LEI ORGÂNICA DE GRAVATAÍ 1990

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MESA DA CÂMARA MUNICIPAL CONSTITUINTE DE GRAVATAÍ (1º.3.90 a 02.04.90)

Presidente: Vereador MARCO AURÉLIO SOARES ALBA Vice-Presidente: Vereador LUIZ CLÁUDIO PEREIRA 1º Secretário: Vereador PEDRO PAULO FINK 2º Secretário: Vereador ALCIDES PISONI MESA DA CÂMARA MUNICIPAL CONSTITUINTE DE GRAVATAÍ (10.10.89 a 28.02.90)

Presidente: Vereador DANIEL LUIZ BORDIGNON Vice-Presidente: Vereador JOÃO BAUER DA ROSA 1º Secretário: Vereador PEDRO PAULO FINK 2º Secretário: Vereador JÚLIO CÉSAR CAETANO MACHADO

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COMPOSIÇÃO DA CÂMARA MUNICIPAL CONSTITUINTE DE GRAVATAÍ PMDB Jarbas Tavares da Silva Luiz Alves Pacheco Marco Aurélio Soares Alba Vail Carlos Corrêa Valtoir Luiz de Oliveira PDT Guido Francisco da Silveira Juacir Alexandre Martins Juarez Soares de Vargas Mercedes Helena Basler PTB Antonio Souza da Silva Ilson Rocha Gonçalves Luiz Cláudio Pereira PDS João Carlos Grizza Beretta Odemar Mittmann PT Ataíde Ramos de Oliveira Daniel Luiz Bordignon PSB Alcides Pisoni PRN Pedro Paulo Fink PSDB Darci Armando Heinze INDEPENDENTES João Bauer da Rosa Júlio César Caetano Machado

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COMPOSIÇÃO DE SISTEMATIZAÇÃO Titulares: Presidente: Vereador GUIDO FRANCISCO DA SILVEIRA Vice-Presidente: Vereador JOÃO CARLOS GRIZZA BERETTA Relator: Vereador MARCO AURÉLIO SOARES ALBA 1º Relator Adjunto: Vereador PEDRO PAULO FINK 2º Relator Adjunto: Vereador DARCI ARMANDO HEINZE Vereador ILSON ROCHA GONÇALVES Vereador ATAÍDE RAMOS DE OLIVEIRA Vereador ALCIDES PISONI Suplentes: Vereador Vereador Vereador Vereador Jarbas Tavares da Silva Juarez Soares de Vargas Antonio Souza da Silva Odemar Mittmann 4 .

MEMBROS DA COMISSÃO DE ORGANIZAÇÃO DO MUNICÍPIO E DOS PODERES Titulares: Presidente: Vereador ILSON ROCHA GONÇALVES Vice-Presidente: Vereador JÚLIO CÉSAR CAETANO MACHADO Relator: Vereador JARBAS TAVARES DA SILVA Vereador GUIDO FRANCISCO DA SILVEIRA Vereador JOÃO BAUER DA ROSA Suplentes: Vereador Vereador Vereador Vereador Vereador Marco Aurélio Soares Alba Darci Armando Heinze Juarez Soares Vargas Luiz Cláudio Pereira Alcides Pisoni II . ORDEM SOCIAL E ECONÔMICA Titulares: Presidente: Vereador JOÃO CARLOS GRIZZA BERETTA Vice-Presidente: Vereador LUIZ CLÁUDIO PEREIRA Relator: Vereador MARCO AURÉLIO SOARES ALBA Vereador VALTOIR LUIZ DE OLIVEIRA Vereador JUAREZ SOARES DE VARGAS Suplentes: Vereador Vereador Vereador Vereador Vereador Jarbas Tavares da Silva Pedro Paulo Fink Guido Francisco da Silveira Ilson Rocha Gonçalves Odemar Mittmann 5 . ORÇAMENTO.MEMBROS DA COMISSÃO DO SISTEMA TRIBUTÁRIO. FINANÇAS PÚBLICAS.COMISSÕES TEMÁTICAS I .

DA SAÚDE E DO MEIO AMBIENTE Titulares: Presidente: Vereador ANTONIO SOUZA DA SILVA Vice-Presidente: Vereador VAIL CARLOS CORRÊA Relator: Vereadora MERCEDES HELENA BASLER Vereador ATAÍDE RAMOS DE OLIVEIRA Vereador ODEMAR MITTMANN Suplentes: Vereador Vereador Vereador Vereador Vereador Valtoir Luiz de Oliveira Luiz Alves Pacheco João Carlos Grizza Beretta João Bauer da Rosa Juacir Alexandre Martins 6 .MEMBROS DA COMISSÃO DE EDUCAÇÃO.MEMBROS DA COMISSÃO DE DEFESA DO CIDADÃO. DESPORTO. CIÊNCIA.III . TECNOLOGIA E TURISMO Titulares: Presidente: Vereador DARCI ARMANDO HEINZE Vice-Presidente: Vereador LUIZ ALVES PACHECO Relator: Vereador JUACIR ALEXANDRE MARTINS Vereador PEDRO PAULO FINK Vereador ALCIDES PISONI Suplentes: Vereador Vail Carlos Corrêa Vereador Júlio César Caetano Machado Vereador Antonio Souza da Silva Vereador Ataíde Ramos de Oliveira Vereadora Mercedes Helena Basler IV . CULTURA. LAZER.

.......Da Fiscalização Financeira e Orçamentária ................................. Seção III ....... Seção IV .................... Seção II ............................................................................................................................................................................................ TÍTULO III DA ORDEM SOCIAL E ECONÔMICA 10 10 11 09 12 13 14 14 15 16 16 17 17 17 18 18 19 19 19 21 21 7 ...................................Das Lei e do Processo Legislativo ................................................................................................................................ DAS FINANÇAS E DO ORÇAMENTO Capítulo I Do Sistema Tributário Seção I ..................Dos Secretários do Município ..............Da Responsabilidade do Prefeito ............................ Capítulo II Dos Bens Municipais ................. Seção II ................ Capítulo II Das Finanças Públicas Seção I .....................Dos Impostos Municipais ....Dos Vereadores ....................................................... Seção III ...... Capítulo VII Dos Conselhos Municipais .............SUMÁRIO PREÂMBULO ......Do Prefeito e do Vice-Prefeito ................Disposições Gerais ................................................Disposições Gerais ......................... Seção III ...................... Seção IV ................. TÍTULO I DA ORGANIZAÇÃO MUNICIPAL Capítulo I Disposições Preliminares ..... Seção II ...........Da Receita e da Despesa ............ Seção IV .............Das Atribuições da Câmara Municipal .......... Capítulo IV Do Poder Legislativo Seção I ..................................................................................................Disposições Gerais ................................................................ TÍTULO II DA TRIBUTAÇÃO................................ Seção V ......... Seção II ..... Capítulo VI Dos Servidores Municipais ............................................................................................................................. Capítulo III Da Competência ....................................................................Da Comissão Representativa ..............................Das Atribuições do Prefeito ............................Do Orçamento ........................................................... Capítulo V Do Poder Executivo Seção I .....................................................................

........................ TÍTULO VI DISPOSIÇÃO FINAL .................. Capítulo II Da Política Urbana..................... Capítulo II Desporto............................................................................................................... TÍTULO V DA SAÚDE............................................................................. Capítulo IV Da Política Agrícola ...................................... Lazer e Turismo ........ Capítulo III Do Meio Ambiente ................ Uso e Parcelamento do Solo ................................................................... TÍTULO IV EDUCAÇÃO........................................................................... DESPORTO.............. Capítulo II Da Defesa do Consumidor e Meio Ambiente .................................................................................................. Capítulo III Da Habitação .........Capítulo I Disposições Gerais .......................... TÍTULO VII ATO DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS E FINAIS ..... DO MEIO AMBIENTE E DA DEFESA DO CIDADÃO Capítulo I Da Saúde .............. LAZER E TURISMO Capítulo I Educação .......................................................................................................... 22 23 23 24 25 26 26 27 28 28 32 33 8 ...................................................................................................................................................................... Seção I – Cultura ......................................... CULTURA.........................................

representantes do povo gravataiense. promulgamos. esta Lei Orgânica do Município de Gravataí. voltados para a construção de uma sociedade soberana. 9 . sob a proteção de Deus. livre e igualitária e no pleno exercício da cidadania.LEI ORGÂNICA DO MUNICÍPIO DE GRAVATAÍ Preâmbulo Nós. firmamos nosso compromisso com a autonomia política e administrativa. em que o trabalho seja fonte de definição das relações sociais e econômicas. com poderes outorgados pela Constituição da República Federativa do Brasil.

§ 2º . adesivos.Todos os distritos do Município deverão ser dotados de uma subprefeitura. Artigo 5º . anualmente.TÍTULO I DA ORGANIZAÇÃO MUNICIPAL CAPÍTULO I Disposições Preliminares Artigo 1º .pela administração própria. Artigo 7º . utilizar nomes. parte integrante da República Federativa do Brasil e do Estado do Rio Grande do Sul. símbolos ou imagem que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou de servidores do Município. no que respeita ao seu peculiar interesse. o Legislativo e o Executivo.A autonomia do Município se expressa: I .É mantido o atual território do Município. § 1º . ainda. serviços e campanhas dos órgãos públicos. Artigo 6º .O Município pode celebrar convênios com a União. de uma ambulância. programas.O Poder Executivo enviará ao Legislativo. também por convênio.Os convênios podem visar à realização de obras ou à exploração de serviços públicos de interesse comum. bem como para executar encargos análogos nessas esferas. Artigo 3º .Cabe. atividades ou serviços específicos de interesse comum.Fica proibido.Todas as subprefeituras deverão ser dotadas. II .pela eleição direta do Prefeito e do Vice-Prefeito Municipal. os serviços de competência concorrente.Os símbolos do Município são a bandeira. para execução de suas leis. independentes e harmônicos. § 3º . através de convênios ou consórcios com outros municípios da mesma comunidade sócio-econômica.O município de Gravataí. seus serviços e suas decisões. entre o Estado e o Município. até 31 de março. I . Artigo 13 . um posto de saúde e uma creche. o Município. investido na função de um deles.Todos os bens municipais devem ser cadastrados. regendo-se por esta Lei Orgânica e demais leis que adotar. Artigo 14 . com a identificação respectiva. bem como um comparativo entre a relação 10 . em repartições públicas ou outros próprios da Municipalidade. Artigo 8º . Artigo 12 . a publicação em jornal local. mediante autorização do Poder Legislativo. § 1º . Artigo 9º .Pode. organiza-se autônomo em tudo que respeite a seu peculiar interesse. assegurados os recursos necessários.É vedada a delegação de atribuições entre os poderes. com fotografias. quando utilizados em seus serviços. pertencem ao Município. ao Prefeito a administração dos bens municipais.A publicação das leis. slogans ou palavras que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos e administrações. respeitando os princípios estabelecidos nas Constituições Federal e Estadual. devendo os mesmos serem aprovados por leis dos municípios que deles participem. obras. criar entidades intermunicipais para a realização de obras. a qualquer título. quando da publicidade dos atos.Constituem o patrimônio municipal os bens imóveis. os direitos e as ações que.Igualmente fica proibido afixar em portas de veículos. Artigo 4º . relação discriminativa dos bens municipais cadastrados no exercício anterior. atos administrativos e do balanço anual far-se-á sempre pela afixação na sede da Prefeitura ou da Câmara. não poderá exercer a do outro. I . CAPÍTULO II Dos Bens Municipais Artigo 10 . cartazes ou similares. que compõem o Poder Executivo Municipal.O cidadão. móveis e semoventes. e conforme o caso. cujos limites só podem ser alterados respeitada a Legislação Estadual. no mínimo. § 2º . Artigo 2º . o brasão e outros estabelecidos em lei. respeitada a competência da Câmara. III .São poderes do Município. numerandose os móveis segundo o que for estabelecido em regulamento e mantendo-se um livro-tombo com a relação descritiva dos bens imóveis.pela eleição direta dos Vereadores que compõem o Poder Legislativo Municipal. o Estado e outros municípios.É permitido delegar.

