FILOSOFIA

GRAMATOLOGIA

estudos estudos estudos

2 PERSPECTIVA

Jacques Derrida

GRAMATOLOGIA

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EDITORA DA UNIVERSIDADE DE SÀO PAULO EDITORA PERSPECTIVA

Itll.ll. d.. O M , I 1 M |

l'r te Grflmaiofofi*

Dirutoi M í D • llnjiua poiluiucia ' w v * '

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EDITORA PERSPECTIVA SA.
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AV BRIGADEIRO LUlS ANTÔNIO, 3 025 TELEFONE: 288-8680 SAO PAULO BRASIL 01401

HCHÀ (ATAlOílBAflCA ( P n f f U l d l i-u. C í B U O d« C«taloiK**i-n«-to«w. ( ' [ m m . 11. .-L11 ri- v .1,. T m -)'•

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l)'VI |iLimnli>W|ia Unlni Ribeiro. da llnivefwJadí p. (lUtudt», [Mifiani SKIiMlitoinwn e Mcnam iHKlgi««"l »»i> !*•»*«>. N n f N H v t i HA dí SJo Paulo. 1973. l«)

MWopifli.
1 73-0173 [inmmiiciii — 1 il'iu'liu 1 Titulo CDD-401

I n d k w p » l - O M I Í l O Í O <liMm»liCO

I.

UnfUfNn : Flto^fU « 1

Advertência

A pnnwii* piiric de»ic cn»aio, "A eacriiurii pte-lllcrul "', dcacnha cm trii^o* htgm uma muirlit Icórlcu. Indica certo* pi>nin« üc rclcrcncia hiMáiiwn c proprte nlguni ciinccitin crttm. I í I I M »Ao poiiot u pruvu nu Kgunda pnrle: "Nulurtíu, lulium, oKritUft", Momcnlo, »c ii«im te i|imcr. do exemplo — embora c i u noção miui K]<I, com iodo n rigor. inudnmsível. Do o,uc, por cumodldude. Hindu nomcamoi cxemplu. cumpriria cniilo. prnccdcndn com mm» poclcnciu r Icnitdlo, Iti-lilktir u etcolh* c demonurar u Ncccmidadc*. I'rut»-.c de umu leilimi do que poderiamo» lalvcr denominar a época
I i.l.,l|| «orno O d M < W V I W H > 0> -m • num ptiBlloM* III H t M < « . « « («HBblO W l « » » • < « " tl> 1 V » * I * W H k l III! • - • l > l " í " I ( " « > « l n I ™ " * * l " ^ " " » ™ > |>l>M«>«Aat: M V Il4i-1 i» ilIAV . « / « i A f t i i x i w i n w w l . n V • - < X V I I - rt X V I I I > M n II«U| < n n . A L * i o i G u u > > > a n l i m n « It w u l r l l l h t l I O F I ) I ' - I « I ~ n Ur í > > » » " ' " • < • (*•> frtflil | A L ' H < d'un -"lkt.Mli l W l . 1 l í ' l • r-i> .:•>-•«.> ........ . — -. (km d l u m i i » • >hr*nii iro W — h li •->• MfUi: ->••*• iH «""• W » « r<'-»»*<>• •

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1 ftrnMni mnto i>ndim>int aa nininàif i 11 tnnniiri i hcmididi. 11

de Rousscau. Leitura apenas esboçada: considerando, com efeito, a Necessidade da análise, u dificuldade do* problema», a natureza de nosso desígnio, acreditamo-nos autorizados a privilegiar um texto curto e pouco conhecido» o üssai sur ) *origitt{ drs iQttjtuet* Teremos de explicar o lugar que concedemos a esta obra. Se nuvsu leitura permanece inacabada, é também por outra razão: embora não tenhamos a ambição de ilustrar um novo método, tentamos produzir, muitas vezes emharaçando-nos neles, problemas de leitura crítica. Nossa interpretação do texto de Rousscau dcpenJc estreitamente das proposições arriscadas na primeira parte. Estas exigem que a leitura escape, ao menos pelo seu eixo, a* categorias clássicas da htttôria: da historia daa idéias, certamente, e da historia da literatura, mas talvez, antes de mais nada, da história da filosofia. Em torno deste eixo* como é obvio, tivemos de respeitar normas clássicas, ou pelo menos tentamos faze-lo. Env hora a palavra época não se esgote nestas determinações, UdáVAtiicA íom uiiin U$w# fjfiftonrf tanto quanto com uma totalidade histôricu. Esforçuno-nos por isso em üssuciar as duas formas de atenção que pareciam requeridas, repelindo assim a questão do texto, do seu estatuto histórico, do seu tempo c do seu espaço próprios. Esta época patxoda ç, com efeito, constituída totalmente como um texto, num sentido* destas palavras que tc/emos a determinar Que elo conserve. enquanto tal. valores de legibilidade e uma eficácia de modelo; que desordene assim o tempo da tinha ou a linha do tempo — eis o que quisemos sugerir ao interrogarmos de passagem, para nele encontrarmos apelo, o rousseauísmo declarado de um ctnologo moderno.

* Sohft «t« HtnKL *1t 4 fftH!f« nol* i|M Pifefrr» mi <ttftuk> IV dl tetunrii Patic <N* *» 1> \

Sumário

Advertência A ESCRITURA PRE-LITERAL Epigrafe \, O fim do livro e o comtço da r^critura
O projçrama
O M(nific*mlc c 4 VWJíKUí . .

Vil

7 «

0 « f escriio

12 21 33 36 53 79
91 93 101 109

2. Lingüística e Gramatolofia O fora e o dentro O fora *• o dentro

A bm\n
3. Da Oramãioiogia como cüncÍQ posfítvã A álgebra: afcano c tramparcficia A ciência c o nome do homem A charada e a cumplicidade das origens

II.

NATUREZA, CULTURA, ESCRITURA Introdução à "Época dt Rouiseou*'
121

1. A violência da Irtrú: dt LéviSlrtmts a Rousseau 125 132 A guerra do* nomes próprio* A ctcrituni c a exploração do homem peto ; i t l 146 homem

2.

"Em perigoso mpiemrnu> . " Do cegamente» ao implemento A cadeia doa implemento* O caorbílamc Oueathi de método

173 176 187 193

3. I.

(Jérwse e escritura do E$%m sur Foristine drs hnguts 201 201

O LUGAR DO ESSA1

A citcrituni, mal polítko v mui lintfüfctito 204 O debute atual: u economia da Piedade 208 O primeiro debate c a composição do E m i . . 234 II A IMITAÇÃO 238

O Intervalo c o implemento 239 A «tampa o a* amhigUldadoa do formalhmo , 245 O tomo da cwritura 264 111 A ARTICULAÇÃO "Eite miivinictim de vnreia.. « A inscrição iln origem O pneuma Eitu "ílmplci movimento de dedo". A cicritura o a proibição do incealo 4.
H

280 280 293 300 310

Do tutttrmento ú fOHÊt\ a Teoria da escritura 327 A metáfora originaria 329 Huiòilii ç itoUini du» cacriluriii 343 O iilf.ibclo e ã representaçAo absoluta 360 O ttoretnu e o teatro 370 O luplcmcnto de origem . . , t 382

I. A ESCRITURA PRÉ-LITERAL

Epígrafe

1. Atjurlt que brilhar na ciência da «tritura brilhar* tomo o BOI4 Um ctcribo. <EP. P- « ) •

O Sanua Idcui do «oll, com tua luz pen CTUU* a totalidade do» pafocv como te fowem KÍgno* íunriforTttc* (ihidtm)2. lUset trê* modo» d< «4cr*vtr oomipotv dem com batiantc exatidão soi irt* divtrw titidoi c<)oi qual* te podem comldr rai Oí homem reuolooa *m nação À rxniura dot objeto* convém aot povoi idvaiíAs; 04 Bijtno& da* palavra* t da» orucoe*. ao» povo» bárbaro*; e o alfabeto» ao* povos policiado»

3. A etçntura alíabéucA é em aí c para M a maii intelinnie. HluEL* Enciclopédia** Essa III-II epígrafe não se destina apenas a concentrar a atenção K>bre o ttnocentrismo qucf cm todos os tempos e

lugares, comandou o conceito da escritura, Nem apeim icbfe

o que denominaremos loitocenirhmo: metafísica da cscriluru fonítKâ (por exemplo, do alfabeto) que em seu fundo nfto [ > mais — por razoes enigmáticas mas essenciais c inaces*! Mvcis a um simples reiativismo histórico — do que o elnoccn* * luÉmflui t n taift ajTTfrtrtçti 9íIR*í vtispt utí rt9 tnsUrln òm talut nftrídti* * * t t Avtor, Mvttaa í w i r*"*"* df\rd» à p r i n í i ' *D<ato*W da D*n1<fr t f n f n n W<niV^ • ihvrar i t f i l v t l n i i H | a * U t r * « * * * * * 4 i l ttÜIlDPH CH*lU G DM fiMlWM MU Wdtetlft" f i n t i n a itn («#1 <*» ft*. «y* F l
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ORAMATOLOÜIA irUino mui) original c mmi pjdcrüso, que hoje esfá cm vias de se impor ao planeta, c que comanda, numa única c mesma ordem: 1. o concrito da rsrrifura num mundo onde D fonctizaçãn da escritura deve, no produzir-se. dissimular sua própria história; 2. 4 história tia maaitàca que, apesar de todas as diferenças c não apenas de Platão a Hcgcl (passando até por Lcionix) mas também, fora dos seus limites aparentes, dos pré-vocrálico* c Heideggcr, sempre atribuiu ao logos u o r i gem du verdade em geral: A hitfíSria da verdade* da verdade \U wrdíidd (oi scmpir, com a ressalva de uma excursão me* taforica de que deveremos dar conta, o rebaixamento da escritura c seu rccalcamento fora da fala "plena"; 3 . o conceito da ciência ou da cicntificidadc da ciência — o que sempre foi determinado como lógica — conceito que sempre foi um conceito filosófico, ainda que a prática da ciência nunca tenha cesudo, de fato, de contestar o imperialismo do tocos, por exemplo fazendo apelo, desde sempre e cada vez mais, à escritura nâo-fonética. Sem dúvida, esta subversão sempre foi contida no interior de um sistema alocutório que gerou o pronto da ciência e as convenções de toda característica nflo-foncüca1. Nem poderia ser de outro modu. Mas exclusivamente cm nossa época, no momento em que a foncu/açao da escritura — origem histórica e possibilidade estrutural tanto da filosofia como da ciência, condição da episttme — tende a dominar completamente a cultura mundial 1 , a ciência não pode mais saüsfazcr-sc cm nenhum de seus avanços. Esta inadequação já se pusera cm moL Ct pw i M B f r « Mfot òt p>Mz"t*i*v «<wiléflá" ov 4t *>*mWIhi» d* kif^mlB Ifftmflo" lh V Ortuufi. LM A A W I ti U is-afeor. pp él * 171 " l i iimhrtlLtmn miiBinilwu I uma c o m c u L i de i i í t i l u i t . uai tinbútllmú «KriturUi- t tuincnir pm bbfeu de tuciitraUrío ou Bt*ioiij que te lilt G e *—* 'llncttmefc mu>tmUk*\ O «buriiim» i, nu verdtdc. um* 'cauueriiticV* c t u w t l * em c a r i O t f t i t*tfUú4* N l o fala* o ntO Wf PC* IftWfttlftlO' » UIIU i nrujt *!** Isente* i*|p* n*h|t t *HV*M40 fpiwi*<*. rtra a r u u m , w ,f
ntTiMtn 4 nmxtò<K ffflmv ***ç t«ci dof >xicrnaf # * # vmpra um PCDl*!***! dfVraVfllT td^uirtdrv 9 **JÇf tff*tt*

nrfcin» f itnJitáf QM, • riprr, crli ptmtttl dciifrir orscicrct dmo
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fonutft nto UM da tilt. PKLMIII> im inlm »* hitfdus**. < ftohàlltin» * m*lrm*ilffl * Irulú 01 U*M eUburicàu «tunditU. uiiHmA.-» pr*i uminl* u uw do dltrurto t A pculhlMáide út cMtxrcr tVa%«ntAcb ciptf^liui Nem pc* li» Jrj»n4 o alunlimo mMfmictro 4c eipfimJr Jcu fúrruit de timt»>>f>£0G otfuUiJh* umáiu^i, ladtjaiiftaflii A U] oi qml mw^ dí «Kpcrato p*-tOJlir " Sohff «te* pftttcflau. cf '.mSím OH*í Ontun Crinf-r. >*urd# /i-ntoU* #J " f — t f * df r*6mm*. p I I r ttthrcludct t v O t i M r • * I f C ^ e o * # - i ^ / r « * « " •Vi rxyfiutu 4* Í4 Itntw orafr t\ i r r#Vrirft#r}. tK. fk* T.> 3 Tutl» at efira («ffrMfrfté** ft Mt|dfln d» Mcrisn traiam do proKcma tta ÉKrodU^fo da t*crtlurt foiiJkt cm culluru dw «tf caib nl» • «raMtran. Cf. pur i u m ^ fP. |v M f r O U rtAMf rff 'X^mrf i«t*»Mff. M: v
/AtfUltnaUf Ittf-AfftAat f i U r n ^ ^ j U i 4 b I iUrtho | * M + í N . dot T . i
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v i i n t n l o , d t u l e sempre Mas atpn, hoje, deixada aparecer c o m o tal» permite, dc certa f o r m a , assumi-la, sem que esta novidade se possa traduzir pelas noções sumárias de mutaç ã o , de cxplicitaçâo, de acumulação, de revolução ou de t r a dição. Fites valores pertencem, sem dúvida, ao sistema c u j a dcscolocaç&o * l e apresenta hoje c o m o tal, descrevem estilos dc m o v i m e n t o histórico tjuc só t i n h a m mentido — c o m o o con^ ceito dc história mesmo — rvo interior da época logucènlrica. Pela alusão a uma ciência da escritura guiada pela metáfora, pela metafísica c pela teologia 1 , a epígrafe n a o deve apenas anunciar que u c t f n c i a da escritura — a gramatolo$lcf — espalha pelo m u n d o os signos dc sua liberação por m e i o dc esforços decisivos. Estes esforços são necessariamente discretos e dispersos, quase imperceptíveis: isto se deve ao seu sentido c i\ natureza d o meio c m q u e produzem sua operação. Desejaríamos principalmente sugerir q u e , p o r mais necessária c fecunda que seja a sua empresa, c ainda que, na melhor das hipóteses, cia superasse todos o s obstáculos tecnicoc e cpistemolôglcos, todos os entraves teológicos c metafísicos que até agora a l i m i t a r a m , uma tal ciência da escritura corre o risco de nunca vir à luz c o m o tal e sob esse nome. D e nunca poder d e f i n i r a unidade d o seu p r o jeto e d o seu objeto. D e náo poder escrever o discurso d o seu mélodo Dcm descrever os limiles do seu c a m p o . Por razões essenciais: a unidade Ce t u d o o que se deixa visar hoje. através dos mais diversos conceitos da ciência c da • DtHOtòiW i ™ o pfto *>al trtdoamM o *who frnrcJa dbfodutr. £*c difere <e 4tplK*+ {dvrtocirl, btn mm frcvccfK, per mçlutf ema idâA dc 3 ^fitl/m^i no BV*tamp ^>* ImprHnc» Também tem o «cntíito — inçof l n H -m DOMO OMUMIO — o> cicluar B dctptfu dc u« fccitifio da * u ftW^fl" IN. do* T.i I Kin ihmwoi Mui Bpfnat BW "frriconorftoi ttolíjko*" qi**. »nm mrmmfe • lutur £tl#<*rtíiJt^Lk* * ,flWt.LiLjh-ti í*J rrç^tmlJifli 4 iMria af> rteno MCT'^
«*H t l i u h * X V I I t X V I I l FitoftfMa J * u iMfali** at#H adia***. « prupraao du htm Jt MH-V J,ii*M l J «fi f f - o o T r i M tfts aforai 1 a%atffrft#C*o mai' VnKn* * m a * Nnt (UQtnKrilJ* tutionc*ininU doem--*.!». rt« um prttaupcnlo

coqtiiuiiÚQ, H P J M U M . e w M i ! A hJitéru 4o OtidttHi. * portam*» k lutelidada da fp*i-tíi»í;*t m**mo ciujndn TI itii turno «Iti»dO t u n u n l j v a rryírr q « # t m i i * timpfctir*Ole, "pDJÉlo dc rcICfíiUÍA"-

** htftrrmttér* *ete< peto GUMJ i r * 0 4 m t o irtntéi rr^ar«rt tomp^tu
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O dM ihrtfwa", Lflir* An UIM i>h—n>T rrn m i W i ihM «pena* L J. Gcl> ffflpreiuu i u 4 P í I M T * rara davfntr o prtoiflo d» vtra ottnfui mod«™, C f * Sfady 0/ hW*H4, inr M ^ * u * > d ' #*ammjM*Vrf. 1°S1 f n «tfcliluln deui i r r i r ní rHdl^la dc l * M . TmhnrÉ * pftocupt cem x cl»utfv>c^ <f **irtnl(n:»

< *imnblicidã f MTtwnlí htpta?*f4 ecintrc*Tirlidt^ uthfi a Rimtc^fvrtv O* • M F^IctOCK d>* H f ^ l ^ i |*|C l<"TO I A M 1* irrcai!iT (Ihl h(»Mfll cltHkk^ du cfcrllurj. (Olmriv»w mis • ikfii^lp> cai iMtri * mniad*_ CMIMíF^K I>M mtmpi ttraHH por Avrfltu lihvfluc ar IIiratndM Mo VH Friitffw nrimjdrto

GRAMATQLOQIA cacrirura, c«á determinada cm princípio, com maior ou menor 'egredo ma* «more, por uma época hislórico-melaffaiça cuja ihmuui no» limiumot a entrever. N l o dizemos: cujo fim. A i idéiai de ciência c ctcrttura — c por i w i tamMtn a de ctéocia da caentura — Um sentido para nó» apenas a partir de uma origem c no Interior do um mundo a que já lorum atribuído» um c t i t o conceito do signo ulitcmw mais adiante: o conceito de signo) c um certo conceito dai rclaçoc.i entre fala c c i n t u r a . Kclaç&o muito determinada apesar do seu privilégio, apesar de nua Ncccaaidadc e da abertura de campo qu? regeu duiantc algunt milénioi, lobrctudo no Ocidente, a ponto de hoje nele poder produzir lun dcscolocaçâo c denun* i-ntr, poi 'i mrümii, *eus timftà Talvez u m«ditaç*o paciente e a investigação rigoroia em volta do que alml.i u dmomina proviaorlaroenio tacrllura, cm va de pcimancccrom aquém de uma ciincia da oscritur*» ou de a repelirem por alguma miçAn ontcuranllita, deixando n — ao contrário — dcaenvolver nua posiiivkiudc ao máximo dr tujH pottihllldadei, *ejam n errânda de um pensamento fiel c atento no mundo irredutivelmente por vir que v anuncia no presente, para -ilém da clautura do uibcr, O futuro *ó M pode antecipar na forma do perigo ubaoluto. Ela i o que rompe ahanlutamentc com a normalidade constituída c por iwo somente io pode anunciar, apr*ifntar-set na cipécic da mòiUIrWiiúdade. Pnfa eile mundo por Vir * pára ô que nélc terá feito tremer o i valorei de signo, de (ala e de escritura, ptra aquilo que conduz aqui o nosso futuro anterior, ainda n l o t x u t f epígrafe.

1. O fim do livro e o começo da escritura

Sóualct. jqu«l« t|Uf nAo *Kf#V«

Nnmm
Independentemente do que se pense soo mia rubrica, «At» há dúvida de que o prohtrtm da Ungtèogrfn nunca foi apenau um problema enire outros. Ma* nunca, tanto como hoje, invadiu CCmO tat o horizonte mundial dai mais t l i v e r w pe*quiu* c do* dUcurio» mait heterogêneos cm intenção, méludo c ideologia, A própria desvalorização da palavra "linguagem", tudo o que — nu credito que lhe c dado — denuncia a indolência do vocabulário, u tentação da tcduçAo barata, o abandono paulvo A moda, a consciência de vanguarda, isto c. a ignorAnoa, tudu isso testemunha. Eita inflação do signo "linguagem" é a inflação do próprio ligno. a inflação absoluta, a inflação mesma. Contudo» por uma face ou tombra NUM, cia ainda fa/ signo: esta crise é também um entorna. Indica, como que a contragoito, que uma época histórico-metafísica iUvr determinar, enfim, como linguagem a totalidade dç seu horizonte problemático. Deve-o, nAo somente porque tudo o que o desejo quisera subtrair ao jogo da linguagem é retomado neste, mat também porque, simultaneamente, a linguagem mcimu acha-se ameaçada cm nua vida. desamparada, sem amarras por nAo ter mais limitei, devolvida A sua própria finidade no momento exato em que seus limites parecem npagar-sc, no momento exato cm que o sig* nificado infinito que parecia exccdé-la deixa de tranqüiliza-la a respeito de si mesma, de conté-la e de cwraMa.

UftAMATUiOUA

O PROGRAMA

Ora, por um movimento lento cuja Necessidade mal se deixa perceber, tudo aquilo que — há pelo menos uns vinte séculos — manifestava tendência c conseguia finalmente reunir-se sob o nome de linguagem comera a deixur-tc deportar ou pelo menos resumir sob o nome de escritura. Por uma Necessidade que mal se deixa perceber, tudo aconteec como se — deixando de designar uma forma particular, derivada, auxiliar do linguagem em geral (entendida como comunicação, relação, expressão, significação* constituição do sentido ou do pensamento etc.), deixando de designar a película exterior, o duplo inconsistente de um ilgnlflcanic maior, o sinnílicmte do si^míkonte — o conceito de escritura começava a ultrapassar a extensão da linguagem. Em rodos os sentidos desta palavra, a escritura compreenderia a linguagem. Nfio que a palavra "escritura'* deixe de designar o significante do significou te, mas aparece, sob uma luz estranha* que o "significante do significante" não mais define a rrduplicnçflo aci* dental c a secundariedade decaída. "Significante do tignificante" descreve, ao contrário, o movimento da linguagem; na sua origem, certamente, mas já se pressente que uma origem, cuja estrutura se soletra como "significante do significante", arrebata-se e apag;i-*e a si mesma na sua própria produção. O significado funciona ai desde sempre como um significante. A tccundaricdadc, que se acreditava poder reservar A escritura, afeta todo significado em gera), afeta-o desde sempre, isto é, desde o inicio de ivsv. Não há significado que escape, mai* cedo ou mais tarde, ao jogo das remessas sijtnificante*, que constitui a linguagem. O advento da escritura é o advento do fOgo*; o jogo entrega sç boje a ti mttflio, apagando o limite a partir do qual se acreditou poder rcjrular a circulação doa signos, arrastando consigo todos os significados tranqüilizantes, reduzindo-todas as praças-fortes, todos os abrigos do fora-de-jogo que vigiavam o campo da linguagem. Isto eqüivale, com todo o rigor» a destruir o conceito de "signo** c toda a sus lógica, Não 6 por acaso quç esc trQnsbQrd&ntntQ wbrevém no momento em que u extensão do conceito de linguagem apaga todo* os seus limites. Como veremos: ewsc transbordamento c esse apagameato tem o mesmo sentido, silo um único e mesmo fenômeno. Tudo acontece como se o conceito ocidental de linguagem (naquilo que, para além da sua plufivocidndc c pura além da oposição estreita c problev**f * hv|^ 4t to» c 4jno* toavam fet +*A Enriim* o ripo * Q

O FIM DO LIVRO E O COMEÇO DA ÍSCAUHHA

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máiica cnirc fala c língua, liga-o em geral à produção fonemática ou jtfosscmátka, à língua, a voz, à audição, uo som c ao sopro, à fala) *c revela-se hoje como u forma ou a deformação de uma escritura primeira1: mais fundamental do que a que, atile* delia convênio, passava por mero "suplemento da fala" <Rou»cau) t Ou u escritura nao foi nunca um mero "suplemento", ou então é urgente construir uma, nova lógica do "suplemento". £ esta urgência que nos guiará» mais adiante, na leitura de Rousseau. Estas deformações não são contingências históricas que poderíamos admirar ou lamentar. Seu movimento foi absolutamente necessário — de uma Necessidade que nao pode apresentara, paru ser julgada, perante nenhuma outra instância. O privilégio da phvnè nào depende de uma CKolha que teria sido possível evitar. Responde a um momento du economia (digamos, da "vida" da "história** ou do "ser como relação a s i " ) . O sistema do *'ouvir-se«falar" através da rubstüncia fônica — que se dá como signiíicantc não-cMcrior, nflo-mundano, portanto nao-cmpíríco ou nào-cont ingente — leve de dominar durante toda uma época a história do mundo, até mesmo produziu a idéia de mundo, a idéia de origem do mundo a partir da diferença enlre o mundano e o nào-mundano, o fora c o dentro, a ídcalidaclc c a nâo-idealidade, o universal e o nâo-univcrsal, o transcendental c o empírico, etc. J Com um sucesso desigual e essencialmente precário, esse movimento teria tendido aparentemente, como em direção ao seu tetos, a confirmar a escritura numa função segunda e instrumental: tradutora de uma fala plena c plenamente pre~

wífr (presente A si( a seu si unificado, ao outro, condiçio
mesma do tema da presença em geral), técnica a serviço da linguagem, porta-voz (portc-paxole), interprete de uma fala originária que nela metma se subtrairia à interpretação. Técnica a serviço da linguagem: níio recorremos aqui * uma essência geral da técnica que já nos sena familiar c que nos ajudaria a compreender, como um exemplo, o OOtV
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UMAMAIOLUOIA

ccitn estreito c históricamente determinado da escritura. A o contrário, acreditamos que um certo tipo de questão sobre o sentido t a origem da escritura precede ou pelo menos se confunde com um certo tipo de questão sobre o sentido e a origem da técnica. É per isso que nunca a noção de técnica simples mente esclarecerá a noção de escritura. Tudo ocorre, pomnlo, como se n que « denomina linguagem apenas pudesse ter sido, c m sua origem c cm seu fim, um momento, um niodo essencial mas determinado, um fenômeno, um aspecto, uma espécie da escritura. E *o o tivesse conseguido lazer esquecer, enganar \ no decorrer de uma aventura: como c-i<< avcnluru mesma. Aventura, afinal de contas, bmuinte curta, t i a se confundiria com a história 411c .«sócia a técnica e o metafísica logocéntrica há cerca de (rés milênios. E se aproximaria hoje do que c. propriamente, sua asfixia. No caso cm questão — e este é apenas um exemplo entre outros — , dessa tão falada morte da civilização do livro, que sc manifesta inicialmente pela proliferação convulsiva das bibliotecas. Apesar das :ipuréncia*. esta morte do livro anuncia, u m duvida (e de uma certa maneira desde sempre), apenas uma morte- da fala (de uma fala que st pretende plena) e uma nova mutação na história da escritura, na história como escritura. Anuncia-a a distância de alguns séculos — deve-sc calcular aqui conforme a esta escala, sem contudo negligenciar a qualidade de uma duração histórica muito heterogênea: tul i a aceleração, e tal o seu sentido qualitativo, que seria outro engano avaliai prudentemente segundo ritmos passados. "Morte da tala" é aqui, sem dúvida, uma metáfora: antes de falar de desaparecimento, deve-sc pensar cm uma nova situação da fala. cm sua subordinação numa estrutura eu 10 ar conte ela não será mais. Afirmar, assim, que o conceito de escritura excede c compreende o de linguagem supõe, está claro, uma certa definiç&o da linguagem c da escritura. Sc não a tentássemos justificai, estaríamos cedendo ao movimento de inflação que acabamos de assinalar, que lambem se apoderou da palavra "escritura", o que não aéOflleceu fortuilamcnle. Já há algum tempo, com efeito, aqui e ali, por um gosto e por motivos profundamente necessários, dos quais seria mais fácil denunciar a degradação do que desvendar a origem, diz-se "linguagem" por ação, movimento, pensamento, reflexão, consciência, inconsciente, experiência, afetividade etc. Há, agora, a * A lumult dmfr l> ( • " » fnl tndwldi W n n v '•M«i« t» iiiwiMHn «entn*. <N. J"« r.i i m ttm ••«•

O FIM DO JJVXO l 0 COMEÇO DA tVCHfTUHA

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icndíncia u designar por "escritura" tudo isso c maU algum» « t e : não apenas os gestos físico* da inscrição literal, pictográfica ou idcográfica, mas também a totalidade do que a possibilitai c a seguir, além da fuce significante, ulc mesmo a face significada; e. u partir dal, ludo o que pude dor lugar n um» inscrição cm geral, lilcral ou não, c mesmo que u uuc ela distribui no espaço nao pertença u ordem da \vz: cinematografia, coreografia, sem dúvida, mas também "escritura" pictural, musical, escultura! etc. Também se poderia falar cm escritura atlética c, com segurança ainda maior, *c pensarmos nas técnicas que hoje governam estes domínios, cm escritura militar ou política. Tudo isso para descrever nflo apenas o sistema de notação que se anexa secundariamente a tais atividades, mas a essência e o conteúdo dessas atividades mesmas. E também ne*ie sentido que o biólogo fala hoje de escritura e pro-groma, a respeito dos processos mais elementares da informação na célula viva. Enfim, quer lenha ou não limites essenciais, todo o campo coberto pelo programa cibernético scri campo de escritura. Supondo-se que a teoria da cibernética possa desalojar de seu interior todos os conceitos metafísicos — e até mesmo os de alma, de vida, de valor, de escolha, de memória — que serviam antigamente para opor a máquina ao homem1, ela terá de conservar, até denunciar-sc também a sua pertencença hístóricu-metafísica, a noção de escritura, de traço, de grama ou de grafema. Antes mesmo de ser determinado como humano (juntamente com todos os caracteres distintivos que sempre foram atribuídos ao homem, e com todo o sistema de significações que implicam) ou como a-humano, o grama — ou o grafema — assim denominaria o elemento. Elemento « m simplicidade, Elemento — quer seja cniendido como n meio ou como o átomo irredutível — da arqui-slntcse cm geral, daquilo que deveríamos proibir-nos a nos mesmos de definir no interior do sistema de oposições da metafísica, daquilo que portanto o i o deveríamos nem mesmo denominar a experiência cm geral, nem tampouco a origem do sentido em geral.

Esta situação anunciou-se desde sempre. Por que está a ponto de se fazer reconhecer tomo tal e a posieriort? E s » questão cügiria uma análise interminável. Tomemos apenas alguns pontos de referência, como introdução ao objetivo 3. bbM> n t Wltatr. K* HMPIII. ( M W * shinMs I "wirtnHn" s ÍJMjlfci Ow Mpi úmiilMo po»li> * f r n l n n o vn» * i> nSp-xvn. •"* romlnut * Miim *» IUúO — «<nnrfun<fet *ipnW*4 frímf* ~^í«ln< *•** — —Mui", -orifa. imnoM', «u. p.n ei.un«f P»»< d. mlquUlf.

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i.»*M*IOÍOOIA

limitado a que no? propomos aqui. Já aludimos Bí matemáticas teóricas: sua escritura, quer seja entendida tomo grafia sensível (c esta já supõe uma identidade, portanto mui idc.ilidadtr de sua ( O f m , 0 (HM M U I M) pAKJplO M í >uida d noção l i o correntemente aceita de "signifitanie sensível"), quer como síntese ideal do* significados ou como rattro operatório etn outro nível, quer ainda — mais profundamente — como a passagem de umas às outras, nunca outras, nunca cm uhsoluto esteve ligada a uma produção fonftica No inteica. No inlcrior dus culturas que priillciim n escritura dito fonciici i I t - i i . ü i i. U matemática* n&o san apenas um cnclavc. Este c assinalado, aliás, por todos os historiadores da escritura, eles lembram, ;les lembram, no mesmo lempn. as imperfeições ,|a escritura ãlfahelkã. qttC por tanto tempo foi considerada a escritura maii cômoda c "muis inteligente"*. Ettc cnclavc c também o lugar onde a prática da linguagem cientifica contesta do dentro, e cada ve/ muis profundamente, o ideal da escritura fonélka e Ioda n sua metafísica implícita (a melutisKu), isio é. paiucularmenle u idéia filosófica da epittemt'. r l:niinínt á de itiórlá, que é prol lindamente solidária com aquela, u p c u i da dissociuçán nu oposição que as relacionou entre si numa das (ases
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teme. foram determinados iicmpic (e n í o apenas a partir du etimologia ou da filosofia) como desvios em vhta da rcapropriaçBo da presença, Mas. para idím das matemáticas teóricas, o desenvolvimento das prdiícai da Infoimaçáo amplia imensamente as possibilidade» da "menugem". ate onde esta já náo é mais a tradução "escrita" de uma linguagem, o transporte de um significado que putktin piiniiinccer falido na .sua inicgndade. l u o ocorre lambem simultaneamente a uma citensio da fonografia c de todos os meios de conservar a linguagem falada, de fazè-Ia funetonar sem a presença do sujeito falante Fste desenvolvimento, unido ao* da etnologia e da Msiõfiu da escritura, ensina-nos que a escritura foncoca, meio da grande aventura metafísica, científica, técnica, econômica do Ocidente, está limitada no tempo c no espaço, e hmita-sc a l i mesma no momt-niu W f S cm que está impondo suo lei às únicas . l u a ' »uiturais que ainda lhe escapavam. Mui etia conjunção não-íortuita da cibcrnélica e dus "ciências humanas" da escritura conduz a uma subversão mais profunda. « n . n>< ••—«« K', rr i», ' " «> •*. •»• — «•"•< i « « * .. . .< iiii.i- K, I,,,;I A Mtu>i'i>>' i " " « v . p. no da uMivio « • « • •

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O S1GNIHCANTE É A VERDADE A "racionalidade" — ma* talvc? fone preciso ahandonat ema palavra, pela raziki que aparecerá ao final desta jjjic —, uuc comando n escritura assim ampliada e radicalizada, tiú é mau nascida de um U>t»s e Inaugura a destruição. nJo a dcniuliçâu mas a dc-v-dimcniação. u Uç-vuiiiMiuváu 0: 'IHIJS a« ?i anil «caçoes que brotam da significação de hgos. Em especial a significação de verdade. Toda» •• determinações mctoflslcas da verdade, c nlí míimo a que nos recorda Hçjdcggcr paia ulé-m da onto-teobgia metafísica, são mais üU menos imediatamente in*cparávcj» da instância do laros ou de uma iBíào pensada na df««ndéncitl do tõgOS, cm qualquer sentido uuc seja entendida: no sentido pné-sncritico ou no sentido filoioftco. no sentido do entendimento infinito de Deus ou no sentido antropológico, no sentido pré•hegcliano ou no sentido pos-hcgeliano. Ora, dentro dcslc lapM, nunca foi rompido o linmc originário e essencial com d pntmV. Semi lácil mosira-lo c tentaremos precisa-lo mau adiante. Tal como foi mais ou menos implicitamente deterladt, a essíncia da phoni «Urli imediatamente prnúmii daquilo uuc, nu "pensamento" como loftt, (em relação n*in o "Knlido": daquilo que n produz, que o recebe, que o di/, que n "reúne" Sc Amiótckv por exemplo, considera qu<"oi sons emitidos pela vn/ < ia. ív efl w-ViV> sao os símbolo* do» MUdog da alma (n«*i[|iina tl\C WíüK) » " palavras caciilu os símbolo, das palavra» emitidas pela VOJ" <ífci ImerprriaçOii I, 16 a 3), í porque a vo/. produtora dos primeiros tlmbolot. tem com a alma uma relação de proximidade essencial e imediata. Produto» do primeiro iignificanie, ela não é um mero signilicantr entre outros. Ela significa o "estado de alma" que, por sua ver. reflete ou reflexiona* M coisas pot semelhança natural, bntre o ser c a alma, as coisas e as ufeçoes**, haveria uma rotação de tradução Ou <le significação natural; entre . alma c o logat, uma nl:n,,lo de simboli/açãn convencional. F a primeira convenção, a que se referiria imediatamente à ordem da significação natural e universal, produzir.te-ia como linguagem blluJa, A linguagem c»nta fixaria convenções, que ligariam cntic ti outras convenções.
* ' " f d h t t . M «tifcvi /'«*>" • rl/U-kU w { u j t JHI»CÍB trCDMIl •wmi>:<ia|n.- %i ,,-• rotfiinift. " • "BlMlMtl"»» "l>"a t r»fiVlúv I N . 60) I I ' t * * d > i i i n - pai a " í * i •- m~"ii»i»i> «ftfir-vn. m o qiir o A a K « » " ! w P ™ * * " ! l \Bf " * " • " ' » • » i " m < t f » <I"P*~ Wniidu: ahl|il0 • i h i » >

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(J RAMA TOLDOU

"AtoJm oomu a eacritura não c a mcimu pura todra o* tollKnt» a» püUvi« ralada* não aão tampouco a» me*mi\ enquanto SftO idcnikoa paia Lodoti os ettado* de almj de que n t i t exprcatota sio tmrdtatumrntt oi ji#nai (ei^icui TpÜTttiÇ), como lambem suo klêolíc« i* coím cuja* imagens »fio e«c* ftUido*" ()6* u grifo é rx>«o) Exprimindo naturalmente as coisas, as uíeções d i alma ç^oalluicm UEua capeuc de linguagem universal que, portanto, pude apagar-» por si própria, E a etapa da transparência* Aristóteles pode omiti-la às vezes sem correr riscos1* l i m todos os casos, a voz c o que está mais próximo do signili» cado. tanto quando este é determinado rigorosamente como te n lido (peruado ou vivido) como quando o e, com mciio* prccisâii, coma coisa* Com respeito ao que uniria indissotuvtlmentc a w à alma ou ao pensamento do sentido significado, c mesmo à coisa mesma (união que se pode fazer, seja segundo o gesto aristotélico que acabamos de assinalar, seja segundo o gesto da teologia medieval, que determina a rei como coisa criada a partir de seu eidax, de seu sentido pensado no lüjffjs nu entendimento Infinito de Deus), todos ilg* nifkante, e em primeiro lugar o signifkantc escrito, seria derivado* Seria sempre fecoteo e representativo* Não teria nenhum sentido constituinte* Esta derivação é a própria origem da noção de "significante" A noçio de signo implica sempre, nela mesma, a distinção do significado c do si^nillcante. nem que fossem no limite* como diz Sauuure, como as duas faces de uma única folha. Tal noção permanece, portanto, na descendência deste logocentrismo que é também um fonocentrismo: proximidade absoluta da voz e do ser, da voz e do senüdo do ser, da voz c da idealidade do sentido. Hcgcl mostra muito bem o estranho privilégio do som na idealização* im produção do conceito e na preutiça a si do sujeito. "fc«c movimento ideal, peto qual b diria que se manifesta * e simples sabjetividaile* reatoando a alma do corpo, a orelha perccbe-o da racama mttwjfm teórica pela qual o olho percebe a cor ou a forma a interior Idade do objeto tornando « «sim a do próprio uijeito*1 iEithka, I I I , i . p* ]6 da trad. írancese). - i , * A orelha ao contrario, iam *uiu* »t praticamente para o» obítiot, pen-abe o íouludv deaie tremor interno do corno pelo qual te marufeil* t M re^la* nao * t o qm i»Mtri r*rrt Aubcnqur tlt FtnhUm*rirttirt -"«í A*****. TV H* • B i No òêcotm de «M noia*»l anllltt. q» nulw ao* lnqHros aqui. P. Auherw* PSWVJ, eem efauo: *'É wdade qu* *ro oiftrcv HBtn Ati»uS«fc* HUIIÜLU uteit umtvto * rctutto da Snavsvtm 4* esm: 'H4o 4 p»*il*(t utai t &HUHÍ0 ftl fcòpflu «***% trai, rr» Ev|ftr tlit titiih^ Mfvif-ni»-M»ot iW KUt nfmw como «JnDOtot*. O liiimii<dlfrnoh mniik*idci F*VJ ptuüo * «IPI*. i aqui •«pfliiildo n r»s> imnot n i piam itilo m** nui « i ^ n l ) tf k^iim^ porgaa4 L. Mil— irntft-«« •• aMtfpi li iinii agai ,v aa|aaf, H Sl PfdfS I l H aü Sj UiÉU pc> i. in, i[ipL f»1-l<4lL

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O F I M DO LIVRO l O CUMK<> DA íM Md I HA ] ^

a fifuru TMêtcfiMlj miri unu primeira idcilidwk vinda da alma"' (p, 296). O que é dito a respeito do som cm geral vale a tffffM para a futii». pelit qual, cm virtude do ouvir>*e-lidar — sistema indissociável — o sujeito afeu-w a *i mesmo c lelcfç-sc a *i no elemento da ideaüdadc. Já se pressente, portanto, que o fnnoccntmmo se confunde com a determinação historiai do sentido do ser cm geral como presença, com todas as subdcterminações que dependem desta forma geral c que nela organizam seu sistema c K U cncadcamcnto histoiiul (presença da coita no olhar como ttdüi, presença como substância/essencia/existência (ousia)t presença temporal como ponta ístigmé) do agora ou do infante {«w/0, presença a si do cogito, consciência, subjetividade, co-presença do outro e de si, intersubjetividade como fenômeno intencional do ego etc*). O logocentrismo acria, portanto, solidário com a determinação do ser do ente como presença. Na nwdida em que um lul lograenlrismu nflo c&tá completamente ausente do pensamento hctdcggcriaiio. b b t z ele ainda o retenha nesta época da onto-teologia, nesta filosofia da presença, isto é, na filosofia. Isto significaria, talvez, que não é sair de uma época o puder desenhar a sua clausura. Os movimentos da pertencencu ou da nào-pertencençu a épcca iãu por dcillaí* Ullil, ã< llusAes a «!e respeito sâo fáceis demais, para que se possa tomar uma decisão aoui. A época do lv$ost portanto, rebaixa a escritura, pensada como mediação de mediação c queda na exterioridade do sentido. Pertenceria a esta ípoca a diferença entre significado c si^nificanlc. ou pelo menos o estranho desvio de seu "paralelismo", e sua mútua exterioridade. por extenuada que seja. Esta pertencença organí/ou-se c hicrarquizou-sc numa história. A diferença entre significado c significanic pertence de maneira profunda c implícita a totalidade da grande época abrangida pela história da metafísica, de maneira mais explícita e mais sistematicamente articulada a época mais limitada do criALiofiifemo e do jnfiniüsmu cristãos, quando este* »c apoderam dos recursos da conceitualidade grega. Esta pertencença é essencial c irredutível: não se pode conservar a comodidade ou a "verdade científica" da oposição estóica, c mais tarde medieval, entre signans c signatum sem com isto trazer a si também todas as suas raízes mct&ft&ico-leológicav A estas rataes não adere apenas (c )á t muito) a distinção entre o sensível c o inteligível, com tudo o que comanda.

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OBAMAIOIOCHA

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latu Ci a mcitiliíicii nu au* Maltdadç, t caiu diaunçlo 6 geralmente aceita como óbvia pelo» lingüistas c semiólogos mais vigilantes, por aquele» mesmos que peruam que a cienlificidadc de u u trabalho começa onde termina a metafísica. A t t i m . por exemplo: i ) nenaamento emuiure liara modera-» e*Mbckccu claramente: B linguagem é um sistema de tijnot, a lingüística t p»nt integrante d* riènáa dos signo», * umíóilta (ou. noa termos de Saustuie, « wn-iiotol&i) A detinicio medieval — oUq*i<t iliw pro allquo —. rMNNtlada poi nossa (poça. niustiuu-sc sempre válida e fcvundii. Assim í i|ue a malta constitutiva de lodo signo em gnal. e em paflhular ilo ilunu lingüiMko. retida no aeu tarilei duplo cada ur.idailc lingüi»l«* I bipaiiid* e tompona doii aipe-U». um «miicl c outro Intcliglvtl — de um lido n ilfiuini (o tienificamr de Siiutu* •e), dt oulro o iltnalum \a tinuficadol. Huci áot\ elemento* .umlitulivo* do "gno lineuluiço (e do flano em eeral) lupõem-ie e chamam« ncceuaiiamciue um ao outro".* Man u catas raúes metafísico-teológicas vinculam-se muitos outros sedimentos oculto*. Assim, a "ciência" serowIfigica ou, msit enitiiameme, lingüística, nao pode conservar a diferença entre vignificante e significado — a própria idéia de signo — sem a diferença entre o sensível e o inteligível, é certo, ma$ também sem conservar ao mesmo tempo, mais profunda e mais implicitamente, a referência a um significado que possa "ocorrer", mi sua inieligibilidade. antes de sua "quedn". ume* de toda c i p u l i i n pura ti eitrríaridnuc do "rsie mundo" sensível. Enquanto face de inteligihilidade pura, remete a um fogos absoluto, ao qual eslá imediatamente unido. Eslc fogos absoluto era. na teologia medieval, uma subjetividade criadora infinita: a face inteligível do signo permanece voltada paia u lado do verbo e da face de Deus. E d a t o que riáo se Irüla de "«(Oilar" CHK noçonr c l l l ifio necessária* c, pelo menus hofe, para nós. nada mais c pcnsávtl sem cia*. Trata-se inicialmente de por em evidência a solidariedade sistemática e hiuórica de conceitos c gestos de pensamento que, freqüentemente, se acredita poder separar inocentemente. O signo c a divindade tem o mesmo local e a mesma data de nascimento. A época do signo í essencialmente teológica. Ela nao terminará talvez nunca. Contudo, SIM lUiuiuia histórica cslii desenhada Um motivo a mais paia nao renunciarmos a estes conceitos 6 que eles nos sío indispensáveis hoje para abalar a In i n ;,i de que l.i/ein pjitc. Nu intcríoi da clausui i, poi ft. H. l«S"h«". £n*u a IHnlinaar tf«"«t». uad ((.. p 1*1 tobn ••» V Mofrltmt. - * d a tfaahjl* é» <••*<••• * «In»» * «•»» • nriijnahdMli •• coautaltto iiMinituii ao HWrtM * n u iwMtauldM*. « 0""p»- «? «"•• a, a t « A

O riM IM> I IVHO y O IOHI«) DA IKHItUIU

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um movimento nhllqun e sempre perigoso, que corre permuncniemcnic o risco de recair aquém daquilo que cie desconstrói, c preciso terçar o conceito» critico» por um discurso prudente c minucioso, murcur as condições, o meio c u« limites da eficácia de tais conceitos, dcvi|n>Br rigorosamente a sua pertencençu à máquina que etes permitem dcsconstlluir; c ümuliniicjiiiriiir, a hivchíi put onde se deixa entrever, ainda inomcãvcl, o brilho do alem -cia usura. O conceito de signo, aqui, é exemplar. Acabamos de marcar a sua peitençenca metafísica. Contudo, sabemos que a temática do «fino i, desde cerca de um século, o trabalho de agonia de uma
ii."In.ii> i|u. JTCICIHIIH MIMI.IH o WKHft I W H M I Dfl

sença, « ter e t c , ao movimento da signifitaçiU) LuiKaitdu U suspciç&o, como tiremos agora, sobre a diferença entre significado c significam* ou sobre a idéia de signo em geral, devemos imediatamente esclarecer que não se trata de fazê-lo a partir de uma instância da verdade presente, anterior, exterior ou superior ao signo, a partir do lugar da diferença apagada. Muito pelo contrário. Inquicfa-nm aquilo que, no conceito de signo — que nunca existiu nem funcionou fora da história da filosofia (da presença) — , permanece sistemática c gcncalogicamcntc determinado por esta história. Ê por isso que o conceito c principalmente o trabalho da desconstruçüo, seu "estilo", ficam expostos por natureza aos nial-cn tendidos e uti düs-iiinhvciiiiCNiü *, A exteríofidade do signilicanle é a exteríoridade da escritura cm geral e tentaremos mostrar, mais adiante, que nflo há signo lingüístico antes da escritura. Sem esta exlcrioridade, a própria idéia de signo arruínn-sc. Como todo o nosso fundo e toda a nossa lineunccm de^aharinm com ela. como a «UB evidência c o seu valor conservam — num certo ponto de derivação — umu solidez inJcsliulível, seria mais ou mcno> tolo concluir, da sua pertencençu » uma época, que se deva "passar a outra coisa" c livrar-se do signo, desse termo c dessa noção. Para se perceber adequadamente o gesto que esboçamos aqui, cumprira" entender" de uma maneira * *» Prfuarat 4tiu mtMfi • manto «9 wmo - * . — • « • - . - ia - « • iai«i>«iH|, uuivim Mui • tuudt i W k M i dt r*r"M «•• »#*•<*• «• •><•>• •rtnimnuo * uniliioawaw Nh • mia dl aMfJaa taaorân.ta. pwfni de um
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11'icinoli, M J tlBuui4 da epüM (numa Mil. fiai., ixilot ptucmniot f M PHntvS» • *-• -ifPi.ímM. Martutana porto, ' t"d>s»- " ' " • " • prata da t-r,om*t,)„i pun o adlriliD aaMomfUMIr. IN d« I 1 - ** ° •»*» <<•*•*< uanafcf * mili iiwaimrntt uMunt» coa» «a**! +< .IIIITI i..-.p.jm l ( i n , „.,-(,, d) "nmpiMDih'". "mlrndir" — 1 * Atíl"' *!•»•>" i»w H"P|I> wn.iin .« wiiHaaVIa. aMeia si» mwsuK o «100 « '"'•• •>!• mus | 1 1 1 1 „ i , j „ niii.1 iineauu * ~»•nmunlii". iam ™* r°4t <Miiirku *aiini" — a an M»ia|.t> •(- n n a a-Miiii *•"•"•> '"""*' a itntuUldada aiauadid» am llimii i'< iim 1 1

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ORAMAlf>MK»IA

nova a* expressões "época", "clausura de uma época", "gencalogia histórica"; e a primeira coisa a fazer é subtrai-las a lodo rclativismo. Assim, no interior desta época, a leitura c a escritura, a produção ou a interpretação dos signos, o texto cm geral, como tecido de signos. dcixam-sc confinar nu sccundariedade. Precedem nos unia Ycrdadc ou um vcitlitlu jâ CUFHUIUKIüS pelo c no elemento do logos. Mesmo quando a coisa, o "referente", não está imediatamente cm relação com o logos de um deus criador onde cia começou como sentido falado-pcnsado. o significado tem. cm todo caso. uma relação imediata com o lagos cm geral (finito ou infinito), mcdiaüi com o signiÜcantc, isto CT com a exterinridade du escrituro, Guando ürtO parece não acontecer, í que uma mediação metafórica *c insinuou na relação c simulou a imediatez: a escritura da verdade na alma*, oposta pelo Fedro (278 a) a má escritura (à escritura no sentido "próprio" e corrente, à escritura "ícnsívcl". "no espaço"), o livro da natureza e a escritura de Ocus» píirlicularmcntc nu Idade MCdia; tudo o Qiiç iuiiciona como metáfora nestes discursos confirma o privilégio do logos c funda o sentido "próprio" dado então à escritura: signo significante de um significante significante ele mesmo de uma verdade eterna, eternamente pensada c dita na proximidade de um tocos presente. O paradoxo a que devemos estar atentos é então o seguinte: a escritura natural r universal, u escritura inteligível c intcmporal recebe este nome por metáfora. A escritura sensível, finita, etc,, é designada como escritura no sentido próprio; ela é então pensada do lado da cultura, da técnica e do artificio: procedimento humano, ostúcia de um ser encarnado por acidente ou de uma criatura finita. £ claro que esta metáfora permanece Lmf - jmática e remete a um sentido "próprio" da escritura como primeira metáfora. IJttc sentido "próprio" é ainda impensado pelos detentores deste discurso. Não se trataria, portanto, de inverter o sentido próprio e o sentido figurado, mas de determinar o senado "próprio** da escritura como a metaforícidãde mttma. Em "O sJmbolismo do livro", este nelo capítulo ($ 10) de A literatura européia e a Idade Média latina. E. K. Curtiu* descreve com uma grande riqueza de exemplos a evolução que vai do Feáro a Caldcrón. até parecer "inverter a situação" (p. 372 da tradução francesa) pela "nova consideração
* O Av&T toctrolifl o i * Miíhif no v i l « i t a i 1 - r , f M , T *v i-incfl. l u b l k m e IrtlffUMiUi m A ) 2 f M d l ( t m i T'i Otttt d* m i ) « m m u m * Tvtn(4? t m u D4irtmM*tw* * * íillr -TH AM Vittl l i ? : {** do* T.)

D M M n o u v n o r. U COMtlÇO IM I M HI1UHA

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de que gozava o l i v r o ' 1 ( p . 3 7 4 ) . C o n t u d o , parece que c * u l a & f i t i c a ç i o . por importante que &cja c m efeito, abriga u m a continuidade fundamental, C o m o acontecia com a escritura da verdade na a l m a , c m Platão, ainda na Idade M é d i a £ uma escritura entendida em sentido metafórico, hco í , u m a eacrllura TUâttirtít. eterna e univcr«ul, o * i s u m a da verdade *ignificada, que é reconhecida na sua dignidade. C o m o no Fedrot uma certa escritura decaída continua a scr-lhc oposta. Seria preciso escrever u m a história desta metáfora que sempre opõe a escritura d i v i n a ou n a t u r a l a inscrição humana e laboriosa» fínha e artificiosa, Seria preciso articular rigorosamente sua» etapas, marcadas pelos pontos de referencia que «CumulattOI auui. ftcguir o tema d o l i v r o <lc Deus (natureza ou l e i . na verdade lei n a t u r a l ) através de todas as suas modificações. Rabi Elkzer díwe: **Se (üdc* o» ma/ca fo**cm de ítala, todo* c* h c w plantado* d* catamo*, « o ceu e A terra fo***m pergaminho* t w todo* i » humano» e*erc<s*cm a arte de escrever — ek& r*fo ariam a Tora que aprendi, enquanto itto não diminuiria a próTora de mnim do qu* leva n ponta de um pintei merfiithado no mar."'* Giltleu:
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A natureza Ctfá eícriia esn linguagem matemática '* Descarto:

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lendo o aranãe livro do mundo. . . "

Clcanto, cm nome da relieiin natural, no* Dtàíofoi . . de Hume: " E e*te livro, que a naturtta é, nào contém aipim di*cunv> ou raciocínio imeti£ivel. nia* *im um grande o inexplicável enigma*

Bonnet:
" P t i n í nie mal» Hloióflco *upo* uuc notta terra é um livro que o grande Ser entregou a imcliférwía* que nOl viü multo iUperJore* fura que o le*aemT e onoe t t u estudam a fundo o» trato* infint* Umcnte muliiplxadot c viríaJoi de roa ad-^rlvel tabedoría." G. H. Von Schubert: *E*ta Mniua feita de fjruujena c de hiarnatifot, de que i t «erve a &*b*doiiti lupirntA em toda* •>* MI*I revelado* a humanidade —
T. CiiMjo fr* R. | p ii ü m . M DOfietíw Uàwriét » 44.

* Sfttintfo Halhrit Av«jht\ p*-t-T <n> C I W A M W J V SudffeCv Mo dt « n E<Ufm i:jtfj;3p. 19S4. p. 250j, a OXlClO e de Kfcanm No fctfcav •* *•*** nu *Jcnto I. • o ítala * a ttpalnitc "Se et c#o* feutoi IIUCM di ™ j ™ n h a te UNI» » irvcrn d l ftorttia fatten tr*nifnrnwd* t n F**** de R? * ** ' ^ ° * *" Kn* fc^ianin íu—•! tttrUittf alaàt M é M teriam Intp» artanet HTM tn* *e C K T í M : « e ràlttrvH udu o í«t aprecei dt awvt y*™*» > no M i n v te*j • «btdork « i t idqnin M d i naU * do a«t a **"* HU< *m ifln ftnfr tanbw do n v l " (M doi T i

20

ORAMAIOUX/IA

que vulia a encontrar *c na linguagem maú proxuiu « P«li* — t que, em na»*: condido sriuj. a^niclhj V mais « cxprcuâo metarórica ik> ionho do que a prata d* visfli» — pode-ae perguntar se etla língua n i o t a verdadeira HnfiL* da região «iperior. Se. enquanto IUIK acreditamos acordado*, não eMaremo* mergulhado* num *ono Milenar, ou ao mrnot no eco de h*»* wnhíB. onde tomente percebe* remo* da língua de Deiu Aljunu* f*la* ÍKriadaa t obscura*, corno quem dorme percebe o* dittuito» * m* voíta H

"X) mundo t o manuicrilo "de um outro, inaecwávet A uma. leitura imivertal e que comente * existência decifra" Acimit de tudo, dcvc<sc evitar negligenciar at diferencut prolundu* que marcam todiii çílas maneiras de tratar a mesma metáfora. Na história desta* maneiras, o corte mais decisivo aparece no momento tm que se constitui, ao mesmo tempo que u ciência da natureza* a determinação ca presença absoluta como presença a si, como subjetividade. E o momento dos grandes racionaKstfos do século XVTL Desde çntao, ft çoodçnafüo da c&aíuiia dcüíftla c Imita tomará nu Ira forma, a que nós ainda vivemos: é a não-presença a ú que será denunciada. Assim começaria a cxplicar-sc a cxemplaricdadc do momento "rousscauísta*", que abordaremos mais adiante. Ruu&seau repete o (testo platônico, referindo-se agora a um outro modelo da presença; presença a si no KntimcntOt no cogitu sertuívd que turrega simultâneamente em si a inscrição da lei divina. De um lado. a escritura representativa, decaída, sfgunda, instituída, a escritura no sentido próprio c estreito, é condenada no Ensaio sobre a origem das línguas (ela "tira o nervo** da faia; "julgar o gênio" através dos livros é o mesmo que "querer pintar um homem íI punir do seu cadáver" e t c ) . A escritura, no sentido corrente, 6 letra morta, é portadora de morte. Ma n\1ixia a vida. De outro lado, sobre a outra face du momo propósito, venera-Se a escritura no sentido metafórico, a escritura natural, divina c viva; d a iguala em dignidade a origem do valor, a voz da consciência como lei divina, o coração,

o sentimento, etc.
"A üibh* e o ma tu tuhiJme d* tudo* oi livra* . mat, enfim. é um livro. . . nlo é em alguma* folhai eiparui que se deve procurar a ki de Deus nw wm nu coração do homem, onde a saa roao dignou-se escrevê-la" iCarta a V*rn*H* 5c a lei natural ealiverae e*cíúa aperuu ru rtuâo humana, eU líhft [WJltCu capaz cie dirigir n maior parte dai nomai açoe*. Mo* ela também etla ^ravoda1 em çarKlere* indeléveis no cornçflo do homem. , f aí que ela lhe grita • »* IO tttado de guerra*. *

O 1-1*1 DU LIVRO h O H í M I ^ I DA nscmrtRA

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A c i n t u r a natural está imediatamente unida a voz c ao supro. Sua natureza nâo c gramatolõgica mas pncumatolódca. £ hicrática, bem próxima da santa voz interior da Profi^ào de F4, da voz que se ouve ao se entrar cm vi: pre* Knça plena e W U da fala divina a nosso sentimento interior: "Quanto nvaU eu entro cm mim e exias pnlavfaí cscrilní IU minha alfluV Núo mfíio est** refra* do* prindpws de cotoniro-ai. no fundo do meu tor*ç«o, caraeleret indeléveis". me conaulfo. mu» eu leio fc juitõ c ierit feliz. > alguma alta fllowfia, u i ^ escrita* peto natureza cm

Haveria muito a dizer sobre o fato de u unidude nativa da VOZ c c!a escritura «cr prtacritiva. A arquífala é escritura porque c uma lei. Uma lei natural. A fala principiante é ouvida, na intimidade da presença a si. como voz do outro c como mandamento» Há portanto uma boa e uma má escritura: boa c natural, a inscrição divina no coração e na alma; perversa c nrtiflckxkt. ã tácnicui exilada nu c&ieriitrivlitdc do corpo, Mndificação totalmente interior do esquema platônico: escritura da alma c escritura do corpo, escritura do dentro e escritura do fora, escritura da consciência c escritura das paixões, assim como ha uma voz da alma c uma voz do oorpo: " A consciência é a \%yz da alma, as paixões sflo a voz do corpo** (lrn/ii\\üo tíf f V ) . A "vur dn natureza'1, a " u n i a voz du natureza", confundíndo-sc com a inscrição c a preterição divina^ è preciso voltar-se incessantemente a ela, entreter s^ nela, dialogar entre seu* signo*, falar-se e responder-se entre suas páginas. "Icr-w-ia dito t|uc a natuieia uWJorraid a nomon olho* loih a *un nnmni tornei*, para oferecer o seu texto a nocui» colóquius • " "Fcchtt portanto uidos ot livra* Há apenat um ubrito a todo* M olho*, « o d i narareza f netfe livro grande r sublime que eu aprendo a «ivlT c a aoow «11 autor." Assim, a boa escritura foi sempre compreendida* Compreendida CUIDO iUiLiilo mt*smo tiuc devia ser compreendido: no interior de urna natureza ou de uma lei natural, criada ou nâo, mas inicialmente pensada numa presença eterna. Compreendida, portanto, no interior de uma totalidade e encoberta num volume ou num livro* A idéia do livro é a idiia de uma totalidade, finita ou infinita, do signUicantc; essa lutalldadc do signlficante somente pode ser o que ela é. uma totalidade, se uma totalidade constituída do sigmfieante precKifttir .n t-Li, viajando tua inscrição c seOs signos, indenenden-

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• ORAMÀT04.0GU

temente dela na sua idcaJidade. A idéia do livro, que rcmclc sempre a uma totalidade natural, e profundamente estranha ao sentido da escritura, f a proteção enciclopédica da tcologla t do logoccntrismo contra a dlsrupçao da everitura, contra sua energia afoiisllca c, como precisaremos mais adian* te, contra a diferença cm geral. Sc distinguimos o tcalo do livro, diremos auc a destruição do livro, UiJ como se anuncia hoje cm todos os domínios, desnuda a superfície do texto. Hlta violência necessária responde a uma violência que n l o M menos necessária.

o

SER

IMRIU»

A evidência tranqüilizante na qual teve de se organizar c ainda rem de viver n Iradiçdn ocidental seria então a %egulntc; a ordem do nigiilíivado nao é numa lAaucmporanea, na melhor das hipótese* é o avesso ou o paralelo tutilmcnle defasado — o tempo de um supro — da ordem do ugniftcante. I! o signo deve ser a unidade de uniu hctcTogcncidade, uma vez que o significado (sentido ou coita, norma nu realidade) n l o é cm si um «gnilkanlc. um rastro*: em indo caio. n l o 6 cunMiiuido em seu sentido pur ma rclaclo ao rastro possível. A essência formal do dignificado é a /«•/ttt^a. c o privilégio de sua proximidade ao fogos como phoné è o privilégio da presença Resposta íncluiâvel assim que *o pergunta " o que é o signo?", isto 6, quando se submete o signo à qu«stáo iã essência, ao ti f j J Í A "essência fórum! ' do signo pode ser determinada apenas a partir da pre* sença. N l o se pode contornar esta rcsposia. a n l o ser que se recuse a forma mesma da questão e se comece a pensar que o signo é esta coisa mal nomeada, a única, que escapa a questão instauradora da filosofia: " O que é , ?M* A q u i . mdicatixando os conceitos de mt*rpr*túçôt>t de ptnptctiva, de úVúHúçúO, de diftnnça c todos os moiivo* "esaptrlsta*'' ou nlo-fiiosofico* que, no decorrer de toda a história do Ocidente, não cessaram de atormentar a filosofia e só tiveram a fraqueza, alias incluiavcl, de produzirem-se no campo filosófico. Nictzschc. longe de permanecer *impit\•SMHf fjunto com Jlcge) c como desejaria Heidcfger) na metafísica, teria contribuído poderosamente para libertar o

* O MibflaWO hwtrtt* ir*£t nSo itava *KI I\,*I/PJIUIHJO MI* oHn trato OrwftO »•** « • nc4 {lr*o>do^ pob acreferea mvut dtiudt* por u u >£do v% pci* p«tuf#c* dt \m Kf av obrtiO íüUtírmnmiftffoNrn*f i IHP u rrtdarlnv* coiro «IPA <N. dw T * HL ftilt á uft limi na tífiinfrr'** rttMfirornr "* <J-f i 7rt VIHI n Lf rt f• • • i h i r

O n i i DO 1IVRO R O COMETO DA RKIUTUJI4

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sieniticantç de MUI dependência IHI üC *ua dctivaçjtu com J S t f f a d i DO Joffhf e ao conceito conexo de verdade ou de tignificaido primeiro* cm qualquer sentido cm que seja entendido. A leitura c portanto a cucritura, o tento, teriam paru NiettKhe operao&e* "originAriâ**'* (cnlocamo* c«a palavra entre aspas por razões que apfticccr&u m:iii adiante) com fi^peiio a um sentido yuc cla> não teriam de tran^crrjvtr o u de descobrir inicialmente, que portanto nàu seria uma vert W l itiioiíicjdi DQ llWPflfltfl f f f y w l I nu pftUBÇI dO Iftf0i>i como »po# ^rí-1,11, entendimento divino nu estrutura de necessidade uprlorhlka. Paru salvar Nicl/ichc de uma leitura de lipu hcidciqjcriiino.. parece, portanto, que acima de tudo n i o sc tlcvc tcniar restaurai ou explicitar uma "ontologia" rnenos ingênua, intuiçôc* ontologica* profunda* acedendo A alguma verdade urijpiifria, toda uma fumlamcntaluhiíc oculta aob a aparéncln do um taalo cmplrhia ou metMfUko, 0 impossível dwconhecer maii a virulência do pensamento rtíci/schluno. A o eontrírio. deve-se ttUW a "IrujenuidaoV' de um urrombiimcnto* que nlto pode cOnMjar uma *ortida paru foro da metafísica, que n k i pode criticar radicalmente a metafísica sento utilizando de umu ccrtA maneira, num certo tipo uu num certo estilo de ttJ/O, propo«KcVft que-, lidai no cwpur liloaolioo. talo 6, ursundu N k w c h c , mal lldui o u n i o lidas, aeaipn foram 6 icmpre ucrâo "initenuidude*". ilgno* incocfciitct de pertencer^ atomliitt. Tulvw nlio wja praciao, portanto, arrancar Niei/Achc a leitura hcWcflftcrlami, mau. ao contrário, cnlrcgi-hi lotalmentc a ela, subucrcvef •em reserva cUa i n t e r p r e t o de uma c+rta maneira o ate o ponto onde, o conteúdo do discurso nictzaclüano citando algo mais ou menos perdido para a questão do ser, sua for* ma reencontre sua estranheza absoluta, onde seu texto reclame enfim um outro tipo de leitura, mais fiel a seu tipo de escrituro: Nictzschc tfJCfWiM o que escreveu. Escreveu que a escritura — e em primeiro lugar a sua — nflo está orlgi* O um Ma quir àtmx par blmpkt üivtnlo* qut a «iiniflfpMt w|i ™anr»ui «i ravMro* O "pMmido" ou a "nricminh" da nftarhunv tfrln wnih *iftci*io InniMMâMl tt oHurdL MtorffmtaãfLtlniu-imtnit m itirtmn "MU uiit cU m**rt i>«a™Arrffrm vm í»í"Mh dnlniir. Hmf» ü tltsiflanftt rriMitii *> <*r«u> i> tleiihfiHt* tim « «i» nk wl> »•*» aiÉninMM* * a ajMÜCiâW* "ilpltkaòàti** nfcn wnt mu* iwiihi* twufKtilu i'<n*4?ft O T***
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24

OHAMATOLOtfllA

nariameme sujeita ao fogos c á verdade. E que esta sujeição veio a ser9* no decorrer de uma época cujo sentido nos será necessário dcsconairuir* Ora, nesta dircçAo (mau apenas nesta direção pois, lida de outra maneira, a demolição aietzschiana permanece dogmática ct como todas as inversões, cativa do edifício metafísico que prclr*"ic derrubar. Neste ponto e nesta ordem de leitura, as demonstrações de Hcidcggcr c de Fink sfo irrefutáveis), o pensamento heideggeriano n£fo abalaria, ao contrário, reinstalaria a instância do fogos e da verdade do ser como primum sigruitum: significado, num certo sentido, "transcendental" (como se dizia na Idade Mé* dia que o transcendental — ws. unum, verum, bonum — era 0 primum cognitum) implicado por todas as categorias OB por todas as significações determinadas, por todo léxico e por toda sintaxe, e portanto por todo significante lingüístico, náo se confundindo simplesmente com nenhum deles, deixando-se pré-compreender através de cada um deles, permanecendo irredutível a todas as determinações epocais que — contudo — ele possibilita, abrindo assim « história do iV.v.i > e não sendo ele próprio senão pelo fogos: isto é, nào sendo nada antes do fogos e fora do fogos. O fogos do ser, "o Pensamento» dócil á Voz do Ser"** é o primeiro e último recurso do signo, da diferença entre o sigrums e o signatum* f preciso um significado transcendental, para que a diferença entre significado c significante seja» cm algum lugar, absoluta e irredutível. Náo é por acuso que o pensamento do *cfT como pensamento deste significado transcendental, manifesta-se por excelência na voz: isto é, numa língua de palavras. A voz ouve-se — isto é, íem dúvida, o que se denomina a consciência — no mais próximo de st como o Hpapmcnto absoluto do significante: autoaícção pura que tem necessariamente a forma do tempo c que náo toma emprestado fora de si, no mundo ou na "realidade", nenhum significante acessório, nenhuma substância de expressão alheia à sua própria espontaneidade* E a experiência única do significado produzindo-se espontaneamente, do dentro de s i e contudo, enquanto conceito significado, no elemento da ideal idade ou da universalidade. O caráter n&o-mundano desta substância de expressão é constitutivo desta idealidade. 1 ii experiência do upagamento do significante na voz não
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O PÍM DO L|VJit> t o COMEÇO DA BSC*ITU*À

25

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é i-i'Ki ilusão entre outras — uma vc? que t a condição du idéia mesma de verdade — ma* mostraremos, cm outro lua r , em que ela se logra. Este logro 6 a história da verdade c não c dissipado com tanta pressa. Na clausura desta cxrifncia, a palavra é vivida como a unidade elementar c Jecomponfvc) úo significado e da voz, do conceito c de uma substancia de expressão transparente. Esta exprriencia seria considerada na sua maior pureza — c ao mesmo tempo na sua condição de possibilidade — como experiência do *ier*\ À palavra "ser'* ou, cm todo caso, as palavra* que designam nas diferente* línguas o sentido do *er* seria com alguma* outras, uma "palavra originária** ( f r ^ w f " ) . a palavra transcendental que assegura w possibilidade do ser-palavra a todas as outras palavras, Seria pre-compreendida em toda linguagem enquanto tal e — cata é a abertura de Seín und Zett — apenas esta pré-comprecnsão permitiria abrir a qucstflo dn sentido do ser em geral* para além de todas as ontologias regionais c de toda a metafísica: quest&o que

enceta * a filosofia (por exemplo, no Solhkt) t se dcUa
recobrir por ela, questão que Hcidcggcr repete ao lhe submeter a história da metafísica. Não há dúvida de que o sentido do ser nàp é a palavra "&cr" nem o conceito de ser — Heidegger lembra-o sem cessar. Mas, como este sentido nfto é nada fora da linguagem e da linguagem de palavras, liga-te. KOfto a tal ou qual palavra, a tal ou qual sideraa de HngUAS (toncesso non doto)T pelo menos à possibilidade da palavra em geral. E da sua irredutível simplicidade. Seria possível pensar, portanto, que resta apenas decidir entre duas possibilidades. 1° — Uma ImgUtsüca moderna, isto c, uma ciência da significação, que cinda a unidade da palavra c rompa com *Uâ pretensa irrcdutihilidadc. tem ainda a ver com a 'linguagem"? Hckicgger provavelmente duvidaria desta possibilidade. 2? — Inversamente, tudo o que se medita tao profundamente sob o nome de pensamento ou de questío do « r o&o estaria encerrado numa velha lingüística da palavra, flW aqui iíria pralicada wm o saber? Sem o saber, porque u ma tal lingüística, quer seja espontânea ou lislcmúlicu» sem-

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2o

URAMATOLOUIA

pfe kvc Jc compartilhar oi prmuptwlos tfa ffietnffaleu. Ambas se movem sobre o mesmo solo, f óbvio que • alternativa nlo poderia ser tâo simples, Oe um lado, com efeito, se a lingüística moderna permanece inteiramente encerrada numa conceiiuuhdaüc clássica* se em particular cia emprega ingenuamente a palavra jer t (udo o que eita supõe, aquilo que ncslo lingüística detconttroi a unidade da palavra em geral nlo mai* pode ser circunscrito, segundo o modelo das questões rwideggerianas, lal como funciona poder nsamenie desde o início de \#í/t anú Zrit, comocltncia ônlica ou ontologia regional. Na medida em que u questão de acr te une indstaoluvclmcntc. wm K lhe reduzir, a prò-comprccnsao da palavra itr4 a lingüística que trabalha na detconsiruçlo da unidade constituída deita palavra nfo precisa mala esperar, de fato ou de direito, que K cotoqt» a qucsllo do ser. para definir seu cumpo i l ordem de sua dependência. Nfto apenas leu oimpu nflo t mui* simplvimcnic ônlicu, mai oi limites da ontologia que lhe corresponderia nAo Um mais nada de regional 1: o que uqui dizemos da lingüística ou pelo menos de uni certo trabalho que pode fa/ci-K nela e graças a ela, nlo podemos dUA-lo com respeito a ioda Inmtigftçlo. enquanto t na mtãida rigorosa §m aug viesse a detconttltulr oi conceitos-palavra fundodore* da onlologli» do ser pfivilegiadumente? Porá da lingüística, é na invcsllgaçlo ptlcanalíllcii que este uironibamcnlo Wccc ter hoje as maiores oportunidades de ampliar*»*. No «paço rigorosamente delimitado deste nrrombamento, estas "ciências" nlo slo mali dominadas pelas questões de uma ícnomenologia transcendental ou de uma ontologia fundamental Talvez se diga então, seguindo a ordem das questões inauguradas por $*in and 7W/ e radtcati/ondn as questões da lenomcnologla hus*erliana, que cite arromba* mento nlo pertence A própria ciência, que o que assim pai—g. produnr-M num campo ontico ou numa ontologia regional nlo lhes pertence de direito c )t se junta a própria que*tfto do aer, Pois, de outro lado. i a «sisuisV do wr que Hfidojtger coloca A metafísica. E com ela a questão (ia verdade, do sentido, do tonos. A meditação incessante denta qucsiàn nfto restaura çonfianças. Pelo contrario, ela a* exclui de sua profundidade própria, o que c mais difícil — iraiando-sc do rentido do ser — do que se acredito geralmente» Interrogando a véspera de toda determinação do ser, abalan " I

O MM UO LIVMJ Ü O LUMKü Ü* *»L«tTURA

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u-gursnças da oato-teologia, uma tal meditarão contribui, canto quanto a lingüfmica mais atual, para deacolocar a unidade de sentido do MT, isto é, em última instância, a unidade da palavra £ aitim que» depob de evocar a "v<>* do ser", Heidcgycr lembra que cia é tilcncloia, muda, in*ono<a( u m palavra, unjlLtiaíiunicnic á-fftna (dtt (itwühr tltr inuilu\rt\ Stímme vtr* ferp/ur 0 É * ü w . . . ) r N f t o a c o u v c a w x da* fonte». Ruptura entre o icntido originário do icr í i palavra, entre o t t n i t f o e a v i u , entre a "voa do acr" c a phoné , entre o "âjxlo do w r " e o tom articulado; uma tal ruptura, que ao moamo tempo confirma uma metáfora fundamental e lança i auapcrrlo tobfo cia ao acuiar a oWaMgcm metafórica, traduz bem a amMgüldadt da títuaçfto hcidegiceriana com reapeiro h metafhica da preaenea c ao logooeniritmo- Ela #o metmo tempo cttii compreendida neMea c ot traniaride. Ma» * impoailvel fazer a partilha, O próprio movimento da iranigrcavAo u retém, AH vcict, aquém do limita. Ao coei* trário do que lugeríumoii niaia alráí. utfia prcclw lembrar que o ar n lido do aer nfio í nuncu almplea c rt|(orotamentc um "ngniíicado" para HckJcggcr Nfto 6 p w acato que n i o c utilizado ctac termo; lato quer d i w r que o acr escapa ao movimento do ftigno, propotlçAo que turtlo te pode entender cooHi unu repeti^Ao da tradição cldaaic* quanto como uma

tfcaconfúinçi nec i uni ttorii nMUfMg1 M MOttlBI Ja rif>

rtffívaçto. De nutro Indo, o acnlido do «cr n i o é nem "primeiro", nem "fundamental", nem "trantc^ndental". quer « entendam ettea tormot no wnlklo eacoláiüco, kuntiano ou huuorliano. O desprendimento do ter como "trintccndcndo" aa cattgoriat dn ente, a uheritira da ontologia fundamental l i o Jnfnm momento* ftèttftalfióa mau provitorloa Dctdc a Inrroduçfo à Mrtüftika. Heidegger renuncia ao projeto c à palavra de "ontologia" 1 ' A diaaimuljiçAn neocaaária. rarigblána e Irredutível do temido do atf, iua ocuítaçáo na ccloalo Mania da preicnçi, eilc retiro atrn o qual n i o haveria aeqim M l ó r i a do aer qua toaac totalmente Muárt* c hlatrtria do w , « liuhttacia de Heidcggcr cm marcar que o aer *e produz como hiMnriu apena» pelo hgot e náo ê nada foca d t t l * . a £*ffftnçA entre o tef c o cnlc, tudo Uto indica bom que, fatftmcntatmenic* nada escapa ao movimento do wgnificanie c que, cm última imtància, a diferença íntro o atgnificado e IíDIII A. VOM üiuiciau d» riwtt» ouili**' <N. da T > <i K^n íRin*rmii ÉW4I . í V lt i M »'**í<*O rrfttottk di âL K ^ i ía»unifM«t p v i * Uv* <* '* • l i i* ** itoY .*m * f^^vto( |arttlltlfa de V. CwntWo# Uia, r< " it ' " ' v Q | t M 1U T4| fAfW *M f¥ *»*• Tcnív * » T.l J tN. aiullfuo

OHAUATOIOOIA


o tigAtficiinlc >tív 4 w ^ T E M A p r o p w i v A o tfc lraü>pc>*ao, se Dáo for tomada n u m discurso proveniente, corre o risco de f o r m u l a r a própria regressão. Deve-se, portanto, passar peta questão d o ser, tal c o m o é colocada por Hcidcggcr e | apenas por ele, para a o m o - t c o l o j i a c mais além dela, p a m | aceder uo pensamento rigoroso desta estranha nSoKJiícicnça c tícttf nUná-la corretamente. Que o "acr* 1 , (dl c o m o c ii&ado sob suas formas sintáticas c lexicológicas gerais no interior da área lingüística e da filosofia ocidentais, n ã o seja um significado p r i m e i r o c absolutamente irredutível, que ainda estej a enraizado n u m sistema de línguas c numa "rigmficància** histórica d f i e r m i n . i d u , embora estranhamente privilegiada | c o m o virtude de dcsYrfumcniu C de ilissinuilaçíiOi Hcidcggcr l a n b r a o às vezes: particularmente quando convida ;i meditar o " p r i v i l é g i o " da " t e r c e i r a pessoa d o singular d o presente d o i n d i c a t i v o " e d o " i n f í n i t i v o " A metafísica ocidental* c o m o limita çã o d o sentido d o ser no campo da presença, produz-se c o m o a dominação de uma forma lingüística 1 *-1 U JnfruAtfAi d UrM'íifrJ («teril» **** lOWh p. W dd u*â*jU> í i w a u S (n iM ^ >«dn:üi K-tíHJni "1v4o i»u *«n* n» diíf(SO damftM con I « nm deputraot na PrinKUl t*r*iMtiunLi ** «pcrUoem t itkrprcUafsd m i t do Sc/. 5c U* «llwrmo* * Vftcrpnliç&tf wutl do |nftnitf-o, o- *erbú **f* retii* ( M o 0 **u woi'do dri *v-it- _:L1íL& r úti«nin.>-«- - • \*.* **Mi*t Hue # U * comfrtnmírtH f j i tfaMao- ftfr tompmna«mc* u d n o tubiuiiüro TWtal '**r* pilo m f n n t a o «uni, m I M TO. IC wpcr<* « ™ * «o 'F l A
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i cUro c / w i w p i i n w m 4 m i t u qts « « t n * iitmivu <l*ut<nHi* uAiM J < P k h c i M « teu p i t o o% fltpmto» u t M » 4 * i r « d u m fruiucta. cflTkJi r** I X r r o 4 t «kunrdo JiMffjíft de O f P f t r o Le|n.} ( N - «kn T.> • $chrc » pulivra f j / r n f V * M t * : t B . it*n*tic«iftK« a o o u d ; C^rw*r* t ^ f j « n B í * fcrifcçla * U > H t > t r t Já c u d » , O wbo *«tdT * «•«•• ' iktíiÍif H U U K if^ílOl Ç7* alfUfn*» f i l m H l C P ú U Y f U , CWtW "f«W * f i 1 * fcfe}. ' i f r W f f f ^ ^ ( = "iMrtPtí. n f r » t » e ^ l * < p « * n l f » . * d M V/™»» 1 < i * H p r f f r 4 d . t f e i % » w # f í - i i } t f ^ . K.tiK V jT' . < H ' : K O J J í U no l l n ( i i a r r - - 4 t liK*pyi* f n n f i I t r H n l|i«4L4> d t M U ptniAtntfltQt *Un*f*f* • 0*M>ml<fr v' » « | w A ,

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O riM IXI LIVRO E O 00Mb£O DA **CPUIU*A

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rn|crrogar a origem desta dominação nau eqüivale a hipostasiar ura significado uansccndcmal, mas a questionar sobre o que constitui a nossa historia c o que produziu a transcendentalldadc mesma. Hcidcgger também o lembra quando* em 2UT Sfimfrají^* pela mesma nuão. nâo permite ler a palavra **Kr" Kiifto *ob uma cru* (krruzwfist Durcfufrckhwig) (o riscar cruciforme). EsUi cruz nao é, contudo, um signo simplesmente negativo (p. 3 1 ) * . Esta rasura é a última escritura de uma época. Sob seus traços apaga-se, conservando-se legível, a presença de um significado transcendental. Apaga-*e conscrvanòo-se kgivtf, destrói-se dando a ver a idéia metma de signo. Enquanto delimita a onto-tcologia. a metafísica da presença e o logocentrismo, esta última escritura t também a primeira c i n t u r a * Daí vir a reconhecer, não aquém dos caminhos heideggeríanos mas no seu horizonte, e ainda neles mesmos, que o sentido do ser nâo c um significado transcendental ou trans•epocal (ainda que fosse sempre dissimulado na época) mas Jii num }ÇntÍdo propriamente Í'Ktí(dth>, U(U rastro üi&nil&tlülç determinado, é afirmar que, no conceito decisivo de diferença òntico-ontologkâ, tudo não deve ser pensado de um só gole: ente e ser, ômico c ontotógico. "òntico-ontologico" seriam, num estilo original, derivadas com respeito à diferença; c, em relação ao que denominaremos mais adiante a diferencia, conceito ccçnómko designando a produção do diferir, no duplo sentido desta palavra. A difcrençu-dntico-ontológica e seu fundamento (Crund) na ''transcendência do DaacúT (Vúm Wesen des Grandes. (Da essência do fundamento) P- 16) não seriam em absoluto originários. A diferencia * * , 5*m mais, seria mais "originária", mas não se poderia mais

"Wominá-Ia "origem*1 nem "íundamento". pertencendo c m *

noções eucnciaJmenfe i historia da onto-tcologia, isto A. ao sistema funcionando como apagamenio da diferença. Esta *o pode, contudo, ser pensada na sua maior proximidade b uma condição: que se comece determínando-a como diferença ontico-ontológtca, antes de riscar esta determinação. A Necessidade da passagem pela üetenniiuiçâo riscada, a ***fhWhtt* d » fciu i *m Siwhíhi»' ,1o !Wi rrtdmHnni 'HiHAta* T 4 UtU> e V J j ^ " " * f *Offchkh>f üI> ir*t iw hUMi tom mlaüKuU c (Huhkhu* d+ * " r*«r H»iorU f o m BUiMi^idi*1 <IM4tm pp. TJ-T§*. (N toí» Ta "° pftbfttido cn potiucuê» çtiA Urrai i* DUM OJ*tkf <LW»t com d ü " *m t^n % W r r £ ^w**1** *> tf^ c juDuiutnK <OD o r«Hi<iA0 fíL» rumfo.
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0RAMATOLOOIA

Ncccaiidade desic torno de tscritura 6 irredutível Pensamea, Eo discreto c difícil que, através de tantas mediações despercebidas, deveria carregar todo o peso de nossa quesito, de uma questão que denominamos ainda, provisoriamente, historiai. Ê gracjw a cia que, mais tarde, poderemos tentar fazer comunicarem-se a diferencia e a escritura. À hesitação destes pensamentos (aqui. os de Nictzschc e de Heidegger) não é uma ^bcocreOcia*': tremor**' próprio a todas as tentativas pós-hcgclianas e a esta passagem entre duas épocas. O* movimentos de desconstmeão nao solicitam as estruturas do fora. Só são possíveis c eficazes, só ajustam teus golpes se habitam estas estruturas, Sc as habitam de uma certa maneira, pois sempre *c habita, e principalmente quando nem rç suspeita disso. Operando necessariamente do interior, emprestando da estrutura antiga todos os recursos estratégicos e econômicos da subversão, emprestando-os estruturalmente, isto 6. sem poder isolar seus elementos c seus átomos, o empreendimento de dcsconsUuçfto 6 sempre» de um certo modo, arrebatado pelo seu próprio trabalho, Eis o que n&o deixa de assinalar, diligentemente, aquele que começou o mesmo trabalho em outro lugar da mesma habitação. Nenhum exercício eslá mais difundido em nossos dias do que este. c deveria podcr-sc formalizar as suas regras. Já Hcael eslava preso rasíc p%$* TH um lodo, não ha dúvida de que ele rtmmiu a totalidade da filosofia do logrts* Determinou a ontologia como lógica absoluta; reuniu todas as delimitações do ser como presença; designou à presença a cscatologia da parusia. da proximidade a si da subjetividade infinita. E 6 pelas mesmas razões que teve de rebaixar ou

subordinar a escritura, Quando crítica a característica lcihniziana. o formalistno do entendimento e o simbolismo matemático, faz o mesmo festo: denunciar o scr-fora-dc-si do fogos na abstração sensível ou intelectual. A escritura é este esquecimento de si, esta exteriorização, o contrário da memória intcriorizauie, da Erinnerurxg* que abre a história do espírilo. £ o que dizia o Fêdro: a escritura é ao mesmo tempo nuicmotécnka c potência de esquecimento. Naturalmente, a crítica hcgcliana dn escritura detém-se diante do alfabeto. Enquanto escritura tonética. o alfabeto é simultaneamente mais servil, mais desprezível, muis secundário ("A escritura alfabética exprime sonx que, por sua vez. são )a tignos. Ela consiste, portanto, em tienos de *ignosM ("aus *" AlWto • Ttmv # T*mt*. W S. KUi***nn4 i N 4oi I ) »

O MM DO IfVHO E O COMEÇO DA FACRITHKA

JJ

fAchtti der Zcichífl". Enciclopédia, [ 459). mas é também a melbuf escritura, a escritura do espírito: seu apagamento diante da voz, íiuuilo que nela respeita a imerirjridatfe ideal do* signifícante* fúnícos, tudo pelo qual ela sublima o espaço p % viria, tudo isto a torna a escritura da história, iMo c\ a escritura do espírito Infinito reterindo-sc a si mesmo cm seu diicufso e cm sua cultura; ~3c|tu«-*c daí que aprender a ler e ettrçre* uoi« escritura aJfabc* tiçn c ler um meio de cultura de Infinita riqueza {unetutikhto BiU Aitnvimüttl) • aio bastante/ apreciado: ia que conduz o espírito» do concrcfO temível, a atençio para tom o momento formal, à palavra
• M O f i 4 ao* * * " * e t e n w n i n * a h t f m i m , * contribuí rir maneira *HíH.

cja| pnra fundar e purificar no aujerto o campo da interior idade."' Neste sentido, ela é a Aufhebung* das outras escrituras, e particularmente d a escritura hieroglífica e da característica fáboiziana, que haviam sido criticadas anteriormente num único e mesmo p a t o . ( A Aufhtbung é\ de maneira mais o u menm implícita, o conceito dominante de quase todas a* hislórias da escritura, ainda hoje. Ela £ o conceito da história c 4a ideologia,) licgcl proweguA com efeito: *Ü hábito adquirido cancela depois também a csrxtificidaoe pela qual a escritura alfabética aparece, no interesse da \m*t como um caminho indireto (Umwrje) pura ülcaoçar pela audib*lid*dç at recre •aniaooVi; D que fj/ lemeUmn (emente i escritura bieroalifiça, de modo ijuc no uw dela nío temo* nccriMil.uíc de ter prevenir 1 comciêDcat, diante de nós a mediação doa *om", £ sob esta condição q u e Hegel retoma, p o r conta própria, o elogio Icibni/iano da escritura nâo-fonética. Ela pode ser praticada pelos surdo* e pelos mudos, dizia Leíbniz.

Hcpl:

"Além de Q0fif*rYÉr-jK> — pela pratica que tiaaifotnu a eacriuira alfabética cm MerAgNfot — * capacidade de abMiacfio adquirida com aquele primeiro exercício, a leitura hieroglífica é para *i mnmn uma leitura «urda e uma escritura muda {vintattbfs Lrstn uttd em /fammrf «a>#wíi}: o audível ou temporal, e o vl*íveil ou espacial, tem, de fato, cada um *cu próprio fundamento e de ipuaT validade um que 0 outro: m«*. na c*critura alfabética, hi «mente um fundamento, *«U» é. a eiata relacAo peta qual a Ifngua visível *r refere a Ifngun sonora %6 como tigno; a Latelfeencta ac cMeriorfra imediata e incondi» Ctunjtmrntc no falar" O que trai a escritura mesma, n o seu momento n&o-foBético. i a vida, Ela ameaça de um Único movimento o
j . * * * r " n *Bfrt**«o r « itf«fi * Ai- >HI IHHII*^ ao *vbo «H/ar**", ave ™ »*M pfopAt tradutlr «m francl* iivrix "mrprtou". neolo#Anu> ewmr^1' HHW

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sopro, o espirito, a historia como relação a si do espírito Fia 6 o -eu fim, a M.J finidade, a sua paralisia. Cortando o supro, esterilizando ou imobilizando a criação espiritual na repetição da letra, no comentário ou na exegese, confinada num meio estreito, reservada n uma minoria, ela ê o princípio de morte c de diferença no devir do icr. Ela esta para a fala como a China eslí paru a Europa: "56 ao caráter cucetKO1' da cultura cipirluul chineia t adequada a «tcritui* h«io*lífíi»; t. alím diiíu. i*(t modo de exiiiuis aó pode MT próprio daquela minoria de um povo que tem a |KMH ctclmiva da cultura npitilunl." .. . "Uma linituaiiem de c*criiura hieroglífica reclamaria lima filmnfia lio rttféticn <omo #. rm feraL a cultura do» i-bineses." Se o momento nao-fonético ameaça a história e a vida do espirito como presença a si no sopro, c porque ameaça a substancialidade. este outro nome metafísico da presença, da ousia. Inicialmente sob a forma do substantivo. A escritura nao-fonetica quebra o nome. Ela descreve relações e nao denominações. O nome t a palavra, «ias unidadíi da sopra e do conceito, apagam-sc na escritura pura. A cate respeito, Lcibniz é t&o inqulctantc quanto o chinês na Europa: "Eita circunstancia da notação analítica das reprcHMaçòti na eteritura hWrofIKica, que levou Lcibní* ao engano de «midcri-la como maii vaotajoia que a escritura alfabética, ê. ao COMrirk). 0 que conlrulir a ««ín-rti.n tljM>mí"lll Ah llnillR|#M tfli lirhl. A flòme." " toda diferença tAbnvíihuiut) na analiic praduriiú uma formação drveru do num; curíto-. O horiíonte do saber absoluto é o apagamento da escritura no logos, u reassunça» do rastro na parúsia, a reapropriíiçfto da diferença, a consumação do que denominamos, cm outro lugar'', u metafalca do próprio. E contudo, tudo o que Hcgel pensou neste horizonte, isto <•. tudo menos a escatologia, pode ser relido como meditação du escritura. Hcgel c também o pensador da diferença irredutível. Reabilitou o pensamento como memória produtora de signos. E rcintroduThr, como tentaremos mostrar cm outro lugar, n Necessidade essencial do rastro escrito num discurso filosófico — isto e. socrdllco — que aempre acreditara poder disoetui-lo: último filósofo do livro c primeiro pensador da escritura. Mi '"*" Mm»»»!*»™. r>U"t do ikmto amicc «n ai( tiDia n uadaVa '
tomo -•••íwr. >»»il[o~ U< rhMlin m ISS-ÍSiv (f»r« » «u«*« da

Fmwtor*** íA< Cil"iMj FtMÔtim, <t Heatl, rernrtnauii, rvm BMM ***• note*. I uadvclo brulkln de Ll»to Xa*to. *m Mi '«*»• i. Ha Paulo. Alheai I Jin-n, mt(. • IS ala I I
H. "A M m «orno»-- na * ín»#*™ r a DVrrmn. «nl ik M*t» a>.nu H I I I ü M M m a* !«•« «te r•<>•'. ourfiu», i « i .

2. Lingüística e Gramatologia

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0 conceito de escritura deveria t'elinir n campo de uma cicnnu. Mus, p-xle ele *et estabelecido" pelos cicntisin*, fora de (odai pré-determi nações histórico-mctalísnas que acabamos de lituir tâo secamente? O que signilkará uma ciência da cscftinra umu WZ estabelecida: 1* que a própria Idéia de ciência nasceu numa cena época dq escritura; 2° que (OI pensada p formulada, enquanto Urcl.i. idíla. projeto, uumj linguagem que implica um certo ilpu de relações oViemimadas — estrutural e axiologka mente — entre laia s »criiura; 3 o que, nessa medida, cia, primeiramente, ligou-sc ao conceito e i aventura da escritura fonetica. valorizada como o telas de toda escritura, enquanto o que sempre íol o modelo exemplar il.i cknlificidadc — u matemática — jantaiCCMOU de alasiar-u Ce ml aventura; **" que u idéia mais rigorosa de uma àimia gerai tíit CKriOtfQ nasceu, por razões nào lortuitas, numa cena época da riíitfifjji ,(fl mundo ique « evidencia poi volta do séçula XVIII) e num eerlo (istcm.i determinado djtf relações entre * UU '-viva" c .. intcrieio;

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5V que a escritura não c somente um meio auxiliai d serviço da ciência — c eventualmente seu objeto — mas, anlc* de mais nada. conloimc lembrou particularmente Husserl cm A Origem da Geometria, a condição de possibilidade do* objeto* ideais e. portanto, da objetividade científica. Anr» de ser seu objeto, a escritura é u condição da rpisleme; i>" que a própria historicidade está ligada a possibilidade da escritura: a possibilidade da escritura em geral, para alem destas formas particulares de escritura em nome dai quais por muito tempo se falou de povos sem escritura e sem história. Antes de ser o objeto de uma história — de uma ciência histórica — a escritura abre o campo da história — do devir histórico. E aquela <Hitiôrie, diríamos cm alemão) supõe este (Geschichte). A ciência da escritura deveria, portanto, ir buscar seu objeto na raiz da eientifícidade. A história i a escritura deveria voltar-se para a origem <la historicidade. Ciência da possibilidade da ciência? Ciência da ciência que n&o mai* tCÍfl a forma da lógica m°s sim da gran\4li<,a'' HlMÚlia da possibilidade da história que não mais strin uma arqueologia, uma filosofia da história ou uma história da filosofia? As ciências poiiihai e clássicas da escritura não podem tenão reprimir este tipo de questão. Ate certo ponto, esta reprevflo é até mesmo necessária para o progresso da invésligação positiva. Além do fiilo de que ninita ciluria prcia .1 lógica filosofante, a questão onto-fcnomcnológica relativa u essência, ou seja, relativa à origem da escritura, não poderia, sozinha, senão paralisar mi esterilizar a pesquisa histórica e típológica dos faios. Nossa intenção, assim, não 6 confrontar este problema prê-judicial, eua arca nccewátia e. de cena facilidade, fácil questão de direito, com o poder c eficácia das pesquisas positivas a que hoje nos c dado assistir. Jamais a gênese c o sistema das escrituras propiciaram explorações tão profundas, extensas c seguras Muito menos, trata-se de confrontar a questão com o peso das descobertas, porquanto, as qucMoe* vão imponderáveis. Se esta não o é, completameote, talvez seja porque seu reciucamcnto tem conseqüências efetivas no próprio conteúdo de pesquisas que, no presente caso e privilegiadamente, ordenam-se sempre ao redor de problemas de definição e de começo. Menos que qualquer outro, o gramatólogo pode evitar intenogar>se sobre a essência de seu objeto sob a forma de uma quesiilo de origem: "O que ê a escritura?" quer diícr "onde c quando começa a escritura?" A i rcipostat geral-

LO«Q<»*nCA E <i"AMAinio<„.

