Apostila Contabilidade

MBA em Finanças, Auditoria e Controladoria

Contabilidade Financeira
Fabiano Simões Coelho
fabiano@fabianocoelho.com.br http://www.fabianocoelho.com.br

Realização Fundação Getulio Vargas FGV Management

Contabilidade para Executivos

Todos os direitos em relação ao design deste material didático são reservados à Fundação Getulio Vargas. Todos os direitos quanto ao conteúdo deste material didático são reservados ao(s) autor(es). COELHO, Fabiano Simões. Contabilidade Financeira. 1ª Rio de Janeiro: FGV Management – Cursos de Educação Continuada. 247 p.

Bibliografia

1. Contabilidade

Coordenação Executiva do FGV Management: Prof. Ricardo Spinelli de Carvalho Coordenador Geral da Central de Qualidade: Prof. Carlos Longo Coordenadores de Área: Prof. Ernani Hickmann Prof. José Carlos Sardinha Prof. Marilson Gonçalves Prof. Ronaldo Andrade Profa. Sylvia Constant Vergara.

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Sumário
PROGRAMA DA DISCIPLINA........................................................................................ 1 EMENTA ............................................................................................................................. 1 CARGA HORÁRIA TOTAL..................................................................................................... 1 OBJETIVOS ......................................................................................................................... 1 CONTEÚDO PROGRAMÁTICO .............................................................................................. 1 M ETODOLOGIA .................................................................................................................. 2 CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO ................................................................................................. 2 B IBLIOGRAFIA RECOMENDADA .......................................................................................... 2 CURRICULUM RESUMIDO DO PROFESSOR............................................................................ 3 2 - MATERIAL COMPLEMENTAR................................................................................ 4 INTRODUÇÃO...................................................................................................................... 4 OBJETIVOS DA CONTABILIDADE .................................................................................. 4 SISTEMA DE INFORMAÇÕES .......................................................................................... 4 USUÁRIOS DA CONTABILIDADE.................................................................................... 5 CONCEITOS BÁSICOS...................................................................................................... 5 DEMONSTRATIVOS CONTÁBEIS ........................................................................................ 14 INTRODUÇÃO .................................................................................................................14 BALANÇO PATRIMONIAL..............................................................................................14 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO ....................................................16 DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS E PREJUÍZOS ACUMULADOS.....................................17 DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO................................18 DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS...............................18 DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA..................................................................19 BALANÇO SOCIAL..........................................................................................................20 B ALANÇO PATRIMONIAL .................................................................................................. 26 PATRIMÔNIO...................................................................................................................26 BALANÇO PATRIMONIAL (BP)......................................................................................26 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO ............................................................. 32 CONCEITO DE RECEITAS...............................................................................................32 CONCEITO DE GANHOS.................................................................................................32 CONCEITO DE DESPESAS...............................................................................................32 CONCEITO DE PERDA.....................................................................................................32 OUTRAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS ......................................................................... 41 DEMONSTRAÇÃO DE ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS (DOAR) ...................41 DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA ......................................................................53 DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNOO LÍQUIDO (DMPL) .................58 INSTRUMENTOS DA ANÁLISE ECONÔMICA – FINANCEIRA................................. 60 DEMONSTRATIVOS E INFORMAÇÕES ADICIONAIS....................................................60 AJUSTES ..........................................................................................................................60 RECLASSIFICAÇÃO DO BALANÇO................................................................................61 INDICADORES ECONÔMICOS-FINANCEIRO S.......................................................... 63 ÍNDICES DE ESTRUTURA PATRIMONIAL.....................................................................65 RELAÇÕES ENTRE AS FONTES DE RECURSOS (RFR)..................................................66

Contabilidade para Executivos

.....................................................................72 MARGEM OPERACIONAL DE LUCRO (MOL)...................85 ANÁLISE VERTICAL E HORIZONTAL E ÍNDICES-PADRÃO.89 ÍNDICES-PADRÃO............................D....................................................................... 125 3..................R................................................................87 ANÁLISE HORIZONTAL ..............................................................................................................75 PRAZO MÉDIO DE RECEBIMENTOS (PMR).............................................................4 EBITDA..........73 RENTABILIDADE DOS INVESTIMENTOS (RI)....70 LIQUIDEZ SECA...................................... 129 3.........................................................................................78 NECESSIDADE DE CAPITAL DE GIRO (NCG) OU INVESTIMENTO OPERACIONAL EM GIRO (IOG) ...............68 IMOBILIZAÇÃO DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (IPL)...............1..........................................................129 3..............................72 MARGEM LÍQUIDA DE LUCRO (ML)..........................1 ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA.................................................................................ENDIVIDAMENTO GERAL (EG) ................................................66 COMPOSIÇÃO DAS EXIGIBILIDADES (CE) ..........................................71 RENTABILIDADE DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (RPL)......................................................................MATERIAL COMPLEMENTAR..........2 ......................EXERCÍCIOS...........................71 ÍNDICES DE RENTABILIDADE.........................72 ROTAÇÃO DO ATIVO (RA)....................................................................82 SALDO DE TESOURARIA ................2.........................78 FONTES DE COBERTURA DA NCG...................................................................................91 QUADRO-RESUMO DE ÍNDICES ECONÔMICO-FINANCEIROS....................................................................................103 3 ..............................................69 ÍNDICES DE LIQUIDEZ.............82 CAUSAS DO EFEITO TESOURA:............................................ 95 RECLASSIFICAÇÃO DOS DEMONSTRATIVOS CONTÁBEIS...............77 CAPITAL DE GIRO (CDG) ...... .......................................................................76 CICLO OPERACIONAL (CO) ..1 ..............................................................................70 LIQUIDEZ GERAL ...............................................................................................................................68 PASSIVO ONEROSO SOBRE ATIVO (POSA) ...RETORNO SOBRE INVESTIMENTO E SUA VELOCIDADE................76 CICLO FINANCEIRO (CF)......................................75 PRAZO MÉDIO DE ESTOQUES (PME) .................... 125 3......................................................................................................................................................................................................................................74 PRAZO MÉDIO DE COMPRAS (PMC) .. VERSUS FLUXO DE CAIXA...............ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA ......................125 3.80 EFEITO TESOURA..............................................96 AGRUPAMENTO TÉCNICO DAS CONTAS (FUNDAMENTAÇÃO).....................................................3...........................................................................................................AMBEV..3 ..................................................................................73 INDICADORES DE PRAZOS MÉDIOS ............93 PROCESSO ANALÍTICO DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS ..................................................................130 3........1 ...1 ...................87 ANÁLISE VERTICAL...............................................95 ANÁLISE DE DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS....LEITURA COMPLEMENTAR .................................... 133 3...5 TRANSPARÊNCIAS...........99 PROCEDIMENTOS DE ADEQUAÇÃO DOS BALANÇOS À ANÁLISE..........................................................3..................................................................................................69 LIQUIDEZ CORRENTE.................................................................................................................................................................................................................................................................................................. 157 Contabilidade para Executivos ................................................................................................................................................................................................................................................................................ 140 3..................................................................................................................................................................E........................

As informações do Balanço relacionadas com Classificação das contas: Ativo. o Ativo e as com o Passivo: o retorno do ativo Passivo e Patrimônio Líquido. Tópicos especiais na determinação das demonstrações financeiras: contas a receber. A estrutura do Balanço Patrimonial. de contas.financeiros: Balanço Patrimonial significado e seus principais usuários. razão geral. avaliação de estoques. Ô Compreender o fluxo da informação contábil até os seus reflexos nas demonstrações contábeis. e Demonstrativo de Resultado do Exercício. de Origens e Aplicações de Recursos (DOAR) e de Fluxo de Caixa (DFC). ao final do módulo. Segurança e Rentabilidade para efeitos de avaliação econômico-financeira. operações financeiras. Ô Compreender os conceitos de Liquidez. seu econômicos. Processo contábil: contas (plano de contas). Ô Executar uma análise elementar da saúde financeira da empresa com base em índices específicos. Grupos frente a demanda dos investidores. nas Demonstrações de Resultado do exercício (DRE). as contas do patrimônio líquido. Balanço: significado das contas do ativo.1 Programa da disciplina EMENTA Contabilidade e o conjunto das demonstrações econômico. ativo imobilizado e a depreciação ou amortização. registros no livro diário. CONTEÚDO P ROGRAMÁTICO Significado das informações dos relatório As informações financeiras. Variações no patrimônio líquido: receita. contas a pagar. Descrição do processo contábil e do O processo contábil: o fluxo da informação fluxo da informação contábil. Os fatos financeira e seu registro no Balanço geradores e seus reflexos no Patrimonial. C ARGA HORÁRIA TOTAL 24 horas/aula OBJETIVOS O alunos deverá. Contabilidade para Executivos . especialmente no Balanço Patrimonial (BP). patrimônio da empresa. ser capaz de: Ô Reconhecer o significado das informações constantes nos relatórios econômicofinanceiros.financeiras. DOAR e o fluxo de caixa. balancete de verificação. despesa e resultado. passivo e patrimônio líquido.

. estudos dirigidos e estudos de caso. São Paulo: Atlas. Josá Carlos. Análise Financeira de Balanços. O para as várias empresas na economia. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO Deverá ser elaborada. MARION. Gestão financeira das empresas – um modelo dinâmico. Contabilidade Empresarial. A estrutura da Demonstração do Fluxo A compreensão das informações da de Caixa. 1995. 1991. demonstrações financeiras. Demonstrativo de Resultado do Exercício Despesas e suas classificações. pelos alunos. E. O Recursos para as várias empresas na ajuste no Lucro Líquido. A estrutura da Demonstração de A compreensão das informações da Origens e Aplicações de Recursos. IUDÍCIBUS. Receitas. Aos alunos serão fornecidos os seguintes itens: apostila e transparências a serem utilizadas durante a exposição dos assuntos. Rio de Janeiro: Qualitymark. R.. Dante Carmine.2 A estrutura da Demonstração do A compreensão das informações do Resultado do Exercício. Serão ministrados exercícios. uma prova individual. lucro: bruto. MARTINS. 1990. B IBLIOGRAFIA RECOMENDADA BRASIL. São Paulo: Atlas. Eliseu. GELBCKE. Os Demonstração de Origens e Aplicações de conceitos de Origem e Aplicação. Resultado não-operacional. da variação do Capital Circulante Líquido (CCL). Haroldo Vinagre. São Paulo: Atlas. MATARAZZO. Manual de contabilidade das sociedades por ações. METODOLOGIA Aula expositiva com auxílio de microcomputador. 1995. operacional e líquido. Contabilidade para Executivos . Os métodos de elaboração. A relação da demonstração Demonstração do Fluxo de Caixa para as do fluxo de caixa com as outras várias empresas na economia. Haroldo Vinagre Filho. BRASIL. S. O significado economia. projetor multimídia e quadro branco com marcadores. que envolva os assuntos desenvolvidos no módulo.

Graduado em Ciências Contábeis pela UERJ em 1998. Professor da Escola de Pós-Graduação em Economia da Fundação Getulio Vargas e instrutor do Conselho Regional de Contabilidade do Rio de Janeiro.3 CURRICULUM RESUMIDO DO PROFESSOR Fabiano Simões Coelho é Mestre em Ciências Contábeis pela FAF/UERJ – Faculdade de Administração e Finanças da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Contabilidade para Executivos . Pós graduado em Ciências Contábeis pela FGV/EPGE em 2000. Autor de trabalhos publicados em revistas especializadas no Brasil e no exterior. É professor e Coordenador do Programa de Cursos Conveniados da FGV Management. Trabalha também como consultor de empresas e sócio proprietário do Instituto valor.

. a busca pela redução da incerteza. Sem dúvida. Sistemas de Informações sob um ponto de vista contábil seria: “ . O AICPA. esta função dos demonstrativos financeiros é fundamental e profunda. para uso na orientação da ação a ser tomada no processo de tomada de decisão. em poucas palavras. American Institute of Certified Public Accountants. através da utilização de informações primárias constantes do arquivo básico. Atuariais e Financeiras.. a definição resumida indicada por autores como Iudícibus. afim de auxiliar o processo de tomada de decisões.um conjunto articulado de dados. o conceito de informação significa.” (1995. com relação à entidade objeto de contabilização. 17) Ao analisarmos as duas definições acima.Material Complementar INTRODUÇÃO OBJETIVOS DA CONTABILIDADE O FIPECAFI 1 definiu objetivamente a Contabilidade como sendo “um sistema de informações e avaliação destinado a prover os seus usuários com demonstrações e análises de natureza econômica. podemos deduzir sem maiores dificuldades. pg..4 2 . ajustes e editagens de relatórios que permite: a) tratar as informações de natureza repetitiva com o máximo possível de relevância e o mínimo de custo.. Esta busca ganha importância quando tratamos da obtenção de conhecimento. 1986. Sua finalidade é prover os usuários dos demonstrativos financeiros com informações que os ajudarão a tomar decisões. 58)... Todavia. Iudícibus. publicou em 1973 que: “ . técnicas de acumulação. tem havido mudanças substanciais nos tipos de usuários e nas formas de informação que têm procurado. SISTEMA DE INFORMAÇÕES De acordo com Chiavenato.a função fundamental da Contabilidade (. pg.) tem permanecido inalterada desde os primórdios. Contabilidade para Executivos .. O objetivo básico dos demonstrativos financeiros é prover informação útil para a tomada de decisões econômicas. de que o objetivo da Contabilidade é fornecer informações para vários usuários.. b) dar condições para.” ( apud. juntamente com técnicas derivantes da própria Contabilidade 1 Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis. financeira e de produtividade.

A Contabilidade tem por fim fornecer informações. O quadro a seguir que resume quais seriam os usuários da Contabilidade: a.” ( FIPECAFI. Corretoras de Valores a. 91. 1977. a diversos tipos de usuários. Diversificados X Concentrados I – INVESTIDORES b. Fisco IV – DIRETORES. CFC. objetivamente. adaptação de TOSTES. um sistema de informação e avaliação destinado a prover seus usuários com demonstrações e análises de natureza econômica. ADMINISTRADORES V – AUDITORES a. pag.”( 1995. fornecer relatórios de exceção para finalidades específicas em oportunidades definidas ou não. Keneth S. seja tal entidade empresa. apud. que subsidiem a tomada de decisão. Analistas Financeiros II – INTERMEDIÁRIOS DE INFORMAÇÕES b. pg. Ativos X Passivos c. deve suprir as informações que auxiliem o planejamento e o controle.. Accounting Theory. toda pessoa física ou jurídica que tenha interesse na avaliação da situação e do progresso de determinada entidade. Columbus. financeira e de produtividade. CRC’s c. pg. Evidenciação e Qualidade nas Demonstrações Financeiras. Serviços de Aconselhamento c. Empresas abertas X fechadas Empresas grandes X pequenas Fonte: MOST. Empresas grandes X pequenas b. Grid.5 e/ou outras disciplinas. Fernando P. ou mesmo patrimônio familiar. Profissionais X Amadores a. Contabilidade para Executivos . controlar e analisar os atos e fatos administrativos de uma atividade econômica (Empresa).. 59). deve informar a situação econômica e financeira da empresa. com relação à entidade objeto de contabilização. ente de finalidades não lucrativas. 58). IBRACON III – ÓRGÃOS REGULADORES ASSOCIAÇÕES DE CLASSE E b. Para o cliente interno. 1995. USUÁRIOS DA CONTABILIDADE O estudo do IPECAFI definiu usuários como “ . Para o cliente externo. CONCEITOS BÁSICOS A Contabilidade é. CVM d. É a ciência que tem por funções: Registrar.

Ltda. Ltda. Registros contábeis em livros próprios. & Ind. ⇒ $ 1. Ex: Compra de bens de venda. principalmente dos bens patrimoniais.Controle Controle da existência física do estoque. 1. & Ind. Estoques a Caixa / Fornecedores 2.000 A pessoa física Alexandre tem direito de receber da ( é credora da )pessoa jurídica Felicidade Com. deve ( é devedora da ) pessoa física Alexandre ⇒ $ 1. Análise Executa análise a qualquer tempo dos registros e dos controles patrimoniais.000 O patrimônio da sociedade Felicidade Com. Ex: Diário. Caixa etc.6 Registro Linguagem contábil de nível elevado. será representado da seguinte forma: Contabilidade para Executivos . & Ind. Ltda. cujo custeio se confrontará com o registro contábil. etc. Razão. & Ind. 3. o valor de $ 1.000. & Ind. A pessoa jurídica Felicidade Com.000 A pessoa física Fernanda tem direito de receber da ( é credora da ) pessoa jurídica Felicidade Com. Ltda.Registro contábil no livro Diário. Ltda. Controle Exerce praticamente os controles dos registros contábeis. FAMILIARIZAÇÃO COM A MECÂNICA CONTÁBIL 1º CASO: CONSTITUIÇÃO DE UMA EMPRESA Alexandre e Fernanda (pessoas físicas) resolveram constituir uma sociedade (pessoas jurídica) a que decidiram denominar Felicidade Com. cada um. ⇒ $ 1. identificando-se com profissionais da área contábil. que passam a constituir o Capital Social da nova entidade. Assinam um Contrato Social e disponibilizam à sociedade.Análise Divergência dos inventários Estoque mínimo Tempo de permanência.000 pessoa física Fernanda ⇒ $ 1.

000 2º CASO: BEM .500 ) é depositada numa Caderneta de Poupança.) 2. saiu dinheiro (que é um Bem) e entrou o recibo de depósito na Caderneta de Poupança (que é um Direito). isto ocorre porque houve apenas uma troca de um bem por um direito. passará a ser demonstrado da seguinte forma: PATRIMÔNIO ( + ) BENS Dinheiro Direitos Caderneta Poupança de 1. As somas dos lados ( + ) e ( . Ltda.000 OBSERVAÇÕES 1. O patrimônio da sociedade Felicidade Com.000 TOTAL 2. Contabilidade para Executivos .) desta demonstração continuam sendo as mesmas da demonstração anterior ( $2. & Ind. diminuiu o valor de bens e aumentou o valor de direitos.000 ( .000 TOTAL 2. Assim. A soma do lado positivo ( + ) é igual à soma do lado negativo ( .000 TOTAL 2.000 Fernanda 1.000 ).000 2. Nesta transação a empresa trocou Bem por Direito. isto é.000 1.DIREITO Parte do dinheiro ( $ 1.7 PATRIMÔNIO ( BENS Dinheiro + ) ( .) 2.) OBRIGAÇÕES Capital Social Alexandre 1.000 2.000 TOTAL 2.500 OBRIGAÇÕES 500 Capital Social Alexandre Fernanda 1.

No lado esquerdo ( + ) está indicado em que a empresa aplicou os recursos: manteve uma quantia em dinheiro ( $500 ) e o restante depositou na poupança ( $ 1.000 1. referentes ao dinheiro depositado em Caderneta de Poupança. O pagamento será efetuado após 60 dias.) 500 em de 1. sem incorrer em nenhuma troca: Equipamentos e uma dívida.500 ).000 2. o Banco pagou à sociedade juros no valor de $300.8 3. 3º CASO: BEM . por ter comprado a má quina a prazo. a empresa: Não trocou nada. Neste fato administrativo. a empresa conseguiu adquirir duas coisas.500 CAPITAL SOCIAL Alexandre Fernanda TOTAL Equipamentos TOTAL 500 2. Contabilidade para Executivos .500 4º CASO: RECEITA No final do mês.500 1. OCORRERIA TROCA SE A EMPRESA TIVESSE PAGO OS EQUIPAMENTOS À VISTA ( trocaria dinheiro pelos Equipamentos ) O patrimônio passará a ser demonstrado da seguinte forma: PATRIMÔNIO ( + ) BENS Dinheiro DIREITOS Depósito Caderneta Poupança 500 OBRIGAÇÕES Fornecedor ( . Nesta transação.000 2. no lado direito está indicada a origem desses recursos: o capital social.OBRIGAÇÃO A empresa compra máquinas e equipamentos a prazo no valor de $ 500.

500 que tinha depositado.. como fonte de recursos financeiros ( dinheiro ). são valores que a empresa gera. em contabilidade. Ganhou o direito de retirar da Poupança $1. Trata-se de uma Receita.. Energia Elétrica. Não constitui um Bem. uma Obrigação ou uma Receita. Nesta transação. O coquetel corresponde a um g asto que a empresa teve. Os juros correspondem. portanto. Juros cobrados de Clientes por atraso no pagamento. Exemplos: Compras de Mercadorias. para atender aos seus gastos e manter as suas atividades. Não é um Bem. a empresa ofereceu um coquetel que lhe custou $ 200. Trata-se de uma Despesa. produz. em contabilidade..9 Não adquiriu nada. Combustível.. a sociedade: Não trocou nada. Não adquiriu nada. Juros da poupança. Exemplos: Vendas de Mercadorias ou Produtos. a um ganho que a empresa teve. Aluguéis de imóveis de sua propriedade. Contabilidade para Executivos . Não ganhou nada. Telefone. Receitas e despesas são computadas em separado pela contabilidade. 5º CASO: DESPESA Para come morar e divulgar o início das suas atividades. um Direito. Despesas. Receitas. Publicidade. para depois serem incluídas no patrimônio. nem uma Obrigação. e Gastou parte do dinheiro que possuía. são valores que a empresa necessariamente gasta para manter sua atividade e gerar receitas. etc.800 em vez dos $1. Gastos com Refeições. não é um Direito. etc.

denominado resultado operacional RESULTADO OPERACIONAL + DESPESAS 200 RECEITAS 300 As despesas são colocadas sempre do lado esquerdo ( + ). Um fato provoca pelo menos duas alterações no patrimônio ou operacional: no resultado uma delas se refere à aplicação de recursos a outra à sua origem Quando um fato representa uma despesa ou receita. as aplicações na poupança. a empresa gerou lucro. mas num gráfico à parte. indicando a origem dos ganhos da empresa: as vendas. etc. etc. a empresa gerou prejuízo.).500 + 300 = $ 1. água.10 Se a receita é maior que a despesa.800 APLICAÇÃO ALTERAÇÃO NO GRÁFICO DO RESULTADO OPERACIONAL JUROS DA POUPANÇA: $ 300 ORIGEM Contabilidade para Executivos . As receitas são colocadas sempre do lado direito ( . ele poderá alterar ao mesmo tempo o gráfico do patrimônio e o do resultado operacional: FATO: JUROS GANHOS COM APLICAÇÃO NA POUPANÇA ALTERAÇÃO NO GRÁFICO DO PATRIMÔNIO CADERNETA DE POUPANÇA $ 1. Uma empresa tem lucro ou prejuízo independentemente do patrimônio que possui. indicando em que foi aplicado ( gasto ) o dinheiro da empresa: em despesas com luz. produtos de limpeza. Se a despesa é maior que a receita. As receitas e despesas não são demonstradas no gráfico patrimonial.

Vejamos.200 = $ 300 ORIGEM Vamos ver quando e como o resultado das operações de uma empresa é integrado ao seu patrimônio. a duração de 12 meses e coincide com o nosso ano civil. para saber se ela teve lucro ou prejuízo No nosso exemplo. agora. Portanto. geralmente. ou diminuindo-o. a contabilidade realiza o balanço da situação da empresa: o que tem / o que deve. o que ganhou / o que gastou. logo. como fica a demonstração do patrimônio: PATRIMÔNIO (+) (-) Contabilidade para Executivos . se houver prejuízo. Ao terminar o exercício. ele tem . tanto o lucro como o prejuízo apurados devem estar juntos do capital social. temos: RECEITA ( maior que a Despesa ) DESPESA ( menor que a Receita ) LUCRO 300 200 100 Extraímos as seguintes conclusões: todo lucro apurado por uma pj pertence aos seus donos. exercício é o período decorrido entre um balanço e outro. que começa em 1º de janeiro e termina em 31 de dezembro. elevando-o. avaliando a situação do patrimônio e apurando o resultado operacional ( lucro ou prejuízo ). Resultado operacional é o resultado que a contabilidade de uma empresa apura no final do exercício.11 FATO: GASTOS COM A REALIZAÇÃO DO COQUETEL ALTERAÇÃO NO GRÁFICO DO RESULTADO OPERACIONAL DESPESAS GASTOS COM O COQUETEL: $ 200 APLICAÇÃO ALTERAÇÃO NO GRÁFICO DO PATRIMÔNIO BENS DINHEIRO: $ 500 . obtendo o resultado operacional. Chama-se de exercício ao período que a contabilidade toma como base para fazer um balanço geral de tudo aquilo que ela realizou. todo prejuízo apurado por uma pj é de responsabilidade dos seus proprietários. que é então integrado ao patrimônio. se houver lucro.

naturalmente. Contabilidade para Executivos . acrescido dos lucros ou diminuído dos prejuízos.000 100 2.800 2.000 100 A CONTABILIDADE. DIREITOS A EMPRESA DEVE: FORNECEDOR CAPITAL SOCIAL LUCRO 500 2. PROCURA DEMONSTRAR O QUE SE TEM E O QUE SE DEVE. O QUE SE GASTA E O QUE SE GANHA.000 1. A EMPRESA TEM: BENS. A APLICAÇÃO DOS RECURSOS DA EMPRESA E A ORIGEM DESSES MESMOS RECURSOS 6º CASO: PATRIMÔNIO LÍQUIDO Vamos supor que Alexandre e Fernanda resolvam encerrar as atividades da empresa. Poupança OBRIGAÇÕES Fornecedor Equipamentos 500 300 500 800 TOTAL CAPITAL SOCIAL Alexandre 1. é liquidar as dívidas que possui com terceiros. POR MEIO DE TÉCNICA PRÓPRIA.600 A empresa somente pode pagar o que deve com o que tem. deixando por último a devolução do capital social aos sócios.12 BENS Dinheiro Equipamentos DIREITOS Depósito em Cad. portanto. cada um vai querer retirar do patrimônio o que é seu por direito.600 1. o primeiro passo.800 Fernanda Resultado Operacional 2.100 2.600 TOTAL 2.600 800 1.

OBRIGAÇÕES $ 500 = SITUAÇÃO LÍQUIDA OU PATRIMÔNIO LÍQUIDO $ 2.13 assim: BENS + DIREITOS $ 800 $ 1.100 Patrimônio líquido é um componente do patrimônio no qual são indicados os valores do capital social de todos os sócios. PATRIMÔNIO LÍQUIDO = BENS + DIREITOS .800 . É separado das obrigações normais da empresa. acrescido dos lucros ou diminuído dos prejuízos verificados em cada exercício.OBRIGAÇÕES Contabilidade para Executivos . tendo em vista que ele só será exigido se a empresa encerrar suas atividades ou se algum sócio se retirar da sociedade.

numa determinada data. 176. a Diretoria fará elaborar." A NBC-T-3. BALANÇO PATRIMONIAL O artigo 178 da Lei n0 6. a posição patrimonial e financeira da Entidade.1 estabelece o conceito do balanço patrimonial: "3. com base na escrituração mercantil da companhia. b) demonstração do resultado do exercício. quantitativa e qualitativamente." Existem entretanto demonstrações não abrangidas (ainda) pela Lei. No balanço.1 _ O balanço patrimonial é a demonstração contábil destinada a evidenciar. Ao fim de cada exercício social. 178. a periodicidade e a base para sua elaboração são determinadas pelo artigo 176 da Lei n0 6.404/76: "Art. c) demons tração dos lucros ou prejuízos acumulados ( pode ser substituída pela demonstração das mutações do patrimônio líquido)." Contabilidade para Executivos .14 DEMONSTRATIVOS C ONTÁBEIS INTRODUÇÃO A Contabilidade enquanto sistema de informações destinadas a auxiliar o processo de planejamento e controle na empresa. as seguintes demonstrações financeiras. que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício: a) balanço patrimonial.2.1. fornece a esses usuários demonstrativos. As mais comuns são a demonstração dos fluxos de caixa (DFC) e o Balanço Social. As demonstrações financeiras obrigatórias.404/76 determina a forma de classificação das contas no balanço patrimonial: "Art. O subitem 3. e d) demonstração das origens e aplicações de recursos. e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a análise da situação financeira da companhia.2 _ Do Balanço Patrimonial aborda alguns aspectos específicos desta peça contábil.2. as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que registrem.

Mensurável monetariamente. Reservas de Capital. . com vencimento posterior a 12 meses da data do último Balanço. Contabilidade para Executivos . Representar benefícios presentes ou futuros. e outras pessoas a fins. ou ainda. São também mensuráveis monetariamente. as transações de empréstimos a Acionistas. Considera-se também como Longo Prazo. Reserva de Reavaliação. Diretores.PERMANENTE Bens e direitos de caráter fixo. PATRIMÔNIO LÍQUIDO São as obrigações para com os Sócios.REALIZÁVEL A LONGO PRAZO São os Direitos com vencimento após o término do exercício seguinte. e outras pessoas a fins. Diretores. Lucro ou Prejuízos Acumulados e Ações em Tesouraria. com vencimento até 12 meses da data do último Balanço. PASSIVO São as contas representativas de obrigação com terceiros. as transações de empréstimos de Acionistas. ou ainda. Grupos: . 4. que quando de seu vencimento.15 BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO Para ser Ativo é necessário preencher os quatro requisitos: 1.CIRCULANTE São as Obrigações com vencimento até o término do exercício seguinte. independente do prazo de vencimento. Grupos: . ou ainda. Reservas de Lucros. De propriedade da empresa. Considera-se também como Longo Prazo. desde que os empréstimos não façam parte das operações principais da empresa. 3. independente do prazo de vencimento. Divide-se em: Investimentos. Bens ou Direitos. Imobilizado e Diferido. . . ou ainda. . com vencimento posterior a 12 meses da data do último Balanço. Tem como principais contas: Capital. 2.CIRCULANTE São os Bens e os Direitos com vencimento até o término do exercício seguinte.RESULTADO DE EXERCÍCIOS FUTUROS São as Receitas recebidas antes da prestação do serviço. serão reclamadas.EXIGÍVEL A LONGO PRAZO São as Obrigações com vencimento após o término do exercício seguinte. com vencimento até 12 meses da data do último Balanço. desde que sejam líquidas e certas.

VI _ as participações de debêntures. administradores e partes beneficiárias e as contribuições para instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados. despesas. as deduções das vendas. o custo das mercadorias e serviços vendidos e o lucro bruto. evidenciará a formação dos vários níveis de resultados mediante confronto entre as receitas e os correspondentes custos e despesas. as despesas financeiras. 187. II _ a receita líquida das vendas e serviços. pagos ou incorridos.1. as receitas e despesas não operacionais e o saldo da conta de correção monetária (artigo 185. VII _ o lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante por ação do capital social. O subitem 3.3.2 _ A demonstração de resultado. independentemente da sua realização em moeda.1 _ A demonstração do resultado é a demonstração contábil destinada a evidenciar a composição do resultado formado num determinado período de operações da Entidade.1. IV _ o lucro ou prejuízo operacional.3. observado o princípio de competência.16 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO A composição da demonstração do resultado do exercício é determinada pelo artigo 187 da Lei n0 6.1 estabelece o conceito da demonstração do resultado: "3. § 3º)." O parágrafo 1º do artigo 187 impõe que sejam observados os princípios da competência e do confronto entre receitas e despesas na apuração do resultado do exercício: "§ 1º Na determinação do resultado do exercício serão computados: a) as receitas e os rendimentos ganhos no período." Contabilidade para Executivos . V _ o resultado do exercício antes do imposto de renda e a provisão para o imposto. empregados. deduzidas das receitas. III _ as despesas com as vendas. correspondentes a essas receitas e rendimentos. 3.3. os abatimentos e os impostos. e outras despesas operacionais.404/76: "Art. e b) os custos.3 _ Da Demonstração do Resultado aborda alguns aspectos específicos desta peça contábil. encargos e perdas. as despesas gerais e administrativas." A NBC-T-3. A demonstração do resultado do exercício discriminará: I _ a receita bruta das vendas e serviços.

186.1 estabelece o conceito: Contabilidade para Executivos . os ajustes de exercícios anteriores e a correção monetária do saldo inicial.4 _ Da Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados aborda aspectos específicos desta demonstração." A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados deve indicar o montante do dividendo por ação do capital social e pode ser incluída na demonstração das mutações do patrimônio líquido (artigo 186. § 2º). O subitem 3.404/76: "Art. III _ as transferências para reservas.17 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO RECEITA BRUTA (-) DEDUÇÕES IPI ICMS Abatimentos RECEITA LÍQUIDA (-) CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS LUCRO BRUTO (-) DESPESAS OPERACIONAIS De Vendas Administrativas Financeiras .Receitas Financeiras Variações monetárias LUCRO OPERACIONAL (+/-) DESPESAS/RECEITAS NÃO OPERACIONAIS (-)PERDAS (+)GANHOS LUCRO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (-) PROVISÃO PARA A CONTRIBUIÇÃO SOCIAL (-) PROVISÃO PARA O IMPOSTO DE RENDA LUCRO DEPOIS DO IMPOSTO DE RENDA E DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL PARTICIPAÇÕES NO LUCRO LUCRO LÍQUIDO DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS E PREJUÍZOS ACUMULADOS O conteúdo da demonstração de lucros ou prejuízos acumulados é determinado pelo artigo 186 da Lei n0 6. A NBC-T-3. os dividendos.4. A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados discriminará: I _ O saldo do início do período. a parcela dos lucros incorporada ao capital e o saldo ao fim do período. II _ as reversões de reservas e o lucro líquido do exercício.

as mutações nos resultados acumulados da Entidade. tem seu conteúdo determinado pelo artigo 188 da Lei n0 6.404/76 (artigo 186.5. discriminando: Contabilidade para Executivos . líquida do efeito dos impostos correspondentes. referida ao artigo 186. O subitem 3." DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO A NBC-T-3. cuja finalidade é indicar as modificações na posição financeira da empresa.1 apresenta seu conceito: "3. 188. i) as compensações de prejuízos.5 _ Da Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido aborda aspectos específicos desta demonstração.1 _ A demonstração das mutações do patrimônio líquido é a demonstração contábil destinada a evidenciar.86. j) os lucros distribuídos. num determinado período. de 22.5. num determinado período. h) o resultado líquido do período.2. a demonstração das mutações do patrimônio líquido. como parte integrante de suas demonstrações financeiras. c) as reversões e transferências de reservas e lucros. g) as reavaliações de ativos e sua realização. l) os saldos no final do período.1 _ A demonstração das mutações do patrimônio líquido discriminará: a) os saldos no início do período.404/76: "Art. que em seu artigo 1º dispõe: "Art. f) as destinações do lucro líquido do período.12. 1º As companhias abertas deverão elaborar e publicar. passou a ser obrigatoriamente elaborada e publicada pelas companhias abertas.4. d) os aumentos de capital discriminando sua natureza. por força da Instrução CVM nº 59.1.5. e) a redução de capital. § 2º in fine da Lei nº 6. § 2º)." DEMONSTRAÇÃO DAS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS A demonstração das origens e aplicações de recursos." O subitem 3.404.2 trata do conteúdo e estrutura desta demonstração: "3. A demonstração das origens e aplicações de recursos indicará as modificações na posição financeira da companhia." A demonstração das mutações do patrimônio líquido.18 "3.5.1 _ A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados é a demonstração contábil destinada a evidenciar.1. a movimentação das contas que integram o patrimônio da Entidade. de 15 de dezembro de 1976. cuja elaboração e publicação é facultada pela Lei nº 6. b) os ajustes de exercícios anteriores.

" DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA A Demonstração das Modificações da Posição Financeira. agrupadas em: a) lucro do exercício. para o usuário não familiarizado com a Contabilidade. c) aumento do ativo realizável a longo prazo. no início e no fim do exercício. amortização ou exaustão e ajustado pela variação nos resultados de exercícios futuros. IV _ os saldos." A NBC-T-3. b) realização do capital social e contribuições para reservas de capital. que no Brasil é denominada Demonstrações das Origens e Aplicações de Recursos . as modificações que originaram as variações no capital circulante líquido da Entidade. da redução do ativo realizável a longo prazo e da alienação de investimentos e direitos do ativo imobilizado.1 _ A demonstração das origens e aplicações de recursos é a demonstração contábil destinada a evidenciar. Contabilidade para Executivos . sugere-se a substituição da DOAR pela Demonstração do Fluxo de Caixa. portanto. como meio de aprimorar a comunicação Contabilidade _ Usuário.6 _ Da Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos aborda alguns aspectos específicos desta peça contábil. dentro do regime de competência. montante do capital circulante líquido e o seu aumento ou redução durante o exercício.1. notadamente.1 apresenta o conceito: "3. O entendimento do fluxo financeiro da empresa. a Demonstração do Fluxo de Caixa baseia-se no conceito de disponibilidade imediata. vem sendo substituída pela Demonstração do Fluxo de Caixa em alguns países. A diferença fundamental entre as duas demonstrações é que enquanto a DOAR é elaborada com base no conceito de capital circulante líquido. acrescido de depreciação. A Demonstração do Fluxo de Caixa apresenta a modificação ocorrida no saldo de disponibilidades da empresa durante determinado período. dos investimentos e do ativo diferido. através dos fluxos de recebimentos e pagamentos. originários do aumento do passivo exigível a longo prazo.6. II _ as aplicações de recursos. d) redução do passivo exigível a longo prazo. c) recursos de terceiros. representando aumento ou redução do capital circulante líquido. Por esta razão. O subitem 3.19 I _ as origens dos recursos. agrupadas em: a) dividendos distribuídos. fica muito mais fácil de ser entendido através da Demonstração do Fluxo de Caixa. num determinado período.DOAR. b) aquisição de direitos do ativo imobilizado. dentro do regime de caixa (recebimentos/pagamentos) puro. a disponibilidade de médio prazo. apresentando.6. III _ o excesso ou insuficiência das origens de recursos em relação às aplicações. do ativo e passivo circulantes.

As empresas compõem o sistema de produção da economia nacional. em geral. A demonstração do resultado do exercício avalia a parte da riqueza criada pela empresa (o valor adicionado) que se destina ao proprietário. por exemplo. A demonstração do resultado do exercício. impostos etc. Na Ciência Econômica. para ele. é a empresa. a Demonstração do Valor Adicionado surgiu para atender às necessidades de informações dos usuários sobre o valor da riqueza criada pela empresa e sua utilização. Este valor será. os salários. além do lucro dos investidores. a quem pertence o restante da riqueza criada pela empresa.20 BALANÇO SOCIAL O Balanço Social tem por objetivo demonstrar o resultado da interação da empresa com o ambiente em que está inserida. igual à soma de toda a remuneração dos esforços consumidos nas atividades da empresa. ainda. Em geral. Um dos elementos mais importantes e diretamente responsável pela produção econômica nacional. c) Demonstração do valor adicionado – discrimina a riqueza gerada pela empresa e sua destinação. as tradicionais demonstrações contábeis estão preocupadas em evidenciar para os investidores qual o lucro da empresa e como ele foi calculado. está mais voltada para um determinado tipo de usuário: o proprietário da empresa que quer conhecer o valor do seu lucro final. e d) Contribuições à sociedade. Trata-se de uma visão diferente em termos de demonstrações contábeis. pois na realidade representam reduções de sua parte da riqueza criada. A demonstração do valor adicionado vem evidenciar. Possui quatro amplitudes: a) Balanço ambiental – demonstra os esforços da empresa em preservação do meio ambiente. Pode-se definir valor adicionado como sendo a diferença entre o valor da produção e os consumos intermediários (compras a outras empresas) num determinado período. b) Balanço de recursos humanos – evidencia tanto o perfil da força de trabalho da empresa quanto a contribuição da empresa com o desenvolvimento da comunidade que a cerca. é o enfoque do proprietário. juros. ou seja. Na Ciência Contábil. ou seja. a mesma definição utilizada pela econo mia. Estreitamente relacionada com o conceito de responsabilidade social. o conceito de valor adicionado é obtido em função da Produção e é utilizado para mensurar as atividades econômicas de uma nação através de definição do seu Produto Nacional. utiliza-se o conceito das Vendas para obter-se o valor adicionado (riqueza criada) da empresa. do seu lucro. E. produzindo os bens e serviços que atendem às necessidades de consumo e de acumulação da sociedade. Contabilidade para Executivos . são tratados como despesas. O valor adicionado de uma empresa representa o quanto de valor ela agrega aos insumos que adquire num determinado período.

IPI. Entretanto. representando a diferença entre os 2 ABIQUIM – Associação Brasileira da Indústria Química. 22/10/99. o Insumos adquiridos de terceiros = matérias-primas consumidas + custo das mercadorias e serviços vendidos + materiais. bem como sua distribuição aos elementos que contribuíram para essa edição. ISS. atendendo a esses diferentes tipos de usuários.21 Isto não significa dizer que a demonstração do resultado do exercício é incorreta.). o Retenções = depreciação. Distribuição do valor adicionado o Remuneração do trabalho = Salários e honorários (férias. Contabilidade para Executivos . produtos e serviços. IPTU. amortização e exaustão contabilizadas no período. surgiram diferentes tipos de usuários de informações econômicas-financeiras. COFINS. o Remuneração do governo = Impostos. METODOLOGIA 2 VA = Receitas brutas – Insumos adquiridos de terceiros – depreciação/ amortização ± transferências onde: VA = Valor adicionado Definições sobre o cálculo do valor adicionado: o Receitas brutas = inclui vendas de mercadorias. Contribuição Social. Imposto de Renda. energia. A demonstração do valor adicionado surgiu para evidenciar o quanto de valor a empresa adiciona aos insumos que adquire. provisão para devedores duvidosos (reversão/constituição) e receitas não operacionais. encargos sociais voluntários e outros encargos gerais com pessoal. o Transferências = resultado da equivalência patrimonial + receitas financeiras. Valor Adicionado Setor Químico Brasileiro 1998. PIS. Contribuição ao I SS. encargos sociais compulsórios. taxas e contribuições (ICMS. São Paulo. etc. devido a algumas transformações socioeconômicas. A demonstração do resultado do exercício atende adequadamente ao seu principal objetivo. que é o de evidenciar o resultado da empresa aos seus investidores. com diferentes tipos de necessidades. N CPMF. Inclui valores recebidos como dividendos relativos a investimentos avaliados ao custo. serviços de terceiros + perda/recuperação de valores ativos (essa parcela inclui os impostos ICMS e IPI). 13o salário e adicionais). também. No caso do ICMS e do IPI foi considerado o valor devido ou já recolhido aos cofres públicos.

837 6. o valor adicionado da amostra do setor siderúrgico representou 46.797 6.3% em 1999. contra 41.472 842.124 6.880 5.699.544 1.466 814. o Juros sobre o capital próprio e dividendos = Valores pagos aos acionistas.118.349 Em 1999.9% conforme discriminado a seguir: Unid.272. enquanto o valor adicionado bruto evoluiu 39.: R$ 1. a receita bruta do setor evoluiu 25.000 DISCRIMINAÇÃO Receita Bruta Insumos Adquiridos de Terceiros Valor Adicionado Bruto Retenções Valor Adicionado Líquido Transferências Valor Adicionado a Distribuir SETOR SIDERÚRGICO 1999 14. o Lucros retidos / Prejuízo do exercício = Lucros/prejuízos destinados às reservas.883 4.1%. A distribuição desse percentual pelos diferentes subsetores foi a seguinte: Contabilidade para Executivos .664 1.726.133.9% da receita bruta.489. o Juros e aluguéis = Despesas financeiras e de juros relativas a quaisquer tipos de empréstimos e financiamentos junto à instituições financeiras. RESUMO Em relação a 1998.461 1998 11.572.7% em 1998.006 3.545. O valor adicionado a distribuir aumentou 40.381 7.545.22 impostos incidentes sobre as vendas e os valores considerados dentro do item insumos adquiridos de terceiros.623.884.652 4.082.

349 52.1 5.737 70. em 1999 e 1998.3 10.4 7.7 Subsetor Planos Subsetor Longos Subsetor Aços Especiais Produtores Semi-Acabados Setor Siderúrgico As distribuições no setor siderúrgico das parcelas específicas.2 10.9 46.6) 57.2 47.602 1.23 VALOR ADICIONADO COMO % DA RECEITA BRUTA 1999 Subsetores 1998 Valor Adicionado % da Receita Valor Adicionado % da Receita R$ mil R$ mil Bruta Bruta 3.0 13.1 39. DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO COMO % DA RECEITA BRUTA – 1999 Unid.3 - 10.2 47.4 - 9.9 2.7 16.128 6.1 37.9 12.385 4.9 16.216 1.6 41.912.011 624.5 13. estão indicadas a seguir.6 46.6 47.461 54.9 Valor Adicionado Remuneração do Trabalho Remuneração do Governo Juros e Aluguéis Juros s/ Capital Próprio e Dividendos Lucros / Prejuízos Retidos 10.6 34.2 2.6 4.4) (5.699.1) Contabilidade para Executivos .7 2.1 39.052 944.9 4.2 15.645.6 (3.0 26.0 (36.6 Subsetor Produtores Setor Aços Especiais Semi-Acabados Siderúrgico 34.037.: % Discriminação Subsetor Subsetor Planos Longos 54.359.9 46.1) (23.623.679 729.

221 27.875 1.6 47.Contribuição Social .6 41.533.CPMF .6 Subsetor Produtores Setor Aços Especiais Semi-Acabados Siderúrgico 4.0 8.7 4.9 13.650 701.COFINS .1 37.2 2.000 DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO REMUNERAÇÃO DO TRABALHO (Pessoal e Encargos) REMUNERAÇÃO DO GOVERNO SETOR SIDERÚRGICO 1999 1.405 43.1 13.9 8.745 55.834 161.434 bilhão para R$3.Imposto de Renda .9 15.549 (130.863 4.583.7 17.735 10.1 6.2) (4.307) 352. de R$1.2 11.497 939.060 18.: R$ 1. Unid.763 bilhões (163%).7 3.692.266 166.555 39.520) 68.: % Discriminação Subsetor Subsetor Planos Longos 52.264 (62.ICMS .IPI .ISS .388 1998 1.3 14.9) A parcela “juros e aluguéis” apresentou a maior evo lução.531 153.6) (1.758 340.5 2.7 7.6 25.24 DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO COMO % DA RECEITA BRUTA – 1998 Unid. Taxas e Contribuições) .0 18.345 19.085 (Impostos.7 Valor Adicionado Remuneração do Trabalho Remuneração do Governo Juros e Aluguéis Juros s/ Capital Próprio e Dividendos Lucros / Prejuízos Retidos 12.PIS .9 10.547.Contribuição ao INSS .981 1.1 (50.554 302.420 2.6 12.IPTU Contabilidade para Executivos . A COFINS (81%) e o ICMS (34%) apresentaram as evoluções de maior impacto.4 16.8 - 14.

699.937 (721.6 (0.25 .: % DISCRIMINAÇÃO EM RELAÇÃO AO VALOR ADICIONADO 1998 Remuneração do Governo ICMS IR IPI Cofins INSS Contribuição Social PIS CPMF ISS IPTU Outros TOTAL 32.4 0.454 (213.6 1999 12.433.4) 0.2 0.836 1.674 361.6 1.4 0.349 DISTRIBUIÇÃO DA REMUNERAÇÃO AO GOVERNO.9 3.1 (0.4 100.2 0.0 6.5 (7.304) 4.8 17.0 2.3 100.4 0.1 (3.5 2.954 340.2 10. PELOS DIFERENTES TIPOS DE IMPOSTOS.8 0.3 0.623.7) 20.0 6.9) 2.1 1.5 2.9 10.1 1. COMO % DO VALOR ADICIONADO E DA RECEITA BRUTA – 1999 Unid.5 1.0 Disq.1 0.560 3.5 1999 25.1 12.9 9.908) 6.763.0 45.0 1.1 13.1 0.2 0.8 0.09.461 4.2 1.1 3.7 22.2 0.7) 4.42/catia32/18.2000/jcs/cmc EM RELAÇÃO À RECEITA BRUTA 1998 13.5 0.5 0.6 55.Outros JUROS E ALUGUÉIS JUROS SEM CAPITAL PRÓPRIO E DIVIDENDOS LUCROS RETIDOS / PREJU ÍZO DO EXERCÍCIO TOTAL 6.6 Contabilidade para Executivos .

A parcela de patrimônio que pertence aos proprietários. BALANÇO PATRIMONIAL (BP) O Balanço Patrimonial é um demonstrativo estático padronizado. diz-se que o PATRIMÔNIO LÍQUIDO é negativo. resultando situação de PATRIMÔNIO LÍQUIDO positivo. denominada PATRIMÔNIO LÍQUIDO ou CAPITAL PRÓPRIO. Finalmente. são relacionadas às contas que refletem Contabilidade para Executivos . comumente denominado PASSIVO A DESCOBERTO. Os bens e direitos constituem o ATIVO e as obrigações perante terceiros compõem o PASSIVO EXIGÍVEL. De um lado. DIREITOS e OBRIGAÇÕES de uma empresa. a soma dos BENS e DIREITOS é maior que a das OBRIGAÇÕES para com terceiros. Quando a soma dos BENS e DIREITOS for igual às OBRIGAÇÕES para com terceiros. ocorrerá PATRIMÔNIO LÍQUIDO nulo ou inexistente. aparece no PASSIVO por representar uma "obrigação" da empresa para com seus titulares.26 B ALANÇO P ATRIMONIAL PATRIMÔNIO Patrimônio é o conjunto de BENS. que discrimina de forma sintética e ordenada os saldos de todos os valores integrantes do patrimônio de uma empresa em determinada data. O valor do PATRIMÔNIO LÍQUIDO pode ser apurado pela seguinte equação: PATRIMÔNIO LÍQUIDO = BENS + DIREITOS .OBRIGAÇÕES Esta equação pode ter como resultado três situações possíveis: OBRIGAÇÕES SITUAÇÃO LÍQUIDA BENS + DIREITOS SITUAÇÃO LÍQUIDA NEGATIVA BENS + DIREITOS BENS + DIREITOS OBRIGAÇÕES OBRIGAÇÕES (B+D)>Obrigações PL positivo (B+D)=Obrigações PL nulo (B+D)<Obrigações Passivo a decoberto Normalmente. se a soma dos BENS e DIREITOS for menor que a das OBRIGAÇÕES.

por sua vez. a seguir: outras obrigações de curto prazo. os bens que são mais líquidos (passíveis de se transformarem em dinheiro mais rapidamente) aparecem em primeiro lugar.Diferido Exigível a Longo Prazo Resultado de Exercício Futuros Patrimônio Líquido ATIVO CIRCULANTE .Investimentos . Contabilidade para Executivos . as obrigações com vencimentos mais próximos da data do Balanço aparecem em primeiro lugar. Exemplos: Disponibilidades. Despesas Antecipadas etc. estoques e outros valores de curto prazo a receber. no PASSIVO. por não serem exigíveis. as contas são classificadas por grupos. de outro. Estoques.27 APLICAÇÃO de recursos . obrigações de Longo Prazo e finalmente o Patrimônio Líquido. aparecem ao final do Passivo. direitos realizáveis a longo prazo e bens permanentes. o Ativo inicia relacionando as disponibilidades (caixa e saldos bancários). depois seguem-se: direitos de curto prazo (clientes. Exemplos: Duplicatas a Receber. Empréstimos a Diretores. Empréstimos a Interligadas etc. de acordo com sua natureza. móveis e imóveis são agrupados no "Ativo Permanente .Imobilizado". as que representam as FONTES de recursos (PASSIVO + PATRIMÔNIO LÍQUIDO). são escalonados em ordem decrescente de liquidez. Resumindo. Os recursos dos sócios (PL).e. Os grupos de contas. Por isso.disponibilidades. No Passivo aparecem primeiro as contas de fornecedores e empréstimos bancários. ESTRUTURA DO BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO PASSIVO Circulante Circulante Realizável a Longo Prazo Permanente . duplicatas a receber).bens e direitos (ATIVO) .bens e direitos realizáveis após o encerramento do exercício seguinte (mais de 360 dias). bens e direitos realizáveis no decorrer do exercício seguinte ao do balanço sob análise (até 360 dias). Por exemplo: os bens e direitos de curto prazo são representados pelo "Ativo Circulante" e as máquinas. Assim.Imobilizado . no ATIVO e de exigibilidade. Duplicatas a Receber. REALIZÁVEL A LONGO PRAZO . Na estruturação do Balanço Patrimonial.

PATRIMÔNIO LÍQUIDO . Contabilidade para Executivos . Reservas de Reavaliação (Contrapartida da Reavaliação de Imobilizados). Exemplos: Ações e Participações. Exemplos: Aluguel Recebido Antecipadamente etc. PASSIVO CIRCULANTE. Doações recebidas). Exemplos: Financiamentos.valores aplicados com a intenção de permanência. Provisão para Imposto de Renda. subtraídos os custos e despesas respectivas. Amortização e Exaustão Acumuladas. RESULTADOS DE EXERCÍCIOS FUTUROS . Salários e Encargos a Pagar. No Patrimônio Líquido : Capital a Realizar e Ações em Tesouraria.dívidas vencíveis no decorrer do exercício seguinte (até 360 dias). Empréstimos de Interligadas etc. Lucros / Prejuízos Acumulados.recursos pertencentes aos proprietários e que formam o capital próprio da empresa e que. não são exigíveis. Subdividem-se em: Capital Social (Capital Subscrito .receitas de competência de exercícios futuros. portanto. No Ativo Permanente : Depreciação. Máquinas e Equipamentos. Diferido : gastos que beneficiarão vários exercícios futuros. entre parênteses ou com sinal negativo. Observação: No Balanço Patrimonial (BP) aparecem contas retificadoras. subdividindo-se em: Investimentos : participações de natureza permanente em outras empresas e outros bens e direitos não destinados à manutenção da atividade da empresa. Exemplos: Imóveis de Uso. Veículos. Reservas de Lucros (Reserva Legal. Empréstimos de Diretores.28 PERMANENTE . Impostos a Pagar. Reservas Estatutárias. Exemplos: Despesas de Reorganização.dívidas vencíveis após o encerramento do exercício seguinte (mais de 360 dias). Empréstimos Bancários. Reservas de Capital ( Resultado de Correção Monetária. Despesas pré-operacionais etc. EXIGÍVEL A LONGO PRAZO . Reserva para Contingências).Capital a Integralizar). Imóveis para Aluguel etc. As principais são: No Ativo Circulante: Duplicatas Descontadas e Provisão para Devedores Duvidosos. Exemplos: Fornecedores. Marcas e Patentes etc. que diminuem o saldo da conta retificada. Imobilizado: bens e direitos necessários à manutenção das atividades da empresa.

03 1.01.29 BALANÇO PATRIMONIAL DA SEARA ATIVO SEARA (Reais Mil) Código da Conta 1 1.01.095 Produtos Acabados 41.03.01 1.01 1.070 Outros 3.02.425 Contabilidade para Executivos .01.573 Outros Créditos A Receber 10.539.01. Líquidos 12.231 Descrição da Conta 31/12/02 Com Outras Pessoas Ligadas 0 Outros 48.571 Bens Destinados A Venda.03 1.02 1.01.03 1.02.01.03.01 1.01.715 Caixa E Bancos 16.469 Aplicações Financeiras 3.06 1.01.02 Código da Conta 1.01.231 Com Coligadas 0 Com Controladas 454.02 1.05 1.02.03 1.02.02 Descrição da Conta 31/12/02 Ativo Total 1.02 1.01.860 Clientes 326.02.02.01.02.443 Produtos Em Processo 650 Animais Para Abate 137.03.01 1.01.01 1.04.02.03.01 1.02.02.01.04 1.01 1.01.03.01.02.802 Créditos Diversos 0 Créditos Com Pessoas Ligadas 454.02.03.03 1.01 1.951 Ativo Circulante 630.816 Matérias-primas 45.848 Importação Em Andamento 1.01.680 Despesas Do Exercício Seguinte 3.388 Impostos A Recuperar 3.268 Materiais De Manutenção E Auxiliares 14.03.04 1.01 1.02.03.350 Disponibilidades 19.125 Estoques 241.02 1.01.02 1.01.162 Impostos A Recuperar 29.680 Ativo Realizável A Longo Prazo 502.02.246 Créditos 365.02 1.

01 2.05 2.03 1.02 2.01.01 Tributos Diferidos Depósitos Judiciais Outras Contas A Receber Ativo Permanente Investimentos Participações Em Coligadas Participações Em Controladas Outros Investimentos Imobilizado Diferido 17.03.30 1.08.03 1.316 12.01.01.037 406.01.03 1.08 2.01 2.021 12.01.02 1.03 2.01.02.04 1.01 1.04 2.05.02.517 92.03.02.03.951 594.04 2.03.01.07 2.712 42.03.02 2.04 2.01 2.02.01 1.05 2.070 0 26.08.02.03 PASSIVO SEARA (Reais Mil) Código da Conta 2 2.888 0 72.01.829 206 345.03 2.01.contingências Fiscais e Trabalhista Dívidas Com Pessoas Ligadas Outros Tributos Diferidos Resultados De Exercícios Futuros Patrimônio Líquido Capital Social Realizado 31/12/02 1.658 Contabilidade para Executivos .05 1.031 0 0 0 347.03.03.01 2.08.02.800 202.321 11.989 597.539.02 1.01.05.03 2.150 477.01 2.721 43 Descrição da Conta Passivo Total Passivo Circulante Empréstimos E Financiamentos Debêntures Fornecedores Impostos.01.02 2.02 2.02.405 3.03.02.799 61.150 28.01.081 0 15.035 0 60.02.03.03.08.01.03 2.01. Taxas E Contribuições Dividendos A Pagar Provisões Dívidas Com Pessoas Ligadas Outros Adiantamento Sobre Contrato De Câmbio Salários E Encargos Sociais Contas A Pagar Com Partes Relacionadas Outras Contas A Pagar Passivo Exigível A Longo Prazo Empréstimos E Financiamentos Debêntures Provisões Prov.01.06 2.05 2.01 2.336 0 28.02.634 421.622 0 34.

209 8.04.03.05.05.01 2.03.07 2.05.03 2.588 0 0 0 Contabilidade para Executivos .05.05 Reservas De Capital Reservas De Reavaliação Ativos Próprios Descrição da Conta Controladas/coligadas Reservas De Lucro Legal Estatutária Para Contingências De Lucros A Realizar Retenção De Lucros Especial P/ Dividendos Não Distribuídos Outras Reservas De Lucro Lucros/prejuízos Acumulados 33.03 2.04.05.05.04 2.04.31 2.05.01 Código da Conta 2.05 2.02 2.05.04 2.04.05.06 2.05.04.414 0 0 86.05.02 2.04.05.04.02 2.05.933 0 0 31/12/02 0 111.207 16.

126. Op. 3 4 FIPECAFI & ANDERSEN. Receita Não-Operacional . conceitua os desdobramentos do conceito de receita: “5.Corresponde aos eventos econômicos aditivos ao patrimônio líquido. p. Normas e práticas no Brasil. Arthur. se tratar-se de transação normal da empresa. Ed. 1991.Resultados. Receita Operacional . tem-se uma perda. Como casos comuns desse tipo de receita temos os ganhos de capital. fica caracterizada a ocorrência de despesa. não associados com atividades relacionadas ao objetivo principal da entidade. não associados com a atividade ou atividades principais da empresa.32 DEMONSTRAÇÃO DO R ESULTADO DO EXERCÍCIO CONCEITO DE RECEITAS O IBRACON. ao valor pelo qual a empresa procura se ressarcir dos seus custos e despesas e auferir o crédito.Receitas e Despesas . Sergio de. Contabilidade para Executivos . objetivo de sua atividade. Citada. independentemente. nos itens 5 e 6. ela é considerada pelo líquido dos correspondentes custos. em última análise. Atlas: São Paulo. resultante de transações ou eventos não relacionados às operações normais do empreendimento. O conceito de receita é de elemento “bruto”. 6.Corresponde ao evento econômico relacionado com a atividade ou atividades principais da empresa. da sua freqüência. p. Iudícibus 4 apresenta um outro conceito. desde que não relacionados com a atividade principal da empresa. não se inclui nas atividades centrais da entidade. consequentemente. e não “líquido”. independentemente de sua freqüência neste contexto. ou seja. IUDÍCIBUS. ou seja. A maneira prática de diferenciar despesa de perda consiste em identificar a operação. O conceito de receita não-operacional é de elemento líquido. No entanto. CONCEITO DE PERDA As perdas correspondem aos eventos diminutivos ao patrimônio líquido. correspondendo. correspondentes a transações com imobilizados ou com investimentos de natureza permanente. no pronunciamento VII .”3 CONCEITO DE GANHOS Para ganhos.” CONCEITO DE DESPESAS Podemos entender por despesa todas as saídas de recursos da entidade que foram totalmente absorvidas no processo de gerar receitas. 413. segundo ele: “ganho representa um resultado líquido favorável. se o evento possuir a característica extraordinária.

33 DEMONSTRAÇÃQO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO A Demonstração do Resultado do Exercício é a apresentação. para fins de cálculo do Imposto de Renda. de 03/11/78. cabe destacar os princípios contábeis que devem nortear a contabilidade das empresas no reconhecimento contábil das receitas. despesas e custos. das devoluções e dos abatimentos deverão ser registradas em contas de natureza devedora específica. Dessa forma. demonstradas de forma a destacar o resultado líquido do período.1. as quais serão classificadas como contas redutoras das vendas. em forma resumida. encargos e perdas. DEDUÇÕES DAS VENDAS 1. as deduções das vendas. a contabilização das vendas deverá ser efetuada pelo seu valor bruto. despesas. cobrados do comprados ou contratante (IPI) e do qual o vendedor dos bens ou prestador dos serviços seja mero depositário”. e os custos. durante o exercício social. princípios esses expressos no parágrafo 1º do artigo 187 da referida Lei: “§ 1º . das operações realizadas pela empresa. 1.1. Antes de abordar aspectos mais detalhados dos seus componentes.1. O artigo 187 da Lei das S. dos abatimentos e dos impostos” e “a receita liquida das vendas e serviços”.Na determinação do resultado do exercício serão computados: as receitas e os rendimentos ganhos no período. custos e despesas. VENDAS CANCELADAS Contabilidade para Executivos . Par atendimento a legislação societária. nessa demonstração.A estabelece a ordem de apresentação das receitas. ambos fazem. independentemente de sua realização em moeda.” OS GRUPOS DE CONTAS DA DRE RECEITAS DE VENDAS A Lei nº6404/76 estabelece que as empresas devem discriminar “a receita bruta das vendas e serviços. acrescentou que “na receita bruta não se incluem impostos não cumulativos. correspondentes a essas receitas e rendimentos. pagos ou incorridos. A Instrução Normativa do SRF nº051. para fins de publicação. A maneira de se conciliar o problema é utilizar a designação Faturamento Bruto para o somatório total e sem o IPI de Receita Bruta. sendo que o valor dos impostos. Assim o ICMS faz parte das Receitas Brutas e o IPI não.

dentro do conceito da Lei nº6404/76. abrange também as despesas líquidas para financiar suas operações e o resultado liquido de atividades acessórias da empresa. Contabilidade para Executivos . sendo que . Este procedimento é útil para acompanhamento interno da administração. Assim os abatimentos não referem-se a descontos financeiros por pagamentos antecipados ou descontos concedidos no momento da venda. IMPOSTOS INCIDENTES SOBRE VENDAS Os impostos incidentes sobre vendas devem ser deduzidos da receita bruta de vendas. A apuração dos custos dos produtos vendidos está diretamente relacionada aos estoques da empresa. pois as entradas são representadas apenas pelas compras de mercadorias destinadas à venda. ABATIMENTOS A conta Abatimentos deve abrigar os descontos concedidos a clientes. 1. 1.1. apresentados como redução das vendas brutas.34 As vendas canceladas devem ser lançadas em conta específica de devoluções e não deve ser deduzida diretamente das vendas. DESPESAS OPERACIONAIS As despesas operacionais constituem-se das despesas incorridas para vender produtos e administrar a empresa.1. No caso de empresas industriais.3. que de ser registrada pelos valores totais incluindo os impostos sobre ela incidentes. para verificar o volume de vendas posteriormente devolvidas. as entradas representam toda a produção completada no período. por defeito de qualidade apresentado ou por defeitos oriundos do transporte. ISS (Imposto sobre Serviços) ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias) IVVC (Imposto sobre Venda a Varejo de Combustíveis Líquidos ou Gasosos) CUSTOS DOS PRODUTOS VENDIDOS OU DOS SERVIÇOS PRESTADOS O custo dos produtos vendidos ou dos serviços prestados devem corresponder ás receitas de vendas dos produtos e serviços reconhecidos no mesmo período. pois representa a baixa efetuada nas contas dos estoques por vendas realizadas no período. Ou seja: CPV = EI + C – EF onde: CPV -> Custo dos Produtos Vendidos EI -> Estoque Inicial EF -> Estoque Final C -> Compras No caso de empresas comerciais a equação é aplicada com simplicidade. os quais devem ser registrados em contas devedoras.2. posterior à entrega do produto.

as despesas gerais e administrativas. material de escritório etc. se constituindo de várias atividades gerais que beneficiam todas as fases do negócio ou objeto social. provisão para devedores duvidosos etc. as despesas financeiras. deduzidas das receitas. gastos estimados com garantia de produtos vendidos. e outras despesas operacionais”. gratificações. pessoal administrativo interno de vendas. colocação e distribuição dos produtos da empresas. incluído nesta conta todos os encargos trabalhistas do empregado (ordenados. constando dessa categoria despesas como: com o pessoal da área de vendas. salários e encargos do pessoal administrativo. distribuição. Constam dessa categoria itens como honorários da administração. bem como os riscos assumidos pela venda. perdas estimadas dos valores a receber. marketing. despesas legais e judiciais. São elas: o DE VENDAS o ADMINISTRATIVAS o ENCARGOS FINANCEIROS LÍQUIDOS o OUTRAS RECEITAS E DESPESAS OPERACCIONAIS o DESPESAS DE VENDAS E ADMINISTRATIVAS DESPESAS DE VENDAS As despesa de vendas representam gastos de promoção. DESPESAS ADMINISTRATIVAS As despesas administrativas representam os gastos incorridos. comissões sobre vendas.35 O artigo 187 da Lei das S/A estabelece. a dedução das “despesas com vendas. Contabilidade para Executivos . para chegarmos ao lucro operacional. propaganda e publicidade. EXEMPLO DE DESPESAS DE VENDAS E ADMINISTRATIVAS DE VENDAS a)Despesa com o Pessoal b)Comissão de Vendas c)Ocupação d)Utilidades e Serviços e)Propaganda e Publicidade f)Despesas Gerais g)Impostos e Taxas i)Provisão para Devedores Duvidosos ADMINISTRATIVAS a)Despesa com o Pessoal b)Ocupação c)Utilidades e Serviços d)Honorários e)Despesas Gerais f)Impostos e Taxas DESPESAS COM PESSOAL No caso de despesa com o pessoal deve ser dividida por setor de atuação. para a direção ou gestão da empresa.

como no caso de propagandas para melhoria da imagem da empresa. quando o imóvel e os bens forem de terceiros. não vinculada a venda do produto. 13º salário. assistência médico-social. Correio e Malotes Reprodução e impressão Seguros Transporte de Pessoal Outras PROPAGANDA E PUBLICIDADE È um subgrupo das despesas de vendas que em certas circunstâncias poderá fazer parte do grupo de despesas administrativas. No caso de bens próprios a conta utilizada seria a de “Depreciação e Amortização”. a administração e a venda depende da utilização de cada setor. Fax. férias. logicamente. tendo o seguinte rol de contas classificáveis: Contabilidade para Executivos . HONORÁRIOS As contas de honorários foram previstas somente no grupo de despesas administrativas e segregadas em: Diretoria Conselho Administrativo Conselho Fiscal DESPESAS GERAIS É outro subgrupo comum às despesas administrativas e de vendas. OCUPAÇÃO No subgrupo ocupação estarão registradas as despesas com a ocupação física dos imóveis e as instalações representadas por aluguéis e despesas de condomínio. A apropriação destas despesas enter a produção. Telegrama etc. apenas as despesas de vendas e engloba todas as despesas com comissões devida sobre vendas incluindo os encargos sociais decorrentes destas. etc. UTILIDADES E SERVIÇOS O subgrupo utilidades e serviços também deve ser rateada de acordo com a utilização de cada setor e compreende os gastos com: Energia Elétrica Água Telefone. Telex. segregado em subcontas distintas. COMISSÕES DE VENDAS Aplica-se.). FGTS. seguros.36 indenizações. IAPAS.

como as oriundas de aplicações temporárias em títulos. a contribuição sindical. Contabilidade para Executivos .. A Receita federal determinou que o PIS e o PASEP calculado sobre a receita bruta de vendas poderá ser considerada como redutora desta. e a parcela calculada sobre as demais receitas poderá ser considerada como despesa operacional. não distingue as despesas financeiras das variações monetárias. já deduzido as baixas de contas incobráveis.A. na determinação de receita líquida.37 Viagens e Representações Material de Escritório Materiais Auxiliares e de Consumo Copa. como ocorre na legislação do Imposto de Renda. IPVA. e o novo saldo. além de outros tipos de receitas ou despesas. o desconto e a atualização monetária prefixada. a contribuição para o PASEP. Para evitar dúvidas a conta é subdividida em duas outras: Constituição de Novo Saldo (conta devedora) Reversão do Saldo Anterior (conta credora) ENCARGOS FINANCEIROS LÍQUIDOS A Lei das S. RECEITAS E DESPESAS FINANCEIRAS São incluídos aí os juros. a contribuição para o PIS. no seu artigo 187. Cozinha e Refeitório Conduções e Lanches Revistas e Publicações Donativos e Contribuições Legais e Judiciais Serviços Profissionais e Contratados Auditoria Consultoria Recrutamento e Seleção Segurança e Vigilância Treinamento de Pessoal IMPOSTOS E TAXAS São registrados impostos como IPTU. apesar disto procuramos harmonizar ambos os textos legais. PROVISÃO PARA DEVEDORES DUVIDOSOS O valor a ser contabilização em provisão para devedores duvidosos nas despesa de vendas é somente a diferença entre o saldo anterior da provisão. etc.A. define a apresentação como despesas operacionais “as despesas financeiras deduzidas das receitas financeiras”. A Lei das S.

