
15. Aumentar progressivamente a pressão até P1 – esta fase
equivale a um intervalo de tempo T4 - e mantê-la durante
um intervalo de tempo T5;
16. Decorrido o intervalo de soldadura, retira-se a pressão e
procede-se ao arrefecimento da junta soldada durante um
intervalo de tempo tabelado T6 – o arrefecimento deve
ser natural, sendo interdito qualquer tipo de arrefecimento
forçado;
17. Após o arrefecimento, aliviam-se as maxilas e retira-se a junta soldada, procedendo-se à soldadura seguinte.

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O diagrama da Fig. 1 mostra a sequência de tempos para a soldadura topo a topo com os respectivos estágios de
pressão.

Pressão








Fig. 1
Sendo:
Fase 1: Pré-aquecimento – nesta fase aplica-se a pressão P1 durante um intervalo de tempo T1 necessário para a formação do
cordão;
Fase 2: Aquecimento – nesta fase aplica-se a pressão P2 durante um intervalo de tempo T2;
Fase 3: Remoção da placa de aquecimento – neste fase retira-se a placa de aquecimento, com um intervalo de tempo máximo T3
desde a separação dos tubos/acessórios até à união topo-a-topo dos elementos a soldar;
Fase 4: Aumento da pressão – esta fase representa o tempo T4 necessário para atingir novamente a pressão P1;
Fase 5: Fusão – nesta fase mantém-se a pressão P1 durante um tempo T5;
Fase 6: Arrefecimento – nesta fase mantêm-se os elementos a unir imobilizados e sem pressão, durante um intervalo de tempo T6.

Ligação por electrosoldadura
Nesta técnica são utilizados acessórios que têm incorporadas resistências eléctricas. Ao serem percorridas pela
corrente eléctrica as resistências aquecem provocando a fusão tanto do tubo como do acessório de uma forma
homogénea, e por arrefecimento possibilita uma soldadura íntegra.

Procedimento
Esta técnica de união é simples, rápida e eficiente, podendo executar-se soldaduras com total êxito e com
preparação mínima, tanto entre tubagens como entre tubos e acessórios.
Destaca-se no entanto um aspecto particularmente importante, as superfícies a unir deverão estar totalmente
limpas e secas.

1. Proteger o local da soldadura, de modo a evitar o arrefecimento repentino da zona de soldadura devido a
correntes de ar, como também no interior dos tubos, que é evitado através do tamponamento da extremidade
livre destes;
2. Verificar o estado superficial e de ovalização das extremidades dos tubos, se for necessário deve-se proceder
ao corte destas;
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3. Após o corte, procede-se à raspagem superficial das
extremidades a soldar no sentido axial do tubo, através de um
raspador;
4. Montar os tubos no acessório e fazer a marcação da
profundidade de encaixe destes;
5. Desmontar o conjunto e proceder ao desengorduramento das
superfícies externas dos tubos a soldar e da superfície interna do
acessório;
6. A superfície não deve apresentar quaisquer riscos ou ranhuras
que poderão conduzir a fugas;
7. Realizar a montagem final e colocar o conjunto no posicionador.
Este fixa os tubos e minimiza o risco de movimento dos
mesmos;
8. Retirar os tampões protectores dos terminais do acessório e fazer
a ligação dos terminais da máquina de soldar ao acessório – ligar
a máquina:
a. Se a máquina é manual, deve-se introduzir nesta o tempo
de fusão correcto do acessório, valor que vem tabelado
pelo fabricante deste;
b. Se for automática, deve-se ler o código de barras do
acessório através
de leitura óptica ou introduzir o código numérico do
acessório.
9. Carregar no botão de arranque, que inicia a contagem
decrescente do tempo de fusão do acessório. Findo este tempo, a
máquina dará um sinal acústico do término da operação de
soldadura;
10. O material fundido fluí através de dois orifícios junto aos
terminais, dando origem aos testemunhos – o processo de
electrosoldadura foi concluído com sucesso;
11. Retirar os cabos dos terminais do acessório e iniciar o período
de arrefecimento – este período deve ser de 20 min;
12. Decorrido o tempo de arrefecimento, o conjunto poderá ser
retirado do posicionador e só poderá ser submetido à pressão
depois de ter atingido a temperatura ambiente.

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ISTALAÇÃO EM OBRA

Termos e definições
A figura Fig. 2 consiste numa representação esquemática dos termos e definições utilizados na instalação em obra.










Fig. 2
Legenda:
1 – Largura da vala 8 – Zona do tubo
2 – Profundidade da cobertura 9 – Zona de apoio
3 – Aproximadamente 250 mm 10 – Topo do leito
4 – Superfície do solo 11 – Fundo do leito
5 – Solo original 12 – Fundação, se necessário
6 – Zona de compactação 13 – Leito, se necessário

Forma da vala
Se a natureza do terreno e os meios de escavação o permitirem, as paredes da vala devem ser verticais (ver Fig. 3)
por razões de economia. Estas condições melhoram a distribuição do peso das terras e das cargas móveis.
No caso de não ser possível executar uma vala com paredes verticais, recomenda-se uma secção segundo a Fig. 4,
tendo em consideração que a geratriz superior do tubo está no interior da zona da vala com paredes verticais.
Fig. 3 Fig. 4


Largura da vala
A largura da vala deve ser suficiente de modo a permitir a correcta montagem do sistema de tubagem e a
compactação do material de enchimento.
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A largura da vala é calculada a partir da fórmula seguinte:


sendo:
b – largura total da vala, em mm
dn – diâmetro nominal do tubo, em mm

Considerando a fórmula anterior, temos que, o valor do comprimento na horizontal entre a geratriz do tubo e a
parede da vala, b, é de 250 mm (Fig. 1). Este valor é independente do diâmetro do tubo.

Profundidade da vala
Na determinação da profundidade da vala deve-se ter em atenção o seguinte:
as cargas fixas e móveis;
a protecção da tubagem a temperaturas ambientais extremas;
o diâmetro e propriedades da tubagem.
A profundidade mínima aconselhada deverá ser de 0,80 m medidos desde a superfície do terreno até à geratriz
superior do tubo.

Leito de assentamento
Não é necessário um leito de areia na vala, a não ser que hajam pedras e objectos com arestas. Nesse caso
recomenda-se um leito com terra seleccionada ou areia, com uma espessura mínima compreendida entre 100 e 150
mm, cuidadosamente compactado e nivelado. O material utilizado deve ser granular, por exemplo: cascalho, brita,
areia, etc.

OTA10: A classificação dos solos é dada pela norma EV 1046., veja-se o Quadro 17.

O material do leito deve ser espalhado uniformemente ao longo de toda a largura da vala e nivelado, mas não deve
ser compactado.

Enchimento
O material de enchimento deve ser granular com uma granulometria máxima de acordo com o Quadro14.









b = d
n
+ 500
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Quadro 14 – Granulometria do material de enchimento em função do diâmetro niominal da tubagem
Dimensões em milímetros
Diâmetro exterior nominal
d
n

Granulometria máxima
< 300 20
≥ 300 30

O solo original pode ser usado como material de enchimento se cumprir os seguintes requisitos:
Inexistência de partículas de granulometria superiores às indicadas no Quadro 14;
Inexistência de aglomerados de partículas com dimensão superior a 2x as granulometrias indicadas no
Quadro 14;
Inexistência de resíduos de asfalto, garrafas, latas, árvores; etc.;
Ausência de materiais passíveis de congelação;
Ser possível obter um grau de compactação igual ao recomendado no Quadro 15.

Quadro 15 – Densidades Proctor, em função da classe de compactação e tipo de material de enchimento
Grupo do material de enchimento
Classe de
compactação
4
SPD %h
3
SPD %
2
SPD %h
1
SPD %
N
M
W
75 a 80
81 a 89
90 a 95
79 a 85
86 a 92
93 a 96
84 a 89
90 a 95
96 a 100
90 a 94
95 a 97
98 a 100

Normalmente para condutas não sujeitas a cargas de tráfego uma classe de compactação N é suficiente, em
condutas que estão sujeitas a cargas de tráfego é necessário uma classe de compactação do tipo W.

Métodos de compactação recomendados
De acordo com a norma ENV 1046, a espessura máxima das camadas e o número de passagens recomendadas em
função do tipo de equipamento utilizado na compactação, classe de compactação e classe de solo (veja-se o
Quadro17) são os constantes no Quadro 16.








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Quadro 16 – Espessura máxima e número de passagens recomendado em função do tipo de equipamento utilizado na
compactação
Espessura máxima das camadas após compactação em
função da classe de solo
(m)
º de passagens
em função da
classe de
compactação
Equipamento
W M
1 2 3 4
Espessura
antes da
compactação
(m)
Manual:
Min. 15 kg
3 1 0,15 0,10 0,10 0,10 0,20
“vibrating tamper”
vibratório:
Min. 70 kg
3 1 0,30 0,25 0,20 0,15 0,30
Prato vibtratório:
Min. 50 kg
Min. 100 kg
Min. 200 kg
Min. 400 kg
Min. 600 kg

4
4
4
4
4

1
1
1
1
1

0,10
0,15
0,20
0,30
0,40

-
0,10
0,15
0,25
0,30

-
-
0,10
0,15
0,20

-
-
-
0,10
0,15

0,15
0,15
0,20
0,30
0,50
Cilindro vibratório
Min. 15 kN/m
Min. 30 kN/m
Min. 45 kN/m
Min. 65 kN/m

6
6
6
6

2
2
2
2

0,35
0,60
1,00
1,50

0,25
0,50
0,75
1,10

0,20
0,30
0,40
0,60

-
-
-
-

0,60
1,20
1,80
2,40
Cilindro duplo vibratório
Min. 5 kN/m
Min. 10 kN/m
Min. 20 kN/m
Min. 30 kN/m

6
6
6
6

2
2
2
2

0,15
0,25
0,35
0,50

0,10
0,20
0,30
0,40

-
0,15
0,20
0,30

-
-
-
-

0,20
0,45
0,60
0,85
Cilindro triplo pesado
Min. 50 kN/m
6 2 0,25 0,20 0,20 - 1,00

Enchimento superficial
O enchimento a partir dos 300 mm acima da geratriz superior do tubo, pode ser feito com material da própria
escavação com uma granulometria máxima de 300 mm. No caso de ser necessário a compactação do enchimento
superficial, o material utilizado deve apresentar no máximo um tamanho de partícula não superior a 2/3 da
espessura da camada de compactação.

Classificação dos solos
Neste manual considerou-se a divisão dos solos em três tipos, segundo a norma ENV 1046, nomeadamente solos
granulares, coesivos e orgânicos. Cada um destes tipos de solos tem subgrupos, esta subdivisão para os solos
granulares é efectuada com base no tamanho das partículas e nos solos coesivos com base nos níveis de
plasticidade. No Quadro 17 mostra-se a classificação dos solos segundo este critério e a aptidão dos mesmos para
a utilização como material de enchimento.

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Quadro 17 – Classificação dos solos segundo a norma EV 1046
Tipo de solo Grupo de solo
# 1) Designação Características Exemplos
Uso em
enchimento
(GE)
[GU]
Cascalho de tamanho uniforme
Curva granulométrica estreita,
predominância de uma
granulometria
[GW]
Cascalho de granulometria
contínua, mistura de cascalho e
areia
Curva granulométrica contínua,
diversas granulometrias
1
(GI)
[GP]
Misturas irregulares de cascalho
e areia
Curva granulométrica em escada
Rocha britada,
cascalho de parias, de
rio e de moreia,
escória e cinza
vulcânica
Sim
(SE)
[SU]
Areis de tamanho uniforme
Curva granulométrica estreita,
predominância de uma
granulometria
Areias de dunas, de
vales e de bacias
[SW]
Areias de granulometria
contínua, mistura de cascalho e
areia
Curva granulométrica contínua,
diversas granulometrias
2
(SI)
[SP]
Misturas irregulares de cascalho
e areia
Curva granulométrica em escada
Areia de moreia de
praia e de rio
Sim
(GU)
[GM]
Cascalho sedimentado, mistura
de granulometria irregular de
cascalho
Curva granulométrica larga,
intermitente, com sedimento de
grão fino
(GC)
[GT]
Cascalho argiloso, mistura de
granulometria irregular de
cascalho, areia e argila
Curva granulométrica larga,
intermitente, com argila de grão
fino
Cascalho alterado
pelo tempo, detritos,
cascalho argiloso
(SU)
[SM]
Areias sedimentadas, mistura de
granulometria irregular de areia
e sedimento
Curva granulométrica larga,
intermitente, com sedimento de
grão fino
Areia saturada, terra
preta e areia loesse
Granular
3
(ST)
[SC]
Areias argilosas, mistura de
granulometria irregular de areia
e argila
Curva granulométrica larga com
fios de argila
Areia de terra preta,
argila, marga de
aluvião
Sim
(UL)
[ML]
Sedimento orgânico, areias
muito finas, areia fina de
sedimentos ou argila
Fraca estabilidade, reacção rápida,
ligeira ou nula plasticidade
Loesse, terra preta
Coesivo 4 (TA)
(TL)
(TM)
[CL]
Argila inorgânica, argila plástica
Estabilidade média e alta, reacção
não muito lenta, plasticidade fraca e
média
Marga de aluvião,
argila
Sim
(OK)
Mistura de solos de grão
diferente com húmus ou grés
Mistura de plantas ou não, cheiro a
podre, leves e porosas
Terra, areia calcária,
areia de turfa
(OU)
[OL]
Sedimento orgânico e argila
orgânica sedimentada
Grande estabilidade, reacção lenta a
muito rápida, plasticidade média a
elevada
Calcário, conquífero,
terra
5
(OT)
[OH]
Argila orgânica, argila com
misturas orgânicas
Grande estabilidade, reacção nula,
plasticidade média a elevada
Lama, terra preta
Não
(HN)
(HZ)
[PT]
Turfa e outros solos muito
orgânicos
Turfas decompostas, fibrosas de cor
castanha a preta
Turfa
Orgânico
6
[F] Lamas
Lama e muito mole, depositada
debaixo de água com areia, argila
ou calcário
Lamas
Não

OTA11: Os símbolos apresentados nesta coluna entre parênteses rectos, [], correspondem à classificação segundo
as normas BS 5930 e os parênteses curvos, (), à norma DI 18196.

Quando o solo é uma mistura de dois ou mais tipos de solos, pode-se utilizar para a sua classificação o solo
predominante.

Frequentemente a densidade ou grau de consolidação é indicado para o solo sob a forma de letras ou números, no
Quadro 18 apresenta-se uma relação aproximada entre as várias designações utilizadas.
Quadro 18 – Terminologia utilizada nas classes de compactação
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Designação Grau de compactação
% densidade Proctor
1)
≤ 80 81 a 90 91 a 94 95 a 100
ão ()
Moderado (M)
Grau de compactação
esperado

Bem (W)
Solos granulares Pouco denso Medianamente denso Denso Muito denso
Solos orgânicos Mole Firme Duro Muito duro
1)
Determinado de acordo com a norma DIN 18127

Quando não é conhecida informação detalhada sobre o solo original assume-se como grau de compactação entre
91 e 97 % densidade Proctor

Curvaturas no traçado
A flexibilidade dos tubos de PEAD marca FERSIL, permite curvaturas no traçado simultaneamente horizontais e
verticais, sem necessidade do uso de cotovelos ou outros acessórios e reduzindo portanto o número de uniões.
Deve-se no entanto ter em consideração os raios de curvatura permitidos.

