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Apostila de Telecomunicações e Redes 1 (URI - Prof. Neilor Tonin)

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  • 1. Conceitos básicos de Comunicação e Telecomunicação
  • 1.1. Modelo de um Sistema de Comunicação
  • 1.1. Sinais Analógicos x Sinais Digitais
  • 1.1.1 Bits x Bauds
  • 1.2 Largura de Banda e Capacidade de Canal
  • 1.3 MODEMs
  • 1.4. Técnicas de modulação
  • 1.5. Características de uma transmissão
  • 1.5.1. Quanto ao Sentido de Transmissão no Canal
  • 1.5.2. Quanto ao número de canais utilizados
  • 1.5.3. Quanto à sincronização
  • 2. Conceitos básicos de Redes de Computadores
  • 2.1 Utilização das Redes de Computadores
  • 2.2 Estrutura de uma rede de computadores
  • 2.3 Componentes básicos de uma rede de computadores
  • 2.4 Arquiteturas de Redes
  • 3. Meios de Transmissão de Dados
  • 3.1 Meios físicos
  • 3.1.1 Linha aérea de Fio nú
  • 3.1.2 Par Trançado
  • 3.1.3 Cabo Coaxial
  • 3.1.4 Fibras óticas
  • 3.2 Meios não físicos de transmissão
  • 3.2.1 O Espectro Eletromagnético
  • 3.2.2 Transmissão de Rádio
  • 3.2.3 Transmissão de Microondas
  • 3.2.4 Ondas milimétricas e infravermelhas
  • 3.2.5 Transmissão de Ondas de Luz
  • 3.2.6 Satélites de Comunicação
  • 4. O padrão IEEE 802
  • 4.1 Camadas do modelo IEEE
  • 4.1.1 Camada física
  • 4.1.2 Subcamada de controle de acesso ao meio (MAC)
  • 4.1.3 Subcamada de controle de enlace lógico (LLC)
  • 4.2. Padrão IEEE 802.3 e Ethernet
  • 4.2.1 Cabeamento 802.3
  • 4.3. O Protocolo de Subcamada MAC 802.3
  • 4.4. Padrão IEEE 802.4: Token Bus
  • 4.5. Padrão IEEE 802.5: Token Ring
  • 4.6. O Protocolo da Subcamada MAC do Token Ring
  • 4.7. Comparação entre 802.3, 802.4 e 802.5
  • 5. Protocolos de acesso múltiplo
  • 5.1. Acesso baseado em contenção
  • 5.1.1. Aloha
  • 5.1.2. Carrier Sense Multiple Access (CSMA)
  • 5.2. Acesso ordenado sem contenção
  • 5.2.1. "Polling"
  • 5.2.2. Quadro ou Slot Vazio
  • 5.2.3. Inserção de Registrador
  • 5.2.4. Passagem e Permissão (token ring)
  • 5.2.5. Passagem de Ficha em Barramento (Token Bus)
  • 6.1 Detecção de erros
  • 6.1.1. Bit de Paridade (paridade de caractere)
  • 6.1.2. Paridade Longitudinal (combinada)
  • 6.1.3. Redundância Cíclica (CRC)
  • 6.2. Correção de erros
  • 6.2.1. Descrição de um Código Hamming
  • 7. Software de Comunicação
  • 7.1. Protocolos de comunicação
  • 7.2. Protocolos de enlace de dados
  • 7.2.1 Protocolos Orientados a caracter
  • 7.2.2 Protocolos Orientados a bits
  • 7.3. Protocolo de enlace HDLC
  • 7.3.1 Estrutura do Quadro
  • 7.3.2 Definição dos comandos e respostas no HDLC
  • 7.3.3 Controle de Fluxo e Sequenciamento
  • 7.4. O Modelo de referência OSI
  • 7.4.1 A Camada Física
  • 7.4.2 A Camada de Enlace de Dados
  • 7.4.3 A camada de Rede
  • 7.4.4. A camada de Transporte
  • 7.4.5 A camada de Sessão
  • 7.4.6 A camada de Apresentação
  • 7.4.7 A camada de Aplicação
  • 8. A arquitetura da Internet TCP/IP
  • 8.1. Camada de Interface de rede ou camada host /rede (enlace / física) (1)
  • 8.2. Camada inter-rede ou Internet (2)
  • 8.3. Camada de transporte (3)
  • 8.4. Camada de Aplicação (4)
  • 8.5 Comparação entre o Modelo OSI e a Arquitetura lnternet Tcp/Ip
  • 8.6. Endereçamento Internet
  • 8.6.1. Classes de endereçamento em Internets

Universidade Regional Integrada URI – Campus de Erechim

Curso de Ciência da Computação

Apostila de Telecomunicações e Redes 1

Prof. Neilor Tonin

 Apostila de Telecomunicações e Redes 1 

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Sumário
1. CONCEITOS BÁSICOS DE COMUNICAÇÃO E TELECOMUNICAÇÃO........................................................................ 4 1.1. Modelo de um Sistema de Comunicação....................................................................................... 4 1.1. Sinais Analógicos x Sinais Digitais................................................................................................ 5 1.1.1 Bits x Bauds............................................................................................................................ 6 1.2 Largura de Banda e Capacidade de Canal...................................................................................... 7 1.3 MODEMs....................................................................................................................................... 7 1.4. Técnicas de modulação.................................................................................................................. 8 1.5. Características de uma transmissão................................................................................................9 1.5.1. Quanto ao Sentido de Transmissão no Canal.........................................................................9 1.5.2. Quanto ao número de canais utilizados..................................................................................9 1.5.3. Quanto à sincronização........................................................................................................ 10 2. CONCEITOS BÁSICOS DE REDES DE COMPUTADORES................................................................................... 13 2.1 Utilização das Redes de Computadores........................................................................................14 2.2 Estrutura de uma rede de computadores...................................................................................... 14 2.3 Componentes básicos de uma rede de computadores................................................................... 16 2.4 Arquiteturas de Redes...................................................................................................................18 3. MEIOS DE TRANSMISSÃO DE DADOS........................................................................................................ 20 3.1 Meios físicos................................................................................................................................. 20 3.1.1 Linha aérea de Fio nú............................................................................................................ 21 3.1.2 Par Trançado.........................................................................................................................21 3.1.3 Cabo Coaxial.........................................................................................................................25 3.1.4 Fibras óticas.......................................................................................................................... 28 3.2 Meios não físicos de transmissão.................................................................................................. 34 3.2.1 O Espectro Eletromagnético................................................................................................. 34 3.2.2 Transmissão de Rádio........................................................................................................... 35 3.2.3 Transmissão de Microondas..................................................................................................36 3.2.4 Ondas milimétricas e infravermelhas..................................................................................... 37 3.2.5 Transmissão de Ondas de Luz...............................................................................................37 3.2.6 Satélites de Comunicação..................................................................................................... 38 4. O PADRÃO IEEE 802......................................................................................................................... 43 4.1 Camadas do modelo IEEE............................................................................................................43 4.1.1 Camada física........................................................................................................................ 43 4.1.2 Subcamada de controle de acesso ao meio (MAC) ........................................................... 43 4.1.3 Subcamada de controle de enlace lógico (LLC)................................................................... 44 4.2. Padrão IEEE 802.3 e Ethernet.................................................................................................... 44 4.2.1 Cabeamento 802.3..................................................................................................................... 45 4.3. O Protocolo de Subcamada MAC 802.3..................................................................................... 46 4.4. Padrão IEEE 802.4: Token Bus.................................................................................................. 48 4.5. Padrão IEEE 802.5: Token Ring................................................................................................. 49 4.6. O Protocolo da Subcamada MAC do Token Ring...................................................................... 51 4.7. Comparação entre 802.3, 802.4 e 802.5......................................................................................52 5. PROTOCOLOS DE ACESSO MÚLTIPLO......................................................................................................... 54 5.1. Acesso baseado em contenção.....................................................................................................54 5.1.1. Aloha...................................................................................................................................54 5.1.2. Carrier Sense Multiple Access (CSMA)............................................................................. 55 5.2. Acesso ordenado sem contenção................................................................................................. 57 5.2.1. "Polling"............................................................................................................................... 57 5.2.2. Quadro ou Slot Vazio.......................................................................................................... 57 5.2.3. Inserção de Registrador....................................................................................................... 58

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5.2.4. Passagem e Permissão (token ring)......................................................................................58 5.2.5. Passagem de Ficha em Barramento (Token Bus).................................................................59 6. DISTORÇÃO E RUÍDO NA TRANSMISSÃO (ERROS)......................................................................................... 61 6.1 Detecção de erros......................................................................................................................... 61 6.1.1. Bit de Paridade (paridade de caractere)............................................................................... 61 6.1.2. Paridade Longitudinal (combinada)..................................................................................... 61 6.1.3. Redundância Cíclica (CRC)................................................................................................ 62 6.2. Correção de erros........................................................................................................................ 63 6.2.1. Descrição de um Código Hamming..................................................................................... 63 7. SOFTWARE DE COMUNICAÇÃO................................................................................................................ 65 7.1. Protocolos de comunicação......................................................................................................... 65 7.2. Protocolos de enlace de dados.....................................................................................................67 7.2.1 Protocolos Orientados a caracter.......................................................................................... 68 7.2.2 Protocolos Orientados a bits................................................................................................. 69 7.3. Protocolo de enlace HDLC..........................................................................................................69 7.3.1 Estrutura do Quadro............................................................................................................. 70 7.3.2 Definição dos comandos e respostas no HDLC....................................................................72 7.3.3 Controle de Fluxo e Sequenciamento................................................................................... 73 7.4. O Modelo de referência OSI.......................................................................................................74 7.4.1 A Camada Física................................................................................................................... 75 7.4.2 A Camada de Enlace de Dados............................................................................................. 75 7.4.3 A camada de Rede................................................................................................................ 75 7.4.4. A camada de Transporte...................................................................................................... 76 7.4.5 A camada de Sessão..............................................................................................................76 7.4.6 A camada de Apresentação................................................................................................... 77 7.4.7 A camada de Aplicação.........................................................................................................77 8. A ARQUITETURA DA INTERNET TCP/IP................................................................................................... 79 8.1. Camada de Interface de rede ou camada host /rede (enlace / física) (1)......................................80 8.2. Camada inter-rede ou Internet (2)............................................................................................... 80 8.3. Camada de transporte (3)............................................................................................................ 80 8.4. Camada de Aplicação (4).............................................................................................................80 8.5 Comparação entre o Modelo OSI e a Arquitetura lnternet Tcp/Ip............................................... 82 8.6. Endereçamento Internet...............................................................................................................83 8.6.1. Classes de endereçamento em Internets............................................................................... 83 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................................................................... 86

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1. Conceitos básicos de Comunicação e Telecomunicação
Desde 1838, quando Samuel F. B. Morse transmitiu, pela primeira vez, uma mensagem telegráfica através de uma linha de cerca de 15 Km, os sistemas elétricos para comunicação estão sendo mais e mais utilizados para permitir a transferência de informação entre os homens e entre uma máquina e outra. A comunicação através do telefone, rádio e televisão é considerada corriqueira em nosso dia a dia. Da mesma forma, estão se tornando cada vez mais comuns as ligações entre computadores situados em locais distantes. Dentre as formas de comunicações elétricas, uma das classes que mais se desenvolveu nos últimos anos e que continua crescendo rapidamente é justamente a da área de comunicação de dados. Como os sistemas de comunicação (telefonia, rádio, televisão, etc.) experimentaram um desenvolvimento tecnológico anterior ao desenvolvimento dos computadores digitais, eles serviram de base e campo experimental para o desenvolvimento técnico de conceitos que formaram o alicerce do enorme e vertiginoso progresso anterior às ciências de computação. Como será visto, há muita coisa por detrás de uma simples linha com a qual ligamos os computadores e os nodos de uma rede entre si. Este capítulo trata dos aspectos básicos dos sistemas de comunicação, subjacentes a qualquer rede de computadores. Todos os aspectos compreendidos neste capítulo correspondem às camadas mais inferiores do modelo OSI (camada física e enlace de dados).

1.1. Modelo de um Sistema de Comunicação
Em um primeiro momento, a maneira mais simples de representar um Sistema de Comunicação seria considerar apenas uma fonte e um destino, como apresentado abaixo.

Fonte

Destino

Figura 1.1 – Exemplo bem simplificado de um sistema de comunicação

A fonte é o ente que produz a informação. Para tanto dispõe de elementos simples e símbolos. O elemento é o componente mais simples que entra na composição representativa da informação. Ex: A, B, C, ou dígitos 0 e l. Por exemplo, na máquina de escrever, os elementos são letras, dígitos e caracteres especiais, situados nas teclas. O símbolo é um conjunto ordenado de elementos. Por exemplo, dispondo-se dos elementos A, B, C, ... podem-se compor os símbolos AA, AB, BB, ... ou os símbolos AAA. BBA, BBB, ... ou, dispondo dos elementos 0 e 1, podem-se compor os símbolos 1, 0, 10, 11, ... , 1000, ... ou 1100, 1101, 1011, ou, dispondo-se dos elementos 0, 1, 2, ... , 9, v, + e -, podem-se compor os símbolos +5v, -3v, 0v, ... . Os símbolos são utilizados para representar configurações de um sinal. Como os símbolos podem ser formados por um único elemento, o elemento também pode constituir uma representação de um sinal. Podemos pensar em um sinal, de forma intuitiva, conforme os seguintes exemplos: "letra do alfabeto", "dígito binário", "fonema da pronúncia", "voltagem", "corrente elétrica", etc. Para cada um destes exemplos podemos imaginar diferentes configurações para a composição representativa da informação. Uma mensagem consiste em um conjunto ordenado de símbolos que a fonte seleciona para compor uma informação. Uma única mensagem, ou um conjunto de mensagens, ordenado para produzir um significado, constitui o que chamamos de informação. A cada símbolo corresponde uma certa quantidade de informação e a cada mensagem se associa uma quantidade de informação, dada pela soma das quantidades de informação de cada símbolo.

elemento 1 0 0 1

Símbolo 1010

Mensagem 1010 1110 ... 1001

Figura 1.2 – Estrutura típica de uma mensagem.

Já os sinais digitais podem assumir somente valores discretos (inteiros) variando de forma abrupta e instantânea enter eles. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  5 Todos os sistemas de comunicação. produzindo o que se chama distorção.3 – Modelo básico de um sistema de comunicação Deste modo o emissor e o receptor desempenham funções inversas e complementares e o meio os interliga. Esta potência é suprida pelo emissor. uma função do tempo. Existe um fluxo de sinal entre o emissor e o receptor e este sinal contém em si. Até o século 19. simbolizando todos os ruídos presentes no canal. o que se transmite são sinais. isto é. todos com alcance limitados pelos sentidos humanos. que se somam ao sinal. Estes sinais são classificados. de modo a reproduzir a mensagem a ser entregue ao destino. conforme a natureza de sua variação no tempo em analógicos ou digitais. O destino é para onde se dirige a informação. acionado pela fonte. Este efeito pode ser representado esquematicamente pela adição de um bloco.3. escrita (sinais gráficos) e outros sinais tais como fumaça. geralmente cobrindo distâncias razoavelmente grandes. tambores. Os sinais de forma geral e os elétricos em particular. limitações físicas e outros fatores alteram as características do sinal que se propaga. de modo que na recepção a mensagem possa ser recuperada de forma adequada e que seja entregue a informação devida ao destino. a comunicação era feita por voz (sinais sonoros). Em condições ideais o sistema deveria se comportar de modo que a mensagem produzida pela fonte conseguisse ser fielmente recuperada pelo receptor. permitindo que o sinal seja transmitido. O canal (meio) é o ente que propaga a energia entregue pelo emissor até o receptor. Os sinais analógicos variam de forma contínua. num dado ponto do espaço. entrega um sinal de energia adequada à transmissão pelo canal. representando uma fonte externa geradora de ruído. podendo assumir qualquer valor real. podem ser vistos como uma “forma de onda”. Sinais Analógicos x Sinais Digitais Em uma comunicação. convertendo a informação em sinais elétricos (voltagem ou corrente) para a transmissão através de meios físicos ou ondas eletromagnéticas. Na prática isto não ocorre: no processo de transmissão. os símbolos portadores da informação. 1. O telégrafo e o telefone aumentaram grandemente o alcance e a velocidade das comunicações. O receptor é o ente que retira a energia do meio e recupera os símbolos. e reconvertendo estes sinais em escrita ou voz no receptor. Mensagem Sinal Transmitido Sinal Recebido Mensagem Recuperada Fonte Emissor CANAL Ruído Receptor Destino Fonte de Ruído Figura 1. Além disso. O emissor é o ente que. Um dos maiores problemas do projetista do sistema consiste em manter tanto a distorção como o ruído em níveis aceitáveis. de forma tão precisa quanto possível. onde podemos identificar os seguintes componentes: A fonte geralmente não dispõe de potência suficiente para cobrir as perdas da propagação do sinal. aparecem no canal sinais espúrios de natureza aleatória. e não mensagens. produzindo o ruído. . independente da natureza da informação transmitida ou dos sinais utilizados podem ser analisados segundo o modelo da figura 1.1.

por exemplo. pode ser feita através de sinais de luz. verde. ligando e desligando uma lanterna. uma unidade de informação é enviada. Essa combinação é denominada “dibit”. poder-se-ia enviar duas unidades de informaçã a cada piscada se tivéssemos uma lanterna com quatro cores (símbolos) para representar grupos de informação. o número de símbolos por segundo que ocorrem no canal de comunicação é medido em bauds.1 Bits x Bauds A fonte de informação transmite mensagens a uma determinada taxa de transferência de informação. Se o estado do sinal representa a presença ou ausência de um bit.1. por exemplo. com mais do que duas amplitudes. medida em bits por segundo (bps). teríamos 400 bits transmitidos em um segundo. O sinal analógico pode ser amostardo e quantizado. o nível de um sinal digital não precisa necessariamente se restringir a dois. No caso de uma comunicação “tribit”. A taxa de sinalização.4 – Sinal analógico x Sinal digital Algumas formas de informação têm natureza analógica e outras têm natureza digital. 01 e 00 respectivamente. para se codificar n bits em um nível de amplitude. A voz. Um esquema utilizando 6 bits a cada baud é denominado “hexabit” e assim sucessivamente. enviando duas vezes mais informação por unidade de tempo. e o resultado dessa quantização é codificado em sinal digital para transmissão. Ao se transmitir dois bits por nível. o que caracteriza a natureza digital destas formas de informação. 11 10 01 00 01 01 10 00 11 Figura 1.5 – Mensagem digital com 4 níveis de sinais A comunicação entre dois navios. O transmissor codifica estas mensagens em símbolos. Alternativamente. ou seja. azul e branco poderiam representar os grupos 11. Por exemplo. Ou seja. provoca uma variação contínua da pressão do ar formando ondas acústicas e é portanto uma informação analógica. por exemplo. o número de níveis necessários será oito. necessita-se de quatro níveis para expressar todas as conbinações possíveis de dois bits. 1. vermelho. De uma forma geral. Esta codificação multinível (dibit) reduz a largura de banda necessária. 10. Outras formas possíveis de codificação de sinais digitais podem ser obtidas através de mais que um bit a cada nível de amplitude. Um esquema utilizando 4 bits é denominado “tetrabit” e assim sucessivamente.5 apresenta um exemplo de sinal digital “dibit. A cada vez que a lanterna pisca. . são necessários 2n níveis diferentes. A transmissão de sinais digitais através de sinais analógicos também é possível e será vista posteriormente. Pode-se ter esquemas com três ou mais bits “tribit” ou mais níveis de amplitude. então a taxa em bauds é a mesma que a taxa em bps. formando caracteres ou palavras. A figura 1. Já mensagens de texto ou de dados são formas de informação codificada que usam um conjunto finito de símbolos de um alfabeto. Por outro lado. Se a velocidade de sinalização neste caso fosse 200 bauds/s. Estes símbolos são codificados como um conjunto de bits (dígitos binários). nas técnicas de modulação. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  6 Sinal Sinal Tempo Tempo Sinal analógico Sinal digital Figura 1. por exemplo.. a taxa em BAUDS indica o número de vezes que a característica do sinal portador se altera por segundo. Qualquer tipo de informação (seja analógica ou digital) pode ser transmitida através de um sinal analógico ou digital.

tem uma largura de banda igual a 5000-1500 = 3500Hz. deveremos usar um sinal TRIBIT e teremos velocidade de transmissão igual a três vezes a velocidade de sinalização. devemos baixar a freqüência a 60 ou até 30 Hz.18000).000. Conhecendo-se a largura de banda de um canal de comunicação (em Hz). Para reproduzir o som de um instrumento de percussão. ser capaz de transportar a baixa freqüência. flutuações na atenuação do sinal portador. pois esta pode variar rapidamente entre freqüências baixas e altas. examinados os fatores que influenciam esse número de estados. enquanto que a rádio FM transmite com alta fidelidade porque utiliza uma largura de banda de 18000 Hz. Uma rádio AM utiliza uma largura de banda de 5000 Hz e portanto é capaz de reproduzir música de forma que a mesma não seja distorcida mas não com alta fidelidade. têm influência no número de estados de sinalização. a partir do qual.000 Hz (100 MHz). Quanto maior o número de estados de sinalização que podem ser transmitidos e distinguidos. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  7 1. Cabe lembrar aqui que esse número de estados. as ondas de rádio FM não são transmitidas com freqüências de 30 a 18000 Hz. a freqüência vai acima de 15000 ou 18000 Hz. música. Uma largura de banda de 18000 Hz possibilita que sejam transmitidas freqüências que representam desde o som de um tambor até o som do violino. Normalmente. um canal que admite freqüências que vão desde 18000 Hz a 21500 Hz também apresenta uma largura de banda 3500 Hz (21500 .000 Hz). a relação utilizada é de 1 (Hz) para 1 (baud) Um exemplo sobre capacidade de um canal é a utilização do canal telefônico para transmissão de sinal de dados. Em outras palavras. mas não para a transmissão de música. pois quanto maior o número de estados mais bits por segundo poderão ser transmitidos. Da mesma forma que se desejarmos transmitir 7200 bps. como foi visto na transmissão em multinível é observado na unidade de tempo (segundo).3 MODEMs Quando um sinal não é adequado à transmissão pelo canal. pode-se estabelecer a máxima taxa de sinalização (em bauds) que o mesmo pode conduzir sem erro. muito mais que a variação de freqüências da voz humana. Da mesma forma. deveremos usar um sinal DIBIT. Largura de banda significa o espectro de freqüência que o canal é capaz de transmitir e não tem qualquer relação com as freqüências que são transmitidas no canal. um canal que admite freqüências da ordem de 1500 a 5000 Hz (ciclos/segundo). A alta freqüência deve. Mas o que significa largura de banda (bandwidth)? A largura de banda de um canal de comunicação constitui uma medida da máxima taxa de informação que pode ser transmitida pelo canal.2 Largura de Banda e Capacidade de Canal Diferentes tipos de sinais (voz humana. o modulador. as quais são indicadas em termos de largura de banda e outros fatores que influenciam a capacidade de um canal. depois da transmissão. . Por exemplo. e um limite na potência do sinal. a baixa freqüência possa ser recuperada. enquanto para os tons mais altos. A taxa em que podemos enviar dados sobre um canal é proporcional à largura de banda do canal. A largura de banda deste canal é de 3100 Hz (ciclos/segundo) e na prática é usado para transmitir sinal de dados até 2400 bauds. que transforma os elementos entregues pela fonte em sinais convenientes para serem transmitidos pelo meio. Daí medir-se capacidade na unidade bits/segundo. Uma questão assim surge: quantos estados de sinalização podem ser transmitidos e distinguidos separadamente no receptor de um sistema de comunicação de dados? A resposta para esta questão. portanto. maior será a capacidade do canal. Ele indica apenas a diferença entre os limites inferior e superior das freqüências que são suportadas pelo canal. Podemos então concluir que a capacidade do canal está intimamente relacionada com a velocidade de transmissão. o emissor dispõe de um componente interno. Se desejarmos transmitir a uma velocidade de transmissão de 4800 bps neste canal. as freqüências são da ordem de 100. Ruído e distorção sobre o canal. 1. ao qual corresponderá a mesma velocidade de sinalização de 2400 bauds. dados.000. vem definir o conceito de capacidade máxima de de um canal. a baixa freqüência deve modular a freqüência portadora para produzir um sinal que possa ser transmitido eficientemente e. pois este meio de transmissão só trabalha eficientemente com freqüências de 70 a 150 MegaHertz (1 MHz = 1. o que é denominado de capacidade do canal de comunicação. A média de freqüência de 300 a 4000 Hz ou de 300 a 3300 Hz é satisfatória para a transmissão da voz humana. Dispõe ainda de um componente interno para acoplar a energia gerada ao meio. imagem) necessitam de diferentes capacidades de canal. a velocidade de transmissão é duas vezes a velocidade de sinalização. Neste caso. Na verdade.

6 – Modelo básico de um sistema de comunicação com transmissão em um canal analógico 1. transmitindo 20 bps em cada uma.400 bauds e 6 bits por amostra. o demodulador. O V. freqüência (FSK): equipamentos simples e pouca sensibilidade a distúrbios . Técnicas de modulação Devido ao fato de a atenuação e a velocidade de propagação variarem em função da freqüência. A portadora senoidal pode ser “modulada” em: • • • amplitude (QAM): sensível a ruídos e interferências. não é interessante ter uma grande variedade de freqüências no sinal transmitido. Cada modem de alta velocidade contém seu próprio padrão de transmissão e só pode se comunicar com modems que utilizem o mesmo padrão (embora a maioria dos modems possa emular todos os outros mais lentos). mas oferece a vantagem de desativar uma banda de freqüência que .FM. Para contornar este problema. o receptor dispõe de um componente interno que.6 – Modulação Os modems mais avançados utilizam uma combinação de técnicas de modulação para transmitir vários bits por bauds.32 bis opera a 14. que recupera a partir da energia recebida. acoplado ao meio. fase (PSK): possui alto rendimento e pouca sensibilidade a ruídos. porém. em longas distâncias torna-se mais adequado a utilização de sinal analógico. Qualquer pequeno erro em uma transmissão hexabit gera 6 bits defeituosos. O V 34 possui velocidade de transmissão de 28. A figura 1. a exemplo dos dados digitais são sujeitas a uma forte atenuação e distorção de retardo. exceto em velocidades menores e em distâncias curtas. Mensagem Sinal Transmitido Sinal Recebido Mensagem Recuperada Fonte Emissor Modulador CANAL Receptor Demodulador Destino Figura 1. Sinal binário Mod por Amplitude Mod por freqüência Mod por fase Figura 1. para melhor conveniência da própria transmissão ou para melhor adequação ao destinatário. Esta transmissão analógica só é possível com a utilização da modulação. permite a extração eficiente da energia presente no sinal que foi transmitido e dispõe ainda de um outro componente interno.4. É importante ressaltar que os elementos ou símbolos gerados pela fonte à sua saída. o conteúdo da informação gerada pela fonte deve ser preservado ao longo de todo o processo.400 bps. na retirada. utilizando 2.600 bps utiliza modulação de 4 bits por baud em fase. os símbolos portadores da informação. as ondas quadradas. Por exemplo. Infelizmente.6 apresenta o modelo de um sistema de comunicação que utiliza um canal analógico para transmissão de dados digitais. Essa estrutura exige um processador possante no modem.32 de 9. Um método diferente para transmissão de alta velocidade é dividir o espectro de 3000 Hz disponíveis em 512 pequenas bandas. custo alto.800 bps. podem ser transformados em outros elementos ou símbolos ao longo do processo de transmissão. Esses efeitos tornam a sinalização de uma banda básica inadequada. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  8 Igualmente. o padrão de modem ITU V.

O que deve ficar claro.: Um sensor captando sinais de uma máquina e enviando estes para um microcomputador. utilizado no V42 bis e comum em programas compactadores (pkzip. enquanto um deles está falando o outro não pode falar. Ex. é que no seu todo. run-lenght que compacta seqüências de 0 ou brancos (muito utilizada em fax) e Zin-Lempel. configurações dos sinais. sincronismo entre transmissor e receptor e velocidade de transmissão. 1. cada um possuindo seu próprio canal. podemos fazer de duas formas: serial ou paralela.7 – Transmissão paralela b) Transmissão serial: na transmissão serial. As estruturas de compactação mais utilizadas são MNP-5. Ex. Atualmente. que compacta seqüências de bytes idênticos. "operador aritmético" ou "operador de sintaxe". uma mensagem nada mais é que uma seqüência de bits. Ex. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  9 tem muito ruído.7. Veja figura 1.Para transferir essa seqüência de bits.34 possibilitando a comunicação com estes modems.5. a transmissão de dados apresenta diversas características referentes ao sentido da transmissão. 1 1 0 1 0 0 1 0 EMISSOR canal 0 canal 1 canal 2 canal 3 canal 4 canal 5 canal 6 canal 7 1 1 0 1 0 0 1 0 RECEPTOR Figura 1. os símbolos ficam associados a caracteres. pois o primeiro não o escuta. etc). por exemplo. é caracterizado por um conjunto de configurações do sinal que representam bits. "dígito decimal".1. os bits que compõem um caracter são transportados de forma simultânea.: na conversação entre dois rádio-amadores.5. "letra do alfabeto".32 ou V. aqui. na realidade.5. Por necessidade de codificação. que são. número de canais utilizados. . Quanto ao Sentido de Transmissão no Canal Um equipamento pode ser projetado de tal forma que a transmissão sobre um determinado meio seja feita em uma das seguintes formas: a) Simplex: Quando a transmissão é feita em um único sentido. Normalmente estes modems tem recurso V. os bits que compõem um caracter são transportados um após o outro. Características de uma transmissão Podemos definir transmissão como técnica do transporte do sinal por um meio. a) Transmissão paralela: Na transmissão paralela.2. a maioria dos modems oferece recursos de compactação e correção de erros. para efeito de transmissão de dados. etc. 1. c) Full-duplex: Quando a transmissão é feita nos dois sentidos simultaneame. de um ponto a outro afastado. 1. Cada símbolo.: a ligação telefônica permite que as duas pessoas falem ao mesmo tempo. Em particular. por sua vez. Sensor b) Half-Duplex: quando a transmissão é feita nos dois sentidos mas não ao mesmo tempo. Quanto ao número de canais utilizados Uma mensagem é definida como um conjunto de símbolos.

A Figura abaixo ilustra a estrutura de um frame típico usado para transmitir dados de caracteres. frames ou outros grupos de dados (unidades de informação).5. opera sobre os dados após os bits terem sido montados para formar caracteres. entretando. a sincronização de bits é usada para estabelecer o sincronismo entre os dispositivos para cada frame que é transmitido. de fim e de paridade precisam ser acrescentados a cada caracter a ser transmitido. Os mais comuns são os seguintes: Paridade: o bit de paridade é definido para assegurar que seja enviado um número par ou ímpar de bits 1 (dependendo da paridade). contudo. o bit de paridade será definido em 1 para produzir um total de 4 bits “1” no byte. é também necessário sincronizar transmissões de frames. assim como quando usuários digitam dados de caracteres.sinaliza que um frame está começando. se o campo de dados tiver três bits 1. Vários esquemas estão implementados para uso do bit de paridade. adequada para transmissão de pequenos frames em intervalos irregulares. . Este é um problema de sincronização. As mensagens são breves para que os dispositivos de emissão e de recepção não percam o sincronismo no decorrer da mensagem. ou quais bits são realmente de informação. A camada Física trata da necessidade de sincronizar transmissões de bits entre dispositivos de transmissão e recepção.8). Cada frame começa com um bit de início que permite ao dispositivo receptor ajustar-se ao timming do sinal transmitido.sinalizam o fim do frame de dados. Esta seção descreve três mecanismos: assíncrono. Quanto à sincronização A sincronização pode ser vista como o método do equipamento transmissor fazer a separação dos caracteres ou das mensagens para o equipamento receptor.consistem de 7 (+ paridade) ou 8 bits quando estão sendo transmitidos dados de caracteres. o equipamento receptor deverá saber qual bit é o primeiro do caracter. Elas podem. A transmissão assíncrona é uma tecnologia simples e barata. Bits de dados . 1 1 0 1 0 0 1 0 EMISSOR 01001011 11010010 RECEPTOR Figura 1. Por exemplo. A camada de Enlace de Dados. síncrono ou isócrono a) Transmissão assíncrona: A transmissão assíncrona não utiliza um mecanismo de clock para manter os dispositivos emissor e receptor sincronizados. Possibilita ao receptor sincronizar-se com a mensagem. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  10 utilizando apenas um canal (figura 1. ser incapazes de detectar erros que afetam dois ou mais bits.9 – Estrutura da unidade de transmissão serial assíncrona de caracter-byte Esse frame apresenta quatro componentes: Um bit de início . Como os bits de início. em uma transmissão com paridade par. Na camada de Enlace de Dados. Um ou mais bits de fim. Start Caracter (byte) Stop Figura 1.3.8 – Transmissão serial Como os bits chegam um de cada vez. A transmissão assíncrona é mais freqüentemente usada para transmitir dados de caracteres e é ideal para ambientes onde caracteres são transmitidos a intervalos irregulares. Técnicas para correção de erros serão vistas posteriormente. As técnicas de paridade podem detectar erros que afetam um bit. a fim de que possa decodificar o símbolo recebido. 1. A detecção de erros em transmissão assíncrona utiliza o bit de paridade. Em vez disso. o desempenho da transmissão assíncrona não atende de forma satisfatória a troca de grandes quantidades de dados.

A Figura 1. Assim como os bits de sincronização. A sincronização permite que os sistemas utilizem velocidades mais elevadas e melhorem a detecção de erros. a transmissão síncrona é empregada principalmente quando grandes volumes de dados precisam ser transmitidos. é mais provável que vários bits serão afetados e que as técnicas de paridade não informarão um erro adequadamente.10 – Transmissão serial Ambas as transmissões começam com uma série de sinais sincronizados. A transmissão síncrona tem muitas vantagens sobre a assíncrona. eliminando a confusão por parte do receptor. O dispositivo de clock cria slots de tempo. – Utilizando-se um canal de comunicação separado para transportar sinais de clock. à medida que eles se tornam disponíveis.8 ilustra tanto os dados baseados em caracteres quanto os baseados em bits. Se estiverem ocorrendo erros. transmissão e utilização. A informação isócrona é contínua e em tempo real na sua criação. Uma técnica de sincronização utilizada é denominada bit Stuffing. O receptor usa o mesmo algoritmo. Uma ampla variedade de tipos de dados pode ser transmitida. a paridade passa a não ser mais um método adequado de detecção de erros. eliminando a necessidade de ressincronizar dispositivos quando um novo frame é transmitido. Um determinado slot de tempo pode ser preenchido até a sua capacidade com vários frames. que informam ao receptor o início de um frame. Os dados numa transmissão isócrona devem ser enviados à taxa a que estão a ser recebidos. O transmissor utiliza um algoritmo para calcular um valor de CRC que resuma o valor inteiro de bits de dados. A técnica usada com a transmissão síncrona é a de verificação de redundância cíclica. entretanto. CRC e fim) são uma proporção menor do frame de dados geral. o padrão de bit de fim é freqüentemente um padrão que não pode aparecer no corpo de um frame de dados. Tanto o padrão Ethernet como o Token Ring. é praticamente certo que o frame foi transmitido sem erro. é determinista e apresenta baixo overhead. por exemplo. apresenta um único ponto de falhas: torna-se necessário assegurar que o dispositivo de clock é tolerante a falhas. Os bits de overhead (de sincronização. A transmissão síncrona é normalmente utilizada para se atingir altos níveis de eficácia em redes locais. garantindo que eles serão sempre distintos e fáceis de serem reconhecidos pelo receptor. A Figura abaixo apresenta duas estruturas possíveis de mensagens associadas à transmissão síncrona. Um padrão de bit de fim inequivocamente indica o fim de um frame. Quando os enlaces (links) de transmissão síncrona estão inativos. Sinais sincronizados geralmente utilizam um padrão de bits que não pode aparecer em qualquer ponto nas mensagens. O cálculo de CRC será visto porteriormente. é comum transmitirem-se bits de preenchimento que mantêm dispositivos sincronizados. Para canais isócronos a largura de banda requerida é normalmente baseada nas características de . utilizam transmissão síncrona. A transmissão isócrona garante taxas de transmissão. Conseqüentemente. Essa sincronização é realizada de duas maneiras: – Transmitindo-se sinais de sincronização com dados. conhecida como CRC (Cyclic Redundancy Check). Como o transmissor e o receptor permanecem sincronizados durante a transmissão. Observe aque caracteres múltiplos ou longas séries de bits podem ser transmitidos em um único frame de dados. Algumas técnicas de codificação de dados. Figura 1. Os dispositivos com dados a serem transmitidos monitoram a rede e inserem dados em slots de tempo abertos. c) Transmissão isócrona: a transmissão isócrona aplica um dispositivo comum que fornece um sinal de clock compartilhado por todos os dispositivos na rede. são inerentemente sinais do clock interno. Quando os frames são maiores. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  11 b) Transmissão síncrona: a comunicação pode ser feita de forma mais eficiente se os clocks nos dispositivos transmissor e receptor estiverem sincronizados. uma técnica que pode funcionar com qualquer técnica de codificação de sinais. A desvantagem da transmissão síncrona está principalmente nos custos mais elevados em virtude da maior complexidade dos componentes necessários no circuito. Esse valor de CRC é anexado ao frame de dados. recalcula o CRC e compara o CRC inserido no frame ao valor que havia calculado. tornando a transmissão síncrona muito mais eficaz no uso da banda passante. A técnica. os frames podem ser extensos. Os dados isócronos devem também ser sensíveis a atrasos na transmissão. garantindo uma transição de sinal com cada bit transmitido. Se os valores corresponderem.

