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Apostila de Telecomunicações e Redes 1 (URI - Prof. Neilor Tonin)

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  • 1. Conceitos básicos de Comunicação e Telecomunicação
  • 1.1. Modelo de um Sistema de Comunicação
  • 1.1. Sinais Analógicos x Sinais Digitais
  • 1.1.1 Bits x Bauds
  • 1.2 Largura de Banda e Capacidade de Canal
  • 1.3 MODEMs
  • 1.4. Técnicas de modulação
  • 1.5. Características de uma transmissão
  • 1.5.1. Quanto ao Sentido de Transmissão no Canal
  • 1.5.2. Quanto ao número de canais utilizados
  • 1.5.3. Quanto à sincronização
  • 2. Conceitos básicos de Redes de Computadores
  • 2.1 Utilização das Redes de Computadores
  • 2.2 Estrutura de uma rede de computadores
  • 2.3 Componentes básicos de uma rede de computadores
  • 2.4 Arquiteturas de Redes
  • 3. Meios de Transmissão de Dados
  • 3.1 Meios físicos
  • 3.1.1 Linha aérea de Fio nú
  • 3.1.2 Par Trançado
  • 3.1.3 Cabo Coaxial
  • 3.1.4 Fibras óticas
  • 3.2 Meios não físicos de transmissão
  • 3.2.1 O Espectro Eletromagnético
  • 3.2.2 Transmissão de Rádio
  • 3.2.3 Transmissão de Microondas
  • 3.2.4 Ondas milimétricas e infravermelhas
  • 3.2.5 Transmissão de Ondas de Luz
  • 3.2.6 Satélites de Comunicação
  • 4. O padrão IEEE 802
  • 4.1 Camadas do modelo IEEE
  • 4.1.1 Camada física
  • 4.1.2 Subcamada de controle de acesso ao meio (MAC)
  • 4.1.3 Subcamada de controle de enlace lógico (LLC)
  • 4.2. Padrão IEEE 802.3 e Ethernet
  • 4.2.1 Cabeamento 802.3
  • 4.3. O Protocolo de Subcamada MAC 802.3
  • 4.4. Padrão IEEE 802.4: Token Bus
  • 4.5. Padrão IEEE 802.5: Token Ring
  • 4.6. O Protocolo da Subcamada MAC do Token Ring
  • 4.7. Comparação entre 802.3, 802.4 e 802.5
  • 5. Protocolos de acesso múltiplo
  • 5.1. Acesso baseado em contenção
  • 5.1.1. Aloha
  • 5.1.2. Carrier Sense Multiple Access (CSMA)
  • 5.2. Acesso ordenado sem contenção
  • 5.2.1. "Polling"
  • 5.2.2. Quadro ou Slot Vazio
  • 5.2.3. Inserção de Registrador
  • 5.2.4. Passagem e Permissão (token ring)
  • 5.2.5. Passagem de Ficha em Barramento (Token Bus)
  • 6.1 Detecção de erros
  • 6.1.1. Bit de Paridade (paridade de caractere)
  • 6.1.2. Paridade Longitudinal (combinada)
  • 6.1.3. Redundância Cíclica (CRC)
  • 6.2. Correção de erros
  • 6.2.1. Descrição de um Código Hamming
  • 7. Software de Comunicação
  • 7.1. Protocolos de comunicação
  • 7.2. Protocolos de enlace de dados
  • 7.2.1 Protocolos Orientados a caracter
  • 7.2.2 Protocolos Orientados a bits
  • 7.3. Protocolo de enlace HDLC
  • 7.3.1 Estrutura do Quadro
  • 7.3.2 Definição dos comandos e respostas no HDLC
  • 7.3.3 Controle de Fluxo e Sequenciamento
  • 7.4. O Modelo de referência OSI
  • 7.4.1 A Camada Física
  • 7.4.2 A Camada de Enlace de Dados
  • 7.4.3 A camada de Rede
  • 7.4.4. A camada de Transporte
  • 7.4.5 A camada de Sessão
  • 7.4.6 A camada de Apresentação
  • 7.4.7 A camada de Aplicação
  • 8. A arquitetura da Internet TCP/IP
  • 8.1. Camada de Interface de rede ou camada host /rede (enlace / física) (1)
  • 8.2. Camada inter-rede ou Internet (2)
  • 8.3. Camada de transporte (3)
  • 8.4. Camada de Aplicação (4)
  • 8.5 Comparação entre o Modelo OSI e a Arquitetura lnternet Tcp/Ip
  • 8.6. Endereçamento Internet
  • 8.6.1. Classes de endereçamento em Internets

Universidade Regional Integrada URI – Campus de Erechim

Curso de Ciência da Computação

Apostila de Telecomunicações e Redes 1

Prof. Neilor Tonin

 Apostila de Telecomunicações e Redes 1 

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Sumário
1. CONCEITOS BÁSICOS DE COMUNICAÇÃO E TELECOMUNICAÇÃO........................................................................ 4 1.1. Modelo de um Sistema de Comunicação....................................................................................... 4 1.1. Sinais Analógicos x Sinais Digitais................................................................................................ 5 1.1.1 Bits x Bauds............................................................................................................................ 6 1.2 Largura de Banda e Capacidade de Canal...................................................................................... 7 1.3 MODEMs....................................................................................................................................... 7 1.4. Técnicas de modulação.................................................................................................................. 8 1.5. Características de uma transmissão................................................................................................9 1.5.1. Quanto ao Sentido de Transmissão no Canal.........................................................................9 1.5.2. Quanto ao número de canais utilizados..................................................................................9 1.5.3. Quanto à sincronização........................................................................................................ 10 2. CONCEITOS BÁSICOS DE REDES DE COMPUTADORES................................................................................... 13 2.1 Utilização das Redes de Computadores........................................................................................14 2.2 Estrutura de uma rede de computadores...................................................................................... 14 2.3 Componentes básicos de uma rede de computadores................................................................... 16 2.4 Arquiteturas de Redes...................................................................................................................18 3. MEIOS DE TRANSMISSÃO DE DADOS........................................................................................................ 20 3.1 Meios físicos................................................................................................................................. 20 3.1.1 Linha aérea de Fio nú............................................................................................................ 21 3.1.2 Par Trançado.........................................................................................................................21 3.1.3 Cabo Coaxial.........................................................................................................................25 3.1.4 Fibras óticas.......................................................................................................................... 28 3.2 Meios não físicos de transmissão.................................................................................................. 34 3.2.1 O Espectro Eletromagnético................................................................................................. 34 3.2.2 Transmissão de Rádio........................................................................................................... 35 3.2.3 Transmissão de Microondas..................................................................................................36 3.2.4 Ondas milimétricas e infravermelhas..................................................................................... 37 3.2.5 Transmissão de Ondas de Luz...............................................................................................37 3.2.6 Satélites de Comunicação..................................................................................................... 38 4. O PADRÃO IEEE 802......................................................................................................................... 43 4.1 Camadas do modelo IEEE............................................................................................................43 4.1.1 Camada física........................................................................................................................ 43 4.1.2 Subcamada de controle de acesso ao meio (MAC) ........................................................... 43 4.1.3 Subcamada de controle de enlace lógico (LLC)................................................................... 44 4.2. Padrão IEEE 802.3 e Ethernet.................................................................................................... 44 4.2.1 Cabeamento 802.3..................................................................................................................... 45 4.3. O Protocolo de Subcamada MAC 802.3..................................................................................... 46 4.4. Padrão IEEE 802.4: Token Bus.................................................................................................. 48 4.5. Padrão IEEE 802.5: Token Ring................................................................................................. 49 4.6. O Protocolo da Subcamada MAC do Token Ring...................................................................... 51 4.7. Comparação entre 802.3, 802.4 e 802.5......................................................................................52 5. PROTOCOLOS DE ACESSO MÚLTIPLO......................................................................................................... 54 5.1. Acesso baseado em contenção.....................................................................................................54 5.1.1. Aloha...................................................................................................................................54 5.1.2. Carrier Sense Multiple Access (CSMA)............................................................................. 55 5.2. Acesso ordenado sem contenção................................................................................................. 57 5.2.1. "Polling"............................................................................................................................... 57 5.2.2. Quadro ou Slot Vazio.......................................................................................................... 57 5.2.3. Inserção de Registrador....................................................................................................... 58

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5.2.4. Passagem e Permissão (token ring)......................................................................................58 5.2.5. Passagem de Ficha em Barramento (Token Bus).................................................................59 6. DISTORÇÃO E RUÍDO NA TRANSMISSÃO (ERROS)......................................................................................... 61 6.1 Detecção de erros......................................................................................................................... 61 6.1.1. Bit de Paridade (paridade de caractere)............................................................................... 61 6.1.2. Paridade Longitudinal (combinada)..................................................................................... 61 6.1.3. Redundância Cíclica (CRC)................................................................................................ 62 6.2. Correção de erros........................................................................................................................ 63 6.2.1. Descrição de um Código Hamming..................................................................................... 63 7. SOFTWARE DE COMUNICAÇÃO................................................................................................................ 65 7.1. Protocolos de comunicação......................................................................................................... 65 7.2. Protocolos de enlace de dados.....................................................................................................67 7.2.1 Protocolos Orientados a caracter.......................................................................................... 68 7.2.2 Protocolos Orientados a bits................................................................................................. 69 7.3. Protocolo de enlace HDLC..........................................................................................................69 7.3.1 Estrutura do Quadro............................................................................................................. 70 7.3.2 Definição dos comandos e respostas no HDLC....................................................................72 7.3.3 Controle de Fluxo e Sequenciamento................................................................................... 73 7.4. O Modelo de referência OSI.......................................................................................................74 7.4.1 A Camada Física................................................................................................................... 75 7.4.2 A Camada de Enlace de Dados............................................................................................. 75 7.4.3 A camada de Rede................................................................................................................ 75 7.4.4. A camada de Transporte...................................................................................................... 76 7.4.5 A camada de Sessão..............................................................................................................76 7.4.6 A camada de Apresentação................................................................................................... 77 7.4.7 A camada de Aplicação.........................................................................................................77 8. A ARQUITETURA DA INTERNET TCP/IP................................................................................................... 79 8.1. Camada de Interface de rede ou camada host /rede (enlace / física) (1)......................................80 8.2. Camada inter-rede ou Internet (2)............................................................................................... 80 8.3. Camada de transporte (3)............................................................................................................ 80 8.4. Camada de Aplicação (4).............................................................................................................80 8.5 Comparação entre o Modelo OSI e a Arquitetura lnternet Tcp/Ip............................................... 82 8.6. Endereçamento Internet...............................................................................................................83 8.6.1. Classes de endereçamento em Internets............................................................................... 83 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................................................................... 86

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1. Conceitos básicos de Comunicação e Telecomunicação
Desde 1838, quando Samuel F. B. Morse transmitiu, pela primeira vez, uma mensagem telegráfica através de uma linha de cerca de 15 Km, os sistemas elétricos para comunicação estão sendo mais e mais utilizados para permitir a transferência de informação entre os homens e entre uma máquina e outra. A comunicação através do telefone, rádio e televisão é considerada corriqueira em nosso dia a dia. Da mesma forma, estão se tornando cada vez mais comuns as ligações entre computadores situados em locais distantes. Dentre as formas de comunicações elétricas, uma das classes que mais se desenvolveu nos últimos anos e que continua crescendo rapidamente é justamente a da área de comunicação de dados. Como os sistemas de comunicação (telefonia, rádio, televisão, etc.) experimentaram um desenvolvimento tecnológico anterior ao desenvolvimento dos computadores digitais, eles serviram de base e campo experimental para o desenvolvimento técnico de conceitos que formaram o alicerce do enorme e vertiginoso progresso anterior às ciências de computação. Como será visto, há muita coisa por detrás de uma simples linha com a qual ligamos os computadores e os nodos de uma rede entre si. Este capítulo trata dos aspectos básicos dos sistemas de comunicação, subjacentes a qualquer rede de computadores. Todos os aspectos compreendidos neste capítulo correspondem às camadas mais inferiores do modelo OSI (camada física e enlace de dados).

1.1. Modelo de um Sistema de Comunicação
Em um primeiro momento, a maneira mais simples de representar um Sistema de Comunicação seria considerar apenas uma fonte e um destino, como apresentado abaixo.

Fonte

Destino

Figura 1.1 – Exemplo bem simplificado de um sistema de comunicação

A fonte é o ente que produz a informação. Para tanto dispõe de elementos simples e símbolos. O elemento é o componente mais simples que entra na composição representativa da informação. Ex: A, B, C, ou dígitos 0 e l. Por exemplo, na máquina de escrever, os elementos são letras, dígitos e caracteres especiais, situados nas teclas. O símbolo é um conjunto ordenado de elementos. Por exemplo, dispondo-se dos elementos A, B, C, ... podem-se compor os símbolos AA, AB, BB, ... ou os símbolos AAA. BBA, BBB, ... ou, dispondo dos elementos 0 e 1, podem-se compor os símbolos 1, 0, 10, 11, ... , 1000, ... ou 1100, 1101, 1011, ou, dispondo-se dos elementos 0, 1, 2, ... , 9, v, + e -, podem-se compor os símbolos +5v, -3v, 0v, ... . Os símbolos são utilizados para representar configurações de um sinal. Como os símbolos podem ser formados por um único elemento, o elemento também pode constituir uma representação de um sinal. Podemos pensar em um sinal, de forma intuitiva, conforme os seguintes exemplos: "letra do alfabeto", "dígito binário", "fonema da pronúncia", "voltagem", "corrente elétrica", etc. Para cada um destes exemplos podemos imaginar diferentes configurações para a composição representativa da informação. Uma mensagem consiste em um conjunto ordenado de símbolos que a fonte seleciona para compor uma informação. Uma única mensagem, ou um conjunto de mensagens, ordenado para produzir um significado, constitui o que chamamos de informação. A cada símbolo corresponde uma certa quantidade de informação e a cada mensagem se associa uma quantidade de informação, dada pela soma das quantidades de informação de cada símbolo.

elemento 1 0 0 1

Símbolo 1010

Mensagem 1010 1110 ... 1001

Figura 1.2 – Estrutura típica de uma mensagem.

e não mensagens. que se somam ao sinal.3 – Modelo básico de um sistema de comunicação Deste modo o emissor e o receptor desempenham funções inversas e complementares e o meio os interliga. Existe um fluxo de sinal entre o emissor e o receptor e este sinal contém em si. limitações físicas e outros fatores alteram as características do sinal que se propaga. . de modo a reproduzir a mensagem a ser entregue ao destino. Na prática isto não ocorre: no processo de transmissão. Um dos maiores problemas do projetista do sistema consiste em manter tanto a distorção como o ruído em níveis aceitáveis. O emissor é o ente que. Os sinais analógicos variam de forma contínua. O receptor é o ente que retira a energia do meio e recupera os símbolos. os símbolos portadores da informação. o que se transmite são sinais. produzindo o que se chama distorção. O canal (meio) é o ente que propaga a energia entregue pelo emissor até o receptor. e reconvertendo estes sinais em escrita ou voz no receptor. podendo assumir qualquer valor real. O telégrafo e o telefone aumentaram grandemente o alcance e a velocidade das comunicações. geralmente cobrindo distâncias razoavelmente grandes. escrita (sinais gráficos) e outros sinais tais como fumaça. O destino é para onde se dirige a informação. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  5 Todos os sistemas de comunicação. isto é. 1. onde podemos identificar os seguintes componentes: A fonte geralmente não dispõe de potência suficiente para cobrir as perdas da propagação do sinal.1. Os sinais de forma geral e os elétricos em particular. Em condições ideais o sistema deveria se comportar de modo que a mensagem produzida pela fonte conseguisse ser fielmente recuperada pelo receptor.3. acionado pela fonte. Até o século 19. a comunicação era feita por voz (sinais sonoros). aparecem no canal sinais espúrios de natureza aleatória. Mensagem Sinal Transmitido Sinal Recebido Mensagem Recuperada Fonte Emissor CANAL Ruído Receptor Destino Fonte de Ruído Figura 1. convertendo a informação em sinais elétricos (voltagem ou corrente) para a transmissão através de meios físicos ou ondas eletromagnéticas. tambores. uma função do tempo. simbolizando todos os ruídos presentes no canal. todos com alcance limitados pelos sentidos humanos. Estes sinais são classificados. independente da natureza da informação transmitida ou dos sinais utilizados podem ser analisados segundo o modelo da figura 1. Além disso. conforme a natureza de sua variação no tempo em analógicos ou digitais. de modo que na recepção a mensagem possa ser recuperada de forma adequada e que seja entregue a informação devida ao destino. entrega um sinal de energia adequada à transmissão pelo canal. Esta potência é suprida pelo emissor. produzindo o ruído. permitindo que o sinal seja transmitido. Já os sinais digitais podem assumir somente valores discretos (inteiros) variando de forma abrupta e instantânea enter eles. representando uma fonte externa geradora de ruído. Sinais Analógicos x Sinais Digitais Em uma comunicação. podem ser vistos como uma “forma de onda”. de forma tão precisa quanto possível. num dado ponto do espaço. Este efeito pode ser representado esquematicamente pela adição de um bloco.

11 10 01 00 01 01 10 00 11 Figura 1. ou seja. A figura 1. Ao se transmitir dois bits por nível. o nível de um sinal digital não precisa necessariamente se restringir a dois.5 – Mensagem digital com 4 níveis de sinais A comunicação entre dois navios. nas técnicas de modulação. pode ser feita através de sinais de luz. verde. a taxa em BAUDS indica o número de vezes que a característica do sinal portador se altera por segundo. provoca uma variação contínua da pressão do ar formando ondas acústicas e é portanto uma informação analógica. o que caracteriza a natureza digital destas formas de informação. A transmissão de sinais digitais através de sinais analógicos também é possível e será vista posteriormente. Outras formas possíveis de codificação de sinais digitais podem ser obtidas através de mais que um bit a cada nível de amplitude. com mais do que duas amplitudes. A cada vez que a lanterna pisca. ligando e desligando uma lanterna. são necessários 2n níveis diferentes. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  6 Sinal Sinal Tempo Tempo Sinal analógico Sinal digital Figura 1. Por outro lado. uma unidade de informação é enviada. por exemplo. necessita-se de quatro níveis para expressar todas as conbinações possíveis de dois bits. Estes símbolos são codificados como um conjunto de bits (dígitos binários).4 – Sinal analógico x Sinal digital Algumas formas de informação têm natureza analógica e outras têm natureza digital. azul e branco poderiam representar os grupos 11. enviando duas vezes mais informação por unidade de tempo. por exemplo.1 Bits x Bauds A fonte de informação transmite mensagens a uma determinada taxa de transferência de informação. vermelho. 1. . para se codificar n bits em um nível de amplitude. O sinal analógico pode ser amostardo e quantizado. então a taxa em bauds é a mesma que a taxa em bps.1. Alternativamente. De uma forma geral. 01 e 00 respectivamente.5 apresenta um exemplo de sinal digital “dibit. Um esquema utilizando 6 bits a cada baud é denominado “hexabit” e assim sucessivamente.. formando caracteres ou palavras. Por exemplo. Qualquer tipo de informação (seja analógica ou digital) pode ser transmitida através de um sinal analógico ou digital. Se a velocidade de sinalização neste caso fosse 200 bauds/s. por exemplo. Se o estado do sinal representa a presença ou ausência de um bit. e o resultado dessa quantização é codificado em sinal digital para transmissão. medida em bits por segundo (bps). Ou seja. Pode-se ter esquemas com três ou mais bits “tribit” ou mais níveis de amplitude. por exemplo. o número de níveis necessários será oito. poder-se-ia enviar duas unidades de informaçã a cada piscada se tivéssemos uma lanterna com quatro cores (símbolos) para representar grupos de informação. teríamos 400 bits transmitidos em um segundo. A voz. Essa combinação é denominada “dibit”. O transmissor codifica estas mensagens em símbolos. Já mensagens de texto ou de dados são formas de informação codificada que usam um conjunto finito de símbolos de um alfabeto. o número de símbolos por segundo que ocorrem no canal de comunicação é medido em bauds. Esta codificação multinível (dibit) reduz a largura de banda necessária. 10. No caso de uma comunicação “tribit”. A taxa de sinalização. Um esquema utilizando 4 bits é denominado “tetrabit” e assim sucessivamente.

pois quanto maior o número de estados mais bits por segundo poderão ser transmitidos. mas não para a transmissão de música. como foi visto na transmissão em multinível é observado na unidade de tempo (segundo). Podemos então concluir que a capacidade do canal está intimamente relacionada com a velocidade de transmissão. o modulador. a partir do qual. 1. A alta freqüência deve. Uma largura de banda de 18000 Hz possibilita que sejam transmitidas freqüências que representam desde o som de um tambor até o som do violino. Em outras palavras. pois esta pode variar rapidamente entre freqüências baixas e altas. Ruído e distorção sobre o canal. Neste caso. A largura de banda deste canal é de 3100 Hz (ciclos/segundo) e na prática é usado para transmitir sinal de dados até 2400 bauds. a velocidade de transmissão é duas vezes a velocidade de sinalização. Da mesma forma que se desejarmos transmitir 7200 bps. Cabe lembrar aqui que esse número de estados. Dispõe ainda de um componente interno para acoplar a energia gerada ao meio. pois este meio de transmissão só trabalha eficientemente com freqüências de 70 a 150 MegaHertz (1 MHz = 1. Quanto maior o número de estados de sinalização que podem ser transmitidos e distinguidos. enquanto para os tons mais altos.18000). tem uma largura de banda igual a 5000-1500 = 3500Hz. a baixa freqüência deve modular a freqüência portadora para produzir um sinal que possa ser transmitido eficientemente e. Na verdade.000. ao qual corresponderá a mesma velocidade de sinalização de 2400 bauds. ser capaz de transportar a baixa freqüência. a freqüência vai acima de 15000 ou 18000 Hz. Da mesma forma. depois da transmissão. Conhecendo-se a largura de banda de um canal de comunicação (em Hz). a relação utilizada é de 1 (Hz) para 1 (baud) Um exemplo sobre capacidade de um canal é a utilização do canal telefônico para transmissão de sinal de dados. examinados os fatores que influenciam esse número de estados.3 MODEMs Quando um sinal não é adequado à transmissão pelo canal. imagem) necessitam de diferentes capacidades de canal. dados. Uma questão assim surge: quantos estados de sinalização podem ser transmitidos e distinguidos separadamente no receptor de um sistema de comunicação de dados? A resposta para esta questão. pode-se estabelecer a máxima taxa de sinalização (em bauds) que o mesmo pode conduzir sem erro. enquanto que a rádio FM transmite com alta fidelidade porque utiliza uma largura de banda de 18000 Hz. um canal que admite freqüências que vão desde 18000 Hz a 21500 Hz também apresenta uma largura de banda 3500 Hz (21500 . muito mais que a variação de freqüências da voz humana. deveremos usar um sinal TRIBIT e teremos velocidade de transmissão igual a três vezes a velocidade de sinalização. têm influência no número de estados de sinalização. Normalmente. vem definir o conceito de capacidade máxima de de um canal. Mas o que significa largura de banda (bandwidth)? A largura de banda de um canal de comunicação constitui uma medida da máxima taxa de informação que pode ser transmitida pelo canal.2 Largura de Banda e Capacidade de Canal Diferentes tipos de sinais (voz humana. Para reproduzir o som de um instrumento de percussão. a baixa freqüência possa ser recuperada. A taxa em que podemos enviar dados sobre um canal é proporcional à largura de banda do canal. devemos baixar a freqüência a 60 ou até 30 Hz. deveremos usar um sinal DIBIT. A média de freqüência de 300 a 4000 Hz ou de 300 a 3300 Hz é satisfatória para a transmissão da voz humana.000 Hz). Ele indica apenas a diferença entre os limites inferior e superior das freqüências que são suportadas pelo canal. Se desejarmos transmitir a uma velocidade de transmissão de 4800 bps neste canal. um canal que admite freqüências da ordem de 1500 a 5000 Hz (ciclos/segundo). . flutuações na atenuação do sinal portador. o emissor dispõe de um componente interno. Por exemplo. as quais são indicadas em termos de largura de banda e outros fatores que influenciam a capacidade de um canal. que transforma os elementos entregues pela fonte em sinais convenientes para serem transmitidos pelo meio. o que é denominado de capacidade do canal de comunicação. Largura de banda significa o espectro de freqüência que o canal é capaz de transmitir e não tem qualquer relação com as freqüências que são transmitidas no canal. música. as ondas de rádio FM não são transmitidas com freqüências de 30 a 18000 Hz.000. e um limite na potência do sinal. maior será a capacidade do canal. portanto. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  7 1. Daí medir-se capacidade na unidade bits/segundo. as freqüências são da ordem de 100. Uma rádio AM utiliza uma largura de banda de 5000 Hz e portanto é capaz de reproduzir música de forma que a mesma não seja distorcida mas não com alta fidelidade.000 Hz (100 MHz).

32 de 9.6 apresenta o modelo de um sistema de comunicação que utiliza um canal analógico para transmissão de dados digitais.600 bps utiliza modulação de 4 bits por baud em fase. Um método diferente para transmissão de alta velocidade é dividir o espectro de 3000 Hz disponíveis em 512 pequenas bandas. que recupera a partir da energia recebida. as ondas quadradas. permite a extração eficiente da energia presente no sinal que foi transmitido e dispõe ainda de um outro componente interno. mas oferece a vantagem de desativar uma banda de freqüência que . Mensagem Sinal Transmitido Sinal Recebido Mensagem Recuperada Fonte Emissor Modulador CANAL Receptor Demodulador Destino Figura 1. Esta transmissão analógica só é possível com a utilização da modulação. Qualquer pequeno erro em uma transmissão hexabit gera 6 bits defeituosos. na retirada. freqüência (FSK): equipamentos simples e pouca sensibilidade a distúrbios . utilizando 2. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  8 Igualmente. o demodulador. não é interessante ter uma grande variedade de freqüências no sinal transmitido. exceto em velocidades menores e em distâncias curtas. a exemplo dos dados digitais são sujeitas a uma forte atenuação e distorção de retardo. em longas distâncias torna-se mais adequado a utilização de sinal analógico. Cada modem de alta velocidade contém seu próprio padrão de transmissão e só pode se comunicar com modems que utilizem o mesmo padrão (embora a maioria dos modems possa emular todos os outros mais lentos). O V. Essa estrutura exige um processador possante no modem. o padrão de modem ITU V. os símbolos portadores da informação.6 – Modelo básico de um sistema de comunicação com transmissão em um canal analógico 1. A figura 1.6 – Modulação Os modems mais avançados utilizam uma combinação de técnicas de modulação para transmitir vários bits por bauds. Sinal binário Mod por Amplitude Mod por freqüência Mod por fase Figura 1. Para contornar este problema. O V 34 possui velocidade de transmissão de 28. acoplado ao meio. para melhor conveniência da própria transmissão ou para melhor adequação ao destinatário. podem ser transformados em outros elementos ou símbolos ao longo do processo de transmissão. o conteúdo da informação gerada pela fonte deve ser preservado ao longo de todo o processo.4.400 bps. o receptor dispõe de um componente interno que. Técnicas de modulação Devido ao fato de a atenuação e a velocidade de propagação variarem em função da freqüência. É importante ressaltar que os elementos ou símbolos gerados pela fonte à sua saída. custo alto.800 bps. fase (PSK): possui alto rendimento e pouca sensibilidade a ruídos. A portadora senoidal pode ser “modulada” em: • • • amplitude (QAM): sensível a ruídos e interferências. Por exemplo.32 bis opera a 14.FM. Esses efeitos tornam a sinalização de uma banda básica inadequada. porém.400 bauds e 6 bits por amostra. transmitindo 20 bps em cada uma. Infelizmente.

5.32 ou V. número de canais utilizados. uma mensagem nada mais é que uma seqüência de bits. Atualmente. etc). run-lenght que compacta seqüências de 0 ou brancos (muito utilizada em fax) e Zin-Lempel. que são. Características de uma transmissão Podemos definir transmissão como técnica do transporte do sinal por um meio. Quanto ao Sentido de Transmissão no Canal Um equipamento pode ser projetado de tal forma que a transmissão sobre um determinado meio seja feita em uma das seguintes formas: a) Simplex: Quando a transmissão é feita em um único sentido.5. Sensor b) Half-Duplex: quando a transmissão é feita nos dois sentidos mas não ao mesmo tempo. de um ponto a outro afastado. podemos fazer de duas formas: serial ou paralela. é caracterizado por um conjunto de configurações do sinal que representam bits. "dígito decimal".5. Normalmente estes modems tem recurso V. os bits que compõem um caracter são transportados de forma simultânea.7.: na conversação entre dois rádio-amadores. "operador aritmético" ou "operador de sintaxe". Apostila de Telecomunicações e Redes 1  9 tem muito ruído. é que no seu todo. os bits que compõem um caracter são transportados um após o outro. . aqui. na realidade. a) Transmissão paralela: Na transmissão paralela. os símbolos ficam associados a caracteres. a maioria dos modems oferece recursos de compactação e correção de erros. c) Full-duplex: Quando a transmissão é feita nos dois sentidos simultaneame.: a ligação telefônica permite que as duas pessoas falem ao mesmo tempo.Para transferir essa seqüência de bits. Ex. que compacta seqüências de bytes idênticos.: Um sensor captando sinais de uma máquina e enviando estes para um microcomputador. por exemplo. para efeito de transmissão de dados. 1. As estruturas de compactação mais utilizadas são MNP-5. Cada símbolo. sincronismo entre transmissor e receptor e velocidade de transmissão.1. Em particular. 1. Ex. enquanto um deles está falando o outro não pode falar. 1 1 0 1 0 0 1 0 EMISSOR canal 0 canal 1 canal 2 canal 3 canal 4 canal 5 canal 6 canal 7 1 1 0 1 0 0 1 0 RECEPTOR Figura 1. Veja figura 1. configurações dos sinais. cada um possuindo seu próprio canal. pois o primeiro não o escuta. utilizado no V42 bis e comum em programas compactadores (pkzip. a transmissão de dados apresenta diversas características referentes ao sentido da transmissão.2. Ex. etc. 1. O que deve ficar claro. Por necessidade de codificação.34 possibilitando a comunicação com estes modems. por sua vez. "letra do alfabeto".7 – Transmissão paralela b) Transmissão serial: na transmissão serial. Quanto ao número de canais utilizados Uma mensagem é definida como um conjunto de símbolos.

opera sobre os dados após os bits terem sido montados para formar caracteres. 1. As mensagens são breves para que os dispositivos de emissão e de recepção não percam o sincronismo no decorrer da mensagem.3. ser incapazes de detectar erros que afetam dois ou mais bits. o desempenho da transmissão assíncrona não atende de forma satisfatória a troca de grandes quantidades de dados. A camada Física trata da necessidade de sincronizar transmissões de bits entre dispositivos de transmissão e recepção.sinaliza que um frame está começando. Este é um problema de sincronização. Na camada de Enlace de Dados. se o campo de dados tiver três bits 1. Elas podem. é também necessário sincronizar transmissões de frames. Vários esquemas estão implementados para uso do bit de paridade. o equipamento receptor deverá saber qual bit é o primeiro do caracter. o bit de paridade será definido em 1 para produzir um total de 4 bits “1” no byte. Esta seção descreve três mecanismos: assíncrono. Quanto à sincronização A sincronização pode ser vista como o método do equipamento transmissor fazer a separação dos caracteres ou das mensagens para o equipamento receptor. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  10 utilizando apenas um canal (figura 1. A transmissão assíncrona é mais freqüentemente usada para transmitir dados de caracteres e é ideal para ambientes onde caracteres são transmitidos a intervalos irregulares. síncrono ou isócrono a) Transmissão assíncrona: A transmissão assíncrona não utiliza um mecanismo de clock para manter os dispositivos emissor e receptor sincronizados. A Figura abaixo ilustra a estrutura de um frame típico usado para transmitir dados de caracteres.8). Start Caracter (byte) Stop Figura 1. Em vez disso.8 – Transmissão serial Como os bits chegam um de cada vez. entretando. a sincronização de bits é usada para estabelecer o sincronismo entre os dispositivos para cada frame que é transmitido. de fim e de paridade precisam ser acrescentados a cada caracter a ser transmitido. Possibilita ao receptor sincronizar-se com a mensagem. 1 1 0 1 0 0 1 0 EMISSOR 01001011 11010010 RECEPTOR Figura 1. contudo.9 – Estrutura da unidade de transmissão serial assíncrona de caracter-byte Esse frame apresenta quatro componentes: Um bit de início . frames ou outros grupos de dados (unidades de informação). Os mais comuns são os seguintes: Paridade: o bit de paridade é definido para assegurar que seja enviado um número par ou ímpar de bits 1 (dependendo da paridade). Por exemplo. .consistem de 7 (+ paridade) ou 8 bits quando estão sendo transmitidos dados de caracteres. A camada de Enlace de Dados. Técnicas para correção de erros serão vistas posteriormente. a fim de que possa decodificar o símbolo recebido. em uma transmissão com paridade par. Um ou mais bits de fim.5.sinalizam o fim do frame de dados. Como os bits de início. Bits de dados . A transmissão assíncrona é uma tecnologia simples e barata. A detecção de erros em transmissão assíncrona utiliza o bit de paridade. As técnicas de paridade podem detectar erros que afetam um bit. ou quais bits são realmente de informação. Cada frame começa com um bit de início que permite ao dispositivo receptor ajustar-se ao timming do sinal transmitido. assim como quando usuários digitam dados de caracteres. adequada para transmissão de pequenos frames em intervalos irregulares.

Sinais sincronizados geralmente utilizam um padrão de bits que não pode aparecer em qualquer ponto nas mensagens. o padrão de bit de fim é freqüentemente um padrão que não pode aparecer no corpo de um frame de dados. Uma ampla variedade de tipos de dados pode ser transmitida. Observe aque caracteres múltiplos ou longas séries de bits podem ser transmitidos em um único frame de dados. à medida que eles se tornam disponíveis. Esse valor de CRC é anexado ao frame de dados. utilizam transmissão síncrona. eliminando a confusão por parte do receptor. Os dados isócronos devem também ser sensíveis a atrasos na transmissão. são inerentemente sinais do clock interno. O dispositivo de clock cria slots de tempo. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  11 b) Transmissão síncrona: a comunicação pode ser feita de forma mais eficiente se os clocks nos dispositivos transmissor e receptor estiverem sincronizados. tornando a transmissão síncrona muito mais eficaz no uso da banda passante. apresenta um único ponto de falhas: torna-se necessário assegurar que o dispositivo de clock é tolerante a falhas. eliminando a necessidade de ressincronizar dispositivos quando um novo frame é transmitido. A Figura abaixo apresenta duas estruturas possíveis de mensagens associadas à transmissão síncrona. A sincronização permite que os sistemas utilizem velocidades mais elevadas e melhorem a detecção de erros. os frames podem ser extensos. Se estiverem ocorrendo erros. Uma técnica de sincronização utilizada é denominada bit Stuffing. Se os valores corresponderem. transmissão e utilização. Assim como os bits de sincronização.10 – Transmissão serial Ambas as transmissões começam com uma série de sinais sincronizados. garantindo uma transição de sinal com cada bit transmitido. Os bits de overhead (de sincronização. A técnica usada com a transmissão síncrona é a de verificação de redundância cíclica. é comum transmitirem-se bits de preenchimento que mantêm dispositivos sincronizados. que informam ao receptor o início de um frame. uma técnica que pode funcionar com qualquer técnica de codificação de sinais. Algumas técnicas de codificação de dados. O transmissor utiliza um algoritmo para calcular um valor de CRC que resuma o valor inteiro de bits de dados. Conseqüentemente. entretanto. Essa sincronização é realizada de duas maneiras: – Transmitindo-se sinais de sincronização com dados. Figura 1. A transmissão isócrona garante taxas de transmissão. Quando os enlaces (links) de transmissão síncrona estão inativos. A transmissão síncrona é normalmente utilizada para se atingir altos níveis de eficácia em redes locais. CRC e fim) são uma proporção menor do frame de dados geral.8 ilustra tanto os dados baseados em caracteres quanto os baseados em bits. O receptor usa o mesmo algoritmo. Tanto o padrão Ethernet como o Token Ring. é determinista e apresenta baixo overhead. a transmissão síncrona é empregada principalmente quando grandes volumes de dados precisam ser transmitidos. Como o transmissor e o receptor permanecem sincronizados durante a transmissão. Os dispositivos com dados a serem transmitidos monitoram a rede e inserem dados em slots de tempo abertos. Quando os frames são maiores. A informação isócrona é contínua e em tempo real na sua criação. A transmissão síncrona tem muitas vantagens sobre a assíncrona. garantindo que eles serão sempre distintos e fáceis de serem reconhecidos pelo receptor. O cálculo de CRC será visto porteriormente. Um determinado slot de tempo pode ser preenchido até a sua capacidade com vários frames. a paridade passa a não ser mais um método adequado de detecção de erros. Para canais isócronos a largura de banda requerida é normalmente baseada nas características de . A técnica. é mais provável que vários bits serão afetados e que as técnicas de paridade não informarão um erro adequadamente. é praticamente certo que o frame foi transmitido sem erro. recalcula o CRC e compara o CRC inserido no frame ao valor que havia calculado. A desvantagem da transmissão síncrona está principalmente nos custos mais elevados em virtude da maior complexidade dos componentes necessários no circuito. por exemplo. A Figura 1. conhecida como CRC (Cyclic Redundancy Check). c) Transmissão isócrona: a transmissão isócrona aplica um dispositivo comum que fornece um sinal de clock compartilhado por todos os dispositivos na rede. Os dados numa transmissão isócrona devem ser enviados à taxa a que estão a ser recebidos. Um padrão de bit de fim inequivocamente indica o fim de um frame. – Utilizando-se um canal de comunicação separado para transportar sinais de clock.

