UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ

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Cadernos
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de Ensino
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Pró-Reitoria de Ensino

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FICHA CATALOGRÁFICA

Projeto
Elisabeth Juchem Machado Leal Simone Ghisi Feuerschutte Elaboração Josiane da Silva Delvan Luciano Dalla Giacomassa Colaboração

Cássia Ferri Regina Célia Linhares Hostins Coordenação

Elisabeth Juchem Machado Leal Revisão e atualização Hildo Rocha Neto Nilton Córdova Fotografia

José Roberto Azevedo Júnior Capa Camila Morgana Lourenço Projeto Gráfico Charlles Giovany Faqueti Fábio Zella de Souza José Roberto Azevedo Júnior Isadora Molleri Editoração Eletrônica

Pedagogico

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elaboração de trabalhos acadêmico-científicos

ITAJAÍ - SC Junho/2011 Ano 2 - nº 4

de Ensino
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Pró-Reitoria de Ensino

Em junho de 2011 o texto deste documento foi atualizado para incorporação das alterações referentes à apresentação de trabalhos acadêmicos contidas na terceira edição da NBR 14. bem como daquelas decorrentes do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.724.4... . de abril de 2011. de1990.

.............................................................................................................28 Procedimentos quanto à forma de apresentação ...........................35 Avaliação ...........................................15 Conceito........................11 1 2 2................................................................................................................................................27 Procedimentos quanto à elaboração ....25 Conceito.......................................3 5..........................................................30 Indicativos dos tópicos (seções) do artigo científico............................................2 4...5 7 InTROdUçãO ................1 2...........................................31 RElATóRIO .......................................................................1 5..........................15 Os propósitos do fichamento.........................................17 Ficha de leitura ..............................................................4 5....4 5..3 5...........................4 3 3...................................27 Propósitos ............................. Position PaPer OU POSICIOnAMEnTO PESSOAl ..............................................................................4....................5 4 4....29 Elementos pré-textuais .....................................................................................20 RESEnhA CRÍTICA ...................................................................................................23 Avaliação .........................................................16 Procedimentos ................................................13 FIChAMEnTO ................ ...........21 Conceito ......31 Avaliação ..........................21 Procedimentos .....................................................................................4 6.........................4.......................................................................................................25 Procedimentos .......37 MEMORIAl .......3......................4.........................24 PaPer................................3 3................................................................................................................................................33 Propósitos ............................................30 Elementos textuais ....................................................................33 Conceito ...............................................................................................................26 Avaliação ......34 Tipos de relatórios ........................................................4 3............................................................. 39 ...............26 ARTIgO CIEnTÍFICO ...........27 Conceito..........................................3 4.2 2.........1 4..................................................................22 A apresentação da resenha ......................................................................................................Elaboração de trabalhos acadêmico-científicos ...............................................................................................18 Avaliação ........................1 3..............................2 3.................34 Procedimentos ...........25 Propósitos ......2 2...............................2 5.........................................................................................................................................................1 2............5 6 6..............UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ SUMÁRIO APRESEnTAçãO .................................................30 Elementos pós-textuais ........2 5............................................................4........................... 09 PARTE 1 .................21 Propósitos ...........................................................................17 Ficha bibliográfica .3.........................................................................................................2 6..........................................................................................................................1 5...........................................4 5 5...............3 2............ 5 ...........................3 6................1 6...................................................................................................................

.................................4 Parte de monografia em meio eletrônico ..................... 70 3....................4.... 64 3... 57 3................. 59 3..................................................2 Citação indireta: paráfrase e condensação ...1..................................................................................................3 Artigo e/ou matéria de publicações periódicas ..........................6 Artigo e/ou matéria de jornal em meio eletrônico ...................................................2 Eventos como um todo em meio eletrônico ....................3 Regras quanto à edição e editora .......3 7............................................. 48 1.................4.........2................. 45 1....................3 Regras gerais para elaboração de referências ....4.................. 50 1........1 Regras quanto à autoria ........... boletim.................................................5 Considerações finais sobre as normas de citação ....1 Publicação periódica como um todo .........2 Monografias no todo em meio eletrônico ................................................................ 68 3..................................................................................................................................................................5 Artigo e/ou matéria de jornal ...............................................4................2 Tipos de citação ......................................... 7............................................ 70 3.............................................................................................................. 69 3.................................2....3 Alterações na citação.......4 Regras quanto ao local .....1 Monografias ...........................................1................................................1 Citação direta..........2 Partes de publicações périódicas ...2....1 Monografias consideradas no todo ......................................................................... 52 1..............3.................3 Citação da citação ...................3.........4 Normas complementares para citação ......................................................2.....3 Publicações em eventos ... 62 3...........1 Eventos como um todo ......................... 57 3.... 67 3.. 53 2 2.............2....4.... em meio eletrônico..............6 Regra quanto à paginação ... 39 Procedimentos .............. 72 ............................................................................ textual ou literal ......... 67 3......................................4 Conceito..................................2..........1 RESUMOS dE TRAbAlhOS ACAdêMICO-CIEnTÍFICOS . 65 3.......5 Regras quanto à data ..................................................... 63 3..........................2 Publicações periódicas ...4..................2.... 65 3..... dentre outros.......................................................4............................... 46 1....... 56 3 ElAbORAçãO dE REFERênCIAS ...............................................................1 7. 71 3.................... 45 1.......3......4 Artigo e/ou matéria de revista..Orientações e normas para apresentação de trabalhos acadêmico-científicos ..................................................................................1 Localização das referências ............ 61 3.....4............... 40 Avaliação ............................3.............................................................................................................................................. 55 Exemplos de resumos..................................2 Regras quanto ao título e subtítulo .2..........................................2....................4 Modelos de elaboração de referências ...................4...............4..... 41 PARTE 2 .........4...................3....2 Aspectos gráficos das referências .. 72 3... 46 1.................... 59 3........3................................... 72 3........................... 65 3....... 39 Propósitos ..........................1...........................................................................1 Regras gerais para citação .............................. 58 3............................. 69 3.......................3.....3................3 Partes de monografia ......................................................2 7........................................4.... 68 3........................................ 64 3... 43 1 CITAçõES ............................................. 71 3............................................. 47 1................4...............................6...........4......4......1.........................

.5 5................. 7 ............................4............4................. 88 Parágrafo .............4................3......11 Documento de acesso exclusivo em meio eletrônico ......3 Doutrina ........4...Folha de rosto de trabalhos acadêmico-científicos.. 75 3...................4............... 74 3.......4...... 80 3............................ 75 3....................................................... 102 Apêndice E ..................................... 78 3.............. 91 REFERênCIAS .......... 73 3........... 81 Elementos textuais ................. 85 APRESEnTAçãO gRÁFICA dE TRAbAlhOS ACAdêMICO-CIEnTÍFICOS .....................................................................................7............. 98 Apêndice C .4.................................3 5 5.... 103 .4............................ 80 4 4..............................................................1 5..............4....................................1 Legislação .............. 79 3....................................................1 Documento cartográfico em meio eletrônico........................................................................... 100 Apêndice D ..................................................................................................................................6................ 77 3....UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3........................4.................................................................................................. 77 3...........4.......................................................9 Documento sonoro ......................6 5...............................1 4......... 87 Paginação..................4....... 89 Tabelas ..........................................................................4....3 Trabalho apresentado em evento ...7 5...4........... 74 3........................7 Documento iconográfico .........................2 Jurisprudência ..................................................................................................................................................................................4........ 78 3.................................................8 Imagem em movimento ..........4................Capa de trabalhos acadêmico-científicos .............. 75 3............................................. 92 APêndICES ......................................Folha de aprovação de trabalhos acadêmico-científicos ..................5 Patente .......4...........................................10 Documento tridimensional ...................................................4....................... 95 Apêndice A .......3 5............. 84 Elementos pós-textuais .....................4 5......4..................Exemplo de sumário ........4 Trabalho apresentado em evento em meio eletrônico .........4 Documentos jurídicos....4...8 ESTRUTURA dE TRAbAlhOS ACAdêMICO-CIEnTÍFICOS ...................... 76 3.................................... 79 3................................................... 73 3..............6 Documento cartográfico .............3........................ 76 3.......... 80 3...................... 96 Apêndice B ..................................................................... 88 Títulos e indicativos numéricos ............................................Modelo de página de abertura (artigo científico) ................................................... 81 Elementos pré-textuais ..........4...................................1 Documento iconográfico em meio eletrônico .............................2 5........................................................................12 Bula de remédio ................................................2 4............. 74 3.....13 Séries e coleções ........................................4......... 87 Formato . 87 Margens e espacejamento.... 89 Ilustrações...............................................................................4............................................................................... 90 Equações e fórmulas................................................................................................................................................................................................................................4 Documento jurídico em meio eletrônico ......................................................................................................14 Notas ....................................................

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cuja atualização incorporou as orientações da então nova edição da NBR 6022 sobre a apresentação de artigos científicos. O exercício de leitura e produção escrita. de fato. O documento oferece. nas diversas disciplinas: a resenha crítica. solicitados por seus professores. ou seja. Oferece também aos acadêmicos dos demais períodos. também podem ser de utilidade para o acadêmico que tem por hábito examinar criticamente suas produções. o registro e a apropriação do conhecimento acumulado e tido como válido para seus próprios fins de produção de conhecimento. dedicado à elaboração de trabalhos acadêmico-científicos teve sua primeira edição impressa em 2003. foi colocada à disposição da comunidade acadêmica.. Posteriormente. a versão digital da Elaboração de Trabalhos Acadêmico-científicos foi revisada e atualizada em decorrência da segunda edição da NBR 14. o paper. A terceira edição desta norma. Em 2006. o relatório (relacionado a diversas atividades práticas). provocou nova revisão e atualização do nº 4 dos Cadernos de Ensino. na página da Biblioteca Comunitária e na intranet. estrutura e apresentação de trabalhos acadêmico-científicos. progressivamente. sua versão digital. antes de submetê-las à avaliação de seu professor. referências. com uma tiragem de 1. Para os docentes.. Completam o documento as normas para elaboração de resumos. por assim dizer. são apresentadas sugestões para a avaliação desses diferentes tipos de produções acadêmicas de seus alunos. o artigo científico. publicada em dezembro de 2005. que gradativamente avança para níveis de maior complexidade. publicada em abril de 2011. as quais. especialmente aos acadêmicos que recém ingressam na universidade. 9 . como é o caso dos fichamentos ou relatórios de leitura. o memorial. assim como aos acadêmicos de cursos de pós-graduação. o “caminho das pedras”. Profª Cássia Ferri Pró-Reitora de Ensino . possibilita ao universitário o domínio progressivo de praticas indispensáveis à atividade científica: a busca. que ora colocamos à disposição da comunidade acadêmica. detalhando. citações.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ APRESEnTAçãO Este número 4 dos Cadernos de Ensino. orientações detalhadas a respeito dos diversos tipos de trabalhos acadêmico-científicos que serão. no link Downloads/Manuais.724. Foi utilizado de início por formadores no Programa de Formação Docentes do Ensino Superior e distribuído aos docentes da Univali participantes das oficinas. os passos necessários para sua elaboração.500 exemplares. as orientações indispensáveis ao tipo de trabalho acadêmico mais básico.

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Parte 1
Elaboração de trabalhos acadêmicocientíficos

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1 InTROdUçãO
A ênfase que vem sendo colocada nas atividades de pesquisa articuladas ao ensino e à extensão, com vistas à elevação do nível de qualidade dos cursos superiores, requer que as atividades referentes à investigação, sistematização e socialização do conhecimento deixem de ter no professor seu principal protagonista e passem a ser compartilhadas por professores e alunos. Por outro lado, um dos desafios que hoje se colocam para a universidade consiste na formação de um profissional capaz de pensar e agir num contexto de alta complexidade – decorrente da natureza dos problemas com os quais nos defrontamos – valendo-se para tanto da capacidade de analisar criticamente a realidade à luz de conhecimentos teóricos e de atuar com competência de modo autônomo e consequente. Ao lado desse fato, devese considerar que a busca, a apropriação e o uso do conhecimento técnico-científico são atividades permanentes na carreira do profissional de nível superior, dada a necessidade de atualização em face aos rápidos avanços da ciência. Para tanto parece ser indispensável que os acadêmicos se exercitem, desde os primeiros dias de sua trajetória acadêmica, no uso de um instrumental teórico-metodológico que lhes possibilite o progressivo domínio das práticas do trabalho intelectual, de modo a se tornarem não apenas consumidores como também produtores de conhecimento. Demo (1996, p.28-29) diz ser fundamental que os acadêmicos:
[...] escrevam, redijam, coloquem no papel o que querem dizer e fazer, sobretudo alcancem a capacidade de formular. Formular, elaborar são termos essenciais da formação do sujeito, porque significam propriamente a competência, à medida que se supera a recepção passiva do conhecimento, passando a participar como sujeito capaz de propor e contrapor[...] Aprende a duvidar, a perguntar, a querer saber sempre mais e melhor. A partir daí, surge o desafio da elaboração própria, pela qual o sujeito que desperta começa a ganhar forma, expressão, contorno, perfil. Deixa-se para trás a condição de objeto.

Esse processo contribui decisivamente para a formação de profissionais cujo perfil compreende as competências necessárias à busca do conhecimento, à sua adequada utilização para a solução dos problemas e à elaboração de novos conhecimentos. A formação universitária, em todas as áreas do conhecimento, se faz, portanto, mediante a progressiva iniciação do aluno às práticas do trabalho intelectual, atividade central na vida acadêmica. Essa iniciação compreende a aquisição gradativa de um conjunto de competências, de complexidade e sofisticação crescentes, assim identificadas: - competências referentes ao trato da informação: - ler e compreender textos teóricos, a competência de maior importância e suas competências subsidiárias: identificar as fontes bibliográficas mais relevantes da área; buscar e adquirir a informação necessária para a realização de trabalhos; registrar a informação e as respectivas fontes ... 13

. embora também sejam trabalhos acadêmicocientíficos. O texto ora apresentado pretende oferecer. No entanto. Na segunda parte são apresentadas orientações para elaboração e uso de citações. inferir. somente será desenvolvido pelos acadêmicos se estes tiverem oportunidades efetivas de exercitá-las de modo gradativo. . observar.ligadas à formação de conceitos: fazer distinções e conexões.apresentar e discutir temas. referências). relatório e memorial.analisar e apreciar criticamente textos teóricos. ou de Metodologia Científica – a criação dessas oportunidades em todas as disciplinas. artigos. projeto e relatório de pesquisa. interpretar criticamente.14. sistemático e intensivo. orientações básicas para a elaboração de trabalhos acadêmico-científicos. bem como de apresentação de trabalhos acadêmico-científicos. documentais ou outras (fazer resumos.redigir: progredir do exercício inicial sob a forma de resumo. os procedimentos para sua elaboração e organização e sugestões para sua avaliação. fichamentos.competências necessárias à capacidade de elaboração própria: . extrair significados. . ou mesmo o ensaio. dominar as praxes de citação e de referência.referentes à capacidade de interpretação: perceber implicações. subsidiariamente. bibliográficas. São muitos os tipos de trabalhos acadêmicocientíficos que poderiam ser incluídos em um documento como este. por se considerar que são os tipos de uso mais frequente nas várias disciplinas dos cursos de graduação.competências cognitivas: -referentes ao raciocínio: identificar proposições. tanto a professores como a acadêmicos. não são aqui tratados. dissertação de mestrado e tese de doutorado. paper. . resenha crítica. demonstrar (ou provar) por argumentação. Dessa forma. artigo científico. . A primeira parte do documento trata dos tipos acima mencionados de trabalhos acadêmicocientíficos: seu conceito e propósitos. . de resumos de artigos e de referências. bem como normas relativas à estrutura e apresentação gráfica de trabalhos acadêmico-científicos. Esse conjunto de competências. parafrasear. papers. . até chegar à elaboração de texto próprio (resenhas. . optou-se pelo fichamento. estabelecer relações. definir. autocorrigir-se (ou reformular o anteriormente formulado). explicar. E compete ao professor – a todos os professores e não apenas aos professores responsáveis pelas disciplinas de Língua Portuguesa. projetos de pesquisa).referentes às práticas de investigação: formular questões e hipóteses... no entanto.

sejam elas de iniciação à redação científica (tais como os primeiros trabalhos escritos que o estudante é solicitado a produzir). filosófica. A prática do fichamento representa. Fichar um texto significa sintetizá-lo. além de possibilitar a organização dos textos pesquisados e a seleção dos dados mais importantes desses textos. d) organizar as informações colhidas”. A importância do fichamento para a assimilação e produção do conhecimento é dada pela necessidade que tanto o estudante. os fichamentos ou relatórios de leitura. essencial para a elaboração de resenhas. assim. funcionam como método de aprendizagem e memorização dos conteúdos. 15 . coerente e objetivo. no caso do professor. papers. a identificação das ideias principais e seu registro escrito de modo conciso. artigos. literária ou mesmo de uma matéria jornalística. de textos para aulas.. o que requer a leitura atenta do texto. Como o fichamento consiste no resultado do trabalho de leitura. o fichamento objetiva: “a) identificar as obras consultadas. etc. p. portanto. Assim sendo. Pode-se dizer que esse registro escrito – o fichamento – é um novo texto. para utilização posterior em suas produções escritas. como o docente e o pesquisador têm de manipular uma considerável quantidade de material bibliográfico. cujo autor é o “fichador”. seja na aprendizagem dos conteúdos das diversas disciplinas que integram o currículo acadêmico. b) registrar o conteúdo das obras. monografias de conclusão de curso.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 2 FIChAMEnTO 2. De acordo com Henriques e Medeiros (1999. é otimizar a leitura. ou. como também registrada e documentada. então. constituindose em instrumento básico para a redação de trabalhos científicos. c) registrar as reflexões proporcionadas pelo material de leitura. a exemplo de Nunes (1997). A principal utilidade da técnica de fichamento. seja ele aluno ou professor.1 Conceito O fichamento é uma técnica de trabalho intelectual que consiste no registro sintético e documentado das ideias s e/ou informações mais relevantes (para o leitor) de uma obra científica. palestras ou conferências. cuja informação teórica ou factual mais significativa deve ser não apenas assimilada. . sua compreensão.. seja na pesquisa científica – como enfatiza Pasold (1999) –.100). na Universidade. da dissertação de mestrado ou do relatório de pesquisa do pesquisador. preferem substituir esse nome pela expressão “relatório de leitura”. de elaboração da monografia de conclusão de curso do graduando. um importante meio para exercitar a escrita. alguns autores.

em qualquer caso. no contexto de uma pesquisa ou de uma revisão bibliográfica. um seminário ou um relatório de pesquisa. a decisão sobre o que retirar de um texto ou de uma obra e registrar sob a forma de resumo ou de citação. com o propósito de registrar sistematicamente e documentar as informações teóricas e factuais necessárias à elaboração do seu trabalho. o docente ou o pesquisador se propôs.. um artigo.2 Os propósitos do fichamento Seja como técnica auxiliar da pesquisa bibliográfica.16.. No segundo tipo (b). o fichamento está “a serviço” da pesquisa que o estudante. mas que. pelo docente ou pelo pesquisador. conceitos ou fatos que interessam resumir ou registrar nos fichamentos que fará das obras selecionadas. o simples propósito de resumir o texto é o propósito dominante. Dessa forma. conceitos. o fichamento praticamente se identifica com o resumo. Assim. deve apresentar os indispensáveis elementos de identificação. Ora. elementos teóricos ou factuais que integrarão o resumo. 2. No primeiro caso – fichamento como exercício acadêmico –. seja como técnica auxiliar de estudo de obras. São esses propósitos temáticos que orientam o “fichador ” quando seleciona ideias. são os propósitos temáticos de quem estuda as obras consultadas que “comandam” a seleção das ideias. diferencia-se apenas na sua apresentação. Dependendo dos seus propósitos. nesse caso o fichamento consiste. como toda e qualquer pesquisa está centrada num tema. ou assimilar o conteúdo ou parte do conteúdo de uma disciplina. o fichamento será tanto mais eficiente quanto mais claros forem para o estudante ou para o pesquisador os propósitos desse trabalho. terá como critério selecionador os “propósitos temáticos” dados pelo próprio tema da pesquisa e suas ramificações. em geral. o critério organizador do fichamento será dado pela própria lógica do texto. . no registro documentado do resumo do texto indicado pelo professor. No segundo caso – fichamento no contexto da pesquisa ou da revisão bibliográfica –. podem ser considerados dois tipos de fichamento: a) o fichamento que é solicitado ao estudante universitário como exercício acadêmico. que pode ser numa ficha manuscrita ou numa folha digitada. nesse caso. artigos e textos teóricos. que tanto pode ser uma resenha. com o propósito de desenvolver as habilidades exigidas para o estudo e assimilação de textos teóricos. b) o fichamento que é feito pelo estudante. no primeiro tipo de fichamento (a) é o raciocínio. a argumentação do autor da obra ou do texto que “comanda” o trabalho de resumo do fichador. uma monografia. dos quais se falará mais adiante.