O critério para a determinação do raio de curvatura mínimo permitido num tubo é a capacidade de dobrar sem o
risco de colapso, quando a relação entre a espessura da parede do tubo e o diâmetro é reduzida, ou seja, um SDR
grande; e é o alargamento das fibras superficiais quando a pressão nominal alcança valores elevados.
Os raios de curvatura mínimos a 20ºC são dados por:

Contra a curvatura:
| | mm
e
r
R
m
Kd

=
28 , 0
2


sendo: rm : raio médio do tubo |mm|
e: espessura da parede |mm|

Contra o alargamento

| | mm
r
R
a
Ka
ε
100 ⋅
=
sendo: ra : raio exterior do tubo |mm|
ε : alargamento das fibras superficiais < 25%
A flexibilidade dos tubos de PEAD é reduzida a baixas temperaturas, pelo que, quando se efectua uma instalação
a temperatura < 0ºC, os raios de curvatura obtidos devem ser aumentados em um factor de 2,5.

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Contracção e dilatação
Os tubos de PEAD marca FERSIL, quando instalados com exposição à intempérie, têm um coeficiente de
dilatação térmica linear de 0,2 mm por metro de comprimento e ºC de variação de temperatura.
Em condutas rectilíneas e contínuas em que se prevê dilatação, é necessário instalar elementos para as absorver.
Para isto, utilizam-se instalações em lira ou compensadores de dilatação.
A contracção e dilatação térmica estão ilustradas no anexo 2, ponto 2.1, e a distância aos pontos de fixação para
compensar a dilatação no anexo 2, ponto 2.2.

Em muitas instalações as próprias mudanças de direcção proporcionam por si só um meio adequado para
compensar a dilatação.
Fig. 5


Relining
A técnica de relining consiste na introdução de um tubo de diâmetro inferior numa conduta já existente em estado
desfavorável, sem a necessidade de recorrer à escavação. O tubo antigo mantém-se na sua posição inicial como
tubo vazio para receber o tubo novo.
Esta técnica pode ser utilizada para esgotos, condutas de água
potável, condutas de gás e condutas subaquáticas.

Dependendo do estado e traçado da conduta, podem ser
introduzidos ramos de tubo até 400 metros. O comprimento
dos ramos dependerá do peso específico, do esforço máximo
de tracção admissível (não deve exceder 10 N/mm
2
) e do
coeficiente de fricção.
Para ligar as secções de tubo individuais é necessário escavar
uma vala e abrir o tubo antigo. As pontas do tubo são depois unidas novamente com flanges de reforço folgadas.
A instalação pode realizar-se puxando com um cabo de aço, empurrando com um êmbolo ou com uma
combinação de ambos os métodos.
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O PE torna-se uma boa opção para este tipo de instalação devido
à sua flexibilidade, baixo coeficiente de fricção e elevada
resistência à propagação lenta de fissuras.

Para que o tubo não sofra variações longitudinais devido a
transferência de temperatura e de esforços hidrodinâmicos, o
espaço existente entre o mesmo e a conduta antiga pode ser
preenchido com betão de baixa viscosidade.


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ESAIOS DE PRESSÃO EM OBRA

O procedimento do ensaio de pressão completo inclui, necessariamente, uma fase preliminar, um ensaio de purga
e o ensaio principal e deve ser realizado conforme é descrito na norma EN 805:1999.
A FERSIL recomenda que seja utilizada uma pressão de ensaio da conduta igual a 1,5x a pressão nominal do
componente de pressão mais baixa ou 1,5x a pressão de serviço prevista para a conduta.

Fase preliminar
O objectivo da fase preliminar é criar condições iniciais para as variações de volume dependentes da pressão, do
tempo e da temperatura.

Procedimento:
Depois da limpeza e da purga, despressurizar até à pressão atmosférica e deixar decorrer um período de
relaxamento de pelo menos 60 min., para eliminar toda a tensão resultante da pressão;
Tomar medidas para evitar qualquer entrada de ar;
Após o período de relaxamento, aumentar a pressão de forma regular e rápida (em pelo menos 10 min)
até à pressão de ensaio. Manter esta pressão durante 30 min, bombeando de forma contínua ou
frequentemente. Durante este tempo, inspeccionar a tubagem para detectar as fugas que possam aparecer;
Esperar sem bombear um período suplementar de uma hora, durante o qual a tubagem pode expandir-se
de forma visco elástica;
Medir a pressão no final deste período;
No caso da fase preliminar ser superada com êxito, continuar o procedimento de ensaio. Se a queda de
pressão for superior a 30% da pressão de ensaio, interromper a fase preliminar e despressurizar até à
pressão atmosférica;
Examinar as condições de prova (ex. influência da temperatura, fugas);
Não reiniciar o ensaio enquanto não tiver decorrido o tempo de relaxamento de pelo menos 60 min.


Ensaio de purga
Os resultados da fase principal não podem ser interpretados sem que o volume de ar restante no troço seja
suficientemente baixo. As etapas seguintes são indispensáveis:
Reduzir rapidamente a pressão absoluta restante, medida no final da prova preliminar, extraindo água do
sistema para produzir uma queda de pressão compreendida entre 10 e 15 % da pressão de ensaio;
Medir com precisão o volume de água extraído ∆V;
Calcular a perda de água admissível ∆V
máx
com a ajuda da seguinte fórmula e verificar que o volume
extraído não ultrapassa ∆V
máx
:
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sendo: ∆ ∆∆ ∆Vmáx: perda de água admissível, em litros;
V: volume do troço em ensaio, em litros;
∆ ∆∆ ∆p: queda de pressão, em kPa;
Ew: módulo de elasticidade da água, em kPa;
D: diâmetro interior do tubo, em metros;
e: espessura da parede do tubo, em metros;
ER: módulo de elasticidade a flexão transversal da parede do tubo, kPa;
1,2: factor de correcção que considera a quantidade de ar restante admissível durante o ensaio principal.

Para a interpretação do resultado, é importante utilizar o valor exacto de E
R
correspondente à temperatura e
duração do ensaio. É conveniente medir o ∆p e ∆V com a maior precisão possível, especialmente para pequenos
diâmetros e troços pequenos de ensaio.

Ensaio principal
O fluxo visco elástico devido à tensão produzida pela pressão de ensaio interrompe-se para o ensaio de purga. A
queda rápida de pressão conduz a uma contracção da tubagem:
Observar e registar durante 30 min (fase do ensaio principal) o aumento de pressão devido à contracção;
A fase do ensaio principal é considerada satisfatória se a curva de pressões mostra uma tendência
crescente, e nunca decrescente durante esse intervalo de tempo de 30 min, o qual é normalmente
suficiente para dar uma boa indicação;
Uma curva de pressões que mostra uma tendência decrescente durante esse intervalo de tempo, significa
que existe uma fuga na rede;
Em caso de dúvida, prolongar a fase do ensaio principal até uma duração total de 90 min. Neste caso a
queda de pressão limita-se a 25 kPa a partir do valor alcançado na fase da contracção;
Se a pressão cai mais de 25 kPa, o ensaio não é satisfatório;
Aconselha-se verificar todos os acessórios mecânicos e realizar o controlo visual das uniões soldadas;
Corrigir os defeitos da instalação detectados durante o ensaio e repeti-lo;
A repetição do ensaio principal só pode ser realizada seguindo o procedimento completo, incluindo os 60 min de
tempo de relaxamento na fase preliminar.

OTA12: 100 kPa = 1bar => 25 kPa = 0,25 bar ou 250 mbar

|
|
¹
|

\
|
+ ∆ = ∆
R w
máx
E e
D
E
p V V
.
1
. 2 , 1
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CÁLCULO HIDRÁULICO E MECÂICO

Perdas de carga em tubagens
O cálculo dimensional, diâmetro e espessura de uma tubagem requer o conhecimento prévio dos seguintes dados:
comprimento total do traçado;
desnível geométrico;
pressão desejada no extremo final;
caudal em circulação;
material da tubagem.

Com estes dados e a equação de Bernoulli para a conservação da energia de um fluído ao longo da conduta,
obtêm-se as secções e pressões necessárias.



sendo: P1,2 - pressão inicial e final;
H1,2 - altura geométrica;
g - aceleração da gravidade;
γ - peso especifico do líquido;
v1,2 - velocidade do líquido;
∆hA - perda de carga (energia) por fricção do fluído;
∆hB - perdas de carga locais ou singulares, devidas a variações bruscas de velocidade.

Por fricção distinguem-se dois tipos de perda:
fricção interna do próprio fluído;
fricção entre o fluído e as paredes do tubo.

A perda de energia por fricção entre o fluído e as paredes é função da:
rugosidade relativa do material da tubagem;
velocidade do fluído na conduta.

A rugosidade absoluta K é a altura máxima das irregularidades da superfície interior. O valor de K para uma
tubagem de polietileno varia entre 0 a 0,015mm.

A rugosidade relativa K/D é a relação entre a rugosidade absoluta e o diâmetro do tubo.

B A
h h
g
v P
H
g
v P
H ∆ + ∆ + + + = + +
2 2
2
2 2
2
2
1 1
1
γ γ
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Darcy-Weisbach definiu uma fórmula geral para determinar a perda de carga em condutas:



sendo: J: Perda de carga por metro de comprimento;
λ: Coeficiente de fricção;
V: Velocidade média circulante;
g: Aceleração da gravidade;
D: Diâmetro interno do tubo.

O coeficiente de fricção λ depende do tipo de regime que se estabelece na tubagem, laminar ou turbulento o qual
vem definido pelo número de Reynolds.

Há numerosas fórmulas empíricas para o cálculo do coeficiente de fricção em regime turbulento, a que melhor se
ajusta às características das tubagens de polietileno é a de Colebrook:



Como simplificação desta fórmula para tubagens de polietileno, é possível utilizar a fórmula de Von Karman, em
que se considera que a rugosidade absoluta K tende para zero.



A fórmula de Manning – Strickler, para o cálculo da velocidade média, é outra expressão obtida empiricamente e
utilizada habitualmente devido à sua fácil resolução.




sendo: R: raio hidráulico (secção de fluxo/perímetro molhado);
No caso de condutas de pressão e secção regular R=D/4.
O valor n é função da rugosidade superficial do material e o valor obtido empiricamente para o polietileno é 0,008.


Golpe de Aríete
Quando se estabelece um regime variável dentro de uma tubagem aparecem variações de pressão e caudal que se
propagam através da massa líquida com um movimento ondulatório (ondas de pressão). A velocidade de
propagação desta onda denomina-se de celeridade e o seu valor é, segundo a fórmula de Allievi:

γ

× +
=
e
Dn
E E
g
a
t
1 1
1

gD
V
J
2
2
λ =

+ − =
λ λ Re
51 , 2
71 , 3
log 2
1
D
K
λ λ Re
51 , 2
log 2
1
− =
2
1
3
2
1
j R
n
V =
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sendo: a: velocidade de propagação ou celeridade, em m/s;
g: aceleração da gravidade, em m/seg
2
;
E1: módulo de elasticidade do líquido (para a água, E1= 2,1 x 10
8
kg/m
2
);
Dn: diâmetro exterior do tubo, em mm;
e: espessura da parede do tubo, em mm;
Et: módulo de elasticidade do material do tubo (para o PEAD a curto prazo, Et=9 x 10
7
kg/m
2
);
γ: peso específico do líquido (para a água, γ = 1.000 kg/m
3
).

O valor de golpe de aríete depende do tempo de fecho correspondente ao acontecimento que provocou a onda de
pressão. Assim, podem-se distinguir manobras lentas e rápidas. Para tal, comparam-se o tempo de fecho ou
manobra com o tempo que a onda de pressão necessita para percorrer o comprimento da tubagem no seu percurso
de ida e volta.



sendo: L: comprimento da tubagem;
a: celeridade.

Dependendo se o tempo de fecho é maior ou menor que o tempo crítico da tubagem, o golpe de aríete provocado
calcula-se com expressões obtidas por diferentes autores.

a. Manobra lenta:
a
L
T
fecho
2
>

Fórmula de Michaud

sendo: ∆H: aumento de pressão ou de altura, ou golpe de aríete;
L: comprimento da tubagem;
V : velocidade de circulação da água antes do fecho;
g: aceleração da gravidade;
T : tempo de abertura ou fecho da válvula..

b. Manobra rápida:
a
L
T
fecho
2
<

Fórmula de Allievi
g
aV
H ± = ∆


Devido aos valores de celeridade baixos das tubagens de PE, as sobrepressões que se podem produzir são muito
inferiores às que se produzem com materiais tradicionais e portanto, o custo das medidas necessárias para atenuar
o golpe é menor.

Tempo crítico =
a
L 2

gT
LV
H
2
± = ∆
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O tempo de fecho em bombas é determinado pela fórmula de E. Mendiluce:




sendo: C: coeficiente, função da relação
L
Hman
;
M: coeficiente, função de L;
L: comprimento da impulsão, em m;
V : velocidade de circulação da água, em m/s;
G: aceleração da gravidade, em m/seg
2
;
Hman: altura manométrica, em m.c.a.