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mcotC flpa'eccm "" u ' ,rt rapidamente. Circulam em conceito* realmente pouco criticados c movem-se vm evidências que dcule sempre parecem óbvias. Ao icdot (lesta* resposias. de cada vez ordenam-sc uma tipologia c uma perspectiva do devii ila* escriturai. Todas a* obro» que tratam da história da ocritura são composta» du mesma forma: uma classificaCio de (ipo filosófico e ideológico «gola o» problemas críticos em algumas página», passando-ie cm seguida à exposição dos fatos. Contraste entre a fragilidade teórica das reconsiruçôes c a riqueza histórica, arqueológica, etnológica, filológica da informação. Origem da escritura, origem da linguagem, as duas questões djfiçilmfnte se separam. Ora, Oi pamatólogo*. que em geral são, por formação, historiadores, cpigrafbtas, arqueólogos, raramenle ligam suas pesquisas a ciência moderna da linguagem. Surpfeendemo-nos ainda mais sendo a lingüística, entre as "ciências do homem", aquela a que ó atribuída, 1 cicniificidadc como exemplo, com uma unanimidade solicita r IiiMiuatc. PcdC, pois, a giamatologia, de direito operar da tingtUstica um socorro essencial que quase nunca de fato procurou? Não se revela, ao contrário, eficazmente agindo no próprio movimento pelo qual a lingüística se instituiu como ci*ncia, um pressuposto metafísico quanto às relações entre (ala r escritura? Não obstaria u çurmüuiçãv de uma ciência gemi da escritura um tal pressuposto? Ao levantar csic Pressuposto não se alteraria u paisagem era que, puviltcamcnte, cstabckccu-se a ciência da linguagem? Para melhor e Pira pior? Para o cegantento c para a produtividade? Tal ê o segando tipo de questão que gostaríamos de esboçar agora. Para precisá-la, preferimos aprouiniarmo-nos. pomo de U| n exemplo privilegiado, do projeto e texto* de Prrdinand dt Saussure. Que a particularidade do exemplo não rompa u generalidade de nosso propósito: procuremos aqui c ali, fizer algo mais além de supô-lo A lingüística pretende, pois, ser a ciência da linguagem, "eucmos aqui de lado toda* as dccísóes implícita* que csii* otlcccram um tal projeto c todas as questões que a fecundidade desta ciência deixa adormecidas em relação ã tua Própria origem. Consideremos primeiro «implcsmentc, do Ponto de vista que no» interessa, que a cientificidade desta C| íncia comumente t reconhecida devido a seu fundamento "inolwfffeí, A fonologiâ, afirma-se hoje. frcqüenicmcnic. °>munica sua cientificidade à lingüística que serve, ela mescla, de modelo epistcmolóeica para lodiu as ciências numa-

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OMAMAIÚIOOIA

nas. Visto que a orientação deliberada c sistematicamente fonológtca da lingüística (Troubetzkúi, Jukobaon, Maninct) realiza uma intenção que foi de inicio a de Saussurc. dirigir-nos-emos, no essencial ç pelo menos provisoriamente, a. esta última. O que dela diremos valerá a loriiori para ai formai maii acusadas do fonologismo? O prohkma será. pelo menos colocado. A ciência lingüística dctcimina a linguagem — seu campo de objetividade — cm última instância c na simplicidade irredutível de sua essência, como a unidade de phoné. glotsa c logos. Esta determinação é anterior de direito a Iodas as dltcrenciaçfici eventuais que puderam surgir nos sistemas terminológicos das diferentes escolas (língua/fala; código/ /mensagem; esquema/uso; lingüística.'lógica; fonologia/fonemáttca/fonctica/glosscmátíca). E mesmo que queiramos confinar a sonoridade do lado do ugnificanle sensível e contingente (o que seria literalmente impossível, uma vez que identidades formais recortadas numa massa sensível já sáo idealidades nlo puramente sensíveis), será necessário admitir que a unidade imediata e privilegiada que fundamenta a signifieflneia e o ato de linguagem é a unidade articulada do som e do sentido na fonía. Fm relação a esta unidade, a escritura seria sempre derivada, inesperada, particular, exterior, duplicando o siínificantc: fonética. "Signo de signo", diziam Aristóteles, Rousscuu e Hegel. Entretanto, a intenção que institui a lingüística geral como ciência permanece, sob este ponto de vista, na contradição. Um propósito declarado confirma com efeito, dizendo o que 6 aceito sem ser dito. a subordinação da gramatologia, a reduçio hiilórico^rticlafísica da evcrituru a categoria de instrumento subordinado a uma linguagem plena e originariamente falada. Mas um outro gesto (não dizemos um outro propósito, poís.-aqui, a que não segue sem dizer é feito sem ser dito, escrito sem ser proferido) liberta o porvir de uma giamaiologia geral, de que a lingüística fonológica seria somente uma região dependente c circunscrita. Sigamos cm Saussurc esla tensão do gesto c do propósito. O FORA B O DENTRO De um lado, segundo a tradição ocidental que rege não só teoricamente mas na pratica </to princípio de .rua prática) II relações cnire a fala c a escritura, Saussurc reconhece * .".i,i n.io iii.ii- que iiin.i função tslriia e derivada. Estrita por-

H * l , U I M I < 4 1 (1-AMAKIUJOIA

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nfo é senáo uma enl'0 oulflts, niudalidiidc dos tvenu>i . podem *obtcvir a uma linguagem cuja essência, cunfucparecem ensinai' o* fatos, sempre pode permanecer puia qualquer relação com u escritura. "A língua lem uma oral Independente da dcrilura*' {Curto de Ungülsgerai. p. 35) *. Derivada porque •epretriiaUva: signiie do ugnilkanic primeiro, fcprcMniaçãu da voi preprie a si, 4a significação imediata, natural c direta do sentido Ido significado, do conceito, do objeto ideal ou como se qucüa). Saussure retoma a definição tradicional da escritura que )à cm Platão c em Aristóteles Se estreitava ao redor do modelo do escritura funclíca t da linguagem de palavras. Lembremos a definição' Sfiyoiélica: "Os SOIM cmíudoi pela voz são os timbolo* dos enudos da alma, e as palavras escritas, os símbolos das palavras emitidas pela vo*". Sausiure: "Língua e escritura são dois sistemas distintos de signos; a ánha raiAa de ser do segundo t representar o primeiro" (Curso de lingüislica gemi. p .'J O grifo 6 nosso). Esla determinação representativa, nuu que relacionar-se icia dúvida essencidüneaie com a idéia de signo, n&o tradui uma escolha ou uma avaliação, não trai um pressuposto psicológico ou metafísico próprio a Saussurc; descreve, ou melhor, reflete a estrutura de um certo tipo de escrituru: a escritura fonítien, aquela de que no* servimos ç em cujo elemento a epiutmc em geral (ciência e filmofij). a IWJlistiía Cm pflrticuljf. puderam inM*ur*r-se. Seria necessário, aliás dizer nu/drh mais que eslrutwu: não se trata de um sistema construído e funcionando perfeitamente, mas sim de um ideal dU (igindo explicitamente um funcionamento que de falo nunca *. totalmente fon&jco. t)c fato, mas também por razões de eüincia i\ quais frcqümcmenu- voltaremos Este lactum da escritura fonetica c maciço, é verdade, comanda toda nossa cultura e toda nossa ciência, e cerumente nau é um fato entre outros. Nào responde, contudo, nenhuma Necessidade de essência absoluta e universal. Ora, 6 a partir dele que Sau&sure definiu o projeto c o objeto da lingüística geral: "O objeto lingüístico nflo se define peta ">aç«j da palavra escrita e da palavra falada; esla aaima por jf Jú ivnuttui tal obleio" (p. 34. O grifo e nosso). A totma da questão, a quç ele assim respondeu, predev In «a a resposta. Trauiva-se de saber que tipo de palavra icto da lingüística c quais são as relações entre estas ""'dndes atômicas que iflo a palavra escrita c a palavfa fala.•."•MS

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GHAMAT0I.OÜIA

d l , Or», a palavra ( n u ) já í uma unidade do acniulo c do tom. do conceito c da voz, ou. para falar mais rigorosamente a linguagem saussuriana, do significado c do signiíicante, \luis. esta última terminologia fora primeiramente proposta somente no domínio da língua falada, da lingüística no sentido estrito c nào da semiologia ("Propomo-nos a conservar n termo Ugno para designar o lotai, e a substituir ivmeim e imawm acústica respectivamente por mniluado e signifb cante" p. B I ) . A palavra já ét pois. uma unidade constituída, um efeito " d o falo t de certo modo misterioso, de o pcn*amcnto-M>nr implicar divisões" < p 131), Mesmo ^u a palavra seja. por sua YC7, articulada, mesmo que implique

I

nutra* diviiòc*. cnquanio te colocar a

UUCH&O

da* relaçâei

ctilrc fala e escritura. considerando unidades indivUívcis do "pcmnmcnto-lom", a resposta já estará pronta. A escritura * e i i "fuoíiiett". será o fora. a representação exterior da Linguagem c deste "pensamento-som". Deverá necessariamente operar a partir de unidades i'c Mgmficaçáo já constituídas e cm euja lAfma<An nAo tomou pane. UhKi.u-ao, Mlviv. (|iit. lotiy.e tW cnnlnuli/í b , ;• c*cr|. tura nunca fe* outra coisa tento confirmar a lingüística du palavro. Ale aijui, com eíeiio, deuui* *i impressão de consh derar que, somente a fascinação por esta unidade a que ic chama palavra, tinha impedido conceder à escritura a consideração que cia merecia. Com isso. parecêramos supor que, acaso se cessasse de conceder um privilegio absoluto A palavra, a lingüística moderna se tomaria muito mais alenta * escritura e deixaria, enfim, de dela suspeitar André Martinet chega a conclusão Inversa, Em seu cttiido sobre A palavrü\ descreve a Neceisldade a que obedece a lui lica atual, sendo conduzida, se nào a excluir completamente o conceito de palavra, ao menos a tornar flexível seu uso, a associá-lo a conceito* de unidades menores ou maiores ( m o nemas ou stntagmas). Ora, creditando e consolidando, no interior de certas áreas lingüísticas, a divisão da linguajes» [ 1* Io JJfefM» M, IW1 A. Manimi aluéJ S "PMtfcit" tvt **n'i* *** p^ito* hi (ui»»t tcmfu (ura ~I*MJI ! • tfotux * WMO 'p*'**™* i* <*i*f unJtiotldAtau apU:lvtr (p> J9> ... "A iraUclopj tsi cano o* ncinv* *aòà»s*J dtiiun cmrntc. t»o wm n#nhf«Rt» Díí* i*tfi<W XI pilivri" íP 40) . • "W mimo limpo quf srjmUXM • Idftftrt» H Ofrtm fnro» df qw i **dUK 40 cauaOiÓO prfi* * m l i w PUI »nm Oi p*l**ri ra cair. per c u i d»"» n* fpaêtlca. ÍW # díMtnbí^u *m «vou*» do divurio. t*ú coiw * ™ B » fli* o f«*pt»t su# WíH» *^m Hat* Anda 1 *tr <iHn o H*IU4ü" <p^ 41). "Roçt*H" 1 il ta fui taras s autao é? pabitts lio motut pari austutfr IíHIMíUí **n)i~ oelio; nfio pa4ri« *f HUttllu p4r« ele KC^üIí •» IILHU ua£cloni> «i" *t(IPfB|t tnltf^ofiwitH. fc IVffoÉIOIS SDBI nartlÉIill • rArMOft %»frt«lMti ' * i^«4**> tk «|t«t fitfHM«nrmr *lu I I N A noticio" KV 4*1 A Mutilnl piMOt»] iwa tnntluii «it|u«Mtt» "n* puiKi lmc«Mu*'J * BofOf» df p*l**n P*« ** 'ilKátnu". "srMp<* 4t virioi ^uoi ^fc^*i*" M IC oHomiiiiii

LTNfcCIVMfA C GRAMA ICIOGU

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palavras a escritura teria jftiim encorajado a língüíatica Jfcg cm « u a preconceito*. A escritura teria construído ao menos condensado a "(ela da palavra", **0 que um liaiilita* contemporâneo pode éirtr da palavra ihi^btm * que re>Í*ío çeial do* conceiiui tradicional» a pesqulia alhl* e eairuturalitla do* trinta e tinto ultimo» anoa teve <U t «liando liar um ti h u cwniiív?* h ormvucio c ti dctcriQlO língua., Crrtafc aplfcacoe* da lintliriika, lali como ai pciiiuiiuft lU)r«« 4 tradução mecânica peto tefcvu que dlo a forma e*criie da tínsiiiaem. poderiam faier acreditar n« importância fundamental dat diviiiri do UWlO eicrilo e faier eaquecer eme é do enunciado oral que temptr c preciso partir para compreender a natureza, real * da linfuâ|cm humana lambem, maii que nunca. * indjsr*n**v*l iftfttorir inhra a N t c m U l d l tlc dCMH^^rr o « n m < p»' 1 além dm « f f j t * » ovwtiiuiti r da* atrrulurai mait f«mlllarei ao inveaiiaador i por trai da aila d* palavra que aparecem mel* t>tqurnUioenie O* tratos realmente fundamentei* da linguagem humana." Nfto *e pode scnâo subscrever estas advertência*, Deí t todavia, reconhecer que ela» aomente atraem n *u»* tobre um certo tipo de etCFltuni: a HCrítwa foiifconformando *? AR divisor* cmpinnimr-ni* determinada» pi-uneadai da língua oral comum. O i procedlmciltoa de ttiiçfto mecânica» a que se faz a h n a o , regem-so da mcima maneira sobre cata pratica caponlAncn. P a r a além dculo m o delo e deate conceito da escritura, toda c u a dcmonstraçfto deve- IUUJUC parece, aer rcconwdcniJn, Poli permanece presa limila^Ao lauiturlana que procuramos reconhecer Sausiure, com efeito, limita a d o » o número de aútemas da «criluru, ambos definido* c o m o sistemas de rcpresentaçito da linguagem oral, o u parque representam pulavr^x, de modo alat&ioo c global ou porque representam jonetkamente clemcotoi sonoros constituindo M palavras; "BaJitcm fomente dnii liaiemaa de **çnlura: lv> o aluema ido* 1'afWo, »m que a palavra é representada por um íigno único e ei trenbo ar» %0fk% de que ela te compõe, Haic *ifno ae relaciona com o |*Waa1o da palavra, c por lato. indloMamcm*. com * IdeU qae m prime, Q CSCffiplQ tlaWio dcMc liMlftía e a eictilura chineaa. '* a Meena dim comumente "foníriciT, que visa a reprodiuir a •coç de *ont que H *ut:edem lavra. A* caaiuirat fonêticm ato ora utabicAi, ora alfabética», vale dlier, bancada* no* elemento» irredutíveis J i in^ Alem dirto, a* eicnUirma idcoirüic*.» ia tomam facUmeote mltla»: certo* ideograma*, diuanciado* de teu valor mi«ei termirnH! pQ, repreienur »on» 00UO01" íp. J6), E*ta limitação, n o (uodo. é justificada, ao* olho» de Sauniurv, ptju n o ç a o d o arbitrário do aigno. A eteritura aend o detiftjda c o m o "um sistema d e tignou", n ã o há eacritura

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l.aaMÀTOlOOU

"simbólica" ino sentido sauuunano), nem c i n t u r a Iivurtit i v i : não há escritura na medida cm que o grafismo mantém uma relação de figuração natural c de semelhança, qualquer que seja esta, com o que é então não significado mas repre* sentado, desenhado, etc. O conceito de escrituro pictogrA*] (ica ou de escrituia natural seria, pois, contraditório pura Saufóurc Sc pensamos na fragilidade, açora rcutfihctida d as noções de piclograma» de ideograma, etc*, na incerteza das fronteiros entre as escrituras ditas pictograficas, i d c o g r U ficas, foneticas, medimos não só a imprudência da limitação saussuriana mas também a necessidade para a lingüística geral, de abandonar Ioda uma família de conceito* herdados d;i mdiifÍMCu — freqüentemente por intermédio de uma psicologia — e que se agrupam ao redor do conceito de arhiiririo. Tudo isso remete para além da oposição natureza./cultura, a uma oposição que sobrevem entre physh c nomos, physb c techné cuja última função é. talvez» derivar a tmtoricidadc; e. paradoxalmente, não reconhecer seus direitos à história, I Mi^'i:;;i'i .1 !i\filu:;,iii. cU .! n.n: *c M'*I ., íri:n. L'..< ;i:hj« trárío c sobre o fundo de naturalismo. Mas. deixemos provisoriamente esta questão em aberto: talvez, este gesto que preside, em verdade, a instituição da metafísica, também e k jsteja inscrito no conceito de história e mesmo no conceito tíç tempo. &aus*urc introduz, em acréscimo, uma ou na limitação compacta: 'IJmitarcmot ntntc* cttiidc MO Kiacmn fonétíco, r. tsecdilmeott i<mk cm n*o no)i«m dia, cujo protótipo èo alfabeto greao" <p* 36). Kttat duas limitações uio tão mais tranqüilizantes na medida em que aparecem no momento exato para responder a mais legitima das exigências- a etenuficidade da lingüística tem* com efeito, como condição, que o campo lingüístico tenha fronteiras rigorosas, que este seja um sistema regido por uma Necessidade interna c que, de uma certa

maneira, sua estrutura seja fechada.

0 conceito represou*

(ativista da escritura facilita as coisas. Se a escritura nflo ê mais que a "figuração" (p. 33) da língua, temos o direito de excluMa da interioridade do MMHTU ipois urna necessário crer que existe aqui um dentro da língua), assim como a imagem deve poder se excluir, sem perda do sistema da realidade. A o se propor como tema "a representação da língua pela escritura", Sautturc começa, assim, por colocai que a escritura c "por aL estranha ao sistema interno

i

LlfUlHlTICA

E (>K*MAtOI<Jí*lA

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(p, 33). Externo/interno, imagem/realidade, repr*. açao/prcsença, ia! é a velha grade a que está entregue o çscjc * desenhar o campo de uma cjtotia. E de qual tpcifi D° UTT*a ciência que não maif pode responder ao jncciio clássico de tpiMm* porque seu campo tem como tánalidadc — uma originalKiade que ele inaugura — que abertura £ft ''HitfftCfll". qyç nele se dá, aparece como a çmu'ição da "realidade": relação que nao mais se deixa peittar _ diferença simples c na exterioridade sem compromisso da ^ a g e m " * da "realidade", do "fora** c do "dentro", da "aparência'* c da "cafttnciu", com iodo o tistema das choque aí *c encadeiam necç swi ri a mente. Platão, que no Uma o mesmo fcobre m relações entre a escritura, a _ e 0 ser (Ou a idéia), tinha — pelo menos a respeito Ja imagem, da pintura c d» imitação — uma teoria mai* Sutil, mais critica c mais inquieta que aquela que preside ao nascimento da lingüística sau\iuriana. Nao é por ucaso que a consideração ctclusrva da escritura íonétíca permite responder a cXlginClU do "liitcma inA escritura fonética tem justamente como principio funcional respeitar e proteger a integridade tio "sistema interno'* da língua, mesmo que n&o o consiga de fato. A limitação sauMuriana não satisfaz por uma feliz comodidade^ à txiftência científico do "sistema iMerno"* Etta exigência n\esé constituída, enquanto òxigfncia fpirftmfilÁgtCã fm gerai, pela própria possibilidade da escritura fonétlcu e peta txterioridade da "notação" à ióftica interna, Mas nao simplifiquemos: existe também, sobre este ponto, uma inquietude de Sausaure, Sem i**o, por que daria Clc tanta atenção a este fenômeno extcrno1 a esta figuração ' dlada, a CMC fora, a e*tc duplo? Por que julga ele "impossível fazer abstração1' do que c entretanto designado como o próprio atatrato em relação ao dentro da língua? "Conquanto a «criou* K)** por ut <«rwh% ao liucirn iMmo, j naOMJvcl fa«r abtfrmcão deftmprocewo atrivei do qual a Unam inimcfruptamcTiie figurada; cumpre omhtccr a utilidade, oi defeito* o* imonvenitruet <Je Ul pfOCeW1 (e* ÍJ)i A escritura teria pois a exterioridade que c atribuída aos utensílio»; sentio, alem disso, ferramenta imperfeita e téc•ca perigosa, diríamos quase que maléfica, Comprcendcmc* * por que, cm vez de tratar desta figuração exterior apêndice ou nas margens, Sauswrc a ela consagra um capitulo tio trabalhoso quast que na abertura do Curso, E

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ORAMAIOIIHIIA

que se irata, mais do que delinear, tfe pfQKgtt C mesmo restaurar o sistema interno da língua na pureza de Mu conceito contra a contaminação mais grave, mais pérfida, ma» permanente que não parou de ameaçá-lo, atí mcimo altere-lo, no decorrer do que Saussure que, de qualquer forma, considerar como um.i historia externa, como uma série de acidentes afetando a línatMi, e Ibe sobrevindo dç fçrg, no momento da "notação" (p. 34), como se a escritura começasse e terminasse com a notação. O mal da escritura vem do fora fíÇturV*), já dizia o Pedro (275a). A contaminaçAo pela escritura, tru feilo ou sua ameaça, são denunciado* com acentos de morulista c de pregador pelo lingüista genebrt*. O acento conta; tudo BG puna corno se, no momento em que a ciência moderna do loco* <tuer aceder A «ua autonomia e A sua cientifkidade, íow ainda necessário abrir o processo de um» heresia. E«e acento começava a M deixar entender ussim que. no momento de atar já na mesma poaMbilidudc, a epinemt c o lofiu. a Ftdro denunciava a escritura como lnttu*iu> iln tccnicii arilllciosa, c f n t y a * de unu espécie totalmente original, violência arqucttplca: irrupção do fora no dtniro. cncctnndo a Inleriuridadc dn aluiu, u ptetenca viva da alma n i n o verdadeiro logo*, a assistência que dá a •! mesma a fala. Desta forma enfurecida, a veemente argu* montaçflo de Saussurc aponta mais que um erro teórico, mnls que uma (ultu mornl; umu espécie de nodim c, antes de m i i i nada, um pecado. O pecado foi definido freqüentemente — por Malcoranche e por Kant, entre outros — como a inversão dai relações naturais entre a alma o o corpo na paixão. Saussurc acusa aqui a inversão de relações naturais entre l fala c a escritura. Não é uma simples analogia: a escritura, a letra, a inscrição sensível, sempre (oram coosideruilas pela tradição ocidental como o corpo e a matéria exteriores ao espirito, ao sopro, ao verbo c ao logos. E o problema rei Uvo à alma e ao corpo, Km dúvida alguma, derivou-se problema da escritura a que parece — ao invés — empr tar as metáforas. A escritura, matéria sensível c exterioridade artificial: uma "vestimenta". Por vezes, contcsiou-sc que a fala fo uma vestimenta paia o pensamento Huucrl, Saussurc. Li
* í « » i . r » . a i ii • • ! — u m "C4IEC1U" • l l i u \ l > " . 6 Kin IMMat — •iiiinrto L*u4cUno Fraln — o "vioaBananlo". t l i i a i i Irantd rtf-aíiMt. •)„• Km wnlldo lurldllD * M o n t o u i w (*"<• l*««im*"H

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n&O dcWttTilIQ dC ÍWJtí-k>, Mas, alguma vez duvidou-s: u escritura lasse umu vestimenta da fala? Para Saussurc •ei uma vestimenta de perversão, de desarranjo, hádc corrupção c de disfarce, míscatu de festa que deve 'exorcizada, ou seja. conjuruda pelo boa fala: " A « c r i vdu a visão da língua: ela n i n é uma vestimenta e sim iravestimenta" (P- * ) ) • Etlranhü "imagem". Já se lança ;KJO que, *c a escritura c "imagem" ,• "fijçuraçik*" extern esta "representação" não 6 inoecnie. O fora mantém o dentro uma relac.aU que, como sempre, n i o c nadu do que simples exterior idade. O sentido do fnra u m foi no deniro, prisioneiro fora do fora. c reciprocamente. Logo. uma ciência da linguagem deveria reencontrar renolurúls. isto c. simples e originais, entre a fala e a IMO é, entre um dentro e um fora. Deveria retrai tua juventude nrnolutn e nua p u r e u de origem, aquém, umu história c de umu queda que teriam pervertido as ;flcs entre o fora e o dentro. A l haveria, pois, uma nalud i i relnçoct entre ligm» lingüístico* c slgnm gráficos. i o teórico do arbitrário do signo que dela noi lembra. o* pressupostos hlstorico-mctaliskos que evocamos acima, iiaveriu ul, primeiramente, um liumc n&urvt do l o ao* sentido» c i o que puna d>> sentido ao som: natural, diz Sausiurc, o único verdadeiro, o do som" i. 35). Eale llame ntiiufiil do HijjinifkutJu (eimecilu ou senio) ao significante fônico condicionaria a relação mu uni I subordinando a escritura (Imagem visível, dlx-sc) à fala. E relação natural que teria sido invertida polo pecado orltal i a escritura. " A imagem grafica ucaba por se impor » do u m . . . c Invcrtc-se a relação natural" (p. 33). Bbranchc explicava o pecado original, pelo descuido, pela ;ao de facilidade e de preguiça, por este nada que (oi a ração" de A d i o , único culpado diante du Inocência do divino: este nau exerceu nenhuma forca, nenhuma efipoU não aconteceu nada. Aqui u m h í m , cedeu-sc a t*c>kdaér, que curiosa menle. mas como sempre, cuá do lado * » artificio técnko e nao na inclinação do movimento naiu>l deite mudo conlrarbdu ou desviado; "MaMUuiania. ,. imacem n a i m d*t M>vfM no> ir»p.c«tonI um obKio pcrmtiwnic e iiílido. mau apiopriado que 0 wn< *•*• oouiiiuir a unidijj da IúUUH am-ta du umpo. PC-UíV» impocl* " * **H nsme wn otfwficMl e ciie uma umds.de puiamente /(*«• . • * muno m»h Iííí) de aplcodct IJUC O liaine «aturai •> rtnlfo ver' * " » • O «IO som" «n }\ U «IfQ t fW*«IL

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OBAM*IOU»IA

Que "a iiiijpvm g i i l t m d«> («IdUits nua Unprcí como um ohjtio permanente c solido, mais apropriado o tom piiiii constituir a unidade da língua através do n m i não é, contudo, UniMm um fenômeno natural? ê que verdade, uma natureza má, "superficial", "façtkia" e "facll" por emhuKe, apaga a natureza boa: a que liga o sentido ao tom, o "ptitnanicnio-íom", Fidelidade à tradição uuc scn> pie fez comunicar a escritura com a violência falai da inuiluiçâo política. Traiar-sc-ia, como para Rouweau por exemplo, de uniii ruptura com a natureza, de uma usurpaçâo que acompanha o cegamento teórico nobre a essência natural da linguagem, de qualquer forma sobre o liame natural entre Of- "signos iniiitufdoi" dfl VW C "it primeira, linguagem do homem", o "grito da natureza" (segundo Discurso), üaussurc: "Mas a palavra escrita se mistura (ao intima com a palavra falada de que í a imagem que acaba por uiitrpar-lhe o papel principal" (p. 34. O grifo 6 nosso). Rous!eau: " A escritura não é senão a representação da fala: c ciquiailo prcocupui-w niim curti a dclcrmitiu^an da imagem'. que do obltio". Sauiturc: "Ouando se diz que cumpre pronunciar uma letra desta ou daquela maneira, toma-se a iniagem por modelo Para explicar cita esquisitice, acresceu-; ta-sc que neste caso trata-se de n m i pronúncia excepcional" (p. 40*). O que é insuportável e fascinante, c exatamente rMii intimidade enredando a imagem ü w\\&, a gnili.i ii fonia, de tal forma que, por um efeito de espelho, de inverno c de perversão, a fala parece, por sua vez, o ípttulum da escritura que "usurpa, assim, o papel principal". A representação ata-se ao que representa, de modo que se fala como se escreve, pensa-se como se o representado não fosse mais que * sombra ou o r e l i d o do rcprcvrntíintc. Promiscuidade pírigosa, nefasta cumplicidade entre o reflexo c o rcflctidr> que se deixa seduzir de modo narcisista. Neste logo da representação, o ponto de origem torna-se inaicancávcl Há coisa*,]
1 Eiundamua n i n a cilattu n u a a i I m i i u « a i » u lln • O * ^ H d M I a i pnpoaibOai MOOtav SaaMor* a t e i a • i m l m i "OUIIO iruliiún * • • ]

•MMO moca a anrMaa I atai unia o «ue daa» HpitHmni uim mala • fifotíi • Mdtncti t lomHd •«' Bit"; oi nin4Uat Pt <*i«n«m «m • * " • • * glMiilu • I n • f»ma •«iln r liT*'i1iiTTirn. n (Mo a iii|iin mu»" •"<> | > m u u m oa*Ma«v*fl<»> d i n l n r l t i t i O i n i » i < | i w • • t •>•«••» ' " " "" palaviat 'pfuiaaauav' a ^fumaaaaa* a un^ ^«aaajaçiir ft«« at*i»'i < my*rtt u• • p(«,t' «jíilma • ii.t ailaania t"i • m i w • • líni~> Q.a»*> " d ! <|U( cun*>' proauncHf aaaa Itca daila ou daquela aiaNlia, IODAM i iragfO | poi Boda». Paia doa • •"«* pnauntUr «i iomo -a. «lia «Uiiti O- •* riliUiw poc U mHn». Na nilldadr. I »• <nt a tain-a W" Eai •>' * | e mtdiiaf rala amanha piopmaalB, I pD«H»»Mi da lal i*«™ ("4 n -a iiaa • 1'irtn Bi'), Smnunf NUIMJMS ' n WaKIC * M NVllinCi ttnt*ifil** um MHa IBHI, B«a-H dr uma ptifiamla ana|i»aial dn a a do (,' mal "••• |
• a i ama r i p f a n l n (alta. | — t Impliia »—> a>|vfialiiila da Itafaa no S l a a ^ H

a i-—ia f^tni. DtMtHa et* a nnUu alto tomti a t«c1mi. roaw •> • a •)•)« aráftao faaa) a noma" (o. W).

ilM.UHTK-A F OPAMAtOLOOlA

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talas c imagens., uma iemc«t< ""'mm» de w M I outros iHü sem nascente. Não há mais uma origem simples. Pois o dite é refletido desdobra-se em ti mesmo c nio *ó tomo fcjtni"- a si de suu imagem. O reflexo, a imagem, o duplo desdobra o H"0 ele rctluplica. A origem da especulação torna-xc uma diferença. O que oc pode ver mio c uno c a lei d l utliÇaS» da ungem á tua rcprçiewaçâo, da coisa à sua imagem, c que um mais um fazem pelo me no* irR Ora, a usurpação histórica e a esquisitice teórica que instalam d imagem nu* direitos da realidade tão determinadas como esquecimento de uma origem simples. Por Rôusseau mas lambem para Sauuure. O deslocamento é vomcnlç unagtamático: "atMhamirt por esquecei que aptçnueraos a falar antes de aprender a escrever, e úwcrtc-se a relação natural" (p. 35). Violência do esquecimento. A escritura, meio mnemotecnico. suprimindo u boa memória, a memória espontânea, significa o esquecimento. E bem precisamente isso que dizia Platão em fedro. comparando a escritura & fala como a hypomnesis B itpUttif, o Jimliiir IcmhlcU a memória. Viva, Esquecimento porque mediação c saída fora de si do logos. stm a escritura, este permaneceria cm si. A escritura - a dissimulação da presença natural, primeira c imediata do sentido à alma no hpii. Sua violência sobrevem a alma como inconstiência. Assim, desconstniir esta tradição nao consistirá cm InvcrlrMu, cm inoccnlai a escritura- Antes, em mostrar por que a violência da escritura não sobrevem a uma linguagem inocente Há uma violência originária da escritura porque a linguagem é primeiramente, num sentido que se desvelará FOgtessivamente. escrita. A "usurpação" começou desde semP*P. O sentido do bom direito aparece num efeito mitológico vt retorno. "As ciências C ai artes" escolheram domiciliar nesta «ülência. seu '•progresso" consagrou n esquecimento e "eu'rcmpcii os costumo". Saussurc unagramaüza ainda Rous**«• "A lingua literária aumenta ainda mais a importância 'merecida da escritura ( . . . ) A escritura se arroga, nesse Punio uma importância a que nio lem direito" (pp. 35-36). Quando oi lingüistas cnrcdam-se num erro itórko a este retP*ito, quando se deixam apanhar, eles slo culpados, seu erro * primeiramente mora': cederam a imaginação. & sensibilize, a palxío, caíram na "armadilha" (p. 34) da escritura, iwram-sc fascinar pelo "prestígio da escritura" (ibidem), ç Mc costume, desta segunda natureza. "A língua icm, pois, ""• tradição oral independente da escritura, c bem diversam,f n"e (i»tt. todavia, n prestigio da forma curtia nos impede

4Q

ORAMAIOLOOlA

de vê-lo". Náo síriaiflo*, pü«, cegos ao visível, mus sim, cegados pelo visível, ofuscados pela escritura "Os primeiros lingüistas se enganaram nisso da mesma maneira que, antes deles, os humanistas. O próprio Bopp. . . Seus sucessores imediato* cnfnun nu meuna armadilha " Rmiucau já dirigia a mesma critica aos Gramáticos: "Paru os Gramálicoi, n arte da palavra náo i quase nada diversa da arte da escritura".' Como sempre, a "armadilha" é o artifício dissimulado na natureza. Isto explica que o Curso de lingüística gemi trate primeiramente deste estranho sistema externo que é a escritura. Preliminar necessária. Para restituir o natural a u mesmo 6 preeixo primeiramente desmontar B iirmallllha LeT-w-ii um pouco além: "Tct-*e-ia que «itòwituir de (medulo o artificial I*Io natural, iiio. porem, í impc*«fvel enquanto nao tenham >ido Mndadc* oi wm* da língua ainda; pois reparados de »cu« *igno* grafico*, ele* representam iu nopõet vagav « aufere-se eniio o apoio, ainda que engano»), Hcrituia. Atum. o> pnmeirot ImiUxias qw nada sabiam da li'utoiij tlixi Mini ailiculadòi. caiam a lodo inltãnlt. nettni alntadiIhai: úciapctar-K da letra rra piro ciei. peider i> pé; para no?, lonv litui o primeiro n*uj> rumo à verdade" |p. 42; inicio do capitulo íobre A fonotogta]-

r

Para Saussurc, ceder ao "prestígio da escritura" 6, dizíamos há pouco, ceder à paixãii. E a paixão — c examinamos com cuidado esta palavra — que Saussurc analisa c critica aqui, como moralista e psicólogo de velhíssima tradição. Como se sabe. a paixão é tirânica c escravizante: "A crítica filológka c falha num patticular; apega-sc muito scrvilracntc ã língua escrita e esquece a língua viva" (p. 18). "Tirania da letra" afirma logo mais Saussurc (p. 41). Esta ilunia é. no fundo, a dominação do corpo sobre a alma. a paixão c uma passividade c uma doença da alma, u perversão moral í patológica- A ação de volta da escritura sobre a laia é "viciosa", afirma Saussurc, "trata-se (propriamente) de um fato patológico" (pp. 40 e 41). A inversão das iclaçôes naturais teria assim engendrado o perverso culto da letra-imagem: pecado de idolatria, "superstição pela letra" di/ Sauvurc nos Anagramas*. onde, aliás, tem dificuldade! pura plOW a existência de um "fonema anterior a toda escritura".
1 . MtmiHdU tolhido a* fSHiJr ub o Utulu f ~ — i l m » - « II. l> I K i ) S n i w HI» rfdacâo t»( >olia * W1 (rn a ncia d » •Uliofii dl P«m!i> A frn«- n«# piitumot df fliir | f ohlifift do l u a i w n 1*1 ciwno tMi publi. n * i na 1'íittlf I.B nte 1PVK* III fdjjftv MMH (0 mime pmpu di m*.i>

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A peivtfKàn do urlillclu cilgvlidi.i monstros. A escritura, comn todas as línguas artificiai* ijut K gostaria de lixar c subtrair à história viva da língua natural, participa da monsiruoxldadc. E um uLislairicnto ún naluiwa. A característica de tipo leibnmano c o esperanto estariam aqui no mesmo caso. A irritação de Saussurc diante de tat» possibilidades dita-lhe comparações UÍvia»; " ü homem que pretendesse criar uma língua imutável, que a posteridade deveria üceitar tal qual a percebesse, se assemelharia a. galinha que chocou um ovo de pata" ( p . * * l ) . E Sa.ussurc quer salvar nao apenas a fida natural da língua mas lambem os habito» naturais i l i escritura. £ preciso proteger a vida espontânea. Assim, no interior du cwrltuiu (onírica comum, é preciso nao se permitir a introdução da exigência d e m i t i u d do gosto da exatidão. A racionalidade seria aqui portadora de morte, desolação ç de monstruosidade. Daí pm que manter a ortografia comum protegida dos procedimentos de notação do lingüista c evitar a multiplicação doí signos diatrliicoi: "Haveria razoe* paru ftubuituir um ali»beto fOnnlAiicu a otln; : í ! U aluai? fcu» quoli-i lio inlCeiunlC (Ode aptnas " I alKWada aqui: pata nó*, a ctcrímia tonotúfíí* deve Mrvir arcaai at« Ungui-tn* Antes de tudo, como fit/si as inglesa), aterai*-. II>ITKTK»( ele .i'V''.;iii-n um ii-icrii, uniforme. Além di«o. um alfabeto aplic*1^ a Iodes o- iitMim» correm o i l t o d* itfra>ancnr-ve de OgTHn diacíli«u: stm latar oV aspecto ijesoladu. que «r«««n'»ria uma paitüia d« uni leiio <iuc ml. , cvKlenu; « a , • lotca do afSctW, •*™lli>M' tscilturn ubicuiecorla o qu* quiteue e—Um.ei e atrapalharia o k i . t.ü. K-in õiconvmitnies não «ham compensado* ror vantagem •ufieienies Fora da Ciência, a «xaliitto fonologicn n&o t muiiu de<*ja»el" (p- 4*1. (JllC tlBO S Ç(rtllu"0a nossa intenção. Pensamos que sâo C bon.s as rtizAc* de Saussurc. c não se trata de questionar, m "i'cl em ifiie ele o diz. a verdade do que diz Saussurc com tal entonação. E na medida em que uni. problemática explícita, uma critica das reUiçôcs entre laia c escritura não c cia. borada, o que ele denuncia como preconceito cego dos bngüiMa* cUsUcos ou da txpcríçncia comum continua realmente um preconceito cego, sobrp i base de um prcssupoBttt geral que ,-. sem dúvida, comum aos acusados c ao promotor. Preferi ríamos colocar os limite» e os pressupostos do que aqui parece óbvio r tem paia nós as caructcrisbcas e a validade da evidência. Os limites já começaram a aparecer: por que um projeto de liilfiuít|icii gerai rrlflífVí» 0» sistema n u m a em gfrul da língua em geral, desenha os limites de -eu campo dele excluindo como tttfiortdade «m geral, uni

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l.RAMAIOKH.IA

sistema puriKulqr de essiiluia, poi lmporlui..c que >ciu ene. c, ainda que fosse de fato universal'." Sistema particular que Icm justamente por principio ou ao menos por projeto declarado icr exterior ao sistema da Hngua Tábua. Ucclara*fi« de "rinefpio. volo piedoso e violência histórica de uma fala Ktnhandu tuu plena presença a si. vivendo a si mesma HOM -mi prOptm tcuaiinvau. autodenominada linguagem, iiuloprcdução da fala dita viva, capaz, dizia Sócrates-, de se dar assistência a si mesma, fogos que acredita ser para si mesmo seu próprio pai, elevando-sc assim acima do discurso escrito, infans c enfermo por não poder responder quando e interrogado e que, tendo "sempre necessidade da assistência de seu pai" (-ov iiaiMf a r v S i n a i ítariStv — fedro 275 d) deve pois ter nascido de um corte de uma expatriaçáo primeiras, conaagrando-o á errância, ao cegamento. ao luto. Autodenominada linguagem mas fala iludida uo se crer totalmente viva, e violenta por nào ser "capaz de se defender" n (OUVOTCJ u,«v auüvai*«avtf3) * * ° **' expulsando o outro c pri m ui i íI mcnic. o MU outro, piccipiiundo-o fora c abuiio sob « nome de escritura. Mas, por mais importante que seja e nem que fosse de falo universal ou chamado a vir-a-ser universal, este modelo particular, a escritura foncika, não existe: nunca nenhuma prática 6 puramente fiel a seu principio. Antes mesmo de falar, conforme faremos mais adiante, de urtiii tnfitliliiliiilr tiuln.il c a priori ncaWttin. |HXIC-K |it iuit.il c ; seu* fenômeno* compactos na escritura matemática ou na pontuação, no eipocamenio em geral, que dificilmente podem ser considerados como simples acessórios da escritura. Que uma fala dita viva possa prcstar-sc ao espaçamento na sua própria escritura, eis o que originariamente a relaciona com uiu própria morte. A "usurpuçao" cnlim de que fala Saussurc, a violência pela qual a escritura se substituiria, à sua própria origem, ao que deveria nao somente te-la engendrado mas ser engendrado por ti mesmo, uma tal inversão de poder nao pode ser uma aberração acidental. A usurpaçõo nos remete neces»;i riu mente a uma profunda possibilidade de essência. Esta inscrcvc-scr nào há dúvida, na própria fala c teria lido necessário interrogá-la, talvez mesmo de partida. 1 AiiiniiLiiT.i:.. r.u•_4• « mm rmOinit 10 lrw<n""" «*•• • *"* mmtlttl**: "A •mui do Btnununie — •*« P"* '•••. • * «IíIIM OI '•>• ialt nmnnti • (ii> irunau o praamenu p"< «anoa ca*xndoim « • ocituji npnianii da i w a forma a tala: mim. • ar» Ot I » I " - I i tiram n u npn nilaclD maal|«| doraHITMVi•?* »)•"»} <»p"? t' fl»|"«' IDIWI. a U-ii,i D4i| • • • uaMi i.ifi ftf (n. \m\ <o i(Hc a no»). > Afanai anaiwNarnaaai BU « HOW-f«u nac i ptnnMi mil Irlir •- n-a' e — »*> ••uma, i<—» liiinifa. ai aotfa * «KDalii i M "llnaua í«tl"

LINOÜtlTICA I UHAMAIOLOOIA

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SüuMurç confronta o sistema da língua falado com o sistema, da escritura fooéüca (c mesmo alfabética) como com o ulos da escritura. Esta Ideologia leva a interpretai como crise passageira c acidente de percurso toda irrupção do não-fonciko na escritura, e se leria o direito de considerá-1* Oomo um elnocentrumo ocidental, um pnmttivismu prí-matcmáiico c um intutcionlümo pré-formalisia. Mesmo que esla ideologia responda a alguma Necessidade absoluta, deve ser problematizada como tal. O escândalo da "usuipaçfio" a isto convidava expressamente e do interiot. A armadilha, a usurpação. como foram pouiveis? Na resposta a esta questão, Saunurc nunca vai além de uma psicologia JíI* paixões ou da imaginação; c de uma psicologia reduzida a seu* esquemas mais convencionaiv. Explica-se aqui, melhor que cm qualquer outra parle, por que ioda a lingüística, setor determinado no interior da semiologia, colocou-se sob a autoridade c a vigilância da psicologia: "Cabe ao psicólogo determinar o lugar exalo da wmiologi.i" (p. 24). A afirma^fl" do linme essencial, "natural", entre a phnnt c o senlido: o privilegio atribuído a uma ordem de significante (que se toma então o significado maior de iodo* os outros significantes) pertencem expressamente, c em contradição com tulros níveis do discurso saussuriano. a uma psicologia da consciência c da consciência intuitiva. O que aqui nâo é ititciriiíado por SutfMure, é a possibilidade essencial da não•iniuiçao. Como Hutacrl, Saussure determina ideologicamente esta não-inluicao como crist. O simbolismo vazio da notação escrita — na técnica matemática por exemplo — c, também paru o intuicionismo husscrliano, o que nos exila para longe da evidencia clara do sentido, isto é, da presença plena títf Mtniítcado nu lUU verdade, abhndo assim a possibilidade da crise. Esta é verdadeirumenie uma eilH do lotos. No entanto, esta possibilidade permanece, para Hiuser). ligada ao próprio movimento da verdade c a produção da objetividade ideal: esta. com efeito, tem uma necessidade essencial da escritura*. Por Ioda uma face de seu texto. Husserl DOS da a pensar que a ncgfltividade 'lã crise núo é um simples acidente. Mas, então, é sobre o conceito de crise que seria ncccsvírlo lançar suspeição, no que o liga a uma determinação dialética c tckologKa da ncgaiivldadc. Por outro lado, para dar conta da "usurpação" c da " ' p t n da "paixão" o argumento clássico e bastame superficial da permanência sólida da coisa escrita, para não ser * a. A i—i— * nwimw

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<.*AMAirjHM*H

simplesmente faI*o, recorre a dcscrtcúc* S^c. prccÍaamcmrT nau aio mal» da uk;adii da psicologia* ^ * l * . nà*> pudera Jamais encontrar cm *eu espaço aquilo pelo qual &e constitui 4 uurfrtfiti do aignatirio, *cm falar da auaénciii de referente. Ora, a caciiüua é o nume desta* du:,\ u usine tu». tUplicur -L usurpacau pelo poder de duraç&o du enritura, pela virtude de ttufezü da substância de escritura, nào será contradizer. •iléni uo mais* do que em outro lugar c afirmado da tradição Or«l da língua que « r i a "independente da c^rilura cÉ bem divcrnamenlc fixa**** ( p 31) Sc cata* du** "fixtdc/ai" foaacm du mesmu natureza c *c u tixidea da Itnjpiu íalada fosae *upcrior c independente» u origem da cacrítura, M U "prestigio** e aua prciciiaa nocívidadc permaneceriam um mlMfthr ínea plicavef Tudo ocorre, cntlo* cumo H Satmure quietar ao mmmo tempo dcmnn«ri.r u alteiucilo da fala pela cacrítura, denunciar o mal que a t a Ut Àquela, e «ublinhur a independência iriítlicrável e natUMt dji língua, " A língua independe da escritura'* <p 3 4 ) . tal t a verdade da natureza. E, no entantu. a natureza O afetada — de fora — pOf uma perturbação que a mnihf ILM tw «eu dentro, que a detttalura c obriga-a a i J M Ü M I de il mcima. A natureza dcvnulurando-iic a t i menmnt a'a%1nndo-v IU M m+umi> acolhendo nHlurulmenic Miu fora no teu dentro. í a tuiéuroft, cvcnlo natural que perturba ü nalurcnt, ou a monstruotidutlc* afastamento na* lurnt na ntilurc/fí. A lunçio auumltlii rio dlitcurtci r o u w u u f v Ia» conforme veremot, pela catástrofe, c aqui dckgudn a * mtmxtrísüridüíir Ciiemo* na tua totalidade, a conclusão d o capitulo V I do Cum f^RcprctcninvAo da língua pela civrllura"), u i » deveria aer comparada com o l e i t o Ce Kouiacau nobre a Pnwiinciai "iooVi*. a ilnnu d* Letra taa* asai* lona* *»nd»; k força de impor-ftc i nu*ü í influi na tiniu a a modifica, Ittu to acomete not èritoma* muli<* NiankkM cm que o aWnmtnto c^Hio det;oiranha fur*' «maidtrawr Haia* - imaftm vlawl akuca criar r-runiiiy-iAb vlcMaai traia ai, propiumeme cie um Paio raioi^axo lata te vé aatiúck em francês* üvturtc, pira o Dome J * íamilia Ltfèvu \tiu latim 'tíbtt) havia Juto ííofiav uma porul |T tf Hmplçt LrfeSw. l i i i u erudita t rtln>nl<Sfiiiitt tefihvrr <iracaa J tonHi«ao da v t AI I U ctcriia aa'Ígat Lefèbve foi liila trfshure. cpm |im h qu# u ^ ^ cMMiti r*a|men|c na palavra, t um tt i*rovnn*aie Je um euuívoco Ora, aiualrnento t i u furm* í de mio- pronunciada* tp 41). Onde eiiá na "lula viva" ?Kritura? Ouc (e da eterilura o mal? Talvez *c diga. fi o que se investiu i|ue torne insupofiivcis csias "agrc4Aoc«" da comece mc*mo por dcictruinar a açáo comiuncomo dcformacli» | agrcuàn? Oual proibi-

MNuirMUA í MIUMAIOLOUIA

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çfto assim sc transgrediu? Onde euá o sacrilégio? Por que * língua matcrnal deveria ser subtraída a operação da escritmi? Por que determinar esta operaç&o como uma violência, c por que a transformação teria somente uma deformação? Por que a língua muternu deveria nAo ter história, ou, o que d i nu mesma, produzir iua própria história de modo perfeitamente natural, autfstico e doméstico, sem nunca icr afetada de nenhum fora? Por que querer punir a escritura por um crime monstruoso, a ponto de pensar em reservar-lhe, no prfVpriu tratamento científico, um "compartrmenio especial" maniemlo-a A distancia? Poli, é cxalamcnte numa espécie de leproaário iniralingllístico que Sauwurc quer conter e con* Cíntrar C*(C p«Pt>kma das deformações pela escritura, F, por catar convencido de que ele receberia muilo mal H im»centos questões que acabame» de colocar — uma vez que. por fim, I^féhure não tntâ múi c podemos gostar deste jogo — Iciamos o que se «gue. Fxplica-rvos que nftn há ai um "Jogo natural" c seu acento é pessimista: " B provável que « t u * dff9HM(QN K WfWDi w i r p r e mais freqüentes, c que se pronunciem cada vez mais letras Inúteis*1. Comu em Rous• f t k I no mesmo contexto, a capital c acusada: " E m Parts |A se d i i : itpt ftmm*\. f atendo soar O r*\ Fatranho exemplo 0 afastamento histórico — pois é mesmo a história que seria necessária parar para proteger a linjruu contra a escritura, somente i c prolongará: lurrociiei preví o dia em qil* te r*wiuflcÍMrAi» m\4 mvimu ut duai lelrat finais de nhffi vtrdudtlf» monitrmmttmJr onosrilka hatai tíéfotm^ô*» fonka* pertoiKiiu vifrfaisflrammit a Jinius, apt t n\ néo ttuithu*\ d* nu /M«< *twnut*t*HUI tutwrm*; t i o dtvlda* * um fator qua Iht è *srra*a<j> A UnfUÍitlca de** ptVIs* fm ormrvac4o aura rompartímcnio tt fritai sio casos tcfMkriófkct" <p 41. 0

•Ha é noMol.
V í w que os conceitos de líxldcz, de permiinèiKiM e de duração, que servem aqui para peruar as relações da fala a da escritura t i o muito frouxos c abertos a todos os investimentos* não-crítkov Bxigiriam analises mais atentas e mais minuciosas» O mesmo se dá com a explicação segundo a qual "na maioria dos indivíduos ai impressões visuais são mais nítidas e mais duradouras que as Impressões acústicas" <p 35). Esta explicação da "uaurpaçfto" nüo t só empírica • Infinito * i'»vdAkWrr J* Xi Pm-kaiutr* <PnUN Unlwntttfrvt *k 1 t*n:t. l**l). ila Jtfin LkpUotflr < }-b. fc«l»l|*t o WNUMHH *ifl»tH4*fh1 "<n* <uad«jLj à* iltttlo Ar***!*»*! «VTH|*an^ JK> lh|Mi "tvlliéMt1 t- 4™ ("Mupj^V h4 tfflftét fr*ft"*v*W ÍGf* ld«l»H¥»«l »-* rt*|d TrHir**. am IQf F «*ifl. di CQftflta» tfimftfntAi l*i •*** uftM i4iu ffMf|l* ptl^itt» •• **fcc '*!•*• • i*nu n w i f min rw • um MIM* de (tpftKMKfttt R «m* P*1** J n

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QMMMOtWtA

cm uiu forma, ela c problemática cm M U conteúdo, rcfcrç-jç • uma mctafisica c a uma velha fiíiologia das faculdades sensíveis incessantemente desmentida pela ciência, aosim como pela cípciiénda da linguagem e do corpo próprio Como ImRiiiigrm. F u Imprudentemente da viiihllidadc o elemento sensível, simples c essencial da escritura Sobretudoi ao considerar o audível como o meio natural em que a língua devç naturalmente recortar c articular seus signos instituído*, ai exercendo desta forma seu arbitrário, esta explicação exclui <|uuli|ucr possibilidade de alguma relação natural entre fala e escritura no c«"to momenio cm que a afirma. Ha conlunde. então, as noções de natureza e de instituição de ou? se serve constantemente, em ve* de demiti-las dclibeiadamcnle. o que. indubitavelmente deveria ser a primeira coisa a facer. Ela contradiz, por Um c sobretudo, a afirmação capital segundo u qual " » essencial da língua 6 cstrnnho ao caiáter fAnlco do signo lingUíslko" (p, 14). Logo nos Reteremos nesta afirmação, nela transparece 0 avesso da assertiva saussuriuna denunciando as "ilusões du escritura" O que significam estes limites c estes pressupostos? I'rlmeirimente, que umu lingüística n|o í geral enquanto definir seu fora c seu dentro, a purllr do modelos llngüislicoi dtmntinadot; enquanto n l o distinguir ligotusamcnto a essência o o falo cm seus graus respectivos de generalidade O sistema da escritura cm geral tino í n l c r i o i uo l i i l r m u rJi língua em g a n i . a não >er que se admita que a divisão entre o exterior e o interior posse no Interior do interior ou no exterior do exterior, chegando a imunencia da língua a ser essencialmente exposta a intervenção de forças aparentemente estranhas a *eu sistema. Pela mesma ra/ãn a escritura em gemi n l o c imugem" ou "ligufãyàu" da língua cm geral, i\ não w f que se reconsidere a natureza, a lógica c o funcionamento da Ima(cs.ni no sistema de que «c quereria excluí-la. A escrituro rifio 6 signo do signo, a n l o ser que o afirmemos, o que «n-i mais profundamente vc'dadciro. de iodo signo. Se lodo signo remete a um signo, c se "signo de signo" significa escritura, <om,ir-Ni-ãn inevitáveis algumas conclusões, que conílderatemos no momento oportuno. O que Saussure via sem vi-lo, •abia sem poder levá-lo em conta, seguindo nisto toda n tradição da metafísica, é .jue um certo modelo de escritura impõt-se necessária mas provisoriamente, (quase A infideiidade de princípio, u insuficiência de falo c a usurpação pertniiDiratc) como iOstrumrnto c técnica de Tcptcsenuicâo de um sistema de língua. E que este movimento, único em seu estilo, foi mesmo l i o profundo que permitiu penur, n j língua.

LINGÜÍSTICA I ONAMAIOLOGIA

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conceitos tais como o» de signo, iccnica, representação, língua, ê no salema de língua associado à escritura foneüco-alfabética que se produziu a metafísica logocentrica determinando u sentido do ser COMO presença. Eslc logvccntrlsmo, esta éiioca da plena fala sempre colocou entre parentes», .lusprndm. reprimiu, por razoes essenciais, toda reflexão livre sobre a origem e o estatuto da escritura, toda ciência da csciitura que não fosse tecnohfia e hlsiórla dr uma lémicu iipoiadas numa mitologia e numa metafórica da escritura natural. E este logocenlrismo que, ao limitar através de umn m i abstração o sistema interno de língua cm geral, impede a Sausiurc e a maior parte de seus sucessores' a íeterminjeão plena c explicita do que tem como nome " o objeto integral e concreto da lingüística" ( p . 16) Mas, inversamente, conforme anunciamos mais acima. í justamente quando nao lida expressamente com a escritura, justamente quando acreditou fechar o puréntew relativo a este problema, que Sausiurc libera o campo de uma gramatoItigln ncml. Que n i n tnmcnic n l n m i l ' «cria excluída da lingüística geral, como lambem domlna-la-la c nela a compicendrria. BnlOo percebe-se que o que havia sido deslcluJn. o errante pruscilto da lingüística, nunca deUuu do perseguir a linguagem cnmo sua primeira c mais Intima posslmlidada, Entau, algo sc escreve no discurso saussuriunu, que nunca foi dito c que nau í senão a própria escritura como origem da linguagem. Então, da usurpnçuo c das armadilhas condenadas no capitulo V I , é esboçada uma explicação profunda nu» indireta, que alterai* ale mesmo a forma da questão * que ele respondeu muito prccocemcnte.

O FORA 8 U D t M K O A tese do arbitrário do signo (lao mat denominado, c nfto so pelas razoes aue mesmo Sausture reconhecia') deveiia proibir a distinção radical entre signo lingüístico c signo J. "A tais ugntfltini* da llasjia tOBtau pw* cmliur rn irtiu itesado a» « • • i «fiada t i w (""•"• d" c,c dt Itih" TtoabtuKdl. PIIVIMOI '• f-mUfLj, ir. (r., p. L a air, fioMurU f *•*•*"" de JtiHXttm • UM» ipnm n pai» tt l i M x a W r «' to-liui-, diiUM»! - HadlindK I- Ziali d* H>|~lUgar ('-''••'• D* I<0| a<i* i linha Innnkaflala dri r<"»l" «aimaiilanil m
«IHOtln. i H D I K U . MUI ilaUmWlta • nanmaiMMa aMIiaiUda. i « n l l l Ifcrl» OXIlil o ninas U -ma "ataihutii" da lll>ll><l(v a

' P. 10) P.r. ilfaa U.ii ixiun.Ua loiimludln ptlii piápru Sauuic. 10*9 'm i i u i u ar ciillw InuaiagUíaliiai |-W a» eptiau 1 laac *> -UBIIIIHI OO «mo". Cf Jxcown. "A PfKam di <>4n(l> da .ni-pi»". In UwDlimu f ' ~ » k « l , u COII-IL r MMLXH. 4 IkifaiiH-ai DaiMHx, &). Tínt-o Brsnlbam Mu *ui« rrtllEai ntõ farf") — I S J O UlWtlÜHl lUI* — • ImtPíS" ÉO PnmíBdi da Sauvain rlaanün > dnmnliniiUUda i a Irmlocap rrnpnJi 1 •Kniiuia, v nt> • t>flat» d" 'i>""

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grafico. Sem dúvida, esta tese -.• iclcrc somente, no interior de uma relação preknsamente natural cnire a vor c o sentido 'in gemi, entre a ordem doa signifkantes tônicos c o conteúdo dos significados ("o liamc natural, o único verdadeiro, o do som"), -i Necessidade das relações entre significamos c Mgnilkado* determinado». Somente estas últimas relações «criam regidas pelo arbitrário. No interior da relação "nulural" entre os signlticantcs tônicos e seus Mgniíicados em geral, a relação entre cuda significante determinado c cada significado determinado seria "arbitrária". Ora, a partir do momento cm que *e considera a totalidade dos signos determinados, falado* e a loriiorl escrito», como instituições imolivadas, dever-se-ia excluir toda relação de subordinação natural, toda hierarquia natural entre slaníficantes ou ordem de significantes. Sc "escritura" significa inscrição e primeiramente instituição durável de um signo (c é este o único núcleo irredutível do conceito de escritura), a escritura cm geral abrange todo o campo dos signos lingüísticos. Neste campo pode aparecer n seguir uma cena espécie de significamos instituído*, "gráficos" no sentido estrito e derivado desta palavra, regidos por uma certa relação a outros sigrüficantcs instituídos, portanto "escritos" mesmo que sejam 'tônicos". A idéia mesma de instituição — logo, do arbitrário do signo — é impensável antes da possibilidade d 1 escritura e fufu de seu horizonte. Isto é. simplesmente 1 fura do próprio horizonte, fora do mundo como espaço de inscrição, abertura para a emissão e distribuição espacial dos ugnos, para o jogo regrado de suas diferenças, mesmo que fussem "tônicas". Continuemos por algum tempo a utilizar esta oposição da. natureza. c da irjitiiuição, de phyiií t de 'tomos (que também significa, nao csqucçnmm. distribuição 0 divisão regida precisamente pela lei) que uma meditação da escritura deveria abalar uina vez que funciona cm toda porte como óbvia particularmente no discurso da lingüística. Assim. 6 necessário concluirmos que somente os signos ditos naturais, aqueles que Hcgel e Saussure chamam fle "símbolos", escapam a wmiologia como gramatoJogia. Mas caem, a forliori, toem do campo da lingüblica como região da scmlologia geral. A tese dn arbitrário dn signo contesta, pni.% indiretamente, mas, sem apelo, o propósito declarado de Sauwire. quando ete expulsa a escritura para as trevas exteriores da linguagem. Eífn lese justifica uma relação convencional entre o fonerna c o grafem a (na escritura tonifica, entre o fonema. signlficante-significado, c o grafemn. puro significante) mas proíbe,

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por isso mesmo, que este seja uma "imagem" daquele Ora, »eria indispensável para a exclusão da escritura como "sistema externo" que eiM estampasse uma "imagem", uma "representação" ou uma "figuração", um reflexo exterior da realidade da língua Pouco Importa, pelo menos aqui, que haja, de falo, uma filiação (dcogratiçu do alfabeto, Eíui importante questão c muito debatida pelos historiadores da escritura. O que conta aqui. c que na estrutura sincronica e no principio sistemático da escritura alfabética — c fonética em geral — nenhuma relação de representação "natural" esteja implicada, nenhuma rrlnçAo de semelhança ou de participação, nenhuma relnçio "simbólica" no sentido hegeüano-saussuríano, nenhuma relaçáo "iconográfica" no sentido de Pelrcc Portanto, deve-se recusar, em nome do arbitrário do ügno, a definição saussuriuna da escritura como "imagem" — logo, como símbolo natural — da Hngua. Sem pensar que o fonema é o próprio inimaginável, c que nenhuma visibilidade a ele pode se uwirlhai, havia considerar o que diz Saussure da diferença entre o símbolo e o signo (p. B2) para que não mais compreendamos como pode ao mesmo tempo dizer que a escritura é "imagem" ou "figuração" da língua e, em outro lugar, definir a língua e a escritura como "dois sistemas distintos de signos" (p. Í4). Pois, o próprio do «ipo 6 não ser imagem. A trovei de um movimento que. sabe-se, deu tanto a pensar a Frcud na Traumdeutung*, Saussure acumula desta forma oi argumentos contraditório* para conseguir a decisão satisfatória: a exclusão da escritura. Na verdade, mesmo na escritura dita fonctlca. o significurite "gráfico" remete ao fonema através de uma rede com várias dimcntôcs que o ligi, como lodo tignificanic, a outro* tigni» ((cantes escritos c orais, no interior de um sistema "total", ou seja. aberto a todas us cargas de sentidos possíveis. £ da possibilidade deste sistema total que c preciso partir. Portanto. Saussure nunca pôde pensar que a escritura fosse verdadeiramente uma "imagem", uma "figuração", uma "representação" da língua falada, um símbolo. Se considerarmos que ele precisou, contudo, destas noções inadequadas para decretar a cxterloridadc da escritura, devemos concluir que todo um estrato de seu discurso, a intenção do capítulo VI ("Representação da língua pela escritura") não era em nada científica. Ao afirmar isto. não visamos, inicialmente, a intenção ou a motivação de Ferdinand de Saussure. mas toda

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a tradição nâo-cnlica de que aqui c ele i> herdeiro. A que zona do discurso pertence este funcuinamenio estranho da argumentação, esta coerência do desejo produzindo-sc de modo quBM que onírico — mas, mui* esclarecendo o sonho que se deixando esclarecer por ele — através de uma lógica contraditória? < 'orno K articula cite funcionamento com o conjunto dü di-teurso teórico airavfo de ioda a Imióna da ciência? Ou melhor, como, a partir do interior, trabalha ele o próprio conceito de ciência? Somente quando eslu questão estiver elaborada — se estiver algum dia — , quando se tiver determinado fora de qualquer psicologia < assim como de qualquer ciência do homem), fora da metafísica (que hoje pode ser "marxótft" ou "ç*truturaliM*"*), o» conceito» requeridos por este funcionamento, quando se for capa* de respeitar iodos os seus níveis de generalidade c de enquadramento, somente então poderá ser colocado rigorosamente o problema da pertencençM articulada de um texto (teórico ou qualquer outro) a um conjunto: aqui, por exemplo, a situação do texto sauv -urinnn, de que por enquanto não tratamos, c evidente, como um índice muito claro numa siniaçan dada, sem ainda pretender colocar os conceitos requeridos pelo funcionamento de que acabamos de falar. Nossa justificativa seria a seguinte: este Índice c alguns outros (de modo geral, o tratamento do conceito de escritura) já nos dão o meio seguro para encetar a dcsconstruç&Q da totalidade maior — o conceito de eputeme e u metafísica logocènirica — em que se produziram sem jamais colocar a questão radical da escritura, todos os métodos ocidentais de análise, de explicação, de leitura ou de interpretação. Ê preciso agora pensar a escritura como ao mesmo tempo mais exterior u fala, não sendo sua "imagem" ou seu "símbolo" e, num interior a fala que já é cm si mesma uma escritura. Antes mesmo de ser ligado à incisâo, a gravura, ao desenho ou a letra, a um sigaificanie remetendo, em geral, a um significante por ele significado, o conceito de grafia implica, como a possibilidade comum a rodos os sistemas de

significação, a instância do nutro instituído.

Daqui para

frente nosso esforço visará arrancar lentamente estes dois conceitos ao discurso clássico de que necessariamente são emprestados. Este esforço será trabalhoso e sabemos a priori que sua eficácia nunca será pura c absoluta. O rastro instituído é "imotívado" mas náo è caprichoso. Como a palavra "arbitrário", segundo Sausiurc. ele "não deve <*ur a idéia de que o significame dependa da livre escolha do que fala" (p. 83). Simplesmente, náo tem nenhuma "amar-

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ra natural" com o dignificado n» realidade. A ruptura dc*ta "amarra natural" vem-nos recolocar cm questão muito mfli» a idéia de naturalidade que a de amarra- C por isso que a palavra "instituição" n*u deve ser apressadamente interpretada nu uiicma dai oposiçOCS clássicas. Não te pode pcnwr o taMio instituído sem pensar a retenção da diferença numa estrutura de remessa onde a <liícrenfa aparece como lal c permite desta forma uma certa liberdade de variação entre os lermos plenos. A ausência de um outro aquí-agora. de um outro presente transcendental, de unia nutra origem do mundo manlfcMando-ic como Ifll. j|ML'M.'in.iiido-M* como iiiiicnciii incduiiVcl na presença óu rauio, não é uma formula metafísica que substituída por uHt conceito cientifico da escritura. Esta fórmula, mais que a contestação da metafísica, descreve a estrutura implicada pelo "arbitrário d o ~'g*io", desde que se pense a sua possibilidade aquém da oposição derivada cnire natureza c convenção, símbolo e signo, etc, Unas opuiiçoc» somente lêni sentido u partir da possibilidade tio rastro- A "imotivação" do signo requer uma síntese em que o totalmente outro anuncia-»* como tal — sem nenhuma simplicidade, nenhuma identidade, nenhuma semelhança ou continuidade — no que nâo é ele. Anuncia-se conto tal: aí está toda a rústáfia, desde o que a mctaflMca determinou ctrmo o "níkvvivo" ,ilé a ""coii**"ie*nriíi"". passando por todos o» níveis da organização animal- O rastro, onde se imprime a relação ad outro, articula sua powibilidade sobre todo o cariipo do ente, que a metafísica determinou como tnte-presente a partir do movimento escondido do rastro. É preciso pensar o rastro antes do entf. Mas o movimento d o rastro é iKccssarianicnie ocultado, ptotiui-si como quitação de si. 0 u n r | d o o outro anuncia-se como tal, aprcsen(a-sc na dissimulação de «. Esta lormulaçáo não C leolágiea, como se poderia crer com alguma precipitaçãoO "teológico" i um momento determinado no movimento total do rastro. O campo do ente, antes de ser determinado como tampo de presença. cstniiunt-K conforme a* diversa" possibilidades — genéticas c estruturais — d o rastro. A apresentação do outro como tal, istu í. a dissimulação de seu "Como-tal", começou desde sempre e nenhuma estrutura do ente dela escapa. é por isso que o movimento da "imotivaeSo" plissa de uma estrutura a outra quando o "signo" atravessa a etapa d o "símbolo". I* num certo sentido e segundo uma certa estrutura determinada do "como-tal" que somos autorizados a

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di/cr que ainda nJhi hft imoiivaçlo no i[iic Sauuuie c*e " i l m M n " e que nflo intcreuo — pelo tncnoi pr mcnlc, diz ele — * temiolofia. A cairutur» geral do imoiiviidü f a i comunicar na mcimH pottlhilklada e tem qua potwmo* icpará-loi a n l o ter por abunc.ni>, a Mtrutura <lu relaçtto com o outro, o movimento da lemporahuçlo e * linguagem como eicriturs. Sem remeter u uma "natureu", a imolivaçao do r u l r o «cropre vr/o-ojer. Para dl/cr u verdade, mio cxlHe raitro imoúvado- o raitro 6 indcrimdiimcnic teu próprio vlr-a-aor-lmotivado. Pm linguagem inuiturlana, BffU MCCMirki dlwr, o que Suunurc nOo l u i ; nllo há tinibolo c algno c lim um vir-a-wr-tigno do ílmbolo. A u l m , n l o M r i i preclio diie-li., o ra-tfu dr u.uc falamoi n l o 4 mata natural ( n l o t a marca, o ilgno nuiural. m o índice no temido huticiliano) que cultural, n l o mata ílttco que ptfqulco, biológico que etpiiltual. f. aquilo a partii (Io quul um vir-a-iar-lmotlvado do tignii A powivel e com ata. Iodai ai opoakjõei ulteriorci entre a phyiis c «eu outro. Em teu projeto <lc tcmloilcu Pelrce pureee ler estada maii atenio que SatiMiiri" ft i"i*ifiinhilidadc deste vir-a-*or> -Imotlvado. Fm tua lerminotosm. í de um vir-a-tcr-imolivado que t neccaiárlo íalnr, a noçlo de «Imholo tendo aqui um papel análogo àquele do tigno que Sauiturc opõe p i c o u * mente ao "Imholn; "Sjnbwli giow. Uirv mine inlo h*in| hv tl«.tl»pm«nl oui oi othtr itjni. paiikulnty '""•> I'""'. <" ' " • " ml»ftl Um» paitiUBI "1 Iht HIIIIIK of k-ir» iind tymhiil> We Ihlni only in «l»i» T»NI mmul ilana urt of m l w l ntlme; lhe lymholi p«it« o( ihtm ar* calted tuiKcpU. II a min mankat • ist» •ymbol. li n by ihtiughls intutvUw concapli. So li l i uni» onl oi >ytiiholi lhat * i»w i>mbol n n grow. (hnne iymfeolun ita ijinholo' • Pelrce t«i |U*.IH,II .I dum exigências iipurententcnlc IncompaKvris. A fulhu uqul teria lacrilkar uma pela outra. E prédio reconhecer o enraizamento do ifmhólko (no sentido de Pelrce: do "arbitrário do tigno") no ntn-Mmbollco, iiuiihi ordem de «ignifiv^iVu anterior o ligada; "Symbela g i o » lhej* come Into being hy developmeni oul of other signa, partlcularly from icom. or Irom mixed tignt . M.i« caH enralfamcniii n l o deve compromeler H originalidade ctffuItrmmti of fafb. II . p 10). • mi. hnvinOO < ouuct ilaoa. paiiItMlM' M • -Sjmhnnt >•*»». d m ta r«ir">a 4t Itontt ** • i n *» Uoni ou •> i i p o mmiH *it . nini—í» fnManH atmMM MB HMM. IMM •••«• m>mt< >•"• it •mi.; m >*•• a«ttn-tlmiH.v~ -i<( A-ominHln wiidat to «- k* «ii um no» ilabulv, « tui><a iH iiaiiim—111 «••ol<Mdo iun(«>o> ( M i mai a> iloibMM aiM IMI no>s tlmtvlo Mdt wfi" (<•<-• '• »
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| U f,il ilt« campo siimhftlicü, a aulonumlu de um «forafaio, tít uma produção e de um jogo: " I o n l i only out uf lymbolt (Mui .1 ncw lymbol cun grow. Omnc «ymbuíum do lymbolo". M U K noa dói» caio* o enraizamento genético rctnclc de itgno !• mg"*'. Nenhum tolo de nao-tlgnificaçlo — entendido gomo iniigniflcáncla ou como Intuição de uma verdade pre•toic — « W n d p - K i p a r i ('Troi-to, »ob o jogo ç o Ocvir do* •nino*. A •cmiôlicu n l o dependo mui» de uma lógica. A lógica, M|und<i 1'circc, n l o e aertfci uma semiótica: " A lógica, em M U acntido griul. "flo é, conforme creio ler inotlrado. Mndo um oulio nome paru l t e m i ó t k * ( e T H f w i m x i t ) , • diiuirinu i|Urtw ncceitAria, ou formal do* iignot". E a lógica nn wnmto ilímtico, I lógica "ptirpiiumciilc dilii". ti lógica íormul dirigida nelo valor de verdade, nfto ocupa nc«a mal* que um nfvel líctcrminudn o nfto fundiimcntul o c m HuMerl (ma* a analogia, npc»ar de dur muito yuo peruar, puraria por ni e cumpre manipulá-la prudentcmcnie), 0 nível mal* baixo, a íundiicílo de powbilldudc d l lógica (ou w m l n t i M ) cnitcipondc no projeto da Qranimaiim ipeinhitlva de T b o m n d'Brfurt, abuilvamcntc atribukiu a D u m Seoi. Como Huwcrl, Pelrce • t « o to refere c«prc«amcinc. Trutu-K de elaborar, noa doía cato», uma doutrina formal da« condicoca a que um diwufwi deve lutriiazcr pura ter um sentido, pura "querer dizer", IIICMIIO lendo falto ou contraditório. A mnrfiilugifl gctnl dcilc querer dia»' 1 * (Rrdrutung, meaning) t independente de qualquer lógica da verdade. "A •+«.*• da iwmioilca u m <••• mino*. L)um SeM ihamnu ao primcuu il* iir«mmiiiií,i >(«ultima. rUdcriaoiot chanuVIo fama' * « ™-u. Tim como tarifa dciarininar o que deve a«r xrda «tiro do rtfiutHiamin utlliiado por lodo ttpfrllo CIMIMCO para flua ila piMM tiprimlr iitn tmiidn i|ui1quri l i m mniflnti. 0 ••rindo 4 * liSilca propfUmtMe diU fl a «atada do que < «tia* •mc»Miaiii(itie vinludriin do* ilfif>rnlamlna da qualvuu micli Ho. ni ilrnilflca paia o\i «Ia puna lir um atifie u|iiih|iiif. mi •»[•. *•* vcidadfiia Vm mura» palavra* a lótrin pmpiijrmnl* dila t Ia 'oimil dai rondlcora da ••rdadt lata ntprtwnlaçAM Ao icrtiiro camo, diimaiel. IniiUndu <i modu da Kaiil ao irilauiai ••lha. nModafA*a d* pala.r.i aailm initiluindo uma nomtntUlura Para iom«plo«i novat, rfliVíro pura Ttm <i>m» lartfa drltrmlnar •• lii< trvundo nt quati, em toda Mltli«en.» ,.nitlfl.«. um aiano atra uni uuliu nlino, r mali pariHUIaimania u-uunthi •> uuait uni paiiiumanlo «natndia a*B i' Peircc vai multo longe em direçlo uo que chumamoi mal» acima a drKonttruçán do aignideado transcendoninl, M. N«q luturia.•»•)• m II ' • » . - . ( * — ! ••«-.< ii..diiiíii <lt *-J«w«« nu autmdlnt nn It .-II > I tt

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*i|iif, n u m ou o u t r o i o i l t i n i c , d a n a u m Iintil t i a n q u i l i f i i i i i c à remessa dc signo a signo. Identificamos o logoccntrisrao c a metafísica da presença c o m o o desejo exigente, potente, sistemático c irreprimível, dc u m tal My.mfic.ulo. O r a , Peircc convidem a indefinidade da remessa c o m o o c r i t é r i o que permite reconhecer que se lida efetivamente com u m sisicm* l l t SÍgllU) O íiltf fttXftÜ O RtOtiltlttUO ííü .W^rjfftnJrtifj t O qut toma impossível a sua interrupção. A própria coisa é um siimo Proposição inaceitável para Husscri c u j a fenomenologia permanece, por isso — isto é, em seu ' p r i n c í p i o dos princípios" — a restauração mais radical e mais critica da metafísica da presença. A diferença entre u fenomenologia de H u w r l e a de Peiree f íundumenlal pois refere-se ao* conceitos de signo c de manifestação da presença. As rclaçtes entro a re-prcsentaçao e a apresentação originária da p r ó * pria coisa ( a v e r d a d e ) , Pclrce a q u i , Indubitavelmente. está mais próximo d o inventor da palavra fenomenofogia: Lambert propunha-se com efeito "reduzir a teoria dar coisas à Utnia dos signas". Segundo u , 7 f l A c r o l c o p i l , f ou " f í r i o m e n o l o g U " de Pcircc, 1 nuiniletiaçúo 1 ela m c * m a nao revela unia pivwrvv". «'In i a / mjiiu* Pode-se lei nos 1'ròuíptos dü (enomrnotof/a que " • idéia dc martttesiaçíUf à a Idéia de t i m signo" 1 1 . Portanto, n l o ha u m a fenomcnalldade que rcd u a o signo ou o represente p a r * enílm deixar a coisa significada brilhar no c l a r l o de sua presença. Á tat " p r ó p r i a c o i s a " 6 desde sempre u m represetttomen subtraído à s i m plicidade da evidência intuitiva* O representamen funciona somente uíscilundo u m interpretante que torna-se ele mesmo signo c assim ao i n f i n i t o A identidade a si do significado te esquiva e se desloca incessantemente O p r ó p r i o do ra> fresrmumtn c K f u e u m o u t r o , de se produzir c o m o uma estrutura de remessa, de se distrair de si. O próprio do representamen c n ã o ser próprio, isto c, absolutamente pró* ximo dc si {prope, proprius)* O r a t o representado c desde 'f*^rt*\^ntafnen DrflmçJin de signo?

"AnylMnv wkkk dnrrmtnfê romeihtng rh* fitt tnttrpttmnil to rtftf Io o*i ob)*a êo whkh itètif rrfe/j iih ófrJtfJJ in th* *amt way, ihe mtfrprttant vtcomint tn tur» a xítn, amt to on ad tntint* rum.,. Tf lhe vrte* of fucwfltive mtcrpretani» comes to »n end4 tht tign is íhcrcí)y rcndcrcJ impertect, at I t a s T . " * 11. P+ W. Lembrem^ -.UE LutT.:«i'. nj-j-riM» N. fenomenoto*!» i «IcttOlQjJH* JJ. Eírmt*it vt r-iM-, lii H pt MO. * **Qu*fautr ot?íH f f 4r*¥n**«t# *rfjo yw "*> tU tu WII %mwtf*ttmmwí Mfw i(W)i w |i < « i ^ y n «tu ii*i*í fàj •****• ir rfifcrr ' * tm #6ftf?J d* >•
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Portanto, só há signos havendo sentido. We thittk onty r/t sigas. O que vem arruinar a noção de signo no momento mesmo cm que. como cm Nieuache. tua exigência c reconhecida no absoluto de seu direito. Poderíamos denominai jogo * ausência do dignificado transcendental como iümitaçao do jogo, isto ét como abalamcnto da onto-teologia e da metafísica da presença N i o surpreende que a cumoçlu deste ahalamento. trabalhando a metafísica desde sua origem, deixe-se chamar como ia! na época cm que, recusando-se a ligar a lingüística à semântica ( o que ainda fazem todos os lingüistas europeus, de Sausaurc a Hjclmslev). expulsando o problema do mtamnjt para tora de suas pesquisa*, alguns lingüistas aMcricann* referem-te incessantemente 1*0 modelo do jogo. Aqui, icrfi necessário pensar que a escritura c o jogo na fu> gungem. {O Fedro (277 e) condenava exatamente a escritura como jogo — ponha — opunha esta criancice à sena c adulta gravidade ispoudè) da fala). Este fofio» p t m a d o como a ausência do significado transcendental, não £ um jogo no mundo, comu «empre o definiu pari o cWWr, t i n d i c i o filosófica c como o pensam lambem os teórico* do jogo (ou aqueles que, a seguir o além do Bloonificld, remotem a se* manilea á psicologia ou a nfguma outra disciplina regional). Para pensar radicalmente o Jogo, c, pois» precise cfimcira* mente etw*iar icrlnmcntc a problcmallcu oniolngkn e tmnv ccndcniah alravesvnr paciente e rigorosamente a questão do sentido do ter, do ser do ente e da origem transcendental do mundo —• da mundanidade do mundo — seguir efetivamente e ale ü fim o movimento critico das qucatózs nus•arUana c hcideggeriana, conservar-lhes sua eficácia c sua legibilidade. Ouc seja sob rasura t sem o que os conceitos de jogo c de escritura a que se terá recorrido permanecerão pratos nos limites regionais c num discurso cmpiiiata, positivista ou metafísico. O alarde que os defensores de um tal discurso oporiam então à tradição pré-críiica c à especulação metafísica nao seria senao a representação mundana de sua própria operação, II pois o jogo do mundo que é preciso pensar primeiramente: antes de tentar compreender todas as formas de jogo no mundo14. Estamos pois, desde que entramos no jogo, no vipa-scr* -imotivado do símbolo. Em relação a este devir, a oposição do diacrónko e do sincrôníco também c derivada. Ela nâo 14. * h«m cvtffOlfWWt * NUtMe&f mu nu* ir«ttm m ü g m i *fi WM KIIIM pf4*4nH^ no piaiaawasp 4« HvtdtMtr « l "La <a<**'\ IHO, mü^to l'Muu |q £tmtk 4f tvmttrmlí p 1 4 t *• L* i*4*.-J|w ** '«"IMI* IWM«*« 1

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aatarit dirigir wmi peitinínun tuna griimaloloçu. A iitiotivaçâo do ratlro deve agora ser entendida como uma operação e não como um c«ado, como um nuivirncnio ativo, uma dcímolivBcflo c n l o como uma estrutura dnd». Ciência do "arbitrário do MK» 1 '". ciência da imoiivaçAo do r u l i o , ciência d l aaciiiuru 4ritt« da fala e na fala, a gramatologia desta forma abrangeria o IJIBíí vasto campo cru cujo interior a llnpíiíxica dcwnharia poi ahitraçao teu e«paço próprio, com o* limitei que Sauiwurií preacreve a «eu *i«kma inlcrno e que «cria precÍMi recinminar prudenlcmcntc em coda fittcma fala/escritura atruvét do mundo c da historia. Por uma substituição que n l o « r i a 10 verbal, dever-se-ia, {•min. tuHtiituir itmifllogia pof gramalolõgí,) no p'»gnima do CurtO de lingüística tf rol, "<h>mh larmin («i «mu tu Inala) , Tomo tal citada talo ••!•< U ainda, nao -* pode d " * ' o W* *"*'< «*• **m direito poifm a ••ialtnula. aau lutai • « • lUtitmlnatlo tk •Mimai» A lln||Ui>ltcii n*o i Mtilu uma pau* d««« cilncia «trai. i» tela (|ue • (gramatoloiriu I ilonohiilli irlAu np1««v*ii " linaliílllca" p .Mi O inicrme dcslu suhulluiclo n l o scra Mimenlc dar a lionu u i .•.. nl i i . i nvi-rgiultiM m „ • , 1.1 ,1 reprci "Io logoccntrKa c a tuboidinaçao a lingllltllcu. Libertará 0 projeto hcmlotógico mesmo daquilo ouc, apesar de sua maior extensão teórica, permanecia dirigido pela lingüística, ordenuva-sc com rebelo a elu como ao mcimo tempo teu centro i seu leim Kmhara a tminltigia ufa na vtrdait, mait geral e mais compreensiva .í«e a UngUtsiica, ela continuava a w tularse sobre o priyiUfío de uma de suas regiões. O signo ItngMlitui/ permanecia exemplar iwu o stmiolofía dominava-a como signo-mc*irc c como o modelo gerador: o 'padrão" ( " p a l r t o " } , Cikta n . poli. diur «tcievm Sauuiirr que oa aiunoa inlilra | nume nUtiartol ícallmn melhw que os oulioi ti tdoil do procedimanto acmiulóflcu: ela p * «pia a llnjua, o ma» campino r o ma* Jifu~o din úilrmit itt ciptcim. í também a ma» carieit ritiicn dai «Oo> nraic UtilKlu a liniiilMi-u pode íIIKíI >e cm pad-Oa grial 4t Ivéa umliiliifla <r bem • línjita nto arja atnBo um •(•irmã parilcuUi" (p 51. O pifo e nnaaoi Dcilü forma, ao reconsiderar a ordem de dependência prescrita por Sauuurc- invertendo aparentemente a rclaçio da parte ao tudo, Barthcs completa na verdade a mais profunda intenção do Curso:

LlNliSIISIlCA I OHAMATOIOÜIA

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"Lm mmMf ( BMManu nlmllii dcvít i f p f t • potílMUilade in.triti altum Ma • propo-lçfto d« Sauuurc: a liiujttlMKa ate t unia po'lr. m«mo qur prMWaiml». d l clttlCM atriil do* •ianos, é • wmtnloíin que é uma niilr da lintuitltca"". I « . invcnio coerente, submetendo a scmiologia a uma "transi nguística" leva uma lingüística historicamente dominada pela metafísica Woccntrica à sua plena cxplicitacao, pira a qual, com efeito, n,lo há nem deveria haver, "um senlido senão nomeado" (íbldem). Dominada pela pretensa "ctvill/acao da escritura" que habitamos, clvlll/acao <Ja escri iiiri pretcriMamenic fanática, isto é, do .Wm onde o sentido do ser, cm seu ff/e»5. está determinado como paru\la. Para descrever o falir c a vocação tia significação ria clausura desta época e i'c»la civilização em vias de desaparecimento na sua própria mundlnfi/acílo, a i n v c n i o barlhcsiana t fecunda c indispensável. Agora, procuremos ir alem destas considerações formais e urmiitclonicfla Pergunte mo-noa, de I O N I U mau inu-iior c mais concreta, cm que • língua nao e somente uma espécie de escritura, "comparável a escritura" — curiosamente diz SauMurc (p. 24) - - mas sim uma espécie da escritura. Ou antes, uma vez que as relações nau soo mais aqui de exlen* i o c de fronteira, uma possibilidade fundamentada na poi«hilidudc geral da escritura. A o mostrá-lo. ao mesmo tempo cxpliCur-K-ia. a pretensa "usurpaeflo" que n i o pode ter um acidente infeliz, Ela. ao contrário, supõe uma raii comum c exclui por i u o mesmo a semelhança da "imagem", a derivação ou reflexão representativa. E K reconduziria assim, ao seu verdadeiro sentido, a sua primeira possibilidade, a analogia aparentemente inocente c didática que faz com que faHMun diga: "A Itnrit- * um •laieins dt sígnm rtroinindu Meias, «, wnpmi' wt. por Uso. à tKtiiura, ao alfahtm dt» wiidoaimidu» aoa ritos sunMucua. •> formai da nolidc*. am ninai» milium t u tia i apena» •i pim.t|iu| ilrol» iinlcinau" (p. 24. O (lllo í noM.ii Também n i o 6 por acaso que, noventa c duas páginas mais adiante, ao explicar a diferença fóntea como condição do >alor lingüístico ("considerado cm seu aspecto material" 11 ) de deve tomar ao exemplo da escritura todo i c u recurso pedagógico:
II. CfoMtUnildffOkt ' . P J

!*• "*• i pau* <nrrt««»l *> ••** t iomUluta» «Mi mu mi I»I KIK4M • IIíIIIIIKU, <„„ „ , nino, min.- Ui llnw*. («•*-•• lln> o niaiiu Jt iaa rata iMUrlal O qia Imfwla na pakHT> "*» « » •"•• «n ti. mu i« **•• HIHU in>..4> ._• »,«ll«m dlttinii"! *<•• !••«•»• >U •"»•• •« " f l l l , l~>"

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OMM4HIKHIIA

"Como a* tumpfo** «xittir idêntico e*udo de COí*M rftM oatrn M«ema de utnot m»e é • «nriiun, no* o tonuierm» como termo de compafncAo pare etclarecer tudm nta que«tio' fp. U < ) Seguem quatro rubrica* demonatrativai tomando todo* •eus esquemas c todo teu conteúdo k d e r i t u r a " Portanto, à a ele mesmo que. decididamente, ê preciso opor SuuvHure* Ames de ser ou de nào ser 'notado", "re* pcctetiladc/*, "figurado'* numa ''grafia**, o ilgno lingüístico implica uma cicritura originária. Daqui para frente, nao 4 muii a teac do arbitrário do signo a que apelaremos diretamente, mas sim àquela que lhe c associada por Sausturc como uni correlato indUpcniivcl c que noi parece fundamenta-)*; a tese da dtftttttçü como fonte de valor lingUrtiico" Quala i l o t do ponto de vista gramatológfco, M lonseqtianciua dente tema agora lAo bem conhaeklo < • ao qual, além do mait, já Platão, no Süfíua, contagiam alguma* rcflCXott. . . ) ? N4o sendo jamais n diferença, cm t i mesma e por definição, uma plenitude sensível, tua Necculdadc cnntradli a alegação de uma ettencin naturalmente íonien da língua í o n M i a ao m e i m o tempo a pretensa dependenem nalural do signifKantc gráfico. Aí cita uma conseqüência a que chega JT1CM1H) Sauwurç» Contra I N prcmlvuit definindo o sistema interno da língua. Lie deve agora excluir aquilo mc*mo que lhe permitira, no entanto, excluir n escritura: o som e teu "liam© natural'* com o tentldo. Por exemplo: "O aiunclaJ da hnava, conforme veramnv é nlrinho a« carslef fòrtico do tifno hn|Utuioo" (p. 14). hiwtt *tt «m iiawi labii*, K4jir* rota que n|u «*}« tua nlo-«4at»ainfiB t«m o- rvtiu" (p* 117), \7* "Cma m «eameA aalttlr ItfnBtc taude 4t <*UM mm &MO «««** 4* aano» qut 4 * «influi* M* O lomwtaaoi wmo u m » a* MCAIW**» P*í* Mitowwf toa* a #MUIO Dr fm^ li * «jnm «t «ternura t**i iihHrftrvt. nenhuma rcU^iii. par aieJtfat»
• H » » kit» I • « >**m qut tia i l v i ^ i . »íii t l h i uui I**HITL • t i f n i f u v L i *•* numa um í r u i i K u U i tít liiiáut Hdtfé

í, o vibf du* Ivirjk à (waivnta r«K»ii*i» e b-humlal; artifl, a «uma ^ii*oi -. ., t w f i i r * com «* taftuuct lait um*> t # i. A tale* <ülia HHOí*H! L i4u. pw iiv«t „k> u cnrrfuitaa *m tua ««riiui» eo* o a t< a < *w: Jt m ifeturn 44 •afrfNtB •* (ünHnaajfc r*|i «Ut <*(V1Írtí» ffii|"i»m diolf** m iiMn» üif«>*)+ <É>fni.*i^ a« vm rutantr i|*wmfm*> « ««MI i " M j i . t teu HT hMrtUto ai» Hí^iMdUt aaiá niriiuwaan Ü#aJo u*i tto, pca> «mbift ili|wi04«i #ú PUHCH^ Cãa» 1 »ipr« arifuo « «hurirhi, w toma 1 impnu pc*iw> « milhar td um WIIHMII.^4 a>ntr» Jn* hmiut fmpOKM P*ÍO 4. u ima di arnmtfl^ As *liAé 4 laiálWAI* iiiJifcif»kE ívU ti> Imfutll i** viiivrvd 4W0 üctotre im^an rta rrm^n ^ArKUfliltc«> QMK ** tw**
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E num parágrafo consagrado à ilifcrença"Adematt é itnpcmfvcl qu* o *om. elemento maltiial. peitem* por M à llhju*. t;i* n l o 4 par* fia mali que uma coita wiindari». maleta Qut pOt «tn )0gO. Todo* O» valore* conv*ncnwaU a p r w n u m etM caiiiet da filo t * confundir com o elirnenlo tangível que th* «ive de fuporu. "Em tua ««itntia, « W ô tianiNcam* linatiUuco/ f ^ e n i o é de modo algum fòako. fie 4 incorpôrto, conainuído» nao por M A tufaiinci* material, m u socninlc pela* diferença* que «t* param tua imagem acuttica de toda* ai outra*" ipp. D M W ) . H 0 que haja de Meia ou d« matéria ftaica num tlano Importa nwnoi do que o qut exitte ao redof d t k * noa ouiroa titjnu*" tp. 1)91.

Sem cita redução da matéria íônica, a ditünçlo, dcciiiva piril StlUftlUH, CntTC KniUH e f«ln, nao teria nenhum ri|oi. O mmmti te daria p v « u opoalçôei deita decorrentes, entre código e menutem. ctquem» c uto, ele. Conctuilo: "A fonulitgla — eumpre repetir — nlo p*«* de disciplina auxiliar Iilii ciência da língua] e ió se refere à f i l a 4 (p. 43)* A fala, portanto, « extrai deite fundo de escritura, notada ou nlo. que í a língua, e í aqui que se deve meditar a conivência entre at duas "fixidadcV. A rrduçüo da phoné revela UM DOfcaMftPali O que Sauuure afirma, por exemplo, do ligno em geral e que "confirma" pela escritura, vale tamhcm para a língua: H A continuidade do signo no tempo, ligada à altcraçlo no tempo, * um princípio da scmiologla geral; sua confirmaçlo %c cncimtni no* sistemas de cunlura, a línguwgem doa aurdos-mudos, etc/* (p. 91). Portanto, a reduçln da substancia fonlea nàn permite comente distinguir entre a fonétlca de um lado (c a tvrtioti a acústica ou a flilologla do» órglot fonadorei) e a fonolo* gía de outro» Fu* lambím da própria íonologla uma "ditei* ptmn auxiliar1'. Aqui A dirífilo indicada por Sauuure conduz para além do fonologismo do* Que te declaram seus seguidores nevie ponto: Jakobson julga verdadeiramente impossível e ilegítima a indiferença para com a substancia fftnsca da expnmio Ele critica deita forma a glntsemalka de Hfclnulev que requer e pratica a neutralizá-lo da aubstluicia sonora. E no texto citado mais acima. Jakobson e Hallc defendem que a "exigência teórica" de uma pesquisa dos invariantes colocando entre paiínteses a lutatância sonora (como um conteúdo empírico e contingente) 6; I, impraticável uma vez que, conforme "nota £11 Rschcr-Jur gêmeo", "leva-se em conta a subslftncia sonora em cada etapa da análise". Mas, é isto "uma preocupante contradrçlo" conforme querem Jakohton c Halle? Nlo se pode leva-la em conta como um fato servindo de exemplo, como

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* l i i / i m os (cnomcnóloiM», guc sempre necessitam, consciundo-o presente sob suas vistas, de um conteúdo empírico exemplar na leitura de uma essência que c c*c direito Independente? 2, inadmiutvtl ile dirriio uma vez que nào se pode considerar que "na linguagem, a forma se opõe à substancia coitHi uma constante a urn.i variável" f durante e*l" segundai demonstração que fórmulas literalmente saussuriaiiu* reaparecem com referência às relações enirc fala e c c r l l u r a ; a nrdem dn escritura é u ordem du exterioridude. d*> "ocasional", do "acessório", do "auxiliur". do "parodiaria" (p. 116-117. O grifo c nosso). A argumentação de Jakobsoo

c dc Hullc recorre à genes** facmal t Invoca u vcunclmiediiis
da eKriluru no sentido corrente; "Somente depoí» dc dominar u linguagem lutada aprendo-se a ler c a escrever". Supondo-se que cila proposição dO s**»"' comum c*tc)ii rigo. rotumcnlc piovada, o que nao ucredilumot u.ul,i »m dc « m conceito* trazendo iiatdgo um pniMcmu imenso), «inihi «cria n c ç m í i i i t uMC|turui s i i i MUI psriinínuii na üigumcniaçio, M i . m o que o "depois" fosse aqui uma representação fácil, que se soubesse bem aquilo que nc pensa e dt/ uo assegurar que w aprende u escrever tltt*>li dc ter aprendido a fator, «eriu suficiente islo para concluir pelo caráter pariisluirlo du-

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.1Ü0 que desta forma vem "depois"? E o que c uni parasita? i escritora íowc precisamente n i|iic nm o b r i p • reconsiderar IHHSU lógica do parasita? Num nutro momento dn critica. Jakobson c Hulle lembram i ImperrcIcDo du representação grafica; esta Imperfeição apoia-se nas "estruturas fundamental mente dissemeIhdntcs das k i t » e dos fottemaa": "Ai letras nunca nprathiiem cortiplcüinunic t» Ulfrentti "•• eu» dMintivo* nm ausis repooui o •iuemi tone mil no. • ftr»li|«iKi»Bi in<*|iv*|m«ni« •> mas •V.V. aUmUirnla gnlit »•»• unos' IP. I I . I Sugerimos maii acima: a divergência radical enire oa dots elementos — gráfico c fónico — não exclui a derivação? A inadequação da representação gráfica nao diz respeito somente a escritura alfabética comum, u quul o formulismo glosaemalico nao se refere essencialmente' Por fim, se se aceita toda argumentação fonolngtsta. assim apresentada, c preciso ainda reconhecer que ela opflc um conceito " c k n t l fico" da fala a um conceito vulgar da escritura. O que desejaríamos mostrar c que não se pode excluir a escritura da experiência geral das "relações estruturais entre os traços".

llmiOWTUA l OKAMATOLOOIA

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(_) que vem, bem entendido, a rc-lorinai o conceito da escritura. Enfim, w • análise jskc.b»oniana neste ponto í fiel • Sausture, nflo o é ela fobretudo ao Saimurc do capitulo V I ? Até que ponto Sauuure teria tlefcndido • Inieparabilidade da matéria e da forma que permanece como o argumento mal* importante de Jakobson e Haiic ( p . 117)? Podcr-K-la repetir esta questão a propósito da posição de A . Martinet que, neitc debate. M|ue ao pé da letra o capitulo V I do CVm» ". E, tomenle o capitulo V I , de que A . Martinet dlssocia ttprtssamtnif1 a doutrina da que, no Curso, upagn u privilegio da substancia (única. Drpol* de csplicar por que "unia língua morta com idccwraüa perfeita" ou K j a t uma comunicação passando pelo lUtcma de uma escritura gencraliiada "nfto poderia ter nenhuma autonomia real", e por que todavia "um tal sitiem» icrla algo de t i o particular que se pode muito bem compreender que o i lingUliiai dtultm t>clul-lo do domínio do lua ciência" (A lingüística sincrònica*, p, 18. O grifo é n o u o ) . A. Muitinet critica o i que. seguindo um certo Sauiiurc, questionam o caráter csscncialmenlc Tônico do signo lingüístico: Mulloi «trio IEIIIKKK • dai raia» • sauawiit uju* «nuntU t|«# 'o taHiwUil da língua... 4 c<i>.itl»> » > MraaM fn"tei> do ilanu < linfiiliitco' • vlo atem do rn>ii>«n>miu do meair« ao declarar qo< o Mano Unaululco nio km mxetoariiimcntr «•» cariur fontev*. It. Bala fidlUdaoa felwal • " l » W I na «iHiliBa critica ít xninll-a <> lli.auk. <«• i i » atei fW*™*•"• ! •> h r**—« W""'"i"f ,<• 1 HinHiil.. m ta*VI~ d' I' «.«i-í Jt lii|in<" > , - » *•>••, i *i, F '"I "Htt—h. i iHiixiHf-» »>.» — " » • -<••"•" iiux»!» ili.Ui. n um nua imlla Km nim a »„(U.«a m u » » o —amo — »u> «Ma * «•", falado, poli i MOMha « i .uhilihi. ai» Impou, « m m i imauno i admitir gm a M M I I M M (alada « • nUMina « a aibuai-t-n ~ n i «•maaa. Fama ma mia uifiiania I . H I B I auui aua. *om alaurrai H .('ei puoUflCM, IMka rs nnnwm (alam, mu pOutH « t t n ttcrtraf, i»> tinda. t » ai oianfu unam lalw muiiu n n « aprtndantn i >«ii"-'« funam». •to uiiiuiKn»' 10 (i.ln I miai|.

1. no. #'*••««• ate aUawlui*-' W-í—I, «m oi* «-O- < <*pliiil» **'«• •
0 «arlait vaaal da l l i r i a ' i taiiima «a naunaniin a at ralavtM a* Caatlul > VI d» Ca**» "Ansadr • • (alar «•*•. d. aatindii • Mi. a mima um do»ar a laia. *•••* D ' •"'•> > ama* liia pfoi"*l<li> r*«i parará ini«namt cooUaMxl. a li ao niwl da • ira r alma miiicm Q a um nafta npiiana (-.•i v* aa Hil. A. MaiiiMi « • < ! • ; ^ i mudo da «umwi nin>«nn uma diKlnata dltllnla da lUiaUlulfa. imbuiL. pialHamimt, unu da mu . m — A LaiUlniui (ar. nMa, abauacto doi IIIDI at grafia" (pi Ü), Vl-as tomo ntlinnaai M I aonatllet dt an«i" a á> «turai*n: a ••triniii a aaa dèaina •au iiKaalui mal oti indipradHina, p * n nfen n Imimla da • « • li-tiunuma. Imaaiíiii maa nãa aaaaacula *!<„•• a hananu > n f*ia n>(> alaia' a loiaaiMaOt at Umu> •Mima, na * n - l a a mUInat hNnildaai • a), am w* •iopiU-l-<teL aptata o W i w dinm," „ . „ aAo m dJ(||lo * f»nna*ia " * —dai.,, pânica ou wlaHmuM-ai. 1 ,.,| B .^.aau-. I . tm Li msi (|á eludo.: "t do enuKlido otil «.• « « ( arteuo aatUr pata nmprsindíi a uioraia raal da Hntuaaam Humana'+ ip. SJ). 4 criim a uihnunki. <m A itsia «niíiãuan da intiautin, in A Antfi' «ca MKKlnna. * K l Uidaaja lltallilii A 'AiadlnVa Iini>tfnMa. Iiaduíto a i LOMn Aiarlii. ajp, E4. I H N llHÜHfft 1V71 (IL doa T.)

