DO TRABALHO CIENTÍFICO

METODOLOGIA

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SOMESB
Sociedade Mantenedora de Educação Superior da Bahia S/C Ltda.
Metodologia do

Trabalho Científico

Presidente ♦ Gervásio Meneses de Oliveira Vice-Presidente ♦ William Oliveira Superintendente Administrativo e Financeiro ♦ Samuel Soares
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FTC - EaD
Faculdade de Tecnologia e Ciências - Ensino a Distância
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EQUIPE

DE ELABORAÇÃO/PRODUÇÃO DE MATERIAL DIDÁTICO:

♦PRODUÇÃO

ACADÊMICA♦

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A SOCIEDADE E O CONHECIMENTO ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Natureza Humana.○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ O Conhecimento Humano e a Ciência ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ O HOMEM. Conhecimento e Saber Introdução ao Conhecimento O Ato de Conhecer Modos de Conhecer A Teoria do Conhecimento Tipos de Conhecimento Concepções de Ciência A Ciência Concepções de Ciência Natureza/Dimensão da Ciência Componentes da Ciência Classificação e Divisão da Ciência Características Objetivos e Funções da Ciência Metodologia Científica Aplicada às Ciências da Educação Conceitos e Objetivos Metodologia Científica e Universidade ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ REGISTRO E SISTEMATIZAÇÃO DO CONHECIMENTO ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Método e Estratégia de Estudo e Aprendizagem Fundamentos do Método do Estudo Fatores Condicionantes do Estudo A Aprendizagem Planejamento e Organização Regras Gerais de Estudo Leitura e Análise de Textos Elementos da Leitura Modalidades de Leitura Etapas da Leitura Finalidades da Leitura Motivação para Leitura Condições para uma Leitura Proveitosa Técnicas de Leitura Maus Hábitos de Leitura Etapas da Análise e Interpretação de Textos ÍNDICE 22 22 23 24 24 25 27 27 28 28 28 28 29 29 30 31 22 09 09 09 10 11 13 15 15 15 16 17 17 18 19 19 19 20 09 07 3 ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ .

Metodologia do 4 ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Conceito. Painel e Mesa Redonda Estudo de Caso. Artigo Científico e Memorial Seminário. Palestra e Conferência ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO DE TRABALHOS ACADÊMICOS ○ ○ PRODUÇÃO ACADÊMICA E CIENTÍFICA DO CONHECIMENTO ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Trabalho Científico ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Recomendações Técnicas para sistematização do conhecimento I Técnica para Sublinhar Técnica para Esquematizar Técnicas para sistematização do conhecimento II Técnica para Fichar Técnica para Resumir ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ 31 33 33 34 34 34 38 43 43 43 47 51 54 57 57 57 58 59 60 62 63 65 66 66 66 67 67 67 69 69 69 70 70 71 75 84 . finalidade e requisitos da Pesquisa Científica Linguagem Científica Técnicas de Pesquisa Níveis de Pesquisa Tipos de Pesquisa Pesquisa Quantitativa Pesquisa Qualitativa Fases da Pesquisa Científica Projeto de Pesquisa Científica Pesquisa-Piloto ou Pré-Teste Estrutura do Projeto de Pesquisa Relatório de Pesquisa e Monografia Aspectos Relevantes de um Relatório de Pesquisa Estrutura do Relatório de Pesquisa Monografia Características da Monografia Estrutura da Monografia Tipos de Monografia Formatação da Monografia Elementos da Monografia Atividade Orientada Referências Bibliográficas ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ A PESQUISA CIENTÍFICA E SUAS FASES ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Redação Científica (Normas da ABNT) Resenha.

Arca. quanto para ensinar. tanto para aprender. ” 5 .“ Em educação. 2001. nenhuma oportunidade deve ser perdida. como para sentir.

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cristalizará o profissional que seremos. Lembremo-nos: o profissional que queremos ser. dos conteúdos que serão trabalhados em todas as disciplinas e ao longo de todo o processo. isto é. dando-lhes condições para que.Apresentação da disciplina Olá Caro Aluno!! Frente às mudanças que vêm ocorrendo no mundo. necessários e relevantes para nosso crescimento pessoal e profissional. concebida como a prudência e a retidão que encaminham o sentido vital de finalidade do homem. investir no estudo e na pesquisa. Profª Ana Paula Amorim 7 . ampliem a capacidade de desenvolver. as novas tecnologias da informação etc. começa a se desenhar desde o primeiro dia em que se iniciam nossas atividades. evidenciamos a necessidade do homem estar preparado para as demandas sociais. Seja bem vindo!!! Desejo discernimento. mas que se origina em um diálogo de passado/presente e futuridade. Por isso. Logo. o ato de estudar e ler é o momento de apreensão dos conhecimentos pertinentes. na construção do conhecimento. iniciativa e realizações. O que significa dizer que cada reação nossa diante do proposto pelos conhecimentos aqui preparados para fazer elevar o nosso nível cultural. dos textos. é de vital importância que nos preocupemos com nossas posturas diante do curso. Visto que o acréscimo do conhecimento humano vem acompanhado pelo aumento da sabedoria. o conhecimento pluricultural. enfim. das atividades. o mercado de trabalho. que não se expõe na construção do presente. o poder de questionar e repensar o que é e como interagir com o mundo que os circunda. no desenvolvimento do espírito científico e do pensamento crítico e reflexivo é o mais seguro método para alcançarmos o progresso da ciência e da humanidade. a partir dos conteúdos e atividades trabalhados pelas diversas disciplinas. efetivamente. Os conhecimentos trabalhados em nossa disciplina darão condições de nos organizarmos no ato de estudar e ler para que esses momentos sejam proveitosos e atinjam seus objetivos. a disciplina Metodologia do Trabalho Científico se propõe a despertar nos estudantes a importância do seu potencial de elaborador e produtor de conhecimentos.

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Além disso.. como ele acontece e quais os tipos de conhecimento.. sair de uma visão ingênua (senso comum) para uma visão mais filosófico-científica. O Ato de Conhecer No dia-a-dia. produzirmos e divulgarmos nossos conhecimentos e os de outros. 9 . A SOCIEDADE E O CONHECIMENTO Nesse conteúdo estaremos preocupados em descobrir o que é CONHECIMENTO.. aqui será um espaço para descobrirmos métodos para estudarmos com mais eficiência. com suas características. produzirmos nossos textos com mais qualidade. isto é.O CONHECIMENTO HUMANO E A CIÊNCIA O HOMEM. Conhecermos. Estas e muitas outras indagações estaremos discutindo ao longo dos nossos estudos. Desde cedo. os mestres nos falam da necessidade de aprender a conhecer o mundo e posteriormente da necessidade de autoconhecimento. Esse conteúdo é muito importante pelo fato de o estudante do Ensino Superior estar lidando com ele em todos os conteúdos propostos pelas diversas disciplinas ao longo do semestre e do curso. Conhecimento e Saber Você já se indagou sobre todo este conhecimento e informações que nós nos deparamos em nosso dia-a-dia? Como você acha que este conhecimento é produzido? Para você existem tipos diferenciados de conhecimento? Quem produz estes conhecimentos? Você produz conhecimento? Como? Qual o papel e importância do ato de pesquisar e de estudar neste processo de aquisição e produção de conhecimento? Pois é. Então vamos aos conteúdos!! Mãos à obra!! Natureza Humana. buscar o conhecimento e organizá-lo sistematicamente. o ato de conhecer se manifesta tão natural que nós nem nos damos conta da sua complexidade. entendendo que é através deles que podemos compreender melhor o mundo. Isso só se consegue quando comprometemonos a CONHECER.. Por outro lado. o estudante do ensino superior se propõe a elevar o seu nível cultural. enfim. a sua forma de ver o mundo.

esse modelo se acha comprometido muitas vezes com os interesses do sistema. na maioria das vezes sem nenhuma crítica. E mais ainda. finalmente. No dia-a-dia. Esse modelo tem a sua razão de ser. com os vários campos e formas de conhecimento. conhecimento é o atributo geral que tem os seres vivos de reagir ativamente ao mundo circundante. o que é conhecimento? Partindo da etimologia da palavra.Metodologia do Trabalho Científico Assim. Visto que existem múltiplas interpretações a respeito do real. entramos num emaranhado de conceitos. É o pensamento que resulta da relação que se estabelece entre o sujeito que conhece e o objeto a ser conhecido. diversos são os modos de enfocar o conhecimento. somente é possível considerá-lo dentro de uma visão dialética. Portanto. ele existe quando o indivíduo consegue explicar um “dado” vivido. Então. considerado real. entramos na engrenagem do conhecimento do mundo. o ato de conhecer se manifesta tão natural que nem nos damos conta da sua complexidade. É o modelo. que significa conhecer pelos sentidos. mas não deveria ser a única abordagem. um modelo de conhecimento imposto pela ideologia do sistema tecnocrata. Todavia. muitas vezes deturpado. na relação com o mundo. 10 . na medida de sua organização biológica e no sentido de sua sobrevivência. na maioria das vezes sem nenhuma crítica. do conhecimento científico. Só o exame nos possibilita compreender o que está sendo passado de obscuro e de ideológico no meio cultural. Modos de Conhecer O conhecimento também pode ser definido como a manifestação da consciênciade-conhecer. à medida que nos defrontamos. sem colocar em pauta o que significa conhecer. e recebido por nós. O estudo desses problemas nos remete à constatação de controvertidas respostas a exigir uma análise esclarecedora do sentido do conhecimento. diversos são os modos de se enfocar o conhecimento. Em outras palavras. Desta forma. o termo conhecimento vem do latim cognoscere. Só o exame nos possibilita compreender o que está sendo passado de obscuro e de ideológico no meio cultural. o conhecimento e/ou o ato de conhecer existe como forma de solução de problemas próprios e comuns à vida. Por ser um processo dinâmico e inacabado. Então percebemos que quase não tematizamos questões básicas como: Quem conhece? * Como conhece? * Para que conhece? * O conhecimento verdadeiro é o conhecimento objetivo? * E o conhecimento subjetivo é falso? * Hoje recebemos passivamente. e recebido por nós. exprime um modo de conhecer e dominar racionalmente a realidade. Já que existem múltiplas interpretações a respeito do real. através das instituições escolares.

. finalidade e razão das coisas e do mundo proporciona conhecimentos Então. mas é só impressão. antes de filosofar sobre um objeto. o sujeito e o objeto. utilizando de suas capacidades... CONHECIMENTO E SABER capacidade e necessidade do homem (sobrevivência) sentido..Vejamos no quadro abaixo uma síntese de como ocorre o conhecimento no homem. O dualismo sujeito e objeto pertence à essência do conhecimento. A Teoria do Conhecimento A teoria do conhecimento é uma explicação ou interpretação filosófica do conhecimento humano. Mas.. 11 . o conhecimento. No conhecimento encontram-se frente a frente a consciência Entendendo e o objeto. O homem. E entender o conhecimento é entender a nossa realidade. Á primeira vista pode até parecer complicado. procura conhecer o mundo que o rodeia.. O conhecimento apresenta-se o fenômeno do como uma relação entre estes dois elementos. na medida de sua organização biológica e no sentido de sua sobrevivência. que nela permeiam conhecimento eternamente separados um do outro. Então. é necessário examinálo cuidadosa e criteriosamente. Você seria capaz de responder as perguntas abaixo? * O conhecimento se origina de onde? (o homem)? * Do sujeito (o mundo)? objeto * Do relação entre sujeito e objeto? * Da Para compreendermos de fato esse assunto vamos a algumas teorias. a informação. a prática de vida resulta em conhecimentos. O conhecimento é o atributo geral que tem os seres vivos de reagir ativamente ao mundo circundante. enfim.

A relação entre os dois elementos é ao mesmo tempo uma correlação. Apesar desta separação “metodológica” e categórica no processo de apreensão da realidade do objeto. definitiva. 12 . conforme determinado conhecimento considerado como suficiente implica colocar a relação do fazer e do usar de maneira dialética Tipos de Conhecimento Face à necessidade de se explicitar a complexidade do real onde se dá o conhecimento. estas formas de conhecimento podem coexistir na mesma pessoa: um cientista. o conhecimento. e ir além da realidade imediata. em muitos aspectos de sua vida cotidiana. acabada. aseres que possuem razão. voltado ao estudo da física. Ambos só são o que são enquanto o são para o outro. O conhecimento é uma forma de estar no mundo. Por sua vez. o sujeito pode penetrar nas diversas categorias. se impõe um estudo. pode ser categorizado em quatro: popular ou senso comum. capacidade de Os homens são únicos Científico relacionar. Trabalho consiste em apreender osobjeto. e o processo do conhecimento mostra aos homens que eles jamais são alguma coisa pronta na medida em que estão sempre nascendo de novo. científico ou ciência. quando têm a coragem de se mostrarem abertos diante da realidade. O sujeito só é sujeito para um objeto e o objeto para um sujeito. pode ser praticante de determinada religião. A capacidade dos homens pode: FAZER CONHECIMENTO USAR CONHECIMENTO POSICIONAR-SE DIANTE DO CONHECIMENTO ESTAR ESTAR ESTAR CRIATIVAMENTE NO MUNDO SIMPLEMENTE NO MUNDO CRITICAMENTE NO MUNDO estar aberto para reavaliar a própria capacidade no trabalho do conhecer usa alguma coisa que já está pronta. Mas está correlação não é reversível. e religioso ou teologia. estar filiado a um sistema filosófico e. Metodologia do Ser sujeito é algo completamente distinto de ser objeto. A função do sujeito o do objeto em ser apreendido pelo sujeito. filosófico ou filosofia. agir segundo conhecimentos provenientes do senso comum. Ele.

já que os enunciados das hipóteses filosóficas não podem ser confirmados nem refutados. é sistemático. Caracterizando-se pela capacidade de analisar. objetivo. visto que as afirmações (hipóteses) que não podem ser comprovadas não pertencem ao âmbito da ciência. O conhecimento filosófico é valorativo. assim 13 . ou seja. de justificar. resulta do modo espontâneo e corrente de conhecer. Conhecimento Científico É o conjunto organizado de conhecimentos sobre um determinado objeto. acrítico. nasce da dúvida e se consolida na certeza das leis demonstradas. de predizer com segurança eventos futuros. é aproximadamente exato: novas proposições e o desenvolvimento de técnicas podem reformular o acervo de teoria existente. é infalível e exato. sensitivo e valorativo. numa tentativa de apreendê-la em sua totalidade.Conhecimento Popular Denominado de popular ou senso comum. Ele explica os fenômenos e não só os apreende. estados de ânimo e emoções da vida diária. pois esta “organização” das experiências não visa a uma sistematização das idéias. falível e inexato. finalmente. Conhecimento Filosófico Em sentido etimológico. em virtude de consistir num conjunto de enunciados logicamente correlacionados. em virtude de não ser definitivo. isto é. ela indaga. é sistemático. Filosofia significa devotamento à sabedoria / amigo da sabedoria. já que se trata de um saber ordenado logicamente. rigoroso. pois se conforma com a aparência e com o que se ouviu dizer a respeito do objeto. pois é o próprio sujeito que organiza suas experiências e conhecimentos. é falível. estrutura correntes que inspiram ou dominam mentalidades em determinados períodos. de desdobrar. é verificável. Suas características são: superficial. referente a vivências. assistemático. conforma-se com a aparência. nas suas colocações críticas. é não verificável. visto que está limitado ao âmbito da vida diária e diz respeito àquilo que se pode perceber no dia-a-dia. A Filosofia usa princípios racionais. subjetivo. pois suas proposições ou hipóteses têm sua veracidade ou falsidade conhecida através da experiência. pois suas hipóteses e enunciados visam a uma representação coerente da realidade estudada. tem método próprio. isto é. sobre o bem e sobre o mal. constitui um conhecimento contingente. pois a pretensão de que esses conhecimentos o sejam não se manifesta sempre de uma forma crítica. procede de acordo com as leis formais do pensamento. de induzir ou aplicar leis. interesse em acertar nos julgamentos sobre a verdade e a falsidade. assume posições. já que seus postulados. e. assistemático. Portanto. absoluto ou final e. por basear-se na “organização” particular das experiências próprias do sujeito cognoscente. a experiência dos fatos e um método próprio. pois seu ponto de partida consiste em hipóteses. de explicar. por este motivo. predominantemente dedutivo. traça rumos. verificável. em especial obtidos mediante a observação. O conhecimento científico é crítico. e não em uma sistematização das idéias. É real (factual) porque lida com ocorrência ou fatos. É o conhecimento do dia-a-dia e se obtém pela experiência cotidiana. é racional.

por terem sido reveladas pelo sobrenatural (inspiracional) e. finalidade e destino) como obra de um criador divino. relacionando-os. suas evidências não são verificáveis: está sempre implícita uma atitude de fé perante um conhecimento revelado. e indiscutíveis (exatas). Textos selecionados de métodos e técnicas de pesquisa científica. Lembre-se. Para compreender efetivamente os tipos de conhecimento.Metodologia do Trabalho Científico como suas hipóteses. Rio de Janeiro: Impetus. ok?!! Confio em você!!! ] . Não vale olhar no texto. Portanto o conhecimento filosófico é caracterizado pelo esforço da razão pura para questionar os problemas humanos e poder discernir entre o certo e o errado. é um conhecimento sistemático do mundo (origem. CONHECIMENTO CONHECIMENTO CONHECIMENTO CONHECIMENTO POPULAR FILOSÓFICO RELIGIOSO CIENTÍFICO Valorativo Reflexivo Assistemático Verificável Falível Inexato Valorativo Racional Sistemático Não Verificável Infalível Exato Valorativo Inspiracional Sistemático Não verificável Infalível Exato Real (factual) Contingente Assistemático Verificável Falível Aproximadamente Exato Fonte: SANTOS. nela se fundamenta e só a ela atende.. é para buscar na memória. analise atentamente o quadro abaixo. por consistirem em “revelações” da divindade. o conhecimento religioso parte do princípio de que as “verdades” tratadas são infalíveis e indiscutíveis. por esse motivo. nem no quadro comparativo.. Conhecimento Religioso O conhecimento religioso supõe e exige a autoridade divina. não são submetidos ao decisivo teste da observação (experimentação). Assim. busque ativar sua memória e tente relacionar os diversos tipos de conhecimento destacando as principais características de cada um deles. Izequias Estevam dos. significado. 3. Deixe estas informações apenas para verificar se suas observações estavam corretas. Apóia-se em doutrinas que contêm proposições sagradas (valorativas). [ 14 Agora. 2002. unicamente recorrendo às luzes da própria razão humana. tais verdades são consideradas infalíveis. ed.

um conjunto de proposições logicamente correlacionadas sobre o comportamento de certos fenômenos que se deseja estudar. destacando-se três grande concepções: a ciência grega. habilidade. conhecimento. Tinha como única preocupação a busca do saber. liberou a mão de obra para atuar na área de serviços e pesquisas científicas. conceituando seu aspecto lógico como método de raciocínio e de inferência acerca dos fenômenos já conhecidos ou a serem investigados.. Para Freire-Maia (1991) a ciência é um conjunto de descrições. nesse conteúdo iremos analisar a natureza da ciência. que surge no início deste século até nossos dias. visando ao conhecimento de uma parcela da realidade. Desenvolvendo tecnologias avançadas. sempre buscando dar conta das questões sobre seu surgimento. obtidos metodicamente sistematizados e verificáveis. arte. o indivíduo se torna cada vez mais capaz de dominar as circunstâncias à sua volta. Desses conceitos emana a característica de apresentar a ciência como um pensamento racional. a ciência é tida e conhecida como filosofia da natureza. A ciência aumentou sobremaneira a capacidade de instrumentalização do homem. que abrange o período que vai do século VIII a. que fazem referência a objetos de uma mesma natureza. da compreensão do real. seu papel no planeta. Ciência: do latim scientia. isto é. Com os gregos. interpretações.Concepções de Ciência O homem sempre empreendeu esforços em busca da verdade. leis. que resulta da aplicação deliberada de uma metodologia especial (metodologia científica). Nas diferentes dimensões do conhecimento humano. modelos. certos ou prováveis. a compreensão da natureza das coisas e do homem. lógico e confiável. a ciência moderna. Para Ander-Egg (1978) a ciência é um conjunto de conhecimentos racionais. A ciência pode ser entendida como uma sistematização de conhecimentos. objetivo. de ciência e de método. etc. e a ciência contemporânea. 15 . À medida que a ciência avança. do século XVII até o início do século XX. Visto que a ciência é fruto da tendência humana para procurar respostas e justificações positivas e convincentes. até o final do século XVI. em contínua ampliação e renovação. C. Podemos dividi-la em períodos históricos. o homem apresenta respostas e avança na compreensão do mundo. teorias. enfim a razão da sua existência. cada um com modelos e paradigmas teóricos diferentes a respeito da concepção de mundo. da explicação de sua natureza interna e da natureza externa que o cerca. a melhor maneira de superar os desafios. Concepções de Ciência Não existe uma única concepção de ciência.

mãos à obra!!! Lembre-se que quanto mais informações adquirimos. através do experimentar. ou seja. do medir e comprovar. isto é. Propõe como caminho do conhecimento. o caminho da ciência. fundamentado na experiência e adotando a indução e a confirmabilidade para constatar a certeza de seus enunciados. a crença de que o único conhecimento válido era o científico tudo ciência. mais condições temos de construir conhecimento. Trabalho e de quevisão poderia ser conhecido pelacentra-se na incerteza e na ruptura A contemporânea de ciência Científico com o cientificismo (dogmatismo e a certeza da ciência). ciência moderna e ciência contemporânea. Aproveite para descobrir outras concepções de ciências que não estão citadas aqui. busque investigar um pouco mais acerca dessas concepções de ciência: ciência grega. E então. na realidade inseparáveis.A concepção de ciência moderna opõe-se à ciência grega e ao dogmatismo religioso. Surge o Metodologia do cientificismo. É o contexto de crise da ciência e da ruptura do paradigma cartesiano. Portanto. a compreensiva (contextual ou de conteúdo) e a metodológica (operacional). abrangendo tanto aspectos lógicos quanto 16 . podem ser explicitadas duas dimensões. Natureza/Dimensão da Ciência A palavra ciência pode ser entendida em duas acepções: LATO SENSU STRICTO SENSU Conhecimento Conhecimento demostrado pelas causas determinantes Compreensiva (contextual) Metodológica (operacional) Em se tratando de analisar a natureza da ciência.

formal. através do crescente acervo de conhecimentos. Dentre as ciências naturais estão: a Física.técnicos. a Ciência Política. Classificação e Divisão da Ciência Pode-se classificar as ciências em duas grandes categorias: formais e empíricas. a Economia. em outras palavras. interpretação. sendo a Matemática e a Lógica as mais importantes. Dentre as ciências sociais estão: a Sociologia. a Química. interpretar ou verificar.subdividido em material. a Biologia. de modo geral. Tecnologia Sistema de enunciados provisoriamente estabelecidos Busca da verdade e produtora de idéias Produtora de bens materias Componentes da Ciência As ciências caracterizam-se por possuírem: a) objetividade ou finalidade . a Biologia.preocupação em distinguir a característica comum ou as leis gerais que regem determinados eventos. pode-se considerar que o aspecto lógico constitui o método para a construção de proposições e enunciados. objetivando. Conhecimento Científico 2. a Antropologia. Investigação Científica 3. da relação do homem com o seu mundo. incluem-se nesta categoria ciências como a Física. Podemos ainda considerar a natureza da ciência sob três aspectos. em face das diversas ciências que possuem o mesmo objeto material. a História. uma descrição. dessa maneira. a Psicologia. b) função . a Psicologia. por sua vez. a Astronomia. Pode-se conceituar o aspecto lógico da ciência como o método de raciocínio e de inferência acerca dos fenômenos já conhecimentos ou a serem investigados. As primeiras tratam de entidades ideais e de suas relações. 17 . a Química. São eles: NATUREZA DA CIÊNCIA 1. podem ser classificadas em naturais e sociais. o enfoque especial. As ciências empíricas. analisar. aquilo que se pretende estudar. explicação e verificação mais precisas. As segundas tratam de fatos e de processos. c) objeto .aperfeiçoamento.