Por outras palavras.12 Mhz b) canal que suporta freqüências de 127 a 250 KHz 2) Assinale a alternativa correta: a) Largura de banda é um dos fatores que determinam a capacidade de um canal de comunicação b) Largura de banda não tem nada a ver com velocidade de uma transmissão 3) Assinale a alternativa correta: a) A capacidade de um canal está associada ao número de níveis do sinal utilizados para transmissão b) A capacidade de um canal está relacionada com o número de estados que podem ser transmitidos e distinguidos separadamente em um canal. Qual é realmente a mensagem. se excluindo os “bit stuffing”? 14)Assinale a alternativa correta: a) A transmissão isócrona não engloba as transmissões síncronas e assíncronas b) A transmissão isócrona engloba as transmissões síncronas e assíncronas . Qual é a velocidade máxima possível para conexão? 8) Assinale a alternativa correta: a) Baud corresponde à velocidade de sinalização de um canal. Para a transmissão isócrona de informação é alocada largura de banda suficiente para assegurar que os dados serão entregues à taxa desejada. Exercícios: 1) Quais dos dois canais abaixo possui maior largura de banda? a) canal que suporta freqüências de 1 a 1. e é igual ao número de bits transmitidos por segundo 9) Faça a representação da transmissão dos bits “010010100111” utilizando um canal com freqüência de 8 Hz/s (velocidade de sinalização de 8 bauds/s) com uma modulação DIBIT e a portadora modulada por amplitude. 10)Assinale a alternativa correta: a) O telefone é exemplo de uma comunicação duplex b) O rádio de taxis é exemplo de uma comunicação duplex 11)Assinale a alternativa correta: a) A função do bit start é sincronizar a fonte com o destino b) A função do bit start não é sincronizar a fonte com o destino 12)Assinale a alternativa correta: a) Na transmissão síncrona utiliza-se pelo menos um caracter de sincronismo para indicar o início do bloco de dados b) A transmissão síncrona não utiliza caracteres ou bytes de sincronismo 13)Em uma transmissão utilizando “bit stuffing”. Um exemplo típico de transmissão isócrona é a voz. Na prática os erros ao nível do bit esperados no USB são suficientemente pequenos para não serem considerados. a mensagem que chegou (tirando o cabeçalho) foi “010011111001011111010”. A entrega de dados de uma transmissão isócrona é assegurada à custa de perdas nos transitórios dos dados. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  12 amostragem da função associada. 4) Assinale a alternativa correta: a) A capacidade de transmissão de um canal é infinito b) A capacidade de transmissão de um canal é finito 5) Assinale a alternativa correta: a) O nível de ruído está diretamente ligado à capacidade de um canal b) O nível de ruído de um canal não influencia na sua capacidade 6) Assinale a alternativa correta: a) A atenuação do sinal acontece em qualquer meio físico de transmissão b) Existem meios físicos de transmissão onde o sinal transmitido não sofre atenuação 7) Se um computador doméstico está conectado a um provedor com uma placa fax/modem a 56 Kb/s e o Modem do provedor é de 32 Kb/s. qualquer erro ocorrido na transmissão elétrica não é corrigido pelos mecanismos de hardware tais como a retransmissão. a) Baud é uma medida da taxa de transferência de informação. A latência requerida está relacionada com o buffering disponível em cada endpoint.

As pequenas companhias e as subsidiárias utilizavam-se dos minicomputadores para algum processamento local e na preparação dos dados para o "bureaux" de serviços ou matriz. eram de uso centralizado e estavam disponíveis somente para grandes companhias. na época. só pode ser alcançada através da interconexão das CPU's entre si.000 km/h. tornou-se imprescindível o compartilhamento da CPU e de seus periféricos. Aí o problema de comunicação tornou-se muito mais sério. a tecnologia de comunicações alcançava a transmissão digital em linhas telefônicas através de MODEM's. cada máquina estava dedicada a um único usuário. até março/85) e esperava-se solução através de nova tecnologia de comunicação. a necessidade de uma nova tecnologia para compartilhamento de recursos. uma fábrica. É a isso que se propõem as redes de computadores. obviamente. a do "caminhão" (transporte via malote) era baixa: 80 Km/h. então. Estes sistemas consistiam nos chamados "mainframes" e continuavam caros e escassos. Surgem então os computadores de porte menor (1965: DEC PDP-8 e 1970: DEC PDP-11) os chamados minicomputadores. dos computadores. as soluções encontradas? Para a comunicação de computadores em termos de longa distância. Este evento constituiu a chamada revolução do hardware. A solução para o compartilhamento de recursos físicos e lógicos juntamente com a vantagem de se ter um sistema descentralizado. . mais especificamente. A necessidade da disseminação da informação e os avanços em tecnologia de armazenamento. Esses fatos tornaram necessária uma nova tecnologia de comunicação. Pequenas empresas usavam "bureaux" de serviços. Devido ao custo extremamente elevado desta forma de processamento. Num ambiente restrito a uma região local (por exemplo. implicando na aparição dos primeiros sistemas multiusuários de grande porte. Uma forma primitiva de se interconectar CPU's foi a conexão em ESTRELA (um computador central controlando qualquer comunicação entre duas CPU's). Inicialmente são apresentadas as estruturas de redes mais comuns. Isto trouxe uma nova solução para o problema de multiusuário: dar uma CPU para cada um. Minimizou porque os dados podiam agora ser preparados e armazenados em fita magnética e transportados via sistema de malotes. Isto fez com que surgisse um problema de comunicação: como enviar dados ao "bureaux" de serviços (para processamento) ou como levar dados das subsidiárias para a matriz? Com o avanço tecnológico na área dos circuitos integrados. o mais adequado para transferência de informação pois está sujeito a acidentes. 1. surgiu a tecnologia de comutação de pacotes que solucionou o problema da linha telefônica dedicada e o problema do caminhão (transporte via malote). o software e hardware especial era caro mas seu preço era amortizado pelo rateio do custo dos periféricos entre os vários usuários do bureaux de serviços. o que motivou a busca de uma nova tecnologia de interconexão. Histórico No início da história do processamento de dados ou. Paralelamente. Esta solução acarretou uma sobrecarga para o sistema operacional da máquina central. Este serviço era caro e apenas suportado por grandes companhias uma vez que utilizavam linhas telefônicas de forma dedicada. (explosão da informação e grandes bancos de dados). Esta situação perdurou por algum tempo (No Brasil. Este sistema de transporte não é. O uso dos minicomputadores minimizou mas não solucionou o problema da comunicação. Por outro lado. propiciaram o aparecimento de discos de grande capacidade e mais baratos. um campus). gerando componentes mais poderosos a um custo mais baixo. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  13 2. foi caindo o preço da CPU. gerando atraso ou perda total do material. Quais foram. então. e em seguida os componentes básicos de uma rede. os microcomputadores e os computadores pessoais.1. o sistema centralizado oferecia a vantagem de compartilhar recursos caros tanto de software como de hardware. o problema do compartilhamento de recursos através de interconexão de CPU's é resolvido através das redes locais. Para acessos infrequentes. em seguida. vindo. Surge então a necessidade de uma nova tecnologia de comunicação. ou seja. Os dados eram transferidos quando exigiam um grande volume de processamento ou um processamento requerendo software ou hardware especial. Conceitos básicos de Redes de Computadores Neste capítulo são apresentados os conceitos básicos de Redes de Computadores. uma linha telefônica dedicada não era viável e para uma velocidade de 800. Surge.

no mínimo. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  14 2. De uma forma geral. Para aplicações militares. Em muitas aplicações.No RJ funciona sobre ATM e em estados como o RS funciona em canais de 128 Kbps. enquanto a Internet NÃO. Dois computadores sao ditos interconectados se eles sao capazes de trocar informações. por exemplo) • Enviar e receber arquivos • Migração quando houver falha em um equipamento (2 impressoras. dadas as inúmeras vantagens que são obtidas na implantação de uma rede. dependendo de como ela é usada. É a fax/modem. O interesse na instalação de uma rede de computadores é despertado pelas mais diversas necessidades. com um alto grau de coesão e transparência. de controle de processo industrial e muitas outras. chamaremos estes computadores de "hospedeiros" ( ou . a ARPANET. dados e outros recursos independentemente de suas localizações físicas. • LANs MANs WANs A maioria dos aspectos abordaados nesta disciplina estão relacionados às LANs (redes locais). Atualmente os preços dos equipamentos envolvidos permitem que os dados sejam coletados e analisados no próprio local onde são gerados e somente alguns relatórios sejam enviados ao computador central reduzindo os custos de comunicação. catastrófica! Podemos citar. no acesso á internet através modem/provedor. 2. os dados são gerados em diversos locais. Uma rede pode ainda ter sensores de temperatura. etc. telefone.2 Estrutura de uma rede de computadores Em toda rede existe um conjunto de máquinas destinadas a execução de programas dos usuários ( aplicações ). uma rede pode ou não ser um sistema distribuído. Três topologias respondem pela maioria de configurações de LANs: barramento. As redes de computadores podem ser divididas em três categorias no que diz respeito à abrangência geográfica: • • LAN: redes locais. que será concluído neste mês (maio/junho 2000). Seguindo a nomenclatura da primeira rede de computadores. quem limita a vel. 2 micros) • Serviços bancários pela Internet. A essência de uma rede de computadores é permitir que 2 ou mais computadores trabalhem juntos. o caso de uma empresa com várias filiais. Neste caso pode-se: • Reduzir custos de hardware (impressora. anel e estrela MAN: Meio termo entre LANS e WANS (com velocidades em torno de 10 Mbps). o custo da comunicação em relação ao custo dos equipamentos como uma das razões para distribuir o poder de computação. obrigando a sua transmissão para um computador central que realizava a tarefa de análise dos dados. o objetivo de uma rede é tornar disponível a qualquer usuário. porém vários dos conceitos relacionados às LANs são igualmente aplicados às MANs e WANs. possuindo um número considerável de computadores instalados em regiões geograficamente dispersas e operando de forma independente. Existe uma confusão considerável na literatura entre uma rede de computadores e um sistema distribuído. pode-se citar. WAN: As PND(s) garantem largura de banda. bancárias. Em suma. Um outro exemplo é o sistema de VOZ sobre IP da Shell. a perda completa do poder de computação é.). À medida que a necessidade de comunicação aumenta. entre elas. os custos para colocar uma máquina em cada ponto de aquisição de dados eram muito altos. telex. Do nosso ponto de vista um sistema distribuído é um caso especial de rede de computadores. ainda. todos os programas. Como foi visto anteriormente. Quando existe a necessidade de comunicação entre as filiais e a matriz. ela é feita pelos métodos tradicionais (correio. etc. computadores lentos ligados a um supercomputador) • Compartilhamento de aplicativos • conectar pessoas (através da internet. Outro objetivo é proporcionar uma maior disponibilidade e confiabilidade dada a possibilidade de migração para outro equipamento quando a máquina sofre alguma falha. mais atrativa se torna a idéia de interligação.1 Utilização das Redes de Computadores Usaremos o termo "rede de computadores" para denominar um conjunto de computadores interconectados e autônomos.

Caso exista uma especificação de destinatário na mensagem. da mesma forma que a rede telefônica transporta a conversação entre dois assinantes. três ou mais dispositivos utilizam o mesmo enlace de comunicação. muitas vezes antes que a mensagem . Os hospedeiros são conectados por uma subrede de comunicação ( subrede ). A figura 2. A figura 2. Os equipamentos de comutação geralmente são computadores especializados e são denominados computador de comunicação. a) b) c) d) e) f) Figura 2.3 mostra algumas possibilidades de subredes em difusão. nó de comutação. Neste caso. Uma segunda possibilidade é um sistema de radio ou satélite. cada bit percorre todo o anel em pouco tempo. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  15 simplesmente hosts ). A subrede é composta basicamente de dois componentes: equipamentos de comutação e linhas de transmissão. As linhas de transmissão também são chamadas de circuitos ou canais. a) b) Figura 2. Cada hospedeiro é conectado a um ( ou ocasionalmente vários ) nó de comutação. Quando uma mensagem é transmitida por qualquer um dos nós de comutação.1 (a) ligação ponto a ponto (b) ligação multiponto Quando se utiliza uma subrede com ligação ponto-a-ponto. devem ignorar a mensagem. Em um anel.2 mostra algumas topologias possíveis. Tipicamente. Neste caso. também podem receber as transmissões efetuadas por outros nós para o satélite. Se os aspectos da comunicação (subrede) forem separados dos aspectos de aplicação (hosts). Um terceiro sistema de difusão é o anel. Interface Message Processor (IMP) ou ainda comutador de dados. Uma rede com topologia em barra deve ter associado algum mecanismo para resolver conflitos quando dois ou mais nós desejam transmitir simultaneamente. Cada nó possui uma antena através da qual ele pode transmitir ou receber.multicast). No projeto da subrede existem dois tipos gerais de arquitetura de comunicação: – ligação ponto a ponto: há a presença de um ponto de comunicação em cada emlace ou ligação em questão – ligação multiponto: difusão (broadcast. (a) estrela (b) loop (c) árvore (d) completa (e) loops interconectados (f) irregular O segundo tipo de arquitetura de comunicação usa difusão. ela é recebida por todos os nós existentes na rede. Este mecanismo de controle pode ser centralizado ou distribuído. A figura 2. o projeto completo de uma rede fica bastante simplificado. cada bit percorre o caminho sem esperar pelos outros bits que compõem a mensagem. No caso de uma rede com topologia em barra. um único canal de comunicação é compartilhado por todos os nós de comutação. apenas um nó fica habilitado a transmitir em um determinado instante.2 Algumas topologias possíveis para uma subrede ponto-a-ponto. os nós que não são destino. Todos os nós podem receber o sinal proveniente do satélite e. em alguns casos. todos os outros devem aguardar pela liberação do meio de transmissão. A tarefa da subrede é transportar mensagens de um host a outro. Todo o tráfego de ou para o host é feito via seu nó de comutação. comutador de pacotes.1 mostra a relação entre os hospedeiros e a subrede de comunicação. deve-se observar um aspecto importante do projeto que é a topologia de interconexão dos nós de comutação.

Em um loop. • Camadas de rede A maioria das redes de computadores é dividida em camadas ou níveis e a fim de simplificar o projeto de toda a rede. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  16 seja transmitida completamente. por exemplo. No método descentralizado ou distribuído. • Protocolos Basicamente. Na alocação estática. dependendo de como o canal é alocado. cada mensagem não é retransmitida pelo próximo nó até que a mensagem inteira seja recebida. A Internet. denominada hierarquia de protocolos. segundo uma hierarquia. Tais itens são: • Software de rede A simples transferência de um arquivo de uma máquina para outra envolve uma série de etapas que se fossem analisadas em conjunto. Exemplo: andares de um prédio. existe uma única entidade responsável pela concessão do direito de transmissão. (a) barra (b) radio ou satélite (c) anel Subredes de difusão podem ser divididas em estáticas e dinâmicas. um protocolo é “um conjunto de regras sobre o modo como se dará a comunicação entre as partes envolvidas”. • Hierarquias de protocolos Como funcionam as camadas de uma rede? As camadas se comunicam entre si. aceitando requisições e tomando as decisões de acordo com um algoritmo interno. Esta técnica apresenta a desvantagem de desperdiçar a capacidade do canal pois atribui tempo a um nó mesmo que ele não tenha mensagem para transmitir. 2. Os métodos de alocação dinâmica são classificados em centralizados e distribuídos. Cada protocolo atua em uma camada específica de uma rede. Em contraste. possui mais de 100 protocolos diferentes. cada linha pode conter uma mensagem diferente enquanto que esta situação não é desejável em um anel. são necessárias algumas regras para controlar o acesso ao meio de transmissão. Da mesma forma que em outros sistemas de difusão. com uma topologia em loop.3 Componentes básicos de uma rede de computadores Quatro itens são de fundamental importância quando se define os componentes básicos de uma rede de computadores. a) (b) (c) Figura 2.3 Subredes de comunicação usando difusão. cada nó deve decidir por si mesmo quando deve transmitir ou não. o tempo é dividido em intervalos discretos e cada fatia de tempo é atribuída a um dos nós de forma a que cada um só transmita durante o seu intervalo de tempo.4 – Hierarquia de protodolos . não existe uma entidade central. teriam uma complexidade difícil de controlar. a menos que as mensagens sejam muito curtas. Ela pode fazer isto. Optou-se então por dividir as redes em camadas. Protocolos Camadas Hierarquia Figura 2. No método centralizado.

mas um deles fala português e inglês e o outro fala chinês e francês.5 – Esquema de funcionamento da arquitetura de uma rede de computadores Embora conceitualmente uma comunicação entre dois processos de uma determinada camada se dê horizontalmente.6 – Comunicação entre as camadas de uma rede de computadores Com relação à comunicação entre as camadas do modelo de rede apresentado na figura 2. mas nada impediria que utilizassen Finlandês. Figura 2. Os tradutores usarão Alemão. podemos considerar: A Camada 4 quebra os pacotes. a Camada 2 confere o formato do quadro da mensagem e. essa conversação implica na comunicação com as camadas inferiores através das interfaces entre as camadas. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  17 Imagine dois filósofos (camada 3) querendo conversar. Figura 2. Eles necessitam tradutores (camada 2) que possuem secretárias (camada 1). .6.: comunicação virtual na camada 5. por exemplo. Ex. a Camada 3 confere se uma mensagem chegou corretamente no destino. a Camada 1 faz a comunicação via cabeamento ou sistema de ondas.

dividindo as mensagens grandes em pacotes menores. Esta classificação permite que cada protocolo se desenvolva com uma finalidade deterninada. e por sua vez proporciona alguma funcionalidade aos níveis superiores. 6 para que os dados sejam compreendidos por computadores que utilizem diferentes representações. roteamento. Atualmente as camadas inferiores são implementadas em hardware. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  18 2. tarefas administrativas e de segurança. o qual simplifica o processo de desenvolvimento e implementação. Sessão 5 Transporte 4 Rede 3 Enlace 2 Física 1 Responsável pelo suporte das conexões entre as sessões. Fornecendo a estrutura de controle entre as aplicações. Servindo como uma janela para as aplicações acessarem serviços de rede. controle de fluxo recuperação de erros e transferência de arquivos.4 Arquiteturas de Redes As hierarquias de protocolos específicas são denominadas arquiteturas de redes. Algumas das arquiteturas mais conhecidos são o OSI(83) (modelo). Isso é conseguido pelo encapsulamento dos dados em blocos (quadros) para a camada física. tais como criptografia. Cada nível depende dos que estão abaixo dele. essa camada lida com o acesso à rede.7 – Comparativo entre as arquiteturas de redes OSI / ISO e Internet TCP / IP O modelo OSI (Open System Interconection) foi criado pela ISO (International Standard Organization) e consiste em sete níveis. SMTP). TCP/IP (74) e Novell. manter e desativar as ligações físicas. Possibilitando recuperação quando há algum erro ponto-a-ponto ou de controle de fluxo. essa camada estabelece. Os sete níveis do modelo OSI são os seguintes: Aplicação 7 Responsável pela interação com o Sistema Operacional através de interfaces para esse sistema (ex. e o envio desses quadros com a sincronização. essa camada manipula os pacotes. OSI 7 6 5 4 3 2 1 Aplicação Apresentação Sessão Transporte Rede Enlace Físico Transporte Inter-rede Host / rede TCP/IP Aplicação Não presentes no modelo Figura 2. reempacotando-os se necessário. elétricas e procedurais requeridas para estabelecer. manter e terminar conexões que incluem troca de pacotes. O modelo OSI foi criado pela ISO para se tornar um padrão. TELNET. remontagem de dados e tradução de endereços lógicos para endereços físicos. gerencia e termina conexões (sessões) entre aplicações cooperantes. Por que o modelo OSI não pegou? • Momento ruim • Tecnologia ruim • Implementação ruim . Essa camada oferece interface e serviços comuns de comunicação. Responsável pela transmissão de um conjunto não estruturado de bits através do meio físico. compressão de dados e reformatação de textos em formato abstrato. Responsável pelo endereçamento e funções de controle (ex: roteamento) necessárias no envio de dados através da rede. Responsável por assegurar que as transmissões de dados e o estabelecimento das conexões lógicas entre as estações sejam livres de erros. Isso envolve características mecânicas. Responsável pela transferência transparente entre dois pontos. controle de congestionamento. mas o TCP/IP tornou-se padrão de fato.: FTP. Isso significa estabelecer. Apresentação Responsável pela troca de mensagens com sentido. controle de erro e controle de fluxo necessários. onde cada um deles define as funções que devem proporcionar os protocolos com o propósito de trocar informações entre vários sistemas.

5 é Token Bus (passagem de permissão em barramento) 5) Assinale a alternativa correta: a) Overhead de protocolo é a relação existente entre os bits de dados e os bits de controle que ocupam a banda de transmissão. b) Trailler ou cauda nas PDU´s são bits inseridos para correção ou detecção de erros na transmissão. 6) Assinale a alternativa correta: a) Encapsulamento de dados seria colocar todo um pacote (cabeçalho+dados) como dados para poder transmitir por uma rede de formato de pacotes diferente b) Encapsulamento seria pegar os dados de um pacote. . b) Overhead de protocolo é a quantidade de bits que são transmitidos mas que não são dados.3 é CSMA/CD (olhar anexo c-IEEE 802) b) A disciplina de acesso utilizada em redes 802. com relação da política de acesso a um MT compartilhado: a) A disciplina de acesso utilizada em redes 802. sem o cabeçalho e transmitir por uma rede de formato de pacotes diferente. 7) Assinale a alternativa correta: a) Trailler ou cauda nas PDU´s são bits inseridos com o objetivo de preencher o pacote com o tamanho mínimo necessário para transmissão. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  19 Questionário: 1) O que é multiplexação? 2) Quais as políticas de tratamento de erros existentes? Qual delas se aplica na transmissão isócrona? 3) Para que serve o controle de fluxo em uma rede? E o controle de seqüência? 4) Assinale a alternativa correta.

em um cabo de pares trançados. Apesar de não ser tão sofísticado quanto usar um satélite de comunicação geossíncrono. Um DVD armazena 4. tais como: a resistência. elétricas. funcionais e procedimentos para ativar. Derfley. é na camada física que são definidas as características de cabeamento utilizado em uma rede de comunicação de dados.F. onde eles serão finalmente lidos. O sinal elétrico que trafega em um meio físico está sujeito a uma série de condições que prejudicam a sua propagação. a reatância. transportar fisicamente a fita ou os discos para a máquina de destino. Existem vários tipos de linhas físicas. do tipo de isolamento entre eles. não é mesmo?" .1 Meios físicos "Cabo é cabo. há muitas diferenças entre cabos deste tipo.400 s ou seja aproximadamente 544 Mbps. Por exemplo. com características de transmissão e de custo variáveis em função das suas características físicas. A largura de banda efetiva dessa transmissão é de 4700 gigabytes/86. os mesmos precisam ser individualizados eletricamente de acordo com alguma técnica de multiplexação. Por outro lado. Se o destino estiver a uma hora de distância. por causa dos condutores. L. no sentido estrito. Deve-se distinguir dois conceitos que podem ser confundidos à primeira vista: canal e meio de comunicação. cada par é um circuito físico (canal físico). A impedância do cabo deve estar de acordo com a sua aplicação para evitar a perda do sinal e interferências. Pode-se colocar 1000 DVD´s em uma pequena caixa (perfazendo um total de 4700 GB) e despachar de um ponto a outro do Brasil em 24 horas (Sedex). Segundo estas leis. de sua organização dentro da tubulação.7 GB. Meios de Transmissão de Dados A camada física de uma rede provê características físicas.. Basta fazer um simples cálculo para esclarecer essa questão. esse método costuma ser muito mais eficaz sob o ponto de vista financeiro. existem vários tipos de meios de transmissão. "Você não pode simplesmente ignorar as leis da física. de sua capacidade de neutralizar o ruído externo". Canal é o circuito individual sobre o qual se estabelece uma comunicação entre uma fonte e um destino. 3. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  20 3. o que é equivalente à taxa de transmissão de uma rede ATM (622 Mbps). que caem basicamente em duas categorias: as linhas físicas e os sistemas de ondas que utilizam a propagação de ondas eletromagnéticas de rádio ou luz através do espaço livre. Quando um meio de transmissão transmissão transporta vários canais. e Freed. As linhas físicas se caracterizam por apresentarem continuidade “metálica”. a reatância é a medida da oposição da alteração da voltagem e da corrente elétrica em um condutor Impedância Característica elétrica dependente de uma série de características de projeto. "Não". e Meio de Transmissão é o suporte físico que transporta um ou vários canais. A resistência está associada ao fenômeno de dissipação do calor em um condutor no qual trafega uma corrente elétrica. manter e desativar conexões entre duas partes. quando se fala em termos de desempenho. o Novato perguntava. especialmente nas aplicações em que a alta largura de banda ou o custo por bit tem importância fundamental. Reatância De modo similar à resistência. Para um banco com gigabytes de dados a serem gravados diariamente em uma segunda máquina (de modo que o banco possa continuar a funcionar mesmo durante uma grande enchente ou terremoto). Em pares metálicos a degradação do sinal elétrico depende intrinsecamente das seguintes características do meio de transmissão: Resistência Oposição natural do condutor ao fluxo de elétrons em um determinado sentido. a distância entre dois condutores e o tipo de isolamento. J. . dificilmente alguma outra tecnologia de transmissão poderá sequer ser comparada ao DVD ou fitas DAT. Os canais podem ser individualizados física ou eletricamente.Tudo sobre Cabeamento de Redes" Uma das formas mais comuns de transportar dados de um computador para outro é gravá-los em uma fita magnética ou em discos flexíveis. Willy respondia pacientemente. Sendo assim. embora o meio possa não ser metálico. como é o caso da fibra ótica. a largura de banda será ampliada em cerca de 15 Gbps.

Como o custo de uma hora parada é estimado entre 1. . Em comparação com os outros investimentos que devem ser feitos a fim de implantar um determinado projeto de redes. Isto é. Um cabo STP geralmente possui dois pares trançados blindados. entre as causas para o downtime de uma rede. porém. O cabeamento é o componente de menor custo de uma rede local. limites de emissão eletromagnética. Dessa forma. desde os aplicativos necessários às exigências dos usuários. O investimento feito em um sistema de cabeamento irá pagar dividendos durante anos. a linha aberta foi o principal meio telefônico interurbano de anos atrás. portanto uma faixa de passagem maior do que a dos pares trançados usados no âmbito urbano. possui uma blindagem interna envolvendo cada par trançado componente do cabo cujo objetivo é reduzir a diafonia. mas o nível de retorno dependerá do cuidado com o qual se selecionam os componentes e se supervisiona a instalação dos cabos [DER94]. À medida que a distância aumenta. reduzir o ruído e manter constante as propriedades elétricas do meio por toda a sua extensão. Em um projeto de redes. através do efeito de cancelamento. mas também facilidade de instalação. disponibilidade de componentes e custo total [SOA96].1 Linha aérea de Fio nú Constituída por fios de cobre (raramente bronze ou ferro) de diâmetro entre 1. A linha aberta deriva esse nome do fato de ser usada sem isolamento. Por outro lado. a blindagem dos cabos stp não faz parte do caminho percorrido pelo sinal.000 reais. passando pela demanda de recursos que estes aplicativos consumirão até o tipo de linhas físicas ou meios físicos que serão utilizados.1.9 horas inoperantes. todas as necessidades têm que ser supridas a um custo mínimo permitindo ainda futuras expansões e reavaliações do projeto. logo surge uma freqüência de corte inferior e a largura de banda vai se estreitando progressivamente.Unshielded Twisted Pair). O efeito de cancelamento reduz o nível de interferência eletromagnética / radiofrequência [SOA96] [TAN94]. seu custo era muito elevado. a) Par Trançado STP Um cabo STP. Os fios de um par são enrolados em espiral a fim de. 3. o controle do downtime poderia reduzir em muito os custos por ociosidade [ROC96]. Ao contrário dos cabos coaxiais. uma impedância característica de 150 Ohms e pode alcançar uma largura de banda de 300 MHz em 100 metros de cabo. Os preços variam muito de acordo com o tipo de cabeamento utilizado [ROC96]. Podemos dividir os pares trançados entre aqueles que possuem uma blindagem especial (STP .2 Par Trançado O cabo de par trançado é composto por pares de fios. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  21 Todas as linhas físicas funcionam como um filtro passa-baixas para distâncias curtas. qualidade (atenuação do sinal versus comprimento máximo). Tudo tem que ser projetado de maneira eficiente e racional. Os softwares costumam passar por uma evolução a cada dois ou três anos e. Quando bem estruturado pode representar de 5 a 7% do custo total da rede. imunidade a ruídos. terá que se conviver 15 anos ou mais com seu cabeamento de rede. ou seja. O projeto de cabeamento não envolve somente considerações sobre taxas de transmissão e largura de banda. Segundo pesquisas realizadas pela Infonetics. Hoje seu uso está limitado a algumas zonas rurais. Os fios de grosso calibre significavam uma resistividade menor e. conformidade aos padrões internacionais. deixam passar corrente contínua e apresentam apenas uma freqüência de corte superior à banda de passagem.5 e 4 mm que sã mantidos isolados e paralelos presos a suportes físicos às cruzetas dos postes telefônicos. com um total de 4. confiabilidade. no entanto. Os telegráficos do século 19 usavam essas linhas. Dados colhidos pela LAN Technology informam que uma rede de porte médio apresenta 23.6 paradas por ano em média. além de possuir uma malha blindada global que confere uma maior imunidade às inteferências externas eletromagnética / radiofrequência.1. 3. conformidade às exigências geográficas. as linhas físicas serão o item que terão a maior duração. 70% dos casos são provocados por um cabeamento mal projetado. vários fatores têm que ser levados em consideração. a largura de banda de uma linha física varia com o seu comprimento. o hardware tem uma vida útil de 5 anos.000 e 20. de acordo com pesquisas.Shielded Twisted Pair) e aqueles que não a possuem (UTP .

16 Mbits (4). Figura 3. quanto por parte dos fabricantes de equipamentos. b) Par Trançado UTP O cabo de par trançado sem blindagem (UTP) é composto por pares de fios. que queriam certezas sobre os parâmetros característicos destes cabos. especificada em AWG (American Wire Guage).Cabo UTP [BER96] A EIA/TIA (Electronic Industries Association/Telecommunication Industry Association) levou a cabo a tarefa de padronização dos cabos UTP através da recomendação 568. sendo que as classes 1 e 2. .5 suportam respectivamente taxas de transmissão de até 5 Mbits (1 e 2). fez com que se tornasse necessário. Poucos cabos STP eram suficientes para preencher um duto de fiação de um prédio [DER94]. • • bitola do fio. O cabo de par trançado sem blindagem projetado para redes. sendo que cada par é isolado um do outro e todos são trançados juntos dentro de uma cobertura externa. O cabo tem uma impedância de 100 ohms .3 . o tamanho e o custo do cabo. que os utilizavam em suas composições e precisavam de garantias confiáveis de desempenho [ROC96]. O cabo de rede UTP tem um diâmetro externo de 4. onde números maiores indicam fios com diâmetros menores. Não há blindagem física no cabo UTP. O alto desempenho em termos de qualidade alcançados pelos pares trançados não blindados (UTP). Este dabo era adotado pela IBM para interconexão entre os elementos integrantes de sua rede (token ring) e atualmente praticamente não é mais utilizado. cabos de par trançado de melhor qualidade foram sendo produzidos. níveis de segurança.Seção de cabo STP Figura 3. uma pressão por padronização tanto por parte dos projetistas.2 . aliado ao baixo custo de aquisição e instalação dos mesmos. mostrado na figura abaixo. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  22 Figura 3.4 .um fator importante que diferencia dos outros tipos de fios de telefone e par trançado. e 100 Mbits (5). 4 . Com o aumento das taxas de transmissão.3 mm. contém quatro pares de fios de cobre sólidos modelo 22 ou 24 AWG.1 . 3.Seção de um cabo UTP Figura 3. Os cabos UTP inicialmente foram divididos em 5 categorias (atualmente existem 6 ou 7) no que se refere a: • taxas de transmissão e qualidade do fio. 10 Mbits (3). ele obtém sua proteção do efeito de cancelamento dos pares de fios trançados.Cabo STP patch [BER96] O maior volume de blindagem e isolamento aumenta consideravelmente o peso. sendo esse último tipo o mais utilizado atualmente e que possui melhor grau de qualidade. especificados através de regulamentação fornecida pelos padrões reguladores da Underwriter Laboratories (UL).

Idem ao anterior.5 – Esquema de ligação dos pares trançados UTP . Apostila de Telecomunicações e Redes 1  23 Referência (Banda passante 100m) EIA/TIA Categoria 1 (.5 Mhz) EIA/TIA Categoria 2 (1 Mhz) EIA/TIA Categoria 3 (Banda de 16 MHz) EIA/TIA Categoria 4 ( Banda de 20 MHz) EIA/TIA Categoria 5 ( Banda de 100 MHz) Impedância (Bitola AWG) 150 Ohms (26 AWG) 100 Ohms (26 AWG) 100 Ohms UTP (24 AWG) 100 Ohms UTP baixa perda (24 AWG) 100 Ohms UTP freqüencia estendida Aplicações (Telefonia e Dados) Telefonia Analógica (4 KHz) Telefonia Digital (64 Kbit/s) ISDN Dados (2. AS 400 IEEE 10BaseT Token Ring(4 Mbit/s) Ethernet(10 Mbit/s).1 . 3X.046 Mbit/s) IBM 3270./Telecom.Categorias de cabos UTP Legenda: AWG: American Wire Guage CDDI: Copper Data Distributed Interface IEEE: Institute of Eletrical and Eletronic Engineers EIA/TIA: Eletronic Industry Assoc. Token Ring(16 Mbit/s). Até 16 Mb/s IEEE 10BaseT . Até 20 Mb/s IEEE 10BaseT e 100BaseT 100 Mbit/s ATM 155 Mb/s Gigabit Ethernet Todas as anteriores e tecnologias em desenvolvimento Cabo blindado – tecnologias emergentes Categoria 5E (Banda100 MHz em c/ par) Categoria 6 (Banda 250 MHz em c/ par) Categoria 7 (Banda 600 MHz em c/ par) Tabela 3. Association Padrão de cores para cabo UTP 4 pares: Par 1 2 3 4 Cor do par Branco/Azul Azul/Branco Branco/Laranja Laranja/Branco Branco/Verde Verde/Branco Branco/Marrom Marrom/Branco Tabela 3. Ind.2 – Pares trançados UTP Conforme norma ANSI/TIA/EIA-568A são reconhecidos 2 esquemas de ligação padrão RJ: a) utilizado pela AT&T (568B) b) utilizado pelos demais fabricantes (568A) NEMA: National Eletrical Manufactures Association STP: Shielded Twisted Pair TPDDI: Twisted Pair Data Distributed Interface UL: Underwriter's Laboratories UTP: Unshield Twisted Pair Figura 3.

