SENAI - DENDEZEIROS

Bombas Rotativas

APRESENTAÇÃO Esta Apostila caracteriza-se pela demonstração teórica dos princípios de funcionamento e operação(partida, parada, problemas operacionais) das bombas rotativas e alternativas, assim como os principais tipos e características no contexto industrial.

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SENAI - DENDEZEIROS

Bombas Rotativas

1. CONCEITOS PRELIMINARES As bombas rotativas pertencem à classe das bombas chamadas de "bombas de deslocamento positivo" ou "bombas volumétricas". São assim chamadas porque sempre bombeiam o mesmo volume de líquido por rotação, independente da pressão de descarga. Nas bombas rotativas, a transformação de energia se realiza por meio de deslocamento do líquido impulsionado pela ação de um ou vários órgãos girantes. Esses órgãos girantes podem ter os mais diferentes formatos, conforme será visto mais adiante; entretanto, têm a mesma função específica. A maioria das bombas rotativas fornece um fluxo constante de líquido sem grandes variações de pressão. Teoricamente, as bombas rotativas são capazes de criar qualquer pressão independentemente da rotação e da pressão de descarga. Na prática, entretanto, tem-se que levar em consideração as fugas internas do líquido. 1.1. VANTAGENS E DESVANTAGENS As bombas rotativas apresentam os seguintes tópicos positivos:
        

Relativa tolerância para entrada de gás. Requerem fundações mais simples. Projeto compacto, ocupando espaço reduzido. Ausência de ponto morto. Apresentam baixa vibração. Eficiência elevada. Auto - escorvante. Aplicável para diversos líquidos em larga faixa de viscosidade. Vazão uniforme. Tópicos negativos:

  

Inadequação para grandes vazões. Desgastam-se rapidamente no bombeio de líquidos com abrasivos. Apresentam desempenho muito sensível às variações da viscosidade do líquido. Custo relativamente alto devido às tolerâncias de usinagem e diminutas folgas internas. Requerem mais cuidados de ajustes de manutenção.

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de mineração. então: Engrenagens lóbulos Fusos Palhetas Bombas Rotativas Excêntrico Pistão rotativo Pistão circunferencial Bloco .SENAI . por exemplo. Tem-se. Atende a uma grande variedade de líquidos. lóbulos ou parafusos. CLASSIFICAÇÃO As bombas rotativas são agrupadas de acordo com o elemento que transmite energia ao líquido. e expulso destes flancos para fora da bomba.DENDEZEIROS Bombas Rotativas 1. petroquímica. o líquido é arrastado gradativamente. a seguir. cerâmica. gera a formação de espaços vazios que 3 . alimentícia. de construção naval. de papel e celulose. de tintas. laticínia. numa ampla faixa de viscosidade e vazão. PRINCIPIO DE FUNCIONAMENTO A ação de bombeamento se processa quando os órgãos transmissores de energia giram. Nas bombas de engrenagens. APLICAÇÃO O campo de aplicação das bombas rotativas é bastante extenso. de bebidas. 2. cada vez que um par de dentes se separa. São empregadas nas indústrias química. casas de força. permitindo a entrada de líquido a fim de ocupar os flancos vazios. e principalmente em sistemas de lubrificação forçada.lançadeira Tubo Flexível 2.2. cosmética. açucareira. fábricas de amido.1. sob pressão. Eles provocam a formação de vácuo parcial na sucção da bomba.

Figura 2: Bomba de Lóbulos A figura seguinte ilustra o ciclo de funcionamento de uma bomba de dois parafusos com fluxo em contracorrente. Ao penetrar no bocal de sucção a massa líquida é dividida em duas correntes e encaminhada para as extremidades dos parafusos onde. então. A figura abaixo ilustra o funcionamento da bomba de engrenagens Figura 1: Bomba de Engrenagem As bombas de lóbulos têm ciclos de funcionamento semelhantes ao das bombas de engrenagens. se processa a ação bombeadora. As 4 .SENAI . Note-se que os pontos de contato.DENDEZEIROS Bombas Rotativas são logo preenchidos com líquido. entre os dentes formam uma série contínua de selagem deslizante. até ser expulso para fora da bomba. ficando a bomba constituída de diversas câmaras distintas entre os dentes. O líquido aprisionado nestes espaços existentes entre dois dentes adjacentes é transportado perifericamente à medida que as engrenagens (lóbulos ou parafusos) giram. conforme pode ser observado na figura abaixo. A seguir veremos o princípio de funcionamento de algumas bombas rotativas.

