PREÂMBULO

O Povo Paulista, invocando a proteção de Deus, e inspirado nos princípios constitucionais da República e no
ideal de a todos assegurar justiça e bem-estar, decreta e promulga, por seus representantes, a

CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE SÃO
PAULO

TÍTULO I
Dos Fundamentos do Estado
Artigo 1.º - O Estado de São Paulo, integrante da República Federativa do Brasil, exerce
as competência que não Ihe são vedadas pela Constituição Federal.
Artigo 2.º- A lei estabelecerá procedimentos judiciários abreviados e de custos reduzidos
para as ações cujo objeto principal seja a salvaguarda dos direitos e liberdades
fundamentais.
Artigo 3.º- O Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que declararem
insuficiência de recursos.
Artigo 4.º- Nos procedimentos administrativos, qualquer que seja o objeto, observar-seão, entre outros requisitos de validade, a igualdade entre os administrados e o devido
processo legal, especialmente quanto à exigência da publicidade, do contraditório, da
ampla defesa e do despacho ou decisão motivados.

TÍTULO II
Da Organização dos Poderes

CAPÍTULO I
Disposições Preliminares
Artigo 5.º- São Poderes do Estado, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o
Executivo e o Judiciário.
§ 1º- É vedado a qualquer dos Poderes delegar atribuições.
§ 2º- O cidadão, investido na função de um dos Poderes, não poder exercer a de
outro, salvo as exceções previstas nesta Constituição.
Artigo 6.º- O Município de São Paulo ‚ a Capital do Estado.
Artigo 7.º- São símbolos do Estado a bandeira, o brasão de armas e o hino.
Artigo 8.º- Além dos indicados no art. 26 da Constituição Federal, incluem-se entre os
bens do Estado os terrenos reservados às margens dos rios e lagos do seu domínio.

CAPÍTULO II
Do Poder Legislativo
SEÇÃO I
Da Organização do Poder Legislativo
Artigo 9.º- O Poder Legislativo é exercido pela Assembléia Legislativa, constituída de
Deputados, eleitos e investidos na forma da legislação federal, para uma legislatura de
quatro anos.
§ 1º- A Assembléia Legislativa reunir-se-á , em sessão legislativa anual,
independentemente de convocação, de 1º de fevereiro a 30 de junho e de 1º de
agosto a 15 de dezembro.
§ 2º- No primeiro ano da legislatura, a Assembléia Legislativa reunir-se-á , da mesma
forma, em sessões preparatórias, a partir de 1º de janeiro, para a posse de seus
membros e eleição da Mesa.
§ 3º- As reuniões marcadas para as datas fixadas no § 1º serão transferidas para o
primeiro dia útil subseqüente, quando recaírem em sábado, domingo ou feriado.
§ 4º- A sessão legislativa não será interrompida sem aprovação do projeto de lei de
diretrizes orçamentarias e do projeto de lei do orçamento.
§ 5º- A convocação extraordinária da Assembléia Legislativa far-se-á :

1- pelo Presidente, nos seguintes casos:
a) decretação de estado de sítio ou de estado de defesa que atinja todo ou
parte do território estadual;
b) intervenção no Estado ou em Município;
c) recebimento dos autos de prisão de Deputado, na
inafiançável.

hipótese de crime

2- pela maioria absoluta dos membros da Assembléia Legislativa ou pelo
Governador, em caso de urgência ou interesse público relevante.
§ 6º- Na sessão legislativa extraordinária, a Assembléia Legislativa deliberará
somente sobre matéria para a qual foi convocada.
Artigo 10 - A Assembléia Legislativa funcionará em sessões públicas, presente, pelo
menos, um quarto de seus membros.
§ 1º- Salvo disposição constitucional em contrário, as deliberações da Assembléia
Legislativa e de suas Comissões serão tomadas por maioria de votos, presente a
maioria absoluta de seus membros.
§ 2º- O voto será público, salvo nos seguintes casos:
1- no julgamento de Deputados ou do Governador;
2- na eleição dos membros da Mesa e de seus substitutos;
3- na aprovação prévia de Conselheiros do Tribunal de Contas indicados pelo
Governador;
4- na deliberação sobre a destituição do Procurador-Geral de Justiça;
5- na deliberação sobre a prisão de Deputado em flagrante de crime inafiançável e
na autorização, ou não, para a formação de culpa.
Artigo 11 - Os membros da Mesa e seus substitutos serão eleitos para um mandato de
dois anos.
§ 1º- A eleição far-se-á , em primeiro escrutínio, pela maioria absoluta da Assembléia
Legislativa.
§ 2º- É vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente
subseqüente.

para prestar informações sobre assuntos de área de sua competência. além de outros previstos no Regimento Interno.acompanhar a execução orçamentaria.tomar o depoimento de autoridade e solicitar o de cidadão. o Procurador Geral do Estado e o Defensor Público Geral. que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais. pelo não comparecimento sem justificação adequada. às penas da lei. 5 . empresas públicas. 4 . 9 . em razão da matéria de sua competência. a representação proporcional dos partidos políticos com assento na Assembléia Legislativa. emitir parecer.velar pela completa adequação dos atos do Poder Executivo que regulamentem dispositivos legais. 7 . no prazo de trinta dias. tanto quanto possível. para prestar informações a respeito de assuntos previamente fixados.As comissões parlamentares de inquérito. sendo suas conclusões. 2 . na forma do Regimento Interno.convocar dirigentes de autarquias. salvo se houver. relacionados com a respectiva área. 8 . Artigo 13 . encaminhadas aos órgãos competentes do Estado para que promovam a responsabilidade civil e criminal de quem de direito. requerimento de um décimo dos membros da Assembléia Legislativa.Artigo 12 . para decisão deste. pessoalmente. na forma e com as atribuições previstas no Regimento Interno. reclamações. § 1º. informações sobre assunto previamente determinado.convocar o Procurador-Geral de Justiça. serão criadas mediante requerimento de um terço dos membros da Assembléia Legislativa. 6 . cabe: 1.As comissões. quando for o caso. sujeitando-se. representações ou queixas de qualquer pessoa contra atos ou omissões das autoridades ou entidades públicas. 3 . sociedades de economia mista e fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público. para apuração de fato determinado e por prazo certo. regionais e setoriais de desenvolvimento e. no prazo de trinta dias. a competência do Plenário.receber petições. . importando crime de responsabilidade a ausência sem justificação adequada.fiscalizar e apreciar programas de obras.A Assembléia Legislativa terá Comissões permanentes e temporárias.realizar audiências públicas dentro ou fora da sede do Poder Legislativo.convocar Secretário de Estado para prestar. § 2º . sobre eles. previamente determinados. 10 .discutir e votar projetos de lei que dispensarem. planos estaduais.Na constituição da Mesa e das Comissões assegurar-se-á .

nem processados criminalmente sem prévia licença do Plenário. à Assembléia Legislativa. autarquia. às Forças Armadas.A incorporação de Deputados. § 5º . os membros da Assembléia Legislativa não poderão ser presos. nos casos de atos praticados fora do recinto dessa Casa. § 7º . para que.§ 3º . sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público. salvo em flagrante de crime inafiançável.No caso de flagrante de crime inafiançável. ou não. o Deputado terá livre acesso nas repartições públicas. § 1º . Artigo 15 . palavras e votos. § 2º . devendo ser atendido pelos respectivos responsáveis. embora militares e ainda que em tempo de guerra.desde a expedição do diploma: a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público. dependerá de prévia licença da Assembléia Legislativa.Os Deputados são invioláveis por suas opiniões.Os Deputados serão submetidos a julgamento perante o Tribunal de Justiça do Estado. quando não houver convocação extraordinária.Desde a expedição do diploma. os autos serão remetidos.Os Deputados não poderão: I .Os Deputados não serão obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato.O Regimento Interno disporá sobre a competência da Comissão representativa da Assembléia Legislativa que funcionará durante o recesso. pelo voto secreto da maioria absoluta. enquanto durar o mandato.No exercício de seu mandato. § 8º . resolva sobre a prisão e autorize.As imunidades dos Deputados subsistirão durante o estado de sítio. § 3º . dentro de vinte e quatro horas. SEÇÃO II Dos Deputados Artigo 14 . a formação da culpa. § 6º . podendo diligenciar pessoalmente junto aos órgão da administração direta e indireta. na forma da lei. . empresa pública. § 4º . nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles receberam informações. que sejam incompatíveis com a execução da medida.O indeferimento do pedido de licença ou a ausência de deliberação suspende a prescrição. só podendo ser suspensas mediante voto de dois terços dos membros da Assembléia Legislativa. salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes.

além dos casos definidos no Regimento Interno.que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado.que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior.Nos casos dos incisos I.que perder ou tiver suspensos os direitos políticos.desde a posse: a) ser proprietários.Perderá o mandato o Deputado: I . a perda do mandato será decidida pela Assembléia Legislativa. mediante provocação da Mesa ou de partido político representado no Legislativo. ou nela exercer função remunerada. assegurada ampla defesa.que deixar de comparecer. de ofício ou mediante provocação de qualquer dos membros da Assembléia Legislativa ou de partido político nela representado. § 2º .Não perderá o mandato o Deputado: I . de Prefeitura de Capital ou chefe de missão diplomática temporária. c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere a alínea "a" do inciso I. b) ocupar cargo ou função de que sejam demissíveis "ad nutum". Artigo 17 . estadual ou municipal. VI . § 3º . por voto secreto e maioria absoluta. incluindo os de que sejam demissíveis "ad nutum". salvo licença ou missão autorizada pela Assembléia Legislativa. Governador de Território. Secretário de Estado.investido na função de Ministro de Estado. nos casos previstos na Constituição Federal. II . II . . IV . o abuso das prerrogativas asseguradas ao Deputado ou a percepção de vantagens indevidas. V . Artigo 16 . em cada sessão legislativa. à terça-parte das sessões ordinárias. a perda será declarada pela Mesa. e VI deste artigo. nas entidades referidas na alínea "a" do inciso I. função ou emprego remunerado.quando o decretar a Justiça Eleitoral. assegurada ampla defesa. do Distrito Federal. nas entidades constantes da alínea anterior. d) ser titulares de mais de um cargo ou mandato eletivo federal. de Território.cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar. III . controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público.b) aceitar ou exercer cargo.Nos casos previstos nos incisos III a V. § 1º .É incompatível com o decoro parlamentar. II.

eleger a Mesa e constituir as Comissões. . taxas. a qualquer título. o afastamento não ultrapasse cento e vinte dias por sessão legislativa. instituição de impostos. ressalvadas as especificadas no art. nos casos de vaga. III .Os Deputados perceberão remuneração. de interesse particular. § 3º . farse-á eleição.Os Deputados farão declaração pública de bens. desde que. se faltarem mais de quinze meses para o término do mandato. à Assembléia Legislativa: I . V . optar pela Artigo 18 .licenciado pela Assembléia Legislativa por motivo de doença ou para tratar. II .Ocorrendo vaga e não havendo suplente.autorização para cessão única para concessão de uso de bens imóveis do Estado para particulares. outorgada a título precário. VII . diretrizes orçamentárias. IV . para atendimento de sua destinação específica. não se considerando como tal a simples destinação específica do bem. da Defensoria Pública e da Procuradoria Geral do Estado. sem remuneração. Artigo 20 . neste caso.Na hipótese do inciso I deste artigo.plano plurianual. IX . o de renda e os extraordinários inclusive.II . VIII .criação e extinção de cargos públicos e fixação de vencimentos e vantagens. contribuições de melhoria e contribuição social. judiciária. dispensado o consentimento nos casos de permissão e autorização de uso. com a sanção do Governador. VI . sujeita aos impostos gerais. fixada em cada legislatura para a subseqüente. do Ministério Público. exclusivamente. com a investidura nas funções previstas neste artigo ou licença superior a cento e vinte dias.criação e extinção de Secretarias de Estado. de doações com encargo. dispor sobre todas as matérias de competência do Estado.autorização para a alienação de bens imóveis do Estado ou a cessão de direitos reais a eles relativos.bens do domínio do Estado e proteção do patrimônio público.organização administrativa. orçamento anual. 20. pelo Estado. operações de crédito. Parágrafo único .sistema tributário estadual. § 2º . § 1º . e especialmente sobre: I .Compete. pelo Poder Executivo. SEÇÃO III Das Atribuições do Poder Legislativo Artigo 19 .Compete á Assembléia Legislativa. bem como o recebimento.O suplente será convocado. no ato da posse e no término do mandato.normas de direito financeiro. o Deputado poderá remuneração de seu mandato. dívida Pública e empréstimos externos.

suspender. XIV . XVIII . sujeitando-se às penas da lei. IX . . para prestar informações sobre assuntos previamente determinados. VII . importando crime de responsabilidade a ausência sem justificativa.II .aprovar previamente. do Governador e do Vice-Governador. XV .fixar. empregos e funções de seus serviços e fixação da respectiva remuneração. infomações sobre assuntos previamente determinados. após argüição em sessão pública.autorizar referendo e convocar plebiscito. indicados pelo Governador do Estado. criação. no prazo de trinta dias. as contas prestadas pela Mesa da Assembléia Legislativa.requisitar informações dos Secretários de Estado e do Procurador-Geral de Justiça sobre assunto relacionado com sua pasta ou instituição.elaborar seu Regimento Interno. XI .declarar a perda do mandato do Governador. observados os parâmetros estabelecilos na lei de diretrizes orçarnentárias. XIX . e apreciar os relatórios sobre a execução dos Planos de Goveno. acordos ou contratos de que resultem para o Estado encargos não previstos na lei orçamentária. exceto nos casos previstos nesta Constituição.Fiscalizar e controlar os atos do Poder Executivo. XII . o Procurador-Geral do Estado e o Defensor Público Geral. quando for o caso. no prazo de trinta dias. pessoalmente. inclusive da administração descentralizada. na ausência sem justificativa. em escrutínio secreto.escolher dois terços dos membros do Tribunal de Contas do Estado. a execução de lei ou ato normativo declarado inconstitucional em decisão irrecorrível do Tribunal de Justiça. X . sobre intervenção estadua em Município. suas entidades descentraizadas e órgaos ou entidades federais. transformação ou extinção dos cargos. anualmente.convocar o Procurador-Geral de Justiça. XIII . senão também o fornecimento de informações falsas.tomar e julgar. XVI . do Poder Executivo e do Poder Judiciário.sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitemdo poder regulamentar.dar posse ao Governador e ao Vice-Governador eleitos e conceder-lhes licença para ausentar-se do Estado.autorizar ou aprovar convênios. V . IV . a remuneração dos Deputados. do Poder Legilativo. por mais de quinze dias. salvo com Município do Estado. III . após argüição em sessão pública. importando crime de responsabilidade não só a recusa ou o não atendimento.convocar Secretários de Estado para prestar. VI . pelo Governador e pelo Presidente do Tribunal de Justiça.decidir. de uma para outra legislatura. respectivamente.autorizar o Governador a efetuar ou contrair empréstimos.dispor sobre a organização de sua Secretaria. polícia. no prazo de trinta dias. no todo ou em parte. XVII . a escolha dos titulares dos cargos de Conselheiros do Tribunal de Contas. funcionamento. VIII .

o voto favorável de três quintos dos membros da Assembléia Legislativa.de mais de um terço das Câmaras Municipais do Estado.A Constituição poderá ser emendada mediante proposta: I . III . cada uma delas. anualmente. XXIV .A Constituição não poderá ser emendada na vigência de estado de defesa ou de estado de sítio. IV . § 1º . no mínimo. XXVI . .A proposta será discutida e votada em dois turnos. II .apreciar. no caso de crime de responsabilidade do Governador do Estado.emenda à Constituição. as contas do Tribunal de Contas. na forma do Regimento Interno. se necessário.do Governador do Estado.de um terço. mediante iniciativa popular assinada. § 2º . com o respectivo número de ordem. manifestando-se.O processo legislativo compreende a elaboração de: I . SEÇÃO IV Do Processo Legislativo Artigo 21 . em ambas as votações.mudar temporariamente sua sede.decreto legislativo. III . por um por cento dos eleitores. no mínimo. informações sobre atos de sua competência privativa.XX . Artigo 22 .lei complementar. IV . V . XXV . para assegurar o livre exercício de suas funções. II .solicitar ao Governador. XXIII .resolução.A emenda da Constituição será promulgada pela Mesa da Assembléia Legislativa.solicitar intervenção federal.receber a denúncia e promover o respectivo processo. dos membros da Assembléia Legislativa. XXII .destituir o Procurador-Geral de Justiça. XXI . considerando-se aprovada quando obtiver.zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa de outros Poderes. por deliberação da maioria absoluta de seus membros.de cidadãos. pela maioria relativa de seus membros. § 3º .lei ordinária.

a Lei Orgânica do Ministério Público. .§ 4º .a Lei Orgânica da Polícia Militar. 13 .A matéria constante de proposta de emenda rejeitada não poderá ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa.Para os fins deste artigo. 9 .o Código de Saneamento Básico. Parágrafo único . aglomerações urbanas e microrregiões. 16 .o Código Estadual de Proteção contra Incêndios e Emergências. 6 . observados os demais termos da votação das leis ordinárias.a Lei Orgânica da Polícia Civil.a Lei de Organização Judiciária.a Lei que impuser requisitos para a criação. Artigo 23 . 3 .o Código de Proteção ao Meio Ambiente. 4 . 2 .a Lei Orgânica do Tribunal de Contas. 7 . 15 . 8 .a Lei sobre Normas Técnicas de Elaboração Legislativa. 11 . 5 . 12 . 10 .a Lei Orgânica das Entidades Descentralizadas. a incorporação. a fusão e o desmembramento de Municípios ou para a sua classificação como estância de qualquer natureza. consideram-se complementares: 1 .o Código de Saúde.os Estatutos dos Servidores Civis e dos Militares.a Lei que institui regiões metropolitanas.a Lei Orgânica da Procuradoria Geral do Estado.a Lei Orgânica do Fisco Estadual.o Código de Educação. 17 .a Lei Orgânica da Defensoria Pública. 14 . 18 .As leis complementares serão aprovadas pela maioria absoluta dos membros da Assembléia Legislativa.

criação e extinção de cargos. 4 .organização da Procuradoria Geral do Estado e da Defensoria Pública do Estado. incorporação. 5 -fixação ou alteração do efetivo da Polícia Militar. § 1º . observadas as normas gerais da União. perante as Comissões pelas quais tramitar. 2 . requerer à Assembléia 3 . 2 . alteração ou supressão de cartórios notariais e de registros públicos. ao Tribunal de Justiça. seu regime jurídico. 6 . § 3º .servidores públicos do Estado. 3 . exclusivamente. ao Procurador-Geral de Justiça e aos cidadãos.criação. 2 . 4 .Artigo 24 . provimento de cargos. quando pelo menos um por cento do eleitorado o requerer ao Tribunal Regional Eleitoral. à Assembléia Legislativa a iniciativa das leis que disponham sobre: 1 . reforma e transferência de militares para a inatividade.o eleitorado referido nos itens anteriores deverá estar distribuído em. no mínimo.criação e extinção de cargos ou funções em sua Secretaria. exclusivamente. fusão e desmembramento de Municípios.a iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação de projeto de lei subscrito por. cinco décimos de unidade por cento do eleitorado do Estado. bem como a fixação da respectiva remuneração. ao Governador do Estado. bem como a fixação da respectiva remuneração.Compete. assegurada a defesa do projeto. .Compete. ao Governador do Estado a iniciativa das leis que disponham sobre: 1 .O exercício direto da soberania popular realizar-se-á da seguinte forma: 1 .A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Assembléia Legislativa.um por cento do eleitorado do Estado poderá Legislativa a realização de referendo sobre lei. estabilidade e aposentadoria de civis.criação. cinco dentre os quinze maiores Municípios com não menos que dois décimos de unidade por cento de eleitores em cada um deles.as questões relevantes aos destinos do Estado poderão ser submetidas a plebiscito. na forma e nos casos previstos nesta Constituição. § 2º . funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica. por representante dos respectivos responsáveis. ouvida a Assembléia Legislativa. pelo menos.criação das Secretarias de Estado.

174. Artigo 28 . o motivo do veto. definidas nesta Constituição.organização e divisão judiciárias. observado o disposto no art.O Regimento Interno da Assembléia Legislativa disciplinar os casos de decreto legislativo e de resolução cuja elaboração. dos juizes. §§ 1º e 2º. 2 .nos projetos de iniciativa exclusiva do Governador. § 5º . o projeto será incluído na ordem do dia até que se ultime sua votação. dos servidores. comunicando.O Governador poderá solicitar que os projetos de sua iniciativa tramitem em regime de urgência. total ou parcialmente. observada a legislação federal pertinente. Parágrafo único . aquiescendo. ele enviado ao § 1º . providenciará a consulta popular prevista nos itens 2 e 3.criação e extinção de cargos e fixação de vencimentos de seus membros. exclusivamente. alteração e consolidação serão feitas com observância das mesmas normas técnicas relativas as leis. 6 . redação.Nenhum projeto de lei que implique a criação ou o aumento de despesa pública será sancionado sem que dele conste a indicação dos recursos disponíveis. Parágrafo único . próprios para atender aos novos encargos. ao Tribunal de Justiça a iniciativa das leis que disponham sobre: 1 . incluindo os demais tribunais judiciários e os serviços auxiliares.O disposto neste artigo não se aplica a créditos extraordinários.nos projetos sobre organização dos serviços administrativos da Assembléia Legislativa. bem como criação.o Tribunal Regional Eleitoral. Artigo 25 .Se o Governador julgar o projeto. na forma regimental. inconstitucional ou contrário ao interesse público. ao Presidente da Assembléia Legislativa. dentro de quinze dias úteis. dentro de quarenta e oito horas. 169 da Constituição Federal.não serão suscetíveis de iniciativa popular matérias de iniciativa exclusiva. contados da data do recebimento. alteração ou supressão de ofícios e cartórios judiciários. 2 . Artigo 26 . será Governador que. do Poder Judiciário e do Ministério Público.Não será admitido o aumento da despesa prevista: 1 . no prazo de sessenta dias.Aprovado o projeto de lei. § 4º . vetar-lo-á . .Se a Assembléia Legislativa não deliberar em até quarenta e cinco dias. o sancionará e promulgará. no todo ou em parte.Compete. Artigo 27 . ressalvado o disposto no art.5 .

§ 7º . o artigo. tem sede na Capital do Estado. o parágrafo. no que couber. SEÇÃO VI Do Tribunal de Contas Artigo 31 . no prazo de trinta dias de seu recebimento. as razões do veto serão comunicadas ao Presidente da Assembléia Legislativa e publicadas se em época de recesso parlamentar. o veto será incluído na ordem do dia da sessão imediata. § 3º . Parágrafo único . o prazo estabelecido no § 5º. § 6º . mediante concurso público de provas e títulos. as atribuições previstas no art. quadro próprio de pessoal e jurisdição em todo o território estadual.O Tribunal de Contas do Estado. considerando-se aprovada quando obtiver o voto favorável da maioria absoluta de seus membros. se este não o fizer. 96 da Constituição Federal. . ao § 8º . em único turno de votação e discussão.Se o veto for rejeitado. disciplinará sua competência e dispor sobre o ingresso na classe inicial. exercendo. caberá ao Primeiro Vice-Presidente fazê-lo. a consultoria e o assessoramento técnico-jurídico do Poder Legislativo.Sendo negada a sanção. observados os princípios e regras pertinentes da Constituição Federal e desta Constituição. por inteiro. mediante proposta da maioria absoluta dos membros da Assembléia Legislativa. o projeto enviado para promulgação. na hipótese do § 7º . § 4º .A Assembléia Legislativa deliberará sobre a matéria vetada. SEÇÃO V Da Procuradoria da Assembléia Legislativa Artigo 30 . considerar-se-á sancionado o projeto.Decorrido o prazo.Lei de iniciativa da Mesa da Assembléia Legislativa organizará a Procuradoria da Assembléia Legislativa.Se. o inciso. Artigo 29 . o Presidente da Assembléia Legislativa promulgará e. em silêncio.Ressalvados os projetos de iniciativa exclusiva.A Procuradoria da Assembléia Legislativa compete exercer a representação judicial. em igual prazo. § 5º .O veto parcial deverá abranger. o item ou alínea. integrado por sete Conselheiros. sendo obrigatória a sua promulgação pelo Presidente da Assembléia Legislativa no prazo de dez dias. sem deliberação. na mesma sessão legislativa. a lei não for promulgada dentro de quarenta e oito horas pelo Governador. a matéria constante de projeto de lei rejeitado somente poderá ser renovada. será Governador. até sua votação final.Esgotado.§ 2º .

