Revista Atelier das Artes 4º Edição

Este Trimestre

Miguel Miranda

Patrícia Dias

Editor

Atelier das Artes

atelierdasartes@live.com.pt Revista Trimestral 4ª Edição Agosto 2011 Correcção de textos: Ana Vieira Sofia Caixeirinho Débora Rodrigues Assistência Logística: Hugo Tadeu Carolina Tadeu Sofia Caixeirinho Ana Vieira Design Gráfico Carolina Tadeu Colaboradores Débora Rodrigues, Júlia Talita, Sofia Caixeirinho, Soledade Lopes, Ana Viera, Carmo Braga Convidados Especiais Miguel Miranda Patrícia Dias Propriedade Fórum – Atelier das Artes
Miguel Miranda

Caros leitores e amigos Já há muito que lutamos por refortalecer as artes decorativas. Desta forma, e com o intuito de atrair e cativar mais artesãos, foi desenvolvida a Revista – Atelier Das Artes. Para dar resposta e alcançar cada vez mais leitores, surgiu a ideia de obter um domínio na internet. Desta feita, é com grande orgulho que, com esta 4ª Edição da Revista – Atelier Das Artes, celebramos a aquisição do domínio próprio do sítio na internet dedicado às nossas arteswww.revista-aartes.com Aqui poderá obter, gratuitamente e de forma mais simples e rápida, a nossa revista, ao mesmo tempo que desfruta das inúmeras funcionalidades e informações que o sítio AArtes tem para oferecer. Esta nova edição da Revista – Atelier Das Artes, como não podia deixar de ser, é dedicada ao Verão e, evidentemente, ao período de férias. Encontrarão, também nesta edição, consagrada às férias, as elucidativas dicas económicas que sempre lhe oferecemos, bem como magníficos e esclarecedores Passo-a-Passos gentilmente elaborados e cedidos por membros e amigos do Fórum – Atelier Das Artes. Tal como em anteriores edições, não faltará brilhantes entrevistas a artesãos magníficos e altamente conceituados. E, quando em Portugal se fala de férias, é indissociável falar do Algarve, que, por esta razão, é a Região escolhida para a rubrica Regiões & Costumes, seguida ainda, da sua rica e voluptuosa gastronomia. A equipa Atelier das Artes desejam-lhes

Guarda Jóias

Areias

Embossing Destaque Pirografia

Foto: Miguel Miranda

Economia ( Débora Rodrigues) Entrevista Miguel Miranda ( Carolina Tadeu) Galeria de Trabalho I Galeria de Trabalho II Regiões & Costumes Algarve Gastronomia
( Ana Vieira ) ( Débora Rodrigues, Ana Vieira, Hugo Tadeu)

Agradecimento

( Grupo AArtes )

Especial Brasil
Foto: Patrícia Dias

Economia Economia
Nesta edição, dedicada ao período de férias, não poderia faltar algumas dicas de planeamento dos tão desejados dias de descanso. É com frequência que se ouvem queixas de férias não reabilitantes. Hoje ajudamos todos os leitores a transformar o período de férias numa forma de recargar as energias gastas ao longo do ano. Desde já, e como sempre afirmo, é necessário planear todos os detalhes antecipadamente. Não se deve esperar por promoções “Last Minute” (promoções de última hora). Isso leva a um começo de férias logo em stress, embora consiga encontrar boas promoções, estas causarão o caos, na hora de escolher. E, para além do mais, não haverá tempo para planear e agendar todos os sítios e acontecimentos que deseja visitar e participar. Note-se que, quanto maior a flexibilidade nos horários e datas de viagens, maior poderá ser a poupança neste período de férias. Os preços têm grandes variações consoante os dias da semana, os meses do ano e até as horas do dia a que viaja. Recorda-se que as crianças têm também opinião válidas a dar. Devem ser responsabilizadas pelas suas opções. Portanto, na hora de decidir o destino e agendar as “passeatas”, e sempre que for pertinente, deve dar-se ouvidos aos mais pequenos, integrando-os e deixando-os colaborar nas discussões e decisões a tomar. Antes de se iniciar a pesquisa do destino de férias, deve calcular-se o orçamento doméstico para este período, de forma a fazer face a todos os custos esperados e, principalmente, aos inesperados. Nunca faça férias acima das suas possibilidades e, muito importante, não deve, de forma alguma, contrair-se créditos para as mesmas. Umas férias de sonho não necessitam de ter um valor exorbitante, basta haver criatividade no seu planeamento. É importante ter em mente que despender muito dinheiro, não significa melhor qualidade. O ideal é poupar o máximo, durante o ano, retirando mensalmente uma pequena porção do salário mensal, à parte daquela porção que se retira para poupança (e que falámos em edições anteriores), de forma a pagar as despesas a pronto ou socorrer-se de meios de pagamento a prazo, sem juros.

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Atelier das Artes

AArtes AArtes
Por alturas do Verão, as agências de viagens multiplicam-se em ofertas de pacotes de férias. Uma boa opção seria a agência não cobrar juros nem comissões pelo pagamento em prestações. No entanto, não se esqueça de ler as “letras pequenas” para não ser, posteriormente, surpreendido. É importante esclarecer que taxa de juro zero nem sempre é sinónimo de pacote mais barato. Após estes conselhos resta ajudar a planear alguns detalhes mais específicos destes períodos de férias. Dependendo do orçamento disponível e das condições familiares, é possível usufruir-se de diferentes tipos, percursos e destinos de férias. Dormidas O "couchsurfing" (http://www.couchsurfing.org/ ) pode ser ideal para os mais jovens e aventureiros. Este é um sistema em que as pessoas disponibilizam um sofá ou outra parte da sua casa para receber os turistas. Sendo um sistema de estadas gratuitos, economizase neste âmbito e pode usufruir-se do intercâmbio cultural, amizade e experiências de aprendizagem únicas. Na mesma linha, existe a possibilidade da “Troca de Casa” (http://www.trocacasa.com/). Esta forma de alojamento, dá-se quando uma família troca de casa com outra família. A regra principal é o respeito. Aqui, tal como o "couchsurfing", as despesas das férias resumem-se a deslocações e alimentação (que, fazendo refeições em casa, se torna ainda mais económico). No entanto, este sistema tem um custo anual que não excede os 40€. Se nenhuma das opções for do agrado, pode render-se aos chamados Hostels (http:// www.hostels.com/). Não são só as viagens que podem ser "low-cost", os hotéis também o são. No entanto, para se reduzir no preço, reduz-se também nas mordomias. Todavia, se o objectivo é ter apenas um sítio para descansar e usufruir das regras básicas de higiene, então, um hostel pode ser a solução. Deve ponderar-se a possibilidade de integrar o turismo rural. À primeira vista, esta forma de turismo aparenta ser muito dispendiosa, no entanto, após alguns minutos de pesquisa, é com sucesso que se encontra locais maravilhosos e a um preço bastante acessível. Importante, na hora de escolher, e de forma a minimizar os riscos de burlas, é seleccionar apenas alojamento com opiniões e comentários.

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Economia Economia
Refeições Se a viagem é para fora de Portugal e para um dos países Europeus, maior parte das cafetarias e cafés próximos das regiões turísticas têm ao dispor dos viajantes um buffet de preço fixo, principalmente nos pequenos-almoços. É nesta refeição que se deve comer o melhor possível, não só para manter uma dieta equilibrada, como para saciar o organismo durante o maior tempo possível. Ainda assim, é sempre bom haver algumas frutas ou barras de cereais por perto, para se ingerir sempre que necessário. Frequente então as mercearias e supermercados locais onde se encontram os produtos com preços mais baixos. Sempre que a hospedagem inclua pequenos-almoços, estes devem ser aproveitados o mais possível. No orçamento da viagem deve incluir-se a estimativa de gastos com alimentação, onde, excepcionalmente, se pode adicionar uma ou duas refeições em sítios que se deseje visitar. Tirando estas ocasiões, e dependendo do tipo de alojamento, pode fazer-se refeições mais baratas e saudáveis. Deve procurar-se refeições e alimentos típicos das regiões. Para além de alargar a cultura gastronómica, estes alimentos são mais abundantes, o que faz com que os preços sejam mais baixos. A mesma regra serve para as bebidas. É indispensável, também, estar sempre na posse de água engarrafada e não ingerir água da canalização (atenção às bebidas com gelo). Calendário Uma vez que o mercado do turismo se rege pelas mesmas leis da oferta e da procura dos demais mercados, obviamente, o preço dos produtos e serviços, oferecidos por ele, acompanha as oscilações na procura. Daí que seja muito mais barato tirar férias quando a maioria das pessoas está a trabalhar. Devem ser evitadas a todo o custo zonas bastante frequentadas por turistas, consoante a estação do ano (no inverno os locais de esqui, e no verão as praias). Assim, para além de se poupar com as viagens, ainda evita o stress causado pela confusão inerente a estes espaços nestas épocas específicas.

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AArtes
Os locais tropicais são bons durante todo o ano, mesmo em épocas baixas. Podendo aproveitar-se os baixos custos de deslocamento e alojamento e fugir à balburdia das épocas altas. Outra forma de diminuir os gastos com as deslocações e estadas é fazer as viagens durante a semana, evitando o fim-de-semana onde os preços são estão inflacionados. Descontos Com a crise actual, a indústria de turismo ficou muito agressiva em promoções e descontos, de forma a atrair mais clientes. Existem vários acordos entre estas agências e vários grupos e associações. Muitas vezes obtém-se excelentes descontos em serviços e alojamentos. Outra forma de conseguir descontos é fazer-se viagens em grupo, ou seja, quanto maior o número de pessoas a integrarem um determinado grupo, maior os descontos em estadias e serviços (como excursões e aluguer de viaturas). Todos estes descontos encontram-se em maior quantidade na internet. Para se usufruir deles, é necessário estar-se bastante atento e acompanhar diariamente os sítios de agências na internet ou outros que se dediquem ao propósito de ajudar os consumidores a escolher as melhores férias. Há a possibilidade de se adquirir cartões de acesso a museus e monumentos que oferecem descontos em lojas e restauração, pelo que o consumidor deve sempre informar-se com antecedência de todos os descontos que o turismo oferece. Visitas Se a escolha do destino recai em função dos pontos de interesse a visitar, será importante estudar bem os horários de funcionamento dos museus e monumentos, enumerá-los e investigar os trajectos e meios de deslocação mais económicos. Deve confirmar-se se os locais de interesse a visitar têm horário de entrada gratuita, podendo assim poupar-se bastante nesta actividade.

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Economia Economia
Segurança Nunca é demais recordar algumas medidas de segurança primordiais para se ter umas férias tranquilas. O lema é “Casa segura, férias tranquilas”. Para assim ser, existem várias medidas a tomar para não surgirem surpresas desagradáveis no que toca à segurança dos lares. A Polícia de Segurança Pública desenvolveu um programa especial, chamado “Operação Férias” direccionado ao cidadão que queira viajar tranquilamente, deixando o seu lar desabitado ao encargo de agentes especializados. Qualquer cidadão que viaje entre o período de 01 de Julho e 15 de Setembro, deve deslocar -se à esquadra da PSP mais próxima de sua casa e pedir esclarecimentos acerca deste programa, preenchendo os formulários necessários. A PSP aconselha algumas medidas essenciais: Dê uma aparência de actividade à sua residência, peça a alguém de confiança que abra regularmente as persianas ou cortinas durante o dia e ligue a iluminação interior algumas noites; Não diga a estranhos que vai de férias; Verifique e feche bem portas e janelas; Não deixe acumular a correspondência na sua caixa de correio. Peça a alguém da sua confiança para a recolher; Catalogue, se possível, os seus objectos de valor e anote os seus números de série.

Boas Férias! Texto: Débora Rodrigues Especial Atelier das Artes Férias

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http://nokasfx.blogspot.com

Um espaço dedicado à mulher Moderna http://mimosdecarol.blogspot.com

http://magiadascores2010.blogspot.com Telefone: 962588099 email: lurdesagostinhoribeiro@hotmail.com

Trabalho executado por: Elisabete Pinheiro Para: Sonhos Blog: http://beta-sonhos-de-vida.blogspot.com

Loja de Artes Decorativas, pintura a óleo, pastel seco, Biscuit, tecidos, chacotas, madeiras Rua Padre João Pinto, 7-C 2675-388 Odivelas www.pinta-e-cria.com http://pinta-e-cria.webnode.pt/ Telefone: 917564995

Guarda – Jóias

Material necessário:

1 Caixa de madeira (tratada com base de artesanato e lixa)

  

Tinta acrílica branca Tinta de água preta Kit de pintura craquelê (2 passos)
Realizado por: Sofia Ramalho Para: Artes da Sofy

 

Cola permanente Veludo em pó de cor branca

Como Fazer:
1º Passo
Depois da caixa devidamente tratada, pinta-la toda de branco. se necessário dar duas demãos.

2º Passo
Depois da peça seca, pintar a tampa (só a parte de fora) com o verniz da pintura craquelê. Deixar secar bem.

3º Passo
Seguidamente, pintar a tampa abundantemente com tinta craqueladora preta e movimentos em cruz.

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Passo a Passo
4º Passo
De modo a ficar com um aspecto espelhado e brilhante. Deixar secar muito bem.

5º Passo
No interior da caixa (depois da tampa devidamente seca) passar, espalhando bem (de forma a não haver excessos) a cola permanente.

6º Passo
Colocar, abundantemente, o veludo em pó dentro da caixa .

7º Passo
Fechar a caixa e agitar bruscamente de modo a que o veludo se cole a todas as paredes da caixa.

8º Passo
Por fim, retirar o excesso de veludo dando leves golpes na caixa para cair o excedente.