OUTRAS RECEITAS E DESPESAS OPERACIONAIS O conceito de lucro operacional é que engloba os resultados das atividades principais e acessórias. normalmente de caráter permanente. essa conta deverá sempre aparecer destacada na Demonstração do Resultado do Exercício Dividendos e Rendimentos de Outros Investimentos As receitas oriundas de outros investimentos. considera como “variações monetárias” as variações cambiais e as correções monetárias (exceto as prefixadas). debitando uma conta de realizável. Essa receita de dividendos também poderá ser registrada na data do balanço. Atualmente não é mais exigida esta segregação. são aqui registradas. Par fins de publicação. LUCRO E PREJUÍZO DE PARTICIPAÇÕES EM OUTRAS SOCIEDADES Serão registrados como operacionais os lucros ou prejuízos oriundos dos investimentos em outras empresas. sendo que essas outras receitas e despesas operacionais são atividades acessórias do objeto da empresa. são registrados nessa conta. só se incluem os juros. Todavia quando se tratar de atualização prefixada. mas nada impede a contabilidade de manter seus registros separadamente . não avaliados pelo método da equivalência patrimonial. VARIAÇÕES MONETÁRIAS A Lei do Imposto de Renda. sendo que a investidora registraria a parte correspondente à sua participação. será considerada como despesa(ou receita) financeira e não como variação monetária. nas despesas ou receitas financeiras. Dividendos Propostos a Receber Amortização de Ágio ou Deságio de Investimentos Refere-se à parcela periodicamente registrada para amortização da conta de Ágio/Deságio de Investimentos Contabilidade para Executivos . Originam-se dos dividendos recebidos. mas não as atualizações monetárias ou variações cambiais de empréstimos as quais são registradas separadamente nas Variações Monetárias. o que facilita na divulgação clara das informações. quando a investida contabilizar uma Provisão para Dividendos. oriundos de lucros e prejuízos nas coligadas e controladas. A contabilização em contas segregadas das demais despesas ou receitas financeiras era necessária para fins fiscais para apurar o lucro inflacionário e conseqüente tributação do saldo credor da Correção Monetária do Balanço.38 Como se verifica. no artigo 253 e 254 do RIR. A contabilização desta participação prevê as seguintes contas: Participação nos Resultados de Coligadas e Controladas pelo Método de Equivalência Patrimonial Os acréscimos (ou diminuições) na conta dos Investimentos avaliados pelo método da equivalência patrimonial.

Todavia.39 VENDAS DIVERSAS Outro tipo de resultado operacional poderia ser o oriundo de vendas esporádica de sucatas ou sobras de estoques.A. somente farão parte dos resultados não operacionais os lucros ou prejuízos na venda ou baixa do Ativo Permanente. Contabilidade para Executivos . que após o resultado operacional devem aparecer “as receitas e despesas não operacionais”. PROVISÃO PARA O IMPOSTO DE RENDA Nesta conta será lançada a despesa de Imposto de Renda. ou na liquidação de bens do ativo permanente”. nesse caso.. líquido do ICMS correspondente. RESULTADOS NÃO OPERACIONAIS O grupo de contas do resultado não operacional limita-se a um pequeno número de operações. obsolescência ou exaustão. desgaste. em face do conteúdo dos resultados operacionais. farão parte dos resultados não operacionais o resultado das baixas ou alienações de Investimentos. somente mencionando. a ser paga no próprio exercício. extinção. na verdade não fornece detalhes do seu conteúdo. na baixa por perecimento. A Lei das S. de Ativo Imobilizado ou Ativo Diferido. EXEMPLO DA DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DA COMPANHIA NORDESTE DE PARTICIPAÇÕES (CONEPAR). Englobam os ganhos e perdas de capital “os resultados na alienação. e considerando os conceitos complementares contidos na legislação do Imposto de Renda. inclusive por desapropriação. no seu artigo 187. essa receita deve ser registrada como redução do custo de produção. Se todavia. O valor total do ganho ou perda será apurado da diferença entre o valor total líquido que o bem está contabilizado no balanço e o valor da venda deste para terceiros. Portanto. as vendas forem de sucatas normais e inerentes ao processo produtivo. GANHOS E PERDAS DE CAPITAL NOS INVESTIMENTOS Aqui são contabilizados os ganhos e as perdas nos seguintes itens: GANHOS E PERDAS NA ALIENAÇÃO DE INVESTIMENTOS Lucro ou prejuízos apurados na venda de investimentos permanentes a terceiros. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL Essa conta deve registrar o valor da contribuição social apurada ao final do exercício. A tais resultados a legislação fiscal da o nome de “Ganhos e Perdas de Capital”. PUBLICADO PELA GAZETA MERCANTIL EM 15 DE ABRIL DE 1998.

589.711.00 (6.879.00) Prejuízo antes do IR. líquidas 6.00) 681.00 Lucro operacional 12.358.877.112.722.00) (50.00) (2.996.530.210.00 (131.196.147.00) Participação dos empregados nos resultados (1.00) (56.00) Lucro bruto 137.00) Contabilidade para Executivos .117.820.388.526.00) (8.00) Despesas financeiras.00 (29.683.00) (12.00) 4.00 Deduções de vendas Impostos sobre vendas (139.069.594. contribuições sociais das participações dos empregados nos resultados 6.639.00) Prejuízo do exercício 2.552.124.827.00 814.146.00) 125.00) Receita operacional líquida 728.00) (19.00) Outras receitas operacionais.00 Custo dos produtos vendidos (590.00 Receitas e despesas operacionais Vendas e distribuição (29.00 84. líquidas (41.00) (24.580.00) (2.276.00) Gerais e administrativas (60.00) (6.00) (4.00 Resultado não operacional Ajuste de equivalência patrimonial inicial Outras despesas não operacionais (6.400.195.087.526.363.00) Devoluções (2.00 869.00 (555.022.100.974. 1997 Receita operacional bruta Vendas no mercado interno 794.00 Imposto de renda (2.897.00 1996 729.834.393.00) Contribuição social (22.40 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO Exercícios findos em 31 de dezembro de 1997 e 1996.871.00) (2.00 Vendas no mercado externo 75.811.

CCL negativo.41 OUTRAS D EMONSTRAÇÕES F INANCEIRAS DEMONSTRAÇÃO DE ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS (DOAR) OBJETIVO DA DOAR Essa demonstração visa identificar as modificações ocorridas na posição financeira de curto prazo da empresa. CCL = AC-PC ESPÉCIES DE CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO (CCL) CCL próprio ou positivo: ocorrerá quando o valor do ativo circulante (AC) for superior ao do passivo circulante (PC).000. CCL nulo: ocorrerá quando o valor do AC for igual ao do PC. ESQUEMA BÁSICO Contabilidade para Executivos . OBRIGATORIEDADE DE ELABORAÇÃO A Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos é de apresentação obrigatória para todas as companhias abertas e para as companhias fechadas com patrimônio líquido. os bens e direitos são insuficientes para honrar as obrigações vencíveis a curto prazo e a posição financeira da empresa inspira cuidados. além dos gerados pelas próprias operações. No caso contrário. de tal sorte que sua posição financeira pode ser considerada satisfatória. b) pela forma como estes recursos foram aplicados. A posição financeira de curto prazo da empresa é representada pelo valor do Capital Circulante Líquido (CCL). na data do balanço. CCL de terceiros ou negativo: ocorrerá quando o valor do AC for menor do que o PC.000. isto significa que os bens e direitos que a empresa possui. Se o CCL é positivo (AC > PC). realizáveis em dinheiro no prazo de um ano. são mais que suficientes para quitar suas obrigações vencíveis nesse mesmo prazo. Este é obtido diminuindo-se o Passivo Circulante (PC) do montante do Ativo Circulante (AC). superior a R$1. motivadas: a) pelo ingresso de novos recursos.00 (um milhão de reais).

EXEMPLOS DE TRANSAÇÕES QUE NÃO SÃO INCLUÍDAS POR NÃO AFETAREM O CCL Pagamento de fornecedores Há uma saída de recursos. Contabilidade para Executivos . PASSIVO + ORIGENS ( . e uma entrada. ATIVO + APLICAÇÕES ( . entretanto. caso ocorram diminuições dos respectivos saldos. e origens. nem todas as transações que geram novos recursos ou que representem aplicação dos mesmos são incluídas na DOAR.) CCL (=) Compra de mercadorias à vista Há uma saída de recursos. da seguinte forma: TRANSAÇÕES INCLUÍDAS NA DOAR Apesar do nome da demonstração. representada pelo desembolso de caixa. AC ( . segundo a natureza do seu saldo. aplicado em todas as contas. representada pelo aumento do estoque de mercadorias. Resultado de Exercícios Futuros e Patrimônio Líquido): representam origens. representada pela diminuição do Passivo Circulante. quando aumentam de saldo.) APLICAÇÕES Contas de Resultado: as receitas representam origem de recursos e as despesas.) PC ( . quando aumentam de saldo.) ORIGENS Contas do Passivo (Passivo Exigível. Contas em Geral: o esquema acima pode ser. aplicações.42 Contas do Ativo: representam aplicações. pois o Ativo Circulante (AC) e o Passivo Circulante (PC) diminuem simultaneamente. e uma simultânea entrada de recursos. também. representada pelo desembolso de caixa. e aplicações. caso ocorram diminuições dos respectivos saldos. Somente farão parte da DOAR as transações representativas de origens e aplicações de recursos que impliquem uma modificação direta ou indireta no CCL da companhia. o CCL não é alterado.

) AC ( + ) CCL (=) c) Compra de mercadorias a prazo Há uma aplicação de recursos representada pelo aumento de estoque e uma origem. AC ( . o AC e o PC se elevam no mesmo montante e o CCL fica inalterado. é uma origem de recursos para a empresa. Há uma origem de recursos em função do desembolso e uma simultânea aplicação em despesas ativadas (despesas antecipadas). o CCL permanece inalterado. elevam o CCL. pode-se afirmar que este último. EXEMPLOS DE TRANSAÇÕES INCLUÍDAS POR AFETAREM O CCL Receitas auferidas e despesas incorridas pela pessoa jurídica As receitas aumentam o AC e o PL simultaneamente e. se considerarmos que a soma algébrica das receitas e despesas da empresa resulta no resultado do exercício. AC ( + ) PC ( + ) CCL (=) d) Pagamento de despesas ativadas Por exemplo. AC ( + ) AC ( . pois o AC diminuirá em contrapartida à diminuição do Patrimônio Líquido (veja o subitem seguinte). AC ( + ) PL ( + ) CCL (+) Contabilidade para Executivos . quando positivo. AC ( + ) PL ( + ) CCL (+) b) Integralização de capital em dinheiro Há um aumento do AC vinculado a um aumento do PL.) CCL (=) Atenção: Quando uma parcela da despesa antecipada é apropriada ao resultado do exercício. o pagamento de prêmios de seguros cuja apólice vige rá também no exercício seguinte. o inverso ocorre com as despesas. portanto. devido à criação de uma obrigação para com o fornecedor. o CCL se eleva. pois o AC é diminuído e aumentado pelo mesmo valor.43 O CCL permanece sem alteração. o CCL será modificado.

pelo crédito na conta Dividendos a Pagar.44 c) Recebimento de um empréstimo de longo prazo de uma instituição financeira Há um aumento no AC (débito de Bancos c/ Movimento) em contrapartida a uma elevação no PELP (Passivo Exigível a Longo Prazo).) PL ( . Entretanto. em virtude do débito na conta Lucros Acumulados.) CCL ( . o CCL é afetado em ambos os casos. AC ( .) AP ( + ) CCL ( . e diminuição do PL. e uma diminuição do PL. o CCL diminuirá.) CASOS ESPECIAIS RECEITAS E DESPESAS QUE NÃO AFETAM O CCL Fizemos um pressuposto implícito que as receitas aumentam o Ativo Circulante e as despesas o diminuem (ou aumentam o Passivo Circulante) e. PC ( + ) PL ( . embora seja menos comum. em virtude disso. pelo aumento do AP. há despesas e receitas que não afetam o CCL e que.) e) Dividendos propostos Haverá um aumento do PC. o CCL será reduzido. sem terem transitado pelo Passivo Circulante Haverá diminuição do AC. amortização ou exaustão Contabilidade para Executivos . AC ( . AC ( + ) PELP ( + ) CCL (+) d) Aquisição à vista de bens do Ativo Permanente A saída de recursos é registrada através da diminuição do AC e a entrada.) f) Dividendos pagos mediante débito na conta de Lucros Acumulados. logo. não devem figurar na DOAR. Exemplos: a) Despesas de depreciação. há uma diminuição do CCL. em virtude do desembolso. o CCL aumenta.) CCL ( . em conseqüência.

não afetam o valor do CCL. o CCL. REF ( . o saldo da conta de Resultado da Correção Monetária. não influenciando. há entrada de recursos e essa transação. consequentemente. em conseqüência. são registradas contabilmente como diminuição simultânea do AP e do PL. A( + ) ou P ( + ) PL ( + ) CCL ( = ) Contabilidade para Executivos . quando era obrigatória a sistemática de correção monetária das demonstrações financeiras. por out ro lado. embora não seja computada no resultado do exercício.45 Essas despesas não implicam desembolso (nem imediato. nem futuro) para a empresa. não alterando o valor do CCL. explicada no capítulo 4. AP ( . AP ( + ) PL ( + ) CCL ( = ) d) As variações monetárias de direitos realizáveis ou de passivos exigíveis a longo prazo Essas receitas ou despesas são contabilizadas como aumento da Ativo Realizável a Longo Prazo (ARLP) ou do Passivo Exigível a Longo Prazo (PELP) e variação correspondente no PL.) PL ( . não modificam o valor do CCL. ARLP ou PELP ( + ) PL ( + ) CCL ( = ) e) Até 31-12-95. portanto não influenciam o CCL. quando são recebidas e classificadas em conta de REF.) E AC ( + ) REF ( + ) CCL (+) ⇒ 2º caso PL ( + ) CCL (=) ⇒ 1º caso c) Os ganhos ou perdas na avaliação de investimentos avaliados pelo método da equivalência patrimonial Essas receitas ou despesas são registradas como aumento /diminuição simultâneo(a) do AP e do PL e. era efetuada através do aumento das contas do Ativo ou do Passivo e da variação correspondente no próprio PL. aumenta o CCL.) CCL (=) Receitas transferidas de Resultados de Exercícios Futuros (REF) para a conta Resultado do Exercício Por tratar-se de simples movimentação contábil e não representar entrada de novos recursos.

pelo aumento de capital (aumento do CCL) e saída do caixa para aquisição dos referidos bens (diminuição do CCL). (+) Perda de Capital (-) Ganho de Capital (lucro não-operacional ) (prejuízo não-operacional ) Notas: O lucro líquido do exercício deve ser ajustado pelo valor das receitas e das despesas que não influenciam o CCL para fins de apresentação na DOAR. As transações descritas nas alíneas c e d podem ser desdobradas em duas operações que afetam o CCL. de forma similar ao que será analisado logo a seguir. No valor da alienação do bem ou direito do que figura como origem na DOAR. elas devem ser incluídas na DOAR porque podem ser decompostas em duas outras que influenciam.46 f) O lucro ou prejuízo não-operacional decorrente da alienação de bens e direitos do Ativo Permanente. a) Integralização de Capital Social em Bens do Ativo Permanente Representa: aplicação: incorporação de bens ao Ativo Permanente. conseqüência: é como se houvesse movimentação no disponível. tais resultados devem ser ajustados (+) ao resultado do exercício para não afetarem duas vezes o CCL. PRINCIPAIS ORIGENS E APLICAÇÕES DE RECURSOS QUE NÃO AFETAM O CCL. MAS CONSTAM DA DOAR Embora as operações descritas a seguir não afetem o CCL. origem: financiamento obtido com aumento do Passivo Exigível a Longo Prazo. já está computado o lucro ou prejuízo decorrentes da operação ter sido efetuada por um montante maior ou menor que o custo contábil do bem. via entrada no caixa. nesse caso. origem: integralização de capital. elas poderiam registrar na DOAR. conseqüência: é como se houvesse movimentação no disponível via entrada no caixa. logo. c) Alienação de Bens do Ativo Permanente para Recebimento a Longo Prazo Representa: Contabilidade para Executivos . pelo financiamento obtido e saída do caixa para aquisição dos bens. b) Aquisição de Bens do Ativo Permanente para pagamento a Longo Prazo Representa: aplicação: aquisição de bens do Ativo Permanente.

47 aplicação: aumento do Ativo Realizável a Longo Prazo. e entrada no caixa via aumento do Capital Social. conseqüência: é como se houvesse movimentação no disponível.) Transferência de REF para o resultado do exercício (+) Outras despesas e receitas que não afetam o Capital Circulante Líquido 2) Dos Proprietários (+) Realização do Capital Social e contribuições para Reservas de Capital 3) De Terceiros (+) Redução de Bens e Direitos do Ativo Realizável a Longo Prazo (ARPL) (+) Valor de alienação de Bens ou Direitos do Ativo Permanente (AP) (+) Aumento do Passivo Exigível a Longo Prazo (PELP) II . devido ao financiamento efetuado pela empresa.APLICAÇÕES DE RECURSOS Contabilidade para Executivos . conseqüência: é como se a movimentação no disponível fosse efetuada: o Entrada no caixa pelo valor recebido pela venda.) Lucro na venda de Bens e Direitos do Ativo Permanente (AP) (+) Recebimentos no período classificados como REF (Resultado de Exercícios Futuros) (. origem: a baixa do valor do Ativo Permanente. d) Conversão de Dívidas de Longo Prazo em Capital Social Representa: aplicação: redução da dívida do Passivo Exigível a Longo Prazo. Amortização e Exaustão (+) Perda por Equivalência Patrimonial (+) Prejuízo na Venda de Be ns e Direitos do Ativo Permanente (AP) ( -) Ganhos por Equivalência Patrimonial (.ORIGENS DE RECURSOS 1) Das Operações (+) resultado Líquido do Exercício (+) Despesas de Depreciação. origem: integralização do Capital Social. o Saída do caixa pelo financiamento concedido pela empresa a ser recebido em longo prazo. ESTRUTURA DA DOAR I . via saída do caixa para pagamento da dívida de longo prazo.

000 II .) Passivo Circulante (PC) (=) Capital Circulante Líquido (CCL) Inicial x x x Final x x x Variações x x x Atenção: O Excesso ou a insuficiência das origens de recursos em relação às aplicações representará aumento ou redução do Capital Circulante Líquido (CCL).700 2.000 3. b) Quando as aplicações forem maiores que as origens.DEMONSTRAÇÃO DAS VARIAÇOES DO CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO Elementos Ativo Circulante (AC) ( .000 3. da seguinte forma: a) Quando as origens forem maiores que as aplicações.000 2. haverá diminuição no valor do CCL. haverá aumento no valor do CCL. EXEMPLO PRÁTICO I – Balanço em 19X0 (Empresa constituída em dezembro e ainda não em Operação) Ativo Passivo AC PC Caixa 300 Fornecedores Estoques 1.000 PL AP Capital Imobilizado 1. creditados ou propostos b) Aumento do Ativo Realizável a Longo Prazo (ARLP) c) Aquisição de Bens e Direitos do Permanente (AP) d) Redução do Passivo Exigível a Longo Prazo (PELP) III .000 1.Fatos contábeis em19X1 Contabilidade para Executivos . ou seja.VARIAÇÃO DO CAPITAL CIRCULANTE LÍQUIDO (1 .48 a) Dividendos Pagos. resultantes de variações dos ativos e passivos não-circulantes.II ) IV . Perceba que as origens e aplicações de recursos que são demonstradas nas partes I e II da DOAR representam apenas origens e aplicações de longo prazo.

.......140 14..........................100 13.............600 05 Recebimento de clientes no ano ...............................250 10.......... Transferência do ARE para Lucros Acumulados ..........100 16..........................................................300 09........ Provisão para o Imposto de Renda (PIR) .. Aumento de capital em dinheiro ..... Seguro contra incêndio constituído em janeiro de 19X1 com prazo de 2 anos ............ 400 12...... Variação monetária do financiamento de longo prazo ......... Custo das Mercadorias Vendidas............................................1.....000 03...... Despesas de Depreciação............................... exceto Depreciação e Seguros..... sendo que 10% do valor será pago em19X2 ........700 06...................................................................................1......500 04....................................... Compra a prazo de mercadorias ...........49 01................... Despesas Operacionais............ 60 15..... 680 Contabilidade para Executivos ............70 17........................... Venda a prazo de mercadorias......................1.. Compra de investimentos à vista.......1. Apropriação das Despesas de Seguros em 19Xl............200 02............. Depósitos Judiciais de longo prazo................................................ Ganho na Equivalência.................... 2.........500 08. Compra do Imobilizado com 20% de entrada : à vista e o restante financiado a longo prazo .......... Pagamento a fornecedores no ano .......... 3.....................150 18............ Provisão para a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) ...200 11............500 07..

...) Despesas.... Longo Prazo 1.............. ( ......... ARLP PELP Desp......) Variação Monetária Empréstimos Longo Prazo ............................... (60) ( + ) Ganho na Equivalência ..................................... ( = ) Lucro Líquido do Exercício ..................................................760 3......................400 100 Fornecedores Contas a Pagar CSL a recolher IR a recolher 600 40 70 150 2..................300 Contabilidade para Executivos .....................) Contribuição Social sobre o Lucro ....... 1....... V – Balanço 19X1 Ativo AC Caixa Clientes Estoques Desp....................................................................................................300 Total 5.......................260 900 (70) (150) 680 Passivo PC 490 300 1...) CMV .........290 860 2..................................180 Total 5......................................000 ( ................................................................ exceto Depreciação e Seguros ........50 IV – Demonstração do Resultado do Exercício Vendas ...................... Ant.............................500 ( ......................................... ( ...................................................................................) Despesas de Seguros ....360 PL Capital Lucros Acumulados 2.......500) ( = ) Lucro Bruto ........................... (140) ( ............. 100 ( = ) Lucro Operacional Líquido ................... (100) ( ........................ (400) ( ........................ (1....................................................................) Imposto de Renda ...........................................................500 680 250 Empr...............) Despesas de Depreciação .................................................. Judicial AP Investimentos Imobilizado 400 2...... 3.........

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VI – DOAR 19X1 Origens Das Operações Resultado Líquido do Exercício ( + ) Despesas Depreciação ( + ) Variação monetária de empréstimo (LP) ( - ) Ganho na Equivalência ( = ) Resultado Ajustado

680 140 60 (100) 780

Dos Proprietários Integralização de capital em dinheiro 1.3 De Terceiros Novos empréstimos de longo prazo Total das Origens Aplicações Aquisição de Imobilizado Aquisição de Investimentos Aplicação em Depósitos Judiciais Total das Aplicações 3. Variação do CCL ( 1 – 2 ) 4. Demonstração das Variações do CCL

500

1.200 2.480

1.500 300 250 2.050 430

Elementos AC ( - ) PC ( = ) CCL

31-12-X0 2.000 1.000 1.000

31-12 -X0 2.290 860 1.430

Variações 290 (140) 430

Contabilidade para Executivos

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VII – DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA – 19X1 Origens Das Operações Resultado líquido do exercício ajustado (igual ao DOAR) ( - ) Aumentos do Ativo Circulante Clientes ( 300 – 0 ) Despesas antecipadas ( 100 – 0 ) ( - ) Diminuição do Passivo Circulante Fornecedores ( 1.000 – 600 ) ( + ) Diminuição do Ativo Circulante Estoques ( 1.700 – 1.400 ) ( + ) Aumentos do Passivo Circulante Contas a pagar ( 40 – 0 ) CSL a recolher ( 70 – 0 ) IR a recolher ( 150 – 0 )

780 300 100

(400) (400) 300

40 70 150

260 540

Integralização de capital 1.3 Empréstimos de Longo Prazo 1.4 Total das Origens Aplicações 2.1 Aquisição de Imobilizado 2.2 Aquisição de Investimentos 2.3 Aumento de Depósitos Judiciais

500 1.200 2.240

1.500 300 250 2.050 190 300 490

3. Variação do Disponível ( 1 – 2 ) 4. Saldo do Disponível em 31-12-X0 5. Saldo do Disponível em31-12-X1 ( 3 + 4 )

Contabilidade para Executivos

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DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA
Alterações ocorridas no saldo e Equivalentes de Caixa segregadas por: . Fluxo das Operações; . Fluxo dos Financiamentos; . Fluxo dos Investimentos. A DFC, à semelhança da DOAR, também visa identificar as modificações ocorridas na posição financeira da empresa. No caso da DFC, a posição financeira retratada é a de curtíssimo prazo, representada pelo saldo do Disponível5 . Atenção: O DOAR demonstra as causas da variação do Capital Circulante Líquido num determinado exercício. A DFC demonstra as causas da variação do Disponível. DFC - MÉTODO INDIRETO A DFC, pelo método indireto, é muito similar à DOAR, com a diferença que as variações do Ativo Circulante (exceto do Disponíveis) e do Passivo Circulante passam a integrar as origens e aplicações de recursos da demonstração. Conforme já analisado, aumentos do AC representam aplicações e diminuições, origens. O inverso ocorre com as contas do PC. ESQUEMA BÁSICO 1 - Origens dos Recursos lº) Das Operações (+) Resultado Líquido do Exercício (+) Ajustes (iguais aos da DOAR) (=) Resultado Líquido Ajustado (+) Aumentos Líquidos nas contas do Passivo Circulante 6 (-) Aumentos Líquidos nas contas do Ativo Circulante

5

Disponível = Caixa + Bancos + Aplicações Financeiras de liquidez imediata

6

Alguns autores preferem não incluir os empréstimos de curto prazo como origens de recursos derivados das operações. Nesse caso, o recebimento desses empréstimos seria incluído na demonstração como recursos de terceiros (1, 3*) e o pagamento, como aplicações (II). Contabilidade para Executivos

Aplicações dos Recursos (igual DOAR) III .Saldo Inicial do Disponível V . O fluxo do Disponíveis pode ser esquematizado da seguinte forma: ENTRADA DE RECURSOS DISPONÍVEL SAÍDA DE RECURSOS Recebimentos Créditos operacionais Resgate de aplicações financeiras Obtenção de empréstimos e financiamentos Receitas recebidas antecipadamente Integralização e/ou aumento de capital social Receitas de vendas.II) IV .MÉTODO DIRETO Corresponde a uma descrição do fluxo de entradas e saídas no Disponível durante o exercício. serviços e outras Dividendos de investimentos avaliados pelo custo Outros Pagamentos Compra de mercadorias e insumos Despesas antecipadas Depósitos judiciais Empréstimos a sócios Compra de imobilizado Aplicações em investimentos ou diferidos Pagamento de obrigações Devolução de capital Custos e despesas Dividendos Outros Contabilidade para Executivos .Saldo Final do Disponível (III + IV) DFC .54 2°) Dos Proprietários (igual DOAR) 3º) De Terceiros (igual DOAR) II .Variação líquida do Disponível (I .

2) 4. Variação líquida do disponível (1.55 ESQUEMA BÁSICO 1. (=) Saldo final do disponível (3 + 4) Observe que a diferença entre a DFC no método indireto e direto reside apenas na forma de apresentar os recursos derivados das operações. Contabilidade para Executivos . Aplicações de recursos Pagamento de dividendos Aquisição de participações societárias Aplicações no AP (imobilizado e diferido) Pagamento de empréstimos a longo prazo Outros pagamentos 3. inclusive despesas antecipadas (=) Recursos derivados das Operações (+) Recebimentos por venda de bens permanentes (+) Resgate de aplicações temporárias (+) Ingresso de novos empréstimos (+) Integralização de capital (+) Resgate de depósitos judiciais (+) Ingressos de outros recursos (=) Total das entradas de recursos 2. Ingressos (entradas de recursos) Recebimento de Clientes (+) Recebimento de empréstimos de curto prazo (+) Dividendos recebidos de investimentos avaliados pelo custo (-) Pagamento a fornecedores (-) Impostos e contribuições pagos (-) Pagamento de despesas operacionais. (+) Saldo inicial do disponível 5.

tem-se que: 1. Saldo do disponível em 31-12-Xl (3 + 4) 1.200 2. Variação do Disponível (1. A única diferença reside na forma de registrar a aquisição do imobilizado. Ingressos de Recursos 1. Comprove olhando o razonete dessa conta no subitem anterior. Destinação dos Recursos Compra do imobilizado Compra de investimentos Depósitos judiciais Total 3.2) 4. o que é contrabalançado pelo registro dos empréstimos de longo de longo prazo na demonstração (é como se o financiamento tivesse entrado no caixa e saído para a aquisição do bem).240 1. Derivados das Operações Recebimento de clientes 2.1. De Terceiros Empréstimo de longo prazo Total 2.500 300 250 2. Dos Sócios Integralização de capital 500 1. que entra na DFC pelo seu valor total e não apenas pelo pago à vista. Saldo do disponível em 31-12-X0 5. É possível também fazer a estimativa dos valores transitados pelo Disponível através da comparação dos valores observados nos dois balanços patrimoniais e demonstrações de resultado.600) (-) Pagamento de despesas (exceto seguros e depreciação) (360) (-) Pagamento de despesas antecipadas (200) 540 1.3. pelo método direto. Veja a seguir: Contabilidade para Executivos . pode ser obtida a partir da movimentação da conta Caixa (= Disponíveis) em nosso exemplo.050 190 300 490 Observe que a DFC.2.700 (-) Pagamento a fornecedores (1.56 EXEMPLO PRÁTICO Utilizando-se os dados do subitem anterior.

000 ( 300) 2.000 1. Pagamento a fornecedores Saldo inicial da conta (+) Compras (-) Saldo final (=) Valores pagos 3. Recebimento de clientes Saldo inicial da conta Clientes (+) Vendas (-) Saldo final (=) Valores recebidos 2.57 1.600 500 -0(40) -0100 560 Contabilidade para Executivos . exceto depreciação) Despesas do exercício. Pagamento de despesas (inclusive antecipadas. exceto depreciação (+) Saldo inicial de Contas a Pagar (-) Saldo final de Contas a Pagar (-) Saldo inicial de Despesas Antecipadas (+) Saldo final de Despesas Antecipadas (=) Valores pagos -03.700 1.200 (600) 1.

........ Ressaltamos.. Embora não seja uma demonstração obrigatória a DMPL é muito mais completa e abrangente que a DLPA. Se elaborada esta demonstração não há necessidade de se apresentar a DLPA uma vez que aquela inclui esta.. Vamos admitir que o Capital em 31-12-X0 fosse de $ 7..... A técnica da elaboração desta demonstração é bastante simples: Indicaremos uma coluna para cada conta do Patrimônio Liquido (preferencialmente indicando o grupo de Reservas a que pertence).. bem como a formação e utilização das reservas (inclusive aquelas não originadas por lucro)...........la-emos da conta Capital Social e será utilizada a conta Capital Realizado.. que a DMPL é fundamental para elaboração da Demonstração de Origens e Aplicações de Recursos e para ser fornecida às empresas (investidoras) que avaliam seus investimentos permanentes em coligadas ou controladas pelo Método da Equivalência Patrimonial..... Se houver a conta dedutiva "Capital a Realizar”.... DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PL Empresa . todo o acréscimo e diminuição do Patrimônio Líquido são evidenciados através desta demonstração.......... subtraí.. Assim. basicamente.... É consideravelmente relevante para as empresas que movimentam constantemente as contas do Patrimônio Liquido.000..... ainda. a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL) evidencia a movimentação de diversas (todas) contas do PL ocorrida durante o exercício... de uma única conta do Patrimônio Líquido (Lucros Acumulados).58 DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNOO LÍQUIDO (DMPL) Ao contrário da DLPA (Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados) que fornece a movimentação..000 e que durante o período Contabilidade para Executivos ............. Capital Realizado Movimentação Reserva de Reservas de Lucros Capital Lucro Acumulados Ágio na emissão de Legal ações Doações Estatutária Contingência Lucros a Realizar Total A seguir faremos as adições e/ou subtrações de acordo com as movimentações...

.500 Aumento de Capital 1.. explicando o porquê do acréscimo no Capital e da diminuição da Reserva Estatutária...500.500 mil e em nada alterou no final do ano...000... uma movimentação no Patrimônio Líquido. DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Empresa . se fizéssemos a Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados.. cujo saldo inicial era de $ 1.000 (1...000. não seria identificada tal movimentação no PL.. pois não houve novos acréscimos no PL.000) Saldos em 31-12-X1 8.000 Reserva de Lucros Estatutária 1... mas apenas uma permuta... no inicio. Repare ainda que.. Fizemos... assim. Em $ mil Movimentações Saldos em 31-12-Xo Capital Realiza do 7.500 Total 8... o total do PL era de $ 8..000 500 8. Contabilidade para Executivos .59 houve um aumento com a utilização de $ 1..500 Observação: Neste exemplo estamos admitindo que não houve nova Reserva Estatutária....000 de Reservas Estatutárias. Veja que....

devem ser classificados no Longo Prazo. quando houver. diretores. Valores que a empresa toma das pessoas ou empresas ligadas.retirar do Ativo Circulante e alocar no Passivo Circulante. se necessário. entre os quais destacam-se os seguintes: Duplicatas Descontadas . informações complementares.). pelo menos. No entanto. DOAR. Demonstração do Resultado do Exercício (DRE). a título de Contabilidade para Executivos .60 INSTRUMENTOS FINANCEIRA DA ANÁLISE ECONÔMICA – DEMONSTRATIVOS E INFORMAÇÕES ADICIONAIS Para a realização da análise econômico. recomendase que sejam procedidos ajustes com vistas a padronizar os demonstrativos para análise.financeira de uma empresa o analista utiliza. montante das compras no período a que se referem os demonstrativos. Esse assunto é abordado no caderno "Visita ao Cliente". Esses valores até podem retomar a empresa no curto prazo. como os devedores exercem influência decisiva sobre a credora. os dados deverão ser ratificados ou retificados mediante verificação in loco.quando aparecer no Passivo Exigível a Longo Prazo. a própria Lei 6. normalmente esses empréstimos não têm data para serem liquidados. Este caso é o oposto do anterior.404/76 determina que os negócios realizados com partes relacionadas (empresas interligadas. os seguintes itens: Balanço Patrimonial (BP). Após a análise prévia das informações fornecidas. deverá ser reclassificada para o Passivo Circulante. Empréstimos de Diretores e/ou Interligadas . quando não fazem parte das atividades normais da empresa. Aliás. ajustando-os à realidade da empresa. A reclassificação possibilita analisar mais adequadamente as fontes de recursos que a empresa vem utilizando.quando aparecerem no Ativo Circulante deverão ser reclassificados para Realizável a Longo Prazo. sócios etc. AJUSTES De posse das Demonstrações Financeiras e informações complementares. Os Demonstrativos Financeiros devem conter a assinatura do contador e do responsável pela empresa. Empréstimos a Interligadas . DMPL e as notas explicativas. O Desconto de Duplicatas é um empréstimo para capital de giro.

as contas do Ativo e Passivo Circulante são classificadas em dois grupos: Financeiro e Cíclico.: A cada valor consignado em Deduções do PL. duplicatas descontadas. Excesso na reavaliação de bens do imobilizado: quando for identificado que a empresa reavaliou seus bens em níveis superiores ao seu real valor de mercado.). Débitos de Diretores. imposto de renda a recolher etc. Recome nda-se que os balanços analisados sejam ajustados de forma a apresentar uma provisão de. Contabilidade para Executivos .61 empréstimo. a provisão deve incluir toda a estimativa de perdas da empresa. duplicatas incobráveis. pelo menos. Principais deduções do PL: Bens Obsoletos: bens que ainda constam na contabilidade da empresa mas não possuem valor de venda ou condições de utilização. Cotistas e Solidários: normalmente esses valores constituem retiradas feitas pelos sócios. A dedução somente deve ser feita quando os débitos forem considerados de realização duvidosa. trabalhista ou outras. Deduções do Patrimônio Líquido . RECLASSIFICAÇÃO DO BALANÇO Além dos ajustes anteriores. estoques invendáveis). conservadoramente.los no Passivo Circulante. Apesar de a Legislação do Imposto de Renda aceitar somente 1 . impostos renegociados.é a contrapartida dos valores deduzidos do Ativo por representarem valores não realizáveis ou de realização duvidosa. O Passivo Circulante Financeiro engloba as contas representativas de dívidas a curto prazo que não fazem parte das atividades diárias da empresa. Por isso. Provisão para Devedores Duvidosos (no caso de inexistência ou se insuficiente): esse valor representa a estimativa de créditos vencíveis no exercício seguinte que não serão recebidos. Normalmente estão sujeitas a juros (empréstimos bancários. Débitos de empresa do mesmo grupo econômico. Não se incluem neste item os débitos por fornecimento de mercadorias ou serviços (atividade normal da empresa). Depósitos Judiciais: valores depositados em juízo enquanto a empresa discute uma dívida fiscal. O Ativo Circulante Financeiro engloba as contas que representam dinheiro e aplicações financeiras em títulos e ouro. podem ser exigidos a qualquer momento. corresponde a exclusão de parcela equivalente no Ativo. 3% da conta clientes/duplicatas a receber. usa-se lançá.5% do saldo de clientes (ou a média dos últimos três anos).: cheques sem fundos. Outros Valores de difícil realização ou incobráveis: outros valores registrados no Balanço que efetivamente não representem bens ou direitos realizáveis (ex. não contabilizadas como despesa. quando a situação assim o recomendar. Obs.