As fichas. à direita..referência: o segundo elemento da ficha será a referência completa da obra ou do texto ao qual a ficha se refere. apenas dois tipos de fichas serão a seguir apresentados.. . 87-112).cabeçalho: no alto da ficha ou da folha. por serem considerados os mais essenciais. elaborada de acordo com a NBR 6023:2002 da ABNT. 2. Embora muitos tipos de fichas possam ser elaborados no contexto de uma pesquisa ou de uma revisão bibliográfica. p. para que a ela se possa retornar caso haja necessidade. pode ser adotado o uso. etc. ou seja. 17 . Leite (1985. Eco (1988. breve indicação do conteúdo da obra ou de sua importância para algum aspecto do trabalho que o estudante ou o pesquisador tem em andamento. por exemplo. como já foi dito. 35-45). O seu corpo pode ser constituído de poucas informações. é importante ainda que conste a localização da obra (biblioteca. após o título geral.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 2. como. um título que indica o assunto ao qual a ficha se refere. Exemplo de ficha bibliográfica .corpo da ficha. 105-121) oferecem importantes orientações práticas sobre diferentes tipos de fichas e sua organização. p. devem conter três elementos: . p. sejam elas de cartolina ou de papel A-4 (que substituíram as de cartolina pelas facilidades oferecidas pelos micros). dependendo das necessidades de quem estuda ou pesquisa.1 Ficha bibliográfica Destina-se a documentar a bibliografia relativa a um determinado assunto. que variará conforme o tipo de fichamento que o estudante ou pesquisador pretenda fazer. de um subtítulo. Severino (2000.).3 Procedimentos São variados os tipos de fichas que podem ser criados. . 42-55) e Pasold (1999.3. p. o conteúdo propriamente dito. arquivo público.

deve o professor ter claro que.. diretas e interligadas. seletivo e objetivo. O corpo da ficha de leitura pode ser organizado de diferentes maneiras. bem como distinguir as expressões ou palavras do autor da obra – isto é. objetiva e econômica. Atenção: o exemplo ilustra uma “ficha” de leitura em folha A-4). sempre entre aspas e com indicação da respectiva página. a decisão de incluir. Para o estudante ou docente que faz um fichamento no contexto da pesquisa bibliográfica. 2. . Para sua elaboração.18. no entanto. juízo de valor destituído de fundamento. as citações. A organização da ficha deve ser feita de tal modo que permita identificar posteriormente a página da obra onde se localiza esse ou aquele conceito. que deverão estar sempre entre aspas – das expressões ou palavras próprias do fichador. ao seu final. Pode conter. 47-61) para a leitura e resumo de textos teóricos que o leitor encontrará sintetizados à página 23 deste documento. como sugere Huhne (1992. O corpo da ficha consistirá no resumo da obra ou da parte da obra que interessa ao fichador. um comentário sobre o texto fichado. – utilizar linguagem clara. – apresentar uma sequência corrente de frases concisas. apenas o resumo das ideias do autor e nenhuma citação ou comentário pessoal do fichador. optou-se por colocar na margem esquerda da folha o número da página correspondente ao trecho resumido para identificar sua localização na obra. Pode ficar a critério do professor. contendo apenas resumo e citação (no exemplo. deverão ser seguidos os passos recomendados por Severino (2000. Nesse caso. para fazer a crítica de um texto – ainda mais quando se trata de um texto teórico – é necessário que o aluno já disponha de um certo repertório.. – respeitar a ordem das ideias e fatos apresentados. sem o que essa crítica não passará de mera opinião. pode ser útil a inclusão no texto das novas ideias que foram surgindo durante a leitura. e as citações. ou então pode apresentar o resumo. deverá apresentar as características de um resumo de qualidade. transcrições mais significativas de trechos do conteúdo. 6465). Assim sendo. ou não. o que tornaria a ficha mais completa. ao solicitar dos alunos um fichamento. ou seja: – ser sucinto. ou seja.3. outras formas podem ser adotadas. ideia ou argumento. por exemplo. A seguir se encontra um exemplo de ficha de leitura. É importante salientar que a inclusão de citações no fichamento não significa que este se confunda com um mero exercício de “recorte e colagem” de trechos da obra.2 Ficha de leitura Esse tipo de ficha destina-se ao registro sintético do conteúdo (ou de parte do conteúdo) das obras lidas. que expresse a interpretação crítica do aluno sobre o conteúdo do texto. p. que sintetiza o conteúdo. p.

UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Exemplo de ficha de leitura .. 19 ..

As normas técnicas de apresentação de trabalhos acadêmico-científicos foram observadas? .O resumo evidencia uma redação própria do aluno? (ou consiste apenas na justaposição de uma série de frases recortadas do texto?) .4 Avaliação As orientações para avaliação do fichamento referem-se ao primeiro tipo de fichamento mencionado no item 2.As ideias principais do texto estão contidas no resumo? . ou seja.O resumo é sucinto e objetivo? . As seguintes perguntas poderão orientar o professor na avaliação do resumo: .2.O conteúdo do resumo mantém fidelidade ao texto? (ou há deturpação das ideias?) .20.A linguagem utilizada obedece a norma culta? .A obra fichada ou resumida está corretamente referenciada? .. 2.O resumo respeita a ordem das ideias apresentadas pelo autor do texto? .. aquele que é solicitado como exercício acadêmico.A interpretação crítica (no caso de ter sido solicitada) é pertinente e fundamentada ou justificada? .

Mediante a leitura do resumo da obra e de sua avaliação. Quando realizada como um trabalho acadêmico. feita por cientistas que. o profissional ou o estudante pode decidir sobre a conveniência ou não de ler (ou adquirir) a obra. compreende o resumo e o comentário de uma obra científica ou literária. Portanto. a resenha deve conter: – o resumo das ideias principais da obra. – uma justificativa da apreciação realizada. artística ou cultural em seu campo de interesse. novas teorias. . que a resenha possibilita. ou seja. da explosão de conhecimentos característica da sociedade contemporânea. principalmente. 21 . têm condições de emitir um juízo crítico. em geral. destacando a contribuição do autor: abordagem inovadora do tema ou problema. tem o propósito de exercitar a capacidade de compreensão e de crítica do estudante. A resenha crítica tornou-se importante recurso para os pesquisadores e. para as pessoas cuja atividade profissional ou de estudo requer informações sobre a produção científica.. novos conhecimentos. A resenha deve levar ao leitor informações objetivas sobre o assunto de que trata a obra. além do conhecimento especializado do tema.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3 RESEnhA CRÍTICA 3. – uma apreciação crítica das informações apresentadas e da forma como foram expostas e de sua avaliação.2 Propósitos A resenha de obras científicas é. 3.1 Conceito A resenha crítica consiste na apresentação sucinta e apreciação crítica do conteúdo de uma obra.. de um modo geral. em decorrência.

desenhos. pelo estudante. quais são elas? Onde se encontram (no final da obra ou no final dos capítulos)? – Quadro de referências do autor: a que corrente de pensamento o autor se filia? Que teoria ou modelo teórico apoia seu estudo? – Crítica do resenhista (apreciação): a) como se situa o autor da obra em relação contribuição dada? As ideias são originais. figuras. – Resumo da obra: resumo das ideias principais. . etc. no entanto. gráficos. objetivo. título. claro. se optar por intitular.a referência (aqui pode ser dispensado o item sobre preço da obra).. . cargos exercidos. Para fins de trabalhos acadêmicos. em relação ao contexto social. obras publicadas. especialistas. coerente. edição.3 Procedimentos A resenha crítica deve abranger um conjunto determinado de informações. são indispensáveis os seguintes tópicos: . . bem como da finalidade ou destino da resenha. às escolas ou correntes científicas ou filosóficas. o que muitas vezes depende da obra resenhada. preciso? A linguagem é correta? d) quanto à forma: é lógica.a crítica do resenhista. econômico.: O resenhista poderá (ou não) dar um título a sua resenha. 245-246): – Referência: autor(es).o resumo da obra. número de páginas. 3. (As perguntas seguintes são orientadoras: de que trata a obra? O que diz? Qual sua característica principal? Requer conhecimentos prévios para entendê-la?). preço.22. político.)? e) a quem se destina a obra: grande público. segundo a percepção do resenhista. etc. p. local. editora e data de publicação. de modo a cumprir sua finalidade. profissional ou especializada. exemplos. descrição breve do conteúdo dos capítulos ou partes da obra.as conclusões do autor.. o título deverá guardar estreita relação com algum atributo ou ideia mais destacada da obra. estudantes? Nem sempre é possível ou necessário dar resposta a todas as perguntas ou itens relacionados acima. . criativas? A abordagem dos conhecimentos é inovadora? c) quanto ao estilo: é conciso.seu quadro de referências. O roteiro a seguir baseia-se no modelo apresentado por Lakatos e Marconi (1991. Obs. A elaboração de uma resenha crítica requer a aquisição gradativa. – Conclusão do autor: o autor apresenta (ou não) conclusões? Caso apresente. histórico.? b) quanto ao mérito da obra: qual . – Credenciais do autor: informações gerais sobre o autor e sua qualificação acadêmica. títulos. sistematizada? Utiliza recursos explicativos (ilustrações.

trabalho acadêmico distinto da resenha. bem como a avaliação crítica do resenhista.Folha de rosto: é a folha que apresenta os elementos essenciais à identificação do trabalho. a sequência dos elementos relacionados no item 3. . Procura estabelecer uma aproximação. avaliando o texto pela sua coerência interna. porém corrida. A análise temática: procura interrogar e um juízo crítico. p. alcance. em geral. os autores citados. tanto como preparo para a elaboração de resenhas. como se processa seu raciocínio e argumentação? Qual é a ideia central? Quais as ideias secundárias? 3. os dados sobre a obra. a resenha deve apresentar a seguinte estrutura: . explora sua fecundidade e mantém um diálogo com o autor. no entanto. ou seja. compondo um texto harmonioso. marcar e esquematizar as ideias relevantes. associação e/ ou comparação com as ideias temáticas afins e com os autores que tenham desenvolvido a mesma ou outra abordagem do tema. quer dizer. nas resenhas de boa qualidade. análise e interpretação de textos científicos. sucinto e de fácil leitura. sobre o vocabulário (conceitos. subdividir-se mediante o uso de subtítulos de acordo com aqueles elementos. aparecem.. Como trabalho acadêmico. Avalia também sua originalidade. A análise textual: etapa em que o estudante A análise interpretativa: o estudante procura tomar uma posição a respeito das ideias enunciadas.Texto: a referência bibliográfica da obra resenhada deverá ser apresentada no início do texto. 23 . sistematizar a abordagem de textos teóricos. A redação da resenha obedecerá. os aspectos teóricos. A análise crítica: o estudante formula faz uma leitura atenta. pela maneira como o autor desenvolve e aprofunda o tema. validade e contribuição à discussão do problema.. com vistas a obter o melhor proveito de seu estudo. Deve ser elaborada segundo o modelo constante do Apêndice B. baseadas em Severino (2000. o resumo do conteúdo. 51-57). constitui uma etapa do trabalho de elaboração da resenha. numa sequência adequada.3 acima. identificar do que fala o texto e qual o tema de que se trata: como o autor problematiza o tema? Que posição assume? Como expõe passo a passo seu pensamento. termos fundamentais à compreensão do texto). obrigatoriamente. .4 A apresentação da resenha Isso não significa que o texto deva. do texto para identificar seu plano geral. As análises textual e temática servem de base para a elaboração do resumo. o qual. de um modo geral. como de outros trabalhos acadêmicos.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ de competências de leitura. buscar dados sobre o autor. seu autor. As diretrizes metodológicas que seguem. têm o propósito de organizar.

. social) do autor é discutido? .As normas técnicas de apresentação de trabalhos acadêmico-científicos foram observadas? .A obra está corretamente referenciada? . Sendo a resenha um trabalho acadêmico geralmente pouco extenso e pouco ou nada subdividido.As conclusões do autor são comentadas/ discutidas? .A crítica do resenhista é pertinente e fundamentada ou justificada? .5 Avaliação As seguintes perguntas poderão orientar o professor na avaliação da resenha: . Quanto à apresentação gráfica.O posicionamento (teórico. 3. o sumário é elemento dispensável.A linguagem utilizada na resenha respeita a norma culta? .a resenha apresenta as ideias principais da obra? . devendo ser organizado segundo a NBR 6023:2002.A apresentação das ideias principais é sucinta e objetiva? .Referências: caso o resenhista tenha se valido de outras obras para fundamentar a análise da obra resenhada.Aponta as características mais relevantes da obra? . político. devem ser seguidas as orientações comuns aos demais trabalhos acadêmicos. esse item é obrigatório.24... econômico.As informações sobre o autor são suficientes para sua identificação? .

exercitando a linguagem científica na elaboração de um texto. opiniões de especialistas. o objetivo do paper é estimular o aprofundamento de um determinado assunto. estudos de caso ou participação em palestras. também. júri simulado. Na elaboração de um paper..2 Propósitos No contexto da formação acadêmica. . 4. position paper ou posicionamento pessoal é um pequeno texto sobre tema pré-determinado. O paper pode ser usado para consolidar conteúdos trabalhados nas unidades de uma disciplina (atividade curricular).1 Conceito O paper. com base na análise de pontos e contrapontos de diferentes autores ou obras estudadas pelos alunos. com objetividade e clareza. o autor desenvolve análises e argumentações.. o professor pode solicitar ao aluno a elaboração de um posicionamento pessoal como forma de avaliar a aprendizagem individual. dentre outros tipos de publicações. promover o debate em torno de um assunto. podendo considerar.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 4 PaPer. pode ser articulado a outras estratégias de ensino utilizadas na disciplina: após a realização de seminários. pelo autor. 25 . Position PaPer ou posicionamento pessoal 4. artigos especializados ou de informação geral. de resultados de estudos ou pesquisas científicas. Em alguns casos. fatos ou situações relacionados a assuntos pertinentes a uma área de estudo. Esse tipo de trabalho também auxilia o desenvolvimento da capacidade críticoanalítica e da criatividade do aluno. a elaboração do posicionamento pessoal gera outras produções acadêmicas. pois requer que este expresse sua interpretação e compreensão do assunto apresentado. Sua elaboração consiste na discussão. como os artigos científicos. Além disso.

3 Procedimentos Para a elaboração do paper é preciso considerar critérios relacionados ao conteúdo e à forma. como todo trabalho acadêmico. exemplos ilustrativos e mencionando ideias comuns ou contrárias de outros autores. desenvolvimento e conclusão.Planejamento do paper: compreende a elaboração de um roteiro ou esquema com as principais ideias referentes a: a) apresentação do assunto e propósitos do paper. a partir dos quais será desenvolvido o paper. Como todo trabalho acadêmico. a análise do assunto e as conclusões do seu autor.as principais ideias dos autores que serviram de base para o paper (quando for o caso) são apresentadas no texto? . entretanto.O assunto/tema em discussão é analisado com profundidade? . d) síntese conclusiva. b) destaque dos pontos mais relevantes.. pode (ou mesmo deve) conter citações diretas e/ ou indiretas que sustentem os argumentos do autor em relação ao tema em discussão. A apresentação gráfica do paper . remetendo aos propósitos expressos na apresentação. 4.As críticas e os argumentos apresentados são fundamentados ou justificados de modo consistente? . c) discussão dos pontos relevantes. ao final do texto. deixando-se claro.As conclusões são apresentadas de forma clara e objetiva? .. filmes. o encadeamento entre as ideias iniciais. tais como: textos.26. . Os aspectos a serem considerados quanto ao conteúdo abrangem: . 4. As referências utilizadas no trabalho devem ser apresentadas separadamente.Há lógica na organização geral do texto? .As normas técnicas de apresentação de trabalhos acadêmico-científicos são respeitadas? . as etapas de introdução. artigos. segue os padrões descritos no tópico 5 da Parte II deste documento referente às normas de apresentação de trabalhos científicos e acadêmicos..4 Avaliação Para avaliar um trabalho do tipo paper pode-se buscar respostas para questões como: . o paper deve apresentar em sua estrutura. Isso significa que o texto é redigido sem divisões em subtítulos. Além disso.Leitura: exploração e leitura de materiais relacionados ao tema. sistematizando-se determinadas etapas. levantando argumentos. de forma articulada. etc.A análise das ideias é coerente/ consistente? . registros ou anotações de palestras.A linguagem utilizada obedece a norma culta? .

ampliando as discussões e o conhecimento sobre o assunto e inspirando novas pesquisas. dissertações ou teses. discute e divulga ideias. Além desses objetivos. 88): . Ao produzir o artigo. . documental.. Sua publicação em periódicos especializados é uma forma de divulgação do conhecimento produzido no meio científico e acadêmico. de acordo com Marconi e Lakatos (2001. 5. processos e resultados de pesquisa científica (bibliográfica. . experimental ou de campo). possibilita ao leitor avaliar a pesquisa realizada. métodos e técnicas. Entretanto.aprofundar discussões sobre assuntos já estudados e que pressupõem o alcance de novos resultados. teorias ou mesmo hipóteses de forma a discuti-los ou pormenorizar aspectos. os propósitos.estudar temáticas clássicas sob enfoques contemporâneos. No contexto da formação acadêmica. ou nela se baseiem. o artigo científico pode abordar conceitos. a metodologia empregada por seu autor e os resultados obtidos. embora sucinta. a partir de novos enfoques ou perspectivas. 27 . Por sua reduzida dimensão e conteúdo. ao apresentar de forma completa. esse tipo de trabalho também pode ser elaborado com os seguintes propósitos. como monografias. o artigo é produzido para divulgar resultados de pesquisas científicas. o aluno inicia uma aproximação aos conceitos e à linguagem científica que necessitará desenvolver no momento da elaboração do trabalho de conclusão de curso.. ideias. .resgatar ou refutar resultados controversos ou que caracterizaram erros em processos de pesquisa. os procedimentos de uma pesquisa. p. Isso permite que outros pesquisadores.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 5 ARTIgO CIEnTÍFICO 5.2 Propósitos De um modo geral. buscando a resolução satisfatória ou a explicação à controvérsia gerada. ou repitam a experiência – confirmando ou não seus resultados –. difere de trabalhos científicos. .aprofundar ou dar continuidade à análise dos resultados de pesquisas. .discutir aspectos de assuntos ainda pouco estudados ou não estudados (inovadores). o artigo científico tende a ser usado como estratégia de ensino para o desenvolvimento da capacidade de síntese das experiências de pesquisa realizadas pelo aluno.1 Conceito O artigo científico consiste em um texto que apresenta. O artigo científico.