A latência requerida está relacionada com o buffering disponível em cada endpoint. Exercícios: 1) Quais dos dois canais abaixo possui maior largura de banda? a) canal que suporta freqüências de 1 a 1. Qual é a velocidade máxima possível para conexão? 8) Assinale a alternativa correta: a) Baud corresponde à velocidade de sinalização de um canal.12 Mhz b) canal que suporta freqüências de 127 a 250 KHz 2) Assinale a alternativa correta: a) Largura de banda é um dos fatores que determinam a capacidade de um canal de comunicação b) Largura de banda não tem nada a ver com velocidade de uma transmissão 3) Assinale a alternativa correta: a) A capacidade de um canal está associada ao número de níveis do sinal utilizados para transmissão b) A capacidade de um canal está relacionada com o número de estados que podem ser transmitidos e distinguidos separadamente em um canal. A entrega de dados de uma transmissão isócrona é assegurada à custa de perdas nos transitórios dos dados. Qual é realmente a mensagem. 10)Assinale a alternativa correta: a) O telefone é exemplo de uma comunicação duplex b) O rádio de taxis é exemplo de uma comunicação duplex 11)Assinale a alternativa correta: a) A função do bit start é sincronizar a fonte com o destino b) A função do bit start não é sincronizar a fonte com o destino 12)Assinale a alternativa correta: a) Na transmissão síncrona utiliza-se pelo menos um caracter de sincronismo para indicar o início do bloco de dados b) A transmissão síncrona não utiliza caracteres ou bytes de sincronismo 13)Em uma transmissão utilizando “bit stuffing”. Para a transmissão isócrona de informação é alocada largura de banda suficiente para assegurar que os dados serão entregues à taxa desejada. a mensagem que chegou (tirando o cabeçalho) foi “010011111001011111010”. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  12 amostragem da função associada. e é igual ao número de bits transmitidos por segundo 9) Faça a representação da transmissão dos bits “010010100111” utilizando um canal com freqüência de 8 Hz/s (velocidade de sinalização de 8 bauds/s) com uma modulação DIBIT e a portadora modulada por amplitude. qualquer erro ocorrido na transmissão elétrica não é corrigido pelos mecanismos de hardware tais como a retransmissão. Um exemplo típico de transmissão isócrona é a voz. a) Baud é uma medida da taxa de transferência de informação. Por outras palavras. se excluindo os “bit stuffing”? 14)Assinale a alternativa correta: a) A transmissão isócrona não engloba as transmissões síncronas e assíncronas b) A transmissão isócrona engloba as transmissões síncronas e assíncronas . Na prática os erros ao nível do bit esperados no USB são suficientemente pequenos para não serem considerados. 4) Assinale a alternativa correta: a) A capacidade de transmissão de um canal é infinito b) A capacidade de transmissão de um canal é finito 5) Assinale a alternativa correta: a) O nível de ruído está diretamente ligado à capacidade de um canal b) O nível de ruído de um canal não influencia na sua capacidade 6) Assinale a alternativa correta: a) A atenuação do sinal acontece em qualquer meio físico de transmissão b) Existem meios físicos de transmissão onde o sinal transmitido não sofre atenuação 7) Se um computador doméstico está conectado a um provedor com uma placa fax/modem a 56 Kb/s e o Modem do provedor é de 32 Kb/s.

obviamente. a necessidade de uma nova tecnologia para compartilhamento de recursos. A necessidade da disseminação da informação e os avanços em tecnologia de armazenamento. Minimizou porque os dados podiam agora ser preparados e armazenados em fita magnética e transportados via sistema de malotes. o software e hardware especial era caro mas seu preço era amortizado pelo rateio do custo dos periféricos entre os vários usuários do bureaux de serviços. uma linha telefônica dedicada não era viável e para uma velocidade de 800. dos computadores. o sistema centralizado oferecia a vantagem de compartilhar recursos caros tanto de software como de hardware. Devido ao custo extremamente elevado desta forma de processamento. Os dados eram transferidos quando exigiam um grande volume de processamento ou um processamento requerendo software ou hardware especial. 1. então. a do "caminhão" (transporte via malote) era baixa: 80 Km/h. só pode ser alcançada através da interconexão das CPU's entre si. Num ambiente restrito a uma região local (por exemplo. Surge então a necessidade de uma nova tecnologia de comunicação. uma fábrica. até março/85) e esperava-se solução através de nova tecnologia de comunicação. Este sistema de transporte não é. o mais adequado para transferência de informação pois está sujeito a acidentes. as soluções encontradas? Para a comunicação de computadores em termos de longa distância. Isto trouxe uma nova solução para o problema de multiusuário: dar uma CPU para cada um. mais especificamente. Conceitos básicos de Redes de Computadores Neste capítulo são apresentados os conceitos básicos de Redes de Computadores. a tecnologia de comunicações alcançava a transmissão digital em linhas telefônicas através de MODEM's. o problema do compartilhamento de recursos através de interconexão de CPU's é resolvido através das redes locais. cada máquina estava dedicada a um único usuário. Isto fez com que surgisse um problema de comunicação: como enviar dados ao "bureaux" de serviços (para processamento) ou como levar dados das subsidiárias para a matriz? Com o avanço tecnológico na área dos circuitos integrados. em seguida. ou seja. gerando atraso ou perda total do material. foi caindo o preço da CPU. As pequenas companhias e as subsidiárias utilizavam-se dos minicomputadores para algum processamento local e na preparação dos dados para o "bureaux" de serviços ou matriz. o que motivou a busca de uma nova tecnologia de interconexão. implicando na aparição dos primeiros sistemas multiusuários de grande porte. os microcomputadores e os computadores pessoais. Este evento constituiu a chamada revolução do hardware. . Pequenas empresas usavam "bureaux" de serviços. Estes sistemas consistiam nos chamados "mainframes" e continuavam caros e escassos. propiciaram o aparecimento de discos de grande capacidade e mais baratos. Esta situação perdurou por algum tempo (No Brasil. Este serviço era caro e apenas suportado por grandes companhias uma vez que utilizavam linhas telefônicas de forma dedicada.1. Por outro lado. e em seguida os componentes básicos de uma rede. surgiu a tecnologia de comutação de pacotes que solucionou o problema da linha telefônica dedicada e o problema do caminhão (transporte via malote). (explosão da informação e grandes bancos de dados). vindo.000 km/h. Inicialmente são apresentadas as estruturas de redes mais comuns. Para acessos infrequentes. Histórico No início da história do processamento de dados ou. Aí o problema de comunicação tornou-se muito mais sério. gerando componentes mais poderosos a um custo mais baixo. tornou-se imprescindível o compartilhamento da CPU e de seus periféricos. É a isso que se propõem as redes de computadores. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  13 2. Paralelamente. eram de uso centralizado e estavam disponíveis somente para grandes companhias. então. Surge. Esses fatos tornaram necessária uma nova tecnologia de comunicação. Quais foram. Surgem então os computadores de porte menor (1965: DEC PDP-8 e 1970: DEC PDP-11) os chamados minicomputadores. A solução para o compartilhamento de recursos físicos e lógicos juntamente com a vantagem de se ter um sistema descentralizado. Esta solução acarretou uma sobrecarga para o sistema operacional da máquina central. um campus). na época. Uma forma primitiva de se interconectar CPU's foi a conexão em ESTRELA (um computador central controlando qualquer comunicação entre duas CPU's). O uso dos minicomputadores minimizou mas não solucionou o problema da comunicação.

o caso de uma empresa com várias filiais. entre elas. anel e estrela MAN: Meio termo entre LANS e WANS (com velocidades em torno de 10 Mbps). Existe uma confusão considerável na literatura entre uma rede de computadores e um sistema distribuído. computadores lentos ligados a um supercomputador) • Compartilhamento de aplicativos • conectar pessoas (através da internet. pode-se citar. porém vários dos conceitos relacionados às LANs são igualmente aplicados às MANs e WANs.). Para aplicações militares.2 Estrutura de uma rede de computadores Em toda rede existe um conjunto de máquinas destinadas a execução de programas dos usuários ( aplicações ). Outro objetivo é proporcionar uma maior disponibilidade e confiabilidade dada a possibilidade de migração para outro equipamento quando a máquina sofre alguma falha. É a fax/modem. quem limita a vel. a perda completa do poder de computação é. chamaremos estes computadores de "hospedeiros" ( ou . Como foi visto anteriormente. O interesse na instalação de uma rede de computadores é despertado pelas mais diversas necessidades. etc. Quando existe a necessidade de comunicação entre as filiais e a matriz. Neste caso pode-se: • Reduzir custos de hardware (impressora. Três topologias respondem pela maioria de configurações de LANs: barramento. dadas as inúmeras vantagens que são obtidas na implantação de uma rede. telex. no mínimo. WAN: As PND(s) garantem largura de banda. 2. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  14 2. os dados são gerados em diversos locais. A essência de uma rede de computadores é permitir que 2 ou mais computadores trabalhem juntos. uma rede pode ou não ser um sistema distribuído. • LANs MANs WANs A maioria dos aspectos abordaados nesta disciplina estão relacionados às LANs (redes locais). De uma forma geral. etc.No RJ funciona sobre ATM e em estados como o RS funciona em canais de 128 Kbps. 2 micros) • Serviços bancários pela Internet. com um alto grau de coesão e transparência. telefone. ela é feita pelos métodos tradicionais (correio. Dois computadores sao ditos interconectados se eles sao capazes de trocar informações. Seguindo a nomenclatura da primeira rede de computadores. catastrófica! Podemos citar. Uma rede pode ainda ter sensores de temperatura. no acesso á internet através modem/provedor. dados e outros recursos independentemente de suas localizações físicas. Em suma. Do nosso ponto de vista um sistema distribuído é um caso especial de rede de computadores. o objetivo de uma rede é tornar disponível a qualquer usuário. À medida que a necessidade de comunicação aumenta. Um outro exemplo é o sistema de VOZ sobre IP da Shell. obrigando a sua transmissão para um computador central que realizava a tarefa de análise dos dados. enquanto a Internet NÃO. Atualmente os preços dos equipamentos envolvidos permitem que os dados sejam coletados e analisados no próprio local onde são gerados e somente alguns relatórios sejam enviados ao computador central reduzindo os custos de comunicação. mais atrativa se torna a idéia de interligação. por exemplo) • Enviar e receber arquivos • Migração quando houver falha em um equipamento (2 impressoras. os custos para colocar uma máquina em cada ponto de aquisição de dados eram muito altos. bancárias. o custo da comunicação em relação ao custo dos equipamentos como uma das razões para distribuir o poder de computação. a ARPANET. que será concluído neste mês (maio/junho 2000). ainda. todos os programas. possuindo um número considerável de computadores instalados em regiões geograficamente dispersas e operando de forma independente. de controle de processo industrial e muitas outras. dependendo de como ela é usada. Em muitas aplicações.1 Utilização das Redes de Computadores Usaremos o termo "rede de computadores" para denominar um conjunto de computadores interconectados e autônomos. As redes de computadores podem ser divididas em três categorias no que diz respeito à abrangência geográfica: • • LAN: redes locais.

(a) estrela (b) loop (c) árvore (d) completa (e) loops interconectados (f) irregular O segundo tipo de arquitetura de comunicação usa difusão. comutador de pacotes. Este mecanismo de controle pode ser centralizado ou distribuído.2 mostra algumas topologias possíveis. Um terceiro sistema de difusão é o anel. A figura 2. Se os aspectos da comunicação (subrede) forem separados dos aspectos de aplicação (hosts). Neste caso. muitas vezes antes que a mensagem . Cada hospedeiro é conectado a um ( ou ocasionalmente vários ) nó de comutação. em alguns casos.2 Algumas topologias possíveis para uma subrede ponto-a-ponto. cada bit percorre o caminho sem esperar pelos outros bits que compõem a mensagem. Cada nó possui uma antena através da qual ele pode transmitir ou receber. A tarefa da subrede é transportar mensagens de um host a outro. Uma segunda possibilidade é um sistema de radio ou satélite. devem ignorar a mensagem. Quando uma mensagem é transmitida por qualquer um dos nós de comutação. todos os outros devem aguardar pela liberação do meio de transmissão.1 mostra a relação entre os hospedeiros e a subrede de comunicação. da mesma forma que a rede telefônica transporta a conversação entre dois assinantes.3 mostra algumas possibilidades de subredes em difusão. Todos os nós podem receber o sinal proveniente do satélite e. Neste caso. os nós que não são destino.1 (a) ligação ponto a ponto (b) ligação multiponto Quando se utiliza uma subrede com ligação ponto-a-ponto. No projeto da subrede existem dois tipos gerais de arquitetura de comunicação: – ligação ponto a ponto: há a presença de um ponto de comunicação em cada emlace ou ligação em questão – ligação multiponto: difusão (broadcast. Os hospedeiros são conectados por uma subrede de comunicação ( subrede ). cada bit percorre todo o anel em pouco tempo. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  15 simplesmente hosts ). deve-se observar um aspecto importante do projeto que é a topologia de interconexão dos nós de comutação. a) b) c) d) e) f) Figura 2. Uma rede com topologia em barra deve ter associado algum mecanismo para resolver conflitos quando dois ou mais nós desejam transmitir simultaneamente.multicast). um único canal de comunicação é compartilhado por todos os nós de comutação. A figura 2. Os equipamentos de comutação geralmente são computadores especializados e são denominados computador de comunicação. No caso de uma rede com topologia em barra. a) b) Figura 2. o projeto completo de uma rede fica bastante simplificado. também podem receber as transmissões efetuadas por outros nós para o satélite. As linhas de transmissão também são chamadas de circuitos ou canais. Todo o tráfego de ou para o host é feito via seu nó de comutação. A figura 2. Caso exista uma especificação de destinatário na mensagem. Em um anel. A subrede é composta basicamente de dois componentes: equipamentos de comutação e linhas de transmissão. Interface Message Processor (IMP) ou ainda comutador de dados. ela é recebida por todos os nós existentes na rede. Tipicamente. nó de comutação. apenas um nó fica habilitado a transmitir em um determinado instante. três ou mais dispositivos utilizam o mesmo enlace de comunicação.

2. • Hierarquias de protocolos Como funcionam as camadas de uma rede? As camadas se comunicam entre si. • Protocolos Basicamente. Cada protocolo atua em uma camada específica de uma rede. o tempo é dividido em intervalos discretos e cada fatia de tempo é atribuída a um dos nós de forma a que cada um só transmita durante o seu intervalo de tempo. Exemplo: andares de um prédio. Na alocação estática. cada linha pode conter uma mensagem diferente enquanto que esta situação não é desejável em um anel. Protocolos Camadas Hierarquia Figura 2. segundo uma hierarquia. • Camadas de rede A maioria das redes de computadores é dividida em camadas ou níveis e a fim de simplificar o projeto de toda a rede. denominada hierarquia de protocolos. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  16 seja transmitida completamente. A Internet. com uma topologia em loop. cada nó deve decidir por si mesmo quando deve transmitir ou não. Esta técnica apresenta a desvantagem de desperdiçar a capacidade do canal pois atribui tempo a um nó mesmo que ele não tenha mensagem para transmitir. Os métodos de alocação dinâmica são classificados em centralizados e distribuídos. teriam uma complexidade difícil de controlar. (a) barra (b) radio ou satélite (c) anel Subredes de difusão podem ser divididas em estáticas e dinâmicas. não existe uma entidade central. possui mais de 100 protocolos diferentes. a menos que as mensagens sejam muito curtas. aceitando requisições e tomando as decisões de acordo com um algoritmo interno.3 Subredes de comunicação usando difusão. por exemplo. Optou-se então por dividir as redes em camadas. No método descentralizado ou distribuído. existe uma única entidade responsável pela concessão do direito de transmissão. um protocolo é “um conjunto de regras sobre o modo como se dará a comunicação entre as partes envolvidas”. No método centralizado. Tais itens são: • Software de rede A simples transferência de um arquivo de uma máquina para outra envolve uma série de etapas que se fossem analisadas em conjunto. Da mesma forma que em outros sistemas de difusão.3 Componentes básicos de uma rede de computadores Quatro itens são de fundamental importância quando se define os componentes básicos de uma rede de computadores. são necessárias algumas regras para controlar o acesso ao meio de transmissão. Em contraste. a) (b) (c) Figura 2. Ela pode fazer isto. Em um loop. cada mensagem não é retransmitida pelo próximo nó até que a mensagem inteira seja recebida.4 – Hierarquia de protodolos . dependendo de como o canal é alocado.

mas um deles fala português e inglês e o outro fala chinês e francês. a Camada 1 faz a comunicação via cabeamento ou sistema de ondas. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  17 Imagine dois filósofos (camada 3) querendo conversar. Figura 2. Eles necessitam tradutores (camada 2) que possuem secretárias (camada 1).5 – Esquema de funcionamento da arquitetura de uma rede de computadores Embora conceitualmente uma comunicação entre dois processos de uma determinada camada se dê horizontalmente. a Camada 2 confere o formato do quadro da mensagem e. por exemplo. . Figura 2. essa conversação implica na comunicação com as camadas inferiores através das interfaces entre as camadas. Ex. a Camada 3 confere se uma mensagem chegou corretamente no destino. podemos considerar: A Camada 4 quebra os pacotes.: comunicação virtual na camada 5.6 – Comunicação entre as camadas de uma rede de computadores Com relação à comunicação entre as camadas do modelo de rede apresentado na figura 2. Os tradutores usarão Alemão.6. mas nada impediria que utilizassen Finlandês.

Esta classificação permite que cada protocolo se desenvolva com uma finalidade deterninada.: FTP. SMTP). onde cada um deles define as funções que devem proporcionar os protocolos com o propósito de trocar informações entre vários sistemas. OSI 7 6 5 4 3 2 1 Aplicação Apresentação Sessão Transporte Rede Enlace Físico Transporte Inter-rede Host / rede TCP/IP Aplicação Não presentes no modelo Figura 2. Responsável por assegurar que as transmissões de dados e o estabelecimento das conexões lógicas entre as estações sejam livres de erros. Os sete níveis do modelo OSI são os seguintes: Aplicação 7 Responsável pela interação com o Sistema Operacional através de interfaces para esse sistema (ex. Essa camada oferece interface e serviços comuns de comunicação. 6 para que os dados sejam compreendidos por computadores que utilizem diferentes representações.4 Arquiteturas de Redes As hierarquias de protocolos específicas são denominadas arquiteturas de redes. O modelo OSI foi criado pela ISO para se tornar um padrão. tais como criptografia. tarefas administrativas e de segurança. e por sua vez proporciona alguma funcionalidade aos níveis superiores. Apresentação Responsável pela troca de mensagens com sentido. manter e terminar conexões que incluem troca de pacotes. controle de erro e controle de fluxo necessários. gerencia e termina conexões (sessões) entre aplicações cooperantes. controle de congestionamento. manter e desativar as ligações físicas. Responsável pela transmissão de um conjunto não estruturado de bits através do meio físico. Responsável pela transferência transparente entre dois pontos. o qual simplifica o processo de desenvolvimento e implementação. essa camada estabelece. Isso envolve características mecânicas. elétricas e procedurais requeridas para estabelecer. Fornecendo a estrutura de controle entre as aplicações. Cada nível depende dos que estão abaixo dele. Isso significa estabelecer. e o envio desses quadros com a sincronização. remontagem de dados e tradução de endereços lógicos para endereços físicos. compressão de dados e reformatação de textos em formato abstrato. Sessão 5 Transporte 4 Rede 3 Enlace 2 Física 1 Responsável pelo suporte das conexões entre as sessões. controle de fluxo recuperação de erros e transferência de arquivos. TCP/IP (74) e Novell. essa camada lida com o acesso à rede. essa camada manipula os pacotes. Isso é conseguido pelo encapsulamento dos dados em blocos (quadros) para a camada física. dividindo as mensagens grandes em pacotes menores. roteamento. Servindo como uma janela para as aplicações acessarem serviços de rede. Atualmente as camadas inferiores são implementadas em hardware. Por que o modelo OSI não pegou? • Momento ruim • Tecnologia ruim • Implementação ruim . mas o TCP/IP tornou-se padrão de fato. Responsável pelo endereçamento e funções de controle (ex: roteamento) necessárias no envio de dados através da rede.7 – Comparativo entre as arquiteturas de redes OSI / ISO e Internet TCP / IP O modelo OSI (Open System Interconection) foi criado pela ISO (International Standard Organization) e consiste em sete níveis. reempacotando-os se necessário. Possibilitando recuperação quando há algum erro ponto-a-ponto ou de controle de fluxo. Algumas das arquiteturas mais conhecidos são o OSI(83) (modelo). TELNET. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  18 2.

com relação da política de acesso a um MT compartilhado: a) A disciplina de acesso utilizada em redes 802.5 é Token Bus (passagem de permissão em barramento) 5) Assinale a alternativa correta: a) Overhead de protocolo é a relação existente entre os bits de dados e os bits de controle que ocupam a banda de transmissão.3 é CSMA/CD (olhar anexo c-IEEE 802) b) A disciplina de acesso utilizada em redes 802. sem o cabeçalho e transmitir por uma rede de formato de pacotes diferente. . b) Trailler ou cauda nas PDU´s são bits inseridos para correção ou detecção de erros na transmissão. 7) Assinale a alternativa correta: a) Trailler ou cauda nas PDU´s são bits inseridos com o objetivo de preencher o pacote com o tamanho mínimo necessário para transmissão. b) Overhead de protocolo é a quantidade de bits que são transmitidos mas que não são dados. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  19 Questionário: 1) O que é multiplexação? 2) Quais as políticas de tratamento de erros existentes? Qual delas se aplica na transmissão isócrona? 3) Para que serve o controle de fluxo em uma rede? E o controle de seqüência? 4) Assinale a alternativa correta. 6) Assinale a alternativa correta: a) Encapsulamento de dados seria colocar todo um pacote (cabeçalho+dados) como dados para poder transmitir por uma rede de formato de pacotes diferente b) Encapsulamento seria pegar os dados de um pacote.

como é o caso da fibra ótica.1 Meios físicos "Cabo é cabo. em um cabo de pares trançados. a largura de banda será ampliada em cerca de 15 Gbps. por causa dos condutores. embora o meio possa não ser metálico.7 GB. no sentido estrito. o que é equivalente à taxa de transmissão de uma rede ATM (622 Mbps). a reatância é a medida da oposição da alteração da voltagem e da corrente elétrica em um condutor Impedância Característica elétrica dependente de uma série de características de projeto. é na camada física que são definidas as características de cabeamento utilizado em uma rede de comunicação de dados. especialmente nas aplicações em que a alta largura de banda ou o custo por bit tem importância fundamental. Para um banco com gigabytes de dados a serem gravados diariamente em uma segunda máquina (de modo que o banco possa continuar a funcionar mesmo durante uma grande enchente ou terremoto). Em pares metálicos a degradação do sinal elétrico depende intrinsecamente das seguintes características do meio de transmissão: Resistência Oposição natural do condutor ao fluxo de elétrons em um determinado sentido. não é mesmo?" . A impedância do cabo deve estar de acordo com a sua aplicação para evitar a perda do sinal e interferências. "Você não pode simplesmente ignorar as leis da física. . Apesar de não ser tão sofísticado quanto usar um satélite de comunicação geossíncrono. existem vários tipos de meios de transmissão. Derfley. a distância entre dois condutores e o tipo de isolamento. O sinal elétrico que trafega em um meio físico está sujeito a uma série de condições que prejudicam a sua propagação. funcionais e procedimentos para ativar.400 s ou seja aproximadamente 544 Mbps. dificilmente alguma outra tecnologia de transmissão poderá sequer ser comparada ao DVD ou fitas DAT. e Freed. Meios de Transmissão de Dados A camada física de uma rede provê características físicas. de sua capacidade de neutralizar o ruído externo". J. esse método costuma ser muito mais eficaz sob o ponto de vista financeiro. do tipo de isolamento entre eles.F. Pode-se colocar 1000 DVD´s em uma pequena caixa (perfazendo um total de 4700 GB) e despachar de um ponto a outro do Brasil em 24 horas (Sedex). Se o destino estiver a uma hora de distância. A largura de banda efetiva dessa transmissão é de 4700 gigabytes/86. L. que caem basicamente em duas categorias: as linhas físicas e os sistemas de ondas que utilizam a propagação de ondas eletromagnéticas de rádio ou luz através do espaço livre. transportar fisicamente a fita ou os discos para a máquina de destino. com características de transmissão e de custo variáveis em função das suas características físicas. 3. Sendo assim. a reatância. Willy respondia pacientemente. manter e desativar conexões entre duas partes. os mesmos precisam ser individualizados eletricamente de acordo com alguma técnica de multiplexação. há muitas diferenças entre cabos deste tipo. Um DVD armazena 4. elétricas. Segundo estas leis. e Meio de Transmissão é o suporte físico que transporta um ou vários canais. cada par é um circuito físico (canal físico). Basta fazer um simples cálculo para esclarecer essa questão. o Novato perguntava. Os canais podem ser individualizados física ou eletricamente. Por exemplo. Canal é o circuito individual sobre o qual se estabelece uma comunicação entre uma fonte e um destino. de sua organização dentro da tubulação. onde eles serão finalmente lidos.Tudo sobre Cabeamento de Redes" Uma das formas mais comuns de transportar dados de um computador para outro é gravá-los em uma fita magnética ou em discos flexíveis. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  20 3. quando se fala em termos de desempenho. "Não". Por outro lado. Deve-se distinguir dois conceitos que podem ser confundidos à primeira vista: canal e meio de comunicação. A resistência está associada ao fenômeno de dissipação do calor em um condutor no qual trafega uma corrente elétrica. Quando um meio de transmissão transmissão transporta vários canais.. As linhas físicas se caracterizam por apresentarem continuidade “metálica”. Existem vários tipos de linhas físicas. tais como: a resistência. Reatância De modo similar à resistência.

o hardware tem uma vida útil de 5 anos. Os softwares costumam passar por uma evolução a cada dois ou três anos e. portanto uma faixa de passagem maior do que a dos pares trançados usados no âmbito urbano. O projeto de cabeamento não envolve somente considerações sobre taxas de transmissão e largura de banda. seu custo era muito elevado. deixam passar corrente contínua e apresentam apenas uma freqüência de corte superior à banda de passagem. Isto é. O investimento feito em um sistema de cabeamento irá pagar dividendos durante anos. Quando bem estruturado pode representar de 5 a 7% do custo total da rede.9 horas inoperantes. Por outro lado. através do efeito de cancelamento. logo surge uma freqüência de corte inferior e a largura de banda vai se estreitando progressivamente. possui uma blindagem interna envolvendo cada par trançado componente do cabo cujo objetivo é reduzir a diafonia. À medida que a distância aumenta.1. no entanto. O efeito de cancelamento reduz o nível de interferência eletromagnética / radiofrequência [SOA96] [TAN94]. Em comparação com os outros investimentos que devem ser feitos a fim de implantar um determinado projeto de redes. entre as causas para o downtime de uma rede. porém. Hoje seu uso está limitado a algumas zonas rurais. Dados colhidos pela LAN Technology informam que uma rede de porte médio apresenta 23.6 paradas por ano em média. disponibilidade de componentes e custo total [SOA96]. Como o custo de uma hora parada é estimado entre 1. 3. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  21 Todas as linhas físicas funcionam como um filtro passa-baixas para distâncias curtas. Segundo pesquisas realizadas pela Infonetics. limites de emissão eletromagnética. confiabilidade. o controle do downtime poderia reduzir em muito os custos por ociosidade [ROC96]. mas o nível de retorno dependerá do cuidado com o qual se selecionam os componentes e se supervisiona a instalação dos cabos [DER94]. uma impedância característica de 150 Ohms e pode alcançar uma largura de banda de 300 MHz em 100 metros de cabo. além de possuir uma malha blindada global que confere uma maior imunidade às inteferências externas eletromagnética / radiofrequência. vários fatores têm que ser levados em consideração. a) Par Trançado STP Um cabo STP. Ao contrário dos cabos coaxiais.Unshielded Twisted Pair). conformidade aos padrões internacionais. a blindagem dos cabos stp não faz parte do caminho percorrido pelo sinal. Podemos dividir os pares trançados entre aqueles que possuem uma blindagem especial (STP . passando pela demanda de recursos que estes aplicativos consumirão até o tipo de linhas físicas ou meios físicos que serão utilizados.1. Tudo tem que ser projetado de maneira eficiente e racional. 3. a linha aberta foi o principal meio telefônico interurbano de anos atrás. terá que se conviver 15 anos ou mais com seu cabeamento de rede.2 Par Trançado O cabo de par trançado é composto por pares de fios.5 e 4 mm que sã mantidos isolados e paralelos presos a suportes físicos às cruzetas dos postes telefônicos. mas também facilidade de instalação. Em um projeto de redes. Dessa forma.1 Linha aérea de Fio nú Constituída por fios de cobre (raramente bronze ou ferro) de diâmetro entre 1. todas as necessidades têm que ser supridas a um custo mínimo permitindo ainda futuras expansões e reavaliações do projeto. Um cabo STP geralmente possui dois pares trançados blindados.000 reais.000 e 20. Os fios de grosso calibre significavam uma resistividade menor e. de acordo com pesquisas. qualidade (atenuação do sinal versus comprimento máximo). . imunidade a ruídos.Shielded Twisted Pair) e aqueles que não a possuem (UTP . com um total de 4. 70% dos casos são provocados por um cabeamento mal projetado. conformidade às exigências geográficas. O cabeamento é o componente de menor custo de uma rede local. Os fios de um par são enrolados em espiral a fim de. ou seja. as linhas físicas serão o item que terão a maior duração. Os preços variam muito de acordo com o tipo de cabeamento utilizado [ROC96]. A linha aberta deriva esse nome do fato de ser usada sem isolamento. Os telegráficos do século 19 usavam essas linhas. a largura de banda de uma linha física varia com o seu comprimento. reduzir o ruído e manter constante as propriedades elétricas do meio por toda a sua extensão. desde os aplicativos necessários às exigências dos usuários.

Seção de um cabo UTP Figura 3.Seção de cabo STP Figura 3. e 100 Mbits (5). 3. quanto por parte dos fabricantes de equipamentos. 4 . Apostila de Telecomunicações e Redes 1  22 Figura 3. O cabo de par trançado sem blindagem projetado para redes.Cabo UTP [BER96] A EIA/TIA (Electronic Industries Association/Telecommunication Industry Association) levou a cabo a tarefa de padronização dos cabos UTP através da recomendação 568. contém quatro pares de fios de cobre sólidos modelo 22 ou 24 AWG. cabos de par trançado de melhor qualidade foram sendo produzidos. sendo esse último tipo o mais utilizado atualmente e que possui melhor grau de qualidade.1 . Com o aumento das taxas de transmissão. mostrado na figura abaixo.4 .3 mm.5 suportam respectivamente taxas de transmissão de até 5 Mbits (1 e 2). O alto desempenho em termos de qualidade alcançados pelos pares trançados não blindados (UTP). especificados através de regulamentação fornecida pelos padrões reguladores da Underwriter Laboratories (UL). O cabo de rede UTP tem um diâmetro externo de 4. aliado ao baixo custo de aquisição e instalação dos mesmos. b) Par Trançado UTP O cabo de par trançado sem blindagem (UTP) é composto por pares de fios.Cabo STP patch [BER96] O maior volume de blindagem e isolamento aumenta consideravelmente o peso. sendo que as classes 1 e 2. níveis de segurança. sendo que cada par é isolado um do outro e todos são trançados juntos dentro de uma cobertura externa. .3 . O cabo tem uma impedância de 100 ohms . 16 Mbits (4). ele obtém sua proteção do efeito de cancelamento dos pares de fios trançados. que os utilizavam em suas composições e precisavam de garantias confiáveis de desempenho [ROC96]. Figura 3. Não há blindagem física no cabo UTP. Os cabos UTP inicialmente foram divididos em 5 categorias (atualmente existem 6 ou 7) no que se refere a: • taxas de transmissão e qualidade do fio. especificada em AWG (American Wire Guage). 10 Mbits (3).2 . Este dabo era adotado pela IBM para interconexão entre os elementos integrantes de sua rede (token ring) e atualmente praticamente não é mais utilizado. o tamanho e o custo do cabo. que queriam certezas sobre os parâmetros característicos destes cabos. • • bitola do fio.um fator importante que diferencia dos outros tipos de fios de telefone e par trançado. fez com que se tornasse necessário. onde números maiores indicam fios com diâmetros menores. Poucos cabos STP eram suficientes para preencher um duto de fiação de um prédio [DER94]. uma pressão por padronização tanto por parte dos projetistas.