Impostos as s/Vendas A Recolher Salanos a Pagar PELP ACC Estoques. Está relacionado com o ciclo operacional da empresa (clientes/duplicatas a receber. BALANÇO TRADICIONAL BALANÇO RECLASSIFICADO PCF Empréstimo CP de PC AC ACF Caixa. salários e encargos a pagar. Clientes. PCC Aplic. constituindo fontes espontâneas de recursos (fornecedores.).Financeir Fornecedores. estoques. O Passivo Circulante Cíclico compreende as contas que identificam os financiadores normais da atividade da empresa. impostos sobre vendas a recolher etc. adiantamento a fornecedores etc. Adiantamentos PELP ARLP REF ARLP REF AP PL AP PL Contabilidade para Executivos . transformação e venda.).62 O Ativo Circulante Cíclico compreende as aplicações de recursos em contas que estejam relacionadas com a atividade de compra. Bancos.

o resultado da comparação entre grandezas. Exemplificando. necessariamente. é que determinará os caminhos a serem trilhados. o gerente dará. visando evidenciar determinado aspecto da situação econômico. Ao proprietário da empresa importa. Há empresas que convivem com níveis altos de Contabilidade para Executivos . traçar estratégia no sentido de corrigir as falhas ou aproveitar as oportunidades. ao enfoque da RENTABILIDADE. a partir daí. e deles extrair os diversos indicadores que lhe forneçam as informações desejadas. Porém. ênfase à capacidade de geração de lucro e à eficiência operacional da empresa. detectar problemas e pontos fortes existentes para.63 AC= ARLP= AP= PC= PELP= REF= PL= Ativo Circulante Ativo Realizável a Longo Prazo Ativo Permanente Passivo Circulante Passivo Exigível a Longo Prazo Resultado de Exercícios Futuros Patrimônio Líquido ACF= ACC = ARLP= PCF = PCC = REF= PL = Ativo Circulante Financeiro Ativo Circulante Cíclico Ativo Realizável a Longo Prazo Passivo Circulante Financeiro Passivo Circulante Cíclico Resultado de Exercícios Futuros Patrimônio Liquido INDICADORES ECONÔMICOS-FINANCEIROS Para o exame da situação econômico.financeira de uma empresa. o gerente de um banco . o analista deve valer-se de Demonstrativos Financeiros de pelo menos três exercícios sucessivos. Já ao analista externo interessa saber da viabilidade ou não da aplicação de recursos na empresa. mas também a postura do analista. A ótica do analista. servem como termômetro na avaliação da saúde financeira da empresa. ou seja. em termos de SEGURANÇA. portanto.financeira de uma empresa. Os índices. por exemplo.interessado basicamente no retomo seguro dos capitais emprestados . um elevado grau de endividamento não significa. ou seja. fundamentalmente. pois. Já em se tratando de empréstimo de longo prazo. o índice não deve ser considerado isoladamente. LIQUIDEZ e RENTABILIDADE. Num empréstimo de capital de giro de cur to prazo.privilegiará os aspectos de LIQUIDEZ e SEGURANÇA. que a empresa esteja à beira da insolvência. mas sim sob o aspecto dinâmico e dentro de contexto mais amplo. também. O principal instrumento utilizado para a análise da situação econômico-financeira de uma empresa é o índice. O objetivo da análise definirá não só o tipo de INDICADORES a serem utilizados. Os índices estabelecem a relação entre contas ou grupo de contas dos Demonstrativos Financeiros. onde outros indicadores e variáveis devem ser conjugadamente ponderados. com vista à avaliação da sua capacidade.

100 Realizável a Longo Prazo Clientes a Longo Prazo Ativo Permanente Imobilizado 1. em termos de capacidade de gerar lucros.500 4. Necessidade de Capital de Giro (NCG) mostra a carência ou não de capital de giro da empresa. Índices de Liquidez medem a posição financeira da empresa. Para melhor compreensão da influência de cada indicador na análise. Apresentamos a seguir um exemplo de Balanço e DRE.64 endividamento.000 PASSIVO Passivo Circulante Financeiro Empréstimos Cíclico Fornecedores Salários a Pagar Impostos a Recolher Passivo Exigível a Longo Prazo Financiamentos Patrimônio Líquido Capital Reservas 9. já reclassificados em conformidade com o descrito anteriormente: Empresa: EXEMPLO S.100 3. Índices de Estrutura avaliam a segurança oferecida pela empresa aos capitais alheios e revelam sua política de obtenção de recursos.500 1. em termos de capacidade de pagamento.600 3. bem como sua alocação nos diversos itens do Ativo.A.500 1.000 1.000 500 500 1.500 3.000 300 Contabilidade para Executivos .000 300 200 3. estocagem e venda da empresa.600 2. cujos dados servirão de base para o estudo dos índices econômico. Índices de Rentabilidade avaliam o desempenho global da empresa.600 1. sem comprometer sua solvência.600 Ativo Circulante Financeiro Caixa e Bancos Cíclico Clientes Estoques 5. faremos seu estudo em cinco grupos. Indicadores de Prazos Médios revelam a política de compra.500 3.000 500 500 4. já que há outros fatores que podem atenuar essa condição. BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO 9.financeiros.

Quanto maior for a participação de capitais de terceiros nos negócios de uma empresa. O Ativo de uma empresa é financiado pelos capitais próprios (PL) e por capitais de terceiros (obrigações). Contabilidade para Executivos . PIOR.450) 50 (220) 2. maior será o risco a que eles (terceiros) estão expostos.400 (2.100) (600) 250 (1.100 (5. Na análise da estrutura de capital são utilizados os seguintes índices: Relação entre as Fontes de Recursos Endividamento Geral Composição das Exigibilidade imobilização do Patrimônio Liq uido Passivo Oneroso sobre Ativo Total RFR EG CE IPL POSA Todos os índices acima são interpretados como: QUANTO MAIOR.300 16.100) 13.700) 7.950 (690) 1.230 (280) 1.65 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO Receita Operacional Bruta (ROB) Impostos sobre Faturamento Receita Operacional Líquida (ROL) Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) Lucro Operacional Bruto (LOB) Despesas Comerciais Despesas Administrativas Despesas Gerais Outras Receitas Operacionais Despesas Financeiras Receitas Financeiras Resultado da Correção Monetária Lucro Operacional Líquido (LOL) Receitas/Despesas não Operacionais Lucro Antes do Imposto de Renda (LAIR) Provisão para IR e Contribuição Social Lucro Líquido do Exercício (LL) Montante de Compras: $ 5.260 ÍNDICES DE ESTRUTURA PATRIMONIAL Os índices de estrutura patrimonial avaliam a SEGURANÇA que a empresa oferece aos capitais alheios e revelam sua política de obtenção de recur sos e de alocação dos mesmos nos diversos itens do Ativo.200 (3.100) (1.

a empresa possui $134 de capitais de terceiros.000 + $3. Contabilidade para Executivos . O Resultado de Exercícios Futuros não representa exigibilidade na definição legal. A análise desse indicador por diversos exercícios mostra a política de obtenção de recursos da empresa: está mantendo uma maior dependência de capitais de terceiros ou está utilizando predominantemente capitais próprios? A Exemplo S. se a empresa vem financiando o seu Ativo predominantemente com recursos próprios ou de terceiros e em que proporção. pode-se concluir que. Isto é. se o resultado for maior que 100%. mais tranqüila é a situação da empresa. Expressa a proporção de recursos de terceiros financiando o Ativo e. Recomenda-se. Assim. mostrará que os capitais próprios superam as obrigações com terceiros. podendo encobrir parte significativa do endividamento da empresa. há predominância de capitais de terceiros na empresa. reclassificação da rubrica para o passivo exigível a longo prazo. esse índice estabelece a relação percentual entre os recursos de terceiros (PC + PELP + REF) e os recursos próprios (PL) aplicados na empresa. entretanto. complementarmente. indicará a predominância de capitais de terceiros e. Quando esse índice for igual a 100%. ou seja. Para o setor imobiliário. quando o índice for menor que 100%. apresenta uma RFR de 134% [ ($2. para esses casos.66 RELAÇÕES ENTRE AS FONTES DE RECURSOS (RFR) PC + PELP + REF X 100 PL Também tratado como PCT (Participação de Capitais de Terceiros). quanto MENOR for a RFR.500) / $4100 x 100 ]. consequentemente. por força da legislação fis cal. Para cada $100 de capital próprio (PL). mais capitalizada e. essa rubrica abriga valores expressivos. ENDIVIDAMENTO GERAL (EG) PC + PELP X 100 ATIVO Este índice revela o grau de endividamento total da empresa.A. estará indicando que os capitais de terceiros são iguais aos capitais próprios. A análise desse indicador por diversos exercíc ios mostra a política obtenção de recursos da empresa. a fração do Ativo que está sendo financiada pelos recursos próprios.

29% [($2. ATIVO ATIVO PASSIVO PL negativo EG = 100% A empresa não tem PL.67 O endividamento de uma empresa pode apresentar as seguintes situações: PC PELP ATIVO PL ATIVO PC PELP ATIVO PL PC PELP PL EG < 50% O endividamento é Menor que o PL. apresenta um EG de 57. EG > 50% Há predominância de Capitais de terceiros Investidos na empresa. PASSIVO Quanto menor for o endividamento. A Exemplo S. principalmente quando o endividamento tiver um perfil de longo prazo. deve-se considerar que determinadas empresas convivem muito bem com endividamento relativamente elevado. Todo o Ativo é financiado Por recursos de terceiros EG > 100% Passivo a descoberto. menor o risco que a empresa estará oferecendo aos capitais de terceiros.600 x 100].500) / $9. mas fruto de uma adequada administração de prazos de fornecedores.A. Entretanto. As obrigações perante terceiros superam o total de Ativo. ou quando o Passivo de Curto Prazo não for oneroso. Insolvente. O PL é igual às Exigibilidades. De onde se pode concluir: Contabilidade para Executivos .000 + $3. Há predominância de Capitais próprios Investidos na empresa EG = 50% O ativo é financiado em Igual proporção por Recursos de terceiros e Próprios.

quanto mais curto o vencimento das parcelas exigíveis. da composição do endividamento (curto ou longo prazo) e. de comparações com os índices apresentados por outras empresas de mesmo setor econômico. 36. $ 36 estão no Passivo Circulante. Dos recursos investidos no Ativo. a maior ou menor dependência de aporte de recursos de terceiros para manutenção de seus negócios.71%) são recursos próprios (Patrimônio Liquido). Assim. Admite-se que. Há predominância de capitais de terceiros na empresa.36% do endividamento da empresa concentra-se no curto prazo.29% de seu Ativo.29% provêm de terceiros (fornecedores. entre outros aspectos. apresenta uma CE = 36.A. Ou.68 A empresa deve. empresas com endividamento concentrado no longo prazo. Contabilidade para Executivos . Ou seja. também estão "permanentes" na empresa) ou por financiamentos de Longo Prazo. oferecem uma situação mais tranqüila no curto prazo. A análise da adequação deste índice para a empresa dependerá. 57. COMPOSIÇÃO DAS EXIGIBILIDADES (CE) PC X 100 PC + PELP O índice de CE é uma medida da qualidade do passivo da empresa. bancos etc. dessa forma. principalmente decorrente de investimentos efetuados. a curto e/ou longo prazo. o correspondente a 57.500) x 100]. IMOBILIZAÇÃO DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (IPL) AP X 100 PL O índice exprime o quanto do Ativo Permanente da empresa é financiado pelo seu Patrimônio Líquido. Compara o montante de dívidas no curto prazo com o endividamento total. A correta administração dos recursos de uma empresa pressupõe um adequado "casamento" dos prazos das aplicações dos recursos com os prazos das fontes. convencionou-se dizer que o Ativo Permanente é financiado pelo Patrimônio Líquido (pois são recursos próprios que. evidenciando. de cada $l00 de dívidas totais.) e o restante (42.000 / ($2. ainda. De outra forma.000 + $3. do custo financeiro dessas dívidas.36% [$2. em termos de prazos. A Exemplo S. maior será o risco oferecido pela empresa. ainda. da tendência demonstrada na análise de diversos exercícios.

Isto indica que a empresa está imobilizando 73.69 Em princípio. que o analista sempre deve tomar um padrão como referência para análise. Admitindo-se que o índice de 73.500) estão financiando o Permanente a um custo compatível com sua capacidade de gerar lucros. quanto maior for esse índice. maiores serão as despesas financeiras incorridas. relocalização ou modernização de seu parque. Entre os Contabilidade para Executivos . apresentou um POSA de 41. 26. deve-se observar. deverá ser feita a exclusão da parcela não-onerosa. Evidenciam quanto a empresa dispõe de bens e direitos em relação às obrigações assumidas no mesmo período. PASSIVO ONEROSO SOBRE ATIVO (POSA) PCF + PELP X 100 ATIVO Este índice mostra a participação das fontes onerosas de capital no financiamento dos investimentos totais da empresa. porém. Isto representa que 41. por exemplo. Tal fato deverá merecer comentários do analista para melhor subsidiar decisão de crédito. também.600 x 100]. A principio. o ideal é que as empresas imobiliza a menor parte possível de seus recursos próprios.000 / $4. Caso contrário. influenciando o resultado do exercício.100 x 100]. expansão. Estamos supondo que todo exigível a longo prazo seja oneroso. portanto. É oportuno lembrar.500) / $9. é um índice bastante elevado.A. revelando sua dependência a instituições financeiras.17% [ $3. se os Financiamentos de Longo Prazo ($ 3.83% de recursos próprios para aplicação no Ativo Circulante/Longo Prazo da empresa. então. deve-se ponderar o custo financeiro incidente sobre os $3.17% seja elevado para esse tipo de empresa.17% de seu Patrimônio Líquido. o índice IPL poderá apresentar-se em níveis muito elevados. Sobram. Nesses casos. Entretanto. A política de obtenção de fontes de longo prazo. como. apresenta uma IPL de 73. A Exemplo S.500 de financiamentos a longo prazo.A. O analista deve atentar para os casos em que a empresa possui financiamentos de longo prazo para novos investimentos. Assim. ÍNDICES DE LIQUIDEZ Os índices de Liquidez são medidas de avaliação da capacidade financeira da empresa em satisfazer os compromissos para com terceiros. não ficarão na dependência de capitais alheios para a movimentação normal de seus negócios. Deve-se observar que. bem como sua finalidade.66% [($500 + $3. Exemplo S.66% do Ativo está sendo por recursos onerosos de terceiros. revela decisão administrativa correta dos empresários.

necessariamente. pode-se dizer que a empresa não depende da venda de estoques para saldar seus compromissos de cur to prazo. Mesmo sem vender seus estoques. mas mantém mercadorias estocadas por períodos elevados.000).000 / $2. que um alto índice de liquidez não representa. boa saúde financeira. ou seja. Assim. para fazer frente a suas obrigações de curto prazo.000 / $2. LIQUIDEZ SECA AC – Estoques PC Este índice é uma medida mais rigorosa para avaliação da liquidez da empresa. a empresa poderá dispor de $ 2. não depende da venda de estoques para liquidar seus compromissos.) para pagar suas dívidas circulantes (fornecedores. empréstimos e financiamentos de curto prazo. Cada um fornece informações diferentes sobre a situação da empresa.000). MELHOR será a situação financeira da empresa.50 de AC (bens e direitos de curto prazo) para cada $ 1. Por outro lado. define-se que QUANTO MAIOR a liquidez.00 para cada $l. O cumprimento das obrigações nas datas previstas depende de uma adequada administração dos prazos de recebimento e de pagamento. estoques etc. poderá ter dificuldades para honrar seus compromissos nos vencimentos.A. recebe com atraso suas vendas a prazo ou mantém duplicatas incobráveis na conta Clientes poderá ter problemas de liquidez. A Exemplo S. apresenta uma liquidez seca de 2($ 4. sem vender seus estoques. Contabilidade para Executivos .). De maneira geral. a Liquidez Seca e a Liquidez Geral. quanto mais abaixo da unidade. A Exemplo S.00 de obrigação de curto prazo. maior será a dependência de vendas para honrar suas dívidas. Indica o quanto PODERÁ dispor de recursos circulantes. no entanto. ela poderá dispor de $2.5 ($ 5.70 índices de Liquidez mais conhecidos estão a Liquidez Corrente. Assim.00 de PC (obrigações de curto prazo). LIQUIDEZ CORRENTE AC PC A liquidez corrente é um dos índices mais conhecidos e utilizados na análise de balanços. Devemos ter em mente.A. clientes. uma empresa que possui altos índices de liquidez. apresenta uma liquidez corrente de 2. Se a liquidez seca for igual ou maior que 1. Isto é. contas a pagar etc. Indica quanto a empresa PODERÁ dispor em recursos de curto prazo (disponibilidades.

Uns recomendam comparar somente disponibilidades e clientes com as obrigações de curto prazo. apresenta uma Liquidez Geral de 1. impostos a compensar.71 Existem autores que propõem outras fórmulas para o cálculo da liquidez seca.000 + $3. para a nossa análise. MELHOR. além dos estoques.A. Outros usam excluir. A rentabilidade é o reflexo das políticas e das decisões adotadas pelos seus administradores. não somente o Balanço Patrimonial. Qualquer que seja a fórmula utilizada. mas também a Demonstração de Resultado do Exercício (DRE). Os índices de rentabilidade têm por objetivo avaliar o desempenho final da empresa.20 de recursos de curto e longo prazo. o importante é que o analista tenha consciência dos valores envolvidos e da relação expressa pelo índice.00 de dívidas totais a empresa poderá dispor de $ 1. para cada $l.500)]. expressando objetivamente o nível de eficiência e o grau do êxito econômico. ÍNDICES DE RENTABILIDADE A partir desse momento. A Exemplo S. LIQUIDEZ GERAL AC + ARLP PC + PELP A LG é uma medida da capacidade de pagamento de todo o passivo exigível da empresa. Os principais índices de rentabilidade utilizados são: Rentabilidade do Patrimônio Líquido Margem Operacional de Lucro Margem Liquida de Lucro Rotação do Ativo Rentabilidade dos investimentos RPL MOL ML RA RI Contabilidade para Executivos . O índice indica o quanto a empresa PODERÁ dispor de recursos circulantes e de longo prazo para honrar todos os seus compromissos. Todos os índices de Rentabilidade devem ser considerados: QUANTO MAIOR.financeiro atingido. todas as contas que não representam entrada efetiva de recursos na empresa (despesas antecipadas. ou seja.000 + $ 1600) / ($2. adiantamentos a funcionários. passaremos a utilizar. entre outros).2 [ ($5.

72 RENTABILIDADE DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO (RPL) Lucro Líquido X 100 Patrimônio Líquido A RPL mede a remuneração dos capitais próprios investidos na empresa. tendo em vista que o PL pode sofrer alterações durante o exercício. apresentou uma RPL de 30.02% de lucro operacional sobre seu faturamento. Um investidor. Ou seja. tais como: aumento de capital. saída de sócios etc.100) x 100]. distribuição de dividendos. no período. A Exemplo S. de forma a melhor traduzir a rentabilidade do período.A.73%. A RPL permite.100) x 100]. MARGEM LÍQUIDA DE LUCRO (ML) Lucro Líquido X 100 Receita Operacional Líquida Contabilidade para Executivos . além de avaliar a remuneração do capital próprio. A MOL representa a capacidade da empresa em gerar resultado com suas vendas. sobre o capital investido na empresa. este deve ser o índice mais importante. Esta no entanto.260/ $4. apresenta uma MOL de 17. avaliando a RPL. A empresa Exemplo S.230 / $l3. avalia o ganho operacional da empresa (resultado antes das receitas e despesas não operacionais) em relação a seu faturamento. poderá optar por uma aplicação no mercado financeiro em vez de aplicar numa empresa que está oferecendo baixa rentabilidade.73% [($1. deve-se utilizar a média do Patrimônio Líquido para comparar com o Lucro Líquido. MARGEM OPERACIONAL DE LUCRO (MOL) EBIT X 100 Receita Operacional Líquida A MOL é uma medida de lucratividade das vendas (lucro sobre as vendas).02% [($2. analisar se esse rendimento é compatível com outras alternativas de aplicação. por exemplo.A. a empresa obteve 17. quanto foi acrescentado em determinado período ao patrimônio dos sócios. Isto significa que os sócios obtiveram uma remuneração de 30. ou seja. Do ponto de vista de quem investe numa empresa. Sempre que houver dados de dois demonstrativos consecutivos.

margem líquida (ML) é uma medida da lucratividade obtida pela empresa. Contabilidade para Executivos . apresentou uma RA de 1.36 vezes o valor de seu Ativo. Aqui optamos por utilizar a fórmula acima por entendermos o que melhor representa o poder de ganho da empresa ao vários exercícios. já que não inclui as receitas/despesas operacionais (que são eventuais). comparando o faturamento do período com o investimento total. Esse índice reflete o quanto a empresa está obtendo de resultado em relação aos seus investimentos totais. A Exemplo S. o Ativo Total da empresa. Este índice indica quantas vezes girou. indica quantas vezes a empresa conseguiu "vender o seu Ativo".260 / $l3. Este índice reflete o ganho líquido da empresa em cada unidade de venda.36 ( $13.100 / $9. o estudo da rotação ou "giro" do Ativo constitui-se num aspecto importante para o entendimento da rentabilidade do investimento.A.62%. A pernacilidade dos Investimentos pode ser estudada de diferentes formas. ROTAÇÃO DO ATIVO (RA) Receita Operacional Líquida Ativo Total Embora não seja um índice essencialmente de rentabilidade. A Exemplo S. durante o período.A.62% [ ($l.100) x 100]. a margem liquida sobre as vendas eqüivale a 9.600 ). Sempre que houver dados de dois demonstrativos consecutivos deve-se utilizar a média do Ativo Total para comparar com as Vendas (ROL). Em outras palavras. a empresa vendeu durante o período o equivalente a 1. apresentou uma ML de 9. RENTABILIDADE DOS INVESTIMENTOS (RI) EBIT X 100 Ativo Total Também conhecida como Taxa de Retorno dos Investimentos (TRI ) ou Poder de Ganho da Empresa (PGE). Ou seja. Ou seja.73 A exemplo do índice anterior.

A. Estoques e Fornecedores). pela conjugação da MOL (Margem Operacional de Lucro) e da RA (Rotação do Ativo) que podem causar.02 % X 1. pressupõe-se que a empresa mantenha m um estoque médio desse valor durante o exercício. também. A análise dos Prazos Médios constitui importante instrumento para se conhecer a política de compra e venda adotada pela empresa.15% INDICADORES DE PRAZOS MÉDIOS Os indicadores de Prazos Médios. indicam a dinâmica de algumas verbas do patrimônio. apresentou uma RI de 23.00 no Balanço. deve-se utilizar o Ativo Total médio para comparar com o Lucro Operacional. Não devem ser analisados individualmente. A partir dela pode-se constatar a eficiência com que os recursos estão sendo administrados (Duplicatas a Receber.230 / $9.600] x 100] ou seja. Todos os indicadores de prazos médios pressupõem que os valores utilizados como numerador (estoques. variações na rentabilidade. separadamente ou em conjunto. Assim.36 = 23. se a conta estoques apresenta o valor de $300. por exemplo.74 Sempre que houver dados de dois demonstrativos consecutivos. teremos: MOL X RA = RI 17. também conhecidos como índices de atividade. quantos dias elas levam para girar durante o exercício (Rotação).23% do total da empresa. Os prazos médios comumente utilizados são: Prazo Médio de Compras Prazo Médio de Estoques Prazo Médio de Recebimentos PMC PME PMR Contabilidade para Executivos . mas sempre em conjunto. S. Conjugando os dois indicadores. o Lucro Operacional do exercício representa 23. isto é. Deve ser obtida.23% [($2. clientes e fornecedores) não sofrem grandes alterações durante o exercício.

CO CF Contabilidade para Executivos .000/$5.Estoque inicial A Exemplo S.92. em média. entre a compra e a venda ou. Sempre que houver dados de dois demonstrativos consecutivos deve-se utilizar a média da conta Estoques para comparar com o Custo dos Produtos Vendidos. a empresa. Isto é.000 / $5. em que os estoques são renovados (ou vendidos). Considera-se ideal que os estoques girem o mais rápido possível. Assim. mantém a mercadoria em estoque por 63 dias até à venda. Caso não fornecido o montante de compras.300) x 360] = 67. Sempre que houver dados de dois demonstrativos consecutivos. em média. em média. o número de dias. deve-se utilizar a média da conta Fornecedores para comparar com montante de compras (MC).A. Quanto maior for o PMC melhor será a situação da empresa. em que os estoques ficam parados na empresa. ou seja. A Exemplo S. este valor poderá ser estimado da seguinte forma : IMC = CPV + Estoque Final . também.15]. em média. podemos dizer que Prazo Médio de Compras é o número de dias que decorre. em média. Prazo Médio de Estoques é o número de dias que decorre. entre a compra e o respectivo pagamento.700 x 360 = 63.A. a empresa está pagando seus fornecedores com 68 dias de prazo. em média. apresenta um PMC de 68 dias [($1. PRAZO MÉDIO DE ESTOQUES (PME) Estoques X 360 Custo dos Produtos Vendidos Exprime o número de dias. Assim. pois estará financiando o seu giro com recursos não onerosos.75 Ciclo 0peracional Ciclo Financeiro PRAZO MÉDIO DE COMPRAS (PMC) Fornecedores X 360 Montante de Compras O PMC exprime o prazo que a empresa vem obtendo de seus fornecedores para pagamento das compras de matérias-primas e/ ou mercadorias. apresenta um PME de 63 dias [$1.

Ou seja. deverão ser descontados os valores referentes às Devoluções ocorridas no período.76 PRAZO MÉDIO DE RECEBIMENTOS (PMR) Clientes X 360 Receita Operacional Bruta Exprime o prazo médio de recebimentos das vendas totais da empresa. A Exemplo S. a empresa vende para receber. Graficamente. Deve-se ter em mente. CICLO OPERACIONAL (CO) PME+PMR Indica o tempo decorrido entre o momento em que a empresa adquire as matériasprimas/mercadorias e o momento em que recebe o dinheiro relativo às vendas. que no valor de Clientes deverão estar contidos os créditos de curto e longo prazo.500 + $16.200) x 360]= 113.ROB). também.A. Sempre que houver dados de dois demonstrativos consecutivos. indicando o tempo decorrido entre a venda de seus produtos e o efetivo ingresso de recursos.33. deve-se utilizar a média da conta Clientes para comparar com as Vendas (Receita Operacional Bruta . assim pode ser representado: CICLO OPERACIONAL COMPRA VENDE RECEBE PME = 63 dias 0 dias 30 60 + PMR = 113 dias 90 120 = 1 76 dias 150 180 Contabilidade para Executivos . apresenta um PMR de 113 dias [(($3. após 113 dias. No caso da Receita Operacional Bruta. O ideal é que o recebimento das vendas se efetue no menor prazo possível. em média.

expressos finalmente através do Ciclo Financeiro. Exemplo S.PMC ( 68)].77 CICLO FINANCEIRO (CF) PME + PMR . CICLO OPERACIONAL 176 DIAS Compra Vende Recebe PME = 63 d PMR = 113 d PMC = 68 d Ciclo Financeiro = 108 d Compra Paga A diferença entre Ciclo Operacional (PME + PMR) e o Prazo Médio de Compras (PMC) é o "Ciclo Financeiro" e corresponde ao período de tempo entre o pagamento ao fornecedor e o momento em que a empresa recebe do cliente o dinheiro das vendas.A. Para financiar seus clientes por 108 dias a empresa poderá. É o período em que a empresa necessita ou não de financiamento complementar do seu ciclo operacional. Contabilidade para Executivos . onerosos. A boa gestão empresarial revela-se muito pela competência na administração dos prazos médios. utilizar-se de recursos próprios ou recorrer a desconto de duplicatas ou outros empréstimos para capital de giro. a empresa precisa conseguir financiamento complementar.PMC ou CO . Normalmente o Ciclo Financeiro é financiado: o pelo capital próprio. então. o por recursos de terceiros. Isto significa que a empresa paga seus fornecedores 68 dias após a compra e somente 108 dias após esse pagamento receberá o valor da venda a seus clientes.PMC É o tempo decorrido entre o instante do pagamento aos fornecedores pelas mercadorias adquiridas e o recebimento pelas vendas efetuadas. apresentou um CF de 108 dias [PME(63) + PMR (113) . Para este período (Ciclo Financeiro).

78 CAPITAL DE GIRO (CDG) O capital de giro - ou capital em giro - de uma empresa corresponde aos valores aplicados em seu Ativo Circulante. A empresa compra mercadorias, estoca, vende e recebe. Repetindo esse ciclo permanentemente, ela mantém o giro dos negócios. Existem, no entanto, diversas utilizações para a terminologia do CDG, dependendo do autor e do conceito abordado. Utilizamos a expressão CDG para definir o Capital de Giro Líquido. Isto é, o Ativo Circulante (recursos aplicados no giro) deduzido do Passivo Circulante (fontes de recursos para o giro). CDG = Ativo Circulante - Passivo Circulante ou ainda: CDG = (PL + REF + PELP) - (AP + ARLP) O CDG da empresa Exemplo S.A. pode ser definido por: CDG = 5.000(AC) - 2.000(PC) = 3.000 ou CDG = (4.100 + 3.500) - ( 3.000 + 1.600) = 3.000 ( PL + PELP) - ( AP +ARLP) NECESSIDADE DE CAPITAL DE GIRO (NCG) OU INVESTIMENTO

OPERACIONAL EM GIRO (IOG) NCG é a diferença entre as aplicações cíclicas (Ativo Circulante Cíclico - ACC) e as fontes cíclicas (Passivo Circulante Cíclico - PCC), que se renovam automaticamente no dia-adia. As aplicações cíclicas são valores do Ativo financiados pela empresa até sua realização. As fontes cíclicas são valores exigíveis, financiados por terceiros ligados à área operacional. O ideal seria que a empresa utilizasse os financiamentos de terceiros para cobrir suas aplicações. Quando isso não acontece, há necessidade de se recorrer a fontes não diretamente ligadas à atividade. A análise da Necessidade de Capital de Giro - NCG enfoca o ciclo operacional do sistema empresa, tendo como referencial de pesquisa deus demonstrativos financeiros. A ênfase recai sobre as fontes e aplicações cíclicas. NCG=ACC-PCC Essas fontes e aplicações estão intimamente ligadas às atividades da empresa e ocorrem de forma espontânea e natural.

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APLICAÇÕES CÍCLICAS - ACC É o somatório das contas: duplicatas a receber (menos provisão para devedores duvidosos); estoque (matéria-prima, produtos em elaboração e produtos acabados); adiantamentos a fornecedores; mercadorias em trânsito; importações em curso (de matéria-prima); despesas antecipadas. FONTES CÍCLICAS – PCC Corresponde ao somatório das contas: fornecedores (de matéria-prima/mercadorias); salários a pagar; comissões a pagar; encargos sociais a recolher (INSS, FGTS); imposto de renda retido na fonte (sobre a folha de pagamento); contas a pagar (referentes a desp operac: água, energia elétrica, aluguel, telefone etc.); adiantamento de clientes; impostos a pagar.

