Estatuto Rj - Comentado - Rodrigo Sousa

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DECRETO-LEI N.º 220 DE 18 DE JULHO DE 1975 DISPÕE SOBRE O ESTATUTO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS CIVIS DO PODER EXECUTIVO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, no uso da atribuição que lhe confere o § 1º do artigo 3º da Lei Complementar n.º 20, de 1º de julho de 1974. Art. 1º – Este Decreto-Lei institui o regime jurídico dos funcionários públicos civis do Poder Executivo do Estado do Rio de Janeiro. Cabe, primeiramente, ressaltar que com as devidas adaptações e interpretações, o que estiver disposto no Estatuto e no seu regulamento será aplicado aos servidores do Poder Judiciário e do Poder Legislativo. As disposições do Decreto-Lei que se mostrarem incompatíveis com o texto constitucional não foram recepcionadas no momento da promulgação da Constituição, não sendo mais aplicadas. Neste trabalho, estaremos indicando quais os artigos, que com o advento da Constituição Federal de 1988 não têm mais aplicação no atual sistema jurídico. Por força da Lei 1698/90 foi instituído no Estado do Rio de janeiro o Regime jurídico único, sendo aplicado o Estatuto (DL 220/75) e seu Regulamento (d. 2479/79) a todos os servidores do Estado da Administração Direta de quaisquer dos três Poderes. Antes da promulgação da constituição de 88 havia um duplo regime, ou seja, o estatutário e o celetista. Com o advento de nossa Constituição foi estabelecida a adoção do Regime Jurídico Único, ou seja, cada esfera do governo iria

definir qual o regime que iria utilizar, sendo certo que a maioria dos entes da Administração Pública adotaram o regime estatutário. Deste modo todos os antigos servidores celetistas passaram ao regime estatutário, ocorrendo a efetivação, com a transformação de seus empregos em cargos públicos., tanto que os créditos trabalhistas destes servidores celetistas foram satisfeitos quando de sua efetivação, inclusive em relação ao FGTS. Com a publicação da Emenda Constitucional 19/98 foi abolido o Regime Jurídico Único, e a partir daí, tornou-se possível a adoção do duplo regime, ou seja, do estatutário e do celetista em uma mesma esfera de governo. Contudo ficou assegurado o regime estatutário para todos aqueles que estivessem em exercício na data da publicação da Emenda Constitucional 19/98, sendo regidos pelo estatuto.

Qual a diferença do Decreto-lei x Decreto ? O Decreto-Lei, figura que foi extinta com a promulgação da CF/88, tem eficácia de lei, ou seja, mesmo depois de extintos, os decretos-leis que foram editados antes da CF/88, e com ela sejam compatíveis, continuam vigendo. DO PROVIMENTO, DO EXERCÍCIO E DA VACÂNCIA Art. 2º – A nomeação para cargo de provimento efetivo depende de prévia habilitação em concurso público. DECRETO 2479/79 TÍTULO II DO PROVIMENTO, DO EXERCÍCIO E DA VACÂNCIA Capítulo I - Disposições Gerais Art. 2º - Os cargos públicos são providos por: I-nomeação;

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 Única forma de provimento que é originária. II - reintegração;  Retorno do servidor/funcionário demitido, quando anulada sua demissão por decisão judicial ou administrativa. III - aproveitamento;  Retorno do servidor colocado em disponibilidade IV – readaptação  Reenquadramento de funções, haja vista uma diminuição da capacidade física para o trabalho.; V – outras formas determinadas em lei.

Governadoria do Estado, ou dirigente de autarquia e pelo prazo que for estabelecido, em cada caso, pelo Órgão Central do Sistema de Pessoal Civil do Estado. O Estágio Experimental no Estado do Rio de Janeiro é uma etapa do concurso, não há que se falar em funcionário nesta etapa, mas sim “candidato”. No Tribunal de Justiça o Corregedor-Geral da Justiça é quem vai designar os candidatos para o estágio experimental. § 3º – A designação prevista no parágrafo anterior observará a ordem de classificação nas provas e o limite das vagas a serem preenchidas. percebendo o estagiário, retribuição correspondente a 80% (oitenta por cento) do vencimento do cargo, assegurada a diferença, se nomeado afinal. Durante o estágio experimental o candidato recebe 80% do vencimento do cargo pretendido a título de retribuição, ao final do estágio quando for nomeado receberá a diferença de 20% acumulada durante os meses. § 4º – O prazo de validade das provas será fixado nas instruções reguladoras do concurso, aprovadas pelo Órgão Central do Sistema de Pessoal Civil do Estado e poderá ser prorrogado, uma vez, por período não excedente a 12 (doze) meses. Evidentemente, esta regra não tem mais aplicação, pois como sabemos, o prazo de validade dos concursos poderá ser de até 2 anos, prorrogável por igual período, nos termos do art. 37, III da CF. § 5º – O candidato que, ao ser designado para o estágio experimental, for ocupante, em caráter efetivo, de cargo ou emprego em órgão da Administração Estadual direta ou autárquica ficará dele afastado com a perda do vencimento ou salário e vantagens, observado o disposto no inciso IV do art. 20 e ressalvado o

O DECRETO 2479/79 EM SEU ARTIGO 2º DISPÕE QUAIS SÃO AS FORMAS DE PROVIMENTO DOS CARGOS PÚBLICOS ESTADUAIS. Conforme já vimos ATO DE PROVIMENTO  ato pelo qual alguém é designado para ocupar um cargo público, convém lembrar que o ato de provimento deverá indicar necessariamente a existência de vaga, com todos os elementos capazes de identifica-la. § 1º – O concurso objetivará avaliar: 1. conhecimento e qualificação profissionais, mediante provas ou provas e títulos; 2. condições de sanidade físicomental; e 3. desempenho das atividades do cargo, inclusive condições psicológicas, mediante estágio experimental, ressalvado o disposto no § 11 deste artigo. Podemos entender, pois, que temos três etapas nos concursos realizados no Estado do Rio de Janeiro, a última sendo o Estágio Experimental. Porém, os funcionários da área de magistério não terão Estágio Experimental. § 2º – O candidato habilitado nas provas e no exame de sanidade físico-mental será submetido a estágio experimental, mediante ato de designação do Secretário de Estado, titular de órgão integrante da

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Ex: PM. sendo publicada a sua dispensa.  Ao fim do estágio experimental. se no edital do concurso estiver estabelecido que o período de estágio experimental é de 6 meses. Cuidado. Portanto.salário-família. como sabemos. início do exercício do cargo ressalvado o disposto no parágrafo terceiro antecedente e no artigo seguinte. até que seja publicada a sua nomeação. No que tange a limitação de idade. o chefe imediato do candidato irá enviar relatório circunstanciado das atividades do estagiário. recebendo 80% do vencimento do cargo. caso seja reprovado. mas sim DISPENSADO. todos os efeitos. Caso o funcionário efetivo estadual. OK?  Nos 15 dias anteriores ao término do estágio experimental.  Convém lembrar que a data da nomeação será considerada para todos os efeitos o início do exercício do cargo. § 7º – O candidato aprovado permanecerá na situação de estagiário até a data da publicação do. ele ficará afastado durante o período de estágio experimental. pois no final do Estágio Experimental o candidato não será EXONERADO. que no TJ é o Corregedor-Geral da Justiça. para. logo. passe para outro concurso estadual. a investidura em cargo de provimento efetivo ocorrerá com a nomeação. sem alteração da base de contribuição.  Importante observar que basta ser efetivo. BOMBEIRO. mas a nomeação só sair depois de 9 meses. Importante observar que enquanto não for publicada a nomeação do candidato ele permanece como estagiário. se faz necessário certo vigor físico. portanto. e. para o cargo para o qual está se pretendendo abrir vagas. 4 . continuando filiado à mesma instituição de previdência. caso não seja aprovado no estágio experimental retornará ao cargo anteriormente ocupado. a investidura em cargo de provimento efetivo ocorre com o exercício. ato de nomeação. nestes 3 meses de atraso. o candidato será considerado inabilitado no concurso. o candidato permanece recebendo 80%. considerada a mesma data. Ok? § 6º – O candidato não aprovado no estágio experimental será considerado inabilitado no concurso e voltará automaticamente ao cargo ou emprego de que se tenha afastado. não necessita ser estável. só é permitida quando. Etc. enviará para a autoridade responsável pela designação. na hipótese do parágrafo anterior.

nacionalidade brasileira.15 – São requisitos para a posse. ratificada pelo Secretário de Estado de Segurança Pública. 41 da Constituição Federal. e. O disposto neste artigo está em desacordo com o dispoto no art. pois. Vale lembrar que empregado público não terá direito à estabilidade. inclusive de seu cônjuge. das Conforme já vimos a Constituição Federal não proíbe o acesso de estrangeiros a cargos e empregos públicos. III – bom procedimento. para a investidura em cargos e empregos públicos estaduais é necessária nacionalidade brasileira ou portuguesa. 3º – O funcionário nomeado na forma do artigo anterior adquirirá estabilidade após 2 (dois) anos de efetivo exercício computando-se. desde que reconhecida. do § 3º. ainda. 2.A norma contida no item 3 do § 1º deste artigo não se aplica ao candidato habilitado nas provas para o preenchimento de cargo de Professor ou de cargos destinados ao Pessoal de Apoio ao Magistério Funcionários da área de magistério não têm estágio experimental. quitação obrigações militares. 3. se houver. II – declaração de bens.” Nestes termos. pois. a igualdade de direitos e obrigações civis. o funcionário irá apresentar a declaração de bens. na Administração Direta ou Indireta de qualquer esfera de Poder Público. Ok? § 11 . para esse efeito. VI – atendimento às condições especiais previstas em lei ou regulamento para determinados cargos. são exigíveis para inscrição em concurso público: 1. 2) pleno gozo dos direitos políticos.Decreto 2479/79 Art. ou se percebe proventos de inatividade. em vigor o disposto neste artigo. na forma de legislação federal pertinente. COMPETÊNCIAS TJ ATO NOMEAÇÃO DESIGNAÇÃO PARA ESTÁGIO EXPERIMENTAL POSSE EXERCÍCIO AUTORIDADE PRESIDENTE DO TJ CORREGEDOR CORREGEDOR CHEFE IMEDIATO § 10 – Além dos requisitos de que trata o § 8º deste artigo. comprovado por atestado de antecedentes expedido por órgão de identificação do Estado do domicílio do candidato à investidora ou mediante informação. resta. são exigíveis para inscrição em concurso público: 1) nacionalidade brasileira ou portuguesa. em processo. como sabemos. porém esta matéria não foi regulamentada. além dos enumerados nos itens 1 a 3. Art. o período de estágio experimental em que tenha sido aprovado. Parágrafo único – O funcionário que se desvincular de um cargo público do Estado do Rio de Janeiro ou de suas autarquias No ato de posse. 3) quitação das obrigações militares. a estabilidade se dará após 3 anos de efetivo exercício. V – inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas do Ministério da Fazenda (CPF). pleno gozo dos direitos políticos. IV – declaração sobre se detém outro cargo. o disposto no artigo 8º §3º do Decreto 2479/79: “§ 3º . função ou emprego. do artigo 8º: I – habilitação em exame de sanidade físico-mental realizado exclusivamente por órgão oficial do Estado.Além dos requisitos de que trata este artigo. 5 .