Características De maneira geral. * Objeto formal ciência é manifestar a evidência dos fatos e não das A finalidade da idéias. a ciência fixa degraus sólidos na subida para o integral conhecimento da realidade. suas demonstrações consistem na apresentação das causas físicas determinantes ou constitutivas das realidades experimentalmente controladas. Implica em conhecer ele quer saber porque chove. A ciência generaliza porque atinge a constituição íntima e a causa comum a todos os fenômenos da mesma espécie. a ciência questionamentos. objetiva. Embora os enunciados científicos possam ser passíveis de revisões pela sua natureza “tentativa”. a sua coerência lógica. Para tal. a sua previsão etc. dar um caráter de exatidão aos fatos. dispensando a influência dos deuses. * É comunicávelresultados das investigações científicas devem ser Os estudos e comunicados à sociedade. Se o cientista observa a chuva. 124 a 126). no seu estado atual de desenvolvimento. A ciência não se contenta em registrar fatos. Procede por via experimental. quer também verificar a sua regularidade. Na ciência. Utiliza-se o raciocínio analítico. mas tãosomente à evidência dos fatos. Metodologia do Trabalho Científico * Profundidade e generalidadeéde suas condições e profundo de se O conhecimento pelas causas o modo mais íntimo atingir o real. p. 1979. * Controle dos fatos a experiência e os testes estatísticos tenta Ao utilizar a observação. (Ruiz. o cientista deve fazer uso das definições. a investigação é também a disposição do pesquisador em submeter-se a um rigor metodológico. Não se submete a argumentos de autoridade. ea * Exige investigaçãoem utilização deemétodos ocorre à base de Investigar implica pesquisar. indutiva. conceitos e termos. buscas e descobertas. São elas: causas (racionalismo) * Conhecimento pelaspelas causas. lógico e despojado de impactos emocionais. a fim de representar fielmente as idéias que se quer expressar. A validade universal dos enunciados científicos confere à ciência a prerrogativa de fazer prognósticos seguros. 18 . Trata-se da racionalização do conhecimento. a ciência possui características e exigências comuns a serem consideradas.

a uma Academia de Ciências. como sugere os conceitos mais modernos da Pedagogia. hodos = caminho Caminho para se chegar a determinado fim O Método Científico é a ordem que se segue na investigação da verdade. na medida do possível. a ciência ainda deve proporcionar “aumento e melhoria de conhecimento. * Conceitos e Objetivos Método. “logia” quer dizer estudo e “ciência” que dizer saber. Confere segurança IMPORTÂNCIA DO MÉTODO fator de economia 19 . precisamos entender que Metodologia Científica nada mais é do que o “estudo dos caminhos do saber”. Caso alguma regra não esteja sendo cumprida. então. Quando falamos de um curso superior. que são o estudo e a pesquisa em qualquer área do conhecimento. ou para alcançar um fim determinado. a saber: descrever. Não há ciência sem o emprego de métodos científicos. indiretamente.ABNT. Se os alunos procuram a Academia para buscar saber. aproveitamento material do conhecimento”. aproveitamento espiritual. a Metodologia Científica tem uma importância fundamental na formação do profissional. explicar e prever os dados que permeiam a realidade em estudo. significa methodos ou metodus meta = meta. O que se deve fazer. cabe à ciência realizar suas três funções. Trata-se. Neste sentido. Trata-se de fornecer aos alunos um instrumental indispensável para que sejam capazes de atingir os objetivos da Academia. de se aprender fazendo. se entendermos que “método” quer dizer caminho. Segundo Ferrari (1982). é seguir rigorosamente as regras definidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas . Metodologia Científica Aplicada às Ciências da Educação Metodologia Científica não é um simples conteúdo a ser decorado pelos alunos.Objetivos e Funções da Ciência Os objetivos da ciência são determinados pela necessidade que o homem tem de compreender e controlar a natureza das coisas e do universo. já que qualquer Faculdade nada mais é do que o local próprio da busca incessante do saber científico. Delineados os objetivos. no estudo feito por uma ciência. para elaboração de trabalhos científicos. descoberta de novos fatos e fenômenos. estamos nos referindo. etimologicamente. a responsabilidade é da desatenção do autor.

Metodologia Científica e Universidade A história da ciência é a da conquista gradual. etc. A sua maior importância está na apresentação e exame de diretrizes para a eficácia do estudo e da aprendizagem. além de avaliar as técnicas de pesquisa. ela é uma reunião de procedimentos utilizados por uma técnica. para adquirir o método de estudo mais adequado e conveniente. Também deverão incentivar um conjunto de conhecimentos de habilidades e valores que contribuam para que os alunos desenvolvam-se para o exercício da cidadania. a fim de sistematizar o conhecimento que o orientará no processo de investigação para tomadas de decisões oportunas na busca do saber e na formação do seu espírito crítico. Desta forma. o estudante deve fazer uso dos fundamentos e estratégias da Metodologia Científica. e só no século XIX a ligação íntima entre ciência e universidade. Vale considerar que a metodologia Científica não aponta soluções. de uma posição central na cultura e na visão do mundo do homem moderno. mas indica o caminho para encontrá-las. Ela está sincronicamente relacionada com o principal objetivo da universidade que é ensinar e divulgar o procedimento científico. A ciência se desenvolveu basicamente fora das universidades tradicionais. escrita. expressão oral.Metodologia do Trabalho Científico A Metodologia Científica é uma disciplina que está intimamente relacionada com o estudo crítico dos fatos. Ela estuda e avalia os métodos disponíveis e suas implicações. que hoje muitos consideram natural. possibilitando a ampliação do saber. Visto que essa disciplina permite o questionamento da realidade. observando-se a relação intrínseca entre o conhecer e o intervir. pela ciência experimental. É através da Metodologia Científica que ocorre o contato entre o conhecimento e a análise crítica. ela tem função também de oferecer suporte à Pesquisa Científica. ela pode ser entendida como uma abstração. cálculo. o desempenho das atividades cotidianas e a inserção no mercado de trabalho. Os novos parâmetros curriculares serão propostos visando a orientar as ações educativas nas escolas e assegurar a todos “a aquisição do instrumental básico para acesso aos códigos do mundo contemporâneo (leitura. Portanto. 20 . posicionando-o no plano sócio-histórico e político. De modo geral. ocorre de forma efetiva.)”.

elabore um texto de 10 linhas. e com base nos nossos estudos. Com base nos nossos estudos. Mãos à obra!!! 2. Bom Trabalho!!! 21 .Atividades Complementares 1. Considerando que o conhecimento científico é a forma mais adequada que o homem (o sujeito) tem para compreender o mundo (o objeto). elabore um texto comparativo. de 10 linhas. Nas diferentes dimensões do conhecimento humano. relacionando o conhecimento científico e os demais tipos de conhecimento. evidenciando as diversas concepções de ciência e a importância dessas concepções para a compreensão do mundo. o homem apresenta respostas que visam avançar a compreensão do mundo.

isto é. um meio de acesso. lembrar que ele é um instrumento intelectual. podendo ser reutilizados em outras situações. processos cognitivos semelhantes e graus de motivação semelhantes. ou a um determinado resultado. Exige empenho responsável e dedicação generosa. e indica um caminho para chegar a um fim. Agir metodologicamente é condição básica de qualquer pesquisa científica. podendo aperfeiçoarse à medida que o indivíduo progride.REGISTRO E SISTEMATIZAÇÃO DO CONHECIMENTO Metodologia do Trabalho Científico Método e Estratégia de Estudo e Aprendizagem Estudar corresponde a trabalhar. enquanto a inteligência. Podemos citar com pontos essenciais para eficiência nos estudos o que se segue: Finalidade: desenvolver hábitos de estudo eficientes que não se restrinjam apenas a determinado setor de atividade ou matéria específica. Um estudo é eficaz quando se torna significativo. a metodologia pretende oferecer ao estudante os instrumentos necessários e úteis para obter êxito no seu trabalho intelectual. Conseqüentemente. através de seus próprios recursos. descobre o que os fatos realmente são. tornando assim essa atividade menos pesada e mais eficiente. pressupõe sacrifícios e escolhas conscientes. da maneira como o faz. em qualquer fase de desenvolvimento e escolaridade. Trata-se efetivamente de um conjunto de processos que o espírito humano deve empregar na investigação e demonstração da verdade. Fatores Condicionantes do Estudo O ofício de estudar requer algumas qualidades específicas que podemos sintetizar na seguinte trilogia: 22 . Quem de fato quer estudar deve estabelecer uma hierarquia de valores em sua vida. o estudo contribui para a formação integral da pessoa e de sua maturação. certamente aquele que fizer uso de um método de estudar compatível terá melhor rendimento. Fundamentos do Método do Estudo Entre duas pessoas que tenham o mesmo grau de escolaridade. Já vimos anteriormente que o vocábulo metodologia vem do grego “methodos” (meta + hodos = caminho) em latim “methodus”. Nos estudos. junto com a reflexão. adequando-o as suas necessidades e convicções. Abrangência: servir de instrumento a todos os que tenham as mesmas necessidades e interesses. A eficiência do estudo depende de método. Não devemos considerar o método como o essencial. por mais elementar que seja. mas o método depende de quem o aplica. Assim. quando os novos conhecimentos e informações são assimilados pessoalmente e confrontados e integrados no complexo de conhecimentos já existentes.

O quarto de estudo deve ser bem arejado e iluminado. ou seja. as condições físicas e as do seu ambiente de estudo devem ser favoráveis. borracha e caneta. por exemplo. de repente. E a paciência para aguardar com amor o natural resultado dos esforços desenvolvidos. Sem objetivos concretos.constância. que devem ser constantemente lembrados. contenta-se com aparências e facilmente é vítima de auto-ilusão. uma forte motivação garante um estudo perseverante e bem-sucedido. faz as articulações se desenferrujarem. Intercâmbio: É de grande utilidade reunir-se de tempos em tempos com colegas estudantes para trocar experiências de estudo. confrontar resultados. possibilitando o trabalho atento e tranqüilo. uma disposição interior que nos impulsiona a adotar e manter um estilo de vida e um comportamento que expressam e concretizam valores tidos com importantes. o estudante deve romper para frente. mesmo não atingindo inteiramente a qualidade acadêmica exigida. Na escrivaninha do estudante devem ser afastados todos os objetos que podem distrair. é o que contribui efetivamente para minha realização humana. O presunçoso é aquele que se julga superior ao que realmente é e pode ser. O que não pode faltar é um bom dicionário. Esse tipo de intercâmbio abre novos horizontes. então é que tem valor. um novo ânimo empurra para frente. Cada um tem seu ritmo próprio e suas limitações. Veja agora alguns fatores e dicas que podem melhorar o seu desempenho nos estudos: Ambiente: Procura-se. preparar um exame ou um debate em aula. 23 . os músculos se revigorarem. a respiração se dilatar. Assim. estimula o esforço e esclarece dúvidas. Motivação: Um fator absolutamente central no estudo é a motivação. dentro das minhas condições pessoais. em vez de ceder diante dos primeiros sintomas de fadiga. paciência e perseverança. É regra de ouro não empreender nada além da capacidade pessoal. O que eu mesmo sou capaz de produzir. Ao contrário. Criar melhores condições físicas de estudo é melhorar o seu rendimento. Saúde: Às vezes tratam-se de casos relativamente simples de serem resolvidos. Quando o trabalho é fruto do próprio esforço. corremos o risco de desanimar diante das primeiras dificuldades que se apresentam. papel ou fichas. A constância vence as impressões de falso cansaço que freqüentemente se apoderam do espírito e do corpo. um lugar sossegado. Deve-se desistir da tentação de sempre querer comparar-se com os outros. forçar a saída da energia interior. Portanto. no entanto. enquanto a experiência de fracasso provoca uma profunda frustração psicológica. lápis. se possível. sonolência constante em períodos de estudos pode ter como motivação a inadequação do horário de estudo ou tipo de alimentação efetuada antes do estudo. Conhecer os reais limites pessoais é fator de honestidade para consigo mesmo e para com os outros. coisa semelhante pode acontecer com os estudos. A persistência.

autodisciplina e disponibilidade.Metodologia do Trabalho Científico Autodisciplina: No campo da formação intelectual nada se faz sem autodisciplina. Devemos garantir o espaço de tempo necessário para a atividade intelectual através de um horário elaborado a partir da situação pessoal. esquemas. a primeira etapa. Toda aprendizagem é uma “estrutura” que deve ser assimilada globalmente. diagramas Visão difusa do conteúdo Planejamento e Organização Não se pode esperar ter êxito nos estudos sem planejamento e organização. possibilitando o acompanhamento das tarefas a médio e longo prazo. A Aprendizagem O “todo” ajuda a compreender as partes. a etapa intermediária. Estudo exige. acompanhamento pessoal nos estudos ou técnicas sofisticadas de aprendizagem. definições. portanto deve-se pensar sempre em termos de totalidade e relação das partes entre si. enquanto a organização se refere à utilização eficiente deste tempo em termos de estudo. 24 . Sem esta disposição firme e empenho decidido não adianta absolutamente nada oferecer subsídios metodológicos. possibilitando o acompanhar das atividades. A concentração – elemento primordial nos estudos – depende em boa parte dela. portanto não deve-se procurar aprender por “pedaços”. Vejamos o quadro abaixo: SINCRESE Procurar o sentido estrutural do todo ANÁLISE Procurar ver e compreender todos os detalhes Ordenar o conteúdo SÍNTESE Eliminar da investigação tudo que não for fundamental Conclusões. e síntese. não são as partes que ajudam a compreender o “todo”. denominada aqui de síncrese. a etapa final. O planejamento diz respeito ao tempo disponível. levarão o educando a atingir com mais eficiência a aprendizagem desejada. por sua própria natureza. Também no sentido de contribuir na organização das atividades seria bom elaborar um “Quadro de Tarefas”. pelo fato de exigir força de vontade e tenacidade na ação. Elaborar um “Quadro de Horário” prevendo a distribuição do tempo dedicado ao estudo é um excelente recurso para otimização do tempo. análise. princípios. Um estudo eficiente passa necessariamente por três etapas que. articuladas.

Distribua as etapas por mais de um período de estudo. estude por etapas a matéria muito vasta. Veja no quadro da página seguinte um método de estudo: 25 . salvo se tiver a certeza de que estudando com outros você aumenta a própria eficácia (discutindo pontos de dúvidas. seja ela qual for. estude individualmente. aplique o aprendido. princípios e regras gerais antes de tentar aplicá-los. distribua bem os seus esforços durante o estudo. aprenda os conceitos. procure resolver as suas dificuldades sozinho. usando sempre que lhe seja possível. mas não deixe de pedir auxílio se perceber que ele é mesmo necessário. por exemplo). destaque os aspectos importantes de sua tarefa. aproveitando tais oportunidades para eliminar os seus pontos fracos. ou seja. Conheça-as e use-as com bom senso. aprenda a matéria estudada de modo a poder reduzi-la a uma unidade.Regras Gerais de Estudo As regras que se seguem ajudam a melhorar o rendimento do estudo. importante ou difícil. tenha idéia clara dos resultados que você deseja alcançar e afaste do seu pensamento tudo o que seja alheio ao seu estudo. e considere-os de acordo com essa importância. faça constantes revisões.

Não decorar. Levantar dúvidas. DO ESTUDO G L O B A L ”Olho clínico” Atenção Não-passividade 4. Esta primeira leitura é sem análise – levada a cabo.Leitura rápida sobre o capítulo.Nova leitura: demorada. P A R C I A L Concentração Análise Crítica Síntese Sistematização Ordenação lógica G L O B A L 26 Concentração Persistência Adaptação às situações reais. Tentar esboçar o plano do capítulo ou do texto. Revisão e assimilação Rever toda a anotação feita. 7. Confrontá-los com os próprios. Resumos próprios. Anotações (de preferência em fichas) Breves transcrições. Confrontar com o texto. Repetir para si o aprendido. Não se escravizar ao livro de textos. a lição: Tentar apenas se informar do que se trata. Estabelecer rapidamente relações com temas anteriores. Relacionar o assunto com o anterior e o seguinte Consultar outras fontes. Obtenção dos detalhes importantes. Documentar-se não apenas para o presente. Daí ser concisa. 3.Metodologia do Trabalho Científico FASES ATITUDE E COMPORTAMENTO Curiosidade Interesse Propósito Definido MÉTODO DE ESTUDO TÉCNICAS BÁSICAS 1. Tentar descobrir seu método expositivo. Informações sobre o autor e seu trabalho. Sem anotações – veloz. imaginando que o está comunicando a alguém. mesmo sem entender tudo. o imediato. Obtenção da idéia principal. refletida Assinalar as partes importantes. Relacionar as partes. Testar a memória para assegurar-se de que não esqueceu algo importante. Treinar-se para que tal “comunicação” tenha clareza e seqüência lógica. sem ser obscura. .Pausa para responder-se mentalmente a essas perguntas. 6. A anotação deve servir para o futuro. mas assimilar. Conclusões tiradas. Análises e críticas pessoais (se for o caso). 5. Procurar respostas. Esquemas.Leitura rápida sobre todo o livro (quando é o primeiro contato com ele): Tentar obter o plano da obra. Assinalar a lápis no livro. Criticar (se for o caso) pontos de vista do autor. fora do contexto lido 8.Perguntar-se antes do estudo: Qual é o assunto? O que sei sobre isso? Que acho que vai tratar-se aqui? 2.

terá maior eficácia. que cuidados devemos ter para maior proveito será agora objeto do nosso estudo. que técnicas podemos fazer uso. ou oferecer subsídios para a elaboração de trabalhos científicos. uma disciplina intelectual por parte do leitor. incluindo seminários. principalmente audiovisuais. finalmente. O processo de aprendizagem. Mas as regras apresentadas não devem escravizá-lo. fundamentalmente. Não se esqueça de que os bons resultados do seu estudo dependem de sua capacidade de concentrar-se. Aí está a chave do sucesso: use-a. e esses requisitos básicos só podem ser adquiridos através da prática. usando-as em seu proveito. As leituras necessárias e justificáveis podem ser realizadas de modo proveitoso e com menor grau de esforço quando efetuadas com base em algumas técnicas. 27 . pronto para compreender. expressam a forma pela qual seus autores vêem o mundo. sistemática. Apesar de todo o avanço tecnológico observado na área de comunicações. os vários níveis de significação e as várias interpretações das idéias expostas por seus autores. em pouco tempo terá aprendido a aprender. de modo geral. não saberá estudar. ativo e consciente.Se você adotar as técnicas aqui expostas. nos últimos tempos. Para entendê-los é indispensável não só penetrar em seu conteúdo básico. quem não lê memoriza elementos de um todo que não se atingiu. ler bem. através da leitura que se realiza o processo de transmissão/aquisição do conhecimento. para identificar. Aprender a ler não é uma tarefa tão simples. enriquecendo o vocabulário e a facilidade de comunicação. disciplinando a mente e alargando a consciência pelo contato com formas e ângulos diferentes sob os quais o mesmo problema pode ser considerado. ainda é. no que tange as atividades estudantis. trabalhos escolares. e principalmente. pois exige uma postura crítica. Os livros ou textos selecionados servem para leituras ou consultas: podem ajudar nos estudos em face dos conhecimentos técnicos e atualizados que contêm. O que é uma leitura proveitosa. aprender e pensar. monografias etc. abrindo cada vez mais os horizontes do saber. não saberá tomar apontamentos e. mas também ter sensibilidade e espírito de busca. depende. Quem lê constrói sua própria ciência. em cada texto lido. A concentração é um dos grandes segredos da superioridade intelectual. Os livros. Concentrado. Seu estudo renderá mais. da experiência. da capacidade de leitura e assimilação reflexiva dos conteúdos trabalhados. Quem não sabe ler não saberá resumir. Ler bem é o ponto fundamental para os que quiserem ampliar e desenvolver as orientações e aberturas das aulas. você estará desperto. Vamos à ele!!! Elementos da Leitura A leitura amplia e integra os conhecimentos. Você deverá dominá-las e aplicá-las como um senhor. Leitura e Análise de Textos ! É preciso ler. Daí a importância capital que se atribui ao ato de ler. dentre outros elementos. desonerando a memória. enquanto habilidade indispensável.

Ela é fundamentalmente informativa e técnica. Etapas da Leitura Decodificação: Tradução dos sinais gráficos em palavras. Assim. emissão de significado ao que foi lido. Leitura formativa: aquisição ou ampliação de conhecimentos. jornais. firma-se em dados concretos. romances etc. precisão e objetividade. trata-se de uma linguagem científica que se caracteriza pela clareza. a partir dos quais analisa e sintetiza. de acordo com os objetivos que se propôs. 28 . você está lendo para adquirir conhecimentos suficientes que o levará ao sucesso. como revistas em quadrinhos. No caso específico de leituras acadêmicas. Intelecção: Percepção do assunto. Em outras palavras..Modalidades de Leitura A realidade da leitura é extremamente complexa e variada. leituras de passatempo. 2 correlacionar os dados coletados a partir das informações do autor com o problema em pauta. revistas. como noticiários. O que é mais presente é a leitura de estudo ou informativa. leituras literárias que são. Interpretação: Apreensão das idéias e estabelecimento de relações entre o texto e o contexto. uma comunicação íntima entre o texto Metodologia do Trabalho Científico e o leitor. As nossas leituras têm origens e objetivos bastante diferenciados. pois visa à coleta de informações para determinado propósito. os dados que apresenta e as informações que oferece. antes de tudo. 3 verificar a validade dessas informações. igualmente válidas e necessárias. visto que o diálogo que se estabelece entre emissor e receptor não se dá sempre da mesma forma. Aplicação: Função prática da leitura. Leitura informativa: cultura em geral. A objetividade e racionalidade da linguagem científica a distingue de outras expressões. Finalidades da Leitura Informação com ou sem objetivo da aquisição de conhecimentos. argumenta e conclui. destacando-se três objetivos predominantes: 1 certificar-se do conteúdo do texto. Motivação para Leitura A leitura pode ser feita com diferentes finalidades. constatando o que o autor afirma. há leituras de pura informação.

leitura mais textos a * Use as técnicas dedeterminado. nem raciocínio sem examinar.importantes. dicionáriosoespecializados da disciplina palavras.ler com espírito crítico significa fazê-lo com reflexão. apostilhas. etc.) tendo em vista a finalidade principal da leitura. Condições para uma Leitura Proveitosa Para um estudo proveitos de um texto. observando todos os ângulos. uma estratégia a ser empregada.interesse ou propósito de conseguir algum proveito por meio da leitura. procedendo-se ao resumo dos aspectos essenciais. proposições sem discutir. síntese . que as informações as não são mais * Discuta freqüentemente o que foi lido com colegas.A seleção dos seus textos de leitura deve ser feita a partir daí. espírito crítico . sem perder a seqüência lógica do pensamento. um conjunto de técnicas. objetivo preocupe-se com conhecimento as * Leia com utilizando para isso glossários. pensamento. Não há. verifique a sua real contribuição e através do treinamento adquira hábitos de leitura tecnicamente mais adequados.reconstituição das partes decompostas pela análise. professores e outras pessoas. 29 . com boa assimilação de seu conteúdo. tentando descobrir novos pontos de vista. leitura. seguidas do entendimento de toda sua organização. 4 5 6 Técnicas de Leitura A leitura não é simplesmente o ato de ler. mantendo as unidades de * Determine inicialmente aoprincipallê. deixando de lado tudo o que for secundário e acessório. análise . e treinamento. É uma questão de hábito ou aprendizagem. novas perspectivas e relações. que pressupõe uma teoria que fundamente o método. soluções miraculosas. periódica quer se perceber * Interrompa anão são querque esperava ou definitivamente. avaliando que se * Escolha os textos (livros. de um artigo ou de um livro. Portanto: finalidade da leitura. As técnicas de leitura que você deverá usar serão escolhidas também a partir dessa finalidade principal. reflexão . ou mesmo dicionário geral. é preciso que o interessado conheça os métodos.aplicação cuidadosa e profunda da mente.divisão do tema em partes. indicadas à finalidade fixada e aos de todasler. determinação das relações existentes entre elas. não admitindo idéias sem analisar ou ponderar. intenção . buscando o entendimento. alguns passos fazem-se necessários: 1 2 3 atenção . a assimilação dos conteúdos básicos do texto. portanto.consideração e ponderação sobre o que se lê.

antes de iniciar o período de treinamento. de situação para situação. É possível que o leitor não saiba que move os lábios enquanto lê. * luz em posição correta. Eis alguns: Movimentos labiais durante a leitura silenciosa . de vez em quando. Movimento da cabeça durante a leitura – este é um defeito apontado unanimemente pelos autores de técnicas de leitura. concordância etc. que o preocupam possam obstruir * não ler tendo pensamentos leitura: não trabalharecom duas idéias ao freqüentemente a dinâmica da mesmo tempo (acaba não havendo definição de nenhuma). lê sem tropeços. Quem tem possibilidade de fazer leitura oral. Fica a critério de cada um verificar o que lhe é mais proveitoso. provavelmente. Lembre-se que: o “bom leitor” é capaz de ler alto (caso não tenha impossibilidade física ou de outra procedência) com clareza e expressão. Quem move a cabeça enquanto lê está fazendo com a cabeça o que os olhos deveriam fazer. a exercite. outros condenam a prática alegando que o percurso do dedo. Percurso do dedo ao longo da linha durante a leitura – é a prática mais controvertida. Está lendo palavras e não conjunto de palavras de uma só vez. e particularmente. todos o entendem e ele gosta do que lê. é importante observar as seguintes condições: Metodologia do Trabalho Científico * ambiente sossegado. mas interpreta através da leitura oral.geralmente são indício de leitura vagarosa: quem o faz está falando para si mesmo. vai variar de pessoa para pessoa. trocas de letras. sem movimento ocular).. a que forme um ângulo próximo * posição correta do livro: aamais indicada éaproximada de 30 cm dos olhos de 90 graus com o tórax. quer não. * ler com propósito definido e com decisão. passam a sê-lo a partir do momento em que seu uso prejudica a leitura. Certos hábitos em si não são nem “bons” nem “maus”. mesmo local e no mesmo horário (isso ajuda a * procurar lero sempre no condicionar organismo). Hábito de ler os sinais e letras e não as idéias – já foi observado em investigações que o “bom leitor” geralmente não constata muitos erros gráficos. Maus Hábitos de Leitura A maioria dos chamados “maus hábitos” de leitura está relacionado com o emprego dos olhos. após ler e reler um parágrafo ou trecho. quer tenha consciência disso. Por outro lado. porque não lê. está substituindo o movimento que os olhos deveriam fazer. 30 . deslizes de ortografia..Justamente porque lê idéias e não palavras. inclusive há cursos de leitura dinâmica cuja técnica fundamental é recomendar e treinar o leitor a ler percorrendo com o dedo a linha que se lê. particularmente através de movimento – parada – movimento – parada . É difícil decidir quem tem razão. o “bom leitor” revela-se pela leitura oral.. convém que. uma distância (estes devem alcançar um ângulo de visão tal que toda a extensão da linha seja abarcada.Antes de iniciar uma leitura. sabe fazer as pontuações e modulações com naturalidade e agrado. A leitura oral é sempre indicada quando. É fácil verificá-lo: basta colocar o dedo indicador sobre os lábios enquanto estiver lendo – sentirá se os lábios se movem ou não. isso. ainda não se conseguiu captar-lhe o sentido.