Aplicações Cíclicas

-

Fontes Cíclicas

= POSITIVA

NCG

Aplicações Cíclicas -

Fontes Cíclicas = NEGATIVA

NCG

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80 Analisando a diferença entre as aplicações cíclicas e as origens de recursos cíclicos no quadro anterior, tem-se as seguintes situações; Quando POSITIVA, significa que a empresa apresenta Necessidade de Capital de Giro, que deverá ser obtido junto a seus proprietários ou junto a terceiros (onerosos). Quando NEGATIVA, significa que a empresa dispõe de sobra de recursos para o giro, que poderá ser destinada a aplicação no mercado financeiro. TIPOS DE NCG A NCG ou IOG pode apresentar-se de duas maneiras: o Permanente; o Sazonal. NCG ou IOG Permanente - próprio de empresas cujo nível de atividade de produção e vendas é distribuído com certa homogeneidade ao longo do ano. NCG ou IOG Sazonal - característico das empresas com forte concentração de atividades em certas épocas do ano. É o caso das empresas que produzem brinquedos, artigos juninos, natalinos, entre outras. O conhecimento do tipo de NCG das empresas é importante na medida em que oferece ao cliente da informação subsídios para realização de negócios. FONTES DE COBERTURA DA NCG Vimos há pouco que a empresa com NCG negativa não necessita de financiamento bancário. Ao contrário, é indicativo de sobra de recursos para aplicar no mercado financeiro, caso não tenha optado por investimentos no Ativo Permanente ou distribuição de lucros. Quando a NCG é positiva, entretanto, a empresa tem de buscar recursos próprios ou de terceiros (onerosos) para complementar seu capital de giro. Essas fontes podem ser: Fonte Onerosa - o que caracteriza essa fonte é o custo financeiro dos recursos alocados no giro. Geralmente, a empresa recorre a bancos para financiar essa parcela da NCG. Há que se ter presente que eventuais parcelas lançadas inicialmente em "fontes cíclicas" poderão ser reclassificadas como "onerosas". É o caso, por exemplo, de tributos e impostos não pagos nas datas certas. A partir daí, há incidência de correção, juros e multa, descaracterizando, por conseguinte, sua condição de "natural e espontânea". Fonte Operacional - No decorrer do exercício social podem – e devem - acontecer lucros. Esses lucros vão sendo incorporados à conta Caixa, quando do recebimento das vendas e, consequentemente, agregando-se ao giro dos negócios da empresa, constituindo-se fonte operacional de financiamento da NCG. Essa fonte operacional é constituída pelo Lucro Líquido do Exercício, acrescido ou diminuído das receitas ou despesas não monetárias (Ex. : depreciação, provisões), como veremos a seguir:

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representa fato econômico que afeta o resultado. embora não corresponda. exaustão ou amortização de bens e direitos do Ativo afetam o resultado da empresa. ser somadas ao Lucro. pois não representa saída de recursos da empresa. Variações monetárias ativas/passivas . somado ao Lucro do Exercício. neste caso. Se negativo na DRE. Depreciação/ amortização/ exaustão . somadas.) Variações Monetárias Ativas ( + ) Provisão para imposto de Renda ( + ) Provisões e Reservas ( + ) ( . Resultado da equivalência patrimonial . não representa entrada ou saída efetiva de recursos do caixa. Contabilidade para Executivos .as variações monetárias correspondem à variação cambial ou correção monetária de valores a receber e empréstimos a pagar registrados no longo prazo. no momento da sua contabilização. à entrada ou saída de recursos do caixa. Exemplo: Empréstimo de Longo Prazo Juros do Período: Correção Monetária do Empréstimo (capitalizada): $ 3.000 $ 360 $ 1. Não representam saída efe tiva de recursos do caixa e devem. portanto. Se negativo.as despesas de depreciação. desde que não tenha ocorrido entrada ou saída efetiva de recursos do caixa. deve ser subtraído. se positivo. deve ser somado ao lucro (no quadro acima). Apenas registra o reconhecimento de ganhos ou perdas obtidas em outras empresas. Igualmente.) Saldo da Correção Monetária ( + ) ( .500 (despesa financeira) (variação monetária passiva) O valor da correção monetária ($ 1. deve ser subtraído.81 GERAÇÃO INTERNA DE RECURSOS Exercícios Contas LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO ( + ) ( .) Resultado Equivalência Patrimonial ( + ) Depreciação Amortização Exaus tão ( + ) Variações Monetárias Passivas ( .) Outras GERAÇÃO INTERNA DE RECÚRSOS X1 X2 X3 Saldo da correção monetária . deve ser somado.500) será.representa fato econômico decorrente do ajuste das aplicações da empresa no patrimônio de interligadas. As variações ativas devem ser deduzidas no cálculo da Geração Interna de Recursos e as variações passivas. se positivo.

Portanto. Contabilidade para Executivos .82 Provisão para imposto de Renda . período após período. Ou seja Ativo Circulante Financeiro menos Passivo Circulante Financeiro. Ocorre quando o Saldo de Tesouraria apresentase cada vez mais negativo a cada exercício. EFEITO TESOURA O Efeito Tesoura é um indicador que evidencia o descontrole no crescimento das fontes onerosas de recursos no curto prazo.NCG ACF - PCF = ST ( . SALDO DE TESOURARIA O ST é obtido pela diferença entre as contas de Ativo Circulante e de Passivo Circulante que não guardam relação com a atividade operacional da empresa. É revelado pelas equações: ST = ACF – PCF Ou ST = CDG . variando em níveis superiores ao crescimento da NCG. demonstra dependência de fontes onerosas de recursos de curto prazo.essa provisão afeta o Lucro Líquido da empresa no período em questão. mas somente será desembolsada durante o período seguinte. Grave é a tendência. É importante observar que o fato isolado de o saldo de tesouraria ser negativo não é preocupante. Se negativo. se revele crescentemente negativo evidencia que a empresa caminha para a insolvência ou overtrade.) ACC PCC Saldo de tesouraria positivo significa que a empresa tem disponibilidade de recursos que poderão ficar aplicados no mercado financeiro e utilizados a qualquer momento aproveitamento oportunidades negociais. Saldo de tesouraria que. deve ser adicionada.

Exemplo 1: A empresa Y apresenta os seguinte números nos últimos cinco exercícios ano 1 NCG CDG ST ST/NCG 250 200 -50 -0.50 ano 3 1.400 400 -2. para análise.20 ano 2 600 300 -300 -0. sendo que a NCG deverá ser considerada sem o seu sinal (+/-). A tendência é dada pela relação [ ST / NCG ].83 Portanto.200 400 -800 -0.83 ano5 4. apresentamos. variando em proporção superior à NCG. Resultado decrescente evidencia que a empresa recorre. O CDG tem-se mantido estável (possive lmente a empresa não está tendo lucro ou o lucro está sendo distribuído). indica quantos dias a empresa precisa vender (faturar) para obter os recursos complementares necessários ao seu capital de giro (a NCG). deve-se observar o comportamento do indicador em diversos períodos. dois exemplos.300 -0.66 ano 4 2. O índice [(NCG /vendas) X 360] indica a NCG em dias de venda. a empréstimos onerosos de curto prazo. cada vez mais.000 -0. o Efeito Tesoura é conseqüência de saldo de tesouraria (ST) cada vez mais negativo. Contabilidade para Executivos .89 5000 4000 3000 2000 1000 0 -1000 19X1 19X2 19X3 19X4 19X5 -2000 -3000 -4000 -5000 NCG CDG ST ST/NCG Analisando o gráfico.800 500 -4. Para melhor avaliar o Efeito Tesoura. Para melhor compreensão desse assunto. podemos afirmar: A NCG da empresa está aumentando substancialmente a cada ano. Em outras palavras.

Ela apresenta a mesma NCG da empresa Y e também está com o ST cada vez mais negativo.20 ano 4 2.400 1. pois o ST é negativo e a linha da NCG está se distanciando da linha do CDG a cada ano. vem recorrendo cada vez mais a empréstimos bancários. 6000 5000 4000 3000 2000 1000 0 -1000 -2000 NCG CDG CDG/NCG ST ST/NCG 19X1 19X2 19X3 19X4 19X5 Uma análise superficial poderia induzir a dizer que a empresa está passando por dificuldade financeira. dentro de pouco tempo. se o banco credor não renovar os empréstimos. se o banco continuar a rolar suas dívidas. a empresa quebra imediatamente. Ocorre que a relação percentual entre a NCG e o CDG se mantém.20 ano 3 1. pois os encargos financeiros provocarão prejuízos cada vez maiores. Exemplo 2: Agora analisemos o gráfico da empresa Z. significa que.84 Como a empresa não consegue financiar sua necessidade de capital de giro com as fontes internas de recursos. o "Efeito Tesoura". evidenciado pelo ST negativo e decrescente.920 -480 -0. Na prática.20 NCG CDG ST ST / NCG Contabilidade para Executivos . O ST é negativo e está aumentando proporcionalmente em níveis maiores que a NCG (ST/NCG).840 -960 -0. A única solução para uma empresa na situação descrita acima é a capitalização (injeção de recursos novos dos sócios) conjugada com uma completa revisão de prazos e margens de lucro. assim. confirmando.800 3.20 ano 2 600 480 -120 -0. Veja no quadro a seguir: ano 1 250 200 -50 -0. a empresa quebrará do mesmo jeito.20 ano 5 4. Por outro lado.200 960 -240 -0.

período após período. apesar de apresentar a mesma NCG da empresa Y (exemplo 1 ) em todos os anos. Isso acontece. Contabilidade para Executivos . por força de expansão dos negócios da empresa.. bastará a ela fazer uma pequena redução nas suas vendas a prazo. Todavia. distribuição excessiva de lucros. com interpretação mais detalhada. se crescente. no entanto. sem correspondente obtenção de prazo de fornecedores. com pagamento de altas taxas de juros. representa 20% da NCG . imobilizações com recursos onerosos de curto prazo. mantido seu nível de atividade. O endividamento bancário financia um percentual das vendas e o lucro da atividade. a empresa deixe de contar com o financiamento bancário. permitindo. O que não pode (ou não deve) ocorrer é o crescimento da NCG em proporção superior ao volume das vendas. O quadro seguinte constitui instrumento verificador dessa anomalia. ciclo financeiro crescente. SINAIS DE ALERTA A NCG é um instrumento que nos permite visualizar. com bom grau de confiabilidade. que é reinvestido. em percentuais muito elevados. A NCG positiva. em empresas que estão aumentando o volume de vendas. para ajustar sua NCG ao CDG disponível. Admitindo-se que. verificar o desempenho global da empresa. prejuízos. repentinamente.85 Essa empresa. há que se observar a performance de outros indicadores . vem financiando essa necessidade de duas formas: capital de giro (maior parte) e financiamentos bancários. assim. normalmente. garante à empresa boa parte do financiamento necessário.inclusive NCG/vendas . também. tal como nos demais sinalizadores econômico-financeiros. CAUSAS DO EFEITO TESOURA: Crescimento real das vendas a prazo. O crescimento da NCG pode acontecer. a efetiva necessidade de capital de giro da empresa. dependência sistemática a empréstimos de curto prazo. e estes com o setor. O Saldo de Tesouraria (negativo). pode ser indicador de anomalia empresarial.

por exemplo.) Fornecedores + ? NCG VENDAS prazos de ( . vamos tomar como ponto de partida o acréscimo positivo da relação NCG/VENDAS. que o acréscimo na conta "Adiantamento a Fornecedores" pode ser. evoluindo ainda mais para a esquerda. observamos que “dificuldades na obtenção de matériaprima/produtos” foi o elemento causal do "Adiantamento a Fornecedores" já agora tomado como efeito. Caminhando para a esquerda vemos. Continuando na investigação.) Adiantamento de Clientes Novos concorrentes De posse do quadro. redução da demanda Redução de (oligopólio).86 NCG – SINAIS DE ALERTA Dificuldades de obtenção de Matéria-prima/produto Concessão de maiores prazos. Novos produtos Especulação. a origem da dificuldade de a empresa obter matéria-prima pode estar no ambiente externo. E. escassez de prima/produtos Redução impostos nos prazos matéria( + ) Adiantamento a Fornecedores ( + ) Duplicatas a Receber ( + ) Estoques ( .) Despesas Provisionadas ( . finalmente. entre outros ali consignados. Contabilidade para Executivos . fato causador da variação positiva de NCG em proporção superior às vendas.

determinar diminuição no lucro da empresa. ocasionando aumento nas despesas financeiras e. mas agora caminhando para a direita na planilha. com ênfase na subtração de emprego e renda.la à morte com repercussão negativa para a economia. ANÁLISE VERTICAL E HORIZONTAL E ÍNDICES-PADRÃO ANÁLISE VERTICAL Trata-se de metodologia de análise que mostra a participação percentual de cada um dos itens das demonstrações financeiras em relação ao somatório de seu grupo. evidenciando aquelas que mais influenciaram na formação do lucro ou prejuízo. vemos que a evolução da NCG/VENDAS na forma comentada pode provocar variação na dependência de financiamentos onerosos. identificando aqueles que mais contribuem para a formação do conjunto objeto da análise. A combinação crônica desses fatores tende a provocar desequilíbrio econômicofinanceiro (overtrade) na empresa. Contabilidade para Executivos AMBIENTE EXTERNO . porque possibilita detectar a composição percentual das receitas e despesas. A análise vertical é de grande importância. Com esse instrumento podemos visualizar de modo objetivo e direto a representatividade de cada componente das demonstrações.) Lucro Líquido ESTABILIDADE ECONÔMICOFINANCEIRA Voltando ao ponto de origem. principalmente quando aplicada à Demonstração de Resultado do Exercício. por conseguinte.87 (+) Financiamentos Onerosos SISTEMA EMPRESA Equilíbrio Dinâmico RENTABILIDADE ( + ) Despesas Financeiras DESENVOLVIMENTO ( . podendo levá.

13 2.96 -6.) Despesas Financeiras ( + ) Receitas Financeiras ( +/.100 % 100.000 1.500 4.600 3.) Despesas Comerciais ( .) Despesas Administrativas ( .25 100. Balanço Patrimonial ( $ mil ) 19X1 ATIVO Ativo Circulante Caixa e Bancos Clientes Estoque Ativo Realizável a Longo Prazo Cliente Longo Prazo Ativo Permanente Imobilizado PASSIVO Passivo Circulante Empréstimos Fornecedores Salários a Pagar Impostos a Recolher Passivo Exigível a Longo Prazo Financiamentos Patrimônio Líquido Capital Social Reservas Demonstração do Resultado do Exercício Receita Operacional Bruta ( .21 36.) Despesas Gerais ( .70 1.00 52.08 5.100 600 +250 1.79 -3.42 3..21 10.42 16.400 2.000 3.) Outras REC.700 7.25 31.31 -1.100 3.67 31.200 3.88 Empresa Exemplo S.A.46 42.46 36.95 0.100 13./Desp Operacionais ( .36 13.46 10.08 36.600 1.) Impostos sobre Faturamento ( = ) Receita Operacional Líquida ( .100 5.000 9.230 % 100.600 2.00 20.600 5.83 5.46 Contabilidade para Executivos .500 3.19 45.) Resultado da Correção Monetária ( = ) Lucro Operacional Líquido ( $ mil ) 16.68 -12.71 31.77 9.) Custo das Mercadorias Vendidas ( = ) Lucro Operacional Bruto ( .450 50 -220 2.100 1.14 80.25 11.86 -35.000 500 3.54 -8.500 1.000 500 1.67 16.000 300 200 3.000 1.00 -19.

000 % 100 100 100 100 100 100 100 100 19 X 2 10. entre outras: quais as contas mais significativas do Ativo? Clientes (36.200 700 1. Da mesma forma. qual o percentual de custo embutido no faturamento da empresa? 35.500 400 2.19%.600 Ativo Permanente 3. principalmente.25%).600 1.600 Ativo Circulante 5.com a finalidade de observar a evolução ou involução dos seus componentes.04 4.260 -1. despesa ou subtotal com a Receita Operacional Bruta.000 800 800 5.25%).000 Ativo Realizável a 1. / Desp.A.600 Longo Prazo Clientes Longo Prazo 1.preferentemente todos expressos em moeda constante e em valores monetários da mesma data .500 2.78 No Balanço. Com base nos demonstrativos da empresa Exemplo S. quanto representam as despesas administrativas no faturamento da empresa? 6.100 4.000 Caixa e Bancos 500 Clientes 3. podemos avaliar a relevância de cada conta ou grupo em relação aos valores totais da empresa. Não Operacionais ( = ) Lucro Antes do IR ( .P.500 Estoques 1. ANÁLISE HORIZONTAL A análise horizontal é efetuada tomando-se por base dois ou mais exercícios financeiros . ou grupo de contas.400 % 118 90 80 74 150 25 25 213 Contabilidade para Executivos . dos índices.26 7. verificamos o percentual que representa cada conta. Cumpre ressaltar que é na análise horizontal que podemos observar o comportamento dos diversos itens do patrimônio e. permitindo a análise de tendência.100 % 105 84 140 43 200 50 50 170 19 X 3 11. EMPRESA EXEMPLO S.950 690 1.) REC.500 400 400 6. podemos responder as seguintes questões. na DRE faz-se a comparação de cada conta de custo. (36.) Provisão IR e Contribuição Social ( = ) Lucro Líquido do Exercício -280 1.73 12.46%) e Imobilizado (31.89 ( +/. A BALANÇO PATRIMONIAL 19 X 1 ATIVO 9. em relação ao Ativo ou Passivo total. quais as contas mais significativas do Passivo? Financiamentos L. Assim.79%.46%). Capital Social (31.300 4.

960 1.100 400 100 2.260 % 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 170 105 90 120 70 100 100 -83 83 132 19 x 2 18.200 3.860 3.90 Imobilizado PASSIVO Passivo Circulante Empréstimos Fornecedores Salários a Pagar Impostos a Recolher Passivo Exigível a Longo Prazo Financiamentos Patrimônio Líquido 3.300 3.000 300 200 3.100 1.100 2.) Custo Mercadorias Vendidas ( = ) Lucro Operacional Bruto ( .) Despesas Financeiras ( + ) Receitas Financeiras ( +/.200 800 200 1. podemos fazer diversas análises comparativas.100 1. A análise horizontal dos índices possui a grande vantagem de dispensar a preocupação do analista quanto aos patamares de inflação no período considerado.230 (280) 1.400 3.600 1.) Imposto sobre Faturamento ( = ) Receita Operacional Líquida ( . / Desp.100 8.200) 5.300 2.100 7.100 600 250 1.) REC.100 70 (80) 6.240 1.) Despesas Gerais ( + ) Outras Receita Operacionais ( .450 50 (220) 2. tanto da variação dos valores de cada conta ou grupo de contas ao longo dos exercícios.500 14.000 400 1.700 7. Contabilidade para Executivos .400 11.800 600 700 300 200 2.530 (1.100 6. Bruta ( .800 6.900 2.150 80 (140) 3.130 2.140 100 3. quanto da variação dos índices apresentados pela empresa nos períodos analisados.) Despesas Comerciais ( .100 10.500 4.000 9.950 690 1.400 19 x 1 16.400 2.100 700 50 1.330 1.100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 100 5.200 21.200 % 112 112 112 107 117 123 100 116 20 79 160 63 140 -35 166 163 167 213 117 100 80 110 133 50 60 60 175 19 x 3 26.500 3.900 5.400 5.800 13. Não Operacionais ( = ) Lucro Antes do IR ( .600 2.) Provisão para IR e Contribuição Social ( = ) Lucro Líquido do Exercício Com os demonstrativos estruturados da forma acima. uma vez que os índices são resultados de comparações de grandezas de uma mesma data.) Despesas Administrativas ( .100 5.700 2.470 % 163 168 162 137 181 189 109 114 80 76 140 36 293 429 273 270 275 DRE ( $ mil ) Receita Operac.200 7.) Resultado da Correção Monetária ( = ) Lucro Operacional Líquido ( +/.000 500 1.100 13.

PADRÃO". torna-se por base os indicadores produzidos para uma quantidade expressiva de empresas. classificadas de acordo com o ramo de atividade. a partir daí. No cálculo dos índices-padrão. É necessário. portanto.91 ÍNDICES-PADRÃO Os índices-padrão são obtidos através de método estatístico que consiste em tabular dados de um determinado universo previamente definido e. tamanho e região geográfica. Vistos individual e isoladamente. chegar a um referencial para servir de comparação a casos particulares. os índices extraídos das demonstrações financeiras propiciam poucas conclusões. para que se possa fazer juízo mais adequado da empresa sob análise. Contabilidade para Executivos . que sejam comparados com os “ÍNDICES.

.

melhor PC/CT AP/PL do AP/(PL Imobilização dos + ELP) Recursos não Correntes Liquidez LG Liquidez Geral LC Liquidez Corrente LS Liquidez Seca Rentabilidade . melhor Quanto a empresa possui de Ativo Quanto Líquido para cada $1 de Passivo Circulante maior. melhor Permanente Quanto a empresa possui de Ativo Quanto Circulante + Realizável a Longo Prazo para maior. melhor Quantos reais a empresa aplicou no Quanto Ativo Permanente para cada $100 de menor. melhor Qual o percentual de obrigações a curto Quanto prazo em relação às obrigações totais menor. melhor Patrimônio Líquido Que percentual de recursos não correntes (Patrimônio Líquido e Exigível a Quanto Longo Prazo) foi destinado ao Ativo menor.93 QUADRO-RESUMO DE ÍNDICES ECONÔMICO-FINANCEIROS SÍMBO LO INTERPRET AÇÃO ÍNDICE Estrutura de Capital Participação de Capital de Terceiros (endividamento) Composição Endividamento Imobilização Patrimônio Líquido do FÓRMULA INDICA CT/PL Quanto a empresa tomou de capitais de Quanto terceiros para cada $100 de capital próprio menor. melhor cada $1 de dívida total Quanto a empresa possui de Ativo Quanto Circulante para cada $1 de Passivo Circulante maior.

94 Quanto a empresa vendeu para cada $1 de investimento total maior. média. P. Análise financeira de balanços: abordagem básica e gerencial. Quanto a empresa obtém de lucro para LL/V Margem Líquida cada $100 vendidos maior. V/AT Giro do Ativo Quanto melhor Quanto melhor Quanto melhor Quanto melhor Contabilidade para Executivos . São Paulo: Atlas. em Patrimônio Líquido maior. Rentabilidade do Quanto a empresa obtém de lucro para LL/AT Ativo cada $100 de investimento total maior. Quanto a empresa obtém de lucro para Rentabilidade do LL/PL cada $100 de capital próprio investido. 5 ed.158. 1998. Dante Carmine. no exercício Fonte: Matarazzo.

o que eles representam e como serão liquidados para fazer com que as demo nstrações sejam apresentadas de forma simples e fácil de correlacionar os diversos itens. Esse reajuste se constitui no início de uma sistemática lógica. No sentido de permitir uma correta interpretação dos dados contidos nos balanços. segundo critérios gerais adotados pela comunidade de analistas financeiros 8 . as informações contidas nas demonstrações contábeis devem ser reclassificadas em função dos objetivos para que possam ser úteis e permitirem um padrão de procedimentos e ordenamento na distribuição das contas. 9 FLEURIET. São Paulo. Análise Financeira das Empresas. 2ª Edição. Ao término do trabalho de reajuste das contas evidenciadas. cada uma a seu modo (sócios. organizando-os de conformidade com os critérios de interpretação da gestão empresarial. José Pereira da. A Dinâmica Financeira das Empresas Brasileiras . de caráter geral. São paulo. “as demonstrações financeiras são um conjunto único de documentos. 13. 7 8 SILVA. Análise Financeira das Empresas. sabendo como aqueles valores surgiram. As demonstrações fornecem uma informação padronizada. é necessário proceder-se a certas retificações de alguns valores registrados nos demonstrativos sob exame. Belo Horizonte. onde as contas relacionam-se ao tempo. pag. KEHDY. Como já discutido anteriormente. coerente entre si. Contabilidade para Executivos . em função dos objetivos perseguidos e obriga o analista ao conhecimento responsável da função e funcionamento de cada uma das contas contidas nas demonstrações contábeis. visando preencher necessidades adicionais a respeito do conteúdo dos demonstrativos em análise. Fundação Dom Cabral.Um Novo Método de Análise. habilitando-se à emissão do respectivo parecer. 1988. o analista estará apto para realizar verdadeiro levantamento orientado. Editora Atlas. Michel. bancos. concorrentes e assim por diante). que lhes confere estado de permanente movimentação”9 . Orçamento e Planejamento Financeiro. Assim. dirigido a uma pluralidade de entidades interessadas na empresa. Ricardo & BLANC. Estado. fornecedores. Outro ponto a ser considerado é o da metodologia: “para melhor compreensão do modelo de análise financeira que se pretende definir. que com frequência não atende suficientemente ao problema específico de cada uma dessas entidades”7 . Georges. Editora Atlas. José Pereira da. as contas do ativo e passivo devem ser consideradas em relação à realidade das empresas. SILVA. com o propósito de minimizar as diferenças nos critérios utilizados pelas empresas no processo de evidenciação. clientes. 1988. funcionários.95 P ROCESSO ANALÍTICO DAS D EMONSTRAÇÕES F INANCEIRAS RECLASSIFICAÇÃO DOS DEMONSTRATIVOS CONTÁBEIS.

Análise de Balanço. para que se conheça uma r alidade. 2. é o estudo da situação de um todo patrimonial ou de uma parte deste. comparada a de outros Balanços anteriores. um estado de equilíbrio e se faça um julgamento da ação e administrativa. Contabilidade para Executivos . quer em conseqüência da sua natureza.96 ANÁLISE DE DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS A expressão Balanço no sentido técnico-contábil representa equilíbrio. identificando: 1. O Balanço é pois. seu financiamento e às taxas de retorno associadas. Essa igualdade tem origem nos registros contábeis no qual se adota o método de partidas dobradas e que consiste na simultaneidade de movimentação de débito e crédito para cada fato contábil registrado. o Financeiro. Eficiência: o Operacional. para cada combinação de financiamento a ser utilizado haverá uma taxa de retorno associada ao respectivo risco de insolvência. em contrapartida. portanto. mede-se o grau de evolução dos capitais administrados. Por ocasião do encerramento de um exercício fiscal. o no Uso de Capital. uma nova expressão patrimonial se apresenta. a síntese demonstrativa do Patrimônio em um dado momento e de suas variações num dado período. objetivando um fim pré-determinado. Não há débito sem crédito e vice-versa. quanto maior a liquidez maior a probabilidade de existir um custo de oportunidade a pressionar os resultados da entidade para resultados relativos menores. através dos fatos modificativos. O processo de análise das demonstrações contábeis objetiva examinar toda a documentação da entidade sob o perfil financeiro. quer pelas variações resultantes do aumento ou diminuição da riqueza. o Patrimonial Os constructos para Eficiência Operacional estão relacionados com a maneira pela qual a empresa vem sendo conduzida. ao passo que a eficiência no uso de capital reflete a capacidade do investimento em gerar receitas. pois. Perfil de Risco. manifestado pela equação de Ativo é igual a Passivo adicionado do Patrimônio Líquido. patrimonial e de rentabilidade. em que os fatos contábeis são apurados. através da decomposição dos elementos que o integra. através dos fatos permutativos. O perfil de risco diz respeito ao processo de alocação de capital. É através dele que se fica conhecendo a situação patrimonial que.

São Paulo. “Como qualquer um poderia imaginar.. Ezra. “ risco.97 O investimento nas empresas visa impulsionar suas atividades em direção à consecução dos seus objetivos de sobrevivência. ou seja. elevá-lo ao quadrado ). Westerfield.. 131. Ross. no sentido mais básico. 1981. O resultado. Estatística Aplicada à Administração. pag. Jaffe.144. São Atlas. nulo ou deficitário. Pringle definiram risco como “o grau de incerteza a respeito de um evento”12 . a) Multiplicar o valor por si mesmo ( isto é. ) O campo de variação usa somente dois resultados e desejamos utilizar uma medida como a sua probabilidade de ocorrência. ed. Stevenson. Mas quando o número de resultados é grande. Introdução à Administração Financeira. fica evidente que quanto maior for o investimento menor será a taxa de rentabilidade do empreendimento e menor será o grau de risco derivado da política de financiamento da necessidade de capital escolhida. Pringle. Jeffrey F. São Paulo. Contabilidade para Executivos . “ Um refinamento dessa abordagem conduz ao emprego de árvores de decisão que proporcionam uma base racional para elaborar uma lista de resultados. já. é necessário então recorrer a fórmulas matemáticas para determinar o número total de resultados possíveis”13 . que é a expressão numérica do lucro obtido com a exploração do negócio. Atlas. há várias medidas de dispersão. Ezra Salomon e John J. São Paulo. Stephen A. Harbra. a medida geralmente mais aceita é o desvio padrão. ( . confrontado com o investimento realizado poderá apresentar três situações possíveis: superavitário. Devido a uma série de razões complexas. John J. Princípios de Administração Financeira. 1995. O campo de criação dos resultados é uma dessas medidas de dispersão. continuidade e crescimento através de recompensas operacionalizadas pelo lucro. A taxa de retorno prevista para o nível de investimento a ser financiado é uma medida que indica a tendência central do campo de variação de possibilidades. 10 Paulo. Salomon. Administração financeira Corporate finance. Lawrence J. essa listagem se torna muito trabalhosa. Harbra. 11 12 13 Gitman. que pode ser calculado como segue: Determinar a medida em que uma taxa de retorno possível ( R ) diverge i da taxa de retorno prevista ( ER ). William J. Mantido o mesmo nível de lucro. Randolph W.. exatamente como há várias tendências centrais. 1981. Para Lawrence J. “O risco é a possibilidade de perigo por acontecimento eventual incerto. 1984. Gitman.. é preciso conhecer o número total de resultados possíveis que aquele dado volume de recursos poderá apresentar. que ameaça de dano a pessoa ou coisa”10 . pode ser definido como a possibilidade de perda ” 11 .495 p. 670 p. e que não serão aqui discutidas.

Um desvio padrão da taxa de retorno corresponde à noção usual de risco ” 14 . Contabilidade para Executivos . c) Repetir ( 1 ) . pag. .1969. devemos nos preocupar mais com a dispersão relativa. 633 15 ________________________________________ . A fórmula para este cálculo é: SR = ∑ ( R − ER) i =1 i n 2 Pi O desvio padrão da taxa de retorno é uma medida do grau de risco. a partir daqui. a seguir confronta-se o nível médio de taxas de “earning power “ obtidas com as taxas efetivas de juros a serem pagas ao Banco ou outros tipos de aplicadores de capital. cit. “Para levar isso na devida consideração. Ele não mede as perspectivas de não-realização dos retornos previstos. op. a utilização do desvio padrão da taxa de retorno como uma medida do grau de risco acarreta um problema por não refletir a magnitude do resultado previsto. Por isto. ( 2 ) e ( 3 ) para cada taxa de retorno possível. Para tornar os desvios padrão uma medida comparável. esta é o desvio padrão da taxa de retorno considerada ( SR ).98 b) Multiplicar a resposta ( 2 ) pela probabilidade ( Pi ) da taxa de retorno considerada (SR ). Atlas. Dámbrosio. Este quociente entre a desvio padrão da taxa de retorno e a taxa de retorno prevista se constituirá. O resultado positivo ajudará a estabelecer a decisão. Stephen H. na nossa medida do grau de risco”15 . Outra medida bem mais prática de ser usada. nós os expressamos em termos das suas respectivas esperanças matemáticas. 14 Archer. Charles A. É uma medida de dispersão dos resultados possíveis. consiste em calcular os fluxos de caixa líquidos associados com as propostas de investimentos e determinar o nível de atratividade para os negócios e assim selecionar aquelas de maior interesse segundo seu poder de geração de caixa (denominado de “earning power” ou taxa interna de retorno). uma vez que ela permite efetuar comparações relevantes entre os graus de risco existentes em investimentos distintos. São Paulo. 92. O quociente SR / ER é conhecido pelo nome de coeficiente de variação.Administração Financeira (Teoria e Aplicação). d) Extrair a raiz quadrada da soma. nem reflete somente as probabilidades de prejuízos.

visando o processo decisório de investimento. até dos mais leigos no assunto. O modelo. Um Estudo de Caso . verticalmente. Isso implica agrupar essas últimas por afinidade. ou seja. 1966. UERJ. com a posição nacional. Análise Vertical. onde prevalece. de fácil compreensão. cit.Período 1990 . Índices relativos aos estados rentabilidade. no Brasil. no Ativo. horizontalmente. as contas do ativo das contas do passivo. usando alguns conceitos relativamente novos. é uma reclassificação das contas das várias demonstrações. no Passivo. O processo de confecção da Análise Econômico-Financeira apresentará a dinâmica analítica passo a passo. Dissertação de Mestrado. Contabilidade para Executivos . as contas do ativo e passivo de acordo com os prazos das aplicações e das origens de fundos numa ordem de disponibilidade decrescente”17 . cit. as contas do passivo representam aplicações ou uso de fundos utilizados pela empresa. e Estudo Prospectivo com diagnóstico do poder de geração de resultados que o negócio apresente.. Calçados. Análises Especiais de gestão do Caixa e dos Lucros. considerando que a empresa não vai encerrar suas atividades. a seguir discriminado. liquidez e segurança.99 AGRUPAMENTO TÉCNICO DAS CONTAS (FUNDAMENTAÇÃO) A classificação estrutural legal do Balanço. entre nós.1994. Análise Horizontal. Análise Gerencial. procurou conciliar a evolução sentida na Europa. no sentido de manter-se a segurança necessária ao diagnóstico do real estado da entidade. Esses objetivos nortearam toda a classificação técnica adotada no item correspondente a Balanços Ajustados. mas continuará no mercado. a ordem de exigibilidade.. abrangendo: Demonstrações Ajustadas. O segundo agrupa. Luiz Eduardo Alves. Michel & outros. em obediência aos novos objetivos de utilização dos dados financeiros”16 . também decrescente. op. “O balanço de uma empresa contém todas as contas que compõem o seu ativo e passivo. Avaliação Financeira das Empresas dos Setores: Têxtil. segue a filosofia norte-americana. Couro. 17 FLEURIET. o primeiro distingue. 16 VIEIRA. Em sentido amplo. A apresentação tradicional mostra o balanço como um quadro no qual as diversas contas encontram-se agrupadas de acordo com dois critérios de classificação. As análises resultantes estarão compreendidas entre os conceitos dados pelos métodos Convencional x Fleuriet. a ordem de liquidez decrescente e. principalmente na França. “Um dos pré-requisitos da análise financeira com ênfase na liquidez.

100 Neste contexto, existe uma necessidade de se proceder ao agrupamento das contas dentro de uma lógica consistente, capaz de evidenciar simplicidade e capacidade de formulação de diagnósticos. “Para se proceder à padronização, também conhecida como reclassificação de balanços, são necessárias duas condições básicas: que haja definições, isto é, critérios de padronização, indicando o tratamento a ser dado a cada rubrica das demonstrações financeiras; e as planilhas onde os valores serão transcritos, para gerar os quadros, índices e relatórios a serem obtidos”18 . DEMONSTRAÇÕES I - PATRIMÔNIO CONTÁBEIS AJUSTADAS EMPRESA: BALANÇOS DE ATIVO VA A V A V AV AH V H A A DISPONIBILIDADES APLICAÇÕES FINANCEIRAS OUTRAS CONTAS CIRCULANTE FINANCEIRO ( ERRÁTICAS) CLIENTES ESTOQUES DESPESAS ANTECIPADAS (FORNECEDORES) OUTRAS CONTAS CIRCULANTE OPERACIONAL ( CÍCLICAS ) TOTAL DO ATIVO CIRCULANTE CLIENTES TÍTULOS A RECEBER OUTRAS CONTAS A LONGO PRAZO TOTAL DO REALIZÁVEL

AH AV

1 2 3 4

5 6 7

8 9

10 11 12 13 14
18

SILVA, José Pereira da. op. cit.