9º Passo
Para dar um toque final à caixa, pode fazer-se uns desenhos arabescos. Para isso deve molhar-se um pincel chato (do tamanho que preferir) e com a ponta maior colocar um ponto de tinta preta e fazer o desenho que se pretende. Com a ajuda da água pode fazer-se as sombras que se quiser obter.
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Foto: Sofia Ramalho

Destaque
A palavra Pirografia é de origem grega e significa “escrita à fogo”. Cogita-se que a Pirografia foi a primeira manifestação artística humana, já que a humanidade descobriu o fogo há mais ou menos dez mil anos. É uma forma de arte primitiva, ancestral, que nos remete aos antepassados, existindo como um inconsciente. Ninguém fica indiferente à Pirografia. A história da Pirografia é tão antiga, que a palavra antropologia pode ser utilizada. Está directamente ligada à história do fogo. O fogo fascina a humanidade há milhares de anos. Foi onde a humanidade encontrou o poder para moldar a natureza à sua vontade. O fogo foi utilizado como protecção, na caça, como aquecimento. Quando aprendeu a cozinhar, o homem pré-histórico Tornou-se gourmet. Além disso, o homem pré-histórico ainda desenhou nas paredes das cavernas com carvão (Arte Rupestre). Este tipo de desenho foi a primeira manifestação artística da humanidade e pode ser chamada de Pirografia. Mas a grande revolução desta arte ocorreu na Idade dos Metais (último período da préhistória), quando o ser humano dominou a criação de ferramentas metálicas. E foi só na Idade Média que esta arte floresceu. Na Europa, por volta de 1600, nas tabernas, homens colocavam fogo em lareiras e utilizavam uma ferramenta adequada para acomodar as brasas e a lenha. Essa ferramenta aquecia e em brasa era usada para decorar as mesas e paredes de madeira da taberna e por ser chamada de “poker”, deu origem ao termo “poker art” ou “poker work”. O primeiro trabalho impresso sobre pirografia data de 1751, publicado na Inglaterra. Actualmente há em museus europeos, aparelhos utilizados no Século XIX, onde principalmente mulheres aqueciam vários “pokers” com carvão, para realizar trabalhos mais detalhados e finos. Até esta altura, os “pokers” eram de ferro, onde, para segura-los, era necessário envolvê-los em panos ou papéis. Depois de algum tempo, apareceram “pokers” com cabos de madeira, que rapidamente invadiram todos os utensílios que aquecem, como ferros de passar, ferros de soldar, etc. No final de 1800, o benzeno era o combustível predominante. Um sistema de pirografia foi criado com uma garrafa e duas mangueiras de borracha. Através do bombeamento de um atomizador (como os utilizados por perfumes) o artista conseguia manter a caneta aquecida mais tempo. Nessa época, também chamada de Era Vitoriana, a pirografia floresceu na Europa e nos Estados Unidos, tornando-se uma arte popular. Alguns dos trabalhos do inventor deste sistema de pirografia ainda podem ser vistos no Smithsonian Institute, em Washington. Finalmente o advento da eletricidade veio facilitar muito o trabalho do artista pirogravurador. Os primeiros ferros de soldar elétricos foram utilizados com sucesso para a pirografia. Mas, em 1916, houve a primeira patente para o Hot Point Pen (ou caneta de ponta quente). O fio que levava energia para a caneta passava por um reostato, que controlava a intensidade da corrente, dando ao artista a variação de temperatura, tão necessária para os efeitos de luz e sombras.

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Foto: Miguel Miranda Foto :Juan Carlos Gonzalez

Entrevista
Os trabalhos que apresentamos nesta edição são da autoria de:

Miguel Miranda
Pirografia - arte na Madeira
Foto: Miguel Miranda AArtes: Conte-nos como foi que entrou para este mundo do Artesanato. Miguel Miranda: Desde muito jovem que gosto de trabalhos manuais, e ao ficar desempregado resolvi dedicar-me realmente ao que sempre gostei de fazer, ao artesanato, e comecei a fazer algumas peças. AArtes: Quando e como começou o interesse por esta arte? Miguel Miranda: O interesse por esta arte apareceu na minha vida por acaso. Pesquisando na Internet por trabalhos artesanais. Encontrei trabalhos de Pesquisando na Internet por trabalhos artesanais, encontrei trabalhos de Pirografia. Resolvi experimentar e gostei de tal forma do resultado, e das coisas que se podia fazer com esta técnica, que não deixei mais. AArtes: Enquanto profissional/artista como se definiria? Miguel Miranda: Sou um artista por gosto e curiosidade de dar vida a certo tipo de materiais, considero-me um artista auto-didacta já que nunca tive curso algum nesta arte. Faço por gosto. AArtes : A sua dedicação a esta arte tem correspondido com as expectativas? Miguel Miranda: Sim, por gostar do resultado final dos meus trabalhos. AArtes: Os seus trabalhos são previamente pensados ou vão tomando forma à dida que avança? Miguel Miranda: A maior parte são previamente pensados, outros por fotos ou temas que são solicitados por alguns clientes. AArtes: Que tipo de material utiliza nas suas peças? Miguel Miranda: Na maioria dos trabame-

lhos uso a madeira, mas dá para usar uma grande variedade de materiais como pele, cana, cortiça, tecido, etc. Basta dar asas a imaginação. AArtes: Em média quanto tempo leva para fazer uma peça? Miguel Miranda: O tempo de cada peça é muito relativo. Depende muito do tamanho da peça ou da imagem em sim, Mas um quadro mediano, por exemplo, leva em média um dia. O trabalho requer muita calma para não cometer erros, depois da a madeira estar queimada não há como voltar atrás. Tem que haver tempo e concentração no que se está a fazer.
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Pirografia
AArtes: Na sua família existem outros artesãos? Miguel Miranda: Na minha família não existe ninguém que goste e tenha paciência para artesanato. Este gosto já nasce com a pessoa. Sou o único que gosto de criar, para além da minha família gostar e valorizar o artesanato. AArtes: Como faz para conseguir vender os seus trabalhos ? Miguel Miranda: Vendo-os através de

amigos que conhecem o meu trabalho, por recomendações de clientes a outras pessoas e também através do Facebook . Foto: Miguel Miranda AArtes: Acredita no artesanato como fonte de rendimento ou de prazer e terapia? Miguel Miranda: Acima de tudo é um prazer e uma terapia. Como fonte de rendimento. Isso depende da qualidade dos trabalhos que são feitos e da sorte também. AArtes: Trabalha num atelier? Descreva o ambiente em que desenvolve as suas obras de arte. Miguel Miranda: Tenho um espaço na oficina só para os meus trabalhos. Uma bancada com todos os materiais necessários, música ambiente e bastante luz. AArtes: Quais são as principais características focadas pelos seus clientes quando lhe pedem a realização de um trabalho? Miguel Miranda: As características mais focadas pelos clientes é obter uma peça exclusiva e original. Para além do resultado do trabalho, o preço também é discutido devida à crise.
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AArtes: Qual é a sua formação? Frequentou algum curso específico ou faculdade? Miguel Mirada: Eu tenho curso de massagista de Recuperação de Desporto. AArtes: Na sua opinião, o que deveria ser feito para que as pessoas aderissem mais à compra de peças artesanais e por quem? Miguel Miranda: Poderia haver mais feiras de artesanato, mais divulgação do artesanato que existe em Portugal. As próprias Câmaras Municipais criarem mais eventos, como exposições, etc. AArtes: Para terminar, tem algo a acrescentar a esta entrevista? Miguel Miranda: Êxitos para o Atelier das Artes, por esta forma de divulgar o artesanato.

Entrevista realizada por: Carolina Tadeu Atelier das Artes

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Foto: Soledade Lopes

Foto: Miguel Miranda

Foto: Soledade Lopes

Foto: Soledade Lopes

Foto: Miguel Miranda

Porque são os pequenos gestos que fazem a diferença. http://abelhita-pequenosgestos.blogspot.com/ Telefone: 91 735 73 10 email: pequenosgestos.abelhita@gmail.com

Blog: http://cantinho-da-corartesdecorativas.blogspot.com Traga a ideia e deixe o resto comigo email: oficina.da.cor@live.com.pt

Trabalho executado por: Nélia Para: Lembra-te de mim Site: http://lembratedemim.com

Blog: http://artesdasofy.blogspot.com email: artes.da.sofy@hotmail.com

http://coisinhasdaclaudia.blogspot.com

Entrevista
Os trabalhos que apresentamos nesta edição são da autoria de:

Patrícia Dias
Customização

AArtes: Conte-nos como foi que entrou para este mundo do Artesanato. Patrícia Dias: Desde criança gosto de desenhar (sou autodidata) e, muitas vezes quero adquirir um produto exclusivo ou específico, o qual não encontro no mercado. Então, crio o meu próprio ou customizo, conforme a minha necessidade ou minha criatividade. AArtes: Quando e como começou o interesse por esta arte? Patrícia Dias: Começou por necessidade pessoal. Sou fã de rock e do All Star Converse desde a adolescência. E, por não encontrar os tênis com estampas das minhas bandas preferidas, customizei meu primeiro All Star, há alguns anos. Então, meus amigos também usavam este estilo de calçado e começaram a pedir que eu fizesse o mesmo com o tênis deles. A partir de então, fui aprimorando as técnicas de pintura e fixação das estampas e os pedidos foram aumentando consideravelmente. E, como o Converse é um ícone jovem de moda (completou 100 anos em 2008), que atravessou anos fazendo parte de muitas gerações de jovens, versátil e confortável, vi neste tipo de trabalho uma oportunidade e

motivação para continuar. AArtes: Enquanto profissional/artista como se definiria? Patrícia Dias: Sou muito dedicada e perfeccionista. Pesquiso sempre novas tendências, texturas e temas atuais. Procuro atender a demanda, tanto de jovens quanto de pessoas mais maduras, da melhor maneira possível, sondando bem o que meu cliente pretende. Dessa forma, o deixo mais confiante em relação ao resultado final do trabalho e, por fim, conquisto a satisfação do mesmo. AArtes: A sua dedicação a esta arte tem correspondido com as expectativas? Patrícia Dias: Sim, muito! Em princípio, não achava que meu trabalho fosse fazer tanto sucesso. Mas, após a criação de meu canal de vendas virtual, os pedidos foram aumentando com o passar do tempo. Em 2 anos, já vendi mais de 200 pares de ténis customizados em todo o Brasil e alguns no exterior, também. AArtes: Os seus trabalhos são previamente pensados ou vão tomando forma á médida que avança?

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Atelier das Artes

Especial Brasil
Patrícia Dias: Bom, tenho projectos prontos de alguns temas que vou criando ao longo do meu tempo livre. Mas, comummente, eu trabalho da seguinte forma: meu cliente escolhe o tema (filmes, bandas de rock, personagens de livros ou HQ, Pop Art, etc...), eu crio 2 layouts no Photoshop e envio por email para aprovação e/ou alteração de 1 deles. Após a aprovação do layout final, inicio a customização, que fica pronta em 2 dias. AArtes: Que tipo de material utiliza nas suas peças? Patrícia Dias: Eu utilizo tinta para tecido e fixador, ambos importados. A finalização fica por conta de aplicação de mini strass, mini paetês, bordados, fitas, glitter, cadarços coloridos. Solicitados previamente pelo cliente. AArtes: Em média, quanto tempo leva para fazer uma peça? Patrícia Dias: Entre a concepção da idéia (baseado (layout no tema sugerido), projecto photoshop), customização AArtes: Quais são as principais características focadas pelos seus clientes quando lhe pedem a realização de um trabalho? Patrícia Dias: Bom, todos os clientes são muito exigentes e desejam ser bem atendidos, rapidez na entrega e esperam que o resultado final do trabalho seja o esperado. Mas, comummente, recebo elogios de que o resultado foi muito além das expectativas. Isto é muito gratificante! AArtes: Na sua família existem outros artesãos? Patrícia Dias: Somente a minha mãe, Vera Lúcia, que, vez ou outra, faz algumas peças em tricô. Mas, não comercializa. Ultimamente, está dedicada à arte de florista em tecido. E, a cada dia, nos surpreende e presenteia com flores belíssimas de muito bom gosto. As quais aproveito em outras peças feitas por mim, como bolsas e ténis. AArtes: Como faz para conseguir vender os seus trabalhos ? Patrícia Dias: Como o Brasil, é responsável por 50% de todas as transacções de comércio electrónico em toda a América Latina, segundo a Câmara Brasileira de Comércio Electrónico,

(pintura), demanda, em média, 3 dias. AArtes: Acredita no artesanato como fonte de rendimento ou de prazer e terapia? Patrícia Dias: No meu caso é fonte de rendimento, principalmente. Mas, a terapia que ele me proporciona é muito gratificante. AArtes: Trabalha num atelier? Descreva o ambiente em que desenvolve as suas obras de arte. Patrícia Dias: Tenho um pequeno espaço reservado em minha casa para este trabalho, com uma mesa, máquina de costura, aviamentos, tintas, laptop, impressora, etc.
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Entrevista
utilizo a internet como principal fonte de divulgação e vendas dos meus produtos. Meus trabalhos são comercializados através de um importante canal de vendas online, além de utilizar também o meu blog como ferramenta de divulgação e venda. AArtes: Qual é a sua formação? Frequentou algum curso específico ou faculdade? Patrícia Dias: Sou formada em Publicidade e Propaganda desde 1998, em fase de conclusão do MBA em Negócios do Varejo e Moda. E, autodidata em desenho à mão livre e computação gráfica. AArtes: Na sua opinião, o que deveria ser feito para que as pessoas aderissem mais à compra de peças artesanais e por quem? Patrícia Dias: Apesar do Brasil ser um grande exportador (e consumidor interno) de artesanato, de existir algumas revistas especializadas no assunto e denotar-se um considerável crescimento de profissionais liberais do ramo no mundo virtual, ainda sinto falta de um investimento em mídias de grande massa. Existem poucas que ainda dão o valor devido ao artesão, às tradições herdadas de gerações anteriores. O consumismo exagerado e desenfreado está fortalecendo a produção industrial em larga escala de produtos muito baratos, sem qualidade e descartáveis, às custas do trabalho semi escravo, em âmbito mundial. E, por consequência, estamos poluindo o mundo com o nosso lixo, de forma inaceitável, piorando cada vez mais a nossa vida na Terra, bem como de gerações vindouras. Acredito que o próprio consumidor deveria ter uma consciência ecologicamente saudável e mudar os seus hábitos de consumo. Dando valor aos produtos naturais, feitos artesanalmente, de melhor qualidade e durabilidade. E, sugiro ainda que as grandes mídias de massa, formadoras de opinião, como TV, jornais e revistas, deveriam incentivar e valorizar este tipo de atitude eco inteligente. AArtes: Para terminar, tem algo a acrescentar a esta entrevista? Patrícia Dias: Sim, agradeço imensamente à Carolina Tadeu pelo convite especial. E, não poderia deixar de agradecer à minha querida Dalila Neiva (conceituada artesã) por sua dedicação e força, bem como à minha amada mãe, Vera Lúcia, que é minha grande e principal incentivadora. Além, de parabenizar o trabalho exemplar e de qualidade da Revista — Atelier das Artes, bem como o respeito que demonstram aos artesãos, em geral. Blog Entrevista realizada por: Carolina Tadeu Atelier das Artes