2 A idéia de afirmação do autor a respeito do assunto. ANÁLISE CRÍTICA Objetividade. Se algo escapar. Vamos nessa? É muito simples!!! Você deverá LER as orientações descritas abaixo e seguí-las. c) Evite concluir quando tem insuficiência de dados e quando ainda não formulou todas as hipóteses possíveis. como responde à dificuldade. busca-se saber do que fala o texto. dos elementos constitutivos. em circunstância alguma. o fenômeno que se discute no decorrer do texto. fundamentada em traços comuns. Marque no verso do cartão a sua velocidade atual. A resposta a esta questão revela o tema ou assunto da unidade. Mas. Só assim você saberá quanto melhorou. coloque o cartão sobre a primeira linha e puxe-o para baixo por sobre as linhas. você. Certamente você desfrutará de descobertas maravilhosas que serão de muita valia para a sua vida. Simplesmente leia. principalmente a vida acadêmica. O QUE DEVO IDENTIFICAR NUM TEXTO? TEMA: I d é i a central ou assunto tratado pelo autor. aquilo que “provocou” o autor. convido-o a experimentar entrar no mundo da leitura. 3 TESE: 4 OBJETIVO: A finalidade que o autor busca atingir. que os olhos voltem para trás. Captada a problemática. GENERALIZAÇÃO Permite a classificação. e dentro de trinta dias volte a medi-la.Apresento agora à você um desafio!!! Sim. 5 IDÉIAS CENTRAIS: 31 . Em primeiro lugar. Não deixe. * Recomendações: a) Evite pensar preconceituosamente. A atividade é a seguinte: Recorte um pedaço de cartolina. I d é i a s p r i n c i pa i s do texto. praticar sempre é um desafio. pois exige disposição. que idéia defende. apressando-o se sentir que pode aumentar o ritmo. com as dimensões de 12cm X 11cm. uma a uma. Que mensagem ele espera transmitir com o texto. leia e leia o mais depressa que puder. como todo trabalho gera progresso. Etapas da Análise e Interpretação de Textos* DECOMPOSIÇÃO Verificação dos componentes de um conjunto e suas possíveis relações. Bom será usá-lo todas as vezes que iniciar uma leitura de qualquer tipo. b) É preciso distinguir fatos de opiniões. esqueça. Este será o seu cartão de velocidade. o que quer demonstrar? A resposta a esta questão revela tese. A cada parágrafo podemos selecionar idéias centrais ou secundárias. Todas as vezes que iniciar uma leitura. Procure sentir o andamento. proposição fundamental: trata-se sempre da idéia mestra. ao problema levantado? Que posição assume. 1 PROBLEMA: A apreensão da problemática. explicação e a justificativa são três elementos importantes para se chegar à validade. O objetivo pode estar explícito ou implícito no texto. Então. vontade e tempo. d) Pensamentos e opiniões devem ser comprovados. mantendo o mesmo ritmo. ou seja. Este cartão deve ser branco (cartões coloridos podem distrair a visão). da idéia principal defendida pelo autor naquela unidade. certamente. terá a recompensa merecida pelo esforço empreendido. isto é. a terceira questão surge espontaneamente: o que o autor fala sobre o tema. pode ser visto como o questionamento de motivação do autor.

Metodologia do

Trabalho Científico

MAPA CONCEITUAL DA MAPA CONCEITUAL DA ANÁLISE DE TEXTO
Visão global do texto: - Busca de esclarecimentos; vocabulário, teorias, biografia da autoria, etc; - Identificação do assunto/ Área de conhecimento; - Esquema do texto.

1. ANÁLISE TEXTUAL TEXTUAL

2. ANÁLISE TEMÁTICA

Compreensão da mensagem do autor: - Identificação do Tema, Tese/ Problema/ Objetivo/ Idéias centrais.

3. ANÁLISE INTERPRETATIVA INTERPRETATIVA

Interpretação da mensagem do autor: - Influências teóricas; - Associação de idéias; - Avaliação Crítica.

PROBLEMATIZAÇÃO 4. PROBLEMATIZAÇÃO

Levantamento e discussão de problemas relacionados com a mensagem do autor.

5. SÍNTESE

Reelaboração mental (oral ou escrita) da mensagem do autor com base na reflexão pessoal.

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Técnicas para Sistematização do Conhecimento I
A necessidade de romper com a tendência fragmentadora e desarticulada do processo do conhecimento, justifica-se pela compreensão da importância da interação e transformação recíprocas entre as diferentes áreas do saber. Essa compreensão crítica colabora para a superação da divisão do pensamento e do conhecimento, que vem colocando a pesquisa e o ensino como processo reprodutor de um saber parcelado que conseqüentemente muito tem refletido na profissionalização, nas relações de trabalho, no fortalecimento da predominância reprodutivista e na desvinculação do conhecimento do projeto global de sociedade. Portanto, faz-se necessário a produção e a sistematização do conhecimento, no sentido de ampliar as possibilidades de minimizar a complexidade do mundo em que vivemos. Neste sentido, a interdisciplinaridade aparece como entendimento de uma nova forma de institucionalizar a produção do conhecimento, possibilitando a articulação de novos paradigmas, as determinações do domínio das investigações, as pluralidades dos saberes e as possibilidades de trocas de experiências. A seguir, verificaremos as diversas técnicas de sistematizar o conhecimento e as suas devidas aplicações práticas.

Técnica para Sublinhar
A leitura informativa, também denominada de leitura de estudo, como visto, pretende, através das técnicas, evidenciar ao estudante como deve ele proceder para melhor estudar e absorver os conteúdos e significados do texto. As sucessivas etapas são o caminho a ser percorrido. Para tanto, mais duas outras técnicas são necessárias: saber como sublinhar e como fazer os resumos da parte lida. Em primeiro lugar, devemos compreender que cada texto, capítulo, Normas para Sublinhar subdivisão ou m e s m o a) Leitura integral do texto; b) Esclarecimento de dúvidas de vocabulário, parágrafo têm uma idéia principal, um conceito termos técnicos e outras; fundamental, uma palavra-chave, que se apresenta c) Releitura do texto, para identificar as idéias principais; como fio condutor do pensamento. Como geralmente d) Não sublinhar após a primeira leitura; não se destaca do restante, descobri-lo é a base de e) Ler e sublinhar, em cada parágrafo, as palavras que contém a idéia-núcleo e os toda a aprendizagem. Na realidade, em cada detalhes mais importantes. Não sublinha-se parágrafo, deve-se captar esse fator essencial, pois a mesma palavra novamente; f) Sublinhar apenas as idéias principais e os a leitura que conduz à compreensão é feita de tal detalhes importantes, usando dois traços para modo que as idéias expressas são organizadas as palavras-chave e um para os pormenores mais significativos, assinalar com uma linha numa hierarquia para se descobrir a palavra-chave. vertical, à margem do texto, os tópicos mais Ao descobrir, concretizar e formular as idéias importantes, com dois os tópicos muito importantíssimos; diretrizes dos parágrafos, encontra-se todo o fio g) Assinalar, à margem do texto, com um condutor que dá unidade ao texto, que desenvolve ponto de interrogação, os casos de discordância, as passagens obscuras, os o raciocínio que demonstra as proposições. argumentos discutíveis; Por sua vez, a idéia-mestra não se apresenta h) Reconstruir o parágrafo a partir das palavras sublinhadas; desprovida de outras, que revelam pormenores i) Ler o texto sublinhado com continuidade e importantes, gravitando ao seu redor, como uma plenitude de um telegrama. miniatura do sistema solar. Nas proximidades da

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Metodologia do

Trabalho Científico

idéia principal aparecem argumentos que a justificam, analogias que a esclarecem, exemplos que a elucidam e fatos aos quais ela se aplica. É por esse motivo que o bom leitor utiliza o recurso de sublinhar, de assinalar com traços verticais às margens, de utilizar cores e marcas diferentes para cada parte importante do todo.

Técnica para Esquematizar

Depois de assinalar, com marcas ou cores diferentes, as várias partes constitutivas do texto, após sucessivas leituras, devemos proceder à elaboração de um esquema que respeite a hierarquia emanada do fato de que, em cada frase, a idéia expressa pode ser condensada em palavras-chave; em um parágrafo, a idéia principal é geralmente expressa numa frase-mestra; e finalmente, na exposição, a sucessão das principais Normas para Esquema idéias concretiza-se nos parágrafos-chave. a) seja fiel ao texto; No esquema, devemos levar em consideração b) aponte o tema do autor, destaque títulos, também que as idéias secundárias têm de ser subtítulos; c) seja simples, claro, distribuindo diferenciadas entre si. Portanto, depois de desprezar organicamente o conteúdo; as não importantes, deve-se procurar as ligações d) subordine idéias e fatos, não os reúna apenas; que unem as idéias sucessivas, quer sejam e) faça uma distribuição gráfica do assunto, paralelas, opostas, coordenadas ou subordinadas, mediante divisões e subdivisões que representem a sua subordinação hierárquica; analisando-se sua seqüência, encadeamento lógico f) construa o esquema através de chaves de e raciocínio desenvolvido. Dessa forma, o esquema separação ou por listagens itemizadas com diferenciação de espaço e/ou classificação emerge naturalmente do trabalho de análise numérica para as divisões e subdivisões dos realizado. elementos; g) lembre-se que o esquema tem, também, um Assim, teríamos, através do esquema, uma conteúdo pessoal. radiografia do texto, pois nele aparece apenas o “esqueleto”, ou seja, as palavras-chave, sem necessidade de se apresentar frases redigidas. Deve ser elaborado com base na hierarquia das palavras, frases e parágrafos-chave que, destacados após várias leituras, devem apresentar ligações entre as idéias sucessivas para evidenciar o raciocínio desenvolvido. O esquema é utilizado como trabalho preparatório para o resumo, para memorizar mais facilmente o conteúdo integral de um texto. Utiliza-se de setas, linhas retas ou curvas, círculos, colchetes, chaves, símbolos diversos. Pode ser montado em linha vertical ou horizontal, é importante que nele apareçam as palavras que contém as idéias principais, de forma clara, compreensível.

Técnicas para Sistematização do Conhecimento II
Técnica para Fichar Fichar é transcrever anotações em fichas, para fins de estudo ou pesquisa. À medida que o pesquisador tem em mãos as fontes de referência, deve transcrever os dados em fichas, com o máximo de exatidão e cuidado. A ficha, sendo de fácil manipulação, permite a ordenação do assunto, ocupa pouco espaço e pode ser transportada de um lugar para outro. Até certo ponto, leva o indivíduo a pôr ordem no seu material. Possibilita ainda uma seleção constante da documentação e de seu ordenamento.

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Fichas
Para o pesquisador, a ficha é um instrumento de trabalho imprescindível. Como o investigador manipula o material bibliográfico, que em sua maior parte não lhe pertence, as fichas permitem: identificar as obras; conhecer seu conteúdo; fazer citações; analisar o material; elaborar críticas. O sistema de ficha é atualmente utilizado nas mais diversas instituições para serviços administrativos e nas bibliotecas, onde, para consulta do público, existem fichas de autores, de títulos, de séries e de assuntos, todas em ordem alfabética. Apresentam vantagens como: fácil manipulação; permite ordenação; ocupa pouco espaço; fácil de transportar; possibilita obter a informação exata, na hora necessária. Composição/Estrutura das Fichas A estrutura das fichas, de qualquer tipo, compreende cinco partes principais: cabeçalho, referência bibliográfica e corpo ou texto, a indicação da obra (quem, principalmente, deve lê-la) e o local em que ela pode ser encontrada (qual biblioteca). cabeçalho - compreende o título genérico, título específico, número de classificação da ficha, e a letra indicativa da seqüência (quando se utiliza mais de uma ficha, em continuação). Esses elementos são escritos na parte superior da ficha, em duas linhas: na primeira, consta apenas, à esquerda, o título genérico remoto, na segunda, em quatro quadrinhos, da esquerda para a direita, o título genérico, o título específico, o número de classificação e o código indicativo da seqüência; referência bibliográfica - deve sempre seguir normas da ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas. Para proceder-se corretamente é importante consultar também a Ficha Catalográfica da obra, que traz todos os elementos necessários e, na ausência dela, a folha de rosto e outras partes do livro, até obter as informações completas. Quando se trata de revistas e outros periódicos, muitas vezes os elementos importantes da referência bibliográfica localizam-se na lombada. No caso de jornais, a primeira página é que fornece a maioria das indicações; corpo - o conteúdo que constitui o corpo ou texto das fichas varia segundo o tipo e finalidade da ficha; indicação da obra - onde poderá ser utilizada (quer para estudos, pesquisa em determinada área ou para campos específicos); local - onde pode ser encontrado o livro, pois é possível que uma obra depois de fichada, seja necessário voltar a consultá-la. O conteúdo das fichas será delineado pelo propósito da ficha, podendo ser: a) bibliográfica; b) citações; c) resumo ou conteúdo; d) esboço; e) comentário ou analítica.

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Metodologia do

Trabalho Científico FICHA DE ESBOÇO
Assemelha-se a ficha de resumo, pois apresenta as idéias principais do autor, porém de forma detalhada; É a mais extensa das fichas.

TIPOS DE FICHAS FICHA BIBLIOGRÁFICA
Também denominada de ficha de indicações bibliográficas; Deve utilizar verbos ativos e frases breves para caracterizar a forma pela qual o autor escreve, analisa, compara, contém, critica, etc; Evitar repetições desnecessárias como: esse livro, esta obra, este artigo, o autor.

FICHA DE RESUMO
Apresenta síntese clara das principais idéias do autor; Não é transcrição, é elaboração de leitor; Não é longa, é intermediária entre bibliográfica e de esboço; Não precisa obedecer estritamente à obra.

FICHA DE COMENTÁRIO
Consiste na interpretação e crítica pessoal das idéias do leitor; Apresenta comentários sobre a forma, análise crítica do conteúdo, comparação da obra com outros trabalhos, etc.

FICHA DE CITAÇÃO
Serve para selecionar trechos de alguns autores; Toda citação deve vir entre aspas; Após a citação, deve constar o nº da página de onde foi extraída; A supressão de uma ou mais palavras e de um ou mais parágrafos deve ser indicada.

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é através desse sinal que se distingue uma ficha de citações das de outro tipo. a colocação das aspas evita que. sendo fundamentalmente os seguintes: autor.Ficha Bibliográfica Também denominada de ficha de indicações bibliográficas. também. após a citação. local de publicação. precedidos e seguidos por espaços. nas obras consultadas. o autor. Deve-se observar os seguintes cuidados: toda citação tem de vir entre aspas . Além disso. aspectos significativos). a transcrição tem de ser textual . em minúsculas e entre parênteses ou colchetes. Após eles. compara. no início ou final do texto e entre parênteses. melhor ainda. apresenta. este artigo. Recomenda-se: ser breve . utilizar verbos ativos . evitar repetições desnecessárias . no meio. data da publicação. que poderão (ou não) ser usados como citações no trabalho ou servir para destacar idéias fundamentais de determinados autores. o ideal é a ficha de resumo ou conteúdo. título. define. para organizar a bibliografia de um trabalho. registra. se transcreva como do fichador os pensamentos nela contidos. a de esboço. Essas indicações bibliográficas obedecem às normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). convém selecionar trechos de alguns autores. revisa. coloca-se o termo sic. Na ficha bibliográfica algumas frases são suficientes. esta obra. outras informações (campo do saber. contém. de documentos impressos ou registrados em diversos tipos de material. três pontos.isso inclui os erros de grafia.quando se desejam maiores detalhes sobre a obra. examina. ou. número da edição (da segunda em diante). editora. sugere. descreve. * * * Ficha de Citações Enquanto se realiza a leitura analítica ou interpretativa das fontes bibliográficas.não há nenhuma necessidade de colocar expressões como: esse livro. tema. as idéias principais devem ser precedidas por verbos tais como: analisa. deve constar o número da página de onde foi extraída . num grande auxílio no momento de colocar as obras em ordem alfabética. com a correta indicação bibliográfica. a supressão de uma ou mais palavras deve ser indicada utilizando-se no local da omissão.para se caracterizar a forma pela qual o autor escreve. ao utilizar a ficha. se houver. trata da reunião de elementos que permitem a identificação. no todo ou em parte. mais tarde. * * * * 37 . Constituem-se.isso permitirá a posterior utilização no trabalho. critica.

a supressão de um ou mais parágrafos também deve ser assinalada. é menos extensa do que a do esboço. utilizando-se uma linha completa de pontos. o valor dos achados e a originalidade. não precisa obedecer estritamente à estrutura da obra. Metodologia do Trabalho Científico a frase deve ser complementada. identificando as idéias principais do autor e da obra. assim. A finalidade de se resumir consiste na difusão das informações contidas em livros. * * * Ficha de Resumo Apresenta uma síntese bem clara e concisa das idéias principais do autor ou um resumo dos aspectos essenciais da obra. o estudioso vai fazendo anotações dos pontos principais. tanto a metodologia e as finalidades quanto os resultados obtidos e as conclusões. expondo ao mesmo tempo. concisa e seletiva de um texto que permite ao destinatário tomar conhecimento de um documento sem a necessidade de ler as partes componentes.quando se extraí uma parte ou parágrafo de um texto. contendo a essência do texto. entre parênteses. permitindo a utilização em trabalhos acadêmicos. entre colchetes. Nesse caso. este pode perder seu significado. redige um resumo. a leitura posterior do texto original. uma análise interpretativa de um documento criticando os diferentes aspectos inerentes ao texto. como na ficha de citações. não é transcrição. com suas próprias palavras. Ele pode ser uma apresentação de um sumário narrativo das partes mais significativas. O como fazer um resumo depende muito do objetivo ou demanda que se tenha. é imprescindível indicar. dispensando. que por sua vez. permitindo a quem o ler resolver sobre a conveniência ou não de consultar o texto completo.muitas vezes o autor fichado cita frases ou parágrafos escritos por outra pessoa. artigos. a referência bibliográfica da obra da qual foi extraída a citação. lendo a obra. Ao final. se necessário . não é longa. se houver. não dispensando a leitura do texto. uma condensação do conteúdo.. Caracteriza-se por: não é um sumário ou índice das partes componentes da obra. Nele destacam-se os elementos de maior interesse e importância. * * * * Técnica para Resumir Um resumo é uma apresentação breve. apresenta mais informações do que a ficha bibliográfica. Um resumo precisa explicitar a abordagem implícita. tal fato tem de ser assinalado . necessitando de um esclarecimento. 38 . quando o pensamento transcrito é de outro autor. mas é elaborada pelo leitor. o qual deve ser intercalado. mas exposição abreviada das idéias do autor. sendo mais uma interpretação do autor. teses etc.

nesse tipo de resumo descrevem-se os principais tópicos do texto original. fazer um esboço do texto.é o tipo de resumo que reduz o texto a 1/3 ou 1/4 do original. trataNormas para Resumir se de descobrir as partes principais em que se a) evitar começar a resumir antes de levantar o estrutura o texto. compreensão das idéias. pode se centrar na forma (com relação aos aspectos metodológicos). 2 Resumo crítico . Em uma terceira leitura. A seguir. e da técnica de apresentação das idéias principais. mantendo-se. proposição.Como Resumir Levando-se em consideração que quem escreve obedece a um plano lógico através do qual desenvolve as idéias em uma ordem hierárquica. identifica-se a idéia central e o propósito que nortearam o autor. g) apontar as conclusões do autor. mas permite opiniões e comentários do autor do resumo sobre o trabalho e não sobre o autor. as idéias principais. É importante pessoais. mantendo as idéias fundamentais. f) evitar a transcrição de frases do original. ou seja. partes do texto. volta-se a ler o trabalho para responder a duas questões principais: de que trata este texto? o que pretende demonstrar? Com isso. c) não apresentar juízos críticos ou comentários da proposição original (idéia principal). inicia novo parágrafo. do desenvolvimento (da lógica utilizada na demonstração). distinguir a ordem em que aparecem as diferentes d) respeitar a ordem das idéias e fatos apresentados. exemplificações abundantes. citações. explicação. a preocupação é com a questão: como disse? Em outras palavras. 3 39 . de maneira sucinta. discussão e demonstração. Esse passo significa a esquema do texto ou de preparar as anotações da leitura. o assunto servem como explicação. provas. exemplos etc. selecionadas h) dispensar a consulta ao original para a as palavras-chave e entendida a relação entre as compreensão do assunto. discussão e demonstração da obra. pode-se passar à elaboração do resumo. Uma vez compreendido o texto. do conteúdo (análise do teor em si do trabalho). Tipos de Resumo Com efeito. 1 Resumo informativo ou analítico . um resumo pode ser de três tipos: Resumo descritivo ou indicativo . abolindo-se gráficos. partes essenciais. em uma primeira leitura. de uma idéia para outra. Geralmente quando o autor passa e) empregar linguagem clara e objetiva. é aconselhável. e indicamse sucintamente seus conteúdos. que b) apresentar.consiste na condensação do texto original a 1/3 ou 1/4 de sua extensão. porém. tentando captar o plano geral da obra e seu desenvolvimento.

O aprender a conhecer significa a aprendizagem do conhecimento científico e cultural que nos ajudam a distinguir o que é real e o que é ilusório. deveria ser uma verdadeira profissão a ser tecida. O papel da educação no despertar da Consciência Quando falamos de educação. enfim. aprender a viver juntos e aprender a ser. Entendemos que é necessário nos relacionarmos. mas sim fragmentação. o seu pensamento e o seu sentimento. ou seja. mas também com o mundo subjetivo e espiritual da sabedoria. Agir metodologicamente é condição básica de qualquer pesquisa científica. a partir da compreensão da necessidade de integração de todos os níveis e de todas as dimensões do Ser Humano. sublinhando os pontos mais importantes e elabore um esquema do texto. através da educação. pois o Ser Humano não vive sem o saber. responde aos anseios da educação para o século XXI. tanto bússola quanto mapa. filosófico e científico. violência e volúpia como que globalizados. não haverá ação criativa. aprender a fazer. mas sim ação condicionada. é evidente que não haverá auto-integração. Já o aprender a fazer significa a aquisição de uma profissão e dos conhecimentos e práticas que lhe são peculiares. entre o sentir. Leia atentamente o texto abaixo. Para tanto. no interior do Ser Humano. muito importa utilizarmos como atividade meio o autoconhecimento. Estamos mais do que confiantes. No fim das contas.. tal como expressa o Relatório Internacional da educação para o século XXI. Daí a necessidade de investirmos nas nossas potencialidades internas. trazer suas potencialidades criativas à luz. com a corrupção. E o que pode produzir um fragmentado. Basta olhar ao nosso redor e verificar o estado em que nos encontramos. como uma aquisição fundamental da aventura humana. os quatro pilares da educação para esse período: aprender a conhecer. aos fios que a ligam a outras profissões. Nesse contexto. não só com o mundo objetivo e empírico do conhecimento moderno. aprender a fazer é um aprendizado da criatividade. acumulando ensinamentos e adquirindo técnicas. intitulado “Educação – um tesouro a descobrir”. o espírito científico. no futuro.Atividades Metodologia do Complementares Trabalho Científico 1. Considerando nossa intenção em contribuir para a realização de um processo educativo que prime pela unidade de pensamento entre os conhecimentos religioso. Aprender a conhecer também significa ser capaz de estabelecer pontes entre os diferentes saberes. claramente. Este documento expõe. Eis a senda da educação verdadeira. Enquanto houver no Ser Humano uma distância significativa entre a sua ação. Fazer também significa fazer o novo. o Ser Humano não vive sem o saber. nessa jornada rumo à totalidade. Estamos convictos e certos de que a educação integral. portanto não haverá autoconhecimento e tampouco autotransformação. fundamentada no estudo da Consciência. entre estes saberes e seus significados para nossa vida cotidiana. volvemos nossa atenção para o estudo da Consciência. da UNESCO (DELORS et al. 1999). Afinal. estamos nos educando. mais precisamente no gênero humano. A leitura de estudo mostra ao estudante como ele deve proceder para melhor estudar e absorver os conteúdos e significados do texto. entre estes saberes e significados e nossas capacidades interiores. para todos nós. esta que nos colocou hoje como estamos: em caos generalizado. Toda profissão. criar. Mas o único conhecimento que o Ser Humano não pode desprezar é o conhecimento de si mesmo. devemos lembrar que ela pressupõe um movimento de dentro para fora. e a ter um acesso inteligente aos saberes de nossa época. é indispensável. uma profissão que estaria ligada. essa amiga que é. 40 . sem o conhecimento. o pensar e o agir. evidenciando os pontos principais e os secundários. Isso só nos trouxe separatividade e guerra. se toda ação produz uma reação igual e em sentido contrário? Assim. É um ledo engano a idéia de que.

da educação infantil à universidade. Ser se pratica (DELORS et al. diretamente. 2005. o aprender a viver juntos no quadrante inferior esquerdo e o aprender a ser no quadrante superior esquerdo. Todavia. porquanto está mais do que na hora de provarmos a nós mesmos que nada vive no isolamento. e não apenas a uma ou outra de suas dimensões. em boas condições vive. Eis que é uma obra de todos nós. A educação integral. em uma educação que se dirija à totalidade do Ser Humano. Faça seu esquema aqui. o aprender a viver juntos só fazem sentido se estiverem assentados no aprender a ser. o mental e o espiritual. nem à coletividade. portanto. de uma maneira sempre nova. como foi configurado anteriormente. Conforme podemos observar. inevitavelmente. em equilíbrio dinâmico.Quando tratamos do respeito às normas que regem as relações entre os seres que compõem uma coletividade. prioritariamente. segundo expressa o Relatório da UNESCO. isto é. mas sim que integre todas essas dimensões e níveis. Trata-se de um aprendizado permanente. Afinal. BARRETO. há uma inter-relação bastante evidente entre os quatro pilares propostos para a educação do século XXI e a visão do desenvolvimento integral do Ser Humano. o aprender a ser significa formar-se integralmente. admitidas interiormente por cada sujeito. referindo-os às nossas realidades intersubjetiva e subjetiva. reconhecer-se na face do Outro. Situamos o aprender a conhecer e o aprender a fazer nos quadrantes superior e inferior direito. que nele se assentam. Maribel Oliveira. e não sentidas como pressões externas. Afinal. ou seja. nem à materialidade. o aprender a conhecer. nem à individualidade. Nem tudo é tangível. que deve começar na mais tenra infância e continuar ao longo da vida. mas em todas as experiências da vida. por sua própria natureza. Aprender a ser também é aprender a conhecer e respeitar aquilo que liga o Sujeito e o Objeto. O Relatório da UNESCO afirma que os três primeiros objetivos ou pilares da educação assentam-se sobre o quarto. estamos nos referindo à aprendizagem do viver juntos. as diversas dimensões da vida. o aprender a fazer. quem boa condução tem. ambos relacionados às nossas realidades objetiva e interobjetiva. individuais e coletivas.. a necessidade que cada vez mais se faz sentir atualmente: a de uma educação permanente para o viver bem. Por fim. pelas tensões entre o interior e o exterior. a partir desses referenciais. 41 . entre o empírico. Salvador: Sathyarte. em si. Uma educação que não privilegie. Envolve. ou a um outro dos seus níveis. 1999). esclarece. Com efeito. estas normas devem ser realmente compreendidas. É o Ser que integra. A construção de uma pessoa passa. Pensamos. espontâneas e institucionais. necessita ser exercida não apenas nas instituições de ensino. O papel da consciência em face dos desafios atuais da educação. essa proposta de educação. factual. nem à espiritualidade.