será ele reintegrado e ressarcido. O CARGO DE FULANO ESTAVA SENDO OCUPADO POR CICLANO.? EX: FULANO. COM REMUNERAÇÃO PROPORCIONAL AO TEMPO DE SERVIÇO  SER RECONDUZIDO AO CARGO ANTERIOR Vide art. Art. no resultante da alteração. 47 do decreto 2479/79: Art. A disponibilidade consubstancia-se em uma garantia de inatividade remunerada. § 3º – A reintegração ocorrerá. § 1º – Far-se-á a reintegração no cargo anteriormente ocupado. quem será aproveitado primeiro ? A resposta está prevista no art. se alterado. 7º – O funcionário estável fisicamente incapacitado para o pleno exercício do cargo poderá ser ajustado em outro de 6 . FOI DEMITIDO (PUNIÇÃO). sempre. CASO CICLANO SEJA ESTÁVEL ELE PODERÁ:  SER APROVEITADO EM OUTRO CARGO COLOCADO EM DISPONIBILIDADE. caso o eventual ocupante do cargo seja estável o que acontecerá com ele (eventual ocupante). poderá ser EXONERADO OU RECONDUZIDO AO CARGO ANTERIOR. será ele provido em vaga existente ou permanecerá como excedente até a ocorrência de vaga. no sistema de classificação a que pertencia o funcionário. CUIDADO TERÁ PREFERÊNCIA O DE MAIOR TEMPO DE SERVIÇO PÚBLICO ESTADUAL !!! Art. se não estável. no caso de empate. não seja estável. restabelecer-se-á o cargo anteriormente exercido. § 4º – Reintegrado o funcionário. se extinto. SE TIVER TIDO EVIDENTEMENTE UM CARGO ANTERIOR. no qual houve a reintegração. 6º – O funcionário em disponibilidade poderá ser aproveitado em cargo de natureza e vencimento compatíveis com os do anteriormente ocupado. CONSEGUINDO SUA REINTEGRAÇÃO. atendida a habilitação profissional. O Estatuto aqui prevê que caso o eventual ocupante do cargo. Caso o cargo onde FULANO será reintegrado não exista mais. até seu adequado aproveitamento. Quando extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade o servidor estável que o ocupa será colocado em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço. aproveitamento é o retorno do servidor colocado em disponibilidade. 47 – Havendo mais de um concorrente à mesma vaga. aquele que não ocuparia cargo de igual classe se não tivesse ocorrido o ato de demissão objeto da medida será exonerado ou reconduzido ao cargo anterior. A reintegração é o retorno do funcionário demitido quando anulada sua demissão. que ficará como excedente. o cargo será restabelecido como excedente. o de maior tempo de serviço público estadual.para investir-se em outro conservará a estabilidade já adquirida. terá preferência o de maior tempo de disponibilidade e. caso contrário. sem direito a qualquer ressarcimento. por isso quando um funcionário estadual ESTÁVEL é aprovado em outro concurso. 5º – Invalidada a demissão do funcionário. 41 §2º da Constituição Federal § 2º – Não ocorrendo qualquer das hipóteses previstas no parágrafo anterior.OK? Art. noutro de vencimento equivalente. e nele se fará a reintegração. terá que cumprir novo estágio probatório. portanto. FUNCIONÁRIO ESTADUAL. Mas e se tivermos (2) funcionários com o mesmo tempo de disponibilidade. INGRESSOU NA JUSTIÇA. O funcionário não conservará a estabilidade. PORÉM.

o funcionário poderá faltar ao serviço até oito dias consecutivos por motivo de: I – casamento. da qual se lavrará termo incluindo o compromisso de fiel cumprimento dos deveres da função pública. esse prazo será contado a partir do término do impedimento. pois caso o funcionário não entre em exercício ele não será exonerado. até 8 (oito) dias. 8º – A investidura em cargo de provimento efetivo ocorrerá com o exercício. I. o funcionário não está trabalhando. contado da publicação do ato de provimento. licenciado ou afastado legalmente de seu cargo. companheiro ou companheira. transferência e aproveitamento. É o chamado período de trânsito. Art. por solicitação do interessado a juízo da autoridade competente para dar-lhe exercício. pais. Art. se iniciará no prazo de 30 (trinta) dias. contados da data da publicação do ato que o determinar. O disposto neste artigo equivale a READAPTAÇÃO. 11 – Considerar-se-á em efetivo exercício o funcionário afastado por motivo de: Nestes afastamentos a seguir. OK.DISPOSIÇÕES GERAIS Art. pois aqui difere da licença por doença em pessoa da família. filhos ou irmãos. teremos a investidura. Art. DECRETO 2479 TÍTULO VI DAS CONCESSÕES CAPÍTULO I . como se não tivesse existido. podendo qualquer pessoa ser investida neles. porém a Lei 3893/2002. Quando em férias. a qual será concedida por doença de parente até o 2º grau . ou seja. mas sim será tornado sem efeito a nomeação. não se admite ampliação. nos casos de nomeação. ou seja. 10 – A investidura em cargo em comissão ocorrerá com a posse. para esse efeito. no máximo por igual período. No caso da concessão de oito dias por motivo de luto. 8 § 4º – Será tornada sem efeito a nomeação se o exercício não se verificar no prazo estabelecido. Cuidado. OCORRERÁ COM A NOMEAÇÃO. período concedido ao funcionário removido para que ele entre em exercício na nova sede. o rol dos familiares é taxativo. prevê que no Poder Judiciário Estadual 75% dos cargos em comissão são preenchidos por servidores de cargo efetivo. II – falecimento do cônjuge. reintegração. Ok? Art. 9º – O funcionário que deva entrar em exercício em nova sede terá. Cuidado. A INVESTIDURA EM CARGO DE PROVIMENTO EFETIVO OCORRECOM O EXERCÍCIO. mas é considerado como se estivesse. LOGO. compatibilização entre a situação física ou de saúde do funcionário com a função que ele exerce. quando efetivamente o funcionário estiver ocupando o cargo. prazo de 5 (cinco) dias. direitos e vantagens. férias. 225 – Sem prejuízo do vencimento. que. EFETIVO EXERCÍCIO Art. II. ou seja. ou seja. Após o provimento do cargo.? 7 . Este prazo poderá ser prorrogado. Os cargos em comissão são de livre nomeação e exoneração.vencimento equivalente e compatível com suas aptidões e qualificações profissionais. casamento e luto.

durante o cumprimento do estágio experimental no outro cargo. IX. no caso de morte de parentes até o 2º grau civil de parentesco. VIII.missão oficial. OK?. § 2º .doença de notificação compulsória. licença para tratamento de saúde. X. . licença à gestante. . Importante observar que este artigo deve ser estudado conjuntamente com o artigo 79 do Decreto 2479/79. será demonstrada pela coabitação por prazo mínimo de 02 (dois) anos. para os efeitos deste artigo. estágio experimental. a concessão de até oito dias não será estendida. o funcionário ficará afastado do seu cargo. XII. com a perda do vencimento e vantagens do cargo. o funcionário poderá ficar licenciado 24 meses por motivo de doença em pessoa da família. Portanto. V. Só será considerado efetivo exercício se o funcionário for absolvido afinal. XIII. exclusivamente para esse efeito.§ 1º . estudo no exterior ou em qualquer parte do território nacional desde que de interesse para a Administração e não ultrapasse o prazo de 12 (doze) meses. se inocentado afinal. VI. estadual ou municipal. os sábados. nem todo período de recolhimento à prisão será obrigatoriamente de efetivo exercício. acidente em serviço ou doença profissional. III. Trata da hipótese de funcionário efetivo estadual aprovado em outro concurso estadual. portanto. o afastamento não será considerado de efetivo exercício. licença-prêmio. somente no caso de morte das pessoas elencadas acima.. trânsito para ter exercício em nova sede. desempenho de cargo ou função de confiança na administração pública federal. se absolvido afinal.A qualidade de companheiro ou companheira. prestação de prova ou de exame em curso regular ou em concurso público. exceto adicional por tempo de serviço.suspensão preventiva. XI. júri e outros serviços obrigatórios por lei. o qual inclui os seguintes afastamentos que também são considerados de efetivo exercício: IX – licença em pessoa da família. 8 . desnecessária em havendo filho comum. Cabe ressaltar que se o estudo no exterior não for de interesse da Administração. neste caso. domingos e feriados compreendidos no período.convocação para serviço militar. . porém somente os 12 meses iniciais serão considerados de efetivo exercício. desde que não ultrapasse os prazo de 12 meses .Computar-se-ão. No caso de luto. recolhimento à prisão. IV. Durante o período de suspensão preventiva a remuneração do servidor fica proporcional ao tempo de serviço. e XIV. VII. .