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Atelier das Artes

Foto: Patrícia Dias

Foto: Dalila Neiva

Foto: Patrícia Dias

Morada: Rua Paiã 2-B, Odivelas 2675-495 Odivelas Telefone: 210 158 763

http://www.atelierarcoiris.blogspot.com/ email: atelier-arcoiris@hotmail.com

Trabalho executado por: Fátima Lobo Para: Artes d´Amitaf Blog: http:// lembrancasofertasdiversas.blogspot.com/ Telefone: 915054880 email: lembrancasofertasdiversas@gmail.com
email: tulipas.cintilantes@live.com.pt

Criações da Mina Blog: http://criacoesdamina.blogspot.com/ E-mail: criacoesdamina.bijuteria@gmail.com

Galeria de Economia Trabalhos

Trabalho executado por: Alda Nunes Para: Biskuit Art

Trabalho executado por: Carolina Tadeu Para: Mimos da Carol

Trabalho executado por: Maria João Cerqueira Para: Cantinho da Cor

Trabalho executado por: Sofia Caixeirinho Para: Atelier Arco Íris

Trabalho executado por: Marina Ribeiro Trabalho executado por: Lurdes Ribeiro Para: Magia das Cores Para: Criações da Mina

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Atelier das Artes

AArtes AArtes
Trabalho executado por: Sofia Caixeirinho Para: Atelier Arco Íris

Trabalho executado por: Cláudia Pereira Para: C. Artes

Trabalho executado por: Alda Nunes Para: Biskuit Art Trabalho executado por: Marina Ribeiro Para: Criações da Mina

Trabalho executado por: Sara Castelo de Carvalho Para: Os Pequenos Gestos da Abelhita
4º Edição

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Areias

Material necessário:
        

Papel autocolante de 2 faces Tintas dimensionais Papel Absorvente Dodots Papel Químico X-acto Lápis Caneta de Acetato Areias Arenart nas cores:
Realizado por: Cláudia Pereira Para: CArtes

preto; castanho escuro;

castanho claro; azul marinho; azul celeste; violeta claro; branco; rosa claro; vermelho; laranja claro; amarelo.

Verniz de acabamento em spray Arenart .

Como Fazer:
1º Passo Passar o desenho, conforme indica a imagem, para o papel dupla face utilizando o papel químico. Ficará como indica a imagem.

2º Passo Cortar todos os traços com ajuda do x-acto, sem retirar a película protectora e tendo o cuidado de não perfurar a película adesiva.

3º Passo Retirar a película protectora consoante as zonas que se quer aplicar a areia. Dicas: Começar sempre pelas zonas onde se pretende colocar areias mais escuras.

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Atelier das Artes

Passo a Passo
4º Passo: Aplicar as areias deitando-as em forma de chuva sobre a película aderente posta anteriormente e descoberto. 5º Passo: Usando a ponta dos dedos, fixar as areias, comprimindo-as e compactando-as adesiva. 6º Passo: As areias excedentes devem ser reaproveitadas, sacudindo a folha que serve de forra à mesa de trabalho. 7º Passo: Deitar os excedentes de areia nos respectivos recipientes. 8º Passo: Continuar com a aplicação das areias da escura para a mais clara. 9º Passo: Terminar o fundo com as areias escolhidas. 10º Passo : Contornar todos os limites do desenho, incluindo como os pormenores bocas, etc, olhos, contra a parte

com a caneta de acetato. 11º Passo: Terminar o desenho, aplicando com alguns tintas pormenores,

dimensionais, e dar o acabamento de verniz.

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Foto: Cláudia Pereira

http://beta-sonhos-de-vida.blogspot.com

http://susaart.blogspot.com/ email: susa.art@gmail.com

Artes d'Amitaf http://lembrancasofertasdiversas.blogspot.com/ Telefone: 915054880 email: lembrancasofertasdiversas@gmail.com

Trabalho executado por: Elisabete Pinheiro Para: Sonhos Blog: http://beta-sonhos-de-vida.blogspot.com
http://astralhasdasol.blogspot.com/

Embossing

Material necessário

Base de corte; Bisturi; Dobradeira; Estilete; Texturador; Pincel; Tesoura; Tesoura Decorativa; Almofada de cor rosa para carimbo; Placas de Texturas diversas; Régua de texturar; Régua de corte; Almofada de Embossing; Base para carimbos; Carimbo “Parabéns”; Pó de Embossing; Palete de cores para Embossing; Cola para Scrapbooking (Do Crafts); Cortador de cantos; Fita de Cetim; Folha de Papel para Scrapbooking (Papermania); Folhas de papel decorativo para Scrapbooking (Papermania); Almofadas de relevo (Stix2);
Realizado por: Sara Castelo de Carvalho Para: Os Pequenos Gestos da Abelhita

O Embossing é uma técnica para criar desenhos ou letras em relevo sobre folhas de papel.

Como Fazer:

Ilustração 1

Ilustração 2

Utilizar uma folha de papel para Scrapbooking, e com a ajuda de uma base de corte e de um bisturi, corta-la ao meio (Ilustração 1) . De seguida, usando uma dobradeira, marcar o centro do postal, para que este dobre na perfeição (Ilustração 2). Dobrar o postal e cortar o excedente do papel (Ilustração 3). Está pronta a base do postal.

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Ilustração 3

Atelier das Artes

Passo a Passo

Ilustração 4

Ilustração 5

Utilizar uma folha decorativa, uma régua com motivos para embossing e um estilete (Ilustração 4). Colocar a folha virada com os motivos decorativos para baixo para que o efeito embossing em relevo seja criado, (Ilustração 5) e com o estilete passa-se nas ranhuras (Ilustração 6). É importante que o papel não se mova, especialmente depois de se começar a criar o relevo, para que o desenho fique conforme o original. Para ajudar na orientação, pode levantar-se um pouco a folha numa das pontas. Não existe necessidade de preocupação se houver alguma marcação fora da ranhura, pois isso não irá alterar negativamente o nosso trabalho.

Ilustração 10

Ilustração 7

Terminado de passar o desenho (Ilustração 7), pode confirmar-se que apesar de algumas pequenas marcas deixadas pelo estilete, por passar fora do desenho, este não foi comprometido (Ilustração 8 e 9). Recortar os motivos (neste caso flores) para posteriormente decorarem o postal . (Ilustração 10 e 11)

Ilustração 11

Ilustração 8

Ilustração 9

Ilustração 6

4º Edição

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Embossing

Ilustração 12

Ilustração 15

Passar a almofada de cor rosa para carimbo sobre as flores (Ilustração 12 e 13), para acentuar o embossing em torno da flor, de seguida. Utilizar um pincel humedecido, passar nas cores pretendidas (Ilustração 14 e 15) e pintar a flor a gosto (Ilustração 16).

Ilustração 17

Ilustração 18

Ilustração 16

Ilustração 13

Ilustração 20

Usando um papel decorativo, uma placa com texturas e um texturador (Ilustração 17), Colocar a folha, virando a parte onde se deseja que o efeito de embossing em relevo seja criado (Ilustração 18), e com o texturador fricciona-se o papel sobre a placa com texturas (Ilustração 19), em movimentos circulares ou lineares conforme o desenho, (neste caso foram feitos movimentos lineares). Destaca-se, novamente , a importância de não movimentar o papel, para não comprometer a forma do desenho. Terminado o processo, vira-se a folha e podemos ver que a textura ficou gravada com relevo (Ilustração 20). Recortar um quadrado, para ser usado na decoração do postal (Ilustração 21).

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Ilustração 21

Ilustração 19

Ilustração 14

Atelier das Artes

Passo a Passo
Ilustração 22 Ilustração 23 Ilustração 24 Ilustração 29

Ilustração 25

Utilizar um novo papel decorativo, uma nova placa com texturas e o texturador (Ilustração 22), repetir o processo da folha virada para onde queremos que o efeito de embossing em relevo seja criado (Ilustração 23), e, com o texturador, fricciona-se o papel com movimentos circulares (Ilustração 24). Terminado o processo, vira-se a folha e constate-se que a textura ficou gravada com relevo (Ilustração 25). Para realçar o relevo passa-se a almofada para carimbo rosa (Ilustração 26).

Ilustração 27

Ilustração 30

Medir e recortar com a tesoura decorativa, um rectângulo, de forma ficar maior que o quadrado anterior (Ilustração 27). Recortar um novo rectângulo, um pouco maior, numa folha decorativa diferente, desta vez, sem proceder à textura. Mais uma vez, textura-se um novo rectângulo, um pouco maior que o anterior, desta feita, numa folha sem padrão (lisa) de cor rosa (Ilustração 28 e 29). Terminado o processo, corta-se o rectângulo com a tesoura decorativa (Ilustração 30). De seguida, recorta-se os cantos do postal, dando um efeito arredondado (Ilustração 31).
4º Edição

Ilustração 31

Ilustração 28

Ilustração 26

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Embossing

Ilustração 32

Ilustração 33

Ilustração 35

Passando à decoração do postal, inicia-se por fazer três linhas de cola para Scrapbooking , para colar três fitas de cetim de cor rosa (Ilustração 32 e 33). Cola-se os rectângulos anteriormente recortados e texturados, do maior para o mais pequeno, e aplica-se no postal (Ilustração 34). De seguida, cola-se a flor com a qual se iniciou este passo-a-passo (Ilustração 35), e, com três fitas de cetim fazemos um laçarote (Ilustração 36).

Ilustração 36

Ilustração 37

Ilustração 40

Colamos o laçarote no canto superior direito e aparamos as fitas. (Ilustração 37 e 38). E o nosso postal já ganha forma (Ilustração 39). Com a sobra do papel para Scrapbooking utilizado para a base do nosso postal, iremos recortar dois rectângulos, um maior e outro mais pequeno (Ilustração 40 e 41) O maior fica sem motivos de corte e iremos aplicá-lo de frente. O mais pequeno iremos recortar com a nossa tesoura decorativa e iremos utilizar o verso.

40

Ilustração 41

Ilustração 38

Ilustração 39

Ilustração 34

Atelier das Artes

Passo a Passo
Ilustração 42

Ilustração 43

Ilustração 45

Irá usar-se ,agora uma outra técnica de embossing, utilizando uma almofada de embossing transparente, um carimbo a dizer “Parabéns” e uma base para carimbos (Ilustração 42). Passar o carimbo com a base na almofada de embossing e marcar no papel (Ilustração 43 e 44). Usando uma folha branca para ajudar a reaproveitar o pó de embossing, polvilha-se o rectângulo já marcado com o descritivo “Parabéns” (Ilustração 45) e retira-se o excesso. Após secar, está pronta a etiqueta de "Parabéns" (Ilustração 46) Nota: Para uma secagem mais rápida, pode utilizar-se uma pistola de ar quente

Ilustração 47

Ilustração 48

Ilustração 46

Ilustração 50

Para aplicar o "Parabéns", usa-se as almofadinhas de relevo (Ilustração 47) e coloca-se, no postal, do rectângulo mais pequeno ao maior (Ilustração 48 e 49). Para o interior do postal, recorta-se, de um dos papéis usados anteriormente, um rectângulo com a tesoura decorativa. A aplicação deve ser feita de forma centrada e com cola para Scrapbooking (Ilustração 51).
4º Edição

Ilustração 51

Ilustração 49

Ilustração 44

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Galeria de Economia Trabalhos
Trabalho executado por: Carolina Tadeu Para: Mimos da Carol

Trabalho executado por: Sara Castelo de Carvalho Para: Os Pequenos Gestos da Abelhita

Trabalho executado por: Diana Almeida Para: Artes e Bijux da Diana

Trabalho executado por: Maria João Cerqueira Para: Cantinho da Cor Trabalho executado por: Sofia Caixeirinho Para: Atelier Arco Íris

Trabalho executado por: Alda Nunes Para: Biskuit Art

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Atelier das Artes

AArtes AArtes
Trabalho executado por: Cláudia Pereira Para: C. Artes

Trabalho executado por: Lurdes Ribeiro Para: Magia das Cores

Trabalho executado por: Marina Ribeiro Para: Criações da Mina

Trabalho executado por: Maria João Cerqueira Para: Cantinho da Cor Trabalho executado por: Carolina Tadeu Para: Mimos da Carol

Trabalho executado por: Lurdes Ribeiro Para: Magia das Cores
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Algarve

O Algarve. O que visitar e o que fazer…
O Algarve é a região mais a Sul de Portugal Continental e representa uma área de 5000km². Com 200 km de costa banhada pelo Oceano Atlântico, usufrui de um clima de características mediterrânicas. A sua população aproxima-se dos 400 mil habitantes de tendência cosmopolita, distribui-se por 16 municípios concentrando-se particularmente na zona litoral Sul. extensão do território algarvio que se encontra dividido em duas zonas horizontais, Barlavento (Oeste) e Sotavento (Este) e três zonas verticais, Litoral, Barrocal e Serra.