” 3. Problema. Praticar sempre é um desafio. pois exige disposição. Você deverá LER o texto de Barreto. 42 . ou seja. explicação. principalmente a vida acadêmica. “O papel da educação no despertar da Consciência” e identificar nele o que segue: Tema. “O Papel da educação no despertar da Conciência. Objetivo. discussão e demonstração. proposição. Tese. vontade e tempo. Idéias centrais. Vamos agora experimentar entrar no mundo da leitura e compreensão de texto. Metodologia do Trabalho Científico Levando em consideração que quem escreve obedece a um plano lógico através do qual desenvolve as idéias em uma ordem hierárquica. Certamente você desfrutará de descobertas maravilhosas que será de muita valia para a sua vida. elabore um resumo descritivo acerca do texto de Barreto.2.

43 . se possível. retilíneo tanto das observações como do raciocínio. Elabore um relato lógico. Alguns dos princípios básicos desta interação que deve existir entre autor e leitor são os seguintes: Clareza de expressão: Todo o texto escrito deve ser perfeitamente compreensível pelo leitor.PRODUÇÃO ACADÊMICA E CIENTÍFICA DO CONHECIMENTO ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO DE TRABALHOS ACADÊMICOS Redação Científica (Normas da ABNT) Toda atividade pressupõe o uso de normas que visam auxiliar e uniformizar os procedimentos. Se for por ignorância. Objetividade na apresentação: Convém selecionar os conteúdos que farão parte do seu texto. consulte dicionários e textos de gramática. o leitor (e membro da Banca Examinadora) terá todo direito de pensar que o trabalho em si também foi feito com desleixo. As sentenças estão bem construídas? As idéias estão bem encadeadas? Há uma seqüência adequada na apresentação dos seus resultados e de sua argumentação? Leia cuidadosamente o que escreveu como se você fosse o seu leitor. Se for por desleixo. objetivo e. melhorando a comunicação de modo geral. informe-se melhor. a normatização ou o conjunto de procedimentos padronizados se aplica à elaboração de documentos técnicos e científicos. Desta forma. Selecione a informação que você dispõe e apresente só o que for relevante. organizando conteúdo e forma destes documentos de forma geral. Este não deve ter nenhuma dificuldade para entender o texto. é um desrespeito ao leitor. As palavras e figuras que entrarão no seu texto devem ser escolhidas com cuidado para exprimir o que o você tem em mente Utilização correta das regras da língua: Escrever erradamente pode resultar de ignorância ou de desleixo. Isto é ainda mais importante em um artigo. * * * * Precisão na linguagem: A linguagem científica deve ser precisa. esta deve atender algumas características para que a transmissão da informação e a sua compreensão por parte do leitor sejam eficazes. em que a concisão é geralmente desejada pelo periódico e pelo leitor. No caso específico de redação de trabalhos acadêmicos. além de imprimir qualidade e facilitar o intercâmbio de informações. Cuidado com termos vagos ou que podem ser mal interpretados. Seja qual for a razão.

que deverá estar entre parênteses. uma das seguintes características: a) observações ou descrições originais de fenômenos naturais. originais. Os trabalhos científicos. Paginação: Borda direita da folha: 2 cm x 2 cm Estrutura da Capa: .Nome do autor . Esquerda 3 cm. teorias etc. NBR 14724 (AGO 2002) . com a mesma precisão e sem ultrapassar a margem de erro indicada pelo autor. servirem de modelo Científico oferecer subsídios para outros trabalhos..Trabalho Científico Os trabalhos científicos devem ser elaborados de acordo com normas Metodologia do preestabelecidas e com os fins a que se destinam.Trabalhos Acadêmicos-Apresentação * Formato de Apresentação: Papel branco. c) trabalhos teóricos de análise ou síntese de conhecimentos. devendo ser inéditos ou a ampliação a Trabalho originais e contribuírem não só paramas também de conhecimentos ouou compreensão de certos problemas. estruturas e funções e variações. baseado nas informações dadas: a) reproduzir as experiências e obter os resultados descritos.Nome da instituição (opcional) . Os trabalhos científicos podem ser realizados com base em fontes de informações primárias ou secundárias e elaborados de várias formas. b) repetir as observações e julgar as conclusões do autor. levando à produção de conceitos novos por via indutiva ou dedutiva. b) trabalhos experimentais cobrindo os mais variados campos e representando uma das mais férteis modalidades de investigação. concomitantemente. dados ecológicos etc. apresentação de hipóteses. retiradas da própria ABNT.7 cm) Margens: Superior 3 cm. Siglas: Ao aparecer pela 1ª vez no texto: a forma completa do nome precede a sigla. devem permitir a outro pesquisador. espécies novas.Título . Aponta-se como trabalhos científicos aqueles que apresentam. formato A4 (21 cm x 29. A seguir apresentamos algumas normas atualizadas para elaboração de trabalhos científicos. c) verificar a exatidão das análises e deduções que permitiram ao autor chegarem às conclusões. paginação e legenda das ilustrações e tabelas. se houver . por submeter o fenômeno estudado às condições controladas da experiência. Direita 2 cm Espacejamento: Espaço duplo entre linhas Tipo de Fonte: Arial ou Times New Roman Tamanho da Fonte: 12 para o texto e tamanho menor para citações mais de três linhas.Subtítulo. de acordo com a metodologia e com os objetivos propostos. notas de rodapé.Local (cidade) da instituição onde deve ser apresentado . Inferior 2 cm.Informação e Documentação .Ano de depósito (da entrega) 44 .

FILHO. Imagens da juventude na era moderna. Título do capítulo. Ano. p. XX-XX. RJ: Vozes.Referências Apresentação * Referências Bibliográficas: Devem seguir a norma NBR-6023 da ABNT vigente. p. SOBRENOME NETO. SCHIMIDT.Informação e Documentação . SOBRENOME. XX-XX. negrito ou sublinhado. (Org. In: LEVI.SOBRENOME. Devem ser organizadas em ordem alfabética (pelo último sobrenome da autoria). São alinhadas somente à esquerda. Nome. Nome. Edição. Nome. SOBRENOME. fim do texto ou capítulo. In: SOBRENOME. A entrada deve ser feita pelo título. O padrão adotado deve ser uniforme.Natureza (identificação) . Capítulo de livro: Quando o autor do capítulo não for o autor do livro: SOBRENOME. co-orientador . Podem aparecer em: rodapé. Ex. Giovanni.Estrutura da Folha de Rosto: . Nome et al. da. SOBRENOME COMPOSTO. se houver. Local: Editora. Autoria: Norma geral Sobrenomes compostos Sobrenomes de parentesco Sobrenome com partículas Até três autores Mais de três autores Sem autor Entidades coletivas * SOBRENOME. XX p. Ano. se houver . SOBRENOME. lista de referências ou ainda antecedendo resumos.). 45 . Nome de. Novela e sociedade no Brasil..Nome do orientador e. Antônio Marcos.Ano de depósito NBR 6023 (AGO 2002) .: GOMES. Nome do livro.: ROMANO. p. separadas entre si por espaço duplo.Nome do autor . NOME de associações. * * Livro: SOBRENOME. In: ______.Local (cidade) . 123 p. 1996. São Paulo: Companhia das Letras. Ex. Nome.Título principal . Nome. Quando o autor do capítulo for o mesmo autor do livro: SOBRENOME. Local: Editora.Subtítulo. Nome. O título da obra deve sempre estar destacado e o recurso tipográfico para tal destaque é: itálico. Nome. Local: Editora. História dos jovens 2: a época contemporânea. Nome do livro. 1998. resenhas ou recensões. 7-16. institutos e entidades. J. Nome (Org.). G. Possuir todos os dados necessários à identificação da publicação original. Nome. Petrópolis. Nome. Título do capítulo. SOBRENOME. Ano. Nome do livro.

caderno ou parte do jornal. São Paulo: CEVARI. 2.: BOLETIM GEOGRÁFICO. para indicar: Supressões: [. Seção. Disponível em: <http://www. Metodologia do Trabalho Científico * Periódico como um todo (referência de toda a coleção): NOME DO PERIÓDICO. . 1994. Ex. 13. p.. Ex.OS PERIGOS do uso de tóxicos. 2000. Nome.Ex. Ex. História do Amapá. Paulo. Artigo e/ou matéria de jornal: SOBRENOME.Apresentação * * 46 Citações no texto. caderno 8.] Interpolações. 2002. Imagem em movimento: TÍTULO de filme. n.htm>. Material eletrônico: AUTOR. Data. Lagos andinos dão banho de beleza. Disponível em: <http://www.3. p. cap.3.R. Folha de S. ed. 1999. volume e/ou ano. 1943-1978. Título da obra. 15-24. Acesso em: 00 mês. 1997. 28 jun. Nome da revista.: GURGEL. data. Castro. Reforma do estado e segurança pública.. 15-21. Navio negreiro. Local. Local. 2. número.br/ virtualbooks/freebok/port/Lport2/navionegreiro.: SOBRENOME. videocassete ou DVD.: NOME DA PUBLICAÇÃO. 26) “a escola deve atender as necessidades básicas do aluno[.. Macapá: Valcan.Informação e documentação . p.Citações em Documentos . 1983. p. informações de períodos e datas de publicação.: ALVES. Rio de Janeiro: IBGE. Folha Turismo. C. Local: Editora. Artigo ou matéria de revista.. n. Nome o diretor e/ou produtor.br>.X. Título do artigo ou matéria. Rio de Janeiro. Título do artigo.com.engenhariaauto. Acesso em: 10 nov. v. 28 jun. set.: SANTOS. Ex. p.: DINHEIRO: revista semanal de negócios.: NAVES.terra. 48. Mês/Ano. acréscimos ou comentários: [ ] Ênfase ou destaque: grifo ou negrito ou itálico Citação direta no texto (até 3 linhas) Ex.com. dos. Produção de Jorge Ramos de Andrade. p. boletim etc. P. datas de início e de encerramento da publicação.: Para Piaget (2001. XX-XX. Ex. Local: Editora. Nome. 0000. F. boletim etc. Nome do jornal. Local: Produtora. Política e administração. numeração do ano e/ou volume. Ex. * * * * * Partes de revista. São Paulo: Três. São Paulo. se houver.]”. NBR 10520 (AGO 2002) . In: ______. numeração do fascículo. A colonização da terra dos Tucujús.

]. etc. Citar no texto o nome do autor. considera que a escola deve atender as necessidades do educando. 26). p.: Sendo assim. para estabelecer comparação com outras obras da mesma área e maturidade intelectual para fazer avaliação e emitir juízo de valor. 2001.: Sendo assim.. a escola deve atender as necessidades básicas do aluno. na crítica e na formulação de um conceito de valor do livro feitos pelo resenhista. Resenha. 2002. a escola deve atender as necessidades básicas do aluno. p.. Tipos de Resenha Descritiva: Trabalha com a estrutura da obra. Ex.. 1995).: Piaget (2001). (ANDRADE. seu processo de socialização [. levando em consideração seu conhecimento prévio sobre a realidade. 26. 2001. a escola deve atender as necessidades básicas do aluno. 1995). levando em consideração seu conhecimento prévio sobre a realidade.. Consiste na leitura. levando em consideração seu conhecimento prévio sobre a realidade. comparações com outras obras da mesma área e avaliação da relevância da obra com relação às outras do mesmo gênero. p.: Para Piaget (2001 apud ZABALA. texto.. o método adotado. Grifo em citação Ex. * * * * Citação indireta no texto A escola deve perceber o educando e suas necessidades (PIAGET. peças teatrais. * * Elementos de uma resenha Reais: reuniões e acontecimentos em gerais. levando em consideração seu conhecimento prévio sobre a realidade. 26.. p. Textuais: livros.* Citação direta no texto (mais de 3 linhas – recuo de 4 cm à margem esquerda) Ex. 47 .] (PIAGET. p.. 2001). seu processo de socialização [. seu processo de socialização [. no resumo. 2001. Ex. É um tipo de trabalho que exige conhecimento do assunto.] (PIAGET..] (PIAGET. resumo da obra. 26). Artigo Científico e Memorial Resenha A Resenha é a apresentação do conteúdo de uma obra. contudo mais abrangente: permite comentários e opiniões. a escola deve atender as necessidades básicas do aluno. inclui julgamentos de valor.: Para Piaget (2001. Ex.: Sendo assim. levando em consideração seu conhecimento prévio sobre a realidade. a escola deve atender as necessidades básicas do aluno. 57). grifo do autor). grifo nosso). seu processo de socialização [. Citação de citação Ex. filme e etc. a perspectiva teórica. Tipo de resumo crítico. (ANDRADE. seu processo de socialização e seus respectivos estágios de desenvolvimento.

Título da obra. b) competência na matéria. cargos exercidos e obras publicadas. leitores em gerais) Fornece subsídios para o estudo de que disciplina(s)? Pode ser adotado(a) em que tipo de curso? fidelidade ao pensamento do autor. c) capacidade de juízo de valor. Data. interpretação e crítica. comentário. Resumo da obra (digesto): Resumo das principais idéias expressas pelo autor. objetivo. Resenha é diferente de Resumo. títulos. 48 . Editora. enquanto o resumo. Conclusões da autoria: Indica os resultados obtidos pelo autor Quais as conclusões que o autor chegou? Crítica do resenhista (apreciação da obra): É o momento de posição pessoal do resenhista: Qual a contribuição da obra? Como é o estilo do autor: conciso. nacionalidade. Estrutura da Resenha Crítica * * * * * * Referência Bibliográfica: Autor. crítica. f) fidelidade ao pensamento do autor. e) correção e urbanidade.Crítica: Possui todos os elementos da descritiva. Conduz o leitor para informações puras. Local da edição. Número de páginas. especialistas. Requisitos Básicos de uma Resenha a) conhecimento completo da obra. d) independência de juízo. Utiliza-se a linguagem na terceira pessoa. Credenciais do autor: Informações sobre o autor. além da apreciação (comentários e julgamentos). Descrição sintetizada do conteúdo dos capítulos ou partes em que se divide a obra. Ela admite juízo valorativo. Metodologia do Trabalho Científico * Aspectos Gerais da Resenha Desenvolve a capacidade de síntese. formação universitária. pode abolir tais elementos. simples? Idealista? Realista? Indicações do resenhista: A quem é dirigida a resenha (estudantes.

Indicação do nome do autor (ou autores) e da instituição a que pertence(m). Não se devem citar referências bibliográficas no resumo. Por vezes opta-se por títulos com duas partes. Estas palavras são normalmente utilizadas para permitir que o artigo seja posteriormente encontrado em sistemas eletrônicos de pesquisa. rigorosa. devem escolherse palavras-chave tão gerais e comuns quanto possível. Palavras-chave (Keywords). Descreve de forma lógica. breve e gramaticalmente correta a essência do artigo. O resumo não é uma introdução ao artigo. de todos os pontos relevantes do trabalho realizado. A ABNT apresenta na NBR 6022 (antiga NB 61) algumas condições exigíveis para orientar colaboradores e editoras de publicações periódicas. e deve esclarecer a natureza do problema cuja resolução se descreve no artigo. através da experiência e da cultura. Não requer necessariamente uma revisão de literatura retrospectiva. Por isso. Autor e filiação (Author and affiliation). Corpo do artigo (Body of the paper). mas não telegraficamente. Por vezes é pedido que um artigo seja acompanhado por um conjunto de palavras-chave que caracterizem o domínio ou domínios em que ele se inscreve. Convém lembrar que um resumo pode vir a ser posteriormente reproduzido em publicações que listam resumos (de grande utilidade para o leitor decidir se está ou não interessado em obter e ler a totalidade do artigo). os artigos estão divididos nos seguintes tipos: ARTIGO DE DIVULGAÇÃO: É o relato analítico de informações atualizadas sobre um tema de interesse para determinada especialidade. Considera-se como didático para a elaboração de um artigo científico a estrutura que segue abaixo: Título (Title). É freqüente indicar também o endereço de correio electrónico. no sentido de uma apresentação racional e uniforme dos artigos nela contidos. Para se fazer um bom artigo científico deve-se fazer uma descrição seqüencial dos componentes típicos de um documento desta natureza. A introdução fornece ao leitor o enquadramento para a leitura do artigo. Introdução (Introduction). A estrutura e a apresentação de um artigo científico se modificam de uma revista para outra. ARTIGO DE REVISÃO: São conhecidos como “reviews”. Não deve exceder 200 palavras e deve especificar de forma concisa. Os artigos de revisão com enfoque histórico devem obedecer a uma ordem cronológica de pensamento. Constitui a descrição. mas sim um descrição sumária da sua totalidade. na qual se procura realçar os aspectos mencionados. ao longo de vários parágrafos. Sua característica principal é ser publicado em periódicos científicos. Resumo (Abstract). O artigo científico comunica idéias e informações de maneira clara e concisa. Quanto à análise de conteúdo.Artigo Científico A arte de escrever artigos científicos constrói-se no dia-a-dia. 49 .

Deve-se incluir em sua estrutura informações significativas como formação do autor. Entrelinhamento do texto – 1. deassinam como autores – elementos da que uma forma ou Científico outra. atividades tecno-científicas e artístico-culturais importantes. para a sua existência e qualidade. * * Estrutura de um Memorial Capa e folha de rosto – deve conter nome. dentre outras. analisa e critica acontecimentos sobre a trajetória acadêmico-profissional e intelectual do autor. produções científicas. Deve incluir todas as fases do autor.5 linha. ano. Apresentação Gráfica de um Memorial (formatação) Formato do papel – recomenda-se a utilização de papel A4 (210x297mm). e vice-versa. Paginação – Numerar as páginas com algarismos romanos minúsculos no centro inferior. Devem ser enunciadas claramente.hub. As folhas devem vir numeradas com algarismos arábicos. [ Memorial Para saber mais acesse: ] http://www. e as vantagens e limitações das propostas que o artigo apresenta. acadêmica e profissional do autor.br/pesquisa/relatos/como-escrever-artigo_031104. Metodologia do Agradecimentos (Acknowledgments). fazendose um comparativo entre a vida profissional e a vida pessoal. Digitação – margens: superior. inferior e esquerda = 3cm e inferior = 2cm. Sumário – deve vir logo depois da folha de rosto. além dos que o Trabalho freqüência do empenhoequipe e amigospara contribuíram. evidenciando a finalidade da elaboração do mesmo. O texto do memorial deve ser escrito na primeira pessoa do singular. título (memorial). e deverão cobrir o que é que o trabalho descrito no artigo conseguiu e qual a sua relevância. Um artigo científico resulta com de muita gente. É neste ponto de um artigo científico (entre as “Conclusões” e as “Referências”) que se colocam os “Agradecimentos”.unb. sendo que a capa e a folha de rosto não são contadas e não 50 . O memorial deve ser iniciado com uma breve introdução.htm Trata-se de uma autobiografia que descreve. Fonte e tamanho da letra – preferencialmente Times New Roman ou Arial 12. Referências (References). Trata-se de uma listagem dos livros. Deve-se destacar as experiências mais relevantes. enfatizando-se as fases mais significativas e importantes.Conclusões (Conclusions). local. artigos ou outros elementos bibliográficos que foram referenciados ao longo do artigo. Corpo do memorial – apresenta-se de forma narrativa. evidenciando-se as influências de uma para com a outra. avaliando cada etapa da sua experiência. Deve-se inserir comentários sobre as diversas etapas da vida pessoal.

ensinar a trabalhar em grupo e desenvolver o sentimento de comunidade intelectual entre os educandos e entre estes e os professores. ou centralizados ao pé da folha.recebem número. reforçando argumentos ou dando alguma contribuição. discussão e debate. devem participar fazendo perguntas. Debatedores . não se pode dispensar o debate. A primeira folha de texto é contada mas não numerada.figura que surge apenas quando o seminário é grupal. O seminário possibilita ensinar pesquisando. levar a assumir atitude de honestidade e exatidão nos trabalhos efetuados. Painel e Mesa Redonda Seminário O seminário é uma técnica de estudo que inclui pesquisa. As folhas textuais são numeradas com algarismos arábicos. Objetivos dos Seminários As finalidades gerais da técnica de Seminário basicamente são duas: aprofundar o estudo a respeito de determinado assunto. no canto superior direito. 51 . ensinar a sistematizar fatos observados e a refletir sobre eles. colocando objeções. Depois da exposição e da crítica do comentador (se houver). preparando o aluno para a elaboração clara e objetiva dos trabalhos científicos. especialmente a bibliográfica. cada um apresentando uma parte. constituindo-se numa das técnicas mais eficientes de aprendizagem. para que os objetivos sejam alcançados. ensinar a coletar material para análise e interpretação e crítica de trabalhos mais avançados. quando convenientemente elaborado e apresentado.pode ser um só estudante ou um grupo diferente do responsável pelo seminário. Organizador . pode eventualmente orientar as pesquisas. revelar tendências e aptidões para a pesquisa. requisito indispensável na elaboração do Seminário. Deve estudar com antecedência o tema a ser apresentado com o intuito de fazer críticas adequadas à exposição.correspondem a todos os alunos da classe. Só aparece quando se deseja um aprofundamento crítico dos trabalhos e é escolhido pelo professor. Relator ou Relatores . Estrutura de um Seminário Coordenador . de análise sistemática dos fatos. antes da discussão e debate dos demais participantes da classe. Seminário. mas. através do raciocínio.é aquele que expõe os resultados dos estudos. pode ser um só elemento. dominar a metodologia científica geral. ensinar a utilização de instrumentos lógicos de trabalho intelectual. da reflexão.geralmente o professor. vários ou todos do grupo. A pesquisa leva à discussão do material pesquisado. pedindo esclarecimentos. desenvolver a capacidade de pesquisa. é o primeiro passo. Comentador . A pesquisa. e as tarefas são divididas entre seus integrantes.