fixando a tonelagem máxima permitida a veículos que circulam no Município. o comércio e transporte de gêneros alimentícios.administrar seus bens. mas não aquela. cargo ou função e a data de admissão de cada funcionário ou servidor. dependerá de autorização legislativa e concorrência pública. de prestação de serviço funerário e cemitérios. XVII . dispensada esta.Os bens do Município. comerciais. em local visível por todos os que as freqüentam. deverão ser cadastrados e devidamente utilizados. relação das pessoas que nela trabalham. ou por interesse social. bem como o horário de funcionamento dos estabelecimentos comerciais. Artigo 15 .estabelecer normas de prevenção e controle de ruído. aceitar doações. permitir e autorizar os serviços públicos locais e os que lhe sejam concernentes. X . cassar os alvarás de licença dos que se tornarem danosos à saúde.promover diretamente ou através de convênios ou colaboração com a União.estabelecer servidões administrativas necessárias à realização de seus serviços. mas não aquela. estando na posse de terceiros. VI .Ao Município. para serem vendidas aos proprietários lindeiros.legislar sobre o serviço funerário e os cemitérios. II .fixar em todas as repartições públicas municipais. VII . XVI .fiscalizar a produção. sinalizar as faixas de rolamento. decretar leis. contendo. resultantes de obras públicas ou de modificação de alinhamento. nos casos previstos em lei. nos casos de doação e quando destinados à moradia popular e ao assentamento de pequenos agricultores. CAPÍTULO III Da Competência Artigo 18 . XXIII . ou quando houver interesse público relevante.disciplinar a limpeza dos logradouros públicos.estimular a educação higiênica e apoiar a prática desportiva.apresentada e a do ano anterior. XVIII . XV . industriais.interditar edificações em ruínas ou em condições de insalubridades e fazer demolir construções que ameacem a segurança coletiva. IX . hospitalar e industrial. XII . XXV . permitir e fixar normas nos serviços de transporte coletivo.quando móveis. Parágrafo Único . garantindo o bem-estar de seus habitantes.regulamentar e fiscalizar a instalação e o funcionamento dos ascensores.conceder.desapropriar. ainda. o Estado e outras instituições.organizar seus serviços administrativos e patrimoniais. II . tais como praças. por comissão especialmente criada por lei.quando imóveis. IV .regulamentar a utilização dos logradouros públicos. XIX . XIII . à higiene. conforme dispõe a lei. 11 . no exercício de sua autonomia: I .As áreas urbanas remanescentes e inaproveitáveis para edificação. medidas e atos do seu peculiar interesse. dependerão de prévia avaliação e autorização legislativa. nos casos de doação que será permitida somente para fins assistenciais. I .organizar os quadros e estabelecer o regime jurídico único de seus servidores. XXIV . assim constatados no cadastramento. destinados ao abastecimento público. seus itinerários. financeiros.tomar as medidas necessárias para restringir a morbidez e mortalidade infantis.constituir a guarda municipal destinada à proteção de seus bens. de prestação de serviços e outros. XI . programa de construção de moradias e a melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico. Artigo 16 . V . serviços e suas instalações.licenciar estabelecimentos industriais.Fica expressamente vedado o uso de carro oficial ou pertencente à administração indireta para outro fim que não aquele decorrente de serviço e no horário pertinente.instituir e arrecadar os tributos de sua competência e aplicar as suas rendas. adquiri-los e aliená-los. a remoção do lixo domiciliar. legados e heranças e dispor de sua aplicação. Artigo 17 . tendo como objetivo o pleno desenvolvimento de suas funções sociais. dependerá de autorização legislativa e concorrência pública. as zonas de silêncio e disciplinar os serviços de carga e descarga. bem como medidas de higiene social que impeçam a propagação de doenças.Aqueles bens imóveis do Município.A alienação de bens municipais obedecerá às seguintes normas: I . XX . XXI . de poluição do ar e da água. a concorrência. III .prover a tudo quanto respeite ao interesse local. XIV . XXVI . pontos de estacionamento e paradas. XXII .elaborar e executar o Plano Diretor de Desenvolvimento como instrumento básico da política de desenvolvimento e de expansão urbana. segundo os preceitos legais existentes. fiscalizando os que pertencem a entidades particulares. porém. por necessidade ou utilidade pública. fiscalizando os que pertencem a entidades particulares. conservação.organizar-se juridicamente.fixar os feriados municipais. áreas reservadas para prédios públicos e outros. dispensada.estabelecer a política de educação para a segurança do trânsito e colaborar com ela. táxis e outros. dispensada esta. VIII .conceder. fixando suas tarifas. compete. ao bem-estar público e aos bons costumes. deverão ser objeto de estudo.

Nas reuniões legislativas extraordinárias.abrir. Artigo 19 . XXIX . a um terço de seus membros. emblemas e quaisquer outros meios de publicidade e propaganda. salvo prorrogação ou convocação extraordinária. § 3º . os espetáculos e os divertimentos públicos.regulamentar a fixação de cartazes. a Comissão Representativa e as Comissões Permanentes. combatendo os insetos e animais daninhos. no mínimo. o artesanato e outras atividades que visem ao desenvolvimento econômico. Artigo 23 . IX .Os Vereadores não farão jus a qualquer tipo de remuneração extra em casos de convocação extraordinária da Câmara.disciplinar. ao Prefeito e ao Vice-Prefeito.Compete. XXXII .A convocação extraordinária da Câmara cabe ao seu Presidente. VII . ainda.No término de cada sessão legislativa ordinária. supletivamente a eles: I . o turismo. a educação e a cultura.Para as reuniões extraordinárias. § 2º . XXX . no máximo. XXXI .Durante a sessão legislativa ordinária.promover a defesa sanitária. odontológico e oftalmológico aos alunos matriculados e com freqüência regular nos estabelecimentos de ensino Público Municipal.proteger a juventude contra toda a exploração. ao Município. bem como para eleger a Mesa. V .XXVII . a Câmara realizará. bem como a defesa contra as formas de exaustão do solo.O Poder Legislativo do Município é exercido pela Câmara Municipal. orfanatos e asilos mantidos por entidades sem fins lucrativos. VI . determinando a execução de serviços públicos. higiene. seja merecedora de gratidão e reconhecimento da sociedade. III . quanto à prevenção de incêndio. exceto a última da legislatura.proteger os documentos. moral e intelectual. VIII . independente de convocação.regulamentar e fiscalizar as competições esportivas. após. bem como contra os fatores que possam conduzi-la ao abandono físico. no caso de transgressão de leis e demais atos municipais.instituir.A primeira reunião de cada legislatura realizar-se-á a primeiro de janeiro para dar posse aos Vereadores. com notória idoneidade. composta de 21 Vereadores.96) Artigo 22 . duas reuniões plenárias por semana. de 1º de março a 30 de dezembro. § 2º . três (03) pontos facultativos ao ano. 12 . a agricultura. entrando. para transportar passageiros em qualquer linha já existente ou em outras que venham a surgir dentro do município de Gravataí. artístico e cultural.legislar sobre serviços públicos e regulamentar os processos de instalação.Revogado. CAPÍTULO IV Do Poder Legislativo SEÇÃO I Disposições Gerais “Artigo 21 . luz e energia elétrica e todos os demais serviços de caráter e uso coletivo. § 2º .A Câmara Municipal de Vereadores reunir-se-á.promover o ensino. § 1º .Revogado. XXVIII . eleitos para uma legislatura de quatro anos. as obras e outros bens de valor histórico. X . em recesso.” § 1º .incentivar o comércio.Zelar pela saúde. a indústria. (Alterado caput deste artigo e revogados parágrafos. tenha se destacado na prestação de serviços à comunidade ou por seu trabalho social. XXXIII . através de Lei aprovada pela maioria absoluta da Câmara de Vereadores. conforme Emenda nº 09. anúncios. mercadorias e móveis em geral. concorrentemente com a União ou o Estado. conservar estradas e caminhos.a responsabilidade de conservar e impedir a ocupação indevida de áreas verdes na forma da lei. no que lhe couber.estimular o melhor aproveitamento da terra.legislar sobre a apreensão e o depósito de semoventes. a Câmara somente pode deliberar sobre a matéria da convocação. bem como aos usuários de creches. IV .dar atendimento médico. § 1º . II . cultural e artístico. são eleitas a Mesa e as Comissões para a sessão subseqüente. pode outorgar o título de “Cidadão Honorário” à pessoa que. segurança e assistência públicas. § 3º .04. vegetal e animal. XI . bem como sobre a forma e as condições de venda das coisas e dos bens apreendidos. à Comissão Representativa ou ao Prefeito. Artigo 20 . distribuição e consumo de água. a convocação dos Vereadores será pessoal. mesmo quando em período de recesso legislativo.O Município. em 03.regulamentar e exercer outras atribuições não vedadas pelas Constituições Federal e Estadual.criar Empresa Municipal de Transporte Coletivo.

deverá ser enviado. no prazo de quinze (15) dias.Artigo 24 .Na composição da mesa. além de outros referidos por esta Lei e pelo Regimento Interno. Artigo 28 . Artigo 29 . 13 .Independente de convocação. no mínimo. Ementa nº 010 de 30. titulares e autarquias ou de instituições de que participe o Município para comparecerem perante ela. § 2º . discriminados o preço e o prazo de execução.o resumo da folha de pagamento e seus servidores. será assegurada. de auxílio à empresa. Artigo 26 . movimentos da sociedade civil organizada.Os Vereadores têm livre acesso aos órgãos da administração direta ou indireta do Município. a Câmara receberá em reunião especial. bem como os que estejam em gozo de licença. inativos e pensionistas e os valores retirados a título de impostos sobre a renda e proventos de qualquer natureza e de contribuições previdenciárias. antes do comparecimento.Quando se tratar de votação do Plano Diretor.a realização da receita e despesa. B . e. quando o Secretário ou Diretor desejarem prestar esclarecimentos ou solicitar providências legislativas a qualquer comissão.As reuniões da Câmara e os votos dos Vereadores somente são secretos nos casso previstos nesta Lei Orgânica e no Regimento Interno. do orçamento. pode convocar secretários municipais. o Prefeito que informará através de relatório.o montante da receita recebida para a concessão de auxílios. a maioria de seus membros e as deliberações do Plenário e das Comissões serão tomadas por maioria dos votos dos presentes. a fim de prestarem informações sobre assunto previamente designado e constante de convocação. no mínimo. V . a representação proporcional dos partidos. bem como a qualquer Vereador que os solicitar. um terço de seus membros. salvo disposições em contrário nesta Lei Orgânica e no Regimento Interno.os relatórios referidos neste artigo serão: A . Parágrafo Único . mensalmente. Parágrafo Único . C . conselhos e associações de classe que os solicitarem. Artigo 25 . a Câmara o receberá em reuniões previamente designadas. os seguintes relatórios: I . referente à gestão financeira do ano anterior.O Presidente da Câmara terá direito o voto somente quando houver empate. discriminado o regime de contratação.Sempre que o Prefeito manifestar propósito de expor assuntos de interesse público. III . de empréstimos. as informações solicitadas pelas Comissões Parlamentares e fornecer documentos solicitados.04. o número mínimo prescrito é de dois terços de seus membros.remetidos às lideranças partidárias com assento na Casa.A prestação de contas do Prefeito.relatório de freqüência dos Vereadores por bancada. especificando a destinação. cabendo a responsabilização ao Prefeito pelo descumprimento. bem como não sendo requisitada a verba destinada a um Vereador. nos termos da Lei Federal.98) Artigo 31 .A Câmara pode criar Comissão Parlamentar de Inquérito sobre fato determinado. § 1º .A Câmara elaborará. concessão de privilégios e matéria que versa sobre interesse particular. à Câmara. § 1º . tanto quanto possível. desta Lei Orgânica e do Regimento Interno.Três dias úteis. SEÇÃO II Dos Vereadores Artigo 32 . Artigo 27 .remetidos às entidades.” (NR.afixadas na Câmara Municipal. a requerimento de. o estado em que se encontram os assuntos municipais. discriminado os Vereadores concedentes e as entidades beneficiadas. Parágrafo Único .A Câmara Municipal funciona com a presença de. discriminando os que estiverem em gozo de licença. esta designará dia e hora para ouvi-lo.As reuniões da Câmara são públicas e o voto é aberto. qual a sua aplicação. “Artigo 30 . especificando-a. VI .Todos os órgãos do Município têm a obrigação de prestar. a requerimento da maioria de seus membros. dentro de sessenta dias do início da sessão legislativa. § 2º .os contratos e convênios firmados para a realização de obras e serviços. exposição em torno das informações solicitadas. será apreciada pela Câmara até sessenta dias após o recebimento do parecer prévio do Tribunal de Contas do Estado. quando a matéria exigir presença de dois terços e nas votações secretas.A Câmara Municipal ou suas Comissões. mesmo sem prévio aviso. e as deliberações são tomadas pelo voto da maioria absoluta dos membros do Poder Legislativo. especificando as parcelas correspondentes a ativos. o local em que serão realizadas. VII . isenção de tributos.Anualmente.o número de funcionários. anistia fiscal. IV . em local de acesso ao público. em caso de obras. bem como a empresa ou a entidade contratada. II .