técnicas e equipamentos utilizados).. Quando o artigo se refere à comunicação de resultados de pesquisa. deve ser estruturado da forma a seguir descrita.2). No desenvolvimento (corpo do artigo). formular críticas sobre um determinado tema à luz de pressupostos teóricos ou de evidências empíricas já sistematizadas. resultados (apresentação e avaliação dos dados encontrados.102). materiais. é preciso que o autor: . 5. podendose utilizar tabelas e ilustrações). se for o caso. que se constitui como dedução lógica do estudo. explicando e avaliando os resultados. destacando os aspectos a serem enfatizados no trabalho. fatos ou outros estudos. Já no caso do artigo constituir-se como uma produção ou comunicação escrita sobre ideias. Podem ser incluídas sugestões ou recomendações para outras pesquisas. de fichamentos. evitando que o autor se perca durante a elaboração. desenvolvimento e conclusão. Por outro lado.3 Procedimentos quanto à elaboração Em termos de procedimentos para a escrita de um artigo científico. e descrição dos métodos. relacionando-os aos objetivos propostos na introdução. registros de observações ou evidências factuais. por fim. o artigo científico deve apresentar a estrutura básica que caracteriza todos os tipos de trabalhos científicos ou acadêmicos: introdução. discussão e análise (confronto entre os resultados obtidos na pesquisa e o conteúdo abordado nos referenciais teóricos). é necessário observar os propósitos do trabalho a ser elaborado (vide item 5. A elaboração de artigos estimula. De acordo com Leal (2001. para sistematizar a comunicação a ser feita.reúna as informações e conhecimentos necessários por meio de leituras (textos e documentos). . teorias. destacam-se os seus resultados. a análise e a crítica de conteúdos teóricos e de ideias de diferentes autores. contribuindo para que o aluno aprenda a sintetizar conceitos. também auxilia como recurso pedagógico para .28. são apresentados os dados do estudo. conceitos. uma síntese da metodologia utilizada na pesquisa.sistematize um roteiro básico das ideias. fazer comparações. p. independente de ter propósitos distintos. a justificativa do trabalho e suas limitações. aspectos metodológicos (caracterização da pesquisa e da população. Todavia. O texto contém a exposição e a explicação das ideias e do material pesquisado e pode ser subdividido da seguinte forma: referenciais teóricos da pesquisa (apresentação de conceitos sistematizados com base na literatura). em primeiro lugar. No tópico das considerações finais. comparando-se com outros estudos já realizados. porém de forma breve e sintética. seguidos da indicação das partes principais do tema e suas subdivisões e. ainda.. A introdução apresenta o assunto do artigo – tema da pesquisa – e seus objetivos. a elaboração deste plano é útil. iniciando com a apresentação geral do assunto e dos propósitos do artigo.

pois. de forma adequada. ao conteúdo desenvolvido. A estrutura de artigos científicos compreende elementos pré-textuais.4 Procedimentos quanto à forma de apresentação A apresentação do artigo científico para publicação científica impressa deve seguir as orientações da NBR 6022:2003.. O artigo científico deve ser redigido com objetividade.106). o que pode prejudicar a sua compreensão. p.ao apresentar o artigo – na introdução –. É preciso evitar. 2001. subdivisões e títulos do artigo não garantem a sua consistência ou importância.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ reflexão e organização lógica das ideias a serem abordadas. porém. . Também é preciso evitar explicações repetitivas ou supérfluas. A definição do título do artigo deve corresponder. além de descrever os objetivos e os fundamentos que orientam o trabalho. Ao final da introdução deve apresentar. a forma como o artigo está organizado. coerência e estrita observância das regras da norma culta.no desenvolvimento do artigo. bem como os limites do artigo quanto à extensão e à profundidade (LEAL. convém observar também os critérios e modelos estabelecidos por seus organizadores e/ ou editores. cujos títulos devem ser curtos e adequados aos aspectos mais relevantes do conteúdo. textuais e pós-textuais. . seminários. para uma maior clareza e compreensão por parte do leitor. o excesso de subdivisões. ainda. expressões coloquiais e que contenham juízos de valor ou adjetivos desnecessários. etc. É necessário que as referidas partes e respectivas ideias estejam articuladas de forma lógica. o autor apresenta uma síntese das principais ideias trabalhadas no corpo do artigo. 2001. sugerindo a continuidade das discussões a respeito. destacando sua importância teórica ou prática. motivando para a leitura. . Pode. Caso se trate de artigo a ser apresentado em eventos (congressos. conferindo “ao conjunto a indispensável unidade e homogeneidade. ao mesmo tempo em que se deve cuidar para que o texto não seja compacto em demasia. mencionar eventuais implicações ou efeitos a partir do conteúdo apresentado.na conclusão. as expectativas em relação a ele. Vale ressaltar que as divisões. 29 . é conveniente que o autor contextualize o tema. precisão.).. . 5. p. deve o autor dividir o tema em discussão.103).” (LEAL. relacionando-as com os objetivos previamente estabelecidos. corre-se o risco de comprometer a aprovação do artigo. também. Devem ser evitadas as gírias. caso isso não aconteça.

Palavras-chave na língua do texto. cuja apresentação também deve observar a NBR 6028:2003 (seção 2 da Parte II deste documento).1 Elementos pré-textuais .Nota(s) explicativa(s) (elemento opcional): caso existam. diferenciados tipograficamente ou separados por dois pontos e na língua do texto.3 Elementos pós-textuais . . precedendo o resumo em língua estrangeira.3. .2 Elementos textuais Os elementos textuais compreendem a introdução. elaborado de acordo com a NBR 6028:2003 (seção 2 da Parte II deste documento).4. 5. .4. o currículo.Nome do(s) autor(es) acompanhado(s) por breve currículo qualificando-o(s) na área de conhecimento do artigo.Título e subtítulo (se houver) figuram na página de abertura do artigo.Título e subtítulo (se houver) em língua estrangeira. 5.30. .Resumo na língua do texto. .4. são apresentadas em relação única e consecutiva e numeradas com algarismos arábicos. . já detalhados na seção 5. diferenciados tipograficamente ou separados por dois pontos. ou. então.. Segundo a NBR 6022:2003..Palavras-chave em língua estrangeira (obrigatório): consiste na versão das palavraschave na língua do texto para a mesma língua do resumo em língua estrangeira (vide seção 2 da Parte II deste documento). onde também são colocados os agradecimentos do(s) autor(es) (caso sejam necessários) e a data de entrega dos originais. .Glossário (opcional): deve ser organizado em ordem alfabética. .Referências (obrigatório): elaboradas de acordo com a NBR 6023:2002 (vide seção 3 da Parte II deste documento). assim como os endereços postal e eletrônico.Resumo em língua estrangeira (obrigatório): consiste na versão do resumo na língua do texto para idioma de divulgação internacional (vide seção 2 da Parte II deste documento). podem ser dispostos em rodapé indicado por asterisco na página de abertura (vide modelo do Apêndice E). . após os elementos pós-textuais. o desenvolvimento e a conclusão. 5.

. então. muito embora nada impeça que o professor os solicite em etapas anteriores. FEITOSA. Observação: na Parte II deste documento. Para a avaliação de artigos científicos.4. que complementa. . comprova ou ilustra seu conteúdo.referencial teórico claramente identificado. 1999. as suposições devem ser claras e justificadas. podem ser descritos vários critérios (AMR1 . 31 1 American Management Review (periódico americano que apresenta diretrizes básicas para revisão de artigos científicos). Normalmente. o leitor encontrará orientações sobre elaboração/ emprego de citações (seção 1).4 da Parte II deste documento).4 Indicativo dos tópicos (seções) do artigo científico Os títulos das partes ou seções que dividem o texto de um artigo científico devem ser alinhados à esquerda. são identificados por letras maiúsculas consecutivas.: APÊNDICE A .demonstração de conhecimento suficiente sobre o assunto. os artigos científicos são elaborados por alunos que se encontram em fase final do curso de graduação. complementar ao seu trabalho. seguidas de travessão e respectivo título (Ex.ausência de dispersão ou de redundância das informações/conteúdos.5 Avaliação O artigo científico pode ser avaliado segundo inúmeros critérios. coerente e adequado aos propósitos do artigo. decorrentes dos objetivos propostos pelo professor. justificativa e importância do artigo.ausência de saltos de raciocínio na passagem . .apresentação de suposições (hipóteses) sustentadas em teorias e crenças consideradas verdadeiras a partir do paradigma do qual se originam. conforme a NBR 6024:2003 (vide seção 5. SEVERINO.Apêndice(s) (opcional): texto ou documento elaborado pelo autor..clareza na apresentação dos objetivos. precedidos por numeração progressiva.clareza na especificação das unidades de análise (como por exemplo: indivíduo. . . ilustrações e tabelas (seção 5). 2000). .Anexo(s) (opcional): texto ou documento não elaborado pelo autor do trabalho. adequando-o às possibilidades e recursos já desenvolvidos por seus alunos. . .Questionário). siglas. seguidas de travessão e respectivo título (Ex. organização. 5. 2001.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ . Os apêndices são identificados por letras maiúsculas consecutivas. . . tais como: a) Quanto ao conteúdo: .identificação dos limites do artigo (definição do foco do artigo e dos aspectos que não serão abordados). 5.coerência entre as informações e no encadeamento do raciocínio lógico. equações e fórmulas.. sociedade).: ANEXO B Estrutura organizacional da Empresa Alfa).

.elaboração de análise e síntese diante de conceitos teóricos semelhantes e/ou divergentes. . . b) Quanto à forma: .observância das normas de apresentação de um artigo.adequação do título ao conteúdo.. . . ou de um conceito para outro.uso adequado de exemplos complementares para clarificar o significado do texto. . . .coerência e padronização dos termos técnicos. .unidade e articulação do texto (encadeamento lógico). . . sem duplo sentido. .postura ética no trato do tema e desenvolvimento da análise (imparcialidade e equilíbrio).uso/seleção de literatura pertinente à análise. precisão e coerência na escrita do texto.objetividade.uso correto de citações devidamente referenciadas. .demonstração de argumentos ou provas suficientes para apoiar as conclusões. .linguagem acessível. . . -\articulação entre sugestões ou recomendações e as discussões apresentadas no texto. de um parágrafo para outro.uso fiel das fontes mencionadas no artigo. .originalidade e inovação do assunto abordado. . com a correta relação com os fatos analisados.resumo claro e informativo.elementos de transição entre parágrafos adequados ao sentido e à lógica dos conteúdos.observância das regras da norma culta. .atendimento aos objetivos propostos..afirmativas unívocas.32.

ordinariamente por escrito.1808) encontram-se as seguintes: 1 Exposição. Vale salientar o detalhamento como uma característica do relatório. em pelo menos uma das definições. talvez por ser considerado um trabalho “pequeno” ou “rápido”.] Relatório é. relação. ou mesmo por não serem muito difundidas orientações para sua elaboração.. após terem sido desenvolvidas. não é abordado neste documento. na sua organização ou apresentação.. p. então. 4 Parecer ou exposição de um voto ou apreciação. em diversas disciplinas.1 Conceito A compreensão do que é um relatório pode começar pelo exame das definições que os léxicos oferecem. .. seja no seu conteúdo. observação de eventos. sobre a sequência de um acontecimento qualquer. [. experimentos ou testes de laboratório. uma narração. pois os termos minuciosa e circunstanciada são usados para qualificar a descrição.. embora seja um dos principais trabalhos acadêmico-científicos comumente realizados na universidade. fatos ou objetos [. de uma prática ou de um conjunto de práticas. geralmente relacionados a atividades práticas – visitas. até mesmo de um objeto. – as quais. o qual. etc. algo que foi realizado). O relatório de que se trata aqui é uma modalidade de trabalho escrito que não se confunde com o relatório de pesquisa – esse destinado exclusivamente à comunicação dos resultados de uma pesquisa científica –.. esse tipo de trabalho acadêmico por vezes tem sua elaboração negligenciada. são complementadas ou concluídas pelo relato de sua realização.. viagens de estudo. 6. Em Michaelis (1998. Embora seja utilizado com frequência. com vistas a um conjunto bastante variado de propósitos pedagógicos. acompanhado dos argumentos que militam a favor ou contra a sua adoção. descrição ou exposição de um evento qualquer (algo que ocorreu e foi observado. 2 Descrição minuciosa e circunstanciada dos fatos ocorridos na gerência de administração pública ou de sociedade. 3 Exposição por escrito sobre as circunstâncias em que está redigido um documento ou projeto. 33 . aplicação de uma determinada técnica. realização de uma intervenção ou procedimento especializado. de menor importância.] 6 Qualquer exposição pormenorizada de circunstâncias.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 6 RElATóRIO Incluiu-se o relatório entre os tipos de trabalhos acadêmico-científicos por ser uma modalidade de trabalho escrito solicitada com alguma regularidade ao aluno de graduação.

a preocupação maior deve estar voltada para a eficiência da comunicação. em diferentes situações. Dessa forma. (MARCONI. expor conhecimentos aprofundados sobre uma determinada instituição. procedimentos técnicos.20) aconselha: “Não basta termos uma boa ideia ou executarmos um bom trabalho.34. durante a sua formação. medições. LAKATOS. produtos ou tecnologias. de uma obra ou sobre as atividades de uma administração. etc. observações de campo.2 Propósitos Relatórios podem ter os mais diversos propósitos: descrever ampla variedade de atividades realizadas. mercados. podem apresentar diferentes níveis de formalidade. vistorias. Quanto à estrutura (partes componentes).. viagens. a elaborá-los.. etc. 2000). 6. tem forma de apresentação rigorosa. 1999. inspeções. O objetivo é comunicar ao leitor a experiência acumulada pelo autor (ou pelo grupo) na realização do trabalho e os resultados obtidos. é importante que o acadêmico aprenda. que trata de um único assunto. o relatório de uma Secretaria de Estado – até o relatório informal. Inicialmente. informar sobre o andamento de um projeto. Considerando o largo uso de relatórios nos diversos campos de atividades profissionais. as autoras classificam os relatórios quanto à estrutura e à função. têm poucas páginas (às vezes uma única) e uma apresentação breve. como. pois como profissional certamente será solicitado a fazêlo. que já requerem uma apresentação técnica. porque o fazemos e com que resultados”. tais como. é preciso também sermos capazes de fazer com que outras pessoas entendam o que estamos fazendo. SEVERINO. qualquer que seja seu tipo. 6. por conseguinte. desde o relatório formal – aquele que segue todas as normas de um trabalho técnico. p. cuja síntese. Barrass (1986. apresenta-se a seguir. O relatório é. A esse respeito. em campo. sobre áreas promissoras do mercado e tecnologias emergentes. oferecer informações e análises sobre empresas. Olímpio e Cancelier (1992. ou ainda descrever atividades realizadas em laboratório. auditorias.3 Tipos de relatórios Flôres. visitas.. avaliações. . de alguma extensão (5 a 15 páginas ou pouco mais). entre esses dois extremos estariam os relatórios semi-informais. verificações. elaborada segundo os propósitos deste documento. por exemplo. p. trata de assunto complexo e se destina a grandes audiências. na elaboração de um relatório. um documento através do qual um profissional ou acadêmico faz o relato de sua própria atividade ou do grupo ao qual pertence.168193) apresentam uma útil tipologia de relatório.

informais ou semi-informais. Subdividem-se em: .Estrutura de trabalhos acadêmico-científicos e sua apresentação gráfica obedecerá. . são pouco extensos e. Os relatórios analíticos são aqueles cujo propósito consiste em analisar fatos ou informações e apresentar conclusões e recomendações como dedução da análise realizada.. Quanto à função..relatório informativo narrativo: faz o registro de ocorrências ou eventos. 35 . estilo da redação. . demarcado.para quem deve ser relatado? Esta pergunta pode ajudar a decidir quanto ao tipo de relatório (formal. A seguir apresentam-se dois roteiros possíveis para o corpo do relatório. seja qual for o tipo de relatório. nessa modalidade encontram-se os relatórios de viagem.relatório informativo de progresso: trata do andamento de uma atividade ou ação.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ tratam de assunto de certa complexidade e apresentam conclusões ou recomendações fundamentadas em dados. . pode ser periódico (mensal. informal ou semi-informal). em decorrência de seus objetivos e destinação.o que deve ser relatado? Da resposta a esta pergunta resulta um roteiro ou esquema do conteúdo do relatório. ou em data previamente estabelecida (ex. dos semi-informais) obedecerá às orientações constantes do tópico 4 . as normas contidas no tópico 5 . anual) ou abranger um período de tempo maior.4 Procedimentos A estrutura e a organização de um relatório serão variáveis assim como são variáveis os tipos de relatórios. .: relatório sobre a situação dos estoques de uma empresa).relatório informativo de posição ou de status: descreve ocorrências ou fatos relativos a um determinado momento.Apresentação gráfica de trabalhos acadêmico-científicos. para isso são úteis três perguntas: . semestral.por que deve ser relatado? Esta pergunta auxilia a decidir se o relatório será informativo ou analítico e a esclarecer aspectos relativos à abordagem e tratamento das informações e/ou conclusões e recomendações a serem apresentadas. nível de complexidade e aprofundamento do conteúdo. 6. com a ressalva de que a estrutura dos relatórios formais (e. . pelo início e término de uma determinada ação ou projeto. os relatórios podem ser informativos e analíticos. de visita e os relatórios administrativos. portanto. A elaboração de um relatório se inicia por uma reflexão sobre sua finalidade.. por exemplo. da Parte II deste documento. etc. Os relatórios informativos transmitem informações sem analisá-las ou fazer recomendações. se for o caso.

Os roteiros aqui apresentados acima são sugestões para que o professor possa. o estilo simples. pela correção da linguagem. preciso e objetivo. criar o modelo de relatório que melhor contemple as necessidades de formação do seu aluno. deve conter um sumário. aparelhos ou sistemas. A melhor maneira de relatar a sequência de desenvolvimento de uma atividade é cuidar para que a exposição seja clara. marcado pelo uso de termos técnicos adequados. detalhes desnecessários. 1º Roteiro A – Elementos pré-textuais (conforme tópico 4 da Parte II) B – Elementos textuais: 1 Dados de identificação . com maior número de páginas. pela ausência de períodos longos. a partir dessas ideias. os elementos pré-textuais poderão ser limitados ao mínimo indispensável: se o relatório tiver 2 ou 3 páginas. Notase que. . . sendo o sumário dispensável. construção/ teste ou verificação de máquinas..o quê: identifica a atividade realizada. além da folha de rosto.quando e onde: identificam o local e a data em que a atividade relatada foi realizada.. adjetivação excessiva.36. 2° Roteiro 1 Dados de identificação 2 Descrição do problema 3 Aparelhagem ou equipamento 4 Procedimento(s) 5 Resultado dos testes 6 Análise dos resultados 7 Conclusões Referências Apêndices / Anexos É importante lembrar que o roteiro do relatório deve ser adaptado às necessidades da disciplina ou aos propósitos da atividade realizada. que pode ser caracterizado como um relatório do tipo informal ou semiinformal. 2 Finalidade da atividade 3 Descrição da atividade 4 Conclusões/recomendações 5 Assinatura do(s) autor(es) C – Elementos pós-textuais Referências (caso existam) Apêndices / Anexos Quando se tratar de um relatório de experiências realizadas em laboratórios. basta a folha de rosto. sugere-se a estrutura a seguir. conforme a extensão do relatório.