L
Hman
(%) ≤ ≤≤ ≤ 20 25 30 35 ≥ ≥≥ ≥ 40
C 1 0,8 0,5 0,4 0


L ≤ ≤≤ ≤ 250 500 1000 1500 ≥ ≥≥ ≥ 2000
M 2 1,75 1,50 1,25 1,15


gHman
MLV
C T + =
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REFERÊCIAS ORMATIVAS

EN 712 Thermoplastics piping systems – End-load-bearing mechanical joints between pressure pipes and
fittings – Test method for resistance to pull-out under constant longitudinal force
EN 713 Plastics piping systems – Mechanical joints between fittings and polyolefin pressure pipes – Test
method for leaktightness under internal pressure of assemblies subjected to bending
EN 715 Thermoplastics piping systems – End-load-bearing joints between small diameter pressure pipes and
fittings –Test method for leaktightness under internal water pressure, including end thrust
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ENV 1046 – Plastics Piping and Ducting Systems – Systems outside building structures for the conveyance of
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EN 1555-1 Plastics piping systems for the supply of gaseous fuel – Polyethylene (PE) – Part 1: General
EN 1555-2 Plastics piping systems for the supply of gaseous fuel – Polyethylene (PE) – Part 2: Pipes
EN 11413 Plastics pipes and fittings – Preparation of test piece assemblies between a polyethylene (PE) pipe
and an electrofusion fitting
EN 11414 Plastics pipes and fittings – Preparation of polyethylene (PE) pipe/ pipe or pipe/fitting test piece
assemblies by butt fusion
EN 12099 Plastics piping systems – Polyethylene piping materials and components – Determination of volatile
content
EN 12107 Plastics piping systems – Injection – moulded thermoplastics fittings, valves and ancillary equipment
– Determination of the long term hydrostatic strength of thermoplastics materials for injection moulding of piping
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EN 12201-1 Plastics piping systems for water supply – Polyethylene (PE) – Part 1: General
EN 12201-2 Plastics piping systems for water supply – Polyethylene (PE) – Part 2: Pipes
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EN 12201-5 Plastics piping systems for water supply – Polyethylene (PE) – Part 5: Fitness for purpose of the
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CEN/TS 12201-7 Plastics piping systems for water supply – Polyethylene (PE) – Part 7: Guidance for the
assessment of conformity
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EN 13244-1 Plastics piping systems for buried and above-ground pressure systems for water for general
purposes, drainage and sewerage – Polyethylene (PE) – Part 1: General
EN 13244-2 Plastics piping systems for buried and above-ground pressure systems for water for general
purposes, drainage and sewerage – Polyethylene (PE) – Part 2: Pipes
EN 13244-3 Plastics piping systems for buried and above-ground pressure systems for water for general
purposes, drainage and sewerage – Polyethylene (PE) – Part 3: Fittings
EN 13244-4 Plastics piping systems for buried and above-ground pressure systems for water for general
purposes, drainage and sewerage – Polyethylene (PE) – Part 4: Valves
EN 13244-5 Plastics piping systems for buried and above-ground pressure systems for water for general
purposes, drainage and sewerage – Polyethylene (PE) – Part 5: Fitness for purpose of the system
CEN/TS 13244-7 Plastics piping systems for buried and above-ground pressure systems for water for general
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EN ISO 13478…Thermoplastics pipes for the conveyance of fluids - Determination of resistance to rapid crack
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Test method for slow crack growth on notched pipes (notch test) (ISO 13479:1997)
ISO 3 Preferred numbers – Series of preferred numbers
ISO 1183 Plastics – Methods for determining the density and relative density of non-cellular plastics
ISO 4065 Thermoplastics pipes – Universal wall thickness table
ISO 4433-1 Thermoplastics pipes – Resistance to liquid chemicals – Classification – Part 1: Imersion test
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ISO 4433-2 Thermoplastics pipes – Resistance to liquid chemicals – Classification – Part 2 Polyolefine pipes
ISO 6964 Polyolefin pipes and fittings - Determination of carbon black content by calcination and pyrolysis –
Test method and basic specification
ISO/TR 9080 Thermoplastics pipes for the transport of fluids – Methods of extrapolation of hydrostatic stress
rupture data to determine the long term hydrostatic strength of thermoplastics pipe materials
ISO/TR 10358 Thermoplastics pipes – Combined chemical-resistance classification table
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ISO 11414 Plastics pipes and fittings – Preparation of polyethylene (PE) pipe/fitting test piece assemblies by
butt fusion
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propagation (RCP) – Small –scale steady – state test (S4 test)
ISO 13953 Polyethylene (PE) pipes and fittings – determination of the tensile strength and failure mode of test
pieces from a butt-fused joint
ISO 13954 Plastics pipes and fittings – Peel decohesion test for polyethylene (PE) electrofusion assemblies of
nominal outside diameter greater than or equal to 90 mm
ISO 13955 Plastics pipes and fittings – Crushing decohesive test for polyethylene (PE) electrofusion assemblies
ISO 13956 Plastics pipes and fittings – Determination of cohesion strength – Tear test for polyethylene (PE)
assemblies
ISO 18553 Method for the assessment of the degree of pigment or carbon black dispersion in polyolefin pipes,
fittings and compounds
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BIBLIOGRAFIA


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AEXOS

Anexo 1 - Ábaco para o cálculo das perdas de carga
Anexo 2 - Contracção e dilatação térmica

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Anexo 1
Ábaco para determinação de perdas de carga

Diagrama de perdas de carga para tubos de PE e PVC calculadas de acordo com a fórmula de Colebrook. Para
diâmetros até 200 mm k = 0,01 mm, para diâmetros superiores k = 0,05 mm. A temperatura da água é 10ºC.

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Anexo 2 (informativo)
Contracção e dilatação térmica

Expansão e contracção térmica






Distância aos pontos de fixação para compensar as dilatações












∆ ∆∆ ∆T (ºC) ∆ ∆∆ ∆L (mm)
) º / ( ) (º ) ( ) ( C m mm C T m L mm L δ × ∆ = − ∆
instalação C T trabalho C T L _ ) (º _ ) (º > = ∆ +
instalação C T trabalho C T L _ ) (º _ ) (º < = ∆ −
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ÍNDICE
Página ÍNDICE CONSIDERAÇÕES GERAIS O Polietileno Algumas aplicações comuns dos tubos de polietileno Características e Vantagens Especificações de produto CAMPO DE APLICAÇÃO Coeficiente de redução de pressão DEFINIÇÕES E SÍMBOLOS Definições relacionadas com características geométricas Definições relacionadas com as condições de serviço Definições relacionadas com as características do material Símbolos utilizados neste manual CARACTERÍSTICAS DA MATÉRIA-PRIMA Composto Utilização de materiais reprocessáveis e recicláveis Características físicas do composto Compatibilidade de fusão Classificação e designação do composto de polietileno CARACTERÍSTICAS DOS TUBOS Aspecto visual Cor Marcação Efeito na qualidade da água Características geométricas Características físicas Características mecânicas Resistência química dos tubos em contacto com produtos químicos Requisitos de desempenho Outras propriedades de carácter informativo GAMA COMERCIALIZADA PELA FERSIL ARMAZENAMENTO, MANUSEAMENTO E TRANSPORTE Armazenamento Manuseamento e transporte MÉTODOS DE UNIÃO Ligação por soldadura topo a topo Ligação por electrosoldadura 1 3 3 4 5 7 8 8 9 9 10 10 11 12 12 12 12 14 14 15 15 15 15 16 16 20 21 22 22 24 25 26 26 26 28 28 30

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Página INSTALAÇÃO EM OBRA Termos e definições Forma da vala Largura da vala Profundidade da vala Leito de assentamento Enchimento Métodos de compactação recomendados Enchimento superficial Classificação dos solos Curvaturas no traçado Contracção e dilatação Relining ENSAIOS DE PRESSÃO EM OBRA Fase preliminar Ensaio de purga Ensaio principal CÁLCULO HIDRÁULICO E MECÂNICO Perdas de carga em tubagens Golpe de Aríete REFERÊNCIAS NORMATIVAS BIBLIOGRAFIA ANEXOS Anexo 1 - Ábaco para o cálculo de perdas de carga Anexo 2 - Contracção e dilatação térmica 32 32 32 32 33 33 33 34 35 35 37 38 38 40 40 40 41 42 42 43 46 49 50 51 52

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CO SIDERAÇÕES GERAIS
O Polietileno
O polietileno é uma resina poliolefínica. Esta resina termoplástica é obtida através da polimerização do gás etileno CH2 = CH2 que é, por sua vez, obtido através do “cracking” da nafta do petróleo. Os diferentes processos de polimerização para a produção industrial do polietileno requerem determinadas condições de pressão e temperatura, e a presença de catalisadores. A variação destas condições durante a polimerização permite a obtenção de produtos de características diferentes.

A polimerização efectuada a baixas pressões (30-40 atm) com temperaturas inferiores a 300ºC e a adição de catalisadores metálicos de titânio e magnésio dá origem ao polietileno de alta densidade (PEAD). O PE produzido por este método tem poucas ou nenhumas cadeias ramificadas (polietileno linear).

O PE cristaliza à medida que o fundido arrefece. As cadeias moleculares longas rearranjam-se em pequenas zonas cristalinas que, junto com as zonas amorfas, associam-se para formar macro estruturas conhecidas como esferulites. Quanto mais curtas as cadeias e menor o grau de ramificação, melhor pode decorrer o processo de cristalização. O predomínio das zonas cristalinas facilita o agrupamento e o empacotamento das moléculas e, consequentemente, a densidade do material é superior, oscilando entre 0,930 e 0,960 g/cm3.

O maior número de ligações inter moleculares e a alta percentagem de zonas cristalinas proporciona um aumento de densidade, rigidez, dureza, resistência à tracção e módulo de elasticidade. Em contrapartida, conduz a uma diminuição da resistência ao impacto e da resistência à fissuração. O PE tem sido utilizado como um material para tubos de pressão há mais de 50 anos. Inicialmente era utilizado o polietileno de baixa densidade convencional, que continua a ser utilizado em alguns países para acessórios de ligação e tubos de irrigação de pequenos diâmetros e/ou baixas pressões.

O PEAD foi introduzido nos finais dos anos 50 como um material para tubos de pressão. Este permitiu o projecto de tubos para aplicações a pressões mais elevadas, e diminuição da espessura das paredes. Foi também possível a fabricação de maiores diâmetros. Hoje em dia a maior parte dos tubos de pressão são fabricados a partir do PEAD ou PEMD.

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Algumas aplicações comuns dos tubos de polietileno
A condução de fluidos sob pressão, incluindo redes de distribuição de água potável devido à sua atoxicidade e redes adutoras de esgotos e emissários; A condução de combustíveis gasosos;

Trabalhos de rega agrícola e jardim, por exemplo em sistemas de rega gota a gota;

Drenagem de terrenos agrícolas e de zonas de intervenção da construção civil;

Protecção de cabos, particularmente na rede eléctrica, na rede de fibra óptica e na rede de telecomunicações;

Substituição de tubagens antigas sem abertura de valas, por técnicas de “relining”.

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Não sofre nenhuma alteração por efeito da água do mar. Facilita a sua instalação em terrenos íngremes e condições submarinas. Permitem realizar a frio curvaturas importantes sem necessidade de recorrer a acessórios. A superfície impede a formação de incrustações e não apresenta fenómenos de corrosão. pelo que os tubos de PE mantêm constante a sua secção e o seu coeficiente de fricção com o tempo. para diâmetros inferiores a 110mm. Resistência à luz e à intempérie O PE pode ser aditivado com o negro de carbono e outros estabilizadores durante o seu processo de fabrico protegendo-o contra os efeitos dos raios ultra violetas (UV) e contra o seu eventual envelhecimento térmico. atenuando as cargas por golpe de aríete. A celeridade é muito menor em comparação com outros materiais.Características e vantagens Menor densidade Facilita o transporte e manipulação de tubos de grandes dimensões (diâmetros e comprimentos) sem necessidade de recorrer a maquinaria complexa. assim como resíduos urbanos e industriais. betão e grés). 5/53 . Baixo coeficiente de fricção A rugosidade interior. conduz a perdas de carga inferiores às que se verificam com os materiais tradicionais (ferro. Maior flexibilidade Permitem a fabricação e transporte em rolos ou bobines de grande comprimento (50 a 100m). muito pequena. terrenos salinos ou ácidos. não sendo necessário a escavação de valas rigorosamente rectilíneas. Resistência a agentes químicos Apresenta uma excelente resistência aos agentes químicos e é insolúvel em todos os solventes inorgânicos a 20ºC. A aditivação com negro de carbono permite o armazenamento ou utilização ao ar livre do PE durante um longo período de tempo. Adaptam-se com facilidade a traçados curvos. Baixo módulo de elasticidade Resiste a tensões e deformações elevadas com cargas instantâneas. MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág.

num prazo até 100 anos. conservam portanto as qualidades organolépticas da água intactas. Sistemas de união Os sistemas de união são variados e de simples execução. ou tensões instantâneas elevadas. garantindo a estanquidade. Soldadura topo a topo Acessórios electrosoldáveis MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág. durante a fase de instalação).Características térmicas As deformações térmicas são absorvidas pelo material sem a criação de tensões apreciáveis ao longo da conduta. insípidas e atóxicas. em nenhum caso. Resistência ao impacto O baixo módulo de elasticidade do PE confere-lhe um carácter de grande resistência aos impactos durante o manuseamento e a instalação (ex: pedras resultantes da movimentação da terra e do fecho da vala. Atoxicidade As tubagens de PE são inodoras. protecções contra correntes galvânicas. Características eléctricas O PE é um material não condutor. as características anteriormente descritas se mantêm inalteráveis e dentro das margens de segurança do projecto. Inalterável com o tempo Ensaios laboratoriais e estudos recentes comprovaram que. 6/53 . pelo que as condutas não requerem.

Os sistemas de tubagem em PEAD marca FERSIL para redes enterradas ou aéreas para aplicações gerais de condução de água (não potável) e saneamento com pressão e sistemas de saneamento sob vácuo. EN 12201-3 (requisitos para os acessórios) e EN12201-5 (requisitos da adequação ao uso do sistema – desempenho das uniões). MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág. 7/53 . EN-12201-2 (requisitos para os tubos).Especificações de produto Os sistemas de tubagem em polietileno de alta densidade (PEAD) marca FERSIL para redes de abastecimento de água para consumo humano seguem as especificações de produto definidas pelas normas EN12201-1 (requisitos para as matérias-primas). EN 13244-3 (requisitos para os acessórios) e EN13244-5 (requisitos da adequação ao uso do sistema – desempenho das uniões). EN-13244-2 (requisitos para os tubos). seguem as especificações de produto definidas pelas normas EN13244-1 (requisitos para as matérias-primas).

incluindo água antes do tratamento e destinados a serem utilizados nas seguintes condições: uma pressão máxima de serviço. instalações aéreas incluindo as travessias de pontes. até 25 bar. inclusive. fA – o coeficiente de redução relacionado com a aplicação (distribuição de água fA = 1). como temperatura de referência. MOP. é permitido aplicar um coeficiente de redução da pressão como indicado no Quadro 1: Quadro 1 – Coeficientes de redução de pressão Temperatura 20 30 40 Coeficiente 1. estendidos na água. uma temperatura de serviço de 20 ºC.74 OTA2: É permitido fazer interpolação para as temperaturas situadas entre as indicadas. MOP. OTA1: Para aplicações de qualquer uma das normas referidas e funcionando a temperaturas constantes superiores a 20 ºC e até 40 ºC. Os sistemas de tubagem em PEAD marca FERSIL produzidos de acordo com a série das normas da EN13244 podem ser aplicados em condutas enterradas ou aéreas para aplicações gerais de condução de água (não potável) e saneamento com pressão e sistemas de saneamento sob vácuo.00 0. A pressão de funcionamento admissível (PFA) é calculada pela seguinte equação: PFA = f T × f A × P sendo: fT – o coeficiente dado no Quadro 1. MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág. emissários submarinos. uma temperatura de serviço de 20 ºC. uma pressão máxima de serviço. 8/53 .87 0. P – a pressão nominal. inclusive. como temperatura de referência.CAMPO DE APLICAÇÃO Os sistemas de tubagem em PEAD marca FERSIL produzidos de acordo com a série das normas da EN12201 podem ser aplicados em condutas principais e ramais domiciliários para o abastecimento de água para consumo humano. até 25 bar. Coeficiente de redução de pressão Quando um sistema de tubagem em PEAD marca FERSIL é projectado para funcionar a uma temperatura constante contínua superior a 20 ºC e inferior a 40 ºC. Estes sistemas de tubos são destinados a serem utilizados nas seguintes condições: enterrados no solo. veja-se o Quadro 1.

