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CPM - Programa de Certificação de Pessoal de Manutenção

Mecânica Noções Básicas de Processos de Soldagem e Corte

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Noções básicas de Processos de Soldagem e Corte - Mecânica

© SENAI - ES, 1997

Trabalho realizado em parceria SENAI / CST (Companhia Siderúrgica de Tubarão) Coordenação Geral Supervisão Elaboração Aprovação Luís Cláudio Magnago Andrade (SENAI) Marcos Drews Morgado Horta (CST) Alberto Farias Gavini Filho (SENAI) Rosalvo Marcos Trazzi (CST) Evandro Armini de Pauli (SENAI) Fernando Saulo Uliana (SENAI) José Geraldo de Carvalho (CST) José Ramon Martinez Pontes (CST) Tarcilio Deorce da Rocha (CST) Wenceslau de Oliveira (CST) Ricardo José da Silva (SENAI)

Editoração

SENAI - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial DAE - Divisão de Assistência às Empresas Departamento Regional do Espírito Santo Av. Nossa Senhora da Penha, 2053 - Vitória - ES. CEP 29045-401 - Caixa Postal 683 Telefone: (027) 325-0255 Telefax: (027) 227-9017

CST - Companhia Siderúrgica de Tubarão AHD - Divisão de Desenvolvimento de Recursos Humanos AV. Brigadeiro Eduardo Gomes, s/n, Jardim Limoeiro - Serra - ES. CEP 29160-972 Telefone: (027) 348-1322 Telefax: (027) 348-1077

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Sumário

Eletrodos para soldagem a arco elétrico ................................................................ 04 • Tipos de revestimento ....................................................................................... 05 Classificação .......................................................................................................... • Introdução ......................................................................................................... • Manuseio, armazenamento e secagem dos eletrodos ....................................... • Equipamentos para armazenamento, secagem e manutenção da secagem ..... • Exercícios .......................................................................................................... Soldagem de manutenção I ................................................................................... • Diferença entre soldagem de manutenção e soldagem de produção ................ • Tipos e causas prováveis das falhas ................................................................. • Exercícios .......................................................................................................... Soldagem de manutenção II .................................................................................. • Elemento mecânico de ferro fundido com trinca ................................................ • Soldagem a frio de uma alavanca de ferro fundido quebrada sem restrição de contração ...................................................................................................... • Reconstrução de ponta de dentes de escavadeira ............................................ • Exercícios .......................................................................................................... 10 10 20 20 23 24 25 28 31 32 32 35 36 38

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revestidos por um composto de materiais orgânicos e minerais. Tais eletrodos são constituídos por alma metálica.Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ Eletrodos para soldagem a arco elétrico Os eletrodos para soldagem elétrica ao arco podem ser nus ou revestidos. unidos por aglomerante. 0 material da alma depende do material a ser soldado (fig. normalmente silicato de potássio ou de sódio. Fig. 1). 0 eletrodo nu é simplesmente uma vareta metálica de composição definida. 1 Os compostos do revestimento vem sob a forma de pó. tendo cedido lugar aos modernos eletrodos revestidos . que já foi muito utilizada no passado. de dosagem bem definida . ___________________________________________________________________________________________________ CST Companhia Siderúrgica de Tubarão 6 .

É utilizado também em estruturas metálicas. se bem utilizado. dificilmente apresenta trincas a quente ou a frio. apresenta facilidade de remoção da escória. é usado para soldar aços comuns de baixa liga e ferro fundido. Devido à composição do revestimento.Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ Tipos de revestimentos Os revestimentos . É usado com vantagem em soldagens de chapas finas que requerem um bom acabamento.mais comuns são os rutíIicos. ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regional do Espírito Santo 7 . Rutílico Contém geralmente rutilo com pequenas porcentagens de celulose e ferros-liga . esse tipo de eletrodo absorve facilmente a umidade do ar. ácidos. Fig. sua escória é solidificada e autodestacável quando utilizada adequadamente (fig. oxidantes e celulósicos. após a abertura da lata. 2 Básico Contém em seu revestimento fluorita carbonato de cálcio e ferroliga. seu manuseio é relativamente fácil. 2). É um eletrodo muito empregado nas soldagens pela seguintes razões: • • • • • possui boas propriedades mecânicas. básicos. É importante guardá-lo em estufa apropriada.

etc. Fig. Sua penetração é pequena e suas propriedades mecânicas são muito ruins. 4).Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ Celulósico Contém no seu revestimento materiais orgânicos combustíveis (celulose. É utilizado onde o aspecto do cordão é mais importante que a resistência. É utilizado com maior adequação em soldagem na posição plana. Fig. Oxidante Contém no seu revestimento óxido de ferro. podendo ter ou não óxido de manganês. 4 Funções do revestimento Dentre as muitas funções do revestimento. 3 Ácido Seu revestimento é composto de óxido de ferro. encontra-se a seguir. Em função da oxidação de partículas metálicas.). obtém-se um maior rendimento de trabalho e propriedades definidas (ferros-liga) (fig. 3). a ___________________________________________________________________________________________________ CST Companhia Siderúrgica de Tubarão 8 . pó de madeira. reduz a velocidade de solidificação. É muito usado em soldagens nas quais a penetração é muito importante e as inclusões de escória são indesejáveis (fig. protege contra a ação da atmosfera e permite desgaseificação do metal de solda através da escória. óxido de manganês e outros desoxidantes. uma série das mais importantes: • • • protege a solda contra o oxigênio e o nitrogênio do ar.