As regras de apresentação (citações.. se houver. etc. como pode ser um roteiro adequado para que este avalie os relatórios elaborados por seus alunos.) são aplicadas de forma metódica e homogênea? . notas e referências.O relatório se limita ao essencial. com seus títulos e legendas? .O leitor encontra nele todas as informações e referências de que precisa para assegurarse da boa condução da testagem ou da atividade realizada? .É escrito em um estilo simples e preciso? . que tanto pode ser usada pelo acadêmico para verificar se seu trabalho está bem feito.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 6. afastando o supérfluo ou não-pertinente? .O plano do relatório permite conduzir o leitor por meio de uma demonstração eficaz.5 Avaliação Para assegurar que nada tenha sido esquecido na versão final do relatório. . são apresentadas de maneira uniforme..As tabelas e figuras.O título do relatório diz explicitamente do que ele trata? . Laville e Dionne (1999) sugerem a seguinte verificação. antes de entregá-lo ao professor. 37 . e seu sumário reflete isso? .

.38. ..

bem como realizações pessoais dignas de permanecerem na memória da sociedade ou da instituição a que pertence. retratando a subjetividade. como também para o ingresso ou para o exame de qualificação de cursos de pósgraduação – notadamente os de doutorado – de muitas universidades. pode ser definido como um texto que relata eventos notáveis da trajetória do autor. o memorial é uma autobiografia em que se articulam os dados do curriculum vitae. ainda. É elaborado com base numa percepção qualitativa e significativa do caminho percorrido que caracteriza a história do autor.1 Conceito Para Severino (2000). podendo esboçar. principalmente. conforme as circunstâncias. de caráter avaliativo – autoavaliativo – um pouco confessional. portanto. O memorial tem sido uma exigência em determinados concursos para o magistério superior de diversas instituições universitárias. o que não significa dizer que de sua elaboração esteja ausente a necessária dose de objetividade. Apresenta. 39 . Consiste. o relato destaca os trabalhos de pesquisa.. complementarmente. para concorrer a postos no mercado de trabalho. 7.. as perspectivas futuras que o autor tem planejado quanto ao seu percurso profissional – um plano de trabalho –. as motivações e as escolhas que o levaram a construir uma determinada história profissional. . A decisão das Autoras deste documento de apresentar o memorial entre os tipos de trabalhos acadêmico-científicos foi motivada. o memorial tem o propósito de fornecer informações para o julgamento qualitativo do candidato. os quais.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 7 MEMORIAl 7. em um relato circunstanciado. pelo desejo de oferecer orientações sobre sua elaboração aos acadêmicos. precisarão. uma vez formados. ensino e extensão realizados – bem como de sua vida profissional como um todo e das perspectivas que percebe ou planeja para a continuidade de seu trabalho no futuro.2 Propósitos Quando elaborado para fins de concurso de ingresso ou de promoção na carreira. e constitui um relato crítico. marca de todo trabalho acadêmico. O memorial compreende a explicitação da intencionalidade do autor. Parte de uma reflexão introspectiva. os resultados que espera alcançar. ou ainda para fins de concorrer a uma premiação. portanto. ou se habilitar a promoções na empresa ou instituição a cujos quadros pertençam. minucioso e analítico das atividades profissionais desenvolvidas pelo autor – no caso daqueles que se dedicam à vida acadêmica. configurando uma narrativa histórica e reflexiva sobre a trajetória acadêmicoprofissional do autor. elaborar e apresentar o registro analítico de sua formação e trajetória profissional. Nesse sentido.

. artísticoculturais e de prestação de serviços especializados: produção científica. resultados de pesquisas. especialização e atualização. o memorial pode constituir uma valiosa produção acadêmica como trabalho conclusivo de curso. situando os fatos e acontecimentos no contexto sociocultural mais amplo. aperfeiçoamento e atualização: cursos. comitês executivos. . em quais condições foram obtidos os títulos da formação acadêmica. simpósios. seminários e outros eventos. participação em congressos. cursos e atividades de extensão. prestação de consultoria especializada. analítico e autocrítico..deve-se sintetizar a narrativa dos eventos menos marcantes e dar ênfase aos mais significativos a critério do autor e à luz das finalidades do próprio memorial. particularmente quando este se destina a finalidades acadêmicas. ou para destacar os aspectos ou fatos mais significativos.deve-se adotar a forma de um relato cronológico. estágios de aperfeiçoamento. municipal ou privado.3 Procedimentos Para a elaboração do memorial é preciso considerar as seguintes sugestões: . estruturando dessa forma o memorial.recomenda-se que o memorial seja elaborado na primeira pessoa do singular. 7. analítico e crítico.utilizam-se subdivisões com tópicos/títulos para marcar as etapas da trajetória percorrida. orientação de monografias. exe rcício de funções de direção. A característica crítica do memorial conduz seu autor à avaliação dos resultados obtidos em . técnica ou artística. pelo seu caráter reflexivo. o que permite ao autor enfatizar o mérito de suas realizações. as circunstâncias teóricas e sociais que predominaram no momento da execução do projeto de dissertação ou tese.finaliza-se o memorial com a indicação dos rumos que o autor pretende assumir. tanto em sua formação como em sua profissão. No entanto. científicos ou tecnológicos no âmbito federal. É com vistas a atender a esse duplo propósito que as orientações a seguir foram elaboradas. além de servir a tais finalidades. . . É relevante na elaboração do memorial deixar claro.atividades técnico-científicas. teses e pesqui sas de iniciação científica. estadual.atividades de administração: participação em órgãos colegiados. . é indispensável que esse relato contenha informações referentes a: . dissertações. Embora o memorial seja caracterizado como um relato reflexivo e avaliativo de um caminho percorrido pelo autor. coordenação e/ou assessoramento. de forma a evidenciar sua articulação com a história pré-relatada.40.formação. .. -ensino: desempenho didático. participação em bancas examinadoras. caracterizando a história particular do autor.

com fidelidade e tranquilidade. com textos tão ricamente elaborados que os transformam em verdadeiras obras literárias. Por fim.O autor descreve sua trajetória de modo aprofundado.. o memorial pode se destacar. o memorial é um relato da trajetória de uma pessoa.4 Avaliação A seguir relaciona-se uma série de perguntas que poderão orientar o professor na avaliação do memorial (caso este tenha sido solicitado aos alunos como trabalho acadêmico).O relato destaca os aspectos mais relevantes da trajetória do autor? A relevância atribuída a esses aspectos é justificada/ fundamentada? . convém salientar que. expressando as contribuições e perdas de cada momento. a partir da qual elabora um relato contextualizado. (SEVERINO. Por outro lado. a trajetória real que foi seguida (. como observa França (1999... principalmente. deve-se cuidar que o memorial tenha uma apresentação esmerada. com maior segurança possível. nossa história de vida é nossa melhor referência. p. 7. 41 . apresentado de forma sequencial e sem comentários. nota-se ainda uma certa confusão entre memorial e curriculum vitae. Enquanto este consiste em um conjunto de informações sobre as habilitações do autor. que reflita as condições e situações em que se desenrolou sua história profissional. como também auxiliar o próprio autor do memorial na avaliação do seu relato. contextualizando-a em relação a aspectos teóricos.176). apresentado de forma crítica.O conjunto das informações sobre o autor e sua apreciação crítica oferecem elementos suficientes para a apreciação de sua trajetória? . lembrando que tanto a falsa modéstia como o excessivo elogio comprometem a qualidade do memorial. o autor precisa se manter atento para o tom do relato. atribuindo diferentes pesos aos distintos eventos do passado. políticos. atraente. quanto aos seus aspectos físicos. etc. econômicos e/ ou sociais? . que deve se destacar por uma auto-avaliação equilibrada. Além dos aspectos referentes ao conteúdo que já foram apontados.34): Alguns memoriais vão muito além da simples apresentação das habilitações pessoais e profissionais do candidato.). No entanto. uma impressão cuidadosa. A boa organização de um memorial é essencial para o julgamento das atividades do autor. o que requer. apesar de sua crescente utilização. A avaliação deve ser feita em cada etapa do relato.O texto evidencia o equilíbrio entre o adequado destaque aos êxitos obtidos e a menção aos eventuais insucessos? . abrangendo sua formação e atuação profissional. 2000. um projeto gráfico de bom gosto. Relatada com autenticidade e criticamente assumida. O autor precisa estar atento para retratar. pois ele é a justificativa documental do seu desempenho profissional e acadêmico. . encadernação sóbria.. p.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ sua trajetória profissional e acadêmica. pelo esmero na redação do texto.

A narrativa é feita na primeira pessoa do singular? .A linguagem utilizada respeita a norma culta? .O conteúdo evidencia uma reflexão criteriosa realizada pelo autor sobre sua trajetória? .42. relacionando-as com a trajetória pregressa? .Os elementos de transição entre parágrafos são adequados ao sentido e à lógica do conteúdo? ...As normas técnicas de apresentação de trabalhos acadêmico-científicos foram observadas? . .A redação do texto é precisa e coerente? .Apresenta adequadamente as perspectivas futuras para sua atuação.A organização do texto obedece tanto a sequência cronológica dos eventos como o encadeamento lógico de fatos e argumentos? .

UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Parte 2 Orientações e normas para apresentação de trabalhos acadêmico-científicos . 43 ...

...44.

exemplos e modelos. diferentemente de textos literários. Pode-se afirmar que todo trabalho acadêmico ou técnico de caráter científico sempre apresenta citações. Para identificação de fonte da citação apresenta-se o nome do autor. Importante! Qualquer que seja o sistema adotado. as citações tanto podem ser usadas com o objetivo de reforçar argumentos como para expor posições contrárias àquelas que estão sendo defendidas. nos quais é permitida uma apresentação mais livre.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 1 CITAçõES São as descrições ou menções (conteúdos ou informações) contidas em um texto extraídas de uma outra fonte. Recomenda-se o uso no corpo do texto (sistema autor-data). que estão sendo expostas. p.. “De fato. 45 . deve ser seguido em todo o trabalho. tais como: esclarecimentos pontuais do texto.. o trabalho apresentado. Em todo o caso. sua elaboração deve seguir as orientações da norma NBR 10520:2002 – Informação e Documentação. significado de expressões típicas. seguido pela data de publicação da obra e número da página. da ABNT. inspirandose nelas. DIONNE. teórica e empiricamente. etc. Assim. nelas buscando apoio para seus pontos de vista.” (LAVILLE. Quanto à quantidade de citações a serem usadas em um trabalho..] se se deve citar com profusão ou com parcimônia. As citações podem ser diretas.1 Regras gerais para citação As informações sobre a obra mencionada podem aparecer no corpo do texto ou em nota de rodapé (sistema numérico). nelas encontrando ilustrações. . indiretas ou citação de citação. Depende do tipo de tese”. 1999. São utilizadas para sustentar. é da própria natureza da pesquisa situar-se em relação a outras. que deixa para os outros a apresentação de ideias ou de informações. fazendo-se a correlação com a lista de referências (sistema autor-data) ou notas de rodapé (sistema numérico).121) considera difícil determinar “[. 259). tradução de palavras estrangeiras. Citações em Documentos. observa que a citação não pode ser uma “manifestação de preguiça” de quem está elaborando uma dissertação ou uma tese.. p. Em trabalhos técnico-científicos exige-se rigor na aplicação das praxes de citação. mesmo Umberto Eco (1988. com o propósito de esclarecer ou complementar as ideias 1. Apresentação. Usam-se citações quando se transcrevem trechos de alguma obra ou se utilizam informações já publicadas. deixando para o rodapé outras informações.

com recuo de 4cm da margem esquerda. 1.2 Tipos de citação 1. 2: no primeiro exemplo.10). textual ou literal É aquela em que se reproduz no texto a ideia original da obra que está sendo consultada. como nos exemplos seguintes: Ao escolher e delimitar o tema de pesquisa o mestrando deve ter presente que “quanto mais se restringe o campo. sendo grafado com maiúscula e minúsculas (NBR 10520:2002). o nome do autor faz parte da frase. melhor e com mais segurança se trabalha. que o uso do ponto final após as citações deve atender às regras gramaticais. p. 1988. a entrada – no caso. ou Ao escolher e delimitar o tema de pesquisa o mestrando deve atentar para o que diz Eco (1988. no segundo exemplo. Quando se trata de citações curtas (até três linhas). Obs. Vale ressaltar. o nome do autor – deve ser grafado com letras maiúsculas.2. 1: de acordo com a NBR 10520:2002. fonte e espaçamento interlinear menores. a indicação da página é obrigatória para citação direta. também. As citações diretas longas (aquelas com mais de três linhas) devem constituir um parágrafo independente.” Obs. sem emprego de aspas. como nos exemplos que seguem: . são inseridas no texto. p.1 Citação direta.10): “quanto mais se restringe o campo. melhor e com mais segurança se trabalha..46..” (ECO.

Nas citações indiretas.] o assunto que se deseja provar ou desenvolver.. 319).. ‘encomendado’. de modo reduzido ou abreviado.] é uma produção de texto [. Pode ter sido sugerido pela entidade responsável pela parte financeira.102) apresentam algumas orientações relativas à elaboração do projeto de pesquisa. conforme a NBR 10520:2002. caracterizando-se pela substituição de algumas de suas palavras ou expressões. em tamanho e conteúdo. o domínio dos conceitos se revela no seu uso ao longo da análise e não na infindável sequência de definições de diferentes autores.]”. mas colocado no seu contexto. da sua curiosidade científica. tem-se um caso de plágio. caso ela não seja feita. distribuindo a verba de que dispõe entre os que apresentam os melhores projetos.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Marconi e Lakatos (2001. Nesse sentido.2 Citação indireta: paráfrase e condensação Consiste em se reproduzir o pensamento do autor (ideias alheias. Todavia. que é reconhecido como [. de desafios encontrados na leitura de outros trabalhos ou da própria teoria. destaca-se a identificação do tema a ser estudado.. a referência à fonte é obrigatória pois. . portanto) utilizando-se de palavras próprias. O assunto não deve estar solto no espaço. a indicação da(s) página(s) consultada(s) é opcional. 1978.. as ideias de um autor sem recorrer à citação direta. (CASTRO. portanto. p. 1.34).. Como se trata de ideias alheias. não altera. segundo Compagnon (1996. processo que exige sua interpretação para reconstrução de um novo texto. Uma tese deve revelar o domínio dos conceitos utilizados e um certo conhecimento da literatura técnica. p. o que não lhe tira o caráter científico. a escrita do texto original. normalmente. É geralmente empregada quando se pretende apresentar. portanto... restaura-se total ou parcialmente o texto fonte. o “trabalho da citação [.. Pode surgir de uma dificuldade prática enfrentada pelo coordenador. 47 . Dentre elas.2. p. desde que não interfira no desenrolar da pesquisa. se ‘encaixar` em temas muito amplos. ou seja. Ao parafrasear. A paráfrase é a forma de citação indireta que. determinados por uma entidade que se dispõe a financiar pesquisas e que promove uma concorrência entre pesquisadores.

É ela que serve para definir e guiar as operações posteriores. (LAVILLE. DIONNE. em que se faz uma síntese do texto que se quer citar. pois pressupõe maior Texto original: articulação de leitura por parte do autor do trabalho.85). sem alterar o seu significado. já que. (LAVILLE. pois é ela que servirá de guia para as etapas posteriores (LAVILLE. Esta forma de uso de citação é interessante. DIONNE. Isso porque é a partir da conscientização do problema e de suas implicações que o pesquisador será capaz de planejar e desenvolver adequadamente as etapas subsequentes da pesquisa.. porém apresentando apenas as principais ideias do autor. . 1999. deverá desenvolver uma leitura significativa (compreensiva/ interpretativa). Citação indireta (condensação): A definição do problema de pesquisa é crucial no processo de pesquisa. Um outro modo de escrever a citação indireta é a condensação. 1999). A fase de estabelecimento e de clarificação da problemática e do próprio problema é frequentemente considerada como a fase crucial da pesquisa.48. 1999). para que consiga sintetizar as ideias do texto original. p. como uma espécie de piloto automático. DIONNE. Citação indireta (paráfrase): Considera-se que a determinação e a explicitação do problema constituem operações decisivas no processo de pesquisa.. uma vez que tenha sido bem planejada.

Werner e Bower são os autores da ideia original a que não se teve acesso e Gil é o autor da obra consultada.31). 49 . Nota: nas referências apenas o autor da obra consultada deve ser mencionado.. Obs. usa-se a expressão latina apud2 . Para Patton (1986 apud ALVES-MAZZOTTI.. “Educar não é uma arte de introduzir ideias na cabeça das pessoas.123): “a melhor maneira de se aprender a fazer pesquisa é fazê-la: nada substitui a prática da realização. p. Patton é o autor da ideia original a que não se teve acesso.: no exemplo acima. por sua vez. A indicação da fonte de uma citação de citação pode ser apresentada na forma textual ou após a descrição da ideia. p. p. Quando se discutem métodos para o ensino da pesquisa.2. 1997.” (WERNER. pode ser expressa como citação direta ou indireta. mas de fazer brotar ideias.3 Citação da citação Consiste na reprodução de informação já citada por outro autor. Para explicar que o autor da ideia original é citado por um outro autor/obra que se está consultando. usa-se o itálico. GEWANDSZNAJDER.]”.. e AlvesMazzotti e Gewandsznajder são os autores da obra consultada. Obs. 1994. Esta ideia. deve-se lembrar as palavras de Abramo (1979 apud TOMANIK. .: no exemplo acima.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 1.” 2 Por se tratar de palavra de outra língua (latim). 2001. BOWER.173) “a triangulação de métodos geralmente se refere à comparação de dados coletados por métodos qualitativos e quantitativos [. 1987 apud GIL..

. 125).. é obrigatório indicar a alteração feita.50. p. também chamada de segunda mão. muitas vezes determinados textos não estão acessíveis (o que não é o caso dos exemplos acima). [. seja para torná-la mais curta pela supressão de alguma parte que não interessa ao que se está expondo. triagens.45) faz um alerta para o mestrando levar a bom termo a formulação da questão principal da pesquisa. em que materiais irá se aprofundar. decidir sobre os eixos em que irá concentrar sua pesquisa. pois preferencialmente se deve consultar a obra ou documento original. então. usam-se reticências entre colchetes: Sobre o emprego de citações.” “Evite. usam-se também as reticências entre colchetes: Beaud (1997. Em qualquer desses casos.. ou ainda para adaptá-la às exigências da sintaxe do período ou da oração em que será inserida. deve ser usada de modo bastante restrito. p. em que terrenos irá concentrar seus esforços. crucial para o bom desenvolvimento da pesquisa: E é preciso ler os livros mais importantes. b) Em citação com supressão de parte intermediária.. no entanto.. tomando notas. p. pela dinâmica que imprime à totalidade de seu raciocínio central. 125) aconselha: “[. No entanto. 1. Beaud (1997. 1997. citações longas demais. igualmente.. só vale pelo lugar que ocupa. a) Em citação com supressão de uma parte inicial ou final.3 Alterações na citação Muitas vezes é necessário fazer alterações na citação. por se tratar de obra rara ou.. como qualquer outro material. . A citação de citação.]” (BEAUD. é admissível o uso da citação da citação.] é preciso fazer escolhas. que correm o risco de quebrar o ritmo de sua demonstração [. somente disponível em língua que se desconhece. Nesses casos..] evite fazê-lo em excesso ou desorganizadamente: uma citação. seja para destacar algum de seus termos ou expressões.