Lembrando que o Seminário não deve ser um mero resumo ou síntese. Quanto ao material de ilustração. formular conclusões e organizar os dados disponíveis. devem estar em cor contrastante a cor do papel utilizado. Deve-se primar pela objetividade e concisão.síntese de toda reflexão. forma os grupos de seminário. sob a coordenação do organizador. retroprojeções e projeções de slides. escolhe o comentador e o secretário. este escolhe o organizador. documentos. através de bibliografia. Os dizeres ou legendas do material. Bibliografia . para discutir o material coletado. Sua estrutura abrange: Introdução . diante dos demais colegas. Normas para Apresentação de um Seminário A apresentação escrita de um Seminário segue normas gerais da apresentação dos trabalhos de graduação.breve exposição do tema central.incluindo todas as obras e documentos utilizados. os critérios de tamanho e inteligibilidade da ilustração devem ser igualmente observados. por meio de perguntas e respostas 52 . A discussão do assunto entre os expositores. diante do auditório. Não se deter em pormenores. que não se limitam a ouvir as exposições. além de especificar as qualidades dos especialistas consultados. c) Seleção qualitativa e quantitativa do material coletado. constitui-se de cartazes. Interpretação pessoal através de linguagem objetiva e concisa. mesmo que exponham posições diversas e apreciem perspectivas diferentes. entrevistas com especialistas. Tem por objetivo proporcionar o conhecimento mais aprofundado de um tema. inicia o trabalho de pesquisa. Painel O Painel é uma reunião de várias alunos interessados que vão expor suas idéias sobre determinado assunto. através da discussão informal que implica a participação mais ativa dos presentes. confrontar pontos de vista. de procura de informações. a linguagem deve ser objetiva e concisa. e) Encadeamento das partes (seqüência discursiva). decide se haverá um ou mais relatores. observando o tamanho que deverá permitir a leitura do que foi escrito até pelos alunos sentados na última fila de carteiras. discussão e demonstração. d) Adequação da extensão do relato ao tempo disponível.Etapas de um seminário: o coordenador propõe determinado estudo. mas expressar o que foi aprendido. indica a bibliografia mínima. b) Clareza nos conceitos expostos. aquilo que se presta à aprendizagem ou se apresenta como apontamento didático para a consulta. Conteúdo . 1 2 Metodologia do Trabalho Científico formado o grupo. de troca de idéias. compreende os seguintes aspectos: a) Domínio do assunto (por todos os componentes do grupo). Conclusão . Quanto à apresentação oral. induz o ouvinte à participação espontânea. de maneira informal e dialogada. envolvendo explicação. devendo assim evitar a apresentação de vários desenhos pequenos acumulados na mesma folha. objetivos e tópicos a serem apresentados. observações etc. em tom de conversa.apresentação das partes numa seqüência organizada. no fundo da sala. divide as tarefas. Quando se tratar de imagens ou desenhos. comumente. com as contribuições do grupo para o tema. Depois reúne-se diversas vezes.

além do domínio do assunto. de acordo com os componentes. onde cada u m d o s p a r t i c i pa n t e s b u s c a r á responder algumas questões básicas indicadas pelo professor consideradas centrais ao tema. O Painel pode ser: a) de interrogação. que preferencialmente devem ter posições diferentes.assuntos já discutidos. através de perguntas pertinentes. propor questões para discussão entre os componentes. b) de debate. cujo número vai de três a seis. Cada mesa poderá ser composta por no mínimo. intervir na discussão. inclusive os solicitados pelos convidados. tendo em média um total de 2 horas e meia. 53 . que elabora um roteiro. quando necessário. .dirigidas aos componentes do painel. fazer uma síntese dos trabalhos.encerrar assuntos e iniciar outros. a depender do número de participantes. levar os componentes a apresentarem os esclarecimentos que os presentes esperam ouvir. agradecer aos componentes e encerrar a sessão. O tom da conversa informal não dispensa a participação de um coordenador. sendo esse tempo dividido entre os que compõem a mesa. comprometendo a obtenção dos resultados pretendidos. mesmo sem expor seu ponto de vista. Sua duração mais adequada é de 50 a 90 minutos. não permitindo que se voltem a discutir . Condução de um Painel Exige do coordenador. distribuir os painelistas à mesa de forma que fiquem em posição oposta os que tiveram opiniões opostas. grande habilidade para produzir as discussões que não devem gerar polêmicas. As atribuições do coordenador são as seguintes: abrir a sessão e apresentar os componentes do painel. Mesa Redonda Trata-se da apresentação de pontos de vistas ou análises diferentes ou mesmo divergentes. seguido de sessão de perguntas e debates. . onde os participantes.evitar a dispersão. a fim de: . levar a platéia à participação organizada. Envolve apresentação de pontos de vista sobre um mesmo tema. além de expressar seu pensamento. fundamentados sobre um tema específico. propiciar as condições materiais necessários ao desenvolvimento dos trabalhos. dois profissionais e no máximo seis. questionaram o pensamento e sentimento dos demais.pedir esclarecimentos de pontos que deixaram dúvidas.

Avaliação dos fatos . além de conhecimentos e argumentos que permitam convencer os demais membros. habitualmente tem nexos com situações do cotidiano das pessoas. além claro.não se preocupe em encontrar de imediato uma solução. dos elementos objetivos.Estudo de Caso. faz-se necessário a escolha de um coordenador que deverá volverse com a tarefa de contribuir para que o grupo efetivamente trabalhe de modo conjunto e articulado. nesse momento. separe-os deixando de lado. acentuando-se os traços de solução do problema e decisão pessoal. através de alguma indicação ou sinalização.parte mais delicada do caso. assim como dos elementos subjetivos. Quando aplicado em grupo.satisfatória. podendo já considerar as opiniões. quando grupal. o problema. Palestra e Conferência Estudo de Caso A técnica do estudo de caso no processo de aprendizagem parte do Metodologia do pressuposto de que aprendizagem é fundamentalmente preparar-se para Trabalho problemas fazendo uso Científico resolver situações ou na busca denão habituais.deve-se reunir os principais elementos contidos no caso. * 54 . na busca de uma solução comum ou aceita por todos.o caso. relatando todas as alternativas e seus possíveis desdobramentos no presente e no futuro. pois será fundamental na vida profissional. diversas soluções sempre embasados em fatos. O estudo de caso estimula a tomada de decisão ou escolha. Por isso. de maneira que todos venham a contribuir com suas percepções e intuições. a solução de caso. de modo sistematizado e por escrito. haja visto que. intuições. Buscar. aqueles que não tem importância para o caso. que podem ser apontados como: Leitura cuidadosa do caso . buscando considerar a contribuição dos membros. incluindo fatos e opiniões congruentes ou divergentes. a unidade na ação. importa indicar os fatos mais importante e os de menor importância. sempre haverá mais de uma solução adequada para um problema. e que pressupõe a clara compreensão do caso e do elemento central do mesmo. que podem esconder ou distorcer fatos que realmente ocorreram. Identificação dos fatos . Identificação do problema . requer que cada participante do grupo tenha clara compreensão da questão. para tanto do pensamento reflexivo uma solução Pode ser aplicado de modo individual. sentimentos. Esta capacidade de convencimento deve ser desenvolvida. e que cada indivíduo poderá propor uma das diferentes alternativas. ainda assim.em função da relevância dos fatos reunidos. Etapas Básicas do Estudo de Caso O Estudo de caso envolve algumas etapas básicas na solução do problema. evitando que um membro venha a prevalecer sobre os demais participantes. mas. Identificação das alternativas de solução para o problema . dos seus possíveis desdobramentos.

Ao término da conferência. que o nível de argumentos objetivos. A duração considerada adequada para uma palestra e esclarecimento de possíveis indagações é de 1:30 min (uma hora e trinta minutos). de modo simples e direto. intuições. com perda de interesse. com base nos elementos envolvidos. como melhor convier ao palestrante. ousando construir algo baseado no seu sentimento para com o caso trabalhado. a experiência e o trabalho desenvolvido pelo palestrante acerca de um dado tema ou assunto. a exemplo de sentimentos. o conferencista poderá facultar aos participantes a formulação de indagações sobre os pontos que desejam esclarecer. Implementação .Escolha da alternativa mais adequada . verificando se é claro para você as razões de tal escolha. 55 . Considera-se 30min (trinta minutos) um tempo ideal para exposição. evidenciando a relevância de tais estudos e/ou experiências.aponte. motivar. acerca de um determinado tema. oral. permitindo ao público compreender e assimilar melhor o que está sendo exposto. sem aprofundar-se. A duração considerada adequada para a conferência deve ser de 01h (uma hora). realizada por especialista. em linhas gerais. uma proposta para implementação da alternativa escolhida. Respeite suas percepções e sentimentos .não deixe-se levar por preconceitos. em razão de indagações dirigidas pela platéia ao conferencista. como de elementos subjetivos. ainda que de modo esclarecedor e contribuitivo para a sua audiência. A palestra caracterizase enquanto atividade onde o palestrante desenvolve de modo metódico e estruturado o tema ou assunto. pois o alongar da mesma torna-a cansativa. que poderão ser dirigidas durante ou ao final da palestra. Palestra A palestra é uma atividade pedagógica centrada em exposição oral acerca de um tema ou assunto. juízos de valor. esclarecer e divulgar. Conferência Conferência é uma exposição científica. Objetiva suscitar.pressupõe a escolha de uma das alternativas que melhor se aplique a situação.

fazendo uma análise crítica acerca do que está expresso no texto abaixo. Ele utiliza o mesmo conteúdo e método nas duas turmas. quer seja pela falta de amadurecimento do pensamento. ou por enveredar por um discurso que busca as causas últimas das coisas fundamentado nas especulações”. sendo o professor titular. Você. deixando claro suas idéias acerca do assunto. quer seja pelas elaborações inquestionáveis e exatas .protegido das comprovações. a maioria da turma ‘A’ foi aprovada e a maioria da turma ‘B’ foi reprovada. Com base na técnica da atividade acadêmica Estudo de Caso análise e procure soluções para o problema que se propõe a seguir: O professor estagiário da disciplina matemática tem duas turmas para as quais ministra aulas. Ao final do ano letivo. No entanto. conhecer a realidade adequadamente nem sempre é possível. Porém. Elabore um texto de 10 (dez) linhas.Atividades Metodologia do Complementares Trabalho Científico 1. é mister e imprescindível o desenvolvimento intelectual dele. 56 . para tal. Os alunos fizeram movimento exigindo providências do professor titular para que averiguasse o caso. que atitudes tomaria? 2. para uma apreensão adequada do mundo e para que ele possa construir um conhecimento mais próximo da verdade. fundamentado na certeza dos fatos. “Pensar criticamente é um dever do homem.

em média. portanto. uma tendência a descuidar-se da linguagem quando se redige um trabalho científico ou técnico: talvez sob a alegação de que não se trata de trabalho literário. os recursos retóricos. Relatório do resultado da pesquisa. Coleta. objetiva. ou então quando a informação disponível se encontra em tal estado de desordem que não possa ser adequadamente relacionada ao problema. ao menos. e no máximo oito. 57 . em qualquer campo do conhecimento. que requer um tratamento científico e se constitui no caminho para conhecer a 1 2 3 4 5 6 realidade ou para descobrir verdades parciais. evitando o colóquio excessivamente familiar e vulgar. Importa respeitar. Definição e diferenciação do problema. condizente com a redação científica. Análise e interpretação dos dados. os seguintes aspectos fundamentais: correção gramatical. preocupação em redigir com um estilo capaz de equilibrar a simplicidade com o movimento. concisa. é um procedimento formal. A pesquisa é requerida quando não se dispõe de informações suficientes para responder ao problema. O desenvolvimento de um projeto de pesquisa compreende seis passos: Seleção do tópico ou problema para a investigação. exposição clara. controlado e crítico. A pesquisa. com método de pensamento reflexivo. convém sempre solicitar a contribuição de um conhecedor da língua e da gramática para nos auxiliar. que permite descobrir novos fatos ou dados. Levantamento de hipóteses de trabalho. relações ou leis. Linguagem Científica Há.A PESQUISA CIENTÍFICA E SUAS FASES Conceito. Finalidades e Requisitos da Pesquisa Científica Pode-se definir pesquisa como um processo formal e sistemático. bem como parágrafos com cinco linhas cheias. cuidado em evitar parágrafos extensos. sistematização e classificação dos dados. de modo geral. construir períodos com no máximo duas ou três linhas.

quaisquer que sejam os métodos ou técnicas empregadas. é a habilidade para usar esses preceitos ou normas. impessoalidade.simplicidade do texto. Técnicas de Pesquisa Técnica é um conjunto de preceitos ou processos de que se serve uma ciência ou arte. DOCUMENTAÇÃO INDIRETA: Toda pesquisa implica o levantamento de dados de variadas fontes. é possível escrever de maneira original e criativa e produzir frases elegantes. Metodologia do Trabalho Científico linguagem direta. b) Pesquisa bibliográfica: A pesquisa bibliográfica. a parte prática. sem cair no hermetismo. ou de fontes secundárias. evitar longas citações e relatar o fato no menor número possível de palavras. variadas. fluentes e bem articuladas. desde publicações avulsas. devendo usar verbos nas formas que tendem à impessoalidade. abrange toda bibliografia já tornada pública em relação ao tema de estudo. Com palavras conhecidas de todos. é feito de duas maneiras: pesquisa documental (ou de fontes primárias) e pesquisa bibliográfica (ou de fontes secundárias). e observação direta intensiva. gravações em fita magnética e audiovisuais: filme e televisão. até meios de comunicação orais: rádio. jornais. recorrer aos termos técnicos somente quando absolutamente indispensáveis e nesse caso colocar o seu significado entre parênteses. evitando a criação de um texto onde os parágrafos se sucedem uns aos outros como compartimentos estanques. sem nenhuma fluência entre si. não começar períodos ou parágrafos seguidos com a mesma palavra. As técnicas de pesquisa podem ser categorizadas em três grandes grupos: documentação indireta. ou depois. Toda ciência utiliza inúmeras técnicas na obtenção de seus propósitos. sem rodeios. constituindo o que se denomina de fontes primárias. Esses documentos permitem ao cientista o reforço paralelo na análise de suas pesquisas ou na manipulação de suas informações. nem usar repetidamente a mesma estrutura de frase. monografias. revistas. evitar palavras e formas empoladas ou rebuscadas. Sua finalidade é colocar o pesquisador em contato direto com tudo aquilo que foi escrito sobre determinado assunto. a) Pesquisa documental: a fonte de coleta de dados está restrita a documentos. a seguir delineadas. teses etc. É a fase da pesquisa realizada com intuito de recolher informações prévias sobre o campo de interesse. primeiro passo de qualquer pesquisa científica. escritos ou não. que tentem transmitir ao leitor mera idéia de erudição. 58 . livros. documentação direta. dispensando detalhes irrelevantes e indo diretamente ao que interessa. Esse levantamento de dados. desconfiando dos sinônimos perfeitos ou de termos que sirvam para todas as ocasiões. boletins. pois conduz mais facilmente o leitor à essência do texto. Estas podem ser feitas no momento em que o fato ou fenômeno ocorre. precisão e rigor com o vocabulário técnico. encadear o assunto de maneira suave e harmoniosa.. ser rigoroso na escolha das palavras do texto. contribui grandemente para a objetividade da redação dos trabalhos científicos.

Pesquisa Bibliográfica: A pesquisa bibliográfica é desenvolvida a partir de material já elaborado. A diferença essencial entre ambas está na natureza das fontes. Pesquisa Documental: A pesquisa documental assemelha-se muito à pesquisa bibliográfica. O desenvolvimento da pesquisa documental segue os mesmos passos da pesquisa bibliográfica. assim como do uso de conhecimentos já à disposição. há pesquisas desenvolvidas exclusivamente a partir de fontes bibliográficas. as fontes são muito mais diversificadas e dispersas. Níveis de Pesquisa Outro modo de delinear os diferentes tipos de pesquisa é considerar o nível de progresso decorrente da pesquisa. preciso. bem como aquelas que se propõem à análise das diversas posições acerca de um problema. constituído principalmente de livros e artigos científicos. a pesquisa documental vale-se de materiais que não receberam ainda um tratamento analítico. na pesquisa documental. e da constituição desse conhecimento inovador. e os “de segunda mão”. descobrir novos fenômenos ou as relações entre eles. Exige instrumental específico. 59 . também costumam ser desenvolvidas quase exclusivamente a partir de fontes bibliográficas. em geral. Embora em quase todos os estudos seja exigido algum tipo de trabalho desta natureza. no levantamento de dados no próprio local onde os fenômenos ocorrem. ou de uma hipótese. os documentos “de primeira mão”. o experimento representa o melhor exemplo de pesquisa científica. que não receberam nenhum tratamento analítico. a) Pesquisa de campo: Pesquisa de campo é aquela utilizada com o objetivo de conseguir informações e/ou conhecimentos acerca de um problema. enquanto na pesquisa bibliográfica as fontes são constituídas sobretudo por material impresso localizado nas bibliotecas. cabendo considerar que. selecionar as variáveis que seriam capazes de influenciá-lo. Essencialmente. Pesquisa Experimental: De modo geral. que se queira comprovar. ou. As pesquisas sobre ideologias. Enquanto a pesquisa bibliográfica se utiliza fundamentalmente das contribuições dos diversos autores sobre determinado assunto. Ela descreve e analisa o que será ou ocorrerá em situações controladas. b) Pesquisa de laboratório: A pesquisa de laboratório é um procedimento de investigação mais difícil. a pesquisa experimental consiste em determinar um objeto de estudo. da utilização dos mesmos. ainda. Esses dados podem ser obtidos de duas maneiras: através da pesquisa de campo ou da pesquisa de laboratório. ou que ainda podem ser reelaborados de acordo com os objetos da pesquisa.DOCUMENTAÇÃO DIRETA: A documentação direta constitui-se. e ambientes adequados. Há de um lado. que de alguma maneira já foram analisados. definir as formas de controle e de observação dos efeitos que a variável produz no objeto. porém mais exato. para o qual se procura uma resposta.

educacional. a pesquisa-ação. Por exemplo.Metodologia do Trabalho Científico Estudo de Caso: O estudo de caso é caracterizado pelo estudo profundo e exaustivo de um ou de poucos objetos. Sua preocupação está menos voltada para o desenvolvimento de teorias de valor universal que para a aplicação imediata 60 . todavia. para a construção de hipóteses ou reformulação do problema. Pesquisa Participante: A pesquisa participante. Há autores que empregam as duas expressões como sinônimas. Tipos de Pesquisa A pesquisa é denominada de pura. envolve a distinção entre ciência popular e ciência dominante. A despeito. pois depende de suas descobertas e se enriquece com o seu desenvolvimento. A pesquisa aplicada. a pesquisa-ação tende a ser vista em certos meios como desprovida da objetividade que deve caracterizar os procedimentos científicos. de caráter social. tarefa praticamente impossível mediante os outros delineamentos considerados. Pesquisa-Ação: A pesquisa-ação tem sido objeto de bastante controvérsia. destas críticas. assim como a pesquisa-ação. trabalhar e interpretar a realidade sobretudo a partir dos recursos que a natureza lhe oferece. por sua vez. Esta última tende a ser vista como uma atividade que privilegia a manutenção do sistema vigente e a primeira como o próprio conhecimento derivado do senso comum. Por sua flexibilidade. de maneira que permita o sem amplo e detalhado conhecimento. em virtude de exigir o envolvimento ativo do pesquisador e a ação por parte das pessoas ou grupos envolvidos no problema. A maior utilidade do estudo de caso é verificada nas pesquisas exploratórias. quando busca o progresso da ciência. sobretudo por pesquisadores identificados por ideologias “reformistas” e “participativas”. tem como característica fundamental o interesse na aplicação. Seu desenvolvimento tende a ser bastante formalizado e objetiva à generalização. A pesquisa participante. apresenta muitos pontos de contato com a pesquisa pura. por sua vez. então o estudo de caso seria o delineamento mais adequado. porém. vem sendo reconhecida como muito útil. Todavia. e procura desenvolver os conhecimentos científicos sem a preocupação direta com suas aplicações e conseqüências práticas. é recomendável nas fases iniciais de uma investigação sobre temas complexos. se as informações disponíveis fossem suficientes para afirmar que existem três tipos diferentes de comunidades de base e houvesse interesse em classificar uma comunidade específica em algum desses tipos. que permitiu ao homem criar. geralmente supõe uma forma de ação planejada. técnico ou outro. Também se aplica com pertinência nas situações em que o objeto de estudo já é suficientemente conhecido a ponto de ser enquadrado em determinado tipo ideal. caracteriza-se pela interação entre pesquisadores e membros das situações investigadas. utilização e conseqüências práticas dos conhecimentos. com vistas na construção de teorias e leis.

Neste caso. sexo. tem-se uma pesquisa descritiva que se aproxima da explicativa. Pode-se dizer que o conhecimento científico está assentado nos resultados oferecidos pelos estudos explicativos. pretendendo determinar a natureza dessa relação. é este o tipo de pesquisa a que mais se dedicam os psicólogos. estado de saúde etc. com o objetivo de proporcionar visão geral. o porquê das coisas. nível de escolaridade. assistentes sociais e outros pesquisadores sociais. estas são as que apresentam menor rigidez no planejamento. já que o risco de cometer erros aumenta consideravelmente. Uma pesquisa explicativa pode ser a continuação de outra descritiva. Algumas pesquisas descritivas vão além da simples identificação da existência de relações entre variáveis. esclarecer e modificar conceitos e idéias. com vistas na formulação de problemas mais precisos ou hipóteses pesquisáveis para estudos posteriores. A classificação mais adotada. acerca de determinado fato. Pesquisas Explicativas: Têm como preocupação central identificar os fatores que determinam ou que contribuem para a ocorrência dos fenômenos. Pesquisas Exploratórias: Têm como principal finalidade desenvolver. porém. posto que a identificação dos fatores que determinam um fenômeno exige que este esteja suficientemente descrito e 61 . De todos os tipos de pesquisa. São desenvolvidas. porque quase sempre constituem etapa prévia indispensável para que se possam obter explicações científicas. São inúmeros os estudos que podem ser classificados sob este título e uma de suas características mais significativas está na utilização de técnicas padronizadas de coleta de dados. As pesquisas podem ainda ser classificadas. Dentre as pesquisas descritivas salientam-se aquelas que têm por objetivo estudar as características de um grupo: sua distribuição por idade. Isto não significa.numa realidade circunstancial. Este é o tipo de pesquisa que mais aprofunda o conhecimento da realidade. sociólogos. entrevistas não padronizadas e estudos de caso. Pesquisas Descritivas: Têm como objetivo primordial a descrição das características de determinada população ou fenômeno ou o estabelecimento de relações entre variáveis. Procedimentos de amostragem e técnicas quantitativas de coleta de dados não são costumeiramente aplicados nestas pesquisas. De modo geral. procedência. estudos descritivos e estudos que verificam hipótese causais. de tipo aproximativo. Habitualmente envolvem levantamento bibliográfico e documental. Este tipo de pesquisa é realizado especialmente quando o tema escolhido é pouco explorado e torna-se difícil sobre ele formular hipóteses precisas e operacionalizáveis. segundo diferentes categorias. classifica as pesquisas em três tipos: estudos exploratórios. Por isso mesmo é o tipo mais complexo e delicado. na atualidade. Pesquisas que se propõem estudar o nível de atendimento dos órgãos públicos de uma comunidade. que as pesquisas exploratórias e descritivas tenham menos valor. tais pesquisas. as condições de habitação de seus habitantes etc. porque explica a razão.

no local de trabalho. Pesquisa Quantitativa Adequada quando se deseja conhecer a extensão (estatisticamente falando) do objeto de estudo. As pesquisas explicativas nas ciências naturais valem-se quase que exclusivamente do método experimental. Pela Internet: Entrevistas realizadas junto a um público específico que comprovadamente tenha acesso a Internet. podem ser realizadas no domicílio. tomar decisões com segurança. evitando inconsistências de aplicação do questionário. sua comunicação. seja de caráter público. Esta técnica permite agilidade na fase de coleta e processamento de dados. dependendo do objetivo da pesquisa. pois além de permitir o acompanhamento simultâneo das entrevistas (através de escuta programada) é possível também realizar uma crítica eletrônica em tempo real. o método quantitativo oferece informações de natureza mais objetiva e aparente. chegando mesmo a ser designadas “quase-experimentais”. em virtude das dificuldades já comentadas. além de garantir ao entrevistado total impessoalidade no registro das informações. mas em algumas áreas. que pode conter questões fechadas (alternativas pré-definidas) e/ou abertas (sem alternativas e com resposta livre). Ou seja. As amostras podem ser aleatórias ou por cotas (extratos pré-definidos de sexo. Técnicas Utilizadas na Pesquisa Quantitativa A lgumas técnicas de abordagem utilizadas são: Face à face: Entrevistas realizadas pessoalmente junto ao entrevistado. Outras vantagens asseguradas são o prazo e o custo que normalmente tendem a ser menores. Esta metodologia permite mensurar opiniões. Esta técnica garante um controle de qualidade ainda maior que as demais técnicas de abordagem. assistenciadas por um questionário eletrônico formatado para receber as informações diretamente no sistema de processamento. Aplica-se nos casos em que se busca identificar o grau de conhecimento. do ponto de vista do público pesquisado. Estas entrevistas. em pontos de fluxo (abordagem de indivíduos em trânsito) ou em local pré-definido. hábitos e atitudes etc. Por telefone: Entrevistas realizadas via telefone. 62 . apoiadas por um questionário convencional (impresso) ou eletrônico (Computador ou Pocket PC). sobretudo ao observacional. recorre-se a outros métodos. seja em relação a um produto. Nem sempre se torna possível a realização de pesquisas rigidamente explicativas em ciências sociais. de um universo (público-alvo) através de uma amostra que o represente de forma estatisticamente comprovada. O método quantitativo orienta para a utilização de questionários estruturados predominantemente elaborados com questões fechadas (lista de respostas pré-codificadas). impressões. Arrolamento: Esta técnica na realidade é um levantamento ou contagem de eventos.Metodologia do Trabalho Científico detalhado. Em toda pesquisa quantitativa. sobretudo da Psicologia. assim. preparado para realização de entrevistas com indivíduos recrutados previamente. serviço ou instituição. O instrumento de coleta de dados mais utilizado é o questionário. é necessário calcular a margem de erro para o grau de confiança que se pretende. é a mais utilizada em pesquisa de mercado e opinião. classe social. Auto-Preenchimento: Até pouco tempo. as opiniões. enviado para um grande número de pessoas (em virtude do baixo índice de retorno de questionários preenchidos) de um determinado segmento. a única maneira utilizada era o questionário impresso. Seus resultados podem refletir as ocorrências do mercado como um todo ou de seus segmentos. através de palm e internet. Com os recursos tecnológicos. as pesquisa revestem-se de elevado grau de controle. idade. por A metodologia quantitativa. região etc). sensações. este método passou a ser realizado também. de modo geral. empresarial ou domiciliar. realizado através da observação e registro de informações de transeuntes. de acordo com a amostra com a qual se trabalha. Nas ciências sociais. As entrevistas são conduzidas por um entrevistador ou através de auto-preenchimento. veículos ou equipamentos urbanos. seus hábitos. reações. Normalmente usa-se esta técnica quando queremos saber.. sem exceção. comportamentos. A pesquisa quantitativa é realizada a partir de entrevistas individuais. podendo.