introduz elementos de liga no depósito e desoxida o metal de solda. A tabela 1 apresenta mais detalhes sobre os tipos de eletrodos. O mesmo é válido também para corrente contínua. facilita a soldagem em diversas posições de trabalho. ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regional do Espírito Santo 9 .Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ • • • • • facilita a abertura do arco além de estabilizá-lo. de difícil acesso. aumentando a segurança pessoal. consequentemente. redução do consumo primário. O revestimento permite também a utilização de tensões em vazio mais baixas em corrente alternada (40 a 80V) e. serve como isolante na soldagem de chanfros estreitos. serve de guia das gotas em fusão na direção do banho.

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porém sempre tomando-se como referência as especificações equivalentes das normas. as classificações mais adotadas são as da ABNT e da AWS. Nesta unidade. Convém salientar que existem especificações próprias dos vários fabricantes de eletrodos.Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ Classificação dos eletrodos Introdução Existem várias entidades que classificam os eletrodos para soldagem a arco. No Brasil. bem como às especificações sobre as normas ASTM e JIS. ABNT = Associação Brasileira de Normas Técnicas. faz-se referência também à classificação segundo a norma DIN. AWS = American Welding Sociaty (Associação Americana de Soldagem). ___________________________________________________________________________________________________ CST Companhia Siderúrgica de Tubarão 12 .

C ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regional do Espírito Santo 13 .corrente contínua ou alternada e pequena penetração. a natureza da corrente e o grau de penetração da solda. T e V são utilizadas para indicar o tipo de revestimento. R. seguidos de uma letra. 4 8 1 2 . Exemplos: 1.corrente contínua ou alternada e média penetração. O quarto algarismo varia de 0 a 5 e indica. 2 . O.Celulósico O . B. sendo que: 1 . sendo que: A . 1 . sendo que: 0 . é porque existe adição de pó de ferro no revestimento.corrente contínua e grande penetração.B As letras A. 3 . C. 3 .Ácido B . Eletrodo 4410 .corrente contínua ou alternada e grande penetração.corrente contínua e média penetração. 2 .Básico C . ao mesmo tempo.Titânio V .posição plana e horizontal.todas as posições. identificadores do eletrodo.Qualquer outro não mencionado anteriormente Observação: Quando à direita dessas letras aparecer a letra F.Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ Classificação ABNT Os eletrodos são identificados por quatro algarismos.corrente contínua e pequena penetração. 4 . com exceção da vertical descendente. 4 . 5 .Oxidante R .todas as posições.Rutílico T . Os quatro algarismos básicos.posição plana. têm o seguinte significado: Limite de resistência à tração da solda em quilograma força por milímetro quadrado 2 (kgf/mm ) O terceiro algarismo varia de 1 a 4 e indica a posição em que o eletrodo pode soldar.

no exemplo a seguir. Encontram-se.BF 4 8 3 5 .C revestimento celulósico CC .Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ 4 4 1 0 .grande penetração soldagem em todas as posições 44 kgf/mm 2.C1 Elementos de liga (tabela 4) 2 2 ___________________________________________________________________________________________________ CST Companhia Siderúrgica de Tubarão 14 . o significado da letra e dos algarismos: Processo Resistência mecânica do material multiplicada por mil 3 2 (10 lb/pol ou psi) Posição de soldagem (tabela 2) Tipo de revestimento (tabela 3) E 3 7 1 2 .pequena penetração soldagem nas posições plana e horizontal 48 kgf/mm Classificação AWS Na classificação AWS. complementa-se com letras e números ao final do símbolo. Para os de alta liga.BF revestimento com adição de pó de ferro revestimento do tipo básico CA ou CC . os eletrodos para aço doce ou de baixa liga são identificados através de uma letra e quatro ou cinco algarismos. Eletrodo 4835 .

.B1.Elementos de liga em eletrodos Letra final . potássio ácido.C2 . sódio ácido. . molibdênio níquel níquel.B3. ferro óxido celulósico. molibdênio molibdênio. potássio rutílico. .C1. sódio rutílico. sódio básico. -D2 -G molibdênio cromo.B5 .Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ Normas AWS Tabela 2 . cromo.C3 . pó de ferro básico. pó de ferro básico. horizontal e sobrecabeça Posições Tabela 3 . . molibdênio.D1.Posições de soldagem Número 1 2 3 4 Todas Plana e horizontal Plana Vertical. pó de ferro Corrente CC CC CA CC CA CC CA CC CA CC CA CC CA CC CA CC CA CC CA + + + + + + Polaridade + - Tabela 4 . . cromo.B2. potássio rutílico. pouco manganês níquel.Revestimento do eletrodo e condições de soldagem Identificação Posição 1 Posição 2 0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 Revestimento celulósico. plana.A1 .B4. vanádio ou manganês Elementos ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regional do Espírito Santo 15 .