. contábeis. mediante controle externo. alternada e sucessivamente. Financeira e Orçamentária Artigo 32 . em lista tríplice. § 4º . 3 . uma vez pelo Governador do Estado. 2 . § 3º . das entidades da administração direta e indireta e das fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público. aplicação de subvenções e referência de receitas.idoneidade moral e reputação ilibada. indicados por este.Os Conselheiros do Tribunal serão nomeados dentre brasileiros que satisfaçam os seguintes requisitos: 1.A fiscalização contábil.dois. econômicos e financeiros ou de administração pública.Os Conselheiros.mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade.Os substitutos de Conselheiros. quanto à legalidade. prerrogativas. depois de aprovados os substitutos. Orçamentária. vencimentos e vantagens dos Desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado e somente poderão aposentar-se com as vantagens do cargo quando o tiverem exercido efetivamente por mais de cinco anos. nas suas faltas e impedimentos. no ato da posse e no término do exercício do cargo. será exercida pela Assembléia Legislativa.o último. § 2º . e pelo sistema de controle interno de cada Poder.notórios conhecimentos jurídicos. pelo Governador do Estado com aprovação da Assembléia Legislativa. operacional e patrimonial do Estado.mais de dez anos de exercício de função ou de efetiva atividade profissional que exija conhecimentos mencionados no item anterior. 3 .quatro pela Assembléia Legislativa. pela Assembléia Legislativa.Os Conselheiros do Tribunal serão escolhidos: 1 . § 6º . 2 . SEÇÃO VII Da Fiscalização Contábil. segundo critérios de antigüidade e merecimento. e duas vezes pela Assembléia Legislativa. economicidade.§ 1º . legitimidade.Os Conselheiros terão as mesmas garantias.Os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado farão declaração pública de bens. quando no efetivo exercício da substituição. § 5º . impedimentos. 4 . alternadamente entre os substitutos de Conselheiros e membros da Procuradoria da Fazenda do Estado junto ao Tribunal. terão as mesmas garantias e impedimentos do titular. serão substituídos na forma determinada em lei. financeira.

VIII . bens e valores públicos da administração direta e autarquias. Artigo 33 . X . XIII .representar ao Poder competente sobre irregularidades ou abusos apurados. reformas e pensões. nos termos do respectivo ato constitutivo. Orçamentária. para fins de registro. a cargo da Assembléia Legislativa. inspeções e auditoria de natureza contábil. operacional e patrimonial e sobre resultados de auditorias e inspeções realizadas. gerencie ou administre dinheiro. da Assembléia Legislativa. comunicando a decisão à Assembléia Legislativa. .apreciar as contas prestadas anualmente pelo Governador do Estado. será exercido com auxílio do Tribunal de Contas do Estado. ao qual compete: I . incluídas as fundações instituídas ou mantidas pelo Pode Público Estadual. que estabelecerá .fiscalizar as aplicações estaduais em empresas de cujo capital social o Estado participe de forma direta ou indireta.fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados ao Estado e pelo Estado. Orçamentária. as sanções previstas em lei. V . em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas. na administração direta e autarquias. nas unidades administrativas dos Poderes Legislativo.avaliar a execução das metas previstas no plano plurianual. multa proporcional ao dano causado ao erário. arrecade.apreciar. Executivo e Judiciário. bens e valores públicos ou pelos quais o Estado responda. de direito público ou de direito privado. mediante convênio. assuma obrigações de natureza pecuniária.O controle externo. operacional e patrimonial. excetuadas as nomeações para cargo de provimento em comissão. financeira. a qualquer título. a legalidade dos atos de admissão de pessoal. por iniciativa própria. VI .Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica.assinar prazo para que o órgão ou entidade adote as providências necessárias ao exato cumprimento da lei. XII . IX . empresas públicas e sociedades de economia mista. ajuste ou outros instrumentos congêneres. XI . de comissão técnica ou de inquérito. exceto a dos que tiverem Tribunal próprio. bem como a das concessões de aposentadorias. que utilize. ressalvadas as melhorias posteriores que não alterem o fundamento legal do ato concessório. nas diretrizes orçamentárias e no orçamento anual. do Ministério Público e demais entidades referidas no inciso II.aplicar aos responsáveis. se não atendido.sustar. empresas públicas e empresas de economia mista incluídas as fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público.prestar as informações solicitadas pela Assembléia Legislativa ou por comissão técnica sobre a fiscalização contábil. mediante parecer prévio que deverá ser elaborado em sessenta dias. financeira. entre outras cominações. a contar do seu recebimento. e as contas daqueles que derem perda. em nome deste. IV .realizar. II . ou que. III .Parágrafo único . se verificada a ilegalidade. guarde. extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário. VII .emitir parecer sobre a prestação anual de contas da administração financeira dos Municípios. acordo. a execução do ato impugnado.julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiro.

exercer o controle das operações de crédito.Os responsáveis pelo controle interno. financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da administração estadual. a execução dos programas de governo e dos orçamentos do Estado. bem como dos direitos e haveres do Estado. no prazo de cinco dias. § 1º .comprovar a legalidade e avaliar os resultados quanto à eficácia e eficiência da gestão orçamentária. § 3º . o ato de sustação será adotado diretamente pela Assembléia Legislativa que solicitar. poderá solicitar à autoridade governamental responsável que. dela darão ciência ao Tribunal de Contas do Estado. 37 da Constituição Federal. Executivo e Judiciário manterão.A Comissão a que se refere o art. diante de indícios de despesas não autorizadas.comunicar à Assembléia Legislativa qualquer irregularidade verificada nas contas ou na gestão públicas. inciso V. § 2º .avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual. III . Artigo 35 . Artigo 34 . ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade. § 2º . bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito privado. enviando-lhe cópia dos respectivos documentos.XIV . trimestral e anualmente.exercer o controle sobre o deferimento de vantagens e a forma de calcular qualquer parcela integrante da remuneração. no prazo de trinta dias. . preste os esclarecimentos necessários. IV . se julgar que o gasto possa causar dano irreparável ou grave lesão à economia pública. avais garantias. ou considerados esses. a Comissão. no exercício de sua missão institucional. não efetivar as medidas previstas no parágrafo anterior.O Tribunal encaminhará à Assembléia Legislativa. V . II . relatório de suas atividades. vencimento ou salário de seus membros ou servidores. § 1º . ao Poder Executivo as medidas cabíveis.Não prestados os esclarecimentos. sistema de controle interno com a finalidade de: I .Os Poderes Legislativo. de forma integrada. proporá à Assembléia Legislativa sua sustação. de imediato. sob pena de responsabilidade solidária.No caso de contrato. ainda que sob a forma de investimentos não programados ou de subsídios não aprovados.apoiar o controle externo.Se a Assembléia Legislativa ou o Poder Executivo. § 1º . o Tribunal decidir a respeito. 33. insuficientes.Entendendo o Tribunal irregular a despesa. ilegalidade ou ofensa aos princípios do art. a Comissão solicitará ao Tribunal pronunciamento conclusivo sobre a matéria. no prazo de noventa dias.

Ocorrendo a vacância no último ano do período governamental. o Vice-Governador. Artigo 42 . I.§ 2º . no prazo de sessenta dias.O Poder Executivo ‚ exercido pelo Governador do Estado. na forma estabelecida pela Constituição Federal. além de outras atribuições que lhe forem conferidas por lei complementar. sempre que por ele convocado para missões especiais. parte legítima para. Artigo 36 . CAPÍTULO III Do Poder Executivo SEÇÃO I Do Governador e Vice-Governador do Estado Artigo 37 . 38. eleito para um mandato de quatro anos. partido político.Qualquer cidadão. Artigo 41 .Perderá o mandato o Governador que assumir outro cargo ou função na administração pública direta ou indireta.A eleição do Governador e do Vice-Governador realizar-se-á noventa dias antes do término do mandato de seus antecessores. 77 da Constituição Federal. e suceder-lhe-á. . à Assembléia Legislativa. aplica-se o disposto no artigo anterior. Artigo 38 .Em caso de impedimento do Governador e do Vice-Governador.O Tribunal de Contas prestará suas contas. Artigo 40 . o disposto no art. e a posse ocorrerá no dia 1. no de vaga. eleição § 1º .Substituirá o Governador.Vagando os cargos de Governador e Vice-Governador. observado.O Vice-Governador. a contar da abertura da sessão legislativa. ou vacância dos respectivos cargos. os sucessores deverão completar o período de governo restante. far-se-á noventa dias depois de aberta a última vaga. IV e V.Em qualquer dos casos. da Constituição Federal. no caso de impedimento. anualmente. Artigo 39 . serão sucessivamente chamados ao exercício da Governança o Presidente da Assembléia Legislativa e o Presidente do Tribunal de Justiça. denunciar irregularidades ao Tribunal de Contas ou à Assembléia Legislativa. ressalvada a posse em virtude de concurso público e observado o disposto no art. auxiliar o Governador. Parágrafo único . quanto ao mais.º de janeiro do ano subseqüente. § 2º. associação ou entidade sindical. na forma da lei.

vetar projetos de lei.Artigo 43 .representar o Estado nas suas relações jurídicas. bem como expedir decretos e regulamentos para a sua fiel execução. não tiver assumido o cargo. VIII . este será declarado vago. na forma da Constituição Federal e desta Constituição. além de outras atribuiçoes previstas nesta Constituição: I .decretar e fazer executar intervenção nos Municípios.O Governador e o Vice-Governador não poderão.Se.apresentar à Assembléia Legislativa. o roteiro e a previsão de gastos. promulgar e fazer publicar as leis. com o auxílio dos Secretários de Estado. V . na forma pela qual a lei estabelecer. solicitando medidas de interesse do Governo. políticas e administrativas. fazer declaração pública de bens. VI . IX . II . a direção superior da administração estadual. salvo motivo de força maior. ausentar-se do Estado. Parágrafo único . III . amplamente motivado. . o Governador ou o Vice-Governador. especialmente. SEÇÃO II Das Atribuiçoes do Governador Artigo 47 . XI . sem licença da Assembléia Legislativa. sob pena de perda do cargo. total ou parcialmente.prestar contas da administração do Estado à Assembléia Legislativa na forma desta Constituição.iniciar o processo legislativo.O pedido de licença. Artigo 46 .prover os cargos públicos do Estado. Parágrafo único . por período superior a quinze dias. prestando compromisso de cumprir e fazer cumprir a Constituição Federal e a do Estado e de observar as leis. indicará . Artigo 44 . Artigo 45 . observadas as condições estabelecidas nesta Constituição. mensagem sobre a situação do Estado.O Governador e o Vice-Governador tomarão posse perante a Assembléia Legislativa.sancionar. na sua sessão inaugural.Compete privativamente ao Governador. X . as razões da viagem.O Governador e o Vice-Governador deverão. VII -nomear e exonerar os dirigentes de autarquias. na forma e nos casos previstos nesta Constituição.O Governador deverá residir na Capital do Estado.nomear e exonerar livremente os Secretários de Estado. com as restrições da Constituição Federal e desta Constituição. decorridos dez dias da data fixada para a posse.exercer. IV . no ato da posse e no término do mandato.

funções administrativas que não sejam de sua exclusiva competência. especialmente contra: I . do Ministério Público e dos poderes constitucionais das unidades da Federação. de sociedade de economia mista ou de empresa pública. III .a probidade na administração. V .A definição desses crimes.enviar à Assembléia Legislativa projetos de lei relativos ao plano plurianual. realizado ou aumentado.a segurança interna do País. realizar ou aumentar capital. IV . VII . de ações ou capital que tenha subscrito. XV . a autoridade do Executivo. no todo ou em parte. XVI . assim como o seu processo e julgamento. Parágrafo único . XIV . . nos termos da lei. nos crimes de responsabilidade. II . VI .o cumprimento das leis e das decisões judiciais. individuais e sociais. Parágrafo único . XIII . ou. será estabelecida em lei especial.São crimes de responsabilidade do Governador os que atentem contra a Constituição Federal ou a do Estado. adquirido.fixar ou alterar.o livre exercício do Poder Legislativo.praticar os demais atos de administração. nos limites da competência do Executivo.delegar.o exercício dos direitos políticos. por decreto. orçamento anual. de iniciativa do Governador. do Poder Judiciário. vencimentos e vantagens do pessoal das fundações instituídas ou mantidas pelo Estado. Artigo 49 . desde que haja recursos hábeis. perante Tribunal Especial. dívida pública e operações de crédito. por decreto. diretrizes orçamentárias. XVII . mediante autorização da Assembléia Legislativa.enviar à Assembléia Legislativa projeto de lei sobre o regime de concessão ou permissão de serviços públicos. XVIII . a outra autoridade. será ele submetido a julgamento perante o Superior Tribunal de Justiça.a existência da União. por dois terços da Assembléia Legislativa.a lei orçamentária.XII . a qualquer título. bem como dispor. SEÇÃO III Da Responsabilidade do Governador Artigo 48 .A representação a que se refere o inciso I poderá ser delegada por lei. nas infrações penais comuns.Admitida a acusação contra o Governador.indicar diretores de sociedade de economia mista e empresas públicas.subscrever ou adquirir ações. os quadros.

O Governador. § 5º . . Artigo 53 . nas infrações penais comuns. o Governador não estará sujeito a prisão. enquanto permanecerem em suas funções. ao Tribunal Especial referido neste artigo processar e julgar o Vice-Governador nos crimes de responsabilidade.Se. bem como o Procurador-Geral de Justiça e o Procurador-Geral do Estado.O Tribunal Especial a que se refere este artigo será constituído por sete Deputados e sete Desembargadores. ou queixa-crime pelo do processo pela § 4º. Artigo 50 . que também o presidirá. recebida a denúncia Superior Tribunal de Justiça. na vigência de seu mandato.§ 1º.Os Secretários farão declaração pública de bens. § 6º . e os Secretários de Estado. por crime de responsabilidade. e terão os mesmos impedimentos estabelecidos nesta Constituição para os Deputados.Enquanto não sobrevier a sentença condenatória transitada em julgado. decorrido o prazo de cento e oitenta dias. partido político. o julgamento não estiver concluído. cessará o afastamento do Governador. Artigo 52 . no ato da posse e no término do exercício do cargo. perante a Assembléia legislativa. § 2º .nos crimes de responsabilidade. 2 . ainda.nas infrações penais comuns.Qualquer cidadão. SEÇÃO IV Dos Secretários de Estado Artigo 51 . § 3º . sorteados pelo Presidente do Tribunal de Justiça.Os Secretários de Estado serão escolhidos entre brasileiros maiores de vinte e um anos e no exercício dos direitos políticos. nos crimes da mesma natureza conexos com aqueles.Compete. auxiliares diretos e da confiança do Governador. após instauração Assembléia Legislativa. o Vice-Governador e os Secretários de Estado. não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções. serão responsáveis pelos atos que praticarem ou referendarem no exercício do cargo. associação ou entidade sindical poderá denunciar o Governador.O Governador ficará suspenso de suas funções: 1 . privativamente. sem prejuízo do prosseguimento do processo. ou com os praticados pelo Governador.Os Secretários de Estado.

Artigo 55 . 99 da Constituição Federal.os Juízes de Direito. dentro dos limites estipulados conjuntamente com os demais Poderes na lei de diretrizes orçamentárias. fazendo-se o pagamento até o final do exercício seguinte. na forma do art.as Auditorias Militares. V .As dotações orcamentárias e os créditos abertos serão consignados ao Poder Judiciário.o Tribunal de Justiça Militar. Artigo 56 . II . elaborará proposta orçamentária do Poder Judiciário.o Tribunal de Justiça. visando ao acesso de todos à Justiça. proibida a designação de casos ou pessoas nas dotações orçamentárias e nos créditos adicionais abertos para esse fim. os pagamentos devidos pela Fazenda Estadual ou Municipal e correspondentes autarquias.CAPÍTULO IV Do Poder Judiciário SEÇÃO I Disposições Gerais Artigo 54 .Ouvidos os demais Tribunais de segundo grau.Ao Poder Judiciário ‚ assegurada autonomia financeira e administrativa. § 2º. expansão e aperfeiçoamento de suas atividades jurisdicionais.São órgãos do Poder Judiciário do Estado: I . no orçamento das entidades de direito público. por intermédio de seu Presidente. § 1º. para inclusão no projeto de lei orçamentária. IX .as Turmas de Recursos.São assegurados. VII . Parágrafo único . encaminhando-a. far-se-ão exclusivamente na ordem cronológica de apresentação de precatórios e à conta dos respectivos créditos.os Tribunais de Alçada. VIII .os Tribunais do Júri. recolhendo-se as importâncias respectivas à repartição competente.os Juizados de Pequenas Causas. Caberá ao Presidente do Tribunal que proferir a decisão exeqüenda determinar o . VI .É obrigatória a inclusão. o Tribunal de Justiça. pelo seu Órgão Especial. Artigo 57 . de verba necessária ao pagamento de seus débitos constantes de precatórios judiciais apresentados até 1º de julho. III . data em que terão atualizados os seus valores. ao Poder Executivo. em virtude de sentença judiciária.A exceção dos créditos de natureza alimentícia. IV .os Juizados Especiais. ao Poder Judiciário recursos suficientes para manutenção.

serão pagos de uma só vez. nesta incluídos. prerrogativas e vedações estabelecidas na Constituição Federal. privativamente ou com os Tribunais de Alçada e da Justiça Militar.Cada Seção do Tribunal de Justiça será presidida por um Vice-Presidente. a vaga será preenchida pelo Desembargador mais antigo. devidamente atualizados até a data do efetivo pagamento. .Os créditos de natureza não alimentícia serão pagos nos termos do parágrafo anterior.pagamento. alternadamente. em todo o território do Estado. segundo as possibilidades do depósito. § 3º. por um colégio eleitoral composto pela totalidade dos Desembargadores e por representantes dos juízes vitalícios. pelos seus órgãos competentes. Parágrafo único . as demais atribuições previstas nesta Constituição. compete nomear. Artigo 62 . Artigo 59 . o seqüestro da quantia necessária à satisfação do débito. eleitos. serão elegíveis.O acesso dos Desembargadores ao Órgão Especial. aposentar e colocar em disponibilidade os juízes de sua Jurisdição. ressalvado o disposto no art. 40. para o exercício das atribuições administrativas e jurisdicionais de competência do Tribunal Pleno.A Magistratura‚ estruturada em carreira. salvo recusa oportunamente manifestada. garantias. observados os princípios.Pelo primeiro critério. Artigo 60 . remover. Artigo 61 . nesta Constituição e no Estatuto da Magistratura. por morte ou invalidez fundadas na responsabilide civil. em caráter itinerante. com vinte e cinco Desembargadores.Haverá um Vice-Corregedor Geral da Justiça. § 4º . § 5º.Ao Tribunal de Justiça. a requerimento do credor.No Tribunal de Justiça haverá um Órgão Especial. a cada biênio. exclusivamente para o caso de preterimento do seu direito de precedência. exercendo. § 1º . vencimentos. na forma do Regimento Interno do Tribunal de Justiça. e autorizar. inclusive para uniformizar a jurisprudência divergente entre suas Seções e entre estas e o Plenário. indenizações por acidente de trabalho. pensões e suas complementações. desde que não superiores a trinta e seis mil Unidades Fiscais do Estado de São Paulo ou o equivalente vigentes na data do efetivo pagamento. promover. § 2º . mediante ato de seu Presidente.. dentre os integrantes do órgão especial. os demais Desembargadores e respectivos suplentes. 62.O Presidente e o 1º Vice-Presidente do Tribunal de Justiça e o Corregedor Geral da Justiça. Parágrafo único . entre outros. a cada quatriênio. da Constituição Federal.O benefício da pensão por nome deve obedecer o princípio do art.Os créditos de natureza alimentícia. dar-se-á pelos critérios de antigüidade e eleição. pela totalidade dos Desembargadores. Artigo 58 . comporão o Conselho Superior da Magistratura. Pelo segundo. para desempenhar funções. respeitadas a situação existente e a representação do quinto constitucional.

nomeará um de seus integrantes para o cargo. observadas as normas da legislação estadual vigente. depende de concurso público de provas e títulos. . em lista sêxtupla. Parágrafo único . assegurada ampla defesa.As vagas dessa natureza ocorridas no Tribunal de Justiça serão providas com integrantes dos Tribunais de Alçada. o Órgão Especial do Tribunal de Justiça formará lista tríplice. Alçada e de Justiça Militar será composto de advogados e de membros do Ministério Público. encaminhando-a ao Governador do Estado que. observado o disposto no ast. Artigo 66 . disponibilidade e aposentadoria de magistrado. podendo ser autorizada parte desse uso a órgãos diversos. como dispuser o Tribunal de Justiça.Compete ao Poder Judiciário a realização do concurso de que trata este artigo. 60. não se permitindo que qualquer serventia fique vaga sem abertura de concurso por mais de seis meses.Aos órgãos do Poder Judiciário do Estado competem a administração e uso dos imóveis e instalações forenses. Artigo 65 . sob a administração das respectivas entidades.Dentre os nomes indicados. Parágrafo único . nos termos da Lei de Organização Judiciária. pelos critérios de antigüidade e merecimento alternadamente.As certidões relativas aos atos de que cuida este artigo serão expedidas com isenção de custos e emolumentos. § 3º .Para os Tribunais de Alçada e de Justiça Militar serão indicados. que dependerão de voto de dois terços. § 2º . pertencentes à mesma classe.Artigo 63 . asseguradas salas privativas. ou de seu Órgão Especial salvo nos casos de remoção.Os processos cíveis já findos em que houver acordo ou satisfação total da pretensão não constarão das certidões expedidas pelos Cartórios dos Distribuidores. tanto de titular como de preposto. sendo as de caráter disciplinar tomadas por voto da maioria absoluta dos membros do Tribunal de Justiça. quando se trate de interessado que declare insuficiência de recursos. com mais de dez anos de efetiva atividade profissional ou na carreira. Artigo 64 . salvo se houver autorização da autoridade judicial competente.O ingresso na atividade notarial e registral. Artigo 67 . Artigo 68 .As comarcas do Estado serão classificadas em entrâncias. condignas e permanentes aos advogados e membros do Ministério Público e da Defensoria Pública. no interesse do serviço judiciário. nos vinte dias subseqüentes. conforme a classe a que pertencer o cargo provido.As decisões administrativas dos Tribunais de segundo grau serão motivadas.Um quinto dos lugares dos Tribunais de Justiça. pela Seção Estadual da Ordem dos Advogados do Brasil ou pelo Ministério Público. por interesse público. § 1º . de notório saber jurídico e reputação ilibada.

ou provas e títulos. férias e outros afastamentos a seus membros. IV . III . Artigo 70 . eleger os órgãos diretivos.pela totalidade de seus membros. que serão providos livremente. pela forma e nos termos em que dispuser a lei. velando pelo exercício da respectiva atividade correcional.A designação será feita pelo Tribunal de Justiça para substituir membros dos Tribunais ou neles auxiliar. inclusive dos demais Tribunais. com observância das normas de processo e das garantias processuais das partes.A Lei de Organização Judiciariaria poderá criar cargos de Juiz de Direito Substituto em Segundo Grau. Artigo 71 . c) conceder licença. de Juízes.a criação ou a extinção dos demais Tribunais. quando o acúmulo de feitos evidenciar a necessidade de sua atuação. os cargos de servidores que integram seus quadros.a criação e a extinção de cargos de seus membros e a fixação dos respectivos vencimentos. por deliberação de seu Órgão Especial.Compete privativamente ao Tribunal de Justiça. d) prover. Artigo 72 . 169 da Constituição Federal. a serem classificados em quadro próprio. na forma dos respectivos regimentos internos. § 1º . por concurso público de provas. 169 da Constituição Federal: I .pelos seus órgãos específicos: a) elaborar seus regimentos internos. A designação para substituir ou auxiliar nos Tribunais de Alçada será realizada mediante solicitação destes. propor à Assembléia Legislativa. dos servidores.SEÇÃO II Da Cormpetência dos Tribunais Artigo 69 . ressalvado o disposto no parágrafo único do art. observado o disposto no art. b) organizar suas secretarias e serviços auxiliares.a alteração do número de seus membros e dos demais Tribunais. e dos serviços auxiliares. II . assim definidos em lei. . II .Compete privativamente aos Tribunais de Justiça e aos de Alçada: I . e aos servidores que lhes forem subordinados.a alteração da organização e da divisão judiciáriária. dispondo sobre a competência e funcionamento dos respectivos órgãos jurisdicionais e administrativos.Tribunais de Alçada serão instalados em regiões do interior do Estado. na mais elevada entrânsia do primeiro grau e providos mediante concurso de remoção. exceto os de confiança.

o Defensor Público Geral e os Prefeitos Municipais.os mandados de segurança e os "habeas data" contra atos do Governador.Em nenhuma hipótese haverá redistribuição ou passagem de processos. providos pelos critérios de antigüidade e de merecimento. dos Presidentes dos Tribunais de Contas do Estado e do Município de São Paulo. 58 e 63 deste Capítulo.§ 2º . Parágrafo único . o pedido de intervenção em Município e ação de inconstitucionalidade por omissão.Compete ao Tribunal de Justiça. do próprio Tribunal ou de algum de seus membros. além das atribuições previstas nesta Constituição. VIII . os Juízes dos Tribunais de Alçada e do Tribunal de Justiça Militar.O Tribunal de Justiça.a representação de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo estadual ou municipal. em conformidade com o disposto nos arts. o Procurador-Geral do Estado. torne inviá vel o exercício de direitos assegurados nesta Constituição. com jurisdição em todo o seu território e sede na Capital.os conflitos de competência entre os Tribunais de Alçada ou as dúvidas de competência entre estes e o Tribunal de Justiça. os membros do Ministério Público exceto o ProcuradorGeral de Justiça. compõe-se de Desembargadores em número que a lei fixar. o Vice-Governador.nas infrações penais comuns e nos crimes de responsabilidade.os "habeas corpus". VII . em matéria administrativa de interesse geral do Poder Judiciário. os Deputados Estaduais. de qualquer dos Poderes. salvo para o voto do revisor. inclusive da Administração indireta. do Procurador-Geral de Justiça. ressalvada a competência do Tribunal de Justiça Militar. o Delegado Geral da Polícia Civil e o Comandante Geral da Polícia Militar.as ações rescisórias de seus julgados e as revisões criminais nos processos de sua competência. os Juízes de Direito e os Juízes auditores da Justiça Militar. os Secretários de Estado.os mandados de injunção. Órgão superior do Poder Judiciário do Estado. . o Procurador-Geral de Justiça. VI . SEÇÃO III Do Tribunal de Justiça Artigo 73 . nos processos cujos recursos forem de sua competência. quando a inexistência de norma regulamentadora estadual ou municipal. do Prefeito e do Presidente da Câmara Municipal da Capital.nas infrações penais comuns. II . direção e disciplina da Justiça do Estado. da Mesa e da Presidência da Assembléia.O Tribunal de Justiça exercerá . processar e julgar originariamente: I . V . em face de preceito desta Constituição. IV . contestados em face desta Constituição. III . Artigo 74 . nos processos cujos recursos forem de sua competência ou quando o coator ou paciente for autoridade diretamente sujeita a sua jurisdição.

