Universidade Regional Integrada URI – Campus de Erechim

Curso de Ciência da Computação

Apostila de Telecomunicações e Redes 1

Prof. Neilor Tonin

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Sumário
1. CONCEITOS BÁSICOS DE COMUNICAÇÃO E TELECOMUNICAÇÃO........................................................................ 4 1.1. Modelo de um Sistema de Comunicação....................................................................................... 4 1.1. Sinais Analógicos x Sinais Digitais................................................................................................ 5 1.1.1 Bits x Bauds............................................................................................................................ 6 1.2 Largura de Banda e Capacidade de Canal...................................................................................... 7 1.3 MODEMs....................................................................................................................................... 7 1.4. Técnicas de modulação.................................................................................................................. 8 1.5. Características de uma transmissão................................................................................................9 1.5.1. Quanto ao Sentido de Transmissão no Canal.........................................................................9 1.5.2. Quanto ao número de canais utilizados..................................................................................9 1.5.3. Quanto à sincronização........................................................................................................ 10 2. CONCEITOS BÁSICOS DE REDES DE COMPUTADORES................................................................................... 13 2.1 Utilização das Redes de Computadores........................................................................................14 2.2 Estrutura de uma rede de computadores...................................................................................... 14 2.3 Componentes básicos de uma rede de computadores................................................................... 16 2.4 Arquiteturas de Redes...................................................................................................................18 3. MEIOS DE TRANSMISSÃO DE DADOS........................................................................................................ 20 3.1 Meios físicos................................................................................................................................. 20 3.1.1 Linha aérea de Fio nú............................................................................................................ 21 3.1.2 Par Trançado.........................................................................................................................21 3.1.3 Cabo Coaxial.........................................................................................................................25 3.1.4 Fibras óticas.......................................................................................................................... 28 3.2 Meios não físicos de transmissão.................................................................................................. 34 3.2.1 O Espectro Eletromagnético................................................................................................. 34 3.2.2 Transmissão de Rádio........................................................................................................... 35 3.2.3 Transmissão de Microondas..................................................................................................36 3.2.4 Ondas milimétricas e infravermelhas..................................................................................... 37 3.2.5 Transmissão de Ondas de Luz...............................................................................................37 3.2.6 Satélites de Comunicação..................................................................................................... 38 4. O PADRÃO IEEE 802......................................................................................................................... 43 4.1 Camadas do modelo IEEE............................................................................................................43 4.1.1 Camada física........................................................................................................................ 43 4.1.2 Subcamada de controle de acesso ao meio (MAC) ........................................................... 43 4.1.3 Subcamada de controle de enlace lógico (LLC)................................................................... 44 4.2. Padrão IEEE 802.3 e Ethernet.................................................................................................... 44 4.2.1 Cabeamento 802.3..................................................................................................................... 45 4.3. O Protocolo de Subcamada MAC 802.3..................................................................................... 46 4.4. Padrão IEEE 802.4: Token Bus.................................................................................................. 48 4.5. Padrão IEEE 802.5: Token Ring................................................................................................. 49 4.6. O Protocolo da Subcamada MAC do Token Ring...................................................................... 51 4.7. Comparação entre 802.3, 802.4 e 802.5......................................................................................52 5. PROTOCOLOS DE ACESSO MÚLTIPLO......................................................................................................... 54 5.1. Acesso baseado em contenção.....................................................................................................54 5.1.1. Aloha...................................................................................................................................54 5.1.2. Carrier Sense Multiple Access (CSMA)............................................................................. 55 5.2. Acesso ordenado sem contenção................................................................................................. 57 5.2.1. "Polling"............................................................................................................................... 57 5.2.2. Quadro ou Slot Vazio.......................................................................................................... 57 5.2.3. Inserção de Registrador....................................................................................................... 58

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5.2.4. Passagem e Permissão (token ring)......................................................................................58 5.2.5. Passagem de Ficha em Barramento (Token Bus).................................................................59 6. DISTORÇÃO E RUÍDO NA TRANSMISSÃO (ERROS)......................................................................................... 61 6.1 Detecção de erros......................................................................................................................... 61 6.1.1. Bit de Paridade (paridade de caractere)............................................................................... 61 6.1.2. Paridade Longitudinal (combinada)..................................................................................... 61 6.1.3. Redundância Cíclica (CRC)................................................................................................ 62 6.2. Correção de erros........................................................................................................................ 63 6.2.1. Descrição de um Código Hamming..................................................................................... 63 7. SOFTWARE DE COMUNICAÇÃO................................................................................................................ 65 7.1. Protocolos de comunicação......................................................................................................... 65 7.2. Protocolos de enlace de dados.....................................................................................................67 7.2.1 Protocolos Orientados a caracter.......................................................................................... 68 7.2.2 Protocolos Orientados a bits................................................................................................. 69 7.3. Protocolo de enlace HDLC..........................................................................................................69 7.3.1 Estrutura do Quadro............................................................................................................. 70 7.3.2 Definição dos comandos e respostas no HDLC....................................................................72 7.3.3 Controle de Fluxo e Sequenciamento................................................................................... 73 7.4. O Modelo de referência OSI.......................................................................................................74 7.4.1 A Camada Física................................................................................................................... 75 7.4.2 A Camada de Enlace de Dados............................................................................................. 75 7.4.3 A camada de Rede................................................................................................................ 75 7.4.4. A camada de Transporte...................................................................................................... 76 7.4.5 A camada de Sessão..............................................................................................................76 7.4.6 A camada de Apresentação................................................................................................... 77 7.4.7 A camada de Aplicação.........................................................................................................77 8. A ARQUITETURA DA INTERNET TCP/IP................................................................................................... 79 8.1. Camada de Interface de rede ou camada host /rede (enlace / física) (1)......................................80 8.2. Camada inter-rede ou Internet (2)............................................................................................... 80 8.3. Camada de transporte (3)............................................................................................................ 80 8.4. Camada de Aplicação (4).............................................................................................................80 8.5 Comparação entre o Modelo OSI e a Arquitetura lnternet Tcp/Ip............................................... 82 8.6. Endereçamento Internet...............................................................................................................83 8.6.1. Classes de endereçamento em Internets............................................................................... 83 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................................................................... 86

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1. Conceitos básicos de Comunicação e Telecomunicação
Desde 1838, quando Samuel F. B. Morse transmitiu, pela primeira vez, uma mensagem telegráfica através de uma linha de cerca de 15 Km, os sistemas elétricos para comunicação estão sendo mais e mais utilizados para permitir a transferência de informação entre os homens e entre uma máquina e outra. A comunicação através do telefone, rádio e televisão é considerada corriqueira em nosso dia a dia. Da mesma forma, estão se tornando cada vez mais comuns as ligações entre computadores situados em locais distantes. Dentre as formas de comunicações elétricas, uma das classes que mais se desenvolveu nos últimos anos e que continua crescendo rapidamente é justamente a da área de comunicação de dados. Como os sistemas de comunicação (telefonia, rádio, televisão, etc.) experimentaram um desenvolvimento tecnológico anterior ao desenvolvimento dos computadores digitais, eles serviram de base e campo experimental para o desenvolvimento técnico de conceitos que formaram o alicerce do enorme e vertiginoso progresso anterior às ciências de computação. Como será visto, há muita coisa por detrás de uma simples linha com a qual ligamos os computadores e os nodos de uma rede entre si. Este capítulo trata dos aspectos básicos dos sistemas de comunicação, subjacentes a qualquer rede de computadores. Todos os aspectos compreendidos neste capítulo correspondem às camadas mais inferiores do modelo OSI (camada física e enlace de dados).

1.1. Modelo de um Sistema de Comunicação
Em um primeiro momento, a maneira mais simples de representar um Sistema de Comunicação seria considerar apenas uma fonte e um destino, como apresentado abaixo.

Fonte

Destino

Figura 1.1 – Exemplo bem simplificado de um sistema de comunicação

A fonte é o ente que produz a informação. Para tanto dispõe de elementos simples e símbolos. O elemento é o componente mais simples que entra na composição representativa da informação. Ex: A, B, C, ou dígitos 0 e l. Por exemplo, na máquina de escrever, os elementos são letras, dígitos e caracteres especiais, situados nas teclas. O símbolo é um conjunto ordenado de elementos. Por exemplo, dispondo-se dos elementos A, B, C, ... podem-se compor os símbolos AA, AB, BB, ... ou os símbolos AAA. BBA, BBB, ... ou, dispondo dos elementos 0 e 1, podem-se compor os símbolos 1, 0, 10, 11, ... , 1000, ... ou 1100, 1101, 1011, ou, dispondo-se dos elementos 0, 1, 2, ... , 9, v, + e -, podem-se compor os símbolos +5v, -3v, 0v, ... . Os símbolos são utilizados para representar configurações de um sinal. Como os símbolos podem ser formados por um único elemento, o elemento também pode constituir uma representação de um sinal. Podemos pensar em um sinal, de forma intuitiva, conforme os seguintes exemplos: "letra do alfabeto", "dígito binário", "fonema da pronúncia", "voltagem", "corrente elétrica", etc. Para cada um destes exemplos podemos imaginar diferentes configurações para a composição representativa da informação. Uma mensagem consiste em um conjunto ordenado de símbolos que a fonte seleciona para compor uma informação. Uma única mensagem, ou um conjunto de mensagens, ordenado para produzir um significado, constitui o que chamamos de informação. A cada símbolo corresponde uma certa quantidade de informação e a cada mensagem se associa uma quantidade de informação, dada pela soma das quantidades de informação de cada símbolo.

elemento 1 0 0 1

Símbolo 1010

Mensagem 1010 1110 ... 1001

Figura 1.2 – Estrutura típica de uma mensagem.

os símbolos portadores da informação. Sinais Analógicos x Sinais Digitais Em uma comunicação. uma função do tempo. conforme a natureza de sua variação no tempo em analógicos ou digitais. todos com alcance limitados pelos sentidos humanos. O telégrafo e o telefone aumentaram grandemente o alcance e a velocidade das comunicações. O destino é para onde se dirige a informação. permitindo que o sinal seja transmitido. O emissor é o ente que. num dado ponto do espaço. Na prática isto não ocorre: no processo de transmissão. de modo que na recepção a mensagem possa ser recuperada de forma adequada e que seja entregue a informação devida ao destino. acionado pela fonte. escrita (sinais gráficos) e outros sinais tais como fumaça. convertendo a informação em sinais elétricos (voltagem ou corrente) para a transmissão através de meios físicos ou ondas eletromagnéticas. O receptor é o ente que retira a energia do meio e recupera os símbolos. de forma tão precisa quanto possível. Esta potência é suprida pelo emissor. independente da natureza da informação transmitida ou dos sinais utilizados podem ser analisados segundo o modelo da figura 1. simbolizando todos os ruídos presentes no canal. . Mensagem Sinal Transmitido Sinal Recebido Mensagem Recuperada Fonte Emissor CANAL Ruído Receptor Destino Fonte de Ruído Figura 1. geralmente cobrindo distâncias razoavelmente grandes. Os sinais analógicos variam de forma contínua. Este efeito pode ser representado esquematicamente pela adição de um bloco. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  5 Todos os sistemas de comunicação. limitações físicas e outros fatores alteram as características do sinal que se propaga. Até o século 19. Em condições ideais o sistema deveria se comportar de modo que a mensagem produzida pela fonte conseguisse ser fielmente recuperada pelo receptor. Já os sinais digitais podem assumir somente valores discretos (inteiros) variando de forma abrupta e instantânea enter eles. e não mensagens. Um dos maiores problemas do projetista do sistema consiste em manter tanto a distorção como o ruído em níveis aceitáveis.1. O canal (meio) é o ente que propaga a energia entregue pelo emissor até o receptor. Estes sinais são classificados. e reconvertendo estes sinais em escrita ou voz no receptor. representando uma fonte externa geradora de ruído. podem ser vistos como uma “forma de onda”. onde podemos identificar os seguintes componentes: A fonte geralmente não dispõe de potência suficiente para cobrir as perdas da propagação do sinal. entrega um sinal de energia adequada à transmissão pelo canal. produzindo o ruído. que se somam ao sinal. o que se transmite são sinais. a comunicação era feita por voz (sinais sonoros). isto é. aparecem no canal sinais espúrios de natureza aleatória. 1. podendo assumir qualquer valor real. Existe um fluxo de sinal entre o emissor e o receptor e este sinal contém em si. Além disso. de modo a reproduzir a mensagem a ser entregue ao destino. produzindo o que se chama distorção. Os sinais de forma geral e os elétricos em particular.3 – Modelo básico de um sistema de comunicação Deste modo o emissor e o receptor desempenham funções inversas e complementares e o meio os interliga.3. tambores.

O sinal analógico pode ser amostardo e quantizado. Por exemplo. Por outro lado. O transmissor codifica estas mensagens em símbolos. ou seja. por exemplo. por exemplo. ligando e desligando uma lanterna. Ou seja. Alternativamente. uma unidade de informação é enviada.1 Bits x Bauds A fonte de informação transmite mensagens a uma determinada taxa de transferência de informação.4 – Sinal analógico x Sinal digital Algumas formas de informação têm natureza analógica e outras têm natureza digital. Ao se transmitir dois bits por nível. Se o estado do sinal representa a presença ou ausência de um bit. 10. o número de símbolos por segundo que ocorrem no canal de comunicação é medido em bauds. são necessários 2n níveis diferentes. 01 e 00 respectivamente. o nível de um sinal digital não precisa necessariamente se restringir a dois. provoca uma variação contínua da pressão do ar formando ondas acústicas e é portanto uma informação analógica. para se codificar n bits em um nível de amplitude. A cada vez que a lanterna pisca. com mais do que duas amplitudes. o que caracteriza a natureza digital destas formas de informação. 11 10 01 00 01 01 10 00 11 Figura 1. A voz. enviando duas vezes mais informação por unidade de tempo. A taxa de sinalização.5 – Mensagem digital com 4 níveis de sinais A comunicação entre dois navios. necessita-se de quatro níveis para expressar todas as conbinações possíveis de dois bits. De uma forma geral. Um esquema utilizando 4 bits é denominado “tetrabit” e assim sucessivamente. o número de níveis necessários será oito. Se a velocidade de sinalização neste caso fosse 200 bauds/s. A figura 1. poder-se-ia enviar duas unidades de informaçã a cada piscada se tivéssemos uma lanterna com quatro cores (símbolos) para representar grupos de informação. 1. nas técnicas de modulação. Um esquema utilizando 6 bits a cada baud é denominado “hexabit” e assim sucessivamente. Essa combinação é denominada “dibit”. então a taxa em bauds é a mesma que a taxa em bps. teríamos 400 bits transmitidos em um segundo. . Qualquer tipo de informação (seja analógica ou digital) pode ser transmitida através de um sinal analógico ou digital. medida em bits por segundo (bps). No caso de uma comunicação “tribit”. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  6 Sinal Sinal Tempo Tempo Sinal analógico Sinal digital Figura 1. e o resultado dessa quantização é codificado em sinal digital para transmissão. a taxa em BAUDS indica o número de vezes que a característica do sinal portador se altera por segundo. A transmissão de sinais digitais através de sinais analógicos também é possível e será vista posteriormente. vermelho.. Já mensagens de texto ou de dados são formas de informação codificada que usam um conjunto finito de símbolos de um alfabeto. Pode-se ter esquemas com três ou mais bits “tribit” ou mais níveis de amplitude. Esta codificação multinível (dibit) reduz a largura de banda necessária. Estes símbolos são codificados como um conjunto de bits (dígitos binários). por exemplo.5 apresenta um exemplo de sinal digital “dibit.1. azul e branco poderiam representar os grupos 11. por exemplo. formando caracteres ou palavras. pode ser feita através de sinais de luz. Outras formas possíveis de codificação de sinais digitais podem ser obtidas através de mais que um bit a cada nível de amplitude. verde.

Ruído e distorção sobre o canal. o que é denominado de capacidade do canal de comunicação. A média de freqüência de 300 a 4000 Hz ou de 300 a 3300 Hz é satisfatória para a transmissão da voz humana. a freqüência vai acima de 15000 ou 18000 Hz. portanto. a partir do qual. maior será a capacidade do canal. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  7 1. a relação utilizada é de 1 (Hz) para 1 (baud) Um exemplo sobre capacidade de um canal é a utilização do canal telefônico para transmissão de sinal de dados. e um limite na potência do sinal. enquanto que a rádio FM transmite com alta fidelidade porque utiliza uma largura de banda de 18000 Hz. deveremos usar um sinal DIBIT. a velocidade de transmissão é duas vezes a velocidade de sinalização. Daí medir-se capacidade na unidade bits/segundo. Da mesma forma que se desejarmos transmitir 7200 bps.000 Hz (100 MHz). que transforma os elementos entregues pela fonte em sinais convenientes para serem transmitidos pelo meio. examinados os fatores que influenciam esse número de estados.18000). pois quanto maior o número de estados mais bits por segundo poderão ser transmitidos. . muito mais que a variação de freqüências da voz humana. ao qual corresponderá a mesma velocidade de sinalização de 2400 bauds. Ele indica apenas a diferença entre os limites inferior e superior das freqüências que são suportadas pelo canal. A largura de banda deste canal é de 3100 Hz (ciclos/segundo) e na prática é usado para transmitir sinal de dados até 2400 bauds.3 MODEMs Quando um sinal não é adequado à transmissão pelo canal. Quanto maior o número de estados de sinalização que podem ser transmitidos e distinguidos. as freqüências são da ordem de 100. Para reproduzir o som de um instrumento de percussão. Uma questão assim surge: quantos estados de sinalização podem ser transmitidos e distinguidos separadamente no receptor de um sistema de comunicação de dados? A resposta para esta questão. têm influência no número de estados de sinalização. Normalmente. Por exemplo. Conhecendo-se a largura de banda de um canal de comunicação (em Hz).2 Largura de Banda e Capacidade de Canal Diferentes tipos de sinais (voz humana. a baixa freqüência possa ser recuperada.000. flutuações na atenuação do sinal portador. Mas o que significa largura de banda (bandwidth)? A largura de banda de um canal de comunicação constitui uma medida da máxima taxa de informação que pode ser transmitida pelo canal. enquanto para os tons mais altos. Cabe lembrar aqui que esse número de estados. Largura de banda significa o espectro de freqüência que o canal é capaz de transmitir e não tem qualquer relação com as freqüências que são transmitidas no canal. deveremos usar um sinal TRIBIT e teremos velocidade de transmissão igual a três vezes a velocidade de sinalização.000. a baixa freqüência deve modular a freqüência portadora para produzir um sinal que possa ser transmitido eficientemente e. A taxa em que podemos enviar dados sobre um canal é proporcional à largura de banda do canal. pois este meio de transmissão só trabalha eficientemente com freqüências de 70 a 150 MegaHertz (1 MHz = 1. o modulador. Uma largura de banda de 18000 Hz possibilita que sejam transmitidas freqüências que representam desde o som de um tambor até o som do violino. Dispõe ainda de um componente interno para acoplar a energia gerada ao meio. pois esta pode variar rapidamente entre freqüências baixas e altas. pode-se estabelecer a máxima taxa de sinalização (em bauds) que o mesmo pode conduzir sem erro. as ondas de rádio FM não são transmitidas com freqüências de 30 a 18000 Hz. Em outras palavras. Na verdade. música. depois da transmissão. Uma rádio AM utiliza uma largura de banda de 5000 Hz e portanto é capaz de reproduzir música de forma que a mesma não seja distorcida mas não com alta fidelidade. A alta freqüência deve. tem uma largura de banda igual a 5000-1500 = 3500Hz. 1.000 Hz). mas não para a transmissão de música. Neste caso. Se desejarmos transmitir a uma velocidade de transmissão de 4800 bps neste canal. Da mesma forma. devemos baixar a freqüência a 60 ou até 30 Hz. dados. as quais são indicadas em termos de largura de banda e outros fatores que influenciam a capacidade de um canal. ser capaz de transportar a baixa freqüência. imagem) necessitam de diferentes capacidades de canal. um canal que admite freqüências da ordem de 1500 a 5000 Hz (ciclos/segundo). como foi visto na transmissão em multinível é observado na unidade de tempo (segundo). Podemos então concluir que a capacidade do canal está intimamente relacionada com a velocidade de transmissão. um canal que admite freqüências que vão desde 18000 Hz a 21500 Hz também apresenta uma largura de banda 3500 Hz (21500 . vem definir o conceito de capacidade máxima de de um canal. o emissor dispõe de um componente interno.

A portadora senoidal pode ser “modulada” em: • • • amplitude (QAM): sensível a ruídos e interferências.FM. os símbolos portadores da informação. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  8 Igualmente. podem ser transformados em outros elementos ou símbolos ao longo do processo de transmissão. mas oferece a vantagem de desativar uma banda de freqüência que . fase (PSK): possui alto rendimento e pouca sensibilidade a ruídos.6 – Modulação Os modems mais avançados utilizam uma combinação de técnicas de modulação para transmitir vários bits por bauds. Um método diferente para transmissão de alta velocidade é dividir o espectro de 3000 Hz disponíveis em 512 pequenas bandas. permite a extração eficiente da energia presente no sinal que foi transmitido e dispõe ainda de um outro componente interno. acoplado ao meio.400 bps. Técnicas de modulação Devido ao fato de a atenuação e a velocidade de propagação variarem em função da freqüência.4. na retirada. Esses efeitos tornam a sinalização de uma banda básica inadequada. Esta transmissão analógica só é possível com a utilização da modulação. É importante ressaltar que os elementos ou símbolos gerados pela fonte à sua saída. exceto em velocidades menores e em distâncias curtas.800 bps. transmitindo 20 bps em cada uma. Qualquer pequeno erro em uma transmissão hexabit gera 6 bits defeituosos. Para contornar este problema. O V. que recupera a partir da energia recebida. Cada modem de alta velocidade contém seu próprio padrão de transmissão e só pode se comunicar com modems que utilizem o mesmo padrão (embora a maioria dos modems possa emular todos os outros mais lentos). Essa estrutura exige um processador possante no modem. a exemplo dos dados digitais são sujeitas a uma forte atenuação e distorção de retardo. Por exemplo. A figura 1.400 bauds e 6 bits por amostra. as ondas quadradas. Mensagem Sinal Transmitido Sinal Recebido Mensagem Recuperada Fonte Emissor Modulador CANAL Receptor Demodulador Destino Figura 1.6 – Modelo básico de um sistema de comunicação com transmissão em um canal analógico 1. o padrão de modem ITU V. Infelizmente.32 bis opera a 14. o receptor dispõe de um componente interno que. o demodulador.6 apresenta o modelo de um sistema de comunicação que utiliza um canal analógico para transmissão de dados digitais. o conteúdo da informação gerada pela fonte deve ser preservado ao longo de todo o processo. utilizando 2.600 bps utiliza modulação de 4 bits por baud em fase. em longas distâncias torna-se mais adequado a utilização de sinal analógico. não é interessante ter uma grande variedade de freqüências no sinal transmitido. custo alto. para melhor conveniência da própria transmissão ou para melhor adequação ao destinatário. freqüência (FSK): equipamentos simples e pouca sensibilidade a distúrbios . porém. Sinal binário Mod por Amplitude Mod por freqüência Mod por fase Figura 1.32 de 9. O V 34 possui velocidade de transmissão de 28.

2. Quanto ao número de canais utilizados Uma mensagem é definida como um conjunto de símbolos. que são.: a ligação telefônica permite que as duas pessoas falem ao mesmo tempo. Ex. os símbolos ficam associados a caracteres.5. é que no seu todo. 1. Ex.1. pois o primeiro não o escuta.Para transferir essa seqüência de bits. etc. "letra do alfabeto". Apostila de Telecomunicações e Redes 1  9 tem muito ruído. configurações dos sinais.: Um sensor captando sinais de uma máquina e enviando estes para um microcomputador. os bits que compõem um caracter são transportados um após o outro. "operador aritmético" ou "operador de sintaxe".5.7 – Transmissão paralela b) Transmissão serial: na transmissão serial. podemos fazer de duas formas: serial ou paralela. a) Transmissão paralela: Na transmissão paralela. número de canais utilizados. por exemplo. run-lenght que compacta seqüências de 0 ou brancos (muito utilizada em fax) e Zin-Lempel. "dígito decimal".: na conversação entre dois rádio-amadores. Cada símbolo. enquanto um deles está falando o outro não pode falar. As estruturas de compactação mais utilizadas são MNP-5. c) Full-duplex: Quando a transmissão é feita nos dois sentidos simultaneame. que compacta seqüências de bytes idênticos. Quanto ao Sentido de Transmissão no Canal Um equipamento pode ser projetado de tal forma que a transmissão sobre um determinado meio seja feita em uma das seguintes formas: a) Simplex: Quando a transmissão é feita em um único sentido. a transmissão de dados apresenta diversas características referentes ao sentido da transmissão.34 possibilitando a comunicação com estes modems. 1. Sensor b) Half-Duplex: quando a transmissão é feita nos dois sentidos mas não ao mesmo tempo. 1 1 0 1 0 0 1 0 EMISSOR canal 0 canal 1 canal 2 canal 3 canal 4 canal 5 canal 6 canal 7 1 1 0 1 0 0 1 0 RECEPTOR Figura 1. Por necessidade de codificação. Normalmente estes modems tem recurso V.7. na realidade. Veja figura 1. a maioria dos modems oferece recursos de compactação e correção de erros. utilizado no V42 bis e comum em programas compactadores (pkzip. é caracterizado por um conjunto de configurações do sinal que representam bits. 1. aqui. O que deve ficar claro. Atualmente. sincronismo entre transmissor e receptor e velocidade de transmissão. etc). Ex. para efeito de transmissão de dados. os bits que compõem um caracter são transportados de forma simultânea. por sua vez. Em particular.32 ou V. cada um possuindo seu próprio canal. .5. uma mensagem nada mais é que uma seqüência de bits. Características de uma transmissão Podemos definir transmissão como técnica do transporte do sinal por um meio. de um ponto a outro afastado.

8 – Transmissão serial Como os bits chegam um de cada vez. As técnicas de paridade podem detectar erros que afetam um bit. opera sobre os dados após os bits terem sido montados para formar caracteres. Na camada de Enlace de Dados. contudo. Possibilita ao receptor sincronizar-se com a mensagem. o equipamento receptor deverá saber qual bit é o primeiro do caracter. Cada frame começa com um bit de início que permite ao dispositivo receptor ajustar-se ao timming do sinal transmitido.consistem de 7 (+ paridade) ou 8 bits quando estão sendo transmitidos dados de caracteres. Os mais comuns são os seguintes: Paridade: o bit de paridade é definido para assegurar que seja enviado um número par ou ímpar de bits 1 (dependendo da paridade). . entretando. de fim e de paridade precisam ser acrescentados a cada caracter a ser transmitido. Esta seção descreve três mecanismos: assíncrono. A camada de Enlace de Dados.sinalizam o fim do frame de dados. ou quais bits são realmente de informação. Quanto à sincronização A sincronização pode ser vista como o método do equipamento transmissor fazer a separação dos caracteres ou das mensagens para o equipamento receptor. Este é um problema de sincronização. Elas podem. síncrono ou isócrono a) Transmissão assíncrona: A transmissão assíncrona não utiliza um mecanismo de clock para manter os dispositivos emissor e receptor sincronizados. Vários esquemas estão implementados para uso do bit de paridade. Como os bits de início. A detecção de erros em transmissão assíncrona utiliza o bit de paridade. frames ou outros grupos de dados (unidades de informação). Por exemplo. assim como quando usuários digitam dados de caracteres. em uma transmissão com paridade par.9 – Estrutura da unidade de transmissão serial assíncrona de caracter-byte Esse frame apresenta quatro componentes: Um bit de início .3. Em vez disso. Técnicas para correção de erros serão vistas posteriormente. a fim de que possa decodificar o símbolo recebido. o bit de paridade será definido em 1 para produzir um total de 4 bits “1” no byte. As mensagens são breves para que os dispositivos de emissão e de recepção não percam o sincronismo no decorrer da mensagem. A Figura abaixo ilustra a estrutura de um frame típico usado para transmitir dados de caracteres. a sincronização de bits é usada para estabelecer o sincronismo entre os dispositivos para cada frame que é transmitido. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  10 utilizando apenas um canal (figura 1. A camada Física trata da necessidade de sincronizar transmissões de bits entre dispositivos de transmissão e recepção. ser incapazes de detectar erros que afetam dois ou mais bits. o desempenho da transmissão assíncrona não atende de forma satisfatória a troca de grandes quantidades de dados. 1 1 0 1 0 0 1 0 EMISSOR 01001011 11010010 RECEPTOR Figura 1. A transmissão assíncrona é mais freqüentemente usada para transmitir dados de caracteres e é ideal para ambientes onde caracteres são transmitidos a intervalos irregulares. se o campo de dados tiver três bits 1.sinaliza que um frame está começando.5. 1. Um ou mais bits de fim. A transmissão assíncrona é uma tecnologia simples e barata. adequada para transmissão de pequenos frames em intervalos irregulares. Start Caracter (byte) Stop Figura 1.8). Bits de dados . é também necessário sincronizar transmissões de frames.

Tanto o padrão Ethernet como o Token Ring. Figura 1. Quando os enlaces (links) de transmissão síncrona estão inativos. Conseqüentemente. Os dispositivos com dados a serem transmitidos monitoram a rede e inserem dados em slots de tempo abertos. Sinais sincronizados geralmente utilizam um padrão de bits que não pode aparecer em qualquer ponto nas mensagens. A transmissão isócrona garante taxas de transmissão. Para canais isócronos a largura de banda requerida é normalmente baseada nas características de . utilizam transmissão síncrona. a paridade passa a não ser mais um método adequado de detecção de erros.8 ilustra tanto os dados baseados em caracteres quanto os baseados em bits. Assim como os bits de sincronização. uma técnica que pode funcionar com qualquer técnica de codificação de sinais. eliminando a necessidade de ressincronizar dispositivos quando um novo frame é transmitido. apresenta um único ponto de falhas: torna-se necessário assegurar que o dispositivo de clock é tolerante a falhas. Essa sincronização é realizada de duas maneiras: – Transmitindo-se sinais de sincronização com dados. A Figura 1. A transmissão síncrona é normalmente utilizada para se atingir altos níveis de eficácia em redes locais. é determinista e apresenta baixo overhead. garantindo que eles serão sempre distintos e fáceis de serem reconhecidos pelo receptor. por exemplo. Os dados isócronos devem também ser sensíveis a atrasos na transmissão. garantindo uma transição de sinal com cada bit transmitido. Se os valores corresponderem. A Figura abaixo apresenta duas estruturas possíveis de mensagens associadas à transmissão síncrona. Uma técnica de sincronização utilizada é denominada bit Stuffing. entretanto. Algumas técnicas de codificação de dados. O dispositivo de clock cria slots de tempo. A sincronização permite que os sistemas utilizem velocidades mais elevadas e melhorem a detecção de erros. é praticamente certo que o frame foi transmitido sem erro. Esse valor de CRC é anexado ao frame de dados. – Utilizando-se um canal de comunicação separado para transportar sinais de clock. A técnica usada com a transmissão síncrona é a de verificação de redundância cíclica. Se estiverem ocorrendo erros. A técnica. c) Transmissão isócrona: a transmissão isócrona aplica um dispositivo comum que fornece um sinal de clock compartilhado por todos os dispositivos na rede. à medida que eles se tornam disponíveis. Observe aque caracteres múltiplos ou longas séries de bits podem ser transmitidos em um único frame de dados. Quando os frames são maiores. transmissão e utilização. o padrão de bit de fim é freqüentemente um padrão que não pode aparecer no corpo de um frame de dados. os frames podem ser extensos. O transmissor utiliza um algoritmo para calcular um valor de CRC que resuma o valor inteiro de bits de dados. são inerentemente sinais do clock interno. Os bits de overhead (de sincronização. O cálculo de CRC será visto porteriormente. A desvantagem da transmissão síncrona está principalmente nos custos mais elevados em virtude da maior complexidade dos componentes necessários no circuito. Um padrão de bit de fim inequivocamente indica o fim de um frame. que informam ao receptor o início de um frame. Os dados numa transmissão isócrona devem ser enviados à taxa a que estão a ser recebidos. A informação isócrona é contínua e em tempo real na sua criação. Um determinado slot de tempo pode ser preenchido até a sua capacidade com vários frames. Uma ampla variedade de tipos de dados pode ser transmitida. A transmissão síncrona tem muitas vantagens sobre a assíncrona. O receptor usa o mesmo algoritmo. conhecida como CRC (Cyclic Redundancy Check). Como o transmissor e o receptor permanecem sincronizados durante a transmissão. tornando a transmissão síncrona muito mais eficaz no uso da banda passante. a transmissão síncrona é empregada principalmente quando grandes volumes de dados precisam ser transmitidos. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  11 b) Transmissão síncrona: a comunicação pode ser feita de forma mais eficiente se os clocks nos dispositivos transmissor e receptor estiverem sincronizados.10 – Transmissão serial Ambas as transmissões começam com uma série de sinais sincronizados. CRC e fim) são uma proporção menor do frame de dados geral. recalcula o CRC e compara o CRC inserido no frame ao valor que havia calculado. eliminando a confusão por parte do receptor. é mais provável que vários bits serão afetados e que as técnicas de paridade não informarão um erro adequadamente. é comum transmitirem-se bits de preenchimento que mantêm dispositivos sincronizados.