júri e outros serviços obrigatórios por lei. XIX – faltas por motivo de doença comprovada. inclusive em pessoa da família. XXII – mandato de Prefeito ou VicePrefeito. 9 . e outros casos de força maior. Devemos lembrar que a competência para abonar as faltas é do chefe imediato.O cargo ou função de confiança poderá ser exercido. competência. 12 – O afastamento para o exterior. do artigo 74. nos termos do art.A substituição não poderá recair em possa estranha ao serviço público. Na verdade. poderá acumular as remunerações. O servidor estadual ficará afastado do seu cargo. Este artigo não será aplicado ao Poder Judiciário. do artigo 74. Art. sendo gratuita até 30 dias.Dar-se-á a vacância do cargo ou função na data do fato ou da publicação do ato que implique desinvestidura. § 2º . quando neste caso. § 1º . 13 – O afastamento do funcionário de sua unidade administrativa dar-se-á somente para desempenho de cargo ou função de confiança e com ônus para a unidade requisitante. tal autorização. eventualmente. este artigo trata da substituição das funções de confiança e dos cargos em comissão.DA SUBSTITUIÇÃO Art. XX – candidatura a cargo eletivo. dependerá. do tempo que mediar entre sua candidatura até o dia seguinte da eleição. se existente. salvo delegação de VACÂNCIA Art. acontece no caso de funcionário eleito para o cargo de vereador. Art. hipótese em que a investidura independerá da posse. devendo. salvo quando o afastamento exceder de 30 (trinta) dias. A substituição não poderá recair em pessoa estranha ao serviço público. a substituição será gratuita. Vale lembrar que a única hipótese que poderemos ter acumulação de cargo efetivo + cargo eletivo. federal ou estadual. 74. conforme o disposto nos incisos IV e V. pois ser adaptado. XXI – mandato legislativo ou executivo. XVII – convocação para serviço militar ou encargo da segurança nacional. portanto. 35 – Os cargos em comissão ou funções gratificadas poderão ser exercidos eventualmente em substituição. 14 . 15 . XXIII – mandato de Vereador. DECRETO 2479/79 SEÇÃO III . em substituição.Ressalvada a hipótese prevista em regulamento. Art. nos termos do disposto no inciso III. até o máximo de 3 (três) durante o mês. existindo compatibilidade de horários. exceto em gozo de férias ou licença. após isso o substituto terá direito a diferença de remuneração. IV do Decreto 2479/79. cabendo ao Presidente do TJ.XIV – prestação de prova ou de exame em curso regular ou em concurso público. nos casos de impedimento legal e afastamento de seus titulares. de prévia autorização do Governador do Estado.

no caso de abandono de cargo. Após a promulgação da Constituição Federal de 1988. pela autoridade imediatamente superior. quando extinta a punibilidade por prescrição e o funcionário não houver requerido a exoneração. ocorrerá: 1. e nos demais casos especificados em lei.Na vacância do cargo ou função. a pedido. não havendo na exoneração nenhum caráter punitivo.DECRETO 2479/79 CAPÍTULO IV . IX – destituição de função. A vacância é o fato administrativo funcional que indica que determinado cargo público não está provido. Art. 14.DA VACÂNCIA Art.o estatuto prevê esta hipótese de exoneração “ex-offcio”. ademais. representando uma penalidade aplicada ao servidor em razão de infração funcional grave. 16 – A exoneração ou dispensa. como a Administração Pública não poderá mais demiti-lo. a EXONERAÇÃO é a dispensa do servidor por interesse deste (A PEDIDO) ou da administração (EX OFFICIO). Parágrafo único – Aplicar-se-á a exoneração ou dispensa ex-officio: 1. Estes termos têm um ponto em comum. a transferência e a ascensão não são mais aceitas. poderá ser designado. 52 – Dar-se-á vacância do cargo ou da função na data do fato. a necessidade de aprovação em concurso público para o provimento de cargos e empregos públicos. Art. 5º. 2. ou da publicação do ato que implique desinvestidura. e ex-officio. Parágrafo único . Mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa. situado em quadro funcional diverso. e até o seu provimento. V – falecimento. 10 . VI – perda do cargo. são atos administrativos que irão acarretar a extinção do vínculo estatutário do servidor público. ou seja. IV – aposentadoria. TRANSFERÊNCIA  é a passagem do servidor de seu cargo efetivo para outro de igual denominação. 2. A DEMISSÃO é ato de caráter punitivo. 53 – A vacância decorrerá de: I – exoneração. e na hipótese prevista no art. 17 – Declarar-se-á a perda do cargo: nas hipóteses previstas na legislação penal. aplicando-se à hipótese o disposto no art. responsável pelo expediente. haja vista o decurso do prazo prescricional. VII – determinação em lei. II – demissão. Art. § 4º. está sem titular. Nos termos da Constituição Federal o funcionário estável somente perderá o cargo: • • Em virtude de sentença judicial transitada em julgado. VIII – dispensa. Neste caso. III – transferência. no caso de exercício de cargo ou função de confiança. haja vista.

de acordo com a escala respectiva. tendo em vista que as férias serão concedidas por ano civil. OK ? Vide art. nada impede. não temos mais a contagem em dobro para a aposentadoria do período de férias não gozados. DOS DIREITOS E DAS VANTAGENS FÉRIAS Art. em face de imperiosa necessidade do serviço. Nos termos do art. que o funcionário goze férias em julho/2004 e outra em Janeiro/2005. porém. no interesse do serviço. consecutivos por ano civil.• Mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho. os funcionários que operem com Raios-X ou substâncias radioativas gozarão 2 períodos de 20 dias. Ok? Como regra geral o período de férias é de 30 dias consecutivos por ano. § 2º .Na impossibilidade absoluta de gozo de férias acumuladas ou no caso de sua interrupção. de 30 dias 11 . assegurada ampla defesa. 94 decreto 2479/79. Cuidado. em regra de 30 dias. o funcionário gozará. haja vista que a Constituição proíbe qualquer tipo de contagem de tempo de contribuição fictício. O funcionário só adquirirá direito as férias após o primeiro ano de exercício.. que somente poderão ser acumuladas até o máximo de 2 (dois) períodos. Direito do servidor que consiste em um descanso remunerado. 90 do Decreto 2479/79. 18 – O funcionário gozará. § 1º – É vedado levar à conta de férias qualquer falta ao serviço. são exercícios diferentes. pois. por semestre. Mas cuidado. o período não gozado. por ano de exercício. na forma de lei complementar. 30 (trinta) dias consecutivos de férias. nem parcelar este período. este período de 12 meses só é necessário para o primeiro período de férias. neste caso eles não poderão acumular. os funcionários contarão em dobro para efeito de aposentadoria ou disponibilidade. obrigatoriamente.

mas até agora não foi publicada sua nomeação. ele permanece na situação de estagiário. neste caso. (91 §1º) 12 . § 1º . é concedido ao funcionário até 8 dias de afastamento. cabe dizer que alguns afastamentos dos funcionários não são tidos como licenças. mas não é licença. exceto aos funcionários da área de magistério. 90 §8º D. É proibida a concessão de férias coletivas no funcionalismo estadual. 96 do Decreto 2479/79 que dispõe que o direito de férias é extensivo aos estagiários.Excetua-se do prazo estabelecido neste artigo a licença para tratamento de saúde. Art. Diogo tem direito a gozar férias ? Resposta: Sim. Somente por absoluta necessidade de serviço o funcionário deixará de gozar as férias do período. e terão por base os trimestres: Fev / mar / abr Maio / Jun / Jul Ago / Set / Out Nov / Dez / Jan MACETE: CASO TENHA ACHADO DIFÍCIL GRAVAR ESSES TRIMESTRES. o funcionário não poderá permanecer em licença por prazo superior a 24 (vinte quatro) meses. haja vista disposição do art. 98 – Salvo os casos previsto nos incisos IV. (art. pelo chefe imediato. V e VII. do funcionário.2479). no absoluto interesse do serviço. Ex: No caso de casamento. 92 D. quando o funcionário for considerado recuperável . dito isso.As escalas de férias serão elaboradas pelas chefias imediatas. É SÓ LEMBRAR QUE O ANO SÓ COMEÇA DEPOIS DO CARNAVAL. 2479) As férias poderão ser gozadas me períodos de (10) ou (15) dias. como já citamos. importante observar que esta necessidade deverá ser informada por MEMORANDO ao departamento de pessoal Ex: Diogo cumpriu estágio experimental de 12 meses. E QUE O CARNAVAL É EM FEVEREIRO !! Importante: A escala de férias deverá ser entregue ao órgão de pessoal com antecedência mínima de (60) dias com a relação aos trimestres acima. a juiz da junta médica. LICENÇAS Inicialmente. (art. do artigo anterior.

a qual norma a questão se referir. Decreto 2479/79 II – por motivo de doença em pessoa da família. pois. vejamos: Licença para acompanhar cônjuge Licença para Mandato Eletivo Licença para Serviço Militar No caso da licença para tratamento de saúde. nos termos do art. pelo prazo de 30 – 90 dias.Disposições Gerais Art. o funcionário poderá permanecer por mais de 24 meses. o grau de parentesco tem que ser até o 2º grau civil. DECRETO 2479/79 CAPÍTULO III . sendo qualquer pessoa da família. com remuneração integral por todo o período.DAS LICENÇAS Seção I . Cabe destacar que só será efetivo exercício os 12 meses iniciais. IX do decreto 2479/79. porém. desde que seja considerado recuperável por uma junta médica.PRAZO MÁXIMO DAS LICENÇAS Como regra geral. A licença á gestante poderá ser prorrogada em caso de aleitamento. temos 4 exceções a esta regra. 19 III DL 220/75) De acordo com a Constituição o prazo da licença á gestante será de 120 dias. nenhum funcionário poderá ficar licenciado por mais de 24 meses. III – para repouso à gestante. (98 §1º) meses iniciais e durante os 12 meses finais com 2/3 da remuneração. De toda sorte. na forma da legislação específica. o funcionário licenciado para tratamento de saúde só poderá ficar mais de 24 meses. desde que seja considerado recuperável por inspeção médica. LICENÇA POR DOENÇA EM PESSOA DA FAMÍLIA (Art. 2479/79) Licença com vencimentos e vantagens integrais durante os 12 IV – para serviço militar. em que pese as discussões acerca dos prazos acima referidos. prevalece o disposto na Constituição Federal. não é possível o gozo desta licença. LICENÇA À GESTANTE (ART. por outro lado pelo o que está inserto no Estatuto a licença à gestante será Esta licença será considerada para todos efeitos de efetivo de exercício. concedida a partir do 8º mês. consangüíneo o afim. 97 – Conceder-se-á licença: I – para tratamento de saúde. 19 II DL 220/75 C/C Art. Porém. O Art. 13 . No que tange a partir de quando será concedida. nos termos do Estatuto o prazo desta licença será de 4 meses. Ok?. 79. 121 do Decreto 2479/79 trata da questão da readaptação provisória da gestante que se dará a partir do 5º mês até a concessão da licença gestante. cabe dizer que a Consolidação Normativa dispõe que será a partir do nascimento. 117 d. Dependerá.