IX - os conflitos de atribuição entre as autoridades administrativas e judiciárias do
Estado;
X - a reclamação para garantia da autoridade de suas decisões;
XI - a representação de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo municipal,
contestados em face da Constituição Federal.
Artigo 75 - Compete, também, ao Tribunal de Justiça:
I - provocar a intervenção da União no Estado para garantir o livre exercício do Poder
Judiciário, nos termos desta Constituição e da Constituição Federal;
II - requisitar a intervenção do Estado em Município, nas hipóteses previstas em lei.
Artigo 76 - Compete, outrossim, ao Tribunal de Justiça processar e julgar,
originariamente ou em grau de recurso, as demais causas que lhe forem atribuídas por lei
complementar.
§ 1º - Cabe-lhe, também, a execução de sentença nas causas de sua competência
originária, facultada, em qualquer fase do processo, a delegação de atribuições.
§ 2º - Cabe-lhe, ainda, processar e julgar os recursos relativos às causas que a lei
especificar, entre aquelas não reservadas à competência privativa dos demais
Tribunais de Segundo Grau ou dos Órgãos recursais dos Juizados Especiais.
Artigo 77 - Compete, ademais, ao Tribunal de Justiça, por seus órgãos específicos,
exercer controle sobre atos e serviços auxiliares da justiça, abrangidos os notariais e os
de registro.

SEÇÃO IV
Dos Tribunais de Alçada
Artigo 78 - Os Tribunais de Alçada, dotados de autonomia administrativa, terão
jurisdição, sede e número de juízes que a lei determinar e, desde que esse número seja
superior a vinte e cinco, poderão criar órgão para o exercício das atribuições
administrativas e jurisdicionais do Tribunal Pleno, e inclusive para uniformizar a
jurisprudência divergente de suas Câmaras.
Artigo 79 - Ressalvada a competência residual do Tribunal de Justiça, compete, em grau
de recursos, aos Tribunais de Alçada, além de outros feitos definidos em lei, processar e
julgar:
I - em matéria cível:
a) quaisquer ações relativas à locação de imóveis, bem assim, as
possessórias;
b) as ações relativas à matéria fiscal de competência dos Municípios;
c) as ações de acidentes do trabalho;

d) as ações de procedimento sumaríssimo, em razão da matéria;
e) as execuções por título extrajudicial, exceto as relativas à matéria fiscal da
competência dos Estados;
II - em matéria criminal:
a) os crimes contra o patrimônio, seja qual for a natureza da pena cominada,
excetuados os com evento morte;
b) as demais infrações penais a que não seja cominada pena de reclusão,
isolada, cumulativa ou alternadamente, excetuadas as infrações penais
relativas a tóxicos e entorpecentes, a falências, as de competência do Tribunal
do Júri e as de responsabilidade de vereadores.
§ 1º - A competência dos Tribunais de Alçada em razão da matéria, do objeto ou do
título jurídico, na esfera cível, e da natureza da infração ou da pena cominada, na
esfera criminal, é extensiva a qualquer espécie de processo ou tipo de procedimento,
bem como aos mandados de segurança, "habeas corpus", "habeas data", ações
rescisórias e revisões criminais, relacionados com causa cujo julgamento, em grau de
recurso, Ihe seja atribuído por lei.
§ 2º- A competência dos Tribunais de Alçada será distribuída ou redistribuída entre
eles, por resolução do Tribunal de Justiça.

SEÇÃO V
Do Tribunal de Justiça Militar e dos Conselhos
de Justiça Militar
Artigo 80 - O Tribunal de Justiça Militar do Estado, com jurisdição em todo o território
estadual e com sede na Capital, compor-se-á de sete juízes, divididos em duas câmaras
nomeados em conformidade com as normas da Seção I deste Capítulo, exceto o disposto
no art. 60, e respeitado o art. 94 da Constituição Federal, sendo quatro militares Coronéis
da ativa da Polícia Militar do Estado e três civis.
Artigo 81 - Compete ao Tribunal de Justiça Militar processar e julgar:
I - originariamente, o Chefe da Casa Militar, o Comandante Geral da Polícia Militar,
nos crimes militares definidos em lei, os mandados de segurança e os "habeascorpus", nos processos cujos recursos forem de sua competência ou quando o coator
ou coagido estiverem diretamente sujeitos a sua jurisdição e às revisões criminais de
seus julgados e das Auditorias Militares;
II - em grau de recurso, os policiais militares, nos crimes militares definidos em lei.
§ 1º - Compete ainda ao Tribunal exercer a correição geral sobre as atividades de
Polícia Judiciária Militar, bem como decidir sobre a perda do posto e da patente dos
Oficiais e da graduação das praças.

§ 2º- Aos Conselhos de Justiça Militar, permanente ou especial, com a competência
que a lei determinar, caberá processar e julgar os policiais militares nos crimes
militares definidos em lei.
§ 3º- Os serviços de correição permanente sobre as atividades de Polícia Judiciária
Militar e do Presídio Militar serão realizados pelo juiz auditor designado pelo Tribunal.
Artigo 82 - Os juízes do Tribunal de Justiça Militar e os juízes auditores gozam dos
mesmos direitos, vantagens e vencimentos, sujeitando-se às mesmas proibições dos
juízes dos Tribunais de Alçada e dos juízes de Direito, respectivamente.
Parágrafo único - Os juízes auditores exercem a jurisdição de primeiro grau na
Justiça Militar do Estado e serão promovidos ao Tribunal de Justiça Militar nas vagas
de juízes civis, observado o disposto nos arts. 93, m e 94 da Constituição Federal.

SEÇÃO VI
Dos Tribunais do Júri
Artigo 83 - Os Tribunais do Júri têm as competências e garantias previstas no art. 5º.,
XXXVIII da Constituição Federal. Sua organização obedecerá ao que dispuser a lei
federal e, no que couber, a lei de organização judiciária.

SEÇÃO VII
Das Turmas de Recursos
Artigo 84 - As Turmas de Recursos são formadas por juízes de direito titulares da mais
elevada entrância de Primeiro Grau, na Capital ou no Interior, observada a sua sede, nos
termos da resolução do Tribunal de Justiça, que designará seus integrantes, os quais
poderão ser dispensados, quando necessário, do serviço de suas varas.
§ 1º- As Turmas de Recurso constituem-se em órgão de segunda instância, cuja
competência‚ vinculada aos Juizados Especiais e de Pequenas Causa.
§ 2º- A designação prevista neste artigo deverá ocorrer antes da distribuição dos
processos de competência da Turma de Recursos.

SEÇÃO VIII
Dos Juizes de Direito
Artigo 85 - Os juízes de Direito integram a carreira da Magistratura e exercem a
jurisdição comum estadual de primeiro grau, nas comarcas e juízos, segundo a
competência determinada por lei.
Artigo 86 - O Tribunal de Justiça, através de seu Órgão Especial, designará juízes de
entrância especial com competência exclusiva para questões agrárias.

deslocar-se até o local do litígio. funcionamento e processo dos Juizados de Pequenas Causas a que se refere o art. . § 2º. da Constituição Federal. SEÇÃO XI Da Declaração de Inconstitucionalidade e da Ação Direta de Inconstitucionalidade Artigo 90 . de atuação estadual ou municipal. obedecidos os princípios previstos no art. contestados em face desta Constituição ou por omissão de medida necessária para tornar efetiva norma ou princípio desta Constituição. SEÇÃO IX Dos Juizados Especiais e dos Juizados de Pequenas Causas Artigo 87 --Os Juizados Especiais das Causas Cíveis de Menor Complexidade e das Infrações Penais de Menor Potencial Ofensivo terão sua composição e competência definidas em lei.A designação prevista neste artigo só pode ser revogada a pedido do juiz ou por deliberação da maioria absoluta do órgão especial. com mandato de quatro anos. I. da Constituição Federal. SEÇÃO X Da Justiça de Paz Artigo 89 . celebrar casamentos.o Prefeito e a Mesa da Câmara Municipal. e tem competência para. eleitos pelo voto direto. II .No exercício dessa jurisdição.A lei disporá sobre a criação.§ 1º.o Governador do Estado e a Mesa da Assembléia Legislativa. o juiz deverá. verificar. além de outras previstas na legislação. sem caráter jurisdicional. § 3º. 24. X.o Conselho da Seção Estadual da Ordem dos Advogados do Brasil. Artigo 88 .São partes legítimas para propor ação de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo estaduais ou municipais. no âmbito de seu interesse: I .A Justiça de Paz compõe-se de cidadãos remunerados. sempre que necessário à eficiente prestação jurisdicional. V .as entidades sindicais ou de classe. de ofício ou em face de impugnação apresentada. o processo de habilitação eexercer atribuições conciliatórias. 98. IV . demonstrando seu interesse jurídico no caso. III .O Tribunal de Justiça organizará a infra-estrutura humana e material necessária ao exercício dessa atividade jurisdicional.o Procurador-Geral de Justiça. na forma da lei. universal e secreto.

VI .Ao Ministério Público é assegurada autonomia administrativa e funcional. CAPÍTULO V Das Funções Essenciais à Justiça SEÇÃO I Do Ministério público Artigo 91 . incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica. cabendo-lhe.O Procurador-Geral de Justiça será inconstitucionalidade. em se tratando de órgão administrativo.praticar atos próprios de gestão. de norma legal ou ato normativo. da lei ou do ato normativo.São princípios institucionais do Ministério Público a unidade. na respectiva Câmara. a decisão será comunicada ao Poder competente para a adoção das providências necessárias à prática do ato que lhe compete ou início do processo legislativo. previamente. Parágrafo único . e.Declarada a inconstitucionalidade por omissão de medida para tornar efetiva norma desta Constituição. .Declarada a inconstitucionalidade. sob pena de responsabilidade. para a suspensão da execução. Artigo 92 . organizados em quadros próprios. o ato ou o texto impugnado.Quando o Tribunal apreciar a inconstitucionalidade. § 4º . em tese. a decisão será comunicada à Assembléia Legislativa ou à Câmara Municipal interessada. citará. ou.O Ministério Público ‚ instituição permanente. em se tratando de lei ou ato normativo municipais. no que couber. § 1º.Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou de seu órgão especial poderá o Tribunal de justiça declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo estadual ou municipal. a quem caberá defender. sempre ouvido nas ações diretas de § 2º . essencial à função jurisdicional do Estado. § 3º . § 5º. a decisão dos Tribunais dar-se-á pelo órgão jurisdicional colegiado competente para exame da matéria. II .praticar atos e decidir sobre a situação funcional do pessoal ativo e inativo da carreira e dos serviços auxiliares.os partidos políticos com representação na Assembléia Legislativa. como objeto de ação direta. o Procurador-Geral do Estado. na forma de sua lei complementar: I . a indivisibilidade e a independência funcional. § 6º . do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. no todo ou em parte. para a sua ação em trinta dias.Nas declarações incidentais.

obedecidas as formalidades legais. V . encaminhando-a. serão utilizados em programas vinculados aos fins da Instituição. nas nomeações. no art. financeira.O Ministério Público elaborará sua proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na Lei de Diretrizes Orçamentárias. aplicação de dotações e recursos próprios e renúncia de receitas. § 3º. orçamentária. assegurada a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em sua realização e observada. sem vinculação a qualquer tipo de despesa. . vedada outra destinação. para inclusão no projeto de lei orçamentária.A fiscalização contábil. os seguintes princípios: a) ingresso na carreira mediante concurso público de provas e títulos. entre outros. a ordem de classificação. não originários do Tesouro Estadual. ressalvada a competência constitucional dos Poderes do Estado. têm eficácia plena e executoriedade imediata. quanto à legalidade.O Ministério Público instalará as Promotorias de Justiça e serviços auxiliares em prédios sob sua administração. Artigo 94 . bem como nos casos de promoção. legitimidade e economicidade.As decisões do Ministério Público. § 2º. § 2º. ao Poder Executivo. IX . será exercida pela Assembléia Legislativa.exercer outras competências dela decorrentes. § 1º. Artigo 93 . no que couber. por intermédio do Procurador-Geral de Justiça.Lei complementar. 171. operacional e patrimonial do Ministério Público.compor os órgãos da Administração Superior.Os recursos próprios. cuja iniciativa é facultada ao Procurador-Geral de Justiça.III . dispor sobre: I . IV . VII .Os recursos correspondentes às dotações orçamentárias próprias e globais do Ministério Público serão entregues. e pelo sistema de controle interno estabelecido na sua lei complementar e. atribuições e Estatuto do Ministério Público. 35 desta Constituição. mediante controle externo. bem como a fixação dos vencimentos de seus membros.elaborar seus regimentos internos. VIII .normas específicas de organização. observados. na forma do art. fundadas em sua autonomia funcional e administrativa.prover os cargos iniciais de carreira e dos serviços auxiliares.organizar suas secretarias e os serviços auxiliares das Promotorias de Justiça. VI . observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias. § 1º. remoção e demais formas de provimento derivado.adquirir bens e serviços e efetuar a respectiva contabilização.propor à Assembléia Legislativa a criação e a extinção de seus cargos e serviços auxiliares.

para mandato de dois anos.elaboração de lista tríplice. III . observado. após dois anos de exercício. por voto de dois terços de seus membros. d) aposentadoria com proventos integrais. de entrância a entrância. c) vencimentos fixados com diferença não excedente a dez por cento de uma para outra entrância. IV . não poderá ultrapassar o teto fixado como limite no âmbito dos Poderes do Estado.O Procurador-Geral de Justiça fará declaração pública de bens. III . o disposto no art. permitida uma recondução. por antigüidade e merecimento. em espécie.controle externo da atividade policial. V . a qualquer título.regime jurídico dos membros do Ministério Público. e) o benefício da pensão por morte deve obedecer o princípio do art. da Constituição Federal. assegurada ampla defesa. salvo por motivo de interesse público.destituição do Procurador-Geral de Justiça por deliberação da maioria absoluta e por voto secreto da Assembléia Legislativa. sem nomeação do Procurador-Geral de Justiça. entre integrantes da carreira. sendo compulsória por invalidez ou aos setenta anos de idade.irredutibilidade de vencimentos. § 4º e art. cuja remuneração. o disposto na Constituição Federal.b) promoção voluntária.Decorrido o prazo previsto em lei. II . VII . 40. Artigo 95 . § 1º . 129.procedimentos administrativos de sua competência. 40. II . quanto à remuneração. § 2º . no ato da posse e no término do mandato. por assemelhação.inamovibilidade. da Constituição Federal. § 4º.vitaliciedade. alternadamente. aplicando-se o disposto no art. será investido no cargo o integrante mais votado da lista tríplice prevista no inciso deste artigo. mediante decisão do órgão colegiado competente do Ministério Público. integrantes de quadro especial. e da entrância mais elevada para o cargo de procurador de justiça. e da entrância mais elevada para o cargo de ProcuradorGeral de Justiça. § 5º. que oficiam junto aos Tribunais de Contas. após cinco anos de exercício efetivo. 93. VI . da Constituição Federal. . aplicando-se. não podendo perder o cargo senão por sentença judicial transitada em julgado.Os membros do Ministério Público têm as seguintes garantias: I .demais matérias necessárias ao cumprimento de seus fins institucionais. e acumulativa aos trinta anos de serviço. para escolha do Procurador-Geral de Justiça pelo Governador do Estado. III.

. as quais serão encaminhadas a quem de direito. se houver compatibilidade de horário. às seguintes proibições: I .A Procuradoria Geral do Estado é instituição de natureza permanente. sem prejuízo da correição judicial.Os membros do Ministério Público sujeitam-se. SEÇÃO II Da Procuradoria Geral do Estado Artigo 98 . salvo uma de magistério.participar de sociedade comercial. ainda que em disponibilidade.Incumbe ao Ministério Público. III . os meios necessários a sua conclusão. da Administração direta e autarquias e pela assessoria e consultoria jurídica do Poder Executivo. por desrespeito aos direitos assegurados na Constituição Federal e nesta Constituição.Para promover o inquérito civil e os procedimentos administrativos de sua competência. do consumidor. o Ministério Público poderá. a qualquer título e sob qualquer pretexto.deliberar sobre sua participação em organismos estatais de defesa do meio ambiente.propor à autoridade administrativa competente a instauração de sindicância para a apuração de falta disciplinar ou ilícito administrativo. responsável pela advocacia do Estado. entre outras. V .O ato de remoção e de disponibilidade de membro do Ministério Público. Parágrafo único . Artigo 96 . por interesse público. II .requisitar dos órgãos da administração direta ou indireta. fundar-se-á em decisão por voto de dois terços do órgão colegiado competente. incapazes ou portadores de deficiências. sendo orientada pelos princípios da legalidade e da indisponibilidade do interesse público. 2 . honorários. na forma da lei. percentagens ou custas processuais. III . reclamações.exercer.receber.exercer a advocacia.exercer a fiscalização dos estabelecimentos prisionais e dos que abriguem idosos. salvo exceções previstas na lei. nos termos de sua lei complementar: 1 .receber petições. vinculada diretamente ao Governador. qualquer outra função pública. de política penal e penitenciária e outros afetos a sua área de atuação. menores.Parágrafo único . II . Artigo 97 . IV .exercer atividade político-partidária. além de outras funções: I . e respondidas no prazo improrrogável de trinta dias. assegurada ampla defesa. representações ou queixas de qualquer pessoa ou entidade representativa de classe. essencial à Administração Pública Estadual.

exercer as funções de consultoria jurídica e de fiscalização da Junta Comercial do Estado. instituição essencial à função jurisdicional do Estado.São funções institucionais da Procuradoria Geral do Estado: I .promover a inscrição. aplicando-se a seus procuradores os mesmos direitos e deveres.O Procurador-Geral do Estado será nomeado pelo Governador. X . entre os Procuradores que integram a carreira. Parágrafo único . responsável pela orientação jurídica e administrativa da instituição. VI . parágrafo único. e deverá apresentar declaração pública de bens.Lei orgânica da Procuradoria Geral do Estado disciplinará sua competência e a dos órgãos que a compõem e disporá sobre o regime jurídico dos integrantes da carreira de Procurador do Estado. incluindo as de regime especial. em comissão. o controle e a cobrança da dívida ativa estadual. compete a orientação jurídica e a defesa. contidas na Lei Orgânica de que trata o art. III . vencimentos. SEÇÃO III Da Defensoria Pública Artigo 103 . ao Conselho da Procuradoria Geral do Estado e à Corregedoria Geral do Estado. autos de processo administrativo.exercer outras funções que lhe forem conferidas por lei. dos necessitados.prestar assistência jurídica aos Municípios. os órgãos jurídicos das autarquias. documentos e diligências formuladas pela Procuradoria Geral do Estado. em todos os graus.prestar assessoramento técnico-legislativo ao Governador do Estado. desta Constituição. proibições e impedimentos.As autoridades e servidores da Administração Estadual ficam obrigados a atender às requisições de certidões. na forma da lei.representar a Fazenda do Estado perante Tribunal de Contas. respeitado o disposto nos arts.Vinculam-se à Procuradoria Geral do Estado. II .A Defensoria Pública. garantias e prerrogativas. .exercer as funções de consultoria e assessoria jurídica do Poder Executivo e da Administração em geral. para fins de atuação uniforme e coordenada. na forma da lei. informações. no ato da posse e de sua exoneração.representar judicial e extrajudicialmente o Estado. VIII . Artigo 100 . atividade correicional. 98. na forma da respectiva lei orgânica.A direção superior da Procuradoria Geral do Estado compete ao ProcuradorGeral do Estado.propor ação civil pública representando o Estado. VII . vantagens e disposições atinentes à carreira de Procurador do Estado.realizar procedimentos disciplinares não regulados por lei especial. Artigo 99 .Parágrafo único . V . Artigo 101 . IV . IX . 132 e 135 da Constituição Federal. Artigo 102 .

necessariamente. inviolável por seus atos e manifestações.Lei Orgânica disporá sobre a estrutura.Parágrafo único . 134 e 135 da Constituição Federal e em lei complementar federal. Artigo 107 .O advogado é indispensável à administração da justiça e. funcionamento e competência da Defensoria Pública. advogados designados pela Ordem do Advogados do Brasil-SP. nos termos da lei. de encaminhar as denúncias a quem de direito e de propor soluções gerais a esses problemas. mediante convênio. instalações destinadas ao contato privado do advogado com o cliente preso.Os membros do Poder Judiciário. Seção de São Paulo. as autoridades e os servidores do Estado zelarão para que os direitos e prerrogativas dos advogados sejam respeitados. inclusive nos juizados de menores. terá os honorários fixados pelo juiz. Artigo 109 . ressalvadas as exceções legais. sob pena de responsabilização na forma da lei. na forma que a lei estabelecer. Artigo 105 . o Poder Executivo manterá quadros fixos de defensores públicos em cada juizado e. nos juizados previstos nos incisos VIII e IX do art.As atividades correicionais nos Cartórios Judiciais contarão. observado o disposto nos arts.É obrigatório o patrocínio das partes por advogados. 3º desta Constituição.O Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana será criado por lei com a finalidade investigar as violações de direitos humanos no território do Estado. quando nomeado para defender autor ou réu pobre. TÍTULO III Da Organização do Estado .O advogado que não seja defensor público. Parágrafo único . SEÇÃO V Do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana Artigo 110 . quando necessário. SEÇÃO IV Da Advocacia Artigo 104 . com a presença de um representante da Ordem dos Advogados do Brasil. Artigo 106 . no sistema prisional e nos distritos policiais. no exercício da profissão. Artigo 108 .Para efeito do disposto no art. em qualquer juizo ou tribunal.O Poder Executivo manterá . 54 e junto às turmas de recursos.

III .os cargos em comissão e as funções de confiança serão exercidos.os cargos.Para a organização da administração pública direta e indireta. A nomeação do candidato aprovado obedecerá à ordem de classificação. prorrogável uma vez. em concurso público de provas ou de provas e títulos. IV . no prazo máximo de dez dias úteis. publicidade. ressalvadas as nomeações para cargo em comissão. se outro não for fixado pela autoridade judiciária. empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei. indicando seus efeitos e forma de processamento. contratos. de qualquer dos Poderes do Estado. moralidade. indireta ou funcional. por servidores ocupantes de cargo de carreira técnica ou profissional.CAPÍTULO I Da Administração Pública SEÇÃO I Disposições Gerais Artigo 111 .é garantido ao servidor público civil o direito à livre associação sindical. o aprovado em concurso público de provas ou de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos concursados para assumir cargo ou emprego. obedecerá os princípios de legalidade. II . é obrigatório o cumprimento das seguintes normas: I .As leis e atos administrativos externos deverão ser publicados no órgão oficial do Estado. na carreira.o prazo de validade do concurso público será de até dois anos. A publicação dos atos não normativos poderá ser resumida. certidão de atos.A administração pública direta.A administração é obrigada a fornecer a qualquer cidadão.a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia. sob pena de responsabilidade da autoridade ou servidor que negar ou retardar a sua expedição. decisões ou pareceres. por igual período. inclusive as fundações instituídas ou mantidas por qualquer dos Poderes do Estado. Artigo 115 . finalidade. No mesmo prazo deverá atender às requisições judiciais.durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação. Artigo 112 . impessoalidade. declarado em lei. para que produzam os seus efeitos regulares. . 8º da Constituição Federal. razoabilidade. obedecido o disposto no art. para a defesa de seus direitos e esclarecimentos de situações de seu interesse pessoal. de livre nomeação e exoneração. Artigo 113 . Artigo 114 . VI . motivação e interesse público. nos casos e condições previstos em lei. preferencialmente.A lei deverá fixar prazos para a prática dos atos administrativos e estabelecer recursos adequados a sua revisão. V .