Contabilidade para Executivos

101 A LONGO PRAZO INVESTIMENTOS IMOBILIZADO DIFERIDO TOTAL DOS ATIVOS PERMANENTES ATIVO LÍQUIDO TOTAL APLICAÇÕES FORNECEDORES SALÁRIOS E ENCARGOS SOCIAIS IMPOSTOS E TAXAS OUTRAS OBRIGAÇÕES PASSIVO CIRCULANTE OPERACIONAL INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS TÍTULOS DESCONTADOS OUTRAS CONTAS FINANCEIRAS PASSIVO CIRCULANTE FINANCEIRO PASSIVO CIRCULANTE INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS - LONGO PRAZO DEBÊNTURES - LONGO PRAZO OUTROS EXIGÍVEIS A LONGO PRAZO RESULTADO DE EXERCÍCIOS FUTUROS CAPITAL REALIZADO RESERVAS DE CAPITAL RESERVAS DE REAVALIAÇÃO RESERVAS DE LUCROS LUCROS / (PREJUÍZOS Contabilidade para Executivos

15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30

31 32 33 34 35 36 37 38 39

102 ACUMULADOS) PATRIMÔNIO LÍQUIDO PASSIVO TOTAL FONTES RECEITA OPERACIONAL BRUTA Deduções da Receita Bruta RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA Custo das Vendas LUCRO/PREJUÍZO BRUTO Despesas Comerciais Despesas Administrativas Despesas de Provisão p/Devedores Duvidosos Despesas de Deprec./ Amort./ Exaustão Outras Receitas/Despesas Operacionais Ganhos/Perdas de Itens Monetários LUCRO/PREJUÍZO OPERACIONAL 1 Receitas Financeira Despesas Financeiras RESULTADO FINANCEIRO ( 54 - 55 ) Resultado da Correção Monetária Variações Monetárias Líquidas a Longo Prazo LUCRO /PREJUÍZO OPERACIONAL 2 Resultado de Equivalência Patrimonial LUCRO/PREJUÍZO OPERACIONAL 3 Receitas/Despesas Não Contabilidade para Executivos

40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62

ATIVO 1. visando minimizar as diferenças nos critérios utilizados pelas empresas na apresentação de tais demonstrações financeiras”19 .Caixa.Depósitos Bancários à vista. Tais valores são apresentados comumente pelos seguintes elementos: . 53 Contabilidade para Executivos . O modelo apresentado na página anterior reflete a abordagem relacionada com a dinâmica das empresas. com única dependência na decisão gerencial. RENDA Provisão para IR/Contribuição Social Dividendos e Participações LUCRO/PREJUÍZO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO 63 64 65 66 PROCEDIMENTOS DE ADEQUAÇÃO DOS BALANÇOS À ANÁLISE “A reclassificação das Demonstrações Contábeis visa trazê. . .103 Operacionais LUCRO/PREJUÍZO AN TES DO IMP. 19 ______________________ op. .Numerário ( Cheques ) em Trânsito.Cheques a Receber.Bancos C/ Movimento. cujo elenco e definição das contas obedece aos conceitos a seguir formulados: A . 2 . cit. etc. . pois não há necessidade de se realizar qualquer operação Intermediária. pag.las a um padrão de procedimentos e de ordenamento na distribuição das contas.Aplicações Financeiras. Possuem liquidez ou conversão imediata. Disponibilidades Este grupo compõe-se de valores que podem ser utilizados ou aplicados livremente na movimentação de negócios.

.. Igual procedimento se terá com as Duplicatas Caucionadas. não necessariamente renováveis ou ligados à atividade operacional da entidade. . 5 . Os valores da Provisão para Devedores Duvidosos. . e similares. tais como: . Provisão para perdas Futuras.Letras de Câmbio. São as contas táticas da empresa.Contas Correntes.. pelas razões inerentes à diminuição do valor da conta. nos procedimentos da Análise Tradicional. etc. devido a operação com parte de seus títulos em carteira. Contabilidade para Executivos . representando o ponto positivo extremo da liquidez da companhia. 3. devem ser deduzidas de Clientes/Duplicatas a Receber/Contas Correntes.Empresas Coligadas. .Certificados de Depósito Bancários. CIRCULANTE FINANCEIRO ( ERRÁTICAS ). Compreende o somatório dos agrupamentos acima.Títulos a Receber. . abrangendo créditos concedidos a terceiros derivados de operações não ligadas ao objetivo social da entidade. etc. São as seguintes as contas representativas destas aplicações: . ser deslocadas dessa posição e subtraídas do total de Contas a Receber. através da operação de desconto bancário e figurando na conta Duplicatas Descontadas no Passivo Corrente. As Duplicatas que a empresa já tenha recebido antecipadamente.104 Este grupo é composto pelos Títulos e Valores Mobiliários de livre negociação a curto prazo. sob o ponto de vista contábil.Clientes Representa os créditos de funcionamento da empresa. cujo saldo indica direito líquido e certo da empresa e Contas Corrente. desembolsos necessários. etc. Outras Contas Incluem os valores de curto prazo não classificáveis nas contas anteriores. .Valores a Receber. 4. assim considerados os créditos de curto prazo concedidos a clientes e necessários à expansão dos negócios da companhia. por representarem pressuposta perda já ressarcida pela retenção de lucros e favor fiscal do Imposto de Renda. . derivados do processo de aplicação dos excedentes temporários de caixa.Dívidas em Liquidação.Bancos Conta vinculada . devem .Devedores Diversos.Títulos de pronta liquidez . valores vinculados. Normalmente seus valores estão consignados nas contas Duplicatas a Receber.

consumo e reposição.Existências. necessários ao funcionamento técnico e administrativo da empresa.Títulos a Receber. . . . Câmbio para Importação. 6. . mantendo uma correspondência bastante estreita com Empréstimos bancários. Mercadorias em Trânsito.Inventários. .Contas a Receber.Material de Limpeza. .Produtos Acabados. Estoques Compreende o inventário final do período.Produtos em Elaboração.almoxarifado. renováveis e ligadas à atividade operacional da empresa” sendo representadas. . Adiantamento a Fornecedores. pois. 7. . etc. . “São contas de curto prazo. .Contas Correntes. quando se referirem a fornecimento e importação de bens componentes dos Estoques. Despesas Antecipadas ( Fornecedores) Contabilidade para Executivos .Clientes. consignando todos os bens destinados a venda. . Compreendem.Materiais Diversos. além dos materiais de uso.Material de Expediente. etc. devem ser consolidadas nos Estoques. apurado por ocasião do balanço. etc. Importação em Andamento. sob a ótica financeira. devem figurar no Passivo Circulante financeiro.Estoques.Materiais de fabricação.Duplicatas a Receber . dentre outras. Em função disto. as seguintes contas: . essas transações representam recursos tomados pela empresa junto aos bancos. como por exemplo..Embalagens . por: . tal como será detalhado no item apropriado. . Certas rubricas que indicam investimentos em bens ainda não recebidos pela Companhia. . .Matérias Primas.105 Todavia. devido a insuficiência de recursos próprios.Mercadorias.

Contabilidade para Executivos . etc.Créditos com empresas subsidiárias ou coligadas. possuem similaridade com a conta do mesmo nome classificada no ativo circulante operacional. . pois.Impressos. etc. a parcela do Circulante Financeiro. por serem consequência de transações havidas no ciclo operacional da empresa e que se repetem durante toda a sua vida útil.Encargos Financeiros sobre Duplicatas Descontadas ( ainda não apropriados às contas de Resultado . . . A sua apropriação como despesa somente ocorrerá no exercício seguinte: . 10. As principais contas deste grupo são: .106 Correspondem às despesas feitas com a aquisição de bens e serviços ainda não utilizados na data do balanço. os desembolsos ressarcíveis. conforme o ciclo operacional da empresa. e o Circulante Operacional cujo caráter é cíclico. assim entendidos os créditos concedidos a terceiros em operações que não se refiram ao objeto social da empresa.Prêmios de Seguros a Vencer. TOTAL DO ATIVO CIRCULANTE. a dos bens de venda e a dos créditos de funcionamento. Compreendem. concedidos a prazos superiores a doze meses. todos necessariamente de realização a curto prazo.Comissões Pagas a Vencer. 8. Compreende todas as contas que exprimem investimentos com recuperação em prazo igual ao inferior a um ano. 253 RIR)..Clientes. os títulos negociáveis. Clientes ( Longo Prazo ) Se referem aos créditos de funcionamento da empresa. . 9. . Outras Contas Serão classificados neste grupamento todos os valores não compreendidos nos anteriores. CIRCULANTE OPERACIONAL ( CÍCLICAS). Reúne as aplicações de capital em três áreas de natureza distinta: a dos bens numerários. 11.Estoques Vinculados. .Duplicatas a Receber. . .Materiais de Expediente. que tem conotação de eventualidade.Aluguéis a Vencer.art.Materiais de Limpeza. Este item é caracterizado pelo somatório das contas compreendidas no intervalo do Modelo de nos 5 a 8 e representam as contas realmente operacionais da instituição. . etc.

107 12. normalmente estão relacionadas com os créditos de funcionamento da firma. .Investimentos em Outras Empresas. TOTAL DO REALIZÁVEL A LONGO PRAZO.Outras Contas a Longo Prazo. . representados pela participação acionária em outras empresas.Investimentos. Compreende os demais valores de prazo superior a 12 meses. Imobilizado e Diferido). feitas com sociedades coligadas ou controladas.Letras a Receber. concessões e direitos. pelos depósitos para aproveitamento de incentivos fiscais e as ações dele resultantes e pelos títulos inalienáveis ou de realização indeterminada.Ações. englobar valores do giro comercial com prazo determinado e superior a 1 ano. Refere-se ao somatório das contas contidas nos itens 11 até 13.Créditos com Acionistas. Títulos a Receber. .) Contabilidade para Executivos . empregado nos bens necessários à consecução das suas finalidades precípuas.) ou intangíveis (marcas e patentes. máquinas.Participações em Empresas Controladas. diretores.Imóveis ( Não destinados a fins operacionais). no entanto. Tais bens podem ser de natureza tangível (construções.Devedores Diversos. 13. etc. acionistas ou participantes no lucro da empresa.Participações em Empresas Coligadas. 16. etc. .( Contas não Cíclicas ). etc. . . A Lei 6. . . são representadas por: . 14. equipamentos. . não classificáveis como Ativo Permanente (Investimentos.Apólices e Títulos de Renda. 15. podendo. Neste grupamento são consolidados os investimentos acessórios.Créditos com Diretores. não oriundas da atividade operacional. .Títulos e Valores. Imobilizado Representa as imobilizações em capitais fixos da empresa. de caráter financeiro. etc.404/76 classifica neste grupo os créditos de operações alheias ao objetivo social.

ação do tempo e outros fatores predatórios. .Construções em Andamento. . .Gastos de promoção e Organização da Sociedade.Importações em Andamento. . para se obter seu valor líquido.Marcas & Patentes.Provisão para Exaustão.Provisão para Depreciação. As contas Adiantamentos a Fornecedores e Importações em Andamento integram este item quando se referem a fornecimentos ou importações de bens destinados ao Ativo Imobilizado.Veículos.Móveis e Utensílios.Adiantamentos a Fornecedores.Instalações.Provisão para Amortização. devese calcular o valor líquido dos bens listados (custo histórico corrigido menos depreciação acumulada). etc. Por outro lado. proporcionalmente a seu consumo ou período de utilização.Edifícios. . etc. .Juros Pagos Antecipadamente. cujos benefícios se estendem a vários exercícios futuros.Equipamentos. . . . . São contas representativas destas despesas: . os saldos das contas que indicam Provisão para perdas de Valor de bens do Ativo Permanente devem ser subtraídos dos respectivos originais.108 Devido ao desgaste pelos uso.Nome Comercial e Aviamento. Dessa forma. . com condições de permanência na empresa por longo tempo. .Despesas Pré-Operacionais. . no sentido de proporcionar a manutenção ou acrescer o valor atual do investimento dos acionistas da empresa. DIFERIDO Está relacionado com as despesas com bens e serviços adquiridos pela empresa. . . abrange rubricas como: -Terrenos. .Gastos de Reorganização e Reestruturação. 18. 17. devendo a sua apropriação como despesa correr durante esses exercícios. . .TOTAL DOS ATIVOS PERMANENTES Constitui-se pelo somatório das contas que representam aplicações de capitais. Contabilidade para Executivos .Salários e Honorários Antecipados.Máquinas.

seja sob a forma de juros.INSS .Provisão para Imposto de Renda.PASSIVO 20 . 22. B .Salários e encargos Sociais Neste grupo de contas são relacionadas as obrigações referentes a salários e respectivos encargos a pagar. a curto prazo. isto pode ser definido como total de financiamentos e recursos dos acionistas. 21 .Fornecedores. rapidamente. ou dividendos. dentre outras: . As contas que representam este grupo são. Assim sendo. .. .Arrecadação a Recolher.109 19. .Duplicatas a Pagar. sendo ambos os valores os mesmos. para os recursos a longo prazo que colocam à disposição das empresas.Impostos a Recolher.Fornecimentos a Pagar. tratando-se de capitais emprestados. para os acionistas.Contribuições Sociais a Recolher.Contas a Pagar. quer como os ativos líquidos da firma. originários das mesmas fontes ou de fontes semelhantes. ATIVO LÍQUIDO TOTAL Representa o capital total emprestado pela empresa para plena consecução dos seus objetivos de maximização da riqueza dos acionistas. matérias-primas. .Impostos a Pagar. Impostos e Taxas Engloba todas as obrigações operacionais da empresa. . que são usados somente por pouco tempo e. No balanço da firma. destinados à atividade operacional da empresa. . . etc.Credores por Financiamento. etc. . materiais. vencíveis em curto prazo. Contabilidade para Executivos . Contas usuais deste grupamento: . oriundas da condição da empresa de depositária de impostos e contribuições sociais. substituídos por capitais diferentes. Os investidores exigem um retorno. torna-se necessário distinguir estes recursos daqueles fornecidos por credores comerciais ou empréstimos bancários.Fornecedores Neste grupamento serão reunidas as contas representativas de obrigações resultantes da aquisição de mercadorias.Contas Correntes. .

etc. . É obtido através da soma dos itens 20 até 23. .Gratificações a Pagar. . a expansão do Capital de Giro. 24.Letras de Câmbio. Neste grupo. . INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS As contas classificadas neste grupamento abrangem os elementos patrimoniais tais como. . as obrigações assumidas pela empresa perante seus acionistas. . . .Créditos de Terceiros.Credores no Exterior. etc. como a distribuição de lucros sob a forma de dividendos. OUTRAS OBRIGAÇÕES. comumente oscilam entre 30 e 90 dias e estão vinculados. Contabilidade para Executivos . .Debêntures Emitidas ( ou a Pagar ).Dividendos. figuram. Contas inerentes ao grupamento: . por prazo de até 12 meses. previdenciárias. . também. não compreendidas nos agrupamentos anteriores. Esses débitos. . Engloba todas as obrigações da empresa. Representado pelas contas que exprimem débitos de funcionamento.Estabelecimentos de Crédito. configurados por capitais de rápida rotação.Títulos a Pagar. . etc. PASSIVO CIRCULANTE OPERACIONAL. quase sempre. a saber: .Empréstimos. renováveis e ligadas à sua atividade operacio nal. matérias primas. têm suas origens no fornecimento de bens de venda e de bens de produção pertinentes ao objeto social.Contas a Pagar. dívidas tributáveis.110 23.Dividendos a Pagar .Credores Diversos.Financiamentos. mas que.Bancos Conta Garantida. .Ordenados a Pagar. contraídas em operações creditáveis passivas objetivando. bonificações em dinheiro.Despesas a Pagar. Empréstimos Hipotecários e Financiamentos Específicos (compra da máquina. de curto prazo. via de regra. bancárias. participação e gratificações. Representa as obrigações assumidas com empréstimos e financiamentos bancários a curto prazo. ao giro operacional num rodízio constante. . 25. diretores e empregados. etc) destinadas à fluidez do capital de giro .

27. para que não se tenha um perda na qualidade da análise. . por outro lado. cuja posse e propriedade é transferida a Instituições. Relacionam-se com o montante dos títulos de crédito da empresa.Créditos por Aquisições não operacionais. em troca do valor dos títulos.Empréstimos Bancários repassados por empresas coligadas.111 As Debêntures são classificadas neste grupamento quando consideradas no Balanço da empresa como exigibilidade de curto prazo. Contas representativas podem ser: .Duplicatas Descontadas. junto à entidade. Deve ser representados por valores inexpressivos ( inferiores a 10 % do bloco ). as Duplicatas Descontadas representam capital de terceiros na empresa. cuja remuneração compõe as Despesas Financeiras. OUTRAS CONTAS FINANCEIRAS Englobam as obrigações de curto prazo não necessariamente renováveis ou ligadas às atividades operacionais da companhia. TÍTULOS OU DUPLICATAS DESCONTADAS. etc.4004/76 aplica o conceito de ciclo operacional para demarcar a fronteira temporal de curto e longo prazo. Se.Valores Descontados. as obrigações com custo financeiro explícito que a empresa tem com vencimento para o próximo exercício social. prevalecido a prática de um ano como o período de tempo estipulável para tal estruturação Contabilidade para Executivos . A Lei n. etc.. entretanto. os valores possuírem significância. através de endosso. sua origem para enquadramento em conta que caracterize de forma clara o tipo de passivo. . 28. Apesar de sua posição como valor dedutível das contas a Receber no balanço patrimonial. pois. PASSIVO CIRCULANTE ( TOTAL ) Este item é compreendido pelos Passivo Circulante Operacional ( linha 24 ) e Passivo Circulante Financeiro ( linha 28 ). tendo. após deduzidas as despesas incidentes sobre a operação. . perfazendo o total das fontes de recursos de curto prazo disponibilizados pela empresa para o giro dos seus negócios.º 6.Títulos Descontados. PASSIVO CIRCULANTE FINANCEIRO Compreende. não inseríveis nos grupamentos anteriores.Saques de Exportação. . É obtido através do somatório das linhas 25 até 27. .Títulos Vinculados a Sociedades em Conta de Participação. 29. 26. . deve-se pesquisar.

. Em dado momento.Debêntures Conversíveis em Ações.404/76 ). não contidos nos itens acima. . EXIGÍVEIS A LONGO PRAZO. . .Credores no Exercício. resultantes de operações destinadas ao suprimento do capital de giro permanente ou à cobertura financeira de renovações ou expansões do Imobilizado. INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS A LONGO PRAZO. .Acionistas . São receitas recebidas antecipadamente. . cuja liquidação excede o prazo de um ano. 34. Compreendem as Receitas referentes a exercícios futuros. . de acordo com o Contabilidade para Executivos . quando o período para a sua realização torna-se igual ou inferior a um ano.Financiamentos-.Títulos a pagar. mas que somente serão realizadas no futuro. . a característica fundamental desses créditos é de serem créditos de financiamento. ser aplicado no programa de reposição e/ ou expansão do Imobilizado Técnico. com prazo de liquidação superior a um ano. 33.Letras de Câmbio. via de regra. . com vias ao processo sadio de crescimento da empresa. quer sob a modalidade de dívida conversível em capital de risco. O fluxo monetário canalizado por esta modalidade de ativos financeiros deve. Em princípio.FGTS : Não Optantes. componentes do passivo permanente da empresa.Hipotecas. normalmente. os valores exigíveis a longo prazo transformam-se em curto prazo.Debêntures. 31.Empréstimos. Deve-se especificá-los por ordem de importância das suas respectivas grandezas na composição estrutural dos capitais a serem alocados. isto é. quer sob a forma de empréstimos diretos.112 30.Contas de Empréstimos. 32. O Exigível a Longo Prazo reúne o créditos de terceiros de exigibilidade remota. DEBÊNTURES . etc.LONGO PRAZO. OUTROS Abrange todos os demais tipos de financiamento da empresa a longo prazo. Abrangem. RESULTADO DE EXERCÍCIOS FUTUROS. Estas contas expressam as obrigações não cíclicas. tais como: . diminuídas dos custos e despesas a elas correspondentes ( artigo 181 da Lei 6.

Não têm direito a voto mas possuem direitos preferenciais em relação a dividendos ou a distribuição dos ativos. deduzindo-a do valor do capital social nominal de forma a se ter o saldo da conta Capital Social Integralizado. representativos de uma parcela do capital da empresa.Resultado Diferido de Incorporação de Imóveis.) Provisão para Imposto de Renda. relacionados com a geração dessas receitas. todas os custos e despesas incorridos ou a incorrer. Contabilidade para Executivos . Ações Preferenciais São ativos financeiros que representam um forma híbrida de participação. Compartilha dos valores residuais da empresa e lucra ou perde conforme os negócios prosperem ou declinem. . 35. ou em ambos os casos.Deságio não absorvido na consolidação. devidamente integralizado.Alienação de Partes Beneficiárias. etc. São classificadas neste grupamento as seguintes contas: . devem ser contabilizados e apresentados em contas retificadoras. Ações Ordinárias São títulos de propriedade. de forma a se evidenciar o resultado futuro pelo seu valor líquido. RESERVAS DE CAPITAL. situando-se num ponto médio entre títulos de propriedade e obrigações. Desse modo. .) Custos e Despesas ( . os lucros reinvestidos influenciarão no valor de mercado da ação ordinária. Correspondem aos acréscimos ao Patrimônio Líquido que não passam pela apuração do resultado do exercício a nível de receitas. 36. que dão direito a voto nas Assembléias. Em havendo parcela não integralizada. deve-se proceder ao ajuste. O portador deste tipo de ativo financeiro não conta com nenhuma promessa cujo cumprimento possa exigir em relação a pagamentos em dinheiro. sem nítida obrigatoriedade de devolução dos valores recebidos. em caso de liquidação da empresa emitente.Ágio na Emissão de Ações. .113 princípio de realização da receita. São contas típicas: . CAPITAL REALIZADO Compreende o Capital Social da empresa. O valor da ação depende da capacidade de a companhia crescer em valor e desse modo. constante dos Estatutos e registrado na Junta Comercial.Aluguel recebido antecipadamente ( .Resultado Diferido de Venda de Terrenos. . Em virtude de se referirem a receitas a serem realizadas no futuro é aplicável o princípio da confrontação das despesas e receitas.

Constitui-se de todas as reservas livres ou estatutárias representadas pelas retenções do Lucro Disponível. . A Reserva Legal. subtrativamente. os prejuízos acumulados são levados. .º 6. considera que no caso de reavaliação de bens depreciáveis.114 . .Reservas de Reavaliação de Estoques 38.Reserva Legal.Reavaliação de Ativos. RESERVAS DE REAVALIAÇÃO.. amortização ou exaustão do valor dos bens computados como custo ou despesa operacional do período ou pela baixa dos bens reavaliados em virtude de alienação ou perecimento. riscos contratuais.Reserva para Investimentos. Principais contas deste grupo são: .404/76. . As Reservas de reavaliação. a esta rubrica. As reservas de reavaliação não realizadas não poderão ser computadas no lucro que servir de base para distribuição de lucros ( artigo 187. etc.404/76.Correção Monetária do Capital Realizado. conforme determinado pelo artigo 193 da Lei n. Contabilidade para Executivos .Reservas Estatutárias. etc. que é constituída a partir da retenção de 5 % do lucro apurado no exercício. correspondem às contrapartidas de aumentos de valor atribuídos a elementos do ativo provenientes de novas avaliações de bens do ativo baseados em Laudos aprovados pela Assembléia Geral. nos termos do artigo 182. a realização da reserva ocorreria quando da depreciação. da Lei n.Prêmio na Emissão de Debêntures.Reservas Livres. As Provisões para atender compromissos potenciais ou responsabilidades são as provisões para indenizações.Reservas para Contingências. 37. O IBRACON. que não excederá de 20 % do Capital Social.º 6.Reservas de Reavaliação do Imobilizado. As Provisões são uma espécie deste grupamento. RESERVAS DE LUCROS. .R. parágrafo 3º. compulsoriamente. significando parcelas retiradas do lucro líquido da empresa que se destinam à cobertura de compromissos cujos montantes e prazo de efetivação são mais ou menos incertos e que também não podem ser caracterizados como obrigações potenciais de curto prazo. etc. todas relacionadas com obrigações que não deixarão de se verificar. São contas usuais: . em seu Pronunciamento XVII . além de outros valores que não passam pela apuração da D. .Reservas de Lucros a Realizar. parágrafo 2º). parágrafo 36.E. mas cujos valores e prazos de efetivação são mais ou menos incertos. .

em seu parágrafo 1º estipula que “a) as receitas e os rendimentos ganhos no período. qua ndo for o caso. representado pelos efetivos créditos dos proprietários. oriundos da subscrição e integralização do Capital Social.115 Como elementos subtrativos de valores específicos do Ativo figuram as Depreciações/Amortizações/Exaustão e a provisão para Devedores Duvidosos.3). encargos e perdas. mediante confronto entre as receitas e os respectivos custos e despesas (Normas Brasileiras de Contabilidade NBC . etc. PATRIMÔNIO LÍQUIDO. RECEITA OPERACIONAL BRUTA É constituída pelo valor do faturamento bruto. estatutárias ou contratuais pertinentes. PASSIVO TOTAL . receber. de acordo com a proposta dos administradores. 42. Constituem contas retificadoras do Patrimônio Líquido: Capital a Realizar. 43. as destinações que lhe são próprias. pagos ou incorridos. DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA Contabilidade para Executivos . observadas as disposições legais. pois. Em serviços: Prestação de Serviços. observado o princípio da competência.404/76. LUCROS / ( PREJUÍZOS ) ACUMULADOS. ao ingresso bruto de recursos oriundos das operações normais de vendas da companhia: Na indústria: Venda de Produtos. correspondentes a essas receitas e rendimentos. Constitui o capital próprio do acionistas da empresa. Ações em Tesouraria. O artigo 187 da Lei n. Refere-se às transferências dos resultados dos exercícios. 40.T . despesas. para os diversos níveis. Representa as fontes de financiamento da empresa.º 6. C . das Reservas de Lucros e de Correções Monetárias do Imobilizado e Reavaliações de Ativos. realizadas nos respectivos “fechamentos” e. a partir daí. 41. 39. independentemente da sua realização em moeda. Quotas Liberadas. corresponde. e b) os custos. da assembléia geral ou a decisão dos sócios. ou o capital imobilizado pela mesma. No comércio: Venda de Mercadorias.FONTES.APURAÇÃO DO RESULTADO A Demonstração de Resultado é o instrumento contábil destinado a evidenciar a formação do resultado num determinado período da vida da empresa. na ordem decrescente de exigibilidade.

subtraídos dos ajustes ocasionados pelas Deduções realizadas durante o exercício. Custo das Vendas Compreende todos os custos necessários à aquisição dos insumos e matérias primas aplicados ou consumidos na produção. Seu valor consta. para “cobertura” dos riscos derivados do seu não-recebimento. descontos incondicionais. 45. . o funcionamento e as gerais que beneficiam os negócios da empresa. é constituída quando existirem. como primeira parcela. 49. no final do exercíciobase. 46. facultativa. oriundos de sua atividade operacional. 48. . devoluções de vendas. Despesas Administrativas. omitindo os dois elementos que o compõem. Esta rubrica representa a receita proveniente do objeto da empresa. RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA. créditos da empresa contra terceiros.Custo dos Serviços Vendidos. promovêlos e distribuí. São as despesas de funcionamento incorridas para vender os produtos. Despesas de Provisão p/ Devedores Duvidosos. Despesas Comerciais. Quando a empresa inicia a sua Demonstração do Resultado do Exercício com este primeiro estágio do Lucro.116 Compreendem os ajustes à Receita Bruta oriundos das operações de vendas canceladas.Custo das Mercadorias Vendidas. Lucro/ Prejuízo Bruto Resulta da diferença entre as Vendas Líquidas e o respectivo Custo das Vendas. do débito da Demonstração de Lucros e Perdas. Esta provisão. a Analista deverá se valer de um sistema de informações.los na Demonstração ajustada. São agregadas neste grupo todas as despesas relacionadas com a administração.Custo dos Produtos Vendidos. sem considerar as Despesas abaixo elencadas.los no Mercado e ainda os riscos assumidos pela venda. Contas representativas são: . 44. abatimentos concedidos e ainda os impostos incidentes sobre as vendas. das mercadorias destinadas à revenda e à prestação dos serviços vendidos. descobertos de reserva de Contabilidade para Executivos . 47. assim entendida a venda de mercadorias e serviços. como garantias e provisão para devedores duvidosos. que abrange até a ida à companhia para restabelecê.

51. Englobará a taxa de depreciação do Imobilizado a parcela dos custos plurianuais. em caso positivo. um ganho. essa inclusão afetará o lucro tributável. É o resultado da exposição dos ativos e passivos monetários à inflação. As perdas do Ativo e os ganhos do Passivo são confrontados entre si. Outras Receitas/Despesas Operacionais Agrega o total do elenco das despesas incorridas para a efetivação das vendas de mercadorias e dos serviços prestados e não evidenciadas nos grupamentos acima relacionados. sendo uma conta redutora dos Créditos que lhes serviram de base. deduz os mesmos daquele custo. b) se dentre os valores lançados como Outras Receitas se encontram alguns com a natureza de operacionais e. perdendo valor real com a inflação. LUCRO/PREJUÍZO OPERACIONAL 1. considerando-se apenas o saldo que representará despesa quando negativo e receita quando positivo. 53. os itens do Ativo Circulante e Realizável a Longo Prazo são tratados como ativos monetários e o Passivo Circulante e o Exigível a Longo Prazo são tratados como passivos monetários.117 domínio ou garantias reais. Em conseqüência. Ganhos/Perdas Itens Monetários.404/76. tais como Descontos Obtidos. Se o resultado apurado nesta rubrica for baixo ou negativo. 52. agrega-os a Receitas Operacionais. Amortizações e Exaustão. Essa perda/ganho é reconhecida como uma Despesa/Receita porque representa a quantidade adicional de recursos financeiros para manter o nível dos diversos componentes do capital circulante em condições reais de utilização. Contabilidade para Executivos . De acordo com a Lei nº 6. Vendas de Resíduos. Resulta da dedução das Despesas Operacionais do Lucro Bruto. deduzindo-o ou acrescentando-o para efeito de recolhimento do Imposto de Renda. e a quota de exaustão sobre as fontes de recursos naturais explorados pela empresa. em caso positivo. O ativo monetário sofre perda que deve ser reconhecida pela empresa e no passivo monetário é representada a perda de valor real dos direitos de terceiros que acarretam. em conformidade com o Regulamento do Imposto de Renda. se encontram lançados em Outras Receitas e. 50. para a empresa tomadora. o analista verifica: a) se os valores que representam deduções ao Custo das Vendas. Depreciações. apropriados no período.

de fontes não operacionais. Esta adição. Juros de Ativos Financeiros. ano após ano. juros sobre o principal. devem ser utilizados na parcela do capital de giro voltada para a concretização social e. advindas como seu título indica. a curto prazo. 74. transfere-as para Despesas Não Operacionais. uma vez que são despesas provenientes do pagamento à fonte de capitais a longo prazo. Receita de Investimentos Temporários. 1995. Receitas Financeiras. de empréstimos bancários a curto prazo. quando as Despesa Financeiras forem parte da política operativa da empresa. Contabilidade para Executivos . comissões e taxas. postergação de vencimento de títulos. alheios às atividades fins da empresa.. etc. Juros Ativos.las neste item. representadas pelos “ganhos de capitais aplicados em Investimentos temporários. etc. bem como outros ganhos de natureza financeira. relacionadas com o fornecimento de fundos a longo prazo. deságios. tais como: Descontos Obtidos. Dante Carmine. nos moldes descritos. 20 MATARAZZO. Análise de Balanços: Abordagem Básica e Gerencial. decorrentes de pagamentos antecipados de Duplicatas a fornecedores. Explica-se esta rubrica pelo fato de que os fundos fornecidos pelo sistema bancário. são usados somente por pouco tempo.Despesas de Financiamentos. ocasionais. caso positivo. Representa a receita oriunda dos investimentos acessórios. pag. referidos aos juros cobrados de Clientes por atraso de pagamento. incorporando-se à parcela do retorno sobre os fundos totais. Despesas Financeiras Representa o custo da utilização do capital alheio para o financiamento (de curto prazo) do capital de giro variável. dever-se-á incluí. Observe-se que. como Dividendos de Ações provenientes de participações societárias.118 c) se dentre as despesas classificadas como operacionais foram incluídas despesas não-operacionais e. Engloba todas as despesas oriundas do uso de “alavancagem financeira” na estrutura de capital da empresa. Neste grupamento devem constar: . portanto. derivados do registro das Receitas totais provenientes de Aplicações Financeiras temporárias dos excessos de caixa”20 . como comissões e taxas. 3ª Edição. São Paulo. relaciona o pagamento com o retorno do capital empregado e não deve ser omitido da apuração do lucro. 55. objeto da análise. Atlas. 54.. expresso no pagamento de juros. em termos de utilização. bem como as rendas residuais. originários das mesmas fontes ou de fontes diferentes. etc. sendo substituídos por fundos diferentes. despesas bancárias.

. É a resultante da subtração algébrica do Lucro/Prejuízo Operacional I. quando o patrimônio líquido balanceado contra o ativo permanente resultar maior.Despesas Bancárias. Contabilidade para Executivos . Correspondem às atualizações monetárias e camb iais sobre os financiamentos de longo prazo. das rubricas de Despesas/Receitas acima mencionadas. Ao contrário. Provisões Diversas Representa o somatório de todas as provisões constituídas pela empresa à data do balanço. direcionadas para Devedores Duvidosos e Depreciações/Amortizações/Exaustão. apenas a diferença. Do total das provisões formadas a débito do Resultado são subtraídas as reversões daquelas constituídas no exercício anterior e lançadas a crédito daquela demonstração. 60.Correção de Empréstimos Eletrobrás. São contas representativas típicas: . quando o patrimônio líquido for superior ao ativo permanente dá-se um Resultado de Correção Monetária credor. 58. o saldo credor é considerado em Rendas Não Operacionais. . 56. Representa o produto real gerado pelos valores em operação da empresa.Juros Passivos. após as considerações dos itens de alavancagem de capital e impactação da inflação. figurando. 59. significando que a companhia ganhou dinheiro com a inflação. deduzidas das atualizações monetárias sobre eventuais valores recebíveis a longo prazo. exceto aquelas retificadoras do Ativo. Representa o resultado do balanceamento entre as Receitas e Despesas Financeiras acima descritas.119 . .Juros Pagos. caracteriza-se pelo saldo devedor.Descontos Financeiros Concedidos. constante na linha 53. 57. Se as reversões ultrapassam o montante provisionado. etc. RESULTADO FINANCEIRO. etc. Variações Monetárias Líquidas a Longo Prazo.Despesas sobre Empréstimos. significando que a empresa perdeu dinheiro durante o período decorrente da inflação.Correção Cambial sobre Financiamentos. . . Corresponde ao resultado da aplicação da correção monetária sobre o ativo permanente e o patrimônio líquido da empresa.Resultado da Correção Monetária. nesta rubrica. LUCRO/PREJUÍZO OPERACIONAL 2.

neste caso. a APB tinha concluído que a adoção do método da equivalência era mais apropriado quando o investidor tinha participação majoritária na subsidiária. ter participação nas decisões tomadas na sociedade investida. Contabilidade para Executivos . Do saldo do investimento. representadas pelas ações ordinárias. neste caso a sociedade investidora é a principal fornecedora de matérias-primas da sociedade investida. A habilidade para exercer influência na administração é determinada pelos seguintes fatores: Representação no quadro da diretoria. Intercâmbio no pessoal administrativo. porém. Os investimentos a longo prazo em títulos de capital foram contabilizados pelo custo durante muitos anos pelas empresas americanas e ainda são lançados pelo custo por empresas controladoras em muitos países”. Em 1971. 18 “The Equity Method of Accounting for Investments in Common Stock” New York: American Institute of Certified Public Accountants. Resultado de Equivalência Patrimonial. Transações materiais entre as companhias. pois. Foi citado posteriormente que o método do patrimônio líquido é o mais apropriado. deduzem-se os dividendos recebidos da empresa onde tenha sido feito o investimento e a participação do investidor nos prejuízos desta empresa. a partir da data do investimento.120 61. Antes. Cabe ressaltar que a influência na administração está no sentido de a investidora. a Accout ing Principles Board 21 informou suas conclusões iniciais no estudo da questão do método a ser utilizado na avaliação dos investimentos em ações de capital e publicou a opinião nº18: “O método da Equivalência Patrimonial para Investimentos em Ações de Capital”. 21 Accounting Principles Board Opinion No. mas não executava as demonstrações consolidadas. Horngren cita que o método da equivalência patrimonial é relativamente novo. de alguma forma. ajustado de acordo com a participação do investidor nos dividendos e nos lucros ou prejuízos da empresa onde tenha sido feito o investimento. Participação nos processos políticos. 1971. Ao saldo do investimento é somada a participação do investidor nos lucros da empresa onde tenha sido feito o investimento. mesmo no caso em que o investidor tenha significante influência nas finanças e decisões operacionais embora possua menos de 50% das ações com direito a voto. A sociedade investidora oferece assistência técnica ou tecnologia para a sociedade investida. a sociedade investida seria considerada uma empresa controlada. e A sociedade investidora é a principal cliente da sociedade investida. na data de aquisição. essa ingerência tem de ser até o ponto de não exercer o controle. O método da equivalência patrimonial é definido como o custo.

advém que os resultados e quaisquer variações patrimoniais apurados na sociedade investida devem ser reconhecidos (contabilizados) no momento de sua geração. não serão excluídos para fins de cálculo do valor do investimento. simultânea e integralmente. do montante da participação no patrimônio líquido. Pelo método do patrimônio líquido. efeitos opostos nas contas de resultado das coligadas e controladas. será obtido mediante o seguinte cálculo: aplicando-se a percentagem de participação no capital social sobre o valor do patrimônio líquido da coligada e da controlada. (Comissão de Valores Mobiliários) 22 . pois a empresa investidora poderia ter bastante influência sobre estas políticas.M. De acordo com a C. e subtraindo-se. de acordo com Horngren. assim como as receitas e as despesas. não devem ser eliminados no cálculo da equivalência patrimonial. é que o método do custo permite que a administração influencie o lucro líquido declarado. os prejuízos decorrentes de transações com a investidora. os lucros não realizados. O Patrimônio Líquido da coligada e controlada deverá ser determinado com base nas demonstrações contábeis levantadas na mesma data das demonstrações contábeis da Contabilidade para Executivos . o valor do investimento pelo método da equivalência patrimonial. ou b) o lucro estiver incluído no resultado de uma coligada e controlada e correspondido por inclusão no custo de aquisição de ativos de qualquer natureza no balanço patrimonial de outras coligadas e controladas. o lucro líquido declarado pela empresa investidora poderia ser diretamente afetado pelas políticas de dividendos da empresa onde tenha sido feito o investimento.V. Por outro lado. coligadas e controladas. A principal justificativa para se adotar o método da equivalência patrimonial é que ele é mais apropriado que o método do custo para se reconhecer aumentos ou diminuições dos recursos econômicos em que se basearem os investimentos. independentemente de serem ou não distribuídos. São considerados lucros não realizados aqueles decorrentes de negócios com a investidora ou com outras coligadas e controladas. A diferença mais marcante entre os dois métodos. quando: a) o lucro estiver incluído no resultado de uma coligada e controlada e correspondido por inclusão no custo de aquisição de ativos de qualquer natureza no balanço patrimonial da investidora.121 A principal característica de um investimento avaliado por esse método. decorrentes de negócios que tenham gerado. líquidos dos efeitos fiscais. o lucro líquido declarado poderia não ser influenciado pela manipulação das políticas de dividendos. Por este método do custo. Os lucros e os prejuízos.