I,
NçKC

ORAMAtOLOOl*

pomo pirata nflo se irais de "ir além" do íitsi-

nanicnlu lio M U , mas de icgui-lo c prolonga-lo. Nâo faze-lo não seria agarrar-se ao que, no capitulo VI. limita maciçamente a pesquisa formul nu estrutural e coniradi* as uuuisicoc* mar* incontestáveis da doutrina suussuriana? Para evitar ultrapassar nío s* corre o riteo de voltar aquém? Acreditamos que a escritura generalizada nlo t somente a idéia de um sistema por inventar, de uma característica hipotética ou de uma possibilidade futura. Pensamos, pelo cmilrrírto. que u língua oral pertence )n a esta escritura Mas islO supõe umu modificação do conceito de escritura que, poi* enquanto, somente antecipamos. Supondo-se mesmo que nío K ilc cslc conceilo modificado, «tipondo-ae que w coniidere um sistema de escritura pura como uma hipótese de futuro ou como uma hipótese de trabalho, deve um lingulsia rccuuir diante deita hipótese os meios de pensa-la c de intentar a sua formulação em seu discurso teórico? O fato de que o maior parte o recuse cria um direito teórico? B o que puece pensar A. Miirilnci. Depois de elaborar unia hipótese de linguaucni puramente "datilológicu", escreve: 'Dna-w IIOHIIMM' «t»a o paialalianw «mu •••« JniiloMiiU' • • fonnroiJa t .umplfla tanlo «m maMrl* ilnriAnh* quanto nia> ircí.l.» c que N poilla utilizar pura • pimuriu a Urminoloui* u«ual par* a wfundj. • nlu ter. Nm tniindldo, quando os teimo» tomi'uiin»i uma referência a aUBitlacia fònk» P claro uus w nio de<tM"*>i tithnr do iliunimo linaufalko oa «ittrniat do lipo <••"• qua acabamos rfr iniaainar. I muito imponanlr modlfltar a itffnlwk>aia Uadikional itlali-a a articulação do« «lwilii«m«« d< m«do a data «limuiar ioda rrfíriihia a •utiuamiu (Anara como lu I-u» ll|rtm>lrv quando cinpflia 'cantnia' c kincmalkV *m lunar d« -fofttma' t 'Innoloiia'. TVirfuW* (ump»rflJ"«"a </ur a mjtor paif dai llniitíluai heflrm em íitotíl/ílíf ltlUI'Omr«le a túifkM iti*U"otóiil*a ttadkivnal pffa ànki lanlafe" uótka de poder Inlluil « > dnmituo de III,I litnria •>• mltmal í*'«"i-«fí liín>ii * flora i«t n"n«iíO(n (vtaldrmr uma lul moakfila, urla n*(et»»rio con<*nct-lui qua, nòi Uttenin. ImaulaUoi tonftniudui. nao ha ncnhui» IIIIIWM para ciei cm coniidcrai t •uh.iaiKla (única da< unidade» d* ••p.-awao iom<> lhas liHcfeiundo d««(»nuni*" (pp. 20-21. O grilo i nosso). Mais uma vci. nJ« duvidamos do valor destes argumentos fonotogislas cujos pressupostos tentamos, mais acima, fazer aparecer. Uma MI assumidos estes pressupostos, seria absurdo ntatndiuir. por confusão, a c*crituia derivada no campo da linguagem o">\ c no interior do sistema desta derivação. Sem escapar ao etnocimtismo. cmbaralhar-sc-iam, eniflo, todas as fronteiras no inferior de *ua esfeia de legitimidade. Nio te trata pois de aqui reabilitar a escritura no

L l f O L I S I K A I OXAMAIOIUOIA

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«tniidu « m i o , nem de inveiicr a ordem de dependência quando evidente. O íbnotogismo nílo wfte nenhuma objeção enquanto se conservam o» conceito* correntes de fala c de escritura que formam o tecido *olido de sua argumentação. Conceito* corrente*, cotidianos c, alóm do mo», o que n l o f contraditório, habitado* pot uma velha história, limitado» i-iii tronleiru pinico visíveis, nus lanio mais tigotúsas. Desejaríamos, ante*, sugerir que a pretensa derivação do cKrilura, por mais real c solida que «cja. sõ (ora possível toh uma condiçâ"' «ue " linguagem "original", "natural" e t c . nunca tivesse existido, nunca tivesse sido intaclu. inlotadn pela escritura, que sempre tivesse lido ela mesma umu escrii.ir.i MijiiiiMtiiiiiM iiiiíi NiceviidiKí .iqiil queremos indicar e cujo novo conceito pretendemos desenhar; e que continuamos a denominar escritura somente porque ela M comunica eswnclalmcnlc com o conceito vulgar da escritura B i f e si. pôde. hiMoricamcnte, Impor-sc pela dissimulação da arquie*crllura. pelo desejo de uma (ala expelindo K U oulrü c « n duplo c trabulhunilo paia ttdu/ir nua diferença, St pcrslilimtm nomeando escritura cila i'iferençu, t porque, no truhallio Jc repressão histórica, a escritura era, illuaclonalmunte. destinada u significar o mais ttmivvl da diferença. Riu em aquilo que, mal* de peno, -meava*" o desejo da fala vivo. daquilo que du dentro e desde K U começo, encetava-a, E 1 difnrnca, nós o cxpeiimcniiiicniot progmtivamcntc, n i o 1 c pensada sem o ramo Esta arqulcscrilura, embota seu conceito seja requerido pelos m u i uo "arbitrário do signo" e da diferença, nao pode. nunca poderá ser reconhecida como itbftio de uma ciência Fia é aquilo me*mo que nao se pode deixar rcdu/ir

à forma díi prntnça.

Oru, caiu comanda ioda objetividade

do objeto e toda relação de saber Daí, o que seriamos tentados a considerar na seqüência do Curso como um "progresso" iclroahalnnilo a» posições nao-crltlcui do capitulo V I , nunca da lugar a um novo conceito "cientifico" da escritura. 1'OüL-V; iiliiiiiiif u mesmo do algcbrnmo c!c Hjclmtkv ouc, nao ha dúvida, extraiu ns conseqüências mais rigorosas dcilc progresso? Os Principio, de xramútiia grrtá (I02H) dissociavam KU doutrina do Curió O principio fonologiMa c o principio da diferença. Eles eslraiam um conceito de foima que permitia diMinguir entre a diferença formal c a diferença tônica e islo no Interior mesmo da Ifngua "falada" (p. 117). A gramática c independente d» semâniteii e *!;• lonologia (p. 118).

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(LBAMATOLOOIA

independem;iü c o próprio principio da gloucmítici ciência formal da Língua, Sua formalidade Mjpoe que "nio há nchuma conexão necessária entre o» tom c a linguagem"* E*ta formalidade í ela mesma a condição ck uma análise puramente funcional A idéia de função linguíitica e de unidade puramente lingüística — o gloaicma — nio exclui, portanto, somente a comideraçio da substância de expressão (substância material) ma* também da sutolãncia de conteúdo (substância imaterial). "Uma vez que a língua é uma forma e nao uma substância (F. de Sauuuro), m glosar* mal sâo» por definição, independente* da substancia, imaterial (semântica, psicológica c lógica) e material (Tônica, gráfica etc: i" * O otudo do funcionamento da língua* de seu i<w< Mjpõe que se coloque entre parínteses B substância do sentido e. entre outr» substância* possíveis, a do som. A unidade do *om e do sentfclo í exatamente aqui, conforme propúnhamos mais acima, o fechamento tranqüilizante do logo. HjolmaJev tltua teu conceito de eiquema ou togo da líagui. n* òViccrtdérieio át Siuuur*. dé teu formillunõ e Aé lua teoria do valor. Embora prefixa comparar o valor llrvfillímko ao "valor da troca daa ciência* econômicas" mala que ao "valor puramente Mglco-maltmáltco", determina um limite a cata analogia: "Uno valor econômico è por dcflniçlo um valor da dupla faca: nao Ió tem o paotl o> comunte írcnic lt unidades coatreut do dinhfiro como l*m mmMm «Ia metmi o pap«l d*« viriiv«tt fr«nia Dai que o ladits e nio o falo econômico permaotça pkta f. da Satuawt a mata fiel imiccm d* umi jjfdmáltc* O efcqutmt da hrtfu* í em última análita pau Mw a nada maii""
a Ufna «uni-la*!* f i i i d a d* mtrc*dorU utM lha w v * il« p*i1rlú Em NIIJíIíIHíLM. J > coniraito. nio há lud* que coffetponda »o pulrao M

No* Protegomettot a uma trona da linguagem (1943), fazendo agir vopotlçâo expressão fçtmuúdo que tubstilui a diferença significam*/significado, podendo cada um deste* lermoi serem considerado* begundo oa pontua <k vista da forma ou da substância. Hjelmslev critica a idéia de uma linguagem naturalmente ligada à substância de exprewflo fonica. E sem ra/JLo que até aqui »c "uipoa que a substância-deexpressão de uma linguagem falada deveria ser constituída exclusivamente por tona".

p? Ó* t*t Prtwip&ti oj ftinfmfij. iW. rnmtdMti 9/ tht 5rwtt4 II. I_ Halmkt c K J Ulflàík tl#4*i At IkWí"*** tf+dtnlt grftf **t ** ,«;«. Ju C***tw lUgvti ,«,„ ê* C****A-M** t*»tUttn.. (1. )) pr D * U
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11

- l i M i t f « caiar' (1*41) In f i i * j & * f i * » t * " P ÍT.

LINOOMKA K OaAMAlOLQQlA

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"Denta forma, como paruíulotnwiw fizeram notar fc- « K. £wfcner. afio ftt levou em conta o fato de que 0 dltcureo è acompaaftado, de que certo* componente* do discurso podem *e» *uh*ti(uido* pelo |e*U> c que em realidade, como o afirmam E, e K Zwimer, n i o «Io somente o* preierwo* oraio* d* 'ala i u n t M i , bota e narlM qu* r>irtii:ip*m da t&iivlditde da linitiiAgem natural*, ma* quaae lodo conjunto d i » museu k » estrtados* Al*m do mai&, é puasivel aubttituú a lUbsiárKia habitua) de aeMo**a-*oi\i por qualquer outra substancia ftpmprl*da em outra* u r t o m l a i k i M ètííTiofe*, A u í m a m K W i forma iMiciiíMara pode lambem v r manifí^ia^a nn escritura, como *e dá rat nutaçAo fonéin-a ou fojternilfca t ruj* ortografias dita* fonéltcai. como por e*tnt|>1o n dinanwque». EU uma subalftncia *frAfka* 1 " * »e diriu* exclui vãmente ao olho e ifue nflo etlat sei trantpoala em TuiNiancuT íonctlca pari *er aprendida ou tumor eendida* fi « t t t 'substancia* uráfka pode ter, precisurnenle do ponto de vista da «ubtlflfKiB+ de diferente* e%pédes"l\ Kecu-ando p r m u p w uma " d c r i v a ç l o " d « lubatAnciai t partir da surutAncia de c x p r c « * | o fônicu t I l j r l m i l r v remeta ene problema para foru d o iMtnpu da análise estrutural c propriamente lingüística; "Além do maiv nunca *e sabe com ceneia total o q u t é de*Ívait.i e o que nâo o 4; n l o detemot esquecer QJU# a descoberta da eatrituti alíabUic* esta escondida M pre-hiunria (R Muuel tam toda r a i l o ao chamar nota* alenta*, pari o fato de qu» n l o lemm nennum maio da decidir ta a mala antiui forma de expreasto ha* mana é escritura ou faU). embora a i f l i m a c l o de que ela reponha «rblfi uma auállK furtftKi ÇPfHtitUt tWHfW uma dai Mpotaat* diacrónlca*; ela poderia da mesma forma repousar sobre uma anAln? formal da estrutura lintUUrlca M M , de qualquer for m i . conforme o reconhece a HnfUiMics moderna, a* considerações diacronka* nao Oo pertinamea para a deacrlffc) atncrônlca*' tpp. KM-IQ9). Que c i t a crítica jtloaicmáticu »cja operada no mesmo tempo graças <t Sinitture c c o n i j a d e : que, conforme iugeriamos mais acima, o espaço próprio de uma gramatologu •eja 10 mesmo tempo aberto e fechado pelo Curto de lintutsttea xrttit. é o que H. J t j h l a l l formula notavelmente. Paia mostrar que Sauuiurc nfto desenvolveu " i o d a i a t conse* qfltoctAS t c ó r t a u de t u a dcscobcria". n e m ! **ltto é tanto mais curioso quando coniideramos aue as sua* ^onK^uírKini prAiicaa foram lariarnente cxtrittdav foram eMralda* I t OwAntif jareffwvtMJ tntiillvrajtfthtf. \tf *:*>! fUàd. Inal r frvÈág^ ***«• M a rAMry «/ *nuji*a|rt VP WMui). _ Cf. ian«4n »La atraulvaUcin du l«na«ac" (19M> In V I H U lin«HirfinrM • * ' * ^ i n JM itrrít üífuiuwu* rf* C*.fns*tt{tiwr Xll t l«»>. O Pn^via t a « m Ch> Vca úi imt (ffliSmátita. UEtM^a 44 iitlfaTritl ih ei^t*»t-* |—f^* ai slo milãl<||l> (p. 4|) + A «mplfi-taide <1l »tií>f« çfitpc*" u** pw Qbau*o tw neAv o fab> 4t qut aa p»io * vitw aa dliuntlo tnirt fAmi t aibaiAnda "• *—naiiflnpa ainsMftaDe pÓa>M pr«Ur * <ttnfvila" (p. 4IV HjtJrmW* ti itnwimii. « a o *uma iaida a natsd f ^ n a aa n i i i t i t i j eoda w aaMèfaalaaa r*of lubaBiattai diterMi; Maiaaf arince, n M n u a i baadairai, tic " íP L ***•

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ORAMAIOIOOIA

nv*nw nnlh*ne» de anxn í)>é« ó> Sauuurt, poú, í tomentc H T K M ao tnnceito d * JiicJcirçu eaiie f m m j e vubslincu que p o j mo* explicar a pouribilidade para a linpUAgcm e * etcrituru. de c*isTircm nu mesmo tempo como eAprenÒet de uma única e mesma l i n r u j f c m . Sr uma de*lft» duat tubfttancía*, o f h i i o do »r ou o fluxo da tinta ( M í sirtom of air ar tht jfreovu M tnSt} fo**e uma pjrle i n f c f r u i t t d* piiVpiia ttnirujucin» nãt> tcim ptxitiwl pamur «Io um* n unir* •* mudar 4 linguagem*'••,

Indubitas^lmentc a Escola d : Copcnhaguc libera, desta forma, um campo de pesquisas: a atenção torna-se disponível nao só pura u purezn de* uma forma desligada de qualquer liumc "natural** a uma substância, mas também para tudo o que, na estratificaçao da linguagem, depende tia Mihstancta de expressão grafica. Uma descrição original c rigorosamente delimilada pode assim ser prometida. Hjelmslcv reconhece que uma "análise d;i escritura &em considerar o aom ainda não foi empreendida*4 (p. 105). Lamentando também que "a substância da tinta não tenha merecido, da pane dos linffllMA*, A aftnçjtu i|uc dedicaram s subMilnciA du ar", H. J. UldaK delimita esta. problemática e sublinha a independência mútua das substâncias de expressão. Ilustra-o particularmente pelo fato de que, na ortografia, nenhum grafema corresponde nos acentos da pronunciaçíto (esta era para Rous* >eau a misériu c a ameaça da escritura)* e que, reciproca* mente, na pronúncia, nenhum tonema corresponde uo espaçamento (spactoft) entre as palavras escritas (pp. 13-14), Ào reconhecer u especificidade da escritura, a glosscmaüca não se dava somente os meios de descrever o elemento gráfico. Ela designava o acesso ao elemento literário, àquilo que na literatura passa por um icxto irredutivetmeme gríífico* l i n d o o fogo da forma a uma substância de expressão determinada. Se existe na literatura algo que nao se deixa reduzir à vi»/, ao tpox ou à poesia» *ó se pode recuperá-lo com a condição dê isolar com rigor este liame do fofto da forma e da substância de expressão ^rálíca íRcconheccr-*c-á ao mesmo tempo que a "pura literatura" atsim respeitada no que tem de irredutível, trás também o fisco de limitar o ioco. A ata-lo. O desejo de alar o jugo é, além do mais, IrrcpriFMe interesse pela literatura manifestou-se efetiva* mívei.)
34. "Sr*((h 4*1 wittlot", l í l t , ia Atta Mii*úiimt IV, i w t pp || t 4 . Uldtlt rvnwit rnnWm A um «taido da Of. taetfc Vwtel, "Zum PruMcm dti MHfUfebcncn Sprafhi" lítmnuM rf-v iwrfr JAvfuttfltfMf df frffur, V||| T IIO») m a indicai - • datuny* imirf *»j pcminf flt *foüi fenrtftilV t |ftmcRiHKit"t CX MmMui Eli Fi^lrf Jm|rit»i«. -|Wnurm*ff w >ff pr*K*w» *Jt Jarufv^ pnOBiiftiniF* « fff^ff-^i f<riA'fif*mV* IM"* ( r r f f m tfu rewfe itatutifHjiir «V JViipe. *m v r nr *?l « H ü i Mercem*. H >uuh a* rfo»-™»'* i l « • • fuUHtfiiirmftf f* t * r v i | , « tlfnniriu HUM* H M U m T n IMIMl i M iiii- i n ' • W i « £ H * ^ n t - W ^A«rlr«« rmfVfmVf, ItJ&IW), l M l t n* |41 * n w

LlNtX.IMKA i: OKAMAJOLUOIA

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nwntc 1 a Escolü dc Cuncnfiague n , fclc suprime «mini w IICí1 confiança rousscauísta c sauvMiriana cm relação »* artes liü> íiiMiís- Radicaliza o esforço dos formal istas russo*, precisamente do Op&Íazt que talvez privilegiasse, na sua atenção ao \ti-literário da literatura, a instância fnnolòfica c o* modelos literários que da domina. Principalmente a poesia. Aquilo uüf nu historia d;t litcisturi e na estrutura dc um texto literário cm gcnl, Ofcapt a esta instância, merece, portanto um tipo dc descrição cujas normas c condições de possibilidade a glovscrnática talvez tenha melhor extraído. Ela talvez tenha-se preparado melhor para estudar dcMa forma o extrato puramente grãfko na estrutura do texto literário c na historia do vir-a-scr-hterário da Hkrahdade. principalmente na sua "modernidade1*. Sem dúvida, um novo domínio c desta forma aberto a pesquisas inédita* c fecundas, E, no entanto, não é este paralelismo ou esta paridade reencontrada das substância* dc expressão que nos interessa aqui acima de tudo, Vimos bem que, caso a substância íúoicu perdesse seu privilégio, nao seria em proveito da substância prática que se presta às mesmas substituições. No que ela pode ter dc überador c dc irrefutável, a glossemútica opera ainda aqui com um conceito corrente da escritura. Por mai* origina) e por mais irredutível que seja, a "forma de expressão" ligada por correlação à "Mibstancm de expressão" xrâfteã permanece multo determinada, £ muito dependente e muito derivada em relação à arquiescritura dc que falamos aqui, Esta agiria nao só na forma e substancia da expressão gráfica, mas também nas da expressão náo-gráfíca. Constituiria não só o esquema unindo * forma a toda >ubslânçtu» gráfica ou outra, nus o movimento da sifw-ftmrtirtn ligando um conteúdo a uma expressão, ttja ela siáfica ou não. Este tema não podia ter nenhum lugar na sistemática de Hjclmdcv. E que a arquíescrítura, movimento da diferencia, arqui-Motese irredutível abrindo ao mesmo tempo uma única e

TKMia possibilidade a tcmporalizuçlo. a reluçãu nu outro 6
* linguagem, nflo pode, enquanto condição dc todo sistema lingüístico, fazer parte do sistema lingüístico ele-mesmo, ser situado como um objeto em seu campo. (O que nao quer dizer que ela tenha um lugar real alhures, num outro sítio determinavcl). Seu conceito nao saberia enriquecer em nada
tf< E & dt murira feartaatt manarfltcs ™ ^ n f w w ™ uriduffe •**»** f*f* i|4 u*> r i iiwhtm * d s m i f r - l v * r Y * "twntar fuat uMs*N "tUOiiulr rtf ^ :*ii*iPMTt"- I Sumi M u f » ^ *'Li iiftfr* *h *H"f *>"' •"•*

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omAMAiíiinntA

;t descrição científica, positiva e "imanente*" ( D O s^niid^ Hjelm&lev dá & esta palavra) do próprio sistema- Desta mu, o fundador da glosscmática teria, DâO há dúvida, contestado a tua Necessidade, assim como rejeita, em bloco legitimamente, todas as teorias extraiínguístkas que nJfo tam da inmnência irredutível do sistema lingüístico* teria visto nesta noção uni destes apelos à experiência de que uma teoria deve dispensar-se17. Ele náo teria compreendido por que o nome de escritura permanecia neste X que se torna tão diferente do que sempre *c denominou "escritura". Já começamos u justificar esta palavm, e antes de mais nada, a necessidade desta comunicação entre o conceito de arquiescritura c o conceito vulgar Ce escritura por ele submetido à desconstrução. Continuaremos a fazê-lo mais adiante. Quanto ao conceito de experiência, ele 6 aqui bastante embaraçoso. Como todas as noções de que aqui nos servimos, ele pertence à história da metafísica c nós só podemos utilizá-lo sob rasuni. "Experiência" sempre designou a relação a uma presença, tenha ou náo esta relação a forma da consciência. Devemos, todavia, de acordo com esta espécie de contorçio e de contenção à qual o discurso é aqui obrigado esgotar os recursos do conceito de experiência antes e com o fim de aJcuncá-la. por dcsconstniçTio, cm sua última profundeza, £ a única condição para escapar ao mesmo tempo ao "empírismo" e as criticas "ingênuas' da experiência. Assim, por exemplo, a experiência, da qual "a teoria. diz Hjelmsiev. deve ser independente^ não c o todo da experiência* Corresponde sempre a um certo tipo de experiência factual ou regional (histórica, psicológica, fisiológica, sociológica e t c ) , dando lugar a uma ciência ela mesma regional c. enquanto tal, rigorosamente exterior à lingüística- Não se dá nada disso &o caso da experiência como arquiescritura. A colocação entre parênteses das regiões da experiência ou da totalidade da experiência natural deve tíescobrir um campo de experiência transcendental. Esla só c acessível na medida em que, depois de ter extraído, como o fez Hjclrmlcv,

"Mas. M r t K « n U .

2>. F. I*. O qtc *iu ^ipjj Hjdwkv és "**«a(uf«r*ic « denominar" atu rrtnfj^A OiíHüf um Wndpto empírica* lp. IX UtdutSo ««SIM p Ilfi <
ti'..im?i prccttc4 i i v ^ r ^ z c n r &tc non* at t imvitj | j f Sc»

cp^KiTrJiitfK* marrar (pe- «li # Impróprio. D* ooito ponto de T|n*. á vm* ilrTipki o i u i r i 'Ir Ir"riIn:>^ijir LTIU nJr j J m i rrijniriniS.A flO p^rcípíl**" Al nlú f iti imlo um «tampln <• ctin>tnc«iil»ro ir*r*m^Kf^4f df uir m i n t i !>
qut t TOm^tfQ d> 9tnt~**t <** n»4o« t t u t t t i n H i h v 4 hlilftrU O* n n i f t w i

* * qnr manter É 4 I U I M U (lorma/MíbailMia. «ufHfúdct.aipnvtln nc.t *<rt«ta M a r ntwlfUHf ioda a tua l a r o luitotita p*n i i i u m 4m*t*«ltf *» fcaBKln um ptvfscto ei aiMt

qu*

LlNUOlUriCA I CiRAMAniMMilA

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$ especificidade do sistema lingulsiuM \i iioWadu it>ra de jogo toda* as ciência* exlrinsecat e ns especulações metafísicas, çoloca-se a questão da origem transcendental do próprio sistema, como sistema dos objetos de uma ciência, c, corrclatamente, do sistema teórico que o estuda: aqui, do sistema objetivo r "dedutivo" que quer ser a glotscmalica. Sem isto* o progresso decisivo realizado por um formalUmo respeitador da originalidade de seu objeto, do "sistema imanente de seus objetos'*, é espreitado pelo objetivismo cientista, isto é> por uma outra metafísica desapercebida ou inconfessada. Ação 0 se reconhece freqüentemente na Escola de Copcnhaguc* C ! para evimr recair ncMe objetivismo insinuo que no* nos rclcriniú* aqui a uma transcendentaüdade que, em outro lugar, colocamos cm questão. E que há. acreditamos, um aquém c um alem da crítica transccndcntaL Fazer de forma que o alem não volte a aquém, í reconhecer na contorc&o a Necessidade de um j w t w m Este percurso deve deixar no texto um sulco. Sem ente sulco, abandonado ao simples conicúdu <(c suas conclusões, o texto ultratranscendentol parecerá sempre a ponto de se confundir com o texto prcVcrítico. Nós devemos formar c meditar hoje a lei deMa semelhança, O que denominamos aqui rasura dos conceitos deve marcar os lugares desta meditação por vir. Por exemplo, o valor de arquia transcendental deve fazer sentir sua Necessidade ames de ele mesmo se deixar rasurar. O conceito de arquí*ra*lru deve fazer justiça tanto a esta Necessidade quanto a esta rasura. Ele é com efeito, contraditório c inadmissível na lógica da identidade* O rastro não é somente a desaparíção da origem* ele quer dizer aqui — no discurso que proferimos e segundo o percurso que seguimos — que a origem nlto desapareceu sequer» que ela jamais foi rei reconstituída a Dlo ter por uma nao-origem, o rastro, que se torna, assim* a origem da origem. Desde tnifo» paia arrancar o conceito de rastro ao esquema clássico que o faria derivar de uma presença ou de um nio-rastro originário e que dele faria uma marca enipíriça, í mais do que necessário [alar de lastro originário ou de arqui-rastro. H t no entanto, sabemos que este ctincctiu dcMrói seu nome e que, se tudo começa pelo rastro acima de tudo não há rastro originário21. Devemos então situar, como um simples momento do discurso, a reduÇ*o fenomenológica c a referência de estilo husscrliano a uma experiência transcendental, Na medida em que o conceito
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f a i r f r f i W c (*•

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OKAMATOLOOtA

de c\pcricfivi£i cm geral — c de experiência transcendental cm liusscrl. particularmente — permanece dirigido pelo tema da presença, cie participa no movimento de redução do rastro. O Presente Vivo {lebendége Ge&rmvart) é a forma univereal c absoluta da experiência transcendental a que nos remeti Hiiv«crl. Nas descrições do movimento da temporali/açao tudo. u que não dLunncola a ãimplitutedc c a dominação denta, (urma parece-nos assinalar a pertencença da fcnomenologia. transcendental a metafísica. Mas isto deve compor com as forças de ruptura. Na tcmporallzaçio originaria e no movimento da relação ao outro, como Husscr! os descreve cfetlvumcnlc, a nao-aprcscntaçào ou a des-apreac macio í- tio "originaria" como a apresentação, £ por íxut qut um pensamrnto do rastro não pode romtwr atm uma frntmenologia transcendental nem à ela se reduzir. Aqui, como em outros lugares, colocar o problema cm termos de escolha, obrigar ou *e acreditar, inicialmente, obrigado a responde r-lhe por um sim ou um não. conceber a pertencença como uma submtuoo nu a nflo*pcncnccnça conto um Talar com franqueia, é confundir altura*, caminho* e estilos bem diferentes Na de&onstruçâo da arquta, nüo se procede a uma eleição. Admitimos, pois, a necessidade de passar pelo Conceito de arqui-rastro. Como esta necessidade nos conduz desde o dentro do sistema lingüístico? Em que o caminho que vai de SaUttufé a Hjelmilev 1k» proíbe contornar o rastro Q*H

gbutdo?
Lm que sua passagem pela forma é uma passagem pela IrnpmuBo*. E o senridn da diferencia cm geral nos seria mais acessível se a unidade desta dupla passagem nos aparecesse mais claramente, Nm dois eivo», é preciso partir da possibilidade de neutralizar a substância Jònica. De um ladoro elemento fònko, o termo, a plenitude que se denomina sensível, não apareceriam como tais sem a diferença ou a oposição que lhes dào forma. Tal < o alcance mais evidente do apelo i\ diferença como redução da substância tônica Ora, aqui* o aparecer c o funcionamento da diferença lupòcm uma síntese originária que nenhuma simplicidade absoluta precede. Tal seria, pois, o rastro origiQMCX Sem uma retenção na unidade minimal da experiência temporal, sem um rastro retendo o outro como nutro m> mesmo, nenhuma diferença faria sua obra e nenhum sentido
" :•*>) O ifjmo F T M * J I *mpr+i*f* nm o ttnlfdo 4* M I < I p» t « K « t n &*lu»F#íí Vfl* f**If**» qi|f> * ffVUlOfUllO *-"**• U"I4 hUpitfttíf *+»*f ***** «HltVn i h t l ^ M

O J U H , i m i B i ^ l u ü R I M - * p** i i m i r f t n t v

tafrrniAv

(N. d u T-lL

MNOtlftTKA i OHAMAIIK^IA

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apareceria. Portanui, uãn *e trata aqui de uma diferença con*iítuKÍ<i mas, ante* de toilu determinação de conteúdo* do movimento puro que produz a diferença* O rarfiv (puroí é a diferencia. Ela não depende <ic nenhuma plenitude sensível, audível ou visível, tônica nu gráfica. E. ao contrario» a condição destas. Emhora não txitta, embora nao seja nunca um /nte-prtsenie fora íe coda plenitude, su;i powibilidadc é anterior, de direito, a tudo que íe denomina signo (significado/ signifreante, conteúdo/expressão, etc), conceito ou operação, motriz ou sensível* Esta diferencia, portanto, nao é mate sensível que inteligível, c cia permite a articulação do* dignos entre M no interior de um* mesma ordem íbitrun — de um texto fóolco ou gfallco por exemplo — ou entre diiü* ordens Jc opressão. Ela permite a articulação da fala c da cÃtift luia — no sentido corrente — assim como da funda a oposição metafísica entre o sensível e o inteligível» cm seguida entre significanle e significado, expressão e conteúdo etc. Se a língua já não fowc, neste sentido, uma cintura, nenhuma "noticio" derivada séria possível; e o problema clássico das rdaçhcs entre tal» e escritura não poderiam surgir As ciênCks positivas da significação, bem entendido, podem descrevei somente a obra e o fato da diferencia, as diferenças c!ctermi nadas e as presenças determinadas às quais elas dão lugar. NAo pode haver ciência da diferencia cia mesmu em sua operação, nem tampouco da origem da presença ela mcvma, isto c. de uma certa nãjO*origem A diferencia é portanto a formação da forma* Mas ela é, por outro lado, o ser impresso da imprcnsâo. Sabe-se que Saussuie distingue entre a "imagem acústica" c o som objetivo (p. 80), Ele assim se dá o direito de "reduzir", no temido fcnomcnolósko da palavra, as ciências da acústica e da (biologia no momento em que institui a ciência da linguagem. A imagem acústica, é a estrutura do aparecer do som que nào é nada menos que o som aparecendo* £ à imagcni acústica que ele denomina significam** reservando o nome oV ugntfwtido não à coisa, hem entendido (da í reduzida peto .no c pela própria kfcaíídadc da linguagem), mus ao "ttODCOito", nocin sem dúvida infeti? aqui; digamos, à ideaWatle do sentido. "Prnpomn-nos a conservar o termo signo para designar o total, e substituir conctüo c imagem acústica respectivamente por significado c wxnifkdrüe". A imagem acústica d o entendido: nao o son\ entendido mas o *er-cntaklldo do Mm, O ser-entendido c estruturalmente fenomenal c fcrtcncc a uma ordem radicalmente heterogênea i do

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ORAMAIULUUIA

S T ) m l ilo fttlmdo * . Não se pode recortar esta heteroger OT dade sulil mav absolutamente decisiva, a nao ser por uma redução fcnomcnolófka. Esta c, portanto, indispcnsáM' l j i|uiih|iirr MnAliac do scr-cn tendido, seja cia Inspirada por preocupações lingüísticas, pikunalllicai ou outras. Ora, a "imagem acústica", o aparecer estruturado do I a "matéria sensível" vivida c informada pela diferencia, o que Hutscrl denominaria a estrutura hyU/morphé. distinta de toda realidade mundana, Saussurc a nomeia "imagem psíquica": "Ema <a Imagem acusUca) nao e u sum material, cotia puramente ílsica, mas a imprensao psíquica deite som, a representuçãu que dele nos dá o testemunho de nossos sentidos; (ai imagem c seniorial. e se chegamos a chamá-la "material" 6 somente neste sentido r por oposição ao outro termo da associação, o ciincfilu. gcrnlmcnle mui» nbsttalo" ( p . 8 0 ) , Embora a paluvia "psiqulco" talvez, ndo convenha — o nao ser que se tome, c m relação a ela uma precaução fenômeno* lógica — a originalidade de um certo lugar esta hem marcada. Antes de prccísA-lo notemos que nao se trata aqui necessariamente do que Jakobsoii e outro* lingüistas puderam cri- l U . t «oh o titulo de "ponto de vista inentallsta": Segundo a n u * muiia dnU» com»|>vo«", qur remonta • Baudoiiln ds < ouninay mas ainda nao cila mona, o tonem» í um OKI Imaginado ou Inunilonal qus w opÒt ao anos cfcioan-mir «mltUo como um fenômeno 'palco tonclko' ao falo llatofoníluo'. & • Mui<>l*fil< psíquico de uni som Initrlouudo"'" Rmhora a nocío de "imagem psíquica" assim definida (ou seja. seguindo uma psicologia prc-fenomenológka da imaginação) lenha de fato çsf» in*pÍn»ÇÍQ ra«fHalt*la, poder-sc-ia dcfcndí-la contra a critica de Jakobson sob condição de ei • Va> ania V no ^ipOiito I da Pnawva Pant.
1* i y » ' |> M I MMHMI» fiirawla ai H A I H I I H C I I I m i n BirloaS,

• UnaHMsa, «ai ai eataoara •-> paaMa «ar I M H Mofo «oan Io*. aaWI • *|«BUmiila M '«aaHo'. -il> vi.Oiyiii J* « I I I R I U I I . U inluxa im n u M lonloinildid* <np i iimiiniii «n mtmnti de ein». afim munbMff. c—liuia n— •< manai -'<.'(itlilai Qoa doa i t u UI)I>< I í I viim llnfMftMo. » n U r a pomo a> um lanomrno m i u w n H Mlavim' ( ( * • « «"«">* tu. („»af p m Mi. um • .!>*.. um. MKlal luinddtaua da auarai» < <<"• (li* unia iiinl.iiN m l Oi mu uiMni mu I d Siiiiijn a •• MHÉ9 a ii-iiiVi ,!_)» nu rimo. d.mi ' niii «anal • p n i a • •tiulrvca, * c a n a tio icluri o. «inM AUss da auii, Manaiaut da aoaaa -anti daania da «uuiSo ralMI» • *a»i caa ma » . a j , >• H H I I I H ' « M W - I P a < wniiim-ia pnkia m itmiltiadli toa» -cadu «c twikm (niaiUai.a • iiirtu d « n a pUtoUsia mira « t a*a oSailpBDi cu|a ilidiii;!- aiiiíi ôriit rnidM i daatlr" l l i OialifirUirn ai linnp". m*. Ul Eftdii Uar-lilr4U". f **• Em Janr— « ,—MW d»i() H|II™J.-, calnuBde o min» nobkass. • «•"uva n l i i iniminui mi..<,.• j - JJ. „ H V I I . * <HnaHa m l ' p»wanKnlt i« o-nüífi-u mu n*n |f ouoii nln n>Unu diil inmii « m . « i um rvdcia*
..-•Kiminii m a . I I M O u l u i i l m n i s k i i i t a m a i " (Vi ' • ! da 'satasatria***', pamaa •*-!. " " * . * n lua* imaa* w m «.-.luii • • • i ( - f . i l . í V . U m p a J i t a m u U m a . a 'imaaam n M » a. !• 0< U - i m i >

LIKOUniKA r ( . M H A I U I U . I -

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clarecer I?) que st pode con»Ci"Và-|j som que «Ia níCfSSárít* afirmar que "a linguagem Inlcrior se redui aos traços disnniivos com cxclusiu dos liaço*. configuratlvos ou redundante»"; 2") que nlo «c retenha a quili(ku%Mi) ili* /II.I/K«U »: esla designa exclusivamente unia »»/(u realidade natural, Interna e nõv externa. £ aqui que .1 correção husscrliana c indispensável e iransfofmâ ate ai prcmlsui do debale. Componcnic real (reWf e nüo real») do vivido, e estrutura hylé/ m*pM nfto c umn nwWadc tRtalilal). Ouantn ao objeto intencional, por exemplo o conteúdo iln imagem, ele não pericncc lealmente {reell) nem ao mundo nem ao vivido: componente nào-real do vivido. A imagem psíquica de que fala Saussure nào deve ser um£ realidade íntFTflil copiando uma tealidade edema. Husterl, que critica nas Idéias I este conceito do "retrato", mostru também na Krisls (pp. 63 c i».> como u fenomcnologia deve superar a oposição naturalista de que vivem a psicologia • M ciências do homem, entre a "expctlencii interna" c a "experiência externa". Portanto, é indl«pcfl*avcl mlvir n diilinc&u enlic o uim apuicixndo c o aparecer do som paro evitai a pior, porem mais corrente das conlutoca; fl é era piloclpio possível faze-lo ton "querer tupciar a antinomia entie Invailancla c varlsbllidade, ao atribuir a primeira ft experiência Interna o 1 segunda, a expe1 riência externa" (Jaltobson, op. dl., p. 112). A diferença enlic a invarlâncla e 1 vitianllidide nlo Mpui tw dois do 1 mfnios entre ti. ela 01 divide a um • l outro neles mesmos. Isto Indica claramente que a essência da phoné nüo poderia ser lida diretamente a da Inicio no texto de uma ciência mundana, de uma psico-flsiu-fonélica. Tomadas estas precauções, deve-se reconhecer que i na zona especifica desta imprensai) e deste rastro, na icmporuliu ç i o de um vivido que nfflo é nem no mundo nem num "nutro mundo", que nio f mais sonoro que luminoso, nlo mais no tempo que no eapaço. que as diferença* aparecem entre os elementos ou, melhor, produzem-noa, fazem-nos surgir como tais c constituem textos, cadeia* e ihtcmai de na* trns. Estas cadeias c estes sistemas podem-se desenhar contente no tecido deste rastro ou imprensao. A diferença inaudita entre o aparecendo c o aparecei lentre o "mundo" e o "vivido") t a condição de todas as outras diferenças, de todos os outros rastros, e ela ja t um rastro. Assim, este último conceito é absolutamente e de direito "anterior" a Ioda problemática Ihiolófica sobre a natureza do engrama ou ntriafiiica sobro o sentido da presença de que o rastro se dá. deita forma, a decifrar. O rastro í verdadeiramente a origem

1**AMAIMÍ

ahtoiuta do Nffftfp rm f&rúl. (> gvr Pfffl flffaffV * M í itfmt W . çitf «dtí Aa c i r ^ f f i absoluta do sentido em xnat. O r « . i w é a diferencia uue ubre o aparecer e u wgmírCaçãa A m culathlo o vivo iübrc o nüo-vivo cm geral, ontfcm de ioda rcpctfçAo. origem da Idcalldodc. cio nfto 4 mal* Ideal que real, n i n mal* inteligível que ftcnnlvcl, n i t i r»ji* uma «ignHivttçâo iranipaicnic qiif uma çnerglft Ç-piKi f ««rtlim í í W C J í ^ r/<j w w / i i í c a / W r descrtvf-h. E como ele d tf /twüíwi uuadai A dtfttinçio entre ai rcgíôc* du icMíbilMadc. at» *-m Um to quanto i l u i . tiA um icnlkh» cm c«mhclcvcr um» hierarquia " n j i l u r a r entre a imprentjk» iicúilica. por r i c m p K c a mi prcnrtü vltual (gráfica)? A imagem gráfica Hlo i viila; f i imufcm K d i l k f t n l o 4 o u v M i (entendida). A diferença entre n* unidade* plcnai da vox pormiincce iouudü» Invli também a diferença no corpo da Intcriçfio.

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1IRIS1IRA* Vo» mahMtet, Mipuflh?, cihwfifli um* unka palavra purm dctignir * diretciv» • » iriktlbçfcv Folliviimlü ao 4tn«> * R**h*tt QVlçé fU I «KOnM, dttdf que -f |«f1l« wbfi A |lll*Vf«* OU «l.ll*^ 4*i* *• l|HjÍ4|lt« 41 m i duplo Mntiilo tUia pulpvr* 4 n>H"« "— f^ric fugm*rtUiUÉ quebrada. Cf. bntth*. r*-*HMT* íando, friamente» — Articularão por vftimlra de Jua* U M U I de umn ohm tk eu rpm uri*, dr *trrirU L A rolim o* uniu vrneiiurM < i
j . nr..

K<K.I« Urom

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Ungem íla rípcnênuu do espuçn c do tem •• tora da diferença. M o tecido do raitro pcnnllc A diferença tinte o c»paço c o tempo articular-te, aparecer como tal M unidade de umn cipvirfiKiu (de um " n m n t o " vivido a partir < um "mcMim õõmõ p i m o ) W Portanto, c#Ui articula* çfto permite a uma cadeia gráfica ("Maual" ou "tátIP, "c»paciai") adaptiPic t eventualmente de forma linear, nobru uma cadeia falada r í t m i c a " , "toraporiT). G du poM,hilid*dc primeira denta articulação que cumpre partir A diferença i I iMUculuyAo. £ exatamente i> que d i / Sau^tirc cm contrad^ào c i m 0 capitulo V I :

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LlNOirUTK* r OMAMATOLOOU

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**A qucrtfio do aparelho tocai »* rovJa. poti, wcundAru no problema da linguagem Certa definição do <juc a chama tfnjiítífcffl e a/rftwteJtf podaria confirmar **tu idtla. Em M l wtitttlut w«ntficj •mfníNo. parte*, aiibdivitftn numa *ffie d* c©»aV: em matérim dr uornitím. a arikulacAo poJ* d««i|r*r nflo *o a divWk» dn cadeia filada «m aiUlx», como a hUhdivUfco I I H cadaiaa da» Hfnétteaçôw tni unidade» iiajnlficau»a* Apt»*M*> *e A «Ma «monda ittfintçfta, i©Jrr -t#-ia diMf que infco e d Httgtàai/ém íalaJtt *tut è natural tio m, ma» a fntüUtfr d* CoMllritr U1IU KltltUA. Hlfl * Um lUKmB d« aia.no* dlWlfltOf corwpondtnli» • kMI» dWlIOl»^ <n I * O pito f iwito). A idéia de "imprensAo psíquica" comunica, poli. csacn* cialmenie, com u Idéia de articulação. Sem u diferença entre o icniivtl aparecendo c n u i n f c v c r vivido ("imprcnifo p*l* quicu"). 1 tlnicac temponiitijadora, permitindo àl diferença* 1 « m a r numa cadeia de Minificaçõe*. nAo poderít fazer t u t obra O u t a "Imprensâo" %eju Irredutível, quer também dizei que a fala 6 orlglnariamentc pu«lva\ ma* num sentido da passividade que toda metáfora intramunduna *n poderia trair. E m puwivldaüc c tnmMru a íclaçío a um pwMitoi t» utn de*dc-*cmprc-U que nenhuma rcativaçAo da origem poderia plenamente dominar e despeitar a presença. Fala Impôs* slbdidade de r«anlmar absolutamente a evidência do uma presença originaria, rcmclcnoa, pois, a um pauado absoluta 6 isto C|uc noa autorizou • denominar rastro o que nAo ac dcua resumir na simplicidade de um prcaenk, Na verdade* •erla possível objctar-not que, na síntese indecomponívcl da temporalliaçuo, a prntemao é tfto indispensável quanto a retensán. • luai duu* dimensões nflo w acrescentam nua w Implicam uma c outra de um estranho modo O que ac antecipa na protonaio nAn detunc o presente de »ua identidade a i l menoa do que o (1/ o que ftc retém no m i r a t crtumtnir M m . a privilegiar a antecipação, corría-nc o rtsco. rniflo, de apagar a irrcdutibilidadc do dcsdc-sempre-l* c a paiaividade lundamenial que se denomina (empo. f o r outro lado, ae o rastro remete a um papudo absoluto é porque obrlga-noa a peruar um pauado que nfto ac pode maii compreender, na íormu da prcicnça modillcada, como um prctcntcpinimlo Ora, como pauado aempre «ignlflcou prcaente-pajuado, o pat* Mdo uhantuto que w retém no ratlro nAo merece mait rifiorounieme o nome de "paüfato". Outro nume a faturar* tatto mau que o eitranho movimento do rattro anuncia lanlu quanto recorda: a diferencia difere. Com a mesma precauçfto o sivh n meüma raHiirj, [HH1O-íC dizer que sua pauividade é (iimbém iua reinçlo ao "futuro". Os concellot de prrsente. de rmiuiiht v de futw* tudo o que n m c«mceÍtot de tempo c

AIOLOOIA

de híslóriu dtlcs supõe •• evidência clássica — o conceito metafísico de lempo em geral — não pode descrever adequadamente a estrutura do rastro. E dcsconslruír a simplicidade da presença não acarrcla somente levar cm conta o* horizonte* de presença potencial, c mesmo dc uma "dialética" da proirntáo e da reicnsSo que se instalaria no coração do presente cm vez dc contorná-lo. Portanto, n&o se trata dc complicar a estrutura do tempo, conscrvandc-lbc a sua homogeneidade e sucessividade fundamentais, mostrando, por exemplo, que o presente passado c o presente futuro constituem originariamcnte. dividindo-a. a forma do presente vivo. Um»! lul complicação, que cm suma c aquela mesma que Huvtcrl descreveu, alcm-ve. apesar de uma audaciosa redução fenomcnologica, á evidência, à presença de um modelo linear, objetivo c mundano. O agora R seria enquanto tal, constituído pela retenção do agora A e pela proteroao do agora C; apesar dc todo o jogo que se seguiria, do fato de que cada um dns três agora reproduz nele mesmo esta estrutura, este iiiudiln da itucciiividadv proibiria que um tigora X tomaue o lugar do aynra A , por exemplo, e que, por um efeito dc retardamento inadmissível para D consciência, uma experiência seja determinada cm seu próprio presente, por um presente que não a teria precedido imediatamente mas ser-lhe-ia amplamente "anterior", t. o problema do efeito relardado (naihttUi/fkh)* de que fala Frciid A t?mpor,ilidiuJc u que se refere náo pode ser a que se presta a uma fcnomcnologia da consciência ou da presença e, nao há duvida, pode-se, então, contestar o direito de ainda denominar tempo, agora, presente anterior, retardo, ele, tudo que aqui está em questão. Na sua maior formalidade, este imenso problema se enunciaria deste modo: é a (empotalldude descrita por uma fenomcnologiu transcendental, tão "dialética'' quanto possível, um solo o qual somente viriam modificar estruturas, digamos inconscientes, da temporal idade? Ou então o modelo feno* menológico c ele mesmo constituído como uma trama de linguagem, de lógica, de evidência, de segurança fundamental, sobre uma cadeia que não é u sua? E que tal e a dificuldade mais aguda, náo tem mais nada dc mundano? Pois, nao c
• ,V»*j>»tIli* • minto pMíXtillli» piiilmi mi II»PIIII1H im l i m n i cano "iptii <*vp". » qt pÔ0t ( l u i r i d i ao ponwufi ' J í H M I O I " . S I J M J O O CaratMain ái U Pavhaiuti". Jt clo&i: "IVrato fif*tjFMtintnli tmpnsaaO [p* rintil it" ii''kiii ,vm m, •*"!!>•(ni!*iOf t ik u u t i l i l i f r i-;^,!i,ic ( i r o l n i i m iitiprcudn. n - i m rmluo» «li. n - m i u n ulmioa- - • - -rr. (,H(Í(I M ' . . • i..... ,1 . -.;...• , ,,r- ,. BB i • ili .V..-rv • P I U M M W rhtk nT-nm ralÃe t m t w t t i . Nnianxma tom um nora HIKWD.
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i <II«AMAI"IH..IA

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nor acaso que afenoinenolugiiitranscendental da comdrncia jniçrnu do tempo, lio preocupada, DO entanto, cm colocar entre parênteses o tempo cósmico, deve, enquanto consciência e mesmo enquanto consciência interna, viver um lempo cúmplice do tempo do mundo. Entre a consciência, a pciccpção (interna ou enterna) c u "mundo", a ruptura nao é, ulvez. p(i%.iive| ainda que 10b a formu sulil da indução, Portunu). í num cerlo sentido inaudito que a fala é no mundo, enraizada nesta passividade que a metafísica denomina scnutnlidadc em geral. Como não há linguagem nâo•metafórien aqui a opor às metáforas, c necessário, como queria Bergson, multiplicar as metáforas antagonisiav "Querer sensibilizado", c assim que Mâlne de Uir.m por exemplo, com uma intenção uni pouco diferente, nomeava a fala vogul. Que o lotos seja primeiramente irnprcnsão e que esta imprensào seja o recurso escriturai da linguagem, isto significa, certamenic, que o loiros nâo é umu atividade criadora, o elemento continuo e pleno da (ala divina, etc. Mas. nâo se teria dado um passo além da metafísica, w dela se conservasse sequer um novo motivo da "volta à unidade", du "morte de Deus" etc. £ esta conceitualidade c ala problemática que f neces;ário desconslruir. Elas pertencem à onto-teologia que conicstam. A diferencia é, também, oulra que a fmidade Segundo Saussurc. n passividade da (ala é, ante* de mais nada. tua icltição > língua. A rclacao entre u passividade c • a diferença nSo se distingue dn relação entre a inconsància fundjmenial da linguagem (como enraizamento na língua) e o espaçamento (pausa, branco, pontuação, intervalo em geral etc.) que constitui a origem da significação. Ê porque *'a lingu«i é uma forma e nâo Uma substancia" íp. 141) que, paradoxalmente, a atividade da fala pode e sempre deve nela se munir. Mas, se ela é uma forma, c porque "na língua só cintem diferenças" (p. 139), O espaçamento (notar-ac-á que esta palavra afirma articulação do espaço e do tempo, o > ir-"-scr-espaço do tempo c o vir-a-scr-iempu do espaço) é sempre o não-percebido, o Dao-prcscnte e o nao-consciente. Comi? tais. se ainda se pode empregar esta expressão de maneiro não (enomcnológica: pol*. passamos aqui mesmo o limite da fcnomcnolosia. A urqüKscritura como espaçamento nào pode-se dar como tal, na experiência ícnomenologica de uma presença, Ela marca o tempo morto na presença do ?rGSCMC vivo, na forma gCal de toda presença. O tempo morto age. Dai por que, uma «H mais, apesar de todos os recursos ditcursivoi que Ibe deve (ornar de empréstimo, o

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ORAMnruioci*

do l i i i i i i i não se confundirá jamais com uma fcnomenologia da escritura. Como uma fenomenologia d o signo e m geral, uma fcnomcnologia da escritura é impossível. N r i i h u m : i intuição pode-se dar lá onde "os 'brancos' na verdade assumem . importância" (Prefácio ao ("up de dês). Talvez, compreendn-se melhor por que Frcud disse, d o trabalho 6o sonho, qilC í m a i i C o f i . p a / W I a uma escritura que a umu linguagem, c a uma escritura hieroglífica que a uma escritura fonética". E por que Saussurc disse a respeito d a língua que cia " n ã o constitui, poif. uma função d o sujeito luluntc" (p. 2 2 ) . Proposições catas que é necessário entender, com o u t e m a cumplicidade de seus autores, alem d a i simples imeisties de uma metafísica <l:i presença ou da subjetividitde consciente. Constituindo-» e dcscolocando-o ao ri. j • 1.. i r m p o , a escritura é outra que o sujeito, cm qualquer . sentido em que seja entendida. E l a não poderá jamais ser pensada sob sua categoria: de qualquer maneira que ela Seja modificada, afetada de consciência o " inconscièocia. esta remetera, por todo o f i o de *ua h k i ó r l i i . a subsiancialidaí!r de uma presença impassível sob o s acidentes ou à identidade d o

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x i o na presença da relação a si- E sabe-se que o f i o a história não corria nas orlas da metafísica. Determinar u m X c o m o sujeito não è jamais uma operação de pura convençáo, não i jamais quanto à escritura u m gesto indiferente.

O r a , o espaçamento como escrituro i o vir-a ser-ausente c o vir-a-scr-inconscicnic do sujeito. Pelo m o v i m r n t o de sua deriva, a emancipação d o signo rtftro-constitui. o desejo da presença. Este devir — ou esta deriva — não sobrevém a o sujeito que o cscoLheria o u nele se deixaria passivamente arrebatar. C o m o relação do sujeito à sua morte, este devir é a própria constituição da subjetividade. E m todos os níveis de organização da vida, islu é, da economia da morte. Todo grafemu c por essência teslamcntárío". E a ausência original d o sujeito da escritura c também a da coisa ou d o referente10. Taa-Umui dia* ponto « Mau uma • * » ' • dt Fmud ('"FIIUí * • ctiu d- n a l o i i * - in A n W i n • * iUrwnnt}. fclj colo» <nt r-)d*n«j i « « • InMfle MOt u mimlUi üi m i m t • aflrntura dn "cM>iii>«Umtnln" d» aw faUBWt mi» x Imi Jl. Mat< da am '««m» n"i"(i'i«n * tuhMado M l i m Kim. E""n mV<" r u l f a i c l t a r l u i Tula o itain « I I I V o At i , u m , • • i * . d . n u F n f r o . i> n . « i i l o dd HUltU I f x l t i , ii anUu»> > I k r m i l «IHIU IHIaWa IUIKO» ci-üclki no "IO f w m i < ~ Ela ca « a i l l u . I U I I M I I Õ d) n > N I . t O K n t l I ai tonlai II"— OT Mio fliul. Onipaia lamMm a fun-fo « iffP.lílo luplriitc qui mu.pa» o m n i i o • • • : do , « . du pai. do »il da ara o * o Pot IICOC*» "De w mal. o oaa> ar HCm* io>nou-ic o oUa> lunw A lui <omo ludo e,ut dif KipilUi ao mjfdii n r i ' , atuiu Uultou na a«ll*!«"- Saaundo uirai anda. a lai Wlík tiJu LTiaoa p*V* dam v j para tabtlatut"^* duranla a iria ara Tadc W* Ml dtilfuara pai rimar (iid «Jta ****f*- * "upHnoa. Um laan mito iiiniifiYi t i p i . . , a> >H.i-i(id>> d> im poi vm «MPMH ptilddttD LM.J pnr in—'«n «aja, Mfrli. t St» No cimo oi lota ^ •ilh<t <• «oni. h. !„> aniit

II-I.IIVIHA I «.•AVOIOKM.IA

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Na hciioaialidade do espaçamento, que nâo è outia dimensão senSo a de que falamos ate aqui c que não se lhe opoc como u superfície à profundidade, nâo cabe sequer di/ci que o espaçamento coria, cai c fa/ cair no inconsciente: csic não e nada tem esta cadência c ante* dcsla cesura. A slgni(KJ^íIO. assim, nau se forma sento no oco da diferencia: da desconiinuidade c da di*Ciicâ°> da raplu c da ictcrva do que não aparece. Esta brisura da linguagem como escritura, esta desconlinuidade pôde, num momento dado. na lingüística, ir de encontro , um precioso preconceito continuísta. Renun< ciando a ele, a (onologiu deve renunciar claramente a toda distinção mdical entre a fala e a escritura, renunciar assim nin A »i mesma, a (onologia. mas ao tonologismo. O que reconhece Jakobson a este respeito, nos { muito importante aqui:
" O I h n o da linguagem f i l a d a , fiucamente t u n l i m i n . confrontou na origem * t c o n i d» comunicação c o m uma M l u n J o t o n i i * I t c » v r l m r n i r m*i> ( o m p l i c n d n " <Shannon e W e u v e i ) du que o c o n u i n l » ftniio de elementos dncretos que *r*e*e"!tiivu J linguagem eiciiia A anállie ItnvuiMlca. todavia, conseguiu resolvei n dMcurto o r a l numa • í i l e f i n l l n de I n f o r m o c õ n c l r m e n l a i v i . tala* unidades d i w e l a » . O f r i m » , d i u < I r s c w d i s t i n t i w » ' tia axrupadai em f e i x e s ' simullanem, denominadôi fone mas. que. p w Mia vez. encadeiam-se para formar leqiiencíai. A u ú n . poix. a f u i n a na linguagem, tem uma c u r t i tutu manifestamente granular c í M i t e u - i l de uma descrição

quinilci""'. A brisura marca a impossibilidade para um signo, para a unidade de um significante e de um significado, de produzir-se n,'i plenitude de um presente c ck uma presença absoluta. Dai por que nao há fala plena, quer se queira restaurá-IíI por ou contra a psicanálise. Antes de pensar em rcduiir ou em restaurar o sentido d.t fala plena que afirma ser a
" t f l i m u S<u í l t i ú c t i u > cuide lol MOaidn • U I U X I • m i • i n i e d a •> olao «ie Ur U t . i i I • ! * ' «••lUlil "•'<•• • » • * » • » WBu vila ftwnudo v r n l i i i CU anda I H I I O&f I f i n l l f i l i * S*H » n.m l i " HMtit itMUOMia (Om aMarla 9 a OBMI t o rtnfc <tn nw fejfar depo» de < Wf JWIBCM0- OJ tpp-aoa- fl4»o* J lUnaiam • « olha a « f / a i "aiiuiti «ui « t i i i a i M a *aod*". V e n m a w o n r v l Ai i<(hn m t a i fo> c a n ud n WI i a irUtlao t u m r l n i . na fcod* « " " " t n i »rlin&r..i Í J Metiwl». EMi H d s " t mais m i l t i m cmtripatuda ifSV <(»iiin>*r nu» o •>•><"" M i ' i r i a L M M l g i l do r«ind". « u m . r i o » | U « i*>( «uai r a d i i . atilado da NU ílhe Uniam»"» Slmu i I t f m m i # <*"" '•maduili A i ™ * « l » * • dolt tatm*i»i™ I " Ho »wi«« um R I lot oMIBida • wMHuii n willil O outo, B I U B qu> f n p>« tim •acaüluildo pM Shou t " I I I I I I ^ I (ui lumulu i k ><<na <o( te • " •!<• ••'> l-t» 1 • " « ' • « í s lonadu. " • . N í > . U U . . I B uamíDfBKiiO i m • n w n . m i r j > » v«h>:w >0«i* w * l i e » - cont. ilinedlv de « . podfi; a»m d i . « • n c . i f c a » e de deMMI-lo eaam •fn< inliTio..- (a) O 04b0 w r a p «aninw iihmtt de mde " « « r i n « " » - ( « é O í I I í a sil<atm • l l l f doa ) • « • • repoiu. i « n o • • ' . nui» I j P P 1 M a 4* naSnm (l(C«an VandM. ( a rnWi#* í f i l t " " " ' . Pl'1'. r i 1**01. 'SniMntir^a-l " i - mim i k «irteMia 4> HilICIti 4<> cia» «<" áiiuaaiau l ( t . •aa<> «dlania » i « ü

VMMATUUJfclA verdude. c preciso colocar u questão do sentido de sua origem n.i diferença. Ta) í o lugar de uma problemática do mtro. Por que do rastro? O que nos guiou na escolha desta palavra? Começamos a responder a esto questão. Mas esta questão é tal, c taJ a natureza de nossa resposta, que os Tugares de uma c de outra devem deslocar-se constantemente, Sc ;u |iul;ivi;i* v m cimtTitns \(\ adquirem srntidu u m rncadeamentos de diferenças, Dão se pode justificar sua linguagem, e a escolha do* termos, senão no interior de uma tópica e de uma estratégia histórica. Portanto, a justificação nâo pode jamais ser absoluta c definitiva. HLa responde a um estado das forças c traduz um cálculo histórico. Assim, alem da* que ]á definimos, um certo número de dados, pertencendo ao discurso da épocu, progressivamente nos impuseram esta escolha* À palavra rastro deve fazer por si mesma referência a um cedo número de discursos contemporâneos com cuja força entendemos contar. Nao que os aceitemos em sua totalidade. Mas a palavra rmiro estabelece com clet a comuntcA(ao que not parece u mais certa e permite-nos fawr a economia dos desenvolvimentos que neles demonstraram sua eficácia. Assim, aproximamos este conceito de rastro daquele que cata no centro dos ultimo* escritos do E* Lcvlnaa c do sua critica da ontologia": relação A iHidade como a altcrldade de um passado que nunca foi e nüo pode nunca ser vivido na forma, originaria ou modificada, da preacnça. Colocada aqui. c n l o no pensamento de Lcvliua» de acordo com uma intençAo hcidcggcriana, esta noção significa» por vezes para alem do discurso heideggeriano, o ubalamento de uma ontologia que, em seu curso mais interior, determinou o sentido do ser como presença e o sentido da linguagem como continuidade plena da fala. Tornar enigmático o que se c r i entender sob os nomes de proximidade, de imcdiatei, de presença (o próximo, o próprio e o pre- de presença), tal seria. pois, a intenção ultima do presente ensaio. Esta dcscomtmçâo da presença passa pela da consciência, logo. pela noção irredutível do rastro (Spur)1 tal qual aparece no discurso niel/schiano assim como no discurso freudiano. Por fim, cm iodos as campos científicos c notadamente no da biologia. «ata noç&o parece hoje dominante c irredutível Sc o rastro, arquifenómeno da "memória" que 6 preciso pensar antes da oposição entre natureza e cultura, animaliU Cl, Pflnticaftrir»* U tr«* «• Fatm" « Ttjd^nft »w AUMUM »t iWl. f wttn fnii*1, "Viitlrn» n mtuphtvtfi*L t t it «ur * f*M*í ámfM fwni#tl Ltytnu" Itrfin ét ma*>#*rti4*f a êt *«r«>, LfH. 1 t 4 '•** al1|)l i fiu itmbim fubltc*4» na iiNtAci 1r*f*n\m Jc 4 /hrrifltrd t d Dit*r**f*>

LIKOÜtmCA E ORÁMATOLOOIÀ

j?

S

úhúc C buttianiclaclc etc, pertence 10 próprio movimento da significação, esta está a pricri escrita, que le a inscreva ou náo. *ob uma forma ou outra, num elemento "seosfver e "espacial" que se denomina "exterior*, Arquiescrilura. possibilidade primeira da fala, e cm seguida da "grafia" Do sentido estrito, lugar natal de "usurpaçào" denunciada desde Piatio atí Sauuurd este rastro í a abertura da primeira exteriorídade em geral» a enigmática rclaçfto do vivo com seu outro e de um dentro com um fora: o espaçamento. O fora, exterioridade "espacial" e "objetiva" de que acreditamos saber o que c como a coisa mais famUiai do mundo, como a própria familíaridade. nao apareceria sem o grama, sem a dilcrfncia ctimo t- mpomli/açòui vem n níu-presença do uulrv inscrita no sentido do presente, sem a relaçiu com a morte como estruturi concreta do presente vivo. A metáfora «riu proibida. A presença-auséncla do rastro, o que nlo se deveria sequer chamar sua ambigüidade mas sim seu jogu (pois a palavra "ambigüidade" requer a lógica da pretença, mesmo jando comcçi a íciobcdcceMhc), traz cm ti oi problemas a letra e do espirito do corpo e da alma e de lodo* os Edemas cuja afinidade primeira lembramos, Todos oa dua•«. todas as teoriai da imortalidade da alma ou do espirito, tanto quanto oa monumos, cipiriluahitas ou materialistas, dialéticos ou vulgares, sto o tema único de uma metafíilca cuji hlitórii inteira leve que tender em dlreçio ft reduçáo do rastro, A subordinação do rastro a presença plena resumida no togos, o rebaixamento da escritura abaixo de uma fala sonhando sua plenitude, tais sfto os festos requeridos por uma onto-tcologia determinando o sentido arqueológico e escatolôglco do icr como presença, como parus ia, como vida iem diferencia: outro nome da morte, historiai metonímia onde o nome de Deus mantém a morte em respeito. Dai por quef ic este movimento abre sua época sob a forma do platonismo, ele se realiza no momento da metarhica tnfinitista. Somente o ser infinito pode reduzir a diferença na presença. Neste sentido, o nome de Deus, ao menos tal como sC pronuncia rio* raciohàlinmoA clássicos c o nome da própria indiferença. Só o infinito positivo pode suspender o rastro. "subtimá-Ui" (propôs-se recentemente traduzir a Au]hthun$ hegelianu por Miblüuaçâo; esta tradução vale o que vak enquanto tradução, mas esta aproximação interessa-nos aqui). Portanto, nfto se deve falar de "preconceito teológico", funcionando aqui ou iá( quando está cm causa a plenitude do >'í'V<M: O totós como aubUmaçfto do rastro é teológico. As teologia* infinitistas sáo sempre logoccntrismos, quer sejam ou

II

OHAMATOIOOIA

nfto iri«ionlimus. Spinivti mísmo di/ia do entendimento — : ou lotos — que este « a o modo infinito imediato da «ihitàn. cia divina, chamando-o mesmo seu (ilhn eterno no Itreve Tratada. £ ainda u e u época, ooncluindo-sc com Hegcl, com uniii teologia do conecilu absoluto w m o logo*, nuc pertencem todos o i conceitos nflo-crlticos, creditados pela lingüística, ao menog IUI medida cm que cia deve confirmar — c como B isso «caparia uma ciência? —> o decreto saussuriano recortando o "sistema interno da língua". Este* conceitos líio precisamente CA que permitiram a exclusão da escritora: imagem ou representação, sensível c inteligível, miiurt-/,i c ciüturn. nuturc/a c técnica, ctC- Sâo « l i d í r i o i com toda a cnncrinialidnde meiafivicii e tfít particului eom uma determinação naturalista, objclivisla c derivada dd diferença entre o fora e o dentro. E. sobretudo, com um "conceito vulgar do tempo". Tomamos de empréstimo a Iieídeggcr esta expressão. Ela designa, ao fim de Sei» und Zrit ' , um conceito de tempo peni l d o ii PJrttr d » movinteflto cvpocial o u d o agora, e que domina toda a filosofia du Physíca de Aristóteles a Lógica de Hegel". Este conceito, que determina toda a ontologia clássica, riflo nasceu de um erro de filosofo ou d« unul falha teórica. Ê interior à totalidade da história do Ocidente, ao que une sua metafísica à sua técnica. E nos o veremos ftldil adj.tnie coinulikuif coln u linéarizaçüo da c*crilura c o conceito lincarisla da fala. Este lineariuno é indubitavelmente inseparável do /onotoeisflio: ele pode elevar a voz na medida mesma c m que uma escritura linear pode parecer submeter-se a cie. Toda a teoria saussuriapa da "linearidade do signifkantc" poderia ser interpretada deite pomo de vista. "Oi «Ignifkiinlf. «CÓMlcoi ,11.|«Vm >jvnnk JJ tinha du lempo: *•>• clrincnim te Bpit«n«*ni um npúa o outio; formam uma cadeia. I «c coiáter apJlt«« imediataiucnw quando oi reprrseMami" pela evrliura ." "O aignifKnnte, sendo d* Dalureu auditiva, de*e«volve-W nu tempo, unicamente • irm ai taiuirifclkat que lomn do tempo: a) repres*nia >>"•» ixinuão. e. b) eMa es«n«lít> * men*u»a»»l numa ari «limenião: é unia linha"". Lslc e um ponto cm que Jaknhscm «c separa de Saus»urc de forma decisiva, ao substituir a homogeneidade da linha pela estrutura da p.mu musical, "o acoide cm música"". O • Obff de M«*« Mti-fcMr O $,, , <t Ttmm. (N. «M r.) M rw«Mtln>i-i«n iqiil ífimii- a IMI « M B l i mi). Oaiia n (Ifmmt "fif ia' mt awr tb sm umi 7«i< " P. **• s*ti lamMla tuét aut naUMlai •• " I * B V hanvafnrq" to !"* I* o, <«. p i0. n itmMm *it>> * Cvetwf II etinéa

r

lINfl MÍTICA 1' lt»AM\IOH»,l« uuc ioui üilú em questão, níu é a ulirmaçâu, por Suuisure da essência temporal do discurso, toèt sim. u conceito de tempo que conduz esta afirmação c esta análise: tempo conccNdo como sucessividade linear, como "consccutividadc". Este modelo funciona só c cm lodo o Curto, mus Ssussurc dite está menos, seguro, ao qur parece, no* Anagramat. Seu valor parece-lhe, cm iodo caio, problemático c um precioso parágrafo elabora uma questão deixada cm suspenso:

"Que Oi elemento* que formam uma palavra sr I í J » » , «I eslí um> rerdaJe gnc mi.i. valeria Wio considerar em HniufMK* comu algo tem iMcrcnc parque o «dente mm sim como alto que Oi de snlcmío o plixlpio etntml Je toa» letleitu úlil autue u pãlawai Num dominio inriniiiinicnic pípcutl u>mo c*w com que (entoa a lidar, i tfiKpae '<n vlitude da lei fundamental da rultwa humana em sciil que pode-ie colocar utiu questão comu a da conaeculi• idade ou • l u iiriMniBuIrltntf*"

Este conecilo lincarista do (empo é, portanio. uma das mais profunda» aderência» do conceito moderno de signo a mu história. Pois, no limite e o próprio conceito de signo que permanece inserido na história da ontologia clássica e na distinção, por mais lêmuc que seja, entte a face sigrúficiinic c a face significada. O paralelismo, a correspondência diis faces ou dos planos, ai não muda nada. Que esta distinção, aparecida primeiramente na lógica estóica, tenha .«ido necesuíria i coerência de uniu (efttillci) escolííttica dominada pela teologia infinitislu, eis o que nos impede (rulur como uma contingência ou uma comodidade n empréstimo que dela se faz hoje. Nós o havíamos sugerido nu começo, talvez suas razões apareçam melhor agora. O tignatum remeti,! sempre, como a seu referente, a uma rei. a um ente criado nu, de

qualquer forma, primeiramente penendo e dito, pcntável c
dizlvcl no presente eterno ny la&<>< divino i precisamente no seu sopro. Se ele vinha a ter relação com a laia de um espirito finito (criado ou nào; de qualquer forma de um ente intracovmicnt pelo intermediário de um aignans. o signaium linha uma relação imediata com u logo.t divino que o penviva ria presença c para o qual ele não era um railro. E para a lingüística moderna, se o signiticante c rastro, o significado é um sentido pensavcl em principio na presença plena de uma consciência intuitiva. A face significada na medida cm que ainda é distinguidu oríginariamente da face signifiIT. Urr,ii-> ét 'I»I—. -.v |«M. p 114 Api*«n>Bria •«• • • m 1 Raicttwkl t i i x i n irnJiVi multai • («nrkjl; " W l ClWn dMntohfo Kfu-do \,n, nirt" tr«ir« (• num «•«« limpo)' mi llmli» w ' M *• limpe dl '<mtWiui.'M>>fe nrtifi H lltttiiwtti hiHlnal". «»«••»•». **• *)•**•. *wi r"P"f «« «i<iiwii> (-*"-" di <*««•• i ik linaiaam

K>

QUAMAIOlogiA

cante nio e considerada como um rastro; de direito, nào tem necessidade do significante para KT O que é. £ na profundidade dctla afirmação que é neccuário colocar o problema d n relações entre a lingüística e a semântica. Esta referencia 10 temido de um significado pemivel c possível fora de qualquer «ignificante. permanece na dependência da onlo-teo-leleologla que acabamos de evocar. Portanto, é a ídeia de signo que Mríi DKeuárlo detcorutruir por uma meditação sobre • eKrltura que se confundiria, conforme deve faze-lo, com uma lolicitaçâo da onio-teologia, rcpctlndo-a fielmente na sua fotalidode e abalamlo-a nas suas evidencias mais seguras", A( 1 í conduzido com ioda Necessidade uma ver que o rastro 0 afeta a totalidade do signo sob suas duas faces. Oue o tig> nificado seja originário e <**vcncialmcnte (e nao somente para um espirito finito e criado) rastro, que ele seja dtsdt semprr tm posição ár signiflcanu, tal e a proposição aparentemente Inocente em que a metaflitra do logoi, Ou presença c da consciência deve refletir a escritura como >ui moric e icu recurso.

» Ba a n g l i i a i i « M U » * W i - M <M«a >iTH>wiuut*o " " * U l l f O l l n t i » H l I U Í I M a i ftlO * lOIMDU COIQM SlUMUX «Indl i M n l l » s UajUlHita s i MaUoloila a o m i n p a t M a i i I poiaM • • K B i n m * I M é í B •a Duaan n o i l l i i l l n u m i n » unir» na m i i r i m i « u • m e t v ilrir - ir uult • aktaa «o cm<a*o dr Mano ( • a n i n e u i M . . i « " " u d ; . i du u m ainda » UM a M a t . c«n qut t*<*dpplH, « M I w K l í É o HIHfinJnaVai*, prwclpalnitnla orando • uala da d i l i i n u «noa aa M a l "facaa" * > "«"n * da "atWusno". imUíof • « I I I I I I . T I . W I - * ••• In M. iiiiadal. Lu M w m l a a i i i u i i u » d» C o m i A ">Hii<n«ur • / " » • * . I H T , p D 190 a n N I M D K * dt H t i t f i m n » • * * « < l " l d n •ua a Mualidadj du < ara», S M l Bailui 1iv.11».. w a i « i (•(•(.(. amcaia " " d l i n r - r o i i M f . l i . t I m d « iMdlloa t u M P - h U . t l o H f « i f - r a . 1 1 . 0 — n i . Fanaamoa a » f M I t i i l M M * . * - a « — a a i i A » 4,a ponlo Swatuia * n a n a u a m •ato C a r m tal « m s <ol fhllatao . dado paia lar iMpn» «a H m»>u? A g m . i l n n l n 1 m i n h r i i n . t a u t i m p a u t a i oaa. ao — « a « » , nL> r * H - H W Llit d . , n t a h u n u iHftinln.ia* A nfei a i • • M c m t u i t f i niifkndanrnM I naloraia da noaai i > " i " " . i n n . | n i m l i i d o * - . p r a w a a i i d M U i a u l u ( M M COB O p**p'W M i a a H U da Pfadlnaad da Sauiauit r.V - w i ' . I M t n t a i a w •oa c a u a • • • <uia IIW.aHdida d a s n vafal « • • aa ialw daoolt da K i t h * a r à a D M o u n a t u r a i d l N I M I M • t l u h u n i i n l u i i l m l a M l i n tmnrSRirnm
K(.M*IMI •<• n » * . 1 1. OO* •> — • UmMiii " * nlo <a 1 * 0 . ai Ml

— * . o o (liulo d< Í W J A M ) - U n « y > i ^ W ' a ( i iia(uiia<an<a t«ai ( i i U . b i de W i h l K t f M i n I n ( n o n d i d i a ".cadadilia' de F i i d l n u d da l a m a i i i Sa • • a K o t a u w oi» n u H D O nilr ocultou w oucio a mnca m i m » . « • IIQ> clcfuntar kDiSn ^ n tfUAf — a o ofiihoii •vdl p " U d " i k h r m A H l v . a M t u f l tíiM acahaain* da p.H|*a "!'* ^ t A A** n u n m t.if a.ta únim t u k . Lilfn S|wddA Wuilu an c n i i l i l t i F u i a i u a t l n , .Mm do u n i . , Iara p i o l i u prlot fdlMara do C r w , b » a i « a I o . . . prinimii P i . l á . w

3. Da Gramatologia como , ciência positiva

Em que condições uma gramatologia 6 possível? Sua condição fundamenta) í, çertumenu, a «olkltaçlo do logo«ntrfsmo. Mai titã condição de possibilidades transforma-se em condição de impossibilidade, Com efeito, eln corte o risco de abalar nimbem o conceito da ciência. A itrafemain* ou a gramatografiu deveriam deixar do aprcsentw-»e como òíncias; a tua mira deveria *er exoibitantc com reipriio a um saber gramato-Wrícc». Sem n<* aventurarmos aqui ata fita N t W t d l d l perig o u , c no interior d u normal tradkclonall da cttntiflcldade cm direção das quais fazemos um recuo provisório, repetimos a questão: em que condições u gramatologia é possivíl? Sob u condição de taber o que é a escritura e como te regula a plurivocldadc deste conceito. Onde começo a escritura? Quando começa a escritura? Onde e quando o rastro, escritura em geral, raiz comum da fala c da escritura, M comprime como "escritura" no sentido corrente? Onde e quando se pasta de uma escritura a outra, da escritura em geral à escritura cm sentido estrito, do rastro a grafia, depois, de um sistema gráfico a outro, e, no campo de um código grafico. de um discurso palíco a outro, etc? Onde * quando itwn«(w. . . ? Quesito de origem. Oru. que nan haja origem, isto é, origem simples; que as questões de origem Conduzem com ela uma metafísica da presença, eis o que uma meditação do rastro deveria, sem dúvida, ensinat-not. Sem nos aventurarmos aqui ulí esta Nccculdadr peri-

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(.«IMAMHOGl*

gosj, continuando a colocar questões de origem, devemos nesta* reconhecer duas alturas. "Onde" e "'quando" podem abrir questões empírica*: quais sào os lugares e o i momcrUos determinado» doa primeiro* fenômenos de escrituro, na historia e n o mundo? A estas questões devem responder o levantamento c a pesquisa dos fatos; historia no sentido çortcnlCi 1 que foi praticada iití hoje pur quase Iodos os arqueólogos, cpIjirafíMiw e pré-historiador cs que interrogaram as escriturai no mundo. Mo* a queilflo de origem contunJe-se Inicialmente com a questão da essência. Pode-se igualmente diíer que ela pressupor uma uuestáo oniofcnomcnolnglca, no sentido rigoroso do termo. Pevc-se sober o que t a escritura, para poder-se perguntar, sabendo-se de que se fala e de que f questão, onde t quando começa a escritora. Que * a escritura? Pelo que ela te reconhece? Oual certeza de essência deve guiai o levantamento empírico? tinia-ki de direito, pois 6 uma Necessidade de falo quo d Icvinlumenio empírico fecunde, por prccipiiutfèo, a rcílcxflo sobre n e*êncla'. EsU deve opeiar «obre "excmploi", e podcr-H-fa mostrar em que eila ImrWMIIdaJê do comevar p i l o começo de dircll>>, lul como í designado pela lógica da reflexão transcendental, remete a origlnariedade ( m * fatura) do rastro, i.lo í, I rnii da escritura. 0 que já o M rniinou o pentamenio d o rastro, c que cie nno podia tlmplcanientc ser submetido a qurtlao odloicnomcncJogtca da essência. O rastro não è nada, nao t um enle, excede a qucstlo 0 i)t<( é e eventualmente a possibilita. Aqui nio se pode nem mesmo confiar na oposição do fato e do direito, que nunca funcionou u n i o ser o o sistema da qucaiáo o que é, st)b ioda* as suai formai metafísicas, ontológicas e transcendentais*, item nos aventurarmos até a Necessidade perigosa da queilfto sobre a arqui«ucstao "o que 6". abrigUcmo-ito* ainda no campo di> Mibcr grantf tológito. A escritura sendo totalmcnie histórica, é ao mesmo tempo niilüial t surpreendente que o interesse cientifico pela escritura tenha sempre tomado a forma de urna história da escritura. Mas a ciência exigia também que uniu teoria da cKriiura viesse orientar a pura descrição dos fato* — supondo-se que esta ultima expressão lenha um sentido. 1. Sobra u iJilKUldldtt 'mrllk*' flt Ia» PH4I»M tu «i»«iu »ipílíc*i> < M. l/Sni, In pa*4i u%,tn<t" .11 tlrrOtfl IWI U-nii | n i • n <_'$• T 1 ifiifui-. ilr !li'i<wi iU I. O. r*nlar ilW"JM*. u r r » da .**• mu li ir -nnii. na PIMV>. •»•»' • hi«nru da twluni M V-l>j«-j ,I»»R»U I (MHH UIB •fludn ••) C«u(»iií. lia"- da 1*40.

DA

OKAMAlOlIXIlA

COMO C11NCIA POSITIVA

Ç>3

A

ÁLGEBRA: ARCANO E TRANSPARÊNCIA

A que ponlo o século X V I I I , marcando aqui um corte, •eniuu ' i " c l juMrça i> estas duas exigências, eis o que * muito freqüentemente ignorado ou subestimado. Se, pof razoes profundai c sistemáticas, o século X I X rios deixou uma pesada herança de ilusões ou de des-conhecimenios. tudo o que se refere íi teoria do signo escrito no final do século X V I I c no decorrer do século X V I I I foi D sua vitima ptivikfiadu'. Devemos, portanto, uprender a reler u que está assim embaralhado para nús. Madcleinc V.-David, um dos csplrilot que. nu Franca, animaram incessantemente o Icvantamenio histórico da escritura pela vigilância da quislâo filosófica', acaba de reunir numa preciosa obra H peças essenciais de um relatório: o de um debate npni*onaitdo iodos os espirito* europeus no final do século X V I I c durante todo o século X V I I I . Siniomu ceguntc o desconhecido da crise da consciência européia. O» primeiros projetos de uma "história geral da eacrl(Ulii" ( a ciprcuiU) í de Wiirlmrton r dulii de )742*) niiscenirn num meio de pensamento em que o trabalho propriamente cientifico devia incessantemente sobrepujar aquilo mesmo que Nu dava seu movimento, u preconceito especulativo e * presunção ideológica. O trabalho critico progride por etapas c pode-se reconstituir posteriormente a sua estratégia. Vence inkialmcnic o preconceito "ttotágieo"; t oitim que Fríret qualifica o mito de umu escritura primitiva e natural dada por Deus, (oi como a escrituro hebraica pura Ululse de Vigcnere; cm seu Tratlt dei chiftrer ou Kcriies manJtres tftactirt ( I S 8 6 ) , dia que tais caracteres sao "os mais antigos de todos, c mesmo formados pelo próprio dedo do Soberano Deus". Sob Iodai y RUI IJHTP'" ijucr vjiim miinilcsiiu mi l O n i M B U esse irologismo, que na verdade nao é um preconceito e é "mi- do que Isto, constituiu o obstáculo maior a toda gramato1 U. V. Di.tf mifria uma ••IIIUKS» MIIKUIM para n u MOMHUMKi "a •*«, «iir •> m « n * • U,„u, XIX. - pruduilu um • • * » *••••. d. M>uot_i, daaiuuiii m i i i i n d « uiui ui .iiiiuu 111— 11ik SOB Hardw) ' . i i-iii>'1n-mi. o iSciilti dn f> andai aitlfrtidn tu (Ibtia n u di i ".< rirp>i-,to (Hiiu dMHIMBai. «nanuada ma deuMIck IU* «o preBWoia doa

"•»«.-. * ' • • fita BB «são i MT nif>M<nea -•»« <nMinuvudt • •«• •<«•-

h t o u . . o wSbw a ruw na-» Bundo «iria m l > . « mu» dr LaAnla Om i*r<qm n»rta* varai iitnÉiintaBHBtta, dm fahH ihlntirt c doi l*"l««t da I I I H I I MI i a d» BHliuBtat puikOft iviiltit *• (*•«'' - *> falido u - ul>» -1» r-iW.—- -«•-III» * . . -.»-•«-"". da U nM iimhdm ciaiiitul eadciiaaniciii pu> lilmaubi M lali aipHiot n r i i i i i da 'ilvUuia Mtrmrsi* (InwiMniSii im £7. pp- »MSB). I. fila n l(i era partHulu am In dl«« av U d>nin »n iW>4»i' i r . U í . I*""') Itl. F*"WfalffWO!f í V U H HPU"t*i f t f í f* M t"* * fétntrr)-, « " i muianoaoi uliana d> Jla>w r>ni'~<v*"«»*i dn AldVun di Ai K-nlrí U-J.H ' w d- porjf tk CrlIlaiK. d" J v i l aí »T<<iua*ll< • d" /wiriwf d-^Cf-r M. V.l>,»< lol «aclpaH * lro*ll»> ik B Kioai 4. nu. ['[• 14 a •>

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OHAMAIOLOOIA

logia. Nenhuma história da escritura podia conciliar-sí com ele. E inicialmente nenhuma hislória da escritura-mesma daqueles que cegava: o alfabeto, quer seja hebreu ou grego. O elemento da ciência da e«ritura devia permanecer invisível cm lua história, e, privilegiadamente, àqueles que podiam perceber a hislória das outras escrituras. Assim, nâo t lurprcendenie que o dCKEiiiiamenio nceciiáíiü siga o vir-a-ser-legfvel das escritura» oio-ocidentais. Nâo se acciia a historia do alfabeto antes de *e reconhecer a multiplicidade dos úsiemas de eteritura e d e * lhes designar uma história, quer se esteja ou nio capacitado a determiná-la cientificamente. Hste primeiro <k «centram cm o limlta-jc a si mesmo. Re•conirs.ee num tolo a-butíricd, que, de maneira análoga, concilia o ponto de vista lógico-íilosófjco (ccg&mcnto sobre B condição do tógico-filosófico: a escritura lonética) e o ponto de vista icolrtgico'. E o preconceito "chinfs": todos os projetos filosóficos de escritura e de linguagem universais, pasijalia, polígrafia. pasigrafia. chamados por Descartes, esboçado* pelo Padre KJrcncf. Wilkini*, Leibniz, etc., encorajaram a ver iia escritura chinesa, quo efltfio era descoberta, um modelo de línguafilosóficaassim subtraído à história. Tal é. em todo caso, a funçio do modelo chinês nos projetos de Leibnil. O <|ue, a seus olhos, liberta da voz a escritura chinesa é também o que, arbitrariamente e por artificio de invenção, arranca-» i história e torna-a própria à filosofia. A exigência filosófica que guia Leibnil ji fora formulada várias vezes antes dele. Dedtre todos em que se inspira, hi inicialmente o próprio Descartes. Respondendo a Mcrsenne, que lhe havia comunicado um panfleto, cuja origem nos ignoramos, exaltando um sistema de seb proptMições para uma língua universal. Descartes começa por dizer toda a sua des* confiança'. Considera com desdém cena* proposições, destinadas, segunda ele, apenas a 'Valorizar a droga" c a "louvar a mercadoria"- E tem "má opiniio" da palavra "aromo": "assim que eu vejo apenas a palavra aromo em alguma proposição, começo a ter mi opiniio desta". Opõe a este projeto argumentos que aâo, como se recordará', os de Saussurc:
S. AI|IM1« Qta irim 0B&min>4<n oi "J««.limi íi C m k ' i M b i i i i i H i <ji diuAili • r.cixnf <IH Unutac'1' iHiliauii ]^MkiM;.iili i «livll*) np n e m u n ihUnH. Cl. V. p - u i La Oitot li U firmam» A Himi **.*»»• *W»- « Tf** Cl**»-"*»), IMZ. # Dfc op. 5» e » Si Athuiua Kidhic. ." •-.'. iripSm «»<* •• muminlu •• maManofia *••> 44<f—. JMn Wtlkim A > «»>• jf4'i< a rr«í cAmil" a*f t> HittonfMtá umMm L. Co»"'* 1

'. C«ru * Maiwiiu, 10 a> n o ^ i A n a. \n* o ( L U H Hlimn *• Al (oaaw •mlyfltli. f. IO < »

l>» ttUAMArouxiiA

COMO

CUMCU

FOIITIVA

9;

•.,.fl mau encontro du ktril, qu* pfc-juzlfüm [ítqúerilements tons desagradáveis c insuportáveis à aodiçlo: põta ioda a diferença du inflesoei da* palavras fez-se, pelo uso. apenas paia evitar cate deleito, t ê impossível qua votto autor unha podido remediar eaie inconveniente, fazendo wa gramática universal para todaa ai eaptciet da naçOaa; BOM * que á fácil a agiadivei aen noaia língua è rude c insuportável para 01 alcmlei. c uatm por dlanit." Esta língua exigiria ademais que te aprendessem as "palavras primitivas" de todas as línguas, "o que é por demais enfadonho". A nlo ser comunicando-as "por escrito". E esla 6 uma vantagem que Descartei nBo deixa de reconhecer: "Poli te para ai palav.-ni primitiva* cidt um ae Ktvir dai de ma língua, i verdade que nBo lera multo trabalho, mai em compêndio *e:á entendido aperta» por >eu> conterríneot. a não ter que o faça por eterno, quando quem desejar entendê-lo terá o trabalho da procurar todaa aa palavraa no dicionário, o que í por demais tn'adonho para aa eaptrai que M lome tnual Portaolo, ioda a iiMljáde qw vc|o podei riir ilesia invento é pari 1 «crliuri: a saber, que cie futwt Impilnur um grinao dKloniiio em todu 11 llnguat em que dricjaite irr entendido, e para cada palavra primiii>i pu-etae caracteres comuns, que respondetiem ao temido e náo alilabai. como um meimo caráter para amar, amair e QiXtlv; e quem ;iiew CKC dicionário c «ouhe«e a tua gramática poderia, procurando um por um todot euet CAracteret. Interpretar em n a Ifnfua o que ntatia stcrilo. Má» Isio iiru bom apenas pari ler miMcno* t r«v:i „ ' , v poli, para ouuaa coisas, scrli necessário que nlo se tivesse quaie o que fazer, pari ae dar o trabalho de procurar iodai as nlavrn num dicionário, e aatim náo ve» multo uso para isto. Mas pode ter que me enaaiW. E com uma ironia profunda, talvez mais profunda do que irônica. Doücaric* designa ao erro poístvtl uma outra causa eventual, ulém da nilo-evidencia, d l falta de «lençio ou da precipitação du vontade: uma falha de leitura. O valor de um sistema de língua ou de escritura não se mede segundo a intuição, a clareia ou a distinção da idéia, segundo a presença do objeto na evidência. O próprio sistema deve ser decifrado.
0

"Mu pode ter que me engane: ipenat >ot desviei eacrevri tudo
Que podia confcluiai utbre Bttai aeit propcaicõea que nw cnviutci

para que. quando urdi» 1 inveneto. pomii diier te bem a decifrei." A profundeza arrasta a ironia para mais longe do que. seguindo o seu autor, ela desejaria ir. Talvez mais longe do que o fundamento da certeza c artes ia na. Depois do que, em forma de adição e de posl-tcripium. Descartes define muito simplesmente o projeto leihniziano.

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0*AMAH*1<KI|A

É verdade 411c v i nele o romance áa f i l o w i f i u ; apenas * lilosofia pode w c r e v M o , e portanto ela depende inteiramente dele, mm por í M O mesmo elu n ã o poderá o p e r a r nunca " v i - l o e m UKO". - . . . a invenção de»a linaua depende d« «rdadeira filoaofia; poii de witfü maneira c impossível enumerar iodo? t» peniãiiicntot d™ >>on'cn*, e eoloeá-kw em ordem, e c i e m » acenai diiiinful-loi ite modo a H i r i n clarui e limpteo. o que é, a meu ver. o maktr trirredn que De povta ler paia adquirir a boa ciência . . Ora. eu mantenho que esta linciu é poHÍvel. e que w rude achai a c i f t v n de que c l i depende, pelo meio da qual o* camponetci pndeiiam julgar da «etdarb dai coiae» melhor do que o faicm hoto o* lilAtofoa. Ma. nao cípcrciA » i - l . )>ma)B em 11*1; mo prenuncie irandcs miidaixu Da ordem dai coitas, c seria necessário que o mundo inteiro nao f o t » seofio um parafto terrestre, o que sô e bom de propor-se no pait doa lomaoceV Lcihniz refere-se expressamente a esta caria e ao princíanalítico que neta K formula. T o d o o projeto implica 1 o m posição c m idéia.* simples. £ a única via para substituir 0 raciocínio pelo cálculo. Neste sentido, a característica universal depende em seu princípio da filosofia, mas pode-se empreendera sem esperar o acabamento da filosofia: "Entretanto, embora etia bflcua dependa da indaUeiu fuosofia. (1Í10 depende da uia peifeiçiu. iMo f. n t a lincui pode atr f tinta lecidn. embora a filosofia n i o seja perfeita: e. a medida que crescei 1 cüncia do» bomns. esta língua também crescei!. Aguardando isso. ela K r i um auillio m»ra"lhoio. tinto pare empregar o que sabemos. v. Julam» preferível reoluilc n canUMo deila duelo: "De wiio. iclv aue *• n * n acieMrniai a 1 1 umi Urrado, iamo paia (ompte 11 pelaiii 10 (rlinlirtiB deiu llnpia quino» para Min ceiatif-". de moo» ow ela r*"»*'i> t a ONHI p n w Ittips. t M? p*t K N da oiíra. me ti eti>Mtima ícAfifi rMt* Ti*om 04 rantanhinlm í>H* ttydÊin entrai nn tealrlMi H h« - m miMaimin» n d b r h i o i amn i» i l — M I • aalm tomo H pude tpienoai *m um dia a « 1 1 1 imlni oi na—«raa aal o mi 1 - •.i'i~tln\ numa ilnni* df«imhifl*>. rml-x» Mlaa v a i laftnMMt iH painiu adltenica, Qm • fulana huai o m«-ii tnn »™ni> • iodei n eulfa* pelaaiea ntitraairiu para aiprlmir lodat u nuiraa ixtaa* i|ic taem no «iWriw doa hoaieaa. S t » te cacomaiae. n b divui» me «ia uatua e loao i l n w curw pilo •uado; poli lá n a u i<t*><» «ut de lum j i i impffanam rtaco P I wli dlai de lerepo. pau •• poíeiem lurt mienler po> - Wa 1 1 hranani. Mu n%i K M U O QOI t « » mm» "itHi paMaiv «aW, tanc 1 P'«in -»d> i> triMnattrha —1 inoai «i <U4! p " ( " i H V i . e|Ma*0 n n m t a "iveisfci doía I M | « detnto* ém ntdadMri nietofla! roli « o»»« » « • " • a invoi.ixi rmmnai io<hi> «a «-numnHí» «oi DnaWPt, e toloiaini er> Oiaera • nHinu apenaa dliUnni>«* da modii • n . m ranoa a ilmph». i a a 1 • M n r . o nt|o| KBieO^ u ia thvaa ur paia aduiaav a h>« odfKlm. t tf ilaãta i>-'w (ipicado bem u—ii <lu a> idllx •in»iai um «n«n . m-.i r.,6-. U» Hemani, dai quali H comede l.dn u v.. ifc. i«mi>m. • IHa low nrello pe* Hdoa. aa oiiMfia eipeiai a iquli um> l - i m anlnnal muaii iAmO#> ae M aprenorr. de » m i i r a t i « » >«m*te e. o que I o riiniiral. • " • luiilliili o ItilM. )>|»'a'"Unl<~rka l l ~ dMIolaiwan loda< i> <•>(!•« eu* • • •«ila a u o tmpnàd<rl f nfan» » «IHUH-IH. I " mm I - I I K I H •»I.-I-»'«- . r.»i> |« |i(kii-ni um Ir—nt (v-iiiim VIM lptn-> •laf'IHKn>< . I » ' « « I •'" Nall t-idi-u o raaliHo doa bseami llOillüeilli i i k i a ampa «ala, i— IMP laaaani nao .imnúÈ OBiat * » • minumtiile ( - . tu mvaaanta •». l i »
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DA OBAMAiutOOU COMO (II.NCU r U M I l v *

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iWin^t-lu, ma. acima da tudo paia r-icinitn-r ai conliovemai IUI m>ií'i«i iiue deoeodem da raciocínio. PoM cnifto «'» a morna coé» rrtocfcm * calcular"-. Sabe-*c 411c c t l u nlo l i o u únicas correções da triadic-n cariesiaiiii O jnaliiumo de Ocw<aricn c inluivronisia, o «Ic Lcibniz remoU pai» "léni da cvklêncu, para a ordem, n rclaçãv, o ponto de vista". A CBiniléflM*:» "poupa O espírito * • imaainBíao. C"» uw d*»* '*• acima de tudo poimixiniim». E«e í o priacipal oblWo ikita funde ciência que me acoWunuri a denominai li**»r «>»•«*. "Ia qu*l o une denomlnamoi Àlaer*» ou AnàUe é Ipenik Utll tnmu mui o pequeno: um. *aj que í ei* que dá as nalavraa à> llnguai. ai Idi» à> pnUvrn,. M nlgsiHmo» B AnimclKB. U mu» * Mítica; * «Ia 0>M 006 cniina o «gredo de tiui o raciocínio e de obiiiji-lo a dciini imin) roalra» vi«(veii eoi pequeno volume «obre o tapei, paia -ir examinado à vontade: r ela, enfim, que no* fai raciocinai tim poiiíB. de»pe«a». pondo caraeutm wn Imai da* COíM-S. paia t*e>*ml..íi<aT a ifll»|lnBÇÍD'". Apesar de todaj as diferenças que ataram ca projetos de língua ou de escritura universal* nesta época (cm especial quanto à história c à linguagem11). » conceito do simples absoluto neles sempre e*lá, nccessáriu e indispcnsavelmentc, agbwlo. Ora, uriii fácil mostrar que ele remcic vniprc a uma teoria InJLnitblo c ao logoi ou entendimento infinito de Druv\ r por isso que. upc^ar da aparência, c apesar de toda *. sedução que pode legitimamente exercer sobre a nossa época, o projeto leibnizíano de uma característica universal que não
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"••Ulk.

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OHAMATOLOOIA

seja essencialmente fonéiica nfio interrompe em nada o logocentrismo. Ao contrário, ela o confirma produz-se nele e graças a ele, assim como a critica hegeliana a que será submetida. Ê a cumplicidade deste» dois movimentos contraditório» qu; visamos aqui. Ha uma unidade profundo, no interior de uma cena época histórica, entre a teologia infmiiista, o togocentrlsmo e um certo tecnicismo. A escritura originária e préou metafonéiica, que tentamos pensar aaui, não conduz a nada menos do que um "ultrapassamento" da (ala pela máquina. O logocentiismo é uma metafísica ctnocéntrica. num senlido original c nSo "relalivista". Está ligado & história do Ocidente. O modelo chinês interrompe-o apenas aparentemente quando Leibniz se refere a ele para ensinar a Característica. Nâo apenas este modelo permanece uma representação domestica15, mas apenas se faz o seu elogio para nele designar uma carência c definir correções necessárias. O que Líibnii se empenha em Atribuir a eaçrituio chinesa í sçu arbitrário e portanto a sua independência face a história. Este arbitrário tem um liame essencial com a essência nüo-tonética que Leibniz acredita poder atribuir à escritura chinesa. Esta parece- ter sido "inventada por um surdo" (Novos Enjaioj): "loml rit iflce ifiiculiia itgnum ilnr cufitalioni* sua* Htribtrt cti tá facere peimincntibui In chuta duciibui Quoi ad voara iiferri noa <sl wceste, ut apparet «• Sincmlum chuuteribu" lOputailri, p. 497). Em outro lugar: "Hi talvei. alguma» líiurtiBi artificial» que «to plenamente de eiiollu e Inteiramente »rt[<ri'l»i, como ic acredita que toi a d» China, eu como aso ai de ürermut U»ln«rnui t do fakcilo ir. Wilkina. biipo da Cheitet"' Numa carta ao Padre Bouvet (1703), Leibniz empenha-w cm distinguir a escritura egípcia, popular, sensível, alegórica, c a escritura chinesa, filosófica t intelectual:
ti. a . ni, «* iv.
li rtwimi a n i l . I I I . I I . I I. DUluno DiiMtW «m I M I a ( * • • l i » ' (tiltda Ari ( « « • • » . v*,M .-«ji—nr uuienalu ai iinraa pWSnopalte. SoOn WSfa-a. «f. rnara. CoMmai «*-. m., a DE. M>JIWI. L'«a aaOWaia Ou ••»• On|ua d* pura lnalttil(to • rwrwaiut ubtufau nlu p&Je B I SUO •ninada, come a m e J H O « I B U iolr«. I o Qur. U I I M 4f DudM. d* " ™ » 1

i tt Ltrl-íuisa ((d mffíii LcMU NU» p r l t l "<v*in tf" " o«(un.
• W i iMomluv. ( ( . . M t « o * * * ) * ! «ai IlafoM. nur a K r p » ?•<•> * aii" lire 4. m IM timnaaa í» «ma <* M I por «anv baaaB a i ^ i , p«« ••aba Mar 0 1 i • l i r n O « l a - r t i anira a «amtitnt- ili nuAaa Jlftiaalll • * • a uhii.<.m « « . n u . o i . S 1 - lniaaalaaiai O — , .-<•.••». tMa "•»•>• * * » •

«inoniJHia alMaeM, Mli Mt UMf uao" (III, I, | I).