XIII .a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para os portadores de deficiências. XVI . os valores percebidos como remuneração. a qualquer título. sem distinçãode índices entre servidores públicos civis e militares.o servidor e empregado público gozarão de estabilidade no cargo ou emprego desde o registro de sua candidatura para o exercício de cargo de representação sindical ou no caso previsto no inciso XXIII deste artigo. exceto quando houver compatibilidade de horários: a) de dois cargos de professor. até um ano após o término do mandato. XVII .VII . em espécie.a lei fixará o limite máximo e a relação de valores entre a maior e a menor remuneraçãodos servidores públicos. VIII . Executivo e Judiciário. . salvo se cometer falta grave definida em lei. 153. far-se-á sempre na mesma data. I. § 2º. a redução se aplicará independentemente da natureza das vantagens auferidas pelo servidor. 39. 150. para atender a necessidade temporária de excepciona interesse público. se eleito. XIV . 129 desta Constituição . IX . c) de dois cargos privativos de médico.é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos.os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores sob o mesmo título ou idêntico fundamento. como limites máximos. remuneração ou salário dos servidores públicos. adquiridas em razão de tempo de serviço.os vencimentos. X . é vedada a redução de salários que implique a supressãodas vantagens de caráter individual. civis e militares. da Constituição Federal. pelos Deputados à Assembléia Legislativa. § 1º.os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo. XV . garantindo as adaptações necessárias para a sua participação nos concursos públicos e definir os critérios de sua admissão. XII . Secretários de Estado. XI . ressalvado o disposto no inciso anterior e no art.é vedada a vinculação ou equiparação de vencimentos.o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei complementar federal. II. bem como no ambito do Ministério Público. observados. respectivamente. da Constituição Federal. Desembargadores do Tribunal de Justiça e pelo Procurador-Geral de Justiça.até que se atinja o limite a que se refere o inciso anterior. III e 153. bem como os arts. previstas no art. para efeito de remuneraçãode pessoal do serviço público.A Iei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado. b) de um cargo de professor com outro técnico ou científico.a revisão geral da remuneração dos servidores públicos. XVIII . são irredutíveis e a retribuição mensal observará o que dispõem os incisos XI e XIII deste artigo. Atingido o referido limite. no ambito dos Poderes Legislativo.

cisão. na forma da lei. prestarão ao Ministério Público o apoio especializado ao desempenho das funções da Curadoria de Proteção de Acidentes do Trabalho da Curadoria de Defesa do Meio Ambiente e de outros interesses coletivos e difusos. . mensalmente.fica instituída a obrigatoriedade de um Diretor Representante e de um Conselho de Representantes. obras.é vedada a estipulação de limite de idade para ingresso por concurso público na administração direta. terão.depende de autorização legislativa. autarquias. sociedades de economia mista e fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público. em cada caso. programas.a proibição de acumular. bem como a contrapartida do Estado. XXVI . antes da posse e depois do desligamento. quando assim o exigirem suas atividades.A publicidade dos atos. fusão. autarquia e fundação instituída ou mantida pelo Poder Público. XXIV . nas autarquias.a administração fazendária e seus agentes fiscais de rendas. empresas públicas. na forma que a lei dispuser. XXI . sociedade de economia mista. de todo o dirigente de empresa pública. aos quais compete exercer. privativamente. visando à proteção da vida. § 1º . à disposição da entidade estadual responsável pela prestação do benefício. as universidades públicas e as entidades de pesquisa técnica e científica oficiais ou subvencionadas pelo Estado. deverão ser postos. assim como a participação de qualquer delas em empresa privada. privatização ou extinção das sociedades de economia mista. XXII . símbolos e imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. XXV . dentro de suas áreas de competência e jurisdição. XXVIII . incorporação. XXIX .pulsórios dos servidores públicos. precedência sobre os demais setores administrativos.a administração pública direta e indireta. eleitos pelos servidores e empregados públicos. XX .XIX . transformação. fundações e empresas públicas depende de prévia aprovação da Assembléia Legislativa. Comissãode Controle Ambiental.a criação. a criação de subsidiárias das entidades mencionadas no inciso anterior. dela não podendo constar nomes.Os órgãos da Administração direta e indireta ficam obrigados a constituir Comissão Interna de Prevenção de Acidentes . a fiscalização de tributos estaduais.CIPA. XXIII . empresa pública. do meio ambiente e das condições de trabalho do seus servidores. destinados à formação de fundo próprio de previdência. informativo e de orientação social. fundações e órgãos controlados pelo Poder Público dever ter caráter educacional. na forma da lei.é obrigatória a declaração pública de bens. sociedades de economia mista e fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público. XXVII . sociedade de economia mista. indireta. serviços e campanhas da administração pública direta. estende-se a empregos e funções e abrange autarquias. a que se refere o inciso anterior. respeitando-se apenas o limite constitucional para aposentadoria compulsória. autarquia e fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público.os recursos provenientes dos descontos com. cabendo à lei definir os limites de sua competência e atuação.ao servidor público que tiver sua capacidade de trabalho reduzida em decorrência de acidente de trabalho ou doença do trabalho será garantida a transferência para locais ou atividades compatíveis com sua situação.e.

pagos com atraso.É vedada à administração pública direta e indireta. § 3º . sob pena de invalidade da licitação. serviços.§ 2º . inclusive fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público.É vedada ao Poder Público. § 4º. referentes ao exercício anterior. observando-se o disposto no § 2º do art. até o dia trinta de abril de cada ano. deverão ser corrigidos monetariamente de acordo com os índices oficiais aplicáveis à espécie. preenchidos e vagos.As licitações de obras e serviços públicos deverão ser precedidas da indicação do local onde serão executados e do respectivo projeto técnico completo. o Ministério Público. prestadoras de serviços públicos. § 5º . Artigo 116 . Parágrafo único. direta ou indiretamente.A inobservância do disposto nos incisos II. que permita a definição precisa de seu objeto e previsão de recursos orçamentários. 192 desta Constituição. nessa qualidade. seu quadro de cargos e funções. a publicidade de qualquer natureza fora do território do Estado para fim de propaganda governamental.Os serviços concedidos ou permitidos ficarão sempre sujeitos à regulamentação e fiscalização do Poder Público e poderão ser retomados quando não atendam satisfatoriamente aos seu fins ou às condições do contrato. deverão ser atendidas as exigências de proteção do patrimônio histórico-cultural e do meio ambiente. publicarão. bem como os Poderes Legislativo e Judiciário.Os vencimentos. a contratação de serviços e obras de empresas que não atendam às normas relativas à saúde e segurança no trabalho. nos termos da lei. Compras e Alienações Artigo 117 .Na elaboração do projeto mencionado neste artigo. mantidas as condições efetivas da proposta. In e IV deste artigo implicará a nulidade do ato e a punição da autoridade responsável. SEÇÃO II Das Obras. as obras. nos termos da lei. inclusive fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público. com cláusulas que estabeleçam obrigações de pagamento. Serviços Públicos. .As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado. Artigo 118 . Artigo 119 . exceto às empresas que enfrentam concorrência de mercado. vantagens ou qualquer parcela remuneratória. causarem a terceiros. o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações.Ressalvados os casos especificados na legislação. assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. responderão pelos danos que seus agentes.As entidades da administração direta e indireta. Parágrafo único . compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes.

os serviços de gás canalizado em todo o seu território. na forma que a lei estabelecer. inclusive fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público. de natureza industrial ou domiciliar.Cabem à empresa estatal. serão prestados aos usuários por métodos que visem à melhor qualidade e maior eficiência e à modicidade das tarifas. os quais servirão de base para as licitações realizadas pela administração direta e indireta. com a periodicidade necessária. domiciliar. os preços médios de mercado de bens e serviços. Artigo 122 .Os serviços de que trata este artigo não serão subsidiados pelo Poder Público. CAPÍTULO II Dos Servidores Públicos do Estado SEÇÃO I Dos Servidores Públicos Civis Artigo 124 . em igualdade de condições. com exclusividade de distribuição. de forma que sejam atendidas as necessidades dos setores industrial. § 2º . na aquisição de bens e serviços pela administração direta e indireta. das autarquias e das fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público terão regime jurídico único e planos de carreira. automotivo e outros. tratamento preferencial à empresa brasileira de capital nacional. ressalvadas as vantagens de caráter individual e as relativas à natureza ou ao local de trabalho.Orgãos competentes publicarão. ou entre servidores dos Poderes Legislativo. Artigo 123 .Os serviços públicos serão remunerados por tarifa previamente fixada pelo órgão executivo competente. Parágrafo único . § 1º .No caso do parágrafo anterior. Executivo e Judiciário.Os servidores da administração pública direta. quando prestados por particulares. incluindo o fornecimento direto a partir de gasodutos de transporte. em qualquer medida. comercial. inclusive fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público.Os serviços públicos.A lei assegurará aos servidores da administração direta isonomia de vencimentos para cargos de atribuições iguais ou assemelhados do mesmo Poder. não haverá alteração nos vencimentos dos demais cargos da carreira a que pertence aquele cujos vencimentos foram alterados por força da isonomia.Parágrafo único .A lei garantirá. Artigo 121 . . Artigo 120 .

XXII. 7º.§ 3º .Aplica-se aos servidores a que se refere o "caput" deste artigo o disposto no art. na forma do que dispuser a respeito a legislação federal. Artigo 125 .voluntariamente: a) aos trinta e cinco anos de serviço. quando decorrentes de acidente em serviço. e aos sessenta. XIX. moléstia profissional ou doença grave. § 4º . . recebendo seus vencimentos e vantagens. VII. se mulher. c) aos trinta anos de serviço. XVII. no caso de exercício de atividades consideradas penosas. e aos vinte e cinco. estadual ou municipal será computado integralmente para os efeitos de aposentadoria e disponibilidade.A lei disporá temporários. com § 1º. o direito de afastar-se de suas funções. XVIII. docentes e especialistas de educação. b) aos trinta anos de serviço em funções de magistério. contagiosa ou incurável. se homem. e proporcionais nos demais casos.O tempo de mandato eletivo será especial. funções ou empregos § 3º. XV.Fica assegurado ao servidor público. com proventos proporcionais ao tempo de serviço. durante o tempo em que durar o mandato. § 2º . § 1º.O exercício do mandato eletivo por servidor público far-se-á observância do art. com proventos proporcionais ao tempo de serviço. se homem. e aos trinta. computado para fins de aposentadoria Artigo 126 . XIII. XX. sobre a aposentadoria em cargos. 38 da Constituição Federal. com proventos integrais. sempre que se modificar a remuneração dos servidores em atividade.por invalidez permanente. III . se mulher. com proventos proporcionais ao tempo de serviço. se mulher.Os proventos da aposentadoria serão revistos na mesma proporção e na mesma data. § 2º . d) aos sessenta e cinco anos de idade. insalubres ou perigosas. IX. especificadas em lei. VIII. com proventos integrais. aos setenta anos de idade. II . IV. se homem. sendo os proventos integrais. XVI. nos termos da lei. se mulher. VI. "a" e "c".Lei complementar estabelecerá exceções ao disposto no inciso III. XXIII e XXX da Constituição Federal. se homem.O tempo de serviço público federal. XII. e aos vinte e cinco anos.O servidor será aposentado: I .compulsoriamente. eleito para ocupar cargo em sindicato de categoria.

ou por pagamentos efetuados em desacordo com as normas legais. Artigo 133 . na forma da lei. 40. deve obedecer o princípio do art. que tenha exercido ou venha a exercer. segundo critérios estabelecidos em lei. desta Constituição. quando o servidor ocupar outro cargo de regime idêntico. concedida aos vinte anos de efetivo exercício.Aplica-se aos servidores públicos estaduais.Ao servidor será assegurado o direito de remoção para igual cargo ou função. § 7º.O servidor. Artigo 130 . instruído com prova de ter completado o tempo de serviço necessário à obtenção do direito. poderá cessar o exercício da função pública. XVI. a qualquer título. no lugar de residência do cônjuge.O servidor. 41 da Constituição Federal. da Constituição Federal. ou pelo critério da proporcionalidade. observado o disposto no art. para efeito de estabilidade. Artigo 128 . Parágrafo único . se este também for servidor e houver vaga. Artigo 127 .Ao servidor público estadual é assegurado o percebimento do adicional por tempo de serviço. nos termos da lei. com mais de cinco anos de efetivo exercício.O disposto neste artigo aplica-se também ao servidor cônjuge de titular de mandato eletivo estadual ou municipal. § 5º . nos termos da lei. sujeitando-os ao sequestro e perdimento dos bens.O tempo de serviço prestado sob o regime de aposentadoria especial será computado da mesma forma. Artigo 129 . e vedada a sua limitação. desde que tenham completado cinco anos de efetivo exercício. bem como a sexta-parte dos vencimentos integrais.Os servidores públicos estáveis do Estado e de suas autarquias. § 5º. terão computado.O Estado responsabilizará os seus servidores por alcance e outros danos causados à administração. rural e urbana. 115.As vantagens de qualquer natureza só poderão ser instituídas por lei e quando atendam efetivamente ao interesse público e às exigências do serviço. que se incorporarão aos vencimentos para todos os feitos. para efeito de aposentadoria. hipótese em que os diversos sistemas de previdência social se compensarão financeiramente. § 6º . o disposto no art.O benefício da pensão. o tempo de serviço prestado em atividade de natureza privada. independentemente de qualquer formalidade.sendo também estendidos aos inativos quaisquer benefícios ou vantagens posteriormente concedidas aos servidores em atividade. quando se trate de regimes diversos. ainda quando decorrente de reenquadramento. concedido no mínimo por quinquênio. Artigo 131 . por morte. nos termos da lei. Artigo 132 . cargo ou função que lhe proporcione remuneração . após noventa dias decorridos da apresentação do pedido de aposentadoria voluntária. de transformação ou reclassificação do cargo ou função em que se deu a aposentadoria.

superior à do cargo de que seja titular. o tempo de serviço prestado em cartório não oficializado. aplica-se aos servidores mencionados neste artigo o diposto na seção anterior. como de efetivo exercício. na ação referente ao ato que deu causa à demissão.O servidor. ser submetido ao julgamento previsto no parágrafo anterior. incorporará um décimo dessa diferença. § 2º. será inamovível. no que couber. sem prejuízo de seus vencimentos ou salários e demais vantagens do cargo ou função-atividade. Artigo 135 .O servidor público militar demitido por ato administrativo. até o limite de dez décimos. SEÇÃO II Dos Servidores Públicos Militares Artigo 138 . Artigo 136 . por decisão do Tribunal de Justiça Militar do Estado.São servidores públicos militares estaduais os integrantes da Polícia Militar do Estado. para efeito de aposentadoria e disponibilidade. se absolvido pela Justiça. § 4º . 42 da Constituição Federal. § 6º . § 1º .A lei assegurará à servidora gestante mudança de função. na ação referente ao ato que deu causa à demissão. aos servidores a que se refere este artigo. será reintegrado à Corporação com todos os direitos restabelecidos. Artigo 134 . por sentença transitada em julgado. ainda que respondendo a inquérito ou processo em qualquer jurisdição.Ao servidor público estadual será contado. com todos os direitos adquiridos.O oficial da Polícia Militar só perderá o posto e a patente se for julgado indigno do Oficialato ou com ele incompatível. mediante certidão expedida pela Corregedoria Geral da Justiça. nos casos em que for recomendado.Naquilo que não colidir com a legislação específica. .O servidor público civil demitido por ato administrativo. o disposto no art. por ano. § 5º . será reintegrado ao serviço público.O direito do servidor militar de ser transferido para a reserva ou ser reformado será assegurado. § 3º . Artigo 137 .O oficial condenado na Justiça comum ou militar à pena privativa de liberdade superior a dois anos. durante o exercício do mandato de vereador. nos casos previstos em lei específica. se absolvido pela Justiça. ou função para a qual foi admitido.Aplica-se.

subordinada ao Governador do Estado. direito e responsabilidade de todos. § 2º. ressalvada a competência da União.A Segurança Pública. § 1º. respeitadas as leis federais concernentes. dirigida por delegados de polícia de carreira.CAPÍTULO III Da Segurança Pública SEÇÃO I Disposições Gerais Artigo 139 . integrada pelo Corpo de Bombeiros é força auxiliar. § 4º.O Delegado Geral da Polícia Civil. . deveres. reserva do Exército. exceto as militares.Lei orgânica e estatuto disciplinarão a organização. § 2º.A remoção de integrante da carreira de delegado de polícia somente poderá ocorrer mediante pedido do interessado ou manifestação favorável do Colegiado Superior da Polícia Civil. § 3º . servidores especiais. SEÇÃO II Da Polícia Civil Artigo 140 . o funcionamento. nos termos da lei. vantagens e regime de trabalho da Polícia Civil e de seus integrantes. Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. bacharéis em Direito.A Polícia Civil. § 1º. integrante da última classe da carreira.Aos integrantes da carreira de delegado de polícia fica assegurada. § 3º. é exercida para a preservação da ordem pública e incolumidade das pessoas e do patrimônio. os direitos. dever do Estado. aos delegados de polícia. assegurado na estruturação das carreiras o mesmo tratamento dispensado.O Estado manterá a Segurança Pública por meio de sua polícia. órgão permanente. nos termos do disposto no art. será nomeado pelo Governador do Estado e deverá fazer declaração pública de bens no ato da posse e da sua exoneração.A Polícia Militar. as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais. incumbem. isonomia de vencimentos. 241 da Constituição Federal. para efeito de escalonamento e promoção.A polícia do Estado será integrada pela Policia Civil.

§ 5º- Lei específica definirá a organização, funcionamento e atribuições da
Superintendência da Polícia Técnico-Cientifíca, que será dirigida, alternadamente,
por perito criminal e médico legista, sendo integrada pelos seguintes órgãos:
1- Instituto de Criminalística;
2- Instituto Médico Legal.

SEÇÃO III
Da Polícia Militar
Artigo 141 - A Polícia Militar, órgão permanente, incumbem, além das atribuições
definidas em lei, a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública.
§ 1º - O Comandante Geral da Polícia Militar será nomeado pelo Governador do
Estado dentre oficiais da ativa, ocupantes do último posto do Quadro de Oficiais
Policiais Militares, conforme dispuser a lei, devendo fazer declaração pública de bens
no ato da posse e de sua exoneração.
§ 2º - Lei Orgânica e Estatuto disciplinarão a organização, o funcionamento, direitos,
deveres, vantagens e regime de trabalho da Policia Militar e de seus integrantes,
servidores militares estaduais, respeitadas as leis federais concernentes.
§ 3º - A criação e manutenção da Casa Militar e Assessorias Militares somente
poderão ser efetivadas nos termos em que a lei estabelecer.
§ 4º - O Chefe da Casa Militar será escolhido pelo Governador do Estado entre
oficiais da ativa, ocupantes do último posto do Quadro de Oficiais Policiais Militares.
Artigo 142 - Ao Corpo de Bombeiros, além das atribuições definidas em lei, incumbe a
execução de atividades de defesa civil, tendo seu quadro próprio e funcionamento
definidos na legislação prevista no § 2º do artigo anterior.

SEÇÃO IV
Da Política Penitenciária
Artigo 143 - A legislação penitenciária estadual assegurará o respeito às regras mínimas
da Organização das Nações Unidas para o tratamento de reclusos, a defesa técnica nas
infrações disciplinares e definirá a composição e competência do Conselho Estadual de
Política Penitenciária.

TÍTULO IV
Dos Municípios e Regiões

CAPÍTULO I
Dos Municípios
SEÇÃO I
Disposições Gerais
Artigo 144 - Os Municípios, com autonomia política, legislativa, administrativa e financeira
se auto organizarão por Lei Orgânica, atendidos os princípios estabelecidos na
Constituição Federal e nesta Constituição.
Artigo 145 - A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios
preservarão a continuidade e a unidade histórico-cultural do ambiente urbano, far-se-ão
por lei, obedecidos os requisitos previstos em lei complementar, e dependerão de
consulta prévia, mediante plebiscito, às populações diretamente interessadas.
Parágrafo único - O território dos Municípios poderá ser dividido em distritos,
mediante lei municipal, atendidos os requisitos previstos em lei complementar,
garantida a participação popular.
Artigo 146 - A classificação de Municípios como estância de qualquer natureza, para
concessão de auxílio, subvenções ou benefícios, dependerá da observância de
condições e requisitos mínimos estabelecidos em lei complementar, de manifestação dos
órgãos técnicos competentes e do voto favorável da maioria dos membros da Assembléia
Legislativa.
§ 1º- O Estado manterá , na forma que a lei estabelecer, um Fundo de Melhoria das
Estâncias, com o objetivo de desenvolver programas de urbanização, melhoria e
preservação ambiental das estâncias de qualquer natureza.
§ 2º - O Fundo de Melhoria das Estâncias terá dotação orçamentária anual nunca
inferior à totalidade da arrecadação de impostos municipais dessas estâncias, no
exercício imediatamente anterior, devendo a lei fixar critérios para a transferência e a
aplicação desses recursos.
Artigo 147 - Os Municípios poderão, por meio de lei municipal, constituir guarda
municipal, destinada à proteção de seus bens, serviços e instalações, obedecidos os
preceitos da lei federal.
Artigo 148 - Lei estadual estabelecerá condições que facilitem e estimulem a criação de
Corpos de Bombeiros Voluntários nos Municípios respeitada a legislação federal.

SEÇÃO II
Da Intervenção
Artigo 149 - O Estado não intervirá no Município, salvo quando:

I - deixar de ser paga, sem motivo de força maior, por dois anos consecutivos, a
dívida fundada;
II - não forem prestadas contas devidas, na forma da lei;
III - não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e
desenvolvimento do ensino;
IV - o Tribunal de Justiça der provimento a representação para a observância de
princípios constantes nesta Constituição, ou para prover a execução de lei, de ordem
ou de decisão judicial.
§ 1º- O decreto de intervenção, que especificará a amplitude, prazo e condições de
execução e, se couber, nomeará o interventor, será submetido à apreciação da
Assembléia Legislativa, no prazo de vinte e quatro horas.
§ 2º - Estando a Assembléia Legislativa em recesso, far-se-á
convocação
extraordinária, no mesmo prazo de vinte e quatro horas, para apreciar a Mensagem
do Governador do Estado.
§ 3º - No caso do inciso IV, dispensada a apreciação pela Assembléia Legislativa, o
decreto limitar-se-á a suspender a execução do ato impugnado, se esta medida
bastar ao restabelecimento da normalidade, comunicando o Governador do Estado
seus efeitos ao Presidente do Tribunal de Justiça.
§ 4º - Cessado os motivos da intervenção, as autoridades afastadas de seus cargos a
estes voltarão, salvo impedimento legal, sem prejuízo da apuração administrativa, civil
ou criminal decorrente de seus atos.
§ 5º - O interventor prestará contas de seus atos ao Governador do Estado e aos
órgãos de fiscalização a que estão sujeitas as autoridades afastadas.

SEÇÃO III
Da Fiscalização Contábil Financeira,
Orçamentária,
Operacional e Patrimonial
Artigo 150 - A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial do
Município e de todas as entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade,
legitimidade, economicidade, finalidade, motivação, moralidade, publicidade e interesse
público, aplicação de subvenções e renúncia de receitas, será exercida pela Câmara
Municipal, mediante controle externo, e pelos sistemas de controle interno de cada Poder,
na forma da respectiva lei orgânica, em conformidade com o disposto no art. 31 da
Constituição Federal.
Artigo 151 - O Tribunal de Contas do Município de São Paulo será composto por cinco
Conselheiros e obedecer , no que couber, aos princípios da Constituição Federal e desta
Constituição.

atendidas as respectivas peculiaridades. CAPÍTULO II Da Organização Regional SEÇÃO I Dos Objetivos.a integração do planejamento e da execução de funções públicas de interesse comum aos entes públicos atuantes na região. visando ao máximo aproveitamento dos recursos públicos a ela destinados.a cooperação dos diferentes níveis de governo.Considera-se região metropolitana o agrupamento de Municípios lirlútrofes que assuma destacada expressão nacional. em unidades regionais constituídas por agrupamentos de Municípios limítrofes.A organização regional do Estado tem por objetivo promover: I .a utilização racional do território.Considera-se aglomeração urbana o agrupamento de Municípios limítrofes que apresente relação de integração funcional de natureza econômico-social e .O território estadual poderá ser dividido. especialização e integração sócio-econômica. V .a redução das desigualdades sociais e regionais.Parágrafo único . culturais e a proteção do meio ambiente. articulação e integração de seus órgãos e entidades da administração direta e indireta com atuação na região. o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum. IV . total ou parcialmente. § 2º . mediante o controle da implantação dos empreendimentos públicos e privados na região.O Poder Executivo coordenará e compatibilizará sistemas de caráter regional. mediante lei complementar.o planejamento regional para o desenvolvimento sócio-econômico e melhoria da qualidade de vida.Aplicam-se aos Conselheiros do Tribunal de Contas do Município de São Paulo as normas pertinentes aos Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado. os planos e SEÇÃO II Das Entidades Regionais Artigo 153 . Diretrizes e Prioridades Artigo 152 . § 1º . II . Parágrafo único . dos recursos naturais. III . para integrar a organização. exigindo planejamento integrado e ação conjunta permanente dos entes públicos nela atuantes. significativa conurbação e de funções urbanas e regionais com alto grau de diversidade. em razão de elevada densidade demográfica. mediante a descentralização.