Ovalização – A diferença entre os diâmetros exteriores máximo e mínimo medidos na mesma secção recta do tubo ou da extremidade do terminal macho dum acessório. dividida por π (≈ 3.1 mm por excesso. Diâmetro exterior médio (dem) – O valor da medida da circunferência exterior do tubo ou do terminal macho dum acessório em qualquer secção recta. aproximadamente igual à dimensão de fabrico. Espessura de parede nominal (en) – Designação numérica da espessura de parede dum componente. σ – a tensão tangencial (MPa). Dimensão nominal D /OD – Dimensão nominal relativa ao diâmetro exterior. em milímetro (mm).DEFI IÇÕES E SÍMBOLOS Definições relacionadas com as características geométricas Dimensão nominal D – Designação numérica da dimensão dum componente. Razão dimensional normalizada (SDR) – Uma razão nominal entre o diâmetro exterior. em milímetro e cujo valor mínimo é determinado pela fórmula: en = sendo: P × dn 2σ + P P – pressão nominal do tubo (bar) dn – o diâmetro nominal (mm). arredondado a 0.142). atribuído a uma dimensão nominal DN/OD. dum tubo e a sua espessura nominal de parede. 9/53 . dn. Espessura média de parede (em) – A média aritmética de um certo número de medições espaçados regularmente sobre a circunferência e na mesma secção recta do componente. que é um número inteiro. em milímetro. aproximadamente igual à dimensão de fabrico. P – pressão nominal do tubo (bar). diferente dum componente designado pela sua rosca. Diâmetro exterior nominal (dn) – O diâmetro exterior especificado. incluindo os valores mínimo e máximo medidos da espessura de parede dessa secção recta. Série de tubos S – É um número para a designação de um tubo de acordo com a norma ISO4065 e que tem a expressão seguinte: S= sendo: σ P σ – a tensão tangencial (MPa). que é um número inteiro. en e que tem a expressão seguinte: SDR = dn en MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág.

00 –10 –12.. é dada pela seguinte equação conforme especificada na norma ISO 4065: S= SDR − 1 ou SDR = 2 S + 1 2 Definições relacionadas com as condições de serviço Pressão nominal (P ) – Designação numérica utilizada como referência relacionada com as características mecânicas dum componente dum sistema de tubagem. a 20 ºC. MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág. ou ao da série R20 quando σLCL > 10 MPa.5 % da resistência hidrostática a longo prazo prevista para a água. em bar.00 –5.13.1.20 –4. baseada no coeficiente de cálculo mínimo. Pressão máxima de serviço (MOP) – A pressão máxima efectiva do fluido num sistema de tubagem.25 –1. Para os sistemas de tubagens em plástico para distribuição de água. obtendo a expressão: ( 10 ) com ⋅ n = 0. e que representa o limite inferior de confiança a 97. Pressão de serviço admissível (PFA) – A pressão hidrostática máxima que um componente é capaz de suportar em serviço contínuo. que pode ser considerada como uma propriedade do material.14 10 n que arredondada resulta em: 1. 10/53 . OTA4: As séries R10 e R20 são as séries de números Renard de acordo com as normas ISO 3 e a ISO 497 Série de úmeros Renard R20 – Esta série de números normalizados é uma subdivisão de uma década em 10 partes iguais à escala logarítmica.00 –2. Resistência mínima requerida (MRS) – Valor de σLCL arredondado ao valor inferior mais próximo da série R10 quando σLCL < 10 MPa. expressa em bar.5 –16 –20 –25. que é permitida em utilização contínua.50 –3. durante 50 anos. sob pressão.00 –1.60 –2... SDR. Definições relacionadas com as características do material Limite inferior de confiança a 20 ºC para 50 anos (σLCL) – Grandeza de tensão expressa em mega Pascal (MPa).00 –6. Tem em conta as características físicas e mecânicas dos componentes dum sistema de tubagem e que tem a expressão seguinte: MOP = sendo: C – coeficiente global de serviço S – série de tubos MRS C×S MRS .OTA3: A relação entre a série de tubos S e a razão dimensional normalizada.30 -8. corresponde à pressão de serviço máxima contínua.a resistência mínima requerida (MPa). condução de água ou saneamento sob pressão a 20 ºC.

pressão máxima de serviço. tensão mínima requerida. Índice de fluidez em massa (MFR) – Um valor em grama por unidade de tempo (g/10min) relacionado com a viscosidade do material fundido a temperatura e carga especificadas. pressão de serviço admissível. bem como as propriedades dos componentes dum sistema de tubagem. espessura nominal de parede.a resistência mínima requerida (MPa). série de tubos como definido na norma ISO4065. tensão do projecto. índice de fluidez. tempo de indução à oxidação. espessura média de parede. Símbolos utilizados neste manual C dem dn em en LCL MFR MOP MRS OIT PE PFA PN S SDR coeficiente global de serviço (projecto). além das representadas pelo limite inferior de confiança. pressão nominal. É calculada dividindo o valor de MRS pelo coeficiente C. σLCL σs MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág.Tensão de projecto (σs) – Tensão admissível para uma dada aplicação expressa em mega Pascal (MPa). polietileno. 11/53 . e arredondado ao valor inferior mais próximo da série R20 e que tem a expressão seguinte: σS = sendo: MRS C MRS . diâmetro exterior nominal. limite inferior de confiança. que tem em consideração as condições de serviço. razão dimensional normalizada. diâmetro exterior médio. C – coeficiente global de serviço Coeficiente global de serviço (projecto) (C) – Um coeficiente global cujo valor é superior a 1. limite inferior de confiança a 20 ºC para 50 anos. DN/OD dimensão nominal relativa ao diâmetro exterior.

Os aditivos mais utilizados são o negro de carbono. Características físicas do composto O composto utilizado para o fabrico de tubos deve estar conforme os requisitos indicados no Quadro 2 sob a forma de granulados e no Quadro 3 sob a forma de tubo. em vez do negro de carbono os fabricantes de composto de PE utilizam outros pigmentos para obter tubos de cor azul. o material reprocessável limpo proveniente da produção interna do fabricante e dos ensaios de produtos conformes as normas EN 12201. MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág. 12/53 . EN 13244 e EN 1555 podem ser utilizados se provenientes do mesmo tipo de composto utilizado na produção respectiva. amarelo. No entanto o material reprocessável obtido de fontes externas e o material reciclável não podem ser utilizados. Para tubos de outra cor que não o negro. Utilização de materiais reprocessáveis e recicláveis De acordo com as normas europeias para os tubos de PEAD.CARACTERÍSTICAS DA MATÉRIA-PRIMA Composto A matéria-prima utilizada para o fabrico dos tubos em PEAD marca FERSIL. laranja ou castanho. os lubrificantes. os agentes anti UV e os agentes anti-oxidantes. é um composto de PE que deve ser obtido adicionando ao polímero base de polietileno apenas os aditivos necessários ao fabrico e à utilização final dos produtos. Para os tubos para o abastecimento de água para consumo humano as normas só permitem utilizar os materiais reprocessados resultantes de produtos conformes com a norma EN 12201. A FERSIL procura trabalhar com fabricantes de composto de PEAD que tenham certificação ISO 9001 e de preferência que tenham os seus produtos certificados por uma entidade de certificação por exemplo a AENOR. etc.

0 bar 9. Quadro 3 – Características do composto PE sob a forma de tubo. 13/53 .4 g/10 min com desvio máx.2 a 1. Deverá ser usado um método de ensaio alternativo de acordo com a norma ISO 760. b) O ensaio pode ser realizado a 210 ºC desde que exista uma correlação evidente com os resultados a 200 ºC. MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág. Em caso de litígio. a confirmar pelo fabricante de composto como ensaios BRT (cada lote fornecido) Parâmetros de ensaio Características Massa volúmica do composto Requisitos Parâmetro ≥ 930 kg/m3 Temperatura de ensaio Número de provetes Método de ensaio Valor 23 ºC de acordo com a ISO 1183 ISO 1183 ISO 6964 ISO 18553 EN 12099 EN 12118 b) Percentagem de negro de (2 a 2. devem aplicar-se os requisitos de teor de água.Quadro 2 – Características do composto de PE sob a forma de grânulos. c) Valor nominal do composto é definido pelo seu fabricante. Condição T Apenas aplicável se o teor de voláteis medido não estiver conforme os requisitos especificados. Em caso de litígio a temperatura de ensaio deve ser 200 ºC. a confirmar pelo fabricante de composto como ensaios PVT (periódicos) Parâmetros de ensaio Características Requisitos Parâmetro Resistência à tracção numa união efectuada por soldadura topo-atopo Ensaio à rotura na zona de soldadura: se dúctil o resultado é satisfatório se frágil o resultado não é satisfatório Diâmetro do tubo Razão dimensional normalizada Temperatura de ensaio Número de provetes Diâmetro do tubo dn Razão dimensional normalizada Temperatura de ensaio Pressão interior de ensaio para: PE 80 PE 100 Duração do ensaio Tipo de ensaio Número de provetes Diâmetro do tubo dn Razão dimensional normalizada Temperatura de ensaio Meio de ensaio Pressão interior de ensaio para: PE 100 PE 80 Número de provetes 110 mm SDR 11 ISO 13953 23 ºC De acordo com ISO 13953 110 ou 125 mm SDR 11 80 ºC EN ISO 13479 8.2 bar 165 h água em água De acordo com EN ISO 13479 250 mm SDR 11 0 ºC Ar Método de ensaio Valor Resistência à propagação Sem rotura durante o lenta de fissuras a) ensaio Resistência à propagação Paragem rápida de fissuras a) ISO 13477 (Ensaio S4) 10. de ±20 % do valor indicado pelo fabricante c) Tempo de indução à oxidação Índice de fluidez a quente MFR a) EN 728 5 Kg 190 ºC 10 min de acordo com a EN ISO 1133 EN ISO 1133.0 bar De acordo com a ISO 13477 a) Se os requisitos forem satisfeitos o material é aprovado para a gama completa de tubos produzidos de acordo com o campo de aplicação das normas EN 12201 e/ou EN 13244.5) % em massa carbono ou de pigmento Dispersão de negro de ≤ grau 3 carbono ou de pigmento Teor de voláteis Teor de água a) Deve estar conforme a ISO 6964 Deve estar conforme a ISO 18553 Número de provetes Número de provetes Temperatura de ensaio Número de provetes Massa (peso) Temperatura do ensaio Tempo Número de provetes 1 1 200 ºC 3 ≤ 350 mg/kg ≤ 300 mg/kg ≥ 20 min 0.0 bar 8.

00 – 11. quando avaliados de acordo com o relatório técnico ISO/TR 9080 onde a pressão de ensaio é dada em conformidade com a norma EN ISO 1167 para determinar o σLCL. se C = 1.0 6. Classificação e designação do composto de polietileno Os compostos de PEAD devem ser designados pelo tipo de material (PE) e pelo nível mínimo de tensão requerida (MRS). escolhendo classes de P mais elevadas.0 Designação PE 100 PE 80 a) σs a) MPa 8. por exemplo. A classificação dos compostos usados para o fabrico de tubos de PEAD marca FERSIL é efectuada recorrendo à norma EN ISO 12162 com os valores de MRS determinados de acordo com o relatório técnico ISO/TR 9080. Pode também ser obtido um valor mais elevado de C.0 8. em conformidade com o Quadro 4. O composto deve ter um MRS igual ou superior aos valores especificados no Quadro 4.25.00 – 9.99 10.6 implica uma tensão de projecto de 5. para materiais em PE 80. aplicando o coeficiente global projecto C = 1.3 σLCL MPa 8.Compatibilidade de fusão Os compostos usados para o fabrico de tubos de PEAD marca FERSIL.0 MPa. Quadro 4 – Designação do material e das tensões máximas de projecto correspondentes Tensão mínima requerida (MRS) MPa 10. Esta classificação é demonstrada pelo fabricante do composto e certificada por um laboratório acreditado ou reconhecido. têm uma compatibilidade de fusão que é demonstrada com recurso a um ensaio de resistência à tracção sobre uma soldadura topo-a-topo realizada com dois tubos feitos com diferentes compostos. MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág. OTA5: Pode ser utilizado um valor de C superior. O valor do MRS deve ser calculado a partir do σLCL e o composto ser classificado de acordo com a norma EN ISO 12162. 14/53 .19 A tensão de projecto σs é calculada a partir do MRS.

15/53 . intempéries. limpas e isentas de estrias. Marcação Todos os tubos devem ser marcados de uma forma permanente e legível. OTA6: Para as instalações acima do solo. as superfícies interiores e exteriores dos tubos de PEAD marca FERSIL devem estar lisas. manuseamento. devem ser azuis ou pretos com listas azuis. Se for utilizada a impressão. instalação e utilização não afectem a legibilidade da mesma. com uma frequência de marcação no mínimo uma por metro. As extremidades do tubo devem ser cortadas adequada e perpendicularmente ao eixo do tubo. Os tubos de PEAD marca FERSIL para aplicações gerais de condução de água (não potável) e saneamento com pressão e sistemas de saneamento sob vácuo. e a cor preta nos tubos azuis. cavidades e outros defeitos que possam alterar o desempenho do tubo. Marcação mínima requerida A marcação mínima requerida deve estar conforme o Quadro 5.CARACTERÍSTICAS DOS TUBOS Aspecto visual Quando examinadas sem ampliação. a cor da informação impressa deve ser diferente da cor do produto. ou outros tipos de falhas e que o armazenamento. Os tubos em rolo devem ser marcados sequencialmente com a metragem. Cor Os tubos de PEAD marca FERSIL para redes de abastecimento de água para consumo humano. devem ser pretos ou pretos com listas castanhas ou pretos com lista violeta. A FERSIL utiliza a cor amarela nos tubos pretos ou nos tubos pretos com lista azul ou lista castanha. MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág. e de tal forma que a marcação não inicie fissuras. todos os componentes azuis devem ser protegidos duma exposição directa aos raios ultravioletas. OTA7: Chama-se a atenção para a eventual necessidade da inclusão da marcação CE quando legalmente exigida. o que permite saber o comprimento que resta na bobine.