todas as posições. multiplicada por mil e 2 ou expressa em lb/pol 2 psi = 60.) Inversa / Direta ( + . encontra-se a tabela-resumo (tabela 5) com exemplos que esclarecem o significado dos dois últimos algarismos.Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ Exemplo de aplicação da norma AWS Vareta para soldagem a arco elétrico manual Limite de resistência à tração mínima. Corrente continua Polaridade inversa (+) Revestimento celulósico E .) Direta ( .6 0 1 0 A seguir. ___________________________________________________________________________________________________ CST Companhia Siderúrgica de Tubarão 16 .) Inversa ( + ) Revestimento Celulósico Celulósico Rutílico Rutílico Rutílico Básico Básico Básico Ácido Rutílico Ácido Básico Observação: No caso de o número ser composto de cinco algarismos.) Inversa / Direta ( + .000 lb/pol Posições em que o eletrodo pode soldar. Tabela 5 Dois últimos algarismos 10 11 12 13 14 15 16 18 20 24 27 28 CC CC CC CC CC CC CC CC CC CC Tipo de corrente CC ou ou ou ou CC ou ou ou ou ou ou CA CA CA CA CA CA CA CA CA CA Polaridade Inversa ( + ) Inversa ( + ) Direta ( . sendo: 1 .) Inversa ( + ) Inversa ( + ) Inversa ( + ) Direta ( . os três primeiros indicam o limite de resistência à tração.) Inversa / Direta ( + . segundo as normas AWS.

Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ Exemplos de classificação segundo a AWS 1.000 lb/pol Tipo de corrente = CC ou CA Polaridade CC = direta (-) Revestimento ácido Classificação DIN Eletrodos revestidos para soldagem de aço de baixo teor de carbono e de baixa liga Processo Resistência mecânica do material 2 (Kp/mm ) Resistência ao impacto do material mínimo (28J) Resistência ao impacto do material mínimo (47J) Tipo de revestimento (tabela 6) Tipo E 4 3 3 2 R R 7 DIN1913 Número da DIN 2 Posição de soldagem = plana e horizontal (filetes) ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regional do Espírito Santo 17 . Eletrodo E-6020 Resistência à tração = 60.Polaridade CC = Inversa (+) Revestimento básico 2. Eletrodo E-7018 Resistência à tração = 70.000 lb/pol 2 Posição de soldagem = todas as posições Tipo de corrente = CA ou CC .

Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ Tabela 6 . menos a descendente todas. menos a descendente todas. menos a descendente todas.Normas DIN Identificação A1 A2 R2 R3 R(C)3 C4 A5 RR6 RR(C)6 AR7 RR(B)7 RR8 RR(B)8 B9 B(R)9 B10 B(R)10 RR11 AR11 B12 B(R)12 Tipo de revestimento ácido ácido rutílico rutílico rutílico celulósico celulósico ácido rutílico rutílico celulósico ácido rutílico rutílico básico rutílico rutílico básico básico básico com parte não alcalina básico básico com parte não alcalina rutílico ácido rutílico básico básico com parte não alcalina Espessura de revestimento fino fino fino médio médio médio grosso grosso grosso grosso grosso grosso grosso grosso grosso grosso grosso grosso grosso grosso grosso Posição de soldagem todas todas todas todas. menos a descendente plana plana plana plana ___________________________________________________________________________________________________ CST Companhia Siderúrgica de Tubarão 18 . menos a descendente todas todas todas. menos a descendente todas. menos a descendente todas todas todas. menos a descendente todas todas. menos a descendente todas.

FH CA ou CC (±) F. com pó de (E7024) ferro D4326 (-) D4327 Básico-potássio. SC CA ou CC (±) ≥43 ≥35 ≥22 ≥2.Especificações de eletrodos revestidos de aço doce. m ) Classificação JIS (AWS) Tipo de Revestimento Posição de Soldagem Tipo de Corrente D4301 (-) D4303 (-) D4311 (E6011) Celulósicopotássio D4313 (E6013) Rutílico-potássio D4316 (E7016) Básico-potássio Rutílico. V.8 ≥2. CA ou CC (-) P/FH CA ou CC (±) Ácido. H. H. com pó de ferro D4324 P. V.Absorvid a Ruptura Escoament ção no (kgf/mm2) o (%) Ensaio (kgf/mm2) Charpy-V a 0ºC ( kg .8 Ilmenítico P. H. SC CA ou CC (+) ≥43 ≥35 ≥22 ≥2. H.8 P. SC F.8 Cal-titânio P. SC CA ou CC (+) ≥43 ≥43 ≥43 ≥43 ≥43 ≥35 ≥35 ≥35 ≥35 ≥35 ≥25 ≥17 ≥25 ≥25 ≥22 ≥4. SC CA ou CC (-) ≥43 ≥35 ≥17 P. FH ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regional do Espírito Santo 19 . V. V. H. FH P. segundo a norma JIS (AWS) Propriedades Mecânicas do Metal Depositado Valor de Energia Limite de Limite de Elonga. V.7 ≥2.8 F.Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ Tabela 7 . V.8 ≥4. SC CA ou CC (±) ≥43 ≥35 ≥22 ≥4. H. com pó de (E6027) ferro D4340 (-) Especial F. FH CA ou CC (+) CA ou CC (±) P/F.