processar-se-á a movimentação cabível. por mais de 90 dias: • • • Licença para Tratamento de Saúde Licença por Doença em pessoa da Família Licença para Acompanhar Cônjuge VI – a título de prêmio. Tendo que reiniciar a contagem de 5 anos de exercício. também não temos mais a contagem em dobro para a aposentadoria. cabe ressaltar que muito embora esta licença possa ultrapassar o prazo máximo de 24 meses. Ao fim do serviço militar o funcionário terá o prazo de 30 dias para reassumir o exercício. Porém. 19 V DL 220/75 C/C 125 D. ademais. LICENÇA PRÊMIO (Art. que não existe mais contagem em dobro do período de licença prêmio não gozado para a aposentadoria. pois como sabemos. nos termos do art. salvo se abonada a falta 3. nacional e até internacional. 129 §1º do Decreto 2479/79. esta licença é concedida sem vencimento. A licença-prêmio poderá ser gozada parceladamente em períodos de 01 a 02 meses. neste caso não será concedida licença-prêmio a Caio. Ter gozado. o funcionário poderá acumular os períodos de licença-prêmio. e. 126 do Decreto 2479/79 esta licença deverá ser renovada no prazo de 2 em 2 anos. em 2002. Nos termos do art. unidade administrativa onde haja claro na lotação ou vaga. portanto. ainda. se no qüinqüênio correspondente o funcionário: 1. 2479/79) Após (5) anos de exercício ininterrupto. porém. Caio gozou 95 dias de licença para Tratamento de Saúde. 19 IV DL 220/75 C/C 123 D. a aposentadoria está ligada ao tempo de contribuição. Caso exista na localidade para onde está indo o funcionário. em 2004 terá direito a licença Prêmio. e. ou seja. Pena de suspensão ou multa 2. Cabe ressaltar que não existe prazo para o gozo desta licença. o funcionário terá direito à 3 meses a título de licençaprêmio. V – para acompanhar o cônjuge. 14 . conforme já vimos. Importante observar que será considerado de efetivo o exercício o período de licença prêmio. 2479/79) Licença concedida pelo prazo que durar a incorporação. observado o período mínimo de (1) ano entre os períodos. é concedida ao funcionário para acompanhar cônjuge que for para outro ponto do território estadual. LICENÇA PARA ACOMPANHAR CÔNJUGE (Art. 2479/79) Evidentemente. Porém do vencimento do funcionário será descontada a importância que recebe na qualidade de incorporado. 19 VI DL 220/75 C/C 129 D. exceto se optar pelas vantagens do serviço militar. Faltado ao serviço. não será concedida licença-prêmio. porém deverá ser Ex: Caio ingressou no serviço público estadual em 1999. nossa Constituição Federal proíbe a contagem fictícia de tempo de serviço.LICENÇA PARA SERVIÇO MILITAR (Art. Com efeito.

a licença respectiva somente será considerada concedida com a homologação do laudo ou atestado. 98 § 1º . atestado passado por médico particular. conjuntamente. na falta. A licença será concedida a partir da diplomação. no prazo máximo de 3 (três) dias contados da primeira falta ao serviço. O período que o funcionário ficar licenciado por motivo de mandato eletivo será considerado de efetivo exercício. a licença-prêmio será concedida a cada um deles. extinta continua a contar de onde parou. O funcionário só poderá acumular o cargo efetivo com cargo eletivo.Estando o funcionário. poderá ser admitido laudo expedido por órgão médico de outra entidade pública e. com firma reconhecida. 2479/79) Estes artigos devem ser estudados. devendo este laudo ser enviado para o órgão médico oficial competente dentre de (3) dias no máximo. e na falta de órgão médico público de outra esfera. 19 VII DL 220/75 C/C 138 D. e houver compatibilidade de horário. A licença-prêmio poderá ser gozada em períodos de (1) ou (2) meses. 38 da Constituição Federal. poderá ser aceito laudo ou atestado expedido por médico particular.Nos casos de licença para tratamento de saúde. simultânea ou separadamente. Se na localidade onde estiver o funcionário não existir órgão médico oficial estadual. mandato LICENÇA PARA DESEMPENHO DE MANDATO ELETIVO (Art. quando a causa da suspensão for respeito a esta licença. também não será considerada de efetivo exercício. VII – para desempenho de legislativo ou executivo. o laudo ou atestado deverá ser encaminhado ao órgão médico competente. motivo por doença em pessoa da família e por motivo de afastamento cônjuge. ou seja. 19 VIII DL 220/75) Esta licença só está prevista no Estatuto (DL 220/75) o Regulamento (Decreto 2479/79) foi silente no diz 15 . Não pode ultrapassar 24 meses. No caso de acumulação de cargos. com o disposto no Art. ou pessoa de sua família absolutamente impossibilitada de locomover-se e não havendo na localidade qualquer dos órgãos referidos neste artigo. Ok? LICENÇA PARA TRATO DE ASSUNTOS PARTICULARES (Art.Nas hipóteses referidas no parágrafo anterior. § 2º . a contagem do prazo para aquisição do direito a licençaprêmio fica suspenso. por até 90 dias. DECRETO 2479/79 Art. Evidentemente. se for o cargo de vereador. devendo ser observado o intervalo de (1) ano entre o término de um período até o início do outro. a qual será sempre publicada.

não impede sua exoneração. um e outro. reassumir o exercício no prazo de (3) dias.Se. que apurará e definirá responsabilidades. quando superior a noventa dias. em cargos de provimento em comissão terão direito as seguintes licenças: • • • Licença para Tratamento de Saúde Licença por Doença pessoa da família Licença à Gestante em Na hipótese deste último parágrafo. A concessão de licença ao funcionário. devendo o funcionário neste caso. 20 – O funcionário deixará de receber vencimentos e vantagens. a processo administrativo disciplinar. 3º contados do término da anterior será. exceto no caso de licença para tratamento de saúde decorrente de acidente em serviço.§ . 105) § 5º . a não homologação decorrer de falsa afirmativa por parte do médico atestante. o funcionário será obrigado a reassumir o exercício do cargo dentro de 3 (três) dias contados da publicação do despacho denegatório. este comunicará o fato ao Ministério Público e ao Conselho Regional de Medicina. sujeitos. o laudo foi enviado para o órgão médico oficial competente. § 4º . considerada como sua prorrogação . Art. não foi aceito. dependerá de inspeção por junta médica (art. em caso de dúvida razoável. exceto gratificação. Há que se destacar também que a comprovação deste acidente em serviço deverá ser feita no prazo de 8 DIAS. sendo considerado como de efetivo exercício os dias que deixou de comparecer ao serviço. Os funcionários providos. porém a licença concedida dentro de (60) dias O candidato durante o estágio experimental não terá direito a nenhuma das licenças previstas no estatuto do funcionalismo.Será facultado ao órgão competente. a ocorrência de qualquer fato ou circunstância tipificadora daquelas licenças importará no seu imediato afastamento do estágio e eliminação do respectivo concurso. adicional por tempo de 16 . a critério médico. por esse motivo. ou seja. porém não foi homologado. OBSERVAÇÕES A licença poderá ser prorrogada exoficio ou a pedido. A licença para tratamento de saúde e por doença em pessoa da família. exclusivamente. na hipótese do parágrafo anterior. os dias de ausência do funcionário serão tidos como falta ao serviço.No caso do laudo ou atestado não ser homologado. em que seja inscrito. exigir nova inspeção por outro médico ou junta oficial. caso o atestante não esteja vinculado ao Estado para fins disciplinares.