10)Assinale a alternativa correta: a) O telefone é exemplo de uma comunicação duplex b) O rádio de taxis é exemplo de uma comunicação duplex 11)Assinale a alternativa correta: a) A função do bit start é sincronizar a fonte com o destino b) A função do bit start não é sincronizar a fonte com o destino 12)Assinale a alternativa correta: a) Na transmissão síncrona utiliza-se pelo menos um caracter de sincronismo para indicar o início do bloco de dados b) A transmissão síncrona não utiliza caracteres ou bytes de sincronismo 13)Em uma transmissão utilizando “bit stuffing”. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  12 amostragem da função associada. Qual é a velocidade máxima possível para conexão? 8) Assinale a alternativa correta: a) Baud corresponde à velocidade de sinalização de um canal. qualquer erro ocorrido na transmissão elétrica não é corrigido pelos mecanismos de hardware tais como a retransmissão. se excluindo os “bit stuffing”? 14)Assinale a alternativa correta: a) A transmissão isócrona não engloba as transmissões síncronas e assíncronas b) A transmissão isócrona engloba as transmissões síncronas e assíncronas . e é igual ao número de bits transmitidos por segundo 9) Faça a representação da transmissão dos bits “010010100111” utilizando um canal com freqüência de 8 Hz/s (velocidade de sinalização de 8 bauds/s) com uma modulação DIBIT e a portadora modulada por amplitude. a) Baud é uma medida da taxa de transferência de informação. Um exemplo típico de transmissão isócrona é a voz. A entrega de dados de uma transmissão isócrona é assegurada à custa de perdas nos transitórios dos dados. 4) Assinale a alternativa correta: a) A capacidade de transmissão de um canal é infinito b) A capacidade de transmissão de um canal é finito 5) Assinale a alternativa correta: a) O nível de ruído está diretamente ligado à capacidade de um canal b) O nível de ruído de um canal não influencia na sua capacidade 6) Assinale a alternativa correta: a) A atenuação do sinal acontece em qualquer meio físico de transmissão b) Existem meios físicos de transmissão onde o sinal transmitido não sofre atenuação 7) Se um computador doméstico está conectado a um provedor com uma placa fax/modem a 56 Kb/s e o Modem do provedor é de 32 Kb/s.12 Mhz b) canal que suporta freqüências de 127 a 250 KHz 2) Assinale a alternativa correta: a) Largura de banda é um dos fatores que determinam a capacidade de um canal de comunicação b) Largura de banda não tem nada a ver com velocidade de uma transmissão 3) Assinale a alternativa correta: a) A capacidade de um canal está associada ao número de níveis do sinal utilizados para transmissão b) A capacidade de um canal está relacionada com o número de estados que podem ser transmitidos e distinguidos separadamente em um canal. a mensagem que chegou (tirando o cabeçalho) foi “010011111001011111010”. Para a transmissão isócrona de informação é alocada largura de banda suficiente para assegurar que os dados serão entregues à taxa desejada. Na prática os erros ao nível do bit esperados no USB são suficientemente pequenos para não serem considerados. Qual é realmente a mensagem. A latência requerida está relacionada com o buffering disponível em cada endpoint. Por outras palavras. Exercícios: 1) Quais dos dois canais abaixo possui maior largura de banda? a) canal que suporta freqüências de 1 a 1.

na época. 1. Surgem então os computadores de porte menor (1965: DEC PDP-8 e 1970: DEC PDP-11) os chamados minicomputadores. gerando atraso ou perda total do material. É a isso que se propõem as redes de computadores. Este evento constituiu a chamada revolução do hardware. então. vindo. só pode ser alcançada através da interconexão das CPU's entre si. Isto trouxe uma nova solução para o problema de multiusuário: dar uma CPU para cada um. Inicialmente são apresentadas as estruturas de redes mais comuns. um campus). Esta situação perdurou por algum tempo (No Brasil. o que motivou a busca de uma nova tecnologia de interconexão. os microcomputadores e os computadores pessoais.1. implicando na aparição dos primeiros sistemas multiusuários de grande porte. Quais foram. a tecnologia de comunicações alcançava a transmissão digital em linhas telefônicas através de MODEM's. Pequenas empresas usavam "bureaux" de serviços. surgiu a tecnologia de comutação de pacotes que solucionou o problema da linha telefônica dedicada e o problema do caminhão (transporte via malote). dos computadores. a necessidade de uma nova tecnologia para compartilhamento de recursos. Aí o problema de comunicação tornou-se muito mais sério. em seguida. então. Para acessos infrequentes. Este sistema de transporte não é. o software e hardware especial era caro mas seu preço era amortizado pelo rateio do custo dos periféricos entre os vários usuários do bureaux de serviços. Minimizou porque os dados podiam agora ser preparados e armazenados em fita magnética e transportados via sistema de malotes. As pequenas companhias e as subsidiárias utilizavam-se dos minicomputadores para algum processamento local e na preparação dos dados para o "bureaux" de serviços ou matriz. mais especificamente. o sistema centralizado oferecia a vantagem de compartilhar recursos caros tanto de software como de hardware. A solução para o compartilhamento de recursos físicos e lógicos juntamente com a vantagem de se ter um sistema descentralizado. Por outro lado. Esses fatos tornaram necessária uma nova tecnologia de comunicação. a do "caminhão" (transporte via malote) era baixa: 80 Km/h. o problema do compartilhamento de recursos através de interconexão de CPU's é resolvido através das redes locais. Este serviço era caro e apenas suportado por grandes companhias uma vez que utilizavam linhas telefônicas de forma dedicada. Devido ao custo extremamente elevado desta forma de processamento. uma fábrica. propiciaram o aparecimento de discos de grande capacidade e mais baratos. Histórico No início da história do processamento de dados ou. Conceitos básicos de Redes de Computadores Neste capítulo são apresentados os conceitos básicos de Redes de Computadores. e em seguida os componentes básicos de uma rede. A necessidade da disseminação da informação e os avanços em tecnologia de armazenamento. Paralelamente. obviamente. até março/85) e esperava-se solução através de nova tecnologia de comunicação. Esta solução acarretou uma sobrecarga para o sistema operacional da máquina central. . Num ambiente restrito a uma região local (por exemplo. Surge então a necessidade de uma nova tecnologia de comunicação.000 km/h. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  13 2. gerando componentes mais poderosos a um custo mais baixo. cada máquina estava dedicada a um único usuário. as soluções encontradas? Para a comunicação de computadores em termos de longa distância. eram de uso centralizado e estavam disponíveis somente para grandes companhias. Os dados eram transferidos quando exigiam um grande volume de processamento ou um processamento requerendo software ou hardware especial. Surge. Uma forma primitiva de se interconectar CPU's foi a conexão em ESTRELA (um computador central controlando qualquer comunicação entre duas CPU's). Estes sistemas consistiam nos chamados "mainframes" e continuavam caros e escassos. (explosão da informação e grandes bancos de dados). ou seja. tornou-se imprescindível o compartilhamento da CPU e de seus periféricos. o mais adequado para transferência de informação pois está sujeito a acidentes. O uso dos minicomputadores minimizou mas não solucionou o problema da comunicação. foi caindo o preço da CPU. uma linha telefônica dedicada não era viável e para uma velocidade de 800. Isto fez com que surgisse um problema de comunicação: como enviar dados ao "bureaux" de serviços (para processamento) ou como levar dados das subsidiárias para a matriz? Com o avanço tecnológico na área dos circuitos integrados.

Em muitas aplicações. bancárias. Em suma. Atualmente os preços dos equipamentos envolvidos permitem que os dados sejam coletados e analisados no próprio local onde são gerados e somente alguns relatórios sejam enviados ao computador central reduzindo os custos de comunicação. Do nosso ponto de vista um sistema distribuído é um caso especial de rede de computadores. etc. no acesso á internet através modem/provedor. com um alto grau de coesão e transparência. ainda. chamaremos estes computadores de "hospedeiros" ( ou . Apostila de Telecomunicações e Redes 1  14 2. a ARPANET. WAN: As PND(s) garantem largura de banda. que será concluído neste mês (maio/junho 2000). etc. A essência de uma rede de computadores é permitir que 2 ou mais computadores trabalhem juntos. De uma forma geral. de controle de processo industrial e muitas outras. 2. dependendo de como ela é usada. mais atrativa se torna a idéia de interligação. Três topologias respondem pela maioria de configurações de LANs: barramento. Um outro exemplo é o sistema de VOZ sobre IP da Shell. As redes de computadores podem ser divididas em três categorias no que diz respeito à abrangência geográfica: • • LAN: redes locais. por exemplo) • Enviar e receber arquivos • Migração quando houver falha em um equipamento (2 impressoras. Dois computadores sao ditos interconectados se eles sao capazes de trocar informações. porém vários dos conceitos relacionados às LANs são igualmente aplicados às MANs e WANs. quem limita a vel. Existe uma confusão considerável na literatura entre uma rede de computadores e um sistema distribuído. Quando existe a necessidade de comunicação entre as filiais e a matriz. possuindo um número considerável de computadores instalados em regiões geograficamente dispersas e operando de forma independente. 2 micros) • Serviços bancários pela Internet. enquanto a Internet NÃO. É a fax/modem. Outro objetivo é proporcionar uma maior disponibilidade e confiabilidade dada a possibilidade de migração para outro equipamento quando a máquina sofre alguma falha. os dados são gerados em diversos locais. • LANs MANs WANs A maioria dos aspectos abordaados nesta disciplina estão relacionados às LANs (redes locais). o objetivo de uma rede é tornar disponível a qualquer usuário. no mínimo.1 Utilização das Redes de Computadores Usaremos o termo "rede de computadores" para denominar um conjunto de computadores interconectados e autônomos. computadores lentos ligados a um supercomputador) • Compartilhamento de aplicativos • conectar pessoas (através da internet. entre elas. À medida que a necessidade de comunicação aumenta. obrigando a sua transmissão para um computador central que realizava a tarefa de análise dos dados.2 Estrutura de uma rede de computadores Em toda rede existe um conjunto de máquinas destinadas a execução de programas dos usuários ( aplicações ). dadas as inúmeras vantagens que são obtidas na implantação de uma rede. a perda completa do poder de computação é. catastrófica! Podemos citar. ela é feita pelos métodos tradicionais (correio. todos os programas.No RJ funciona sobre ATM e em estados como o RS funciona em canais de 128 Kbps. telefone. Para aplicações militares. o caso de uma empresa com várias filiais. os custos para colocar uma máquina em cada ponto de aquisição de dados eram muito altos. dados e outros recursos independentemente de suas localizações físicas. Uma rede pode ainda ter sensores de temperatura. pode-se citar. anel e estrela MAN: Meio termo entre LANS e WANS (com velocidades em torno de 10 Mbps). Seguindo a nomenclatura da primeira rede de computadores. o custo da comunicação em relação ao custo dos equipamentos como uma das razões para distribuir o poder de computação. Como foi visto anteriormente. O interesse na instalação de uma rede de computadores é despertado pelas mais diversas necessidades. Neste caso pode-se: • Reduzir custos de hardware (impressora. telex. uma rede pode ou não ser um sistema distribuído.).

multicast). A figura 2. da mesma forma que a rede telefônica transporta a conversação entre dois assinantes. Todo o tráfego de ou para o host é feito via seu nó de comutação. nó de comutação.1 mostra a relação entre os hospedeiros e a subrede de comunicação. Em um anel.3 mostra algumas possibilidades de subredes em difusão. cada bit percorre o caminho sem esperar pelos outros bits que compõem a mensagem. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  15 simplesmente hosts ). Os equipamentos de comutação geralmente são computadores especializados e são denominados computador de comunicação. Uma segunda possibilidade é um sistema de radio ou satélite. devem ignorar a mensagem. As linhas de transmissão também são chamadas de circuitos ou canais. A figura 2. Os hospedeiros são conectados por uma subrede de comunicação ( subrede ). cada bit percorre todo o anel em pouco tempo. Neste caso. No caso de uma rede com topologia em barra. Este mecanismo de controle pode ser centralizado ou distribuído. comutador de pacotes. a) b) Figura 2. Cada hospedeiro é conectado a um ( ou ocasionalmente vários ) nó de comutação. (a) estrela (b) loop (c) árvore (d) completa (e) loops interconectados (f) irregular O segundo tipo de arquitetura de comunicação usa difusão. em alguns casos.2 mostra algumas topologias possíveis. a) b) c) d) e) f) Figura 2. também podem receber as transmissões efetuadas por outros nós para o satélite. A tarefa da subrede é transportar mensagens de um host a outro. todos os outros devem aguardar pela liberação do meio de transmissão. A figura 2. deve-se observar um aspecto importante do projeto que é a topologia de interconexão dos nós de comutação. Cada nó possui uma antena através da qual ele pode transmitir ou receber.1 (a) ligação ponto a ponto (b) ligação multiponto Quando se utiliza uma subrede com ligação ponto-a-ponto. um único canal de comunicação é compartilhado por todos os nós de comutação. No projeto da subrede existem dois tipos gerais de arquitetura de comunicação: – ligação ponto a ponto: há a presença de um ponto de comunicação em cada emlace ou ligação em questão – ligação multiponto: difusão (broadcast. ela é recebida por todos os nós existentes na rede. Uma rede com topologia em barra deve ter associado algum mecanismo para resolver conflitos quando dois ou mais nós desejam transmitir simultaneamente. Quando uma mensagem é transmitida por qualquer um dos nós de comutação. três ou mais dispositivos utilizam o mesmo enlace de comunicação. os nós que não são destino.2 Algumas topologias possíveis para uma subrede ponto-a-ponto. muitas vezes antes que a mensagem . Um terceiro sistema de difusão é o anel. apenas um nó fica habilitado a transmitir em um determinado instante. Caso exista uma especificação de destinatário na mensagem. o projeto completo de uma rede fica bastante simplificado. Se os aspectos da comunicação (subrede) forem separados dos aspectos de aplicação (hosts). A subrede é composta basicamente de dois componentes: equipamentos de comutação e linhas de transmissão. Interface Message Processor (IMP) ou ainda comutador de dados. Neste caso. Todos os nós podem receber o sinal proveniente do satélite e. Tipicamente.

2. Exemplo: andares de um prédio. dependendo de como o canal é alocado. não existe uma entidade central. Cada protocolo atua em uma camada específica de uma rede. cada linha pode conter uma mensagem diferente enquanto que esta situação não é desejável em um anel. Ela pode fazer isto. aceitando requisições e tomando as decisões de acordo com um algoritmo interno. Em contraste.3 Subredes de comunicação usando difusão.4 – Hierarquia de protodolos . Os métodos de alocação dinâmica são classificados em centralizados e distribuídos. cada mensagem não é retransmitida pelo próximo nó até que a mensagem inteira seja recebida. No método descentralizado ou distribuído. possui mais de 100 protocolos diferentes. segundo uma hierarquia. • Protocolos Basicamente. Optou-se então por dividir as redes em camadas. Tais itens são: • Software de rede A simples transferência de um arquivo de uma máquina para outra envolve uma série de etapas que se fossem analisadas em conjunto. Da mesma forma que em outros sistemas de difusão. um protocolo é “um conjunto de regras sobre o modo como se dará a comunicação entre as partes envolvidas”. Em um loop. A Internet. são necessárias algumas regras para controlar o acesso ao meio de transmissão. Na alocação estática. teriam uma complexidade difícil de controlar. a) (b) (c) Figura 2. • Camadas de rede A maioria das redes de computadores é dividida em camadas ou níveis e a fim de simplificar o projeto de toda a rede. existe uma única entidade responsável pela concessão do direito de transmissão. o tempo é dividido em intervalos discretos e cada fatia de tempo é atribuída a um dos nós de forma a que cada um só transmita durante o seu intervalo de tempo. • Hierarquias de protocolos Como funcionam as camadas de uma rede? As camadas se comunicam entre si. com uma topologia em loop. a menos que as mensagens sejam muito curtas. denominada hierarquia de protocolos. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  16 seja transmitida completamente.3 Componentes básicos de uma rede de computadores Quatro itens são de fundamental importância quando se define os componentes básicos de uma rede de computadores. Esta técnica apresenta a desvantagem de desperdiçar a capacidade do canal pois atribui tempo a um nó mesmo que ele não tenha mensagem para transmitir. por exemplo. Protocolos Camadas Hierarquia Figura 2. cada nó deve decidir por si mesmo quando deve transmitir ou não. No método centralizado. (a) barra (b) radio ou satélite (c) anel Subredes de difusão podem ser divididas em estáticas e dinâmicas.

. Figura 2. essa conversação implica na comunicação com as camadas inferiores através das interfaces entre as camadas. a Camada 1 faz a comunicação via cabeamento ou sistema de ondas. mas nada impediria que utilizassen Finlandês. Eles necessitam tradutores (camada 2) que possuem secretárias (camada 1).5 – Esquema de funcionamento da arquitetura de uma rede de computadores Embora conceitualmente uma comunicação entre dois processos de uma determinada camada se dê horizontalmente. Os tradutores usarão Alemão. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  17 Imagine dois filósofos (camada 3) querendo conversar. a Camada 3 confere se uma mensagem chegou corretamente no destino. Figura 2. por exemplo.6 – Comunicação entre as camadas de uma rede de computadores Com relação à comunicação entre as camadas do modelo de rede apresentado na figura 2.: comunicação virtual na camada 5. podemos considerar: A Camada 4 quebra os pacotes.6. a Camada 2 confere o formato do quadro da mensagem e. mas um deles fala português e inglês e o outro fala chinês e francês. Ex.

4 Arquiteturas de Redes As hierarquias de protocolos específicas são denominadas arquiteturas de redes. manter e terminar conexões que incluem troca de pacotes. Servindo como uma janela para as aplicações acessarem serviços de rede. Por que o modelo OSI não pegou? • Momento ruim • Tecnologia ruim • Implementação ruim . Atualmente as camadas inferiores são implementadas em hardware. tarefas administrativas e de segurança.: FTP. Possibilitando recuperação quando há algum erro ponto-a-ponto ou de controle de fluxo. reempacotando-os se necessário.7 – Comparativo entre as arquiteturas de redes OSI / ISO e Internet TCP / IP O modelo OSI (Open System Interconection) foi criado pela ISO (International Standard Organization) e consiste em sete níveis. Os sete níveis do modelo OSI são os seguintes: Aplicação 7 Responsável pela interação com o Sistema Operacional através de interfaces para esse sistema (ex. Responsável por assegurar que as transmissões de dados e o estabelecimento das conexões lógicas entre as estações sejam livres de erros. e o envio desses quadros com a sincronização. essa camada manipula os pacotes. Apresentação Responsável pela troca de mensagens com sentido. o qual simplifica o processo de desenvolvimento e implementação. roteamento. TCP/IP (74) e Novell. controle de fluxo recuperação de erros e transferência de arquivos. elétricas e procedurais requeridas para estabelecer. SMTP). essa camada estabelece. TELNET. Responsável pela transmissão de um conjunto não estruturado de bits através do meio físico. Isso é conseguido pelo encapsulamento dos dados em blocos (quadros) para a camada física. Fornecendo a estrutura de controle entre as aplicações. Cada nível depende dos que estão abaixo dele. Essa camada oferece interface e serviços comuns de comunicação. Responsável pelo endereçamento e funções de controle (ex: roteamento) necessárias no envio de dados através da rede. OSI 7 6 5 4 3 2 1 Aplicação Apresentação Sessão Transporte Rede Enlace Físico Transporte Inter-rede Host / rede TCP/IP Aplicação Não presentes no modelo Figura 2. remontagem de dados e tradução de endereços lógicos para endereços físicos. essa camada lida com o acesso à rede. Isso envolve características mecânicas. compressão de dados e reformatação de textos em formato abstrato. Isso significa estabelecer. controle de erro e controle de fluxo necessários. e por sua vez proporciona alguma funcionalidade aos níveis superiores. Sessão 5 Transporte 4 Rede 3 Enlace 2 Física 1 Responsável pelo suporte das conexões entre as sessões. gerencia e termina conexões (sessões) entre aplicações cooperantes. dividindo as mensagens grandes em pacotes menores. O modelo OSI foi criado pela ISO para se tornar um padrão. Esta classificação permite que cada protocolo se desenvolva com uma finalidade deterninada. controle de congestionamento. Responsável pela transferência transparente entre dois pontos. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  18 2. manter e desativar as ligações físicas. 6 para que os dados sejam compreendidos por computadores que utilizem diferentes representações. tais como criptografia. mas o TCP/IP tornou-se padrão de fato. Algumas das arquiteturas mais conhecidos são o OSI(83) (modelo). onde cada um deles define as funções que devem proporcionar os protocolos com o propósito de trocar informações entre vários sistemas.

b) Trailler ou cauda nas PDU´s são bits inseridos para correção ou detecção de erros na transmissão.3 é CSMA/CD (olhar anexo c-IEEE 802) b) A disciplina de acesso utilizada em redes 802. .5 é Token Bus (passagem de permissão em barramento) 5) Assinale a alternativa correta: a) Overhead de protocolo é a relação existente entre os bits de dados e os bits de controle que ocupam a banda de transmissão. com relação da política de acesso a um MT compartilhado: a) A disciplina de acesso utilizada em redes 802. 7) Assinale a alternativa correta: a) Trailler ou cauda nas PDU´s são bits inseridos com o objetivo de preencher o pacote com o tamanho mínimo necessário para transmissão. 6) Assinale a alternativa correta: a) Encapsulamento de dados seria colocar todo um pacote (cabeçalho+dados) como dados para poder transmitir por uma rede de formato de pacotes diferente b) Encapsulamento seria pegar os dados de um pacote. b) Overhead de protocolo é a quantidade de bits que são transmitidos mas que não são dados. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  19 Questionário: 1) O que é multiplexação? 2) Quais as políticas de tratamento de erros existentes? Qual delas se aplica na transmissão isócrona? 3) Para que serve o controle de fluxo em uma rede? E o controle de seqüência? 4) Assinale a alternativa correta. sem o cabeçalho e transmitir por uma rede de formato de pacotes diferente.

O sinal elétrico que trafega em um meio físico está sujeito a uma série de condições que prejudicam a sua propagação. de sua capacidade de neutralizar o ruído externo". Canal é o circuito individual sobre o qual se estabelece uma comunicação entre uma fonte e um destino.400 s ou seja aproximadamente 544 Mbps. de sua organização dentro da tubulação. A resistência está associada ao fenômeno de dissipação do calor em um condutor no qual trafega uma corrente elétrica. Willy respondia pacientemente. L. não é mesmo?" . tais como: a resistência. a largura de banda será ampliada em cerca de 15 Gbps.F. As linhas físicas se caracterizam por apresentarem continuidade “metálica”. onde eles serão finalmente lidos.1 Meios físicos "Cabo é cabo. Um DVD armazena 4. A impedância do cabo deve estar de acordo com a sua aplicação para evitar a perda do sinal e interferências. embora o meio possa não ser metálico. Por exemplo. Apesar de não ser tão sofísticado quanto usar um satélite de comunicação geossíncrono. Para um banco com gigabytes de dados a serem gravados diariamente em uma segunda máquina (de modo que o banco possa continuar a funcionar mesmo durante uma grande enchente ou terremoto). elétricas. Sendo assim. A largura de banda efetiva dessa transmissão é de 4700 gigabytes/86. do tipo de isolamento entre eles. Pode-se colocar 1000 DVD´s em uma pequena caixa (perfazendo um total de 4700 GB) e despachar de um ponto a outro do Brasil em 24 horas (Sedex). quando se fala em termos de desempenho. Basta fazer um simples cálculo para esclarecer essa questão. "Não". cada par é um circuito físico (canal físico). há muitas diferenças entre cabos deste tipo. Segundo estas leis.7 GB. Meios de Transmissão de Dados A camada física de uma rede provê características físicas. por causa dos condutores. o Novato perguntava. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  20 3. J. Reatância De modo similar à resistência. especialmente nas aplicações em que a alta largura de banda ou o custo por bit tem importância fundamental. Quando um meio de transmissão transmissão transporta vários canais. Existem vários tipos de linhas físicas. e Freed. manter e desativar conexões entre duas partes. . no sentido estrito. "Você não pode simplesmente ignorar as leis da física. a distância entre dois condutores e o tipo de isolamento. Em pares metálicos a degradação do sinal elétrico depende intrinsecamente das seguintes características do meio de transmissão: Resistência Oposição natural do condutor ao fluxo de elétrons em um determinado sentido.Tudo sobre Cabeamento de Redes" Uma das formas mais comuns de transportar dados de um computador para outro é gravá-los em uma fita magnética ou em discos flexíveis. o que é equivalente à taxa de transmissão de uma rede ATM (622 Mbps). existem vários tipos de meios de transmissão. com características de transmissão e de custo variáveis em função das suas características físicas. Deve-se distinguir dois conceitos que podem ser confundidos à primeira vista: canal e meio de comunicação. a reatância é a medida da oposição da alteração da voltagem e da corrente elétrica em um condutor Impedância Característica elétrica dependente de uma série de características de projeto. esse método costuma ser muito mais eficaz sob o ponto de vista financeiro. a reatância. os mesmos precisam ser individualizados eletricamente de acordo com alguma técnica de multiplexação. transportar fisicamente a fita ou os discos para a máquina de destino. dificilmente alguma outra tecnologia de transmissão poderá sequer ser comparada ao DVD ou fitas DAT.. em um cabo de pares trançados. Por outro lado. e Meio de Transmissão é o suporte físico que transporta um ou vários canais. que caem basicamente em duas categorias: as linhas físicas e os sistemas de ondas que utilizam a propagação de ondas eletromagnéticas de rádio ou luz através do espaço livre. é na camada física que são definidas as características de cabeamento utilizado em uma rede de comunicação de dados. Derfley. como é o caso da fibra ótica. Se o destino estiver a uma hora de distância. funcionais e procedimentos para ativar. Os canais podem ser individualizados física ou eletricamente. 3.

Podemos dividir os pares trançados entre aqueles que possuem uma blindagem especial (STP . O cabeamento é o componente de menor custo de uma rede local. o controle do downtime poderia reduzir em muito os custos por ociosidade [ROC96]. conformidade aos padrões internacionais.1 Linha aérea de Fio nú Constituída por fios de cobre (raramente bronze ou ferro) de diâmetro entre 1. a linha aberta foi o principal meio telefônico interurbano de anos atrás. porém. de acordo com pesquisas. 3. Ao contrário dos cabos coaxiais. entre as causas para o downtime de uma rede. Como o custo de uma hora parada é estimado entre 1. Os fios de grosso calibre significavam uma resistividade menor e.5 e 4 mm que sã mantidos isolados e paralelos presos a suportes físicos às cruzetas dos postes telefônicos. À medida que a distância aumenta. Em comparação com os outros investimentos que devem ser feitos a fim de implantar um determinado projeto de redes. passando pela demanda de recursos que estes aplicativos consumirão até o tipo de linhas físicas ou meios físicos que serão utilizados. O projeto de cabeamento não envolve somente considerações sobre taxas de transmissão e largura de banda. vários fatores têm que ser levados em consideração. limites de emissão eletromagnética. reduzir o ruído e manter constante as propriedades elétricas do meio por toda a sua extensão. Por outro lado.1. disponibilidade de componentes e custo total [SOA96]. com um total de 4.000 reais. conformidade às exigências geográficas. 70% dos casos são provocados por um cabeamento mal projetado. deixam passar corrente contínua e apresentam apenas uma freqüência de corte superior à banda de passagem.000 e 20. a) Par Trançado STP Um cabo STP. portanto uma faixa de passagem maior do que a dos pares trançados usados no âmbito urbano. 3.2 Par Trançado O cabo de par trançado é composto por pares de fios. O investimento feito em um sistema de cabeamento irá pagar dividendos durante anos. Quando bem estruturado pode representar de 5 a 7% do custo total da rede. . as linhas físicas serão o item que terão a maior duração. Os preços variam muito de acordo com o tipo de cabeamento utilizado [ROC96]. A linha aberta deriva esse nome do fato de ser usada sem isolamento. ou seja. Os softwares costumam passar por uma evolução a cada dois ou três anos e. possui uma blindagem interna envolvendo cada par trançado componente do cabo cujo objetivo é reduzir a diafonia. a blindagem dos cabos stp não faz parte do caminho percorrido pelo sinal. no entanto.1. Um cabo STP geralmente possui dois pares trançados blindados. Os telegráficos do século 19 usavam essas linhas. mas o nível de retorno dependerá do cuidado com o qual se selecionam os componentes e se supervisiona a instalação dos cabos [DER94]. desde os aplicativos necessários às exigências dos usuários. através do efeito de cancelamento. todas as necessidades têm que ser supridas a um custo mínimo permitindo ainda futuras expansões e reavaliações do projeto. qualidade (atenuação do sinal versus comprimento máximo). Os fios de um par são enrolados em espiral a fim de.Unshielded Twisted Pair). imunidade a ruídos. além de possuir uma malha blindada global que confere uma maior imunidade às inteferências externas eletromagnética / radiofrequência.6 paradas por ano em média.Shielded Twisted Pair) e aqueles que não a possuem (UTP . Em um projeto de redes. O efeito de cancelamento reduz o nível de interferência eletromagnética / radiofrequência [SOA96] [TAN94]. Hoje seu uso está limitado a algumas zonas rurais. logo surge uma freqüência de corte inferior e a largura de banda vai se estreitando progressivamente. confiabilidade. Dessa forma. o hardware tem uma vida útil de 5 anos. mas também facilidade de instalação. Tudo tem que ser projetado de maneira eficiente e racional. a largura de banda de uma linha física varia com o seu comprimento. Isto é.9 horas inoperantes. seu custo era muito elevado. terá que se conviver 15 anos ou mais com seu cabeamento de rede. Segundo pesquisas realizadas pela Infonetics. Dados colhidos pela LAN Technology informam que uma rede de porte médio apresenta 23. uma impedância característica de 150 Ohms e pode alcançar uma largura de banda de 300 MHz em 100 metros de cabo. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  21 Todas as linhas físicas funcionam como um filtro passa-baixas para distâncias curtas.

b) Par Trançado UTP O cabo de par trançado sem blindagem (UTP) é composto por pares de fios.um fator importante que diferencia dos outros tipos de fios de telefone e par trançado. especificados através de regulamentação fornecida pelos padrões reguladores da Underwriter Laboratories (UL). especificada em AWG (American Wire Guage).5 suportam respectivamente taxas de transmissão de até 5 Mbits (1 e 2). sendo que cada par é isolado um do outro e todos são trançados juntos dentro de uma cobertura externa. o tamanho e o custo do cabo. que os utilizavam em suas composições e precisavam de garantias confiáveis de desempenho [ROC96]. e 100 Mbits (5). fez com que se tornasse necessário. 10 Mbits (3). mostrado na figura abaixo. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  22 Figura 3.2 . O cabo de rede UTP tem um diâmetro externo de 4.Cabo STP patch [BER96] O maior volume de blindagem e isolamento aumenta consideravelmente o peso. O cabo de par trançado sem blindagem projetado para redes. 3. ele obtém sua proteção do efeito de cancelamento dos pares de fios trançados.4 .Seção de cabo STP Figura 3. 16 Mbits (4). que queriam certezas sobre os parâmetros característicos destes cabos. aliado ao baixo custo de aquisição e instalação dos mesmos. Este dabo era adotado pela IBM para interconexão entre os elementos integrantes de sua rede (token ring) e atualmente praticamente não é mais utilizado.3 .3 mm. • • bitola do fio. 4 . Com o aumento das taxas de transmissão. O alto desempenho em termos de qualidade alcançados pelos pares trançados não blindados (UTP).1 . Não há blindagem física no cabo UTP. níveis de segurança. contém quatro pares de fios de cobre sólidos modelo 22 ou 24 AWG. cabos de par trançado de melhor qualidade foram sendo produzidos. quanto por parte dos fabricantes de equipamentos. Poucos cabos STP eram suficientes para preencher um duto de fiação de um prédio [DER94].Seção de um cabo UTP Figura 3. uma pressão por padronização tanto por parte dos projetistas. sendo esse último tipo o mais utilizado atualmente e que possui melhor grau de qualidade. O cabo tem uma impedância de 100 ohms . . Figura 3. Os cabos UTP inicialmente foram divididos em 5 categorias (atualmente existem 6 ou 7) no que se refere a: • taxas de transmissão e qualidade do fio. sendo que as classes 1 e 2. onde números maiores indicam fios com diâmetros menores.Cabo UTP [BER96] A EIA/TIA (Electronic Industries Association/Telecommunication Industry Association) levou a cabo a tarefa de padronização dos cabos UTP através da recomendação 568.

AS 400 IEEE 10BaseT Token Ring(4 Mbit/s) Ethernet(10 Mbit/s). Token Ring(16 Mbit/s).5 Mhz) EIA/TIA Categoria 2 (1 Mhz) EIA/TIA Categoria 3 (Banda de 16 MHz) EIA/TIA Categoria 4 ( Banda de 20 MHz) EIA/TIA Categoria 5 ( Banda de 100 MHz) Impedância (Bitola AWG) 150 Ohms (26 AWG) 100 Ohms (26 AWG) 100 Ohms UTP (24 AWG) 100 Ohms UTP baixa perda (24 AWG) 100 Ohms UTP freqüencia estendida Aplicações (Telefonia e Dados) Telefonia Analógica (4 KHz) Telefonia Digital (64 Kbit/s) ISDN Dados (2. 3X. Association Padrão de cores para cabo UTP 4 pares: Par 1 2 3 4 Cor do par Branco/Azul Azul/Branco Branco/Laranja Laranja/Branco Branco/Verde Verde/Branco Branco/Marrom Marrom/Branco Tabela 3.1 .Idem ao anterior. Até 16 Mb/s IEEE 10BaseT .046 Mbit/s) IBM 3270.5 – Esquema de ligação dos pares trançados UTP .2 – Pares trançados UTP Conforme norma ANSI/TIA/EIA-568A são reconhecidos 2 esquemas de ligação padrão RJ: a) utilizado pela AT&T (568B) b) utilizado pelos demais fabricantes (568A) NEMA: National Eletrical Manufactures Association STP: Shielded Twisted Pair TPDDI: Twisted Pair Data Distributed Interface UL: Underwriter's Laboratories UTP: Unshield Twisted Pair Figura 3. Ind./Telecom. Até 20 Mb/s IEEE 10BaseT e 100BaseT 100 Mbit/s ATM 155 Mb/s Gigabit Ethernet Todas as anteriores e tecnologias em desenvolvimento Cabo blindado – tecnologias emergentes Categoria 5E (Banda100 MHz em c/ par) Categoria 6 (Banda 250 MHz em c/ par) Categoria 7 (Banda 600 MHz em c/ par) Tabela 3.Categorias de cabos UTP Legenda: AWG: American Wire Guage CDDI: Copper Data Distributed Interface IEEE: Institute of Eletrical and Eletronic Engineers EIA/TIA: Eletronic Industry Assoc. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  23 Referência (Banda passante 100m) EIA/TIA Categoria 1 (.

A configuração dos pares deve atender os sistemas existentes. Como é comum a utilização de cabos coaxiais de 75 Ohms para transmissão de TV a cabo. Isto aumenta o número de conexões possíveis sem diminuir seriamente o espaço útil ou exigir onerosos projetos de alteração das instalações físicas disponíveis. portanto de baixo custo. É verdade que o UTP custa menos por metro do que qualquer outro tipo de cabo de rede local. . Uma grande vantagem do UTP que não pode ser desprezada é a flexibilidade e a espessura dos cabos. Ethernet e token-ring). O UTP não preenche os dutos de fiação com tanta rapidez como os outros cabos. conforme o cabo.O padrão Ethernet utiliza somente os pinos 1. Na maioria dos casos. A figura anterior mostra o conector fêmea (você olhando para o encaixe). incluindo "cross-talk" de fiação adjacente.3 10BaseT O nome 10BaseT indica uma velocidade de sinalização de 10 megabits por segundo. O par trançado é o meio de transmissão de menor custo por comprimento. um esquema de sinalização debandabase e fios de pares trançados em uma topologia física em estrela. mas a despesa com material é a menos significativa em qualquer instalação pois a mão de obra é o elemento mais caro. as placas de interface de rede vêm para um tipo específico de cabeamento. A desvantagem do par trançado é a sua susceptibilidade à interferência e ruído. Em sistemas de baixa freqüência a imunidade a ruído é tão boa quanto ao cabo coaxial. obedecendo rígidas normas de segurança e desempenho (ver seção seguinte) [DER94].3 e 6. Maiores detalhes acerca de ruídos e interferências em canais de transmissão serão apresentados posteriormente. mas muitas placas de interface Ethernet são configuradas para cabos coaxiais e UTP. Figura 3. O enfoque teórico do padrão 10BaseT é que ele permite que os gerentes de rede local utilizem fios de telefone já instalados.6 – Conector RJ-45 Padrão 802. que pode ser blindado ou não. É de se questionar o valor a ser pago por uma boa instalação de UTP. os custos de mão de obra com técnicas de instalação para estes cabos e para a própria fibra ótica estão caindo muito. salvo a conhecida exceção da fibra ótica.2.3 – Pares trançados UTP Conectores O conector padronizado pela norma é o RJ-45. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  24 Crossover Em um cabo. o que diminui os custos e as possibilidades de falha na instalação. basta configurar o 568-A em uma extremidade e o 568-B na outra. sendo que a utilização dos pares é apresentada abaixo: Rede 10BaseT Token Ring 100BaseT ATM Utilização do par 1&2 e 3&6 3&6 e 4&5 1&2 e 3&6 1&2 e 7&8 Tabela 3. A ligação de nós ao cabo é também extremamente simples. Pode-se utilizar UTPs com três principais arquiteturas de rede (ARCnet.