1997. LINTZ. ou quando o destaque já faz parte da obra consultada. 1997. mesmo que o objeto não pareça ser tão interessante. 51 . p. “A escolha de um tema que esteja ligado à área de atuação profissional.68. negrito ou itálico) de termos ou expressões. torna o trabalho de desenvolvimento monográfico muito mais interessante e eficiente. quando algo é acrescentado para esclarecer o leitor. . ou então. O que o verdadeiro pesquisador busca é o jogo criativo de aprender como pensar e olhar cientificamente.” (MARTINS. 70).” (GOLDENBERG.21. 2000. ou que faça parte da experiência profissional do estudante.. os acréscimos devem ser colocados entre colchetes: “Dois passos são necessários para o início da tarefa [de realizar um pesquisa]: a formulação do problema e a elaboração do projeto de pesquisa. d) Quando são feitas adaptações na citação para adequá-la à sintaxe do período.” (GOLDENBERG. deve-se indicar sua autoria: “O trabalho de pesquisa deve ser instigante. p.. grifo dos autores). grifo nosso).UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ c) Na citação com destaque (grifo. p.

em palestras e debates. Explanatory. tradução nossa).quando o caso é usado para entender mais do que aquilo que é óbvio para o observador.1. deve-se indicar a expressão ‘informação verbal’ entre parênteses.4 normas complementares para citação a) Quando os dados a serem citados são obtidos por informação verbal. 1997. Collective – when a group of cases is studied. apresentando as explicações disponíveis em nota de rodapé: No texto: A nova estrutura organizacional será implantada no próximo ano (informação verbal)1..52. entre parênteses: Yin (1993) has identified some specific types of cases studies: Exploratory. (TELLIS. explanatório e descritivo. No rodapé da página: Informação fornecida pelo Gerente de Desenvolvimento Organizacional da Empresa Época. Instrumental – when the case is used to understand more than what is obvious to the observer. após a chamada da citação deve-se incluir a expressão ‘tradução livre’. instrumental . Stake (1995) incluiu três outros: intrínseco – quando o pesquisador tem um interesse no caso. Stake (1995) included three others: Intrinsic – when the researcher has an interest in the case.. and Descriptive. . p.1). Yin (1993) identificou alguns tipos específicos de estudos de caso: exploratório. 1997. 1 b) Quando a citação for um trecho traduzido pelo autor do trabalho. em 25 de julho de 2002. coletivo – quando um grupo de casos é estudado. 1. p. (TELLIS.

1988). Deve-se respeitar eventual erro do autor citado. Quando não for este o caso.. RICHARDSON. . 2000. 1999. publicados em anos diferentes e mencionados simultaneamente. 1974. assinalando-o ao leitor e usando a expressão sic entre colchetes. 2001) (BUNGE. bem como averiguável por todos. em ordem alfabética. YIN. 53 . faz-se o acréscimo de letras minúsculas. 2001. SEVERINO. (MARCONI.126) diz claramente: “Citar é como testemunhar num processo”. 1999. conforme a lista de referências. assim como as citações devem ser fiéis ao texto. 2001) 1..5 Considerações finais sobre as normas de citação A citação pressupõe que a ideia do autor citado seja compartilhada.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ c) Quando houver citações de diversos documentos de um mesmo autor. o trecho citado deverá ser precedido ou seguido de alguma crítica ou contestação (ECO. 1980) e) Quando houver citações indiretas de documentos diferentes de vários autores. esses são separados por ponto-e-vírgula. Por isso. após a data e sem espacejamento. 1976. em ordem alfabética. Umberto Eco (1988. mencionados simultaneamente. Nesse sentido. a referência deve ser exata e precisa. LAKATOS. que se concorde com ela. p. 1999b) d) Em caso de citações indiretas de vários documentos de um mesmo autor. 1972. após apresentar a citação. isto é. deve-se confrontá-la com o original para evitar erros ou omissões. publicados em um mesmo ano. O autor e a fonte de todas as citações devem ser claramente reconhecíveis. apresentam-se as datas separadas por vírgula: Chiavenato (1997. como nos exemplos: De acordo com Chiavenato (1999a) (CHIAVENATO.

54.. ..

descobertas. [. 69-70). As palavras-chave devem figurar logo abaixo do resumo. .’. técnicas de abordagem. como: objetivos.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 2 RESUMOS dE TRAbAlhOS ACAdêMICO-CIEnTÍFICOS Trabalhos acadêmico-científicos tais como teses.. Produção textual. essa norma define: . Resumo. 2000. Limita-se a um parágrafo. p. As palavras-chave são separadas entre si por ponto e finalizadas por ponto. que o “resumo deve ressaltar o objetivo. equações e diagramas devem ser evitados. .. críticas e julgamento pessoal do autor. 69).. a NBR 6028:2003 estabelece. concisa e objetiva. dissertações. valores numéricos e conclusões.’ são supérfluas (FRANÇA. Como a redação deve se caracterizar pela máxima concisão. como uma das condições exigíveis. Ex. 55 . afirmativas e não de uma enumeração de tópicos”. Também não cabem num resumo citações.para notas e comunicações breves: de 50 a 100 palavras. ‘O autor do trabalho descreve. Quanto ao estilo da redação e conteúdo.para artigos de periódicos: de 100 a 250 palavras. seus resultados e conclusões mais importantes. comentários. fórmulas.. dando-se preferência ao uso da terceira pessoa do singular e do verbo na voz ativa e evitando-se o uso de parágrafos. Sobre a extensão do resumo.para trabalhos acadêmicos (teses.] é a apresentação concisa e seletiva de um texto. os resultados e as conclusões do documento.:Palavras-chave: Narrativa. antecedidas da expressão Palavraschave. a menos que sejam absolutamente necessários à compreensão do conteúdo. Leitura.. projetos de pesquisa e artigos destinados à publicação em revistas acadêmicas exigem a inclusão de um resumo de seu conteúdo.. Quanto à redação e estilo de resumos. . (FRANÇA. ressaltando de forma clara e sintética a natureza do trabalho. o método. p. de acordo com França (2000. 2000. 69). seu valor e originalidade. símbolos. expressões como: ‘O presente trabalho trata de.” Estabelece ainda que seja “composto de uma sequência corrente de frases concisas. O uso de abreviaturas.. devendo incluir palavras representativas do assunto. p. respeitando a estrutura do original e reproduzindo apenas as informações mais significativas. diz: O resumo deve constituir-se num texto redigido de forma cursiva.. dissertações e outros) e relatórios técnico-científicos: de 150 a 500 palavras.

Resumen (espanhol). de acordo com a NBR 6022:2003. p. H. enquanto que o resumo (e correspondentes palavras-chaves) em língua estrangeira deve ser colocado após o texto.9. As palavras-chave em língua estrangeira acompanham obrigatoriamente o resumo em língua estrangeira: Keywords (inglês). Usam-se.V. 1999. Mots-clés (francês).1 Exemplos de resumos O artigo situa historicamente a produção e a publicação do estudo vigotskiano sobre a psicologia das artes. Dentre este cenário de tendências contraditórias. A maioria dos periódicos acadêmico-científicos exige. Em artigos científicos.. Parole chiavi (italiano). As artes e o desenvolvimento cultural do ser humano. o trabalho procura analisar o papel dos principais atores – a ascensão de poderosas organizações que operam em escala transnacional e o Estado-nação cujo poder e influência estão definhando. aperfeiçoamento e/ou especialização).S. n. Palabras clave (espanhol). conforme o caso. R.4 . Identifica nele as origens do pensamento psicológico de L. resumo em pelo menos uma outra língua.69. deve ser apreendido. v. v. Em trabalhos acadêmicos (teses.56. dissertações. embora conduzido pela economia. além do resumo na língua do público a que este se destina. 3 JAPIASSU.3 O processo de globalização. n. em suas dimensões políticas. de acordo com a NBR 14724:2011. também. Expõe a teoria da reação estética e o conceito de catarsis vigotskyanos. Educação e Sociedade. 4 RATTNER. set. Riassunto (italiano). a realidade apresenta uma fragmentação do espaço político com novas barreiras e mercados protegidos./dez. dez. os seguintes cabeçalhos: Abstract ou Summary (inglês). Vigotsky sobre o qual se estrutura a elaboração da teoria histórico-cultural do funcionamento mental superior. Résumé (francês). histórico-culturais e espaciaisecológicas. 1995. o resumo (acompanhado das palavras-chave) na língua original faz parte dos elementos pré-textuais. 2.25. os resumos (acompanhados das palavras-chave) na língua vernácula e em língua estrangeira fazem parte dos elementos pré-textuais. Contrariamente à visão idealizada de uma progressão linear de mercados regionais integrados para uma sociedade una e global. Schlusselwörter (alemão).O.. Zusammenfassung (alemão).20. Globalização: em direção a um mundo só? Estudos Avançados. 65-76 . p. TCCs e TGIs de cursos de graduação. 34-59.

jornais. enciclopédias. Nestas situações. as listas são apresentadas em ordem alfabética única. 57 ... No primeiro caso. os trabalhos também podem apresentar informações cuja fonte são documentos eletrônicos (disquetes. Vale destacar que a adoção do primeiro sistema (alfabético) tem a vantagem de despoluir visualmente o rodapé da página. conforme a natureza do trabalho. . A ABNT estabelece que este sistema não pode ser usado concomitantemente para notas de rodapé ou explicativas.1 localização das referências Os sistemas mais utilizados para apresentação das referências são o alfabético (ordem alfabética de entrada. etc. cd-rom . desta forma.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3 ElAbORAçãO dE REFERênCIAS As referências de um trabalho acadêmicocientífico consistem na listagem com as informações sobre todas as fontes/autores mencionados no texto. As fontes das informações contidas em um texto são diversificadas. publicações periódicas on-line ) ou eventos técnicocientíficos como congressos. as referências podem aparecer: em listas após o texto. jornadas. No sistema numérico. capítulo ou artigo. é obrigatória a sua identificação na lista das referências. dissertações ou monografias.) e op. destinadas às informações adicionais e não essenciais para a compreensão do texto. antecedendo apêndices e anexos. dicionário. as referências são apresentadas antecedendo tais textos. ibid. ao fim de cada capítulo. também chamado de ‘autor-data’ quando relacionado à citação) e o numérico (ordem de citação no texto).cit. segue-se a ordem numérica crescente para apresentação das listas. são obrigatórias nesse tipo de trabalho e sua elaboração deve seguir as orientações da NBR 6023:2002. da ABNT. eliminando as inúmeras referências completas e as expressões idem. homepage . manuais. Já em resumos e resenhas. seminários. 3. que também podem estar localizadas ao final do texto. teses. dentre outros. e-mail . relatórios técnicos e legislação. As notas de rodapé ficam. ibidem (ou id. Independentemente do tipo de fonte ou autoria mencionada no trabalho. ao fim do artigo. consistem em obras como livros. Além disso.. documentos oficiais. artigos de publicações científicas ou especializadas (periódicos).

após o número do periódico e após as páginas da revista/periódico (Política e Administração.)).usa-se ponto após o nome do autor/autores (AGUIAR. Esta regra não se aplica às obras sem indicação de autoria ou de responsabilidade. Rio de Janeiro. M. ao final do trabalho. Em caso de referência de periódicos. Ao ser definido um tipo de destaque. -o ponto-e-vírgula. . digitadas em espaço simples e separadas entre si por um espaço simples em branco (NBR 14724:2011).as reticências são usadas para indicar supressão de parte de títulos (Anais.o colchete é usado para indicar os elementos de referência que não aparecem na obra referenciada. . Comp. teses e dissertações (Mestrado em Educação). set.. e no final da referência. edição (7. p. Humberto). Quanto à pontuação. respeitandose os seguintes padrões: . grau nas monografias de conclusão de curso e especialização.). pois neste caso o elemento de entrada é o próprio título. Por exemplo: ao optar pela utilização abreviada do prenome do autor. já destacado em letras maiúsculas na primeira palavra (com exclusão de artigos ou monossílabos). João.2 Aspectos gráficos das referências A elaboração das referências deve seguir a sequência dos elementos do documento a ser referenciado. ed. e depois do termo In:. para o título. . Org. isto deve ser adotado em todas as referências daquela lista.15-21.. este deve ser mantido em todas as referências de um mesmo documento. 3. . de forma abreviada (Coord. após o título. . após a editora. .). 1997). antes da editora (São Paulo: Atlas). são alinhadas à margem esquerda do texto.o hífen é utilizado entre páginas (p. .58.2.os parênteses são usados para indicar série.a vírgula é usada após o sobrenome do autor (ECO. também deve ser uniforme em todas as referências. porém são conhecidos [1991].10-15) e entre datas de fascículos sequenciais (19981999). T. é usado para separar os autores (FLEURY.os dois pontos são usados antes do subtítulo. entre o número do ano/volume e o número do periódico. As referências. conforme os modelos prescritos na norma (NBR 6023:2002).3. Alfredo (Org.. usa-se vírgula: após o título da revista/periódico. quando este for apresentado na referência (Pesquisa social: métodos e técnicas). que caracteriza função na elaboração e/ou responsabilidade sobre a obra (BOSI.). O título da obra ou do periódico é sempre grifado com destaque (itálico ou negrito). R.. As referências de uma lista devem seguir sempre os mesmos princípios... seguido de espaço. FISCHER.). n. v. M.). L. após a cidade onde o periódico é publicado..

é facultado indicar todos os autores. GUATTARI. São Paulo: Atlas. do tipo de participação. acrescentando-se a expressão latina et al. R.). 1986. Editor. FLEURY. Perspectivas e dilemas da educação popular. mencionam-se todos eles na ordem em que aparecem na obra. seguido da abreviação. FREIRE. de indicação de produção científica em curriculum vitae ou em relatórios para órgãos de financiamento.). Vanilda (Org. (e outros). FISCHER. 10. L. . 2. . 1986. no singular. ed. Petrópolis: Vozes.quando há dois ou três autores. Em caso de projetos de pesquisa. M. 1989. a entrada da referência é feita pelo nome do responsável (ou dos responsáveis. . Cultura e poder nas organizações. 1986. Félix. M. 59 . Rio de Janeiro: Graal. (Coord. Micropolíticas: cartografias do desejo. Vivendo e aprendendo. ed.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3. seguido de espaço. Coordenador. Sueli... PAIVA.1 Regras quanto à autoria . etc. São Paulo: Brasiliense. se for o caso).3.3 Regras gerais para elaboração de referências 3.quando há mais de três autores menciona-se apenas o primeiro autor. Paulo et al.) em coletâneas de vários autores.quando houver indicação explícita de responsabilidade pelo conjunto da obra (Organizador. entre parênteses. ROLNIK. separados por ponto-e-vírgula.. T.

10. editoriais. a entrada é feita pelo título.em caso de publicação assinada por entidade (órgãos governamentais. em letras maiúsculas.. 1931. . 1990.quando a autoria for desconhecida (por exemplo: artigos de jornal sem autoria explícita. Lenilson Naveira. este deve constar na referência. Brasília: SEF.. SANTA CATARINA. . p. Quando a entidade tem uma MINISTÉRIO DA EDUCAÇãO E DO DESPORTO. d) o nome do autor é conhecido de forma composta: MACHADO DE ASSIS. seu nome é precedido pelo órgão superior ou pelo nome da jurisdição geográfica à qual pertence. b) quando o segundo nome indica parentesco: PRADO JR. PROCURA-SE um amigo. c) quando um dos nomes é adjetivo: CASTELO BRANCO. Tristão de.). Relatório de atividades... 212-213. .quando os autores têm sobrenomes compostos. ed. Caio. CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇãO. Rio de Janeiro: Schmidt. esta deve ser indicada como autor. Secretaria da Saúde. 1997. 3. Rio de Janeiro: Record. desde que seja a forma adotada pelo autor. Gabriel. O termo anônimo não deve ser usado para substituir o nome do autor desconhecido. Ilse. etc. 1979. 3 v. Curitiba: Associação Bibliotecária do Estado do Paraná. . associações. congressos. ATHAYDE. empresas.quando o autor for conhecido pelo pseudônimo. Florianópolis. Curitiba. Guia dos livros didáticos: 1ª à 4ª séries. estes devem ser escritos na ordem em que aparecem. instituições). . Gerência da vida: reflexões filosóficas. Debates pedagógicos. Anais. como segue: a) quando ligados por hífen: SCHERER-WARREN. São Paulo: Câmara Brasileira do Livro. denominação genérica.. 2001.60. e) o nome é espanhol: GARCÍA MARQUES.. In: SILVA. 1993. 1979. DIAGNÓSTICO do setor editorial brasileiro. Carlos.

São Paulo: Hucitec. Em caso do uso do subtítulo. RODRIGUES. Turismo e espaço: rumo a um conhecimento interdisciplinar.quando se referenciam várias obras do mesmo autor em uma mesma página. . 61 . na sequência alfabética ascendente. 1997a. 1989.. I. Brasília: Ministério da Educação.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ . . 1997b 3. São Paulo: Saraiva.2 Regras quanto ao título e subtítulo .3. entre colchetes. CHIAVENATO. 2. 1997b. substitui-se o nome do autor das referências subsequentes por um traço sublinear equivalente a seis espaços. [Trabalhos apresentados].o título e subtítulo (se for usado) devem ser apresentados tal como figuram no documento. ______.. Adyr Balastreri. Salvador. Turismo. RODRIGUES. São Paulo: Hucitec. RODRIGUES.quando não existir título.em casos de obras do mesmo autor publicadas no mesmo ano. acrescentam-se letras minúsculas ao ano. apenas o título principal é grifado (negrito ou itálico). 2002. . deve-se atribuir uma palavra ou frase que identifique o conteúdo do documento. 1989. SIMPÓSIO BRASILEIRO DE EDUCAÇãO. 1997a. modernidade e globalização. sem chegar aos dois pontos. separados por dois pontos. Carreira e competência: gerenciando o seu maior capital.. seguido de ponto.

. os acréscimos devem ser indicados de forma abreviada. ZARIFIAN.).]. 1974. Carlos A.) .em caso de haver duas editoras. Ana Maria. rev. esta deve ser identificada na referência.3.]. Robert K. ed. . .. Metodologia do trabalho científico. desde que sejam dispensáveis para a identificação.História da ciência: o mapa do conhecimento. indicam-se ambas com os respectivos locais (cidades).. ALFONSO-GOLDFARB. SEVERINO. . . VALENCIA. e ampl. São Paulo: Cortez. Belo Horizonte: [s. Porto Alegre: Bookman.o nome da editora é indicado da forma como se apresenta no documento. 2000.62. ed.: (No livro: Editora Atlas S. (Coord. abreviando-se os números ordinais e a palavra edição. São Paulo: EDUSP 1995.A. 21. indica-se a primeira ou a que estiver em destaque. 2.n.a partir da segunda edição.quando não se tem o nome da editora. São Paulo: Atlas. Antonio Joaquim. Das mulheres e das flores.n.3 Regras quanto à edição e editora de informações complementares à edição. 2001. MAIA. Estudo de caso: planejamento e métodos. Obs. 3. Já se forem três ou mais. abreviando-se os prenomes e suprimindo-se as designações da natureza jurídica ou comercial. P Objetivo competência: por uma nova lógica. Em caso YIN. Rio de Janeiro: Expressão e Cultura. 2001. . ambos na língua do documento. indica-se a expressão sine nomine abreviada e entre colchetes [s. I.