para prestar serviço à União.Na hipótese do artigo 59 o recebimento do vencimento e vantagens será proporcional ao tempo de serviço. 22 – As reposições e indenizações à Fazenda Pública far-se-ão em parcelas mensais não excedentes à décima parte do vencimento. OK. e II . exceto na ocorrência de má fé. A prisão administrativa não existe mais em nosso ordenamento jurídico. sem perda do cargo.de dívida para com a Fazenda Pública. ressalvado o direito à diferença em caso de arquivamento do inquérito. É. a outro Estado. I .um terço do vencimento e vantagens. a Município. 23 – O vencimento e as vantagens pecuniárias do funcionário não serão objeto de penhora. só teremos prisão em caso de flagrante delito ou por ordem judicial. quando se afastar do exercício do cargo: I. salvo quando se tratar: Mas o que é Remuneração ? É o montante percebido pelo servidor público a título de vencimentos e vantagens pecuniárias. exceto adicional por tempo de serviço e o salário que porventura receba. e III . o máximo que poderá ser descontado todo mês do meu salário é R$ 50. III. o somatório das várias parcelas pecuniárias a que faz jus. 21 – O funcionário deixará de receber: I . Conforme já vimos o funcionário que ao ser aprovado em outro concurso estadual.serviço. OK? II .dois terços do vencimento e vantagens. hipótese em que não se admitirá parcelamento. durante o cumprimento. Vale lembrar que as reposições à fazenda pública deverão ser feitas 17 . seja funcionário efetivo estadual deixará de receber os vencimentos e vantagens do cargo. e IV. pois na prova o examinador poder perguntar quanto o funcionário receber. à Fundação ou à Organização Internacional. Tenho que repor R$ 1000. durante o recolhimento à prisão por ordem judicial não decorrente de condenação definitiva ressalvado o direito à diferença se absolvido afinal.00.? Art. IMPORTANTE ! NA SUSPENSÃO PREVENTIVA A REMUNERAÇÃO FICA PROPORCIONAL AO TEMPO DE SERVIÇO. Ok? para exercer cargo ou função de confiança.o vencimento e vantagens do dia em que não comparecer ao serviço. em decorrência de prisão administrativa. em decorrência da situação funcional. ressalvado o direito de opção legal. TIPO PRISÃO DE PERDE RECEBE PRISÃO NÃO 1/3 DO 2/3 DO DECORRENTE DE VENCIMENTO VENCIMENTO DECISÃO E VANTAGENS E VANTAGENS DEFINITIVA PRISÃO 2/3 DO 1/3 DO DECORRENTE DE VENCIMENTO VENCIMENTO DECISÃO E VANTAGENS E VANTAGENS DEFINITIVA Parágrafo Único . Art. à Sociedade de Economia Mista. OK? Art. para estágio experimental.00 à fazenda pública. portanto. salvo se inocentado afinal. à Empresa Pública. reconhecido o afastamento como de interesse do Estado. salvo por motivo de força maior devidamente comprovado. II.00 por mês. de pena privativa de liberdade. Cuidado. ganho R$ 500. salvo quando a juízo do Governador.de prestação de alimentos.

II – da publicação do ato de reintegração. de 2. Vide art. 2§5º DL 220/75 c/c 10 §1º d. 18 . 2479/79) II – gratificações.DISPOSIÇÕES GERAIS Art. III – da publicação do ato de provimento em função gratificada.O número de dias será convertido em anos. No TJ o primeiro triênio é de 10% e os seguintes de 5%. nos casos. de cálculo para aposentadoria. V da Constituição.DAS VANTAGENS SEÇÃO I . VANTAGENS função  funções de confiança exercidas. poderá o funcionário perceber as seguintes vantagens pecuniárias: I – adicional por tempo de serviço. Ao entrar em exercício o funcionário apresentará ao órgão competente os elementos necessário à abertura de seu assentamento individual. § 1º . para qualquer efeito. 149 – Além do vencimento. 1. ADICIONAL SERVIÇO POR TEMPO DE Decreto 2479/79 Art. GRATIFICAÇÕES 2479/79 – ART. o funcionário que ao ser designado para o estágio experimental for ocupante de cargo efetivo estadual. o funcionário recebe um aumento a título de triênio. (Vide art. O início do exercício e as alterações que nele ocorrerem serão comunicados ao órgão setorial de pessoal. ou seja. Há que se destacar que conforme já salientamos. for provido em um cargo em comissão. pelo titular da unidade administrativa em que estiver servindo o funcionário. considerado o ano como de 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias. VANTAGENS E CONCESSÕES CAPÍTULO V . 23 D. o exercício de função gratuita. 2479/79. durante o cumprimento de tal etapa. Trata-se do chamado triênio. Vide art. exclusivamente. 37 . os dias restantes até 182 (cento e oitenta e dois) não serão computados. perdendo o vencimento e as vantagens do seu cargo. 68 – O funcionário entrará em exercício no prazo de 30 (trinta) dias contados da data: I – da publicação do ato de nomeação em cargo efetivo. a interrupção e o reinicio do exercício serão registrados no assentamento individual do funcionário. mas não perde o adicional por tempo de serviço e o salário família que porventura receba. após o decorridos três anos de exercício.DA APURAÇÃO Art. de transferência ou de aproveitamento. não considerado.Feita a conversão. por servidores ocupantes de cargo efetivo. ficará afastado do cargo. CAPITULO II . 76 – A apuração do tempo de serviço será feita em dias. pelo exercício de cargo em comissão  tem cabimento quando o funcionário de cargo efetivo.tendo por base 10% da remuneração do servidor. neste caso o funcionário pode escolher recebe sua remuneração + 70% do cargo em comissão. TEMPO DE SERVIÇO O início. § 2º . 151 D. arredondando-se para um ano quando exceder esse número.

conselho penitenciário etc. Ok ? 6. p. e que não se admite recusa por parte do funcionário. 2 horas diárias excedentes. funcionário do Estado. salvo quando for membro nato.  Importante: Não serão remuneradas as sessões que excederem ao número de 12 por mês. gratificação de representação de gabinete  compensação de despesas de apresentação inerentes ao local de trabalho. 2479/79. por mais de 30 dias.00. 168 d. 2479/79. ex. Quando a designação para nova sede for a pedido não se concederá ajuda de custo ao funcionário. proibida a participação do funcionário em mais de um órgão de deliberação coletiva. recebe R$ 2000. A ajuda de custo está intimamente ligada ao caráter de permanência do exercício em nova sede.  O Valor da hora extraordinária será 50% maior que a hora normal. sem prejuízo das diárias que lhe couberem. Vide art. perceberá ajuda de custo correspondente a um mês de vencimento. Ex: Caio. 180 do D.3. pela prestação de serviço extraordinário  esta gratificação consiste em remunerar as atividades que forem exercidas fora do período normal de trabalho. não poderá receber mais do que R$ 1000. em objeto de serviço. a título de serviço extraordinário. gratificação pela participação em órgão de deliberação coletiva  Tem cabimento quando o funcionário participa de algum órgão de deliberação coletiva.00. Importante observar que o funcionário que ficar fora da sede de sua unidade administrativa.. a ajuda de custo não será inferior a uma nem superior a três vezes a importância correspondente ao vencimento do funcionário. gratificação pela participação banca examinadora de concurso ou em curso oficialmente instituído . III – ajuda de custo e transporte ao funcionário mandando servir em nova sede. ou seja. Nos termos do art. ou seja. Importante destacar também que é vedada. O funcionário terá que restituir a ajuda de custo: 19 .  O desempenho de atividades em horas extraordinárias não será computado como tempo de serviço público para qualquer efeito. Ok ? 4. por mês.  Esta gratificação é acumulável com quaisquer outras vantagens recebidas pelo funcionário  O importante a saber no que tange a esta gratificação é que o funcionário trabalhará no máximo. recebe as diárias + a ajuda custo. conselho fiscal. 5. diferentemente da diária. cabe dizer ainda que o funcionário não poderá receber mais que 50% do seu vencimento a título de “hora extra”. na qual o caráter da transitoriedade é prevalece.

tem 5 filhos. Importante: Maioridade – filhos perdem condição de dependente. empregada doméstica é dependente. ou ainda. quando decorrer de doença comprovada ou de motivo de força maior. o funcionário poderá 20 . ao ser designado para trabalhar em uma nova sede. 186 §2º).00 = 25.251) INDENIZAÇÃO DE TRANSPORTE Também é assegurado transporte para a nova sede. utilizar. Cônjuge / companheiro (a) 2. neste caso: Recebe como indenização: A importância de (1) tarifa integral + 50% por dependente que o acompanhe.00 (b) R$ 35. somente após decorridos noventas dias de exercícios na nova sede o funcionário poderá gozar a licença prêmio que porventura tenha direito. 5. caso algum dependente não fosse no carro com o Rodrigo. receberá: (a) R$ 40. que é casado. indique quanto Rodrigo. ao se deslocar para a nova sede. vale lembrar que além da indenização de transporte o funcionário recebe a ajuda de custo. Também vai devolver quando antes de decorridos 3 meses do deslocamento: • Regressar • Pedir exoneração • Abandonar o cargo ! Esta restituição não poderá ser feita parceladamente. (1) empregado doméstico – portanto. Como sabemos o funcionário tem (5) dias. (183 §1º) !! Após o recebimento da ajuda de custo. veículo próprio.00 (e) R$ 20. Porém. filho estudante. Os pais sem economia própria (que recebem menos que um salário mínimo. ( Vide art. obrigatoriamente. (Vide art.00. forneceria as passagens. filha solteira e sem economia própria 7. 4.00 Resposta: (D) 1 integral = R$ 10. Filho ou enteado / menor que viva sob a guarda e o sustento do funcionário 3. se quiser. 184 §2º Decreto 2479/79). que não exerça qualquer atividade lucrativa (até 24 anos) Também não será obrigado a restituir quando pedir exoneração após 90 dias de exercício na nova sede. para entra em exercício na nova sede. Não podemos confundir ajuda de custo com auxílio moradia. São considerados dependentes. nos prazos determinados. a Administração.00 (c) R$ 30.Quando não se transportar para a nova sede ou local da missão.00 (d) R$ 25. Ok ? No exemplo acima. Vide art. Vide art. exceto: (V. para efeito de indenização de transporte. 186 §1º) 6. para efeito de indenização de transporte: 1. inclusive para os dependentes do funcionário. é o chamado período de trânsito.00. o filho inválido 8. 182 §3º O funcionário não será obrigado a restituir quando o regresso for determinado a juízo da Administração Pública.00 + 3 x R$ 5. Ex: Sabendo-se que a tarifa rodoviária é R$ 10. até o máximo de 3.