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• Os eletrodos devem ficar em prateleiras. em camadas não superiores a 150mm. segundo a AWS. • Não devem ser utilizados materiais recém-chegados. por meio de resistência elétrica. Estufa para secagem É utilizada mais para a secagem de eletrodos revestidos de baixo hidrogênio. manutenção da secagem Estufa para armazenamento secagem e Pode ser um compartimento fechado de um almoxarifado. à sua secagem e respectiva manutenção. • Os eletrodos e varetas devem ser armazenados em estufas. devendo ser mantidos em estufa de secagem em temperatura não inferior a 150°C. em camadas não superiores a 50mm. • Devem ser seguidas as instruções do fabricante sobre temperaturas e tempos de secagem. por meio de conversão controlada. para efeito de aplicação dos requisitos de secagem. assim como prateleiras furadas ou em forma de grade. que deve conter aquecedores elétricos e ventiladores para circulação do ar quente entre as embalagens. ± 30°C por uma hora. Equipamentos para armazenamento. Deve dispor de aquecimento controlado. Na estufa de secagem. armazenamento e secagem dos eletrodos No que tange ao manuseio e armazenamento dos eletrodos.Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ Manuseio. Por exemplo para os eletrodos de baixo hidrogênio. e deve também estar dotada de estrados ou prateleiras para estocar as embalagens. Deve possuir pelo menos dois instrumentos controladores (termômetro e termostato). A estufa deve manter uma temperatura de pelo menos 5°C acima da temperatura ambiente. é recomendada uma secagem a 350°. devem ser observados os seguintes aspectos: • As embalagens devem ser consideradas como não estanques. • Devem ser elaborados formulários para controle de secagem dos eletrodos. porém nunca inferior a 20°C. para evitarse a armazenagem prolongada dos lotes anteriores. e na manutenção. ___________________________________________________________________________________________________ CST Companhia Siderúrgica de Tubarão 22 . e de renovação do ar.

Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ Para eletrodos revestidos de baixo hidrogênio. 5). a estufa de secagem deve manter a temperatura até 400°C (fig. exceto quanto à temperatura. 6). como nas estufas de formato retangular ou quadrado (fig. 6 ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regional do Espírito Santo 23 . evitando-se que a umidade se concentre em cantos mal ventilados. Fig. deve atender aos mesmos requisitos de funcionamento que a estufa para secagem. que deve atingir até 200°C. As estufas de construção cilíndrica com circulação de ar permitem uniformizar a distribuição de calor. 5 Estufa para manutenção da secagem A estufa para manutenção da secagem é normalmente de menor porte que a anterior. Fig.

assim como o estado da conexão elétrica das estufas com a rede de energia. 7).Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ Estufa portátil para manutenção de secagem Como as demais. Fig. O estado de conservação das estufas portáteis deve ser periodicamente verificado. 7 Para eletrodos revestidos de baixo hidrogênio. deve dispor de aquecimento elétrico por meio de resistências e ter condições de acompanhar cada soldador individualmente (fig. a estufa portátil deve manter a temperatura entre 60 e 100°C . ___________________________________________________________________________________________________ CST Companhia Siderúrgica de Tubarão 24 .

4) O eletrodo E-6020 é normalizado segundo a AWS.Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ Exercícios 1) Qual a função do revestimento dos eletrodos? 2) Cite três tipos de eletrodos em função do revestimento. 3) Explique as características de normalizado segundo a ABNT. Qual o tipo de seu revestimento? 5) Quais os tipos de estufas utilizadas para secagem de eletrodos? ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regional do Espírito Santo 25 . um eletrodo 4835-BF.

equipamentos e máquinas de diversas origens e fabricantes. A situação se agrava quando alguns equipamentos e máquinas são retirados de linha ou deixam de ser fabricados. é comum a presença de empresas que possuem . Importância A soldagem de manutenção é um meio ainda muito utilizado para prolongar a vida útil das peças de máquinas e equipamentos.em suas áreas produtivas . ___________________________________________________________________________________________________ CST Companhia Siderúrgica de Tubarão 26 . no caso de grandes componentes. Fabricar um grande componente ou importá-lo demanda tempo. No caso do Brasil. Ela promove economia para as indústrias. pois reduz as paradas de máquinas e diminui a necessidade de se manter grandes estoques de reposição. O que fazer para resolver o problema sem precisar produzir ou importar outro. A soldagem de manutenção é o tema desta e da próxima aula. com anos de fabricação diferentes. Além disso. que tem como objetivo principal agir com rapidez e eficiência para que equipamentos e máquinas danificadas voltem a funcionar para garantir a produção. por ser um país em desenvolvimento industrial. considerando que dias parados são contabilizados como prejuízo? Situações como essa são comuns nas empresas e a melhor solução é a soldagem de manutenção. as empresas normalmente não fazem estoques de sobressalentes. é praticamente impossível manter em estoque peças de reposição para todos os equipamentos e máquinas. Diante dessa realidade. e quando um grande componente se danifica. os problemas se agravam. e equipamento ou máquina parada por um longo tempo significa prejuízo. Situações problemáticas como essas são resolvidas pela soldagem de manutenção.Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ Soldagem de manutenção I Suponhamos que o eixo excêntrico de uma prensa se quebre.