DA OHAMAIOLOtilA COMO CIÊNCIA K M I T I V A

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" . .01 caracteres chir«*c* tio salvei mili tUoaoíicoi, c parecem lOnitruMof wW( contidciiifoct maii loultttuiu, de modo • ditem ca nümeroi. • ordem e •• relacoee; assim, hj apenas naco. detlÍ|ado> que filo visam * nenhuma semelhança com alguma espécie de corpo". Iilo nSo impede Leibn;' de prometer uma escritura, d l qual • chinesa seria ainda apenas o ciboço: "Ewc llpo da cálculo daiia ao rneteno tempo umi espécie de tecri uia univaiial, que teiii a vanuaem da doe chi miei. porque iode* a «uenderiam em iiuu próprias ünxuni. mas qi» Mip:r«rh inlinliaioenie a chmeu, poli serio possível aprcndUa em pouca* •emane*, lendo o* caracterca bem ligado* segundo a ordem • • cOMXao dan coliai. enquanto 01 chineses, que llm uni* infiniiUJe ila caratieiea Mfundo a variedade da> m u i precisam da vU» de ura tomem pifa iptcndctcm o baaiuiie • iu* ncitnifi"". O cooceiio da escritura chinesa funcionava, portanto, como uma espécie de alucinaçào européia. Isto nto implicava nada de casual: este funcionamento obedecia a uma Necessidade rigorosa. E a alucinaçào traduzia menos uma ignorância du qiK UHI dcí-çonheçimento, Ela não era incomodada pelo saber, limitado mas real. de que então se podia dispor a respeito da escritura chinesa. Ao mesmo tempo que o "preconceito chinês". u m "preconcebo hierogliflítrf' produzira o mesmo efeito de cegamento interessado, A ocullaçio. longe de proceder — cm aparência — do desprezo cinocêntrico, toma u forma da admiraçflo hiperbólica. NSo terminamos de verificar a Necessidade deste esquema. Nosso século não está liberto dele: cada vez que o etnocentrismo < precipitado e barulhentamente invertido, algum esforço abriga-se silenciosamente por trás do espetacular para consolidar um dentro c retirar deste algum, benefício doméstico. O espantoso Padre Kirchcr emprega ««im lodo 0 seu gênio pura abrir o Ocidente a egiptologia", mas a excelência mesma que ele reconhece a uma escritura "tublime" proíbe Ioda decifração científica desta. Evocando o ProJro"iiis loprus sive aegyptíacui (1636), M. V.-David escreve: "Esta obra ê. em tal das suas ( - » " . o primeiro ih.nifctlo da '"vtniw-jlo caipeoloaica, uma vei gue o nuioe nela Determina • Wtvfae Ju 'i».u« ttlptia tmlni — lendo-lhe «do fornecido pui • 'i Dtt »*(*u»í*i irtf !i*>i/l"«. rd Gr/fktlJt T. VII, p. n • III-, p. *>. Sftbie tedoi . « " pntMamM <(. ! « « K. F Mnttl l . i - i , „ „ OUIH"i riatiui oi viam "" HirbiriiMi. 111. Soeie •» certw "n.ita> o » D
'"d

*"dn Hn.i.fi i nifctio ihi RnumtniD t da w f i i » f » I I M M I ' «f. &• 1 UaiiiD. («ifinir. 1104. pp 116161 I I DF. r i u . I I I 1 * DE. • * . 4144.

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I.ÜAMA1C1LOOTA

ootru vã o Inunimcntc deu» docoMna (•). O meoitM Ihio dev eirla. contudo, todo prorítò At doíifràiio Jo. htcróitifo*. t » ef. Untua atgypiiaca rnlilula"'*. O procedimento do dcs-conhectmcnto por assimilação tiiiu c iitiui. como no caso de Leihniz. de tipo racionalista c calcuUdor. £ místico: "Oi hi*ró(lifo*. lt« no Ptnd-omm, Blo cfctnamcatc uma e«rli i' •. r-i." não d escritura compenta de lcim% palanai C pari» do dÍH-uiw deleimlnodai. que iiiíliumo? cm (ciai São unu ncrimr» iiiuiio maii eicelenle. mais sublime e maia pcotima d » abstrações, que. por tal enendeamento cmcnboM doi limbulo*. uu v u rquival--r.tr. propAr Je um ><r olhai {uno imuilul a inicllffntU do '(ililo um frtnXínM ivwplno, nuvúcs clcvaiiav uu algum misiífin imltM oculto no Kii) ila naiuir7.it 00 dn Divindade""*'. Há, portanto, entre o racionalismo c o misticismo, uma cerla cumplicidade. A escritura do imito é investida, cada VCí, de esquema* domésticos. O que poderíamos denominar cnt&o, com B.iciivlai<!, um "corte opistcmolosíco", opera-sc principalmente graças a Frérei e a Warhuiton. Pode-se acompanhar a laboriosa extração pela qual ambos prepararam a decisão, o primeiro sobre o exemplo chinês, o segundo sobre o exemplo egípcio. Com muito respeito por Lcthni/ a pelo projeto de escritura universal, Frérei despedaça a representação da escritura chinesa por evlç tmnhcjiil;t; " A escritura chinesa nao é, potlurilu, uma língua filosófica na qual nada haja a desejar.., Os chineses nunca tiveram nada de semelhante"11. Mas nem assim Fréret se libertou do preconceito hierofflifista: preconceito que Warhurton destroi criticando violenlamenie o Padre Kiteher". 0 propósito upclogriico que anima esta critica não excluía sua eficácia. r no campo, teórico assim liberado que as técnicas científicas de dcciíraçâo são reguladas pelo abade Barthélcmy e 30. Proil"-mai. p. ltO. olidu r UiduDdo t v Dlietoa (i(. DE. p. **). ii waWivwirf 4tt( oiUiU 1%). Sí*rt UU 11'AiiH {4111 Lúlfc. BlvUT. tliirirr.i. Wiaim, Klhnlr. cr DE. pp. *1 * •• I I . JUflMiuw "t h> (nniiloi iM"«< * ' ttn ittrrfr •• xi niffkinVrr <V In ,<.*.í<nniWi di ll.nUrt -tiiium». |f|a. n M» l ' i '«mMm o »•'«! w Ai rãro«bfJi r/n''dli< da /títtiuii. v>r « " • Ji "tliiieru ludilta". ü i ) a i r t u ««« 4o iiifaKo irb|lo» 41c • B.blii impin" (DE, pp tu 1 m.t 21. Í1101 iiv 1» M*ttftyr*ti iln EtiP<>'-'. "ú l'i« -vir POriaiw ri I* r-<T'ti d. l « « » x í f tÊtrtrwe. tAriiQUU Hf lifonv* « £(>»(*, W
O.1.1™ d . » U > da. « M i a t r . •••d » "'-.r• ••:: mr tA-f^mit 4" HtfrofKfnri s ^ i r - i , - , , . . ^ , .« d « ffflwqiff f . f l | ( n r f n f C f V f f Uf Ü Í W * I ' * « í f » i i u ' r An CkMrff, t?4a. K»U * a llniln d> i r M i c â " " • " ( • • • * »m I I M M B M / * ' dlnm h » < V - v / U U I I < l l l ' . 1 ' t ] l . Iffíinnt V n*d».
-..-. .ii.-.<-, 1 --iiiin. , dntrl !•!'• 1 -.|.i>CnMlltai ROIIWBI iti .-•• . 1 -

Sobre O» pfOfcfO* eOlltttfXat

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A- Kipiiitr. t ( . f ' . | i r i i n V a nina i l

.riitixaiVl

radorH d i

ttiiijlirfJii.

U» (,»*MATI>I1K.IA I.OMU t l * * C M POSITIVA

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dmçú p>" Champoüion. Poth riitãó BHCtl BDM n f l n l o sistemática sobre as relações cnlre a escritura c a (ala. A maior dificuldade era já conceber, de maneira histórica e sistemática ao mesmo tempo, a coabilBção organizada, num mesmo código gráfico, de elementos figurativos, simbólicos, abstratos e foníiicoV'. A CIÊNCIA t O NOME DO HOMEM

A gramatologia havia entrado na via segura de uma ciência? A í técnicas de dccifraçâb. sahe-sf niío cewaram de progredir r m ritmo acelerado". Mas u« hitióriui gerai* da escritura, nus quais a prcocupaeílo de clasúficuçãn siMcrniíiicti sempre orientou a simples descrição, permanecerão durante muito tempo comandadas por conceitos teóricos, que se sente nitidamente nao estarem à altura de imensas descobertas. De descobertas que precisamente deveriam ter estremecido os fundamento* mais seguros de nossa conccitualidadc filosófica, inteiramente ordenada com respeito a uma situação determinada das relações entre hvui e escritura. Todas as grandes histórias da escritura se abrem pela exposição de um projeto classificatório c sistemático. Mas poder-sc-ta transpor hoje ao domínio da escritura o que Jakohson dir das línguas após a lenialivii lipológica de Schlcgel: "As i..iriws iic lipoluuu tonMrvirknt dtlisníc mimo tempo um cni&icr (ír(cntni)io e pit-tfcnlíliv"."" Fnqiumn > claiiilK.'acãu p n i líífl dfel llflíunt avançava a piSSOi gifutiei o* Irmpo* ainda não «•Uma maduros r»'» «""» classificação tiw>ló(iea" (oj». cfc, p. 69). Uma critica sistemática dos conceito* nriliíados pelos historiadores da escritura nfio pode haver-se seriamente com a rigidez ou a diferenciação insuficiente de um aparelho teórico se inicialmente não tiver referenciado as falsas evidências que guiam o trabalho. Evidências ainda mais eficazes por pertencerem à camada mais profunda, mais antiga e aparentemente a mais natural, a menos histórica de nossa conceitualidadc. a que melhor se subtrai a critica, c inicialmente porque ti suporia, a nutre c a informa; o próprio solo histórico nosso. Em todas us histórias ou tipologias gerais da escritura. encontia-M* por exemplo, aqui ou ali, uma contes* w análoga à que fazia dizer P. Bcrgcr. autor, na França, da primeira guinde História da escritura ia antigüidade ( 1 8 9 2 ) : "Na
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maior parle dos casta, os fatos nio se çoníormim a distinções que . . . t i o justas apenas em Icoria" (p. X X ) . Ora, tratava-se de nada menos do que das distinções emre escritura* íonítica c Idcogralka. stlablca e alfabética, entre imagem e símbolo etc. O mesmo se dá com o conceito instrumcniallsta c iccniciita da escritura, inspirado pelo modelo fonetico, do qual so convém, alias, numa ilusão teleológica, c que o primeiro contato com as escrituras não-ocidentais deveria bastar para denunciar. Ora, este instrumental!imo ctli implicado cm toda pane. Em nenhum lugar foi formulado tio sistematicamente, com todas as suas conseqüências, como por M Cohen: sendo a linguagem um "instrumento", a escritura 6 "o prolongamento de um instrumcnto"a. Nio seria possível descrever melhor a exterioridade da escritura à fala, da fala ao pensamento, do significame ao significado em geral. HA muito a pensar sobre o preço que assim paga à tradição metafísica uma lingüística — ou uma gramatolcgia — que se diz, no caso considerado, marxista. Mas o mesmo tributo se reconhece por toda parte: Ideologia logocentrica (expressão pleomUtica); oposição entre natureza e instituição; jogo daa diferenças entre símbolo, signo, imagem etc.; um conceito ingênuo da representação; uma oposição não criticada entre sensível e inteligível, entre a alma e o corpo; um conceito objetivista do corpo próprio c da diversidade das funções sensíveis (os "cinco sentidos" considerados como outros tantos aparelhos à disposição do falante ou do escrcveóor); a oposição entre a analise e a síntese, o abstrato e o concreto, que desempenha um papel decisivo nos classificações propostas por J. Fívricr e M. Cohen e no debate que as opõe; um conceito do conceito sobre o qual a mais clássica refl~xão filosófica deixou poucas marcas; uma referíida ã consciência e à inconsciêncía uuc reclamaria com toda Necessidade um uso maU vigilante destas noções c alguma consideração pelas investigações que as tomam como tema": uma noção de signo oue íI filosofia, a lingüística c a semiologia esclarecem rara c fracamente. A concorrência entre 4 história da escritura e u ciência da linguagem < vivida às vezes em termos •
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mais dr hostilidade do que de coUboiaçàO. Supondo-se metimo uue a concorrência seja admitida. Assim, a respeito d» grande distinção operado poi J févricr entre "escritura sioIflitu" ç "cKrilUtu analiticu", 4«-im cuma j rcipeilo da noção de "palavra" que nela desempenha um papel central, o autor nota: "O problema £ de ordem lingüística, nio o abordaremos aqui" (op.. cíf., p. 49). Em outro lugar, a não-comunkaçã<» com a lingüística é justificada DUt I Févricr nestes termos: A KialrmilK* "i uma língua epCcial que njj icm ma» ncnhwní relação com a II aguarem, í uma rtpecw de língua urjmvil. vale dílcr Q e coostatamo* alr«*í? dn» rnitcfnátkn qoe * HnfUHrtm D eu me v|ngo ao» língUUuu — é abuilutanienie m«.ap*r «e dai coma de G«'tai formai do pen-í muito modono F. nc>le imsikfitO. a CKriUira. que (oi de Ml modo do-^imhoKtn. mota o lugii da 11o íuk-ia otpoís d» ler "do a wa wrVB' (fcR. p. S49>. Poder-sc-ia mostrar que todos esies pressupostos c toda* as oposiçôes assim creditada.* formam sistema: circula-se de umj' às outras no inicrkir de uma única e mesma çstruturu A teoria da escritura nfto precisa apenas de uma liberação Iniracicntlfica c episte mo lógica, jníiloga à que foi operada por Frtret e Warburton sem tocarem nos fundamento* de que (alamos aqui. Dcvc-sc1 sem dúvida, empreender ho)c uma reflexão na qual a descoberta "positiva" e a "dcsconstruçSo" da história da rnelufÍ4!"&. em iodos (rt SCUí conceito»., se çnntrolem reciprocameme, minuciosamente, laboriosamente. Sem isto, toda liberação cpistemológiça corre o risco de ser ilusória ou limitada., propondo apenas comodidades práticas ou simplificações nacionais sobre fundamentos que não sfln aietadoa pela critica. Tal é, sem dúõda, o limite do notável cmpcctndimento de 1. J. Gelb fop. dl.): apesar de imenso» progressos, apesar do projeto de instaurai uma cientificidade graraatologica ç de criar um sistema unificado de noções simples, flexíveis ç manejáveií. apesar da exclusão de conceitos inadequados — tal como o de ideograma — u maior pane dai oposiçÕcs conceituais que acabamos de evocar continuam a funcionar ntlc com toda a segurança. Adivinha-se, porém, através de trabalhos recentes, o que devei* «cr um dia a extensão de uma gramatologia chamada a nao mais receber seu* conceitos direton* de outras ciências humanas ou, o que vem a dar quase no mesmo, 4a metafísica tradicional. Isto v adivinha através da riqueza c da novidade da informação c de seu tratamento também, mesmo se a con-

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GBAMATOLOGIA

ccitualizaçflo permaneci muitas veia, nestas obras de arrombamcrito. aquém de um aríete audacioso c seguro. 0 que aqui no» parece anunciar-se é que, de um lado, a gramatolngla nâo deve ser uma dai ciências humanas e. de nutro lado, que nao deve ser uma ciência regional entre outras. Fia nâo deve ter uma das ciências do homem, porque coloca de inicio, como sua questão própria, a questão do n o me do homem. Liberar a unidade do conceito do homem é, sem dúvida, renunciar a velha idéia doa povos ditos "sem escrituro" c "«cm hiitória". A. Leroi-Gourhan mostra-o bem: fMuur o nome de homem e o poder de escritura fora de ma comunidade é um único e meamo gesto. Na verdade, aoi povoa ditos "jcm escritura" nunca l.ili.i mui* que um cerni tipo de «diluía. Recusar a tal ou qual técnica de comlgnacio o nome de escritura, tal é o "ctnocentrlsmo. que melhor define a vítao pré-cientffica do homem" e faz, ao mesmo tempo, que "em numeroios grupos humanos, a única palavra pela qual os membros designam seu grupo étnico é a palavra homem"* (GP, II. p. 32 c paulm). Mas nao basta denunciar o etnocentrismo c definir a unidade anUopolõglcu pelo -diipoalçfto da escritura- Assim, A, Lerol-Gouihun nlo mais devucvc a unidade ilo homem a da aventura humana pela simples possibilidade du grafia em ral: mai antes como uma etapa ou uma articulação na dóiia da vida — do que déhomlnâirtoi aqui I dlferíncla — como historia do grama. Fm vei de recorrer aos conceitos que servem habitualmente paru distinguir o homem dos outros vivemos (Instinto c inteligência, ausência ou presença da fala. da sociedade, du economia, etc, etc), apela-se aqui A noção de programa Dcvc-sc entendê-la. certamente, no sentido da cibernética, mai éila m*sma io é inteligível a partir de uma história das possibilidades do rastro como unidade de um duplo mo.imento de prolençSo e retenção Este movimento transborda largamente as possibilidades da "consciência intencional" Esta é uma emergência que far aparecer a grama como tal (isto é, segundo uma nova estrutura de nâo-presençi) e um dúvida possibilita o surgimento do* sistema* de escritura no sentido estrito. Da "inscrição genética" e das "curtas cadeias" progrumà liais regulando o comporuimcnto da ameba ou do anelldeo até a passagem para além Jd escriiui.< <lfahciica às ordens dofogose de um certo homo /Optou, a possibilidade do grama estrutura o movimento de sua história segundo níveis, tipos, ritmos rigorosamente originais"',

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\1;K não K pode pensá-los sem o conceilo, mais geral, de : ,i. E*te 6 irredutível e inexpugnável Sc se aceitasse a ,(ãíi arriscada por A. Leroi-Gourhan, poder-*e-ia (alur tk uma "liberação da memória", de uma Mtcriorlzaçuo do >. começada desde sempre mas cada vez maior, que. dos piogramas elementares do* comportamentos ditos "instintivo*" aií a constituição doa fiebárica clcuônian e d » máquina'- i leitura, amplia a diferencia c a possibilidade du estoca sem i mitê "i reserve): esta conMi'uÍ c apaga ao mesmo tempo, no mí*mo movimento, a subjetividade dita consciente, MU Io/d e seu* atributoa teológico*. A história da escritura se erige tobce o (undo da história dn grafia Corno nvetilura das relações ciitrc a face t a mão Aqui. ruir uma precnuc&o cuio esquema temos de repelir meesíantemenie, mdsemot que a hbtórla da cicritura nlo e explicada a pattir do que acreditamos saber da face e da mAo, ili< olhar, da fula c do gesto. Ao contrario, truin-te do desorganirar eite saber familiar, c de despertar, • partir dêhlii tu-tórfl, B Ultfdú dl Bslo I dí BkH A I •O.-Í.nmhan descreve a lenta transformação da motrkidade manual que llberlu o iltlcma audlnfoníco para a fala. o olhar e a mio para a ucrllura". £ difícil, cm todas estas descrições, evitar a linguagem mccunlclita, lecniclita, ideológica, no momento exato cm que se (rata precisamente de reencontrar a origem e a poiilhliidudc do movimento, da mdquiaa, da tekhné, da orientação cm geral. Para dizer a verdade, isto nâo 6 difícil, é por essência Impossível. E o í para todo discurso. De um daeurso a outro, a diferença aqui só pode ser a de modo de hubhuçno «o interior de umn concciiualidude prometida ou já submetida ao arruinamento. Nela e já tem ela, deve-se tentar aqui rt-apTíOnder u unidade do gesto c da fala, do corpo c da linguagem, da ferramenta e do pensamento, ante* de articular-se ti originalidade de um c de o u " " c sem que esta unidade profunda de origem ao confutiontarao. Nlo se deve confundir estas significaçoc* originais na orbita dn sistema onde se opõem. Mas deve-se, pensando a história dg sistema, exceder em alguma pane. de maneira exorbitante, o seu sentido c o seu valor. Accdcse então a eslu represe macio do aUtlirop-i: equilíbrio piccirio ligado il escritura manovisual*. Este equilíbrio é lentamente ameaçado. Sabe-te, pelo menos, que "nenhuma alteração maior", gerando um "homem futuro" que •'- i. a II» a as,
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n i o mais seria um "homem", "já não pode quase produzir-sc .sem a perda da mão, da «entiçao c, por conseguinte, da posição erecta. Uma humanidade anodonie e que viveria deitada, empregando o que lhe restasse do» membros anteriores para apertar botões, n i o é completomeote inconcebível"". O que ameaça desde sempre este equilíbrio confunde-aa com o mesmo que enceta a lintarldcult do símbolo. Vimos que o conceito tradicional do tempo, toda uma organização do mundo e da linguagem eram solidário» com isto. A escritura no sentido estrito — e principalmente a escritura fonítica — cnraizam-sc num passado de escritura nác-lbear. Foi preciso venci-Io c pude-*;, te assim *c quiser, falar aqui de êxito técnico: garantia uma maior segurança e maiorei pcitibilidades de capitalização num mundo perigoso e ano tiante. Mas isto n i o se f « de uma vez. Instalou-ie uma guerra, e um recalque de tudo o que resistia à Imearização. £ de início do que Leroi-Gouihan denomina "mitograma". escritura que soletra seus ilmbolos na pluridimensionalidade: nele ô «entldo nào í s i í sujeito i iucesaividade, & ordem do tempo lógico ou à temporalidadc irreversível do som. Esu pluridimcnsionabdadc n i o paralisa a historia na simultaneidade, ela corresponde a uma outra camada da experiência histórica e pode-se também considerar, inversamente, o pensamento linear como uma redução da história. Ê verdade que então seria preciso, talvi/., empregar um outro termo! O de hlstórai foi, sem dúvida, associado sempre a um esquema linear do dcscnrolamcnto da presença, quer sua linha relacione a presença final à presença originária segundo a reta ou segundo o círculo. Pela mesma razão, a estrutura simbólica pluridimensional n i o se dá na catcGoria do simultâneo. A simullaneidade coordena dois presentes absolutos, dúU pontos ou instantes de presença, e permanece um conceito llnearista. O conceito de lintarizaçOo é muito mais eficaz, fiel e imenor do que os utilizado, habitualmente para classificar iif escrituras C descrever a sua história (pictograma, ideograma, letra, etc.). Denunciando mais de um preconceito, em particular quanto ás relações entre o ideograma c o pictograma. quanto ao pretenso "realismo" gráfico, Lerui-Gourhan lembra ,< unidade, no mitogmma, de tudo aquilo cuja disrupçào c marcada pela escritura linear: a técnica (a gráfica, cm par» P 11J BIIIMWIM- UnMm M> ÍAtf* i . Ia —t,.. H H 1'aúlM. ( >o **ro a> («•" B>m. tã mum ri f»i*-lr Noa («atuo lonlmnt» íiltitnt». aMiniflMt. m cutru !*••• • 4fm 44 fwrtiwa cnn a Mnmi4> ilti *#*^ .•. ,.. r i ..,, . v.,-1.'...i,:-- . .. M m nonata ,- • >• , ., M

DA OSAMAIULOGIA COMO CllWtA M M I I \ I

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ticular), íI arle. a religião, a economld. Paia reencontrar o aceno a csla unidade, a esta outra estrutura de unidade, é pfeciso des-sedimentar "quatro mil anos de escritura linear"'1. A norma linear não pode jamais impor-*e de maneira absoluta pelai mesmas razoes que. de teu interior, limitaram o fonetisroo gráfico. Agora as conhecemos: estes limites surgiram ao mesmo tempo que a possibilidade do que limitavam, eles abriam o que acabavam c nos já os nomeamos: discrição, diferencia, espaçamento. A produção da norma linear pesou, portanto, sobre este* limites e marcou os conceitos de símbolo e linguagem. Deve-se pensar conjuntamente o processo de lincarizaçao. tal como 1-croi-Gourhan o descreve numa vasta escala histórica e a critica fakobsotuana do conceito linearisu de Saussure. A "linha" representa apenus um modelo particular, qualquer que seja seu privilégio. Este modelo vck> a ser modelo c conserva-se, enquanto modelo, inacessível. Se se dá por aceito que a linearidade da linguagem não prescinde deste conceito vulgar e mundano da lemporalidadc (homogênea, dominada pela forma do agora e pêlo ideal do movimento contínuo, reto ou circular), que Heicegger mostrou determinar do interior toda a ontologia, de Aristóteles a Hegel, a meditação da escritura e a desconstrução da história da filosofia tornam-se inseparáveis. O modelo enigmático da tinha r. portnnio, aquilo irinmo que a filosofia n&o podia ver enquanto tinha os olhos abertos sobre o dentro da sua própria história. Esta noite se desfaz U pouco no momento cm que a linearidade — que não é a m perda ou a ausência, mas o tecalcamento do pensamento simbólico pluridimcnsiofialD — afrouxa tua opressão porque começa a citcriuiar a economia técnica c científica que. durantr muito tempo, ela favoreceu. Desde muito tempo, com efeito, a sua possibilidade foi estruturalmente solidária com a üa economia, da técnica e da ideologia. Esta solidariedade aparece nos processos de entesouramento. de capitalização, de scdcntarizaçao, de hierarquização, da formação da ideologia pela clame do* que escrevem, ou ante*, do* uue dispõem do* escribatt". Não que ureupuriç&omaciça da escritura nfio11. Tomo I, cap. IV. O »iu>' ruint i l ini putKnlu, que "aiMm COBC • • IMIICKII ria iincakora nV> H r» *m li"er><n(l» a» H U M anlnloni. • di naluui i*.i K '•> limpnuq • nuIU da um 1M1 wftttâ~ Cp. Vli\ * * • "4 Idwfiatii * aniarur á pani>•(!•*" Ip ;•!>. 1 "cidi du pcmitirct*l<i timbóN tt maVdtTr^rwíffjil" € taWa t> ptnu> o— "d •!•<)> di Un»a*cn> llnemUtda*" O, pp. IVMWi " . Cl. I P PI> " i . | « <. p i . nn ))(-:«!. - o i i w » Q h f M dn> • > • ddidti não li» !•» 1 1 * IJI i 1 apaiiião *> MinKa da lop* n u .. 111 • N M r i nvc* I» n*i~ii l*.i*u au> • n n u l . i U . A...U . « _ -l_ _ liau <•• i"M tolocialMia ,.• (I. p. 2 » ) . - e M nwmnw im ais ; W I > e m

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GHAMATOLOGIA

interrompa cata solidariedade e s t r u t u r a l ; m u l t o ao c o n t r á r i o . Mas d a transforma profundamente a sua natureza. O f i m da escritura linear é efetivamente o f i m d o l i v r o * , mesmo q u e , ainda hoje, seja na forma do l i v r o que se d e i xam — bem o u m a l — embaiiituir novas escritura*, quer sej a m literária* ou icóiieas. A l i á s , Uat*>ic mono» de confiar uo i n v ó l u c r o d o l i v r o escrituras inéditas d o que de l e r . e n f i m , o q u e , nos volumes, j á se escrevia c n i r e U linhas. f. por isso que, comecundo-sc a escrever sem linha, reld-se também a escritura passada segundo u m a outra organização do espaço. Sc o problema da leitura o c u p a hoje a dianteira da ciência* é em virtude deste suspenso entre duas épocas da escritura, Porque começamos a escrever, a escrever de outra maneira, devemos reler de outra maneira. Desde há mais de u m século» pode-se perceber esta i n quietude da filosofia, da ciência, da literatura* cujas revoluções d e v e m todas ser interpretadas c o m o abalos destruindo p o u c o a pouco o modelo linear. Entendamos o modelo épico. t ) quç *ç d á hoje a pensar nftv pode « r çsçrlto segundo A hekcer*w o cfcftutirmu Mrirfo « n *p>ret* 0 melo o> ttio Io num» r«nt>Tlftt|J| CKliti c é UmUm no nuBiealA <m qua w afirma. • hEiifUtiifi^lu hi^ul «tu: d <tttltbi* tOOKrc* At mtt* prinutriii *tn**ta|W (p, J5S) A n u r l i i d* <t:rilura rio é famrt», depott (te f**Untm Jr JiTOrfmnnwnlii ROt Milc^al de r<prttcnl*fJA fr**^rific* i(n<rkct <um u muni e 4 e*cm*ldfo» * mtt»^*i> lircir do ptimircnin (v*r uep+ V i l . Sen cfetuudo nh> í romriiu" (11 p. 67( cl. umbfm np »*l*I«J.
EJthorH «Je ho|f t m í í » nttít h**i mnhetide * ücwrrii* D I I *.admiedid* eclrwtural» nDtiáldmenle a.Mr* a. c t t i u U f a i ^ i a a oh.<Jiuii t l.*L ntfiitih*4tda. ú* de

multo (fdtpo *f*re VOrtOi ^uUtj|L uur lU*jnff.**t d u m d* Gctull». Fiitfrli f<í. 34. Faiuniü, • ttfrilufft lit£«r "umiiiihiiu, diirtnia. t k m itHl£i*ut» inJ:F*ft#miDente de *c* fupel de u*itcnwdiir CJ ncmihu tuteiiv^ (*« HU JCWI--. i"t-r;.i r-;in;
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ooamdo. qw, te u reóxfn^ lÉeeilfKn nCi tem. tem 46*ldfc **ür • pf<**** <om e dter.pir>;&^ úi eurJturit t i o há dútWa de que * liInt.-diH. h lÉUroiurL irffto At ' <• i .. . " • ... f n ttaunio 4 i^pecitètienu UA««ável. «ei* vtí que o tBtretto (entenvl Jt foriEdi de pentu tur*cuirci<e u c ^ u que focmii nOiiÉi. etiAruo pw* et eniípM f?mo ç M ç Ptfl O i C Ü K O fl*1^* nlo um tntvrameno n*lt coilonle, m u um iealmmenui mm mjtKJ£*tl A
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linha c o livro» a não ser quí w imitauc a operação que consistiria cm ensinar as matemàiicas moderna com o auxilio de um ábaco* Esta inadequação náo c modtrna, mas hoje se denuncia melhor do que nunca* O acesso a pluridimensional idade c a uma icmporulsdadc dcs-lincariiada não c uma simples regressão uo "mítograma*\ ao contrário, faz tixlíi a racionalidade sujeita ao mod^<> linear aparecer como uma outra forma c uma outra época da mitografia. A meta>racionatidadc ou a mctacícntificidadr que assim se anunciam na meditação da escriturn não podem, portanto» encerrar-se numa ciência do homem, assim como ni© podem responder a lectta tradicional da ciência. De um só e mesmo gesto* ela* transpõem o temem, a ciítu-iü c & /M/w. Menos ainda esta meditação pode manter-se nos limites de uma ciência regional. A CHARADA li A CUMPLICIDADE DAS ORIÜfcNS Mesmo Que fosse uma gruíologla, E mesmo uma grafolcgia renovada, fecundada pela sociologia, pela história» pela etnografia» pela psicanálise. "Ji Que o» traçado* Individual* icvctom ptin^uUi idades de espirito de quem M V l O* truçado* nieiolttk devem permitir, numa ttfU nudida. peuiuitaf particuluidido do cipltito cuklim dm Uma tal grafologia cultural, por legitimo que seja o seu projeto, apenas poderá ver a luz e proceder com alguma segurança no momento em que problema* mais gerais c mau (uittlamctiUiis tiverem sido elucidados; quanto à articulação de uma grafia individual t de uma grafia coletiva» do "discurso", se se pode dizer; e do "código" gráficos, considerados náo do ponto de vista da intenção de significação ou da denolação, mas do estilo e da conotação; quanto a articulação das formas gráficas e das diversas substâncias, das diversas formas de substâncias gráficas (as muléria*: madeira, ecras, pele, pedra, tinta, metal, vegetal) ou de instrumentos (ponta, pincel, eXX, etc.); quanto à articulação do nível técnico, cconôtm VétrtOtrt tf ti ^ d i o l ^ i í * do jrtpfrf* tot estocada t i * n MfftO o**» otMf-iiíío ^ M4TC41 Cf»**n \Í4 gr4*dt immtton dê fArrliur* *r *cw ffftUítttfwj I f w U » ptrn ilán JO fri^MlJfii F T ^ J ^ - I O rrVrin M C."r' ' r í i r h t * : a dlfliulürda * n ttviwr ptaimlurci de UIHé tal l*nf» " £vtó*r*timnlt MO («itOJQt tMiif na <«mjhlA da irafulQtft ifct pnww r t t t i MC dfJftfil 4*11*»**. • " »rmli ^ i , 1 Mm t»*r4m#t (BnNlai |«1l li>JU ' f y> || ttfm*C«l nlfl L# '* ikvfHt tinU^fMnia * laiAtt ttuifcal* !«<*< háVff eulta C*4M t " <P >**>

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ÜKAMAIDIOOIA

mico ou histórico (por exemplo, no momento cm que u constituiu um sijlema gráfico c D O momento, que não é necessariamente o mesmo, em que se f u o u um estilo gráfico); quanto ao limite e ao scniido das variações de estilos no interior do sistema; quanlo a lodoa os invcMimcntos • que é mbmelida u m * grafia, na «na forma c nu tua substância. IK-!i- último pórilu de vista, dever-se-ia reconhecer um certo prívilígiy a uma pesquisa tio lipo psiconalílico. Rnquanto diz respeito à consiiluiçào originária da objetividade c do valor do objeto — à constituição dos bons c dos nuiui objetos como categorias que níio se deliam derivar de uma ontologia formal itórica c de uma ciência da objetividade do iibjílo em geral — a psicanálise n i o i uma .implca ciência rruioniil. ninda que, como %eu nome o indica, riu •>' npicvnle sob o titulo da pslcolofiia. Oue ela faca empenho desse título certamente n l o 6 indiferente c assinala um certo estado da crítica c da cpistcmologja. Contudo, ainda que a psicanálise nílo alcançasse a transccndcntalidadc — sob rasura — do arquI-raSIru. ainda que cia *c consetvu*** uma ciência mundana, MUI fíci<rriiliilnile teria um sentido urconllco com respeito a Ioda clínela regional. Pensamos aqui, evidentemente, cm pesquisas que se empcnhurlam na direção das do Mclanic Klein. F.nconirar-#*-la um exemplo no ensaio vohrc 0 paptl da rtcola no drtenvolvimtnio Ubidínal da crtimçd* M. Tnio « I*». rx»lhHM n a í—•» •> ci>*—<*•: PP- M a n a> "•d-vli> I W I I I IkHKiuiu- niiiimu d uia> Unhai: "Quaadu FilU rimou, a (ara <k «x hrlhiircitrv«:MiTirtiaaltfalai a «• lafiai L ~ LM m vnlliv i'tll* aMSar ~Vi M dai am nv:">k'm. au> a. na canita. Put awneli. D V • o V loòiaam (anliu numa • . « ^ . I f i . diilaida hiHi—In-m. Rh> Y. • « v i a M « • • uma MrnaaV ícaipltumfnla daaoMhaMa nn •Minü" n*l tUmti loduim Kmffrt )•«••, hiiiim-o inraadn li» •Hitallaaaai aaa alo h»U «una »—» » dUaianca aMU «•• poM o »«— m • a fim da T • a» V *>aa> «imlhaaiai <•(• ••!»•• dai mtni>>.iilH J.i alfahaio lauaoi, * «a apta» aa «MM «já» a *l' Uni» « " i i nhn • « V i » biiftqulnha Nu qm m ntaia ai tanai 1 a »' «o -li-h-in |flMn. «ipàui I M ilaa lamMrri r N m m numa mniiwlil» •> ""i •• linaiaâla daa Blisa ' i ~ — aaa alaum* I O M tono M M mina. mau* dt aimoccM» • i 1*10 da qua 0 V llnüf um* u l i H i nn lutai do liuratn da '•' !-:.-.> 0< V tiam dtilrm, imilÉtnlta a rraiMa M W M imiiultm ru1!** lantiv ivnlud*' i minai tai anil., antn u M l , cuMuaA tunia 1-imhlm —nnln-Kn iuO"r a niiriu Rapnanuvan n pèMa. • ••• eamlnl» -«r-i-itii.--» n et—C "• oiii- Udu. i» 'I' ( i - . ~ daiiHfn iumo aiiVikn. dainaluan, rr<iiai<qio« * n M Vlalam lia (nilai •aMairAiMin Na iMadi diia 'I'. • imtrw a "a PM"* •iitrll"*"*» T* sai ( t i . M I m*\ \t>i"\it\ "tititiiivM**. m»H«i'am ivtc '*'" a iuma da >iNa> Haaam >UI»klUa iui> u d u .- nii> ,• ,IIM- U V « a leni por^ua «ibravaoi a «nad* i».* *IKI1J aii*^, «e fiihcta para batio alit (•k-ict fidtnu qaa o T npiaHiiaia ai fc«i Numeinai finlaiLU* aiila» reiralU) Ifaanifnía l i ouliaa Wuai Aialai. ao inv(. oi duplo V «!• * BajaflMnt ao terato (HDCta Mnldnar, lu|a apaixlo dua da «trol? XII <eaa> a -tinido da -laia»*-) taaa n « « «noa 1 atr lormia. ap(- •»»« o inlaivaki. m miam ^<n1i*T cem ^ iH^anSUff VaJtmo^wa, flfl trapcaw da atf trano pouca uiuil ("laniaian" diá-aa "rfmmam") i dâ aau atulimo PaR aVaH-b onai IA, K<unik< laiaUm dnla naiaira. oultm <(mlnn'«. Tiaia*" 4a "Raalra BauMIilo « qut o aufeiio aail n n n n a qa> flauia. a» (indo aiala ua fiam» difiania^i pakti piniaaana dafraihoi. a •**u»a*av» o um aWaala a a, i a IIíI^-M LniikHlk da aaa dáttW l i In iinli" (ViMofialalri dl !• i"'""* aar.»l <N. doa I I

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DA UMAMAlOLOOlA IOMO I l I N t I A " I S I I I "

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que cvoci, ck um ponto de vista clínico, lodo* o i ínvetiimcoloe de que são carregadas as operações da leitura c da escri( U I B . a produção e o manuseio do algarismo etc N a medida cm que a constituição d a objetividade ideal deve essencialmente passar pelo significante escrito", nenhuma teoria deita constituição tem o direito de negligenciar os investimentos du escritura. F.itcs Investimentos nilo irtcin a i n m u u u u opacidade na ideaudado do objeto, eles permitem a liberação deita idealidade. Dâo esta força sem a qual uma objetividade em geral n l o seria possível. N a o nos dissimulemos a gravidade de uma (ai afirmação e a imensa dificuldade du luief< assim atribuída a teoria da objetividade, bem como a psicanálise. Ma» ti Ncccwitlnilc CAIJí na mcsmii medida que a dificuldade. r no seu trabalho mesmo que o historiador da escritura encontra esta Necessidade. Seus problemas apenas podem ser retomados na raiz de Iodas as ciências. A reflexão sobre a eucnclu do matemático, do político, do econômico, do rclluloto. do técnico, do jurídico e t c . comunica da maneira ntatt interior com a reflexão e n Informação sobre a história da escritura. O r n , contlnnn o velo qup circula através de todi*. estes campos de icflcxlo e constitui a sua unidade fundamenimtii nonao tMita um. a» um uni laniaaia uaiuiaiu <i|iHn • .I.Ku *a* utitulii O I i i i •• nairin. n IHIIU u i Nu mi latiam (HitaiiH junlii n.»• nami • aaoliif. pala • Pana ii* lamtaWa uni baicu • 0 Idilunn uni lia.' O »' uut I I I ak UHIIIIII Aibfu BA bmiu IIUI puti-hja ao entro, 't* a NillurapMSamcnuna lafa FJB poi Uta ajx <» nlo I I I K Y U lunioi oa fli w O uiu ritqlttnw qw «Ir («Ba ato V aoiftlii, i-> U|ai *> ' i ' katpo. daria-o •o í.i.> ataulnia imlua-aa . « • . um. uaila «a V tato. ( lato tia pai*, a» 'inmo '* * luulialaa o aaili iM unu « i i o l (ata «10 tf» laoawadiv pratanln. paai datai) a, .aluai „ paii datafoi-iau dapoi dana lnlaa*Hia(Sn". MSn • * " " • MM j.iui I..I... i.. ..'IIII.V. MI-V SM WaM M> M BMt 1- HaW »'•«"< •ala panaaaai «a 4101 m u paia! "Paia >naatf UMHI pai* Pitn. imda .aoaivii Um mi IlUtBalo li_« 1 c .111111J I I .a 11111, Rs» 6> I1.1U > Vl<*ilál attàtt
ullaaloi, pioalOfea da Mua T • ) • • . <»m M U moalmamn alnwSaa 4a >-MaV 1

di 'ndiKldi' itamitl da talo o nindunanlo dt i»da aaamxi <••>•• II.I»II uma nunlSo da Iniliititi rtt Pakanatn da aWlai. Mm »„„. .•amn.ia flaur. pimiaMia da «imitira «htnau a cii Mia ItMiintic^ii paicanalílica. Na <*IKIL4BO aaia ia •MUIU, inriliiuci uuc a ti.rdurj pitUMriflha anlaja. rundaJICilc^ da nuaia e-r.iura. ainda a.11 <*ri >.. (anuilaa dt tada «n—|l «m pacKulai. Ua n»)u uua o» tfiipiui na^i-4. fuilua, ali*, da nnaaa vcrnuia tanaai apBnat ''mplinu^4r* laaaaanira da coadatatCi. dt aaiUxamanioi a a* ninanaMOt 'oia i" uaalt oa annhoi a aa rauiuaii noa (amai ai liai • • • almpllfKafra* da Hifc41 unha anda., dua ouaia laalailaaa oxiludu. laaliui no tndl*iaMQ)L A ,1 11. , k i„ timbAil.a aaaual da •mau apaiaia naalai aaimpUai i>iOa ..
.'Cainar «ot o • m l I n ilmt>AVa >ai«>l do canaii ta aipalha nn ais da l a m n . • u • • aando-K nata. Oa naaaaa inema. a l a m i m t i n IBidinal da k i i o n

IToaém do InmlInamD IIIH>W|KO d" l>io 1 dn nlhu Ouino donsmiit faiii .ld« fdaa iiimaiiiiBiii pjlaiunn- tambtin IOSIII aQuI, ( liai o; o ( l u da oBaf nt« a n aHnuia' n kiiuia. a1 arnotndai «auzlonviiaa, afi>«l»a a 'idiiai na twima. na «Iarin da. Ufnlfhhlo muaj UuibMHa da <aoui, di 1 luvaraimpoir a da alma r dn m*o Odavoa ainda «r» • nliidad- da «im-. a mali paiflia, | ( j p p l ^ ' * l"üll ítl"'. • "V* (taniiaii ina^iiaa aoa liMtali da oriHiIntiWi pia-H-n-ii ilm um papat imeonania naa mfcvíci »ui IIMayi *Ha ou -ouali" ( e ** da i-aducin ti 11'iM 1. Çl latlHiii lUHlSBMirt (\-lllwt. ! . „ „ , 1 i n w . U i i d Pai 111». Slamliak. I.Viaira» aV tm/ini. íuai 1 ' ( I HuaaatL a ona*. da •**••*•*•

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OfrAMAfOLOGIA

tal. é o problema da íonctizaçio cía escritura. Esta. íoiwtíaçâo tem uma história, nenhuma escritura está ab*olmameotc isenta dela. e o enigma desta evolução nio se deixa dominar pelo conceito de história, Este aparece, sab;-se* num momento determinado da foneti/açao da cicntiira c * pressupor de maneira essencial U que JUA ensina u este respeito a infúnfláçin mais maciça, mais recente e menos contestável? Inicialmente que, por razões estruturais ou essenciais, uma escritura puramente fonética é impossível c nunca terminou de reduzir o não-fontftico. A distinção entre a escritura fonética c a escritura [iao-íonéüca, por indispensável e legítima que sela, permanece muito derivada cm relação ao que se poderia denominar uma energia e uma sinestesia fundamentais. Segu€*sc <)ue nào apenas o (onetismo não é nunca onipotente mas também que começou desde sempre a trabalhar o signiíiçanlc mudo. "Fr> ncíico" c "nào-fonéticxT não são. portanto, nunca as qualidades puras de certos sistemas de escritura, sáo o* caracíeres abstratos de elementos típicos, mais ou menos numerosos e dominantes, no interior de todo sistema de significação cm geral. Sua importância, aliás, diz respeito menos à sua distribuição quantitativa do que à sua organização estrutural, O cuneiforme» por exemplo, c simultaneamente ideogfamuiico c fon ético E não se pode nem meuno dizer que cada siicníficante gráfico pertence a esta ou àquela classe, o código cuneiforme movendo-sc alternativamente no* dois registros. Nu verdade, cada forma gráfica pode ter um duplo valor — ideográftco c fonético. E seu valor fonético pode ser simples ou complexo. Um mesmo significante pode ter uni ou vários valores fonicos, pode ser homôfano ou po/í/on/*, A vW< w m plexidade geral do sistema acrescenta-te ainda um recurso sutil a de terminativos categoriais, a complementos foneticos inúteis na leitura, a uma pontuação muito irregular. E R. Labat mostra que aqui é impossível compreender et sistem sem passar pela sua história* Esto é verdade para todo sistema de escritura e não depende do que iu vezev se considera, apressadamente, com' níveis de elaboração. Na estrutura de uma narrativa pictográfca, por exemplo, uma representação de coisa* tal como um brasão totàmíco, pode adquirir um valor sirnbólico de nome próprio. A partir deste momento, enquanto denomi* naçlot ela pode funcionar em outros encadeamento* com um

UA GKAMATOLOCIA COMO ( I I N C I A PCHIIIVA

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valor f o n é f i c o " . Sua eMratifica^ào pode, assim, tornar-se m u i t o complexa c transbordar a consciência empírica ligada a aeu uso imediato. Transbordando esta consciência a t u a l , a estrutura deste fcigniftcante pode continuar a operar, n a o apc. tias n a i franjam da consciência potencial, n w aegundo a c a u salidade d o inconacicnie. Vê-se que o nome, em Mtigular o n o m e d i l u p i r i p n o , está sempre preso n u m a cadeia o u n u m sistema de diferenças. Somente se t o r n a denominação na m e d i d a em que se pode inscrever n u m a figuração. O próprio d o n o m e não escapa ao espaçamento, quer seja lijtado por sua o r i g e m a representações d c coisas no espaço o u permaneça preso n u m sistema dc diferenças tônicas o u d c classificação social u parente meti Ldesligado do espaço corrente. A metáfora trabalha u nome p r ó p r i o . O sentido p r ó p r i o náo existe, sua " a p a r ê n c i a " é u m a função necessária — c que se deve analisar c o m o tal —* no sistema dus diferenças c das metáforas. A parusia absoluta d o sentido p r ó p r i o , c o m o presença a si d o s íotftu na SU3 V í I / . n o ouvir-se-falar absoluto, deve ser xíiuatla c o m o uma função respondendo a u m a indestrutível ma» relativa Sece*sídacV, no i n t e r i o r d c u m sistema que a compreende. Isto vem a situar a metafísica o u a onto-tcologia d o J V W J O problema da charada de transferência resume toda a dificuldade. U m a rcprcMrntaçâo d c c o i w p o d e ctiWTiiT;ir-H" investida, enquanto pictograma, d c u m valor f o n é t k o . Eaic nao apa^a a referência " p i c i c g r u f t c a " que, aliás, nunca f o i simplesmente "realista 1 '. O s í g n i f k a n t c quebra-sc o u estreIa-se c m sistema: remete ao mesmo t e m p o , c pelo menos, a uma coisa e a u m som. A coisa é, nela mesma, u m c o n j u n t o dc coisas o u uma cadeia de diferenças " n o espaço"; o som t que c também inscrito numa cadeia, pode ser u m a p a l a v r a : a inscrição é então ideogramáüca o u sintética, nao

«ftMWt Um KW** *mn l i a m ovtros 4o o u Mflr—J ÓirtmÉmâ "•*»«** Ót lanctltnu": "Àtüm, o tft*J* Owvrimt ou* <• chamai •swuiuuiííüinaMtifr Idmcn" ura ffpftKnw» nnr um p*Ttmprr w^rratít* rw í u w wnmiif*. K-™<r tinto* Kf4 laf^fKMo a uma iHht*U dc ef*iK* <!**** Ho*** ***** *ua **(*<• tUB típWH*» í<» ntifT4t pféplOl í « « íOm p o « u iMtílitfhh* i-Mn#Q m Hftli dt ^ M çiifci*i« mit * 1 " * dura H u t i (*•<• * . i m a ^ a o « £•* licrlbi M a<i À<* ti««mlLi peil pltl* ***!'• '• *•" *halftiUa. Fuá Uftftt CfMT n I , J M <k -dl nAWAlO itemidO '•raJiaMmdâ 1 , um M o OfUfti ft;ofre» 4 *|uinit oerablnsftlo ilmbòlic*: *"**» earàleto* ;om m r t » I*K** (#nmr n* tftrtdt/. um péaare pitudo petro tetu * r a i * r»moV » *-*td*íi»mtm»> um doa amtatc* dta *baut-»tftd«'. B «aro que MPHU* 0 fite j l ccnlRom c* a*mc* o*«ipmd«itíi > aiM* ilmhnTc* «nilu e * <MdiQa& d* dlsdfi-iA Nlilv l f t * i \ HWI fl"WfiH^i t f i t t i . T 'fifili'. .1' »liC* mBtlm> * * « ! » TçomPOt, ttfmç ouirn aiampto, « nprve pfGPriO "Bot-tioalDlii* D* *da #0 Mitmil, d#**rtK*ík> da maocrfa rrillti** aaam dolt «íçC* naJuludí» •* mi- * itr blttballmfl - lOnfJMI LJI; [r n .j^.n 1 v* •!•;*••• »«ldfl MlliAÉ ."•f* Ot *bolll dlMuftM', lUDO*-M qut O kHor r«l«t4 K < u t n ^ttllVO a itQu* v*íl 1 tffit ^ dLKltn*>'\ Ef. I f 10-11L

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tiMMAtOUKIIA

decompor; m u o som lambem pode ser um elealflmico entrando por sua vci cm composição: lida• M então com uma oacritura de aparência piciográfica e na verdade foníltco-analílica do menino tipo que o alfabeto. O ijiic w liihr ii(j"tii (!n c*criia dos AMcciit ilu M v i t i o piirrcc •ibranger iodai estai possibilidade*. "AWm, 0 nome próprio Ttoruliiihui c decumpento em varia* tílanai >,-« ino produrida* pela- lm*»en. «guinle*: llbiut lltrttH}. tua ioilim\. cau lialhi e rtnatmenie dente (ilanrl) O procedimento lit.1 •* eairetiamenia a etie.. que conutle cm aujerir o nome d< unia panonagem peli» imagem d.» * r e i nu da* WHt» que CMtim na campoalçaú de ttii nome. Ot Atieca- foram mafe adlanu na via do fontllimo Contegiilram tr*n>ni"lr alravét de Imagent tom «• pirado* recorrendo a uma verdadeira anallae íociéllea"*". O» 11.1b.1Iho* de Darlhel c de Knuíutov lobrc o» gllfoi maiaa nâo chegam a reiultadoa concordaniei, ieua progrciM H permanecem muito lento-, mu* a preaenca de elementoi fondllcoa i hoje quaic corta. O meimo to dá com a escritura da Ilha du Páacoa". N a o unena* caiu « r u i picio-idco-lonográfKa. m a l no Inienoi metmo de t u a i estruturai nlo-fonéllca* a cquivocldadc e a tobrede terminação podem dar lugar a metáfora» retomada! em todo o t*u peão por umii verdadeira rtlàrim gnlfuii. te te pode arrltcur eiiu capr*»* l i o abaurda. A complexidade deita citrutura, d c i o b r i m o - U hoje em cacriiurai ditai "primitivai" e em cultural que ie acreditav* "•em eacrllura" M a i labiamoa há multo tempo que a cacrltura chinnii ou )uponcui, que igo maciçamente nfio-fonctlciia, comportaram bem cedo clemente* fone*licoa, Balei permaneceram estruturalmente domioadoi pelo ideúgninn OM pela álgebra e temot a u l m o icitemunh» de um poderoao movimento de civilização desenvolvendo-** foro de lodo logocentríimo. A eterítura nau reduziu . v i u nela meama, ela ordenava-« num triiema: "rii.i ...11:1.1.1 IJBBBBBJ JI-.,H~ • Rjfjgi loi . M i / u - i i . - 1..11. Ikos. certoi ugnctt tendo empreguei pw Ku tom independentemente do teu temido original Mia cale emprego tonifico doi ugno* nunca |.ô\1e ier lio ímpio a ponlo de aturar em teu principio a asoraM • tiineta e eikamUhila na v>a da notação foneilcii A eacrllura. nao lendo aHunciido na China uma annlnc foMitca da hngungcm. nunca pode ter tentida como um decalque ni.it ou menu» fwl da fala e e por itio que n tigno giOíico. dmholo de uma realidade única « . te. P. 11. «I. IP. r IB. A. M«rau> muna — — lu|*i. ..m-iii-Jou-n*. ea reMtHatn do. Grmtlmti* im Í-H«ir."( 4r> 0-*'t*itkt*«fi Je BulM)!

DA (iB.AMATlll(*tlA CtmO ÍIINCIA rOtlTIVA

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r <io(iil*i conto ei* próprio, ciinstrvoii muno da «eu piorlgia ptlmtlivo. Mo cabe tcndllat que a fila nâa lenha lido antlgümMt na China • mesma eficácia uuc • ncrilura. mu «ri piflínd» pode Wt *Wo parcialmente ftlipimla pcU do rtirilo Ao contrário, n.i cMlktHtn onde • MBtfan evoluiu bartanlt cedo i>»m o «ilnhario U D alfabeto, íul u vulto uur cnrurnirni em 11. em ilftltiillin. iodai U • • putenoat da citação rclitium e nu*liu. I., com efeito, e notável que não K encontre n i China cira valoríuçlo eipanlo*a da fala. do verbo, da iflaha ou da vogai que t ateuada cm iodai ai (findas civil iinicV> i n t i n i . ria bxia metllieirinea a índia"" Ê difícil nao nubacrevei globalmente esta análise, observemos, contudo, que cia parece çumiderar a "anilhe fvnítku da linguagem" e a escritura fonetica como um "rcsuliado" noimal, como um ttlot histórico em visia do qual, assim como um navio a caminho de um porto, u cscrlluru chinesa fruOMWB cm algum lugar. Ora. pode-te pensar que o sistema da escritura chlnesn «ela assim uma r i p í d c de alfabeto inacabado? Da outro Indo, J. (rernet parece explicar o " p i c i liglo prlmlllvo" do grafiimo chinês por ma iclaçlo "iltnholica" com uma "realidade única o singular como ele". Ora. nío e evidente que nenhum signitteante, quaisquer que sejnm IUB lubtl&nnu c 111a fórum, tem "realidade únlcu tf ainguJur"? Um tignificanie í. de inicio de jogo, a possibilidade de sua propriu repetição, de sua própria Imagem ou semelhança, r. cala a c o n d i t o do HIB idoalidadc, o que o (a/, rcconbocar como signifkanic e o (ai funcionar como lul, icícrindo-o u um lignlílcudo que, pelas mcsmai latóes. nao poderia nuncu aer uma "lealidnde única e singular", lículc uue o signo aiuicce, Uto r. deade icmprc, nao ha nenhuma oportunidade de encontrar em algum lugar 1 puro/a du "realidade", da "uni1 cidade", da "singularidade", l-nlim, com que direito aupor que a fala ha)a podido ter, "antigamente", nntea do nascimento da escritura chinesa, o sentido c o valor que lhe conhecemos no Ocidente? Por que a fala teria tido de aer "eclipsada" pela cierltura? Se w quer tentar pensar, arrombar o que, sob o nome de eicriiura, topara multo mal* do que técnica» de notação, nâo e necessário despojar-se também, entre outroa pressupostos ctnocíntiicoi. de uma espécie de monogenetiimo grafico que transforma iodai oi diferençai cm afaalamentos ou atraso*, acidentes ou dciviacocs? E nao c ne * cenário meditar cite conceito hcuocentrico da fala? E a semelhança t!o logos ao sol (ao bem ou a morte q u j n l o íe pode encarar d< frente), ao rei ou ao pai ( o bem ou o sol *1 I OnniL Ia CIHr Airtiti i( k>i«(iimi iiv,»4ii(H(i d* .'einnitr •} ET. pr 11 r > (O trlfo * » l « <X raiMM-i H. Gi.n.i. U (•»-»
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URAMAIÜLOOIA

inteligível são comparado» ao pai na República, 508 c)? O que deve ser a escritura para ameaçar este sistema analógico cm seu centro vulnerável c secreto? O que deve ser a escritura par* significar o eclipse do que é bem c do que é pút? Nao é preciso deixar de considerar a escritura como o eclipse que vem surpreender e ofuscar a glória do verbo? E, se há alguma Necessidade de eclipse, a relação da sombra e da luz, da escritura c da fala. não deve cia mesma aparecer de outra maneira? De outra maneira: o desçcntramcnlo necessário não pode ser um ato filosófico ou científico enquanto tal, Já que aqui se traia de detcotocar, pelo acesso a outro sistema ligando a fala c a escritura, a* categoria* fundadoras da língua c da gramática da episteme. A tendência natural da lettria — do que une a filosofia c a ciência na episteme — impelirá antes a tapar as brechas do que a forçar a clausura. Era normal que o arrombamento fosse mais seguro e mais penetrante do lado da literatura e da escritura poética; normal também que solicitasse inicialmente e ti/e«c vacilar, como Niet&che. a autoridade transcendental e u categoria mestra da epixteme: o ser Egte * o sentido dos trabalho* de Fcnollosa*' cuia influência sobre Ezra Pound e sua poética c sabida; esta poética irredutivelmenle gráfica era, com a de Mallarmé, a primeira ruptura da mais profunda tradição ocidental A fascinação que o ideograma chinês exercia sobre a escritura de Pound adquire assim toda a sua significação historiai. Desde que a fonetização se deixa interrogar na sua origem, na sua história e nas suas aventuras, vê-se seu movimento confundir-se com os da ciência, da religião, da política, da economia, da tfenica. do direito, da arte. A i origens destes movimentos e destas regiões históricas nao se dissociam, como
*V íJWí*iu*ntnrtíi urba * *-*** * l cHiutura* l ò t j m g r — r f f a l i Ai Ocidente <* 4* UildO a nrtii djft o i i f * n n » de A™*S«k»j, n u i r t n l n w nvnhunu dt«cf»tfc> owicia d* c a n t e m dUnoa pode b>ter* U*. Fcnoüoaa lembr**a Que i r m l a E Ü H f w» rwnfifchnrnlr uma ftfrtbift M o w i , pi* uempSv "Sf A K i u t t H cmjttcükt o dttda r*rcao d* POetli ctaintia, s*f i i o t i prettio *f-jard»ti»>rw* 4à fiart*tÍ4a octdmuJ. ôe m u t t U i l u coletaria* de UnplBJ*m* th t u * complacência par» « * n m> nomei * ot adjetivo* p r t í i i m m o * buicar. v% pilo menot » r v n ^ r r «m nvn!* #* rr*nnlnct4i do **fr*> em r r t a soma t * U u i m a i D T n r i introdriU um Hií*nro d( i « h o t atadMlUiÜM A ai*K* Ptrte d » (radiar** hn*wml|in Imtu # * n n u m i> « w n n l u v * » <M f r w i r M v n t « t r m i l «p^la-w no l i * * a* 411» na n K i w a • * * atfco d t H r m u uuUtx > " " " . a catua e u i ^ d n 1I11, na ruíidh£: t i c r t u t i Pur ciEmpSx BJ04M f i n e 'ti IciUiia dctemim • «mutura* «ena tapiimida ci^JiiMimcnic em chtnfi rejf U*fe *wrbe* Uma íufm* tal e* o eqüivaleu de l í í * twfAtft dcttwohídm e que podet te* opieicUaditi c a totui^r* wl>cuvav paiibCipUi, lutai***** ov cflmWoMii* Um t u t i p l o catre o w r w t *5e ftrfDfm l i . bto o cniiai 1 ciciticr* Outro: 'Aqwtle W* •* tomn*e aquete ojeo (tenro*. M M , na pim-ira forma •«fti$fnuda« um thtntt w r o ' * a L 'L#i dwrmtPft i H ( t * * r * ( H L k 4ir*ivn i ^ • •>r Kflatderft* a i m i n t r l p r a f ^ i w ^ lraduefi> f m K f M |n A r n W « t mi^iih^

HA OKAMATOLOOIA COMO t l t M l A rciMII*A

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devem faze-lo para a delimitação rigorosa dç caila tíCiKÍa, senão por uma abstração de que devemos permanecer conscientes c que devemos praticar com vigilância. Pode-se denominar aruuie*critura esta cumplicidade das origens* O que se perde nela c\ portanto, o mito da simplicidade da origem. Este mito está ligado ao próprio conceito de origem: a fala recitando a origem, ao mito da origem c nao apenas aos mitos de origem. Que o acesso ao signo escrito garanta o poder sagrado d : fazer perseverar a existência no rastro c de conhecer a estrutura geral do universo; que todos os cleros, exercendo ou nao um poder político, se tenham constituído ao mesmo lernpo que a cMTitura c pela dhpnsiçfio da poiência gráfica; que a estratégia, a balística, a diplomacia, a agricultura, a nscalidade, o direito penal, se liguem em sua historia c na sua estrutura à constituição da escritura; que a origem atribuída à escritura o tenha sido segundo esquemas ou cadeias de mitemas sempre análogos nas mais diversas culturas e que tenha comunicado, de maneira complexa mas regulada, com a distribuição do poder político assim como com a estrutura familial; que a possibilidade da capitalização c da organização poiítico-admimstrativa tenha sempre passado pela mSo dos escribas que anotaram o que esteve em jogo em numerosas guerras c cuja função foi sempre irredutível, qualquer que fosse o desfile d a i dclcca^Vf nas quais M: pôde vê*la à obra; que, através das defasagens, das desigualdades de desenvolvimento, do jogo das permanências, dos atrasos, das difusõe* e t c , permaneça irredutível a solidariedade entre os sistemas ideológico, religioso, dcntífico-tccnico etc., e os sistemas de escritura que foram, portanto, mais que. e outra coisa que* "meim de comunicação" ou veículos do significado; que o sentido mesmo do poder e da eficácia cm geral, que n l o pode aparecer enquanto tal, enquanto sentido c dominação (por idealização), senão com o poder dito "simbólico", tenha sido sempre ligado a disposição da escritura; que a economia, monetária ou pré-monetária, e o cálculo gráfico sejam co-originários, que nao haja direito sem possibilidade de rastro (senio, como mostra H. [.evy-Bruhl, de notação no sentido cs(hlo), tudo isto remete a uma possibilidade comum c radical que nenhuma ciência determinada, nenhuma disciplina abstrata, pode pensar como tal**. tf* rrWCFMu [tCMl qi* Inl!lti1*m0i nttím p*régf«fi> A lítule «diulivii « ftflhiriny, umiMWl *M iribtlm «fulntft. «•4a um a» «imi M"1*U • « • >*^crtBM> mfih«r*Ofi; / FM«r. M* QrtDtL M. Cahtn* ML V -Dvid. »* « T A, Gfi »wM« A. UKnvi. Hltpo «11*00. BT\ Ç- I t t**t « Mil*r*«ft(*o f* IJ

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UPAMATOLOOIA

IXví-wr entender hem aqui e»lu miiiitiiiirniia da ciência, que é também a incompetência da filosofia, a clausura da tpisttme. Acima de ludo, cias não reclamam uma volta a uma forma prc-cicntilica ou infrmfllosófica do discurso. Mui10 ao contrário. Esta raiz comum, que nfto é uma raiz ma* a esquivança da origem c que nio é comum porque apenas volta ao mesmo com a insistência tio pouco monótona da diferença, este movimento inomeavel ilii ditcrenia-nieviiu, que alcunhamos estrategicamente de rastro, reserva ou diferencia. apenas sc poderia denominar escritura na clausura histórica. isto c nos limites da ciência e da filosofia. A constituição de uma ciência ou de uma filosofia da escritura c uniu larcla P K ç M ü M C tUIríil. Mm, chegnado a estes limites e repeiindo-os Sem interrupç.fo>, um pensamento do rastio, da diferencia ou da reserva deve também apontar para além do campo da episieme. Fora da referência econômica c estratégica ao nome que Hctdcggcr justifica dar hoje a uma transgressão análoga mas não idêntica de Iodo filojvlcuiiii ívfwrtfCv t aqui P' l,n ,|1 ' 1 u n i "" |1,c pfrfeiUMiiviHc neutro, um branco textual, o índex necessariamente indeterminado de uma época por vir da diferencia. De um certo modo, o "pensamento" não quer dizer nada, Como toda abertura» este Index pertence, pela face nele que sc dá a ver, ao dentro de uma época passada. Este pen.amento não pesa nada. Ele é. fio jogo ilo üittem», aquilo rniSnUi que nunca pesa nada. Pensar é o que já sabem»* não ler ainda começado u fuzer: o que, medido conforme a estatura da escritura, encetasse somente na epàieim.
Grania tolo/tia, este pensamento se conservaria ainda ençerfado na presença.

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II. NATUREZA, CULTURA. ESCRITURA

-tu me «nua como • i/mm comeiiòo um Conlettiont

Introdução à

"Época de Rousseau"

"lemos un> órtão que cmtc«pond« ao ih audijSó. n ubet. o da «Ml nao lemot, forem, um que corresponda • vnlo, « iifto crnillmt» lorci como cmdlmoí tont. Hw c mnn um n«M pura cultivar o primei tu acnliilo. ewiciundo-tt muitiArocnie o órgão ailvo e o órgão pa«lvo." EmlU Kiando-w na organização de umu leitura clássica, dir-sc-ia, talve?, que acabamos de propor uma dupla grade: histórica c sistemática. Finjamos acreditar nesta oposição. Façamo-lo por comodidade, pois esperamos que agora estejam bastante duras ai razõc* de nosia Hispciçdo. Ura. como rim prcpuiwiioi pafji tratar daquilo uuc, empregando u mcimu linguagem e com igual desconfiança, denominamos um "txempfa", devemos ugoru Justificar nossa «colha. Por que conceder a "época de Rousseau'; um valor "exemplar"? Qual é o privilégio de Jcan-Jacques Rousseau na história do logocentrismo? Ü que K indica debaixo deste nome próprio? E que lugar tem u relações entre este nome próprio e os textos aos quais foi assim subscrito? A estas questões nao pretendemos fornecer mais do que um começo de resposta; udvet apenas um começo de elaboração, limitado a organizaç&o preliminar da questão. Este trabalho se aprr*cntari progressivamente. Não podemos, portanto, justificá-lo po» antecipação c prefácio. Tentemos, contuco, uma «br num.

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01A M A TOtOOt A

Sc a historia d» metafísica é a h»iorÍ*i de umit determinação do ser como presença, se a tua aventura le confunde com a do logocentrismo. se ela se produz inteiramente como icduçao do rastro, a obra de Rousscau parece-nos ocupar, entre o Fcdro de Plalão e a Enciclopédia de HegeJ. uma situação singular. Que significam CUCA três pontot de referência? Entre a abertura e a efcUvuçAo filosófica do fonologumo (ou logocentrismo), o motivo du presença articulou-se de uma maneira decisiva* Sofreu uma modificação interior cujo Índice mais vistoso «cria o momento da certeza no cogito c&rtctiano. A identidade da presença oferecida à dominação

da rcpctlçAo havlíi-v: coníitliubdo anteriormente sob B formi
"objetiva" da idculidadc do tidos ou da subtiundalldade da <W/A Esta objetividade assume desde agora a forma da rcpmentaçòo, d* idéia como modificação de uma substancia presente a si, consciente c certa de l i no instante de sua relação a l i No interior de sua forma mais geral, a dominação da prernça adquire um» cupêclc de uwjturjimtnii) Infinito. O poder de repetição que o tidas e a outia tornavam disponível parece adquirir uma independência absoluta» A IdetfJidadc e a substanciallcUdc relacionam-se consigo mesmas, no eletncnlo da rts mniiatu, por um movimento de pura auto-afeçAo, A consciência c experiência de pura auto-aícçlo. E l i diz-ie Infalível c\ se tixiomüs da luz natural llw dlo cita certeza, sobrepujam a provocação do Gênio Maligno c provam a existência de Deus, é porque constituem o elemento mesmo do pensamento c da presença a si. Esta nfio 6 desordenada pela origem divina destes axlomuv A alteridude infinita da substância divina nâo se interpõe como um elemento de mcdlaçlo õ U de opacidade na transparência du relaçlo n si e na pureza da auto-aíeçao. Dou» é o nome e o elemento do que poisibilit&jim saber de si absolutamente puro c absolutamente presente a si. O entendimento infinito de Deus í o outro nome do logot como preieoça a t i , de Descartes a Kcgcl e apeur de todas as diferenças que separam os dife* rmtes lugares c momentos na estrutura desta época. Ofa, o lonos apenas pude ver infinito e presente a si, apenas pode praduzir-st coma oiuo-afeçào, através da voz: urdem de signiiicunte pelo qual o sujeito sai de si cm si, não toma fora de si o significante que ele emite c que o afeta ao mesmo tempo. T a l 6 pelo menos u experiência — ou consciência da voz: do ouvÍr*ae*falar Fia vive-sc c diz-se como exclusão da escritura, a saber do apelo a um signtficante "exterior", "sensível", "espacial", interrompendo a presença a s i

INTRODUÇÃO A " I J W A DL KOUSSEAU*1

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Ora, no interior desta época da metafísica, entre De** carie» e Hegcl, Rousscau é, u m dúvida, o único ou o primeiro a fazer um tema e um sistema da redução da escritura, tal como erd profundamente implicada por toda a época. Repete v movimento inaugural do Fedrv c do Da ímerpre* toçâo, ma* desta vez a parlir óc um novo modelo da preicnyii: a presença a ti do sujeito na xvnKiftKiu OU tto 9fnti* mento. O que ele excluiu mais violentamente do que qualquer outro devia» bem entendido» fasciná-lo c atormenta-lo mais do que a qualquer outro. Descartei expulsara o signo — e singularmente o signo escrito — para fora do cogito c da evidência clara c distintui sendo cita a presença mesma da h l í l i à alma, nela o .signo era acessório, abandonado A re giftn do sensível c da iniH|UnaçJU>* Hcgel reu própria o sigjtu M U xlvel no movimento da Idéia, Critica Kelbnli c elogia a « c r i lurn fonética no horizonte (Te um fefOI absolutamente presente a i i , que se mantém perto de t i na unidade de tua fala c de teu conceito. Mas nem Descartes nem Hegel te bateram com ti problemir tia eterilurn. O Hipnr rirttr comhafc r deilu criK í o que se denomina o século X V I I I N*o somente porque restaura os direitos da sensibilidade, da ImujiinuçAo c do signo, mas porque as tentativas do tipo leJhnixiano haviam aberto uma brecha na segurança logocéntrtca. Será preciso trazer A luz aquilo que, nestas tentativa» de característica um* v c r u l . limitava de infcict de jogo a potência e n extensão do arrombamento Ante* de Hegel e em termos explícitos» Rousseau condenou a característica universal; nào por causa do fundamento teológico que ordenava P sua possibilidade ao entendimento infinito ou lotos de Deus, mas porque parcela suspender a voz. "Através'* desta condenação, pode-se lei i mais enérgica reação organizando no século X V I I I a d e f t u do fonologiimo c da metafísica logivrnlrica< O que ameaça, então, é precisamente a escritura, bata ameaça não é acidental e desordenada: faz compor num únuo sistema histórico 01 projetos de pasigrafiu, a descoberta dai escrituras nio-eujopéias ou, em todo caso, os progresso* maciço* das técnicas de drct/roçúo, a idéia, enfim, de uniu ciência gerai da linguagem e da escritura. Contra todas estas pressões, abre-se então ura» guerra. O "hegeliani*mo" será a sua mais bela cicatriz* Os nomes de autores ou de doutrinas nào contam aqui com nenhum valor substancial, Nao indicam nem identidades nem causas. Seria leviano pensar que "Descartei", "Lcibnta'\ "Roustciiu". " t l c g c r etc . sâo nomes de autores* os no mes dos autores de movimentos ou de deslocamentos que

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OltAMArOLOOlA

detijiumo* «Mim. O valor Indicativo que lhes atribuímos e de início o nume de um problema. Sc noa autorizamos provisoriamente a tratar desta estrutura histórica fixando nossa atenção cm textos de tipo filosófico ou literário, não é paia nele» reconhecer a origem, a causa nu o equilíbrio da estrutura* Mas, como nJLo pensamos tampouco que casei textos vejam simples efeitos da eslmliifu, cm qualquer sentido que isto seja entendido; como pensamos que todos os conceitos propostos até agora para pensar a articulação de um discurso e de uma totalidade histórica estão presos na clausura meta* ffaica que questtonannis aqui. como nao conhecemos outro e nao produziremos nenhum outro enquanto esta clausura terminar nosso discurso: como a fase primordial < iailispetiüúveK ? de fato e de direito, no desenvolvimento desta problemática, consiste cm interrogar a estrutura interna desses textos como sintomas; como esta í a única condição para determiná-los a d mesmos, na totalidade de sua pcriencença metafísica, daí tinimos urgumento para Isolar Routacau c, no rouiacauísmo. a teoria da escritura. Esta abstração é, alias, parcial e permanece provisória a nossos olhos Mais adiante, abordarmos diretamente esfc problema numa "questão <!e método*'. Para além destas justificações maciças e preliminares, seria preciso invocar outras urgências. No campo do pensamento ocidental, c noladamcnle na França, o discurso dominante — denominemo-lo "cstruturalismo" — permanece preso hoje. por toda uma camada de sua estratificação, c às vezes peta mais fecunda, na metafísica — o loffocentmmo — que ao mesmo tempo, se pretende, ter. como se diz lâo depressa, "ultrapassado" Se escolhemos o exemplos dos tex* tos de Clawk L6vi-S<niu*s, se encolhemos punir deles c dek? receber a incitação a uma leitura de Rousseau. é por mais do que uma razão; por causa da riqueza e do interesse teórico desses textos, do papel animador que desempenham atualmente, mas também do lugar que neles ocupam a teoria da escritura c o tema da fidelidade a Rousscau. Assim, cies serão aqui um pouco mais do que uma cplrratc

1. A violência da letra: de Lévi-Strauss a Rousseau

J-Nlirrl agora da fKfiluítt" .\m>< itnh;i ttrgcmtui de divcniMite com e*ia* h*pneU* num limado whre u educação* Eimlr ou fa rcdvcation Ela [a ctcrímr*] parece anií\ favorecer t* eipforrçfto do* hümcnt do que ilumini-IOfl . A ftrnfurjt * J T i'; r. |VAH^nvnm d- co* muni acorda erwrc elev (**|>ç*o de etcriluia** in fm/w Trópt&n i A metafísica constittfiu um ststcma de defesa exemplar a uiDçtçj da escritura. Ora, u que í que liga a escritura a vioUncia? O que deve acr n violência, para que algo nela Iguale a operação de» rastro?

OQQBI

E por que fazer jogar esta questão na afinidade ou na filiação que encadeiam Lévi-Strauss a Rousseau? À dificuldade de justificar esse estreitamento histórico, a*racema-sc uma outra: o que í a dependência na ordem do discurso c do texto? Sc, de maneira algo convencional, denominamos aqui discurso a representação atual, viva, consciente de um texto na experiência doi que o escrevem ou lêem, e i c o texto transborda sem cetft&r esta representação por todo o sistema de seus recursos e leis própria», então a questão geníalógtca excede amplamente as possibilidades que hoje nos l i o dadas de elaborá-la. Sabemos que ainda está vedada a metáfora que descreveria i n fali vr Intente m iinrmfcig)i dum texto. Em sua sintaxe c **m seu Léxico, no seu espaçamento.

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ORAMAtOUKMA

por sua pontuação, suas lacunas, sua* margens, a ptrtencinçi histórica de um leito nio 6 nunca linha reta. Nem causalidade de contágio. Nem simples acumulação de camada*. Nem pura justaposição de peças emprestadas. E, se um lexlo se dá sempre uma certa representação de suai próprias raízes, - itpiMim desta lepresentaçáo, isto é. de nunca tocarem o solo. 0 i|uc destro! sem dúvida a sua mineta ntdiml, mus náo a Necessidade de suu /unçdo enraiianle. Dizer que nunca se faz mais do que entrelaçar as raízes ao infinito, dobrando-as até fazé-las enraizarem-se em raízes, passarem de novo pelos mesmos pontos, redobrarem tintijyn aderencius. circularem entre suas diferenças. enrolarem-se sobre si mrima» mi volverem-se reciprocamente, diur mie um texto nunca e mais do que um niitrma d* ralus, t sem dúvida contradizer ao mesmo tempo o conceito do sistema e o esquema da raiz. Mas, por náo ser uma pura aparência, esta contradição adquire sentido de contradição e recebe seu "ilogismo" apenas se for pensada numa configuração finlta — a nluonu d i metafísica — preu no interior de um litlema de raizes que náo se termina ai e que ainda náo tem nome. Ora. a eootcétada de si do testo, o discurso circunscrito onde ao articula a representação gcncalópca (por exemplo, um certo "século X V l l l " que Lévl-Strauss corutiuü ao reclamar a sua inserção nele), sem confundir-se- com a própria gciicalogla, desempenha, precisamente por este afastamento, um papel organizador na estrutura do texto. Mesmo que se tivesse o direito de falar de ilusão retrospectiva, esta nflo seria um acidento ou um detrito teórico; dever-se-ia dar cunlu de sua Necessidade e de acua efeitos positivo». Um texto tem sempre várias idade*, a leitura deve tomar partido quanto a das. E esta representação gencaloglca de si já 6, ela mesma, representação de uma representação do si: o que o ''século XVIII francês", por exemplo e se existe algo como tal, construía já como sua própria provciúéncia c sua própria presença O jogo destas pertencenças. tão manifesto noa textos da antropologia e das "ciências humanas", produz-se inteiramente no interior de uma "historia da metafísica"? Força em algum lugar a sua clausura? Tal é, talvez, o horizonte mais amplo das questões que aqui serão apoiadas cm alguns exemplos. Aos quais podem-se dar nomes próprios: os detentores do discurso, Condillac, Kousscau, LcVi-Straussj ou nomes comuns: oa conceitos de análise, de gênese, de origem, de natureza, de cultura, de signo, de fala. de escritura etc; enfim, o nome comum de nome próprio.

A VWMNCIA DA U m * : Dl UVI-SfHAOU A BOKMBAU

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O fonolfytiimo í, sem dúvida, no interior lanio da lingfifttica como da metafísico, a exclusão ou o rebaixamento da escritura. Mas è também a autoridade atribuída a uma ciência que se deseja considerar como o modelo de todas as ciência* ditas humanas. Nestes dois sentidos o estruturalismo de Lívi-SirauM i um (onologiimo. O que já •bordamos l quanto nos "modelos" da lingüística c da foflologiB, proihe-noi atllm contornar uma antropologia estrutural sobre a qual a ciência (onológtca eierce unia fascinação tão declarada: por exemplo, em Linguagem e parentesco', que seria preciso interrogar linha por linha. "O «•*im»tit6 4a fonoleiil mbvrrtra titi uluaclo. Fia nin renovou «panai ai pfMvhsui lingllíniliat: uma lian-torneio ileua nmpliluiia nlo eeli limimit* • uma disciplina particular. A toaotolla rJo põoa deixar de detempanhar, perante u dtnciaa Mtclali. O ine-rno papal re-ovedor que a tielca nuclear, por twmpto. deaempenhou no conjunto d»» clínciat t^im" <p. 4J). Se desejássemos cltbrtfir aqui ii queitfo do modrlo, teria preciso levantar todo* os "como" e os "Igualmente" que ponlutim a demonstração, regendo o autorizando a analogia entre o limológico e o sociológico, entre os fonemaa • o» termo. de parentesco. "Analogia Impressionante", é-nos dito. mas cujo funcionamento doa "como" nos mostra bem deprema que «e trata de uma muito certa mas muito poitre gcitítalidiior de leis estruturais, dominando sem dúvida os sistemas considerados, mas também muitos outros, e sem privilégio- fonologia exemplar como o exemplo na serie e nlo como o modelo regulador. Mas, aohre este terreno, foram colocadas as queitoes, articulada» aa objeções, e como o fonologlarno epiiitmolàtico erigindo uma ciência como padrão vupfte o fonologiamo llngüíako e meiajaico elevando a voz acima da escritura, é este último que tentaremos reconhecer de início. Pois Uvi-Straus» escreveu sobre a escritura. Poucas páginas, sem dúvida', mas notáveis sob vários aspectos: belhsimai e feitos para espantar, enunciando mi forma do pntnI Hi Aa«e*elvi<* Cmin.i-l [n.Jicti builMIrt «t 0>»*m S. Km • rirat. "» 4a JIMJL. Tu.,» B.jt)fl(.» I«a>> fl • murei— •K* è r~nvr>rirIMu, p, XXXV i Sla I A I I H O H OI Tiun I » P M («••! at WlUaa Manai» lio ?••»>. filèimtil). »o luaii. 4c lofli mi "|itl" Ot nciilim' <í*p XVIII: •ti nhMkMni B&m *• ««,.-1 -, -.- m^mM lai ttaMhaa *<••- CIMü "'tíímui. <o. CMfBoiiam) ffnrnin/i a ti<<iliii) Tun» IMIMB ila """^f*JT*j rm-iianW CfroWimn 0a mtlotj t 01 tnittr", araadaaaMt no (aatlulo dluailn iln "iflttrm u, iuua(ktâ*e>~. p 401). Unha», 4t iMBelra muni atmi^ na fiiwat-rni" xivar» mi iim ilmtn nin i. O irmrt t4i+
I«..Ií> « « • n a | A i cHtjSai i . t « . n l , , o '——<-• . - ( > - » . - . loJiKtn «• Mana ' " < » da Cátia a Ssuaa « Alffllr «a O I " " " A a i u i . M v » Swnauí •

iiii"i. a. i o . st» PWK. i«M>

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GAAMATOLOOlA

d o i o c da modernidade o anáterna que o Ocidente Obstinadamente retomou, a exclusão pela qual cie se consiiluiu e se reconheceu, desde o Vidro ate o Curso de tingUUiica trral. Outra r u ã o para reler Lévi-Slrauss: K J I O experimentamos não é possível pensar a escritura sem cessar de se fiar, como numa evidência óbvia, cm todo o sistema das diferenças entre 3 phym e wu outro! " série de %ea% "outros": a arte, a técnica, a lei, a instituição, a sociedade, u imotívaçaO, o arbitrário etc.) e cm toda u conccilualidadc que se lhe ordena, deve-se seguir com a máxima atenção o procedimento inquieto de um cientista que ora, em tal etapa de sua reflexão, apoia-se nesta diferença, e ora nos conduz a seu ponlo de apagamento: " A oposição entre natureza e cuUura. sobre a quil outrora insistimos, nus piircce, hoj?, olcreçer um valor principalmenie metodológico'". Sem dúvida, Lévi-Slrauss nunca foi sento de um ponto de apagamento a outro. Já Ai eíiruiuras dementarei do parenletco ( 1 9 4 9 ) . comandadas pelo problema d a proibição d o incesto, creditavam a diferença apenas em volta dc uma cintura. Uma c outra, com i » o . nllo *r tomavam srnâo mais enigmáticas. E seria temerário decidir se a cos( u i a — a proibição d o incesto — é uma estranha exceção que se viria a encontrar no sistema transparente da diferença, um "fato", como dtz Lévi-Slraus*. com o qual "nos achamos então confrontados" ( p . 9 ) ; ou. a o contrário, a origem da diferença entre natureza c cultura, a condição, fora dc íiitema, d o sistema da diferença. A condição seria um "escândalo" apenas se K desejasse cnmprcendè-Ia no sistema de que ela c precisamente a condição. "Suponham» niifni que imiti o ijiir ' unlvatial. n» homwn. ikrii» da oiüeni da nolurc/j r « ( u u i l i i m prla e<pon!inr idade, que tudo u uur (Uá adilritn a una norma pfiti-iwt A çtilnir* e apieseali a* atributos da relativo c do particular. Ac rumo-nos. enckt. tvnfrunudcn com unr tato, ou ante» uni atolunio de (atos, que 0*0 a l i lonep. i hii dai definições piccolcni**, itt upnicw C C O uni CS ockndalo; . pofc a prolblcfto do lootsto npras—la w i " m-ni» njuliucu, c iudiiaoiuxlmculc ieunl<kn. ui dol« lancetei onde tecorbecciUM M •tributos coatradtióiM) dc dim otdent exclusiva»: «Ia constitui uma n i t a . m u uma reuni uur, única entre lodis as ifiirji sociaò. pouui ao mcuno tempo om caráter de universal idad c" <p. 9). M u o "escândalo" só apareceria num certo momento da análise; quando, renunciando a uma "análkte real" que nunca nos proporcionará diferença entre natureza e cultura, passava-se a uma "análise ideal" permitindo definir o "duplo critério da norma c da universalidade". E, portanto, a partir I O ""I»-" 1 » •<!'.•!•- e ;ij. i(. unham e. 1*1

A H O l K S t i A DA LLIUA

DE I Í V I SIKAISS A ROUSSEAU

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da confiança feita a diferença entre as duas analises que o escândalo adquiria sentido de escândalo. Que significava esu confiança? Ela aparecia-se a ai mesma como o direito do dentista a empregar "instrumento* de método" cujo "valor lógico" é antecipado, em estado de precipitação com respeito ao "objeto", à "verdade" etc, daquilo cm vista do que a

ciência está cm trabalho. São estai a* primeiras palavras —
ou quase — das Estruturai: " . . . cometo-ae • eomprornder que a distinção entre estado d* natureza e estado de sociedade (diríamos hoic de melhor gr»d<i calado de naturcn e estado de cubura). na 'alta de oim Ugnificacirhisioika aceitável, apicsenta um valor que justíOes plenamente MU ulüicsk. pela -uiíoloiíii mádtiid. ií>mo U iiutruitunic- de mém lodo" tp. I). Vê-se: quanto ao "valot principalmente metodológico" dos conceitos de natureza e de cultura, nao há nem evolução nem, acima de tudo, arrependimento, tias Estrutura* ao Pen wmentii Selvagem Nem tampouco quanto a ente conceito de instrumento de método: nas Estruturas, ele anuncia muito precisamente o que. mais de dez anos depois, nos será dito da bricalagem. das ferramentas como "meios à mão", "conservados cm virtude do princípio de que 'isto pode sempre teivir'". "Como a biicolagern, no plano técnico, a reflexão mititii pude atingir, m> plunv intelectual) resultados brilh-intes c imprevistos. Reciprocamente, foi muita* vezes notado o caráter raitopoéüco da bricologtm" (pp. 37 a 39). Restaria, é claro, perguntar-se se o cinôtogo se pensa como "engenheiro" ou como bricolador. Lt cru et le cuit apresenta-se como "o mito d* mitologia" ("Prefácio", p. 20). Contudo, o u u u n e n i o da fronteira entre natureza e cul*ura nSo c produzido, das Estruturas ao Pensamento Selvagem, pelo mesmo gesto. No primeiro caso. trata-se antes de respeitar a originalidade de uma sulura escandalosa No segundo caso, de uma redução, por prroriipiiit;s <mr v«i em uio "dissolver" a especificidade do que analisa: " . . . nao aeria bastante rcabsorver humanidade* particulares 'tuna humanidade sarai; cila primeira empresa esboça outras, que Rousseau (cuia 'cUrivuKnçi* habitual' Lcvi-Stiauss acaba de louvar] nao teria da tio boa menu admitido e que incumbem à< ciência» «atas e naturaia: reintegrar a cultura na natuieia, e, finalmente. * vida no conjunto dt tua* condições tiswo-químicai" (p. 282). Conservando c anulando, ao mesmo tempo, oposiçóes conceituais herdadas, este pensamento mantém-se, portanto.

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aPLAMATOLOGlA

como o do Saussurc. no* limites: ora no interior de uma conceíiuahdade n*o criticada, ora penado sobre as clausuras a trabalhando na descunstruçáo. Fníim, c esta última citação nos conduz nece variamente a este ponto, por que Lcvi-Strauss t Rousscau? Esta conjunçfto devera juuificur-sc progredivãmente c do interior. Mas já w iabe que Lévi-Siruuss Dão se sente apenas am harmonia com Jean-Jacqucs, seu herdeiro pelo coração e pelo que se poderia denominar o afeto teórico, Ele também se apresenta, freqüentemente, como o discípulo moderno de Rousscau, lé-o como o institudor c nao apenas como o profeta da etnologia moderna. Poderiam wi citados cem textos P&td a glófia de RóUiieau. I^fnbfémói Contudo, no final do Toumismo hoje, este capitulo sobie o "'lotemismo de dentro**: "fervor militante" "para com a ctnografiíT» "claiividenda espantosa" de Rousscau que* "maU avisado que Bergson" e "antes mesmo da focoberta do tolcmismo" "penetrou naquilo que abre a possibilidade do totemismo em gerar (p. 147). a saber: 1. a piedade, esta aícção fundamental, lào primitiva quanto o amor de si. e que nos une naturalmente a outrem: ao homem, certamente, mas também a todo ser vivo* 2. a estância oriçtnariamcníe metafórica, porque paaMonal, diz Rousseau. de nossa linpuaicem. O que nutori** aqui a interpretação de Lévi-Slrauss é este tssai sur lori$tne des iangues de que tentaremos mais tarde uma leitura paciente: "Coma os primeiros motivos que fizeram o homem falar foram paUôcs [e não necessidades], as suas primeiras expressões foram tropos. A linguagem figurada foi a primeira a nascer" (cap. 111). E ainda no "lotemismo de dentro** que o secundo Discurso c definido como "u pnmmu tratado de antropologia geral com que conta a literatura francesa. Em termos quase modernos, Rousseau aí coloca o problema central du antropologia, que £ o da passagem da natureza a cultura*1 (p* 142). Mas ei» a homenagem mais sistemática: "Roustcau nfto se limitou a prever a etnologia: ele fundou-a Inicialmente de modo pratico» escrevendo este Plscoyn sur I*origine et tes lomtemrnts de Vwfgalité parmi Its hontmes QUC coloca o problema das relações entre a natureza e a cultura, e onde se pode ver o primeiro tratado de etnologia gettil; c depois no plano teórico, distinguindo» com clareza c concisão admiráveis, o objeto próprio do etnólogo do objeto do moralista c do historiador: "Quando se drseja estudar os homens, o preciso olhar perto de si; mas» para

A VIOLÊNCIA DA LETRA. D l L t V I STJtAUSS A XOUMBAU

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çsiudar o homem, í premo aumentar o alcance da vista; impõe-se primeiro obiervar as diferenças, para descobrir as propriedades" {Bmà sur tongtne des tatigues. cap- VIU)4, Assim, há af um rousseauísmo declarado c militante. Fie já no* impõe orna uuest&n muito geral que orientará mau ou menos diretamente todat as nossas leituras; cm que medida a perterveença oV Ròüüeau à Alctafísittl logocêntriífl e a filosofia da presença — perlencença que já pudemos reconhecer c cuja figura exemplar leremos de desenhar — designa limite* a um discurso científico? Retém ela necessariamente em Mia clausura a disciplina c a fidelidade rnusscaufstas de um cmólogo e de um teórico da etnologia moderna? Se esta questão nao bastasse pura encadear ao nosso propósito inicial o desenvolvimento que se seguirá, dever-se-ia talvez voltar: 1. a certa digressão sobre a violência que não sobrevém do fora. para surprccndê-lu, u uma linguagem inocente, que sofre a agressão da escritura como o acidente de seu mal, de sua derrota e de sua queda: mas violência originária de uma linguagem que é desde sempre uma escritura. Em momento algum» portanto, nâo se contestará Rousscau e Lévt-Strauss quando cates ligam o poder da escritura ao exercício du violência, Ma*, radicalizando este ttmfl. dçuuiiitftf de considerar esta violência como derivada com respeito a uma fala naturalmente inocente, faz-se virar todo o sentido de uma proposição — a unidade da violência e da escritura — que se deve, portanto, evitar abstrair e isolar. 2. a certa outra elipse sobre a metafísica ou a onlo- teologia do /ttjrAr fpor excelência no seu momento hcgeliano) como esforço impotente c onírico para dominar a ausência reduzindo a metáfora rui parusia absoluta do sentido* Flipsc &obrc a escritura originária na linguagem como irredutibílidade c*a metáfora, que ê preciso pensar aqui na sua possibilidade C aquém da sua repetição retórica. Autínda rCMHÜÂVcl do nome próprio. Rouvscuu acredil.iv a. «em dúvida, numa linguagem iniciundo-sc na figura, mas veremos bem que nem por isso deixava de acreditar num progresso em direção ao sen* tido próprio. "A linguagem figurada foi a primeira a nascer", di?^ mas 6 para acrescentar; "o sentido próprio foi encontrado
*• "JHÉflKftitt R<*ut*tu* fittditfur de* ttmmt út rhonWfW pL l*) L IriM-w A U M lonhrtiKli wctitdt no *nlvfw i*+* f+vw* JtafVttfi — U •*t*Mftltat — I H 1 HhiintoiMf u u l um I H H tmu • MtrMtvPanUi o

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GftAMATOLOOlA

por último" (Essal. cap III) J E a eslu escatologia do próprio ipwpe, próprias, proximidade a si. presença a si, propriedade, limpeza ipropreté)) que formulamos a queatào Uo vpdwv.
A GUERRA DOS NOMFJt PRÓPRIOS

Mii como distinguir, por escrito, um homem mie *c nomeia de um mie *c cham.i1 Nâo hi rfihidd dí que eue é um equívoco que **ria Minado pelo ponto voe ativo.

Remontar, agora. dos Tmics trópico* ao t \ w í >-nr ÍWJgtne des lartçues. da "Lição de escritura" dada à Hçào de escritura recusada por aquele que tinha **vergonha de divertir-se" com as "bagatelas" da escritura num tratado sobre a educação. Nossa questão scríi. talvei, mais bem delimitada: dizem eles a mesma coisa? Fazem a mesma coisa? Nestes Tristes trópicos que sáo ao mesmo tempo Contessions c uma espécie de suplemento ao SuvoUmtnt au voy*ttê de BougainvítU, a "Lição de escritura" marca um episódio do que se poderia denominar a guerra etnológica, a confrontação essencial que abre a comunicação entre os povos e as cul Lür&v iiicuiio uuiiudu esta eu mu menção não ac piaticu wA> o signo da opressão colonial ou missionária. Toda a "Lição de escritura' 1 é relatada no registro da violência contida ou diferida, violência surda as vezes, mas sempre opressora e pesada. E que pesa cm diversos lugares e diversos momento* da relação {relútion}: no relato de Léví-Strauss como na relação (rapport) entre indivíduos e grupos, entre culturas ou no interior de uma mesma comunidade. Que pode significar a relação à escritura nestas diversas instâncias da violência? Penetração entre os Nhambiquara. Afcção do etnólogo por aqueles a quem consagrou, sabe-se. uma de suas te*e*. La v(f íomlliolc ti sociale dts Inditns Nambikwara (1848).
i \ MM** *i> HnfVftftB i rlal" •IJIUTIOOI flamit «f«v« Niiantr dtfVntltil* IHtu ííHK*; *U H tniimlf» f**XHultrminu «m W*rti»nn« * «m C *ndltU:H 44| A ml utmib mhn Kr*nmm t, aqui, IFIKIçI. b « Viso. P. Olffttblft t M XuVSlúnd QCiuinluruiivtc. j t o p ( ( \ . d* í \ u í atr Torifinr dti iirtitit/

>í HeuuciH nlu IOTH Jlde * Utrtym Kwr** «dnd» »r* *;retá**o òv Uontiigb em "íLIíIJ*. MJ*+ te Rcufactü c Viço tfirmim Hmta* * faturcu» irctefáríc* Cü T.í£fDu jv.mfc.fiii i^coAi V í llit* hirltai cita origem dl*4.**, um* O W > ? daMtofdO tuiiMcti «ntie CúMÜlic e ROUIKU. A m dluoT Vfco é «alio ou U
An rara, « f i a otiitiCQ,* *tf*dH*r o* conwaftorurttfadf o» ortfrm tnirr * ttrifun « * fila- *<HfilÓMfe*ftemdluremnwitct errtdffMnit. qvt NKf>m ff fim tfo •* língua* * pÃtt tKflt « MfilVífn; P P Q |Q ç(«<rl'lPi MKfftV V»
vl»*a*. • **f»tnh»**« pii*h)w4" f\«*-*M * **v* >. I>. CMt|r*t M*

V*u* em fcflittiir ^irt p.mimii "*rtMWu*\ no £*P*í. U ceontt dt V(co abn

A VIOLÊNCIA DA LETRA: DE Ltvf STftACH A HOU&UUU

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Pcoetraçjo, portanto, no "mundo perdido'* dos Nhambiquara. "pequeno bando de indígenas nômades que estão entre os mais primitivos que se possam encontrar no mundo*' em "um território do tamanho da França", atravessado por uma picada9 < pinta grosseira cujo "troçado'* é quase "indisccrnívcl do mato1*: teria preciso meditar conjuntamente a possibilidade da estrada < da diferença como escritura, a história da escritura ? e a história da estrada, da ruptura, da via rupta, da via rompida, varada, fracta, do espaço de reversibilidade e de repetição traçado pela abertura, pelo afastamento c espaçamento violento da natureza, da floresta natural» selvagem» jWvogem A silva 6 selvagem, a via rupta e«crcvc-se, dísçcrnc-*c> inscresv-sc violentamente como diferença, como forma imposta na h\!r\ na floresta, na madeira como matéria; 6 difícil imaginar que o acesso à possibilidade dos traçados viários não seja ao mesmo tempo acesso a escritura). O terreno dos Nhambiquara é atravessado pela linha de uma picada autóctone. Mas também por uma outra linha, desta vez uma linha importada: Fio <k unu Uniu tcfe|r*fic& abandonado, (ornado inútil logc depon que colocado** e que "• e ntende em postei que T\~YJ W »ub* "s xitütm qmndo caem de podre*, vítima* óo cupim ou do* indio*. que t*;mam o zumbido csracicrtitico de uma linha ickftrihca peto dr umê cplrruta v t ***çlfl«* **,v«|*fl> («1 TríHIfr?'" í rri fíf# M f f t v i i «p, XXVI, p. 287). Os Nhambéquara, cuja fusiigaçào e crueldade — presumida ou não — sã© muito temidas pelo pessoal da linha, L conduzem o nbser vadoi 10 QH * PTCftPCDtf bmÉrfl — BUI erradamente — por uma Infância da humimkJwfc (p, 290) Levi-Strauu descreve o tipo biológico e cultural desta população cujas técnicas* economia, instituições c estruturas de parentesco, por primárias que sejam, lhes garantem» bem entendido, um lugar rk direito no gênero humano, na sociedade dita humana e no "catado de cultura", Eles falam e proíbem o incesto. 'Todos eram parentes entre s i pois os Nhambiquaru K casam de preferencia com uma sobrinha, filha de irmã. nu com uma prima da espécie chamada çtuzpda pelos ctnólogos; filha de irmft do pai ou do Irmão da mie" (p. 294), Mais uma razão para não se deixar atrair pela aparência t para não acreditar que se assiste aqui a uma "infância da humanidade*: a estrutura da língua. E principalmente seu usa O Nhambiquarn utilizam vários dialetos, vários sUtcmus segundo as situações E é aqui que intervém um fenó» * Ca jKtfluiuti na uritüL IN. 4M TL1

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OBAMATOUXHA

me rio que te pode, groucirumente, denominar "lingüístico" c que deverá interessar-nos no mais alto grau. Trata-se de um joio que não leremos os meios de interpretar para além de MíIK condições de possibilidades gerais, de seu a prtori; cujas causas (uciuuii e empíricas — tais como elas operam nesta situação determinada — nos escaparão e não constituem, alia*, o objeto de nenhuma questão da parte de Lcvi-Stxauas, que aqui » contenta em constatar. Este fato interessa o que avançamos quanto A essência ou & energia do YpAçeiv como apagamento originário do nome próprio* Há escritura desde que o nome próprio 6 rasurado num sistema, há "sujeito"* desde que esta ohlitcraçio do próprio se produz, isto 6, desde o aparecer do pfúpno c tksfe a primeira manha da linguagem. R*ia proposição c de essência universal c pode-se produzi-la a priori. Como se passa a seguir deste a prion ã determinação dos fatos empíricos, esta é uma questão à qual aqui não se pode responder em geral. De inicio porque, por definição, não há resposta geral a uma questão desta formaê portanto ao encontro de um tal fato que caminhamos aqui, Não se trata nisso do apagamento estrutural do que acreditamos serem nossos nomes próprios; não se trata aí da cM iteração, que, paradoxalmente» constitui a legibilidade originária daquilo mesmo que ela rasura, mas de um interdito peitudo em sobreimpressâo, em certas sociedades, sobre o uso do Dome pfópfíü: " O emprego dos nomes próprio* efltfê eles c Interdito 1 <p. 294). n o a Lévi-Strausi. Antes de passarmos à sua abordagem, notemos que esta proibição é necessariamente derivada com respeito à rasura constituinte do nome próprio no que denominamos a arquiescritura, isto é, no jogo da diferença, E porque os nomes próprios já não l i o nomes próprio*, porque a sua produção 6 a sua ohtiteração, porque a rasura e a imposição da letra são originárias, porque estas não sohrcvem a uma inscrição própria; 6 porque o nome próprio nunca foi, como denominação única reservada à presença de um ser único* mais do que o mito de origem d? uma legibilidade transparente c presente sob a obl iteração: 6 porque o nome próprio nunca foi possível n não ser pelo seu funcionamento numa claMiftcação e portam* Htturditnm <!'• «m trinca* • palivr* mjâ< p»*ui. 111 • Mb Hd »»rrwntiL VíIIHI iftHdu <|ut. ttfihva áHitmuitaltk pirt MI^ rcpiivàltitlc px*Lit****. nbi sto u W t m MHU Unam. Ata.it. mjrüv de*t t pode icr emtn* dia» B mtf-o «•« Bub-iu (d«i pV|P *;ppufc*i>wn«i) • toóo ú dfmiíi. Itptttlle .tt*nlr rni omotoflt; aMWfito» lemi (de c*rt» ífltnâ. ê o f W t i f c j u t UOIi LTfitrcut • -a"n tHfMiiff t t (*fvndiVM • nfriíftt (o de* 1 pn«n dlinttt. triU-X ifn uüftto cmnmrfplr irm fttn*>flní do itilflt-^ da ín»r (tu trh~lHttii) d dtt titular dt iff- dtntlln ih-apciò ^ l A n i . IrMhmni** n iridlio imt^é/.m. *iiw«b • mnm * *M» ntaumt *im mu *#l*t êt !**>. t<" innMS* • S*»r-i*i«* B iIlHMmcnii dii tldtaU» (N. dii< T.)