à Lei Orgânica ou às leis. b) as diretrizes orçamentárias.10.convocar extraordinariamente a Câmara.Compete. III . X .90) III . sem direito à remuneração com a convocação do suplente. reformar ou extinguir órgãos públicos do Município. bem como a forma de seu pagamento.autorizar o Prefeito a se ausentar do Município e do Estado. a sua sede. Artigo 34 . a sede do Município. II .Artigo 33 .10. XI . Artigo 35 . XIII . VII . quando o interesse público o exigir. VIII . bem como fixar e alterar seus vencimentos e outras vantagens. sobre a criação e a extinção dos cargos de seu Quadro de Pessoal e Servidores e dispor. nos termos da lei.transferir.Os Vereadores estão sujeitos às proibições. pelo Poder Judiciário. ainda. não perde o mandato. 14 . autorizar a suspensão de sua cobrança e a relevação de ônus e juros. VI . II .votar leis que disponham sobre alienação. Emenda nº 05. VII .eleger a sua Mesa. empresas de economia mista.legislar sobre a criação e extinção de cargos e funções do Município. e) o plano de auxílio e subvenções.deliberar sobre empréstimos e operações de crédito. respeitadas as Legislações Federal e Estadual.dispor sobre a divisão territorial do Município. SEÇÃO III Das Atribuições da Câmara Municipal “Artigo 37 . temporária ou definitivamente.cancelar. doação e aquisição de bens imóveis. V . X . de qualquer ato. pela maioria de seus membros.mudar temporária ou definitivamente.emendar a Lei Orgânica ou reformá-la. V . resolução ou regulamento municipal que haja sido.votar: a) o Plano Plurianual.legislar sobre a concessão e permissão de uso de próprios municipais. com a sanção do Prefeito.Os casos de legítimo impedimento devem ser reconhecidos pela própria Câmara. XI . à Câmara Municipal. XII . IX . bem como declarar extinto o seu mandato nos casos previstos em lei. no todo ou em parte. do Prefeito e do Vice-Prefeito. XII .legislar sobre a concessão de serviços públicos do Município. “II . III . em 09.autorizar convênios e contratos de interesse municipal. incompatibilidades e demais regras previstas na Constituição Federal. a dívida ativa do Município.dar posse ao Prefeito. declarado infringente à Constituição.sustar atos do Poder Executivo que exorbitem da sua competência ou se mostrem contrários ao interesse público.dispor.zelar pelas prerrogativas do Poder Legislativo. para efeito de intervenção no Município.decidir sobre a criação de empresas públicas.É da competência exclusiva da Câmara Municipal: I . e o Vereador declarado impedido só o será considerado quando em pleno exercício de seu mandato. bem como fixar e alterar vencimentos e outras vantagens pecuniárias. SEÇÃO IV Da Comissão Representativa Artigo 39 . VIII .decretar Leis: IV . IV . IX .A Comissão Representativa funciona no recesso da Câmara Municipal e tem as seguintes atribuições: I .legislar sobre todas as matérias atribuídas ao Município pelas Constituições da União e do Estado. elaborar seu Regimento Interno e dispor sobre sua organização e política.O Vereador.90) I . autarquias ou fundações públicas.A Câmara cassará o mandato do Vereador que fixar domicílio residencial fora do Município.criar. VI . d) as metas prioritárias. 09. c) os orçamentos anuais. não exigida esta para o especificado no artigo 38:” (Alterado conforme Emenda nº 05. investido no cargo de Secretário Municipal ou de Procurador-Geral do Município. sobre o provimento dos mesmos. Artigo 38 .suspender a execução. desde que se licencie do exercício da vereança. através de Resolução.propor ao Prefeito a execução de qualquer obra ou medida que interesse à coletividade ou a serviço público.legislar sobre tributos de competência municipal. XIV . alterar. Artigo 36 .solicitar informações por escrito do Executivo.” (NR.representar. e por esta Lei Orgânica.fixar a remuneração de seus membros.

levando-se em consideração o número de eleitores do último pleito. IV .Se a Câmara Municipal não se manifestar sobre o Projeto.” (NR. § 1º .as normas relativas ao desempenho das atribuições acima serão estabelecidas no Regimento Interno. motivadamente. é tido como rejeitado. será enviado ao Poder Executivo.A Presidência da Comissão Representativa cabe ao Presidente da Câmara. levando-se em consideração o número de eleitores do último pleito. a proposta será discutida e votada em duas Reuniões dentro de sessenta (60) dias. § 5º . por 5% do eleitorado do Município.No início ou em qualquer fase da tramitação do Projeto de Lei. a proposta deverá ser subscrita.Se o Prefeito Municipal julgar o Projeto de Lei. inconstitucional. cabe a qualquer Vereador. a contar de seu recebimento.Emendas à Lei Orgânica. II .O Projeto de Lei. a contar do pedido. é composta pela Mesa e pelos demais membros eleitos com os respectivos suplentes. III .O Projeto de Lei. na mesma sessão legislativa. Artigo 41 . quando obtiver. Artigo 47 . mediante proposta da maioria absoluta dos membros da Câmara.08.A emenda à Lei Orgânica será promulgada pela Mesa da Câmara Municipal com o respectivo número de ordem. em ambas as votações.Em qualquer dos casos do artigo anterior. na forma regulamentada no Regimento Interno.A Lei Orgânica pode ser emendada mediante proposta: I . Artigo 44 . dois terços dos votos da Câmara Municipal. 15 . ou contrário ao interesse público. por 5% dos eleitores do Município. em votação aberta. o qual. sem deliberação. do parágrafo. Artigo 46 . com parecer contrário de duas comissões. o prazo estabelecido no parágrafo 4º. e ter-se-á por aprovada. vetá-lo-á total ou parcialmente. por ela realizados. Artigo 48 . emenda nº 11. “Artigo 49 . até sua votação final.de Vereadores. no mínimo. § 2º .Decretos Legislativos. sobrestadas as demais proposições. quando do início do período de funcionamento ordinário. de iniciativa exclusiva do Prefeito.Decorrido o prazo de quinze (15) dias úteis. o veto será colocado na Ordem do Dia da sessão imediata. e comunicará. se aprovado. a proposta deverá ser subscrita.IV .No caso do item II. o Projeto será enviado ao Prefeito para a promulgação. no mínimo. no prazo estabelecido no “caput” deste artigo. o silêncio do Prefeito importará sanção. levando-se em consideração o número de eleitores do último pleito. que a exercerá em forma de moção articulada. o sancionará. subscrita. § 1º .tomar medidas urgentes de competência da Câmara Municipal.Os prazos deste artigo e parágrafo não correrão durante o recesso da Câmara. § 6º . § 4º . no prazo de quinze (15) dias úteis contados da data do recebimento. § 2º . os motivos do veto ao Presidente do Poder Legislativo.A matéria constante do Projeto de Lei rejeitado ou não sancionado.A Comissão Representativa. Artigo 51 . só podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos membros do Poder Legislativo.Leis Ordinárias. dentro de quarenta e oito (48) horas.A iniciativa das leis municipais. § 2º . Artigo 43 .O veto popular deve ser encaminhado à Câmara de Vereadores. em todo ou em parte. em 19. o Projeto será incluído na Ordem do Dia. cuja substituição se faz na norma regimental. no mínimo. constituída por número ímpar de Vereadores. V .O veto parcial deverá abranger o texto integral do artigo. do inciso ou da alínea.Resoluções.A Comissão Representativa deve apresentar relatório dos trabalhos.No caso do item I. e cinco por cento (5%) dos eleitores do Município. assinado por duas (2) entidades devidamente registradas.O veto será apreciado no prazo de trinta (30) dias. aquiescendo. salvo nos casos de competência exclusiva. II . ao Prefeito e ao eleitorado. Artigo 45 .Esgotado. a contar de sua apresentação ou de seu recebimento. este poderá solicitar à Câmara Municipal que o aprecie no prazo de até quarenta e cinco (45) dias.por iniciativa popular. I .98) Artigo 50 . § 1º .Se o veto for rejeitado. por um terço dos membros da Câmara Municipal.O processo legislativo compreende a elaboração de: I . assim como a proposta de emenda à Lei Orgânica. § 3º . Artigo 40 . SEÇÃO V Das Leis e do Processo Legislativo Artigo 42 . somente poderá constituir objeto de novo projeto.

10. bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel execução.contratar a prestação de serviços e obras observando o processo licitatório. será dada a divulgação com a maior amplitude possível. ausentar-se do Município por mais de três (3) dias. (NR. e do Estado e do País. além de titulares de instituições de que participe o Município na forma da lei. e prestarão o compromisso de manter. os diretores de autarquias e departamentos. VII . com a votação da Redação Final.Se o Prefeito ou o Vice-Prefeito não tomarem posse. terão a sua elaboração encerrada.O Vice-Prefeito exercerá as funções de Prefeito nos casos de impedimento deste. CAPÍTULO V Do Poder Executivo SEÇÃO I Do Prefeito e do Vice-Prefeito Artigo 54 . nas hipóteses dos parágrafos 3º e 5º. sem licença da Câmara Municipal. do artigo 38.iniciar o processo legislativo na forma e nos casos previstos nesta lei. Artigo 56 . o Presidente do Poder Legislativo a promulgará e. em 09.Os Decretos Legislativos e as Resoluções. XII .prover os cargos públicos e expedir os demais atos referentes à situação funcional dos servidores.Se. § 1º . ou interesse social de bens para fins de desapropriação ou servidão administrativa. ou de qualquer modo. contados da data em que se publicarem os projetos referidos no parágrafo anterior.O Poder Executivo é exercido pelo Prefeito. sob pena de perder do cargo. ainda. X .Dos projetos previstos no “caput” deste artigo. IX . antes de submetidos à discussão da Câmara.nomear e exonerar os Secretários Municipais. autorizem a abertura de créditos que concedam subvenções e auxílios.vetar projetos de lei total ou parcialmente. “III . e) tratem da destinação em geral dos bens imóveis do Município. Artigo 52 . o Código Tributário. d) criem ou suprimam órgãos ou serviços do Executivo. fixem vencimentos ou vantagens dos servidores públicos. a Lei do Meio Ambiente. ressalvada a competência privativa atribuída à Câmara Municipal no inciso II. serão sucessivamente chamados ao exercício da chefia do Executivo Municipal. defender e cumprir a Constituição.Em caso de impedimento do Prefeito ou do Vice-Prefeito. b) versem sobre matéria orçamentária. o Vice-Presidente e o 1º Secretário da Câmara Municipal. a lei que instituir a Guarda Municipal e o Estatuto dos Funcionários Públicos. V . o Plano Plurianual.O Prefeito e o Vice-Prefeito não poderão. se este não o fizer em igual prazo. a Lei não for promulgada pelo Prefeito no prazo de quarenta e oito (48) horas. auxiliado pelos Secretários do Município.” IV . § 1º . nos termos do artigo 46 desta Lei Orgânica.planejar e promover a execução dos serviços públicos municipais. SEÇÃO II Das Atribuições do Prefeito Artigo 58 . c) criem cargos ou funções públicas. e acréscimo Emenda nº 05. ou vacância dos respectivos cargos. Parágrafo Único . promulgar e fazer públicas as leis. II . Artigo 55 . cabendo ao Presidente da Câmara promulgá-los.dispor sobre a organização e o funcionamento da administração municipal. o cargo será declarado vago. caberá ao Vice-Presidente fazê-lo. salvo motivo de força maior. Artigo 53 .O Prefeito e o Vice-Prefeito tomarão posse na Reunião Solene de instalação da Câmara Municipal. após a posse dos Vereadores. § 2º . ao Poder Legislativo. bem como as suas alterações.enviar. o Código de Posturas.Compete privativamente ao Prefeito: I . Artigo 57 . somente serão aprovados pelo voto da maioria absoluta dos membros do Poder Legislativo.O Código de Obras.§ 7º . XI . bem como as funções que lhe forem conferidas em lei e suceder-lhe-á em caso de vaga e.Dentro de quinze (15) dias. na forma da lei.declarar a utilidade ou a necessidade pública. o Presidente.90) 16 .sancionar. VIII . VI . decorridos dez (10) dias da data fixada.Representar o Município em juízo e fora dele. por qualquer tempo. aumentem a despesa pública. observar as leis e administrar o Município. o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias e as propostas de orçamento previstos nesta Lei. ao Poder Legislativo.expedir atos próprios de sua atividade administrativa. visando ao bem geral dos munícipes. especialmente os que: a) disponham sobre matéria financeira.Lei ordinária estabelecerá a forma e os meios para a instalação do gabinete do Vice-Prefeito. da Lei Orgânica. a Lei de Parcelamento do Solo. qualquer entidade da Sociedade Civil Organizada poderá apresentar emendas. bem como das respectivas exposições de motivos. por delegação do titular. § 2º .

arruamento e zoneamento urbano ou para fins urbanos. XIX .XIII . a fiscalização e a arrecadação de tributos. ou sujeita à fiscalização do Poder Legislativo. promover o lançamento.referendar os atos e decretos do Prefeito e expedir instruções para a execução das leis. no prazo de trinta (30) dias de sua posse. Artigo 64 . por ofício. compete aos Secretários do Município: I . as quantias que devam ser despendidas de uma só vez. dentro de quarenta e cinco (45) dias. SEÇÃO III Da Responsabilidade do Prefeito Artigo 59 . aos titulares de autarquias e de instituições de que participe o Município.comparecer à Câmara Municipal nos casos previstos nesta Lei Orgânica.solicitar o auxílio da Polícia do Estado para garantia de cumprimento de seus atos. V .praticar os atos pertinentes às atribuições que lhes forem delegadas pelo Prefeito. SEÇÃO IV Dos Secretários do Município Artigo 60 . as vias e os logradouros públicos. Artigo 62 .propor a divisão administrativa do Município de acordo com a Lei.o cumprimento das leis e das decisões judiciais.administrar os bens e as rendas municipais. de livre nomeação e exoneração do Prefeito. à Câmara Municipal. XV . XVII . III . no gozo dos direitos políticos e estão sujeitos.propor ao Poder Legislativo o arrendamento. II . as informações solicitadas sobre a matéria legislativa em tramitação na Câmara. contraídas e não saldadas pelo antecessor. XVI . prorrogáveis a seu pedido.Importam responsabilidade os atos do Prefeito ou do Vice-Prefeito que atentem contra a Constituição Federal. aos funcionários públicos. classificados dentro de um sistema. obedecidas às normas urbanísticas aplicáveis. I . Artigo 61 . dentro de quinze (15) dias de sua requisição. observando o devido processo legal.O Quadro de Funcionários deve ser constituído de classes. IV . ao Prefeito. dos decretos e regulamentos relativos aos assuntos de suas secretarias.o exercício dos direitos individuais.Os Decretos. de acordo com a lei.revogar atos administrativos por razões de interesse público e anulá-los por vício de legalidade. ou ainda. emancipados. todas as dívidas do Município. e até o dia 25 de cada mês a parcela correspondente de sua dotação orçamentária. XIV . bem como a aquisição de outros. às entidades de classe e entidades comunitárias. XXI . adicionais por 17 . abono familiar. como ao de antigüidade. desde a posse. dentro de trinta (30) dias.aprovar projetos de edificação e planos de loteamento. as mesmas incompatibilidades e proibições estabelecidas para os Vereadores. especialmente: I .Os Secretários do Município. XXII . o disposto nesta seção.resolver sobre os requerimentos. contra a Constituição Estadual. salvo quanto ao cargo final. políticos e sociais. atos e regulamentos referentes aos serviços autônomos serão subscritos pelo Secretário da Administração. avanços trienais. carreiras funcionais ou de cargos isolados.O livre exercício dos poderes constituídos. relatório anual dos serviços realizados por suas secretarias. IV .publicar.orientar.a Lei Orçamentária. o aforamento ou a alienação de próprios municipais. Artigo 65 . dessas formas conjugadas. XXIV . são escolhidos entre os brasileiros.São assegurados. II .prestar.prestar. reclamações ou representações que lhe forem conferidos em matéria de competência do Executivo Municipal. Parágrafo Único .O sistema de promoções obedece não só ao critério de merecimento avaliado objetivamente. XVIII . XXIII . contra a Lei Orgânica e. de conformidade com os princípios da Constituição Federal e desta Lei Orgânica. legalmente constituídas.Além das atribuições fixadas em Lei Ordinária. CAPÍTULO VI Dos Servidores Municipais Artigo 63 .providenciar pelo ensino público.a probidade na administração.colocar à disposição da Câmara Municipal. XX .Aplica-se. V .Lei complementar estabelecerá o regime jurídico dos servidores municipais.apresentar.oficializar. as informações solicitadas sobre fatos de interesse da entidade e relacionados ao Executivo. no que couber. III . nos meios de comunicação local. maiores de 18 anos. cujo acesso será por merecimento. coordenar e executar as atividades dos órgãos e entidades da administração municipal na área de sua competência. XXV .