o funcionário poderá faltar ao serviço até oito dias consecutivos por motivo de: I – casamento. Pelo previsto neste artigo o Estado deverá custear as despesas de transporte. OK? § 1º . será demonstrada pela coabitação por prazo mínimo de 02 (dois) anos. será concedido transporte à conta dos cofres estaduais. 128 do decreto 2479/79. inclusive para um acompanhante. Art. Diária de alimentaçã o O funcionário recebe as diárias adiantadamente. o qual dispõe que para concessão de licença para acompanhar cônjuge. dentro do prazo de 48 horas contadas do regresso à sede. também. pais.A qualidade de companheiro ou companheira. direitos e vantagens. que deva ser deslocado de sua sede para qualquer ponto do território nacional. fora de sede de seus trabalho. do funcionário licença para tratamento de saúde decorrente de acidente em serviço. 226 – Ao licenciado para tratamento de saúde em virtude de acidente em serviço ou doença profissional. será aplicada esta licença aos funcionários que vivam maritalmente e convivência por mais de cinco anos.Correrão. àquele que. § 2º . domingos e feriados compreendidos no período. o da sede desde que o exceder 18 pernoite seja horas. as despesas com a remoção e Conforme já citamos a diária tem um caráter de transitoriedade. por conta do Estado. ainda.DISPOSIÇÕES GERAIS Art. Não confundir este dispositivo com o previsto no art. para os efeitos deste artigo. os sábados. por morte de qualquer pessoa da família. se deslocar eventualmente da sede. CONCESSÕES TÍTULO VI DAS CONCESSÕES CAPÍTULO I . filhos ou irmãos. Importante observar que este afastamento não será concedido 21 .IV – diárias. desnecessária em havendo filho comum. Licenciado para tratamento de saúde  em virtude de acidente de serviço ou doença profissional  transporte à conta dos cofres estaduais  para qualquer ponto do território nacional. por exigência do serviço Deslocament Quando o o inferiores a afastamento 100 KM e for inferior a superiores a 18 hs e 50 KM superior a 8 hs. por exigência do laudo médico. § 2º .Será. exclusivamente para esse efeito. § 1º . Vejamos: Diária de alimentaçã oe pousada Deslocament Quando o o superior a deslocament 100 KM. inclusive quando no exterior. concedido transporte à família do funcionário falecido no desempenho de serviço. 225 – Sem prejuízo do vencimento. em objeto de serviço. aquelas que não utilizar deverá restituir. II – falecimento do cônjuge. a diária irá cobrir as despesas de alimentação e pousada ou somente alimentação. companheiro ou companheira.Computar-se-ão. caso haja um impedimento legal ao casamento.

mesmo que não exista. Os atos que deslocarem ex-oficio os funcionários estudantes de uma para outra cidade ficarão suspensos. No caso de acumulação legal. sem rendimento próprio. Após cada período de 12 meses consecutivos de licença para tratamento de saúde o funcionário terá direito a 1 mês de vencimento a título de auxílio doença. VIII – pela companheira. este auxilio só será pago em relação a um deles. AUXÍLIO DOENÇA – ART. se. Parágrafo único – Compreendem-se neste artigo o filho de qualquer condição o enteado. se o estabelecimento seja integrante do sistema estadual de ensino. Caso o pai e a mãe sejam funcionários de qualquer órgão público federal. poderá. 240. V – pelo ascendente.(235). O funcionário estudante matriculado em estabelecimento de ensino que não possua curso noturno. reconhecido ou equiparado àquele em que o interessado esteja matriculado. o salário-família será pago somente em relação a um deles. mediante declaração. IV – por filho estudante que freqüenta curso médio ou superior e que não exerça atividade lucrativa.com o sepultamento do funcionário falecido no desempenho do serviço. o adotivo. que viva a expensas do funcionário. 2. basta para isso que comprove. e viverem em comum. que não exerça atividade remunerada. a cada dependente arrolado no art. 233 Ajuda concedida ao funcionário para o custeio das despesas de sua família. II – por filho inválido. no casos de acumulação legal. separada judicialmente ou divorciada sem economia própria. VII – pelo esposo que não exerça atividade remunerada. O funcionário estudante poderá faltar nos dias de provas em estabelecimentos de ensino de qualquer grau. para o exercício de cargo público estadual. e o menor que comprovadamente viva sob a guarda e o sustento do funcionário. não existir estabelecimento congênere. VI – pela esposa que não exerça atividade remunerada por motivo de invalidez permanente. Sendo que este afastamento é de efetivo exercício. na nova sede ou em localidade próxima. Nos termos do art. oficial. até a idade de 24 (vinte quatro) anos. AUXÍLIO FUNERAL – ART. por motivo de invalidez permanente. assim conceituada na lei civil. Importante observar também que a cota de salário-família por dependente inválido corresponderá ao triplo da cota normal. 234 corresponderá uma cota de saláriofamília. I – por filho menor de 21 (vinte um) anos. 245 DECRETO 2479/79 SALÁRIO-FAMÍLIA – ART. Ao funcionário que mudar o domicílio. será assegurada a vaga. na verdade este auxílio será pago a quem pagou as despesas do 22 . exclusivamente ao pai. estadual ou municipal. calculado sobre o de maior vencimento. III – por filha solteira. o salário-família será concedido. 249 Valor de 15 UFERJs (aproximadamente R$ 50. sempre que possível.00 cada). 1. se ambos forem estaduais. ser aproveitado em serviços cujo horário não colida com o relativo ao período das aulas.

que na verdade é para o funcionário pleitear contra algum ato da administração.funeral.em 120 (cento e vinte) dias. 32 – O direito de requerer prescreverá: I . de aposentadoria ou de disponibilidade e quanto às questões que envolvam direitos patrimoniais. II . Cabe destacar que este benefício também será concedido ao estagiário. para que providencie as medidas adequadas. pago mensalmente junto com o vencimento do funcionário. PRESCRIÇÃO PARA O FUNCIONÁRIO PLEITEAR ALGO NA ADMINISTRAÇÃO  DEMISSÃO Só terá cabimento quando da designação ex officio. Parágrafo único – O recurso não tem efeito suspensivo. ou seja. pela própria administração. 254. Porém ao completar 1 ano de serviço na nova sede o funcionário deixará de receber auxílio moradia. Um direito constitucionalmente protegido. de cassação. devendo. Não podemos confundir este prazo prescrional.. O auxílio moradia corresponderá a 20% do vencimento do funcionário.em 5 (cinco) anos. será suspenso nas hipóteses previstas nos incisos II. nos demais casos. caso o candidato faleça durante o estágio experimental. ou seja. Quando o funcionário se afastar do seu cargo. Neste sentido. pois quem a receber. AUXÍLIO MORADIA – ART. com o prazo prescricional que tem a Administração Pública para punir o funcionário. 250 §1º. vide art. encaminha-la á autoridade competente. 5 ANOS  CASSAÇÃO APOSENTADORIA  CASSAÇÃO DISPONIBILIDADE DE DE  QUESTÕE QUE ENVOLVAM $$$ 120 DIAS  DEMAIS CASOS DIREITO DE PETIÇÃO Art. XVIII e XX do artigo 79. prejudicar a eficiência do serviço ou causar dano à Administração Pública. IV. DO REGIME DISCIPLINAR INFRAÇÃO DISCIPLINAR Art. 38 – Constitui infração disciplinar toda ação ou omissão do funcionário capaz de comprometer a dignidade e o decoro da função pública. 23 . ferir a disciplina e a hierarquia. OK? § 1º – O prazo de prescrição contar-se-á da data da ciência do interessado. para cumprir estágio experimental em outro também perderá o auxílio moradia. O auxílio-moradia. ressalvados os previstos em leis especiais. § 2º – Não correrá a prescrição enquanto o processo estiver em estudo. Vide art. seu provimento retroagirá à data do ato impugnado. O exercício do direito de petição não exige seu endereçamento ao órgão competente para tomada de providências. para servir em outra sede e o funcionário não venha residir em imóvel público. 31 – É assegurado aos funcionários o direito de requerer ou representar. quanto aos atos de demissão. o direito de representar tem como finalidade dar-se noticia de fato ilegal ou abusivo ao poder público. a qual se presumirá da publicação do ato. V. § 3º – O recurso interrompe a prescrição até duas vezes. 251 Art. à família dele será concedido auxílio funeral. O pagamento do auxílio funeral deverá estar concluído no prazo de 48 horas da apresentação da certidão de óbito.

Não é descrição. 39.coagir ou aliciar subordinados com objetivo de natureza partidária. Cuidado. 39. IV . exceto quando manifestamente ilegais. 40 VI – praticar usura. no âmbito do serviço público. salvo justa causa. VII . 40 dispõe acerca das proibições a que estão sujeitos os funcionários. em qualquer de suas formas. até o segundo grau civil. OK?. 40. VIII . o Estado tem o dever de instaurar um processo administrativo disciplinar para se apurar tal conduta.DAS PROIBIÇÕES CAPÍTULO II DOS DEVERES O art. para órgãos públicos. • Art. IV . 39. Não é descrição. neste sentido. então já saiba que é proibido utilizar a carteira funcional para lograr proveito pessoal. Art. Art.submeter-se à inspeção médica determinada por autoridade competente. junto aos órgãos estaduais. a qualquer órgão estadual. inclusive de viabilidade. ainda que de um superior hierárquico. no instante que houver a violação de uma dessas imposições é que surge para o estado o dever de punir os agentes públicos. que tem significado diferente de discrição. 39 – São deveres do funcionário: Entre os deveres podemos destacar: • do funcionário PRINCIPAIS PROIBIÇÕES • Art. pois o funcionário não é obrigado a obedecer à ordem ilegal. que tem significado diferente de discrição. 39 XIII .discriçao. dito isso. Usura – empréstimo a juros • 40. VIII . 39 XIV .exigir. salvo quando se tratar de percepção de vencimento. 40 V – participar de diretoria. 40. 39 do Decreto-Lei 220/75 enumera os deveres dos funcionários públicos civis do Estado do Rio de Janeiro. por outro lado o art. É a conhecida “carteirada”.discriçao. como procurador ou intermediário.valer-se do cargo ou função para lograr proveito pessoal em detrimento da dignidade da função pública. OK? • Art. gerência. administração. Art. permissionária concessionária de serviço público. no âmbito do serviço público. haja vista a responsabilidade administrativa de tais agentes. provento ou vantagem de parente. IV . Usura – empréstimo a juros • Art.  fornecedora de equipamento ou material de qualquer natureza ou espécie. comissões.obediência às ordens superiores.pleitear. em qualquer de suas formas. • Art. solicitar ou receber propinas. presentes ou vantagens de qualquer espécie em razão do • • CAPÍTULO III 24 . 40.  de consultoria técnica que execute projetos e estudos. consangüíneo ou afim. 40 VI – praticar usura. • Art. OK? • Art.guardar sigilo sobre a documentação e os assuntos de natureza reservada de que tenha conhecimento em razão do cargo ou função. conselho técnico ou administrativo de empresa ou sociedade: ou • Art. remuneração.  contratante. III . Art.