Fonte: http://www.strawberryworld-algarve.com

Fonte: http://www.strawberryworld-algarve.com

Um Pouco de História
O Al-Gharb (“O Ocidente”) foi o último reduto árabe em Portugal, pois permaneceu durante mais de 5 séculos sob o domínio dos Mouros. Em meados do séc. XIII, dá-se a sua integração na coroa portuguesa, passando D. Afonso III a proclamar-se "Rei de Portugal e dos Algarves", tamanha era a sua diferença em relação ao resto do país. O património arquitectónico marcado pela influência dos povos que aqui habitaram é visível nos monumentos que subsistiram após os grandes terramotos do séc. XVIII. Os magníficos azulejos e as chaminés de estilo próprio e muito trabalhadas são alguns símbolos intemporais da terra. Hoje, o Algarve é sinónimo de sol, praia e turismo. A essência desta região é inquestionavelmente o seu fantástico litoral. Mas há com certeza muito a dizer sobre toda a
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O Barlavento (Oeste) apresenta uma paisagem litoral rochosa recortada por belíssimas falésias de cores intensas e praias recônditas. O Sotavento (Leste) por sua vez exibe uma costa mais suave composta por largas extensões de praias arenosas onde o clima é mais ameno e as águas um pouco mais cálidas. Predominam no Litoral as zonas de complexos turísticos de grande qualidade, as zonas comerciais e de lazer com os seus restaurantes, bares, hotéis e lojas. As suas numerosas unidades de lazer e a sua intensa vida nocturna são alguns dos atractivos

Fonte: http://www.strawberryworld-algarve.com

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Regiões & Costumes
O Barrocal é um intermédio entre Litoral e Serra, rural e genuíno com as suas árvores de frutos e vegetação selvagem e onde já se encontram alguns aspectos mais típicos, misturando modernidade e tradição. A Serra é o verdadeiro Algarve desconhecido, intacto e cativante. Promessas de aventura concretizam-se ao palmilhar serras e montes, ao confraternizar com os habitantes e conhecer hábitos seculares. Aqui se descobre o folclore algarvio, dança e música popular onde usam roupas e instrumentos muito próprios entoando sintonias alegres. Durante os meses de Verão estes grupos actuam em diversas Festas e Romarias por todo o Algarve. é em Loulé que tem o seu ponto forte.

Fonte: http://www.visitportugal.com

As rendas para decorar bonitas toalhas, lençóis, roupas para a casa e enfeitar algum vestuário, são predominantes de lugares como Castro Marim, Olhão e Fuzeta.

Fonte: http://www.meloteca.com/folklore-portugal.htm

Fonte: http://viajandoevivendo.blogspot.com

Conhecer a produção de aguardente de medronho e licores diversos é algo a não perder. Os concelhos de Tavira, Silves, Lagoa e Portimão, são característicos pelos seus pomares, uma herança deixada pelos Mouros. Todavia é habitual encontrar laranjas do Algarve à venda até à beira das estradas e deliciar-se com o seu sumo dourado e doce como o mel. O figo, a amêndoa e a alfarroba também são típicos do Algarve e constituem um dos principais ingredientes da doçaria regional.

A arte de trabalhar os tecidos, como as lãs e o linho, permitem a execução de belos trabalhos tais como mantas e tapetes provenientes sobretudo de Monchique. Grande parte dos artigos descritos, não esquecendo os objectos em barro e porcelana tão conhecidos da região de Tavira ou de Lagoa, os quais podem ser adquiridos nas inúmeras lojas de artesanato que se encontram em todos os lugares de concentração turística no Algarve.

Artesanato no Algarve
O artesanato surge do nada à nossa frente pelas mãos hábeis de alguns habitantes que se sentam à soleira da porta fazendo calmamente a “empreita” arte de trabalhar a palma, confeccionando cestos, bases para as mesas, chapéus e muitos outros objectos de utilidade ou de decoração. Embora seja característico do barrocal Algarvio,

Fonte: http://www.guitec.pt

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Atelier das Artes

Algarve
O Algarve é hoje um destino de férias predilecto que se tornou famoso pela extrema beleza das suas praias, as suas paisagens deslumbrantes, a sua intensa vida nocturna, os seus esplêndidos campos de golfe, as suas excelentes unidades hoteleiras, a sua cultura e tradições populares e a simpatia do seu povo acolhedor. O seu clima fantástico, ameno e ensolarado todo o ano, proporciona aos visitantes grandes momentos para desfrutar de variadíssimas actividades desportivas, culturais e de lazer. ças de lã ou linho executadas pelas tecedeiras locais. Delicie-se com os pratos tradicionais desta região que tem como base as carnes de borrego, porco, javali, lebre e perdiz. O peixe aqui é do rio como a lampreia e a enguia. Por sua vez os doces tem como base as massas de pão de onde surgem os folares e as filhós.

Alcoutim
O concelho de Alcoutim divide-se em 5 freguesias : Alcoutim; Giões; Martinlongo; Pereiro; Vaqueiros . Alcoutim possui um extenso património histórico com variadíssimos vestígios romanos visíveis no Montinho das Laranjeiras e no Álamo. Ao visitar o Castelo de Alcoutim, construído em xisto, deslumbre-se com a vista sobre o Rio Guadiana. É na Ermida de Nossa Senhora da Conceição de Alcoutim que se pode visitar o Núcleo Museológico de Arte Sacra e Arqueologia. As aldeias de Pereiro, Giões, Martinlongo e Lutão de Baixo que parecem ter ficado paradas no tempo merecem também uma visita. Em Guerreiros do Rio existe a possibilidade de alugar um barco e fazer um passeio pelo rio Guadiana. É perto da povoação de Vaqueiros que foi recuperada uma mina pré-histórica onde se aprende a evolução da metalurgia ao longo da evolução do homem, no Parque Mineiro da Cova dos Mouros. No mês de Junho decorre a Feira de Artesanato onde encontra as mantas, toalhas, alforges ou ainda pe4º Edição

Aljezur
O concelho de Aljezur divide-se em 4 freguesias: Aljezur; Bordeira; Odeceixe; Rogil Aljezur é uma vila pequena e tranquila cuja actividade principal é a agricultura. No entanto esta parte da costa Ocidental do Algarve possui maravilhosas e extensas praias com enormes areais ou pequenas baías protegidas pelas falésias. Algumas destas praias com boas acessibilidades, como a da Arrifana, Odeceixe, Bordeira, Praia do Amado e Monte do Clérigo são muito procuradas para a prática de surf e bodyboard.

Fonte: http://www.villageterraneo.org/pt/aljezur.htm

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Regiões & Costumes
Integrada no Parque Natural da Costa Vicentina, que se estende de Burgau no Concelho de Vila do Bispo até à Ribeira da Junqueira em São Torpes no Concelho de Sines (Alentejo), incluindo uma faixa costeira submarina de 2 Km de largura. Este parque, riquíssimo do ponto de vista de fauna e flora existindo mesmo algumas espécies únicas que só aqui se encontram, é também classificado no seu património histórico, geológico e arqueológico. Este Parque Natural é frequentado por raposas, gato bravo e o javali, entre outros. Com o mar tão próximo, gastronomicamente oferece-nos pratos riquíssimos que vão desde os pargos, os sargos, os robalos e os besugos grelhados até às deliciosas caldeiradas, não esquecendo os perceves tirados das rochas batidas pelas ondas e sendo a batata-doce a base de alguns pratos mais fortes e particularmente dos doces regionais. Será em meados de Outubro que poderá apreciar o Festival da Batata-Doce e dos Perceves, evento já muito divulgado e frequentado. Como pontos de interesse destacamos a vista panorâmica a partir do Castelo construído no séc. X, o Museu Municipal, a Igreja Matriz, a Igreja da Misericórdia, o Pelourinho e a Casa Museu José Cercas. Do seu artesanato salienta-se a olaria de onde saem trabalhos de grande qualidade e valor. Ainda se fazem algumas colheres de pau e cestaria ficando mais esquecidas as características cadeiras de madeira. Não perca uma visita às restantes freguesias, Bordeira, Odeceixe e Rogil, onde encontrará sempre um monumento de interesse histórico para conhecer. trastante da paisagem é algo inesquecível. Castro Marim oferece aos seus visitantes belíssimas praias de areia dourada e fina onde os azuis e verdes das águas temperadas se confundem. Integrada na Reserva Natural do Sapal, este local oferece-nos a possibilidade de conhecer as salinas e o processo de obtenção do sal, e claro, toda a avifauna e vida marinha característica de um meio de sapal e charcos.

Fonte: http://viagenstravel.com

Foi concedido foral ao concelho em 1282 e foi sede da Ordem de Cristo entre 1319 e 1356, o único período em que esta ordem (criada a partir dos Templários portugueses) não esteve sediada em Tomar. Dos monumentos a visitar destacamos a igreja matriz, a igreja de Santo António e a igreja da Misericórdia. O seu Castelo e o Forte de S. Sebastião proporcionam uma vista magnífica sobre o sapal e os montes serranos. É no Castelo que no fim do mês de Agosto decorre durante três dias a Festa Medieval que já se tornou conhecida a nível nacional.

Castro Marim
O concelho de Castro Marim divide-se em 5 freguesias : Altura; Azinhal; Castro Marim; Odeleite Banhada pelo rio Guadiana e detentora de uma paisagem de interior fabulosa, Castro Marim surge assim no nosso horizonte. Fazer um cruzeiro pelo Rio Guadiana para descobrir um pouco mais do nordeste Algarvio deslumbrando-se com o verde conFonte: http://viagenstravel.com

Pequenas aldeias como Odeleite, Azinhal, Almada d’Ouro e Beliche onde ainda pouco ou nada mudou, mantêm o seu tradicionalismo com casario branco de janelas e portas emolduradas de azuis, ruas estreitas e trabalhos que se fazem à soalheira da porta.
Atelier das Artes

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Algarve
Faro
O concelho de Faro divide-se em 6 freguesias: Conceição; Estoi; Montenegro; Santa Bárbara de Nexe; São Pedro e Sé. sa. Em Outubro, é já tradição a Feira de Santa Iria, feira franca onde pode encontrar os mais variados objectos de utilidade ou apenas algumas horas de diversão nos carrosséis. Já se tornou famoso além fronteiras a concentração que o Motoclube de Faro organiza há já 25 anos durante 4 dias em Julho. Um enorme recinto na “Quinta das Almas” perto do aeroporto e da praia de Faro acolhe mais de 20.000 participantes de origens diversas e milhares de visitantes que se juntam num convívio motard. Este evento que representa a “Meca do motociclismo” conta com vários entretenimentos como um “Bike Show” fantástico, espectáculos ao vivo de várias bandas rock e shows eróticos, e encerra com um desfile impressionante de todos os motociclistas pelas ruas e arredores de Faro. Saindo de Faro e tomando a direcção de São Braz de Alportel irá encontrar Estói, uma pequena vila repleta de história. O seu magnífico palácio conta com uma colecção de azulejos antigos absolutamente maravilhosa, uns jardins lindíssimos e uma vista sobre a serra deslumbrante. Em Maio, decorre uma Feira com produtos artesanais de onde se destaca o licor de medronho tão característico da serra do Caldeirão. À saída de Estói poderá também encontrar as Ruínas de Milreu, uns vestígios interessantes de uma antiga urbe romana.

Fonte: http://www.ecoviagens.com

Faro, primitivamente denominado Ossónoba, é capital administrativa do Algarve e continua a ser um importante centro urbano desde a ocupação romana, hoje com perto de 60 mil habitantes. O aeroporto internacional de Faro é o primeiro ponto de contacto com a região para a maioria dos visitantes estrangeiros. O Museu Marítimo Almirante Ramalho Ortigão, a Igreja da Sé, o Museu Municipal, o Museu Arqueológico, a Lapidar do Infante D. Henrique e a Igreja de São Francisco são exemplos do que se pode visitar. Não se pode deixar de passear pela parte velha da cidade, a que chamaram de Vila Adentro. Aqui pode ver o Arco da Vila, o Arco do Repouso, o Centro Histórico, a Igreja do Carmo e o Museu Regional do Algarve. Um conjunto de ilhas e penínsulas arenosas estendem-se junto à costa e inserem-se na fabulosa Ria Formosa, uma reserva natural que se estende ao longo de 60 km da costa do Sotavento Algarvio, entre o Ancão e a Manta Rota. Este é um lugar onde poderá passar um dia maravilhoso em contacto com a natureza entre canais, sapais, ilhotes e uma diversificada fauna indígena composta essencialmente de aves raras. Poderá conhecer melhor a Ria Formosa num pequeno cruzeiro a partir de Faro. No mês de Agosto não perca as Festas da Ria Formosa, em Faro e na Fuzeta, dandolhe a conhecer os melhores pratos da região, sendo o peixe e marisco os reis da me4º Edição

Lagoa
O concelho de Lagoa divide-se 6 freguesias :
Barão de São João; Bensafrim; Luz; Odiáxere; Santa Maria e São Sebastião

Fonte: http://algarvecom.blogspot.com

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Regiões & Costumes
A cidade de Lagoa nasceu a partir da drenagem de alguns pântanos que deram lugar a terrenos de cultivo. Em tempos viveu da agricultura e pesca artesanal. De traços típicos e mantendo as tradições, virou-se para o turismo. Localizada perto do Rio Arade e com uma costa de encanto invulgar, podemos apreciar algumas praias em Ferragudo, Carvoeiro, Lagoa e Porches. Detentora de vários monumentos de valor histórico e artístico cuja Igreja Matriz, com imagens do séc. XVIII e altares Barrocos, e o Convento de S. José, são exemplos a apreciar. É no final do mês de Agosto que decorre a já famosa FATACIL, a maior feira de agricultura, gastronomia, artesanato, turismo, comércio e indústria do Algarve. Porches é sinónimo de cerâmica de origens seculares com cores e desenhos característicos e é na sua redondeza que poderá descobrir algumas chaminés consideradas as mais belas e raras da região. Aproveite para visitar ainda a igreja Matriz e a Capela Nossa Senhora da Rocha. O charme e a localização privilegiada da aldeia do Carvoeiro suscitam o encanto a todos os que a visitam. A não perder igualmente é a esplêndida vista panorâmica a partir do Farol de Alfanzina. Em Estombar, para além da Igreja Matriz do séc. XVI e da Igreja da Misericórdia passe pelo Parque de Lazer das Fontes, lugar agradável para descobrir e passear. Conheça o porto de pesca de Ferragudo assim como a Capela da Nossa Senhora da Rocha e as surpreendentes rochas de Algar Seco. Para um dia bem passado em família ou com amigos, poderá descarregar as suas energias num dos parques aquáticos da zona. Presente na gastronomia algarvia, o sabor a mar ou a serra, confere sempre aos pratos confeccionados nas diferentes regiões algo especial a não perder. Também aqui se poderá deliciar com as Sopas de Peixe, as Sardinhas Assadas, as Cataplanas de Peixe ou Marisco, Feijão Branco com Buzinas, Ensopado de Peixe ou Carapaus Alimados. Se é apreciador de carne, não perca o Cozido de Rabo de Boi com Grão e o Borrego Assado Arabesco. Qualquer que seja a sua escolha terá sempre um bom vinho da região para acompanhar. Para sobremesa, os doces regionais como o Morgadinho de massa de Amêndoa, o Dom Rodrigo, o Morgado de Figo, o Pudim de Laranja ou o Florado de Lagoa são pequenos “pecados” irresistíveis.