Os conselhos municipais são órgãos de cooperação governamental que tem por finalidade auxiliar a administração na orientação. na Constituição do Estado. a assistência médica. seus dependentes não perdem os direitos à assistência e ao tratamento previsto neste artigo. cirúrgica e hospitalar. I . a seus servidores. bem como os procedimentos administrativos à apuração de atos de improbidade.Impostos. farmacêutica. na fiscalização e no julgamento da matéria de sua competência. nesta Lei Orgânica e nas Leis Ordinárias pertinentes.O regime jurídico dos servidores admitidos em serviço de caráter temporário ou contratados para funções de natureza técnica e especializada é o estabelecido na legislação própria. deverão portar um crachá de identificação. Artigo 70 . associativas. de servidores públicos municipais que ocupem cargo em comissão ou função gratificada na administração pública. nos Conselhos Municipais. Artigo 74 .Os servidores.Falecido o servidor. desde que possa haver compensação com prestação de serviço público. inclusive da dívida ativa.A lei especificará as atribuições de cada Conselho. atividade políticopartidária nas horas e nos locais de trabalho. suplente e prazo de duração do mandato. Artigo 72 . II .Os Conselhos Municipais são compostos por um número ímpar de membros.tempo de serviço de licença-prêmio de serviço. sem prejuízo ao disposto neste artigo. TÍTULO II DA TRIBUTAÇÃO. no planejamento.O Município permitirá. § 1º . odontológica e social. complementar na forma da Lei e através do órgão de classe. a que se refere o “caput” deste artigo.taxas em razão do exercício de poder de polícia ou pela utilização. assistência médica. durante o período de expediente. forma de nomeação do titular. nos termos da lei. como representante de qualquer entidade particular representativa da comunidade. CAPÍTULO VII Dos Conselhos Municipais Artigo 73 .Incumbe. cargo ou função e data de admissão. hospitalar. a representatividade da administração. a conclusão de cursos em que estejam inscritos ou em que venham a se inscrever. efetiva ou potencial de serviços públicos. Artigo 67 . composição. Artigo 76 . odontológica e social.Os servidores municipais devem ser inscritos na Previdência Social. é assegurado pleno direito de defesa bem como a assistência pelo seu órgão de classe. na forma da Lei.É vedada a participação. § 2º . Artigo 69 .O servidor será aposentado na forma definida na Constituição Federal. quando for o caso.Ao servidor público. assegurar a seus servidores e dependentes. suas responsabilidades e penalidades. DAS FINANÇAS E DO ORÇAMENTO CAPÍTULO I Do Sistema Tributário SEÇÃO I Disposições Gerais Artigo 77 . direta ou indireta do Município. também. ao Município. Artigo 75 . classistas e dos contribuintes. sendo que as entidades privadas indicarão os seus representantes. ao Município. Artigo 71 . a quantos prestarem serviços ao Poder Executivo Municipal.O Sistema Tributário. deveres. contendo nome. observando. Artigo 68 . funcionamento. compreende os seguintes tributos: I . das entidades públicas. I .A lei que dispuser sobre o estatuto do Funcionário Público Municipal estabelecerá seus direitos. Artigo 66 .É vedada a participação de servidores no produto da arrecadação de tributos e multas. 18 . sua organização.É vedada. prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição. § 1º .O Sistema Tributário do Município é regido pelo disposto na Constituição Federal. incumbindo.

de forma setorizada. IV . orientará a elaboração da Lei Orçamentária Anual e disporá sobre as alterações na Legislação Tributária. observados os princípios estabelecidos na Constituição Federal. que instituir o Plano Plurianual. a arrecadação dos seguintes tributos. não incidirá sobre a transmissão de bens ou direitos incorporados ao patrimônio de pessoa jurídica em realização do capital e obedecerá aos princípios estabelecidos na Constituição Federal.demonstrativo de todas as despesas realizadas mensalmente no primeiro semestre do exercício da elaboração da proposta orçamentária. § 3º . bem como a dilatação de prazos de pagamento de tributos só poderá ser feita mediante autorização legislativa. nos termos da lei municipal.de diretrizes orçamentárias. as diretrizes. III . quantificadas física e financeiramente. SEÇÃO II Do Orçamento Artigo 85 . isenção. direta ou indiretamente. no máximo em doze (12) meses. III . instituídos por Lei Municipal.dos orçamentos anuais.A Lei.transmissão intervivos sobre bens imóveis.A concessão de anistia. a fim de coligir dados com vistas a resguardar o efetivo ingresso de tributos de seu interesse.Ao Município. as legislações Federal e Estadual pertinentes: I .do Plano Plurianual. Artigo 84 . § 4º .o orçamento fiscal referente aos poderes do Município.III . remissão.O imposto previsto no inciso II. direta ou indiretamente. projetos e atividades de investimento da administração municipal. § 2º . § 2º .contribuição de melhoria decorrente de obras públicas. de forma a assegurar o cumprimento da função social da propriedade.o orçamento de investimento das empresas em que o Município. Artigo 79 .O Município poderá firmar convênios com o Estado e a União.A receita e a despesa públicas obedecerão às seguintes leis de iniciativa do Poder Executivo: I . Artigo 78 . III . II .serviços de qualquer natureza.São inaplicáveis quaisquer disposições legais excludentes ao direito de fiscalizar pessoas ou entidades vinculadas. respeitados os princípios constitucionais. sobre as receitas e 19 .O Poder Executivo publicará. CAPÍTULO II Das Finanças Públicas SEÇÃO I Disposições Gerais Artigo 82 .O Projeto de Lei Orçamentária será acompanhado de demonstrativo de efeito. o texto consolidado da Legislação Municipal Tributária. extinguir. Artigo 83 . incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subseqüente. relatório da execução orçamentária.O imposto. § 1º . na forma da lei. § 1º . é vedado instituir.O Poder Executivo Municipal fará publicar.A Lei Orçamentária Anual compreenderá: I . estabelecerá. inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público Municipal. modificar e reduzir tributos sem que a Lei os estabeleça. até trinta (30) dias após o encerramento de cada bimestre.Propriedade predial e territorial urbana. § 2º . ressalvados os casos previstos em lei. órgãos e entidade da administração direta ou indireta. dos programas. ao Município. II . § 5º .Compete. ao fato gerador dos tributos municipais. II . na forma da legislação federal.Lei Ordinária disporá sobre as finanças públicas municipais. os objetivos e as metas. na Constituição do Estado e em Lei Ordinária pertinente.A Lei de Diretrizes Orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pública municipal. Artigo 80 . benefícios e incentivos fiscais. aumentar. SEÇÃO II Dos Impostos Municipais Artigo 81 . detenha a maioria do capital social com direito a voto.O orçamento de seguridade social.As disponibilidades de caixa do Município e das entidades da administração municipal serão depositadas em instituições financeiras oficiais do Estado. previsto no inciso I. será progressivo. a contar da publicação desta Lei.

bem como a admissão de pessoal.O Plano Plurianual. anualmente.A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração. § 4º .” (N.o Projeto de Lei do Plano Plurianual. § 8º . deverão ser encaminhados. não serão aprovadas quando incompatíveis com o Plano Plurianual. com prévia e específica autorização legislativa. órgãos ou entidades da administração. do Projeto de Lei Orçamentária Anual. Artigo 87 .sejam relacionados com: a) a correção de erros ou omissões. excluídos os que incidam sobre: a) dotação para pessoal e seus encargos. franqueando-os ao público. nos seguintes prazos: I . § 6º . até 30 de maio.se houver prévia dotação orçamentária suficiente para atender às projeções de despesa de pessoal e aos acréscimos dela decorrentes. ficarem sem despesas correspondentes poderão ser utilizados. pelo Prefeito Municipal. examinar os Projetos referidos neste artigo.indiquem os recursos necessários. de quaisquer secretarias.05. nos termos da lei. só poderão ser feitas: I . nos seguintes prazos: “I . através dos meios de comunicação da cidade.As despesas com pessoal ativo e inativo não poderão exceder os limites estabelecidos na lei. II . emenda ou rejeição. b) serviço de dívida. cem (100) eleitores residentes no Município ou encaminhadas por duas entidades representativas da sociedade. III . não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de créditos. inclusive os oriundos de convênios com outras esferas de governo e os destinados a fundos especiais. até 15 de outubro de cada ano. II .Os créditos suplementares ou especiais. senão através de lei específica. conforme o caso. ressalvadas as empresas públicas e as sociedades de economia mista. deverão ser objeto de dotação orçamentária específica. § 6º . anualmente. emitindo parecer e apreciadas na forma regimental pelo Plenário. inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público. prevista no parágrafo anterior. a qual não poderá ser complementada ou suplementada. anistias.Os Projetos de Lei. Artigo 88 . “II . desde que firmadas.A abertura de créditos suplementares. o respectivo numerário será posto à disposição desta em parcelas iguais correspondentes aos meses de vigência do crédito. ainda que por antecipação de receita. § 2º .A Lei Orçamentária Anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa. pelos órgãos ou pelas entidades da administração direta ou indireta. até 15 de setembro de cada ano. sejam elas quais forem. poderão ser apresentadas emendas populares aos Projetos de Lei do plano Plurianual de Diretrizes Orçamentárias e do Orçamento Anual.sejam compatíveis com o Plano Plurianual e com a Lei de Diretrizes Orçamentárias. Artigo 89 .Os Projetos de Lei sobre o Plano Plurianual de Diretrizes Orçamentárias devem ser encaminhadas. b) os dispositivos do texto do Projeto de Lei. no mínimo (30) trinta dias antes de submetê-los à apreciação do Plenário. até 30 de julho.o Projeto das Diretrizes Orçamentárias. com a denominação “publicidade”. § 9º . ao Poder Legislativo. até 15 de julho de cada ano. tributária ou creditícia. para sanção do Prefeito. § 7º . Artigo 86 .R. em 29. admitidos apenas os provenientes de anulação de despesas. até 15 de dezembro de cada ano. decorrentes de isenções. dos Projetos de Lei constantes do “caput” deste artigo. as Diretrizes Orçamentárias. quando: I . bem como as emendas apresentadas. os Orçamentos Anuais e os Créditos Adicionais dependerão de aprovação legislativa. à Comissão de Finanças e Orçamento. § 5º . aos Projetos de Lei de Diretrizes Orçamentárias.As despesas com publicidade. sendo a primeira até quinze (15) dias após a promulgação da respectiva lei autorizatória. na previsão da receita e sua aplicação. de cada órgão.o Projeto de Lei do plano plurianual. § 1º . §3º As emendas. mediante créditos especiais ou suplementares. somente poderão ser aprovadas. a criação de cargos ou alteração de estrutura de carreira.O Prefeito Municipal poderá enviar mensagem ao Poder Legislativo propondo modificações nos projetos a que se refere este artigo.se houver autorização específica na Lei de Diretrizes Orçamentárias. em decorrência de veto.As emendas. todos os recursos de transferências.A Lei Orçamentária Anual conterá a receita e a despesa classificada de forma a evidenciar a política e o programa de trabalho do Governo Municipal. subsídios e benefícios de natureza financeira. § 10 .91) 20 .despesas. III .Os recursos que. § 7º . Emenda nº 06. Parágrafo único . no mínimo. abertos em favor da Câmara.os Projetos de Lei dos Orçamentos Anuais.” § 8º .O Poder Legislativo dará conhecimento. e o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias. enquanto não iniciada a votação em Plenário. não poderá exceder a vinte por cento (20%) da receita orçada.As Leis Orçamentárias incluirão obrigatoriamente. remissões. de que trata o parágrafo anterior.Caberá.Durante o período de pauta regimental. aos Projetos de Lei Orçamentária Anuais ou aos Projetos que as modifiquem. II . a qualquer título. por.os Projetos de Lei dos Orçamentos Anuais.