154. exigindo planejamento integrado com vistas a criar condições adequadas para o desenvolvimento e integração regional. a organização e execução das funções públicas de interesse comum. nestes e naquele.Em região metropolitana ou aglomeração urbana. . quando expressamente estabelecidos pelo conselho a que se refere o art. em conjunto com os municípios integrantes das respectivas entidades regionais. § 2º. Artigo 158 . um conselho de caráter normativo e deliberativo. entre si. seus planos.O Estado e os Municípios destinarão recursos financeiros específicos. Artigo 154 . a participação da população no processo de planejamento e tomada de decisões. relações de interação funcional de natureza físico-territorial. Parágrafo único . regionais e setoriais de desenvolvimento. a fusão de entidades ou órgãos públicos atuantes na região. diretrizes e objetivos estabelecidos nos planos e programas estaduais.Considera-se microrregião o agrupamento de Municípios limítrofes que apresente. no que respeita ao planejamento e às medidas para sua implementação. o Estado criará. para o desenvolvimento de funções públicas de interesse comum. nos termos da lei complementar. a coordenação e. assegurada. orçamentos. será disciplinada em lei complementar. as diretrizes. mediante lei complementar. Artigo 157 . objetivos e metas da Administração Estadual. § 1º. no que couber. observado o disposto no art.A participação dos municípios nos conselhos deliberativos e normativos regionais.O Estado. para cada unidade regional. bem como disporá sobre a organização. § 3º . Artigo 155 .Em regiões metropolitanas. no que couber. a participação paritária do conjunto dos Municípios. conforme o caso. regionais e setoriais de desenvolvimento econômico-social e de ordenação territorial. investimentos e ações às metas. com o plano diretor dos Municípios e as prioridades da população local.Os planos plurianuais do Estado estabelecerão.É assegurada. compatibilizará os planos e programas estaduais.174 desta Constituição. bem como as entidades regionais e setoriais executoras das funções públicas de interesse comum. bem como na fiscalização da realização de serviços ou funções públicas em nível regional. econômico-social e administrativa.urbanização contínua entre dois ou mais Municípios ou manifesta tendência nesse sentido. o conselho a que alude o "caput" deste artigo integrará entidade pública de caráter territorial. nos respectivos planos plurianuais e orçamentos. que exija planejamento integrado e recomende ação coordenada dos entes públicos nela atuantes. programas. § 3º. com relação ao Estado. previstos no "caput" deste artigo. vinculando-se a ele os respectivos órgãos de direção e execução.Os Municípios deverão compatibilizar. o planejamento do transporte coletivo de caráter regional será efetuado pelo Estado. de forma regionalizada. a articulação. Artigo 156 .Visando a promover o planejamento regional.

respeitados os direitos individuais e nos termos da lei.A receita pública será constituída por tributos. o patrimônio.contribuição de melhoria.Os preços públicos serão fixados pelo Executivo. § 1º . os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte.As taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos. cobrada de seus servidores para custeio. para efeito de redução ou isenção da carga tributária. observadas as normas gerais de Direito Financeiro e as leis atinentes à espécie. de serviços públicos de sua atribuição. IV . preços e outros ingressos.taxas em razão do exercício do poder de polícia. de sistemas de previdência e assistência social. . Parágrafo único . II . § 2º . Artigo 160 .Compete ao Estado instituir: I . III . decorrente de obras públicas.Sempre que possível.Observadas as restrições da legislação federal. a lei definirá . para atendimento da população de baixa renda.Parágrafo único . das Finanças e dos Orçamentos CAPÍTULO I Do Sistema Tributário Estadual SEÇÃO I Dos Princípios Gerais Artigo 159 . prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição. Artigo 161 . facultado à administração tributária. identificar.O Estado proporá e defenderá a isenção de impostos sobre produtos componentes da cesta básica. em benefício destes. Parágrafo único . específicos e divisíveis. especialmente para conferir efetividade a esses objetivos. os produtos que integrarão a cesta básica. ou pela utilização.contribuição.os impostos previstos nesta Constituição e outros que venham a ser de sua competência. diretamente ou mediante concessão ou permissão.Caberá ao Estado a operação do transporte coletivo de caráter regional. os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte. efetiva ou potencial. TÍTULO V Da Tributação.

VIII . proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida. atendidos os requisitos de lei. SEÇÃO II Das Limitações do Poder de Tributar Artigo 163 . por meio de tributo. jornais. e deles receber encargos de administração tributária.respeitado o disposto no art. II . admitida a concessão de incentivos fiscais destinados a promover o equilíbrio do desenvolvimento sócio-econômico entre as diferentes regiões do Estado.instituir isenções de tributos da competência dos Municípios. das instituições de educação e de assistência social sem fins lucrativos. d) livros.instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente. ou que implique distinção ou preferência em relação a Município em detrimento de outro. periódicos e o papel destinado a sua impressão. independentemente da denominação jurídica dos rendimentos. . títulos ou direitos. é vedado ao Estado: I . bem como poderá delegar à União. IV . b) templos de qualquer culto. renda ou serviços dos partidos políticos. a outros Estados e Municípios. do Distrito Federal e dos Municípios. instituir tributo que não seja uniforme em todo o território estadual. dos Estados. das entidades sindicais dos trabalhadores. renda ou serviços.cobrar tributos: a) em relação a fatos geradores ocorridos antes do início vigência da lei que os houver instituído ou aumentado. inclusive suas fundações. b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou.estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou bens.exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça. III . ressalvada a cobrança de pedágio pela utilização de vias conservadas pelo Poder Público Estadual. bem assim na legislação complementar específica.O Estado coordenará e unificará serviços de fiscalização e arrecadação de tributos.Artigo 162 . 150 da Constituição Federal. VI . VII .utilizar tributo com efeito de confisco. da União. c) patrimônio.instituir impostos sobre: a) patrimônio. V .Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte.

pelo exercício do direito de petição ao Poder Público em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder.Compete ao Estado instituir: I . a renda e os serviços. "a". à renda e aos serviços.A lei determinará medidas para que os consumidores sejam esclarecidos acerca dos impostos que incidam sobre mercadorias e serviços. e do parágrafo anterior não se aplicam ao patrimônio. no que se refere ao patrimônio. . IV.As proibições do inciso VI. § 6º .Qualquer anistia ou remissão que envolva matéria tributária ou providenciaria só poderá ser concedida mediante lei específica estadual. não se compreende como limitação ao tráfego de bens a apreensão de mercadorias. só poderá ser exigida apôs decorridos noventa dias da publicação da lei que a houver instituído ou modificado. compreendem somente o patrimônio. § 5º . deste artigo. hipótese em que ficarão retidas até a comprovação da legitimidade de sua posse pelo proprietário.Para os efeitos do inciso V. para defesa de direitos e esclarecimentos de interesse pessoal. alíneas "b" e "c". relacionados com as finalidades essenciais das entidades nelas mencionadas. § 2º . relacionados com exploração de atividades econômicas regidas pelas normas aplicáveis a empreendimentos privados. é extensiva às autarquias e às fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público.impostos sobre: a) transmissão "causa mortis" e doação de quaisquer bens ou direitos. intermunicipal e de comunicação. II .É vedada a cobrança de taxas: I .A proibição do inciso VI. à renda e aos serviços. 160.As proibições expressas no inciso VI.A contribuição de que trata o art. ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior. ou em que haja contraprestação ou pagamento de preços ou tarifas pelo usuário. b) operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual.§ 1º . "b". quando desacompanhadas de documentação fiscal idônea. § 7º . "a". vinculados aos seus fins essenciais ou deles decorrentes. Artigo 164 . SEÇÃO III Dos Impostos do Estado Artigo 165 . § 4º .para a obtenção de certidões em repartições públicas. não se lhe aplicando o disposto no inciso III. § 3º .

O imposto previsto no inciso I. "b". a título do imposto previsto no art.O imposto previsto no inciso I. II . 153. 155. § 2º . 2 . adotar-se-á : a) a alíquota interestadual. 2 . ganhos e rendimentos de capital. b) a alíquota interna. em função da essencialidade das mercadorias e dos serviços. quando o destinatário não for contribuinte dele. títulos e créditos.terá suas alíquotas limitadas aos percentuais máximos fixados pelo Senado Federal. cujo doador estiver domiciliado neste Estado. b) bens móveis. 3 .terá as suas alíquotas fixadas nos termos do art. títulos e créditos. compensando-se o que for devido em cada operação relativa à circulação de mercadorias ou prestação de serviços com o montante cobrado nas anteriores pelo mesmo ou em outro Estado ou pelo Distrito Federal. salvo determinação em contrário da legislação: a) não implicará crédito para compensação com o montante devido nas operações ou prestações seguintes. § 2º. V e VI. "a": 1 . cujo inventário ou arrolamento for processado neste Estado. IV. b) acarretará a anulação do crédito relativo às operações anteriores.c) propriedade de veículos automotores.incide sobre: a) bens imóveis situados neste Estado e direitos a eles relativos. incidentes sobre lucros. c) bens móveis.será não cumulativo. III. . 4 . atenderá ao seguinte: 1 .a isenção ou não incidência.poderá ser seletivo. quando o destinatário for contribuinte do imposto. 5 . da Constituição Federal. da Constituição Federal. § 1º .em relação às operações e prestações que destinem bens e serviços a consumidor final localizado em outro Estado.adicional de até cinco por cento do que for pago à União por pessoas físicas ou jurídicas domiciliadas no território do Estado de São Paulo.

quando mercadorias forem fornecidas com serviços não compreendidos na competência tributária dos Municípios. quando nele estiver situado o estabelecimento destinatário da mercadoria ou do serviço. c) sobre o ouro. excluídos os semi-elaborados definidos em lei complementar nacional. assim como sobre serviços prestados no exterior. § 3º . quando a operação. 153. SEÇÃO IV Da Repartição das Receitas tributárias Artigo 167 .6 .na hipótese da alínea "a" do item anterior. 9 . b) sobre o valor total da operação. configure fato gerador dos dois impostos. Artigo 166 . quando nele estiver localizado o destinatário. caberá a este Estado.não compreenderá. em sua base de cálculo o montante do imposto sobre produtos industrializados. incluindo lubrificantes. cabendo o imposto a este Estado. § 5º. 7 .incidirá também: a) sobre a entrada de mercadorias importadas do exterior. nas hipóteses definidas no art. o imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna e a interestadual. Parágrafo único .O Estado destinará aos Municípios: .não incidirá: a) sobre operações que destinem ao exterior produtos industrializados. realizada entre contribuintes e relativa a produto destinado à industrialização ou à comercialização. de conformidade com os índices oficiais fixados pelo Governo Federal. da Constituição Federal. utilizado como residência do beneficiário da herança.O produto das multas provenientes do adicional do imposto de renda será aplicado obrigatoriamente na construção de casas populares. 8 . b) sobre operações que destinem a outros Estados petróleo.A lei a que se refere o "caput" deste artigo estabelecerá as bases do valor referido.Lei de iniciativa do Poder Executivo isentará do imposto as transmissões "causa mortis" de imóvel de pequeno valor. ainda quando se tratar de bem destinado a consumo ou ativo fixo de estabelecimento. combustíveis líquidos e gasosos dele derivados e energia elétrica.

realizadas em seus territórios. bem como a admissão de pessoal. mencionadas no inciso II. § 1º . pelos órgãos e entidades da administração direta ou indireta. CAPÍTULO II Das Finanças Artigo 169 . § 3º.As parcelas de receita pertencentes aos Municípios mencionados no inciso III serão creditadas conforme os critérios estabelecidos no § 1º. na proporção do valor adicionado nas operações relativas à circulação de mercadorias e nas prestações de serviços.se houver prévia dotação orçamentária. . 169 da Constituição Federal. 159.É vedada a retenção ou qualquer restrição à entrega e ao emprego dos recursos atribuídos nesta seção aos Municípios. Parágrafo único . II. a qualquer título.três quartos. só poderão ser feitas: 1 .vinte e cinco por cento dos recursos que receber nos termos do art. 2 . § 2º. serão creditadas conforme os seguintes critérios: 1 . de acordo com o que dispuser lei estadual.I . do cálculo das quotas e da liberação das participações previstas neste artigo. III .A proibição contida no "caput" não impede o Estado de condicionar a entrega de recursos ao pagamento de seus créditos.A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração.até um quarto. a criação de cargos ou a alteração de estrutura de carreiras. Artigo 168 . II .As parcelas de receita pertencentes aos Municípios. neles compreendidos adicionais e acréscimos relativos a impostos. inclusive fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público.vinte e cinco por cento do produto da arrecadação do imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação.cinqüenta por cento do produto da arrecadação do imposto sobre a propriedade de veículos automotores licenciados em seus respectivos territórios. suficiente para atender às projeções de despesa de pessoal e aos acréscimos dela decorrentes. no mínimo.A despesa de pessoal ativo e inativo ficará sujeita aos limites estabelecidos na lei complementar a que se refere o art.Cabe à lei dispor sobre o acompanhamento. pelos beneficiários. Parágrafo único . da Constituição Federal.

bem como o Tribunal de Contas e o Ministério Público. Artigo 172 . sem vinculação a qualquer tipo de despesa. orientará a elaboração da lei orçamentária anual. provenientes da exploração de gás natural.A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá as diretrizes.Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão. Artigo 173 . § 2º. publicarão seus relatórios. desenvolvimento e manutenção do sistema estadual de gás canalizado. disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de momento. . até trinta dias após o encerramento de cada bimestre. Artigo 170 .O Poder Executivo publicará e enviará ao Legislativo.O numerário correspondente às dotações orçamentárias do Poder Legislativo. 20 da Constituição Federal. relatório resumido da execução orçamentária. II . compreendidos os créditos suplementares e especiais. Artigo 171 . III . objetivos e metas da administração pública estadual para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada. as autoridades nele referidas remeterão ao Poder Executivo as informações necessárias. ressalvadas as empresas públicas e as sociedades de economia mista.A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da administração pública estadual. até o dia vinte de cada mês.2 . § 1º.São agentes financeiros do Tesouro Estadual os hoje denominados Banco do Estado de São Paulo S/A e Caixa Econômica do Estado de São Paulo S/A.se houver autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias.os orçamentos anuais. em cotas estabelecidas na programação financeira. com observância dos preceitos correspondentes da Constituição Federal: I . CAPÍTULO III Dos Orçamentos Artigo 174 . do Poder Judiciário e do Ministério Público. será entregue em duodécimos. § 1º .as diretrizes orçamentárias.Os recursos financeiros. nos termos deste artigo. § 2º . serão aplicados preferencialmente na construção. incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subseqüente.Os Poderes Judiciário e Legislativo.Até dez dias antes do encerramento do prazo de que trata este artigo. com participação percentual nunca inferior à estabelecida pelo Poder Executivo para seus próprios órgãos. que couberem ao Estado por força do disposto no § 1º do art.o plano plurianual.

O projeto de lei orçamentaria será acompanhando de demonstrativo dos efeitos decorrentes de isenções. Artigo 175 . § 6º.A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa. órgãos e entidades da administração direta e indireta. abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados.Os orçamentos previstos no § 4º. seus fundos. 3 . da lei de diretrizes orçamentarias e da lei orçamentaria anual.o orçamento de investimentos das empresas em que o Estado. § 7º.A lei orçamentária anual compreenderá: 1 . ainda que por antecipação de receita. anistias. 2 . ao orçamento anual e aos créditos adicionais. a de reduzir desigualdades interregionais. remissões. § 4º. com observância da legislação federal: 1 .Os projetos de lei relativos ao plano plurianual. § 8º. subsídios e benefícios de natureza financeira. compatibilizados com o plano plurianual. os prazos.As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem serão admitidas desde que: . às diretrizes orçamentarias. § 9º. detenha capital social com direito a voto. a vigência. nos termos da lei. bem como condições para a instituição e funcionamento de fundos. terão. § 1º .A matéria do projeto das leis a que se refere o "caput" deste artigo será organizada e compatibilizada em todos os seus aspectos setoriais e regionais pelo órgão central de planejamento do Estado.dispor sobre o exercício financeiro. direta ou indiretamente. entre suas funções. inclusive fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público. bem como suas emendas. tributária e creditícia. bem como os fundos e fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público.§ 3º.estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da administração direta e indireta. itens I e 2. não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito. a elaboração e a organização do plano plurianual.Cabe à lei complementar.o orçamento de seguridade social. da administração direta e indireta. serão apreciados pela Assembléia Legislativa. 2 .o orçamento fiscal referente aos Poderes do Estado.Os planos e programas estaduais previstos nesta Constituição serão elaborados em consonância com o plano plurianual. § 5º. deste artigo.

II .a vinculação de receita de impostos a órgão. IV. na Comissão competente. com prévia e específica autorização legislativa. § 2º . Artigo 176 . b) com os dispositivos do texto do projeto de lei. § 5º. as demais normas relativas ao processo legislativo. c) transferências tributárias constitucionais para Municípios. por maioria absoluta. conforme o caso. emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária anual. ficarem sem despesas correspondentes. 2 . 3 . ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais com fim preciso. fundo ou despesa. da Constituição Federal e a destinação de recursos para a pesquisa científica e tecnológica.sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentarias.O Governador poderá enviar mensagem ao Legislativo para propor modificações nos projetos a que se refere este artigo. V .sejam relacionadas: a) com correção de erros ou omissões. b) serviço da dívida. admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa. III . da Constituição Federal. enquanto não iniciada.a realização de despesas ou assunção de obrigações diretas que excedam os créditos orçamentários ou adicionais. no que não contrariar o disposto nesta seção. poderão ser utilizados.indiquem os recursos necessários. 167. § 4º . excluídas as que incidam sobre: a) dotações para pessoal e seus encargos. a votação da parte cuja alteração é proposta. aprovados pelo Poder Legislativo. mediante créditos especiais ou suplementares. IV . projetos e atividades não incluídos na lei orçamentária anual.As emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias não poderão ser aprovadas quando incompatíveis com o plano plurianual. 218.a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes.São vedados: I .o início de programas.Os recursos que.1 . § 5º . em decorrência de veto. conforme dispõe o art. .a realização de operações de crédito que excedam o montante das despesas de capital. § 3º .Aplicam-se aos projetos mencionados neste artigo. ressalvadas as permissões previstas no art.

tratamento jurídico diferençador visando a incentivá-los pela simplificação de suas obrigações administrativas. . caso em que.a instituição de fundos de qualquer natureza. da Constituição Federal. sob pena de crime de responsabilidade.Nenhum investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro poderá ser iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual. o remanejamento ou a transferência de recursos de uma categoria de programação para outra ou de um órgão para outro.VI . Artigo 178 . VIII . às empresas de pequeno porte. fundações e fundos. serão incorporados ao orçamento do exercício financeiro subseqüente. ou pela eliminação ou redução destas.A lei apoiará e estimulará o cooperativismo e outras formas de associativismo. de prestação de serviços e de produção rural a que se destinam. visando ao desenvolvimento equilibrado das regiões. 165.O Estado estimulará a descentralização geográfica das atividades de produção de bens e serviços. salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos quatro meses daquele exercício. sem autorização legislativa específica. VII .a transposição.a utilização. § 1º .O Estado dispensará às microempresas. sem prévia autorização legislativa. ou sem lei que autorize a inclusão. de recursos dos orçamentos fiscal e da seguridade social para suprir necessidade ou cobrir "déficit" de empresas. Parágrafo único .a concessão ou utilização de créditos ilimitados. comerciais. IX . § 5º. assim definidos em lei. por meio de lei. reabertos nos limites de seus saldos. sem prévia autorização legislativa.Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro em que forem autorizados. § 2º . tributárias e creditícias. aos micro e pequenos produtores rurais. Artigo 179 . inclusive dos mencionados no art. TÍTULO VI Da Ordem Econômica CAPÍTULO I Dos Princípios Gerais da Atividade Econômica Artigo 177 .As microempresas e empresas de pequeno porte constituem categorias econômicas diferenciadas apenas quanto às atividades industriais.

proteção ambiental e demais limitações administrativas pertinentes.Competem aos Municípios. VII . loteamento. § 1º . turístico e de utilização pública. IV . Artigo 182 . locacionais. micro-regiões e aglomerações urbanas. respeitadas as respectivas autonomias. sociais. programas e projetos que Ihes sejam concernentes. de acordo com as respectivas diretrizes de desenvolvimento urbano. deverão considerar a totalidade de seu território municipal. diretrizes para localização e integração das atividades industriais. VI . a norma de caráter mais restritivo. quando houver conflito.o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e a garantia do bem-estar de seus habitantes. uso e ocupação do solo.a participação das respectivas entidades comunitárias no estudo. índices urbanísticos.a preservação.Os planos diretores. considerando os aspectos ambientais. III .CAPÍTULO II Do Desenvolvimento Urbano Artigo 180 .Lei municipal estabelecerá . Artigo 183 . ambiental. o Estado e os Municípios assegurarão: I . em consonância com seus objetivos de desenvolvimento econômico e social. de melhoria das condições habitacionais e de saneamento básico.as áreas definidas em projeto de loteamento como áreas verdes ou institucionais não poderão. econômicos e estratégicos. a criação e a regulamentação de zonas . ter sua destinação.a observância das normas urbanísticas. urbanístico. proteção e recuperação do meio ambiente urbano e cultural. higiene e qualidade de vida. planos. cabe estabelecer.No estabelecimento de diretrizes e normas relativas ao desenvolvimento urbano. normas sobre zoneamento.Os Municípios estabelecerão. II .Os Municípios observarão. § 2º . e atendendo ao melhor aproveitamento das condições naturais urbanas e de organização especial. prevalecendo. observadas as diretrizes fixadas para as regiões metropolitanas. encaminhamento e solução dos problemas. critérios para regularização e urbanização. V . Parágrafo único . § 3º . em qualquer hipótese.a restrição à utilização de áreas de riscos geológicos. fim e objetivos originariamente estabelecidos alterados.Incumbe ao Estado e aos Municípios promover programas de construção de moradias populares.a criação e manutenção de áreas de especial interesse histórico. quando for o caso. os parâmetros urbanísticos de interesse regional. parcelamento. obrigatórios a todos os Municípios. Artigo 181 . fixados em lei estadual. em conformidade com as diretrizes do plano diretor. mediante lei.Ao Estado. assentamentos e loteamentos irregulares. de segurança.

de setores empresariais e de trabalhadores. organismos governamentais. V . VIII . IX .O Estado. Artigo 186 . Artigo 185 . agrários e fundiários.criar sistema de inspeção e fiscalização de insumos agropecuários. mediante lei.criar programas especiais para fornecimento de energia. criará um Conselho de Desenvolvimento Rural. o Estado organizará sistema integrado de órgãos públicos e promoverá a elaboração e execução de planos de desenvolvimento agropecuários.manter um sistema de defesa sanitária animal vegetal. § 2º . de forma favorecida.orientar o desenvolvimento rural. garantida a participação de representantes da comunidade agrícola. IV . especialmente quanto à proteção e conservação do solo e da água. X .criar sistema de inspeção. padronização e classificação de produtos de origem animal e vegetal.propiciar o aumento da produção e da produtividade. de forma favorecida. aos imóveis que cumpram a função social da propriedade.industriais. mediante lei. VI . fiscalização. Agrária e Fundiária Artigo 184 . tecnológica e agronômica. . mediante zoneamento agrícola inclusive.Caberá ao Estado. para custeio e aquisição de insumos.manter estrutura de assistência técnica e extensão rural. normalização. VII . e especialmente aos mini e pequenos produtores rurais e aos beneficiários de projeto de reforma agrária. § 1º . obedecidos os critérios estabelecidos pelo Estado. com o objetivo de amparar e estimular a irrigação. de forma preferencial. com objetivo de propor diretrizes à sua política agrícola.manter e incentivar a pesquisa agropecuária. III . compatível com a preservação do meio ambiente. com a cooperação dos Municípios: I . II . e respeitadas as normas relacionadas ao uso e ocupação do solo e ao meio ambiente urbano e natural.orientar a utilização racional de recursos naturais de forma sustentada.O Estado compatibilizará a sua ação na área agrícola e agrária para garantir as diretrizes e metas do Programa Nacional de Reforma Agrária.criar programas específicos de crédito. CAPÍTULO III Da Política Agrícola. objetivando incentivar a produção de alimentos básicos e da horticultura.Para a consecução dos objetivos assinalados neste artigo. bem como a ocupação estável do campo.A ação dos órgãos oficiais atenderá.