A figura anterior mostra o conector fêmea (você olhando para o encaixe). Apostila de Telecomunicações e Redes 1  24 Crossover Em um cabo. Figura 3. portanto de baixo custo. sendo que a utilização dos pares é apresentada abaixo: Rede 10BaseT Token Ring 100BaseT ATM Utilização do par 1&2 e 3&6 3&6 e 4&5 1&2 e 3&6 1&2 e 7&8 Tabela 3. Isto aumenta o número de conexões possíveis sem diminuir seriamente o espaço útil ou exigir onerosos projetos de alteração das instalações físicas disponíveis. O par trançado é o meio de transmissão de menor custo por comprimento.6 – Conector RJ-45 Padrão 802. que pode ser blindado ou não. Ethernet e token-ring). É verdade que o UTP custa menos por metro do que qualquer outro tipo de cabo de rede local. Em sistemas de baixa freqüência a imunidade a ruído é tão boa quanto ao cabo coaxial. A configuração dos pares deve atender os sistemas existentes.3 10BaseT O nome 10BaseT indica uma velocidade de sinalização de 10 megabits por segundo. salvo a conhecida exceção da fibra ótica. O UTP não preenche os dutos de fiação com tanta rapidez como os outros cabos. Maiores detalhes acerca de ruídos e interferências em canais de transmissão serão apresentados posteriormente. A desvantagem do par trançado é a sua susceptibilidade à interferência e ruído. O enfoque teórico do padrão 10BaseT é que ele permite que os gerentes de rede local utilizem fios de telefone já instalados. Na maioria dos casos. obedecendo rígidas normas de segurança e desempenho (ver seção seguinte) [DER94]. Uma grande vantagem do UTP que não pode ser desprezada é a flexibilidade e a espessura dos cabos.3 – Pares trançados UTP Conectores O conector padronizado pela norma é o RJ-45. as placas de interface de rede vêm para um tipo específico de cabeamento.O padrão Ethernet utiliza somente os pinos 1. os custos de mão de obra com técnicas de instalação para estes cabos e para a própria fibra ótica estão caindo muito. A ligação de nós ao cabo é também extremamente simples. Como é comum a utilização de cabos coaxiais de 75 Ohms para transmissão de TV a cabo. mas a despesa com material é a menos significativa em qualquer instalação pois a mão de obra é o elemento mais caro.2. o que diminui os custos e as possibilidades de falha na instalação. basta configurar o 568-A em uma extremidade e o 568-B na outra. incluindo "cross-talk" de fiação adjacente. conforme o cabo. mas muitas placas de interface Ethernet são configuradas para cabos coaxiais e UTP. um esquema de sinalização debandabase e fios de pares trançados em uma topologia física em estrela. É de se questionar o valor a ser pago por uma boa instalação de UTP. .3 e 6. Pode-se utilizar UTPs com três principais arquiteturas de rede (ARCnet.

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3.1.3 Cabo Coaxial
Um cabo coaxial consiste em um fio de cobre rígido que forma o núcleo, envolto por um material isolante que, por sua vez, é envolto em um condutor cilíndrico, frequentemente na forma de uma malha cilíndrica entreleçada. O condutor externo é coberto por uma capa plástica protetora.

Figura 3.7 – Corte em um cabo coaxial A forma de construção do cabo coaxial lhe dá uma boa combinação de alta banda passante e excelente imunidade a ruídos. A banda passante possível depende do comprimento do cabo. Para cabos de 1 Km, pode-se chegar a uma taxa de dados de 1 Gbps. Taxas de dados mais altas são possíveis em cabos mais curtos e, pode-se usar cabos mais longos, mas com taxas mais baixas. Dois tipos de cabo coaxial são bastante utilizados. Um tipo, o Cabo Coaxial Fino, também conhecido como cabo de 50 ohms ou cabo coaxial em Banda Base. O outro tipo, o Cabo Coaxial Grosso, também conhecido como cabo coaxial em Banda Larga.
a) Cabo Coaxial de Banda Base (50 ohms)

O cabo coaxial fino, também conhecido como cabo coaxial banda base ou 10Base2, é utilizado para transmissão digital e possui impedância característica geralmente de 50 ohms. As principais características de cabos coaxiais do tipo banda base, de impedância característica de 50 ohms, que eram utilizados em redes locais são : Impedância: 50 ohms Tamanho Mínimo de Segmento: 0,45 metros Transmissão em banda base, código Manchester, em modo half-duplex; Tamanho Máximo sem Repetidores: depende da velocidade que se deseja. Capacidade: 30 equipamentos/segmento Acesso ao meio: CSMA/CD Taxas de Transmissão de Dados: de 10 Mbps até 2 Gbps (Tane97) (depende do tamanho e qualidade do cabo). Usual em uma rede local seria uma taxa de 10 Mbits/s ou 100Mbits/s Modo de Transmissão: Half-Duplex - Código Manchester. Transmissão: Por pulsos de corrente contínua. Imunidade EMI/RFI: 50 dB Conector: Conector T Instalação: Facilitada (cabo fino e flexível) Topologia mais usual: barra; Tempo de trânsito: 4 ns/m. O cabo coaxial fino é mais maleável e, portanto, mais fácil de instalar. Em comparação com o cabo coaxial grosso, na transmissão em banda base, o cabo de 50 ohms sofre menos reflexões devido as capacitâncias introduzidas na ligação das estações ao cabo, além de possuir uma maior imunidade a ruídos eletromagnéticos de baixa frequência. Apesar do cabo coaxial banda base ter uma imunidade a ruídos melhor do que o par trançado, a transmissão em banda larga fornece uma imunidade a ruído melhor do que em banda base. Nesta tecnologia de transmissão, o sinal digital é injetado diretamente no cabo. A capacidade de transmissão dos cabos nesta modalidade varia entre alguns Mbps/Km, no caso dos cabos mais finos, até algumas Gigabits por segundo no caso de cabos mais grossos e de melhor qualidade. A impedância utilizada nesta modalidade de transmissão é de 50 ohms.

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Um Cabo Coaxial Banda Base, também conhecido como 10Base2, consiste de um fio de cobre rígido, que forma o núcleo, envolto por um material isolante, que por sua vez é envolto por um condutor cilíndrico na forma de malha entrelaçada, tudo coberto por uma capa plástica protetora. O método de acesso ao meio usado em Cabos Coaxias Banda Base é o detecção de portadora, com detecção de colisão. Amplamente utilizado em redes locais.

Figura 4.9 – Conector BNC

Figura 3.8 – Cabo coaxial 50 ohms
b) Cabo Coaxial de Banda Larga (75 ohms)

Um Cabo Coaxial Banda Larga, também conhecido como 10Base5 ou "Mangueira Amarela de Jardim", consiste de um fio de cobre rígido, que forma o núcleo, envolto por um material isolante, que por sua vez é envolto por um condutor cilíndrico de alumínio rígido, tudo coberto por uma capa plástica protetora.

Figura 3.10 – Cabo coaxial 75 ohms O cabo coaxial grosso, também conhecido como cabo coaxial de banda larga ou 10Base5, é utilizado para transmissão analógica, principalmente em redes de longa distância, como a utilizada pela TV a cabo. O cabo coaxial grosso, possui uma blindagem geralmente de cor amarela. Seu diâmetro externo é de aproximadamente 0,4 polegadas ou 9,8 mm. Uma diferença fundamental entre os cabos coaxiais de banda base e banda larga é que sistemas em banda larga necessitam de amplificadores analógicos para amplificar periodicamente o sinal. Esses amplificadores só transmitem o sinal em um sentido; assim, um computador enviando um pacote não será capaz de alcançar os computadores a montante dele, se houver um amplificador entre eles. Para contornar este problema, foram desenvolvidos dois tipos de sistemas em banda larga: com cabo duplo e com cabo único. Os sistemas de cabo duplo têm dois cabos idênticos paralelos. Para transmitir dados, um computador emite os dados pelo cabo 1, que está conectado a um dispositivo chamado head-end na raiz da árvore de dados. Em seguida, esse head-end transfere o sinal para o cabo 2, que refaz o caminho da árvore a fim de realizar a transmissão. Todos os computadores transmitem no cabo 1 e recebem no cabo 2. Sistemas com cabo único é alocado bandas diferentes de frequência para comunicação, entrando e saindo por um único cabo. A banda do cabo é dividida em dois canais ou caminhos, denominados:

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1.caminho de transmissão (Inbound): caminho de entrada dos dados no canal 2.caminho de recepção (Outbound): caminho de saida dos dados do canal

Figura 3.11 – Esquemas gerais de LAN de barra em banda larga No modelo midsplit, por exemplo, a banda de entrada vai de 5 a 116 MHz, e a banda de saída vai de 168 a 300 MHz.

Figura 3.12 – Redes de banda larga. (a) Cabo duplo. (b) Cabo único Esse cabo é muito utilizado para a transmissão do sinal de vídeo em TV a cabo e, na transmissão de vídeo também em computadores, para a integração de imagens transmitidas para várias estações de rede local. Tecnicamente, o cabo de banda larga é inferior ao cabo de banda básica (que tem apenas um canal) no que diz respeito ao envio de dados digitais, no entanto, por outro lado, existe a vantagem de haver muitos cabos desse tipo já instalados. Na Holanda, por exemplo, 90 por cento de todas as casas têm uma conexão de TV a cabo. Cerca de 80 por cento das casas norte-americanas têm um cabo de TV instalado. Desse total, pelo menos 60 por cento têm de fato uma conexão a cabo. Com a acirrada concorrência entre as companhias telefônicas e as empresas de TV a cabo, podemos esperar que um número cada vez maior de sistemas de TV a cabo comece a operar como MANs e oferecer serviços telefônicos, dentre outras vantagens. Para obter maiores informações sobre a utilização da TV a cabo como uma rede de computadores, consulte Karshmer and Thomas, 1992. As dificuldades de conexão com cabos coaxiais são um pouco maiores do que se fosse utilizado o par trançado. A conexão dos cabos é feita através de conectores mecânicos, o que também encarece sua instalação em relação ao par trançado, porém, os benefícios compensam com larga vantagem a utilização deste método. Dados Técnicos Impedância: 75 ohms Atenuação: em 500m de cabo não exceder 8,5 dB medido a 10MHz ou 6,0 dB medido a 5 MHz Velocidade de Propagação: 0,77c (c=vel. luz no vácuo) Tamanho Máximo de Segmento: 500 metros Tamanho Mínimo de Segmento: 2,5 metros Tamanho Recomendado: múltiplos de 23,4 - 70,2 ou 117 metros

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Número Máximo de Segmentos: 5 Tamanho Máximo Total: 2.500 metros Capacidade: 1500 canais com 1 ou mais equipamentos por canal Acesso ao meio: FDM Taxas de Transmissão de Dados: 100 a 150 Mbps (depende do tamanho do cabo) Modo de Transmissão: Full-Duplex. Transmissão: Por variação em sinal de freqüência de rádio Imunidade EMI/RFI: 85 dB Conector: Tipo Derivador Vampiro Utiliza Transceptores (detecta a portadora elétrica do cabo) Instalação: Requer prática/pessoal especializado
c) Cabo coaxial x par trançado:
– As características de transmissão do cabo coaxial são melhores do que o par trançado (comparado às categorias 5 e

5e), porém ocupa muito mais espaço em um duto de fiação.
– Na transmissão analógica o coaxial é mais adequado, pois permite uma largura de banda maior a uma distância maior

do que o par trançado.
– O cabo coaxial possui imunidade maior aos ruídos de cross-talk e uma fuga eletromagnética mais baixa, porém o custo

do coaxial é mais elevado do que o do par trançado, principalmente nas interfaces de ligação. Conclui-se que o cabo coaxial é mais adequado à transmissão analógica enquando o par trançado é mais indicado à transmissão digital.

3.1.4 Fibras óticas
Muitas pessoas do setor de informática se orgulham com a rapidez com que a tecnologia usada nos computadores vem melhorando. Na década de 1970, um computador rápido (por exemplo, o CDC 6600) podia executar uma instrução em 100 nanossegundos. Vinte anos depois, um computador Cray rápido podia executar uma instrução em 1 nanossegundo, decuplicando seu desempenho a cada década. Nada mal. No mesmo período, a comunicação de dados passou de 56 Kbps (a ARPANET) para 1 Gbps (comunicação ótica moderna), isso significa que seu desempenho melhorou 100 vezes em cada uma década, enquanto, no mesmo período, a taxa de erros passou de 10-5 por bit para quase zero. Além disso, as CPUs estão se aproximando dos limites físicos, como a velocidade da luz e os problemas decorrentes da dissipação do calor. Por outro lado, com a atual tecnologia de fibra ótica, a largura de banda pode ultrapassar a casa dos 50.000 Gbps (50 Tbps) e são muitas as pessoas que estão realizando pesquisas com materiais de melhor qualidade. O limite prático da sinalização atual é de cerca de 1 Gbps, pois não é possível converter os sinais elétricos e óticos em uma velocidade maior. O uso experimental de 100 Gbps está previsto a curto prazo. Dentro de poucos anos, alcançaremos uma velocidade de 1 terabit/s. Logo teremos sistemas plenamente óticos, que influenciarão também a transmissão de dados entre computadores (Miki, 1994a).

Figura 3.13 – Fibra ótica

Figura 4.14 – Conector de fibra ST

Na corrida entre a computação e a comunicação, ganhou a comunicação. O significado real da largura de banda infinita (apesar dos custos) ainda não foi totalmente assimilado por uma geração de cientistas e engenheiros da computação que aprenderam a pensar em termos dos limites de Shannon e Nyquist impostos pelo fio de cobre. Os novos conceitos partem

1 Tipos de fibras a) Multimodo com índice degrau Esse tipo de fibra ótica possui sua capacidade de transmissão limitada basicamente pela dispersão modal. independente do desperdício de largura de banda. não teria a menor utilidade. Dessa forma. Figura 3. um pulso de luz indica um bit 1.15 – Conversor de sinal ótico/elétrico e elétrico/ótico Esse sistema de transmissão desperdiçaria luz e. Nesta seção. a saída é reconvertida em um sinal elétrico.4. o meio de transmissão e o detector. um feixe de luz que incide em um ângulo crítico. o desempenho destas fibras não passam de 15 a 25 Mhz. como mostra a Figura 3.km em média.16 – (a) Três exemplos de um feixe de luz dentro de uma fibra de sílica com a fronteira ar/sílica em diferentes ângulos (b) reflexão de um raio de um feixe de luz abaixo do ângulo crítico Com relação à capacidade de transmissão. C O N V E R S O R C O N Receptor V Ótico Fibra ótica E (detetor R Ótico) S O Interface O-E R Sinal elétrico Transmissor Ótico (emissor de luz) Sinal elétrico Interface E-O Figura 3. Nela. por essa razão. por exemplo. b) Multimodo com Índice Gradual Esse tipo de fibra ótica possui sua capacidade de transmissão limitada pela dispersão modal.1. mostrando-se apenas um interessante princípio físico. a tecnologia atual de fibras caracteriza-se por três tipos distintos a seguir: 3.Km. temos um sistema de transmissão de dados unidirecional que aceita um sinal elétrico. que reflete os diferentes tempos de propagação da onda luminosa. é interceptado na fibra. que reflete os diferentes tempos de propagação da onda luminosa. O meio de transmissão é uma fibra de vidro ultrafina.16. de seus índices de refração). No entanto. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  29 da premissa de que todos os computadores são desesperadamente lentos e. da sílica fundida para o ar. ao emergir. Quando instalamos uma fonte de luz em uma extremidade de uma fibra ótica e um detector na outra. na prática. O detector gera um pulso elétrico quando entra em contato com a luz. nós vemos um feixe de luz que forma um ângulo α1. produz um ângulo β1. converte-o e transmite-o por pulsos de luz. Na extremidade de recepção. as redes devem tentar evitar a computação a todo custo. A taxa de transmissão neste tipo de fibra é de 400 MHZ.16 (b). vamos estudar as fibras óticas e veremos como funciona essa tecnologia de transmissão. Um sistema de transmissão ótico tem três componentes. Devido a alta dispersão. O volume de refração depende das propriedades dos dois meios físicos (em particular. a origem da luz. ou acima dele. essas fibras são menos sensíveis a esse fenômeno do que as fibras multimodais. . a luz é refratada de volta para a sílica. como mostra a Figura 3. Nos ângulos cuja incidência ultrapasse um determinado valor crítico. Quando um raio de luz passa de um meio para outro. o raio sofre uma refração (desvio) na fronteira sílica/ar. Convencionalmente. nada escapa para o ar. Esse feixe pode se propagar por muitos quilômetros sem sofrer praticamente nenhuma perda. ao incidir na fronteira e que. e a ausência de luz representa um bit zero.

4. A atenuação em decibéis é obtida com a seguinte fórmula. que. . A figura mostra a parte infravermelha do espectro. A atenuação do tipo de vidro usado nas fibras é mostrada na Figura abaixo. o vidro podia ter no máximo 1 mm de espessura para que a luz pudesse atravessá-lo. quando o fator de perda é dois. seria possível ver o fundo do mar da superfície. Já foram feitas experiências com taxas de dados muito mais altas entre pontos mais próximos.4 a 0. Os antigos egípcios já dominavam a manufatura do vidro. e não por água. na prática.1. O vidro transparente usado nas janelas foi desenvolvido durante a Renascença. obtemos atenuação de 10 log 10 2 = 3 dB. para eles. que variam de 0. O vidro usado nas modernas fibras óticas são tão transparentes que. Figura 3. mas. que. Elas já mostraram que feixes laser de alta potência podem conduzir uma fibra em uma distância de 100 quilômetros sem utilizar repetidores. Devido a esta característica.2 Transmissão de luz através da fibra As fibras óticas são feitas de vidro.17 – Tipos de fibra existentes 3. Pesquisas sobre fibras que utilizam o érbio prometem alcançar distâncías ainda maiores sem repetidores. apesar de fazê-lo em velocidades mais baixas. em decibéis por quilômetro linear de fibra. As fibras monomodais atualmente disponíveis podem transmitir dados a uma velocidade de muitos Gbps em uma distância de 30 km.7 mícron (1 mícron é igual a 10-6 metros). se o mar fosse formado por esse tipo de vidro. que é a reflexão da onda luminosa em diferentes tempos. é produzido a partir da areia. Atenuação em decibéis = 10 log 10 potência transmitida potência recebida Por exemplo.Km. uma matéria-prima barata e abundante. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  30 c) Monomodo Estas fibras são insensíveis a dispersão modal. A atenuação da luz através do vidro depende do comprimento de onda da luz. assim como vemos o solo quando voamos de avião em um dia ensolarado. é a usada. por sua vez. A luz visível tem comprimentos de onda ligeiramente mais curtos. esta fibra pode atingir taxas de transmissão na ordem de 100 Ghz.

os lasers e os chips podem ser produzidos a partir do mesmo material (arsenieto de gálio). Normalmente. Nas fibras multimodais.85 mícron tem uma atenuação maior.30 e 1. Elas são centralizadas em 0. para manter a luz no núcleo.85. O volume da dispersão vai depender do comprimento da onda. onde ocasionalmente são atacados por pequenos animais roedores. Perto da praia. mas. protegidos por uma capa externa. quando os pulsos são produzidos com um formato especial relacionado ao recíproco do co-seno hiperbólico.4.1. A Figura 3. onde podem ser arrastados por redes de pesca ou comidos por tubarões. todos os efeitos da dispersão são cancelados e é possível enviar pulsos por milhares de quilômetros sem que haja uma distorção significativa. Em águas profundas. Nas fibras monomodais. o mundo assiste a um grande esforço de pesquisa no sentido de colocar em prática as experiências que estão sendo feitas em laboratórios com os solitons. eles são depositados no fundo. o núcleo tem 50 micra de diâmetro. Uma forma de impedir que a expansão desses pulsos se sobreponha é aumentar a distância entre eles. Atualmente. fica o núcleo de vidro através do qual se propaga a luz. A Figura 3. . as fibras são agrupadas em feixes. os cabos de fibra terrestres são colocadas no solo a um metro da superfície. nesse comprimento de onda. O núcleo da fibra é envolvido por uma proteção de vidro cujo índice de refração é inferior ao do núcleo. no entanto. No centro. respectivamente. a exceção fica por conta da malha entrelaçada. Felizmente.19 (b) mostra um cabo com três fibras. As três bandas entre 25 e 30 mil GHz de largura. o núcleo tem entre 8 e 10 micras. descobriu-se que. (b) Extremidade de um cabo com 3 fibras.19 – (a) Perspectiva lateral de uma fibra.55 micra. os cabos de fibra transoceânicos são enterrados em trincheiras por uma espécie de arado marítimo.18 – bandas de freqüências utilizadas para transmissão nas fibras Os pulsos de luz enviados através de uma fibra se expandem à medida que se propagam. só pode ser feito com a redução da taxa de sinalização. Geralmente. por outro lado. 1. Em seguida. Figura 3. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  31 A comunicação utiliza três bandas de comprimento de onda.3 Cabos de fibra Os cabos de fibra ótica são semelhantes aos coaxiais. Essa expansão é chamada de dispersão. 3. Esses pulsos são chamados de solitons.19 (a) mostra a perspectiva lateral de uma fibra. há um revestimento plástico fino com finalidade de proteger a camada anterior. As duas últimas têm boas propriedades de atenuação (uma perda inferior a 5 por cento por quilômetro) A banda de 0. o que. Figura 3. o que corresponde à espessura de um fio de cabelo humano.

1. Uma interface passiva consiste em dois conectores fundidos à fibra principal. seguido de pequenos ajustes cuja finalidade é maximizar o sinal. As junções mecânicas são encaixadas em 5 minutos por uma equipe devidamente treinada e resultam em uma perda de 10 % da luz. Com pulsos de potência suficiente. por essa razão. e um pulso de luz deve conduzir energia suficiente para ser detectado. Um encaixe por fusão é quase tão bom quanto uma fibra inteira.4 .Uma comparação entre diodos semicondutores e emissores de luz utilizados como fontes de luz A extremidade de recepção de uma fibra ótica consiste em um fotodiodo. dois pedaços de fibra podem ser fundidos de modo a formar uma conexão sólida. podem ocorrer reflexões no ponto de junção e a energia refletida pode interferir no sinal. . nesse caso. elas podem ter conectores em suas extremidades e serem plugadas em sockets de fibra. como mostra a Tabela 3. Duas fontes de luz podem ser usadas para fazer a sinalização. O ruído térmico também é importante. O alinhamento pode ser melhorado com a passagem de luz através da junção. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  32 As fibras podem ser conectadas de três diferentes formas. Os conectores perdem de 10 a 20 por cento da luz. na verdade. Dois tipos de interfaces são usados. mas facilitam a reconfiguração dos sistemas. um fotodiodo (para recepção) O conector em si é completamente passivo e. Em primeiro lugar. o que limita as taxas de dados a 1 Gbps. Nesse caso. ele deixa um computador off-line. Um conector tem um diodo emissor de luz ou um diodo a laser na sua extremidade (para transmissão) e o outro. Em geral. No máximo. A luz recebida é convertida em um sinal elétrico. no entanco. elas podem ser encaixadas mecanicamente. há uma pequena atenuação. um conjunto de ligações ponto a ponto. 3. é o repetidor ativo. Nos três tipos de encaixe. que emite um pulso elétrico quando entra em contato com a luz. Em segundo lugar. é extremamente confiável. como mostra a Figura 3. pois um diodo emissor de luz ou um fotodiodo quebrado não compromete o anel. apesar de sua ser conexão mais complexa do que a conexão com uma rede Ethernet. a taxa de erros pode se tornar arbitrariamente pequena. Figura 3. as duas extremidades são cuidadosamente colocadas uma perto da outra em uma luva especial e encaixadas em seguida. mostrado na Figura 3. o tempo de resposta de um fotodiodo é 1 nanossegundo.20. A interface de cada computador percorre o fluxo de pulsos de luz até a próxima ligação e também serve como junção em forma de T para permitir que o computador envie e aceite mensagens. Uma forma de contornar esse problema é perceber que uma rede em anel é. os diodos emissores de luz e os lasers semicondutores.4. Eles têm diferentes propriedades.20.4.20 – Um anel de fibra ótica com repetidores ativos O outro tipo de interface.4 Redes de fibra As fibras óticas podem ser usadas nas LANs e nas transmissões de longa distância. Item Taxa de dados Modo Distância Vida Útil Sensibilidade à temperatura Custo LED Baixa Multimodo Pequena Longa Insignificante Baixo custo Laser Semicondutor Alta Multimodo ou monomodo Longa Curta Substancial I Alto custo Tabela 3. Em terceiro lugar.

a estrela passiva combina todos os sinais de entrada e transmite o resultado obtido em todas as linhas. no entanto. ela pode gerenciar larguras de banda muito mais altas do que o cobre. Apenas essa característica justificaria seu uso nas redes de última geração. Figura 3. Nas novas rotas. Por essas razões. A fibra tem muitas vantagens. que requer conhecimentos de que a maioria dos engenheiros não dispõe.21. Além disso. como o sinal é regenerado em cada interface. o número de nós da rede é limitado pela sensibilidade dos fotodiodos. Quando os elétrons se movem dentro de um fio. Nesse projeto. Mil pares trançados com 1 quilômetro de comprimento pesam 8 t. as fibras têm preferência por terem um custo de instalação muito mais baixo. os repetidores só são necessários a cada 30 quilômetros de distância. Por outro lado. interferência magnética ou quedas no fornecimento de energia. o número total de computadores e o tamanho total do anel acabam sofrendo grandes restrições. Comparação das Fibras Óticas e dos Fios de Cobre É instrutivo comparar a fibra com o cobre. representa uma economia significativa. As interfaces passivas perdem luz em cada junção. as companhias telefônicas gostam da fibra por outra razão. e as fibras de entrada são fundidas em uma extremidade do cilindro. do cobre por fibras deixar os dutos vazios. Da mesma forma. Como a transmissão é basicamente unidirecional. são afetados pelos elétrons existentes fora do fio. pois trata-se de um minério de altíssima qualidade. A fibra também tem a vantagem de não ser afetada por picos de voltagem. reduzindo de maneira significativa a necessidade de sistemas mecânicos de suporte. as fibras fundidas à outra extremidade do cilindro são conectadas a cada um dos receptores. A interface com o computador é um fio de cobre comum que passa pelo regenerador de sinal. Uma topologia em anel não é a única forma de se construir uma LAN usando fibras óticas. A razão para que a fibra seja melhor do que o cobre é inerente às questões físicas subjacentes a esses dois materiais. eles afetam um ao outro e. desfeita. Vale lembrar. na prática.21 – Uma conexão em estrela passiva em uma rede de fibra ótica Por mais estranho que possa parecer. Por fim. por isso. além do mais. as ligações individuais entre os computadores podem ter quilômetros de distância. as fibras não desperdiçam luz e dificilmente são interceptadas. ela é fina e leve. que é mostrada na Figura 3. de modo que não há espaço para aumentar. o que. o anel será interrompido e a rede. significa que o anel pode ter qualquer tamanho. em comparação com os cinco quilômetros que separam cada repetidor nas conexões via cobre. Se um repetidor ativo entrar em pane. a comunicação bidirecional exige duas fibras e duas bandas . possibilitar a transmissão dos dados. dessa forma. Devido à baixa atenuação. Na prática. consequentemente. o que. Quando uma interface emite um pulso de luz. ele é difundido dentro da estrela passiva para iluminar todos os receptores e. Já estão sendo usados repetidores puramente óticos. Além da remoção. o cobre tem um excelente valor de revenda para as refinarias especializadas. cada interface tem uma fibra entre seu transmissor e um cilindro de sílica. Os fótons de uma fibra não afetam um ao outro (não têm carga elétrica) e não são afetados pelos fótons dispersos existentes do lado de fora da fibra. isso significa que eles podem operar em larguras de banda extremamente altas. que a fibra é uma tecnologia nova. adapta-se muito bem a regiões industriais. Ela também está imune à ação corrosiva de alguns elementos químicos que pairam no ar e. Muitos dos dutos de cabo atuais estão completamente lotados. a fibra é mais leve que o cobre. e subseqüente substituição. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  33 tem sua capacidade regenerada caso ela tenha sido enfraquecida e é retransmitida na forma de luz. trata-se de uma alternativa muito mais segura contra possíveis escutas telefônicas. Duas fibras têm mais capacidade e pesam apénas 100 kg. cuja manutenção é extremamente cara. Como a energia de entrada é dividida entre todas as linhas de saída. Esses dispositivos dispensam as conversões óticas/elétricas/óticas. Para começo de conversa. Também é possível ter um hardware se comunicando através do uso de uma estrela passiva.

. todas as ondas eletromagnéticas viajam na mesma velocidade.. (lambda).. só haverá dois tipos de comunicação. Super. A resposta para esses usuários está na comunicação sem fio..1 O Espectro Eletromagnético Quando se movem...).22... já que ela tem uma série de aplicações importantes além da possibilidade de oferecer conectividade para quem deseja ler mensagens de correio eletrônico durante um vôo. A luz ultravioleta. AHF e PHF) ELF (Extremely Low Frequency. os elétrons criam ondas eletromagnéticas que podem se propagar através do espaço livre (inclusive em um vácuo).. a velocidade cai para cerca de 2/3 desse valor e se torna ligeiramente dependente da freqüência. No cobre ou na fibra.22 são os nomes oficiais definidos pela ITU. ou aproximadamente de 30 cm por nanossegundo... As freqüências listadas na parte inferior da Figura 3. devido a acidentes geográficos (montanhas.. Nenhum objeto ou sinal pode se mover com maior rapidez do que ela... portanto..[3000Hz ate 30000Hz] LF (Low Frequency). O espectro eletromagnético é mostrado na Figura 3... O número de oscilações por segundo de uma onda eletromagnética é chamado de freqüência. Finalmente. florestas. 3. mas eles são difíceis de produzir e modular. Quando se instala uma antena com o tamanho apropriado em um circuito elétrico. palmtop. Essas ondas foram previstas pelo físico inglês James Clerk Maxwell em 1865 e produzidas e observadas pela primeira vez ... pântanos etc.. Algumas pessoas chegam a acreditar que. O rádio. geralmente chamada de velocidade da luz.. Para os usuários móveis. a banda LF vai de 1 a 10 km (aproximadamente.. as ondas eletromagnéticas podem ser transmitidas e recebidas com eficiência por um receptor localizado a uma distância bastante razoável. as interfaces de fibra são mais caras do que as interfaces elétricas.... a freqüência ou a fase das ondas. os próximos padrões de alta freqüência terão nomes como Incredibly.. Eles precisam transferir dados para os seus computadores laptop. Ultra. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  34 de freqüência em uma fibra. em inglês.000 Km/s. média e alta freqüência. Não é à toa que a moderna comunicação digital sem fio começou nas ilhas havaianas... telefones e equipamentos de fax fixos serão conectados por fibra ótica e os móveis serão sem fio..... vamos apresentar os conceitos básicos da comunicação sem fio. Nesta seção. que é universalmente designada pela letra grega λ.... consulte Green (1993)...2. independente de sua freqüência. desde que sejam moduladas a amplitude.. Essas freqüências se baseiam nos comprimentos de onda. Extremely e Tremendously High Frequency. e é medida em Hz (em homenagem a Heinrich Hertz). existem algumas outras circunstâncias em que os dispositivos sem fio são mais adequados do que os fixos.. deve-se recorrer à tecnologia da transmissão sem fio... o cabo coaxial e a fibra ótica não têm a menor utilidade. Portanto.. Os termos LF.. de baíxa....... Quando há dificuldades para instalar cabos de fibra ótica em um prédio... 3. f.. quando esses nomes foram criados. A distância entre dois pontos máximos (ou mínimos) consecutivos é chamada de comprimento de onda.[30000Hz ate 300000Hz] . foram atribuídos os seguintes nomes às bandas mais altas surgidas posteriormente..... No vácuo. No entanto.. notebook... MF e HF são as abreviaturas. as comunicações por fibra e as sem fio. No entanto. Very... Todos os computadores. a microonda. que é de cerca de 300. respectivamente. Vê-se com clareza que. Para obter maiores informações sobre todos os aspectos físicos da rede de fibra ótica. de bolso ou de pulso sem depender da infraestrutura de comunicação terrestre... já que têm freqüências mais altas. A velocidade da luz é o limite máximo que se pode alcançar. o raio infravermelho e os trechos luminosos do espectro podem ser usados na transmissão de informações. Essa velocidade.... pelo que se vê.pelo físico alemão Heinrich Hertz em 1887. de 30 kHz a 300 kHz).[300Hz ate 3000Hz] VLF (Very Low Frequency).. Toda a comunicação sem fio é baseada nesse princípio.. A luz que circula pela fibra ótica situa-se no espectro do infravermelho e seu comprimento de onda está entre 10xE14 a 10xE15 Hz.2 Meios não físicos de transmissão Estamos assistindo ao surgimento de pessoas totalmente viciadas em informações. todos sabemos que o futuro das comunicações de dados em distâncias significativas pertence à fibra. pessoas que precisam estar permanentemente online.... onde os usuários eram separados pelo oceano Pacífico e o sistema telefônico se mostrava totalmente inadequado. Fibras óticas são elementos de transmissão que utilizam sinais de luz codificados para transmitir os dados. ninguém esperava ultrapassar 10 Mhz. no futuro. Astonishingly e Prodigiously (IHF. o par trançado. Esses foram os últimos nomes criados e..... o raio X e o raio gama representariam opções ainda melhores. além de não se propagarem através dos prédios e serem perigosos para os seres vivos.