cementado. desgaste. bem como os parâmetros em que se deve trabalhar. Etapas As etapas percorridas na soldagem de manutenção são: Análise da falha a) Analisar o local da falha. temperatura de trabalho. meios envolvidos. e) Determinação do estado do material: encruado. temperado e revenido. as especificações são determinadas. A seguir esses corpos-deprova são submetidos a testes destrutivos para confirmar as características mecânicas das juntas soldadas. É na soldagem de produção que são preparados corpos-de-prova soldados com parâmetros adequados. os equipamentos apropriados encontram-se disponíveis. isto é. a composição química do metal de base é conhecida. recozido. ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regional do Espírito Santo 27 . Ao contrário da soldagem de produção. d) Reconhecimento dos materiais envolvidos: análise química. c) Determinação do funcionamento: solicitações (rpm). b) Determinar a causa da falha: • • • • • • • • • • • • fratura. corrosão. dureza.Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ Diferença entre soldagem de manutenção e soldagem de produção A soldagem de produção é realizada dentro de condições favoráveis. na soldagem de manutenção existem restrições e limitações que são agravadas pela rapidez com que deve ser efetuada a recuperação do componente.

pré e pós-aquecimento. dependendo do processo de soldagem selecionado. Limpar a região a ser soldada para retirar o óleo. tocha ou maçarico. Especificar o processo de soldagem e o metal de adição. Executar ensaio com líquido penetrante para assegurar que toda a fratura/trinca tenha sido eliminada. ___________________________________________________________________________________________________ CST Companhia Siderúrgica de Tubarão 28 . é necessário verificar se estão envolvidos na recuperação os seguintes fatores: • • • • • • • pré-usinagem. sequência de soldagem. Com esses cuidados. Preparar adequadamente a região a ser soldada de modo que se permita o acesso do eletrodo. Para isso deve-se utilizar o ensaio com líquido penetrante. para que seja capaz de suportar as máximas solicitações durante o desempenho do trabalho. Identificar o material preferencialmente por meio de uma análise química e determinar sua dureza. desempeno. de modo que a peça/componente recuperado mantenha suas características mecânicas. os seguintes passos: a) Fratura/Trinca • • • • • • Localizar a fratura/trinca definindo seu início e fim. pós-usinagem. tratamento térmico pós-soldagem. o que se deseja é eliminar as causas e não só os efeitos.Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ Planejamento da execução Após a escolha do método/processo de soldagem e do metal de adição. graxa ou impurezas que possam prejudicar a soldagem da peça / componente a ser recuperado. no mínimo. Procedimentos De um modo geral os procedimentos para a execução de uma soldagem de manutenção devem conter. deformação. considerando ainda os meios envolvidos e a temperatura de trabalho.

Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ • Especificar os parâmetros de soldagem. Especificar o processo de soldagem e o metal de adição para que a peça/componente. • • • • ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regional do Espírito Santo 29 . Prever. após recuperação. o metal de adição deverá ser adequado para resistir ao meio agressivo. quando for o caso. de algum modo. Especificar os parâmetros de soldagem. quando for o caso. incluindo. quando necessário. Especificar o tipo de ensaio a ser realizado para verificar a qualidade da solda realizada. No caso de corrosão. • • b) Desgaste/Corrosão • • • • • Localizar a região desgastada ou corroída. a temperatura de pré e pós-aquecimento e o tratamento de alívio de tensões pós-soldagem. graxa ou impurezas que possam. Especificar uma adequada sequência de soldagem para se obter o mínimo de tensões internas e deformações da peça/componente que está sendo recuperada. um sobremetal durante a soldagem para que seja possível obter o acabamento final da peça/componente recuperada por meio de esmerilhamento ou usinagem. Executar ensaio com líquido penetrante para verificar se na região desgastada não existem descontinuidades que possam comprometer a soldagem. Prever. Especificar uma adequada sequência de soldagem de modo que haja um mínimo de tensões internas e deformações da peça/componente que está sendo recuperada. a temperatura de pré e pós-aquecimento e o tratamento térmico pós-soldagem. prejudicar a soldagem da peça / componente a ser recuperada. Identificar adequadamente a superfície a ser revestida através da superfície desgastada ou corroída por meio de esmerilhamento ou usinagem. Limpar a região a ser soldada para retirar o óleo. quando necessário. Especificar o tipo de ensaio a ser realizado para verificar a qualidade da solda aplicada. definindo os limites da região a ser recuperada. quando necessário. seja capaz de suportar as solicitações máximas exigidas durante o trabalho. um sobremetal durante a soldagem para que seja possível obter o acabamento final da peça/componente por meio de esmerilhamento ou usinagem. quando necessário. incluindo.