A figura abaixo mostra as etapas sequenciadas desse princípio numa bomba de camisa Figura 5: Ciclo de Funcionamento das Bombas de Excêntrico 5 . à medida que o excêntrico gira. A ação bombeadora se efetua progressivamente em cada compartimento limitado por duas palhetas consecutivas. onde o líquido é retido e conduzido da sucção para a descarga. Figura 4: Bomba de Palhetas O princípio de funcionamento das bombas de excêntrico consiste em deslocar espaços cheios de líquido.SENAI . Figura 3: Bomba de Parafusos O ciclo operacional das bombas de palhetas é mostrado na figura abaixo.DENDEZEIROS Bombas Rotativas duas correntes líquidas juntam-se novamente na parte central dos parafusos e são expulsos para fora da bomba.

que gira em torno de um pino excêntrico fixado na tampa da carcaça da bomba. que proporcionam o escoamento do líquido no interior da bomba. o princípio de funcionamento consiste em fazer os pistões se movimentarem alternativamente ao sofrerem rotação dentro de um bloco cilíndrico. Figura 6: Funcionamento da Bomba de Pistões A bomba de bloco .Lançadeira 6 . Figura 7: Funcionamento da Bomba de Bloco .lançadeira possui um rotor fendilhado onde passeia um bloco em "U". conforme está seqüenciado na figura a seguir.DENDEZEIROS Bombas Rotativas flexível e numa bomba de êmbolo oscilante. Cada rotação gera um movimento alternado do bloco e da lançadeira. Nas bombas de pistões rotativos. acoplado a uma lançadeira.SENAI .

Como órgãos complementares. uma bomba rotativa compõe-se de uma carcaça. excêntricos. pistões. anel "O". lóbulos. As bombas projetadas para transferir líquidos densos e viscosos são equipadas com uma câmara de aquecimento onde se faz circular vapor. retentor.DENDEZEIROS Bombas Rotativas 3. palhetas. dentro da qual giram os órgãos transmissores de energia ao líquido.SENAI . Figura 9 : detalhes de uma bomba de engrenagens 7 . etc. DETALHES CONSTRUTIVOS/CARACTERÍSTICAS Basicamente. parafusos. os mancais. Figura 8: Bomba de engrenagem com câmaras de aquecimento A seguir é mostrada uma bomba de engrenagens desmontada. os suportes. gaxeta ou selo mecânico). as caixas de mancais. Esses órgãos podem ser: engrenagens. as buchas. e os elementos de vedação (junta. tem-se ainda: o(s) eixo(s). ver figura abaixo.

O Projeto mais comum consiste de duas engrenagens de dentes externos. A figura abaixo mostra uma bomba rotativa dotada de uma válvula de alívio na carcaça.SENAI . devidamente sincronizadas e instaladas do interior de um carcaça.DENDEZEIROS Bombas Rotativas As bombas de construção mais aprimoradas vêm dotadas de uma válvula de alívio na carcaça para protegê-la contra elevação excessiva de pressão.1. conforme ilustra a figura 11. Figura 11: Bomba de Engrenagens 8 . Figura 10: Carcaça com Válvula de Alívio 3. BOMBAS DE ENGRENAGENS A bomba de engrenagens é o tipo de bomba rotativa mais empregada na indústria moderna.

helicoidais. Figura 12: Engrenagens de dentes retos Figura 13: Engrenagens de dentes helicoidais Figura 14: Engrenagens de dentes em espinha de peixe 9 . sendo que uma delas transmite o movimento de rotação à outra. ou em espinha de peixe. Por esta razão. 13 e 14 mostram esses tipos de engrenagens. As engrenagens empregadas nas bombas rotativas podem ter dentes retos.SENAI . respectivamente.DENDEZEIROS Bombas Rotativas As engrenagens giram em sentidos contrários. são chamadas de engrenagem motriz e engrenagem acionada. As figuras 12.