A VIOLÍNOÀ I>A I ÍTPlA; DF I á V M T f U U M A

ftOUMLAU

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Ni n u m sistema de diferença», numa escritura Ç M r e t é m os rasiros de diferença, que o i n t e r d i t o fui possível, pode j o g a r , e eventualmente ser transgredido, c o m o veremos. Transgre-

dido» isto é, r c s ü t u i d o à o b l i t c r a ç á o e a nfto- propriedade de

úágm*
I140 c i l a estritamente e m a c o r d o , a l i a i , c o m a intenção de L f v [ - S l f j L i « . ( O pensamento Em "Univcreilizflçio c cap. V I ) , panicutaríiaçio" que srlvagem. será d e m o n s t r a d o

**nunca se dá um n o m e : classifica-se o o u t r o . . . o u c l a s s i f k a -sc a si mesmo**, D e m o m l r a ç ã o ancorada c m alguns exemplos de proibições que afetam aqui e u c o U o uso d o s nomes p r ó prios. Sem d ú v i d a , seria necessário distinguir cuidadosamente próprio

aqui a Necessidade essencial da desapancão do n o m e

c a p r o i b i ç ã o determinada que pode e v e n t u a l c u l t e r í o r m e n t e acrcscenlar-sc-lhe o u articular-se-lhc* A n ã o - p r o i b i ç ã o , tanto A

quanto a p r o i b i ç ã o , pressupõe a o b l i t c r a ç á o fundamental* n f o - p r o i b i ç ã o , a consciência

o u a exibição d o n o m e p r ó p r i o ,

UmiUMc a restituir o u descobrir unia í m p r o p r i c d n d c c v v n c í s l e irremediável Q u a n d o , na consciência, o nome se diz pio-

<*) " M M O I . portanto, em prtaenco 4e dml lipo* extrema» de nomei reonHo*, OntOi 0» quoH *ü«e I M I ütni ífriç <fc iMíímrAíiio*. Suiti íatoH 0 nane 4 >fnji nutcfe d idenUBcacl** que confirm* pcli aplitotto de uift* > 1
npre» * ptrlmcn*£a dn IndftfO^an, d qi*>m í * it4 O aefH*

-cfdenftdu {um prupo « v i * ! num ttiHmii de empo*
*tti*tiq A* f W » r ) . no eulto < * • > , a n*m* 4 u m *

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AO eemtrArlo. evrvnmos wr HiabektiOü que t*t* P P M I D H 4 Onmtiínu», m
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ItUAMAIOlOOlA

prio, ele |á se classifica e *c obliteru ao útmiminar-ie. Já não é mais do que um nome que i r diz próprio, Sc K deixa de entender a escritura em seu sentido estrito de notação linear e fonélica, deve-se poder diwr que ioda sociedade capuz de produzir, bio e, de oblilerar «eu» nome* próprios c de Jogar com a diferença clnsilflcalóriu. pratica a CDCiitura cm geral. A expressão de "sociedade sem escritura" nãn cones ponde ri a, pois, nenhuma realidade nem nenhum conceito. Esta expressão provem do onirismo ctr.nccntrico. abusando do conceito vulgar, isio é, etnocíoirico. da escritura. O desprezo pela escritura, notemos de passagem, acomoda-se muito bem com este etnocenirismo. Aí há apenas um paradoxo aparente, uma destas coniradiçAes onde se profere c se efetiva um desejo perfeitamente coerente. Num único e mesmo gesto, despreza-se a escritura (alfabética), instrumento scrvíl de uma fala que sonha com sua plenitude e com Mal presença a sí. c recusa-se a dignidade de escritura aos signos não-alfabéticos. Percebemos este gesto cm Rousscau e cm

8«Biwr»
Os Nhambiquara — o tu)titi> da "Lição de escritura" — geriam, portanto, um destes povo* sem escritura. Não dispõem daquilo que nós denominamos escritura no sentido corrente. Isio c. cm todo caso, o que nos diz Lévi-Strauss: "Supoe-«e que oi Nhiimhtquara não sabem escrever" (p. 314). '•yjttf uüiimlc. esta invupiicidadç sen pctisada. na. ordçrn ético* -política, como uma inocência c uma n&o-vtolência interrompidas pela efralura ocidental c pela "Lição de escritura". Assistiremos a esta cena. Tenhamos ainda um pouco de paciência. Como se recusará aos Nhambiquara o acesso à escritura em geral, se nio for determinando esia segundo um modelo? fttguniui-nuft-cmo* mais tarde, confion latido vários lextoí de Lcvi Strauw, até que ponto í legitimo nio denominar escritura esses "pontllhados" e "ziguezagues" sobre as cabaças, tao brevemente evocados cm Tristes trópicos. Mas, acima de tudo, como recusar a prática da escritura em geral a uma sociedade capaz de oblitcrar o próprio, isto ê. a uma sociedade violenta? Pois a escritura, ohlitcraçào do próprio classificado no jogo da diferença, é a violência originaria mesma: pura impossibilidade do "ponto vncativn". impossível pureza do ponto de vocação. Não se pode apagar este "equivoco" que Rousscau desejava que fosse "levantado" pelo "ponto vocativo". Pois a existência de um tal ponto em algum código da pontuação náu mudaria cm nada o problema. A morte da denominação absolutamente própria,reconhecendonuma lingusmn o outro como outro puro. invocando-o como o que t.

• lOLCNUA DA LEtKA l>E LtVI SfHAtM A KOVMBAU

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é j morte dn Idioma puro iracrvado ao único Anterior à c v e n i u a l l d a * da violência no sentido corrente e derivado, a de que talará a " L i ç a O de escritura", há, como o espaço da Hia posaihilidade, a violência da iiiquicscnturu, a violência dn diferença, du dussifiaicüo c d o sistema d a i denominações. Antes de desenharmos a estrutura, deita implicação, leiamos a cena do* nomes p r ó p r i o * ; c o m uma oulra cena, que leiemot daqui u pouco, ela 6 uma preparação indispensável para a "I.içao de escritura". E s l á separada desta p o r u m capítulo e por uma outra cena: " E m f a m í l i a " . E está descrita no capítulo X X V I . " N a linha". TOf laceis que fossem ns Nhamniquara — indifeicntcs à f*ei r i ^ i do etnógrafo, t o seu cnrinno de nota* • ao ata aparellv.» íoioEiilko — o trabalho cia complicado por motivo* lingüísticos F/n primeiro lugar, o empreito de nomei piúprioi entre e k i i interdito: ptira identificar a* petnoas, cia preciso flcompnnliji o uso do pcunitl da tinha. i>lo e. convencionar lom os íadiccnai mimn de crupteliimo, pelo* quais aeriam de "«nados Seja nomes rortneu*v*. como Júlio. Io*é Maria, I ulia; Mja apelidai: Ijbn. Açúcar Conheci, mesmo, um que Rondou ou um de «eu* companheiros tinha b j i i u i l i i de Cavanhaque, poi causa da sua barbkoa. rara inire oe Índico, aue rcialmente são glabrca. Um dia CD) que eu brincava com um grupo de criauçai. uma dai nseninji foi espancada por outra; ela velo w refugiar peno de mim, e pAt-sc, em f>ande mritérío, a rtw murmurai alguma coisa no ouvido, que M o compreendi e que fui obiutado a mandar repetir diversas veies, a tal pomo qut a ulii-r.itiii.-i tlrvtit>riii a minuhin r. manifrtlaitiVMe ftlliiitil. v»Í0. (kit sua ver. revelar-me o que parecia ser um segredo solene: depoi* de ulíiiníis heiitacocB c pergunta*, a imonreucãa do incidente nau permitia dúvida. A oi une u a menina, r 1 " vingança, tinha vindo me dúei o nome da sua inimiga, e, quando esta percebeu, me comunicou o nome da primeira, a p i n a dr represália. A partir deasa momento, toimni se muito fftell. ainda que pouco esciuputoso. eicilar a» Ctiançap iimm (nntit m flutiat. ( obtei. assim, todos o i atui nomrs< Depoii ilii une. uma pequena cumplicidade auim criada, deram-me. •em mabrei dificuldades, os nomes dos adulto* Quando eslei úllimix compreenderam us nossos conclliibulôs, as crianças foram repteen dsdas. e *ecisu.*c a fonte de rainhas inloimacoet" Ipp. I9J-2W). ' . It qoe Itmoi BouaaMU H n u w u r t » BCnai m u . poi «oi aio "nam- aab «Ia ceaa «na oulra. • c m > " m a i " » > - I W I nx >? sotKranona ln*OS 1" « • akinanlrH Iim a um a Mliuiiuiaaaioir. pmal * - * •—BS < f>R > mr ( K * «MI QpoMl" lerrui • I m il» une a • i m i t a (laDrOB « uma lU crmiM;!*» T"lu acHiDKi eame M BIIUXUU l i i m «rtnneludv o rmlU'" mmiimtr»-w c>la Imrnnio LHi-au aua iu~ a* im « I I I I I » Bi* "Mas V>w " • » » > >U •••au.i • nanna bolsa paia (um u passeai w timtawa» -nimliiui a boa wMiiwHUa • rui r»t»ai lorlnlB pala ! « ' • A nrWdide dnt nhlMoa I M éneãtoa for RUIU l>mr*n Pncabl. eme owroa, utnoo eu SM* -•vetai™ i>-kinilo uasi inaiuaa a. n , : „ j . , „ „ , . « „ „ ,„„„Ui„. . - . rin>i> da lalaa a>Ma> 4r «u> '.-• *•""• í.I-.-IíM O w . r r . 0> neelano», por sua " i i bem (ononam * e U"»-i» IWIIM. nai iodei «inioa ato Uaka nula do Um doai oo iria •oadai *°**T t íVD nno d e • M I I f u t t uma ciindc tf<la M I m K l i i '*' — •ano era. paia etti, n lirdim il« llriiUr^-i • a awnlna ara n draiaB ta» o í««Uaaia. Bau imntdti rr» dl-vrllu |v> —li»" »-nv> pi--lha » • ! • tasaBii. ratanao *a »ni|a I BHnina a fin-vl«a dlililhiil J n •!>• ninlniis. f o i i n j o ua> -.. -_(. d » . , ,lp.ia>iili>a vi, • . _ _ .1.1..... — <,i,.t.~ .

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GIUM*TOtOGI*

Nio podemos entrar aqui nas dificuldade! de uma óeduçlo empírica dem proibição, nu» ube-ic a priori que « "nomes próprio*" cuja interdição c revelação I.évi-Strauss descreve, nâo sao nomes próprio». A expressão "nome próprio" fi imprópria, pelas razões mesmas que lembrará O pensamento selvagem (J que o inlcrdilo atinge 6 o alo proferindo o que funciona como nome próprio. E esta função é u consciência meun*. O nome próprio Dó sentido corrente, oo sentido da consciência, nâu é (diríamos "na verdade", >e não devêssemos desconfiar aqui desia palavra*), mais do que designação de perlcnccnça e classificação lingUistico-social. A supressão do inlcrdilo, o grande jogo da denúncia c a grande exibição do "próprio" (aqui se traia, notemos, de um alo de guerra c haveria muito a diier sobre o fato de que sio menininhat que se entregam a este jogo e a estas hostilidades) consistem não em revelar nomes próprios, mas cm dilacerar o véu que esconde uma classificação e uma penencença, a inscrição num sistema de diferenças lingllístico-sociais. O que os Nhnmbiqunra escondiam, o que ai meiuninhut expõem na transgressão, nâo «ao mais idiomas absolutos, sfio já espécies de nomes comuns investidos, "abstratos", se 6 verdade, como se poderá ler em O pensamento selvagem (cap. VI, p. 213), que os "sistemas de denominações comportam também seus 'abstratos". 0 conceito de nome próprio, tdl ctimu Lcvi-Suain* o utiliza sem o problematizai cm Tristes trópicos, está portanto longe de ser simples c manipulável. O mesmo acontece, por conseguinte, com os conceitos de violência, de asiúcia, de perfídia ou de opressão que pontuarão, um pouco mais adiante, a "Lição de escritura". Já se pôde constatar que a violência, aqui, nilo sobrevém de um <ti golpe, a punir de uma inocência onginal cuja nude/ *ciia surpreendida, no momento em que o segredo dos nomes que u dizem próprios é violado. A estrutura da violência é complexa c a sua possibilidade — a escritura — nfto o é menos. Havia, com efeito, uma primeira violência a ser nomeada. Nomeai, dar os nomes que eventualmente será proibido proda ttl a ato t i t i uaula a I n o t t s c l i da i d i d i n f a l h » a> I fWnhi • " • • l'nli inrim> oi n p d i i d u i i i tindo-a. r * m [ T P t i i n a i r i • a » qut n n n w n i l l » » > i " i ° Oo M I M O M U a » f n i . u m M m Unha • W ftnur um • • • <*•» i n a t a " . I . i t a , palavra • 4f«a> <unfat|(> ni*f . luilBmnf pigjfrtoA no m H t ^ u rií.* i « ^ . tanbd.9 1 nSo- prf na ftautura b v ò ç t p l r f u í P t pitlaílnea da prfm-ti^a. Q.anaU n l ò I m p a » • i w l M l l d a d a da uma a a V » a ã t * i Intuiu <• ua u d n . i . ' . inniipiin i p n i u a t s p i r t b i i i i , a a a M k f t i . • m i i l m i d * U I P I iltfci ctimihidl •í- Jilr. |>ik p r i M I I ' - iii'iiin ItSÊi - ' i i í M I I - L " g r i i i i i M M ,, i . • - i - i d t aa cnmar tlnvaàMfMVP* a,» latafinf 4 t » , " • , . J . n l a * n^nao da. uai tfravto aftBHHHãra I I . r l í p M l * i I - I . I ba iml.liln m m i t l i — . - . . i

* VHMtNCIA U» LaTBAJ D l LIVI-IIHAb» A PIÜUUOU

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nunclar. tal t a violência originária da linguagem que consiste em Inscrever uma diferença, cm classificar, cm suspender o votaiivo absoluto. Pensar o único no sistema, inscrevê-lo neste, tal c o gesto da arquicsciitura: arquiviolência, perda do próprio, da ptoximidadc absoluta, da presença a >i. perda na verdade do que jamali leve lugar, de uma presença a ti que nunca foi dnd» mo* Mm aonhaüa c tlodc acmpic desdobrada, repelida, incapaz de apurcccr-*c de outro modo senão na sua própria dcsaparicSu. A purlir desta arquiviolência, proibida e portanto confirmada por uma segunda violência reparadora, protetora, instituindo a "moral", prescrevendo esconder a escritura, apagar e chutem o nome que se pretende próprio que já dividia o pióprio. umu terceira violência pode tvrnlualmeme surgir ou não surgir (possibilidade empírica) Daquilo que se denomina correntemente o mal. a guerra, a indiscrição, a violação: que consistem cm revelar por cfratura o nome que se pretende próprio, isto é. a violência originária que desmamou o próprio de sua propriedade c de nua limpeza iproprat). Terceira violência de reflexão, poderíamos di/ti. que desnuda a não-identidade nativa, a classificação como desnaiuraçao do próprio, c a identidade como momento abstrato do conceito. E neste nível tcrciáno, o da consciência empírica, que « m dúvida se deveria situar o conceito comum de violência (o sistema du lei moral c da transgressão) cuja patsibtlidudc permanece ainda impensada, i. neste nível que è escrita a cena dos nomes próprios: e mais tarde a lição de escritura. Esta última violência é tanto mais complexa na sua estrutura quanto ela remete simultaneamente às dua* camadas inferiores da arquivioléncia c da lei. Fia revela, com eíeilu. a primeira nomeação que era já uma expropriatão. mas lambem desnuda o que dctdc então desempenhava função de próprio, o que se diz próprio, substituto do próprio diferido, percebido peta cvnattfndd nKítd e nivrai como o próprio, c *elo tranqüilizante da identidade a si. o segredo. Violência empírica, guerra no sentido corrente (aslúcia c perfídia dai menininhai, atiucia e perfídia aparente* das menininhas. pois o etnólogo as inocentará mestrando-se como o verdadeiro e único culpado; astúcia e perfídia do chefe índio representando a comédia da escritura, aslúcia e perfídia apartnies do chefe (ndio tomando todo* íH M U I truque* de empréstimo ao inlnito ocidental) que Levi-Slrnumi pena* sempre como um midenit. Ela tohrcvirla num terreno de imwíndi.

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OHAMATOLOOIA

num *'cstadt> de cultura" cuja bondade narurat não se teria., ainda, degradado*. Esta hipótese, que a "Lição de escritura" verificará, é sustentada por dois índices, de aparência ancdótica, que per* tencem ao cenário da representação por vir. Anunciam a grande cnccnaçlo da "Lição" e faicm brilhar a arte da compos t o niíití relulo de viagem. Segundo a tradição do século X V11 [. a anedota, a página de confissões o fragmento de diário são sabiamente colocado*, calculados em vista de uma demonstração filosófica sobre as relações entre natureza e sociedade, sociedade ideal e sociedade real. isto é. a maior parte da* VCZCA ctiüc a uutra sociedade c a missa sociedade, Oual é o primeiro índice? A guerra dos nomes próprios segue a chegada do estranho e não nos espantaremos com isso, Ela nasce na presença e mesmo da presença do cenógrafo que vem desorganizar a ordem c a paz natural, a cumplicidade que liga pacificamente a boa sociedade a si mesma cm seu jogo. Não apenas o pessoal da linha impôs aos indígenas apelidos ridículos, obrigando-os a assumi-los do dentro (Lebre, Açúcar. Cavanhaque) mas € a irrupção etnográfica que rompe 0 segredo dos nomes próprios c a inocente cumplicidade regendo o jogo das menininhas. é o cmólogo quem viola um espaço virginal tão seguramente condado pela cena de um jogo, e de um jogo de menininhas A simples presença do estranho, a mera abertura de seu olho nao pode deixar de provocar uma violação: o à parte, o segredo cochichado no ouvido, os deslocamentos sucessivos da "manobra", a aceleraçâot a precipitação, um certo júbilo crescente no movimento antes da recaída que se segue à falta consumada, quando a "fontç" "se secou", tudo tato fò£ pensar numa dança, numa festa, tanto quanto numa guerra. Portanto, a simples presença do vedor {voyeur) é uma violação. Violação pura, de início; um estranho silencioso assiste, imóvel, a ura fogo de menininhas. Oue uma delas tenha "espancado" uma "amiga", isto ainda mio é uma verdadeira violência. Nenhuma intepidatle foi encetada. A violência uparece apenas no momento em que se pode abrir a cfratura a intimidade dos nomes próprios. E isto só é possível no momento cm que o espaço é trabalhado, rcohcntado
»trcift dtt «vcrtUtr* «npUcando «IncU »* <oltw: o tual v íuntJ** * i u ttttdú dr KCfcdidt * dt *KfJiur>J rifxtlio por L4H-5lfjiitv fw*i tifi nrtfo* o> p*rr**w cnrmronânn tom hiMjntt tiMtrtli* ir* irJi ch*tnrTi f*tii1m -*lr* mift v rgdyn mnritrii
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01 Hoinfm ttubdo» e n íI*V*<* A pirtura Aca oht*Wi ii»n*ff *u* pQWft uítidini; Oé IIHUI <-. u l i v f i i a .!.< I K I W - I H * í*e*m h*#fe»™»L t n ttiriteta» *•» pntm polUl»*»" < í i « / t « p V>.

A YIOt.tNCIA DA L t t R A

DE LÉVt-SrOAt 1 » A ROUSSOAU

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pelo olhar üo estranho. O olho do outro denomina os comes próprios, soletra-os, faz cair a interdição que os vestia. O etnógrafo ponlenta-se inicialmente em ver. Olhar apoiado c presença muda. Depois a» coisas se complicam, cia* tornanvsc mais tortuosas, mau labiríntícas, quando ele *c presta ao jogo da ruptura de Jogo, quando presta atençflo c enceta uma. primeira cumplicidade com a vitima, que í também a trapaceira. Enfim, pois o que conta são os nome* dos adultos (poderíamos dizer os eponimos, e o segredo é vigiado apenas no lugar onde se atribuem os nome*), a de* núncia última não pode mais privar-se dn intervenção ativa do estranho. Que, aliás, a reivindica e dela se acusa. Ele viu, depois ouviu, mus, passivo diante do que, contudo, já sabia provocar, esperava ainda os nomes-mestre*. A violação não estava consumada, o fundo nu do próprio reservava-se ainda. Como não se pode, ou antes, não se deve incriminar as menininhas inocentes, a violação será efetivada pela intrusão desde então ativa, pérfida, astuciosa, do estranho que, depois de vrr e ouvir, vai ugoni "excitar" ai mcninlnhat, de* sarar as línguas e fazer-se entregar os nomes precioso*: os dos adultos (a tese nos diz que apenas "os adultos possuem um nome que lhes é próprio", p. 39). Com má consciência, é claro, e com esta piedade de que Rousscau dizia que nos une ao niai* estranho dos eslranho*. Releiamos agora u mea culpa, a confissão do etnólouo cjue assume toda a respondi bilidjdc de uma violação que o satisfez. Depois de terem entregue umas as outras, as menininhas entregaram os adultos. 'A primeira menina, per vingança, tinha vindo me ducr o nome da sua inimiga. eT quando esta percebeu, comunicou-me o nome d* primeiro. A guisa de represália A panir deste momento* tornou-w muito ffctl, hin<lH ou* pouco $*Cfur**1oio.i csctlar o* criança* umai L-tmrfii to ou trai, « obter, omm, lodo» o* **un nomei Depoit do quet ujno pequeno cuaiolkidadc uxiirn criado, derun-ine, Min aiakira dificuldades, «1 nome* do* idulloi" (p 295). O verdadeiro culpado nào íera punido, o que confere a *ua falia o selo do irremediável; "Quando csic* últimos compreenderam ty$ nossos condiiábulos, as crianças foram repreendida, c secou-*c a fonte de minhas informações" (ph 295). Já se desconfia — e todos os textos de Lcvi-Strauss o confirmariam — que a critica do etnocentrismo, tema tão caio ao autor dos Tristes trópicos, na maior parte dos casos tem por única função constituir o outro como modelo da bondade original c natural, acusar-** e humilhar-te, exibir seu scr-inaceitável num espelho contra-etnocêntrico. Esta humildade

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t.BAMAIHHílll.

de quem se sabe "inaceitável", e u e remento uue ptoiluz a etnografia"', Rouascau os teria ensinado a o etnologo moderno. É pelo mca<M o que nos í d l l o nu eonfcréneiu de G c n e b t i i : ~N« veidade. eu não • « 'eu*, mai a mmi fra<o, o m»ii hiimHd* do* outreoV. Tal í » dfwohcn» da> ConHuAn O etnótogo m m v c nlgiimi N H I a nto H I conilitóeV.' Em ieu nome em primeira lugar, como mourei. ) j que eile ( u móvel da « u «octicâo e du mit, obre; t a n t a obra O M M I I . em nome d* tua «oó-dod* «ue, pelo olicio do einóloio. iieu emiiiaríu. «colhe «e oultai norled*di.. o u l i » dviliraçots. * prrclaa mente u mnii f r « » . e « mai« iiiiimltiti: mas pai» veniicnr a que ponto ei» m«m» f Inaceitável'. . . " (p. 2 4 Í ) . Sem íalar d o n o n l o de dominação avsim conquistado e m MU terra por quem conduz e*lu operação, f r i m l H aa a n u i , pu+», u m gesto hcidiido do século X V I I I . de u m certo século X V I I I c m ( m i o c a i o , unia vez que |a *C começava, aqui c a l i , n d e K o n f i n i deste « c r c l c t o . Os povo* nan-curopeus nün são apenas csiiidn<toi c o m o o índice de u m i i noa natureza rclugiada, de um solu nativo iccoberlo, de um ' V ' " ' 1 * c r o " com telaçuo uo qual '.[• p o d c i i a m desenhar u estrutura, o devir c principalmente n degradação de nns»u sociedade c de nowa cultura. C o m o sempre, I H I aiqucologia c l a i i i n í n i uin.i l e leologlai c uma esciilologla; n i n h o de uma p n m g i plcnu e intcdialii lechando a hlslónu, t r u n s p u i i n u u e indlvitOo de uma p n n u l n . Mipreuau da contradição e da diferença. A missão do t i m V o g o , lal cumo Ritui*cau lha terln designado, 6 trabalhar |<.ir« c i t e advento, livcnluulmentc c o n l i a a l i k n o f l u que, " s o " ela, lerta procurado •'excitar" o i " a n l a g o n i t m o » " entie o " e u e o o u t r o " " . Que nao n u * acusem aqui de forcar a i palavra» e as coitas. Melhor, lelamos Sempre na conferência de Genebra, m u * Ia achariam cem o u l r o * l e i t o s semelhante*: " A revolução rot»*c»»ísi>. ft-l oi mando r uiKiando * revolução einolO(k*, contitu em rceutar ideniificnrcei (orçadas, H U • dr uma d i l u í a * || morna, ou a de um indivíduo, mrabra d l uma c v l i u n , • u i u «eunacem ou a uma funcio laeM. OJH «*I« mania a t a r a nlorum impol-lhe. No> do» ca*tn. a tultula. oti o indivíduo, rei •indicam o direito » uma iJcniifcacão livre, que apenas * pode rcalunr f w u «i/ím do homem: com tudo o ou* vive, ç portanto íiln i liimlirni i>q*Jm >|a fuifclo ou da ncintiiiijpi" mio um w l . , i nÍ>i tnudcliidti. i n x dado tnlbo. o ru r o QUIS, liPriado. k ><««no aeiln •IIIIIEIII-In' <'L'm , i l « ih mm". Tiiuo udpiiui, u p . )I> I I . O que M i «• lido »!• NilutimntMla dei Hfinao DIUIMIO, -É r r • r u i u J.L I1TN , iniir'í i'uni i • • n f f t l l t n u i f n Í C M I I I K ' 1 . ( t u <iur
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hindimtnUfi" junto» o f\át lontra o ti', iíto í. cnn"n uma *ixíedxijr iniml|« do hiimcm. « que 0 hornem w peru* Unlo miU * rumar quialo Rnumatui, por ui) *»»mp*j. Ihf rntltu o>m,i «tiaJir M iBfiinufiivcb koiUcadiçAci da vida í í H I I ü J B foi*, I I 1 vtidadl yuç a intuída npiil'i«i • homem, e t|<K • wKicdail* ptrirtl* opri> D><itatu-i>. O homem pode pelo merus inverti' Cm wu puneito M róloi do (llhímj, ' proturut a wcinladc da natwtl/i para iria mrJiim irtftrr a " " ( « ' ' M I'U ••xtrJtdr. I.U í, pniCM-mc. a IBJWOMV"! míiwtífrri do ( "»""( L I " i l ilM téttnt » ' 'U ll«MiM4«r. r du« «rWlrf"'». lim " U m cutiic títr rum", uma sevetu crítica de Didcrof f Umii glorifiwçfto de. RDUSKUU ( " O mai* etnografo dos liló«o(o* , . n n w mestre... nosao irmão, com rclaçlo a quem mnslnimo* >ania ingralidflo, m u a quem cada pagina deMc livro podWll m dedicada, se a homcnayrm n l n íoaic indljtna da tua |[raiide memória") cunclucm-ae u u i m : " . . . a feju queatao 6 »abci w K « " mulci wu> nimbem inerente» uo citado Id-C güuctliiilc]: A l l A l d n i b u m c do* crime», dcvc-ne, pois, procurar u butr mabnltiv.1 .In *< .icdude humana" (p. 417)". Seria empobrecer o pcnuamenlu (Ao üIVCIIO de l-fvlMrauu li.»» lembrai uqm, u n o himlíruin, n que c*l« "imito e evl» motlvaçüo nfto ngoiam. Contudo, c l u i nfto *c timllnni a conutar o trabalho cientifico, marcum-no cm profundidade no K U prontio eòniíúdo. Anunciam mm um ictfumh) índice. <X Nhamhiquura, ci.ui M ' l " ' » ' • d<*dobrnra a cena da " L l càu de i»LTi'ura", entre os qual» «e inilnunta o mal com a intiuiao da cacriturti vinda do U*u (Hyaítv, já diua o Fedio, recordamo-nn*), o» Nhamblquaru. que n l o wbem « c i e « r . . sAo bvnt A q u t l c i — jciuitaf, miitionárius promlunie«, eiiíologoi amcm.iiiw. icctikm da linhd - que ucrcdiiatam pciccher vloalodl ou M i o entre o* Nhambiquara não .ipcnai ** M l U t r i D i [iroviivclnimle projeliitnni "ohrc ele* a *UU propria Muddiutc. E ate mouno provucurnm o mal que dcpohi acreditaram ou qui*cram perceber. Leiamos ainda o fim do capitulo X X V I I intitulado, tempre com a mcHma . w i i , " L m 'smília*'. t - t i i p.isMiWm precedi imrJialiiniciitc a "Lição d ; ctcrilura" c lhe í. de certo modo. indispensável Confirme ' " o i Inicialmente o que t óbvio: »c não uihicrevcmo* a» drchi'*còc» de Üvi-StrauM quanto á tiioüCflCla c & bondade dos Nhiimbíquara. quanto k w& "Imcniii f W D o t t " , "mal* verWki. II. 7nori n,W>l. « • XXXVIII. V°»> • P W " , ooltam ili »HJH« « • i ••MtdlH» <u m l*ifc> •"•"• • ••lli>"í" • <• •••o lX> 1 '"-*-.!. , i . . ii, H ii n ,M||.% "I mt", dl III Utarii - í - ii ii'1'i' ''i um ii|iiluiflne tft uaM* «HIHHH-

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CIBAMATOKXIIA

c » | t n ' M í u da Icrnunt liuniíinu" e l í . a não j c r airibulndo-ihc* u m lugar d r legitimidade totalmente empírica, derivuda c relativa, tornando-as como descrições das aleçoes empíricas d o sujeito deslc capitulo — os Nhamhiquara tanto q u a n t o o autor — M portanto nfto subscrevemos N ' U declarações n nA» wrr enquanto reJuftlo empírica, nâo se segue que venhamos dar fé â* d t * c t i \ ' õ c ) morulizanlcs d o c l n ó g m í o arncrtcano que dc> piora, inversamente, o ó d i o , a rabujice c a incivilidadc dos indígenas. N a realidade, esta* duas relações opõem-se simetricamente, tém a mesma medida, c ordenam-se c m torno de u m único e i i o . Depois de c i t a r a publicação de u m colega estrangeiro, severíssimo c o m o« N h j m b i q u i i r o , por t u a compla eèOcu p a u c o m a doença, a sujeira, a miséria, por t u a impoÜdez, seu caráter rancoroso c desconfiado. Lévi-Strauss acrescenta: "Quanio • mim. qur os conheci numa época em que a» doenças iriiiodmidas pelo IIOIIMIII branco | i o i haviam dtiimado. n u i i|Ue de-sde nt lenfntivai sempre humanai de Rondou — ningutm empreendera tubmwê-loi. desejaria esquecer essa descrição lancinante, e nada conservar na me mona tenao este quadro, tomado ao* meu* cadernos de notas, em que rabisquei eeiu noíie, a l u i de minha Umpada de bolsa: "Na planície obscura, a i fogueiros do acampamento brilham. Km lomo do fogo. única proteção contra o trio que de«e. atras do frágil biombo de palmas c d t ramos apressadamente plantado no chio. do lado de que se receia o veolo ou a chuva; Junto do* eeMQs cheios de pobiei objetos quf conititurm todi a ma i t q u r u I t n c * Ire; deiiados no chio que se estende no redor, pcr*eguido< por outro* bancos iEiiulmrntc ho«J* e amedreatados, o» casais, estreitamente enlaçado*. tenicm-«e. um para o outro, como o uittefliaculo, 0 rcvunfuito, a única defesa contra as dificuldades cotidiana» e a melancolia sonhadora que. de vei em quando, invade a alma nbambiquarn. 0 visitante que, pela primeira vez, acampa no mato com o* índios. sente-se tomado l u "K"Ith? M01P9 dt MlgOnla c de piedade diante do espetáculo dosa humanidade t i o contpklameole desprovida: esmagada, dir i e ia, contra o chio de uma (erra hoaUl por algum implacável calacliunu; nua, tremendo junto dos íOKCK vacilantes. Ele circula ãs apalnadelai entre os cerradov evitando iulci-ic contra uma mão, um braço, um tono. de que w adivinham os quemes r r f l r i o t ã Inx de um fogo. Mas essa irnsciia í animada de cochicho* c de rlnoa. Os catais «- abraçam corno na nostalgia de uma unidade perdida; as carteia* nao se inieiiumpem á passagem do estranho Adivinha-se em todo* «lei uma iitieiusa gentilera. uma profunda despreocupa,*», uma tngtaua e encantadora «infusão animal, <. reunindo esse* acnllmenias diversoi. algo como a mais comuvedora e seiidiia espreasao da ternura humana"' (p. 311). A " L i c í o de escrilura" segue-se a esta descrição que *e pode, certamente, ler c o m o o que ela d i z ser de imediato; página de "caderno do notas" rabiscada uma noite a l u z de uma lâmpada de bolso. Seria diferente to esta comovente

A VIOUNtIA UA LBTRAi O I UVI-OTIMUM » BOUSSBAl*

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nlntura I I C W B í pertencer a um dincurao ctnologiçii. ('ontuuii, ela insiuUi incomestávelmcnic uma premissa — a bondade ou u inocência dos Nhambiquara — indispensável a demonstraçSo que M seguira, da intrusão conjuola da violência e da ewritura. E ai que. enire a conflislo etnográfica c o diicurto teórico do ctnõlogo, deve ser observada uma rigorosa fronlejffl, A diferençu entre o empírico c o cucnciul deve tonúnuaf a ía*cr valet os MM direitos. Sabe-se que Lévi-Slrauss icscrva palavra» muilo áspera» pata as filosofias que abriram o pensamento a esla diferença e que sao, na maior parle do« caso», filosofias da consciência, do cogito no üenlido cane*iano ou husMilianQ. Palavra» muito ásperau lambem paru o F.uai mr lei doiméet imediata de Ia consciente, censurando os seus antigos professores por meditarem demais, cm vez de estudarem, o Curto de lingüística gtral de Saussure". Ora. pensc-sc o que se quiser, DO fundo. du« filosofias assim incriminadas ou ridicularizadas (e de que nfio falaremos aqui, a naO ser para observar que elas aj iko evocada» apenas cm seus eípftfiios, tuiu como axxombram as v;zes os manuais, os textos escolhidos ou o rumo' público), deve-sc reconhecír que a diferença entre o afeto empírico c a estrutura de essência nelas era regra fundamental. Nunca Descartes ou Husserl Icriam deixado entender que considerassem verdade de ciência uma modificação empírica i!r sua rebçao ao mundo ou a olttfem, nem pirmrssa de um silogismo a qualidade de uma emoção. Nunca, nas Regular. se passa da verdade fcnomenologicamcnte irrecusável do "eu vejo amarelo'" ao juízo "o mundo c amarelo". Na© prossigamos nesta direção. Nunca, cm todo caso, um filósofo rigoroso da consciíncia teria chegado tao depressa a conclusão da bondade profunda e da inocência virginal dos NhimhiqUVt sobre a tf de uma relação empírica. Do ponto de vista da ciência etnológica, esta relação é tão surpreendente quanto podia ser "lancinante", a palavra é de Lévi-Slrauss. a do malvado etnrjiogo americano. Surpreendente, esta afirmação incondicionada da bondade radkal dos Nhambiquara sob a pena de um etnólogo que. aos fantasmas ewnguc* dos füóiúfo* d.i consciência c Ha intuiçflo, opoc os que forartt. se se deve crer o Inicio de Tríuet trópicos, os seus únicos verdadeiros mestres: Marx e Frcud. Todos os pensadores que slo classificados às pressa», no início deste livro, 10b o título da metafísica, da fenonienologia e do cxlatcnclalismo, nlo te teriam reconhecido sotvo» traços que lhes .s,> atribuídos. Iwo c óbvio. Mas teria erro concluir I* tn„„ tnUi.n. tap VI. *Wam • U M MjflliMt"

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ORAMAIOCOOIA

dal que, cm contrapartida, o* discursos iiucritoa sob seu signo — £ /.otad&jticnte os capitulas que no* ocupam — teriam satisfeito Marx e i*reud. Ouc, geralmente» pediam para ver quando se lhes falava de "imensa f c n i i l c a " , de "profunda despreocupação", de "ingênua c encantadora satisfação animal" v de "algo como a mais OOttOYGdora c verídica ciprcst&o da ternura humana" {Tristes trópicos, p. 311). Que pediam para ver c, «cm dúvida, não lerbm compreendido a que se aludia efetivamente sob o nome da "aliança original, enfim renovada'', permitindo "fundamentar juntos o nós contra o W í " <já citado), ou sob o nome de "esta estrutura regular c como cristalina, que as mais bem preservadas das sociedades primitivas nos ensinam nao ser contraditória à humanidade" iLi\a*t inaufcuraJ do Coltège de France)± Em Iodo este sistema de parentesco filosófico c de reivindicação gcncalógica, o menos surpreso de todos sem dúvida não teria sido Rousseau. Ele nâo teria pedido que o deixassem viver cm paz com os filósofos da conjcitncia e do sentimento interior* em pa/ com este cogito" sensível, com esta voz interior — que. acreditava c k , sabe-sc, nunca mentia? Conciliar em si Rouwcau, Marx c Frcud é uma tarefa difícil. Conciliá-1^ entre si, no rigor sistemático do conceito, é possível? A H H K I I t K A I A VXIMUHAí M DO HOMtM PHiXJ HOMEM Sem jamais completar »eu piojeto, o h'Ux4enr põe-lhe sempre alfio de si mwmo.

O pentútntnto setvaçtm tp* 42).
0 teu *iurmii tslvp/ sfji fdho; mtt, ao dftenvalvc-lo. ele fr/. tru *uln*retraH> f#*l
JP-J. ROLSUAL, Di4Í0)*<k\t

Abramos, enfim, a "IJçfto de escritura". Se prestamos uma tal atenção a este capitulo, n&o 6 pttra abusar de um diário de viagem e do que se poderia considerar a cxprcwão menos científica de um pensamento De um lado, rcencon* tram*se em outro* escrito*", sob outra formd c mais ou menos dispersos, Iodos os temas da teoria sistemática da escritura apresentada pela primeira vez nos Tristes trópirvs. De outro Kidot o próprio conteúdo teórico é longamente exposto nessa IJ rí| £unftfrmiY 4* (itnêtt. liivStriuit srndtl* pudw <*p*t ilm^V* inrnift SffluMf 141 fBóbfov wf icimiiii *'«* otwIliT ««o ponirt àç «wlidfc" d- Sflí. i* Em pMiHUr •>-* r*íT^ im, «,fm ii Quraonnkf, m* nl
itiiLtiM riMU | »*&tlftii,a InMHfi tia ^ U * » iL

A VIU11NC1A OA LKT*A

U t L Í V | SlfcAUM A *OLS5EAD

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obra, raaí* loapMcnte do que em qualquer nutro lugar, em ccmcntírio a um "extraordinário incidente*'. Este incidente lambem é relatado nos mesmos termo* no inicio da tese sobre os Nhambiquara, sete anos anterior aos Tristes trópicos. Enfim, í apenas nos Trisífj trópicos que o sistema é articulado da maneira mais rigorosa c omiti completa. As premissas indLSiKnsiveis, a saber, a natureza do organismo submetido a agressão da escritura, cm nenhum nutro lugar são mais explícitas. E por isso que seguimos longamente a descrição da inocência Nhambiquara. Apenas uma comunidade inocente, apenas uma comunidade de dimensões reduzidas (tema rousscautsia que logo se precisará >, apenas uma micro-socicdadc de Hao-vio|çntlH c de franqueai cujos membro* podem inMler-sv todos retamente ao alcance da alocuçao imediata c (ramparente, "cristalina", plenamente presente a si na sua fala viva. apenas uma tal comunidade pode sofrer, como a surpresa de uma agressão vinda do fora, a insinuação da escritura, a infiltração da sua "aslücia" c da sua "perfídia**. Apcna* uma tal comunidade pode importar do estrangeiro '*a exploração do homem pelo homem" A LAcào £, pois, completa: nos textos ukcriorcs, as conclusões teóricas do incidente serão apresentadas sem as premissas concretas, a inocência original será implicada mai não exposta. No texto anterior, a tese sobre os Nhambíquara, o incidente 6 referido mas nSo dá lugar, como nos Tristes trópicos, a uma longa meditação sobre o sentido, a origem e a função históricas do escrito. Em contrapartida, buscaremos na tese informações que será precioso inscrever à margem dos Tristes trópicos. A escritura, exploração do homem pelo humem: não impomos esta linguagem a Lévi^trauss Lembremos, por precaução, os hntrtuetiM d própria escritura oâo nos parece associada de modo permanente, cm suas origens, senão a sociedades que são fundadas sobre a exploração do homem pelo homem (pÉ 36). l,evi-òtrau*s tem consciência de propor, nos Tristes trópicos, uma leuria rminiMa da escriluia, Ek o ú\i numa carta de 1955 (ano da publicação do livro) A NouvciU Critique1'. Criticado por Muxime Rodtnson em nome do marxismo, ele se queixa: H* (M. KodUtton) ttv***a lido meu livro, cm luixr d* « intentar com os eiiratos publicado* há alfluns mm*, teria toco** trado nele. além 4* uma hipoitt* marxiMa *obf* a oh*cm da «veriturs, doU citudoa cofitAgradou • uiboa bruriklrai — Caduvtu t Bof a^o — i|ur íflo icnintivat de Intermiaçâa d** tuprrçttiulurM Irtdf-

IiHAUAIOIIIIlIA (tntii fundada* na nuiniiliimo dialética, t cuia novidade, na líterjlui« (iiwítáluJ ocidental, merecia talvez nun ticiv^io e iimp«iin"T\ Nossa questão, portanto. nSo 6 mais apenas "como conciliar Kouucau c M M I " , n u (ambém: "Batia falar de *upcrcitrulur.1 e denunciar, numa hipótese, a exploração do homem pelo homem para conferir a esta hipótese uma pertinência I I I I I I K I I ' ! " OucMoo que so tem sentido se implicar um rigor original da critica marxista c di*lüiguí-lu de Ioda oulra crítlcu da mlsériu, da violência, da exploraçio ele; c. por exemplo, da critica budllia. Nossa qucMAo nAo tem. evidentemente, nenhum sentido no ponto em que se pode doer que "entre a critica marxista . . . c a crítica budisla . . . nau há oposição nerti contradicSo"". Maio uma precaução c necessária onles da Lição. Haviumos lubllnhado, há tempos, a umhigUldadc da Ideologia que comandava a excluído snuuuriana du escritura: etnocenlrlsmo profundo privilegiando o modelo da escritura foncllcu, modelo que torna mais fácil e mui» legitima a exclusão da grafia. Mas etnocentriuno prmanilo-sr tio contrário como aniictnoccnt ritmo, etnoccnlrlsmo na consciência do progrestismo libertador. Separando radicalmente a língua da escritura, pondo esta em baixo e de fora, pelo menos acreditando poder fn/c-lo, dundo- M u iluaao de libertar ,1 lingüística de ioda passagem pelo testemunho escrito, penui-ie cooceder com eíeilo o seu estatuto de língua autentica, de linguagem humana c plenamente signlflcante, a todas as línguas praticada* priva povos que. contudo, ciMttmiam a o > drnominadot "povoi .um escritura". A mcima ambigüidade afeta ai intenções de Lévl-Strauss e isso não t fonuiio. pe m\ iodo, adm.iie-*e a di'crçnçn corrente entre língua' gem e escritura, a cKtcrioridade rigorosa de uma a outra, o que permite manter a distinção entre povos dispondo da escritura e povos acra escritura. Lévi Struuss nunca lunça suípciç l o sobro o valor de urna tal distinção. O que lhe permito , i- 1 . ....,..->,.,. ., i...-.^,.,!,! I U bati .1 NGritnn eoao Mm mito, como a iravpwjn. instantânea dç uma l!"h,i de dês continuidade: passagem de uma linguagem plenamente oral, pura de toda escritura — isto i, para. inocente — a uma linguagem que iunta a si a tua "representação" grafica como um l> Eu* MU iiun.1 lul K,bi»_l. ixt. .Vi»»«< on>n* r-*»-m i t u •IB Anatftlaiit rumnuar, p. 171 oliltt waMwal, Í •iiUt .M*m>(. p. II. TitiUí «*ui>i. nn. XI. fp. W|); "A «H •—Ir», • W KU pli nn. XI. fp. W]>; *'A «H • f u i » , t *> KU plun. • honem Ou uai i uiru I l i li •tín um i'-t[vi[-ailipfinu-i.. inriladl, fintrí • tfltltl«uc n •ntldu •{•ief« > iniiiundu-lhi rfltrOilB Bi* I N I U M uia candK&o dnapwcn t W i * • tuncindi •= itifuti u «h|iio nm *«i i. «iiiHiuidn — > i (iiuc4 bwJItu, que taasjaru t LttiKki ala Oi a n u l -o mm <•«»•«(••< (H« v* tv 9 p**0M OM t aaiis. aum i i m ttfmn» -

A

VIOI INI I * M I " • * : Ot UV1*T*AUM \ ROIMMAU

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vitinlHiinii a^ , l•'^"|» , de um llpo novo. abrindo uma tccnka de oprc»ã">. L C V í - S H H U M necessitava deste conceito "cpigcneittW" du escritura para que o tema do mui c da exploração Htbicvindo com a grafia fowe efetivamente o tema de uma surpresa • de um acldenie afetando do fora a pureza de um,i linguagem inocente. Aíetundo-u vomo qut p,ir acoso*. Lm i ,;,, .. . - • .1 t e u lpl|Wcii>tii n-|ni>. desta • « I MpcMo d l MCriOlTa, uma afirmação que podíamos encontrar cinco anos anlcv na Inlroduction à Foeuvre de Marcfl Maua ( p . X L V D ) : "a linguagem n l o pode na*cer «enao instantaneamente". H u venu «cm dúvida mui* do que uma questão a formular sobre este parágrafo que liga o sentido à significação e muito eslri(HnicntC a significação lingüística na linguagem falada. Leiamo* simplesmente c*\n\ linhas •<ín"ii|ii« «u« tenham iMIn o momento • a> uioinuanclus d t w i apailcãu nu lualn tia vtda animal, a llnfiiaitm nlo pW* n » M i •Man imtaniantunwnu At O0a>n> nio ptld*'»m pastai p"i|r««lva nwoit a niinlflcar. Na •nklra <1t uma tran>t»*mavao eufc- «Mudo tlflo t a l * li« vlíntia. «ciai., mai a bloloifa • * ba*cok*la. «hluou-aa uma M i i a m , d t um «aléjb onde n * U unh. «ntido a um ©uno •m ,„„. nulo » powih." I Q I M a blotoak « a ptkoloiia poss»n. dai <onu * « I I ruptura C 0 « w n » paitw m a - qu, prMiWm.iHU. •»• ai» « um. .HMIIKO*I f*Minda antra J « i » « •'«•t/U«n^ • ilrnu»» •'iM—ih i-irii* aua. una cinqüenta ani* antra, um fthWofo da cunKalucla, iu>l> MiHsMeiado do qua osnnw, «uubcia rttiaouirirnic articulai « n jnvtxiiinçAa» l&tlcns l E I K eplgcnciumo nAo é. aliai, o aspecto mal* rou«Mu> M u de um pensamento que « autoriia tfto freqüente mente do ' laaj w r toiiginr ata l.ms«t\ c do segundo IHrcurso, onde — contudo — também ic trata do "tempo infinito que teve de custar a primeira invenção d a i línguai". O ctoocentriuno tradicional c fundamental que, impirando-sc no modelo da escritura foníóca. w i u r a a machado a escritura da fala. è pois manipulado e pensado como anlietnnccnirUmo. Ele sustenta uma acusação étkiypolllka: a exploração do homem pelo homem * o feito das culturas escrevenI*. Hnnrt p ii«li du S^iin. unuBM CM " * " •( hütoOt ( | * MfcUli • «m li » n i » i m ) . ni"if>n, t i iiiniupaliminf '• ImrtOfi IPP 1IÍ 1 *! itnsnufiindii lonauwnl* a tmaim do |I»IK>» dt 'Mm. i t " « i w a MI>MI 4a* • utmhMtl» inn*"m « (ouonm • elnll>t(ln r^tonul mi* O " " '•••' a* alWMkld»» '•"•'"•-i-Ii n H -•» ii> • • n w i . ID-HI» r*!"11""""' "i - ilaa* «Mas Dt InlbM «• humtnuti*. IP^IIM U . W IHIU munn m.' " • i , « I I H M M «iii»n>a aaO M " • ttfto, t *•«». M u *"'• "« *'» '••>>, BII, > M|>il4M<i<>' •'. I .1. n.-ui t dcUffHH.O» Itwi • HfMf i"ii•*UlU(tu li- I.CIíUJIí' fciu | um> hipótiu « 0i« U i l í U I U M iiíinferni nlu lun (mp«U>A mu *•• — • • • > * > alt — 't w—Ho da lni<» U*l» i»'"", 1 " W<k•ta""ii "iimn jm " l - imiihj.' u -«n;* mi icuo (fl. r> p(ffliiwi f •• *('«tr B. M • F Jttl, ym inifl oiniiuiiliinD apt |H"**-U ?••• "••• "•"lar min • » • • I H I I I ^ U M H n 1 -"' 1 '" a" >MaMaota Mniuian Vnimn
c*"»» tua H M U I I Á I M Í M B M Imc" • ã^uanu.

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•-HAMA10I.OOU

tcs iic tipo ocidental. Deita acusação u o salvas a i comunidade* da fala inocente c nao-opressora De imiro iodo — é o avesso do mesmo gesto — . a partição entre povos com escritura c povo? sem escritura, se LcSoNMII reconhece incessantemente a sua pertinência, 6 logo apagada por ele assim que te desejasse, por etnocentrismo, (are-la desempenhar um papel n,i reflexão sobre a história c sobre o valor respectivo das culturas. Aceita-se a diferença entre povos com escritura e povos sem escritura, mas nào se levara em conta a escritura enquanto critério da hisloricidadc ou do valor cultural; aparentemente se evitara o etnocentrismo no momento exato em que ele já tiver operado em profundidade, impondo %ilencioMimente teus conceitos correntes da fala e da escritura. Era exatamente este o esquema do gesto saussuriano. Em outras palavras, todas as criticas libertadoras ,.•1,1 as quais Lcvi-Strauss fustigou a distinção pré-julgada entre sociedades históricas e sociedades sem historia, todas estas denúncias legitima* permanecem dependentes do conceito de escritura que aqui problemitizamo». O que é a "Lição de escritura"? Lição num duplo sentido e o titulo é belo por mantê-lo reunido. Lição de escritura, pois c de escritura ensinada que se trata. O chefe Nhambiquara aprende a escritura do etnógrafo. aprende-a dç inicio jçm compreender; mais propriamente ele mímica a escritura do que compreende a sua função de linguagem, ou melhor, compreende a sua função profunda de escravizaçào antes de compreender o seu funcionamento, aqui acessório, de comunicação, de significação, de tradição de um significado. Mas a lição de escritura í também lição da escritura; ensinamento que o cüiólogo acredita poder indurlr do incidente no curso de uma longa meditação, quando, lutando, di/. ele, contra a insAnia, reflete sobre a origem, a função c n sentido da escritura. Tendo ensinado o gesto de escrever a um chefe Nhambiquara qi»c aprendia sem compreender, o ctnólogo, por sua ver, compreende então o que cie lhe ensinou e tira a liçflo da escritura. Assim, dois momentos: A . A relação empírica de uma percepção: a cena d o "extraordinário incidente". B. Depois das peripécia* do dia, na intònia, na hora da coruja, uma reflexão histórico-filosófica sobre a cena da escritura e o sentido profundo do incidente, da história cerrada da escritura.

A V M J U N C I A DA LITRA

l>b ISVI « r R A i » * A «OUS«A(l

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A.

O tífuordindrio

MriafeMc

linha», a cenário lembra p i W o a m e o i e n u v l o r t o ç i . etnográfica dê <juc falava uni* acima, A * d u u i parles peneiram bailanle n e u u direção, o que rcsiiiui uo aeu verdadeiro aeniido as observações sohrc a " i m e n w g e n l i l c / a " , a "ingênua c encantadora Miilifaçoo a n i m a l " , n " p r o f u n d a i1<*r»cia.upaçBo", •• ' m J i > Comuvcdulfl ç v ç r i d k i i exprcstài. J * icrnura h u m a n a "

,p. 311). "

Bli

UM acolhida rebarbaiiVa, o min^tsmo manilcato do diclc.

mp.'Ti:ini que r i r o* i n n i u i a iim pouco * torça. N í o c<ia>aii">* iíat"(Uilo>. <* I i n l i i " lampouco; n noile anuoiluva-w (r|n como nlo havia ánmaa, lonio» ormgnitm ii iloimli no chio, à maneira nhamti. quari Ni n c u t o dormiu: rmiamoi * noile. a not >iiUaimot polidamenlc. Teria «ido pouco pioHenlc piolonm n avewuia Ininli iiini» ao Lhclc p a i «Sue « pf^&lciic imctlmiamrnU »* trocai. OwWre «MAO um etiraordiníno incidem-, que me obriga a lembrar tale» anteríorvy Supõt-ac que ia Nhamtaquara não labem exrcvei; m u tampnuci) J r w n h j n i , com evecSo de algum piniilhado* ou iim-r'.guc* cm MU- tabaçav (.«mo r i i i c o» Cadu.tln. dnlribul. entretanto foth» d* papal » lapi*. de que nada tticnun no inicie,; dcpoiv um dia. o i « n ocupado* em (rafar no p»[**l linhal hwiiOnUH ondulaJa< Qut q m u r i M (i7ci? T b * de me render 1 evidenvia: escreviam Ou, m a » curamcnle. priKüiavnin dar ao -eu l í p í j o mí-imo ernprciio que eu. o falco que eniflo podiam conceber, pob eu ainda não l o tara dUo-flílm com meu» desenhos. O eiforcot da maioria * resumiam niwto; m m o ebele do bando via mais longe. Apenai ele, •em dúvida, ioinpre*ndera a funefio da eacNtura" (p. 114). Marquemus ziqui uma primeira pausa, h n t i e m u l t o * ouiro*. c»e fragmento vem em sobreimprcssão de uma pa«agcm da Use sobro os Nhambiquara. O incidente ja era relatado a i c n ã o é i n ú t i l referir-se a ele. Assinalam-se, particularmente. ires ponto» omitido» no* Trates trópicos. N ã o carecem de inlcfCfi*o. I. E I M pequeno g r u p o nhambiquara* dispõe, contudo, .ic uma palavra para dc*ign»r o a t o d e escrever, t m I o d o caso de um« palavra que pode funcionar p u u este rim. N f l o ha surpresa. I b g U f t l k a diante da irrupção suposta de u m poder novo. Esse pormenor, o m i t i d o cm Tristes tiópiços. Já era •Minaladn n a test- ( p . 4 0 . Hota I ) : a>- Tiniu-• ' I H « U *• ""> p'.i,«— uFt">p< -tu a awélMH •*••"( t M U iluiuu o Hn pailode nhm-iH l-i- innlaVn u m vala • « " f c i , . *Uda-tr In na im-niiu^b. a> <•<• ' f iui*(1l"n ,,bJlmf (|« tqm nlu \i •nioniraiB um «iimln H I U I U - í a* >lda t da "iTÉarlailr l U a M w v i NID PIéJIII]» p ^ p n i n U i , ,n«inn> ji>. Indimia* roo dP pniodo nnmade, 4 • Dt«>. BH, b— u . D.,. ir-"Éf u ihanci dl nora pcMuU» Uma "•».«!
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UÜAMAlOlOtll*

"'h MmintiHiiMM Jti nupu ( • ) linur-m tumpttlaflWfl* « <lo «enf». m ae «Acaluam algum traem atonatlrkoa M I c abata*. Durante váilo. <I1M, nlo xmbMim 1 qw ínut do papal a do. lapit qua nAa 1 UM dntrlbulmo* ruut,d dapoU, Ma a vlmCH multo alotfado* tm tratar linha* ondulada! Imitavam niato o itnlro uto qu* noa ilam laaat da noiaiii hloeot da MMit. Mo a, « i f v i . m*> aam comprttiw slcitin i> lau nhMlivo e akania Allia, ala» tlanommaram u ala do tacravor: kkarlukadjulu, rtlo è. "(aier rlttoa*. .* R hcin evidente que uma tradução lltcrul da* palavras qua querem d i w r "escrever" nut língua» dot povot com escritura lambem reduziria cita palavra a uma significação gcitual algo pobre, r um pouco como *c *e dissesse que Inl língua não lermo pura designar a escritura — o que. por o* que • pniticum nlio sabem escrever — *ob pretexto de empregarem uma p a l n t l que quer dirxr "raspar". "gravar", "arranhar", "wlolar", " f a « r Incisao", " t r a ç a r , "imprimir" ele, Como w "cacrcvcr" em acu núcleo metafórico quisesse di/cr oulra cotsu. O clnoccntrlsmo n l o í sempre traído pela precipitação com que ac satisfaz com ccrtBi i. .1,1,11, . m u n i » L<|iiiv>luiK . doiiii ilia».' I>i/cr que um povo nau «abe escrever porque i possível traduzir por "fazer riscos" a palavra que emprega para designar o ato de Inscrever nfto 6 como recusar-lhe a "(ala" traduzindo a palavra oqulvalcnie por "grilar", "cantar", "soprar"? E mesmo "gaguejar". Por simples analogia nos mecanismos de auimllaçfto/exclusao etnocénirica. lembremos com Kenan que. " n a i mala antigus línguas, ua p u l a v i u que M I vem para designar oa povoa eitrangelroa provem de d u u tomes: ou doa vctboi que significam fagmiar, balburtar, ou d u palavrai que significam mudo"". E dever-se-í concluir que oi chineses ato um povo M U I escrituiu, sob pretexto de a p a l i v r i NVH designar multai comi* alem da escritura no sentido estrito? Como obterva, com efeito, J. G e m e i :

"A palavra ...« •I|»itl.a Majuaw. da tracoa, caratar almpkM da «crtlura AplKa-aa aua «atoa dai padrai a da mad*iia. ai conuaiaettta, repru acatada* pur trato* unindo ai cMiplw. Si peisilat (raitrot) da pa**aiu< « dt quadrüpada* *i*re o tolo Ia daulçno thlncta quer qut a obotivaCaO dotUM ptfodaa irnha «iprlito a lnvcrr.au da *«rtlura). li' laiuaon* ou ainda. ru> txmplo. MM tlrwnhin alai omatn -» la rapava« da Urlautg. CA laflamia ' «Pia. < > iim lano »ntlH AO — Isto f, • dotada da podam máflto-rallatoar» —, porque irar dourou» noa KIU. coaiaa1.) O IMKto * * * dtM|ltou. por txfMulo, B i i ira e a polido da loiliiman. Iam como anionliimi .- puluvrai I I . í» /..ni~» tfa U f . f r O»»"* (anpliafj. L VMt i< W A ••Mtvli i"i »«», »i« nlo |[<iani »|ar aaul. • mulln -titmiiv. i>„, u,am H lnH*t»> i«l» orla» • liiwmaiMnio da ptia«n ' M I M I U ' t uuuai fltlahSSi

VI«<*IIA DA LUTIA M LI»HtlUll« . IOUUUU

] 53

- „ (piifi«»o. militar) * (M (mal*"* hv** n«a» "*•> pó'"» • " " 2. A e»U op*f»ç*o q » con*l«c em "íaxcr risco»" c utic aniim * acolhida no dialeto de»lc subgrupo, Uvl-Strou*. raoonhecc uniu signiilciclo cucluil vãmente "eitíttca"; "Alia*, c k l denomina"»" O «to de escrever, iekariukedjulu, ttlo é, 'farer rlSCO*'. B 4 UC "presentuva pnin eles um interesse cUÍ tico". Pcrguniamo-no* qual pode ter o alcance de uma tul BOBoímlO e 0 que pude *i(niíit.\ir uqui u r t r w i f i r i d i t d l d l macorla e-icti<« i e.i simua p a n a BKO tptau pcmab que K po**a >" >llk ' ° vulor estético ( o que t, sabe-te, multo problemático e. melhor do que quaisquer outro*, o* etnôlo( c no* advcrliium contra e.tu abiiraçiloj. m u também supfle que na escriturai "proptiumente dita", o que o* Nhambtquam nlo (criam aceno, a oiiulid.ulc cuílícu c CKirlnsccu. Llmitrmo-nos • asilnu.hu cite problema. Alia», mesmo que DAO desejássemos lançar nunpciçao sobre o sentido de uma tal conclusão, ainda podemos mquictarmo-.no* quanto ao* caminho* que conduzem * ela. O etnólogo • ( chegou partindo de uma fra*c observada num o u " » «ubgrupo: "Kihlkugncre mliírne". traduildo como ~fuer rl»co* e bonito" Concluir desta piopotlçlo assim traduzida e cnconirodu num outro giupo itii). que faier h»cos aprcKntav* par* o grupo (a,) um "Inicreue estético", o que lubeniende aprmii estético. «U o que coloca problema* de lógica que. mais uni» vez, no* contem amo* em a** Inalar. 3. Quando, no* Tríitts irdpicai, l.evi-Mrnii" ornerva que " o * Nhamblquaro, n l o (abem escrever... tampouco detenham, com cxcccln de algum ponlllhado* ou ilgueiaguc» « B N M í i b a c M " , já que, m u M « do» instrumento* que ele lhe* forneceu, n l o trocam mali do que "linha* horiroMaii ondulada*" e que " o * e*forcn* da mnlnrla u mumiani nUao" l p 314), fMm notuçAei *i)o breve*. N l o upena* nfto *fto cncontrsd*. na tete, m u eita evidencia, oitenta pagina» mal* adiante (p. 123), o* multado* a que chegaram bem depressa algun» Nhamhlqnnr* ç que l .évi-Strnusi apresenta como "umii iQovaçin cultural in*piradn por novo* próprio* desenho»". Ora. nlo w traia apenas de desenho* representativo* (cí li19, p. 123) mixtrundo um homem ou um macaco, mai «e oaquema* deKrevcndo, capinando, eKrcvcndo uma geneatofia e uma estrutura, social, E cate e um fenômeno declilvo. Sabe-*c agora, • partir de informações certas e maciça», que •• gênese da escritura (no sentido corrente) foi, cm qunie u Li caaw, lÈf—n ,i Mit«««i nr<w-*«ii». J> rrir*«*t, tr, * »

)54

OAAMAlOLOGlÀ

todos oi lugares c na maior pane das vezes, ligada à inquietude gcnealogíca. Ciunvsc muitas vezes a memória c a trudição oral das gerações, que remonta às vezes muito longe nos povos ditos "sem escritura", Lévi*Sirauss mesmo o (az nos Fntrrtiens <pT 2 9 ) : "Hrm «ei que oi povot que chamamot de phmitivot lèen muilai vem canacIdauVt de me mor m totalmente aasociibrotas, « conlam-m» Jtaaai populaçoe* polínéuat que «ao capaut dt recitar Mm heiiuçío gcnealofia* que te reporiam a dezena* de (eraou**, m u n u m meimo todo isso tem manífcstaíiKnic limites1*, Ora, 6 este limite que é transposto um pouco em cada lugar quanUo apurece u escritura — tio scniido corrente — cuja funçAo c aqui a de conservar e dar uma objetlvaçào suplementar, de uma outra ordem, a uma classificação genealógica, com tudo o que isso pode implicar De tal modo que um povo que acede ao desenho fencalóglco acede efetivamente & escritura no sentido corrente, compreende a tua fun( I o c vai muito mui* longe do que rimam rntrmlrr o i Trhtrs trópicos ( " M esforços , .• se resumiam nisso"). Passa-se aqui da arqulcscrltura a escritura no sentido corrente, Esta pastagem, cuja dificuldade nao queremos subestimar» n l o é uma passagem da fala a escritura, dá-se no interior da escritura em geral A relação gencalòglca e a clauificaçlo social ifflo o ponto de iulura da arquiescrltura, condlçto da língua (dita oral), e da escritura no sentido comum. "Mas o chefe do bando viu mais longe., , * Deste chefe de bando, a tese nus diz que c "notavelmente inteligente, consciente de suas responsabilidades, ativo, empreendedor e engenhoso". * E um homem de aproximadamente trinta e cinco anoi, casado :om três mulheres " " S U J a'ilude com respeito d escritura é muito reveladora. Compreendeu Imediatamente o seu papel designo, e a superioridade social que cia confere." Lévi-Strauss coordena enlato um relato que c reproduzido quase nos mesmos termos em Tristes trópicos, onde o lemos

IfgH.
Apciu» ele, «em duvidi. compreendera a função da ctcntu r * Aviim. reclamou me um htoco e noa equipamat da mesma maneira uuando trabalhamos Juntos. Ele nio m* comunica vcfbalmemc as informações que lhe peco, ma* traça sobre o seu papel Unhai simiota» í mas Apresenta, como w ali eu deteste ler * ma rc*pt»u* Ele próprio como que se ilude com a mia comedi»; cada **z em que a ma mio termino uma tinha, «umina-a «mio** mm te. como te a aígnlficaefo deveu* hrotar, e d metma detiltuao te pinta no seu fOMO Mai nlo a admite; ctta laciUmeme entendido entre r\M ciK O ato* S

A

VIOUKCIA DA LBTRA: Dfc UVMTtAUH A *OUM*AU

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rt nntuem uni aentido if»* • " finjo decifrar; o comentário vertul L M - M 4 u m imedularrten*, * me dnpema de pedir t» ctclarcuS r t ^ neceWioT <pp+ 314-315).

A seqüência corresponde 8 uma pavuigem qu* ( na te*t, ic acha separada desln por mais de quarenta página* (p. 89) c d i i respeito, falo significativo nobre o qual voltaremoi. a fufl(aO do comando. "Ore, mal havia ele icuiudo iodo o wu pevKMl, tirou JJC um ee%to 1H| pape* coberto de linha* torta*, que fingiu ler. e onde procurava pom uma neaüacao ifeuda, a JUla do* objciot que eu devia dar em (roca do» premiei oferecido» a e»t«. contra um afCO C flecha**, um facdo de maio? a oulro, contai! pira oe Hua oolarts. fchu comedi! K fffttlQUfuu duraitic duai hvrat, Vvt iipt*a** ele* fcnaantr * a iJ prór«*>. tatvaai ma*, amet. uirpftertder o* tinnnajlnslroí Btrauadi-k* iU que at mercador»** pataavam por «ao intermédm. e e obtivera a aliança do branco c participava dnt K U » wareduv L humot com pretaa de partir, u momento ma» temivel v n á i evidentemente, aquele em que Ioda» M maravilha» 411* et» levara ajtiveuem reunida* cm outra» mio*. A«nmt nao procuiei aprofundar Ç incidente e noa po*tmo* u caminho, uniprc uuiadot pelo* índios IP. 115).

E

A hiatóriu é belíssima* Com efeito, d tentador I í - L corno uma parábola cm i|uc tuda elemento, cada acmanlcmu rrmete i uma função reconhecida da escritura: a hicrarquilaçao, a função econômica da mcdiacio e da capiUIliaçao, u purticipaçlo num segredo quafc*rcligloto, tudo lato, que ac verifica cm lodo fenômeno de escritura, vemos aqui reunido, concentrado, organizado na estrutura de um evento exemplar ou de uma icqUéncia brevíssima de fatos e gestot. Toda a complexidade orgânica da cacriturn c aqui recolhida na sede aiflipaca de uma parábola. B, A rtmtmoraçào da etna* Paiacinoa ator4 a Licao da hçao, Ela é mau Jonj>a do que u relação do incidente, cobre trís páginas muito compactas c o texto dos Eniretitm, que a reproduz em essência, 6 scmivclrncntc mais breve. Assim, é na tcac que u incidente í referido *cra comentário teórico ç c OAB conliaiõcs do ctnólogo que n teoria í mata abundantemente dcacnvolvida. Sigamos o fio da demotutiacati através da evocação de fato* históricos aparentemente incontcniiveiv Ê o afastamen* to entre a certeza (aclual e a sua retomada intcrprcuttiva one noa interessará inicialmente. O mais maciço afastairjcnto apartce r i cm primeiro lugar, mas não apenas, entre o fato diminuto do "extraordinário incidente" c a filosofia geral da csCflturiu O ápice do incidente *uporta. com efeito, um enorme edifício teórico

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TrRAMATOLOGlA

Depois do "extraordinário incidente", a situação do etnóiogo permanece precária. Algumas palavras regem a sua descrição: "permanência abortada", "mistificação", "clima irritante", o etnólogo sente-se "de repente sozinho no mato, desorientado", "desesperado", "com o moral abatido", "já não tinha armas" numa "zona hostil" e agita "sombrios pensamentos" (pp. 315-316). Depois a ameaça se aplaca, a hostilidade apaga-se. £ noite, o incidente está terminado, as trocas tiveram lugar: é tempo de refletir a história, é o momento da vigília e da rememoração. "Ainda atormentado por esse incidente ridículo, dormi mal e enganei a insônia rememorando a cena das trocas" (p. 316). Muito depressa duas significações são assinaladas no próprio incidente. 1, A aparição da escritura é instantânea. Não é preparada. Um salto tal provaria que a possibilidade da escritura não habita a fala, mas o fora da fala. "A escritura tinha, pois, feito a sua aparição entre os Nhambiquara; mas não, como se poderia imaginar, ao cabo de um aprendizado laborioso" (p. 316). A partir do que Lévi-Strauss infere este epigenetismo, tão indispensável desde que se deseja salvaguardar a exterioridade da escritura à fala? A partir do incidente? Mas a cena não era a cena da origem, apenas a da imitação da escritura. Mesmo que se tratasse da escritura, o que tem o caráter de instantaneidade não é aqui a passagem à escritura, a invenção da escritura, mas a importação de uma escritura já constituída. £ um empréstimo e um empréstimo factício. Como diz o próprio Lévi-Strauss, "seu símbolo fora emprestado, enquanto sua realidade continuava estranha". Sabe-se, aliás, que esse caráter de instantaneidade pertence a todos os fenômenos de difusão ou de transmissão da escritura. Nunca pôde qualificar a aparição da escritura, que, ao contrário, foi laboriosa, progressiva, diferenciada em suas etapas. E a rapidez do empréstimo, quando este ocorre, supõe a presença prévia de estruturas que o possibilitem. 2. A segunda significação que Lévi-Strauss acredita poder ler no texto mesmo da cena liga-se à primeira. Já que eles aprenderam sem compreender, já que o chefe fez um uso eficaz da escritura sem conhecer nem o seu funcionamento nem o conteúdo por ela significado, é que a finalidade da escritura é política e não teórica, "sociológica mais do que intelectual". Isto abre e abrange todo o espaço no qual Lévi-Strauss vai agora pensar a escritura.

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VIOLÊNCIA DA LETRA: DE LÉVI-STRAUSS A ROUSSEAÜ

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"Seu símbolo fora emprestado, enquanto sua realidade continuava estranha. E isso para um fim mais sociológico do que intelectual. Não se tratava de conhecer, de reter ou de compreender, mas de aumentar o prestígio e a autoridade de um indivíduo — ou de uma função — à custa de ou trem. Um indígena ainda na idade da pedra adivinhava que o grande meio de compreender, à falta de compreendê-lo, podia, pelo menos, servir para outros fins" (p. 316).

Distinguindo assim o "fim sociológico" e o "fim intelectual", atribuindo aqueles e não este à escritura, dá-se crédito a uma diferença muito problemática entre a relação intersubjetiva e o saber. Se é verdade, como acreditamos efetivamente, que a escritura não se pensa fora do horizonte da violência intersubjetiva, há alguma coisa — seja esta a ciência — que escape radicalmente a ela? Há um conhecimento e principalmente uma linguagem, científica ou não, que se pudesse dizer simultaneamente estranho à escritura e à violência? Se a resposta for negativa, como é a nossa, o uso destes conceitos para discernir o caráter específico da escritura não é pertinente. De tal modo que todos os exemplos23 pelos quais Lévi-Strauss ilustra a seguir esta proposição são, sem dúvida, verdadeiros e probantes — mas são-o por demais. A conclusão que eles sustem transborda amplamente o campo do que aqui é denominado a "escritura" (isto é, a escritura no sentido comum). Ela também abrange o campo da fala não-escrita. Isso quer dizer que, se é preciso ligar a violência à escritura, a escritura aparece bem antes da escritura no sentido estrito: já na diferencia ou na arquiescritura que abre a própria fala. Sugerindo assim, como mais tarde confirmará, que a função essencial da escritura é a de favorecer o poder escravizante mais do que a ciência "desinteressada", segundo a distinção a que parece dar fé, Lévi-Strauss pode agora, numa segunda torrente da meditação, neutralizar a fronteira entre os povos sem escritura e os povos dotados de escritura: não quanto à disposição da escritura, mas quanto ao que daí se acreditou poder deduzir, quanto à sua historicidade ou sua não-historicidade. Essa neutralização é muito preciosa: auto23. "Afinal de contas, durante milênios e ainda hoje numa grande part: o mundo, a escritura existe como instituição em sociedades cujos membros, na imensa maioria, nio possuem o seu manejo. As aldeias em que vivi nas colinas de Chittagong, no Paquistão oriental, s&o povoadas de analfabetos; cada urri tem, contudo, seu escriba, que preenche a função junto dos indivíduos ' d * coletividade.r a Todosm conhecem a escritura e a utilizam em caso de necesc co o um ôn i ma* d e f o mediador estranho com o qual se comunicam r°d métodos o r a i l > Ora, o escriba é raramente um funcionário ou um empredo '" ° srupo; sua ciência se acompanha de poder, tanto e a tal ponto que ° a mesmo indivíduo freqüentemente reúne as funções de escriba e de usurário; u indi* Ç* namu P°r<lrí * tenha nectasidade de ler e escrever para exercer a sua * inS P° luo se torna, assim, a duplo título, o que exerce um domínio »°orc os outros" (Tristes trópicos, cap. XXVIII, p. 316).

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GRAMATOLOGl A

riza os temas a) da relatividade essencial e irredutível na percepção do movimento histórico (cf. Race et histoire), b) das diferenças entre o "quente*' e o "frio" na "temperatura histórica" das sociedades (Emretiens, p. 43 e passim), c) das relações entre etnologia e história24. Trata-se, pois, fiando-se na diferença presumida entre a ciência e o poder, de mostrar que a escritura não oferece nenhuma pertinência na apreciação dos ritmos e dos tipos históricos: a época da criação maciça das estruturas sociais, econômicas, técnicas, políticas etc, sobre as quais ainda vivemos — o neolítico — não conhecia a escritura25. O que quer dizer isso? No texto que se segue, vamos isolar três proposições sobre as quais poderia encaminhar-se uma contestação, que nós não encaminharemos, preocupados em irmos mais depressa ao termo da demonstração que interessa a Lévi-Strauss e ali instalarmos o debate. Primeira proposição.
"Depois que se eliminaram todos os critérios propos*os para distinguir a barbárie da civilização, gostaríamos de reter pelo menos ^te: povos com ou sem escritura, uns capazes de acumular as aquisições antigas e progredindo cada vez mais depressa para a finalidade que se propuseram, enquanto outros, impotentes para reter o passado além da franja que a memória individual consegue fixar, continuariam prisioneiros de uma história flutuante a que sempre faltariam uma origem e a consciência duradoura de um projeto. Todavia, nada do que sabemos a respeito da escritura e de seu papel na evolução justifica uma tal concepção" (p. 317).

Esta proposição só tem sentido sob duas condições: 1. Que não se leve absolutamente em conta a idéia e o projeto da ciência, isto é, a idéia de verdade como transmissibilidade, de direito, infinita; com efeito, esta só tem possibilidade histórica com a escritura. Diante das análises husserlianas (Krisis e A origem da geometria) que nos lembram
24. História e cinologia (Revue de Métaphyslque et de Morile, 1949. c Antropologia Estrutural, p. 41): "O etnólogo se interessa sobretudo pels que não é escrito, não tanto porque os povos que estuda são incapazes de escrever, como porque aquilo por que se interessa é diferente de tudo o que os homens se preocupam habitualmente em fixar na ped a ou no papel". 25. Lembrando, em "Um cálice de rum", que "no neolítico, o homem já realizou a maior parte das invenções indispensáveis para garantir a sua segurança. Já se viu por que delas se pode excluir a escritura", Lévi-Strauss nota que certamente o homem de então não era "mais livre do que hoje". "Mas a sua mera humanidade fazia dele um escravo. Como sua autoridade sobre a natureza continuava muito reduzida, encontrava-se protegido — e, em cena medida, liberado — pela almofada amortecedora de seus sonhos" (p. 418). Cf. também o tema do "paradoxo neolítico" em O pensamento selvagem (p. 34).

A VIOLÊNCIA DA LETRA; DE LÉVI-STRAUSS A ROUSSEAU

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esta evidência, o propósito de Lévi-Strauss só pode sustentar-se recusando toda especificidade ao projeto científico e ao valor de verdade em geral. Esta última posição não careceria de força, mas apenas pode fazer valer esta força e sua coerência renunciando por sua vez a dar-se por um discurso científico. Esquema bem conhecido. £, de fato, o que parece dar-se aqui. 2. Que o neolítico, a que se pode efetivamente atribuir a criação das estruturas profundas sobre as quais ainda vivemos, não tenha conhecido algo como a escritura. É aqui que o conceito de escritura, tal como é utilizdo por um etnólogo moderno, parece singularmente estreito. A etnologia fornece-nos hoje em dia informações maciças sobre escrituras que precederam o alfabeto, outros sistemas de escritura fonética ou sistemas totalmente a ponto de fonetizarem-se. O caráter maciço desta informação dispensa nossa insistência. Segunda proposição. Supondo que tudo foi adquirido antes da escritura, Lévi-Strauss só tem de acrescentar:
"Inversamente, desde a invenção da escritura até o nascimento da ciência moderna, o mundo ocidental viveu cerca de cinco mil anos durante os quais seus conhecimentos flutuaram mais do que aumentaram" (p. 317. O grifo é nosso).

Esta afirmação poderia chocar, mas nós nos vedaremos esta reação. Não acreditamos que uma afirmação tal seja falsa. Mas tampouco que seja verdadeira. Ela responderia antes, pelas necessidades de uma causa, a uma questão que não tem nenhum sentido26. A noção de quantidade de conhecimento não é suspeita? O que é uma quantidade de conhecimento? Como se modifica? Sem falar sequer das ciências da ordem ou da qualidade, é possível perguntar-se o que significa a quantidade das ciências da pura quantidade. Como avaliá-la em quantidade? A tais questões apenas se pode responder no estilo da empiricidade pura. A menos que se tente respeitar as leis tão complexas da capitalização o que apenas é possível considerando-se mais atentamente a escritura. Pode-se dizer o contrário do que diz Lévi-Strauss e tal afirmação não seria nem mais verdadeira nem mais falsa. Pode-se dizer que no curso de tal ou qual meio-século, antes mesmo da "ciência moderna", e em nossos dias a cada minutai o aumento dos conhecimentos ultrapassou infinitamente o que foi durante milhares de anos. Isso quanto ao aumento. Quanto à noção de flutuação, ela mesma se dá como perfeitamente empírica. De qualquer modo, nunca se poderá colocar proposições de essência numa escala.

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QUMAFOLOOIA

afirmações, parafraseemos esae texto. C. cm nome da liberdade dos povos de «colonizado!, uma critica ao» jovens Estado* «juc ic aliam >m velhos Estado* denunciado* uni momento «mel ("cumplicidade entre jovens Estudo* c um» ioc»tdade internacional de possuidores"). Critica a um "empreendimento": a propagação da escritura é apresentada nos conceitos de unia psicologia volunianuu, o fenômeno político internacional que ela constitui é descrito em termos de conspiração deliberada e conscientemente organizada. Critica ao> Fslado em geral v aos jnvens Estado* que difundem a escritura por rins propagandisllcos, pata assegurar a legibilidade c a eficácia de seus impressos, paia salvaguardarem-se das "reavOci de povos mal capuciluiíos pcbi paluviu escrita a pensai cm fórmulas modifiedveis & vontade". O que deixa entender que as fórmulas urais nao nau modificaveis. nfto mais modificaveif a vontade do que us fórmula* escrita*. FMe nlo é O menor paradoxo. Ainda uma ver, nfto pretendemos que a escritura nfto possa desempenhar c nfto desempenhe efetivamcnic CMC papel, mu. dal a ulribulr-lhc a sua especificidade e concluir que a fnla lhe c Imune, ha um abismo que nao se deve transpor tfio alegremente Nfto comentaremos n que e dito do accuo ao "sihcr amontoado nas bibliotecas" determinado de maneira univoca como vulnerabilidade "às mentiras que oi documentos impresso* " etc. Seria possível descrever a atmosfera ideologia mi qual respiram ttofr em dia tais fórmulas. Contentcmo-nos em reconhecer ai a herança do segundo Disruno ("Deixando cntfto todos os livros científicos. .. o meditando sobre ai primeiras e mais simplc» operações da Alma humana..." "O homem, eis aqui a tua história, tal como acreditei lê-la, nfto nos livros dos teu* semelhantes, que sflo mentirosos, mas nu natureza, que nunca mente.*'), do tmüe ("O abuso dos livros mata a ciência ..", "tantos livros faxem-nu* negligenciar n livro do mundo . .". "nfto se (Icvc-lci, deve-vc ver". "Lu suprimo o» Insirumcntoa da sua maior miséria, .1 saber o* livros. A leitura c o flagelo da infância." "A criança que lé nío pensa." etc), do Vigário süht-iatui ("Eu fechei todos os livros "), da Leme à Chrislophe. de Beaumom ("Busquei a verdade nos livros; neles nfto achei mui* do que a mentira c o erro"). Depois desta meditação noturna, Lcvi-Strauss volta ao "extraordinário incidente". E é para fazer o elogio, agora justificado pela hniófíii, Utstès lábios ntiambiquaru que tiveram a coragem de resistir à escritura e a mistificação do seu chefe. Elogio dos que souberam interromper — por um tem-

A VMUHCM O* H I H *

l>l: I f V I SIHAUM, A ftOUSUAU \bf>

no inlcHDnc-nte — o curso ftnal da evolução e que "resolvei*m conceder-** um prawt". A este respeito c no que traia da siwicdadc nlwmbiquara, o etnolo&o é resolutamente CODliívmJof. Como ele observará uma» noventa páginas mal» •dUaie, "facilmente subversivo entre o» seu* e em rebelião contra o* costumes tradicionais, o etnógrufo surge respeitoso até a coiucrvantismo (Icsd* ouc n vetedade encarada seja diferente da sua" ( « p . XXXVIII. p. 409). Dois motivos nas linhas de conclusão: dç um lado, corno cm Houssenu, o icmu de uma. degraduçao necpwária. ou arilo fatal, como forma m«smu do ptogresto; de nutro lado, o nostalgia do que precede esta degradarão, o impulso afetivo cm direção da* ilhota» de te*istcnna. daj pequenos comunidade que se mantiveram provisoriamente uo abriuo da corrupçãn (cf. a c*lc respeito os fiRJrWfeM, p. 49). toirupcío ligada, como em Kousseau. * cscriluru e à desoolocaçOo violenta do povo unanime e rcuiudo na presença o si da IUQ fala.. Volta, remoa a este ponto. Lciamm: "Sem duvida, o. ilihl.» «Mli. Unv-ibi. fltlIlH da ••ohie.lo l»UI «a *iua1 |a «iilo BifaiUdd* i" povo» que nt afora «atavam ao aMi.t da eaprltufi ..inn*Ut6u anta. f.lalrtl» do uu« dcUiminOta A KiiKaieaacao hviloiica ( pintada sob 0 wnvtatlo U« |O|0 I da •<•*> Síilk pntiw mudar • meUfuf», lao frauUanle da )o|edoi rui U«ut di livISliauM). Ma., na miMui aldeia, nhamblquaia. c* caraiter» 'oru, f »m. . n n i d« tudo, < ml» íiluilcniM" (o, J|*. 0 irflo M « noaw).
Batei caracterci fortes alio os resistente*, os que o chefe

nío pôde enganar e que tem mala caráter do qu« sutile/a, ntaii coração e altivez tradicional do que abertura de espírito "Oi <|UC M itcuulhlarliaram •!< MU chefe dtpun que ala UflSOu i<x«f a cariada da «ivihlacaO (apó< a minha vlwi* tW (oi abandonado ptla miinr mitr do* wti-i ovnprrimltiim conluia mecil* tina a r » n *>• a a perfídia penetravam de comum acordo eniia ela*. Befuit-dw "•un mau mais toa^Maajao, raaolvajam concodcr-K um praao" (p >lv). (O eittuvdin d»aa retãleocia «mbem * danado na p (T da 1. Sc as palavras lèm um sentido, e se "a escritora e a perfídia peneiravam de Comum Acordo entro ele*", deve-se pensar que u petllOta c Iodos os valores ou nflo-vulores assocjados estavam ausentes rias sociedades ditas sem escritura. Para duvidar disso, nao É necessário percoirer um longo taminho: desvio empírico pela cvocaçfto dos fatos, regressão aptiorísticfl ou transcendental que seguimos em introdução

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QPAMAIOLOOIA

lo nesta introdução que u violência nau esperou a aparição da escritura cm sentido estrito, que a escritura começou desde sempre na linguagem, concluímos como Lcvi-Stiauu que a violência c a escritura. Mas, por tet brotado de um outro caminho, eiiii proposição tem um semido radicalmente dilerenie. lítixa de upoiar-*e nn mito do mito, no mito de umi fala originalmente hun c de uma violência. i[uc viria desabar sobre ela como um latal acidente. Fatal acidente que não seria senão a própria história. Não que. depois desta referência mais ou menos declarada à idéia de uma queda no mal após a inocência do verbo, Livi-Strauss faça «ua esta teologia clinica e implícita. Simplesmente seu discurso etnológico x produz através de conceitos, de «fquciuíia c dr v*|ores que são sistemática e glnealogicinunk- cúmplices desta teologia c desia metafísica. Assim, não faremos aqui o longo desvio empírico ou aprioristico. Contentar-nos-emos cm comparar diferentes momentos na descrição da sociedade Nhambiquaru. Se se deve :iCfcili(íÉf na IJçüo li esle respeito, os Nhanibiquuui n&o conheciam a violência antes da escriturai nem lampouco a hierarquização, já que esta é bem depressa assimilada à exploração. Ora, nas imediações da Lição, basta abrir os Tristes irópicas e a use em qualquer pagina paru que u contrário brilhe com evidência. Nós lidamos aqui não «penas com umi MiciPilaHr fnripmpnfp hiertirtiuniiiria mns nsm uma w i r d s d r cujas relações estão marcadas de uma violência espetacular. Tão espetacular quanto os inocentes e lemos folguedos evocados na abertura da Lição, c que tínhamos pois razão cm considerar como as premissas calculadas de uma demonstração orientada. F.nlre muilav outra» passagens análogas que não podemos cilar aqui. abramos a lese na página 87 I rala-se dos Nham impura antes da escrilura, não é preciso dizer: "c O chefe dor desenvolvei um talento continuo, que dli muito f íI-ICTIIO J política eldturul do que no riritt:» do podei, pau leu prupo i. M posilvcl aumeiHãlo par novas adote*. 0 nõm.ide rtprrwnlJ. com efeito, uma unidade frágil. Sr * juturidade do chafe u torna muilo oiiaante, " ek abarca um núnc TO f irtwivo de mulheres st não t capar, nos p«riodos de le-me. d* nraolver oi problemas alimentam, iriam-tt dmonlenta nxnto*. indi«iduoi ou famílias fazem aecesaio e vão juour « a um bando aparentado cu«v> nritiuim pareçam «ei m»i" bem tondu/hloi; mip bem nutrido graças à descoberta de Uikv> de caca ou de colheita, ou m»tí ricg PQ' trocai mm impo* vinnhoi, ou mai« podenwo ilri»id* aorrro vilormu»" <l chefe encontra-"*, mito. * frente de um impo demasiado ir.rmo, iniap» de enfrentar »• dirituldaile> ..uli

ou cti^i mulheres esliO Mpoilns H srirm tuiti»!»» (*st vitinhut' guli tona. r t obri«ado • trmiwiar t wu comando, p.rj unlr-K com MU> ultime* tien. • uma facção mais fèlii: • lociedadc whuphiquaii ***». *nim, n»m perpetuo devii: (rucoi f i x i m m v . *»!»(«"-**. cictetm * de**p» [í< * nl e, pnr veara num jna, de pou><•. a «iiiipmiçílo. u número r * repartição do» handoi toiium 41 inoionhcit-*» Todu « M M iran-loinvaçôei M acompanham d* UHflui c dl eüfl(li«*, de «XímÕM e de decndênciav. o lodo ic rnidiuindo "util rluno cunmflnvnre rápido'. Seria possível citar também ludo* os capitulou da tese intitulados " ü u e n a c comírcio". " D o nascimento à morte". Tudo o que se refere também ao m o do» veneno», na tese t CIO TriUfS tr<tyc>*; awim como n * ^a,a guerra dos nomes próprios, há uma guerra dos veneno», na qual o próprio etnoé envolvido: "Uma òíleitaçio de qualio bomen» veio encontrai-me c. mim idm |ilio ameaçador, pediu-me pai» "linu-.ir veneno (que irnilam CQB>I|OI H> pfúiimo pulo que eu ofcniçewe a A 6; conudvravam int'-iir*miv«i Hiprimi-ti) riptdamtnU. poli, ilhurauvim*. ei» é "mo lio malvado' (kakoiv) 't nio vale atuoluiamenlc nada' (tidoticoe)" (p. 12*). Cítarcmo* apenas mais uma passagem, feliz complemento de uma descrição idílica: "1 > .. : r: rnn H .1 \,\'u. ,'limniíJl([Kll OUt piIlUc "* TClaçdC& fflllí r n* leu», e » haimunu ftral, que iciQa no KÍO dot grupo» Ma». 4c*dc 4U< cuei « •ilieiam. t para d* 1 lu>" i l >oli.,òei roaia ealN'n«>: cnvenenimcniot e uinatMnatfn . Nenhum grupo sul-arnri:Cano, a nosw conhecimento, uaoKí. de modo tao sinoWo « opocilineo eeniimemo* violento* e operai, cuja esprenao individual BtJffg Uid(>fOCÍAael de tlUtí «*nlM«y*o «ocia! que nunca t u uai - tp. '16. taw úllima roíniula n-o í apliçivel a iodo grupo, social ei) •arai?). 2. Ets-no* reconduzidos a Rousseau. 0 ideal que subentende em profundidade esta filosofia da escritura c, pois, a imagem de uma comunidade imediatamente presente • l i mesma, sem diferencia, comunidade da fala c m qu? todos os membros cstAo <ui alcance de nlocucão. Para confirma-lo, não nus referiremos nem aos Tmles iróplcoi nem no seu eco teórico (os EftOVffcHf), mas a um texto recolhido na Anlropologia earuiutai t completado em 1958 por alusões aos Trisia trópicos;. A escritura aí c definida como % condição da inautrntkidatl* lociití: M E>i«iU-H , 1 — . , „ _ „ „ , « . , ( . , ü ._.
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*\ t aob u*it aapecto. hhu Jfc bociedttvki do homem moderna tjue deveriam ante* ter definida* por um caráter Éndk»liu> de privacao, NOH» relacoc* com ouircm nfto aio maív aenfio de rncd» ocaiioftal e frajEmcmfiikO. fundada aoorc oi» experiência global, fiín »/vrm«** &>mrtt<» Jr um tufrtio pot outro. Uaa rtaulum. cm grande parte, de rett)mtrucue« indireta», alinté* ik dovumenio* 3 aTM, I-tramo* lijjaoo* * not«t pattado, Oan maifc por um» rfa**' oral que implica num contata VfrUti com pewoa» narradorca, \^ cerdott», *âbk* eu ancião* — mu pot livro* umontoadoi em h|b|k>. tom c atravé* do* quai* A crítica « e*mcra — com que diticvkla. JCí — em rcconcrtrulr a fiúonomta de **u» aurore** E. no pUno do presente* comunic-aruo-no* com a Imensa maioria de »co*o* contemporâneo* por Ioda* a* e*p&ie* de m tf media rio* '— documenro* escrito» íHI mecanitmo* adminiuiativiai — que ampliam, aeoi dúvtda. Miirn**mrme no**o* contato*. m»t lhe* c**>feiem ao mcwno kmpo um curÀlcT de frUutatfu-iaW*'- P*te toiniiu-** n própria marca da* rclacdci eotre o cidadão A C Poderei. M M NfiO queremo* no* emicgar ao paradcttO. c definir de modo negativo a iroem» revolução mtroduiada pala Invenção da etcrltura* Mu* e trOi*Pcn*avtrl ^conhecei que ela rciirou da humanidade alguma cotia de cftttnmL ao nwmo tempo ™ <l"e lhe trana tanto* beneficio*" tpp. 407-408, Of irifo* tio ntfuoa). Deade então, a mmfc> do ctnblogo comporta uma significação ética: referenciar DO próprio lugar os "oiveb de autenticidade". O critério da autenticidade é a relação de "vizinhança" nas pequena* comunidades onde "lodo mundo conhece iodo mundo"; "St *e consideram com atenção oa jx>moe de inwrçáo da Invcitwação antropológica, coertlata^ ao conlfáiio, que, micrcuumdo-*r Cada vez mais pcJo estudo da* *ocÍedades moderna*, a antropologia at apUcoü a wconh*Oer e tarar aí níveis 4* aurewJotrWe. O que permite ao etnólogü Itcar num terreno familiar quando ctluda uma aldeia, Uffli fmnfítA. ou uma ViftnhaiivV de grande cidade (como diicm d ajigJtv>AaAea: *éÍthb&arhoo4). 4 qua todo mundo *Í conhece todo mundo, ou quase É ." "O futuro julgará, aem duvida, que a maí* importante contribuição da antropologia aa ciência* toclaia é ter introduzido (aliai incotiacieniemente) e**a diMincao capita] entre dua*. modalidade* de eiiv lencia «octtl: um gênero de vida percebido oriffínariamcnie como tradicioeil « arcaico, que e ante* de rudo o daa «xttdadc-t autèntkaa» • format de aparição mala tcctaie. dna quaU não e*ta cerlamenle aimeote o prfrneiro H|x>* mat onde grupoa imperfeita « incompleutmcnie autèniicnt encontram ae oranniiadot no teio de um ibtema ma» i a M «finaido ele próprio pela ioauterrtcidade4 ípp. 408-409K A clareza desse texto ba$fa-*<; a ai incflmu, " 0 futuro julgará, aem dúvida", ac tal é efetivamente "a maia importante contribuição da antropologia àa ciência* aodait 1 ' Rare modelo de pequena comunidade de estrutura "criatalinu", intel-

I

M UVMTMUaf * rtoLaafcAU \ h g A VlOLiNCJA ">A L«mA emente presente a * i reunida cm sua própria vizinhança, í [em dúvida routfcauísta. Verificá-lo-emos de muilo perto em mais do que um - , „ por enquanto, c sempre pelai meamus razfic*. volte* no-nos de preferência para o lado do t u a / . RouMeau moinele íiue a dixiihcià sóciâi a disperftik* da vizinhança é a condição d» apresso, dn arbitrário, do vicio. O i governos de opressão f a a m todos o mesmo gesto: romper a presença* a ço-presença do* cidadãos, n unanimidade do "povo reunido" criar uma situação de dispersão, manter os audtlos dis0$, incapazes de sentirem-se juntos nu espaço de urna , i lula, de uma única troca persuasiva. Lsle ÍCftôittCflo í descri o no último capítulo do Efsüf. A ambigüidade agora reconhecida desia estrutura é tal que se pode facilmente inverter o seu sentido e mostrar que esta eo-presença ç às vezes

lambem a da multidão submetida à arenga demagógica. RousscauT por suu vez, nunca deixou de dar, da sua vigilância diante de uma tal inversão, signos que será preciso ler com cuidado. Contudo* o Lxsai adverte-nos de início contra as cstiuturas da vida social e da informação na maquiou política moderna. É um elogio da eloqüência, ou melhor, da clocução da fala plena, uma condenação dos signos mudo* c impessoais: dU nheirn. imprcHtoe | , t cditflis T , ) ( nrm^í e wldndo* cm uniforme: "A» llnru^i formam-Bç. n*tur*iÈmen(ç anhre a hasç d*v nccctutLide* doi home**; iiiu^m c a1tcr*J»*e WgunJo a» mudança* deitai mcirna* nectatuJjiòe*. Nu* tempo* antigo*. quanJo a pertiosaao valia como forca públk^, a eloqüência era necesaáiia. Pura ^ue «rviria ela hoje, quando a força pribiica uipre a pertuario? Nit? c twcciaifio nem iirtc ti«rri Mfiifn ptiu dl/er r\iíf > #ww íVüJ/<. Qijç ditcsUM* pab LtuJ* « Uíer ao povo reunido'-' sermões. E qual O Intcfí^v+ dnn quo u\ ( u m i . cm per*u*tlir a poto, um* vez que nAo é w>e que distribui o* privilegio*? A» líncuas puputircs tornaram-se para not cAo perfeitamente inúieú quanto a eloqüência* As wciedade* assumiram a n u forma derradeira: a* mudança* »ó lhe* podem w do canhão e das moedas: e como nada ma« h* par* dixer ao Povo. n nüci ter fia* Jinhriro, ido é dito toai editai* nat esquina* nu soldado* na* ca*av Para lanio nflo e preciso leunir orhfuem: an «•irario, impoc-M manter ilUperao* ot túdktoi; eMn c n pflmcím maxinia da política moderna . trnlrc ra aniifov era f«cil fuui-Mf 1 pelo povo na praia pública: falavn-tc um dia inteiro *eni ™J**«>do &»rotfiha-« u m homem, areirgando em francÈ* o po*o * Pari» na praça VcodÒmc: ainda que itiit* <om I0»1a a força, ape* 11 H c x u u r i que arila, não u diitineulrá urn;i palaila , Se m <™iMòe* das piac^t públicas *ao menoi nbundintvíi na tranca oo !"• Itália, nfio é porque na trinçn *ejam menos tsvutado^. e J|t«nuk por nua nao nao tfto otm ouvidos. . Ora, eu diao que ioda Hninu àlravé* J* q ^ | naLI w conaaeue ser ciu^lo peto pmo reuaWo

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l.HAMAIIlll-HH\

r uma lincuo icnil: c Impmnivel que um povo pcfmancfn livre talando tal liogu»" |cap. XX. Raptvri dn lamuri nni gemrer*+. mrnlf). Presença a si, proximidade transparente no cara-a-cura rostos c no micilialu alcance de voz, esta determinação autenticidade social é, pois, clássica: rousscauista mas já herdeira do platonismo, cia comunica, lembremos, com o protesto anarquista c libertário contra a Lei, os Podcr:s e o Eíludo cm geral, também com o sonho dos socinlismos utópicos do século X I X , muito precisamente com o do fouricrismo. No K U laboratório, ou antes no seu gabinete de estudo, o cl nó logo dispõe, portanto, lambem deste sonho, como de uma peca ou de um instrumento enlre outros. Servindo o mesmo desejo obstinado no qual o etnólogo "põe sempre algo de si mesmo'', esta ferramenta deve compor com outros "meios a mão". Pois o etnólogo deseja-sc também freudiano, marxista (de um "marxismo", lembramo-no*, cujo trabalho critico náo eitariu nem em "oposição" nem em "contradição" com "a critica budista") c diz-se ate mesmo tentado pelo "materialismo vulgar"". A única fraqueza da bricolagem — mas, a esse titulo, não é irremediável? — í não poder justificar-se totalmente no seu próprin discurso. O já-af dos instrumentos c dos conceitos n i o pode ser desfeito ou reinventado, Neste sentido, & passagem do desejo uo discurso perde-se sempre na bricolagem, constrói seus palácios com restos ( " O pensamento mítico . . . constrói seus palácios ideológicos com os restos de um antigo discurso social". 0 pensamento selvagem, p. 43, nota 1 ) . No melhor dos casos, o discurso bricolador pode confessar-se como tal, confessai cm si mesmo o seu desejo c a sua derrota, dar a pensar a essência e a Necessidade do ]á-a(, reconhecer que o discurso mais radical, o engenheiro mais inventivo e mais sistemático são surpreendidos, cercados por uma história, por uma linguagem etc. por um mundo (pois "mundo" nada quer dizer além disso) de que devem cmpresiíit as M l peças, uinilii que Ins.se paru destruir a antiga máquina (a brkek parece ter «ido, de inicio, máquina de guerra ou de caça, construída para destruir. F quem pode acreditar na imagem do pacato orifoiorfor?). A idéia do engenheiro rompendo com toda bricolagem pertence à teologia criacionista. Apenas uma tal teologia pode dar crédito a uma diferença essencial c rigorosa entre o engenheiro e o ». I n * * , B**t>i*>v « IH». p. Wí Cf un*** U -'« " '< '•>'<

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vlolí«CIA D LBíaAI Dt UVl-alMAUlS A « U J M )7j A O SU U

hriiiijj.)!. MJí. 411c- o engenheiro wja sempre uma espécie £ brfcolador, ia» ato deve arruinai toda critica l h,i rn l ^*ni. muilo F*'*1 crnttano. Critica em guc Scnlido? Em nnmciro lugar, w » diferença entre bricolador c engenheiro É, no seu fundo, teológica, o próprio conceito da bricolagem implica um* decaída c Uma finídade acídcnluil. Ora, ( preciso abandonar esta significafãn tcCnotcolÓgrCS para pensar a «ípnúria pcrtcnccnça do de$c)o ao discurso, do discurso a história do mundo, e ià-ai da Loguagera no qual se logra o desejo. Depois, supondo-se que se conserve, por bricolagem, a idéia de bricolagem, deve-*c ainda saber que Iodas tu bricolagcns Dio se vukm. A bricolagem trilitB.se a si mesma. Enfim, o valor de "autenticidade social" i um dos doii pólos íncispcniívcis na estrutura da moialiduii em geral A ética da fala viva seria perfeitamente respeitável, por utópica e aiópieu que seja (isto é, desligada do espaçamento e da diferencia como escritura), seria respeitável como o próprio renpcito se não vivesse de um engodo ((rum) e do não-tespeito da sua própria condição de origem, se Hão sonhasse na fala a presença recusada a escritura, recusada pela escritura. A ética da fahi é o engodo da presença dominada. Como a bricole. o leurrf designa de início um estratagema de caçador. E um termo de (alconaria: "pedaço dç couro vermelho, diz Littrí. em fonnu de pássaro, que serve para renovar a chamada da ave de rapina quando nlo volta dirctainetllr) ao punho". Exemplo: "Seu mestre o chama e grita c se atormenta, apresenta-lhe o leune e o punho, mas cm vào" (La Fontainç). Reconhecer a escritura na fala, isto é, a diferencia e a "lutada de fala, 6 começar a pensar o engodo. Núo há ética *tm prcàcitca do outro ma*, (umhíin e por conseguinte, sem ausência, dissimul.ii.iio, desvio, diferencia, escritura, A atquíescritura t a origem da moralidade como da imoralidade. Abertura nao-ética da ética. Abertura violenta. Como foi feito com relação ao conceito vulgar de escritura, t sem duvida neecssirlo mspender rigorosamente a instância ética da violência p-ra repetir a gcncalojia da moral. Unido ao desprezo pela escritura, o elogio do aleance de voz é, pois, comum a Rousscau c a Lévi-Xtrauss. Contudo, Çra textos que devemos let agora, Rousscau desconfia também <a ilusão da tala plena c presente, du ilusão da presença numa „ JKf* w acredita transparente c inocente, ê para o elogio TO "lencio q uc é entio deportado o mito da pmença plena

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f.HAUM0tOOI*

arrancada à dllere»áa c * viülênciu do verbo. Sempre, de um teilíi modo, a "/orça pública" começou já a "lypnr a persuasão". Tàlvc* seja h("a dC rclfr o tstai sur forigine de* lan-

mtf

2 "Este perigoso

suplemento..."