responderá o funcionário perante a Fazenda Estadual em ação regressiva.exercer cargo ou função pública antes de atendido os requisitos legais. nos locais e horas de trabalho. 40. salvo quando autorizado por escrito pela autoridade competente. XIV . Art. • Art. Art.OK? CAPÍTULO V DAS PENALIDADES Para que o funcionário seja punido é imprescindível que seja instaurado 25 . 40. Art. 40. independente da outra. sendo umas e outras independentes entre si. a palestras. em princípio. 40. penais e disciplinares poderão cumular-se. o desempenho de encargo que lhe competir ou a seus subordinados. ou fora dele. 40. XII .empregar material ou quaisquer bens do Estado em serviço particular.revelar fato ou informação de natureza sigilosa. 40. 40. • Responsabilidade Civil  A responsabilidade civil decorre de procedimento doloso ou culposo que importe em prejuízo da Fazenda Estadual ou de terceiros. Art. 45 – As combinações civis. 41 – Pelo exercício irregular de suas atribuições. Por exemplo. salvo nos casos previstos em lei. ora se as responsabilidades se acumulam.deixar de prestar declaração em inquérito administrativo. XVI . 40. bem assim as instâncias civil. Art. leituras ou quaisquer outras atividades estranhas ao serviço. XV .deixar de comparecer ao trabalho sem causa justificada. quando comprometedores da dignidade e do decoro da função pública. No caso de dano causado a terceiros. o funcionário responde civil. XI . Responsabilidade Administrativa  Resulta de atos praticados ou omissões ocorridas no desempenho do cargo ou função. penal e administrativa. de que tenha ciência em razão do cargo ou função. responsabilidade penal ou administrativa. pode haver responsabilidade civil sem que haja Em alguns casos a conduta pode acarretar responsabilidade civil. salvo quando se tratar de depoimento em processo judicial. Responsabilidade Penal  Abrange os crimes e contravenções imputadas ao funcionário nessa qualidade. inclusive ao trato de interesses de natureza particular. Pode também haver responsabilidade administrativa sem que se siga conjuntamente a responsabilidade penal ou civil. Cada responsabilidade é. XVII . X cometer a pessoa estranha ao serviço do Estado. Art. quando regularmente intimado.fazer cobranças ou despesas em desacordo com o estabelecido na legislação fiscal e financeira.dedicar-se. ou aceitar promessa de tais vantagens. IX . ou continuar a exercê-los sabendo-o indevidamente.cargo ou função. XIII . Art. • CAPÍTULO IV DA RESPONSABILIDADE Art. penal e administrativa. 40. Art. • • • • • • Art. penal e administrativamente.retirar objetos de órgãos estaduais. a conseqüência natural será a acumulação das sanções. policial ou administrativo.

já no caso da conversão para multa ele só irá receber 50% do vencimento. podendo ser aplicada com a nota a BEM DO SERVIÇO PÚBLICO. podendo inclusive. bem como reincidência específica em transgressão punível com pena de advertência III) Suspensão A pena de suspensão será aplicada em casos de falta grave. esta última que não é punição. V) Destituição de Função O servidor no atuar no administrativo estará sujeito as seguintes penalidades: I) Advertência Ocorrerá quando verificada falta de exação no cumprimento do dever. também não receberia. VI) Demissão A penalidade de advertência será aplicada verbalmente em casos de negligência e comunicada ao órgão de pessoal II) Repreensão A punição mais grave a que está sujeito um funcionário público. conforme a gravidade da falta. deste modo. é comumente confundida com a EXONERAÇÃO. A pena de suspensão não poderá exceder 180 dias. contra funcionário ou particular. 4) Ofensa física em serviço. não ensejarem pena de demissão e nos casos de reincidência em falta já punida com repreensão.um processo administrativo disciplinar. logicamente. O ato de demissão mencionará sempre a causa da penalidade. IV) Multa Consiste na conversão da punição de suspensão em pena pecuniária. Convém lembrar que o rol das penalidades é taxativo. falta de exatidão. não poderemos ter a aplicação de outra espécie de punição que não esteja prevista no Estatuto. porém. pela sua natureza. a juízo da autoridade competente. diferentemente da SUSPENSÃO PREVENTIVA que conforme já citamos. e se comprovada má-fé 2) Incontinência pública e escandalosa. EXONERAÇÃO NÃO É PUNIÇÃO ! • A PENA DE DEMISSÃO SERÁ APLICADA NOS SEGUINTES CASOS: Aplicada por escrito em casos de desobediência ou falta de cumprimento de deveres. IMPORTANTE. o funcionário suspenso perderá todas as vantagens e direitos decorrentes do exercício do cargo. desta feita. O importante é observar que na suspensão ele não trabalharia. apenas um ato que gera vacância. receberá 50% do vencimento do cargo. neste caso a remuneração ficará proporcional ao tempo de serviço. desrespeito a proibições que. neste caso o funcionário não poderá fazer mais concurso público. quando de sua natureza grave. prática de jogos proibidos 3) Embriaguez habitual ou em serviço. porém só 1) Falta relacionada no art. o funcionário ficará obrigado a comparecer ao serviço. e. 26 . no qual sejam assegurados a ampla defesa e o contraditório. salvo em legítima defesa. ou seja. 40.

na atividade. que o aposentado ou o disponível praticou. no desempenho dos encargos de sua competência. falta suscetível de determinar demissão ou ainda. OU SEJA. 9) Desídia no cumprimento dos deveres. em inquérito administrativo. REPREENS. deste modo o funcionário não poderá ser demitido. sem causa justificada. durante o período de 12 meses. PENALID ADE ADVERT. 57 DECRETO 2479/79  DEMISSÃO  Será cassada a disponibilidade ao funcionário que não assumir no prazo legal (30 dias) o exercício do cargo ou função em que for aproveitado. sem justa causa. cargo ou função pública. pois caso fique inerte. prazo específico para punilo. 6) Ausência ao serviço. SUSPENSA O ATÉ 30 DIAS SUSPENSÃ O MAIS DE 30 DIAS MULTA DESTITUIÇ ÃO FUNÇÃO DEMISSÃO CASSAÇÃO APÓS / DISP TITULAR SERVENT IA JUI Z CORREGED OR PRESIDEN TE DO TJ X X X X X X X X X X X X X X X X X X X VII) Cassação de Aposentadoria / Cassação de Disponibilidade Tem cabimento quando ficar provado. não poderá mais faze-lo. ilegalmente. No momento da aposentadoria teremos a vacância do cargo. dependendo do tipo de penalidade a que estiver sujeito o funcionário. interpoladamente. há que se ter em mente que na cassação da aposentadoria o momento da apuração da irregularidade se dá na inatividade. que equivale a demissão. quando ainda no exercício do cargo. APÓS QUANTO TEMPO O ESTADO NÃO PODERÁ MAIS PUNIR O FUNCIONÁRIO ART. Considera-se abandono de cargo a ausência ao serviço. 7) Insubordinação grave em serviço. PRESCRIÇÃO DA CONDUTA ILÍCITA A Administração Pública terá. por 20 DIAS. A APLICAÇÃO DA PENA DE DESTITUIÇÃO DE FUNÇÃO CABERÁ À AUTORIDADE QUE HOUVER FEITO A DESIGNAÇÃO DO FUNCIONÁRIO. por 10 DIAS CONSECUTIVOS. PRESCRIÇÃO DA CONDUTA ILÍCTA. 8) Ineficiência comprovada. com caráter de habitualidade. por isso a cassação de aposentadoria.5) Abandono de cargo. aceitou. provada a má-fé. COMPETÊNCIA PARA APLICAÇÃO DAS PENALIDADES 5 ANOS  DESTITUIÇÃO DE FUNÇÃO  CASSAÇÃO APOSENTADORIA  CASSAÇÃO DISPONIBILIDADE DE DE 27 .

sem a necessidade de sindicância sumária. poderá permanecer suspenso preventivamente. a carteira funcional ou qualquer outro bem patrimonial. A suspensão preventiva poderá ser ordenada. a critério da autoridade que determinar a abertura do respectivo inquérito. terão a arma. devidamente recolhidos. a apuração sumária.A autoridade promoverá a apuração da irregularidade diretamente por meio de inquérito administrativo. por meio de sindicância. • • SINDICÂNCIA (Apuração Sumária) PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR (Inquérito Administrativo) Art. As penalidades aplicadas aos servidores serão registradas no seu assentamento funcional. haja vista que seu objetivo é permitir a verificação/apuração do ilícito administrativo sem interferência do funcionário nas investigações. imediatamente. ADVERTÊNCIA 2 ANOS REPREENSÃO  MULTA  SUSPENSÃO Os policiais civis. e terá prazo de até 30 dias. 28 . a qualquer tempo. O curso da prescrição começa a fluir da data do evento punível disciplinarmente e interrompese pela abertura de inquérito administrativo. Parágrafo Único . no curso do inquérito administrativo. Portanto. • • • A falta também prevista como crime na lei penal prescreverá juntamente com este. CAPÍTULO VII DA APURAÇÃO SUMÁRIA DA IRREGULARIDADE De acordo com o disposto a Administração Pública dispõe dos seguintes instrumentos para apurar os ilícitos administrativos: DA SUSPENSÃO PREVENTIVA Trata-se medida administrativa acautelatória que não tem a natureza de punição. 61 – A autoridade que tiver ciência de qualquer irregularidade no serviço público é obrigada a promover-lhe. para que esta desse ensejo a um processo administrativo disciplinar. o distintivo. os quais poderão ser estendidos até 90 dias. quando: Este parágrafo nos demonstra três hipóteses em que não será necessária a instauração de uma sindicância. Como regra geral a sindicância consubstancia-se em uma apuração mais superficial das irregularidades. caso tal providência ainda não tenha sido tomada. que mantenham mediante cautela. suspensos previamente. E o período de suspensão preventiva só será considerado de efetivo exercício se o funcionário for inocentado ao final do processo administrativo disciplinar. O funcionário que responder por malversação ou alcance de dinheiro público ou infração de que possa resultar a pena de demissão. até decisão final do processo administrativo. em tese a sindicância deve anteceder a instauração de um processo administrativo disciplinar. nos casos previstos neste parágrafo a autoridade competente já poderá Durante a suspensão preventiva o servidor recebe de forma proporcional ao tempo de serviço.