sob pena de reversão ao concedente. pessoal ou familiar.A outorga de licença ambiental. a qualquer título. cláusulas definidoras: I . artificial e do trabalho. § 1º . recuperação e melhoria do meio ambiente natural. com a participação da coletividade. atendidas as normas de segurança estabelecidas em lei. organizar o abastecimento alimentar. em especial nos assentamentos para fins de reforma agrária. quer pelo setor público. além de normas e padrões . Artigo 192 . créditos e educação co-associadas. será feita com observância dos critérios gerais fixados em lei.da manutenção das reservas florestais obrigatórias e observância das restrições ambientais do uso do imóvel. conservação. Artigo 188 . Artigo 189 . CAPÍTULO IV Do Meio Ambiente dos Recursos Naturais e do Saneamento SEÇÃO I Do Meio Ambiente Artigo 191 . atividades.Caberá ao Poder Público.A concessão real de uso de terras públicas far-se-á por meio de contrato.O Estado apoiará e estimulará o cooperativismo e o associativismo como instrumento de desenvolvimento sócio-econômico.O transporte de trabalhadores urbanos e rurais deverá ser feito por ônibus. além de outras que forem estabelecidas pelas partes. Artigo 190 .da indivisibilidade e da intransferibilidade das terras. de modo direto. quer pelo privado. por órgão ou entidade governamental competente.Artigo 187 . consumo. defesa. serviços. assegurando condições para a produção e distribuição de alimentos básicos. atendidas as peculiaridades regionais e locais e em harmonia com o desenvolvimento social e econômico. integrante de sistema unificado para esse efeito. na forma da lei.A execução de obras. para cultivo ou qualquer outro tipo de exploração que atenda ao plano público de política agrária.da obrigatoriedade de residência dos beneficiários na localidade de situação das terras. bem como estimulará formas de produção. II . serão admitidas se houver resguardo do meio ambiente ecologicamente equilibrado.da exploração das terras. obrigatoriamente.O Estado e os Municípios providenciarão. a preservação. onde constarão. sem autorização expressa e prévia do concedente. III . nos termos da lei. processos produtivos e empreendimentos e a exploração de recursos naturais de qualquer espécie. IV .

produção. mediante lei.preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais das espécies e dos ecossistemas.estimular e incentivar a pesquisa. da aprovação do Estudo Prévio de Impacto ambiental e respectivo relatório a que se dará prévia publicidade. para manter e promover o equilíbrio ecológico e a melhoria da qualidade ambiental. sendo a alteração e supressão. com o fim de: I . o desenvolvimento e a utilização de fontes de energia alternativas. II . permitidas somente por lei IV . métodos de abate. comercialização.A licença ambiental.controlar e fiscalizar a produção. VII .fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação genética. transporte. implantar e administrar espaços territoriais e seus componentes representativos de todos os ecossistemas originais a serem protegidos.estabelecidos pelo Poder Público e em conformidade com o planejamento e zoneamento ambientais. para organizar. não poluentes. na água potável e nos alimentos. XI .adotar medidas. assegurada a participação da coletividade. IX . prevenindo a degradação em todas as suas formas e impedindo ou mitigando impactos ambientais negativos e recuperando o meio ambiente degradado.O Estado. bem como o uso de técnicas. III . bem como de tecnologias brandas e materiais poupadores de energia. § 2º . as situações de risco de acidentes. será sempre precedida.incentivar a pesquisa. nesta compreendidos todos os animais silvestres. X . armazenamento. fiscalizando a extração. exóticos e domésticos.proteger a flora e a fauna. conforme critérios que a legislação especificar. garantida a realização de audiências públicas. controle e desenvolvimento do meio ambiente e uso adequado dos recursos naturais. VI . bem como os resultados das monitoragens e auditorias a que se refere o inciso IV deste artigo. criará um sistema de administração da qualidade ambiental. incluindo os já existentes. coordenar e integrar as ações de órgãos e entidades da administração pública direta e indireta.realizar periodicamente auditorias nos sistemas de controle de poluição e de atividades potencialmente poluidoras.propor uma política estadual de proteção ao meio ambiente. o desenvolvimento e a capacitação tecnológica para a resolução dos problemas ambientais e promover a informação sobre essas questões. nas diferentes áreas de ação pública e junto ao setor privado. comercialização e consumo de seus espécimes e subprodutos. criação.informar a população sobre os níveis de poluição. a qualidade do meio ambiente. VIII . quando potencialmente causadoras de significativa degradação do meio ambiente. renovável na forma da lei. V . proteção. métodos e . para a execução e a exploração mencionadas no "caput" deste artigo. utilização e destino final de substâncias.definir. Artigo 193 . transporte. vedadas as práticas que coloquem em risco sua função ecológica e que provoquem extinção de espécies ou submetam os animais à crueldade. a presença de substâncias potencialmente nocivas à saúde.

bem como promover o reflorestamento.promover medidas judiciais e administrativas de responsabilização dos causadores de poluição ou de degradação ambiental. .controlar e fiscalizar obras. XIV . direta ou indiretamente. incluindo o de trabalho. XVII . XII . de acordo com a solução técnica exigida pelo órgão público competente. XXI .disciplinar a restrição à participação em concorrências públicas e ao acesso a benefícios fiscais e créditos oficiais às pessoas físicas e jurídicas condenadas por atos de degradação do meio ambiente.O sistema mencionado no "caput" deste artigo será coordenado por órgão da administração direta que será integrado por: a) Conselho Estadual do Meio Ambiente.promover a captação e orientar a aplicação de recursos financeiros destinados ao desenvolvimento de todas as atividades relacionadas com a proteção e conservação do meio ambiente. Parágrafo único .instituir programas especiais mediante a integração de todos os seus órgãos. XVIII . conservação e recuperação do meio ambiente.instalações que comportem risco efetivo ou potencial para a qualidade de vida e meio ambiente. visando à adoção de medidas especiais de proteção. adotando medidas preventivas ou corretivas e aplicando as sanções administrativas pertinentes. cujas atribuições e composição serão definidas em lei.realizar o planejamento e o zoneamento ambientais. considerando as características regionais e locais. programas e ações.Aquele que explorar recursos naturais fica obrigado a recuperar o meio ambiente degradado. possam causar degradação do meio ambiente. objetivando incentivar os proprietários rurais a executarem as práticas de conservação do solo e da água. respeitando a sua autonomia e independência de atuação. XIX . às margens de rios e lagos.incentivar e auxiliar tecnicamente as associações de proteção ao meio ambiente constituídas na forma da lei. processos produtivos e empreendimentos que. XVI .estimular e contribuir para a recuperação da vegetação em áreas urbanas. com plantio de árvores. atividades. na forma da lei.promover a educação ambiental e a conscientização pública para a preservação.promover e manter o inventário e o mapeamento da cobertura vegetal nativa. da realização das atividades de Artigo 194 . preferencialmente frutíferas. b) órgãos executivos incumbidos desenvolvimento ambiental. XIII . de preservação e reposição das matas ciliares e replantio de espécies nativas. XX . XV . visando à sua perenidade. órgão normativo e recursal. objetivando especialmente a consecução de índices mínimos de cobertura vegetal. e articular os respectivos planos. em especial. incluindo os de crédito.

incluídas a redução do nível de atividade e a interdição. Artigo 197 .os manguezais. sem prejuízo dos corpos de fiscalização dos demais órgãos especializados. o Complexo Estuarino Lagunar entre Iguape e Cananéia. considerando os seguintes princípios: I . V .Parágrafo único .as cavidades naturais subterrâneas. os mananciais e matas ciliares. pelo responsável. VI . os espaços definidos no inciso V do artigo anterior. com aplicação de multas diárias e progressivas no caso de continuidade da infração ou reincidência. independentemente da obrigação dos infratores de reparação aos danos causados. mediante lei. criará mecanismos de compensação financeira para Municípios que sofrerem restrições por força de instituição de espaços territoriais especialmente protegidos pelo Estado. . III . Artigo 199 . III . Artigo 195 . bem como as restrições ao uso e ocupação desses espaços.as nascentes.O Poder Público estimulará a criação e manutenção de unidades privadas de conservação. os Vales dos Rios Paraíba. mediante lei.O Estado estabelecerá .as áreas estuarinas.O sistema de proteção e desenvolvimento do meio ambiente será integrado pela Polícia Militar. IV .O Poder Público Estadual.As condutas e atividades lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores. Artigo 196 . Artigo 200 . Ribeira. a Serra do Mar. sem prejuízo das demais sanções cabíveis.preservação e proteção da integridade de amostras de toda a diversidade de ecossistemas. a Zona Costeira.São áreas de proteção permanente: I . Parágrafo único .proteção do processo evolutivo das espécies.as paisagens notáveis.É obrigatória. a serem implantados como especialmente protegidos. a sanções penais e administrativas. Artigo 198 . Tietê e Paranapanema e as unidades de conservação do Estado são espaços territoriais especialmente protegidos e sua utilização far-se-á na forma da lei. dependendo de prévia autorização e dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente. II .preservação e proteção dos recursos naturais. pessoas físicas ou jurídicas.A Mata Atlântica.as áreas que abriguem exemplares raros da fauna e da flora. na forma da lei. mediante suas unidades de policiamento florestal e de mananciais. bem como aquelas que sirvam como local de pouso ou reprodução de migratórios. a recuperação. da vegetação adequada nas áreas protegidas. II . incumbidas da prevenção e repressão das infrações cometidas contra o meio ambiente.

Fica proibida a caça. sistema integrado de gerenciamento dos recursos hídricos. em particular à preservação dos recursos hídricos e ao uso equilibrado dos recursos naturais. Artigo 204 . por estes. serão consideradas espaços territoriais especialmente protegidos. Artigo 202 . das águas de interesse exclusivamente local. VI . SEÇÃO II Dos Recursos Hídricos Artigo 205 . definidos em lei. sob qualquer pretexto. objetivando a implantação de unidades de conservação ambiental. na forma da lei. deverão ter programa permanente de conservação e proteção contra poluição e superexploração. participativa e integrada em relação aos demais recursos naturais e às peculiaridades da respectiva bacia hidrográfica. com diretrizes em lei. objetivando a solução de problemas comuns relativos à proteção ambiental.As águas subterrâneas. não sendo nelas permitidas atividades que degradem o meio ambiente ou que.a utilização racional das águas superficiais e subterrâneas e sua prioridade para abastecimento às populações. que ofereçam riscos à saúde e segurança públicas e prejuízos econômicos ou sociais.São indisponíveis as terras devolutas estaduais apuradas em ações discriminatórias e arrecadadas pelo Poder Público. V .O Estado instituirá .o aproveitamento múltiplo dos recursos hídricos e o rateio dos custos das respectivas obras. por lei. VII . contribuirá para o desenvolvimento dos Municípios em cujos territórios se localizarem reservatórios hídricos e naqueles que recebam o impacto deles.a proteção das águas contra ações que possam comprometer o seu uso atual e futuro.o desenvolvimento do transporte hidroviário e seu aproveitamento econômico.O Estado apoiará a formação de consórcios entre os Municípios. em todo o Estado. Artigo 207 .a celebração de convênios com os Municípios.a gestão descentralizada. II . Artigo 206 .a defesa contra eventos críticos.Artigo 201 . para a gestão. mediante mecanismos próprios.As áreas declaradas de utilidade pública.O Poder Público. congregando órgãos estaduais e municipais e a sociedade civil. e assegurará meios financeiros e institucionais para: I . reservas estratégicas para o desenvolvimento econômico-social e valiosas para o suprimento de água às populações. por qualquer forma. . inseridas em unidades de preservação ou necessárias à proteção dos ecossistemas naturais. III . IV . possam comprometer a integridade das condições ambientais que motivaram a expropriação. para fins de desapropriação. Artigo 203 .

deste artigo.Para garantir as ações previstas no artigo 205.Para proteger e conservar as águas e prevenir seus efeitos adversos. sem o devido tratamento. Artigo 211 . Artigo 210 . prioritariamente: 1 . quando da exploração dos serviços e instalações de energia elétrica. IV . para garantir a segurança e a saúde públicas. II . na forma da lei. V . dos atos de outorga de direitos que possam influir na qualidade ou quantidade das águas superficiais e subterrâneas.Fica vedado o lançamento de efluentes e esgotos urbanos e industriais. ou da compensação financeira. na forma da lei. a utilização dos recursos hídricos será cobrada segundo as peculiaridades de cada bacia hidrográfica. assim como de combate às inundações e à erosão. quando de eventos hidrológicos indesejáveis. o Estado incentivará a adoção.da instituição de áreas de preservação das águas utilizáveis para abastecimento às populações e da implantação. será aplicado. conservação e recuperação de matas ciliares. com restrições a usos incompatíveis nas sujeitas a inundações freqüentes e da manutenção da capacidade de infiltração do solo. Parágrafo único . na forma da lei. Artigo 209 . ou da compensação financeira. previstos nos planos estaduais de recursos hídricos e de saneamento básico. prioritariamente.da implantação de sistemas de alerta e defesa civil. em qualquer corpo de água. ou que tenham restrições ao seu desenvolvimento em razão de leis de proteção de mananciais. o Estado levará em conta os usos múltiplos e o controle das águas.na compensação. e do aproveitamento energético dos cursos de água em seu território. Artigo 212 . III . 2 . pelos Municípios. nas ações previstas neste artigo e no tratamento de águas residurias. o produto da participação no resultado da exploração dos potenciais energéticos em seu território. e o produto aplicado nos serviços e obras referidos no inciso I. estabelecendo-se normas de conservação do solo em áreas agrícolas e urbanas.Na articulação com a União. à aprovação prévia por organismos estaduais de controle ambiental e de gestão de recursos hídricos.A lei estabelecerá incentivos para os Municípios que aplicarem. do parágrafo único. de medidas no sentido: I .O produto da participação do Estado no resultado da exploração de potenciais hidroenergéticos em seu território. Parágrafo único .em serviços e obras hidráulicas e de saneamento de interesse comum.O Estado adotará medidas para controle da erosão.Artigo 208 . a .da instituição de programas permanentes de racionalização do uso das águas destinadas ao abastecimento público e industrial e à irrigação.do zoneamento de áreas inundáveis. aos Municípios afetados por inundações decorrentes de reservatórios de água implantados pelo Estado.do condicionamento.

orientação técnica para os programas visando ao tratamento de despejos urbanos e industriais e de resíduos sólidos. a correta utilização das várzeas. conservação da natureza. e fomento à implantação de soluções comuns. III .A proteção da quantidade e da qualidade das águas será obrigatoriamente levada em conta quando da elaboração de normas legais relativas a florestas. fauna.A lei estabelecerá a política das ações e obras de saneamento básico no Estado. exploração racional e beneficiamento de recursos minerais. de erosão do solo. assegurando o suprimento de recursos minerais necessários ao atendimento da agricultura. Artigo 213 .elaborar e propor o planejamento estratégico do conhecimento geológico de seu território. pesca. de estabilidade de encostas. II . em particular de cooperativas. para o desenvolvimento dos seus serviços. de construção de obras civis e à pesquisa e exploração de recursos minerais e de água subterrânea. da indústria de transformação e da construção civil do Estado.fomentar as atividades de mineração.drenagem. em conformidade com a política estadual do meio ambiente. às questões ambientais. caça. de maneira estável e harmônica com as demais formas de ocupação do solo e atendimento à legislação ambiental. mediante planos regionais de ação integrada. SEÇÃO III Dos Recursos Minerais Artigo 214 . destinados a assegurar os benefícios do saneamento à totalidade da população. respeitando os seguintes princípios: I . SEÇÃO IV Do Saneamento Artigo 215 .prestação de assistência técnica e financeira aos Municípios.aplicar o conhecimento geológico ao planejamento regional. V . III . II . defesa do solo e demais recursos naturais e ao meio ambiente. de interesse sócio-econômico-financeiro para o Estado.criação e desenvolvimento de mecanismos institucionais e financeiros.executar e incentivar o desenvolvimento tecnológico aplicado à pesquisa.proporcionará o atendimento técnico nas aplicações do conhecimento geológico às necessidades das Prefeituras do Estado. IV .Compete ao Estado: I . a flora e a fauna aquáticas e a preservação do meio ambiente. no atendimento de necessidades do desenvolvimento econômico e social. pequenos e médios mineradores. executando programa permanente de levantamentos geológicos básicos. .

TÍTULO VII Da Ordem Social CAPÍTULO I Disposição Geral Artigo 217 . por lei.Artigo 216 .O plano.As ações de saneamento deverão prever a utilização racional da água. os princípios de seguridade social previstos nos artigos 194 e 195 da Constituição Federal. necessária ampliação e eficiente administração dos serviços de saneamento básico prestados por concessionária sob seu controle acionário. do solo e do ar. § 2º .O Estado assegurará condições para a correta operação. § 3º . o planejamento e desenvolvimento de ações que viabilizem. garantindo o pleno acesso aos bens e serviços essenciais ao desenvolvimento individual e coletivo. no âmbito de sua competência. de modo compatível com a preservação e melhoria da qualidade da saúde pública e do meio ambiente e com a eficiência dos serviços públicos de saneamento. em seu território. deverá respeitar as peculiaridades regionais e locais e as características das bacias hidrográficas e dos respectivos recursos hídricos. § 1º .O Estado instituirá .A saúde é direito de todos e dever do Estado. plano plurianual de saneamento estabelecendo as diretrizes e os programas para as ações nesse campo. SEÇÃO II Da Saúde Artigo 219 . objeto deste artigo. CAPÍTULO II Da Seguridade Social SEÇÃO I Disposição Geral Artigo 218 .O Estado garantirá.Ao Estado cumpre assegurar o bem estar social. .

fiscalização e acompanhamento do sistema único de saúde. que terão sua composição. 4 . cabendo ao Poder Público dispor. organização e competência fixadas em lei.Os Poderes Públicos Estadual e Municipal garantirão o direito à saúde mediante: 1 . bem como na formulação. de forma direta. econômicas e ambientais que visem ao bem-estar físico.políticas sociais. garantem a participação de representantes da comunidade. constituem o sistema único de saúde. § 4º. que se organizará ao nível do Estado. preferencialmente. pelo Poder Público ou através de terceiros. § 3º. indireta e fundacional. mediante convênio ou contrato de direito público. assim como as atividades desenvolvidas pelo sistema.direito à obtenção de informações e esclarecimentos de interesse da saúde individual e coletiva.atendimento integral do indivíduo. § 2º. os locais públicos e de trabalho. da administração direta. 2 .As ações e os serviços de saúde executados e desenvolvidos pelos órgãos e instituições públicas estaduais e municipais. de acordo com as seguintes diretrizes e bases: . na elaboração e controle das políticas de saúde. nos termos da Constituição Federal. entidades e prestadores de serviços da área de saúde.Os Conselhos Estaduais e Municipais de Saúde. ficam sujeitas às suas diretrizes e às normas administrativas incidentes sobre o objeto de convênio ou de contrato. em especial.As ações e serviços de saúde serão realizados. e pela iniciativa privada. tendo preferência as entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos. fiscalização e controle.É vedada a destinação de recursos públicos para auxílio ou subvenções às instituições privadas com fins lucrativos.A participação do setor privado no sistema único de saúde efetivar-se-á segundo suas diretrizes. mental e social do indivíduo e da coletividade e à redução do risco de doenças e outros agravos. dos trabalhadores. abrangendo a promoção. § 5º.As ações e serviços de saúde são de relevância pública. 3 . quando participarem do sistema único de saúde.A assistência à saúde é livre à iniciativa privada.acesso universal e igualitário às ações e ao serviço de saúde. § 6º. sobre sua regulamentação.As pessoas físicas e as pessoas jurídicas de direito privado. além do Poder Público. Artigo 222 . Artigo 220 .Parágrafo único .As ações e os serviços de preservação da saúde abrangem o ambiente natural. em todos os níveis. preservação e recuperação de sua saúde. nos termos da lei. § 1º. Artigo 221 .

gratuidade dos serviços prestados.Compete ao sistema único de saúde. com estabelecimento em lei dos critérios de repasse das verbas oriundas das esferas federal e estadual. adequado às diversas realidades epidemiológicas. facilitando à população o acesso a eles.integração das ações e serviços com base na regionalização e hierarquização do atendimento individual e coletivo. Artigo 223 . c) saúde do trabalhador. d) saúde do idoso. sob qualquer título. IV . III . sob a direção de um profissional de saúde. ações referentes à: a) vigilância sanitária. biotecnológicos. incluindo do trabalho. vedada a cobrança de despesas e taxas. serviços e ações de saúde. respeitadas as necessidades específicas de todos os segmentos da população. em consonância com os Planos Nacionais. II .a assistência integral à saúde. atuando em relação ao processo produtivo para garantir: . especialmente. II . III . imunobiológicos. medicamentos. fiscalização e controle da produção e distribuição dos componentes farmacêuticos básicos. dos serviços de saúde à população urbana e rural.a colaboração na proteção do meio ambiente.a organização. g) saúde dos portadores de deficiências.I .descentralização com direção única no âmbito estadual e no de cada Município. V . nos termos da lei. além de outras atribuições: I .universalização da assistência de igual qualidade com instalação e acesso a todos os níveis. b) vigilância epidemológica. f) saúde da criança e do adolescente.a participação na formulação da política e na execução das ações de saneamento básico.municipalização dos recursos.a implementação dos planos estaduais de saúde e de alimentação e nutrição. produtos químicos. em termos de prioridades e estratégias regionais.a identificação e o controle dos fatores determinantes e condicionantes da saúde individual e coletiva. VI . e) saúde da mulher. V . hemoderivados e outros de interesse para a saúde. IV . mediante.

rigorosamente. XI . para cargo ou função de chefia ou assessoramento na área de Saúde. as urgências médicas. vedada qualquer forma coercitiva ou de indução por parte de instituições públicas ou privadas. nos limites do Estado. VIII . obedecendo-se à ordem cronológica da lista de receptores e respeitando-se. abrangendo desde a atenção primária. em todos os casos de morte encefálica comprovada. Artigo 226 .Cabe ao Poder Público providenciar recursos e condições para receber as notificações que deverão ser feitas em caráter de emergência. em qualquer nível.a adoção de política de recursos humanos em saúde e na capacitação. é obrigatória.A notificação. no sentido de propiciar melhor adequação às necessidades específicas do Estado e de suas regiões e ainda aqueles segmentos da população cujas particularidades requerem atenção especial.O Estado criará banco de órgãos. b) a adoção de medidas preventivas de acidentes e de doenças do trabalho. bem como a coleta. armazenamento.a participação no controle e fiscalização da produção. transporte. secundária e terciária de saúde. processamento e transfusão de sangue e seus derivados. VII . para atender ao disposto nos §§ 1 º e 2º. bem como aos resultados das avaliações realizadas.a revisão do Código Sanitário Estadual a cada cinco anos. tecidos e substâncias humanas. Artigo 225 . formação e valorização de profissionais da área. em caráter de emergência. guarda e utilização de substancias de produtos psicoativos. tanto para exercer a procriação como para evitá-la. de forma a aprimorar a prestação de assistência integral. prestar o atendimento médico para a prática do aborto nos casos excludentes de antijuridicidade. § 3º . científicos e assistências para assegurá-lo. na forma da lei. de caráter regionalizado. pelo seu corpo clínico especializado.É vedada a nomeação ou designação. até o fornecimento de todos os equipamentos necessários à sua integração social. X . sendo vedado todo tipo de comercialização.Cabe à rede pública de saúde. tóxicos e teratogênicos.a) o acesso dos trabalhadores às informações referentes a atividades que comportem riscos à saúde e a métodos de controle. tanto para hospital público como para a rede privada. § 1º . provendo por meios educacionais. Artigo 224 .a implantação de atendimento integral aos portadores de deficiências. pesquisa e tratamento. § 2º . IX . para fins de transplante. da mulher ou do casal. previstos na legislação penal. XII . tecidos e substâncias humanas. descentralizado e hierarquizado em níveis de complexidade crescente. de pessoa que participe de .A lei disporá sobre as condições e requisitos que facilitem a remoção de órgão.a garantia do direito à auto-regulação da fertilidade como livre decisão do homem.a fiscalização e controle do equipamento e aparelhagem utilizados no sistema de saúde.

respeitada a legislação federal. todo processo de coleta e percurso de sangue.Assegurar-se-á ao paciente. executadas e acompanhadas com base nos seguintes princípios: I .O Estado regulamentará.O Estado garantirá o funcionamento de unidades terapêuticas para recuperação de usuários de substâncias que geram dependência física ou psíquica. até a eliminação do risco. salvo ordem judicial. ou sejam por ele credenciadas. por ministro de culto religioso.Em condições de risco grave ou iminente no local de trabalho. será lícito ao empregado interromper suas atividades. Artigo 229 . pesquisa e combate ao câncer. Artigo 230 . resguardado o direito de livre adesão dos pacientes. constituídos na forma da lei. SEÇÃO III Da Promoção Social Artigo 232 . proceder à avaliação das fontes de risco no ambiente de trabalho e determinar a adoção das devidas providências para que cessem os motivos que lhe deram causa.Ao sindicato de trabalhadores. § 3º. § 2º. cabendo a coordenação e execução de programas às esferas estadual e municipal. § 1º.O Estado atuará para garantir a saúde e a segurança dos empregados nos ambientes de trabalho. por meio de programas e projetos na área de promoção social. serão organizadas. Artigo 228 . . sem prejuízo de quaisquer direitos.As ações do Poder Público. Artigo 231 . de setor de serviço ou de todo o ambiente de trabalho.participação da comunidade.direção. elaboradas. é garantido requerer a interdição de máquina. religiosa e espiritualmente. internado em hospitais da rede pública ou privada. quando houver exposição a risco iminente para a vida ou a saúde dos empregados.Compete à autoridade estadual.O Estado incentivará e auxiliará os Órgãos Públicos e entidades filantrópicas de estudos. Artigo 227 . a nível estadual. § 4º.descentralização administrativa.É assegurada a cooperação dos sindicatos de trabalhadores nas ações de vigilância sanitária desenvolvidas no local de trabalho. ou a representante que designar. em seu território. a faculdade de ser assistido. II . de ofício ou mediante denúncia de risco à saúde. gerência ou administração de entidades que mantenham contratos ou convênios com o sistema único de saúde. respeitando a sua autonomia e independência de atuação científica.

do cidadão. IV .As ações governamentais e os programas de assistência social. da família e dos demais grupos que compõem a comunidade. CAPÍTULO III Da Educação. da Cultura e dos Esportes e Lazer SEÇÃO I Da Educação Artigo 237 . com especial atenção às que se dediquem à assistência aos portadores de deficiências.considerados os Municípios e as comunidades como instâncias básicas para o atendimento e realização dos programas. diretamente ou por indicação e sugestão ao órgão competente.A educação. desde que cumpridas as exigências de fins dos serviços de assistência social a serem prestados. Artigo 236 . na área de assistência social.O Estado criará o Conselho Estadual de Promoção Social. ministrada com base nos princípios estabelecidos no artigo 205 e seguintes da Constituição Federal e inspirada nos princípios de liberdade e solidariedade humana.o respeito à dignidade e às liberdades fundamentais da pessoa humana.o fortalecimento da unidade nacional e da solidariedade internacional.o desenvolvimento integral da personalidade humana e a sua participação na obra do bem comum. cuja composição.Compete ao Estado a fiscalização dos serviços prestados pelas entidades citadas no "caput" deste artigo. III . II . educação.O Estado subvencionará os programas desenvolvidos pelas entidades assistências filantrópicas e sem fins lucrativos. abastecimento. transporte e alimentação. por ocupantes de cargos eletivos. funções e regulamentos serão definidos em lei. tem por fim: I . Artigo 234 . conforme critérios definidos em lei.integração das ações dos órgãos e entidades da administração em geral.a compreensão dos direitos e deveres da pessoa humana.É vedada a distribuição de recursos públicos. do Estado. Artigo 233 . compatibilizando programas e recursos e evitando a duplicidade de atendimento entre as esferas estadual e municipal. pela sua natureza emergencial e compensatória. Parágrafo único . . III . Artigo 235 . não deverão prevalecer sobre a formulação e aplicação de políticas sociais básicas nas áreas de saúde.