16/53 . sejam evitados. AENOR N 001/000533 FERSIL por exemplo. De forma nítida. SDR 17 por exemplo. en) Séries SDR Classe de Pressão. no mínimo devem ser efectuadas 24 h após o fabrico e depois de os tubos terem sido condicionados durante. e o local da produção se o fabricante produzir em locais diferentes. 2ª série – Nº 185 – 25 de Setembro de 2006). O diâmetro interior mínimo do rolo não deve ser inferior a 18xdn.6 por exemplo.Quadro 5 – Marcação mínima requerida para os tubos Elementos de marcação Identificação da marca de Qualidade a) Identificação do fabricante Material e designação Dimensões (dn . 4h a (23 ± 2) ºC. em termos de ano e mês. Efeito na qualidade da água Os sistemas de tubagem em PEAD marca FERSIL produzidos de acordo com a série das normas da EN12201 cumprem os requisitos da Legislação Nacional no que respeita à certificação de produto complementada com a verificação da ausência de potenciais efeitos nocivos na qualidade da água – Despacho nº 19563/2006 do Ministério das Obras Públicas Transportes e Comunicações (Diário da República. permitindo a rastreabilidade do período de produção. pelo menos. PN 10 EN 12201 por exemplo. tais como colapsos e vincos.6: AENOR N 001/000533 FERSIL PE100 110x6. MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág. em algarismos ou em código. OTA8: Exemplo de uma marcação para um tubo marca FERSIL de PE100 com dn=110 e en=6. em bar Número da Norma Período de produção (data ou código) b) a) Marca ou símbolo por exemplo. 26-01-07 18:35 OP 134 b) Só é aplicável se o fabricante tiver uma marca de Qualidade para o produto. 110 × 6.6 SDR 17 PN10 EN 12201 data + hora + O. Características geométricas Medições As dimensões do tubo devem ser medidas conforme a norma EN ISO 3126. Em caso de litígio as medições das dimensões.P. PE 100 por exemplo. Tubos em rolos O tubo pode ser bobinado desde que as deformações localizadas.

dem (paquímetro) Espessuras da parede As espessuras mínimas de parede para os tubos de PEAD marca FERSIL devem estar conformes os Quadros 6 e 7. dem. 17/53 . Diâmetro exterior médios. Espessuras mínima de parede. e a ovalização para os tubos de PEAD marca FERSIL devem estar conformes os Quadros 6 e 7. dem (circómetro) Ovalização. emin (micrómetro) MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág. no entanto a FERSIL utiliza como comprimentos standard os seguintes: dn 20 e dn 75 Rolos de 100 m dn 90 e dn 110 Rolos de 50 m dn 110 a dn 400 Varas de 6 e 12 m Diâmetro exterior e ovalização Os diâmetros exteriores médios.Comprimentos Não estão fixados requisitos no que se refere a comprimentos específicos de tubo em rolo e tubos em vara.

6 7.3 3.0 6.6 15.7 4.3 e min 9.0 2.3 40 50 63 75 40 50 63 75 1. P P 20 P 25 Espessuras de parede e min 2.4 12.2 36.2 21.7 16.3 11.8 15.6 2.3 5.5 52.4 4.0 11.6 32.Quadro 6 – Diâmetros exteriores médios.0 3.0 18.5 6.7 5.6 2.1 19.2 37.5 1.6 9.7 11.8 5.3 SDR 17 S8 SDR 21 S 10 SDR 26 S 12.9 33.5 10. Para tubos em rolo a ovalização máxima deve ser acordada entre o fabricante e o comprador.7 7.8 2.8 13.6 23.4 14.4 1.6 10.6 5.7 8.5 90 110 125 140 90 110 125 140 1.4 3.1 48.5 22.3 20.4 18.4 5.5 2.7 8.4 250 280 315 355 - 250 280 315 355 5.2 Pressão nominal.5 2.4 25.1 12.9 7.3 43.3 e min 7.6 9.7 14.7 9.9 19.9 24.7 17.7 3.5 41.6 6.9 12.3 35.2 39.5 12.0 3.4 2.3 3.0 3.8 4.6 18.3 14.4 2.4 28.1 8.5 12.7 4.9 13.2 1.2 1.8 11.5 em bar P 6 P 8 P 6 P 5 P 4 P 5 SDR 9 S4 SDR 11 S5 SDR 13. MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág.6 10.6 16.0 2.6 S 6.3 3.3 10.6 29.0 4.1 29.4 6.9 13.4 8.5 26.2 20.3 9.2 10.6 4.9 20.7 27.1 22.2 4.6 4.4 20.1 12.7 8.7 4.5 P 10 P 8 P 3.0 15.4 6.5 P 10 P 25 P 16 P 12.4 1.7 8.1 17.0 a) b) Os valores de PN foram calculados com C = 1.2 3.2 26.2 2.2 6.3 3.7 25.7 44.7 21.5 4.5 SDR 33 S 16 SDR 41 S 20 PE 80  P 20 P 16 P 12.2 P 4 PE 100 Dimensão nominal e min e min e min e min e min Diâmetro exterior nominal Ovalização máxima b) D /OD 3.4 30.2 5.8 16.0 2.8 34.9 8.0 3.0 3.5 54.6 18.8 6.7 8.4 6.1 13.0 16.3 160 180 200 225 160 180 200 225 3.4 S 3.2 38.8 8.8 11.4 15.0 2.6 27.1 23.0 2.4 3.3 5.0 2.5 4.8 16 20 25 32 16 20 25 32 1.9 31.4 dn e min e min 2.3 6.1 9.8 23.3 59. 18/53 .0 2.2 10.0 3.3 15.0 9.6 10.25.5 5.1 a) SDR6 S 2.0 400 400 15.2 1.7 10.3 14.7 12.9 3.5 46.6 7. ovalizações e espessuras nominais Dimensões em milímetros Série de tubos SDR 7.2 10.

0 24.3 50.4 S 3.8 33.4 42.1 42.4 34.2 - Diâmetro exterior nominal Ovalização máxima b) D /OD - dn e min e min 17.3 39.6 22.2 450 500 560 450 500 560 15.4 17.3 17.5 29.5 23.3 S8 S 10 S 12.3 13.3 59.6 SDR 17 SDR 21 SDR 26 SDR 33 SDR 41 S 20 S 2.1 27.7 42.2 19.1 - 1000 1200 1400 1600 1000 1200 1400 1600 - a) b) Os valores de PN foram calculados com C = 1.8 24.5 PE 80  P 20 P 16 P 12.4 19.0 12.0 33. Para tubos em rolo e comprimentos de tubo rectos de diâmetros ≥ 710 a ovalização máxima deve ser acordada entre o fabricante e o comprador.2 30.5 P 10 P 25 P 16 P 12.6 34.5 19.6 30.2 a) SDR6 S4 em bar P 6 P 8 P 6 P 5 P 4 P 5 S5 S 6.8 41.8 40.2 19.9 26.6 36.2 26.7 30.9 47. P P 20 P 25 Espessuras de parede e min 61.1 47.2 Pressão nominal.Quadro 7 – Diâmetros exteriores médios.5 61.5 P 10 P 8 P 3.7 29.8 15.3 55.4 53.9 45. ovalizações e espessuras nominais Dimensões em milímetros Série de tubos SDR 7.8 37. 19/53 .9 38.2 P 4 PE 100 Dimensão nominal e min e min e min e min e min 21.1 21.4 38.5 S 16 SDR 9 SDR 11 SDR 13.7 33.1 36.2 45.9 49.5 27.4 24. MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág.25.7 15.7 57.0 e min 11.6 630 710 800 900 630 710 800 900 22.4 50.5 46.2 58.3 52.9 53.2 e min 13.8 17.3 21.

devem ter as características físicas de acordo com os requisitos aí indicados. a temperatura de referência deve ser 200 ºC.0 kg 190 ºC 10 min De acordo com a EN ISO 1133:1999 200 ºC c) 3 Método de ensaio Alongamento à rotura e ≤ 5 mm EN ISO 6259-1 EN ISO 6259-3 Alongamento à rotura 5 mm < e ≤ 12 mm EN ISO 6259-1 EN ISO 6259-3 Alongamento à rotura e >12 mm EN ISO 6259-1 EN ISO 6259-3 Índice de fluidez a quente em massa. os tubos de PEAD marca FERSIL. (MFR) Alteração do MFR no processamento ± 20 % a) EN ISO 1133 Condição T Tempo de indução à oxidação a) b) c) ≥ 20 min EN 728 Valor medido no tubo relativamente ao valor medido no composto usado. conforme os métodos de ensaio e parâmetros especificados no Quadro 8. 20/53 . Quadro 8 – Características físicas Características Requisitos Forma de provete ≥ 350 % Velocidade de ensaio Número de provetes Forma de provete ≥ 350 % Velocidade de ensaio Número de provetes Forma de provete ≥ 350 % Velocidade de ensaio Número de provetes Carga Temperatura de ensaio Duração Número de provetes Temperatura de ensaio Número de provetes b) Parâmetros de ensaio Tipo 2 100 mm/min De acordo com EN ISO 6259-1 Tipo 1 50 mm/min De acordo com EN ISO 6259-1 Tipo 1 25 mm/min De acordo com EN ISO 6259-1 5. As amostras devem ser retiradas da superfície interior da parede O ensaio pode ser realizado como ensaio indirecto a 210 ºC desde que exista uma correlação evidente com os resultados a 200 ºC. em caso de litígio.Características físicas Quando ensaiados. Alongamento à rotura Índice de fluidez a quente em massa (MFR) Tempo de indução à oxidação (OIT) MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág.

5 MPa 5.0 MPa 12.4 MPa Tipo a) De acordo com a EN ISO 1167 3 Água-em-água 80 ºC 165 h 4. em referência à linha tensão/tempo correspondente ao Quadro 10. no caso de existir falha a uma temperatura de 80 ºC Uma rotura frágil que se produz a menos de 165 h deve ser considerada uma falha. conforme os métodos de ensaio e parâmetros especificados no Quadro 9.Características mecânicas Quando ensaiados. contudo se uma amostra num ensaio a menos de 165 h apresenta uma rotura dúctil este deve ser realizado novamente seleccionando uma tensão mais baixa para que a duração mínima do ensaio seja cumprida. devem ter as características mecânicas de acordo com os requisitos aí indicados.0 MPa Resistência hidrostática a 20 ºC Sem falhas em todos os provetes durante o ensaio EN ISO 1167 Resistência hidrostática a 80 ºC Sem falhas em todos os provetes durante o ensaio EN ISO 1167 Resistência hidrostática a 80 ºC Sem falhas em todos os provetes durante o ensaio EN ISO 1167 a) As roturas dúcteis prematuras não são consideradas.0 MPa 5.4 MPa Tipo a) De acordo com a EN ISO 1167 3 Água-em-água 80 ºC 1000 h 4. Quadro 9 – Características mecânicas dos tubos de PE Parâmetros de ensaio Características Requisitos Parâmetros Terminal Período de condicionamento Número de provetes b) Tipo de ensaio Temperatura de ensaio Duração do ensaio Tensão circunferencial para: PE 80 PE 100 Terminal Período de condicionamento Número de provetes b) Tipo de ensaio Temperatura de ensaio Duração do ensaio Tensão circunferencial para: PE 80 PE 100 Terminal Período de condicionamento Número de provetes b) Tipo de ensaio Temperatura de ensaio Duração do ensaio Tensão circunferencial para: PE 80 PE 100 Método de ensaio Valores Tipo a) De acordo com a EN ISO 1167 3 Água-em-água 20 ºC 100 h 10. MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág. 21/53 . os tubos de PEAD marca FERSIL. Resistência hidrostática a 80 ºC Repetição do ensaio.

0 Duração do ensaio h 165 233 331 474 685 1000 Duração do ensaio h 165 256 399 629 1000 Resistência química dos tubos em contacto com produtos químicos Se para uma determinada instalação.1 5. fornecida a pedido. onde se descreve o comportamento das tubagens submetidas ao contacto com diferentes agentes químicos.3 5. OTA9: As orientações referentes à resistência aos produtos químicos dos tubos em polietileno estão indicadas no relatório técnico ISO/TR 10358. As tubagens de PEAD marca FERSIL e os respectivos acessórios oferecem um bom comportamento quando expostos à maioria dos produtos químicos. então o tubo deve ser classificado de acordo com as normas ISO 4433-1:1997 e 4433-2:1997. for necessário avaliar a resistência química dum tubo. MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág. Requisitos de desempenho Quando os tubos de PEAD marca FERSIL são ligados entre si ou a componentes conformes com as normas EN 12201 ou EN 13244. quer da temperatura dos fluidos que circulam dentro da tubagem. as uniões devem estar conformes com os requisitos do quadro 11.2 4.3 4.Quadro 10 – Parâmetros para a repetição do ensaio de resistência hidrostática a 80 ºC PE 80 Tensão MPa 4. Os dados devem ser usados como valor informativo uma vez que são baseados em ensaios laboratoriais. na experiência e prática de instalações e em informações técnicas.4 5.4 4. A FERSIL dispõe de um guia de resistências químicas para todos os produtos que produz.2 5. às temperaturas indicadas. sem pressão interior nem esforços axiais. 22/53 .5 4.0 PE 100 Tensão MPa 5. no entanto este comportamento depende quer das características da matéria prima com que são fabricadas.1 4.

no caso de existir falha a uma temperatura de 80 ºC Uma rotura frágil que se produz a menos de 165 h deve ser considerada uma falha. em referência à linha tensão/tempo correspondente ao Quadro 12. Repetição do ensaio.5 × PN do tubo 1 EN 715 Estanquidade com pressão interna quando Sem fugas (perdas) o sistema está sob uma curvatura Ensaio de pressão externa Resistência ao arrancamento sob uma força longitudinal constante a) EN 713 Sem fugas (perdas) Pressão de ensaio / Período de ensaio ∆p1 = 0.Quadro 11 – Características de aptidão ao uso do sistema (ensaios às uniões) Características Uniões por fusão Terminal a) Período de condicionamento Número de provetes Tipo de ensaio Temperatura de ensaio Duração do ensaio Tensão circunferencial para: PE 80 PE 100 Temperatura de ensaio Número de provetes Tipo a) De acordo com a EN ISO 1167 1 Água-em-água 80 ºC 165 h 4.4 MPa 23 ºC 1 ISO 13954 ISO 13955 Requisitos Parâmetros de ensaio Método de ensaio Resistência hidrostática a 80 ºC Sem falhas em todos os provetes durante o ensaio EN ISO 1167 Resistência à separação para acessórios electrossoldáveis de abocardo Resistência à separação para acessórios electrossoldáveis de tomada em carga Resistência à tracção (em uniões por soldadura topo a topo) Longitud de iniciación de la rotura ≤ L2/3 en rotura frágil Superfície de rotura ≤ 25 %.5 MPa 5. c) Para uniões mecânicas até dn 63 mm.08 MPa / 1 h Número de provetes 1 Temperatura de ensaio Período de ensaio Força 23 ºC 1h De acordo com a EN 712 EN 911 Sem separação do tubo com o acessório EN 712 b) Podem se usados terminais de ensaio do tipo b) para tubos com diâmetros ≥ 315 mm. contudo se uma amostra num ensaio a menos de 165 h apresenta uma rotura dúctil este deve ser realizado novamente seleccionando uma tensão mais baixa para que a duração mínima do ensaio seja cumprida. Não se tem em conta as falhas dúcteis prematuras.5 × PN do tubo 1 1h 1. Para diâmetros superiores a 63 mm os métodos de ensaio estão em desenvolvimento. rotura frágil Ensaio de rotura: Dúctil – pasa Frágil – não pasa Temperatura de ensaio Número de provetes 23 ºC 1 ISO 13956 Temperatura de ensaio Número de provetes 23 ºC 1 ISO 13953 Uniões mecânicas c) Estanquidade com pressão interna Sem fugas (perdas) Período de ensaio Pressão de ensaio Número de provetes Período de ensaio Pressão de ensaio Número de provetes 1h 1. MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág.01 MPa / 1 h Pressão de ensaio / Período de ensaio ∆p2 = 0. 23/53 .