Lagos
O concelho de Lagos divide-se 6 freguesias : Carvoeiro; Estômbar; Ferragudo; Lagos; Parchal e Porches.

Fonte: http://www.ecoviagens.com

De grande importância, a cidade de Lagos foi o principal centro naval durante os descobrimentos no séc. XV sendo aqui que D. Afonso Henriques armava as naus para partirem para a costa de África. Foi capital do Algarve desde finais do séc. XVI até meados do séc. XVIII. Durante grande parte do séc. XIX e início do séc. XX a indústria conserveira de peixe, teve um lugar preponderante na vida económica e social desta cidade, localizada no Barlavento Algarvio. Lagos é hoje mais uma cidade cuja actividade económica principal é o turismo. Local pitoresco, cheio de cor, movimento e rico no seu património histórico, oferece aos seus visitantes belos pontos a visitar de onde destacamos o Castelo e as muralhas que proporcionam vistas esplêndidas sobre a cidade. Locais de interesse a não perder são igualmente a igreja de Santo António, com uma riquíssima talha dourada barroca, a igreja de S. Sebastião, o Museu Municipal Dr. José Formosinho e o Museu Forte da Ponta da Bandeira, ponto observatório e de defesa da costa e edificado nos finais do séc. XVIII.
Atelier das Artes

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Algarve
A Ponta da Piedade é uma referência de visita obrigatória. Ex-libris desta parte da costa, é constituída por espantosas formações rochosas entre altas falésias, furnas marinhas e grutas esculpidas na rocha pelo mar. Um passeio de barco dar-lhe-á a conhecer melhor este local e proporcionar-lhe-á momentos inesquecíveis de observação da costa d'Oiro, ideal para a prática de desportos náuticos. As praias deste concelho são das mais belas e procuradas da região. Também aqui os apaixonados pelo golfe poderão usufruir de campos magníficos como o de Palmares e Boavista ambos com óptimas condições. O magnífico panorama da pequena aldeia da Luz fez-lhe ganhar fama e é hoje muito procurado por estrangeiros que aqui pretendem adquirir a sua residência de férias. Ao visitar as Termas Romanas da Luz, ficará a conhecer um pouco mais sobre o povo que noutro século habitou esta região. No Parque Zoológico de Lagos, em Bensafrim, terá oportunidade de descobrir como coabitam espécies exóticas e espécies endémicas da região. No interior rural, onde a natureza ainda nos presenteia com as cores, os sons e os aromas do campo, tem lugar a Feira de Tradições e Artes do Algarve. Este evento que decorre no mês de Setembro, dá a conhecer a sua gastronomia, doçaria, artesanato, a arte equestre e todo um património de tradições e saberes seculares.

Loulé
O concelho de Loulé divide-se em 12 freguesias: Almancil; Alte; Ameixial; Benafim; Boliqueime; Quarteira; Querença; Salir; São Clemente; São Sebastião; Tôr. Loulé é uma cidade situada a 18 km a nordeste de Faro e onde perdura a tradição do artesanato, desde trabalhos feitos em latão, cobre, cerâmica a mobiliário de verga, etc. Aos sábados, o Mercado Municipal causa grande afluência de visitantes com venda de frutos, legumes, bolos frescos entre outros alimentos e produtos típicos.

Uma ida às Igrejas de São Clemente, São Francisco e da Nossa Senhora da Piedade satisfaz quem se interessa por cultura religiosa. Visite também o Museu de Arte Moderna, o Museu e Estação Arqueológica Cerro da Vila e o Jardim dos Amuados. Conhecido em todo o país, o Carnaval de Loulé é já tradição e traz visitantes de todas as regiões para festejar os dias de folia, com muitos carros alegóricos, muita dança e animação de rua. Mas, para sambar como no Brasil é preciso sentir o calor, e é em Agosto que Loulé e Quarteira voltam a ser palco do Carnaval de Verão. Em Almancil, e especificamente no Centro Cultural de São Lourenço, poderá apreciar as várias exposições de arte moderna ou assistir a um dos numerosos concertos que aqui têm lugar. Os mais aventureiros terão possibilidade de dar umas voltas no circuito de Karting de Almancil. Pertencendo ao Concelho de Loulé, Vilamoura, Quarteira, Quinta do Lago e Vale do Lobo ocupam o litoral desta região onde se localizam luxuosos empreendimentos turísticos oferecendo uma larga escolha para umas férias de sonho. Aqui concentram-se muitos dos melhores campos de golfe da Europa assim como variadíssimos restaurantes de elevada qualidade. Vilamoura já se tornou famosa internacionalmente graças ao seu Casino e à sua impressionante Marina que proporciona excelentes passeios ao fim do dia.

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Regiões & Costumes
Aqui também poderá aproveitar para visitar as ruínas romanas ou até disputar um jogo no super mini golfe. No Semino, perto de Quarteira, terá oportunidade de passar um dia inesquecível com a família num dos vários parques aquáticos que existem na região. E ao final da tarde, num dos muitos restaurantes da cidade, delicie-se com o tão conhecido camarão de Quarteira. O Barrocal serve de passagem para a serra onde nos perdemos com o fulgurante verde e com os aromas silvestres que rodeiam a cidade de Loulé. Em Boliqueime, as Festas Populares são festejadas em Junho com marchas e mostras da gastronomia tradicional. Alte, aldeia que já foi considerada a mais típica de Portugal, é palco de uma vista esplêndida sobre a Serra do Caldeirão e continua hoje a ser visitada por inúmeros turistas que procuram o verdadeiro artesanato tradicional. Em finais de Abril e início de Maio tem lugar a Festa Gastronómica, de Artesanato e Cultural desta região seguido do Festival de Folclore durante o mês de Agosto. Também Salir e Querença festejam em Maio, mês de tradição popular. No Dia da Espiga é costume compor um ramo com oliveira, espiga, malmequeres e papoilas entre outras. Pleno de simbolismos, dizem que quem guardar o ramo até ao ano seguinte, não faltará a felicidade no lar. É também em Maio que se começa a comer os caracóis, com orégãos e pão caseiro torrado, petisco muito apreciado no nosso país. Não deixe de visitar Querença, um lugar magnífico rodeado de verde, com a sua bela igreja e uma vista soberba sobre a serra, com alguns restaurantes onde se come divinamente pratos tradicionais tais como o Galo de Cabidela ou o Xarém (as papas do milho, tradicional do Algarve). A Festa das chouriças e enchidos ou Festa dos Folares são outros motivos de visita à aldeia assim como a passagem obrigatória pelas grutas da Salustreira com quase oitenta metros de comprimento e doze de altura, junto à Fonte da Benémola.

Monchique
O concelho de Monchique divide-se em 3 freguesias: Alferce; Marmelete e Monchique.

Fonte: http://blog.hotelclub.com

Apelidada de “Jardim do Algarve”, este local é o mais elevado da região, com os seus 902 metros de altitude, onde se encontra a Fóia, ponto de observação sobre quase todo o Algarve e onde até a Serra da Arrábida em Setúbal se pode avistar com bom tempo. Vale a pena uma visita vertiginosa, principalmente pelo ar puro que se pode respirar neste mar de verdura. No início de Março, a Feira dos Enchidos Tradicionais da Serra de Monchique faz mostra dos produtos locais, como o presunto, os enchidos e o mel. Alguns restaurantes típicos apresentam pratos como o cozido de grão, feijão ou milho com carnes diversas e xarém. Faça prova da aguardente de medronho, fruto oriundo das serras de Monchique, Caldeirão e da Serra do Espinhaço do Cão e destilado com lenha de azinho em alambiques de cobre. Esta água da vida combina bem os doces tradicionais à base de figo e amêndoa, sendo o mais característico o bolo do Tacho e o Pudim de Mel. Em Outubro, na Feira Anual de Monchique, os artesãos dão mostras de como trabalhar a madeira, o couro e a tapeçaria. Não deixe de visitar as Caldas de Monchique com vestígios da presença romana e onde existem hoje as termas para tratamento de doenças reumáticas e problemas respiratórios. A não perder, o Omega Parque, um dos poucos lugares que se dedica à protecção de espécies em vias de extinção.

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Atelier das Artes

Algarve
Olhão
O concelho de Olhão divide-se em 5 freguesias: Fuseta; Moncarapacho; Olhão; Pechão e Quelfes.

Portimão
O concelho de Portimão divide-se em 3 freguesias: Alvor; Mexilhoeira Grande e Portimão.

Fonte: http://www.directline-holidays.co.uk

Fonte: http://pt.db-city.com

Olhão, cidade do Sotavento Algarvio essencialmente piscatória com um porto de pesca admirável, intitula-se a capital do marisco. Impõe-se um passeio pelo mercado onde se vende o peixe mais fresco, acabadinho de chegar dos inúmeros barcos vindos da faina. A Igreja Matriz, a Ermida de Nossa Senhora da Soledade e o Museu da Cidade de Olhão são locais que merecem uma visita. No Cerro da Vila também se encontram traços visíveis da passagem de povos romanos, visigodos e Árabes. Na primeira quinzena de Agosto, não perca o Festival do Marisco de Olhão, no Jardim do Pescador e delicie-se com as melhores receitas tradicionais na preparação dos frutos do mar. Na Fuseta, podemos encontrar ainda um pouco do Algarve tradicional. Vila essencialmente piscatória, dirige também a sua actividade para o turismo com o exemplo da carreira de barco que leva os visitantes até à ilha da Fuseta e Armona, local distinto de águas tépidas e areia branca. O facto de se encontrar integrada no Parque Natural da Ria Formosa, permite-nos observar a riquíssima flora e avifauna característica que vive neste habitat, como a Galinha Sultana, a Garça Real, o Pato Real, o FlamingoComum, o Perna-Longa, entre outros.

A seguir a Faro, Portimão é o centro comercial e habitacional mais importante do Algarve. A origem da cidade acredita-se datar do Neolítico graças ao que resta de uma necrópole de nome Alcalar que comprova a presença humana naquela era. Dos monumentos a conhecer salientamos a igreja da nossa Senhora da Conceição e o Colégio dos Jesuítas. Atravessando o rio Arade entramos nesta cidade que é o principal centro para cruzeiros de recreio e pesca desportiva no Algarve. Os itinerários dos cruzeiros percorrem toda a costa de leste a oeste dando a conhecer um espectacular cenário de cavernas, penhascos e grutas. Com excelentes praias, realçamos a Praia da Rocha cuja fama nacional e internacional a proclama como a ou uma das melhores praias da região. Nas docas de Portimão encontra o peixe mais fresco, principalmente a tradicional sardinha, conhecida como a melhor do Algarve. É sobre o cais do Rio Arade que alguns restaurantes aguardam os apreciadores da sardinha, já com as brasas quentes, é só esperar alguns minutos e deliciar-se. Um dos eventos que atrai muitos amantes dos sabores da cozinha tradicional algarvia é o Festival de Gastronomia que se realiza no mês de Maio. Também neste mês, o Rio Arade é palco do impressionante Grande Prémio de Portugal F1 Motonáutica. Entre Portimão e Lagos, a Ria de Alvor, sítio protegido, é um excelente observatório de aves, como o Perna-Longas, o Corvomarinho, a Cegonha entre muitas outras.

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Regiões & Costumes
É da Ria que vêm as conquilhas, as amêijoas, o lingueirão e outros deliciosos frutos do mar que pode saborear na antiga povoação piscatória de Alvor. Zona muito apreciada para a prática de golfe, Portimão conta com três campos detentores de vistas paisagísticas magníficas como o campo de Golfe da Penina, de Palmares e Alto Golf. melhores champanhes franceses. Uma curiosidade deveras interessante são os “rolhões” (recipientes encontrados na via pública junto aos ecopontos para a colocação das rolhas de cortiça para posterior reciclagem). Alguns dos monumentos a não perder são a Igreja Matriz, o Palácio Episcopal, o Mercado, o Museu do Traje Algarvio e a Pousada, uma das mais antigas do país e onde se pode visitar o “moinho da pousada” com uma vista magnifica sobre São Brás de Alportel. Na Páscoa, a Festa da Aleluia e das Tochas Floridas permite admirar tapetes de flores compostos directamente no chão. No fim de Julho, não perca a Feira da Serra onde irá deleitar-se com os sabores da serra do Caldeirão. Durante 3 dias, o artesanato, os produtos típicos, a doçaria, as melodias, os saberes tradicionais e a animação de rua é constante.