O Conselho Estadual de Educação é órgão normativo-consultivo e deliberativo do sistema de ensino do Estado de São Paulo.Os Municípios organizarão igualmente. só podendo atuar nos níveis mais elevados quando a demanda naqueles níveis estiver plena e satisfatoriamente atendida. § 3º . é de responsabilidade do Poder Público Estadual. na forma da lei. seus sistemas de ensino. consultados os órgãos descentralizados do Sistema Estadual de Ensino. § 1º . a comunidade educacional. Artigo 239 . Artigo 243 . inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria. raça ou sexo. bem como a quaisquer preconceitos de classe. preferencialmente na rede regular de ensino. preservando-o. estabelecendo normas gerais de funcionamento para as escolas públicas estaduais e municipais. serão estabelecidos e regulamentados por lei. abrangendo todos os níveis e modalidades. VIII . com suas atribuições.As escolas particulares estarão sujeitas à fiscalização. constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental. como complemento à formação integral do indivíduo.o desenvolvimento da capacidade de elaboração e reflexão crítica da realidade. Artigo 242 . levando em conta o princípio da descentralização. § 2º . sua composição e atribuições. organização e composição definidas em lei.A lei organizará o Sistema de Ensino do Estado de São Paulo. tendo sua elaboração coordenada pelo Executivo. Artigo 244 . difusão e expansão do patrimônio cultural. . e préescolar. incluindo a especial. controle e avaliação.Os critérios para criação de Conselhos Regionais e Municipais de Educação.V . organizará o Sistema Estadual de Ensino. Artigo 241 .O Poder Público oferecerá atendimento especializado aos portadores de deficiências. Artigo 238 . bem como as normas para seu funcionamento. Artigo 245 . do ponto de vista qualitativo e quantitativo.O ensino religioso. e considerados os diagnósticos e necessidades apontados no Planos Municipais de Educação. VI .Os Municípios responsabilizar-se-ão prioritariamente pelo ensino fundamental. bem como para as particulares.o preparo do indivíduo e da sociedade para o domínio dos conhecimentos científicos e tecnológicos que lhes permitam utilizar as possibilidades e vencer as dificuldades do meio. de matrícula facultativa.O Plano Estadual de Educação.a preservação. VII . Artigo 240 . será estimulada a prática de esportes individuais e coletivos. política ou religiosa.a condenação a qualquer tratamento desigual por motivo de convicção filosófica. estabelecido em lei.O Poder Público.Nos três níveis de ensino.

Artigo 246 . . § 5º .Caberá ao Poder Público prover o ensino fundamental diurno e noturno. Artigo 249 .É permitida a matrícula no ensino fundamental. assegurando a existência de escolas com corpo técnico qualificado e elevado padrão de qualidade. a partir dos sete anos de idade. a ele não tiveram acesso.O ensino fundamental. com oito anos de duração. § 4º .O Poder Público. inclusive para os jovens e adultos que. cujos sistemas de ensino estejam organizados. sempre que possível. para o funcionamento de estabelecimentos de ensino privado de qualquer natureza.É vedada a cessão de uso de prédios públicos estaduais. a partir dos seis anos de idade. responsabilizar-se-á pela manutenção e expansão do ensino médio. integrada ao sistema de ensino.A prática referida no "caput".Parágrafo único . § 1º. e terá organização adequada às características dos alunos. autorização de funcionamento. em todo o território paulista.A educação da criança de zero a seis anos. é obrigatório para todas as crianças.O ensino fundamental público e gratuito será também garantido aos jovens e adultos que. público e gratuito.Aos Municípios. da Constituição Federal. a ele não tiveram acesso.O Estado proverá o atendimento do ensino médio em curso diurno e noturno. será delegada competência para autorizar o funcionamento e supervisionar as instituições de educação das crianças de zero a seis anos de idade.A atuação da administração pública estadual no ensino público fundamental dar-se-á por meio de rede própria ou em cooperação técnica e financeira com os Municípios. será levada em conta em face das necessidades dos portadores de deficiências. Parágrafo único . Artigo 248 . na idade própria. § 3º . § 2º . visando a propiciar formação básica e comum indispensável a todos. desde que plenamente atendida a demanda das crianças de sete anos de idade. de forma compatível com suas condições de vida. § 1º . na idade própria. Artigo 247 . tomando providências para universalizá-lo. nos termos do inciso VI artigo 30. adequado às condições de vida do educando que já tenha ingressado no mercado de trabalho.O órgão próprio de educação do Estado será responsável pela definição de normas. regular e supletivo.É dever do Poder Público o provimento. regular e supletivo. aos jovens e adultos especialmente trabalhadores. de vagas em número suficiente para atender à demanda do ensino fundamental obrigatório e gratuito. Artigo 250 . respeitará as características próprias dessa faixa etária. supervisão e fiscalização das creches e préescolas públicas e privadas no Estado.

carga horária compatível com o exercício das funções e ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos. Parágrafo único . II . no mínimo. Artigo 256 . a necessária democratização do ensino e a responsabilidade pública da instituição. respeitadas as condições para a manutenção da qualidade de ensino e do desenvolvimento da pesquisa. mediante a fixação de planos de carreira para o Magistério Público. Parágrafo único .As universidades públicas estaduais deverão manter cursos noturnos que. anualmente.§ 2º. Artigo 254 . informações completas sobre receitas arrecadadas e transferências de recursos destinados à educação. observados os seguintes princípios: I . correspondam a um terço pelo menos do total das vagas por elas oferecidas. . nesse período e discriminadas por nível de ensino. na avaliação do desempenho da gestão dos recursos.A autonomia da universidade será exercida respeitando. Artigo 252 . Artigo 255 . inclusive com formação de docentes para atuarem na educação de portadores de deficiências. Artigo 253 . até trinta dias após o encerramento de cada trimestre. na manutenção e no desenvolvimento do ensino público. fica assegurada a especificidade do curso de formação do magistério para a pré-escola e das quatro primeiras séries do ensino fundamental.A lei assegurará a valorização dos profissionais de ensino. trinta por cento da receita resultante de impostos.Além de outras modalidades que a lei vier a estabelecer no ensino médio. Artigo 251 .utilização dos recursos de forma a ampliar o atendimento à demanda social.O Estado manterá seu próprio sistema de ensino superior. Parágrafo único . na forma de seus estatutos. Parágrafo único . por meio de instâncias públicas externas à universidade. nos termos do seu estatuto.O sistema de ensino superior do Estado de São Paulo incluirá universidades e outros estabelecimentos.A organização do sistema de ensino superior do Estado será orientada para a ampliação do número de vagas oferecidas no ensino público diurno e noturno.A lei definirá as despesas que se caracterizem como manutenção e desenvolvimento do ensino. tanto mediante cursos regulares quanto atividades de extensão. incluindo recursos provenientes de transferências.A lei criará formas de participação da sociedade. com piso salarial profissional.O Estado e os Municípios publicarão. no conjunto de suas unidades.O Estado aplicará .representação e participação de todos os segmentos da comunidade interna nos órgãos decisórios e na escolha de dirigentes. articulado com os demais níveis.

III . ecológico e científico. Artístico e Turístico do Estado de São Paulo. museus. IV . II . II .acesso aos acervos das bibliotecas. tomados individualmente ou em conjunto.Parcela dos recursos públicos destinados à educação deverá ser utilizada em programas integrados de aperfeiçoamento e atualização para os educadores em exercício no ensino público. IV . Arqueológico. arqueológico. artístico. integração de programas culturais e apoio à instalação de casas de cultura e de bibliotecas públicas. Artigo 258 . documentos. artísticas e tecnológicas.as criações científicas. divulgação e apresentação das manifestações culturais e artísticas. arquivos e congêneres. Artigo 262 . não poderá incidir sobre a aplicação mínima prevista no artigo 255. protegerá e valorizará o patrimônio cultural paulista.A distribuição dos recursos públicos assegurará prioridade ao atendimento das necessidades do ensino fundamental.desenvolvimento de intercâmbio cultural e artístico com os Municípios. e apoiará e incentivará a valorização e a difusão de suas manifestações.as obras. identificará.Artigo 257 . edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico-culturais.Constituem patrimônio cultural estadual os bens de natureza material e imaterial. comunitárias ou confessionais.criação.O Poder Público pesquisará . na forma que a lei estabelecer. através do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico. Parágrafo único .A eventual assistência financeira do Estado às instituições de ensino filantrópicas. portadores de referências à identidade.O Poder Público incentivará a livre manifestação cultural mediante: I .O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e o acesso às fontes da cultura. Artigo 260 .os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico.promoção do aperfeiçoamento e valorização dos profissionais da cultura. paisagístico. conforme definidas em lei. manutenção e abertura de espaços públicos devidamente equipados e capazes de garantir a produção. . CONDEPHAAT. objetos.as formas de expressão. III . à ação e à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade nos quais se incluem: I . SEÇÃO II Da Cultura Artigo 259 . paleontológico. Artigo 261 .

mediante mecanismos específicos. tendo em vista a prática de esportes e atividades de lazer por parte dos portadores de deficiências.à adequação dos locais já existentes e previsão de medidas necessárias quando da construção de novos espaços.O Poder Público apoiará e incentivará o lazer como forma de integração social.O Poder Público incrementará a prática esportiva às crianças. obras e demais registros de valor histórico ou científico. CAPÍTULO IV Da Ciência e Tecnologia . de maneira integrada aos demais cidadãos. VIII . Parágrafo único .à promoção. V . por parte do Estado. garantida a participação de representantes da comunidade. Artigo 266 .V .As ações do Poder Público e a destinação de recursos orçamentários para o setor darão prioridade: I .compromisso do Estado de resguardar e defender a integridade. Artigo 267 . III .O Poder Público estimulará e apoiará as entidades e associações da comunidade dedicadas às práticas esportivas.A lei estimulará. o esporte comunitário e. Artigo 263 . independência e autenticidade das culturas brasileiras. estímulo e orientação à prática difusão da Educação Física.preservação dos documentos. visando à participação de todos na vida cultural. que atendam às recomendações de preservação do patrimônio cultural.cumprimento. na forma da lei. SEÇÃO III Dos Esportes e Lazer Artigo 264 . ao esporte de alto rendimento. idosos e gestantes.à construção e manutenção de espaços devidamente equipados para as práticas esportivas e o lazer. Artigo 265 . em seu território. bem como incentivará os proprietários de bens culturais tombados.ao lazer popular.O Estado apoiará e incentivará as práticas esportivas formais e não formais. VII .planejamento e gestão do conjunto das ações. VI . II . pluralidade. como direito de todos. aos idosos e aos portadores de deficiências. IV . de uma política cultural não intervencionista. os empreendimentos privados que se voltem à preservação e à restauração do patrimônio cultural do Estado.ao esporte educacional.

O Estado manterá Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia com o objetivo de formular. para aplicação em desenvolvimento científico e tecnológico. 3 . Artigo 269 . de acordo com o art. IV. instituições e empresas que invistam em pesquisa e criação de tecnologia. 158.A pesquisa tecnológica voltar-se-á preponderantemente para a solução dos problemas sociais e ambientais e para o desenvolvimento do sistema produtivo. composição e competência desse Conselho serão definidas em lei. a pesquisa e a capacitação tecnológica.aperfeiçoamento das atividades dos órgãos e entidades responsáveis pela pesquisa científica e tecnológica.atenção especial às empresas nacionais. diretamente ou por meio de seus agentes financiadores de fomento. § 1º. Parágrafo único . 4 . será transferida mensalmente. . preservação e recuperação do meio ambiente.A estrutura.A pesquisa científica receberá tratamento prioritário do Estado. § 2º . procurando harmonizá-lo com os direitos fundamentais e sociais dos cidadãos.Artigo 268 . tendo em vista o bem público e o progresso da ciência.O Estado promoverá e incentivar o desenvolvimento científico. notadamente às médias.O Estado destinará o mínimo de um por cento de sua receita tributária à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. 2 . como renda de sua privativa administração. § 1º . observado o disposto no § 4º do art.garantia de acesso da população aos benefícios do desenvolvimento científico e tecnológico. avaliar e reformular a política estadual científica e tecnológica e coordenar os diferentes programas de pesquisa.O Poder Público apoiará e estimulará. 5 . excluída a parcela de transferência aos Municípios. 218 da Constituição Federal. organização. devendo o percentual ser calculado sobre a arrecadação do mês de referência e ser pago no mês subseqüente. da Constituição Federal. Artigo 270 .A dotação fixada no "caput". mediante mecanismos definidos em lei.aproveitamento racional dos recursos naturais.A política a ser definida pelo Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia deverá orientar-se pelas seguintes diretrizes: 1 .desenvolvimento do sistema produtivo estadual. acompanhar. § 2º . pequenas e microempresas. Artigo 271 .

II . no campo da comunicação.visão pedagógica da comunicação dos órgãos entidades públicas.O patrimônio físico. com atribuições de tutela e promoção dos consumidores de bens e serviços. segurança e educação. habitação. definidas em lei.O disposto neste artigo não se aplica à doação de equipamentos e insumos para a pesquisa.O Estado promoverá a defesa do consumidor mediante adoção de política governamental própria e de medidas de orientação e fiscalização. assistência judiciária.O Sistema Estadual de Defesa do Consumidor. cultural e científico dos museus.pluralismo e multiplicidade das fontes de informação. serão utilizados de modo a assegurar a possibilidade de expressão e confronto das diversas correntes de opinião. CAPÍTULO VII Da Proteção Especial . abastecimento. Parágrafo único . com atribuições e composição definidas em lei.democratização do acesso às informações. sem audiência da comunidade científica e aprovação prévia do Poder Legislativo.Artigo 272 . ao seu controle econômico. para outra entidade pública da área de ensino e pesquisa em ciência e tecnologia.A ação do Estado. terá como órgão consultivo e deliberativo o Conselho Estadual de Defesa do Consumidor. CAPÍTULO V Da Comunicação Social Artigo 273 . institutos e centros de pesquisa da administração direta. Artigo 274 . de assistência judiciária e policial especializada e de controle de qualidade dos serviços públicos. III . Parágrafo único . crédito. CAPÍTULO VI Da Defesa do Consumidor Artigo 275 . as fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público ou a quaisquer entidades sujeitas. fundar-se-á seguintes princípios: sobre os I .A lei definirá também os direitos básicos dos consumidores e os mecanismos de estímulo à auto-organização da defesa do consumidor.Os órgãos de comunicação social pertencentes ao Estado. direta ou indiretamente. alimentação. Artigo 276 . indireta e fundacional são inalienáveis e intransferíveis. integrado por órgãos públicos das áreas de saúde. quando feita por entidade pública de fomento ao ensino e à pesquisa científica e tecnológica.

instalação e manutenção de núcleos de atendimento especial e casas destinadas ao acolhimento provisório de crianças. orientação. Artigo 278 . ao idoso e aos portadores de deficiências. até sua reintegração na sociedade. de igualdade na relação processual. que recebam do Estado recursos financeiros para a realização de programas. . ao respeito. na forma da lei. III . bem como à família. mediante treinamento para o trabalho. educacionais. idosos. de preverem o acesso e a participação de portadores de deficiências. esportivos. adolescentes. além de colocálos a salvo de toda forma de negligência. IV .garantia às pessoas idosas de condições de vida apropriadas. ao adolescente. do Idoso e dos Portadores de Deficiências Artigo 277 .concessão de incentivo às empresas para adequação de seus equipamentos. defendendo sua dignidade e visando à sua integração à sociedade. serviços e programas culturais. portadores de deficiências e vítimas de violência. educacionais.integração social de portadores de deficiências. Parágrafo único . ao lazer. abrangerá. à saúde. II . VII . convivência e facilitação do acesso aos bens e serviços coletivos. representação legal.O direito à proteção especial. freqüência e participação em todos os equipamentos. à educação. incluindo a criação de serviços jurídicos de apoio às vítimas. discriminação. admitindo a participação de entidades não governamentais e tendo como propósito: I . entre outros. V . também nas enfermarias. acompanhamento psicológico e social e defesa técnica por profissionais habilitados.O Poder Público promoverá programas especiais. conforme a lei. exploração. do Adolescente. integrados a atendimento psicológico e social.assistência social e material às famílias de baixa renda dos egressos de hospitais psiquiátricos do Estado. os seguintes aspectos: 1.obrigação de empresas e instituições. à alimentação. à liberdade e à convivência familiar e comunitária. projetos e atividades culturais. à cultura. da Criança. é assegurada a permanência da mãe.nos internamentos de crianças com até doze anos nos hospitais vinculados aos órgãos da administração direta ou indireta.garantia à criança e ao adolescente de conhecimento formal do ato infracional que lhe seja atribuído. com absoluta prioridade. 2 .criação e manutenção de serviços de prevenção. de lazer e outros afins. VI . o direito à vida. à profissionalização. à dignidade. recreativos e de lazer. recebimento e encaminhamento de denúncias referentes à violência. violência. crueldade e agressão. assegurar à criança. instalações e rotinas de trabalho aos portadores de deficiências.Cabe ao Poder Público.SEÇÃO I Da Família.

§ 1º. em cidade pólo regional. aos portadores de deficiências. aos portadores de deficiências e aos idosos. Parágrafo único . crenças. tradições e todas as demais garantias conferidas aos índios na Constituição Federal. diminuição e superação de suas limitações. a aquisição dos equipamentos que se destinam a uso pessoal e que permitam a correção. § 3º. na forma da lei. bem como de encaminhamento de denúncias e atendimento especializado.O Estado propiciará. por meio de financiamentos. álcool e drogas afins.O Estado protegerá as terras. mediante treinamento para o trabalho e para a convivência. § 2º. bens materiais. segundo condições a serem estabelecidas em lei.As empresas que adaptarem seus equipamentos para o trabalho de portadores de deficiências poderão receber incentivos.prestação de orientação e informação sobre a sexualidade humana e conceitos básicos da instituição da família. ao adolescente. usos e costumes dos grupos indígenas integrantes do patrimônio cultural e ambiental estadual.A Defensoria Pública prestará assistência jurídica aos índios do Estado. suas comunidades e organizações.Compete ao Ministério Público a defesa judicial dos direitos e interesses das populações indígenas. sempre que possível. SEÇÃO II Dos Índios Artigo 282 . de forma integrada aos conteúdos curriculares do ensino fundamental e médio.criação de centros profissionalizantes para treinamento. referentes à criança. ao adulto e ao idoso dependentes. Artigo 279 . IX . habilitação e reabilitação profissional de portadores de deficiências.O Estado fará respeitar os direitos. bem como integração social de portadores de deficiências. Artigo 281 . mediante: I . oferecendo os meios adequados para esse fim aos que não tenham condições de freqüentar a rede regular de ensino. II . bem como aos veículos de transporte coletivo urbano.criação e manutenção de serviços e programas de prevenção e orientação contra entorpecentes. . bem como intervir em todos os atos do processo em que os índios sejam partes.VIII . com prioridade para a assistência pré-natal e à infância. as tradições. de forma a atender às necessidades educacionais e sociais dos portadores de deficiências. acesso adequado aos logradouros e edifícios de uso público. Artigo 280 .implantação de sistema "Braille" em estabelecimentos da rede oficial de ensino.É assegurado. na forma da lei.Os Poderes Públicos estadual e municipal assegurarão condições de prevenção de deficiências.

a qualquer título.Fica assegurada a criação de creches nos presídios femininos e. TÍTULO VIII Disposições Constitucionais Gerais Artigo 284 . obter das repartições policiais e judiciais competentes.A indenização referida no "caput".Toda e qualquer pensão paga pelo Estado. aos servidores públicos ocupantes de cargos e funções de confiança ou cargo em comissão. Artigo 291 . observado o disposto no art. sem menção aos antecedentes. não poderá ser de valor inferior ao do salário mínimo vigente no País.Sempre que. for impedido ou dificultado esse acesso.O Estado comemorará. de qualquer forma. § 1º. o Ministério Público tomará imediata providência para a garantia desse direito. ou para fins de concurso público. § 2º. na forma da lei. às mães presidiárias. em caso de exoneração ou dispensa. Artigo 286 . de assistência médica e previdenciários sejam objeto de discussão e deliberação.A lei disporá sobre a instituição de indenização compensatória a ser paga. na forma que dispuser a lei. do Ministério Público. certidões e informações de folha corrida. Artigo 287 . Parágrafo único . exonerados ou dispensados do cargo ou função de confiança ou de livre exoneração. anualmente. Artigo 288 . a adequada assistência aos seus filhos durante o período de amamentação. não se aplica aos servidores públicos que. bem como aos que a lei declarar de livre exoneração.É assegurada a participação dos servidores públicos nos colegiados e diretorias dos órgãos públicos em que seus interesses profissionais. a Revolução Constitucionalista de 1932. . no período de 3 a 9 de julho. Artigo 289 .A lei disporá sobre formas de proteção do meio ambiente nas áreas contínuas às reservas e áreas tradicionalmente ocupadas por grupos indígenas. bem como no caso de inquéritos policiais arquivados.O Estado poderá utilizar-se da desapropriação para abertura de acesso a que se refere o "caput".O Estado criará crédito educativo. por meio de suas entidades financeiras. para favorecer os estudantes de baixa renda. retornem a sua função-atividade ou ao seu cargo efetivo. em caso de condenação criminal. salvo em caso de requisição judicial. após reabilitação.Fica assegurado a todos livre e amplo acesso às praias do litoral paulista. Artigo 290 . Artigo 285 . 231 da Constituição Federal.Todos terão o direito de.Artigo 283 .

data em que se iniciará a legislatura seguinte.O Poder Executivo elaborará plano de desenvolvimento orgânico e integrado. Parágrafo único .Os Municípios atendidos pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo poderão criar e organizar seus serviços autônomos de água e esgoto.O Estado manterá um sistema unificado visando à localização. empossado em 15 de março de 1987. exercerão seus mandatos até 15 de março de 1991.A indenização devida à Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo será ressarcida após levantamento de auditoria conjunta entre a Secretaria da Fazenda do Estado e o Município. Artigo 2º . . Parágrafo único .Fica assegurada a participação da sociedade civil nos conselhos estaduais previstos nesta Constituição.Os Deputados integrantes da atual legislatura. Artigo 292 . 3º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal e aprovada pelo voto da maioria absoluta dos membros da Assembléia Legislativa. Artigo 295 . iniciada em 15 de março de 1987.É vedada a concessão de incentivos e isenções fiscais às empresas que comprovadamente não atendam às normas de preservação ambiental e as relativas à saúde e à segurança do trabalho.Os Deputados eleitos para a legislatura seguinte à atual exercerão seus mandatos até 1º de janeiro de 1995. abrangendo toda a zona costeira do Estado. Parágrafo único . Artigo 3º .O Governador eleito para o período seguinte ao atual exercerá seu mandato até 1º de janeiro de 1995. com composição e competência definidas.Parágrafo único . Artigo 296 .Observar-se-á o disposto neste artigo quando o interesse for de terceiros. data em que tomará posse o Governador eleito para o período seguinte.O atual Governador do Estado. exercerá seu mandato até 15 de março de 1991. informação e referências de pessoas desaparecidas. ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS Artigo 1º .A revisão constitucional será iniciada imediatamente após o término da prevista no art. no prazo de até vinte e cinco anos. com a participação dos Municípios interessados. Artigo 294 . Artigo 293 .

o Poder Executivo encaminhará à Assembléia Legislativa o projeto de Lei Orgânica a que se refere o art. 97. da seguinte forma: I . bem como os saldos devedores dos precatórios judiciários.no exercício de 1990 serão pagos os precatórios judiciários protocolados até 1. serão obedecidos o critério e a ordem fixados pelo art.Enquanto não forem criados os serviços auxiliares a que se refere o inciso IV do art.Artigo 4º . Executivo e Judiciário. pela permanência no quadro da Procuradoria Geral do Estado.Após o preenchimento das vagas. suas atribuições poderão ser exercidas pela Procuradoria de Assistência Judiciária da Procuradoria Geral do Estado ou por advogados contratados ou conveniados com o Poder Público. Artigo 12 .O Regimento Interno da Assembléia Legislativa estabelecerá normas procedimentais com rito especial e sumaríssimo.83. pelo eleitorado do Estado. 92. os meios necessários ao desempenho das funções a que se refere o art. Artigo 5º . desta Constituição. Artigo 6º . desde que estudos técnicos demonstrem a conveniência dessa mudança e após plebiscito. 103. 31. com o fim de adequar esta Constituição ou suas leis complementares à legislação federal. Artigo 8º . ou no quadro de carreira de Defensor Público. Enquanto não entrar em funcionamento a Defensoria Pública. §§ 3º e 4º.As quatro primeiras vagas de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. níveis e proibições.7. o Ministério Público terá assegurados. as empresas públicas. no prazo de cento e oitenta dias. desta Constituição.A Capital do Estado poderá ser transferida mediante lei. Artigo 10 . parágrafo único. a contar da promulgação desta Constituição. Parágrafo único . 35 desta Constituição.Até 28 de junho de 1990. no prazo de sessenta dias da promulgação da Lei Orgânica da Defensoria Pública. sociedades de economia mista e as fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público estadual incorporarão aos seus estatutos as normas desta Constituição que digam respeito às suas atividades e serviços.Dentro de cento e oitenta dias.Os Poderes Legislativo. garantidas as vantagens. Artigo 9º . em caráter temporário. Artigo 7º . proporão uma forma de integração dos seus controles internos em conformidade com o art. desta Constituição. item 2. Artigo 11 .Os créditos a que se refere o art. com resultado favorável. serão preenchidas na conformidade do disposto no art.Aos Procuradores do Estado. §§ 1º e 2º. será facultada opção. . § 2º. 31. de forma irretratável. na forma prevista neste artigo. ocorridas a partir da data da publicação desta Constituição. IV. serão pagos em moeda corrente com atualização até a data do efetivo depósito. 57. incluindo-se o remanescente de juros e correção monetária pendentes de pagamento na data da promulgação desta Constituição.