Quadro 12 – Parâmetros para a repetição do ensaio de resistência hidrostática a 80 ºC PE 80 Tensão MPa 4.3 – 2.5 ~ 150 KV/mm ≈ 10-4 Método de ensaio EN ISO 6259 -3 EN ISO 6259 -3 DIN 53752 DIN 52612 DIN 53482 e ASTM D257 DIN 53482 DIN 53483 e ASTM D150 DIN 53481 DIN 53483 MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág.22 mm/mºC 0.2 5.2 4. Quadro 13 – Propriedades de carácter informativo para tubos de PEAD Características Módulo de elasticidade Resistência à tracção Coeficiente de dilatação linear Condutividade térmica Resistividade volumétrica Resistência superficial Constante dieléctrica Rigidez dieléctrica Ângulo de perdas.3 5.1 4.5 4. também têm as seguintes propriedades de carácter informativo. tg δ Requisitos > 900 MPa > 19 MPa 0.0 Duração do ensaio h 165 233 331 474 685 1000 Duração do ensaio h 165 256 399 629 1000 Outras propriedades de carácter informativo Os tubos de PEAD da FERSIL conformes a série de normas EN 12201 e EN 13244.37 kcal/mºC > 1016 Ωcm 1014 Ω 2. 24/53 .4 5.3 4.4 4. conformes com os requisitos do Quadro 13.1 5.0 PE 100 Tensão MPa 5.

incluindo água antes do tratamento. 25/53 . Tubo PEAD marca FERSIL para condução água e saneamento com pressão e sistemas de saneamento sob vácuo – lista castanha de acordo com a norma E 13244-2 A gama de tubos PE80 e PE100 e respectivos acessórios de PEAD marca FERSIL produzidos de acordo com a série das normas da EN13244 para condutas enterradas ou aéreas para aplicações gerais de condução de água (não potável) e saneamento com pressão e sistemas de saneamento sob vácuo.GAMA COMERCIALIZADA PELA FERSIL Tubo PEAD marca FERSIL para condução água para consumo humano – lista azul de acordo com a norma E 12201-2 A gama de tubos PE80 e PE100 e respectivos acessórios de PEAD marca FERSIL produzidos de acordo com a série das normas da EN12201 para condutas principais e ramais domiciliários para o abastecimento de água para consumo humano.com. que podem ser consultados no site www. está disponível no nosso Catálogo Geral ou na nossa Tabela de Preços.com.fersil.fersil. está disponível no nosso Catálogo Geral ou na nossa Tabela de Preços. que podem ser consultados no site www. MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág.

26/53 . deve-se verificar se a última camada de tubo está dentro do limite exterior do aro ou coroa do rolo.ARMAZE AME TO. solventes ou tintas. ainda. com superfícies de temperatura superior a 50ºC. MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág. MA USEAME TO E TRA SPORTE Armazenamento Os tubos deverão ser armazenados ao abrigo de fontes de calor e do contacto com objectos cortantes.5 m. devendo ser suportadas em todo o seu comprimento para evitar a sua deformação. As varas devem ser armazenadas em posição horizontal sobre paletes de madeira ou outra superfície não abrasiva. Os tubos armazenados não devem estar em contacto com combustíveis. Quando se armazenam rolos. com condutas de vapor ou água quente e. perfuração ou exposição prolongada à luz solar directa. Os tubos e acessórios de PE devem ser armazenados de modo a minimizar a possibilidade de danificação por esmagamento. A altura máxima das varas empilhadas não deve ultrapassar 1.

As varas quando manuseadas devem ser suportadas em dois pontos.Manuseamento e Transporte Durante o manuseamento devem-se evitar golpes. O transporte deve ser efectuado em veículos com uma plataforma lisa. Não devem ser colocados pesos sobre os rolos transportados ovalizações. Os pontos de suporte devem estar distanciados entre si metade do comprimento da vara e devem estar centrados na mesma. na vertical. Os tubos de PE não devem ser arremessados ou arrastados pelo chão. É expressamente proibida a utilização directa de correntes e cabos metálicos para a movimentação dos tubos. podem ser colocadas bobinas de menor diâmetro no interior de bobines de diâmetro superior. As varas são transportadas horizontalmente na plataforma do veículo. riscos e outras operações que possam danificar os tubos e acessórios. As bobines ou rolos devem ser colocados na horizontal. não devendo ter mais de 1 m da altura do veículo nem mais de 40 cm da parte dianteira do mesmo. A flexibilidade dos tubos de PE é reduzida em tempo frio e é necessário maior cuidado no manuseamento dos mesmos durante o Inverno. devem ser seguidas instruções especiais de manuseamento. Não se devem deixar cair os tubos ou rodá-los sobre materiais granulares ou cortantes. pois podem provocar MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág. de modo a evitar flexões excessivas que poderiam resultar no arrastamento dos tubos. Devem estar livres de arestas vivas ou outros objectos possíveis de danificar o tubo. Se a temperatura descer abaixo de –15ºC para varas lisas e acessórios ou 0ºC para tubo bobinado. 27/53 . Caso os diâmetros permitam. É necessário a utilização de cintas ou correias de protecção com bordas arredondadas para não danificar o tubo.

Controlar o paralelismo e alinhamento das faces a soldar. O arrefecimento repentino da zona de soldadura. 4. de igual diâmetro e espessura. Procedimento: 1. tendo em atenção o grau de ovalização das extremidades dos tubos a soldar. 7. através de meios apropriados. Pré-montar os elementos a soldar. 2. Montar o equipamento de soldadura e realizar um ensaio breve. certificando-se do seu correcto funcionamento.soldadura topo a topo. MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág. através de um aumento progressivo da pressão no circuito hidráulico até se conseguir o deslocamento da maxila móvel. 5. que depende do comprimento e tipo de tubo colocado na maxila móvel do módulo de fixação. 3.electrosoldadura. através do uso de uma placa de aquecimento que eleva a temperatura do polietileno até se alcançar a fusão das superfícies em contacto.MÉTODOS DE U IÃO Os tubos e acessórios de polietileno podem ser unidos através de: . ventos e temperaturas inferiores a 0 ºC. devido a correntes de ar no interior dos elementos a soldar. Colocar os tubos no módulo de fixação e apertar as maxilas até se conseguir um perfeito alinhamento dos extremos. é evitado através do tamponamento da extremidade livre destes. . Ligação por soldadura topo a topo Estas ligações são efectuadas por meio do aquecimento dos extremos dos tubos ou acessórios a soldar. 28/53 .acessórios com anel de estanquidade A gama de acessórios disponível pode ser consultada na tabela de preços da Fersil. Esta operação de rectificação deve durar até sair pelo menos uma fita completa de polietileno de cada um dos extremos dos tubos a soldar. Determinar a pressão de arrasto. . 8. 6. Proteger o posto de soldadura de chuvas. garantindo assim que toda a totalidade do perímetro dos tubos está correctamente rectificada. Montar o módulo de corte entre os elementos a soldar e perpendicularmente a estes.

Colocar a placa de aquecimento sobre o módulo de fixação. 13. Aplicar uma pressão (P1). Aumentar progressivamente a pressão até P1 – esta fase equivale a um intervalo de tempo T4 . e manter esta pressão durante um intervalo de tempo T2 tabelado. 14. Afastar os extremos do tubo. Decorrido o intervalo de soldadura. 12. Reduzir a pressão para um valor residual P2. 15.normalmente é acetona. 17. 11. sendo interdito qualquer tipo de arrefecimento forçado. Verificar se a temperatura da placa é de 210 ± 10 ºC. até que os extremos toquem na placa e formem um cordão uniforme em todo o seu perímetro. tendo em vista o aquecimento do cordão de soldadura.e mantê-la durante um intervalo de tempo T5. Este deverá ter uma altura tabelada de acordo com os diâmetros a soldar. 29/53 . que resulta da soma da pressão de arrasto com a pressão de soldadura dada pelo fabricante da máquina.9. Após o arrefecimento. MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág. 16. Esta operação corresponde a um intervalo de tempo T3. retirar a placa e unir rapidamente os tubos a soldar – esta é a fase mais importante e mais crítica da soldadura. de modo a ficar situada entre os extremos dos tubos. aliviam-se as maxilas e retira-se a junta soldada. Limpar a placa de aquecimento e as extremidades do tubo com um agente desengordurante . procedendo-se à soldadura seguinte. 10. retira-se a pressão e procede-se ao arrefecimento da junta soldada durante um intervalo de tempo tabelado T6 – o arrefecimento deve ser natural.

Destaca-se no entanto um aspecto particularmente importante. Fase 6: Arrefecimento – nesta fase mantêm-se os elementos a unir imobilizados e sem pressão. e por arrefecimento possibilita uma soldadura íntegra. de modo a evitar o arrefecimento repentino da zona de soldadura devido a correntes de ar. Ao serem percorridas pela corrente eléctrica as resistências aquecem provocando a fusão tanto do tubo como do acessório de uma forma homogénea. rápida e eficiente. durante um intervalo de tempo T6. MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág. Pressão Fig. Proteger o local da soldadura. como também no interior dos tubos. 1 mostra a sequência de tempos para a soldadura topo a topo com os respectivos estágios de pressão. 2. 1 Sendo: Fase 1: Pré-aquecimento – nesta fase aplica-se a pressão P1 durante um intervalo de tempo T1 necessário para a formação do cordão. Fase 4: Aumento da pressão – esta fase representa o tempo T4 necessário para atingir novamente a pressão P1.O diagrama da Fig. Fase 3: Remoção da placa de aquecimento – neste fase retira-se a placa de aquecimento. tanto entre tubagens como entre tubos e acessórios. 1. Fase 5: Fusão – nesta fase mantém-se a pressão P1 durante um tempo T5. Verificar o estado superficial e de ovalização das extremidades dos tubos. as superfícies a unir deverão estar totalmente limpas e secas. Procedimento Esta técnica de união é simples. Fase 2: Aquecimento – nesta fase aplica-se a pressão P2 durante um intervalo de tempo T2. se for necessário deve-se proceder ao corte destas. com um intervalo de tempo máximo T3 desde a separação dos tubos/acessórios até à união topo-a-topo dos elementos a soldar. que é evitado através do tamponamento da extremidade livre destes. podendo executar-se soldaduras com total êxito e com preparação mínima. 30/53 . Ligação por electrosoldadura Nesta técnica são utilizados acessórios que têm incorporadas resistências eléctricas.

dando origem aos testemunhos – o processo de electrosoldadura foi concluído com sucesso. Realizar a montagem final e colocar o conjunto no posicionador. 12. b. A superfície não deve apresentar quaisquer riscos ou ranhuras que poderão conduzir a fugas. 7. 10. através de um raspador. Decorrido o tempo de arrefecimento. Retirar os cabos dos terminais do acessório e iniciar o período de arrefecimento – este período deve ser de 20 min. Carregar no botão de arranque. deve-se introduzir nesta o tempo de fusão correcto do acessório. O material fundido fluí através de dois orifícios junto aos terminais. 4. 6. MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág. 8. Retirar os tampões protectores dos terminais do acessório e fazer a ligação dos terminais da máquina de soldar ao acessório – ligar a máquina: a. procede-se à raspagem superficial das extremidades a soldar no sentido axial do tubo. o conjunto poderá ser retirado do posicionador e só poderá ser submetido à pressão depois de ter atingido a temperatura ambiente. Se for automática. 9. a máquina dará um sinal acústico do término da operação de soldadura. Este fixa os tubos e minimiza o risco de movimento dos mesmos. Desmontar o conjunto e proceder ao desengorduramento das superfícies externas dos tubos a soldar e da superfície interna do acessório. 5. Findo este tempo.3. 31/53 . deve-se ler o código de barras do acessório através de leitura óptica ou introduzir o código numérico do acessório. 11. valor que vem tabelado pelo fabricante deste. Após o corte. que inicia a contagem decrescente do tempo de fusão do acessório. Se a máquina é manual. Montar os tubos no acessório e fazer a marcação da profundidade de encaixe destes.

4.I STALAÇÃO EM OBRA Termos e definições A figura Fig. 2 consiste numa representação esquemática dos termos e definições utilizados na instalação em obra. 2 Legenda: 1 – Largura da vala 2 – Profundidade da cobertura 3 – Aproximadamente 250 mm 4 – Superfície do solo 5 – Solo original 6 – Zona de compactação 8 – Zona do tubo 9 – Zona de apoio 10 – Topo do leito 11 – Fundo do leito 12 – Fundação. No caso de não ser possível executar uma vala com paredes verticais. MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág. Fig. recomenda-se uma secção segundo a Fig. Fig. 3) por razões de economia. 32/53 . se necessário Forma da vala Se a natureza do terreno e os meios de escavação o permitirem. 3 Fig. tendo em consideração que a geratriz superior do tubo está no interior da zona da vala com paredes verticais. se necessário 13 – Leito. Estas condições melhoram a distribuição do peso das terras e das cargas móveis. 4 Largura da vala A largura da vala deve ser suficiente de modo a permitir a correcta montagem do sistema de tubagem e a compactação do material de enchimento. as paredes da vala devem ser verticais (ver Fig.

b. etc. O material do leito deve ser espalhado uniformemente ao longo de toda a largura da vala e nivelado. em mm Considerando a fórmula anterior. o valor do comprimento na horizontal entre a geratriz do tubo e a parede da vala.A largura da vala é calculada a partir da fórmula seguinte: b = dn + 500 sendo: b – largura total da vala.80 m medidos desde a superfície do terreno até à geratriz superior do tubo. em mm dn – diâmetro nominal do tubo. 33/53 . cuidadosamente compactado e nivelado. OTA10: A classificação dos solos é dada pela norma E V 1046. a protecção da tubagem a temperaturas ambientais extremas. Este valor é independente do diâmetro do tubo. a não ser que hajam pedras e objectos com arestas. Enchimento O material de enchimento deve ser granular com uma granulometria máxima de acordo com o Quadro14. o diâmetro e propriedades da tubagem. 1). brita. A profundidade mínima aconselhada deverá ser de 0. Nesse caso recomenda-se um leito com terra seleccionada ou areia. O material utilizado deve ser granular. Profundidade da vala Na determinação da profundidade da vala deve-se ter em atenção o seguinte: as cargas fixas e móveis. veja-se o Quadro 17. mas não deve ser compactado. com uma espessura mínima compreendida entre 100 e 150 mm. é de 250 mm (Fig. por exemplo: cascalho. areia. temos que. MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág. Leito de assentamento Não é necessário um leito de areia na vala..

