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Aqui todo mundo colabora
JULIANA CAVALCANTI

Recife, domingo, 24 de julho de 2011

Consumo colaborativo é novidade no Brasil e defende que é melhor ter acesso ao produto do que a posse dele

Guilherme lançou o site DescolaAí.com, primeiro de consumo colaborativo no país. Imagem: ACERVO PESSOAL/GREENBUSINESS

Em tempos de valorização das redes sociais e de iniciativas que avancem para a conservação do meio ambiente, começam a surgir no Brasil iniciativas já difundidas nos Estados Unidos e em países da Europa que contribuem para o uso mais consciente de produtos. Por que comprar uma furadeira que você só vai usar poucas vezes? Ou adquirir um jogo de tabuleiro para brincar apenas no feriadão com a família e depois guardar em algum baú dentro de casa? A proposta é alugar e/ou emprestar objetos necessários em momentos pontuais e o conceito é chamado de “consumo colaborativo”. Lançado há cerca de três semanas, o DescolaAí.com (www.descolaai.com) é o primeiro site voltado para o consumo colaborativo no Brasil e pretende reunir gente disposta a vivenciar uma relação diferente de consumo, que prioriza o compartilhamento, em vez da posse. “É uma mudança na visão da sociedade atual. Também tem o propósito de integrar pessoas que moram no mesmo bairro, na mesma cidade, e poderiam estar se ajudando, mas nem se conhecem. A ideia é que o melhor é ter acesso ao produto, em vez da posse dele”, explica o idealizador do site, o engenheiro de materiais Guilherme Brammer, diretor da Green Business – empresa voltada para projetos que estimulem a sustentabilidade. Na prática, o site vai disponibilizar duas formas de compartilhamento: o aluguel e o empréstimo. No primeiro caso, já em funcionamento, é possível cadastrar objetos em várias categorias, independente da localização geográfica no Brasil, e definir um valor de aluguel para o uso do item. Tanto quem oferece, quanto quem aluga o produto só terá acesso às informações para entrega e devolução após o pagamento do aluguel. “Temos um sistema seguro de pagamento, através de Paypal, e só há acesso ao nome dos usuários após o fechamento do contrato. Cada um recebe uma senha secreta para a cessão e devolução do produto. No caso de o item ser devolvido quebrado, ou por acaso não ser devolvido, trabalhamos com um sistema de caução, referente a um percentual do aluguel por dia”, detalha Brammer. Em duas semanas após ser lançado, o sistema já tinha 700 produtos cadastrados e dois mil usuários inscritos de todas as regiões do país. A remuneração do site acontece através de uma taxa de serviço cobrada sobre os aluguéis. Já é possível alugar, por exemplo, o jogo de

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tabuleiro Perfil 4, por R$ 2 ao dia; uma tesoura de jardim por R$ 0,05 a diária; ou uma furadeira, com preços entre R$ 10 e R$ 30 por dia. “Numa segunda etapa vamos lançar o sistema de trocas de produtos culturais, onde as pessoas vão poder trocar livros, CDs, revistas. Queremos também fazer eventos de trocas em todo o Brasil”, planeja Guilherme Brammer.

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