em vez de travá-los de verdade. A radiodifusão em freqüências AM utilizam a banda MF. particularmente quando estavam sendo observados por um guarda rodoviário. às vezes. o motorista disse que não tinha feito nada e que o carro tinha ficado louco de uma hora para outra. um guarda rodoviário de Ohio começou a usar seu novo rádio móvel para falar com o quartel-general e. mas a potência cai abruptamente à medida que a distância da origem aumenta. Na década de 1970. percorrem longas distâncias e penetram os prédios facilmente e. (2-2)J. as ondas de rádio estão sujeitas à interferência dos motores e outros equipamentos elétricos. as ondas em nível do solo tendem a ser absorvidas pela terra. Um belo dia. mas somente quando trafegavam pelas estradas de Ohio.2. a General Motors decidiu equipar seus novos Cadillacs com freios que impediam o travamento das rodas. Nas freqüências altas. as ondas de rádio se propagam em nível do solo. LF e MF. o que signífica que elas percorrem todas as direções a partir da origem. uma camada de partículas carregadas que giram em torno da terra a uma altura de 100 a 500 km são refratadas . razão pela qual as estações de rádio Boston AM não podem ser ouvidas facilmente em Nova York. como se fosse uma antena. Nas bandas HF e VHF. como mostra a Figura 3. No entanto. portanto. o transmissor e o receptor não precisam estar cuidadosa e fisicamente alinhados. começou a surgir um padrão. Depois de ser abordado pelo patrulheiro. são largamente utilizadas para comunicação. A General Motors demorou a entender o motivo pelo qual os Cadillacs funcionavam sem problemas nos outros estados e outras estradas secundárias de Ohio. seja em ambientes fechados ou abertos. e o controle era feito por computador. o Cadillac próximo a ele passou a se comportar como um cava(o trotando. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  35 Figura 3. As propriedades das ondas de rádio dependem da freqüência. Eventualmente. mais ou menos 1/r' no ar. todos os governos exercem um rígido controle sobre os transmissores de rádio. concedendo apenas uma exceção (discutida a seguir). o computador prendia e soltava os freios. esse raio de ação é bem menor. Devido à capacidade que as rádios têm de percorrer longas distâncias. Em todas as freqüências. Elas também são absorvidas pela chuva. as ondas de rádio tendem a viajar em linhas retas e a ricochetear nos obstáculos. As ondas de rádio nessas bandas atravessam facilmente os prédios.23(a).2 Transmissão de Rádio As ondas de rádio são fáceis de gerar. os Cadillacs enlouqueciam. de repente. as ondas de rádio atravessam os obstáculos. mas. Quando o motorista pisava no pedal de freio. a interferência entre os usuários é um problema. Nas faixas VLF. Essas ondas podem ser detectadas dentro de um raio de 1 mil quilômetros nas freqüências mais baixas. nas mais altas. Só depois de muita pesquisa eles descobriram que a fiação do Cadillac captava a freqüência usada pelo novo sistema de rádio da Patrulha Rodoviária de Ohio. O principal problema relacionado à utilização dessas bandas em comunicação de dados diz respeito à baixa largura de banda que oferecem [ver Eq. portanto. As ondas de rádio também são onidirecionais. as ondas que alcançam a ionosfera. razão pela qual os rádíos portáteis funcionam em ambientes fechados. Nas freqüências baixas. Por essa razão. Vale lembrar que o rádio onidirecional nem sempre é bom.22 – O espectro eletromagnético e a maneira como ele é usado na comunicação 3.

pois seu sistema foi originalmente desenvolvido em torres de microondas (grande parte dessa rede já foi adaptada para fibra). absorção pela água. mas as antenas de transmissão e recepção devem ser alinhadas com o máximo de precisão. uma das grandes concessionárias de comunicações à longa distância dos Estados Unidos. ainda há alguma divergência no espaço. Além disso. para onde alternam quando o fading por múltiplos caminhos perde a banda de freqüência temporariamente. Consequentemente. especialmente se os custos com a retirada do cobre ainda não tiver sido feita. consequentemente. Essas ondas têm apenas alguns centímetros e são absorvidas pela chuva. as microondas não atravessam os prédios.). Na verdade. Ao contrário das ondas de rádio nas freqüências mais baixas. Figura 3. as ondas trafegam em linha reta e por essa razão podem ser captadas com mais facilidade. Ele depende do tempo e da freqüência. quando se compra um pequeno lote de terra a cada 50 quilômetros e nele é instalada uma pequena torre de microondas. Além do mais. VF e MF. trata-se de um grave problema. Assim como acontece com o fading por múltiplos caminhos. mas.. como acontece com uma ligação entre San Francisco e Amsterdam).2. o primeiro nome da MCI. que já detinha muitos direitos de caminho e. A instalação de duas torres simples (com alguns postes com quatro esteios) e de antenas em cada um deles pode ser mais barato do que enterrar 50 quilômetros de fibra em uma congestionada área urbana ou montanhosa. A mais importante delas é que a microonda dispensa a necessidade de se ter direitos sobre um caminho. às vezes as torres acabam ficando em distâncias muito grandes. durantes décadas essas microondas foram de fundamental importância para o sistema de transmissão telefônica de longa distância. os sinais podem ricochetear diversas vezes. era Microwave Communications. a comunicação por microondas é muito usada na telefonia à longa distância. Os militares também se comunicam nas bandas HF e VHF. em telefones celulares. Como as microondas viajam em linha reta. Os operadores de radioamador utilizam essas bandas em conversas de longa distância. Alguns operadores mantêm 10 por cento dos canais ociosos como sobressalentes.23 – (a) Nas faixas VLF. elas ricocheteiam na atmosfera 3. provocando uma grave escassez de espectro. a sua chegada pode ser mais demorada do que a das ondas diretas. A demanda por mais e mais espectro serve para manter o processo de aperfeiçoamento tecnológico. (b) na HF. As bandas de até 10 GHz agora são de uso rotineiro. Foi por essa razão que a MCI mudou de orientação com tanta rapidez. Em determinadas condições atmosféricas. Além disso. Esse efeito não causaria problema algum se estivéssemos planejando construir um gigantesco forno de microondas para ser usado a céu aberto. ao lado da estrada de ferro. Antes das fibras óticas. e pode ser mais barato do que reservar a fibra da companhia telefônica. muito embora o raio possa ser detectado no transmissor. Algumas ondas podem ser refratadas nas camadas atmosféricas mais baixas e. mais distantes elas precisam estar..23 (b) .3 Transmissão de Microondas Acima de 100 MHz. é preciso instalar repetidores periodicamente. A distância entre os repetidores aumenta de acordo com a raiz quadrada da altura da torre. fazendo com que eles se comuniquem com vários receptores alinhados em fileira sem que haja interferência. Em resumo. A microonda é relativamente barata. essa direcionalidade permite o alinhamento de vários transmissores em uma única fileira. Inc. Esse efeito é chamado de fading por múltiplos caminhos (multipath fading) e costuma provocar sérios problemas. Quanto mais altas são as torres. As torres com 100 m de altura devem ter repetidores a cada 80 km. A concentração de toda a energia em um pequeno feixe através de uma antena parabólica oferece um sinal muito mais alto para a relação de ruído. como mostra a figura 3. na distribuição por televisão etc. as ondas de rádio obedecem à Curvatura da terra. é possível ignorar o sistema telefônico e se comunicar diretamente. em comunicação. tornando-se uma companhia telefônica de longa distância. permitindo que as transmissões utilizem freqüências cada vez mais altas. . ela se formou a partir da Southern Pacific Railroad. Elas têm uma série de vantagens significativas sobre a fibra. tratou de instalar os cabos de fibra ótica necessários. (A Sprint trilhou outro caminho. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  36 por ela e enviadas de volta à terra. a única solução é desligar as ligações que estão sendo afetadas pela chuva e criar uma nova rota para elas. mas a partir de 8 GHz surge um novo problema.

Para obter maiores informações sobre a comunicação infravermelha. ao contrário dos sistemas de rádio. certa vez. Como o PTC local não se dispôs a instalar um grande número de linhas telefônicas que. não atravessam objetos sólidos (para provar essa tese. mas ela está muito ocupada e o equipamento que a utiliza só pode ser operado na América do Norte. Eles haviam feito um teste na noite anteior à conferência. computadores portáteis com recursos infravermelhos podem pertencer a uma LAN sem estarem fisicamente conectados a ela. o problema voltou a se repetir. Pela sua própria natureza. os organizadores conseguiram resolver a charada. a sinalização ótica coerente que utiliza raios laser é unidirecional. Uma aplicação mais moderna é conectar as LANs em dois prédios através de raios laser instalados em seus telhados. também pode ser vista como uma grande limitação. alto-falantes de alia fidelidade sem fio. essas bandas são populares para diversas formas de rede sem fio de curto alcance.2. prevenindo-os contra eventuais espionagens eletrônicas. mas têm um grande inconveniente. Por esses rriotivos. É por essa razão que um sistema infravermelho instalado em um ambiente fechado não interfere em um sistema semelhante instalado nas salas adjacentes. os organizadores colocaram um raio laser no telhado e o apontaram na direção do prédio de ciência da computação da universidade onde trabalhavam. as ondas assumem um comportamento cada vez mais parecido com o da luz. também existem as bandas de 902-928 MHz e de 5. No entanto. Al.400-2. Depois da conferência. um feixe muito estreito. 1993. nos Estados Unidos e no Canadá. consulte Adams et.484 GHz. 1994. Nos dois outros dias. O calor do sol fez com que emanassem correntes de convecção do telhado do prédio. que só podem ser instalados com uma licença. funcionam normalmente. o sistema entrou em pane e ficou fora do ar durante todo o dia. posicione-se entre o controle remoto e a televisão). Uma banda é alocada em escala mundial. o fato de as ondas infravermelhas não atravessarem paredes sólidas pode ser visto como uma qualidade. A comunicação infravermelha não pode ser usada em ambientes abertos. Ele também é relativamente fácil de ser instalado e. a banda industrial/científica/médica. os transmissores que as utilizam não precisam de autorização do governo. 3. Esse esquema oferece uma largura de banda muito alta a um custo bastante baixo. 2. Por exemplo. os sistemas infravermelhos podem ser operados sem autorização do governo. é preciso ter a pontaria de uma Annie Oakley moderna. portões de segurança etc. seriam desativadas. Devido a essas propriedades. videocassetes e estéreos empregam a comunicação infravermelha. elas podem se sentar na sala de conferências e estar plenamente conectadas sem que seja necessário plugá-los a uma tomada. À noite. as microondas têm outro uso importante. mencanismos de abertura de portão de garagem.2. os computadores e os escritórios de um prédio podem ser equipados com transmissores e receptores infravermelhos de características onidirecionais. Portanto. No entanto. baratas e fáceis de construir. Essas ondas são relativamente direcionais. Essas bandas são uma exceção à lei de licença. Por outro lado. cada prédio precisa do seu próprio raio laser e do seu próprio fotodetector. Nesse caso. há alguns quílõmetros dali. Às 9h da manhã seguinte. nos dias de sol. quando tudo funcionou perfeitamente bem. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  37 Além de serem usadas em transmissões de longa distância. ao contrário das microondas. e Bantz e Bauchot. assim. Além dela.725-5. pois o sol 6rilha tanto no infravermelho como no espectro visível. Os controles remotos utilizados nas televisões. E é exatamente por essa razão que os sistemas infravermelhos são mais seguros do que os sistemas de rádio. Geralmente. Essas bandas são usadas para telefones sem fio. perdendo pouco a pouco as características de rádio. são colocadas lentes no sistema para desfocar levemente o feixe. em um belo dia de sol. 3. Quando diversas pessoas comparecem a uma reunião com seus portáteis. A banda 900 MHz funciona melhor.5 Transmissão de Ondas de Luz A sinalização ótica sem guia está sendo utilizada há séculos. mas. Para direcionaram feixe de raios laser com 1 mm de largura a um alvo de 1 mm a 500 m. Em geral.4 Ondas milimétricas e infravermelhas As ondas milimétricas e infravermelhas sem guia são usadas em larga escala na comunicação de curto alcance. quando nos deslocamos do rádio de onda longa em direção à luz visível. a principal virtude do laser. pois evitam os problemas de licenciamento. Tanembaum participou de uma conferência em um moderno hotel europeu cujos organizadores tiveram a felicidade de oferecer uma sala repleta de terminais para que os participantes pudessem ler suas mensagens de correio eletrônico durante as apresentações menos interessantes. Uma das desvantagens dos feixes de raios laser é que eles não são capazes de penetrar a chuva ou a neblina. os organizadores voltaram a testá-lo com todo o cuidado e mais uma vez tudo funcionou às mil maravilhas.850 GHz. As bandas mais altas exigem chips mais caros e estão sujeitas a interferências dos fornos de microondas e das instalações de radar. não precisa de uma licença da FCC. como mostra a Figura 3. Paul Revere usou a sinalização ótica binária na Old North Church antes de seu famoso feito. Esse ar turbulento desviou o feixe e fez com que ele . o infravermelho tornou-se um promissor candidato para as LANs sem fio instaladas em ambientes fechados.24. depois de três dias.

o período é de cerca de 90 min. para evitar interferência com o sinal de entrada. uso governamental e militar etc. É esse tipo de "visão" atmosférica que faz as estrelas piscarem (e é por essa razão que os astrônomos colocam os telescópios no topo das montanhas). em uma altitude de aproximadamente 36. a Marinha dos Estados Unidos detectou um tipo de balão de tempo que ficava permanentemente no céu . O progresso no campo da comunicação celeste precisou esperar ate que o primeiro satélite de comunicação fosse lançado em 1962. ou estreitos. Ele contém diversos transponders. A principal diferença entre um satélite artificial e um real é que o artificial amplifica os sinais antes de enviá-los de volta.09 segundos.1 Portanto. amplifica os sinais de entrada e os transmite novamente em outra freqüência. ele gira na mesma velocidade que a Terra. cada um deles ouve uma parte do espectro. emitindo sinais a partir de balões de tempo metalizados.e criou um sistema operacional para comunicações costeiras que utilizava a lua em suas transmissões. 3. Infelizmente. no qual há 2 lasers. Um observador examinando um satélite em uma órbita equatorial circular o vê parado em um local fixo no céu. para evitar interferência. numa razão exponencial de 3/2. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  38 dançasse em torno do detector.). que os tornam atrativos para muitas aplicações.000 Km acima do equador. o período orbital de um satélite varia de acordo com o raio orbital. Com um espaçamento de 2 graus.6.24 – Correntes de convecção podem interferir nos sistemas de comunicaçãoà laser.2. Um satélite de comunicação pode ser considerado como um grande repetidor de microondas no céu. Os feixes inferiores podem ser largos. Os satélites de comunicação em altitudes baixas como essa são problemáticos porque eles ficam à vista das estações em terra por apenas um curto intervalo de tempo. Uma situação em que o satélite permanece fixo no céu é extremamente desejável. o índice de rotação é o dia sideral: 23 horas 56 minutos e 4. pois. só pode haver 360/2 = 180 satélites de comunicação geossíncronos ao mesmo tempo no céu. as pessoas tentavam criar sistemas de comunicação. seria necessária uma antena orientável para rastreá-lo.2. 1 Para os puristas. caso contrário. Os satélites de comunicação possuem algumas propriedades interessantes. . Figura 3. Com a tecnologia atual. aparentemente imóvel.6 Satélites de Comunicação Na década de 50 e no início dos anos 60 (1960). Entretanto. Esse mesmo ar também é o responsável pelas estradas bruxuleantes em dias quentes e pelas imagens tremidas quando olhamos para cima de um radiador quente. A figura mostra um sistema bidirecional. cobrindo uma área com apenas centenas de quilômetros de diâmetro. transformando uma estranha curiosidade em um avançado sistema de comunicação. Alguns desses segmentos de órbita são reservados para outras classes de usuários (por exemplo. transmissões televisivas. não é muito inteligente ter satélites com espaços menores que 2 graus no plano equatorial de 360 graus. os sinais recebidos eram muito fracos para que tivessem algum uso prático. Próximo à superfície terrestre. cobrindo uma fração substancial da superfície terrestre. 3.1 Satélites Geossíncronos De acordo com a lei de Kepler.a lua . Em seguida. o período do satélite é de 24 horas.

. como mostra a Figura 3. Nos primeiros satélites. Dependendo da distância entre o usuário e a estação em terra e da elevação do satélite acima do horizonte. Normalmente. Em muitos sistemas VSAT. pois também são usadas por concessionárias de comunicações para ligações de microondas terrestres. Um transponder de 50 Mbps pode ser usado para codificar um único fluxo de dados de 50 Mbps.. Os primeiros satélites tinham um feixe espacial que iluminava toda a Terra. A banda C foi a primeira a ser atribuída ao tráfego de satélite comercial. com freqüência. as microestações não têm energia suficiente para se comunicarem diretamente com as outras (via satélite. mas o downlink exige mais 512 Kbps. Além disso. Portanto. Dividia-se a largura de banda em bandas de freqüência fixa (FDM). a divisão dos transponders em canais era estática. Para começar. Como alternativa. Em vez disso. Com a enorme queda de preço. apesar de os sinais enviados e recebidos por um satélite trafegarem na velocidade da luz (aproximadamente 300. os satélites podem ficar a uma distância mais próxima do que 1 grau. Essas bandas já estão sobrecarregadas. Na banda Ka também foi alocada largura de banda para o tráfego de satélite comercial. Felizmente. o problema pode ser contornado com antenas. Hoje em dia. Os satélites de comunicação têm diversas propriedades que sio radicalmente diferentes das ligações ponto a ponto terrestres. o transmissor ou o receptor possui uma grande antena e um amplificador de grande potência. em geral. Um satélite típico possui de 10 a 20 transponders. Esses pequenos terminais tem antenas de 1 m e podem consumir cerca de 1 watt de energia. a multiplexação por divisão do tempo também é usada devido à sua maior flexibilidade. dois ou mais satélites poderiam ocupar um segmento de órbita. Duas faixas de freqüência foram atribuídas a ela. A desvantagem de ter estações de usuário final mais baratas é o maior retardo. esses feixes pontuais são elipticamente formados e podem ter algumas centenas de quilômetros de diâmetro. com uma grande antena de alto ganho para retransmitir o tráfego entre os SATs. 800 canais de voz digitais de 64 Kbps ou várias outras combinações. o hub. a diminuição do tamanho e a exigência de equipamentos microeletrônicos. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  39 Felizmente. O valor típico é 270 ms (540 ms para um sistema VSAT com um hub). dois transponders podem usar polarizações diferentes do sinal. 1994). Geralmente. se operassem em diferentes freqüências Para evitar o caos total no céu.25.000 Km/s). Cada feixe descendente pode ser focalizado em uma pequena área geográfica. portanto. o uplink é adequado para 19. Cada satélite é equipado com diversas antenas e vários transponders. através da utilização de diversas estações em terra amplamente separadas. têm sido feitos acordos internacionais a respeito de quem pode usar quais freqüências e segmentos de órbita. As principais bandas comerciais são listadas na Figura 3. eles podem usar a mesma banda de freqüência sem que haja interferência. é necessária umaestação em terra especial. às vezes chamadas de VSATs (Very Small Aperture Terminais) (Ivancic et al. A água é um grande absorvente dessas microondas curtas. além dos feixes pontuais para o Alasca e o Havaí. em vez de apenas uma. cada um dos 180 satélites possíveis poderiam ter diversos fluxos de dados em ambas as direções simultaneamente. cada um com uma largura de banda de 36 a 50 MHz. Por isso. a distância de ida e volta introduz um retardo substancial. é óbvio). existe um outro problema: a chuva. portanto.As principais bandas de satélite A próxima freqüência mais alta para concessionárias de telecomunicações comerciais é a Ku.26 Nesse modo de operação. são localizadas grandes tempestades. nessas freqüências. mas o equipamento necessário para usá-la ainda continua caro. Um novo desenvolvimento no mundo dos satélites de comunicação são as microestações de baixo custo.25 . podem acontecer diversas transmissões ascendentes e descendentes simultaneamente. um satélite de comunicação para os Estados Unidos teria um feixe amplo para os 48 estados contíguos. Figura 3. o tempo de trânsito de um ponto a outro fica entre 250 e 300 ms. Entretanto. Para uma conexão full-duplex é necessário um canal em cada direção. Em geral. os satélites que utilizam diferentes partes do espectro não têm problemas de conflito. tornou-se viável uma estratégia de transmissão mais sofisticada. a inferior para tráfego downlink (a partir do satélite) e a superior para tráfego uplink (para o satélite). Além dessas bandas comerciais também existem muitas bandas governamentais e militares.2 Kbps. Essa banda não está (ainda) congestionada e. cabos e equipamentos eletrônicos extras para que se possa alternar rapidamente entre as estações.

27 (b). Apostila de Telecomunicações e Redes 1  40 Outra propriedade importante dos satélites é que basicamente eles são meios de difusão. com um satélite a cada 32 graus de latitude. mas as técnicas usadas para o rádio celular são igualmente aplicáveis tanto no caso de a célula deixar o usuário quanto no caso de o usuário deixar a célula. para um total de 283.2 Satélites de baixa órbita Durante os primeiros 30 anos da era do satélite. cada satélite possui um número substancial de feixes pontuais que varrem a Terra à medida que o satélite se move. mas com uma diferença. Aqui. Ele utiliza os conceitos de rádio celular. os satélites são um completo desastre: todo mundo pode ouvir tudo.VSATs usando um hub Nos satélites. Enviar uma mensagem para milhares de estações localizadas no diâmetro de um transponder não custa mais caro do que enviar para apenas uma. Mesmo quando a difusão pode ser simulada através do uso de uma linha ponto a ponto. A criptografia é essencial quando a segurança é necessária. A idéia era que assim que um satélite estivesse fora de vista. fax e navegação em qualquer lugar da terra. como no rádio celular convencional. As pessoas com poucos conhecimentos de química podem pensar nessa disposição como um imenso átomo de disprósio. Em 1990. Portanto. mas os outros são semelhantes. tendo a Terra como o núcleo e os satélites como elétrons.272 canais mundiais. com um total de 1. do ponto de vista da segurança e da privacidade. dados. o que provavelmente soava muito mais como uma doença do que como um satélite. Os satélites também proporcionam taxas de erro excelentes e podem ser explorados quase que instantaneamente. Cada célula teria 174 canais full-duplex. a Motorola deu início a um novo empreendimento e enviou um requerimento à FCC solicitando a permissão para lançar 77 satélites de baixa órbita do projeto Iridium (o elemento 77 é o irídio). nesse sistema as células e os usuários são móveis. como mostra a Figura 3. como sugere a Figura 3. Há serviços de voz. Aqui descreveremos brevemente o sistema Iridium. Mais tarde.26 . toda a Terra seria coberta. Subitamente. Figura 3. o custo de transmissão de uma mensagem é independente da distância percorrida.628 células sobre a superfície da Terra. 3. essa propriedade é muito útil.2. Eles poderiam ser dispostos em eixos norte-sul. Alguns desses seriam . o plano foi revisado no sentido de se usar apenas 66 satélites. Normalmente. As frequências poderiam ser reutilizadas duas células depois. Os satélites devem ser posicionados em uma altitude de 750 Km. Para algumas aplicações.27 (a). outro o substituiria.6. todos quiseram lançar uma cadeia de satélites de baixa órbita. os satélites de baixa órbita raramente eram usados para comunicação porque apareciam e desapareciam de vista muito rapidamente. O serviço de uma chamada transcontinental não custa mais do que uma chamada entre um lado e outro da rua. o projeto teve seu nome alterado para Dysprosium (o elemento 66). paging. mas os usuários são móveis. Essa proposta criou um frenesi entre as outras empresas de comunicação. a difusão do satélite pode ser mais barata. Por isso. as células são fixas. Por outro lado. um detalhe fundamental para a comunicação militar. Esse serviço concorre diretamente com PCS/PCN e os torna desnecessários. Cada satélite teria um máximo de 48 feixes pontuais. Com seis eixos de satélite. O objetivo básico do Iridium é fornecer um serviço de telecomunicações de amplitude mundial através de dispositivos portáteis que se comunicam diretamente com os satélites Iridium. em órbitas polares circulares.

As companhias telefônicas começaram a substituir suas redes de longa distância por fibra ótica e introduziram serviços de alta largura de banda. mais largura de banda Potencial do que todos os satélites lançados. As fibras que estão sendo instaladas atualmente são usadas no sistema telefônico para tratar diversas chamadas interurbanas ao mesmo tempo. Essas empresas também pararam de cobrar preços altos por ligações interurbanas para subsidiar o serviço local. Figura 3. esse quadro se alterou radicalmente. é improvável que o projeto morra por falta de clientes. pensava-se que o futuro da comunicação residia nos satélites de comunicação. essa largura de banda não está disponível para a maioria dos usuários. Havia modems de 1. o Iridium enfrentaria intensa concorrência do PCS/PCN (com seus telepontos de configuração especial).6 GHz. mesmo em áreas subdesenvolvidas. As mensagens recebidas por um satélite. Além disso. Agora. impedindo o fornecimento de uma alta banda a usuários individuais. Afinal de contas. Subitamente. Entretanto.200 bps disponíveis para as pessoas que precisavam transmitir dados.628 células sobre a superfície da terra . a 1.27 (a) Os satélites do Irídium formam seis eixos em torno da terra (b) 1. (Os dispositivos de paging imaginados poderiam mostrar duas linhas de texto alfanuméricos. Uma comparação entre a comunicação por satélite e a comunicação terrestre é instrutiva. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  41 para paging e navegação. os satélites de comunicação têm mercados muito importantes que a fibra não é capaz de alcançar. Se essa tecnologia puder fornecer um serviço universal em qualquer lugar da Terra por esse preço. Isso era praticamente tudo o que existia na época. A Motorola estima que 200 MHz seriam suficientes para todo o sistema. em áreas desenvolvidas. Apesar de uma única fibra ter. O custo projetado para o usuário final seria em torno de 3 dólares por minuto. apareceriam aos montes.) Os uplinks e os downlinks poderiam operar na banda L. possibilitando a comunicação com um satélite através de um pequeno dispositivo alimentado por bateria. Esse movimento glacial foi causado em grande parte pelo ambiente regulador no qual esperava-se que as companhias telefônicas fornecessem bons serviços de voz a preços razoáveis (o que elas fizeram) e. o sistema telefônico mudou muito pouco nos últimos 100 anos e não mostrou sinais de mudança para os próximos 100 anos. em troca. em 1984 nos Estados Unidos e um pouco mais tarde na Europa. Empresas e pessoas físicas que quisessem ser contactadas todo o tempo. como SMDS e B-ISDN. em princípio. Há 20 anos. o que requer pouquíssima largura de banda. tinham lucro garantido em seus investimentos. O fator de limitação seriam os segmentos de uplink/downlink. poderiam ser retransmitidas entre os satélites localizados na banda Ka. as conexões de fibra terrestre pareciam ser a melhor opçao a longo prazo. Existe largura de banda suficiente no espaço cósmico para as ligações entre satélites. Com o surgimento da concorrência. examinaremos alguns desses mercados. mas destinadas a um satélite remoto.

b) Podemos dividir os meios de transmissão em duas grandes categorias. b) O melhor tipo de fibra existente para transmissão de dados é a Monomodo. 2) Assinale a alternativa correta: a) O par trançado UTP possui uma blindagem. 3) Assinale a alternativa correta: a) O par trançado categoria 3 e 5 são normalmete usadas para redes de 10 Mb/s e 100 Mb/s respectivamente. a transmissão é analógica Fibras monomodo utilizam ILDs As fibras utilizam luz no espectro do ultravioleta Os sistemas de microondas e os satélites Geoestacionários usam as mesmas faixas de freqüência O meio físico mais utilizado para transmissões no Brasil atualmente é o cabo coaxial Fibras monomodo têm um maior alcance do que as multimodo As ondas de rádio atravessam prédios As ondas infravermelhas atravessam prédios As ondas microondas atravessam prédios As ondas microondas atravessam paredes normais O número de satélites Geoestacionários é ilimitado m) A fibra ótica multimodo é mais rápida que a monomodo na transmissão dos dados w) A transmissão via laser é direcional é não pode ter qualquer obstáculo físico no caminho . Nas redes locais com par trançado. a capacidade é inversamente proporcional à distância Espectro é a representação das freqüências que um determinado canal deixa passar. meios analógicos e meios digitais. 9) Assinale com um X na resposta certa. b) O par trançado categoria 3 e 4 são normalmete usadas para redes de 10 Mb/s e 100 Mb/s respectivamente. 5) Assinale a alternativa correta: a) O padrão 802. b) O padrão 802. O espectro da luz visível. enquanto o par trançado UTP é desprotegido. enquanto o par trançado STP é desprotegido. O cabo coaxial de 50 ohms utilizava o conector tipo vampiro nas redes locais O cabo coaxial de 75 ohms é usado no sistema de TV a cabo O cabo coaxial de 75 ohms é melhor do que o de 50 ohms para transmissão analógica a grande distância O cabo coaxial de 50 ohms utiliza o conector T O cabo coaxial 10Base2 é o de 75 ohms.3 10BaseT indica uma rede de 10 Mb/s usando fibra ótica e sinal digital. 8) Dê um exemplo que você conheça de transmissão por microondas. 4) Assinale a alternativa correta: a) O melhor tipo de fibra existente para transmissão de dados é a Multimodo índice gradual.3 10BaseT indica uma rede de 10 Mb/s usando par trançado e sinal digital. indicando se a mesma é Verdadeira ou Falsa: V F a) b) c) d) e) f) g) h) i) j) k) l) n) o) p) q) r) s) t) u) v) x) Canal e meio de comunicação são sinônimos Para que um sinal passe por um canal é necessário que seu espectro esteja contido na banda do canal A banda de passagem de uma linha física é a mesma de um canal de voz Um meio de transmissão comporta apenas um circuito de comunicação individual Em qualquer meio de transmissão. b) O par trançado STP possui uma blindagem. meios físicos e não físicos. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  42 Questionário: 1) Assinale a alternativa correta: a) Podemos dividir os meios de transmissão em duas grandes categorias. 6) Por que o sistema Irídium recebeu este nome? 7) Dê um exemplo que você conheça de transmissão por infravermelho.

2 Subcamada de controle de acesso ao meio (MAC) A subcamada MAC da arquitetura IEEE 802. especifica os mecanismos que permitem gerenciar a comunicação a nível de enlace de dados. Esses padrões. consulte Stallings (1993). etc. O IEEE produziu vários padrões para LANs.1 – Relação entre os padrões IEEE 802 e RM-OSI 4. no que diz respeito à topologia e ao meio de transmissão propriamente dito..) das conexões físicas. respectivamente. 4. etc. as características mecânicas (tipo de conectores. O padrão IEEE 802 Com o objetivo de elaborar padrões para redes locais de computadores nasceu o projeto IEEE 802.5 descrevem os três padrões de LAN. impedância. mas são compatíveis na camada de enlace de dados.2 descreve a parte superior da camada de enlace de dados. pelo NIST como padrões governamentais e pela ISO como padrões internacionais (conhecido como ISO 8802).1 Camada física Tem como função prover os serviços básicos de transmissão e recepção de bits através de conexões física. os padrões CSMA/CD. O padrão 802. O modelo de referência elaborado pelo IEEE definiu uma arquitetura com três camadas (veja figura 8. coletivamente conhecidos como IEEE 802. token bus e token ring.5 . que é a necessidade de gerenciar enlaces de dados com origens e destinatários múltiplos num mesmo meio físico de transmissão como no caso das topologias em anel e barramento.1).3 802. a qual utiliza o protocolo LLC (Logical Link Control). cada uma publicada como um livro independente. Por outro . dimensões do suporte físico de transmissão. O comitê 802 publicou um conjunto de padrões nacionais americanos pelo Americans National Standards Institute (ANSI). apresentando as seguintes características: a) correspondência máxima com o RM-OSI b) interconexão eficiente de equipamentos a um custo moderado c) implantação da arquitetura a custo moderado As três camadas da arquitetura IEEE são: – Camada física – Subcamada de controle de acesso ao meio (MAC) – Subcamada de controle de enlace lógico (LLC) OSI 802. Assim.1 oferece uma introdução ao conjunto de padrões e define as primitivas da interface.1 Enlace Física LLC MAC 802.4 802.2 IEEE Figura 4.1. token bus (permissão em barra) e token ring (permissão em anel). A existência da subcamada MAC permite o desenvolvimento da subcamada superior (LLC) com um certo grau de independência da camada física. Esses padrões foram posteriormente revisados e republicados como padrões internacionais pela ISO com a designação ISO 8802. As três seções a seguir explicam esses três sistemas.).1. Os padrões são divididos em partes. 802. que ficou a cargo de um comitê instituído em fevereiro de 1980 pela IEEE Computer Society (Instituto dos Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos). As partes de 802.) e as características funcionais e de procedimentos (tempo de duração de bit ou velocidade de transferência de bits. Os vários padrões diferem na camada física e na subcamada MAC. define as características elétricas (níveis de tensão. etc.. Cada padrão abrange a camada física e o protocolo de subcamada MAC. sendo que cada camada foi orientada para o desenvolvimento de redes locais.1 Camadas do modelo IEEE 4. A existência da subcamada MAC na arquitetura IEEE 802 reflete uma característica própria das redes locais.3 a 802. O padrão 802. incluem CSMA/CD. Os padrões IEEE 802 foram adotados pelo ANSI como padrões nacionais americanos. inicialização das funções de transmissão e recepção de bits. Para obter maiores informações. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  43 4.

que utiliza o protocolo LLC. a DEC e a Intel criaram um padrão para um sistema Ethernet de 10 Mbps. ela começa imediatamente a transmissão. haverá uma colisão.3 (ISO 8802/3): rede em barra utilizando o CSMA/CD como método de acesso. e a Xerox criou um sistema CSMA/CD de 2.3 difere da especificação Ethernet por descrever uma família inteira de sistemas CSMA/CD 1-persistente. E assim por diante. Neste tipo de serviço não há. os cientistas presumiram que o espaço deveria ser preenchido com algum meio etéreo no qual a radiação se propagava. os físicos descobriram que a radiação eletromagnética poderia se propagar no vácuo.3. um novo padrão IEEE é criado para normalização do mesmo. como referência ao éter luminífero através do qual se pensou. fornecidos à camada superior: Um primeiro serviço permite que as unidades de informação sejam trocadas sem o estabelecimento prévio de uma conexão a nível de enlace de dados. 4. Se o cabo estiver ocupado. O padrão inicial também fornece os parâmetros para um sistema de banda básica de 10 Mbps que utiliza cabos coaxiais de 50 ohms. caso contrário. a estação aguarda até que ele fique livre. antes da fase de troca de dados propriamente dita. em determinada época. em 1887.2. de seqüência e de controle de fluxo. Os outros padrões que aparecem na figura 8. a própria subcamada MAC é relativamente sensível a esses elementos. O terceiro serviço refere-se a um serviço sem conexão com reconhecimento utilizado em aplicações que necessitam de segurança mas não suportam o overhead de estabelecimento de conexão. quando uma estação quer transmitir.1 é um documento que descreve o relacionamento entre os diversos padrões IEEE 802 e o relacionamento deles com o modelo RM-OSI. que a radiação eletromagnética se propagava.3 é para uma LAN CSMA/CD 1-persistente.3 Subcamada de controle de enlace lógico (LLC) A subcamada se encarrega de prover às camadas superiores os serviços que permitem uma comunicação confiável de sequência de bits (quadros) entre os sistemas usuários da rede. que são os principais protocolos utilizados para controle de acesso ao meio compartilhado. Os conjuntos de parâmetros para outros meios e velocidades vieram depois. de modo a incorporar as funções de recuperação de erros. (Quando o físico britânico do século XIX James Clerk Maxwell descobriu que a radiação eletromagnética poderia ser descrita como uma equação de onda. 1976). É suposto que as camadas superiores possuam tais mecanismos de modo a tornar desnecessária sua duplicação nas camadas inferiores. ela escuta o cabo. token ring e token bus.) A Ethernet da Xerox foi tão bem-sucedida que a Xerox. O padrão ANSI/IEEE 802. Somente depois da famosa experiência de Michelson-Morley. que funcionavam em velocidades entre 1 a 10 Mbps em diversos meios. foi acrescentada a detecção de portadora. 4. Esse documento contém também padrões para gerenciamento da rede e informações para a ligação inter-redes. nem controle para recuperação de erros ou anomalias. Um segundo serviço consiste no estabelecimento de uma conexão a nível de enlace de dados. Padrão IEEE 802.3 e Ethernet O padrão IEEE 802. o cabeçalho de um campo também é uma outra diferença entre eles (o campo de comprimento 802. – Padrão IEEE 802. Esse padrão formou a base do 802. O padrão IEEE 802.5 (ISO 8802/5): rede em anel utilizando passagem de permissão como método de acesso. O próximo capítulo apresenta os principais protocolos de acesso múltiplo existentes. nem controle da cadência de transferência das unidades de dados (controle de fluxo). Esse sistema foi chamado de Ethernet. O padrão 802. Todas as estações que colidirem terminam sua transmissão. Se duas ou mais estações começarem a transmitir simultaneamente em um cabo desocupado. portanto.3 tem uma história interessante.3 é usado para tipo de pacote em Ethernet). Maiores informações a respeito do padrão IEEE para redes locais podem ser encontradas no anexo I desta apostila. Além disso. 94 Mbps a ser conectado a 100 estações de trabalho pessoais em um cabo de 1 km (Metcalfe e Boggs. aguardam durante um período aleatório e repetem o processo inteiro novamente.2 (ISO 8802/2) descreve a subcamada superior do nivel de enlace. dentre eles se encontram o CSMA/CD. O padrão 802. Cada vez que uma novo meio de transmissão é utilizado nas redes locais. Para relembrar. O início verdadeiro foi o sistema ALOHA construído de forma a permitir a comunicação entre máquinas dispersas pelas ilhas Havaianas.1 especificam diferentes opções de nível físico e protocolos da subcamada MAC para diferentes tecnologias de redes locais: – Padrão IEEE 802. A especificação da subcamada LLC prevê a existência de três tipos de serviços básicos.1.4 (ISO 8802/4): rede em barra utilizando passagem de permissão como método de acesso – Padrão IEEE 802. Mais tarde. . Apostila de Telecomunicações e Redes 1  44 lado.