5 Mhz) EIA/TIA Categoria 2 (1 Mhz) EIA/TIA Categoria 3 (Banda de 16 MHz) EIA/TIA Categoria 4 ( Banda de 20 MHz) EIA/TIA Categoria 5 ( Banda de 100 MHz) Impedância (Bitola AWG) 150 Ohms (26 AWG) 100 Ohms (26 AWG) 100 Ohms UTP (24 AWG) 100 Ohms UTP baixa perda (24 AWG) 100 Ohms UTP freqüencia estendida Aplicações (Telefonia e Dados) Telefonia Analógica (4 KHz) Telefonia Digital (64 Kbit/s) ISDN Dados (2. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  23 Referência (Banda passante 100m) EIA/TIA Categoria 1 (. AS 400 IEEE 10BaseT Token Ring(4 Mbit/s) Ethernet(10 Mbit/s). Até 16 Mb/s IEEE 10BaseT . Ind. Até 20 Mb/s IEEE 10BaseT e 100BaseT 100 Mbit/s ATM 155 Mb/s Gigabit Ethernet Todas as anteriores e tecnologias em desenvolvimento Cabo blindado – tecnologias emergentes Categoria 5E (Banda100 MHz em c/ par) Categoria 6 (Banda 250 MHz em c/ par) Categoria 7 (Banda 600 MHz em c/ par) Tabela 3.5 – Esquema de ligação dos pares trançados UTP .2 – Pares trançados UTP Conforme norma ANSI/TIA/EIA-568A são reconhecidos 2 esquemas de ligação padrão RJ: a) utilizado pela AT&T (568B) b) utilizado pelos demais fabricantes (568A) NEMA: National Eletrical Manufactures Association STP: Shielded Twisted Pair TPDDI: Twisted Pair Data Distributed Interface UL: Underwriter's Laboratories UTP: Unshield Twisted Pair Figura 3. Association Padrão de cores para cabo UTP 4 pares: Par 1 2 3 4 Cor do par Branco/Azul Azul/Branco Branco/Laranja Laranja/Branco Branco/Verde Verde/Branco Branco/Marrom Marrom/Branco Tabela 3.1 .Idem ao anterior.Categorias de cabos UTP Legenda: AWG: American Wire Guage CDDI: Copper Data Distributed Interface IEEE: Institute of Eletrical and Eletronic Engineers EIA/TIA: Eletronic Industry Assoc.046 Mbit/s) IBM 3270./Telecom. Token Ring(16 Mbit/s). 3X.

Pode-se utilizar UTPs com três principais arquiteturas de rede (ARCnet. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  24 Crossover Em um cabo. portanto de baixo custo. um esquema de sinalização debandabase e fios de pares trançados em uma topologia física em estrela. sendo que a utilização dos pares é apresentada abaixo: Rede 10BaseT Token Ring 100BaseT ATM Utilização do par 1&2 e 3&6 3&6 e 4&5 1&2 e 3&6 1&2 e 7&8 Tabela 3. os custos de mão de obra com técnicas de instalação para estes cabos e para a própria fibra ótica estão caindo muito.O padrão Ethernet utiliza somente os pinos 1. Como é comum a utilização de cabos coaxiais de 75 Ohms para transmissão de TV a cabo. obedecendo rígidas normas de segurança e desempenho (ver seção seguinte) [DER94]. A ligação de nós ao cabo é também extremamente simples. O par trançado é o meio de transmissão de menor custo por comprimento.2. Maiores detalhes acerca de ruídos e interferências em canais de transmissão serão apresentados posteriormente. Uma grande vantagem do UTP que não pode ser desprezada é a flexibilidade e a espessura dos cabos. Na maioria dos casos. A figura anterior mostra o conector fêmea (você olhando para o encaixe). que pode ser blindado ou não. A configuração dos pares deve atender os sistemas existentes. A desvantagem do par trançado é a sua susceptibilidade à interferência e ruído. Ethernet e token-ring). salvo a conhecida exceção da fibra ótica.3 e 6. as placas de interface de rede vêm para um tipo específico de cabeamento.6 – Conector RJ-45 Padrão 802. É de se questionar o valor a ser pago por uma boa instalação de UTP. Figura 3.3 10BaseT O nome 10BaseT indica uma velocidade de sinalização de 10 megabits por segundo. O UTP não preenche os dutos de fiação com tanta rapidez como os outros cabos. Em sistemas de baixa freqüência a imunidade a ruído é tão boa quanto ao cabo coaxial. incluindo "cross-talk" de fiação adjacente. Isto aumenta o número de conexões possíveis sem diminuir seriamente o espaço útil ou exigir onerosos projetos de alteração das instalações físicas disponíveis. conforme o cabo. basta configurar o 568-A em uma extremidade e o 568-B na outra. O enfoque teórico do padrão 10BaseT é que ele permite que os gerentes de rede local utilizem fios de telefone já instalados. .3 – Pares trançados UTP Conectores O conector padronizado pela norma é o RJ-45. É verdade que o UTP custa menos por metro do que qualquer outro tipo de cabo de rede local. mas muitas placas de interface Ethernet são configuradas para cabos coaxiais e UTP. mas a despesa com material é a menos significativa em qualquer instalação pois a mão de obra é o elemento mais caro. o que diminui os custos e as possibilidades de falha na instalação.

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3.1.3 Cabo Coaxial
Um cabo coaxial consiste em um fio de cobre rígido que forma o núcleo, envolto por um material isolante que, por sua vez, é envolto em um condutor cilíndrico, frequentemente na forma de uma malha cilíndrica entreleçada. O condutor externo é coberto por uma capa plástica protetora.

Figura 3.7 – Corte em um cabo coaxial A forma de construção do cabo coaxial lhe dá uma boa combinação de alta banda passante e excelente imunidade a ruídos. A banda passante possível depende do comprimento do cabo. Para cabos de 1 Km, pode-se chegar a uma taxa de dados de 1 Gbps. Taxas de dados mais altas são possíveis em cabos mais curtos e, pode-se usar cabos mais longos, mas com taxas mais baixas. Dois tipos de cabo coaxial são bastante utilizados. Um tipo, o Cabo Coaxial Fino, também conhecido como cabo de 50 ohms ou cabo coaxial em Banda Base. O outro tipo, o Cabo Coaxial Grosso, também conhecido como cabo coaxial em Banda Larga.
a) Cabo Coaxial de Banda Base (50 ohms)

O cabo coaxial fino, também conhecido como cabo coaxial banda base ou 10Base2, é utilizado para transmissão digital e possui impedância característica geralmente de 50 ohms. As principais características de cabos coaxiais do tipo banda base, de impedância característica de 50 ohms, que eram utilizados em redes locais são : Impedância: 50 ohms Tamanho Mínimo de Segmento: 0,45 metros Transmissão em banda base, código Manchester, em modo half-duplex; Tamanho Máximo sem Repetidores: depende da velocidade que se deseja. Capacidade: 30 equipamentos/segmento Acesso ao meio: CSMA/CD Taxas de Transmissão de Dados: de 10 Mbps até 2 Gbps (Tane97) (depende do tamanho e qualidade do cabo). Usual em uma rede local seria uma taxa de 10 Mbits/s ou 100Mbits/s Modo de Transmissão: Half-Duplex - Código Manchester. Transmissão: Por pulsos de corrente contínua. Imunidade EMI/RFI: 50 dB Conector: Conector T Instalação: Facilitada (cabo fino e flexível) Topologia mais usual: barra; Tempo de trânsito: 4 ns/m. O cabo coaxial fino é mais maleável e, portanto, mais fácil de instalar. Em comparação com o cabo coaxial grosso, na transmissão em banda base, o cabo de 50 ohms sofre menos reflexões devido as capacitâncias introduzidas na ligação das estações ao cabo, além de possuir uma maior imunidade a ruídos eletromagnéticos de baixa frequência. Apesar do cabo coaxial banda base ter uma imunidade a ruídos melhor do que o par trançado, a transmissão em banda larga fornece uma imunidade a ruído melhor do que em banda base. Nesta tecnologia de transmissão, o sinal digital é injetado diretamente no cabo. A capacidade de transmissão dos cabos nesta modalidade varia entre alguns Mbps/Km, no caso dos cabos mais finos, até algumas Gigabits por segundo no caso de cabos mais grossos e de melhor qualidade. A impedância utilizada nesta modalidade de transmissão é de 50 ohms.

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Um Cabo Coaxial Banda Base, também conhecido como 10Base2, consiste de um fio de cobre rígido, que forma o núcleo, envolto por um material isolante, que por sua vez é envolto por um condutor cilíndrico na forma de malha entrelaçada, tudo coberto por uma capa plástica protetora. O método de acesso ao meio usado em Cabos Coaxias Banda Base é o detecção de portadora, com detecção de colisão. Amplamente utilizado em redes locais.

Figura 4.9 – Conector BNC

Figura 3.8 – Cabo coaxial 50 ohms
b) Cabo Coaxial de Banda Larga (75 ohms)

Um Cabo Coaxial Banda Larga, também conhecido como 10Base5 ou "Mangueira Amarela de Jardim", consiste de um fio de cobre rígido, que forma o núcleo, envolto por um material isolante, que por sua vez é envolto por um condutor cilíndrico de alumínio rígido, tudo coberto por uma capa plástica protetora.

Figura 3.10 – Cabo coaxial 75 ohms O cabo coaxial grosso, também conhecido como cabo coaxial de banda larga ou 10Base5, é utilizado para transmissão analógica, principalmente em redes de longa distância, como a utilizada pela TV a cabo. O cabo coaxial grosso, possui uma blindagem geralmente de cor amarela. Seu diâmetro externo é de aproximadamente 0,4 polegadas ou 9,8 mm. Uma diferença fundamental entre os cabos coaxiais de banda base e banda larga é que sistemas em banda larga necessitam de amplificadores analógicos para amplificar periodicamente o sinal. Esses amplificadores só transmitem o sinal em um sentido; assim, um computador enviando um pacote não será capaz de alcançar os computadores a montante dele, se houver um amplificador entre eles. Para contornar este problema, foram desenvolvidos dois tipos de sistemas em banda larga: com cabo duplo e com cabo único. Os sistemas de cabo duplo têm dois cabos idênticos paralelos. Para transmitir dados, um computador emite os dados pelo cabo 1, que está conectado a um dispositivo chamado head-end na raiz da árvore de dados. Em seguida, esse head-end transfere o sinal para o cabo 2, que refaz o caminho da árvore a fim de realizar a transmissão. Todos os computadores transmitem no cabo 1 e recebem no cabo 2. Sistemas com cabo único é alocado bandas diferentes de frequência para comunicação, entrando e saindo por um único cabo. A banda do cabo é dividida em dois canais ou caminhos, denominados:

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1.caminho de transmissão (Inbound): caminho de entrada dos dados no canal 2.caminho de recepção (Outbound): caminho de saida dos dados do canal

Figura 3.11 – Esquemas gerais de LAN de barra em banda larga No modelo midsplit, por exemplo, a banda de entrada vai de 5 a 116 MHz, e a banda de saída vai de 168 a 300 MHz.

Figura 3.12 – Redes de banda larga. (a) Cabo duplo. (b) Cabo único Esse cabo é muito utilizado para a transmissão do sinal de vídeo em TV a cabo e, na transmissão de vídeo também em computadores, para a integração de imagens transmitidas para várias estações de rede local. Tecnicamente, o cabo de banda larga é inferior ao cabo de banda básica (que tem apenas um canal) no que diz respeito ao envio de dados digitais, no entanto, por outro lado, existe a vantagem de haver muitos cabos desse tipo já instalados. Na Holanda, por exemplo, 90 por cento de todas as casas têm uma conexão de TV a cabo. Cerca de 80 por cento das casas norte-americanas têm um cabo de TV instalado. Desse total, pelo menos 60 por cento têm de fato uma conexão a cabo. Com a acirrada concorrência entre as companhias telefônicas e as empresas de TV a cabo, podemos esperar que um número cada vez maior de sistemas de TV a cabo comece a operar como MANs e oferecer serviços telefônicos, dentre outras vantagens. Para obter maiores informações sobre a utilização da TV a cabo como uma rede de computadores, consulte Karshmer and Thomas, 1992. As dificuldades de conexão com cabos coaxiais são um pouco maiores do que se fosse utilizado o par trançado. A conexão dos cabos é feita através de conectores mecânicos, o que também encarece sua instalação em relação ao par trançado, porém, os benefícios compensam com larga vantagem a utilização deste método. Dados Técnicos Impedância: 75 ohms Atenuação: em 500m de cabo não exceder 8,5 dB medido a 10MHz ou 6,0 dB medido a 5 MHz Velocidade de Propagação: 0,77c (c=vel. luz no vácuo) Tamanho Máximo de Segmento: 500 metros Tamanho Mínimo de Segmento: 2,5 metros Tamanho Recomendado: múltiplos de 23,4 - 70,2 ou 117 metros

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Número Máximo de Segmentos: 5 Tamanho Máximo Total: 2.500 metros Capacidade: 1500 canais com 1 ou mais equipamentos por canal Acesso ao meio: FDM Taxas de Transmissão de Dados: 100 a 150 Mbps (depende do tamanho do cabo) Modo de Transmissão: Full-Duplex. Transmissão: Por variação em sinal de freqüência de rádio Imunidade EMI/RFI: 85 dB Conector: Tipo Derivador Vampiro Utiliza Transceptores (detecta a portadora elétrica do cabo) Instalação: Requer prática/pessoal especializado
c) Cabo coaxial x par trançado:
– As características de transmissão do cabo coaxial são melhores do que o par trançado (comparado às categorias 5 e

5e), porém ocupa muito mais espaço em um duto de fiação.
– Na transmissão analógica o coaxial é mais adequado, pois permite uma largura de banda maior a uma distância maior

do que o par trançado.
– O cabo coaxial possui imunidade maior aos ruídos de cross-talk e uma fuga eletromagnética mais baixa, porém o custo

do coaxial é mais elevado do que o do par trançado, principalmente nas interfaces de ligação. Conclui-se que o cabo coaxial é mais adequado à transmissão analógica enquando o par trançado é mais indicado à transmissão digital.

3.1.4 Fibras óticas
Muitas pessoas do setor de informática se orgulham com a rapidez com que a tecnologia usada nos computadores vem melhorando. Na década de 1970, um computador rápido (por exemplo, o CDC 6600) podia executar uma instrução em 100 nanossegundos. Vinte anos depois, um computador Cray rápido podia executar uma instrução em 1 nanossegundo, decuplicando seu desempenho a cada década. Nada mal. No mesmo período, a comunicação de dados passou de 56 Kbps (a ARPANET) para 1 Gbps (comunicação ótica moderna), isso significa que seu desempenho melhorou 100 vezes em cada uma década, enquanto, no mesmo período, a taxa de erros passou de 10-5 por bit para quase zero. Além disso, as CPUs estão se aproximando dos limites físicos, como a velocidade da luz e os problemas decorrentes da dissipação do calor. Por outro lado, com a atual tecnologia de fibra ótica, a largura de banda pode ultrapassar a casa dos 50.000 Gbps (50 Tbps) e são muitas as pessoas que estão realizando pesquisas com materiais de melhor qualidade. O limite prático da sinalização atual é de cerca de 1 Gbps, pois não é possível converter os sinais elétricos e óticos em uma velocidade maior. O uso experimental de 100 Gbps está previsto a curto prazo. Dentro de poucos anos, alcançaremos uma velocidade de 1 terabit/s. Logo teremos sistemas plenamente óticos, que influenciarão também a transmissão de dados entre computadores (Miki, 1994a).

Figura 3.13 – Fibra ótica

Figura 4.14 – Conector de fibra ST

Na corrida entre a computação e a comunicação, ganhou a comunicação. O significado real da largura de banda infinita (apesar dos custos) ainda não foi totalmente assimilado por uma geração de cientistas e engenheiros da computação que aprenderam a pensar em termos dos limites de Shannon e Nyquist impostos pelo fio de cobre. Os novos conceitos partem

na prática.15 – Conversor de sinal ótico/elétrico e elétrico/ótico Esse sistema de transmissão desperdiçaria luz e. Nela. Nesta seção. um feixe de luz que incide em um ângulo crítico.km em média. e a ausência de luz representa um bit zero. Quando instalamos uma fonte de luz em uma extremidade de uma fibra ótica e um detector na outra. as redes devem tentar evitar a computação a todo custo. o desempenho destas fibras não passam de 15 a 25 Mhz. Esse feixe pode se propagar por muitos quilômetros sem sofrer praticamente nenhuma perda.1. Dessa forma. Devido a alta dispersão. independente do desperdício de largura de banda. C O N V E R S O R C O N Receptor V Ótico Fibra ótica E (detetor R Ótico) S O Interface O-E R Sinal elétrico Transmissor Ótico (emissor de luz) Sinal elétrico Interface E-O Figura 3. mostrando-se apenas um interessante princípio físico. da sílica fundida para o ar. converte-o e transmite-o por pulsos de luz. nada escapa para o ar. a tecnologia atual de fibras caracteriza-se por três tipos distintos a seguir: 3. como mostra a Figura 3. essas fibras são menos sensíveis a esse fenômeno do que as fibras multimodais. Um sistema de transmissão ótico tem três componentes. a luz é refratada de volta para a sílica. a origem da luz. No entanto.16 (b). um pulso de luz indica um bit 1. O detector gera um pulso elétrico quando entra em contato com a luz.16 – (a) Três exemplos de um feixe de luz dentro de uma fibra de sílica com a fronteira ar/sílica em diferentes ângulos (b) reflexão de um raio de um feixe de luz abaixo do ângulo crítico Com relação à capacidade de transmissão. o meio de transmissão e o detector. A taxa de transmissão neste tipo de fibra é de 400 MHZ.1 Tipos de fibras a) Multimodo com índice degrau Esse tipo de fibra ótica possui sua capacidade de transmissão limitada basicamente pela dispersão modal. Convencionalmente. O volume de refração depende das propriedades dos dois meios físicos (em particular. ao incidir na fronteira e que. Nos ângulos cuja incidência ultrapasse um determinado valor crítico. temos um sistema de transmissão de dados unidirecional que aceita um sinal elétrico. Quando um raio de luz passa de um meio para outro.4. como mostra a Figura 3. Na extremidade de recepção. ou acima dele. O meio de transmissão é uma fibra de vidro ultrafina. não teria a menor utilidade. produz um ângulo β1. b) Multimodo com Índice Gradual Esse tipo de fibra ótica possui sua capacidade de transmissão limitada pela dispersão modal. nós vemos um feixe de luz que forma um ângulo α1. . de seus índices de refração). ao emergir. Figura 3. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  29 da premissa de que todos os computadores são desesperadamente lentos e.Km.16. por exemplo. é interceptado na fibra. a saída é reconvertida em um sinal elétrico. por essa razão. que reflete os diferentes tempos de propagação da onda luminosa. o raio sofre uma refração (desvio) na fronteira sílica/ar. vamos estudar as fibras óticas e veremos como funciona essa tecnologia de transmissão. que reflete os diferentes tempos de propagação da onda luminosa.

o vidro podia ter no máximo 1 mm de espessura para que a luz pudesse atravessá-lo. As fibras monomodais atualmente disponíveis podem transmitir dados a uma velocidade de muitos Gbps em uma distância de 30 km. A atenuação em decibéis é obtida com a seguinte fórmula. Devido a esta característica. obtemos atenuação de 10 log 10 2 = 3 dB.1. Atenuação em decibéis = 10 log 10 potência transmitida potência recebida Por exemplo. esta fibra pode atingir taxas de transmissão na ordem de 100 Ghz. apesar de fazê-lo em velocidades mais baixas. Os antigos egípcios já dominavam a manufatura do vidro.Km.7 mícron (1 mícron é igual a 10-6 metros).4. Elas já mostraram que feixes laser de alta potência podem conduzir uma fibra em uma distância de 100 quilômetros sem utilizar repetidores. assim como vemos o solo quando voamos de avião em um dia ensolarado. Já foram feitas experiências com taxas de dados muito mais altas entre pontos mais próximos. que. A atenuação da luz através do vidro depende do comprimento de onda da luz. por sua vez. uma matéria-prima barata e abundante. na prática. mas. . O vidro usado nas modernas fibras óticas são tão transparentes que. A figura mostra a parte infravermelha do espectro. se o mar fosse formado por esse tipo de vidro. quando o fator de perda é dois. Figura 3. O vidro transparente usado nas janelas foi desenvolvido durante a Renascença. que. que variam de 0. A atenuação do tipo de vidro usado nas fibras é mostrada na Figura abaixo. A luz visível tem comprimentos de onda ligeiramente mais curtos.17 – Tipos de fibra existentes 3.4 a 0. que é a reflexão da onda luminosa em diferentes tempos. é a usada. em decibéis por quilômetro linear de fibra.2 Transmissão de luz através da fibra As fibras óticas são feitas de vidro. e não por água. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  30 c) Monomodo Estas fibras são insensíveis a dispersão modal. Pesquisas sobre fibras que utilizam o érbio prometem alcançar distâncías ainda maiores sem repetidores. para eles. seria possível ver o fundo do mar da superfície. é produzido a partir da areia.

Atualmente. o núcleo tem 50 micra de diâmetro.1. descobriu-se que.85 mícron tem uma atenuação maior. eles são depositados no fundo. os cabos de fibra terrestres são colocadas no solo a um metro da superfície. Elas são centralizadas em 0. respectivamente.18 – bandas de freqüências utilizadas para transmissão nas fibras Os pulsos de luz enviados através de uma fibra se expandem à medida que se propagam. Nas fibras multimodais.19 (a) mostra a perspectiva lateral de uma fibra. Essa expansão é chamada de dispersão. 1. o núcleo tem entre 8 e 10 micras. As três bandas entre 25 e 30 mil GHz de largura. No centro. Nas fibras monomodais.55 micra.30 e 1. onde ocasionalmente são atacados por pequenos animais roedores. . para manter a luz no núcleo. Uma forma de impedir que a expansão desses pulsos se sobreponha é aumentar a distância entre eles. As duas últimas têm boas propriedades de atenuação (uma perda inferior a 5 por cento por quilômetro) A banda de 0. O núcleo da fibra é envolvido por uma proteção de vidro cujo índice de refração é inferior ao do núcleo. A Figura 3. A Figura 3. Em seguida.19 (b) mostra um cabo com três fibras. Em águas profundas. a exceção fica por conta da malha entrelaçada. O volume da dispersão vai depender do comprimento da onda. Geralmente. 3. os cabos de fibra transoceânicos são enterrados em trincheiras por uma espécie de arado marítimo. só pode ser feito com a redução da taxa de sinalização. onde podem ser arrastados por redes de pesca ou comidos por tubarões. por outro lado.3 Cabos de fibra Os cabos de fibra ótica são semelhantes aos coaxiais. Normalmente.4. Figura 3. fica o núcleo de vidro através do qual se propaga a luz. as fibras são agrupadas em feixes. o que corresponde à espessura de um fio de cabelo humano. o que. quando os pulsos são produzidos com um formato especial relacionado ao recíproco do co-seno hiperbólico. os lasers e os chips podem ser produzidos a partir do mesmo material (arsenieto de gálio).85. Esses pulsos são chamados de solitons. (b) Extremidade de um cabo com 3 fibras. protegidos por uma capa externa. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  31 A comunicação utiliza três bandas de comprimento de onda. Felizmente. todos os efeitos da dispersão são cancelados e é possível enviar pulsos por milhares de quilômetros sem que haja uma distorção significativa. Perto da praia. Figura 3. no entanto. nesse comprimento de onda. há um revestimento plástico fino com finalidade de proteger a camada anterior.19 – (a) Perspectiva lateral de uma fibra. mas. o mundo assiste a um grande esforço de pesquisa no sentido de colocar em prática as experiências que estão sendo feitas em laboratórios com os solitons.

O alinhamento pode ser melhorado com a passagem de luz através da junção.4 . Em segundo lugar. As junções mecânicas são encaixadas em 5 minutos por uma equipe devidamente treinada e resultam em uma perda de 10 % da luz. Eles têm diferentes propriedades. na verdade. No máximo. nesse caso. mostrado na Figura 3. A interface de cada computador percorre o fluxo de pulsos de luz até a próxima ligação e também serve como junção em forma de T para permitir que o computador envie e aceite mensagens. as duas extremidades são cuidadosamente colocadas uma perto da outra em uma luva especial e encaixadas em seguida. é o repetidor ativo. os diodos emissores de luz e os lasers semicondutores. Um encaixe por fusão é quase tão bom quanto uma fibra inteira. um fotodiodo (para recepção) O conector em si é completamente passivo e. Uma interface passiva consiste em dois conectores fundidos à fibra principal. é extremamente confiável. A luz recebida é convertida em um sinal elétrico. Em primeiro lugar. que emite um pulso elétrico quando entra em contato com a luz.1. Com pulsos de potência suficiente. por essa razão. a taxa de erros pode se tornar arbitrariamente pequena. podem ocorrer reflexões no ponto de junção e a energia refletida pode interferir no sinal. Nos três tipos de encaixe. como mostra a Figura 3. Em geral. elas podem ter conectores em suas extremidades e serem plugadas em sockets de fibra. . 3. Uma forma de contornar esse problema é perceber que uma rede em anel é. Em terceiro lugar. dois pedaços de fibra podem ser fundidos de modo a formar uma conexão sólida.20. apesar de sua ser conexão mais complexa do que a conexão com uma rede Ethernet. e um pulso de luz deve conduzir energia suficiente para ser detectado. Duas fontes de luz podem ser usadas para fazer a sinalização.20. Dois tipos de interfaces são usados. Item Taxa de dados Modo Distância Vida Útil Sensibilidade à temperatura Custo LED Baixa Multimodo Pequena Longa Insignificante Baixo custo Laser Semicondutor Alta Multimodo ou monomodo Longa Curta Substancial I Alto custo Tabela 3.Uma comparação entre diodos semicondutores e emissores de luz utilizados como fontes de luz A extremidade de recepção de uma fibra ótica consiste em um fotodiodo. Nesse caso. mas facilitam a reconfiguração dos sistemas.4 Redes de fibra As fibras óticas podem ser usadas nas LANs e nas transmissões de longa distância. ele deixa um computador off-line. elas podem ser encaixadas mecanicamente.20 – Um anel de fibra ótica com repetidores ativos O outro tipo de interface. no entanco. o que limita as taxas de dados a 1 Gbps. Um conector tem um diodo emissor de luz ou um diodo a laser na sua extremidade (para transmissão) e o outro. O ruído térmico também é importante. pois um diodo emissor de luz ou um fotodiodo quebrado não compromete o anel.4. um conjunto de ligações ponto a ponto. há uma pequena atenuação. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  32 As fibras podem ser conectadas de três diferentes formas. Figura 3. seguido de pequenos ajustes cuja finalidade é maximizar o sinal. o tempo de resposta de um fotodiodo é 1 nanossegundo.4. como mostra a Tabela 3. Os conectores perdem de 10 a 20 por cento da luz.

possibilitar a transmissão dos dados. o número total de computadores e o tamanho total do anel acabam sofrendo grandes restrições. desfeita. dessa forma. de modo que não há espaço para aumentar.21. o número de nós da rede é limitado pela sensibilidade dos fotodiodos. no entanto. cuja manutenção é extremamente cara. são afetados pelos elétrons existentes fora do fio. isso significa que eles podem operar em larguras de banda extremamente altas. interferência magnética ou quedas no fornecimento de energia. na prática. Devido à baixa atenuação. Comparação das Fibras Óticas e dos Fios de Cobre É instrutivo comparar a fibra com o cobre. Como a energia de entrada é dividida entre todas as linhas de saída. as fibras fundidas à outra extremidade do cilindro são conectadas a cada um dos receptores. as companhias telefônicas gostam da fibra por outra razão. adapta-se muito bem a regiões industriais. ela pode gerenciar larguras de banda muito mais altas do que o cobre. além do mais. e as fibras de entrada são fundidas em uma extremidade do cilindro. Duas fibras têm mais capacidade e pesam apénas 100 kg. que é mostrada na Figura 3. Figura 3. Nesse projeto. A fibra também tem a vantagem de não ser afetada por picos de voltagem. Como a transmissão é basicamente unidirecional. Para começo de conversa.21 – Uma conexão em estrela passiva em uma rede de fibra ótica Por mais estranho que possa parecer. Apenas essa característica justificaria seu uso nas redes de última geração. que a fibra é uma tecnologia nova. Os fótons de uma fibra não afetam um ao outro (não têm carga elétrica) e não são afetados pelos fótons dispersos existentes do lado de fora da fibra. Já estão sendo usados repetidores puramente óticos. as fibras têm preferência por terem um custo de instalação muito mais baixo. Além disso. eles afetam um ao outro e. a estrela passiva combina todos os sinais de entrada e transmite o resultado obtido em todas as linhas. Da mesma forma. Nas novas rotas. o que. significa que o anel pode ter qualquer tamanho. e subseqüente substituição. reduzindo de maneira significativa a necessidade de sistemas mecânicos de suporte. ele é difundido dentro da estrela passiva para iluminar todos os receptores e. as ligações individuais entre os computadores podem ter quilômetros de distância. por isso. o que. Se um repetidor ativo entrar em pane. A razão para que a fibra seja melhor do que o cobre é inerente às questões físicas subjacentes a esses dois materiais. Esses dispositivos dispensam as conversões óticas/elétricas/óticas. as fibras não desperdiçam luz e dificilmente são interceptadas. Além da remoção. a fibra é mais leve que o cobre. Quando uma interface emite um pulso de luz. Mil pares trançados com 1 quilômetro de comprimento pesam 8 t. Por fim. a comunicação bidirecional exige duas fibras e duas bandas . trata-se de uma alternativa muito mais segura contra possíveis escutas telefônicas. Muitos dos dutos de cabo atuais estão completamente lotados. do cobre por fibras deixar os dutos vazios. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  33 tem sua capacidade regenerada caso ela tenha sido enfraquecida e é retransmitida na forma de luz. o anel será interrompido e a rede. ela é fina e leve. que requer conhecimentos de que a maioria dos engenheiros não dispõe. As interfaces passivas perdem luz em cada junção. o cobre tem um excelente valor de revenda para as refinarias especializadas. A fibra tem muitas vantagens. Na prática. Ela também está imune à ação corrosiva de alguns elementos químicos que pairam no ar e. Vale lembrar. Uma topologia em anel não é a única forma de se construir uma LAN usando fibras óticas. os repetidores só são necessários a cada 30 quilômetros de distância. Também é possível ter um hardware se comunicando através do uso de uma estrela passiva. cada interface tem uma fibra entre seu transmissor e um cilindro de sílica. consequentemente. Por outro lado. Quando os elétrons se movem dentro de um fio. em comparação com os cinco quilômetros que separam cada repetidor nas conexões via cobre. Por essas razões. representa uma economia significativa. A interface com o computador é um fio de cobre comum que passa pelo regenerador de sinal. pois trata-se de um minério de altíssima qualidade. como o sinal é regenerado em cada interface.

. que é de cerca de 300. os elétrons criam ondas eletromagnéticas que podem se propagar através do espaço livre (inclusive em um vácuo). Finalmente. Para obter maiores informações sobre todos os aspectos físicos da rede de fibra ótica. de 30 kHz a 300 kHz).. a freqüência ou a fase das ondas. O número de oscilações por segundo de uma onda eletromagnética é chamado de freqüência. Nesta seção. florestas. Vê-se com clareza que.. No entanto.. média e alta freqüência...[30000Hz ate 300000Hz] . A velocidade da luz é o limite máximo que se pode alcançar. Essa velocidade... deve-se recorrer à tecnologia da transmissão sem fio. as interfaces de fibra são mais caras do que as interfaces elétricas. As freqüências listadas na parte inferior da Figura 3. a velocidade cai para cerca de 2/3 desse valor e se torna ligeiramente dependente da freqüência.. O espectro eletromagnético é mostrado na Figura 3.2 Meios não físicos de transmissão Estamos assistindo ao surgimento de pessoas totalmente viciadas em informações.. pelo que se vê. já que ela tem uma série de aplicações importantes além da possibilidade de oferecer conectividade para quem deseja ler mensagens de correio eletrônico durante um vôo. Astonishingly e Prodigiously (IHF. que é universalmente designada pela letra grega λ. O rádio... o raio infravermelho e os trechos luminosos do espectro podem ser usados na transmissão de informações. independente de sua freqüência. desde que sejam moduladas a amplitude. e é medida em Hz (em homenagem a Heinrich Hertz).. respectivamente. foram atribuídos os seguintes nomes às bandas mais altas surgidas posteriormente.. a microonda.. o raio X e o raio gama representariam opções ainda melhores..pelo físico alemão Heinrich Hertz em 1887. todas as ondas eletromagnéticas viajam na mesma velocidade. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  34 de freqüência em uma fibra.[3000Hz ate 30000Hz] LF (Low Frequency)... mas eles são difíceis de produzir e modular..... Fibras óticas são elementos de transmissão que utilizam sinais de luz codificados para transmitir os dados. Ultra. ninguém esperava ultrapassar 10 Mhz.. telefones e equipamentos de fax fixos serão conectados por fibra ótica e os móveis serão sem fio.. A luz que circula pela fibra ótica situa-se no espectro do infravermelho e seu comprimento de onda está entre 10xE14 a 10xE15 Hz.... no futuro. No vácuo.[300Hz ate 3000Hz] VLF (Very Low Frequency).. pessoas que precisam estar permanentemente online.. Eles precisam transferir dados para os seus computadores laptop. Very. o cabo coaxial e a fibra ótica não têm a menor utilidade. pântanos etc. existem algumas outras circunstâncias em que os dispositivos sem fio são mais adequados do que os fixos. além de não se propagarem através dos prédios e serem perigosos para os seres vivos.... os próximos padrões de alta freqüência terão nomes como Incredibly... Essas freqüências se baseiam nos comprimentos de onda.... A luz ultravioleta. notebook. Todos os computadores.. ou aproximadamente de 30 cm por nanossegundo. 3..22... No cobre ou na fibra... Esses foram os últimos nomes criados e.. Não é à toa que a moderna comunicação digital sem fio começou nas ilhas havaianas.. em inglês. de baíxa.. 3. geralmente chamada de velocidade da luz..22 são os nomes oficiais definidos pela ITU. Algumas pessoas chegam a acreditar que. f. portanto...... consulte Green (1993). Extremely e Tremendously High Frequency.1 O Espectro Eletromagnético Quando se movem.. Os termos LF. o par trançado. vamos apresentar os conceitos básicos da comunicação sem fio. No entanto. A distância entre dois pontos máximos (ou mínimos) consecutivos é chamada de comprimento de onda.. MF e HF são as abreviaturas. já que têm freqüências mais altas. palmtop. A resposta para esses usuários está na comunicação sem fio.... as ondas eletromagnéticas podem ser transmitidas e recebidas com eficiência por um receptor localizado a uma distância bastante razoável. Para os usuários móveis.. onde os usuários eram separados pelo oceano Pacífico e o sistema telefônico se mostrava totalmente inadequado. Essas ondas foram previstas pelo físico inglês James Clerk Maxwell em 1865 e produzidas e observadas pela primeira vez . Quando há dificuldades para instalar cabos de fibra ótica em um prédio. de bolso ou de pulso sem depender da infraestrutura de comunicação terrestre. devido a acidentes geográficos (montanhas.... Nenhum objeto ou sinal pode se mover com maior rapidez do que ela.. todos sabemos que o futuro das comunicações de dados em distâncias significativas pertence à fibra..000 Km/s. Quando se instala uma antena com o tamanho apropriado em um circuito elétrico. Portanto. só haverá dois tipos de comunicação... Toda a comunicação sem fio é baseada nesse princípio..2... a banda LF vai de 1 a 10 km (aproximadamente.. (lambda). AHF e PHF) ELF (Extremely Low Frequency.).. Super. quando esses nomes foram criados..... as comunicações por fibra e as sem fio..