(N. serão publicados até o dia 15 de fevereiro do ano subseqüente. anualmente. destinados à sua execução. ao Município. em 29.O controle externo da Câmara Municipal.Caso o Prefeito não envie o Projeto de Orçamento Anual no prazo legal.Aplicam-se. pelos índices oficiais da inflação verificada nos doze (12) meses imediatamente anteriores a 30 de setembro do exercício em curso.Os balancetes. 21 .§ 9º . nos termos da Constituição Federal e desta Lei Orgânica. os Projetos nele previstos serão promulgados como lei. Artigo 98 .As receitas. § 1º .O Orçamento Plurianual de Investimentos consignará exclusivamente as despesas de capital e indicará os recursos orçamentários. Artigo 93 . o Poder Executivo porá a disposição do Poder Legislativo todas as informações sobre a situação do endividamento do Município. II . e pelos sistemas de controle interno do Executivo Municipal. relativas à aplicação dos recursos da União e do Estado. § 10 . despesas e a evolução da dívida pública da administração direta e indireta constantes do seu orçamento.R.Cumpre. serão prestadas pelo Prefeito na forma da legislação pertinente.A fiscalização financeira e orçamentária do Município é exercida mediante controle externo da Câmara Municipal. as contas relativas à gestão financeira municipal do exercício imediatamente anterior. SEÇÃO III Da Fiscalização Financeira e Orçamentária Artigo 95 . até o trigésimo dia após o encerramento de cada mês.91) Artigo 90 .As previsões atualizadas de seus valores até o final do exercício financeiro. discriminadas para cada empréstimo existente e acompanhadas das agregações e consolidações pertinentes.Caso a Câmara Municipal rejeite o Projeto de Lei Orçamentária Anual no prazo legal. que demonstrem a execução da receita e da despesa realizada a cada semestre.O Poder Executivo publicará. Artigo 97 .A comparação dos valores do inciso anterior com os correspondentes previstos no orçamento já atualizados por suas alterações. em jornal de circulação local. podendo introduzir as modificações que a lei facultar.Os valores realizados desde o início do exercício até o último mês do trimestre.Não atendidos os prazos estabelecidos no parágrafo 8º. sem prejuízo de sua inclusão na prestação de contas a que se refere o parágrafo anterior. exercido com o auxílio do Tribunal de Contas do Estado. com a correção das respectivas rubricas.05. o Poder Executivo adotará como correção das respetivas rubricas pelos índices oficiais da inflação verificada nos 12 meses imediatamente anteriores a 30 de novembro do exercício em curso. o Poder Legislativo adotará como Projeto de Lei Orçamentária a Lei do Orçamento em vigor. balancetes de forma reduzida. objeto de análise financeira. no que não contrariem o disposto nesta seção. I . Artigo 94 . em seus valores mensais. Artigo 91 .Os balancetes. Artigo 96 . II .Aplicam-se.O acompanhamento e a participação de que trata o “caput” deverão se dar através de Conselho Popular. Emenda nº 06. compreenderá: I . relatório resumido da execução orçamentária. I . especialmente o disposto no artigo 167 da Constituição Federal.Para os efeitos deste artigo. § 2º . III . as demais normas relativas ao processo legislativo. aos Projetos mencionados neste artigo. ao Município. Artigo 99 . bem como apresentará ao Poder Legislativo.Na oportunidade da apreciação e votação dos orçamentos a que se refere o artigo anterior. o comportamento das finanças públicas e da evolução da dívida pública. Artigo 92 . anualmente. II . referentes ao 1º semestre de cada ano. trimestralmente. IV . até 31 de março. referentes ao 2º semestre de cada ano.A tomada e o julgamento das contas do Prefeito nos termos desta Lei Orgânica. compreendendo os atos dos demais administradores e responsáveis por bens e valores públicos municipais. serão publicados até dia (30) trinta de julho do exercício. o Prefeito deve remeter à Câmara e ao Tribunal de Contas do Estado. inclusive os financiamentos contratados ou previstos.O acompanhamento das atividades financeiras e orçamentárias do Município.O Poder Executivo publicará. a adoção de mecanismos que possibilitem ampla participação e amplo acompanhamento popular na aplicação e administração de todos os recursos financeiros postos à sua disposição.As contas. inclusive os da Mesa da Câmara. as vedações estabelecidas em Lei Federal relativas à gestão financeira e orçamentária dos recursos públicos. I .

conciliando a liberdade de iniciativa com os interesses da coletividade que merecerão tratamento prioritário e zelará pelos seguintes princípios: I .No lançamento do tributo. cabe. a contar da notificação. nem dele receber benefícios. Artigo 102 .proteção da natureza e ordenação territorial. na Constituição Federal e nas normas gerais de direito financeiro estabelecidas em legislação federal. Parágrafo Único . Artigo 103 .integração e descentralização das ações públicas setoriais. V .democratização de acesso à propriedade e dos meios de produção. destinadas a tornar efetivos os direitos ao trabalho.O Município organizará a ordem econômica e social. que funcionarão como fonte de consultas. com a defesa dos interesses do povo. 22 . vender ou contratar serviços com a Prefeitura Municipal.preferência aos projetos de cunho comunitário nos financiamentos públicos e incentivos fiscais. por Lei Complementar à Constituição Federal.A despesa pública municipal observará os princípios estabelecidos nesta Lei Orgânica.Nenhuma lei que crie ou aumente despesa sancionada.valorização econômica e social do trabalhador. associada a uma política de expansão das oportunidades de emprego e de humanização do processo social de produção. incentivos fiscais ou creditícios. recurso ao Prefeito. sem que nela conste a indicação do recurso para atender os encargos decorrentes. sem que a Lei que o haja instituído ou aumentado esteja em vigor antes do início do exercício financeiro.condenação dos atos de exploração do homem pelo homem e da exploração predatória da natureza. agrícola e de serviços. Vereadores e Funcionários Públicos Municipais. I .Este dispositivo aplica-se. tendo em vista o direito da população ao serviço ou à atividade. ao contribuinte.os interesses de iniciativa privada não poderão sobrepor-se aos do Poder Público e da coletividade. informações e planejamento dos órgãos públicos e de todos os segmentos da sociedade.A pessoa jurídica em débito com o sistema de Previdência Social não poderá contratar com o Poder Público Municipal. que possibilite manter atualizados dados estatísticos e outras informações relativas às atividades comercial. VI . ao Prefeito. também. no domínio econômico. comprar. não estiver sendo prestado. XII .A receita municipal é constituída dos tributos da competência do Município. do Estado. respeitadas as legislações Federal ou Estadual e os direitos dos trabalhadores. pode o Município intervir. II . em cada exercício. VII . à educação.integração das ações do Município com a da União e do Estado. I . para orientar e estimular a produção. for excepcionado de observância desta regra.A intervenção do Município. dar-se-á por meios previstos em lei.Nenhum tributo será cobrado. salvo o imposto que. § 2º . a pessoas jurídicas ou físicas. § 1º .Fica proibido.planificação do desenvolvimento.estímulo à participação da comunidade através de organizações representativas da mesma. quando o serviço a que se refere a taxa. à habitação e à assistência social. autorizado pelo Poder Legislativo. ou a qualquer tempo. III . respeitados os princípios da legislação federal em vigor. TÍTULO III DA ORDEM SOCIAL E ECONÔMICA CAPÍTULO I Disposições Gerais Artigo 105 . XI . Artigo 107 . determinante para o setor público e indicativo para o setor privado.Lei Municipal definirá normas de incentivo às formas associadas e cooperativas. bem como de outros ingressos legalmente destinados. em débito com a Prefeitura Municipal.Nenhuma despesa será ordenada ou realizada sem que exista dotação orçamentária própria ressalvada a que ocorrer por conta crédito extraordinário. no sentido de garantir a segurança social.Promoção do bem-estar do homem como fim essencial da produção e do desenvolvimento. da participação deste em Tributos da União.manter banco de dados.As subvenções sociais deverão ser distribuídas às entidades que atenderem as exigências legais. X . VIII . considerando-se juridicamente ilícito e moralmente indefensável qualquer ganho individual ou social auferido com base neles. às pequenas e microunidades econômicas e às empresas que estabelecerem participação dos trabalhadores nos lucros e na sua gestão. Artigo 104 . IV . no prazo de trinta (30) dias. Artigo 106 . IX . das tarifas ou preços municipais. industrial. Artigo 101 .SEÇÃO IV Da Receita e da Despesa Artigo 100 .No caso de ameaça ou efetiva paralisação de serviços ou atividade essencial por decisão patronal. corrigir distorções da atividade econômica e prevenir abusos do poder econômico. bem como aos seus parentes consangüíneos ou por afinidade até o segundo grau. II .

§ 5º .Fica vedada a liberação de alvará para construção de prédio em loteamento onde não forem construídas obras de infra-estrutura. inibindo a especulação imobiliária. no que couber. registrará.impedir as agressões ao meio ambiente.prevenir e corrigir as distorções do crescimento urbano. IV . Artigo 111 . sua integração e articulação com a malha urbana. Artigo 113 . no que lhe couber. visando a: I . § 6º . o Município adotará providências cabíveis.Na aprovação de qualquer Projeto de Loteamento ou construção de conjuntos habitacionais. o Município exigirá a completa infra-estrutura de saneamento básico determinada por Lei Federal e Legislação Municipal competentes. ao Município.Deverá o Município. tem como objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes. § 1º . I . combater e controlar a poluição e a erosão. a prestação de serviços públicos. prevenir. racionalização e otimização da infra-estrutura urbana básica.promover o desenvolvimento econômico local. as concessões e as permissões de uso as instituições particulares. § 3º . deverá estar inserido em área urbana ou de expansão urbana. de escola com capacidade para atender à demanda gerada pelo loteamento ou conjunto habitacional. VI . em qualquer de suas formas. XI . o Município exigirá a edificação pelos incorporadores. VII .A Lei disporá de regras específicas. III . além de contemplar os aspectos de interesse local e respeitar a vocação ecológica. meios de abastecimento ou sobrevivência. Artigo 110 . na aprovação do projeto de loteamento ou construção de conjuntos habitacionais. V . IX . X .a regularização dos loteamentos irregulares. conforme legislação federal vigente. Uso e Parcelamento do Solo Artigo 112 .No caso de ser entregue parte do loteamento. de acordo com o que dispuser a Lei. abandonados ou não utilizados.O Município organizará sistemas e programas de prevenção nos casos de calamidade pública em que a população tenha ameaçados os recursos. definida em Lei Municipal.promover a definição e a realização social da propriedade urbana.integrar as atividades urbanas e rurais.A política de desenvolvimento urbano. priorizando os aglomerados de maior densidade populacional e as populações de menor renda.O Município assegurará a participação das entidades comunitárias e das representativas da sociedade civil organizada legalmente constituídas.As determinações previstas no “caput” terão acompanhamento compulsório dos proprietários das área onde se localizam os recursos naturais e. § 2º .A ampliação de áreas urbanas deverão ser acompanhadas do respectivo zoneamento de usos e regime urbanístico. desde que com todas as obras de infraestrutura exigidas. para fins urbanos.O Município. 23 . sobre o parcelamento e uso do solo do Município.Artigo 108 . fica liberada a concessão de alvará para construção.Todo parcelamento do solo.Na aprovação de qualquer projeto de loteamento ou construção de conjuntos habitacionais. conforme diretrizes fixadas pela Constituição Federal e por Lei Complementar Municipal. ser compatível com as diretrizes do planejamento de desenvolvimento regional da região metropolitana da Grande Porto Alegre. concessão ou permissão. VIII .distribuir os benefícios e encargos do processo de desenvolvimento do Município. integrando as diversas atividades e funções urbanas. acompanhará e fiscalizará as concessões de direito de pesquisa e exploração racional dos recursos naturais renováveis e não renováveis em seu território. Parágrafo Único . inclusive os clandestinos. Artigo 115 . se o donatário lhes der destinação diversa de ajustada em contrato ou quando transcorridos dois anos não tiver dado cumprimento aos fins estabelecidos no ato da doação. em caso de descumprimento. § 4º . programas e projetos que lhes sejam concernentes.O Município revogará as doações. respeitado o disposto na legislação federal competente. Artigo 109 .Incumbe. devendo garantir-lhe a qualidade. II . CAPÍTULO II Da Política Urbana. na definição do Plano Diretor e das Diretrizes Gerais da ocupação do território. instrumento básico da política de desenvolvimento e de expansão urbana. deverá.melhorar a qualidade de vida da população. executada pelo Poder Público Municipal.O Plano Diretor do Município.promover a ordenação territorial.permitir a integração. os vazios urbanos e a excessiva concentração urbana. diretamente ou através de licitação sob regime de concessão ou permissão.promover a recuperação dos bolsões de favelamento. bem como na elaboração e implantação dos planos. estimulando as ações preventivas e corretivas. Artigo 114 .