3” e “CSMA/CD”.2 . Figura 4. Os problemas associados à localização de cabos partidos levou os sistemas a utilizarem computadores conectados por cabo a um hub central. O cabo do transceptor pode ter até 50 m de comprimento e contém cinco pares trançados blindados individuais. Para o lOBase5. 4. um cabo do transceptor (transcelver cable) conecta o transceptor a uma placa de interface no computador. um eco será gerado e enviado de volta. que são mais confiáveis e fáceis de usar.1 . que nem sempre é utilizado.3 de banda básica Historicamente. Se o pulso atingir um obstáculo ou o fim do quadro. A notação lOBase5 significa que ele opera a 10 Mbps. Basicamente. O transceptor contém circuitos eletrônicos que tratam da detecção da portadora e de colisões. o transceptor também injeta um sinal inválido especial no cabo para garantir que todos os outros transceptores também entendam que ocorreu uma colisão. e normalmente existem diversos pares sobressalentes disponíveis.2 mostra esses três esquemas de fiação. veio primeiro. Quando é detectada uma colisão.3 Como o nome “Ethernet” se refere ao cabo (o éter). Cronometrando cuidadosamente o intervalo entre o envio do pulso e a recepção do eco. esses fios são pares trançados de companhias telefônicas. o cabeamento lOBase5. Dois dos pares são destinados à entrada e saída de dados. Em vez do uso de conectores de pressão. o segundo tipo de cabo era o lOBase2 ou o Ethernet fino (thin Ethernet).024 1. mas pode atingir apenas 200 m e só é capaz de tratar 30 máquinas por slot de cabo.024 Vantagens Ideal para backbones Sistema mais barato Fácil manutenção Melhor para edifícios Figura 4. conectores defeituosos ou soltos pode representar um grande problema nos dois meios. reduzindo assim o número de transceptores necessários. começaremos a nossa discussão a partir daí. Com o 10Base5. técnica esta denominada reflectometria de domínio de tempo. permite que o computador forneça energia aos circuitos do transceptor. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  45 Muitas pessoas (incorretamente) usam o nome “Ethernet” em um sentido genérico para se referir a todos os protocolos CSMA/CD. utiliza a sinalização de banda básica e pode aceitar slots de até 500m. O Ethernet fino é bem mais barato e fácil de instalar.1 Cabeamento 802.Os tipos mais comuns de LANs 802. Nos próximos parágrafos.Três tipos de cabos 802.2.000 m Nós/s 100 30 1. um transceptor (transceiver) é preso firmemente ao cabo para que seu conector de pressão faça contato com o núcleo interno do cabo. Geralmente. A detecção de cabos partidos. embora ele se refira a um produto específico que implementa o 802. Por essa razão. as conexões são feitas através de conectores BNC padrão para formar junções “T”. respectivamente. Normalmente. Alguns transceptores permitem que até oito computadores vizinhos sejam conectados a ele. popularmente chamado de Ethernet grosso (thiek Ethernet). as conexões com ele são feitas com conectores de pressão (vampire taps).3 (a) 10Base5 (b) 10Base2 e (c) 10BaseT O cabo do transceptor termina na placa de interface dentro do computador. O quinto par. Essa placa contém um chip controlador que . nos quais um pino é cuidadosamente inserido até a metade na parte central do cabo coaxial. usaremos os termos “802. Historicamente. foram desenvolvidas técnicas para detectá-los. Dois outros são destinados a sinais de controle de entrada e saída. exceto quando houver referência especifica ao produto Ethernet. pois a maioria dos edifícios comerciais já está conectada dessa maneira. Esse esquema é denominado lOBase-T. A Figura 4. Nome 1 OBase5 1 OBase2 1 OBase-T 1 OBase-F Cabo Coaxial grosso Coaxial fino Par trançado Fibra ótica SIot máximo 500 m 200 m 100 m 2. é possível localizar a origem do eco.3. um pulso de forma conhecida é injetado no cabo.

Nela. A codificação Manchester é mostrada na Figura 4.4 -O formato do quadro 802.3 . Nenhuma das versões do 802. transferências DMA com computadores host e outros aspectos do gerenciamento de rede.3 -(a) Codificação binária (b) Codificação Manchester (c) Codificação Manchester Diferencial 4.3 (IEEE. Se uma estação enviar o string “0001000”. A codificação Manchester desse padrão produz uma onda quadrada de 10 MHz para 5. 6 us para permitir que o relógio do receptor se sincronize com o do transmissor. mostrada na Figura 4. um para o destino e um para a origem. O quadro contém dois endereços. uma fila de buffers para quadros a serem transmitidos. A codificação Manchester diferencial. sem fazer referência a um relógio externo. O endereço que consiste em todos os bits 1 é reservado para difusão (broadcast). Apostila de Telecomunicações e Redes 1  46 transmite quadros para o transceptor e recebe quadros dele.3(b). Um bit 1 binário é enviado quando a voltagem é definida como alta durante o primeiro intervalo e como baixa no segundo. apenas um hub central (uma caixa cheia de circuitos). pois não conseguem identificar a diferença entre um transmissor inativo (0 volts) e um bit 0 (0 volts). pois isso gera ambiguidades. O sinal alto é de + 0. Alguns chips controladores também gerenciam um grupo de buffers para quadros recebidos. Em ambos os casos. e cabos partidos podem ser facilmente detectados. cada um contendo o padrão de bit 10101010. acontece exatamente o contrário: primeiro baixa e depois alt4. Cada quadro começa com um Preâmbulo de 7 bytes. que utiliza fibra ótica. No 10Base-T. O bit de alta ordem do endereço de destino é O para endereços comuns e 1 para endereços de grupo. Os endereços de grupo permitem que diversas estações escutem um único endereço. um bit 1 é indicado pela ausência de uma transição no início do intervalo. A desvantagem da codificação Manchester é que ela requer duas vezes mais largura de banda que a codificação binária direta. o fim ou o meio de cada bit. Uma quarta opção de cabeamento para o 802. Em seguida. O chip controlador é responsável pela montagem dos dados em um formato de quadro apropriado. é uma variação da codificação Manchester básica. Um quadro contendo todos os bits 1 no campo de destino é entregue a todas as estações da rede.3. Esse esquema garante que cada período de bits tenha uma transição na parte intermediária. É necessário haver uma maneira de os receptores determinarem exatamente o início. todas as estações do grupo o recebem. O esquema diferencial requer equipamento mais complexo. No O binário.0. existe uma transição no meio. pelo cálculo das somas de verificação nos quadros enviados e nos quadros recebidos. Quando um quadro é enviado para um endereço de grupo. tornando fácil para o receptor sincronizar-se com o transmissor.3 é o lOBase-F. cada período de bits é dividido em dois intervalos iguais. A inclusão ou remoção de uma estação é mais simples nessa configuração. mas os parâmetros definidos para o padrão de banda básica usam somente os endereços de 6 bytes. O padrão permite endereços de 2 e de 6 bytes. A transmissão para um grupo de estações é chamada de multicast. mas oferece menor imunidade a ruido. O Protocolo de Subcamada MAC 802.3 utiliza a codificação binária direta com 0 volts para 0 bit 0 e 5 volts para o bit 1.3 A estrutura dos quadros do 802. Figura 4. 85 volts. pois os pulsos são a metade da largura. não existem cabos.3(c). 85 volts e o sinal baixo é de .4. Na codificação Manchester. outras poderão erroneamente interpretá-lo como 10000000 ou 01000000. Um bit O é indicado pela presença de uma transição no inicio do intervalo. Dois desses métodos são denominados codificação Manchester (Manchester encoding) e codificação Manchester diferencial (diferential Manchester encoding). vem um byte Início de quadro. 1985a) é mostrada na Figura 4. contendo 10101011 para sinalizar o início do quadro propriamente dito. resultando em um valor DC de O volts. Figura 4. Todos os sistemas de banda básica usam a codificação Manches ter devido à sua simplicidade.

3). onde ele pode colidir com outro quadro. Para uma LAN de 10 Mbps com um comprimento máximo de 2. o campo de enchimento será usado para preencher o quadro até o tamanho mínimo. a estação mais distante. o tamanho de quadro mínimo tem que ser de 6.3 é o de Checksum. Esse problema é ilustrado na Figura 4. em uma extremidade da rede. operando a 1 Gbps. no tempo x . do endereço de destino até o campo checks um.5. Se a parte de dados de um quadro for menor do que 46 bytes. Figura 4. Apesar de válido. No entanto. Para uma LAN de 2. No tempo 0. então. O emissor concluirá. Quando detecta uma colisão.E). Vamos chamar o tempo de propagação que esse quadro leva para atingir a outra extremidade de t. a transmissão será concluída antes que a rajada de ruído retorne em 2t. O campo final do 802. o tamanho de quadro mínimo poderia ser 640 bytes e a distância máxima entre duas estações poderia ser 250m. de um mínimo de O a um máximo de 1. um campo de dados de O bytes causa problemas.400 bytes. a estação A. todos os quadros devem levar mais de 2t para que sejam enviados. Mais ou menos no tempo 2t. 2 us Esse tempo corresponde a 64 bytes. o que significa que bits perdidos em fragmentos de quadros aparecem a todo instante no cabo. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  47 O campo Comprimento informa quantos bytes existem no campo & dados. à medida que se caminha na direção das redes de gigabits. Momentos antes de o quadro chegar à outra extremidade (ou seja. Outra (e mais importante) razão para ter um quadro de comprimento mínimo é evitar que uma estação conclua a transmissão de um quadro curto antes de o primeiro bit ter atingido a extremidade do cabo. Se alguns bits de dados estiverem sendo recebidos com erros (devido a ruídos no cabo). um transceptor trunca o quadro atual. é concebível que haja uma colisão. B. mesmo assim. Essas restrições estão se tornando cada vez mais penosas. .500 m. interrompe a transmissão e gera uma rajada de ruído de 48 bits para avisar a todas as estações.3 afirma que os quadros válidos devem ter pelo menos 64 bytes de extensão. o quadro mínimo permitido deve levar 51.500 m e quatro repetidores (de acordo com a especificação 802. o checksum certamente estará errado. Em seguida. Se uma estação tenta transmitir um quadro muito curto. Como alternativa.500. O algoritmo da soma de verificação (checksum) é uma verificação de redundância cíclica .5 -A detecção de colisão pode levar até 2T A medida que a velocidade da rede cresce. B sabe que uma colisão ocorreu. o comprimento de quadro mínimo deve aumentar ou o comprimento de cabo máximo deve diminuir. Para tornar mais fácil a distinção de quadros válidos de lixo. começa a transmissão. envia um quadro. o 802. Para evitar que essa situação ocorra. Os quadros com menos 6ytes são preenchidos até 64 bytes. proporcionalmente. o transmissor vê a saída de ruído e também interrompe a transmissão. Trata-se efetivamente de um código de verificação de dados de 32 bits. que o quadro foi enviado com êxito. ele aguarda um intervalo de tempo aleatório antes de tentar novamente. Quando detecta que está recebendo mais potência do que está produzindo. e o erro será detectado.

Depois disso.3. no qual quadros importantes não devem ser retidos à espera da transmissão de quadros sem importância. tendo a robustez do cabo de difusão do 802. 802. Infelizmente. enviando a ele um quadro de controle especial chamado token (permissão). O padrão 802. durante o desenvolvimento do padrão 802 pessoas ligadas à General Motors e a outras empresas interessadas na automação fabril tinham sérias restrições a seu respeito. mas não gostaram da implementação física.6 . Quando o anel lógico é inicializado. São possíveis velocidades de 1. na pior das hipóteses. eles observaram que o anel não se ajusta muito bem à topologia linear da maioria das linhas de montagem. Além disso. Além disso. Também é importante observar que quando as estações forem ligadas pela primeira vez. mas com o comportamento do pior caso conhecido. o que os torna inadequados a sistemas de tempo real.Consequentemente. Fisicamente.4 é muito complexo. portanto. o token bus emprega o cabo coaxial de banda larga de 75ohms usado nos sistemas de televisão a cabo. 5 e 10 Mbps. como no 802.Token bus Esse padrão. Além disso. enquanto o 802. descartando aqueles que não forem endereçados a ela. Um sistema simples com o pior caso conhecido é formado por um anel no qual as estações se revezam para transmitir os quadros.3.3. e é muito mais complicada. Padrão IEEE 802. o token bus é um cabo em forma de árvore ou linear no qual as estações são conectadas. O formato de quadro do token bus é mostrado na Figura 4.7.3. com cada estação tendo que manter dez temporizadores diferentes e mais de duas dúzias de variáveis de estado internas. Os dois padrões também são bem diferentes em termos de estilo. ocupando mais de 200 páginas.3 apresenta os protocolos como procedimentos Pascal.3.3 ser amplamente usado em escritórios. com ou sem headends. tudo isso por causa do protocolo MAC probabilístico. cada estação recebe todos os quadros. um novo padrão foi desenvolvido. . descreve uma LAN chamada de token bus. Como apenas uma estação por vez detém o token. ela envia um quadro de token especificamente endereçado a seu vizinho lógico no anel. com cada estação conhecendo o endereço da estação da “esquerda” e da “direita”. 1985b). Se houver n estações e forem necessários T segundos para enviar um quadro. a camada física é totalmente incompatível com o 802. Um ponto importante a ser observado é que a ordem física na qual as estações são conectadas ao cabo não é importante. com exceção de que aqui ele pode ter apenas 1 byte. os quadros 802. Quando uma estação passa o token. ela passa a permissão para o seu vizinho imediato. Em suma. o 802. pois uma ruptura no cabo do anel poderia derrubar toda a rede. O protocolo MAC 802. o do anel. Logicamente.4 os mostra como máquinas limitadas. 1 e desocupado no cabo.4: Token Bus Apesar de o 802. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  48 4. Como o cabo é inerentemente um meio de difusão. não importando onde essa estação está fisicamente localizada no cabo. o campo de comprimento não é necessário. de forma que eles não podem ocorrer acidentalmente nos dados do usuário. O preâmbulo é usado para sincronizar o relógio do receptor. Figura 4. Conseqüentemente. não há colisões. phase coherent frequency shift keying (fsk-fase coerente) e multi level duobinary amplitude modulated phase shíft keying (chaveamento por mudança de fase com amplitude multi nível duobinária modulada). com um pouco de má sorte. nenhum quadro terá de aguardar mais do que nT segundos para ser enviado.3 não têm prioridades. elas não estarão no anel (ou seja.4 (Dirvin e MilIer. uma estação poderia esperar um tempo arbitrariamente longo (que. São permitidos os seguintes esquemas analógicos de modulação: phase continuous frequency shift keying (fsk-fase continua). Entre outras coisas. com as ações desenvolvidas em Ada®.4. São permitidos os sistemas com um e dois cabos.4 é muito maior do que o 802.6). as estações são organizadas em um anel (ver Figura 4. Os campos Delimitador de início e Delimitador de fim são usados para assinalar os limites do quadro Ambos contem codificação analógica de símbolos diversos de Os e is. O token se propaga em torno do anel lógico. os esquemas de modulação não só fornecem formas de se representar os estados 0. as estações 14 e 19 na Figura 4. ele é diferente do formato de quadro do 802. seria ilimitado) para poder enviar um quadro. Os especialistas em automação fabril do comitê 802 gostaram da idéia conceitual de um anel. o protocolo MAC tem provisões para acrescentar e remover estações do anel. Para a camada física. a estação de maior número pode transmitir o primeiro quadro. e JEEE. como dispõem de outros três símbolos para o controle da rede.6). 1986. e apenas o portador do token tem a permissão para transmitir quadros.

além disso. . cuja circunferência seja de 1.7 – Formato do quadro 802. As ligações ponto a ponto envolvem uma tecnologia bem conhecida e comprovada na prática e. us.3 não tem qualquer quadro de controle. eles não concordavam muito um com o outro). Os campos Endereço de destino e Endereço de origem são os mesmos do 802. As implicações do número de bits no anel se tornarão mais claras mais adiante. Os tipos permitidos incluem quadros de passagem de token e diversos quadros de manutenção do anel. é copiado novamente para o anel. Em relação aos quadros de dados. 4. cada bit ocupa 200/R m no anel. O Checksum é usado para detectar erros de transmissão. Observe que o protocolo 802. é o “tamanho físico” de um bit.182 bytes de extensão quando são usados endereços de 2 bytes. em seguida.3.5. na verdade um anel em um conjunto de interfaces de anel conectado por linhas ponto a ponto. Enquanto estiver no buffer.4 inicial permite os dois tamanhos. contém apenas 5 bits ao mesmo tempo. além de ser confiável.147 bytes de extensão quando são usados endereços de 6 bytes.8.3. no projeto e análise de qualquer rede de anel. Essa etapa de cópia introduz um retardo de 1 bit em cada interface. 1985c. será emitido um bit a cada 1/R .5: Token Ring As redes em anel existem há muitos anos (Pierce. esse campo carrega a prioridade do quadro. A engenharia de anéis também é praticamente toda digital.000 m. O endereçamento individual ou de grupo e as designações de endereço globais e locais são idênticas ao 802. os temporizadores podem ser usados como uma medida antimonopolizadora. podem ser feitas em par trançado. Com o token bus. que é mais curto para evitar que uma estação ocupasse o canal por muito tempo. Isso significa. e até 8. 1972) em redes locais e em redes geograficamente distribuídas. o bit poderá ser inspecionado e possivelmente modificado antes de ser mandado de volta para o anel. 1992). Tudo o que a camada MAC faz é oferecer uma forma de colocar os quadros no cabo. No que diz respeito aos quadros de controle. Sem esse indicador. O anel. a IBM escolheu o anel para sua LAN e o IEEE incluiu o padrão token ring como o 802. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  49 Figura 4. está o fato de que um anel não é realmente um meio de difusão. por exemplo. inclusive um mecanismo que permite a estações novas entrarem no anel. O padrão 802. enquanto o 802. tem um limite superior de acesso ao canal que é conhecido. não. Um aspecto principal. Latif et aí. Esse campo usa o mesmo algoritmo e o mesmo polinômio que o 802. tem um componente analógico substancial para a detecção de colisões.5 (JEEE. por exemplo. Esse indicador transforma o token bus em uma estratégia semelhante ao esquema de confirmação de Tokoro e Tamaru. Com uma velocidade de propagação típica de cerca de 200 m/gs. Assim como no 802. mas um conjunto de ligações ponto a ponto individuais que formam um círculo. uma rede deve usar todos os endereços de 2 bytes ou todos os endereços de 6 bytes. e não uma mistura dos dois no mesmo cabo. que um anel de 1 Mbps.3.. pois ele não teria o token. O campo Dados pode ter 8. Ele também pode carregar um indicador para exigir que a estação de destino confirme a recepção correta ou incorreta do quadro.4 O campo Controle de quadro é usado para distinguir os quadros de dados dos quadros de controle. Cada bit que chega a uma interface é copiado para um buffer de 1 bit e.3 (sim. Como mencionamos anteriormente. o destino não teria permissão para enviar coisa alguma. um outro que permite às estações saírem do anel e assim por diante. ela não se importa com seu conteúdo. os dois grupos se comunicavam.3. mas seria bom poder enviar quadros longos quando o tráfego de tempo real não fosse um problema. Isso é cinco vezes mais do que o maior quadro do 802. Padrão IEEE 802. Por essas razões.3. cabo coaxial ou fibra ótica. Se a taxa de dados do anel for R Mbps. Um anel e sua interface são mostrados na Figura 4. Dentre suas diversas características interessantes. o campo Controle de quadro é usado para especificar o tipo do quadro.

5 em particular. No modo de escuta. Esses sinais que não .5 requer pares trançados revestidos funcionando a 1 ou 4 Mbps. À medida que os bits propagados ao longo do anel retornam. ela ativará o bit. Quando um quadro é difundido para diversas estações. a estação seguinte verá e removerá o token.8 – (a) Uma rede em anel (b) modo de escuta (c) modo de transmissão Em um token ring. inserindo seus próprios dados no anel. em vez de falarmos sobre token rings em geral. circula em torno do anel sempre que todas as estações estão ociosas. As interfaces de anel possuem dois modos operacionais. eles são removidos do anel pelo transmissor. É óbvio que se a confirmação significa que o checksum foi conferido. elas terão de ser projetadas de forma a conectar a entrada com a saída quando a força for desligada. a estação deve regenerar o token. a codificação Manchester diferencial usa alto-baixo ou baixo-alto para cada bit. Quando o último bit do quadro tiver retornado. escuta e transmissão.5 também usa alto-alto e baixobaixo em determinados bytes de controle (por exemplo. 5 volts de magnitude absoluta. Na camada física. Como só existe um token. Quando o tráfego for leve. embora a IBM tenha introduzido posteriormente a versão de 16 Mbps. especialmente à noite. para compará-los com os dados originais. o 802. inicialmente zero. Assim. Em quase todos os anéis. mas o 802. Os sinais são tratados pela codificação Manchester diferencial [ver Figura 4. sendo que os níveis alto e baixo são representados por sinais positivos e negativos de 3 a 4. Dessa forma. No modo de transmissão. Quando a estação de destino tiver recebido um quadro. pois o quadro completo nunca aparece no anel em um determinado instante. O importante aqui é que em um anel curto pode haver a necessidade de inserção de um retardo artificial à noite. como mostra a Figura 4. o desligamento da estação não terá efeito sobre a interface. o bit deverá seguir o checksum. ou descartá-los. em uma sequência de revezamento. e a interface do anel deverá ser capaz de conferi-la assim que o último bit tiver chegado. A eficiência da rede pode começar a se aproximar de 100 por cento em condições de carga pesada. e a interface voltará imediatamente ao modo de escuta. de forma que haja uma fila em cada estação. no qual se entra somente depois que o token é adquirido. ele será removido. O formato do quadro só precisa incluir um campo de 1 bit para confirmação. transmitirá um quadro e. um padrão de bit especial. exatamente da mesma forma como o token o resolve. Depois que uma estação tiver terminado a transmissão do último bit de seu último quadro. O retardo tem dois componentes: o retardo de 1 bit introduzido por cada estação e o retardo de propagação do sinal. Ocasionalmente. a própria interface. Para poder alternar do modo de escuta para o modo de transmissão em um tempo de 1 bit. Entretanto. geralmente. enviará um novo token. discutiremos o padrão 802. chamado de token. em vez de buscá-los da estação em um intervalo de tempo tão curto. para evitar a remoção do token que poderá vir a seguir caso nenhuma outra estação o tenha removido. quando o tráfego for pesado. Normalmente. apenas uma estação pode transmitir em um determinado instante. o problema de acesso ao canal é resolvido. o token passará a maior parte do tempo circulando em torno do anel. removendo assim o retardo de 1 bit. o que o transforma instantaneamente nos 3 primeiros bytes de um quadro de dados normal. a permissão para transmitir gira uniformemente pelo anel. uma estação se apoderará dele. ela tem que se apoderar do token e removê-lo do anel. para marcar o início e o fim de um quadro). precisa armazenar um ou mais quadros. com o retardo de 1 bit.3(c)]. a fim de monitorar a confiabilidade do anel. Quando uma estação deseja transmitir um quadro. a interface interrompe a conexão entre a entrada e a saída. antes de transmitir. A arquitetura do anel não coloca limite no tamanho dos quadros.8(b). Isso é feito através da inversão de um único bit no token de 3 bytes. assim que uma estação finalizar sua transmissão e regenerar o token. E fácil lidar com confirmações em um token ring. Se as inter-faces forem alimentadas pelo anel. Agora. um mecanismo de confirmação mais complicado deve ser usado (se houver algum sendo usado). Apostila de Telecomunicações e Redes 1  50 Figura 4. os projetistas devem presumir que as estações poderão ser desativadas diversas vezes. em seguida. A estação transmissora pode salvá-los. Uma implicação do projeto token ring é que o próprio anel deve ter um retardo suficiente para conter um token completo que circula quando todas as estações estão ociosas. os bits de entrada são simplesmente copiados para a saída. para garantir que o anel possa conter o token. Mas se as interfaces forem alimentadas externamente.

4.9. Quando não há tráfego no anel.9 – Quatro estações conectadas através de um centro de cabeamento Dentro do centro de cabeamento há relés de bypass que são energizados pela corrente vinda das estações. na verdade.5 não exigir formalmente esse tipo de anel. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  51 são de dados sempre ocorrem em pares consecutivos. para encontrar estações com defeito ou slots de anel defeituosos.10. a estação transmissora deve esvaziar o anel enquanto continua a transmitir. as necessidades de cabeamento são extremamente reduzidas.5 usa centros de cabeamento para melhorar a confiabilidade e as possibilidades de manutenção. Apesar de o padrão 802.8(c). pode ser usada uma topologia com diversos centros de cabeamento. Embora logicamente seja um anel.10 – (a) Formato do token (b) Formato do quadro de dados Em condições normais. Figura 4. Apenas imagine que o cabo que conecta uma das estações na Figura 4. continuar a operação com o slots defeituoso ignorado. Apesar de logicamente todas as estações estarem no mesmo anel. 1983). a estação envia o resto de um quadro de dados normal. como mostra a Figura 4. Consequentemente. o anel morrerá.3. Quando uma rede consiste em diversos grupos de estações distantes entre si. . a perda da corrente liberarão relé e ignorará a estação. Se o anel se romper ou se uma estação for desativada. de forma que não seja introduzido um componente DC na voltagem do anel.5 que utiliza um centro de cabeamento tem uma topologia semelhante à de uma rede baseada em hub lOBase-T 802. isso significa que os bits que tiverem completado a viagem em torno do anel retornarão ao transmissor e serão removidos. Os relés também são operados por software. mas os formatos e os protocolos são diferentes. um para os dados que chegam à estação e outro para os dados provenientes da estação. Em seguida. a maioria das LANs 802. cada estação física está conectada ao centro de cabeamento por um cabo contendo (pelo menos) dois pares trançados. Um anel 802. Figura 4.. então. uma de cada vez.6. aguardando que uma estação se apodere dele através da definição de um determinado bit O como um bit 1. o primeiro bit do quadro dará a volta no anel e retornará ao transmissor antes de o quadro inteiro ter sido transmitido. um token de 3 bytes circula indefinidamente.9 seja substituído por um cabo que conecta um centro de cabeamento distante. Como mostra a Figura 4. com uso de um centro de cabeamento (wire center). frequentemente chamado de anel em forma de estrela — star-shaped ring (Saltzer et ai. O anel pode. permitindo que programas de diagnóstico removam as estações. convertendo dessa forma o token na sequência de início de quadro. Esse problema pode ser resolvido elegantemente. O Protocolo da Subcamada MAC do Token Ring O funcionamento básico do protocolo MAC é bastante simples. como mostra a Figura 4. Um dos problemas da rede em anel é que se o cabo for rompido em algum lugar.

mas o intervalo de contençao nao (a duração do intervalo é de 2t. Além disso. Para começar. podem discutir os méritos do par trançado em comparação com o cabo coaxial durante horas. Apesar de um monitor desativado poder ser substituido. de pombo-correio a fibra ótica. Além disso. como em todos os sistemas de passagem de token. sob carga baixa sempre há um retardo. Por fim. portanto. 1995)]. como no token bus e ao contrário do 802. de pessoal ou de contabilidade não se importam muito com isso. O token bus usa um equipamento de televisão a cabo altamente confiável.7. Os anéis podem ser construídos usando-se praticamente qualquer meio de transmissão. Trata-se. que pode afetar seriamente o throughput. Devido à possibilidade de haver quadros abortados por colisões. Nosso próximo assunto é o token ring. sob carga alta. O protocolo é simples. transformando-se efetivamente em TDM. mas. Sob diversas circunstâncias. de longe.3 não é determinístico. A principal conclusão que podemos obter desses estudos é que não podemos tirar conclusões a partir deles. inadequado a tarefas em tempo real [embora seja possível haver tarefas em tempo real através da simulação de um token ring no software (Venkatramani e Chiueh. os funcionários dos departamentos de marketing. são possíveis quadros curtos. o 8 02. Além disso. o throughput e a eficiência. Comparação entre 802.5 Com a disponibilidade de três padrões de LAN diferentes e incompatíveis. Enquanto os cientistas e os engenheiros de informática. um monitor defeituso pode causar dores de cabeça. O par trançado padrão é barato e de instalação muito simples. 802. Ele é mais determinístico do que o 802. a eficiência diminui. As estações podem ser instaladas com a rede em funcionamento. cada um com propriedades específicas. Sempre é possível encontrar um conjunto de parâmetros que faça com que uma das LANs pareça melhor do que as outras. Assim como no token bus. comparando e estabelecendo as diferenças entre eles. 5 km (a 10 Mbps). o que é. ao contrário dele. como a voz digitalizada. Esse padrão é capaz de lidar com quadros mínimos curtos.3.3. o que representa um overhead substancial quando os dados consistem em apenas um único caractere vindo de um terminal. não apenas de dados. sem fazê-la cair. Como alternativa. mas também de voz e de televisão.3. os sistemas de banda larga utilizam muito da engenharia analógica. Ele também não possui prioridades. com uma enorme base instalada e considerável experiência operacional. Do lado negativo. O maior ponto negativo é a presença de uma função de monitoramento centralizada. o 802. o desempenho. mesmo em um sistema que esteja inativo). todas as três têm um bom desempenho. muitas empresas se depararam com a seguinte pergunta: Qual deles devemos usar? Nesta seção. sob carga alta. . o quadro mínimo válido é de 64 bytes. que pode ser encontrado com facilidade em diversos fornecedores. do tipo mais amplamente usado no momento. Começaremos com as vantagens do 802. A exemplo do token bus. mesmo quando está transmitindo. o retardo sob carga baixa é praticamente zero (as estações não precisam aguardar um token. são excelentes. portanto. O uso de centros de cabeamento torna o token ring a única LAN capaz de detectar e eliminar automaticamente as falhas nos cabos. limitados apenas pelo tempo de retenção de token. Ele trabalha com prioridades e pode ser configurado para fornecer uma fração garantida de largura de banda para o tráfego de alta prioridade. Um cabo passivo é usado. independente da taxa de dados). À medida que a velocidade aumenta. Vale a pena salientar ainda que têm havido diversos estudos sobre as três LANs. Ele também possui throughput e eficiência excelentes sob carga alta. indicando suas vantagens e desvantagens. Todo o circuito de detecção de colisão no transceptor é analógico. elas apenas transmitem imediatamente). Cada estação precisa estar apta a detectar o sinal da outra estação mais fraca. Por fim. Por outro lado. incluindo modems e amplificadores de banda larga.4 e 802. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  52 4. também são permitidas prioridades. pois os tempos de transmissão de quadro caem. se tiverem a chance. apesar de em momentos críticos as repetidas perdas de token poderem introduzir mais incerteza do que seus defensores gostariam de admitir. vale a pena destacar que os três padrões de LAN utilizam tecnologias basicamente semelhantes e têm desempenhos praticamente iguais. outros fatores que não o desempenho são provavelmente mais importantes quando se opta por um deles. e não são necessários modems. O protocolo é extremamente complexo e tem um retardo substancial sob carga baixa (as estações sempre devem esperar pelo token. Isso significa que a engenharia é simples e pode ser completamente digital. o cabo de banda larga é capaz de aceitar diversos canais. a presença de colisões se torna um problema grave. pois o tempo de ida e volta no comprimento do cabo determina o tempo de slot e. com frequência. também pode haver quadros arbitrariamente grandes.3. apesar de o esquema não ser justo. que introduz um componente critico.3 possui um componente analógico substancial. Além disso. que utiliza conexões ponto a ponto. O tamanho do cabo é limitado a 2. pois o transmissor precisa aguardar o token. o cabo precisa ser mais curto. examinaremos todos os três padrões de LAN 802.

4 com relação à disciplina de acesso ao MT.4 3)802.5 2) O que é o CSMA/CD.3 2) 802.9. qual é a função do TOKEN? 9) Na figura 4.3 a 10 Mbites deve ter no mínimo 64 bytes de extensão. qual seria a estrutura lógica e a estrutura física da rede? . E se não tiver.3 obrigatoriamente utiliza HUB para ligações com mais de 2 máquinas? 5) Por que um quadro de dados 802.3 e 802. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  53 Exercícios: 1) Associe ( ) Redes em barra ( ) Redes em anel 1) 802. Qual dos métodos permite esquema de prioridades? 8) Nas redes 802. Qual a sua relação com o sistema de redes Ethernet 3) Qual é o alcance máximo (normalmente) em metros de um cabo Ethernet 10Base2 e um 10Base5 e um 10BaseF 4) Qual dos cabos 802. o que o protocolo de comunicação faz? 6) Qual é a relação existente entre: tamanho do quadro / velocidade da rede? 7) Qual é a diferença entre o 802.4 e 802.5.

Ao completar a transmissão. O total de tempo perdido compreende desde o início de transmissão da primeira mensagem até o final de transmissão da última mensagem. 5. O problema aparece no segundo canal onde todos os terminais transmitem em uma mesma freqüência. Veja a figura 5. as duas técnicas apresentadas podem ser aplicadas em redes locais com topologia em barramento. – Aloha Puro Na técnica Aloha puro. o número de colisões e retransmissões será pequeno e o protocolo bastante eficiente. A B C Figura 9. Protocolos de acesso múltiplo Os mecanismos de controle de acesso distribuído podem ser divididos em dois grandes grupos: os métodos baseados em contenção e os de acesso ordenado sem contenção. A rede ALOHA consiste de um sistema de rádio-difusão que cobre as ilhas do Hawai e tem como objetivo interligar terminais espalhados pelo arquipélago com um computador central da Universidade do Hawai. o que atualmente não é mais indicado para redes locais. Isto diminui consideravelmente o total de tempo perdido na ocorrência de colisão. Uma vez que existe apenas um transmissor no primeiro canal. em Honolulu. Apesar de terem sido projetadas com o propósito especial de compartilhar o uso de um canal de rádio. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  54 5.2. Duas frequências de rádio são utilizadas: uma para difusão de mensagens do computador central para os terminais e outra para mensagens dos terminais para o computador. Aloha Esta técnica foi utilizada primeiramente na rede ALOHA que iniciou sua operação em 1970. Se o reconhecimento não for recebido até se esgotar o tempo de espera.2 – Aloha em intervalos .1. sem se preocupar se o meio está ocupado ou não. nenhuma dificuldade é encontrada. o terminal entende que a mensagem foi corrompida e que deve ser retransmitida. Uma maneira simples de melhorar a eficiência é permitir que transmissões só sejam iniciadas em intervalos fixos de tempo. O problema que para isso seria necessária a transmissão dos dados de forma analógica. Veja a figura 5.1. não podendo saber se o canal terminalcomputador está sendo utilizado por algum outro terminal. Acesso baseado em contenção Numa rede baseada em contenção não existe uma ordem de acesso e nada impede que 2 ou mais máquinas transmitam simultaneamente causando uma colisão. só pode iniciar a transmissão no começo de um intervalo.1. Esta situação é a mesma encontrada em uma rede com topologia em barra. – Aloha em Intervalos Embora apenas uma pequena parte das mensagens tenha colidido.1. liga um temporizador e aguarda uma resposta do computador central que vai indicar o reconhecimento da mensagem. A estratégia de controle de contenção vai depender da habilidade que uma estação tem para detectar a colisão e retransmitir a mensagem.1 – Aloha puro A B C Figura 9. cada terminal escuta apenas o canal computador-terminal. o que implica em uma utilização deficiente do canal. Se o tráfego normal da rede consume apenas uma parte da banda disponível. ambas são inutilizadas e nenhuma das duas estações envolvida recebe o reconhecimento. ambas devem ser retransmitidas. Mesmo que apenas uma pequena parte das mensagens tenham colidido. Um terminal que deseje transmitir. Essa seção apresenta alguns protocolos com acesso baseado em contenção: 5. quando o terminal possui alguma mensagem pronta para ser enviada ele simplesmente envia. O computador central se encarrega de dividir o tempo total em intervalos de tempo fixos. Sendo assim.

