CONSTITUIÇÃO FEDERAL

PREÂMBULO
Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.

TÍTULO I DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS
Art. 1º - A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: I - a soberania; II - a cidadania; III - a dignidade da pessoa humana; IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; V - o pluralismo político. Parágrafo único - Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição. Art. 2º - São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. Art. 3º - Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I - construir uma sociedade livre, justa e solidária; II - garantir o desenvolvimento nacional; III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Art. 4º - A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios: I - independência nacional; II - prevalência dos direitos humanos; III - autodeterminação dos povos; IV - não-intervenção; V - igualdade entre os Estados; VI - defesa da paz;

VII - solução pacífica dos conflitos; VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo; IX - cooperação entre os povos para o progresso da humanidade; X - concessão de asilo político. Parágrafo único - A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latinoamericana de nações.

TÍTULO II DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
CAPÍTULO I DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS
Art. 5º - Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição; II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei; III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante; IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, a lém da indenização por dano material, moral ou à imagem; VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias; VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva; VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei; IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença; X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação; XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial; XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal; XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer; XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional;

XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens; XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente; XVII - é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar; XVIII - a criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas independem de autorização, sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento; XIX - as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito em julgado; XX - ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado; XXI - as entidades associativas, quando expressamente autorizadas, têm legitimidade para representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente; XXII - é garantido o direito de propriedade; XXIII - a propriedade atenderá a sua função social; XXIV - a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por interesse social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta Constituição; XXV - no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá usar de propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se houver dano; XXVI - a pequena propriedade rural, assim definida em lei, desde que trabalhada pela família, não será objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade produtiva, dispondo a lei sobre os meios de financiar o seu desenvolvimento; XXVII - aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar; XXVIII - são assegurados, nos termos da lei: a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução da imagem e voz humanas, inclusive nas atividades desportivas; b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que criarem ou de que participarem aos criadores, aos intérpretes e às respectivas representações sindicais e associativas; XXIX - a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização, bem como proteção às criações industriais, à propriedade das marcas, aos nomes de empresas e a outros signos distintivos, tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País; XXX - é garantido o direito de herança; XXXI - a sucessão de bens de estrangeiros situados no País será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do de cujus ; XXXII - o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor; XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado; XXXIV - são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas: a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direito ou contra ilegalidade ou abuso de poder;

não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião. na forma da lei. nos termos do art. XL . a idade e o sexo do apenado. e) cruéis.constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados. c) a soberania dos veredictos. civis ou militares. contra a ordem constitucional e o Estado Democrático. por eles respondendo os mandantes. salvo para beneficiar o réu. XLIII .a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível. XXXVII . d) prestação social alternativa. d) de banimento. c) multa. XLI . de acordo com a natureza do delito. salvo em caso de guerra declarada. nos termos da lei. XXXVIII . L . . b) o sigilo das votações. estendidas aos sucessores e contra eles executadas. com a organização que lhe der a lei. assegurados: a) a plenitude de defesa. o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. se omitirem.não há crime sem lei anterior que o defina. em caso de crime comum. XLII .às presidiárias serão asseguradas condições para que possam permanecer com seus filhos durante o período de amamentação. praticado antes da naturalização.nenhum brasileiro será extraditado.a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura. b) de caráter perpétuo. XIX.é reconhecida a instituição do júri. d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida.a lei não prejudicará o direito adquirido.não haverá juízo ou tribunal de exceção. o ato jurídico perfeito e a coisa julgada.a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito. b) perda de bens.b) a obtenção de certidões em repartições públicas. c) de trabalhos forçados.a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais. entre outras. nem pena sem prévia cominação legal.a lei regulará a individualização da pena e adotará. XLVIII . XXXVI .nenhuma pena passará da pessoa do condenado.a lei penal não retroagirá. o terrorismo e os definidos como crimes hediondos. até o limite do valor do patrimônio transferido. as seguintes: a) privação ou restrição da liberdade. XLVI . XXXIX . para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal. XLV . XLIV . ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. os executores e os que. sujeito à pena de reclusão.é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral. 84. salvo o naturalizado. podendo evitá-los. LII . e) suspensão ou interdição de direitos.a pena será cumprida em estabelecimentos distintos.não haverá penas: a) de morte. XXXV . XLVII . XLIX . LI . podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação do perdimento de bens ser. nos termos da lei.

LXXI . entre os quais o de permanecer calado.ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória.ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente. definidos em lei.será admitida ação privada nos crimes de ação pública.ninguém será levado à prisão ou nela mantido.conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção. em defesa dos interesses de seus membros ou associados. constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público.o civilmente identificado não será submetido a identificação criminal. e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa.conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade. LVIII . . b) organização sindical. à soberania e à cidadania. LXXII . no processo.o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por: a) partido político com representação no Congresso Nacional. LXIV .o preso será informado de seus direitos. por ilegalidade ou abuso de poder. LV . LXX . LXI . LXVII . LVI . LVII . quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público. em processo judicial ou administrativo. LXVIII .não haverá prisão civil por dívida.a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária.LIII .ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal. as provas obtidas por meios ilícitos. judicial ou administrativo.ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente. LIV . LXIII . com ou sem fiança. LIX . LXV . LXII .são inadmissíveis.aos litigantes. quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso. quando a lei admitir a liberdade provisória.o preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório policial. com os meios e recursos a ela inerentes. b) para a retificação de dados. s alvo nas hipóteses previstas em lei. LX . LXVI . LXIX . não amparado por habeas corpus ou habeas data. salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar. sendo-lhe assegurada a assistência da família e de advogado. entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano.a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada.conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo. se esta não for intentada no prazo legal.conceder-se-á habeas data: a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante. salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel.a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem.

desvinculada da remuneração. a assistência aos desamparados. saúde. § 1º . nos termos de lei complementar. nacionalmente unificado. participação na gestão da empresa. lazer. X . LXXVI . vestuário. na forma da lei.o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos. excepcionalmente. fixado em lei. ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte. Art.o Estado indenizará o condenado por erro judiciário.décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria. 6º . salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo. a moradia.são gratuitas as ações de habeas corpus e habeas data.irredutibilidade do salário.fundo de garantia do tempo de serviço. o trabalho. III . VI . ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural.são gratuitos para os reconhecidamente pobres. 7º .participação nos lucros. capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia. XI . . LXXV . a saúde. com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo. LXXVII . salvo comprovada má-fé.piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho. que preverá indenização compensatória. IX .salário mínimo. à moralidade administrativa.proteção do salário na forma da lei.garantia de salário.relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa. sendo vedada sua vinculação para qualquer fim. b) a certidão de óbito.qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: I . e. na forma da lei: a) o registro civil de nascimento. VII . educação. isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência. a previdência social. ou resultados. § 2º . a segurança. 2 e.seguro-desemprego. para os que percebem remuneração variável.remuneração do trabalho noturno superior à do diurno. higiene. nunca inferior ao mínimo.salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da lei.São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. CAPÍTULO II DOS DIREITOS SOCIAIS 1 Art.As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata. LXXIV . em caso de desemprego involuntário. assim como o que ficar preso além do tempo fixado na sentença. na forma desta Constituição.São direitos sociais a educação. ficando o autor.LXXIII . alimentação. dentre outros direitos. VIII . os atos necessários ao exercício da cidadania. V . o lazer. constituindo crime sua retenção dolosa. XII . IV . II . a proteção à maternidade e à infância. conforme definido em lei.Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados. transporte e previdência social.

XVI . XXV .05. XXI e XXIV.assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até seis anos de idade em creches e pré-escolas.proibição de distinção entre trabalho manual. VIII. XIX. sendo no mínimo de trinta dias.proteção do mercado de trabalho da mulher. até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho. preferencialmente aos domingos. XV . XIV .licença à gestante. 4 XXXIII . XVII. com prazo prescricional de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais. na forma da lei.redução dos riscos inerentes ao trabalho. sem prejuízo do emprego e do salário. XXVI . de 25. no mínimo. XXIII .seguro contra acidentes de trabalho. XIX .proibição de trabalho noturno.remuneração do serviço extraordinário superior. XXI .adicional de remuneração para as atividades penosas.gozo de férias anuais remuneradas com. bem como a sua integração à previdência social. a) (Revogada pela Emenda Constitucional nº 28. VI.repouso semanal remunerado. . técnico e intelectual ou entre os profissionais respectivos. pelo menos. XXVIII . sem excluir a indenização a que este está obrigado. mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho. quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho. com a duração de cento e vinte dias.reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho. quando incorrer em dolo ou culpa.XIII .00). facultada a compensação de horários e a redução da jornada. XXXII . em cinqüenta por cento à do normal. XVIII .igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso. um terço a mais do que o salário normal.duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais. higiene e segurança. perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos. mediante incentivos específicos. salvo na condição de aprendiz. de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo. a cargo do empregador. insalubres ou perigosas. XVIII. XXX . Parágrafo único . XXVII . XXXI .proteção em face da automação.São assegurados à categoria dos trabalhadores domésticos os direitos previstos nos incisos IV. nos termos fixados em lei.licença-paternidade. 3 XXIX . XXII .proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do trabalhador portador de deficiência. XVII . cor ou estado civil. XX . XV. XXXIV .jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento. a partir de quatorze anos. nos termos da lei.05. salvo negociação coletiva.aposentadoria.aviso prévio proporcional ao tempo de serviço.00). XXIV . por meio de normas de saúde.ação.proibição de diferença de salários. de 25. nos termos da lei. na forma da lei. idade. b) (Revogada pela Emenda Constitucional nº 28.

IV . competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender. § 2º .a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato. salvo se cometer falta grave nos termos da lei. em qualquer grau.São brasileiros: I . ainda que suplente.natos: a) os nascidos na República Federativa do Brasil. em se tratando de categoria profissional. Parágrafo único . vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical. na mesma base territorial. VII . é assegurada a eleição de um representante destes com a finalidade exclusiva de promover-lhes o entendimento direto com os empregadores. VI . 9º . observado o seguinte: I . não podendo ser inferior à área de um Município. que será definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados. até um ano após o final do mandato. pela nacionalidade brasileira.É assegurada a participação dos trabalhadores e empregadores nos colegiados dos órgãos públicos em que seus interesses profissionais ou previdenciários sejam objeto de discussão e deliberação. CAPÍTULO III DA NACIONALIDADE Art. II .É livre a associação profissional ou sindical. de pai brasileiro ou mãe brasileira. representativa de categoria profissional ou econômica.ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria. em qualquer tempo. ressalvado o registro no órgão competente. será descontada em folha.é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho. 8º .É assegurado o direito de greve. 10 . c) os nascidos no estrangeiro. VIII . se eleito.Nas empresas de mais de duzentos empregados.a assembléia geral fixará a contribuição que. para custeio do sistema confederativo da representação sindical respectiva. III . b) os nascidos no estrangeiro. Art. 12 . desde que qualquer deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil.naturalizados: . Art. desde que estes não estejam a serviço de seu país.o aposentado filiado tem direito a votar e ser votado nas organizações sindicais.A lei definirá os serviços ou atividades essenciais e disporá sobre o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade.Art. II . independentemente da contribuição prevista em lei. V . § 1º .As disposições deste artigo aplicam-se à organização de sindicatos rurais e de colônias de pescadores. atendidas as condições que a lei estabelecer. de pai brasileiro ou mãe brasileira. Art.ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato.é vedada a criação de mais de uma organização sindical. ainda que de pais estrangeiros.é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical e.Os abusos cometidos sujeitam os responsáveis às penas da lei. inclusive em questões judiciais ou administrativas. desde que venham a residir na República Federativa do Brasil e optem. 11 .

adquirir outra nacionalidade. § 2º .de Ministro de Estado da Defesa. o hino. se houver reciprocidade em favor dos brasileiros. V . exigidas aos originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral. b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade residentes na República Federativa do Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal.facultativos para: a) os analfabetos. as armas e o selo nacionais.obrigatórios para os maiores de dezoito anos. na forma da lei. II . em virtude de atividade nociva ao interesse nacional. III .de Presidente do Senado Federal. IV . 5 VII . adquiram a nacionalidade brasileira. II .iniciativa popular.A língua portuguesa é o idioma oficial da República Federativa do Brasil. e.de Ministro do Supremo Tribunal Federal. § 3º . salvo nos casos: a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira. ao brasileiro residente em Estado estrangeiro.de oficial das Forças Armadas. serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro. mediante: I .de Presidente da Câmara dos Deputados. salvo nos casos previstos nesta Constituição. II . § 4º .Aos portugueses com residência permanente no País.tiver cancelada sua naturalização. § 1º . . desde que requeiram a nacionalidade brasileira.Os Estados. CAPÍTULO IV DOS DIREITOS POLÍTICOS Art.A lei não poderá estabelecer distinção entre brasileiros natos e naturalizados.A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto.de Presidente e Vice-Presidente da República.a) os que. VI .da carreira diplomática.O alistamento eleitoral e o voto são: I . § 2º . pela forma estrangeira. o Distrito Federal e os Municípios poderão ter símbolos próprios. 14 . 13 . III .plebiscito. por sentença judicial.referendo.Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: I . § 1º . Art.São privativos de brasileiro nato os cargos: I . nos termos da lei. com valor igual para todos. II . salvo os casos previstos nesta Constituição. b) de imposição de naturalização. como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis. § 1º .São símbolos da República Federativa do Brasil a bandeira.

passará automaticamente. considerada a vida pregressa do candidato.O Presidente da República. na forma da lei. até o segundo grau ou p or adoção. do Presidente da República.b) os maiores de setenta anos. § 2º . IV . Vice-Prefeito e juiz de paz. será agregado pela autoridade superior e. no ato da diplomação.a nacionalidade brasileira. II .Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação.o domicílio eleitoral na circunscrição. § 6º . os Governadores de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito.É vedada a cassação de direitos políticos. se eleito. corrupção ou fraude. de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito.O militar alistável é elegível. b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal. § 9º .se contar mais de dez anos de serviço.São inelegíveis. 6 § 5º .A ação de impugnação de mandato tramitará em segredo de justiça. Prefeito. os conscritos.o alistamento eleitoral. instruída a ação com provas de abuso do poder econômico. VI .Para concorrerem a outros cargos. § 3º . II . a moralidade para o exercício do mandato. de Governador de Estado ou Território. 15 . § 8º . atendidas as seguintes condições: I . III .O mandato eletivo poderá ser impugnado ante a Justiça Eleitoral no prazo de quinze dias contados da diplomação. o Presidente da República. Art. § 11 .o pleno exercício dos direitos políticos. § 7º . Deputado Estadual ou Distrital. c) vinte e um anos para Deputado Federal. cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de: .São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos. cargo ou emprego na administração direta ou indireta.Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e. para a inatividade. os Prefeitos e quem os houver sucedido ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período subseqüente. salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição. durante o período do serviço militar obrigatório. os Governadores de Estado e do Distrito Federal.a idade mínima de: a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e Senador.a filiação partidária. deverá afastar-se da atividade. V . o cônjuge e os parentes consangüíneos ou afins. a fim de proteger a probidade administrativa. § 4º . respondendo o autor. d) dezoito anos para Vereador. do Distrito Federal. no território de jurisdição do titular.São condições de elegibilidade. na forma da lei: I .se contar menos de dez anos de serviço. se temerária ou de manifesta má-fé. e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função. c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos. § 10 .

§ 1º . § 1º .É livre a criação. o Distrito Federal e os Municípios.improbidade administrativa. § 4º . IV . § 3º . nos termos do art.condenação criminal transitada em julgado.funcionamento parlamentar de acordo com a lei. todos autônomos. o pluripartidarismo. não se aplicando à eleição que ocorra até 1 (um) ano da data de sua vigência. enquanto durarem seus efeitos. § 4º. o regime democrático. através de plebiscito. 16 . VIII. TÍTULO III DA ORGANIZAÇÃO DO ESTADO CAPÍTULO I DA ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA Art.É vedada a utilização pelos partidos políticos de organização paramilitar. os Estados. mediante aprovação da população diretamente interessada. II .É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura interna. . III . V .A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação. organização e funcionamento. na forma da lei civil. III . nos termos desta Constituição. § 2º . II .Os Estados podem incorporar-se entre si. registrarão seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral.proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação a estes. incorporação e extinção de partidos políticos. resguardados a soberania nacional. § 3º .cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado. fusão. e do Congresso Nacional. após adquirirem personalidade jurídica. e sua criação. os direitos fundamentais da pessoa humana e observados os seguintes preceitos: I . nos termos do art. 37. 18 .prestação de contas à Justiça Eleitoral. 5º. CAPÍTULO V DOS PARTIDOS POLÍTICOS Art.caráter nacional.I .Os partidos políticos. IV . devendo seus estatutos estabelecer normas de fidelidade e disciplina partidárias. § 2º . transformação em Estado ou reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar. na forma da lei.Brasília é a Capital Federal. Art. 17 .Os partidos políticos têm direito a recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e à televisão.Os Territórios Federais integram a União.recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa.A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União. ou formarem novos Estados ou Territórios Federais. por lei complementar.incapacidade civil absoluta. subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros.

II . ou se estendam a território estrangeiro ou dele provenham.Compete à União: I . ao Distrito Federal e aos Municípios.os terrenos de marinha e seus acrescidos. de recursos hídricos para fins de geração de energia elétrica e de outros recursos minerais no respectivo território. as praias marítimas. mar territorial ou zona econômica exclusiva. § 2º .criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si. mediante plebiscito. inclusive os do subsolo. VIII .§ 4º . ao longo das fronteiras terrestres. bem como a órgãos da administração direta da União. III . às populações dos Municípios envolvidos. as áreas referidas no art. embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança. XI . sirvam de limites com outros países. ou que banhem mais de um Estado. CAPÍTULO II DA UNIÃO Art.assegurar a defesa nacional. IX . participação no resultado da exploração de petróleo ou gás natural. . III .É vedado à União. ressalvada.manter relações com Estados estrangeiros e participar de organizações internacionais.os potenciais de energia hidráulica. VI . VII . designada como faixa de fronteira. aos Estados. X . das vias federais de comunicação e à preservação ambiental.as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios. e dependerão de consulta prévia.as cavidades naturais subterrâneas e os sítios arqueológicos e pré-históricos. e sua ocupação e utilização serão reguladas em lei. II . apresentados e publicados na forma da lei. Art.o mar territorial. ou compensação financeira por essa exploração. dentro do período determinado por lei complementar federal. 19 .os recursos minerais. rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio. após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal.os recursos naturais da plataforma continental e da zona econômica exclusiva.estabelecer cultos religiosos ou igrejas. subvencioná-los.é assegurada. IV . V . a incorporação.recusar fé aos documentos públicos. II . ao Distrito Federal e aos Municípios: I .as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras. é considerada fundamental para defesa do território nacional.São bens da União: I . a colaboração de interesse público.os que atualmente lhe pertencem e os que lhe vierem a ser atribuídos. nos termos da lei. 26. far-se-ão por lei estadual. 21 . das fortificações e construções militares.A criação. III . destas. Art. na forma da lei. a fusão e o desmembramento de Municípios. aos Estados. § 1º . II.as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países. plataforma continental.os lagos. 20 . bem como os terrenos marginais e as praias fluviais. excluídas.declarar a guerra e celebrar a paz. as ilhas oceânicas e as costeiras. definidas em lei.A faixa de até cento e cinqüenta quilômetros de largura.

especialmente as de crédito. VI . o enriquecimento e reprocessamento. XVII . IX . saneamento básico e transportes urbanos. XI . a polícia militar e o corpo de bombeiros militar do Distrito Federal. concessão ou permissão. por meio de fundo próprio. atendidos os seguintes princípios e condições: . VIII . XIX .planejar e promover a defesa permanente contra as calamidades públicas.explorar. nos termos da lei. b) os serviços e instalações de energia elétrica e o aproveitamento energético dos cursos de água. XIII . fluviais e lacustres. ou que transponham os limites de Estado ou Território. c) a navegação aérea.estabelecer princípios e diretrizes para o sistema nacional de viação.manter o serviço postal e o correio aéreo nacional.decretar o estado de sítio. que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente. XII . a lavra. em articulação com os Estados onde se situam os potenciais hidroenergéticos.IV . concessão ou permissão: a) os serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens. bem como as de seguros e de previdência privada.conceder anistia. geologia e cartografia de âmbito nacional. inclusive habitação. 7 XIV . X . XXIII .organizar e manter os serviços oficiais de estatística. câmbio e capitalização.executar os serviços de polícia marítima.organizar e manter o Poder Judiciário. e) os serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros. que disporá sobre a organização dos serviços.instituir sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos e definir critérios de outorga de direitos de seu uso. a industrialização e o comércio de minérios nucleares e seus derivados. aeroportuária e de fronteiras.elaborar e executar planos nacionais e regionais de ordenação do território e de desenvolvimento econômico e social.explorar. XVIII . aeroespacial e a infra-estrutura aeroportuária. bem como prestar assistência financeira ao Distrito Federal para a execução de serviços públicos. VII . d) os serviços de transporte ferroviário e aquaviário entre portos brasileiros e fronteiras nacionais. a criação de um órgão regulador e outros aspectos institucionais.administrar as reservas cambiais do País e fiscalizar as operações de natureza financeira.explorar os serviços e instalações nucleares de qualquer natureza e exercer monopólio estatal sobre a pesquisa. para efeito indicativo. geografia. V .emitir moeda. diretamente ou mediante autorização. XX . os serviços de telecomunicações. de diversões públicas e de programas de rádio e televisão. f) os portos marítimos. XVI . o Ministério Público e a Defensoria Pública do Distrito Federal e dos Territórios.exercer a classificação.permitir. XV . XXI . o estado de defesa e a intervenção federal. nos casos previstos em lei complementar.instituir diretrizes para o desenvolvimento urbano. especialmente as secas e as inundações. 8 XXII .autorizar e fiscalizar a produção e o comércio de material bélico.organizar e manter a polícia civil. diretamente ou mediante autorização.

IV águas. XII . 9 XXVII . espacial e do trabalho. defesa aeroespacial. em forma associativa. é autorizada a utilização de radioisótopos para a pesquisa e usos medicinais. cidadania e naturalização. do Ministério Público e da Defensoria Pública do Distrito Federal e dos Territórios. c) a responsabilidade civil por danos nucleares independe da existência de culpa.sistemas de consórcios e sorteios. V . XVIII . XVII . para as administrações públicas diretas.atividades nucleares de qualquer natureza.seguridade social.defesa territorial. títulos e garantias dos metais. garantias. energia.organização judiciária. câmbio.emigração e imigração. XI .direito civil.estabelecer as áreas e as condições para o exercício da atividade de garimpagem. agrícolas. navegação lacustre.sistema estatístico. sistema cartográfico e de geologia nacionais. defesa marítima. XXVI . agrário. telecomunicações e radiodifusão.Compete privativamente à União legislar sobre: I .diretrizes da política nacional de transportes. III.comércio exterior e interestadual. XXV . em todas as modalidades. Distrito Federal e Municípios. comercial.política de crédito.normas gerais de organização.requisições civis e militares. Estados. manter e executar a inspeção do trabalho.nacionalidade.populações indígenas. autárquicas e fundacionais da União. convocação e mobilização das polícias militares e corpos de bombeiros militares. bem como organização administrativa destes. XXII . XVI . XXV . XXIV . minas. informática.competência da polícia federal e das polícias rodoviária e ferrovi ária federais. 22 .sistemas de poupança.a) toda atividade nuclear em território nacional somente será admitida para fins pacíficos e mediante aprovação do Congresso Nacional. e para as empresas públicas e sociedades de economia mista. marítimo.diretrizes e bases da educação nacional. XXIII . XXVIII . marítima. VIII . § 1º. 37. . XXIV . processual. IX .regime dos portos. XX . XXI. captação e garantia da poupança popular. extradição e expulsão de estrangeiros. 173.registros públicos. VI . b) sob regime de concessão ou permissão. XIX . penal. industriais e atividades análogas. X . XIII . aérea e aeroespacial.normas gerais de licitação e contratação.desapropriação. XV .jazidas.serviço postal. aeronáutico. em caso de iminente perigo e em tempo de guerra. XIV . XXI . defesa civil e mobilização nacional. efetivos. entrada. III . material bélico. fluvial. Art. II .organizar. eleitoral.sistema monetário e de medidas. nos termos do art. outros recursos minerais e metalurgia. seguros e transferência de valores.trânsito e transporte. obedecido o disposto no art.organização do sistema nacional de emprego e condições para o exercício de profissões. VII .

impedir a evasão. II . Art.juntas comerciais. defesa do solo e dos recursos naturais. tendo em vista o equilíbrio do desenvolvimento e do bem-estar em âmbito nacional.propaganda comercial. à educação e à ciência.cuidar da saúde e assistência pública. III . X . promovendo a integração social dos setores desfavorecidos. funcionamento e processo do juizado de pequenas causas. ao consumidor.procedimentos em matéria processual.proteção e integração social das pessoas portadoras de deficiência. turístico e paisagístico.Lei complementar poderá autorizar os Estados a legislar sobre questões específicas das matérias relacionadas neste artigo. econômico e urbanístico. proteção do meio ambiente e controle da poluição. artístico ou cultural. aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: I . a bens e direitos de valor artístico.XXIX . VIII . IX .educação. financeiro. das leis e das instituições democráticas e conservar o patrimônio público. XV .criação.estabelecer e implantar política de educação para a segurança do trânsito.proteger os documentos. 24 .proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas formas. o Distrito Federal e os Municípios.proteção à infância e à juventude. XII . V .promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico. Art.É competência comum da União. VI . acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais em seus territórios. do Distrito Federal e dos Municípios: I . Parágrafo único . artístico. conservação da natureza. Parágrafo único . turístico e paisagístico. fauna. 23 .direito tributário. XIV . V . XI . XII . as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos.registrar. a fauna e a flora.previdência social.responsabilidade por dano ao meio ambiente. . pesca. proteção e defesa da saúde. da proteção e garantia das pessoas portadoras de deficiência. estético. X .produção e consumo. caça. VI . penitenciário.florestas. os monumentos. IV . as obras e outros bens de valor histórico. XIII . IV .orçamento. artístico e cultural. II .Lei complementar fixará normas para a cooperação entre a União e os Estados. VIII . III .proteção ao patrimônio histórico. cultura.Compete à União. cultural. histórico.proporcionar os meios de acesso à cultura.custas dos serviços forenses. dos Estados. VII . VII . a destruição e a descaracterização de obras de arte e de outros bens de valor histórico. IX .fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar.combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização.zelar pela guarda da Constituição. ensino e desporto.preservar as florestas. XI .assistência jurídica e defensoria pública.

remuneração.Cabe aos Estados explorar diretamente.No âmbito da legislação concorrente. 57. os serviços locais de gás canalizado.as áreas. III. garantias. II . § 1º . § 3º . observado o que dispõe os arts. . aplicando-se-lhes as regras desta Constituição sobre sistema eleitoral. 25 . 39. 27 . para integrar a organização. atingido o número de trinta e seis.organização. as decorrentes de obras da União. imunidades.O número de Deputados à Assembléia Legislativa corresponderá ao triplo da representação do Estado na Câmara dos Deputados e. na razão de. perda de mandato. que estiverem no seu domínio. observados os princípios desta Constituição. § 3º . Art. vedada a edição de medida provisória para a sua regulamentação. § 2º . constituídas por agrupamentos de Municípios limítrofes. no que lhe for contrário.as ilhas fluviais e lacustres não pertencentes à União. III .A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplementar dos Estados. § 4º.Incluem-se entre os bens dos Estados: I .Inexistindo lei federal sobre normas gerais.São reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas por esta Constituição. Art. fluentes. ou mediante concessão. I. § 4º . o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum. 153.Os Estados poderão. para os Deputados Federais. Municípios ou terceiros. IV . II. § 1º . 10 § 2º . § 2º. mediante lei complementar. 26 . § 2º .O subsídio dos Deputados Estaduais será fixado por Lei de iniciativa da Assembléia Legislativa.XVI .Será de quatro anos o mandato dos Deputados Estaduais. § 4º .as terras devolutas não compreendidas entre as da União. aglomerações urbanas e microrregiões. neste caso. excluídas aquelas sob domínio da União. nas ilhas oceânicas e costeiras. § 7º. CAPÍTULO III DOS ESTADOS FEDERADOS Art. inviolabilidade. emergentes e em depósito. na forma da lei. impedimentos e incorporação às Forças Armadas. na forma da lei. 150. para atender a suas peculiaridades. e 153. instituir regiões metropolitanas. será acrescido de tantos quantos forem os Deputados Federais acima de doze. a competência da União limitar-se-á a estabelecer normas gerais. ressalvadas. polícia e serviços administrativos de sua secretaria.A lei disporá sobre a iniciativa popular no processo legislativo estadual. no máximo. direitos e deveres das polícias civis. em espécie.A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da lei estadual. licença.Compete às Assembléias Legislativas dispor sobre seu regimento interno.Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem. os Estados exercerão a competência legislativa plena. § 1º .as águas superficiais ou subterrâneas. e prover os respectivos cargos. setenta e cinco por cento daquele estabelecido. § 3º .

39. II. b) em Municípios de dez mil e um a cinqüenta mil habitantes. votada em dois turnos.11 Art. o subsídio máximo dos Vereadores corresponderá a vinte por cento do subsídio dos Deputados Estaduais. do Vice-Prefeito e dos Secretários Municipais fixado por lei de iniciativa da Câmara Municipal. observados os seguintes limites: a) mínimo de nove e máximo de vinte e um nos Municípios de até um milhão de habitantes. ressalvada a posse em virtude de concurso público e observado o disposto no art. realizar-se-á no primeiro domingo de outubro. § 2º.Perderá o mandato o Governador que assumir outro cargo ou função na administração pública direta ou indireta. § 2º. em segundo turno. e a posse ocorrerá em primeiro de janeiro do ano subseqüente. na Constituição do respectivo Estado e os seguintes preceitos: I . 77. e aprovada por dois terços dos membros da Câmara Municipal. 13 V .subsídio do Prefeito.número de Vereadores proporcional à população do Município. 37. I.eleição do Prefeito e do Vice-Prefeito realizada no primeiro domingo de outubro do ano anterior ao término do mandato dos que devam suceder. 12 II . III. 77 no caso de Municípios com mais de duzentos mil eleitores. e no último domingo de outubro. 14 VI . I. II. § 4º.O subsídio do Governador. . § 4º. 39.posse do Prefeito e do Vice-Prefeito no dia 1º de janeiro do ano subseqüente ao da eleição. 29 . § 1º . III . 28 . atendidos os princípios estabelecidos nesta Constituição. d o ano anterior ao do término do mandato de seus antecessores. 153. observado o que dispõe esta Constituição. o disposto no art. c) mínimo de quarenta e dois e máximo de cinqüenta e cinco nos Municípios de mais de cinco milhões de habitantes. que a promulgará. * § 2º acrescentado pela Emenda Constitucional nº 19. 153. XI.O Município reger-se-á por lei orgânica. observado o que dispõe os arts. mediante pleito direto e simultâneo realizado em todo o País. aplicadas as regras do art. IV e V. o subsídio máximo dos Vereadores corresponderá a trinta por cento do subsídio dos Deputados Estaduais. observado. observados os critérios estabelecidos na respectiva Lei Orgânica e os seguintes limites máximos a) em Municípios de até dez mil habitantes. 38.eleição do Prefeito. quanto ao mais. 37. e 153. com o interstício mínimo de dez dias. IV . do Vice-Governador e dos Secretários de Estado serão fixados por lei de iniciativa da Assembléia Legislativa. em primeiro turno. III. CAPÍTULO IV DOS MUNICÍPIOS Art. observado o que dispõe os arts. para mandato de quatro anos. 150. 150. do Vice-Prefeito e dos Vereadores. XI. e 153. de 4 de junho de 1998. b) mínimo de trinta e três e máximo de quarenta e um nos Municípios de mais de um milhão e menos de cinco milhões de habitantes. § 2º . se houver. para mandato de quatro anos.A eleição do Governador e do Vice-Governador de Estado. I.O subsídio dos Vereadores será fixado pelas respectivas Câmaras Municipais em cada legislatura para a subseqüente.

nos termos do art.proibições e incompatibilidades.organização das funções legislativas e fiscalizadoras da Câmara Municipal. o subsídio máximo dos Vereadores corresponderá a quarenta por cento o subsídio dos Deputados Estaduais.não enviar o repasse até o dia vinte de cada mês. ou III .julgamento do Prefeito perante o Tribunal de Justiça. na Constituição do respectivo Estado. .sete por cento para Municípios com população entre cem mil e um e trezentos mil habitantes.efetuar repasse que supere os limites definidos nesta artigo.c) em Municípios de cinqüenta mil e um a cem mil habitantes. 15 Art. VII .suplementar a legislação federal e a estadual no que couber.inviolabilidade dos Vereadores por suas opiniões. 29-A .perda do mandato do Prefeito.seis por cento para Municípios com população entre trezentos mil e um e quinhentos mil habitantes.o total da despesa com a remuneração dos Vereadores não poderá ultrapassar o montante de 5% (cinco por cento) da receita do município.O total da despesa do Poder Legislativo Municipal. XI . II . através de manifestação de.iniciativa popular de projetos de lei de interesse específico do Município. para os membros da Assembléia Legislativa.cooperação das associações representativas no planejamento municipal. relativos ao somatório da receita tributária e d as transferências previstas no § 5º do art. incluídos os subsídios dos Vereadores e excluídos os gastos com inativos.legislar sobre assuntos de interesse local. II . similares. § 2º Constitui crime de responsabilidade do Prefeito Municipal: I . pelo menos. f) em Municípios de mais de quinhentos mil habitantes.enviá-lo a menor em relação à proporção fixada na Lei Orçamentária. o subsídio máximo dos Vereadores corresponderá a sessenta por cento do subsídio dos Deputados Estaduais. Art. incluído o gasto com o subsídio de seus Vereadores. XIII . no exercício da vereança.oito por cento para Municípios com população de até cem mil habitantes. XIV . § 3º Constitui crime de responsabilidade do Presidente da Câmara Municipal o desrespeito ao § 1º deste artigo. o subsídio máximo dos Vereadores corresponderá a cinqüenta por cento o subsídio dos Deputados Estaduais. palavras e votos no exercício do mandato e na circunscrição do Município. o subsídio máximo dos Vereadores corresponderá a setenta e cinco por cento o subsídio dos Deputados Estaduais. VIII . 28. 158 e 159. 153 e nos arts. § 1º.Compete aos Municípios: I .cinco por cento para Municípios com população acima de quinhentos mil habitantes. IX . ao disposto nesta Constituição para os membros do Congresso Nacional e. não poderá ultrapassar os seguintes percentuais. § 1º A Câmara Municipal não gastará mais de setenta por cento de sua receita com folha de pagamento. da cidade ou de bairros. II . cinco por cento do eleitorado. IV . X . e) em Municípios de trezentos mil e um a quinhentos mil habitantes. XII . efetivamente realizado no exercício anterior: I . d) em Municípios de cem mil e um a trezentos mil habitantes. no que couber. 30 . III .

no que couber. sem prejuízo da obrigatoriedade de prestar contas e publicar balancetes nos prazos fixados em lei. Conselhos ou órgãos de Contas Municipais. com a cooperação técnica e financeira da U nião e do Estado. mediante planejamento e controle do uso. § 4º . só deixará de prevalecer por decisão de dois terços dos membros da Câmara Municipal. nos termos da lei. observada a legislação e a ação fiscalizadora federal e estadual. à disposição de qualquer contribuinte. adequado ordenamento territorial.As contas dos Municípios ficarão. com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado. vedada sua divisão em Municípios. e pelos sistemas de controle interno do Poder Executivo Municipal. 31 . IV . reger-se-á por lei orgânica. organizar e suprimir distritos. que a promulgará. e aprovada por dois terços da Câmara Legislativa. os serviços públicos de interesse local. VIII .manter.O parecer prévio.O controle externo da Câmara Municipal será exercido com o auxílio dos Tribunais de Contas dos Estados ou do Município ou dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios. onde houver.A eleição do Governador e do Vice-Governador. atendidos os princípios estabelecidos nesta Constituição.organizar e prestar. § 3º . CAPÍTULO V DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS SEÇÃO I DO DISTRITO FEDERAL Art. das polícias civil e militar e do corpo de bombeiros militar. 27. bem como aplicar suas rendas. e dos Deputados Distritais coincidirá com a dos Governadores e Deputados Estaduais. na forma da lei.Ao Distrito Federal são atribuídas as competências legislativas reservadas aos Estados e Municípios.Aos Deputados Distritais e à Câmara Legislativa aplica-se o disposto no art.O Distrito Federal. § 2º . 77. VI . § 3º . Art. do parcelamento e da ocupação do solo urbano. observadas as regras do art. que tem caráter essencial. pelo Governo do Distrito Federal. V .instituir e arrecadar os tributos de sua competência.prestar. votada em dois turnos com interstício mínimo de dez dias. observada a legislação estadual. 32 . emitido pelo órgão competente sobre as contas que o Prefeito deve anualmente prestar. anualmente. serviços de atendimento à saúde da população. IX .Lei federal disporá sobre a utilização. para mandato de igual duração. o qual poderá questionar-lhes a legitimidade.criar. mediante controle externo. .promover. diretamente ou sob regime de concessão ou permissão. § 1º .promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local. durante sessenta dias. para exame e apreciação. incluído o de transporte coletivo. § 4º .A fiscalização do Município será exercida pelo Poder Legislativo Municipal. § 1º .III . VII . § 2º .É vedada a criação de Tribunais. programas de educação pré-escolar e de ensino fundamental.

reorganizar as finanças da unidade da Federação que: a) suspender o pagamento da dívida fundada por mais de dois anos consecutivos. V . aos quais se aplicará. IV . salvo motivo de força maior.Os Territórios poderão ser divididos em Municípios. na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde. dentro dos prazos estabelecidos em lei.pôr termo a grave comprometimento da ordem pública. § 1º . o disposto no Capítulo IV deste Título.garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades da Federação. CAPÍTULO VI DA INTERVENÇÃO Art. nem a União nos Municípios localizados em Território Federal. b) direitos da pessoa humana. sistema representativo e regime democrático.A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal.o Tribunal de Justiça der provimento a representação para assegurar a observância de princípios indicados na Constituição Estadual. VII .O Estado não intervirá em seus Municípios. na forma da lei. d) prestação de contas da administração pública.Nos Territórios Federais com mais de cem mil habitantes. Art.As contas do Governo do Território serão submetidas ao Congresso Nacional. § 2º . II .não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde.A lei disporá sobre a organização administrativa e judiciária dos Territórios.assegurar a observância dos seguintes princípios constitucionais: a) forma republicana.repelir invasão estrangeira ou de uma unidade da Federação em outra. 16 e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais. além do Governador nomeado na forma desta Constituição. com parecer prévio do Tribunal de Contas da União. 33 . haverá órgãos judiciários de primeira e segunda instância. compreendida a proveniente de transferências. ou para prover a execução de lei. II . § 3º . direta e indireta.deixar de ser paga. IV . 17 III . de ordem ou de decisão judicial.prover a execução de lei federal. exceto quando: I .manter a integridade nacional. a dívida fundada. c) autonomia municipal.SEÇÃO II DOS TERRITÓRIOS Art. III . por dois anos consecutivos. . sem motivo de força maior. b) deixar de entregar aos Municípios receitas tributárias fixadas nesta Constituição. ordem ou decisão judicial. 34 . VI . no que couber. membros do Ministério Público e defensores públicos federais. exceto para: I . a lei disporá sobre as eleições para a Câmara Territorial e sua competência deliberativa.não forem prestadas contas devidas. 35 .

Nos casos do art. chefia e assessoramento. se couber. na carreira.é garantido ao servidor público civil o direito à livre associação sindical. de representação do Procurador-Geral da República. na forma prevista em lei. de solicitação do Poder Legislativo ou do Poder Executivo coacto ou impedido. nomeará o interventor. as autoridades afastadas de seus cargos a estes voltarão. § 2º . 34. salvo impedimento legal. pelo Supremo Tribunal Federal. do Superior Tribunal de Justiça ou do Tribunal Superior Eleitoral. se essa medida bastar ao restabelecimento da normalidade. ao seguinte: 19 I . 36 . condições e percentuais mínimos previstos em lei. VI . 34. prorrogável uma vez.A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União.O decreto de intervenção. 21 V . § 4º . 20 II . o decreto limitar-se-á a suspender a execução do ato impugnado. também. dispensada a apreciação pelo Congresso Nacional ou pela Assembléia Legislativa. empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei. no mesmo prazo de vinte e quatro horas.os cargos.durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação. por igual período. exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo. 37 . se a coação for exercida contra o Poder Judiciário. CAPÍTULO VII DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA SEÇÃO I DISPOSIÇÕES GERAIS 18 Art. § 3º . no prazo de vinte e quatro horas. II . na forma da lei. publicidade e eficiência e. de requisição do Supremo Tribunal Federal. será submetido à apreciação do Congresso Nacional ou da Assembléia Legislativa do Estado. dos Estados.a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos. a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos. pelo Superior Tribunal de Justiça. o prazo e as condições de execução e que. na hipótese do art.o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica. III . III .Cessados os motivos da intervenção. far-se-á convocação extraordinária.Art.no caso de desobediência a ordem ou decisão judiciária. ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração. VI e VII. aquele aprovado em concurso público de provas ou de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos concursados para assumir cargo ou emprego. IV . e os cargos em comissão. assim como aos estrangeiros. destinam-se apenas às atribuições de direção.as funções de confiança. ou de requisição do Supremo Tribunal Federal. moralidade. VII. IV.de provimento. do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade. 35.A decretação da intervenção dependerá: I . .o prazo de validade do concurso público será de até dois anos.Se não estiver funcionando o Congresso Nacional ou a Assembléia Legislativa. ou do art. no caso de recusa à execução de lei federal.de provimento. § 1º . de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego. de representação do Procurador-Geral da República. 34.no caso do art. impessoalidade. IV . IV. que especificará a amplitude. 22 VII .