. garrafas. em função da classe de compactação e tipo de material de enchimento Grupo do material de enchimento Classe de compactação N M W 4 SPD %h 75 a 80 81 a 89 90 a 95 3 SPD % 79 a 85 86 a 92 93 a 96 2 SPD %h 84 a 89 90 a 95 96 a 100 1 SPD % 90 a 94 95 a 97 98 a 100 Normalmente para condutas não sujeitas a cargas de tráfego uma classe de compactação N é suficiente. 34/53 . Inexistência de resíduos de asfalto. em condutas que estão sujeitas a cargas de tráfego é necessário uma classe de compactação do tipo W. etc. Ser possível obter um grau de compactação igual ao recomendado no Quadro 15. MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág. árvores. latas. Ausência de materiais passíveis de congelação. Inexistência de aglomerados de partículas com dimensão superior a 2x as granulometrias indicadas no Quadro 14. Quadro 15 – Densidades Proctor. classe de compactação e classe de solo (veja-se o Quadro17) são os constantes no Quadro 16. Métodos de compactação recomendados De acordo com a norma ENV 1046.Quadro 14 – Granulometria do material de enchimento em função do diâmetro niominal da tubagem Dimensões em milímetros Diâmetro exterior nominal dn < 300 ≥ 300 Granulometria máxima 20 30 O solo original pode ser usado como material de enchimento se cumprir os seguintes requisitos: Inexistência de partículas de granulometria superiores às indicadas no Quadro 14. a espessura máxima das camadas e o número de passagens recomendadas em função do tipo de equipamento utilizado na compactação.

40 0. 35/53 .20 0.35 0.10 0.60 0.30 0.50 0.30 0. coesivos e orgânicos.30 0.30 0. 65 kN/m Cilindro duplo vibratório Min.85 1. Classificação dos solos Neste manual considerou-se a divisão dos solos em três tipos.60 1.00 6 6 6 6 2 2 2 2 0.25 0. pode ser feito com material da própria escavação com uma granulometria máxima de 300 mm. 50 kg Min.20 0. Cada um destes tipos de solos tem subgrupos.45 0.15 0. 15 kg “vibrating tamper” vibratório: Min.10 0. 600 kg Cilindro vibratório Min.15 0.10 0.25 0.20 0.Quadro 16 – Espessura máxima e número de passagens recomendado em função do tipo de equipamento utilizado na compactação º de passagens em função da classe de compactação W Manual: Min. esta subdivisão para os solos granulares é efectuada com base no tamanho das partículas e nos solos coesivos com base nos níveis de plasticidade.10 0.10 0.10 0.15 0.15 0. 30 kN/m Min. 50 kN/m 6 6 6 6 6 2 2 2 2 2 0. segundo a norma ENV 1046.50 3 1 0.20 0.75 1. 70 kg Prato vibtratório: Min. 5 kN/m Min.15 0.25 0.60 1.20 1. nomeadamente solos granulares.30 Espessura máxima das camadas após compactação em função da classe de solo (m) Equipamento 1 M 2 3 4 Espessura antes da compactação (m) 3 1 0.40 0. 15 kN/m Min.20 0.30 0.20 0.80 2.20 0. 100 kg Min.15 0.15 0.50 0. 10 kN/m Min.50 0.25 0. 30 kN/m Cilindro triplo pesado Min.25 0.15 0.10 0. MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág.10 0. 20 kN/m Min.20 0.35 0.30 0.15 0.20 Enchimento superficial O enchimento a partir dos 300 mm acima da geratriz superior do tubo.20 0. No Quadro 17 mostra-se a classificação dos solos segundo este critério e a aptidão dos mesmos para a utilização como material de enchimento. 45 kN/m Min.30 0.10 0. 200 kg Min.60 0.40 0. o material utilizado deve apresentar no máximo um tamanho de partícula não superior a 2/3 da espessura da camada de compactação. No caso de ser necessário a compactação do enchimento superficial.20 0.00 1. 400 kg Min.15 0.40 4 4 4 4 4 1 1 1 1 1 0.

areia fina de sedimentos ou argila Uso em enchimento Exemplos Características Curva granulométrica estreita. detritos. predominância de uma granulometria Curva granulométrica contínua. Quadro 18 – Terminologia utilizada nas classes de compactação MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág. mistura de granulometria irregular de areia e argila Sedimento orgânico. pode-se utilizar para a sua classificação o solo predominante. Quando o solo é uma mistura de dois ou mais tipos de solos. ligeira ou nula plasticidade Rocha britada. cheiro a podre. reacção rápida. argila. conquífero. terra Lama. argila ou calcário Não Lamas 6 OTA11: Os símbolos apresentados nesta coluna entre parênteses rectos. predominância de uma granulometria Curva granulométrica contínua. areia e argila Areias sedimentadas. plasticidade média a elevada Grande estabilidade. no Quadro 18 apresenta-se uma relação aproximada entre as várias designações utilizadas. terra preta Sim Estabilidade média e alta. cascalho argiloso Sim Areia saturada. diversas granulometrias Curva granulométrica em escada Curva granulométrica estreita. []. cascalho de parias. argila com misturas orgânicas Turfa e outros solos muito orgânicos Lamas Mistura de plantas ou não. leves e porosas Grande estabilidade. reacção nula. (). à norma DI 18196. terra preta e areia loesse Areia de terra preta. intermitente. areia calcária. reacção Marga de aluvião. mistura de cascalho e areia Misturas irregulares de cascalho e areia Cascalho sedimentado. intermitente. correspondem à classificação segundo as normas BS 5930 e os parênteses curvos. depositada debaixo de água com areia. reacção lenta a muito rápida. mistura de granulometria irregular de cascalho. Argila inorgânica. mistura de granulometria irregular de cascalho Cascalho argiloso. 36/53 . com sedimento de grão fino Curva granulométrica larga com fios de argila Fraca estabilidade. diversas granulometrias Curva granulométrica em escada Curva granulométrica larga. mistura de granulometria irregular de areia e sedimento Areias argilosas. fibrosas de cor Turfa castanha a preta Lama e muito mole. intermitente. de rio e de moreia. Frequentemente a densidade ou grau de consolidação é indicado para o solo sob a forma de letras ou números. plasticidade média a elevada Terra.Quadro 17 – Classificação dos solos segundo a norma E V 1046 Tipo de solo # 1) (GE) [GU] 1 [GW] (GI) [GP] (SE) [SU] 2 Granular [SW] (SI) [SP] (GU) [GM] (GC) [GT] 3 (SU) [SM] (ST) [SC] (UL) [ML] Coesivo 4 (TA) (TL) (TM) [CL] (OK) 5 (OU) [OL] (OT) [OH] (HN) (HZ) [PT] [F] Grupo de solo Designação Cascalho de tamanho uniforme Cascalho de granulometria contínua. com argila de grão fino Curva granulométrica larga. de vales e de bacias Sim Areia de moreia de praia e de rio Cascalho alterado pelo tempo. mistura de cascalho e areia Misturas irregulares de cascalho e areia Areis de tamanho uniforme Areias de granulometria contínua. marga de aluvião Loesse. terra preta Não Orgânico Turfas decompostas. escória e cinza vulcânica Sim Areias de dunas. plasticidade fraca e argila média Mistura de solos de grão diferente com húmus ou grés Sedimento orgânico e argila orgânica sedimentada Argila orgânica. areias muito finas. areia de turfa Calcário. argila plástica não muito lenta. com sedimento de grão fino Curva granulométrica larga.

permite curvaturas no traçado simultaneamente horizontais e verticais.28 ⋅ e Contra o alargamento RKa = sendo: ra ⋅ 100 ε [mm] ra : raio exterior do tubo [mm] ε : alargamento das fibras superficiais < 25% A flexibilidade dos tubos de PEAD é reduzida a baixas temperaturas. sem necessidade do uso de cotovelos ou outros acessórios e reduzindo portanto o número de uniões.5. O critério para a determinação do raio de curvatura mínimo permitido num tubo é a capacidade de dobrar sem o risco de colapso. Os raios de curvatura mínimos a 20ºC são dados por: Contra a curvatura: RKd = sendo: rm : raio médio do tubo [mm] e: espessura da parede [mm] 2 rm [mm] 0. quando se efectua uma instalação a temperatura < 0ºC. Deve-se no entanto ter em consideração os raios de curvatura permitidos. MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág. ou seja.Designação % densidade Proctor 1) ≤ 80 Grau de compactação 81 a 90 91 a 94 95 a 100 ão ( ) Grau de compactação esperado Moderado (M) Bem (W) Solos granulares Pouco denso Medianamente denso Denso Muito denso Solos orgânicos 1) Mole Firme Duro Muito duro Determinado de acordo com a norma DIN 18127 Quando não é conhecida informação detalhada sobre o solo original assume-se como grau de compactação entre 91 e 97 % densidade Proctor Curvaturas no traçado A flexibilidade dos tubos de PEAD marca FERSIL. pelo que. quando a relação entre a espessura da parede do tubo e o diâmetro é reduzida. 37/53 . os raios de curvatura obtidos devem ser aumentados em um factor de 2. e é o alargamento das fibras superficiais quando a pressão nominal alcança valores elevados. um SDR grande.

podem ser introduzidos ramos de tubo até 400 metros. quando instalados com exposição à intempérie. ponto 2. e a distância aos pontos de fixação para compensar a dilatação no anexo 2. 5 Relining A técnica de relining consiste na introdução de um tubo de diâmetro inferior numa conduta já existente em estado desfavorável. Fig. Em condutas rectilíneas e contínuas em que se prevê dilatação. empurrando com um êmbolo ou com uma combinação de ambos os métodos.Contracção e dilatação Os tubos de PEAD marca FERSIL. MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág. têm um coeficiente de dilatação térmica linear de 0. sem a necessidade de recorrer à escavação. Esta técnica pode ser utilizada para esgotos. A contracção e dilatação térmica estão ilustradas no anexo 2. O tubo antigo mantém-se na sua posição inicial como tubo vazio para receber o tubo novo. é necessário instalar elementos para as absorver. As pontas do tubo são depois unidas novamente com flanges de reforço folgadas. condutas de água potável. 38/53 . do esforço máximo de tracção admissível (não deve exceder 10 N/mm2) e do coeficiente de fricção. utilizam-se instalações em lira ou compensadores de dilatação. condutas de gás e condutas subaquáticas. Dependendo do estado e traçado da conduta. Para isto. A instalação pode realizar-se puxando com um cabo de aço. Para ligar as secções de tubo individuais é necessário escavar uma vala e abrir o tubo antigo.1.2 mm por metro de comprimento e ºC de variação de temperatura. ponto 2.2. O comprimento dos ramos dependerá do peso específico. Em muitas instalações as próprias mudanças de direcção proporcionam por si só um meio adequado para compensar a dilatação.

39/53 . Para que o tubo não sofra variações longitudinais devido a transferência de temperatura e de esforços hidrodinâmicos. baixo coeficiente de fricção e elevada resistência à propagação lenta de fissuras. o espaço existente entre o mesmo e a conduta antiga pode ser preenchido com betão de baixa viscosidade. MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág.O PE torna-se uma boa opção para este tipo de instalação devido à sua flexibilidade.

Medir a pressão no final deste período. Ensaio de purga Os resultados da fase principal não podem ser interpretados sem que o volume de ar restante no troço seja suficientemente baixo. Esperar sem bombear um período suplementar de uma hora. Fase preliminar O objectivo da fase preliminar é criar condições iniciais para as variações de volume dependentes da pressão. durante o qual a tubagem pode expandir-se de forma visco elástica. Após o período de relaxamento. inspeccionar a tubagem para detectar as fugas que possam aparecer. despressurizar até à pressão atmosférica e deixar decorrer um período de relaxamento de pelo menos 60 min. para eliminar toda a tensão resultante da pressão. As etapas seguintes são indispensáveis: Reduzir rapidamente a pressão absoluta restante.. Calcular a perda de água admissível ∆Vmáx com a ajuda da seguinte fórmula e verificar que o volume extraído não ultrapassa ∆Vmáx : MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág. fugas). Examinar as condições de prova (ex. um ensaio de purga e o ensaio principal e deve ser realizado conforme é descrito na norma EN 805:1999. Medir com precisão o volume de água extraído ∆V. medida no final da prova preliminar.5x a pressão nominal do componente de pressão mais baixa ou 1. Manter esta pressão durante 30 min. interromper a fase preliminar e despressurizar até à pressão atmosférica. uma fase preliminar.5x a pressão de serviço prevista para a conduta. Se a queda de pressão for superior a 30% da pressão de ensaio. extraindo água do sistema para produzir uma queda de pressão compreendida entre 10 e 15 % da pressão de ensaio. aumentar a pressão de forma regular e rápida (em pelo menos 10 min) até à pressão de ensaio. Tomar medidas para evitar qualquer entrada de ar. bombeando de forma contínua ou frequentemente. necessariamente. 40/53 . influência da temperatura. continuar o procedimento de ensaio.E SAIOS DE PRESSÃO EM OBRA O procedimento do ensaio de pressão completo inclui. No caso da fase preliminar ser superada com êxito. Durante este tempo. Não reiniciar o ensaio enquanto não tiver decorrido o tempo de relaxamento de pelo menos 60 min. A FERSIL recomenda que seja utilizada uma pressão de ensaio da conduta igual a 1. Procedimento: Depois da limpeza e da purga. do tempo e da temperatura.

A queda rápida de pressão conduz a uma contracção da tubagem: Observar e registar durante 30 min (fase do ensaio principal) o aumento de pressão devido à contracção. Ensaio principal O fluxo visco elástico devido à tensão produzida pela pressão de ensaio interrompe-se para o ensaio de purga. Neste caso a queda de pressão limita-se a 25 kPa a partir do valor alcançado na fase da contracção. significa que existe uma fuga na rede. 1 D ∆Vmáx = 1. Uma curva de pressões que mostra uma tendência decrescente durante esse intervalo de tempo.     ER: módulo de elasticidade a flexão transversal da parede do tubo. incluindo os 60 min de tempo de relaxamento na fase preliminar. OTA12: 100 kPa = 1bar => 25 kPa = 0. Se a pressão cai mais de 25 kPa. 1. kPa.2V . em kPa. V: volume do troço em ensaio. Ew: módulo de elasticidade da água. É conveniente medir o ∆p e ∆V com a maior precisão possível. ∆p: queda de pressão. Corrigir os defeitos da instalação detectados durante o ensaio e repeti-lo. D: diâmetro interior do tubo. Aconselha-se verificar todos os acessórios mecânicos e realizar o controlo visual das uniões soldadas. A repetição do ensaio principal só pode ser realizada seguindo o procedimento completo. em litros.∆p + E  w e. é importante utilizar o valor exacto de ER correspondente à temperatura e duração do ensaio. o ensaio não é satisfatório.2: factor de correcção que considera a quantidade de ar restante admissível durante o ensaio principal. 41/53 . em metros. e: espessura da parede do tubo.E R sendo: ∆Vmáx: perda de água admissível. e nunca decrescente durante esse intervalo de tempo de 30 min. A fase do ensaio principal é considerada satisfatória se a curva de pressões mostra uma tendência crescente. Para a interpretação do resultado. o qual é normalmente suficiente para dar uma boa indicação. em metros. especialmente para pequenos diâmetros e troços pequenos de ensaio. prolongar a fase do ensaio principal até uma duração total de 90 min. em kPa.25 bar ou 250 mbar MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág. em litros. Em caso de dúvida.