elaboração aplicação de pré-teste para validação do questionário e. Palm (coletor de dados) ou um contador mecânico utilizado especialmente para este fim. de senso das ciências da natureza comum e representações relativamente elaboradas que formam uma concepção de vida e orientam as suas ações individuais. posteriormente. essas correntes se fundamentam em alguns pressupostos contrários ao modelo Aspectos da experimental e adotam métodos e técnicas de pesquisa Pesquisa Qualitativa diferentes dos estudos a) a delimitação e formulação do problema . a fim de alcançar uma compreensão modelo de estudo das global dos fenômenos. acontecimentos fixos. dentre outros aspectos. a fala e o silêncio. apuração. e. A Pesquisa Quantitativa é baseada em rígidos critérios estatísticos. de pesquisa para todas preliminarmente. a familiaridade com os acontecimentos diários e a percepção das concepções que embasam práticas e costumes supõem que os Estes cientistas se sujeitos da pesquisa têm representações. elaboração de relatórios para análise estratégica. Na pesquisa quantitativa. não é uma definição apriorística. mas se manifestam em uma complexidade de oposições. explicações gerais. sem adiantar explicações as ciências. da observação reiterada e participante do objeto pesquisado. o número de entrevistas a serem realizadas. vai definindo e se delimitando na exploração dos contextos ecológico e social. em geral. O pesquisador não se transforma em mero relator passivo: ciências da natureza. por fim. cruzamento e tabulação dos dados. levantamento de preferências por produtos e serviços de parcelas da população. opiniões sobre temas políticos. sua imersão no cotidiano. fruto de um distanciamento que o cientistas que partilham pesquisador se impõe para extrair as leis constantes que o explicam e cuja freqüência e regularidade pode-se comprovar pela observação direta e pela verificação da abordagem qualitativa experimental. de um processo indutivo que se em pesquisa se opõem. ou seja. ao pressuposto e dos contatos duradouros com informantes que conhecem esse objeto e emitem experimental que juízos sobre ele. Existem em uma determinada região geográfica. Os qualitativa. a pesquisa em campo. ciências humanas e c) os pesquisados . Os passos para o desenvolvimento e aplicação do método quantitativo tem início com a definição dos objetivos que o cliente pretende alcançar. Como o nome já diz. na pesquisa experimentais. em leis e freqüência e a interrupção. despojar-se de preconceitos. parciais e incompletas. ou qual o número de consumidoras que foram atraídas por uma promoção em um supermercado. todas as pessoas que sociais devam-se participam da pesquisa são reconhecidas como sujeitos que elaboram conhecimentos e produzem práticas adequadas para intervir nos problemas que conduzir pelo paradigma identificam. pois. mas construídas recusam a admitir que as com relativa coerência em relação à sua visão e à sua experiência. postos de gasolina. predisposições para assumir uma atitude aberta a todas as manifestações que observa. a fim de comprovar as hipóteses. O problema decorre. Ele deve. Na pesquisa qualitativa todos os fenômenos são igualmente transformar. Em seguida faz-se o levantamento amostral do universo. etc. que servem de parâmetro para definição do universo a ser abordado pela pesquisa. ou quantos supermercados.na pesquisa qualitativa. 63 . sociais. captados em um instante de observação. que elas têm um conhecimento prático. a de mensuração. Em síntese. o método quantitativo é útil para o dimensionamento de mercados.os dados não são coisas isoladas. defende um padrão único b) o pesquisador . os recursos de estatística nos dirá se os resultados obtidos são significativos ou mero fruto do acaso. O instrumento de coleta pode ser através de planilha de preenchimento linear. Pesquisa Qualitativa A pesquisa qualitativa é uma designação que abriga correntes de pesquisa muito diferentes. e devam legitimar seus conhecimentos por d) os dados .exemplo. antes de tudo. onde se realiza a pesquisa. Eles se dão em um contexto fluente de processos quantificáveis relações: são “fenômenos” que não se restringem às percepções sensíveis e que venham a se aparentes. Pressupõe-se.o problema. por técnicas importantes e preciosos: a constância das manifestações e sua ocasionalidade. farmácias.é parte fundamental da pesquisa qualitativa. calcado no nem conduzir-se pelas aparências imediatas. econômicos. de revelações e de ocultamentos. gravador. qual o número diário de frequentadores de um shopping center.

Algumas pesquisas qualitativas não descartam a coleta de dados quantitativos. nem por índices quantitativos. demonstrando a cientificidade dos dados colhidos e dos conhecimentos produzidos. a partir de informações rigorosas e científicas Pesquisa descritiva ou casual Resultados quantificáveis condensados em tabelase gráficos Caráter objetivo Mensuração Uma realidade Sistema Mecanicista Raciocínio lógico e dedutivo Utiliza instrumentos específicos (ex. não filtrados por conceitos operacionais.Um segundo marco que separa a pesquisa qualitativa dos estudos experimentais está na forma como apreende e legítima os conhecimentos. QUADRO COMPARATIVO DOS TIPOS DE PESQUISA PESQUISA QUALITATIVA Questões abertas e exploratórias Amostra pequena Análise subjetiva e interpretativa Pesquisa exploratória Resultado da linha de conduta (opiniões. ouvindo as narrativas. que reúnem um corpus qualitativo de informações que. se baseia na racionalidade comunicacional. O reduz um rol de por uma Científico conhecimento não sesujeito-observador dados integrante do processo de teoria explicativa. conectadossujeito. pesquisa-ação e pesquisaintervenção. o é parte conhecimento e interpreta os fenômenos. sua habilidade artesanal e sua perspicácia para elaborar a metodologia adequada ao campo de pesquisa.. e analisando documentos. uma interdependência viva entre o sujeito e o objeto. expor e validar os meios e técnicas adotadas. O objeto não é um dado inerte e neutro. segundo Habermas.: questionário) Trabalha com generalizações 64 . A abordagem qualitativa parte do fundamento de que há uma relação dinâmica entre Metodologia do o mundo real e o sujeito. entrevista não-diretiva. principalmente na etapa exploratória de campo ou nas etapas em que estes dados podem mostrar uma relação mais extensa entre fenômenos particulares. estudo de caso etc. atribuindo-lhes um significado. atitudes e expectativas) Caráter subjetivo Interpretação Múltiplas realidades Sistema Organicista Raciocínio dialético e indutivo Utiliza a comunicação e a observação (ex. A pesquisa qualitativa pressupõe que a utilização dessas técnicas não deve construir um modelo único e exclusivo. A pesquisa é uma criação que mobiliza a acuidade inventiva do pesquisador. Técnicas de Pesquisa Qualitativa A pesquisa qualitativa privilegia algumas técnicas que coadjuvam a descoberta de fenômenos latentes. lembranças e biografias. história ou relatos de vida. análise de conteúdo. tais como a observação participante. está possuído de significados e relações que sujeitos concretos criam em suas ações. um a subjetividade do Trabalho vínculo indissociável entre oamundo objetivo e isolados. O pesquisador deverá.: entrevista) Trabalha com particularidades PESQUISA QUANTITATIVA Predomínio de questões fechadas Amostra grande Análise estatística. aos problemas que ele enfrenta com as pessoas que participam da investigação. obtémse um volume qualitativo de dados originais e relevantes. porém. Observando a vida cotidiana em seu contexto ecológico.

O uso de termos apropriados. 7 Organização do Instrumental de Pesquisa: A elaboração ou organização dos instrumentos de investigação não é fácil. concisão e objetividade. Elas devem ser definidas com clareza e objetividade e de forma operacional. Nesse caso. roteiros de entrevistas. necessita de tempo. Na formulação de um problema deve haver clareza. 8 65 . A pesquisa pode ser limitada em relação ao assunto – selecionando um tópico. 5 Delimitação da Pesquisa: Delimitar a pesquisa é estabelecer limites para a investigação. para a qual se deve encontrar uma solução. por serem capazes de fornecer dados atuais e relevantes relacionados com o tema. contribui para a melhor compreensão da realidade observada. 3 Definição dos Termos: O objetivo principal da definição dos termos é torná-los claros. 4 Indicação de Variáveis: Ao se colocar o problema e a hipótese. teórica ou prática. 1 Levantamento de Dados: Para obtenção de dados podem ser utilizados três procedimentos: pesquisa documental. além de dar indicações sobre o tempo e o material necessários à realização de uma pesquisa. as obras sobre pesquisa científica oferecem esboços práticos que servem de orientação na montagem dos formulários. Definir um problema significa especificá-lo em detalhes precisos e exatos. escalas de opinião ou de atitudes e outros aspectos. no conhecimento de alguma coisa de real importância. questionários. deverá ser freqüentemente revisto. 6 Seleção dos Métodos e Técnicas: Os métodos e as técnicas a serem empregados na pesquisa científica podem ser selecionados desde a proposição do problema. compreensivos e objetivos e adequados. Em geral. É importante definir todos os termos que possam dar margem a interpretações errôneas. a extensão – porque nem sempre se pode abranger todo o âmbito onde o fato se desenrola. pesquisa bibliográfica e contatos diretos. a fim de impedir que se torne ou muito extenso ou muito complexo. de definições corretas. perdurar por toda a pesquisa. inclusive. mas é uma etapa importante no planejamento da pesquisa. da formulação das hipóteses e da delimitação do universo ou da amostra. revestidos de importância.Fases da Pesquisa Científica Escolha do Tema: Tema é o assunto que se deseja estudar e pesquisar. A pesquisa bibliográfica é um apanhado geral sobre os principais trabalhos já realizados. O trabalho de definir adequadamente um tema pode. 2 Formulação do Problema: Problema é uma dificuldade. deve ser feita também a indicação das variáveis dependentes e independentes.

Ano de depósito (da entrega). Desde a escolha do tema. Finalmente. nada se faz ao acaso. Objeto: Composto pela caracterização do O que é a atividade ou trabalho científico de maneira sucinta. . incluindo as provas estatísticas a que serão de adequada integração na teoria existente e a análise submetidos os dados colhidos. dispor dos mesmos ou Científico Em uma pesquisa. Tal esforço não será identificadas. quanto e quando? quem? com quanto? Entretanto. as hipótese enunciadas. deve responder às clássicas questões: o quê? porquê? para quê e para quem? onde? como. pois qualquer tema de pesquisa necessita minuciosamente determinada. antes de redigir um projeto de Pesquisa-Piloto ou Pré-Teste pesquisa. portanto. Finalidade: Composto pelo termo Para que é tal trabalho científico. e O que apresenta. Esta necessita ser planejada com Metodologia do extremo rigor. . se o projeto definitivo. sua análise e interpretação para a elaboração do relatório final. se houver. determinação da metodologia. portanto. elaborar-se A aplicação da pesquisa-piloto um anteprojeto de pesquisa. mais detalhado e apresentando rigor e precisão metodológicos. . . exigem-se estudos preliminares que permitirão pesquisa definitivo. que deverá efetuar um breve histórico e experiências desenvolvidas e realizadas pela Organização e pela Coordenação responsável. em determinada altura. execução e apresentação da pesquisa. que também se composto por um breve histórico da atividade em questão e O que espera com tal apresentação. prepara.Projeto de Pesquisa Científica O projeto é uma das etapas componentes do processo de elaboração. coleta dos dados. o pré-teste permite também integração dos diferentes elementos em quadros a obtenção de uma estimativa sobre os teóricos e aspectos metodológicos adequados. tudo é previsto no projeto de pesquisa. . Finalmente. * Estrutura do Projeto de Pesquisa Capa: Constituída pelos seguintes elementos: . inclusive.maior segurança e precisão para a execução da pesquisa. com quê. se houver) . caso contrário o investigador. desenvolver sob o aspecto teórico e de outros estudos Todas as etapas foram previstas. haverá projeto. modificar variáveis e a permitindo também ampliar e especificar os quesitos do relação entre elas. Quem apresenta. futuros resultados.Local (cidade) da institruição onde deve ser apresentado. sem saber como Trabalho se-á perdidoaté desconhecendo seu significado e importância. óbvia e lúcida. cuja finalidade é a é um bom teste para os pesquisadores.Subtítulo.Nome do autor. as variáveis e pesquisas já elaborados. alterar hipóteses. a tentação de iniciar verificar o estado da questão que se pretende imediatamente a pesquisa é muito grande. Dessa forma. Apresentação: Composto por dois elementos chaves. encontrarnum emaranhado de dados colhidos. a metodologia desperdiçado. onde o mesmo pode ser encontrado. . fixação dos objetivos. descritos no seu contexto geral e específico. Este. com o respectivo número da página. do material já disponível será incluída no projeto sob o por que não começar incontinente a coleta de dados? título de “revisão da bibliografia”.Objetivos Específicos: 66 . Em primeiro Uma vez terminado o projeto de lugar. alguns passos devem ser dados. podendo.Título (e subtítulo.Objetivo Geral: . Sumário: Relacionar nos itens e subitens que compõe o projeto.Nome da instituição (opcional).denominação do projeto. a “definição dos termos”. A seguir.

o pesquisador vocabulário técnico-científico e estilo. em termos gerais. devendo evitar indicativos subjetivos como “acho”. situando-o no espaço e no tempo. bem como a inter-relação da fundamentação teórica com o material empírico coletado. Aqui é necessário constituído de três partes: introdução. quer práticos que o sustenta. Anexos: Relacionar e inserir os formulários citados no corpo do projeto e que serão utilizados no desenvolvimento das atividades propostas pelo mesmo. “julgo que” e adjetivações que obscureçam a objetividade dos dados referentes aos fatos ou à realidade estudada.Financeiros. Método: Versa acerca de como será realizado a atividade. é o significado do problema. que na maioria das vezes foi trabalhoso. . quer teóricos. os objetivos e a finalidade pesquisa nortearão o estilo e a utilização do estudo realizado. mas é imprescindível a estudo da problemática. “penso que”. É adequado que cada parágrafo seja tentando motivar o interesse do leitor. comunicação fidedigna de um estudo. buscando refletir precisão e objetividade. Significa o ápice de um trabalho UM RELATÓRIO DE PESQUISA realizado. a partir de questionamentos não exige do relator qualidades artísticas e concluídos ou da descoberta de aspectos relevantes no literárias. O suporte teórico utilizado para o estudo poderá agora ser enfocado. evidenciando ainda os fundamentos. ou seja. . tratará da relevância do tema-problema trabalhado. uso preciso dos Estrutura do Relatório de Pesquisa No relatório de pesquisa. clarear a definição do assunto e a delimitação do tema. Introdução: Na introdução considerada como b) Assimilação e uso correto do introdutória ao corpo geral do relatório. características de romancistas e poetas. Deve-se para tanto registrado todo o caminho percorrido durante a pesquisa. o modo. não A preocupação do relator será a de poder deixar se podendo jamais sujeitar-se ao estado de espírito individual. 67 . com quanto e com que será realizado. podendo representar o surgimento de novos Em um trabalho científico não se projetos de pesquisa. fazendo uso da metodologia. o pesquisador deve sentir-se gratificado por ter conseguido chegar ao término de um processo. quando o trabalho possui está fase. Recursos: Busca atender as indagações acerca de Com quem. dá-se a sua divisão nas seguintes partes: * termos empregados no decorrer do relato. É uma justificativa que o autor do vocabulário técnico na confecção de um relatório final de um projeto de pesquisa.Materiais (de consumo e de uso permanente).Técnicos (Conhecimento teórico/prático científico). desenvolvimento (corpo) e a conclusão. Relatório de Pesquisa e Monografia Ao iniciar a redação do relatório de um projeto de pesquisa. indicadas e/ou existentes afeita ao assunto desenvolvido no projeto em questão. . ou seja.Humanos.Justificativa/fundamentos: Versa acerca do O por quê da existência da atividade proposta. tanto para clarear as definições operacionais consideradas. Bibliografia: Relacionar as fontes consultadas. Segue-se ainda a apresentação da hipótese formulada e que se há de demonstrar. a maneira. Capa de fundo: Contento a identificação e o contato do autor/realizador. o tipo de leitor e a natureza da descreverá. desdobrando-se nos seguintes elementos: . gramática. observar alguns aspectos: especificando os elementos que possam ser importantes a) Uso adequado da linguagem e da para a análise posterior do estudo realizado. ASPECTOS RELEVANTES DE cheio de dificuldades.

as partes em capítulos. Nas conclusões e recomendações os resultados considerados valiosos e finais para a compreensão e exame da problemática estudada serão aqui apresentados. Científico devendo ser confundido com uma relação de partes ou capítulos. Deve ter ordenação própria e. relação com outros estudos sobre o mesmo assunto. constar apenas o título genérico “Apêndices”. Devem constar também as partes principais que compõem o trabalho. Inclui informações sobre a natureza e a importância do trabalho. constar apenas o título genérico “Anexos”. A conclusão define o ponto de vista do autor. a conclusão é expressa em termos de síntese dos elementos relevantes analisados no trabalho. relacionada à matéria tratada no trabalho). Estes elementos são de especial importância pois a partir da análise dos mesmos é que se pode julgar a validade científica do estudo. no sumário. O corpo do trabalho distribui-se em partes. acrescidas das que foram sendo sucessivamente utilizadas durante a execução da pesquisa e a redação do relatório. Bibliográfia: Inclui todas as obras já apresentadas no projeto. de no 20 Trabalho linhas. razões que levaram à realização do trabalho. capítulos. Sumário: Relação das partes.Apresentação: Poucas diferenças há entre a apresentação do projeto e a do relatório. visando a divulgação da pesquisa de modo abrangente. a exemplo de Dedicatória. Deve ter ordenação própria e. pois a construção do enunciado deve ser efetuado na língua inglesa. recebe o nome de resumo. O desenvolvimento de um relatório de pesquisa deve sofrer um processo metodológico divisório. O corpo ou desenvolvimento de um relatório de pesquisa tem por objetivo fornecer a análise dos componentes mais importantes de um tema-problema. Abrange ainda. itens e subitens do trabalho. suas limitações e. com a respectiva indicação do número de páginas iniciais. os subtítulos em parágrafos. quadros. nem com a enumeração das conclusões. Nesta fase deve-se apresentar muito claramente a metodologia usada e todo o traçado e caminho do estudo envolvendo variáveis e componentes. principalmente. por isto mesmo expressa as suas características pessoais acerca do assunto tratado – é a sua ideologia. justificativa e objeto. realizado pelo autormáximo 15 anão do trabalho. os capítulos em secções ou subtítulos. organizado por autor. o apêndice é composto de material trabalhado pelo próprio pesquisador. de modo ordenado. acerca do conteúdo do relatório. devem ser limitados. assim como o(s) instrumento(s) de pesquisa. Denomina-se de abstract a síntese do trabalho. redigido na língua inglesa. Como fechamento do trabalho. Anexos: Constituídos de elementos esclarecedores de outra autoria. em ordem alfabética. Apendices: Apresentando tabelas. incorporando as modificações realizadas depois de aplicada a pesquisa-piloto. Quando realizado por uma outra pessoa. é a parte mais extensa. Desenvolvimento: O desenvolvimento de um relatório. gráficos e outras ilustrações que não figuram no texto. na qual se expõe o assunto como um todo. seguida da Metodologia do autoria. Sinopse: Consiste numa breve síntese. incluindo apenas o estritamente necessário à compreensão de partes do relatório. Introdução: A introdução. enquanto parte inicial do texto. 68 . no sumário. Conclusões e recomendação: Em um relatório de pesquisa é imprescindível que se institua um item especial para as conclusões. os parágrafos em frases ou orações. Agradecimentos e Epígrafe (citação. Pode também conter elementos de natureza opcional. também denominado corpo. não deve ser confundido com uma tradução da sinopse. ainda que seja comum. seus objetivos. três itens do relatório: objetivo.

ou seja. Investiga determinado assunto não só em profundidade.Monografia Trata-se de um estudo sobre um tema específico ou particular. pois a ciência acumulativa. sistemático e completo. que está intimamente ligado aos objetivos propostos para a sua de um assunto único). ao enfoque dado.formulação clara e simples do tema da investigação. implica o exercício do raciocínio. com suficiente valor representativo e que obedece a rigorosa metodologia. As principais características de uma monografia são: Desenvolvimento .Demonstração: é a dedução lógica do trabalho. Pode haver diferenças quanto ao material. abordando vários introdução. discute. 2) ser capaz de reunir os elementos constitutivos de um sistema social ou de refletir as incidências e fenômenos de caráter autenticamente coletivo. cuja finalidade é expor e demonstrar. dessa ou daquela f) contribuição importante. isto é. 69 . . . mas não em alcance. é a apresentação sintética da questão. b) tema específico ou particular de uma ciência ou parte dela. desenvolvimento e conclusão. Tem como base a escolha de uma unidade ou elemento social. dependendo dos fins a que se destina. A monografia implica originalidade. está sujeita a contínuas revisões. a utilização desse ou e) metodologia específica. fundamenta e enuncia as proposições. elaboração. técnica. explica. mas até certo a) trabalho escrito. daquele método. sob duas circunstâncias: 1) ser suficientemente representativo de um todo cujas características de análise. apresentam a mesma estrutura: c) estudo pormenorizado e exaustivo. para atingirem o objetivo formal do trabalho e não se afastarem do tema. em geral.fundamentação lógica do trabalho de pesquisa. podem-se levar em consideração três fases ou estágio: explicação. a um só problema. Introdução . mas também em todos os seus ângulos e aspectos. ou seja. original e pessoal para a ciência. mas não em relação à forma ou à estrutura. procurando suprimir o ambíguo ou obscuro. d) tratamento extenso em profundidade. aspectos e ângulos do caso. isto é relativo. No desenvolvimento. Os trabalhos científicos. * Estrutura da Monografia ponto. . a argumentação e a explicação da pesquisa. Localiza-se na origem histórica da monografia aquilo que até hoje caracteriza essencialmente esse tipo de trabalho científico: a especificação. uma vez que é impossível obter total novidade em um trabalho.Discussão: é o exame. Mantém-se assim o A característica essencial não é a extensão. Demonstra que as proposições. importância da metodologia e rápida referência a trabalhos anteriores. realizados sobre o mesmo assunto. a CARACTERÍSTICAS DA MONOGRAFIA redução da abordagem a um só assunto. o nível da pesquisa. mas o sentido etimológico: monos (um só) e caráter do trabalho (tratamento de um tema delimitado) e a graphein (escrever: dissertação a respeito qualidade da tarefa. discussão e demonstração.Explicação: é apresentar o sentido de uma noção. é analisar e compreender.

para o término do curso de graduação. Da conclusão devem constar a relação existente entre as diferentes partes da argumentação e a união das idéias e. Tipos de Monografia Os estudantes. devendo restringir-se o mais possível às referências bibliográficas. ainda. mais reflexão.5 com corpo de letra Times New Roman 13 ou 14 ou Arial 11 ou 12. que devem ser apresentados em espaço simples. que não precisa ser extenso nem muito específico. a indicação deve ser precedida do seu número de ordem escrito acima da linha. índices e apêndices. precisam apresentar uma série de trabalhos que se diferenciam uns dos outros quanto ao nível de escolaridade e quanto ao conteúdo. A conclusão consiste no resumo completo. salvo raras exceções). conter o fecho da introdução ou síntese de toda reflexão. Podem-se distinguir três tipos: monografia. dentro de cada artigo ou capítulo. geralmente. mas não somente um fim.0 cm. exceto: resumo. mas estudos iniciais de pesquisa. a) Monografias escolares ou de trabalhos de caráter didático. à profundidade e à extensão. b) Monografias científicas ou de trabalhos científicos apresentados ao final do curso de mestrado. Formatação da Monografia Antes de ser imprimir a monografia. quando deverão ser numeradas consecutivamente. referências bibliográficas. dissertação e tese. elaborados por alunos iniciantes na autêntica monografia. indicações de fontes de tabelas. quando deverão ser indicadas entre parênteses. citações e transcrições devem ficar sete a oito espaços para dentro da margem esquerda. mais amplitude e criatividade. Como a introdução e o desenvolvimento. da argumentação dos dados e dos exemplos constantes das duas primeiras partes do trabalho. possui uma estrutura própria. entre aspas. apresentados ao final de um curso específico. como em rodapé ou no final do trabalho.é a fase final do trabalho de pesquisa. ou de iniciação à pesquisa e como preparação de seminários. direita e inferior 2 cm. mas sintetizado. digitado de um só lado em espaço 1. devendo considerar: utilizar papel tamanho A4 (210mm x 297mm). os estudantes têm o compromisso de elaborar um trabalho baseado. Via de regra.Metodologia do Trabalho Científico Conclusão . cabe ao autor observar os parâmetro de formatação do trabalho. tanto em listas no fim de cada capítulo. com o propósito de obter o título de mestre. inserção de notas. sumariamente. citações muito longas. que obedecem a esta ordem ascendente. ao longo de suas carreiras. em fontes bibliográficas. notas de rodapé. esses trabalhos vão exigindo maior embasamento. em relação à originalidade. As monografias referentes ao grau de conclusão do estudante universitário não podem ser consideradas verdadeiros trabalhos de pesquisa (para o qual os estudantes não estão ainda capacitados. referências bibliográficas poderão ocorrer no texto. À medida que ascendem na carreira universitária. * 70 . ou em notas de rodapé. margens superior e esquerda 3.