XXI . serviços. sociedades de economia mista. suas subsidiárias. as obras. com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento.a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos. 39. autárquica e fundacional. dela não podendo constar . de sociedade de economia mista e de fundação. 25 XIV . informativo ou de orientação social. cabendo à lei complementar. XX . dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos. dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. do Distrito Federal e dos Municípios. incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza. compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes. programas. precedência sobre os demais setores administrativos.VIII . c) a de dois cargos privativos de médico.somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a instituição de empresa pública.a administração fazendária e seus servidores fiscais terão.A publicidade dos atos. XVIII . fundações. obras. a criação de subsidiárias das entidades mencionadas no inciso anterior. 24 XIII . III. II. serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo. empresas públicas.a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público. funções e empregos públicos da administração direta. e sociedades controladas. o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações. assegurada revisão geral anual.é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos. nos termos da lei. pensões ou outra espécie remuneratória. dos membros de qualquer dos Poderes da União. observado em qualquer caso o disposto no inciso XI: a) a de dois cargos de professor. assim como a participação de qualquer delas em empresa privada.os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo.depende de autorização legislativa. § 1º . direta ou indiretamente.a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4º do art. em cada caso.a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão. XI . não poderão exceder o subsídio mensal. 39 somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica. XII . 27 XVI . mantidas as condições efetivas da proposta. quando houver compatibilidade de horários. § 4º. pelo poder público. sempre na mesma data e sem distinção de índices. 153. neste último caso. 23 X . 26 XV . § 2º.a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias. b) a de um cargo de professor com outro. 28 XVII . I. 29 XIX . exceto. na forma da lei.os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores. ressalvado o disposto nos incisos XI e XIV deste artigo e nos arts. e 153. dentro de suas áreas de competência e jurisdição. 150. definir as áreas de sua atuação. percebidos cumulativamente ou não.é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal do serviço público. em espécie. técnico ou científico. dos Estados.o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos públicos são irredutíveis. observada a iniciativa privativa em cada caso.ressalvados os casos especificados na legislação. IX .

as reclamações relativas à prestação dos serviços públicos em geral. III . * § 9º acrescentado pela Emenda Constitucional nº 19.A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos praticados por qualquer agente. 30 § 3º . assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. os cargos eletivos e os cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração. sem prejuízo da ação penal cabível. e obrigações e responsabilidade dos dirigentes.Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos. § 10º É vedada a percepção simultânea de proventos de aposentadoria decorrentes do art. a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário. emprego ou função pública.O disposto no inciso XI aplica-se às empresas públicas e às sociedades de economia mista. de 4 de junho de 1998. a ser firmado entre seus administradores e o poder público. III . § 6º . ressalvadas as respectivas ações de ressarcimento. § 7º .o acesso dos usuários a registros administrativos e a informações sobre atos de governo.A autonomia gerencial. § 9º . nessa qualidade.o prazo de duração do contrato. de 15 de dezembro de 1998. § 8º .As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes. direitos. nos termos da lei. de 4 de junho de 1998. ressalvados os cargos acumuláveis na forma desta Constituição.a disciplina da representação contra o exercício negligente ou abusivo de cargo. X e XXXIII. . observado o disposto no art. emprego ou função na administração pública. a perda da função pública. § 4º . orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração direta e indireta poderá ser ampliada mediante contrato. que tenha por objeto a fixação de metas de desempenho para o órgão ou entidade. * § 8º acrescentado pela Emenda Constitucional nº 19. e suas subsidiárias.A lei disciplinará as formas de participação do usuário na administração pública direta e indireta. na forma e gradação previstas em lei.A não-observância do disposto nos incisos II e III implicará a nulidade do ato e a punição da autoridade responsável. 5º.a remuneração do pessoal. cabendo à lei dispor sobre: I . II .os controles e critérios de avaliação de desempenho.nomes. § 5º . que causem prejuízos ao erário. de 4 de junho de 1998. externa e interna. regulando especialmente: I . 40 ou dos arts. II . da qualidade dos serviços. 42 e 142 com a remuneração de cargo. causarem a terceiros. dos Estados. * § 7º acrescentado pela Emenda Constitucional nº 19. asseguradas a manutenção de serviços de atendimento ao usuário e a avaliação periódica. símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. * §10º acrescentado pela Emenda Constitucional nº 20. que receberem recursos da União. do Distrito Federal ou dos Municípios para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral. servidor ou não.A lei disporá sobre os requisitos e as restrições ao ocupante de cargo ou emprego da administração direta e indireta que possibilite o acesso a informações privilegiadas. § 2º .

7º. § 1º . os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única. VII. obedecido. emprego ou função. XVIII. o disposto no art. será aplicada a norma do inciso anterior.Lei da União. IV . 37. dos Estados.A União. em qualquer caso.Os Poderes Executivo. IX. XIII. adicional. 38 . XI. V .tratando-se de mandato eletivo federal. aplicam-se as seguintes disposições: I . X e XI. autarquia e fundação. perceberá as vantagens de seu cargo. autárquica e fundacional. podendo a lei estabelecer requisitos diferenciados de admissão quando a natureza do cargo o exigir. § 3º . o Distrito Federal e os Municípios instituirão conselho de política de administração e remuneração de pessoal. constituindo-se a participação nos cursos um dos requisitos para a promoção na carreira. para isso. § 2º .investido no mandato de Prefeito. e. obedecido.A União. § 6º . estadual ou distrital. Legislativo e Judiciário publicarão anualmente os valores do subsídio e da remuneração dos cargos e empregos públicos.O membro de Poder. para aplicação no desenvolvimento de programas de qualidade e .Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo público o disposto no art. integrado por servidores designados pelos respectivos Poderes. o disposto no art. emprego ou função. verba de representação ou outra espécie remuneratória.Lei da União. os Estados. não havendo compatibilidade. no exercício de mandato eletivo. II . III . seu tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais. XXII e XXX. VIII.A fixação dos padrões de vencimento e dos demais componentes do sistema remuneratório observará: I . § 4º . § 5º . havendo compatibilidade de horários. será afastado do cargo.para efeito de benefício previdenciário.investido no mandato de Vereador.a natureza. XVII. XIX. § 7º . XX. abono. SEÇÃO II DOS SERVIDORES PÚBLICOS 32 Art. do Distrito Federal e dos Municípios poderá estabelecer a relação entre a maior e a menor remuneração dos servidores públicos. exceto para promoção por merecimento. a celebração de convênios ou contratos entre os entes federados. em qualquer caso. no caso de afastamento. sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração.em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo. facultada. III . do Distrito Federal e dos Municípios disciplinará a aplicação de recursos orçamentários provenientes da economia com despesas correntes em cada órgão. o grau de responsabilidade e a complexidade dos cargos componentes de cada carreira. dos Estados. XVI. XII. os valores serão determinados como se no exercício estivesse. IV. vedado o acréscimo de qualquer gratificação.os requisitos para a investidura.as peculiaridades dos cargos. sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo. prêmio.31 Art.Ao servidor público da administração direta. os Estados e o Distrito Federal manterão escolas de governo para a formação e o aperfeiçoamento dos servidores públicos. ficará afastado de seu cargo. II . 39 . 37. XV. o detentor de mandato eletivo. emprego ou função.

produtividade.compulsoriamente. 40 . com proventos proporcionais ao tempo de contribuição.A remuneração dos servidores públicos organizados em carreira poderá ser fixada nos termos do § 4º. calculados os seus proventos a partir dos valores fixados na forma do § 3°: I . a. sendo também estendidos aos aposentados e aos pensionistas quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidos aos servidores em atividade. 37 § 4° É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria aos abrangidos pelo regime de que trata este artigo. especificadas em lei. se homem. os proventos de aposentadoria e as pensões serão revistos na mesma proporção e na mesma data. 35 § 2° Os proventos de aposentadoria e as pensões. definidos em lei complementar. para o professor que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio. contagiosa ou incurável. se mulher. se mulher.por invalidez permanente. 37. desde que cumprido tempo mínimo de dez anos de efetivo exercício no serviço público e cinco anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria. corresponderão à totalidade da remuneração.Aos servidores titulares de cargos efetivos da União. observadas as seguintes condições: a) sessenta anos de idade e trinta e cinco de contribuição. XI. aos setenta anos de idade. 34 § 1º . 41 § 8° Observado o disposto no art. no cargo efetivo em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão. em relação ao disposto no § 1°. 36 § 3° Os proventos de aposentadoria. modernização. 33 Art. ressalvados os casos de atividades exercidas exclusivamente sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. por o casião da sua concessão. é vedada a percepção de mais de uma aposentadoria à conta do regime de previdência previsto neste artigo. dos Estados. III. e cinqüenta e cinco anos de idade e trinta de contribuição. se homem. inclusive sob a forma de adicional ou prêmio de produtividade. que será igual ao valor dos proventos do servidor falecido ou ao valor dos proventos a que teria direito o servidor em atividade na data de seu falecimento. na forma da lei. do Distrito Federal e dos Municípios. sendo os proventos proporcionais ao tempo de contribuição.voluntariamente. serão calculados com base na remuneração do servidor no cargo efetivo em que se der a aposentadoria e. observado o disposto no § 3º. sempre que se modificar a remuneração dos servidores em atividade. por ocasião de sua concessão. é assegurado regime de previdência de caráter contributivo. com proventos proporcionais ao tempo de contribuição. b) sessenta e cinco anos de idade. . 40 § 7° Lei disporá sobre a concessão do benefício da pensão por morte. observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo. 39 § 6° Ressalvadas as aposentadorias decorrentes dos cargos acumuláveis na forma desta Constituição. II . III .Os servidores abrangidos pelo regime de previdência de que trata este artigo serão aposentados. não poderão exceder a remuneração do respectivo servidor. e sessenta anos de idade. treinamento e desenvolvimento. moléstia profissional ou doença grave. incluídas suas autarquias e fundações. reaparelhamento e racionalização do serviço público. 38 § 5° Os requisitos de idade e de tempo de contribuição serão reduzidos em cinco anos. exceto se decorrente de acidente em serviço. § 8º .

O servidor público estável só perderá o cargo: I . o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. 44 § 11º Aplica-se o limite fixado no art. aplica-se o regime geral de previdência social. . exclusivamente. 47 § 14º A União. 45 § 12º Além do disposto neste artigo. é obrigatória a avaliação especial de desempenho por comissão instituída para essa finalidade. estadual ou municipal será contado para efeito de aposentadoria e o tempo de serviço correspondente para efeito de disponibilidade. desde que instituam regime de previdência complementar para os seus respectivos servidores titulares de cargo efetivo. § 4º .mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa. na forma de lei complementar. XI. § 3º . com remuneração proporcional ao tempo de serviço. III . o servidor estável ficará em disponibilidade. reconduzido ao cargo de origem. poderão fixar. se estável.Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável. 42 § 9º O tempo de contribuição federal.mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho. II . 48 § 15º Observado o disposto no art.inclusive quando decorrentes da transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão. para atender aos seus respectivos servidores titulares de cargo efetivo. 49 § 16º Somente mediante sua prévia e expressa opção.Como condição para a aquisição da estabilidade. § 1º . para o valor das aposentadorias e pensões a serem concedidas pelo regime de que trata este artigo. sem direito a indenização. inclusive quando decorrentes da acumulação de cargos ou empregos públicos. de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração bem como de outro cargo temporário ou de emprego público. Distrito Federal e Municípios. os requisitos e critérios fixados para o regime geral de previdência social. o disposto nos §§ 14 e 15 poderá ser aplicado ao servidor que tiver ingressado no serviço público até a data da publicação do ato de instituição do correspondente regime de previdência complementar. e de cargo eletivo. 37. lei complementar disporá sobre as normas gerais para a instituição de regime de previdência complementar pela União. § 2º . e o eventual ocupante da vaga." 50 Art. o regime de previdência dos servidores públicos titulares de cargo efetivo observará. os Estados.em virtude de sentença judicial transitada em julgado. e ao montante resultante da adição de proventos de inatividade com remuneração de cargo acumulável na forma desta Constituição. 46 § 13º Ao servidor ocupante. bem como de outras atividades sujeitas a contribuição para o regime geral de previdência social. 41 . Estados. à soma total dos proventos de inatividade. na forma da lei.São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público. o Distrito Federal e os Municípios. até seu adequado aproveitamento em outro cargo.Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade. assegurada ampla defesa. 202. será ele reintegrado. cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração. no que couber. 201. 43 § 10º A lei não poderá estabelecer qualquer forma de contagem de tempo de contribuição fictício. aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço.

Para efeitos administrativos. de 05-02-1998). aplica-se o disposto no art. na forma da lei: I . 40. § 9º . do Distrito Federal e dos Territórios e a seus pensionistas.juros favorecidos para financiamento de atividades prioritárias. §§ 2º e 3º.º 18. de 05-02-1998). e do art. 142. fretes. de 05-02-1998).(Revogado pela Emenda Constitucional n. cabendo a lei estadual específica dispor sobre as matérias do art. § 8º. IV .isenções.(Revogado pela Emenda Constitucional n.(Revogado pela Emenda Constitucional n. do Distrito Federal e dos Territórios. § 4º . de 05-02-1998).Lei complementar disporá sobre: I .prioridade para o aproveitamento econômico e social dos rios e das massas de água represadas ou represáveis nas regiões de baixa renda. 53 § 2º Aos militares dos Estados.º 18. de 05-02-1998).º 18. § 10 ." 54 55 56 57 58 59 60 61 62 § 3º . inciso X. II .(Revogado pela Emenda Constitucional n. instituições organizadas com base na hierarquia e disciplina. de 05-02-1998).º 18.SEÇÃO III DOS MILITARES DOS ESTADOS. 42 .(Revogado pela Emenda Constitucional n. sendo as patentes dos oficiais conferidas pelos respectivos governadores.(Revogado pela Emenda Constitucional n. de 05-02-1998). os planos regionais. 43 . do Distrito Federal e dos Territórios.(Revogado pela Emenda Constitucional n.º 18.(Revogado pela Emenda Constitucional n. § 1º . 142. além de outros.(Revogado pela Emenda Constitucional n. de 05-02-1998). de 05-02-1998). § 11 . do art. § 7º .Os membros das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares. §§ 7º e 8º. § 3º. § 5º .as condições para integração de regiões em desenvolvimento. 40. as disposições do art. II .º 18. DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS 51 Art.igualdade de tarifas. na forma da lei. . III . 52 § 1º Aplicam-se aos militares dos Estados. aprovados juntamente com estes. seguros e outros itens de custos e preços de responsabilidade do Poder Público. são militares dos Estados.º 18. integrantes dos planos nacionais de desenvolvimento econômico e social. SEÇÃO IV DAS REGIÕES Art. reduções ou diferimento temporário de tributos federais devidos por pessoas físicas ou jurídicas. 14. visando a seu desenvolvimento e à redução das desigualdades regionais. § 6º . § 9º. além do que vier a ser fixado em lei.Os incentivos regionais compreenderão. sujeitas a secas periódicas. § 2º . § 8º .º 18.º 18.a composição dos organismos regionais que executarão. a União poderá articular sua ação em um mesmo complexo geoeconômico e social.

46 . Art. em cada Território e no Distrito Federal. procedendo-se aos ajustes necessários. § 2º .Cada Senador será eleito com dois suplentes. 44 . 51 e 52. presente a maioria absoluta de seus membros.O Senado Federal compõe-se de representantes dos Estados e do Distrito Federal.sistema tributário. SEÇÃO II DAS ATRIBUIÇÕES DO CONGRESSO NACIONAL Art. 47 . arrecadação e distribuição de rendas. III . pelo sistema proporcional. TÍTULO IV DA ORGANIZAÇÃO DOS PODERES CAPÍTULO I DO PODER LEGISLATIVO SEÇÃO I DO CONGRESSO NACIONAL Art. não exigida esta para o especificado nos arts. § 1º . § 2º . em cada Estado. com a sanção do Presidente da República. . eleitos segundo o princípio majoritário. eleitos. especialmente sobre: I . operações de crédito.Cada Estado e o Distrito Federal elegerão três Senadores.A Câmara dos Deputados compõe-se de representantes do povo.O número total de Deputados.Cada Território elegerá quatro Deputados. regionais e setoriais de desenvolvimento. Art. dispor sobre todas as matérias de competência da União. proporcionalmente à população.O Poder Legislativo é exercido pelo Congresso Nacional.Cabe ao Congresso Nacional. § 1º . as deliberações de cada Casa e de suas Comissões serão tomadas por maioria dos votos. II .plano plurianual. § 3º . de fontes de água e de pequena irrigação. diretrizes orçamentárias. que se compõe da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. por um e dois terços. a União incentivará a recuperação de terras áridas e cooperará com os pequenos e médios proprietários rurais para o estabelecimento. alternadamente. Parágrafo único .Nas áreas a que se refere o § 2º. 48 .planos e programas nacionais. no ano anterior às eleições. 49. 45 .Cada legislatura terá a duração de quatro anos.Salvo disposição constitucional em contrário. orçamento anual. será estabelecido por lei complementar. IV. bem como a representação por Estado e pelo Distrito Federal. em suas glebas. com mandato de oito anos.A representação de cada Estado e do Distrito Federal será renovada de quatro em quatro anos. dívida pública e emissões de curso forçado. IV . Art.fixação e modificação do efetivo das Forças Armadas. para que nenhuma daquelas unidades da Federação tenha menos de oito ou mais de setenta Deputados.§ 3º .

X . V . . a permitir que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente. quando a ausência exceder a quinze dias.escolher dois terços dos membros do Tribunal de Contas da União.matéria financeira. 37. judiciária. II.V . do Ministério Público e da Defensoria Pública do Distrito Federal. incluídos os da administração indireta. instituições financeiras e suas operações. por lei de iniciativa conjunta dos Presidentes da República.aprovar iniciativas do Poder Executivo referentes a atividades nucleares. em terras indígenas. ouvidas as respectivas Assembléias Legislativas. § 4º.autorizar. IX .autorizar o Presidente da República a declarar guerra. do Ministério Público e da Defensoria Pública da União e dos Territórios e organização judiciária. seus limites de emissão. IX .sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa. III. empregos e funções públicas.apreciar os atos de concessão e renovação de concessão de emissoras de rádio e televisão. VI . I.autorizar o Presidente e o Vice-Presidente da República a se ausentarem do País. XVI . ou por qualquer de suas Casas. 39.concessão de anistia. II . e 153.criação. § 2º. transformação e extinção de cargos.criação.zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa dos outros Poderes. autorizar o estado de sítio.transferência temporária da sede do Governo Federal. e montante da dívida mobiliária federal. 153. VI . II. XV . 153. 63 XV . XI . cambial e monetária.É da competência exclusiva do Congresso Nacional: I . 150. a celebrar a paz. da Câmara dos Deputados. XIII . e 153. XIV . III e 153. 39. estruturação e atribuições dos Ministérios e órgãos da administração pública. 37. I. subdivisão ou desmembramento de áreas de Territórios ou Estados. 39. ressalvados os casos previstos em lei complementar.limites do território nacional.fiscalizar e controlar. I. XIII . § 4º.fixação do subsídio dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. 150.julgar anualmente as contas prestadas pelo Presidente da República e apreciar os relatórios sobre a execução dos planos de governo.organização administrativa. XIV . III. observado o que dispõem os arts. 150. Art.telecomunicações e radiodifusão.incorporação. § 4º. acordos ou atos internacionais que acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional. XI .fixar o subsídio do Presidente e do Vice-Presidente da República e dos Ministros de Estado. § 2º. X . 65 VIII . XI. III . diretamente.mudar temporariamente sua sede. II.autorizar referendo e convocar plebiscito. 153.moeda. IV . observado o que dispõe os arts. espaço aéreo e marítimo e bens do domínio da União. VIII . 49 . ou suspender qualquer uma dessas medidas.aprovar o estado de defesa e a intervenção federal. 64 VII . a exploração e o aproveitamento de recursos hídricos e a pesquisa e lavra de riquezas minerais. XII . os atos do Poder Executivo. observado o que dispõe os arts. VII .fixar idêntico subsídio para os Deputados Federais e os Senadores. XI.resolver definitivamente sobre tratados. XII . do Senado Federal e do Supremo Tribunal Federal. § 2º.

ou qualquer de suas Comissões. III . previamente. pessoalmente. d) presidente e diretores do banco central. b) Ministros do Tribunal de Contas da União indicados pelo Presidente da República. bem como a prestação de informações falsas.eleger membros do Conselho da República.Compete privativamente ao Senado Federal: 67 I . ou o não atendimento. criação. c) Governador de Território. transformação ou extinção dos cargos. a alienação ou concessão de terras públicas com área superior a dois mil e quinhentos hectares. II .dispor sobre sua organização. a instauração de processo contra o Presidente e o Vice-Presidente da República e os Ministros de Estado. V . § 1º .aprovar previamente. por dois terços de seus membros. Art. funcionamento. e mpregos e funções de seus serviços. 52 . o Procurador-Geral da República e o Advogado-Geral da União nos crimes de responsabilidade. importando em crime de responsabilidade a ausência sem justificação adequada. informações sobre assunto previamente determinado. f) titulares de outros cargos que a lei determinar. por sua iniciativa e mediante entendimentos com a Mesa respectiva.aprovar. § 2º . III . bem como os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha. .processar e julgar o Presidente e o Vice-Presidente da República nos crimes de responsabilidade. 50 . para expor assunto de relevância de seu Ministério.proceder à tomada de contas do Presidente da República. 51 . do Exército e da Aeronáutica nos crimes da mesma natureza conexos com aqueles. II . ou a qualquer de suas Comissões. a escolha de: a) magistrados.XVII .As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal poderão encaminhar pedidos escritos de informação aos Ministros de Estado ou a qualquer das pessoas referidas no caput deste artigo.processar e julgar os Ministros do Supremo Tribunal Federal.elaborar seu regimento interno. após argüição pública. SEÇÃO IV DO SENADO FEDERAL Art. poderão convocar Ministro de Estado ou quaisquer titulares de órgãos diretamente subordinados à Presidência da República para prestarem. 89. 66 IV .Compete privativamente à Câmara dos Deputados: I .autorizar. e a iniciativa de lei para a fixação da respectiva remuneração. à Câmara dos Deputados. e) Procurador-Geral da República. observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias. SEÇÃO III DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Art. VII.Os Ministros de Estado poderão comparecer ao Senado Federal. polícia. nos termos do art. quando não apresentadas ao Congresso Nacional dentro de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa. no prazo de trinta dias. importando em crime de responsabilidade a recusa. por voto secreto. nos casos estabelecidos nesta Constituição.A Câmara dos Deputados e o Senado Federal.

a exoneração. 68 XIII . polícia. .autorizar operações externas de natureza financeira.Os Deputados e Senadores serão submetidos a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal. 53 . de interesse da União.Os Deputados e Senadores não serão obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato. pelo voto secreto da maioria de seus membros.dispor sobre sua organização. do Distrito Federal.eleger membros do Conselho da República.suspender a execução.Nos casos previstos nos incisos I e II. § 3º . por proposta do Presidente da República. resolva sobre a prisão e autorize. 89. dos Estados.Desde a expedição do diploma. VI . Parágrafo único . transformação ou extinção dos cargos.estabelecer limites globais e condições para o montante da dívida mobiliária dos Estados.IV . sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis. do Distrito Federal e dos Municípios. § 5º . a formação de culpa. V . VIII . nem processados criminalmente. de suas autarquias e demais entidades controladas pelo Poder Público federal. sem prévia licença de sua Casa. dos Territórios e dos Municípios. dos Estados. VII. os autos serão remetidos. à perda do cargo.elaborar seu regimento interno. SEÇÃO V DOS DEPUTADOS E DOS SENADORES Art. XIV .Os Deputados e Senadores são invioláveis por suas opiniões. observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias. palavras e votos. por voto secreto. dependerá de prévia licença da Casa respectiva. limitando-se a condenação. do Distrito Federal e dos Municípios. nos termos do art. que somente será proferida por dois terços dos votos do Senado Federal. X . do ProcuradorGeral da República antes do término de seu mandato. limites globais para o montante da dívida consolidada da União. de ofício. empregos e funções de seus serviços. salvo em flagrante de crime inafiançável. com inabilitação. XII . a escolha dos chefes de missão diplomática de caráter permanente.aprovar previamente.fixar.No caso de flagrante de crime inafiançável.O indeferimento do pedido de licença ou a ausência de deliberação suspende a prescrição enquanto durar o mandato. § 2º . funcionará como Presidente o do Supremo Tribunal Federal. do Distrito Federal e dos Municípios. ou não. § 4º . para que.aprovar. § 6º . criação. e a iniciativa de lei para fixação da respectiva remuneração. dentro de vinte e quatro horas. após argüição em sessão secreta. à Casa respectiva. de lei declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal. por maioria absoluta e por voto secreto.dispor sobre limites e condições para a concessão de garantia da União em operações de crédito externo e interno. funcionamento. VII . os membros do Congresso Nacional não poderão ser presos. por oito anos. no todo ou em parte.dispor sobre limites globais e condições para as operações de crédito externo e interno da União. nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles receberam informações.A incorporação às Forças Armadas de Deputados e Senadores. dos Estados. XI . embora militares e ainda que em tempo de guerra. para o exercício de função pública. IX . § 1º .

II e VI. 56 . § 3º . do Distrito Federal. mediante provocação da respectiva Mesa ou de partido político representado no Congresso Nacional. só podendo ser suspensas mediante o voto de dois terços dos membros da Casa respectiva.que deixar de comparecer. nas entidades referidas no inciso I.Não perderá o mandato o Deputado ou Senador: I . § 2º . nas entidades constantes da alínea anterior. por voto secreto e maioria absoluta. Art.desde a expedição do diploma: a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público.desde a posse: a) ser proprietários. que sejam incompatíveis com a execução da medida. VI . inclusive os de que sejam demissíveis ad nutum. salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes. função ou emprego remunerado.Nos casos dos incisos I. o abuso das prerrogativas asseguradas a membro do Congresso Nacional ou a percepção de vantagens indevidas. terá seus efeitos suspensos até as deliberações finais de que tratam os §§ 2º e 3º.que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado. praticados fora do recinto do Congresso. IV . salvo licença ou missão por esta autorizada. nos casos de atos. assegurada ampla defesa. autarquia. d) ser titulares de mais de um cargo ou mandato público eletivo. ou nela exercer função remunerada. a. empresa pública. de ofício ou mediante provocação de qualquer de seus membros. 54 .cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar.As imunidades de Deputados ou Senadores subsistirão durante o estado de sítio. a perda do mandato será decidida pela Câmara dos Deputados ou pelo Senado Federal. II . de Território. a. Art. 55 . . além dos casos definidos no regimento interno. sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público. b) ocupar cargo ou função de que sejam demissíveis ad nutum. à terça parte das sessões ordinárias da Casa a que pertencer. § 4º .quando o decretar a Justiça Eleitoral. V .Nos casos previstos nos incisos III a V.que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior. II . Secretário de Estado. Art. b) aceitar ou exercer cargo.Perderá o mandato o Deputado ou Senador: I .É incompatível com o decoro parlamentar. assegurada ampla defesa. c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere o inciso I. a perda será declarada pela Mesa da Casa respectiva. em cada sessão legislativa. de Prefeitura de Capital ou chefe de missão diplomática temporária.A renúncia de parlamentar submetido a processo que vise ou possa levar à perda do mandato. ou de partido político representado no Congresso Nacional. § 1º .Os Deputados e Senadores não poderão: I .§ 7º . nos casos previstos nesta Constituição.investido no cargo de Ministro de Estado. Governador de Território. III . controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público.que perder ou tiver suspensos os direitos políticos. nos termos deste artigo.

Na sessão legislativa extraordinária.conhecer do veto e sobre ele deliberar. de investidura em funções previstas neste artigo ou de licença superior a cento e vinte dias. o Deputado ou Senador poderá optar pela remuneração do mandato.Ocorrendo vaga e não havendo suplente.O suplente será convocado nos casos de vaga.receber o compromisso do Presidente e do Vice-Presidente da República.inaugurar a sessão legislativa. vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subseqüente.As reuniões marcadas para essas datas serão transferidas para o primeiro dia útil subseqüente. II . § 3º .licenciado pela respectiva Casa por motivo de doença. III . § 4º . neste caso. § 1º . alternadamente. de 15 de fevereiro a 30 de junho e de 1º de agosto a 15 de dezembro. § 2º . para mandato de dois anos. IV . vedado o pagamento de parcela indenizatória em valor superior ao do subsídio mensal. e os demais cargos serão exercidos. em caso de urgência ou interesse público relevante.pelo Presidente do Senado Federal.A convocação extraordinária do Congresso Nacional far-se-á: I . pelos ocupantes de cargos equivalentes na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. a Câmara dos Deputados e o Senado Federal reunir-se-ão em sessão conjunta para: I . 57 .A sessão legislativa não será interrompida sem a aprovação do projeto de lei de diretrizes orçamentárias. far-se-á eleição para preenchê-la se faltarem mais de quinze meses para o término do mandato.Além de outros casos previstos nesta Constituição. pelos Presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.elaborar o regimento comum e regular a criação de serviços comuns às duas Casas. quando recaírem em sábados. § 5º . o Congresso Nacional somente deliberará sobre a matéria para a qual foi convocado. SEÇÃO VII DAS COMISSÕES . no primeiro ano da legislatura. para a posse de seus membros e eleição das respectivas Mesas. 69 § 7º . ou para tratar. a partir de 1º de fevereiro.pelo Presidente da República. anualmente. de interesse particular.O Congresso Nacional reunir-se-á. domingos ou feriados. § 1º . § 3º . em caso de decretação de estado de defesa ou de intervenção federal.II . sem remuneração. SEÇÃO VI DAS REUNIÕES Art. o afastamento não ultrapasse cento e vinte dias por sessão legislativa. § 6º .Cada uma das Casas reunir-se-á em sessões preparatórias. § 2º . de pedido de autorização para a decretação de estado de sítio e para o compromisso e a posse do Presidente e do Vice-Presidente da República. na Capital Federal.Na hipótese do inciso I.A Mesa do Congresso Nacional será presidida pelo Presidente do Senado Federal. II . desde que. ou a requerimento da maioria dos membros de ambas as Casas.

V . constituídas na forma e com as atribuições previstas no respectivo regimento ou no ato de que resultar sua criação. que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais. § 4º .decretos legislativos. sendo suas conclusões.Na constituição das Mesas e de cada Comissão. em conjunto ou separadamente. em razão da matéria de sua competência. VI .Lei complementar disporá sobre a elaboração. eleita por suas Casas na última sessão ordinária do período legislativo. haverá uma Comissão representativa do Congresso Nacional. Parágrafo único . a competência do Plenário. representações ou queixas de qualquer pessoa contra atos ou omissões das autoridades ou entidades públicas. a proporcionalidade da representação partidária. II . III . reclamações. salvo se houver recurso de um décimo dos membros da Casa. além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas.As comissões parlamentares de inquérito.Art.discutir e votar projeto de lei que dispensar. regionais e setoriais de desenvolvimento e sobre eles emitir parecer.O Congresso Nacional e suas Casas terão comissões permanentes e temporárias. IV . encaminhadas ao Ministério Público. § 3º . 58 . mediante requerimento de um terço de seus membros.leis ordinárias. serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.emendas à Constituição.convocar Ministros de Estado para prestar informações sobre assuntos inerentes a suas atribuições. .leis complementares.solicitar depoimento de qualquer autoridade ou cidadão. tanto quanto possível. cabe: I . com atribuições definidas no regimento comum. para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores. é assegurada.O processo legislativo compreende a elaboração de: I .resoluções.realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil. III . VII . IV . alteração e consolidação das leis. quanto possível. planos nacionais. na forma do regimento.Durante o recesso. § 2º . SEÇÃO VIII DO PROCESSO LEGISLATIVO SUBSEÇÃO I DISPOSIÇÃO GERAL Art. V . 59 . se for o caso. cuja composição reproduzirá.apreciar programas de obras. II .Às comissões. a representação proporcional dos partidos ou dos blocos parlamentares que participam da respectiva Casa. redação.receber petições.medidas provisórias. para a apuração de fato determinado e por prazo certo. VI . § 1º .leis delegadas.

II . em ambos. estruturação e atribuições dos Ministérios e órgãos da administração pública. pela maioria relativa de seus membros. reforma e transferência para a reserva. 70 c) servidores públicos da União e Territórios. universal e periódico. SUBSEÇÃO III DAS LEIS Art. § 5º . dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal. no mínimo. IV . matéria tributária e orçamentária. b) organização administrativa e judiciária. f) militares das Forças Armadas. bem como normas gerais para a organização do Ministério Público e da Defensoria Pública dos Estados.A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal. de estado de defesa ou de estado de sítio. provimento de cargos. funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou aumento de sua remuneração.a forma federativa de Estado.os direitos e garantias individuais.do Presidente da República. três quintos dos votos dos respectivos membros. aos Tribunais Superiores. III .A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional. ao Presidente da República. d) organização do Ministério Público e da Defensoria Pública da União.Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: I . secreto.a separação dos Poderes.A Constituição poderá ser emendada mediante proposta: I . serviços públicos e pessoal da administração dos Territórios. promoções. na forma e nos casos previstos nesta Constituição. provimento de cargos. manifestando-se. 61 . estabilidade e aposentadoria. do Distrito Federal e dos Territórios. e) criação. .o voto direto. seu regime jurídico. II . considerando-se aprovada se obtiver.A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados. do Senado Federal ou do Congresso Nacional.São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que: I . ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos. § 4º .A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa. § 1º . II . § 1º .de mais da metade das Assembléias Legislativas das unidades da Federação. 60 . § 3º . seu regime jurídico.SUBSEÇÃO II DA EMENDA À CONSTITUIÇÃO Art.de um terço. cada uma delas. remuneração.fixem ou modifiquem os efetivos das Forças Armadas. em dois turnos.disponham sobre: a) criação de cargos. com o respectivo número de ordem. ao Supremo Tribunal Federal. estabilidade. III . § 2º .

a Câmara dos Deputados e o Senado Federal não se manifestarem. § 3º . se não forem convertidas em lei no prazo de trinta dias. devendo submetê-las de imediato ao Congresso Nacional. 66 . de parágrafo. Art. 64 . em até quarenta e cinco dias. e comunicará. 65 .Decorrido o prazo de quinze dias. se a Casa revisora o aprovar. a partir de sua publicação. cada qual. o sancionará.A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de lei subscrito por. 63 . 62 . vetá-lo-á total ou parcialmente. com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles. voltará à Casa iniciadora. no mínimo. contados da data do recebimento. § 2º . 166.Em caso de relevância e urgência. do Senado Federal.O Presidente da República poderá solicitar urgência para apreciação de projetos de sua iniciativa. Art. II . Parágrafo único . observado quanto ao mais o disposto no parágrafo anterior. § 1º .nos projetos sobre organização dos serviços administrativos da Câmara dos Deputados. dos Tribunais Federais e do Ministério Público. Art. sucessivamente. ressalvado o disposto no art. ao Presidente do Senado Federal os motivos do veto. devendo o Congresso Nacional disciplinar as relações jurídicas delas decorrentes. de inciso ou de alínea. se o rejeitar. § 3º . no prazo de quinze dias úteis. dentro de quarenta e oito horas.Se.Se o Presidente da República considerar o projeto.O veto parcial somente abrangerá texto integral de artigo.A discussão e votação dos projetos de lei de iniciativa do Presidente da República. desde a edição. de 5 de fevereiro de 1998. § 4º . § 1º .A Casa na qual tenha sido concluída a votação enviará o projeto de lei ao Presidente da República.A apreciação das emendas do Senado Federal pela Câmara dos Deputados far-se-á no prazo de dez dias. em um só turno de discussão e votação. Art. para que se ultime a votação. aquiescendo. no todo ou em parte.Sendo o projeto emendado. nem se aplicam aos projetos de código. § 2º . com força de lei. será convocado extraordinariamente para se reunir no prazo de cinco dias. inconstitucional ou contrário ao interesse público. ou arquivado.Não será admitido aumento da despesa prevista: I . que. do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores terão início na Câmara dos Deputados. §§ 3º e 4º. Parágrafo único .Os prazos do § 2º não correm nos períodos de recesso do Congresso Nacional. distribuído pelo menos por cinco Estados. o Presidente da República poderá adotar medidas provisórias. estando em recesso. será esta incluída na ordem do dia.* alínea f acrescentada pela Emenda Constitucional nº 18. Art. sobre a proposição. que.O projeto de lei aprovado por uma Casa será revisto pela outra. sobrestando-se a deliberação quanto aos demais assuntos.As medidas provisórias perderão eficácia. . no caso do parágrafo anterior.nos projetos de iniciativa exclusiva do Presidente da República. um por cento do eleitorado nacional. e enviado à sanção ou promulgação. § 2º . o silêncio do Presidente da República importará sanção.

mediante controle externo. § 1º . ou que. guarde.§ 4º . e pelo sistema de controle interno de cada Poder. operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta. quanto à legalidade. § 6º . vedada qualquer emenda. 71 Parágrafo único . nem a legislação sobre: I . será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União. que deverá solicitar a delegação ao Congresso Nacional.organização do Poder Judiciário e do Ministério Público. diretrizes orçamentárias e orçamentos. 70 . que especificará seu conteúdo e os termos de seu exercício. que utilize. bens e valores públicos ou pelos quais a União responda. caberá ao Vice-Presidente do Senado fazê-lo.O veto será apreciado em sessão conjunta. 67 . 68 . III . aplicação das subvenções e renúncia de receitas. nos casos dos §§ 3º e 5º. orçamentária. .A matéria constante de projeto de lei rejeitado somente poderá constituir objeto de novo projeto. II . SEÇÃO IX DA FISCALIZAÇÃO CONTÁBIL. ressalvadas as matérias de que trata o art. para promulgação. 69 . políticos e eleitorais. o Presidente do Senado a promulgará. § 5º .apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da República.A fiscalização contábil. FINANCEIRA E ORÇAMENTÁRIA Art. o veto será colocado na ordem do dia da sessão imediata.As leis complementares serão aprovadas por maioria absoluta. a carreira e a garantia de seus membros. ao Presidente da República. até sua votação final. legitimidade. parágrafo único. em escrutínio secreto. assuma obrigações de natureza pecuniária. será o projeto enviado. direitos individuais.O controle externo. 62.Se a lei não for promulgada dentro de quarenta e oito horas pelo Presidente da República. a cargo do Congresso Nacional.A delegação ao Presidente da República terá a forma de resolução do Congresso Nacional. § 2º . na mesma sessão legislativa. § 7º . § 3º .planos plurianuais.As leis delegadas serão elaboradas pelo Presidente da República. em nome desta. gerencie ou administre dinheiro. só podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos Deputados e Senadores. dentro de trinta dias a contar de seu recebimento. financeira.Se o veto não for mantido. este a fará em votação única. arrecade. Art. pública ou privada.Não serão objeto de delegação os atos de competência exclusiva do Congresso Nacional. economicidade. mediante parecer prévio que deverá ser elaborado em sessenta dias a contar de seu recebimento. e. se este não o fizer em igual prazo. será exercida pelo Congresso Nacional.Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica. ao qual compete: I .Se a resolução determinar a apreciação do projeto pelo Congresso Nacional. Art. cidadania.nacionalidade. Art. 71 . mediante proposta da maioria absoluta dos membros de qualquer das Casas do Congresso Nacional. os de competência privativa da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal.Esgotado sem deliberação o prazo estabelecido no § 4º. a matéria reservada à lei complementar. sobrestadas as demais proposições. Art.

No caso de contrato. inspeções e auditorias de natureza contábil.II . Executivo e Judiciário. que solicitará. em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas. a legalidade dos atos de admissão de pessoal. financeira. operacional e patrimonial e sobre resultados de auditorias e inspeções realizadas. § 1º . poderá solicitar à autoridade governamental responsável que. orçamentária. XI . VII . sobre a fiscalização contábil. orçamentária. multa proporcional ao dano causado ao erário. no prazo de cinco dias. ao Distrito Federal ou a Município.apreciar. preste os esclarecimentos necessários. VIII .Entendendo o Tribunal irregular a despesa.prestar as informações solicitadas pelo Congresso Nacional. se não atendido. no prazo de noventa dias.representar ao Poder competente sobre irregularidades ou abusos apurados.A Comissão mista permanente a que se refere o art. de imediato. 166. se verificada ilegalidade. ajuste ou outros instrumentos congêneres. nos termos do tratado constitutivo.realizar. a Comissão solicitará ao Tribunal pronunciamento conclusivo sobre a matéria. bem como a das concessões de aposentadorias. a Comissão. por qualquer de suas Casas. Art. ressalvadas as melhorias posteriores que não alterem o fundamento legal do ato concessório. excetuadas as nomeações para cargo de provimento em comissão. ainda que sob a forma de investimentos não programados ou de subsídios não aprovados. relatório de suas atividades. III . trimestral e anualmente. comunicando a decisão à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal. que estabelecerá. proporá ao Congresso Nacional sua sustação. na administração direta e indireta. IV . extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público. de Comissão técnica ou de inquérito. § 4º . . X . no prazo de trinta dias. ou por qualquer das respectivas Comissões.fiscalizar as contas nacionais das empresas supranacionais de cujo capital social a União participe. do Senado F ederal.fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União mediante convênio. V . § 1º.Não prestados os esclarecimentos.julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros. incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público federal.As decisões do Tribunal de que resulte imputação de débito ou multa terão eficácia de título executivo. § 2º . não efetivar as medidas previstas no parágrafo anterior. para fins de registro. b ens e valores públicos da administração direta e indireta. 72 . as sanções previstas em lei. § 3º . o Tribunal decidirá a respeito. reformas e pensões. § 2º .Se o Congresso Nacional ou o Poder Executivo. ou considerados estes insuficientes.O Tribunal encaminhará ao Congresso Nacional. incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. a execução do ato impugnado.aplicar aos responsáveis.assinar prazo para que o órgão ou entidade adote as providências necessárias ao exato cumprimento da lei. a Estado. se julgar que o gasto possa causar dano irreparável ou grave lesão à economia pública. ao Poder Executivo as medidas cabíveis. operacional e patrimonial. diante de indícios de despesas não autorizadas. e as contas daqueles que derem causa a perda. § 1º . VI . nas unidades administrativas dos Poderes Legislativo. por iniciativa própria. de forma direta ou indireta. e demais entidades referidas no inciso II. financeira.sustar. a qualquer título. entre outras cominações. IX . o ato de sustação será adotado diretamente pelo Congresso Nacional. acordo. da Câmara dos Deputados.

avais e garantias. bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado.As normas estabelecidas nesta seção aplicam-se. § 2º . 74 .um terço pelo Presidente da República. denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas da União. IV . composição e fiscalização dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal. as normas constantes do art. as atribuições previstas no art. indicados em lista tríplice pelo Tribunal. integrado por nove Ministros. Art. sendo dois alternadamente dentre auditores e membros do Ministério Público junto ao Tribunal.mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade. § 1º .Os responsáveis pelo controle interno.Os Ministros do Tribunal de Contas da União serão escolhidos: I . II . as de juiz de Tribunal Regional Federal. com aprovação do Senado Federal.apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional. III . quando em substituição a Ministro. dela darão ciência ao Tribunal de Contas da União. segundo os critérios de antiguidade e merecimento.Os Poderes Legislativo. 75 . bem como dos direitos e haveres da União. IV .mais de dez anos de exercício de função ou de efetiva atividade profissional que exija os conhecimentos mencionados no inciso anterior. sob pena de responsabilidade solidária.Art. § 2º . da gestão orçamentária. § 1º . Executivo e Judiciário manterão.exercer o controle das operações de crédito. vencimentos e vantagens dos Ministros do Superior Tribunal de Justiça. no que couber. contábeis. 73 . CAPÍTULO II DO PODER EXECUTIVO . III . tem sede no Distrito Federal. bem como dos Tribunais e Conselhos de Contas dos Municípios. sistema de controle interno com a finalidade de: I .O auditor. 72 § 3º . § 4º .dois terços pelo Congresso Nacional. terá as mesmas garantias e impedimentos do titular e.idoneidade moral e reputação ilibada. 40. impedimentos. Parágrafo único . que serão integrados por sete Conselheiros. quanto à eficácia e eficiência. partido político.As Constituições estaduais disporão sobre os Tribunais de Contas respectivos. quadro próprio de pessoal e jurisdição em todo o território nacional.comprovar a legalidade e avaliar os resultados. aplicando-se-lhes. na forma da lei. econômicos e financeiros ou de administração pública.O Tribunal de Contas da União. Art.avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual.Qualquer cidadão.Os Ministros do Tribunal de Contas da União serão nomeados dentre brasileiros que satisfaçam os seguintes requisitos: I . II . quanto à aposentadoria e pensão.notórios conhecimentos jurídicos. no que couber. à organização.Os Ministros do Tribunal de Contas da União terão as mesmas garantias. associação ou sindicato é parte legítima para. ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade. exercendo. quando no exercício das demais atribuições da judicatura. II . de forma integrada. a execução dos programas de governo e dos orçamentos da União. prerrogativas. financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração federal. 96.

a integridade e a independência do Brasil. dentre os remanescentes. Art.Se.Substituirá o Presidente. antes de realizado o segundo turno.O Presidente e o Vice-Presidente da República não poderão. o VicePresidente. os eleitos deverão completar o período de seus antecessores. Art. 76 . § 1º . remanescer. 83 . sustentar a união. auxiliado pelos Ministros de Estado. sem licença do Congresso Nacional. pelo Congresso Nacional.Em caso de impedimento do Presidente e do Vice-Presidente. § 5º . e suceder-lhe-á. do ano anterior ao do término do mandato presidencial vigente. simultaneamente. serão sucessivamente chamados ao exercício da Presidência o Presidente da Câmara dos Deputados. auxiliará o Presidente. este será declarado vago. Art.O Vice-Presidente da República. decorridos dez dias da data fixada para a posse.A eleição do Presidente e do Vice-Presidente da República realizar-se-á. ausentar-se do País por período superior a quinze dias. Parágrafo único .Se nenhum candidato alcançar maioria absoluta na primeira votação. mais de um candidato com a mesma votação. em segundo lugar. se houver.O Poder Executivo é exercido pelo Presidente da República. concorrendo os dois c andidatos mais votados e considerando-se eleito aquele que obtiver a maioria dos votos válidos.Se. § 4º . obtiver a maioria absoluta de votos. salvo motivo de força maior. 74 Art. e no último domingo de outubro.Em qualquer dos casos. não computados os em branco e os nulos. Parágrafo único . sempre que por ele convocado para missões especiais. sob pena de perda do cargo. defender e cumprir a Constituição.A eleição do Presidente da República importará a do Vice-Presidente com ele registrado. no de vaga. 81 .SEÇÃO I DO PRESIDENTE E DO VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA Art. desistência ou impedimento legal de candidato. 78 .O mandato do Presidente da República é de quatro anos e terá início em primeiro de janeiro do ano seguinte ao da sua eleição. far-se-á nova eleição em até vinte dias após a proclamação do resultado. ou vacância dos respectivos cargos. promover o bem geral do povo brasileiro. registrado por partido político. em segundo turno. não tiver assumido o cargo. na hipótese dos parágrafos anteriores. § 2º . na forma da lei. 73 Art. 79 . 80 . Art. o Presidente ou o VicePresidente. Art. 77 . o do Senado Federal e o do Supremo Tribunal Federal. no primeiro domingo de outubro.Será considerado eleito Presidente o candidato que. 82 . § 3º .Ocorrendo a vacância nos últimos dois anos do período presidencial.O Presidente e o Vice-Presidente da República tomarão posse em sessão do Congresso Nacional. a eleição para ambos os cargos será feita trinta dias depois da última vaga. no caso de impedimento. qualificar-se-á o mais idoso. o de maior votação. observar as leis. far-se-á eleição noventa dias depois de aberta a última vaga. § 2º .Se. prestando o compromisso de manter. além de outras atribuições que lhe forem conferidas por lei complementar. em primeiro turno. ocorrer morte. convocar-se-á. . § 1º .Vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República.

observado o disposto no art. III . nos termos do art. promulgar e fazer publicar as leis. quando ocorrida no intervalo das sessões legislativas. promover seus oficiais-generais e nomeá-los para os cargos que lhes são privativos. IX . 84 . o Procurador-Geral da República. VIII . a mobilização nacional. VII. 75 XIII . XVI . XIX . nos casos previstos em lei complementar.sancionar.decretar e executar a intervenção federal.declarar guerra. expondo a situação do País e solicitando as providências que julgar necessárias. quando determinado em lei. VII .manter relações com Estados estrangeiros e acreditar seus representantes diplomáticos. XXIII . dentro de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa.conceder indulto e comutar penas.celebrar tratados. dos órgãos instituídos em lei. o presidente e os diretores do banco central e outros servidores.iniciar o processo legislativo. bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução. com o auxílio dos Ministros de Estado.nomear. decretar. VI . XXIV .convocar e presidir o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional. convenções e atos internacionais. XXII . no caso de agressão estrangeira. a direção superior da administração federal. II . se necessário. XV . na forma e nos casos previstos nesta Constituição. X .prover e extinguir os cargos públicos federais.enviar ao Congresso Nacional o plano plurianual. XX . os Ministros do Tribunal de Contas da União. 73. anualmente. XIV . o projeto de lei de diretrizes orçamentárias e as propostas de orçamento previstos nesta Constituição. os Governadores de Territórios. na forma da lei.nomear os magistrados. do Exército e da Aeronáutica.exercer o comando supremo das Forças Armadas.nomear membros do Conselho da República. após aprovação pelo Senado Federal.permitir. XVIII . e o Advogado-Geral da União. 89.exercer. na forma da lei.vetar projetos de lei.celebrar a paz.nomear e exonerar os Ministros de Estado. XXV .Compete privativamente ao Presidente da República: I . nas mesmas condições. . XXI . nomear os Comandantes da Marinha. ao Congresso Nacional. XVII . os Ministros do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores. que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente. sujeitos a referendo do Congresso Nacional. IV . V .remeter mensagem e plano de governo ao Congresso Nacional por ocasião da abertura da sessão legislativa.SEÇÃO II DAS ATRIBUIÇÕES DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA Art. com audiência. nos casos previstos nesta Constituição. XII . autorizado pelo Congresso Nacional ou referendado por ele.dispor sobre a organização e o funcionamento da administração federal.nomear. XI .prestar.conferir condecorações e distinções honoríficas. total ou parcialmente. e. autorizado ou com o referendo do Congresso Nacional. total ou parcialmente. as contas referentes ao exercício anterior.decretar o estado de defesa e o estado de sítio.