a força de atrito gera calor e este gera microfusões entre os picos que estão em contato. A trinca surge por dois motivos: altas solicitações e fadiga do material. Nesse caso. os metais de solda. Aconselha-se não aplicar mais de duas ou três camadas de solda. devem ser selecionados cuidadosamente. mesmo que aparentemente polidas.As falhas por fratura normalmente resultam de uma trinca que se propaga. a serem depositados. podemos dividi-los em classes distintas com características bem definidas. um material mais duro e mais resistente ao desgaste. Quando as superfícies são solicitadas a entrar em movimento relativo entre si. Para melhor compreensão dos tipos de desgastes. Falhas por desgaste -. por solda. para recuperação adequada com a finalidade de assegurar eficiência e segurança. Nesse caso. A recuperação de superfícies desgastadas por abrasão é feita depositando-se. para evitar a fissuração e desagregação do próprio metal de solda que apresenta baixa ductilidade. Vejamos: a) Desgastes mecânicos • Abrasão A abrasão é um desgaste que ocorre entre superfícies que deslizam ou giram em contato entre si em movimento relativo. A fadiga aparece por causa das tensões cíclicas que terminam por exceder as toleradas pelo material que constitui a peça/componente. Se a soldagem exigir camadas mais espessas. A abrasão provoca o desprendimento de partículas das superfícies e elas adquirem irregularidades microscópicas. Com a propagação da trinca. ___________________________________________________________________________________________________ CST Companhia Siderúrgica de Tubarão 30 . o revestimento deverá ser feito com um metal tenaz e pouco duro que se comportará como amortecedor. a trinca aparece em determinadas regiões.mesmo com tensões abaixo das tensões limites -.e se propagam. Quando a peça/componente sofre solicitações acima das suportáveis. as seções restantes e ainda resistentes rompem-se pelo simples fato das tensões existentes serem maiores que as suportadas pelo material. Por exemplo: sempre há abrasão quando um eixo gira em contato com um mancal.Há uma grande variedade de fatores que podem provocar o desgaste de peças/componentes de uma máquina ou equipamento. As áreas microfundidas movimentam-se e as superfícies se desgastam. As irregularidades microscópicas das superfícies comportam-se como picos e vales que tendem a se encaixar. as trincas se iniciam -.Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ Tipos e causas prováveis das falhas Falhas por fratura -.

Geralmente. É o que ocorre. rotores. c) Cavitação O fenômeno da cavitação é causado por fluidos acelerados que se movimentam em contato com superfícies sujeitas a rotações. partículas metálicas dos materiais são arrancadas e.Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ • Impacto Materiais sujeitos a impacto sofrem deformações localizadas e mesmo fraturas. turbinas etc. nas superfícies das peças sujeitas ao movimento rotacional. por exemplo. ao se desfazerem. para suportar o desgaste por erosão. o desgaste aparece. como conseqüência.trabalha somente sob condições de impacto simples. Normalmente. áreas de peças ou componentes que recebem impactos também sofrem abrasões. Por impacto e em condições de alta pressão. ou podem atuar por meio de partículas líquidas que acompanham o fluxo de gases ou de vapores. Os fluidos acelerados formam depressões que. em moinhos e britadores que necessitam de superfícies duras e resistentes ao desgaste. microestrutura e condições de superfície adequadas.a ser recuperado por solda -. o material de solda deve ter dureza. o material a ser depositado deve ser tenaz para poder absorver a deformação sem se romper. Se um dado componente ou peça -. provocam golpes. b) Erosão É a destruição de materiais por fatores mecânicos que podem atuar por meio de partículas sólidas que acompanham o fluxo de gases. Esses golpes produzem cavidades superficiais que vão desgastando as peças. como se fossem arietes. tais como hélices. ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regional do Espírito Santo 31 . vapores ou líquidos. A correção de superfícies cavitadas é feita por meio de revestimentos com ligas contendo 13% de cromo (Cr).

reduz o alongamento. aumenta a dureza (têmpera total). Se essa camada de óxido perder a impermeabilidade. a forjabilidade. aumenta a dureza. ao calor. Aumenta a resistência ao calor. a oxidação prossegue caracterizando a corrosão. carbonetos. forma carbonetos com cromo (Cr). Aços austeníticos contendo manganês e 12% a 14% de cromo são altamente resistentes à abrasão. resiste ao calor. alcalinidade. Normalmente a maioria dos metais e ligas metálicas. à escamação. de forma tal que venham a resistir ao meio agressivo com os quais estarão em contato. molibdênio (Mo) e vanádio (V). são: ELEMENTOS DE LIGA de liga. A corrosão é sanada por meio de revestimentos com materiais de solda adequados. Os principais elementos propriedades. mantém os gumes cortantes e também forma carbonetos. acidez. ao calor e à corrosão. Aumenta a resistência à tração. Aumenta a resistência ao calor e forma.Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ d) Corrosão -. Aumenta a resistência à tração. Cobalto (Co) Cromo (Cr) Manganês (Mn) Molibdênio (Mo) Níquel (Ni) Tungstênio (W) Vanádio (V) ___________________________________________________________________________________________________ CST Companhia Siderúrgica de Tubarão 32 . resiste ao revenimento. em contato com o oxigênio do ar. É um forte formador de carbonetos. mantém cortante os gumes das ferramentas e peças e forma carbonetos. Aumenta o limite de escoamento. com suas principais PROPRIEDADES Carbono (C) Aumenta a resistência e o endurecimento. temperatura. a soldabilidade e a usinabilidade. Aumenta a resistência à tração. à oxidação e ao desgaste por abrasão. aumenta a tenacidade. afinidade química entre metais etc. Influência dos elementos de liga Os eletrodos e varetas utilizados como material de adição nos processos de soldagem apresentam vários elementos de liga que lhes conferem características particulares. adquire uma camada protetora de óxido que a protege.O desgaste de materiais metálicos também pode ser provocado pela corrosão que é favorecida por vários fatores: umidade. também. resiste aos meios redutores.