.quando houver mais de um local para uma só editora. Em caso de haver cidades com o mesmo nome. J.l.]: Ex Libris. LAZZARINI NETO.3.4 Regras quanto ao local . OS GRANDES clássicos das poesias líricas. Discursos do pregador. Cria e recria. CASTRO.o local (cidade) deve ser mencionado na referência tal como indicado no documento.l.: s. dentre outros.l. abreviadas. C. Viçosa. Viçosa.. indica-se o primeiro ou o mais destacado. deve-se utilizar a expressão sine loco. AL.n.quando a cidade não aparece no documento.]. abreviada e entre colchetes [S. . 1977. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil. acrescenta-se a abreviatura do Estado ou do país.. deve ser indicada entre colchetes.quando o local e a editora não puderem ser identificados no documento. 1981. são indicados como locais: São Paulo – Rio de Janeiro – Lisboa – Bogotá – Porto – Buenos Aires – Guatemala – Madrid. [São Paulo]: SDF Editores. . RJ . Obs. Viçosa.quando o local é desconhecido. de M. 1994. 1930.]. utilizam-se as expressões sine loco e sine nomine. entre colchetes. MG. mas pode ser identificada. . BELTRãO III. Sylvio.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3.: No documento de que trata a referência acima. [S. 63 . [S. A prática da pesquisa.

no lugar dos meses. 1950] Década certa – [196-] Década provável – [196-?] Século certo – [18-] Século provável – [18-?] . trimestres.quando em indicações de meses. sem.64.6 Regra quanto à paginação ..3.quando a publicação não apresentar número de páginas ou se a numeração for irregular. 3. 1996./Sept. entre colchetes..3. distribuição. ao final da referência devem ser indicadas.1995. conforme as seguintes indicações: Um ano ou outro – [1996 ou 1997] Data provável – [2001?] Data correta. seja ela de publicação. 3.quando a publicação indicar. 2. estas informações devem ser transcritas da seguinte forma: os bimestres. mas não indicada no documento – [1976] Uso de intervalos menores de 20 anos – [entre 1970 e 1985] Data aproximada – [ca. por isso. bim. 2002. as estações do ano tal como figuram na publicação. 3. estes devem aparecer de forma abreviada. após o ponto final. impressão ou apresentação (depósito) de um trabalho acadêmico. . Quando nenhuma dessas datas puder ser determinada. (publicação sem número de páginas) Paginação irregular. Aug. Autumm 1970. divisões por bimestres. trimestre e semestres abreviados. mar. (publicação com paginação irregular) . primavera 2000. semestres ou estações do ano. sempre deve ser indicada. 2001. no idioma original da publicação. as expressões: Não paginado. maio/dez.5 Regras quanto à data A data é um elemento essencial à referência e. 1995. registra-se uma data aproximada.

Número da edição (a partir da segunda edição. Maquiavel. ISBN. 65 .. a não ser em casos de nomes próprios). indicação de coeditores. são acrescentados elementos complementares para melhor identificálo. monografias). c) o elemento ‘tradução’ e a indicação de subtítulo da obra são opcionais. Metodologia científica. RODRIGUES. a política e o Estado moderno. menção à edição exclusiva para assinante. se houver).1 Monografias consideradas no todo5 Elementos essenciais – regra geral SOBRENOME do autor. São Paulo: Atlas. ano de publicação. dissertações. Local (nome da cidade): Editora. podendo variar conforme o tipo de documento. informações descritivas sobre o documento (por exemplo: a) em caso de jornal. dicionário. 1988. LAKATOS. ao final da referência.4 Modelos de elaboração de referências 3.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3. trabalhos acadêmicos (teses. ao final da referência). B. Turismo e espaço: rumo a um conhecimento interdisciplinar. abreviado(s) ou não). b) alguns dos elementos complementares considerados na NBR 6023:2002 da ABNT são: número de páginas do documento. b) indicação de apoio de entidade governamental à publicação referenciada. 5 Para fins de elaboração de referências. manuais. Tradutor: Luiz Mário Gazzaneo. Caso seja indicado. o subtítulo não é grafado em negrito ou itálico. Título da obra em negrito ou itálico (apenas a primeira letra em maiúscula.1.. Antônio. ed. São Paulo: Hucitec. tradutores. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 1997. a NBR 6023:2002 da ABNT. . 2000. quando necessário e de acordo com o documento a ser referenciado.4. MARCONI. define monografia como o documento constituído de uma só parte ou de um número pré-estabelecido de partes que se complementam. 3. A.. como livros. Prenome e outros Sobrenomes (se houver. Observações: a) os elementos essenciais são os de descrição obrigatória na elaboração da referência. Marina de A.4. enciclopédias. Assim. Livros GRAMSCI. Eva Maria.1 Monografias 3.

Rio de Janeiro. Título: subtítulo.] (o grau) – vinculação acadêmica. Bíblia BÍBLIA. local. Rio de Janeiro: Delta. abreviados ou não). Belo Horizonte. Bíblia Sagrada. Dicionário AULETE. Dissertações e Teses SOBRENOME do autor. 1989. Dissertação (Mestrado em Administração) . etc. Enciclopédia THE NEW Encyclopaedia Britannica: micropaedia. 1989. NBR 6023: informação e documentação: referências: elaboração. Qualidade de vida no trabalho. Dicionário contemporâneo da Língua Portuguesa. 30 v.. 2002. Chicago: Encyclopaedia Britannica. Ano de apresentação. Rio de Janeiro: Encyclopaedia Britannica. Instituição. Tradução de Padre Antônio Pereira de Figueiredo. 1986. 3. Prenome e outros Sobrenomes (se houver. M. trabalho de conclusão de curso. .Faculdade de Ciências Econômicas.. ano da defesa.66. V. Caldas. ed. Universidade Federal de Minas Gerais. Tipo de documento [tese. Número de folhas ou volumes. 5 v. 1980. RODRIGUES. Normas Técnicas ASSOCIAÇãO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Português. Edição Ecumênica. dissertação. 180 f. 1980.

Universidade Camilo Castelo Branco. Enciclopédia e dicionário digital 98. sem negrito ou itálico). 67 . Título da obra: subtítulo (se for o caso).4. acrescidas de descrições físicas do meio eletrônico. Documentos on-line6 Deve-se apresentar o endereço eletrônico entre os sinais < >. 51 f. Manual de redação e estilo. 1990. on-line. se houver). (ABNT. etc. Processamento de linguagens naturais através de funções recursivas de expressões regulares condicionais.: Nos casos em que o autor do capítulo ou do artigo é o mesmo da obra. Reimplante dentário. Acesso em: 19 maio 1998. Tese (Livre Docência) Escola Politécnica. o nome após a expressão In: é substituído por 6 traços sublineares. Para referenciá-las. São Paulo. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização) – Faculdade de Odontologia. volumes. A.3 Partes de monografia Inclui as referências de capítulos.L. São Paulo: Delta: Estadão. 1997. São Paulo. O ESTADO DE SãO PAULO. capítulo ou outra forma de individualizar a parte referenciada. MORGADO. A. Edição (a partir da segunda. Prenome do autor da obra como um todo. 1998. Prenome(s) e outro(s) Sobrenome(s) do(s) autor(es) da parte. . precedido da expressão Disponível em: e a data do acesso ao documento. artigos de coletâneas com autor e/ou título próprios. Documentos em CD-ROM KOOGAN. NBR 6023:2002). São Paulo.2 Monografias no todo em meio eletrônico São as monografias apresentadas em meio eletrônico como disquetes. Disponível em: <http://www1.C. 3. Obs. excetuando-se nome próprio. Universidade de São Paulo. 6 Não se recomenda referenciar material eletrônico de curta duração nas redes. 1990.com.estado. 5 CD-ROM.1.1. HOUASSIS.4. (Ed). seguidos de ponto. Local: Editora..br/redac/manual. precedida da expressão Acesso em:. G.html>.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ CAMPOS. 1990. ano. 105 f.L. 3.. M. seguem-se as normas dos documentos monográficos no todo. Título da parte (apenas a primeira letra maiúscula.. In: SOBRENOME. cd-rom. 1990. O padrão da referência é: SOBRENOME.

SOUZA. B. In: MOTTA. Disponível em: <http://www.). reportagens.14-16. G. (Org.68. 2000. ed. cap. 122-143.br/ livrosonline/leitura_32>. geralmente há a indicação de um ou mais autores como responsáveis pela obra (Coordenador.). 103-115. História das doutrinas políticas.2 Publicações periódicas Publicações periódicas abrangem os seguintes documentos: coleções completas. Coletâneas são publicações compostas por artigos ou textos de vários autores em uma única obra. 1988. 1987. In: ______. fascículo ou número de revistas.. Artigo de coletânea7 AMADO. In: ______.). São Paulo: Atlas.refletindo. Viagem astral aos domingos. Reflexões para o silêncio. 3. Editor. Coesão organizacional e ilusão coletiva.4. p. acrescentando-se as informações sobre o meio eletrônico utilizado. Os primeiros agregados humanos. In: TOLEDO.4. editoriais. as publicações periódicas também são referenciadas segundo as características específicas de cada tipo. etc. volume ou fascículo de periódicos (artigos científicos de revistas. A. Rio de Janeiro: FGV. Curitiba. Acesso em: 25 jul. Rio de Janeiro: Guanabara. MACEDO. Vida psíquica e organização. 1997. Eva Maria. Capítulo de livro LAKATOS. Gilles. Prestes.1. Fernando C. . Maria Ester de (Org.1990. Nas coletâneas. etc. 3. 7 Parte de uma obra MOSCA. 7.. número de jornal ou caderno de jornal completo. p. matérias jornalísticas. Da mesma forma que nas referências de monografias (completas ou partes). p.4 Parte de monografia em meio eletrônico Seguem-se as normas anteriores para referenciar partes de monografias. FREITAS.. bem como matérias apresentadas em um número.. BOUTHOUL. seções. Sociologia da administração. 5.). S. Organizador. G. Cultura e poder organizacional e novas formas de gestão empresarial.com.

numeração do fascículo. numeração do ano e/ou volume. números especiais e suplementos. Local: Editora. editoras ou livreiros. CIÊNCIA DA INFORMAÇãO.2. sem título próprio. Local de publicação (cidade): Editora. datas de início e encerramento da publicação. Brasília: Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia.. 3. n. . quando houver. fascículo.1 Publicação periódica como um todo Usa-se referenciar toda a coleção de um título de periódico em listas de referências e catálogos de obras preparados por bibliotecas. 1998.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3. 15 jan.2 Partes de publicações periódicas Abrange volume.. 1972- Obs. Campinas: PUCCAMP 1989-1997. TRANSINFORMAÇãO.2. acrescido de hífen e sem ponto final. São Paulo: Abril.1.4.4. 69 . informações de períodos.31. O padrão de referência é: TITULO DO PERIÓDICO. apresenta-se o ano de início. datas de publicação. A referência padrão é: TÍTULO DA PUBLICAÇãO. VEJA. . v.: quando a publicação está em vigor.

GUIA Exame 2002: as 100 melhores empresas para você trabalhar. 3.6. abr. Elisabeth J. volumes. editoriais.2. podem ser acrescentadas informações complementares que melhor identifiquem o documento. VIEIRA. 1 CD-ROM. resenhas. 1997.70. Itajaí.2.4. Clarice. n. Joel. p.ibict. reportagens e outros.3.2. comunicações. MALOFF.br/cionline/>. M. Prenome do Autor. Título da parte. NUNES. SOBRENOME. Ciência da Informação. artigo ou matéria. Rio de Janeiro. Acesso em: 18 maio 1998. números especiais e suplementos (com título próprio). LEAL. 3. conforme os tópicos anteriores. Local. A internet e o valor da “internetização”.8. Título da Publicação. Edição especial. Exame. v. 1997. Marcelo. v.. 26. dentre outros..99-109. p. São Paulo. . 2001. n. set. n. Turismo: visão e ação. p. n. além dos artigos. data ou intervalo de Obs./set. Neo Interativa. página inicial-final (quando se tratar de artigo ou matéria). História da educação brasileira: novas abordagens de velhos objetos. set. Disponível em: <http://www. Reforma do Estado e segurança pública. em meio eletrônico As referências seguem as normas indicadas para artigos e/ou matérias de publicações periódicas. 2002.4. n. inverno 1994. numeração correspondente ao volume e/ou ano.: se necessário. acrescentando-se a descrição física do meio eletrônico. Teoria & Educação. fascículo ou número (conforme o caso). Cássio Leite.4 Artigo e/ou matéria de revista. v. boletim. Rio de Janeiro.151-182. C. LOPES.2. A queda do cometa. entrevistas.3 Artigo e/ou matéria de publicações periódicas Inclui fascículos. 4.15-21. 3. Porto Alegre. Brasília. Política e Administração. 1992. Pesquisa e produção escrita. GURGEL.

a página da matéria ou do artigo precede a data. Local de publicação. Paulo Online. Viviane. Florianópolis. Seção. 3. A fome dói. 2002. 2002.. resenhas e outros. São Paulo. razão e fé. 2002. 25 abr. Folha de S. L. Obs.: quando não houver caderno. data de publicação. p.2. Prenome do Autor (se houver).4. Rio de Janeiro.uol. Diário Catarinense. seção ou parte.5 Artigo e/ou matéria de jornal Inclui editoriais.6 Artigo e/ou matéria de jornal em meio eletrônico A referência segue a norma indicada no item anterior. 3 nov. . acrescentando-se as informações sobre a descrição física do meio eletrônico.com. um brasileiro.br/fsp/opiniao/inde03112002. Acesso em: 3 nov. Página Quatro.htm>. diz José. 3 nov. A referência padrão é: SOBRENOME. página da matéria.. LEAL.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3. Disponível em: <http://www.4. Título do Jornal. Folha Opinião.4. comunicações. reportagens. p. MP fiscaliza com autonomia total. entrevistas. BEVILACQUA.2. N. caderno ou parte do jornal. 3. HISTÓRIA. 1999. Jornal do Brasil. 71 . Título da matéria.

CONGRESSO DE INICIAÇãO CIENTÍFICA DA UFPe..4. resultados.br/anais/anais. 2. 1996.. data da publicação.. Recife. Florianópolis..1 Eventos como um todo Constitui um tipo de publicação com o conjunto de documentos/trabalhos apresentados ou reunidos em um evento.htm>. proceedings. WORKING CONFERENCE ON INFRASTRUCTURES FOR VIRTUAL ORGANIZATIONS: managing 3. local (cidade) de realização. Título. do documento (anais. ano.. Proceedings… Boston: Kluwer Academic Publishers. como atas.3 Publicações em eventos 3.. Disponível em: <http://www. 1997.. Recife. atas. Recife: UFPe.72. anais.2 Eventos como um todo em meio eletrônico A referência segue a norma anterior para publicação de documento de evento como um todo. proceedings. 1996. Anais eletrônicos. Recife: UFPe.3. .ufpe. Anais. WORKING CONFERENCE ON INFRASTRUCTURES FOR VIRTUAL ORGANIZATIONS: managing cooperation in virtual organizations and electronic business towards smart organizations. etc.. numeração (se houver).. O padrão de referência para esses tipos de documentos é: NOME DO EVENTO.propesq. 3. 4. 1996.4. Acesso em: 21 jan. 4. 2000. 1996. CONGRESSO DE INICIAÇãO CIENTÍFICA DA UFPe..) Local de publicação: editora. dentre outros.. acrescentando-se as informações sobre o meio eletrônico utilizado.4.3. 2000.

comunicações. M.. etc. dentre outros trabalhos apresentados em eventos técnico-científicos. V. 1997. R. Título do trabalho apresentado.4. OLIVEIRA... página inicial-página final do trabalho referenciado. In: SEMINÁRIO DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS. Anais eletrônicos. Uma investigação na qualidade de vida no trabalho. abreviados ou não). 1998.. 1989. numeração do evento (se houver). M. Fortaleza. 1998.3.. 1996.... Disponível em: <http://www. Prenome e outros Sobrenomes do Autor (se houver. 4. Recife: UFPe..3 Trabalho apresentado em evento São os artigos. In: CONGRESSO DE INICIAÇãO CIENTÍFICA DA UFPe. Fortaleza: Tec Treina. 73 . In: ENCONTRO ANUAL DA ANPAD. Anais. 1996. N. A referência deve apresentar os seguintes elementos e forma: SOBRENOME DO AUTOR. Os limites pedagógicos do paradigma da qualidade total em educação. Anais… Belo Horizonte: ANPAD. RODRIGUES. 10.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3. A educação à distância e a biblioteca universitária. 455468..htm>. SILVA. acrescida das informações do meio eletrônico utilizado.) Local de publicação: Editora. Resumos. Proceedings.. 3. Título. p. GUNCHO. R. R. 1989.. (Anais.3. projetos.propesq..ufpe..4 Trabalho apresentado em evento em meio eletrônico Segue a norma de referência indicada no item anterior. 1 CD-ROM. In: NOME DO EVENTO. ano. Recife. local de realização do evento. data de publicação.4. Belo Horizonte. . Acesso em: 21 jan.br/anais/anais/ educ/ce04. 13.

Aprova a consolidação das leis do trabalho. p. BRASIL. numeração (volume. A referência é elaborada com base na norma padrão.1966. ordem de serviço. Lex: legislação federal e marginália. SãO PAULO (Estado). Constituição (1988). 62.: quando a referência for de Constituições e suas emendas. Súmulas.4 documentos jurídicos 3. BRASIL. 3. podendo ser acrescentados elementos complementares. São Paulo. entre o nome da jurisdição e o título acrescenta-se a palavra Constituição. São Paulo: Saraiva. 46. 3. 3.4. emendas constitucionais. 1998. Lex). Título do documento. seguida do ano de promulgação. de 1 de maio de 1943. caso sejam necessários.452. 1995.4. caso tratar-se de normas). 7.74. normas de instituições públicas e privadas (resoluções. de 20 de janeiro de 1998./dez. p.59. número e páginas. Especificação do documento (ex. comunicado. v. conforme o caso). v..4. dentre outros). Suplemento. out.16.. circular. São Paulo: Associação dos Advogados do Brasil. data. de 9 de novembro de 1995. 1994. São Paulo. medidas provisórias. Supremo Tribunal Federal. Emenda constitucional nº 9. entre parênteses. portarias.2 Jurisprudência BRASIL. Local (cidade). p. 1943. São Paulo. resoluções do Senado Federal). Obs. textos legais (leis ordinárias.1 legislação Estão incluídos nesse tipo de documento: a Constituição. BRASIL.4. Código civil. Lex: coletânea de legislação: edição federal. Lex: coletânea de legislação e jurisprudência. Decreto-lei nº5. Decreto nº 42. In: ______. Código civil. JURISDIÇãO (ou cabeçalho da entidade. n. 1995. Súmula nº 14. decretos. ed.4.: Diário Oficial. . instrução normativa.217-220. v.822.

br/jurisnet/sumusSTF. n. n.html>. 3.]: DATAPREV. 1989. acrescentando-se as informações sobre o meio eletrônico utilizado. 26 jun. v. Raimundo Gomes de. v..4. datas do período de registro.l. Supremo Tribunal Federal.1998. inscrição em concurso para cargo público. 1999. Brasília. papers. da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. SP). São Paulo. BR n. Acesso em: 29 nov. Superior Tribunal de Justiça. BRASIL. 236-240. Pesquisa e Desenvolvimento de Instrumentação Agropecuária (São Carlos. BARROS. 3. 6 de dezembro de 1994.4 documento jurídico em meio eletrônico Para este tipo de documento.com. 3.. Súmula nº 14. Lex: jurisprudência do STJ e Tribunais Regionais Federais.3 doutrina Refere-se a qualquer discussão técnica sobre questões legais publicadas na forma de monografias.4.636-1. [S. Título. In: Sislex: Sistema de Legislação. . p. artigos de periódicos. Número da patente. 1995. Ministério Público: sua legitimação frente ao Código do Consumidor. Unidade de Apoio. p. 75 . Medidor digital multissensor de temperatura para solos. EMBRAPA.4. 10. BRASIL.5 Patente ENTIDADE RESPONSÁVEL e/ou autor. em razão de idade. 1 CD-ROM. restringir. Regulamento dos benefícios da previdência social. Hábeas-corpus nº 181.truenetm. 103. Paulo Estevão Cruvinel. o padrão de referência segue a norma indicada para documentos jurídicos (itens anteriores). 139. Disponível em: <http:// www.1998.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ BRASIL. São Paulo. Não é admissível. 19. por ato administrativo. Revista Trimestral de Jurisprudência dos Estados. 30 maio 1995. PI 8903105-9. ago.4. Jurisprudência e Pareceres da Previdência e Assistência Social. 53-72.4. DF. mar. etc. A doutrina é referenciada conforme o tipo de publicação.

jpg>.4.ufl. GOES (denominação do satélite). 17:45Z.6. ESTADOS UNIDOS. 08 (número do satélite na série). Escalas variam. p..4. São Paulo. 3 ½ pol. 1 imagem de satélite. 1999071318. 1981.000. [2000?]. ATLAS Mirador Internacional. National Oceanic and Atmospheric Administration. Escala. Disponível em: <http://www. Local: Editora. data de publicação. 1931-2000 Brazil’s confirmed unprovoked shark attacks. . GIF. 1994. SP). 8 ABNT. INSTITUTO GEOGRÁFICO E CARTOGRÁFICO (São Paulo. porém com as devidas informações referentes ao meio eletrônico em que é apresentado. 1999 (data da captação). 17:45Z (horário zulu). FLORIDA MUSEUM OF NATURAL HISTORY. Acesso em: 15 jan. 3. globo e fotografia aérea. 557 Kb. 1 atlas.: Nota sobre a referência/arquivo digital8 : 1999071318. 1 mapa.edu/fish/Sharks/statistics/Gattack/map/Brazil. 2002. 1999. Escala 1:40. IR04 (banda). GOES-08: SE. Escala 1:2.76. Especificação do documento. 13 jul. 557 Kb (tamanho do arquivo)..GIF (título do arquivo). Título. Rio de Janeiro: Enciclopédia Britânica do Brasil. Regiões de governo do Estado de São Paulo.flmnh.000. Obs. mapa. O padrão de referência é: AUTOR. 13 jul.1 documento cartográfico em meio eletrônico O documento cartográfico segue os padrões indicados anteriormente. Gainesville. UNIVALI (instituição geradora). Itajaí: UNIVALI. color. 1999. Itajaí (local). 3. IR04.11. 1 atlas. SE (localização geográfica).6 documento cartográfico Abrange: atlas. 1 disquete.000. NBR 6023:2002.