por cooperativas habitacionais e outras formas alternativas. por regime de mutirão. IV . levada em conta a proteção do meio ambiente.a regularização fundiária. III .ao estímulo à criação de centrais de vendas diretas ao consumidor. com faixa pavimentada junto ao cordão da calçada.ao fomento à produção agropecuária e à alimentação de consumo interno. CAPÍTULO IV Da Política Agrícola Artigo 120 . especialmente quando: I . junto àqueles produtores. programa destinado à fixação do homem ao campo. à ampliação. Artigo 117 .O tamanho mínimo dos lotes. a emigração e imigração desordenadas da população carente destes municípios. através do órgão competente. estabelecidos no parágrafo anterior.O Município desenvolverá estudos e programas habitacionais de forma integrada com os municípios vizinhos. de pequeno porte.A progressividade prevista no § 2º será executada pelo Poder Público mediante cobrança de contribuição de melhoria.O Município prestará serviço de extensão rural de assistência técnica e de pesquisa tecnológica agropecuária. VII . Artigo 122 . de loteamentos constituídos por lotes médios de 150 a 180m² com 6m de testada com pontos de água. II .ao desenvolvimento da propriedade em todas as suas potencialidades. compatível com os programas estaduais dessa área. a partir da vocação e da capacidade de uso do solo.à implantação de cinturões verdes.CAPÍTULO III Da Habitação Artigo 116 . b) avaliar o desenvolvimento de soluções tecnológicas e formas alternativas para programas habitacionais. Artigo 123 .à adoção de medidas efetivas de apoio e incentivo ao produtor de leite.A execução da política habitacional será realizada por um órgão responsável do Município com a participação de representantes de entidades e movimentos sociais. colocação de meio-fio. no desempenho de sua organização econômica. VI . através de microempresas.O Município promoverá programas de interesse social destinados a facilitar o acesso da população à habitação. microprodutores rurais e empresas de pequeno porte com vistas à diminuição do preço final das mercadorias e produtos à população. § 1º .ao incentivo. § 4º . VIII . de um módulo mínimo com urbanização progressiva. c) poderá o Município. § 3º . III . luz.ao incentivo ao cooperativismo. deverá suprir as condições mínimas de saúde e meio ambiente. Artigo 121 .O Município apoiará a construção de moradias populares realizadas pelos próprios interessados. esgoto cloacal instalado. bem como às suas associações cooperativas. conforme dispuser a lei.O Município adotará legislação que contemple a implantação. destinado a atender as necessidades da população de baixa renda.O Município atuará de forma a garantir o acesso às centrais de vendas ao consumidor. tanto pelo Poder Público. na forma da lei.O Município. II . IX . priorizando: I .a dotação de infra-estrutura básica e de equipamentos sociais. desta forma.O Plano Plurianual do Município e seu orçamento anual contemplarão expressamente recursos destinados ao desenvolvimento de uma política habitacional de interesse social. planejará e executará políticas voltadas para a agricultura e o abastecimento. visando a garantir a qualidade e barateamento da construção. § 5º . evitando. envolvendo atividades não só de assistência técnica e de fomento ao 24 . § 2º . promoverá junto à zona rural.abrir e manter em bom estado de trafegabilidade os acessos das pequenas e médias propriedades agrícolas produtivas às estradas vicinais do Município. à conservação da rede de eletrificação rural.O Município apoiará o desenvolvimento de pesquisas de materiais e sistemas de construções alternativas e de padronização de componentes. visando à cooperação mútua na elaboração da política de soluções equânimes de habitação popular. Artigo 118 . criar o fundo municipal de Habitação.ao incentivo à agroindústria. que não possuem condições materiais de participar do programa.a implantação de empreendimentos habitacionais. Artigo 119 .O Município. como pelos particulares. devendo: a) elaborar um programa de construção de moradias populares e saneamento básico. V . dispensando cuidados especiais aos pequenos e médios produtores.

CULTURA. serão escolhidos por eleição direta e secreta uninominal. VII .O Município tem o dever de promover a participação da família e da comunidade em todas as 25 .garantir obrigatoriamente a educação infantil. III . I . compreendendo as creches e pré-escolas. através de associações. assistência à saúde e das atividades cultural e esportiva. de que trata este artigo. professores. VI . a arte e o saber.promover a valorização dos profissionais de ensino. a educação e a cultura. II . Artigo 124 . II .O Município. através de meios convencionais. Artigo 135 . destinando-lhe verba específica. na Rede de Ensino Municipal.Os programas. TÍTULO IV EDUCAÇÃO. Artigo 134 . alunos e funcionários organizarem-se em todos os estabelecimentos municipais de ensino. na forma da Lei.promover o ensino. com a colaboração do Estado. I . e coexistência de instituições municipais e privadas de ensino.A educação é direito de todos. V . I .As verbas públicas. IV .fazer censo escolar de 3 em 3 anos.gestão democrática do ensino municipal. serão mantidos.O ensino será ministrado com base nos princípios fundamentais de: I . LAZER E TURISMO CAPÍTULO I Educação Artigo 125 . mediante o plano de carreira. ensinar. nas escolas. a leitura de escritos brasileiros. mas também de integração comunitária. serão solicitadas através de expedientes próprios acompanhados do projeto a que se destinam e serão administradas conforme o previsto em lei pelas entidades populares.oferecer ensino fundamental em caráter noturno regular. VI .Os Diretores e Vice-Diretores.O Município incentivará. pela comunidade escolar. destinadas ao que trata o caput. optativamente. aos pais. pesquisar e divulgar o pensamento. baseada nos fundamentos da justiça social.O Município criará o Centro de Apoio ao pequeno produtor rural. completará o ensino municipal com programas permanentes e gratuitos de material didático. educação e cultura já existentes e realizadas empiricamente. destinada à criança de zero a seis anos.O Município manterá um sistema de bibliotecas escolares que satisfaça as necessidades de sua rede de ensino.produtor. com recursos financeiros específicos que não os destinados à manutenção e ao desenvolvimento do ensino e serão desenvolvidos com recursos da administração pública municipal. grêmios e outras formas. I . Artigo 131 . alimentação. IV . transporte.pluralismo de idéias. Artigo 129 . o piso salarial e o ingresso por concurso público. III . recrutar os educandos para o ensino fundamental e fazer-lhes a chamada anualmente. Artigo 133 .garantia do padrão de qualidade.É dever do Município: I .igualdade de condições para o acesso e permanência na escola.É assegurado. Artigo 127 . nas comunidades periféricas. Artigo 128 .O Município fomentará todas as formas de ensino. de concepções pedagógicas.O Município organizará o seu sistema de ensino em colaboração com a União e o Estado. das Unidades Escolares da Rede de Ensino Municipal. Artigo 130 . seja oferecido horário integral aos alunos do ensino fundamental.Será responsabilizada a autoridade educacional que embaraçar ou impedir a organização ou o funcionamento das entidades referidas neste artigo. dever do Estado e da sociedade.gratuidade do ensino municipal. V . Artigo 126 . atuando prioritariamente no ensino fundamental e pré-escolar. ao meio ambiente e aos valores culturais e éticos. da democracia e do respeito aos direitos humanos. principalmente.promover atendimento educacional aos portadores de deficiências e aos superdotados.O Município instituirá o Conselho Municipal de Educação.valorização dos profissionais do ensino. VII . DESPORTO. Artigo 132 .promover meios para que. adequado às condições do educando.liberdade de aprender.

por meio de inventários. de 28. Artigo 146 . contendo dados de identificação e grupo sangüíneo. para as despesas de capital e investimentos. fiscalizar e incentivar a prática de competições desportivas e os espetáculos culturais. tombados pelo Município. II . Artigo 148 . § 1º .Constituem direitos culturais garantidos pelo Município: I . Emenda nº 07. Artigo 136 . compreendida e proveniente de transferência. objetivando a educação preventiva. registros.O Município aplicará.” (N.5%) do orçamento anual e serão aplicados em projetos que dêem acesso a toda a população. apoiando e incentivando a produção. serão democraticamente aplicados dentro de uma visão social abrangente.Os prédios. 26 . Artigo 139 . destinados à cultura.O Município destinará recursos públicos para entidades que promovam espetáculos culturais.É dever do Município regulamentar.O Município garantirá a todos o pleno exercício do direito de acesso às fontes de educação e cultura.A política de ensino municipal deverá ter como uma de suas metas a formação integral do aluno. CAPÍTULO II Desporto.91) Artigo 141 . desapropriação e outras formas de acautelamento e preservação. tombados ou desapropriados. Artigo 142 .Os recursos do Município. científica e humanística. Artigo 147 .O Município estimulará a cultura em suas múltiplas manifestações. em 29. III .Os recursos. garantindo o pleno e efetivo exercício dos respectivos direitos. das populares às eruditas. Artigo 138 . a assistência e a recuperação dos dependentes de substâncias físicas ou psíquicas. Artigo 140 – “Os alunos da rede municipal de ensino serão portadores de Carteira de Saúde. receberão incentivos para preservá-los e conservá-los conforme definido em lei. destinados ao esporte e lazer. em áreas de valor histórico. § 3º . sobre o mesmo.Incentivar a publicação de obras e pesquisas no campo da educação e da cultura. dotando-o de uma consciência crítica. Artigo 145 .90) SEÇÃO I Cultura Artigo 144 . apoiando e incentivando as manifestações populares indígenas e afro-brasileiras ao sócio cultural do Município.o apoio e incentivo à produção.etapas do processo educacional. para a construção e manutenção de escolas. e das regionais às universais.a liberdade de criação. com os uniformes fornecidos gratuitamente pela administração municipal. “Artigo 143 . nunca menos de dez por cento (10%) de sua receita resultante de impostos. Emenda nº 3. sem prejuízo ou descaracterizações dos conteúdos pedagógicos das ciências exatas.Os proprietários de bens de qualquer natureza.É obrigação do Município prover ensino técnico fundamental que priorize as vocações politécnicas do Município. Artigo 137 . na qual. objetivando o lazer da comunidade. § 2º . artísticos e àqueles que promovam competições esportivas amadoras de caráter municipal. a valorização e a difusão das manifestações culturais.Todos os alunos de escolas públicas municipais deverão assistir às aulas devidamente uniformizados. deverão manter em exposição acervo histórico. tombamento.R.06. Lazer e Turismo Artigo 149 . I . Artigo 151 .amplo acesso a todas as formas de expressão cultural. expressão e acesso à educação artística.O Município incentivará formas de participação da política de combate ao uso de entorpecentes.O Município.06. Artigo 150 . protegerá o patrimônio cultural.A lei estabelecerá o Plano de Carreira do Magistério Público Municipal. não poderão ser inferiores a meio por cento (0. com a colaboração da comunidade. anualmente. anualmente. bem como o acesso às fontes. quando utilizados para atividades ou serviços públicos. difusão e circulação dos bens culturais. vigilância.R.” (N.O Município instalará Parque Municipal. a equipe médica fará anotações sobre o seu estado físico e mental.Os estabelecimentos públicos municipais de ensino estarão à disposição da comunidade através de programações organizadas em comum.

com direção única. II. 27 . alimentação.Ao Sistema Único de Saúde . a proposição de Projetos de Lei Municipais. III. d) controle e saneamento básico. o ensino e o aprimoramento científico e tecnológico no desenvolvimento da área da saúde. para o Município.SUS. b) de vigilância sanitária. gestão. educação. em termos de propriedade e estratégias. universalização e eqüidade em todos os níveis de atenção à saúde para a população urbana rural. VI.SUS. do Ministério da Saúde e da Secretaria da Saúde do Estado. Artigo 153 . em consonância com o Plano Estadual de Saúde e de acordo com as diretrizes do Conselho Municipal de Saúde e aprovados em lei. assegurada mediante políticas social e econômica que visem à eliminação de riscos de doenças. que contribuam para viabilização e concretização do Sistema Único de Saúde . observadas as seguintes diretrizes: I. saneamento.a promoção prioritária do desporto educacional. observados: I . I . curativas e realidades epidemiológicas. sob qualquer título. a elaboração. de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e aos serviços para a sua promoção. da ocupação e fruição dos bens naturais e culturais de interesse turístico. integralidade na prestação de ações preventivas. definir as prioridades e estratégias regionais de promoção da saúde do Município. a execução das ações de controle das condições e dos ambientes de trabalho e dos problemas de saúde com eles relacionados. a administração do Fundo Municipal de Saúde. I . sua normatização e seu controle. III. observadas as competências da União e do Estado. controle e fiscalização das políticas da saúde. padrões de controle e fiscalização de procedimentos.Condições dignas de trabalho. c) de alimentação e nutrição. o lazer e a recreação. descentralização político-administrativa. do lazer e do desporto ao deficiente físico. Artigo 158 . incumbe: I. X. fomentar a pesquisa. pela prestação de serviços de assistência à saúde. IX. VII. definindo diretrizes a observar nas ações públicas e privadas como forma de promover o desenvolvimento social e econômico.a garantia de condições para a prática de Educação Física. e) da saúde do trabalhador. mantida pelo Poder Público ou serviços privados contratados ou conveniados pelo Sistema Único de Saúde . transporte e lazer. no Município. IV.Artigo 152 .As ações e os serviços de saúde integram uma rede regionalista e hierárquica do Sistema Único de Saúde . Artigo 157 . Artigo 156 . IV. no âmbito do Município. das empresas e da sociedade.As ações e os serviços de saúde são de natureza pública.O Poder do Estado não exclui o das pessoas.SUS. de acordo com a realidade municipal. ao Poder Público. II . moradia. I .a dotação de instalações esportivas e recreativas para as instituições escolares públicas. sensorial e mental. além de suas atribuições inerentes. das entidades populares representativas de usuários e trabalhadores da saúde na formulação. cabendo. a atualização periódica do Plano Municipal de Saúde. participação. o Município promoverá em conjunto com a União e o Estado: I . no âmbito do Município.SUS. DO MEIO AMBIENTE E DEFESA DO CIDADÃO CAPÍTULO I Da Saúde Artigo 154 .A saúde é direito de todos e dever do Poder Público. da família. a compatibilização e complementação das normas técnicas. V. coordenar e integrar as ações e os serviços municipais de saúde individual e coletiva.É vedada a cobrança aos usuários. III .É dever do Município fomentar e amparar o desporto. financeiros e materiais em suas atividades meio e fim. executar os seguintes serviços: a) de vigilância epidemiológica. a formulação e implantação da política de recursos humanos na esfera municipal de acordo com a política nacional de desenvolvimento de recursos humanos para a saúde.Para atingir estes objetivos. em termos de recursos humanos. Artigo 155 . a elaboração e atualização da proposta orçamentária do sistema Único de Saúde . XI. com o poder decisório. VIII.A Lei Municipal estabelecerá uma política de turismo para o Município. o planejamento. como direito de todos.O Poder Executivo elaborará inventário e regulamentação de uso. II. TÍTULO V DA SAÚDE.SUS.