(Jiunii- vo/ct i k v i i i t f i o comeu num' Ki«HO de louve Dl cUmoiei deita (íITIL"J « h dona uuc ji•_• i niua :iw-^iLL'.nr.i (ota òe nüi, que ivalia *emprc a picicntc poi mnii, e tuncando v n riocunu) um futuro que foge s medida que se avança, de umo transporlar-n» onde noi olo estamos, iiansoonanoi "i»l( nnu ettarcmo* jamais. Bmüi ou iie IfdaemloM Iodos oi f-iptts que eu reuniu para wprir ninha memória e me (uur n n u empreia. nauado* * outras m*o*, não mais voUarão »s minha* Coaftulom Nu» I I deitamos entender cm vária* ocasiões*: o elogio da fala viva. tal como preocupa o discurso de I-evi-Sirauss, c fiel somente a um certo motivo do pensamento de Rousseau u i c motivo compõe c st organiza com seu contrário: umii desconfiança sempre tvanimada em relação à falo dita plena Na «locução, a presençu c ao mesmo tempo prometida c recusada. A fala que Kousscau elevou acima da escritura, * a (ala lal como deveria ser, ou antes, tal como ela leria devido ser E nós deveremos estar atentos a este modo. 3 C*lc tempo que nos relaciona com a presença na colocução vivi. lie faio Rousscau experimentara a eaquivança na própria fala, na mirauem de sua imediatrr Ele a

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ÜBAMAIOLOÜIA

reconhecera c «naJí*ara com uma scuidade Incomparúvcl. Nó* tomos espropriados da presença cobiçada no gesto de linguagem pelo qual procuramos aptopríar-nos dela. A experiência dõ "assaltante assaltado", que Stainbinski descreve admiravelmcnto em Votll vlvaitl, Jean-J sequei não lomcnio --• iban<!onou no |psjo dl hwgWB Ptpwnlai qnc "captara *ru reflexo e denuncia sua prciença" (p. 1ÍX>). Ela noa eiprcita desde a primeira palavra. O desapossamento especular <|uc ao mesmo tempo me institui c me desconsiílui é também uma lei da linguagem. Ela opera como uma potência de morte no colação da fala viva: poder ainda mais temível por abrir tanto quanto amençar a possibilidade da fala. Tendo de certa forma, dizíamos, reconhecido esta potência que, inaugurando a fala, dcscoloca o sujeito que ela constrói, impx'e-o de eslar presente a seus signos, trabalha sua linguagem com toda uma escritura. Rousseau preocupa-se mais, todavia, em eonjurá-la do que em assumir sua Necessidade. Dai porque, «tendido cm direção a reconstituição da presença, ele valoriza e desqualifica ao mesmo tempo a escritura. Ao mesmo tempo: isto e. num movimento dividido mas coerente. Será preciso tentar não perder a sua cstranhi unidade. Rousscau condena a escritura corno destruição da presença e como doença da fala. Reabilita-a na medida em que ela promete a rcapropriação daquilo de que a fala se deixara expropriar. M u pelo que, ic nao desde logo por unia escritura mais velha que ela t já instalada no lugar? O primeiro movimento deste desejo se formula como uma teoria da linguagem. O outro governa a experiência do escritor. Nas Confessions no momento em que Jean-Jacques p'OCUrn explicai C f O tornou-K CKlilOd descreve a passaQD gem A rtrriturn como a rritnurnçlfai por uma certa auilncia e por um tipo de apagamento calculado, da presença decepcionada de si na fala. Escrever é, então, o único modo de preservar ou de retomai a fala pois esta se recusa ao se dar. FntSo, organiza-se uma economia dos signos. Esta 'ambém será, aliúi, decepaonuDie, Hindu mait próxima da própria essência c da Necessidade da decepção. Não se pode impe<iir-»í de querer dominar a ausência c, no entuntu, sempre nos c necessário renunciar a isso. Starobiruki descreve a lei profunda que governa o espaço no qual Rousseau deve, assim, deslocar-se: ''(-"iii mperaiii rtte mal entendido que o impMe de cxpiimíf-ts •«rindo «u verdadeiro valor* Como ncapaf aco riwin da tala impmviuili? <\ que outro modo de com uni. a. ao lemri.t' Por qu*

•xsiu riuuooao

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fim maio •* manihfUr? ItanJitxitici cKOlheu xr euitiit • n«rt»,r. P>r*doxnli«Mí. e*conder-»e-i par» melhor K moelrar c (onfi»-*t-* * '•** o*"*"' " E u »">•'«» » •oeledade como qualquer M uo »e o'"» *•"»*••« «»w u* •"•rooW*r,não nú com <le«-»nut*m. mu umWm ccimpleumcnie outro do quv MU. A detido Que tomei 4, ,M'ft> t di m* í.i.>ml(f ( preu'" mente • que n tonvlnh» tu M pnirntc nao 'r ter» Jaman sabido o qu* eu valia" tC/mf,>"<•"<> Q uitemuDlw í "Inguloi • nwKce M lubllahado: Jt»n JOLMHO. T nuripe '»•"• o* ouiro» mu paru * apicwotai • ck» na (ali emitia. Arranja'* ( Kairanmá S M frase* a vwitade. protegido pela toliU A economia, notemo-lo. ntsuiala-sc liilvez nisto; a operação que substitui a escritura à fala substitui também • presença pelo vjlor: ao eu JPM ou no eu tuou preienu assim sacrificado. !"ef'"'-^í U m " V ' ol * MlU >'" " 'f«f ' " '""to. "Eu presente, não se teria jamais sabido o que eu valia". Eu •enuncio ;i minha vida presente, a minha existência amai e concreta para m; faicr reconhecer na idealidade da verdade t do valor. Esquema hem conhecido. íí*tá aqui cm mim a Buerru, uiniVes llu quiil eu quero elevar-me acima tJc minha vida resguardando-a. pura gozar do reconhecimento, a cicrilura sendo efetivamente o fenômeno deita guerra. Tal seria, pois. a lição da escritura na existência de Jcan-Jacques. O ato de escrever seria essencialmente — c aqui de forma exemplar —. o maior sacrifício visando & maior rcapropriacao nimboltca da prctcQçX IJesic ponto de viua, Roushcuu sabia que a morte não é o simples fora du vida. A metie pela escritura também inaugura u vida. "Comecei a viver somente quando me olhei como um homem mono" tÇonfcrtimts L. Vi). Desde que seja determinado no sistema dciU economia, o sacrifício — o "suicídio literário" — nio se iria no aparímia? f. ele algo senão reiiproprlaçao simbólica? Nilo renuncia ao presente e aO próprio para melhor dominá-los cm «ti sentido, na forma ideal da verdade, da iiça do presente c d a proximidade ou da propriedade do próprio? Scr-se-ia obrigado a concluir pela astücia e pela nu. >tc se ulivcMc, com efeito, a ssics conceitos (sacrifício, dispíndlo. renúncia, símbolo, aparência, verdade etc.) que determinam o que denominamos aqui economia em teria •••Mirart d KtViWc p. IM. Mu pn<U"H) luiwtliMii*!.
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H r.liiff • f„[m uaMIhin mtaiHip" ** , n Sne>-ud|> *n»"»n. i™«tni. Dvmn*. Fm*, PWJUIIL tlia me. iwuW rj^tV-jvw", Outvr

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mos de verdade e de aparência e a partir da oposição pr*scnça/ausência.
Mas O trabalho du escritura c a economia da diferencia n l o se deixam dominar por esta concclfualldade claulcfl, por cila ontologia ou esta cpiMcmologia. t i a * lhe fornecem, ao contrario, sua» premiava! escondida*. A diferencia não relisle a apropriação, ela riflo lhe impõe um limite exterior. Começou por encetar a alienação c termina por deixar en.rlada a rcapropriaiao. A l i u morlc. A morlc e 0 movimento da diferencia enquanto ncccwiriamcnte flnlto. h l o significa que u diferencia torna possível n oposição da presença e da .«•íèneip. Sem u pmvbilldidc da diícênna. o deteio dn oiesença como tal n l o encontraria *ua respiração Isto quer dizer ao mesmo tempo oue este devk» ira* nele o destino de tua taMoMada A diferencia o-odu/ o oue proíbe, loma posvlvcl aquilo mcimo que torna Impossível. Reconhecendn-so a diferencia como a origem obliicrada da aus^oem c da piewin.ii. formai mídorcs do dcuanarr-^r c do aparecer do ente. reitoria sabor M o aer, ante» do tua determinação em ausência ou em presença, )a cila Implicado no pritumonin da difcrfisciit (•' M a diferencia como projclo de dominação dn ente deve ser compreendida a partir do •rntldn do «cr. Nfto te pode pensar o Inverso? Uma vci vue o tcniido d» ser nmi « produiiu ioniuii como hlitòría fora de sua determinação em presença, nflo icrin ele «Ido preso, desde sempre. Dj historia da metafísica, como ípnea da prrscnça? Talvez H l l IHO 'l"c quis escrever Nletmchr c o que rctisie A leitura hcidcggcriana: a diferença em seu movimento ativo — o que é compreendido, sem esgotá-lo. no c-weifl} de diferencia — é qu.' nau to precede a metafi mas também transborda o pen»amcnio dn ser, Este rtd<> d i / liada senão a mcMfisici. mesmo que a exceda e a pense tomo o que i em tua clausura.

DO CHAMENTO AO SUfLEMÊNTO 8*001 preciso, portanto, H purllr deite esquema problemático, pensai |uniiv, a esperlíncia e a leorlo rousieu. tia escritura, o acordo e o desacordo que, sob o titulo da . •ura, relacionam Jcan-Jacquc* a Roíuscau, unindo c dividindo seu nome próprio. Do lado da eYperíència, um recurso à ii teratum como reapropriaç&o da presença, isto é, nós o veremos, da natureza; do lado da teoria, um requiiltArío contra

••K»II rvitiooto « i n . M . x u .

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dcaaiividadc Ja letra, na qual é preciw ler a dcgenerctccncia da cultura e a disrupçao da comunidade. Sc se quer cercá-la de Ioda a constelação de conceito iHM CO"» ela fa/em Wstcma, 1 palavra luplemenio pnme 1 aqui abranger * estranha unidade destes doi* gestos Nos d'»* casos, coni efeito. Kousaeau. considera a escritura como um meio perigoso, um socorro amençador, a resposta críiica a uma situação de miséria. Quando a naturcia, como proximidade n si, vem a ser proiWdi ou Interrompida, quando a 'ala fracassa cm proteger n picsenca. a escritura torna-se necessária. Deve com urgência, acrexeniars* ao Yíitio, Havíamos j i . por antecipação, reconhecido uma ou» formai desta 'tflfQo. a laia. *cndo natural nu ao menos a e*prcss*o natural do pensamento, a tnrm n de instituição ou i't i.wivcnçao mai» natural parn significar o pensamento, a I 1 , mm 11 ela se acreicenta. a ela se junta como uma Imagam ou uma representação. Neste sentido, cia nflo í natural Pai derivar na representacío e na Imaginação uma presença imediata do pcmnmcnlo a fala. Pstc iccurso nflo c vaquhllo", ele é perlfoao. f a adição de uma técnica, í uma espécie d» ardil artificial c artificio*) pnra tornar a fala presente quando cia cstii. na verdade, ausente, f uma neta feita â dcitinaçao nutural da língua: "Ai nniu» *tMi MU» pari -ciem '«Uda., „ èHhlHI MIV4 »0nHata it* •iipl<minio à tala. A fila rtpitwnu o p*<itam««o pi" •ianut cnromcionali, t a «.«'«••'• laiwaaiu. ili mcania foims. 1 iapw IA Ãtairá. .. »»» da aaenvtr nlo 4 a»« q.M uma i«pra«Miii«Ao aa»dlata Ou pen'""!"»»* A escritura è perigosa desde que 1 representação quer •Mia ie dar pela presença c o signo pela própria coisa. E. h*. umn necessidade fatal, inscrita no p n W i n funcionamento do signo; em que n substituto faça esquecer sua função de vlcailíncla c se faça panar pela plenitude de uma fala cuia carência c enfermidade ele, no entanto, i ó luz luptl'. Pois, o conceito de suplemento - que utpii determina o de ima| N D representativo — abriga nele duas significações cuja coabllaçlo é t i o estranha quantn necessária O suplemento acresetnia-ic, é um tacCHQ, uou plenitude enriquecendo uma plenitude, a cufotiriapJo da presença. Ele cumula e acumula a presença. £ assim qD3 a arte, a trkhiit. a imagem.
a

representação, a cx>nvcncâo ele, vem como suplemento da

naturc/a c são ricas de toda esto função de culminação. Esta •apteãe da suptcmcntaricdadc determina, de uma certa

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«iDKM>l(IIIHllA

ncira. Ioda* as oposiçõM conceituai* na* quait Rouw.ni i i » . crevc a noçfio de natureza na medida em que deveria bastar-ta a oi mcima. Mu* o suplemento supre. Hlo nao K acrctccnta senão |i.itit substituir. Inlcrvòm ou H iniilnua rmli-garde. te ele colma, é como te cuniulu um vario. Sc elo rcprcwnia c (az Imagem, 6 pela falta anterior de uma preveniu. Suplente e vicárío, o luplcmento ( um adjunto, uma mslanuti subalterna que tuhuttluL Enquanto substituto, nAo K ucrcKcnta slmplctimenic a PoWHvIdadc de uma presença, nao produz nenhum televo, M U lugar t assinalado na ctliulura pela nimcu de um vazto. Em ulguin.i parle, alguma cotia nao pouc-K preencher de U mtim/i. nao pode efetlvar-M a nlo wr deliando-ae colmar por ligno c procuração. O signo é lemprc o suplenii n i " da própria colea, Este Kgundii significação do *uplemeiUo nao M d e i » desviar da primeira. Toda» duiu agem no* texto* de RousMeu, leremos conilanicmente de vctilká-lo. M u a inflexão varia de um momento a outro. Ceda uma dai dum significações apaga-se por iuu ver mi cifurnaça-tc discretamente diante da outra. Mu* ma funçAo timium reconhece-te em que; acrcMcnUndo-ae ou subsIltuindo-M. o implemento 6 eilertor, fora da positividade a qual w ajunta. estranho eo que, para ter por ele tuhKlluldo, deve ter dlttinto dele. Diferenteiii, III.- do complemtnio. afirmam oa dicionário*, o suplemento e uma "adição ixttrtor" (Robtrt). Ora. a negatividade do mui sempre lera, Mgunda RousDeliu, e forme da tuplcmentaríednde. O mal í exierlor a uma nalitrr/n, ao quo é por nanircn inocente e bom. l'lr •obrevém A natureza. Ma* ele o fax «mpre tob a espécie da luplènda do que deveria nAo subiralr-M, cm cato algum. a il. Deitu forma, a pmença, que í sempro natural, Itto 4, em Routteau mall que em qualquer nutro, matcrnal. divirta baitar-M a ti metma. Sua estintía. outro nomo da presença, dá-H t ler «travei da grade dcilc condicional. Como e de natureza, "a tolicitudc matcrnal nHo M tupre jamais" diz o EmlU1. Ela nao te tupre jamais, o uur quer dizer que ela tem de Mr tuprida: cia baila e te batia; mea itln quer dizer também que ela è insubstituível: o que nela te quereria 1. EJíI™ G u w D. II. Sn—MI niiitaau ut w—ma» *• <>•">••• CmpUiii (EADou dr i. Pif.iiif i nn m PB BH e t*iw m*r sido MlleuM • n • • iloi irli imiim <fm tfwftinam iM hòis. Ai IHIIIU i+ri. min <i|aau n- i p i.-í--r li.." }•.. | ,,,.., ,(,. tawiifi •» — -,L rata • raitk Kln ü l l ' | milln»—a11. MT I f i l l i l L l i . «• nAwin ik .apIuM,

-mil' raaiuoao w r v M ( » " i o

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irniituit o u o a Iplnlaria, "So * n n niíi" que um mcdíocte nxuito. I*l<> quer direi, por fim. que a natureza nao r *upre |am»i»; H u «uplcmcnto na» r>rooedc dela me«na, I O O »o lhe í inferior como lambem outro. B Oo entanto, toda u educação, poç* mcttra do peniaiMflto t\»ut*e"uí«la, «era dcKillu ou preteriu como um t l i inna de tuptèncle detllnado i rccimiiiiuir o mau naturalmente p»>«lvcl o edifício da natuicM. O primeiro capitulo ,n. gmllt anuncia n funçlo deita pcdagogl*. Apcmr dn io|lcliudc rmiicrnnl nune» *unttr-*a. "vale maU a criança tugur o kilr de uni» lima mudível que de uma mHe etlragada, te tem algum novo nwl n lemer do meamo unguc de que 6 formada" f/fWJeMii. f a CnltUtl OUC iicvç luprlr uma natureza dcli<-cntc, de uni.i deficiência que ao pode «cr. por definição, um acidente e u m afaitamcnto d a iutuie>a. A cultura, aqui, t f denomina hANtu: ela e necettàriu e Intufklwitc detdc que • tubutiiuIçAn d n m i e i n l o mal) *e|u encarada "tomente pêlo lado ffceo": "Oulint n>ulh*<«( metmo «HtnáiWK. podtvlo dar-lht 0 lei'» qu« •U Iht K-IMII: i wtllcliud» matanul nlo ta aupr* lamala Aquela que iwiut • n Lauta Je "mu oulra «m lutar da •»» * uma rrtla mt: como tari «l» hu* nuirl' 1 1'i-lni (ornara*, m u Itntamanl*. >«rk pi.i«> uu* o habito mud« t iitiiifiin • " {IbtJtm)Aqui. Oi proMcmo» do direito natural, da» relaçõe» entre a nalure/ii c a lociodade, oa conctltot de iillcniiçao. de ajlciWade e do alteração, adaptam-w baiUnte Mponnneamentc o pmhlemii pedagógico da lubuliuiçho dai m h t e da* criança»: " D « U metma vanlaatm raaulüt um iiwonvMifnw qua. por ti •0. deveria ürar <1« q-atquer mulher WAtfVil a w l i t t m Ofl U ' * ' nutrir . U ( criança por uma ouln, o <k dividir o Ulielto da m l * ou •"'*• d* alknl In; *W v i ma criança amar • ouir» mulher tanio «" m.l. ,,,„ a l k v •• ,in,/r„, Se, premediiando o tema da eteritura, no» Ootnoçamot r ° r ffiliir da luMlilui^Sa da* mact, i porque, como Rouueau metmo o d l f : " b t o IÍoa-*o a rflhii c o l u t do que »c peftu": "(Juanl» iu ir|ii>int4 nriie wnlu, K ' u m meaoa daaoncoralador "ptHr «m vio BMumoa úieli' IKU tlaa-** a raaiv COMM do que " nema QueriU faur com qua cada um « t M a « t u pr>me»o> díve ! ! * -«ntcai p«lat m"«a; Mpantar.vo<-«U com at mudançia que ™tllieia. Tudo darnice Miccuivamemc d««» piintrlra depravaVão ioda * ordem rrK"al « Hllet»; o natural *C «alinfUE ÍUl loduf « W r K & a a . .» , - | | )

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GUAMATOUMlA

A infância 6 a primeira manifestação da deficiência que. na natureza chama a supldiiua. A pedagogia esclarece, talvez mais cruamente, os paradoxm d o Miplcmcnto. Como t possível uma fraqueza natural? Cimio j«>«li íI natureza solicilar forçai que nao fornece? Como 6 possível u n u criança, cm geral? 'Longe ile lerem forçai nipérfhias, i> ciiancu nem meimo •> liai suficiente* paia ludo • que Ide» lolfcila a natureza; é prédio, pois. deitar lhe* o u*o de todas as que ela lhes da e de que não whniam abusar. Primeira mMimi t. preclao n|u<1A da." r suprir o qu: lhes fali*. >eja aro inteligência, aeja ei» forca, em ludo que é nr,r»lilmlc flMiD Vfii'»U míiMin." ip Mi Toda a organização e todo o tempo da educação s e r i o regido* por este mal necessário: "suprir o que falia" c substituir a natureza. O que é preciso fazer o menos possível c o mais tarde possível. " U m dos melhores preceitos da boa cultura é ludo retardar lanio quanto powlvel" ( p . 2 7 4 ) . "Deixai a natureza agir por muito tempo antes de vos intrometerdes agindo em sen lugar" ( p . 102. O grifo é nosso). Sem a infância nenhum suplemento jamais apareceria na natureza. Ora. o suplemento, aqui, é ao mesmo tempo a oportunidade da humanidade e a origem de sua perversão. A salvação da taça humana: "Esculpem se ai plantai pela cultura, e o* homens peU CJMCHçio. S* O homem nascesse grande e forte, seu tamanho « suas lonas lhe seriam inúteis até que ele aprendesse a delas se semi; m-lhe-iam prcjuJKiai». impedindo oi outros de pensar em BUIüUMO: e. abandonado • li narsimi. mwtfin ilr miséria anici tk ler conhecido suas neceuidades 1 nmenimc n ritadO de infância; nlo te vt que a raça humana teria perecido t o homem nlo começasse por K I criança" (P- « > . A ameaça de perversão: "Ao mesmo tempo que o Autor da natureza da As criança* 6 finclmo ativo, loma cuidado para que ela seja pouvo noclso. ao iVrtiar.lhn pouca fotta para te darem a ele Ma>, awlm que podem considerar ai pessoas que ai cercam como Imtrumenivv que dela» depende taxei agi/, utiliãam-ftai para aciuilccn sua inclinação e rawl•tm sua própria fraqueza. Eis como v tomam incónxxtoi. tirano*, imperiosos, malvado*, indomas-eís; progresso que nlo tem de um tipitiiu natural de 4c*tnm*ç*o, m»i que o da a ei»'; potíi o»o í preciso uma lona» experiência paru sentir quanto * agradável agir pe»as mlU» dr oulrem e precisar arcnai maxtr a Itngua para fazer mover-M o universo" <p *•> O grifo é nouo).

• « • t i Malivmo XurlíMlKlti

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O Hiplcmenio, wniprp M'à meAcr I língua ou agir pelas • <k outrem. Tudo aqui É reunido: o progresso conw. áhilidade de perversão, a regressão em direção B um mal nlo c natural c l u c se prende no poder de suplêflcía quç «i imite ausenta rmo-nos e agirmos por procuração, por MUCJO, p:la» mfto» de Outrem. Por escrito Eata iunUncia sempre Icni o forma d*>* dignos. Que o signo, a. imagem ou o representante tornem-se torças c façam "movír-Je o universo'*, este è o csc4ndalo. Kslc escândalo é tal. e o* seus malefícios sao por VCíQJ Ifo Irreparáveis, que o mundo parece (tirar ao contrário (e Veremos niais adiante o que pode significar para Rousseju uma tal catásirofi)'. entín. • MluTcza totna-se o suplemenio da aiic e da sociedade, <•. o momento c m que o mal parece incurável: "São sabendo-se curar, a criança sabe ser doente: esta arte supre outra e freqüentemente se sai muito melhor; i a ane da nalurera*' (o. 31). E também o momento t m que • naturcia materna), deitando de ser amada, como deveria. por ela melma r numa piontniidadc imediata I"Ô naturc/a! ó minha mlc! cis-tnc aqui sob tua única proteção; nSo ha nenhum homem astuto ç velhaco que se interponha entre n e mim!" Contessions, L. X l l > toma-sc o substituto de Um outro amor c de uma iffltta ligação: "A (QDUQIpliçlO d l ""liiríu urnpii muilo atram «eu cotação cie <rKocruo iicU um «ir>lc<neiiU> para as lljaçiV» d< i\<it |<«i'ti v a: 01*1 «tia jrivWo o iupt*"'tf nw pela tona, *ç ii>*"i podido «colhei. e ele. sfXTij, w liiiiiujj a OjnveiUI com •> plan'** »pà\ vüo» eiforços para eonveriar com o* humano*- (Diálofoi. p. 7M). Que a botânica M torne o suplemento da sociedade> eis • i mais do U I K uma cfiiusuofc. T. a catástrofe da catástrofe, na natureza, u planta t o que há de mais na furai1. £ > *ida natural, o mineral distingue-* do vegetal por sei natureza morta e útil, scrvil a indú«iria do homem. Tendo caie perdido o sentido e o gosto das verdadeiras nqueias naturais — os vegetais —. escava as entranha* de Mia màe e nela aniiça a saúde: "U nlrto mmcial nan um em ti nudn de nmá»*l • *l'aenl«, «ia» •ittuclai enkciitdai no S M U teiitt paítccm ler WJo .Uilnda» do* e> Ojjaun do hument paia nan uniai uia «vide* Etfío II como que « ictci,. „,,„ urT) d i j B f v j f j . „ í r / l . ( ^.„ m a t verdadeira» naueu* w e«6o maU a ieu okínce « ot que ele rerde o tono à medida qoe P corrtimrif Fntiu. i preciso que çl« tname • í M ó U I U . a wna e - iiabtlho CI>I hviMio d-[ n i » " " « H K S «nava n< etiiranhia da tfnn. >>u*iar trn V u eatfta, eom r>*c« « «ia vjdi - a euun õ> si"

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UPAMA10LOGIA

laúde. hera imjiinírioi em lugar dai beni reaii que ela Ibr oftrrcía ile «1 w i m i quando ele Mbii deln (omr. EU foi< 4o inJ i do dia qut l i o « foll dig<w di yr"'. * O homem aiuim «c perfurou o* olho*, ccgau-*e poi desejo de escavar *uas entranha*. E ei* o horrível espetáculo do caitigo que wgue a folln, iilo é, em «uma, uma limplcs wbHituiçao-. -rr»M»r«.i« vivo • faz bem. nlo mal. metendo viver * lui do di. IA. nulieirn» ittt'm>«. fofju. loenoi. um apiralo d* Nfornu, martelo», fumaça e fofo. «medem ai docei Imoicni doi trahnihni campMtrw. Oi ro»im tfnf iRuradtH de inírliwt qut definham no* infeçloa •apoiei dal mi nu, d* nrimi InrilliM da hoirtntln" cklopii iftü 0 *-pt<*cuk> que o aparato dai minai lubatnoi. no itio da t«rra, o do vttdor > dia More», do céu a'«lado. doi naUorti amoroaua t do* la>iai->rt< rtrbualut «obro lua luperlldt'* Tal * o ctcândalo, (ai a caláatrofc. O auplcmento i o que nem a natureza nem a razão podem tolcrur. Nem a nalurcia no*** " m i e oamuiti" {Rtwlt.i. p. 1 0 6 6 ) , nem a tazlo razoável guando nfcu racloclnadora (Dt tèiai de (a nantrt, p. 4 7 8 ) E nfto tinham elat tudo feito para evitar e*(a cata*trofe, para proteger-*e dc»t* violência e guardar-noi dcttn fulla fatal? "de IOTIC que", d l l o tegundo DÚCtnO precliiamcntc dai mina», "dlr-w-la que a natureza tomara precauções para noi lublralr eite Kgredo falai" (p. 172). E n l o e*quicamo» que a violência que noa l e v i r m direção ai enlranha* da terra, o momento do cegunento mineiro, iito í. da metalurgia, é i origem da tociodade. PoU, «egundo Kounrau, noa o verificaremos variai v e z » , a agricultura, que miicn a organização da locledade civil, tupõe um começo de metalurgia. O ccfantcnto produz portanto aquilo que muce ao me*mo tempo que a •ocledade: ai língua», u «ubuituiçao regrada dai coisa* peloa •ignoa, a ordem do suplemento. Val-ae do etifamenM ao supltmento. M a * o cego n i o pode ver. em tua origem, aquilo metano que produz pura uipnr ma vista. O etgamemo ao *upttm*nto i a lei. E, antes de ma» nada, a cegueira • K U

1. niifMi feitiitnit fvamtéÊ! (Plauda. i I. MI, |04»IC*> O BW •) f » M M ) . Fodtrn-* Otõllar «ut o M I M I Hpitania H I I «tJi laiuiai BIKM mal* •(»• «w* * tlaan. «ai i6 • oedt uail-la •ano. "O tinido dt» intmai nla i aoda -nt a anawmla- (a IDM> 4 ' * * * « H— atui mh Ma>«r un> ftla«|p|a 4* laoan. naMHm>« o ' ..loaMaaa • uxii laoloi o*U*a I—«fll. kMltiU ao qta dl* K..I A1..I4.11. ío clUeft. do mído dt m ctfo, éa dRo, do tol, da auxuibacto Mc., In i"" 1 »! (U—ííím. «rad. Iln Bunda. 1 II. |« I I * a Lenuutmsa qut numa
. . • L ! I i i . n . i l . , i h i ( l 1 i . V - I I . • . l . i . * n < ' ' • 1 ' t " " ' ! " i ' " • " » • " '

-niiidtiado tomo a» timl» ót OUni> aM*t*« Oibia r. (aclsaamnii («fVaudltr. »r 1* . p * • ) . A aaoHuta, auailar • •upUn>i. « • mau •» um dnKn • mtimn atuo o pai • a lu» iil >•*'*, t !•!).

fonctíl" Alédl do ntài. nao í Nuííçientc ncl« referenciar o funcionamento paia W o teu ««'iiio. O nipkincnlu não Um ««ilido e nau *e da < nenhuma intuição. N ó * não o fn/cmm. > p,H«. oipii uiii de »uu estranha penumbra. N í « afirmamos , •u.» icwrva. A r u ã o £ incapuz de pensar esta dupla infração u na(UIL*/J: que haja carfnriú nu naiura.it c que p-»r ffãp rawwi que algo arrítrem*-** a ela. M i . - , não le deve dizer que • raiü" c tonpottnir para /wmw í.«o; Ha 6 constituída por cmi uiipolíncl*. Ela i o princípio de Identidade. E U 4 u ptnsumtnto du identidade a ti do aer natural E l i nao pude ttquei «Icie mimar o suplemento Gomo v u oulto, conto o muclonnl e o nHhnnlUHl. pin* o 'uplínicnto vem naiuralmrnie Colocar-se no lugar do natureza O «uplcmento c a imagem « „ rcpirteniaçao da MtUMH ( i n , • imagem nau está nem (Jriitio nem for» da naiutua. Portanto, o suplemento iamhém t perigoso pata a ruxào, pata » "alide natural da r»*Io. Suplemento perigoso. Esta* «Io palavra* de que te serva o tropno Kf u w ; i u tiui ('<«tfrivi'»i. hlc o luz num conk i t o que to 6 diferente cm apuicnua, c purn explicar, procilamenlc, "um citado quave que incoiicchlvcl para • raz&o": I ni uma palavra, do mim ao amante mais apaixonado, nao havia «enuo uma dtfctença única, mm cstenclnl, e que torna tncu e*t«iio quase que Inconcebível pata a laxáo" (Rlélade, I.

t> 108).
Se atribuímos no texto que vul »çguir-w um valor paru• no, é a titulo provisório e sem pré-julgar u que u n i Iplina de leitura a natcer nele poderá doicimlnar rlgoroHBeBlc N.nhunt modelo de leitura parrxe-noa niualmentc pronto • medir-sc neste texto — que qucieiUnn» Itr conto um : nlo como um documento. Queremos dizer, nele mcplcna c rigorosamente, para além do que tonta este texto já muito legível, e mui* legível do que. tem dúvida, ac " u a l i aqui. Nossa única ambição será dele libertar uma • W c a ç l o cuja economia, em todo caso U leitura que chamaiw» nao poderá fazer economia de um texto escrito, circulando lltriivéi do oulrut ICMo*, e remetendo a eles incestantcmrntc. totifiimantki.se ao elemento de uma língua o a •eu funciontinirntn regrado. Por exemplo, o que une u palavra "suplrmenttt" a teu conceito nau foi inventado por Rouksctlu e a originalidade de seu funcionamento nem é plenamente dominada por Roustcau nr>m simplesmente imposta pela hUtorii» e pela língua, pela h i í i ó m da língua. Falar da eteritura de Rousscau, é tentar reconhecer o que escapa «*

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ORAMAIOLOOIA

categorias de passividade e de atividade, de cef-amento e de responsabilidade. E menos ainda se pode fazer abstração do texto escrito para precipitar-se em direção ao significado que ele quereria dizer, por que o significado t aqui a própria escritura. Tampouco se deve buscar uma verdade íiftiUvada por e*tes escritos (verdade metufuica ou verdndc psicológica:

íI vida de Icüti-Iacqucí atrai de ma obrai pois, se os texto*
por que vnmos interestar-nos querem dizer alguma coisa. í o engajamento c a pcrtcnccnça que encerram no mesmo lei ido, no mesmo uxlo, a existência e u escritura. O mesmn uqui K denomina suplemento, oulro nome da diferencia. Eis aqui a irrupção do perigoso suplcmcnlo na natureza, crilrc a natureza e a natureza, entre n iikKêncin natural coltlA virgindade c a inocência nnlural como dtmzeUct: " E m uma palavra, de mim ao amante mais apaixonado não havia senflo uma dilcrcnçn única, mas essencial, t que (orna meu estado quase que inconcebível para o razão". Aqui, u atlnca nAo deve dÍMÍmul<iMtos que o parágrafo que se segue está destinado fl cüpltcaf a "diferença únicu'" a o "cslido quase que Inconcebível para a ra/fln". Rousacau coticntcna; "Cn vohara <!• lUh-, ato «nnptMannia wtao ilaaa l>K>. M M , no u l » / iiinmtm mi minha I-IJ.Ií tt* lá vultou Hu U nu u m <Ji voIU na» minha > iigliuladr mm minha domHea, Sentiia « pioIiiHo di» anu< mt» tamptramaMn Inquieto dai Ia tara M tntlm. • <ua primeira erupeun. haManlv involuntária, haviam* (iit*»ln alar* m i «ihr* minha wdde, que pintam melhor que qualquer otiln colea a Inoetntii em q<ie 'Ivan nlí enlau. I-Ogu itanqUilUaiJi), apundl aila aatllDM .upUmenlo que cn.an. a nitunia • poupa, adi («vali» iie humor como o min, miiilai <l«a»rdann, com pttfulw dt iua uUJe, ilc K<I VIBIU, o St veio. de <ua vida" (Metade, I, pp. HW-IIN). |_| ar em F.mile (!., T V ) : "Se chega a conhecer este i n», mi (tini •Tn,ir,\ .-••'.i ].i-f LII.I. I' fJo B W M M livro t f t t i • lambem de suprir ganhando em rapidez sobre a experiência'' (p. 437) «7 do "espírito" que "supre" ai "forcai Hsicai" ( p .

m).
A experiência do auto-erotismo é vivido na angústia. A masturbação nao tranqüiliza ("logo tranqüilizado") a não ser através desta culpabilidade que a tradição liga a esta pratica, obrigando as crianças :t tiuuntir a culpa c a interiorizar a a maça de castração que a acompanha sempre. O gozo c então vivido como perda irremediável de substância vital, como exposiç:»! ii loucuni e íi morte. Fie w produz "com o prejuízo de sua saúde, de seu vigor, e às vezes, de sua vida". Du mesma forma, afirmarão as Ríveries, o homem que "csea-

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«aiooso wnM*m*n..."

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cniranhíf da t e m . . . VBí buscar cm wu centro, cwn rfcco de sua v i d a c à cu * la d c iUiI M Ú * ' ben * i m a S m á r 'os I |Ugiir dos bem reais que cia lhe oferecia de si mesma quando ele sabia dekt gozar". E é exatamente do imaginário que w trata. O suplcm-nrp que "engana a natureza." material opera como a c«ri• ( como ela. 6 perigoso pata a vida. Ora, este perigo i o \u imagem. Auim como a eacrituni abre • crise da talu vivi a partir de sua "imagem", de sua pintura nu de tua «prescnlaçao. assim iwmMm o onankmo anuncia • mina iln jjdc u parllr da sedução imaginativa:
" H a vtck» H"* • ^rionha * * timidir acham lio cômodo tem. •Krn .Io »»*». •"" •'•°d« >u>l>vo po>» » ImaglnacAe* vivai; a de dbnor i tua vontade, por »"im J»«r, dr iog„ o MIO, * f i m tervli • •.!•• pr»í*m » M M * «"* o» l«n'« *•"> m n«euirlo obWf m>

O perigou luplemcnto que Rousteau lumbím denominu fnjmH vantagem", í propriamente wúutot conduz 0 defcju B n do t"m caminho, o Ia» enur longe d u via« natural», o cotulur cm direção 4 lua pcida ou lUn queda c * por isso que ele c uma cipecw de lapso ou do escândalo UKavto^ij). Astim IN cJeitroi ,i nniurcu M« o eacinda» da i.i'.i.> o ,|inQiHla parece mai> nulmal que cita destruição da natureza. Sou eu me*mo que me dedico a nic desviar da força que I llalurc>* me confiou: "Seduzido por cita funesta vantagem, eu trabalhava para destruir a boa constituição que rwiahelcceni em num a natureza o u que eu dera tempo de bem se formar". Sabe-ie quanta impoiiincia o Emitt dá ao tampo, a •natu ração lenta dai forçai naturais. Toda a arte da pedagogia é um cálculo iln paciência. deixando ii Ooftl da nalu•ea o tempo de se efetivar, respeitando vcu ritmo e a ordem de Mal etapa* Ora, o perigo*" suplemento destroi com Ioda rapidez ai foiçai que a naiurc/a lentamente constituiu c "aanulou. 'Ganhando em rapidez" sobie a experiência natural ele queima ai etapas e consome a energia paia sempre. t-**>mo o signo, nó* verificarem"*, ele faz a economia da preMoça da corta e da duração do ter. O perigou) suplemento rompe com a natureza. Toda a discrição dcsie distimelamento da natureza tem um teatro. A* ( onftttioiu colocam cm cena a evocação do perigoso sunio nn momento em que ie trota de tomar visível um distanciamento que não t nem o mesmo nem um outro: a "ítuic/a distancia-se ao mesmo tempo que a mie, ou melhor

186

OBAMAIOLOOlA

que "MamUc" t^uc já ügoiCicava a doapançâo da verdadeira mie e a cia se substituía da maneira ambígua que se ube. Portanto, traiu-te aqui da distância entre Mamãe e aquele que elu chamava "pequeno"1. Conforme firma o Emile, todo o mal vem de que " A l mulhcrci deixaram de ser mies. ela» nin o terão mais; n l o querem mais si-Io" (p. 18). Ume certa ausência, portanto, de uma cena espécie de mie. B a experiência de que falamos é feila para reduzir esta ausdncia tanto quanio para mantê-la. Experiência furtiva, experiência de um ladrão que (cm necessidade de inviabilidade: que a mie, ao mesmo tempo, seja invisível c que nflo veja. Tem-se ftcqUentcmenle citado estas linhas:
" r u n ã j terminaria ae cnlrauc na detalhe de iodai » !ou:ura» que a lembrança deita querida M a mie me f a l i " farer. quando n l o estava mais *o*> **»« olho". Qtisntss vezes beijei meu leito fonhitDdo qu« ela af w deitara, minhas cortina*, lodoi os moveis de meu quarto (oonando <PH íoueiu dela, que aua bela m i o o i t i » t T locado, m e l mci o aaaontho «ohre o qrinl me proitr-mava uinhando qiií ela mi-pn» nele «ndado Alaiima» seu* m n n u em um preaenca. exarava-me e i u a v a c i n c t i i que t 6 O mal* violento amor paiecia poder inucirar. U m d i a a I W M . no momento cm que ela colocar, um bocado em >iu boca. ««clamei que aí via u m cabelo: ela rcieita o bocado «obre •eu prato, eu dele me apodera avidamente e o engulo* E m uma palavra, de mim ao amante m a ã apaixonado não b a v a itnao uma diferença única, m a i rwcncial e que torna meu r u a d o quase qut iiKontfhiiel (tina s rtrüo" e t c . . . . U m pouco maii acima podia*»* I ler: " t u só sentia toda a (orca de minha lifacio a ela quando nao a via" (p. 1 0 7 ) . 1. "Ftqwmo ) « n nona. Atamdr fui o m . * xmpx n i m i n « - m « ^ 4 4 # w e M o i l r , a a e a qnandi» n ISúIMIU dm aooi QLUK apjfttj a diit" rança *—r* no*. Pfliv qut aiia* dnii u n t i rr*»tram muito l*m a MWa da
m u n i tom. • ilrnplicldaét da nraia* m i m I a i e I W B í í O a rrlttSo d« n ~ a m ttlHtm. Ela foi p a i m m • maii M i m dai f a 4 » v i u l a g c i buacoa m i p r a » -

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.. : i.J,.. <MK> i ' . u ' . :>ir-^-n I|íC. cnlrclanlu. litam» au llm reUtdtl da _ ~ uuua aatacti. a-a» >»ac»idO. ami « nitiau nptraa. •>!•> eoau dlui luév -d m e — raga" tp. W * ) . Aoui. uma tcSate" * " " ' " • € dr t i . Bam(*.
"Sou H Mraau 0 'pcquaon'. nlu U D I B lutu a aSu r i «íUCIOIOI" <L> | t i » ,

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lata Dtrhs ( f«auanUi-*Mi (ilaeo mal. ilaasa rn (M araHiade f « T CM edHom dai r n W o H i na CIMaet. » . CiaanWn • M aa.mort. M «vida, r u t 9 ao émopOliiai. esmo f m n n ' * ' • • mili>' iliaaaa*- —a a M danaiMaam a atlqulatiu 'seu r I ' " I m» w — a
•Mania bMtnunU índia m 1ail.il irn IIIM aiii^Mau iemufi

"liii^tf AI" ITU ^'aitiavaaannah*11. Mal m a manakLt in í ha' IIFTII ptfr ine-Kt, na medida em oui ( nlaUva •> afium •— um u í aflul, alt> U AivIOa, | lOnfUndiu•» tom o mu — «a amin aaicaiuftii*. c acn U M ala nlu i"<i.iava a ittMpixiiao do (oiHi.ilrLO habiiual ou< lomoi t>« Ucu de teu» na mata) pana daa " i a i iMflrtl Caaaffi aqui dntlniuU aaut ai a i I I I m maOtnMmemi rumiriat c ttiwuMnutt m t i P H <EAH I I B I H B I ndamniDiit. de " i . •Moê lafmiut IF.IHM t w >..(. > O I I M « I I In ' n u » « * • . < • *r r " " " " » ' ' » . T ). m i » . iin a >• a rinnii|iai^iii|ii rf* r/i*«i- nr tia • •>., laaai •••• aiiaa *tn 41 ntnhui" luar att a t u n out • Maiiim ut atar. a uma r<«fpttlaca* I
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187

SUPLEMENTO* »

descoberta d o p e r i g o s o s u p l e m e n t o será c i t a d a a

. * „ . esta* "loucuras" ma* nâo deixa de conter um pn• J . B m i t t C - u o e v o c a após o» outros c c o m o u m a « p é do « l a d o ,-concebivel p « « • ^"var o gozo t o * mio. Pok, S F i e m dlreçlo u m suba^ « S k í l l o í

E i X r í í - M-htate. Nlo « « * . m « de beijar o S B O assoalho, as cortino*, os moveu etc. nem mesmo de * n«Kr" o "pedaço que ela colocara em sua toca , ma» de «Jlspor. a sua vontade, de todo o m o " . Dizíamos O C 8 cena deste teatro nlo era somente um U «oário no sentido em que 6 entendido multo freqüentemente: um conjunto de acessórios. A disposição topográfica da experiência não d iadiferente. Jcwi-Jacquc* está na casa de Mmc de Waiens: bastante perto de Mamãe para vê-la o dela nutrir sua imaginação mas com a possibilidade do uitenaro. Ê no momento em qu? a mfc desaparece que a suplíncui torna-se possível e necessária. O jogo da presença ou da ausência materaal. esta alternância da percepção c da imaginação

BTSÍrSS « K S S « ^ g
*m«if, m . ..„., «*. - s - um* m. p« • * " ' tSZTtX Z£?iJZ& ". E T - * - « - — « « » - « • P . ",-> ,-•'•• . - . - •« ' » • '•"• ' • - " ' , '.,•,;',. •I-M M A M rtr>«««i..mi™ «» ™ e« O"*'»1 .ÇSÍLJVt™?! ' to! lmt (Miio, . C «p«Smfo * «M«»l O !««••> « * • ,,£7Í?. A ÜMiiUhi... L*n*>«fH <(.IHI««, •<• •« *«w mfl. ••»* 'PP I B , m '
H M i lUwiUrMtk « m i UNIIIBBOH • • f<uiirfo t t w t • » » * * • ! " • ; r r u f c n « u i ' < ™ * • ! • - < • " <*> i » w p i m » » * « ' i M n t — w « i * L f " " J ' " " " •OI » . n « m u i m i p - m n í l t - • • J U L I X A I I U . . •«••!-«*. « » « » « » • . * - o » i n " > « f e a i ..« p t i i . ) > D M « t » » U u • umt i - t . - i . i u . M U M í I M * • • • • ' • ' <<"• •PMnlMMa ou • B H K I I J E.m M I I O I - U I * m « - •co>iUdtd> • • 1 ' i i i i w u d> i w i u a w n r k i i c I I D U • <UuDU' • - ( l w i « m * > d H i n i K V . a t J n l « > a W O t . n f u - f c i dr to<li t « M > * w m - n i m i m »»« B n O d i d i . Nfc» « A K í i m o U f i i a i o t tafUW « • * - t U d M í « • w l U w * - ™ " " ' rncliBuilo i w - n l . ( U < O I N • M * « n t n a i i S u r a N n i k i ' " O ^ • r r l l r l » ' r l i » • ' " lkf> n l a I u m ã*fb frtBBmMklo * • • " • * • « » • ( » » «« • * » " • " " ™ * * * « • • » U l qiK * ' i ••- nt-.-i.iiíU l W l M l l l w w t i l l t cu U « l 011' i » • « • O 4. « « . |-..i||«t»*n » ! . . . , i « l . - i l - i c — t««o 1 " « • PI... , . „ „ „ , f«i>«*"títtfWiir A , ( d « « i n ^ . n Jf M i • • ' F o o l T l . r„ nlt» •» w i i i i I H í I I I >iriKindD « t H i m i n i i a H I B U M U M d i ™ i " i»™» c i i u i » . M M - U M U C - i r i m d i . < B ( « . « l i » •'•.BMnct»W: MN> pcnpNiivi dt « • • • * " • BUbd. « 1 o l i k n c i i d . . «m ^ « - J - í « p l m . 1 . » « • « e M « M l * t o n » " • • t a O u » i t a p u • r-xia do R O O I M U I t ^ i c - t a ü » * • a u u t i M u . » • " • • " • " U « w u r k M u M U UiilotteolC P»o * • " " p n * * " i m • I I - . I T . . E in<l:tinmt F p . u „ . , 1 - - , . . - . . ,,. , . , . . 1 , , - K * * I N | M I • • • j • a ™ " * w a t t n - n h t . . O 4 » r m » > M | M ni1l>Lfc «rfotat* « " l » * ™ 1 1 * * • ' < * " " ' « " " • i | « . i t . - ..»-,(,111,1 ü i m i n u n n l a w • ( M - e r t n M MVi h » « P «

nlOLU*>M

deve corretpondtr a uma organização do espaço; o texto continua uairn: s>e K aumente a rtla tlnrvnMu/ O local de minha imite** JMMaaeifa, nkiitiJv na « H | ,*e I M i bonIU mulher i*atkittnik, • •mHgem no fundo de meu ouravao. vendia intemmenivnie no CftfftV do dia. A noite envolta de objeto* 4"* m* lembram, deit num letlo em que tçi* th* Jçiivu K IJiiünlO* Ç*limuUlÜo! 0 Ifll que o* repiewnUr A si i* me olha como meio morta Bem to contrário; o que devia me perdei U* previamente o ove m» *.Uuu t AO menos ror um certo tempo. hmbfiuiaoo p*to rncanto óc vjvtf AAftO dtlA, pelo itesclo mdenti dt aí p*uar meu* dias, auteutv ou pretenie eo templo tia nela uma terna mae, umn ifml uuviaJün UIQA iWlKti^ii iiinign e nada mai».. . eta era P*'« mim « única mu l| ou« e*miu W mundo. * a ««trema uoçoru do* etniimanUM que f | | me in«p«rhV4 AAO deixando a meu* %enlido* o lemr^ i' paru ouiro*. dda e da ludo teu atw> mt |*runim lisui experiemia nua* foi um acontecimento marvundo u m período arcaico IHI adolescente, bla náo 10 consliulu ou sustentou, comu uma funüaçio ilraulada, um cdilkio de *i*> ntfk-ttçAcfr. t i a permaneceu uniu u h t c w l o «IÍVJI fujo "preMVTM" « inenuntememe reativado c rctioconstiuiído. BM Q ftm da w vWt" I do '"texur de JcanJacquci Rousacau. Um pouco mal» lardc. um pouco mais abaixo tio taxto da* Con* ir\Uons ( L I V ) \ ' u m a pci|iiena anedota h < . .. ilifícll <k « r dita" no» fi contada. O encontro de um homem MI jeito ao vício". ;can-Jaoquct foge horrorizado, "tremendo tanto" quanto *c t i v m e acabado de "cometer um c i m u " *'Eita lembrança curou-me por muito tempo**. Por multo tempo? ROUUCJIU náo cernirá p m a i i ^ incorrer a c ucuiar-ie dcttc onaniuno que permite afetar M mcimo dando-w prcmiçai, convocando fíclciat aumente** Permanecerá a teu* olho* o modelo do vfeio c da pervenio. Quem KC afeta a t i meuno de uma outra pretença. aJfrnj-ff ti i l meatiio. .-OIA. Rousaeau nau quer nem pode peitam que esto alicra v ao nào tobrevém ao eu, que ela sela a nua própria ungem. Lie uc\c considera IH como um mal contingente vindo do fora para afetar a integridruk do sujeito M i n m náo pode renunciar ao que lhe restlu» imediatamente a outra presença dcMjadu; nmm como nào pode renunciar à linguagem, f por Uao que, lambem *oh c»tc ponlo de vLit o d l / B H thàto&H <p. ROO) "ate o fim de tua vid^ nào deixará de ter uma velha criança". Restituição da presença pclu linguagem, restituição ao mcimo tempo simbólica e imediata. E preciso peruar eUâ

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BMiMtItGiU- Ex|writlKÍH de restituição imediata porque %* -JKII. enquanto experiência, enquanto consciência, de erwz<v « m¥*ào> O loc^ntc é tocado, a auto*afcç*o se dá por pura . -uia Se » presença que ela cnlâo te d * 6 o símbolo
W h*<iiuiivo * cm

*«"« o u l r * P«*«nç». « l » i * m * * * P * * « r dtseiad" " P*** 0 * 1 " a n t c * d c , < c ' ü * ° ** c * U D *iiUiiçao c desta ç^pertèWW simbólica da auto-afeçflo. A própria coisa nao aparece fora do sistema simbólico que não existe sem a p o v J M l d a d e da aulo-afeçao. Experiência de restituição lm+ fyMi também, pvcquc ela nào ttptra. Ela é satisfeita Imedinia c instantaneamente. Se ela espera, nâo * porque o outro (fez e*pcrar. O goro parece entao nao ser mais diferido. "Pur ütK « dar tiniu dor, na eiperança remota de um êxito tio i'obfc tà« Incerto, quando ic pode. a partir do inttante M a t o que M o mala é diferido é também absolutamente diferido, A presença que assim nos t cedida no presente é B i quimera. A auto-afcçâo é uma pura especulação, O

K

skoo, a imaeem, a rcprcscAttílO que v i m « p r i f a prcieiK* ausente sao ilus<Vt que sio o lixxo. A culpabilidade, a ana de morte e de castração acrescenta-se rtu antes assJmta experiência da fruttraçlo, Ocotionar a ntutiamu: em qualquer sentido que « i a cnlendtóa esta expressão descreve h«m o recurso ao suplemento* Ora, para noa explicar seu "desgosto pelas mulheres públicas1' K o u w a u nô* d l / que em V c n e » , com trlnla c um anos. a •"inclinação que modificou todas [suas) palxòeV' (CoftfitjtofU, P 41)» não desapareceu: "Eu n i o perdera o funesto hábito de dar o troco às minhas necessidades" ( p , 3 1 6 ) . 0 gozo da cotia r w w é asiim trabalhado, e m icu ato e cm sua essência, pela frustração. Portanto, n i o se pode dl*cr que tenha uniu essência ou um ato {tidos, u n t i , entrgtia etc.). A l se promete esquivando-se, ai te dd deslocando-se N***> ata»** ifTilru do prfcatfcq lt*f* àu C W m n m lUu**t*u * *• rnotciiia vtàüft 4i btiwN ( " M W M íurtiv»i"> * wm% r*i "f e»*obMt*i 4 vMOifatlimo >*H u "Urr« I>I»:CAOI « l » « H W % 1 ••ASSBl àctíniulo a iw? M"|i? r*!*1 iiMiUiflâ I *0 ICSK jurlj-ü lio ^ir Sj* (tmpffAHHfilu i-4,|^>L M*H n tiniifc „ | 4 H ^f m m u w *u*f**> iMtrvl AI 1?+ Whrv *1SUnt d«a«4 « M i m tvr<4 w UIM NI» DtmA 4a urfdtd? •'**» •*« r*\* frio je „!„ « ! * , ali r<i lá^int i n k »r <k wWfci •**»' iÇ**> R M #«MI HaffUtM ii*i-#". J« n Jti*iu" <* nfcute * * « • • iniif» » " * » - « • è MwUtwu do í*ílí(*M du* M itçhi ftMlm' aM<*í« n* StSJ ™ 1 *** «MMdo • AnAtm * 4 pnnvir^ ^ ^ « d* itmi ^-linuln M« B^dÉ * > kT* H ^í_* < **'* I " *» ( 1 " M ••• *••!<« no d*wí-i" lp< « n . A i*<»ns*> J. » ™ *••» V«H»«im piHkm i*r «PfoiliMdH d" *-»* OMIT» pá|tna d» . ^ ^ - W H <> 44J Cf. 1-itMai « MU dnt ! • ! • • ) • 4« fáMÜ *HI 9 * w™ oim-mii. a o I I M - W P M I áa toOtd»ft <f-< »» U M l'-* <••«*

19(j

OBAMAIOIOOIA

algo que n i o « pode sequer denominai rigorosamente presença. Tal é a cocrçfc» do luplemcnio, lal é, excedendo toda • linguagem da mctalUica. eila estrutura "quase que inconcebível paia a ra*ao". Qua.it que inconcebível: a simples irracionalidade, o contrario da rarfto f i o menu* irritantes a embaraçosos paia a lógica clássica. O suplemento enlouquece porque não c nem a presença nem a ausência c enceta desde logo tanto u nosso prazer como nesta virgindade. " . . . a abstinencia e o gozo, o praarr c a sabedoria, igualmente escapniam-mc"* (Cwn/rutcnj, p. 12). NSo sío as coisas suficientemente complicadas? O simbólico í o imediato, a presença é a ausência, o nao-diferido é diferido, o gozo é ameaça de morte. Mas cumpre ainda acrescentar um traço a c»le sisicma. u « i a estranha economia do suplemento. De certa fnrma, cie já era legível. Ameaça terrllicu. o suplemento c também a primeira c mais segura proteção: contra eilu própria ameaça. Dai por que é impossível renunciar a ele. L u aulu-alcçào sexual, isto e, a auto•aleçao em geral, nao começa nem termina como o que w cié poder circunscrever u>h o nome de muturhaçúo. O suplemento nflo tem só o poder de pro-curur uma presença ausente através do lua imagem no-la procurando por procuração de signo, rio a mantém à distância c a domina. Poli esta presença 6 ao mesmo tempo desejada e temida. O l u plemenio tiansgride c ao mesmo tempo rciprita o interdito. É isto que também permite u escritura como suplemento da fala; mas também já fnla como escritura em geral. Sua economia expoe-nos e protege-nos ao mesmo tempo, segundo o jogo das forças c das diferenças de forças. Assim, o suplemento é perigoso por amc-açar-noa de morte, mas não o c tanto, pensa aqui Jean-J.tcqucs Rouneau quanto o "freqüentar a i mulheres". O gozo rie-mesmo, sem símbolo nem suplrl o quo nos admitiria. (n)a presença pura cla-mcsma. se algo como tal losse possível, nao seria scnfto um outro nome da morte. Rouüeau o diz: "Gorar- Fun «iti< foi f i i u para o homem' Ah! se nao mais i|i>r uma Únfca veiem iniiüu vida tu tivesse gondo cm soa pkiiiUn).' iodas aa delicia* do amo», nio imagino que minha frigil dhrjti Mláv pudtai* bastai-lhe, eu monerla no »io" irisalaaalllaa. L B) Sc nos lirnilanios à evidencia universal, ao valof DBGBM sário e a príori desta proposição cm forma de suspiro, é preciso imediatamente reconhecermos que o "freqüentar as mu-

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1-KH.O*, MH-I.I M I M - .

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i". O hélctO-eroUSmVi não pod<? ser vivido telellvamen^ c, como se acredita poder dizei) a não M I podendo cm *i tua própria oroteção suplementai. Isto *-ignique entre " .iutu<croliMn«> c o hctcro-crotUmo, não h& uniu fronteira "ia* «m uma distribuição econômica, f nu interior desta regra gera) que se recortam ai diferença*. Tamhcqv ;I 'I- RüUMCdU. E antea de tentar, o que não pretendemos (a>cr aqui, cercar a pura singularidade da economia ou da escritura de Rousstau, cumpre prudcnicmcnie levantar c articular enue cias toda* as necessidades estruturais ou caen. ciai*, ti" *cu* diviiw.is ntvc.ii de gcnnalldudc. £ a purtii de umu eenu representação determinada do "(icqUeHUU mulheres." que Rouiscau teve que recorrer im loía suu vida a este tipo de suplemento perigttso que <e denomina BMturbaclo, qu< nlO M pOdl d h m l l i dl Hl ,ib\.dul.' d.mritor. Ate a Um 1'hírcte — • Thetesc do que podemos falar, Tnérès* no texto, cujo nome e "vida" pertencem n candura que Vímo* — prnvmi-o ai mui custas No livro XII das íWMiitoMi, tio Itionicifo cítl que "í preciso di*Cr tudo". • "dupla. tn/*v' de ceitua "resoluções'' (-nos. confiai i
" • prwlHi Oim luitot « i u dtoiiiniki n«m o» v i a m d. roíMu PJ*lí Munile Mm o* meui, " i o devu o i t " M I <nMcK«i«l*nu «Om I h - t m * nii-IHüVI que teja i> p u i r r que « i lenha em honrar • um* "•«o* »w m« 1 cao, n4u menos «MID itnnmu>ia< **u« dedlio*

•a « i|i»r uniu mudnns. Ihvohjniaiii nu afr\nm do ("r*y*o * um •»nJ»Jei(,> ,i,|,,| 0 itit niuiiit ump» *u me apercebia do •.trtnmchi,. <lu wu Rn rt i»i rnrsmo inumvcnlrPtc íUKI efeito ««lira peno ti. Mniiiii. i <vir itíiin foi o meuitu perto de Ihíiíw: ato husiioc•MM ptitcison for* tia ntlurtu; nu» o ninmo peno J« qualquer "wlhn Minha •Hua.çao. lodavia. «ta anlflo a meuiH. c ainda l*Or devido a animosidade de nicu* itiiiuifn nut *-' bo-i-vum r«l»* * > Clll li li* I u llivi D rriixiáenbi.i. e n*i> querendo BOflW o ifSjoo, HC 1 tondenir-me ã ahMinfneia do que «spor I hri*i; I, •* l'f[ "oiainrtitr no t„"mu ,*»o Ali**, notara que o tiequ«ntar *• mu* tal** Mtmvi iiivilvtinienie "ieu c*'Hdu l>u dupu m/Jti li/tn mi rriolugaaa pof verei tio mal tuMiiuada*! m« na. qu>i< aaj NralHi, am .1,-» wnutKla há iré» ou quatro ••«•" tp Wll Nu A/iifiiiicrif dr P<í'í5, depois do trecho "piorava ten*ivelm<;nte meu estado!" pode-w ler: "o vício equivalente de que nunca pude me curar totalmente me parecia menos ptcjudicui a cie. fcata dupla ra/fto..."" BtU peivtr*a\i con»i.ic cm prclerir o »igno e consctvu-me oi, abrigo do dispendio mortal. Ccnamcnie. Mas cita ^ a o t n i n apaicnteoicntc egoísln funciona lambem cm totJo '' v,( i nota do< mil.'™., n :•'•<

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GRAMA TDLOOI

um sistema de rcprocnlaçan moral O egoísmo c regalado pela culpabilidade. Esta determina g auto-eroiismo como perda falai c mágoa a si por si. Ma*, como assim so faço mal a mim mesmo, esta perversão não 6 verdadeiramente condenável. Rousscau a explica cm maio de umu carta. Assim: "KxcotO '^o e vfcio* que jamais fi/enun mal a nau ser a mim, (•us&ü eipur a Iodos oi olhos uma vItUi irrepreensível mi iodo o segredo de meu coração" (DO Sr. de Sainl-Oermain. 26-2-70). "Tenho grandes vícios mas jamais fucram mal a não ser a mira" (ao Sr. Lc Noír, 15-1-72'»). Jcan-Jacqucn si» pôde assim busca' um suplemento para ThénHc sob umu condição; de que o iii»lcm.i da supkmcalariédàd* em (temi UM*C já «herio na ma possibilidade, que o jogo dai subilimicocs c«tivc«v desde muito iniciado c que de uma certa maneira TMrise munia fone jd um tupltmemo. Como Mamãe ja o era de outra mãe desconhecida, e como a "vcrdfld-"'* mâí" <'IB mcamn — em cuia pessoa •* iletèm ai "psicanálises" conhecidas do cato Jcan-Jacqucs Knutscuu — lumbént o leriã (Ido. de unia teria máncirá, dCsdé o primeiro rastro, c mesmo que via n.'io estivesse "veid.iddi.iineiitc" morrido ao dar a lu/ l.is a cadeia dos suplementos. O nome de Mamãe já designa um deles: "Ah, minha Tlmtw «ilou mullo felu dl li ponulr tibia • tí. i de n*n tnconirir o que tu nlo biimvi, (TWMM dn 'doniilhaV •\w Thtreae acaba < t conranur ia*, tnocenwminie • f" línlint*. S perdido.) Piimeicuncnir uno huuura «enUo me dar um divertimento, Vi qui liuia iiun im t|ui me JitH uma companhelia Um pouco de habito com íM» eicelente 11104*, um poom de laílisto sobra minha uiuncno flfefsm-mc icntii que ao não pintar HMíO nua miu» piaB C eu muito fiiria pui minha ícltcidada Lm pratiao r/n («,»/ da M* ambição minta um wn limem© vivo ojua f/teml<4iu meu eoraeto. Ti» piicíio, pari tudo direi, um luceMor pirs Mtnile não m»i» devendo eu viver com ela era-mc- preciso alfucm q»i vivam com seu aluno, c cm quem eu encontrasse a iimplicidadc. a dociudadi de lOfHiio que cia ciKvniraia em mim. Era piccbo uuc * doçura dl • ida privada e dométika me úufrniraiv da mele brilhante a que eu renunciava Quando eu eelava ahiolulnmtnte *ó mtu coração fitava •a rio, mui bailam um paia prr/êtehf-lii. A «me me liiura, uiienai.'.me uo inrnoi em pwti, mi"*!* niij o uiinl • luiurem mi dura llt-itií rnllio eu rilnvii ~>, po*« para mim nAi íuuix fumnii Iniermet/ièrio entre titdti t nada. tu tnsuniiwa im Ihlrtie u m)4titt*iO de Que ntttahara"". Através desta scqiièOcia de suplementos anuncia-se uma necessidade: a de um cncadcamcnto infinito, multiplicando 10. Vir nnhtiii u Ctxi' .MI 'p. 10», n » dM e&"*m)
11. I'n i l l " 7 IO ir"? * n i H | «tixiMaiti l / a vanipannia •• TnSifalil*. r. U t ) f ca M l i > m da< l~"«'"i«i-i< in 11J, aola l> ••(••Imtin |m|i »iW'U •

uu d> pâim;. mil>a>iaiii eo «ai d*U i Htio 1 p, (M rnl»l"Hi ptrlf«ta"|.

IITE

rwuooro »upLFMrt.n>

ine 1IIWWlniCflIC ai tpediaçoes •uplemetilarcs .jue produzem o sentido disto mesmo que elas diferem: u miragem da coisa • u m " da presença imediata, da percepção originária. A imediaiee fi derivada. Tudo comes» Pelo intermediário, eis i que i "inconcebível para a ia/So".
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mcORBITANTf. gtfSTÀO »P. MEIOIXÍ

"paia mim niu houve jamais intermediário entre tudo e nado' O i,.icrmed.ário i 0 meio e é a mediação, o icrmo medio entre a ausência .«ai c a plenitude absoluta da preaaaat. Sabc-K que a mediate/. e o nume de ludo o que Rous™ „ u i . obMinadimemo npapr. BtH vontadí cxprim.u-nc S l n u r l í a deliberada. aguda, temática. Ela não tem de sei decifrada. Ora. Jcun-Jacqucs a chama aqui no prOprlo mo, , . . „ . . . , „ ...r, -,.,., s.-ir.r., m vuptaneiwa«wa w * dcaiam p a " wbniituit uma natureza ou mãe. C o suplemento .usienta «qui o melo entre a ausência c a presença totais 0 loco da «ubilitulílii ucumulu c obwrvu uma carência de m k i minaria Ma» Rouweau wuwalena como se o iccui-t.» •>i Mpfcmeiilu — aqui a ThCfcK — (oue apaziguar sua impi.clcncia diante do Intermediário: "IJeadc então eu e-iava «S. nota para mim nao houve (amai» Intermediário entre tudo c i i , Pu cnconlmva cm Thérew o suplemento de que neGmiUvn" A virulência ilette ctmcciio i dotu forma apuaguada, como * *e tivesse podido urroiod-lo, doroestscá-lo, domá-lo. Uto coloca a uuest&o do uso da palavra •'suplemento*': da situação de Rousseiu no interior da língua e da lógica que asseguram a esta palavra ou a esse conceito recurso* tio turankMaVfilM paia que o sujeito presumido d* irai* diga lempre, xrvindn-ic de "suplemento", mata. menos, ou corta dttcicnte do que ele quereria dizer. Portanto, esta questão nfto i somente a da escritura de Rouswsu. mas também a de notsa leitura. Devemos começar por coasldetar riaorosamente Mta presa ou esta surpresa: o escritor escreve em uma língua e em uma lógica de que. por definição, seu discurso niu pode dominar absolutamente o sistema, a< lei» c a vida próprios Be dela não se serve senão deixando-se. de uma certa maneira e até um certo pontti, governar pelo sistema. E a leitura deve, sempre, visar uma certa relação, despercebida pelo escritor, entre c que ele comanda c que ele não comandu, do* esquemas da língua de que faz uso. Esta relação não é uma certa repartição quantitativa de sombra e de lui, de fraquei*

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oM-fAluKXií*

ou de força, mu» uniu câirulura sig/uíicault: que a leitura critica deve produz O que quer aqui diztf produzir' Ag tentarmos explicá-lo, quereríamos iniciar uma justificativa de "»">*<» princípios de leitura. Juslificalívn, ver-sc-á, Ioda negativa, desenhando por exclusão um espaço de leitura que n*o preenchi* mm aqui: uma uréia de leitura. Produzir cw« estrutura signifieaolc evidentemente nao pode consistir cm reproduzir, pela «duplicação apagada e respeitosa do comentário. a relação consciente, voluntária, intencional, que o escritor institui nas Mios troca* com a história a qual pertence graça" ao elemento du línguu. Sem dúvida, cue momentn da a n i m ariu r-ituplic;mie deve ter seu lugar nu leitura critica. Por não reconhecê-la c nau respeitar toda* suas exigências clássicas, o que não é t&C>f c requer todos os instrumentos da critica iradícional, a produção crítica arriscaria a (a*cr-se cm qualquer sentido e autorizar-io a dizer quase qualquer coisa. Mas esic indispensável parapeito nunca fez. senflo protegtr. nunca obriu uma leitura E, fttlrctanro. se a leitura não deve contentar-se cm rcduplicar o lextn. não pode lígiüraamente transgredir o texto em direção a algo que não ele, cm direção a um referente (realidade metafísica, histórica, psicobtúgráfica etc) ou ert) direção a um significado fora de texto cujo conteúdo poderia dar-se. Wlill podido dar-se fora da Kngua. isto í, no sentido que aqui damos a esta pulavra, (ora Ou escritura cm geralDal por que as considerações metodológicas que aqui arriscamos sobre um exemplo são estreitamente dependentes da» proposições gerais que elaboramos mais acima, quanto * ausência do referente ou do significado transcendental. SOo hú fflro-dt-tfilii 1: isto nao porque a vida de Jcan-iacques não nos interesse antes de mais nada, nem u existência de Mamãe oti de Ihcràic ebu meunas. neni porque não tenhamos acesso ã sua existência dila "real" a não *er no texto e porque uílo tenhamos nenhum meio de lazer de outra forma, nem nenhum direito do negligenciar esta limitação. Toda* as razoes deste tipo já seriam suficientes, c certo, mas as há mais radicai!, O que tentamos drmnnstnir seguindo o fio condutor do "suplemento perigoso", c que no que se denomina a vida real destas existências "de carne e osso", para além do que se acredita poder circunscrever como a obra de Rousseau, e por detrás dcln, nunca houve sendo a cscrjtuiH, nuticu houve vilão suplemento*, significações substitulivns que só puderam surgir numa cadeia de remeaus diferenciais, o "real" "• <~>l>rc-

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vindo só tKfeaecnlandQ-se. ao adquirir sínlidu a partir de um rastro* de um apelo de suplemento etc. E assim ao infinito pois lemos, no lexto, que o presente absoluto, a natureza, o que nomeiam a» palavras de "mâc real", etc., desde sempre ge esquivaram, nuncu exibiram; que, o que abre o sentido e • linguagem í esta escritura como dcsapariçàO da presença MlUinl Emboia não seja um comentário, nossa leitura deve ser interna e permanecer no texlo. Daí por que, apesar de algum u aparências, a refeienciaçâo da palavra suplemento não í aqui em nada psicanalítica, ic com isso se entende uma interpretarão ti ansportondo-no* fora da escritura cm direção a um iHtriificndo psicobiogrãflcn nu m?snm cm direção u uma estrutura psicológica geral que, de direito, poder-sc-ia separar do signilicante. Este último método pôde aqui e ali opor-se ao comentário reduplicanlc c tradicional: poderia ser mostrado que, em verdade, ele se compõe facilmente com este. A segurança com que o comentário considera a identidade a si do leilo, a confiança com que recorta o seu contorno, acompanha a tranqüila ceneia que salta por sobre o texto em direção a seu conteúdo presumido, para o lado do puro significado. E, de tato, no caso de Rousseau, estudos pskanallticos do tipo do Dr. Laforguc não transgridem o texlo senão após o serem segundo os métodos mais correntes. A leitura do "sintoma" literário é • ma» K t n i l . a mau escolar, n mtiit ingênua. E, uma vez tendo-se assim tornado cego ao próprio tecido do "sintoma", à sua textura própria, excede-se alegremente este em direção a um significado psicobiogrâfico cujo liame com n Mgnifie.mie literário torna-se então perfeitamente cxtrmscco e contingente. Reconhce-se a outra face do mesmo tento quando, em obrai gerais sobre Rnuwcaii, num conjunto de forma clássica que se dá por uma síntese rcstltulndo fielmente, por comentário e compilação de temas, o conjunto da obra e do pensamento, encontra-se um capitulo de apresentação biográfica c psicanalítica sobre o "problema da sexualidade em Rousseau", com, em apêndice, uma remessa aos autos médicos do autor. Sc. a princípio. parece-no« imnm.lvtl «-punir, por Interpretação ou comentário, o significado do srgnificantc. c assim destruir a escritura pela escritura que ainda 6 a leitura, acreditamos, todavia, ( | U c esta impossibilidade articula-se historicaroctile. Fln nfto limita da mesma forma, no mesmo grau « aegundo u m e u n u regrai, u tentativa» de dreifraçao. £ preciso considerar iiqui a história do texto cm geral Quando

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OIUMAIOI.OOIA

falamus do escritor c dn dcupruntn da língua a que «lá suhmetido, não pensaniü* somente no escritor nu literatura. O filósofo, o cronista, o teórico cru geral, e no limite, todo cs> ircvcntc. s*o desta forma surpreendidos. Mas. cm cada caso. o escrevente está inscrito num sistema textual determinado. Mesmo que )amai<i exista um significado puni, eilMcm rclatOw ililtienies 4 11 1 0 ao que do sijsnificuoir se dú coino 1.11 extraiu Urcdutivcl de significado. Por exemplo, o texto filosófico, embora seja de fato sempre escrito, com ruma, precisamente como sua especificidade filosófica, o projeto de se apagar diante do conteúdo significado que ele transporia c cm geral ensina. A leitura deve considerar esle propósito, rnctmo UHI\ cm úliima análise, Ha prcttndt furor aparecer «eu revés. O t i , toda a hlHâria doi líltos, e nela ti história dus formas literárias no Ocidente, deve ser estudada deste ponto de vista. Com exceção de uma ponta ou de um ponto de resistência i|ue só se reconheceu como tal muito tarde. • escritura literária quaie sempre e quase por Ioda parte, segundo modos e uiriives de idades muito diversas, preslnu-ie por i l mesma a cs» leitura irantctnJtnu. a cata pesquisa do significado que aqui questionamos, nHo para anula-la m u para compreende-la num ilatama paia o qual ela e»iá cega. A literatura filosófica nao t sento um exemplo nesu liisuV ria mas esiá entre os mai« significatmiv li, interessa nos parikulurtticnic no tu-o de Kvuueau. Ouo tio mcimu tempo e por razoes profundas produziu uma literatura filosófica a que perfencem o Contraiu Social c a Nouvelle Hfhlír. c escolheu existir pela cscriiuru literária: por umn escritura que nao se esgotaria na mensagem — filosófica ou outra — que poderia, como se diz, liberar, l i o que Rouiscau disse, como filou>tu ou como piicólogú. da ekhlufa em geral, nào se Ati\n separar do sistema de sua própria escritura E preciso ter isso cm conta. O què" coloca problemas apavorantes. Problemas de recorte em particular. Apresentemos ires exemplos 1. Sc o projeto qur seguimos na leitura do "suplemento" nlo t simplesmente psicanalftWo, é sem dúvida porque a psicanálise habitual da literatura começa por colocar entre parênteses o significante literário como lul. £ sem dúvida tombem porque a teoria psicanalitica mesma é para nós um conjunto de textos pertencendo à nossa história e à nossa cultura. Nesta medida, se ela marca nossa leitura e a escritura de nossa interpretação, cia nao o faz como um principio ou uma verdade que se poderia subtrair ao sistema textual que

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hnbilldlta P>™ «•CUUKé-IB í m I o l u l neutralidade. l>e uma _ maneira, estamos na história dn csr;anali»c como estanO texto de Rcusseau Assim como Rousscuu embebia-sc de uina língua que )á eslava ai — c que por acaso É. numa ctflii medida, a nossa, assepnnndo-nos av-im uma ccrln legiblüdadc minimal dn literatura franecta — :i«im circulamos Inyj DUlIlii Ccria rcdí de 'Í|!Jliíiv"Y'H* marcada* pela trtin.i nfeaiulluca, mesmo quando não a dominamos e mesmo que eMciamo". certos de nunca podermos dominá-la perfeitamente. Mas í por uma outra razão que não se irata aqui de uma niuníilisc. iiindi que balbueiante, de Jcan-Jacqucs Rousseau. Uma tal psicanálise já deveria ter referenciado toda* ns estru,ic prrtctvtençn. do icxlt» de Kiuiiiniii. tudo t|iic riflo lhe c próprio por ser. devido an desnprumo e no já-al da língua ou dn cultura, antes habitado que produzido pela escritura. Ao redor do ponto de originalidade irredutível desta escritura, orgsni/am-se. invo|vem-se e se rc-a>rtam uma imensa sitie de aatnitura*, de totalidade* históricas de Ioda ordem. S*ipondo-K que a p*k'ánúIÍM p o U I de ilifcllo COnllUir ICcuílC t irimprctaçlo. delas «upondo-ic que tia considere toda a hisInri» da mCUflMcu ocidental que mantém com a escritura de «au iclaçócs de habitaçUo, ainda wrlo necessário que cia elucidasse a k l de lua própria pertencença á mWltMrai I 1 cultura ocidental. Náo prnsiiignmus neste sentido. Já m i dil < l a dificuldade da Urefit c a Burle de rcvò« • n i i interpretação do suplemento, listamos certo* de que algo de Incdulivelmente rout&caulila ai se capturou, mas, ao mesmo tempo, adquirimos uma massa ainda bastante informe de ruf*aa, estrume e sedimentos de todo cípciir. a* mesmo que se boua, rigorosameni< • « a obta d- líiiu-snu c artksUi-la. na história em geral, c depois na história do «gno "suplemento", « r i a ainda necessário considerar muitas outras possibilidades. Seguindo-se as aparições da palavra "suplemento" e do ou dos conceitos cot( *apondentcs. pcrcorroK um certo trajeto no interior do texto de Rouwcau. Este trajeto no» assegurará, certamente, a ccoI de uma sinnpte. Mas, náo suo possíveis outros trajetos? Io estando a totalidade dos trajetos efetivamente esgotada, como justificar este? 3. No texto de Rousseau. depois de indicarmos, por antecipação e em prelúdio, a função do signo "suplemento".

toponio-ncK a privilegiar, de uma forma que ccnameiUG ul*unn acharão exorbitante, certos textos, como o Euai sur >'ungtnr iie, laneutt c outros fragmentos sobre a teoria da

JÇJH

I.NAMATIUIKII*

Com que direito? E por que .
te* tos'curtos, publicados cw maior paru após u morte autor, dificilmente claasificávtii, de data e inspiração incerta*? A Iodai estas questões e nn Interior da lógica de «m sistema, n l o há resposta satisfatória, l-m uma certa medida e apesar dai precauções teóricas que formulamos, nossa ca. colha 6 iríilmpiiir exorbitante.

Mas, o que é o exorbHanuT
Queríamos atingir o ponto de uma cena exterioridade em rrlacflo à totalidade da época logocentika. A paitir dotfo punto de «lerlorldade, poderia ser encetada uma certa d a l i conetruçio deata totalidade, que 6 lambem um caminho traçado, dote orbe io/hn) que é também orhiiárlo <«rl>iia). Ora, o primeiro gesto deata salda e deita desconstruçao, crahofn submetido n uma certu necessidade histórica, nao pode se dar certe/ai metodológicas ou lógicas tnlia-orbllunus. No interior da cUuiura, I O te pode Julgar teu estilo cm 'unçfto de oposlcões recebidas. Dir-se-á que cMc estilo t flfopimtg e de certa forma se terá r a i l o . A saida t radicalmente cmpltitia Procede como um pensamento errante sobre a oowlbilidada do itinerário e do método. Ela se afeta dr n l o .iilwr como de ieu futuro c dellberadamento \e aventura No* mesmo» definimos a forma e a vulnerabilidade deste empirismo. M a * aqeiocon. '['iclsmodesinsi-se n i t n f m » P*ceder o orbe metafísico é uma tentativa de sair do suteo (orbita), de pensar o todo das opoalcoei conceituais clássicas, particularmente a em que c*lá preio o valor do empirismo: a o|ioslcJlo da filosofia e da nlo-filosofla, outro nome do rmplrísmo. desta Incapacidade de sustentar até o fim da coerência de seu próprio discurso, de produiir-K como verdade no momento em que sc abala o valor do verdade, de escapar às contradições Internas do ceticismo ele, O pensamento desta oposição histórica tmn a filosofia e o emplrttma não è simplesmente empírico e nao se pode assim qualificá-lo stm abuso e desconhecimento. l;sp<\'iliquemo« r«ic ctquema 0 QW 1 " 000 0 t n bltanle na leitura de Rousseau? Nao há dúvida que Rousseau, nos já o sugerimos, tem privilégio apenas multo relativo na história que nos interessa. Sc simplesmente queríamos tituá-lo nesta história, a atenção a elo concedida seria, tem dúvida, dMproporctooal, M u nao se trata disso. Trata-se do reconhecer uma articulação decisivo da época logocéntrlca. Para toM reconhecimento, Rousteau nureceu-noa ser um revelador muito bom Isto evidentemente nino* que l i arranjumia a

•Mil raiiicimi» « i n i m i s m

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taidii determinamos • repnulo da eurllura como <ij*ruçfci mental .ia época. kmo* um « r i o número do lexto» m u ..Io* i.. ic>u», um « n o númeio de lexio» do Routaeau m«t nfto lodo» oi texto, de KHIISSMU, Bata confissão do emdrUmo nflu pode M M M H I M I senlo nela vtrlude du o,ueiUo, A ahertum da questão, a saída para fora da clumum de umi icU, o ihulumcnio de um Msiemu itc opotttOcs, loJu» «te* movimento» tem «eccssartamcnl? a forma do cmplrtsmo « da crrlnct». Em todo oito, nfto podem ser descritos, unantii -fi.d /Miimfut, senlo sob e»to forma. Nenhum outro nutro cita diiponlvel, e como cita* questões errante» n.V> *ao começo* totalmente absolutos. deixam-se efetivamente alcançar, cm toda uma superfície dela» mcSfflal, por VitA d*-M!fii'ao que lamMm í uma critica. F. preciso começar de onde quer que tjirlumoi o o pensamento do rastro, que nflo pode n.*.o Iderar o Iam, |4 no» enilnou que teria lnipo>*ívcl Justifitai Ébüohltamento um ponto de partida. D* onde iiuer que eileJom<«r. ju num texto em que acreditamos estar. Estreitemos uinitu mim n ti(j;uincntiiçíU». O lema du MI|ilvniviii.tM[diMli; 6. sob certo* uipecto», «ornou uni tem* <•<•• tUim I vi ima cadela trazido por ela. lolvci nottrr-«f 1 1 «ihiliiim lhe oulm I-HU Wm monlrcr que rir 1 a t a m i ,i própria cadela, o ler-cadeia de uma cadela letiual. n exruiura da suhtiilulçáo, a articulação do desejo e da llnguaxrm. a lógica de i.*/ai ai optxiiçüen conctiluaix asiumidai por Rauwali, e pniticiiliiiinenir o papel c o (uncinnamcnto, ii ilitema, do conceito de natureui. Ele no» dti no texto o que c tini texto, nu escritura o que é a escritura, na ctcrlde Rouiteau o dc«|o de Jean-Jacque* etc. Se consideramos, segundo o propósito ixlal deste ensaio, que nlo há fora do texto, notta justiücatlva última seria então n Ml o conceito de suplemento e u tcoriu da escritura ' mm. tomo hole «e diz tao tnqttMtfOMN. "" abymo. • própria tcxtuiilldadc no texto de Rousscau. E veremos que o abismo nlo é >tqui um acidente kli/ O IIIMíí. Toda uniu B ,eor "J da Necessidade estrutural do uhismo »c coiutituirfl pouco • pouco em nossa leitura; o processo indefinido da supleilada desde sempre encetou * presença, nela desde «i o espaço da icpellçao e do desdobramento A representação tm abyuno da presença nlo t um Jrtdentc da presença, o desejo da pretença nasce ao conUério dD •btlmo da representação, da representado da rcp:estnt.v ÇV etc. O suplemento mesmo é, cin Iodos os sentidos desta o> palavra, h n .i Jn u- exorbitante.

2Q0

ÜKAMATOLOQIA

Kouüscâu inscreve, pois. i icxtualitladr no leito. Mas sua operação não c simples. Ela astucia com um gesto de apagamcnto; e as relações estratégicas como as relações de força entre os dois movimentos formam um desenho complexo Este parecc-nos representar-se no manejo do conceito de suplemento. Rousscau nao pode utiliza-lo simultaneamente cm todas suas vlrtu&Udadcs de sentido. A maneira pela qual ck o determina c, ao íazê-lo, deixa-sc determinar por aquüo mesmo que dele exclui, o sentido em que ele o ínflecte, aqui como adição, lá com substituto, ora como pusitividade e exteríoridadc do mal, ora como feliz auxiliar, tudo isto não traduz nem uma passividade nem uma atividade, nem uma incomctíncia nem uma lucidez do autor. A leitura deve não I ó abandonar estas categorias — que também vão, kmbfcmo-Jo de passagem* categuna* fundadoras da rnetafívcír— como lambem produzir a ki desta relação eom o conceito de suplemento. Trata-se verdadeiramente de uma produção poh nao se reduplicu simplesmente o que Rouseau pensava desta rela* çflü, O conceito de suplemento C uma espécie de mancha CCM no texco de Rousscau, o não-visto que abre c limita a visibilidade. Mas a produção, se procura dar a ver o nào-víSTO, nio sai aqui do texto, fcla, aliás, jamais acreditou fazê-lo a não ser por ilusão. Ela está contida na transformação da língua que ela designa, nas trocas regradas entre Rousseau c guu e pelo texto, no sentido infra-esiiuiural que agora reconhecemos a ema palavra. C o que denominamos a produção é necessariamente um texto, o sistema de uma escritura e de uma leitura de que sabemos a priorr — mas somente agora, um saber que n£o é tal —t que elas ordenam-sc ao de tu? própria mancha ceguL

u história. Cm r sabemos que cMiu trocas só passam pcU lín*

X

^. Gênese e escritura do Essai sur .'origine des langues

O LUGAR DO ESSAI O que há com a voz na lógica do suplemento? No que preciso, talvez, denominar sua "gráfica"? Na cadeia dos suplementos, era difteil separar a escritura do ouanismo. Estes dois suplementos ao menos (em em comum serem perígusos* Transgridem um interdito c s;U> vjvi • dos oa culpa ti lidude. Mas, segundo a economia da diferencia* eles continuam o interdito que transgridem, contornam um perigo e reservam um dispèjKJio. Apesar deles mas também graças a eles, estamos autorizados a ver o sol. a merecei a luz que nos retém na superfície da mina. Qual culpabilidade se prende a eslas duas cxpcncncm*/ Qual culpabilidade fundamental ai se encontra lixada ou deportada? Estas questões podem ser elaboradas cm seu lugat Próprio somente se anteriormente dcscrcveu-sc a superfície ctfrmuiai c "IcnomcnoI6gJCaM destas duas experiências, et primciranjvflti^ *CU Cspaçu Comum.

No* dou casos, a possibilidade da auto-aícçôo manifc '*-»c como tal •— deixa um rastro de si no mundo. A residência mundana de um significanlc torna-se inespugnávcl, O scrito permanece c a experiência do tocante-tocado admiti mundo como terceiro. A exterioridade do espaço aí c irrtKM. Na estrutura geral da auto-afcçào. no dar-se-uma* ou um 5070, A operação do tocante-tocado acolhe Q outro nu eicrcita diferença que separa o neir do padecer.

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CBAMAfOLOfllA

H I» foiii, a vuj)crííc)c çxpoçta do ÇVipo, li|PÍRClj m«*y» sempre t divisão que trabalha a auto-afeção. Ora, a auto-afeçao 6 uma estrutura universal da experiência, Todo vívente está cm potência da aulo-aícçao. E nó um ser capa/ de tlmholizjr, iMo ç( de auto-üfetarse, pode-se deixar afetar pelo outro em geral. A auto-afeçao c a condição de uma espeTièBcia ím g e n l . l-lstn possibilidade — outro nome para "vida M — é uma estrutura geral articulada pela história da vida c ocasionando operações complexa* c turrar* quiradas* À auto-nfcçuo, o quanto-a-tl ou o pnra-ii. n subjetividade ganha em potência e em domínio sobre o outro à medida que teu poder de repetição se idealiza. A idealização é aqui o movimento pelo qual a cxlctioridade sertsivrL que me afeta ou me serve de *ijmificantc t submetc-sc a meu poder de repetição, ao que me aparece desde cntJo como minha cipunlanctdadc o escapa-mc cadu vez menos. E a partir deite esquema que o preciso ouvir u voz. Seu sistema requer t|uc ela seja imediatamente ouvida por aquele que a emite. Ela produz um nigniíicantc que parece nao cair no mundo* fora da idcnlldadc do dignificado, mas permanecer obrigado, no momento mesmo em que atinge o sistema uudiofonko do outro, na interlorldadc puta da auto-afcçta I:la nao cal na cxtcriorldadc do espaço c no que se denomina mundo, que n i o 4 icnflu o fora da voz. Nu fala dita 'viva" a cxlcrioridjide ctpaciul do significante parece absolutamente reduzida'. P a partir deita povsjbilldade que é preciso colocar o problema do grito — do que sempre te excluiu, do lado da animalidade ou da loucura, como o mito to grito inarticulado — e da vos na história da vida, O colóquio é. pois, uma comunicá-lo entre duas origem absolutas que, se é que se pode arriscar eala formula. se auto-afetam reciprocamente, repetindo em eco imediato a auto-ufcçao produzida pelo outra A imcdlatcz c aqui o mito da conicifnciaH A voz e a consciência de voz — Isto 6, K m mau, a consciência como presença a si — t i o o fenômeno de uma auto-aroçào vivida como vupfeisáo da diferencia. Rsle feruttnvmr, esta pretumida suprcuao da diferencia, esta redução vivida da opacidade do significante sflo a origem do que que v denomina presença. E prtstntt o que nao se sujeita ao processo da diferenciei. O presente c aquilo a partir do que acredita-se poder pensar o tempo, apagando u Necessidade inversa: pensar o presente a partir do tempo como diferencia*

OIINEM!

* McarrunA D EAtAf %V* IOPIHIM O

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L-M o>truturii batfanic (onniii o u l implicada por todtt análise* dos investimento* <Jo sistema d» oralidade c do tiilcma audiofònico cm geral, por mais rico c diverso que
tf

Dcidc que u oío-presença vem u ser sentida na própria ynj c é ao menos prci&enUd* desde o limiar da articulação dii diiicritícWadc — a escritura está de algum mudo fmurada cm *cu valor. Por um lado, nó* vimos, cia 6 o esforço para rcapropriar a si, de foram simbólica, a presença. Por outro lado, cia consagra o desapossomento que ja de «colocara a fala. Noa dois sentido* pode-se dizer que. de um modo ou de outro, cia ja começara a trabalhar a fala "viva", expondo-a a morte no signo Ma* n signo suplementar nfto expôc à morte afetando uma presença • ti já possível. A ajffíKafcção constitui o metmo (auto) dWldindo-o, A prWuçfio da presença 6 a condlçAo da cxpcriénciu. ttto c, da presença, Na medida cm que coloca cm jogo a presença do presente c i vida do vivente. o movimento da linguagem nflo tem somente, presume-se, uma relaçlo de analogia com a auio-afeçAo "sexual*1, í onfunde-wr com ela totalmente, mesmo que cita totalidade seja fortemente articulada c diferenciada. Oueier diMingut-loa, eK a atpiraçAo logoolntrlca por excelência. Seu último recuno consistiria cm dissolver a ttxiulidadc mi generalidade transcendental dá estrutura "to* cante, locado", tal como poderia rfencrcvt-la uma certa fenomcnologia* Fita dissociação è aquela me*ma através da qtiul te desejaria discernir a fala du cwritura, Aium como a "funcv ia vantagem" da autn-afeçao \cxual começa muno antes do que K acredita poder circunscrever sob o nume de maslurnação (organização de gestos ditou patológico* e culposos, reservados a alguma* crinncij ov adolescentes), assim a ameaça luplenuMir da csir ( l l c mal* velha do que iquUo *jue te acredita poder elevar ^b o nome fala. A metafísica consiste deseje então cm excluir a n*o-pre^nça ao determinar o suplemento como exierioridade simPta. como pura adição ou pura ausência, E no interior da Wmtura da suplemcnlaricdade que se opera o trabalho de ao. O paradoxo é anulaj-^c a adição ao considerá-la Como uma pura adição. O que se acrescenta não é nada. w* se Qcresrerua fJ urm presença plena a que é exterior. A J« vem acrescentara à presença intuitiva (do ente. da est e i a , do tidos, da ousia e t c ) ; a escritura vem acrescentar-K rau viva c pr^ente a l i ; a matlurbação vem acrescentasse

m i icu campo.