VII . 86 . decorrido o prazo de cento e oitenta dias.editar medidas provisórias com força de lei. nos crimes de responsabilidade.O Presidente da República poderá delegar as atribuições mencionadas nos incisos VI. Art. XXVII .a segurança interna do País. especialmente. XII e XXV. Parágrafo único . aos Ministros de Estado. não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções. que observarão os limites traçados nas respectivas delegações. após a instauração do processo pelo Senado Federal.Admitida a acusação contra o Presidente da República.nas infrações penais comuns. Parágrafo único . II . do Poder Judiciário.O Presidente ficará suspenso de suas funções: I .Esses crimes serão definidos em lei especial. na vigência de seu mandato.Enquanto não sobrevier sentença condenatória.o livre exercício do Poder Legislativo. II . contra: I . 85 . primeira parte .Compete ao Ministro de Estado. ao Procurador-Geral da República ou ao Advogado-Geral da União. nas infrações penais comuns.XXVI . SEÇÃO III DA RESPONSABILIDADE DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA Art. cessará o afastamento do Presidente. ou perante o Senado Federal.exercer outras atribuições previstas nesta Constituição. será ele s ubmetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal. SEÇÃO IV DOS MINISTROS DE ESTADO Art. sem prejuízo do regular prosseguimento do processo. o Presidente da República não estará sujeito a prisão.O Presidente da República.o exercício dos direitos políticos. o julgamento não estiver concluído. VI . § 1º .São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição Federal e.a existência da União.o cumprimento das leis e das decisões judiciais. individuais e sociais. III . 62. do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação. se recebida a denúncia ou queixa-crime pelo Supremo Tribunal Federal. além de outras atribuições estabelecidas nesta Constituição e na lei: .nos crimes de responsabilidade. nos termos do art. 87 . IV .Os Ministros de Estado serão escolhidos dentre brasileiros maiores de vinte e um anos e no exercício dos direitos políticos. § 4º . V .Se. que estabelecerá as normas de processo e julgamento. Parágrafo único .a lei orçamentária. § 2º . § 3º . nas infrações comuns. por dois terços da Câmara dos Deputados.a probidade na administração.

91 . e dele participam como membros natos: I .O Conselho da República é órgão superior de consulta do Presidente da República.os líderes da maioria e da minoria no Senado Federal. estruturação e atribuições dos Ministérios. VI . e dele participam: I .I .o Vice-Presidente da República. quando constar da pauta questão relacionada com o respectivo Ministério. IV . § 1º . IV .O Conselho de Defesa Nacional é órgão de consulta do Presidente da República nos assuntos relacionados com a soberania nacional e a defesa do Estado democrático.Compete ao Conselho da República pronunciar-se sobre: I .praticar os atos pertinentes às atribuições que lhe forem outorgadas ou delegadas pelo Presidente da República.o Presidente da Câmara dos Deputados. 76 V . SEÇÃO V DO CONSELHO DA REPÚBLICA E DO CONSELHO DE DEFESA NACIONAL SUBSEÇÃO I DO CONSELHO DA REPÚBLICA Art. SUBSEÇÃO II DO CONSELHO DE DEFESA NACIONAL Art.exercer a orientação.apresentar ao Presidente da República relatório anual de sua gestão no Ministério.o Presidente do Senado Federal. III . II . 90 .seis cidadãos brasileiros natos. III . estado de defesa e estado de sítio. Art. com mais de trinta e cinco anos de idade. V . dois eleitos pelo Senado Federal e dois eleitos pela Câmara dos Deputados. sendo dois nomeados pelo Presidente da República.O Presidente da República poderá convocar Ministro de Estado para participar da reunião do Conselho. coordenação e supervisão dos órgãos e entidades da administração federal na área de sua competência e referendar os atos e decretos assinados pelo Presidente da República. vedada a recondução. § 2º .o Ministro da Justiça. Art. .as questões relevantes para a estabilidade das instituições democráticas.A lei disporá sobre a criação. II .o Ministro de Estado da Defesa. IV .intervenção federal. decretos e regulamentos.o Vice-Presidente da República. 89 . III .o Ministro da Justiça.A lei regulará a organização e o funcionamento do Conselho da República.os líderes da maioria e da minoria na Câmara dos Deputados. II .expedir instruções para a execução das leis. todos com mandato de três anos. II .o Presidente da Câmara dos Deputados. 88 .o Presidente do Senado Federal. VII .

do Exército e da Aeronáutica. II .ingresso na carreira. nas nomeações. com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as suas fases.Lei complementar. observados os seguintes princípios: I . alternadamente. salvo se não houver com tais requisitos quem aceite o lugar vago.O Supremo Tribunal Federal e os Tribunais Superiores têm sede na Capital Federal e jurisdição em todo o território nacional. obedecendo-se. VII . disporá sobre o Estatuto da Magistratura.o Supremo Tribunal Federal. Art. § 2º .o Superior Tribunal de Justiça.os Tribunais Regionais Federais e Juízes Federais.os Tribunais e Juízes dos Estados e do Distrito Federal e Territórios.o Ministro das Relações Exteriores.opinar sobre a decretação do estado de defesa. especialmente na faixa de fronteira e nas relacionadas com a preservação e a exploração dos recursos naturais de qualquer tipo. por antiguidade e merecimento.São órgãos do Poder Judiciário: I . 77 VII . 93 . atendidas as seguintes normas: a) é obrigatória a promoção do juiz que figure por três vezes consecutivas ou cinco alternadas em lista de merecimento. § 1º .propor os critérios e condições de utilização de áreas indispensáveis à segurança do território nacional e opinar sobre seu efetivo uso. II . de iniciativa do Supremo Tribunal Federal. c) aferição do merecimento pelos critérios da presteza e segurança no exercício da jurisdição e pela freqüência e aproveitamento em cursos reconhecidos de aperfeiçoamento. através de concurso público de provas e títulos.Compete ao Conselho de Defesa Nacional: I .os Tribunais e Juízes Militares. . III . VI . cujo cargo inicial será o de juiz substituto. III . IV . b) a promoção por merecimento pressupõe dois anos de exercício na respectiva entrância e integrar o juiz a primeira quinta parte da lista de antiguidade desta. Parágrafo único .estudar.os Tribunais e Juízes Eleitorais. II . nos termos desta Constituição.promoção de entrância para entrância.os Tribunais e Juízes do Trabalho.A lei regulará a organização e o funcionamento do Conselho de Defesa Nacional. 92 . IV . do estado de sítio e da intervenção federal. propor e acompanhar o desenvolvimento de iniciativas necessárias a garantir a independência nacional e a defesa do Estado democrático.os Comandantes da Marinha. V . à ordem de classificação.VI . CAPÍTULO III DO PODER JUDICIÁRIO SEÇÃO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art.opinar nas hipóteses de declaração de guerra e de celebração da paz.

obedecido. VIII . no Tribunal de Alçada. 95 . repetindo-se a votação até fixar-se a indicação. VIII. conforme procedimento próprio. o disposto nos arts.nos tribunais com número superior a vinte e cinco julgadores poderá ser constituído órgão especial. VII . por interesse público. 153.Aos juízes é vedado: I . 94 .o juiz titular residirá na respectiva comarca. no primeiro grau. apurados na última entrância ou. § 4º.previsão de cursos oficiais de preparação e aperfeiçoamento de magistrados como requisitos para ingresso e promoção na carreira.receber. do Ministério Público. XI. 78 V . § 2º. que. XI . e fundamentadas todas as decisões. e. . alternadamente.Os juízes gozam das seguintes garantias: I . e de advogados de notório saber jurídico e de reputação ilibada. sob pena de nulidade. X . salvo por motivo de interesse público.d) na apuração da antiguidade. 80 III .as decisões administrativas dos tribunais serão motivadas. na forma do art. para o exercício das atribuições administrativas e jurisdicionais da competência do tribunal pleno. II . podendo a lei. indicados em lista sêxtupla pelos órgãos de representação das respectivas classes. em qualquer caso. com o mínimo de onze e o máximo de vinte e cinco membros. o tribunal somente poderá recusar o juiz mais antigo pelo voto de dois terços de seus membros. Art. escolherá um de seus integrantes para nomeação. III .Um quinto dos lugares dos Tribunais Regionais Federais.Recebidas as indicações. conforme as respectivas categorias da estrutura judiciária nacional. com mais de dez anos de carreira. 37. III. de acordo com o inciso II e a classe de origem.vitaliciedade. nos vinte dias subseqüentes. ainda que em disponibilidade. às próprias partes e a seus advogados. I. 79 VI . ressalvado o disposto nos arts. salvo uma de magistério. II . onde houver.inamovibilidade. em determinados atos.o ato de remoção. dos Tribunais dos Estados.todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos. dependendo a perda do cargo. Parágrafo único . custas ou participação em processo. ou somente a estes. Parágrafo único . outro cargo ou função. que. IV . de sentença judicial transitada em julgado.exercer. quando se tratar de promoção para o Tribunal de Justiça. enviando-a ao Poder Executivo. de deliberação do tribunal a que o juiz estiver vinculado. fundar-se-á em decisão por voto de dois terços do respectivo tribunal. limitar a presença. II. nos demais casos. 40. se o interesse público o exigir. Art. nesse período. com mais de dez anos de efetiva atividade profissional. 93. em nível federal e estadual. 39. § 4º. 150. e 39. e 153.o acesso aos tribunais de segundo grau far-se-á por antiguidade e merecimento.a aposentadoria dos magistrados e a pensão de seus dependentes observarão o disposto no art.O subsídio dos Ministros dos Tribunais Superiores corresponderá a noventa e cinco por cento do subsídio mensal fixado para os Ministros do Supremo Tribunal Federal e os subsídios dos demais magistrados serão fixados em lei e escalonados. assegurada ampla defesa.irredutibilidade de subsídio. não podendo a diferença entre uma e outra ser superior a dez por cento ou inferior a cinco por cento. disponibilidade e aposentadoria do magistrado. o tribunal formará lista tríplice. 37. só será adquirida após dois anos de exercício. sendo as disciplinares tomadas pelo voto da maioria absoluta de seus membros. e do Distrito Federal e Territórios será composto de membros. nem exceder a noventa e cinco por cento do subsídio mensal dos Ministros dos Tribunais Superiores. a qualquer título ou pretexto. X e XI. IX .

b) organizar suas secretarias e serviços auxiliares e os dos juízos que lhes forem vinculados. nos crimes comuns e de responsabilidade. por concurso público de provas. competentes para a conciliação. parágrafo único. mediante os procedimentos oral e sumaríssimo. além de outras previstas na legislação. celebrar casamentos.juizados especiais. na forma da lei. de ofício ou em face de impugnação apresentada. universal e secreto.Lei federal disporá sobre a criação de juizados especiais no âmbito da Justiça Federal. dispondo sobre a competência e o funcionamento dos respectivos órgãos jurisdicionais e administrativos. 82 Parágrafo único . remunerada. bem como a fixação do subsídio de seus membros e dos juízes. o julgamento e a execução de causas cíveis de menor complexidade e infrações penais de menor potencial ofensivo. Art. observado o disposto no art. ressalvado o disposto no art. 98 . aos Tribunais Superiores e aos Tribunais de Justiça propor ao Poder Legislativo respectivo. Art. na forma prevista nesta Constituição. ressalvada a competência da Justiça Eleitoral. c) a criação ou extinção dos tribunais inferiores. no Distrito Federal e nos Territórios.III .A União. § 1º . III . ou de provas e títulos. ou togados e leigos. a transação e o julgamento de recursos por turmas de juízes de primeiro grau. obedecido o disposto no art. os cargos de juiz de carreira da respectiva jurisdição. bem como os membros do Ministério Público. 81 b) a criação e a extinção de cargos e a remuneração dos seus serviços auxiliares e dos juízos que lhes forem vinculados. II . e) prover.ao Supremo Tribunal Federal. composta de cidadãos eleitos pelo voto direto. velando pelo exercício da atividade correicional respectiva.Compete privativamente: I .Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público. o processo de habilitação e exercer atribuições conciliatórias. 97 . f) conceder licença. com observância das normas de processo e das garantias processuais das partes. d) a alteração da organização e da divisão judiciárias.aos tribunais: a) eleger seus órgãos diretivos e elaborar seus regimentos internos. Art. providos por juízes togados.Os tribunais elaborarão suas propostas orçamentárias dentro dos limites estipulados conjuntamente com os demais Poderes na lei de diretrizes orçamentárias. 169. inclusive dos tribunais inferiores. onde houver. II .Ao Poder Judiciário é assegurada autonomia administrativa e financeira. c) prover. 48. . 96 . d) propor a criação de novas varas judiciárias. exceto os de confiança assim definidos em lei. 169: a) a alteração do número de membros dos tribunais inferiores.dedicar-se à atividade político-partidária. permitidos. os cargos necessários à administração da Justiça. verificar.justiça de paz. férias e outros afastamentos a seus membros e aos juízes e servidores que lhes forem imediatamente vinculados. 99 . Art. XV. sem caráter jurisdicional. e os Estados criarão: I . com mandato de quatro anos e competência para.aos Tribunais de Justiça julgar os juízes estaduais e do Distrito Federal e Territórios. nas hipóteses previstas em lei.

e autorizar. cabendolhe: I .A lei poderá fixar valores distintos para o fim previsto no § 3º deste artigo.Compete ao Supremo Tribunal Federal. 86 § 3° .§ 2º . não se aplica aos pagamentos de obrigações definidas em lei como de pequeno valor que a Fazenda Federal. o seqüestro da quantia necessária à satisfação do débito. pensões e suas complementações. Art.O Supremo Tribunal Federal compõe-se de onze Ministros.O disposto no caput deste artigo. ouvidos os outros tribunais interessados. 83 § 1º . 101 . proibida a designação de casos ou de pessoas nas dotações orçamentárias e nos créditos adicionais abertos para este fim. segundo as diferentes capacidades das entidades de direito público. retardar ou tentar frustrar a liquidação regular de precatório incorrerá em crime de responsabilidade. 84 § 1º-A Os débitos de natureza alimentícia compreendem aqueles decorrentes de salários. Parágrafo único . de notável saber jurídico e reputação ilibada. no orçamento das entidades de direito público. cabendo ao Presidente do Tribunal que proferir a decisão exeqüenda determinar o pagamento segundo as possibilidades do depósito. SEÇÃO II DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Art. proventos. fazendo-se o pagamento até o final do exercício seguinte. os pagamentos devidos pela Fazenda Federal. com a aprovação dos respectivos tribunais. por ato comissivo ou omissivo. 102 .É obrigatória a inclusão. em virtude de sentença transitada em julgado. Art. 88 § 5º .Os Ministros do Supremo Tribunal Federal serão nomeados pelo Presidente da República. compete: I . far-se-ão exclusivamente na ordem cronológica de apresentação dos precatórios e à conta dos créditos respectivos. apresentados até 1º de julho.no âmbito da União. II . a requerimento do credor. e exclusivamente para o caso de preterimento de seu direito de precedência. . Distrital ou Municipal deva fazer em virtude de sentença judicial transitada em julgado. Estadual ou Municipal.As dotações orçamentárias e os créditos abertos serão consignados diretamente ao Poder Judiciário. depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal. aos Presidentes do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores. escolhidos dentre cidadãos com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade. relativamente à expedição de precatórios. 100 .processar e julgar. fundadas na responsabilidade civil.no âmbito dos Estados e no do Distrito Federal e Territórios. precipuamente.À exceção dos créditos de natureza alimentícia. aos Presidentes dos Tribunais de Justiça. benefícios previdenciários e indenizações por morte ou invalidez. Estadual. constantes de precatórios judiciários. de verba necessária ao pagamento de seus débitos oriundos de sentenças transitadas em julgado. 85 § 2º . originariamente: a) a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual e a ação declaratória de constitucionalidade de lei ou ato normativo federal. com a aprovação dos respectivos tribunais. em virtude de sentença judiciária.O Presidente do Tribunal competente que.O encaminhamento da proposta. 87 § 4º . vencimentos. a guarda da Constituição. quando terão seus valores atualizados monetariamente.

o habeas data e o mandado de injunção decididos em única instância pelos Tribunais Superiores. j) a revisão criminal e a ação rescisória de seus julgados. o Estado. seus próprios Ministros e o Procurador-Geral da República.julgar. III . ou entre estes e qualquer outro tribunal. os membros dos Tribunais Superiores. das Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. da Câmara dos Deputados. a União e o Distrito Federal. as causas decididas em única ou última instância. h) a homologação das sentenças estrangeiras e a concessão do exequatur às cartas rogatórias. e aquela em que mais da metade dos membros do tribunal de origem estejam impedidos ou sejam direta ou indiretamente interessados. b) o crime político. o mandado de segurança e o habeas data contra atos do Presidente da República. o Distrito Federal ou o Território. ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância. os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha. quando a elaboração da norma regulamentadora for atribuição do Presidente da República. b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal. f) as causas e os conflitos entre a União e os Estados. o mandado de segurança. do Congresso Nacional. q) o mandado de injunção. que podem ser conferidas pelo regimento interno a seu Presidente. n) a ação em que todos os membros da magistratura sejam direta ou indiretamente interessados. do Tribunal de Contas da União. o) os conflitos de competência entre o Superior Tribunal de Justiça e quaisquer tribunais. p) o pedido de medida cautelar das ações diretas de inconstitucionalidade. ou do próprio Supremo Tribunal Federal. os do Tribunal de Contas da União e os chefes de missão diplomática de caráter permanente. 90 i) o habeas corpus. do Exército e da Aeronáutica. do Senado Federal.julgar. II . o Vice-Presidente. quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal. m) a execução de sentença nas causas de sua competência originária. inclusive as respectivas entidades da administração indireta. c) julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face desta Constituição. ou entre uns e outros.b) nas infrações penais comuns. 52. I. resalvado o disposto no art. se denegatória a decisão. g) a extradição solicitada por Estado estrangeiro. das Mesas de uma dessas Casas Legislativas. de um dos Tribunais Superiores. do Tribunal de Contas da União. facultada a delegação de atribuições para a prática de atos processuais. d) o habeas corpus . entre Tribunais Superiores. 89 c) nas infrações penais comuns e nos crimes de responsabilidade. . mediante recurso extraordinário. do Procurador-Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal. em recurso ordinário: a) o habeas corpus . sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores. e) o litígio entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e a União. os membros do Congresso Nacional. quando a decisão recorrida: a) contrariar dispositivo desta Constituição. o Presidente da República. l) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões.

um terço. produzirão eficácia contra todos e efeito vinculante. pela Mesa do Senado Federal.§ 1º . pela Mesa da Câmara dos Deputados ou pelo Procurador-Geral da República.o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. para fazê-lo em trinta dias.O Procurador-Geral da República deverá ser previamente ouvido nas ações de inconstitucionalidade e em todos os processos de competência do Supremo Tribunal Federal. dentre brasileiros com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos. § 2º . alternadamente. § 2º . III .Quando o Supremo Tribunal Federal apreciar a inconstitucionalidade. previamente. o Advogado-Geral da União. proferidas pelo Supremo Tribunal Federal. os Governadores dos Estados e do Distrito Federal. em tese. indicados na forma do art. indicados em lista tríplice elaborada pelo próprio Tribunal. V .confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional. II . § 1º . será dada ciência ao Poder competente para a adoção das providências necessárias e. sendo: I .As decisões definitivas de mérito. II . originariamente: a) nos crimes comuns. VII . VI . no mínimo.processar e julgar. Parágrafo único . depois de aprovada a escolha pelo Senado Federal.partido político com representação no Congresso Nacional.Podem propor a ação de inconstitucionalidade: I .Declarada a inconstitucionalidade por omissão de medida para tornar efetiva norma constitucional. em partes iguais. Estadual. na forma da lei. trinta e três Ministros.um terço dentre juízes dos Tribunais Regionais Federais e um terço dentre desembargadores dos Tribunais de Justiça. citará. os desembargadores dos Tribunais de Justiça dos Estados e . § 3º . Art.Compete ao Superior Tribunal de Justiça: I .o Governador de Estado. em se tratando de órgão administrativo. IV . 104 . SEÇÃO III DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Art. e. § 4º . Art.Os Ministros do Superior Tribunal de Justiça serão nomeados pelo Presidente da República.a Mesa do Senado Federal. de norma legal ou ato normativo.o Presidente da República.a Mesa de Assembléia Legislativa. nestes e nos de responsabilidade.O Superior Tribunal de Justiça compõe-se de. VIII . relativamente aos demais órgãos do Poder Judiciário e ao Poder Executivo. nas ações declaratórias de constitucionalidade de lei ou ato normativo federal. de notável saber jurídico e reputação ilibada. que defenderá o ato ou texto impugnado.a Mesa da Câmara dos Deputados. dentre advogados e membros do Ministério Público Federal.A ação declaratória de constitucionalidade poderá ser proposta pelo Presidente da República. do Distrito Federal e Territórios.o Procurador-Geral da República. IX . 105 .A argüição de descumprimento de preceito fundamental decorrente desta Constituição será apreciada pelo Supremo Tribunal Federal. 103 . 94.

III . na forma da lei. da Justiça do Trabalho e da Justiça Federal.Funcionará junto ao Superior Tribunal de Justiça o Conselho da Justiça Federal. quando a decisão for denegatória. ou entre autoridades judiciárias de um Estado e administrativas de outro ou do Distrito Federal. quando o coator ou paciente for qualquer das pessoas mencionadas na alínea a. de um lado. do outro. 91 b) os mandados de segurança e os habeas data contra ato de Ministro de Estado. os dos Tribunais Regionais Federais. em recurso especial. d) os conflitos de competência entre quaisquer tribunais. I. do Distrito Federal e Territórios.do Distrito Federal. os membros dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal. 102.julgar. Ministro de Estado ou Comandante da Marinha. pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados. excetuados os casos de competência do Supremo Tribunal Federal e dos órgãos da Justiça Militar. g) os conflitos de atribuições entre autoridades administrativas e judiciárias da União. ressalvado o disposto no art. da Justiça Eleitoral. SEÇÃO IV DOS TRIBUNAIS REGIONAIS FEDERAIS E DOS JUÍZES FEDERAIS Art. as causas decididas. h) o mandado de injunção. quando a elaboração da norma regulamentadora for atribuição de órgão. Município ou pessoa residente ou domiciliada no País. em recurso ordinário: a) os habeas corpus decididos em única ou última instância pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados. . exercer a supervisão administrativa e orçamentária da Justiça Federal de primeiro e segundo graus. e. dos Comandantes da Marinha. da administração direta ou indireta. f) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões. do Distrito Federal e Territórios. entidade ou autoridade federal. 92 c) os habeas corpus. b) julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face de lei federal. II . do Exército ou da Aeronáutica. ou quando o coator for tribunal sujeito à sua jurisdição. c) as causas em que forem partes Estado estrangeiro ou organismo internacional. b) os mandados de segurança decididos em única instância pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados. ou entre as deste e da União. bem como entre tribunal e juízes a ele não vinculados e entre juízes vinculados a tribunais diversos. os membros dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios e os do Ministério Público da União que oficiem perante tribunais. em única ou última instância.julgar.os Tribunais Regionais Federais. dos Tribunais Regionais Eleitorais e do Trabalho.São órgãos da Justiça Federal: I . e) as revisões criminais e as ações rescisórias de seus julgados. c) der a lei federal interpretação divergente da que lhe haja atribuído outro tribunal. 106 . quando denegatória a decisão. cabendo-lhe. o. do Distrito Federal e Territórios. do Exército e da Aeronáutica ou do próprio Tribunal. quando a decisão recorrida: a) contrariar tratado ou lei federal. Parágrafo único . ou negar-lhes vigência. ressalvada a competência da Justiça Eleitoral.

II . o resultado tenha ou devesse ter ocorrido no estrangeiro. quando a autoridade coatora for juiz federal. originariamente: a) os juízes federais da área de sua jurisdição. 107 . as causas decididas pelos juízes federais e pelos juízes estaduais no exercício da competência federal da área de sua jurisdição. VI . em matéria criminal de sua competência ou quando o constrangimento provier de autoridade cujos atos não estejam diretamente sujeitos a outra jurisdição.as causas entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e Município ou pessoa domiciliada ou residente no País.os crimes contra a organização do trabalho e. rés.Compete aos Tribunais Regionais Federais: I . b) as revisões criminais e as ações rescisórias de julgados seus ou dos juízes federais da região.julgar. IV .os crimes cometidos a bordo de navios ou aeronaves. recrutados. assistentes ou oponentes. serviços ou interesse da União ou de suas entidades autárquicas ou empresas públicas. nos casos determinados por lei. ou reciprocamente. Art.os demais. 108 . excetuados os casos de competência dos tribunais federais. d) os habeas corpus . e) os conflitos de competência entre juízes federais vinculados ao Tribunal. na respectiva região e nomeados pelo Presidente da República dentre brasileiros com mais de trinta e menos de sessenta e cinco anos.Os Tribunais Regionais Federais compõem-se de. II . quando. sete juízes. sendo: I . VII .os mandados de segurança e os habeas data contra ato de autoridade federal. nos crimes comuns e de responsabilidade.Aos juízes federais compete processar e julgar: I . incluídos os da Justiça Militar e da Justiça do Trabalho. excluídas as contravenções e ressalvada a competência da Justiça Militar e da Justiça Eleitoral. c) os mandados de segurança e os habeas data contra ato do próprio Tribunal ou de juiz federal. III . VIII . Parágrafo único .os crimes políticos e as infrações penais praticadas em detrimento de bens.A lei disciplinará a remoção ou a permuta de juízes dos Tribunais Regionais Federais e determinará sua jurisdição e sede. exceto as de falência.as causas em que a União.processar e julgar. . e o s membros do Ministério Público da União. ressalvada a competência da Justiça Eleitoral. mediante promoção de juízes federais com mais de cinco anos de exercício. as de acidentes de trabalho e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho. Art. entidade autárquica ou empresa pública federal forem interessadas na condição de autoras. quando possível. no mínimo.II . por antiguidade e merecimento.os habeas corpus . II . V . IX . alternadamente. iniciada a execução no País. Art.um quinto dentre advogados com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e membros do Ministério Público Federal com mais de dez anos de carreira. 109 . ressalvada a competência da Justiça Militar.os crimes previstos em tratado ou convenção internacional.as causas fundadas em tratado ou contrato da União com Estado estrangeiro ou organismo internacional. contra o sistema financeiro e a ordem econômico-financeira. em grau de recurso.os Juízes Federais.

X . sempre que a comarca não seja sede de vara do juízo federal.A lei disporá sobre a constituição.a disputa sobre direitos indígenas. XI . e.O Tribunal encaminhará ao Presidente da República listas tríplices. nas comarcas onde não forem instituídas. 112 . após o exequatur. 93 94 III . bem como o Distrito Federal. II . e varas localizadas segundo o estabelecido em lei.Nos Territórios Federais.As causas em que a União for autora serão aforadas na seção judiciária onde tiver domicílio a outra parte. e de sentença estrangeira.Serão processadas e julgadas na justiça estadual.os crimes de ingresso ou permanência irregular de estrangeiro. após a homologação.Cada Estado.As causas intentadas contra a União poderão ser aforadas na seção judiciária em que for domiciliado o autor.São órgãos da Justiça do Trabalho: I . no foro do domicílio dos segurados ou beneficiários. escolhidos dentre brasileiros com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos. Art. inclusive a respectiva opção. ou ainda. . Parágrafo único . integrantes da carreira da magistratura trabalhista. se verificada essa condição. II . a execução de carta rogatória. investidura. três dentre advogados e três dentre membros do Ministério Público do Trabalho 95 96 97 I . § 1º . § 2º . jurisdição. dos quais onze escolhidos dentre juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho. a jurisdição e as atribuições cometidas aos juízes federais caberão aos juízes da justiça local. competência. 110 . de 09 de dezembro de 1999). observando-se.(Revogado pela Emenda Constitucional nº 24. e à naturalização. constituirá uma seção judiciária que terá por sede a respectiva Capital.Haverá pelo menos um Tribunal Regional do Trabalho em cada Estado e no Distrito Federal.Na hipótese do parágrafo anterior. § 2º . após aprovação pelo Senado Federal. garantias e condições de exercício dos órgãos da Justiça do Trabalho.Juízes do Trabalho.A lei disporá sobre a competência do Tribunal Superior do Trabalho. e a lei instituirá as Varas do Trabalho. § 1º . as causas em que forem parte instituição de previdência social e segurado.O Tribunal Superior do Trabalho compor-se-á de dezessete Ministros. § 3º . podendo. na forma da lei. naquela onde houver ocorrido o ato ou fato que deu origem à demanda ou onde esteja situada a coisa. § 4º . as causas referentes à nacionalidade. atribuir sua jurisdição aos juízes de direito. o disposto no art. 99 Art. nomeados pelo Presidente da República. 111 .(Revogado pela Emenda Constitucional nº 24. § 3º . togados e vitalícios. o recurso cabível será sempre para o Tribunal Regional Federal na área de jurisdição do juiz de primeiro grau.o Tribunal Superior do Trabalho. SEÇÃO V DOS TRIBUNAIS E JUÍZES DO TRABALHO Art.os Tribunais Regionais do Trabalho. a lei poderá permitir que outras causas sejam também processadas e julgadas pela justiça estadual. 113 . as listas tríplices para o provimento de cargos destinados aos juízes da magistratura trabalhista de carreira deverão ser elaboradas pelos Ministros togados e vitalícios. 94. de 09 de dezembro de 1999). 98 Art. quanto às vagas destinadas aos advogados e aos membros do Ministério Público. no Distrito Federal.

117 . a jurisdição será exercida por um juiz singular. .Haverá um Tribunal Regional Eleitoral na Capital de cada Estado e no Distrito Federal.(Revogado pela Emenda Constitucional nº 24. de 09 de dezembro de 1999).Os Tribunais Regionais do Trabalho serão compostos de juízes nomeados pelo Presidente da República. 120 . alternadamente. II . decorrentes das sentenças que proferir. 111. 195. por antiguidade e merecimento.O Tribunal Superior Eleitoral elegerá seu Presidente e o Vice-Presidente dentre os Ministros do Supremo Tribunal Federal.os Juízes Eleitorais. Parágrafo único .por nomeação do Presidente da República. Art. § 1º . I. § 2º . 100 § 3° . e II.(Revogado pela Emenda Constitucional nº 24. abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta dos Municípios. observada a proporcionalidade estabelecida no § 2º do art. no mínimo. e o Corregedor Eleitoral dentre os Ministros do Superior Tribunal de Justiça. bem como os litígios que tenham origem no cumprimento de suas próprias sentenças.Compete ainda à Justiça do Trabalho executar. do Distrito Federal. e. Parágrafo único . II . de 09 de dezembro de 1999).Compete à Justiça do Trabalho conciliar e julgar os dissídios individuais e coletivos entre trabalhadores e empregadores. 119 . é facultado aos respectivos sindicatos ajuizar dissídio coletivo.Art. 94. b) dois juízes dentre os Ministros do Superior Tribunal de Justiça. III .Frustrada a negociação coletiva.São órgãos da Justiça Eleitoral: I . de sete membros.Recusando-se qualquer das partes à negociação ou à arbitragem. outras controvérsias decorrentes da relação de trabalho. obedecido o disposto no art. dois juízes dentre seis advogados de notável saber jurídico e idoneidade moral.mediante eleição. 104 Parágrafo único .as Juntas Eleitorais. as contribuições sociais previstas no art. SEÇÃO VI DOS TRIBUNAIS E JUÍZES ELEITORAIS Art. 118 . e seus acréscimos legais. escolhidos: I .os Tribunais Regionais Eleitorais. pelo voto secreto: a) três juízes dentre os Ministros do Supremo Tribunal Federal. 115 .O Tribunal Superior Eleitoral compor-se-á. Art.(Revogado pela Emenda Constitucional nº 24.juízes do trabalho. na forma da lei. podendo a Justiça do Trabalho estabelecer normas e condições. II . de 09 de dezembro de 1999).o Tribunal Superior Eleitoral." 101 Art. indicados pelo Supremo Tribunal Federal. de ofício. 102 103 III .Nas Varas do Trabalho.advogados e membros do Ministério Público do Trabalho. 116 . 105 Art. IV . 114 .Os magistrados dos Tribunais Regionais do Trabalho serão: I . a. respeitadas as disposições convencionais e legais mínimas de proteção ao trabalho. inclusive coletivas. dos Estados e da União. Art. as partes poderão eleger árbitros. escolhidos por promoção.

II . III .denegarem habeas corpus . V .Os juízes dos tribunais eleitorais.anularem diplomas ou decretarem a perda de mandatos eletivos federais ou estaduais. § 2º . .Lei complementar disporá sobre a organização e competência dos tribunais. 123 . dentre juízes de direito. habeas data ou mandado de injunção. sendo os substitutos escolhidos na mesma ocasião e pelo mesmo processo. não havendo. em qualquer caso. e no que lhes for aplicável. salvo motivo justificado. mandado de segurança. escolhidos pelo Tribunal de Justiça.São irrecorríveis as decisões do Tribunal Superior Eleitoral.forem proferidas contra disposição expressa desta Constituição ou de lei. de juiz federal.mediante eleição.Os Tribunais Regionais Eleitorais compor-se-ão: I . quatro dentre oficiais-generais do Exército. ou. Parágrafo único . indicados pelo Tribunal de Justiça.três dentre advogados de notório saber jurídico e conduta ilibada.os Tribunais e Juízes Militares instituídos por lei. os juízes de direito e os integrantes das juntas eleitorais. no mínimo. § 1º .de um juiz do Tribunal Regional Federal com sede na Capital do Estado ou no Distrito Federal. e nunca por mais de dois biênios consecutivos.Das decisões dos Tribunais Regionais Eleitorais somente caberá recurso quando: I .Os membros dos tribunais. dos juízes de direito e das juntas eleitorais.O Superior Tribunal Militar compor-se-á de quinze Ministros vitalícios. 121 . Art. em número igual para cada categoria. pelo voto secreto: a) de dois juízes dentre os desembargadores do Tribunal de Justiça. § 2º .§ 1º . sendo: I . § 3º .São órgãos da Justiça Militar: I . 122 . § 4º . e cinco dentre civis. nomeados pelo Presidente da República.versarem sobre inelegibilidade ou expedição de diplomas nas eleições federais ou estaduais. pelo Presidente da República. de dois juízes dentre seis advogados de notável saber jurídico e idoneidade moral.ocorrer divergência na interpretação de lei entre dois ou mais tribunais eleitorais. escolhido. III . salvo as que contrariarem esta Constituição e as denegatórias de habeas corpus ou mandado de segurança. SEÇÃO VII DOS TRIBUNAIS E JUÍZES MILITARES Art. pelo Tribunal Regional Federal respectivo. II . II .O Tribunal Regional Eleitoral elegerá seu Presidente e o Vice-Presidente dentre os desembargadores. b) de dois juízes.por nomeação. todos da ativa e do posto mais elevado da carreira. no exercício de suas funções. depois de aprovada a indicação pelo Senado Federal. gozarão de plenas garantias e serão inamovíveis. com mais de dez anos de efetiva atividade profissional. servirão por dois anos. Art. IV . sendo três dentre oficiais-generais da Marinha. três dentre oficiais-generais da Aeronáutica.Os Ministros civis serão escolhidos pelo Presidente da República dentre brasileiros maiores de trinta e cinco anos.o Superior Tribunal Militar.

dois. § 1º . essencial à função jurisdicional do Estado.II . 169. 124 . por escolha paritária. em primeiro grau. Art. da Justiça Militar. . Parágrafo único . 127 . constituída. Art.A competência dos tribunais será definida na Constituição do Estado. 106 § 2º . propor ao Poder Legislativo a criação e extinção de seus cargos e serviços auxiliares. a Justiça Militar estadual.O Ministério Público é instituição permanente.Sempre que necessário à eficiente prestação jurisdicional.A lei estadual poderá criar.Cabe aos Estados a instituição de representação de inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou municipais em face da Constituição Estadual. a lei disporá sobre sua organização e funcionamento. ou por Tribunal de Justiça Militar nos Estados em que o efetivo da polícia militar seja superior a vinte mil integrantes. 125 . § 4º . § 3º .Para dirimir conflitos fundiários. § 1º . pelo próprio Tribunal de Justiça. sendo a lei de organização judiciária de iniciativa do Tribunal de Justiça.À Justiça Militar compete processar e julgar os crimes militares definidos em lei.São princípios institucionais do Ministério Público a unidade. dentre juízes auditores e membros do Ministério Público da Justiça Militar. em segundo. vedada a atribuição da legitimação para agir a um único órgão.Compete à Justiça Militar estadual processar e julgar os policiais militares e bombeiros militares nos crimes militares definidos em lei. CAPÍTULO IV DAS FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA SEÇÃO I DO MINISTÉRIO PÚBLICO Art. com competência exclusiva para questões agrárias.A lei disporá sobre a organização. o juiz far-se-á presente no local do litígio. podendo. mediante proposta do Tribunal de Justiça. a política remuneratória e os planos de carreira. o Tribunal de Justiça designará juízes de entrância especial. o funcionamento e a competência. do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. a indivisibilidade e a independência funcional. observado o disposto no art.Ao Ministério Público é assegurada autonomia funcional e administrativa. cabendo ao tribunal competente decidir sobre a perda do posto e da patente dos oficiais e da graduação das praças. Parágrafo único . provendo-os por concurso público de provas ou de provas e títulos. § 2º . SEÇÃO VIII DOS TRIBUNAIS E JUÍZES DOS ESTADOS Art. incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica.Os Estados organizarão sua Justiça. observados os princípios estabelecidos nesta Constituição. 126 . pelos Conselhos de Justiça e.

e ressalvado o disposto nos arts. . nomeado pelo Presidente da República dentre integrantes da carreira. d) exercer. § 4º. na forma da lei.O Ministério Público da União tem por chefe o Procurador-Geral da República. b) o Ministério Público do Trabalho. I. II . 39. II. § 3º . ainda que em disponibilidade. maiores de trinta e cinco anos. salvo uma de magistério.Leis complementares da União e dos Estados. § 2º. por voto de dois terços de seus membros. e) exercer atividade político-partidária. § 5º . c) o Ministério Público Militar. permitida uma recondução. qualquer outra função pública. mediante decisão do órgão colegiado competente do Ministério Público. a qualquer título e sob qualquer pretexto.O Ministério Público elaborará sua proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias. na forma da lei. 37. salvo exceções previstas na lei. II . b) exercer a advocacia.os Ministérios Públicos dos Estados. para mandato de dois anos.A destituição do Procurador-Geral da República. assegurada ampla defesa. a ação penal pública. 153. percentagens ou custas processuais. fixado na forma do art. após dois anos de exercício. III.Os Ministérios Públicos dos Estados e o do Distrito Federal e Territórios formarão lista tríplice dentre integrantes da carreira.as seguintes vedações: a) receber. § 1º .Os Procuradores-Gerais nos Estados e no Distrito Federal e Territórios poderão ser destituídos por deliberação da maioria absoluta do Poder Legislativo. b) inamovibilidade. na forma da lei complementar respectiva. privativamente. para escolha de seu ProcuradorGeral. salvo por motivo de interesse público. na forma da lei respectiva.promover. 153. relativamente a seus membros: I . § 2º . d) o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios.as seguintes garantias: a) vitaliciedade.o Ministério Público da União. para mandato de dois anos. as atribuições e o estatuto de cada Ministério Público. que compreende: a) o Ministério Público Federal. não podendo perder o cargo senão por sentença judicial transitada em julgado. honorários. por iniciativa do Presidente da República. 129 . cuja iniciativa é facultada aos respectivos Procuradores-Gerais. após a aprovação de seu nome pela maioria absoluta dos membros do Senado Federal. permitida a recondução.O Ministério Público abrange: I . X e XI. deverá ser precedida de autorização da maioria absoluta do Senado Federal.São funções institucionais do Ministério Público: I . 107 c) irredutibilidade de subsídio. Art. § 4º . c) participar de sociedade comercial. 150. 128 . que será nomeado pelo Chefe do Poder Executivo. Art. estabelecerão a organização.§ 3º . observadas.