2 . ∆hA . H1 + sendo: P1 γ + v12 P v2 = H 2 + 2 + 2 + ∆hA + ∆hB 2g γ 2g P1.2 . γ . Por fricção distinguem-se dois tipos de perda: fricção interna do próprio fluído.perdas de carga locais ou singulares. ∆hB . Com estes dados e a equação de Bernoulli para a conservação da energia de um fluído ao longo da conduta.015mm.2 .velocidade do líquido. diâmetro e espessura de uma tubagem requer o conhecimento prévio dos seguintes dados: comprimento total do traçado. 42/53 . pressão desejada no extremo final. A rugosidade relativa K/D é a relação entre a rugosidade absoluta e o diâmetro do tubo.perda de carga (energia) por fricção do fluído.aceleração da gravidade. material da tubagem. A perda de energia por fricção entre o fluído e as paredes é função da: rugosidade relativa do material da tubagem. devidas a variações bruscas de velocidade. velocidade do fluído na conduta. fricção entre o fluído e as paredes do tubo. H1. v1. desnível geométrico.altura geométrica. A rugosidade absoluta K é a altura máxima das irregularidades da superfície interior. obtêm-se as secções e pressões necessárias.peso especifico do líquido.CÁLCULO HIDRÁULICO E MECÂ ICO Perdas de carga em tubagens O cálculo dimensional. MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág. O valor de K para uma tubagem de polietileno varia entre 0 a 0. caudal em circulação.pressão inicial e final. g .

a que melhor se ajusta às características das tubagens de polietileno é a de Colebrook: 1 2.71D Re λ  Como simplificação desta fórmula para tubagens de polietileno.008. Golpe de Aríete Quando se estabelece um regime variável dentro de uma tubagem aparecem variações de pressão e caudal que se propagam através da massa líquida com um movimento ondulatório (ondas de pressão). D: Diâmetro interno do tubo. é outra expressão obtida empiricamente e utilizada habitualmente devido à sua fácil resolução. para o cálculo da velocidade média. O coeficiente de fricção λ depende do tipo de regime que se estabelece na tubagem. Há numerosas fórmulas empíricas para o cálculo do coeficiente de fricção em regime turbulento. V2 2 gD λ: Coeficiente de fricção. segundo a fórmula de Allievi: a= g 1 1 Dn   + × γ E1 Et e   MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág. O valor n é função da rugosidade superficial do material e o valor obtido empiricamente para o polietileno é 0.Darcy-Weisbach definiu uma fórmula geral para determinar a perda de carga em condutas: J =λ sendo: J: Perda de carga por metro de comprimento.51 Re λ A fórmula de Manning – Strickler. 1 2 1 V = R3 j2 n sendo: R: raio hidráulico (secção de fluxo/perímetro molhado). em que se considera que a rugosidade absoluta K tende para zero.51   K = −2 log  +  λ  3. é possível utilizar a fórmula de Von Karman. g: Aceleração da gravidade. laminar ou turbulento o qual vem definido pelo número de Reynolds. 1 λ = −2 log 2. No caso de condutas de pressão e secção regular R=D/4. V: Velocidade média circulante. A velocidade de propagação desta onda denomina-se de celeridade e o seu valor é. 43/53 .

sendo: a: velocidade de propagação ou celeridade.1 x 108 kg/m2). V : velocidade de circulação da água antes do fecho. a: celeridade. comparam-se o tempo de fecho ou manobra com o tempo que a onda de pressão necessita para percorrer o comprimento da tubagem no seu percurso de ida e volta. γ = 1. Assim. o custo das medidas necessárias para atenuar o golpe é menor. g: aceleração da gravidade. Para tal. MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág. em m/seg2. em m/s. g: aceleração da gravidade.. Dn: diâmetro exterior do tubo. o golpe de aríete provocado calcula-se com expressões obtidas por diferentes autores. em mm. Manobra rápida: T fecho < 2L a aV g Fórmula de Allievi ∆H = ± Devido aos valores de celeridade baixos das tubagens de PE. Manobra lenta: T fecho > 2L a 2 LV gT Fórmula de Michaud ∆H = ± sendo: ∆H: aumento de pressão ou de altura. podem-se distinguir manobras lentas e rápidas. em mm. a. L: comprimento da tubagem. 2L a Dependendo se o tempo de fecho é maior ou menor que o tempo crítico da tubagem. ou golpe de aríete. T : tempo de abertura ou fecho da válvula. Et: módulo de elasticidade do material do tubo (para o PEAD a curto prazo. 44/53 . E1: módulo de elasticidade do líquido (para a água. b. γ: peso específico do líquido (para a água. Tempo crítico = sendo: L: comprimento da tubagem. O valor de golpe de aríete depende do tempo de fecho correspondente ao acontecimento que provocou a onda de pressão.000 kg/m3). Et=9 x 107 kg/m2). E1= 2. as sobrepressões que se podem produzir são muito inferiores às que se produzem com materiais tradicionais e portanto. e: espessura da parede do tubo.

75 1000 1. V : velocidade de circulação da água. em m/seg2. L L: comprimento da impulsão. função da relação M: coeficiente.25 ≥ 2000 1. Hman (%) L C ≤ 20 1 25 0. G: aceleração da gravidade.O tempo de fecho em bombas é determinado pela fórmula de E. Hman: altura manométrica.8 30 0. em m.50 1500 1.4 ≥ 40 0 L M ≤ 250 2 500 1. em m/s. função de L.15 MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág. em m.a. Mendiluce: T =C+ MLV gHman sendo: C: coeficiente.5 35 0. Hman . 45/53 .c.

46/53 . including end thrust EN 728 Plastics piping and ducting systems – Polyolefin pipes and fittings.Determination of oxidation induction time EN 805 Water supply.REFERÊ CIAS ORMATIVAS EN 712 Thermoplastics piping systems – End-load-bearing mechanical joints between pressure pipes and fittings – Test method for resistance to pull-out under constant longitudinal force EN 713 Plastics piping systems – Mechanical joints between fittings and polyolefin pressure pipes – Test method for leaktightness under internal pressure of assemblies subjected to bending EN 715 Thermoplastics piping systems – End-load-bearing joints between small diameter pressure pipes and fittings –Test method for leaktightness under internal water pressure. valves and ancillary equipment – Determination of the long term hydrostatic strength of thermoplastics materials for injection moulding of piping components EN 12118 Plastics piping systems – Determination of moisture content in thermoplastics by coulometry EN 12201-1 Plastics piping systems for water supply – Polyethylene (PE) – Part 1: General EN 12201-2 Plastics piping systems for water supply – Polyethylene (PE) – Part 2: Pipes EN 12201-3 Plastics piping systems for water supply – Polyethylene (PE) – Part 3: Fittings EN 12201-4 Plastics piping systems for water supply – Polyethylene (PE) – Part 4: Valves EN 12201-5 Plastics piping systems for water supply – Polyethylene (PE) – Part 5: Fitness for purpose of the system CEN/TS 12201-7 Plastics piping systems for water supply – Polyethylene (PE) – Part 7: Guidance for the assessment of conformity MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág. Requirements for systems and components outside buildings EN 911 Plastics piping systems – Elastomeric sealing ring type joints and mechanical joints for thermoplastics pressure piping – Test method for leaktightness under external hydrostatic pressure EN 1043-1 Plastics – Symbols and abbreviated terms – Part 1: Basic polymers and their special characteristics (ISO 1043-1:2001) ENV 1046 – Plastics Piping and Ducting Systems – Systems outside building structures for the conveyance of water or sewage – Practices for installation above and below ground EN 1056 Plastics piping and ducting systems – Plastics pipes and fittings – Method for exposure to direct (natural) weathering EN 1555-1 Plastics piping systems for the supply of gaseous fuel – Polyethylene (PE) – Part 1: General EN 1555-2 Plastics piping systems for the supply of gaseous fuel – Polyethylene (PE) – Part 2: Pipes EN 11413 Plastics pipes and fittings – Preparation of test piece assemblies between a polyethylene (PE) pipe and an electrofusion fitting EN 11414 Plastics pipes and fittings – Preparation of polyethylene (PE) pipe/ pipe or pipe/fitting test piece assemblies by butt fusion EN 12099 Plastics piping systems – Polyethylene piping materials and components – Determination of volatile content EN 12107 Plastics piping systems – Injection – moulded thermoplastics fittings.

drainage and sewerage – Polyethylene (PE) – Part 2: Pipes EN 13244-3 Plastics piping systems for buried and above-ground pressure systems for water for general purposes.Determination of resistance crack propagation – Test method for slow crack growth on notched pipes (notch test) (ISO 13479:1997) ISO 3 Preferred numbers – Series of preferred numbers ISO 1183 Plastics – Methods for determining the density and relative density of non-cellular plastics ISO 4065 Thermoplastics pipes – Universal wall thickness table ISO 4433-1 method ISO 4433-2 Thermoplastics pipes – Resistance to liquid chemicals – Classification – Part 2 Polyolefine pipes ISO 6964 Polyolefin pipes and fittings . 47/53 . drainage and sewerage – Polyethylene (PE) – Part 1: General EN 13244-2 Plastics piping systems for buried and above-ground pressure systems for water for general purposes. drainage and sewerage – Polyethylene (PE) – Part 7: Guidance for the assessment of conformity EN ISO 472 Plastics – Vocabulary (ISO 472:1999) EN ISO 1133 Plastics – Determination of the melt mass-flow rate (MFR) and the melt volume-flow rate (MVR) of thermoplastics (ISO 1133:1997) EN ISO 1167-1 Plastics piping systems – Thermoplastics pipes – Determination of resistance to internal pressure at constant temperature EN ISO 1167-2 Plastics piping systems – Thermoplastics pipes – Determination of resistance to internal pressure at constant temperature EN ISO 3126 Plastics piping systems –Plastics components – Determination of dimensions EN ISO 6259-1 Thermoplastics pipes – Determination of tensile properties – Part 1: General test method (ISO 6259-1:1997) EN ISO 6259-3 6259-3:1997) EN ISO 12162 Thermoplastics materials for pipes and fittings for pressure applications – Classification and Thermoplastics pipes – Determination of tensile properties – Part 1: Polyolefine pipes (ISO designation – Overall service (design) coefficient (ISO 12162:1995) EN ISO 13478…Thermoplastics pipes for the conveyance of fluids . drainage and sewerage – Polyethylene (PE) – Part 5: Fitness for purpose of the system CEN/TS 13244-7 Plastics piping systems for buried and above-ground pressure systems for water for general purposes.Determination of resistance to rapid crack propagation (RCP) – Full – scale test (FST) (ISO 13478:1997) EN ISO 13479 Polyolefin pipes for the conveyance of fluids .EN 13244-1 Plastics piping systems for buried and above-ground pressure systems for water for general purposes. drainage and sewerage – Polyethylene (PE) – Part 4: Valves EN 13244-5 Plastics piping systems for buried and above-ground pressure systems for water for general purposes. drainage and sewerage – Polyethylene (PE) – Part 3: Fittings EN 13244-4 Plastics piping systems for buried and above-ground pressure systems for water for general purposes.Determination of carbon black content by calcination and pyrolysis – Test method and basic specification ISO/TR 9080 Thermoplastics pipes for the transport of fluids – Methods of extrapolation of hydrostatic stress Thermoplastics pipes – Resistance to liquid chemicals – Classification – Part 1: Imersion test rupture data to determine the long term hydrostatic strength of thermoplastics pipe materials ISO/TR 10358 Thermoplastics pipes – Combined chemical-resistance classification table MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág.

fittings and compounds Plastics pipes and fittings – Determination of cohesion strength – Tear test for polyethylene (PE) MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág. 48/53 .ISO 11414 butt fusion ISO 13477 Plastics pipes and fittings – Preparation of polyethylene (PE) pipe/fitting test piece assemblies by Thermoplastics pipes for the conveyance of fluids – Determination of resistance to rapid crack propagation (RCP) – Small –scale steady – state test (S4 test) ISO 13953 Polyethylene (PE) pipes and fittings – determination of the tensile strength and failure mode of test pieces from a butt-fused joint ISO 13954 Plastics pipes and fittings – Peel decohesion test for polyethylene (PE) electrofusion assemblies of nominal outside diameter greater than or equal to 90 mm ISO 13955 Plastics pipes and fittings – Crushing decohesive test for polyethylene (PE) electrofusion assemblies ISO 13956 assemblies ISO 18553 Method for the assessment of the degree of pigment or carbon black dispersion in polyolefin pipes.

1986 MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág.BIBLIOGRAFIA • • • Decreto Regulamentar nº 23/95. Lars-Eric. 3ª Edição.. António Manuel Freire. Coimbra. 49/53 . Sistemas Públicos e Prediais de Distribuição de Água e de Drenagens de Águas Residuais. 2ª série – Nº 185 – 25 de Setembro de 2006) Diogo. Universidade de Coimbra. 1993 • • • EN ISO 9001 – Quality management systems – Requirements (ISO 9001:2000) Janson. Estocolmo. Plastics Pipes for Water Supply and Sewage Disposal. Volume 2. J. Apontamentos de Hidráulica Urbana – Concepção e Dimensionamento de Redes de drenagem de Águas Residuais Comunitárias e Pluviais. Porto Editora. 1999 Novais Barbosa. Faculdade de Ciências e Tecnologia. Departamento de Engenharia Civil. Mecânica dos Fluidos e Hidráulica Geral. 1995 Despacho nº 19563/2006 do Ministério das Obras Públicas Transportes e Comunicações (Diário da República.

Ábaco para o cálculo das perdas de carga Anexo 2 .A EXOS Anexo 1 . 50/53 .Contracção e dilatação térmica MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág.

Para diâmetros até 200 mm k = 0. MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág.01 mm. A temperatura da água é 10ºC. 51/53 .05 mm. para diâmetros superiores k = 0.Anexo 1 Ábaco para determinação de perdas de carga Diagrama de perdas de carga para tubos de PE e PVC calculadas de acordo com a fórmula de Colebrook.

Anexo 2 (informativo) Contracção e dilatação térmica Expansão e contracção térmica + ∆L = T (º C ) _ trabalho > T (º C ) _ instalação − ∆L = T (º C ) _ trabalho < T (º C ) _ instalação ∆L (mm ) − L (m ) = ∆T (º C ) × δ ( mm / m º C ) ∆L (mm) ∆T (ºC) Distância aos pontos de fixação para compensar as dilatações MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág. 52/53 .

53/53 .MT006-2 (Setembro 2007) MANUAL TÉCNICO – Polietileno nos sistemas de distribuição e drenagem de águas sob pressão Pág.

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