pelos canais competentes.tiver ocorrido prisão em flagrante. As declarações do servidor suspeito serão recebidas também como defesa. 63 – Se no curso da apuração sumária ficar evidenciada falta punível com pena superior à advertência. poderá ser processada por um único servidor ou uma comissão de três servidores. Aqui o ilícito administrativo também se configura como um ilícito penal. ora. tendo em vista o caráter sumário da sindicância. REPREENSÃO E • 29 . APLICAÇÃO DAS PENAS DE ADVERTÊNCIA. haja vista a clareza de tal infração. Art. em caso de força maior. porém o servidor poderá juntar em 5 DIAS quaisquer documentos que considere úteis. suspensão até 30 (trinta) dias ou multa correspondente. repreensão. constituindo simples averiguação. 1. que poderá ser realizada por um único funcionário. 311 §único) A sindicância não obedece a maiores formalidades já que sua finalidade básica é a reunião de elementos para que o Estado possa a vir a processar administrativamente o servidor. 2. Haja vista tratar-se a sindicância de uma simples averiguação. 62 – A apuração sumária.instaurar direto o processo administrativo disciplinar. basta verificar a folha de freqüência e verificar que o servidor faltou. NO CASO DE VERIFICAÇÃO DE INEXISTÊNCIA DE IRREGULARIDADES OU DE IDENTIFCAÇÃO DE AUTORIA. (Vide art.já existir denúncia no Ministério Público. sem a obrigatoriedade de instauração de sindicância. e 3. Ao fim da sindicância será apresentado relatório de caráter expositivo. se o Ministério Público já propôs a competente denúncia é porque o Ministério Público já reúne condições de apontar a AUTORIA E A MATERIALIDADE DO ILÍCITO. contendo. sem causa justificada. para isso basta que no curso das investigações sumárias fique evidenciada a pratica de conduta que dê ensejo a uma das punições previstas neste artigo: • SUSPENSÃO POR MAIS DE 30 DIAS • DEMISSÃO • CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA • CASSAÇÃO DE DISPONIBILIDADE • DESTITUIÇÃO DE FUNÇÃO A sindicância terá prazo de 30 dias. No que tange ao abandono de cargo há que se convir que não existe a necessidade de se apurar este ilícito. que poderão ser prorrogados por mais 8 dias. Recebido o relatório de sindicância a autoridade competente proporá imediatamente: • O ARQUIVAMENTO DA SINDICÂNCIA. os elementos fáticos colhidos ao curso da sindicância. Art. Conforme já falamos a sindicância pode servir para lastrear um processo administrativo disciplinar.for apurado abandono de cargo ou função. o responsável pela apuração comunicará o fato ao superior imediato. 10 dias consecutivos. a instauração do inquérito administrativo. que solicitará. de modo claro e ordenado. exclusivamente. por meio de sindicância não ficará adstrita ao rito determinado para o inquérito administrativo.

§ 1º – A não observância desses prazos não acarretará nulidade do processo. na verdade os membros da comissão deverão responder administrativamente por tal fato. INSTAURAÇÃO Portaria  Através de 30 . DESTITUIÇÃO DE FUNÇÃO.• SUSPENSÃO DE ATÉ 30 DIAS E MULTA CORRESPONDENTE. prorrogáveis. destituição de função. por mais 03 períodos de 30 dias. § 2º – O sobrestamento de inquérito administrativo só ocorrerá em caso de absoluta impossibilidade de prosseguimento. por períodos de 30 (trinta) dias. Ok? Art. porém. IMPORTANTE --> O INÍCIO DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR OCORRE POR DETERMINAÇÃO DA PRÓPRIA ADMINISTRAÇÃO ASSIM QUE A MESMA VENHA A TER CIÊNCIA DA OCORRÊNCIA DE ALGUM ILÍCITO ADMINISTRATIVO PRATICADO PELO SERVIDOR. § 3º . em responsabilidade administrativa dos membros da Comissão. 64 – O inquérito administrativo precederá sempre à aplicação das penas de suspensão por mais de 30 (trinta) dias. no máximo. podendo vir a ser prorrogado. DEMISSÃO. ENCAMINHAMENTO À AUTORIDADE COMPETENTE NO CASOD EVIDÊNCIA DE FALTA PUNÍVEL COM PENA SUPERIOR A 30 DIAS. 68 – O inquérito deverá estar concluído no prazo de 90 (noventa) dias. Sobrestar significa paralisar o andamento do processo. em caso de força maior a juízo do Secretário de Estado de Administração.Ultimada a instrução será feita no prazo de 3 (três) dias a citação do indiciado para apresentação de defesa no prazo de 10 (dez) dias. prorrogáveis por 2 (dois) períodos de 30 (trinta) dias cada um. No caso de abandono de cargo o inquérito deverá estar concluído no prazo de CAPÍTULO VIII DO INQUÉRITO ADMINISTRATIVO Art. que será comum sendo mais de um indiciado. sucessivamente. quando não se tratar de sobrestamento. 70 . O inquérito administrativo (Processo Administrativo Disciplinar) será conduzido por uma comissão de inquérito. em caso de força maior. . sendo que tal processo deverá estar concluído no prazo de 90 dias. CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA OU DISPONIBILIDADE não irá acarretar nulidade do processo administrativo.Em se tratando de abandono de cargo o inquérito deverá estar concluído no prazo de 60 dias. isto 60 dias + (30) + (30). contados a partir do dia em que os autos chegarem à Comissão. a juízo do Secretário de Estado de Administração. Podemos identificar no Processo Administrativo disciplinar (5) fases distintas: 1. com vista dos autos na sede da Comissão. Art. importando. até o máximo de 180 (cento e oitenta) dias. contados a partir da chegada dos autos à Comissão. a juízo do Secretário de Estado de Administração. Há que se destacar que se por um acaso o processo administrativo disciplinar não se encerrar no prazo estabelecido acima. demissão e cassação de aposentadoria ou disponibilidade.

Após remeterá novamente os autos do processo para autoridade que terá decidir. o prazo será comum e de 20 DIAS. para que apresente defesa em terá o prazo de 60 dias para apresentação de um relatório.Estando o indiciado em lugar incerto. aplicando a penalidade cabível. etc  O servidor será intimado de todos os atos que vierem a ser produzidos na fase instrutória.  § 1º .  A comissão só poderá propor: • • Arquivamento do Processo Expedição do ato de demissão 4. bacharel em direito.2. não havendo apresentação de defesa pelo servidor acusado deverá ser designado algum servidor. PROCESSO ADMINISTRATIVO ABANDONO DE CARGO  O prazo do Processo Administrativo Disciplinar será de 60 dias podendo ser prorrogado por mais  As diligências e oitivas de testemunhas requeridas pela defesa ficarão a cargo do interessado e deverão ser concluídas no prazo de 10 (dez) dias. INSTRUÇÃO  Momento da colheita de provas. Este relatório deverá não somente apontar o que foi apurado no processo como também deverá concluir objetivamente acerca da inocência ou da responsabilidade do servidor. os autos do processo retornarão á Comissão de Inquérito que terá que cumprir as diligências no prazo máximo de 30 dias. será citado por edital. 5. Entende que os fatos não foram devidamente apurados. OK? . que será publicado por (3) vezes no âmbito de 20 dias. ou seja. RELATÓRIO  Após a fase da defesa a Comissão de inquérito 31 . DEFESA  ultimada.  Caso haja dois ou mais indiciados. sendo que o prazo de defesa neste caso será contado da última publicação. para adotar uma das seguintes medidas: • Concorda com a conclusão do relatório. será feita a citação a citação do indiciado em 3 dias.  As solicitações das Comissões de Inquérito serão atendidas no prazo máximo de (7) dias. OK? 10 • DIAS. no órgão oficial de divulgação do Estado 20 dias para por 3 (três) dias consecutivos. para defender o indiciado. sob pena de perda de prova  Ocorrendo revelia. fase na qual são ouvidas as testemunhas. 3. ou seja. RELATÓRIO  O relatório da Comissão de encaminhado competente. porém os órgãos estaduais deverão comunicar no prazo de 48 horas a impossibilidade do atendimento no prazo estabelecido. neste caso. realizadas as perícias. 2x (30)  O acusado será citado por edital. terminada a instrução. a Inquérito será a autoridade qual terá 20 dias contados do recebimento.

comprobatórios da inocência do funcionário punido. desaparecido ou incapacitado de requerer. revisão 32 .  A revisão será processada em apenso ao processo originário e será instituída por uma Comissão Revisora.  A revisão poderá ser solicitada por qualquer pessoa.  PRAZO REVISÃO DO PROCESSO DE • 90 dias + (30) prorrogação  Após este prazo a autoridade terá 30 dias para decidir se acolhe ou não o pedido de formulado pelo servidor.  Não constitui fundamento para a revisão a simples alegação de injustiça da penalidade. tratando-se de funcionário falecido. O prazo do Processo Administrativo Disciplinar será de 60 dias podendo ser prorrogado por mais 2x (30) O funcionário só poderá ser exonerado a pedido após a conclusão do Processo Administrativo Disciplinar a que responder e do qual mão resultar pena de demissão REVISÃO DO PROCESSO ADMINISTRATIVO  Terá cabimento quando forem aduzidos fatos ainda não conhecidos.

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