São Brás de Alportel
O concelho de São Brás de Alportel compõe -se de uma única freguesia.

Silves
Fonte: http://www.portugalvirtual.pt

São Brás de Alportel já é uma cidade com o sabor a serra e o encanto do passado. Para apreciar melhor a ligação ainda existente ao passado, faça um passeio pelo Vale de Alportel e visite algumas povoações carregadas de história, como o sítio de São Romão, Vilarinhos, Soalheira e Malhão, Vale da Corte, Juncais, Moremos e Úmbria, Santa Catarina e Alportel. Durante os meses de Janeiro e Fevereiro poderá apreciar, como um pouco por todo o Algarve, o manto branco que se espalha com o florir das amendoeiras, com se fosse neve. Reza a história que um príncipe árabe casou com uma princesa nórdica e com o passar dos anos ela estava cada vez mais triste de saudades da sua terra natal, onde havia muita neve. O príncipe mandou então plantar amendoeiras em todo o Algarve, para que quando florissem se visse apenas um manto branco e assim a tristeza da sua princesa desapareceria. É na serra do Caldeirão e especificamente nesta região que encontramos a melhor cortiça do mundo, seleccionada para os

O concelho de Silves divide-se em 8 freguesias: Alcantarilha; Algoz; Armação de Pêra; Pêra; São Bartolomeu de Messines; São Marcos da Serra; Silves e Tunes.

Fonte: http://www.algarve-web.com

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Algarve
Tavira
O concelho de Tavira divide-se em 9 freguesias: Cabanas de Tavira; Cachopo; Conceição; Luz; Santa Catarina da Fonte do Bispo; Santa Luzia; Santa Maria; Santiago; Santo Estêvão. espécies de flora e aves. O Barrocal de Tavira oferece também varia d ís s im os p o n tos de in t ere sse. A Freguesia de Santo Estêvão localiza-se mais ou menos a 17 km de Tavira. Seguindo a direcção de Moinhos da Rocha, encontra o Pego do Inferno, local ideal para relaxar e ouvir os sons da natureza. São pequenas cascatas que se formam no curso da Ribeira de Asseca e nas suas margens podemos observar diversas espécies, como o cágado, o sapo e o ouriço caixeiro. O Parque das Merendas, em Santa Catarina da Fonte do Bispo, é um local onde predomina o pinheiro manso proporcionando um lugar agradável para um piquenique. O camaleão, um simpático réptil já em vias de extinção, encontra aqui o seu habitat preferido. No mês de Maio, na aldeia do Cachopo, é organizada a Festa de Artesanato onde artesãos partilham o seu saber com quem os visita. O Núcleo Museológico também é um lugar de interesse a conhecer. E na freguesia de Santa Luzia em Pedras d’El Rei, encontra-se uma oliveira bimilenária com uma copa de 7,7 metros de altura e um diâmetro de 11,8 metros.

Fonte: http://www.hardmusica.pt

Tavira é opulenta no seu património histórico com a sua Praça Principal, as suas 37 igrejas a ponte romana e outros monumentos, não esquecendo o magnífico Castelo que proporciona um passeio pela cidade bastante enriquecedor. Do cimo da Torre de Tavira, o visitante poderá desfrutar de um olhar fascinante sobre esta bela cidade. O Jardim junto ao rio Gilão oferece agradáveis momentos de descanso. Cidade essencialmente piscatória nas suas origens, baseia a sua gastronomia nos produtos do mar com os quais prepara deliciosos pratos entre eles os choquinhos com tinta, as lulas fritas, o atum e o polvo preparado das mais diversas maneiras. As especialidades da serra são a perna de cabrito no forno e a açorda de galinha e para sobremesa um delicioso folhado de Tavira ou uma bola de figo. Entre outros eventos, salientamos a feira mensal de produtos biológicos. Se é amante da natureza, tem um bom motivo para fazer a travessia do rio e ir até à ilha de Tavira conhecer a praia de Cabanas ou do Barril que apresentam belíssimas paisagens entre as dunas e o Cemitério das Âncoras. Toda esta zona de ilhas encontrase inserida no Parque Natural da Ria Formosa, sendo possível observar algumas
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Vila do Bispo
O concelho de Vila do Bispo divide-se em 5 freguesias: Barão de São Miguel; Budens; Raposeira; Sagres; Vila do Bispo.

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Do ponto de vista geográfico Vila do Bispo conta com duas costas, a costa ocidental menos recortada mas com ondulação propícia à prática de desportos radicais como o Surf, e a costa sul, onde encontra belíssimas praias, que mesmo na época alta muitas delas estão praticamente desertas, proporcionando grandes momentos de harmonia com a natureza. Do seu riquíssimo património histórico destacamos a igreja de Vila do Bispo, a Fortaleza de Sagres e alguns Fortes que serviam para proteger a cidade. Encontramos também muitos moinhos, alguns dos quais ainda a funcionar, caracterizando o meio rural e agrícola em que se baseia parte da economia da região. Por outro lado, a partir dos anos 80 começou a abrir as suas portas ao turismo. Inserida numa área de Parque Natural, consegue preservar a sua beleza deixando praticamente intacto este lugar de magníficas paisagens ainda virgens. Muito atractiva do ponto de vista gastronómico, oferece-nos delicioso marisco, como os búzios e os famosos perceves, a moreia frita, o arroz de safio e o sargo no forno. Como prato mais do interior conheça o cozido de couve com enchidos e para sobremesa um delicioso bolo de mel. Todos os anos, em Setembro tem lugar a Feira de Actividades Económicas, Artesanato, Gastronomia e Pecuária do Concelho de Vila do Bispo, dando a conhecer melhor as suas gentes e cultura. No início do séc. XV, toda a Europa atravessava uma grave crise, e Portugal não era excepção. A falta de trigo, ouro e prata levaram os Portugueses à expansão marítima. O ilustre Infante D. Henrique foi o grande impulsionador dos Descobrimentos, e para preparar esta grande aventura era necessário reunir os sábios e navegadores. Foi em Sagres que encontrou o lugar ideal para pôr em prática os conhecimentos destes ilustres conhecedores da geografia e da navegação, partindo daqui algumas das caravelas à descoberta de outros continentes. Fala-se mesmo da possibilidade de ter existido uma Escola Náutica relacionada com os feitos de D. Henrique, mas os factos históricos contradizem-se e acabam por pôr a hipótese dessa escola nunca ter existido. O Infante D. Henrique passou as últimas décadas da sua vida em Sagres, falecendo a 13 de Novembro de 1460 no Cabo de São Vicente. O Cabo de S. Vicente é o ponto mais a sudoeste de Portugal e da Europa, que lhe oferece vistas panorâmicas magnificentes sobre o Oceano Atlântico. Local estratégico de passagem das embarcações em direcção ao mediterrâneo, conserva ainda hoje alguns monumentos característicos dessa época, como exemplo, as Ruínas do Convento do séc. XVI. A igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição e a Ermida da Nossa Senhora de Guadalupe na Freguesia de Raposeira merecem um olhar mais atento. Existem também aqui inúmeros menires testemunhos pré-históricos nestas paragens.

Vila Real de Santo António
O concelho de Vila Real de Santo António divide-se em 3 freguesias: Monte Gordo; Vila Nova de Cacela; Vila Real de Santo António.

Foi durante o séc. XVIII, e a seguir ao terramoto de 1755, que o Marquês de Pombal mandou construir esta cidade com um perfil geométrico de ruas perpendiculares devidamente ordenadas à imagem da sua obra na baixa de Lisboa. Como monumentos destacamos a igreja Matriz de Nossa Senhora da Encarnação e a Praça Marquês de Pombal símbolo desta arquitectura linear.

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Algarve
Em tempos cidade piscatória e virada para a indústria conserveira, encontra-se hoje mais ligada ao turismo graças às praias do seu concelho que apresentam areais dourados a perder de vista e águas bem temperadas pela proximidade do Mar Mediterrâneo. As praias de Monte Gordo, do Alemão e de Manta Rota são exemplos das mais procuradas pelos veraneantes. Outro belo sítio a visitar é a pequena povoação de Cacela Velha, já no final do Parque Natural da Ria Formosa, onde facilmente se encontram as tão apreciadas ostras. Localizada no cimo de um monte, este local oferece uma vista encantadora a partir das muralhas do seu Castelo e sobre toda a zona que a rodeia. Com poucas casas, mas de pessoas muito simpáticas, saboreia-se aqui óptimo marisco e peixe fresco. No pequeno porto da vila poderá apanhar um barco-táxi e descobrir onde termina a Ria Formosa. Também aqui a gastronomia tem como base o peixe e para saborear uma boa refeição recomenda-se como prato típico um bife de atum ou a “estupeta”, nome dado a pedaços de atum em salmoura e depois cozinhados num refogado de tomate e acompanhado de batata cozida. As relações comerciais com a vizinha Espanha são acentuadas devido à sua proximidade. A navegabilidade do Guadiana permite visitas a zonas como Alcoutim, no interior Nordeste do Algarve, bem como dar um pulo à outra margem para “hablar con nuestros hermanos”
Fonte: http://albufeira.com/algarve/pt/

usufruídas ao longo de todo o ano. Desde modos tão particulares de celebrar ocasiões festivas (como a Páscoa, o Natal ou a Primavera) até testemunhos edificados de épocas antigas e recentes, passando, naturalmente, pelas irresistíveis iguarias que fazem a Gastronomia da região, os algarvios deixaram, ao longo dos séculos, um legado tão precioso que se impõe conhecer intimamente.

Casas Típicas

Fonte: http://www.panoramio.com

Fonte: http://br.olhares.com

Um modo muito próprio de fazer, de sentir e de festejar.
Muito mais do que praias magníficas e um clima abençoado, o Algarve tem para oferecer um riquíssimo património etnográfico que vale bem a pena partilhar com os prazeres do Sol e do Mar. Ou então dedicarlhe um tempo próprio. Porque no Algarve há hábitos seculares, tradições ainda vivas e património construído, que podem ser
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Inspirações mouras
A arquitectura tradicional algarvia reflecte a história, o gosto popular e as necessidades das gentes do sul. A brancura da cal nas paredes, eficaz reflectora da luz do sol, e frequentemente renovada como prova de asseio e vaidade, e as barras coloridas a emoldurar portas e janelas, são elementos que unem as casas algarvias. As características variam, no entanto, consoante as regiões.

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Regiões & Costumes
Na Serra do Caldeirão, as casas eram circulares e feitas de pedra ou barro, com tecto cónico de colmo; hoje são quadrangulares e feitas em xisto e grés vermelho. Em Monchique, são construídas em pedra granítica acinzentada. Já na planura, a casa típica é pequena, e levantada com pedra e cal, e telha moura ou portuguesa. No litoral, são construídos terraços sobrepostos, com escadas exteriores, terminando com um mirante no ponto mais alto, para observar o regresso do barco da faina. Também características do litoral, de influência muçulmana, surgem as açoteias, terraços onde se procura o fresco e o descanso, e onde se secam figos, amêndoas e milho. De utilidade decorativa, as platibandas rematam as fachadas, com formas geométricas e múltiplas cores. As chaminés, símbolo da região algarvia, exibem-se trabalhadas em todas as habitações. ficava na divisão onde se faziam as refeições, enquanto a chaminé rendilhada, mais pequena e personificada, ocupava um lugar de destaque na cozinha, onde apenas se recebiam visitas. Em termos práticos, a chaminé era considerada um sinal de presença de pessoas, um bom indício do estado do tempo, e o local onde era marcada a data de construção da casa. O interior do Algarve, especialmente Querença, Martinlongo e Monchique, são os locais onde melhor se podem contemplar estas seculares chaminés, símbolos da arte popular, prova da perícia do pedreiro e motivo de orgulho para qualquer proprietário.

A força da água e do ar
Engenhos do passado que laboravam aproveitando as forças da natureza, os moinhos de maré, as azenhas, e os moinhos de vento, são um importante legado na história da região algarvia. Sempre no cimo dos montes, os moinhos de vento construíam-se com paredes circulares caiadas de branco, prova de limpeza e boa conservação, e tecto em forma de cone. Espalhadas pela serra, e esporadicamente no barlavento litoral, vêem-se ruínas destes moinhos, outrora apetrechados com velas de lona e mós que trituravam o milho e o trigo com que se fazia o pão. Para não deixar morrer a tradição, o parque eólico de Vila do Bispo continua a aproveitar o vento, desta vez com moinhos de esguias pás de aço, para produzir energia amiga do ambiente. Localizados sobretudo ao longo das ribeiras e no estuário dos rios, os moinhos de maré valiam-se das águas contidas em enormes represas, que eram abertas na baixa-mar para fazer mover as suas mós; as azenhas, utilizavam a água dos ribeiros. Actualmente, restam as sombras destes engenhos com excepcionais casos de recuperação, como na Quinta do Marim
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As chaminés da vaidade
Cilíndricas ou prismáticas, quadradas ou rectangulares, simples ou elaboradas, as chaminés algarvias são um símbolo da região, fruto da influência de cinco séculos de ocupação árabe. No Algarve não havia duas chaminés iguais, porque os motivos decorativos dependiam sempre dos dias de construção e das posses do proprietário. Aliás, era costume entre os mestres pedreiros perguntar quantos dias queriam de chaminé, para avaliar o valor do trabalho. Quanto mais delicada e difícil a sua elaboração, mais dispendiosa se tornava. A cor predominante era o branco da cal, mas existem honrosas excepções, sobretudo em ocres e azuis. Mais do que pura utilidade, as chaminés tinham um valor ornamental. A chaminé de uso, e também a mais simples e funcional,

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Algarve
situada no Parque Natural da Ria Formosa, que mantém o moinho a trabalhar regularmente e aberto a visitas.