devidamente sincronizados. apenas com uma única diferença: usam rotores lobulares para transmitir energia ao líquido.2. onde giram em sentidos contrários. Nota-se que o rotor lobular externo tem um dente a mais que o interno. Figura 15: Detalhes da bomba de lóbulos A figura 16 mostra variações de projeto dos rotores lobulares. Figura 17: Bomba de lóbulos Internos 10 . No caso particular de lóbulos com dois dentes. Os rotores lobulares estão montados no interior de uma carcaça. a bomba é denominada de "roots".DENDEZEIROS Bombas Rotativas 3.SENAI . BOMBAS DE LÓBULOS As bombas de lóbulos são idênticas às bombas de engrenagens. Figura 16: Tipos de bombas de lóbulos A figura 17 apresenta um tipo de bomba de lóbulo em que um dos lóbulos está montado na parte interna do outro.

11 . O estator normalmente é de borracha ou material similar e tem o perfil interno de uma hélice dupla. os pontos de contato entre os dentes dos lóbulos formam uma série contínua de selagem deslizante. a transmissão pode ser feita pelo próprio parafuso transmissor de energia ao líquido. Consiste de um parafuso especial que gira e oscila dentro de um estator montado na carcaça da bomba. conforme ilustra as figuras 19 e 20. projeta-se a transmissão do movimento de rotação através de um jogo de engrenagens instaladas externamente à carcaça. O parafuso é ligado ao eixo motriz através de um acoplamento esférico de engrenagens que absorve as rotações oscilantes do parafuso. Quando a bomba for destinada a serviços pesados. como ilustrado na figura 19. Convém observar que um dos parafusos é motriz e os outros são acionados.3. Essa categoria de bombas apresenta uma variedade de projetos quanto ao número de parafusos. BOMBAS DE PARAFUSOS As bombas de parafusos são assim chamadas por usarem rotores roscados como órgãos transmissores de energia ao líquido. Para serviços leves.DENDEZEIROS Bombas Rotativas Nesse projeto. Figura 18: Bomba de um Parafuso Os projetos mais usuais são as bombas construídas com dois ou três parafusos.SENAI . ficando a bomba constituída de diversas câmaras distintas que efetuam a ação de bombeamento. Os mancais dessas bombas são instalados em caixas localizadas externamente à carcaça. A bomba esquematizada na figura 18 foi idealizada pelo engenheiro francês Moineau. 3.

(b) o tambor cilíndrico ranhurado. A figura 21 ilustra duas bombas de palhetas deslizantes: uma vista normal e outra explodida. de palhetas oscilantes e de palhetas flexíveis. BOMBA DE PALHETAS As bombas de palhetas são bastantes simples. Figura 21: Bomba de Palhetas deslizantes 12 . Há três tipos fundamentais: bombas de palhetas deslizantes.DENDEZEIROS Bombas Rotativas Figura 19: Bomba de dois Parafusos Figura 20: Bomba com Três Parafusos 3. quanto a sua construção. a fim de forçarem as palhetas para fora.4. montadas nas ranhuras do tambor. As peças básicas são: (a) a carcaça. Em alguns projetos. há molas no interior das ranhuras do tambor.SENAI . excêntrico em relação à carcaça. (c) e as palhetas.

Figura 22: Bomba de Palhetas . Há dois projetos fundamentais: bombas de pistão radial e bombas de pistão axial. Com a bomba em movimento. então. Observe-se que no pivô distribuidor os canais de sucção e descarga são independentes.SENAI . Este tipo de bomba pode apresentar versões com vazão variável. basta que se altere a excentricidade do rotor. que é transmitido ao eixo. geralmente encamisada. a ação da força centrífuga faz com que os pistões permaneçam sempre em contato com a carcaça da bomba. O rotor possui orifícios cilíndricos onde ficam alojados os pistões . funcionando em sincronia com o rotor. BOMBAS DE PISTÕES As bombas rotativas de pistões têm. Na primeira condição. a ação que um pistão animado de um movimento alternado produz no interior de um cilindro. há descarga de líquido no pivô distribuidor.DENDEZEIROS Bombas Rotativas As bombas da figura 21 são do tipo "não balanceada " porque toda a ação de bombeamento se processa somente de um lado do tambor.Tipo Balanceada 3. Isso provoca um empuxo radial no tambor. onde os empuxos gerados em uma das câmaras são contrabalançados por empuxos equivalentes e opostos da outra. 13 . Pode-se notar. A bomba de palhotas deslizantes de construção "balanceada'.5. enquanto que na segunda condição se processa a sucção. que ora os pistões se movimentam em direção ao centro e ora em direção oposta.' conforme mostra a figura 22 possui a carcaça com formato interno quase elíptico. Há duas câmaras de bombeamento diametralmente opostas. como princípio básico. A bomba de pistão radial consiste de um rotor excêntrico que gira em tomo de um pivô distribuidor estacionário.