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3.1.3 Cabo Coaxial
Um cabo coaxial consiste em um fio de cobre rígido que forma o núcleo, envolto por um material isolante que, por sua vez, é envolto em um condutor cilíndrico, frequentemente na forma de uma malha cilíndrica entreleçada. O condutor externo é coberto por uma capa plástica protetora.

Figura 3.7 – Corte em um cabo coaxial A forma de construção do cabo coaxial lhe dá uma boa combinação de alta banda passante e excelente imunidade a ruídos. A banda passante possível depende do comprimento do cabo. Para cabos de 1 Km, pode-se chegar a uma taxa de dados de 1 Gbps. Taxas de dados mais altas são possíveis em cabos mais curtos e, pode-se usar cabos mais longos, mas com taxas mais baixas. Dois tipos de cabo coaxial são bastante utilizados. Um tipo, o Cabo Coaxial Fino, também conhecido como cabo de 50 ohms ou cabo coaxial em Banda Base. O outro tipo, o Cabo Coaxial Grosso, também conhecido como cabo coaxial em Banda Larga.
a) Cabo Coaxial de Banda Base (50 ohms)

O cabo coaxial fino, também conhecido como cabo coaxial banda base ou 10Base2, é utilizado para transmissão digital e possui impedância característica geralmente de 50 ohms. As principais características de cabos coaxiais do tipo banda base, de impedância característica de 50 ohms, que eram utilizados em redes locais são : Impedância: 50 ohms Tamanho Mínimo de Segmento: 0,45 metros Transmissão em banda base, código Manchester, em modo half-duplex; Tamanho Máximo sem Repetidores: depende da velocidade que se deseja. Capacidade: 30 equipamentos/segmento Acesso ao meio: CSMA/CD Taxas de Transmissão de Dados: de 10 Mbps até 2 Gbps (Tane97) (depende do tamanho e qualidade do cabo). Usual em uma rede local seria uma taxa de 10 Mbits/s ou 100Mbits/s Modo de Transmissão: Half-Duplex - Código Manchester. Transmissão: Por pulsos de corrente contínua. Imunidade EMI/RFI: 50 dB Conector: Conector T Instalação: Facilitada (cabo fino e flexível) Topologia mais usual: barra; Tempo de trânsito: 4 ns/m. O cabo coaxial fino é mais maleável e, portanto, mais fácil de instalar. Em comparação com o cabo coaxial grosso, na transmissão em banda base, o cabo de 50 ohms sofre menos reflexões devido as capacitâncias introduzidas na ligação das estações ao cabo, além de possuir uma maior imunidade a ruídos eletromagnéticos de baixa frequência. Apesar do cabo coaxial banda base ter uma imunidade a ruídos melhor do que o par trançado, a transmissão em banda larga fornece uma imunidade a ruído melhor do que em banda base. Nesta tecnologia de transmissão, o sinal digital é injetado diretamente no cabo. A capacidade de transmissão dos cabos nesta modalidade varia entre alguns Mbps/Km, no caso dos cabos mais finos, até algumas Gigabits por segundo no caso de cabos mais grossos e de melhor qualidade. A impedância utilizada nesta modalidade de transmissão é de 50 ohms.

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Um Cabo Coaxial Banda Base, também conhecido como 10Base2, consiste de um fio de cobre rígido, que forma o núcleo, envolto por um material isolante, que por sua vez é envolto por um condutor cilíndrico na forma de malha entrelaçada, tudo coberto por uma capa plástica protetora. O método de acesso ao meio usado em Cabos Coaxias Banda Base é o detecção de portadora, com detecção de colisão. Amplamente utilizado em redes locais.

Figura 4.9 – Conector BNC

Figura 3.8 – Cabo coaxial 50 ohms
b) Cabo Coaxial de Banda Larga (75 ohms)

Um Cabo Coaxial Banda Larga, também conhecido como 10Base5 ou "Mangueira Amarela de Jardim", consiste de um fio de cobre rígido, que forma o núcleo, envolto por um material isolante, que por sua vez é envolto por um condutor cilíndrico de alumínio rígido, tudo coberto por uma capa plástica protetora.

Figura 3.10 – Cabo coaxial 75 ohms O cabo coaxial grosso, também conhecido como cabo coaxial de banda larga ou 10Base5, é utilizado para transmissão analógica, principalmente em redes de longa distância, como a utilizada pela TV a cabo. O cabo coaxial grosso, possui uma blindagem geralmente de cor amarela. Seu diâmetro externo é de aproximadamente 0,4 polegadas ou 9,8 mm. Uma diferença fundamental entre os cabos coaxiais de banda base e banda larga é que sistemas em banda larga necessitam de amplificadores analógicos para amplificar periodicamente o sinal. Esses amplificadores só transmitem o sinal em um sentido; assim, um computador enviando um pacote não será capaz de alcançar os computadores a montante dele, se houver um amplificador entre eles. Para contornar este problema, foram desenvolvidos dois tipos de sistemas em banda larga: com cabo duplo e com cabo único. Os sistemas de cabo duplo têm dois cabos idênticos paralelos. Para transmitir dados, um computador emite os dados pelo cabo 1, que está conectado a um dispositivo chamado head-end na raiz da árvore de dados. Em seguida, esse head-end transfere o sinal para o cabo 2, que refaz o caminho da árvore a fim de realizar a transmissão. Todos os computadores transmitem no cabo 1 e recebem no cabo 2. Sistemas com cabo único é alocado bandas diferentes de frequência para comunicação, entrando e saindo por um único cabo. A banda do cabo é dividida em dois canais ou caminhos, denominados:

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1.caminho de transmissão (Inbound): caminho de entrada dos dados no canal 2.caminho de recepção (Outbound): caminho de saida dos dados do canal

Figura 3.11 – Esquemas gerais de LAN de barra em banda larga No modelo midsplit, por exemplo, a banda de entrada vai de 5 a 116 MHz, e a banda de saída vai de 168 a 300 MHz.

Figura 3.12 – Redes de banda larga. (a) Cabo duplo. (b) Cabo único Esse cabo é muito utilizado para a transmissão do sinal de vídeo em TV a cabo e, na transmissão de vídeo também em computadores, para a integração de imagens transmitidas para várias estações de rede local. Tecnicamente, o cabo de banda larga é inferior ao cabo de banda básica (que tem apenas um canal) no que diz respeito ao envio de dados digitais, no entanto, por outro lado, existe a vantagem de haver muitos cabos desse tipo já instalados. Na Holanda, por exemplo, 90 por cento de todas as casas têm uma conexão de TV a cabo. Cerca de 80 por cento das casas norte-americanas têm um cabo de TV instalado. Desse total, pelo menos 60 por cento têm de fato uma conexão a cabo. Com a acirrada concorrência entre as companhias telefônicas e as empresas de TV a cabo, podemos esperar que um número cada vez maior de sistemas de TV a cabo comece a operar como MANs e oferecer serviços telefônicos, dentre outras vantagens. Para obter maiores informações sobre a utilização da TV a cabo como uma rede de computadores, consulte Karshmer and Thomas, 1992. As dificuldades de conexão com cabos coaxiais são um pouco maiores do que se fosse utilizado o par trançado. A conexão dos cabos é feita através de conectores mecânicos, o que também encarece sua instalação em relação ao par trançado, porém, os benefícios compensam com larga vantagem a utilização deste método. Dados Técnicos Impedância: 75 ohms Atenuação: em 500m de cabo não exceder 8,5 dB medido a 10MHz ou 6,0 dB medido a 5 MHz Velocidade de Propagação: 0,77c (c=vel. luz no vácuo) Tamanho Máximo de Segmento: 500 metros Tamanho Mínimo de Segmento: 2,5 metros Tamanho Recomendado: múltiplos de 23,4 - 70,2 ou 117 metros

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Número Máximo de Segmentos: 5 Tamanho Máximo Total: 2.500 metros Capacidade: 1500 canais com 1 ou mais equipamentos por canal Acesso ao meio: FDM Taxas de Transmissão de Dados: 100 a 150 Mbps (depende do tamanho do cabo) Modo de Transmissão: Full-Duplex. Transmissão: Por variação em sinal de freqüência de rádio Imunidade EMI/RFI: 85 dB Conector: Tipo Derivador Vampiro Utiliza Transceptores (detecta a portadora elétrica do cabo) Instalação: Requer prática/pessoal especializado
c) Cabo coaxial x par trançado:
– As características de transmissão do cabo coaxial são melhores do que o par trançado (comparado às categorias 5 e

5e), porém ocupa muito mais espaço em um duto de fiação.
– Na transmissão analógica o coaxial é mais adequado, pois permite uma largura de banda maior a uma distância maior

do que o par trançado.
– O cabo coaxial possui imunidade maior aos ruídos de cross-talk e uma fuga eletromagnética mais baixa, porém o custo

do coaxial é mais elevado do que o do par trançado, principalmente nas interfaces de ligação. Conclui-se que o cabo coaxial é mais adequado à transmissão analógica enquando o par trançado é mais indicado à transmissão digital.

3.1.4 Fibras óticas
Muitas pessoas do setor de informática se orgulham com a rapidez com que a tecnologia usada nos computadores vem melhorando. Na década de 1970, um computador rápido (por exemplo, o CDC 6600) podia executar uma instrução em 100 nanossegundos. Vinte anos depois, um computador Cray rápido podia executar uma instrução em 1 nanossegundo, decuplicando seu desempenho a cada década. Nada mal. No mesmo período, a comunicação de dados passou de 56 Kbps (a ARPANET) para 1 Gbps (comunicação ótica moderna), isso significa que seu desempenho melhorou 100 vezes em cada uma década, enquanto, no mesmo período, a taxa de erros passou de 10-5 por bit para quase zero. Além disso, as CPUs estão se aproximando dos limites físicos, como a velocidade da luz e os problemas decorrentes da dissipação do calor. Por outro lado, com a atual tecnologia de fibra ótica, a largura de banda pode ultrapassar a casa dos 50.000 Gbps (50 Tbps) e são muitas as pessoas que estão realizando pesquisas com materiais de melhor qualidade. O limite prático da sinalização atual é de cerca de 1 Gbps, pois não é possível converter os sinais elétricos e óticos em uma velocidade maior. O uso experimental de 100 Gbps está previsto a curto prazo. Dentro de poucos anos, alcançaremos uma velocidade de 1 terabit/s. Logo teremos sistemas plenamente óticos, que influenciarão também a transmissão de dados entre computadores (Miki, 1994a).

Figura 3.13 – Fibra ótica

Figura 4.14 – Conector de fibra ST

Na corrida entre a computação e a comunicação, ganhou a comunicação. O significado real da largura de banda infinita (apesar dos custos) ainda não foi totalmente assimilado por uma geração de cientistas e engenheiros da computação que aprenderam a pensar em termos dos limites de Shannon e Nyquist impostos pelo fio de cobre. Os novos conceitos partem

16. um feixe de luz que incide em um ângulo crítico. Um sistema de transmissão ótico tem três componentes. de seus índices de refração). mostrando-se apenas um interessante princípio físico. Quando um raio de luz passa de um meio para outro. . vamos estudar as fibras óticas e veremos como funciona essa tecnologia de transmissão. ou acima dele. temos um sistema de transmissão de dados unidirecional que aceita um sinal elétrico. que reflete os diferentes tempos de propagação da onda luminosa.km em média. essas fibras são menos sensíveis a esse fenômeno do que as fibras multimodais. o raio sofre uma refração (desvio) na fronteira sílica/ar. ao emergir.Km. o meio de transmissão e o detector. Nesta seção. na prática. No entanto. ao incidir na fronteira e que. Na extremidade de recepção. Dessa forma. A taxa de transmissão neste tipo de fibra é de 400 MHZ.15 – Conversor de sinal ótico/elétrico e elétrico/ótico Esse sistema de transmissão desperdiçaria luz e. como mostra a Figura 3. o desempenho destas fibras não passam de 15 a 25 Mhz. a origem da luz. O detector gera um pulso elétrico quando entra em contato com a luz. não teria a menor utilidade.1. produz um ângulo β1. a luz é refratada de volta para a sílica. da sílica fundida para o ar. a saída é reconvertida em um sinal elétrico. por essa razão. como mostra a Figura 3.16 (b). Esse feixe pode se propagar por muitos quilômetros sem sofrer praticamente nenhuma perda. b) Multimodo com Índice Gradual Esse tipo de fibra ótica possui sua capacidade de transmissão limitada pela dispersão modal.4. Devido a alta dispersão.16 – (a) Três exemplos de um feixe de luz dentro de uma fibra de sílica com a fronteira ar/sílica em diferentes ângulos (b) reflexão de um raio de um feixe de luz abaixo do ângulo crítico Com relação à capacidade de transmissão. Quando instalamos uma fonte de luz em uma extremidade de uma fibra ótica e um detector na outra. nada escapa para o ar. Figura 3. que reflete os diferentes tempos de propagação da onda luminosa. O meio de transmissão é uma fibra de vidro ultrafina. a tecnologia atual de fibras caracteriza-se por três tipos distintos a seguir: 3. as redes devem tentar evitar a computação a todo custo. e a ausência de luz representa um bit zero. é interceptado na fibra. independente do desperdício de largura de banda. nós vemos um feixe de luz que forma um ângulo α1. um pulso de luz indica um bit 1. Nos ângulos cuja incidência ultrapasse um determinado valor crítico. C O N V E R S O R C O N Receptor V Ótico Fibra ótica E (detetor R Ótico) S O Interface O-E R Sinal elétrico Transmissor Ótico (emissor de luz) Sinal elétrico Interface E-O Figura 3. converte-o e transmite-o por pulsos de luz. Convencionalmente. por exemplo. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  29 da premissa de que todos os computadores são desesperadamente lentos e.1 Tipos de fibras a) Multimodo com índice degrau Esse tipo de fibra ótica possui sua capacidade de transmissão limitada basicamente pela dispersão modal. O volume de refração depende das propriedades dos dois meios físicos (em particular. Nela.

seria possível ver o fundo do mar da superfície. que. o vidro podia ter no máximo 1 mm de espessura para que a luz pudesse atravessá-lo. O vidro usado nas modernas fibras óticas são tão transparentes que. obtemos atenuação de 10 log 10 2 = 3 dB. Atenuação em decibéis = 10 log 10 potência transmitida potência recebida Por exemplo. Os antigos egípcios já dominavam a manufatura do vidro. apesar de fazê-lo em velocidades mais baixas. As fibras monomodais atualmente disponíveis podem transmitir dados a uma velocidade de muitos Gbps em uma distância de 30 km.4. por sua vez.2 Transmissão de luz através da fibra As fibras óticas são feitas de vidro. Elas já mostraram que feixes laser de alta potência podem conduzir uma fibra em uma distância de 100 quilômetros sem utilizar repetidores. quando o fator de perda é dois.1. A luz visível tem comprimentos de onda ligeiramente mais curtos.17 – Tipos de fibra existentes 3.4 a 0. é a usada. que variam de 0. . é produzido a partir da areia. A atenuação da luz através do vidro depende do comprimento de onda da luz. A atenuação em decibéis é obtida com a seguinte fórmula. Figura 3. que. uma matéria-prima barata e abundante. esta fibra pode atingir taxas de transmissão na ordem de 100 Ghz. na prática. e não por água. Pesquisas sobre fibras que utilizam o érbio prometem alcançar distâncías ainda maiores sem repetidores. que é a reflexão da onda luminosa em diferentes tempos.7 mícron (1 mícron é igual a 10-6 metros). para eles. O vidro transparente usado nas janelas foi desenvolvido durante a Renascença. mas. A figura mostra a parte infravermelha do espectro. em decibéis por quilômetro linear de fibra. Devido a esta característica. Já foram feitas experiências com taxas de dados muito mais altas entre pontos mais próximos. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  30 c) Monomodo Estas fibras são insensíveis a dispersão modal. A atenuação do tipo de vidro usado nas fibras é mostrada na Figura abaixo. assim como vemos o solo quando voamos de avião em um dia ensolarado.Km. se o mar fosse formado por esse tipo de vidro.

descobriu-se que. protegidos por uma capa externa. 3. os cabos de fibra transoceânicos são enterrados em trincheiras por uma espécie de arado marítimo. Perto da praia.19 (b) mostra um cabo com três fibras.3 Cabos de fibra Os cabos de fibra ótica são semelhantes aos coaxiais.1. onde ocasionalmente são atacados por pequenos animais roedores. para manter a luz no núcleo. Geralmente. respectivamente. só pode ser feito com a redução da taxa de sinalização.85. o que corresponde à espessura de um fio de cabelo humano. todos os efeitos da dispersão são cancelados e é possível enviar pulsos por milhares de quilômetros sem que haja uma distorção significativa. por outro lado. o núcleo tem entre 8 e 10 micras. Em águas profundas. há um revestimento plástico fino com finalidade de proteger a camada anterior. O volume da dispersão vai depender do comprimento da onda. os cabos de fibra terrestres são colocadas no solo a um metro da superfície. . a exceção fica por conta da malha entrelaçada.18 – bandas de freqüências utilizadas para transmissão nas fibras Os pulsos de luz enviados através de uma fibra se expandem à medida que se propagam. as fibras são agrupadas em feixes. A Figura 3.19 (a) mostra a perspectiva lateral de uma fibra. Em seguida. Figura 3. mas. eles são depositados no fundo. O núcleo da fibra é envolvido por uma proteção de vidro cujo índice de refração é inferior ao do núcleo. Nas fibras monomodais.85 mícron tem uma atenuação maior. no entanto. nesse comprimento de onda. 1. Esses pulsos são chamados de solitons. o mundo assiste a um grande esforço de pesquisa no sentido de colocar em prática as experiências que estão sendo feitas em laboratórios com os solitons. (b) Extremidade de um cabo com 3 fibras. As duas últimas têm boas propriedades de atenuação (uma perda inferior a 5 por cento por quilômetro) A banda de 0. Normalmente. o núcleo tem 50 micra de diâmetro. Figura 3. As três bandas entre 25 e 30 mil GHz de largura. Elas são centralizadas em 0. Uma forma de impedir que a expansão desses pulsos se sobreponha é aumentar a distância entre eles. No centro. o que. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  31 A comunicação utiliza três bandas de comprimento de onda. Nas fibras multimodais. A Figura 3. Essa expansão é chamada de dispersão. onde podem ser arrastados por redes de pesca ou comidos por tubarões.55 micra.19 – (a) Perspectiva lateral de uma fibra. Atualmente. Felizmente. os lasers e os chips podem ser produzidos a partir do mesmo material (arsenieto de gálio). quando os pulsos são produzidos com um formato especial relacionado ao recíproco do co-seno hiperbólico.4. fica o núcleo de vidro através do qual se propaga a luz.30 e 1.

Uma interface passiva consiste em dois conectores fundidos à fibra principal.Uma comparação entre diodos semicondutores e emissores de luz utilizados como fontes de luz A extremidade de recepção de uma fibra ótica consiste em um fotodiodo. elas podem ser encaixadas mecanicamente. Item Taxa de dados Modo Distância Vida Útil Sensibilidade à temperatura Custo LED Baixa Multimodo Pequena Longa Insignificante Baixo custo Laser Semicondutor Alta Multimodo ou monomodo Longa Curta Substancial I Alto custo Tabela 3. Dois tipos de interfaces são usados. um fotodiodo (para recepção) O conector em si é completamente passivo e. e um pulso de luz deve conduzir energia suficiente para ser detectado.20. que emite um pulso elétrico quando entra em contato com a luz.20. os diodos emissores de luz e os lasers semicondutores. Os conectores perdem de 10 a 20 por cento da luz. como mostra a Figura 3. Com pulsos de potência suficiente. Um conector tem um diodo emissor de luz ou um diodo a laser na sua extremidade (para transmissão) e o outro. O ruído térmico também é importante. Em geral.1. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  32 As fibras podem ser conectadas de três diferentes formas. seguido de pequenos ajustes cuja finalidade é maximizar o sinal. O alinhamento pode ser melhorado com a passagem de luz através da junção. é extremamente confiável. como mostra a Tabela 3. podem ocorrer reflexões no ponto de junção e a energia refletida pode interferir no sinal. Em segundo lugar. nesse caso. por essa razão.4 . elas podem ter conectores em suas extremidades e serem plugadas em sockets de fibra. pois um diodo emissor de luz ou um fotodiodo quebrado não compromete o anel. Em terceiro lugar. Figura 3. mostrado na Figura 3. A luz recebida é convertida em um sinal elétrico. No máximo. as duas extremidades são cuidadosamente colocadas uma perto da outra em uma luva especial e encaixadas em seguida. Um encaixe por fusão é quase tão bom quanto uma fibra inteira. dois pedaços de fibra podem ser fundidos de modo a formar uma conexão sólida. o que limita as taxas de dados a 1 Gbps.20 – Um anel de fibra ótica com repetidores ativos O outro tipo de interface. Nesse caso. o tempo de resposta de um fotodiodo é 1 nanossegundo.4. Em primeiro lugar. Nos três tipos de encaixe.4. ele deixa um computador off-line. Duas fontes de luz podem ser usadas para fazer a sinalização. é o repetidor ativo. . apesar de sua ser conexão mais complexa do que a conexão com uma rede Ethernet. A interface de cada computador percorre o fluxo de pulsos de luz até a próxima ligação e também serve como junção em forma de T para permitir que o computador envie e aceite mensagens. a taxa de erros pode se tornar arbitrariamente pequena.4 Redes de fibra As fibras óticas podem ser usadas nas LANs e nas transmissões de longa distância. Uma forma de contornar esse problema é perceber que uma rede em anel é. há uma pequena atenuação. um conjunto de ligações ponto a ponto. As junções mecânicas são encaixadas em 5 minutos por uma equipe devidamente treinada e resultam em uma perda de 10 % da luz. 3. no entanco. na verdade. mas facilitam a reconfiguração dos sistemas. Eles têm diferentes propriedades.

no entanto. Os fótons de uma fibra não afetam um ao outro (não têm carga elétrica) e não são afetados pelos fótons dispersos existentes do lado de fora da fibra. o que. trata-se de uma alternativa muito mais segura contra possíveis escutas telefônicas. a fibra é mais leve que o cobre. a estrela passiva combina todos os sinais de entrada e transmite o resultado obtido em todas as linhas. na prática. e as fibras de entrada são fundidas em uma extremidade do cilindro. as fibras fundidas à outra extremidade do cilindro são conectadas a cada um dos receptores. desfeita. reduzindo de maneira significativa a necessidade de sistemas mecânicos de suporte. Da mesma forma. o que. Vale lembrar. significa que o anel pode ter qualquer tamanho. Duas fibras têm mais capacidade e pesam apénas 100 kg. Nas novas rotas. Figura 3. ela é fina e leve. cada interface tem uma fibra entre seu transmissor e um cilindro de sílica. Como a energia de entrada é dividida entre todas as linhas de saída. as ligações individuais entre os computadores podem ter quilômetros de distância. ela pode gerenciar larguras de banda muito mais altas do que o cobre. Se um repetidor ativo entrar em pane. Quando uma interface emite um pulso de luz.21 – Uma conexão em estrela passiva em uma rede de fibra ótica Por mais estranho que possa parecer. Esses dispositivos dispensam as conversões óticas/elétricas/óticas. A razão para que a fibra seja melhor do que o cobre é inerente às questões físicas subjacentes a esses dois materiais. Por fim. Além da remoção. que a fibra é uma tecnologia nova. o número total de computadores e o tamanho total do anel acabam sofrendo grandes restrições. Nesse projeto. do cobre por fibras deixar os dutos vazios. o cobre tem um excelente valor de revenda para as refinarias especializadas. possibilitar a transmissão dos dados. adapta-se muito bem a regiões industriais. Para começo de conversa. As interfaces passivas perdem luz em cada junção. que requer conhecimentos de que a maioria dos engenheiros não dispõe. eles afetam um ao outro e. em comparação com os cinco quilômetros que separam cada repetidor nas conexões via cobre. pois trata-se de um minério de altíssima qualidade. A interface com o computador é um fio de cobre comum que passa pelo regenerador de sinal. a comunicação bidirecional exige duas fibras e duas bandas . Muitos dos dutos de cabo atuais estão completamente lotados. por isso. Ela também está imune à ação corrosiva de alguns elementos químicos que pairam no ar e. as fibras não desperdiçam luz e dificilmente são interceptadas. Apenas essa característica justificaria seu uso nas redes de última geração.21. como o sinal é regenerado em cada interface. Como a transmissão é basicamente unidirecional. Mil pares trançados com 1 quilômetro de comprimento pesam 8 t. cuja manutenção é extremamente cara. Uma topologia em anel não é a única forma de se construir uma LAN usando fibras óticas. que é mostrada na Figura 3. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  33 tem sua capacidade regenerada caso ela tenha sido enfraquecida e é retransmitida na forma de luz. Por outro lado. representa uma economia significativa. Comparação das Fibras Óticas e dos Fios de Cobre É instrutivo comparar a fibra com o cobre. e subseqüente substituição. A fibra tem muitas vantagens. os repetidores só são necessários a cada 30 quilômetros de distância. Na prática. de modo que não há espaço para aumentar. A fibra também tem a vantagem de não ser afetada por picos de voltagem. as companhias telefônicas gostam da fibra por outra razão. ele é difundido dentro da estrela passiva para iluminar todos os receptores e. interferência magnética ou quedas no fornecimento de energia. Devido à baixa atenuação. Também é possível ter um hardware se comunicando através do uso de uma estrela passiva. o anel será interrompido e a rede. são afetados pelos elétrons existentes fora do fio. Além disso. Por essas razões. dessa forma. além do mais. Já estão sendo usados repetidores puramente óticos. Quando os elétrons se movem dentro de um fio. isso significa que eles podem operar em larguras de banda extremamente altas. as fibras têm preferência por terem um custo de instalação muito mais baixo. o número de nós da rede é limitado pela sensibilidade dos fotodiodos. consequentemente.

a velocidade cai para cerca de 2/3 desse valor e se torna ligeiramente dependente da freqüência. Super. o raio infravermelho e os trechos luminosos do espectro podem ser usados na transmissão de informações. AHF e PHF) ELF (Extremely Low Frequency. a freqüência ou a fase das ondas. Algumas pessoas chegam a acreditar que.. os elétrons criam ondas eletromagnéticas que podem se propagar através do espaço livre (inclusive em um vácuo). O número de oscilações por segundo de uma onda eletromagnética é chamado de freqüência.. o par trançado. notebook.. o cabo coaxial e a fibra ótica não têm a menor utilidade.22..... As freqüências listadas na parte inferior da Figura 3.. portanto. Portanto. Esses foram os últimos nomes criados e. deve-se recorrer à tecnologia da transmissão sem fio. Não é à toa que a moderna comunicação digital sem fio começou nas ilhas havaianas. A distância entre dois pontos máximos (ou mínimos) consecutivos é chamada de comprimento de onda. as interfaces de fibra são mais caras do que as interfaces elétricas. consulte Green (1993). MF e HF são as abreviaturas. Extremely e Tremendously High Frequency... telefones e equipamentos de fax fixos serão conectados por fibra ótica e os móveis serão sem fio.. média e alta freqüência.. já que têm freqüências mais altas. A luz que circula pela fibra ótica situa-se no espectro do infravermelho e seu comprimento de onda está entre 10xE14 a 10xE15 Hz..1 O Espectro Eletromagnético Quando se movem. Para os usuários móveis. Os termos LF. Para obter maiores informações sobre todos os aspectos físicos da rede de fibra ótica. o raio X e o raio gama representariam opções ainda melhores. ninguém esperava ultrapassar 10 Mhz. já que ela tem uma série de aplicações importantes além da possibilidade de oferecer conectividade para quem deseja ler mensagens de correio eletrônico durante um vôo.. Nesta seção.000 Km/s. existem algumas outras circunstâncias em que os dispositivos sem fio são mais adequados do que os fixos..[3000Hz ate 30000Hz] LF (Low Frequency).. florestas..... Essas freqüências se baseiam nos comprimentos de onda.. pelo que se vê. de bolso ou de pulso sem depender da infraestrutura de comunicação terrestre. Essas ondas foram previstas pelo físico inglês James Clerk Maxwell em 1865 e produzidas e observadas pela primeira vez .. f. Todos os computadores.. No vácuo. Astonishingly e Prodigiously (IHF.. as comunicações por fibra e as sem fio. ou aproximadamente de 30 cm por nanossegundo.. que é de cerca de 300... Quando se instala uma antena com o tamanho apropriado em um circuito elétrico. de 30 kHz a 300 kHz). No entanto. pessoas que precisam estar permanentemente online... respectivamente. A velocidade da luz é o limite máximo que se pode alcançar.. Finalmente. no futuro.2 Meios não físicos de transmissão Estamos assistindo ao surgimento de pessoas totalmente viciadas em informações. todas as ondas eletromagnéticas viajam na mesma velocidade. Essa velocidade.. Quando há dificuldades para instalar cabos de fibra ótica em um prédio.. e é medida em Hz (em homenagem a Heinrich Hertz).. a banda LF vai de 1 a 10 km (aproximadamente. palmtop.....[300Hz ate 3000Hz] VLF (Very Low Frequency). além de não se propagarem através dos prédios e serem perigosos para os seres vivos. Very.. de baíxa.. 3. todos sabemos que o futuro das comunicações de dados em distâncias significativas pertence à fibra. independente de sua freqüência..pelo físico alemão Heinrich Hertz em 1887..... Fibras óticas são elementos de transmissão que utilizam sinais de luz codificados para transmitir os dados... Toda a comunicação sem fio é baseada nesse princípio... pântanos etc.. as ondas eletromagnéticas podem ser transmitidas e recebidas com eficiência por um receptor localizado a uma distância bastante razoável.. A resposta para esses usuários está na comunicação sem fio. Eles precisam transferir dados para os seus computadores laptop.. (lambda). a microonda..... onde os usuários eram separados pelo oceano Pacífico e o sistema telefônico se mostrava totalmente inadequado. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  34 de freqüência em uma fibra.. No cobre ou na fibra... O espectro eletromagnético é mostrado na Figura 3. foram atribuídos os seguintes nomes às bandas mais altas surgidas posteriormente.[30000Hz ate 300000Hz] .. geralmente chamada de velocidade da luz. só haverá dois tipos de comunicação.... quando esses nomes foram criados.22 são os nomes oficiais definidos pela ITU. devido a acidentes geográficos (montanhas.... em inglês. No entanto. O rádio.. Nenhum objeto ou sinal pode se mover com maior rapidez do que ela..). os próximos padrões de alta freqüência terão nomes como Incredibly. desde que sejam moduladas a amplitude. mas eles são difíceis de produzir e modular. vamos apresentar os conceitos básicos da comunicação sem fio.2.. Vê-se com clareza que. Ultra.. que é universalmente designada pela letra grega λ. 3..... A luz ultravioleta...

(2-2)J.2. a General Motors decidiu equipar seus novos Cadillacs com freios que impediam o travamento das rodas. as ondas de rádio atravessam os obstáculos. Vale lembrar que o rádio onidirecional nem sempre é bom. A General Motors demorou a entender o motivo pelo qual os Cadillacs funcionavam sem problemas nos outros estados e outras estradas secundárias de Ohio. a interferência entre os usuários é um problema. Na década de 1970. Devido à capacidade que as rádios têm de percorrer longas distâncias. concedendo apenas uma exceção (discutida a seguir).22 – O espectro eletromagnético e a maneira como ele é usado na comunicação 3. Nas faixas VLF. A radiodifusão em freqüências AM utilizam a banda MF. percorrem longas distâncias e penetram os prédios facilmente e. e o controle era feito por computador. Essas ondas podem ser detectadas dentro de um raio de 1 mil quilômetros nas freqüências mais baixas. seja em ambientes fechados ou abertos. Eventualmente. Quando o motorista pisava no pedal de freio. os Cadillacs enlouqueciam. como se fosse uma antena. razão pela qual os rádíos portáteis funcionam em ambientes fechados. esse raio de ação é bem menor. As ondas de rádio nessas bandas atravessam facilmente os prédios. Elas também são absorvidas pela chuva. LF e MF. Um belo dia. Nas freqüências altas. às vezes. de repente. as ondas de rádio se propagam em nível do solo. Em todas as freqüências. um guarda rodoviário de Ohio começou a usar seu novo rádio móvel para falar com o quartel-general e.23(a). o Cadillac próximo a ele passou a se comportar como um cava(o trotando. Só depois de muita pesquisa eles descobriram que a fiação do Cadillac captava a freqüência usada pelo novo sistema de rádio da Patrulha Rodoviária de Ohio.2 Transmissão de Rádio As ondas de rádio são fáceis de gerar. O principal problema relacionado à utilização dessas bandas em comunicação de dados diz respeito à baixa largura de banda que oferecem [ver Eq. nas mais altas. mais ou menos 1/r' no ar. Nas freqüências baixas. as ondas de rádio estão sujeitas à interferência dos motores e outros equipamentos elétricos. Nas bandas HF e VHF. as ondas em nível do solo tendem a ser absorvidas pela terra. As ondas de rádio também são onidirecionais. uma camada de partículas carregadas que giram em torno da terra a uma altura de 100 a 500 km são refratadas . o que signífica que elas percorrem todas as direções a partir da origem. o computador prendia e soltava os freios. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  35 Figura 3. portanto. mas a potência cai abruptamente à medida que a distância da origem aumenta. começou a surgir um padrão. todos os governos exercem um rígido controle sobre os transmissores de rádio. são largamente utilizadas para comunicação. As propriedades das ondas de rádio dependem da freqüência. como mostra a Figura 3. o transmissor e o receptor não precisam estar cuidadosa e fisicamente alinhados. as ondas de rádio tendem a viajar em linhas retas e a ricochetear nos obstáculos. as ondas que alcançam a ionosfera. em vez de travá-los de verdade. mas. portanto. particularmente quando estavam sendo observados por um guarda rodoviário. razão pela qual as estações de rádio Boston AM não podem ser ouvidas facilmente em Nova York. Depois de ser abordado pelo patrulheiro. mas somente quando trafegavam pelas estradas de Ohio. No entanto. o motorista disse que não tinha feito nada e que o carro tinha ficado louco de uma hora para outra. Por essa razão.