O período de abrangência das demonstrações contábeis da coligada e controlada deverá ser idêntico ao da investidora. 64. LUCRO/PREJUÍZO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA. excluir o montante correspondente às participações recíprocas. Admite-se. Art. independentemente das respectivas datas de encerramento.122 investidora. naturalmente ao menor dimensionamento do lucro. em especial. quer no ativo operacional. reconhecer os efeitos decorrentes de eventos relevantes ocorridos no período intermediário. e reconhecer os efeitos decorrentes de classes de ações com direito preferencial de dividendo fixo. 247. Neste caso.V. cuja segregação se torna possível por estarem evidenciadas na Demonstração de Resultado ou que a consulta direta à empresa permita identificá. referindo-se a investimentos no exterior. pela adição verificada entre o Imposto a Pagar e Provisão para o Imposto a Pagar. Objetiva esse procedimento evitar que despesas alheias à operacionalidade da firma conduzam a resultados não condizentes com sua realidade. para determinação do valor da equivalência patrimonial. 62. da Comissão de Valores Mobiliários. Dessa forma. O Imposto de Renda é um encargo que deve gravar o resultado do exercício no qual se verificou o fato gerador. admitese a utilização de períodos não idênticos. 63. Segundo a C. 65. a investidora deverá: eliminar os efeitos decorrentes da diversidade de critérios contábeis. dividendo cumulativo e com diferenciação na participação de lucros. o que. entretanto. o conceito de lucro aqui 22 Instrução n. sendo a mudança evidenciada em Nota Explicativa. quer no ativo não-operacional..M. nos casos em que este fato representar melhoria na qualidade da informação produzida. Contabilidade para Executivos . no caso de demonstrações contábeis levantadas em datas diversas.las. de 27/03/96. 9. LUCRO LÍQUIDO OPERACIONAL Inclui todo o Lucro produzido pelo conjunto de capitais. não operacio nais. a utilização de demonstrações contábeis da coligada e controlada em um período máximo de defasagem de até 60 (sessenta) dias da data das demonstrações contábeis da investidora. LUCRO/PREJUÍZO OPERACIONAL 3 Refere-se ao estágio do Lucro Operacional obtido após a consideração Receitas/Despesas Não Operacionais Engloba o resultado das Receitas/Despesas de caráter eventual. conduz. PROVISÃO PARA IMPOSTO DE RENDA/CONTRIBUIÇÃO SOCIAL. Esse procedimento evitará as distorções nos Demonstrativos Financeiros no sentido de sobrecarregar esta conta mediante a constituição de Provisão específica.

subtraída à distribuição para fazer face a eventuais prejuízos. nesta rubrica. DIVIDENDOS. A participação estatutária da Diretoria no lucro apurado no exercício. visando fazer a regressão do seu valor no balanço ajustado. 66. ou a Demonstração de Resultados referente ao exercício seguinte. no caso específico ) para fins de reposição de novos investimentos e pagamento de dividendos. ao passo que a Contabilidade para Executivos . Inclui-se.123 adotado significa o montante obtido na renda bruta depois de pagas todas as despesas correspondentes à sua percepção. posterior ao balanço. A Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados tem como objetivo relatar as modificações ocorridas na conta Lucros ou Prejuízos Acumulados durante um determinado intervalo de tempo. PARTICIPAÇÃO AUTORIZADAS E REVERSÕES Corresponde aos Dividendos declarados a serem pagos aos acionistas e ao somatório das Provisões não utilizadas no período. 67. É obtida pelo somatório entre o Lucro Líquido Disponível com as Depreciações. Debêntures e demais Obrigações que houverem sido tomadas pela empresa. identificados aqueles como a fonte direta do resultado caracterizado como lucro do investimento total. total ou parcialmente. Amortizações e Exaustão ( 44 + 50) . pelo fato de que representando as mesmas partes do Lucro do exercício anterior. o saldo daquelas contas deve retornar à composição do Lucro. DEMONSTRAÇÃO DE LUCROS OU PREJUÍZOS ACUMULADOS OU DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO De acordo com o artigo 186 da Lei 6. Assim sendo. as retenções do Lucro Líquido operacional para formação do Fundo de Resgate das Partes Beneficiárias. GERAÇÃO LÍQUIDA DE CAIXA Representa o volume total de fundos disponíveis à empresa em um dado período de atividade ( um exercício social. LUCRO LÍQUIDO DISPONÍVEL Representa a parcela do Lucro Líquido da empresa disponível para o fluxo de riqueza acumulada destinada à formação de capital para os proprietários residuais da empresa. enfatiza-se o fato do lucro líquido operacional significar o produto dos valores ativos da empresa e não somente do ativo operacional. deve levar o analista a consultar a ata da Assembléia Geral Ordinária. não vindo explicitada na Demonstração de Resultado. É obtido através da operação algébrica entre o Lucro Líquido Operacional menos Participações Autorizadas mais Reversões: 68. a empresa pode optar por uma das duas demonstrações contábeis acima tituladas.404/76. Não ocorrendo os mesmos.

Capital Social. Lucros Retidos para financ iar Plano de Investimentos. 76. Destinação aprovada no exercício: Parcela dos lucros incorporada ao Capital. 80 Saldo Final do Exercício. Lucros ou Prejuízos Acumulados . Dividendos. tal como o Mapa fornecido após tais descrições indica. Reservas de Capital. 78. Reservas de Lucros. de 22/12/1986). O elenco abaixo corresponde ao lado vertical da matriz que é formada em conjunto com aquelas rubricas. Reserva de Lucros a Realizar. Correção Monetária do exercício. 69 Saldo no Início do Exercício 70. 77. 74 Realização de Reserva de Reavaliação. Integralização em dinheiro do Capital Social e Ágio recebido na emissão de Ações. Reservas de Reavaliação. Ajustes de Exercícios Anteriores 71. nas titulações das respectivas colunas formatadas em horizontal. Reserva para Contingências. Em virtude desta última englobar a anterior e pelo fato da CVM Comissão de Valores Mobiliários tornar a Demonstração das Mutações do Patrimônio o Líquido obrigatória para as sociedades anônimas de capital aberto (Instrução CVM n 59. 75.Aumento de Capital com Correção Monetária do Capital Realizado do exercício anterior. Contabilidade para Executivos .124 Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido visa evidenciar as modificações verificadas nas diversas contas do grupo Patrimônio Líquido durante determinado período de tempo. Aumento de Ativos por novas avaliações. 79. 72. Compõe-se esta das seguintes rubricas para cada uma das Contas do Patrimônio Líquido. a saber. esta tem sido objeto das publicações. Lucro ou Prejuízo do exercício. Reservas Estatutárias. 73. Reversões de Reservas de Contingências e de Lucros a Realizar. Destinações propostas: Reserva Legal.

000 em que há recebimento de 60% do mesmo • CMV – corresponde a 40 % da Receita • Estoque Final .$ 1.1 .E.000 • Política .$ 7.1 .000 em que há recebimento de 100% do mesmo • CMV – corresponde a 60 % da Receita • Estoque Final – Igual ao valor do CMV • Política Compras – 100% em 30 dias • Salários ocorridos e pagos .$ 40.$ 10.Saldo mínimo caixa = $10.50 % do valor do CMV • Política Compras .000 Contabilidade para Executivos .D.EXERCÍCIOS 3.Material Complementar 3. VERSUS FLUXO DE CAIXA EXERCÍCIO 01 – EMPRESA COMERCIAL Fatos Ocorridos no mês: • Vendas .125 3 .Saldo mínimo caixa = $10.R.pgto 60% e o restante em 40 dias • Salários .10 % do ativo imobilizado • Política .000 por mês (irão ser pagos no final de cada ano) • Depreciação .000 EXERCÍCIO 02 – EMPRESA COMERCIAL Fatos Ocorridos no mês: • Vendas .$ 100.1.000 (pgto 30 %) • Aluguéis .

$ 500 por mês.$ 150.10 % do ativo imobilizado • Política .$ 10.000 (caso haja necessidade de empréstimo.$ 20.Saldo mínimo caixa = $10.$ 1. que foram pagos no início do ano • Depreciação . que foram pagos no início do ano • Depreciação .000 (pgto 30 %) • Aluguéis .$ 20.$ 20. que foram pagos no início do ano • Depreciação .000 Contabilidade para Executivos .Saldo mínimo caixa = $10.000 por mês.$ 1.000) • Aluguéis .000 em que há recebimento de 40 % do mesmo • CMV – corresponde a 80 % da Receita • Estoque Final .500 por mês (irão ser pagos no final de cada ano) • Seguros . o mesmo tem caráter de Curto Prazo) EXERCÍCIO 04.000 em que há recebimento de 70% do mesmo • CMV – corresponde a 60 % da Receita • Estoque Final – 2/3 do valor do CMV • Política Compras .2 – EMPRESA COMERCIAL Fatos Ocorridos no mês: • Vendas .10 % do ativo imobilizado • Política .$ 2.000 por mês (irão ser pagos no final de cada ano) • Seguros . o mesmo tem caráter de Curto Prazo) EXERCÍCIO 03.1 – EMPRESA COMERCIAL Fatos Ocorridos no mês: • Vendas .000 em que há recebimento de 40% do mesmo • CMV – corresponde a 60 % da Receita • Estoque Final – 2/3 do valor do CMV • Política Compras .pgto 60% e o restante em 35 dias • Salários .500 por mês (irão ser pagos no final de cada ano) • Seguros .000 (caso haja necessidade de empréstimo.10 % do imobilizado • Compra Imobilizado .126 EXERCÍCIO 03.$ 200.$ 500 por mês.$ 40.000 (pgto de $18.$ 1.000 (pgto 30 %) • Aluguéis .000 – não sofre depreciação • Saldo mínimo de caixa .75 % do valor do CMV • Política Compras .$ 150.pgto 75% e o restante em 30 dias • Salários .1 – EMPRESA COMERCIAL Fatos Ocorridos no mês: • Vendas .pgto 50% e o restante em 30 dias • Salários .

que foram pagos no início do ano • Depreciação .$ 20.75 % do valor do CMV • Política Compras .$ 20.pgto 50% e o restante em 35 dias • Mão de Obra Direta (MOD) . e .$ 2.$ 1.$ 10.$ 200.000 Matéria-prima .$ 2.127 EXERCÍCIO 04.000 (caso haja necessidade de empréstimo.$ 13.000 em que há recebimento de 75 % do mesmo • CMV – corresponde a 80 % da Receita • Estoque Final .000 por mês (irão ser pagos no final de cada ano) • Seguros .$ 100.2 – EMPRESA COMERCIAL Fatos Ocorridos no mês: • Vendas .$ 10.000) • Aluguéis .000 Produtos em Processo .10 % do imobilizado • Compra Imobilizado .000 Produtos em Processo .$ 1.Depreciação do imobilizado operacional • Salários Mão de obra Administrativa .000 Contabilidade para Executivos .$ 20.000 Matéria-prima .$ 10.$ 30.$ 40.000 integralmente pagos no período • Depreciação 50 % do imobilizado – Comercial – Depreciação de 10% 50 % do imobilizado – Operacional – Depreciação de 10% • O Custo Indireto de Fabricação (CIF). composto de: .000 (pgto de $18.$ 10.000 – não sofre depreciação • Saldo mínimo de caixa .000 Produtos Acabados • Política Compras matéria-prima . que foram pagos no início do ano • Saldo mínimo de caixa .000 Produtos Acabados • Estoques Finais: .000) • Aluguéis .000 em que há recebimento de 70 % do mesmo • CMV – corresponde a 50 % da Receita • Estoques Iniciais: .$ 30.000 por mês.$ 15.pgto 40% e o restante em 35 dias • Salários .$ 20.000 por mês (irão ser pagos no final de cada ano) • Seguros .000 por mês.000 (pgto de $25.000 em gastos que serão pagos dentro do próprio mês. o mesmo tem caráter de Curto Prazo) EXERCÍCIO 05 – EMPRESA INDUSTRIAL Fatos Ocorridos no mês: • Vendas .

000 Produtos em Processo .000 Produtos em Processo .$ 3.000 Matéria-prima .000 em gastos que serão pagos dentro do próprio mês.pgto 50% e o restante em 50 dias • Mão de Obra Direta (MOD) .$ 10.000 por mês (irão ser pagos no final de cada ano) • Seguros . que foram pagos no início do ano • Saldo mínimo de caixa .$ 30.000 Contabilidade para Executivos .$ 10.000 Produtos Acabados • Política Compras matéria-prima .$ 10.$ 30.$ 30.Depreciação do imobilizado operacional • Salários Mão de obra Administrativa .000) • Aluguéis .000 Matéria-prima .000 em que há recebimento de 40 % do mesmo • CMV – corresponde a 60 % da Receita • Estoques Iniciais: .$ 4.128 EXERCÍCIO 06 – EMPRESA INDUSTRIAL Fatos Ocorridos no mês: • Vendas .000 (pgto de $30.$ 10. e .$ 40.000 Produtos Acabados • Estoques Finais: .$ 10.$ 200.$ 9.000 integralmente pagos no período • Depreciação 50 % do imobilizado – Comercial – Depreciação de 10% 50 % do imobilizado – Operacional – Depreciação de 10% • O Custo Indireto de Fabricação (CIF). composto por: .000 por mês.

conduzi um grupo de estudantes a um mercado livre próximo de Manágua. Ela disse que o tomava emprestado a uma taxa de 2. Ela sabia que a obtenção de um bom retorno depende de dois fatores: margem de lucro e velocidade. Então. De fato.RETORNO SOBRE INVESTIMENTO E SUA VELOCIDADE VOCÊ S. Perguntei a uma mulher que vendia roupas como ela conseguia o dinheiro para as compras. Quanto mais rápido vendesse. Qual era a ta xa de lucro dela? Apenas 5%. Eles nunca deixam de considerar ambas. retorno sobre os ativos nada mais é do que a margem de lucro multiplicada pela velocidade do ativo.LEITURA COMPLEMENTAR 3.Setembro 2001 .5 por 12 meses — anunciou que a taxa de juros era de inacreditáveis 30% ao ano. como ela conseguia sobreviver tomando empresta do a uma taxa daquelas? Perturbada pela estupidez da pergunta. Um estudante.5% ao mês. mais 5% acumulava. numa conta rápida —multiplicou 2. Se ela vendesse uma camiseta por 10 dólares. ela tinha de vender roupas várias vezes todos os dias.2 . dava 34% ao ano.A.Ano 4 . seu lucro seria de apenas 50 centavos.pág 72 "Há muitos anos. Acumulado. na Nicarágua. Ela o corrigiu. .129 3. Contabilidade para Executivos .2. Para pagar os juros do empréstimo e reabastecer sua barraca. Aqui temos um ponto em que os presidentes de sucesso dife rem de outros executivos. giro de inventário.1 . mas desprezam a velocidade. usando juros compostos.Edição 39 . ela gesticulou indicando rotação — giro de estoque. Essa é uma lei universal dos negócios que pode ser descrita simplesmente assim: Retomo = Margem x Velocidade Muitas pessoas focam na margem de lucro.

77% -25.045.719.050 2.94% -25.546 1.x3 AV 7.406.13% -23.335 2.60% 6.x1 AV RECEITA REALIZADA 5.336 26.763 1.225 435.575 87.152.218.348 165.45% Despesas Operacionais Administrativas 189.83% 59.698 2.64% 97.122.49% 3.726.634 1.224 2.122.632.743 1.22% Financeiras LUCRO OPERACIONAL Resultado Não Operacional LUCRO ANTES DO IR Provisão para IR LUCRO LÍQUIDO 273.254 307.61% -1.185 31.273.ANÁLISE 3.425.70% 5.530 73.777 4.1 ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA Apresente a análise econômico-financeira da Cia.12.575 1.90% AH 31.16% -25.86% 41.63% 5.3.00% 305.050 1.114 129.90% 0.879 3.66% -9.957 356.667.743.35% RECEITA LÍQUIDA 4.143 133.178 1.00% 4.00% 100.793.407.00% 3.604 187.57% LUCRO BRUTO 1.170.12.76% 4.00% Custo dos Prod.92% 4.653.798 984.915 27. Big ATIVO Circulante Financeiro Operacional Clientes Estoques Realizável a LP Permanente PASSIVO Circulante Financeiro Operacional Exigível a LP Patrimônio Líquido 19X1 AV 2.058 411.206 0 765.227 124.671 72.438 140.000 2.10% 1.851.58% 0.846.178 1.30% 0.077 477.161.231 1.593 24. Vend 3.67% AH 36.640 751.34% 6.65% 2.360 1.171 107.933.71% 2.061 1.586 100.335 1.97% 1.741 5.861 19x2 AV 3.984.796.21% -0.394 6.957.530 75.760 5.94% Vendas 298.53% 3.94% -25.21% -0.159 314.64% -7.171.71% AH 19x3 AV 5.116 4.448 410.03% AH -3.726.340.304 139.788 1.827 31.480 163.512 1.028.97% 3.x2 AV 5.435 0 1.22% 28.38% -0.419 227.846 1.70% 8.863 223.45% Contabilidade para Executivos .00% 242.65% .984.11% -3.514 0 2.070.866 100.44% 857.960.02% 8.84% -0.534 2.277 834.471 227.01% 305.653.322 167.529.205 3.714.3 .14% 32.83% 9.363 14.820.956 5.12.960.269.75% 182.317.123 100.438 307.947 1.60% 3.17% 32.130 3.304 5.314 928.039.0.621.

PCF Margem Operacional EBIT Receita Oper Líquida Receita Oper Líquida ATIVO EBIT ATIVO Lucro Líquido PL % Rotação do Ativo Rentabilidade sobre Ativo Total % Rentabilidade sobre PL % Contabilidade para Executivos .131 X1 X2 X3 Val Índice de Liquidez Corrente AC PC Capital de Giro AC .PCO Tesouraria ACF .PC Necessidade de Capital de Giro ACO .

000 250.20% 3.000 100.70 6.040 361.44 14.27 4.72% 1.689 2.000 300.132 3.418 1999 27 9 36 12 24 297.84 2.149 299.000 113.2 .63% 4.000 200.115 44.000 150.525 -13.622 -13.PC Tesouraria ACF-PCF 2000 28 9 37 14 23 375.674 2.ANÁLISE PRAZOS MÉDIOS CIA IPIRANGA – 98-2000 ANÁLISE FINANCEIRA LIQUIDEZ Liquidez Corrente RENTABILIDADE Rentabilidade do Ativo Giro do Ativo Margem EBIT Rentabilidade do PL 2000 1999 1998 1.000 375.83% ANÁLISE DE CAPITAL DE GIRO Prazo Recebimento Prazo de Estoques Ciclo Operacional PMRV +PMRE Prazo Pagamento Ciclo de Caixa CO-PMPC Necessidade de Capital de Giro ACO-PCO Capital de Giro AC .18% 3.418 297.115 157.689 400.35% 21.54 0.68 1.000 0 -50.000 50.29% 1.68% 10.804 44.525 1998 22 5 27 9 18 113.86% 4.3.040 350.149 1998 1999 2000 Saldo Tesouraria Necessidade Capital de Giro Contabilidade para Executivos .

492 0 60.059 185.740 2.244 147.402.541 3.037 23.703 212.618 1.128 90.901.739 305.128 216.864.376 148.202 85.898 98.3.246 857.385 1.ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA .178 693.330 203.020 118.685.897 44.343.673 390.215 637.691 466.689 31/12/1998 3.962 0 286.549 3.240 231.864 136.483 1.397 296.AMBEV ANTÁRTICA Balanço Patrimonial (em R$ mil) CONTAS ATIVO Ativo Circulante AC Financeiro Disponível e Inv. CP Outros Créditos CP Adiantamentos AC Operacional Duplicatas a Receber Estoques Ativo Realizável a Longo Prazo Ativo Permanente Investimentos Imobilizado Diferido PASSIVO Passivo Circulante PC Financeiro Financiamento CP Debêntures CP Dividendos a Pagar CP A Pagar a Controladas CP Outros Empréstimos PC Operacional Fornecedores CP Impostos a Pagar CP Exigível a Longo Prazo Patrimônio Liquido 71.451 59.312.576 1.148 825.556.246 762.313 2.242 0 195.848 Contabilidade para Executivos .944 546.219 27.312.655 3.971 225.929 0 252.016 1.148 761.991 2.855.3 .733 291.921.390 2.970.215 1.741.544 30/09/1999 3.865 136.427 91.238.819 437.519 1.974 31/12/1997 3.899 655.402.665.999 173.066 246.421 38.108 85.423 1.079 126.057 212.447 34.133 3.950 22.161.771 193.741.

672) 38.841) 1.473) 0 (7.966 202.381.152 (99.410 (34.817) 355.043 (5.448) 0 (10.003 (396. Contrib.415) 95.086) 76.338) 68.851) 165.523) 72.552 30/09/1999 9 1.097 (9.562 (803. Desp.910) 12.153) 94.236.874 (929.087 (355.861) 9.618 (17.206 106. IR Diferido Partic.658 (784) 14.885) 227.715 (808.952) (30.134 ANTÁRTICA Demonstração do Resultado do Exercício (em R$ mil) CONTAS Meses Receita Bruta Impostos sobre Vendas Receita Liquida Operacional Custo Produtos Vendidos Lucro Bruto Despesas Operacionais Próprias Despesas com Vendas Despesas Administrativa Lucro Operacional Próprio Resultado Financeiro Outras Rec.889) 451.961) 1. Estatutária Reversão Juros s/ PL Partic.645 231.601 (929.500 (45.964 72 (352.834 (3.R.051 143.437 (37.538 (499.779 62.210 (51.049 (1.190.220) (60.648) 26.775) 186. Operac.598) 503. Acion.627 (1.432.009) 94.015) 211. Equivalência Patrimonial Lucro Operacional Resultado não Operacional LAIR Provisão I.460.620 (4.634) 960.985 (389.814) Contabilidade para Executivos .904 (605.423) 17.456) (127.236) (226.732) (187. Minoritários Lucro Liquido 31/12/1997 12 2.575 31/12/1998 12 2.

PC Necessidade de Capital de Giro ACO .PCO Tesouraria ACF .135 1997 1998 1999 Val Índice de Liquidez Corrente AC PC Capital de Giro AC .PCF Margem Operacional EBIT Receita Oper Líquida Receita Oper Líquida ATIVO EBIT ATIVO Lucro Líquido PL % Rotação do Ativo Rentabilidade sobre Ativo Total % Rentabilidade sobre PL % Contabilidade para Executivos .

477 40.085 101.573.275 791.319 1.136 BRAHMA Balanço Patrimonial (R$ mil) CONTAS ATIVO Ativo Circulante AC Financeiro Disponível e Inv.261 230.723.465.011.678.094 710.580 189. Estoques Realizável a Longo Prazo Permanente Investimentos Imobilizado Líquido Diferido PASSIVO Passivo Total Passivo Circulante PC Financeiro Financ.843 251.438 49. Moeda Estrg.619 141.322 1.307.658 61.425.896 1.626 11.322 1.123 884.149.889.870 0 156.094 2.242 70. CP A Rec.081. CP Financ.923 1.391 1.579 99.366.319 1.322 1.962 212.685 343.203 31/12/1999 5.576 7.446 144. Moeda Nacion.538 314.230 121.381 1.916 31/12/1999 5.337 1.364 38.110 Contabilidade para Executivos .091 372.866 315.175 33.669.862 2.333 553.025 31/12/1998 4.404.226 196.170 219.645 1.655 327.305 679.755 2.828 31/12/1997 4.669.303.999 2.288 31/12/1997 4.872.630 0 71.478.306 383.026 4.617.774 271.115.154. de Controladas Adiantamentos AC Operacional Duplicatas a Receber Líq.102 255.959.433.753 316.425.862 1.093 200.119 294.664.162 1.303.719 2.643 0 2.294 305.694 31/12/1998 4.898.377 2. Dividendos a Pagar CP Provisões CP Outros Empréstimos PC Operacional Fornecedores CP Impostos a Pagar CP Exigível LP Patrimônio Liquido 291.

091) 0 114.019) 259.374) 0 (3.846.826 389.453) 174.494) 463.896 211. Desp.849 428.999 37.343.456) 695.492 (277.477) 9.131) 306.073 (3.954 399.087 Contabilidade para Executivos . Lucro Operacional Resultado não Operacional LAIR Provisão I.060.834 453.224) 0 144.205) 3.248.038) 1.551 413.355.399) 3.779.799.005.R.622 206.053) 1.009 (39.388 (29.668 300.275 (34. IR Diferido Partic.836 6.866 178.274 (1.148 29.722) 175.379 36. Próprias Despesas com Vendas Despesas Administrativas Lucro Operac. Próprio Resultado Financeiro Outras Rec.905.221 (929.948 (902.405) 451. Estatutária Participações Estatutárias Rever Juros s/ PL Partic.249 (3.042 114.726) 1.787) 576.659) 0 (36.290 (11.154.801) 2.866) 39. Operac.389 152.448 (1.410 (764.916 (166.660) (1.479 (3.671 (2.434 (307. Minoritários Lucro Liquido 5.625.594) 12.513 7.849.674 (1. Acion.840.997 (53.155. / Contrib.236 353.598.169 (14.137 BRAHMA Demonstração dos Resultados (R$ mil) CONTAS 31/12/1997 31/12/1998 31/12/1999 Receita Bruta Impostos sobre Vendas Receita Liquida Operacional Custo Produtos Vendidos Lucro Bruto Despesas Operac.

PCF Margem Operacional EBIT Receita Oper Líquida Receita Oper Líquida ATIVO EBIT ATIVO Lucro Líquido PL % Rotação do Ativo Rentabilidade sobre Ativo Total % Rentabilidade sobre PL % Contabilidade para Executivos .138 1997 1998 1999 Val Índice de Liquidez Corrente AC PC Capital de Giro AC .PCO Tesouraria ACF .PC Necessidade de Capital de Giro ACO .

139 AMBEV

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140

3.4 EBITDA
"EBITDA: a busca de uma melhor compreensão do maior vox populi do mercado financeiro" 1 – Aspectos Introdutórios “A era da inovação criou mercados hipercompetitivos. Os compradores estão mais informados a respeito das ofertas dos concorrentes, mais conscientes em relação ao preço e mais exigentes quanto às características dos produtos e serviços, do que em qualquer outra época e em qualquer outro mercado”. 23 Este cenário exige que o empreendedor moderno saiba colher as informações certas a fim de que se possam reduzir as incertezas para a tomada de decisão. Percebe-se que no momento atual, a contabilidade torna-se imprescindível na disponibilização de ferramentais gerenciais, afinal “é a ciência que se preocupa com a identificação, mensuração e informação dos recursos alocados a uma determinada entidade, além dos eventos econômicos que a afetaram e/ou que poderão afetá- la, objetivando demonstrar sua situação econômica, financeira e física, satisfazendo, assim, às necessidades informativas de seus usuários na avaliação das decisões a serem tomadas”. 24 Um dos mais dinâmicos instrumentos informacionais que a contabilidade fornece é a análise econômica-financeira consolidada através do cálculo de índices e subsequente exame dos mesmos. Índice é a “relação entre os va lores de qualquer medida ou gradação” que “indica alguma qualidade ou característica especial”. 25 Ou seja, o processo de apreciação das demonstrações financeiras é totalmente vinculado à informação e ao disclosure, cujo fundamento está em consonância com os objetivos da Contabilidade. Dentre dos vários índices contábeis existentes, um vem se destacando dentre os demais: o EBITDA. Este trabalho analisará os atributos do indicador, ponderando também sobre a importância da contabilidade frente à essência informacional do EBITDA a fim de serem evitados erros de interpretação e divulgação. 2 – Definição Atualmente, entre as siglas financeiras, o EBITDA talvez seja a mais popular. EBITDA significa Earnings before Interests, Taxes, Depreciation and Amortization. No

23

KOTLER, Philip, JAIN, Dipak C. e MAESINCEE, Suvit. Marketing em ação. Rio de Janeiro: Campus, 2002. Pág 06. 24 IUDÍCIBUS, Sérgio de. In RIBEIRO, Maisa de Souza. Contabilidade e Meio Ambiente. Dissertação de Mestrado, FEA/USP. São Paulo, 1992. Pág. V. 25 FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo dicionário da língua portuguesa. 2 ed. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1986. Pág 937.