o bloco cilíndrico gira em conjunto com o eixo provocando nos pistões um movimento alternado.lançadeira 14 . fixado na tampa da carcaça da bomba. Figura 23: Bomba de Pistões . Neste tipo de bomba. proporciona um movimento sincronizado de vai-e-vem tanto no bloco como na lançadeira. No interior do rotor passeia um bloco em "U".DENDEZEIROS Bombas Rotativas A bomba de pistão axial consiste de um bloco cilíndrico acoplado a um eixo giratório através de uma junta universal (figura 23).LANÇADEIRA O projeto básico de uma bomba rotativa do tipo bloco . 3. BOMBA DE BLOCO . Há ainda uma placa estacionária dotada de duas aberturas: uma para entrada de líquido e outra para saída. cujas hastes estão articuladas ao eixo giratório através de juntas esféricas.lançadeira consiste de um rotor fendilhado dotado de orifícios retangulares na periferia (figura 24). acoplado a uma lançadeira que gira em torno de um pino excêntrico. Dois suas linhas de centro formam um ângulo entre si.SENAI .Axial No bloco cilíndrico ficam alojados os pistões.6. Figura 24: Bomba de bloco . Quando o rotor gira.

sendo recomendadas para serviços de pressão mais elevadas. Figura 25: Bomba de Pistão Bomba de êmbolo possui o funcionamento idêntico as bombas de pistão. BOMBAS ALTERNATIVAS Bomba de pistão possui um movimento alternativo dentro do cilindro e é o pistão que movimenta o líquido. Figura 27: Bomba alternativa de diafragma 15 .SENAI . Um exemplo típico da aplicação de bombas de diafragma é o que retira gasolina do tanque e manda para o carburador de um motor de combustão interna. Figura 26: Bomba alternativa de êmbolo Bomba de diafragma é uma membrana acionada por uma haste com movimento alternativo.DENDEZEIROS Bombas Rotativas 4.

ELEMENTOS MECÂNICOS COMPLEMENTARES Como complementação. CAIXA DE VEDAÇÃO A caixa de vedação é a peça onde estão instalados os elementos de restrição ao fluxo de liquido.3.1. serão tratados no presente a seguir. exceto em casos especiais. A figura 25 ilustra um conjunto rotativo de uma bomba de parafusos com engrenagens de sincronização na extremidade direita. 5.2. sincronização.DENDEZEIROS Bombas Rotativas 5. como nas bombas de excêntrico. 5. ENGRENAGENS DE SINCRONIZAÇÃO As engrenagens de sincronização são mecanismos auxiliares usados para transmitir o torque do eixo motriz para o eixo acionado. Os eixos devem ser retos e concêntricos ao longo de toda sua extensão.os eixos.3. 5. TIPOS A vedação entre a carcaça e o eixo pode ser feita de duas maneiras: com gaxetas ou com selos mecânicos. Figura 28: Engrenagem de Sincronização 5. EIXO Os eixos são peças da bomba destinados a sustentar os órgãos transmissores de energia ao líquido. e os elementos de suportação.SENAI . 16 . só são usadas em bombas maiores. Normalmente.1. os sistemas de vedação. nas regiões que o eixo atravessa a carcaça. Os eixos devem ser projetados para que as deflexões sofridas sejam menores que as folgas radiais entre as partes estacionarias e rotativas.