Em consonância com o que estabelece o Sistema Único de Saúde . Artigo 165 . não poderão ser aplicados em outras áreas. através de fundação especificamente criada para tal fim. garantir a formação e o funcionamento de serviços públicos de saúde. § 3º .A lei disporá sobre a criação da Divisão de Proteção ao Consumidor. VIII. o Município se obriga a trabalhar integrado com os outros serviços públicos de saúde. criar mecanismo de prevenção. destinados à saúde. educação. comprovadamente carente. capturar e dar destino a animais com fim de prevenir e erradicar a hidrofobia. destinados à Saúde. impondo-se a todos e. respeitado o disposto nas constituições Federal e Estadual no que diz respeito ao Sistema Único de Saúde SUS. III. CAPÍTULO II Da Defesa do Consumidor e Meio Ambiente Artigo 164 . imunização e detecção precoce dos problemas de saúde). garantindo a sua assistência.Compete.90) Artigo 167 . II.A assistência ao menor. de Estado e da União. independente da idade. através de seu órgão competente.” (N. Artigo 160 . Artigo 161 . ainda ao Município. com dotação orçamentária própria. em especial.Fica criado. VII. respeitadas as Constituições Federal e Estadual.Compete. além de outras fontes. I . mental ou múltipla. na forma da lei. menores abandonados e desnutridos. de que trata o inciso acima.O programa deverá conter. do encaminhamento e da solução dos problemas atinentes à segurança e defesa do cidadão.Criar meios esclarecedores e técnico-científicos que assegurem o direito de planejamento familiar com a livre decisão do casal. os recursos. visando à melhor resolução dos problemas e atuação intensa no que tange à atenção primária em saúde (prevenção. manutenção e recuperação da saúde. o Conselho Municipal de Saúde. bem como a segurança pública. manter a imunização em todo território do Município. VI. bem de uso comum do povo e essencial à adequada qualidade de vida. industriais e outros.O Município participará do Sistema Único de Saúde . expedir alvarás de saúde para os estabelecimentos comerciais. de acordo com a Lei. da Seguridade Social. devendo a Lei dispor sobre sua organização e seu funcionamento. no âmbito do Município. métodos e sistemas de prevenção ao vício.O Município contribuirá com as entidades filantrópicas de atendimento ao menor e ao idoso. § 2º .O Conselho Municipal de Saúde é composto pelas instituições públicas da área da saúde e representantes de usuários. bem como os recursos do Município. CAPÍTULO III Do Meio Ambiente Artigo 168 . § 1º . através de Conselho de Defesa e Segurança da Comunidade. higiene e assistência. no que se refere às creches. inclusive hospitalares e ambulatoriais. orfanatos. Artigo 163 .SUS.Todos têm direito ao meio ambiente saudável e ecologicamente equilibrado. Parágrafo Único .A sociedade participará. garantindo sua abrangência em conformidade com o crescimento demográfico de cada região. repassados pelo Estado ou pela União. imunizar. na forma da lei. criar centro de recebimento de denúncias e encaminhamento das questões relativas à defesa do consumidor em todos os aspectos. também. concorrente ou supletivamente com a União e Estado: I. formação de agentes de saúde. será financiado com recursos do orçamento do Município. estabelecerá um programa de atendimento público e gratuito para os dependentes de entorpecentes e drogas afins. no âmbito do Município. objetiva fixar as diretrizes da política municipal de saúde.SUS. § 1º . criar programas de atendimento especializado para portadores de deficiência física. b) fica criada a Comissão Municipal de Pessoa Deficiente na forma da lei.R. Emenda nº 01. a) programas.06. e outras moléstias de que possam ser portadores e transmissores. IV.Lei Complementar disporá sobre os recursos a serem utilizados neste meio. que terá verba específica designada na dotação da saúde.O Sistema Único de Saúde . visando a atender a população urbana e rural. formular e controlar a sua execução. serão dirigidos pela Comissão Municipal para pessoa deficiente. Artigo 162 . aplicar os recursos do Município destinados à assistência materno-infantil e da família.O Conselho Municipal de Saúde.O Município.Artigo 159 . que dará prioridade para a prevenção e atendimento especializado à criança e ao adolescente. “Artigo 166 . sensorial. ao Poder 28 . mantendo serviço de permanente fiscalização dos mesmos. registrar.SUS. com ampla representação da comunidade. em 06. § 2º . será exercida pelo Município. não poderão ser concedidos sob forma de auxílio ou subvenção a entidades com fins lucrativos. V. com poder de polícia. ao Município.

no sentido da preservação e recomposição dos ecossistemas e do sistema hídrico. fiscalizar. o armazenamento. o transporte. preservá-lo para o benefício das gerações atuais e futuras. assegurando. cujo emprego tenha sido comprovado como nocivo aos seres vivos em qualquer parte do território nacional ou em outros países por razões toxicológicas. Artigo 177 . 29 .Público Municipal. no Município.É vedado. promover medidas judiciais e administrativas de responsabilização dos causadores de poluição ou degradação ambiental. obrigará o Município encaminhar consulta prévia a esses municípios sobre restrições aos mesmos. na forma da Lei. VI.O direito. bem como ao bem-estar do ser humano e dos animais.É dever do Poder Público elaborar e implantar. o dever de defendê-lo. as instituições científicas oficiais e as universidades somente poderão realizar. e fiscalizador as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético. cuja implantação possa causar impacto ambiental em municípios limítrofes. Artigo 179 . inclusive animais domésticos.Cabe. com a finalidade de impedir quaisquer outros prejuízos ao meio ambiente. manter permanente o acompanhamento.O Poder Executivo e o Poder Legislativo atuarão em conjunto com as entidades ecológicas e demais setores da sociedade. Artigo 172 . as áreas contempladas com depósitos de rejeitos domiciliares. fiscalizar e normatizar a produção. mediante licença do órgão fiscalizador. fomentando o florestamento ecológico e conservando. cadastrar e manter a mata nativa e as unidades públicas municipais de conservação. inclusive mantendo e ampliando bancos germoplasmas. hospitalares e industriais. através de seus órgãos da administração direta. Parágrafo Único . independente de multas ou outras penalidades. estudos. Artigo 169 . o transporte e o depósito ou outra forma de disposição de resíduos que tenham sua origem na utilização de energia nuclear e de resíduos tóxicos ou radioativos. Artigo 174 .É vedada a produção. Artigo 176 . a instalação de usinas nucleares e estação de enriquecimento ou reprocessamento de materiais radioativos. incentivar e auxiliar tecnicamente os movimentos comunitários e as entidades de caráter cultural. no âmbito do Município. proteger a fauna. agrotóxicos. a comercialização e o uso de medicamentos biocidas. I . através de Lei. experimentação e escavações para fins científicos. embalagens e substâncias potencialmente perigosas à saúde e ao meio ambiente. a coleta de material. Artigo 180 . provocando extinção de espécies. em todo o território municipal.O causador de poluição ou dano ambiental será responsabilizado.Aos donos de empreendimentos. farmacológicas ou de degradação ambiental. devendo assumir ou ressarcir o Município quanto aos custos financeiros imediatos ou futuros. como matéria obrigatória nos concursos públicos municipais. ao ambiente saudável. através de estudos técnicos preventivos. que complementará a necessidade de conhecimento das características e dos recursos dos meios físicos e biológicos. são responsáveis. ficando o Município obrigado a garantir e proteger o trabalhador contra toda e qualquer condição nociva à saúde física e mental. dispensando tratamento adequado ao solo. públicas ou privadas. inclusive. um Plano Municipal de Meio Ambiente e recursos naturais. preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético contido no território. Artigo 178 . combater queimadas.O Município deverá executar levantamentos. científico e educacional. I. V.Os órgãos de pesquisa. Artigo 171 . estende-se ao ambiente de trabalho. ao proprietário. ao Poder Público. II. III. o uso e o destino final de produtos. IX.Toda área com vestígios de sítios paleontológicos e arqueológicos será preservada para fins específicos de estudo. pela coleta e destinação final dos resíduos por elas produzidos. se houver dano. que exerçam atividades poluidoras. o transporte. ou produtos químicos ou biológicos.As pessoas físicas e jurídicas. social e econômico. com finalidades ecológicas. constando. flora e paisagem natural. diretas ou indiretamente pelo condicionamento. VII. VIII. indireta e funcional: definir critérios ecológicos em todos os níveis do planejamento político. indenização anterior. responsabilizando o usuário da terra por suas conseqüências. decorrentes ao saneamento do dano. Artigo 170 .A Câmara Municipal poderá ver a implantação de projetos de empreendimentos potencialmente comprometedores à saúde pública e à higiene ao meio ambiente. projetos e pesquisas necessários ao conhecimento do meio físico. promover a educação ambiental na Rede Pública Municipal de Ensino. IV. Artigo 173 . Artigo 175 . as matas nativas do Município.Fica proibido. vedada às práticas que coloquem em risco sua formação ecológica e paisagística.

as terraplanagens. Artigo 182 . será idêntico o tratamento. Artigo 189 . à ordenação e ao desenvolvimento do Município terão de ser aprovados por este órgão de meio ambiente.Nas áreas verdes. § 1º . Artigo 183 . ameaçadas de extinção ou não completamente concebidas e investigadas cientificamente. através de produtos poluentes.As mesmas disposições se aplicam ao complexo do Morro do Itacolomi e a parte da Serra Geral. drenagem ou seu alagamento. à defesa civil do Município.O Banhado Grande. executará a política do meio ambiente do Município. ficando proibida a sua retificação. ficam proibidos o desmatamento. § 2º . nascente do rio Gravataí. existente no município de Gravataí.Fica proibido qualquer tipo de terraplanagem que venha descaracterizar totalmente a área.Lei definirá critérios de concessão e permissão dos terrenos destinados à construção de prédios públicos. a proteção ambiental. a prática de atos que afetem a vida ou as condições ecológicas de sobrevivência de espécies raras.Nos canteiros centrais das vias públicas. Artigo 184 . 30 . § 1º . Artigo 187 . sua total preservação. constatando aquelas que não estão de acordo com a lei. no mínimo 50% (cinqüenta por cento) da área.Artigo 181 . em decadência. as encostas e regiões. constituída por pessoas capacitadas tecnicamente e representantes de entidades populares interessadas.O Município ouvirá o Conselho Municipal do Meio Ambiente na promoção do ordenamento territorial mediante uso e ocupação do solo. se possuírem instrumentos. ao Município.Fica proibido loteamento em área de declive superior a 30 graus. fica proibida a destruição das matas nativas.Os lotes ou espaços em área verdes ocupadas até a promulgação da presente Lei Orgânica do Município de Gravataí-RS. permitindo-se apenas a sua exploração econômica através de manejo sustentável. dos olhos d’água e da camada orgânica do solo ‘Horizonte A’ devendo ser previsto um projeto de arborização da área loteada sob a responsabilidade do loteador com acompanhamento obrigatório das entidades ecológicas e fiscalização do Poder Público e Conselho Municipal. deverão ser regularizados através de projeto de lei do Executivo Municipal. vertentes.Nas áreas verdes. os banhados e as lagoas que banham o Município deverão ter tratamento adequado à legislação pertinente especialmente no que respeita ao derramamento de dejetos ‘in natura’ industriais e cloacais. Artigo 188 . através do órgão afim. em 26. córregos. Artigo 190 .Fica expressamente proibida a doação e qualquer tipo de concessão ou permissão de uso de área verde e destinados à praça.” (Acrescido Emenda n° 08.Fica assegurado ao arroio Demétrius (Passo do Ferreiro). § 4º . bem como toda a bacia de retardo do rio Gravataí.Todos os banhados costumeiros e interiores. § 3º . será preservado em seu estado natural como área de interesse ecológico e paisagístico do Município.Os arroios. Parágrafo Único . Artigo 186 . liberação de projetos ligados ao planejamento.As empresas.É vedada a fabricação. aterro ou desmatamento de suas margens.O Morro Itacolomi e a Estância Província de São Pedro são consideradas áreas de preservação ecológica e paisagística do Município. § 5º .Será formada uma comissão de auditoria ambiental. comercialização e o uso de detergentes considerados nãobiodegradáveis no âmbito municipal. os arroios. salvo área determinada para praça pública. Artigo 191 . sendo que a aprovação.07. somente poderão instalar-se e funcionar no Município. em caso de incêndios de matas nativas e contaminação de mananciais. § 6º . como área de interesse ecológico e paisagístico. serão plantadas árvores frutíferas nas áreas verdes e vias públicas já existentes. exploração imobiliária ou qualquer outra atividade com intenção de alterar as suas características naturais.A arborização atingirá toda a região. as laterais das vias públicas dos loteamentos serão arborizadas. deverá ser ocupada por árvores nativas existentes ou plantadas. bem como reflorestamento das espécies destruídas. meios e métodos de evitarem a poluição do meio ambiente.91) Artigo 192 . § 2º .Em todos os morros.O rio Gravataí. as sangas e vertentes sofrerão as mesmas proibições previstas no artigo anterior. compreendendo as espécies necessárias ao projeto.O Poder Executivo. com área mínima de 150m² e área máxima de 300m². § 2º . cujas atividades possam causar prejuízo ao meio ambiente.Em todos os projetos de loteamentos. § 1º . “Parágrafo único . com declive superior a 30 graus. bem como as bacias de retardo dos rios.Atribui-se. Artigo 193 . para qualquer tipo de instituição ou de uso particular em todo o município de Gravataí. arroios e das sangas serão conservados. com objetivo de proceder a um levantamento de empresas do Município.É vedado. Artigo 185 .