132 . diretamente ou através de órgão vinculado. que deverão residir na comarca da respectiva lotação. assegurada participação da Ordem dos Advogados do Brasil em sua realização. § 1º .As funções de Ministério Público só podem ser exercidas por integrantes da carreira. Art.Aos membros do Ministério Público junto aos Tribunais de Contas aplicam-se as disposições desta seção pertinentes a direitos. de notável saber jurídico e reputação ilibada. o disposto no art. com a participação da Ordem dos .II . a ordem de classificação. na forma da lei complementar mencionada no artigo anterior. § 3º . § 2º . VIII . judicial e extrajudicialmente. cabendo-lhe. organizados em carreira. na forma da lei complementar respectiva.exercer outras funções que lhe forem conferidas. SEÇÃO II DA ADVOCACIA PÚBLICA Art. 130 .defender judicialmente os direitos e interesses das populações indígenas. promovendo as medidas necessárias a sua garantia. VII . IX . e observada.Os Procuradores dos Estados e do Distrito Federal. II e VI. requisitando informações e documentos para instruí-los.Na execução da dívida ativa de natureza tributária. do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos. a representação da União cabe à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.promover o inquérito civil e a ação civil pública. nas nomeações. na qual o ingresso dependerá de concurso público de p rovas e títulos. § 1º .A legitimação do Ministério Público para as ações civis previstas neste artigo não impede a de terceiros. § 2º . indicados os fundamentos jurídicos de suas manifestações processuais.requisitar diligências investigatórias e a instauração de inquérito policial.O ingresso na carreira far-se-á mediante concurso público de provas e títulos. 131 . § 3º . para a proteção do patrimônio público e social. as atividades de consultoria e assessoramento jurídico do Poder Executivo. desde que compatíveis com sua finalidade. nas mesmas hipóteses. § 4º .promover a ação de inconstitucionalidade ou representação para fins de intervenção da União e dos Estados. de livre nomeação pelo Presidente da República dentre cidadãos maiores de trinta e cinco anos. representa a União. segundo o disposto nesta Constituição e na lei. IV . no que couber. V .Aplica-se ao Ministério Público. VI . 108 Art. nos casos previstos nesta Constituição. 93.O ingresso nas classes iniciais das carreiras da instituição de que trata este artigo far-se-á mediante concurso público de provas e títulos.A Advocacia-Geral da União tem por chefe o Advogado-Geral da União.expedir notificações nos procedimentos administrativos de sua competência. sendo-lhe vedada a representação judicial e a consultoria jurídica de entidades públicas. nos termos da lei complementar que dispuser sobre sua organização e funcionamento. vedações e forma de investidura.A Advocacia-Geral da União é a instituição que.zelar pelo efetivo respeito dos Poderes Públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos assegurados nesta Constituição.exercer o controle externo da atividade policial. observado o disposto em lei. III .

Advogados do Brasil em todas as suas fases, exercerão a representação judicial e a consultoria jurídica das respectivas unidades federadas. Parágrafo único - Aos procuradores referidos neste artigo é assegurada estabilidade após três anos de efetivo exercício, mediante avaliação de desempenho perante os órgãos próprios, após relatório circunstanciado das corregedorias.

SEÇÃO III DA ADVOCACIA E DA DEFENSORIA PÚBLICA
Art. 133 - O advogado é indispensável à administração da justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei. Art. 134 - A Defensoria Pública é instituição essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindolhe a orientação jurídica e a defesa, em todos os graus, dos necessitados, na forma do art. 5º, LXXIV. Parágrafo único - Lei complementar organizará a Defensoria Pública da União e do Distrito Federal e dos Territórios e prescreverá normas gerais para sua organização nos Estados, em cargos de carreira, providos, na classe inicial, mediante concurso público de provas e títulos, assegurada a seus integrantes a garantia da inamovibilidade e vedado o exercício da advocacia fora das atribuições institucionais.
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Art. 135 - Os servidores integrantes das carreiras disciplinadas nas Seções II e III deste Capítulo serão remunerados na forma do art. 39, § 4º.

TÍTULO V DA DEFESA DO ESTADO E DAS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS
CAPÍTULO I DO ESTADO DE DEFESA E DO ESTADO DE SÍTIO
SEÇÃO I DO ESTADO DE DEFESA
Art. 136 - O Presidente da República pode, ouvidos o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional, decretar estado de defesa para preservar ou prontamente restabelecer, em locais restritos e determinados, a ordem pública ou a paz social ameaçadas por grave e iminente instabilidade institucional ou atingidas por calamidades de grandes proporções na natureza. § 1º - O decreto que instituir o estado de defesa determinará o tempo de sua duração, especificará as áreas a serem abrangidas e indicará, nos termos e limites da lei, as medidas coercitivas a vigorarem, dentre as seguintes: I - restrições aos direitos de: a) reunião, ainda que exercida no seio das associações; b) sigilo de correspondência; c) sigilo de comunicação telegráfica e telefônica; II - ocupação e uso temporário de bens e serviços públicos, na hipótese de calamidade pública, respondendo a União pelos danos e custos decorrentes.

§ 2º - O tempo de duração do estado de defesa não será superior a trinta dias, podendo ser prorrogado uma vez, por igual período, se persistirem as razões que justificaram a sua decretação. § 3º - Na vigência do estado de defesa: I - a prisão por crime contra o Estado, determinada pelo executor da medida, será por este comunicada imediatamente ao juiz competente, que a relaxará, se não for legal, facultado ao preso requerer exame de corpo de delito à autoridade policial; II - a comunicação será acompanhada de declaração, pela autoridade, do estado físico e mental do detido no momento de sua autuação; III - a prisão ou d etenção de qualquer pessoa não poderá ser superior a dez dias, salvo quando autorizada pelo Poder Judiciário; IV - é vedada a incomunicabilidade do preso. § 4º - Decretado o estado de defesa ou sua prorrogação, o Presidente da República, dentro de vinte e quatro horas, submeterá o ato com a respectiva justificação ao Congresso Nacional, que decidirá por maioria absoluta. § 5º - Se o Congresso Nacional estiver em recesso, será convocado, extraordinariamente, no prazo de cinco dias. § 6º - O Congresso Nacional apreciará o decreto dentro de dez dias contados de seu recebimento, devendo continuar funcionando enquanto vigorar o estado de defesa. § 7º - Rejeitado o decreto, cessa imediatamente o estado de defesa.

SEÇÃO II DO ESTADO DE SÍTIO
Art. 137 - O Presidente da República pode, ouvidos o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional, solicitar ao Congresso Nacional autorização para decretar o estado de sítio nos casos de: I - comoção grave de repercussão nacional ou ocorrência de fatos que comprovem a ineficácia de medida tomada durante o estado de defesa; II - declaração de estado de guerra ou resposta a agressão armada estrangeira. Parágrafo único - O Presidente da República, ao solicitar autorização para decretar o estado de sítio ou sua prorrogação, relatará os motivos determinantes do pedido, devendo o Congresso Nacional decidir por maioria absoluta. Art. 138 - O decreto do estado de sítio indicará sua duração, as normas necessárias a sua execução e as garantias constitucionais que ficarão suspensas, e, depois de publicado, o Presidente da República designará o executor das medidas específicas e as áreas abrangidas. § 1º - O estado de sítio, no caso do art. 137, I, não poderá ser decretado por mais de trinta dias, nem prorrogado, de cada vez, por prazo superior; no do inciso II, poderá ser decretado por todo o tempo que perdurar a guerra ou a agressão armada estrangeira. § 2º - Solicitada autorização para decretar o estado de sítio durante o recesso parlamentar, o Presidente do Senado Federal, de imediato, convocará extraordinariamente o Congresso Nacional para se reunir dentro de cinco dias, a fim de apreciar o ato. § 3º - O Congresso Nacional permanecerá em funcionamento até o término das medidas coercitivas. Art. 139 - Na vigência do estado de sítio decretado com fundamento no art. 137, I, só poderão ser tomadas contra as pessoas as seguintes medidas:

I - obrigação de permanência em localidade determinada; II - detenção em edifício não destinado a acusados ou condenados por crimes comuns; III - restrições relativas à inviolabilidade da correspondência, ao sigilo das comunicações, à prestação de informações e à liberdade de imprensa, radiodifusão e televisão, na forma da lei; IV - suspensão da liberdade de reunião; V - busca e apreensão em domicílio; VI - intervenção nas empresas de serviços públicos; VII - requisição de bens. Parágrafo único - Não se inclui nas restrições do inciso III a difusão de pronunciamentos de parlamentares efetuados em suas Casas Legislativas, desde que liberada pela respectiva Mesa.

SEÇÃO III DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 140 - A Mesa do Congresso Nacional, ouvidos os líderes partidários, designará Comissão composta de cinco de seus membros para acompanhar e fiscalizar a execução das medidas referentes ao estado de defesa e ao estado de sítio. Art. 141 - Cessado o estado de defesa ou o estado de sítio, cessarão também seus efeitos, sem prejuízo da responsabilidade pelos ilícitos cometidos por seus executores ou agentes. Parágrafo único - Logo que cesse o estado de defesa ou o estado de sítio, as medidas aplicadas em sua vigência serão relatadas pelo Presidente da República, em mensagem ao Congresso Nacional, com especificação e justificação das providências adotadas, com relação nominal dos atingidos, e indicação das restrições aplicadas.

CAPÍTULO II DAS FORÇAS ARMADAS
Art. 142 - As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem. § 1º - Lei complementar estabelecerá as normas gerais a serem adotadas na organização, no preparo e no emprego das Forças Armadas. § 2º - Não caberá habeas corpus em relação a punições disciplinares militares. § 3º - Os membros das Forças Armadas são denominados militares, aplicando-se-lhes, além das que vierem a ser fixadas em lei, as seguintes disposições: I - as patentes, com prerrogativas, direitos e deveres a elas inerentes, são conferidas pelo Presidente da República e asseguradas em plenitude aos oficiais da ativa, da reserva ou reformados, sendo-lhes privativos os títulos e postos militares e, juntamente com os demais membros, o uso dos uniformes das Forças Armadas; II - o militar em atividade que tomar posse em cargo ou emprego público civil permanente será transferido para a reserva, nos termos da lei; III - o militar da ativa que, de acordo com a lei, tomar posse em cargo, emprego ou função pública civil temporária, não eletiva, ainda que da administração indireta, ficará agregado ao respectivo quadro e somente poderá, enquanto permanecer nessa situação, ser promovido

os deveres. CAPÍTULO III DA SEGURANÇA PÚBLICA Art.A polícia federal. sujeitos. para se eximirem de atividades de caráter essencialmente militar. contando-se-lhe o tempo de serviço apenas para aquela promoção e transferência para a reserva. em tempo de guerra. XII. IV . IV . VI . dever do Estado. transferido para a reserva.polícia rodoviária federal. X . após alistados. V . os direitos. §§ 7º e 8º.As mulheres e os eclesiásticos ficam isentos do serviço militar obrigatório em tempo de paz. direito e responsabilidade de todos. de 5 de fevereiro de 1998. atribuir serviço alternativo aos que. organizado e mantido pela União e estruturado em carreira. XIX e XXV e no art. destina-se a: I . contínuos ou não. serviços e interesses da União ou de suas entidades autárquicas e empresas públicas.por antigüidade. 37.o oficial condenado na justiça comum ou militar a pena privativa de liberdade superior a dois anos. nos termos da lei. enquanto em serviço ativo. consideradas as peculiaridades de suas atividades. segundo se dispuser em lei. III . VIII . não pode estar filiado a partidos políticos. 7º. em tempo de paz. as prerrogativas e outras situações especiais dos militares.O serviço militar é obrigatório nos termos da lei. XVIII. V . § 1º .Às Forças Armadas compete. XIII. incisos VIII. 144 . XVII. sendo depois de dois anos de afastamento. em tempo de paz. será submetido ao julgamento previsto no inciso anterior. * § 3º acrescentado pela Emenda Constitucional nº 18. a outros encargos que a lei lhes atribuir. II . 143 . 111 § 1º . ou de tribunal especial.polícia federal. por sentença transitada em julgado.aplica-se aos militares o disposto no art. instituída por lei como órgão permanente. 40. alegarem imperativo de consciência.ao militar são proibidas a sindicalização e a greve.a lei disporá sobre o ingresso nas Forças Armadas.polícia ferroviária federal. .o militar.o oficial só perderá o posto e a patente se for julgado indigno do oficialato ou com ele incompatível. 110 IX . através dos seguintes órgãos: I . por decisão de tribunal militar de caráter permanente.apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens. na forma da lei. é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. a estabilidade e outras condições de transferência do militar para a inatividade. incisos XI.polícias civis.A segurança pública. VII . assim como outras infrações cuja prática tenha repercussão interestadual ou internacional e exija repressão uniforme. inclusive aquelas cumpridas por força de compromissos internacionais e de guerra. porém. entendendo-se como tal o decorrente de crença religiosa e de convicção filosófica ou política. a remuneração. Art. § 2º .polícias militares e corpos de bombeiros militares.aplica-se aos militares e a seus pensionistas o disposto no art. os limites de idade. XIV e XV.

ao patrulhamento ostensivo das ferrovias federais. 113 § 2º .exercer. em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização. com exclusividade. aos Governadores dos Estados. TÍTULO VI DA TRIBUTAÇÃO E DO ORÇAMENTO CAPÍTULO I DO SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL SEÇÃO I DOS PRINCÍPIOS GERAIS Art.A polícia ferroviária federal.II . destina-se. incumbe a execução de atividades de defesa civil.prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins.A remuneração dos servi dores policiais integrantes dos órgãos relacionados neste artigo será fixada na forma do § 4º do art. II . destina-se.exercer as funções de polícia marítima. os Estados.As polícias militares e corpos de bombeiros militares.Às polícias civis.Às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública. o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos: I . exceto as militares. conforme dispuser a lei. § 5º . ao patrulhamento ostensivo das rodovias federais. dirigidas por delegados de polícia de carreira.contribuição de melhoria. de 4 de junho de 1998. as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais.impostos. aos corpos de bombeiros militares. o contrabando e o descaminho. § 4º . na forma da lei. § 6º . serviços e instalações. organizado e mantido pela União e estruturado em carreira. decorrente de obras públicas.A União.A polícia rodoviária federal. III . órgão permanente. ressalvada a competência da União. incumbem. sem prejuízo da ação fazendária e de outros órgãos públicos nas respectivas áreas de competência. de serviços públicos específicos e divisíveis. § 7º . * § 9º acrescentado pela Emenda Constitucional nº 19. subordinam-se. organizado e mantido pela União e estruturado em carreira. forças auxiliares e reserva do Exército. além das atribuições definidas em lei. aeroportuária e de fronteiras. prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição.Os Municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus bens. § 8º .taxas. órgão permanente. . juntamente com as polícias civis. 145 . de maneira a garantir a eficiência de suas atividades. do Distrito Federal e dos Territórios. 114 § 3º . § 9º . efetiva ou potencial. 112 III . 39. as funções de polícia judiciária da União.A lei disciplinará a organização e o funcionamento dos órgãos responsáveis pela segurança pública. IV . na forma da lei.

o patrimônio.Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte. os Estados. lançamento. a dos respectivos fatos geradores. II . 149 . para o custeio. de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas.Cabe à lei complementar: I . de sistemas de previdência e assistência social. III . entre a União. títulos ou direitos.Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais. especialmente sobre: a) definição de tributos e de suas espécies. é vedado à União. se o Território não for dividido em Municípios.A aplicação dos recursos provenientes de empréstimo compulsório será vinculada à despesa que fundamentou sua instituição. em matéria tributária. prescrição e decadência tributários. facultado à administração tributária. Art. 146 . I e III. 148 . e sem prejuízo do previsto no art. os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte. III. II .regular as limitações constitucionais ao poder de tributar. 150. cumulativamente. SEÇÃO II DAS LIMITAÇÕES DO PODER DE TRIBUTAR Art.exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça. relativamente às contribuições a que alude o dispositivo. III. ao Distrito Federal cabem os impostos municipais. aos Estados. § 6º. II . em benefício destes.Sempre que possível. 147 . 146. bases de cálculo e contribuintes. observado o disposto nos arts.para atender a despesas extraordinárias. e 150.cobrar tributos: . cobrada de seus servidores. independentemente da denominação jurídica dos rendimentos. proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida. ao Distrito Federal e aos Municípios: I . mediante lei complementar. os impostos municipais. bem como.As taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos.A União. os impostos estaduais e. de guerra externa ou sua iminência. o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir contribuição. poderá instituir empréstimos compulsórios: I . Parágrafo único . crédito. Art. os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte.Os Estados.Competem à União. em relação aos impostos discriminados nesta Constituição. observado o disposto no art.dispor sobre conflitos de competência. Art. em Território Federal. Art.no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional. decorrentes de calamidade pública. especialmente para conferir efetividade a esses objetivos. § 2º . 195. III . identificar. b. Parágrafo único .estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária. como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas.instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. c) adequado tratamento tributário ao ato cooperativo praticado pelas sociedades cooperativas. respeitados os direitos individuais e nos termos da lei. 150 . o Distrito Federal e os Municípios.§ 1º . b) obrigação.

A vedação do inciso III. relativo a impostos. § 7º . a. renda ou serviços dos partidos políticos.A vedação do inciso VI. assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga. não se aplica aos impostos previstos nos arts. b) templos de qualquer culto. compreendem somente o patrimônio. 153. 151 . XII. a. ao Distrito Federal ou a Município. taxas ou contribuições. a renda e os serviços. admitida a concessão de incentivos fiscais destinados a promover o equilíbrio do desenvolvimento sócio-econômico entre as diferentes regiões do País. é extensiva às autarquias e às fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente. b. e do parágrafo anterior não se aplicam ao patrimônio. por meio de tributos interestaduais ou intermunicipais.É vedado à União: I . caso não se realize o fato gerador presumido. concessão de crédito presumido. IV e V.As vedações do inciso VI. jornais. ressalvada a cobrança de pedágio pela utilização de vias conservadas pelo Poder Público. g. uns dos outros. IV . V .utilizar tributo com efeito de confisco. sem fins lucrativos.estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou bens. c) patrimônio. ou em que haja contraprestação ou pagamento de preços ou tarifas pelo usuário. em níveis superiores aos que fixar para suas obrigações e para seus agentes. das instituições de educação e de assistência social. § 3º . I.a) em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver instituído ou aumentado. no que se refere ao patrimônio. em detrimento de outro. § 5º .A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a condição de responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição. só poderá ser concedido mediante lei específica.instituir tributo que não seja uniforme em todo o território nacional ou que implique distinção ou preferência em relação a Estado. que regule exclusivamente as matérias acima enumeradas ou o correspondente tributo ou contribuição. sem prejuízo do disposto no art. do Distrito Federal e dos Municípios. § 4º . anistia ou remissão. inclusive suas fundações. § 2º . periódicos e o papel destinado a sua impressão.As vedações expressas no inciso VI. § 6º . das entidades sindicais dos trabalhadores. vinculados a suas finalidades essenciais ou às delas decorrentes. relacionados com as finalidades essenciais das entidades nelas mencionadas. . Art. § 2º. § 1º . bem como a remuneração e os proventos dos respectivos agentes públicos. à renda e aos serviços. II.Qualquer subsídio ou isenção. 155. estadual ou municipal. VI . federal.A lei determinará medidas para que os consumidores sejam esclarecidos acerca dos impostos que incidam sobre mercadorias e serviços. II. b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou. renda ou serviços. relacionados com exploração de atividades econômicas regidas pelas normas aplicáveis a empreendimentos privados. atendidos os requisitos da lei. II .instituir impostos sobre: a) patrimônio. alíneas b e c. e 154. redução de base de cálculo. d) livros. à renda e aos serviços.tributar a renda das obrigações da dívida pública dos Estados. nem exonera o promitente comprador da obrigação de pagar imposto relativamente ao bem imóvel.

§ 1º . definidas em lei. Art. cuja renda total seja constituída. SEÇÃO III DOS IMPOSTOS DA UNIÃO Art.operações de crédito. II . exclusivamente. ou relativas a títulos ou valores mobiliários. VII . sobre rendimentos provenientes de aposentadoria e pensão.será não-cumulativo. do Distrito Federal e dos Municípios. em razão de sua procedência ou destino. VI .setenta por cento para o Município de origem. da universalidade e da progressividade. IV e V . a pessoa com idade superior a sessenta e cinco anos. nos termos de lei complementar.É vedado aos Estados. em função da essencialidade do produto. na forma da lei. devido na operação de origem. só ou com sua família. V .renda e proventos de qualquer natureza.propriedade territorial rural.III . quando as explore. sujeita-se exclusivamente à incidência do imposto de que trata o inciso V do caput deste artigo.exportação. pagos pela previdência social da União.O imposto previsto no inciso VI terá suas alíquotas fixadas de forma a desestimular a manutenção de propriedades improdutivas e não incidirá sobre pequenas glebas rurais. III . alterar as alíquotas dos impostos enumerados nos incisos I. II. de rendimentos do trabalho.grandes fortunas. quando definido em lei como ativo financeiro ou instrumento cambial. câmbio e seguro. compensando-se o que for devido em cada operação com o montante cobrado nas anteriores.será seletivo.importação de produtos estrangeiros.O ouro. atendidas as condições e os limites estabelecidos em lei. assegurada a transferência do montante da arrecadação nos seguintes termos: I . Art.Compete à União instituir impostos sobre: I . 17 da Emenda Constitucional nº 20 de 15 de Dezembro de 1998. o Distrito Federal ou o Território. dos Estados. a alíquota mínima será de um por cento. § 2º .instituir isenções de tributos da competência dos Estados.não incidirá.O imposto previsto no inciso IV: I . II . 153 .É facultado ao Poder Executivo. 154 . de qualquer natureza. conforme a origem.não incidirá sobre produtos industrializados destinados ao exterior. § 5º .A União poderá instituir: . § 3º . o proprietário que não possua outro imóvel. para o exterior. nos termos e limites fixados em lei. II . de produtos nacionais ou nacionalizados. IV .será informado pelos critérios da generalidade. 152 . § 4º . III . II .produtos industrializados. ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer diferença tributária entre bens e serviços.trinta por cento para o Estado.O imposto previsto no inciso III: I . do Distrito Federal ou dos Municípios. * Inciso II revogado pelo art.

relativamente a bens imóveis e respectivos direitos. os quais serão suprimidos. mediante resolução de iniciativa da maioria absoluta e aprovada por dois terços de seus membros. b) se o de cujus possuía bens. desde que sejam não-cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados nesta Constituição. gradativamente. títulos e créditos. § 2º .poderá ser seletivo.na iminência ou no caso de guerra externa. de quaisquer bens ou direitos. II . IV . mediante resolução de iniciativa de um terço e aprovada pela maioria absoluta de seus membros. II .a isenção ou não-incidência. V . em função da essencialidade das mercadorias e dos serviços. estabelecerá as alíquotas aplicáveis às operações e prestações. IV . III .mediante lei complementar.O imposto previsto no inciso II atenderá ao seguinte: I . cessadas as causas de sua criação. ou ao Distrito Federal.será não-cumulativo. era residente ou domiciliado ou teve o seu inventário processado no exterior. g.relativamente a bens móveis. as alíquotas internas. impostos não previstos no artigo anterior. compensando-se o que for devido em cada operação relativa à circulação de mercadorias ou prestação de serviços com o montante cobrado nas anteriores pelo mesmo ou outro Estado ou pelo Distrito Federal. ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior. III . ou tiver domicílio o doador.terá suas alíquotas máximas fixadas pelo Senado Federal.Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: I . III .O imposto previsto no inciso I: I . de iniciativa do Presidente da República ou de um terço dos Senadores.é facultado ao Senado Federal: a) estabelecer alíquotas mínimas nas operações internas. nas operações relativas à circulação de . SEÇÃO IV DOS IMPOSTOS DOS ESTADOS E DO DISTRITO FEDERAL Art. compreendidos ou não em sua competência tributária.propriedade de veículos automotores.transmissão causa mortis e doação. b) fixar alíquotas máximas nas mesmas operações para resolver conflito específico que envolva interesse de Estados. b) acarretará a anulação do crédito relativo às operações anteriores. compete ao Estado da situação do bem. nos termos do disposto no inciso XII. ou ao Distrito Federal. 155 . II . impostos extraordinários. aprovada pela maioria absoluta de seus membros.I . VI . II .terá a competência para sua instituição regulada por lei complementar: a) se o doador tiver domicílio ou residência no exterior. compete ao Estado onde se processar o inventário ou arrolamento.salvo deliberação em contrário dos Estados e do Distrito Federal. interestaduais e de exportação.operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. salvo determinação em contrário da legislação: a) não implicará crédito para compensação com o montante devido nas operações ou prestações seguintes. § 1º .resolução do Senado Federal.

nenhum outro tributo poderá incidir sobre operações relativas a energia elétrica. b) dispor sobre substituição tributária. ainda quando se tratar de bem destinado a consumo ou ativo fixo do estabelecimento. XII . f) prever casos de manutenção de crédito. o local das operações relativas à circulação de mercadorias e das prestações de serviços. configure fato gerador dos dois impostos. 153. mediante deliberação dos Estados e do Distrito Federal. nas exportações para o exterior.incidirá também: a) sobre a entrada de mercadoria importada do exterior. nas hipóteses definidas no art. combustíveis líquidos e gasosos dele derivados. isenções. c) sobre o ouro. d) fixar. XI . SEÇÃO V DOS IMPOSTOS DOS MUNICÍPIOS Art. I e II. cabendo o imposto ao Estado onde estiver situado o estabelecimento destinatário da mercadoria ou do serviço. incentivos e benefícios fiscais serão concedidos e revogados.em relação às operações e prestações que destinem bens e serviços a consumidor final localizado em outro Estado. realizada entre contribuintes e relativa a produto destinado à industrialização ou à comercialização. quando mercadorias forem fornecidas com serviços não compreendidos na competência tributária dos Municípios. b) sobre o valor total da operação. de serviços e de mercadorias. .na hipótese da alínea a do inciso anterior.não compreenderá. e energia elétrica. IX .À exceção dos impostos de que tratam o inciso II. inclusive lubrificantes. VIII .Compete aos Municípios instituir impostos sobre: I . não poderão ser inferiores às previstas para as operações interestaduais. combustíveis e minerais do País.propriedade predial e territorial urbana.não incidirá: a) sobre operações que destinem ao exterior produtos industrializados. adotar-se-á: a) a alíquota interestadual. X . § 3º . excluídos os semi-elaborados definidos em lei complementar. quando o destinatário for contribuinte do imposto. g) regular a forma como. 153. b) sobre operações que destinem a outros Estados petróleo. derivados de petróleo. c) disciplinar o regime de compensação do imposto. caberá ao Estado da localização do destinatário o imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual. a. serviços e outros produtos além dos mencionados no inciso X. para efeito de sua cobrança e definição do estabelecimento responsável. 156 . VII . b) a alíquota interna.cabe à lei complementar: a) definir seus contribuintes. o montante do imposto sobre produtos industrializados. serviços de telecomunicações. do caput deste artigo e o art.mercadorias e nas prestações de serviços. assim como sobre serviço prestado no exterior. e) excluir da incidência do imposto. § 5º. relativamente à remessa para outro Estado e exportação para o exterior. em sua base de cálculo. quando o destinatário não for contribuinte dele. quando a operação.

mencionadas no inciso IV. incidente na fonte.Pertencem aos Estados e ao Distrito Federal: I .transmissão inter vivos . suas autarquias e pelas fundações que instituírem e mantiverem.(Revogado pela Emenda Constitucional n.Em relação ao imposto previsto no inciso III. Parágrafo único . sobre rendimentos pagos. e de direitos reais sobre imóveis. por ato oneroso. 115 § 1º . bem como cessão de direitos a sua aquisição.Sem prejuízo da progressividade no tempo a que se refere o art.ser progressivo em razão do valor do imóvel. cabe à lei complementar: I . de 17-03-1993). na proporção do valor adicionado nas operações relativas à circulação de mercadorias e nas prestações de serviços. II . IV .cinqüenta por cento do produto da arrecadação do imposto da União sobre a propriedade territorial rural.cinqüenta por cento do produto da arrecadação do imposto do Estado sobre a propriedade de veículos automotores licenciados em seus territórios. Art. SEÇÃO VI DA REPARTIÇÃO DAS RECEITAS TRIBUTÁRIAS Art. serão creditadas conforme os seguintes critérios: I . salvo se.o produto da arrecadação do imposto da União sobre renda e proventos de qualquer natureza. suas autarquias e pelas fundações que instituírem e mantiverem. § 4º . incidente na fonte. 182.O imposto previsto no inciso II: I . . por eles.não incide sobre a transmissão de bens ou direitos incorporados ao patrimônio de pessoa jurídica em realização de capital. § 2º . inciso II.As parcelas de receita pertencentes aos Municípios. 155. II .vinte por cento do produto da arrecadação do imposto que a União instituir no exercício da competência que lhe é atribuída pelo art. II .º 3.(Revogado pela Emenda Constitucional n.serviços de qualquer natureza. a atividade preponderante do adquirente for a compra e venda desses bens ou direitos. 158 . locação de bens imóveis ou arrendamento mercantil. realizadas em seus territórios. 154. § 4º. III . não compreendidos no art. cisão ou extinção de pessoa jurídica.excluir da sua incidência exportações de serviços para o exterior. por eles. de bens imóveis. § 3º . nesses casos. relativamente aos imóveis neles situados. II .compete ao Município da situação do bem. incorporação. a qualquer título.o produto da arrecadação do imposto da União sobre renda e proventos de qualquer natureza. definidos em lei complementar. exceto os de garantia. no mínimo.II .fixar as suas alíquotas máximas. III .º 3. I. 157 .vinte e cinco por cento do produto da arrecadação do imposto do Estado sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. e II . a qualquer título.três quartos. por natureza ou acessão física. II. sobre rendimentos pagos. IV . a qualquer título.ter alíquotas diferentes de acordo com a localização e o uso do imóvel. o imposto previsto no inciso I poderá: 116 117 I .Pertencem aos Municípios: I . nem sobre a transmissão de bens ou direitos decorrente de fusão. de 17-03-1993).

nos termos do disposto nos arts. 198. de acordo com os planos regionais de desenvolvimento. especialmente sobre os critérios de rateio dos fundos previstos em seu inciso I. os montantes de cada um dos tributos arrecadados. c) três por cento.Cabe à lei complementar: I . dez por cento aos Estados e ao Distrito Federal. Art. quarenta e sete por cento na seguinte forma: a) vinte e um inteiros e cinco décimos por cento ao Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal.A nenhuma unidade federada poderá ser destinada parcela superior a vinte por cento do montante a que se refere o inciso II. 162 . aos Estados. 158 e 159. 158. o critério de partilha nele estabelecido. parágrafo único. 159 .dispor sobre o acompanhamento. Nordeste e Centro-Oeste. inclusive de suas autarquias. mantido. Art.É vedada a retenção ou qualquer restrição à entrega e ao emprego dos recursos atribuídos. § 1º .do produto da arrecadação dos impostos sobre renda e proventos de qualquer natureza e sobre produtos industrializados. neles compreendidos adicionais e acréscimos relativos a impostos. através de suas instituições financeiras de caráter regional. 158. 118 Parágrafo único . ficando assegurada ao semi-árido do Nordeste a metade dos recursos destinados à Região. II . do cálculo das quotas e da liberação das participações previstas nos arts. § 2º. ao Distrito Federal e aos Municípios. Art. até o último dia do mês subseqüente ao da arrecadação. o Distrito Federal e os Municípios divulgarão. I. Parágrafo único .até um quarto. para aplicação em programas de financiamento ao setor produtivo das Regiões Norte. lei federal. 160 . e 158. § 2º .do produto da arrecadação do imposto sobre produtos industrializados. na forma que a lei estabelecer. 161 . II . os Estados. em relação a esses. ao Distrito Federal e aos Municípios.Para efeito de cálculo da entrega a ser efetuada de acordo com o previsto no inciso I.Os Estados entregarão aos respectivos Municípios vinte e cinco por cento dos recursos que receberem nos termos do inciso II. nesta seção.A União.A vedação prevista neste artigo não impede a União e os Estados de condicionarem a entrega de recursos: 119 120 I . 159. b) vinte e dois inteiros e cinco décimos por cento ao Fundo de Participação dos Municípios.ao cumprimento do disposto no art.estabelecer normas sobre a entrega dos recursos de que trata o art. Art. no caso dos Territórios.ao pagamento de seus créditos. pelos beneficiários.A União entregará: I . III . I.definir valor adicionado para fins do disposto no art. 157.O Tribunal de Contas da União efetuará o cálculo das quotas referentes aos fundos de participação a que alude o inciso II.II . excluir-se-á a parcela da arrecadação do imposto de renda e proventos de qualquer natureza pertencente aos Estados. I. devendo o eventual excedente ser distribuído entre os demais participantes. 157. observados os critérios estabelecidos no art. I e II. objetivando promover o equilíbrio sócio-econômico entre Estados e entre Municípios. parágrafo único. proporcionalmente ao valor das respectivas exportações de produtos industrializados. de acordo com o que dispuser lei estadual ou. incisos II e III. os recursos . II . § 3º .

compatibilização das funções das instituições oficiais de crédito da União. incluída a das autarquias.os orçamentos anuais. 164 . os dos Estados. § 1º . CAPÍTULO II DAS FINANÇAS PÚBLICAS SEÇÃO I NORMAS GERAIS Art.dívida pública externa e interna. dos Estados.A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá. § 1º . III . dos Municípios e dos órgãos ou entidades do Poder Público e das empresas por ele controladas. as dos Estados.operações de câmbio realizadas por órgãos e entidades da União. de forma regionalizada.emissão e resgate de títulos da dívida pública. por Município. IV . VII .As disponibilidades de caixa da União serão depositadas no banco central. SEÇÃO II DOS ORÇAMENTOS Art. as diretrizes. fundações e demais entidades controladas pelo Poder Público. direta ou indiretamente.fiscalização das instituições financeiras. § 2º . do Distrito Federal e dos Municípios. III .Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: I . os valores de origem tributária entregues e a entregar e a expressão numérica dos critérios de rateio.recebidos.A competência da União para emitir moeda será exercida exclusivamente pelo banco central. com o objetivo de regular a oferta de moeda ou a taxa de juros.Lei complementar disporá sobre: I . Art. Parágrafo único . resguardadas as características e condições operacionais plenas das voltadas ao desenvolvimento regional. 165 . objetivos e metas da administração pública federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada. V . . ressalvados os casos previstos em lei. II . empréstimos ao Tesouro Nacional e a qualquer órgão ou entidade que não seja instituição financeira.É vedado ao banco central conceder.Os dados divulgados pela União serão discriminados por Estado e por Município.finanças públicas. § 3º . VI .o plano plurianual. em instituições financeiras oficiais. II .as diretrizes orçamentárias.O banco central poderá comprar e vender títulos de emissão do Tesouro Nacional. 163 .concessão de garantias pelas entidades públicas. do Distrito Federal.

II . Art. § 2º . disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.o orçamento fiscal referente aos Poderes da União. abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados. pelo Plenário das duas Casas do Congresso Nacional. anistias. 166 . § 7º . tributária e creditícia.o orçamento de investimento das empresas em que a União. inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional. II .dispor sobre o exercício financeiro. a vigência.Cabe à lei complementar: I . remissões. até trinta dias após o encerramento de cada bimestre. órgãos e entidades da administração direta e indireta. § 1º . detenha a maioria do capital social com direito a voto. a elaboração e a organização do plano plurianual. § 9º . regionais e setoriais previstos nesta Constituição e exercer o acompanhamento e a fiscalização orçamentária.A lei orçamentária anual compreenderá: I . segundo critério populacional. os prazos. I e II. § 8º . § 4º .A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pública federal. § 6º . da administração direta ou indireta. deste artigo.As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem somente podem ser aprovadas caso: . 58. às diretrizes orçamentárias.Os planos e programas nacionais. da lei de diretrizes orçamentárias e da lei orçamentária anual.O Poder Executivo publicará. § 3º .A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa. § 3º .Os projetos de lei relativos ao plano plurianual. direta ou indiretamente. ainda que por antecipação de receita. III . não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito. orientará a elaboração da lei orçamentária anual.O projeto de lei orçamentária será acompanhado de demonstrativo regionalizado do efeito. bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público. criadas de acordo com o art.examinar e emitir parecer sobre os projetos referidos neste artigo e sobre as contas apresentadas anualmente pelo Presidente da República. sem prejuízo da atuação das demais comissões do Congresso Nacional e de suas Casas. subsídios e benefícios de natureza financeira.o orçamento da seguridade social. decorrente de isenções.examinar e emitir parecer sobre os planos e programas nacionais. na forma do regimento comum. regionais e setoriais previstos nesta Constituição serão elaborados em consonância com o plano plurianual e apreciados pelo Congresso Nacional. que sobre elas emitirá parecer. relatório resumido da execução orçamentária.estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da administração direta e indireta. terão entre suas funções a de reduzir desigualdades inter-regionais. na forma regimental. compatibilizados com o plano plurianual. § 5º .Os orçamentos previstos no § 5º. II . sobre as receitas e despesas. e apreciadas.§ 2º . seus fundos.Caberá a uma Comissão mista permanente de Senadores e Deputados: I . bem como condições para a instituição e funcionamento de fundos. incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subseqüente.As emendas serão apresentadas na Comissão mista. nos termos da lei.

sem prévia autorização legislativa. fundo ou despesa. sem prévia autorização legislativa. no que não contrariar o disposto nesta seção. V . § 9º. bem como o disposto no § 4º deste artigo. Art. na Comissão mista. VIII .a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam os créditos orçamentários ou adicionais. ficarem sem despesas correspondentes poderão ser utilizados.Aplicam-se aos projetos mencionados neste artigo. § 6º . II .a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes. b) serviço da dívida. ou b) com os dispositivos do texto do projeto de lei. e 212. emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária anual.sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias.a instituição de fundos de qualquer natureza. aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta. 167 .a utilização. Municípios e Distrito Federal. 198. excluídas as que incidam sobre: a) dotações para pessoal e seus encargos.a concessão ou utilização de créditos ilimitados. a destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde e para manutenção e desenvolvimento do ensino. das diretrizes orçamentárias e do orçamento anual serão enviados pelo Presidente da República ao Congresso Nacional. respectivamente. ressalvadas a repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159.a vinculação de receita de impostos a órgão.o início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual. § 2º.Os projetos de lei do plano plurianual. inclusive dos mencionados no art. 165. IX . com prévia e específica autorização legislativa. mediante créditos especiais ou suplementares. as demais normas relativas ao processo legislativo. II . 121 IV . fundações e fundos.indiquem os recursos necessários.Os recursos que. . em decorrência de veto. sem autorização legislativa específica. 165.a transposição. da parte cuja alteração é proposta. § 4º .I . ou III . § 8º . pelos arts.São vedados: I . conforme o caso. admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa. VII . nos termos da lei complementar a que se refere o art. e a prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita.As emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias não poderão ser aprovadas quando incompatíveis com o plano plurianual.a realização de operações de créditos que excedam o montante das despesas de capital. § 5º . § 7º . § 5º. de recursos dos orçamentos fiscal e da seguridade social para suprir necessidade ou cobrir déficit de empresas. § 8º. 165.O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional para propor modificação nos projetos a que se refere este artigo enquanto não iniciada a votação. o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de programação para outra ou de um órgão para outro. ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com finalidade precisa.sejam relacionadas: a) com a correção de erros ou omissões. c) transferências tributárias constitucionais para Estados. previstas no art. VI . III . como determinado.

para a realização de despesas distintas do pagamento de benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. 122 Art. a e b. o Distrito Federal e os Municípios adotarão as seguintes providências: I . de 4 de junho de 1998. empregos e funções ou alteração de estrutura de carreiras. inativo e pensionista.exoneração dos servidores não estáveis. dos Estados. de 4 de junho de 1998.A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender a despesas imprevisíveis e urgentes. serão incorporados ao orçamento do exercício financeiro subseqüente. para pagamento de despesas com pessoal ativo. ao Distrito Federal e aos Municípios que não observarem os referidos limites. e II. caso em que. § 3º . 158 e 159. XI . a União. ressalvadas as empresas públicas e as sociedades de economia mista. § 1º .Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual. os Estados.se houver prévia dotação orçamentária suficiente para atender às projeções de despesa de pessoal e aos acréscimos dela decorrentes. destinados aos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário e do Ministério Público. a criação de cargos.A despesa com pessoal ativo e inativo da União. observado o disposto no art. 165. comoção interna ou calamidade pública. durante o prazo fixado na lei complementar referida no caput.redução em pelo menos vinte por cento das despesas com cargos em comissão e funções de confiança. 155 e 156. compreendidos os créditos suplementares e especiais. § 3º . 195.a utilização dos recursos provenientes das contribuições sociais de que trata o art. I. I. bem como a admissão ou contratação de pessoal. só poderão ser feitas: I . ou sem lei que autorize a inclusão. § 4º . 62. do Distrito Federal e dos Municípios. * inciso XI acrescentado pela Emenda Constitucional nº 19. na forma da lei complementar a que se refere o art. . a.Para o cumprimento dos limites estabelecidos com base neste artigo. 168 . * inciso X acrescentado pela Emenda Constitucional nº 19. e dos recursos de que tratam os arts. do Distrito Federal e dos Municípios não poderá exceder os limites estabelecidos em lei complementar. § 2º . II .Os recursos correspondentes às dotações orçamentárias. para a prestação de garantia ou contragarantia à União e para pagamento de débitos para com esta. Art.se houver autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias. dos Estados. pelos órgãos e entidades da administração direta ou indireta.Decorrido o prazo estabelecido na lei complementar referida neste artigo para a adaptação aos parâmetros ali previstos. e II. 169 . § 9º.Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que forem autorizados. 201. salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele exercício. como as decorrentes de guerra. serão imediatamente suspensos todos os repasses de verbas federais ou estaduais aos Estados. II . sob pena de crime de responsabilidade. pelos Governos Federal e Estaduais e suas instituições financeiras. 157. § 2º . ser-lhes-ão entregues até o dia 20 de cada mês. § 1º .a transferência voluntária d e recursos e a concessão de empréstimos. a qualquer título. reabertos nos limites de seus saldos.X .É permitida a vinculação de receitas próprias geradas pelos impostos a que se referem os arts.A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração. inclusive por antecipação de receita. inclusive fundações instituídas e mantidas pelo poder público.

A lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública.O cargo objeto da redução prevista nos parágrafos anteriores será considerado extinto. II . com base no interesse nacional. desde que ato normativo motivado de cada um dos Poderes especifique a atividade funcional. dispondo sobre: I .defesa do meio ambiente. o servidor estável poderá perder o cargo.A lei disciplinará. o órgão ou unidade administrativa objeto da redução de pessoal. emprego ou função com atribuições iguais ou assemelhadas pelo prazo de quatro anos. os investimentos de capital estrangeiro.Se as medidas adotadas com base no parágrafo anterior não forem suficientes para assegurar o cumprimento da determinação da lei complementar referida neste artigo.propriedade privada. VIII . 173 .O servidor que perder o cargo na forma do parágrafo anterior fará jus a indenização correspondente a um mês de remuneração por ano de serviço. a exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo. salvo nos casos previstos em lei.redução das desigualdades regionais e sociais. 123 § 1º .defesa do consumidor.soberania nacional. Art. fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa. tem por fim assegurar a todos existência digna. § 7º . III . Parágrafo único . VII . § 5º . IX .Ressalvados os casos previstos nesta Constituição. 171 . conforme os ditames da justiça social.A ordem econômica.livre concorrência.§ 4º .tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no País. observados os seguintes princípios: I . TÍTULO VII DA ORDEM ECONÔMICA E FINANCEIRA CAPÍTULO I DOS PRINCÍPIOS GERAIS DA ATIVIDADE ECONÔMICA Art. .função social da propriedade. independentemente de autorização de órgãos públicos.(Revogado pela Emenda Constitucional nº 6. vedada a criação de cargo. da sociedade de economia mista e de suas subsidiárias que explorem atividade econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de serviços.busca do pleno emprego.sua função social e formas de fiscalização pelo Estado e pela Sociedade. Art. de 15-08-1995). V . 170 . IV . VI .É assegurado a todos o livre exercício de qualquer ativi dade econômica. 172 . conforme definidos em lei.Lei federal disporá sobre as normas gerais a serem obedecidas na efetivação do disposto no § 4º. incentivará os reinvestimentos e regulará a remessa de lucros. Art. § 6º .

em lavra o u não. o Estado exercerá. § 3º .os direitos dos usuários. por brasileiros ou empresa constituída sob as leis brasileiras e que tenha sua sede e administração no País. inclusive quanto aos direitos e obrigações civis.a sujeição ao regime jurídico próprio das empresas privadas. e pertencem à União. Art. para efeito de exploração ou aproveitamento. incentivo e planejamento.política tarifária. bem como as condições de caducidade. Art.As jazidas. IV . nas áreas onde estejam atuando. § 2º . § 4º . trabalhistas e tributários. XXV. na forma da lei. fiscalização e rescisão da concessão ou permissão. § 5º . III .a constituição e o funcionamento dos conselhos de administração e fiscal. IV . à eliminação da concorrência e ao aumento arbitrário dos lucros. o qual incorporará e compatibilizará os planos nacionais e regionais de desenvolvimento. estabelecerá a responsabilidade desta.Como agente normativo e regulador da atividade econômica. sujeitando-a às punições compatíveis com sua natureza. observados os princípios da administração pública. e demais recursos minerais e os potenciais de energia hidráulica constituem propriedade distinta da do solo. nos atos praticados contra a ordem econômica e financeira e contra a economia popular. § 1º . 21.os mandatos. III .O Estado favorecerá a organização da atividade garimpeira em cooperativas. . § 3º .A lei estabelecerá as diretrizes e bases do planejamento do desenvolvimento nacional equilibrado. 174 .o regime das empresas concessionárias e permissionárias de serviços públicos. na forma da lei. o caráter especial de seu contrato e de sua prorrogação. § 4º . sem p rejuízo da responsabilidade individual dos dirigentes da pessoa jurídica. serviços.licitação e contratação de obras. na forma da lei. na forma da lei. Art. no interesse nacional.A lei disporá sobre: I .As empresas públicas e as sociedades de economia mista não poderão gozar de privilégios fiscais não extensivos às do setor privado. com a participação de acionistas minoritários. que estabelecerá as condições específicas quando essas atividades se desenvolverem em faixa de fronteira ou terras indígenas. e naquelas fixadas de acordo com o art. a avaliação de desempenho e a responsabilidade dos administradores.A pesquisa e a lavra de recursos minerais e o aproveitamento dos potenciais a que se refere o caput deste artigo somente poderão ser efetuados mediante autorização ou concessão da União. II .A lei regulamentará as relações da empresa pública com o Estado e a sociedade. a prestação de serviços públicos. compras e alienações.A lei apoiará e estimulará o cooperativismo e outras formas de associativismo. 175 . garantida ao concessionário a propriedade do produto da lavra. § 2º . § 1º .II . diretamente ou sob regime de concessão ou permissão.Incumbe ao Poder Público. V .A lei reprimirá o abuso do poder econômico que vise à dominação dos mercados. levando em conta a proteção do meio ambiente e a promoção econômico-social dos garimpeiros.A lei. comerciais. as funções de fiscalização.As cooperativas a que se refere o parágrafo anterior terão prioridade na autorização ou concessão para pesquisa e lavra dos recursos e jazidas de minerais garimpáveis. Parágrafo único . sendo este determinante para o setor público e indicativo para o setor privado. 176 . sempre através de licitação.a obrigação de manter serviço adequado.

a industrialização e o comércio de minérios e minerais nucleares e seus derivados. tratamento jurídico diferenciado. § 2º .A lei disporá sobre o transporte e a utilização de materiais radioativos no território nacional. a lavra. Art. assim definidas em lei. por meio de conduto.Constituem monopólio da União: I .A lei que se refere o § 1º disporá sobre: I . 177 . o Distrito Federal e os Municípios promoverão e incentivarão o turismo como fator de desenvolvimento social e econômico. 178 . 180 . total ou parcialmente. o Distrito Federal e os Municípios dispensarão às microempresas e às empresas de pequeno porte. atendido o princípio da reciprocidade.A lei disporá sobre a ordenação dos transportes aéreo. observadas as condições estabelecidas em lei. IV . a lei estabelecerá as condições em que o transporte de mercadorias na cabotagem e a navegação interior poderão ser feitos por embarcações estrangeiras. os Estados. quanto à ordenação do transporte internacional. tributárias.§ 2º .É assegurada participação ao proprietário do solo nos resultados da lavra. sem prévia anuência do poder concedente. seus derivados e gás natural de qualquer origem. Art. III . o reprocessamento. de petróleo bruto. o enriquecimento. previdenciárias e creditícias. Art. Parágrafo único . na forma e no valor que dispuser a lei. ou pela eliminação ou redução destas por meio de lei. 181 . devendo. 179 . Art.Não dependerá de autorização ou concessão o aproveitamento do potencial de energia renovável de capacidade reduzida. § 1º . visando a incentivá-las pela simplificação de suas obrigações administrativas. CAPÍTULO II DA POLÍTICA URBANA .a pesquisa e a lavra das jazidas de petróleo e gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos. aquático e terrestre.o transporte marítimo do petróleo bruto de origem nacional ou de derivados básicos de petróleo produzidos no País. III .a pesquisa. V . os Estados. § 3º .a refinação do petróleo nacional ou estrangeiro.A União. II . feita por autoridade administrativa ou judiciária estrangeira. II .A União.A União poderá contratar com empresas estatais ou privadas a realização das atividades previstas nos incisos I e II deste artigo.O atendimento de requisição de documento ou informação de natureza comercial.A autorização de pesquisa será sempre por prazo determinado.as condições de contratação.a garantia do fornecimento dos derivados de petróleo em todo o território nacional. a pessoa física ou jurídica residente ou domiciliada no País dependerá de autorização do Poder competente. Art.a estrutura e atribuições do órgão regulador do monopólio da União. § 4º .a importação e exportação dos produtos e derivados básicos resultantes das atividades previstas nos incisos anteriores. § 3º . observar os acordos firmados pela União. e as autorizações e concessões previstas neste artigo não poderão ser cedidas ou transferidas. bem assim o transporte.Na ordenação do transporte aquático.

Art. 182 - A política de desenvolvimento urbano, executada pelo Poder Público municipal, conforme diretrizes gerais fixadas em lei, tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes. § 1º - O plano diretor, aprovado pela Câmara Municipal, obrigatório para cidades com mais de vinte mil habitantes, é o instrumento básico da política de desenvolvimento e de expansão urbana. § 2º - A propriedade urbana cumpre sua função social quando atende às exigências fundamentais de ordenação da cidade expressas no plano diretor. § 3º - As desapropriações de imóveis urbanos serão feitas com prévia e justa indenização em dinheiro. § 4º - É facultado ao Poder Público municipal, mediante lei específica para área incluída no plano diretor, exigir, nos termos da lei federal, do proprietário do solo urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado, que promova seu adequado aproveitamento, sob pena, sucessivamente, de: I - parcelamento ou edificação compulsórios; II - imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana progressivo no tempo; III - desapropriação com pagamento mediante títulos da dívida pública de emissão previamente aprovada pelo Senado Federal, com prazo de resgate de até dez anos, em parcelas anuais, iguais e sucessivas, assegurados o valor real da indenização e os juros legais. Art. 183 - Aquele que possuir como sua área urbana de até duzentos e cinqüenta metros quadrados, por cinco anos, ininterruptamente e sem oposição, utilizando-a para sua moradia ou de sua família, adquirir-lhe-á o domínio, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural. § 1º - O título de domínio e a concessão de uso serão conferidos ao homem ou à mulher, ou a ambos, independentemente do estado civil. § 2º - Esse direito não será reconhecido ao mesmo possuidor mais de uma vez. § 3º - Os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião.

CAPÍTULO III DA POLÍTICA AGRÍCOLA E FUNDIÁRIA E DA REFORMA AGRÁRIA
Art. 184 - Compete à União desapropriar por interesse social, para fins de reforma agrária, o imóvel rural que não esteja cumprindo sua função social, mediante prévia e justa indenização em títulos da dívida agrária, com cláusula de preservação do valor real, resgatáveis no prazo de até vinte anos, a partir do segundo ano de sua emissão, e cuja utilização será definida em lei. § 1º - As benfeitorias úteis e necessárias serão indenizadas em dinheiro. § 2º - O decreto que declarar o imóvel como de interesse social, para fins de reforma agrária, autoriza a União a propor a ação de desapropriação. § 3º - Cabe à lei complementar estabelecer procedimento contraditório especial, de rito sumário, para o processo judicial de desapropriação. § 4º - O orçamento fixará anualmente o volume total de títulos da dívida agrária, assim como o montante de recursos para atender ao programa de reforma agrária no exercício. § 5º - São isentas de impostos federais, estaduais e municipais as operações de transferência de imóveis desapropriados para fins de reforma agrária.

Art. 185 - São insuscetíveis de desapropriação para fins de reforma agrária: I - a pequena e média propriedade rural, assim definida em lei, desde que seu proprietário não possua outra; II - a propriedade produtiva. Parágrafo único - A lei garantirá tratamento especial à propriedade produtiva e fixará normas para o cumprimento dos requisitos relativos a sua função social. Art. 186 - A função social é cumprida quando a propriedade rural atende, simultaneamente, segundo critérios e graus de exigência estabelecidos em lei, aos seguintes requisitos: I - aproveitamento racional e adequado; II - utilização adequada dos recursos naturais disponíveis e preservação do meio ambiente; III - observância das disposições que regulam as relações de trabalho; IV - exploração que favoreça o bem-estar dos proprietários e dos trabalhadores. Art. 187 - A política agrícola será planejada e executada na forma da lei, com a participação efetiva do setor de produção, envolvendo produtores e trabalhadores rurais, bem como dos setores de comercialização, de armazenamento e de transportes, levando em conta, especialmente: I - os instrumentos creditícios e fiscais; II - os preços compatíveis com os custos de produção e a garantia de comercialização; III - o incentivo à pesquisa e à tecnologia; IV - a assistência técnica e extensão rural; V - o seguro agrícola; VI - o cooperativismo; VII - a eletrificação rural e irrigação; VIII - a habitação para o trabalhador rural. § 1º - Incluem-se no planejamento agrícola as atividades agroindustriais, agropecuárias, pesqueiras e florestais. § 2º - Serão compatibilizadas as ações de política agrícola e de reforma agrária. Art. 188 - A destinação de terras públicas e devolutas será compatibilizada com a política agrícola e com o plano nacional de reforma agrária. § 1º - A alienação ou a concessão, a qualquer título, de terras públicas com área superior a dois mil e quinhentos hectares a pessoa física ou jurídica, ainda que por interposta pessoa, dependerá de prévia aprovação do Congresso Nacional. § 2º - Excetuam-se do disposto no parágrafo anterior as alienações ou as concessões de terras públicas para fins de reforma agrária. Art. 189 - Os beneficiários da distribuição de imóveis rurais pela reforma agrária receberão títulos de domínio ou de concessão de uso, inegociáveis pelo prazo de dez anos. Parágrafo único - O título de domínio e a concessão de uso serão conferidos ao homem ou à mulher, ou a ambos, independentemente do estado civi l, nos termos e condições previstos em lei. Art. 190 - A lei regulará e limitará a aquisição ou o arrendamento de propriedade rural por pessoa física ou jurídica estrangeira e estabelecerá os casos que dependerão de autorização do Congresso Nacional. Art. 191 - Aquele que, não sendo proprietário de imóvel rural ou urbano, possua como seu, por cinco anos ininterruptos, sem oposição, área de terra, em zona rural, não superior a cinqüenta hectares,

tornando-a produtiva por seu trabalho ou de sua família, tendo nela sua moradia, adquirir-lhe-á a propriedade. Parágrafo único - Os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião.

CAPÍTULO IV DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL
Art. 192 - O sistema financeiro nacional, estruturado de forma a promover o desenvolvimento equilibrado do País e a servir aos interesses da coletividade, será regulado em lei complementar, que disporá, inclusive, sobre: I - a autorização para o funcionamento das instituições financeiras, assegurado às instituições bancárias oficiais e privadas acesso a todos os instrumentos do mercado financeiro bancário, sendo vedada a essas instituições a participação em atividades não previstas na autorização de que trata este inciso; II - autorização e funcionamento dos estabelecimentos de seguro, resseguro, previdência e capitalização, bem como do órgão oficial fiscalizador; III - as condições para a participação do capital estrangeiro nas instituições a que se referem os incisos anteriores, tendo em vista, especialmente: a) os interesses nacionais; b) os acordos internacionais; IV - a organização, o funcionamento e as atribuições do banco central e demais instituições financeiras públicas e privadas; V - os requisitos para a designação de membros da diretoria do banco central e demais instituições financeiras, bem como seus impedimentos após o exercício do cargo; VI - a criação de fundo ou seguro, com o objetivo de proteger a economia popular, garantindo créditos, aplicações e depósitos até determinado valor, vedada a participação de recursos da União; VII - os critérios restritivos da transferência de poupança de regiões com renda inferior à média nacional para outras de maior desenvolvimento; VIII - o funcionamento das cooperativas de crédito e os requisitos para que possam ter condições de operacionalidade e estruturação próprias das instituições financeiras. § 1º - A autorização a que se referem os incisos I e II será inegociável e intransferível, permitida a transmissão do controle da pessoa jurídica titular, e concedida sem ônus, na forma da lei do sistema financeiro nacional, a pessoa jurídica cujos diretores tenham capacidade técnica e reputação ilibada, e que comprove capacidade econômica compatível com o empreendimento. § 2º - Os recursos financeiros relativos a programas e projetos de caráter regional, de responsabilidade da União, serão depositados em suas instituições regionais de crédito e por elas aplicados. § 3º - As taxas de juros reais, nelas incluídas comissões e quaisquer outras remunerações direta ou indiretamente referidas à concessão de crédito, não poderão ser superiores a doze por cento ao ano; a cobrança acima deste limite será conceituada como crime de usura, punido, em todas as suas modalidades, nos termos que a lei determinar.

TÍTULO VIII DA ORDEM SOCIAL

não incidindo contribuição sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de previdência social de que trata o art. dos Estados. à pessoa física que lhe preste serviço.caráter democrático e descentralizado da administração. e das seguintes contribuições sociais: I . tendo em vista as . com participação dos trabalhadores. III . V . 195 . mediante gestão quadripartite.do empregador.CAPÍTULO I DISPOSIÇÃO GERAL Art. com base nos seguintes objetivos: I . * alíneas a.As receitas dos Estados. nos termos da lei. nos termos da lei. 193 . § 1º . previdência social e assistência social. CAPÍTULO II DA SEGURIDADE SOCIAL SEÇÃO I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. do Distrito Federal e dos Municípios destinadas à seguridade social constarão dos respectivos orçamentos. não integrando o orçamento da União. II . dos aposentados e do Governo nos órgãos colegiados. b e c.seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e serviços. b) a receita ou o faturamento. do Distrito Federal e dos Municípios. de forma direta e indireta. dos empregadores.A ordem social tem como base o primado do trabalho.do trabalhador e dos demais segurados da previdência social.irredutibilidade do valor dos benefícios.diversidade da base de financiamento. 194 .A seguridade social será financiada por toda a sociedade. Art. § 2º .sobre a receita de concursos de prognósticos.Compete ao Poder Público. c) o lucro. mediante recursos provenientes dos orçamentos da União. Parágrafo único . da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei. organizar a seguridade social. a qualquer título.A proposta de orçamento da seguridade social será elaborada de forma integrada pelos órgãos responsáveis pela saúde.universalidade da cobertura e do atendimento.uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais. VI . 201.A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade. destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde. IV . incidentes sobre: a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados. à previdência e à assistência social. 124 VII .eqüidade na forma de participação no custeio. acrecentadas pela Emenda Constitucional nº 20 de 15 de dezembro de 1998. mesmo sem vínculo empregatício. e como objetivo o bem-estar e a justiça sociais. III . 125 II .

A saúde é direito de todos e dever do Estado. com direção única em cada esfera de governo. § 10º A lei definirá os critérios de transferência de recursos para o sistema único de saúde e ações de assistência social da União para os Estados. § 7º . acrescentado pela Emenda Constitucional nº de 15 de dezembro de 1998. também. organizado de acordo com as seguintes diretrizes: I . III . obedecido o disposto no art. o meeiro e o arrendatário rurais e o pescador artesanal.São de relevância pública as ações e serviços de saúde. e dos Estados para os Municípios. que exerçam suas atividades em regime de economia familiar. Art. 126 § 8º . assegurada a cada área a gestão de seus recursos. com prioridade para as ativi dades preventivas.atendimento integral. nos termos da lei.metas e prioridades estabelecidas na lei de diretrizes orçamentárias. o Distrito Federal e os Municípios. sem prejuízo dos serviços assistenciais. § 11º É vedada a concessão de remissão ou anistia das contribuições sociais de que tratam os incisos I.As contribuições sociais de que trata este artigo só poderão ser exigidas após decorridos noventa dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou modificado. garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção. III. contribuirão para a seguridade social mediante a aplicação de uma alíquota sobre o resultado da comercialização da produção e farão jus aos benefícios nos termos da lei. o parceiro. não se lhes aplicando o disposto no art. § 4º . em razão da atividade econômica ou da utilização intensiva de mão-deobra.A lei poderá instituir outras fontes destinadas a garantir a manutenção ou expansão da seguridade social.A pessoa jurídica em débito com o sistema da seguridade social. observada a respectiva contrapartida de recursos. 154. 198 . 10 e 11. § 9° As contribuições sociais previstas no inciso I deste artigo poderão ter alíquotas ou bases de cálculo diferenciadas. como estabelecido em lei. II .Nenhum benefício ou serviço da seguridade social poderá ser criado. bem como os respectivos cônjuges.descentralização. sem empregados permanentes.São isentas de contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes de assistência social que atendam às exigências estabelecidas em lei. §§ 9. a. cabendo ao Poder Público dispor. § 5º . por pessoa física ou jurídica de direito privado.O produtor. devendo sua execução ser feita diretamente ou através de terceiros e. 150. 196 . . proteção e recuperação.participação da comunidade. b. para débitos em montante superior ao fixado em lei complementar. majorado ou estendido sem a correspondente fonte de custeio total. SEÇÃO II DA SAÚDE Art. I. 197 . fiscalização e controle. sobre sua regulamentação. § 3º . § 6º .As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único. Art. e II deste artigo. não poderá contratar com o Poder Público nem dele receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios.

anualmente. distrital e municipal.A lei disporá sobre as condições e os requisitos que facilitem a remoção de órgãos. 200 . 158 e 159.participar da formulação da política e da execução das ações de saneamento básico. § 2º .Ao sistema único de saúde compete. além de outras atribuições. o produto da arrecadação dos impostos a que se refere o art. II .ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde. e dos Estados destinados a seus respectivos Municípios. além de outras fontes. com recursos do orçamento da seguridade social.127 § 1º . bem como as de saúde do trabalhador. 129 § 3º . III . e inciso II. inciso I.controlar e fiscalizar procedimentos. compreendido o controle de seu teor nutricional. tecidos e substâncias humanas para fins de transplante.no caso dos Estados e do Distrito Federal. Art. inciso I. bem como bebidas e águas para consumo humano. ao Distrito Federal e aos Municípios. que será reavaliada pelo menos a cada cinco anos. nos termos da lei: I . o produto da arrecadação dos impostos a que se refere o art. 156 e dos recursos de que tratam os arts. estadual.executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica.Lei complementar. IV . hemoderivados e outros insumos. II . os Estados. alínea a. tendo preferência as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos.as normas de fiscalização. objetivando a progressiva redução das disparidades regionais.É vedada a destinação de recursos públicos para auxílios ou subvenções às instituições privadas com fins lucrativos. II . avaliação e controle das despesas com saúde nas esferas federal.as normas de cálculo do montante a ser aplicado pela União. III . segundo diretrizes deste. . § 1º . nos termos do art.É vedada a participação direta ou indireta de empresas ou capitais estrangeiros na assistência à saúde no País. § 4º . sendo vedado todo tipo de comercialização. bem como a coleta. produtos e substâncias de interesse para a saúde e participar da produção de medicamentos.A assistência à saúde é livre à iniciativa privada. na forma definida nos termos da lei complementar prevista no § 3º. Art. salvo nos casos previstos em lei. alínea b e § 3º.fiscalizar e inspecionar alimentos.no caso dos Municípios e do Distrito Federal. 199 .A União. dos Estados. mediante contrato de direito público ou convênio. em ações e serviços públicos de saúde recursos mínimos derivados da aplicação de percentuais calculados sobre: I . 195.os percentuais de que trata o § 2º. V . III . equipamentos. pesquisa e tratamento.O sistema único de saúde será financiado.os critérios de rateio dos recursos da União vinculados à saúde destinados aos Estados. do Distrito Federal e dos Municípios. VI . processamento e transfusão de sangue e seus derivados. o Distrito Federal e os Municípios aplicarão. deduzidas as parcelas que forem transferidas aos respectivos Municípios.incrementar em sua área de atuação o desenvolvimento científico e tecnológico.no caso da União. imunobiológicos. IV . § 3º . 128 § 2º . da União. 157 e 159. estabelecerá: I .As instituições privadas poderão participar de forma complementar do sistema único de saúde. 155 e dos recursos de que tratam os arts.

132 § 2º . observado o disposto no § 2°.participar do controle e fiscalização da produção.sessenta e cinco anos de idade. nele compreendido o do trabalho. para o professor que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio. se homem. 134 § 4º . o valor real.Para efeito de aposentadoria. de caráter contributivo e de filiação obrigatória. 137 § 7º .A gratificação natalina dos aposentados e pensionistas terá por base o valor dos proventos do mês de dezembro de cada ano. 136 § 6º . homem ou mulher. II proteção à maternidade. na qualidade de segurado facultativo. * Incisos I e II acrescentados pela Emenda Constitucional nº 20 de 15 de dezembro de 1998. segundo critérios estabelecidos em lei. na forma da lei.trinta e cinco anos de contribuição. nos termos da lei. reduzido em cinco anos o limite para os trabalhadores rurais de ambos os sexos e para os que exerçam suas atividades em regime de economia familiar. conforme critérios definidos em lei.pensão por morte do segurado. e trinta anos de contribuição. II . SEÇÃO III DA PREVIDÊNCIA SOCIAL 130 Art. 131 § 1º . se mulher. obedecidas as seguintes condições: I . observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial. ao cônjuge ou companheiro e dependentes. rural e urbana. é assegurada a contagem recíproca do tempo de contribuição na administração pública e na atividade privada.É assegurado o reajustamento dos benefícios para preservar-lhes. em caráter permanente. transporte. e atenderá. o garimpeiro e o pescador artesanal. nos termos da lei. 133 § 3º . se mulher.Nenhum benefício que substitua o salário de contribuição ou o rendimento do trabalho do segurado terá valor mensal inferior ao salário mínimo. se homem. ressalvados os casos de atividades exercidas sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. tóxicos e radioativos. de pessoa participante de regime próprio de previdência. V . 135 § 5º . VIII . nestes incluídos o produtor rural. a: I . 201 .A previdência social será organizada sob a forma de regime geral. g uarda e utilização de substâncias e produtos psicoativos.proteção ao trabalhador em situação de desemprego involuntário.É assegurada aposentadoria no regime geral de previdência social. III .É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria aos beneficiários do regime geral de previdência social.salário-família e auxílio-reclusão para os dependentes dos segurados de baixa renda. IV .Todos os salários de contribuição considerados para o cálculo de benefício serão devidamente atualizados. e sessenta anos de idade.colaborar na proteção do meio ambiente. definidos em lei complementar.É vedada a filiação ao regime geral de previdência social. morte e idade avançada. § 9° . invalidez. hipótese em que os diversos regimes de previdência social se compensarão financeiramente.cobertura dos eventos de doença.VII . 138 § 8º . especialmente à gestante.Os requisitos a que se refere o inciso I do parágrafo anterior serão reduzidos em cinco anos. .

141 § 2º . salvo na qualidade de patrocinador. independentemente de contribuição à seguridade social. II . assim como.As contribuições do empregador. III . . § 4° . sociedades de economia mista e outras entidades públicas. e tem por objetivos: I . nos casos e na forma da lei.a habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de deficiência e a promoção de sua integração à vida comunitária. fundações. à infância. quando patrocinadoras de entidades fechadas de previdência privada.a garantia de um salário mínimo de benefício mensal à pessoa portadora de deficiência e ao idoso que comprovem não possuir meios de prover à própria manutenção ou de tê-la provida por sua família. nos termos da lei. regulamentos e planos de benefícios das entidades de previdência privada não integram o contrato de trabalho dos participantes. 140 § 1º .Os ganhos habituais do empregado. em hipótese alguma.Lei complementar disciplinará a relação entre a União. fundações. inclusive suas autarquias. 202 . §§ 3. § 6°.A lei complementar a que se refere o § 4° deste artigo estabelecerá os requisitos para a designação dos membros das diretorias das entidades fechadas de previdência privada e disciplinará a inserção dos participantes nos colegiados e instâncias de decisão em que seus interesses sejam objeto de discussão e deliberação. e suas respectivas entidades fechadas de previdência privada. os benefícios e as condições contratuais previstas nos estatutos. à maternidade. 10 e 11 acrescentados pela Emanda Constitucional nº de 15 de dezembro de 1998. à adolescência e à velhice. § 3° .§ 10º .a proteção à família. e regulado por lei complementar. às empresas privadas permissionárias ou concessionárias de prestação de serviços públicos. 203 . 139 Art. Estados.A assistência social será prestada a quem dela necessitar. Distrito Federal e Municípios. SEÇÃO IV DA ASSISTÊNCIA SOCIAL Art. situação na qual. IV . conforme dispuser a lei. a qualquer título.Lei disciplinará a cobertura do risco de acidente do trabalho. § 11º . baseado na constituição de reservas que garantam o benefício contratado. suas autarquias. Distrito Federal ou Municípios. 5 e 6. serão incorporados ao salário para efeito de contribuição previ denciária e conseqüente repercussão em benefícios.A lei complementar de que trata o parágrafo anterior aplicar-se-á. sua contribuição normal poderá exceder a do segurado. será facultativo.o amparo às crianças e adolescentes carentes. empresas públicas.a promoção da integração ao mercado de trabalho. de caráter complementar e organizado de forma autônoma em relação ao regime geral de previdência social. sociedades de economia mista e empresas controladas direta ou indiretamente." *§§ 9. § 5° . no que couber. à exceção dos benefícios concedidos.A lei complementar de que trata este artigo assegurará ao participante de planos de benefícios de entidades de previdência privada o pleno acesso às informações relativas à gestão de seus respectivos planos. enquanto patrocinadoras de entidades fechadas de previdência privada.É vedado o aporte de recursos a entidade de previdência privada pela União. Estados. V . não integram a remuneração dos participantes. 4.O regime de previdência privada. acrescentados pela Emenda Constitucional nº 20 de 15 de dezembro de 1998. a ser atendida concorrentemente pelo regime geral de previdência social e pelo setor privado.

acesso aos níveis mais elevados do ensino. pesquisa e extensão. ensinar. III . e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino.atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a seis anos de idade.progressiva universalização do ensino médio gratuito. . 205 . bem como a entidades beneficentes e de assistência social.Art. sua oferta gratuita para todos os que a ele não tiveram acesso na idade própria. VII . será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade. garantidos.ensino fundamental obrigatório e gratuito. DA CULTURA E DO DESPORTO SEÇÃO I DA EDUCAÇÃO Art. na formulação das políticas e no controle das ações em todos os níveis.O disposto neste artigo aplica-se às instituições de pesquisa científica e tecnológica.participação da população. 142 V . da pesquisa e da criação artística.igualdade de condições para o acesso e permanência na escola.liberdade de aprender. cabendo a coordenação e as normas gerais à esfera federal e a coordenação e a execução dos respectivos programas às esferas estadual e municipal.gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais. previstos no art. por meio de organizações representativas. Art. na forma da lei. Art. técnicos e cientistas estrangeiros.As universidades gozam de autonomia didático-científica. Art. segundo a capacidade de cada um. planos de carreira para o magistério público.gestão democrática do ensino público. IV . e obedecerão ao princípio de indissociabilidade entre ensino.valorização dos profissionais do ensino. a arte e o saber. 144 II .As ações governamentais na área da assistência social serão realizadas com recursos do orçamento da seguridade social. II . assegurada. pesquisar e divulgar o pensamento. II . além de outras fontes. direito de todos e dever do Estado e da família. 207 .É facultado às universidades admitir professores.atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência. 206 . inclusive.garantia de padrão de qualidade. visando ao pleno desenvolvimento da pessoa.descentralização político-administrativa. § 2º .A educação.O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de: 143 I . e organizadas com base nas seguintes diretrizes: I . 204 . com piso salarial profissional e ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos.O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: I . VI . na forma da lei. seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. preferencialmente na rede regular de ensino. VI . IV . III .pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas. 195. na forma da lei.oferta de ensino noturno regular. § 1º . 208 . V . administrativa e de gestão financeira e patrimonial. CAPÍTULO III DA EDUCAÇÃO. adequado às condições do educando.

O ensino religioso. na forma da lei.autorização e avaliação de qualidade pelo Poder Público. pela freqüência à escola. ou pelos Estados aos respectivos Municípios. II .A parcela da arrecadação de impostos transferida pela União aos Estados.Os programas suplementares de alimentação e assistência à saúde previstos no art. 209 . função redistributiva e supletiva. Art. . § 3º . § 1º . 211 . recolhida pelas empresas. estadual e municipal e os recursos aplicados na forma do art. § 3º . os Estados e os Municípios definirão formas de colaboração. ou sua oferta irregular.A União organizará o sistema federal de ensino e o dos Territórios.Para efeito do cumprimento do disposto no caput deste artigo. nos termos do plano nacional de educação. Art. ao Distrito Federal e aos Municípios. VII. constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental.atendimento ao educando. anualmente. 212 .O ensino é livre à iniciativa privada. fazer-lhes a chamada e zelar. de matrícula facultativa. serão financiados com recursos provenientes de contribuições sociais e outros recursos orçamentários. de forma a garantir equalização de oportunidades educacionais e padrão mínimo de qualidade do ensino mediante assistência técnica e financeira aos Estados. § 2º . ao Distrito Federal e aos Municípios. Art. 146 147 148 § 2º . 210 . Art. financiará as instituições de ensino públicas federais e exercerá. no ensino fundamental. § 4º .Os Estados e o Distrito Federal atuarão prioritariamente no ensino fundamental e médio. junto aos pais ou responsáveis.Compete ao Poder Público recensear os educandos no ensino fundamental.Na organização de seus sistemas de ensino. atendidas as seguintes condições: I . § 2º .O ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa. não é considerada. 149 § 5º . serão considerados os sistemas de ensino federal. de modo a assegurar a universalização do ensino obrigatório.A União aplicará. § 1º . § 2º . § 1º . nunca menos de dezoito.cumprimento das normas gerais da educação nacional. 208. § 3º . o Distrito Federal e os Municípios organizarão em regime de colaboração seus sistemas de ensino. para efeito do cálculo previsto neste artigo.O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo.Os Municípios atuarão prioritariamente no ensino fundamental e na educação infantil. nacionais e regionais. importa responsabilidade da autoridade competente.A União.VII . os Estados. de maneira a assegurar formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos. transporte. compreendida a proveniente de transferências. o Distrito Federal e os Municípios vinte e cinco por cento. alimentação e assistência à saúde.O ensino fundamental público terá como fonte adicional de financiamento a contribuição social do salário-educação. e os Estados. através de programas suplementares de material didático-escolar. na manutenção e desenvolvimento do ensino.Serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental.O não-oferecimento d o ensino obrigatório pelo Poder Público. 145 § 1º . receita do governo que a transferir.A distribuição dos recursos públicos assegurará prioridade ao atendimento das necessidades do ensino obrigatório. 213. em matéria educacional. da receita resultante de impostos. assegurada às comunidades indígenas também a utilização de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem. § 4º . no mínimo.

os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico.as obras.O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional. Art. IV . 215 . com a colaboração da comunidade.as criações científicas. § 2º .As atividades universitárias de pesquisa e extensão poderão receber apoio financeiro do Poder Público. II . à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira. § 2º . e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais.A lei disporá sobre a fixação de datas comemorativas de alta significação para os diferentes segmentos étnicos nacionais. paleontológico.assegurem a destinação de seu patrimônio a outra escola comunitária.Art.formação para o trabalho. que: I . vigilância.Os recursos públicos serão destinados às escolas públicas. filantrópica ou confessional.Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial. indígenas e afro-brasileiras. § 1º . fazer e viver. na forma da lei. nos quais se incluem: I . 213 . tomados individualmente ou em conjunto.O Poder Público.melhoria da qualidade do ensino. § 1º . . podendo ser dirigidos a escolas comunitárias. promoverá e protegerá o patrimônio cultural brasileiro. para os que demonstrarem insuficiência de recursos. registros.as formas de expressão. Art. e das de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional. à ação. V . IV . definidas em lei. ficando o Poder Público obrigado a investir prioritariamente na expansão de sua rede na localidade. V . arqueológico.os modos de criar. artístico.promoção humanística.O Estado protegerá as manifestações das culturas populares.universalização do atendimento escolar. documentos. no caso de encerramento de suas atividades. artísticas e tecnológicas.A lei estabelecerá o plano nacional de educação. quando houver falta de vagas e cursos regulares da rede pública na localidade da residência do educando. § 1º . confessionais ou filantrópicas. III . III . SEÇÃO II DA CULTURA Art. objetos. e de outras formas de acautelamento e preservação. II . ou ao Poder Público. portadores de referência à identidade. edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais. de duração plurianual.erradicação do analfabetismo. ecológico e científico. visando à articulação e ao desenvolvimento do ensino em seus diversos níveis e à integração das ações do Poder Público que conduzam à: I . científica e tecnológica do País. II . tombamento e desapropriação. 216 . 214 .Os recursos de que trata este artigo poderão ser destinados a bolsas de estudo para o ensino fundamental e médio. paisagístico.comprovem finalidade não-lucrativa e apliquem seus excedentes financeiros em educação. por meio de inventários.

a destinação de recursos públicos para a promoção prioritária do desporto educacional e. em casos específicos. § 2º .A pesquisa tecnológica voltar-se-á preponderantemente para a solução dos problemas brasileiros e para o desenvolvimento do sistema produtivo nacional e regional.A lei apoiará e estimulará as empresas que invistam em pesquisa. § 4º . II . para a do desporto de alto rendimento. contados da instauração do processo. § 4º .É facultado aos Estados e ao Distrito Federal vincular parcela de sua receita orçamentária a entidades públicas de fomento ao ensino e à pesquisa científica e tecnológica. § 1º . desvinculada do salário.Os danos e ameaças ao patrimônio cultural serão punidos. como direito de cada um.§ 2º .a proteção e o incentivo às manifestações desportivas de criação nacional. 217 . § 3º . participação nos ganhos econômicos resultantes da produtividade de seu trabalho. § 5º . SEÇÃO III DO DESPORTO Art. a gestão da documentação governamental e as providências para franquear sua consulta a quantos dela necessitem. formação e aperfeiçoamento de seus recursos humanos e que pratiquem sistemas de remuneração que assegurem ao empregado. CAPÍTULO IV DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA Art. § 3º . IV . na forma da lei. § 1º .O Poder Judiciário só admitirá ações relativas à disciplina e às competições desportivas após esgotarem-se as instâncias da justiça desportiva. quanto a sua organização e funcionamento. III .Cabem à administração pública.A justiça desportiva terá o prazo máximo de sessenta dias.O Estado promoverá e incentivará o desenvolvimento científico. na forma da lei. § 5º .O Poder Público incentivará o lazer. pesquisa e tecnologia.a autonomia das entidades desportivas dirigentes e associações. observados: I . tendo em vista o bem público e o progresso das ciências. para proferir decisão final. 218 .o tratamento diferenciado para o desporto profissional e o não-profissional. reguladas em lei. § 3º . criação de tecnologia adequada ao País.A pesquisa científica básica receberá tratamento prioritário do Estado.Ficam tombados todos os documentos e os sítios detentores de reminiscências históricas dos antigos quilombos.É dever do Estado fomentar práticas desportivas formais e não-formais. . e concederá aos que delas se ocupem meios e condições especiais de trabalho.O Estado apoiará a formação de recursos humanos nas áreas de ciência. § 2º . a pesquisa e a capacitação tecnológicas.A lei estabelecerá incentivos para a produção e o conhecimento de bens e valores culturais. como forma de promoção social.

É vedada a participação de pessoa jurídica no capital social de empresa jornalística ou de radiodifusão. X. e conterá. III . IV .O mercado interno integra o patrimônio nacional e será incentivado de modo a viabilizar o desenvolvimento cultural e sócio-econômico. agrotóxicos. § 3º .A publicação de veículo impresso de comunicação independe de licença de autoridade.regionalização da produção cultural. cabendo ao Poder Público informar sobre a natureza deles.Os meios de comunicação social não podem. as faixas etárias a que não se recomendem. CAPÍTULO V DA COMUNICAÇÃO SOCIAL Art.promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção independente que objetive sua divulgação. Art.É vedada toda e qualquer censura de natureza política.A manifestação do pensamento. artísticas. 5º. § 5º . § 1º . IV. § 6º .A participação referida no parágrafo anterior só se efetuará através de capital sem direito a voto e não poderá exceder a trinta por cento do capital social. bem como da propaganda de produtos. medicamentos e terapias estará sujeita a restrições legais. exceto a de partido político e de sociedades cujo capital pertença exclusiva e nominalmente a brasileiros. § 2º . § 2º . XIII e XIV . observado o disposto no art.A propriedade d e empresa jornalística e de radiodifusão sonora e de sons e imagens é privativa de brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos.A produção e a programação das emissoras de rádio e televisão atenderão aos seguintes princípios: I . II . ideológica e artística. a criação. V. direta ou indiretamente. § 4º .preferência a finalidades educativas. II . 221 . sempre que necessário.respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.estabelecer os meios legais que garantam à pessoa e à família a possibilidade de se defenderem de programas ou programações de rádio e televisão que contrariem o disposto no art. 219 .A propaganda comercial de tabaco. práticas e serviços que p ossam ser nocivos à saúde e ao meio ambiente. culturais e informativas. nos termos de lei federal. bebidas alcoólicas. Art. . nos termos do inciso II do parágrafo anterior. 220 . ser objeto de monopólio ou oligopólio. o bem-estar da população e a autonomia tecnológica do País. a expressão e a informação. locais e horários em que sua apresentação se mostre inadequada.Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social. artística e jornalística. processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição. aos quais caberá a responsabilidade por sua administração e orientação intelectual. observado o disposto nesta Constituição. conforme percentuais estabelecidos em lei.regular as diversões e espetáculos públicos. 222 . § 1º .Compete à lei federal: I . advertência sobre os malefícios decorrentes de seu uso.Art. sob qualquer forma. 221.

como órgão auxiliar.proteger a fauna e a flora. bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de v ida. II . § 2º . para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente. incumbe ao Poder Público: I .O cancelamento da concessão ou permissão.Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. V . III . antes de vencido o prazo. §§ 2º e 4º. VI . público e estatal. § 1º . as práticas que coloquem em risco sua função ecológica.A não-renovação da concessão ou permissão dependerá de aprovação de.promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente. na forma da lei. sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei. em votação nominal. § 2º . CAPÍTULO VI DO MEIO AMBIENTE Art. § 5º . a que se dará publicidade. o Congresso Nacional instituirá. métodos e substâncias que comportem risco para a vida. IV . estudo prévio de impacto ambiental.O ato de outorga ou renovação somente produzirá efeitos legais após deliberação do Congresso Nacional. vedadas. § 1º .Compete ao Poder Executivo outorgar e renovar concessão. a qualidade de vida e o meio ambiente.O prazo da concessão ou permissão será de dez anos para as emissoras de rádio e de quinze para as de televisão.Aquele que explorar recursos minerais fica obrigado a recuperar o meio ambiente degradado. a comercialização e o emprego de técnicas. permissão e autorização para o serviço de radiodifusão sonora e de sons e imagens.Para os efeitos do disposto neste capítulo.O Congresso Nacional apreciará o ato no prazo do art. em todas as unidades da Federação. observado o princípio da complementaridade dos sistemas privado.Art. VII .controlar a produção. dois quintos do Congresso Nacional. vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção. § 4º . na forma da lei. impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. 225 . de acordo com solução técnica exigida pelo órgão público competente.definir. § 3º . espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos. na forma da lei.preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético.Para assegurar a efetividade desse direito. 224 .preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas. . depende de decisão judicial. na forma dos parágrafos anteriores. Art. provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade.exigir. 64. o Conselho de Comunicação Social. 223 . a contar do recebimento da mensagem. na forma da lei. no mínimo.

pessoas físicas ou jurídicas.O Estado promoverá programas de assistência integral à saúde da criança e do adolescente. DA CRIANÇA. independentemente da obrigação de reparar os danos causados. por ações discriminatórias. o direito à vida.É dever da família. base da sociedade. § 6º . § 7º . admitida a participação de entidades não governamentais e obedecendo os seguintes preceitos: I . na forma da lei. § 6º . ao respeito. nos termos da lei.A família. também. § 5º . e sua utilização far-se-á. é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar. devendo a lei facilitar sua conversão em casamento. § 5º . após prévia separação judicial por mais de um ano nos casos expressos em lei. à cultura.Entende-se. violência. dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente. § 4º . tem especial proteção do Estado.Fundado nos princípios da dignidade da pessoa humana e da paternidade responsável. inclusive quanto ao uso dos recursos naturais.As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores.São indisponíveis as terras devolutas ou arrecadadas pelos Estados. a Mata Atlântica.Para efeito da proteção do Estado. discriminação. Art.§ 3º . § 2º . à dignidade. competindo ao Estado propiciar recursos educacionais e científicos para o exercício desse direito. da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente.As usinas que operem com reator nuclear deverão ter sua localização definida em lei federal. 227 . à saúde. § 3º . criando mecanismos para coibir a violência no âmbito de suas relações. crueldade e opressão. o planejamento familiar é livre decisão do casal. à liberdade e à convivência familiar e comunitária. ou comprovada separação de fato por mais de dois anos. como entidade familiar a comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes. CAPÍTULO VII DA FAMÍLIA. vedada qualquer forma coercitiva por parte de instituições oficiais ou privadas. à alimentação. à educação. § 1º . DO ADOLESCENTE E DO IDOSO Art. 226 . à profissionalização. § 4º . § 1º .A Floresta Amazônica brasileira. além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência. sem o que não poderão ser instaladas. ao lazer.aplicação de percentual dos recursos públicos destinados à saúde na assistência materno-infantil.O casamento é civil e gratuita a celebração. necessárias à proteção dos ecossistemas naturais. o Pantanal MatoGrossense e a Zona Costeira são patrimônio nacional. exploração. a sanções penais e administrativas.O Estado assegurará a assistência à família na pessoa de cada um dos que a integram. .O casamento religioso tem efeito civil. com absoluta prioridade.O casamento civil pode ser dissolvido pelo divórcio. a Serra do Mar.Os direitos e deveres referentes à sociedade conjugal são exercidos igualmente pelo homem e pela mulher. § 8º .

mediante o treinamento para o trabalho e a convivência. sensorial ou mental. Art. .O direito a proteção especial abrangerá os seguintes aspectos: I . 230 . § 3º . IV . defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindolhes o direito à vida. a violência e a exploração sexual da criança e do adolescente. segundo dispuser a legislação tutelar específica. nos termos da lei. VI .idade mínima de quatorze anos para admissão ao trabalho. VII .A família. carência ou enfermidade. II .programas de prevenção e atendimento especializado à criança e ao adolescente dependente de entorpecentes e drogas afins. excepcionalidade e respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento. a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas. proibidas quaisquer designações discriminatórias relativas à filiação.A lei disporá sobre normas de construção dos logradouros e dos edifícios de uso público e de fabricação de veículos de transporte coletivo. que estabelecerá casos e condições de sua efetivação por parte de estrangeiros.A adoção será assistida pelo Poder Público. 229 . quando da aplicação de qualquer medida privativa da liberdade. terão os mesmos direitos e qualificações.garantia de direitos previdenciários e trabalhistas.criação de programas de prevenção e atendimento especializado para os portadores de deficiência física. Art. sujeitos às normas da legislação especial.Os pais têm o dever de assistir. 204. XXXIII.No atendimento dos direitos da criança e do adolescente levar-se-á em consideração o disposto no art. e a facilitação do acesso aos bens e serviços coletivos. de criança ou adolescente órfão ou abandonado. § 6º .garantia de pleno e formal conhecimento da atribuição de ato infracional.A lei punirá severamente o abuso.Os programas de amparo aos idosos serão executados preferencialmente em seus lares. observado o disposto no art. ou por adoção. § 7º .Aos maiores de sessenta e cinco anos é garantida a gratuidade dos transportes coletivos urbanos. incentivos fiscais e subsídios. § 1º .Os filhos. Art. § 2º . ao acolhimento. V . igualdade na relação processual e defesa técnica por profissional habilitado. na forma da lei. e os filhos maiores têm o dever de ajudar e amparar os pais na velhice.garantia de acesso do trabalhador adolescente à escola. havidos ou não da relação do casamento. bem como de integração social do adolescente portador de deficiência. com a eliminação de preconceitos e obstáculos arquitetônicos. 7º. § 4º . § 2º .II .obediência aos princípios de brevidade.São penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos. 228 .estímulo do Poder Público. criar e educar os filhos menores. através de assistência jurídica. a fim de garantir acesso adequado às pessoas portadoras de deficiência. assegurando sua participação na comunidade. sob a forma de guarda. III . § 5º .