Para conseguir implementações mais práticas. então n. Tempo desperdiçado T1 T2 T3 Figura 9.4 – Exemplo do método de acesso p-CSMA Quando ocorre uma colisão. e o fato só será reconhecido após esgotado o tempo para o recebimento de um reconhecimento. enquanto que p-CSMA continua ouvindo o meio até o mesmo estar livre para a transmissão. Se n equipamentos estão esperando para transmitir em uma implementação p-persistente. Desta forma. A escolha ótima depende de muitos fatores tais como: o tempo de propagação de uma mensagem por toda a rede. o que evita que as mesmas mensagens colidam novamente. mesmo que tenha colidido com outra.p equipamentos irão tentar transmitir assim que o canal fique livre. Caso a estação detecte o meio ocupado. Carrier Sense Multiple Access (CSMA) Neste método.se o nó detecta o meio livre. o tamanho das mensagens. – CSMA não persistente (np-CSMA): A estação transmite sua mensagem de acordo com o seguinte algoritmo:: 1. conhecido como janela de colisão. Após o término da transmissão.se o nó detecta o meio ocupado. O CSMA/CD. o tempo de espera para uma tentativa de retransmissão pode ser gerado de forma randômica.3 – Exemplo do método de acesso np-CSMA . Na forma mais simples desta técnica. Para minimizar a quantidade de dados perdidos. ela irá perceber que sua mensagem foi corrompida e deve ser retransmitida. O tempo que o meio fica livre.2. Se p=1 então todos os equipamentos esperando para transmitir irão fazê-lo assim que a transmissão corrente termine. não tendo recebido a resposta em um tempo limitado. desperdiça do T1 Tempo desperdiçado T2 T3 Figura 9. um valor de p menor do que 1 é escolhido. não podem detectar que a mensagem está sendo corrompida. interrompe a transmissão no caso da colisão. o tempo de propagação de uma mensagem por todos os nós da rede é muito pequeno se comparado com o tempo de transmissão de uma mensagem. etc. a estação aguarda pela mensagem de reconhecimento e.o algoritmo é repetido na nova tentativa. Em redes locais. a estação tenta transmitir com probabilidade p.1. Um valor alto para p reduz o tempo em que o canal ficará ocioso enquanto que um valor baixo para p reduzirá a ocorrência de colisões. tenta transmitir mais tarde. o equipamento transmissor não continua a monitorar o meio enquanto está transmitindo e. 3. entre duas transmissões. A maneira de se evitar que a colisão só seja percebida quando uma resposta não for recebida. o número de usuários aguardando para transmitir. uma estação só transmite sua mensagem após "escutar" o meio de transmissão e determinar que o mesmo não está sendo utilizado. logo que detecta o meio livre. então suas mensagens irão colidir e se perder. é escutar o meio de transmissão antes (carrier sense) e durante (collision detection) a transmissão da mensagem. 2. – CSMA/CD (Collision Detection): A causa da ineficiência encontrada nas técnicas Aloha e CSMA consiste no fato que uma mensagem é transmitida completamente. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  55 5. neste período. Se existir mais que um equipamento esperando.CSMA p-persistente (p-CSMA): No caso p-persistente. ao contrário dos outros 2 métodos. Os valores típicos para p estão entre 0. ela deve aguardar até que o sinal desapareça para então iniciar a sua transmissão. 03. duas ou mais mensagens podem ser transmitidas e conseqüentemente corrompidas. o np-CSMA espera um tempo aleatório. portanto. ele transmite sua mensagem. Pode ocorrer que duas ou mais estações estejam aguardando que o meio fique desocupado para iniciarem suas transmissões e isto ocasionará uma colisão de mensagens das estações ao transmitirem simultaneamente. de acordo com uma distribuição aleatória de atrasos. é muito pequeno e. a estação . 1 e 0.

Para evitar que as mesmas mensagens colidam novamente. seu desempenho é maior. Para o caso da rede Ethernet. Quando ocorre alguma colisão. Uma vez que a janela de transmissão é relativamente curta. A cada nova colisão sucessiva. Nota-se portanto.CD é adequado em aplicações que não exigem tempo de resposta garantido. a percentagem da utilização da capacidade do meio pode chegar a 98%. ou a colisão ocorre no tempo correspondente ao "slot" ou a estação tem a certeza de ter-se apossado do meio de comunicação. penalizando a estação que colide muitas vezes. Assim. com a redução total da carga da rede. A eficiência nesse método é dada por: E= MC M C + 5. . o "slot" corresponde ao tempo máximo de ida e volta no cabo.tamanho da mensagem C . esse tempo é da ordem de 50 microssegundos para uma taxa de 10 Mb/s. e pequenas distâncias (da ordem de 2 Km). Também. mais o tempo de reforço da colisão. uma vez detectada a colisão. as transmissões vão se ajustando gradativamente. Portanto. a estação envia uma mensagem ao seu usuário indicando a impossibilidade de efetuar o serviço solicitado. a distância máxima da rede é limitada pelo tamanho mínimo da mensagem. Este número r é função de qual tentativa está sendo executada. desta forma. 4xTp Logo. tornando-o desvantajoso em aplicações em tempo real. o tamanho mínimo da mensagem é dado por: M > 2*C*Tp. Quando ocorre uma colisão. uma vez que o tempo de propagação é finito. algumas aplicações de automação de escritório. o tempo perdido na transmissão é muito pequeno quando comparado com o tamanho médio das mensagens transmitidas. e é de fato o método mais difundido em redes locais. Se a estação está tentando a retransmissão pela n-ésima vez.taxa de transmissão Tp . permitindo um volume de tráfego também maior. cada estação espera um número inteiro de "slots" antes de retransmitir. o valor de r é dobrado. Não se tem possibilidade de designar-se prioridade nesse método. r deve ser um número aleatório entre o (zero) e 2n. onde: M . antes de ter certeza de que se apossou do meio de transmissão. durante uma transmissão. e também pela eficiência. O CSMA . mas também pelo método de acesso. O intervalo aleatório que os nodos esperam quando ocorre alguma colisão. todas as estações envolvidas param de transmitir e tentam transmitir outra vez após um tempo de espera. as mensagens devem ter um tamanho mínimo pré-estabelecido. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  56 emissora poderá identificar se existe outro sinal misturado com o seu e. que corresponde ao tempo mínimo que uma estação tem que esperar. Neste caso. No entanto. o que implica em uma interface mais cara. À medida que a carga da rede cresce. cada equipamento tem a sua taxa de transmissão reduzida. obedece a um certo controle chamado de "recuo binário exponencial". A implementação desta estratégia não é tão simples como as anteriores. como por exemplo. daí a origem do nome do método. Para grandes volumes de tráfego o método se apresenta com uma certa instabilidade. fazendo assim. Este procedimento tem como parâmetro uma unidade de tempo chamada "slot". que a distância máxima entre nós será limitada não somente pelo meio de transmissão. Como já foi dito. a monitoração do nível de energia do canal. o tempo que cada estação aguarda para transmitir novamente é calculado de forma randômica o que não evita que a mensagem desta estação colida com a mensagem de uma outra. Neste caso. Em redes que apresentam um tráfego pequeno. Para haver detecção de colisão. Após um número específico de tentativas sem sucesso. quanto maior a distância maior o tempo de propagação. menor será a eficiência e conseqüentemente maior será o tamanho mínimo da mensagem para detecção da colisão. o tempo de resposta máximo não pode ser garantido. embora no tempo de retransmissão uma certa prioridade possa ser estabelecida. o procedimento se repete mas o tempo de espera para uma nova tentativa é maior que o anterior.tempo de propagação entre os 2 nodos mais distantes na rede Assim. as colisões são detectadas pelos próprios nodos enquanto estão transmitindo. Este método de acesso foi um dos escolhidos como padrão. o nível de energia do canal é modificado de modo que seja possível a detecção por parte dos nodos. O pior caso que pode ocorrer é o das estações nas extremidades do cabo iniciarem a transmissão ao mesmo tempo.

ou seja. Mais informações sobre a Ethernet podem ser encontradas na bibliografia recomendada.1. uma vez criados. apresentando uma ocupação do meio acima de 90%. R. o número de bits circulando pelo anel tem um limite inferior. 5. O "polling" é um método que determina a ordem com que os nodos podem tornar acesso ao sistema. Ao querer transmitir. o método fica comprometido no que diz respeito a confiabilidade. evitando com isso que ocorram colisões das mensagens. A rede tem um comportamento muito estável mesmo quando apresenta um tráfego bastante intenso. estão prontos para ser usados.2. pode-se estabelecer prioridades através do interrogatório executado pelo nodo centralizador. Se o nodo interrogado não tiver nenhuma mensagem a transmitir. Essa latência pode ser sempre aumentada introduzindo um buffer de retardo (um registro de deslocamento) em qualquer estação. Uma boa visualização seria uma série de caminhões em anel. um dispositivo gera os slots (cria os slots. Esta técnica é muito eficiente quando as estações na barra é muito grande. O método divide o espaço de comunicação em um número inteiro de pequenos segmentos (slots) dentro dos quais a mensagem pode ser armazenada. Cada repetidor no anel produz um retardo.2. e é esse espaço que é dividido em slots. sincroniza os receptores e transmissores. eliminando assim o "overhead" introduzido com a transmissão de mensagens de controle. inicia os outros bits de controle. e assim por diante. Pierce em 1972 tinha como objetivo pioneiro o controle de acesso em uma rede de grande porte constituída por várias redes em anel interconectadas. O tempo cedido a um determinado nodo para que ele tenha acesso ao canal é função do tamanho da mensagem concedida. mas pode ser tão grande quanto quisermos (ou formos capazes de construir). os inicia como vazios. cada estação deve esperar por um slot (caminhão) vazio e preenchê-lo com a mensagem (carga) O número de slots que circulam pelo anel nunca muda. Caso algum nodo deseje iniciar uma transmissão. Porém. se desejam transmitir alguma mensagem. Outra alternativa é enviar as informações de controle multiplexadas em frequência com as informações de dados. É a esse número de bits que chamamos de espaço de comunicação. . A soma dos retardos mais o tempo de propagação no anel forma o que chamamos de latência do anel. O resultado é que o CSMA/CD tem sido escolhido para a maioria dos projetos de redes locais. a estação centralizadora pergunta para a estação mais distante se ela deseja transmitir alguma mensagem. comparada com 83% da técnica CSMA. no instante em que lhe for perguntado ele fará a solicitação sendo imediantamente atendido. ou do tamanho do intervalo alocado para o nodo pelo nodo mestre. Cada método é mais adequado a um determinado tipo de topologia. O desempenho do acesso por "polling" pode ser aumentado com a introdução de uma barra dedicada ao controle. Podem existir tantos bits circulando pelo anel quanto a sua latência permitir. Quadro ou Slot Vazio Apresentada por J. o método CSMA/CD é muito eficiente. embora nada impeça o seu uso em outras arquiteturas. ou seja. etc. Cada slot (caminhão) contém um bit (motorista) que indica se o está cheio ou vazio. 5. devido a sua estrutura centralizada. Sua interface é bem simples e barata.) que.2. circulando encostados pára-choque com pára-choque. "Polling" Este método é geralmente empregado em topologias em barra comum. Essa seção apresenta alguns protocolos com acesso ordenado sem contenção: 5. tem-se um nodo mestre que executa as funções de controle da rede. ele passa uma mensagem de "status" ao nodo centralizador. No "polling" centralizado. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  57 Na prática. Em tempo de inicialização. onde alguns estariam carregados e outros não. O principal exemplo de utilização do CSMA/CD é dado pela rede Ethernet que é uma rede local comercializada pela Xerox Corporation e utilizada como base para seus produtos de sistemas de automação de escritórios. Caso esta estação não deseje transmitir ela passa o controle para a próxima estacão. Como foi dito. vários protocolos são baseados no acesso ordenado ao meio de comunicação. ele pergunta aos nodos. informando que está disponível. um por um e seqüencialmente. Acesso ordenado sem contenção Ao contrário dos esquemas apresentados anteriormente. evitando o problema da colisão.2. Dessa forma. Esse interrogatório pode ser cíclico.

os dados em trânsito são armazenados no registrador R. . Uma vez que o início da mensagem passa por todos os nós de comunicação antes da ficha. Quando uma estação possui dados para transmitir. Ela consiste basicamente em um registrador de deslocamento que será conectado em série com o circuito quando a estação possuir dados para transmitir. ela a coloca no registrador T. Uma vez que o fluxo de dados da estação precedente não pode ser parado. Passagem e Permissão (token ring) Esta técnica foi apresentada por Farmer e Newhall em 1969 e foi pioneira no controle de acesso distribuído associado à redes locais. teremos mais de uma mensagem circulando no anel. a chave é setada para R e a estação aguarda o retorno da mensagem transmitida. Note que o termo "múltipla" não se refere ao número de fichas e sim ao número de mensagens circulando. Em um intervalo entre quadros no anel a chave é ligada em T e seu conteúdo é transmitido. a estação devolve a ficha enviando-a ao próximo nó da rede. a forma de restituição da ficha pode permitir a existência de várias mensagens simultaneamente em trânsito no anel (ficha múltipla) o que oferece um melhor desempenho em situações onde as mensagens são relativamente curtas. uma vez inicializada. Uma vez identificado o seu endereço. Esta técnica é adotada com o padrão IEEE 802. sobre a prioridade de acesso à ficha a ser restituída.2. A remoção da mensagem do anel é tarefa do nó de comunicação que originou a mensagem.4. Quando um estação tem uma mensagem para transmitir.2. observando um intervalo entre quadros que já estejam circulando no anel. Quando ela é lida no registrador R.O mecanismo de "ficha" é baseado em uma mensagem de controle que. A forma mais comum é aquela em que o nó destinatário. A estratégia de restituir a ficha somente após o retorno da mensagem é conhecida como "ficha simples" e facilita a implantação de funções de supervisão e controle (recuperação de erros. transportando o direito de transmissão no meio compartilhado. fica fácil implantar um esquema que avise a todas as estações. A recepção de uma mensagem pelo nó destinatário depende do estado de escuta permanente para identificar o seu endereço nas mensagens circulando no anel. Por exemplo. b) uma vez de posse da ficha. ao reconhecer o seu endereço. c) ao final da transmissão. abre o anel. Inserção de Registrador Esta técnica é particularmente adequada para redes locais com topologia em anel. previamente. copia a mensagem através do registrador de recepção e transmite uma mensagem curta de resposta. circula entre todos os nós de comutação. este é desligado do circuito e a mensagem é removida do anel. no caso em que o tempo de propagação da mensagem no anel é bem menor que o tempo de transmissão. no caso de restituição da ficha ao final da transmissão. A técnica de inserção de registrador apresenta as seguintes características: – mensagens de tamanho variável. Essa estratégia simplifica a implantação dos serviços baseados na difusão de mensagens e também dos serviços de controle de erros e reconhecimento. ela armazena o quadro em um registrador T de transmissão e aguarda um intervalo entre quadros que circulam no anel para conectar T em série com o circuito físico. Quando T fica vazio. 5. reconhecimento. Este quadro também atravessa o registrador de transmissão bem como todos os seus subseqüentes até que o quadro enviado pela estação retorne à origem e o registrador de deslocamento seja novamente desligado do circuito.5 e na prática constitui-se na principal opção de implementação do mecanismo de controle de acesso por ficha. Uma situação mais prática pode ser conseguida com o uso de dois registradores: um de transmissão T e outro de recepção R. o fim da transmissão ocorre antes do retorno do início da mensagem transmitida e. Dependendo das dimensões do anel físico e da velocidade de transmissão usada. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  58 5. etc). a estação transmite a sua mensagem. – possibilidade de acesso simultâneo ao meio de transmissão. A restituição da ficha pode ser feita imediatamente após o término da transmissão da mensagem transmitida. O procedimento de inserção de mensagem num anel com acesso controlado por ficha obedece às seguintes etapas: a) a estação que deseja transmitir aguarda a chegada da "ficha".3. – atraso variável das mensagens em trânsito no anel. o nó copia a mensagem que lhe é destinada podendo removê-la ou não do anel. Enquanto os dados são transmitidos pode ocorrer a chegada de um outro quadro vindo da estação precedente.

com uma configuração de bits conhecida. Resumo: Método FDM TDM ALOHA puro ALOHA em intervalos CSMA NP CSMA P-persistente Descrição Dedica-se uma freqüência para cada estação Dedica-se um tempo para cada estação Difusão via satélite Transmissão em Slots de tempo bem definidos Retardo aleatório quando o canal é detectado como ocupado Se está ocupado. O token não transporta qualquer informação.5. espera até desocupar e então transmite com probabilidade P Interrompe a transmissão no caso de colisão CSMA CD Um esquema de FDM dinâmico em fibra Divisão por comprimento de onda CSMA/CD com recuo binário exponencial Ethernet Controla as colisões gerando tempo de espera n slots (aleatório) de tempo para cada estação que teve seu pacote envolvido em uma colisão. envia o token para a estação sucessora. Anel lógico em barramento físico Token Bus Uso de Token em rede em anel Token Ring Token Ring de fibra ótica FDDI O tempo de transmissão é dividido em slots (fatias) iguais Quadro vazio ou Slot Vazio Uma estação controla quem pode ou não transmitir Polling . chamada "token". Se o token é enviado para um equipamento que está desligado. cada estação repassa o token em uma sequencia estabelecida. Dois problemas podem ser identificados nesta técnica: o primeiro diz respeito ao token em si. A tarefa de geração de token pode ser atribuída a uma estação especial ou para qualquer equipamento ligado à rede. O método de acesso por token é fácil de ser implementado mas a recuperação de tokens perdidos. algum procedimento deve ser criado para evitar que duplicatas do token trafeguem pela rede. a inclusão e retirada de equipamentos gera alguma complexidade. incluindo-se uma mesma estação mais de uma vez na sequência completa. uma estação pré-determinada cria o token e o transmite para a sua estação sucessora. envie uma mensagem para todas as outras. deve aguardar que o token lhe seja enviado. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  59 As funções de gerência e manutenção da ficha podem ser centralizadas ou distribuídas e devem atender situações tais como a perda ou duplicação da ficha. Quando a rede é inicializada. mas permite que o seu proprietário transmita sua mensagem. Também é possível implementar um mecanismo de prioridade. perguntando quem lhe enviará o token e informando o endereço de sua estação sucessora. Esta técnica assegura que duas estações não irão transmitir ao mesmo tempo causando colisão de suas mensagens. tendo alterado o endereço do destinatário. Neste caso. o token desaparece da rede. A partir daí. A remoção de equipamentos é fácil pois basta que a estação que vai ser retirada envie uma mensagem para a sua antecessora informando o novo endereço (de sua sucessora) para o envio do token. de posse do token ela pode transmitir sua mensagem e então. O algoritmo RBE é usado para adaptar a transmissão ao número de estações que estão querendo transmitir. uma mensagem especial.2. Adicionar equipamentos requer que a estação que deseja ser inserida na sequência. Algum procedimento deve ser estabelecido para garantir que um novo token será gerado após um intervalo de tempo finito sem que nenhuma mensagem tenha sido transmitida. Apenas um token deve existir na rede em um determinado instante. Uma estação com dados para transmitir. O outro problema refere-se a inserção e retirada de equipamentos da rede. 5. Passagem de Ficha em Barramento (Token Bus) Uma outra forma de usar a capacidade do canal de uma rede local com barramento por difusão é usar a técnica de passagem de permissão ou acesso por ficha. é passada de equipamento para equipamento através da rede. No último caso.

Após. divide-se o tempo de transmissão em intervalos fixos. então. ( ) Neste sistema de transmissão por rádio. Melhora a eficiêmcia com relação à transmissão sem intervalos fixos. ( ) Antes de transmitir. ela permanecerá escutando o canal até que o mesmo fique livre. Se ocorrer a colisão ambas as estações param de transmitir e esperam um tempo aleatório para retransmissão. ( ) Consiste em um anel lógico em uma rede em barra. ( ) Consiste no uso de passagem de permissão em rede em anel . Se alguém está transmitindo. a estação escuta o canal. ela transmite. ( ) Neste sistema de transmissão por rádio. a transmissão não é otimizada. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  60 Exercícios: Associe as colunas: A) Aloha puro B) Aloha Fatiado C) Token Ring D) CSMA P-persistente E) CSMA CD F) Token Bus ( ) A estação fica escutando antes e durante a transmissão. Simplesmente transmite-se sem se preocupar com as colisões.

apresenta-se um exemplo de como seria transmitida a mensagem "UFSC".Codificação da Mensagem "UFSC" .1. Essas alterações resultam de imperfeições na propagação do sinal. Um bloco de n bits de informação é codificado em um bloco de r bits pelo acréscimo de ( r .1 . Exemplo: O caractere A no código ASCII. Bit de Paridade (paridade de caractere) É a técnica mais simples de codificação e consiste em acrescentar um bit às palavras do código de representação dos caracteres.000 transmitidos. Distorção e ruído na transmissão (erros) Atenuação.1 Detecção de erros A maneira usual utilizada para detectar a alteração de bits de informação transmitidos.A taxa de erros de um sistema de transmissão representa a probabilidade de ocorrência de erros de transmissão.1. 6. pode ocorrer detecção trocada da informação. O bit P de paridade é acrescentado com os valores 0 ou 1 dependendo do tipo de paridade utilizado (paridade par ou paridade ímpar). admite-se taxas de erros típicas da ordem de 10-9 a 10-12. Na recepção. A transmissão sem erros é um requisito essencial de quase todas as aplicações de comunicação de dados e portanto. isto é.n ) bits de redundância e então transmitido. Para redes de longa distância existe uma padronização internacional que determina uma taxa de erros máxima em um canal a fim de que o mesmo possa ser considerado adequado para a transmissão de dados.Block Character Check). ruído e retardo são termos usados de um modo geral para descrever as modificações que um sinal sofre quando é transmitido em um circuito ou canal. Dentre as várias técnicas usadas para esta finalidade pode-se citar: bits de paridade por caracter. Em redes locais. detecção de "1" quando foi transmitido "0" ou detecção de "0" quando foi transmitido"1".1. bno geral. Na tabela 6. o bloco de r bits é decodificado e os n bits de informação entregues ao destinatário. redundância cíclica (CRC). com paridade é representado por 1000001P(65). isto é. ao longo do suporte de transmissão (atenuação e retardo) e de perturbações (ruídos) que atuam não só no suporte de transmissão como também nos estágios de processamento do sinal que compõem o receptor. codificada em ASCII e com paridade par. apenas 1 bit errado a cada 100. paridade longitudinal (LRC). 6. Esse método permite detectar erros de transmissão que envolvam apenas a alteração de um número ímpar de bits no caractere. Se o valor de P não conferir com o esperado. uma série de mecanismos deve ser implementada para detectar e corrigir possíveis erros. (d)ados / (P)aridade d d d d d d d P U 1 0 1 0 1 0 1 0 F 1 0 0 0 1 1 0 1 S 1 0 1 0 0 1 1 0 C 1 0 0 0 0 1 1 1 BCC 0 0 0 0 0 1 1 0 Tabela 6. que represente uma operação lógica sobre os bits dos diversos caracteres que compõe a mensagem. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  61 6. é detectado um erro de transmissão. Quando a alteração sofrida pelo sinal é muito grande. 6. O CCITT (Comitê Consultif International de Téléphonie et Télégraphie) recomenda uma taxa de erros não superior a 10-5 . consiste na adição de bits de redundância na mensagem a ser transmitida.1. paridade par: 10000010 P = 0 paridade ímpar: 10000011 P = 1 O caracter é transmitido e na recepção o bit de paridade é testado. Paridade Longitudinal (combinada) Consiste em acrescentar à mensagem um caractere (BCC . O desempenho de um sistema de transmissão de dados é avaliado através do seu grau de confiabilidade na transmissão dos bits.2. Estas detecções trocadas caracterizam os chamados erros de transmissão.

Na recepção. variando xk-1 até x0 e com grau k-1. O resto da divisão é acrescentado à mensagem como bits de verificação. Redundância Cíclica (CRC) Consiste em acrescentar a um bloco de k bits de informação (n-k) bits de verificação. 0. Este método é facilmente implementado por software uma vez que para calcular o BCC basta fazer uma operação "ou-exclusivo" dos caracteres a serem transmitidos. Concatene r bits zeros no final da mensagem M(x) de tal forma que o resultado corresponda ao polinômio xr.Seja r o grau de G(x). a mensagem recebida é dividida pelo mesmo número. caso contrário.1.M(x) usando subtração módulo 2. Rajadas maiores que este número ou várias rajadas menores podem não ser detectadas. Exemplo: Considere a transmissão da mensagem 10111011 com polinômio gerador G(x)= x3 + x2 + x (por exemplo). a mensagem foi recebida corretamente. o próximo bit é o coeficiente de xk-2 e assim sucessivamente.M(x).16 = x16 + x15 + x2 + 1 – detecta até 16 erros por blocos de mensagens CRC – ITU-T = x16 + x12 + x5 + 1 (usado para caracteres de 8 bits) A mensagem a ser transmitida é concatenada. o emissor e o receptor devem escolher um polinômio gerador G(x) que deve ter os bits de mais baixa ordem e da mais alta ordem iguais a 1.Divida xr.M(x) por G(x) (dividir os strings de bits correspondentes) usando divisão com módulo 2. As operações de adição e subtração equivalem à operação OR exclusivo. 0. Já existe uma padronização internacional para polinômios geradores: CRC . Exemplo: A mensagem 110001 tem 6 bits e representa um polinômio de grau 5. 6.3.12 = x12 + x11 + x3 + x2 + x + 1 – detecta até 12 erros por blocos de mensagens (usado para caracteres de 6 bits) CRC . é detectado um erro de transmissão. O bit de mais alta ordem (mais à esquerda) é o coeficiente de xk-1.Subtraia o resto da divisão (que geralmente possui r ou poucos bits) do string correspondente a xr. Se o resto da divisão for igual a zero. 1. M(x) : 10111011 G(x) : x3 + x2 + x = 1110 . a representação binária da informação é dividida em módulo 2 por número pré-determinado. com 6 termos cujos coeficientes são 1. Uma mensagem de k bits é tratada como uma lista de coeficientes para um polinômio de k termos. O código CRC (Código de Redundância Cíclica) é baseado no tratamento de "strings" de bits como representação de polinômios com coeficientes 0 e 1 somente. 0 e 1 : 1x5 + 1x4 +0x3 + 0x2 + 0x1 + 1x0 = x5 + x4 + 1 A aritmética polinominal é feita em módulo 2 isto é. Neste método são detectados os erros que consistem na inversão de apenas 1 bit e também erros do tipo rajada (vários bits alterados) com comprimento igual ou menor que o número de linhas da matriz. não existe "vai um" ou "empresta um". O resultado é a mensagem a ser transmitida: T(x). Para utilizar o código CRC. 2 . Para transmissão. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  62 A transmissão é feita serialmente por coluna. ao final com um "checksum" que é determinado através do seguinte algoritmo: 1 . 3 . Exemplo: 11001011 10100111 01101100 01010101 10011110 11001011 A divisão de um binário por outro é feita da mesma forma como na divisão decimal/binário exceto que as subtrações são feitas usando módulo 2.

Adequado em circuitos simplex e em situações onde a retransmissão não é prática. Estes são inseridos nas posições 1. temos r "Hamming bits". R.2. se E(x) for divisível por G(x). mas um outro polinômio H(x) = T(x) + E(x) onde E(x) representa as posições alteradas por erros de transmissão. G(x) deve ser criteriosamente escolhido. Descrição de um Código Hamming Para um bloco de informações de tamanho m.se for zero. O bloco é construído a partir dos bits e informações e dos "Hamming bits". . A ISO também adota este mesmo polinômio no sistema de controle associado aos protocolos ao nível de enlace de dados da família HDLC. Os valores dos "Hamming bits" são o resultado da operação do OR-EXCLUSIVO sobre o código binário da posição dos bits "1" ocorridos nos bits de informação. duplos ou erro com número ímpar de bits alterados. Exemplo: Deseja-se transmitir a seguinte informação: 1110100100 = 10 bits de informação 10+4+1 <= 24 temos 4 Hamming bits bit 14 1 13 1 12 1 11 0 10 1 9 0 8 H 7 0 6 1 5 0 4 H 3 0 2 H 1 H . onde m+r+1 <= 2r. o polinômio recebido não será T(x).8. divide-se a mensagem pelo polinômio gerador 10111011000 | 1110 O resto que deu na divisão é então adicionado na mensagem original M(X) sendo que a mensagem a transmitida será: 10111011110 Ao receber a mensagem T(x). O polinômio gerador CRC-16 padronizado pelo ITU-T é capaz de detectar todos os erros tipo rajada de comprimento menor ou igual a 16. o receptor a divide por G(x) e examina o resto da divisão: 10111011110 | 1110 . Erros não serão detectados se T(x) + E(x)/G(x) tiver resto igual a zero. a mensagem contém erro.4. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  63 Adiciona-se a quantidade de zeros equivalente ao grau de G(x) na mensagem: 10111011 + 000 Em seguida.se for diferente de zero. Consistem na adição de bits redundantes à mensagem.16 . isto é.2.2. Este polinômio gerador é recomendado pelo ITU-T para a detecção de erros em sistemas de transmissão de dados a longa distância. etc. bem como 99..9977% de rajadas de 17 bits e todos os erros simples. sendo r um nº inteiro. Correção de erros Estas modalidades de recuperação de erros são também chamadas de "Forward Error Correction". 6. Em caso de haver erro. 6. Para minimizar a probabilidade de um erro não ser detectado. Hamming desenvolveu vários esquemas que receberam o nome de Hamming Codes. a mensagem está correta. de modo a permitir não somente sua sinalização mas também a restauração do conteúdo original.1. H.