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141 Brasil existe o (traduzido) LAJIDA - Lucro Antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização. Seu cálculo é bastante simples. Parte da premissa de obter informações estritamente operacionais de uma empresa. Portanto, para seu cálculo, inicia-se pelo Lucro Operacional. Assim, os Impostos sobre o lucro (taxes) não estarão inclusos no cômputo. Isso porque tanto o imposto de renda e a contribuição sobre lucro geralmente são influenciados por outros itens não operacionais. Do Lucro Operacional, expurga-se as Receitas Financeiras e Despesas Financeiras (Interest). De uma maneira genérica, pode-se afirmar que as receitas provenientes das aplicações no mercado financeiro são inerentes ao gerenciamento de investimentos, não relativo, portanto, a decisões operacionais da empresa. Da mesma maneira, as decisões que acarretam em juros “são um custo de recursos, e refletem uma escolha de financiamento”26. Ao fim do cálculo, implicará em uma sigla também muito conhecida que é o EBIT (Earnings before Interests and Taxes), definido como o lucro que a empresa obteve proveniente das decisões operacionais da organização. A última etapa consiste em eliminar as depreciações, amortizações e exaustões (depreciation and amortization), visto que as mesmas não representam desembolso por já terem produzido efeito caixa no passado. O EBITDA demonstra, portanto, uma aproximação do fluxo de caixa gerado apenas pelas atividades básicas de uma entidade. 2.1 – Exemplo A Demonstração de Resultado de Exercício da empresa Coelho apresenta: DRE da empresa Coelho S.A. – Ano R$ 2004. Operacional Bruta: Receita 13.000,00 (-) Deduções da Receita Bruta: (=) Receita Operacional Líquida: (-) Custo dos Produtos Vendidos: (=) Lucro Bruto: (-) Despesas Operacionais: Despesas com Administrativas: Resultado Financeiro (=) Lucro Operacional: Vendas (1.700,00) 11.300,00 (7.000,00) 4.300,00 (2.000,00) e (1.200,00) (800,00) 2.300,00

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SCHRAND, Cathy in Já é hora de se livrar do EBITDA? http://www.wharton.universia.net/index.cfm?fa=viewArticle&ID=503

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Exaustão.00) 11. Portanto. ao utilizar os índices contábeis de uma análise econômica. como nos Custos dos Produtos Vendidos.00) 3.00 e 250.financeira. tenha o controle preciso das características inerentes ao EBITDA. ou seja. visto que demonstra o potencial de geração de caixa derivado de ativos genuinamente operacionais desconsiderando a estrutura de ativos e passivos e os efeitos fiscais.00 25.00 (7. é indispensável que o gestor.300. normalmente.000. pois se propõe a medir a eficiência do empreendimento.200.1 – Contribuições informacionais do EBITDA Há inúmeros benefícios que tornam o EBITDA fundamental a tomada de decisão do gestor. serão discutidas tanto as capacidades informativas do indicador. Contabilidade para Executivos .00) 4.77% (+) Depreciação. 3. Assim. amortização e exaustão do Ativo Permanente que. – Ano R$ 2004. calcula-se o EBITDA seguindo o quadro abaixo: DRE da empresa Coelho S. deve-se eliminar do Lucro Operacional o Resultado Financeiro e o valor total da depreciação.000. já está diluído tanto nas Despesas Operacionais.00 3.142 Como já mencionado.100.00 (1.350.200.300.00) e (1. O EBITDA é considerado um indicador muito importante. (=) EBITDA (=) EBITDA em % 3 – Críticas ao EBITDA Para tornar as decisões mais assertivas.00 (-) Deduções da Receita Bruta: (=) Receita Operacional Líquida: (-) Custo dos Produtos Vendidos: (=) Lucro Bruto: (-) Despesas Operacionais: Despesas Administrativas: (=) EBIT com Vendas Amortização (1. Receita Operacional Bruta: 13.A. para calcular o EBITDA. pagar os juros sobre capital de terceiros e as obrigações com o governo e remunerar os acionistas. o montante de recurso efetivamente gerado pela atividade fim do negócio e se o mesmo é suficiente para investir.700. como as distorções que o mesmo pode causar a um estudo.

ou seja. sua sensibilidade quanto a produtividade e eficiência do negócio. Pág 09.7%. A margem de EBITDA (EBITDA/Receita líquida) ficou em 52. como demonstrado no exemplo em que a Empresa Coelho obteve uma margem EBITDA de 25. Para que serve o EBITDA. amortização e exaustão que representam recuperação de investimento já feito. esta comparabilidade estende-se globalmente.4%. 07/08/2002.csn.1% e margem de 46. que o gestor possa confrontar diversas empresas sem influência das decisões de investimento e financiamento. através do IASC 28 . Isto ajuda a promover também um melhor posicionamento e projeção sobre os resultados futuros da empresa. No ano. maximizando.15 bilhões. 27 28 Financial Accounting Standards Board International Accounting Standards Committee 29 GRADILONE. Temática Contábil e de Balanços: Avaliando a Empresa (I). mas pela empresa. edição 772. assim. ou européias. 31 O EBITDA também pode ser indicado percentualmente. tendo alcançado R$ 783 milhões. através do FASB27 .77 %. o EBITDA alcançou R$ 2.143 Esta compilação permite. 30 http://www. mas sim de caixa. “Por isso. afinal: Não se avalia uma empresa pelo que ela produz de lucros. Contabilidade para Executivos . Por exemplo. Com esta informação. Com o EBITDA.6%. há a possibilidade do gestor estabelecer as metas de desempenho para o ano e estimar cenários futuros. como demonstrado na divulgação dos resultados da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN)30 : “No quarto trimestre de 2002. com crescimento de 69. Exame. com variação positiva de 9. Além disso.com. ainda.00 % em relação ao mesmo período de 2002. n° 16. mantendo-se como uma das mais altas da siderurgia mundial”. É natural encontrar nos relatórios das companhias abertas referências ao EBITDA. no lucro estão incluídos os valores de depreciação. Este percentual mostra aos investidores se a empresa em questão conseguiu ser mais eficiente ou aumentar sua produtividade.br 31 Boletim IOB 10/98. a contabilização da depreciação no Brasil pode ser distinta das regras americanas. Pág 04. Ano 36. 29 O mercado valoriza ainda mais a variação percentual de crescimento ou queda do EBITDA em relação ao período anterior do que o valor do EBITDA isoladamente. ele é uma ferramenta muito útil quando uma empresa resolve comparar-se com um concorrente ou globalizar suas operações". Cláudio. a cada real de receita gerou-se praticamente 26 centavos em caixa operacional. Afinal. o EBITDA apresentou um acréscimo de 103. eliminou-se diferentes exigências fiscais e grande parte dos efeitos dos diversos princípios contábeis existentes.

a Cablevision Systems Corp. set. A different yardstick for cable. BYRNES. Consequentemente. pois teriam uma medida da performance futura a partir de uma “demonstração modificada de fluxo de caixa”. 1997. Eliseu. Despesas com Imposto de Renda e Contribuições também são naturais para as empresas com lucros operacionais. Contabilidade para Executivos . Tom. investindo em infra-estrutura. “Neste mesmo 32 33 MARTINS. o EBITDA era usado como uma medida temporária. apresentar EBITDA positivo e prejuízo líquido.2 bilhão. mesmo que muitas variáveis da Geração Operacional de Caixa sejam comuns ao do EBITDA. e este valor vem do fluxo de caixa livre no futuro. Nanette e LOWRY. pois “não corresponde ao efetivo fluxo de caixa físico já ocorrido no período porque parte das vendas pode não estar recebida e parte das despesas pode não estar paga”. 19. EBITDA. n. é necessário um aprofundamento das falhas na utilização deste índice. Por ignorar muitas fontes de saída de capital. para analisar somente o período que uma companhia. o que pode representar uma saída relevante de caixa. 32 Ou seja. Caderno temática contábil e balanços.1 bilhões que alcançou US$ 1. 2002. São Paulo. obteve mais de US$ 6 bilhões de EBITDA nos últimos três anos. Entretanto. Na tentativa de expurgar itens que não eram diretamente resultantes das atividades básicas. normalmente suas despesas financeiras são superiores às suas receitas financeiras. Pág 38. Além disso. Quando adquiriu notoriedade na década de 70. Informações Objetivas IOB. inclusive. Portanto. 33 Simultaneamente. há uma problemática quanto à avaliação de uma empresa visto que o valor da mesma está correlacionado a um conceito de capital.8 bilhão em EBITDA no ano de 2001”. muitos gestores pensaram ser possível realizar uma análise mais exata e uma comparação das “principais operações” das empresas. como investimentos em bens duráveis. apresentou um prejuízo de US$ 1. tendo em vista que o mesmo pode estar escondendo realidades como da Charter Communications.144 3. o investidor não pode confundir EBITDA com Geração de Caixa. BusinessWeek. Da mesma forma. Neste sentido. são fundamentais para o detalhamento da geração de caixa e não estão incluídas no cálculo do índice em questão.2 – Miopia informativa do EBITDA Buscando evitar o uso de informações que podem induzir a decisões errôneas. é natural que as empresas possuam dívidas para alavancar sua operação. por exemplo. o que é isso? Informações Objetivas. Pág 01. o investidor precisa tomar cuidado quando o desempenho da empresa é informado apenas através deste índice. Por isso. “uma companhia com valor de mercado de US$ 4. New York. iria levar para prosperar no longo prazo. o EBITDA normalmente é superior ao Lucro Líquido podendo. mas não dispor de capital suficiente para bancar seus juros e outros pagamentos. uma empresa poderia atingir um EBITDA excepcional. despesas com investimentos e variação da necessidade de capital de giro.

24oreborsaonline. Jordan Rohan37 .wharton.145 período (2000 a 2002).maio. Inc.html http://www. como segue o exemplo da Parmalat35 .com/Contribuzioni/SchedeAnalisti2/Studi/prev_166. Outra censura está associada ao alto volume de aquisições alavancadas nos anos 80. percebeu-se no noticiário do início do ano um escândalo sem precedentes na Europa. e Viacom.br/ Fiquepordentro. http://www.htm 37 Já é hora de se livrar do EBITDA? http://www. No Brasil pode-se utilizar o exemplo da VARIG36 : “Apesar da série de medidas tomadas no ano passado (2002) para redução de custos e do fechamento de parcerias para amortização de dívidas e injeção de recursos.pdf www.ilsole24ore. The Evils Of EBITDA. Paul.cfm?fa=viewArticle&ID=503 Contabilidade para Executivos .qualidadeaeronautica.net/index. Estes fatos têm transformado companhias sobrecarregadas em endividamento em "máquinas de fazer dinheiro" para alguns leigos. Entretanto. a empresa reportou geração líquida de caixa negativa e o valor de suas ações despencou 75%”34 . Isto era possível a partir de uma projeção de crescimento do EBITDA somado a possibilidade de que a empresa poderia administrar muito mais 34 35 36 FAVARO. Walt Disney Co. a VARIG fechou o primeiro trimestre de 2002 com um prejuízo de R$ 135 milhões”. Tal cenário propiciou uma maior atratividade ao EBITDA. Isso faz com que a credibilidade do índice fique abalada. reduziu seu alvo de preço em quatro ações da mídia: Clear Channel Communications. mesmo que esta seja líder mundial de mercado.. Apesar dos números demonstrarem aparentemente uma boa saúde. inclusive evidenciando um aumento da margem EBITDA. pois havia o consenso que o mesmo fosse um bom indicador da capacidade de uma empresa cumprir com o pagamento de suas obrigações.com/resources/capeyes/a03-04-211.universia. De qualquer forma. AOL Time Warner. Inc.com. “a geração de caixa das operações resultado da atividade antes da depreciação e amortização do EBITDA totalizou R$ 95 milhões”. por exemplo. após recalcular as projeções de ganhos não utilizando como norte o EBITDA. é preciso estar atento que Lucro Líquido ou EBITDA não são condicionantes básicos para a perpetuidade de uma empresa.fleetcapital.

00 36. Contabilidade para Executivos . a estrutura dessas aquisições era contabilizada nos Estados Unidos a partir do método da integração global (em contraposição ao método da equivalência patrimonial. os ativos adquiridos em uma combinação de negócios geralmente são registrados pelo comprador em seu justo valor de mercado (Fair value).000. apresentam.000. posicionamento e estrutura. De acordo com este método.146 dívidas. ocorrem os seguintes fatos: Vendas .000.00) Lucros Acumulados Ativo Permanente 120.000.000.000. Mas as despesas associadas ao serviço da dívida são custos reais. explica Neuhausen38 .00 Antecipadamente Empréstimos LP Ativo Circulante 56. “O EBITDA foi visto como uma maneira de comparar o desempenho da empresa antes e depois de uma aquisição alavancada. "Como a contabilidade de integração global resultou em aumento do valor dos ativos.000. 3.000.1 – Exemplo da miopia do EBITDA Será desenvolvido a seguir um dos casos mencionados acima sobre como o EBITDA pode tornar “nebulosa” a análise empresarial.00 1.00 PASSIVO TOTAL Dez/2004 5.00 Aluguéis a Pagar Contas a Receber Salários a Pagar Estoque 30. do mesmo segmento.00 Em Janeiro. coincidentemente. o que não é verdade se não ocorrer simultaneamente uma boa administração do Capital de Giro e controle dos Ciclos Operacional e Financeiro.00 30.00 PC + ELP Imobilizado 150.00 140.000.000. foi também considerado um modo de comparar empresas que realizavam essas aquisições com empresas que não o faziam.00 12.$ 150. que foi definitivamente eliminado pelo FASB mais tarde).00 Patrimônio Líquido ATIVO TOTAL 176.000.000.00 176. Supondo que duas empresas. Além disso.00 128.000. o qual pode ser significativamente mais alto que o valor contábil.000.000.00 Fornecedores Seguros Pagos Empréstimos CP 6.000 Custo das Mercadorias Vendidas – para o mês. e custos reais não podem ser ignorados”. representa 60 % da Receita 38 Já é hora de se livrar do EBITDA? Op cit. também desencadeou despesas maiores com depreciação".00 Capital (-) Depreciação Acum (30.2. o seguinte balanço no final de dezembro de 2004: BALANÇO PATRIMONIAL – EMPRESAS αLFA E βETA Dez/2004 Caixa + Aplicações 20.000.

000.000.m.000.pagamento de 30 % Aluguéis .000.00 PASSIVO TOTAL 278.m. sobre o total de ativo imobilizado Política .000.00 Empréstimos LP 30.$ 100.090.00 Lucros Acumulados 42.147 Compras .00 Fornecedores 20.000.00 Antecipadamente Ativo Circulante 160.00 PC + ELP 108. – serão pagos no final do mês Imposto de Renda – 15% do LAIR – serão pagos no final do mês Depreciação .000.00 jan/2005 10.000.910.00 (=) Lucro Bruto 60. Enquanto a empresa αLFA recebe 30% da receita no próprio mês e o restante em 30 dias.000.00 105.5% a. que já foi antecipadamente pago Depreciação . a empresa αLFA paga 80% de suas compras à vista e o restante em 30 dias.m.$ 20. Quanto ao pagamento. Realizando os lançamentos pertinentes.000 (caso haja necessidade de empréstimo.500.500.500.00 Patrimônio Líquido 170.00 ATIVO TOTAL 278.2.410.1 % a.$ 1.) A única diferença entre as empresas consiste nos prazos médios de pagamento e recebimento.500. poderá ser realizado aplicações no final do mês com taxa de 1.Saldo mínimo caixa = $10. o cenário das duas empresas passaria a ser: EMPRESA αLFA BALANÇO PATRIMONIAL Caixa + Aplicações Contas a Receber Estoque Seguros Pagos 5.000 em me rcadorias Salários .00 Imobilizado 150.25% a.1 % a.000.00 (-) CMV 90.00 Salários a Pagar 15.00 40.000. sobre o total de ativo imobilizado Juros Empréstimo de Lo ngo Prazo .500 por mês que irão ser pagos no final de cada ano Seguros .m.00 Contabilidade para Executivos .00 jan/2005 Aluguéis a Pagar 6.00 Empréstimos CP 36.500.000.000.0% a.000. Caso haja sobra.00) Ativo Permanente 118. enquanto a empresa βeta paga metade à vista e o restante em 35 dias.$ 1.000 . a empresa βeta recebe 70% à vista e o restante em 40 dias.000 por mês.00 (-) Despesas Operacionais 24.. o mesmo tem caráter de Longo Prazo com juros de 4.m.00 Capital 128.090.00 (-) Depreciação Acum (31.00 DEMONSTRAÇÃO RESULTADO EXERCÍCIO Receita Líquida 150. a ser realizado no final do mês.

090.00 1.00 30.400.00 36.00 35.00 (=) Lucro Líquido 30.00 (-) CMV 90.000.00 15.00 170.00 128.00 Capital (-) Depreciação Acum (31.000.090.00 600.00) Lucros Acumulados Ativo Permanente 118.500.00 (-) IR 5.500.000.500.00 30.000.00 Patrimônio Líquido ATIVO TOTAL 271.00 (=) Lucro Operacional 36.00 (=) Lucro Bruto 60.000.00 (=) Lucro Operacional + Depreciação EBITDA 36.000.000.000.00 1.00 45.00 37.310.000.500.000.00 PC + ELP Imobilizado 150.00 (=) LAIR 35.000.090.310.590.00 EMPRESA βETA BALANÇO PATRIMONIAL Caixa + Aplicações Aluguéis a Pagar Contas a Receber Salários a Pagar Estoque Fornecedores Seguros Pagos Empréstimos CP 5.000.00 (-) Resultado Financeiro 600.000.400.00 40.000.00 37.090.090.00 DEMONSTRAÇÃO RESULTADO EXERCÍCIO Receita Líquida 150.590.500.00 Antecipadamente Empréstimos LP Ativo Circulante 153.00 5.090.500.000.00 (-) Despesas Operacionais 24.00 50.500.000.00 101.500.00 42.00 Contabilidade para Executivos .00 PASSIVO TOTAL jan/2005 63.00 jan/2005 6.00 271.148 (=) Lucro Operacional (-) Resultado Financeiro (=) LAIR (-) IR (=) Lucro Líquido (=) Lucro Operacional + Depreciação EBITDA 36.

Os credores emprestam dinheiro com a expectativa de receber de volta juros e o principal. e atual. segundo Sardinha. entretanto. 41 Independente dos mais variados usuários contábeis. Pág 19. assim. Rio de Janeiro: LTC. Manual de contabilidade das sociedades por ações. 5 ed. Teoria da contabilidade. 43 O Doutor José Carlos Sardinha é professor do Programa de Mestrado em Ciências Contábeis da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e Coordenador da Fundação Getulio Vargas. Contabilidade de custos. 43 permite-se: Projetar os Demonstrativos Econômico Financeiro. Sérgio de. acessar os riscos associados a este lucro. os investidores compram ações esperando receber dividendos e um aumento no valor da ação. Obviamente. Já ao analista externo interessa saber da viabilidade ou não da aplicação de recursos na empresa. 1997. Ambos os grupos assumem o risco de não receber os retornos esperados. permitindo inferir quem está melhor. ANTHONY. traçar estratégia no sentido de corrigir as falhas ou aproveitar as oportunidades. endividamento e capital de giro distintos. prever o lucro esperado e (2). ou mesmo patrimônio familiar”. Contabilidade para Executivos . pior ou na média. 1975. São Paulo: Atlas. sendo. Pág 59. afinal “o sistema contábil é o principal – e o mais confiável – sistema de informação quantitativo em (. Tradução de Management accounting principles. pois. 39 pois é. a linguagem empreendedora aos usuários. ente de finalidades não lucrativas. 2000.. 1994. é que determinará os caminhos a serem trilhados pelo investidor. presumivelmente. A ótica do analista. analisar e relatar informação acerca dos negócios”40 de uma empresa. et al. se um gestor soubesse apenas o indicador em questão tomaria decisões totalmente diferentes daquele que não ignorasse todas as circunstâncias das empresas. o objetivo da contabilidade é fornecer a eles. Contabilidade gerencial.. Deste modo. 39 40 HORNGREN. fundamentalmente. deveria atender igualmente bem a todos”. o único “meio de coletar. ou seja. São Paulo: Atlas. São Paulo: Atlas. baseado em informações passadas. Fazer comparações com outras empresas do ramo. basicamente.149 Percebe-se que as duas empresas apresentam liquidez. Desta forma. 4. rev. ed.. Pág 02. por Luiz Aparecido Caruso. à “toda pessoa física ou jurídica que tenha i teresse na avaliação da situação e do progresso de determinada n entidade. Charles T. 9 ed. “um conjunto básico de informações que. resumir. detectar problemas e pontos fortes existentes para. Utilizam a contabilidade e empregam a análise de balanço para (1). Pág 17. Robert N. 41 42 FIPECAFI. ambos os índices EBITDA são os mesmos. a partir daí. IUDÍCIBUS. 42 Ao proprietário da empresa importa.) todas as organizações”. 4 – A Contabilidade O uso correto da contabilidade torna-se indispensável ao sucesso organizacional. seja tal entidade empresa.

visando evidenciar determinado aspecto da conjuntura de uma organização. as mudanças substanciais verificaram-se nos tipos de usuário e nas formas de informação que têm sido demandadas”. Pág 76. 2001. por meio da criação de índices personalizados. a relevância dos dados está profundamente relacionada aos 44 PADOVEZE. os ind icadores ajudam “no processo de clarificação do entendimento da situação da empresa e objetiva detectar situações. Quais destes três personagens fictícios estão certos? Pode-se dizer que todos estão. Vera Maria Rodrigues. ao mesmo tempo em que. Por exemplo.1 – Essência Informativa A dinâmica dos negócios tem motivado a agilização dos gestores na tomada de decisão. 02. São Paulo: Atlas. 45 Na busca por tais medidas. o MVA (Market Value Added) e o EBITDA. desprezada ou adaptada para tornar-se mais útil a complexidade informativa dos mais diferentes grupos de “clientes”. é fundamental o cálculo dos índices. Pág. 1996. Contabilidade para Executivos . estabelecido a partir da relação entre contas ou grupo de contas dos Demonstrativos Financeiros. afinal. pois primordialmente. “o objetivo da Contabilidade praticamente permaneceu inalterado ao longo dos anos. São Paulo: Atlas. ou seja. Neste sentido. A prática da evidenciação de informações avançadas e não obrigatórias nas demonstrações contábeis das empresas brasileiras. 44 4. 46 COLARES. 45 MAHER. Setembro 2003. verificar tendência dos acontecimentos e dar subsídios para que a administração da companhia enfatize os esforços nas direções necessárias”. “a última linha da DRE não diz nada sobre a saúde da empresa”. um conjunto de indicadores financeiros não-tradicionais foi desenvolvido. merecendo destaque o EVA (Economic Value Added). na busca em obter uma maior sensibilidade de desempenho.150 Em resumo: gerar percepções aos interessados na entidade econômica. a partir deste resultado contábil. São Paulo. para uns. Pág 44. 46 exigindo-se uma flexibilidade da informação contábil e conseqüente adequação desta ciência aos anseios dos usuários. o resultado da comparação entre grandezas. cada expressão contábil será aproveitada. Sua posterior análise serve como termômetro na avaliação da saúde financeira de uma entidade. que ajudariam na identificação de pontos fracos e prejudiciais à eficiência e eficácia empresarial. Contabilidade gerencial: um enfoque em sistema de informação contábil. Neste contexto. Marcelle e PONTE. Clóvis Luís. Michael. de forma a inferirem quanto à performance. para outros o Lucro Líquido é um número universal (sem contar naqueles que. o que passou a exigir medidas modernas da contabilidade a fim de melhor “fornecer informações sobre o desempenho da administração e da companhia aos usuários”. XXVII ENAMPAD. Ou seja. Contabilidade de custos: criando valor para a administração. calculam o resultado econômico). investimento ou risco e deles extrair os diversos indicadores que lhe forneçam as informações desejadas.

explícitos e implícitos 47 . Op cit. O investidor que deseja saber quanto irá receber de dividendos. então os investidores teriam que esperar semanas até que os resultados trimestrais sejam divulgados de forma a conseguir os detalhes que eles precisam para calcular os números reveladores. diferentes métodos operacionais. dependendo do grau de complexidade do estudo. o mesmo deve calcular o lucro econômico. é necessário que se levem em consideração diferenças entre elas – utilização de diferentes métodos contábeis. MARTINS. Rio de Janeiro: Editora Campus. Pode-se definir que a essência do EBITDA não está correlacionada com a precisão numérica. Já do ponto de vista do profissional que vislumbra que uma atividade torna-se lucrativa quando a receita total cobrir todos os custos de oportunidade. Pág 254. para evitar qualquer deslize na análise da nova formatação. que era tido como algo parecido com o Fluxo de Caixa. os gestores acabam buscando ferramentas que possam consubstanciar a decisão e “ficaram confortáveis com o EBITDA. a essência informacional do índice utilizado também tem que estar convenientemente dimensionada. que o EBITDA funciona como um minimizador das limitações da análise financeira que. 1999. Tom. Contabilidade financeira: uma introdução aos conceitos. mas sim em consonância com a tempestividade e comparabilidade da informação. é perceptível que torna-se inútil para o gestor usar a ferramenta mais precisa.los detalhadamente. Pondera-se. o Lucro Líquido pode não ser importante. Observa-se que as companhias raramente divulgam sua demonstração de fluxo de caixa completa no momento em que anunciam os seus ganhos. realmente não é seu objetivo demonstrar fielmente a geração de caixa. 48 49 50 BYRNES. ATICKNEY. Pág 38. segundo Martins 49 . Introdução à economia: princípios de micro e macroeconomia. diferentes tipos de financiamento”. se a mesma não tenha sido utilizada no momento correto. Contabilidade para Executivos . dentro de algumas. métodos e usos. Clyde P. Eliseu. por isso a obrigatoriedade de defini. portanto. 2001. Resumidamente. o decisor deseja confrontar empresas do mesmo ramo independente de sua estrutura de ativos e passivos. Quanto à comparabilidade. Nanette e LOWRY. Pág 269. 48 em que. mesmo que ele exclua expressamente alguns custos de caixa”. vigiará o mesmo lucro com muita atenção. Entretanto. 50 47 MANKIW. São Paulo: Atlas. Para o indivíduo que deseja estudar apenas a gestão de capital de giro de curto prazo da empresa. mas busca representar “o potencial de geração genuinamente operacional de caixa”. Op cit. diversas compilações podem ser formuladas a partir dos demonstrativos contábeis. Deste modo. Gregory. destaca-se: “Ao comparar os índices de determinada empresa com índices de outras empresas.151 objetivos pretendidos da análise. Pág 01. Quanto à tempestividade.

Amortization. tenta expurgar itens que são próprios da decisão de investimento. o montante 51 52 http://www. por exemplo. faz parte da “cultura operaciona l normal” do segmento. como se duas empresas. Depreciation. and Restructuring Costs – Com o mesmo preceito estabelecido no indicador anterior. muito utilizado pelas empresas de energia. EBITDAR . retiram-se do cálculo a depreciação da fábrica (que incorre na primeira) e as despesas de aluguel (que ocorre na segunda). Diferencia-se. contabilizada como Resultado Não Operacional.5 por cento. Amortization. O segmento de aluguel de carros pode ser utilizado como exemplo.com/news_2001_profit. reports that it had a net profit for the recently completed 2001 fiscal year based upon EBITDAL. Neste sentido. o próprio EBITDA pode produzir “versões” para torná-lo mais completo e adequado.Earnings before Interest.addsolutions.Earnings before Interest.shopsite. Inc. ter um diferencial mercadológico de ter uma frota recente. tem objetivo de expurgar do cálculo as despesas de exploração. Depreciation. and Leasing – Além das variáveis contempladas no indicador tradicional. cabe ao analista se preocupar também com o ambiente do negócio vinculado à empresa.Earnings before Interest. ou seja. pois a entidade. este índice também elimina as despesas de leasing. O que passará despercebido é que ele não considerará. Exemplo 51 : ShopSite. na verdade. mas a segunda preferiu alugar uma fábrica de terceiros. este elimina os custos de reestruturação. Taxes. após dois ou três anos deve vender seu imobilizado para financiar novas aquisições e.html http://www. visando maior comparabilidade de fatores resultantes apenas de decisões operacionais. diferem uma da outra porque a primeira comprou o imóvel onde hoje é a fábrica. Amortization.pt/aeropress/ap2003/noticiasdia. and Exploration Expenses – Este índice. deve-se saber pesquisar e compreender o próprio empreendimento a ser examinado. Taxes. o resultado com a venda dos carros. Taxes. EBITDAX . Neste período o EBITDAR atingiu 533 milhões de euros.152 Além disso. Exemplo 52 : A Iberia anunciou em Madrid que registou um lucro de 135 milhões de euros nos nove primeiros meses do ano. assim. o que representa uma margem sobre as receitas de 15. por exemplo.asp?noticia=3446 Contabilidade para Executivos . o gestor fará o cálculo simples descrito acima. Para comparação. Neste segmento. Se o EBITDA for utilizado sem entendimento do contexto operacional como um todo. aquela que adquiriu imóveis daquela que comprou os mesmos através de operações financeiras. Este fato. Alguns deles podem ser descritos: EBITDAL . afinal antes de iniciar uma análise “fria”. apesar de serem do mesmo ramo. Depreciation. O leasing aqui é visto como uma decisão de financiamento da empresa.

pois o sucesso de 53 NIARDONE. sempre em confrontação com o EBITDA. 54 http://www.3 million. cujo conceito está claro. release. O importante não é só a qualidade do modelo. Como exemplo:54 Equity Oil Company today Reported full. ou seja. Pág 04. Muito do que se fala sobre o EBITDA não é inerente a sua composição. Anthony. Pág 09. geralmente. an 18% increase over 2001 EBITDAX of $10.investor. É perceptível o benefício informacional do EBITDA. busca-se uma maior informação a respeito do operacional de uma empresa. as companhias capitalizam as despesas de exploração bem sucedidas e contabilizam direto no resultado as más sucedidas 53 .2 million. Exemplo 55 : 4.br 56 GRADILONE. Cláudio. Contabilidade para Executivos . Stock enchange http://www.com.com. pois servem para que o gestor adapte seu desejo a uma tentativa de diminuir as incertezas acerca de um fato. malefícios são atribuídos ao indicador.pdf 55 http://www.com/pressrel/press030603. há alguns questionamentos que devem ser feitos: O índice formatado está suportado pelo arcabouço teórico? As informações obtidas com tal índice transmitem realmente o que o gestor interpreta? Os índices devem ser utilizados como resposta aos problemas ou como ferramentas auxiliadoras? Como naturalmente estas respostas não são formuladas. assim.equity-oil. Woodside Australian Energy. além das distintas regras de contabilização existente . Depreciation and Amortization – Usado por empresas. de forma a evidenciar o peso dos juros frente à geração de caixa.Earnings before Taxes.au/. pois. “o que vem sendo discutido é até que ponto o EBITDA é suficiente como regra de decisão sobre o futuro de uma companhia”. mas sim na maneira como este é aplicado e interpretado.woodside.year 2002 was $12. entretanto apenas argumenta-se como indicador "definitivo” para avaliar a saúde de uma empresa.gerdau.2 – Considerações Finais Muitas vezes há estudos sobre as diversas críticas dos indicadores existentes sem a devida avaliação dos personagens envolvidos. EBTDA . 56 É inegável a necessidade das diversas compilações de índices. Op cit.153 destas despesas é consideravelmente relevante. Entretanto.

Pág. É crescente a apreensão de alguns grupos de estudiosos. Vera Maria Rodrigues. 02. São Paulo: Atlas. o EBITDA passou a ser relacionado como um dos “Non-GAAP 59 financial measures” existentes. bem como sua forma de disponibilização. estarem tentado convencer os investidores de que devem ser avaliadas somente pelo EBITDA. mas sempre que as mesmas forem divulgadas. 5ª ed. 58 http://www. pois sabem da relevância do mesmo para com os usuários. o EBITDA passou a ser ajustado.a Comissão de Valores Mobiliários americana. visto que além das companhias da nova economia. therefore. The use of EBITDA may be different from the presentation used by other companies and. então o comentário abaixo.Princípios Contábeis Geralmente Aceitos Contabilidade para Executivos . instituiu a regulação G e posteriormente a Regulação S-K. Se uma das essências do EBITDA está apoiada na possibilidade de confrontação. 57 IUDÍCIBUS.com/investor/EBITDA_by_Qtr3. Ou seja. cada vez mais comum nos relatórios. Assim. há um acentuado aumento das adaptações ocorridas no cálculo dele. 1997 in COLARES.pdf 59 GAAP -Generally Accepted Accounting Principles . 57 Isso ficou transparente também no caso da WorldCom. specifically stock option compensation expense. a SEC – Securities and Exchange Commission . Por um lado existem as empresas que muitas vezes manipulam os resultados do EBITDA (seja ética ou antieticamente). fazendo com que houvesse um distanciamento do seu objetivo original.154 um sistema de informações depende de como este índice é forjado e como o mesmo é analisado. medidas financeiras calculadas em desacordo com os princípios contábeis geralmente aceitos. normalmente com a remoção de despesas “não-recorrentes” de forma indiscriminada.southwestwater. é contraditório 58 : “NOTE: (…) Management adjusts EBITDA to eliminate other non-cash expenses. Op cit. Marcelle e PONTE. ou seja. por exemplo. Sérgio de. Estas foram criadas para que houvesse.8 bilhões durante um período de cinco trimestres através da simples e indevida classificação de custos operacionais de rotina como custos de capital de longo prazo. comparability may be limited. no começo de 2003. que viu suas ações caírem drasticamente após a empresa divulgar que havia inflado seu EBITDA em US$3. Teoria da contabilidade. será necessário fornecer uma medida GAAP com o mesmo destaque. Para disciplinar a liberdade “criativa” existente nos Non-GAAP. entre outros fatos: Limitação na evidenciação: A SEC permite que as empresas utilizem tais compilações. em que “ocultar informações ou fornecê-las de forma demasiadamente resumida é tão prejudicial quanto fornecer informação em excesso”.

e Contabilização – As despesas não poderão ser classificadas como “nãorecorrentes”. evitando. Portanto. que além de serem relevantes. que freqüentemente coloca ênfase no EBITDA em seus press releases. têm os usuários contábeis que se iludem com certas utopias. entre outras. mas sua eficácia está intimamente dependente da confiabilidade dos dados processados e na capacidade do gestor ter bom senso na confecção da análise. Deixaram de lado a análise de índices complementares que serviam como um suporte decisorial. como seguir adiante numa negociação de compra ou em uma análise de investimento sem olhar outros fatores como o endividamento e a estrutura de capital da companhia? Para Ram Charani 61 “as empresas têm de voltar a indicadores mais básicos. MTV. os gestores começaram a usar o EBITDA como se fosse uma medida exata de valor de empresa. Vera Maria Rodrigues. de investimento e de financiamento. o gestor abandona inclusive uma tradicional e bastante rica forma de estudo que é a análise horizontal para prever tendências e evolução dos demonstrativos e indicadores diversos de uma empresa. muitos gestores buscam ferramentas para analisar a eficiência individual e isolada das decisões operacionais. dona da CBS. De certa forma. Paramount Pictures. Um exemplo como este pode forçar mais empresas a retirar o EBITDA do pedestal e dar mais atenção a outros indicadores. Pág 09. Pág. Muitas vezes. tornando mais uma questão de ética e responsabilidade corporativa na divulgação das informações contábeis consideradas de natureza avançada. assim. como entrada e saída de dinheiro do caixa”. que o investidor se confunda com as nomenclaturas. são complementares. Por exemplo. Quando podera-se sobre o sucesso empresarial. inclusive considerando outros itens. o EBITDA sem dúvida é um indicador muito útil. Contabilidade para Executivos . mas “os executivos mais experientes sabem que essas iniciativas devem ser administradas com 60 61 COLARES. Cláudio. Marcelle e PONTE. a empresa deve saber de sua influência acerca das informações disponibilizadas. projetando o futuro. GRADILONE. Por isso. deve focar suas próximas divulgações no lucro por ação. partindo desta premissa. caso despesas da mesma natureza tenham ocorrido em um dos dois anos anteriores ou tenham uma probabilidade razoável de ocorrer nos dois anos seguintes. Op cit. Perderam o referencial básico de uma análise: o conservadorismo. 02. o EBITDA não considera o endividamento. Então. a fim de detectar o movimento de longo prazo. Op cit. um “número mágico”. O Chefe financeiro da Viacom Inc. 60 Por outro lado.155 Controle na titulação: Proíbe-se que as empresas criem medidas Non-GAAP com nomes semelhantes àquelas contábeis conhecidas.

não deve ser utilizado como panacéia. suas formulações arbitrárias sejam conhecidas. 63 podem ser perigosas. para que se conheça uma realidade. mas como é um indicador econômico têm suas limitações e por isso. desde que suas deficiências e. Contabilidade para Executivos . não pode ser usado como única opção de avaliação. Enfim. D eve ser entendido como uma foto sobre uma circunstância. inúmeras compilações e adaptações foram feitas. É de extrema relevância saber que as medidas atualmente empregadas podem ser de grande valia. sua lucratividade e saúde financeira de alguma entidade. como o único índice. também. Neste sentindo. “o EBITDA é um índice de extrema importância. um estado de equilíbrio e se faça um julgamento da ação administrativa. 64 62 63 64 BOVET. Consequentemente.O que é isso? p. o que deve ser aprendido. N. 2002. como auxiliador tempestivo do potencial de geração de caixa gerado pela operação da empresa que permite comparar empresas globalmente. 4. São as três variáveis combinadas que determinam o retorno sobre o capital e o impacto sobre o valor para o acionista”. pois pode ser arriscado confiar demais em qualquer ferramenta analítica isolada. Temática Contábil e de Balanços: EBTIDA . David e JOAS. É o estudo da situação de um todo patrimonial ou de uma parte deste. uma grandeza. independente de sua estrutura de ativos e passivos e regras fiscais existentes. 62 5 – Conclusão Uma análise econômica-financeira envolve a utilização de coeficientes extraídos das variáveis-chave e uma gama de ferramentas analíticas objetivando determinar a performance operacional. Boletim IOB 6/98. objetivando um fim pré-determinado. Das diversas criações. que definem que “quanto maior o EBITDA de uma empresa. Compreendê. surgiu o EBITDA. Analista financeiro em um fundo de Private Equity no Brasil em entrevista realizada em Fevereiro de 2004. Entretanto. bem como as particularidades envolvidas no cálculo do mesmo. RAMALHO. porém não será o último”. maior tende a ser o seu valor de mercado. como em toda análise fundamentalista que se preze. já que todos querem uma empresa que produza dinheiro”. pois não consideram detalhes importantes no que tange o contexto geral de uma avaliação. é que um índice indica um acontecimento.lo é o primeiro passo para o entendimento da potencialidade de geração de caixa de uma entidade. Objetivando maximizar a utilização dos índices. Pág 72. frases. August. HSM Management.156 uma abordagem holística. 34. através da decomposição dos elementos que o integra. isto é. Caio. de maneira redundante. Setembro-Outubro.

5 TRANSPARÊNCIAS Contabilidade para Executivos .157 3.

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