§ 5º . as utilizadas para suas atividades produtivas. § 3º . § 2º . incluídos os potenciais energéticos.São reconhecidos aos índios sua organização social. as imprescindíveis à preservação dos recursos ambientais necessários a seu bem-estar e as necessárias a sua reprodução física e cultural. §§ 3º e 4º. ad referendum do Congresso Nacional.São nulos e extintos. competindo à União demarcá-las. quanto às benfeitorias derivadas da ocupação de boa fé. § 2º .São terras tradicionalmente ocupadas pelos índios as por eles habitadas em caráter permanente. imprescritíveis. costumes. salvo. em qualquer hipótese. proteger e fazer respeitar todos os seus bens. dos rios e dos lagos nelas existentes.Os índios. ouvidas as comunidades afetadas. o retorno imediato logo que cesse o risco. após deliberação do Congresso Nacional. os créditos que entender existir. na forma da lei. a critério do empregador. 231 . 174.) § 1º . ou a exploração das riquezas naturais do solo. 233 . suas comunidades e organizações são partes legítimas para ingressar em juízo em defesa de seus direitos e interesses. § 3º . intervindo o Ministério Público em todos os atos do processo. dos rios e dos lagos nelas existentes. relativamente aos últimos cinco anos. 25 de maio de 200. a pesquisa e a lavra das riquezas minerais em terras indígenas só podem ser efetivados com autorização do Congresso Nacional.Fica ressalvado ao empregado.É vedada a remoção dos grupos indígenas de suas terras.(Revogado pela Emenda Constitucional nº 28. o direito de postular. não produzindo efeitos jurídicos. segundo seus usos. e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam.As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios destinam-se a sua posse permanente.Não se aplica às terras indígenas o disposto no art. Caso o empregado e seu representante não concordem com a comprovação do empregador. judicialmente.Uma vez comprovado o cumprimento das obrigações mencionadas neste artigo. e os direitos sobre elas. não gerando a nulidade e a extinção direito a indenização ou ações contra a União. ficando-lhes assegurada participação nos resultados da lavra. crenças e tradições. § 7º .CAPÍTULO VIII DOS ÍNDIOS Art. ressalvado relevante interesse público da União. o domínio e a posse das terras a que se refere este artigo. em caso de catástrofe ou epidemia que ponha em risco sua população. TÍTULO IX DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS GERAIS 150 Art. § 6º . caberá à Justiça do Trabalho a solução da controvérsia. na forma da lei. . em qualquer hipótese. § 1º . os atos que tenham por objeto a ocupação. fica o empregador isento de qualquer ônus decorrente daquelas obrigações no período respectivo. costumes e tradições. segundo o que dispuser lei complementar. ou no interesse da soberania do País. cabendo-lhes o usufruto exclusivo das riquezas do solo. garantido. § 4º .O aproveitamento dos recursos hídricos.A comprovação mencionada neste artigo poderá ser feita em prazo inferior a cinco anos. Art. línguas. salvo. 232 .As terras de que trata este artigo são inalienáveis e indisponíveis.

o Tribunal de Justiça terá sete Desembargadores. nomeados. serão observadas as seguintes normas básicas: I . XI . pela Advocacia-Geral e pela Defensoria-Geral do Estado advogados de notório saber. Art. dos oficiais de registro e de seus prepostos. dos restantes cinqüenta por cento. o primeiro Juiz de Direito.Os serviços notariais e de registro são exercidos em caráter privado. IV . assumir. VIII .até a promulgação da Constituição Estadual. escolhidos da seguinte forma: a) cinco dentre os magistrados com mais de trinta e cinco anos de idade. ficando ainda o restante sob a responsabilidade da União. VI . 235 . a transferência de encargos financeiros da União para pagamento dos servidores optantes que pertenciam à Administração Federal ocorrerá da seguinte forma: a) no sexto ano de instalação.Art. em exercício na área do novo Estado ou do Estado originário. até um milhão e quinhentos mil. o Estado assumirá vinte por cento dos encargos financeiros para fazer face ao pagamento dos servidores públicos.as despesas orçamentárias com pessoal não poderão ultrapassar cinqüenta por cento da receita do Estado.os primeiros Desembargadores serão nomeados pelo Governador eleito.Lei regulará as atividades. no mínimo.Nos dez primeiros anos da criação de Estado. disciplinará a responsabilidade civil e criminal dos notários. § 2º . nomeados pelo Governador eleito e demissíveis ad nutum. com dez anos. X . 236 . . e de vinte e quatro. os cinco primeiros Desembargadores poderão ser escolhidos dentre juízes de direito de qualquer parte do País. no mínimo. pelo Governador eleito. responderão pela Procuradoria-Geral. IX . § 1º . para os cargos mencionados neste artigo. II . nas mesmas condições. Art. no oitavo.no caso de Estado proveniente de Território Federal. inclusive da indireta. obedecido o procedimento fixado na Constituição.se o novo Estado for resultado de transformação de Território Federal.as nomeações que se seguirem às primeiras. e definirá a fiscalização de seus atos pelo Poder Judiciário. e advogados de comprovada idoneidade e saber jurídico.Lei federal estabelecerá normas gerais para fixação de emolumentos relativos aos atos praticados pelos serviços notariais e de registro. de exercício profissional. b) dois dentre promotores. em decorrência da criação de Estado. VII . por delegação do Poder Público.a Assembléia Legislativa será composta de dezessete Deputados se a população do Estado for inferior a seiscentos mil habitantes. 234 . se igual ou superior a esse número. com trinta e cinco anos de idade.o Tribunal de Contas terá três membros. encargos referentes a despesas com pessoal inativo e com encargos e amortizações da dívida interna ou externa da administração pública. V . III .É vedado à União. serão disciplinadas na Constituição Estadual. os encargos do Estado serão acrescidos de trinta por cento e. b) no sétimo ano.o Governo terá no máximo dez Secretarias.em cada Comarca. direta ou indiretamente. dentre brasileiros de comprovada idoneidade e notório saber. o primeiro Promotor de Justiça e o primeiro Defensor Público serão nomeados pelo Governador eleito após concurso público de provas e títulos.

destinadas às entidades privadas de serviço social e de formação profissional vinculadas ao sistema sindical. § 4º . IV.A lei ordenará a venda e revenda de combustíveis de petróleo. § 2º . 238 . o programa do seguro-desemprego e o abono de que trata o § 3º deste artigo.O ingresso na atividade notarial e de registro depende de concurso público de provas e títulos. serviços. de 7 de setembro de 1970. . 195 as atuais contribuições compulsórias dos empregadores sobre a folha de salários. Art.O financiamento do seguro-desemprego receberá uma contribuição adicional da empresa cujo índice de rotatividade da força de trabalho superar o índice médio da rotatividade do setor.Os patrimônios acumulados do Programa de Integração Social e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público são preservados. 243 .§ 3º . não se aplica às instituições educacionais oficiais criadas por lei estadual ou municipal e existentes na data da promulgação desta Constituição. sem qualquer indenização ao proprietário e sem prejuízo de outras sanções previ stas em lei. § 1º . Art. serão exercidos pelo Ministério da Fazenda. Art. álcool carburante e outros combustíveis derivados de matérias-primas renováveis.Ficam ressalvadas do disposto no art. pelo menos quarenta por cento serão destinados a financiar programas de desenvolvimento econômico.O ensino da História do Brasil levará em conta as contribuições das diferentes culturas e etnias para a formação do povo brasileiro. não se permitindo que qualquer serventia fique vaga. pessoal e bens essenciais à continuidade dos serviços transferidos. § 2º . para depósito nas contas individuais dos participantes.As glebas de qualquer região do País onde forem localizadas culturas ilegais de plantas psicotrópicas serão imediatamente expropriadas e especificamente destinadas ao assentamento de colonos. § 1º . 206.Aos empregados que percebam de empregadores que contribuem para o Programa de Integração Social ou para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público. é assegurado o pagamento de um salário mínimo anual. computado neste valor o rendimento das c ontas individuais. e para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público. no caso daqueles que já participavam dos referidos programas.O princípio do art. autorizando a gestão associada de serviços públicos. até dois salários mínimos de remuneração mensal. 241 .O Colégio Pedro II. até a data da promulgação desta Constituição. 239 . respeitados os princípios desta Constituição. localizado na cidade do Rio de Janeiro. Art. 237 . será mantido na órbita federal. o Distrito Federal e os Municípios disciplinarão por meio de lei os consórcios públicos e os convênios de cooperação entre os entes federados. na forma estabelecida por lei. sem abertura de concurso de provimento ou de remoção. essenciais à defesa dos interesses fazendários nacionais. 151 Art. a partir da promulgação desta Constituição. criado pela Lei Complementar nº 7. mantendo-se os critérios de saque nas situações previstas nas leis específicas. os Estados.A União. com exceção da retirada por motivo de casamento. ficando vedada a distribuição da arrecadação de que trata o caput deste artigo. de 3 de dezembro de 1970. passa. Art. através do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. bem como a transferência total ou parcial de encargos.A arrecadação decorrente das contribuições para o Programa de Integração Social.A fiscalização e o controle sobre o comércio exterior. nos termos que a lei dispuser. a financiar. por mais de seis meses. que não sejam total ou preponderantemente mantidas com recursos públicos.Dos recursos mencionados no caput deste artigo. 242 . Art. 240 . para o cultivo de produtos alimentícios e medicamentosos. com critérios de remuneração que lhes preservem o valor. § 3º . criado pela Lei Complementar nº 8.

Art.Com o objetivo de assegurar recursos para o pagamento dos benefícios concedidos pelo regime geral de previdência social. Art. a União. dos edifícios de uso público e dos veículos de transporte coletivo atualmente existentes a fim de garantir acesso adequado às pessoas portadoras de deficiência. 250 acrescentado pela Emenda Constitucional nº 20 de 15 de dezembro de 1998. o Presidente do Supremo Tribunal Federal e os membros do Congresso Nacional prestarão o compromisso de manter. mediante lei que disporá sobre a natureza e administração desses fundos. 41 e no § 7º do art.Todo e qualquer bem de valor econômico apreendido em decorrência do tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins será confiscado e reverterá em benefício de instituições e pessoal especializados no tratamento e recuperação de viciados e no aparelhamento e custeio de atividades de fiscalização. 248º. conforme o disposto no art. o Distrito Federal e os Municípios poderão constituir fundos integrados pelos recursos provenientes de contribuições e por bens. 245 . prevenção e repressão do crime de tráfico dessas substâncias. em decorrência das atribuições de seu cargo efetivo.As leis previstas no inciso III do § 1º do art.É vedada a adoção de medida provisória na regulamentação de artigo da Constituição cuja redação tenha sido alterada por meio de emenda promulgada a partir de 1995. Art. no ato e na data de sua promulgação. mediante lei que disporá sobre a natureza e administração desse fundo. 169 estabelecerão critérios e garantias especiais para a perda do cargo pelo servidor público estável que.A lei disporá sobre a adaptação dos logradouros. 1º . Art. desenvolva atividades exclusivas de Estado. 249 acrescentado pela Emenda Constitucional nº 20 de 15 de dezembro de 1998. 246 . 249º . * Art. em adição aos recursos de sua arrecadação. os Estados. 227. 244 . pelo órgão responsável pelo regime geral de previdência social. defender e cumprir a Constituição. § 2º. a União poderá constituir fundo integrado por bens. ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS Art. 37. controle. 248 acrescentado pela Emenda Constitucional nº 20 de 15 de dezembro de 1998.A lei disporá sobre as hipóteses e condições em que o Poder Público dará assistência aos herdeiros e dependentes carentes de pessoas vitimadas por crime doloso.O Presidente da República. direitos e ativos de qualquer natureza.Parágrafo único . Parágrafo único . * Art. Art. * Art. . a qualquer título.Com o objetivo de assegurar recursos para o pagamento de proventos de aposentadoria e pensões concedidas aos respectivos servidores e seus dependentes. XI.Os benefícios pagos. Art. e os não sujeitos ao limite máximo de valor fixado para os benefícios concedidos por esse regime observarão os limites fixados no art. direitos e ativos de qualquer natureza. ainda que à conta do Tesouro Nacional.Na hipótese de insuficiência de desempenho. em adição aos recursos dos respectivos tesouros. sem prejuízo da responsabilidade civil do autor do ilícito. 250º . 247 . a perda do cargo somente ocorrerá mediante processo administrativo em que lhe sejam assegurados o contraditório e a ampla defesa. Art.

Os mandatos dos Governadores e dos Vice-Governadores eleitos em 15 de novembro de 1986 terminarão em 15 de março de 1991. contados da promulgação da Constituição. respeitados os limites estipulados no art. 5º . caberá ao Tribunal Superior Eleitoral editar as normas necessárias à realização das eleições de 1988.É assegurada a irredutibilidade da atual representação dos Estados e do Distrito Federal na Câmara dos Deputados. atendidas as demais exigências da lei. IV. § 4º .O mandato do atual Presidente da República terminará em 15 de março de 1990. § 2º . 16 e as regras do art. a forma (república ou monarquia constitucional) e o sistema de governo (parlamentarismo ou presidencialismo) que devem vigorar no País. 2º . não se lhe aplicando o disposto no art. 77 da Constituição. § 3º . ter seu registro efetivado pela Justiça Eleitoral após a promulgação da Constituição. Art.Na ausência de norma legal específica. caberá ao Tribunal Superior Eleitoral editar as normas necessárias à realização das eleições de 1988.Os atuais parlamentares federais e estaduais eleitos Vice-Prefeitos. 29. para a representação a ser eleita em 1988.O número de vereadores por município será fixado. 3º .Não se aplicam às eleições previstas para 15 de novembro de 1988 o disposto no art. Art. § 1º . § 2º . promulgada a Constituição.Art. com a posse dos eleitos. § 2º .Para as eleições de 15 de novembro de 1988 será exigido domicílio eleitoral na circunscrição pelo menos durante os quatro meses anteriores ao pleito. não perderão o mandato parlamentar. Art. da Constituição. pelo voto da maioria absoluta dos membros do Congresso N acional.O Tribunal Superior Eleitoral. em sessão unicameral. respeitada a legislação vigente. podendo os candidatos que preencham este requisito. respeitada a legislação vigente. § 1º .Será assegurada gratuidade na livre divulgação dessas formas e sistemas.Não se aplicam às eleições previstas para 15 de novembro de 1988 o disposto no art. 4º . 77 da Constituição. § 1º . § 3º . se convocados a exercer a função de Prefeito. § 3º . expedirá as normas regulamentadoras deste artigo. § 4º . se convocados a exercer a função de Prefeito. através de plebiscito.Os mandatos dos atuais Prefeitos.Os atuais parlamentares federais e estaduais eleitos Vice-Prefeitos. 16 da Constituição. atendidas as demais exigências da lei. § 1º . pelo respectivo Tribunal Regional Eleitoral. 16 e as regras do art.Art.Na ausência de norma legal específica. não perderão o mandato parlamentar. podendo os candidatos que preencham este requisito. Vice-Prefeitos e Vereadores terminarão no dia 1º de janeiro de 1989.A revisão constitucional será realizada após cinco anos. .Para as eleições de 15 de novembro de 1988 será exigido domicílio eleitoral na circunscrição pelo menos durante os quatro meses anteriores ao pleito.No dia 7 de setembro de 1993 o eleitorado definirá. § 2º .A primeira eleição para Presidente da República após a promulgação da Constituição será realizada no dia 15 de novembro de 1989. § 3º . ter seu registro efetivado pela Justiça Eleitoral após a promulgação da Constituição. 5º . através dos meios de comunicação de massa cessionários de serviço público.

8º . o estatuto e o programa devidamente assinados pelos requerentes. vedada a remuneração de qualquer espécie em caráter retroativo. poderão requerer ao Tribunal Superior Eleitoral o registro de novo partido político. na forma que dispuser lei de iniciativa do Congresso Nacional e a entrar em vigor no prazo de doze meses a contar da promulgação da Constituição.A anistia concedida nos termos deste artigo aplica-se aos servidores públicos civis e aos empregados em todos os níveis de governo ou em suas fundações. para efeito de aposentadoria no serviço público e previdência social. demitidos ou compelidos ao afastamento das atividades remuneradas que exerciam. na vida civil. por motivos exclusivamente políticos. de 12 de setembro de 1969.É concedida anistia aos que. respeitados os limites estipulados no art. § 2º . bem como aos que foram impedidos de exercer atividades profissionais em virtude de pressões ostensivas ou expedientes oficiais sigilosos. na inatividade. até o segundo grau. § 2º . 6º . que será concedido de plano pelo Tribunal Superior Eleitoral. no território de jurisdição do titular. do Governador do Distrito Federal e do Prefeito que tenham exercido mais da metade do mandato. § 1º .O Brasil propugnará pela formação de um tribunal internacional dos direitos humanos. obedecidos os prazos de permanência em atividade previstos nas leis e regulamentos vigentes.Nos seis meses posteriores à promulgação da Constituição. aos que foram abrangidos pelo Decreto Legislativo nº 18. institucionais ou complementares.Aos cidadãos que foram impedidos de exercer. por atos de exceção. sob legenda própria.O disposto neste artigo somente gerará efeitos financeiros a partir da promulgação da Constituição. e aos atingidos pelo Decreto-Lei nº 864. no prazo de vinte e quatro meses.O novo partido perderá automaticamente seu registro provisório se. atividade profissional específica. o cônjuge e os parentes por consangüinidade ou afinidade. dirigentes e representantes sindicais que. por força de atos institucionais.Para as eleições de 15 de novembro de 1988. emprego. de 19 de junho de 1964. ao cargo. na forma que a lei dispuser. foram atingidos. juntando ao requerimento o manifesto. tenham exercido gratuitamente mandato eletivo de vereador serão computados. § 4º . Art. respeitadas as características e peculiaridades das carreiras dos servidores públicos civis e militares e observados os respectivos regimes jurídicos. que tenham sido punidos ou demitidos . 29.O registro provisório. contados de sua formação. Art. § 1º .Ficam assegurados os benefícios estabelecidos neste artigo aos trabalhadores do setor privado. de 15 de dezembro de 1961. Art. 7º . do Presidente da República. empresas públicas ou empresas mistas sob controle estatal. no período de 18 de setembro de 1946 até a data da promulgação da Constituição.Aos que. ou por adoção. ressalvados os que já exercem mandato eletivo. das eleições que vierem a ser realizadas nos doze meses seguintes a sua formação. não obtiver registro definitivo no Tribunal Superior Eleitoral. posto ou graduação a que teriam direito se estivessem em serviço ativo. e nº S-285-GM5 será concedida reparação de natureza econômica.§ 4º . os respectivos períodos. § 5º . da Constituição. asseguradas as promoções. para a representação a ser eleita em 1988.O número de vereadores por município será fixado. entre eles o de participar. nos termos deste artigo. reunidos em número não inferior a trinta. § 5º . deveres e prerrogativas dos atuais. § 3º . tenham sido punidos. em decorrência de motivação exclusivamente política. pelo respectivo Tribunal Regional Eleitoral. defere ao novo partido todos os direitos. parlamentares federais. do Governador de Estado. em decorrência das Portarias Reservadas do Ministério da Aeronáutica nº S-50-GM5. são inelegíveis para qualquer cargo. IV. exceto nos Ministérios militares.

no prazo de seis meses. por ato do então Presidente da República. II .fica vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa: a) do empregado eleito para cargo de direção de comissões internas de prevenção de acidentes. com a finalidade de apresentar estudos sobre o território nacional e anteprojetos relativos a novas unidades territoriais. da porcentagem prevista no art. após a promulgação da Constituição. no prazo de um ano. notadamente na Amazônia Legal e em áreas pendentes de solução. extinguindo-se logo após. o prazo da licença-paternidade a que se refere o inciso é de cinco dias. § 2º .Os que. por motivos exclusivamente políticos.632. obedecidos os princípios desta. caput e § 1º. Art. na forma do art. com dez membros indicados pelo Congresso Nacional e cinco pelo Poder Executivo. no prazo de três anos. com poderes constituintes. elaborará a Constituição do Estado. a contar da promulgação da Constituição. mediante acordo ou arbitramento. votar a Lei Orgânica respectiva. a contar do pedido do interessado.Até que a lei venha a disciplinar o disposto no art. foram cassados ou tiveram seus direitos políticos suspensos no período de 15 de julho a 31 de dezembro de 1969.Na primeira comprovação do cumprimento das obrigações trabalhistas pelo empregador rural. I. 11 . nos termos da Constituição. b) da empregada gestante. 7º. para quatro vezes. contado da promulgação da Constituição Federal. bem como em decorrência do Decreto-Lei nº 1.fica limitada a proteção nele referida ao aumento. § 3º . dentro de noventa dias da promulgação da Constituição. Parágrafo único . respeitado o disposto na Constituição Federal e na Constituição Estadual. a Comissão submeterá ao Congresso Nacional os resultados de seus estudos para.Até ulterior disposição legal. § 2º . da Lei nº 5. em dois turnos de discussão e votação. 12 -Será criada. § 1º . da Constituição: I . da Constituição. Art.por atividades profissionais interrompidas em virtude de decisão de seus trabalhadores. Parágrafo único . 7º. a demarcação de suas linhas divisórias atualmente litigiosas. serem apreciados nos doze meses subseqüentes.Os Estados e os Municípios deverão. desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu mandato. 10 .Cada Assembléia Legislativa. a cobrança das contribuições para o custeio das atividades dos sindicatos rurais será feita juntamente com a do imposto territorial rural. desde que comprovem terem sido estes eivados de vício grave.Promulgada a Constituição do Estado. 9º . Art. Art. pelo mesmo órgão arrecadador. de 13 de setembro de 1966. será certificada perante a Justiça do Trabalho a regularidade do contrato e das atualizações das obrigações trabalhistas de todo o período. caberá à Câmara Municipal. de 4 de agosto de 1978. poderão requerer ao Supremo Tribunal Federal o reconhecimento dos direitos e vantagens interrompidos pelos atos punitivos. XIX. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto.O Supremo Tribunal Federal proferirá a decisão no prazo de cento e vinte dias.No prazo de um ano. assegurada a readmissão dos que foram atingidos a partir de 1979. Comissão de Estudos Territoriais. § 1º .Até que seja promulgada a lei complementar a que se refere o art. podendo para isso fazer alterações e compensações de área que . 233. ou por motivos exclusivamente políticos. promover.107. observado o disposto no § 1º. 6º.

O Poder Executivo designará uma das cidades do Estado para sua Capital provisória até a aprovação da sede definitiva do governo pela Assembléia Constituinte. Maranhão. o Vice-Governador. os trabalhos demarcatórios não tiverem sido concluídos. setenta e cinco dias antes da data das eleições previstas neste parágrafo. Monte Alegre de Goiás e Campos Belos. a contar da promulgação da Constituição. III .são inelegíveis os ocupantes de cargos estaduais ou municipais que não se tenham deles afastado. Art. nos termos e para os fins previstos na lei. os Senadores.Se. II . Porangatu.O Governador. entre outras. e dará posse. decorrido o prazo de três anos. § 3º . conforme levantamentos cartográficos e geodésicos realizados pela Comissão Tripartite integrada por representantes dos Estados e dos serviços técnico-especializados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. conveniências administrativas e comodidade das populações limítrofes. pela Justiça Eleitoral. caberá à União determinar os limites das áreas litigiosas. § 4º .A Assembléia Estadual Constituinte será instalada no quadragésimo sexto dia da eleição de seus integrantes. cabendo às comissões executivas nacionais designar comissões provisórias no Estado do Tocantins. 13 .Havendo solicitação dos Estados e Municípios interessados.as datas das convenções regionais partidárias destinadas a deliberar sobre coligações e escolha de candidatos. IV . Minaçu. até setenta e cinco dias após a promulgação da Constituição. a critério do Tribunal Superior Eleitoral. os Deputados Federais e os Deputados Estaduais serão eleitos. critérios históricos.criado o Estado de Tocantis. § 4º . obedecidas. a União poderá encarregar-se dos trabalhos demarcatórios. sob a presidência do Presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Estado de Goiás. § 5º .Os mandatos do Governador. Pará e Mato Grosso. as seguintes normas: I .Ficam reconhecidos e homologados os atuais limites do Estado do Acre com os Estados do Amazonas e de Rondônia. . na mesma data. ao Governador e ao Vice-Governador eleitos. em calendário especial.atendam aos acidentes naturais. dos Deputados Federais e Estaduais eleitos na forma do parágrafo anterior extinguir-se-ão concomitantemente aos das demais unidades da Federação. mas não antes de 1º de janeiro de 1989. § 5º . Piauí. e os dos outros dois. em um único turno. Cavalcante. do Vice-Governador. § 2º . pelo desenvolvimento da área descrita neste artigo. conservando a leste. de apresentação de requerimento de registro dos candidatos escolhidos e dos demais procedimentos legais serão fixadas.o prazo de filiação partidária dos candidatos será encerrado setenta e cinco dias antes da data das eleições. em caráter definitivo. § 1º . o mandato do Senador eleito menos votado extinguir-se-á nessa mesma oportunidade. mas não antes de 1º de janeiro de 1989. norte e oeste as divisas atuais de Goiás com os Estados da Bahia. Formoso. § 3º . dando-se sua instalação no quadragéssimo sexto dia após a eleição prescrita no § 3.O Estado do Tocantins integra a Região Norte e limita-se com o Estado de Goiás pelas divisas norte dos Municípios de São Miguel do Araguaia. juntamente com os dos Senadores eleitos em 1986 nos demais Estados.ficam mantidos os atuais diretórios regionais dos partidos políticos do Estado de Goiás. mas não antes de 15 de novembro de 1988.

mediante controle externo. § 2º . observado o disposto no art. a. os Territórios Federais de Roraima e do Amapá serão beneficiados pela transferência de recursos prevista nos arts. com a aprovação do Senado Federal. § 2º . I.A fiscalização contábil. será exercida pelo Senado Federal. 72 da Constituição. e 34. observado o disposto no art. as vantagens e os adicionais. 32. § 2º. indicar o Governador e o Vice-Governador do Distrito Federal. operacional e patrimonial do Distrito Federal.É assegurado o exercício cumulativo de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde que estejam sendo exercidos na administração pública direta ou indireta. caberá ao Presidente da República. invocação de direito adquirido ou percepção de excesso a qualquer título.§ 6º . com o auxílio do Tribunal de Contas do Distrito Federal. nos termos deste artigo. será exercida pelo Senado Federal. § 2º. sendo sua área reincorporada ao Estado de Pernambuco. Art. da administração direta ou indireta. encaminhará à apreciação do Senado Federal os nomes dos governadores dos Estados de Roraima e do Amapá que exercerão o Poder Executivo até a instalação dos novos Estados com a posse dos governadores eleitos. a assumir os referidos débitos. 14 -Os Territórios Federais de Roraima e do Amapá são transformados em Estados Federados.Fica o Estado de Goiás liberado dos débitos e encargos decorrentes de empreendimentos no território do novo Estado. orçamentária. financeira.A competência da Câmara Legislativa do Distrito Federal. § 1º . Art. 234 da Constituição.Fica extinto o Território Federal de Fernando de Noronha.O Presidente da República. que tenha por objeto a concessão de estabilidade a servidor admitido sem concurso público.Os vencimentos. § 3º . mantidos seus atuais limites geográficos. Art. 17 .Incluem-se entre os bens do Distrito Federal aqueles que lhe vierem a ser atribuídos pela União na forma da lei.Ficam extintos os efeitos jurídicos de qualquer ato legislativo ou administrativo. § 1º .É assegurado o exercício cumulativo de dois cargos ou empregos privativos de médico que estejam sendo exercidos por médico militar na administração pública direta ou indireta. 15 . 159. no que couber. II. até que se instale. a seu critério.Enquanto não concretizada a transformação em Estados. da Constituição. 16 . respeitado o disposto na Constituição e neste Ato. Art. § 4º . as normas legais disciplinadoras da divisão do Estado de Mato Grosso. a remuneração. neste caso. bem como os proventos de aposentadoria que estejam sendo percebidos em desacordo com a Constituição serão imediatamente reduzidos aos limites dela decorrentes.Aplicam-se à criação e instalação do Estado do Tocantins. 18 .A instalação dos Estados dar-se-á com a posse dos governadores eleitos em 1990. e autorizada a União. Art. enquanto não for instalada a Câmara Legislativa. não se admitindo. § 7º . da Constituição. § 3º . até quarenta e cinco dias após a promulgação da Constituição.Aplicam-se à transformação e instalação dos Estados de Roraima e Amapá as normas e critérios seguidos na criação do Estado de Rondônia. inclusive das fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. . § 1º . § 2º . deste Ato. lavrado a partir da instalação da Assembléia Nacional Constituinte.Até que se efetive o disposto no art.

mantidas as competências. 21 . salvo as inerentes à transitoriedade da investidura. da Constituição. adquirem estabilidade. 134. especialmente no que tange a: I . 39 da Constituição e à reforma administrativa dela decorrente. observadas as disposições constitucionais. 37. proceder-se-á à revisão dos direitos dos servidores públicos inativos e pensionistas e à atualização dos proventos e pensões a eles devidos. 25 . no Departamento de Polícia Federal. nos termos deste artigo. . da Constituição. são considerados estáveis no serviço público. Art.É assegurado aos defensores públicos investidos na função até a data de instalação da Assembléia Nacional Constituinte o direito de opção pela carreira.O disposto neste artigo não se aplica aos ocupantes de cargos. da administração direta.decorrido o prazo definido no inciso anterior. II . cujo tempo de serviço não será computado para os fins do caput deste artigo. funções e empregos de confiança ou em comissão. 23 . todos os dispositivos legais que atribuam ou deleguem a órgão do Poder Executivo competência assinalada pela Constituição ao Congresso Nacional. observado o estágio probatório. e não havendo apreciação. II . o Distrito Federal e os Municípios editarão leis que estabeleçam critérios para a compatibilização de seus quadros de pessoal ao disposto no art. e passam a compor quadro em extinção.Dentro de cento e oitenta dias.alocação ou transferência de recursos de qualquer espécie. § 2º .ação normativa.Os decretos-leis em tramitação no Congresso Nacional e por este não apreciados até a promulgação da Constituição terão seus efeitos regulados da seguinte forma: I . autárquica e das fundações públicas. os decretosleis ali mencionados serão considerados rejeitados.Os servidores públicos civis da União. a fim de ajustá-los ao disposto na Constituição. Art. 24 .Art.Ficam revogados. do Distrito Federal e dos Municípios.A lei referida disporá sobre o aproveitamento dos censores federais. exceto se se tratar de servidor. com a observância das garantias e vedações previstas no art. a partir de cento e oitenta dias da promulgação da Constituição. há pelo menos cinco anos continuados.A aposentadoria dos juízes de que trata este artigo regular-se-á pelas normas fixadas para os demais juízes estaduais. nem aos que a lei declare de livre exoneração. no prazo de dezoito meses. na forma da lei. em exercício na data da promulgação da Constituição. Art. XVI. os Estados. § 1º . serão apreciados pelo Congresso Nacional no prazo de até cento e oitenta dias a contar da promulgação da Constituição. Parágrafo único . prerrogativas e restrições da legislação a que se achavam submetidos. Art. contados da sua promulgação. § 3º . da Constituição. admitidos mediante concurso público de provas e títulos e que estejam em exercício na data da promulgação da Constituição. 20 . e que não tenham sido admitidos na forma regulada no art. Parágrafo único .A União. 19 . Art.O disposto neste artigo não se aplica aos professores de nível superior. Art. 21. dos Estados. não computado o recesso parlamentar.Até que se edite a regulamentação do art. sujeito este prazo a prorrogação por lei. nos termos da lei.se editados até 2 de setembro de 1988. § 1º . 22 . parágrafo único.O tempo de serviço dos servidores referidos neste artigo será contado como título quando se submeterem a concurso para fins de efetivação.Os juízes togados de investidura limitada no tempo. os atuais ocupantes do cargo de censor federal continuarão exercendo funções com este compatíveis.

§ 4º . o provimento de vagas de Ministros do Tribunal Federal de Recursos. aplicando-se-lhes as regras estabelecidas no art. e aos Tribunais Regionais Federais bem como ao Superior Tribunal de Justiça . automaticamente. o Supremo Tribunal Federal exercerá as atribuições e competências definidas na ordem constitucional precedente. § 1º . o Congresso Nacional proporá ao Poder Executivo a declaração de nulidade do ato e encaminhará o processo ao Ministério Público Federal. Art.pelo aproveitamento dos Ministros do Tribunal Federal de Recursos. tendo em conta o número de processos e sua localização geográfica. a serem instalados no prazo de seis meses a contar da promulgação da Constituição. Art. o Congresso Nacional promoverá. nesta data. § 2º . da Constituição. II. § 7º . mediante lista tríplice. a ação cabível.É vedado. 27 . com a jurisdição e sede que lhes fixar o Tribunal Federal de Recursos.Os Ministros a que se refere o § 2º. § 9º .Para os efeitos do disposto na Constituição. podendo o Congresso Nacional. § 2º . os atuais Ministros do Tribunal Federal de Recursos serão considerados pertencentes à classe de que provieram.Apurada irregularidade. o Tribunal Federal de Recursos exercerá a competência a eles atribuída em todo o território nacional. cabendo-lhe promover sua instalação e indicar os candidatos a todos os cargos da composição inicial.Ficam criados cinco Tribunais Regionais Federais. da Constituição.Quando não houver juiz federal que conte o tempo mínimo previsto no art. § 10 . 26 .Até que se instalem os Tribunais Regionais Federais. observado o disposto no § 9º. serão indicados em lista tríplice pelo Tribunal Federal de Recursos. no prazo de sessenta dias. a partir da promulgação da Constituição. exame analítico e pericial dos atos e fatos geradores do endividamento externo brasileiro. § 5º . II. se necessário. § 3º . terão plena validade os atos praticados na vigência dos respectivos decretos-leis.pela nomeação dos Ministros que sejam necessários para completar o número estabelecido na Constituição. 107. quando de sua nomeação. II . observado o disposto no art. 62. Ministros aposentados do Superior Tribunal de Justiça.III . § 2º .Compete à Justiça Federal julgar as ações nela propostas até a data da promulgação da Constituição. § 8º . a promoção poderá contemplar juiz com menos de cinco anos no exercício do cargo.nas hipóteses definidas nos incisos I e II.A Comissão terá a força legal de Comissão parlamentar de inquérito para os fins de requisição e convocação. e atuará com o auxílio do Tribunal de Contas da União.O Superior Tribunal de Justiça será instalado sob a Presidência do Supremo Tribunal Federal. § 1º .Os decretos-leis editados entre 3 de setembro de 1988 e a promulgação da Constituição serão convertidos. parágrafo único. legislar sobre os efeitos deles remanescentes.A composição inicial do Superior Tribunal de Justiça far-se-á: I . os Ministros aposentados do Tribunal Federal de Recursos tornar-seão. parágrafo único.Instalado o Tribunal. que formalizará.No prazo de um ano a contar da promulgação da Constituição. podendo desta constar juízes federais de qualquer região. em medidas provisórias. § 6º .Até que se instale o Superior Tribunal de Justiça. 104. através de Comissão mista.

até a promulgação das leis complementares previstas neste artigo. 32 . com atualização. observando-se. que pode ser ao Ministério Público Estadual. a situação jurídica na data desta. Art. assegurando-lhes os direitos e atribuições conferidos a estes. em prestações anuais. incluído o remanescente de juros e correção monetária. Art.Serão estatizadas as serventias do foro judicial. poderá ser pago em moeda corrente.Ressalvados os créditos de natureza alimentar. 123. a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. a partir de 1º de julho de 1989. II. as Consultorias Jurídicas dos Ministérios. por decisão editada pelo Poder Executivo até cento e oitenta dias da promulgação da Constituição.Os atuais integrantes do quadro suplementar dos Ministérios Públicos do Trabalho e Militar que tenham adquirido estabilidade nessas funções passam a integrar o quadro da respectiva carreira. ficam investidos na titularidade de varas na Seção Judiciária para a qual tenham sido nomeados ou designados. entre as carreiras do Ministério Público Federal e da AdvocaciaGeral da União. Art.Poderá optar pelo regime anterior.O disposto no art. Parágrafo único . de forma irretratável. representar judicialmente a União nas causas de natureza fiscal. 31 . na inexistência de vagas.A legislação que criar a justiça de paz manterá os atuais juízes de paz até a posse dos novos titulares. no exato montante do dispêndio. .Os juízes federais de que trata o art. respeitando-se o direito de seus servidores. proceder-se-á ao desdobramento das varas existentes. Art.Cabe à atual Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. emitir. assim definidas em lei. § 3º . o Ministério Público Federal. em cada ano. § 5º . 29 . no prazo máximo de oito anos. diretamente ou por delegação. e designará o dia para a eleição prevista no art. Parágrafo único . encaminhará ao Congresso Nacional projeto de lei complementar dispondo sobre a organização e o funcionamento da Advocacia-Geral da União. para o cumprimento do disposto neste artigo. 30 .Poderão as entidades devedoras. o membro do Ministério Público admitido antes da promulgação da Constituição.O Presidente da República. o tempo de serviço desses juízes será computado a partir do dia de sua posse. da Constituição de 1967.Enquanto não aprovadas as leis complementares relativas ao Ministério Público e à Advocacia-Geral da União. § 2º . títulos de dívida pública não computáveis para efeito do limite global de endividamento. respeitados os direitos dos atuais titulares. Art. § 1º . § 2º. 236 não se aplica aos serviços notariais e de registro que já tenham sido oficializados pelo Poder Público. na área da respectiva competência.julgar as ações rescisórias das decisões até então proferidas pela Justiça Federal. 28 . nos termos da lei complementar. no prazo de cento e vinte dias. as Procuradorias e Departamentos Jurídicos de autarquias federais com representação própria e os membros das Procuradorias das Universidades fundacionais públicas continuarão a exercer suas atividades na área das respectivas atribuições. § 4º . 33 . o valor dos precatórios judiciais pendentes de pagamento na data da promulgação da Constituição.Aos atuais Procuradores da República. iguais e sucessivas. com a redação dada pela Emenda Constitucional nº 7. da Constituição. 98. de 1977. Art. quanto às vedações. inclusive daquelas cuja matéria tenha passado à competência de outro ramo do Judiciário. no que respeita às garantias e vantagens.Para efeito de promoção por antiguidade. será facultada a opção.

fixarão normas para regular provisoriamente a matéria. § 1º . não for editada a lei complementar necessária à instituição do imposto de que trata o art. atingindo em 1993 o percentual estabelecido no art. b.O sistema tributário nacional entrará em vigor a partir do primeiro dia do quinto mês seguinte ao da promulgação da Constituição. cuja promulgação se fará até 31 de dezembro de 1989. a partir de 1990. II. através do Banco da Amazônia S. fica assegurada a aplicação da legislação anterior. com a redação dada pela Emenda nº 1. de dezoito por cento e de vinte por cento. c. no que não seja incompatível com ele e com a legislação referida nos §§ 3º e 4º. III. a. 154. II e III.Até 31 de dezembro de 1989. § 6º . § 3º .o percentual relativo ao Fundo de Participação dos Municípios.Enquanto não entrar em vigor a lei prevista no art. I. mediante convênio celebrado nos termos da Lei Complementar nº 24. I. 161. 159. III . será elevado à razão de meio ponto percentual por exercício financeiro. no prazo de sessenta dias contados da promulgação da Constituição. 159. .Promulgada a Constituição. não se aplica aos impostos de que tratam os arts. pelo pagamento do imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias incidente sobre energia elétrica. na condição de contribuintes ou de substitutos tributários. revogadas as disposições em contrário da Constituição de 1967 e das Emendas que a modificaram. 153. c. 34 . 155. § 5º . 155.Entrarão em vigor com a promulgação da Constituição os arts. 149. III e IV. inclusive. à razão de meio ponto por exercício. serão as responsáveis. § 4º . mantido. as empresas distribuidoras de energia elétrica. os Estados e o Distrito Federal. I. as alíquotas máximas do imposto municipal sobre vendas a varejo de combustíveis líquidos e gasosos não excederão a três por cento. I.Até que lei complementar disponha sobre a matéria. 25. § 8º . b.Se. inclusive. § 7º . III. é assegurada a aplicação dos recursos previstos naquele dispositivo da seguinte maneira: I . de 7 de janeiro de 1975.seis décimos por cento na Região Norte. calculados sobre o produto da arrecadação dos impostos referidos no art. o disposto no art. § 9º .. b. conforme o local onde deva ocorrer essa operação.Vigente o novo sistema tributário nacional.Art. III. inclusive. os percentuais serão. o da Constituição de 1967. § 10 . 148. e 156. mantidos os atuais critérios de rateio até a entrada em vigor da lei complementar a que se refere o art. que podem ser cobrados trinta dias após a publicação da lei que os tenha instituído ou aumentado. a União. os Estados.As leis editadas nos termos do parágrafo anterior produzirão efeitos a partir da entrada em vigor do sistema tributário nacional previsto na Constituição. e 159. 150. 159. respectivamente. § 2º . ainda que destinado a outra unidade da Federação. até atingir o estabelecido no art. I.a partir da promulgação da Constituição. I. especialmente de seu art. a partir de 1989. 150. e pelas posteriores. desde a produção ou importação até a última operação. 156. II . de 1969.O Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal e o Fundo de Participação dos Municípios obedecerão às seguintes determinações: I . por ocasião da saída do produto de seus estabelecimentos. até 1992.A. calculado o imposto sobre o preço então praticado na operação final e assegurado seu recolhimento ao Estado ou ao Distrito Federal.Até que sejam fixadas em lei complementar.o percentual relativo ao Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal será acrescido de um ponto percentual no exercício financeiro de 1989 e. o Distrito Federal e os Municípios poderão editar as leis necessárias à aplicação do sistema tributário nacional nela previsto. a e b. até então. I.