Essas ondas têm apenas alguns centímetros e são absorvidas pela chuva. ainda há alguma divergência no espaço. A instalação de duas torres simples (com alguns postes com quatro esteios) e de antenas em cada um deles pode ser mais barato do que enterrar 50 quilômetros de fibra em uma congestionada área urbana ou montanhosa. Como as microondas viajam em linha reta. Além disso. Os militares também se comunicam nas bandas HF e VHF. uma das grandes concessionárias de comunicações à longa distância dos Estados Unidos. mas as antenas de transmissão e recepção devem ser alinhadas com o máximo de precisão. Ao contrário das ondas de rádio nas freqüências mais baixas. A distância entre os repetidores aumenta de acordo com a raiz quadrada da altura da torre. os sinais podem ricochetear diversas vezes. em telefones celulares. A demanda por mais e mais espectro serve para manter o processo de aperfeiçoamento tecnológico. Figura 3. a única solução é desligar as ligações que estão sendo afetadas pela chuva e criar uma nova rota para elas. Alguns operadores mantêm 10 por cento dos canais ociosos como sobressalentes. Na verdade. (A Sprint trilhou outro caminho. permitindo que as transmissões utilizem freqüências cada vez mais altas. tratou de instalar os cabos de fibra ótica necessários.). a sua chegada pode ser mais demorada do que a das ondas diretas. na distribuição por televisão etc. as ondas trafegam em linha reta e por essa razão podem ser captadas com mais facilidade. essa direcionalidade permite o alinhamento de vários transmissores em uma única fileira. Elas têm uma série de vantagens significativas sobre a fibra. Assim como acontece com o fading por múltiplos caminhos. Os operadores de radioamador utilizam essas bandas em conversas de longa distância. Quanto mais altas são as torres. Esse efeito é chamado de fading por múltiplos caminhos (multipath fading) e costuma provocar sérios problemas.23 (b) .2. o primeiro nome da MCI.23 – (a) Nas faixas VLF. ela se formou a partir da Southern Pacific Railroad. como mostra a figura 3. Ele depende do tempo e da freqüência. é preciso instalar repetidores periodicamente. (b) na HF. Inc. muito embora o raio possa ser detectado no transmissor. A mais importante delas é que a microonda dispensa a necessidade de se ter direitos sobre um caminho. fazendo com que eles se comuniquem com vários receptores alinhados em fileira sem que haja interferência. Esse efeito não causaria problema algum se estivéssemos planejando construir um gigantesco forno de microondas para ser usado a céu aberto... que já detinha muitos direitos de caminho e. as microondas não atravessam os prédios. A microonda é relativamente barata. provocando uma grave escassez de espectro. e pode ser mais barato do que reservar a fibra da companhia telefônica. consequentemente. Foi por essa razão que a MCI mudou de orientação com tanta rapidez. As bandas de até 10 GHz agora são de uso rotineiro. em comunicação. Em resumo. às vezes as torres acabam ficando em distâncias muito grandes.3 Transmissão de Microondas Acima de 100 MHz. era Microwave Communications. para onde alternam quando o fading por múltiplos caminhos perde a banda de freqüência temporariamente. As torres com 100 m de altura devem ter repetidores a cada 80 km. Além disso. quando se compra um pequeno lote de terra a cada 50 quilômetros e nele é instalada uma pequena torre de microondas. tornando-se uma companhia telefônica de longa distância. como acontece com uma ligação entre San Francisco e Amsterdam). mais distantes elas precisam estar. mas. é possível ignorar o sistema telefônico e se comunicar diretamente. as ondas de rádio obedecem à Curvatura da terra. . VF e MF. absorção pela água. Antes das fibras óticas. A concentração de toda a energia em um pequeno feixe através de uma antena parabólica oferece um sinal muito mais alto para a relação de ruído. trata-se de um grave problema. elas ricocheteiam na atmosfera 3. especialmente se os custos com a retirada do cobre ainda não tiver sido feita. durantes décadas essas microondas foram de fundamental importância para o sistema de transmissão telefônica de longa distância. Em determinadas condições atmosféricas. ao lado da estrada de ferro. mas a partir de 8 GHz surge um novo problema. a comunicação por microondas é muito usada na telefonia à longa distância. Algumas ondas podem ser refratadas nas camadas atmosféricas mais baixas e. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  36 por ela e enviadas de volta à terra. Consequentemente. Além do mais. pois seu sistema foi originalmente desenvolvido em torres de microondas (grande parte dessa rede já foi adaptada para fibra).

os organizadores conseguiram resolver a charada. Ele também é relativamente fácil de ser instalado e. nos Estados Unidos e no Canadá. No entanto. Por exemplo. mas têm um grande inconveniente. A banda 900 MHz funciona melhor.4 Ondas milimétricas e infravermelhas As ondas milimétricas e infravermelhas sem guia são usadas em larga escala na comunicação de curto alcance.2. Uma banda é alocada em escala mundial.400-2. Al. No entanto. depois de três dias. Uma das desvantagens dos feixes de raios laser é que eles não são capazes de penetrar a chuva ou a neblina. em um belo dia de sol.2. não precisa de uma licença da FCC. Além dela.725-5. cada prédio precisa do seu próprio raio laser e do seu próprio fotodetector. a banda industrial/científica/médica. pois evitam os problemas de licenciamento. mencanismos de abertura de portão de garagem. como mostra a Figura 3. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  37 Além de serem usadas em transmissões de longa distância. o sistema entrou em pane e ficou fora do ar durante todo o dia. 3. os organizadores colocaram um raio laser no telhado e o apontaram na direção do prédio de ciência da computação da universidade onde trabalhavam. baratas e fáceis de construir. funcionam normalmente. a sinalização ótica coerente que utiliza raios laser é unidirecional. Como o PTC local não se dispôs a instalar um grande número de linhas telefônicas que. é preciso ter a pontaria de uma Annie Oakley moderna.484 GHz. os computadores e os escritórios de um prédio podem ser equipados com transmissores e receptores infravermelhos de características onidirecionais. Essas bandas são usadas para telefones sem fio. Devido a essas propriedades. Os controles remotos utilizados nas televisões. seriam desativadas. portões de segurança etc. posicione-se entre o controle remoto e a televisão). ao contrário das microondas. mas ela está muito ocupada e o equipamento que a utiliza só pode ser operado na América do Norte. mas. os sistemas infravermelhos podem ser operados sem autorização do governo. 1993. Esse ar turbulento desviou o feixe e fez com que ele . E é exatamente por essa razão que os sistemas infravermelhos são mais seguros do que os sistemas de rádio. não atravessam objetos sólidos (para provar essa tese. certa vez. Por esses rriotivos. As bandas mais altas exigem chips mais caros e estão sujeitas a interferências dos fornos de microondas e das instalações de radar. Eles haviam feito um teste na noite anteior à conferência. Geralmente. que só podem ser instalados com uma licença. Pela sua própria natureza. A comunicação infravermelha não pode ser usada em ambientes abertos. Em geral. um feixe muito estreito. o infravermelho tornou-se um promissor candidato para as LANs sem fio instaladas em ambientes fechados. elas podem se sentar na sala de conferências e estar plenamente conectadas sem que seja necessário plugá-los a uma tomada. há alguns quílõmetros dali. Para direcionaram feixe de raios laser com 1 mm de largura a um alvo de 1 mm a 500 m. essas bandas são populares para diversas formas de rede sem fio de curto alcance. o problema voltou a se repetir. quando nos deslocamos do rádio de onda longa em direção à luz visível. 3. Portanto. prevenindo-os contra eventuais espionagens eletrônicas. Nos dois outros dias.850 GHz. o fato de as ondas infravermelhas não atravessarem paredes sólidas pode ser visto como uma qualidade. Essas ondas são relativamente direcionais. são colocadas lentes no sistema para desfocar levemente o feixe. Uma aplicação mais moderna é conectar as LANs em dois prédios através de raios laser instalados em seus telhados. 2. Quando diversas pessoas comparecem a uma reunião com seus portáteis.24. Nesse caso. Por outro lado. assim. pois o sol 6rilha tanto no infravermelho como no espectro visível. 1994. as microondas têm outro uso importante. também pode ser vista como uma grande limitação. a principal virtude do laser. Essas bandas são uma exceção à lei de licença. À noite.5 Transmissão de Ondas de Luz A sinalização ótica sem guia está sendo utilizada há séculos. os transmissores que as utilizam não precisam de autorização do governo. Para obter maiores informações sobre a comunicação infravermelha. as ondas assumem um comportamento cada vez mais parecido com o da luz. e Bantz e Bauchot. nos dias de sol. os organizadores voltaram a testá-lo com todo o cuidado e mais uma vez tudo funcionou às mil maravilhas. ao contrário dos sistemas de rádio. alto-falantes de alia fidelidade sem fio. consulte Adams et. Às 9h da manhã seguinte. computadores portáteis com recursos infravermelhos podem pertencer a uma LAN sem estarem fisicamente conectados a ela. Esse esquema oferece uma largura de banda muito alta a um custo bastante baixo. Depois da conferência. quando tudo funcionou perfeitamente bem. videocassetes e estéreos empregam a comunicação infravermelha. também existem as bandas de 902-928 MHz e de 5. É por essa razão que um sistema infravermelho instalado em um ambiente fechado não interfere em um sistema semelhante instalado nas salas adjacentes. Paul Revere usou a sinalização ótica binária na Old North Church antes de seu famoso feito. O calor do sol fez com que emanassem correntes de convecção do telhado do prédio. perdendo pouco a pouco as características de rádio. Tanembaum participou de uma conferência em um moderno hotel europeu cujos organizadores tiveram a felicidade de oferecer uma sala repleta de terminais para que os participantes pudessem ler suas mensagens de correio eletrônico durante as apresentações menos interessantes.

os sinais recebidos eram muito fracos para que tivessem algum uso prático. 3.6 Satélites de Comunicação Na década de 50 e no início dos anos 60 (1960). caso contrário.000 Km acima do equador.24 – Correntes de convecção podem interferir nos sistemas de comunicaçãoà laser. cobrindo uma fração substancial da superfície terrestre. Um observador examinando um satélite em uma órbita equatorial circular o vê parado em um local fixo no céu. O progresso no campo da comunicação celeste precisou esperar ate que o primeiro satélite de comunicação fosse lançado em 1962. para evitar interferência.a lua . aparentemente imóvel. ele gira na mesma velocidade que a Terra. para evitar interferência com o sinal de entrada. Uma situação em que o satélite permanece fixo no céu é extremamente desejável. 3. Figura 3. ou estreitos. Os satélites de comunicação em altitudes baixas como essa são problemáticos porque eles ficam à vista das estações em terra por apenas um curto intervalo de tempo. Entretanto. 1 Para os puristas. o índice de rotação é o dia sideral: 23 horas 56 minutos e 4. Ele contém diversos transponders. em uma altitude de aproximadamente 36.2. o período é de cerca de 90 min. amplifica os sinais de entrada e os transmite novamente em outra freqüência. a Marinha dos Estados Unidos detectou um tipo de balão de tempo que ficava permanentemente no céu . Com a tecnologia atual. A figura mostra um sistema bidirecional.1 Satélites Geossíncronos De acordo com a lei de Kepler. que os tornam atrativos para muitas aplicações. A principal diferença entre um satélite artificial e um real é que o artificial amplifica os sinais antes de enviá-los de volta. pois. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  38 dançasse em torno do detector. numa razão exponencial de 3/2. . É esse tipo de "visão" atmosférica que faz as estrelas piscarem (e é por essa razão que os astrônomos colocam os telescópios no topo das montanhas).6. seria necessária uma antena orientável para rastreá-lo. não é muito inteligente ter satélites com espaços menores que 2 graus no plano equatorial de 360 graus. no qual há 2 lasers. Um satélite de comunicação pode ser considerado como um grande repetidor de microondas no céu. cobrindo uma área com apenas centenas de quilômetros de diâmetro. cada um deles ouve uma parte do espectro. Com um espaçamento de 2 graus. Infelizmente.1 Portanto. o período do satélite é de 24 horas. transformando uma estranha curiosidade em um avançado sistema de comunicação.).2. transmissões televisivas. Os satélites de comunicação possuem algumas propriedades interessantes. Próximo à superfície terrestre.09 segundos. Esse mesmo ar também é o responsável pelas estradas bruxuleantes em dias quentes e pelas imagens tremidas quando olhamos para cima de um radiador quente. só pode haver 360/2 = 180 satélites de comunicação geossíncronos ao mesmo tempo no céu. emitindo sinais a partir de balões de tempo metalizados. Alguns desses segmentos de órbita são reservados para outras classes de usuários (por exemplo. Os feixes inferiores podem ser largos. uso governamental e militar etc.e criou um sistema operacional para comunicações costeiras que utilizava a lua em suas transmissões. as pessoas tentavam criar sistemas de comunicação. Em seguida. o período orbital de um satélite varia de acordo com o raio orbital.

As principais bandas de satélite A próxima freqüência mais alta para concessionárias de telecomunicações comerciais é a Ku. portanto. Cada feixe descendente pode ser focalizado em uma pequena área geográfica. o problema pode ser contornado com antenas. a divisão dos transponders em canais era estática. Com a enorme queda de preço. as microestações não têm energia suficiente para se comunicarem diretamente com as outras (via satélite. o tempo de trânsito de um ponto a outro fica entre 250 e 300 ms. 800 canais de voz digitais de 64 Kbps ou várias outras combinações. Na banda Ka também foi alocada largura de banda para o tráfego de satélite comercial. nessas freqüências. Normalmente. a inferior para tráfego downlink (a partir do satélite) e a superior para tráfego uplink (para o satélite).25 .. mas o equipamento necessário para usá-la ainda continua caro. Em vez disso. Como alternativa. através da utilização de diversas estações em terra amplamente separadas. Essas bandas já estão sobrecarregadas.26 Nesse modo de operação. com freqüência. A desvantagem de ter estações de usuário final mais baratas é o maior retardo. Entretanto. Figura 3. Hoje em dia. é necessária umaestação em terra especial. esses feixes pontuais são elipticamente formados e podem ter algumas centenas de quilômetros de diâmetro. mas o downlink exige mais 512 Kbps. além dos feixes pontuais para o Alasca e o Havaí. são localizadas grandes tempestades. Em geral. o uplink é adequado para 19. Felizmente. O valor típico é 270 ms (540 ms para um sistema VSAT com um hub). em geral. A água é um grande absorvente dessas microondas curtas. Para começar. a diminuição do tamanho e a exigência de equipamentos microeletrônicos. a multiplexação por divisão do tempo também é usada devido à sua maior flexibilidade. existe um outro problema: a chuva. Cada satélite é equipado com diversas antenas e vários transponders. a distância de ida e volta introduz um retardo substancial. é óbvio). o hub. cada um dos 180 satélites possíveis poderiam ter diversos fluxos de dados em ambas as direções simultaneamente. Além dessas bandas comerciais também existem muitas bandas governamentais e militares. Geralmente. se operassem em diferentes freqüências Para evitar o caos total no céu. o transmissor ou o receptor possui uma grande antena e um amplificador de grande potência. Nos primeiros satélites. dois ou mais satélites poderiam ocupar um segmento de órbita. Por isso. dois transponders podem usar polarizações diferentes do sinal. às vezes chamadas de VSATs (Very Small Aperture Terminais) (Ivancic et al. Em muitos sistemas VSAT. Um satélite típico possui de 10 a 20 transponders. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  39 Felizmente. Essa banda não está (ainda) congestionada e. eles podem usar a mesma banda de freqüência sem que haja interferência. os satélites podem ficar a uma distância mais próxima do que 1 grau. Dividia-se a largura de banda em bandas de freqüência fixa (FDM). Os satélites de comunicação têm diversas propriedades que sio radicalmente diferentes das ligações ponto a ponto terrestres. A banda C foi a primeira a ser atribuída ao tráfego de satélite comercial. têm sido feitos acordos internacionais a respeito de quem pode usar quais freqüências e segmentos de órbita. Duas faixas de freqüência foram atribuídas a ela. Esses pequenos terminais tem antenas de 1 m e podem consumir cerca de 1 watt de energia. pois também são usadas por concessionárias de comunicações para ligações de microondas terrestres. Um novo desenvolvimento no mundo dos satélites de comunicação são as microestações de baixo custo. um satélite de comunicação para os Estados Unidos teria um feixe amplo para os 48 estados contíguos. tornou-se viável uma estratégia de transmissão mais sofisticada. Um transponder de 50 Mbps pode ser usado para codificar um único fluxo de dados de 50 Mbps.2 Kbps.000 Km/s). As principais bandas comerciais são listadas na Figura 3. cabos e equipamentos eletrônicos extras para que se possa alternar rapidamente entre as estações. Portanto. Dependendo da distância entre o usuário e a estação em terra e da elevação do satélite acima do horizonte. em vez de apenas uma. com uma grande antena de alto ganho para retransmitir o tráfego entre os SATs. 1994).25. . os satélites que utilizam diferentes partes do espectro não têm problemas de conflito. Além disso. portanto. apesar de os sinais enviados e recebidos por um satélite trafegarem na velocidade da luz (aproximadamente 300. podem acontecer diversas transmissões ascendentes e descendentes simultaneamente. Para uma conexão full-duplex é necessário um canal em cada direção. cada um com uma largura de banda de 36 a 50 MHz. Os primeiros satélites tinham um feixe espacial que iluminava toda a Terra. como mostra a Figura 3.

Cada célula teria 174 canais full-duplex. Por outro lado. Subitamente. mas as técnicas usadas para o rádio celular são igualmente aplicáveis tanto no caso de a célula deixar o usuário quanto no caso de o usuário deixar a célula. Esse serviço concorre diretamente com PCS/PCN e os torna desnecessários.628 células sobre a superfície da Terra. A criptografia é essencial quando a segurança é necessária. Ele utiliza os conceitos de rádio celular. Cada satélite teria um máximo de 48 feixes pontuais. 3. Essa proposta criou um frenesi entre as outras empresas de comunicação.27 (b). com um satélite a cada 32 graus de latitude. para um total de 283. os satélites de baixa órbita raramente eram usados para comunicação porque apareciam e desapareciam de vista muito rapidamente. toda a Terra seria coberta. O serviço de uma chamada transcontinental não custa mais do que uma chamada entre um lado e outro da rua. cada satélite possui um número substancial de feixes pontuais que varrem a Terra à medida que o satélite se move. como mostra a Figura 3. as células são fixas. os satélites são um completo desastre: todo mundo pode ouvir tudo. mas os usuários são móveis. um detalhe fundamental para a comunicação militar. Enviar uma mensagem para milhares de estações localizadas no diâmetro de um transponder não custa mais caro do que enviar para apenas uma. Por isso.27 (a). Figura 3. o custo de transmissão de uma mensagem é independente da distância percorrida. Alguns desses seriam . Aqui. em órbitas polares circulares. o projeto teve seu nome alterado para Dysprosium (o elemento 66). Os satélites devem ser posicionados em uma altitude de 750 Km. As frequências poderiam ser reutilizadas duas células depois.2 Satélites de baixa órbita Durante os primeiros 30 anos da era do satélite. fax e navegação em qualquer lugar da terra.VSATs usando um hub Nos satélites. do ponto de vista da segurança e da privacidade. A idéia era que assim que um satélite estivesse fora de vista. outro o substituiria. Normalmente. todos quiseram lançar uma cadeia de satélites de baixa órbita. Com seis eixos de satélite. Em 1990. dados. paging.26 . a Motorola deu início a um novo empreendimento e enviou um requerimento à FCC solicitando a permissão para lançar 77 satélites de baixa órbita do projeto Iridium (o elemento 77 é o irídio). tendo a Terra como o núcleo e os satélites como elétrons. mas com uma diferença.6. como no rádio celular convencional. Mesmo quando a difusão pode ser simulada através do uso de uma linha ponto a ponto. Para algumas aplicações. como sugere a Figura 3. O objetivo básico do Iridium é fornecer um serviço de telecomunicações de amplitude mundial através de dispositivos portáteis que se comunicam diretamente com os satélites Iridium. o que provavelmente soava muito mais como uma doença do que como um satélite. a difusão do satélite pode ser mais barata. As pessoas com poucos conhecimentos de química podem pensar nessa disposição como um imenso átomo de disprósio. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  40 Outra propriedade importante dos satélites é que basicamente eles são meios de difusão. mas os outros são semelhantes. Portanto. o plano foi revisado no sentido de se usar apenas 66 satélites. Aqui descreveremos brevemente o sistema Iridium. Eles poderiam ser dispostos em eixos norte-sul. nesse sistema as células e os usuários são móveis. essa propriedade é muito útil. com um total de 1. Há serviços de voz. Mais tarde. Os satélites também proporcionam taxas de erro excelentes e podem ser explorados quase que instantaneamente.2.272 canais mundiais.

As companhias telefônicas começaram a substituir suas redes de longa distância por fibra ótica e introduziram serviços de alta largura de banda. as conexões de fibra terrestre pareciam ser a melhor opçao a longo prazo. Havia modems de 1. mas destinadas a um satélite remoto. apareceriam aos montes. As mensagens recebidas por um satélite. Existe largura de banda suficiente no espaço cósmico para as ligações entre satélites. em áreas desenvolvidas. essa largura de banda não está disponível para a maioria dos usuários. Apesar de uma única fibra ter. examinaremos alguns desses mercados.) Os uplinks e os downlinks poderiam operar na banda L. Uma comparação entre a comunicação por satélite e a comunicação terrestre é instrutiva.27 (a) Os satélites do Irídium formam seis eixos em torno da terra (b) 1. Além disso. O fator de limitação seriam os segmentos de uplink/downlink. O custo projetado para o usuário final seria em torno de 3 dólares por minuto. o sistema telefônico mudou muito pouco nos últimos 100 anos e não mostrou sinais de mudança para os próximos 100 anos. é improvável que o projeto morra por falta de clientes.628 células sobre a superfície da terra . Figura 3. poderiam ser retransmitidas entre os satélites localizados na banda Ka. os satélites de comunicação têm mercados muito importantes que a fibra não é capaz de alcançar. em princípio. Esse movimento glacial foi causado em grande parte pelo ambiente regulador no qual esperava-se que as companhias telefônicas fornecessem bons serviços de voz a preços razoáveis (o que elas fizeram) e. a 1. Agora. As fibras que estão sendo instaladas atualmente são usadas no sistema telefônico para tratar diversas chamadas interurbanas ao mesmo tempo. o que requer pouquíssima largura de banda. Com o surgimento da concorrência. Há 20 anos. Empresas e pessoas físicas que quisessem ser contactadas todo o tempo. tinham lucro garantido em seus investimentos.6 GHz. Isso era praticamente tudo o que existia na época. impedindo o fornecimento de uma alta banda a usuários individuais. em troca. o Iridium enfrentaria intensa concorrência do PCS/PCN (com seus telepontos de configuração especial). pensava-se que o futuro da comunicação residia nos satélites de comunicação. Essas empresas também pararam de cobrar preços altos por ligações interurbanas para subsidiar o serviço local. mesmo em áreas subdesenvolvidas. Entretanto. Subitamente. Afinal de contas. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  41 para paging e navegação. como SMDS e B-ISDN. (Os dispositivos de paging imaginados poderiam mostrar duas linhas de texto alfanuméricos.200 bps disponíveis para as pessoas que precisavam transmitir dados. possibilitando a comunicação com um satélite através de um pequeno dispositivo alimentado por bateria. em 1984 nos Estados Unidos e um pouco mais tarde na Europa. A Motorola estima que 200 MHz seriam suficientes para todo o sistema. Se essa tecnologia puder fornecer um serviço universal em qualquer lugar da Terra por esse preço. mais largura de banda Potencial do que todos os satélites lançados. esse quadro se alterou radicalmente.

3 10BaseT indica uma rede de 10 Mb/s usando par trançado e sinal digital. 4) Assinale a alternativa correta: a) O melhor tipo de fibra existente para transmissão de dados é a Multimodo índice gradual. meios analógicos e meios digitais. 9) Assinale com um X na resposta certa. a capacidade é inversamente proporcional à distância Espectro é a representação das freqüências que um determinado canal deixa passar. O espectro da luz visível. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  42 Questionário: 1) Assinale a alternativa correta: a) Podemos dividir os meios de transmissão em duas grandes categorias.3 10BaseT indica uma rede de 10 Mb/s usando fibra ótica e sinal digital. b) Podemos dividir os meios de transmissão em duas grandes categorias. enquanto o par trançado UTP é desprotegido. 2) Assinale a alternativa correta: a) O par trançado UTP possui uma blindagem. Nas redes locais com par trançado. enquanto o par trançado STP é desprotegido. a transmissão é analógica Fibras monomodo utilizam ILDs As fibras utilizam luz no espectro do ultravioleta Os sistemas de microondas e os satélites Geoestacionários usam as mesmas faixas de freqüência O meio físico mais utilizado para transmissões no Brasil atualmente é o cabo coaxial Fibras monomodo têm um maior alcance do que as multimodo As ondas de rádio atravessam prédios As ondas infravermelhas atravessam prédios As ondas microondas atravessam prédios As ondas microondas atravessam paredes normais O número de satélites Geoestacionários é ilimitado m) A fibra ótica multimodo é mais rápida que a monomodo na transmissão dos dados w) A transmissão via laser é direcional é não pode ter qualquer obstáculo físico no caminho . b) O melhor tipo de fibra existente para transmissão de dados é a Monomodo. b) O padrão 802. O cabo coaxial de 50 ohms utilizava o conector tipo vampiro nas redes locais O cabo coaxial de 75 ohms é usado no sistema de TV a cabo O cabo coaxial de 75 ohms é melhor do que o de 50 ohms para transmissão analógica a grande distância O cabo coaxial de 50 ohms utiliza o conector T O cabo coaxial 10Base2 é o de 75 ohms. 8) Dê um exemplo que você conheça de transmissão por microondas. b) O par trançado categoria 3 e 4 são normalmete usadas para redes de 10 Mb/s e 100 Mb/s respectivamente. 3) Assinale a alternativa correta: a) O par trançado categoria 3 e 5 são normalmete usadas para redes de 10 Mb/s e 100 Mb/s respectivamente. 6) Por que o sistema Irídium recebeu este nome? 7) Dê um exemplo que você conheça de transmissão por infravermelho. meios físicos e não físicos. b) O par trançado STP possui uma blindagem. indicando se a mesma é Verdadeira ou Falsa: V F a) b) c) d) e) f) g) h) i) j) k) l) n) o) p) q) r) s) t) u) v) x) Canal e meio de comunicação são sinônimos Para que um sinal passe por um canal é necessário que seu espectro esteja contido na banda do canal A banda de passagem de uma linha física é a mesma de um canal de voz Um meio de transmissão comporta apenas um circuito de comunicação individual Em qualquer meio de transmissão. 5) Assinale a alternativa correta: a) O padrão 802.

O comitê 802 publicou um conjunto de padrões nacionais americanos pelo Americans National Standards Institute (ANSI). Os padrões IEEE 802 foram adotados pelo ANSI como padrões nacionais americanos. Os vários padrões diferem na camada física e na subcamada MAC. token bus e token ring. Por outro . As partes de 802. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  43 4. que é a necessidade de gerenciar enlaces de dados com origens e destinatários múltiplos num mesmo meio físico de transmissão como no caso das topologias em anel e barramento. token bus (permissão em barra) e token ring (permissão em anel).1 Camadas do modelo IEEE 4. cada uma publicada como um livro independente. define as características elétricas (níveis de tensão. incluem CSMA/CD. consulte Stallings (1993).1.3 a 802. etc. mas são compatíveis na camada de enlace de dados. respectivamente.2 IEEE Figura 4..3 802. apresentando as seguintes características: a) correspondência máxima com o RM-OSI b) interconexão eficiente de equipamentos a um custo moderado c) implantação da arquitetura a custo moderado As três camadas da arquitetura IEEE são: – Camada física – Subcamada de controle de acesso ao meio (MAC) – Subcamada de controle de enlace lógico (LLC) OSI 802. pelo NIST como padrões governamentais e pela ISO como padrões internacionais (conhecido como ISO 8802). A existência da subcamada MAC na arquitetura IEEE 802 reflete uma característica própria das redes locais. coletivamente conhecidos como IEEE 802.1. no que diz respeito à topologia e ao meio de transmissão propriamente dito. que ficou a cargo de um comitê instituído em fevereiro de 1980 pela IEEE Computer Society (Instituto dos Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos). especifica os mecanismos que permitem gerenciar a comunicação a nível de enlace de dados.). O padrão 802. Assim. O IEEE produziu vários padrões para LANs. Para obter maiores informações.5 .1 oferece uma introdução ao conjunto de padrões e define as primitivas da interface.) e as características funcionais e de procedimentos (tempo de duração de bit ou velocidade de transferência de bits. Esses padrões foram posteriormente revisados e republicados como padrões internacionais pela ISO com a designação ISO 8802. impedância. Os padrões são divididos em partes. 802.1 Camada física Tem como função prover os serviços básicos de transmissão e recepção de bits através de conexões física. a qual utiliza o protocolo LLC (Logical Link Control).2 Subcamada de controle de acesso ao meio (MAC) A subcamada MAC da arquitetura IEEE 802.2 descreve a parte superior da camada de enlace de dados.1 Enlace Física LLC MAC 802. A existência da subcamada MAC permite o desenvolvimento da subcamada superior (LLC) com um certo grau de independência da camada física. sendo que cada camada foi orientada para o desenvolvimento de redes locais. os padrões CSMA/CD.4 802. inicialização das funções de transmissão e recepção de bits.. As três seções a seguir explicam esses três sistemas.1). etc. O modelo de referência elaborado pelo IEEE definiu uma arquitetura com três camadas (veja figura 8. O padrão 802. etc. 4. Esses padrões. as características mecânicas (tipo de conectores. dimensões do suporte físico de transmissão. Cada padrão abrange a camada física e o protocolo de subcamada MAC.) das conexões físicas. O padrão IEEE 802 Com o objetivo de elaborar padrões para redes locais de computadores nasceu o projeto IEEE 802.5 descrevem os três padrões de LAN.1 – Relação entre os padrões IEEE 802 e RM-OSI 4.

em determinada época. a própria subcamada MAC é relativamente sensível a esses elementos. (Quando o físico britânico do século XIX James Clerk Maxwell descobriu que a radiação eletromagnética poderia ser descrita como uma equação de onda.4 (ISO 8802/4): rede em barra utilizando passagem de permissão como método de acesso – Padrão IEEE 802. Para relembrar. ela começa imediatamente a transmissão. fornecidos à camada superior: Um primeiro serviço permite que as unidades de informação sejam trocadas sem o estabelecimento prévio de uma conexão a nível de enlace de dados. Cada vez que uma novo meio de transmissão é utilizado nas redes locais. E assim por diante. O padrão inicial também fornece os parâmetros para um sistema de banda básica de 10 Mbps que utiliza cabos coaxiais de 50 ohms. O padrão IEEE 802. token ring e token bus. Mais tarde. Somente depois da famosa experiência de Michelson-Morley. quando uma estação quer transmitir. Esse documento contém também padrões para gerenciamento da rede e informações para a ligação inter-redes. Esse sistema foi chamado de Ethernet. Esse padrão formou a base do 802.1 especificam diferentes opções de nível físico e protocolos da subcamada MAC para diferentes tecnologias de redes locais: – Padrão IEEE 802.1. a DEC e a Intel criaram um padrão para um sistema Ethernet de 10 Mbps. Todas as estações que colidirem terminam sua transmissão. O início verdadeiro foi o sistema ALOHA construído de forma a permitir a comunicação entre máquinas dispersas pelas ilhas Havaianas. que são os principais protocolos utilizados para controle de acesso ao meio compartilhado. – Padrão IEEE 802. portanto. É suposto que as camadas superiores possuam tais mecanismos de modo a tornar desnecessária sua duplicação nas camadas inferiores. a estação aguarda até que ele fique livre. que funcionavam em velocidades entre 1 a 10 Mbps em diversos meios. caso contrário. aguardam durante um período aleatório e repetem o processo inteiro novamente. O terceiro serviço refere-se a um serviço sem conexão com reconhecimento utilizado em aplicações que necessitam de segurança mas não suportam o overhead de estabelecimento de conexão. os físicos descobriram que a radiação eletromagnética poderia se propagar no vácuo. ela escuta o cabo.2 (ISO 8802/2) descreve a subcamada superior do nivel de enlace. foi acrescentada a detecção de portadora.5 (ISO 8802/5): rede em anel utilizando passagem de permissão como método de acesso. O próximo capítulo apresenta os principais protocolos de acesso múltiplo existentes. Os outros padrões que aparecem na figura 8. Se duas ou mais estações começarem a transmitir simultaneamente em um cabo desocupado.3 tem uma história interessante. nem controle da cadência de transferência das unidades de dados (controle de fluxo). de modo a incorporar as funções de recuperação de erros. Um segundo serviço consiste no estabelecimento de uma conexão a nível de enlace de dados.3 Subcamada de controle de enlace lógico (LLC) A subcamada se encarrega de prover às camadas superiores os serviços que permitem uma comunicação confiável de sequência de bits (quadros) entre os sistemas usuários da rede. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  44 lado. Maiores informações a respeito do padrão IEEE para redes locais podem ser encontradas no anexo I desta apostila.3 é para uma LAN CSMA/CD 1-persistente. antes da fase de troca de dados propriamente dita. 1976). 94 Mbps a ser conectado a 100 estações de trabalho pessoais em um cabo de 1 km (Metcalfe e Boggs. que a radiação eletromagnética se propagava.3 e Ethernet O padrão IEEE 802. em 1887. haverá uma colisão. . A especificação da subcamada LLC prevê a existência de três tipos de serviços básicos. O padrão ANSI/IEEE 802. 4.1 é um documento que descreve o relacionamento entre os diversos padrões IEEE 802 e o relacionamento deles com o modelo RM-OSI. Padrão IEEE 802. O padrão 802. nem controle para recuperação de erros ou anomalias.3 (ISO 8802/3): rede em barra utilizando o CSMA/CD como método de acesso. o cabeçalho de um campo também é uma outra diferença entre eles (o campo de comprimento 802. Os conjuntos de parâmetros para outros meios e velocidades vieram depois. Neste tipo de serviço não há.) A Ethernet da Xerox foi tão bem-sucedida que a Xerox.3 difere da especificação Ethernet por descrever uma família inteira de sistemas CSMA/CD 1-persistente. de seqüência e de controle de fluxo. os cientistas presumiram que o espaço deveria ser preenchido com algum meio etéreo no qual a radiação se propagava. Se o cabo estiver ocupado. dentre eles se encontram o CSMA/CD. e a Xerox criou um sistema CSMA/CD de 2.3. que utiliza o protocolo LLC. um novo padrão IEEE é criado para normalização do mesmo. O padrão 802. como referência ao éter luminífero através do qual se pensou.2. 4. Além disso.3 é usado para tipo de pacote em Ethernet).