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0RAMAIOLÜÜIA

4 experiência sexual dita normal; a cultura vem acrescem a r-iç à natureza, o muJ à inocência, a história à origem etc* O conceito de origem nu de natureza nín é pois senau o mito da adição, da surjptrienlariedade nnulnda por ser puramente aditiva- Ê o mito do «pagamento do rastro, isto ét òc uma diferíncia originária que nao é nem ausência nem presença, nem negativa nem positiva, Á diferíncia ofiginúria c a suplementartedade como estrutura. Estrutura aqui quer dizer a complexidade irredutível no interior da qual pode-se somente infleetir ou deslocar o jogo da presença ou da ausência. Aquilo dentro do que a metafísica pode-sc produzir mu* que ela nao pode pensar Que este apagamento do rastro se lenha dirigido, de Platão a Rousseau c a Hegcl, à escritura no sentido estrito, eis aí um deslocamento cuja necessidade talvez agora se perceba, A escritura é um representante do rastro cm geral, ela DiO é 0 rastro mesmo. O rastro mesmo não existe. (Existir, í *cr, ser um cntcF um ente presente, to on,) Esto desloca-» meoto deixa, portanto* dissimulado, de uma certa maneira, o lugar da decisão, mas ele o designa muito seguramente. A F5CRTTURA* MAL POLÍTICO E MAL LINGÜÍSTICO O desolo deseja a extCNoridadc da pro^ençu c da nlo-presença. Esta exterior idade é uma malriz. Entre todos seus representantes (extciioridadc da natureza e de seus outros, do bem e do mal, da inocência c da perversidade, da consciência e da nao-con«i*ncia( da vida e da morte etc), ele 6 um que requer agora uma atenção particular- EJe no* introduzirá ao tisxoi sur ftirixirtf des lânjtuct. £ a cxtcriotulaoc <la ilnminaçio e da fenridlo, ou da liberdade e da iiao-lihcrdadc. Entre todos este* representantes, a extenoridade da liberdade e da nào-liberdade tem, talvez, um privilégio. Fie reúne mais claramente que outros o histórico (o político, o econômico, o técnico) e o metafísico, Hcidcggcr resumiu a história da mctaffwa ao repetir o quo fazia da liberdade a condição da presença, isto e\ da verdade1. E a voz sempre se dá como a melhor expressão da liberdade. Fia é por si mesma a linguagem em liberdade e a liberdade de linguagem, o falar franco que nâo tem que emprestar da exterioridade do mundo si£nificantc$ c que parece, pois, deles não poder ser possado. Os seres mais acorrentados c mais desprovidos nio 1 AcuJ MM st*** «li*f M #i mm D* twfntt « fr***-**ít 0* V

leiTi todavia df*H espontaneidade interior que é a voz? « ^ ^ verdadeiro do cidadão o í rximeirameme desses seres c à owrcé do poder de outiem: os recém-nascidos. "A* Ikll dádiva» que eles recebem de vós são cadeias; os tiros tratamento* que experimentam são lormentos. Mi> /IüéJJ de tivre xnâo a voz, como dela oio se serviriam # queixarem?" (frmif, p, 15. 0 grifo é nosso). O íEJKW W J'or/£fo* <te JanjMr opõe a voz à escritura como a presença à ausência e a liberdade à servidão. Estas sfto* aproximadamente, as últimas palavras do £VMIí: "Ora, eu digo que toda língua alravé* da qual não se consegue ser puvldo pelo povo regido c uma língua scrvil; c impossível que uni povo permaneça livre faluúdd (ál língua" (cap. XX). £ por esta frase que retomáramos pé sobre uma terra rousscauista que mal abandonáramos, quando do desvio pela ideoléví-sttaussiana da neighbourhood, das "pequenas comuIci onde todo mundo conhece todo mundo** c onde ninem se mantém fora de alcance de voz; ideologia elástica a MI Ni da qual a escritura tomava o estatuto de uma trUte fataJade vindo abater-sc sobre a inocência natural c interrompendo a idade de ouro da fala presente e plena. Rousseau concluía assim: 'Terminarei estas reflexões superficiais, mas que podem Ruicitaf outra* mais profunda*, com a pauâgcm que muii su* geriu. "Seria matéria de um exame bastante filosófico observar no falo e mostrar por exemplos, como o caráter, os costu* me* t os interesses d* um povo influem sobre sua língua" {Remarquei sur Ia grummaire xéttvrale et raisonnée, por M. Duelos, p. 2). O Comentário* <Jc Dudn* parece ter sido realmente* com o Essaí sur Von/rine des connaissances humaines de Condillac (1746), uma das principais "fontes" do Essai sur loriçme des lanjtues. E poder-se-ia mesmo ser tentado a considerar o Essaí de Rousscau como a efetivação do pro8 « M "filosófico" Indicado por Duelo*. Este lamento "a inclinação que temos para tornar nossa língua mole. alcminada t monótona. Temos r*2ão para evitar a rudera na pronunciaçào, mas acredito que calmos demasiadamente *> afeito oposto. Antigamente pronunciávamos muito mais ongos do que hoje; pronunciavauMe nos tempo* do* verFntlàw******* â •*¥>* ttninU Grwmlrt rttínfr ti MftMfr *' «fmrfc * {•'*»»••* ** Xwn. Mftfff im jtMi nr Ivrir*** * " ' « U M , *> , U|l j «s»MtniÉr#m-ii OPTU. Ftrta Ano XtL - 1»J

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tiIAMJ*rüLOGU

bot, lai* como jatou, faur<ns c em vários nomes tais como FrançtHs, Arnsloã. Pohnoh. quando hoje pronunciamos frrtj, faurrs. Francês, AngUs, Ptn*<mi$* No entanto, otes ditongos davam força c variedade a pronúncia e a salvaram de uma «pície df monotonia que vem. cm naric. de novsa multidão de f mudos**, A degradação da língua c í> sintoma de uma degradação social c política (tema que *c lornará multo freqüente na segunda metade do século XVllf); cia tem sua origem na aristocracia na capital. Duelos anuncia bastante precisamente oi lemas rousscauUta* quando assim prossegue: "O que se denumina entre no* a wdedade, c que os antigo* nao teriam denominado senão gruptlho. hoje decide sobre a língua e os costumes. Desde que uma palavra permanece algum tempo cm uso entre a gente mundana, sua pronúncia se araolccc"\ Duelos também julga intolerável « mutilação assim infligida as palavras, as alterações e sobretudo os encurtamentos; é preciso, sobretudo, nfto cortar »* palavras: "Lsta indolência na pronúncia, que nâo c incompatível com a impaciência para se exprimir, faz-nns alterar até mesmo a natureza das palavras, cortando-as de forma que seu úmido não í rnait reconhecível Hoje, por exemplo, d«-*c J como provérbio: cn depU de lui et de sex dmi [a despeito dele e de seus dentes) em vez de ses atdanx |scus ajudantes ''Temos mal* palavras encurtadas ou alteradas pelo uso1 do que se crê. Nossa língua tornar-se-á tosensivelmentc mais apropriada à conversa que à tribuna, e a conversa dá o tom a cátedra, ao foro c ao teatro; enquanto que entre o* grego* c os romanos a tribuna não ve-Jnc escravizara. Uma pronúncia elevada e uma prosódia fixa C distinu devem cotücrvai-aç particularmente entre novos que Slo obrigados a tratar publicamente assunto* interessantes para todos os auditores, pois vjuc» sendo alias toda* u$ VUIHI& iguais, uni orador cuja pronúncia é firme c variada, deve ser escutado mais longv que um outro..,"
11 tK».4> M"'1*til»» n* t H k f e f j n ü k > •* fv..--.,, L.,'-. I í 11 í. I W * J • . i u M l f i i n S i r * « « * i « n - M t o l u * w b o umfa J u t M * d « *.--í i«r tfi A i a j u n . ft»u«**ju I f i t m ttm í f í t l u i * i h ^ * * í v i t i do* < O K I H I « * Í | f r f m r v l o da pronüntiii * o w i y w M da ftalfcWf** O c » » a Mia* t u m i r i u d j r l i i f i \ A e » à» qu*-* i r * o irhi« P f M V á l ^ J e •*•*•! »T_ * mm «ia d***dm • uai ''^ I d o d» p i o f a t a d * no AraSn, ç*i no *otnn** nu i*> aáhnn"* " h i l r r f a i fUW i Ia i | u v d * f ! ( A i r w t i — r A f f i t M f m m rtpW. ftfriv*»t - -trtrO M í ? # i c " Tfldoi t t r « u n n t i i i f i i t * N m t o abada D u St». fff/lri**** *w to f W / * # tt tw m rttot** <Mi*f

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A lüICíttViu lld língua t da pronúncia seria, pois, iüvepuda corrupção pol-lica. O modelo políüco que assim inspira Uuclos c a oVmocracia de estilo ateniense ou romano. A llHRUü 6 a propriedade do povo. Eles devem um ao outro • U unidade. Pois. se há um corpus da Língun, um sislemn da língua, é na medida cm que o povo é agrupado c reunido "cm COTpo1 T um novo fm coipo <U ( U U t t l I f b f U ]C Um povo é portanto o senhor absoluto da língua (alada, e é um império que exerce sem disso se aperceber*1** Para desapoMar o povo de sua dominação sobre a Língua e assim de ma dominação nobre si, <í prociio, pois, suspender o falado da língua. A escritura é o processo mesmo da dispersão do povo reunido em corpo e o inicio de sua cscravizaç&o, " O corpo de uma nação tem direito unko súb/c a língua fatàtiu. t os escritores têm direito sobre a língua escrita; o povo, dizia Varronf não i o senhor da escritura como da fala" (p. 420).
r ávcl

Esta unidade do mal político o do mal lingüístico apela, portanto, a um "exame filosófico". A este apelo, logo rev ponde Rousscuu pelo Essa!* Mas, reconhecer-ve-i ainda, muito mais tarde, sob sua forma mais aguda, a problemática de Duelos* A dificuldade da pedagogia da linguagem c do ensino das línguas estrangeiras, está. dixá o Emite, cm que n l o se pode separar o significantc do significado e que, no mudai as palavras mudam-se as idéias, de tal modo que o ensino de uma língua transmite simultaneamente toda uniu cultura nacional sobre a qual o pedagogo não tem nenhum controle, que lhe resiste como o já-aí precedendo a formação, a instituirão precedendo a instrução. "Causará surpresa de que eu conte o estudo das língua* «o número das inutilidade* da educação.. , Concordo que *e o escudo das línguas não fosse senáo o das palavras, ou *ejaT das figuras ou dos sons que as exprimem* este estudo convir às crianças: mas as línguas, ao M d i M C l os " p i o * , modificam lambem as idéias que representam. A l eafaçaa w formam sobre as linguagens, os pensamentos ad~ quirem a tinta dos idiomas. Só a razão é comum, o espirito l *m. cm cada língua, sua forma particular, diferença que bem " ' l j m iwo viu <0fp> Q e íw um* Uft|in É p»** nwur*c* u S T * M n*««iA*dí ú> i<Jé-v # o> MUMI mu** • «w«i* rCTm 1 »»"S1fflJUUUifmR m m k Òt rfoíV» •«* cii» ir* ç****r*l ***** <•*• SMdaatM, d * «K-rtritt o» aot twf-fww Amiúüf 4 a* *mh** ^tMfUi y*jti 4 » miMHilíA rnni, uilil, qw mpft * f*Owi§* ** *»l lniH T ~ J « * • * " • *M*10I «u* tt>i H I nlWt. . . A tWMHi <feta ,,„ .. «*tt*. «iimo * Unv*M*m. *MI **a | - U | I W I ü NIIU t n ft ri i *V(0t aWltlm jnlti 4 < n«44va>*t mil aiutv J* w U w d.- .-*. **tia«ti • cm,h» *

11',

i.HAMA IOLOOIA

poderia acr cm pane ti tiiusa ou o deito dos caraüicitt iucú>l j .L.i .!••_::u: .i,ldt> Dais; e, o que parece confirmar csia conjetura c que, cm toda* a 6 que. .íS LKI^O.', LL« mundo, .i língua segue SI lUHilndil dl>S COStU- | SJtudCH mcs. c conserva-se ou altcia-sc como eles" (p. 105). 1 toda cila teoria sobre o ensino dai língua* ie pousa sobif uma dtMin^an iij^orosa entre a cohiÉ o Mantido fl idéia) e o signo; Jlfrjfrla Imfc. entre o referente, o significado e o aignificante. Sc o representante pode ter uma eficáciaT^B vem nefasta, sobre o representado, c se a criança nao deve c não pode "aprender a falar mais que uma língua'4, c porque "cada coisa pode ter para cia mil signos diferentes, mas cada idéia nao pode ler mais qu: uma forma" Vbxlem). Lançado por Duelos, o convite ao "exame filosófico" desta questão caminhou. pois, por muito tempo, em Rousscuu. 0 c fora formulado no Comentário cm 1754 P cilada na conclusão do F\$tut mas. outras passagens i\o Comentário são evocadas cm outros lugares notad;iraente rto capítulo V ^ H friniHcm-iitft nlu.i cildcúo, que não puderam, puto, *cr anteriores à publicação do segundo Discurso {Discurso stfbrc a \ orijpm e os tufutamrnkv da dcujtualdaJc *ntre os homêfO^Ê também datado de 1754. alguma certeza quanto à data de redação do Essaft R cm que medida pode-se ligar este proM^B ma cronológico ao problema sistemático do que se denomina o ctludü do pcnvimcnto do autor? À imporilbráu guc reconhecemos a esta obra nos proíbe neglicenciar esta questão. Sobre a data de composiç&o de^te texto poucu conhecido c publicado após a morte de Kouvtcau, os intérpretes c 0*1 historiadores mais autorizados raramente chegaram a um acordo. E quando o fizeram. e cm $cr3l por diferentes razoe*. ^ H " L-itlocaeSo úllírou cm jogo. deste problema é evidente: podfr4ll falar de uma obra da maturidade? Seu conteúdo concüil^H com o do segundo Dh<urso e das obras uferiores? Neste debate, os argumentos externos juntam-se sempre aos argumentos internos. Dura mais de setenta anos e conbe* * ecu duas fases. Se começamos por lembrar a mais recente* é j primeiramente porque ela se desenrola um pouco como se • fase anterior nao tivesse colocado um ponto que ucrcdltamt^ final ao aspecto externo do problema. Mas é também porque renova, de uma certa maneira, a forma do problema interm 0 DGGATE
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A K11NOMIA »A PlkllATÍL

As citações de uuclo* nio sao os únicos fndlccs que permitem aos comentadores modernos concluir que o Usutí

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* r Av[friuf JU acjfiiiíilo OLuurso, ou que c quando muito w u contemporâneo, B. Gagncbin c M. Kuymond lembram na ediçio da* {.vn/lssôes? que " & U A V Jur Ftmpnt de\ Ianque % apareceu pela primeira vez num volume de TVWtò tur h rnt*<W"'' de ^ ' J ' R o u ! U C l l u * l u * r , u p c y r o u publicou cm O M O • cm l 7 8 l t «gundo o manuscrito que ele detinha e que fejou a Biblioteca de Neuchâtcl (n? 7 8 3 5 ) " . O* editores das Ccnlessioits chamam a atenção Mibrc C5lc "muito notável opúsculo» tão pouco lido1*, e apóiam-sc n>brc as citações de Duelos para situá-lo após o segundo pticurstt* "Enfim, acrescentam e!est o próprio assunto do lupõe conhecimentos c uma maturidade <k pensamento (juc Rouwau não adquirira em 1750'. £• também a opinião <lc RL Derathé8, ao menos no que diz respeito aos capítulos IX e X que estão entre os mais importantes c que. explicando i "Formação dai línguas meridionais" c a "Formação das línguas do norlc*\ desenvolvem temas muito aparentes aos do seguiu'*» /JíftvoPi Xao 6 verossímil — c tentador imaginar — que Rousseau tenha podido estender a redação deste texto por vários anos? Não se poderia* então, af relevar diversos extratos de sua reflexão? Às citações de Duelos não poderiam ter sido introduzidas bastante tarde? Certos capitulo* importantes não poderiam ter sido comporto*, completados tiu retocado* simulianciimeolc uo segundo Discurso ou mesmo dpfa ele? I v o conciliaria as interpretações e daria uma certa autoridade a hipótese dos que hoje situam o projeto, quundo min toda a redação do Essa* muito antea de 1734. Vaughan considera aftsim. por razões externas, que o F.vtãi foi protelado antes do remindo })luur%o c mesmo antes do primeiro Discurso (1750)*, Realmente, ele se prende muito estreitamente aos escritos sobre a música Seu título completo bem o d u : Essai sur loriçint dts largue*, tw it est *>irlé de to Méhdie, et de iãmftation musicúU. Ora, sabe-se que os escritos sobre a ntiüMca respondem a uma inspiração multo precoce. Em 17*2. Rousseau l i à Academia das Ciências, seu Profet ronctrnant d* nouvraux sigw {mur ta rmuiqur* Em 1743 aparece a Ditsertátivn sur ia musique moderne, Fm 1749. ano e composição do primeiro DÍscursot Rousseau escreve a fedido de tfAlcmberl, os artigos sobre a música para a £ « '• *»UJt IT I
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OHAMATOLOOU

thlopJdla. E a partir deMes artigo* que cie compor» o ttimnmre de musique a que o rVjtfir foi *oldado quando de sua primeira publicaria Nâo se pode. então, imaginar que o M W foi empreendida ncsln época, ainda que. prolt4igando-sc tua redação por vários ano», Kouivcau lenha modificado ate* 1754 algumas de suas intenções c alguns capítulo* * u * . Checando a pensar em la/cr do Fnai conforme O afirma num Prefácio* uma parte do segundo Discurso? entretanto, apetar da comodidade e da plaustbilidadt desta conjetura conciliatória, permanece um ponto «obre o qual, por razoe* internas c sistemáticas, è difícil apagar o desacordo ao distribuir a cada hipotçsc «eu período c f u i parte de verdade- Cumpre aqui tomar partido. Trauvae do conteúdo filosófico do capitulo I X "Forma* vAo dai língua* meridional* 1 ', fi a reapeilo deite cop fundamental qoe R< Derathé* * J* Kiarohin*kÍ separam Eks. certamente, jamai* se opu*eram diretamente sobre ponkv Mim, enda um i l r l w lhe comuigra umn nota11 e confronto deve-no* ajudar a esclarecer nowo problema. Ouc o Estai te)a uma peça destinada ao segundo CUrêO, af está, Kgundo Dtralhé, a hipótese " m a u veroai ao menos no que d i / respeito ao» capítulo* IX c X . .. icilcmunham aa mesmas pmicupavAM que o Discurso i drsixuM*«Ít-> Ora, t precisamente no capitulo IX que Sturobinskí rosv salta uma afirmac/io que lha parece incompatível com • 3 tançio do segundo Dtwurw, Dela conclui que O rendimento de Rousscau evoluiu. E *ó pôde faze*lo do Ema* ao Discurso, poli u d o u l i i n i , ao que parece, nâo mais variará DO ponto considerado após 1754. O üssúi seria, pois, anterior siiu> maltca c historicamente, ao segundo hiscurso. E isto Apareceria do exame do estatuto que ele reconhece aqui e aU I esto sentimento fundamental que í , «cgundo ele, a piedade. Em uma palavra* o Discurso dela faz uma uleç&o ou uma virtude miurd, precedendo o uso da reflexão, enquanto 110 tssai Rousseau parece julgar necessário qtie ela seja prevlanienu- iíei{t*rtatiü — deixemos, de momento toda sua indeterminaçao a cita palavra — pelo juízo Lembremos primeiramente a doutrina do Discurso, poií cJa não dá margem a nenhum desacordo, Rousscau aí afirma, tem ambigüidade, que a piedade c mais velha que o irair>

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hâlho da razfto c da rcQcxiÇi A I está uma condição de sua
universalidade. E o argumento náo podia deixar de apontar

-Nlx> cfcii> baver nenhuma **M«r adição a lemer. outorgando M> homem * ònka virtude Núturai q w fora forçado a reconhecer o ngrejQf « a » exagerado da* virtude* bunuruu 1 '* Falo da Piedade. Uwtftiçao eoniwíeni* a wic* ião fratoi e iujri;i>i A tanto* malc» ^mo no« o u i n o i i vlrtoda lanio mai* univeroal c tanto mal* dlil to homem» fl1** * ' • ' " ' ' pwrd* o */** *> làde? r*llfrJtot e <ao Natural «iiM m própria* alwnariai dela dao por vetei nlitioi temível»". l i apris dar exemplo» dela. na ordem humana c na ordem animal, ma* remetendo i | U í u e * e m p r e às relações da Mãe e da Criança. R O U M C U U pruSKguc: • í . i l * o puro movimento tia Nntureia, r r w f o * ' a loéa ftft*itàa\ lal e * força da piedade natural, <!*"> «* coitume» mal* depravado* ainda tem dificuldade em dulruir Mandeville bem ttniiu que com tOd» a MIM moral o* homem lamnl* UíUm «ido aenfio mcMitircii, *• a Naliirvrt nao Ihn tivtue dado a piedade para apom da r a / i o ( ( * 1 poli hnn cerlo que n piedade é vim aenllmenlo naiurul. qu« moiarandâ am cada mdMriun a *iivid*rie do amor de u metmo, oonA corv+Mvecan nufllua de inrit a eipetie ft ela que noa leva Hm ftfUtéB, ao tooono do* que vemo* mfterem ò ele que, no Mtod» de NatUflta*. <*ufn tapir de l e i . de iiMume* e d* virtude» com a vantagem de que ninjuem * brotado a deaobedecer à tua

Marqucmoa aqui u m a p a u s i ante» de ictomaxmoa o f i o do debate. < * iiMilcromoi ainda o tUtcma da» mctdíofau, A piedade natural, que i c ilustra de maneira a r q u c i í p k a na relação da m i e c o m o f i l h o e em geral na relação da vida com a morte, comanda c o m o uma doce voz. N a metáfora deita doce voz »fio i r a n t p o r t a d a * ao mesmo tempo a presença i l tm-m *# MinflMrtlkt Vtt a JW* de feffPhlnúii * P4lti*a #e ütt ****• h. tetciu l U ( . i l i l l í i t t „ , m i l í ^ f i n » «a** <\ m , r I M . o
p i t o é BOM»). Mrtne * mitu> O* eumpIcH ncwludrH p » R n i i n u u nao ant p | i "mm têtv da t a r a w * d*t M i i » |Ur« com N U » i u * n * , a diw

a™ W flaji rnfrcrj*m tuca uuiUJ*fc4h cfeKTYjfnn*. iode* cit d i u a VfvpaatvLt um Um P C#\mlm .tr n u í um CVíIíII vivo, Lm «edatal dmi^il K * i'»vi wn 4itiiMttvk mntTf a ufa animei morw et t u i EoHvli: H* m* 4<e i m j i o „ m#L ^ a 4 tfff ir( - U || Wm4 t «t uinei moaldoa du OtdL< g . * " " 1 *™ •*! MalAániro «imu.Utv A (mritulo uiit I«LCU tlir l i n l - f í t * i I ™ * * a uxa.r t v<mi, f 0 BMor da /'«Me Jíf a^f^WrL fMtadi» l * K U * I I í ( O mo tf w t l | ^ f â HÍnfacirnoi a puetlca LcMeam da «aa *n4 <|lí* peííM^, •' to'*» x1™ aãaiane <troí, arrancando um* ^n» e ptfi t 0 1u* * " * • T"aifarnto ceaa teu Orrrt m^rjrffo ^ rtít»íii fiHtfV racio i * * * -íl*" '' ^ ^ '* * tflh ** •• eifiroaria* dc»i Cranta Q « horrema *v •aaeaiin im * **** '^lenunhi ar • " *C\*iln^nKPiii no uutl nLt itm l<v 4r li***, * * " ^ H ' M Our *naúiUn i<*n tortt a «na «laia. por alft codti ave» m u r t a Z L ^ ^ ' " • *< aeaMiaak. "*ra » < i inca *tofíbüfci*i i * . í . ™ " " " ^ «• NeiucatM, 4UHtWi * t«ai feritite . "
Tili-ftP , ** * ° ^ * " " »im Ow <tfipaiHrv<t * * * » * 1 * * i MU, UO i u m ^ ^ue n<n

2(2

OIWMAIOUXíIA

da mãe t a du iMturcia. (Jue cila doce nw seja a da natunua c u da mãe, isto se icconhecc lambem em « r cia c, corno sempre o assinala a metáfora da voz em Rousscau. uma lei: •'Ninguém 6 tentado a dcsobcdccè-la". ao mesmo lempo porgue chi é doce e porque, itendo natural, absolutamente urnp. nal, ela é também inexorável, fcsia lei matemal é umn voz. A piedade i uma voz. A voz e Sempre, em mu CSíCULIU i passagem ua virtude c da boa paixão. Por oposição à etófl tura que c te/n piedade. Ora, a ordem da piedade "ocupa lugar de lei", supre a lei, entendamos, a lei instituída. Mas, cumo M lei de instituição c lambem o suplemento da lei natural asMin que cilti vem a faltar, vi-se bem i|uc só O eunccito de suplemento permite pentai aqui a relação entre a natureza.: a In F.steí dni* IITIIUK Vó têm ^eniitlo no interior da estrutura de suplcmeniariedadc. A autoridade da lei nào•IV .IUTII.íI só tem sentido tio se substituir a autoridade da lei natural, a "doce VüZ" D que foi preciso ser "tentado a desobedecer". A ordem «cm piedade a que se acede assim que á oVicc vuz Cessa (k w l " n ouvir, é i/m simplesmente, como Ccixavamos imaginar há um instante, a ordem da escritura? Sim e não. Sim, nu medida cm que se lê a escritura ao pe da letra ou se a liga à letra. Não. na medida em que « entende a escritura em sua metáfora. Então, pode-se dizer que a lei natural, a doce voz du piedade, não é somente proferido por uma Insiámiu materna, ela ( inscrita em in>i«i» corações por Deus. Trata-se, então, da escritura natural, s csuiiura do coração, que Kousscuu epõe ã escritura da razão Só esta última é sem piedade, só cia transgndc o interdito que, sob o nome de afcçio natural, liga a criança ã mar c protege « vidu coniru a moiir Transgredir it lei i l fl dt plcdwk d HllatlDÜI a afecão natural pela paixão pervertida Ora, a primeira é boa porque é inscrita cm nonos cnroçdál poi Deus, £ aqni-quc nos encontramos esta escritura, divina ou natural, cu|o deslocamento metafórico havíamos situado null tcfrOii, Nu Imile. descrevendo o que ele denomina "segundo nascimento". kousM.ui .sercvirá.

No>iis pMlSOM 1*0 <~ in.imft.ti> inslrnnwfiu» ifc v s i .11 'ttlãu: é IV». " " " • < 11 L. i , . uii.iniii riilliula uucirr <Sfl^^^| i tiMtvim u naiuiH i, i rafornuf a obn > c Deus. Ko II.-I» Ji * ao hontem que imilnw »• p«"uts qwt «Vr lhe 0«. Dcu> nuci«(» • nlo minuta »lf •* .oiiliailirt. » M memo. Iiwn*h rir >'t" «fj oídfm iiwvnula. IU-IJ i) r .iritiUi (ala «Hfllu no minvao huinn • o une Deus Qiicr QU« wn homem fmii. *l- une lho ti» d M imi owro hnnwm Hr IKi< dl* «Ir masm» «I< | •" "

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A |>iiníh> absolutamente prlmiiivii,;, que íkm nan jwlc „j f nar-no* uitular sem contradizer-»e u ti mesmo, é o amor !fc(i. Sabe-ie que Rousscauo distingue do amor-próprio que é »ua forma corrompida. Ora. se a lonlc de iodas U paixões . natural, toda* a» paixões nio o íflo. "Mil riacho* estranho* -Mfoíuiam (íNi/V/n). O qur noa tmpoiia aqui. quanto ao ia»"° da piedade, (ãii do amuf a ouirem. c que nào í nem . fonte cia mesma, nem um fluxo passional derivado, umu iiaitao adquirida cnlic oulras. Ela c n primeira derivação do imvr de *'• Ela * quase pfimiliva c í na diferença entre a • midade c a identidade absoluta* que se localiza ioda a problemática da piedade. "O primei m sentimento de uma criança c amar-se a »i meima. t o Segundo, que deriva (In arimciio. c amar o* que dela se aproximam" (p. 248). Esta derivação é demonstrada cm seguida: ela é menos um distanciamento e uma interrupção do amor de si do que a primeira e a mais necessária de suai conseqüências. Se a piedade modera "a atividade do amor de si" (segundo Dlmirto, p. é talvez menus a ela se opondo" do que a exprimindo de maneira dcsviaib, diferindo-a, po» esta moderação "contribui para a conservação niútini da çspéric" (ífrfdVm). t preciso ainda compreender com» e por que a piedade, suprida eb mesma pela lei c p"la sociedade, pode tambím desempenhar o papel de suplente. Por que tornar-se cia. num momento dado ou desde scmpie, o (çnente-lugar da cultura, o que "nu estado de natureza, ocupa lugar de leis. de costume* e de virtude.'" Contra qual analupin de si mesma, contra qual ccpruvaçao nos defende ela, que lhe seja tão semelhante mas também tão outra pura que a substituição tenhu £ por acuo que, como lal outro suplemento, o sentimento natural c pré-rcllexivo da piedade, que "contribui para a conscrsaçflo mútua da espécie'", protege-nos, entre outras as de moric. do amor? É por acaso que a piedade proWíl i/ro»io) o sua dcs(ruK;ao pelo furor do amor. V na medida, cm que protege o homem [vir) de sua destruição pelo furor da mulher? O que quer di«r u inscrição de Deus. a piedade que liga a criança a mac c a vida a natuicza - deve-nos defender da paixão amorosa que liga o vír-aaotnem da criança Io "segundo nascimento") ao vir-*:r-mulher da mfle. Este devir é a grande substituição. A
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4>hAMA|OLX?0IA

piedade defende a humanidade do homem c a vida do vil na medida cm tiuc salva* nó* o veremos, j virilidade t o hc c a masculinidadc do macho. Com eíeito. se ;i piedade é natural, se n que no* a idcntitkarmo-oo» com outrem é um movimetilu inalo, amor, em cumpenvaçAo, a paixão amorosa nSo tem nada d{ nalural. £ um produto da história c da sociedade. "Entre a» piiHOC* que agitam o coração do homem e«a ardente, impetuo*i, que torna um sexo ncceiiirio AO outro; rui: le nível qoe desafia lodo* o* perigo*, dcinihn lodo* oi 0H1 Atolo*, ouc, cm wu.i íurorrv pmece pri^pfiii JI riemuir o g£nflii>-hum*txi qu elj é dnliftida a convmr. U que K tornaiao o* homenv piei JCMJ iki*u detcafreada e brutal. tem pudor, tem modífi^Jo, c dripuiando «e cadi dia *eu* amore*, paiandcn* com aeu sangue?*' ( D r M i w , p. 1571. £ preciso ler atrás dente quadro sangrento, cm sobim* pressão, ü outra ctnüi a <juct imediatamente antev com a ajuda das mesmas cores, exibiu um mundo de cavalos mortos, de bestas ferozes, de crianças arrancadas ao seio materno* A paixão amorosa 6t pois, a perversão da piedade nat r a l Diferentemente desta, ela limita nosso apego a um único. Como sempre em Rousseau, o mal af tem a forma determinação, tia comparação e da preferlncla. Isto c\ dl diferença. Eata invenção da cultura desnatura a piedade, dcS> via seu movimento espontâneo que a conduziria instintiva indistintamente cm direção a tndo vivente. qualquer que sejs a sua espécie e qualquer que seja o seu sexo. O c i í

que m i m o intervalo entre a piedade c o amor nlo
uma criação da cultura em noasa sociedade. Enquanto aitú* cia da comparação, ele c um estratagema da feminidade um. arrazoamento da natureza pela mulher. O que há de cui e histórico no amor está a serviço da feminidade; feito escravizar o homem à mulher £ 'um sentimento f í nascido pelo uso da sociedade c celebrado pelas miilhc com muita habilidade e cuidado para estabelecerem wti li nério, e tornarem dominante o sexo que deveria obedecer f p. 158). E o Emile dirá que "está na ordem da naiur que a mulher obedeça ao homem" (p. 517). E aqui, Re seau descreve a luta entre o homem t a mulher segundo esquema c nos termos mesmos da dialética ncpelíana do nhor e do encravo, o qu* nao esclarece somente «eu te) mas também a Fimtmenahgfa do Eipírlto:

oarvfeta a tstuiTtKA DO KHAI m i l L*otfoiHa

215

* f o i u n ^ i quando ilfl a toma num prole uiffftofi i ordem tutu j c J ordem £ < v i l ** harmonizam e tudo vai bem. Dá w o contrário , IM ftdô atiaado**e abaixo dele o homem opU pela alternativa de ferir • direito cai w u reconhecimento e de *er iofraio ou deipreiado. Bntlix 4 mulher, viiando a Autoridade, torna w o tirano de- wu chefe. « a Mihor. io*nado o etcravo, v l w • maU ridícula c A maii mitcrt«ti dai criaturas* Tak tio etiet desafortunado* favorita* mie oi rru I ^fM honram e atormentam por ma «Nane* « que, dis**e. para deitarem com tuab mulherev *ó ousam entrar no kito na ponta do» pi," {ibütm). A perversão histórica15 inlroduz-se por uma dupla substiiuiçáo: substituição do comando político ao governo do* tpésttco, e do amor moral ao amor físico. E natural que a mulher governe a casa c Rousacau reconhece-lhe para isto um 'talento natural'*; mas, ela deve fazê-lo sob a autoridade do marido, "como um ministro no Estado, fazendo-se comandar o que ela quer f a r a " : " t u scredito que multoe leitor**, lembrando-ie que dou a muthrr am lalenio naiural pari governar o homem» acuiar nw-ao iqul de contradição: enjannrue iot no entanto. Há muita diference entre •trofar-ie o direito de comandar, c governar aquele que comanda. 0 império da mulher é um império de doçura, de destreza < de complacência; tuat ordtn* >Ao c&icUto; soae ameaça* *&0 lágrima! Ela deve reinar na casa como um mimitro no Estado, fazendo-« comandar o que ela quer fazer* Neste sentido, e constante que os melhore* matrimônio*. Oo aqueles fm mjc | mulher l<m a maior antonoV d*: m u quando ela üetttonheca a \az do chefe* querendo uaurpar teu* direitos e ela própria comandar, to lesulia desta desordem •avatríâ. etcâadato c desonra" íibtJtm. O grifo é nosso), Na sociedade moderna a ordem foi, portanto, Invertida pela mulher e tal c u forma mesma da usurparão. Esla tllDllituiçlo não É um abuso entre outros. G o paradigma da violência c da anomalia política. Corno o mal lingüístico de que falávamos mais acima — e nós o veremos diretamente ligados logo a seguir — esta substituição í u m mal poJítico. A Lettrw à M . fMmbm bem o d i l : t nlo querendo maU oferecer t*paracao. ato podendo *e homem, a* mulheres noi tornam mulheres Fale inconve* «•» que degrada o homem, é muito pendi em iode pane; mat 1 sobretudo nos friadot como o noito que é importante preveni-lo. auto" ***** *" ***fcneaeeeiiproplai* conuarar ume «ar* eo p»f"l àm '•Trfci**i "* k'*frrt* Tr<iii» K pirk (ít to Q*C ptrtCt, 0* r»ff*ur«f «m e a J t i l i ^ ? * * -'*taBportSncUdo í«pel úè IRUIIH. que a oieeerl» « » h»™™ O lêÍMi. i . 'íir lu) aassi (aàajntjmt. ét ftrasthfpr 0 cartier, per veiei p u «irf s. . * * * * njamdo ~*lwma« oeseràta wfcrt « r**** hc-<*i a C a M g * AntftnaK itaha « « r r v ^ f n|P n f noxeuitV Mr « « 4 r*Sw m>f
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2 : f,

OHAMAIÜLOÜ1A

Cjownt um moflsrca homem ou awlhtret» ísio lhe J m ujr b«t irvlifarcntc ocade qur icja obedecido; mu, numa leptiolica, c ^ ^ H homeni"". A moralidade deste propósito é que as própria* mulheres ganhariam quando a republica restaurai» n ordem natural. Pois, numa sociedade perversa» u homem dcsjir. mulher a que deve obedecer: "Covardemente dedicado* à* vontades do sexo que deveríamos proteger e não servir, aprendemos a desprezá-lo ao obcdcofi-lo, a ultrajá-lo por nosso* cuidado* trocistas". E Paris, culpado das dcpadacõrs da língua é m;iis uma xvi incriminada: "F cada mulher de Par» reúne em seu apartamento um furem de homem mais mulheres que cia, que sabem prestar à beleza toda espécie de homenagens exceto a do coração, de que cia É cijpiii" i Iludem). A imagem "natural" da mulher, tal como a reconstitui Rousseau, desenha-se pouco a pouco: exaltada pelo homem ma* a ele submissa, ela deve governar u m ser i\ senhora. Deve-se respeitâ4at isto é, amá-ln a uma distancia suficiente para que as forcas — as nossas c as do corpo político — nfto sc]am encetadas por isso. Pois nós arriscamos nixisa "cimjtíluição" náo só com "freqüentar as mulheres" (era vez c conte-las no governo doméstico) mas também com R nossa sociedade segundo a dcLis. "EJcs (oi homens) ressentem-se tanto c mais que elas de seu comércio por demais íntimo: elas nele perdem npenus os seus costumes e nó* nele perdemos ao mesmo tempo nossos coMumcs c nossa constituição" ip 204). Portanto, a partida nio é igual c eis.. talvcT, a significação mais profunda do jogo da suptemen-j

tuMtdBi
Isto nos conduz diretamente a outra forma da perversão j substitutivo: a que acrescenta o amor morul ao amor fbiOQd Há utn natural do umuri ele serve a procriaçào c I Líjii^cr* vaçau da espécie. O que Rousscau denomina "o físico do amor" é, como seu nome o indica, natural; assim, soldado ao movimento da piedade, O desejo nao ç a. piíditdç, 6 ^ ^ H mas ele 6 como cia, segundo Rousscau» pre-reflexivo. ODjl cumpre "distinguir o moral i\o Físico no amor" ísegundO JHKUFW, p. 157). No "moral" que se substitui ao nuluial» na instituição na historia, n*i cultura, graças ao uso social, a, perfídia feminina dedica-sc a arrancai o desejo natural» * l captar sua energia para ligá-la a um sn ser- liste ussejura**desta forma uma dominação usurpado: I*. C Ownlff. p. Ml. thit-v W umMm u*i* « nq\g \i a^^H S r • * « • ( » mU ò, W "ul pOWiii, . < » *i»H<«t*» 1* ** tet». ««>•* •**• »> himiilH A 1'fin^i JH (* üa Viu \\ut (vw bi J| J ^ M I R

61*111 r E ü U m / M t » H M l HM l/VMUIPJ!

217

• i, i . . . « « * ta™»» (ei*l HU« l«vt um t**o a tinir-*.* «o outro; i o 41» 4OT*ua* *it* ücfC)0 t o f i u num " i ohjttn exchiwLI que <u) menu* da por **tc objeto preferido um maior pwi de c o e i » " <!*• I W ' A operação da femlnldiulc — c cita feminidade, « t e ipio feminino pode estur agindo tanto nas mulheres to naquele* que a sociedade denomina homem c que, ÜJZ Rousscau. *'a* mulheres comam mulher**" — CMilfitC, ' „ s em capturar a energia amarrando-a a um só temat a uma única representação. Tal 6 a história do amor. Nela reflete-se a hUtArta sem mui* tomo dcinaturaçio; o que acrescenta-se a natureza, o suplemento moral» desloca, por substituição, a (orça da natureza. Neste temido o suplemento não ií nada, ele não tem nenhuma energia própria, nenhum movimento espontâneo. É um organismo parasitário, uma imaginação ou uma representação que determina e orienla a (orça do de4*jú- JalHaift poderá ter explicado a partir da natureza c du força natural que algo como a diferença de uma preferência possa, sem própria, torçai a força, Um (Hl espanto dá todo seu impem c toda sua forma ao pensamento de Rousseau. F.Me esquema já é uma interpretação da história por Rouucau. Mas eaht interpretação prrrfa-5Cf por sua vez, a HerprcUçào scguridu em que se marca uma certa hesitação* Rousscau parece oscilar entre duas leitura* deata hiv F ti sentido desta oscilação deve ser reconhecido uquiEtc esclarecerá ainda por mais de uma vez nossa análise. Ura a substituição perversa é descrita como a origem da história, como a histnricidadí rnositia e o primeiro afastamento cm rcao dearjo natural. Ora ela aparece como uma depravacio histórica na história, nao timplcsmcn*c uma corrupção na forma da suplcmentaricdade mns uma corrupção suplementar, E deste modo que pode-se ler a* descrições de uma edade hisióricii em que a mulher se mantém cm seu lugar, írnunece em « u lugar, ocupa seu lugar natural, como o ubjelo de um amor nao corrompido: * *ft|i*o« r*atnvjm qu*ts ItxJu siu > ü i nr> ar hvrry ou dedíW-w a lay^ A f k M f M > OM r <cu | à f M |o r* do Balado em praça púbíí V pak**eandn no campo, no* ,ardma. à beira do mar, na chuva. * H»*« *coipre de cabeça dcKoberla, Em tudo i s » nada **». RIM »biíi- H muito bem cnmurft-la» se ncw^iiio, ç • * . por Mo* c^nti., < prl» amo*<r*a que nos ie«am cto tuat • qu* nem o ctptrito. nem o |0*»0, n*iu metnto o amo*. «n nada com «ata re*rrvH" {Utttt ri \í tCAttmb**, p w «rfr„ f imtttl}

218

OHAMATOIOGU

Mis há uma diferença cDtit a coniipçâo na forma da suplcmcntaricdadc c a corrupção suplementar? O conceito de suplemento é, talvez, o que no* permite peruai em conjunto essas duas interpretações da interpretação. Desde a rmmei ni salda para (ora da natureza, o rogo hisiórico — como suplemcniancdadc — comporia cm si mesmo o principio de um própria degradação de si, da degradação suplementar, da degradação da degradação. A aceleração, a precipitação da perversão na história é implicada desde o principio pela própria perversão histórica. Mas o conceito de suplemento, considerado, comn já o fizemos, enquanto conceito econômico, deve permitir-nos dizer, ao mesmo tempo, o contríiio sem contradição. A lógica do suplemento — que nao 6 a lógica da identidade — '.i- com que, simultaneamente, a aceleração do mal encontre sua compensação c seu parapeito históricos. A história precipita a história, a sociedade corrompe a sociedade, mas o mal que as estraga tem também seu suplemento natural: a i história t a sociedade pruduiem sua própria levistcnciu ao abbmo. Assim, por exemplo, o "moral" do amor é imoral: cantador c destruidor. Mas, assim como se pode guardar a presença ao diferi-la, assim como se pode diferir o díspeodio, retardar o "freqüentar" mortal da mulher por esta outra jxiiínoii de morto que í o nu to-erotismo, do mesmo modo. segundo esta economia da vida ou da morte, a sociedade pode colocar um parapeito moral contra o abismo do "amor moral". A moral da sociedade pode, com efeito, diferir ou atenuar a captação de energia impondo à mulher a virtude do pudor. No pudor, esse produto do refinamento social, í cm verdade a sabedoria natural, a economia da vida, qiat iiMil (rola a cultura pela cultura. (Todo o discurso uc Rousscuu, notemos de passagem, encontra aqui seu próprio campo de exercício.) CÕmo as muhVrcs traem a moral natural do desejo físico, a sociedade inventa cotio — mas isto í -ma astúcia da natureza — o imperativo moral do pudor que limita a imui.ilidade. IMO é. a moralidade, pois "o amor morar jamais foi imoral, a nío ser por ameaçar a vida do homem O lema do pudor tem mais Importância do que se acredita na iMire â M. dAlembert. Mas ele c capital no F.mile, cm particular nesse Livro V que seria prccUo seguir aqui linha por linha. Nele o pudor é bem definido, um suplemento da virtude natural. Trata-se, de saber se os homens se deixarão "arrastar u morte" (p. 447} pelo número e intempe-

I

oaMEU

• MCMTV»A DO BMAI SUB fCMUOIMl

219

«nça das mulheres. Seus "déiejtís ilimitidoa'' nio líffl. com Jciio essa eipccic de (teio natural que se encontra enlrc ai fêmeas dos animai». Entre essas úliimu, "<-i),(<(). a n«w«l<<n<**. " dete» M«W: d » nii> (tiiitam roaii o ma , n-i riri(imínlo. mu itnceraminlc: claa falem eiatamcnle a con.„ u u í f^n i filha de AiifuMo; rUi nio recebem ir-iii putaquando u navio eomplctt MU cargo . o ínilínlo a> impele in.iimo u d*i*m. CW* « " " " •' ""*'*"*"'"rf*«««"/«o w j * n o míi mulherrt. qou*do thei hoatíutii tíiado o pudort Esperar que rln> n*" de^eiem n>a** fJoinen». é esperar que eme* nlo Mrmn> mii* pai» n»d«" fO l r i '° * • » * ) ' ^ ""^ "plemento í decerto • •ronotnii •'« '"da do» homnn: "Su« iniemper»nç* natural conduaru n kotnen. » moilí: por coniei «ti» delitos, o pudor e n verdadeira
moral dai mulhrio"

Confiima-sc, de falo, que o conceito de natureza c lodo o sistema que cie comanda não podem ser pensados a não ter sob a categoria irredutível do suplemento. Sc bem que n pudor venha suprir a falta de um freio instintivo e natural, rir nÍHi dcixu de ser. enquanto Miplcmcnm, c por moral que seja, natural. Esse produto cultural tem uma origem e uma finalidade naturais. £ Deus que a inscreveu na criatura: "O Ser supremo quis honrar, cm tudo, a espécie humana: dando ao homem inclinações sem medida, dá-lhe ao mesmo tempo a lei que as regula, a fim de que ele seja livre e comande a ii momo; enltcjtatidoo u paiiõci imodcrudiii. junta u osa* paixões a razão para governá-las; entregando a mulher a desejos ilimitados, junta a esses desejos o pudor para conte-los". Deus dá, pois, a razão como suplemento das inclinações naturais. A razão está, pois, ao mesmo tempo, na natureza e suplemento da natureza; £ uma ração suplementar. O jpot que a natureza pousa, âs veia, faltar a ti mesma. '. o que nflo é diferente, exceder a si mesma. E Deus acrescenta como primlo {praemium), como recompensa, um suplemento ao suplemento: "Em acréscimo, prossegue Rous•a*. ela acrescenta ainda uma recompensa aluai ao bom ' ae suas faculdades, a saber, o gosto que se adquire pelas I honestas quando se faz delas a regra das ações. Tudo não bem vak. pareve-mc, o instinto das besta*". •lo-sc conduzir por esse esquema, seria preciso 'Odos os textos que descrevem a cultura como alteração rau!," 1 1 ""^ n,1s c i ê o c i a ! 1 ' « e i , espetáculos, máscaras, lite. esentura, Seria preciso retomá-los tw fio desua edint"or moral", como guerra dos «xos c como enca•'o da força do desejo pelo princípio feminino. Não

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GRAMA IÜLOOIÀ

i h o m e m i * m u l h e r a , m u o» b a t o m n •Ma guerra 6 histórica. Ela n l o é um fenômeno a 3 ( u n i ou Wologko. C o m o cm Hcgcl, cia £ um» guerra u consciência* c dos detejos. n l o da* ncccMuladc* nu i u l f j j natural*, C o m o reconhece* lu? U m particular, p* i ui cxpIlcaMu pela cscauci da* fímeas ou pelos "IntOfillai i j alvos durante ns I|II,IíH ;I fímeu r w u t a cnniianinmTiu- » upi , xlmaçAo do macho", o que» observa Rouutcuu, i»r A primeira caim; pofc, «a cada Mima nlo wnoru o m a c M a não «ar duram* dotl nie*e» do ano, *oh n t * poaio de viua a *U^Ê •a o nónuro da* flimai foatt manor ülneo wiiot: or*. »*nhum ri**** doli caaoa a aplicai*) 4 tapfcia humana» onda o núnwo d** H ultripiMíi *m caral o A n mtchot, c onde uniih «c o b v n • < > mifr oj *lt*ucn*, QIM u fama** Itnham, como aa dt uutrm *4p&i*a, tompua d* calor c da « M I U I I O * " . O "amor moral", n l o tendo nenhum fundamento biológico, naice. portanto, do poder da ImaglnaçAo. Ioda a pruvaçSo da cultura, como movimento du diferença e da f e r i n d o , tem, pois, relação com a poste dar mulheres. tii-w, sempre, ck saber quem terá as mulheres, mas o que tcrlo a i mulheres, B que preço será pago nesse culo das forças» O r a , segundo o p i m d p i o dn iicelerrtçlo da capitdlzaçlo que reconhecemos há pouco, o que abre mal 6 também o que precipita paru o pior. RouHscau podo-' ria dizer como Montaigitc "nowuw costume* tendem de uma maravilho™ InclimivJlo pani « r i " i . ni*r* r / n u M , 1. K 2 , Asilm a escritura, aqui a literária, compor lUtema r o m o amor moral» Fia a p a r e » a o mesmo tempo que cie. Ma* o amor moral degrada uindu a escritura, Ele liruJhe o nervo como tira o nervo do homem. Provoca "f*tni cnuIlltlAn da obr» r í á m i r u qu* ruvern dimUtiM-firr, sfmlo ttkt** uiiLamciUe para divailir rnu1tiero4 * t nflo Hodu M m ^ ^ H i**m profunclklfid*, voam iixljit tio toucariar mt baklo. I <• inalM dc r«t*crtver litceMnnitmcnir ai mtamai a da lorní lat wmpre novai Char ma I o duaa ou irí» que tervlffto da t*o*flo; maU eu càl^H Otfp mil ouf cofrfirmarAo n ivara. P cor IMO UUO a maior <Ini prndu&Det d* nixt» «ra paa**rJni <om cia; 4 a pu»lerii**de lafl üOI «o rifaram bam puiKut livro* Mala B M U I I ü »Cvulo no M (i/ri uin In nu*"* 1 O M H M ea apaiaatadoi aa vohm. ftutfan «• r^andon, iw « aal •Afia aa - m » * " . ao. IM i«*. l i . Irttr* ê y fAkmt*rit pr 10S-MT. Vw imKni á nr<i *U p< I Pèumt * n ^ ifm ui^iai a a » . > r ntaia A . -nto # ront o *»«in> NMitH 4 if«**i' IíWOí L p a a M MHI>tl arc hMnfh* pafllUiiado «m win* f i u <t»t» ti'tl" 4# frwa^ j»ftt. a* iii«Ma^i*« .o (itn»i# v . nbfA*^ HhiM ninid» H«BiiH*u* Mu i nnfvii v»* * «th» 1*1 »a* a a ^ H

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E â i í d H v i A n l f l I W í dlManckm d e m n i i u d o de n o w a p m i E m que ele i w t u j u d u u p r c c i n r a «ituato Inicial?

do Es***?

ntniot tlc verificar q u e , compreendido c o m lodo o ,iiTiinn dai **p<»lcftci que ele l u i i a n t a , o conceilo de píc* ^ u t a l ó f u n d a m c n l a l . L contado, i c g u n d o Siarobinaki. . r i r i a au>cn!c 4 n u m o m o excluído, d o RwrJ sur íorl* fSi R nftu w r/nv ê P 0 1 ^ ' 1 de'* 1 1 * de (cr c m conta < u c fato pura lhe m r i r w i r u m lugar n u história c n i arquit-r(Ante* d o p c n w m c n t o Uc K o i m c a u : " A ImfMiriiiwU do Imputo AtpoiilAncn il» piedfcdr. fmvlnownitt fido nuii-niid** J * moril, foi ÍnJW*Jn por H õ M W A I I dHilc o P f c f i t m a I M • n I NCAA» pwric da DálCWfOi e dtpolt no I W í * \ Rou«**u nAa <«**» de *(irmar que * pledadt é um» vnnu** aiif •pitotdt o u*a d* ioda ifílítAo" TAI 4 o *«i»Jo definuiwi Jo. MI^MITWMUI - » Roiimf*Ui u # » t fnpcilo. O n , o tÍMOi ikf fori* U #j«r «Vi >'—IK"» CAP IX, ío mui* v bri n a pouio Idéki boi i *iir • t«fii«K4 o <|(M pcimmrb I A I V í I uiifbuir * M I I levki <uu palu mcitut é • M I LupJtuku) iimu diidi interior AO x i h i m r n t o do OÍKuno toba a mit<m da tfarrtfflJaWf* Na FAMI RnimtAU nlw> adorne A r«M«tht i l * um Irnpttu de H I I ^ V I M i n t f l e u l u , c parece rneli inclinado atar n i t l f u htMetiiMA i k uuerra de toda* rama todo*, Pie* uAtJ íMnvmn tijodo* por ntahuma IdJU d* haternidiid» comum; i , itndo como arbítrio Anenat « IOTCA. u r a d l u v i m «• Inimigo* um dai ( m homem obnndonado MS. tobee a ÍAOI d* urra. ü mercl dv livncru humano, dívia icr um animal farox u A i a l l f A n I M M í I •ofiivnu >f detenvolvtm cm nóa <om rtOMàt loiei. A ptodad*. cm nora natunl no corufAo da homem, permaneverlii at*rn*maMO inmiw •• i muinavAo que a pò« em IOAO Como no» d*U*i»o« comover P«la pl*d*dt7 I iNmporiuuio-no* fora de no» momo*. IctomlfUando» • itm o ucr i^»r lOfio. V Í K O K H npciui ou medida cm 4114 )ul|Ainu« quo aW vtU* . Ai|u«U qu* l*tn*i\ i*fHiliu nfto pudA «01 «•m ^bmertlr. nem | « « ü + n*m pUdtMo; nio podA iimpouco mt m j u » vbtiUvc 1 , u concArNAo mmt miek^tnfit»tn dA (MdAdt M apro
do pemiiineoio d> WOILMIO» ."

fiitu anrmuvoek extraída* do C J U I / c ulcg4dai por S M r o b i n i U t i o i n c o m p u l í v e i i com ut tetea d o Discurso c do que nuo. A o n i r m n por U è i « p é c i e a de IIAlnicittnv •«MM* «rtimtntt JN HMirtl fim t«rt>m? H*n * nuláitl «u > , KKI« i »„<t.iM'R ^*^rM<( <ln »** I - l*l<» Al


i 7 7 S l l * i i íU l , M«UINWINA ff nlKAKMlflO d* f*MAUlt*At! • AMMM|i* i i t i i i r l St L l l 1 * " , m » " l *J I#**MP*. *i*«r tom*<nt allMi«Ad CM tUnnhv#t h • g " t > *v *f** ' »«i ^ífAfi" »*T»i í" * | ÍAA i.., l ™ * " « , » í l AM*II**IW «MM mwvM» d>mf» •iifimcA'* <»*y>' A.r-1 . ******* »*»* »-•»# tM.rWHiit«t**« « ^tm *!«» «iw l ^ » « « « ^ ftmZr u J " " * *•' ****J*iM«*í ipL 121 MU H n i t u i 4ffmln*Joth "Oi M i » ' 11 f" *"*" "*^ * l — mt*,! í.íMHIL* Ltntk f-"-i»'f-i fr«Mi-* • * um* >» I* M l ) ' ^ v . i i ^ í j - VAA, tr.iu A M A 0«n*tl»v ( N A| « «

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OBAMAlOUXiJA

Ai ROU*KUU tm de início, DO ESMí, uma COACCMíO mirante teu alojamento a Ioda a teoria dita "ul(crior"^h ; piedade. EJc escreve; "A piedade, se bem que natural DO coração do homem . . " Reconhece assim que a piedade é uma virtude inata, espontânea, pre-reflexiva. Esta terá a tese do Dhcurso e do Emilet U. Aquilo icm õ que Cita piedade "natural no coração do homem" permaneceria adormecida, inativa", não £ | razão, mas a 'imagínaç&o" que "a põe cm jogoT\ De acordo com o segundo Dnvurso, a razão e a rcílexâu traz o risco de sufocar ou alterar a piedade natural A razão que reflete oJU> c contemporânea da piedade* O tlxwu nao diz o cooirÃno A piedade nao è despertada com a razlo, mat com a imaginação que a arranca de sua inatualidade adormecida. Ora, Rousseau não só distingue, como í óbvio, entre imaginação e razão, mas faz desta diferença o nervo de todo seu pensamento, A imugirhiçüo nele tem certamente um valor cuja ambigüidade foi freqüentemente reconhecida, Se ela pode nos desviar é, inicialmente porq - abre a possibilidade do progresso. Ela enceta a história. Sem ela seria impossível a pcrfcctibilidadc, que constitui aos olhos de Rousscau, sabc-scf o único traço absolutamente distintivo da humanidade. Emh*?ra üA coisas tvjani muilo completas quando w trata da razio segundo Rousscau", pode-se dizer tjuc. sob algum pontos de vista, a razão, enquanto entendimento c faculdade cie formar idéias, é menos própria ao Homem que o é a imaginação e a perfectíbilidadc. Já notamos em que sentido a razão poderia ser dita natural. Pode-se também notar de um outro ponto de vista que o* animais, embora dotados de inteligência, nflo HAO pcrícctívcíft. São desprovidos deita ginaçao, deste poder de antecipação 4uc excede o dado slvel e apresenta no rumo do despercebido: was idéias aií um certo ponto* e o homem »ó difere neste *iH HCIIA pela diMâncim do oub *o intnot: Aljunt Fllówfo*
(Alam a udtumar que Mi mais diferença ilf um a outro humeffl de um homem a u n u besta. N i o * t poitT tanto o enieftdimcfltO : j / entre o* a n i m j » a distinção n n d l b do homem m u uffl quaiiotdc de agente livre" (segundo l>íiturtot p- 141), *Todo animal tem ideiat. pois ele tem «entido*: combitt

A liberdade é, portanto, a perfectibilidade "Há tuna outra qualidade muito especifica que os distingue (o honvcffl
t?L Lf t ri !Hii*lMt Lr rananMYfi** ér JVüIüIMU, <m auiil£Uiu t fBJM^H

OtNfcftfc t L5SJUlU*A DO " S A I *UR L'OKICJINE

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0 anUDuO e «*™ a qual não pode havei contestação: a faculdade de aperfeiçour-w" {p. 142). Ora, a imaginação é simultaneamente a condição da perfcçiihilídadc cia c a liberdade — c aquilo sem o que a u i i aâo di ipcrtiirti * nlo H mictria n.i ocdm ban tf i ativa e excita um poder virtual j A imaginação inaugura a liberdade c a perícetibiItfadc porque a sensibilidade, tio bem quanto a razão intelectual, preenchidas e saciadas pela presença do percebido, lio esgotadas por um conceito fixista. A animalidade nâo lem historia porque u sensibilidade e o entendimento são, «d sua raiz, Junções de passividade. "Assim como a razão mi pouca torça, wí o inferem nlo i um m i o quota H cre Só a imaginação é ativa e excitam-»: as pautes apenas pclii imaginação" (Lettrt au prime <k Würtembrrg, 10.1163). Conseqüência imediata: a razão, função do interesse c da necessidade, faculdade técnica e calculadora, nfio é a origem d» lin£\)a£rni, que d também o próprio do homem t sem a quul nfci haveria lumpoUcô perlectíbi lidado, A linguagem nasce da imaginação que suscita ou. de qualquer modo, excita o sentimento ou a paixão. Esta afirmação, que será incessamemente repetida, já abre o Essai: "A fala distingue o homem ent*c os animais". Primeiras palavras do capítulo II: "'Dcvc-aç^ pois, crer que as necessidades ditaram os primeiros gcMtis( c que as primeira» paixões arrancaram ai plU meiras vozes**. Portanto, vemos desenharem-se duas séries: 1. animalidade, necessidade, interesse, gesto, sensibilidade, entendi* menio, razão etc. 2t humanidade, paixão, imaginação, fala, liberdade, pcrfcctibilidadc etc Aparecerá pouco a pouco que, sob a complexidade dos •limes que se enlaçam nos textos de RouStcau entre esles termo* c qu; requerem as analises mais minuciosas c mais "tes- csias duas series relacionam-se semprç uma com [J segundo a estrutura da suplcmcntanedade. Todos * nomes da segunda série são dcicrminacOcs niciülbiaw — e portanto herdados, diiposUs com uma coerência laboriosa e relativa — du diferencia supUmtniar. Diferencia perigosa, bem entendido* Pois, omitimos o wme-mcairc da série suplementar: a morte. Ou melhor, * vez qnc a morte nâo c nada, a relação com a morte, o Klpaç&o angustiada da morte. Todas as possibilidades da *üPl«tieniaí. que tem entre, si relações de subsliluiçao p t t u c a , nomeiam indlrdamcnic o pcópiío perigo, o Uo-

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ORAMAIOLOO IA

rlzonte c a fonte de todo perigo determinado, o nM*mo u partir do qual anunciam-v ioda* ai ameucuv Nao noa uirp m o d r a m , poU. quando, no «gundo Ptttww. a noção d« parfWÜbUWade ou de liberdade t rx\n»ta >imol lançamento uo aaber da morlc. O ptoprlo do homem num II par* ilr da dupla poulhil Idade da liberdade c do antecipação » • piVui d i morte. A dlfcrenfa entre o de«c)o humano e iwcvwdi-dc animal en're a rclaçflo com a mulher e a rafa OHi a fêmea, i o temor du morto: "O* úntm. twn> »IN fia |o animal | tunhiia nu Unixrau tflo • nutiKlu. uma ftma • i< rapouni: u> ikii<.i» imitai qua un» ala a dor t a fomt. DIBO a dur. • nio a morta; poli |muii o anm*a| •atura o qua í muirar. i n conhartmanlo da mona t d* MIM larnaaa, • uma dai pruntaiaa auukiçOaw qui o humtm f«, ao daMar da ooadtpto aUBjaU" (M|undo Ducwto, p I4li. t>a mnitm fnr a rrtnn|ii tuinu <rfaunam «IM»<li> •* ait "wmimrnlo tia (fMUV, p. Kl). Sc noa dcvlocamnn uo lonpt da -crie suplementar, w . que .1 imaginação pertence a meama cadeia de ilgnlí que i uniccipacjio 'li' morlc. A Imaginação #. cm aeu • iclaçuo com a inorlc. A imagem c a morte. Proposição que de pode definir nu Indrfmu .issim. u imagem 6 uma mnrie ou a moitc é uma imagem. A imaginação e o podei, para a vida, de aletar-ie a ai mearnu de aun própria rc-Pft-; •entaçuo, A Imagem >ó pode rc-prc»cniar e ucrcaccntar o lopreicntanlc uo icprcacntadn na medida cm que a prcacnçi tfo NpnatDtado já cita dobrado sobre •! no mundo, na ntc. (lida cm qu« n vida remete u «1 como a aua prnniiu falia ti auu própna demanda de implemento. A presença do n - ' prcacniado comiitui-ac graças i adíçlo a ti dente nada qtw é .i Lnuem, o amincio de vii il nnrtilo cm «eu próprio rrpfCOilIuntc c em «ia morte O próprio do a ^ ^ H c upenua o movimento deita cxpenprlacln represem Note <cntido, 1 Imaginação, aulm como a morte, c rtprt- j tentativa r xuplrnirmar. NAo esqueçamos que e«s" iftoj qualidadea que Kou**eau icconhcco exprcimimenic a cacrH luru. A imaginação, a liberdade, n fala. pertencem, poit.mlo, a mesma earrulnra que a relação com a morte (iligaii melhor, relação do que antecipação: supondo-se quo ui hl. um ser-diarile-da morte, caie nflo 6 necessariamente relaçlo com um futuro mais ou menos afastado cm uma linha ou um horizonte do tempo. Ele é uma estrutura da preacnça). Como aí intervém a piedade e a identificação com o aofrtuicntii de íiutrcm?

• t w fc ISCUTUHA D fMAI ItVH L-Uftlblhb O

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2. A imupnaç'*' di/íamc* nós, c lito ser* 0 que 0 .udade natural nflo w deixaria CXCíIM. Roumuu o «li' Sinlmciilc rio ft«u'. ma» contrariamente ao que parece >mii formulação ba<Mnte ptudenie de Stnrotiliwkl, «le ihém o dix cm outro» IUHUICI. invariavelmente. A picituilc djU> d e u r i KU> olho* um lentimcnio natural ou , ririude mili que »Ó • imaginação tem poder para dí». „ , , ou «velar. Noitmo* de paMfl*cm; lodu • teoria aul-in do teatro i«mb*m ia» comunicar nu tet»re«-ni». i poder de Identificação — n piedade — oom a íacul.lu Imimlnuçao Sc agoro pcRtamc* que Romncuu dn o d: <.'..<• ao temor da morta IDiKuno, n. 14)1, vemo* WMMUnU lodo o lUlcma que organiza oa cõftccllo* B de piedade de um lado, de cena tragku. repre,Ao. Imiininaçno e morte de outro. Comprccndenio* . pi» ,-itc e*:mplo, n umblvalcnclu do poder de imuninar: ela to Mipera a t.nintnlkkulc c tunclta a paixão hui H i abrindo a cena e o c*paço da rcprcieniuçao teatral. i i' II,IU|íUMI ii prrvciahi cuja própria puAxthiliüuüe íHli ir*•111 na noçAo de pcrlcciihiliuude. 0 i, >rna • • * « o qual o peninnicntn de Rouwau • variou, terin, poix. o wgulntc: u piedade 6 inala, ma» na iu> purtu natural, ela nfai c própria uo homem, pertence vente çm geral Ela í "tâo natural que »* própria» beata* dela duo por veze* »I(IK* wiuiveU". Eila piedade io dcapeil* a ii nu humanidade. »6 acõdo a paixão, h linguagem • a rapretenlnçao, >o produz a idcniillcncin com o outro como muro eu ainivít da imaginação. A imugm.ii.uo c o vlr-a-icr-humano da piedade. E i » ( ,i leu do Essa, "A piedade, cmrmrn natural no ..io do homem, prrmuncceria vltmamcntc inativa um a tmaitlnacto que a pfle em togo". 1-Me apelo a ativação ou A I IIíUçíO pdu !miiKin,M,iio e»la lin pouco cm contrudtçAo com oa num» icxtoa que pude-K «cguir cm toda parte, na obra de Rouueuu, uniu teoria da inaildadi como vlrtualida.tr ou da naturalidade como potencialidade dormente". " IfcnlM <"•<*•- -m llmlWW IM u rlrt""" * Ui •..m.l** - ii cr o-.in,,,.,, i . <,..-(,-. L m kM*n u» «... ""•" M «.-»» un*> ("'•• A mi»x *>m 0 ,111111-- , • —
ÜMIMMII » . u „ „(,.,..1., i»U> . ( . I o • >>l. tnioilli da '••"

• «w «*•!* t™«i nm> >nU.Uuii .n i^l" 01 r-niu. U( »•>»• !*•«•* nai iiuit» „iri • mKdi-M i««( • •• •n>>U — «>• 1 T T f 11 IViaíC C""I,IMII ri d m»«i *v||fft«r * —' " T ' "•• , w * "V" 1 *U i>ir IIISí O i yirmMUaUf «(4 ilp tnaOiMainan» »• iiliill*i Ii S iluH !.,)„, M^, in.nti 1 v« Sai i>ii-i~n~ ici nn iifiim d> nn'tili

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*>#AMA1DUK)IA

Teoria pouco original, c ccilo. m u cujo papel organizador 1 c aqui indispensável. Ela manda pomar a natureza nflo como um dado, como uma presença aluai, mas como uma re ferva, Este conceito é em si mesmo desconcerta ri (e; pode-se determiná-lo como atualidade escondida, depósito dissimulado, m u lambem como reserva de potência indeterminada. De mudo que ,i imaginação que faz u i r o poder de tua reserva i ao mesmo tempo benéfica e maléfica. "Enfim, ia) é cm nos o império da imaginação c tul é a sua influência, que dela nascem não só as virtudes c o* vícios, mas lambem o s bens c os mak t . . . " (Diálotoi. pp. 8 1 5 - 8 1 6 ) . E se "alguns pervertera o uso desta faculdade conaolndora" [ibid.) ainda é peto poder da Imaginação. Escapando D qualquer influência real e ei* terior, faculdade J m signos c das aparências, a Imaginoso pcrvcric-te a si mesma. Ela é o sulelto da perversão. Ela desperta a faculdade virtual mas logo a tranigiide. Dá à luz a poténcin oue se reservava mas, no mostrar-lhe seu além, "ultrapa**ando"-a, cia lhe significa sua Impotência. Ela anima a faculdade de gozar mas ela inscreve uma diferença e n l n o desejo e a potência. Se ilesejnmos além de nosso poder de satisfação, a origem deste eseesso e desta diferença nomeia-se imaginação. Isto permite-nos determinar uma funçlo do conceito de natureza ou de piimitlvldade: i o equilíbrio enlie a reserva e o desejo. Equilíbrio Impossível polt o desejo só pode despertar e sair de sua reserva pelu imaginação que também r o m p : o equilíbrio. Este impossível — outro nome da natureza — permanece, pois. um limite. A ética segundo Kousseau, a "sabedoria humana", " o caminho da verdadeira felicidade" consistem, portanto, em munter-M o mais próximo deste limite, c em "diminuir o « c a s s o do» desejos sobre as faculdades". "í auim que a niturela. que lu<li> fal IU melhor forma, prime iminente o Inuituilr Fia lhe ril de Imediato unicamente i» deii|0* neceuários par* uia conservação c >s faculdades «u*iciente« para ••iiifait lot. Ela cohxou todas as ouua» como que em restn-a a» tiinthi ila sua alma paia ai st dtwnvolvmm nmlmnif a rsuaialdadli, B SOtnenle neule calado piimiliio que o equilíbrio do poder e ao Jcse)o w encontia. e que o hütucin nlo t infeliz. Aiiim qut 'ira» latuldadri lirimli lolotiim-ic «m aedo, a imayiKafttv, u mali artwH Ji iodai, ifii/wrre e ai ultraptiua E a Ima«Inácio que titende n0% a medida do» novtivcit. pari bem ou para mal, c que, quen temente, escala « nutre os destloi pela esperança de $»ti«foíè-lo». MAS O oblcto qoí parecia inicialmente «o*» controle fugiu mau rípldo do qa< H pode persetni-lQ . Aislm, t*gniamo-not sem ehenairnos ao termo; e quanto m*i> nnhumot no goro. mal* a felicidade «(• ' de nós. Ao conttarln. quanto mali o homem permaneceu p iu» condioAo naiuial, mem» • a dllttiiça tntrr ,ua\ /acttaaUJn -

1

C.fKttF E MCWTfBA 1X1 FMAI SOB L'OBIGINB

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. j.wp'< c menm. pur cnn»eKuÍDIe. eUft longe de K I Itlu ímunda i " l • « " w u " "mití*. ° <"«*l» imagmáno ' mfmilo: nao Limita alargar um, eiiteit»""<»« o outro: poli í de *u« mem dift-

S & í ífi«M». p M. O «rife « -MM).
fcr'K-ií mtiado; j . que a imaginação, origem da diferença entre a polinria e o desejo, está bem determinada como diferencia, de „ , na presença ou no gozo; 2. que • relação com a ntilurora è definida em termo* de distancia negativa. NSo K inun nem de partir du natu•iem de n ele reunir-ae. ma* ihti, de reduzir «eu "dtstunebmento". 3. que a imaginação que excita ai outras faculdade* virtuais nem por i i w nau é, ela mesma, uma faculdade virtual: "a mai» miva de iodai" Aaiím como este mcimo poder <k trunHgredir a naturem cita na natureza. Pertence ao fundo natural Melhor: veremos que mantém a rcicrva cm rticrva. mio, eme nci-na-naturera tem o modo de *cr eitranho do suplemento. Designando «o meamo tempo O «Ccuo e • ia da nalurcza na natureja. t, uiruvci da Ognlflcaçao do strim que referenciamos aqui, como airavc* de um exemplo entre outro*, o tremor de uma loglcu clássica Na medida cm que c "a mui* ativa de todas" t * faculdades, a imaginação nao pode ter despertada pur nenhuma faculdade. Quando Rouiicau diz que ela "desperta-se", cumpro «ntendí-l.> num «cntldo fortemente refletido. A imaginação deve exclusivamente J H mesma poder dar-u a luz. Ela nao cria nada poli e imaginação. Ma* nao recebe nada que lhe >cja curanho ou anterior. Nào 6 afetada pelo "real". Ela é puta auto-afeçao. Ela é o outro nome da diferenclu « m o auto-afeçfio". B a partir deita possibilidade que Rousscau designa o homem. A imaginação inscreve u animal na lociedadc hu> E l " o faz aceder ao gênero humano. O parágrafo do * " de que partíramos, fecha-se assim: "Aquele que nao miiigint nada i ó tente a *i mesmo: eslà só em meio ao gênero KUII '- " " " " * * • * « "liMh-tf N>< o lutar * • • • f*fl«ie qut •Honitu »m«i«V ™ *"' , l""" n" "J •• «•»'«*> •'•* • " • » • ' • " ttáê . . u m f n <.. wm I WittkLL. " i*n*°<*tu*cin < n Miiucmiilino «* HlTãpiclii H m a, uT?, '• ' • •"le-oêclu de pxunii nti amrtno. « * u « i M .1 ""'«"«.i iinui ranll'1 • " *•".' • D trnUiiM '• mtullmm pMhii» ^^ElSr n M a k B rrnlWIII riiotihHlilo. nmM- ~,...<t_ili t m „ „ .

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OJUMATOLOüIà

humano". Esta solidão ou tfcuj nâo-pertcuccnça ao gencm humano apóia-sc no fato de uuc o sofrimento permanece mudo e fechada sobre si mesmo. O que significa por uin lado i|uc ele nío pode abrir-*c, pelo despertar da piedade, ao sofrimento do oulro como nutro; c. por outro lido. que ele nao pude c*cedCMie a si mesmo em direção A niorie. O ( 4i11i111.1l icm, com efeito, uma faculdade virtual úi piüvludc. mas ele não imagina nem o sofrimento do oulro como tal nem a paisagem dn sofrimento à morte. Aí está um único e | mesmo limite. A relação com o outro c a relação com mnnc sau uma única c mesma abertura* O que faltaria tjuc Rousseau denomina animal-, < viver teu sofrimento • sofrimento de um outro c como ameaça de morte. Pensado em sua relação escondida com a lógica do suplemento, o conceito d : vinualkJade (como toda a problemática da potência e do ato) sem dúvida tem por função, em | Rousseau cm particular c na metafísica cm geral* pre-determinar sistematicamente o devir como produção e dcscnvol* vimento, evolução ou história, substituindo pela efetivação de uma dynaims à uibMiluiçao de um rastio, pela história pura o jogo puro, c, conforme notávamos mais acima, por uma soldadura à uma ruptura. Ora, o movimento da suplementariedade parece escapar a esta alternativa e permitir pensa-la, C. Rousscau acaba, pois» de evocar o despertar dn piedade pela imaginação, isto ét pela representação e pela reflexão, no duplo mas. em verdade, único, sentido destas palavras Ora, no mesmo capitulo, proíbo-nos considerar que ante* da atualização da piedade pela imaginação, o homem seja mau c belicoso. Lembremos l inlerprcíaçãn de Siarohinnki: "No Essa* Rousseau nüo admite a pouihttidude de um ímpeto de simpatia inellctida. e parece mais inclinado d sustentar n idéia hobhcsiana da guerra de iodo* contra todos:' "fclca nAo c*Uvum lijpdte por nenhuma ide» de fntcmrJade aM pmm; |f*id<i eotntt arbítrio apciui» »forca,HC'ideava nv»? ifiimiip" a** * C outros. < Um homem ubjifKlOfwilij »rt tohcc * face dn teifi». • J4 mcrol do ceaem humano. devia twr um inininl feroz". Rousscau não diz 4,efes eram inimigos uns dos outros*1 mas sim "eles acreditavam-se Inimigo* um do* outros1* Devemos considerar esta nuunça c temos, ao que parece, direito1 de faze-lo» A hostilidade primitiva nasce óc uma ilusto primitiva, Fsla primeira vplniã*, apoia-se numa crença c a u * viadaf no isolamento, du fraqueza, da dc-iellcçao. Que seja

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unia Himplcs opinião c já uma ilusOú, é o que aparece l a m e n t e nestas (rés frases que náo devemos omilir: Aefed>,nvrt"T~** inimtjroí um do* oulrov E*am tua ffaqtitia tgn^rãncw $u? thf* davam fim opiníÁv. Sair fttnhfcrtul/i iwrfx. ...t ftfrfí.; */fj «^«»üm purti *r drfrmlri. Um bORMttl tbâãfo* a*da tó • /" (O «rifo d nono). A ferocidade nào é pois belicosa, mas sim, temerosa. Acima de tudo, ela 6 incapaz de declarar a guerra, E o cantor do animal ("animal feroz") do vivente isolado que. por nflo ter tido despertado para a piedade pela imaginação, ainda nao participa da stcialidadc e do gênero, Este animal, acentuemo-lo, "estava pronto para lazer nos outrm todo o m l que icmia deles, O temor e a fraqueza Jflo úS, fonté.t 4a crurUiade". A crueldade nflo c uma maldade positiva, A deposição paia fazer o mal encontra aqui seu recurso apenas no outro* na representação ilusória do mal que o outro pa< r$Ct disposto a me farer Já nflo 6 Cita uma ra7Ín suficiente para a afastar a semelhança com a teoria hobbesiana de uma guerra natural, que a imaginação e a razão só fariam organizar numa espécie de economia da agressividade? Mas o texto de Rousscau é linda mais claro. No Essai o parágrafo que no* retém comporia uma m i i i u piopuriçtíu que lumbcm nos interdita considerar o momento da piedade adormecida como o momento <Li maldade belicosa, como um momento "liohhesiano'\ Como, com efeito, descreve Rousseau o momento (real ou mítico» pouco imporlü, ao menos aqui)* a instância estrutural da piedade adormecida? O que se passa, segundo ele,

no momento em i|iic a linguagem, a imaginação, a rclaçflo com a morte ele., ainda csifio reservtidatf
Neste momento, afirma, "aquele que jamais refletiu nào pode ser nem clemente, nem justo, nem piedoso". Certo. i sto não quer dizer que ele então *eja injusto e impiekle simplesmente mantém-se aquém desta oposição de valores. Pois Rúusscau logo çoncatena; u N * o pode, tamPfIUCo« W mau ç vingativo. Aquele que náo imagina nada " * senie a u mesmo; c*tá so em meio ao gênero humano". Neste "estado", as oposições que ocorrem cm Hobbcs tem ainda sentido ou valor. O sistema de apreciação cm que se desloca a filosofia política riflo tem ainda a n h u m » «bilidacle do funcionar E assim vé-se melhor em que bento (neutro, nu c despojado), ele entra cm jogo. Aqui. w c talar indiferentemente de bondade ou paldaüc, de

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OKAMAIOÍOOIA

pu£ uu üc iiucrru; i cada vcx v:rá tanto verdadeiro gunnio felao, hctupic impertinente. O quo Routnt.ni i m i m dcanuda, d i origem neutrn de toda conoeitualldadc vtko-polttica, ti c •eu campo de objetividade uu de teu tlilemu ualologlco, Cumpre, poii, neutraUiar todui ui opoiéçõc* que lulcam n fi loaoíiu CIíMíCU da hiitórla» du cultura c da aoclcdade. deita ncutrilliaçlu, ou dcitii joduçio, a tlloaofla política pro« d e na ingenuidade de evidenciai adquirida* e aobrevia H arrltc*-lo inceiiantcmcnte n ''cometer i falta do* que, dúclnando lobre o catado de natureia, cranupoi tam-Lh*j | UMJa» formada» na aoclcdade« , , " (tegundu Dhcurto p. U A redução uuc o EIUíí opera tem um c^lllo na Rouwcau nele ncutíullzu aa upoaiçoca ra*uramlo-a»; e «s u t u r u afirmando limultaneamcnte valorei conundie Bete procedimento 4 utHliado com coerência e firmeza, ciaamente no capitulo I X : "Dal at cunlradlvftn aparente* que i t vêem entre oa poJi da C<V»; tunki naiural « (unU UtuimnnliUtk: cotitim** t&o forem f fAt* tno krnot. , Uwc* tempo* da barbárie «iam o ici-ulo da oure.; poraue o» homem «Ovetacm unido», mat pw^K cMavatn rio* O» hon*n*. *a auim M miar. NlK*VNm»ia quando condo, IIM* tnciwiravHRVtt r*íaiiwru* J*oi toJa paM* ralnave *oado üt fuarra e toda a irir* t t u v j i m pai"". Privilegiar um do» doi* lermua» crer. por exemplo, quo ninava verdadeira e unicamente o catado de guerra, tal tm portanto, o erro de Hoobea que redupllca c»iLinlmmcnte i | "opinião 1 Uu*orla doa primeiro* "hotnent" que " a c m l M i vam^e inimigo» uns do» o u u o i " Ainda aqui, nenhuma diferença enrre o ffrftjí c o thtvurso, A raducAo opeftd Hssiii wrd confirmada no Dtwurm% proclaamcmc no cur uma critica a Hohbce. O que é cenvurado u etie último, exatamente concluir multo dcpre»»u, de que o» homena i l o naturalmente despertado* para a piedade, nem " I por qualquer Itífm de fraternidade comum", que r i o dctdc logo. mau* c bclkoao»* Nao podemu» ler o Ei como Hobbca talvex o interpreta»»* por precipitação, podemo* concluir da nlo-bondadc a maldade < i I raJ o o Dücuno o confirma, ttipondo-ic que caie venha daquele: IMI» * I «mi* frtM Ünl* |inn|i«» ú* «MB, * ***•* UMHI»**» H

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•. .ffvfuJo. fla* *»»ô» «Mlulr eom Iftihhn qtit, am ato i*t «mlcuir idéia * Hondad*. o homam at|a naiaraiMiiia m*>, aut taj* Hobb vTcIi» P°"i u * n â 0 ^ ^ • yírtttdtí * n i o H u q"* * ' |k iM ma *|n* imptd* ** Stlvifftnt da u i t u m tua rarlo. eon* rmt o prvNndtm Pi nuiwi Jiitlaconatilfot. lmp*ò**oi ao muniu tjanpo. dt *but«r«m de ui«i faculdade*» como cl« metoio o entende; n oÒo qua podar *•••• ia dlatr nua o* Salvuacai nlo tao ciaUm«ntc friuH agi* nfco ulvm o que í atr?m boa*.; ptm nlo s v m o d m n . ffiM dat k i m nem o freio da Lal. i u m n calma dat paUon , A itnoi Anciã do vicio qua o* impada de faar mal; Man» PíUI In tf/M protfcU virtvrtàm ífHOnUfo, fiiitm m JIJJ wptilio tJrftflb"". Reconhece*»* ainda por outro» índice» que i economia da piedade n l o varia do £au» Ai grande» obra*. Quando • plcduüV í despertada pela ImagmaÇjd c píl» r c f l í x l u . quando i preatnca vmívvt í «cedida por aua Imagem, nó» podemo» imnginar c julgíir que o outro »cnic c »ofre+ B, contudo, n l o poxlcniot enlAo — I K I I I o devemoa — experimentar itmpk* r o «ofrinicniu mesmo do nutrem, A piedade icgundo Kouiiftcau exclui que o movimento de Identlncaçto «)a limD Inteiro. Aparentemente por o\u» riu&c*, nu verdade pOf uma única c meunn ra/Ao profunda. Trntn-w aindu de I certa avowomto. I, N l o podemos nem i k v c i m ^ w m i i imediata o ab*o< lutumcnto o aofrlmcnto de ouirem. pol» uma tal IdcntlficaçAo QU tntçriofUavfto « i n pciiguiu e iktiruiivn- f. por í»MJ que u Imaginação, a reüetlo e o Julgamento que deipcnara a pUdade «Ao também o que lho liinltu o poder e mantém o «o* frlmento do outro u uma certa dlttancta. Rcconhecc-K cite lOfrimento como o que ele e\ lamcnla<K o outro, ma» rc»guarda+at a t i c mnntém-*c o mnl a dlitlncla. Bita doutrina - que te poderia fazer ninda comunicar com i tenrlo da •ntaçln i? atra) — 4 articulada tanto no Ettoi como no 0 paradoxo da rclaclo com o outro í nf claramente lado: quanto rnni» no» Identificamos com o outro» melhor acniimo» icu aofrlmeato como o HU: O I»OI«O 6 o do «itto. O do outro, como o que ele fi, bem deve permanecer w outro. N í o h í Idcnlirici^an uulínllca i n l o w r cm uma certa nfio-identillcaçlo cie. 11 fcaa* a a t - í 0 " 1 ? ^ * d «'«me4 comova M|« pitdadt? Tianipoflando-noi ' 'uni á$ n6t m«« m01: kJwif kaaJo-no. com o m «ui K>Íí. Soit*•VA..V M | P p ^ i n , M ° U M '+*' P »1 • » IriamíBln ü*r» o *»*** J* aiMlMai^a j B * * u , B I f l *• aamm* liwdHUn MS pitm#u« inutlf** a -4.- I|«VM«M • i.aLi. V •* " i i | h Mm úL \ui a* fiMunta. tnau*fflo aiu it lonávata

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4-KAMAlOlOOIA

m i * apena* TIJ medida em qt*c jiilgnnuii qu* ele »offe; no*, í nele que aofretno*".

O //mí/r: I | tornpnrlMha »* ptfla* d* M U I *ernrih*niev mo* t t Hlnir d tuhinUrio e dota. DCHíIUU A um tampo Ou p o l u i r { W u m por atut mata, * da ftlleédad» t|ut dek* o ItcnU; ICMC-W nc«a« talado de força que no* euende aWtn d t nó*, e w>* fai levai »lhunt* • Mlvtriatlc uiprrllun n no**n toftVtMf. Paru lamentar o mal j ^ ^ H K M dúvèdft £ |e(AiK> i-onhtxJ-ki, ma» IUKI è pretlm •»»! N I r \.m .ILVüI'' | M f . ilcixjir-nfMi dcacruii pela idcnUBoq

lii L • iin n n u t l d . A i-fO»i»llllll í L I |».itl;ul»' c da iiHir:ilulLide deve K t n p f c *c deixar conter nus limite* d o a m o r de t i , (anta mikii i|uc IÓ e**e ú l l i m o pode-nos « d a r e c e r *obre o bem do u u t f a r por I U O que 0 mAxinui úA bondade natural. "A'** /«(•<»' í I outrem o que não queres que te laçatti*', deve t e r temperudu por e u á nutra máxima, " b e m menu» p e r k i t u , porém m a U ú t i l , talvez, q u e A precedente: ^ Y w rvw o r m « m i o mínimo mal possível a outrem que for ponhef " (ao* gundo DUutM), p, 1 5 6 ) . H M A ó ponta " n o J W A W " daquela. 2. AJém d o mui*, u ídcnlllicuçao p o r Interiori/açAo nffco teria m o r a l . a> EJa n l o reconheceria o sofrimento c o m o sofrimento d o m i i f o . A moralidade, o respeito d o n t i t r o . i i i p i V . p o l i ,
íIII • 1. 1. 1 . 1.,. .. I • . í i - LL.. |.i. il ,it, como

icl^v&o com o o u t r o , Rousieau (amhcm n i a / c o m o paradoxo da imagínac/Ao o d o (empo, Inin tt da eornparüçüo. p t t t f eon*
ÔíUQ, l i o minorlaul? no pensamento de HOOHKCHU* e^ía U

OMtfO d o capitulo TX d o tf.tu/ e Intervém na cxplicaçl pfredaek. N a experiência d o sofrimento c o m o sofrimento d o o u t r o , a imaginação 6 indispensável na medida c m C|uc ela nos a uma ccrla n l o - p r c * c n ç a na presençs: o l o f n m e W o do o u t r e m é v i v i d o por comparu^Ao, c o m o n o M o sofrimento nlcra - p i t t c n l c , passudn o u por vir. K a piedade seria impn*afr| vel t o r a desta estrutura que liga a imaginação, o tempo e o o u t r o , c o m o u m a única e mesma abertura à não-presença: "Pari lamrniar o mal alheio. *em dúvida t pre绫> «nnhwt (*• rnaa a l a t pnaho WÊíA to iJw»n*lo >« vofveaaoa ou leioenta* uiíre^ I» mantamoi o i qtif aofrem. enuiiaiut» tofntfnOK Pftf^"1. **> lnnwnMn** a ftí^ m o m o * " <£mí/e, pL 1701,

o g H M I e t C B r i u i A ou I U A I «eu l u n i u i n r .

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U m pouco m a i * acima. Romscau c*clnreccra estn u n i ^ A » O i piedade c d * experiência d o l e m p o n» memória, ou i tftedpM0• » I n w j i n t ç l * t na nao-percepçAo em geral: o liiMlmaia U I K O iW nc*w» nwia* * m*»t Uiniiado d o m * puro ma* é a t l * Mtffltftl^ W* i " * ' * ' w r » ' i r , u » continuidade. # pal> M # l d uur M ounitr a * í í Q hrtartfi v W* » h^maw ! ! n b M a M b t í i m i t f k RH ai, p***n t u . um* iH* i a a w qut E L ^ « m atai» * » « « W l * » <**** doa animiU qu* aoi dot iMipnii tntwwn - tetuMMUInde i-otiwra deveu* iuiulmcnie KW id«a ^^V<otTkí> iiwlw M a l M decora t»m cavalo i k llfO flm «*ia poh nào *• pretame qiM, ao teimar o feno, ele pen** ont tl\i... aripet nua r * * * ™ * « » fadiia* qut o o p e r a m ' <p Z M ) , h) A identificação pura c u m p l e i « r i a i m o r a l porque rjntltiunria empírica e nfto 10 p r o d u z i r a n o elemento d o MH. da univennlkiudc e tia í o i m a l i d a d í , A condido da moralidade c t|ue. uiraves d o a n f r i m c n l ü único de um i c r * unlco, a i r a v í * de »ua prcaença c c x í M i n c i a empírica», a huriULtihladc « UÍCrccC ««!<? l a s t i m á v e l P m j u a n t o « t u cíindlçéo nfto f o r Millsfelta. a piedade airUca-ae a t o r a a r - i c I f l J u M . g i n a ç l " e ü lemporulidadç «hecm, p o h , o r t l n o d o conceito e da k'i. P o d e r - v - m d l w <\w. ja para R o í m c a u , o u> que cie denominaria também de comparação — com» tempo. E u * é, c o m o dirfl I l e g a l , o aeu UarWn, A piedade É « M l e i i i p v r A n e i i dii f i h i ç d * r c p r c t e n t a ç l o . htfa Jmptdlr <|ue n r*rditde ti» dfffmtrt em fraQuera. 4 pftcteo H v Mntinlíift lu r aOrndè-la tiMU- ICMWI o uftwfü humano* CnUkv • i- • tf to •nlrcaahim a fia na medida tin i|i»f fia sMWatti
1

i -<Jo com a luttica. poU. df I.HJM M vittndtt, a | * I « í ( B 4 que

i^OfKufre para o h t m comum J o i homtn». P oicciao po* tara K ' pitdmat dt no*N4 ««ptclt mat« ainda qur de ncnui '• » * e u m i enotme crueMad« pnm *imi o* homem • plfelade < afloi m u i < rpp. u n K M l *4 A ir - lBi< a«#r«l ávm *wl'ln% a« Mféitff *n«l»m*t» «wrf» •> tal i 11*1 ftím ^istro r>MM»< "A wnlith f * ' ^ " * «*flMnl m < « Ju haiMin. r*'m»niv4rl4 eOrajmfW* »!<«* Mm * inw»*Mv*u w»
" »f ' i w « r»i rtflMfflAt ttsww r*t* fimétÓt* 1 ' ^ * Itndn

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214

OPLAMATOLOOIA

N t o bái pois. evolução nesse ponto no pemumento d * Rousscau. A o que parece, n i o se pode extrair argumento interna dele para concluir por uma precocidade ou amchoridade filosófica* do Essai. Por enquanto, o campo dus hipòtcica cinemas í , visto isso, liberado a ene respeito, ain<li que nos rcicrvemoi a possibilidade de levantar, oo momento adequado, outros problema* Internos.

O PRIMEIRO DEBATE E A COMPOSJÇAO DO ES5AI
Para tratar do problema ealerno, dispomos, além dai du*ç*es de Ducloa, de certas declarações do próprio Rouaseau. £ t antes de mais nada, de uma importante pastagem da& Conlessions. Pode-se ao menos concluir que. no espirito de Rousscau, o Essat, primitivamente concebido como um apêndice ao segundo Discurso, de&tacava-sc, em todo caso claramente, dos primeiros escritos sobre a música. Eatamo*. cnlao, em 1761: "Além útatci dois livro» c de meu Dktkftnuirf de híutiquc. no qual eu icmpre trabalhava de tempo* em tempo», linha alguns outro* escrito* óe menor importância, iodo» pronto* pari imprestao. e que propunha-me a publicai', fuue separadamente, foue com i colchão geral de meu* escrito», le alpjim dia a empreendesse O principal òetsc* etcrítoi. a maioria doa quBtt enfio ainda em manuscrito na* inflo* de Du Pcyrou, cm um É*nti rar tortgtn* Jtt twguri que Ha •cr «o Sr, de Malcaherbct c ao cavaleiro de Lofciuy. que mo elogiouKiperava que todas eataa produções reunida» me valessem pelo mee-oa, feitas iodas aa detpea», um capital òe oito a dei mil francos, que lencionava colocar em renda vitalícia tanto sobre nimba cabcçi como «obre a de Thérèsc; apot o que iríamos, como drtse, viver junto» no fundo de alguma Província. ." íp. 5ft0). Matcshcrbe* aconurlhara-o a publicar o Essai cm aeptv rado*\ Tudo isso se pasta na época da publicação do EmiU, em 1761, Do ponto do vista externo, o problema parece, pois, simples, e podemos considerá-lo encerrado há cerca de meio slcuki, por Masson, em um artigo de 1913*. Á p^iémica
cWimnla IMITI i u i l i t ntrti • • d a i } U R A J U H I nnt« taf m i u • vtniaiitü A»l«<l* > H'jD fLÍkl» imiHLrj iifeui tcrttt ikkt ITKITTT:*, *ML «unha «itt neto U |fa*ea

I aumuw" <Eu*n. "Vxpflt os wtttm prcfcloi pira nanirr •* oedrm da naiureu é élmt Na* conta *a poa* i«r dtkt bauamo tua teatlbfidaee j«m*ne« Itmiiad* * **• inetilfbo, nada h* dt moral an- tnt* tcAa*. 1 iniata quando ala cn^aaa a| t*tc**Mc-s« rara ü M qm «ar adquira rrimaro ot aamtmaniw. ren «#*•** •> f>:vf** ao b*m * do mal ajtt a imMlliiim «vrdadafraiBanla como hcwían t r«rl* auvpwt át »ui taparia" (jFw*l#t p ?*?). tf, Cí. a* notaa J t * da» idium dn CmAauhtfit M PaUad«. p. 1 * U. ' J ^ r a i ai ateonclaut Küuauniu í-utiiii ^ún^jn-fj n*nr JMU, IX. ivil. r n

OtMliltt t UCmiURA DO U1AI H/R f O Ü M t l

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aberta p o r Rapinas". P r c n d e n d o - w a o q u e c i e oonslj M v a c o m o contradições n o íntertof d o pensamento de Sousscau, c k insistia jd q u e parecia-lhe o p o r o segundo l>i** ao tfjjuí c m e u n o uo artigo " L e o n o m i a p o l í t i c a " da ^^Kàepéiiuâ ( a r t i g o q u * coloca p i o b l c m a i análogos, de daAssim, 1 C | | 0 e de relaçoca i n t e r n a - , ao « g u n d o hUcurso). * exemplo, o ftuturw que começa por "alaslar todos os a u a * P* 1 * d e « r c v c r u m a cíiinjtura ou uma gênese ideais, seria incompatível com o ESSúI que íaz u m certo apelo ao Gintsh, nomein A d ã o , C a i m . N o é , e tnançja u m c e r t o c o n teúdo faclual que e tanto o da história c o m o o d o m i t o . B e m cnlcndKto, será preciso estudar minuciosamente o uso que Rous«eau faz cícsvc conteúdo factual c se, usando-o c o m o índice de leitura ou exemplos condutores, n a o os neutraliza Ü enquanto fatos, o que ele se autoriza a fazer t a m b é m n o irso: especialmente nas notas d o Discurso entre as quais o Esuv. c o m o o sabemos, estava talvez destinado a ali* ahar*K. Comi» quer que seja, Et p i n a * nâo concluía dessa pretensa c o n t r a d i ç i o / c o f n o o fará Starobinski, pclii anterioridade d o toai. T e n d o c m conta as citações de Duelos» delas extrai a conclusão Inversa: o Essai seria posterior ao Dhcurso**.
tf, M*rK* Jr r«nttfif*r.m»J íH|*"lntr» 1M»,

2* Br« uiirtV** « i » A 'íiicíi**-* d* II hudoota <í* «* " > ' < w * > * / w J d t v y i Jfati>r«« Pnit. l»M< A pi#*u qu* t * mtAgrt. •* f*n< •Wlu eatte*fr a JíC p o l * «cr caUo t kiiuia de K?iire»" * totrolvóo d*» m ^ c r i * •* nrvnivf **r rfH*{dfttf, d»** * iv4ac*r o / I I M I íMF f * ™ * * rf** *™|**»- fettwiu dtiMlw l-nfcéw ü UWlo d* *«A* « r l> M w í r * ê* I* * " ^ ' '1 "!****-•» HÍ ijunkfw*M+ c«*t efetiOt d* Wn»u|rm e dl mír*c*t « > • < >mp«*% «V falir rr-rt** lunbfm da * » d * d r 0 dr tu* rwjrrn » A <i»u im u a v | M n n w M o „ ! * { m , , ^ t ^ i M l ^ , ^ áuihietai: n » í
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•* i**P*l « i i i U i i u d u u l n c du cifacu» « i m i i B niH *** u**tn*S>» *it*"» cnUn f u r t i n>Ut c « púnlo M L M«C-* « t f taltm A I M I HA R •orno de tn V l ? , r ^.j düwi« 3d fff o f.nií, poiv poMcclDrnMH^ De um ouiro IBíO. í Mcí , T f f ftl(| L n h i A]adA ^ ^ ^ p •xicdAik BI trtílM i*ditu*i • * rr»u«c^ „ „ w h T r o ^ ^ ^ fc i < r f í i f t B Í ( A ooçio ^ ^ m , >H, to ^ ^ *m ^m, pg^ d A tmlluto I nla 4 « • ibnçh> -.-.it- ^1» Vida #t«i» ^ 7 f * ^ " ^ 1 tíeiif*. m * * u r<*j Acrwcf**rin * (*0J<rr**rí). Tfl « « * *. o

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256

ÜBAMAIOUXJIA

Lanson contesta então esta interpretação^. Mas sempre a partir i a s mesmas premidas: o desacordo entre o Ensaio e as obras maiores. Ora* por razões filosófica* que constituem a verdadeira colocação desse debate e que lhe dão toda a anínuiçftü. Lanson quer a todo preço salvar a unidade do pensamento de Rousscau, tal como ela se efetivaria em sua "maturidade"*. Ele deve, portanto, recolocar o Ensaio entre as obras de juventude: "O Êttni sttr torlgtnt éts tünguts certamente evti cm contra* di^fio tom t> £>tHiut/j j«r tlnégaUté. Mal que prova* pmtut a 5r. Dpiiui pird coutar aquele ironoLoiitiirnofUG útpoit deste» r- (Ao perto dele? Alguma* citucoe* fcitai por Rouaieuu de uma obra de Duelo* aparecida em 1754. Que valor tem o argumento. Ü que « iabe, de r«lo, que o texto do Essai foi retocado por Rouftcau no mínimo uma ou duai vezes? A* clUçõci de Ducloi puderam entrar tomenre em um» desta* ocatíciei. Tenho de minha parte motivo para crer, a punir de cedo* Índices poMIivos* que rj Ettat mr for*\in< drt hinfiuc* dala de uma época oode a* conccpcoci aiiternattco* Jc Kuu»eiu ainda nâo calavam (ormadav e que ii>b teu titulo primitivo *EJMÍ IUT U pwimtpt dt Ia mélodtt) respondia a obra de Ramcau intitulada DtmomtrafUiu dit prineiw dt Vh^rmorúf Í1749-1750)- Por vja matéria e teort o Esutt brou da mtuoa corrente de pensamento que *e reencontra no Eitãi de CoDdüJac, xttr torigiitt da <t>n/i(iM>ftrtt,rj Atfmaíneí (1746) c o* L*Urtt de DideioL *w lei umrdt H mtuti (1750-175))- De minha parle tuiuariu — de bom ViuJi> — a rcfluaW ái> Eitui de Routicuu. no malv tardar, cm 1750, entre a redo^uo e o UKCUO do primeiro DíICUMO", £ difícil considerar as citações de Duelos como inserções tardias. Mesmo que de fato ciai o fossem, enquanto citações, a leitura do Comentário sobre a gramática gerai parece ter marcado profundamente t c mesmo inspirado o Essai como um lodo. Quanto as relações com CondíUac c com Didcrot, elas n&o se limitaram, c de longe, a essa única obra. J l/mt;í dv h pC**éi * hnr-Jvcqun ltai»<*u. I* Annak.h. VIII, V m ; p. I.
Ift ~ E * c v t t n m t a f i n a * n f e v út J t o u M U i í m i l l * í d i * * r * a , t u m u l t u o u ,

atilada par M t («pfif* aa nuuacOci t f nau n i M a f i , • partir dt um «trio IIHfflH^. COUlaU4 t \*«HaU», M l LIU (l|^lUo. ÉIU tbfe* Oifíl^tp felKf **!*•*-, H

I opondo o «jeMMr o* d At>mnnf "raUiato <: tfm«lu
. . ' i i B á t a l W f t d k a a V * , J ^ - I - I I . I ' w ^ a i £ t U | N . f U t J í «

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à uW» «ur "vi*u »ut
V . L . L : • H U - . i i / : I

v.-^íf^iJa ói tiptokvot rtvaroclonirb»", tothJuíifdu u n i u à "wMiqw** o*nn to 'dtopotltptt «oclar. Lanioa caoclui ' E*« cccuutc <nut a obr« c o tetium. í P •• w d t r l clanktr roniraateao, ( » u t i ouvir*, (wnpiv *êo t=niH *cl* k» \*à% » « . 4 o prnpno Kowatau'". fi ainda nfteuatlo pte^iii^tó o ^ ü * noi i f i í i m i <m Kr.-u-*ciur • fliíni * m Ianwit, 4 o qv« v cbttma toi v«lar m e dVPrtamfOlO "Ctilioí** ü i "(irnUnticItT 1 ' tnlrf n t!ncnt<n a • ctea^ O 0**t nnt d i«cnndid» P9b M M "*» Prttclo R4UtMIU+<r ÍRMtiifct t v * t c(*>««4ln df inm « r t i i' m* tiiiaamM* í**A* 9 guuiiln * » • ••wa»(#iht* #b m * d-wt> P * fat *«, aliunu culift o u r<m^<)^M K KQpoaklo '*U«, * o u i ú n u i R^dbCdu^

HHist

L LM.KIJLHA

txj I í M A J v K U W O n

237

Ê por tao q u t \ tobre M M problema de cronotofpa c u j o aspccro externo vemo-lo é difícil delimitar, a r c v p m i a de vi:i\v^n a L a n s o n n o * parece definitivamente convincente*. Devemos extrair dela u m longo fragmento. Recordando a a r g u m e n t a r ã o de Lanson, M a s t o n escreve: ~LiKk MflVmcn^o* **° bastante hftbei* r U U J ^ convincente*; u . ver r>>i£m *c tenham apresentado ao Sr. Lanson lomcntc cm beu dcttjo de não encontrar Rouucau cm 'contradição' comigo n ^ n n v Se o £AIH^ não pareeew 'conrradittr'o tegundo F>ivfu/tot quem **be *c o Sr. I.ftftton recuaria l i o Loote *ua redaçAo prímilivtiT N i o quero eliminar aqui n rclaçuc» jolcrna* do BlMf * 0» M&ttitf: em minha opinião, nao c l i o certa como micdiU o S r l.nnton, * 'cpntrnttir i o 1 entre .11 dua* outrai obrj*. limitar me-fi a duas obacrvaiçoet c v tctiorc* ma* que me parecem deciiivaS. I) ü ni&nutcrilO do Eisai nár t'Q'{ftinc dti Sangue* *e encontra hojt ainda na Biblioteca de Nfruchitcl, t o b o n « 7SÍJ lcinto brochuras, de 150 por 230 mm. jniarrartat cem th? anil). Km uma belí"íma caligrafia, vãivelmcni; detonada n ímpreuio, ele traz na primeira pagina: Por J--J. Rout*cau. Cidadto de Genebra. £ « m dúvida a cdpia que fean-Jacqoe* i M i m í o x j cm 1761, quaodo peruou por um üitlanl*. ern uhli&ar H I I ofeíii p i r i letpond^r a V W í RarTUiiLb que continuava a impor* tuna Io vilmente1 [Carla a Malc*heibe%. de 25-9-6H. M a » Urde, muito provavelmente cm Motícr*, cnmn veremo*, ele retomou fmta edpui. para rcvbá-Ia e faier-lne alguma* « d i e t a ou correçôe», fácilmente reconhcoieís poi* que a tinia e a caligrafia tao taiclraimiitc diferentes. F_ttax variantes merecei iam *er retaliada* se eu efULda^W o J:.UúJ por ele ^lewno' ,, ; mas rctrnho tomente a* eorrcçS<s que no* Ua/cm iiiforniiif{!c% cronolóCIcia. Na Copia de l?6l( o tcato foi nu um todo: c uma única diuifruçao; a divitAn em capitulo* foi inirochlXJda na leviiâo de Moiioí* Em con*cquéncí«. l ú o é vãmente no capitulo X X , mas a todo o £**«/ que M aplicam es«M última* linhas d * obra: Terminarei e m reflexos íupcrllciaií. ma* que podem *UH'itar outra* mni* profundai com a parangcui <jue mtn nigcrio: Seria ntaf/ría 4r um fxamt hatícntt filozófrro observar no falo r mott/ar DQ{ OtfftPfoj W*lQ Ç eardref, n.% costumei e íM intereiia *h ttm povo infltttm wbrt sua flifjwi. • / B w 'rMMuawfn" é fttrafda do livro de Dueto*, Hemarattes tut Jrr xtnmm&rt vMétal* ti taito*\ní<. P- I I . que apareceu na primeira melade de 1734, 2) Temoi ainda um teHciuUflho JOhía forena) e\$ próprio Rou**cau. for volt* de L7Ó5, cU pensou cio reunir em um pequeno volume t f i * opüwilo* que ^ n m v i v j meditou a labcr; //i^nwriPíi iheétraie. o £ ^ J * ttt* Vortgi/it de* lútt&uts> L* Ltvtte fEphrúlm. £«U coWianra náo chefuu a ver o d a , ront rcvta nos um projeto de prefácio num de H T i l foi liriifliÉwi a oalnllo 4v l«n->»* 4»' icnulnou r^r *imh^*- faa • dt Mn»m. ) i l>*«rvu «n niriliuW, MUB • aondr rrxa «O c*c**(M V i l hil « n * ^M COaaldcnwlfiKnie reniwc^tla. Nu prlmfirt n^tao. R I N H I U oaulderava
íOmo nuíio

foaaaicnto) A» lelei »iu teuo. IíICCJ e»w pwwwc/n i tcw^cmaa i rurenn: ri B. JUQ ^ i*ta« leilce ewe 4 prffUn tnminvf v»ii # imuirn Jc Brltroranl^ n< PK-trlii JMfffo* prçva 4M* 4 « » 4t rcr**f^ f*imn <m u*o no i^^r-1 > M •nlur, [t íh , ti*-» np^> imnfillrtn UMí tm H<fi kWt eHUldh « nfc> **citu '.
f N a u d * Vt^imrt O f i t t f i f A% iv^rHHv^o r » " ( * » f » H « # a n t I n t i m l u Jit « i c

p n r t i v í l QMC H C B V I D aJo (OflhtCMW A ««erlluri Ipp^

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23K

I.RAMATOI OOIA

mm caderno, de ia*u(Ui« ( M u d» Ncucharcl, n<" 7 MT I " " KM>.03i UítíC pICtftCH) llíl(U Oi Udfi ft í,uf Ji» (tapa"" « ImlHMon IM&flir t no IMt t publico ..* p*'"irafi> relativo *O flwi>3: "O « í i m i l o pnMw i * " N m ' o i , de inicio, apíim* um fragmento do 0 ' H H B / I « W rinitaUU do qoal o «*»»( por w r muilo longu e fpra de lupa' t u o rei ornei 'Rouiaeaii ini.iilmrrilr f v r f v n . . m o l i i m i r o por

íVaiiJo tloi Ernin

d, V Rumem u-r 1,1 wiq*>

— lllulo qiif B

PtrMiUiKntr ••liiíaiorio pela obra que o tr»A com n o i n » de m i n de J u . i palavra, qiif orla t o n e i |nn rfiniíopAfid). N a cAUnt». lonOdo pelo ndiiulo de «l'«en»r «obre a i llnmiuii uuandti mal M I.I :w uma, e aliai, pouco conunu com esre pedaço, ru rcwKem suprimi In conto Indigno úJ atenção do publico. Mas um m»nMiredo iluiire. que tuHiva r ptolege a i leira» [Mjle-hrcbcO considerou-O n u i i favoiavelmenie uue eu; «u lubmeto t o m i " - i , r . cm» f o i me b:m M pode C N , OKU julfamcnto a» «eu, * l<WQ |ia«a> *o favor J « iiuin-i catiilo* (arer pm.ai cilr que não icrlt, Ulvej-, auiudl) adotar •oíjnho'. M o parece que nenhuma pmvn Je cnfKa iilema poMB niLinttr-if cODIfa eiie testemunho de Itouracau. U EoaJ sobre « llngiiíii foi. pt>i'. pi imitivaiBcnic, ern 1754, uma longa noca ào legundo Ditcurtt; em 17*1 loroou-W uma d)"rilac>Ío independente, aumentada e corrigida pala deh f a í i f UIIU rrspotta a Paiiwuu. por f i m , em JTM, e l a riHtcilaeão, l í v i i l i i pur uma última ter, (0Í dividida em i t p l u l o i .