2. a interferência entre os usuários é um problema. como se fosse uma antena. as ondas de rádio tendem a viajar em linhas retas e a ricochetear nos obstáculos. Por essa razão. Eventualmente. As ondas de rádio também são onidirecionais. mais ou menos 1/r' no ar. Nas freqüências altas. as ondas de rádio estão sujeitas à interferência dos motores e outros equipamentos elétricos. Nas faixas VLF. Devido à capacidade que as rádios têm de percorrer longas distâncias. começou a surgir um padrão. mas. Só depois de muita pesquisa eles descobriram que a fiação do Cadillac captava a freqüência usada pelo novo sistema de rádio da Patrulha Rodoviária de Ohio. Essas ondas podem ser detectadas dentro de um raio de 1 mil quilômetros nas freqüências mais baixas. as ondas em nível do solo tendem a ser absorvidas pela terra. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  35 Figura 3. concedendo apenas uma exceção (discutida a seguir). A radiodifusão em freqüências AM utilizam a banda MF. Um belo dia. todos os governos exercem um rígido controle sobre os transmissores de rádio. As ondas de rádio nessas bandas atravessam facilmente os prédios. as ondas que alcançam a ionosfera. e o controle era feito por computador. mas a potência cai abruptamente à medida que a distância da origem aumenta. às vezes. LF e MF. o que signífica que elas percorrem todas as direções a partir da origem. As propriedades das ondas de rádio dependem da freqüência. a General Motors decidiu equipar seus novos Cadillacs com freios que impediam o travamento das rodas. O principal problema relacionado à utilização dessas bandas em comunicação de dados diz respeito à baixa largura de banda que oferecem [ver Eq. portanto. razão pela qual os rádíos portáteis funcionam em ambientes fechados. portanto.22 – O espectro eletromagnético e a maneira como ele é usado na comunicação 3. Nas bandas HF e VHF. Na década de 1970. o Cadillac próximo a ele passou a se comportar como um cava(o trotando.23(a). as ondas de rádio se propagam em nível do solo.2 Transmissão de Rádio As ondas de rádio são fáceis de gerar. em vez de travá-los de verdade. seja em ambientes fechados ou abertos. No entanto. os Cadillacs enlouqueciam. razão pela qual as estações de rádio Boston AM não podem ser ouvidas facilmente em Nova York. como mostra a Figura 3. Quando o motorista pisava no pedal de freio. Depois de ser abordado pelo patrulheiro. percorrem longas distâncias e penetram os prédios facilmente e. o transmissor e o receptor não precisam estar cuidadosa e fisicamente alinhados. particularmente quando estavam sendo observados por um guarda rodoviário. A General Motors demorou a entender o motivo pelo qual os Cadillacs funcionavam sem problemas nos outros estados e outras estradas secundárias de Ohio. mas somente quando trafegavam pelas estradas de Ohio. Vale lembrar que o rádio onidirecional nem sempre é bom. Elas também são absorvidas pela chuva. de repente. o computador prendia e soltava os freios. nas mais altas. (2-2)J. esse raio de ação é bem menor. Nas freqüências baixas. Em todas as freqüências. um guarda rodoviário de Ohio começou a usar seu novo rádio móvel para falar com o quartel-general e. o motorista disse que não tinha feito nada e que o carro tinha ficado louco de uma hora para outra. as ondas de rádio atravessam os obstáculos. uma camada de partículas carregadas que giram em torno da terra a uma altura de 100 a 500 km são refratadas . são largamente utilizadas para comunicação.

trata-se de um grave problema. As torres com 100 m de altura devem ter repetidores a cada 80 km. fazendo com que eles se comuniquem com vários receptores alinhados em fileira sem que haja interferência. às vezes as torres acabam ficando em distâncias muito grandes. as microondas não atravessam os prédios. Alguns operadores mantêm 10 por cento dos canais ociosos como sobressalentes. que já detinha muitos direitos de caminho e. Além disso. Os militares também se comunicam nas bandas HF e VHF. Esse efeito não causaria problema algum se estivéssemos planejando construir um gigantesco forno de microondas para ser usado a céu aberto. provocando uma grave escassez de espectro. especialmente se os custos com a retirada do cobre ainda não tiver sido feita. Em determinadas condições atmosféricas. em telefones celulares. uma das grandes concessionárias de comunicações à longa distância dos Estados Unidos. as ondas trafegam em linha reta e por essa razão podem ser captadas com mais facilidade. elas ricocheteiam na atmosfera 3. como acontece com uma ligação entre San Francisco e Amsterdam). em comunicação. absorção pela água.23 – (a) Nas faixas VLF. consequentemente. mais distantes elas precisam estar. mas. quando se compra um pequeno lote de terra a cada 50 quilômetros e nele é instalada uma pequena torre de microondas. Além do mais. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  36 por ela e enviadas de volta à terra. é preciso instalar repetidores periodicamente. permitindo que as transmissões utilizem freqüências cada vez mais altas. Como as microondas viajam em linha reta. VF e MF. Ao contrário das ondas de rádio nas freqüências mais baixas. mas as antenas de transmissão e recepção devem ser alinhadas com o máximo de precisão. Além disso. Essas ondas têm apenas alguns centímetros e são absorvidas pela chuva. é possível ignorar o sistema telefônico e se comunicar diretamente. Antes das fibras óticas.2. as ondas de rádio obedecem à Curvatura da terra. era Microwave Communications. A mais importante delas é que a microonda dispensa a necessidade de se ter direitos sobre um caminho. A microonda é relativamente barata. Na verdade. A demanda por mais e mais espectro serve para manter o processo de aperfeiçoamento tecnológico. Elas têm uma série de vantagens significativas sobre a fibra. Quanto mais altas são as torres.3 Transmissão de Microondas Acima de 100 MHz. como mostra a figura 3. Figura 3. Assim como acontece com o fading por múltiplos caminhos. na distribuição por televisão etc. A distância entre os repetidores aumenta de acordo com a raiz quadrada da altura da torre. Consequentemente. ela se formou a partir da Southern Pacific Railroad. ao lado da estrada de ferro. e pode ser mais barato do que reservar a fibra da companhia telefônica. para onde alternam quando o fading por múltiplos caminhos perde a banda de freqüência temporariamente. tornando-se uma companhia telefônica de longa distância. ainda há alguma divergência no espaço. Ele depende do tempo e da freqüência. (b) na HF. Em resumo. a sua chegada pode ser mais demorada do que a das ondas diretas.23 (b) . a comunicação por microondas é muito usada na telefonia à longa distância. A instalação de duas torres simples (com alguns postes com quatro esteios) e de antenas em cada um deles pode ser mais barato do que enterrar 50 quilômetros de fibra em uma congestionada área urbana ou montanhosa. durantes décadas essas microondas foram de fundamental importância para o sistema de transmissão telefônica de longa distância. pois seu sistema foi originalmente desenvolvido em torres de microondas (grande parte dessa rede já foi adaptada para fibra). As bandas de até 10 GHz agora são de uso rotineiro. Foi por essa razão que a MCI mudou de orientação com tanta rapidez.). muito embora o raio possa ser detectado no transmissor. Esse efeito é chamado de fading por múltiplos caminhos (multipath fading) e costuma provocar sérios problemas. essa direcionalidade permite o alinhamento de vários transmissores em uma única fileira. tratou de instalar os cabos de fibra ótica necessários. Os operadores de radioamador utilizam essas bandas em conversas de longa distância.. Inc. . Algumas ondas podem ser refratadas nas camadas atmosféricas mais baixas e. a única solução é desligar as ligações que estão sendo afetadas pela chuva e criar uma nova rota para elas.. (A Sprint trilhou outro caminho. os sinais podem ricochetear diversas vezes. mas a partir de 8 GHz surge um novo problema. A concentração de toda a energia em um pequeno feixe através de uma antena parabólica oferece um sinal muito mais alto para a relação de ruído. o primeiro nome da MCI.

400-2.484 GHz. e Bantz e Bauchot. E é exatamente por essa razão que os sistemas infravermelhos são mais seguros do que os sistemas de rádio.5 Transmissão de Ondas de Luz A sinalização ótica sem guia está sendo utilizada há séculos. não atravessam objetos sólidos (para provar essa tese. o infravermelho tornou-se um promissor candidato para as LANs sem fio instaladas em ambientes fechados. também pode ser vista como uma grande limitação.4 Ondas milimétricas e infravermelhas As ondas milimétricas e infravermelhas sem guia são usadas em larga escala na comunicação de curto alcance. ao contrário dos sistemas de rádio. mas têm um grande inconveniente. Para direcionaram feixe de raios laser com 1 mm de largura a um alvo de 1 mm a 500 m. perdendo pouco a pouco as características de rádio.2. seriam desativadas. posicione-se entre o controle remoto e a televisão). 3. o sistema entrou em pane e ficou fora do ar durante todo o dia. nos Estados Unidos e no Canadá. também existem as bandas de 902-928 MHz e de 5. Devido a essas propriedades. os organizadores voltaram a testá-lo com todo o cuidado e mais uma vez tudo funcionou às mil maravilhas. Como o PTC local não se dispôs a instalar um grande número de linhas telefônicas que. os organizadores conseguiram resolver a charada. são colocadas lentes no sistema para desfocar levemente o feixe. é preciso ter a pontaria de uma Annie Oakley moderna. cada prédio precisa do seu próprio raio laser e do seu próprio fotodetector. portões de segurança etc. funcionam normalmente. No entanto. Por exemplo. como mostra a Figura 3. as microondas têm outro uso importante. Uma das desvantagens dos feixes de raios laser é que eles não são capazes de penetrar a chuva ou a neblina. Essas bandas são usadas para telefones sem fio. 1993. mas. Uma aplicação mais moderna é conectar as LANs em dois prédios através de raios laser instalados em seus telhados. Nesse caso. Portanto. A comunicação infravermelha não pode ser usada em ambientes abertos. nos dias de sol. Em geral. Esse esquema oferece uma largura de banda muito alta a um custo bastante baixo. Às 9h da manhã seguinte. prevenindo-os contra eventuais espionagens eletrônicas. Uma banda é alocada em escala mundial. Nos dois outros dias. 3. a banda industrial/científica/médica.24. o fato de as ondas infravermelhas não atravessarem paredes sólidas pode ser visto como uma qualidade. A banda 900 MHz funciona melhor. quando tudo funcionou perfeitamente bem. não precisa de uma licença da FCC. há alguns quílõmetros dali. Por esses rriotivos. pois o sol 6rilha tanto no infravermelho como no espectro visível. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  37 Além de serem usadas em transmissões de longa distância. videocassetes e estéreos empregam a comunicação infravermelha. Depois da conferência. mas ela está muito ocupada e o equipamento que a utiliza só pode ser operado na América do Norte. Para obter maiores informações sobre a comunicação infravermelha. Quando diversas pessoas comparecem a uma reunião com seus portáteis. certa vez. Os controles remotos utilizados nas televisões. Geralmente. As bandas mais altas exigem chips mais caros e estão sujeitas a interferências dos fornos de microondas e das instalações de radar.850 GHz. No entanto. a principal virtude do laser. a sinalização ótica coerente que utiliza raios laser é unidirecional. ao contrário das microondas. pois evitam os problemas de licenciamento. Por outro lado. À noite. os transmissores que as utilizam não precisam de autorização do governo. um feixe muito estreito. essas bandas são populares para diversas formas de rede sem fio de curto alcance. os organizadores colocaram um raio laser no telhado e o apontaram na direção do prédio de ciência da computação da universidade onde trabalhavam. Eles haviam feito um teste na noite anteior à conferência. Essas bandas são uma exceção à lei de licença. Além dela. em um belo dia de sol. Esse ar turbulento desviou o feixe e fez com que ele . Pela sua própria natureza. quando nos deslocamos do rádio de onda longa em direção à luz visível. 2. depois de três dias. as ondas assumem um comportamento cada vez mais parecido com o da luz. É por essa razão que um sistema infravermelho instalado em um ambiente fechado não interfere em um sistema semelhante instalado nas salas adjacentes.725-5. alto-falantes de alia fidelidade sem fio. mencanismos de abertura de portão de garagem. O calor do sol fez com que emanassem correntes de convecção do telhado do prédio. assim. Paul Revere usou a sinalização ótica binária na Old North Church antes de seu famoso feito. o problema voltou a se repetir. 1994. Al. que só podem ser instalados com uma licença. Ele também é relativamente fácil de ser instalado e.2. Tanembaum participou de uma conferência em um moderno hotel europeu cujos organizadores tiveram a felicidade de oferecer uma sala repleta de terminais para que os participantes pudessem ler suas mensagens de correio eletrônico durante as apresentações menos interessantes. baratas e fáceis de construir. elas podem se sentar na sala de conferências e estar plenamente conectadas sem que seja necessário plugá-los a uma tomada. os computadores e os escritórios de um prédio podem ser equipados com transmissores e receptores infravermelhos de características onidirecionais. computadores portáteis com recursos infravermelhos podem pertencer a uma LAN sem estarem fisicamente conectados a ela. consulte Adams et. Essas ondas são relativamente direcionais. os sistemas infravermelhos podem ser operados sem autorização do governo.

a lua . a Marinha dos Estados Unidos detectou um tipo de balão de tempo que ficava permanentemente no céu . para evitar interferência.1 Portanto. Com um espaçamento de 2 graus. o índice de rotação é o dia sideral: 23 horas 56 minutos e 4. aparentemente imóvel.2. O progresso no campo da comunicação celeste precisou esperar ate que o primeiro satélite de comunicação fosse lançado em 1962. Os satélites de comunicação possuem algumas propriedades interessantes. 3. Alguns desses segmentos de órbita são reservados para outras classes de usuários (por exemplo. Com a tecnologia atual.). para evitar interferência com o sinal de entrada. as pessoas tentavam criar sistemas de comunicação.000 Km acima do equador. ele gira na mesma velocidade que a Terra. Uma situação em que o satélite permanece fixo no céu é extremamente desejável. caso contrário. 3. transmissões televisivas. cobrindo uma área com apenas centenas de quilômetros de diâmetro.1 Satélites Geossíncronos De acordo com a lei de Kepler. os sinais recebidos eram muito fracos para que tivessem algum uso prático.2. amplifica os sinais de entrada e os transmite novamente em outra freqüência. o período orbital de um satélite varia de acordo com o raio orbital.09 segundos.6.6 Satélites de Comunicação Na década de 50 e no início dos anos 60 (1960). em uma altitude de aproximadamente 36. Um satélite de comunicação pode ser considerado como um grande repetidor de microondas no céu. no qual há 2 lasers. Esse mesmo ar também é o responsável pelas estradas bruxuleantes em dias quentes e pelas imagens tremidas quando olhamos para cima de um radiador quente. Os satélites de comunicação em altitudes baixas como essa são problemáticos porque eles ficam à vista das estações em terra por apenas um curto intervalo de tempo. . que os tornam atrativos para muitas aplicações. seria necessária uma antena orientável para rastreá-lo. transformando uma estranha curiosidade em um avançado sistema de comunicação. A figura mostra um sistema bidirecional. 1 Para os puristas. o período é de cerca de 90 min. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  38 dançasse em torno do detector. Ele contém diversos transponders. Um observador examinando um satélite em uma órbita equatorial circular o vê parado em um local fixo no céu. Os feixes inferiores podem ser largos. só pode haver 360/2 = 180 satélites de comunicação geossíncronos ao mesmo tempo no céu. o período do satélite é de 24 horas. Próximo à superfície terrestre.e criou um sistema operacional para comunicações costeiras que utilizava a lua em suas transmissões. É esse tipo de "visão" atmosférica que faz as estrelas piscarem (e é por essa razão que os astrônomos colocam os telescópios no topo das montanhas).24 – Correntes de convecção podem interferir nos sistemas de comunicaçãoà laser. Em seguida. emitindo sinais a partir de balões de tempo metalizados. Infelizmente. cobrindo uma fração substancial da superfície terrestre. ou estreitos. pois. A principal diferença entre um satélite artificial e um real é que o artificial amplifica os sinais antes de enviá-los de volta. Entretanto. cada um deles ouve uma parte do espectro. Figura 3. não é muito inteligente ter satélites com espaços menores que 2 graus no plano equatorial de 360 graus. numa razão exponencial de 3/2. uso governamental e militar etc.

Os primeiros satélites tinham um feixe espacial que iluminava toda a Terra. Por isso. o transmissor ou o receptor possui uma grande antena e um amplificador de grande potência. a multiplexação por divisão do tempo também é usada devido à sua maior flexibilidade. portanto.As principais bandas de satélite A próxima freqüência mais alta para concessionárias de telecomunicações comerciais é a Ku. Nos primeiros satélites. Além disso. A desvantagem de ter estações de usuário final mais baratas é o maior retardo. Com a enorme queda de preço. eles podem usar a mesma banda de freqüência sem que haja interferência. existe um outro problema: a chuva. em vez de apenas uma.25 . Um novo desenvolvimento no mundo dos satélites de comunicação são as microestações de baixo custo. com freqüência. podem acontecer diversas transmissões ascendentes e descendentes simultaneamente.25. é óbvio). cabos e equipamentos eletrônicos extras para que se possa alternar rapidamente entre as estações. Hoje em dia. Um satélite típico possui de 10 a 20 transponders. Em vez disso. Duas faixas de freqüência foram atribuídas a ela. Além dessas bandas comerciais também existem muitas bandas governamentais e militares. têm sido feitos acordos internacionais a respeito de quem pode usar quais freqüências e segmentos de órbita. . o problema pode ser contornado com antenas. Esses pequenos terminais tem antenas de 1 m e podem consumir cerca de 1 watt de energia. os satélites que utilizam diferentes partes do espectro não têm problemas de conflito. pois também são usadas por concessionárias de comunicações para ligações de microondas terrestres. Cada satélite é equipado com diversas antenas e vários transponders. nessas freqüências. Um transponder de 50 Mbps pode ser usado para codificar um único fluxo de dados de 50 Mbps. através da utilização de diversas estações em terra amplamente separadas. o hub. às vezes chamadas de VSATs (Very Small Aperture Terminais) (Ivancic et al. Essas bandas já estão sobrecarregadas.26 Nesse modo de operação. com uma grande antena de alto ganho para retransmitir o tráfego entre os SATs. Figura 3. o tempo de trânsito de um ponto a outro fica entre 250 e 300 ms. em geral. os satélites podem ficar a uma distância mais próxima do que 1 grau. o uplink é adequado para 19. Em muitos sistemas VSAT. dois ou mais satélites poderiam ocupar um segmento de órbita. apesar de os sinais enviados e recebidos por um satélite trafegarem na velocidade da luz (aproximadamente 300. Como alternativa. mas o downlink exige mais 512 Kbps. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  39 Felizmente. cada um com uma largura de banda de 36 a 50 MHz. 800 canais de voz digitais de 64 Kbps ou várias outras combinações. além dos feixes pontuais para o Alasca e o Havaí. Portanto. dois transponders podem usar polarizações diferentes do sinal. Para uma conexão full-duplex é necessário um canal em cada direção. a diminuição do tamanho e a exigência de equipamentos microeletrônicos. Normalmente.2 Kbps. Para começar. a inferior para tráfego downlink (a partir do satélite) e a superior para tráfego uplink (para o satélite). Dividia-se a largura de banda em bandas de freqüência fixa (FDM). portanto..000 Km/s). mas o equipamento necessário para usá-la ainda continua caro. se operassem em diferentes freqüências Para evitar o caos total no céu. Geralmente. tornou-se viável uma estratégia de transmissão mais sofisticada. 1994). A água é um grande absorvente dessas microondas curtas. cada um dos 180 satélites possíveis poderiam ter diversos fluxos de dados em ambas as direções simultaneamente. a divisão dos transponders em canais era estática. Essa banda não está (ainda) congestionada e. Os satélites de comunicação têm diversas propriedades que sio radicalmente diferentes das ligações ponto a ponto terrestres. Em geral. esses feixes pontuais são elipticamente formados e podem ter algumas centenas de quilômetros de diâmetro. as microestações não têm energia suficiente para se comunicarem diretamente com as outras (via satélite. um satélite de comunicação para os Estados Unidos teria um feixe amplo para os 48 estados contíguos. Entretanto. Cada feixe descendente pode ser focalizado em uma pequena área geográfica. Felizmente. A banda C foi a primeira a ser atribuída ao tráfego de satélite comercial. Dependendo da distância entre o usuário e a estação em terra e da elevação do satélite acima do horizonte. são localizadas grandes tempestades. é necessária umaestação em terra especial. As principais bandas comerciais são listadas na Figura 3. O valor típico é 270 ms (540 ms para um sistema VSAT com um hub). como mostra a Figura 3. Na banda Ka também foi alocada largura de banda para o tráfego de satélite comercial. a distância de ida e volta introduz um retardo substancial.

tendo a Terra como o núcleo e os satélites como elétrons. para um total de 283.27 (b). o que provavelmente soava muito mais como uma doença do que como um satélite. Os satélites também proporcionam taxas de erro excelentes e podem ser explorados quase que instantaneamente. mas com uma diferença. Subitamente. Aqui descreveremos brevemente o sistema Iridium. Esse serviço concorre diretamente com PCS/PCN e os torna desnecessários. o plano foi revisado no sentido de se usar apenas 66 satélites. As frequências poderiam ser reutilizadas duas células depois. Essa proposta criou um frenesi entre as outras empresas de comunicação. Alguns desses seriam . Apostila de Telecomunicações e Redes 1  40 Outra propriedade importante dos satélites é que basicamente eles são meios de difusão. essa propriedade é muito útil. todos quiseram lançar uma cadeia de satélites de baixa órbita. dados. nesse sistema as células e os usuários são móveis. cada satélite possui um número substancial de feixes pontuais que varrem a Terra à medida que o satélite se move. Figura 3. Para algumas aplicações. como sugere a Figura 3. paging. Eles poderiam ser dispostos em eixos norte-sul. os satélites são um completo desastre: todo mundo pode ouvir tudo. O serviço de uma chamada transcontinental não custa mais do que uma chamada entre um lado e outro da rua. um detalhe fundamental para a comunicação militar. O objetivo básico do Iridium é fornecer um serviço de telecomunicações de amplitude mundial através de dispositivos portáteis que se comunicam diretamente com os satélites Iridium. o custo de transmissão de uma mensagem é independente da distância percorrida. Cada célula teria 174 canais full-duplex. o projeto teve seu nome alterado para Dysprosium (o elemento 66).26 . mas os usuários são móveis. os satélites de baixa órbita raramente eram usados para comunicação porque apareciam e desapareciam de vista muito rapidamente. A idéia era que assim que um satélite estivesse fora de vista. Ele utiliza os conceitos de rádio celular. Portanto. A criptografia é essencial quando a segurança é necessária. Aqui. mas os outros são semelhantes. toda a Terra seria coberta. em órbitas polares circulares. mas as técnicas usadas para o rádio celular são igualmente aplicáveis tanto no caso de a célula deixar o usuário quanto no caso de o usuário deixar a célula. como no rádio celular convencional.6.VSATs usando um hub Nos satélites.272 canais mundiais. do ponto de vista da segurança e da privacidade. a difusão do satélite pode ser mais barata. as células são fixas. Em 1990.2. 3. Com seis eixos de satélite. Normalmente. Mais tarde. Há serviços de voz. Enviar uma mensagem para milhares de estações localizadas no diâmetro de um transponder não custa mais caro do que enviar para apenas uma. Por isso. As pessoas com poucos conhecimentos de química podem pensar nessa disposição como um imenso átomo de disprósio. fax e navegação em qualquer lugar da terra.27 (a). Cada satélite teria um máximo de 48 feixes pontuais. outro o substituiria. Por outro lado. Os satélites devem ser posicionados em uma altitude de 750 Km. com um total de 1. Mesmo quando a difusão pode ser simulada através do uso de uma linha ponto a ponto. com um satélite a cada 32 graus de latitude. a Motorola deu início a um novo empreendimento e enviou um requerimento à FCC solicitando a permissão para lançar 77 satélites de baixa órbita do projeto Iridium (o elemento 77 é o irídio). como mostra a Figura 3.2 Satélites de baixa órbita Durante os primeiros 30 anos da era do satélite.628 células sobre a superfície da Terra.

poderiam ser retransmitidas entre os satélites localizados na banda Ka. esse quadro se alterou radicalmente. as conexões de fibra terrestre pareciam ser a melhor opçao a longo prazo. é improvável que o projeto morra por falta de clientes. Agora. em 1984 nos Estados Unidos e um pouco mais tarde na Europa. Afinal de contas. mas destinadas a um satélite remoto. impedindo o fornecimento de uma alta banda a usuários individuais. Isso era praticamente tudo o que existia na época. Empresas e pessoas físicas que quisessem ser contactadas todo o tempo. em áreas desenvolvidas. O fator de limitação seriam os segmentos de uplink/downlink.27 (a) Os satélites do Irídium formam seis eixos em torno da terra (b) 1. Subitamente. como SMDS e B-ISDN. Existe largura de banda suficiente no espaço cósmico para as ligações entre satélites. Essas empresas também pararam de cobrar preços altos por ligações interurbanas para subsidiar o serviço local. apareceriam aos montes. A Motorola estima que 200 MHz seriam suficientes para todo o sistema. As companhias telefônicas começaram a substituir suas redes de longa distância por fibra ótica e introduziram serviços de alta largura de banda.628 células sobre a superfície da terra . os satélites de comunicação têm mercados muito importantes que a fibra não é capaz de alcançar. As mensagens recebidas por um satélite. Além disso. Figura 3. possibilitando a comunicação com um satélite através de um pequeno dispositivo alimentado por bateria. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  41 para paging e navegação. Entretanto. Esse movimento glacial foi causado em grande parte pelo ambiente regulador no qual esperava-se que as companhias telefônicas fornecessem bons serviços de voz a preços razoáveis (o que elas fizeram) e. essa largura de banda não está disponível para a maioria dos usuários. Apesar de uma única fibra ter. tinham lucro garantido em seus investimentos. em troca. (Os dispositivos de paging imaginados poderiam mostrar duas linhas de texto alfanuméricos. Há 20 anos. a 1.200 bps disponíveis para as pessoas que precisavam transmitir dados. mais largura de banda Potencial do que todos os satélites lançados. examinaremos alguns desses mercados. Uma comparação entre a comunicação por satélite e a comunicação terrestre é instrutiva. Se essa tecnologia puder fornecer um serviço universal em qualquer lugar da Terra por esse preço. mesmo em áreas subdesenvolvidas. o Iridium enfrentaria intensa concorrência do PCS/PCN (com seus telepontos de configuração especial). Havia modems de 1. As fibras que estão sendo instaladas atualmente são usadas no sistema telefônico para tratar diversas chamadas interurbanas ao mesmo tempo. o que requer pouquíssima largura de banda. em princípio. pensava-se que o futuro da comunicação residia nos satélites de comunicação. o sistema telefônico mudou muito pouco nos últimos 100 anos e não mostrou sinais de mudança para os próximos 100 anos.6 GHz. O custo projetado para o usuário final seria em torno de 3 dólares por minuto. Com o surgimento da concorrência.) Os uplinks e os downlinks poderiam operar na banda L.

O espectro da luz visível. a transmissão é analógica Fibras monomodo utilizam ILDs As fibras utilizam luz no espectro do ultravioleta Os sistemas de microondas e os satélites Geoestacionários usam as mesmas faixas de freqüência O meio físico mais utilizado para transmissões no Brasil atualmente é o cabo coaxial Fibras monomodo têm um maior alcance do que as multimodo As ondas de rádio atravessam prédios As ondas infravermelhas atravessam prédios As ondas microondas atravessam prédios As ondas microondas atravessam paredes normais O número de satélites Geoestacionários é ilimitado m) A fibra ótica multimodo é mais rápida que a monomodo na transmissão dos dados w) A transmissão via laser é direcional é não pode ter qualquer obstáculo físico no caminho . b) O par trançado categoria 3 e 4 são normalmete usadas para redes de 10 Mb/s e 100 Mb/s respectivamente. b) O par trançado STP possui uma blindagem. 6) Por que o sistema Irídium recebeu este nome? 7) Dê um exemplo que você conheça de transmissão por infravermelho. enquanto o par trançado STP é desprotegido. O cabo coaxial de 50 ohms utilizava o conector tipo vampiro nas redes locais O cabo coaxial de 75 ohms é usado no sistema de TV a cabo O cabo coaxial de 75 ohms é melhor do que o de 50 ohms para transmissão analógica a grande distância O cabo coaxial de 50 ohms utiliza o conector T O cabo coaxial 10Base2 é o de 75 ohms. b) O melhor tipo de fibra existente para transmissão de dados é a Monomodo. enquanto o par trançado UTP é desprotegido. Nas redes locais com par trançado. 4) Assinale a alternativa correta: a) O melhor tipo de fibra existente para transmissão de dados é a Multimodo índice gradual.3 10BaseT indica uma rede de 10 Mb/s usando par trançado e sinal digital. meios físicos e não físicos. b) Podemos dividir os meios de transmissão em duas grandes categorias. 8) Dê um exemplo que você conheça de transmissão por microondas. indicando se a mesma é Verdadeira ou Falsa: V F a) b) c) d) e) f) g) h) i) j) k) l) n) o) p) q) r) s) t) u) v) x) Canal e meio de comunicação são sinônimos Para que um sinal passe por um canal é necessário que seu espectro esteja contido na banda do canal A banda de passagem de uma linha física é a mesma de um canal de voz Um meio de transmissão comporta apenas um circuito de comunicação individual Em qualquer meio de transmissão. b) O padrão 802. meios analógicos e meios digitais. 9) Assinale com um X na resposta certa. 2) Assinale a alternativa correta: a) O par trançado UTP possui uma blindagem.3 10BaseT indica uma rede de 10 Mb/s usando fibra ótica e sinal digital. 5) Assinale a alternativa correta: a) O padrão 802. 3) Assinale a alternativa correta: a) O par trançado categoria 3 e 5 são normalmete usadas para redes de 10 Mb/s e 100 Mb/s respectivamente. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  42 Questionário: 1) Assinale a alternativa correta: a) Podemos dividir os meios de transmissão em duas grandes categorias. a capacidade é inversamente proporcional à distância Espectro é a representação das freqüências que um determinado canal deixa passar.

etc. A existência da subcamada MAC na arquitetura IEEE 802 reflete uma característica própria das redes locais. Cada padrão abrange a camada física e o protocolo de subcamada MAC. respectivamente.) das conexões físicas. As três seções a seguir explicam esses três sistemas.1). etc. token bus (permissão em barra) e token ring (permissão em anel). Os padrões são divididos em partes. apresentando as seguintes características: a) correspondência máxima com o RM-OSI b) interconexão eficiente de equipamentos a um custo moderado c) implantação da arquitetura a custo moderado As três camadas da arquitetura IEEE são: – Camada física – Subcamada de controle de acesso ao meio (MAC) – Subcamada de controle de enlace lógico (LLC) OSI 802. O padrão 802. Para obter maiores informações.4 802.1. sendo que cada camada foi orientada para o desenvolvimento de redes locais. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  43 4. O comitê 802 publicou um conjunto de padrões nacionais americanos pelo Americans National Standards Institute (ANSI). O padrão 802. A existência da subcamada MAC permite o desenvolvimento da subcamada superior (LLC) com um certo grau de independência da camada física. token bus e token ring.1 – Relação entre os padrões IEEE 802 e RM-OSI 4..2 IEEE Figura 4. etc. define as características elétricas (níveis de tensão. Os padrões IEEE 802 foram adotados pelo ANSI como padrões nacionais americanos. as características mecânicas (tipo de conectores. pelo NIST como padrões governamentais e pela ISO como padrões internacionais (conhecido como ISO 8802). inicialização das funções de transmissão e recepção de bits. impedância. 4. coletivamente conhecidos como IEEE 802. O modelo de referência elaborado pelo IEEE definiu uma arquitetura com três camadas (veja figura 8.5 .) e as características funcionais e de procedimentos (tempo de duração de bit ou velocidade de transferência de bits. especifica os mecanismos que permitem gerenciar a comunicação a nível de enlace de dados.. a qual utiliza o protocolo LLC (Logical Link Control). O padrão IEEE 802 Com o objetivo de elaborar padrões para redes locais de computadores nasceu o projeto IEEE 802. mas são compatíveis na camada de enlace de dados.1 Enlace Física LLC MAC 802.1 oferece uma introdução ao conjunto de padrões e define as primitivas da interface. Os vários padrões diferem na camada física e na subcamada MAC.2 descreve a parte superior da camada de enlace de dados. 802. Por outro . incluem CSMA/CD. O IEEE produziu vários padrões para LANs. no que diz respeito à topologia e ao meio de transmissão propriamente dito.2 Subcamada de controle de acesso ao meio (MAC) A subcamada MAC da arquitetura IEEE 802. que é a necessidade de gerenciar enlaces de dados com origens e destinatários múltiplos num mesmo meio físico de transmissão como no caso das topologias em anel e barramento.1.1 Camadas do modelo IEEE 4. dimensões do suporte físico de transmissão. Assim.1 Camada física Tem como função prover os serviços básicos de transmissão e recepção de bits através de conexões física. As partes de 802. os padrões CSMA/CD.3 a 802.3 802. consulte Stallings (1993).5 descrevem os três padrões de LAN. Esses padrões foram posteriormente revisados e republicados como padrões internacionais pela ISO com a designação ISO 8802. Esses padrões. que ficou a cargo de um comitê instituído em fevereiro de 1980 pela IEEE Computer Society (Instituto dos Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos).). cada uma publicada como um livro independente.

nem controle da cadência de transferência das unidades de dados (controle de fluxo). ela começa imediatamente a transmissão. como referência ao éter luminífero através do qual se pensou. caso contrário.) A Ethernet da Xerox foi tão bem-sucedida que a Xerox.3 Subcamada de controle de enlace lógico (LLC) A subcamada se encarrega de prover às camadas superiores os serviços que permitem uma comunicação confiável de sequência de bits (quadros) entre os sistemas usuários da rede.3 é usado para tipo de pacote em Ethernet). – Padrão IEEE 802. a própria subcamada MAC é relativamente sensível a esses elementos. o cabeçalho de um campo também é uma outra diferença entre eles (o campo de comprimento 802. 4. ela escuta o cabo. a estação aguarda até que ele fique livre. A especificação da subcamada LLC prevê a existência de três tipos de serviços básicos. os cientistas presumiram que o espaço deveria ser preenchido com algum meio etéreo no qual a radiação se propagava.5 (ISO 8802/5): rede em anel utilizando passagem de permissão como método de acesso. Um segundo serviço consiste no estabelecimento de uma conexão a nível de enlace de dados.1. O início verdadeiro foi o sistema ALOHA construído de forma a permitir a comunicação entre máquinas dispersas pelas ilhas Havaianas. O padrão IEEE 802. que são os principais protocolos utilizados para controle de acesso ao meio compartilhado. que a radiação eletromagnética se propagava. Neste tipo de serviço não há. Se duas ou mais estações começarem a transmitir simultaneamente em um cabo desocupado. de modo a incorporar as funções de recuperação de erros. O padrão 802. aguardam durante um período aleatório e repetem o processo inteiro novamente. 1976).1 é um documento que descreve o relacionamento entre os diversos padrões IEEE 802 e o relacionamento deles com o modelo RM-OSI. 4.3 (ISO 8802/3): rede em barra utilizando o CSMA/CD como método de acesso. 94 Mbps a ser conectado a 100 estações de trabalho pessoais em um cabo de 1 km (Metcalfe e Boggs. Os outros padrões que aparecem na figura 8. Esse documento contém também padrões para gerenciamento da rede e informações para a ligação inter-redes. haverá uma colisão.1 especificam diferentes opções de nível físico e protocolos da subcamada MAC para diferentes tecnologias de redes locais: – Padrão IEEE 802. e a Xerox criou um sistema CSMA/CD de 2. Se o cabo estiver ocupado. (Quando o físico britânico do século XIX James Clerk Maxwell descobriu que a radiação eletromagnética poderia ser descrita como uma equação de onda. Esse sistema foi chamado de Ethernet. Além disso. quando uma estação quer transmitir. Maiores informações a respeito do padrão IEEE para redes locais podem ser encontradas no anexo I desta apostila.4 (ISO 8802/4): rede em barra utilizando passagem de permissão como método de acesso – Padrão IEEE 802. que utiliza o protocolo LLC. O próximo capítulo apresenta os principais protocolos de acesso múltiplo existentes. Mais tarde. antes da fase de troca de dados propriamente dita. É suposto que as camadas superiores possuam tais mecanismos de modo a tornar desnecessária sua duplicação nas camadas inferiores. Os conjuntos de parâmetros para outros meios e velocidades vieram depois. foi acrescentada a detecção de portadora. O padrão inicial também fornece os parâmetros para um sistema de banda básica de 10 Mbps que utiliza cabos coaxiais de 50 ohms. O padrão 802. portanto. Padrão IEEE 802. O padrão ANSI/IEEE 802. Cada vez que uma novo meio de transmissão é utilizado nas redes locais. que funcionavam em velocidades entre 1 a 10 Mbps em diversos meios. a DEC e a Intel criaram um padrão para um sistema Ethernet de 10 Mbps.2. Todas as estações que colidirem terminam sua transmissão.3.3 e Ethernet O padrão IEEE 802. Esse padrão formou a base do 802.2 (ISO 8802/2) descreve a subcamada superior do nivel de enlace. em determinada época. dentre eles se encontram o CSMA/CD. um novo padrão IEEE é criado para normalização do mesmo. . E assim por diante. Somente depois da famosa experiência de Michelson-Morley. O terceiro serviço refere-se a um serviço sem conexão com reconhecimento utilizado em aplicações que necessitam de segurança mas não suportam o overhead de estabelecimento de conexão.3 difere da especificação Ethernet por descrever uma família inteira de sistemas CSMA/CD 1-persistente. fornecidos à camada superior: Um primeiro serviço permite que as unidades de informação sejam trocadas sem o estabelecimento prévio de uma conexão a nível de enlace de dados. Para relembrar. em 1887. token ring e token bus. de seqüência e de controle de fluxo.3 tem uma história interessante. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  44 lado.3 é para uma LAN CSMA/CD 1-persistente. os físicos descobriram que a radiação eletromagnética poderia se propagar no vácuo. nem controle para recuperação de erros ou anomalias.