Para o lOBase5.1 . e normalmente existem diversos pares sobressalentes disponíveis. que são mais confiáveis e fáceis de usar. Os problemas associados à localização de cabos partidos levou os sistemas a utilizarem computadores conectados por cabo a um hub central. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  45 Muitas pessoas (incorretamente) usam o nome “Ethernet” em um sentido genérico para se referir a todos os protocolos CSMA/CD. Cronometrando cuidadosamente o intervalo entre o envio do pulso e a recepção do eco. Quando é detectada uma colisão. Por essa razão.3 de banda básica Historicamente. pois a maioria dos edifícios comerciais já está conectada dessa maneira. popularmente chamado de Ethernet grosso (thiek Ethernet). um transceptor (transceiver) é preso firmemente ao cabo para que seu conector de pressão faça contato com o núcleo interno do cabo.Os tipos mais comuns de LANs 802. Nome 1 OBase5 1 OBase2 1 OBase-T 1 OBase-F Cabo Coaxial grosso Coaxial fino Par trançado Fibra ótica SIot máximo 500 m 200 m 100 m 2. Essa placa contém um chip controlador que .3. Nos próximos parágrafos. Geralmente. O quinto par. técnica esta denominada reflectometria de domínio de tempo. permite que o computador forneça energia aos circuitos do transceptor. um cabo do transceptor (transcelver cable) conecta o transceptor a uma placa de interface no computador. O Ethernet fino é bem mais barato e fácil de instalar. 4.024 1.024 Vantagens Ideal para backbones Sistema mais barato Fácil manutenção Melhor para edifícios Figura 4. O transceptor contém circuitos eletrônicos que tratam da detecção da portadora e de colisões. o cabeamento lOBase5. o transceptor também injeta um sinal inválido especial no cabo para garantir que todos os outros transceptores também entendam que ocorreu uma colisão. um eco será gerado e enviado de volta.2 . conectores defeituosos ou soltos pode representar um grande problema nos dois meios. Dois outros são destinados a sinais de controle de entrada e saída. as conexões com ele são feitas com conectores de pressão (vampire taps). utiliza a sinalização de banda básica e pode aceitar slots de até 500m. veio primeiro. Basicamente. Alguns transceptores permitem que até oito computadores vizinhos sejam conectados a ele. A Figura 4. Historicamente. O cabo do transceptor pode ter até 50 m de comprimento e contém cinco pares trançados blindados individuais. começaremos a nossa discussão a partir daí.2 mostra esses três esquemas de fiação. A detecção de cabos partidos. respectivamente. as conexões são feitas através de conectores BNC padrão para formar junções “T”.000 m Nós/s 100 30 1.2. um pulso de forma conhecida é injetado no cabo.3 Como o nome “Ethernet” se refere ao cabo (o éter). Dois dos pares são destinados à entrada e saída de dados. embora ele se refira a um produto específico que implementa o 802.3” e “CSMA/CD”. exceto quando houver referência especifica ao produto Ethernet. é possível localizar a origem do eco.3 (a) 10Base5 (b) 10Base2 e (c) 10BaseT O cabo do transceptor termina na placa de interface dentro do computador.Três tipos de cabos 802. esses fios são pares trançados de companhias telefônicas. nos quais um pino é cuidadosamente inserido até a metade na parte central do cabo coaxial. que nem sempre é utilizado. Figura 4. Se o pulso atingir um obstáculo ou o fim do quadro. reduzindo assim o número de transceptores necessários. mas pode atingir apenas 200 m e só é capaz de tratar 30 máquinas por slot de cabo. foram desenvolvidas técnicas para detectá-los. Com o 10Base5. usaremos os termos “802. Esse esquema é denominado lOBase-T. A notação lOBase5 significa que ele opera a 10 Mbps.1 Cabeamento 802. Normalmente. o segundo tipo de cabo era o lOBase2 ou o Ethernet fino (thin Ethernet). Em vez do uso de conectores de pressão.

É necessário haver uma maneira de os receptores determinarem exatamente o início. A desvantagem da codificação Manchester é que ela requer duas vezes mais largura de banda que a codificação binária direta. Se uma estação enviar o string “0001000”. que utiliza fibra ótica. outras poderão erroneamente interpretá-lo como 10000000 ou 01000000. mas os parâmetros definidos para o padrão de banda básica usam somente os endereços de 6 bytes.3 (IEEE. O quadro contém dois endereços. um para o destino e um para a origem.3 A estrutura dos quadros do 802. Um bit 1 binário é enviado quando a voltagem é definida como alta durante o primeiro intervalo e como baixa no segundo. não existem cabos. é uma variação da codificação Manchester básica. O sinal alto é de + 0. Cada quadro começa com um Preâmbulo de 7 bytes. 85 volts e o sinal baixo é de . transferências DMA com computadores host e outros aspectos do gerenciamento de rede.3.4 -O formato do quadro 802. pois isso gera ambiguidades. Em seguida. Na codificação Manchester. O padrão permite endereços de 2 e de 6 bytes. Uma quarta opção de cabeamento para o 802. Esse esquema garante que cada período de bits tenha uma transição na parte intermediária. pois os pulsos são a metade da largura.3 -(a) Codificação binária (b) Codificação Manchester (c) Codificação Manchester Diferencial 4. O esquema diferencial requer equipamento mais complexo. apenas um hub central (uma caixa cheia de circuitos). O endereço que consiste em todos os bits 1 é reservado para difusão (broadcast). tornando fácil para o receptor sincronizar-se com o transmissor. Figura 4. Um quadro contendo todos os bits 1 no campo de destino é entregue a todas as estações da rede. A codificação Manchester diferencial. Os endereços de grupo permitem que diversas estações escutem um único endereço. Figura 4. A codificação Manchester é mostrada na Figura 4. 6 us para permitir que o relógio do receptor se sincronize com o do transmissor. Quando um quadro é enviado para um endereço de grupo. A codificação Manchester desse padrão produz uma onda quadrada de 10 MHz para 5. mostrada na Figura 4. Alguns chips controladores também gerenciam um grupo de buffers para quadros recebidos. contendo 10101011 para sinalizar o início do quadro propriamente dito. o fim ou o meio de cada bit. uma fila de buffers para quadros a serem transmitidos. A inclusão ou remoção de uma estação é mais simples nessa configuração. e cabos partidos podem ser facilmente detectados. Todos os sistemas de banda básica usam a codificação Manches ter devido à sua simplicidade. O Protocolo de Subcamada MAC 802. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  46 transmite quadros para o transceptor e recebe quadros dele. mas oferece menor imunidade a ruido.4. Um bit O é indicado pela presença de uma transição no inicio do intervalo. O bit de alta ordem do endereço de destino é O para endereços comuns e 1 para endereços de grupo.3 . vem um byte Início de quadro. Nela. todas as estações do grupo o recebem. 85 volts. No 10Base-T.0. Nenhuma das versões do 802. pelo cálculo das somas de verificação nos quadros enviados e nos quadros recebidos. sem fazer referência a um relógio externo. um bit 1 é indicado pela ausência de uma transição no início do intervalo.3 é o lOBase-F. No O binário. cada período de bits é dividido em dois intervalos iguais. 1985a) é mostrada na Figura 4. pois não conseguem identificar a diferença entre um transmissor inativo (0 volts) e um bit 0 (0 volts).3 utiliza a codificação binária direta com 0 volts para 0 bit 0 e 5 volts para o bit 1. acontece exatamente o contrário: primeiro baixa e depois alt4. A transmissão para um grupo de estações é chamada de multicast. O chip controlador é responsável pela montagem dos dados em um formato de quadro apropriado. Dois desses métodos são denominados codificação Manchester (Manchester encoding) e codificação Manchester diferencial (diferential Manchester encoding). resultando em um valor DC de O volts.3(c). cada um contendo o padrão de bit 10101010. existe uma transição no meio.3(b). Em ambos os casos.

No entanto. o tamanho de quadro mínimo tem que ser de 6. . envia um quadro. Para tornar mais fácil a distinção de quadros válidos de lixo. onde ele pode colidir com outro quadro. o que significa que bits perdidos em fragmentos de quadros aparecem a todo instante no cabo. No tempo 0. Se a parte de dados de um quadro for menor do que 46 bytes. Quando detecta uma colisão. B. mesmo assim. é concebível que haja uma colisão. Mais ou menos no tempo 2t. Esse problema é ilustrado na Figura 4. O algoritmo da soma de verificação (checksum) é uma verificação de redundância cíclica . a estação A. Se uma estação tenta transmitir um quadro muito curto. um campo de dados de O bytes causa problemas. um transceptor trunca o quadro atual. no tempo x . 2 us Esse tempo corresponde a 64 bytes. Essas restrições estão se tornando cada vez mais penosas. o transmissor vê a saída de ruído e também interrompe a transmissão.3 é o de Checksum.500 m e quatro repetidores (de acordo com a especificação 802. todos os quadros devem levar mais de 2t para que sejam enviados. de um mínimo de O a um máximo de 1. Trata-se efetivamente de um código de verificação de dados de 32 bits. o comprimento de quadro mínimo deve aumentar ou o comprimento de cabo máximo deve diminuir. que o quadro foi enviado com êxito. O campo final do 802. Como alternativa. Outra (e mais importante) razão para ter um quadro de comprimento mínimo é evitar que uma estação conclua a transmissão de um quadro curto antes de o primeiro bit ter atingido a extremidade do cabo. e o erro será detectado.500. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  47 O campo Comprimento informa quantos bytes existem no campo & dados. então. Figura 4. interrompe a transmissão e gera uma rajada de ruído de 48 bits para avisar a todas as estações. em uma extremidade da rede. Quando detecta que está recebendo mais potência do que está produzindo.5 -A detecção de colisão pode levar até 2T A medida que a velocidade da rede cresce. o campo de enchimento será usado para preencher o quadro até o tamanho mínimo. ele aguarda um intervalo de tempo aleatório antes de tentar novamente.400 bytes.500 m. começa a transmissão. operando a 1 Gbps. o checksum certamente estará errado. Para evitar que essa situação ocorra.5. a estação mais distante. O emissor concluirá. B sabe que uma colisão ocorreu. o tamanho de quadro mínimo poderia ser 640 bytes e a distância máxima entre duas estações poderia ser 250m. do endereço de destino até o campo checks um. Para uma LAN de 2.E). Em seguida. Se alguns bits de dados estiverem sendo recebidos com erros (devido a ruídos no cabo).3 afirma que os quadros válidos devem ter pelo menos 64 bytes de extensão. a transmissão será concluída antes que a rajada de ruído retorne em 2t. Vamos chamar o tempo de propagação que esse quadro leva para atingir a outra extremidade de t. Apesar de válido. Momentos antes de o quadro chegar à outra extremidade (ou seja. Os quadros com menos 6ytes são preenchidos até 64 bytes. Para uma LAN de 10 Mbps com um comprimento máximo de 2. o 802. proporcionalmente. à medida que se caminha na direção das redes de gigabits. o quadro mínimo permitido deve levar 51.3).

O preâmbulo é usado para sincronizar o relógio do receptor. cada estação recebe todos os quadros. a estação de maior número pode transmitir o primeiro quadro. com cada estação tendo que manter dez temporizadores diferentes e mais de duas dúzias de variáveis de estado internas. ele é diferente do formato de quadro do 802. ela passa a permissão para o seu vizinho imediato. Padrão IEEE 802. Um ponto importante a ser observado é que a ordem física na qual as estações são conectadas ao cabo não é importante.3 ser amplamente usado em escritórios. durante o desenvolvimento do padrão 802 pessoas ligadas à General Motors e a outras empresas interessadas na automação fabril tinham sérias restrições a seu respeito. portanto. Como o cabo é inerentemente um meio de difusão. 1 e desocupado no cabo. Os especialistas em automação fabril do comitê 802 gostaram da idéia conceitual de um anel.3. enviando a ele um quadro de controle especial chamado token (permissão). com as ações desenvolvidas em Ada®. Um sistema simples com o pior caso conhecido é formado por um anel no qual as estações se revezam para transmitir os quadros. com exceção de que aqui ele pode ter apenas 1 byte. os quadros 802. uma estação poderia esperar um tempo arbitrariamente longo (que.4. Figura 4. Para a camada física. O token se propaga em torno do anel lógico. e é muito mais complicada.3 não têm prioridades.Consequentemente. o token bus emprega o cabo coaxial de banda larga de 75ohms usado nos sistemas de televisão a cabo.6). . o do anel. no qual quadros importantes não devem ser retidos à espera da transmissão de quadros sem importância. Entre outras coisas. o protocolo MAC tem provisões para acrescentar e remover estações do anel. Conseqüentemente. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  48 4. Depois disso. 5 e 10 Mbps. elas não estarão no anel (ou seja. Os campos Delimitador de início e Delimitador de fim são usados para assinalar os limites do quadro Ambos contem codificação analógica de símbolos diversos de Os e is. mas não gostaram da implementação física. e apenas o portador do token tem a permissão para transmitir quadros. o token bus é um cabo em forma de árvore ou linear no qual as estações são conectadas. e JEEE. enquanto o 802.3. Fisicamente. as estações são organizadas em um anel (ver Figura 4. ela envia um quadro de token especificamente endereçado a seu vizinho lógico no anel. o campo de comprimento não é necessário. o 802. eles observaram que o anel não se ajusta muito bem à topologia linear da maioria das linhas de montagem. descreve uma LAN chamada de token bus.4 (Dirvin e MilIer. Logicamente. não há colisões. 802. seria ilimitado) para poder enviar um quadro.3 apresenta os protocolos como procedimentos Pascal. os esquemas de modulação não só fornecem formas de se representar os estados 0. Infelizmente. Em suma. São possíveis velocidades de 1.Token bus Esse padrão.3. São permitidos os sistemas com um e dois cabos.3. tendo a robustez do cabo de difusão do 802. um novo padrão foi desenvolvido. 1985b). tudo isso por causa do protocolo MAC probabilístico. não importando onde essa estação está fisicamente localizada no cabo.6 . O formato de quadro do token bus é mostrado na Figura 4.3. pois uma ruptura no cabo do anel poderia derrubar toda a rede. Quando uma estação passa o token. phase coherent frequency shift keying (fsk-fase coerente) e multi level duobinary amplitude modulated phase shíft keying (chaveamento por mudança de fase com amplitude multi nível duobinária modulada).7. Quando o anel lógico é inicializado. Além disso.4 os mostra como máquinas limitadas. com cada estação conhecendo o endereço da estação da “esquerda” e da “direita”.4: Token Bus Apesar de o 802. de forma que eles não podem ocorrer acidentalmente nos dados do usuário. O padrão 802. as estações 14 e 19 na Figura 4. São permitidos os seguintes esquemas analógicos de modulação: phase continuous frequency shift keying (fsk-fase continua). O protocolo MAC 802. Além disso. com um pouco de má sorte. ocupando mais de 200 páginas. com ou sem headends. Como apenas uma estação por vez detém o token. Além disso. nenhum quadro terá de aguardar mais do que nT segundos para ser enviado. Também é importante observar que quando as estações forem ligadas pela primeira vez. Se houver n estações e forem necessários T segundos para enviar um quadro.6). a camada física é totalmente incompatível com o 802. como no 802.4 é muito maior do que o 802. na pior das hipóteses. Os dois padrões também são bem diferentes em termos de estilo. como dispõem de outros três símbolos para o controle da rede. mas com o comportamento do pior caso conhecido. descartando aqueles que não forem endereçados a ela. o que os torna inadequados a sistemas de tempo real. 1986.4 é muito complexo.

. é o “tamanho físico” de um bit.3. a IBM escolheu o anel para sua LAN e o IEEE incluiu o padrão token ring como o 802.8. Tudo o que a camada MAC faz é oferecer uma forma de colocar os quadros no cabo. mas seria bom poder enviar quadros longos quando o tráfego de tempo real não fosse um problema. Padrão IEEE 802. Assim como no 802. Enquanto estiver no buffer. Ele também pode carregar um indicador para exigir que a estação de destino confirme a recepção correta ou incorreta do quadro.182 bytes de extensão quando são usados endereços de 2 bytes. Se a taxa de dados do anel for R Mbps. os dois grupos se comunicavam. O endereçamento individual ou de grupo e as designações de endereço globais e locais são idênticas ao 802. ela não se importa com seu conteúdo. que um anel de 1 Mbps. . Dentre suas diversas características interessantes. na verdade um anel em um conjunto de interfaces de anel conectado por linhas ponto a ponto. esse campo carrega a prioridade do quadro.5. As implicações do número de bits no anel se tornarão mais claras mais adiante. O anel. Um anel e sua interface são mostrados na Figura 4. por exemplo. o campo Controle de quadro é usado para especificar o tipo do quadro.5: Token Ring As redes em anel existem há muitos anos (Pierce. cuja circunferência seja de 1. Latif et aí. cabo coaxial ou fibra ótica. será emitido um bit a cada 1/R . um outro que permite às estações saírem do anel e assim por diante.5 (JEEE.3. uma rede deve usar todos os endereços de 2 bytes ou todos os endereços de 6 bytes. 1972) em redes locais e em redes geograficamente distribuídas. 1985c. o destino não teria permissão para enviar coisa alguma.147 bytes de extensão quando são usados endereços de 6 bytes. Como mencionamos anteriormente. no projeto e análise de qualquer rede de anel. Esse indicador transforma o token bus em uma estratégia semelhante ao esquema de confirmação de Tokoro e Tamaru. 4. o bit poderá ser inspecionado e possivelmente modificado antes de ser mandado de volta para o anel. por exemplo. Em relação aos quadros de dados.000 m. Essa etapa de cópia introduz um retardo de 1 bit em cada interface. A engenharia de anéis também é praticamente toda digital. mas um conjunto de ligações ponto a ponto individuais que formam um círculo. pois ele não teria o token. eles não concordavam muito um com o outro). Esse campo usa o mesmo algoritmo e o mesmo polinômio que o 802. Sem esse indicador.3 (sim. 1992). Cada bit que chega a uma interface é copiado para um buffer de 1 bit e. tem um componente analógico substancial para a detecção de colisões. O padrão 802. enquanto o 802. Os tipos permitidos incluem quadros de passagem de token e diversos quadros de manutenção do anel. Os campos Endereço de destino e Endereço de origem são os mesmos do 802. os temporizadores podem ser usados como uma medida antimonopolizadora. No que diz respeito aos quadros de controle. inclusive um mecanismo que permite a estações novas entrarem no anel. O campo Dados pode ter 8. podem ser feitas em par trançado. cada bit ocupa 200/R m no anel. é copiado novamente para o anel. não. Por essas razões. contém apenas 5 bits ao mesmo tempo. us. está o fato de que um anel não é realmente um meio de difusão. Com uma velocidade de propagação típica de cerca de 200 m/gs.3.4 O campo Controle de quadro é usado para distinguir os quadros de dados dos quadros de controle. Um aspecto principal. tem um limite superior de acesso ao canal que é conhecido. Isso significa. Com o token bus. Observe que o protocolo 802. As ligações ponto a ponto envolvem uma tecnologia bem conhecida e comprovada na prática e. em seguida. além de ser confiável.7 – Formato do quadro 802.3.4 inicial permite os dois tamanhos. O Checksum é usado para detectar erros de transmissão. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  49 Figura 4. que é mais curto para evitar que uma estação ocupasse o canal por muito tempo. Isso é cinco vezes mais do que o maior quadro do 802.3. e até 8.3 não tem qualquer quadro de controle. e não uma mistura dos dois no mesmo cabo. além disso.

Dessa forma. mas o 802. em seguida. escuta e transmissão. ela ativará o bit. um mecanismo de confirmação mais complicado deve ser usado (se houver algum sendo usado). Quando a estação de destino tiver recebido um quadro. pois o quadro completo nunca aparece no anel em um determinado instante. enviará um novo token. elas terão de ser projetadas de forma a conectar a entrada com a saída quando a força for desligada. À medida que os bits propagados ao longo do anel retornam. Entretanto. no qual se entra somente depois que o token é adquirido. o token passará a maior parte do tempo circulando em torno do anel. No modo de escuta. os projetistas devem presumir que as estações poderão ser desativadas diversas vezes. em vez de buscá-los da estação em um intervalo de tempo tão curto. Como só existe um token. assim que uma estação finalizar sua transmissão e regenerar o token.5 também usa alto-alto e baixobaixo em determinados bytes de controle (por exemplo. ele será removido. geralmente. Depois que uma estação tiver terminado a transmissão do último bit de seu último quadro. O formato do quadro só precisa incluir um campo de 1 bit para confirmação.3(c)]. a interface interrompe a conexão entre a entrada e a saída. para evitar a remoção do token que poderá vir a seguir caso nenhuma outra estação o tenha removido. antes de transmitir. os bits de entrada são simplesmente copiados para a saída. O importante aqui é que em um anel curto pode haver a necessidade de inserção de um retardo artificial à noite. Esses sinais que não . de forma que haja uma fila em cada estação. e a interface voltará imediatamente ao modo de escuta. ela tem que se apoderar do token e removê-lo do anel.5 requer pares trançados revestidos funcionando a 1 ou 4 Mbps. circula em torno do anel sempre que todas as estações estão ociosas. Em quase todos os anéis.8(b). A arquitetura do anel não coloca limite no tamanho dos quadros. quando o tráfego for pesado. Mas se as interfaces forem alimentadas externamente. o que o transforma instantaneamente nos 3 primeiros bytes de um quadro de dados normal. Se as inter-faces forem alimentadas pelo anel. uma estação se apoderará dele. Os sinais são tratados pela codificação Manchester diferencial [ver Figura 4. a codificação Manchester diferencial usa alto-baixo ou baixo-alto para cada bit. Isso é feito através da inversão de um único bit no token de 3 bytes. exatamente da mesma forma como o token o resolve. No modo de transmissão. para marcar o início e o fim de um quadro). a fim de monitorar a confiabilidade do anel. como mostra a Figura 4. apenas uma estação pode transmitir em um determinado instante. E fácil lidar com confirmações em um token ring. precisa armazenar um ou mais quadros. embora a IBM tenha introduzido posteriormente a versão de 16 Mbps. Quando o tráfego for leve.5 em particular. Agora. Ocasionalmente. Assim. para garantir que o anel possa conter o token. Para poder alternar do modo de escuta para o modo de transmissão em um tempo de 1 bit. com o retardo de 1 bit. em uma sequência de revezamento.8 – (a) Uma rede em anel (b) modo de escuta (c) modo de transmissão Em um token ring. removendo assim o retardo de 1 bit. ou descartá-los. Quando o último bit do quadro tiver retornado. sendo que os níveis alto e baixo são representados por sinais positivos e negativos de 3 a 4. em vez de falarmos sobre token rings em geral. 5 volts de magnitude absoluta. e a interface do anel deverá ser capaz de conferi-la assim que o último bit tiver chegado. O retardo tem dois componentes: o retardo de 1 bit introduzido por cada estação e o retardo de propagação do sinal. o 802. o bit deverá seguir o checksum. um padrão de bit especial. É óbvio que se a confirmação significa que o checksum foi conferido. inicialmente zero. eles são removidos do anel pelo transmissor. Uma implicação do projeto token ring é que o próprio anel deve ter um retardo suficiente para conter um token completo que circula quando todas as estações estão ociosas. para compará-los com os dados originais. chamado de token. o problema de acesso ao canal é resolvido. o desligamento da estação não terá efeito sobre a interface. a própria interface. Normalmente. especialmente à noite. transmitirá um quadro e. A eficiência da rede pode começar a se aproximar de 100 por cento em condições de carga pesada. Quando uma estação deseja transmitir um quadro. Na camada física. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  50 Figura 4. inserindo seus próprios dados no anel. a permissão para transmitir gira uniformemente pelo anel. As interfaces de anel possuem dois modos operacionais. Quando um quadro é difundido para diversas estações. a estação deve regenerar o token. A estação transmissora pode salvá-los. discutiremos o padrão 802. a estação seguinte verá e removerá o token.

3. Se o anel se romper ou se uma estação for desativada.6. . Como mostra a Figura 4. 1983). como mostra a Figura 4. as necessidades de cabeamento são extremamente reduzidas. frequentemente chamado de anel em forma de estrela — star-shaped ring (Saltzer et ai.10.. Quando uma rede consiste em diversos grupos de estações distantes entre si. Consequentemente. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  51 são de dados sempre ocorrem em pares consecutivos.9 seja substituído por um cabo que conecta um centro de cabeamento distante. Um anel 802. para encontrar estações com defeito ou slots de anel defeituosos. Quando não há tráfego no anel. O Protocolo da Subcamada MAC do Token Ring O funcionamento básico do protocolo MAC é bastante simples. Apesar de logicamente todas as estações estarem no mesmo anel. isso significa que os bits que tiverem completado a viagem em torno do anel retornarão ao transmissor e serão removidos. permitindo que programas de diagnóstico removam as estações. então. um para os dados que chegam à estação e outro para os dados provenientes da estação. a maioria das LANs 802. como mostra a Figura 4. Os relés também são operados por software. Um dos problemas da rede em anel é que se o cabo for rompido em algum lugar.5 não exigir formalmente esse tipo de anel. na verdade. mas os formatos e os protocolos são diferentes.10 – (a) Formato do token (b) Formato do quadro de dados Em condições normais. Esse problema pode ser resolvido elegantemente. a estação envia o resto de um quadro de dados normal. Figura 4.5 usa centros de cabeamento para melhorar a confiabilidade e as possibilidades de manutenção. a perda da corrente liberarão relé e ignorará a estação. o anel morrerá. uma de cada vez.5 que utiliza um centro de cabeamento tem uma topologia semelhante à de uma rede baseada em hub lOBase-T 802.9. um token de 3 bytes circula indefinidamente. Embora logicamente seja um anel. Figura 4. continuar a operação com o slots defeituoso ignorado. a estação transmissora deve esvaziar o anel enquanto continua a transmitir. o primeiro bit do quadro dará a volta no anel e retornará ao transmissor antes de o quadro inteiro ter sido transmitido. Apesar de o padrão 802. aguardando que uma estação se apodere dele através da definição de um determinado bit O como um bit 1.9 – Quatro estações conectadas através de um centro de cabeamento Dentro do centro de cabeamento há relés de bypass que são energizados pela corrente vinda das estações. Em seguida. O anel pode. de forma que não seja introduzido um componente DC na voltagem do anel. cada estação física está conectada ao centro de cabeamento por um cabo contendo (pelo menos) dois pares trançados. 4. convertendo dessa forma o token na sequência de início de quadro.8(c). Apenas imagine que o cabo que conecta uma das estações na Figura 4. pode ser usada uma topologia com diversos centros de cabeamento. com uso de um centro de cabeamento (wire center).

o retardo sob carga baixa é praticamente zero (as estações não precisam aguardar um token. sob carga alta. independente da taxa de dados). Começaremos com as vantagens do 802. Os anéis podem ser construídos usando-se praticamente qualquer meio de transmissão. de longe.3. apesar de o esquema não ser justo. portanto. os sistemas de banda larga utilizam muito da engenharia analógica. examinaremos todos os três padrões de LAN 802. Todo o circuito de detecção de colisão no transceptor é analógico. 5 km (a 10 Mbps). Assim como no token bus. todas as três têm um bom desempenho. À medida que a velocidade aumenta. O tamanho do cabo é limitado a 2. com frequência. O protocolo é simples. 1995)]. que pode ser encontrado com facilidade em diversos fornecedores. que utiliza conexões ponto a ponto. Ele também não possui prioridades.3. Nosso próximo assunto é o token ring. podem discutir os méritos do par trançado em comparação com o cabo coaxial durante horas. pois o transmissor precisa aguardar o token. O maior ponto negativo é a presença de uma função de monitoramento centralizada. outros fatores que não o desempenho são provavelmente mais importantes quando se opta por um deles. mas o intervalo de contençao nao (a duração do intervalo é de 2t. não apenas de dados. Ele trabalha com prioridades e pode ser configurado para fornecer uma fração garantida de largura de banda para o tráfego de alta prioridade. comparando e estabelecendo as diferenças entre eles. Além disso. muitas empresas se depararam com a seguinte pergunta: Qual deles devemos usar? Nesta seção. o que é. limitados apenas pelo tempo de retenção de token. pois os tempos de transmissão de quadro caem. O protocolo é extremamente complexo e tem um retardo substancial sob carga baixa (as estações sempre devem esperar pelo token. mas. Devido à possibilidade de haver quadros abortados por colisões.3. indicando suas vantagens e desvantagens. Ele é mais determinístico do que o 802. Além disso. A principal conclusão que podemos obter desses estudos é que não podemos tirar conclusões a partir deles. Esse padrão é capaz de lidar com quadros mínimos curtos. como em todos os sistemas de passagem de token. 802. sob carga alta. mas também de voz e de televisão. o 802. vale a pena destacar que os três padrões de LAN utilizam tecnologias basicamente semelhantes e têm desempenhos praticamente iguais. também são permitidas prioridades. do tipo mais amplamente usado no momento. também pode haver quadros arbitrariamente grandes. de pessoal ou de contabilidade não se importam muito com isso. Enquanto os cientistas e os engenheiros de informática. Por outro lado. com uma enorme base instalada e considerável experiência operacional. os funcionários dos departamentos de marketing. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  52 4. o cabo precisa ser mais curto. Isso significa que a engenharia é simples e pode ser completamente digital. pois o tempo de ida e volta no comprimento do cabo determina o tempo de slot e. o cabo de banda larga é capaz de aceitar diversos canais. ao contrário dele. que pode afetar seriamente o throughput. Do lado negativo. Ele também possui throughput e eficiência excelentes sob carga alta. Um cabo passivo é usado. A exemplo do token bus. se tiverem a chance.3 não é determinístico. o quadro mínimo válido é de 64 bytes. portanto. mesmo em um sistema que esteja inativo). Apesar de um monitor desativado poder ser substituido.3. As estações podem ser instaladas com a rede em funcionamento. Sempre é possível encontrar um conjunto de parâmetros que faça com que uma das LANs pareça melhor do que as outras. são possíveis quadros curtos. Para começar. Trata-se. um monitor defeituso pode causar dores de cabeça. sem fazê-la cair. Por fim. incluindo modems e amplificadores de banda larga. como a voz digitalizada. inadequado a tarefas em tempo real [embora seja possível haver tarefas em tempo real através da simulação de um token ring no software (Venkatramani e Chiueh.4 e 802. são excelentes. sob carga baixa sempre há um retardo. Além disso. o que representa um overhead substancial quando os dados consistem em apenas um único caractere vindo de um terminal. O token bus usa um equipamento de televisão a cabo altamente confiável. apesar de em momentos críticos as repetidas perdas de token poderem introduzir mais incerteza do que seus defensores gostariam de admitir.5 Com a disponibilidade de três padrões de LAN diferentes e incompatíveis.7. o desempenho. e não são necessários modems. como no token bus e ao contrário do 802. que introduz um componente critico. Vale a pena salientar ainda que têm havido diversos estudos sobre as três LANs. O uso de centros de cabeamento torna o token ring a única LAN capaz de detectar e eliminar automaticamente as falhas nos cabos. a presença de colisões se torna um problema grave. o 8 02. Como alternativa. a eficiência diminui. O par trançado padrão é barato e de instalação muito simples. Por fim. de pombo-correio a fibra ótica. mesmo quando está transmitindo. Sob diversas circunstâncias. cada um com propriedades específicas. Comparação entre 802. Além disso. elas apenas transmitem imediatamente).3 possui um componente analógico substancial. o throughput e a eficiência. transformando-se efetivamente em TDM. . Cada estação precisa estar apta a detectar o sinal da outra estação mais fraca.