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3.4.7 documento iconográfico Refere-se a gravuras, fotografias, pinturas, transparências, cartazes, desenho técnico, diafilme, diapositivo, dentre outros. O padrão para referenciar esses tipos de documentos é:
AUTOR. Título. Data. Especificação do documento.

Quando não existir título para o documento, deve-se atribuir uma denominação ou indicar [Sem título] entre colchetes. Também podem ser acrescentados elementos complementares do documento à referência, caso seja necessário.

BRITTO, Romero. [Sem título]. 1999. 1 gravura, color., 25 cm x 25 cm. NOVAS descobertas para o terceiro milênio. São Paulo: UMIBO, 1982. 19 transparências, color., 25 cm x 20 cm. KOBAYASHI, K. Doença dos xavantes. 1980. 1 fotografia.

3.4.7.1 documento iconográfico em meio eletrônico

GEDDES, Anne. Geddes 135.jpg. 2000. Altura: 432 pixels. Largura: 376 pixels. 51 Kb. Formato JPEG. 1 disquete, 5 ¼ pol.

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78...

3.4.8 Imagem em movimento Envolvem as referências de filmes, DVD, videocassetes, dentre outros. Deve-se seguir o seguinte padrão:

TÍTULO. Diretor. Produtor (conforme as informações disponíveis). Local: Produtora, data e especificação do suporte em unidades físicas.

CENTRAL do Brasil. Direção: Walter Salles Júnior. Produção: Martire de Clermont-Tonnerre e Arthur Cohn. Rio de Janeiro: Riofilme, 1998. 1 bobina cinematográfica (106 min), son., color., 35 mm.

PORTADOR de necessidades especiais no trabalho: depoimentos. Produção do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, Departamento Nacional. Brasília: SENAI/DN, 2001. 1 video sonoro.

3.4.9 documento sonoro Compreende discos, CDs (compact disc), fitas cassete, etc. No caso de entrevistas gravadas que necessitam ser referenciadas, também deve ser seguido o seguinte padrão:
COMPOSITOR (ou intérprete, entrevistado, conforme o caso). Título. Local: Gravadora (ou equivalente), data. Especificação do documento.

VELOSO, Caetano. Circuladô vivo. São Paulo: Polygram, 1992. 1 CD.

SILVA, Luiz Inácio Lula da. Luiz Inácio Lula da Silva: depoimento [abr. 1991]. Entrevistadores: V. Tremel e M. Garcia. São Paulo: SENAI-SP 1991. 2 cassetes sonoros. ,

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3.4.10 documento tridimensional Abrange as esculturas, maquetes, objetos e suas representações (fósseis, esqueletos, objetos de museu, monumentos, animais empalhados, dentre outros). A referência desses documentos deve apresentar o seguinte padrão:

AUTOR (criador artístico do objeto, quando identificado). Título (caso não exista, atribuir denominação ou indicar [Sem título] entre colchetes). Data. Especificação do objeto.

DUCHAMP Marcel. Escultura para viajar. 1918. 1 escultura variável. ,

BULE de porcelana. [China: Companhia das Índias, 18-]. 1 bule.
9 As mensagens de correio eletrônico “devem 3.4.11 documento de acesso exclusivo em meio ser referenciadas quando eletrônico9 somente dispuser não se de nenhuma outra fonte para abordar o assunto em discussão. Mensagens Abrange os documentos do tipo base de dados, listas de discussão, arquivos em disco rígido, trocadas por e-mail têm programas de computador, mensagens eletrônicas, etc. O padrão para referência é: caráter informal, interpessoal e efêmero, e desaparecem AUTOR(es)se for o caso. Título (do serviço ou produto). Versão (se houver). Descrição física do rapidamente, não sendo meio eletrônico. recomendável seu uso como fonte científica ou técnica de pesquisa.” (ABNT, UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. Biblioteca Central. Normas.doc. Curitiba, 1998. 5 NBR 6023:2002, p. 13). disquetes.

MICROSOFT Project for Windows 95. Version 4.1. [S.l.]: Microsoft Corporation, 1995. 1 CD-ROM.

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E. (Primeiros Passos. Tim. 1984. sem destaque. 2.. 1999. MARINS. se houver. RUBIROSA. Memorial [mensagem pessoal].13 Séries e coleções Nesses tipos de publicações. Mensagem recebida por <simonegf@sj. No prelo. São Paulo: Publifolha. Massa calcificada da naso-faringe. São Paulo: Brasiliense. ao final da referência. 3. São José dos Campos: Johnson & Johnson. J. Modelos matemáticos: exercícios didáticos. Base de Dados Tropical. MARQUES. 2002. Bastos. apostilas. M. ÁCAROS no Estado de São Paulo. entre parênteses. Niterói. Responsável técnico Delosmar R. 57). 1978. O que é sociologia? 7. Tubarão. HINDLE.bdt. Disponível em: <http://www. Como fazer apresentações. LEAL.12 bula de remédio RESPRIN: comprimidos. C.ed. M. n.80. Carlos B. podem ser acrescentados.fat. 1991. Os princípios da gestão moderna.br/acaro/sp/>. Acesso em: 30 maio 2002.4. 3.. São Paulo.23. os títulos das séries e/ou coleções e a respectiva numeração. 1985. documentos mimeografados e digitados. (Série Sucesso Profissional: seu guia de estratégia pessoal). 1990. Apostila. . J. Digitado. 1997. Estas informações devem ser apresentadas ao final da referência. Italvino. Bula de remédio. In: FUNDAÇãO TROPICAL DE PESQUISAS E TECNOLOGIA “ANDRÉ TOSELLO”.univali. Radiologia Brasileira.br> em 11 nov.4. MARTINS. textos não publicados.org.14 notas Como notas podem ser incluídos os seguintes documentos: publicações no prelo. 3.4.ed. L. SC.

A estrutura de trabalhos acadêmicos compreende elementos pré-textuais. esses elementos podem ser adaptados ou até mesmo desconsiderados.TGI.. 81 . b) nome do autor. b) título do trabalho. trabalhos de graduação interdisciplinares . Por outro lado. papers e relatórios.1 Elementos pré-textuais . para elaboração de teses.TCC. as seguintes informações: a) nome da instituição (opcional). dissertações e trabalhos de conclusão de curso é obrigatório seguir a orientação da norma. textuais e pós-textuais. se for o caso. . e) número de volumes (se houver mais de um. trabalhos de conclusão de cursos de graduação .Lombada (opcional): é a parte lateral da capa que reúne as folhas do trabalho. Suas orientações também se aplicam. Em caso de trabalhos relacionados às disciplinas de graduação. tais como fichamentos. 4.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 4 ESTRUTURA dE TRAbAlhOS ACAdêMICO-CIEnTÍFICOS A estrutura de trabalhos acadêmico-científicos é orientada pela NBR 14724:2011 da ABNT que define os princípios gerais para elaboração de teses. d) subtítulo. dissertações. f) local (cidade) da instituição onde deve ser apresentado. c) identificação de volume. onde constam: a) nome do autor. Deve conter. deve ser especificado o respectivo volume em cada capa). .Capa (obrigatório): é a cobertura externa do trabalho com as informações indispensáveis à sua identificação (Apêndice A). se houver. resenhas. g) ano da entrega (4 dígitos). c) título. sequencialmente.. trabalhos de conclusão de curso de aperfeiçoamento e/ ou especialização e outros. a trabalhos de graduação intra e extraclasse. uma vez que tais trabalhos têm estrutura própria. no que couber.

. deve constar em cada folha de rosto a especificação do respectivo volume. As informações são apresentadas em colunas como no exemplo abaixo: Folha Linha Onde se lê Leia-se .. g) local (cidade) da instituição. dissertação. .) e o seu objetivo (por exemplo: para aprovação em disciplina. trabalho de conclusão de curso. o objetivo. os seguintes elementos (Apêndice B): a) nome do autor do trabalho. devem ser apresentados. preciso.Agradecimentos (opcional): menção a pessoas e/ou instituições que contribuíram de forma relevante para o desenvolvimento do trabalho. etc. d) número do volume: se houver mais de um. com a identificação do conteúdo que permita a indexação). .Folha de rosto (obrigatório): no anverso (página da frente da folha)..). dissertações ou trabalhos de conclusão de curso de graduação ou especialização. objetivo e nome da instituição a que é submetido.: “Na folha de rosto e na folha de aprovação. f) nome. h) ano de entrega (4 dígitos).Errata (opcional): consiste em lista das folhas e linhas onde há erros. com as respectivas correções. apresenta-se a ficha catalográfica. c) texto contendo a natureza. d) área de concentração.82. p. f) nome do orientador e do co-orientador (se houver). a dedicatória deve ser localizada na parte inferior direita da folha. Obs. 10).A data de aprovação e as assinaturas são colocadas após a aprovação do trabalho. sua subordinação ao título principal é demonstrada pelos dois pontos que o precedem). b) título principal do trabalho (claro. conforme o Código de Catalogação Anglo-Americano vigente.Folha de aprovação (obrigatório): é apresentada logo após a folha de rosto e deve conter as seguintes informações. obtenção de determinado grau. (Apêndice C): a) nome do autor trabalho. o tipo do trabalho. como as teses. nome da instituição a que é submetido. em caso de trabalhos que devam ser depositados em biblioteca. área de concentração. o nome da instituição e a área de concentração devem ser alinhados do meio da mancha gráfica para a margem direita. Essa ficha deverá ser confeccionada por profissional bibliotecário. b) título do trabalho e subtítulo (se houver).” (NBR 14724: 2011. em sequência. No verso da folha de rosto. . . titulação e assinatura dos componentes da banca examinadora e instituições a que pertencem. e) nota contendo a natureza do trabalho (tese. c) subtítulo (se houver. etc. Aparecem em folha separada. e) data de aprovação. após a dedicatória e devem se limitar ao estritamente necessário.Dedicatória (opcional): o autor dedica sua obra ou presta homenagens a pessoa(s).

Resumos de trabalhos acadêmico-científicos. ditado ou parte de um texto que o autor deseja destacar.Resumo na língua vernácula (obrigatório): consiste na apresentação concisa do texto por meio de uma sequência de frases objetivas e seguidas de palavras-chave.” (NBR 6027:2003. seções (ou tópicos) e outras partes de uma publicação (ou trabalho). da Parte II deste documento). etc.Lista de símbolos (opcional): apresenta o conjunto de símbolos utilizados no texto. escrito por extenso. . que seguem os indicativos das seções. desenhos.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ . também denominadas seções primárias). pensamento. p. com o respectivo significado. se houver. fora de parênteses. Consiste na transcrição de uma frase. . . são alinhados . b) a subordinação dos itens do sumário é destacada usando-se os mesmos tipos de fonte utilizados no texto. . Indica a página inicial em que se localiza a parte correspondente (Apêndice D). (Atenção! Em artigos científicos o resumo em língua estrangeira faz parte dos elementos pós-textuais . Também é recomendada a elaboração de lista própria para cada um dos tipos (abreviatura ou sigla).Lista de abreviaturas e siglas (opcional): é a relação alfabética de abreviaturas e siglas contidas no texto. com respectivos nomes e números de página. seguidas do seu significado (expressões ou palavras correspondentes).3 da Parte I deste documento). . A autoria da mensagem deve ser apresentada do lado direito. na ordem em que se apresentam no texto. grafado com o mesmo tipo de fonte utilizado para os capítulos (ou divisões principais do texto. 2). devem ser alinhados à esquerda. por considerar significativo e inspirador em relação ao seu trabalho. recomenda-se a elaboração de lista própria para cada tipo de ilustração. .. e)os títulos e subtítulos (se houver). gráficos.ordenadas segundo determinado critério.. . 83 .Lista de tabelas (opcional): identifica as tabelas. esquemas. que localiza e remete para as informações contidas no texto.ver seção 5. Se necessário. com respectivos nomes e números de página. que é uma lista “de palavras ou frases. mapas.Resumo em língua estrangeira (obrigatório): deve ser apresentado em folha separada do resumo anterior (ver o tópico 2 .Epígrafe (opcional): aparece após os agradecimentos. da Parte II deste documento. na ordem em que aparecem. Epígrafes também podem ser colocadas na abertura das divisões do texto (capítulos).) na ordem em que aparecem no texto. d) os indicativos das seções que compõem o sumário. na mesma ordem e grafia em que se sucedem no texto.Sumário (obrigatório): é a relação enumerada das divisões. c) os elementos pré-textuais não devem aparecer no sumário.Lista de ilustrações (opcional): identifica as ilustrações (quadros. fluxogramas. Sua elaboração é detalhada no tópico 2 (Resumos de trabalhos acadêmico-científicos). Na elaboração do sumário deve-se observar os seguintes aspectos: a) o sumário tem o título centralizado. organogramas.4. Atenção! O sumário não deve ser confundido com o índice. abaixo do texto.

apenas que esta é a sequência usual de qualquer texto acadêmico. metodologia. contextualiza-o. pela margem do título correspondente ao indicativo mais extenso. além de aspectos metodológicos. . Da mesma forma que na introdução. . em função da sua natureza e da área de conhecimento a que pertencem.: 32). f) para a paginação pode-se utilizar o número da primeira página (ex.. Isso não significa dizer que essas partes sejam necessariamente assim intituladas ou subdivididas.84. finalizando com uma conclusão. ou os números das páginas inicial e final. área de conhecimento ou metodologia adotada. na(s) página(s) que antecede(m) imediatamente o texto. Conforme o tipo de trabalho.: 32-49).Introdução Consiste na apresentação geral do trabalho. o sumário de toda a obra deve ser incluído em todos os volumes. Trata-se da parte inicial do texto em que o autor aponta os seus propósitos e as linhas gerais que orientaram seu pensamento. portanto. teorias e principais ideias sobre o tema focalizado. há distintos modos de organizar o texto. excetuados os elementos obrigatórios. fornece uma visão global do assunto tratado (contextualização).. Nela são descritos os conceitos. análise e interpretação dos resultados. os elementos essenciais que integram esta parte do trabalho são: fundamentação teórica (revisão bibliográfica). O sumário é o último dos elementos pré- textuais. de um modo geral. constituem-se com base no tipo e nos objetivos do trabalho acadêmico-científico.2 Elementos textuais Os elementos textuais. os elementos que integram o desenvolvimento do trabalho poderão variar nas suas divisões e subdivisões. apresentação. separados por hífen (ex. de modo que a consulta a qualquer dos volumes permita o conhecimento do conteúdo todo. 4. No entanto. destaca sua importância e seus limites quanto à extensão e à profundidade. assim como os prétextuais. ou seja. apresenta o problema ou tema central do estudo ou da pesquisa.Desenvolvimento É a parte mais extensa e consistente do trabalho. está localizado. com uma definição clara. o texto acadêmico-científico se inicia com uma introdução. concisa e objetiva do tema e a delimitação precisa das fronteiras do estudo em relação ao campo selecionado e ao problema a ser estudado. Se o trabalho compreender mais de um volume. . à qual se segue o desenvolvimento. Em caso de relatórios de pesquisa científica. resultados e interpretação do estudo quando se tratar de um relatório de pesquisa.

UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ .Apêndice(s) (opcional): texto ou documento elaborado pelo autor. .Índice (opcional): listagem detalhada de palavras ou expressões ordenadas a partir de critérios específicos (nomes de pessoas. consiste na revisão sintética dos resultados e da discussão do estudo realizado.Referências (obrigatório): constitui o conjunto padronizado de elementos descritivos. dentre outros). extraídos de um documento. com a indicação de sua localização no texto. seguidas de travessão e respectivo título (Ex. . A conclusão deve apresentar deduções lógicas correspondentes aos propósitos previamente estabelecidos do trabalho. utilizados no trabalho. além de sugestões para outros trabalhos.Anexo(s) (opcional): texto ou documento não elaborado pelo autor do trabalho.. apontando-se o alcance e o significado de suas contribuições. -Glossário (opcional): lista em ordem alfabética de expressões ou termos técnicos específicos de uma determinada área. encontram-se no tópico 3 – Elaboração de Referências de Trabalhos AcadêmicoCientíficos. . segundo a NBR 6023:2002 da ABNT. . complementar ao seu trabalho. 4.3 Elementos pós-textuais . 85 .: ANEXO B – Estrutura organizacional da Empresa Alfa). Os anexos são identificados por letras maiúsculas consecutivas. Tem como objetivo destacar as principais questões tratadas no trabalho acerca do estudo desenvolvido. Os apêndices são identificados por letras maiúsculas consecutivas. seguidas de travessão e respectivo título (Ex. assuntos. comprova ou ilustra o seu conteúdo.. que complementa.: APÊNDICE A – Roteiro de entrevista). Pode também indicar questões dignas de novos estudos.Conclusão Como parte final do texto. As orientações para sua elaboração. possibilitando sua identificação individual. seguidos de suas respectivas definições. da Parte II deste documento. Nos trabalhos acadêmico-científicos a listagem de referências deve identificar as fontes/documentos mencionados (referidos) no texto. nomes geográficos.