3. A notação lOBase5 significa que ele opera a 10 Mbps. um eco será gerado e enviado de volta. reduzindo assim o número de transceptores necessários. respectivamente. Alguns transceptores permitem que até oito computadores vizinhos sejam conectados a ele. A detecção de cabos partidos. o cabeamento lOBase5. Basicamente. nos quais um pino é cuidadosamente inserido até a metade na parte central do cabo coaxial. um transceptor (transceiver) é preso firmemente ao cabo para que seu conector de pressão faça contato com o núcleo interno do cabo. embora ele se refira a um produto específico que implementa o 802.3 (a) 10Base5 (b) 10Base2 e (c) 10BaseT O cabo do transceptor termina na placa de interface dentro do computador. mas pode atingir apenas 200 m e só é capaz de tratar 30 máquinas por slot de cabo. 4. Figura 4. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  45 Muitas pessoas (incorretamente) usam o nome “Ethernet” em um sentido genérico para se referir a todos os protocolos CSMA/CD. Em vez do uso de conectores de pressão. utiliza a sinalização de banda básica e pode aceitar slots de até 500m. que são mais confiáveis e fáceis de usar. Quando é detectada uma colisão.024 1.000 m Nós/s 100 30 1. Geralmente. Com o 10Base5. Os problemas associados à localização de cabos partidos levou os sistemas a utilizarem computadores conectados por cabo a um hub central.1 Cabeamento 802.1 .3” e “CSMA/CD”. Essa placa contém um chip controlador que . O Ethernet fino é bem mais barato e fácil de instalar. e normalmente existem diversos pares sobressalentes disponíveis. O quinto par. usaremos os termos “802. A Figura 4.3 Como o nome “Ethernet” se refere ao cabo (o éter). as conexões são feitas através de conectores BNC padrão para formar junções “T”. conectores defeituosos ou soltos pode representar um grande problema nos dois meios. o transceptor também injeta um sinal inválido especial no cabo para garantir que todos os outros transceptores também entendam que ocorreu uma colisão. Esse esquema é denominado lOBase-T. O transceptor contém circuitos eletrônicos que tratam da detecção da portadora e de colisões. o segundo tipo de cabo era o lOBase2 ou o Ethernet fino (thin Ethernet).2. Dois outros são destinados a sinais de controle de entrada e saída. que nem sempre é utilizado. técnica esta denominada reflectometria de domínio de tempo.024 Vantagens Ideal para backbones Sistema mais barato Fácil manutenção Melhor para edifícios Figura 4. Se o pulso atingir um obstáculo ou o fim do quadro. Para o lOBase5. Dois dos pares são destinados à entrada e saída de dados. começaremos a nossa discussão a partir daí. é possível localizar a origem do eco.Três tipos de cabos 802. um cabo do transceptor (transcelver cable) conecta o transceptor a uma placa de interface no computador. O cabo do transceptor pode ter até 50 m de comprimento e contém cinco pares trançados blindados individuais.2 . esses fios são pares trançados de companhias telefônicas. popularmente chamado de Ethernet grosso (thiek Ethernet). um pulso de forma conhecida é injetado no cabo. Nome 1 OBase5 1 OBase2 1 OBase-T 1 OBase-F Cabo Coaxial grosso Coaxial fino Par trançado Fibra ótica SIot máximo 500 m 200 m 100 m 2. Nos próximos parágrafos. pois a maioria dos edifícios comerciais já está conectada dessa maneira. permite que o computador forneça energia aos circuitos do transceptor. exceto quando houver referência especifica ao produto Ethernet. foram desenvolvidas técnicas para detectá-los. Historicamente. veio primeiro.3 de banda básica Historicamente. Cronometrando cuidadosamente o intervalo entre o envio do pulso e a recepção do eco.Os tipos mais comuns de LANs 802.2 mostra esses três esquemas de fiação. Normalmente. Por essa razão. as conexões com ele são feitas com conectores de pressão (vampire taps).

Dois desses métodos são denominados codificação Manchester (Manchester encoding) e codificação Manchester diferencial (diferential Manchester encoding). A codificação Manchester diferencial. cada período de bits é dividido em dois intervalos iguais. 1985a) é mostrada na Figura 4. O quadro contém dois endereços.3. existe uma transição no meio. mostrada na Figura 4. resultando em um valor DC de O volts.3(b). Nenhuma das versões do 802. Todos os sistemas de banda básica usam a codificação Manches ter devido à sua simplicidade.3(c). Cada quadro começa com um Preâmbulo de 7 bytes. vem um byte Início de quadro. A inclusão ou remoção de uma estação é mais simples nessa configuração. e cabos partidos podem ser facilmente detectados.3 -(a) Codificação binária (b) Codificação Manchester (c) Codificação Manchester Diferencial 4. todas as estações do grupo o recebem. Em ambos os casos. tornando fácil para o receptor sincronizar-se com o transmissor.3 utiliza a codificação binária direta com 0 volts para 0 bit 0 e 5 volts para o bit 1. Figura 4. Se uma estação enviar o string “0001000”. A transmissão para um grupo de estações é chamada de multicast. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  46 transmite quadros para o transceptor e recebe quadros dele. Nela. transferências DMA com computadores host e outros aspectos do gerenciamento de rede. O Protocolo de Subcamada MAC 802. pois isso gera ambiguidades. Quando um quadro é enviado para um endereço de grupo. sem fazer referência a um relógio externo. Alguns chips controladores também gerenciam um grupo de buffers para quadros recebidos. não existem cabos.4. Uma quarta opção de cabeamento para o 802. O endereço que consiste em todos os bits 1 é reservado para difusão (broadcast). o fim ou o meio de cada bit. 6 us para permitir que o relógio do receptor se sincronize com o do transmissor.4 -O formato do quadro 802. cada um contendo o padrão de bit 10101010. O chip controlador é responsável pela montagem dos dados em um formato de quadro apropriado.3 A estrutura dos quadros do 802. acontece exatamente o contrário: primeiro baixa e depois alt4. pois não conseguem identificar a diferença entre um transmissor inativo (0 volts) e um bit 0 (0 volts). 85 volts e o sinal baixo é de . A codificação Manchester é mostrada na Figura 4. apenas um hub central (uma caixa cheia de circuitos). Um bit 1 binário é enviado quando a voltagem é definida como alta durante o primeiro intervalo e como baixa no segundo. 85 volts.3 (IEEE. No O binário. No 10Base-T.3 . O padrão permite endereços de 2 e de 6 bytes. Esse esquema garante que cada período de bits tenha uma transição na parte intermediária. que utiliza fibra ótica. Os endereços de grupo permitem que diversas estações escutem um único endereço. Um bit O é indicado pela presença de uma transição no inicio do intervalo.3 é o lOBase-F.0. contendo 10101011 para sinalizar o início do quadro propriamente dito. Em seguida. O bit de alta ordem do endereço de destino é O para endereços comuns e 1 para endereços de grupo. A codificação Manchester desse padrão produz uma onda quadrada de 10 MHz para 5. pois os pulsos são a metade da largura. A desvantagem da codificação Manchester é que ela requer duas vezes mais largura de banda que a codificação binária direta. outras poderão erroneamente interpretá-lo como 10000000 ou 01000000. Um quadro contendo todos os bits 1 no campo de destino é entregue a todas as estações da rede. uma fila de buffers para quadros a serem transmitidos. um para o destino e um para a origem. O sinal alto é de + 0. pelo cálculo das somas de verificação nos quadros enviados e nos quadros recebidos. mas oferece menor imunidade a ruido. O esquema diferencial requer equipamento mais complexo. Na codificação Manchester. mas os parâmetros definidos para o padrão de banda básica usam somente os endereços de 6 bytes. Figura 4. é uma variação da codificação Manchester básica. É necessário haver uma maneira de os receptores determinarem exatamente o início. um bit 1 é indicado pela ausência de uma transição no início do intervalo.

. onde ele pode colidir com outro quadro. O campo final do 802.3 afirma que os quadros válidos devem ter pelo menos 64 bytes de extensão. Outra (e mais importante) razão para ter um quadro de comprimento mínimo é evitar que uma estação conclua a transmissão de um quadro curto antes de o primeiro bit ter atingido a extremidade do cabo. o tamanho de quadro mínimo tem que ser de 6. no tempo x . Apostila de Telecomunicações e Redes 1  47 O campo Comprimento informa quantos bytes existem no campo & dados. envia um quadro. Se alguns bits de dados estiverem sendo recebidos com erros (devido a ruídos no cabo). interrompe a transmissão e gera uma rajada de ruído de 48 bits para avisar a todas as estações. Vamos chamar o tempo de propagação que esse quadro leva para atingir a outra extremidade de t.5. um campo de dados de O bytes causa problemas. Para uma LAN de 2. o campo de enchimento será usado para preencher o quadro até o tamanho mínimo.E). um transceptor trunca o quadro atual. começa a transmissão. Se uma estação tenta transmitir um quadro muito curto. 2 us Esse tempo corresponde a 64 bytes.5 -A detecção de colisão pode levar até 2T A medida que a velocidade da rede cresce.500 m. Trata-se efetivamente de um código de verificação de dados de 32 bits. Essas restrições estão se tornando cada vez mais penosas. Em seguida. então. em uma extremidade da rede. é concebível que haja uma colisão. O emissor concluirá. o quadro mínimo permitido deve levar 51. a transmissão será concluída antes que a rajada de ruído retorne em 2t. do endereço de destino até o campo checks um. Para evitar que essa situação ocorra.400 bytes. O algoritmo da soma de verificação (checksum) é uma verificação de redundância cíclica . Figura 4. No tempo 0. No entanto. de um mínimo de O a um máximo de 1. Para tornar mais fácil a distinção de quadros válidos de lixo. Momentos antes de o quadro chegar à outra extremidade (ou seja. que o quadro foi enviado com êxito. Os quadros com menos 6ytes são preenchidos até 64 bytes. o checksum certamente estará errado. Como alternativa. Mais ou menos no tempo 2t. Esse problema é ilustrado na Figura 4. todos os quadros devem levar mais de 2t para que sejam enviados. a estação mais distante.500 m e quatro repetidores (de acordo com a especificação 802. Para uma LAN de 10 Mbps com um comprimento máximo de 2. mesmo assim. operando a 1 Gbps. Apesar de válido. a estação A. B sabe que uma colisão ocorreu. o que significa que bits perdidos em fragmentos de quadros aparecem a todo instante no cabo. B. Quando detecta uma colisão. o tamanho de quadro mínimo poderia ser 640 bytes e a distância máxima entre duas estações poderia ser 250m. proporcionalmente. o comprimento de quadro mínimo deve aumentar ou o comprimento de cabo máximo deve diminuir.3 é o de Checksum.500. e o erro será detectado. Quando detecta que está recebendo mais potência do que está produzindo. Se a parte de dados de um quadro for menor do que 46 bytes. ele aguarda um intervalo de tempo aleatório antes de tentar novamente.3). à medida que se caminha na direção das redes de gigabits. o 802. o transmissor vê a saída de ruído e também interrompe a transmissão.

1985b). São permitidos os sistemas com um e dois cabos. não há colisões. Depois disso. Para a camada física. Conseqüentemente. Se houver n estações e forem necessários T segundos para enviar um quadro. nenhum quadro terá de aguardar mais do que nT segundos para ser enviado. Também é importante observar que quando as estações forem ligadas pela primeira vez. os esquemas de modulação não só fornecem formas de se representar os estados 0. ocupando mais de 200 páginas. O protocolo MAC 802. e apenas o portador do token tem a permissão para transmitir quadros. O token se propaga em torno do anel lógico.3. não importando onde essa estação está fisicamente localizada no cabo. O preâmbulo é usado para sincronizar o relógio do receptor.6). Entre outras coisas. e é muito mais complicada. eles observaram que o anel não se ajusta muito bem à topologia linear da maioria das linhas de montagem. na pior das hipóteses. o que os torna inadequados a sistemas de tempo real. São permitidos os seguintes esquemas analógicos de modulação: phase continuous frequency shift keying (fsk-fase continua). Quando uma estação passa o token.4 (Dirvin e MilIer. Fisicamente. como no 802. ele é diferente do formato de quadro do 802. o campo de comprimento não é necessário. 5 e 10 Mbps. mas com o comportamento do pior caso conhecido.3 apresenta os protocolos como procedimentos Pascal. Além disso. as estações 14 e 19 na Figura 4.4.3.3 não têm prioridades.4: Token Bus Apesar de o 802. um novo padrão foi desenvolvido. com cada estação tendo que manter dez temporizadores diferentes e mais de duas dúzias de variáveis de estado internas. Como o cabo é inerentemente um meio de difusão. Infelizmente. Padrão IEEE 802. o token bus é um cabo em forma de árvore ou linear no qual as estações são conectadas. a estação de maior número pode transmitir o primeiro quadro.3.Token bus Esse padrão. 1986. no qual quadros importantes não devem ser retidos à espera da transmissão de quadros sem importância. O formato de quadro do token bus é mostrado na Figura 4. enviando a ele um quadro de controle especial chamado token (permissão). tendo a robustez do cabo de difusão do 802. as estações são organizadas em um anel (ver Figura 4. durante o desenvolvimento do padrão 802 pessoas ligadas à General Motors e a outras empresas interessadas na automação fabril tinham sérias restrições a seu respeito. como dispõem de outros três símbolos para o controle da rede. 802.Consequentemente.6 . Apostila de Telecomunicações e Redes 1  48 4. com exceção de que aqui ele pode ter apenas 1 byte. Um ponto importante a ser observado é que a ordem física na qual as estações são conectadas ao cabo não é importante.3 ser amplamente usado em escritórios. ela passa a permissão para o seu vizinho imediato.3. phase coherent frequency shift keying (fsk-fase coerente) e multi level duobinary amplitude modulated phase shíft keying (chaveamento por mudança de fase com amplitude multi nível duobinária modulada). . Um sistema simples com o pior caso conhecido é formado por um anel no qual as estações se revezam para transmitir os quadros. Figura 4.4 é muito complexo. enquanto o 802. com as ações desenvolvidas em Ada®. pois uma ruptura no cabo do anel poderia derrubar toda a rede. elas não estarão no anel (ou seja. o do anel. mas não gostaram da implementação física.4 é muito maior do que o 802. São possíveis velocidades de 1. e JEEE. os quadros 802. descreve uma LAN chamada de token bus. o 802.4 os mostra como máquinas limitadas. Além disso. O padrão 802. 1 e desocupado no cabo. Logicamente.3. Os especialistas em automação fabril do comitê 802 gostaram da idéia conceitual de um anel. a camada física é totalmente incompatível com o 802. uma estação poderia esperar um tempo arbitrariamente longo (que. cada estação recebe todos os quadros. com cada estação conhecendo o endereço da estação da “esquerda” e da “direita”. o protocolo MAC tem provisões para acrescentar e remover estações do anel. Os dois padrões também são bem diferentes em termos de estilo. com um pouco de má sorte. portanto. ela envia um quadro de token especificamente endereçado a seu vizinho lógico no anel. Como apenas uma estação por vez detém o token. Quando o anel lógico é inicializado. tudo isso por causa do protocolo MAC probabilístico. o token bus emprega o cabo coaxial de banda larga de 75ohms usado nos sistemas de televisão a cabo. de forma que eles não podem ocorrer acidentalmente nos dados do usuário.6). Além disso. Os campos Delimitador de início e Delimitador de fim são usados para assinalar os limites do quadro Ambos contem codificação analógica de símbolos diversos de Os e is.7. Em suma. seria ilimitado) para poder enviar um quadro. com ou sem headends. descartando aqueles que não forem endereçados a ela.

Um anel e sua interface são mostrados na Figura 4. pois ele não teria o token. No que diz respeito aos quadros de controle. . uma rede deve usar todos os endereços de 2 bytes ou todos os endereços de 6 bytes. cuja circunferência seja de 1. em seguida. Os tipos permitidos incluem quadros de passagem de token e diversos quadros de manutenção do anel. mas um conjunto de ligações ponto a ponto individuais que formam um círculo. um outro que permite às estações saírem do anel e assim por diante. Um aspecto principal. A engenharia de anéis também é praticamente toda digital. na verdade um anel em um conjunto de interfaces de anel conectado por linhas ponto a ponto.. é o “tamanho físico” de um bit. Por essas razões. Se a taxa de dados do anel for R Mbps. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  49 Figura 4. Essa etapa de cópia introduz um retardo de 1 bit em cada interface. cada bit ocupa 200/R m no anel. As implicações do número de bits no anel se tornarão mais claras mais adiante. Latif et aí. é copiado novamente para o anel. Tudo o que a camada MAC faz é oferecer uma forma de colocar os quadros no cabo.000 m. 1972) em redes locais e em redes geograficamente distribuídas.3. por exemplo. os dois grupos se comunicavam. a IBM escolheu o anel para sua LAN e o IEEE incluiu o padrão token ring como o 802. ela não se importa com seu conteúdo. tem um componente analógico substancial para a detecção de colisões. 4. no projeto e análise de qualquer rede de anel. podem ser feitas em par trançado. além disso. eles não concordavam muito um com o outro). além de ser confiável. Cada bit que chega a uma interface é copiado para um buffer de 1 bit e.5 (JEEE. não. enquanto o 802. e não uma mistura dos dois no mesmo cabo.3 (sim. Ele também pode carregar um indicador para exigir que a estação de destino confirme a recepção correta ou incorreta do quadro. Dentre suas diversas características interessantes. Assim como no 802. O Checksum é usado para detectar erros de transmissão. Como mencionamos anteriormente. cabo coaxial ou fibra ótica.5. Isso significa. 1985c. Observe que o protocolo 802. Esse campo usa o mesmo algoritmo e o mesmo polinômio que o 802. que um anel de 1 Mbps. 1992). Esse indicador transforma o token bus em uma estratégia semelhante ao esquema de confirmação de Tokoro e Tamaru. que é mais curto para evitar que uma estação ocupasse o canal por muito tempo. us.147 bytes de extensão quando são usados endereços de 6 bytes. O campo Dados pode ter 8. contém apenas 5 bits ao mesmo tempo. está o fato de que um anel não é realmente um meio de difusão. esse campo carrega a prioridade do quadro.3. Padrão IEEE 802. mas seria bom poder enviar quadros longos quando o tráfego de tempo real não fosse um problema.7 – Formato do quadro 802.5: Token Ring As redes em anel existem há muitos anos (Pierce. tem um limite superior de acesso ao canal que é conhecido. e até 8.3.3 não tem qualquer quadro de controle. Sem esse indicador. O endereçamento individual ou de grupo e as designações de endereço globais e locais são idênticas ao 802. o bit poderá ser inspecionado e possivelmente modificado antes de ser mandado de volta para o anel. Os campos Endereço de destino e Endereço de origem são os mesmos do 802. Com o token bus. O anel. Em relação aos quadros de dados. o destino não teria permissão para enviar coisa alguma. O padrão 802. será emitido um bit a cada 1/R . o campo Controle de quadro é usado para especificar o tipo do quadro.3. Enquanto estiver no buffer. por exemplo. Isso é cinco vezes mais do que o maior quadro do 802. os temporizadores podem ser usados como uma medida antimonopolizadora.4 inicial permite os dois tamanhos.4 O campo Controle de quadro é usado para distinguir os quadros de dados dos quadros de controle. Com uma velocidade de propagação típica de cerca de 200 m/gs.8.182 bytes de extensão quando são usados endereços de 2 bytes. inclusive um mecanismo que permite a estações novas entrarem no anel.3. As ligações ponto a ponto envolvem uma tecnologia bem conhecida e comprovada na prática e.

5 em particular. Dessa forma. Agora. a codificação Manchester diferencial usa alto-baixo ou baixo-alto para cada bit. em vez de falarmos sobre token rings em geral. As interfaces de anel possuem dois modos operacionais. No modo de transmissão. circula em torno do anel sempre que todas as estações estão ociosas.8(b). O formato do quadro só precisa incluir um campo de 1 bit para confirmação. a estação deve regenerar o token.3(c)]. a estação seguinte verá e removerá o token. antes de transmitir. Na camada física. A eficiência da rede pode começar a se aproximar de 100 por cento em condições de carga pesada. e a interface do anel deverá ser capaz de conferi-la assim que o último bit tiver chegado. enviará um novo token. especialmente à noite. para compará-los com os dados originais. No modo de escuta. ela tem que se apoderar do token e removê-lo do anel. em uma sequência de revezamento. exatamente da mesma forma como o token o resolve. ela ativará o bit. a interface interrompe a conexão entre a entrada e a saída. em seguida. ele será removido. o problema de acesso ao canal é resolvido. e a interface voltará imediatamente ao modo de escuta. Quando um quadro é difundido para diversas estações. E fácil lidar com confirmações em um token ring. Esses sinais que não . O retardo tem dois componentes: o retardo de 1 bit introduzido por cada estação e o retardo de propagação do sinal. Depois que uma estação tiver terminado a transmissão do último bit de seu último quadro. precisa armazenar um ou mais quadros. 5 volts de magnitude absoluta. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  50 Figura 4. É óbvio que se a confirmação significa que o checksum foi conferido. os projetistas devem presumir que as estações poderão ser desativadas diversas vezes. inserindo seus próprios dados no anel. o que o transforma instantaneamente nos 3 primeiros bytes de um quadro de dados normal. Os sinais são tratados pela codificação Manchester diferencial [ver Figura 4. Quando uma estação deseja transmitir um quadro. quando o tráfego for pesado. a própria interface. inicialmente zero. A estação transmissora pode salvá-los. Isso é feito através da inversão de um único bit no token de 3 bytes. elas terão de ser projetadas de forma a conectar a entrada com a saída quando a força for desligada. para marcar o início e o fim de um quadro).5 requer pares trançados revestidos funcionando a 1 ou 4 Mbps. ou descartá-los. Para poder alternar do modo de escuta para o modo de transmissão em um tempo de 1 bit. mas o 802. os bits de entrada são simplesmente copiados para a saída. eles são removidos do anel pelo transmissor. Uma implicação do projeto token ring é que o próprio anel deve ter um retardo suficiente para conter um token completo que circula quando todas as estações estão ociosas. Quando o último bit do quadro tiver retornado. o bit deverá seguir o checksum. a permissão para transmitir gira uniformemente pelo anel. Mas se as interfaces forem alimentadas externamente.5 também usa alto-alto e baixobaixo em determinados bytes de controle (por exemplo. Como só existe um token. O importante aqui é que em um anel curto pode haver a necessidade de inserção de um retardo artificial à noite. para garantir que o anel possa conter o token. apenas uma estação pode transmitir em um determinado instante. embora a IBM tenha introduzido posteriormente a versão de 16 Mbps. Em quase todos os anéis. sendo que os níveis alto e baixo são representados por sinais positivos e negativos de 3 a 4. A arquitetura do anel não coloca limite no tamanho dos quadros. chamado de token. com o retardo de 1 bit. discutiremos o padrão 802. Normalmente. uma estação se apoderará dele. geralmente. Ocasionalmente.8 – (a) Uma rede em anel (b) modo de escuta (c) modo de transmissão Em um token ring. transmitirá um quadro e. de forma que haja uma fila em cada estação. para evitar a remoção do token que poderá vir a seguir caso nenhuma outra estação o tenha removido. o desligamento da estação não terá efeito sobre a interface. removendo assim o retardo de 1 bit. um mecanismo de confirmação mais complicado deve ser usado (se houver algum sendo usado). pois o quadro completo nunca aparece no anel em um determinado instante. Quando a estação de destino tiver recebido um quadro. À medida que os bits propagados ao longo do anel retornam. escuta e transmissão. a fim de monitorar a confiabilidade do anel. no qual se entra somente depois que o token é adquirido. como mostra a Figura 4. Entretanto. um padrão de bit especial. em vez de buscá-los da estação em um intervalo de tempo tão curto. assim que uma estação finalizar sua transmissão e regenerar o token. o 802. Se as inter-faces forem alimentadas pelo anel. Quando o tráfego for leve. o token passará a maior parte do tempo circulando em torno do anel. Assim.

Consequentemente. a estação envia o resto de um quadro de dados normal. o anel morrerá. Se o anel se romper ou se uma estação for desativada. .9 seja substituído por um cabo que conecta um centro de cabeamento distante. a perda da corrente liberarão relé e ignorará a estação.8(c). uma de cada vez. como mostra a Figura 4. Figura 4. para encontrar estações com defeito ou slots de anel defeituosos.10 – (a) Formato do token (b) Formato do quadro de dados Em condições normais. então. mas os formatos e os protocolos são diferentes. como mostra a Figura 4. isso significa que os bits que tiverem completado a viagem em torno do anel retornarão ao transmissor e serão removidos. Apenas imagine que o cabo que conecta uma das estações na Figura 4. a estação transmissora deve esvaziar o anel enquanto continua a transmitir. Esse problema pode ser resolvido elegantemente. Quando não há tráfego no anel. Figura 4.5 não exigir formalmente esse tipo de anel. Apesar de logicamente todas as estações estarem no mesmo anel. 4. O anel pode.3. um token de 3 bytes circula indefinidamente. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  51 são de dados sempre ocorrem em pares consecutivos. permitindo que programas de diagnóstico removam as estações. na verdade. o primeiro bit do quadro dará a volta no anel e retornará ao transmissor antes de o quadro inteiro ter sido transmitido. Um dos problemas da rede em anel é que se o cabo for rompido em algum lugar. aguardando que uma estação se apodere dele através da definição de um determinado bit O como um bit 1. cada estação física está conectada ao centro de cabeamento por um cabo contendo (pelo menos) dois pares trançados.9 – Quatro estações conectadas através de um centro de cabeamento Dentro do centro de cabeamento há relés de bypass que são energizados pela corrente vinda das estações. continuar a operação com o slots defeituoso ignorado.9. Um anel 802. as necessidades de cabeamento são extremamente reduzidas. frequentemente chamado de anel em forma de estrela — star-shaped ring (Saltzer et ai. de forma que não seja introduzido um componente DC na voltagem do anel. com uso de um centro de cabeamento (wire center). a maioria das LANs 802. Embora logicamente seja um anel. 1983). um para os dados que chegam à estação e outro para os dados provenientes da estação.10. Quando uma rede consiste em diversos grupos de estações distantes entre si. pode ser usada uma topologia com diversos centros de cabeamento. O Protocolo da Subcamada MAC do Token Ring O funcionamento básico do protocolo MAC é bastante simples. Em seguida. Apesar de o padrão 802. Como mostra a Figura 4.5 usa centros de cabeamento para melhorar a confiabilidade e as possibilidades de manutenção.5 que utiliza um centro de cabeamento tem uma topologia semelhante à de uma rede baseada em hub lOBase-T 802.. convertendo dessa forma o token na sequência de início de quadro.6. Os relés também são operados por software.

mesmo em um sistema que esteja inativo). Nosso próximo assunto é o token ring. também são permitidas prioridades. incluindo modems e amplificadores de banda larga. um monitor defeituso pode causar dores de cabeça. transformando-se efetivamente em TDM. os sistemas de banda larga utilizam muito da engenharia analógica. Vale a pena salientar ainda que têm havido diversos estudos sobre as três LANs.4 e 802. todas as três têm um bom desempenho. Por fim. podem discutir os méritos do par trançado em comparação com o cabo coaxial durante horas. Isso significa que a engenharia é simples e pode ser completamente digital. mesmo quando está transmitindo. pois os tempos de transmissão de quadro caem. As estações podem ser instaladas com a rede em funcionamento. o throughput e a eficiência. Devido à possibilidade de haver quadros abortados por colisões. 5 km (a 10 Mbps). não apenas de dados. que pode ser encontrado com facilidade em diversos fornecedores. Trata-se. À medida que a velocidade aumenta. de longe. como no token bus e ao contrário do 802. o retardo sob carga baixa é praticamente zero (as estações não precisam aguardar um token. e não são necessários modems. sob carga alta. do tipo mais amplamente usado no momento. indicando suas vantagens e desvantagens. Começaremos com as vantagens do 802. o desempenho. como em todos os sistemas de passagem de token. o 8 02. elas apenas transmitem imediatamente). Por outro lado. portanto. como a voz digitalizada. Apesar de um monitor desativado poder ser substituido. apesar de o esquema não ser justo. sob carga baixa sempre há um retardo. mas o intervalo de contençao nao (a duração do intervalo é de 2t. se tiverem a chance. Para começar. mas também de voz e de televisão.3. vale a pena destacar que os três padrões de LAN utilizam tecnologias basicamente semelhantes e têm desempenhos praticamente iguais. Um cabo passivo é usado. comparando e estabelecendo as diferenças entre eles. mas. os funcionários dos departamentos de marketing. portanto. Sob diversas circunstâncias. o que representa um overhead substancial quando os dados consistem em apenas um único caractere vindo de um terminal. Ele é mais determinístico do que o 802. também pode haver quadros arbitrariamente grandes. Como alternativa. são possíveis quadros curtos.3 possui um componente analógico substancial. o 802. A exemplo do token bus. outros fatores que não o desempenho são provavelmente mais importantes quando se opta por um deles.3 não é determinístico. 1995)]. de pombo-correio a fibra ótica. que introduz um componente critico. com frequência. O protocolo é simples. Todo o circuito de detecção de colisão no transceptor é analógico. 802.5 Com a disponibilidade de três padrões de LAN diferentes e incompatíveis. Além disso. muitas empresas se depararam com a seguinte pergunta: Qual deles devemos usar? Nesta seção. são excelentes. sem fazê-la cair. Ele também não possui prioridades. Ele trabalha com prioridades e pode ser configurado para fornecer uma fração garantida de largura de banda para o tráfego de alta prioridade. O protocolo é extremamente complexo e tem um retardo substancial sob carga baixa (as estações sempre devem esperar pelo token. a presença de colisões se torna um problema grave. de pessoal ou de contabilidade não se importam muito com isso. que utiliza conexões ponto a ponto. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  52 4.7. Cada estação precisa estar apta a detectar o sinal da outra estação mais fraca. que pode afetar seriamente o throughput. Além disso. Enquanto os cientistas e os engenheiros de informática. o quadro mínimo válido é de 64 bytes. A principal conclusão que podemos obter desses estudos é que não podemos tirar conclusões a partir deles. o cabo precisa ser mais curto.3. O uso de centros de cabeamento torna o token ring a única LAN capaz de detectar e eliminar automaticamente as falhas nos cabos. O par trançado padrão é barato e de instalação muito simples.3. o que é. independente da taxa de dados). Assim como no token bus. Ele também possui throughput e eficiência excelentes sob carga alta. apesar de em momentos críticos as repetidas perdas de token poderem introduzir mais incerteza do que seus defensores gostariam de admitir. sob carga alta. inadequado a tarefas em tempo real [embora seja possível haver tarefas em tempo real através da simulação de um token ring no software (Venkatramani e Chiueh. O tamanho do cabo é limitado a 2. pois o transmissor precisa aguardar o token. Além disso. examinaremos todos os três padrões de LAN 802. ao contrário dele.3. Por fim. limitados apenas pelo tempo de retenção de token. Esse padrão é capaz de lidar com quadros mínimos curtos. Sempre é possível encontrar um conjunto de parâmetros que faça com que uma das LANs pareça melhor do que as outras. . com uma enorme base instalada e considerável experiência operacional. o cabo de banda larga é capaz de aceitar diversos canais. a eficiência diminui. O token bus usa um equipamento de televisão a cabo altamente confiável. Além disso. Do lado negativo. pois o tempo de ida e volta no comprimento do cabo determina o tempo de slot e. Comparação entre 802. cada um com propriedades específicas. Os anéis podem ser construídos usando-se praticamente qualquer meio de transmissão. O maior ponto negativo é a presença de uma função de monitoramento centralizada.