 Apostila de Telecomunicações e Redes 1  53 Exercícios: 1) Associe ( ) Redes em barra ( ) Redes em anel 1) 802.4 e 802. o que o protocolo de comunicação faz? 6) Qual é a relação existente entre: tamanho do quadro / velocidade da rede? 7) Qual é a diferença entre o 802.5 2) O que é o CSMA/CD.3 2) 802. E se não tiver.3 obrigatoriamente utiliza HUB para ligações com mais de 2 máquinas? 5) Por que um quadro de dados 802. Qual a sua relação com o sistema de redes Ethernet 3) Qual é o alcance máximo (normalmente) em metros de um cabo Ethernet 10Base2 e um 10Base5 e um 10BaseF 4) Qual dos cabos 802.3 a 10 Mbites deve ter no mínimo 64 bytes de extensão.4 3)802.4 com relação à disciplina de acesso ao MT. qual seria a estrutura lógica e a estrutura física da rede? .3 e 802. qual é a função do TOKEN? 9) Na figura 4.5. Qual dos métodos permite esquema de prioridades? 8) Nas redes 802.9.

o terminal entende que a mensagem foi corrompida e que deve ser retransmitida.1. Aloha Esta técnica foi utilizada primeiramente na rede ALOHA que iniciou sua operação em 1970.2 – Aloha em intervalos .2. Se o tráfego normal da rede consume apenas uma parte da banda disponível. ambas devem ser retransmitidas. O total de tempo perdido compreende desde o início de transmissão da primeira mensagem até o final de transmissão da última mensagem. ambas são inutilizadas e nenhuma das duas estações envolvida recebe o reconhecimento. – Aloha Puro Na técnica Aloha puro. cada terminal escuta apenas o canal computador-terminal. liga um temporizador e aguarda uma resposta do computador central que vai indicar o reconhecimento da mensagem. só pode iniciar a transmissão no começo de um intervalo. Uma maneira simples de melhorar a eficiência é permitir que transmissões só sejam iniciadas em intervalos fixos de tempo. Sendo assim. Veja a figura 5. Veja a figura 5. em Honolulu.1 – Aloha puro A B C Figura 9. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  54 5. Mesmo que apenas uma pequena parte das mensagens tenham colidido. quando o terminal possui alguma mensagem pronta para ser enviada ele simplesmente envia. o que atualmente não é mais indicado para redes locais. o que implica em uma utilização deficiente do canal. Se o reconhecimento não for recebido até se esgotar o tempo de espera. Apesar de terem sido projetadas com o propósito especial de compartilhar o uso de um canal de rádio. Essa seção apresenta alguns protocolos com acesso baseado em contenção: 5. o número de colisões e retransmissões será pequeno e o protocolo bastante eficiente. as duas técnicas apresentadas podem ser aplicadas em redes locais com topologia em barramento. 5. Um terminal que deseje transmitir. Isto diminui consideravelmente o total de tempo perdido na ocorrência de colisão. Acesso baseado em contenção Numa rede baseada em contenção não existe uma ordem de acesso e nada impede que 2 ou mais máquinas transmitam simultaneamente causando uma colisão. A rede ALOHA consiste de um sistema de rádio-difusão que cobre as ilhas do Hawai e tem como objetivo interligar terminais espalhados pelo arquipélago com um computador central da Universidade do Hawai. O problema aparece no segundo canal onde todos os terminais transmitem em uma mesma freqüência.1. sem se preocupar se o meio está ocupado ou não.1. O problema que para isso seria necessária a transmissão dos dados de forma analógica. Duas frequências de rádio são utilizadas: uma para difusão de mensagens do computador central para os terminais e outra para mensagens dos terminais para o computador. Esta situação é a mesma encontrada em uma rede com topologia em barra.1. Ao completar a transmissão. Uma vez que existe apenas um transmissor no primeiro canal. não podendo saber se o canal terminalcomputador está sendo utilizado por algum outro terminal. Protocolos de acesso múltiplo Os mecanismos de controle de acesso distribuído podem ser divididos em dois grandes grupos: os métodos baseados em contenção e os de acesso ordenado sem contenção. – Aloha em Intervalos Embora apenas uma pequena parte das mensagens tenha colidido. O computador central se encarrega de dividir o tempo total em intervalos de tempo fixos. A B C Figura 9. A estratégia de controle de contenção vai depender da habilidade que uma estação tem para detectar a colisão e retransmitir a mensagem. nenhuma dificuldade é encontrada.

entre duas transmissões. ao contrário dos outros 2 métodos.3 – Exemplo do método de acesso np-CSMA . Se existir mais que um equipamento esperando. o tempo de espera para uma tentativa de retransmissão pode ser gerado de forma randômica. a estação . Se p=1 então todos os equipamentos esperando para transmitir irão fazê-lo assim que a transmissão corrente termine. logo que detecta o meio livre. mesmo que tenha colidido com outra. Carrier Sense Multiple Access (CSMA) Neste método. o np-CSMA espera um tempo aleatório. neste período. é escutar o meio de transmissão antes (carrier sense) e durante (collision detection) a transmissão da mensagem. Tempo desperdiçado T1 T2 T3 Figura 9. 3.se o nó detecta o meio ocupado. então n. 03. de acordo com uma distribuição aleatória de atrasos.p equipamentos irão tentar transmitir assim que o canal fique livre. um valor de p menor do que 1 é escolhido. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  55 5.CSMA p-persistente (p-CSMA): No caso p-persistente.o algoritmo é repetido na nova tentativa. Pode ocorrer que duas ou mais estações estejam aguardando que o meio fique desocupado para iniciarem suas transmissões e isto ocasionará uma colisão de mensagens das estações ao transmitirem simultaneamente. ela deve aguardar até que o sinal desapareça para então iniciar a sua transmissão. Após o término da transmissão. não tendo recebido a resposta em um tempo limitado. desperdiça do T1 Tempo desperdiçado T2 T3 Figura 9. o equipamento transmissor não continua a monitorar o meio enquanto está transmitindo e. duas ou mais mensagens podem ser transmitidas e conseqüentemente corrompidas. O tempo que o meio fica livre.2. a estação aguarda pela mensagem de reconhecimento e. 2. Caso a estação detecte o meio ocupado. é muito pequeno e. Desta forma. – CSMA não persistente (np-CSMA): A estação transmite sua mensagem de acordo com o seguinte algoritmo:: 1. uma estação só transmite sua mensagem após "escutar" o meio de transmissão e determinar que o mesmo não está sendo utilizado. A maneira de se evitar que a colisão só seja percebida quando uma resposta não for recebida. Para minimizar a quantidade de dados perdidos. Na forma mais simples desta técnica. conhecido como janela de colisão. – CSMA/CD (Collision Detection): A causa da ineficiência encontrada nas técnicas Aloha e CSMA consiste no fato que uma mensagem é transmitida completamente. enquanto que p-CSMA continua ouvindo o meio até o mesmo estar livre para a transmissão. Os valores típicos para p estão entre 0. etc. o tempo de propagação de uma mensagem por todos os nós da rede é muito pequeno se comparado com o tempo de transmissão de uma mensagem. Em redes locais. não podem detectar que a mensagem está sendo corrompida. a estação tenta transmitir com probabilidade p. e o fato só será reconhecido após esgotado o tempo para o recebimento de um reconhecimento. 1 e 0. o que evita que as mesmas mensagens colidam novamente. A escolha ótima depende de muitos fatores tais como: o tempo de propagação de uma mensagem por toda a rede.4 – Exemplo do método de acesso p-CSMA Quando ocorre uma colisão.se o nó detecta o meio livre. ele transmite sua mensagem.1. interrompe a transmissão no caso da colisão. O CSMA/CD. tenta transmitir mais tarde. o número de usuários aguardando para transmitir. portanto. então suas mensagens irão colidir e se perder. Um valor alto para p reduz o tempo em que o canal ficará ocioso enquanto que um valor baixo para p reduzirá a ocorrência de colisões. ela irá perceber que sua mensagem foi corrompida e deve ser retransmitida. Se n equipamentos estão esperando para transmitir em uma implementação p-persistente. Para conseguir implementações mais práticas. o tamanho das mensagens.

mais o tempo de reforço da colisão. Em redes que apresentam um tráfego pequeno. o tempo perdido na transmissão é muito pequeno quando comparado com o tamanho médio das mensagens transmitidas. a estação envia uma mensagem ao seu usuário indicando a impossibilidade de efetuar o serviço solicitado. as mensagens devem ter um tamanho mínimo pré-estabelecido. cada estação espera um número inteiro de "slots" antes de retransmitir. Neste caso. uma vez que o tempo de propagação é finito. desta forma. onde: M . ou a colisão ocorre no tempo correspondente ao "slot" ou a estação tem a certeza de ter-se apossado do meio de comunicação. Também. O intervalo aleatório que os nodos esperam quando ocorre alguma colisão. mas também pelo método de acesso. Para grandes volumes de tráfego o método se apresenta com uma certa instabilidade. Não se tem possibilidade de designar-se prioridade nesse método. que corresponde ao tempo mínimo que uma estação tem que esperar.CD é adequado em aplicações que não exigem tempo de resposta garantido. embora no tempo de retransmissão uma certa prioridade possa ser estabelecida. antes de ter certeza de que se apossou do meio de transmissão. menor será a eficiência e conseqüentemente maior será o tamanho mínimo da mensagem para detecção da colisão. daí a origem do nome do método. Neste caso. a percentagem da utilização da capacidade do meio pode chegar a 98%. que a distância máxima entre nós será limitada não somente pelo meio de transmissão.taxa de transmissão Tp . e pequenas distâncias (da ordem de 2 Km). Apostila de Telecomunicações e Redes 1  56 emissora poderá identificar se existe outro sinal misturado com o seu e. todas as estações envolvidas param de transmitir e tentam transmitir outra vez após um tempo de espera. Este número r é função de qual tentativa está sendo executada. tornando-o desvantajoso em aplicações em tempo real. Para o caso da rede Ethernet. Se a estação está tentando a retransmissão pela n-ésima vez. e é de fato o método mais difundido em redes locais. as transmissões vão se ajustando gradativamente. fazendo assim. a monitoração do nível de energia do canal. Assim. Portanto. seu desempenho é maior. esse tempo é da ordem de 50 microssegundos para uma taxa de 10 Mb/s. A eficiência nesse método é dada por: E= MC M C + 5. . o tamanho mínimo da mensagem é dado por: M > 2*C*Tp. uma vez detectada a colisão. Este método de acesso foi um dos escolhidos como padrão. o "slot" corresponde ao tempo máximo de ida e volta no cabo. Após um número específico de tentativas sem sucesso. o nível de energia do canal é modificado de modo que seja possível a detecção por parte dos nodos. as colisões são detectadas pelos próprios nodos enquanto estão transmitindo. algumas aplicações de automação de escritório. o tempo de resposta máximo não pode ser garantido. com a redução total da carga da rede. O CSMA .tempo de propagação entre os 2 nodos mais distantes na rede Assim. obedece a um certo controle chamado de "recuo binário exponencial". o procedimento se repete mas o tempo de espera para uma nova tentativa é maior que o anterior. Quando ocorre alguma colisão. A cada nova colisão sucessiva. No entanto. Quando ocorre uma colisão. Uma vez que a janela de transmissão é relativamente curta. À medida que a carga da rede cresce. durante uma transmissão. o que implica em uma interface mais cara. o valor de r é dobrado. e também pela eficiência. 4xTp Logo. Este procedimento tem como parâmetro uma unidade de tempo chamada "slot". como por exemplo. Como já foi dito. Para haver detecção de colisão. r deve ser um número aleatório entre o (zero) e 2n. quanto maior a distância maior o tempo de propagação. A implementação desta estratégia não é tão simples como as anteriores.tamanho da mensagem C . penalizando a estação que colide muitas vezes. a distância máxima da rede é limitada pelo tamanho mínimo da mensagem. O pior caso que pode ocorrer é o das estações nas extremidades do cabo iniciarem a transmissão ao mesmo tempo. Para evitar que as mesmas mensagens colidam novamente. cada equipamento tem a sua taxa de transmissão reduzida. o tempo que cada estação aguarda para transmitir novamente é calculado de forma randômica o que não evita que a mensagem desta estação colida com a mensagem de uma outra. Nota-se portanto. permitindo um volume de tráfego também maior.

Esse interrogatório pode ser cíclico. O "polling" é um método que determina a ordem com que os nodos podem tornar acesso ao sistema. tem-se um nodo mestre que executa as funções de controle da rede. R.2. ele passa uma mensagem de "status" ao nodo centralizador. no instante em que lhe for perguntado ele fará a solicitação sendo imediantamente atendido. Caso esta estação não deseje transmitir ela passa o controle para a próxima estacão. . 5.2. sincroniza os receptores e transmissores. o método CSMA/CD é muito eficiente. a estação centralizadora pergunta para a estação mais distante se ela deseja transmitir alguma mensagem. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  57 Na prática. O método divide o espaço de comunicação em um número inteiro de pequenos segmentos (slots) dentro dos quais a mensagem pode ser armazenada. apresentando uma ocupação do meio acima de 90%. Pierce em 1972 tinha como objetivo pioneiro o controle de acesso em uma rede de grande porte constituída por várias redes em anel interconectadas. Sua interface é bem simples e barata. Se o nodo interrogado não tiver nenhuma mensagem a transmitir. circulando encostados pára-choque com pára-choque. Podem existir tantos bits circulando pelo anel quanto a sua latência permitir. ele pergunta aos nodos. inicia os outros bits de controle. Como foi dito. É a esse número de bits que chamamos de espaço de comunicação. Quadro ou Slot Vazio Apresentada por J. A soma dos retardos mais o tempo de propagação no anel forma o que chamamos de latência do anel. um dispositivo gera os slots (cria os slots. O tempo cedido a um determinado nodo para que ele tenha acesso ao canal é função do tamanho da mensagem concedida.2. Cada slot (caminhão) contém um bit (motorista) que indica se o está cheio ou vazio. uma vez criados. No "polling" centralizado. Essa seção apresenta alguns protocolos com acesso ordenado sem contenção: 5. etc. ou seja. Porém. O principal exemplo de utilização do CSMA/CD é dado pela rede Ethernet que é uma rede local comercializada pela Xerox Corporation e utilizada como base para seus produtos de sistemas de automação de escritórios. Ao querer transmitir.) que. estão prontos para ser usados. e assim por diante. Uma boa visualização seria uma série de caminhões em anel. evitando o problema da colisão. Caso algum nodo deseje iniciar uma transmissão. eliminando assim o "overhead" introduzido com a transmissão de mensagens de controle. vários protocolos são baseados no acesso ordenado ao meio de comunicação. Esta técnica é muito eficiente quando as estações na barra é muito grande.1. Acesso ordenado sem contenção Ao contrário dos esquemas apresentados anteriormente. e é esse espaço que é dividido em slots. Dessa forma. Mais informações sobre a Ethernet podem ser encontradas na bibliografia recomendada. Essa latência pode ser sempre aumentada introduzindo um buffer de retardo (um registro de deslocamento) em qualquer estação. embora nada impeça o seu uso em outras arquiteturas. evitando com isso que ocorram colisões das mensagens. o método fica comprometido no que diz respeito a confiabilidade. informando que está disponível. Em tempo de inicialização. os inicia como vazios. Cada método é mais adequado a um determinado tipo de topologia. ou seja. Cada repetidor no anel produz um retardo. O resultado é que o CSMA/CD tem sido escolhido para a maioria dos projetos de redes locais. 5. comparada com 83% da técnica CSMA. O desempenho do acesso por "polling" pode ser aumentado com a introdução de uma barra dedicada ao controle. onde alguns estariam carregados e outros não.2. devido a sua estrutura centralizada. ou do tamanho do intervalo alocado para o nodo pelo nodo mestre. Outra alternativa é enviar as informações de controle multiplexadas em frequência com as informações de dados. cada estação deve esperar por um slot (caminhão) vazio e preenchê-lo com a mensagem (carga) O número de slots que circulam pelo anel nunca muda. o número de bits circulando pelo anel tem um limite inferior. um por um e seqüencialmente. "Polling" Este método é geralmente empregado em topologias em barra comum. A rede tem um comportamento muito estável mesmo quando apresenta um tráfego bastante intenso. pode-se estabelecer prioridades através do interrogatório executado pelo nodo centralizador. se desejam transmitir alguma mensagem. mas pode ser tão grande quanto quisermos (ou formos capazes de construir).

b) uma vez de posse da ficha. Quando ela é lida no registrador R. transportando o direito de transmissão no meio compartilhado. ao reconhecer o seu endereço. Este quadro também atravessa o registrador de transmissão bem como todos os seus subseqüentes até que o quadro enviado pela estação retorne à origem e o registrador de deslocamento seja novamente desligado do circuito. uma vez inicializada.O mecanismo de "ficha" é baseado em uma mensagem de controle que. circula entre todos os nós de comutação. reconhecimento. Essa estratégia simplifica a implantação dos serviços baseados na difusão de mensagens e também dos serviços de controle de erros e reconhecimento. Esta técnica é adotada com o padrão IEEE 802. sobre a prioridade de acesso à ficha a ser restituída. a chave é setada para R e a estação aguarda o retorno da mensagem transmitida. observando um intervalo entre quadros que já estejam circulando no anel. c) ao final da transmissão. – possibilidade de acesso simultâneo ao meio de transmissão. A remoção da mensagem do anel é tarefa do nó de comunicação que originou a mensagem. Dependendo das dimensões do anel físico e da velocidade de transmissão usada. Enquanto os dados são transmitidos pode ocorrer a chegada de um outro quadro vindo da estação precedente. Passagem e Permissão (token ring) Esta técnica foi apresentada por Farmer e Newhall em 1969 e foi pioneira no controle de acesso distribuído associado à redes locais. no caso em que o tempo de propagação da mensagem no anel é bem menor que o tempo de transmissão.4. a estação transmite a sua mensagem. Quando uma estação possui dados para transmitir.2. – atraso variável das mensagens em trânsito no anel.3.5 e na prática constitui-se na principal opção de implementação do mecanismo de controle de acesso por ficha. a forma de restituição da ficha pode permitir a existência de várias mensagens simultaneamente em trânsito no anel (ficha múltipla) o que oferece um melhor desempenho em situações onde as mensagens são relativamente curtas. a estação devolve a ficha enviando-a ao próximo nó da rede. no caso de restituição da ficha ao final da transmissão. Inserção de Registrador Esta técnica é particularmente adequada para redes locais com topologia em anel. ela a coloca no registrador T. O procedimento de inserção de mensagem num anel com acesso controlado por ficha obedece às seguintes etapas: a) a estação que deseja transmitir aguarda a chegada da "ficha". Quando T fica vazio. fica fácil implantar um esquema que avise a todas as estações. A técnica de inserção de registrador apresenta as seguintes características: – mensagens de tamanho variável.2. previamente. abre o anel. Note que o termo "múltipla" não se refere ao número de fichas e sim ao número de mensagens circulando. etc). o nó copia a mensagem que lhe é destinada podendo removê-la ou não do anel. 5. . teremos mais de uma mensagem circulando no anel. A recepção de uma mensagem pelo nó destinatário depende do estado de escuta permanente para identificar o seu endereço nas mensagens circulando no anel. A estratégia de restituir a ficha somente após o retorno da mensagem é conhecida como "ficha simples" e facilita a implantação de funções de supervisão e controle (recuperação de erros. o fim da transmissão ocorre antes do retorno do início da mensagem transmitida e. A forma mais comum é aquela em que o nó destinatário. os dados em trânsito são armazenados no registrador R. ela armazena o quadro em um registrador T de transmissão e aguarda um intervalo entre quadros que circulam no anel para conectar T em série com o circuito físico. A restituição da ficha pode ser feita imediatamente após o término da transmissão da mensagem transmitida. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  58 5. Uma vez que o início da mensagem passa por todos os nós de comunicação antes da ficha. Quando um estação tem uma mensagem para transmitir. copia a mensagem através do registrador de recepção e transmite uma mensagem curta de resposta. Ela consiste basicamente em um registrador de deslocamento que será conectado em série com o circuito quando a estação possuir dados para transmitir. Por exemplo. Uma situação mais prática pode ser conseguida com o uso de dois registradores: um de transmissão T e outro de recepção R. Em um intervalo entre quadros no anel a chave é ligada em T e seu conteúdo é transmitido. Uma vez que o fluxo de dados da estação precedente não pode ser parado. este é desligado do circuito e a mensagem é removida do anel. Uma vez identificado o seu endereço.

uma mensagem especial. O método de acesso por token é fácil de ser implementado mas a recuperação de tokens perdidos. No último caso. Neste caso. A partir daí. de posse do token ela pode transmitir sua mensagem e então. deve aguardar que o token lhe seja enviado. perguntando quem lhe enviará o token e informando o endereço de sua estação sucessora. chamada "token". envie uma mensagem para todas as outras. Algum procedimento deve ser estabelecido para garantir que um novo token será gerado após um intervalo de tempo finito sem que nenhuma mensagem tenha sido transmitida. Apenas um token deve existir na rede em um determinado instante. uma estação pré-determinada cria o token e o transmite para a sua estação sucessora. 5. Resumo: Método FDM TDM ALOHA puro ALOHA em intervalos CSMA NP CSMA P-persistente Descrição Dedica-se uma freqüência para cada estação Dedica-se um tempo para cada estação Difusão via satélite Transmissão em Slots de tempo bem definidos Retardo aleatório quando o canal é detectado como ocupado Se está ocupado.5. incluindo-se uma mesma estação mais de uma vez na sequência completa. Esta técnica assegura que duas estações não irão transmitir ao mesmo tempo causando colisão de suas mensagens. cada estação repassa o token em uma sequencia estabelecida. com uma configuração de bits conhecida. A tarefa de geração de token pode ser atribuída a uma estação especial ou para qualquer equipamento ligado à rede. Adicionar equipamentos requer que a estação que deseja ser inserida na sequência. mas permite que o seu proprietário transmita sua mensagem. o token desaparece da rede. O algoritmo RBE é usado para adaptar a transmissão ao número de estações que estão querendo transmitir. envia o token para a estação sucessora. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  59 As funções de gerência e manutenção da ficha podem ser centralizadas ou distribuídas e devem atender situações tais como a perda ou duplicação da ficha. Uma estação com dados para transmitir. Passagem de Ficha em Barramento (Token Bus) Uma outra forma de usar a capacidade do canal de uma rede local com barramento por difusão é usar a técnica de passagem de permissão ou acesso por ficha. O token não transporta qualquer informação. espera até desocupar e então transmite com probabilidade P Interrompe a transmissão no caso de colisão CSMA CD Um esquema de FDM dinâmico em fibra Divisão por comprimento de onda CSMA/CD com recuo binário exponencial Ethernet Controla as colisões gerando tempo de espera n slots (aleatório) de tempo para cada estação que teve seu pacote envolvido em uma colisão. tendo alterado o endereço do destinatário. A remoção de equipamentos é fácil pois basta que a estação que vai ser retirada envie uma mensagem para a sua antecessora informando o novo endereço (de sua sucessora) para o envio do token. O outro problema refere-se a inserção e retirada de equipamentos da rede. é passada de equipamento para equipamento através da rede. Se o token é enviado para um equipamento que está desligado. Dois problemas podem ser identificados nesta técnica: o primeiro diz respeito ao token em si. Anel lógico em barramento físico Token Bus Uso de Token em rede em anel Token Ring Token Ring de fibra ótica FDDI O tempo de transmissão é dividido em slots (fatias) iguais Quadro vazio ou Slot Vazio Uma estação controla quem pode ou não transmitir Polling . algum procedimento deve ser criado para evitar que duplicatas do token trafeguem pela rede.2. Também é possível implementar um mecanismo de prioridade. Quando a rede é inicializada. a inclusão e retirada de equipamentos gera alguma complexidade.

( ) Neste sistema de transmissão por rádio. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  60 Exercícios: Associe as colunas: A) Aloha puro B) Aloha Fatiado C) Token Ring D) CSMA P-persistente E) CSMA CD F) Token Bus ( ) A estação fica escutando antes e durante a transmissão. Se ocorrer a colisão ambas as estações param de transmitir e esperam um tempo aleatório para retransmissão. ( ) Neste sistema de transmissão por rádio. Simplesmente transmite-se sem se preocupar com as colisões. Após. Melhora a eficiêmcia com relação à transmissão sem intervalos fixos. a estação escuta o canal. divide-se o tempo de transmissão em intervalos fixos. ela transmite. ela permanecerá escutando o canal até que o mesmo fique livre. então. ( ) Consiste no uso de passagem de permissão em rede em anel . Se alguém está transmitindo. ( ) Consiste em um anel lógico em uma rede em barra. ( ) Antes de transmitir. a transmissão não é otimizada.

A transmissão sem erros é um requisito essencial de quase todas as aplicações de comunicação de dados e portanto. que represente uma operação lógica sobre os bits dos diversos caracteres que compõe a mensagem. isto é. Em redes locais.1 . paridade par: 10000010 P = 0 paridade ímpar: 10000011 P = 1 O caracter é transmitido e na recepção o bit de paridade é testado.1. apresenta-se um exemplo de como seria transmitida a mensagem "UFSC". isto é. Paridade Longitudinal (combinada) Consiste em acrescentar à mensagem um caractere (BCC . Na tabela 6. 6. O bit P de paridade é acrescentado com os valores 0 ou 1 dependendo do tipo de paridade utilizado (paridade par ou paridade ímpar). O desempenho de um sistema de transmissão de dados é avaliado através do seu grau de confiabilidade na transmissão dos bits. O CCITT (Comitê Consultif International de Téléphonie et Télégraphie) recomenda uma taxa de erros não superior a 10-5 .A taxa de erros de um sistema de transmissão representa a probabilidade de ocorrência de erros de transmissão. é detectado um erro de transmissão. 6.1. consiste na adição de bits de redundância na mensagem a ser transmitida. ruído e retardo são termos usados de um modo geral para descrever as modificações que um sinal sofre quando é transmitido em um circuito ou canal. uma série de mecanismos deve ser implementada para detectar e corrigir possíveis erros. Na recepção. redundância cíclica (CRC). detecção de "1" quando foi transmitido "0" ou detecção de "0" quando foi transmitido"1".1 Detecção de erros A maneira usual utilizada para detectar a alteração de bits de informação transmitidos. com paridade é representado por 1000001P(65). Se o valor de P não conferir com o esperado. Para redes de longa distância existe uma padronização internacional que determina uma taxa de erros máxima em um canal a fim de que o mesmo possa ser considerado adequado para a transmissão de dados. pode ocorrer detecção trocada da informação. paridade longitudinal (LRC). admite-se taxas de erros típicas da ordem de 10-9 a 10-12. Bit de Paridade (paridade de caractere) É a técnica mais simples de codificação e consiste em acrescentar um bit às palavras do código de representação dos caracteres.1. ao longo do suporte de transmissão (atenuação e retardo) e de perturbações (ruídos) que atuam não só no suporte de transmissão como também nos estágios de processamento do sinal que compõem o receptor. Esse método permite detectar erros de transmissão que envolvam apenas a alteração de um número ímpar de bits no caractere. codificada em ASCII e com paridade par. apenas 1 bit errado a cada 100. Distorção e ruído na transmissão (erros) Atenuação. Estas detecções trocadas caracterizam os chamados erros de transmissão.1.n ) bits de redundância e então transmitido. Dentre as várias técnicas usadas para esta finalidade pode-se citar: bits de paridade por caracter. bno geral. Essas alterações resultam de imperfeições na propagação do sinal. o bloco de r bits é decodificado e os n bits de informação entregues ao destinatário. Um bloco de n bits de informação é codificado em um bloco de r bits pelo acréscimo de ( r .Codificação da Mensagem "UFSC" . Apostila de Telecomunicações e Redes 1  61 6. Exemplo: O caractere A no código ASCII.000 transmitidos. Quando a alteração sofrida pelo sinal é muito grande.Block Character Check). (d)ados / (P)aridade d d d d d d d P U 1 0 1 0 1 0 1 0 F 1 0 0 0 1 1 0 1 S 1 0 1 0 0 1 1 0 C 1 0 0 0 0 1 1 1 BCC 0 0 0 0 0 1 1 0 Tabela 6.2. 6.

Seja r o grau de G(x).Divida xr. Para utilizar o código CRC. Na recepção. 0. Este método é facilmente implementado por software uma vez que para calcular o BCC basta fazer uma operação "ou-exclusivo" dos caracteres a serem transmitidos. Já existe uma padronização internacional para polinômios geradores: CRC . Apostila de Telecomunicações e Redes 1  62 A transmissão é feita serialmente por coluna. ao final com um "checksum" que é determinado através do seguinte algoritmo: 1 . Se o resto da divisão for igual a zero.M(x). 0. Exemplo: A mensagem 110001 tem 6 bits e representa um polinômio de grau 5. 6. Neste método são detectados os erros que consistem na inversão de apenas 1 bit e também erros do tipo rajada (vários bits alterados) com comprimento igual ou menor que o número de linhas da matriz.Subtraia o resto da divisão (que geralmente possui r ou poucos bits) do string correspondente a xr. Rajadas maiores que este número ou várias rajadas menores podem não ser detectadas. com 6 termos cujos coeficientes são 1. Exemplo: 11001011 10100111 01101100 01010101 10011110 11001011 A divisão de um binário por outro é feita da mesma forma como na divisão decimal/binário exceto que as subtrações são feitas usando módulo 2. O código CRC (Código de Redundância Cíclica) é baseado no tratamento de "strings" de bits como representação de polinômios com coeficientes 0 e 1 somente. Redundância Cíclica (CRC) Consiste em acrescentar a um bloco de k bits de informação (n-k) bits de verificação. 1. 3 . Uma mensagem de k bits é tratada como uma lista de coeficientes para um polinômio de k termos. M(x) : 10111011 G(x) : x3 + x2 + x = 1110 .1. As operações de adição e subtração equivalem à operação OR exclusivo.M(x) usando subtração módulo 2. Exemplo: Considere a transmissão da mensagem 10111011 com polinômio gerador G(x)= x3 + x2 + x (por exemplo). a representação binária da informação é dividida em módulo 2 por número pré-determinado. a mensagem foi recebida corretamente. O resultado é a mensagem a ser transmitida: T(x). 0 e 1 : 1x5 + 1x4 +0x3 + 0x2 + 0x1 + 1x0 = x5 + x4 + 1 A aritmética polinominal é feita em módulo 2 isto é. Concatene r bits zeros no final da mensagem M(x) de tal forma que o resultado corresponda ao polinômio xr. não existe "vai um" ou "empresta um".16 = x16 + x15 + x2 + 1 – detecta até 16 erros por blocos de mensagens CRC – ITU-T = x16 + x12 + x5 + 1 (usado para caracteres de 8 bits) A mensagem a ser transmitida é concatenada. o próximo bit é o coeficiente de xk-2 e assim sucessivamente.M(x) por G(x) (dividir os strings de bits correspondentes) usando divisão com módulo 2. é detectado um erro de transmissão.3.12 = x12 + x11 + x3 + x2 + x + 1 – detecta até 12 erros por blocos de mensagens (usado para caracteres de 6 bits) CRC . 2 . a mensagem recebida é dividida pelo mesmo número. O resto da divisão é acrescentado à mensagem como bits de verificação. Para transmissão. o emissor e o receptor devem escolher um polinômio gerador G(x) que deve ter os bits de mais baixa ordem e da mais alta ordem iguais a 1. variando xk-1 até x0 e com grau k-1. O bit de mais alta ordem (mais à esquerda) é o coeficiente de xk-1. caso contrário.

4. Os valores dos "Hamming bits" são o resultado da operação do OR-EXCLUSIVO sobre o código binário da posição dos bits "1" ocorridos nos bits de informação. Exemplo: Deseja-se transmitir a seguinte informação: 1110100100 = 10 bits de informação 10+4+1 <= 24 temos 4 Hamming bits bit 14 1 13 1 12 1 11 0 10 1 9 0 8 H 7 0 6 1 5 0 4 H 3 0 2 H 1 H . o polinômio recebido não será T(x). de modo a permitir não somente sua sinalização mas também a restauração do conteúdo original.2. a mensagem está correta. O polinômio gerador CRC-16 padronizado pelo ITU-T é capaz de detectar todos os erros tipo rajada de comprimento menor ou igual a 16. . isto é. Consistem na adição de bits redundantes à mensagem.2. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  63 Adiciona-se a quantidade de zeros equivalente ao grau de G(x) na mensagem: 10111011 + 000 Em seguida. divide-se a mensagem pelo polinômio gerador 10111011000 | 1110 O resto que deu na divisão é então adicionado na mensagem original M(X) sendo que a mensagem a transmitida será: 10111011110 Ao receber a mensagem T(x). Para minimizar a probabilidade de um erro não ser detectado. G(x) deve ser criteriosamente escolhido. A ISO também adota este mesmo polinômio no sistema de controle associado aos protocolos ao nível de enlace de dados da família HDLC. Adequado em circuitos simplex e em situações onde a retransmissão não é prática. mas um outro polinômio H(x) = T(x) + E(x) onde E(x) representa as posições alteradas por erros de transmissão. temos r "Hamming bits".2. etc. duplos ou erro com número ímpar de bits alterados.. bem como 99. sendo r um nº inteiro.se for zero. O bloco é construído a partir dos bits e informações e dos "Hamming bits". R. a mensagem contém erro. Este polinômio gerador é recomendado pelo ITU-T para a detecção de erros em sistemas de transmissão de dados a longa distância.9977% de rajadas de 17 bits e todos os erros simples. H. 6. Descrição de um Código Hamming Para um bloco de informações de tamanho m. se E(x) for divisível por G(x). Em caso de haver erro. Correção de erros Estas modalidades de recuperação de erros são também chamadas de "Forward Error Correction".8.16 . Erros não serão detectados se T(x) + E(x)/G(x) tiver resto igual a zero. onde m+r+1 <= 2r. Hamming desenvolveu vários esquemas que receberam o nome de Hamming Codes. Estes são inseridos nas posições 1. o receptor a divide por G(x) e examina o resto da divisão: 10111011110 | 1110 .1. 6.se for diferente de zero.

o esquema pode ser burlado.1100 13 . isto será detectado mas o resultado será sem sentido. 13. . 10.1010 12 . 14 6 .0110 10 . 12.1101 14 . Apostila de Telecomunicações e Redes 1  64 posições com "1" : 6. Se dois erros ocorrerem. Quando ocorrerem três erros.Hamming bits Bloco a ser transmitido: bit 14 1 13 1 12 1 11 0 10 1 9 0 8 0 H Supor que o bloco recebido seja: bit 14 1 (bit 9 errado) Cálculo efetuado na recepção: E(x) = 0011110011 14 13 12 10 9 6 2 1 1110 1101 1100 1010 1001 0110 0010 0001 1001 = 9 (bit 9 errado ) 7 0 6 1 5 0 4 0 H 3 0 2 1 H 1 1 H 13 1 12 1 11 0 10 1 9 1 8 0 7 0 6 1 5 0 4 0 3 0 2 1 1 1 A informação original poderá ser restaurada sempre que ocorrer somente um erro no bloco.1110 0011 .

além do modem quando a transmissão deve ser feita de forma analógica. Além destas funções consideradas mais básicas. Além disso. conforme visto no capítulo 3. que permita o seu endereçamento e encaminhamento adequado. ora por outro. Um software de comunicação deve ser capaz de lidar com os mais diversos problemas que comumente ocorrem em uma transmissão. corrigidos através da retransmissão do quadro defeituoso ou corrigidos automaticamente. Isso requer um sistema de roteamento ou comutação da informação. existem outras também importantes. Para entender melhor o significado de um protocolo vamos desenvolver um exemplo baseado no comunicação entre os dois filósofos (capítulo 2 . como por exemplo. estas informações de controle se constituem numa sobrecarga (overhead) que toma espaço e tempo. A transferência de quadros entre dois equipamentos é feita segundo um conjunto de regras e convenções denominado "Protocolo de Comunicação". Deve-se salientar que em qualquer sistema de comunicação existirão mensagens de controle da comunicação além dos dados que efetivamente se quer enviar.1. Ora. Na verdade não é tão simples. Um protocolo de comunicação define. Como definido no início desta apostila. O primeiro problema a ser tratado em um sistema de comunicação diz respeito à distância. os tipos de controles que serão efetuados sobre a transferência e os procedimentos que devem ser adotados tanto para o envio quanto para a recepção dos dados. passando por pontos intermediários onde a mensagem deve ser reencaminhada. controle de seqüência: visa preservar a ordem de transmissão dos quadros. controle de acesso: o controle de acesso ao meio de transmissão é um serviço utilizado em redes com topologia multiponto. os erros podem ser ignorados. protocolo é “um conjunto de regras sobre o modo como se dará a comunicação entre as partes envolvidas”. Todas estas funções são realizadas pelos protocolos de comunicação. pois seria desperdício utilizá-lo com uma única “conversação” O meio pode ser multiplexado para permitir várias comunicações simultâneas. várias estações compartilham um único meio de transmissão e devem obedecer a uma política que determina quando uma estação pode utilizar o meio comum para transmitir seus dados. marcados para correção posterior. o protocolo requer que se acrescentem informações de controle como data. Quando os dados são recebidos. aliado a uma política de tratamento de erros. o receptor deve executar uma série de procedimentos antes de liberar o buffer para a recepção de mais dados. Antes de seguir adiante.apostila) onde temos 2 hosts ligados por um meio de comunicação. portanto. tais como a necessidade de codificação da informação para o código utilizado pela estação remota. Na própria carta. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  65 7. procure. Deve-se adequar o sinal às características do meio utilizado e utilizar trasnceptores ou transmissores quando necessário. definindo os formatos dos quadros de dados. como um exercício. tal sistema pode proporcionar uma flexibilidade para conexão. realizando uma série de funções básicas. . a comunicação envolve um caminho indireto entre os dois pontos comunicantes. Este serviço garante que os quadros não serão aceitos duplicadamente e que a perda de um quadro será detectada. a compressão dos dados para reduzir os custos de transmissão. além da informação na carta usamos um envelope com o endereço (hierárquico) e outras informações de controle para o correto encaminhamento da mensagem. Software de Comunicação Em princípio pode-se pensar que a transmissão de bits em um canal seja trivial: uma máquina A coloca os bits no meio de transmissão e uma máquina B os retira. ora por um caminho. além de outras funções. é importante que este seja – – – – – compartilhado. 7. no caso de uma impressora remota que está recebendo os dados de um computador. a encriptação dos dados de forma permitir o tráfego da mensagem na internet com o mínimo de risco de violação de integridade da mesma. Roteamento: eventualmente. controle de erros:: o controle de erros é feito através da utilização de técnicas para detecção de erros. pois existem uma série de fatores que influem em uma comunicação de dados e conseqüentemente na construção de um software de comunicação (protocolo). abertura e fecho. imaginar como seria o diálogo entre as máquinas usando termos coloquiais em português. controle de fluxo: pode ser entendido como um mecanismo de sinalização que permita ao receptor controlar a velocidade efetiva de um transmissor mais rápido de forma a não entupir-se de dados. denominadas funções de comunicação. Neste caso. Protocolos de comunicação A forma de tratar os problemas de comunicação entre os processos comunicantes é através de protocolos. De acordo com a política estabelecida. temos outras funções de grande importância no contexto de redes: – compartilhamento: independente da distância e do meio utilizado em uma comunicação. Um exemplo trivial é o sistema postal em que. Além disso. o formato dos quadros e os tipos de controle que serão efetuados sobre a transferência. onde é necessário representar os bits em forma de onda digital e sincronizar o emissor com o receptor.

para garantir a transferência de forma correta. Este exemplo simples evidencia que. Outras formas de diálogo são possíveis e levam também a uma conexão confiável. deixando mais ou menos capacidade do canal para a efetiva transmissão de informação. A conversação através de uma cadeia de bytes contínua como na figura 7.2 – Cadeia de bytes na linha Ora. Terminada a transferência do arquivo. entretanto ligados fisicamente pela linha. Inicialmente. Provavelmente. Diferentes protocolos terão overheads diferentes. Sempre que se quiser dimensionar a velocidade de transmissão nominal necessária para um canal a partir do volume de dados efetivo a transmitir. ambos os computadores procedem à desconexão lógica. o computador B pergunta ao A se quer aproveitar a conexão para outra operação.2 pode ser usada em algumas aplicações. como mostra a figura 7. além dos dados. A título de exercício. O importante no funcionamento de um protocolo é que: 1) ele deve atender a todas as funções necessárias: 2) as duas máquinas ou entidades comunicantes devem entender as mensagens recebidas. o computador A deve confirmar a recepção. carrega.1. ou datagrama. Comando Dados Comando Dados Dados Figura 7. identifique quais as mensagens da figura 7. Assim. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  66 Um possível diálogo está esboçado na figura 7. além de uma cauda ou “trailler” que são os bits de redundância que . permanecendo.1 – Esquema de funcionamento da arquitetura de uma rede de computadores A seguir o computador A identifica a operação desejada como uma transferência de arquivos e o computador B pede a identificação do arquivo. Pode-se fazer uma analogia com uma ligação telefônica. deve-se levar em conta o overhead de sinalização característico (do protocolo) da linha em que se vai transmitir. endereço de fontes e destino.2. 3) ele responda sempre da mesma forma às mesmas mensagens. Quando o computador B responde a conexão lógica se completa. mas não são repetidas durante a mesma. constituindo-se em um tráfego (bits por segundo) chamado de taxa de sinalização. Uma outra forma de troca de informação consiste em dividir a cadeia de bytes em pacotes e transmiti-los separadamente. veríamos uma seqüência de bytes. um cabeçalho contendo a sua própria informação de sincronismo. Chama-se sobrecarga ou overhead a relação entre a taxa de sinalização e a capacidade do canal. Uma conexão lógica é necessária para iniciar a transferência de informação. que comporiam as mensagens contendo comandos ou dados. mas sim comandos de comunicação com informação de controle. para que a transferência de informações se efetive é necessária a troca de uma série de mensagens que não carregam dados. Afinal. poderia acontecer o acaso de que o gato da família derrubasse o telefone no chão de susto com a campainha e você não quer falar com o gato. Se colocássemos um equipamento de monitoração na linha entre os computadores que nos permitisse ver todos os bits que passassem. O que sobra da capacidade do canal para transmissão dos dados é chamada velocidade efetiva. Pode-se iniciar a conversação depois que a pessoa do outro lado da linha responde “Alô”. necessitamos transmitir comandos. Estes comandos ocupam uma parte da capacidade da linha. número de seqüência. o protocolo que você pensou tem algumas diferenças em relação ao da figura acima. para transmitir os dados. Informações de sincronismo (que permitam a delimitação das mensagens) e endereçamento podem preceder a transmissão. O computador A responde com a identificação e o computador B inicia a transmissão do arquivo. não basta uma conexão física.1 carregam informações e quais carregam comandos. Não basta a conexão física que se estabelece quando o fone remoto é retirado do gancho. a capacidade de transmissão (ou velocidade nominal em bps) da linha é dividida entre sinalização e informação. Nada mais havendo a tratar. Cada pacote. Note-se que. o computador A procura estabelecer uma ligação lógica com o computador B dizendo “Alô”. Host A Alô Envie Arquivo Arquivo A OK Não! Tchau Host B Alô Qual? Envia Arquivo A Algo mais? Tchau Figura 7.