Modos de Fazer
Criatividade e saber em objectos com história. Testemunho das artes tradicionais, mas também da cultura, da sociedade e da economia do Algarve de outros tempos, o artesanato desta região faz hoje as delícias dos visitantes. Constituído por algumas peças de cariz decorativo, mas maioritariamente por objectos com utilidades muito específicas, é representativo da criatividade das gentes algarvias que souberam encontrar maneiras práticas e graciosas de utilizar os recursos naturais da região. Os artigos mais comuns são os provenientes da arte da tecelagem, actividade exercida, ainda hoje, um pouco por todo o Algarve. Entre mantas, passadeiras, toalhas, linhos finos e alegres tapetes a oferta é vasta e a escolha difícil. Talvez os mais populares, os objectos de barro, perderam alguma da sua importância utilitária, mas adquiriram qualidades ornamentais que os tornam irresistíveis e, por isso, muito procurados. Outros objectos, como simpáticas bonecas que recriam o quotidiano das gentes, peças em madeira, cobre e ferro forjado, rendas decorativas e cestos de formato e utilização diversa, são de fácil aquisição nas muitas lojas da especialidade espalhadas por toda a região.

Técnicas engenhosas para regar os camposEngenhos milenares utilizados para elevar a água e conduzi-la ao campo, as noras, as cegonhas, e os açudes, suportam técnicas primitivas de irrigação que fazem parte da história da agricultura algarvia. Introduzidas pelos árabes, as noras são caiadas de branco e compostas por uma roda que faz mover a corda a que estão presos alcatruzes – baldes que transportam a água. Inicialmente, eram accionadas por mulas, burros, ou machos que se deslocavam de olhos vendados num movimento circular, mas hoje trabalham com potentes motores. As noras são diferentes consoante as regiões. No barlavento, predominam as noras de alcatruzes, com engenhos montados em poços e os círculos para o animal caminhar. Já a nora de elevação, com mina, para tirar água a balde pelo interior, é típica do sotavento. Em Faro e Olhão, destaca-se a nora com um eixo ligado ao engenho, localizando-se de lado o círculo que o animal percorre. Utilizado em pequenas culturas, temos a cegonha, que permitia tirar água dos poços e ribeiros, baixando e levantando um balde preso no extremo de uma vara. Os açudes, muros de pedra construídos em rios ou levadas, serviam para reter, elevar e desviar a água destinada à rega.

Folclore A alma de um povo
O movimento acelerado da música e o colorido dos trajes são a alegria do folclore algarvio, enriquecido pelas sucessivas invasões, e viagens empreendidas pelos algarvios de espírito aventureiro.

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O “corridinho”, o “baile de roda” e o “baile mandado”, em que os dançarinos executam os movimentos que lhes dita o “mandador”, são as danças que melhor identificam o Algarve. Ouve-se o tilintar dos ferrinhos, o acordeão solta as notas endiabradas e os pares rodopiam até não se ver mais senão pernas trepidantes, que seguram coroas de saias, e saiotes a levantarem voo. Se as danças populares do Algarve são um corrupio, já certos cantares tradicionais apresentam uma faceta bem diferente da alma algarvia. É o caso das cantigas de trabalho, como as “leva-leva” dos pescadores, ou das cantigas que acompanham o ritmo da ceifa, nos campos. Há ainda as canções de embalar e os romances, que podem ser lentos e arrastados ou vivos como marchas. Normalmente, as letras são adaptadas ao tempo e às circunstâncias em que se cantam. Actualmente, já não são os camponeses que cantam, mas os grupos folclóricos e os conjuntos de música tradicional que, ciosos das tradições culturais, se apresentam ao longo de todo o ano em hotéis, restaurantes, feiras e festas tradicionais. Todos estes trabalhos são fáceis de encontrar, ao longo da Serra do Caldeirão. Um pouco por todo o concelho de Alcoutim, é possível descobrir as tradicionais peças de lã e de linho que nascem das hábeis mãos femininas que trabalham nos teares. Ao contrário da tecelagem tradicional, originária do interior, a trapologia existe em toda a região. Uma arte que aproveita retalhos e restos de roupa inutilizados, cortados em tiras, e outras formas geométricas, para depois serem cosidos uns aos outros, à mão, dando, assim, forma aos famosos tapetes e mantas de trapos coloridos.

Trapos e juta em forma de bonecas Tecelagem Fios úteis
Testemunho das artes tradicionais da Serra Algarvia, a tecelagem é parte de uma herança cultural ainda bem viva no quotidiano das gentes que a conservam como uma nobre actividade artesanal. À semelhança do que acontecia nos tempos antigos, a tecelagem é executada em casa pelas mulheres, mas o ciclo de tratamento da lã e do linho é partilhado pelo casal. As bonitas mantas da Serra de Monchique, sejam de lã de carneiro ou de trapos finos, são muito procuradas pelo seu efeito decorativo, sendo algumas delas peças de museu. Além dos tapetes, no nordeste algarvio fabricam-se, também, alforges que se podem adaptar às dimensões da bicicleta. Uma actividade artesanal e minuciosa que recria o quotidiano típico das aldeias algarvias, especialmente as da zona interior, é a confecção de bonecas. As famosas bonecas de Martinlongo contam, cada uma delas, uma história sobre o quotidiano das gentes de Alcoutim. Maioritariamente femininas, estas bonecas reproduzem em pormenor elementos físicos e o modo de vestir das pessoas que lhes deram o nome, como é exemplo a Ti Zefa da Lenha. Todas têm um apanhado na bainha do vestido a fazer de pé, a cabeça adornada, e muitas empunham utensílios que ajudam a identificar as actividades que representam.
Fonte: http://www.cm-alcoutim.pt

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Algarve
tugal, as rendas de bilros, de duas e cinco agulhas, o crochet com agulha de barbela e a renda de filet de malheiro continuam hoje a embelezar a casa e a roupa, como ornamento requintado. Em Castro Marim, as rendas de bilros continuam a ser pacientemente tecidas por mãos femininas, que perpetuam uma herança vinda da Flandres. Já no Azinhal, persiste a renda de folhas, um modelo específico da região. Nas zonas de Olhão e Fuzeta, é mais comum a renda com duas agulhas, uma malha que lembra a rede do pescador posteriormente embelezada com os mais diversos motivos, e a renda com cinco agulhas. O crochet com agulha de barbela, que se destaca em Loulé, permite executar as mais variadas peças. A renda de filet ou malheiro, característica das zonas marítimas, é conseguida com fio de algodão e o auxílio do malheiro (régua de madeira), sendo a malha esticada num bastidor onde é bordada com pontos e motivos diversos.

Mais a centro, as bonecas de trapos de Querença reproduzem os costumes locais desta aldeia do concelho de Loulé. Retratam os hábitos locais, exibindo trajes tradicionais, outrora usados nos trabalhos do dia -a-dia. Com cerca de 25 centímetros de altura, e vestidas a rigor com roupas regionais, têm o rosto bordado e os cabelos feitos em lã. Na sua confecção, utiliza-se arame forte, trapos de toda a espécie, espuma e tecido.

Bonitas e pitorescas, são uma excelente opção para quem gosta de comprar pequenas recordações.

Bater e moldar os metais com arte
Forjar o ferro e bater o cobre são actividades com grande tradição no Algarve. Ainda é possível encontrar latoeiros que continuam a moldar o cobre, com a destreza e a imaginação que lembram a influência árabe do Norte de África, ou ferreiros (já raros), que engendram os portões e as protecções de sacadas para decorar as casas mais abastadas.

Rendas e Bilros Rendas requintadas
Diz o povo que “onde há redes, há rendas” e região algarvia não foge a essa máxima. Protagonistas do artesanato do sul de Por4º Edição

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Regiões & Costumes
Na arte de bater o cobre, as criações são várias e de grande utilidade para o quotidiano, como as famosas cataplanas, onde se cozinham as amêijoas com carne de porco. Os trabalhos em lata, produzem vinagreiras, bilhas, cântaros, funis e cata-ventos. Utensílios provenientes de uma actividade artesanal masculina que pode, ainda hoje, ser presenciada nas zonas de Silves, Portimão, Tavira e Loulé. Em Lagos, Portimão e Faro, os trabalhos em ferro forjado mantêm-se presentes nos cata-ventos, portões e gradeamentos de algumas casas, o que outrora era um sinal exterior do prestígio e da riqueza de quem lá vivia. Outros exemplos são as ferramentas do trabalho agrícola, instrumentos adaptados à vida da região, que perderam grande parte do seu papel social quando a indústria chegou, mas que ainda se podem apreciar no Algarve rural. a cana cresce livremente, na cestaria fabricam-se objectos utilitários, como cestos para os ovos, esteiras para secar os frutos ou covos para a pesca. Os cestos ganham características específicas consoante a região. Os de Monchique são originais pelo feitio e pela cor. Já no caso de Vila Real de Santo António, são redondos e com tampa. Em Odeleite, feitos de vime ou de cana, têm um cariz muito utilitário, servindo para guardar a fruta e para a pesca no rio.

Objectos úteis e arte decorativa
Distinta representante do artesanato tradicional, a olaria algarvia soube acompanhar a evolução dos tempos, transformando objectos úteis em arte popular, com grande valor ornamental. Outrora insubstituíveis nas lides do dia-adia, os cântaros de asas assimétricas, que lembram ânforas romanas, ganharam nova vida. Velhas formas são agora embelezadas com desenhos estilizados ou jogos de cores quentes que as transformam em bonitas peças de decoração. Ainda importantes, mas sem quebrar a tradição e a utilidade, mantêm-se os artigos destinados à construção (telhas, ladrilhos e chaminés) e os alcatruzes – artefactos utilizados na pesca do polvo. Por todo o Algarve, mas especialmente no litoral, é fácil encontrar bons exemplares da arte oleira. O concelho de Lagoa, por exemplo, é conhecido pelas peças pintadas em tons de azul.

Entrançados de palma e cana
Duas das actividades artesanais mais representativas do Algarve são a empreita, um entrançado de palma fina enrolado nos mais diversos feitios, tradicionalmente feminino, e a cestaria, técnica de entretecer a cana e o vime, efectuado, quase exclusivamente, por homens. A empreita, assim chamada por em tempos ter sido paga de acordo com a quantidade produzida ao dia, é característica da zona do barrocal, onde a palma, uma espécie de palmeira anã, cresce no mato. Loulé é o concelho por excelência deste trabalho artesanal, feito em forma de capachos, tapetes, abanos, alcofas e chapéus. Mais típica das zonas ribeirinhas da Serra de Monchique e do Vale do Guadiana, onde

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Algarve
Em Porches, produz-se a mais conhecida cerâmica do Algarve, e na região de Almancil encontramos o maior centro produtor de louça regional, que se distingue pelos seus desenhos. Em Lagos, continuam a reproduzir-se as chaminés algarvias, além dos cântaros, telhas, alcatruzes, pratos, jarros e potes. Já o fabrico de azulejos, decorados com motivos florais e pintados com diversas cores, é assegurado por artesãos espalhados por todo o Algarve. prensada, fica pronta para ser transformada. Actualmente, esta indústria milenar é alvo do interesse turístico. A chamada Rota da Cortiça - um itinerário pela Serra do Caldeirão que mostra a produção dos montados, a extracção da cortiça e a sua transformação industrial - vem também contribuir para proteger e divulgar o único produto em que Portugal é líder mundial.

Rota da Cortiça Da cultura do sobreiro à produção das rolhas
A história da cortiça em Portugal está intrinsecamente ligada a S. Brás de Alportel, concelho algarvio onde se fabricam as melhores rolhas do mundo. A proximidade da Serra do Caldeirão, a norte, e a linha de cerros do Barrocal, a sul, proporcionam um paraíso climático para os montados de sobreiros. Inicialmente utilizada no fabrico de baldes e alguidares, depressa, e graças à industrialização, a casca do sobreiro ganhou novas utilidades. Hoje, produzem-se rolhas, cabos de cana de pesca, penas para volantes de badmington, malas e sapatos, revestimentos para construção, isolantes térmicos e acústicos, entre outros. O processo de tratamento da cortiça é moroso e exige técnicas especiais. Uma vez extraída do sobreiro, a cortiça é deixada a secar durante seis meses, sendo posteriormente cozida e colocada em repouso algumas semanas. Só depois de separada e
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Transportes, decoração e peças utilitárias
Matéria-prima essencial no fabrico de inúmeros objectos, a madeira continua a fazer parte do artesanato algarvio, apesar da evolução dos tempos ter obrigado à substituição de grande parte dos objectos originais por réplicas miniaturais. Fiéis à tradição, mantêm-se algumas carroças, as cadeiras de tesoura de Monchique e as colheres de pau de Aljezur. Apesar das carroças de madeira continuarem hoje a ser usadas como meio de transporte nas zonas mais interiores, as gentes do litoral deram-lhes outra utilidade, recuperando e decorando a preceito estes veículos tradicionais para passeios turísticos pela região. Em Monchique, o artesanato de madeira é um dos principais atractivos e, um pouco por todo o lado, é possível observar a destreza e a habilidade dos artesãos no fabrico de mesas, bancos, cajados decorados, e outros objectos. No entanto, o símbolo da região é a cadeira de tesoura, um legado deixado pelos romanos que aqui habitaram.

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Regiões & Costumes
Na região de Aljezur, subsistem os talheres de pau, arcas e cadeiras de tábua e palha entrançada. Lagoa é rica em miniaturas de barcos de pesca e carros de tracção animal em madeira, executadas por artesãos perfeccionistas que retratam com o máximo rigor os exemplares de tamanho real. doas, figos, laranjas e alfarrobas cultivadas no Algarve, a que são adicionados açúcar e ovos. Pertença deste magnífico património, são também a famosa aguardente de Medronho, os licores de frutos e os vinhos da região. Trata-se de um legado riquíssimo, cada vez mais possível de ser apreciado em restaurantes ou típicas tasquinhas por toda a região.