.86. ..

5. precedidos pelo respectivo indicativo numérico em algarismo arábico. nome da instituição a que é submetido e área de concentração) que devem ser digitadas em espaço simples. de modo a destacar o número que lhes corresponde. Os títulos das seções devem começar em página ímpar (anverso). Os elementos pré-textuais são digitados no anverso da folha (frente).7 cm). abaixo da primeira letra da primeira palavra. a partir da segunda linha. a segunda linha é alinhada abaixo da primeira letra da primeira palavra do título. com exceção da ficha catalográfica.. com formato A-4 (21 cm x 29. legendas de ilustrações e de tabelas. sem espaço entre elas.5 entre linhas. Para digitação recomenda-se a utilização de fonte tamanho 12 para todo o texto. São alinhadas. dados internacionais de catalogação-na-publicação. Quando o título ocupar mais de uma linha. notas de rodapé. para o verso das páginas. Recomenda-se que os elementos textuais e pós-textuais sejam digitados no anverso e verso das folhas. inclusive capa. no caso de dissertações e teses. algumas normas gerais devem ser seguidas. legendas e fontes de ilustrações e tabelas. As referências apresentadas ao final do trabalho devem ser separadas entre si por um espaço simples. 87 . Também os títulos das subseções são separados do texto que os precede e que os sucede por um espaço entre as linhas de 1. as margens direita e superior são de 3 cm e esquerda e inferior de 2 cm. notas de rodapé. 5. separadas do texto por um espaço simples e por filete de 5 cm. a nota de identificação do trabalho e de seu objetivo. na parte superior da folha. objetivo. paginação. Na folha de rosto e na folha de aprovação. ficha catalográfica e nota de identificação do trabalho apresentada na folha de rosto (indicando a natureza do trabalho. a partir da margem esquerda.2 Margens e espacejamento Para o anverso das páginas.. como prescreve a NBR 14724:2011 da ABNT. As notas de rodapé são digitadas dentro das margens. digitados na cor preta (podendo-se usar outras cores nas ilustrações).5. e de tamanho menor e uniforme para citações longas (mais de três linhas). São separados do texto que os sucede por um espaço entre as linhas de 1. as margens esquerda e superior são de 3 cm e direita e inferior de 2 cm.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 5 APRESEnTAçãO gRÁFICA dE TRAbAlhOS ACAdêMICOCIEnTÍFICOS O projeto gráfico de um trabalho acadêmico é de responsabilidade do seu autor.1 Formato Os trabalhos acadêmico-científicos devem ser apresentados em papel branco ou reciclado. que é impressa no verso da folha de rosto. com exceção das citações longas (com mais de três linhas). referências. O texto deve ser digitado com espaço 1. Entretanto. o nome da instituição e a área de .5.

. Empregam-se algarismos arábicos para numerar as seções de um texto. Repete-se o mesmo processo em relação às demais seções.1 2. concentração devem ser alinhados do meio da mancha gráfica para a margem direita (Apêndices B e C).2 2.1. 3 Seção secundária Seção terciária Seção quaternária 1.1 2.1. sendo dele separado por um espaço.2 1.1 3. terciária.1 2.1. A numeração (algarismos arábicos) aparece a partir da primeira folha da parte textual: em trabalhos digitados apenas no anverso. quaternária. em trabalhos digitados no anverso e no verso. Esse indicativo numérico.4 Títulos e indicativos numéricos São denominadas seções as partes em que é dividido o texto de um documento. a partir da folha de rosto.3 3. 5.1 1. a numeração das páginas é sequencial do primeiro ao último volume.1. Exemplo: Seção primária 1 2 precede o título da seção. 5.1.1. A principal divisão do texto de um documento é denominada seção primária.1 2. é colocada no anverso da folha. a 2 cm da borda superior. embora não sejam numeradas.2. etc.1. no canto superior direito e.3 Paginação As folhas preliminares (pré-texto) do trabalho são contadas sequencialmente.” (NBR 6024:2003). seguido do número que lhe for atribuído na sequência do assunto e separado por ponto. contendo a exposição ordenada do assunto.1 2.2 2.1.. “O indicativo de uma seção secundária é constituído pelo indicativo da seção primária a que pertence.88. Havendo apêndice(s) e anexo(s). suas folhas são numeradas de maneira contínua e sua paginação deve dar seguimento à do texto principal. é colocada no canto superior direito da folha.1. no verso. no canto superior esquerdo.1. pode se dividir em seção secundária.1 . No caso de haver mais de um volume.2. alinhado à margem esquerda. por sua vez. a qual.

na seção 3 relatou-se. As alíneas..1. porém.. sumário. precedida da palavra . preferem adotar o parágrafo tradicional e formal nos textos técnicos (com recuo de 1. mapas. Dispõem-se as alíneas na sequência de um texto (que termina em dois pontos) do seguinte modo: a) ordenam-se as alíneas alfabeticamente. no interior de uma seção. c) o texto de cada alínea inicia com letra minúscula e termina com ponto e vírgula. estas devem começar com um hífen. apêndice(s).5 Parágrafo Modernamente a forma de parágrafo recuado está sendo abolida. listas de ilustrações. anexo(s) e índice(s) não recebem indicativos numéricos e devem ser centralizados (NBR 14724:2011).. fluxogramas. terminam em ponto-e-vírgula. d) a segunda e demais linhas do texto da alínea começam abaixo da primeira letra da primeira linha.. usam-se alíneas. exceto a última que termina em ponto. Os títulos das seções são destacados gradativamente. referências. 5.. ver 1. 89 . A citação de indicativos de seções no texto é feita conforme os exemplos seguintes: .. que obrigatoriamente corresponde ao título da seção. . sem que haja necessidade de intitulálos.1 Os títulos de errata. qualquer que seja a forma adotada. esquemas. b) as letras indicativas das alíneas são reentradas em relação à margem esquerda. a dedicatória e a(s) epígrafe(s). porém devem estar diretamente relacionadas com o conteúdo da informação.. usando-se de forma racional os seguintes recursos: negrito... A identificação de ilustrações deve aparecer na parte superior.. grifo e redondo. com exceção da última. colocado sob a primeira letra do texto da alínea e dele separadas por um espaço. dentre outros. Muitos autores.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Ponto. se inicia em outra linha. deve ser mantida em todo o trabalho. em 2.6 Ilustrações As ilustrações abrangem: desenhos. dele separado por um espaço. . nesse caso. A folha de aprovação. agradecimentos.. O texto. as demais linhas da subalínea iniciam igualmente abaixo da primeira letra. Têm por objetivo possibilitar a transmissão de dados e informações de modo mais atraente. quadros. organogramas. adotando-se. 5. caixa alta ou versal. hífen ou travessão não são usados após o indicativo da seção ou de seu título. o espaçamento duplo entre os parágrafos. resumos. de abreviaturas e siglas e de símbolos.27 cm). glossário. pois do contrário não contribuirão para a análise.... gráficos. No entanto.2. fotos. Quando for necessário dividir a alínea em subalíneas. O título das seções é colocado após seu indicativo numérico. Havendo necessidade de enumerar diversos assuntos ou itens. são elementos sem título e sem indicativo numérico.

O cabeçalho da tabela indica o conteúdo das colunas com palavras ou notações claras e concisas.se tiver poucas colunas. b) ter moldura para estruturar os dados numéricos e termos necessários a sua compreensão. A indicação da(s) fonte(s) das informações contidas em uma tabela e notas eventuais aparecem em seu rodapé. preferencialmente. A tabela não deve ter traços verticais delimitadores à direita e à esquerda. precedida da palavra Tabela e de seu número de ordem em algarismos arábicos. se for o caso. no mínimo. Figura 3. após o fio de fechamento.cada página deve ter uma das seguintes indicações: continua para a primeira. . a tabela deve ser apresentada em duas ou mais partes (IBGE. . o rodapé. são indicadas: fonte consultada (mesmo que seja produção do próprio autor). A moldura compreende. pode ser apresentada em duas partes. designativa..IBGE (1993). 28): . o espaço do cabeçalho e o terceiro. na mesma página. preferencialmente sem abreviações. conclusão para a última e continuação para as demais. lado a lado. por extenso. com um traço vertical duplo separando as partes e repetindo-se o cabeçalho. quanto à sua localização e apresentação gráfica. O título indica a natureza e as abrangências geográfica e temporal dos dados numéricos. Quanto à disposição das informações. seguida de seu número de ordem de ocorrência no texto em algarismos arábicos (Exemplo: Gráfico 1. As tabelas têm numeração independente e consecutiva e a sua identificação (título) é colocada na parte superior (topo). A tabela. Quando não couber em uma folha. Na parte inferior da ilustração. também é preciso seguir alguns critérios: .se ultrapassar o tamanho da página em número de colunas e tiver poucas linhas. . deve: a) estar inserida o mais próximo possível do trecho do texto a que se refere. 1993. uma abaixo da outra. p.o traço horizontal da moldura que separa o rodapé deve ser apresentado somente na página que contenha a última linha da tabela. sintetizadas a seguir.. pode ser apresentada em duas ou mais partes. Quadro 5). As tabelas apresentam informações tratadas estatisticamente e seguem as orientações da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística . o segundo.cada página deve ter o contéudo do topo e o cabeçalho da tabela ou o cabeçalho da parte. c) ocupar. uma única página. tais indicações devem ser feitas sem abreviações. de forma clara e concisa. três traços horizontais paralelos: o primeiro separa o topo. . outras informações necessárias a sua compreensão. repetindo-se o cabeçalho das colunas indicadoras e os indicadores de linha.90.cada página deve ter colunas indicadoras e seus respectivos cabeçalhos. . travessão e do respectivo título.7 Tabelas As tabelas servem para descrever dados e informações relevantes para o estudo ou ilustrar o conteúdo em desenvolvimento. . legenda.o conteúdo do rodapé deve ser apresentado na página de conclusão. notas e. 5.

Exemplo: x 2 + y2 = z 2 (x2 + y2)/5 = n (1) (2) . devem ser interrompidas antes do sinal de igualdade ou depois dos sinais de adição. conforme o caso. 5. c) em caso da fonte tratar-se de pessoa física. para tanto existem símbolos estabelecidos por convenção fontes. responsável pelos dados levantados e apresentados. As tabelas de uma publicação devem apresentar uniformidade gráfica nos corpos e tipos de letras e números. ‘observação direta’. caso seja necessário. entrevistas ou observação). quando as tabelas são elaboradas com base em fontes que constituem documentos do próprio autor do trabalho (apresentação dos dados. alinhados à direita. quando os dados se originarem de diversas Devem aparecer destacadas no texto para facilitar a leitura e. a palavra ‘fonte’ deve ser colocada após o traço inferior da tabela. utiliza-se como fonte o autor. ‘questionários aplicados’. por exemplo). subtração. índices e outros)” (NBR 14724:2011. a partir de pesquisa de campo (com o uso de questionários.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ a) não se deve deixar “casas” vazias em uma tabela. 11)..8 Equações e fórmula internacional: b) a fonte da tabela indica a origem ou a instituição responsável pelo fornecimento ou elaboração dos dados e informações nela contidos. 91 . numeradas com algarismos arábicos entre parênteses. multiplicação e divisão. no uso de maiúsculas e nos sinais gráficos utilizados. “Na sequência normal do texto é permitido o uso de uma entrelinha maior que comporte seus elementos (expoentes. alinhandose à margem esquerda da primeira coluna. ‘formulários preenchidos’. ‘entrevistas realizadas’. os nomes ou siglas são separados por vírgula.. podem ser utilizadas como fonte as seguintes expressões: ‘pesquisa de campo’. p. Quando as equações ou fórmulas ultrapassarem uma linha por falta de espaço.

2003. P Educar pela pesquisa. Belo Horizonte: Ed. FEITOSA. improviso e método na pesquisa social. 2001. São Paulo: Atlas. A aventura sociológica: objetividade.M. BEAUD. NBR 6022: informação e documentação: artigo em publicação periódica científica impressa: apresentação. 2000. NBR 6028: informação e documentação: resumo: apresentação. engenheiros e estudantes. FLÔRES. Rio de Janeiro. da UFMG. NBR 6024: informação e documentação: numeração progressiva das seções de um documento escrito: apresentação. 1997. CASTRO. OLÍMPIO. e aum.C. GEWANDSZNAJDER. U. 2002. da escolha do assunto à .L. Campinas: Papirus. 1997. C. L. Monografia no curso de Direito: trabalho de conclusão de curso: metodologia e técnicas de pesquisa.L. NBR 14724: informação e documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. A. de O. O trabalho da citação. NBR 6027: informação e documentação: sumário: apresentação. COMPAGNON. Autores Associados. Manual para normalização de publicações técnico-científicas.M. paixão. 3. Rio de Janeiro. 2002. 2003. Ed. L. Arte da tese: como preparar e redigir uma tese de mestrado. Florianópolis. HENRIQUES. GIL. NBR 10520: informação e documentação: citações em documentos: apresentação.ed. da UFSC. resumo. Metodologia do ensino superior.A. GOLDENBERG. 2011. F. J. São Paulo: T. São Paulo: Perspectiva. M. Rio de Janeiro. M. 2003. ASSOCIAÇãO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS.ed.). Rio de Janeiro. N.. BARRASS.ed. Rio de Janeiro: Record. Rio de Janeiro: Zahar. Rio de Janeiro. ______. Campinas: . DEMO. FRANÇA. descrição. REFERênCIAS ALVES-MAZZOTTI. CANCELIER. A. dissertação. A. ______. R. Rio de Janeiro. ______.. 1997. E. relatório. ______.. O método nas Ciências Naturais e Sociais: pesquisa quantitativa e qualitativa. 2003.. 1989. ______. narração. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil.ed. ECO. ______. Rio de Janeiro. Como se faz uma tese. 2. 5.. NBR 6023: informação e documentação: referências: elaboração. Belo Horizonte: Editora UFMG.1986.B. 1998. Redação de textos científicos. Redação: o texto técnico/científico e o texto literário. V.L.N.. 1996. A arte de pesquisar: como fazer pesquisa qualitativa em Ciências Sociais. Memórias de um orientador de tese. 2. J.C. São Paulo: Pioneira. 1996.92. (Org.ed. A.307-326. Rio de Janeiro. 1992. 1978. Queiroz. ______. NBR 10719: apresentação de relatórios técnico-científicos. Os cientistas precisam escrever: guia de redação para cientistas. MEDEIROS. 4. uma monografia ou qualquer outro trabalho universitário. 1988. p.J. rev. In: NUNES.

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..94..

.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ APêndICES . 95 ..

.96. título em maiúsculas e sub-título em minúsculas . Apêndice A Capa de trabalhos acadêmico-científicos Modelo 3 cm NOME DA INSTITUIÇãO NOME COMPLETO DO(A) AUTOR(A) [Extremidade do papel A4] [Identificação centrada em letras maiúsculas . excetuando-se a 1ª letra] ..fonte 12] Local Ano 2 cm [Letras minúsculas.fonte 12] 3 cm TÍTULO: subtítulo (se houver) 2 cm [No centro da folha.

.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Exemplo UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ JOãO AUGUSTO DA SILVA TURISMO ECOLÓGICO: opções para o desenvolvimento sustentável em Santa Catarina Balneário Camboriú 2003 .. 97 .

Apêndice b Folha de rosto de trabalhos acadêmico-científicos Modelo 3 cm NOME COMPLETO DO(A) AUTOR(A) [Identificação centrada em letras maiúsculas . Www Yyyyyy Local Ano 2 cm [Letras minúsculas. título em maiúsculas e subtítulo em minúsculas .. na Universidade do Vale de Itajaí.98. Centro de Ciências zzzz. excetuando-se a 1ª letra] .fonte 12] Monografia apresentada como requisito parcial para a obtenção do título de Xxxx. Orientador: Prof(a)..fonte 12] 3 cm TÍTULO: subtítulo (se houver) 2 cm [No centro da folha.

CTL. Pedro Alves Balneário Camboriú 2003 .UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Exemplo JOãO AUGUSTO DA SILVA TURISMO ECOLÓGICO: opções para o desenvolvimento sustentável em Santa Catarina Monografia apresentada como requisito parcial para a obtenção do título de Bacharel em Turismo e Hotelaria pela Universidade do Vale de Itajaí. Orientador: Prof. 99 . Centro de Ciências Sociais Aplicadas .. Dr..

. Orientador Profa.... Centro de .......fonte 12] [Título em maiúsculas..... ............. [Identificação centrada em letras maiúsculas .... Dra .. e aprovada pelo Curso de .... UNIVALI – Centro de ........ Apêndice C Folha de aprovação de trabalhos acadêmico-científicos Modelo 3 cm NOME COMPLETO DO(A) AUTOR(A) TÍTULO: subtítulo (se houver) Esta Monografia foi julgada adequada para a obtenção do título de ....... ........... MSc.................. [dia] de [mês] de [ano]........................ UNIVALI – Centro de ...... sub-título em minúsculas fonte 12] 3 cm Área de Concentração: 2 cm [Local]. Membro Prof.................. UNIVALI – Centro de......... Prof..................100..... Dr... Membro 2 cm . da Universidade do Vale do Itajaí....

CTL Membro Prof. Marília Mendonça Farias UNIVALI – CECIESA . Dr. Pedro Alves UNIVALI – CECIESA ..UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Exemplo JOãO AUGUSTO DA SILVA TURISMO ECOLÓGICO: opções para o desenvolvimento sustentável em Santa Catarina Esta Monografia foi julgada adequada para obtenção do título de Bacharel em Turismo e Hotelaria e aprovada pelo Curso de Turismo e Hotelaria da Universidade do Vale de Itajaí. 101 .Turismo e Lazer Área de Concentração: Turismo e Ambiente Balneário Camboriú. Msc. 14 de fevereiro de 2003. Dra..CTL Membro . Emílio Vieira UNIVALI – CECIESA . Centro de Ciências Sociais Aplicada . Prof.CTL Orientador Profa.

........................................................ 64 CONSIDERAÇÕES FINAIS .. 40 Fontes documentais ...................1 3............................................................3 5 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS ... 80 .................... 57 Resistência.....................................1 1....................................................... aceitação e cooperação ..........................................................2 As principais correntes teóricas da atualidade .......................................................................................................................... 18 2........................................................................................................ 46 RESULTADOS .......................... 49 Percepção do problema pelos sujeitos da pesquisa ...... 27 3 3................2 2 2....................................................................................... 39 Contexto e sujeitos da pesquisa .................................................................. 71 REFERÊNCIAS ........................................... 77 APÊNDICES ....................................................... 14 Concepções teóricas ...............................3 4 4... 13 O PROBLEMA DA PESQUISA ....................1 4............................................................................................1.....102..........................................................................................................................1.............. 43 Estratégias e instrumentos .................................................................................................................................................................................................... 50 Expectativas e aspirações ...............1 Breve história das principais concepções do passado ................................................................................................................................................................. 10 Justificativa ..................... 11 Objetivos da pesquisa ................................................................................................1 INTRODUÇãO ...........2 3.... 16 2.................................2 4................ Apêndice d Exemplo de Sumário SUMÁRIO 1 1...................................................

elaborado segundo as orientações da NBR 6028:2003.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Apêndice E Modelo de página de abertura (artigo científico) TÍTULO subtítulo (se houver) Nome completo do autor 1* Nome completo do autor 2** Resumo (na língua do texto) (O resumo. é digitado com espaçamento simples e alinhamento justificado..) Palavras-chave: (na língua do texto) * Currículo (e endereços postal e eletrônico) ** Currículo (e endereços postal e eletrônico) . 103 . contendo de 100 a 250 palavras..

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