III. III .aos projetos considerados prioritários no plano plurianual. o Distrito Federal e os Municípios não poderão despender com pessoal mais do que sessenta e cinco por cento do valor das respectivas receitas correntes.O disposto no art. II . um quinto por ano. para vigência até o final do primeiro exercício financeiro do mandato presidencial subseqüente.A adaptação ao que estabelece o art.II . V . pelo menos. no prazo de até dez anos. em benefício das Centrais Elétricas Brasileiras S. 39 . Art. 165. § 9º.seis décimos por cento na Região Centro-Oeste. na referida região. o Poder Executivo deverá . Art. com as alterações posteriores. 36 . 159. da Constituição. quando a respectiva despesa de pessoal exceder o limite previsto neste artigo. distribuindo-se os recursos entre as regiões macroeconômicas em razão proporcional à população. se não forem ratificados pelo Congresso Nacional no prazo de dois anos. § 12 . será encaminhado até quatro meses antes do encerramento do primeiro exercício financeiro e devolvido para sanção até o encerramento da sessão legislativa. excetuados os resultantes de isenções fiscais que passem a integrar patrimônio privado e os que interessem à defesa nacional.Para efeito do cumprimento das disposições constitucionais que impliquem variações de despesas e receitas da União. os Estados. III . o Distrito Federal e os Municípios. após a promulgação da Constituição.ao serviço da dívida da administração direta e indireta da União. Art. Art. extinguir-se-ão. os Estados.A. § 1º . § 2º . (Eletrobrás). pela Lei nº 4.Fica criado. através do Banco do Brasil S.à segurança e defesa nacional. 165. II . o Banco de Desenvolvimento do Centro-Oeste.um inteiro e oito décimos por cento na Região Nordeste.Para aplicação dos critérios de que trata este artigo. não prejudica a cobrança do empréstimo compulsório instituído. 169.A urgência prevista no art. deverão retornar àquele limite. a partir da situação verificada no biênio 1986-87. para dar cumprimento. reduzindo o percentual excedente à razão de um quinto por ano.. Parágrafo único . ao que determinam os arts. ao Tribunal de Contas da União e ao Poder Judiciário. § 11 .A União. I e II. através do Banco do Nordeste do Brasil S. excluem-se das despesas totais as relativas: I . § 7º. IV . inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público federal. c. deverá processar-se no prazo de cinco anos.156.ao Congresso Nacional. de 28 de novembro de 1962.Os fundos existentes na data da promulgação da Constituição. reduzindo-se o excesso à base de. 148. 167. serão obedecidas as seguintes normas: I .o projeto de lei orçamentária da União será encaminhado até quatro meses antes do encerramento do exercício financeiro e devolvido para sanção até o encerramento da sessão legislativa. II. III . I. 37 . será cumprido de forma progressiva. Art.o projeto do plano plurianual.A.o projeto de lei de diretrizes orçamentárias será encaminhado até oito meses e meio antes do encerramento do exercício financeiro e devolvido para sanção até o encerramento do primeiro período da sessão legislativa.Até a entrada em vigor da lei complementar a que se refere o art. nos termos da lei.A. e 192.à manutenção dos órgãos federais no Distrito Federal. § 2º.Até a promulgação da lei complementar referida no art. 35 . a União. 38 .

41 .Ficam excluídas do monopólio estabelecido pelo art. § 3º . a partir da promulgação da Constituição. também deverão ser reavaliados e reconfirmados nos prazos deste artigo. pelo prazo de vinte e cinco anos. de 3 de outubro de 1953. a partir da promulgação da Constituição. . Parágrafo único . 177. 43 e nas condições do art. a contar da promulgação da Constituição. e de incentivos fiscais. as empresas brasileiras titulares de concessão de energia hidráulica para uso em seu processo de industrialização. II. 161. preferencialmente no semi-árido. dos recursos destinados à irrigação: I . 45 . 43 . da Constituição as refinarias em funcionamento no País amparadas pelo art. 176. 176.Os incentivos concedidos por convênio entre Estados. caso os trabalhos de pesquisa ou de lavra não hajam sido comprovadamente iniciados nos prazos legais ou estejam inativos. 44 . Art. de exportação e importação. § 1º . de 17 de outubro de 1969.Durante quinze anos. 45 da Lei nº 2. com suas características de área livre de comércio.Na data da promulgação da lei que disciplinar a pesquisa e a lavra de recursos e jazidas minerais. tornar-se-ão sem efeito as autorizações. em relação a incentivos concedidos sob condição e com prazo certo. Art. § 1º. § 2º .As atuais empresas brasileiras titulares de autorização de pesquisa. no prazo de até quatro anos da data da promulgação da Constituição. celebrados nos termos do art.As empresas brasileiras referidas no § 1º somente poderão ter autorizações de pesquisa e concessões de lavra ou potenciais de energia hidráulica. dos Estados. concessão de lavra de recursos minerais e de aproveitamento dos potenciais de energia hidráulica em vigor terão quatro anos.Ficarão também dispensadas do cumprimento do disposto no art. § 1º . a partir da data da promulgação da Constituição. desde que a energia e o produto da lavra sejam utilizados nos respectivos processos industriais. àquela data. ou no prazo de um ano. 42 . com a redação da Emenda nº 1. as empresas brasileiras ficarão dispensadas do cumprimento do disposto no art. Art.É mantida a Zona Franca de Manaus. 176.O Congresso Nacional deverá votar no prazo de doze meses a lei complementar prevista no art. § 1º. § 6º.elaborar e o Poder Legislativo apreciar projeto de revisão da lei orçamentária referente ao exercício financeiro de 1989. desde que. do Distrito Federal e dos Municípios reavaliarão todos os incentivos fiscais de natureza setorial ora em vigor. tenham o produto de sua lavra e beneficiamento destinado a industrialização no território nacional.Somente por lei federal podem ser modificados os critérios que disciplinaram ou venham a disciplinar a aprovação dos projetos na Zona Franca de Manaus. a União aplicará.Considerar-se-ão revogados após dois anos.vinte por cento na Região Centro-Oeste. § 2º . § 3º . Art. 23. Art.Ressalvadas as disposições de interesse nacional previstas no texto constitucional.004. II. concessões e demais títulos atributivos de direitos minerários.cinqüenta por cento na Região Nordeste. para cumprir os requisitos do art. II . Art. Parágrafo único . propondo aos Poderes Legislativos respectivos as medidas cabíveis. 40 . da Constituição de 1967.Os Poderes Executivos da União. em seus próprios estabelecimentos ou em empresa industrial controladora ou controlada. os incentivos que não forem confirmados por lei.A revogação não prejudicará os direitos que já tiverem sido adquiridos. § 1º.

às operações realizadas posteriormente à decretação dos regimes referidos no caput deste artigo. § 2º .Os benefícios de que trata este artigo não se estendem aos débitos já quitados e aos devedores que sejam constituintes. assistência financeira de liquidez.se a liquidação do débito inicial. cabendo o ônus da prova à instituição credora. excluído desta demonstração seu estabelecimento.aos créditos anteriores à promulgação da Constituição.aos mini. § 1º. § 4º . ainda que ajuizados.Ficam ressalvados da vedação do art. pequeno e médio produtor rural será feita obedecendo-se às normas de crédito rural vigentes à época do contrato. Art. para pesquisa de petróleo. para efeito deste artigo. acrescido de juros legais e taxas judiciais.Parágrafo único . Art. refinanciamento. IV . pequenos e médios produtores rurais no período de 28 de fevereiro de 1986 a 31 de dezembro de 1987. não liquidados até 1º de janeiro de 1988. os contratos de risco feitos com a Petróleo Brasileiro S. decorrentes de quaisquer empréstimos concedidos por bancos e por instituições financeiras. a casa de moradia e os instrumentos de trabalho e produção. inclusive suas renegociações e composições posteriores. (Petrobrás).às operações de empréstimo.A isenção da correção monetária a que se refere este artigo só será concedida nos seguintes casos: I . vier a ser efetivada no prazo de noventa dias. II . até seu efetivo pagamento.No caso de operações com prazos de vencimento posteriores à data-limite de liquidação da dívida. § 5º . IV . microempresas as pessoas jurídicas e as firmas individuais com receitas anuais de até dez mil Obrigações do Tesouro Nacional. II . havendo interesse do mutuário. efetivação de garantia de depósitos do público ou de compra de obrigações passivas. a contar da data da promulgação da Constituição. cessão ou sub-rogação de créditos ou cédulas hipotecárias.se a aplicação d os recursos não contrariar a finalidade do financiamento. V .A classificação de mini.se o beneficiário não for proprietário de mais de cinco módulos rurais.se não for demonstrado pela instituição credora que o mutuário dispõe de meios para o pagamento de seu débito. 177. Parágrafo único .O disposto neste artigo aplica-se também: I . os bancos e as instituições financeiras promoverão. § 1º . os créditos junto a entidades submetidas aos regimes de intervenção ou liquidação extrajudicial. .Na liquidação dos débitos. desde que relativos a crédito rural. que estejam em vigor na data da promulgação da Constituição. não existirá correção monetária desde que o empréstimo tenha sido concedido: I . III . 46 . financiamento.Consideram-se. 47 .se o financiamento inicial não ultrapassar o limite de cinco mil Obrigações do Tesouro Nacional. sem interrupção ou suspensão.A. mesmo quando esses regimes sejam convertidos em falência. II . III . e pequenas empresas as pessoas jurídicas e as firmas individuais com receita anual de até vinte e cinco mil Obrigações do Tesouro Nacional. inclusive as realizadas com recursos de fundos que tenham essas destinações.aos créditos das entidades da administração pública anteriores à promulgação da Constituição.aos micro e pequenos empresários ou seus estabelecimentos no período de 28 de fevereiro de 1986 a 28 de fevereiro de 1987.São sujeitos à correção monetária desde o vencimento. § 3º .

situados na faixa de segurança. são vedados: I . sob pena de responsabilidade. planejamento de safras. no capital de instituições financeiras com sede no País. vendas e concessões de terras públicas com área superior a três mil hectares. mercado externo e instituição de crédito fundiário. 49 . a partir da orla marítima. de reciprocidade. Art. de pessoas físicas ou jurídicas residentes ou domiciliadas no exterior. 48 . elaborará código de defesa do consumidor.o aumento do percentual de participação.O Congresso Nacional. § 4º . . § 3º . realizadas no período de 1º de janeiro de 1962 a 31 de dezembro de 1987. todas as doações.Até que sejam fixadas as condições a que se refere o art. § 3º . Parágrafo único .Lei agrícola a ser promulgada no prazo de um ano disporá. 51 . de novas agências de instituições financeiras domiciliadas no exterior.A enfiteuse continuará sendo aplicada aos terrenos de marinha e seus acrescidos.por instrumento próprio. no País.Os direitos dos atuais ocupantes inscritos ficam assegurados pela aplicação de outra modalidade de contrato.No tocante às vendas. no prazo de noventa dias.Remido o foro. serão adotados os critérios e bases hoje vigentes na legislação especial dos imóveis da União. § 1º . III. abastecimento interno. a revisão obedecerá aos critérios de legalidade e de conveniência do interesse público. o ônus recairá sobre a fonte de recursos originária.Serão revistos pelo Congresso Nacional.Nas hipóteses previstas nos parágrafos anteriores. Art. sobre os objetivos e instrumentos de política agrícola.No caso de concessões e doações. Art. do Distrito Federal ou dos Municípios. sendo facultada aos foreiros. as terras reverterão ao patrimônio da União. o antigo titular do domínio direto deverá. confiar à guarda do registro de imóveis competente toda a documentação a ele relativa. ou havendo interesse público. § 7º . 52 . no caso de sua extinção. dos Estados. na conformidade do que dispuserem os respectivos contratos.a instalação. 192. dentro de cento e vinte dias da promulgação da Constituição.A concessão do presente benefício por bancos comerciais privados em nenhuma hipótese acarretará ônus para o Poder Público. ou de interesse do Governo brasileiro. a remição dos aforamentos mediante aquisição do domínio direto. II .Quando não existir cláusula contratual. ainda que através de refinanciamento e repasse de recursos pelo banco central. a revisão será feita com base exclusivamente no critério de legalidade da operação. prioridades. § 2º . § 6º . nos três anos a contar da data da promulgação da Constituição.No caso de repasse a agentes financeiros oficiais ou cooperativas de crédito.A lei disporá sobre o instituto da enfiteuse em imóveis urbanos. Art. comercialização. comprovada a ilegalidade. através de Comissão mista. § 2º . 50 . nos termos da Constituição. Art.A vedação a que se refere este artigo não se aplica às autorizações resultantes de acordos internacionais. alteração nas condições contratuais originais de forma a ajustá-las ao presente benefício. § 1º .

O montante a ser pago em cada um dos dois primeiros anos não será inferior a cinco por cento do total do débito consolidado e atualizado. receberão. e amparados pelo Decreto-Lei nº 9. 195. de 12 de setembro de 1967.pensão especial correspondente à deixada por segundo-tenente das Forças Armadas. Art. III . no mínimo. VI .assistência médica. 55 . de 23 de dezembro de 1986. em qualquer regime jurídico. e pela Lei nº 7. Art. desde que os devedores requeiram o parcelamento e iniciem seu pagamento no prazo de cento e oitenta dias a contar da promulgação da Constituição. de valor igual à do inciso anterior. sem a exigência de concurso.236.A concessão da pensão especial do inciso II substitui.Ao ex-combatente que tenha efetivamente participado de operações bélicas durante a Segunda Guerra Mundial. de 16 de setembro de 1946. sendo o restante dividido em parcelas mensais de igual valor.Os seringueiros recrutados nos termos do Decreto-Lei nº 5. de forma proporcional.aposentadoria com proventos integrais aos vinte e cinco anos de serviço efetivo. serão destinados ao setor de saúde. quando carentes. de 8 de maio de 1985. sendo inacumulável com quaisquer rendimentos recebidos dos cofres públicos. trinta por cento.315.A liquidação poderá incluir p agamentos na forma de cessão de bens e prestação de serviços. ressalvados. durante a Segunda Guerra Mundial.940. a arrecadação decorrente de. pensão à viúva ou companheira ou dependente. Parágrafo único . Art.578. dispensados os juros e multas sobre eles incidentes. para todos os efeitos legais. 57 . § 1º . I.A concessão do benefício far-se-á conforme lei a ser proposta pelo Poder Executivo dentro de cento e cinqüenta dias da promulgação da Constituição. nos termos da Lei nº 5. ressalvado o direito de opção. contribuíram para o esforço de guerra. do orçamento da seguridade social. V . com correção monetária.Os benefícios estabelecidos neste artigo são transferíveis aos dependentes reconhecidamente carentes. serão assegurados os seguintes direitos: I .O benefício é estendido aos seringueiros que. atendendo a apelo do Governo brasileiro. os compromissos assumidos com programas e projetos em andamento.049.prioridade na aquisição da casa própria. de 25 de maio de 1982.Até que seja aprovada a lei de diretrizes orçamentárias. hospitalar e educacional gratuita. qualquer outra pensão já concedida ao ex-combatente.611. § 2º .Até que a lei disponha sobre o art.aproveitamento no serviço público.813. . alterada pelo Decreto-Lei nº 2. § 2º . cinco dos seis décimos percentuais correspondentes à alíquota da contribuição de que trata o Decreto-Lei nº 1. para os que não a possuam ou para suas viúvas ou companheiras. § 1º . II . exclusivamente no exercício de 1988. na Região Amazônica. excluído o seguro-desemprego. IV . no mínimo. exceto os benefícios previdenciários.Art. § 3º .882. trabalhando na produção de borracha. em cento e vinte parcelas mensais. 53 .em caso de morte. de 14 de setembro de 1943. pensão mensal vitalícia no valor de dois salários mínimos. de 1º de agosto de 1983. pelo Decreto nº 91. com estabilidade. extensiva aos dependentes. Art. que poderá ser requerida a qualquer tempo. 56 .Os débitos dos Estados e dos Municípios relativos às contribuições previdenciárias até 30 de junho de 1988 serão liquidados. nos termos da Lei nº 7. passa a integrar a receita da seguridade social. de 8 de julho de 1987. 54 .

é assegurada mediante a criação.§ 3º . proporcionalmente ao número de alunos nas respectivas redes de ensino fundamental. inclusive na complementação a que se refere o § 3º. 59 . e será distribuído entre cada Estado e seus Municípios. inciso II.A União. § 4º . parcela dos recursos correspondentes aos Fundos de Participação. de natureza contábil. os Estados. Art.Os benefícios de prestação continuada.A União aplicará na erradicação do analfabetismo e na manutenção e no desenvolvimento do ensino fundamental. à manutenção e ao desenvolvimento do ensino fundamental. 212 da Constituição Federal. a fim de que seja restabelecido o poder aquisitivo. que tinham na data de sua concessão. inciso I. alíneas a e b. quinze por cento dos recursos a que se referem os arts. e 159. o Distrito Federal e os Municípios ajustarão progressivamente. na forma do disposto no art. 158. § 5º . 152 Art. o débito será considerado vencido em sua totalidade. em cada Estado e no Distrito Federal. os planos serão implantados progressivamente nos dezoito meses seguintes. será bloqueada e repassada à previdência social para pagamento de seus débitos. e inciso II. inciso IV. de um Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério. no âmbito de cada E stado e do Distrito Federal. em um prazo de cinco anos.A União complementará os recursos dos Fundos a que se refere o § 1º. Parágrafo único .As prestações mensais dos benefícios atualizadas de acordo com este artigo serão devidas e pagas a partir do sétimo mês a contar da promulgação da Constituição. o Distrito Federal e os Municípios destinarão não menos de sessenta por cento dos recursos a que se refere o caput do art. § 1º . os Estados e os Municípios consignarão.Descumprida qualquer das condições estabelecidas para concessão do parcelamento. terão seus valores revistos. sempre que. os Estados. destinada aos Estados e Municípios devedores. expresso em número de salários mínimos. da Constituição Federal. 211 da Constituição Federal. definido nacionalmente.Uma proporção não inferior a sessenta por cento dos recursos de cada Fundo referido no § 1º será destinada ao pagamento dos professores do ensino fundamental em efetivo exercício no magistério. § 4º . obedecendo-se a esse critério de atualização até a implantação do plano de custeio e benefícios referidos no artigo seguinte. suas contribuições ao Fundo.Os projetos de lei relativos à organização da seguridade social e aos planos de custeio e de benefício serão apresentados no prazo máximo de seis meses da promulgação da Constituição ao Congresso Nacional. 155.Em garantia do cumprimento do parcelamento. que terá seis meses para apreciá-los. 58 .Nos dez primeiros anos da promulgação desta Emenda. § 2º . nos respectivos orçamentos as dotações necessárias ao pagamento de seus débitos. pelo menos. nunca menos que o . § 6º .Aprovados pelo Congresso Nacional. sobre ele incidindo juros de mora. Art. de forma a garantir um valor por aluno correspondente a um padrão mínimo de qualidade de ensino. nesta hipótese. mantidos pela previdência social na data da promulgação da Constituição. seu valor por aluno não alcançar o mínimo definido nacionalmente. anualmente. Parágrafo único .A distribuição de responsabilidades e recursos entre os Estados e seus Municípios a ser concretizada com parte dos recursos definidos neste artigo. com o objetivo de assegurar a universalização de seu atendimento e a remuneração condigna do magistério.O Fundo referido no parágrafo anterior será constituído por. 60 . § 3º .

bem assim nos períodos de 1º de janeiro de 1996 a 30 de junho de 1997 e 1º de julho de 1997 a 31 de dezembro de 1999. da administração direta ou indireta.É instituído. de modo que cada cidadão brasileiro possa receber do Estado um exemplar da Constituição do Brasil. das igrejas e de outras instituições representativas da comunidade. 65 . 125.São mantidas as concessões de serviços públicos de telecomunicações atualmente em vigor. 64 . econômica e cultural do País. a distribuição proporcional de seus recursos. Parágrafo único . bem como as fundações de ensino e pesquisa cuja criação tenha sido autorizada por lei. benefícios previdenciários e auxílios . promoverão edição popular do texto integral da Constituição. Art.As entidades educacionais a que se refere o art. tenham recebido recursos públicos. sem prejuízo das atribuições dos órgãos públicos que atuam na área. § 7º . com o objetivo de saneamento financeiro da Fazenda Pública Federal e de estabilização econômica. 67 .A Imprensa Nacional e demais gráficas da União. do Distrito Federal e dos Municípios.No desenvolvimento de suas atribuições. cujos recursos serão aplicados prioritariamente no custeio das ações dos sistemas de saúde e educação. 220. 69 . da Constituição. 68 .Fica mantida a atual competência dos tribunais estaduais até que a mesma seja definida na Constituição do Estado. poderão continuar a recebê-los. tenham órgãos distintos para as respectivas funções. 153 Art. devendo o Estado emitir-lhes os títulos respectivos. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. 61 . nos termos do art. § 1º. dos quartéis. Art. desde que. Art. o art.A lei criará o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) nos moldes da legislação relativa ao Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e ao Serviço Nacional de Aprendizagem do Comércio (SENAC). sua fiscalização e controle. nos exercícios financeiros de 1994 e 1995. dos sindicatos.O Poder Legislativo regulamentará. incluindo a complementação de recursos de que trata o § 3º do art.equivalente a trinta por cento dos recursos a que se refere o caput do art. nos termos da lei. Art. dos Estados. 213. Art. que preencham os requisitos dos incisos I e II do referido artigo e que. 63 . bem como sobre a forma de cálculo do valor mínimo nacional por aluno. 70 .É criada uma Comissão composta de nove membros. podendo articular-se com os governos estaduais e municipais e com instituições públicas e privadas que desejem participar dos eventos. na data da promulgação da Constituição. social.Será permitido aos Estados manter consultorias jurídicas separadas de suas ProcuradoriasGerais ou Advocacias-Gerais. sendo três do Poder Legislativo. no prazo de doze meses. salvo disposição legal em contrário. 212 da Constituicão Federal . Art. podendo. Art.A lei disporá sobre a organização dos Fundos. a seu critério. Art. 71 . desdobrar-se em tantas subcomissões quantas forem necessárias.A União concluirá a demarcação das terras indígenas no prazo de cinco anos a partir da promulgação da Constituição. que será posta à disposição das escolas e dos cartórios. inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. o Fundo Social de Emergência. gratuitamente. nos últimos três anos. 66 . Art. § 4º. a Comissão promoverá estudos. debates e avaliações sobre a evolução política. três do Poder Judiciário e três do Poder Executivo.Aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras é reconhecida a propriedade definitiva. Art. 62 . para promover as comemorações do centenário da proclamação da República e da promulgação da primeira Constituição republicana do País.

II.outras receitas previstas em lei específica.689. destinada ao Fundo Social de Emergência. já instituídos ou a serem criados. a qual. 8. não se lhes aplicando o disposto nos arts. III . II. e pelas Leis nºs.Integram o Fundo Social de Emergência: I . câmbio e seguro.O Poder Executivo publicará demonstrativo da execução orçamentária. de 24 de julho de 1991. 212 e 239 da Constituição. passa a ser de trinta por cento. bem assim no período de 1º de janeiro de 1996 a 30 de junho de 1997. de periodicidade bimestral. § 1º . III e V serão previamente deduzidas da base de cálculo de qualquer v inculação ou participação constitucional ou legal. bem assim nos períodos de 1º de janeiro de 1996 a 30 de junho de 1997 e de 1º de julho de 1997 a 31 de dezembro de 1999. nos termos do inciso II deste artigo.849 e 8. § 1º . 154 V .vinte por cento do produto da arrecadação de todos os impostos e contribuições da União. sujeita a alteração por lei ordinária posterior.a parcela do produto da arrecadação da contribuição de que trata a Lei Complementar nº 7.212. e VI . § 2º . 165 da Constituição. decorrente das alterações produzidas pela Lei n° 8. a qual será calculada.a parcela do produto da arrecadação resultante da elevação da alíquota da contribuição social sobre o lucro dos contribuintes a que se refere o § 1° do art. e 159 da Constituição. devida pelas pessoas jurídicas a que se refere o inciso III deste artigo. no qual se discriminarão as fontes e usos do Fundo criado por este artigo. ou relativas a títulos e valores mobiliários. § 3º .A parcela dos recursos provenientes do imposto sobre renda e proventos de qualquer natureza. 157. e despesas orçamentárias associadas a programas de relevante interesse econômico e social. de 15 de dezembro de 1988.As alíquotas e a base de cálculo previ stas nos incisos III e V aplicar-se-ão a partir do primeiro dia do mês seguinte aos noventa dias posteriores à promulgação desta Emenda. nos exercícios financeiros de 1994 a 1995.O disposto no parágrafo anterior não se aplica aos recursos previstos nos arts.894.a parcela do produto da arrecadação do imposto sobre renda e proventos de qualquer natureza e do imposto sobre operações de crédito. inclusive suas autarquias e fundações. mantidas as demais normas da Lei nº 7. pela União.o produto da arrecadação do imposto sobre renda e proventos de qualquer natureza incidente na fonte sobre pagamentos efetuados. inclusive liquidação de passivo previdenciário. II . II. 153. § 5º. de 7 de setembro de 1970. 212 e 239 da Constituição. de 21 de junho de 1994. sujeita a alteração por lei ordinária. § 2º . observado o disposto nos §§ 3º e 4º. excetuado o previsto nos incisos I. não . Art. § 3º . sobre a receita bruta operacional.158.assistenciais de prestação continuada. mediante a aplicação da alíquota de setenta e cinco centésimos por cento. ambas de 28 de janeiro de 1994.A parcela de que trata o inciso IV será previamente deduzida da base de cálculo das vinculações ou participações constitucionais previstas nos arts. § 4º . 72 . 159.As parcelas de que tratam os incisos I. nos exercicios financeiros de 1994 e 1995.Ao Fundo criado por este artigo não se aplica o disposto na parte final do inciso Il do § 9° do art. § 5º . 22 da Lei nº 8. como definida na legislação do imposto sobre renda e proventos de qualquer natureza. a qualquer título.O Fundo criado por este artigo passa a ser denominado Fundo de Estabilização Fiscal a partir do início do exercício financeiro de 1996. e modificações posteriores.848. IV . I e III.

e 159. decorrente da alteração da alíquota. 59 da Constituição. nos primeiros doze meses. bem como a base de cálculo das aplicações em programas de financiamento ao setor produtivo das regiões Norte. 212. b) do ano 2001 ao ano 2004. da Constituição. vinte por cento da arrecadação de impostos e contribuições sociais da União.A alíquota da contribuição de que trata este artigo não excederá a vinte e cinco centésimos por cento. de 24 de outubro de 1996. "a" e "b". 153. corrigido pela variação nominal do Produto Interno Bruto – PIB. 195. § 4º .É a União autorizada a emitir títulos da dívida pública interna. § 1º . § 6º. da Constituição. Art. § 5º. 76. a cobrança da contribuição provisória sobre movimentação ou transmissão de valores e de créditos e direitos de natureza financeira de que trata o art. . fundo ou despesa. em montante equivalente ao produto da arrecadação da contribuição.poderá exceder a cinco inteiros e seis décimos por cento do total do produto da sua arrecadação.539. § 2º . § 2º . e não poderá ser cobrada por prazo superior a dois anos”. cuja vigência é também prorrogada por idêntico prazo. e II.O resultado do aumento da arrecadação. para financiamento das ações e serviços de saúde. I e II. prevista e não realizada em 1999. § 2 Excetua-se da desvinculação de que trata o caput deste artigo a arrecadação da o contribuição social do salário-educação a que se refere o art.A contribuição de que trata este artigo terá sua exigibilidade subordinada ao disposto no art. nos limites aqui definidos. 157. cinco por cento. § 3º . 195 da Constituição Federal. 77. "c". e de trinta centésimos. Art. da Constituição. facultado ao Poder Executivo reduzi-la ou restabelecê-la. 155 Art. I. seus adicionais e respectivos acréscimos legais. É desvinculado de órgão. § 5 .Na regulação do Fundo Social de Emergência não poderá ser utilizado o instrumento previsto no inciso V do art. Nordeste e Centro-Oeste a que se refere o art. 74 . cujos recursos serão destinados ao custeio da saúde e da previdência social. a alíquota da contribuição será de trinta e oito centésimos por cento. total ou parcialmente." § 1 O disposto no caput deste artigo não reduzirá a base de cálculo das transferências a o Estados. o valor apurado no ano anterior. 73 . § 3º . § 5 . nas condições e limites fixados em lei. 156 Art. I.Observado o disposto no § 6º do art. facultado ao Poder Executivo reduzi-la total ou parcialmente. já instituídos ou que vierem a ser criados no referido período. por trinta e seis meses. 75 . no período de 2000 a 2003. § 1º . I. instituída pela Lei nº 9. no mínimo. I. modificada pela Lei nº 9. e 154. da Constituição. será destinado ao custeio da previdência social. nos meses subseqüentes.no caso da União: a) no ano 2000. Distrito Federal e Municípios na forma dos arts.O produto da arrecadação da contribuição de que trata este artigo será destinado integralmente ao Fundo Nacional de Saúde. 153. o montante empenhado em ações e serviços públicos de saúde no exercício financeiro de 1999 acrescido de. l58. os recursos mínimos aplicados nas ações e serviços públicos de saúde serão equivalentes: I . 2000 e 2001. 159.É prorrogada. da Constituição. 157 o o Art.A União poderá instituir contribuição provisória sobre movimentação ou transmissão de valores e de créditos e direitos de natureza financeira.À contribuição de que trata este artigo não se aplica o disposto nos arts. 74. nos exercícios financeiros de 1999.311. de 12 de dezembro de 1997. Até o exercício financeiro de 2004.

quinze por cento do produto da arrecadação dos impostos a que se refere o art. acrescido de juros legais. serão aplicados nos Municípios. reforço de renda familiar e outros programas de relevante interesse social voltados para melhoria da qualidade de vida. a aplicação será de pelo menos sete por cento. § 1º .Os recursos dos Estados. É instituído. a critério do credor. O Fundo previsto neste artigo terá Conselho Consultivo e de Acompanhamento que conte com a participação de representantes da sociedade civil.As prestações anuais a que se refere o caput deste artigo terão. 156 e dos recursos de que tratam os arts. segundo o critério populacional. ou preterição ao direito de precedência. os precatórios pendentes na data de promulgação desta Emenda e os que decorram de ações iniciais ajuizadas até 31 de d ezembro de 1999 serão liquidados pelo seu valor real. aos Estados. o Fundo de Combate a Erradicação da Pobreza. deduzidas as parcelas que forem transferidas aos respectivos Municípios. requisitar ou determinar o seqüestro de recursos financeiros da entidade executada. educação. 159 Art. sem prejuízo do disposto no art. 155 e dos recursos de que tratam os arts. a ser regulado por lei complementar com o objetivo de viabilizar a todos os brasileiros acesso a níveis dignos de subsistência. 78. pelo menos. ao Distrito Federal e aos Municípios o disposto neste artigo. os de natureza alimentícia. e inciso II. no mínimo. vencido o prazo ou em caso de omissão no orçamento. um quinto por ano. alínea b e § 3º. permitida a cessão dos créditos. no âmbito do Poder Executivo Federal. os de que trata o art. no prazo máximo de dez anos. iguais e sucessivas. Parágrafo único. se não liquidadas até o final do exercício a que se referem. § 1º .no caso dos Municípios e do Distrito Federal. 33 deste Ato das Disposições Constitucionais Transitórias e suas complementações e os que já tiverem os seus respectivos recursos liberados ou depositados em juízo. 158 Art. quinze por cento. em ações e serviços básicos de saúde. 198. cujos recursos serão aplicados em ações suplementares de nutrição. desde que comprovadamente único à época da imissão na posse.Dos recursos da União apurados nos termos deste artigo. § 2º . poder liberatório do pagamento de tributos da entidade devedora. § 3º. 158 e 159. nos casos de precatórios judiciais originários de desapropriação de imóvel residencial do credor.O prazo referido no caput deste a rtigo fica reduzido para dois anos. para vigorar até o ano de 2010. o Distrito Federal e os Municípios que apliquem percentuais inferiores aos fixados nos incisos II e III deverão elevá-los gradualmente. . inciso I. § 3º . em prestações anuais. em moeda corrente. § 4º . aplicar-se-á à União. a partir do exercício financeiro de 2005. suficientes à satisfação da prestação.O Presidente do Tribunal competente deverá. § 2º .no caso dos Estados e do Distrito Federal.Os Estados.É permitida a decomposição de parcelas. e III . Ressalvados os créditos definidos em lei como de pequeno valor. habitação. até o exercício financeiro de 2004. do Distrito Federal e dos Municípios destinados às ações e serviços públicos de saúde e os transferidos pela União para a mesma finalidade serão aplicados por meio de Fundo de Saúde que será acompanhado e fiscalizado por Conselho de Saúde. 79. reduzida a diferença à razão de. § 3º . a partir de 2000.II . 157 e 159. 74 da Constituição Federal. § 4º . na forma da lei. saúde.Na ausência da lei complementar a que se refere o art. nos termos da lei. a requerimento do credor. inciso I. sendo que. doze por cento do produto da arrecadação dos impostos a que se refere o art. alínea a.

será integralmente repassada ao Fundo. sobre serviços supérfluos. da Constituição. § 2º Para o financiamento dos Fundos Municipais. 75 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. § 2º Sem prejuízo do disposto no § 1º. V– doações. § 9º. É instituído Fundo constituído pelos recursos recebidos pela União em decorrência da desestatização de sociedades de economia mista ou empresas públicas por ela controladas. 159 e 167. quando a operação envolver a alienação do respectivo controle acionário a pessoa ou entidade não integrante da Administração Pública. do Ato das disposições Constitucionais Transitórias. . o Distrito Federal e os Municípios devem instituir Fundos de Combate á Pobreza. II – a parcela do produto da arrecadação correspondente a u m adicional de cinco pontos percentuais na alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI. devendo os referidos Fundos ser geridos por entidades que contem com a participação da sociedade civil. o disposto no art. ou de participação societária remanescente após a alienação. de pessoas físicas ou jurídicas do País ou do exterior. 80. incidente sobre produtos supérfluos e aplicável até a extinção do Fundo. § 1º Aos recursos integrantes do Fundo de que trata este artigo não se aplica o disposto nos arts. inciso II. da Constituição. o Poder Executivo poderá destinar ao Fundo a que se refere este artigo outras receitas decorrentes da alienação de bens da União. preservado o seu valor real. § 3º A constituição do Fundo a que se refere o caput. direta ou indiretamente. § 1º Para o financiamento dos Fundos Estaduais e Distrital. progressivamente resgatáveis após 18 de junho de 2002. IV – dotações orçamentárias. no período compreendido entre 18 de junho de 2000 e o início da vigência da lei complementar a que se refere a art. com os recursos de que trata este artigo e outros que vierem a destinar. § 1º Caso o montante anual previsto nos rendimentos transferidos ao Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza. não se aplicando o disposto no art. Compõem o Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza: I – a parcela do produto da arrecadação correspondente a um adicional de oito centésimos por cento. Os Estados. inciso IV. de qualquer natureza. inciso VII. gerados a partir de 18 de junho de 2002. 79. III – o produto da arrecadação do imposto de que trata o art. sobre os produtos e serviços supérfluos. na alíquota da contribuição social de que trata o art. Art. aplicável de 18 de junho de 2000 a 17 de junho de 2002. inciso IV. cujos rendimentos. VI – outras receitas. não se aplicando. inciso IV. poderá ser criado adicional de até dois pontos percentuais na alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS. § 2º A arrecadação decorrente do disposto no inciso I deste artigo. 81. a transferência de recursos ao Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza e as demais disposições referentes ao § 1º deste artigo serão disciplinadas em lei. 82. 153. 80. sobre este adicional. 165. a serem definidas na regulamentação do referido Fundo. não alcance o valor de quatro bilhões de reais.Art. 158. assim como qualquer desvinculação de recursos orçamentários. reverterão ao Fundo de Combate e Erradicação de Pobreza. em títulos públicos federais. na forma da lei. ou do imposto que vier a substituí-lo. da Constituição. ou do imposto q ue vier a substituí-lo. da Constituição. poderá ser criado adicional de até meio ponto percentual na alíquota do Imposto sobre serviços ou do imposto que vier a substituí-lo. far-se-á complementação na forma do art. na forma deste artigo. Art.

Carlos Virgílio. Gonzaga Patriota. Aloisio Vasconcelos. Alysson Paulinelli. Gastone Righi. Luiz Soyer-2º Suplente de Secretário. Geraldo Alckmin Filho. Átila Lira. Ervin Bonkoski. Francisco Dornelles. Chagas Rodrigues. Airton Sandoval. Iberê Ferreira. Heráclito Fortes. Henrique Córdova. Firmo de Castro. Annibal Barcellos. Carlos Alberto Caó. Guilherme Palmeira. Erico Pegoraro. Hélio Costa. Agripino de Oliveira Lima. Geraldo Fleming. Aloysio Chaves. 83. Amilcar Moreira. Artur da Távola. Egídio Ferreira Lima. Arnaldo Faria de Sá-3º Secretário. Flavio Palmier da Veiga. Almir Gabriel. Amaury Muller. Alarico Abib. Genebaldo Correia. Adolfo Oliveira-Relator Adjunto. Christóvam Chiaradia. 5 de outubro de 1988. Gumercindo Milhomem. Cássio Cunha Lima. Alcides Saldanha. Fernando Lyra. Adylson Motta. Marcelo Cordeiro-1º Secretário. Genésio Bernardino. Cunha Bueno. Antônio Carlos Konder Reis-Relator Adjunto. Hélio Manhães. Homero Santos. Haroldo Lima. Antero de Barros. Expedito Machado. Albano Franco." Brasília. Helio Duque. Florestan Fernandes. 80. Gustavo de Faria. Francisco Pinto. Ivo Mainardi. Antonio Perosa. Chagas Duarte. Asdrubal Bentes. Antonio Mariz. Dgenal Gonçalves. Dirceu Carneiro. Daso Coimbra. Benedita da Silva-1º Suplente de Secretário. Jairo Azi. Adroaldo Streck. Alfredo Campos. Ivo Vanderlinde. França Teixeira. Dálton Canabrava. Harlan Gadelia. Edmilson Valentim. Geovani Borgis. Afif Domingos. Cid Sabóia de Carvalho. Alceni Guerra. Cid Carvalho. Fernando Cunha. Afonso Arinos. Hermes Zaneti. Carlos Cotta. Antônio de Jesus. Darcy Pozza. Euclides Scalco. Ademir Andrade. Fernando Gasparian. Airton Cordeiro. Assis Canuto. Doreto Campanari. Affonso Camargo. Adhemar de Barros Filho. Irapuan Costa Júnior. Domingos Leonelli. Eduardo Jorge. Ivo Cersórsimo. Aécio de Borba. Bernardo Cabral-Relator Geral. Eliézer Moreira. Farabulini Junior. Arnaldo Martins. Carlos Alberto. Alércio Dias. Acival Gomes. Carlos Vinagri. Itamar Franco. Eduardo Bonfim. Alexandre Costa. Carlos Cardinal. Etevaldo Nogueira. e 82. Aluízio Campos. Domingos Juvenil. Geraldo Bulhões. Geraldo Campos. Delfim Netto. Francisco Rollemberg. Haroldo Sabóia. Irma Passoni. Israel Pinheiro. Enoc Vieira. Francisco Benjamim. Anna Maria Rattes. Costa Ferreira.Art. Jorge Arbage-2º VicePresidente. Fausto Fernandes. Gerson Marcondes. Hélio Rosas. Célio de Castro. Alexandre Puzyna. Fernando Henrique Cardoso. Aluizio Bezerra. Aldo Arantes. César Maia. Flavio Rocha. Edme Tavares. César Cals Neto. Fábio Raunheitti. Brandão Monteiro. Augusto Carvalho. Hilário Braun. Aroude de Oliveira. Álvaro Antônio. Fernando Santana. Cristina Tavares. Arnaldo Moraes. Francisco Kuster. Albérico Filho. Gil César. Chico Humberto. Áureo Mello. Cláudio Ávila. Ibsen Pinheiro. Geraldo Melo. Mauro Benevides-1º Vice-Presidente. Carrel Benevides. Fausto Rocha. Ismael Wanderley. Gilson Machado. Antônio Salim Curiati. Carlos Del Carli. Gidel Dantas. Afonso Sancho. Denisar Arneiro. Humberto Lucena. Bocayuva Cunha. Dirce Tutu Quadros. Ulysses Guimarães-Presidente. Celso Dourado. Gerson Camata. Antonio Carlos Mendes Thame. Angelo Magalhães. Inocêncio Oliveira. Beth Azize. Eraldo Trindade. Eunice Michiles. Francisco CoeIho Francisco Diogenes. Gabriel Guerreiro. Cleonancio Fonseca. Elias Murad. Francisco Amaral. Edésio Frias. Furtado Leite. Adauto Pereira. Bezerra de Melo. Aécio Neves. Benito Gama. Gandi Jamil. Aloysio Teixeira. Alvaro Pacheco. Gerson Peres. Darcy Deitos. Fernando Velasco. Benedicto Monteiro. Agassiz Almeida. Floriceno Paixão. Edivaldo Motta. Davi Alves Silva. Irajá Rodrigues Iram Saraiva. Chagas Neto. Divaldo Suruagy. Carlos Chiarelli. inciso II. Antonio Gaspar. Antônio Carlos Franco. Francisco Salis. Humberto Souto. Álvaro Valle. Lei federal definirá os produtos e serviços supérfluos a que se referem os arts. Eliel Rodrigues. Délio Braz. §§ 1º e 2º. Ivo Lech. Carlos Benevides. Del Bosco Amaral. Evaldo Gonçalves. Edison Lobão. Carlos Sant'Anna. Antônio Câmara. Dionisio Dal Prá. Basilho Villani. Francisco Rossi. Fernando Bezerra Coelho. Sotero Cunha-3º Suplente de Secretário. Caio Pompeu. Dionísio Hage. Henrique Eduardo Alves. Arnold Fioravanti. Arnaldo Prieto. Bonifácio de Andrada. Antonio Ueno. Feris Nader. Mário Maia-2º Secretário. Jacy Scanagatta. Fabio Feldmann. Carlos Moscone. Abigail Feitosa. Eraldo Tinoco. Albérico Cordeiro. Ézio Ferreira. Fernando Gomes. Felipe Mendes. Francisco Carneiro. José Fogaça-Relator Adjunto. Amaral Netto. . Artenir Werner. Bosco França. Eduardo Moreira. Antonio Ferreira.