3 2) 802. Qual dos métodos permite esquema de prioridades? 8) Nas redes 802. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  53 Exercícios: 1) Associe ( ) Redes em barra ( ) Redes em anel 1) 802.9.5 2) O que é o CSMA/CD. qual é a função do TOKEN? 9) Na figura 4.4 e 802.5.3 obrigatoriamente utiliza HUB para ligações com mais de 2 máquinas? 5) Por que um quadro de dados 802.3 e 802.4 3)802.4 com relação à disciplina de acesso ao MT.3 a 10 Mbites deve ter no mínimo 64 bytes de extensão. Qual a sua relação com o sistema de redes Ethernet 3) Qual é o alcance máximo (normalmente) em metros de um cabo Ethernet 10Base2 e um 10Base5 e um 10BaseF 4) Qual dos cabos 802. o que o protocolo de comunicação faz? 6) Qual é a relação existente entre: tamanho do quadro / velocidade da rede? 7) Qual é a diferença entre o 802. qual seria a estrutura lógica e a estrutura física da rede? . E se não tiver.

ambas devem ser retransmitidas. o que implica em uma utilização deficiente do canal. – Aloha em Intervalos Embora apenas uma pequena parte das mensagens tenha colidido.1 – Aloha puro A B C Figura 9. Uma maneira simples de melhorar a eficiência é permitir que transmissões só sejam iniciadas em intervalos fixos de tempo. Ao completar a transmissão. o terminal entende que a mensagem foi corrompida e que deve ser retransmitida. – Aloha Puro Na técnica Aloha puro. o que atualmente não é mais indicado para redes locais. Duas frequências de rádio são utilizadas: uma para difusão de mensagens do computador central para os terminais e outra para mensagens dos terminais para o computador. A estratégia de controle de contenção vai depender da habilidade que uma estação tem para detectar a colisão e retransmitir a mensagem. ambas são inutilizadas e nenhuma das duas estações envolvida recebe o reconhecimento. liga um temporizador e aguarda uma resposta do computador central que vai indicar o reconhecimento da mensagem. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  54 5. A rede ALOHA consiste de um sistema de rádio-difusão que cobre as ilhas do Hawai e tem como objetivo interligar terminais espalhados pelo arquipélago com um computador central da Universidade do Hawai.1. nenhuma dificuldade é encontrada. O total de tempo perdido compreende desde o início de transmissão da primeira mensagem até o final de transmissão da última mensagem. só pode iniciar a transmissão no começo de um intervalo. quando o terminal possui alguma mensagem pronta para ser enviada ele simplesmente envia. A B C Figura 9. as duas técnicas apresentadas podem ser aplicadas em redes locais com topologia em barramento. Sendo assim. Se o reconhecimento não for recebido até se esgotar o tempo de espera. sem se preocupar se o meio está ocupado ou não. em Honolulu. O problema aparece no segundo canal onde todos os terminais transmitem em uma mesma freqüência.2. Um terminal que deseje transmitir. O problema que para isso seria necessária a transmissão dos dados de forma analógica. Protocolos de acesso múltiplo Os mecanismos de controle de acesso distribuído podem ser divididos em dois grandes grupos: os métodos baseados em contenção e os de acesso ordenado sem contenção.1. cada terminal escuta apenas o canal computador-terminal.2 – Aloha em intervalos . Veja a figura 5. O computador central se encarrega de dividir o tempo total em intervalos de tempo fixos. Veja a figura 5.1. Esta situação é a mesma encontrada em uma rede com topologia em barra. Mesmo que apenas uma pequena parte das mensagens tenham colidido. Se o tráfego normal da rede consume apenas uma parte da banda disponível. Isto diminui consideravelmente o total de tempo perdido na ocorrência de colisão. Uma vez que existe apenas um transmissor no primeiro canal. Essa seção apresenta alguns protocolos com acesso baseado em contenção: 5. não podendo saber se o canal terminalcomputador está sendo utilizado por algum outro terminal. 5. Aloha Esta técnica foi utilizada primeiramente na rede ALOHA que iniciou sua operação em 1970. Acesso baseado em contenção Numa rede baseada em contenção não existe uma ordem de acesso e nada impede que 2 ou mais máquinas transmitam simultaneamente causando uma colisão. Apesar de terem sido projetadas com o propósito especial de compartilhar o uso de um canal de rádio. o número de colisões e retransmissões será pequeno e o protocolo bastante eficiente.1.

portanto. a estação . interrompe a transmissão no caso da colisão. Um valor alto para p reduz o tempo em que o canal ficará ocioso enquanto que um valor baixo para p reduzirá a ocorrência de colisões. tenta transmitir mais tarde.o algoritmo é repetido na nova tentativa. Para minimizar a quantidade de dados perdidos. Para conseguir implementações mais práticas. – CSMA não persistente (np-CSMA): A estação transmite sua mensagem de acordo com o seguinte algoritmo:: 1. Se existir mais que um equipamento esperando. enquanto que p-CSMA continua ouvindo o meio até o mesmo estar livre para a transmissão. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  55 5. e o fato só será reconhecido após esgotado o tempo para o recebimento de um reconhecimento. logo que detecta o meio livre. Carrier Sense Multiple Access (CSMA) Neste método. Os valores típicos para p estão entre 0. ao contrário dos outros 2 métodos. então suas mensagens irão colidir e se perder. é muito pequeno e. Em redes locais.2. o np-CSMA espera um tempo aleatório. o equipamento transmissor não continua a monitorar o meio enquanto está transmitindo e. etc. 2. é escutar o meio de transmissão antes (carrier sense) e durante (collision detection) a transmissão da mensagem. o tamanho das mensagens. ele transmite sua mensagem. 3. não tendo recebido a resposta em um tempo limitado. entre duas transmissões. duas ou mais mensagens podem ser transmitidas e conseqüentemente corrompidas. o tempo de propagação de uma mensagem por todos os nós da rede é muito pequeno se comparado com o tempo de transmissão de uma mensagem. o tempo de espera para uma tentativa de retransmissão pode ser gerado de forma randômica. de acordo com uma distribuição aleatória de atrasos. Se p=1 então todos os equipamentos esperando para transmitir irão fazê-lo assim que a transmissão corrente termine. conhecido como janela de colisão.se o nó detecta o meio ocupado.3 – Exemplo do método de acesso np-CSMA . Caso a estação detecte o meio ocupado. mesmo que tenha colidido com outra. A maneira de se evitar que a colisão só seja percebida quando uma resposta não for recebida.1. um valor de p menor do que 1 é escolhido. neste período. 03. 1 e 0. o que evita que as mesmas mensagens colidam novamente. Na forma mais simples desta técnica. Desta forma. uma estação só transmite sua mensagem após "escutar" o meio de transmissão e determinar que o mesmo não está sendo utilizado. Após o término da transmissão.CSMA p-persistente (p-CSMA): No caso p-persistente.p equipamentos irão tentar transmitir assim que o canal fique livre. Tempo desperdiçado T1 T2 T3 Figura 9. desperdiça do T1 Tempo desperdiçado T2 T3 Figura 9. A escolha ótima depende de muitos fatores tais como: o tempo de propagação de uma mensagem por toda a rede.4 – Exemplo do método de acesso p-CSMA Quando ocorre uma colisão. não podem detectar que a mensagem está sendo corrompida. Se n equipamentos estão esperando para transmitir em uma implementação p-persistente. – CSMA/CD (Collision Detection): A causa da ineficiência encontrada nas técnicas Aloha e CSMA consiste no fato que uma mensagem é transmitida completamente. a estação tenta transmitir com probabilidade p. O tempo que o meio fica livre.se o nó detecta o meio livre. então n. ela irá perceber que sua mensagem foi corrompida e deve ser retransmitida. O CSMA/CD. Pode ocorrer que duas ou mais estações estejam aguardando que o meio fique desocupado para iniciarem suas transmissões e isto ocasionará uma colisão de mensagens das estações ao transmitirem simultaneamente. o número de usuários aguardando para transmitir. ela deve aguardar até que o sinal desapareça para então iniciar a sua transmissão. a estação aguarda pela mensagem de reconhecimento e.

cada equipamento tem a sua taxa de transmissão reduzida. Este procedimento tem como parâmetro uma unidade de tempo chamada "slot". A eficiência nesse método é dada por: E= MC M C + 5. o tempo perdido na transmissão é muito pequeno quando comparado com o tamanho médio das mensagens transmitidas. 4xTp Logo. Portanto. Nota-se portanto. O CSMA . uma vez detectada a colisão. O pior caso que pode ocorrer é o das estações nas extremidades do cabo iniciarem a transmissão ao mesmo tempo. a distância máxima da rede é limitada pelo tamanho mínimo da mensagem. menor será a eficiência e conseqüentemente maior será o tamanho mínimo da mensagem para detecção da colisão. penalizando a estação que colide muitas vezes. ou a colisão ocorre no tempo correspondente ao "slot" ou a estação tem a certeza de ter-se apossado do meio de comunicação. . o que implica em uma interface mais cara. e pequenas distâncias (da ordem de 2 Km). fazendo assim. e também pela eficiência. Como já foi dito. Para evitar que as mesmas mensagens colidam novamente. Também. a estação envia uma mensagem ao seu usuário indicando a impossibilidade de efetuar o serviço solicitado. as transmissões vão se ajustando gradativamente.tempo de propagação entre os 2 nodos mais distantes na rede Assim. esse tempo é da ordem de 50 microssegundos para uma taxa de 10 Mb/s. mais o tempo de reforço da colisão. mas também pelo método de acesso. onde: M . uma vez que o tempo de propagação é finito. À medida que a carga da rede cresce. permitindo um volume de tráfego também maior. o "slot" corresponde ao tempo máximo de ida e volta no cabo. embora no tempo de retransmissão uma certa prioridade possa ser estabelecida. o nível de energia do canal é modificado de modo que seja possível a detecção por parte dos nodos. como por exemplo. o procedimento se repete mas o tempo de espera para uma nova tentativa é maior que o anterior. quanto maior a distância maior o tempo de propagação. algumas aplicações de automação de escritório.taxa de transmissão Tp . Para grandes volumes de tráfego o método se apresenta com uma certa instabilidade. Se a estação está tentando a retransmissão pela n-ésima vez. com a redução total da carga da rede. o tempo de resposta máximo não pode ser garantido. desta forma. que a distância máxima entre nós será limitada não somente pelo meio de transmissão. tornando-o desvantajoso em aplicações em tempo real. Para o caso da rede Ethernet. Uma vez que a janela de transmissão é relativamente curta. O intervalo aleatório que os nodos esperam quando ocorre alguma colisão. obedece a um certo controle chamado de "recuo binário exponencial". Neste caso. Para haver detecção de colisão.tamanho da mensagem C . A implementação desta estratégia não é tão simples como as anteriores. e é de fato o método mais difundido em redes locais. Quando ocorre uma colisão. cada estação espera um número inteiro de "slots" antes de retransmitir.CD é adequado em aplicações que não exigem tempo de resposta garantido. durante uma transmissão. antes de ter certeza de que se apossou do meio de transmissão. Não se tem possibilidade de designar-se prioridade nesse método. o valor de r é dobrado. as mensagens devem ter um tamanho mínimo pré-estabelecido. Este método de acesso foi um dos escolhidos como padrão. Este número r é função de qual tentativa está sendo executada. o tempo que cada estação aguarda para transmitir novamente é calculado de forma randômica o que não evita que a mensagem desta estação colida com a mensagem de uma outra. a monitoração do nível de energia do canal. No entanto. Em redes que apresentam um tráfego pequeno. Quando ocorre alguma colisão. Assim. r deve ser um número aleatório entre o (zero) e 2n. Após um número específico de tentativas sem sucesso. a percentagem da utilização da capacidade do meio pode chegar a 98%. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  56 emissora poderá identificar se existe outro sinal misturado com o seu e. A cada nova colisão sucessiva. as colisões são detectadas pelos próprios nodos enquanto estão transmitindo. todas as estações envolvidas param de transmitir e tentam transmitir outra vez após um tempo de espera. seu desempenho é maior. que corresponde ao tempo mínimo que uma estação tem que esperar. Neste caso. o tamanho mínimo da mensagem é dado por: M > 2*C*Tp. daí a origem do nome do método.

eliminando assim o "overhead" introduzido com a transmissão de mensagens de controle. ou seja.2. . Essa latência pode ser sempre aumentada introduzindo um buffer de retardo (um registro de deslocamento) em qualquer estação. uma vez criados. evitando o problema da colisão. devido a sua estrutura centralizada. ele pergunta aos nodos. O desempenho do acesso por "polling" pode ser aumentado com a introdução de uma barra dedicada ao controle. O método divide o espaço de comunicação em um número inteiro de pequenos segmentos (slots) dentro dos quais a mensagem pode ser armazenada. e é esse espaço que é dividido em slots. o método CSMA/CD é muito eficiente. embora nada impeça o seu uso em outras arquiteturas. É a esse número de bits que chamamos de espaço de comunicação. comparada com 83% da técnica CSMA. Se o nodo interrogado não tiver nenhuma mensagem a transmitir. No "polling" centralizado. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  57 Na prática.2. Dessa forma. Uma boa visualização seria uma série de caminhões em anel. Podem existir tantos bits circulando pelo anel quanto a sua latência permitir. O tempo cedido a um determinado nodo para que ele tenha acesso ao canal é função do tamanho da mensagem concedida. informando que está disponível. apresentando uma ocupação do meio acima de 90%. Em tempo de inicialização. o método fica comprometido no que diz respeito a confiabilidade. A rede tem um comportamento muito estável mesmo quando apresenta um tráfego bastante intenso. Quadro ou Slot Vazio Apresentada por J. Mais informações sobre a Ethernet podem ser encontradas na bibliografia recomendada. vários protocolos são baseados no acesso ordenado ao meio de comunicação. O resultado é que o CSMA/CD tem sido escolhido para a maioria dos projetos de redes locais.2. se desejam transmitir alguma mensagem. 5. Ao querer transmitir. R. Pierce em 1972 tinha como objetivo pioneiro o controle de acesso em uma rede de grande porte constituída por várias redes em anel interconectadas.2. e assim por diante.) que. pode-se estabelecer prioridades através do interrogatório executado pelo nodo centralizador. os inicia como vazios. 5. Caso esta estação não deseje transmitir ela passa o controle para a próxima estacão. Porém. Cada método é mais adequado a um determinado tipo de topologia. o número de bits circulando pelo anel tem um limite inferior.1. Outra alternativa é enviar as informações de controle multiplexadas em frequência com as informações de dados. ou seja. um por um e seqüencialmente. inicia os outros bits de controle. cada estação deve esperar por um slot (caminhão) vazio e preenchê-lo com a mensagem (carga) O número de slots que circulam pelo anel nunca muda. O principal exemplo de utilização do CSMA/CD é dado pela rede Ethernet que é uma rede local comercializada pela Xerox Corporation e utilizada como base para seus produtos de sistemas de automação de escritórios. Esta técnica é muito eficiente quando as estações na barra é muito grande. mas pode ser tão grande quanto quisermos (ou formos capazes de construir). estão prontos para ser usados. Essa seção apresenta alguns protocolos com acesso ordenado sem contenção: 5. no instante em que lhe for perguntado ele fará a solicitação sendo imediantamente atendido. Acesso ordenado sem contenção Ao contrário dos esquemas apresentados anteriormente. tem-se um nodo mestre que executa as funções de controle da rede. Sua interface é bem simples e barata. Caso algum nodo deseje iniciar uma transmissão. circulando encostados pára-choque com pára-choque. A soma dos retardos mais o tempo de propagação no anel forma o que chamamos de latência do anel. Como foi dito. sincroniza os receptores e transmissores. a estação centralizadora pergunta para a estação mais distante se ela deseja transmitir alguma mensagem. Cada slot (caminhão) contém um bit (motorista) que indica se o está cheio ou vazio. etc. Cada repetidor no anel produz um retardo. ou do tamanho do intervalo alocado para o nodo pelo nodo mestre. Esse interrogatório pode ser cíclico. um dispositivo gera os slots (cria os slots. evitando com isso que ocorram colisões das mensagens. ele passa uma mensagem de "status" ao nodo centralizador. onde alguns estariam carregados e outros não. O "polling" é um método que determina a ordem com que os nodos podem tornar acesso ao sistema. "Polling" Este método é geralmente empregado em topologias em barra comum.

ela a coloca no registrador T. circula entre todos os nós de comutação. observando um intervalo entre quadros que já estejam circulando no anel.4. A restituição da ficha pode ser feita imediatamente após o término da transmissão da mensagem transmitida. teremos mais de uma mensagem circulando no anel.O mecanismo de "ficha" é baseado em uma mensagem de controle que. Ela consiste basicamente em um registrador de deslocamento que será conectado em série com o circuito quando a estação possuir dados para transmitir. o fim da transmissão ocorre antes do retorno do início da mensagem transmitida e. Dependendo das dimensões do anel físico e da velocidade de transmissão usada. previamente.3. reconhecimento. a estação transmite a sua mensagem.5 e na prática constitui-se na principal opção de implementação do mecanismo de controle de acesso por ficha. etc). copia a mensagem através do registrador de recepção e transmite uma mensagem curta de resposta. 5. Enquanto os dados são transmitidos pode ocorrer a chegada de um outro quadro vindo da estação precedente. Uma vez que o início da mensagem passa por todos os nós de comunicação antes da ficha. no caso de restituição da ficha ao final da transmissão. b) uma vez de posse da ficha. Inserção de Registrador Esta técnica é particularmente adequada para redes locais com topologia em anel. sobre a prioridade de acesso à ficha a ser restituída. no caso em que o tempo de propagação da mensagem no anel é bem menor que o tempo de transmissão. Quando uma estação possui dados para transmitir. abre o anel. Uma vez que o fluxo de dados da estação precedente não pode ser parado. o nó copia a mensagem que lhe é destinada podendo removê-la ou não do anel. Quando um estação tem uma mensagem para transmitir. Uma situação mais prática pode ser conseguida com o uso de dois registradores: um de transmissão T e outro de recepção R. ela armazena o quadro em um registrador T de transmissão e aguarda um intervalo entre quadros que circulam no anel para conectar T em série com o circuito físico. Por exemplo. – atraso variável das mensagens em trânsito no anel. A forma mais comum é aquela em que o nó destinatário. Em um intervalo entre quadros no anel a chave é ligada em T e seu conteúdo é transmitido. Uma vez identificado o seu endereço. A recepção de uma mensagem pelo nó destinatário depende do estado de escuta permanente para identificar o seu endereço nas mensagens circulando no anel. Essa estratégia simplifica a implantação dos serviços baseados na difusão de mensagens e também dos serviços de controle de erros e reconhecimento. A estratégia de restituir a ficha somente após o retorno da mensagem é conhecida como "ficha simples" e facilita a implantação de funções de supervisão e controle (recuperação de erros. – possibilidade de acesso simultâneo ao meio de transmissão. A remoção da mensagem do anel é tarefa do nó de comunicação que originou a mensagem. os dados em trânsito são armazenados no registrador R. a forma de restituição da ficha pode permitir a existência de várias mensagens simultaneamente em trânsito no anel (ficha múltipla) o que oferece um melhor desempenho em situações onde as mensagens são relativamente curtas. fica fácil implantar um esquema que avise a todas as estações. este é desligado do circuito e a mensagem é removida do anel. c) ao final da transmissão. A técnica de inserção de registrador apresenta as seguintes características: – mensagens de tamanho variável. Quando T fica vazio.2. Note que o termo "múltipla" não se refere ao número de fichas e sim ao número de mensagens circulando.2. Esta técnica é adotada com o padrão IEEE 802. a estação devolve a ficha enviando-a ao próximo nó da rede. a chave é setada para R e a estação aguarda o retorno da mensagem transmitida. O procedimento de inserção de mensagem num anel com acesso controlado por ficha obedece às seguintes etapas: a) a estação que deseja transmitir aguarda a chegada da "ficha". . ao reconhecer o seu endereço. Este quadro também atravessa o registrador de transmissão bem como todos os seus subseqüentes até que o quadro enviado pela estação retorne à origem e o registrador de deslocamento seja novamente desligado do circuito. Passagem e Permissão (token ring) Esta técnica foi apresentada por Farmer e Newhall em 1969 e foi pioneira no controle de acesso distribuído associado à redes locais. transportando o direito de transmissão no meio compartilhado. uma vez inicializada. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  58 5. Quando ela é lida no registrador R.

Se o token é enviado para um equipamento que está desligado. Quando a rede é inicializada. A tarefa de geração de token pode ser atribuída a uma estação especial ou para qualquer equipamento ligado à rede. A partir daí. a inclusão e retirada de equipamentos gera alguma complexidade. de posse do token ela pode transmitir sua mensagem e então. incluindo-se uma mesma estação mais de uma vez na sequência completa. 5. Neste caso.5. Algum procedimento deve ser estabelecido para garantir que um novo token será gerado após um intervalo de tempo finito sem que nenhuma mensagem tenha sido transmitida. envia o token para a estação sucessora. Anel lógico em barramento físico Token Bus Uso de Token em rede em anel Token Ring Token Ring de fibra ótica FDDI O tempo de transmissão é dividido em slots (fatias) iguais Quadro vazio ou Slot Vazio Uma estação controla quem pode ou não transmitir Polling . O método de acesso por token é fácil de ser implementado mas a recuperação de tokens perdidos. é passada de equipamento para equipamento através da rede. o token desaparece da rede. envie uma mensagem para todas as outras. O outro problema refere-se a inserção e retirada de equipamentos da rede. A remoção de equipamentos é fácil pois basta que a estação que vai ser retirada envie uma mensagem para a sua antecessora informando o novo endereço (de sua sucessora) para o envio do token. mas permite que o seu proprietário transmita sua mensagem. com uma configuração de bits conhecida. tendo alterado o endereço do destinatário. cada estação repassa o token em uma sequencia estabelecida. Resumo: Método FDM TDM ALOHA puro ALOHA em intervalos CSMA NP CSMA P-persistente Descrição Dedica-se uma freqüência para cada estação Dedica-se um tempo para cada estação Difusão via satélite Transmissão em Slots de tempo bem definidos Retardo aleatório quando o canal é detectado como ocupado Se está ocupado. chamada "token". Esta técnica assegura que duas estações não irão transmitir ao mesmo tempo causando colisão de suas mensagens. O token não transporta qualquer informação. Adicionar equipamentos requer que a estação que deseja ser inserida na sequência. uma mensagem especial. Também é possível implementar um mecanismo de prioridade. No último caso. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  59 As funções de gerência e manutenção da ficha podem ser centralizadas ou distribuídas e devem atender situações tais como a perda ou duplicação da ficha. Passagem de Ficha em Barramento (Token Bus) Uma outra forma de usar a capacidade do canal de uma rede local com barramento por difusão é usar a técnica de passagem de permissão ou acesso por ficha. Apenas um token deve existir na rede em um determinado instante. algum procedimento deve ser criado para evitar que duplicatas do token trafeguem pela rede. uma estação pré-determinada cria o token e o transmite para a sua estação sucessora. espera até desocupar e então transmite com probabilidade P Interrompe a transmissão no caso de colisão CSMA CD Um esquema de FDM dinâmico em fibra Divisão por comprimento de onda CSMA/CD com recuo binário exponencial Ethernet Controla as colisões gerando tempo de espera n slots (aleatório) de tempo para cada estação que teve seu pacote envolvido em uma colisão. O algoritmo RBE é usado para adaptar a transmissão ao número de estações que estão querendo transmitir. Dois problemas podem ser identificados nesta técnica: o primeiro diz respeito ao token em si. deve aguardar que o token lhe seja enviado. perguntando quem lhe enviará o token e informando o endereço de sua estação sucessora. Uma estação com dados para transmitir.2.

( ) Consiste em um anel lógico em uma rede em barra. divide-se o tempo de transmissão em intervalos fixos. ela transmite. a transmissão não é otimizada. a estação escuta o canal. ela permanecerá escutando o canal até que o mesmo fique livre. ( ) Neste sistema de transmissão por rádio. Se alguém está transmitindo. Após. Se ocorrer a colisão ambas as estações param de transmitir e esperam um tempo aleatório para retransmissão. ( ) Consiste no uso de passagem de permissão em rede em anel . Apostila de Telecomunicações e Redes 1  60 Exercícios: Associe as colunas: A) Aloha puro B) Aloha Fatiado C) Token Ring D) CSMA P-persistente E) CSMA CD F) Token Bus ( ) A estação fica escutando antes e durante a transmissão. Simplesmente transmite-se sem se preocupar com as colisões. Melhora a eficiêmcia com relação à transmissão sem intervalos fixos. ( ) Antes de transmitir. então. ( ) Neste sistema de transmissão por rádio.

Para redes de longa distância existe uma padronização internacional que determina uma taxa de erros máxima em um canal a fim de que o mesmo possa ser considerado adequado para a transmissão de dados. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  61 6.1 . bno geral. codificada em ASCII e com paridade par. é detectado um erro de transmissão. paridade longitudinal (LRC).Codificação da Mensagem "UFSC" . o bloco de r bits é decodificado e os n bits de informação entregues ao destinatário. admite-se taxas de erros típicas da ordem de 10-9 a 10-12.2. Na tabela 6.n ) bits de redundância e então transmitido. que represente uma operação lógica sobre os bits dos diversos caracteres que compõe a mensagem.A taxa de erros de um sistema de transmissão representa a probabilidade de ocorrência de erros de transmissão. detecção de "1" quando foi transmitido "0" ou detecção de "0" quando foi transmitido"1".Block Character Check). Um bloco de n bits de informação é codificado em um bloco de r bits pelo acréscimo de ( r . isto é. O desempenho de um sistema de transmissão de dados é avaliado através do seu grau de confiabilidade na transmissão dos bits. isto é. Exemplo: O caractere A no código ASCII.1. Estas detecções trocadas caracterizam os chamados erros de transmissão. A transmissão sem erros é um requisito essencial de quase todas as aplicações de comunicação de dados e portanto. apenas 1 bit errado a cada 100.1. Paridade Longitudinal (combinada) Consiste em acrescentar à mensagem um caractere (BCC .000 transmitidos.1. Esse método permite detectar erros de transmissão que envolvam apenas a alteração de um número ímpar de bits no caractere. Dentre as várias técnicas usadas para esta finalidade pode-se citar: bits de paridade por caracter. 6. 6. Essas alterações resultam de imperfeições na propagação do sinal. Na recepção. paridade par: 10000010 P = 0 paridade ímpar: 10000011 P = 1 O caracter é transmitido e na recepção o bit de paridade é testado. consiste na adição de bits de redundância na mensagem a ser transmitida. redundância cíclica (CRC).1 Detecção de erros A maneira usual utilizada para detectar a alteração de bits de informação transmitidos. (d)ados / (P)aridade d d d d d d d P U 1 0 1 0 1 0 1 0 F 1 0 0 0 1 1 0 1 S 1 0 1 0 0 1 1 0 C 1 0 0 0 0 1 1 1 BCC 0 0 0 0 0 1 1 0 Tabela 6. ao longo do suporte de transmissão (atenuação e retardo) e de perturbações (ruídos) que atuam não só no suporte de transmissão como também nos estágios de processamento do sinal que compõem o receptor. Se o valor de P não conferir com o esperado. 6. Bit de Paridade (paridade de caractere) É a técnica mais simples de codificação e consiste em acrescentar um bit às palavras do código de representação dos caracteres. ruído e retardo são termos usados de um modo geral para descrever as modificações que um sinal sofre quando é transmitido em um circuito ou canal. Distorção e ruído na transmissão (erros) Atenuação. O CCITT (Comitê Consultif International de Téléphonie et Télégraphie) recomenda uma taxa de erros não superior a 10-5 . uma série de mecanismos deve ser implementada para detectar e corrigir possíveis erros. pode ocorrer detecção trocada da informação. Quando a alteração sofrida pelo sinal é muito grande. apresenta-se um exemplo de como seria transmitida a mensagem "UFSC". O bit P de paridade é acrescentado com os valores 0 ou 1 dependendo do tipo de paridade utilizado (paridade par ou paridade ímpar).1. Em redes locais. com paridade é representado por 1000001P(65).

Exemplo: 11001011 10100111 01101100 01010101 10011110 11001011 A divisão de um binário por outro é feita da mesma forma como na divisão decimal/binário exceto que as subtrações são feitas usando módulo 2. Neste método são detectados os erros que consistem na inversão de apenas 1 bit e também erros do tipo rajada (vários bits alterados) com comprimento igual ou menor que o número de linhas da matriz. 6. caso contrário. O bit de mais alta ordem (mais à esquerda) é o coeficiente de xk-1. 2 . Redundância Cíclica (CRC) Consiste em acrescentar a um bloco de k bits de informação (n-k) bits de verificação. 0 e 1 : 1x5 + 1x4 +0x3 + 0x2 + 0x1 + 1x0 = x5 + x4 + 1 A aritmética polinominal é feita em módulo 2 isto é. Este método é facilmente implementado por software uma vez que para calcular o BCC basta fazer uma operação "ou-exclusivo" dos caracteres a serem transmitidos. M(x) : 10111011 G(x) : x3 + x2 + x = 1110 . é detectado um erro de transmissão. Concatene r bits zeros no final da mensagem M(x) de tal forma que o resultado corresponda ao polinômio xr. a mensagem recebida é dividida pelo mesmo número. o próximo bit é o coeficiente de xk-2 e assim sucessivamente.12 = x12 + x11 + x3 + x2 + x + 1 – detecta até 12 erros por blocos de mensagens (usado para caracteres de 6 bits) CRC . Exemplo: Considere a transmissão da mensagem 10111011 com polinômio gerador G(x)= x3 + x2 + x (por exemplo).3. não existe "vai um" ou "empresta um". 1. O resultado é a mensagem a ser transmitida: T(x). Uma mensagem de k bits é tratada como uma lista de coeficientes para um polinômio de k termos. a representação binária da informação é dividida em módulo 2 por número pré-determinado. 0. a mensagem foi recebida corretamente.M(x) por G(x) (dividir os strings de bits correspondentes) usando divisão com módulo 2. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  62 A transmissão é feita serialmente por coluna. com 6 termos cujos coeficientes são 1.Subtraia o resto da divisão (que geralmente possui r ou poucos bits) do string correspondente a xr. Já existe uma padronização internacional para polinômios geradores: CRC .16 = x16 + x15 + x2 + 1 – detecta até 16 erros por blocos de mensagens CRC – ITU-T = x16 + x12 + x5 + 1 (usado para caracteres de 8 bits) A mensagem a ser transmitida é concatenada. O código CRC (Código de Redundância Cíclica) é baseado no tratamento de "strings" de bits como representação de polinômios com coeficientes 0 e 1 somente. Para transmissão. o emissor e o receptor devem escolher um polinômio gerador G(x) que deve ter os bits de mais baixa ordem e da mais alta ordem iguais a 1.M(x) usando subtração módulo 2. O resto da divisão é acrescentado à mensagem como bits de verificação. 0. Exemplo: A mensagem 110001 tem 6 bits e representa um polinômio de grau 5. As operações de adição e subtração equivalem à operação OR exclusivo. Na recepção.Divida xr.1. Para utilizar o código CRC.Seja r o grau de G(x). Rajadas maiores que este número ou várias rajadas menores podem não ser detectadas. ao final com um "checksum" que é determinado através do seguinte algoritmo: 1 . 3 . variando xk-1 até x0 e com grau k-1. Se o resto da divisão for igual a zero.M(x).

9977% de rajadas de 17 bits e todos os erros simples. mas um outro polinômio H(x) = T(x) + E(x) onde E(x) representa as posições alteradas por erros de transmissão. . o receptor a divide por G(x) e examina o resto da divisão: 10111011110 | 1110 . divide-se a mensagem pelo polinômio gerador 10111011000 | 1110 O resto que deu na divisão é então adicionado na mensagem original M(X) sendo que a mensagem a transmitida será: 10111011110 Ao receber a mensagem T(x). H. Consistem na adição de bits redundantes à mensagem. bem como 99. etc. A ISO também adota este mesmo polinômio no sistema de controle associado aos protocolos ao nível de enlace de dados da família HDLC.2. a mensagem contém erro.2.. G(x) deve ser criteriosamente escolhido. Adequado em circuitos simplex e em situações onde a retransmissão não é prática.1. Correção de erros Estas modalidades de recuperação de erros são também chamadas de "Forward Error Correction". Apostila de Telecomunicações e Redes 1  63 Adiciona-se a quantidade de zeros equivalente ao grau de G(x) na mensagem: 10111011 + 000 Em seguida. R. Hamming desenvolveu vários esquemas que receberam o nome de Hamming Codes. Estes são inseridos nas posições 1.4. Os valores dos "Hamming bits" são o resultado da operação do OR-EXCLUSIVO sobre o código binário da posição dos bits "1" ocorridos nos bits de informação. O polinômio gerador CRC-16 padronizado pelo ITU-T é capaz de detectar todos os erros tipo rajada de comprimento menor ou igual a 16. Descrição de um Código Hamming Para um bloco de informações de tamanho m. Em caso de haver erro. de modo a permitir não somente sua sinalização mas também a restauração do conteúdo original. Exemplo: Deseja-se transmitir a seguinte informação: 1110100100 = 10 bits de informação 10+4+1 <= 24 temos 4 Hamming bits bit 14 1 13 1 12 1 11 0 10 1 9 0 8 H 7 0 6 1 5 0 4 H 3 0 2 H 1 H . Para minimizar a probabilidade de um erro não ser detectado.16 . o polinômio recebido não será T(x). a mensagem está correta. duplos ou erro com número ímpar de bits alterados. 6.8.2. Este polinômio gerador é recomendado pelo ITU-T para a detecção de erros em sistemas de transmissão de dados a longa distância. sendo r um nº inteiro. O bloco é construído a partir dos bits e informações e dos "Hamming bits".se for zero. se E(x) for divisível por G(x). Erros não serão detectados se T(x) + E(x)/G(x) tiver resto igual a zero.se for diferente de zero. onde m+r+1 <= 2r. isto é. 6. temos r "Hamming bits".

12. . Quando ocorrerem três erros. isto será detectado mas o resultado será sem sentido. Se dois erros ocorrerem. 10. o esquema pode ser burlado. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  64 posições com "1" : 6.1101 14 .Hamming bits Bloco a ser transmitido: bit 14 1 13 1 12 1 11 0 10 1 9 0 8 0 H Supor que o bloco recebido seja: bit 14 1 (bit 9 errado) Cálculo efetuado na recepção: E(x) = 0011110011 14 13 12 10 9 6 2 1 1110 1101 1100 1010 1001 0110 0010 0001 1001 = 9 (bit 9 errado ) 7 0 6 1 5 0 4 0 H 3 0 2 1 H 1 1 H 13 1 12 1 11 0 10 1 9 1 8 0 7 0 6 1 5 0 4 0 3 0 2 1 1 1 A informação original poderá ser restaurada sempre que ocorrer somente um erro no bloco.1100 13 .1010 12 . 13. 14 6 .0110 10 .1110 0011 .

De acordo com a política estabelecida. marcados para correção posterior. Todas estas funções são realizadas pelos protocolos de comunicação. Além disso. corrigidos através da retransmissão do quadro defeituoso ou corrigidos automaticamente. Quando os dados são recebidos. Ora. além de outras funções. Na verdade não é tão simples. tal sistema pode proporcionar uma flexibilidade para conexão. Como definido no início desta apostila.1. Roteamento: eventualmente. Além disso. que permita o seu endereçamento e encaminhamento adequado. controle de fluxo: pode ser entendido como um mecanismo de sinalização que permita ao receptor controlar a velocidade efetiva de um transmissor mais rápido de forma a não entupir-se de dados. abertura e fecho. Neste caso. o receptor deve executar uma série de procedimentos antes de liberar o buffer para a recepção de mais dados. a compressão dos dados para reduzir os custos de transmissão. Software de Comunicação Em princípio pode-se pensar que a transmissão de bits em um canal seja trivial: uma máquina A coloca os bits no meio de transmissão e uma máquina B os retira.apostila) onde temos 2 hosts ligados por um meio de comunicação. pois existem uma série de fatores que influem em uma comunicação de dados e conseqüentemente na construção de um software de comunicação (protocolo). onde é necessário representar os bits em forma de onda digital e sincronizar o emissor com o receptor. ora por um caminho. O primeiro problema a ser tratado em um sistema de comunicação diz respeito à distância. denominadas funções de comunicação. procure. várias estações compartilham um único meio de transmissão e devem obedecer a uma política que determina quando uma estação pode utilizar o meio comum para transmitir seus dados. Para entender melhor o significado de um protocolo vamos desenvolver um exemplo baseado no comunicação entre os dois filósofos (capítulo 2 . . Além destas funções consideradas mais básicas. Isso requer um sistema de roteamento ou comutação da informação. controle de erros:: o controle de erros é feito através da utilização de técnicas para detecção de erros. Na própria carta. Deve-se salientar que em qualquer sistema de comunicação existirão mensagens de controle da comunicação além dos dados que efetivamente se quer enviar. os erros podem ser ignorados. portanto. Antes de seguir adiante. Protocolos de comunicação A forma de tratar os problemas de comunicação entre os processos comunicantes é através de protocolos. controle de acesso: o controle de acesso ao meio de transmissão é um serviço utilizado em redes com topologia multiponto. o formato dos quadros e os tipos de controle que serão efetuados sobre a transferência. controle de seqüência: visa preservar a ordem de transmissão dos quadros. aliado a uma política de tratamento de erros. protocolo é “um conjunto de regras sobre o modo como se dará a comunicação entre as partes envolvidas”. Deve-se adequar o sinal às características do meio utilizado e utilizar trasnceptores ou transmissores quando necessário. tais como a necessidade de codificação da informação para o código utilizado pela estação remota. a comunicação envolve um caminho indireto entre os dois pontos comunicantes. definindo os formatos dos quadros de dados. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  65 7. imaginar como seria o diálogo entre as máquinas usando termos coloquiais em português. além da informação na carta usamos um envelope com o endereço (hierárquico) e outras informações de controle para o correto encaminhamento da mensagem. como por exemplo. o protocolo requer que se acrescentem informações de controle como data. conforme visto no capítulo 3. ora por outro. como um exercício. pois seria desperdício utilizá-lo com uma única “conversação” O meio pode ser multiplexado para permitir várias comunicações simultâneas. temos outras funções de grande importância no contexto de redes: – compartilhamento: independente da distância e do meio utilizado em uma comunicação. passando por pontos intermediários onde a mensagem deve ser reencaminhada. A transferência de quadros entre dois equipamentos é feita segundo um conjunto de regras e convenções denominado "Protocolo de Comunicação". além do modem quando a transmissão deve ser feita de forma analógica. é importante que este seja – – – – – compartilhado. no caso de uma impressora remota que está recebendo os dados de um computador. Um exemplo trivial é o sistema postal em que. Este serviço garante que os quadros não serão aceitos duplicadamente e que a perda de um quadro será detectada. os tipos de controles que serão efetuados sobre a transferência e os procedimentos que devem ser adotados tanto para o envio quanto para a recepção dos dados. 7. realizando uma série de funções básicas. Um protocolo de comunicação define. estas informações de controle se constituem numa sobrecarga (overhead) que toma espaço e tempo. existem outras também importantes. Um software de comunicação deve ser capaz de lidar com os mais diversos problemas que comumente ocorrem em uma transmissão. a encriptação dos dados de forma permitir o tráfego da mensagem na internet com o mínimo de risco de violação de integridade da mesma.