Protocolo A Cabeçalho Dados Cauda Protocolo B Cabeçalho Dados Cauda Figura 7. "Enlace Lógico". o ADCCP (Advanced Data Communication Control . é PDU (Protocol Data Unit). por exemplo. onde cada "camada". outras conversações não são bloqueadas por uma eventual conversação mais longa e podem se dar paralelamente. Na verdade. Os primeiros protocolos de enlace que foram desenvolvidos para redes de computadores eram. o que se constitui numa multiplexação do meio de comunicação ao longo do tempo. podem ser designadas. isto é. portanto. isto é. então se constitui de um cabeçalho com diversos campos de controle e um campo de dados. Protocolos de enlace de dados Como visto anteriormente. O protocolo BSC da IBM é um exemplo de protocolo orientado a caracter. executa um conjunto definido de funções. orientados a caracter. Porém o overhead das linhas tende também a aumentar. envolve diversas etapas que. Para diminuir esta complexidade. controle de erros e o controle de acesso ao meio de transmissão. possuem uma complexidade difícil de controlar. toda a informação contida no cabeçalho e na cauda destas unidades de transporte de informação serve para o controle da comunicação. se analisadas em conjunto. também como quadros (frames). respectivamente. constituindo-se. ou mais genericamente como mensagens. Com o desenvolvimento das redes de computadores. Esta técnica de encapsulamento é usada para permitir.2. além de pacotes ou datagramas . Apostila de Telecomunicações e Redes 1  67 permitem a verificação da ocorrência de erros no destino. conforme o contexto. a simples transferência de um arquivo de uma máquina para outra. seguidos de uma cauda com os bits de verificação de erro e outras possíveis informações de controle. também em sinalização e overhead. em sua maioria. Uma vantagem desta forma de comunicação é que ela é mais justa. ou ainda. dadas as dificuldades de se transmitir informações entre máquinas com conjunto de caracteres. Estas unidades de transporte de informação. Suas funções principais referem-se ao controle de fluxo.4 – Encapsulamento de um protocolo A em um protocolo B 7. o bloco a ser enviado consistia de um grupo de caracteres de algum código (ASCII. A camada mais próxima da transmissão física é denominada "Camada de Enlace" ou "Enlace de Dados". Tanto a ANSI como a ISO fizeram modificações no SDLC e lançaram. Isto é.3 – Formato geral de um datagrama Ora. como mostra a figura 7. O encapsulamento de protocolos de mais “alto nível”em formatos de mais “baixo nível” aumenta a modularidade da rede. as desvantagens de se utilizar protocolos orientados a caracteres foi ficando cada vez mais evidente. tornando a transmissão mais confiável. o transporte de um protocolo entre dois computadores através de várias redes intermediárias com protocolos distintos. A designação técnica. como mostra figura 7. Na década de 70 uma nova geração de protocolos apareceu. Um datagrama. Um protocolo que trabalhe nesta forma deve então definir precisamente o formato e o significado dos campos destas unidades de transporte para que as entidades comunicantes possam interpretá-los corretamente. EBCDIC). empregada no âmbito do modelo OSI. o software de comunicação é dividido em "camadas".4. pois temos informações de controle muitas vezes duplicadas. a especificação de um software de comunicação deve prever diversos aspectos referentes aos serviços que o sistema oferece. Cabeçalho Dados Cauda Figura 7. transmitindo-se alternadamente pacotes de uma outra. blocos. PDUs de um protocolo A podem ser encapsuladas no campo de dados das PDUs de um outro protocolo B. a IBM desenvolveu o SDLC (Synchronous Data Link Control) e submeteu-o à apreciação da ANSI e da ISO para que fosse adotado como padrão internacional.3. pode-se alterar a tecnologia da rede de transporte (baixo nível) sem ter de alterar o sistemas e protocolos entre as aplicações (alto nível). A camada de enlace constitui a interface entre os níveis superiores e a camada física.

sendo o último bit o de “paridade ímpar”. cada quadro é terminado pelo caracter ETB. ou caso a estação não esteja pronta para receber. isto traz limitações com respeito às comunicações entre equipamentos que trabalhem com códigos diferentes. Todos estes protocolos são baseados nos mesmos princípios. ela responde com um NAK ou WACK. O BSC é um protocolo orientado a caracter.2. um quadro é composto de um número inteiro de caracteres de um determinado código. É bastante comum que as unidades de informação sejam códigos pertencentes ao conjunto ASCII (American Standart Code for Information Interchange). interpretar o restante do quadro. a estação secundária só ganha o controle da linha se a estação primária não a estiver utilizando. 7. ele utiliza caracteres de um determinado código fonte para delimitação do texto da mensagem e para funções de supervisão e controle da troca de mensagens entre os equipamentos conectados. tais como “ETB”. Neste caso. O ITU-T (antigo CCITT) adotou e modificou o HDLC. O BSC é um protocolo de controle de enlace desenvolvido pela IBM. isto é.1 Protocolos Orientados a caracter Em um protocolo orientado a caracter. . Os intervalos de tempo próprios para cada um dos bits são conhecidos e amarrados entre as entidades comunicantes. NAK ou WACK. Para evitar problemas associados à transmissão. Os caracteres de controle e supervisão usados com o protocolo BSC são: Caractere SYN SOH STX ITB ETB ETX ENQ ACK0/ACK1 WACK NAK OLE RVI TTD DLEEDT Significado Caractere de sincronização (Synchronous Idle) Início de cabeçalho Início de texto Fim de transmissão de quadro intermediário Fim de transmissão de quadro Fim do texto Verifica estado da estação Reconhecimento positivo Reconhecimento positivo (espere antes de enviar) Reconhecimento negativo Usado para permitir transparência Interrupção reversa Usado para indicar demora temporária no envido de texto e evitar fim da temporização (time-out) Sequência de desconexão para uma linha comutada. Obviamente. A seguir estudaremos os protocolos orientados a caracter e os protocolos orientados a bit. “SYN”. O destinatário deve ser capaz de reconhecer os caracteres de sincronismo e a partir deste momento. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  68 Procedure) e o HDLC (High-level Data Link Control). exceto o último que é terminado com ETX. ou seja. uma das estações é definida como primária e a outra como secundária. Tabela 7. na década de 60 e ainda bastante utilizado em ligações ponto-a-ponto e multiponto. A resposta pode ser positiva através de um ACK. A estrutura da mensagem de informação é mostrada na figura 7. Uma descrição sumária deste protocolo é apresentada nesta seção.5 – Estrutura típica de um quadro no protocolo BSC Uma mensagem pode ainda ser dividida em quadros para facilitar sua manipulação e reduzir a possibilidade de erros de transmissão. são independentes dos códigos utilizados. Assim.6. Todos são orientados a bit. mas na verdade cada código ASCII é transmitido com 8 bits. Sete bits são necessários para representar um código ASCII qualquer. A estação primária permanece enviando ENQs até a recepção de um ACK0 ou até esgotar o limite máximo de tentativas estabelecido. Este conjunto prevê códigos especiais para funções de controle. SOH Cabeçalho STX Texto ETX BCC Figura 7. ela responde com ACK. etc. Um dos protocolos orientados a caracteres mais conhecidos é o protocolo BSC (Binary Synchronous Communications).1 – Caracteres de controle e supervisão utilizados no protocolo BSC A estação que deseja iniciar a transmissão envia a sequência ENQ. Caso a estação primária receba um ENQ sem ter iniciado um pedido de transmissão.

a camada de enlace trata conjuntos de bits cujos significados lhe são irrelevantes. representadas nas unidades mínimas de informação. como um caractere de dados. . A figura 7. o BSC tem um modo transparente. o qual apresenta um formato genérico comum a todos os protocolos orientados a bit. 1 0 1 1 0 Informações produzidas nas camadas inferiores Procedimento da camada de enlace de dados Delimitador (flag) 01111110 End.3. Qualquer caractere de controle que seja precedido pelo caractere DLE será reconhecido. Nos protocolos orientados a bit. 7.Procedimento de protocolo orientado a bit Na figura 7. permitindo assim que a outra estação a utilize. O campo de "informação" carrega os dados recebidos da camada superior. Protocolo de enlace HDLC A família de protocolos HDLC (High Level Data Link Control) é orientada a bit. além de informações referentes ao número de sequência e reconhecimento. Para satisfazer uma variedade de requerimentos. Cada quadro possui um delimitador de início e um delimitador de fim. O campo de "checksum" carrega bits de redundância para a detecção de erros no quadro recebido. destino 00000001 Controle * 00000000 info 10110 Checksum (CRC ) 10101101 delimitador 01111110 Figura 7.6.6 – Exemplo de transferência de informações utilizando o protocolo BSC. Tais bits devem ser agrupados de modo que haja responsabilidade pela entrega de cada grupo de bits. sendo resultado do esforço de padronização desenvolvido pela ISO (International Organization for Standardization). 7. O campo "endereço" é utilizado para a identificação do receptor. o protocolo HDLC define três tipos de estações. duas configurações de enlace e três modos de operações de transferência de dados. para a camada de enlace de dados.7 . O campo de "controle" identifica o tipo do quadro (informação.. supervisão. no modo transparente. ou seja. a) Os três tipos de estações são: 1. os bits de informação foram colocados em um único quadro. Nos diálogos com a outra máquina. a estação que a estava transmitindo envia um ETD para indicar este fato e não tenta utilizar a linha novamente durante um certo intervalo de tempo. Para obter transparência. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  69 Ao terminar a transmissão de uma mensagem. Os quadros emitidos por esta estação são chamados "comandos".2 Protocolos Orientados a bits A camada de enlace recebe das camadas superiores as informações a serem enviadas.Estação primária: controla a operação do enlace. Host A Posso transmitir ? Aí vai parte da msg Aí vai o resto da msg Não tenho mais msg ENQ STX Texto ETB BCC STX Texto ETX BCC EOT Host B ACK0 ACK1 ACK0 ENQ Sim Recebi mensagem OK Recebi mensagem OK Posso transmitir? Figura 7.6 apresenta um exemplo de protocolo orientado a bits. permitir que qualquer configuração de bits seja transmitida pelo usuário..2. . pode existir a confirmação do recebimento do referido grupo.).

Modo balanceado assíncrono (ABM): usado em configurações balanceadas. recuperação de erros e desconexão lógica. uma vez que ele não apresenta o "overhead" do polling.Estrutura típica do quadro no protocolo HDLC CAMPO FLAG : o campo FLAG delimita o quadro em ambas extremidades com uma configuração única de bits dada por 01111110. então. Todas as estações ativas ligadas à linha ficam continuamente esperando por uma sequência de flag para sincronizar no início de um quadro. O transmissor irá sempre inserir um bit 0 extra após cada ocorrência de cinco bits 1's consecutivos no quadro (exceto no campo FLAG). o receptor examina a sequência de bits. a estação continua procurando a sequência de flag para determinar o final do quadro. a sincronização a nível de quadro. 7. Se o sexto e o sétimo bits são ambos iguais a 1. incluindo inicialização. c) Os três modos de operação de transferência de dados são: 1.1 Estrutura do Quadro O HDLC usa transmissão síncrona. a estação emissora está sinalizando uma condição de aborto. Se o sexto bit é 1 e o sétimo é 0. a combinação é aceita como um flag. . 2.8 .Modo de resposta normal (NRM): usado em configurações não balanceadas. Esta configuração consiste de duas estações combinadas e suporta transmissões half-duplex e full-duplex. A figura 7. O NRM é também usado em configurações ponto-a-ponto no caso particular de conexão de um terminal ou outro periférico ao computador. b) As duas configurações de enlace são: 1. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  70 2. Neste modo. Quando uma configuração de cinco 1's aparece.Estação combinada: combina as características das estações primária e secundária. qualquer configuração de bits arbitrária pode ser inserida no campo de dados de um quadro. um procedimento conhecido como "bit-stuffing" é usado. O modo de resposta normal é usado em linhas multiponto onde alguns terminais são conectados a um computador. O modo de resposta assíncrona raramente é usado.Estação secundária: opera sob o controle da estação primária. Os quadros emitidos pela estação secundária são chamados "respostas". Esta configuração consiste de uma estação primária e uma ou mais estações secundárias e suporta tanto a transmissão half-duplex quanto a full-duplex. enviar uma resposta sem esperar por um comando).3. Enquanto está recebendo um quadro. a estação secundária pode iniciar a transmissão sem permissão explícita da primária (isto é. Para determinar este problema. No entanto. 2. A estação primária mantém um enlace lógico separado com cada estação secundária na linha.Configuração não balanceada: usada em ligações ponto-a-ponto ou multiponto. O computador consulta cada terminal para transmissão. o sexto bit é examinado. A estação primária pode iniciar a transferência de dados para uma secundária mas a secundária só pode transmitir dados em resposta a um comando (POLL) da primária. não existe garantia de que a configuração 01111110 não irá aparecer dentro do quadro. Qualquer uma das estações combinadas pode iniciar a transmissão sem receber permissão da outra estação combinada. Após identificar o flag inicial. Com o uso da técnica de bit stuffing. 3. Esta propriedade é conhecida como "transparência de dados". Um único flag pode ser usado como término de um quadro e início de outro. Todas as transmissões são feitas em blocos e um único formato de bloco é estabelecido para todas as trocas de dados e de controle. Uma estação combinada pode emitir comandos e respostas. destruindo. uma vez que um quadro HDLC permite qualquer configuração de bits. 3.Modo de resposta assíncrona (ARM): usado em configurações não balanceadas.6 mostra a estrutura de um quadro HDLC e seus respectivos campos: FLAG 8 bits ENDEREÇO 8 bits ou + pode ter 1 ou + octetos CONTROLE 8 ou 16 bits DADOS tamanho variável FCS 16/32 bits FLAG 8 bits Figura 7. Fica sob a responsabilidade da estação primária o controle da linha. O modo balanceado assíncrono faz um uso mais eficiente de ligações ponto-a-ponto full-duplex.Configuração balanceada: usada somente em conexões ponto-a-ponto.

CAMPO DE CONTROLE : o HDLC define 3 tipos de quadros. O oitavo bit em cada octeto é 1 ou 0 indicando se o octeto é ou não o último octeto do campo de endereço. Este campo não é necessário em ligações ponto-a-ponto. Um endereço possui.Bit de controle de ligação P/F . Quadros de informação (tipo I) que transportam os dados do usuário. como sendo um endereço de difusão . CAMPO DE DADOS: este campo só existe nos quadros tipo I e em alguns quadros tipo U. Seu tamanho não é definido no padrão mas é limitado em um tamanho máximo por uma implementação. Response Mode Extend" 1 1 1 1 0 1 1 "Set Normal Response Mode Extend" 1 1 1 1 1 0 0 "Set Async. cada um com um formato diferente do campo de controle.9 – Formato dos quadros de controle do protocolo HDLC Onde: Ns . Um FCS opcional de 32 bits usando o CRC-32 pode ser empregado se o tamanho do quadro ou a qualidade da linha determinarem esta escolha. isto é. Quadros Supervisão(S) e quadros não numerados (U). 8 bits. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  71 CAMPO DE ENDEREÇO: o campo de endereço é usado para identificar a estação secundária que transmite ou recebe o quadro. normalmente. CAMPO FCS (Frame Check Sequence): é aplicado sobre todos os bits do quadro com exceção dos campos de flag.N° de sequência no envio pela estação transmissora Nr .Bit de Poll/Final O quadro de configuração dos campos de controle é apresentado a seguir: Campo de Controle Comando / Resposta 1 2 3 4 5 6 7 8 0 S S S R R R Informação 1 0 0 0 R R R "Receive Ready" 1 0 0 1 R R R "Reject" 1 0 1 0 R R R "Receive Not Ready" 1 0 1 1 R R R "Selective Reject" 1 1 0 0 0 0 0 Informação não numerada 1 1 0 0 0 0 1 "Set Normal Response Mode" 1 1 0 0 R R R "Disconnect" 1 1 0 0 1 0 0 "Un-numbered Pool" 1 1 0 0 1 1 0 "Un-numbered Acknowledge" 1 1 1 0 0 0 0 "Set Inicialization Mode" ou "Request Inicialization Mode" 1 1 1 0 0 0 1 "Command Reject" (Resposta) 1 1 1 1 0 0 0 "Set Async. Balanced Mode Extend" 1 1 1 1 0 0 0 "Disconnect Mode" 1 1 0 0 0 1 0 "Request Disconnect" Mnemônio I RR REJ RNR SREJ UI SNRM DISC UP UA SIM RIM CMDR SARM SARME SNRME SABM XID SABME DM RD Padronização pelo HDLC C/R C/R C/R C/R C/R C/R C C/R C R C R R C/R C C C C/R C R R Tabela 7.N° de sequência na recepção pela estação transmissora S .Bit com função de supervisão M . mas pode ser usado um formato estendido no qual o tamanho do endereço é um multiplo de sete bits.2 – Quadro completo especificando os campos de controle de um quadro HDLC . A figura abaixo mostra o formato geral do CAMPO DE CONTROLE (modo básico). A configuração 11111111 é interpretada. mas deve ser incluido sempre para garantir a uniformidade. tanto na forma básica quanto na estendida. indica que todas as estações secundárias devem receber o quadro. O FCS normal é o CRC-16 definido pela CCITT. Response Mode" 1 1 1 1 0 1 0 "Set Async. Balanced Mode" 1 1 1 1 1 0 1 "Exchange Identification" 1 1 1 1 1 1 0 "Set Async. Formatos Informação Supervisão Controle 1 I S U 0 1 1 2 0 1 3 NS S M 4 S M 5 P/F P/F P/F 6 7 Nr Nr 8 Bits do campo de controle M M M Figura 7. O campo pode conter qualquer sequência de bits.

Assim. não são permitidas transmissões a partir da estação secundária. confimados como recebidos sem problema. Na operação de uma rede comutada. Devido à ausência de verificação dos números de sequência.Comando usado para ativar procedures especificadas pelo sistema.É usado para transferir campos de informação não sequenciados através de um enlace. REJ .O quadro de supervisão que indica "recepção concluída"é usado por uma estação para indicar que está pronta para receber um quadro de informação. que também não são confirmadas. Não há resposta exigida para o UI. UI ou NSI . completando ou abortando o quadro em andamento. DISC . A figura abaixo mostra o formato geral do campo de controle do modo estendido.3. SNRM . SIM. Sendo transmitido um SREJ. o campo de informação pode ser perdido ou duplicado se ocorrer uma condição de excecução durante a transmissão do quadro UI.Esse quadro de supervisão é usado por uma estação para solicitar a retransmissão de quadros de informação iniciando com o número de Nr. assim. RNR .2 Definição dos comandos e respostas no HDLC I .1 (inclusive) são assim confirmados. Os quadros de informação numerados até Nr . "convidá-las" a transmitir). onde todos os campos de controle têm um octeto de comprimento. deve parar de transmitir dentro do menor tempo possível. não são confirmados. SABME.Esse quadro de supervisão é usado por uma estação para indicar impossibilidade temporária de aceitar outros quadros de informação. Quando uma estação que está transmitindo recebe um RNR.O Poll não numerado é usado para solicitar quadros de resposta a partir de uma única estação secundária ("individual poll"). este comando também pode ser usado para dar início a uma desconexão física. UA . estabelecendo uma condição operacional lógica. DISC e RSPR. os únicos quadros I aceitos serão aqueles numerados sequencialmente e em ordem seguindo ao quadro solicitado. Os campos Nr e Ns fornecem a sequenciação do quadro que está sendo enviado. a nível de inicialização do link. Uma estação secundária desconectada não poderá receber ou transmitir quadros de informação: fica desconectada até que receba um comando SIM ou SNRM. para fazer polling com estações secundárias (isto é. SARME. para dados de inicialização do enlace.1 (inclusive).Essa resposta de "confirmação não seqüenciada" é usada para confirmar o recebimento e aceitação dos seguintes comandos não numerados: SNRM. na estação remota. Os quadros de informação numerados até Nr .É usado por uma estação para solicitar a retransmissão de um único quadro de informação: o de número Nr. SABM. bem como do quadro que se espera receber em seguida. . SARM. e os seguintes (se tiverem sido enviados outros).O referido comando é usado para colocar em "Normal Respose Mode"(NRM) a estação secundária endereçada. por exemplo. SNRME.1 são. cada estação relata continuamente seus Ns e Nr à outra. Pode ser útil.1 são reconhecidos como aceitos. a não ser que solicitadas pela primária. RR . aqueles numerados de Nr (inclusive) em diante. o que confirma o recebimento dos quadros de informação numerados até Nr .10 – Formato dos quadros de controle do protocolo HDLC 7. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  72 O campo de controle pode ser estendido para ser usado por quadros S e I que empregam números de sequência com 7 bits ao invés de 3 bits. Quando se está processando a troca de informação. A norma não define o processo de controle para organizar as respostas. SREJ . SIM . Os quadros de informação numerados até Nr . 1 I S U 0 1 1 0 1 S M S M 2 3 4 5 NS x P/F 6 x M 7 x M 8 x M 1 P/F P/F P/F 2 3 4 5 Nr 6 7 8 x x x x x x x Figura 7. que existe em cada estação endereçada por uma oportunidade de resposta.Indica um quadro sequenciado de informação. Uma estação primária pode usar o comando RR com o bit P setado em 1. UP .Esse comando é usado para realizar uma desconexão lógica: informa à estação receptora que a estação transmissora está suspendendo a operação com esta respectiva estação secundária (ou balanceada). Esse comando subordina a estação secundária receptora à estação primária que transmitiu o SNRM.

não serão aceitas transmissões de comandos até que a condição RIM seja resetada. O mecanismo da janela deslizante permite que o emissor envie mais de um quadro sem esperar a confirmação do receptor. bem como os valores que delimitam a janela de transmissão (limite inferior e limite superior ).3 Controle de Fluxo e Sequenciamento Os protocolos da família HDLC realizam o controle de fluxo e de seqüência através de um mecanismo baseado na buferização de mensagens denominado Mecanismo da Janela Deslizante. o procedimento descrito anteriormente é inadequado. b) campo de informação muito longo para ser recebido nos buffers da estação receptora. DM . c) o comando recebido não permite o campo de Informação. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  73 RIM . caso seja desconhecido o endereço específico da estação secundária. Por sua vez.É usado para colocar a estação secundária endereçada em modo de resposta assíncrona (ARM). fará com que a estação repita o RIM. o transmissor deve considerar que o quadro não chegou ao destino e retransmití-lo. XID . Para isto.Usado para indicar a solicitação de uma desconexão. RD . Normalmente o receptor aloca um buffer de dados com um tamanho máximo. SARM . Nesta forma o receptor indica a sua disposição em aceitar dados enviando um "pool" ou respondendo a um "select". Após a recepção. São considerados os comandos recebidos dentro das seguintes características: a) não implementados na estação receptora (essa categoria inclui comandos de configuração inexistente). Existe um limite máximo de tempo que o transmissor pode aguardar pela chegada de uma confirmação. Existe um limite máximo de tempo que o transmissor pode aguardar pela chegada de uma confirmação. Este valor máximo normalmente é dado por 2n-1 onde n é o tamanho (em bits) do campo de sequência do quadro."Request for Initialization Mode" é transmitido por uma estação para notificar a estação primária da necessidade de um comando SIM. No entanto. Quando os dados são recebidos.Esta resposta é transmitida por uma estação secundária no modo NRM.Usado para colocar a estação endereçada no Modo de Resposta Balanceado (MRB). . existem casos em que o transmissor quebra o bloco grande em pequenos blocos e os envia um de cada vez. Para estes casos. Os números de sequência dentro da janela de transmissão representam quadros variados mas não confirmados. fornecer a identificação da estação transmissora à estação remota. opcionalmente. Sempre que o transmissor envia um quadro ele guarda uma cópia até que o mesmo seja confirmado pelo receptor. Nesse comando o campo de informação é opcional: se usado deve conter a identificação da estação transmissora. CMDR . O controle de fluxo é uma técnica que assegura que uma estação transmissora não sobrecarrega uma estação receptora.Esta resposta é usada para relatar status não operacional de uma estação que está logicamente desconectada do enlace e não pode aceitar o comando de estabelecimento de um modo (MRN ou MRA). Este procedimento é adequado para o caso em que a mensagem é enviada em um único bloco de dados. 7.3. A forma mais simples de controle de fluxo é conhecida como "stop and wait". transmite seus dados. pela recepção de um RIM ou DISC. que não seja um SIM ou DISC. para um campo de sequência que tenha um comprimento de 3 bits. ao esgotar este tempo. e este foi recebido dentro do quadro. bem como os valores que delimitam a janela de recepção. quando esta recebe um comando não válido. isto é. Todos os quadros contém um número de sequência que varia de 0 a um valor máximo. SABM . O emissor então. Os números de sequência dentro da janela de transmissão representam quadros enviados mas não confirmados. ele deve executar uma série de procedimentos antes de liberar o buffer para o recebimento de mais dados. O recebimento de qualquer comando. o transmissor mantém atualizada uma variável que indica o número de sequência do próximo quadro a ser enviado (N(S)). Sempre que o transmissor envia um quadro ele guarda uma cópia até que o mesmo seja confirmado pelo receptor. ao esgotar este tempo. d) o número Nr recebido da estação primária não concorda com o número Ns que foi enviado à mesma. o receptor mantém uma variável que indica o número de sequência do próximo quadro a ser recebido (N(S)).O comando de troca de identificação é usado para forçar a estação endereçada a reportar sua identificação e outras características e. o receptor deve indicar novamente a sua disposição em aceitar mais dados antes que eles sejam enviados. o transmissor deve considerar que o quadro não chegou ao destino e retransmití-lo. teremos a variação do número de sequência dos quadros de 0 até 7 ( 23-1). então. Por exemplo. Esse comando pode usar o endereço global.

o propósito de cada nível é oferecer serviços para os níveis mais altos. pois ele trata de interconexão de sistemas abertos . O número de níveis. No nível 1 existe uma comunicação física com a outra máquina. cada um construído sobre o seu predecessor. de forma a evitar a repetição de funções e não tornar a arquitetura difícil de controlar. livrando aqueles níveis dos detalhes de como os serviços oferecidos são realmente implementados. vamos chamá-lo de modelo OSI. em todas as redes. A função de cada camada deve é escolhida observando-se a definição de protocolos padronizados internacionalmente. Em outras palavras. As regras e convenções desta conversação são definidos como o "protocolo do nível n". existe a necessidade de separar partes do projeto a fim de vencer a tarefa por etapas.ou seja. Do outro lado. isto é. devido a complexidade do software de comunicação. 3. O número de camadas não deve ser nem muito grande nem muito pequeno.. o nome de cada nível e a função de cada nível diferem de uma rede para outra. 2. até que o nível 1 seja alcançado. 5. Cada camada deve executar uma função bem definida.1 apresenta o modelo de Referência OSI de 7 camadas e ilustra este conceito. Uma camada deve ser criada quando um diferente grau de abstração se faça necessário. A figura 7.4. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  74 7. O modelo OSI tem sete camadas. No entanto.11 – Modelo de Referência OSI – ISO . Quando o projetista de uma rede decide quantos níveis vai incluir na rede e o que cada um deles faz. A definição das camadas foi baseada nos seguintes princípios: 1. 1983). Cada nível passa os dados e informações de controle para o nível imediatamente inferior. Entre cada par de níveis adjacentes existe uma interface. A maioria dos softwares de comunicação são organizados como um conjunto de camadas ou níveis. sistemas que estão abertos à comunicação com outros sistemas.. O nível n de uma máquina mantém uma conversação com o nível n de outra máquina. uma das tarefas mais importantes é definir claramente as interfaces entre os níveis. 4 3 2 1 Transporte Rede Enlace Física Host A Protocolo de Transporte Apresentação Protocolo de Apresentação Apresentação PPDU Sessão Protocolo de Sessão Sessão Transporte Rede Enlace Física Host B SPDU TPDU Pacote Quadro Bit Limite da sub-rede de comunicação Rede Enlace Física Roteador Rede Enlace Física Roteador Protocolo de sub-rede interna Figura 7. O Modelo de referência OSI As redes de computadores modernas são projetadas de forma altamente estruturada. Na realidade. ao contrário da comunicação virtual usada pelos outros níveis. o processo se inverte: cada camada retira as informações que lhe pertencem e repassa para a camada superior o campo de dados da unidade recebida. Por uma questão de praticidade. até chegar à camada mais alta.1 (menos o meio físico). 4. A interface define as operações primitivas e os serviços que o nível inferior oferece ao nível superior. são os processos pares que se comunicam usando o protocolo. O nome desse modelo é Modelo de Refência OSI (Open Systems Interconnection). As entidades compreendidas em níveis correspondentes em máquinas diferentes são chamadas processos pares. O modelo OSI é mostrado na figura 7. nenhum dado é transferido diretamente de um nível n em uma máquina para o nível n de outra máquina (exceto no nível 1). Esse modelo é baseado em uma proposta desenvolvida pela ISO (Internacional Standards Organization) como um primeiro passo na direção da padronização internacional dos protocolos usados nas diversas camadas (Day e Zimmermann. APDU 7 Aplicação Aplicação Interface dos níveis 6/7 6 Interface dos níveis 5/6 5 . Os limites de cada camada devem ser escolhidos de forma a minimizar o fluxo de informações entre as interfaces.

será preciso um cuidado especial para garantir que os padrões não sejam incorretamente interpretados como delimitados de quadro. deve haver uma função de contabilização na camada de rede.3 A camada de Rede A camada de rede controla a operação da sub-rede. Cada um deles foi publicado como um padrão internacional distinto. Estas podem ser determinadas no início de cada conversação. em geral. não como um bit 0. 7. elétricas e procedurais e ao meio de transmissão físico.1 A Camada Física A camada física trata de transmissão de bits brutos através de um canal de comunicação. as questões de projeto dizem respeito às interfaces mecânicas. cada qual com qualidade e preço diferentes. O projeto da rede deve garantir que. esse controle de fluxo e o tratamento de erros são integrados. Foi criada uma solução inteligente (o piggybacking) para essa situação. a camada de enlace de dados faz com que o emissor divida os dados de entrada em quadros de dados (que. Freqüentemente . 7. Cabe a essa camada resolver os problemas causados pelos quadros repetidos. Outra questão decorrente da camada de enlace de dados (assim como da maioria das camadas mais altas) é a forma como impedir que um transmissor rápido seja dominado por um receptor de dados muito lento. Ele apenas informa o que cada camada deve fazer. que fica abaixo da camada física.4. têm algumas centenas ou milhares de bytes). A camada de enlace dos dados pode oferecer diferentes classes de serviço para a camada de rede. O controle desse congestionamento também pertence à camada de rede. a subcamada de acesso ao meio. quando um lado envia um bit 1. embora eles não pertençam ao modelo de referência propriamente dito. a forma como a conexão inicial será estabelecida e de que maneira ela será encerrada. Se a linha puder ser usada para transmitir dados em ambas as direções. Uma questão de fundamental importância para o projeto de uma rede diz respeito ao modo como os pacotes são roteados da origem para o destino. o outro lado o receba como um bit 1. O piggybacking consiste em mandar a confirmação do recebimento do quadro da outra estação no quadro de dados que está sendo enviado a ela. ”amarradas” à rede e que raramente são alteradas. Pelo menos. Um ataque de ruído na linha pode destruir completamente um quadro. o fato de a transmissão poder ser ou não realizada nas duas direções. otimizando a transmissão. provocando engarrafamentos. Nesse caso. perdidos e danificados.4. começando pela camada inferior. Como os operadores da sub-rede em geral são remunerados pelo trabalho que fazem. Observe que o modelo OSI em si não é uma arquitetura de rede. No entanto. sendo determinadas para cada pacote. a camada de enlace de dados da máquina de origem deverá retransmitir o quadro. surgirá uma nova complicação para o software da camada de enlace de dados. Um quadro repetido poderia ser enviado caso o quadro de reconhecimento enviado pelo receptor ao transmissor fosse perdido. cabe à camada de enlace de dados criar e reconhecer os limites do quadro. pois não especifica os serviços e os protocolos que devem ser usados em cada camada. Se esses padrões de bit puderem ocorrer acidentalmente nos dados. são incluídos padrões de bit especiais no início e no fim do quadro. a ISO produziu padrões para todas as camadas.4. o software deve contar quantos pacotes ou caracteres ou bits são enviados . Esse problema é resolvido por uma subcamada especial da camada de enlace de dados. discutiremos cada uma das camadas do modelo. eles dividirão o mesmo caminho. várias transmissões do mesmo quadro criam a possibilidade de existirem quadros repetidos. Nesse caso. Elas também podem ser altamente dinâmicas. como por exemplo em uma sessão de terminal. as questões mais comuns são as seguintes: a quantidade de volts a ser usada para representar um bit 1 e um bit 0. a quantidade de microssegundos que um bit deve durar. Como a camada física apenas aceita e transmite um fluxo de bits sem qualquer preocupação em relação o significado ou à estrutura. As rotas podem se basear em tabelas estáticas. Se houver muitos pacotes na sub-rede ao mesmo tempo. Deve ser empregado algum mecanismo de controle de tráfego para permitir que o transmissor saiba o espaço de buffer disponível no receptor. a fim de refletir a carga atual da rede. Pra tal. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  75 Em seguida. No entanto. O problema é que os quadros de reconhecimento necessários ao tráfego de A pra B disputam o uso da linha com os quadros do tráfego de B para A.2 A Camada de Enlace de Dados A principal tarefa da camada de enlace de dados é transformar um canal de transmissão bruta de dados em uma linha que pareça livre dos erros de transmissão não detectados na camada da rede. As redes de difusão têm outra questão na camada de enlace de dados: como controlar o acesso ao canal compartilhado. 7. transmita-os seqüencialmente e processe os quadros de reconhecimento pelo receptor. Nessa situação. Para executar essa tarefa. e a quantidade de pinos que o conector da rede precisará e de que maneira eles serão utilizados.