com seus títulos ou cargos logo abaixo.). caso haja. que é a folha de rosto. As páginas devem ser numeradas no canto superior direito. desenvolvimento com a seqüência dos capítulos destinados ao corpo do trabalho. dístico. apresentação. o texto se inicia cerca de 5 espaços do título. adendos. dados referente a instituição acadêmica. em algarismos romanos e a partir do capítulo 1 ou introdução em algarismos arábicos. o nome do autor em destaque. uma a duas folhas em branco. o título real do trabalho com subtítulos. dados referentes ao curso. abreviaturas. siglas. se houver. Elementos Textuais introdução. data. monografia etc. com a respectiva localização. geralmente sem gravação ou impressão. Elementos da Monografia A praxe é apresentar a monografia com os seguintes elementos: * Elementos Pré-textuais capa. se o autor achar conveniente. especificação do trabalho (dissertação. elementos que se acrescentam para demonstração. símbolos etc. às vezes utilizada para apresentar um resumo da obra. a dois ou três espaços do texto. ilustrações.a paginação deve ser feita a partir da primeira folha de trabalho. ordenados de acordo com o desenvolvimento. prefácio. cidade. dorso com o título e nome do autor. se houver. ou página destinada a um pensamento. esse item não deve aparecer). a página de rosto que contém: na parte superior. capítulo(s) das conclusões. * * 71 . Elementos Pós-textuais anexos. caso haja. frase. após a capa. sumário completo (de todos os capítulos e suas seções) ou sumário (enumeração das partes principais) com a indicação das páginas iniciais dos capítulos ou partes destacadas. exemplificação ou comprovação do texto. deverá conter apenas os dados indispensáveis à identificação do trabalho: título em destaque na parte superior. indicação de prefácio ou prólogo ou apresentação com o nome do apresentador (quando não houver apresentador. nome da instituição. página de dedicatória. cada novo capítulo ou seção deve começar em uma nova folha. sem abreviaturas. uma página que repete a capa. com cabeçalho ou título cerca de 8 cm da borda superior. o nome completo do autor. ano. contracapa. epígrafe. dados que se acrescentam para complementação do trabalho. listas de tabelas e/ou quadros.

nomes geográficos. apêndices. etc. glossário. uma ou duas páginas em branco antes da contracapa. fruto de observações ou aditamentos do texto. ELABORAÇÃO DE UMA MONOGRAFIA Escolha do assunto Delimitação do assunto Formulação do problema Pesquisa Empírica Pesquisa Bibliográfica Pesquisa Não-empírica Documentação para o trabalho Metodologia indutiva Crítica da documentação Metodologia dedutiva Resultados Resultados Construção Introdução Desenvolvimento Conclusão 72 . caso se julgue importante. índice de assuntos. com indicação de sua localização no texto.. bibliografia ou referência bibliográfica em ordem alfabética dos sobrenomes dos autores. nomes de pessoas. em ordem alfabética. elementos que se anexam para complementação do trabalho. acontecimentos.Metodologia do Trabalho Científico notas.

Há. segundo as normas da ABNT.Atividades Complementares 1. 73 . Elabore um texto de 10 (dez) linhas demonstrando os aspectos fundamentais da linguagem científica e a importância de cada um deles na construção do texto científico. Em que sentido a iniciação científica é importante (ou não) para a formação acadêmico-profissional do estudante? Quais são as vantagens e desvantagens que podemos identificar? Elabore um texto de 10 (dez) linhas. 2. de modo geral. acerca das questões propostas. uma tendência a descuidar-se da linguagem quando se redige um trabalho científico.

Metodologia do Trabalho Científico Toda ciência utiliza inúmeras técnicas na obtenção de seus propósitos.3. Faça seu esquema aqui. As técnicas de pesquisa podem ser categorizadas em três grandes grupos. Elabore um esquema evidenciando as categorias de técnicas de pesquisa com seus sub-itens e características principais de cada um deles. 74 .

as palavras que contém a idéia-núcleo e os detalhes mais importantes.Idéia central. quais são os pontos mais importantes. . . c) Destaque do texto: . do que ele trata. À medida que o pesquisador tem em mãos as fontes de referência.cabeçalho. . da capacidade de leitura e assimilação reflexiva dos conteúdos.sublinhe. com o máximo de exatidão e cuidado.Tema. para fins de estudo ou pesquisa.Problema. conforme segue abaixo: Etapa 1 O processo de aprendizagem depende. . A leitura pode ser realizada de modo proveitoso e com menor grau de esforço quando efetuada com base em algumas técnicas.procure as palavras que você não conhece no dicionário. enriquecendo o vocabulário e a facilidade de comunicação. Portanto. A leitura amplia e integra os conhecimentos. São eles: . desonerando a memória. percebendo o assunto e o significado do que foi lido. em cada parágrafo. abrindo cada vez mais os horizontes do saber. Nesta etapa da atividade. Nesta primeira etapa você tomará conhecimento do texto.Objetivo do autor. vamos à elas: Inicialmente iremos fazer um fichamento do texto. b) Releia o texto grifando os pontos mais importantes e as palavras desconhecidas. . Portanto. iremos realizar algumas técnicas que já conhecemos para a sistematização do conhecimento. 75 . deve transcrever os dados em fichas. dentre outros elementos.referência bibliográfica.Atividade Orientada ORIENTAÇÕES PARA A ATIVIDADE Caro aluno. . iremos realizar a atividade em três etapas. Fichar é transcrever anotações em fichas. vamos sistematizar esse conhecimento adquirido. Lembre-se dos elementos principais que não podem deixar de existir num fichamento. Etapa 2 Agora que você já conhece o texto e já compreendeu a importância do seu tema central. comece fazendo o que segue: a) Procure fazer uma leitura geral e atenciosa do texto.

a tarefa agora é elaborar uma resenha crítica do texto. Esta banalização foi incorporada na nova LDB. http://www. Entre elas conta-se a necessidade de perceber a pesquisa como ambiente da aprendizagem reconstrutiva. Neste texto pretendemos arrolar alguns argumentos favoráveis ao desafio reconstrutivo da aprendizagem.Resumo da obra (digesto). em. 2003. Certamente. . Lembre-se da estrutura que deve conter numa resenha crítica. não com educação. tornando-se contraproducente a relação externa. dificilmente se pode hoje mantê-la como paradigma central da aprendizagem. organiza cenários do Mundo de Sofia. tomando em conta que este livro desenha. ou mera instrução.Referência Bibliográfica. é mister cuidar que o processo se marque principalmente pelo desafio educativo ou formativo. donde segue que esta noção de pesquisa precisa fazer parte de todo processo educativo. com fonte de tamanho 12 ( Arial ou Time New Romam).br/informativo/BTS/243/boltec243c. porque induz a pensar que o aluno aprende escutando aulas e que a função central do professor é dar aulas. O texto foi extraído do site do SENAC. realizando autêntica “salada terminológica” e denotando que ainda prevalece a expectativa de uma escola e de uma universidade preocupadas essencialmente com aulas. quando predominante. Nesta etapa quero ver o seu potencial crítico e reflexivo.identificação da obra.corpo.Conclusões da autoria. geralmente tomada como simples ensino. .Credenciais do autor. Etapa 3 Agora que você já sistematizou as informações que continham no texto e já assimilou os conteúdos e informações que ele contém. ressaltando a pesquisa como seu ambiente próprio. se quisermos criatividade. . Para ilustrar esta tendência.senac.. TEXTO PARA ANÁLISE Sumário: APRENDER: O DESAFIO RECONSTRUTIVO é um texto de Pedro Demo. para não dizer treinamento.Crítica do resenhista (apreciação da obra). física. . a pesquisa como ambiente de aprendizagem e o papel maiêutico do professor. Deverá ser um resumo descritivo.htm. vamos agora para a parte mais significativa da atividade. Um dos argumentos mais importantes poderia ser buscado no reconhecimento crescente de que a aula combina com ensino. em todo processo educativo existe treinamento também. O mandato dos 200 dias letivos talvez seja a expressão mais explícita. O ambiente adequado de educação exige o diálogo de sujeitos. Metodologia do Trabalho Científico Agora vamos resumir o texto. . . consciência crítica. APRENDER: O DESAFIO RECONSTRUTIVO Pedro Demo* Impera entre nós confusão clássica com respeito à aprendizagem. A noção usual de pesquisa como sendo o processo metodológico geralmente muito sofisticado de produção de conhecimento continua valendo. Acesso em 02 de out. busque transcrever os pontos mais importantes do texto.local onde pode ser encontrado o texto. Este texto apresenta a tendência vigorosa de compreender a aprendizagem como fenômeno reconstrutivo. pois ela tem seu lugar supletivo. porque a relação social é eivada da relação de poder e a socialização propende a valorizar comportamentos adaptativos. Sua falta faz com que educação decaia para mero ensino. em qualquer nível e em qualquer fase.1 Embora não seja o caso de rejeitar a aula por completo. . Mas. cidadania de sujeitos capazes de história própria individual e coletiva. 76 . Passa rapidamente por algumas teorias interdisciplinares (psicologia. com o objetivo de contribuir para inovações fundamentais na escola e na universidade. biologia. com rara precisão. . mas é apenas uma das faces. no máximo. de cariz participativo e autoformativo.Indicações do resenhista. Portanto. Seria. lingüística e suas interconexões). uma página. Portanto.

aproveitada por Habermas e Apel. valorizando o contexto do erro e da dúvida. terceiro. dentro de seu âmbito. por ser esta uma habilidade humana e social. valorizar a ambiência humana. Ao mesmo tempo. o vivo não é uma substância. que buscam desenhar os processos de tratamento como similares a processos de aprendizagem de estilo reconstrutivo. e o “profissional pesquisador”. a saber: normalmente reconstruímos conhecimento. com base no conceito de autopoiesis. ressalta-se também a criatividade que caracteriza a vida sob todas suas formas. Passando para a psicologia: a contribuição mais importante ainda é a de Piaget. do que na pedagogia ou nas ciências ditas humanas. por conta da obra de Piaget que leva o nome de “construtivismo”. São menos teorias de como ensinar.5 2. Entendemos por aprendizagem reconstrutiva aquela marcada pela relação de sujeitos e que tem como fulcro principal o desafio de aprender.4 Afasta-se a pretensão de “incutir” a moral nas pessoas. o construtivismo estabelece o processo de aprendizagem como o desenvolvimento permanente e cada vez mais elevado da capacidade de elaboração própria. bem como na de Capra.7 dentro de uma visão de “auto-regulação”. ainda que uma não substitua nem se desfaça na outra. é possível ressaltar a importância para a aprendizagem da relação afetiva e emocional.12 5.6 no sentido de dar importância maior ao lado cognitivo da mente humana. sobretudo frente à problemática da incerteza.2 Por outra.3 Essas teorias reforçam a aprendizagem como processo de formação da competência humana política. é dotado da capacidade de reagir construtivamente diante dos estímulos externos. Não a adotamos aqui apenas para não insinuar que a aprendizagem reconstrutiva só poderia ser feita através das idéias de Piaget. quando mal-entendido. primeiro. a qualidade política prevalece sobre a qualidade formal. Chama muito a atenção a convergência formidável das várias teorias. com a presença do professor na condição de orientador “maiêutico”. a aprendizagem busca a necessária flexibilidade diante de uma realidade apenas relativamente formalizável. por exemplo. permanecendo o manejo do conhecimento e a referência ao mercado como meio. certamente mais do que. Trabalha-se muito mais o conceito de responsabilidade. como seria o caso da teoria da justiça de Rawls. que se esforça por repassar certezas e que são reconfirmadas na prova. Pois quem não erra. e permite trabalhar a idéia de ética histórica e política. é conhecida a proposta de Kohlberg. Na psicossociologia: a vertente principal é o interacionismo de Vygotsky. válidas para toda sociedade e todo tempo. o desafio da aprendizagem reconstrutiva se alimenta igualmente de certas linhas de pensamento do conhecimento pós-moderno. ao lado emocional. segundo. de um lado. individual e coletiva. o que pode. que tendem a coincidir vida com cognição. e. de outro. contribuindo para entender a aprendizagem como competência humana.9 3. e também para não reforçar uma certa tendência excessivamente rigorosa ou menos hermenêutica. a construção do conhecimento também pode ocorrer.assim. Começando pela filosofia. tendo como base o construtivismo piagetiano.13 válida para qualquer ser vivo. em torno do desenvolvimento das noções de moral na criança e no adolescente. mas esta visão mais dinâmica do processo de aprender encontra hoje fundamentos mais explícitos nas áreas das ciências naturais. FUNDAMENTOS DA APRENDIZAGEM RECONSTRUTIVA É mais conhecida a terminologia da “construção do conhecimento”. dificilmente aplicável ao dia-a-dia. ao contrário da teoria do reflexo condicionado de Pavlov (típica proposta de ensino domesticador). quando se aproxima este tipo de aprendizagem. não pode aprender. correspondendo isto à sua individualidade e à marca de sistema autodeterminado. Ou seja. sob o signo da autoridade. tendencialmente cognitivista. o caso distinguir entre um “pesquisador profissional”. Tem como contexto central a formação da competência humana. a presença do professor é considerada componente intrínseco da aprendizagem. mas um modo de se organizar (auto-organização). por exemplo. e orientado para a criatividade (fenômeno da equilibração). aprendemos do que já está disponível na cultura. porque partimos do que já conhecemos. Na biologia: detém grande força ainda a visão de Maturana e Varella. todo ser vivo é um sistema fechado. esta visão abre campo mais facilmente para valorizar os contextos culturais e históricos. o que levaria a retocar a teoria da 77 . história própria. que vive de produzir conhecimento. mais do que somente competência formal. que usa a pesquisa como propedêutica de seu saber pensar. a diferença substancial frente às idéias “escolanovistas” ou da assim chamada “qualidade total” está em que o propósito ético-político se constitui na razão de ser do processo.11 4. certamente instrumentada tecnicamente. em termos estruturais. não só para seres humanos. mas é um passo de originalidade acentuada. que realça o papel do contexto social da aprendizagem. como algo que venha de fora para dentro. 1.10 Entre as várias vertentes. diminuir a tendência cognitivista. privilegiando no aluno o senso pela obediência. que é a capacidade de responder pelos seus atos em contexto histórico e social. para expressar a idéia de autoformação. da complexidade do real e da interdisciplinaridade. tem de interessante o reconhecimento de que moral se aprende. com reflexo decisivo para a auto-estima do aluno e para uma forma de autonomia emancipada. de cunho político. pode-se chamar a atenção para o grupo de “psicoterapeutas construtivistas”.8 sem incidir necessariamente no evolucionismo teleológico. nem dúvida. não eletrônica ou apenas técnica. mais do que de ensinar. de tal sorte que faz. Assim. mas efetivada pela idéia central de formar sujeitos capazes de história própria. fixada no treinamento de fora para dentro e marcada pela idéia de ensino. além de sua tendência interdisciplinar. Pode correr o risco de apelar para bases transcendentais da moral. inclusive a relação lúdica. Combate-se a propensão instrucionista da pedagogia atual. Na psicanálise: na esteira de Freud. do que de como aprender. Ao contrário do ensino. pode servir de equilíbrio de tendências por vezes excessivamente cognitivistas ou que apreciam apenas tipos lógicoformais de inteligência. contando mais com estruturas dadas do que com a construção histórica. ao mesmo tempo. do saber pensar e do aprender a aprender. encontrou eco nas propostas de Maturana e Varella. tem-se dedicado a descobrir as condições gerais e invariantes do conhecimento humano. leva à acusação de estruturalismo excessivo. Pode estranhar. sobretudo daquelas com origem fora das ditas ciências sociais e humanas. mais do que apenas o substrato técnico-instrumental. o que.

mas é sempre a alegria do bom combate. O “Mundo de Sofia” é também o mundo da educação permanente. Torna-se clara a posição maiêutica desse tipo de professor. No centro está o aluno. com realce para a habilidade básica de saber pensar. Instiga. Habermas tem utilizado esta noção em sua teoria da ação comunicativa. mas torná-la viável e tanto mais profunda e qualitativa. O que mais estranha é que. motiva. pela capacidade de perguntar com obsessão e de armar respostas provisórias. como a física pós-moderna que pretende também redescobrir a dialética. podemos tomar o “Mundo de Sofia” como ambiente propício de aprendizagem reconstrutiva. Na física pós-moderna: é ainda mais surpreendente o reconhecimento de que o conceito de vida deveria incluir também a matéria. Cenário III: A aprendizagem do “Mundo de Sofia” dispensa aula e prova e é à distância. já que a sobrevivência estaria mais ligada à capacidade de aprender. A pesquisa não está tão avançada como as modas desejariam. estando em formação. por vezes também dolorosa. Prigogine encontra um isomorfismo nos seres maior do que se imagina. colocando a desordem da realidade como fato primeiro e como fator de criatividade. e parte para entender o caos estruturado. além de ser o diferencial mais importante de sua identidade (Maturana).15 7. hoje tão difundida também em ambientes das ciências naturais. no sentido de que vai passando por etapas sucessivas.16 Cabe apontar também para a pesquisa da consciência. mais apta a captar as complexidades da vida concreta. embora não tenha feito propriamente uma teoria da aprendizagem. instiga fortemente a noção de realidade complexa ou de ordem complexa. mostra que aprendizagem reconstrutiva provoca mudança inequívoca. A lingüística também trouxe colaboração inestimável. Ao contrário. geralmente apelando para a ciência da complexidade de cariz quântico.17 apostam na criatividade do ser humano. ou da linguagem como não espelho da realidade20 (Rorty).. sem qualquer ligação com uma ordem teleológica. o ambiente imaginado nesse livro corresponde. Cenário I: Existe um professor escondido. à tese do “objeto construído”. não a do “bobo alegre”. cuja presença bem pode ser virtual. após cada vitória. seus estudos admitem estender a idéia também para o universo. Confunde-se com a aprendizagem da e para a vida. Os artistas são os jogadores e estes devem aparecer. que tem enfrentado a questão da inteligência artificial. mas os resultados são já muito significativos. Cenário II: A aluna é motivada a construir seu caminho. 6. a cenários essenciais de um processo adequado de aprendizagem. de cariz europeu). substituir. Fazendo analogia com o jogo de futebol. O próprio fato de ela entrar na história de um modo e chegar ao fim dela de outro. inquieta.23 9. de certa forma replicando o caminho reconstrutivo da filosofia. seja na valorização da emoção como motivação e até mesmo como referência principal da mente (mais que a razão). mas na orientação dele. cabendo a esta igualmente predicados sempre Metodologia do reservados apenas aos seres humanos. individual e coletiva. no que tem de apreço excessivo pelo acaso. tendo como fundamentos principais a aula e a prova. Dificilmente se poderia duvidar que a aluna aprende bem. como criatividade. seja na importância da pesquisa interdisciplinar. gerando modos alternativos de intervenção na realidade. mas este “estraga” o jogo se começa a aparecer em excesso. com referência à metodologia científica. siga resistindo a qualquer inovação mais profunda nesta parte. O trajeto é marcado pelo questionamento permanente. 2. mas nossos mundos são aqueles que a linguagem permite e reconstrói. Estes modos alternativos representam também modalidades cada vez mais abrangentes de organizar um sujeito capaz de história própria.22 Esta maneira de ver coincide.18 8. com base em didáticas de mero ensino. é mister haver um árbitro. etc. capacidade reconstrutiva. a filosofia foi se tornando uma atividade adulta. 3. mas tem um significado eminente: lugar do professor não é no centro do processo. enquanto outros confiam que.. pesquisando com sistematicidade ou sabendo pensar. Os próprios resultados muito magros do aproveitamento escolar dos alunos indicam que se trata de propostas obsoletas. seja na crítica forte contra os testes de inteligência tradicionais (racionalistas. do que a circunstâncias fortuitas. que. desde que não prejudique a aprendizagem. Faz parte deste caminho o sentido emancipatório: colocando a “cuca” para funcionar. em ambiente de polêmica acirrada. instabiliza. cabendo à pedagogia o mandato de renovar os procedimentos de aprendizagem de maneira permanente. indicando que a linguagem humana. Esta situação pode ser compreendida também como parte do “romance”. não estaríamos longe de decifrar a questão e que seria tipicamente computacional. que orienta de modo elegante e exigente. simplificar.evolução das espécies de Darwin. ou seja. ou como construção social da realidade21 (Searle). de maneira abertamente reconstrutiva. cuja função principal não seria. jamais. Pode e deve gerar alegria. porque o professor não deixa a aluna em paz e imprime sobre ela um ritmo 78 . sem os estereótipos da escola ou da universidade. como Searle e Penrose. significa sempre uma postura reconstrutiva diante da realidade. facilitar. Não dá nada pronto. arma desafios ainda maiores e mais complexos. conquista de espaços. Colocando em xeque a matemática linear e a visão positivista da realidade. a largos traços. São bastante conhecidas as propostas tipicamente interdisciplinares: já é modismo o apreço a obras que unem psicologia e biologia e realçam a emoção e a subjetividade na aprendizagem.25 Com efeito. Já a pedagogia continua mantendo a tendência instrucionista. alcunhado de “novo paradigma”. já que consegue digerir a história da filosofia de modo mais ou menos abrangente. pela dúvida constante. nas quais se eleva a patamares mais avançados e complexos. sendo o ser vivo apenas um modo alternativo de organização da matéria disponível. que se aplica também ao processo de aprendizagem de estilo histórico-estrutural. 1. banalizar a aprendizagem do aluno. desafia.14 Combate expressamente as teorias instrucionistas.24 Trabalho Científico CENÁRIOS DO “MUNDO DE SOFIA” A título de exemplificação. Conserva o sentido forte da avaliação. porque descortinou o horizonte da fala como ação19 (Austin). Por certo. o mundo lá fora não depende de nossa linguagem para existir. tem um sentido histórico irreversível e é dotado da capacidade de auto-regulação. Os que defendem a inteligência e a aprendizagem como fenômeno não computacional.