em um elemento mecânico que será recuperado por solda? d) Realizando a análise. Quais são? e) Quais as causas mecânicas que podem dar início à propagação de uma trinca? ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regional do Espírito Santo 33 . a) Qual o objetivo da solda de manutenção? b) Em termos comparativos. ao analisar uma falha. qual a diferença entre solda de produção e solda de manutenção? c) O que deve ser verificado.Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ Exercícios Responda. pode-se determinar três tipos de causas de danos.

A seguir. Elemento mecânico de ferro fundido com trinca Localização da fratura/trinca A localização da fratura/trinca deve ser feita de modo preciso para identificar claramente onde ela começa e onde termina. O alívio dessas tensões é obtido por meio de dois furos feitos com uma broca de diâmetro entre 7 mm e 10 mm. Esquematicamente: ___________________________________________________________________________________________________ CST Companhia Siderúrgica de Tubarão 34 . limpa-se a região da trinca e pulveriza-se um líquido revelador que tornará a trinca e seus limites bem visíveis. Essa identificação pode ser realizada pelo método de ensaio por líquido penetrante. aplica-se o líquido penetrante na região da trinca e aguarda-se alguns minutos para que o líquido penetre no material.Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ Soldagem de manutenção II A recuperação de falhas por soldagem inclui o conhecimento dos materiais a serem recuperados e o conhecimento dos materiais e equipamentos de soldagem. O objetivo desta aula é mostrar exemplos do dia-a-dia envolvendo a recuperação de peças por meio da soldagem de manutenção. Depois. Primeiramente pulveriza-se um líquido de limpeza na peça. Furação das extremidades da trinca As tensões atuantes nas extremidades pontiagudas da trinca devem ser aliviadas. Esses furos impedem que a trinca se propague. bem como o domínio das técnicas de soldagem.

Para completar a solda do reparo. por meio do arco elétrico do aparelho de soldagem.Nesse caso a camada de solda absorve o carbono do ferro fundido e endurece. devem ser tomadas precauções. A queima desses resíduos. se a preparação exigir esmerilhamento. deve-se escovar e limpar a superfície esmerilhada com bastante cuidado. No caso da preparação por esmerilhamento. recomendase o uso da técnica de revestimento do chanfro (amanteigamento). ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regional do Espírito Santo 35 .Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ Goivagem ou chanfragem do local da soldagem Inicialmente deve-se pensar na realização da goivagem -. areia. provoca o surgimento de poros na solda.Esse metal de adição adere muito bem ao ferro fundido e apresenta uma ótima afinidade com o metal de adição à base de níquel. Além disso.com formato arredondado para favorecer a distribuição das tensões. Por essa razão. a própria junta não deve ser soldada com eletrodos especiais à base de ferro. utiliza-se um metal de adição à base de níquel ou de níquel-ferro. Quando a ligação da solda no ferro fundido apresentar dificuldades de estabilização em coesão e aderência. Essas impurezas sofrem combustão durante a goivagem e se gaseificam. De fato. Portanto. óleo ou gordura. isenta de escórias. a preparação com eletrodo de corte proporciona uma solda sem poros. resíduos de material plástico aderem ao ferro fundido na área de soldagem. conforme mostra a figura a seguir: Para o ferro fundido há duas possibilidades de revestimentos de chanfro (amanteigamento): a) Com eletrodos especiais à base de ferro -. que é utilizado posteriormente como complemento do reparo. principalmente se o disco contiver aglomerantes plásticos. b) Revestimento do chanfro com metal de adição à base de bronzealumínio -.com eletrodo de corte -.

não há necessidade de abranger toda a seção. A solda alternada com cordões curtos tem a finalidade de manter um baixo aporte de calor na peça e diminuir ao máximo as tensões de soldagem e consequentemente a deformação. Quando a finalidade da solda no ferro fundido é manter apenas a estanqueidade. Nesse caso. ___________________________________________________________________________________________________ CST Companhia Siderúrgica de Tubarão 36 . A máquina de soldagem deve operar com baixa amperagem. As figuras exemplificam o que foi dito. O eletrodo deve ser de pequeno diâmetro e a velocidade de soldagem tem de ser alta para evitar o excesso de calor localizado. Esquematicamente: Martelamento da solda As tensões de contração do cordão de solda são aliviadas por meio de martelamento. mas sim uma espessura de solda de no mínimo 70% da espessura que será reparada. soldamos alternadamente e por etapas com cordões retos e curtos com comprimento máximo de 30 mm. o cordão sofre um escoamento fazendo com que a peça não apresente deformações indesejáveis.Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ Conforme esquematização abaixo.