alumínio. junta. A seleção do tipo de gaxeta mais apropriada para um determinado serviço é feita pela compatibilidade das propriedades dos materiais de construção da gaxeta.1. Têm também a função de manter o conjunto rotativo na posição correta em relação às partes estacionárias da bomba. latão. A rigor. etc. asbesto. Os selos mecânicos são vedadores em que a restrição principal ao fluxo de líquido se processa num plano perpendicular ao eixo através do contato deslizante entro faces altamente polidas de duas peças. Esse vazamento tem a finalidade de refrigerar e lubrificar os anéis de gaxeta.DENDEZEIROS Bombas Rotativas Figura 29: Vedação com Gaxeta As gaxetas são vedadores que atuam por compressão contra a superfície a ser vedada. silicone. mica. chumbo. grafite. parafina. etc.SENAI . teflon. não se deve apertar os anéis de gaxeta a ponto de evitar completamente a saída do líquido em operação. As gaxetas são apertadas no interior de um alojamento cilíndrico pela sobreposta. A esses materiais aglutinam-se sebo. podem ser: 17 . Os catálogos dos fabricantes orientam e fornecem dados para essa escolha correta.4. TIPOS  Segundo a direção da carga.4. O objetivo prático é restringir o vazamento a limites aceitáveis ao processo. 5. com a finalidade de tornar a gaxeta auto lubrificada. 5. nylon. Os materiais usados na fabricação das gaxetas são: algodão. óleo. pois não permitem pequenos vazamentos. MANCAIS Os mancais são elementos de apoio do eixo. graxa. O emprego do selo mecânico torna-se obrigatório para vedação de produtos tóxicos ou inflamáveis.

6. porém com maior capacidade de carga radial.DENDEZEIROS Bombas Rotativas Mancais: radiais. predomina o uso de mancais de rolamento. Os tipos de rolamentos mais empregados são: a) rolamentos fixos de esferas: absorvem tanto cargas radiais como axiais. c) rolamentos de agulhas: são semelhantes aos anteriores. 18 . axiais e mistos  Quanto ao tipo de atrito predominante: Mancais de: deslizamento e rolamento Nas bombas rotativas. e) se houver. São usados mais em bombas pequenas com mancais internos. não se recomenda utilizá-los para absorver esforços axiais. recomenda-se: a) Abrir as válvulas das linhas de sucção e de descarga.SENAI . operação e parada das bombas rotativas. 6. também. entretanto. Figura 30: Tipos de Rolamentos Empregam-se. convém inspecionar: a limpeza ambiental. as condições de segurança e o nível de óleo nos mancais. d) rolamentos de rolos cônicos: podem suportar cargas severas tanto radial como axial. b) Fechar todos os drenos existentes. os mancais de deslizamento do tipo bucha. OPERAÇÃO Neste tópico iremos abordar de forma sucinta os procedimentos de partida . PARTIDA Antes de partir a bomba. em algumas bombas rotativas. b) rolamentos de rolos cilíndricos: absorvem cargas radiais muito mais severas que os de esferas. Como pré-partida. colocar em funcionamento o sistema de aquecimento da carcaça.1.

6. se houver. basta desligar a chave de alimentação.Após a partida é fundamental realizar Verificações Periódicas : a) b) c) d) As pressões de sucção e de descarga. No caso de bombas acionadas a motor elétrico.DENDEZEIROS Bombas Rotativas d) escorvar a bomba Após o cumprimento dessas etapas. mas nunca tentando fechar a válvula de sucção. PARADA Normalmente. Por medida de precaução. seguir as recomendações do fabricante da turbina. se possível.  Ruído estranho.  Aquecimento excessivo. . c) Verificar as pressões de sucção e de descarga. regular para 30 gotas por minuto. b) fechando ou abrindo mais a válvula de bloqueio da tubulação de descarga. O vazamento pelas gaxetas. b) Verificar o nível de óleo e Completar 30 necessário. A temperatura dos mancais. se ocorrer algumas dessas anormalidades:  Queda brusca de pressão de descarga. c) atuando na válvula da linha de recirculação. O nível de óleo lubrificante . enquanto que naquelas acionadas a turbina a vapor 19 . convém: a) Verificar o vazamento pelas gaxetas. partir a bomba como segue: a) No caso de motor elétrico. parar a bomba imediatamente.Variação das condições operacionais A regulagem das bombas rotativas pode ser feita: a) variando a velocidade do acionador. E para encerrar as etapas de partida.  Vibração excessiva.SENAI .2. basta ligar a chave de partida do motor. desliga-se a bomba para só após desativar os sistemas auxiliares. b) No caso de turbina a vapor.