Mauro Borges. Osvaldo Coelho. Jonas Pinheiro. José Geraldo. Telmo Kirst. José Moura. Luiz Gushiken. Ubiratan Aguiar. José Camargo. José Carlos Coutinho. José Queiroz. Márcio Braga. José Carlos Grecco. Paulo Zarzur. Wagner Lago. Luiz Henrique. Waldec Ornélas. Valmir Campelo. José Lourenço. Sergio Brito. José Ulisses de Oliveira. Raimundo Bezerra. Vivaldo Barbosa. Wilma Maia. Roberto Augusto. Lélio Sousa. Lídice da Mata. José Maria Eymael. Nelson Wedekin. Onofre Corrêa. Wilson Campos. João Cunha. Paulo Macarini. Maurício Campos. Manoel Moreira. José Paulo Bisol. Sérgio Spada. Márcio Lacerda. João Carlos Bacelar. Lourival Baptista. Renato Vianna. Victor Faccioni. Paulo Roberto. Jonival Lucas. Osmundo Rebouças. Nyder Barbosa. José Carlos Martinez. Nelton Friedrich. Messias Soares. João Meneses. Vingt Rosado. Rita Camata. Luiz Alberto Rodrigues. Sandra Cavalcanti. Rachid Saldanha Derzi. Ney Maranhão. Ottomar Pinto. Pedro Canedo. Severo Gomes. Nelson Sabrá. João de Deus Antunes. Jayme Santana. Vilson Souza. Pimenta da Veiga. Mauro Campos. Narciso Mendes. Lezio Sathler. Leite Chaves. José Maranhão. Paulo Paim. Ruy Bacelar. Oscar Corrêa. José Teixeira. Tadeu França. Marcondes Gadelha. Levy Dias. Victor Trovão. Ubiratan Spinelli. José Fernandes. Sigmaringa Seixas. João Agripino. Mauricio Pádua. Raul Belém. Nelson Aguiar. Mario Lima. Jayme Paliarin. Roberto Rollemberg. Osvaldo Bender.Jairo Carneiro. Roberto Vital. . Paes de Andrade. José Melo. Miraldo Gomes. Mauricio Fruet. Ronaldo Carvalho. Sílvio Abreu. José Genoino. Jesualdo Cavalcanti. Rosa Prata. José Tavares. Koyu Iha. Lúcio Alcantara. Waldyr Pugliesi. Moyses Pimentel. Nion Albernaz. Ruberval Pilotto. Vladimir Palmeira. Sadie Hauache. Vitor Buaiz. Luiz Inácio Lula da Silva. João Machado Rollemberg. Osmar Leitão. José Jorge. Lucia Braga. Jovanni Masini. José Costa. Osvaldo Sobrinho. Messias Góis. José Thomaz Nonô. Renato Johnsson. Joaquim Sucena. Tito Costa. Nestor Duarte. Plinio Arruda Sampaio. Samir Achoa. Myrian Portella. Jamil Haddad. Jofran Frejat. Joaquim Bevilácqua. Luis Roberto Ponte. José Viana. José Elias. Virgílio Guimarães. Pompeu de Sousa. Pedro Ceolin. José Richa. Sarney Filho. José da Conceição. Jorge Uequed. Raquel Capiberibe. Roberto Torres. Nabor Júnior. Paulo Roberto Cunha. Maguito Vilela. Márcia Kubitschek. Virgildasio de Senna. Vicente Bogo. Manuel Viana. Teotonio Vilela Filho. Osvaldo Macedo. Júlio Campos. Milton Barbosa. José Santana de Vasconcellos. José Yunes. Lúcia Vania. Mauro Miranda. Mansueto de Lavor. Virgilio Galassi. Wilson Martins. Paulo Pimentel. Manoel Castro. Mário Assad. João Lobo. Oswaldo Trevisan. Ruben Figueiró. Vasco Alves. Walmor de Luca. Renato Bernardi. Paulo Delgado. Jorge Hagi. José Serra. Marcos Queiroz. Marluce Pinto. Paulo Silva. Raquel Cândido. Siqueira Campos. João Castelo. Mauricio Correa. Roberto Campos. Mendes Ribeiro. Salatiel Carvalho. Jorge Vianna. Jorge Leite. João da Mata. Ruy Nedel. Olavo Pires. Lysâneas Maciel. Nelson Carneiro. Luis Eduardo. Osmir Lima. José Dutra. Rubem Branquinho. Ronaro Corrêa. Jesus Tajra. Manoel Ribeiro. Luiz Leal. Robson Marinho. José Luiz Maia. Vieira da Silva. José Freire. Matheus Iensen. Joaquim Francisco. Leur Lomanto. Rose de Freitas. Miro Teixeira. Nelson Jobim. Paulo Marques. Rodrigues Palma. Nelson Seixas. Meira Filho. Mussa Demes. Sérgio Werneck. Paulo Ramos. Maria Lúcia. José Carlos Vasconcelos. Roberto D'Avila. Luiz Viana Neto. Plínio Martins. Michel Temer. Luiz Salomão. João Rezek. Luiz Marques. Mauro Sampaio. João Alves. Rubem Medina. Ricardo Izar. Jorge Bornhausen. Sólon Borges dos Reis. José Mendonça Bezerra. Paes Landim. Mello Reis. Moema São Thiago. João Herrmann Neto. Jutahy Júnior. Orlando Pacheco. Nilso Sguarezi. José Carlos Sabóia. Victor Fontana. Odacir Soares. Octávio Elísio. Leopoldo Peres. Mozarildo Cavalcanti. José Guedes. Saulo Queiroz. Simão Sessim. José Lins. Orlando Bezerra. Ziza Valadares. Jutahy Magalhães. Raul Ferraz. Maurilio Ferreira Lima. Ricardo Fiuza. Roberto Freire. José Maurício. Theodoro Mendes. Milton Lima. Oswaldo Almeida. Melo Freire. Mário Covas. Ronaldo Cezar Coelho. Stélio Dias. Jarbas Passarinho. Mario de Oliveira. Mattos Leão. Lael Varella. Maluly Neto. João Natal. Santinho Furtado. Vinicius Cansanção. Mendes Canale. Joaci Goes. Renan Calheiros. João Calmon. Roberto Brant. Rospide Netto. Olívio Dutra. Luiz Freire. José Agripino. Roberto Balestra. José Egreja. Nilson Gibson. Jallis Fontoura. Percival Muniz. Raimundo Lira. Noel de Carvalho. Maria de Lourdes Abadia. Juarez Antunes. José Luiz de Sá. Rita Furtado. Ronaldo Aragão. Raimundo Rezende. Milton Reis. José Ignácio Ferreira. Max Rosenmann. Paulo Mincarone. Louremberg Nunes Rocha. Roberto Jefferson. Júlio Constamilan. Ronan Tito. Naphtali Alves de Souza. Marco Maciel. José Tinoco. Uldurico Pinto. Marcos Lima. Mendes Botelho. Joaquim Hayckel. Mauricio Nasser. João Paulo. Lavoisier Maia. Valter Pereira.

com prazo prescricional de: a) cinco anos para o trabalhador urbano. ou substituído nos seis meses anteriores ao pleito. a saúde.proibição de trabalho noturno. Antônio Farias.98." Redação Anterior: XII ." 7 inciso XIV com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. Tidei de Lima. Neuto de Conto. Paulo Almada. Bete Mendes.98. 4 Inciso XXXIII com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. o lazer. na forma desta Constituição. o trabalho. de 15. Virgílio Távora. 1 Com redação dada pela Emenda Contitucional nº 26. Nivaldo Machado. Redação Anterior XXIX .05. Geovah Amarante. b) até dois anos após a extinção do contrato. os Prefeitos e quem os houver sucedido.organizar e manter a polícia federal. os Governadores de Estado e do Distrito Federal. a previdência social. Horácio Ferraz. de 15. Redação Anterior: "§ 5º . a polícia militar e o corpo de bombeiros militar do Distrito Federal e dos Territórios." . de 14 de fevereiro de 2000.98. Rosário Congro Neto.00. a polícia rodoviária e a ferroviária federais. Prisco Viana.12. de 04. 25. no período subseqüente.06. perigoso ou insalubre aos menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de quatorze anos. Fábio Lucena. a segurança. de 02 de Setembro de 1999. Redação Anterior: XXXIII .ação. Ralph Biasi. o Presidente da República. 6 § 5º com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 16. Fadah Gattass. Oswaldo Lima Filho. Redação Anterior "Art.PARTICIPANTES: Álvaro Dias. Jorge Medauar.06. Antonio Britto. Marcelo Miranda. José Mendonça de Morais. 5 Inciso acrescentado pela Emenda Constitucional nº 23.São direitos sociais a educação. quanto a créditos resultantes das relações de trabalho. Sérgio Naya. Hugo Napoleão.São inelegíveis para os mesmos cargos. Leopoldo Bessone. 6º .salário-família para os seus dependentes. Expedito Júnior. Iturival Nascimento.12. Redação Anterior: "XIV .97. a proteção à maternidade e à infância. a assistência aos desamparados. 28. 3 Inciso com redação dada pela Emenda Constitucional nº. Norberto Schwantes. para o trabalhador rural. até o limite de dois anos após a extinção do contrato. IN MEMORIAM: Alair Ferrcira. Edivaldo Holanda. 2 Inciso XII com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. Cardoso Alves. Mauro Fecury. de 04. Borges da Silveira. Ivan Bonato. Hélio Gueiros. salvo na condição de aprendiz. Francisco Dias. bem como a polícia civil.

quanto ao mais. 75% (setenta e cinco por cento) daquela estabelecida. XI. de 13.8 inciso XXII com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. para mandato de quatro anos. Redação Anterior: "II .A remuneração dos Deputados Estaduais será fixada em cada legislatura." 13 inciso V com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 19.06.97.00 Redação Anterior . II. observado o que dispõem os arts.subsídio dos Vereadores fixado por lei de iniciativa da Câmara Municipal.98.00. observado o que dispõem os arts. e a posse ocorrerá no dia 1º de janeiro do ano subseqüente." 9 inciso XXVII com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. Redação Anterior: "§ 2º . 77. 57.normas gerais de licitação e contratação. em espécie. e 153. para a administração pública. II. 153. direta e indireta. Redação Anterior: "XXII .98. em espécie.06. em espécie. para os Deputados Federais. de 04.A eleição do Governador e do Vice-Governador de Estado. XI." Redação Anterior: "VI . II. de 04. III. aplicadas as regras do art. observado o que dispõe os arts. de 04.remuneração do Prefeito. 37. para a subseqüente." 15 Artigo acrescentado pela Emenda Constitucional nº 25. § 2º. Redação Anterior: "Art. no máximo. o disposto no art. nas diversas esferas de governo. aérea e de fronteira. de 04. de 14 de fevereiro de 2000.06. de 04. realizar-seá noventa dias antes do término do mandato de seus antecessores. do Vice-Prefeito e dos Vereadores fixada pela Câmara Municipal em cada legislatura. III.98. em todas as modalidades.09. 28 . no máximo. III. 150. 153. observado. § 4º. 150.02. de 04. 16 Alínea com redação dada pela Emenda Constitucional nº 29. e 153. resalvado o que dispõe o art. 39. Redação Anterior: "V .98. 153.97. Redação Anterior: "XXVII . para os Deputados Estaduais." 11 art. § 2º. pela Assembléia Legislativa. I. na razão de.06. § 2º.a remuneração dos Vereadores corresponderá a. incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público.eleição do Prefeito e do Vice-Prefeito até noventa dias antes do término do mandato dos que devam suceder." 10 § 2º com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. para os Deputados Estaduais. I. § 7º. de 04. 150.98. no caso de municípios com mais de duzentos mil eleitores. 75% (setenta e cinco por cento) daquela estabelecida.executar os serviços de polícia marítima. 77. "VI .06. Redação da Emenda Constitucional nº 19." 14 inciso VI com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 25. na razão de. para a subseqüente. 37. e 153.06. de 14." 12 inciso II com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 16. no máximo. 28 com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 16.06. I. e empresas sob seu controle. setenta e cinco por cento daquele estabelecido.

" 23 inciso X com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 19.06. de 04. 37 .98. 18 art. de 13." 21 inciso V com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. de 04. por servidores ocupantes de cargo de carreira técnica ou profissional. de 04.06. de qualquer dos Poderes da União.98. de 04. preferencialmente.A administração pública direta. de 04." 22 inciso VII com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. nos casos e condições previstos em lei.06. Redação Anterior: "II . do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade.o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei complementar.09.06.e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais." 24 inciso XIII com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. Redação Anterior: "I . indireta ou fundacional. Redação Anterior: "VII . compreendida a proveniente de transferências. moralidade. 17 Inciso III com redação dada pela Emenda Constitucional nº 29. na manutenção e desenvolvimento do ensino. far-se-á sempre na mesma data. ao seguinte:" 19 inciso I com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 19.os cargos. de 04.00 Redação Anterior III .98.não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e desenvolvimento do ensino." 20 inciso II com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. 37 com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 19.06.06. de 04. Redação Anterior: . Redação Anterior: "X .os cargos em comissão e as funções de confiança serão exercidos.98. publicidade e.a revisão geral da remuneração dos servidores públicos. sem distinção de índices entre servidores públicos civis e militares.a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos. dos Estados.98. impessoalidade.98.06. Redação Anterior: "Art. também. empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei. ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração. Redação Anterior: "V .98.

§ 1º. Redação Anterior: "XIX . de 04.é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos. e § 2º. os Estados." 29 inciso XIX com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. 39 com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 19.06. exceto quando houver compatibilidade de horários:" 28 inciso XVII com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 19."XIII . e a remuneração observará o que dispõem os arts. 38 com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. para o efeito de remuneração de pessoal do serviço público.06. 38 ." 25 inciso XIV com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 19.98. das autarquias e das fundações públicas. II. Redação Anterior: "XVII .06. no âmbito de sua competência. I.06.06. 37. Redação Anterior: "XVI .06. Redação Anterior: "Art.a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange autarquias. 39 . Redação Anterior: "XIV .98. de 04. sociedade de economia mista. XI e XII.06. . empresas públicas. III.os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem acumulados.98. sob o mesmo título ou idêntico fundamento. regime jurídico único e planos de carreira para os servidores da administração pública direta. de 04." 27 inciso XVI com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. de 04. Redação Anterior: "Art. 153.os vencimentos dos servidores públicos são irredutíveis. ressalvado o disposto no inciso anterior e no art. Redação Anterior: "XV .98.98. de 04.98.A União.06. sociedades de economia mista e fundações mantidas pelo Poder Público.somente por lei específica poderão ser criadas empresa pública. de 04.é vedada a vinculação ou equiparação de vencimentos. 150." 30 § 3º com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. para fins de concessão de acréscimos ulteriores.As reclamações relativas à prestação de serviços públicos serão disciplinadas em lei. 39. Redação Anterior: "§ 3º . autarquia ou fundação pública. de 04." 31 art.Ao servidor público em exercício de mandato eletivo aplicam-se as seguintes disposições:" 32 art.98." 26 inciso XV com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 19.98. de 04. o Distrito Federal e os Municípios instituirão.

§ 1º - A lei assegurará, aos servidores da administração direta, isonomia de vencimentos para cargos de atribuições iguais ou assemelhados do mesmo Poder ou entre servidores dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, ressalvadas as vantagens de caráter individual e as relativas à natureza ou ao local de trabalho. § 2º - Aplica-se a esses servidores o disposto no art. 7º, IV, VI, VII, VIII, IX, XII, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XX, XXII, XXIII e XXX."
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art. 40 com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 15.12.98

Redação Anterior: "Art. 40 - O servidor será aposentado: I - por invalidez permanente, sendo os proventos integrais quando decorrentes de acidente em serviço, moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável, especificadas em lei, e proporcionais nos demais casos; II - compulsoriamente, aos setenta anos de idade, com proventos proporcionais ao tempo de serviço; III - voluntariamente: a) aos trinta e cinco anos de serviço, se homem, e aos trinta, se mulher, com proventos integrais; b) aos trinta anos de efetivo exercício em funções de magistério, se professor, e vinte e cinco, se professora, com proventos integrais; c) aos trinta anos de serviço, se homem, e aos vinte e cinco, se mulher, com proventos proporcionais a esse tempo; d) aos sessenta e cinco anos de idade, se homem, e aos sessenta, se mulher, com proventos proporcionais ao tempo de serviço"
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§ 1º com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 15.12.98

Redação Anterior: § 1º - Lei complementar poderá estabelecer exceções ao disposto no inciso III, a e c, no caso de exercício de atividades consideradas penosas, insalubres ou perigosas.
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§ 2º com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 15.12.98

Redação Anterior: § 2º -A lei disporá sobre a aposentadoria em cargos ou empregos temporários.
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§ 3º com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 15.12.98

Redação Anterior: § 3º - O tempo de serviço público federal, estadual ou municipal será computado integralmente para os efeitos de aposentadoria e de disponibilidade.
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§ 4º com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 15.12.98

Redação Anterior: § 4º- Os proventos da aposentadoria serão revistos, na mesma proporção e na mesma data, sempre que se modificar a remuneração dos servidores em atividade, sendo também estendidos aos inativos quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidos aos servidores em atividade, inclusive quando

decorrentes da transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se deu a aposentadoria, na forma da lei.
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§ 5º com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 15.12.98

Redação Anterior: § 5º- O benefício da pensão por morte corresponderá à totalidade dos vencimentos ou proventos do servidor falecido, até o limite estabelecido em lei, observado o disposto no parágrafo anterior.
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§ 6º com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 15.12.98

Redação Anterior: § 6º- As aposentadorias e pensões dos servidores públicos federais serão custeadas com recursos provenientes da União e das contribuições dos servidores, na forma da lei.
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§7º acrescentado pela Emenda Constitucional nº 20, de 15 de dezembro de 1998. § 8º acrescentado pela Emenda Constitucional nº 20, de 15 de dezembro de 1998. § 9º acrescentado pela Emenda Constitucional nº 20, de 15 de dezembro de 1998. §10º acrescentado pela Emenda Constitucional nº 20, de 15 de dezembro de 1998. §11º acrescentado pela Emenda Constitucional nº 20, de 15 de dezembro de 1998. §12º acrescentado pela Emenda Constitucional nº 20, de 15 de dezembro de 1998. §13º acrescentado pela Emenda Constitucional nº 20, de 15 de dezembro de 1998. §14º acrescentado pela Emenda Constitucional nº 20, de 15 de dezembro de 1998. §15º acrescentado pela Emenda Constitucional nº 20, de 15 de dezembro de 1998. * §16º acrescentado pela Emenda Constitucional nº 20, de 15 de dezembro de 1998.

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art. 41 com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 04.06.98.

Redação Anterior: "Art. 41 - São estáveis, após dois anos de efetivo exercício, os servidores nomeados em virtude de concurso público. § 1º - O servidor público estável só perderá o cargo em virtude de sentença judicial transitada em julgado ou mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa. § 2º - Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele reintegrado, e o eventual ocupante da vaga reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização, aproveitado em outro cargo ou posto em disponibilidade. § 3º - Extinto o cargo ou declarada sua desnecessidade, o servidor estável ficará em disponibilidade remunerada, até seu adequado aproveitamento em outro cargo."
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art. 42 com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 18, de 5 de fevereiro de 1998.

Redação Anterior:

"Art. 42 - São servidores militares federais os integrantes das Forças Armadas e servidores militares dos Estados, Territórios e Distrito Federal os integrantes de suas polícias militares e de seus corpos de bombeiros militares."
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§ 1º com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 15 de dezembro de 1998.

Redação Anterior: "§ 1º - Aplicam-se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios, além do que vier a ser fixado em lei, as disposições do art. 14, § 8º; do art. 40, § 3º; e do art. 142, §§ 2º e 3º, cabendo a lei estadual específica dispor sobre as matérias do art. 142, § 3º, inciso X, sendo as patentes dos oficiais conferidas pelos respectivos Governadores."
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§ 2º com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 15 de dezembro de 1998.

Redação Anterior: "§ 2º - Aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios e a seus pensionistas, aplica-se o disposto no art. 40, §§ 4º e 5º; e aos militares do Distrito Federal e dos Territórios, o disposto no art. 40, § 6º."
54

A redação original do parágrafo revogado era a seguinte:

"§ 3º - O militar em atividade que aceitar cargo público civil permanente será transferido para a reserva."
55

A redação original do parágrafo revogado era a seguinte:

"§ 4º - O militar da ativa que aceitar cargo, emprego ou função pública temporária, não eletiva, ainda que da administração indireta, ficará agregado ao respectivo quadro e somente poderá, enquanto permanecer nessa situação, ser promovido por antigüidade, contando-se-lhe o tempo de serviço apenas para aquela promoção e transferência para a reserva, sendo depois de dois anos de afastamento, contínuos ou não, transferido para a inatividade."
56

A redação original do parágrafo revogado era a seguinte:

"§ 5º - Ao militar são proibidas a sindicalização e a greve."
57

A redação original do parágrafo revogado era a seguinte:

"§ 6º - O militar, enquanto em efetivo serviço, não pode estar filiado a partidos políticos."
58

A redação original do parágrafo revogado era a seguinte:

"§ 7º - O oficial das Forças Armadas só perderá o posto e a patente se for julgado indigno do oficialato ou com ele incompatível, por decisão de tribunal militar de caráter permanente, em tempo de paz, ou de tribunal especial, em tempo de guerra."
59

A redação original do parágrafo revogado era a seguinte:

"§ 8º - O oficial condenado na justiça comum ou militar a pena privativa de liberdade superior a dois anos, por sentença transitada em julgado, será submetido ao julgamento previsto no parágrafo anterior."
60

A redação original do parágrafo revogado era a seguinte:

Redação Anterior: "VIII .A lei disporá sobre os limites de idade. XVIII e XIX. XVII. o disposto no art.Aplica-se aos servidores a que se refere este artigo o disposto no art. criação. XII. II.98.Aplica-se aos servidores a que se refere este artigo. VIII. §§ 4º." 69 § 7º com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. 40. funcionamento. 5º e 6º.98. polícia. empregos e funções de seus serviços e fixação da respectiva remuneração.98. funcionamento. de 04.06." 61 A redação original do parágrafo revogado era a seguinte: "§ 10 . III. observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias. observado o que dispõem os arts. e 153. transformação ou extinção dos cargos. 153. criação. observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias. empregos e funções de seus serviços e fixação da respectiva remuneração.06. de 04. de 02 de Setembro de 1999 Redação Anterior I .Aplica-se aos servidores a que se refere este artigo o disposto no art. XII. 68 Redação Anterior: "XIII ." 65 inciso VIII com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. transformação ou extinção dos cargos. 64 A redação original do parágrafo revogado era a seguinte: "§ 11 . VIII." 63 * inciso XV acrescentado pela Emenda Constitucional nº 19.06. de 04. Redação Anterior: ." 62 A redação original do parágrafo revogado era a seguinte: "§ 11 .dispor sobre sua organização.fixar para cada exercício financeiro a remuneração do Presidente e do Vice-Presidente da República e dos Ministros de Estado. a estabilidade e outras condições de transferência do servidor militar para a inatividade. polícia.98. Redação Anterior: "IV .processar e julgar o Presidente e o Vice-Presidente da República nos crimes de responsabilidade e os Ministros de Estado nos crimes da mesma natureza conexos com aqueles. de 4 de junho de 1998." 67 Com nova Redação dada pela Emenda Constitucional nº 23. I. XVII. § 2º. inciso XIII com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. e a seus pensionistas. XVIII e XIX." 66 inciso IV com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. 7º.dispor sobre sua organização. 7º. 150.06."§ 9º . de 04.

de 04. de 04. prerrogativas. seu regime jurídico." 75 Com nova Redação dada pela Emenda Constitucional nº 23. gerencie ou administre dinheiros.06.98. e terá início em 1º de janeiro do ano seguinte ao da sua eleição." 74 art.12. de 04. de 02 de Setembro de 1999 Redação Anterior XIII .Prestará contas qualquer pessoa física ou entidade pública que utilize. . de 15. provimento de cargos.O mandato do Presidente da República é de quatro anos.06. Redação Anterior: "Art. Redação Anterior: "Art. 77 .98. reforma e transferência de militares para a inatividade. o Congresso Nacional somente deliberará sobre a matéria para a qual foi convocado. estabilidade e aposentadoria de civis. ou que. noventa dias antes do término do mandato presidencial vigente.06. vedada a reeleição para o período subseqüente. vencimentos e vantagens dos Ministros do Superior Tribunal de Justiça e somente poderão aposentar-se com as vantagens do cargo quando o tiverem exercido efetivamente por mais de cinco anos."§ 7º . 82 com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 16.98. Redação Anterior: "§ 3º . 73 art. Redação Anterior: "Parágrafo único .97.os Ministros militares 77 Com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 23. arrecade. de 5 de fevereiro de 1998. de 04.97. 82 . impedimentos. promover seus oficiais -generais e nomeá-los para os cargos que lhes são privativos 76 Com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 23.Na sessão legislativa extraordinária.06. bens e valores públicos ou pelos quais a União responda." 71 Parágrafo único com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 19." 72 § 3º com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 20.o Ministro do Planejamento. de 02 de Setembro de 1999 Redação Anterior V ." 70 alínea c com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 18. Redação Anterior: "c) servidores públicos da União e Territórios. assuma obrigações de natureza pecuniária. 77 com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 16. 78 inciso V com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 19.Os Ministros do Tribunal de Contas da União terão as mesmas garantias. guarde.A eleição do Presidente e do Vice-Presidente da República realizar-se-á. simultaneamente.exercer o comando supremo das Forças Armadas. em nome desta. de 02 de Setembro de 1999 Redação Anterior VII .

" 79 Inciso VI com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. de 18 de março de 1999.06. não podendo. Redação Anterior: "III . 150. de 13. o que dispõem os arts. e autorizar.00 §2º com redação dada pela Emenda Cosntitucional nº 30. após cinco anos de exercício efetivo na judicatura. apresentados até 1º de julho. de 15. de 04.98. inclusive dos tribunais inferiores.98." 82 83 Parágrafo Único acrescentado pela Emenda Constitucional nº 22. de 15.06.09. 153. recolhendo-se as importâncias respectivas à repartição competente.a aposentadoria com proventos integrais é compulsória por invalidez ou aos setenta anos de idade. III.Redação Anterior: "V .os vencimentos dos magistrados serão fixados com diferença não superior a dez por cento de uma para outra das categorias da carreira. a requerimento do credor e exclusivamente para o caso de preterimento de seu direito de precedência. dos serviços auxiliares e os dos juízos que lhes forem vinculados.09. cabendo ao Presidente do Tribunal que proferir a decisão exeqüenda determinar o pagamento." 81 alínea b com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 19.12. segundo as possibilidades do depósito. de 13. 84 85 §1º-A acrescentado pela Emenda Constitucional nº 30. 80 inciso III com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. . Redação Anterior: "VI . no orçamento das entidades de direito público. o seqüestro da quantia necessária à satisfação do débito. XI.09. data em que terão atualizados seus valores. observado. quanto à remuneração.09.12. exceder os dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. e facultativa aos trinta anos de serviço. Redação Anterior: "b) a criação e a extinção de cargos e a fixação de vencimentos de seus membros. I. II. 86 §3º com redação dada pela Emenda Constitucional nº 30.00 Redação Anterior Acrescentado pela Emenda Constitucional nº 20.00 Redação Anterior § 1º .98. e 153. 37. dos juízes. de 13. de verba necessária ao pagamento de seus débitos constantes de precatórios judiciários. de 13. § 2º. a título nenhum. onde houver.É obrigatória a inclusão.98.00 Redação Anterior § 2º . §1º com redação dada pela Emenda Cosntitucional nº 30.As dotações orçamentárias e os créditos abertos serão consignados ao Poder Judiciário. fazendo-se o pagamento até o final do exercício seguinte.irredutibilidade de vencimentos. de 04.

94 Redação alterada pela Emenda Constitucional nº.dezessete togados e vitalícios. ou quando o coator for Ministro de Estado. ressalvada a competência da Justiça Eleitoral. 90 Alínia “i” com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 22. ressalvada a competência da Justiça Eleitoral. autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal. ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância. ressalvado o disposto no art. os membros dos Tribunais Superiores. escolhidos dentre brasileiros com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos. 24 de 09 de dezembro de 1999. quando coator for tribunal. não se aplica aos pagamentos de obrigações definidas em lei como de pequeno valor que a Fazenda Federal. de 02 de Setembro de 1999. 87 88 §4º acrescentado pela Emenda Constitucional nº 30. Estadual ou Municipal deva fazer em virtude de sentença judicial transitada em julgado. Redação Anterior c) os habeas corpus.O Tribunal Superior do Trabalho compor-se-á de vinte e sete Ministros. Redação Anterior “i) o habeas corpus. ou Ministro de Estado. quando o coator ou o paciente for qualquer das pessoas mencionadas na alínea "a". Redação Anterior § 1º . três dentre advogados e três dentre membros do Ministério Público do Trabalho.” 93 Inciso alterado pela Emenda Constitucional nº. de 18 de março de 1999. dos quais onze escolhidos dentre juízes de carreira da magistratura trabalhista. 96 Redação Anterior .09. de 02 de Setembro de 1999 Redação Anterior b) os mandados de segurança e os habeas data contra ato de Ministro de Estado ou do próprio Tribunal.00 89 Com Redação dada pela Emenda Constitucional nº 23. sujeito à sua jurisdição.00 §5º acrescentado pela Emenda Constitucional nº 30. quando o coator ou o paciente for tribunal. sendo : 95 Redação Anterior I . de 18 de março de 1999. de 02 de Setembro de 1999 Redação Anterior c) nas infrações penais comuns e nos crimes de responsabilidade. 92 Com Redação dada pela Emenda Constitucional nº 23. quando o coator ou o paciente for qualquer das pessoas mencionadas na alínea a . 52.” 91 Com Redação dada pela Emenda Constitucional nº 23. nomeados pelo Presidente da República após aprovação pelo Senado Federal.§ 3° O disposto no caput deste artigo. os do Tribunal de Contas da União e os chefes de missão diplomática de caráter permanente. relativamente à expedição de precatórios. Alínia “c” com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 22. I. os Ministros de Estado. de 13. de 13. 24 de 09 de dezembro de 1999. Redação Anterior “c) os habeas corpus.as Juntas de Conciliação e Julgamento.09. Redação Anterior III .

sendo dois terços de juízes togados vitalícios e um terço de juízes classistas temporários. 100 101 *§ 3° incluido pela Emenda Constitucional nº 20 de 15 de dezembro de 1998. e a lei instituirá as Juntas de Conciliação e Julgamento.O Tribunal encaminhará ao Presidente da República listas tríplices.Os Tribunais Regionais do Trabalho serão compostos de juízes nomeados pelo Presidente da República. podendo. § 1º.06. provendo-os por concurso público de provas e de provas e títulos. 106 § 2º com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. 117 . 115 ." . 104 Parágrafo Único . competência. de 09 de dezembro de 1999 Redação anterior Art. que a presidirá. e. 98 Redação Alterada pela Emenda Constitucional nº 24. nas comarcas onde não forem instituídas. podendo. 112 . o resultado de indicação de colégio eleitoral integrado pelas diretorias das confederações nacionais de trabalhadores ou empregadores. 102 Redação Anterior Redação Anterior Redação Anterior III . I. 105 Redação Anterior Art. e dois juízes classistas temporários. observado o disposto no art. 113 . 111. 169. a lei disporá sobre sua organização e funcionamento. as listas tríplices para o provimento de cargos destinados aos juízes da magistratura trabalhista de carreira deverão ser elaboradas pelos Ministros togados e vitalícios. a proporcionalidade estabelecida no art. de 09 de dezembro de 1999. em todas as instâncias. 94. de 09 de dezembro de 1999 Redação anterior Art. observada. com representação paritária dos trabalhadores e empregadores.A lei disporá sobre a constituição. na forma da lei. jurisdição. entre os juízes togados.Haverá pelo menos um Tribunal Regional do Trabalho em cada Estado e no Distrito Federal. de 09 de dezembro de 1999 Redação anterior Art.Os representantes classistas terão suplentes. Redação Alterada pela Emenda Constitucional nº 24. garantias e condições de exercício dos órgãos da Justiça do Trabalho. quanto às vagas destinadas aos advogados e aos membros do Ministério Público. observando-se.Os juízes classistas das Juntas de Conciliação e Julgamento serão nomeados pelo Presidente do Tribunal Regional do Trabalho. Redação Anterior § 2º .dez classistas temporários. representantes dos empregados e dos empregadores. 103 A Junta de Conciliação e Julgamento será composta de um juiz do trabalho.O mandato dos representantes classistas. o disposto no art.II .classistas indicados em listas tríplices pelas diretorias das federações e dos sindicatos com base territorial na região. investidura. é de três anos.98. 97 Redação Alterada pela Emenda Constitucional nº 24.Ao Ministério Público é assegurada autonomia funcional e administrativa. atribuir sua jurisdição aos juízes de direito 99 Redação Alterada pela Emenda Constitucional nº 24. propor ao Poder Legislativo a criação e extinção de seus cargos e serviços auxiliares. Parágrafo único . para as de classistas. assegurada a paridade de representação de trabalhadores e empregadores. permitida uma recondução. conforme o caso. Redação Anterior: "§ 2º . de 04.

III. na forma da lei.aplica-se aos militares e a seus pensionistas o disposto no art. estruturado em carreira. Redação Anterior: "§ 3º . ao patrulhamento ostensivo das rodovias federais." . 111 § 1º com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 19.06. 153. 132 . órgão permanente.98. §§ 4º. Redação Anterior: "Art. observado o disposto no art." 110 Inciso IX com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. órgão permanente. estruturado em carreira. de 04. de 04." 113 § 2º com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 19.exercer as funções de polícia marítima. Redação Anterior: "c) irredutibilidade de vencimentos. destina-se. de 04. 150. 37. destina-se. de 04." 109 art. quanto à remuneração. de 04. I. aérea e de fronteiras.12. Redação Anterior: "§ 1º . 37.A polícia federal. o que dispõem os arts. de15.98.98.06. ao patrulhamento ostensivo das ferrovias federais." 108 art. Redação Anterior: "§ 2º . II.98. 135 com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. Redação Anterior: "III .06.06.98.98. 39. observado. 132 com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. § 2º.Os Procuradores dos Estados e do Distrito Federal exercerão a representação judicial e a consultoria jurídica das respectivas unidades federadas.A polícia ferroviária federal.98 Redação Anterior: IX . destina-se a:" 112 inciso III com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. 40.Às carreiras disciplinadas neste Título aplicam-se o princípio do art. 5º e 6º. 135 ." 114 § 3º com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. na forma da lei. organizados em carreira na qual o ingresso dependerá de concurso público de provas e títulos. 135. 153. Redação Anterior: "Art. instituída por lei como órgão permanente. XII. de 04.06.06.06. § 1º.98. estruturado em carreira.107 alínea c com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. XI. de 04. e o art.A polícia rodoviária federal.

06.A empresa pública. 169 . de 13.115 §1º com redação dada pela Emenda Cosntitucional nº 29. de 13. 122 art. ressalvadas a repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se referem os arts. de 13. de forma a assegurar o cumprimento da função social da propriedade. II .09. de 04. a criação de cargos ou alteração de estrutura de carreiras.06. de 13. 119 120 Inciso acrescentado pela Emenda Constitucional nº 29.A despesa com pessoal ativo e inativo da União. previstas no art. ressalvadas as empresas públicas e as sociedades de economia mista. § 8º.se houver prévia dotação orçamentária suficiente para atender às projeções de despesa de pessoal e aos acréscimos dela decorrentes.09. 158 e 159.09.00 Inciso acrescentado pela Emenda Constitucional nº 29. de 13.A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração.98. Redação Anterior: "Art. dos Estados. nos termos de lei municipal. a destinação de recursos para manutenção e desenvolvimento do ensino. de 13." 123 § 1º com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. fundo ou despesa.12.00 Redação Anterior IV .98 . e a prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita.O imposto previsto no inciso I poderá ser progressivo. 212. Parágrafo único .09. bem assim o disposto no § 4º deste artigo.00 118 Parágrafo único com redação dada pela Emenda Constitucional nº 29.se houver autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias. do Distrito Federal e dos Municípios não poderá exceder os limites estabelecidos em lei complementar.a vinculação de receita de impostos a órgão. 116 117 Inciso acrescentado pela Emenda Constitucional nº 29.00 121 Inciso IV com redação dada pela Emenda Constitucional nº 29. de 15.A vedação prevista neste artigo não impede a União e os Estados de condicionarem a entrega de recursos ao pagamento de seus créditos." 124 Inciso VII com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. só poderão ser feitas: I .00 Redação Anterior Parágrafo único .09. 165.00 Redação Anterior §1º . inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público.09. de 04. a qualquer título. Redação Anterior: "§ 1º . pelos órgãos e entidades da administração direta ou indireta. de 13. inclusive de suas autarquias. como determinado pelo art.09.98. bem como a admissão de pessoal.00 Inciso acrescentado pela Emenda Constitucional nº 29. a sociedade de economia mista e outras entidades que explorem atividade econômica sujeitam-se ao regime jurídico próprio das empresas privadas. 169 com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. inclusive quanto às obrigações trabalhistas e tributárias.

98 Redação Anterior: "§1º . de 15. em especial de trabalhadores. o parceiro. na razão de. bem como os respectivos cônjuges. 75% (setenta e cinco por cento) daquela estabelecida. 134 §4º com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. 133 §3º com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. que exerçam suas atividades em regime de economia familiar.dos trabalhadores. I.00 130 § 201º com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 20.98 Redação Anterior: "§ 201º . para os Deputados Federais. de 15. em caráter permanente.A remuneração dos Deputados Estaduais será fixada em cada legislatura. II. contribuirão para a seguridade social mediante a aplicação de uma alíquota sobre o resultado da comercialização da produção e farão jus aos benefícios nos termos da lei. de 13.98 Redação Anterior: "§3º Todos os salários de contribuição considerados no cálculo de benefício serão corrigidos monetariamente.Qualquer pessoa poderá participar dos benefícios da previdência social.caráter democrático e descentralizado da gestão administrativa. 153. o valor real. § 2º. pela Assembléia Legislativa. de 15.00 129 § 3º e incisos acrescentados pela Emenda Constitucional nº 29. em espécie. de 15. com a participação da comunidade.Redação Anterior: "VII . o garimpeiro e o pescador artesanal." 131 §1º com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. 125 Inciso II com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. mediante contribuição na forma dos planos previdenciários.98 Redação Anterior: "§ 8 .12.09. 150.09. de 13.12. de 13. 132 §2º com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. sem empregados permanentes. conforme critérios definidos em lei.98 Redação Anterior: "§2º É assegurado o reajustamento dos benefícios para preservar-lhes.12. de 15. observado o que dispõem os arts. de 15. de 15.09.12.O produtor. III.98 . para a subseqüente.12. empresários e aposentados.00 § 2º e incisos acrescentados pela Emenda Constitucional nº 29.98 Redação Anterior: "II . 127 128 Parágrafo único renomeado para § 1º pela Emenda Constitucional nº 29.12. no máximo. e 153. 126 § 8 com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 20.12. o meeiro e o arrendatário rurais.

12. 139 Art. II . 137 § 7º com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 20.12. neste incluídos o produtor rural. de 15. e aos sessenta.12. 136 § 7º com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. à professora. ao professor. de 15. e comprovada a regularidade dos reajustes dos salários de contribuição de modo a preservar seus valores reais e obedecidas as seguintes condições: I .98 Redação Anterior: "Art. para o homem. que prejudiquem a saúde ou a integridade física.12. à mulher. se sujeitos a trabalho sob condições especiais.98 Redação Anterior: "§5º . calculando-se o benefício sobre a média dos trinta e seis últimos salários de contribuição.A previdência social manterá seguro coletivo. de 15. custeado por contribuições adicionais. III . de 15. 135 §5º com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. nos termos da lei.Redação Anterior: "§4º Os ganhos habituais do empregado. ou em tempo inferior.98 Redação Anterior: "§ 8º . serão incorporados ao salário para efeito de contribuição previdenciária e conseqüente repercussão em benefícios. e. definidas em lei. . e.É assegurada aposentadoria. 202 . por efetivo exercício de função de magistério.aos sessenta e cinco anos de idade. a qualquer título. de caráter complementar e facultativo. 138 § 8º com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 20.É vedado subvenção ou auxílio do Poder Público às entidades de previdência privada com fins lucrativos.após trinta anos. corrigidos monetariamente mês a mês. custeado por contribuições adicionais.12.98 Redação Anterior: "§ 7º . de 15. reduzido em cinco anos o limite de idade para os trabalhadores rurais de ambos os sexos e para os que exerçam suas atividades em regime de economia familiar. o garimpeiro e o pescador artesanal.98 Redação Anterior: "§ 7º . após vinte e cinco. de caráter complementar e facultativo.A previdência social manterá seguro coletivo. após trinta. 202 com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. para a mulher. ao homem. nos casos e na forma da lei.após trinta e cinco anos de trabalho.Nenhum benefício que substitua o salário de contribuição ou o rendimento do trabalho do segurado terá valor mensal inferior ao salário mínimo.

§ 1º. correspondente às carreiras disciplinadas no art. perante a Justiça do Trabalho. entrando em vigor no dia 1º de janeiro de 1997.140 § 1º com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 20.Para efeito de aposentadoria. de 12 de setembro de 1996. entrando em vigor no dia 1º de janeiro de 1997. 233 . 135 desta Constituição. de 15." . à mulher. 151 art. garantido.º 14. rural e urbana.º 14. entrando em vigor no dia 1º de janeiro de 1997.º 14. planos de carreira para o magistério público. de 12 de setembro de 1996. 142 inciso V com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 19.12. 148 § 4º acrescentado pela Emenda Constitucional n. na forma da lei. ao homem. de 04. e. de 04. de 12 de setembro de 1996.º 14.Para efeito do art.12. 39. 145 § 1º com nova redação dada pela Emenda Constitucional n.º 14.valorização dos profissionais do ensino. Redação Anterior: "Art. assegurado regime jurídico único para todas as instituições mantidas pela União. o empregador rural comprovará.É facultada aposentadoria proporcional. 146 § 2º com nova redação dada pela Emenda Constitucional n. entrando em vigor no dia 1º de janeiro de 1997. o cumprimento das suas obrigações trabalhistas para com o empregado rural.98. 144 inciso II com nova redação dada pela Emenda Constitucional n.06. 141 § 2º com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 20. 150 Redação anterior : Art. após vinte e cinco. de cinco em cinco anos. entrando em vigor no dia 1º de janeiro de 1997. de 12 de setembro de 1996. na presença deste e de seu representante sindical.98 Redação Anterior: "§ 2º . 241 . de 12 de setembro de 1996. Redação Anterior: "V .º 14. é assegurada a contagem recíproca do tempo de contribuição na administração pública e na atividade privada. entrando em vigor no dia 1º de janeiro de 1997.º 14. hipótese em que os diversos sistemas de previdência social se compensarão financeiramente.Aos delegados de polícia de carreira aplica-se o princípio do art.98 Redação Anterior: "§ 1º . 147 § 3º acrescentado pela Emenda Constitucional n. com piso salarial profissional e ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos. segundo critérios estabelecidos em lei. de 12 de setembro de 1996. 7º. 149 § 5º com nova redação dada pela Emenda Constitucional n.98. de 15. de 12 de setembro de 1996.06. XXIX. 241 com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 19. entrando em vigor no dia 1º de janeiro de 1997. após trinta anos de trabalho." 143 inciso I com nova redação dada pela Emenda Constitucional n.

Redação Anterior: "V .12. bem assim no período de 1º de janeiro de 1996 a 30 de junho de 1997.97. Redação Anterior: "Art. o Fundo Social de Emergência. como definida na legislação do imposto sobre renda e proventos de qualquer natureza.97.00 Artigos 79 a 83 acrescentados pela Emenda Constitucional nº 31. 71 com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 17. nos exercícios financeiros de 1994 e 1995. de 22. cujos recursos serão aplicados prioritariamente no custeio das ações dos sistemas de saúde e educação. de 21 de março de 2000 157 Artigo 77 acrescentado pela Emenda Constitucional nº 29. sujeita a alteração por lei ordinária. benefícios previdenciários e auxílios assistenciais de prestação continuada." 154 inciso V com nova redação dada pela Emenda Constitucional nº 17. entrando em vigor no dia 1º de janeiro de 1997. de 18 de março de 1999 Artigo 76 acrescentado pela Emenda Constitucional nº 27. nos exercícios financeiros de 1994 e 1995. de 7 de setembro de 1970.09.11. devida pelas pessoas jurídicas a que se refere o inciso III deste artigo.Fica instituído. de 13." 155 156 Artigo 75 acrescentado pela Emenda Constitucional nº 21.09.152 artigo com nova redação e parágrafos acrescentados pela Emenda Constitucional nº 14.00 .a parcela do produto da arrecadação da contribuição de que trata a Lei Comp lementar nº 7. com o objetivo de saneamento financeiro da Fazenda Pública Federal e de estabilização econômica. de 13. 71 . de 22. bem assim no período de 1º de janeiro de 1996 a 30 de junho de 1997. sobre a receita bruta operacional. 153 art. a qual será calculada. de 12 de setembro de 1996. inclusive liquidação de passivo previdenciário. mediante a aplicação da alíquota de setenta e cinco centésimos por cento.11. de 14. e despesas orçamentárias associadas a programas de relevante interesse econômico e social.00 158 159 Artigo 78 acrescentado pela Emenda Constitucional nº 30.

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