na região da trinca. recomenda-se fazer um chanfro em "V" . por meio da seguinte seqüência de operações: Preparação do local da soldagem A casca de fundição.Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ Soldagem a frio de uma alavanca de ferro fundido quebrada sem restrição de contração A figura a seguir mostra uma alavanca com uma trinca. No exemplo da trinca da alavanca em questão. A alavanca pode ser recuperada. Se a espessura da peça for menor que 10 mm. conforme mostra o esquema: Pré-aquecimento Um pré-aquecimento de aproximadamente 200°C é recomendado com a finalidade de diminuir as tensões residuais que surgirão. deve ser removida do local da trinca mecanicamente. Caso a espessura de parede seja maior que 10 mm. se existente. por soldagem. usaremos um chanfro em "X" com angulo máximo de 60°. ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regional do Espírito Santo 37 . aconselha-se fazer um chanfro em "X" . por ocasião da soldagem.

para evitar a perda de dureza. Reconstrução de ponta de dentes de escavadeira Os dentes de escavadeiras são componentes que trabalham em condições normalmente severas que envolvem impacto e abrasão. deve-se proceder do seguinte modo: a) Preparar as superfícies a serem soldadas eliminando todos os resíduos que possam prejudicar a soldagem. Se surgirem dificuldades de ligação da solda no ferro fundido. aplicar líquido penetrante para se certificar de que não apareceu nenhuma trinca superficial. também é recomendável para diminuir as tensões. utilizando um eletrodo de níquel ou um eletrodo de níquel-ferro. ainda quente.15. b) Pontas sobressalentes devem ser soldadas nas pontas já desgastadas com eletrodos que garantam a máxima tenacidade. O desgaste e a recuperação dos dentes podem ser visualizados abaixo. Um martelamento ocasional no cordão de solda. deve ser realizado o revestimento dos chanfros (amanteigamento). Para reconstruir a ponta dos dentes de uma escavadeira. Um eletrodo recomendado é o tipo AWS E307.Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ Soldagem Recomenda-se soldar com baixa intensidade de calor. O chanfro deve ser preenchido com cordões curtos e com repetidas viradas para a soldagem no lado oposto. ___________________________________________________________________________________________________ CST Companhia Siderúrgica de Tubarão 38 . d) Após a soldagem dos dentes. c) Manter a temperatura das pontas abaixo de 200°C durante a soldagem.

mas sem influência na resistência ao desgaste. bastante tenaz e resistente ao desgaste e com dureza compreendida entre 60 e 65 HRC. isto é. Com a finalidade de manter os dentes afiados. com eletrodo do tipo AWS E 10 . rico em carbonetos de cromo. o eletrodo a ser utilizado é o tipo AWS E 6 . Observações: Os eletrodos especificados como AWS E 307 -15. Os valores entre 60 e 65 HRC significam que a dureza do material varia de 60 a 65 na escala de dureza Rockwell C.55r representam eletrodos classificados pela norma da American Welding Society (Associação Americana de Soldagem). resistentes à abrasão. AWS E 10 60z e AWS E 6 . o revestimento dos dentes deve ser efetuado com metal duro. Trincas superficiais poderão surgir.60z. recomenda-se revestir somente a face superior ou o fundo do dente e nunca ambos os lados. O modelo de revestimento é escolhido de acordo com as figuras a seguir. que proporciona um metal de solda.Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ e) Para dentes que trabalham primariamente em solos com granulação fina. Para dentes que trabalham com materiais rochosos.55 r. dependendo das condições de trabalho. Esse eletrodo proporciona um metal de solda muito duro. ligado ao cromo. ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regional do Espírito Santo 39 .

) reduzir as tensões no local da solda. do e líquido aplicação penetrante do e líquido do líquido penetrante.Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ Exercícios Marque com um X a alternativa correta. ) revelação. 2) A finalidade da confecção de furos nas extremidades das trincas é: a) ( b) ( c) ( d) ( e) ( ) evitar a sobrecarga. ___________________________________________________________________________________________________ CST Companhia Siderúrgica de Tubarão 40 . ) revelação. ) evitar nova quebra. ) não criar porosidade. ) facilitar a soldagem. 1) A seqüência do trabalho de localização de uma trinca é: a) ( b) ( c) ( d) ( e) ( ) limpeza. aplicação revelação. limpeza penetrante. limpeza. revelação penetrante. ) evitar o pré-aquecimento. ) aliviar as tensões nas extremidades das trincas. ) aliviar as tensões de contração do cordão de solda. ) aplicação limpeza. ) melhorar o acabamento. 3) A finalidade do pré-aquecimento na soldagem de peças de ferro fundido é: a) ( b) ( c) ( d) ( e) ( ) facilitar a soldagem. ) transformar tensões compressivas em trativas. ) criar tensões trativas. 4) A importância do martelamento na soldagem de manutenção das peças de ferro fundido é: a) ( b) ( c) ( d) ( e) ( ) melhorar o acabamento. ) elaborar uma boa soldagem. revelação e aplicação do líquido penetrante e e aplicação do líquido ) limpeza. ) evitar o superaquecimento.