1100 13 .Hamming bits Bloco a ser transmitido: bit 14 1 13 1 12 1 11 0 10 1 9 0 8 0 H Supor que o bloco recebido seja: bit 14 1 (bit 9 errado) Cálculo efetuado na recepção: E(x) = 0011110011 14 13 12 10 9 6 2 1 1110 1101 1100 1010 1001 0110 0010 0001 1001 = 9 (bit 9 errado ) 7 0 6 1 5 0 4 0 H 3 0 2 1 H 1 1 H 13 1 12 1 11 0 10 1 9 1 8 0 7 0 6 1 5 0 4 0 3 0 2 1 1 1 A informação original poderá ser restaurada sempre que ocorrer somente um erro no bloco. o esquema pode ser burlado. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  64 posições com "1" : 6. 12.1010 12 . 14 6 . 10.0110 10 . .1101 14 .1110 0011 . 13. Se dois erros ocorrerem. isto será detectado mas o resultado será sem sentido. Quando ocorrerem três erros.

pois seria desperdício utilizá-lo com uma única “conversação” O meio pode ser multiplexado para permitir várias comunicações simultâneas. o formato dos quadros e os tipos de controle que serão efetuados sobre a transferência. é importante que este seja – – – – – compartilhado. ora por um caminho. Ora. realizando uma série de funções básicas. a compressão dos dados para reduzir os custos de transmissão. Além destas funções consideradas mais básicas. O primeiro problema a ser tratado em um sistema de comunicação diz respeito à distância.1. o receptor deve executar uma série de procedimentos antes de liberar o buffer para a recepção de mais dados. existem outras também importantes. abertura e fecho. corrigidos através da retransmissão do quadro defeituoso ou corrigidos automaticamente. Isso requer um sistema de roteamento ou comutação da informação. Além disso.apostila) onde temos 2 hosts ligados por um meio de comunicação. Todas estas funções são realizadas pelos protocolos de comunicação. Além disso. pois existem uma série de fatores que influem em uma comunicação de dados e conseqüentemente na construção de um software de comunicação (protocolo). Um software de comunicação deve ser capaz de lidar com os mais diversos problemas que comumente ocorrem em uma transmissão. Um exemplo trivial é o sistema postal em que. estas informações de controle se constituem numa sobrecarga (overhead) que toma espaço e tempo. imaginar como seria o diálogo entre as máquinas usando termos coloquiais em português. Quando os dados são recebidos. Roteamento: eventualmente. onde é necessário representar os bits em forma de onda digital e sincronizar o emissor com o receptor. controle de acesso: o controle de acesso ao meio de transmissão é um serviço utilizado em redes com topologia multiponto. definindo os formatos dos quadros de dados. a comunicação envolve um caminho indireto entre os dois pontos comunicantes. os tipos de controles que serão efetuados sobre a transferência e os procedimentos que devem ser adotados tanto para o envio quanto para a recepção dos dados. como um exercício. Um protocolo de comunicação define. ora por outro. controle de erros:: o controle de erros é feito através da utilização de técnicas para detecção de erros. que permita o seu endereçamento e encaminhamento adequado. Como definido no início desta apostila. aliado a uma política de tratamento de erros. procure. além da informação na carta usamos um envelope com o endereço (hierárquico) e outras informações de controle para o correto encaminhamento da mensagem. passando por pontos intermediários onde a mensagem deve ser reencaminhada. marcados para correção posterior. Deve-se adequar o sinal às características do meio utilizado e utilizar trasnceptores ou transmissores quando necessário. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  65 7. Antes de seguir adiante. conforme visto no capítulo 3. tais como a necessidade de codificação da informação para o código utilizado pela estação remota. controle de seqüência: visa preservar a ordem de transmissão dos quadros. temos outras funções de grande importância no contexto de redes: – compartilhamento: independente da distância e do meio utilizado em uma comunicação. De acordo com a política estabelecida. . várias estações compartilham um único meio de transmissão e devem obedecer a uma política que determina quando uma estação pode utilizar o meio comum para transmitir seus dados. no caso de uma impressora remota que está recebendo os dados de um computador. 7. o protocolo requer que se acrescentem informações de controle como data. A transferência de quadros entre dois equipamentos é feita segundo um conjunto de regras e convenções denominado "Protocolo de Comunicação". Neste caso. os erros podem ser ignorados. além de outras funções. além do modem quando a transmissão deve ser feita de forma analógica. controle de fluxo: pode ser entendido como um mecanismo de sinalização que permita ao receptor controlar a velocidade efetiva de um transmissor mais rápido de forma a não entupir-se de dados. como por exemplo. tal sistema pode proporcionar uma flexibilidade para conexão. Software de Comunicação Em princípio pode-se pensar que a transmissão de bits em um canal seja trivial: uma máquina A coloca os bits no meio de transmissão e uma máquina B os retira. a encriptação dos dados de forma permitir o tráfego da mensagem na internet com o mínimo de risco de violação de integridade da mesma. Este serviço garante que os quadros não serão aceitos duplicadamente e que a perda de um quadro será detectada. protocolo é “um conjunto de regras sobre o modo como se dará a comunicação entre as partes envolvidas”. Na verdade não é tão simples. portanto. Para entender melhor o significado de um protocolo vamos desenvolver um exemplo baseado no comunicação entre os dois filósofos (capítulo 2 . Protocolos de comunicação A forma de tratar os problemas de comunicação entre os processos comunicantes é através de protocolos. Na própria carta. Deve-se salientar que em qualquer sistema de comunicação existirão mensagens de controle da comunicação além dos dados que efetivamente se quer enviar. denominadas funções de comunicação.

ambos os computadores procedem à desconexão lógica. veríamos uma seqüência de bytes. 3) ele responda sempre da mesma forma às mesmas mensagens. O importante no funcionamento de um protocolo é que: 1) ele deve atender a todas as funções necessárias: 2) as duas máquinas ou entidades comunicantes devem entender as mensagens recebidas. Uma outra forma de troca de informação consiste em dividir a cadeia de bytes em pacotes e transmiti-los separadamente. um cabeçalho contendo a sua própria informação de sincronismo.2 pode ser usada em algumas aplicações. Terminada a transferência do arquivo. número de seqüência. mas sim comandos de comunicação com informação de controle. Diferentes protocolos terão overheads diferentes. Uma conexão lógica é necessária para iniciar a transferência de informação. identifique quais as mensagens da figura 7.2 – Cadeia de bytes na linha Ora. A título de exercício. que comporiam as mensagens contendo comandos ou dados. permanecendo. a capacidade de transmissão (ou velocidade nominal em bps) da linha é dividida entre sinalização e informação. entretanto ligados fisicamente pela linha. além de uma cauda ou “trailler” que são os bits de redundância que . A conversação através de uma cadeia de bytes contínua como na figura 7. o computador A procura estabelecer uma ligação lógica com o computador B dizendo “Alô”. poderia acontecer o acaso de que o gato da família derrubasse o telefone no chão de susto com a campainha e você não quer falar com o gato. Se colocássemos um equipamento de monitoração na linha entre os computadores que nos permitisse ver todos os bits que passassem. constituindo-se em um tráfego (bits por segundo) chamado de taxa de sinalização. para que a transferência de informações se efetive é necessária a troca de uma série de mensagens que não carregam dados. o computador B pergunta ao A se quer aproveitar a conexão para outra operação. para transmitir os dados. Estes comandos ocupam uma parte da capacidade da linha. além dos dados. deve-se levar em conta o overhead de sinalização característico (do protocolo) da linha em que se vai transmitir. o protocolo que você pensou tem algumas diferenças em relação ao da figura acima. Nada mais havendo a tratar.2. Este exemplo simples evidencia que. Assim. carrega. Provavelmente. para garantir a transferência de forma correta. ou datagrama. Sempre que se quiser dimensionar a velocidade de transmissão nominal necessária para um canal a partir do volume de dados efetivo a transmitir. O computador A responde com a identificação e o computador B inicia a transmissão do arquivo. Comando Dados Comando Dados Dados Figura 7. Host A Alô Envie Arquivo Arquivo A OK Não! Tchau Host B Alô Qual? Envia Arquivo A Algo mais? Tchau Figura 7. Cada pacote. O que sobra da capacidade do canal para transmissão dos dados é chamada velocidade efetiva. Pode-se iniciar a conversação depois que a pessoa do outro lado da linha responde “Alô”. Afinal. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  66 Um possível diálogo está esboçado na figura 7.1 – Esquema de funcionamento da arquitetura de uma rede de computadores A seguir o computador A identifica a operação desejada como uma transferência de arquivos e o computador B pede a identificação do arquivo. deixando mais ou menos capacidade do canal para a efetiva transmissão de informação. Quando o computador B responde a conexão lógica se completa. Informações de sincronismo (que permitam a delimitação das mensagens) e endereçamento podem preceder a transmissão. Pode-se fazer uma analogia com uma ligação telefônica. o computador A deve confirmar a recepção. endereço de fontes e destino. Inicialmente. Outras formas de diálogo são possíveis e levam também a uma conexão confiável. como mostra a figura 7. Note-se que. Chama-se sobrecarga ou overhead a relação entre a taxa de sinalização e a capacidade do canal. mas não são repetidas durante a mesma. não basta uma conexão física.1. necessitamos transmitir comandos.1 carregam informações e quais carregam comandos. Não basta a conexão física que se estabelece quando o fone remoto é retirado do gancho.

isto é. EBCDIC). toda a informação contida no cabeçalho e na cauda destas unidades de transporte de informação serve para o controle da comunicação. seguidos de uma cauda com os bits de verificação de erro e outras possíveis informações de controle. Protocolos de enlace de dados Como visto anteriormente.3 – Formato geral de um datagrama Ora. a simples transferência de um arquivo de uma máquina para outra. isto é. por exemplo. dadas as dificuldades de se transmitir informações entre máquinas com conjunto de caracteres. tornando a transmissão mais confiável. Protocolo A Cabeçalho Dados Cauda Protocolo B Cabeçalho Dados Cauda Figura 7. Estas unidades de transporte de informação. Suas funções principais referem-se ao controle de fluxo. a IBM desenvolveu o SDLC (Synchronous Data Link Control) e submeteu-o à apreciação da ANSI e da ISO para que fosse adotado como padrão internacional. como mostra figura 7. também como quadros (frames). como mostra a figura 7. Um datagrama. se analisadas em conjunto. a especificação de um software de comunicação deve prever diversos aspectos referentes aos serviços que o sistema oferece. Com o desenvolvimento das redes de computadores. o ADCCP (Advanced Data Communication Control . outras conversações não são bloqueadas por uma eventual conversação mais longa e podem se dar paralelamente. Tanto a ANSI como a ISO fizeram modificações no SDLC e lançaram. ou mais genericamente como mensagens. orientados a caracter. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  67 permitem a verificação da ocorrência de erros no destino. Na verdade. Na década de 70 uma nova geração de protocolos apareceu. o software de comunicação é dividido em "camadas". pode-se alterar a tecnologia da rede de transporte (baixo nível) sem ter de alterar o sistemas e protocolos entre as aplicações (alto nível). respectivamente. pois temos informações de controle muitas vezes duplicadas. onde cada "camada". empregada no âmbito do modelo OSI. controle de erros e o controle de acesso ao meio de transmissão. o bloco a ser enviado consistia de um grupo de caracteres de algum código (ASCII.2. possuem uma complexidade difícil de controlar. é PDU (Protocol Data Unit). constituindo-se.3. A camada mais próxima da transmissão física é denominada "Camada de Enlace" ou "Enlace de Dados". executa um conjunto definido de funções. também em sinalização e overhead. o transporte de um protocolo entre dois computadores através de várias redes intermediárias com protocolos distintos. A designação técnica. ou ainda. Os primeiros protocolos de enlace que foram desenvolvidos para redes de computadores eram. conforme o contexto. transmitindo-se alternadamente pacotes de uma outra. portanto. "Enlace Lógico".4. as desvantagens de se utilizar protocolos orientados a caracteres foi ficando cada vez mais evidente. O encapsulamento de protocolos de mais “alto nível”em formatos de mais “baixo nível” aumenta a modularidade da rede. Isto é. Uma vantagem desta forma de comunicação é que ela é mais justa.4 – Encapsulamento de um protocolo A em um protocolo B 7. além de pacotes ou datagramas . A camada de enlace constitui a interface entre os níveis superiores e a camada física. Cabeçalho Dados Cauda Figura 7. O protocolo BSC da IBM é um exemplo de protocolo orientado a caracter. então se constitui de um cabeçalho com diversos campos de controle e um campo de dados. podem ser designadas. Para diminuir esta complexidade. em sua maioria. PDUs de um protocolo A podem ser encapsuladas no campo de dados das PDUs de um outro protocolo B. Esta técnica de encapsulamento é usada para permitir. o que se constitui numa multiplexação do meio de comunicação ao longo do tempo. blocos. envolve diversas etapas que. Porém o overhead das linhas tende também a aumentar. Um protocolo que trabalhe nesta forma deve então definir precisamente o formato e o significado dos campos destas unidades de transporte para que as entidades comunicantes possam interpretá-los corretamente.

Este conjunto prevê códigos especiais para funções de controle.6. O destinatário deve ser capaz de reconhecer os caracteres de sincronismo e a partir deste momento. tais como “ETB”. são independentes dos códigos utilizados. Obviamente. ela responde com ACK. Assim. O BSC é um protocolo de controle de enlace desenvolvido pela IBM. interpretar o restante do quadro. Uma descrição sumária deste protocolo é apresentada nesta seção. NAK ou WACK. uma das estações é definida como primária e a outra como secundária.1 – Caracteres de controle e supervisão utilizados no protocolo BSC A estação que deseja iniciar a transmissão envia a sequência ENQ. 7. Tabela 7. cada quadro é terminado pelo caracter ETB. O BSC é um protocolo orientado a caracter. O ITU-T (antigo CCITT) adotou e modificou o HDLC.1 Protocolos Orientados a caracter Em um protocolo orientado a caracter. a estação secundária só ganha o controle da linha se a estação primária não a estiver utilizando. ele utiliza caracteres de um determinado código fonte para delimitação do texto da mensagem e para funções de supervisão e controle da troca de mensagens entre os equipamentos conectados. Sete bits são necessários para representar um código ASCII qualquer. mas na verdade cada código ASCII é transmitido com 8 bits. etc. ela responde com um NAK ou WACK. Os intervalos de tempo próprios para cada um dos bits são conhecidos e amarrados entre as entidades comunicantes. Caso a estação primária receba um ENQ sem ter iniciado um pedido de transmissão. Neste caso. . A seguir estudaremos os protocolos orientados a caracter e os protocolos orientados a bit. É bastante comum que as unidades de informação sejam códigos pertencentes ao conjunto ASCII (American Standart Code for Information Interchange). ou caso a estação não esteja pronta para receber. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  68 Procedure) e o HDLC (High-level Data Link Control). Todos são orientados a bit. um quadro é composto de um número inteiro de caracteres de um determinado código. SOH Cabeçalho STX Texto ETX BCC Figura 7. Os caracteres de controle e supervisão usados com o protocolo BSC são: Caractere SYN SOH STX ITB ETB ETX ENQ ACK0/ACK1 WACK NAK OLE RVI TTD DLEEDT Significado Caractere de sincronização (Synchronous Idle) Início de cabeçalho Início de texto Fim de transmissão de quadro intermediário Fim de transmissão de quadro Fim do texto Verifica estado da estação Reconhecimento positivo Reconhecimento positivo (espere antes de enviar) Reconhecimento negativo Usado para permitir transparência Interrupção reversa Usado para indicar demora temporária no envido de texto e evitar fim da temporização (time-out) Sequência de desconexão para uma linha comutada. A estrutura da mensagem de informação é mostrada na figura 7. “SYN”.2. A estação primária permanece enviando ENQs até a recepção de um ACK0 ou até esgotar o limite máximo de tentativas estabelecido. ou seja. isto é. exceto o último que é terminado com ETX. na década de 60 e ainda bastante utilizado em ligações ponto-a-ponto e multiponto. Todos estes protocolos são baseados nos mesmos princípios. A resposta pode ser positiva através de um ACK. Um dos protocolos orientados a caracteres mais conhecidos é o protocolo BSC (Binary Synchronous Communications). isto traz limitações com respeito às comunicações entre equipamentos que trabalhem com códigos diferentes. sendo o último bit o de “paridade ímpar”.5 – Estrutura típica de um quadro no protocolo BSC Uma mensagem pode ainda ser dividida em quadros para facilitar sua manipulação e reduzir a possibilidade de erros de transmissão. Para evitar problemas associados à transmissão.

representadas nas unidades mínimas de informação. permitindo assim que a outra estação a utilize.6. 1 0 1 1 0 Informações produzidas nas camadas inferiores Procedimento da camada de enlace de dados Delimitador (flag) 01111110 End. destino 00000001 Controle * 00000000 info 10110 Checksum (CRC ) 10101101 delimitador 01111110 Figura 7.. O campo de "checksum" carrega bits de redundância para a detecção de erros no quadro recebido. . duas configurações de enlace e três modos de operações de transferência de dados. a camada de enlace trata conjuntos de bits cujos significados lhe são irrelevantes. como um caractere de dados. Para obter transparência. 7.6 apresenta um exemplo de protocolo orientado a bits. . Protocolo de enlace HDLC A família de protocolos HDLC (High Level Data Link Control) é orientada a bit. O campo de "controle" identifica o tipo do quadro (informação.3. A figura 7. Nos diálogos com a outra máquina. pode existir a confirmação do recebimento do referido grupo.2. Nos protocolos orientados a bit.6 – Exemplo de transferência de informações utilizando o protocolo BSC. sendo resultado do esforço de padronização desenvolvido pela ISO (International Organization for Standardization). Tais bits devem ser agrupados de modo que haja responsabilidade pela entrega de cada grupo de bits. os bits de informação foram colocados em um único quadro. Para satisfazer uma variedade de requerimentos. supervisão. 7. permitir que qualquer configuração de bits seja transmitida pelo usuário. Qualquer caractere de controle que seja precedido pelo caractere DLE será reconhecido. ou seja. Host A Posso transmitir ? Aí vai parte da msg Aí vai o resto da msg Não tenho mais msg ENQ STX Texto ETB BCC STX Texto ETX BCC EOT Host B ACK0 ACK1 ACK0 ENQ Sim Recebi mensagem OK Recebi mensagem OK Posso transmitir? Figura 7. Cada quadro possui um delimitador de início e um delimitador de fim. o BSC tem um modo transparente.Procedimento de protocolo orientado a bit Na figura 7.2 Protocolos Orientados a bits A camada de enlace recebe das camadas superiores as informações a serem enviadas. no modo transparente.Estação primária: controla a operação do enlace.7 . Apostila de Telecomunicações e Redes 1  69 Ao terminar a transmissão de uma mensagem. o qual apresenta um formato genérico comum a todos os protocolos orientados a bit. O campo "endereço" é utilizado para a identificação do receptor. Os quadros emitidos por esta estação são chamados "comandos". a estação que a estava transmitindo envia um ETD para indicar este fato e não tenta utilizar a linha novamente durante um certo intervalo de tempo.). para a camada de enlace de dados. além de informações referentes ao número de sequência e reconhecimento. a) Os três tipos de estações são: 1. o protocolo HDLC define três tipos de estações.. O campo de "informação" carrega os dados recebidos da camada superior.

a combinação é aceita como um flag. O transmissor irá sempre inserir um bit 0 extra após cada ocorrência de cinco bits 1's consecutivos no quadro (exceto no campo FLAG). Fica sob a responsabilidade da estação primária o controle da linha. Quando uma configuração de cinco 1's aparece. b) As duas configurações de enlace são: 1. O computador consulta cada terminal para transmissão.Estrutura típica do quadro no protocolo HDLC CAMPO FLAG : o campo FLAG delimita o quadro em ambas extremidades com uma configuração única de bits dada por 01111110. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  70 2. Enquanto está recebendo um quadro. Qualquer uma das estações combinadas pode iniciar a transmissão sem receber permissão da outra estação combinada. O NRM é também usado em configurações ponto-a-ponto no caso particular de conexão de um terminal ou outro periférico ao computador. O modo de resposta assíncrona raramente é usado. Os quadros emitidos pela estação secundária são chamados "respostas". . A estação primária mantém um enlace lógico separado com cada estação secundária na linha.1 Estrutura do Quadro O HDLC usa transmissão síncrona. 3. a estação emissora está sinalizando uma condição de aborto.Configuração balanceada: usada somente em conexões ponto-a-ponto. Todas as transmissões são feitas em blocos e um único formato de bloco é estabelecido para todas as trocas de dados e de controle. c) Os três modos de operação de transferência de dados são: 1. 3. então.8 . uma vez que um quadro HDLC permite qualquer configuração de bits. Um único flag pode ser usado como término de um quadro e início de outro. Neste modo. O modo de resposta normal é usado em linhas multiponto onde alguns terminais são conectados a um computador. um procedimento conhecido como "bit-stuffing" é usado. destruindo. Com o uso da técnica de bit stuffing.Modo de resposta assíncrona (ARM): usado em configurações não balanceadas.Estação secundária: opera sob o controle da estação primária. a estação continua procurando a sequência de flag para determinar o final do quadro. enviar uma resposta sem esperar por um comando). Para determinar este problema. Esta configuração consiste de uma estação primária e uma ou mais estações secundárias e suporta tanto a transmissão half-duplex quanto a full-duplex. 7. 2. Uma estação combinada pode emitir comandos e respostas. Se o sexto bit é 1 e o sétimo é 0. Após identificar o flag inicial.Modo de resposta normal (NRM): usado em configurações não balanceadas. o sexto bit é examinado. recuperação de erros e desconexão lógica.6 mostra a estrutura de um quadro HDLC e seus respectivos campos: FLAG 8 bits ENDEREÇO 8 bits ou + pode ter 1 ou + octetos CONTROLE 8 ou 16 bits DADOS tamanho variável FCS 16/32 bits FLAG 8 bits Figura 7. qualquer configuração de bits arbitrária pode ser inserida no campo de dados de um quadro.Modo balanceado assíncrono (ABM): usado em configurações balanceadas.Estação combinada: combina as características das estações primária e secundária. a estação secundária pode iniciar a transmissão sem permissão explícita da primária (isto é. A figura 7. O modo balanceado assíncrono faz um uso mais eficiente de ligações ponto-a-ponto full-duplex.Configuração não balanceada: usada em ligações ponto-a-ponto ou multiponto. Esta propriedade é conhecida como "transparência de dados". A estação primária pode iniciar a transferência de dados para uma secundária mas a secundária só pode transmitir dados em resposta a um comando (POLL) da primária. o receptor examina a sequência de bits. Esta configuração consiste de duas estações combinadas e suporta transmissões half-duplex e full-duplex. No entanto. incluindo inicialização. não existe garantia de que a configuração 01111110 não irá aparecer dentro do quadro.3. 2. Todas as estações ativas ligadas à linha ficam continuamente esperando por uma sequência de flag para sincronizar no início de um quadro. a sincronização a nível de quadro. uma vez que ele não apresenta o "overhead" do polling. Se o sexto e o sétimo bits são ambos iguais a 1.

A configuração 11111111 é interpretada. mas deve ser incluido sempre para garantir a uniformidade. O oitavo bit em cada octeto é 1 ou 0 indicando se o octeto é ou não o último octeto do campo de endereço.Bit com função de supervisão M . Apostila de Telecomunicações e Redes 1  71 CAMPO DE ENDEREÇO: o campo de endereço é usado para identificar a estação secundária que transmite ou recebe o quadro. normalmente. Formatos Informação Supervisão Controle 1 I S U 0 1 1 2 0 1 3 NS S M 4 S M 5 P/F P/F P/F 6 7 Nr Nr 8 Bits do campo de controle M M M Figura 7. tanto na forma básica quanto na estendida. O FCS normal é o CRC-16 definido pela CCITT. Response Mode Extend" 1 1 1 1 0 1 1 "Set Normal Response Mode Extend" 1 1 1 1 1 0 0 "Set Async. CAMPO FCS (Frame Check Sequence): é aplicado sobre todos os bits do quadro com exceção dos campos de flag. Response Mode" 1 1 1 1 0 1 0 "Set Async. A figura abaixo mostra o formato geral do CAMPO DE CONTROLE (modo básico). Este campo não é necessário em ligações ponto-a-ponto. mas pode ser usado um formato estendido no qual o tamanho do endereço é um multiplo de sete bits. indica que todas as estações secundárias devem receber o quadro. isto é. Um endereço possui. Seu tamanho não é definido no padrão mas é limitado em um tamanho máximo por uma implementação.N° de sequência na recepção pela estação transmissora S . Balanced Mode" 1 1 1 1 1 0 1 "Exchange Identification" 1 1 1 1 1 1 0 "Set Async.Bit de controle de ligação P/F . CAMPO DE CONTROLE : o HDLC define 3 tipos de quadros. como sendo um endereço de difusão .N° de sequência no envio pela estação transmissora Nr . CAMPO DE DADOS: este campo só existe nos quadros tipo I e em alguns quadros tipo U.2 – Quadro completo especificando os campos de controle de um quadro HDLC . 8 bits.Bit de Poll/Final O quadro de configuração dos campos de controle é apresentado a seguir: Campo de Controle Comando / Resposta 1 2 3 4 5 6 7 8 0 S S S R R R Informação 1 0 0 0 R R R "Receive Ready" 1 0 0 1 R R R "Reject" 1 0 1 0 R R R "Receive Not Ready" 1 0 1 1 R R R "Selective Reject" 1 1 0 0 0 0 0 Informação não numerada 1 1 0 0 0 0 1 "Set Normal Response Mode" 1 1 0 0 R R R "Disconnect" 1 1 0 0 1 0 0 "Un-numbered Pool" 1 1 0 0 1 1 0 "Un-numbered Acknowledge" 1 1 1 0 0 0 0 "Set Inicialization Mode" ou "Request Inicialization Mode" 1 1 1 0 0 0 1 "Command Reject" (Resposta) 1 1 1 1 0 0 0 "Set Async. Balanced Mode Extend" 1 1 1 1 0 0 0 "Disconnect Mode" 1 1 0 0 0 1 0 "Request Disconnect" Mnemônio I RR REJ RNR SREJ UI SNRM DISC UP UA SIM RIM CMDR SARM SARME SNRME SABM XID SABME DM RD Padronização pelo HDLC C/R C/R C/R C/R C/R C/R C C/R C R C R R C/R C C C C/R C R R Tabela 7. Quadros Supervisão(S) e quadros não numerados (U).9 – Formato dos quadros de controle do protocolo HDLC Onde: Ns . Um FCS opcional de 32 bits usando o CRC-32 pode ser empregado se o tamanho do quadro ou a qualidade da linha determinarem esta escolha. cada um com um formato diferente do campo de controle. O campo pode conter qualquer sequência de bits. Quadros de informação (tipo I) que transportam os dados do usuário.

Quando se está processando a troca de informação. confimados como recebidos sem problema. Uma estação secundária desconectada não poderá receber ou transmitir quadros de informação: fica desconectada até que receba um comando SIM ou SNRM. e os seguintes (se tiverem sido enviados outros). RR . Esse comando subordina a estação secundária receptora à estação primária que transmitiu o SNRM. SIM. Os quadros de informação numerados até Nr . não são permitidas transmissões a partir da estação secundária. o campo de informação pode ser perdido ou duplicado se ocorrer uma condição de excecução durante a transmissão do quadro UI.1 são.Essa resposta de "confirmação não seqüenciada" é usada para confirmar o recebimento e aceitação dos seguintes comandos não numerados: SNRM. SABM. Sendo transmitido um SREJ. Quando uma estação que está transmitindo recebe um RNR. SABME. Não há resposta exigida para o UI.O referido comando é usado para colocar em "Normal Respose Mode"(NRM) a estação secundária endereçada.1 (inclusive) são assim confirmados. REJ .Comando usado para ativar procedures especificadas pelo sistema. SARME. completando ou abortando o quadro em andamento.É usado por uma estação para solicitar a retransmissão de um único quadro de informação: o de número Nr. 1 I S U 0 1 1 0 1 S M S M 2 3 4 5 NS x P/F 6 x M 7 x M 8 x M 1 P/F P/F P/F 2 3 4 5 Nr 6 7 8 x x x x x x x Figura 7. para dados de inicialização do enlace. A norma não define o processo de controle para organizar as respostas. assim.O Poll não numerado é usado para solicitar quadros de resposta a partir de uma única estação secundária ("individual poll"). "convidá-las" a transmitir).O quadro de supervisão que indica "recepção concluída"é usado por uma estação para indicar que está pronta para receber um quadro de informação.1 são reconhecidos como aceitos. onde todos os campos de controle têm um octeto de comprimento.10 – Formato dos quadros de controle do protocolo HDLC 7. SNRM . o que confirma o recebimento dos quadros de informação numerados até Nr . este comando também pode ser usado para dar início a uma desconexão física.3. por exemplo. A figura abaixo mostra o formato geral do campo de controle do modo estendido. na estação remota. UP . a nível de inicialização do link. deve parar de transmitir dentro do menor tempo possível. Os quadros de informação numerados até Nr . a não ser que solicitadas pela primária. Assim. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  72 O campo de controle pode ser estendido para ser usado por quadros S e I que empregam números de sequência com 7 bits ao invés de 3 bits.É usado para transferir campos de informação não sequenciados através de um enlace. RNR . Uma estação primária pode usar o comando RR com o bit P setado em 1. .Esse quadro de supervisão é usado por uma estação para solicitar a retransmissão de quadros de informação iniciando com o número de Nr. DISC . que também não são confirmadas. estabelecendo uma condição operacional lógica.2 Definição dos comandos e respostas no HDLC I .Esse quadro de supervisão é usado por uma estação para indicar impossibilidade temporária de aceitar outros quadros de informação. SREJ .Esse comando é usado para realizar uma desconexão lógica: informa à estação receptora que a estação transmissora está suspendendo a operação com esta respectiva estação secundária (ou balanceada). SNRME. UA . cada estação relata continuamente seus Ns e Nr à outra. SARM. os únicos quadros I aceitos serão aqueles numerados sequencialmente e em ordem seguindo ao quadro solicitado. UI ou NSI . SIM . Na operação de uma rede comutada. Pode ser útil. não são confirmados.1 (inclusive). Os campos Nr e Ns fornecem a sequenciação do quadro que está sendo enviado. DISC e RSPR. Devido à ausência de verificação dos números de sequência. que existe em cada estação endereçada por uma oportunidade de resposta. aqueles numerados de Nr (inclusive) em diante.Indica um quadro sequenciado de informação. bem como do quadro que se espera receber em seguida. Os quadros de informação numerados até Nr . para fazer polling com estações secundárias (isto é.

Quando os dados são recebidos.O comando de troca de identificação é usado para forçar a estação endereçada a reportar sua identificação e outras características e. A forma mais simples de controle de fluxo é conhecida como "stop and wait". No entanto. Normalmente o receptor aloca um buffer de dados com um tamanho máximo. o transmissor mantém atualizada uma variável que indica o número de sequência do próximo quadro a ser enviado (N(S)). Existe um limite máximo de tempo que o transmissor pode aguardar pela chegada de uma confirmação. XID . O controle de fluxo é uma técnica que assegura que uma estação transmissora não sobrecarrega uma estação receptora. SABM . Esse comando pode usar o endereço global. Todos os quadros contém um número de sequência que varia de 0 a um valor máximo. ao esgotar este tempo.3 Controle de Fluxo e Sequenciamento Os protocolos da família HDLC realizam o controle de fluxo e de seqüência através de um mecanismo baseado na buferização de mensagens denominado Mecanismo da Janela Deslizante. ele deve executar uma série de procedimentos antes de liberar o buffer para o recebimento de mais dados. o procedimento descrito anteriormente é inadequado. . O emissor então. Sempre que o transmissor envia um quadro ele guarda uma cópia até que o mesmo seja confirmado pelo receptor."Request for Initialization Mode" é transmitido por uma estação para notificar a estação primária da necessidade de um comando SIM. bem como os valores que delimitam a janela de recepção. Sempre que o transmissor envia um quadro ele guarda uma cópia até que o mesmo seja confirmado pelo receptor. O mecanismo da janela deslizante permite que o emissor envie mais de um quadro sem esperar a confirmação do receptor. o receptor deve indicar novamente a sua disposição em aceitar mais dados antes que eles sejam enviados. existem casos em que o transmissor quebra o bloco grande em pequenos blocos e os envia um de cada vez.Usado para indicar a solicitação de uma desconexão. que não seja um SIM ou DISC. teremos a variação do número de sequência dos quadros de 0 até 7 ( 23-1).Usado para colocar a estação endereçada no Modo de Resposta Balanceado (MRB). Este procedimento é adequado para o caso em que a mensagem é enviada em um único bloco de dados. CMDR . e este foi recebido dentro do quadro. o transmissor deve considerar que o quadro não chegou ao destino e retransmití-lo.Esta resposta é transmitida por uma estação secundária no modo NRM.É usado para colocar a estação secundária endereçada em modo de resposta assíncrona (ARM). fornecer a identificação da estação transmissora à estação remota. 7. O recebimento de qualquer comando. São considerados os comandos recebidos dentro das seguintes características: a) não implementados na estação receptora (essa categoria inclui comandos de configuração inexistente). SARM . pela recepção de um RIM ou DISC. Após a recepção. d) o número Nr recebido da estação primária não concorda com o número Ns que foi enviado à mesma. DM . Este valor máximo normalmente é dado por 2n-1 onde n é o tamanho (em bits) do campo de sequência do quadro. ao esgotar este tempo. Para isto. Os números de sequência dentro da janela de transmissão representam quadros enviados mas não confirmados. transmite seus dados. fará com que a estação repita o RIM. Por sua vez. o receptor mantém uma variável que indica o número de sequência do próximo quadro a ser recebido (N(S)). quando esta recebe um comando não válido. RD . Apostila de Telecomunicações e Redes 1  73 RIM . Existe um limite máximo de tempo que o transmissor pode aguardar pela chegada de uma confirmação.Esta resposta é usada para relatar status não operacional de uma estação que está logicamente desconectada do enlace e não pode aceitar o comando de estabelecimento de um modo (MRN ou MRA). então. bem como os valores que delimitam a janela de transmissão (limite inferior e limite superior ). Os números de sequência dentro da janela de transmissão representam quadros variados mas não confirmados. para um campo de sequência que tenha um comprimento de 3 bits. não serão aceitas transmissões de comandos até que a condição RIM seja resetada. Para estes casos. c) o comando recebido não permite o campo de Informação. opcionalmente. Por exemplo. isto é. b) campo de informação muito longo para ser recebido nos buffers da estação receptora. o transmissor deve considerar que o quadro não chegou ao destino e retransmití-lo. Nesse comando o campo de informação é opcional: se usado deve conter a identificação da estação transmissora. Nesta forma o receptor indica a sua disposição em aceitar dados enviando um "pool" ou respondendo a um "select". caso seja desconhecido o endereço específico da estação secundária.3.

Cada camada deve executar uma função bem definida. até que o nível 1 seja alcançado. Cada nível passa os dados e informações de controle para o nível imediatamente inferior. O modelo OSI tem sete camadas. de forma a evitar a repetição de funções e não tornar a arquitetura difícil de controlar. No nível 1 existe uma comunicação física com a outra máquina. O modelo OSI é mostrado na figura 7. Do outro lado. 5. O Modelo de referência OSI As redes de computadores modernas são projetadas de forma altamente estruturada. nenhum dado é transferido diretamente de um nível n em uma máquina para o nível n de outra máquina (exceto no nível 1).. A maioria dos softwares de comunicação são organizados como um conjunto de camadas ou níveis. Em outras palavras. Na realidade.ou seja. O nome desse modelo é Modelo de Refência OSI (Open Systems Interconnection). APDU 7 Aplicação Aplicação Interface dos níveis 6/7 6 Interface dos níveis 5/6 5 . em todas as redes. cada um construído sobre o seu predecessor. A interface define as operações primitivas e os serviços que o nível inferior oferece ao nível superior. o propósito de cada nível é oferecer serviços para os níveis mais altos. sistemas que estão abertos à comunicação com outros sistemas. O nível n de uma máquina mantém uma conversação com o nível n de outra máquina.. 1983). A figura 7. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  74 7. até chegar à camada mais alta. O número de camadas não deve ser nem muito grande nem muito pequeno.11 – Modelo de Referência OSI – ISO . uma das tarefas mais importantes é definir claramente as interfaces entre os níveis. são os processos pares que se comunicam usando o protocolo. pois ele trata de interconexão de sistemas abertos . A função de cada camada deve é escolhida observando-se a definição de protocolos padronizados internacionalmente. 3. Uma camada deve ser criada quando um diferente grau de abstração se faça necessário. Quando o projetista de uma rede decide quantos níveis vai incluir na rede e o que cada um deles faz. O número de níveis. A definição das camadas foi baseada nos seguintes princípios: 1. vamos chamá-lo de modelo OSI. livrando aqueles níveis dos detalhes de como os serviços oferecidos são realmente implementados. As regras e convenções desta conversação são definidos como o "protocolo do nível n". Por uma questão de praticidade. isto é. No entanto. 4.1 apresenta o modelo de Referência OSI de 7 camadas e ilustra este conceito. devido a complexidade do software de comunicação. As entidades compreendidas em níveis correspondentes em máquinas diferentes são chamadas processos pares. o processo se inverte: cada camada retira as informações que lhe pertencem e repassa para a camada superior o campo de dados da unidade recebida. Os limites de cada camada devem ser escolhidos de forma a minimizar o fluxo de informações entre as interfaces.1 (menos o meio físico). 4 3 2 1 Transporte Rede Enlace Física Host A Protocolo de Transporte Apresentação Protocolo de Apresentação Apresentação PPDU Sessão Protocolo de Sessão Sessão Transporte Rede Enlace Física Host B SPDU TPDU Pacote Quadro Bit Limite da sub-rede de comunicação Rede Enlace Física Roteador Rede Enlace Física Roteador Protocolo de sub-rede interna Figura 7. 2. Entre cada par de níveis adjacentes existe uma interface. ao contrário da comunicação virtual usada pelos outros níveis.4. existe a necessidade de separar partes do projeto a fim de vencer a tarefa por etapas. Esse modelo é baseado em uma proposta desenvolvida pela ISO (Internacional Standards Organization) como um primeiro passo na direção da padronização internacional dos protocolos usados nas diversas camadas (Day e Zimmermann. o nome de cada nível e a função de cada nível diferem de uma rede para outra.

o software deve contar quantos pacotes ou caracteres ou bits são enviados . elétricas e procedurais e ao meio de transmissão físico.4. a ISO produziu padrões para todas as camadas. Uma questão de fundamental importância para o projeto de uma rede diz respeito ao modo como os pacotes são roteados da origem para o destino. Foi criada uma solução inteligente (o piggybacking) para essa situação. têm algumas centenas ou milhares de bytes). transmita-os seqüencialmente e processe os quadros de reconhecimento pelo receptor. deve haver uma função de contabilização na camada de rede. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  75 Em seguida. a camada de enlace de dados faz com que o emissor divida os dados de entrada em quadros de dados (que. Se esses padrões de bit puderem ocorrer acidentalmente nos dados. não como um bit 0. a camada de enlace de dados da máquina de origem deverá retransmitir o quadro. Um ataque de ruído na linha pode destruir completamente um quadro. eles dividirão o mesmo caminho. O piggybacking consiste em mandar a confirmação do recebimento do quadro da outra estação no quadro de dados que está sendo enviado a ela. Para executar essa tarefa. embora eles não pertençam ao modelo de referência propriamente dito. que fica abaixo da camada física. A camada de enlace dos dados pode oferecer diferentes classes de serviço para a camada de rede.1 A Camada Física A camada física trata de transmissão de bits brutos através de um canal de comunicação. as questões de projeto dizem respeito às interfaces mecânicas. O problema é que os quadros de reconhecimento necessários ao tráfego de A pra B disputam o uso da linha com os quadros do tráfego de B para A. Elas também podem ser altamente dinâmicas. ”amarradas” à rede e que raramente são alteradas. as questões mais comuns são as seguintes: a quantidade de volts a ser usada para representar um bit 1 e um bit 0. Se houver muitos pacotes na sub-rede ao mesmo tempo. Nesse caso. surgirá uma nova complicação para o software da camada de enlace de dados. Pelo menos. 7.4. O projeto da rede deve garantir que. pois não especifica os serviços e os protocolos que devem ser usados em cada camada. 7. O controle desse congestionamento também pertence à camada de rede. Se a linha puder ser usada para transmitir dados em ambas as direções. Como os operadores da sub-rede em geral são remunerados pelo trabalho que fazem. Ele apenas informa o que cada camada deve fazer. perdidos e danificados. Nessa situação. Um quadro repetido poderia ser enviado caso o quadro de reconhecimento enviado pelo receptor ao transmissor fosse perdido. esse controle de fluxo e o tratamento de erros são integrados. a quantidade de microssegundos que um bit deve durar. Pra tal.4. sendo determinadas para cada pacote. Deve ser empregado algum mecanismo de controle de tráfego para permitir que o transmissor saiba o espaço de buffer disponível no receptor. As redes de difusão têm outra questão na camada de enlace de dados: como controlar o acesso ao canal compartilhado. o fato de a transmissão poder ser ou não realizada nas duas direções. Como a camada física apenas aceita e transmite um fluxo de bits sem qualquer preocupação em relação o significado ou à estrutura. a fim de refletir a carga atual da rede.3 A camada de Rede A camada de rede controla a operação da sub-rede. 7. cabe à camada de enlace de dados criar e reconhecer os limites do quadro. a subcamada de acesso ao meio. Nesse caso. Cabe a essa camada resolver os problemas causados pelos quadros repetidos.2 A Camada de Enlace de Dados A principal tarefa da camada de enlace de dados é transformar um canal de transmissão bruta de dados em uma linha que pareça livre dos erros de transmissão não detectados na camada da rede. como por exemplo em uma sessão de terminal. provocando engarrafamentos. discutiremos cada uma das camadas do modelo. Outra questão decorrente da camada de enlace de dados (assim como da maioria das camadas mais altas) é a forma como impedir que um transmissor rápido seja dominado por um receptor de dados muito lento. será preciso um cuidado especial para garantir que os padrões não sejam incorretamente interpretados como delimitados de quadro. são incluídos padrões de bit especiais no início e no fim do quadro. várias transmissões do mesmo quadro criam a possibilidade de existirem quadros repetidos. a forma como a conexão inicial será estabelecida e de que maneira ela será encerrada. As rotas podem se basear em tabelas estáticas. quando um lado envia um bit 1. em geral. Observe que o modelo OSI em si não é uma arquitetura de rede. No entanto. e a quantidade de pinos que o conector da rede precisará e de que maneira eles serão utilizados. Freqüentemente . cada qual com qualidade e preço diferentes. Cada um deles foi publicado como um padrão internacional distinto. Esse problema é resolvido por uma subcamada especial da camada de enlace de dados. No entanto. começando pela camada inferior. Estas podem ser determinadas no início de cada conversação. o outro lado o receba como um bit 1. otimizando a transmissão.