2 pode ser usada em algumas aplicações. Note-se que. a capacidade de transmissão (ou velocidade nominal em bps) da linha é dividida entre sinalização e informação. o computador B pergunta ao A se quer aproveitar a conexão para outra operação. Cada pacote. Não basta a conexão física que se estabelece quando o fone remoto é retirado do gancho. além de uma cauda ou “trailler” que são os bits de redundância que . necessitamos transmitir comandos. constituindo-se em um tráfego (bits por segundo) chamado de taxa de sinalização.1. deixando mais ou menos capacidade do canal para a efetiva transmissão de informação. Uma conexão lógica é necessária para iniciar a transferência de informação. mas sim comandos de comunicação com informação de controle. 3) ele responda sempre da mesma forma às mesmas mensagens. Se colocássemos um equipamento de monitoração na linha entre os computadores que nos permitisse ver todos os bits que passassem. Uma outra forma de troca de informação consiste em dividir a cadeia de bytes em pacotes e transmiti-los separadamente. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  66 Um possível diálogo está esboçado na figura 7. poderia acontecer o acaso de que o gato da família derrubasse o telefone no chão de susto com a campainha e você não quer falar com o gato. Pode-se iniciar a conversação depois que a pessoa do outro lado da linha responde “Alô”. Diferentes protocolos terão overheads diferentes. Pode-se fazer uma analogia com uma ligação telefônica. Este exemplo simples evidencia que. O que sobra da capacidade do canal para transmissão dos dados é chamada velocidade efetiva. Terminada a transferência do arquivo. o computador A deve confirmar a recepção. entretanto ligados fisicamente pela linha.1 – Esquema de funcionamento da arquitetura de uma rede de computadores A seguir o computador A identifica a operação desejada como uma transferência de arquivos e o computador B pede a identificação do arquivo. ambos os computadores procedem à desconexão lógica. que comporiam as mensagens contendo comandos ou dados. o computador A procura estabelecer uma ligação lógica com o computador B dizendo “Alô”. Afinal. O importante no funcionamento de um protocolo é que: 1) ele deve atender a todas as funções necessárias: 2) as duas máquinas ou entidades comunicantes devem entender as mensagens recebidas. Estes comandos ocupam uma parte da capacidade da linha.2 – Cadeia de bytes na linha Ora. endereço de fontes e destino. Comando Dados Comando Dados Dados Figura 7. mas não são repetidas durante a mesma. veríamos uma seqüência de bytes. não basta uma conexão física. Nada mais havendo a tratar. Sempre que se quiser dimensionar a velocidade de transmissão nominal necessária para um canal a partir do volume de dados efetivo a transmitir.1 carregam informações e quais carregam comandos. carrega. Host A Alô Envie Arquivo Arquivo A OK Não! Tchau Host B Alô Qual? Envia Arquivo A Algo mais? Tchau Figura 7. O computador A responde com a identificação e o computador B inicia a transmissão do arquivo. para que a transferência de informações se efetive é necessária a troca de uma série de mensagens que não carregam dados. identifique quais as mensagens da figura 7. um cabeçalho contendo a sua própria informação de sincronismo. além dos dados. permanecendo. para garantir a transferência de forma correta. Inicialmente. Provavelmente. número de seqüência. A título de exercício. Quando o computador B responde a conexão lógica se completa. deve-se levar em conta o overhead de sinalização característico (do protocolo) da linha em que se vai transmitir.2. para transmitir os dados. Assim. o protocolo que você pensou tem algumas diferenças em relação ao da figura acima. A conversação através de uma cadeia de bytes contínua como na figura 7. Chama-se sobrecarga ou overhead a relação entre a taxa de sinalização e a capacidade do canal. Outras formas de diálogo são possíveis e levam também a uma conexão confiável. como mostra a figura 7. ou datagrama. Informações de sincronismo (que permitam a delimitação das mensagens) e endereçamento podem preceder a transmissão.

seguidos de uma cauda com os bits de verificação de erro e outras possíveis informações de controle. A camada mais próxima da transmissão física é denominada "Camada de Enlace" ou "Enlace de Dados". respectivamente. dadas as dificuldades de se transmitir informações entre máquinas com conjunto de caracteres. controle de erros e o controle de acesso ao meio de transmissão. O encapsulamento de protocolos de mais “alto nível”em formatos de mais “baixo nível” aumenta a modularidade da rede. Cabeçalho Dados Cauda Figura 7. blocos. Na verdade. conforme o contexto.2. como mostra figura 7. o software de comunicação é dividido em "camadas". se analisadas em conjunto. Protocolo A Cabeçalho Dados Cauda Protocolo B Cabeçalho Dados Cauda Figura 7. por exemplo. possuem uma complexidade difícil de controlar. podem ser designadas. então se constitui de um cabeçalho com diversos campos de controle e um campo de dados.4 – Encapsulamento de um protocolo A em um protocolo B 7. ou mais genericamente como mensagens. orientados a caracter. "Enlace Lógico". constituindo-se. Os primeiros protocolos de enlace que foram desenvolvidos para redes de computadores eram. transmitindo-se alternadamente pacotes de uma outra. EBCDIC). Tanto a ANSI como a ISO fizeram modificações no SDLC e lançaram. além de pacotes ou datagramas . PDUs de um protocolo A podem ser encapsuladas no campo de dados das PDUs de um outro protocolo B. o bloco a ser enviado consistia de um grupo de caracteres de algum código (ASCII. é PDU (Protocol Data Unit). a especificação de um software de comunicação deve prever diversos aspectos referentes aos serviços que o sistema oferece. outras conversações não são bloqueadas por uma eventual conversação mais longa e podem se dar paralelamente. pois temos informações de controle muitas vezes duplicadas. isto é. tornando a transmissão mais confiável. Um protocolo que trabalhe nesta forma deve então definir precisamente o formato e o significado dos campos destas unidades de transporte para que as entidades comunicantes possam interpretá-los corretamente. Na década de 70 uma nova geração de protocolos apareceu.3. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  67 permitem a verificação da ocorrência de erros no destino. a IBM desenvolveu o SDLC (Synchronous Data Link Control) e submeteu-o à apreciação da ANSI e da ISO para que fosse adotado como padrão internacional. o que se constitui numa multiplexação do meio de comunicação ao longo do tempo. Com o desenvolvimento das redes de computadores. toda a informação contida no cabeçalho e na cauda destas unidades de transporte de informação serve para o controle da comunicação. as desvantagens de se utilizar protocolos orientados a caracteres foi ficando cada vez mais evidente. empregada no âmbito do modelo OSI. pode-se alterar a tecnologia da rede de transporte (baixo nível) sem ter de alterar o sistemas e protocolos entre as aplicações (alto nível). Para diminuir esta complexidade. como mostra a figura 7. executa um conjunto definido de funções. onde cada "camada".4. isto é. em sua maioria. o ADCCP (Advanced Data Communication Control . Protocolos de enlace de dados Como visto anteriormente. Porém o overhead das linhas tende também a aumentar. A designação técnica. também como quadros (frames). ou ainda. também em sinalização e overhead. O protocolo BSC da IBM é um exemplo de protocolo orientado a caracter. Isto é. Um datagrama. Esta técnica de encapsulamento é usada para permitir. Uma vantagem desta forma de comunicação é que ela é mais justa. portanto. Suas funções principais referem-se ao controle de fluxo. o transporte de um protocolo entre dois computadores através de várias redes intermediárias com protocolos distintos. A camada de enlace constitui a interface entre os níveis superiores e a camada física. envolve diversas etapas que. Estas unidades de transporte de informação.3 – Formato geral de um datagrama Ora. a simples transferência de um arquivo de uma máquina para outra.

a estação secundária só ganha o controle da linha se a estação primária não a estiver utilizando. na década de 60 e ainda bastante utilizado em ligações ponto-a-ponto e multiponto.6. sendo o último bit o de “paridade ímpar”. Sete bits são necessários para representar um código ASCII qualquer. O ITU-T (antigo CCITT) adotou e modificou o HDLC. 7. Neste caso. interpretar o restante do quadro. Assim. uma das estações é definida como primária e a outra como secundária. Todos estes protocolos são baseados nos mesmos princípios. Este conjunto prevê códigos especiais para funções de controle. A resposta pode ser positiva através de um ACK. Tabela 7. exceto o último que é terminado com ETX. um quadro é composto de um número inteiro de caracteres de um determinado código. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  68 Procedure) e o HDLC (High-level Data Link Control). mas na verdade cada código ASCII é transmitido com 8 bits. SOH Cabeçalho STX Texto ETX BCC Figura 7. isto é. ou seja. Para evitar problemas associados à transmissão. O BSC é um protocolo orientado a caracter. Obviamente. A estrutura da mensagem de informação é mostrada na figura 7. Uma descrição sumária deste protocolo é apresentada nesta seção. Um dos protocolos orientados a caracteres mais conhecidos é o protocolo BSC (Binary Synchronous Communications). O BSC é um protocolo de controle de enlace desenvolvido pela IBM.2. Todos são orientados a bit. isto traz limitações com respeito às comunicações entre equipamentos que trabalhem com códigos diferentes. NAK ou WACK. ele utiliza caracteres de um determinado código fonte para delimitação do texto da mensagem e para funções de supervisão e controle da troca de mensagens entre os equipamentos conectados.1 Protocolos Orientados a caracter Em um protocolo orientado a caracter. etc. Os intervalos de tempo próprios para cada um dos bits são conhecidos e amarrados entre as entidades comunicantes.5 – Estrutura típica de um quadro no protocolo BSC Uma mensagem pode ainda ser dividida em quadros para facilitar sua manipulação e reduzir a possibilidade de erros de transmissão. tais como “ETB”. cada quadro é terminado pelo caracter ETB. . ela responde com um NAK ou WACK. A seguir estudaremos os protocolos orientados a caracter e os protocolos orientados a bit. ou caso a estação não esteja pronta para receber. “SYN”. É bastante comum que as unidades de informação sejam códigos pertencentes ao conjunto ASCII (American Standart Code for Information Interchange). Os caracteres de controle e supervisão usados com o protocolo BSC são: Caractere SYN SOH STX ITB ETB ETX ENQ ACK0/ACK1 WACK NAK OLE RVI TTD DLEEDT Significado Caractere de sincronização (Synchronous Idle) Início de cabeçalho Início de texto Fim de transmissão de quadro intermediário Fim de transmissão de quadro Fim do texto Verifica estado da estação Reconhecimento positivo Reconhecimento positivo (espere antes de enviar) Reconhecimento negativo Usado para permitir transparência Interrupção reversa Usado para indicar demora temporária no envido de texto e evitar fim da temporização (time-out) Sequência de desconexão para uma linha comutada. O destinatário deve ser capaz de reconhecer os caracteres de sincronismo e a partir deste momento.1 – Caracteres de controle e supervisão utilizados no protocolo BSC A estação que deseja iniciar a transmissão envia a sequência ENQ. ela responde com ACK. A estação primária permanece enviando ENQs até a recepção de um ACK0 ou até esgotar o limite máximo de tentativas estabelecido. são independentes dos códigos utilizados. Caso a estação primária receba um ENQ sem ter iniciado um pedido de transmissão.

Procedimento de protocolo orientado a bit Na figura 7. sendo resultado do esforço de padronização desenvolvido pela ISO (International Organization for Standardization). Tais bits devem ser agrupados de modo que haja responsabilidade pela entrega de cada grupo de bits. 7. O campo de "informação" carrega os dados recebidos da camada superior. A figura 7. . 7. supervisão. o qual apresenta um formato genérico comum a todos os protocolos orientados a bit. permitindo assim que a outra estação a utilize. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  69 Ao terminar a transmissão de uma mensagem.. a camada de enlace trata conjuntos de bits cujos significados lhe são irrelevantes. Nos protocolos orientados a bit. . para a camada de enlace de dados. Cada quadro possui um delimitador de início e um delimitador de fim. no modo transparente. Host A Posso transmitir ? Aí vai parte da msg Aí vai o resto da msg Não tenho mais msg ENQ STX Texto ETB BCC STX Texto ETX BCC EOT Host B ACK0 ACK1 ACK0 ENQ Sim Recebi mensagem OK Recebi mensagem OK Posso transmitir? Figura 7. a estação que a estava transmitindo envia um ETD para indicar este fato e não tenta utilizar a linha novamente durante um certo intervalo de tempo. o BSC tem um modo transparente.2.7 . Para obter transparência. Protocolo de enlace HDLC A família de protocolos HDLC (High Level Data Link Control) é orientada a bit.). Qualquer caractere de controle que seja precedido pelo caractere DLE será reconhecido. destino 00000001 Controle * 00000000 info 10110 Checksum (CRC ) 10101101 delimitador 01111110 Figura 7. como um caractere de dados. duas configurações de enlace e três modos de operações de transferência de dados. representadas nas unidades mínimas de informação. Para satisfazer uma variedade de requerimentos.Estação primária: controla a operação do enlace.. O campo de "checksum" carrega bits de redundância para a detecção de erros no quadro recebido.2 Protocolos Orientados a bits A camada de enlace recebe das camadas superiores as informações a serem enviadas. além de informações referentes ao número de sequência e reconhecimento. 1 0 1 1 0 Informações produzidas nas camadas inferiores Procedimento da camada de enlace de dados Delimitador (flag) 01111110 End.6 – Exemplo de transferência de informações utilizando o protocolo BSC. pode existir a confirmação do recebimento do referido grupo. Os quadros emitidos por esta estação são chamados "comandos". Nos diálogos com a outra máquina.3. os bits de informação foram colocados em um único quadro.6 apresenta um exemplo de protocolo orientado a bits. O campo de "controle" identifica o tipo do quadro (informação. O campo "endereço" é utilizado para a identificação do receptor.6. o protocolo HDLC define três tipos de estações. a) Os três tipos de estações são: 1. permitir que qualquer configuração de bits seja transmitida pelo usuário. ou seja.

Os quadros emitidos pela estação secundária são chamados "respostas".Configuração balanceada: usada somente em conexões ponto-a-ponto. então. A estação primária mantém um enlace lógico separado com cada estação secundária na linha. 3. uma vez que um quadro HDLC permite qualquer configuração de bits. a estação secundária pode iniciar a transmissão sem permissão explícita da primária (isto é. Esta configuração consiste de uma estação primária e uma ou mais estações secundárias e suporta tanto a transmissão half-duplex quanto a full-duplex. incluindo inicialização.8 .Modo de resposta normal (NRM): usado em configurações não balanceadas. Esta propriedade é conhecida como "transparência de dados". a estação emissora está sinalizando uma condição de aborto. b) As duas configurações de enlace são: 1. O computador consulta cada terminal para transmissão. Todas as transmissões são feitas em blocos e um único formato de bloco é estabelecido para todas as trocas de dados e de controle. o receptor examina a sequência de bits. a sincronização a nível de quadro.Estação combinada: combina as características das estações primária e secundária. O transmissor irá sempre inserir um bit 0 extra após cada ocorrência de cinco bits 1's consecutivos no quadro (exceto no campo FLAG). não existe garantia de que a configuração 01111110 não irá aparecer dentro do quadro. 2. destruindo. recuperação de erros e desconexão lógica. Se o sexto bit é 1 e o sétimo é 0. uma vez que ele não apresenta o "overhead" do polling. a estação continua procurando a sequência de flag para determinar o final do quadro.Estação secundária: opera sob o controle da estação primária. c) Os três modos de operação de transferência de dados são: 1. 2.Estrutura típica do quadro no protocolo HDLC CAMPO FLAG : o campo FLAG delimita o quadro em ambas extremidades com uma configuração única de bits dada por 01111110. A estação primária pode iniciar a transferência de dados para uma secundária mas a secundária só pode transmitir dados em resposta a um comando (POLL) da primária. um procedimento conhecido como "bit-stuffing" é usado. Fica sob a responsabilidade da estação primária o controle da linha. 3. Esta configuração consiste de duas estações combinadas e suporta transmissões half-duplex e full-duplex.1 Estrutura do Quadro O HDLC usa transmissão síncrona.Configuração não balanceada: usada em ligações ponto-a-ponto ou multiponto. enviar uma resposta sem esperar por um comando). Qualquer uma das estações combinadas pode iniciar a transmissão sem receber permissão da outra estação combinada. O modo balanceado assíncrono faz um uso mais eficiente de ligações ponto-a-ponto full-duplex.6 mostra a estrutura de um quadro HDLC e seus respectivos campos: FLAG 8 bits ENDEREÇO 8 bits ou + pode ter 1 ou + octetos CONTROLE 8 ou 16 bits DADOS tamanho variável FCS 16/32 bits FLAG 8 bits Figura 7. Se o sexto e o sétimo bits são ambos iguais a 1. O NRM é também usado em configurações ponto-a-ponto no caso particular de conexão de um terminal ou outro periférico ao computador. O modo de resposta normal é usado em linhas multiponto onde alguns terminais são conectados a um computador. . No entanto. a combinação é aceita como um flag. qualquer configuração de bits arbitrária pode ser inserida no campo de dados de um quadro. o sexto bit é examinado. Quando uma configuração de cinco 1's aparece. Um único flag pode ser usado como término de um quadro e início de outro. Enquanto está recebendo um quadro. Para determinar este problema. Após identificar o flag inicial.Modo de resposta assíncrona (ARM): usado em configurações não balanceadas. A figura 7.Modo balanceado assíncrono (ABM): usado em configurações balanceadas.3. Todas as estações ativas ligadas à linha ficam continuamente esperando por uma sequência de flag para sincronizar no início de um quadro. Neste modo. O modo de resposta assíncrona raramente é usado. Com o uso da técnica de bit stuffing. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  70 2. Uma estação combinada pode emitir comandos e respostas. 7.

A figura abaixo mostra o formato geral do CAMPO DE CONTROLE (modo básico). O FCS normal é o CRC-16 definido pela CCITT. CAMPO DE DADOS: este campo só existe nos quadros tipo I e em alguns quadros tipo U. isto é. Quadros Supervisão(S) e quadros não numerados (U). Balanced Mode Extend" 1 1 1 1 0 0 0 "Disconnect Mode" 1 1 0 0 0 1 0 "Request Disconnect" Mnemônio I RR REJ RNR SREJ UI SNRM DISC UP UA SIM RIM CMDR SARM SARME SNRME SABM XID SABME DM RD Padronização pelo HDLC C/R C/R C/R C/R C/R C/R C C/R C R C R R C/R C C C C/R C R R Tabela 7. cada um com um formato diferente do campo de controle. O campo pode conter qualquer sequência de bits. Response Mode Extend" 1 1 1 1 0 1 1 "Set Normal Response Mode Extend" 1 1 1 1 1 0 0 "Set Async. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  71 CAMPO DE ENDEREÇO: o campo de endereço é usado para identificar a estação secundária que transmite ou recebe o quadro. como sendo um endereço de difusão .N° de sequência no envio pela estação transmissora Nr . normalmente. Response Mode" 1 1 1 1 0 1 0 "Set Async. Seu tamanho não é definido no padrão mas é limitado em um tamanho máximo por uma implementação. mas pode ser usado um formato estendido no qual o tamanho do endereço é um multiplo de sete bits. Um endereço possui. Quadros de informação (tipo I) que transportam os dados do usuário.2 – Quadro completo especificando os campos de controle de um quadro HDLC . CAMPO FCS (Frame Check Sequence): é aplicado sobre todos os bits do quadro com exceção dos campos de flag.N° de sequência na recepção pela estação transmissora S . Formatos Informação Supervisão Controle 1 I S U 0 1 1 2 0 1 3 NS S M 4 S M 5 P/F P/F P/F 6 7 Nr Nr 8 Bits do campo de controle M M M Figura 7. 8 bits.Bit de controle de ligação P/F . CAMPO DE CONTROLE : o HDLC define 3 tipos de quadros. mas deve ser incluido sempre para garantir a uniformidade. A configuração 11111111 é interpretada. indica que todas as estações secundárias devem receber o quadro. tanto na forma básica quanto na estendida. O oitavo bit em cada octeto é 1 ou 0 indicando se o octeto é ou não o último octeto do campo de endereço.Bit com função de supervisão M .Bit de Poll/Final O quadro de configuração dos campos de controle é apresentado a seguir: Campo de Controle Comando / Resposta 1 2 3 4 5 6 7 8 0 S S S R R R Informação 1 0 0 0 R R R "Receive Ready" 1 0 0 1 R R R "Reject" 1 0 1 0 R R R "Receive Not Ready" 1 0 1 1 R R R "Selective Reject" 1 1 0 0 0 0 0 Informação não numerada 1 1 0 0 0 0 1 "Set Normal Response Mode" 1 1 0 0 R R R "Disconnect" 1 1 0 0 1 0 0 "Un-numbered Pool" 1 1 0 0 1 1 0 "Un-numbered Acknowledge" 1 1 1 0 0 0 0 "Set Inicialization Mode" ou "Request Inicialization Mode" 1 1 1 0 0 0 1 "Command Reject" (Resposta) 1 1 1 1 0 0 0 "Set Async.9 – Formato dos quadros de controle do protocolo HDLC Onde: Ns . Um FCS opcional de 32 bits usando o CRC-32 pode ser empregado se o tamanho do quadro ou a qualidade da linha determinarem esta escolha. Balanced Mode" 1 1 1 1 1 0 1 "Exchange Identification" 1 1 1 1 1 1 0 "Set Async. Este campo não é necessário em ligações ponto-a-ponto.

os únicos quadros I aceitos serão aqueles numerados sequencialmente e em ordem seguindo ao quadro solicitado. SIM. que também não são confirmadas. o que confirma o recebimento dos quadros de informação numerados até Nr . SNRM . para dados de inicialização do enlace. Os quadros de informação numerados até Nr . a não ser que solicitadas pela primária. SNRME. A norma não define o processo de controle para organizar as respostas. UA .1 são. não são permitidas transmissões a partir da estação secundária. UI ou NSI . Apostila de Telecomunicações e Redes 1  72 O campo de controle pode ser estendido para ser usado por quadros S e I que empregam números de sequência com 7 bits ao invés de 3 bits.Essa resposta de "confirmação não seqüenciada" é usada para confirmar o recebimento e aceitação dos seguintes comandos não numerados: SNRM. onde todos os campos de controle têm um octeto de comprimento.Indica um quadro sequenciado de informação. . Não há resposta exigida para o UI. Esse comando subordina a estação secundária receptora à estação primária que transmitiu o SNRM. Uma estação primária pode usar o comando RR com o bit P setado em 1.O quadro de supervisão que indica "recepção concluída"é usado por uma estação para indicar que está pronta para receber um quadro de informação. confimados como recebidos sem problema. Na operação de uma rede comutada. este comando também pode ser usado para dar início a uma desconexão física. Os quadros de informação numerados até Nr .É usado por uma estação para solicitar a retransmissão de um único quadro de informação: o de número Nr.O referido comando é usado para colocar em "Normal Respose Mode"(NRM) a estação secundária endereçada. assim. RNR . Sendo transmitido um SREJ. "convidá-las" a transmitir). deve parar de transmitir dentro do menor tempo possível. SABME. na estação remota. cada estação relata continuamente seus Ns e Nr à outra. Quando se está processando a troca de informação. bem como do quadro que se espera receber em seguida. DISC e RSPR.Esse comando é usado para realizar uma desconexão lógica: informa à estação receptora que a estação transmissora está suspendendo a operação com esta respectiva estação secundária (ou balanceada). e os seguintes (se tiverem sido enviados outros).10 – Formato dos quadros de controle do protocolo HDLC 7. Assim. RR . Os campos Nr e Ns fornecem a sequenciação do quadro que está sendo enviado. Uma estação secundária desconectada não poderá receber ou transmitir quadros de informação: fica desconectada até que receba um comando SIM ou SNRM. estabelecendo uma condição operacional lógica. que existe em cada estação endereçada por uma oportunidade de resposta. Quando uma estação que está transmitindo recebe um RNR. para fazer polling com estações secundárias (isto é. Pode ser útil. SREJ . UP .O Poll não numerado é usado para solicitar quadros de resposta a partir de uma única estação secundária ("individual poll").1 (inclusive). REJ . 1 I S U 0 1 1 0 1 S M S M 2 3 4 5 NS x P/F 6 x M 7 x M 8 x M 1 P/F P/F P/F 2 3 4 5 Nr 6 7 8 x x x x x x x Figura 7.Esse quadro de supervisão é usado por uma estação para indicar impossibilidade temporária de aceitar outros quadros de informação. A figura abaixo mostra o formato geral do campo de controle do modo estendido. DISC . Devido à ausência de verificação dos números de sequência. Os quadros de informação numerados até Nr . por exemplo.É usado para transferir campos de informação não sequenciados através de um enlace. SARME. aqueles numerados de Nr (inclusive) em diante.3. o campo de informação pode ser perdido ou duplicado se ocorrer uma condição de excecução durante a transmissão do quadro UI. SABM. SARM.Esse quadro de supervisão é usado por uma estação para solicitar a retransmissão de quadros de informação iniciando com o número de Nr. a nível de inicialização do link.1 (inclusive) são assim confirmados.Comando usado para ativar procedures especificadas pelo sistema.1 são reconhecidos como aceitos.2 Definição dos comandos e respostas no HDLC I . não são confirmados. completando ou abortando o quadro em andamento. SIM .

Esse comando pode usar o endereço global. quando esta recebe um comando não válido. RD . Existe um limite máximo de tempo que o transmissor pode aguardar pela chegada de uma confirmação. bem como os valores que delimitam a janela de transmissão (limite inferior e limite superior ). Existe um limite máximo de tempo que o transmissor pode aguardar pela chegada de uma confirmação. que não seja um SIM ou DISC. e este foi recebido dentro do quadro. b) campo de informação muito longo para ser recebido nos buffers da estação receptora. Sempre que o transmissor envia um quadro ele guarda uma cópia até que o mesmo seja confirmado pelo receptor. 7.Usado para indicar a solicitação de uma desconexão. o procedimento descrito anteriormente é inadequado. O mecanismo da janela deslizante permite que o emissor envie mais de um quadro sem esperar a confirmação do receptor. o transmissor deve considerar que o quadro não chegou ao destino e retransmití-lo. Nesse comando o campo de informação é opcional: se usado deve conter a identificação da estação transmissora. DM .3. o receptor deve indicar novamente a sua disposição em aceitar mais dados antes que eles sejam enviados. O controle de fluxo é uma técnica que assegura que uma estação transmissora não sobrecarrega uma estação receptora. Para estes casos. Após a recepção."Request for Initialization Mode" é transmitido por uma estação para notificar a estação primária da necessidade de um comando SIM. o transmissor deve considerar que o quadro não chegou ao destino e retransmití-lo. c) o comando recebido não permite o campo de Informação. Por exemplo. XID .Esta resposta é usada para relatar status não operacional de uma estação que está logicamente desconectada do enlace e não pode aceitar o comando de estabelecimento de um modo (MRN ou MRA).3 Controle de Fluxo e Sequenciamento Os protocolos da família HDLC realizam o controle de fluxo e de seqüência através de um mecanismo baseado na buferização de mensagens denominado Mecanismo da Janela Deslizante. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  73 RIM . então. pela recepção de um RIM ou DISC. não serão aceitas transmissões de comandos até que a condição RIM seja resetada. isto é. o receptor mantém uma variável que indica o número de sequência do próximo quadro a ser recebido (N(S)). caso seja desconhecido o endereço específico da estação secundária. existem casos em que o transmissor quebra o bloco grande em pequenos blocos e os envia um de cada vez. fornecer a identificação da estação transmissora à estação remota.O comando de troca de identificação é usado para forçar a estação endereçada a reportar sua identificação e outras características e. A forma mais simples de controle de fluxo é conhecida como "stop and wait". SARM . fará com que a estação repita o RIM. CMDR . o transmissor mantém atualizada uma variável que indica o número de sequência do próximo quadro a ser enviado (N(S)). O recebimento de qualquer comando. Os números de sequência dentro da janela de transmissão representam quadros enviados mas não confirmados.Usado para colocar a estação endereçada no Modo de Resposta Balanceado (MRB). ao esgotar este tempo. ao esgotar este tempo. São considerados os comandos recebidos dentro das seguintes características: a) não implementados na estação receptora (essa categoria inclui comandos de configuração inexistente). Nesta forma o receptor indica a sua disposição em aceitar dados enviando um "pool" ou respondendo a um "select". No entanto. d) o número Nr recebido da estação primária não concorda com o número Ns que foi enviado à mesma. O emissor então. Os números de sequência dentro da janela de transmissão representam quadros variados mas não confirmados. Este valor máximo normalmente é dado por 2n-1 onde n é o tamanho (em bits) do campo de sequência do quadro.É usado para colocar a estação secundária endereçada em modo de resposta assíncrona (ARM). teremos a variação do número de sequência dos quadros de 0 até 7 ( 23-1). opcionalmente. Este procedimento é adequado para o caso em que a mensagem é enviada em um único bloco de dados. bem como os valores que delimitam a janela de recepção. . Sempre que o transmissor envia um quadro ele guarda uma cópia até que o mesmo seja confirmado pelo receptor. Por sua vez. Normalmente o receptor aloca um buffer de dados com um tamanho máximo. para um campo de sequência que tenha um comprimento de 3 bits. Para isto. Todos os quadros contém um número de sequência que varia de 0 a um valor máximo. transmite seus dados.Esta resposta é transmitida por uma estação secundária no modo NRM. Quando os dados são recebidos. SABM . ele deve executar uma série de procedimentos antes de liberar o buffer para o recebimento de mais dados.