Os alunos escutam. doutrinador. aprende a aprender. usando o conhecimento principalmente como arma. parar a vida. O “saber pensar” não pode entrar em nossas vidas apenas de vez em quando. Sempre foi impiedosamente crítico. ao contrário do que a escola insinua. jamais de “tirar dúvidas”. que o aluno ainda gosta de pensar. mas igualmente de outras áreas. não é sujeito. na verdade. Serve apenas como referência pertinente. reservando o primeiro termo para o professor e o segundo para o aluno. sem deixar de lado. geralmente distribuidora de certezas. não vale apenas destacar a importância do conhecimento. Torna-se movimento intrínseco do processo e representa sobretudo a garantia de qualidade. de um ambiente catequético. é ainda mais importante saber mostrar como superálos. ou algo particularmente penoso. mas como atitude definitiva. Daí provêm as alusões comuns. como é a prova. ou maldoso. é sua única razão de ser. a aprendizagem se alimenta da dúvida e das incertezas. biologia. Cenário VI: Por tratar-se de filosofia. se é importante mostrar os erros. como engenharia. Afinal. Encontramos aqui um dos pontos mais fulgurantes da aprendizagem reconstrutiva: não se pode questionar sem ser questionado. Deixando de lado que há também alunos que não querem estudar. e mesmo matemática. na vida é mister desconstruir práticas e teorias. sempre causa certo espanto que esse livro tenha se tornado um dos best sellers mais importantes do mundo. 5. a prática como simples ativismo não sabe inovar. 4. Ainda que muitos professores se esforcem por dotar suas aulas de ambiente participativo. O professor que tira dúvidas. Cenário IV: Aprender não é acabar com as dúvidas. mas de fazer outras tantas. Assim. OBJEÇÕES COMUNS Como uma das marcas mais fortes das entidades que se dizem inovadoras é resistir à inovação própria. mas a base teórica para poder intervir melhor. que os alunos não querem mais estudar. Na verdade. precisa confrontar-se com a prática. trata-se de uma habilidade. envolver-se com ambientes profundamente desmotivadores. tanto assim que. saber pensar é. Talvez se pudesse colocar. não se pode arrumar consciência crítica sem tê-la. mas é mister ler a realidade com olhos abertos. em nome do ensinar. socializar conhecimento. pois. mas igualmente sua face dúbia. sabe sobretudo que sabe pouco. o conhecimento que inova é o mesmo que envelhece. não se trata. não assusta que existam objeções ao aprender. Trata-se. vê no saber pensar a dinâmica permanente de um movimento aproximativo que jamais se esgota em si mesmo. Por conta disso. porque lá são obrigados a entupir-se de matéria. Com 79 . mas aquela que enche a alma.forte de trabalho. mas de modo continuado. ou algo meramente reprodutivo. mas harmoniza-se com a imprecisão da realidade e a precariedade da ciência. sendo isto certamente não uma invenção atual. medicina. não se aprende aos solavancos. não se há de supervalorizar o “Mundo de Sofia”. E quem sabe pensar. este conhecimento foi complacente. não gerando respostas definitivas. Uma de suas qualidades é a combinação criativa entre teoria e prática. Todas as analogias claudicam em algum lugar. submeter-se a provas mais ou menos idiotas. Neste sentido. contra os outros. ou seja. de modo repetitivo. Mas mesmo assim. a crítica sem proposta se esvazia em si mesma. “macetes”. coíbe o aluno de aprender. mesmo o conhecimento mais crítico não tenha seus momentos de ingenuidade. nunca. encurtamentos. não se pode colocar em xeque a prova ou sua nota. organizar-se de maneira excepcional. banalização. Para consigo mesmo. tais como: adquirir. a prática como atividade que vem depois da teoria significa uma artificialidade. Por isso. desde que não seja a farsa de quem não sabe pensar. mostrando que o saber pensar não é apenas pensar. para se continuar vivendo. como é a própria vida. e neste sentido. Já na visão reconstrutiva e maiêutica. mas conviver criativamente com elas. em seu lado teórico e prático. O conhecimento pós-moderno já havia derrubado a distinção artificial entre teoria e prática. Temos aí um sentido claro pós-moderno: conhecimento é processo dinâmico de questionamento permanente. antes de mais nada. Nada é mais prático profissionalmente falando. nutre-se da flexibilidade das indagações profundas. a rigor. pode indicar vezos arcaicos de nossas práticas e teorias. Porquanto. É possível tomar gosto pelo saber pensar. Por isso. Quer dizer. Entretanto. pois apenas se repete. porque a importância essencial do conhecimento é de ser a intervenção mais prática dos tempos. O aluno. não é a alegria da superficialidade. trata-se daquela espécie de avaliação que é sinônimo de aprendizagem e que. Vai nisso também uma crítica forte à aula expositiva. não de conteúdo. Um pouco da indisciplina poderia ser explicado por esta via. um projeto de intervenção só tem a ganhar se for orientado devidamente pela teoria. bem como treinar e instruir. a coerência da crítica está na autocrítica. donde segue a necessidade de renovação constante. no fundo. Esta maneira de ver recomenda grandes revisões na escola e na universidade: um estudo muito distanciado da prática ou da cotidianeidade não motiva. saber desconfiar e desconstruir. para ser deste mundo. a questão da qualidade política e da ética. Quando o aluno percebe que o conhecimento crítico e criativo lhe é a bagagem mais decisiva para enfrentar a vida e também o mercado. não é mister sair da vida. absurdamente ingênuo. já que evita o saber pensar. sua marca é de conhecimento imposto de fora para dentro e de cima para baixo. do que saber pensar. Não é assim que. não só gente das ciências humanas se interessou pelo livro. Por parte do professor. estudar bem dá trabalho e sempre cansa. Mas. A história da filosofia de cariz europeu trilhou caminho tipicamente colonizador. A alegria que se retira daí. mais facilmente adere ao estudo sistemático e com ele cresce. como regra. à sombra destas colocações. mas perguntas inteligentes. quem sabe pensar. A própria LDB continua com o esquema obsoleto do “ensino/aprendizagem”. transmitir. tendencialmente instrutivo e de treinamento. não se pode avaliar sem ser avaliado. Um recado importante: para estudar bem. mas é precisamente disto que se trata: a importância propedêutica do saber pensar. muitos alunos se dizem cansados da escola. escutar professores desatualizados. E isto leva facilmente a colocar a questão ética: conhecimento para que e para quem? 6. Cenário V: A formação da consciência crítica e criativa faz parte do saber pensar. tomam nota e as devolvem nas provas. bem como a teoria. não encontra coisas definitivas.

cabe ao aluno uma postura receptiva. Foram “ensinados”. que a matéria repassada seja efetivamente assimilada. significando sobretudo a capacidade de autonomia e a habilidade de saber pensar. O achado reprodutivo geral é “fichar livro”. 2. pelo menos memorizar conteúdos. para aprender de maneira reconstrutiva. E estamos supondo que. e estudar com outro que tem uma história acadêmica reconstrutiva comprovada. refazer caminhos e continuar sempre andando. sequer sabe o que é isso. Poderíamos caricaturar a situação norte-americana em dois passos interligados: a. implica a presença de um professorado habituado a reconstruir conhecimento. Estas três marcas já mostram a distância que existe para situações brasileiras: poucos professores possuem doutorado. Esta atividade é seletiva. Há aí dois reptos incondicionais: boa formação. pelo menos para levar até ao aluno conteúdos atualizados. e reduz o aluno a consumidor de aulas obsoletas. ainda que a subserviência ao mercado possa trazer outros vícios. o que torna este um autêntico fetiche acadêmico. Esta objeção tem razão de ser. e assim por diante. primeiro. por mais pragmático que possa parecer.26 Buscam um fundamento prático em experiências tipicamente norte-americanas. como regra inseridos. Há. buscam inserir-se no mercado. olhando somente para trás e reproduzindo o que já passou. sobretudo para seminários ou coisas do gênero. mas que não são compensados aqui pela alienação quase sempre total frente ao mercado. cordata. Seu horizonte de estudo é aquele desenhado pelo professor. A idéia da pesquisa como ambiente da aprendizagem pode ser boa. leva-se o ensino às últimas conseqüências. Daí seguiria a premissa de que pesquisa não é necessária para ensinar. e habilidade constante de renovar a profissão. não “educados”. contraporse. é sempre Metodologia do algo direcionado. inserção natural de estratégias autênticas de aprendizagem. porque. Mesmo quando exige leitura dos alunos. o que é um engano clamoroso. em ambientes normais de reconstrução do conhecimento. Ainda assim. Isto ocorre também com aqueles professores que publicam pouco. que desaprende de saber pensar. convém encarar algumas objeções mais comuns: 1. encontrando na vida um espaço profissional repetitivo. pesquisa com ambiente da aprendizagem e pesquisa profissional. Terceiro. A prova garante. Não se pode negar que alunos “formatados” desse modo consigam “aprender” alguma coisa. duvidar. o critério de inserção prática no mercado obriga a manter um ritmo forte de inovação reconstrutiva. mas igualmente de produzir textos próprios. Estudaram para trás. usando a pesquisa. uma imitação barata de ambientes de fora. esvaziando-o do desafio reconstrutivo. toma-se como fulcro uma situação pelo menos razoável de aprendizagem autêntica. Aí temos uma diferença monumental entre estudar com um professor que jamais reconstruiu conhecimento. Qualquer professor nos Estados Unidos tem o título de doutor e. Talvez se pudesse mesmo dizer que o acento principal está no primeiro ponto. Com efeito. na prática. b. inquirir. empacotado. O método básico de aprendizagem é a aula de professores que passam a vida dando aula. com certeza. a pretensão da pesquisa como ambiente da aprendizagem supõe um professor minimamente preparado. e. ampla oferta de aulas atualizadas. Trabalho Científico 80 . Parece cogente que. nas faculdades do interior sobretudo e na maioria das instituições acadêmicas. até mesmo porque nosso mercado é muito estreito. Diante disso. sobretudo por conta do despreparo dos professores e dos alunos. e. mas tende a incorporar como pesquisa qualquer coisa. quando se fala de ensino por lá. a maioria só sabe dar aulas e a maioria dos alunos só sabe tomar nota e fazer prova. como é uso na universidade. Assim. Isto mostra o problema de estudar com um professor que apenas ensina. possam se dar bem. comparecendo o segundo com menor evidência. diante de um professor que ensina. mais que todas as outras táticas. nos quais os alunos são levados a defender o que produziram. nem o mercado se satisfaz mais com profissionais que apenas “adquiriram” conhecimento. atravanca o desenvolvimento adequado do aluno. de todos os modos. como regra.27 Com efeito. Entretanto. passou pelo processo de produção própria de conhecimento. incluindo todas as táticas eletrônicas: disponibilidade do conhecimento e de vias de acesso. estamos confundindo. o aluno termina o curso bem atualizado e com chances claras de inserção no mercado. enquanto as outras praticam o ensino sistemático. possibilidade recorrente de voltar a tópicos não dominados. já que estão. O resultado poderia ser que. sobretudo de educação profissional. já que pesquisa pode virar modismo. uma das marcas mais comuns do sistema universitário norte-americano é de privilegiar algumas universidades dedicadas à pesquisa de ponta. não transformarse em pesquisadores profissionais. nos Estados Unidos. condenado a seguir normas e a engolir o que vem de fora. reprodutivo. confrontar-se. à medida que o aluno é levado a produzir textos próprios e a defendê-los em seminários. porque são estáticos com respeito aos desafios do futuro. Dois reptos estão em jogo: a. estamos forçando o conceito de “aprendizagem”. porquanto a qualidade da aprendizagem do aluno é diretamente proporcional à aprendizagem do professor. na vida e no mercado. as profissões continuem repetitivas. submissa. de estilo preformativo domesticado. de novo. com o objetivo de acompanhar ou mesmo de se antecipar a demandas futuras. está embutido no processo de aprendizagem dos alunos que não se trata apenas de escutar aulas e fazer provas. encarar o desconhecido e o incerto. Sobretudo a educação capitaneada pelo Banco Mundial e hoje adotada pelo Ministério da Educação atrela-se ainda ao ensino. Uma definição mínima da pesquisa para esta finalidade é de ter que atingir o nível do questionamento reconstrutivo. mas igualmente pela via reconstrutiva. portanto. o aluno termina o curso claramente ultrapassado e suas chances no mercado são apenas eventuais. Não são capazes de se confrontarem com novos desafios. É certamente congruente pensar que os alunos. Entretanto. Neste sentido.efeito. estreitamente ligadas ao mercado e consideradas muito exitosas. no sentido de ser bem-feito. é mister saber pesquisar e elaborar com autonomia. não aprende apenas escutando aulas. Segundo. Ou seja. o ambiente acadêmico. e o estudo está quase sempre desvinculado do mercado. enquanto entre nós. há que aparecer o desafio do questionamento: um sujeito capaz de perguntar. que ultrapassa flagrantemente o mero ensino.

Isto só é viável pela pesquisa e elaboração constante. Imagina-se que. porque. privando-se de visão geral. não se faz uma profissão. numa extensão razoável. Dentro desta perspectiva. entrar em seus meandros. Neste caso. A inovação permanente exige retorno à teoria. Ao mesmo tempo. prepararse para a vida não é acumular conteúdos. 3. cuja soma daria uma visão geral. Pelo contrário. porquanto estudamos teoria para melhor intervir. Aí entra o papel do orientador. com privilégio para as habilidades básicas. enquanto a pesquisa em habilidades. é mister desfazer a proverbial dicotomia entre teoria e prática. privilegia-se o diálogo crítico e criativo entre dois sujeitos que. Segundo. é mister levar-se em conta que há dois problemas: não é possível dominar todos os conteúdos (nenhum sociólogo consegue saber a sociologia toda). já na primeira fase.b. o que é complicado através do método da pesquisa. Mas. a reprodução de análises de outrem. como regra. Assim. como a teoria exige confrontar-se com a prática. e praticamos para melhor compreender a realidade. primeiro. havendo mesmo ainda professores que gostariam de defender a função histórica de “professar”. tomada como referência educativa com base na formação da autonomia emancipatória. Ao mesmo tempo. enquanto pesquisa tende a encerrar-se no mundo acadêmico. A elaboração 81 . Ambos existem e se interconectam. mas ultrapassá-los de modo permanente. onde nada acontece. 5. assim como o ensino tem a ver com educação. Um professor vocacionado tende a ser melhor que outro apenas profissional. se não for constantemente renovada pela teoria. 20 anos de experiência. As aulas apostam no domínio de conteúdo. fazem a mesma coisa: aprender. no sentido de evitar a monotonia. interromper procedimentos por conta de resultados dúbios. socialização de pesquisas. de algo muito pouco reconstruído. O ensino teria a vantagem de traduzir visões amplas da matéria. mas apenas uma organização diferenciada. Não é “estudar matéria”. Não seria. pois o conhecimento pósmoderno coloca um natural entrelaçamento entre ambas. há que aparecer o compromisso de reconstrução: à crítica deve seguir a contraproposta. no qual seja possível dar o tratamento adequado a conteúdos. sabendo pesquisar bem. mister encontrar um meio termo. sobretudo nos processos de ensino sistemático. Pode-se pesquisar partindo da prática ou da teoria. a título de pesquisa. desde que seja apenas o primeiro passo. não segue o abandono dos conteúdos. implica reconhecer que é natural começar do começo. preferindo-se pesquisa como ambiente da aprendizagem. 4. não pode ser aceita como pesquisa o mero fichamento de livro. Hoje. Será. O ensino teria uma aproximação maior com a prática ou com a inserção na vida das pessoas. também é verdade que nada é mais profissional do que saber pensar. e encontrar o espaço privilegiado das habilidades. A necessidade de elaborar para aprender não significa elaboração escrita. certamente. Assim. coisa que já anotamos. A diferença entre professor e aluno. é fundamental saber renovar. apenas sabendo pensar. haveria condições mais visíveis de autopoiesis. o apelo à função social de “professar” tende a encobrir seus vazios. no fundo. é mister considerar que este tipo de visão geral não é nem visão. a justaposição de citações e assim por diante. na qual comparece a competência humana pertinente e capaz de intervir na prática. ainda que superficial. Um aluno. uma condição educativa favorável. A aula seria o lugar privilegiado do contato pedagógico. e. Geralmente. Por outra. mas o segundo termo é que dá o sentido educativo. ligação débil entre teoria e prática. em concepções reconstrutivas. devidamente reconstruída. De certa maneira. A pesquisa dentro da universidade como a temos no Brasil tende. Olvida-se. Os alunos chamam a isto de “ver matéria”. pois. saber pensar e aprender a aprender são habilidades vitais e fatais. propiciar uma visão geral inicial. porque detém seu lugar supletivo. como todo conteúdo se desgasta. que a prática. praticamente copiado. instila a idéia errada de que. seja no sentido de organizar o semestre e os temas a serem tratados. professores mal-preparados só podem dar aula. Entretanto. por exemplo. Geralmente. não é o caso simplesmente combater a aula. significam mais facilmente 20 anos de repetência (sempre fazendo a mesma coisa). Pois. nem geral. a simples coleta de material. a impor oráculos. Esta objeção revela. já que um “profeta” mais competente vai preferir argumentar e convencer. ninguém se torna profissional sem dominar conteúdos. Quanto aos conteúdos. A pedagogia corriqueira propende a aceitar a situação de ensino como paradigmática. sobretudo dos novos ou surpreendentes. pode-se dar conta de qualquer conteúdo. ressaltando no aluno a atitude de ingestão de conhecimento advindo de fora. porque não passa. e assim por diante. se expresse de modo original. retomar questões durante o percurso. é mister discutir o que seria “contato pedagógico”. a aula tende a recuar naturalmente. à medida que sua qualidade reconstrutiva se torne preponderante. discutir autores com propriedade. desconstruir argumentações e contraargumentar. além da social. tomando as coisas a sério. para dar conta da vida. a aula tem a ver com aprendizagem. basta ser prático. pois. já passou o tempo em que professor era alguém comandado pelo idealismo religioso. é difícil esperar de um aluno que. a transcrição de textos e aulas. Mas. já estão ultrapassados. Mas é reconhecido como gênio porque não copia mais. De fato. Caberia melhor a idéia de um professor orientador. Todavia. Daí não segue que não seria mais o caso tratar conteúdos. de modo permanente. os conteúdos. ou seja. se insistirmos na necessidade de formar sujeitos capazes de história própria individual e coletiva. de um vôo nas alturas. na qual a influência da presença do professor seria a pedra de toque. esgota-se em sua mera repetição. a encerrar-se em cuidados acadêmicos e proclama um tipo de elaboração que não passa de textos. porque facilmente entende que o aluno aprende melhor na condição de sujeito participativo. o analfabeto não poderia saber pensar. A aula mantém seu lugar como expediente supletivo. uma sucessão de aulas permite percorrer um longo caminho de temas. embora esta motivação possa ser essencial. Porquanto. Para tanto. pode insistir sempre no mesmo tema. Certamente. Aí. de estilo maiêutico. Todo gênio um dia também copiou. se inviabiliza. desde logo. se assim fosse. Do ponto de vista do professor. quando se imagina dominar os conteúdos. a situação de aula tende a representar uma relação de ensino. Neste sentido. transmissão de informação relevante. porque não alcançam ultrapassar o patamar de reprodução de conhecimento alheio. é apenas de estágio de desenvolvimento com respeito à aprendizagem. Qualquer profissão que não se renova.

Pedro. O. K.. 8 GROSSI. Consciência moral e agir comunicativo. para aprender. Petrópolis: Vozes. mas útil à humanidade.. “prático” não é somente o que tem utilidade imediata. Pedro. UFMG. São Paulo: Cortez. 61). 6 Existe atualmente também a objeção baseada na descoberta de que a capacidade perceptiva da criança seria bem mais ampla do que Piaget imaginava.escrita ou similar (pode ser eletrônica também) é absolutamente necessária para professores e para muitas outras profissões. F. Alemanha e professor titular da UnB. 1993. 62). Entretanto. 1992. é mister “saber fazer”. Estudos de moral moderna. . 1998. mas aquilo que resolve a proposta de trabalho de modo mais profundo. Vozes. Aprender: a aventura de suportar o equívoco. É neste sentido que se diz: fazer não basta. é vista como discurso aéreo para gente aérea. Petrópolis: Vozes. 1997. O ensino. J.. Petrópolis: Vozes. São Paulo: Ed. G. de si. se assim fosse. a elaboração passa. E. porque esconde uma visão mecânica de prática. 1994. Neste sentido. 1986. “Saber pensar”. 3 Veja interessante argumentação contra a “instrução” feita por Maturana. Diskurs und Verantwortung: das problem des übergangs zur postkonventionellen moral. Piaget: 100 Ano. Uma teoria da justiça. Daí não segue que as crianças sejam “meros receptores passivos dos estímulos visuais” (p. 2 DEMO. já que. Humberto Maturana: a ontologia da realidade. o mundo da cultura estaria condenado. Trabalho Científico * Pedro Demo é PhD em Sociologia pela Universidade de Saarbrücken. (Orgs. sobretudo o mero ensino. A pesquisa tem esta vantagem: exige um sujeito que questiona.). é claro que temos melhor aproximação de coisas úteis. C. KESSELRING. Questões para teleducação. Educar pela pesquisa. como regra. que fica ainda melhor se estiver por escrito. Sobretudo. quanto à acusação de “desenvolvimentismo”. 1997. cit. desde que se trate de “habilidades básicas”. entre outros. 1993. B. ed. Esta é uma argumentação importante em favor de entidades educativas públicas e gratuitas. APEL.. voltado para a compreensão adequada do que seria prático na vida das pessoas e da sociedade. Petrópolis: Vozes. Petrópolis: Vozes. Assim entendida. 1994. APEL. com fundamento biológico: MAGRO.. Campinas: Papirus. 1996. J. Belo Horizonte: Ed. 9 Veja FREITAG. embora possa decair em meras práticas sem vinculação com a pesquisa. “Filosofia”. pela experimentação em laboratório. Existe aqui um problema de fundo. veja texto de Esther Grossi. 1988. B. Distribuir fórmulas feitas é atrapalhar a vida das pessoas. O. C. De Piaget a Freud : a (psico)pedagogia entre o conhecimento e o saber. Campinas: Autores Associados. C. Petrópolis: Vozes. J. Seja como for. “A percepção depende da detecção das propriedades fixas e variáveis do ambiente. K. LAJONQUIèRE. In: KHALFA J. é mister elaborar.). Inteligência Infantil. não tem utilidade prática imediata.).7 Veja principalmente recepção de Capra da teoria de Maturana e Varella: CAPRA. Em outras. op. A Natureza da inteligência. 3. se as rebaixamos a entes passivos que seguem ordens dos outros.. Campinas: Papirus. 1993 . KAMII. 1997. o próprio mercado coloca hoje esta exigência. facilmente é o caso de disciplinas que usam Metodologia do laboratório oferecerem uma aprendizagem mais sólida. 1997. De certa maneira. 5 RAWLS. Isto dito. necessariamente. porque a experimentação induz a um estágio claro de elaboração e pesquisa. Em disciplinas que usam laboratório. porque é sempre necessário refazer. (sobretudo textos de Kesselring e Freitag). Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro. 1997. 4. Por outra. Pedro. A Nova LDB: ranços e avanços. 64).). por escrito ou não. Piaget: 100 Anos. Nestes termos.B. Notas 1 Veja crítica a respeito em: DEMO. 82 . GOULART. É mister poder pesquisar também aquilo que não é diretamente útil ao mercado. I. Frankfurt: Suhrkamp. o critério de utilidade não pode ser a medida das coisas. 1997. veja também FREITAG. Departamento de Serviço Social. Significa dizer que a formação acadêmica só tem a ganhar se souber também dar espaço para práticas com teor útil. 4 HABERMAS. ainda que não necessariamente imediata. BORDIN.P. sobretudo texto de Ramozi-Chiarotino.. a extensão foi inventada para isso. Petrópolis. ed. (Org. Jean Piaget. pesquisa é de absoluta utilidade. dificilmente é prático.veja capítulo sobre aprendizagem. sobretudo de nível superior. (Org. mas “as relações entre os sentidos são mais desenvolvidas do que a explicação de Piaget assumiu” (p. p. 10 BARALDI. L. G. A Teia da vida: uma nova compreensão científica dos sistemas vivos. 1998. UNESP. T. São Paulo: Cultrix. DEMO. DECLARK. continua valendo que. São Paulo: Martins Fontes. Reinventando a aritmética: implicações da teoria de Piaget. Piaget: experiências básicas para utilização pelo professor. Construtivismo pós-Piagetiano: um novo paradigma sobre aprendizagem. fica-se na conversa esticada. mais do que da sua construção por intermédio da ação” (BUTTERWORTH. et alii (Org. de modo geral ainda mais reprodutiva.

1997. MATURANA. 1984. L. VARELA G. 165. Mentiras essenciais. DENNETT. Rio de Janeiro: Paz e Terra. Construtivismo em Psicoterapia. H. São Paulo./out. 26 DRUCK. n. Petrópolis: Vozes. considerada exemplar e muito reconhecida. DEMO. Santiago: Editorial Universitaria. chaos and the evolution of consciousness. J. H. A Teia da vida: uma nova compreensão científica dos sistemas vivos. H. H. 1991.la organización de lo vivo. D. 22 WINOGRAD.. GARDNER. 1996. 1989. Brasília: Ed. I.R. HABERMAS. Caos: a criação de uma nova ciência. O Erro de Descartes: emoção. O fim das certezas: tempo. J. A et alii. Porto Alegre: Artes Médicas. a organização do vivo. Order out of chaos. A Nova aliança. 13 MAGRO. F. 1997. T.). 1995.R. Santiago: Editorial Universitaria. VARELA. M. F. Sua valorização se deve também ao fato de estar diretamente conectada com o mercado profissional. I... Sentido e percepção. 1995.L. C. El árbol del Conocimiento. . PIAGET. São Paulo: ática. I. set. 1998. Porto Alegre: Artes Médicas. 1986. 1984. 1998.S. R. São Paulo: Martins Fontes. p. 19 AUSTIN. J. A.R. 1998. Consciência moral e agir comunicativo. 1994. J. Intencionalidade. MATURANA R. 83 . Cadernos de Pesquisa.). 1996. 1990. 18 Veja também: CHALMERS. J. A Dança do universo: dos mitos de criação ao big-bang. São Paulo: Martins Fontes. D..J. O Mundo de Sofia: romance da história da filosofia. 1997. PENROSE. H. H. et alii (Org.. Da Biologia à Psicologia. caos e as leis da natureza. ed. 1996. JAYNES. 27 Podemos citar como exemplo a Oklahoma State University. (Orgs. 16 DAMÁSIO. 1989. Rio de Janeiro. R. O Mistério da consciência. Rio de Janeiro: Relume-Dumará. 1996. Pedro. UnB. GOLEMAN. São Paulo: Cia das Letras. do ponto de vista da educação. São Paulo: Cultrix. E. VARELA. FLORES. F. Press. STENGERS. VYGOTSKY. Desafios modernos para a educação.. The Conscious mind : in search of a fundamental theory. A Essência do caos. Pensamento e linguagem. 1977. 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Anotações Metodologia do Trabalho Científico 86 .

Anotações 87 .

ftc.br/ead 88 . www.Educação a Distância Democratizando a Educação.EaD Faculdade de Tecnologia e Ciências .Metodologia do Trabalho Científico FTC .

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