Artigo 200 .As matas nativas. § 1º . definidas pelo Código Florestal Brasileiro como de preservação permanente. nas bacias de retardo e várzeas. § 3º . mediante plano de manejo de recuperação do solo. preferencialmente.As culturas vegetais.Os casos excepcionais serão estudados pelo Conselho Municipal do Meio Ambiente.Fica criado o Conselho Municipal de Meio Ambiente de acordo com o que dispuser a Lei. limitando-se ao direito de uso. § 2º .Será assegurado ao proprietário o direito de posse. dependerá de aprovação da Câmara Municipal e de plebiscito à população envolvida direta ou indiretamente de acordo com a Lei. paisagístico. Presidente.A matéria. Artigo 197 . I . § 2º . no Município. região ou bairro.O Poder Executivo do Município terá. ficando estas submetidas às diretrizes e normas estabelecidas pela Lei Estadual número 7. com terras do loteamento Morada do Vale. deverão ser canalizados. § 3º . Gravataí. Artigo 203 .A prestação de informações. § 2º . tornando-se áreas prioritárias de preservação ecológicas. área esta definida como área especial de acordo com o artigo 8º da Lei Municipal nº 1.A implantação de distritos industriais. depois de assinados pelos Vereadores. Artigo 198 . § 1º . preservadas. existentes em Gravataí.77.Estas estações de tratamento respeitarão o planejamento de localização e espaço territorial. com frente para Avenida Dorival Cândido Luz de Oliveira. com a Avenida Marechal Rondon. bem como nas suas nascentes. obedecerá aos prazos fixados em Lei. I . serão concedidas vantagens tributárias. LUIZ CLÁUDIO PEREIRA. TÍTULO VI DISPOSIÇÃO FINAL Artigo 204 .Estas áreas serão criadas em zonas de relevante interesse ecológico. será aprovada. § 4º . Vice-Presidente. na bacia do rio Gravataí.01. localizadas nas terras que são ou foram de propriedade da Sociedade Portuguesa de Beneficência. ficando aqui declarado que a sua utilização se dará única e exclusivamente para fins educacionais de preservação ecológica e recreação.Os esgotos a céu aberto. fundos. Artigo 195 . 31 . solo e substâncias tóxicas. carvão e outros correlatos. visando à recuperação e preservação da bacia formada pelo rio Gravataí.O Município promoverá estudos.Quanto às áreas. de 16.345. métodos naturais como lagoas de estabilização com macrofitas e outros métodos afins. ficando expressamente proibida a supressão parcial ou total destas culturas. § 1º . dos projetos e dos RIMAS. ainda sobre o meio ambiente e saúde pública no quadro oficial de avisos da Prefeitura. hidrogeológico ou outros na forma da lei. na zona urbana. bem como a implantação de indústrias carbo ou petroquímicas que possam causar danos à vida e ao meio ambiente. sobre a qualidade do ar. como tratamento de esgotos. definidas estas como matas nativas.989.O Poder Público Municipal prestará informações à população mediante a fixação dos planos. das plantas. Lei do Plano Diretor.A Margem do rio Gravataí será obrigatoriamente arborizada em toda a extensão compreendida no território do Município. que passam no interior e na frente de lotes onde há residências. mediante cooperação mútua.APA. Artigo 199 . no Município. Artigo 196 . também. como método o destino final do lixo urbano.A exploração de substâncias minerais. e que se localizam em Gravataí.Esta Lei Orgânica e o Ato das Disposições Transitórias e Finais. ao Norte.O Município criará zonas de interesse especial e Áreas de Proteção Ambiental . a reciclagem dos materiais que compõem o lixo e a compostagem da matéria orgânica. MARCO AURÉLIO SOARES ALBA.Fica expressamente proibida a exploração de minerais. serão promulgados simultaneamente pela Mesa da Câmara Municipal Constituinte e entrarão em vigor na data de sua promulgação.O Poder Público Municipal adotará. da água. de que trata o artigo acima.A área que contém o lago natural e as matas nativas. Artigo 202 . 02 de abril de 1990. pela Lei Estadual número 7.Artigo 194 . será destinada à criação de Parque Ecológico. inclusive de segunda classe. aliados a outros municípios interessados. Oeste. será precedida de ampla divulgação nos meios de comunicação. pelos órgãos municipais. a instalação ou ampliação de indústrias ou outras obras de grande porte. após a aprovação do Conselho Municipal do Meio Ambiente. Artigo 201 .989. projetos. são patrimônio ecológico do Município.

Artigo 5º . para o ano de 1990. no prazo não superior a noventa (90) dias.08. Artigo 3º .O prazo estabelecido no artigo 89. desta Lei. que alterou a Emenda nº 02. I. a Lei disciplinará a organização e o funcionamento da Guarda Municipal.08.PEDRO PAULO FINK. II .No prazo não superior a cento e vinte (120) dias. I . a Lei regulamentará o disposto no artigo 164 e inciso. serviços e as instalações do Município. 1º Secretário. ANTONIO SOUZA SILVA ALCIDES PISONI.A Câmara Municipal. de 29.90) (N.O prazo estabelecido no artigo 89.O prazo estabelecido no artigo 89. (Acrescido Emenda nº 04 de 24. encerra-se a 30 de outubro.90.Os prazos estabelecidos no artigo 89. Emenda nº 04. deverão adequar-se à norma estabelecida no artigo 183. § 7º. a Lei disciplinará as formas de permissão.Fica instituída a Guarda Municipal. Artigo 2º . desta Lei Orgânica. elaborará e promulgará o seu Regimento Interno. e para o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias a 15 de outubro. § 7º. instaladas e em funcionamento no Município. encerrase em 30 de julho”. para o ano de 1990. § 8º.No prazo não superior a cento e vinte (120) dias. destinada a proteger os bens. § 7º. 2º Secretário.R. a contar da data de promulgação desta Lei Orgânica. até seis (6) meses. para o ano de 1990. Artigo 6º . para o ano de 1990. a contar da data da promulgação desta Lei Orgânica. Artigo 7º . “Artigo 4º .As empresas. III . de uso das áreas destinadas a prédios públicos. II. 32 . a contar da data da promulgação desta Lei Orgânica. a contar da promulgação desta Lei Orgânica. encerra-se para o Projeto de Lei do Plano Plurianual a 30 de agosto. para o ano de 1990 encerra-se a 15 de dezembro“. a contar da data da promulgação desta Lei Orgânica. concessão e outras. em 24.O Prefeito Municipal e os membros da Câmara Municipal prestarão o compromisso de manter. ATAÍDES RAMOS OLIVEIRA DA DE DANIEL BORDIGNON GUIDO FRANCISCO JARBAS TAVARES SILVEIRA DARCI ARMANDO HEINZE ILSON ROCHA GONÇALVES JOÃO BAUER ROSA DA DA SILVA DA JOÃO CARLOS GRIZZA BERETTA JUAREZ SOARES VARGAS JUACIR ALEXANDRE MARTINS JÚLIO CAETANO MACHADO ODEMAR MITTMANN VALTOIR LUIZ OLIVEIRA DE LUIZ ALVES PACHECO MERCEDES HELENA BASLER VAIL CARLOS CORRÊA DE TÍTULO VII ATO DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS E FINAIS Artigo 1º . I. III.06. § 8º. encerra-se em 10 de setembro. defender e cumprir a Lei Orgânica no ato e na data de sua promulgação. I . IV .O prazo estabelecido no artigo 89. desta Lei Orgânica. previstos no artigo 192 desta Lei Orgânica.No prazo não superior a noventa (90) dias. II.90).

desta Lei. deverá ser promulgada no prazo não superior a noventa (90) dias. PEDRO PAULO FINK. que trata do caput. deverá ser feito anualmente com a apreciação prévia do Conselho Municipal da Saúde. à Câmara. Presidente. no prazo não superior a dezoito (18) meses.O cumprimento do estabelecido no artigo 202 desta Lei será executado. aplicando esta multa.A lei que regulamentará o disposto no artigo 134 desta Lei. ANTONIO SOUZA SILVA LUIZ CLÁUDIO PEREIRA. ALCIDES PISONI.O Poder Executivo instalará o Gabinete do Vice-Prefeito de que trata o § 1º. 02 de abril de 1990. ocupadas por moradores. a contar da data de promulgação desta Lei Orgânica. num prazo não superior a vinte e quatro (24) meses.O Município adaptará os seus prédios públicos ao acesso facilitado para deficientes físicos. Artigo 14 . Artigo 10 . será regulamentado através de Lei. a contar da data de promulgação desta Lei Orgânica. desta Lei Orgânica.O Poder Executivo terá o prazo de vinte e quatro (24) meses.O órgão específico a que se refere o artigo 167 desta Lei. Artigo 12 .O Executivo. a contar da data da promulgação desta Lei Orgânica. ATAÍDE RAMOS OLIVEIRA DA DE DANIEL BORDIGNON DARCI ARMANDO HEINZE 33 . a apresentar Plano Municipal de Saúde. deverão ser desocupadas. Lei do Plano Diretor e Lei do Parcelamento do Solo. a contar da data da promulgação desta lei. VI.O Executivo. Artigo 19 . a contar da data da promulgação desta Lei Orgânica.A Lei que disciplinar o estabelecimento no caput deste artigo deverá ser encaminhada ao Poder Legislativo.O Município terá prazo de dezoito (18) meses. Projeto de Lei referente aos Códigos de Obras. deverá criar a Comissão Municipal da Pessoa Deficiente. a partir da implantação do Sistema Único de Saúde-SUS. a contar da data da promulgação desta Lei Orgânica. Parágrafo Único . um Centro Cultural. no prazo não superior a doze (12) meses.O Executivo. Artigo 16 . após vencido este prazo. a contar da promulgação desta Lei Orgânica. num prazo não superior a cento e oitenta (180) dias. Artigo 13 . pelo Prefeito Municipal.I . pelo Poder Executivo. num prazo não superior a cento e oitenta (180) dias. a contar da data da promulgação desta Lei Orgânica. até cancelar os direitos de atividade. Artigo 18 . fiscalizar o cumprimento da norma estabelecida no “caput” do artigo. sendo vedado o aterro de resíduos. a contar da data da promulgação desta Lei Orgânica. num prazo não superior a cento e vinte (120) dias. 1º Secretário. que se encarregará de implementar programas de que trata o artigo 161.O Poder Público Municipal implantará. Parágrafo Único . para cumprir o estabelecido no § 3º do artigo 195. Vice-Presidente. que criará a Fundação de Assistência ao menor de Gravataí. de acordo com o que dispuser a lei. 2º Secretário.Cabe.A Comissão. Artigo 17 . Artigo 11 . Artigo 8º . deverá enviar. obriga-se. no prazo não superior a dezoito (18) meses. do artigo 57. Posturas. ao Legislativo Municipal. Artigo 9º . e deverá o Poder Executivo Municipal realizar o reassentamento destes ocupantes em loteamento específico para moradias. Artigo 15 . MARCO AURÉLIO SOARES ALBA. e que. para adotar as normas estabelecidas no artigo 200. Gravataí. num prazo não superior a seis (06) meses. a contar da data da promulgação desta Lei Orgânica. terá verba específica designada na dotação orçamentária da Secretaria Municipal da Saúde. a contar da data da promulgação desta Lei Orgânica.As áreas públicas. ao Município.

GUIDO FRANCISCO JARBAS TAVARES DA SILVEIRA ILSON ROCHA GONÇALVES JOÃO BAUER DA DA SILVA ROSA JOÃO CARLOS GRIZZA BERETTA JUAREZ SOARES DE JUACIR ALEXANDRE MARTINS JÚLIO CAETANO MACHADO ODEMAR MITTMANN VALTOIR LUIZ OLIVEIRA VARGAS LUIZ ALVES PACHECO MERCEDES HELENA BASLER VAIL CARLOS CORRÊA DE 34 .

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