A figura 7. O nível n de uma máquina mantém uma conversação com o nível n de outra máquina. O número de níveis.. uma das tarefas mais importantes é definir claramente as interfaces entre os níveis. Por uma questão de praticidade. Do outro lado. A função de cada camada deve é escolhida observando-se a definição de protocolos padronizados internacionalmente. são os processos pares que se comunicam usando o protocolo.4. até que o nível 1 seja alcançado.. devido a complexidade do software de comunicação. ao contrário da comunicação virtual usada pelos outros níveis. o propósito de cada nível é oferecer serviços para os níveis mais altos. Entre cada par de níveis adjacentes existe uma interface. vamos chamá-lo de modelo OSI. 5. em todas as redes. A interface define as operações primitivas e os serviços que o nível inferior oferece ao nível superior. de forma a evitar a repetição de funções e não tornar a arquitetura difícil de controlar.1 (menos o meio físico).1 apresenta o modelo de Referência OSI de 7 camadas e ilustra este conceito. Uma camada deve ser criada quando um diferente grau de abstração se faça necessário. A definição das camadas foi baseada nos seguintes princípios: 1.11 – Modelo de Referência OSI – ISO . o nome de cada nível e a função de cada nível diferem de uma rede para outra. 1983). 4 3 2 1 Transporte Rede Enlace Física Host A Protocolo de Transporte Apresentação Protocolo de Apresentação Apresentação PPDU Sessão Protocolo de Sessão Sessão Transporte Rede Enlace Física Host B SPDU TPDU Pacote Quadro Bit Limite da sub-rede de comunicação Rede Enlace Física Roteador Rede Enlace Física Roteador Protocolo de sub-rede interna Figura 7. Quando o projetista de uma rede decide quantos níveis vai incluir na rede e o que cada um deles faz. livrando aqueles níveis dos detalhes de como os serviços oferecidos são realmente implementados. Em outras palavras. 2. Esse modelo é baseado em uma proposta desenvolvida pela ISO (Internacional Standards Organization) como um primeiro passo na direção da padronização internacional dos protocolos usados nas diversas camadas (Day e Zimmermann.ou seja. 3. O Modelo de referência OSI As redes de computadores modernas são projetadas de forma altamente estruturada. pois ele trata de interconexão de sistemas abertos . No entanto. O número de camadas não deve ser nem muito grande nem muito pequeno. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  74 7. Na realidade. cada um construído sobre o seu predecessor. até chegar à camada mais alta. 4. A maioria dos softwares de comunicação são organizados como um conjunto de camadas ou níveis. O nome desse modelo é Modelo de Refência OSI (Open Systems Interconnection). existe a necessidade de separar partes do projeto a fim de vencer a tarefa por etapas. Cada nível passa os dados e informações de controle para o nível imediatamente inferior. APDU 7 Aplicação Aplicação Interface dos níveis 6/7 6 Interface dos níveis 5/6 5 . sistemas que estão abertos à comunicação com outros sistemas. O modelo OSI é mostrado na figura 7. o processo se inverte: cada camada retira as informações que lhe pertencem e repassa para a camada superior o campo de dados da unidade recebida. No nível 1 existe uma comunicação física com a outra máquina. isto é. Os limites de cada camada devem ser escolhidos de forma a minimizar o fluxo de informações entre as interfaces. Cada camada deve executar uma função bem definida. As regras e convenções desta conversação são definidos como o "protocolo do nível n". As entidades compreendidas em níveis correspondentes em máquinas diferentes são chamadas processos pares. O modelo OSI tem sete camadas. nenhum dado é transferido diretamente de um nível n em uma máquina para o nível n de outra máquina (exceto no nível 1).

discutiremos cada uma das camadas do modelo.2 A Camada de Enlace de Dados A principal tarefa da camada de enlace de dados é transformar um canal de transmissão bruta de dados em uma linha que pareça livre dos erros de transmissão não detectados na camada da rede. Estas podem ser determinadas no início de cada conversação. Um quadro repetido poderia ser enviado caso o quadro de reconhecimento enviado pelo receptor ao transmissor fosse perdido. várias transmissões do mesmo quadro criam a possibilidade de existirem quadros repetidos. Foi criada uma solução inteligente (o piggybacking) para essa situação. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  75 Em seguida. deve haver uma função de contabilização na camada de rede. Uma questão de fundamental importância para o projeto de uma rede diz respeito ao modo como os pacotes são roteados da origem para o destino. Como a camada física apenas aceita e transmite um fluxo de bits sem qualquer preocupação em relação o significado ou à estrutura. Deve ser empregado algum mecanismo de controle de tráfego para permitir que o transmissor saiba o espaço de buffer disponível no receptor. Se esses padrões de bit puderem ocorrer acidentalmente nos dados.4. transmita-os seqüencialmente e processe os quadros de reconhecimento pelo receptor. Se a linha puder ser usada para transmitir dados em ambas as direções. Pelo menos. Pra tal.4. o software deve contar quantos pacotes ou caracteres ou bits são enviados . não como um bit 0. Outra questão decorrente da camada de enlace de dados (assim como da maioria das camadas mais altas) é a forma como impedir que um transmissor rápido seja dominado por um receptor de dados muito lento. em geral. será preciso um cuidado especial para garantir que os padrões não sejam incorretamente interpretados como delimitados de quadro. Observe que o modelo OSI em si não é uma arquitetura de rede. Elas também podem ser altamente dinâmicas. a ISO produziu padrões para todas as camadas. Esse problema é resolvido por uma subcamada especial da camada de enlace de dados. como por exemplo em uma sessão de terminal. começando pela camada inferior. esse controle de fluxo e o tratamento de erros são integrados. ”amarradas” à rede e que raramente são alteradas. O controle desse congestionamento também pertence à camada de rede. Cabe a essa camada resolver os problemas causados pelos quadros repetidos. 7.3 A camada de Rede A camada de rede controla a operação da sub-rede. a fim de refletir a carga atual da rede. têm algumas centenas ou milhares de bytes). O projeto da rede deve garantir que. O piggybacking consiste em mandar a confirmação do recebimento do quadro da outra estação no quadro de dados que está sendo enviado a ela. o outro lado o receba como um bit 1. que fica abaixo da camada física. perdidos e danificados. 7. otimizando a transmissão. Nesse caso. sendo determinadas para cada pacote. No entanto. 7. quando um lado envia um bit 1. Nesse caso. as questões de projeto dizem respeito às interfaces mecânicas. e a quantidade de pinos que o conector da rede precisará e de que maneira eles serão utilizados. pois não especifica os serviços e os protocolos que devem ser usados em cada camada. As rotas podem se basear em tabelas estáticas. Se houver muitos pacotes na sub-rede ao mesmo tempo. a camada de enlace de dados faz com que o emissor divida os dados de entrada em quadros de dados (que. A camada de enlace dos dados pode oferecer diferentes classes de serviço para a camada de rede. surgirá uma nova complicação para o software da camada de enlace de dados. elétricas e procedurais e ao meio de transmissão físico. a camada de enlace de dados da máquina de origem deverá retransmitir o quadro. Um ataque de ruído na linha pode destruir completamente um quadro. Cada um deles foi publicado como um padrão internacional distinto. a forma como a conexão inicial será estabelecida e de que maneira ela será encerrada. cada qual com qualidade e preço diferentes. a quantidade de microssegundos que um bit deve durar.4. cabe à camada de enlace de dados criar e reconhecer os limites do quadro. a subcamada de acesso ao meio. Nessa situação. o fato de a transmissão poder ser ou não realizada nas duas direções. O problema é que os quadros de reconhecimento necessários ao tráfego de A pra B disputam o uso da linha com os quadros do tráfego de B para A. são incluídos padrões de bit especiais no início e no fim do quadro. As redes de difusão têm outra questão na camada de enlace de dados: como controlar o acesso ao canal compartilhado. Ele apenas informa o que cada camada deve fazer. embora eles não pertençam ao modelo de referência propriamente dito. provocando engarrafamentos. Para executar essa tarefa. Freqüentemente . Como os operadores da sub-rede em geral são remunerados pelo trabalho que fazem. as questões mais comuns são as seguintes: a quantidade de volts a ser usada para representar um bit 1 e um bit 0. eles dividirão o mesmo caminho. No entanto.1 A Camada Física A camada física trata de transmissão de bits brutos através de um canal de comunicação.

a camada de sessão poderá ajudar a monitorar esse controle. e as camadas de 4 a 7. mas ela oferece também serviços aperfeiçoados que podem ser de grande utilidade em algumas aplicações. um programa da máquina de origem mantém uma conversa com um programa semelhante instalado na máquina de destino. Quando um pacote cruza uma fronteira nacional. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  76 por cada cliente. Uma sessão pode ser usada para permitir que um usuário estabeleça um login com um sistema remoto de tempo compartilhado ou transfira um arquivo entre duas máquinas. passá-los para a camada de rede e garantir que todas essa unidades cheguem corretamente à outra extremidade. Por outro lado. Uma sessão permite o transporte de dados normal. embora sejam aplicados a eles princípios semelhantes. a contabilização pode se tornar complicada. é fundamental importância que ambos os lados não executem a mesma operação ao mesmo tempo. Em todos os casos. Um dos serviços da camada de sessão é o gerenciamento de token. que liga a origem ao destino. a camada de transporte é necessária para tornar a multiplexação transparente em relação à camada de sessão. criar alguma forma de determinar a qual conexão uma mensagem pertence. O tipo de serviço é determinado quando a conexão é estabelecida. a camada de transporte deverá criar várias conexões de rede. Conseqüentemente. outros tipos possíveis de serviço de transporte são as mensagens para muitos destinos. . dividindo os dados entre as conexões de rede para melhorar o throughput. Isso exige mecanismo de denominação que permita a um processo de uma máquina descrever com quem deseja conversar. Para alguns protocolos. Em condições normais. Para gerenciar essas atividades. Se o tráfego só puder ser feito em uma direção de cada vez (como acontece em uma estrada de ferro). o que permitirá a produção de informações para tarifação. que são fim a fim. de modo que um host rápido não possa sobrecarregar um host lento. determinadas operações só podem ser executadas pelo lado que está mantendo o token.4. O endereçamento utilizado para rede poderá ser diferente. também cabe à camada de transporte estabelecer e encerrar conexões pela rede. Além de multiplexar diversos fluxos de mensagem em um canal.4. A camada de transporte é uma verdadeira camada fim a fim. O controle de fluxo entre os hosts é diferente do controle de fluxo entre os roteadores. A camada de transporte também determina o tipo do serviço que será oferecido à camada de sessão e. quando existe. portanto. Além disso.4. Quando um pacote tem que viajar de uma rede para outra até chegar a seu destino. o problema de roteamento é simples e. dividi-lo em unidades menores em caso de necessidade. As sessões podem permitir o tráfego em ambas as direções ao mesmo tempo ou em apenas uma direção de cada vez. costuma ser pequena. É preciso. os protocolos são trocados entre cada uma das máquinas e seus vizinhos. se a criação ou manutenção de uma conexão de rede for cara. é ilustrada na figura 7. A camada de Transporte A função básica da camada de transporte é aceitar dados da camada de sessão. Talvez a segunda rede não aceite seu pacote devido o tamanho. onde se pratica uma taxa de cada lado. no entanto. isso significa que muitas conexões estarão entrando e saindo de cada host. a camada de transporte cria uma conexão de rede diferente para cada conexão de transporte exigida pela camada de sessão. a camada de sessão oferece tokens para serem trocados. permitindo que redes heterogêneas sejam interconectadas. Deve haver um mecanismo para controlar o fluxo de informações. No entanto. 7. que podem estar separadas por muitos roteadores. podem surgir muitos problemas. no entanto. a conexão de transporte precisar de um throughput muito alto.5 A camada de Sessão A camada de sessão permite que os usuários de diferentes máquinas estabeleçam sessões entre eles. tudo tem de ser feito com eficiência e de forma que as camadas superiores fiquem isoladas das inevitáveis mudanças na tecnologia de hardware. Essas informações podem ser colocadas no cabeçalho de transporte (H4 ou Header do protocolo da camada 4 do modelo OSI – ISO). a camada de transporte poderá multiplexar diversas conexões de transporte na mesma conexão de rede para reduzir o custo. Se. Em outras palavras. utilizando cabeçalhos de mensagem e mensagens de controle. que são encadeadas. Os protocolos também poderão ser diferentes. 7. Nas camadas inferiores. aos usuários da rede. e não entre as máquinas de origem e de destino.1 Muitos hosts são multiprogramados. em última instância. Esse mecanismo é chamado de controle de fluxo e desempenha um papel fundamental na camada de transporte (assim como em outras camadas). A diferença entre as camadas de 1 a 3. Nas redes de difusão. a camada de rede. É na camada de rede que esses problemas são resolvidos. assim como faz a camada de transporte. Um dos serviços da camada de sessão é gerenciar o controle de tráfego. O tipo de conexão de transporte mais popular é o canal ponto livre de erros que libera mensagens ou bytes na ordem em que eles são enviados.

Para manipular cada tipo de terminal. Por exemplo. que tornam confiável o processo de movimentação de bits de uma extremidade à outra da ligação. Após ser abortada. por sua vez.5). A camada de apresentação gerencia essas estruturas de dados abstratas e converte a representação utilizada dentro do computador na representação padrão da rede.unidade de dados de serviço . a pesquisa de diretórios e uma série de outros recursos específicos e genéricos. e os inteiros (o complemento de um e o complemento de dois. existem centenas de tipos de terminal incompatíveis no mundo. Para transferir um arquivo entre dois sistemas diferentes. esse software executará a sequência de comandos apropriada para que o terminal real também o envie para a mesma posição. Considere os problemas que podem ocorrer quando se está tentando fazer uma transferência de arquivos que tem a duração de duas máquinas cujo tempo médio entre falhas seja de uma hora. 7. Os ítens são representados como strings de caracteres.relação entre serviço e protocolo . deve ser criado um elemento de software que permita mapear as funções do terminal virtual de rede para terminal real. Para eliminar esse problema. valores monetários e notas fiscais. inteiros. têm diferentes layouts de tela e seqüências de escape para a inserção e exclusão de textos.pontos de acesso ao serviço N (SAPs) Exercícios: 1) 2) 3) 4) 5) 6) 7) 8) 9) O que é multiplexação? Quais os tipos existentes? Qual tipo é utilizada nas redes locais? Quais as políticas de tratamento de erros existentes? Qual delas se aplica na transmissão isócrona? Para que serve o controle de fluxo em uma rede? E o controle de seqüência? Cite 2 políticas de acesso ao MT que podem ser aplicadas em uma rede local (802.unidade de dados de protocolo . entre outras coisas. e vice-versa. Considere o trabalho de um editor de tela inteira que deve trabalhar com vários tipos de terminal. quando o editor mover o cursor do terminal virtual para o canto superior esquerdo da tela. Para permitir que computadores com diferentes representações se comuniquem. juntamente com a codificação padrão a ser utilizada durante a conexão.serviço N . a entrada de tarefas remotas.6 A camada de Apresentação Ao contrário das camadas inferiores. quando ocorrer uma falha.3 e 802. as estruturas de dados intercambiadas podem ser definidas de uma forma abstrata. para o qual possam ser desenvolvidos editores e outros tipos de programa. movimentação do cursor etc. assim como o correio eletrônico. Um exemplo típico de um serviço de apresentação é a codificação de dados conforme o padrão estabelecido.7 A camada de Aplicação A camada de Aplicação contém uma série de protocolos que são comumente necessários. O que é overhead de protocolo? O que é encapsulamento de dados? O que é trailler ou cauda nas PDU´s? Para que serve? Por que um protocolo orientado a caracteres não é indicado para utilização atualmente? Quais os 3 tipos de quadros utilizados pelo protocolo HDLC? . por exemplo). é necessário tratar essas e outras incompatibilidades.4. que. a camada de apresentação se preocupa com a sintaxe e a semântica das informações transmitidas. a camada de sessão oferece uma forma de inserir pontos de sincronização no fluxo de dados. Os computadores têm diferentes códigos para representar os strings de caracteres (como ASCII e Unicódigo. Diferentes sistemas de arquivos têm diferentes convenções de denominação de arquivos e diferentes formas de representação de linhas de texto. Terminologia OSI . Outra função da camada de aplicação é a transferência de arquivos.entidades de protocolo .unidades de dados de interface . Esses programas fazem um intercâmbio de ítens como nomes. virtual estão na camada de aplicação. Esse trabalho também pertence à camada de aplicação. apenas os dados transferidos depois do ponto de sincronização tenham de ser repetidos.IDU (SDU + inform. A maioria dos programas destinados a usuários não faz um intercâmbio de seqüências de bits binárias aleatórias. cada transferência seria reiniciada e provavelmente falharia na nova tentativa. Por exemplo.4. Uma das maneiras de se resolver esse problema é definir um terminal virtual de rede. datas. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  77 Outro serviço de sessão é a sincronização. de controle) . números com ponto flutuante e estruturas de dados compostas por uma série de ítens mais simples. 7. Todos softwares do t. de modo que. entre outras coisas. por exemplo).

B envia 3 quadros de dados para A e solicita o encerramento da comunicação. (S)upervisão e (U)Controle. 11)Ainda com relação ao HDLC. Utilize: SABM – Estabelecimento da conexão UA – Aceitação de quadros não numerados RR – Receive Ready RD – Request Disconnect e quadros do tipo (I)nformação. associe as colunas: (1) Estação primária ( ) Duas estações combinadas (2) Estação Secundária ( ) Emite comandos e respostas (3) Estação Combinada ( ) Uma estação primária e uma ou mais estações secundárias (4) Configuração não-balanceada ( ) Qualquer uma das estações combinadas pode iniciar a transmissão (5) Configuração Balanceada ( ) Emite respostas (6) Modo de resposta Normal ( ) A estação avisa quando quer transmitir (7) Modo balanceado Assíncrono ( ) Emite comandos (8) Modo de resposta Assíncrono ( ) A estação secundária só pode transmitir em resposta a um comando da primária 12) Qual camada é responsável? (1) Física (2) (3) Rede (4) (5) Sessão (6) (7) Aplicação ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ) compactação dos dados ) define a voltagem para os bits 0 e 1 ) A mensagem deve ser criptografada ) garante o envio da mensagem ) roda as aplicações dos usuários ) roteamento das mensagens ) Acrescenta trailler aos dados ) quanto deve ser a duração de um bit ( ) Estabelece e encerra conexões de rede (pela rede) ( ) diz a forma como uma conexão é estabelecida e desfeita ( ) controle de fluxo dos quadros de dados ( ) A comunicação será Half ou full-duplex? ( ) detecção de erros nos quadros de dados ( ) Quem gerencia o TOKEN? Eu quero transmitir! ( ) Os pacotes estão muito grandes e devem ser divididos ( ) cria e reconhece os limites de um quadro de dados ) Suporte para os softwares rodados num sistema. perdidos ou danificados ) Um editor de texto deve funcionar em rede com N tipos de terminais diferentes ) Permite a comunicação de computadores que utilizam diferentes representações para os dados ) Insere pontos de sincronização no fluxo de dados . Apostila de Telecomunicações e Redes 1  78 10)Utilizando o protocolo de enlace HDLC. onde A envia um quadro de dados para B e após. como o caso do correio eletrônico ) Resolve problemas causados por quadros repedidos. descreva um cenário de comunicação entre A e B.

Alguns usuários precisam de redes de alta velocidade que normalmente cobrem uma área geográfica restrita. Portanto. tendo a maioria deles projetado e implementado os protocolos da Arquitetura Internet. fornecido pelo Internet Protocol (IP) [Postel 81b]. precisam saber como as diversas redes estão interconectadas. A arquitetura Internet TCP/IP dá uma ênfase toda especial à interligação de diferentes tecnologias de redes [Comer 91]. o IAB declara o protocolo como um Internet Standard. fornecido pelo Transmission Control Protocol (TCP). Uma RFC é publicada indicando esse status e. Já outros. A arquitetura da Internet TCP/IP O desenvolvimento da arquitetura Internet TCP/IP foi patrocinado pela Defense Advanced Research Projects Agency (DARPA). Tal máquina fica responsável pela tarefa de transferir mensagens de uma rede para a outra. ou seja. formando assim uma inter-rede.2 . implementar e testar um protocolo para ser usado na Internet. os gateways precisam conhecer a topologia da inter-rede. um dos membros do IAB propõe ao comitê que o protocolo se torne um padrão. A arquitetura baseia-se principalmente em um serviço de transporte orientado à conexão. Já os usuários vêem a inter-rede como uma rede virtual única à qual todas as máquinas estão conectadas. Quando o protocolo se torna estável. O IAB é formado por pesquisadores. A arquitetura Internet TCP/IP é organizada em quatro camadas conceituais construídas sobre uma quinta camada que não faz parte do modelo.1: Ilustração do conceito de inter-rede. a camada intra-rede [Comer 91]. Para ser capaz de rotear corretamente as mensagens. e novas versões do protocolo podem ser elaboradas. Uma máquina que conecta duas ou mais redes é denominada internet gateway ou internet router. A idéia baseia-se na seguinte constatação: não existe nenhuma tecnologia de rede que atenda aos anseios de toda a comunidade de usuários. Da análise das RFCs surgem sugestões. Para que um protocolo se torne um padrão Internet [Rose 90] é necessário documentá-lo através de uma RFC (Request for Comments). documentar. Qualquer pessoa pode projetar. Os padrões TCP/IP não são elaborados por órgãos internacionais de padronização. e em um serviço de rede não-orientado à conexão (datagrama não confiável). Para interligar duas redes distintas é necessário conectar uma máquina a ambas as redes. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  79 8.Camadas conceituais da arquitetura Internet TCP/TP. As RFCs podem ser obtidas por qualquer pessoa conectada à Internet. se após decorridos aproximadamente seis meses não houver nenhuma objeção. como a ISO ou a IEEE. A Figura 2 mostra as camadas e tipo de dados que fluem entre elas. a única forma de permitir que um grande volume de usuários possa trocar informações é interligar as redes às quais eles estão conectados. O corpo técnico que coordena o desenvolvimento dos protocolos dessa arquitetura é um comitê denominado IAB (Internet Activity Board). E E Rede 3 G G G Rede 1 Rede 4 G G G Rede 5 E E E Rede 2 E E E Figura 8. A Figura 1 ilustra o conceito de inter-rede. não importando a forma física de interconexão. Host A Aplicação Transporte Inter-rede Interface de rede Datagrama idêntico Quadro idêntico Mensagem idêntica Pacote idêntico Host B Aplicação Transporte Datagrama idêntico Gateway Inter-rede Interface de rede Interface de rede Inter-rede Interface de rede Quadro idêntico Rede física 1 Intra-rede Rede física 1 Intra-rede Figura 8. se contentam com redes de baixa velocidade que conectam equipamentos distantes milhares de quilômetros uns dos outros. .

• adaptar os tamanhos dos pacotes ao tamanho máximo suportado pela rede subjacente (segmentação e reassemblagem). Token Ring. ou seja. As funções do nível de transporte na arquitetura Internet TCP/IP são semelhantes às do mesmo nível do RM-OSI. O nível físico. etc. Essas aplicações interagem com o nível de transporte para enviar e receber dados. nesse nível. Nesse caso. fornecido pelo User Datagram Protocol . dependendo do meio ao qual está ligada. Portanto. os usuários usam programas de aplicação para acessar os serviços disponíveis na inter-rede.Comunicação de uma rede Tcp / Ip 8. se for uma placa Ethernet. Esta camada não possui um padrão comum. O UDP é um protocolo bem mais simples e o serviço por ele fornecido é apenas a multiplexação / demultiplexação do acesso ao nível inter-rede. se for ATM. controle de fluxo. os endereços IP. qualquer tipo de rede pode ser ligada. bastando para isso que seja desenvolvida uma interface que compatibilize a tecnologia específica da rede com o protocolo IP. informa o endereço da máquina onde o pacote deverá ser entregue. além do ARP. reconhecimento etc). Camada de Interface de rede ou camada host /rede (enlace / física) (1) A arquitetura Internet TCP/IP não faz nenhuma restrição às redes que são interligadas para formar a inter-rede. Frame Relay. Esse nível recebe pedidos do nível de transporte para transmitir pacotes que. • controle de envio e recepção (erros. • dispor de um mecanismo de encapsulamento. enviará os quadros padrão IEEE 802. desde a máquina de origem até a máquina de destino.UDP [Postel 80] (serviço de datagrama não confiável).2. ou o serviço não-orientado à conexão. seqüência. TELNET. enviará seus quadros específicos. A camada de rede é uma camada não orientada à conexão. portanto se comunica através de datagramas. • roteamento (direcionamento do tráfego) dos pacotes. O padrão estabelece-se para cada aplicação. ou se deve ser passado adiante através de uma das interfaces de rede. O importante nesta camada. RARP e dos protocolos de roteamento (RIP. As aplicações podem usar o serviço orientado à conexão. enviará um pacote diferente. É nesta camada que são identificados os endereços IP. EGP e GGP). Camada de Aplicação (4) No nível de aplicação. o algoritmo de roteamento é utilizado para decidir se o datagrama deve ser passado para o nível de transporte local. Por exemplo. Se o protocolo utilizado for o TCP.3.3 . Apostila de Telecomunicações e Redes 1  80 8. Com base no resultado da avaliação do algoritmo de roteamento. IGP. tracert. O nível inter-rede também processa pacotes recebidos das interfaces de rede. e o algoritmo de roteamento é executado para determinar se o datagrama pode ser entregue diretamente. sequenciação e multiplexação do acesso ao nível inter-rede. Dentre os protocolos da camada de Rede destaca-se inicialmente o IP (Internet Protocol). A internet apresenta uma camada de interface com protocolos de diferentes tecnologias. na verdade. 8. para o funcionamento do TCP/IP. o datagrama é passado para a interface de rede apropriada para então ser transmitido. Essa compatibilização é a função dessa camada que recebe os datagramas IP do nível internet ou inter-rede e os transmite através de uma rede específica. SNMP. . Para realizar essa tarefa. que são endereços lógicos. O pacote é encapsulado em um datagrama IP. é a maneira com que a camada superior se comunica com ela. fragmentação. ou se deve ser repassado para um gateway. os seguintes serviços são fornecidos: controle de erro. Hello. Ethernet Token ring Interface Rádio x-25 HDLC Figura 8. essa camada é responsável pelo : • endereçamento. são traduzidos para os endereços físicos dos hosts ou gateways conectados à rede. • detectar e controlar situações de congestionamento na rede. ICMP. Camada inter-rede ou Internet (2) O nível inter-rede é o responsável pela transferência de dados através da inter-rede. ao solicitar a transmissão.3. OSPF. Resumindo.1. o FTP. 8. é de responsabilidade da placa de rede que. Camada de transporte (3) A função básica do nível de transporte é permitir a comunicação fim-a-fim entre aplicações. Não existe um protocolo de enlace específico. Exemplo de aplicações: ping. fornecido pelo TCP (serviço de circuito virtual). etc. buferização.4.

Utiliza a porta 2049 do UDP. No cabeçalho existe uma seqüência de linhas que identificam o emissor. SMTP (Simple Mail Transfer Protocol): Implementa o sistema de correio eletrônico da Internet. Para cada comando enviado do Emissor para o Receptor. além de permitir a navegação através do hiper texto. Tais mensagens são armazenadas num servidor de correio eletrônico onde o usuário destinatário está cadastrado. a aplicação servidora recebe as teclas acionadas no terminal remoto como se fosse local. • criação. É nesta camada que se estabelece o tratamento das diferenças entre representação de formato de dados. • pesquisa de arquivos em diretórios. Figura 8. etc. possuem seu próprio protocolo. etc). ocorrerá uma resposta do Receptor. receber informações sobre problemas na rede. gráficos e qualquer outro tipo de arquivo. que transmite textos.. • Negociação de opções (modo de operação. Para cada aplicação existe uma porta predeterminada. exceto as requisições de senhas de acesso a determinados arquivos (ou servidores FTP). O NFS cria uma extensão de arquivos local. UDP etc. problemas. através de um código numérico de resposta. O TELNET oferece três serviços: • Definição de um terminal virtual de rede. modificação e exclusão de diretórios. o destinatário. e possibilita várias funções como as seguintes: • criação e modificação de atributos dos arquivos. operando orientado à conexão. armazenar valores. leitura e deleção de diretórios. além da criação. o assunto e algumas outras informações opcionais. • • NFS(Network File System) : O NFS supre uma deficiência do FTP que não efetua acesso on-line aos arquivos da rede. renomeação e eliminação de arquivos. Para sua operação. gravação. dentre outros. • • Ele possui basicamente as entidades Emissor-SMTP e Receptor-SMTP. quando são então apagadas da área de transferência do sistema originador. ICMP. existem o agente e o gerente que coletam e processam. interfaces individuais de rede. Utiliza a porta 25 do TCP. Utiliza a porta 80 do TCP.4 . SNMP (Simple Network Management Protocol) [Postel 82]: É utilizado para trafegar as informações de controle da rede. gateways. renomeação e deleção de arquivos. Desenvolvido pela SUN Microsystems. TELNET (Telecommunications Network) [postel 83]: Permite a operação em um sistema remoto através de uma sessão terminal. até que este solicite-a. provê serviços de envio e recepção de mensagem do usuário. respectivamente. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  81 etc. O SMTP divide a mensagem em duas parte: corpo e cabeçalho. A comunicação entre o Emissor e Receptor é feita através de comandos ASCII. De acordo com o sistema de gerenciamento da arquitetura TCP/IP. Através do SNMP. Não implementa segurança. • leitura dos atributos do sistema de arquivos. leitura. dados sobre erros. Utiliza a porta 21 do TCP. Utiliza a porta 23 do TCP. são mantidas duas conexões: de dados e de controle. • HTTP (HyperText Tranfer Protocol): É o protocolo utilizado pela Web. • Transferência de dados. Com isso.Implementação do NFS . eco. TCP. transparente para o usuário. o que deixa para o TCP. violação de protocolos. São alguns dos protocolos de aplicação disponíveis na arquitetura internet TCP/IP: • FTP (File Transfer Protocol)[Postel 85]: Provê serviços de transferência. O endereçamento da aplicação na rede é provido através da utilização de portas para comunicação com a camada de transporte. pode-se acessar a MIB e retornar valores. tradução de endereços e softwares relativos ao IP. • criação. Na rede existe uma base de dados denominada MIB (Management Information Base) onde são guardados informações sobre hosts.

net) • org: para outras organizações que não se enquadram nos casos acima. Ex: nasa.Australia. A arquitetura lnternet TCP/IP foi desenvolvida com o objetivo de resolver um problema prático: interligar redes com tecnologias distintas. Alguns dos serviços definidos para as camadas do RM-OSI são opcionais.6. pode levar a situações onde dois sistemas em conformidade com a arquitetura OSI não consigam se comunicar. Ex: berkeley.ddn. mas. foi desenvolvido um conjunto específico de protocolos que resolveu o problema de forma . Apostila de Telecomunicações e Redes 1  82 DSN (Domain Name System) [Mockapetris 87] : O DNS é um mecanismo para gerenciamento de domínio em forma de árvore.edu • gov: para instituições governamentais. Ex: nic. Aplicação Transporte Inter-rede host/rede Interface de rede Figura 8. e assim por diante. Baseados na norma ISO 3166 Figura 8. – países: cada país tem duas letras que o caracterizam. Essa característica é conseqüência do fato da ISO ter elaborado um modelo que se propõe a tratar todos os aspectos do problema de interconexão aberta de sistemas. os níveis de enlace. Ex: apple.mil • net: gateways e hosts administrativos de uma rede (ex: uu. Para tal. fr – França. rede e transporte podem oferecer serviços orientados à conexão (circuito virtual) ou não-orientados à conexão (datagrama). bastando para tal que implementem perfis funcionais incompatíveis. Enquanto na arquitetura OSI são definidas sete camadas. 8. Exemplo: br – Brasil.Árvore de Domínio O DNS possui um algoritmo confiável e eficiente para tradução de mapeamento de nomes e endereços.gov • mil:para grupos militares.5 Comparação entre o Modelo OSI e a Arquitetura lnternet Tcp/Ip Como pode ser observado na Figura 8. na arquitetura Internet TCP/IP são definidas quatro camadas.Comparação entre Modelo OSI e Arquitetura TCP/IP No RM-OSI são descritos formalmente os serviços de cada camada. Por exemplo. a interface usada pelas camadas adjacentes para troca de informações e o protocolo que define regras de comunicação para cada uma das camadas. de – Alemanha. au.6 . por outro lado. us – EUA. Essa flexibilidade tem aspectos positivos. Tudo começa com a padronização da nomenclatura onde cada nó da árvore é separado no nome por pontos.com • edu: para instituições educacionais.5 . O DNS utiliza a porta 53 do UDP. a primeira diferença entre as arquiteturas OSI e Internet TCP/IP está no número de camadas. No nível mais alto podemos ter: • com: para organizações comerciais.

são padrões de juri. 2.216 endereços host associados. e os aspectos do nível de rede do RM-OSI. os serviços dos níveis de sessão e apresentação OSI são implementados em cada aplicação de modo específico. A estrutura organizacional da ISO. para o problema da interconexão de sistemas abertos. de enlace.384 redes possíveis com 65536 endereços de hosts associados. definindo as camadas de sessão. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  83 bastante simples e satisfatória. Classes de endereçamento em Internets Os endereços IP na notação possuem 4 números.: Grandes organ. Esta inflexibilidade da arquitetura Internet TCP/IP no nível inter-rede é uma das principais razões de seu sucesso. A abordagem da ISO. Acima do nível de transporte está a camada de aplicações na arquitetura Internet TCP/IP. apresentação e elementos de serviços genéricos básicos no nível de aplicação. Os padrões da ISO.6. Classe C: são alocados 21 bits para o endereço de rede e 8 bits para o endereço de Host. Classe E: vai de 240 a 255. Nessa arquitetura. Em outras palavras. no sentido em que permite uma maior reutilização de esforços durante o desenvolvimento de aplicações distribuídas. São endereços reservados para multicasting. nessa arquitetura só existe uma opção de protocolo e serviço para esta subcamada do nível de rede: o protocolo IP.097. relativos a transmissão de dados em uma única rede.777. Ex: Algumas instituições pioneiras na Internet Classe B: são alocados 14 bits para o endereço de rede e 16 bits para o endereço de Host.6. Ou seja. 8. A classe A vai de 1 a 127.1.7 – Protocolos e redes no modelo TCP/IP inicial Os serviços do nível de rede OSI relativos à interconexão de redes distintas são implementados na arquitetura Internet TCP/IP pelo protocolo IP. a arquitetura Internet TCP/IP oferece duas opções: o TCP (que oferece um serviço de circuito virtual) e o UDP (datagrama). porém bastante funcional. O fato de implementações de seus protocolos terem sido a primeira opção de solução não-proprietária para interconexão de sistemas fez com que essa arquitetura se tornasse um padrão de facto. com membros representando vários países. . Vai de 128 a 191. comerciais e grandes Universidades. Nomes no modelo OSI Protocolos TELNET TCP FTP SMTP UDP IP DNS Aplicação Transporte Rede Redes ARPANET SATNET Packet radio LAN Física + enlace de dados Figura 8. Os níveis físico. Ou seja. cujo serviço é datagrama não confiável. separados por pontos. O fato de um sistema utilizar ou não o protocolo IP foi usado inclusive para distinguir os sistemas que “estão na Internet” dos que não estão [Clark 91]. por serem elaborados por uma instituição legalmente constituída para tal. A classe C vai de 192 a 223. os endereços são separados assim: Classe A: são alocados 7 bits para o endereço de rede e 24 bits para o endereço de Host. por outro confere aos mesmos uma representatividade bem maior. 8. Esses protocolos são equivalentes aos protocolos orientado e não-orientado à conexão do nível de transporte OSI. Os protocolos da arquitetura Internet TCP/IP oferecem uma solução simples. Desta forma. No nível de transporte. 16. Ou seja. não são abordados na arquitetura Internet TCP/IP. O primeiro número indica a que classe o endereço pertence. 128 endereços de rede com 16. que agrupa todos esses serviços na camada intra-rede. Endereçamento Internet A seguir são apresentadas as classes de endereço Internet e a utilização de mascaramento. São endereços reservados para uso experimental. é mais razoável. Ex. se por um lado aumenta o tempo de desenvolvimento dos padrões.152 redes possíveis com 254 endereços de hosts associados. Classe D: vai de 224 a 239. A arquitetura Internet TCP/IP se limita a definir uma interface entre o nível intra-rede e o nível inter-rede.

54.1: loopback.13.252.0.50. Mascaramento Para criar sub-redes dentro de uma rede Intranet.11111100.2.255.16) ou em binário: 10000010.13. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  84 Veja abaixo a separação dos bits para as classes de endereços: CLASSE 0 125.54.66.15 -B 10011101 Endereço de Rede 110 221.0.255.0.255. O hosts o utilizam para enviar mensagens a si mesmo. Ex: 128.00010000.168. Suponha que o roteado recebe um pacote com o seguinte endereço (130.255.255 Classe B: 128.11111111.0 Quando um endereço de rede tiver todos seus bits de endereçamento com valor 1.15.00001111.15 -C 11011101 00001101 Endereço de Rede 28 bits 224.0).00110010.73. Quando todos bits referentes a um endereço forem 0. É utilizado para teste.255 8.13.1 -D 1110 0000 00000000 00000000 00000000 Endereço de Multicast Endereços especiais 127.0.255.0 (máscara da sub-rede) 143.0. fazendo and com a máscara: 11111111.xx Endereço de rede Endereço do host 255.16. então ela se comportará da seguinte forma: Endereço Classe B 143.12.255.255. o mascaramento é necessário: Se para uma rede classe B uma máscara 255.0 a 192. Ex: 26.15 -A Byte 1 7 bits 00001101 Byte 2 Byte 3 24 bits 01001001 Endereço de Host 14 bits 00001101 01001001 16 bits 00001111 Endereço do Host 21 bits 01001001 8 bits 00001111 Endereço do Host 00001111 Byte 4 01111101 Endereço Rede 10 147.255.0.73.0 a 10.0.255 Range de IP(s) livres para intranet: Classe A: 10.66.255.168.0.0.50) com 64 sub-redes (máscara 255.255 Classe C: 192.31.255.6.0 (máscara da sub-rede for utilizada). 128.0. o endereço IP está referindo-se a uma rede.xx Endereço de rede Endereço da subrede Endereço de host Exemplo: Supondo uma rede classe B (130.0 a 128.00000000 .xx. este será um endereço de broadcast.0.0.73.

chamado endereço IP ou endereço INTERNET c) Não oferece qualquer garantia de que o datagrama chegou ao outro lado livre de erros. D e E) 8. Quem é responsável pelo controle (padronização) da rede Internet? Em que consiste a arquitetura TCP/IP (Qual seu principal objetivo) Quantas e quais são as camadas da arquitetura de redes INTERNET (que fazem parte do modelo) Existe alguma restrição com relação à quais sub-redes podem ser conectadas pela Internet O que é um endereço IP. O NFS. O SMTP (Simple Mail Transfer Protocol) utiliza uma conexão TCP. II e V e) II. Este endereço é procurado na tabela que indicará como chegar à sub-rede 4. B. 3. d) provê um sistema de comunicação confiável e não reserva endereços para Intranets e) Possui 5 classes de endereços (A. IV e V d) I.00110010. C. 0000:0 0001:0 0010:0 0011:0 S-R. 4. 3 1100:12 1101:12 1110:12 1111:12 S-R. Considerando as seguintes afirmações: I.0. 1 0100:4 0101:4 0110:4 0111:4 S-R. IV. 4 Exercícios: 1. III e V c) III.O TELNET roda sobre o UDP e serve para operação em um sistema remoto através de uma sessão terminal. III e IV . III.00000000 que corresponde a 150. 5. e implementa o correio eletrônico na Internet. oferece acesso on-line aos arquivos de rede. quais são as duas opções oferecidas? Qual(is) a(s) diferença entre elas. II. não é correto afirmar: a) Sua principal função é o roteamento das mensagens a serem transmitidas na rede b) O roteamento é baseado em um endereço único. A nível de transporte. II e IV b) II. 2.12. uma vez que é orientado à conexão. uma vez que não é orientado à conexão. O FTP utiliza uma conexão TCP. 6. O FTP utiliza uma conexão TCP. Com relação ao protocolo IP. 2 1000:8 1001:8 1010:8 1011:8 S-R. e é implementado sobre o UDP.00001100. São verdadeiras as afirmativas: a) I.50. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  85 resulta em: 10000010. V. 7.

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