dividindo os dados entre as conexões de rede para melhorar o throughput. Se. a camada de sessão poderá ajudar a monitorar esse controle. que são fim a fim. é fundamental importância que ambos os lados não executem a mesma operação ao mesmo tempo. No entanto. que liga a origem ao destino. As sessões podem permitir o tráfego em ambas as direções ao mesmo tempo ou em apenas uma direção de cada vez. A camada de transporte é uma verdadeira camada fim a fim. . a camada de transporte poderá multiplexar diversas conexões de transporte na mesma conexão de rede para reduzir o custo. dividi-lo em unidades menores em caso de necessidade. Se o tráfego só puder ser feito em uma direção de cada vez (como acontece em uma estrada de ferro). a camada de sessão oferece tokens para serem trocados. isso significa que muitas conexões estarão entrando e saindo de cada host. o problema de roteamento é simples e. Além disso. costuma ser pequena. Talvez a segunda rede não aceite seu pacote devido o tamanho. a camada de transporte é necessária para tornar a multiplexação transparente em relação à camada de sessão. Em outras palavras. O endereçamento utilizado para rede poderá ser diferente. aos usuários da rede. a conexão de transporte precisar de um throughput muito alto. portanto. Além de multiplexar diversos fluxos de mensagem em um canal. a camada de rede. quando existe. Os protocolos também poderão ser diferentes. O tipo de conexão de transporte mais popular é o canal ponto livre de erros que libera mensagens ou bytes na ordem em que eles são enviados. assim como faz a camada de transporte. tudo tem de ser feito com eficiência e de forma que as camadas superiores fiquem isoladas das inevitáveis mudanças na tecnologia de hardware. É preciso. outros tipos possíveis de serviço de transporte são as mensagens para muitos destinos. de modo que um host rápido não possa sobrecarregar um host lento. em última instância. determinadas operações só podem ser executadas pelo lado que está mantendo o token. no entanto. O controle de fluxo entre os hosts é diferente do controle de fluxo entre os roteadores. utilizando cabeçalhos de mensagem e mensagens de controle. onde se pratica uma taxa de cada lado. Quando um pacote tem que viajar de uma rede para outra até chegar a seu destino. 7. permitindo que redes heterogêneas sejam interconectadas. Nas camadas inferiores. a camada de transporte deverá criar várias conexões de rede. o que permitirá a produção de informações para tarifação. É na camada de rede que esses problemas são resolvidos. se a criação ou manutenção de uma conexão de rede for cara.4. Isso exige mecanismo de denominação que permita a um processo de uma máquina descrever com quem deseja conversar. Deve haver um mecanismo para controlar o fluxo de informações. Para alguns protocolos. no entanto. e não entre as máquinas de origem e de destino. Esse mecanismo é chamado de controle de fluxo e desempenha um papel fundamental na camada de transporte (assim como em outras camadas). que são encadeadas. A camada de Transporte A função básica da camada de transporte é aceitar dados da camada de sessão. Conseqüentemente.5 A camada de Sessão A camada de sessão permite que os usuários de diferentes máquinas estabeleçam sessões entre eles. mas ela oferece também serviços aperfeiçoados que podem ser de grande utilidade em algumas aplicações.4. 7. embora sejam aplicados a eles princípios semelhantes. os protocolos são trocados entre cada uma das máquinas e seus vizinhos. Em todos os casos. O tipo de serviço é determinado quando a conexão é estabelecida. A camada de transporte também determina o tipo do serviço que será oferecido à camada de sessão e. também cabe à camada de transporte estabelecer e encerrar conexões pela rede. é ilustrada na figura 7. e as camadas de 4 a 7. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  76 por cada cliente. Uma sessão permite o transporte de dados normal. Uma sessão pode ser usada para permitir que um usuário estabeleça um login com um sistema remoto de tempo compartilhado ou transfira um arquivo entre duas máquinas. Essas informações podem ser colocadas no cabeçalho de transporte (H4 ou Header do protocolo da camada 4 do modelo OSI – ISO). Em condições normais. passá-los para a camada de rede e garantir que todas essa unidades cheguem corretamente à outra extremidade. podem surgir muitos problemas. Por outro lado. Nas redes de difusão.1 Muitos hosts são multiprogramados. Para gerenciar essas atividades. a contabilização pode se tornar complicada. um programa da máquina de origem mantém uma conversa com um programa semelhante instalado na máquina de destino.4. Um dos serviços da camada de sessão é gerenciar o controle de tráfego. que podem estar separadas por muitos roteadores. criar alguma forma de determinar a qual conexão uma mensagem pertence. a camada de transporte cria uma conexão de rede diferente para cada conexão de transporte exigida pela camada de sessão. A diferença entre as camadas de 1 a 3. Um dos serviços da camada de sessão é o gerenciamento de token. Quando um pacote cruza uma fronteira nacional.

Outra função da camada de aplicação é a transferência de arquivos. 7. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  77 Outro serviço de sessão é a sincronização.relação entre serviço e protocolo . é necessário tratar essas e outras incompatibilidades.7 A camada de Aplicação A camada de Aplicação contém uma série de protocolos que são comumente necessários. inteiros.entidades de protocolo . Esses programas fazem um intercâmbio de ítens como nomes.serviço N . Esse trabalho também pertence à camada de aplicação. Um exemplo típico de um serviço de apresentação é a codificação de dados conforme o padrão estabelecido. Uma das maneiras de se resolver esse problema é definir um terminal virtual de rede. as estruturas de dados intercambiadas podem ser definidas de uma forma abstrata. Por exemplo. O que é overhead de protocolo? O que é encapsulamento de dados? O que é trailler ou cauda nas PDU´s? Para que serve? Por que um protocolo orientado a caracteres não é indicado para utilização atualmente? Quais os 3 tipos de quadros utilizados pelo protocolo HDLC? . quando o editor mover o cursor do terminal virtual para o canto superior esquerdo da tela. Para permitir que computadores com diferentes representações se comuniquem. entre outras coisas. por exemplo). Terminologia OSI . entre outras coisas. Considere os problemas que podem ocorrer quando se está tentando fazer uma transferência de arquivos que tem a duração de duas máquinas cujo tempo médio entre falhas seja de uma hora.unidade de dados de protocolo . a entrada de tarefas remotas. datas. virtual estão na camada de aplicação.pontos de acesso ao serviço N (SAPs) Exercícios: 1) 2) 3) 4) 5) 6) 7) 8) 9) O que é multiplexação? Quais os tipos existentes? Qual tipo é utilizada nas redes locais? Quais as políticas de tratamento de erros existentes? Qual delas se aplica na transmissão isócrona? Para que serve o controle de fluxo em uma rede? E o controle de seqüência? Cite 2 políticas de acesso ao MT que podem ser aplicadas em uma rede local (802. a pesquisa de diretórios e uma série de outros recursos específicos e genéricos. deve ser criado um elemento de software que permita mapear as funções do terminal virtual de rede para terminal real. Os computadores têm diferentes códigos para representar os strings de caracteres (como ASCII e Unicódigo. 7.5). por exemplo). que. a camada de sessão oferece uma forma de inserir pontos de sincronização no fluxo de dados. têm diferentes layouts de tela e seqüências de escape para a inserção e exclusão de textos. e os inteiros (o complemento de um e o complemento de dois. Considere o trabalho de um editor de tela inteira que deve trabalhar com vários tipos de terminal. juntamente com a codificação padrão a ser utilizada durante a conexão. apenas os dados transferidos depois do ponto de sincronização tenham de ser repetidos. que tornam confiável o processo de movimentação de bits de uma extremidade à outra da ligação.3 e 802. assim como o correio eletrônico. esse software executará a sequência de comandos apropriada para que o terminal real também o envie para a mesma posição. de modo que. Todos softwares do t. movimentação do cursor etc.IDU (SDU + inform. valores monetários e notas fiscais. existem centenas de tipos de terminal incompatíveis no mundo.6 A camada de Apresentação Ao contrário das camadas inferiores. Por exemplo. cada transferência seria reiniciada e provavelmente falharia na nova tentativa. números com ponto flutuante e estruturas de dados compostas por uma série de ítens mais simples.4. Para eliminar esse problema. e vice-versa. quando ocorrer uma falha. Para transferir um arquivo entre dois sistemas diferentes. A camada de apresentação gerencia essas estruturas de dados abstratas e converte a representação utilizada dentro do computador na representação padrão da rede. por sua vez.4.unidade de dados de serviço . A maioria dos programas destinados a usuários não faz um intercâmbio de seqüências de bits binárias aleatórias.unidades de dados de interface . Diferentes sistemas de arquivos têm diferentes convenções de denominação de arquivos e diferentes formas de representação de linhas de texto. Após ser abortada. Para manipular cada tipo de terminal. Os ítens são representados como strings de caracteres. para o qual possam ser desenvolvidos editores e outros tipos de programa. a camada de apresentação se preocupa com a sintaxe e a semântica das informações transmitidas. de controle) .

como o caso do correio eletrônico ) Resolve problemas causados por quadros repedidos. associe as colunas: (1) Estação primária ( ) Duas estações combinadas (2) Estação Secundária ( ) Emite comandos e respostas (3) Estação Combinada ( ) Uma estação primária e uma ou mais estações secundárias (4) Configuração não-balanceada ( ) Qualquer uma das estações combinadas pode iniciar a transmissão (5) Configuração Balanceada ( ) Emite respostas (6) Modo de resposta Normal ( ) A estação avisa quando quer transmitir (7) Modo balanceado Assíncrono ( ) Emite comandos (8) Modo de resposta Assíncrono ( ) A estação secundária só pode transmitir em resposta a um comando da primária 12) Qual camada é responsável? (1) Física (2) (3) Rede (4) (5) Sessão (6) (7) Aplicação ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ) compactação dos dados ) define a voltagem para os bits 0 e 1 ) A mensagem deve ser criptografada ) garante o envio da mensagem ) roda as aplicações dos usuários ) roteamento das mensagens ) Acrescenta trailler aos dados ) quanto deve ser a duração de um bit ( ) Estabelece e encerra conexões de rede (pela rede) ( ) diz a forma como uma conexão é estabelecida e desfeita ( ) controle de fluxo dos quadros de dados ( ) A comunicação será Half ou full-duplex? ( ) detecção de erros nos quadros de dados ( ) Quem gerencia o TOKEN? Eu quero transmitir! ( ) Os pacotes estão muito grandes e devem ser divididos ( ) cria e reconhece os limites de um quadro de dados ) Suporte para os softwares rodados num sistema. B envia 3 quadros de dados para A e solicita o encerramento da comunicação. (S)upervisão e (U)Controle. onde A envia um quadro de dados para B e após. perdidos ou danificados ) Um editor de texto deve funcionar em rede com N tipos de terminais diferentes ) Permite a comunicação de computadores que utilizam diferentes representações para os dados ) Insere pontos de sincronização no fluxo de dados . Utilize: SABM – Estabelecimento da conexão UA – Aceitação de quadros não numerados RR – Receive Ready RD – Request Disconnect e quadros do tipo (I)nformação. 11)Ainda com relação ao HDLC. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  78 10)Utilizando o protocolo de enlace HDLC. descreva um cenário de comunicação entre A e B.

2 . ou seja. a única forma de permitir que um grande volume de usuários possa trocar informações é interligar as redes às quais eles estão conectados. se após decorridos aproximadamente seis meses não houver nenhuma objeção. Alguns usuários precisam de redes de alta velocidade que normalmente cobrem uma área geográfica restrita. . A idéia baseia-se na seguinte constatação: não existe nenhuma tecnologia de rede que atenda aos anseios de toda a comunidade de usuários. Tal máquina fica responsável pela tarefa de transferir mensagens de uma rede para a outra. Os padrões TCP/IP não são elaborados por órgãos internacionais de padronização. Host A Aplicação Transporte Inter-rede Interface de rede Datagrama idêntico Quadro idêntico Mensagem idêntica Pacote idêntico Host B Aplicação Transporte Datagrama idêntico Gateway Inter-rede Interface de rede Interface de rede Inter-rede Interface de rede Quadro idêntico Rede física 1 Intra-rede Rede física 1 Intra-rede Figura 8. Para interligar duas redes distintas é necessário conectar uma máquina a ambas as redes. tendo a maioria deles projetado e implementado os protocolos da Arquitetura Internet. Uma máquina que conecta duas ou mais redes é denominada internet gateway ou internet router. Portanto. Quando o protocolo se torna estável. A arquitetura Internet TCP/IP é organizada em quatro camadas conceituais construídas sobre uma quinta camada que não faz parte do modelo. formando assim uma inter-rede. A arquitetura Internet TCP/IP dá uma ênfase toda especial à interligação de diferentes tecnologias de redes [Comer 91]. se contentam com redes de baixa velocidade que conectam equipamentos distantes milhares de quilômetros uns dos outros. a camada intra-rede [Comer 91]. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  79 8. precisam saber como as diversas redes estão interconectadas. e novas versões do protocolo podem ser elaboradas. como a ISO ou a IEEE. Já outros. Já os usuários vêem a inter-rede como uma rede virtual única à qual todas as máquinas estão conectadas. A Figura 1 ilustra o conceito de inter-rede. O corpo técnico que coordena o desenvolvimento dos protocolos dessa arquitetura é um comitê denominado IAB (Internet Activity Board). os gateways precisam conhecer a topologia da inter-rede. A arquitetura baseia-se principalmente em um serviço de transporte orientado à conexão. O IAB é formado por pesquisadores. A Figura 2 mostra as camadas e tipo de dados que fluem entre elas. Da análise das RFCs surgem sugestões. Uma RFC é publicada indicando esse status e. o IAB declara o protocolo como um Internet Standard. Qualquer pessoa pode projetar. e em um serviço de rede não-orientado à conexão (datagrama não confiável). fornecido pelo Transmission Control Protocol (TCP). Para que um protocolo se torne um padrão Internet [Rose 90] é necessário documentá-lo através de uma RFC (Request for Comments). E E Rede 3 G G G Rede 1 Rede 4 G G G Rede 5 E E E Rede 2 E E E Figura 8. A arquitetura da Internet TCP/IP O desenvolvimento da arquitetura Internet TCP/IP foi patrocinado pela Defense Advanced Research Projects Agency (DARPA). não importando a forma física de interconexão. Para ser capaz de rotear corretamente as mensagens.1: Ilustração do conceito de inter-rede.Camadas conceituais da arquitetura Internet TCP/TP. um dos membros do IAB propõe ao comitê que o protocolo se torne um padrão. As RFCs podem ser obtidas por qualquer pessoa conectada à Internet. documentar. implementar e testar um protocolo para ser usado na Internet. fornecido pelo Internet Protocol (IP) [Postel 81b].

Se o protocolo utilizado for o TCP. O nível físico. portanto se comunica através de datagramas. • dispor de um mecanismo de encapsulamento. O pacote é encapsulado em um datagrama IP. se for uma placa Ethernet. ou o serviço não-orientado à conexão. 8.2.3. • detectar e controlar situações de congestionamento na rede. se for ATM. Frame Relay. enviará um pacote diferente. A internet apresenta uma camada de interface com protocolos de diferentes tecnologias. Token Ring. ou se deve ser passado adiante através de uma das interfaces de rede. Hello. Dentre os protocolos da camada de Rede destaca-se inicialmente o IP (Internet Protocol). OSPF.3 . sequenciação e multiplexação do acesso ao nível inter-rede. IGP.3. o algoritmo de roteamento é utilizado para decidir se o datagrama deve ser passado para o nível de transporte local. fragmentação. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  80 8. • roteamento (direcionamento do tráfego) dos pacotes. O nível inter-rede também processa pacotes recebidos das interfaces de rede. As aplicações podem usar o serviço orientado à conexão. que são endereços lógicos.UDP [Postel 80] (serviço de datagrama não confiável). Com base no resultado da avaliação do algoritmo de roteamento. informa o endereço da máquina onde o pacote deverá ser entregue.Comunicação de uma rede Tcp / Ip 8. As funções do nível de transporte na arquitetura Internet TCP/IP são semelhantes às do mesmo nível do RM-OSI. além do ARP. ICMP. O importante nesta camada. e o algoritmo de roteamento é executado para determinar se o datagrama pode ser entregue diretamente. Resumindo. EGP e GGP). qualquer tipo de rede pode ser ligada. ao solicitar a transmissão. enviará os quadros padrão IEEE 802. Portanto. Essa compatibilização é a função dessa camada que recebe os datagramas IP do nível internet ou inter-rede e os transmite através de uma rede específica. ou se deve ser repassado para um gateway. o datagrama é passado para a interface de rede apropriada para então ser transmitido. é a maneira com que a camada superior se comunica com ela. tracert. É nesta camada que são identificados os endereços IP. reconhecimento etc). etc. TELNET. O padrão estabelece-se para cada aplicação. Essas aplicações interagem com o nível de transporte para enviar e receber dados. bastando para isso que seja desenvolvida uma interface que compatibilize a tecnologia específica da rede com o protocolo IP. controle de fluxo. RARP e dos protocolos de roteamento (RIP. essa camada é responsável pelo : • endereçamento. Exemplo de aplicações: ping. ou seja. Camada de transporte (3) A função básica do nível de transporte é permitir a comunicação fim-a-fim entre aplicações. . desde a máquina de origem até a máquina de destino. os endereços IP. • adaptar os tamanhos dos pacotes ao tamanho máximo suportado pela rede subjacente (segmentação e reassemblagem). os usuários usam programas de aplicação para acessar os serviços disponíveis na inter-rede.1. enviará seus quadros específicos. 8. buferização. Não existe um protocolo de enlace específico. na verdade. Esta camada não possui um padrão comum. Para realizar essa tarefa. nesse nível. Camada inter-rede ou Internet (2) O nível inter-rede é o responsável pela transferência de dados através da inter-rede. dependendo do meio ao qual está ligada. Ethernet Token ring Interface Rádio x-25 HDLC Figura 8. Camada de Interface de rede ou camada host /rede (enlace / física) (1) A arquitetura Internet TCP/IP não faz nenhuma restrição às redes que são interligadas para formar a inter-rede. Por exemplo. para o funcionamento do TCP/IP. o FTP. SNMP. O UDP é um protocolo bem mais simples e o serviço por ele fornecido é apenas a multiplexação / demultiplexação do acesso ao nível inter-rede. é de responsabilidade da placa de rede que. os seguintes serviços são fornecidos: controle de erro.4. • controle de envio e recepção (erros. fornecido pelo User Datagram Protocol . Esse nível recebe pedidos do nível de transporte para transmitir pacotes que. são traduzidos para os endereços físicos dos hosts ou gateways conectados à rede. Camada de Aplicação (4) No nível de aplicação. etc. seqüência. A camada de rede é uma camada não orientada à conexão. fornecido pelo TCP (serviço de circuito virtual). Nesse caso.

exceto as requisições de senhas de acesso a determinados arquivos (ou servidores FTP). dados sobre erros. pode-se acessar a MIB e retornar valores. • Transferência de dados. SNMP (Simple Network Management Protocol) [Postel 82]: É utilizado para trafegar as informações de controle da rede. existem o agente e o gerente que coletam e processam. Para sua operação. renomeação e eliminação de arquivos. SMTP (Simple Mail Transfer Protocol): Implementa o sistema de correio eletrônico da Internet. que transmite textos. UDP etc.4 . No cabeçalho existe uma seqüência de linhas que identificam o emissor. dentre outros. o assunto e algumas outras informações opcionais. possuem seu próprio protocolo. É nesta camada que se estabelece o tratamento das diferenças entre representação de formato de dados. gráficos e qualquer outro tipo de arquivo. • • Ele possui basicamente as entidades Emissor-SMTP e Receptor-SMTP. tradução de endereços e softwares relativos ao IP. A comunicação entre o Emissor e Receptor é feita através de comandos ASCII. Utiliza a porta 2049 do UDP. Desenvolvido pela SUN Microsystems. o destinatário. O TELNET oferece três serviços: • Definição de um terminal virtual de rede. receber informações sobre problemas na rede. interfaces individuais de rede. Figura 8. Através do SNMP. além de permitir a navegação através do hiper texto. • pesquisa de arquivos em diretórios. • Negociação de opções (modo de operação. São alguns dos protocolos de aplicação disponíveis na arquitetura internet TCP/IP: • FTP (File Transfer Protocol)[Postel 85]: Provê serviços de transferência. eco. e possibilita várias funções como as seguintes: • criação e modificação de atributos dos arquivos. De acordo com o sistema de gerenciamento da arquitetura TCP/IP. • criação. Não implementa segurança. modificação e exclusão de diretórios. leitura e deleção de diretórios. violação de protocolos. O SMTP divide a mensagem em duas parte: corpo e cabeçalho. • criação. • HTTP (HyperText Tranfer Protocol): É o protocolo utilizado pela Web. quando são então apagadas da área de transferência do sistema originador. armazenar valores. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  81 etc. além da criação. são mantidas duas conexões: de dados e de controle.Implementação do NFS . gateways. Utiliza a porta 21 do TCP. respectivamente. a aplicação servidora recebe as teclas acionadas no terminal remoto como se fosse local. transparente para o usuário. operando orientado à conexão. Na rede existe uma base de dados denominada MIB (Management Information Base) onde são guardados informações sobre hosts. ICMP. Utiliza a porta 80 do TCP. o que deixa para o TCP. etc). Utiliza a porta 23 do TCP. TELNET (Telecommunications Network) [postel 83]: Permite a operação em um sistema remoto através de uma sessão terminal. Tais mensagens são armazenadas num servidor de correio eletrônico onde o usuário destinatário está cadastrado. problemas. O NFS cria uma extensão de arquivos local. • • NFS(Network File System) : O NFS supre uma deficiência do FTP que não efetua acesso on-line aos arquivos da rede. Utiliza a porta 25 do TCP.. gravação. através de um código numérico de resposta. etc. renomeação e deleção de arquivos. Para cada comando enviado do Emissor para o Receptor. leitura. ocorrerá uma resposta do Receptor. provê serviços de envio e recepção de mensagem do usuário. Para cada aplicação existe uma porta predeterminada. Com isso. até que este solicite-a. • leitura dos atributos do sistema de arquivos. TCP. O endereçamento da aplicação na rede é provido através da utilização de portas para comunicação com a camada de transporte.

Alguns dos serviços definidos para as camadas do RM-OSI são opcionais. a primeira diferença entre as arquiteturas OSI e Internet TCP/IP está no número de camadas.5 .com • edu: para instituições educacionais. Enquanto na arquitetura OSI são definidas sete camadas.6. de – Alemanha. Ex: berkeley. fr – França.Árvore de Domínio O DNS possui um algoritmo confiável e eficiente para tradução de mapeamento de nomes e endereços. Exemplo: br – Brasil.ddn. au.net) • org: para outras organizações que não se enquadram nos casos acima. Essa flexibilidade tem aspectos positivos.6 . mas. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  82 DSN (Domain Name System) [Mockapetris 87] : O DNS é um mecanismo para gerenciamento de domínio em forma de árvore. e assim por diante. rede e transporte podem oferecer serviços orientados à conexão (circuito virtual) ou não-orientados à conexão (datagrama).mil • net: gateways e hosts administrativos de uma rede (ex: uu.edu • gov: para instituições governamentais. – países: cada país tem duas letras que o caracterizam. Aplicação Transporte Inter-rede host/rede Interface de rede Figura 8.Comparação entre Modelo OSI e Arquitetura TCP/IP No RM-OSI são descritos formalmente os serviços de cada camada. Ex: nasa. na arquitetura Internet TCP/IP são definidas quatro camadas. O DNS utiliza a porta 53 do UDP. Por exemplo. us – EUA. bastando para tal que implementem perfis funcionais incompatíveis.Australia. No nível mais alto podemos ter: • com: para organizações comerciais.gov • mil:para grupos militares. pode levar a situações onde dois sistemas em conformidade com a arquitetura OSI não consigam se comunicar. Ex: nic. por outro lado. A arquitetura lnternet TCP/IP foi desenvolvida com o objetivo de resolver um problema prático: interligar redes com tecnologias distintas. os níveis de enlace.5 Comparação entre o Modelo OSI e a Arquitetura lnternet Tcp/Ip Como pode ser observado na Figura 8. Para tal. Tudo começa com a padronização da nomenclatura onde cada nó da árvore é separado no nome por pontos. Ex: apple. foi desenvolvido um conjunto específico de protocolos que resolveu o problema de forma . Essa característica é conseqüência do fato da ISO ter elaborado um modelo que se propõe a tratar todos os aspectos do problema de interconexão aberta de sistemas. Baseados na norma ISO 3166 Figura 8. a interface usada pelas camadas adjacentes para troca de informações e o protocolo que define regras de comunicação para cada uma das camadas. 8.

e os aspectos do nível de rede do RM-OSI. se por um lado aumenta o tempo de desenvolvimento dos padrões. são padrões de juri. Vai de 128 a 191. de enlace.6. Em outras palavras.384 redes possíveis com 65536 endereços de hosts associados. São endereços reservados para multicasting.097. Classes de endereçamento em Internets Os endereços IP na notação possuem 4 números. 2. cujo serviço é datagrama não confiável. O fato de um sistema utilizar ou não o protocolo IP foi usado inclusive para distinguir os sistemas que “estão na Internet” dos que não estão [Clark 91]. comerciais e grandes Universidades. Desta forma. com membros representando vários países. Esta inflexibilidade da arquitetura Internet TCP/IP no nível inter-rede é uma das principais razões de seu sucesso. A abordagem da ISO.: Grandes organ. porém bastante funcional.216 endereços host associados. No nível de transporte. Ou seja. Ou seja.777. Os níveis físico.152 redes possíveis com 254 endereços de hosts associados. separados por pontos. O primeiro número indica a que classe o endereço pertence. São endereços reservados para uso experimental. Os padrões da ISO. é mais razoável. definindo as camadas de sessão. os serviços dos níveis de sessão e apresentação OSI são implementados em cada aplicação de modo específico. 8. por outro confere aos mesmos uma representatividade bem maior. 8. Endereçamento Internet A seguir são apresentadas as classes de endereço Internet e a utilização de mascaramento. a arquitetura Internet TCP/IP oferece duas opções: o TCP (que oferece um serviço de circuito virtual) e o UDP (datagrama).7 – Protocolos e redes no modelo TCP/IP inicial Os serviços do nível de rede OSI relativos à interconexão de redes distintas são implementados na arquitetura Internet TCP/IP pelo protocolo IP.1. A classe A vai de 1 a 127. nessa arquitetura só existe uma opção de protocolo e serviço para esta subcamada do nível de rede: o protocolo IP. A classe C vai de 192 a 223. apresentação e elementos de serviços genéricos básicos no nível de aplicação. A estrutura organizacional da ISO. Ex: Algumas instituições pioneiras na Internet Classe B: são alocados 14 bits para o endereço de rede e 16 bits para o endereço de Host. . Ex. O fato de implementações de seus protocolos terem sido a primeira opção de solução não-proprietária para interconexão de sistemas fez com que essa arquitetura se tornasse um padrão de facto. Os protocolos da arquitetura Internet TCP/IP oferecem uma solução simples. Acima do nível de transporte está a camada de aplicações na arquitetura Internet TCP/IP. 128 endereços de rede com 16. por serem elaborados por uma instituição legalmente constituída para tal. Esses protocolos são equivalentes aos protocolos orientado e não-orientado à conexão do nível de transporte OSI. relativos a transmissão de dados em uma única rede. que agrupa todos esses serviços na camada intra-rede. Ou seja. Nessa arquitetura. Classe E: vai de 240 a 255. A arquitetura Internet TCP/IP se limita a definir uma interface entre o nível intra-rede e o nível inter-rede. Classe D: vai de 224 a 239. Nomes no modelo OSI Protocolos TELNET TCP FTP SMTP UDP IP DNS Aplicação Transporte Rede Redes ARPANET SATNET Packet radio LAN Física + enlace de dados Figura 8. os endereços são separados assim: Classe A: são alocados 7 bits para o endereço de rede e 24 bits para o endereço de Host. para o problema da interconexão de sistemas abertos. 16. Classe C: são alocados 21 bits para o endereço de rede e 8 bits para o endereço de Host. não são abordados na arquitetura Internet TCP/IP.6. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  83 bastante simples e satisfatória. no sentido em que permite uma maior reutilização de esforços durante o desenvolvimento de aplicações distribuídas.

255 8.15 -C 11011101 00001101 Endereço de Rede 28 bits 224. então ela se comportará da seguinte forma: Endereço Classe B 143.66.0.00110010. fazendo and com a máscara: 11111111.66.255 Classe C: 192.0 a 10. o mascaramento é necessário: Se para uma rede classe B uma máscara 255.1: loopback.54. o endereço IP está referindo-se a uma rede.16.0.0 a 128.0.54.15 -B 10011101 Endereço de Rede 110 221.73. Ex: 26.0.0 (máscara da sub-rede) 143.13.0).0.0.31.0 Quando um endereço de rede tiver todos seus bits de endereçamento com valor 1. Suponha que o roteado recebe um pacote com o seguinte endereço (130.13.0.12.13.16) ou em binário: 10000010.15 -A Byte 1 7 bits 00001101 Byte 2 Byte 3 24 bits 01001001 Endereço de Host 14 bits 00001101 01001001 16 bits 00001111 Endereço do Host 21 bits 01001001 8 bits 00001111 Endereço do Host 00001111 Byte 4 01111101 Endereço Rede 10 147.255.252.00000000 . Quando todos bits referentes a um endereço forem 0.00010000. O hosts o utilizam para enviar mensagens a si mesmo.255.2.15.255.50) com 64 sub-redes (máscara 255.11111111.0.00001111.255.xx Endereço de rede Endereço da subrede Endereço de host Exemplo: Supondo uma rede classe B (130.0 (máscara da sub-rede for utilizada).0.xx.255.255.255. este será um endereço de broadcast.73. Ex: 128.6.50.255 Range de IP(s) livres para intranet: Classe A: 10.255. É utilizado para teste.0.255 Classe B: 128.255. 128. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  84 Veja abaixo a separação dos bits para as classes de endereços: CLASSE 0 125.11111100.0.0.1 -D 1110 0000 00000000 00000000 00000000 Endereço de Multicast Endereços especiais 127.168.255.73. Mascaramento Para criar sub-redes dentro de uma rede Intranet.xx Endereço de rede Endereço do host 255.0 a 192.168.

2 1000:8 1001:8 1010:8 1011:8 S-R. C. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  85 resulta em: 10000010. III e V c) III. e implementa o correio eletrônico na Internet.O TELNET roda sobre o UDP e serve para operação em um sistema remoto através de uma sessão terminal.00001100. O NFS.50. IV e V d) I. IV. 4 Exercícios: 1.0. D e E) 8. uma vez que não é orientado à conexão. 1 0100:4 0101:4 0110:4 0111:4 S-R. São verdadeiras as afirmativas: a) I. oferece acesso on-line aos arquivos de rede. B. quais são as duas opções oferecidas? Qual(is) a(s) diferença entre elas. uma vez que é orientado à conexão. III. chamado endereço IP ou endereço INTERNET c) Não oferece qualquer garantia de que o datagrama chegou ao outro lado livre de erros. 3 1100:12 1101:12 1110:12 1111:12 S-R. e é implementado sobre o UDP. d) provê um sistema de comunicação confiável e não reserva endereços para Intranets e) Possui 5 classes de endereços (A. O FTP utiliza uma conexão TCP. II e IV b) II. O FTP utiliza uma conexão TCP. 6. Este endereço é procurado na tabela que indicará como chegar à sub-rede 4.00110010. Considerando as seguintes afirmações: I.00000000 que corresponde a 150. não é correto afirmar: a) Sua principal função é o roteamento das mensagens a serem transmitidas na rede b) O roteamento é baseado em um endereço único. III e IV . II. Quem é responsável pelo controle (padronização) da rede Internet? Em que consiste a arquitetura TCP/IP (Qual seu principal objetivo) Quantas e quais são as camadas da arquitetura de redes INTERNET (que fazem parte do modelo) Existe alguma restrição com relação à quais sub-redes podem ser conectadas pela Internet O que é um endereço IP. 0000:0 0001:0 0010:0 0011:0 S-R.12. 5. II e V e) II. 7. V. 2. Com relação ao protocolo IP. A nível de transporte. 3. O SMTP (Simple Mail Transfer Protocol) utiliza uma conexão TCP. 4.

pp 25 a 41.. Rio de Janeiro:Campus. “Wire Act Leave LANs Dangling”. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  86 Referências Bibliográficas [BER96] BERK-TEK Inc. 64A-64D. pp.. Edição. Rio de Janeiro. DATA COMMUNICATIONS. L. [SOA95] SOARES. [GAS97] GASPARINI. DATA COMMUNICATIONS. Fevereiro 1996. COLCHER. F.More net managers are looking for. http://www. pp. DATA COMMUNICATIONS. Rio de Janeiro:Campus. pp.. LTC. [SAU95] SAUNDERS. JOSÉ. “A infraestrutura de LANs”.Das LANs. 3a. MANs e WANs às Redes ATM”. Março 1995. ANTEU. Gone. . A. S. Ed. 1997. 1990. [ZAK90] ZAKIR JÚNIOR. 1996. [ROC96] ROCHOL. 57-60. “Tudo sobre Cabeamento de Redes”. FREED. “Redes de Computadores”. L. Notas e lâminas de aula.. Berk-Tek Informations Page. 1995.htm. Rio de Janeiro:Campus. “Redes Locais. J. Disciplina Projeto de Redes.. J.hlkind. G. Category 5 UTP: Going. DAVID. Rio de Janeiro: Érica. “Rede de Computadores. LEMOS. Agosto 1995.. UFRGS. [GRE96] GREENFIELD.. [PRE95] Premises Wiring . Going. obtido em Maio 1996 [DER94] DERFLEY. O estudo de seus elementos”. G.com/man/man16. S.F. 239-244. 1994.. [TAN97] TANENBAUM. STEPHEN. 1997.

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