é ilustrada na figura 7. O tipo de serviço é determinado quando a conexão é estabelecida.4. outros tipos possíveis de serviço de transporte são as mensagens para muitos destinos. Nas camadas inferiores. utilizando cabeçalhos de mensagem e mensagens de controle. a camada de transporte cria uma conexão de rede diferente para cada conexão de transporte exigida pela camada de sessão. Por outro lado. É na camada de rede que esses problemas são resolvidos.4. Nas redes de difusão. mas ela oferece também serviços aperfeiçoados que podem ser de grande utilidade em algumas aplicações. Um dos serviços da camada de sessão é gerenciar o controle de tráfego. é fundamental importância que ambos os lados não executem a mesma operação ao mesmo tempo. no entanto. Além de multiplexar diversos fluxos de mensagem em um canal. tudo tem de ser feito com eficiência e de forma que as camadas superiores fiquem isoladas das inevitáveis mudanças na tecnologia de hardware. determinadas operações só podem ser executadas pelo lado que está mantendo o token. a camada de transporte deverá criar várias conexões de rede. Talvez a segunda rede não aceite seu pacote devido o tamanho. A camada de Transporte A função básica da camada de transporte é aceitar dados da camada de sessão. assim como faz a camada de transporte. A camada de transporte é uma verdadeira camada fim a fim. podem surgir muitos problemas. de modo que um host rápido não possa sobrecarregar um host lento. Em todos os casos. um programa da máquina de origem mantém uma conversa com um programa semelhante instalado na máquina de destino. a conexão de transporte precisar de um throughput muito alto. Esse mecanismo é chamado de controle de fluxo e desempenha um papel fundamental na camada de transporte (assim como em outras camadas). quando existe. As sessões podem permitir o tráfego em ambas as direções ao mesmo tempo ou em apenas uma direção de cada vez. Além disso.1 Muitos hosts são multiprogramados. Essas informações podem ser colocadas no cabeçalho de transporte (H4 ou Header do protocolo da camada 4 do modelo OSI – ISO). Apostila de Telecomunicações e Redes 1  76 por cada cliente. . permitindo que redes heterogêneas sejam interconectadas. Isso exige mecanismo de denominação que permita a um processo de uma máquina descrever com quem deseja conversar. passá-los para a camada de rede e garantir que todas essa unidades cheguem corretamente à outra extremidade. Quando um pacote tem que viajar de uma rede para outra até chegar a seu destino.4. isso significa que muitas conexões estarão entrando e saindo de cada host. o problema de roteamento é simples e. Em condições normais. A camada de transporte também determina o tipo do serviço que será oferecido à camada de sessão e. dividi-lo em unidades menores em caso de necessidade. É preciso. Uma sessão pode ser usada para permitir que um usuário estabeleça um login com um sistema remoto de tempo compartilhado ou transfira um arquivo entre duas máquinas. Uma sessão permite o transporte de dados normal. a camada de rede. 7. Em outras palavras. Para alguns protocolos. No entanto. que podem estar separadas por muitos roteadores. que liga a origem ao destino. portanto. Deve haver um mecanismo para controlar o fluxo de informações. aos usuários da rede. os protocolos são trocados entre cada uma das máquinas e seus vizinhos. que são fim a fim. a contabilização pode se tornar complicada. Para gerenciar essas atividades. e as camadas de 4 a 7. a camada de transporte é necessária para tornar a multiplexação transparente em relação à camada de sessão. onde se pratica uma taxa de cada lado. O endereçamento utilizado para rede poderá ser diferente. também cabe à camada de transporte estabelecer e encerrar conexões pela rede. Se o tráfego só puder ser feito em uma direção de cada vez (como acontece em uma estrada de ferro). no entanto. O tipo de conexão de transporte mais popular é o canal ponto livre de erros que libera mensagens ou bytes na ordem em que eles são enviados. dividindo os dados entre as conexões de rede para melhorar o throughput. A diferença entre as camadas de 1 a 3. embora sejam aplicados a eles princípios semelhantes. Um dos serviços da camada de sessão é o gerenciamento de token. 7. costuma ser pequena. e não entre as máquinas de origem e de destino. Conseqüentemente. a camada de sessão oferece tokens para serem trocados. Os protocolos também poderão ser diferentes. a camada de sessão poderá ajudar a monitorar esse controle. que são encadeadas. a camada de transporte poderá multiplexar diversas conexões de transporte na mesma conexão de rede para reduzir o custo. em última instância. Quando um pacote cruza uma fronteira nacional. o que permitirá a produção de informações para tarifação. criar alguma forma de determinar a qual conexão uma mensagem pertence. Se. se a criação ou manutenção de uma conexão de rede for cara. O controle de fluxo entre os hosts é diferente do controle de fluxo entre os roteadores.5 A camada de Sessão A camada de sessão permite que os usuários de diferentes máquinas estabeleçam sessões entre eles.

entre outras coisas.6 A camada de Apresentação Ao contrário das camadas inferiores. Os ítens são representados como strings de caracteres. Por exemplo. 7. e os inteiros (o complemento de um e o complemento de dois.IDU (SDU + inform. a camada de apresentação se preocupa com a sintaxe e a semântica das informações transmitidas. valores monetários e notas fiscais. movimentação do cursor etc. Para manipular cada tipo de terminal. para o qual possam ser desenvolvidos editores e outros tipos de programa. Considere os problemas que podem ocorrer quando se está tentando fazer uma transferência de arquivos que tem a duração de duas máquinas cujo tempo médio entre falhas seja de uma hora.4. cada transferência seria reiniciada e provavelmente falharia na nova tentativa. deve ser criado um elemento de software que permita mapear as funções do terminal virtual de rede para terminal real. de modo que.relação entre serviço e protocolo .4.3 e 802. esse software executará a sequência de comandos apropriada para que o terminal real também o envie para a mesma posição. inteiros.entidades de protocolo . números com ponto flutuante e estruturas de dados compostas por uma série de ítens mais simples. datas.5). por exemplo). Considere o trabalho de um editor de tela inteira que deve trabalhar com vários tipos de terminal. Todos softwares do t. Diferentes sistemas de arquivos têm diferentes convenções de denominação de arquivos e diferentes formas de representação de linhas de texto. Por exemplo. juntamente com a codificação padrão a ser utilizada durante a conexão. Uma das maneiras de se resolver esse problema é definir um terminal virtual de rede. a pesquisa de diretórios e uma série de outros recursos específicos e genéricos. quando o editor mover o cursor do terminal virtual para o canto superior esquerdo da tela. Os computadores têm diferentes códigos para representar os strings de caracteres (como ASCII e Unicódigo.unidade de dados de serviço . virtual estão na camada de aplicação. Outra função da camada de aplicação é a transferência de arquivos. A maioria dos programas destinados a usuários não faz um intercâmbio de seqüências de bits binárias aleatórias. que. por sua vez.unidades de dados de interface . têm diferentes layouts de tela e seqüências de escape para a inserção e exclusão de textos. Esses programas fazem um intercâmbio de ítens como nomes. apenas os dados transferidos depois do ponto de sincronização tenham de ser repetidos. é necessário tratar essas e outras incompatibilidades. quando ocorrer uma falha. 7. de controle) . O que é overhead de protocolo? O que é encapsulamento de dados? O que é trailler ou cauda nas PDU´s? Para que serve? Por que um protocolo orientado a caracteres não é indicado para utilização atualmente? Quais os 3 tipos de quadros utilizados pelo protocolo HDLC? . assim como o correio eletrônico. Após ser abortada. entre outras coisas. que tornam confiável o processo de movimentação de bits de uma extremidade à outra da ligação. A camada de apresentação gerencia essas estruturas de dados abstratas e converte a representação utilizada dentro do computador na representação padrão da rede. Para transferir um arquivo entre dois sistemas diferentes.serviço N . as estruturas de dados intercambiadas podem ser definidas de uma forma abstrata.unidade de dados de protocolo . a entrada de tarefas remotas.7 A camada de Aplicação A camada de Aplicação contém uma série de protocolos que são comumente necessários. e vice-versa. por exemplo). Para permitir que computadores com diferentes representações se comuniquem. a camada de sessão oferece uma forma de inserir pontos de sincronização no fluxo de dados. Para eliminar esse problema. Terminologia OSI . Apostila de Telecomunicações e Redes 1  77 Outro serviço de sessão é a sincronização. Esse trabalho também pertence à camada de aplicação. existem centenas de tipos de terminal incompatíveis no mundo. Um exemplo típico de um serviço de apresentação é a codificação de dados conforme o padrão estabelecido.pontos de acesso ao serviço N (SAPs) Exercícios: 1) 2) 3) 4) 5) 6) 7) 8) 9) O que é multiplexação? Quais os tipos existentes? Qual tipo é utilizada nas redes locais? Quais as políticas de tratamento de erros existentes? Qual delas se aplica na transmissão isócrona? Para que serve o controle de fluxo em uma rede? E o controle de seqüência? Cite 2 políticas de acesso ao MT que podem ser aplicadas em uma rede local (802.

como o caso do correio eletrônico ) Resolve problemas causados por quadros repedidos. onde A envia um quadro de dados para B e após. 11)Ainda com relação ao HDLC. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  78 10)Utilizando o protocolo de enlace HDLC. descreva um cenário de comunicação entre A e B. Utilize: SABM – Estabelecimento da conexão UA – Aceitação de quadros não numerados RR – Receive Ready RD – Request Disconnect e quadros do tipo (I)nformação. associe as colunas: (1) Estação primária ( ) Duas estações combinadas (2) Estação Secundária ( ) Emite comandos e respostas (3) Estação Combinada ( ) Uma estação primária e uma ou mais estações secundárias (4) Configuração não-balanceada ( ) Qualquer uma das estações combinadas pode iniciar a transmissão (5) Configuração Balanceada ( ) Emite respostas (6) Modo de resposta Normal ( ) A estação avisa quando quer transmitir (7) Modo balanceado Assíncrono ( ) Emite comandos (8) Modo de resposta Assíncrono ( ) A estação secundária só pode transmitir em resposta a um comando da primária 12) Qual camada é responsável? (1) Física (2) (3) Rede (4) (5) Sessão (6) (7) Aplicação ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ) compactação dos dados ) define a voltagem para os bits 0 e 1 ) A mensagem deve ser criptografada ) garante o envio da mensagem ) roda as aplicações dos usuários ) roteamento das mensagens ) Acrescenta trailler aos dados ) quanto deve ser a duração de um bit ( ) Estabelece e encerra conexões de rede (pela rede) ( ) diz a forma como uma conexão é estabelecida e desfeita ( ) controle de fluxo dos quadros de dados ( ) A comunicação será Half ou full-duplex? ( ) detecção de erros nos quadros de dados ( ) Quem gerencia o TOKEN? Eu quero transmitir! ( ) Os pacotes estão muito grandes e devem ser divididos ( ) cria e reconhece os limites de um quadro de dados ) Suporte para os softwares rodados num sistema. B envia 3 quadros de dados para A e solicita o encerramento da comunicação. (S)upervisão e (U)Controle. perdidos ou danificados ) Um editor de texto deve funcionar em rede com N tipos de terminais diferentes ) Permite a comunicação de computadores que utilizam diferentes representações para os dados ) Insere pontos de sincronização no fluxo de dados .

Para que um protocolo se torne um padrão Internet [Rose 90] é necessário documentá-lo através de uma RFC (Request for Comments). e novas versões do protocolo podem ser elaboradas. Quando o protocolo se torna estável. A Figura 1 ilustra o conceito de inter-rede. A arquitetura Internet TCP/IP é organizada em quatro camadas conceituais construídas sobre uma quinta camada que não faz parte do modelo.1: Ilustração do conceito de inter-rede. E E Rede 3 G G G Rede 1 Rede 4 G G G Rede 5 E E E Rede 2 E E E Figura 8. ou seja. Uma máquina que conecta duas ou mais redes é denominada internet gateway ou internet router. . As RFCs podem ser obtidas por qualquer pessoa conectada à Internet. A arquitetura da Internet TCP/IP O desenvolvimento da arquitetura Internet TCP/IP foi patrocinado pela Defense Advanced Research Projects Agency (DARPA). Para interligar duas redes distintas é necessário conectar uma máquina a ambas as redes. não importando a forma física de interconexão. Host A Aplicação Transporte Inter-rede Interface de rede Datagrama idêntico Quadro idêntico Mensagem idêntica Pacote idêntico Host B Aplicação Transporte Datagrama idêntico Gateway Inter-rede Interface de rede Interface de rede Inter-rede Interface de rede Quadro idêntico Rede física 1 Intra-rede Rede física 1 Intra-rede Figura 8. A arquitetura Internet TCP/IP dá uma ênfase toda especial à interligação de diferentes tecnologias de redes [Comer 91]. Qualquer pessoa pode projetar. o IAB declara o protocolo como um Internet Standard. fornecido pelo Transmission Control Protocol (TCP). e em um serviço de rede não-orientado à conexão (datagrama não confiável). um dos membros do IAB propõe ao comitê que o protocolo se torne um padrão. tendo a maioria deles projetado e implementado os protocolos da Arquitetura Internet. fornecido pelo Internet Protocol (IP) [Postel 81b]. O corpo técnico que coordena o desenvolvimento dos protocolos dessa arquitetura é um comitê denominado IAB (Internet Activity Board). a única forma de permitir que um grande volume de usuários possa trocar informações é interligar as redes às quais eles estão conectados. formando assim uma inter-rede. se contentam com redes de baixa velocidade que conectam equipamentos distantes milhares de quilômetros uns dos outros. Para ser capaz de rotear corretamente as mensagens. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  79 8. A Figura 2 mostra as camadas e tipo de dados que fluem entre elas. documentar. a camada intra-rede [Comer 91]. O IAB é formado por pesquisadores. Os padrões TCP/IP não são elaborados por órgãos internacionais de padronização. Já os usuários vêem a inter-rede como uma rede virtual única à qual todas as máquinas estão conectadas. Portanto. A idéia baseia-se na seguinte constatação: não existe nenhuma tecnologia de rede que atenda aos anseios de toda a comunidade de usuários. Alguns usuários precisam de redes de alta velocidade que normalmente cobrem uma área geográfica restrita.2 .Camadas conceituais da arquitetura Internet TCP/TP. A arquitetura baseia-se principalmente em um serviço de transporte orientado à conexão. Uma RFC é publicada indicando esse status e. os gateways precisam conhecer a topologia da inter-rede. Da análise das RFCs surgem sugestões. Já outros. precisam saber como as diversas redes estão interconectadas. se após decorridos aproximadamente seis meses não houver nenhuma objeção. implementar e testar um protocolo para ser usado na Internet. Tal máquina fica responsável pela tarefa de transferir mensagens de uma rede para a outra. como a ISO ou a IEEE.

Hello. enviará seus quadros específicos. ou seja. 8. buferização.4. para o funcionamento do TCP/IP. essa camada é responsável pelo : • endereçamento. As aplicações podem usar o serviço orientado à conexão. O pacote é encapsulado em um datagrama IP.3.1. Camada de Aplicação (4) No nível de aplicação. ICMP. sequenciação e multiplexação do acesso ao nível inter-rede. OSPF. Nesse caso. Não existe um protocolo de enlace específico. SNMP. Resumindo. IGP. é de responsabilidade da placa de rede que. enviará um pacote diferente. É nesta camada que são identificados os endereços IP. • roteamento (direcionamento do tráfego) dos pacotes. são traduzidos para os endereços físicos dos hosts ou gateways conectados à rede. • controle de envio e recepção (erros. 8. Esse nível recebe pedidos do nível de transporte para transmitir pacotes que. ou o serviço não-orientado à conexão. O importante nesta camada. o algoritmo de roteamento é utilizado para decidir se o datagrama deve ser passado para o nível de transporte local. • dispor de um mecanismo de encapsulamento. seqüência. Se o protocolo utilizado for o TCP.UDP [Postel 80] (serviço de datagrama não confiável). O nível físico. Essas aplicações interagem com o nível de transporte para enviar e receber dados. fragmentação. Esta camada não possui um padrão comum. fornecido pelo User Datagram Protocol . os endereços IP. e o algoritmo de roteamento é executado para determinar se o datagrama pode ser entregue diretamente. Ethernet Token ring Interface Rádio x-25 HDLC Figura 8. dependendo do meio ao qual está ligada. Dentre os protocolos da camada de Rede destaca-se inicialmente o IP (Internet Protocol). fornecido pelo TCP (serviço de circuito virtual). Token Ring. As funções do nível de transporte na arquitetura Internet TCP/IP são semelhantes às do mesmo nível do RM-OSI.Comunicação de uma rede Tcp / Ip 8. nesse nível. os usuários usam programas de aplicação para acessar os serviços disponíveis na inter-rede. O UDP é um protocolo bem mais simples e o serviço por ele fornecido é apenas a multiplexação / demultiplexação do acesso ao nível inter-rede. Por exemplo. A camada de rede é uma camada não orientada à conexão. O padrão estabelece-se para cada aplicação. O nível inter-rede também processa pacotes recebidos das interfaces de rede. . portanto se comunica através de datagramas. Essa compatibilização é a função dessa camada que recebe os datagramas IP do nível internet ou inter-rede e os transmite através de uma rede específica. o datagrama é passado para a interface de rede apropriada para então ser transmitido. ou se deve ser repassado para um gateway. se for uma placa Ethernet. os seguintes serviços são fornecidos: controle de erro. ao solicitar a transmissão. qualquer tipo de rede pode ser ligada. reconhecimento etc). • adaptar os tamanhos dos pacotes ao tamanho máximo suportado pela rede subjacente (segmentação e reassemblagem). além do ARP. desde a máquina de origem até a máquina de destino. ou se deve ser passado adiante através de uma das interfaces de rede. Frame Relay. informa o endereço da máquina onde o pacote deverá ser entregue. • detectar e controlar situações de congestionamento na rede. etc. enviará os quadros padrão IEEE 802. o FTP. que são endereços lógicos. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  80 8. bastando para isso que seja desenvolvida uma interface que compatibilize a tecnologia específica da rede com o protocolo IP. Camada inter-rede ou Internet (2) O nível inter-rede é o responsável pela transferência de dados através da inter-rede. tracert. se for ATM. Camada de Interface de rede ou camada host /rede (enlace / física) (1) A arquitetura Internet TCP/IP não faz nenhuma restrição às redes que são interligadas para formar a inter-rede. é a maneira com que a camada superior se comunica com ela. etc.2. Com base no resultado da avaliação do algoritmo de roteamento. Para realizar essa tarefa. EGP e GGP). na verdade. Exemplo de aplicações: ping.3. Portanto. controle de fluxo. RARP e dos protocolos de roteamento (RIP. TELNET. Camada de transporte (3) A função básica do nível de transporte é permitir a comunicação fim-a-fim entre aplicações. A internet apresenta uma camada de interface com protocolos de diferentes tecnologias.3 .

respectivamente. a aplicação servidora recebe as teclas acionadas no terminal remoto como se fosse local. • Transferência de dados. o que deixa para o TCP. • criação. etc). ICMP. quando são então apagadas da área de transferência do sistema originador. TELNET (Telecommunications Network) [postel 83]: Permite a operação em um sistema remoto através de uma sessão terminal. Para sua operação.4 . Utiliza a porta 2049 do UDP.. que transmite textos. Não implementa segurança. interfaces individuais de rede. Para cada comando enviado do Emissor para o Receptor. SNMP (Simple Network Management Protocol) [Postel 82]: É utilizado para trafegar as informações de controle da rede. O endereçamento da aplicação na rede é provido através da utilização de portas para comunicação com a camada de transporte. exceto as requisições de senhas de acesso a determinados arquivos (ou servidores FTP). Apostila de Telecomunicações e Redes 1  81 etc. Tais mensagens são armazenadas num servidor de correio eletrônico onde o usuário destinatário está cadastrado. até que este solicite-a. receber informações sobre problemas na rede. modificação e exclusão de diretórios. A comunicação entre o Emissor e Receptor é feita através de comandos ASCII. dentre outros. e possibilita várias funções como as seguintes: • criação e modificação de atributos dos arquivos. renomeação e eliminação de arquivos. • • NFS(Network File System) : O NFS supre uma deficiência do FTP que não efetua acesso on-line aos arquivos da rede. dados sobre erros. Utiliza a porta 80 do TCP. pode-se acessar a MIB e retornar valores. são mantidas duas conexões: de dados e de controle. • Negociação de opções (modo de operação. existem o agente e o gerente que coletam e processam. • HTTP (HyperText Tranfer Protocol): É o protocolo utilizado pela Web. problemas. Para cada aplicação existe uma porta predeterminada. SMTP (Simple Mail Transfer Protocol): Implementa o sistema de correio eletrônico da Internet. leitura. Com isso. transparente para o usuário. eco. É nesta camada que se estabelece o tratamento das diferenças entre representação de formato de dados. São alguns dos protocolos de aplicação disponíveis na arquitetura internet TCP/IP: • FTP (File Transfer Protocol)[Postel 85]: Provê serviços de transferência. armazenar valores. Através do SNMP. leitura e deleção de diretórios. • criação. além de permitir a navegação através do hiper texto. • pesquisa de arquivos em diretórios. UDP etc. tradução de endereços e softwares relativos ao IP. violação de protocolos. Utiliza a porta 21 do TCP. operando orientado à conexão. possuem seu próprio protocolo. o assunto e algumas outras informações opcionais. • • Ele possui basicamente as entidades Emissor-SMTP e Receptor-SMTP. renomeação e deleção de arquivos. O NFS cria uma extensão de arquivos local. gráficos e qualquer outro tipo de arquivo. gravação. No cabeçalho existe uma seqüência de linhas que identificam o emissor. • leitura dos atributos do sistema de arquivos. o destinatário. Figura 8. além da criação. Na rede existe uma base de dados denominada MIB (Management Information Base) onde são guardados informações sobre hosts. Utiliza a porta 23 do TCP. ocorrerá uma resposta do Receptor. O TELNET oferece três serviços: • Definição de um terminal virtual de rede. provê serviços de envio e recepção de mensagem do usuário. Utiliza a porta 25 do TCP. TCP.Implementação do NFS . através de um código numérico de resposta. De acordo com o sistema de gerenciamento da arquitetura TCP/IP. gateways. Desenvolvido pela SUN Microsystems. etc. O SMTP divide a mensagem em duas parte: corpo e cabeçalho.

 Apostila de Telecomunicações e Redes 1  82 DSN (Domain Name System) [Mockapetris 87] : O DNS é um mecanismo para gerenciamento de domínio em forma de árvore.ddn. por outro lado. Baseados na norma ISO 3166 Figura 8. Essa característica é conseqüência do fato da ISO ter elaborado um modelo que se propõe a tratar todos os aspectos do problema de interconexão aberta de sistemas.5 .mil • net: gateways e hosts administrativos de uma rede (ex: uu. Para tal. mas.net) • org: para outras organizações que não se enquadram nos casos acima. Enquanto na arquitetura OSI são definidas sete camadas. us – EUA. Ex: apple. A arquitetura lnternet TCP/IP foi desenvolvida com o objetivo de resolver um problema prático: interligar redes com tecnologias distintas.6. Ex: berkeley. Essa flexibilidade tem aspectos positivos. Aplicação Transporte Inter-rede host/rede Interface de rede Figura 8.Árvore de Domínio O DNS possui um algoritmo confiável e eficiente para tradução de mapeamento de nomes e endereços.6 .Australia. de – Alemanha. pode levar a situações onde dois sistemas em conformidade com a arquitetura OSI não consigam se comunicar. Ex: nasa. O DNS utiliza a porta 53 do UDP. na arquitetura Internet TCP/IP são definidas quatro camadas. fr – França. e assim por diante. No nível mais alto podemos ter: • com: para organizações comerciais. bastando para tal que implementem perfis funcionais incompatíveis. Alguns dos serviços definidos para as camadas do RM-OSI são opcionais. rede e transporte podem oferecer serviços orientados à conexão (circuito virtual) ou não-orientados à conexão (datagrama). – países: cada país tem duas letras que o caracterizam. Tudo começa com a padronização da nomenclatura onde cada nó da árvore é separado no nome por pontos. 8. foi desenvolvido um conjunto específico de protocolos que resolveu o problema de forma . au.edu • gov: para instituições governamentais.com • edu: para instituições educacionais. os níveis de enlace. Ex: nic.5 Comparação entre o Modelo OSI e a Arquitetura lnternet Tcp/Ip Como pode ser observado na Figura 8. Por exemplo. Exemplo: br – Brasil. a primeira diferença entre as arquiteturas OSI e Internet TCP/IP está no número de camadas.Comparação entre Modelo OSI e Arquitetura TCP/IP No RM-OSI são descritos formalmente os serviços de cada camada. a interface usada pelas camadas adjacentes para troca de informações e o protocolo que define regras de comunicação para cada uma das camadas.gov • mil:para grupos militares.

Ex: Algumas instituições pioneiras na Internet Classe B: são alocados 14 bits para o endereço de rede e 16 bits para o endereço de Host.6. porém bastante funcional. Os padrões da ISO. apresentação e elementos de serviços genéricos básicos no nível de aplicação. relativos a transmissão de dados em uma única rede. Os protocolos da arquitetura Internet TCP/IP oferecem uma solução simples. é mais razoável. a arquitetura Internet TCP/IP oferece duas opções: o TCP (que oferece um serviço de circuito virtual) e o UDP (datagrama). Nessa arquitetura. A classe C vai de 192 a 223. Ou seja. para o problema da interconexão de sistemas abertos. no sentido em que permite uma maior reutilização de esforços durante o desenvolvimento de aplicações distribuídas. se por um lado aumenta o tempo de desenvolvimento dos padrões. Endereçamento Internet A seguir são apresentadas as classes de endereço Internet e a utilização de mascaramento. com membros representando vários países. Desta forma. Esses protocolos são equivalentes aos protocolos orientado e não-orientado à conexão do nível de transporte OSI. por serem elaborados por uma instituição legalmente constituída para tal. Classe C: são alocados 21 bits para o endereço de rede e 8 bits para o endereço de Host. Ou seja. Classes de endereçamento em Internets Os endereços IP na notação possuem 4 números. Vai de 128 a 191. Classe E: vai de 240 a 255. comerciais e grandes Universidades. definindo as camadas de sessão. 16.1. que agrupa todos esses serviços na camada intra-rede. de enlace. O fato de um sistema utilizar ou não o protocolo IP foi usado inclusive para distinguir os sistemas que “estão na Internet” dos que não estão [Clark 91]. por outro confere aos mesmos uma representatividade bem maior. A arquitetura Internet TCP/IP se limita a definir uma interface entre o nível intra-rede e o nível inter-rede. A classe A vai de 1 a 127. Nomes no modelo OSI Protocolos TELNET TCP FTP SMTP UDP IP DNS Aplicação Transporte Rede Redes ARPANET SATNET Packet radio LAN Física + enlace de dados Figura 8. nessa arquitetura só existe uma opção de protocolo e serviço para esta subcamada do nível de rede: o protocolo IP. 2. Ex. Em outras palavras. 8.6. No nível de transporte.097.7 – Protocolos e redes no modelo TCP/IP inicial Os serviços do nível de rede OSI relativos à interconexão de redes distintas são implementados na arquitetura Internet TCP/IP pelo protocolo IP.384 redes possíveis com 65536 endereços de hosts associados. são padrões de juri. não são abordados na arquitetura Internet TCP/IP. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  83 bastante simples e satisfatória. os endereços são separados assim: Classe A: são alocados 7 bits para o endereço de rede e 24 bits para o endereço de Host. A abordagem da ISO. cujo serviço é datagrama não confiável.777. separados por pontos. São endereços reservados para uso experimental.: Grandes organ. São endereços reservados para multicasting.152 redes possíveis com 254 endereços de hosts associados. 8. os serviços dos níveis de sessão e apresentação OSI são implementados em cada aplicação de modo específico. A estrutura organizacional da ISO. O primeiro número indica a que classe o endereço pertence. 128 endereços de rede com 16.216 endereços host associados. . e os aspectos do nível de rede do RM-OSI. Ou seja. Classe D: vai de 224 a 239. Acima do nível de transporte está a camada de aplicações na arquitetura Internet TCP/IP. Os níveis físico. Esta inflexibilidade da arquitetura Internet TCP/IP no nível inter-rede é uma das principais razões de seu sucesso. O fato de implementações de seus protocolos terem sido a primeira opção de solução não-proprietária para interconexão de sistemas fez com que essa arquitetura se tornasse um padrão de facto.

128.0.1 -D 1110 0000 00000000 00000000 00000000 Endereço de Multicast Endereços especiais 127.50) com 64 sub-redes (máscara 255.255. Mascaramento Para criar sub-redes dentro de uma rede Intranet.255.00110010.255.0 (máscara da sub-rede for utilizada).255 Classe B: 128.0.255.0 a 192.0 Quando um endereço de rede tiver todos seus bits de endereçamento com valor 1.66.255.xx Endereço de rede Endereço da subrede Endereço de host Exemplo: Supondo uma rede classe B (130.13.2.00010000.00000000 .0 a 128.13.1: loopback.66.13.0.255. É utilizado para teste. O hosts o utilizam para enviar mensagens a si mesmo.0 (máscara da sub-rede) 143.6.xx.11111100.0.15 -C 11011101 00001101 Endereço de Rede 28 bits 224.0.255 8.15 -A Byte 1 7 bits 00001101 Byte 2 Byte 3 24 bits 01001001 Endereço de Host 14 bits 00001101 01001001 16 bits 00001111 Endereço do Host 21 bits 01001001 8 bits 00001111 Endereço do Host 00001111 Byte 4 01111101 Endereço Rede 10 147.0). Ex: 26. Suponha que o roteado recebe um pacote com o seguinte endereço (130.15.0.252. então ela se comportará da seguinte forma: Endereço Classe B 143.54.73.11111111.16) ou em binário: 10000010.255. fazendo and com a máscara: 11111111.168.31.xx Endereço de rede Endereço do host 255. o mascaramento é necessário: Se para uma rede classe B uma máscara 255.255. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  84 Veja abaixo a separação dos bits para as classes de endereços: CLASSE 0 125. o endereço IP está referindo-se a uma rede.73.0.0.168.255. Quando todos bits referentes a um endereço forem 0.54.255.50.0 a 10.00001111.73.15 -B 10011101 Endereço de Rede 110 221.0.16. este será um endereço de broadcast.0.255 Classe C: 192.12.255 Range de IP(s) livres para intranet: Classe A: 10.0. Ex: 128.0.

D e E) 8. 3. III e IV . 7. O FTP utiliza uma conexão TCP.00110010. oferece acesso on-line aos arquivos de rede. uma vez que não é orientado à conexão. 5. B. d) provê um sistema de comunicação confiável e não reserva endereços para Intranets e) Possui 5 classes de endereços (A. C.50. Este endereço é procurado na tabela que indicará como chegar à sub-rede 4. II e V e) II.O TELNET roda sobre o UDP e serve para operação em um sistema remoto através de uma sessão terminal. 1 0100:4 0101:4 0110:4 0111:4 S-R. 2. II e IV b) II. 6. quais são as duas opções oferecidas? Qual(is) a(s) diferença entre elas. III. 4. 4 Exercícios: 1. Considerando as seguintes afirmações: I. uma vez que é orientado à conexão. IV e V d) I. chamado endereço IP ou endereço INTERNET c) Não oferece qualquer garantia de que o datagrama chegou ao outro lado livre de erros.00001100. 3 1100:12 1101:12 1110:12 1111:12 S-R. III e V c) III. V. 0000:0 0001:0 0010:0 0011:0 S-R.12. O NFS. e implementa o correio eletrônico na Internet. O SMTP (Simple Mail Transfer Protocol) utiliza uma conexão TCP. IV. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  85 resulta em: 10000010. São verdadeiras as afirmativas: a) I. Quem é responsável pelo controle (padronização) da rede Internet? Em que consiste a arquitetura TCP/IP (Qual seu principal objetivo) Quantas e quais são as camadas da arquitetura de redes INTERNET (que fazem parte do modelo) Existe alguma restrição com relação à quais sub-redes podem ser conectadas pela Internet O que é um endereço IP. 2 1000:8 1001:8 1010:8 1011:8 S-R. O FTP utiliza uma conexão TCP. não é correto afirmar: a) Sua principal função é o roteamento das mensagens a serem transmitidas na rede b) O roteamento é baseado em um endereço único.0.00000000 que corresponde a 150. A nível de transporte. II. Com relação ao protocolo IP. e é implementado sobre o UDP.

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