4. Altura manométrica de sucção inadequada. Entrada falsa de ar pela tubulação de sucção. PROBLEMAS OPERACIONAIS E POSSÍVEIS CAUSAS 7.3. AQUECIMENTO EXCESSIVO 20 7. Velocidade do acionador muito baixa. Vazamento excessivo pela caixa de gaxeta. Válvulas das linhas de sucção e/ou de descargas fechadas. Altura manométrica de sucção inadequada. 7.2. . Peças internas com desgaste excessivo. Velocidade baixa. Linha de sucção parcialmente obstruida. .Bomba funcionando a seco. Líquido esgotado no reservatório. PERDA DE SUCÇÃO APÓS A PARTIDA 7. Filtro sujo. VAZÃO NULA A bomba não esta escorvada. Tubulação de sucção não está suficientemente mergulhada no líquido. Filtro da linha de sucção totalmente obstruído. Só após a parada da bomba procede-se ao fechamento das válvulas das linhas de sucção e descarga e à desativação dos sistemas auxiliares porventura existentes. A válvula de alívio está desajustada demasiadamente. linha de sucção com diâmetro menor que o recomendado.1. VAZÃO INSUFICIENTE Suprimento de líquido insuficiente. Infiltração de ar pela tubulação de sucção.SENAI . Liquido vaporizando na linha de sucção.DENDEZEIROS Bombas Rotativas deve-se proceder a um desarme rápido através do mecanismo de sobrevelocidade. Válvula de alivio desajustada. Infiltração de ar pela tubulação de sucção ou pelo engaxetameto Pressão excessiva do sistema. Sentido de rotação incorreta. - Escorva falha. 7.

Partículas abrasivas no líquido. Tubulação forçando a bomba. Velocidade bem acima da normal.Linha de descarga obstruida. . DESGASTE RÁPIDO Funcionamento a seco ou insuficiência de líquido.6. .Velocidade acima do normal.7.Gaxetas muito apertadas.SENAI . . .DENDEZEIROS Bombas Rotativas . Materiais inadequados.Gaxetas apertadas demasiadamente.5. .Tubulações provocando tensões na carcaça. 7. .Desalinhamento. 7. Peças rotativas raspando nas estacionárias.Eixo empenado ou desalinhado.Elementos girantes emperrando. 21 . Vibrações excessivas. . . Mancais gastos ou com folga excessiva. Fundação não rígida.Líquido mais denso ou mais viscoso do que o especificado. Desalinhamento. . VIBRAÇÃO E RUÍDO ESTRANHO Liquido vaporizando no interior da bomba. Infiltração de ar pela sucção.Peças rotativas raspando nas estacionárias. Pressão excessiva do sistema. Eixo empenado. . CONSUMO DEMASIADO DE ENERGIA 7.Mancais gastos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS As bombas rotativas são de relevância inegável na área industrial. 22 . pois podem atender de forma satisfatória as funções requeridas num determinado processo.SENAI . Enfim.DENDEZEIROS Bombas Rotativas 8. temos que destacar que as bombas rotativas possuem restrições. como descrevemos neste trabalho. Porém. que só podem ser solucionadas com a troca da bomba ou modificação do projeto. é primordial sabermos as características do líquido a ser bombeado e as exigências e detalhes do projeto para escolhermos a bomba ideal.

DENDEZEIROS Bombas Rotativas REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS . Perry O. Editora: Interciência . 4 a Edição. .SENAI . Bombas Industriais. A Mecânica das Bombas. Gráfica Universitária.De Falco e Ezequiel.Lima. Epaminondas Pio C... 2 a Edição 1998. 23 . Bombas.Black. . Editora: Ao Livro Técnico.

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