Gastronomia Serrana Sabores da terra Sabores da Serra e do Mar
Sinfonia de aromas Conhecer a cozinha regional algarvia é obrigatório para quem visita a região. Simultaneamente rica de sabores e simples de confecção, a gastronomia do Algarve, à semelhança de tudo o resto, tem as suas raízes em tempos e quotidianos longínquos e absorveu influências diversas. Por ser terra de pescadores virada para o Atlântico, os peixes e mariscos desempenham papel protagonista nesta cozinha. Nestes casos, as melhores receitas provêm dos pescadores que, ao longo de séculos aperfeiçoaram a melhor forma de conservar os sabores naturais – grelhando-os lentamente no carvão. Mas não só. Há várias receitas em que os frutos do mar são deliciosamente confeccionados com a ajuda das ervas aromáticas, especiarias e outros sabores. A mais famosa é a de Amêijoas na Cataplana, recipiente de cobre de origem islâmica, especialmente eficaz na conservação dos aromas. Mas não é só do mar que vêm as influências. Toda a região interior dotou a gastronomia algarvia de maravilhosas receitas baseadas em produtos hortícolas, plantas silvestres e carne proveniente dos pastos serrenhos. Internacionalmente famosa, a doçaria é de comer e chorar por mais! Não há quem resista ao sabor e aspecto das guloseimas divinalmente confeccionadas com amênA arte culinária algarvia, um tesouro saboroso influenciado pelas actividades económicas da região, destaca-se no reino da gastronomia portuguesa. A Serra, que se impõe entre o Alentejo e o Barrocal, adaptou a sua cozinha às produções locais, sem perder o saboroso gosto do sul. Salientam-se os pratos de carne de porco, os enchidos, as papas moiras com farinha de milho e água da cozedura das morcelas, e os presuntos de carne escura. A época de caça acrescenta ao cardápio a deliciosa sopa de lebre e a perdiz estufada. Na gastronomia serrana são ainda típicos os diferentes cozidos, de couve, grão, feijão ou milho. O porco, o toucinho, e os enchidos do fumeiro, são as carnes de criação caseira que lhes dão sabor. Nos vales algarvios também não faltam deliciosos legumes, perfeitos em saborosos pratos e frescas saladas, com as ervilhas e favas em lugar de destaque. O bolo do tacho e o famoso pudim de mel de Monchique completam a refeição, rematada com um copo de aguardente de medronho, para ajudar a digestão. Uma gastronomia variada e com um aroma especial, proveniente dos muitos condimentos que a terra oferece para criar a diferença no sabor .

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Atelier das Artes

Algarve
Peixes Sabores do mar
No litoral algarvio, a pesca influencia directamente a alimentação das gentes. O peixe é o prato forte, cozinhado nas mais variadas formas sem nunca deturpar o seu delicado e apetitoso paladar. Saboreadas junto ao mar, as sardinhas são um petisco inigualável que supera, na sua simplicidade, pratos mais elaborados. Dizem os apreciadores que devem ser comidas grelhadas, sobre uma fatia de pão caseiro e uma salada montanheira a acompanhar, ou com batatinhas, cozidas com casca. O atum, outrora abundante em toda a costa, é uma especialidade em Tavira e Vila Real de Santo António, em bife, com amêndoas ou em estupeta, sendo a escolha difícil. Em Santa Luzia, perto de Tavira, estão guardadas as melhores receitas de polvo estufado em vinho, panado, grelhado, com arroz malandro ou simplesmente assado no forno. A caldeirada, que mistura os mais variados peixes, é um dos pratos mais apreciados, sendo primorosamente cozinhada pelos pescadores. Peixe fresco grelhado ao lume lento do carvão, sopa de cação, arroz de safio, carapaus de tomatada, charrinhos alimados, salada de polvo, ou lulas com ferrado, são alguns dos pratos obrigatórios, impossíveis de resistir, especialmente se forem saboreados numa praia, a ouvir o mar.

Frutos doces e temperos peciais

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A faixa de transição entre o litoral e a serra, o Barrocal, tem uma ementa variada, pois além do peixe da costa, recorre à produção de legumes, à criação de gado e à apanha dos frutos. As laranjas são um dos símbolos da região, a par dos tradicionais frutos de sequeiro, como as amêndoas, os figos e as alfarrobas. Tal como as romãs, tidas como o fruto da sorte e da paixão, os citrinos colhem-se a partir de Outubro. Os medronhos são apanhados no início do Inverno, mas esperam até ao Carnaval pela transformação em aguardente. É uma típica gastronomia de origem camponesa, simples e prática, em que se destacam as favas, galinha cerejada, perna de borrego no tacho, cozido de grão ou de repolho, conserva de cenoura ou caracóis cozidos com ervas aromáticas. Pratos devidamente condimentados pelo azeite, orégãos, poejo, alecrim e os coentros, que a terra dá e o homem aproveita. Os queijos de cabra e ovelha, e os deliciosos doces tradicionais feitos à base de amêndoas, figos e alfarrobas, são uma óptima sugestão para terminar a refeição, acompanhados por um dedal de aguardente de medronho ou licor de figo.

Mariscos Petiscos com sabor a mar Sabores do Barrocal
4º Edição

Terra de pescadores, o Algarve é exímio na arte de bem cozinhar os mariscos, que chegam frescos todas as manhãs. 67

Regiões & Costumes
Petiscos de comer e chorar por mais, que fazem as delícias dos algarvios e turistas que visitam a região. Entre amêijoas, ostras, conquilhas, berbigões e lingueirões, os bivalves da costa sul são reis à mesa. Frutos do mar cozinhados na chapa, na frigideira, ou no fundo de um tacho. O burrié e o percebe são normalmente comidos ao natural, em ambiente de convívio, entre anedotas e copos de vinho fresco. A sopa de camarão, a feijoada de búzios, o xerém de conquilhas, o arroz de lingueirão e a açorda de marisco são outros exemplos de fazer crescer água na boca. Muito procurada é a famosa receita de amêijoas na cataplana, um dos pratos tradicionais mais apreciados do Algarve, cujo segredo está na utilização do recipiente de cobre, de origem árabe, que retém o sabor dos alimentos nele cozinhados. Bivalves de encher o olho e o estômago que, todos os dias, são apanhados por pescadores que dominam a arte do marisqueio e teimam em participar na gastronomia regional algarvia com estes deliciosos frutos do mar. Teimosia que o turista agradece! de amêndoa, açúcar e chocolate; os deliciosos queijos de figo são moldados com uma pasta de figo e amêndoa moídos, chocolate, açúcar e condimentos “misteriosos”. Já os famosos doces em forma de peixes ou galinhas usam, simultaneamente, figo moído e figo inteiro, cortado à tesoura. Por todo o Algarve continua a fazer-se o folar, tradicional na Páscoa, e sempre presente na mesa familiar, assim como outros doces de épocas festivas, como as empanadilhas e os fritos de Natal. Estes doces de criar água na boca viciam o estômago e a alma e justificam o regresso ao Algarve, só para os saborear.

Vinhos e espirituosos Companhia indispensável
Com uma região vinícola demarcada, que utiliza castas tradicionais para produzir vinhos com sabor a fruto, baixa acidez, a que o sol de clima tipicamente mediterrâneo dá uma graduação elevada, os vinhos e aguardentes juntam-se à tradição gastronómica do Algarve. A importância da vinha remonta à presença árabe, época em que já se exportava o saboroso líquido. Hoje, continuam a produzirse vinhos de grande qualidade, aproveitando a localização protegida pela barreira montanhosa de Monchique, contra os ventos frios do norte, e a exposição em anfiteatro virada ao sul. Actualmente, a região vitivinícola do Algarve divide-se por Lagos, Portimão, Lagoa, Albufeira e Tavira. A variedade de vinhos é grande, mas para acompanhar os deliciosos pratos algarvios aconselha-se o Vida Nova oriundo de Albufeira, o Balsa da zona de Tavira, o Alvor Vinho Regional Algarve ou o Tapada da Torre, de Portimão. Monchique é a terra da aguardente de medronho, destilada em alambiques de cobre por métodos ancestrais. Os licores são o resultado de receitas antigas, em que não falta a afamada aguardente, e a que se juntam aromáticas ervas como o poejo, a hortelã, o funcho, a erva-doce estrelada, ou frutos tão diversos como laranjas, morangos ou amêndoas.
Fonte: http://www.visitalgarve.pt/

Doces
Adoçam a boca e encantam o olhar… Feitos com as amêndoas, os figos e as alfarrobas, os doces algarvios deixam um leve travo a tentação. As lendárias amendoeiras e as figueiras são as grandes protagonistas. A pastelaria mais requintada inclui os Dom Rodrigo, o morgado de amêndoa, usualmente enfeitado com motivos regionais e flor de amendoeira, e o maçapão, bolo de massa dura de amêndoa, recheada de fios de ovos e doce de chila. O figo é o principal ingrediente das estrelas e dos figos cheios, recheados com pedaços

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Gastronomia
Charrinhos alimados

Ingredientes:
  

Carapaus médios ou pequenos Salsa, Alhos, Azeite Vinagre, Sal, Pimenta e malagueta q.b.

Confecção:
Amanham-se os carapaus ou charrinhos (pequenos carapaus), tiram-se-lhes as cabeças e os rabinhos e salgam-se, dispondo-os dentro de um prato de esmalte, em camadas alternadas com muitíssimo sal grosso, sendo a primeira e a última camada de sal. Tapam-se com outro prato de esmalte, em cima do qual se põe um objecto muito pesado, como por exemplo um vaso com uma planta. O objectivo é endurecer o peixe por compressão, deixando-se assim o peixe até ao dia seguinte, num local onde possa escorrer o líquido que deitam. Lava-se então e mergulham-se rapidamente num tacho que esteja ao lume com água a ferver. Mal torna à fervura, escorrem-se, passam-se por água fria e, cuidadosamente, limam-se, isto é, limpam-se de pele, serrilhas, barbatanas e quaisquer outras espinhas que possam retirar-se sem os desfazer. Devem ficar branquinhos e rijos. Dispõem-se numa travessa, cobrem-se com um pouco de água a ferver, regam-se com um fio de azeite e outro de vinagre, salpicam-se com salsa, pimenta, pedacinhos de malagueta e alhos picados e rodeiam-se com batatinhas cozidas. Há quem tempere a água a ferver com um raminho de orégãos, o que contribui bastante para enriquecer o aroma.
Fonte: http://iguarias.wordpress.com/2008/06/19/charrinhos-alimados/

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Regiões & Costumes
Arroz de Lingueirão

Ingredientes:
            
1,2 kg de lingueirão inteiro 400 g de arroz 1 dl de azeite 100 g de cebolas 2 dentes de alho 1 folha de louro 3 cravinhos de cabecinha 200 g de tomates 1 pimento verde pequeno 100 g de azeitonas pretas 1 dl de vinho branco seco sal q.b. pimenta q.b.

Confecção:
Lave bem os lingueirões em água doce. Pique os alhos e a cebola muito fino. Pele os tomates e corte-os em pedaços pequenos. Em seguida, retire as sementes ao pimento, lave-o e corte pedaços pequenos. Leve um tacho ao lume. Ponha dentro os lingueirões e cubra-os com água. Deixe cozer. Depois de cozidos retire os miolos do lingueirão e lave-os para libertarem a areia que possam ter. Passe o caldo onde cozeu os lingueirões por um coador fino, para dentro duma tijela. Lave o tacho e leve novamente ao lume. Coloque dentro o azeite e deixe aquecer. Em seguida, deite os dentes de alho, a cebola, a folha de louro e os cravinhos. Deixe alourar mexendo com uma colher de pau. Adicione o pimento e os tomates. Junte o vinho e deixe refogar. Adicione o caldo onde cozeu os lingueirões e os lingueirões. Deixe ferver. Junte o arroz, tempere com sal e pimenta e coza cerca de 15 minutos. Depois de cozido está pronto a servir. Decore os pratos com azeitonas.

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Gastronomia
Pudim de Água

Ingredientes:
   
12 gemas 450 g de açúcar 1 chávena de café de água 1 chávena de açúcar para o caramelo

Confecção:
Misturam-se bem as gemas com o açúcar, mas sem bater. Adiciona-se a água fria e mexese de modo a obter um preparado homogéneo. Tem-se uma forma de pudim, com chaminé e tampa, barrada com caramelo. Deita-se dentro o preparado e leva-se a cozer tapado em banho-maria sobre lume brando durante 1 hora e meia a 2 horas. Verifica-se a cozedura espetando um palito no pudim; estando cozido o palito sairá seco. Depois de frio desenforma-se o pudim. Na panela de pressão, este pudim leva apenas 20 minutos a cozer.
Fonte: http://www.cgalgarve.com/receitas/algarve025.html

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Miniarte
Site: www.miniarte.lojasonline.net Telemóvel: (+351) 939531463 e-mail: miniarte2011@hotmail.com

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Das linhas aos Pontos
Blog: http:// rendasebordadosefeltros.blogspot.com/ e-mail: pcfmmiranda@gmail.com

Mimos Biju
Isaulindo Lopes Entrevistado 1º Edição da Revista Presente na Fil na Feira de Artesanato 2011
Blog: http://mimosandra.blogspot.com/ email: sapaul.m@gmail.com

4 Pontos de Cor
Site: http://www.4pontosdecor.com e-mail: geral@4pontosdecor.com

Soledade Lopes Entrevistada 3º Edição da Revista Presente na Fil na Feira de Artesanato 2011

Biskuit Art
e-mail: biskuitart@gmail.com blog: http://www.biskuitart.blogs.sapo.pt/

Agradecimento
Agradecemos a todas as pessoas que gentilmente Colaboraram connosco nesta 4ta. Edição da Revista Atelier das Artes
Miguel Miranda Pirografia - arte na Madeira Contacto: Facebook Patrícia Dias Sara Castelo de Carvalho Os Pequenos Gestos da Abelhita Contacto: Blog Allstar Converse Customizado Contacto: Blog Sofia Ramalho Artes da Sofy Contacto: Blog

Cláudia Pereira C. Artes Contacto: Blog

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