71. assegurando-lhes os direitos e atribuições conferidos aos juízes de paz de que tratam os arts. II. de 28 de maio de 1986.85.7. VII .A competência das Turmas de Recursos a que se refere o art. na Capital.7.no exercício de 1996.7.89. os protocolados no período de 2. encaminhará projeto de lei à Assembléia Legislativa. art. encaminhará projeto de lei fixando a forma e os termos para criação de Tribunais de Alçada Regionais. pela Comarca da Capital.7. disporá sobre normas para criação dos cartórios extrajudiciais. Artigo 15 . ficam mantidos os atuais juízes e suplentes de juiz de casamentos. § 2º .7. 100 da Constituição Federal e art.7.no exercício de 1995. IV . os protocolados no período de 2.94. da Constituição Federal.A forma de pagamento a que se refere este artigo não desobriga as entidades a efetuarem o pagamento na forma do art.7. 33 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal estão excluídos da forma de pagamento disposta neste artigo.7. VI .Até a elaboração da lei que criar e organizar a Justiça de Paz.87 a 1. no prazo de cento e oitenta dias contados da promulgação desta Constituição. 87. 57. a que se refere o art. dentro do prazo de noventa dias.7.Os precatórios judiciários referentes aos créditos de natureza não alimentar. competência e instalação dos Juizados Especiais a que se refere o art. desta Constituição. os protocolados no período de 2.no exercício de 1992.87. bem como suas instâncias recursais.no exercício de 1994. 98. os protocolados no período de 2. 84 entrará em vigor à medida que forem designados seus juízes.7. levando-se . 89 desta Constituição.7. V .II . os protocolados no período de 2.7. § 1º .no exercício de 1993.São mantidos os Juizados Especiais de Pequenas Causas criados com base na Lei Federal nº 7.no exercício de 1997. Artigo 13 . §§ 1º e 2º.91 a 1. de Juizados Especiais em número suficiente e localização adequada ao atendimento da população dos bairros periféricos.91. Tais designações terão seu início dentro de seis meses. 30 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias e art. Artigo 17 .O projeto a que se refere o "caput" deste artigo deverá prever a instalação.96. os protocolados no período de 2.85 a 1.7. os protocolados no período de 2. III . VIII . de 7 de novembro de 1984 e na Lei Estadual nº 5.83 a 1.93 a 1.244. após a promulgação desta Constituição.O Tribunal de Justiça. dispondo sobre a organização.94 a 1. Artigo 14 .7. § 1º . § 2º . Artigo 16 . sujeitos ao preceito estabelecido no art.89 a 1.93.no exercício de 1991.Lei a ser editada no prazo de quatro meses após a promulgação desta Constituição.143.O Tribunal de Justiça. até a posse de novos titulares.

nem aos que a lei declare de livre exoneração. em 5 de outubro de 1988. Artigo 19 .Para os efeitos do disposto no art. Artigo 20 . que exerciam cargos ou funções idênticas às do antigo Inspetor de Ensino Médio. obrigatoriamente. exceto se tratar de servidor. 126. de 26 de abril . cinco anos continuados. ou do Decreto nº 49. na forma prevista no art. na forma da lei. será devido a partir do primeiro dia do mês seguinte ao da publicação desta Constituição. a densidade populacional e a demanda do serviço. no prazo de seis meses após a publicação da lei mencionada no "caput" deste artigo. desta Constituição e ao que dispõe a Constituição Federal. para os fins previstos no "caput". § 1º .Os servidores civis da administração direta. § 2º . a interrupção ou descontinuidade de exercício por prazo igual ou inferior a noventa dias.O Poder Executivo providenciará no sentido de que.Para os integrantes das carreiras docentes do magistério público estadual não se considera. 37 da Constituição Federal.532. Artigo 22 .O disposto neste artigo não se aplica aos ocupantes de cargos. § 4º . a fim de ajustá-los ao disposto no art. de 31 de janeiro de 1967. aposentados. vedada sua acumulação com vantagem já percebida por esses títulos. quando se submeterem a concurso para fins de efetivação. § 4º. exceto nos casos de dispensa ou exoneração solicitadas pelo servidor. 133. desde que contassem. § 1º . Artigo 18 . Artigo 21 . funções e empregos de confiança ou em comissão. nos termos da lei. seja dado cumprimento a ela. autárquica e das fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público em exercício na data da promulgação desta Constituição.Os atuais Supervisores de Ensino do Quadro do Magistério. § 2º . § 3º . proceder-se-á à revisão dos direitos dos servidores públicos inativos e pensionistas e à atualização dos proventos e pensões a eles devidos.Dentro de cento e oitenta dias. instalando-se os cartórios. 129. retroagindo seus efeitos a 5 de outubro de 1988.Os cartórios extrajudiciais localizar-se-ão.O disposto neste artigo não se aplica aos professores de nível superior. é assegurado ao servidor o cômputo de tempo de exercício anterior à data da promulgação desta Constituição.em consideração sua distribuição geográfica.O tempo de serviço dos servidores referidos neste artigo será contado como título. cujo tempo de serviço não será computado para os fins do "caput" deste artigo. que não tenham sido admitidos na forma regulada pelo art. na circunscrição onde tenham atribuições.O pagamento do adicional por tempo de serviço e da sexta-parte. são considerados estáveis no serviço público. em serviço. sob a égide da Lei nº 9717.

Os exercentes da função-atividade de Orientador Trabalhista e Orientador Trabalhista Encarregado. fica assegurada a aposentadoria com proventos correspondentes ao cargo que tiver exercido ou que estiver exercendo. serão aproveitados na Defensoria Pública.Fica assegurada promoção na inatividade aos ex-integrantes da Força Pública.Aplica-se o disposto no art. para fim de incorporação. Artigo 24 .de 1968. 8º e seus parágrafos do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal aos servidores públicos civis da administração direta. Polícia Marítima. no mínimo cinco anos contínuos ou dez intercalados em cargo de provimento dessa natureza. no mínimo.Aplica-se aos proventos dos aposentados o disposto no "caput" do presente artigo. ficam asseguradas todas as vantagens pecuniárias concedidas aos que. Artigo 28 . Artigo 26 . sob controle estatal. com direito à aposentadoria. de maneira isonômica. ou em substituição de Direção. hoje na ativa ou inatividade. originários do quadro da Secretaria de Relações do Trabalho. Chefia ou Encarregatura. Parágrafo único . Artigo 29 .Aos servidores extranumerários estáveis do Estado. Força Pública. . que contar. mediante requerimento feito até noventa dias após promulgada esta Constituição que não tenham sido contemplados. como de efetivo exercício. Parágrafo único . autárquica. exercendo idênticas funções. 54551/86 e 6471/89. terão assegurado o direito à contagem do período exercido. 47941/85. em regime especial de trabalho ou de dedicação exclusiva. Aérea e de Fronteiras e outras carreiras policiais extintas. na carreira em que se encontrem. na data da promulgação desta Constituição. Polícia Marítima. os Assistentes de Atendimento Jurídico da Fundação Estadual de Amparo ao Trabalhador Preso. vinculados às Polícias Civil e Militar. Artigo 25 . corresponderão. Guarda Civil. o tempo de serviço dos ex-integrantes das carreiras da antiga Guarda Civil. desde que esteja em efetivo exercício há pelo menos um ano. desde que estáveis em 5 de outubro de 1988.Ao servidor ocupante de cargo em comissão ou designado para responder pelas atribuições de cargo vago retribuído mediante "pro labore". foram beneficiados pelas disposições da Constituição Federal de 1967.Os servidores referidos no "caput" deste artigo serão aproveitados em função-atividade ou cargo idêntico ou correlato ao que exerciam anteriormente. Artigo 27 . bem como os servidores públicos que sejam advogados e que prestam serviços na Procuradoria de Assistência Judiciária da Procuradoria Geral do Estado.Os vencimentos do servidor público estadual que teve transformado o seu cargo ou função anteriormente à data da promulgação desta Constituição. pelo artigo seguinte e pelas Leis nº 418/85. fundacional e aos empregados das empresas públicas ou sociedade de economia mistas.Será contado para todos os fins. àqueles atribuídos ao cargo ou função de cujo exercício decorreu a transformação. Aérea e de Fronteiras que se encontravam no serviço ativo em 9 de abril de 1970. Artigo 23 .

de acordo com os termos do inciso m do art. sendo o seu descumprimento passível das correspondentes sanções administrativas.O concurso público. visando a separar as terras devolutas das particulares. § 1º . e em vigor em 5 de outubro de 1988. a partir da promulgação desta Constituição. V . Parágrafo único . restringindo-se o benefício exclusivamente aos 2ºs tenentes. bem como conter a designação de datas e nomes de pessoas vivas.a área da nova unidade municipal deve ser distrito ou subdistrito há mais de três anos e ter condições apropriadas para a instalação da Prefeitura e da Câmara Municipal. em virtude de invalidez. e manterá cadastro atualizado dos seus recursos fundiários. no prazo de três anos. que em 8 de abril de 1970 se encontravam em atividade na graduação de subtenente. preservada a continuidade territorial. com vencimentos e vantagens integrais. . ou por haver atingido a idade limite para permanência no serviço ativo e que não foram beneficiados por lei posterior àquela data. 37 da Constituição Federal. 40. III .Os componentes da extinta Força Pública do Estado. Artigo 32 . Artigo 31 .O Poder Público promoverá. os distritos e subdistritos integrantes de áreas metropolitanas. fica assegurado. a criação de Municípios fica condicionada à observância dos seguintes requisitos: I .população mínima de dois mil e quinhentos habitantes e eleitorado não inferior a dez por cento da população.Aos integrantes inativos da Polícia Militar do Estado. o Código Sanitário do Estado.a área não pode interromper a continuidade territorial do Município de origem.As normas de prevenção de acidentes e doenças do trabalho integrarão.Artigo 30 . excetuando-se. prorrogado uma vez. observando-se o disposto no art. a partir de 15 de março de 1968. entre o seu perímetro urbano e a do Município de origem. após trinta anos ou mais de serviço. a área da nova unidade municipal independe de ser distrito ou subdistrito quando pertencer a mais de um Município. IV . a pedido.Até que lei complementar disponha sobre a matéria. §§ 4º e 5º da Constituição Federal. VI . 145 desta Constituição. na forma do art. a identificação prévia de áreas e o ajuizamento de ações discriminatórias.a área deve apresentar solução de continuidade de pelo menos cinco quilômetros. Artigo 33 . o apostilamento do título ao posto ou graduação imediatamente superior ao que possuíam quando da transferência para a inatividade. neste caso. obrigatoriamente. Artigo 34 .o nome do novo Município não pode repetir outro já existente no País. com um mínimo de duzentas casas.Ressalvadas as Regiões Metropolitanas. terá automaticamente ajustado o período de sua validade. II . por período inferior ao prazo de validade previsto no edital de convocação. terão seus títulos apostilados no posto superior ao que se encontram na data da promulgação desta Constituição.centro urbano já constituído. inclusive.

para a criação de nova unidade municipal. aos ocupantes das terras devolutas localizadas naquele Município.As eleições para Prefeito.§ 2º .Com a finalidade de regularizar-se a situação imobiliária do Município de Barão de Antonina. Vice-Prefeito e Vereadores serão designadas dentro de noventa dias. áreas e logradouros públicos.Enquanto não forem disciplinados por lei o plano plurianual e as diretrizes orçamentárias. salvo se faltarem menos de dois anos para as eleições municipais gerais. § 5º . § 3º . II .Somente será considerada aprovada a emancipação quando o resultado favorável do plebiscito obtiver a maioria dos votos válidos.O desmembramento de Município ou Municípios. na forma da lei. a efetiva ocupação.Os fundos existentes na data da promulgação desta Constituição extinguir-seão.O projeto de lei de diretrizes orçamentárias do Estado será encaminhado até oito meses antes do encerramento do exercício financeiro e devolvido para sanção até o encerramento do primeiro período da sessão legislativa. comprovada.Os conselhos. Artigo 37 . se não forem ratificados pela Assembléia Legislativa no prazo de um ano. § 1º. que terá o prazo de cento e oitenta dias para remeter à Assembléia Legislativa o projeto. § 4º .Até a entrada em vigor da lei complementar a que se refere o art. Artigo 36 . apenas. bem como para a própria Prefeitura Municipal. não existentes na data da sua promulgação.O Estado criará. administrativamente. remeterá os projetos de adaptação dos já existentes e que dependam de lei para esse fim.O término do primeiro mandato dar-se-á em 31 de dezembro de 1992. fica o Estado autorizado a conceder títulos de legitimação de posse. § 9º da Constituição Federal. . apenas a morada permanente. No mesmo prazo. serão criados mediante lei de iniciativa do Poder Executivo. pelo prazo de dez anos. 175. Artigo 40 . item 1. hipótese em que serão realizadas com estas.O projeto de lei orçamentária anual do Estado será encaminhado até três meses antes do encerramento do exercício financeiro e devolvido para sanção até o encerramento da sessão legislativa. a partir da publicação da lei emancipadora. fundos. não se aplica à lei de orçamento o disposto no art. Artigo 35 . entidades e órgãos previstos nesta Constituição. desta Constituição. por prazo não inferior a dez anos. 165. os Fundos de Desenvolvimento Econômico e Social do Vale do Ribeira e do Pontal do Paranapanema. relativamente aos imóveis. Artigo 38 . por si ou sucessores. serão obedecidas as seguintes normas: I . tendo votado a maioria absoluta dos eleitores. não Ihes poderá acarretar a perda dos requisitos estabelecidos neste artigo. comprovada para esta. Artigo 39 .

no que couber. Artigo 47 . 190 será exigido após doze meses da promulgação desta Constituição. 60. o Estado e os Municípios promoverão e publicarão censos que aferirão os índices de analfabetismo e sua relação com a universalização do ensino fundamental. Artigo 50 . Artigo 46 . 12.Artigo 41 . do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal. dentro de cento e oitenta dias demarcará as áreas urbanizadas na Serra do Mar. § 2º. dejetos e de outras substâncias poluentes para a represa Billings. do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal. Artigo 44 . VII e VIII.O Estado. atendendo suas peculiaridades. para eliminar o analfabetismo e universalizar o ensino fundamental. incisos VI. 205 desta Constituição. promovendo o Estado a sua demarcação. cinqüenta por cento dos recursos a que se refere o art.Nos dez primeiros anos da promulgação desta Constituição.Fica o Poder Público. no exercício da competência prevista no art. 255 desta Constituição. disciplinando o Sistema Previdenciário do Estado.O Poder Executivo implantará no prazo de um ano. a fim de assegurar a preservação do meio ambiente e ao disposto no art. tecidos e substâncias humanas. fica o Estado obrigado a consultar permanentemente os Poderes Públicos dos Municípios afetados. contado da promulgação desta Constituição. elaborará lei complementar específica. pelo menos. bienalmente.O cumprimento do disposto no art. elaborará.Até o ano 2000. Artigo 48 . Artigo 49 . na Secretaria de Estado da Saúde. com qualidade satisfatória. da Constituição Federal. Artigo 45 .Ficam mantidas as unidades de conservação atualmente existentes. Parágrafo único . em que se enquadram essas áreas. atendendo ao disposto no art. no prazo de cento e oitenta dias. . banco de órgãos.No prazo de três anos.O Poder Público.Qualquer que seja a solução a ser adotada. no prazo de um ano. obrigado a iniciar obras de adequação. com a mobilização de todos os setores organizados da sociedade e com a aplicação de. regularização dominial e efetiva implantação no prazo de cinco anos. Artigo 42 . consignando nos próximos orçamentos as verbas para tanto necessárias. a contar da promulgação desta Constituição. Artigo 43 .A Assembléia Legislativa. 24. no prazo de dois anos. o Poder Público desenvolverá esforços. o Código de Proteção ao Meio Ambiente. ficam os Poderes Públicos Estadual e Municipal obrigados a tomar medidas eficazes para impedir o bombeamento de águas servidas. com vistas a definir as responsabilidades do Estado e dos Municípios. a contar da data da promulgação desta Constituição. de conformidade com o preceito estabelecido no art.

estendendo as unidades das universidades públicas estaduais e diversificando os cursos de acordo com as necessidades sócioeconômicas dessas regiões. humanos. sendo inacumulável com quaisquer rendimentos recebidos dos cofres públicos. a contar da promulgação desta Constituição. a que se refere o art.pensão especial. garantido o padrão de qualidade.Aos participantes ativos da serão asssegurados os seguintes direitos: Revolução Constitucionalista de 1932 I . Artigo 56 . no prazo de até três anos. Parágrafo único . na forma do inciso anterior. obedecida a legislação aplicável à espécie. o Poder Público Estadual implantará ensino superior público e gratuito nas regiões de maior densidade populacional. .Os sistemas mencionados neste artigo. para todos os efeitos legais.No prazo de cento e vinte dias. técnicos e materiais. tiveram suas atividades suspensas ou encerradas por desrespeito a disposições legais. a contar da promulgação desta Constituição. 253 desta Constituição e do art. companheira ou dependente. substitui. exceto os benefícios previdenciários. Artigo 57 . Parágrafo único .A expansão do ensino superior público a que se refere o "caput" poderá ser viabilizada na criação de universidades estaduais. relativos à formação e reabilitação dos portadores de deficiências. Artigo 54 . 253 deverá ser implantado no prazo de dois anos. Parágrafo único . qualquer outra pensão já concedida aos excombatentes. 48 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal. parágrafo único do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal. Artigo 52 .em caso de morte.A concessão da pensão especial a que se refere o inciso I.A lei disporá sobre a adaptação dos logradouros públicos.Artigo 51 . os sistemas de ensino municipal e estadual tomarão todas as providências necessárias à efetivação dos dispositivos nela previstos. humanos. dos edifícios de uso público e dos veículos de transporte coletivo. Artigo 55 . técnicos e materiais. o Poder Público Estadual deverá definir a situação escolar dos alunos matriculados em escolas de 1º e 2º graus da rede particular que. estabelecerá normas para proteção ao consumidor. nos últimos cinco anos. pensão à viúva. no prazo de cento e oitenta dias após a promulgação do Código do Consumidor.Nos termos do art. igualmente.O disposto no parágrafo único do art.A lei. ressalvado o direito de opção. garantirão recursos financeiros. 60. em especial e quanto aos recursos financeiros. Artigo 53 . II . no mesmo prazo. destinados a campanhas educativas de prevenção de deficiências.No prazo de cinco anos. a fim de garantir acesso adequado aos portadores de deficiências.

Relator da Comissão de Sistematização José Antonio Barros Munhoz . Executivo e Judiciário deverão propor os projetos que objetivam dar cumprimento às determinações desta Constituição. os Poderes Legislativo.Artigo 58 .1º Vice-Presidente Sylvio Benito Martini .1º Secretário Vicente Botta . Tonico Ramos .2º Secretário Mauro Bragato .4º Secretário Roberto Hilvo Giovani Purini . para apreciação pela Assembléia Legislativa. bem como. gratuitamente. será colocado à disposição de todos os interessados.2º Vice-Presidente Maurício Nagib Najar .Presidente da Comissão de Sistematização Inocêncio Erbella .Salvo disposições em contrário. Sala das Sessões. da Constituição Federal. em 5 de outubro de 1989. até a data de 28 de junho de 1990.A Imprensa Oficial do Estado promoverá a edição do texto integral desta Constituição que.Vice-Presidente da Comissão de Sistematização Abdo Antonio Hadade Adilson Monteiro Alves Afanásio Jazadji Aloysio Nunes Ferreira Filho Antonio Adolpho Lobbe Neto Antonio Calixto Antonio Carlos de Campos Machado Antonio Carlos Tonca Falseti Antonio Erasmo Dias Antonio Lucas Buzato Antonio Luiz Lima do Amaral Furlan Antonio Rubens Costa de Lara Arnaldo Calil Pereira Jardim Ary Kara José Carlos Alberto Eugênio Apolinário Clara Levin Ant Daniel Marins Alessi Edson Edinho Coelho Araújo Edson Ferrarini Eduardo Bittencourt Carvalho Eni Luiza Galante Erci Aparecida Martinelli de Lima Ayala Expedito Soares Batista Fauze Carlos Fernando Vasco Leça do Nascimento Fernando Silveira Getúlio Kiyotomo Hanashiro Guiomar Namo de Mello Hatiro Shimomoto Israel Zekcer Ivan Espindola de Avila . Artigo 59 .Presidente Nabi Abi Chedid .3º Secretário Hilkias de Oliveira . no que couber.

Ivan Valente Jairo Ribeiro de Mattos João Bastos Soares João do Pulo Carlos de Oliveira Jorge Tadeu Mudalen José Cicote José de Castro Coimbra José Dirceu de Oliveira e Silva Alcides Carlos Bianchi Jurandyr da Paixão de Campos Freire Filho Laerte Pinto da Cunha Luiz Benedicto Máximo Luiz Francisco da Silva Luiz Lauro Ferreira Francisco Ribeiro Nogueira Francisco Carlos de Souza José Francisco Archimedes Lammoglia Marcelino Romano Machado José Mentor Guilherme de Mello Netto Miguel Martini Mílton José Baldochi Moisés Sragowicz Lipnik Néfi Tales Nelson Mancini Nicolau Osmar Thibes Oswaldo Bettio Osvaldo Sbeghen Paulo Osório Silveira Bueno Randal Juliano Garcia Roberto Gouveia Nascimento Roberval Conte Lopes Lima Ruth Escobar Sebastião Bognar Tadashi Kuriki Valdemar Corauci Sobrinho Vanderlei Macris Vergílio Dalla Pria Netto Vitor Sapienza Wadih Helú Waldemar Chubaci Waldemar Mattos Silveira Waldyr Alceu Trigo Walter Mendes .

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