II.

A IMITAÇÃO

l i ü - n o s aqui naturalmente conduzidos ao problema <l» cvmposiçôo di> Evtai; f i l o maio apenas d o tempo de Mia red a c à " HUI* d o « p a ç o d e sua estrutura. P o r L m i o , Houiscau J u i d i u tardiamente M U texto cfli capítulos. Oual esquema, então, o guiou? A arquitetura deve encontrar M M razáo na intenção profunda d o í « a i ' . Ê s t * csic l í l u l o q u e ela a<fi interessa. C o n t u d o . 6 piecíso nãn confundir o KiitkJo da arqujletura com o detl.irado da intenção. V i n i c enpflulot de tamanlt*' h:ntanlf desigual. Urna inqulciudc parti* anima' ludii reflexão de R o u i s t a u c dar-llu* aqui "ia veemência inlcúilmtnte cia diria tcspciio à origcn> c a dVgenercieÍDria da música. Ora. os capítulos relativos d múftica. sua nparíçAo e sua decadência, cStat) compreendido» c n i t c n capítulo X I I " ( I r i g e n i il:i música e suas relações" e o capitulo X I X ' T o m o a m ú * l c j degenerou". Sc se admire plenamente que o destino d a mú»icu se ia a preocupação m a i o r do fcjstu, cumpre explicur que m capitulo» a ela diretamenie relativos m a l ocuptun o terço dj" obra ( u m poucp mais %c II. l'M4fcO e * * ! " - *UC " " <••>•! ftVUHaU n i n » IM K BI 1 Cio A ••«()<• • » WII ' - / • * - » " » • a'i WiMttf. n r 1 " ' . I * " . -•' ' " mm aaa* • HHIW#*H kHun» • K m ah *•"»>• qw •••»n.nn*i a mam ik H I B nBtlntnH ar • • ! . • Itlmaiea * • K « H di « — . i

utM.su i. iiiaiiuHA ou M U I Rtm rimuuM

2.1V

,'iinnirtfr.irmos o número tios capítulos, um pouco menos v considerarmos o número de páginas) c que não se trata dela no resto. Oualqucr que seja a história de sua redação, a unidade da composição não deixa de ser evidente e nenhum Jcenvolvimento c ai|ui aperítivo. o INTFRVAIO r. o WPLEMEHTO Os onze primeiros capítulos (êm como ternas, u gênese e a dcgencrcscencia da linguagem, as relações entre lula e escritura, a diferença na formação das línguas do Norte c das línguas do Mertdio. Por que c preciso tratar destes pro* blemas antes de propor uma teoria da música? Por várias espécies de razoa. I. Não há música antes da linguagem. A música nasce da voz c não do som. Nenhuma sonoridade pré-linguística pode, segundo Rousseau. abrir o tempo da múska. Na origem, JIíí o ttinlu. lista proposição £ absolutamente necessária na sistemática de Rousseau. Sc a música desperta-se no canto, se ela è inicialmente proferida, vociferada, c porque, como toda fala. ela nasce na paixão. Isto é, mi transgressão da necessidade, pelo desejo c no despeitar da piedade pela imaginação. Tudo procede deita distinção inaugural: "Deve-se. pois, crer, que as necessidades ditaram tn primeiros gestos, c que as paixões arram 11. 11 ii» primeiras vozes". 1 Se a música supõe a voz, ela forma-se ao mesmo tempo que a sociedade humana. Sendo fala. elu requer que o outro me seja presente como outro na compaixão. Os animais, cuja piedade não ( despertada nela imiipniiçlo, nftn tem relação com o outro como tal. E por isso que não há música animal. Só lalar-se-ia assim de canto animal por indolência de vocabulãno e projeção antropomórficu. A diferença entre o olhar c a voe £ a diferença entre a animalidade e a humanidade. luii^retlindo o espaço, dominando o fora. cutucando tis almas em comunicação, a voz transcende a animalidade nu•ural. Islo £. uma certa morte significada pelo espaço. A exterioridode 6 inanimada. As artes do espaço Cozem a morte nelas ç u animalidade permanece a face manimada da vida. O canto apresenta a vida a si mesma. Neste sentido, é mais natural ao homem, mas mais estranho à natureza que í em •I natureza morta. Ví-ic aqui qunl diferença — ao mesmo (empo Interior t extciior — divide ai iigiiilKnçOc* de natu-

24Q

UfcAMAlOLOÜlA

de vida. de animalidade, de humanidade, de anc, de fala e de caotO. 0 animal que. como vimos, não tem relação com u morte, está do lado da morte. A fala. cm compensação, é íala viva uma vez que imtitui a relação com a morte etc* E a presença cm gerai que a n i m se divide. "Por uí te vi- que a pintura cata mub perto da natuicza, c que a música apoia-se mais na arte humana, Sente-se também que uma interessa mais que a nut/a, precisamente porque cia aproxima mais o homem do homem e nos dá alguma idéia de nossos semelhantes. A pintura freqüentemente 6 morta e inanimada; ela vos pode transportar ao fundo de um dcsetto: mas, assim que signos vocais impressionam vossa oiclhu, eles anunciam-vos um ser semelhante a vôs; eles sSo, por assim dizer, os órgãos da alma; e se também vos sintam 5p eles vos dizem que vós aí nâo estais só. Os pasassobiam, só o homem canta; e não se pode ouvir nem canto nem sinfonia, sem se dizer imediatamente: U m outro ter sensível está aqui" (cap. X V I ) . 0 canlu c o onente da música mas nan u reduz à voz o » i m como esta não se reduz ao harulho, No Dkrionnaire de musique. Rousscau confessa seu embaraço no artigo "Canto". Se o canto c exatamente " u m u espécie de mcdilíctçao da voz humana", é muito difícil designar-lhe uma modalidade absolutamente própria Apó* propor o "çdlculv 4os ttitrr* vútoi", ROIKVMU avança ti critério baslanle rqutvoeo d:i irMP> manéne*a"t depois, o da melodia como "imitoçào ..* dos acentos da voz falante c apaixonance*. A dificuldade está em que é preciso encontiar aqui os conceitos de uma descrição interna e sistemática. Não mais que a voz**, u canto n i o entiega *ua essência a uma descrição anatômica. Mas os intervalos vocais tamhím sio estranhos ao sistema d o i intervalos musicais. Rouiacau hevit», pois, no Divwmtmre assim como no Exsúi entre duas Necessidades: marcar a diferença entre o sistema dos intervalos vocais e o dos intervalos musicais, mas, também reservar na voz original todos os recursos do canto. A noção de imitação reconcilia estas duas rxipÊncia* ouanto a ambigüidade O primeiro capítulo do Essai responde em parte a esta passagem do artigo "Caoto": " £ multo ditkü determinai cm ijuc a vvi que turma a fala difvic da TO* i|ue felina o cartio* b*ia diforcDca v urmiid mm não w *è muiUi claramente cm que eonròte: e* quando w quer b u r i l o .
SJ À Ffiipkilo d * dntffftjt* èfllfè Itflfciiit*** utimul < Ir-ifuitctn Xúmtilw

» o En*t Ifuaia I dtutntto tniro nfopttJec-.FMliâidt * pífft<ttwiíd*d<, t*JÚQ-& Sff !**•*: "Pi»! ^ M a afctSKl^ r*i"'t \ ir-lurU li" r* • «t^ir* *•• «fi>-«•, O? reli íllftrtPi** iltfi. M*Pn Htnt oirlrv^ CUJA »r* *•*** fítiUrnfc**"lítm <lr*
oi> L I;.

UtNU»M ü tlttHn\jRA DO ESSÁt SCR L ORtOlhE

241

ajo »e encontra, O Sr. Dodard feí ubtcrvacoet auMÒftiXAf Com a aíu4* d*i QüAíí flv/àdkU íf^ontrif n u diíctciUíi Mluaçòn JH iafin§£ a caiuui deita* dua* ctpécict de voi; IAM não «ei *e esla* ob*crvfrçoc*F ou a* com<qUco;*ias que debí iifflT tio bem certa*. Parece laliai ttfvnftç A permanência paru que o* *Oflt que formam a fila» formem yin verdadeiro ftartfo* parece larabím, que ai drvena* inflexões que t« J i à vuí 10 falar, íorínnm imPi-talo* que nio **d cm nad» harmônico*, yne ndo /<íz//n jwrv rfe «OMW lürv/nai Jt mâtkat que. Pkir LVP*effuinlct ruu coJCftJo *(r c*priiniiitft cm nula}, IUO t-íto* rwra nós propriamente ranto. O iwtfc «dtf parece naswaí ao h<.*m*m Embora c* »elvagen* da América cantem, por que falam, o veraV deÍro $ftvogtm não cantou *tunca+ 0% mudo* aiO cantam; formam iittfnn* *«íe* *cm permanenca. rom «uidco, como rnueido*. que a N&jcwtUdc Ucka arranca; e» duvicarii que o tenhor rVreyra, com todo teu talento. Jumali pud«u* dilet tirar aipim í«fl/« M i l ftl Al criança* erilam. choram. c nio cantam nado, A* primeira* cxpremoe% da natureza nao tem nada de melodioso ou wnoru. e cia* aprendem A cantar, astim como a falar, a no**o exemplo. O taiuo melodioso e apreciável 4 apenas uma imitarão pacífica e artificial doi acento* da VOJ: falante ou apaixonanie: xfitt*~\r ou lamenta-** um ftftMJV wifif í/Mi/íim^e cantafltffo 0/ grifar e /amenFo*.* e eofto. aV fcuíaf a* ImtiaçÚcT a ma/i iVfrfMfrfr f a üa paixoo humanat aV
r^/iU ui münrJnfj i/r ffli/f**>
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mau 4p.tofMrrJ í 0 <0«l(/\

(96 A

palavra td/tto cilafturtlinhatfiapor Rouucau. \ Potfe-*c analisar com base neste exemplo o íuncionamento sutil das noções de natureza e imitação. Em vários patamar?*, a natureza é o solo, o degrau inferior: é preciso transpô-lo, cxccdô-lo man também rccnçontra-lo. £ precifo a ele voltar, ma* sem Anular u diferença. Etta Jcve ièt quase nula: a que separa a Imitação do que cta Imita. £ preciso, atraves da vozt transgredir a natureza animal, selvagem, muda, infantil ou gritante; através do canto transgredir ou modUicar a voz. Ma* o canto deve imitar os gritos c os lamentos. Donde, uma segunda determinação polar da na(ureza: cita torna-se a unidade — enquanto limite ideal — da imitação c do que é imitado, da voz e do canto. Se esta unidade fosse efetivada, 4 imitação tornâr-se-ía inútil: a unidade da unidade e da diferença seria vivida na imediatez. Tal é a definição arqueo-ieieológjca da natureza segundo Rousseau. Alhuret é o nome t o luaar, o nome do nuo-lugar dc«a natureza. Alhures no tempo, in Mo tempere; íilhures no
espado, aiihi. A unidade natural do grito, da voz c do CAMO,

é a experiência do arqui-krego ou do chin&t. O artigo MVoz" analisa e amplifica o mesmo debate em torno das teses de Doduit c de Duelos (no artigo "Dcclamaçâo dos antigo*1' üíí Enciclopédia}. A$ diferençai entre ai línguas são medidn\ no 4i«ivma de cada Kngua, segundo a dittancia que se* pari a voz da fala da voz do canto, "poix, como li.i língUAt

242

(.MM*lii|"l.U

mais ou mínos harmoniosas, eujui HCtnWi iáu mau OU menus musicai*. lambem noia-íe nestas línguas que as vozes dc fala c de canto aproximam-se ou afastam-se na mesma proporção: assim como a língua italiana é mais musical que a francesa, a falJ nelu afastii-sc menos .Io canto; e i m a " fácil rtclu reconhecer cantando o homem que se escuimi falar. Numa língua que íosse lotalmcnte harmoniosa, como era no princípio a língua greqa, a diferença entre a voz de (ala t a voz dc canto seria nula: ter-se-ia a mesma 10/ para 'alar e para cantar: lalvcí, ainda hoje- este seja o caso dos chineses"'. 2. Acabamos de render-nos a dua* evidenciai; n unidade d " natureza ou n identidade da origem sái> trabalhadas por urnu csiranha diferença qUC a. Constitui ao encetá-la*; c preciso dar conta da orifieni da voz ^ V'-' — portanto, da sociedade -^ antes e a fim de designar sua possibilidade b música, isto é, á voz de canso. Porém, como nf> começo dn voz toda-harmoniota, fala c capto se identifica (va)m, ti/fíes* t a fim tenham talvci um sentido jurídico ou metodológico, «*• tím V í ' V I i'i[tU(Ufiil liem valor ^nétiêo. podcr-fc-la ser tentado a atribuir um valor estrutural á diferença entre fala c canto, vivto que Rousseau reconhece <|ue este vem "modificar" aquela. Mas o conceito arquco-telcologico de natureza anula também* o ponto de vista estrutural. No começo ou no ideal da voz loda-harmoniosa. a modificação coníundc-sc com a >iil?«i.1tK'ta que cia modifica. ( F * « esquema tem um valor gcr.il e coniuitdn lodo» o» discursos, desde que eles façam o menor apelo £ uma dessas noções, seja cia qual for: a natureza c seu outro, a arqueologia e u escatologia. a substância e o modo. a origem ou a génew.) O ponto de vista metodológico ou jurídico, bem fntendidn, não Km Mais nenhum valor rigoroso desde que te anule a diferença de valor entre 0 ponto de vivia estrutural e o ponto de vista genético. Rousseau não levü em coma esta conseqüência, que. * preciso decerto reconhecer, destroçaria mai* d c um discurso. Devemos agora segui-lo. TfXa-sc dc liberar, a propósito da origem da linguagem c da sociedade, um certo númeto dc onosiçoc* dc conceitos indispensáveis para compreender ao mesmo tempo a possibilidade da fala e a do canto. V., sfbicludo, pata compreender a tensa.' ou a diferença que, na linguagem assim como flii música, opera ao mesmo tempo como a abertura e a arneaca, o princípio de vida C o princípio dc morte Visto que a primeira fala deve ser /toa. visto que a arquco-teologia da natureza da linguagem c da linguagem da

I.ftNFSF f mCBITUHA DO H»AI »U« I OBHHN»

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natureza nos dita, auim como u "voz da nulurezu", que a essência original e ideal da laia seja o próprio canto, não se pode tratar separadamente dai duas ungem. Mas como o método do discurso deve arrepiai caminho c ler em conta a legrcuAo ou a degradação histórica, ele deve «parar provitoiiumcnle as duas questões c, de ccria maneira, começar pelo li.ii. Eis a história. Pois a história que segue a origem c a ela se acrescenta não passa da história da separação entre o canto c a (ala. Se consideramos a diferença que esquartejava a origem, i decerki preciso diier que esta historia, que í decadência e degenereicência de ponta n ponta, nao teve vésperas. A degencrcscéncia como separação, como desmama da fala c do canto, começou desde sempre. Todo o texto de Rousseau descreve, como veremos, a origem como começo do fim, como decadência inaugural. E. contudo, apesar desta descrição, o texto se torce numa espécie de labor oblíquo para fazer como te a degeneresceocia não estivesse prescrita na géüese e como se o mal sobre-vieae à boa origem. Como se o canto c a fala, que tem a mesma ata c a mesma paixão de nascimento, não tivessem desde sempre começado-a se separar. Reencontram-se aqui as vantagens e os perigos do conceito de suplemento: do conceito, também, de "vantagem funesta" c de "suplemento perigoso'". O devir da música, a separação desoladora do canto e da fala, tem a forma da escritura como "suplemento perigoso": cálculo e gramaticalidade. perda de energia e substituição. A história da música é paralela à história da língua, seu mal é de essência grafica. Quando procura explicar como a música faücntrou (cap. XIX), ROVUKBU relembra a história Infeliz da língua o de seu desastroso "aperfeiçoamento": "A medida que a língua se aperfeiçoava, a melodia, ao impor-sc novas regras, perdia inscnsivelmentc algo de sua antiga energia, e o cálculo dos intervalos substituiu a iinura das inlltxõei" (o grifo í nosso). A substituição distancia do nascimento, da origem natural ou matcrnal. O esquecimento do começo o um calculo que põe a harmonia no lugar da melodia, a ciência do Intervalo no lugar do calor do acento. Nessa desmama da VOE de fala, um "novo objeto" vem usurpar e suprir ao mesmo tempo os "traços maternos". Ê o "acento oral" que sofre então por nao. A música te encontra assim "privada de MU* efeito;" próprios, isto é, naturais e morais. "Sendo rtquecida a melodia c voltando-*? * menção do músico inteiramente para • har-

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«•HAMAfOtOOlÀ

moniu, tudo te dirigiu pouco i pouco nobre e**e nom fltyh*; o i gênero*, u* mn-Jo». * gama. iu<Jo receou íacei nova»: foram m «Jcewoc« iianrtAnicat que regularam I marcha dai j>«rlcm. Tendo etl" marcha uturpado o nome de mcWla. nAo foi putrivel reoonimyr ncmlii nova mc-odla 0f miroí <*** **** ""V: ç, tendo nono ti#lcma muilcal, uaaim. vindo a ter, tfadattvatntntt. puiamcnte harmônico, nAo é motivo de c*[vii)ÍO que 0 tfrYri/p f^u/ liiií.t wlritlo com loto, c qüC ;i rnútlca hujil prrdido para nôt quiitc toda u nua energia, EU como o canto velo a wr, grwhfiYünwntt. uniu nrtc inleiraiitftilc separada da M u , d* HUíII cie ejttrnl »uu origem; como o* harmônico* do* «uni íiwram eMtuerer a* lnfLc*oc» du voz; c como, <nilm( limitada ao eleito |Hiramctitc fftlot- do concvrio \im vlbrlçOc*. EI muticu ae encontrou privada do* efeito* moralit que ela prodwtai qunfido era duplamente o voz da natureta" (o ftrlfu é inmc). O i ponto* de paitmj-em lubUnhado* deveriam guiar uma lubJeltura de»c itfxlo C do tanto* OUIíOH lextot anAluftna. Rt-conhci;crw~lii ntlea, cada vc/i I . Que KotUHMu íccc seu texto com ajuda de (Io* heterogêneos o dfsivvamento JnManinncn que mhttiiut um "rtcf* ohtelo'\ que inMiiul um auplemcnto lubalitutivo, deve confiiiuir uma hittória, iw> 4, um devir piogrcAaívu que produz xtadatu atnrnfe o fjqtiedmrnto da vo/ d» ihUUfC/ii 0 movimento viMi-nin c frruptivo qUC inurpa. srpara C pfjVj d simultaneamente descrito como mtplídlaçic. proo^eaaiva, diafancinmenio graduado da origem, ciHclittcnio lento do unia doença de linguagem* Taíondo juntai a* duat *ignificuvoc*. d» »upJemefltarMídinJc, turwiitulç&n c crescimento. R O U I M U ÜCKfCVC a IlibMÍtUiÇ&O dC U m aNeW COmo Um drlttf* de frtrrH*at a produção de um HftWH lugar como o apartamento no 2 O iidvíroio "duplamente" cnngríga* nobre nua própria condição de potaibilidjj^t a n t f t t t m da voz da natuieza: "docv vor*\ materna, VHJHU como VC£ nngimil. I;il« uinMda conforme á i preservar* da lei natural Um todo» m ícntJdot dctia p^ínvra a natureza fala. F, purn ouvir HA l:n fornu. H por % u doce1 voz, a qual, jocorda**. "ningiiém f tentado a u daaobcdecer*1. a qu4t), no entanto, te deveu ter tentado a de* lobtHl^ccr, é preci*> reencontrar o "ncenlo oral" da rala cantada, relòmaí a pmw üe DúflM i-ròprta voz perdida* Cftiu t/ue, proferindo e ouvindo* otivindo-ac-sugnílicar uma \<\ meWlota. ueni dunlamenio a voa dn nuturc/a

í.íMM

y i v m r i H A no r u u i M U L<OMLWI

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A f J i l A M M t AS AMMOGIDADES DO l-ORMAUSMO Fm que esta substituição suplementar c r i fatnl? Fm que (í fuial? Em que Unha oV xtr — pot* tal * o tempo de *un fHtiJtJÊáê — o que cia é necessariamente? Otinl c A H l i m que. na tingem menina, destitui Min aparte. Ao? tatu ( m u n i nüo é umu f i u u n i cm meto a outras. E 0 fismirii: a necessidade do Intervalo, 11 d u r i lei do espaçamento. Elu somente põdc por o canto cm perigo para nele Inscrcvcrso desde «eu nascimento c etn mm csstnciu. O espaçamento 11A0 | O acidento do canio. Ou auto», cmjuanio vidente c acessório» queda c suplemento, 6 tombem aquilo sem o que, IfLcraJmcntc, o canto aAn teria lugar. O intervalo IW parte, no Duttontutirr da definirão do canto, f pois, K ic qulticr, um acessório originário c um nddcnlc essencial. Como n escritura Kouataau o diz som querer dlíé-lo. O que quer dlier ò o aceuório aceuório, o acidente acidental, o fora exterior, o mal Miplcmcmar ou 11 suplemento actuório. E o cipa^u t l t a r k i r ao tempo. O espaçamento estranho ao tempo da melodia. Mesmo di/endo. como veremos, que o espaçamento asicfura a possibilidade da fala o do canto, Kouascau qutrt' na pcnnar o espaço como um afmplca fora pelo qual nohre* viessem n doença e a morta em geral, c especialmente ai du M l canbkla Ouerii» u|£hi conto »t < TíIHííH t U LuflcMW c * do "acento oral" nfio H p m t U M já, e desde sempre, u capa* cisll/açAo» i\ geomctrlitiçuo. a grumullcallfttçao, i\ regulariza* çân, A prcKXlc&a A r u f i i i . Como quereria apagar esse der* é$>ê$mpMi determina o espaçamento como um evento c como um evento catastrófico. Iremos voltar maK de uma ver a este Conceito de catástrofe. Notemos aqui que esta catástrofe tem decerto a forma da r a f i n filo*ofka C por íHHO que o nascimento da filosofia na época da tragédia sjrcsjti constitui o melhor exemplo de uma tal catástrofe:

Uaanrjo w teatros adquiriram uma forrou regalar, tf te v s m m a«lfi «fffundo modos r*etchim, * t k msdlris qyit *t msiUwuVnvâm *». reun» da Imitação, A Umas iniliaiW* st saTr aquecia. () «Modo d* llkitofi* « o DIUVIVASO do raciocínio* *pHÍtM>jnd\> a aranislictv iChirain da IJatua n t t tom vivo « ftp*'*orudo uai u tomai* J. Inicio lio canlirtts» Dotds o tempo de McnaHpãlts • d# Ftloserte*, «s imfMUios, que de Inicio «ram psam pilo* postas e 10 essctuavsm *>b seu muito, * por assim dlrsr soa sen riiisdn* romaram-ic iodertadtatct r í deita llccuc* que se qiií l | lio nM**tíflnsrnie a Música * r " unu aomédèi Oí FirowattS, üs oual Plaisro» nos eomorvcai a Pst*ssem \sssff n IIWUXIIJ, ix>MWÇanü>t a nlo str mslt 1S0 «ikrsaie ao dmuno tomou inven^velmfaii uma «sUtomla Hparads, * s

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ORAMA10IOOI*

inilMc* turnuuM IIIHI- indaPandanlt d » falai l a t f o , Í 1 M I I H I lamNoi p>»nw | |-0Uvu | M ( | piodujioi 4IM >U ptfdUUfi quinou nlo cr* muli qui o atento • • harmonia da poeiia, « duindii lhe confnia. •obra M paiaoM. « l i impfiaj um • fala nlo c u r o u mau dal *m diante, a nlo *t< » - " • • railo AMni di*«>, diMl* <|ua • ü i t c u ficou Iteleta te '<>fl>tai t te rilAmlfla. nlo w viram mm- nti<> poetai ntm inu»iuii itiabia» Ao cultivar • • " • <tf ioi"ancn peidav-ta H dt «Wtovtr. O p«f"io PlatAo, «CíUOUMJO te Homero • de hurlpertc, dt*cr*dilou um a nlo pftd* imitar o outro', Logo, segundo 1 lei de uccleraçlo tuplcmonlar que rc1 lonhcicnio* m í i * acima c que poderiumui denominar" lei de regrmau geométrica, uma outra catdilrofc vom neccaeariamente K acroicentar a primeira. P o d e m - » inventariar « I quaie iodai M vJgniiicaçíc» que definirlo coniiantcmcntc a liguni do mal c o progresso da dcgenercicencia: *uh«iiiuÍçàO ao meanw tempu violenta e prrtgrciaiva 4a liberdade poMlIc* como liberdade du laia viva pfln aervÍd*o. diwtolucAo da pequenn cidade domocrítíca c uutdrtjiiteu. prcpondcrflndn iln articula( 4 o aobre a accnluuciu. da conioanle vobre a vogai, do K t e n Irionill w b r e d meridional, d a capital lobre a província- Indo neceiaariamentc no acntldo da primeira catâitroíe. a catátlrole nuplcnionrar. ngo obilante, deilról i e u i cíeiloa poajtivm ou compenudorei. Djalaqucmo-lo: "lago a wiJáo adkio*,* wa influencia a d> (iloiolla. A O r f ( | | 'Hiilhoflda pHdiu r.w lt>fu uu« id cauuenta • • alma* livrai. • nlo (nconinxi nnl> pata louvai . t u . tirano* o lom no qual «amara «u* heróii A mlMura com o* r « » i n m and-quace ainda o que raalava » lin-uaeein dt hwmonia « a . twrn» O lailm. Knuua inai- tardei • mano* mualcal. fe* mal 1 inutlca ao adotl-la. O cinto amputado rui iiipitol ai tarou pouco a DOIKO o da> provincial; 01 laatroí te Rornn pn|udk«ram oa d« Aiana. Quando Naro oburva prtmioi a Oiacla ea*'*íi tfl incuti •I01; t a mrimi melodia piitlihadj p«l,. du» liniuai convalo mano. . amha» Chapou, enfim > -aiaw-lr «w 'l'"'oii oi froíri"11 do tii><iio ( i a « i « um ilimouii ui vlríui «ia* (,>-""/uSmi 1 1 1 obra A Europa, inundada da adrlwrtu r tnim11 vfraUa por Ianoram*'. («rdan ao mawno tampo *ua> ,i4mlt>, auai • i a , 1 o iniirumaoiu univanal da anin—, a u M r , • ("if-n Saimontaia afMtvada Eaaw homar» •loiMiroa uu* o "o*r* tngandrara acoiiumaram inaan"valrr>anuj l"doi oa ou'idai I l u d d l dl teu QtagO! •ua voz dura • dfpmvUa êi IK*«(U, « • ruidoia iam mi aonora. O Impaiador iullaflo comparada o falar doi Uaiik*»* ao coaiar dai da. rodai u iua> artkntmMi tando lio ntpai» cnmo m u \oi* aram naaali • »•>••». pudlaiK dar apartai uma aapaMIa da brilho a a>u canto, qua ara r»íor,»i o aom dai voiala paia ancobalr a ahanJãntla i * dure* éai tmumMti" (cap X I X ) . •\i;-:n deue ílitemn de opotlçoea que governa iodo o |ier\klâo/liberdade polllleo-llnguuiicii, N o r t e / S u l . "•

Eiutí

(.•h*M • Mcurru»» no » « . i um I O B I O I N I

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licülaç Io/acento, çonioantc /vogai, c• p i u l /provinci 1 / c t d H k autárquica e democrática), podemo* percebei aqui • entranha marcha do procerao hlitórico «cgundo Kouucau. E l i n l o varia nunca: a partir de uma origem ou de um centro que ie divide c vai de i i , um circulo hluõnco é detento, com o icntldo de uma degencrcaclncia mm comportando um proorciio o cfcitot compeAudorci, Sobre 1 linha dcaac circulo, novai origeru para novo* circulo* quo aceleram a degenenaoénda ao anularem o i efeito* compenudore* do círculo precadente, fazendo aliát aparecer enlao *ua verdade c beneficio. £ attlm que a invailo d o i bárbaro* KtentrionaU enceta um novo ciclo do degenere licencia hliionca, dcttiulndn oa " p i o i r e n o i do eipírito humano" qur i> ciclo anterior produiira: 01 efeito» nefatlo* e d insolvente* da filotofiu huviam. com efeito tido limitado* por i l mesmo*. Seu «interna comportava. o> certn modo, ieu próprio freio No «i*trmn 00 circulo w1 i:nii f " f ! m u terá tk'j|>jirnk1ii Srf.tur>r 1 uniu m r l n i coo do mat que encontrará, ngn obitanic, uma nova regulação iniemn, um novo ó i f l o de equilíbrio, uniu novo conípcnvaçíio suplementar (que cooiUtlrá, por exemplo, em "reforçar o mm da* vogai* para encobrir a abundância e a dure/u dai CODMIUIIIIV), c a»*lm ao Infinito. Contudo, cite Infinito n l o i o de um horizonte ou de um ablimo. de um progrewo ou de uma queda. £ o infinito de uma repetição que Mgue um citrunho caminho. Poli cumpre ainda complicar o «qucma precedente: cada novo ciclo enceta uma progreiiio-iegreMAo que, dettruindo 01 efeito* da precedente, no* recondur a uma naturua ainda mal* remota, mali velha, maii arcaica O progreivo conalite sempre em no* aproximar du animulklade ao anular o progreaao pelo qual trarugredlmo» u animalidade V*rt(lei-lo-ímoi umliide. Em todo caio, o " a u i m ao Inltnito" deite movimento dificilmente *c deixaria leprncntar pelo traçado de uma linha, por complicado que fo**e. O que n l o M poda aiilm repreientar por uma linha í o torno do rc-lorno quando ele tem o porte da re-protentaçao O que nao te pcçje r t p r w n t i r é a relação da rcprcteniaçao com a preunça dita originária. A re-prt»cniuçáo * também uma dea-Hprcteniaclo. Ela e*tá ligada à obra do eipaçamento. O etpaçumcnto inilnua na piewnçu um Intervalo que n l o •tpara lomcnle 01 diferente* (empo* da voz e do canto, ma* também o repreMotado do repiMcntontc. Ora, um tal intervalo é prescrito pela origem do arte. tal como Rotiiicau n determina. Segundo uma iradlçlo que continua aqui imperturbável, RIIMMPUU eitá certo de que a c n f n m i da arte í a

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OBAMAIOLOOIA

mimesis. A Imitação rfduplica a presença, acrescenta-ie-lhe suprindo-a. Faz passar, pois, o presente cm MU fora. N M artes in animada*, o fora se desdobra e ( ) reprodução do tora no fora. A presença da colia mesma é já exposta na exterlorldade. deve poii se des-apresentar c representar em um fora do fora. Nu arte* vivas, e por excelência no canto, o fora imita o dentro. E exprtssivo. "Pinta" paixões A metáfora que faz do canto uma pintura nSo é poufvel, nlo pode arrancar íI *i c urr.iMar para fora, no espaço, a intimidade de sua virtude, sen Ao sob (i autoridade comum do conceito de imitaçlo. A pintura e o canto sao reproduções, quaisquer que sejam suas diferençai; o dentro e o fora as partilham igualmente, n cxpnmfto já cumeçou a íarer n paixão sair paro fora de si mesma, começou a cxpòla c pintá-la. Isso confirma o que avançamos acima: a imitação nlo pode dcíxar-so apreciar por um ato simples. Kousscau precisa da imitarão, cleva-ii como a possibilidade <'o canto e a saída pura fora tln unimaIidade, mas tomente a exalta como reprodução ucrescentando-te ao repievenliidn, mu núo Iht acrtvrntanéo nada. itiprlndo-c stmpksmcnic. Nesse sentido, faz o elogio da arte ou da mimem cntno de um suplemento. Mas, no mesmo ato, o elogio pode instantaneamente vitar-K critica Dado que a mimem.i luplemcntui não acmcrnia mia, nao é ela inútil' E »e, nlo obstante, actcKcntando-se ao icprcsenudo, ele nao c nada, csw suplemento imliatlvo nlo t perigo» paru n Integridade do representado? Para a pureza original da natureza7 Eii por que, deslocando-se através do sistema da supicmcnlamdadc com uma infalibilidade cega, e uma segurança de sonAmbulo, Kousveau deve ao mesmo tempo denunciar a mimem c u arte como suplemento i suplemento* que são perigosos quando nao sao inúteis, supérfluos quando não sáo nefastos, na verdade, uma e outra coisa ao mesmo tempo) e neles reconhecer a oportunidade do homem, a expressão da paixão, a saída para tora do inanimado. fc o esiaiuto do tígno que assim se encontra marcado pela mesma ambigüidade, O signiftçiintc imita o significado, Oiu, a arte é tecida de signos. Nn medida cm que a significação parece ser apenas, pelo menos inicialmente, um caso, de n ii.... .1. l..,.irtnM linda BB rOtUo paio I "•'.,i'• A HTt^gtfdade do tialamenlu reservado à imitação, tornar-nos-á mais clara tal passagem do Ewal sohre o Mgno. a arte c a imitação. A pedagogia não pode nao encontrar o problema da imitação. O que t o exemplo? Dcvc-se ensinar pelo exemplo ou pela explicação? O mestre deve dar-se como modelo c

oerirsK i H L u n i k A IH> USAI sua I omoINí

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não ie incomodar ou prodivar a* lições c as exortações? Há virtude cm ser virtuoso por imitação? Todas citai questões l i o colocada» no segundo livro do Emile. Inicialmente, irala-w de saber como ensinar n criança • generosidade, a "libcralidade". Ora, antci meimo que a palavra e o tema da Imitação ocupem a frente do palco, o problema d o signo é colocado. Ensinar a verdadeira generosidade à criança c assegurar-se de que ela n i o se contentará com imitar. Ora. o que é imitar a generosidade? ê dar os ilgiu» cm lugar das coitas, ni palavras cm lugui doe sentimentos, o dinheiro como substituiu doi bens reais. Portanto, será preciso ensinar a criança a iiflo imitar a libcralidade c este cminamcnlo deve lutar contra uma resistência. A criança n t t i espontaneamente guardar icus bem e dar o troco: "Notai que apenas ic f t t • criança dar coisas de que ignora o valor, peças de metal que tem cm i c u bolso e que lhe sorvem •penai para isso. Uma criança daria mais facilmente um dinheiro que um doce", o que é dado facilmente n l o são significantcs inseparáveis t i o i significados nu dai coisas, i l o ilgniflcantes desvalorizado». A criança nfto daria t i o fácilmrnte o dinheiro se podruc ou soiihcw dele fazer algama coisa. "Mas, fazei com que este rxodign distribuidor de ai coisas que lhe são caias, brinquedos, balai, ma merenda c logo saberemos se lealmente o tomastes liberal" (pp. 97-99) Nilo que a criança seja naturalmente avarenta. A criança deseja naturalmente guardar o que descia. È normal e natural í> vício aqui, nu a perversidade, consistiria em nao te prender as coisas naturalmente desejáveis, mas iim a seus significantes substitutivos. Se uma criança amasse o dinheiro pelo dinheiro, ela seria perversa; náo seria mais uma criança. O conceito de Infância para Rouswu sempre tem relação com o signo. A Infância, mais precisamente, i a nâo-relaçâo QBM <• ilgno enquanto tal. M u i . o que c um signo enquanto ia!? Nao há signo como lul Ou o signo í considerado como uma coisa, ou ele não é um signo. Ou ele é uma remeua, e então, não í ele mesmo. A criança, segundo Rousseau, é o nome do qw- deveria nao ter nenhuma relação com um signilicuntc separado, de algum modo amado por si mesmo, qual um fcilchc. Ora. esle uso perverto do signiftcanfc 6 de algum.-, forma no meimo tempo proibido c tolerado pela estrutura d.i imitação. Uma vez que uni signifícante não mais é imit.itivo. a ameaça de perversão loma-sc, sem dúvida, aguda. Mas, já na imitação, a defasagem entre a própria coisa e seu duplo. '" ate, entre o sentido e sua lm,*scm, assegura um alojamento P"ru a mentira, paia a faUifk.i«flo c para o vicio

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OMAMATOLOOJA

Donde a hesitação do EmiU. Por um lado, tudo começa pela imitação e a criança só aprende pelo exemplo. Aqui, u imitação é boa, cia 6 mais humana, não tem nada a ver com a macaquiec. Antes, as afetações estariam mais do lado daqueles que, conforme o queria Locke, dispensam às crianças, em lugar de exemplos, raciocínios sabre o interesse que há era ser liberal. Kio se passaria nunca desta "Liberalidade usurária" a verdadeira generosidade que só se transmite pelo exemplo c pela boa imitação — "Mestres, deixai a* afetações, sede virtuosos e bons, que vosso* exemplos se gravem na memória de vossas crianças, esperando que possam entrar em seu* corações", Ma* tttt boa imitação Ira/, iá em si mesma, as premissa* de sua alteração. E todo o problema da pedagogia no EmÜe pode resumir-se a isso, A criança inicialmente é passiva, o exemplo grava-te inicialmente na memória "espmmdo" entrar no ooraçfta Ora, ele pode permanecer na memória sem tocar i UIí v i. :\ i ruimente, a semelhança entre o coração e a memória faz com que, por sua vez, a criança posu fingir agir segundo o coração no momento em que se contenta com imitar segundo os «gnos da memória* Sempre pode contentar-sc com dar signos* Num primeiro tempo, a boa imitação pode ser impossível, num segundo tempo, cia pode ser desviada de teu hom uso. "Fm vei de apurar-me em exigir da minha criança atos de caridade, prefiro fazc-loa em sua presença, c mesmo tirar-lhe a possibilidade de nisto me imitar, como uma honra que não corresponde à sua idade." "Sei que todas esta* virtudes por inrtação são virtudes de ntacaco, e que toda boa ação só 6 moralmente boa quando feita como tal, c não porque outros a fazem. Mas, numa idade em que o coração nada sente ainda, é bem necessário fazer com que as crianças imitem os atos cu)o hábito se deseja que adquiram, esperando que possam fazé-los por discernimento e por amor ao bem» A possibilidade da imitação parece pois, interromper a simplicidade natural. Com a imitação, não é a duplicidade que se insinua na presença? E» no entanto, segundo um esquema que já reconhecemos, Rou&scau quereria que a boa imitação se regesse por uma imitação natural. O gosto e o
cwmtilft # vaift tefiniiliilft fl'*»*fm#ntp Id&rvVt Ti» frtnVd ifa r«rdrt jtrAJia f orno, * * i v * * t t v J o v t ffctaftf* ***+r\r«***t 4* %» jtoçfrtn* i* fc n r m M l S l ) 4ut üitUnpMfi • * • « # **amH" C í W « w d* um* nffr* prfttv* ttyrm* !*#•'» * o •MflVfc <unw ! • * • I ^ H í ^ - », n* + >^b't«ft r*irtnifftft tvtrtt* * t"» íWIO conetiw t f f / i / i W O ' . ( M U < « n * " » * • m M a f«4n**Éi* f u b l t a d * «

33> É fltil Aulnitor aqui que ir reencoatrt • ir*«r» probtemlck* do

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OâNMF F SftCKnUHA H ISftAI SUft l/OMOM O

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O vício, a r ü j c r da imÜHçio « t í a inscritos na natureza, duplicidade, bem como a afetação, se é que ela é uma altera* r i o rf^ imitação, nfto c filha da imitação, ITIAS doença da imitação* nfto MU efeito natural mas sua anomalia monstnioaa. O mal vem do uma espécie de perversão da imitação, da imitação na imitaçio. E cate mal é de origem social -O hoewm i imitador, mesmo o aniniaJ o é: o fOtio da imitação i j j natureza becn ordenada; ma» deeencra em VÍCK> na «rxieo-id? O macaco imita o homem que ek teme e nao imita o* animah que dtapreza; julga bom o que faz um ter melhor que ele. Entre no», to contfírio, ROtaot arltqutn» de toda CIPíOí imitam o belo para Jigridá-lo* paia torná-lo ridículo: butcam no sentimento de aua bajula* ijualar-ie ao que valo mais que elo; ou entfto\ quando w esforçam para imiur o que ele* admiram, vete na etcolha do* ob*etoa, o falto acato dos imitadores: querem muito mais tmpor-«e ao* outro* Ou fazer aplaudir teu talento que tomaram-** melhore» ou sibiaV* Aciui. ns rtlaçòea entre a infftrscia, a animalidade c o homem da sociedade ordenam-ac segundo a estrutura e a problemática que, com tanto esforço, desenhamos ao analisar a piedade. £ isto nfto é um acaso: o mesmo paradoxo — 0 da alteração da identidade e da identificação com o outro — ai age. A imitação c a piedade têm o mesmo fundamento: uma éip&tc áo íttjwe mrlaMficii! "0 fundament,. <u imitação entre nós vem do deiejo de wmpre mn&portar^t fora de ti" llbidem). Voltemos no tisscii. As astúcias da metáfora aparecem*

então, na mimftKa de todas as tirtes. Sc a arte c Iraitaçuoi
cumprirá não enqucccr que tudo nela e si$mficar\lc. Na experiência cuêtica somos afetados n&O pelas coisas mas pelos signos: U homem i modificado peto* seus sentido*, nnuruem disso duvida: ai por não diMinjuiímoi as inodififiaçtot nta confundimos *"** cautat: tUmo* muito c muito potKQ impériofc*»ra*a^ôc*. nio temo* q*w rr**|«t me mente elai nfio not afetam tomente com» «mu^Vt mas como aignoa ou imaicrn, c que *eut efeito* moral* lambfm tem cauw morais. Auim conso os sentimentos* que cm no* excita J Pintura, nio vem cm nada das core*, o império que a múwa Um *obre nona* alm&« em nada é obra doa sons. Belas corta bem maiirada» agradam ã viitíi. mai cate prazer é puramente devido a «niacfio. f o detenho. é a imitação que d* a estas cores* vida t >lma* tio a* r**»*iV* que alas eaprinnm que vem comover as nossas sfc> Ot ntyetc* uti# ctat repretee#tam que vem noa afetar. D ínlrrestf * n sentimento nflu v4m de forma alauma das cores; o* traços de
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0*AMAT0L0GIA

,im quadra conwivcdur no» comovem meunn numa c l . m i u : omi Ikloi cHct trnç.»" nu giwdro. u core» niu furão min nada"' (cap. X I I I ' Sc a operação da aric passa pelo signo c sua eficácia pela imitação, pode *&r apenas no salema de uma cultura C a teoria da arlc c unia leoria dos costume* llmn imprensai) "moral", por oposição u uma impressão "seniiver. reconheco-se por cia confiar sua força a um sigilo. A «létiea pa«a por uma scmiologia c mesmo por uma etnologia. Os efcitnt dos signo* estéticos só são determinado» no interior de um sistema cultural. "5c o maior império que têm sobre nòt nossa* sensações n i o se deve a causas morais, por que enlâtt «orno* t.'n) semfvcis a impressões que sflo nula» para barbaro»? Por que nossas músicas mais tocantes não são mais quí um vão rufdo para o ouvido de um carafba? São seus nervo* de natureza diferente da dos nossos?" (cap. X V ) . A ptópria medicina deve ter em conta a cultura semiolü' gica na qual ela dc*« curar. Como a arte terapêutica, o i cfciiua iciapcuticixt da arte nso sàu natuNiu n partir d.« mumcnio cm que agem por signos: e se a cura é uma linguagem, os remédios devem fazer-se ouvir pelo enfermo através do código de sua cultura: "CIIH-K como prov* do poder liúco doi * " » a cura dj> picada* dili («Iflfiluliv FMc exemplo piuvn tiilomcnl* < conitiiiu. Nilo * > pftciio nem soai abioluiot nem a< mo mm i r u , paia curar loilua 0» uue i l o picado* por <"e iieelo; t pietoo a cada um dclo | n j | dí melodia que lhe KJa conhecida t fraie» que compreenda, f ricfíw. .o italiano, i i i u «abanai; ao turco. iria» lurcat. Cada um so í afetado por acento* O.»" lhe» *ao familiar»: «u> nervos « w © pieiiam na medida em que i*u espirito <» ditpOc a elei: ò ptftiw uue entenda a língua que lhe í falado p m qtif u qoe te lhe é\r. |H»M coloca h> cm movimento Ai canlau* ti.- Bcrnifi «cundo •* JIí. curaram da febre uni muaico franca*: ela. teriam levado a lebre a um mútuo de tiualuuer outra nação" (cap. XV). Rousseau não chega • considerai que os próprios sintomas pcriençam à cultura e que a picada de tarintula possa ler aquí ou ali efeitos diferentes. Mas o princípio de uma tal conclusão é claramente indicado em cua explicação. Uma úrUca exceção, mais que estranha, nesta etno-semiótica: 4 cozinha, o u ame$ Q gosto. Ruusscau empenha-sc em condenar sem apelação o vicio da gula. Poder-sc-ia perguntar por

que: "Só conheço um sentido em cujas afecôcs nuda de moral
st mistura: 6 o gosto. E a gula nao é nunca o vício dominunte, a não ser c m pessoas que não sentem nada" OMrm).

UIHUK E EfCBmiHA DO I t t A I » L * l u l l d l N t .

25.1

"Olí "»> « " " " ^ nada" quer dizer aqui, bem entendido, "que ao sentem", que só iêm sensações não-educadas. incultas. Como o valor de virtuatidade introduz aqui ainda um elemento de transição c de confusão, de gradual idade c mexida no rigor das distinções e no funcionamento do» conceito» — limites de animalidade, de infância, de selvaj&ria ele. —, í decerto preciso admitir que "a imptcsjão moral" poi signos e sistema de diferenças se anuncia desde sempre, embora confusamenie, no animal. "Percebe-se algo deste efeito moral até nos animais." Reconhecêramos a necessidade desta hesiUçéO a propósito da piedade e, agora mesmo, da imitação. "Fncuanici M quitei considerai oi som unicamente pela comoçio JUC ficíum cm nOBtn nervos não M leiãi) veldadeiioa principio* da múiKi i de «u coder sobre os corações. O) tora. na melodia, não iirem somente lObee nó» como wm. n u totno siínai de non^i •tcçOr*. de nouo> leniimenW»; é j«lm que eicitam rm nó* o> movi mérito* que esprimem. cuja imagem neles reconhece mo*- Pereebc--c ligo deite eleito mornl mi no* animal*- 0 latido de um elo átrjl ouiro. Se m«u cato me uuve Imitar um mltuto. de imediato o veta aleMo, Inquieto, atilado. Sc ir apertebe que wu eu quem imiti a 10/ de NU semelhante, toma B deiur e repowa. Por que eu» diferença de impressão. vi«o que nÜo houve nenhuma na comoção dí» libra, e que etc mesmo (oi a principio eoaratlo?" Utúlrm). Desta irredutibilidade da ordem semiótica, Rousseau tira lambem concluiúcit contra u sensualismo c o maicrialiimo de seu século: " A í core» e o* sons podem muito como repreacntaçóc» e signos, pouca coisa como *impl« objeto* dos sentidos". O argumento da arte como texto sigmficante e*iá a wrviço da metafísica e da ética espiritualista: "Creio que, ao desenvolver melhor essas idéias, se teriam poupado muitos ntóoclnios mios sobre a música antiga. Mas, neste século marcado por esforços para materializar todas ai operações da alma, c de retirar toda moralidade dos sentimentos humanos, engano-me se a nova filosofia não se torna tão funesta ao bom gosto como à virtude" (ibiMm). Gimpre estar atento a finalidade última da consideração de que goza aqui o signo. Segundo uma regra geral que nos imponu nuui, 1 atenção no «ignificante tem por efeito para1 doxal reduzi-lo. Diferentemente do conceito de suplemento que, bem entendido, não significa nada, to substitui uma carência, o significante, como se indica na forma gramatical desta palavra e na forma lógica desse conceito, significa um significado. NSo se pode separar sua eficácia do significado JO qual é ligado. N l o 6 o corpo do signo que age, pois ele c

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OÍAMATOLOClA

lodn sensação, mas sim o significado que ele exprime, imita ou transporta. Da crítica do sensualismo por Rousscau, seria errôneo concluir que é o próprio signo que esgota a operação da arte. Somo* comovidos, "excitados", pelo representado e não pelo representante, pelo exprimido c não pela expressão, peta dentro que í exposto c nio pelos (ora da exposição. Mesmo na pintura, a rcpícscntaçào só í viva c só nos toca se imita um objeto» e, melhor, se exprime uma paixão: "É o desenho, c a imítaçio que dá a essas cores vida e alma; são as paixões que elas exprimem que vem comover as nossas, *. os traços de um quadro comovente nos comovem mesmo numa estampa**. A estampa: nascendo a arte da imitação, só pertence á obra propriamente dita o que pode ser retido na estampa, na impressão reprodutora dos tróçGA Se o belo nada perde cm ser reproduzido, se é reconhecido em seu signo, nesse signo do signo que é uma cópia. í porque na "primeira vez" de sua produção ele era já essência reprodutiva. A estampa, que copia os modelos da arte, nio deixa de ser o modelo da arte Se a origem da arte é a possibilidade da ctlampti, a morte da arte c a arte como morte são prescritas desde o nascimento da obra. O princípio de vida, uma vez mais, confunde-se com o principio de morte* Uma vez mais, Rousaeau deseja separá-los; uma vez mais, poiem, faz justiça, em sua descrição e cm seu texto, ao que limita ou coatfadiz seu desejo. TV um lado, com efeito, Rousscau não duvida que a imitação c o traço formal sejam o próprio da arte e herda, como o óbvio, o conceito tradicional da mimesis; conceito que foi. de início, o dos filósofos que Rousscau, como nos reçofdajDQf, acusava de terem matado o canto. Está acu&u* çftn nio podia ser radical, visto que se move no interior da conceitualidade herdada desta filosofia e da concepção metafísica da arte, O traço que se presta à estampa, a linba que se imita pertence a todas as artes, tanto às artes do espaço como as artes da duração, c não menos a miistc.1 que á pinlufu. Em uma como cm nutra, ela de sonha o ISIWú da imitação c a imitação do espaço, "Aaiim. pon. como a piniun oáo é a »ne de combinar »t W * Oi unu muneiiA agradável à vi*ta. a mú*ic* nio e lainpouco a afia <k combinar iona de uma maneira ajrsdavel ao ouvido, Se aabi »o houvewe Í**o, amhos estariam incluídas eniie- as càèricUs naturais t nfio enire &% helas aries, Ê a imitação *ointnie que aa eleva a esw catesoriV Oro, o que íu da pintura um* arte de imitaçAo? £ i>
••r-rnMrt. fjll* 1*T. d* inlUita uma oiitfn âftf Hr ímfefeÇAO? f melodia (cap. X I I I j . • *

O0NFSE £ fcaOUlURA DO FSSAI SU* Lt>KJ£>1Kk

25í

Ora. o troço (desenho ou linha metódica) não t socnenie o uuc permite a imitação c o reconhecimento do representado no representante. £ o elemento da diferença formal que permite »o* conteúdo» (a substância colorida ou sonora) aparecer. AO mesmo tempo, nao pode dar tuf&r $ arte Utknné) como mimtsis sem conirituMa imediatamente como técnico Jt imitação. Sc a arte vive de uma reprodução originária, v traço que permite esta reprodução abre ao mesmn tempo, o espaço do cálculo, da gramaticalidadc, da ciência racional doa intervalo* dessas "regras da imitação" fatais à energia. Re* coroemos: "À medida que se multiplicavam as regra* da imitação» A língua imitotiva le enfraquecia". A imilwçAo una, pois, ao meuno tempo a vida c & morte da arte» À arte c a morte a arte t nua morte estariam compreendida» no espaço de alteração c iteração originária {itetwn — de novo — nào vem do aánscrito irará, outro?); da repetição, da reprodução* da representação; ou também, nu espaço como possibilidade de iteração c safda da vida pura fora de si Pois, o traço é o espaçamento mesmo c, marcando a* figuras, trabalha tanto as superfícies da pintura como o tempo da música: "A melodia fu ni mí*K*> precw*mtmi» o que ftw. o dvtenho n* pumin; í *ln que mur« Oi tr*Çot e at fiuuiiu cii>o« ULIUJM E tom tio *i *ChAo cores. Dir-*C-á. porém. uue a üKtr^in nfio pttSia de f& ama mccssfto de vmx. Sem dúvida; ma* o deicono nflo c. umbem tcoio um *uanj<> de core*. Um watfor *c «rv« d« IUIU para troçar **ui «tcriUrt; i-.io quei diTcr que a tinU scin uih licor muito eloqüente?'' içapt X11I>. Ao extrair assim um conceito de diferença formal, criticando com vigor uma estética que se poderia chamar de subslanciaiiMa mafc que materialista, mais alemã ao conteúdo sensível que a composição formal, Rousseau nem por isso deixa de confiar a carga da arte — aqui d a múska — ao troço. Isto é 3$ que pode dar lugar ao cálculo (rio c àí regras da imitação. Segundo uma lógica com a qual estamos hoje familiarizados. Rousse-iu adianta-se a esic perigo opondo 0 boa forma à má forma* a forma de vida à forma de morte, à forma metódica à forma harmônica, forma a conteúdo imilativo e íorma sem conteúdo, forma plena de sentido c abslr *Ç&0 vazia. Rous&tau rtage então íxxttra o formalhmo* Este 4 também a s*us olhos* um materiaUtono € um itnsuoitsmo

21Í!

d M MATOLOU!A

E difícil lomprcciiilcr bem 0 que está Cm jogo «OS Ciipi(uloi X I I I , "Da melodia", c X I V , "Da harmonia", se não se percebe seu contexto imediato: • polêmica com Ramcau. Ewes capítulos nâo fazem outra coisa senío reunir c estilizar uma discussão desenvolvida nos artigos (""espondcittes do Dklk>nnaiir d» musique e no Examen de drux príncipes avances par M. Rdmeau dal» >u brochu'1 Inlliutér "ftrem ii« Ia musique", duns I' "Encychpédle" (1755). Mas cise contexto serve apenas de revelador de uma Necessidade sistemática c permanente. A diferença entre a forma melódica c * forma harmônica tem. ao» olhos de Rnusgeuu, uma importâflciu decisiva. Por iodos os çaracicrtt i|uc a.% diuinguem uma da ouirii, elas H opõem como a vida e a morte do canto. fc. contudo, se nos ativestemos ã origem da palavra í"originariaroente um nome próprio") c aos "antigos tratados que nos restam", "seria muito dificil distinguir a harmonia da melodia, a menos q u ; *e acrescentem a esta ultima as idéias de ritmo e de medida, x u i a» quais, com efeito, nenhuma melodia pode ter um caráter determinado, enquanto a harmonia tem o seu pof si mesma. iiKlcpcndcrttemente de qualquer outra quantidade". A diferença própria à harmonia deve, pois, ser procurada entre os modernos, segundo os quais, el« í uma "sucessão de acordes segundo as leis da modulação". O í princípios desta harmonia ró fórum reunidos cm ustcmat polo» modernos. Examinando o de Ramcau, Rousvcau lhe recrimina, de inicio, fazer passar por natural o que i puramente convencional: "Devo contudo declarar tjue esse sistema, por engenhoso que seja, não 6 c m nada fundado sobre a natureza, como ele o repete xm cesso»; é estabelecido unicamente sobre analogias c irdeyuaçôcs que um homem inventivo poiic substituir amanha por outras mais naturais" (Diciionnaire). A falta de Hamcau « r i a dupla: uma exuberância artificiaJista e um recurso ilusório ou abusivo à natureza, um a » Qtuo arbitrário que pretende inspirar-se unicamente na física dos sons. Ora, n i o se pode dedu/ir uma ciência dos encadcamentos c dns intervalos a partir de uma simples física; a argumentaçflo de Rouweau c. sob nuiilos aspectos, notável: "O piinclpio (úncii d , icwnáncla w» oferece acortkt iioUdm c nio «aubekcc asa «uceudo Uma IUOTMíO regular t. nia obatMIc. neee»siii«- Um dicionário ttr pala V I M efcolhuta* não é um diicurto, n«m uma coleção >'í bons arardo uma peca imiúcil: i IVKUp -»i stniUe. •• p/tca* a UgufàV na muita tanto i " " ( i -i '''W*f*'™í é prrriii -mr irlwfima ro*M do m t/írvetlt \r paiwnita no qur •' "nt r4'-> ««' " m<*" «BMíIíM «»i trf"«<««> r fvua w

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^37

íhairmtv ttrdmltKtunentc nau. Ura, II xtntafflo conipmu gut ICHJUU ,1, u n t icordc perfeito « rewlve n. tcnuçlo aotoluta ih cadj URI do* acra fl°» ° compõem, í na «maflo comparada d* cada um dai intervalo» que eMe« meunoi tom formam mire ai: não há nada além j , stmWrl mui acordf. dandr ir MM» ou* e~ lomtnit pila rrtaç,*> 4aa w*> i prla analogia ato InlrrtalOã qur u pode niobele-ei < t llfoili' de une ** "ala. e 4 t.\ir o verdadeiro e úmlex* p/irnipio ar , W detonem Iodai ai Ira da harmonia e da modalaçàO. Se. portanto, todn B harmonia lume formada cchiuvanicnK por uma lueeiao de acordei perfeitoi maioce*. I w u r i i proceder por inMrvabi •cmelhuMo àquelei que compõem um Ml acorde; pon, então, algum tom do acorde precedente te prolongaria necntai ia mente nt> «íiilnt; a lodin oi acordei M encontrariam iufi»ienlcme-ile liirdoa, e • ha'monta inia una *0 muioi n r w irnlido Ma», além de eicluirem uii <ucc<>oe> ioda melodia, ao enclulrem o gênero dtaUVuco u>ie t-oiMiiiui MUI bau. ela* nia iriam to verdadeiro t h e d l uri*, M » „ ".mira. irado um dlucuri*: dt>t como ele MU periodoi. mm /iMíe» mm uiipeiuiV. UMI ftfuow. n u porttuarãu de ioda eípctie. t a uniformidade dai marchai harmônicas nio ofereceria nada de tudo -«'O Ai marchai díatònicai exigiam que oi acordei mainrei « rrKGore* fovtcm entremeado», c teMiu-ie ,. h:«ctwidjide de dltionsncln pari marcHi na fruta c a. oauaat. Ura. a »uces»ao lliada de JCUIOCI pciliuyi .naicici nJo dtt nem u acuidt piifciiu miror, n;m • dúnorillrH ia. nem nenhuma etpeClo it- tBmm e " pontuaçio t encomni. ai. inUiranicnie cm (alia. O Sr Kameau. querendo ahwlulamenie, em wu MI tema. tirar da naluieia ioda a 00«a harmimia. recorreu para lal fim a uma outra experiência de lua invenção. " llbidem. O autor tomente grifa a palavra harmonia). A falia ile RJTDCíIU responde ao modelo de todas ai fali u c de iodai as p e r v e r t o » hitUóricutí, (ais c o m o ela* tomam jotma a o i olhos de Rouiscau: «cgundo o círculo, u elipse ou a figura irrepresenidvel do movimento histórico, a racionalidade abstrata e a Iria convenção ai se juntam â natureza morta, no reino fmeo. e um certo racionalismo se confunde eorn o fhalerialismo ou o ScrtíUali»mo. Ou 0 empiMnto! lalw empirismo. empiriimn laliilicador dos dados imediatos da experiência. E esla falsificação que extravia a razão í , d e ' inicio, uma falta d o coração. Sc Ramcau se engana*, seus errorci 1..V1 faltas morais, antes de serem erros teóricos Pode-se ler no Examen: " N f a fingiria confessando que o escrito intitulado: Erreurt tur Ia miuiqut me parece, com efeito, formigar de erros, c que nele nodn vr)o maia justo d o que o <a 'U « l i a » mimrnàa atahirament*. • " ••» «««m, lUai át -•11jr.11 IOO. • 1-1*. numnau, neoma nara tal (*• • -m« >-••• ,-.,? ; 1,..: « Mia «~tao%a... Mu (ii..i.ii.Tr«™ • . « o i t ^ » t í.lu. Voto «.< • • « K ™ 1 .Hdfelr driia tiptritniu, I*MI nte JhatiMiUta malia « KincuMaOi* •". nina u pTiinU* o Sr Haomu. ">*• > > » — í driblada da i n f t x i i d" ("Ta MJjfMa. ti» atd • *>ii>«. fVntjnli). á" <i«l'"l ilWf^An án tnrfp *»oro uut nku i n u Cem ettlH, t uma •*ti«i<i> <•"•<• •"*< *> d.*" «ao
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238

<l«AMATOU*11A

lítulo. Mas esses erros nao estão nas luzes do Sr. Rsmeau; tím *ua origem unicamente cm MU coraçio: c, quando • paixão nao o cegar, julgar* melhor que ninguém as bou regra* de ma arte". O extravio do coração que o conduz a perseguir" Rouueau, só pode tornar-te erro teórico ao cnsurdecMo a alma da música: a melodia c nfc> a harmonia; e ao eniurdeccr. acusag&i) ma» grave, unlo o músico como o muilcógrafo: "Observo nos Erreurs nir Ia muiiqut dolt desses princípios importantes. O primeiro, que guiou o Sr. Ramcau em todos os seus escritos, c, pior ainda, em Ioda sua música, é que a harmonia ( o único fundamento da arte, que a melodia dela deriva, c que todos os grandes efeitos da múiica DISLCDI apcniu üa harmonia" {ibtüem). O extravio de Rameau 6 um sintoma. Trai ao mesmo tempo a doença da história ocidental c o etnocentrismo europeu. Pois a harmonia, segundo Rousscau, c uma perversão musical que só domina na Europa (na Europa do Norte) e o etnocentrismo consistiria em considerá-la como um principio natural c universal da música. A harmonia que desirói a energia da música e entrava sua força imttativa — a melodia — esta ausente nos princípios da música [In ük> itmpore) e nas músicas não européias . altl.. Pcrguntar-se-á se Rousscau, conforme a um esquema que agora conhecemos bem, nao criticai o etnocentrismo por um contra-ctnoccntrismo sinKlrko c um etnocentrismo ocidental profundo: isoladamente ao reivindicar a harmonia como o mal c a ciência próprios à Europa".
>~. Cl., po> i i i m p l u . • • M n i a i . p. U » )•. Quaado • , i -ik u.,-. df ' .•''- I H po-ni t í r t a , uu> l l m l u d o i uma núaica • um canlu. m Flaropiui i l „ "> U - n n P --•-..! llBlèS» ( i)ui mntai • ( i k d á i r l • " • mitiuia. « M M ! i panii ,., Kl mando i)m o I I . V H - F . . i i "i;»> duit» unia* ttiulnt « m o.» d l • - ] • > u • * / • • n-a m naraupu M|« nnmcldo i « a 0 J . " > , ~ , o » -—imm an. 1, « V » 1« HIL.L' I I l i ; ir i> « * »n«um Mf m naluiaia nioduia UUIIU .c-.Ji .Mu ,'lliim I -• !'•.•• - 1mi».'i liam da aa»dta; que ai Hafuai oilinuUi, i l cm « i - i i - d > m"f*, ia» dailodín iit> ( i n i l f l i n r u i u d o i iam (aau aile nau " - h - i jiman pilaO? n v i poro* 'OmpluouH c BpilioaaoM paia a nona haraKWa; K wm «Ia n a noMfa m n w tfelM» l i o praUIMMOar ojac r o a «a • no.» o i nona iae Iracoi. o i " , «num. roía» ra*Hvido a PC-OI do Non* l u j o i « B S » d u r « a r r m w i f o i Uo m u i lotaria) « l i f « t ! o f o * ntldo d"« • D l * o - i | ( I D d u r a tini K i n n t i « r a l i i m l n M 6*t i " t | < » > i (JJ?- >it.i jijni) 1 iii«rlri~la i i l i . l i |»K p n n i m a ! " « • • - i w * d> an», nnind* àlti-, * pana anui*» a lado (aao, * tam i l i l l i - l nao I - . I I » n «ia niria > * B H | ianMaia alo paiaa da una infantis aStKa a hbtiwa, > umi | i » « i n"< «•(•mi» •<*•' f •t ilWfumm ildo maia wntlvcH a> MiiSatkliaa W k u - a i , n i 1 m l Mi* >-íITIL" "iiífit. ntliital O *• RamaM pnlarada. nu antanBa. flua a kamwMa « M a (ente dai aiaHaei l»cfciai da mèuca. nu> «i»e i - n m i i n ( coatradiiu H o taioi < p r l i lailc. P«Ua laioi. pou <JIN Wdoi ua imnOr* ilnloa da *"*<!.-n w i u r a » a ila parOrn I U I eMiUa • tua fona d n l i a in>«ulu <Si lorirapandii, aw uui anaaaao «ia a i I c l i a Duiinvo» KaiWlniiui .Si. tefcui wuiiii'1 i|iu vi irKMftirlM PIH.M1 » " " J n • • • « • ' iri|»inli< •• n " l , d • : bchuia d i múma, •<-•>« a> - . i u l ( ™ , « i 0 « O > » B « t H J I T í I U I I L arminK t lildi» ili M n i l » lITIII a l | - " i k " l r . " a l i laiBo. pata a aarmuaH a b h o m i * nanhunl prir>ir-< •» r a u d r M I O aual a nulii>> IUIDIIIIULI t i i i i i i i i nu u p n m a d n u n u i n i n i o . !•'-• i i m

OINBU B UcalTURA IX> I S U l »U* LOÜIOIHB

239

A boa forma ds música, a que, por imiiaçftn reprsKntnliva. produr o sentido ao enceder o i sentidos, seria. pois. a melodia. Ê ainda preciso, segundo o mesmo principio dicotômico que *e repele ao infinito, distinguir n 9 propri» melodia, um principio de vida e um principio de morte; e mantê-los cuidadosamente separados "m do outro. Mesmo que ai haja uma boa forma musical (a melodia) t uma má forma musical (a harmonia), há uma boa t uma má forma metódica. Através de uma opcraçio dicotômica que deve incansavelmente recomeçar e reportai semprt a maia longe, Rousseau extenua-se «m separar, como duas forcas exteriorts c heterogêneas, um priOCÍpio positivo e um principio negativo. Certamente, o elemento maligno, na melodia, comunicn com o elemento maligno da música cm geral, isto *, com a harmonia. Esta segunda dissociação entre boa e má forma melódica, portanto, recoloca em questão a primeira exterioridade: já na melodia há harmonia;

-A mtloaia rtlmion—w cuai do>» princípio* difrient» conform? a maneira rxla qu»l laja conridetada. Pre» pelai relações do* tom c ptla* regrai do modo. ela 'rm xu pnnrípio m harmonia, puto t uma analise harmoníc* que da oi graus da t*ma. •> coida* do mi*Jo, e ai tets d» modulação, úm.™ clcrnemoi do cinto. Segundo euc ptUHlplo. ioda • forca da mtlodte w limita i afagar a ouvido por som aginilnYtM, Wlflo tf pode afagar a vivia por cornbinaçOe» >gr«. davei. d« CO'; porem, lornada por unia arte de lenltotAo p*la qual te pode nfcUr o «oidto com imagtnv diverui. wni>vfi o tor»çta coca «niimcuioi divfnm. excitar e t tal mar U paixdel, opcai cm uma palavra, efeitos otoraii qij< ultrapassam o império imediato dos icetidiM, r piccí«o procurar-lhe a um outro principio; poli nl"> vemo* nenhum aspecto r*lo qusl a harmonia toilnha e tudo que vim dela. r""'« aatim DO* afetar'. O que dizer desse segundo principio? Sem dúvida, deve pcnniiir a imitação: somente a imitação pode nos tnureaar na arte, dizei-not respeito ao representar a natureza c ao exprimir as paixões. Mas o que, na melodia, imita e exprime? £ 0 acento, Se nos detivemos tanto tempo nesse debate com Rameau, foi também para delimitar melhor esta noção de
>' aa a l m a diu-Mic*. nu Lalunvn. 411» > • pula « 1 1 m.t-, da aro, i a Ünka antiflci. Hailo Wdn amlM o>* ° " ntpcllo «u t l M " Joi i w H n o i " tildo no i i i i i f ifM n a *>. * Bndn « B E H I "-m> pouco eoOai uWa O " - * i l o humano' (DUnOflM*>*) Notamui. dr paMaíem. « BowMaa tacc»>«ua dmi cuhai q « M U M I " • • a i •.:•;, | , , ; i , , i . « l i da mCn^a ilo d* n H m u ; 2. tue ( " • ( * • * ' " iMolmiimiU pura Connxianxa ••»!"> a • ' • r i * - • a fimfló dl tp"1fl : * r t » na manipaMC/tD * • i m i a t l m a i aamnia * 0 * •nlmanàãdf: a mbiica ' " l u n U . nlo H 'ama o A I ti» • — ltvn>>"a — • " k UMfltléa • •«"nalidid* ainVf ! • « • a a a a n u a * O) SUMI • hvmnnli

i-itilii mlfliil iiflã irituntrii- ~i>MU-. decerto, mu. M SMOBtUoatM

2b\}

OMMAIOLOOIÀ

acento. Flu nos será mdíiptniaVtl quando cbegurmo* i teoria das relações entre fala e escritura, "(frial 4 um itfur»dü ptínclfío? Kl» «tá n* n»iur«m «Mim prlnMjro; [o jfjfo t notto IIOUWMU ucorwW* qu« t harmonia* o [tritvrioto tortlr» a rmtuuu, princípio di m*ma * d» barbar M, i<mb#m t«a » naiurm) ma», pata dtmbH«lo « pr#uo uma ob**rvifíli» miit finÜH ainda qu« m i * »tmpUt • maior itrulblhdodi no o*n«i»ador E i * principio 4 o matmo aut foi variar o tom d» VM guando fuUmuV Mtundo at eoWi guv diurno* t ü# nwlmcniui «ipiririvnMdot w JifJ lm K o artnto da* IfngtiNk uu« d>itnntna • mttniUa ti* tatU nacao; 4 o nvrito qo* U/ ci>m qu« »• fui* no caniar, * qn« te fala liiim «iiww ^w w t o r mtfyta* conforma i linf"M u«h* maior ou rnafior aianio. Àgual* cujo Ktnfo 4 mata marcaJo t n ilitr uma tfifMinn mina vivn í1 omii iipaiufflndjt: il uue npcn-i |«m pouco ou nenhum HCWIU **> pojr l«r urna mtloi<* Itflfulda • trh, * m cftribM * « m <t|*t»Jm. $*© rt**t . * wJadtirm principia 10 r i f o i no«»).
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O Ksuii. e t*pccíulmcnic OK ui\ capítula* *obrc u origem da rnduca» sobre a melodia c a harmonia, que neguem ussim a <HiVm do devir, d l o « c u ler fttraW* da mesma grade. M m o conceito de suplemento está deita vez presente no texto, ri<*wtW<> iTietmo quando n t o o 4 — n l o n 4 nunca c em parte Alguma — tMpmto< t nieamo cila tülciença entro In*plicaçfto, presença nominal c expotiçio tcmAlíci que noa mte rena aqui» O capítulo sobre a melodia pr»pfo na m ^ m a i definiçoc*. mas n l o 6 indilcrentc que a argumentação pfdagóglca que as Introduz ftcja I M t l f l i m n H lomada do empréstimo à amilogja com uniu arte do espaço, a pintora, Tr*ta*tC de mo* Irar prlmnro. por esse exemplo, quí » ciência das relações í fria» K m energia miiliilivu (lul tomo it irtkulo iliw inl:rvHliH nn lUOIlããkj cn<tuanto a cxprcuAo iimtaiivu do tcntldo iáâ pauAt>t da LOIIMI enquanto ela niw intere««a) è o vtrdadcin> contoWo vivn da obra. N i o nna turprcendanius ao ver Rous«au cluiilfkar, entfto. o de*enlio do lado da arte c an OOTÜ <Uk Jmio da ctdncia e do calculo dtu rclaçOcs. O paradoxo é aparente Pur Ccienho, cumpre entender cüpdlcAÀ dn imitação; por cor, lUbMllHll nalutnL cujo )ogo é expllcAvvi por cnuica fitkaH e pode W M M f objeto d< umn cijncla guaniltaihri dai K-IH^üO. de uma dlOGhl do IfpftÇú o da d i s p o s t a andôgic* um imcrvtiloti, A analogia emre V* dua* arTCl — música c pintura — aparece a*iim: f a 4>*aJogia ntemü, F à V I * duas rtrie^ comporiam um princípio corruptor, que< estranhamente, CMí também rui nature/n, c. noo dois casos* este principio corruptor c i l a ligado uo ^ SJM<+IIIUnto. A ivgu*

IjfiJfldí calculávcl c analógica do» intervalo». Além ditsc, noi doi» caio», m ú i k a ou pintura, quer K trate de gama» de corei OU de gama» muikal», de harmonia de t o m como nuanca» vt»ível» ou como nuançat audív*i», o cálculo racional do« harmônico» é uma cromálkít, te entendemo* e m palavra no icniido amplo, além do que ela eipeciflca, na múiica, f m matéria de |âffla c de bilxo, Rouiwau n l o ie terve da palavra no Etsatt maa a analogia nfto lhe etcapa no DkUonnaírt: "Çromâtico. adjetivo tomado át verei tub»tantivamentc. OéIMíO de mú«ka que procede por vario» fcemiton» conKCUÜvoi» Bata |wlavr« vem cio grego xpfiaui. que tlgnificu cor, neta porque o* grego» marcavam enac gênero por caracter ca vermelho* ou diveiaamcnte colorido*. MJII, dl/cm I M nuhirea» puiuoc o gênero cromâttva £ bgtrmicdlArio cnirc o» doi» ouiroa. como a cor * Inlcimcdlarla entre o branco c o negro, ou, iegundo oulroa, porque c w gênero varia e embclcta o dlalònim por acua acmltoiu, que f i t e m na mú»ka o m o m o efeito que a varkdadc da» core» Ut na pintura". O cromátko, a # w w . 6 na origem da urte. o que a cacrt* (ura c para a fala. (F merece reflealo o fato de que K>WUI é lambem o nome» de uma letru ^wy,\ intui lu/ul» m i uni *i»lnna de notação litcrul da mútua.) Rou»icau quereria retliiumr um gruu nalurul da arte no qual o cromátko, o hnrmonko. o intervalo wnam díwonhrçkttn. yurrerin np>igar o que reco nhece atfm ao maht a auhcr. que há hannonfco no melódico, «lc- Mu» ii orixtm tfdtá dfvido (Um »uo, aqui e alhurc*. a gramátku c o léxico du relação com a origem) w» paru "•• Mia: **Á» primeírn» lihiAria», a» primeira» arenga», a» prv mctni» \c\*. fórum feita» em verão*: » poe»ln foi encontrada ante» dn prtKii; iiuim dtvia uv p i u m y m ó i L fataniu* *\t\uvs da railo, O meimo ie panou com a mútica: n l o houve » I < [pio OUtra mú»ka tctifto .1 melodia, n m outra melodia além do tom variado du fala; o» acento» formavam o canto..." ( O grifo e noaao). \\. ^ •'•M;[| gonui nu pinturtii 11 artt *1ih dMtthQ I *• 0 MfMtito XIII dl

gruda quando c »ub»tilufda pela fUku dai core»* também O* M M l i " r mtnt to1rir«mfMf *<••-*trnii* n
ntvimm tH«r i» n i H M ^ 1 Wét»i páflni. A w * nimn f«-d* * U M l itimcninr hu|« mifa qiH * « K I *m MUIIO* «ruiilo: "ftuwutfu um p»Li « * t a l i tt U**— mnhum* IJ*« d» d < - ^ ^ \ m u imli m-Ji# »miq, |UkH»d »

J **•* 4 cumhin«rt miiiurv * m*<lfv rom, #^i***»*m ^«*l*f <m ^Uiiuf»

»•••» M l W f l t M u v t u r l M n . c t m r i w i f l n A tinaw I M A A í T*CV* 4<m«l» « t i r o fj/enup. («fm a miiiiu rint ftf»am* f QkianaV w Utetv dl tm^lo qot P" 1

•>Maih htv* Jimüjif* « jit p^Mlo *» cwtiMHM!*-* djntc a« un trmi f*-*» ^ "^*" »á>tM nf«ufWtiliiri*fn tmt4ik*imiMr * n\ê*át*. «onipHh iam tvflf ent*• iMÜm IH1 * notto «tfüt í ííJU icnt» o*i f h o tvrfrfllv 4 ni*« W« " rt, - l»v»Ml«trlM« üMI> i("f4» *l* i>i rnl*"* '*«* ih<ir»rt «u«t« fr *h *í*ni ti «Alif|t •* ÉtinK» driw Mil rrvnlflfe* t"** MfMfi** «llMP»

2ft2

GRAMA TOI.OU IA

no canto, a melodia 4 ori|ln«rÍiinicaK corrympldfl pc)t harmonia. A harmonia é o lupkmcnto originário da melodia. M » Ruuucau nuocu explicita a orlginnrtedmlt da airéncia que (orna necetairia a adltfáo da puplinclu, ou K)u f u quantidade e u diferençai do quantidade que dctde «cinpro trabalham a melodia. S l o u explicita ou( antei, a dU tem diit-la, át maneira ohlfqun r como de contrabando. Lcfldo-o. cumpre mirfwetndUo. te aailm podemos dizer, colando aqui ctia fraio dat Confêwfont, M ttüM tiabalho de contrabando11*0. A definição da origem da múStlca, na paaugcm do Rtwal que ncabamot de citar, continuava auim, acm que a conlradlçfto ou impureia to lornauem tcmai. .•*.., O* acento* formaintpeu iktftfHfid»* ür n<*«** WÈÈÊÊÊ *!•#*•»*» * Miartlarltad fom i**fpf«" i. « t i M « I M rWtvHhn** i m iidiiridr P * i « »ai *lsu«a n**!» M #***•> « a t m * f » * * • 'wm** * * u m ir*co* ..i(iiü «thft^ti *i< il*4nhii, algum* flauta ii*d* impfttaH». imi« i * * •* r M ^ t n rur lutiiudil., pur um* plniur* tapttjW+a i I w m . i ; * » i r t í M U m . p**# trtiMivit o t*<ft • t m &*k> Hmplii, QUJ * H J * A J í I *»+**»« »*da «íwim*,
01a* # ! • f * J í » f . l t * l l * ( f t i (1*011(0** B J B J * > I I plati** I w m ftirftfldbV llWajM d í p r a

d«v**a d* imut «ai ntnhvoa tr*(o. h l p , I * I * M «an m i U * ptotfttft. <htftf*ffr«l 4 • W f t f f * * * * * pttim*. T)* ln*dlfctn* •Jau** «i*«ft <dirtf* f i r t b t ^ M t U • aontr dal ««» 1*1» **«*«.»* ftnr*>tA dk»l-a*"*4 «It. pori tom r . v f i f r iMuk itiL-iiitm A muwi » riikw. Kit * d m t - p u i v * " <1* *»' •!» * ' ^ M •> €«••• ftaiMWiMi t l i * « •
f*lltf*l

«4 « pmmr# leda* t t u i pfdVtm miilinu*** — |M tinha |apn#*BM*«M) flfwa — «ao uma puri chtrlaiinkv *V* pi r*t f f a i n w i , ovt por » * « ipwrac*f». paaaam tfar nlo «ai +j* «O*iriw**ot à alaa*. Mi)uani^ «a t a l * *f» **'» M m*H w afUlftfBtt. n t J M i M nufavmiM üt H U I q*#ilhHr vtilt» purtm. w M a i D »tm***-ü pjvlunia auiüp i^ iltMUf» lma|M*if4 d t l « ülit*pl*i*t i|ui ni*- rfL f n iumat O«CA> « n l o o «armtfandtnif — aa^untr^^ * naiim A i rlniuri - d» um nvMoe • muilr^cr*fo lf*n<#t. o M A W H <V ai^m* "Oi
flnlorai f r v t f t v a f ^ n i l n u i f l i i l t . nlHfrvaram i i l w t » »»<^|iii< iM*A'*(M i « t i l » v

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ir fffi «i|lntvh « paa (ifi|||nr t a dlfkalulPir A mfflí í * I t l " l * ' r tnf*ll> L

t). Vm (OUfo aMÉi « i m i , • p***n*i- «|>»<I^ u ff t tf* P*fK*. p**f ÜÉnrwt riidt*, dtv«< #* » V ü faliAu "O uifri» ü * ft- ,i ( ( f t*i.tNi r t » ^ M atttmo; ildhi um tMio rfr* pir* o dHtnho, o K+v J** l ^ t i mt d^*>m muHi\ * tumn ii I*>OII* ilu IMVBJIH N U * rtV^Mri* I ü m M Íin*MudA *k*ao • mm tfi *IIMI « ' ['frfPiiiiri i i * i a n « l a f » * cia H • -*umi*d**» d* lAtri * • * • » « UMiu ato au aou%vM« af*ii*do do U * P - U I > a » "** (uri*** M * (iiupii. PHR 4mpr4«t ^ *m o t ü f ^ M i df» I M I I I I O «tntro, • * » i|ut dabaai páfi mim iLMltai JM IhordMajr Ç I í V * V * t*ff«Mi 4« nUdlBêt p*r* uivmifn a auai i i mim U M l M á i «k dJtam dl ráVilaril Mau ü W I I K
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falbi, • haiu p ^ „ « t l i ivfrffliblf* lt«aU B i B it 4 NI>> LíIM IH.i.4i | » I L ^ I i* I r f i m u i " Oauo * i íaUam " * A"*»» f u m *

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vim o CHIIOI i t quanOdgdci fofmavam i medida, « ígiiva-iç tlntc> pcloi Min» o pelo ritmo como pelas articulaçôea c pelai voe». Di«r c cindir ernm outrora a mesma coisa, dUie Eiirabáo; o que moitra, acrescenta ele, que a pocilii 4 A fgnte da cloqUéncia. t w prtcko dizer que uma e outra tívitum a mexma !<mtêf c foram de inicio • mesma coisa. Uu matutai como 10 liaram nu primeiras swltdidci, c r i molivo de espanto que se puscsicm cm venoi ai primclrut hiitórisa, c que fossem cantadas ai primelrm leU? Fru mo* Uvo d* «panio que o* primeiro* gramáticos submetessem ma ano A música, t fossem ao mcimo tempo profeaaores da uma e da outra?** Teremo* da confrontar cisa proposlçio a outras proposiçoct análogas, a» do Vleo pof exemplo. Irtiercsiamo-noat por enquanto, pela lógica própriu do discurso da Rouweau: cm voz de concluir deita timultanoidade qua o canto te encetava na gramática, que a diferença já começara a corromper a melodia, a toma-la possível ao mesmo tempo que tuas regrai, Roussrau profere crer que a gramática ter(l)d devido ler compreendida, no sentido da conlutfo, na melodia, Tertlfú devido haver plenitude e nlo cartnclo, presencia Mm diferença. Deidc cniflo O suplemento perigoso, a gama ou a harmonia, vtm do exterior acmctn* jor-jt como o mui e a carfnàa A fdlr o Inocente plenitude. Viria do (ora que wria simplesmente fora, O que eilá de acordo oom a lógica da Identidade e com o princípio da ontologia clássica (o fora e fora, o aer é, etc.), mai náo coco a lógica da suplementai idade, que quer que o fora teja dentro» que o outro e a carência venham se ucrcsccntar como um nuii Que lubtíltui um mc-noi, que o que K ucrciccnta a alguma coisa ocupa o lugar dn falta deita coisa, que a falta, como fora dn dentro, já esteja dentro do dentro, etc. O que Rousscau descreve é quo a cartocia, ao acrcsccntar-sc como um mait a um mais, enceta uma energia que t*rU)d devido Kr o continuar intata. E enceta-a, decano, como um mplemento perigDIO, oomó um StíbttUuto flüe étifrúquécé, #AM* v / u , apaga, separa o falseia: "Quando le calculassem du'•nte mil anm ai relações doa inru o ai leia da harmonia, como iamait ie faria deaaa arte uma arte de imitação? Onde * i á o principio deita pretensa imitação? De quo a harmonia * signo? E quo há do comum entre acordei c noasaa pai' <0te?. . t 10 p6r entravei A melodia, retira-lhe a tntrgia e a e *prestIo; apajta o octnto Apaixonado para iubstitul*lo pelo Lntervjüo harmônico; lulelta a íomente doii modoi cantoi

ZM

C.BAMAIOLOUIA

que deveriam ler tanto* M M I I H quantra aa M M I U w a t o f i o t ; apaga e dcstrôi multidões de sons o u de intervalo* que nâo entram e m seu sistema; c m uma palavra. Arpara a U l p o n t o o c a n t o da fala que essas duas linguagens K combatem, M CiMIrarlam. reliram-se mutuamente uniu iarátrr de verdade. c tifio podem se reunir sem absurdo em um lema patético.* ( O g r i l o c flDUúl eill p u l l C t l l a r , oi lida uliiú VO, à âsSòcluçâil estranha cnlrc valores de apagamento c de «instituição.) O que Rousseau diz sem dizer, v i sem ver? Q u e a supléncia começou desde sempre; que a imitação, principio da atle> interrompeu desde sempre D plenitude natural: que, d e vendo ser ura discurso, desde sempre encetou a presença t u diferencia; que sempre, nu natureza, ela e aquilo que Miprc uma carência na natureza, uma voz que supre a voz da naturezu. Ele o diz, porem, sem t i n i r as conseqüências; "A harmonia soíinha i m o m o Insuficimlr pira a> rxpre«õe* que parecem depcrioer unicamente deta. ü uovBo. o mutmúixi u»t anunv iis >tmos. ai i t n i i m i a i i o sou mal e i p i m u i air simples icofdcs. FíOa-ie o qur te fiier. o ruído por i l tó naili J i i 10 niiiriin .preclm que nt ohicio* falem para (tucrem-te (ni.it; t pttiso lempre. em toda imitação, aue uma tipMt ir discurso supra a voz da itaiurrta. O DIIíSKO que quer expressar o ruído por ruida *e cnRona; ele não conhece " m o fraco nem o fone de na ane; j j l t a - j tem p>Mi>. lem l u r Enunai<lhr que ele deve exprenar o rutdo ntravíi do CAnlo; que. t fixe*!< coatarrm l ü v «eria pretito fnrí-las cantar: ivii nto baila flwe imiic. t PICCPO que eonio>» c <\ui deleite, icm j que lua aatlpida ImiUcSo nada i; e, Mio dci|*ft*ndr> inieresK cm iiitiKuèm, n i i i provoca acnhuma impNM&o*' (O urilo i ausM).

U TORMJ t M FSCRITURA Somo* assim reconduzidos ao discurso c o m o suplemento. E a c*tru'ura d o £i.«ri (origem da linguagem, origem c degenerescência da musica, dcgcncrcsccnciu da l i n g u a g e m ) , q u e reflete a estrutura d a linguagem não somente c m seu devir, mas também cm seu espaço, e m sua disposição, n o que podemos chamar literalmente de sua geografia. A linguagem i uma estrutura — u m sistema de oposi çAcs de lugares t de valore* — e uma estrutura orirntada. D i g i i i m » antes, brincando pouco, une MIU orientação 4 urna desorientação. Podcr-sc-ia dizer uma polarização, A orientação da a direção d o movimento relacionundo-o a sua o r i gem como a seu oriente. E c desde ti luz da origem que se pensu o ocidente, o f i m e n queda, H cadência ou u caducidade, a m u n e ou u noite. Ora, segundo Kousscou, que se

itwtv.

i. Htcniiua* uo MtA) MIH i ORIOINI

265

apropria aqui de uma oposição muito banal Ho século X V I I " . a linguagem torna. se assim podemos dizer. comi. a terra. NAo se privilegia, aqui o oriente c o ucidente. As referências tao as duas extremidades do eixo em tomo do qual gira (itoXtff. ítoXlv) a t e r n c que denominamos eixo racional: o polo nurle e o polo sul Não haverá nLrn uma linha liUtòika nem um quadrp imóvel das línguas. Haverá um torm, de linguagem. E cysc movimcnlo da cultura verá ao mesmo tempo ordenado e ritmado segundo o mais natural da natureza: a terra c a estação do ano. A» línguas «ito semeadas. E passam, cias mesmas, de Uma csioçfto a oulru. A d i v i d o dn* língua», a partilha, na formação dai línguas, enire 01 i i l l c m w YOllados pina o noite c os sistema* voltado* pura >i sul. este limite interior '.ulca já a língua cm gcial e cada língua cm particular. Tal t, pelo menos, nossa interpretação. Rousseau quereria que u oposição entre meridional c setentrional instaurasse um u fronteira natural entre vários tipos de línguas. O que cie dtscreve, poférti, pfl)íh*-o de pCIiílHo. EM» dsttVPçSo deixa reconhecer que a orxnlçao none/su|, sendo racional c nao natural, estrutural e ••»• factusl, relacionai e n i o subsMjicial. traça um ciso de referencia no inieru* de cada língua. Ncnhumy língua é d o xul o u do norte, nenhum elemento real da língua tem situação absoluta, mm somente diferencial. É por isso que a oposição polar não partilha um conjunto de língua* jS existentes, d a t descrita por Rous&eau, embora não dcclarad* como origem das línguas. Devemos medir esse afastamento entre a descrição e a declaração. O que denominaremos livremente dç polarização das línguas repete no interior de cada sistema lingüístico a Opo»içiu> que permitiu pensar a emergência da língua a partir da nao-Iíngua: oposição da paúào da necessidade c de toda a série das significações conotativas. Quer seja eto do norte °u do sul, toda língua cm geral brota assim que 0 desejo apaixonado excede a necessidade física, assim que se desperta * irnajptiiiçfin que desperta a piedade e dá movimento ã cadeia suplementai. Mas. umu vez constituídas as línguas, • polaridade neeeiaidadt/paixão e toda a curutura suplementar continuam operando no interior mesmo de cqda sistema lingüístico: as línguas sâo mais ou menos próximas da paixão fura. Isto é, mais o u menos distanciadas da necessidade pura, mais ou menos próximas da língua pura ou da n i o l Í D i U * . *' A itintiri.u —1> mmn* ««4»' » C«n*n« Cf a «wtiah -Dt

2ÍIÍ)

Ü«*MAlOLQtilA

pura. E a medida desta proximidade fornece o principio MnilUTâ] de uma classificação das língua*. Assim, í\& línguas do norte s&o sobretudo línguas da necessidade; as línguas do sul. us quais Rousscau proporciona dtfz vezes mais espaço cm sua descrição, são sobretudo línguas da paixão. Miis esta tincnçãtj não impede Rousscau de Utctoror que umas naicem da pauao, a» outras da necessidade, umas exprimem de início u paixão, as outras de inicio a necessidade. Nas terras meridionais, os primeiros discursos foram ciintos de amor; nas terras setentrionais "g primeira palavra nío foi umai-mr, mas Qludai-mé". Sc tomássemos essas declarações literalmente, deveríamos julgá-los contraditórias tanto com as descrições como com outras declarações: especialmente com o quç excluí que unia língua nasça da pura necessidade, Mas, para não serem simplesmente aparentes, essas contradições sao reguladas pelo desejo de considerar a origem funcional ou polar como origem real c natural. Não podendo simplesmente resolver que o conceito de origem só ocupe uma função relativa em um sistema que situa em si uma multidào de origens, cada origem podendo ser o efeito ou o rebento de uma outra origem, podendo o norte tornar-se o sul para um sítio mais nórdico etc., Rousscau gostaria que a origem absoluta fosse um merfdio absoluto. £ a partir desse esquema que cumpre colocar de mjvo a questio do fato c do direito, da origem reul c da origem ideal, da jtenese c da csimiura no linttino de Rousscau. Esse esquema é sem dúvida mais complexo do que em gera) Se acredita. Cumpre dar conta aqui das Necessidades seguinte*; o merídio í o lugar de origem ou o berço das línguas* Desde logo, as língua meridionais estão mais perto da infância, da nio-linguagcm i" da natureza. Mas ao mesmo (empo, mais próximas da origem. sao línpias mais puras, mais vivas, mais animadas. Eco compensação, as línguas setentrionais díitunciam-sc da origem, s3o menos puras, nrênos vivas, menos quentes. Pode-se seguir nela* o progresso da morte e do resfriamento. Mas ainda aqui» o trreprc&entáveJ t que este distanciamento apruiíma da origem As línguas do norte rcconduzem à e#*& necessidade esta física, í esta natureza da qual as língua* meridionais, que acabavam de deixá-la, estavam tio próximas quanto possível. £ scinpre o impossível desenho, a incrível linha da estrutura suplementar. Embora a diferença entre sul c norte* pauâo c necessidade, explique ti origem das línguas, cia persiste nas línguas consilluíJa*. C no limite, o norte eqüivale ao sul do sul» o que pOc o iul » ao norte do norte. A paixão anima mais ou menos, e de

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26?

dcjitr<jt ii necessidade. A necessidade coage mais ou menos, c <je dentro, íi paixão* Esta diferençai polar deveria impedir, • rigor, que se distinguissem duos séries simplesmente extepores uma a outra, Mas sabe-sc agora por que Rousscau cmfcnha-io cm manter esta impossível extenorídade. Seu mio *c desloca então entre o que chamamos átttriçào e dfcldt&çõo, que são cias mesmas pólos estruturais, antes que pontos de referência naturais c fixos. Segundo a força de pressão da necessidade que persiste 0a paixão, teremos que lidar com diferentes tipos de paixão L\ portanto, com diferentes tipos de línjtuas. Ora, a pressão da necessidade varia segundo o lugar. O lugar é ao mesmo tempo a situação geográfica e o período da estação do ano. Devendo-sc a diferença na pressão das necessidades a uma diferença local, não seria possível distinguir a questão de classificação morfológica das línguas, que levar em conta cs cfeiius da necessidade sobre a forma da língua, c a questão Uo lugar de origem da •inguífi a ('pvIoffQ ç a topologia, Dcve-sc considerar cm conjunio a origem das línguas c a diferença entre as línguas. De sorte que. paia continuarmos refletindo sobre a organização do Essait vemos Rousscau abordar esta dupla questão como uma única e mesma questão; e fazè-lo apns tratar a definição da língua em geral ou das língua* primitivai em geral. O capitulo VIII. "Diferença geral e local na origem das línguas", apresenta-se assim; "Tudo que tfiasc ate aqui convém as línguas primitivas em geral e aos progressos que resultam de sua duração, mas não explica nem sua origem nem suas diferenças". Em que o lugar de origem de uma língua marca imediaUmealc a diferença própria da língua? Qual 6 aqui o privilegio do local? O local significa primeiramente a natureza do solo e do clima; "A principal causa que as distingue é local, vem dos climas onde elas nascem c da maneira como *? formam: é a esta causa que t preciso remontar para conceber a diferença geral e característica que se observa entre tw língua* do meridio e as do norte" Proposição que se OOnforma a promessa que abre o Essal 6 preciso fornecer uma explicação natural, não metafísica* não teológica da origem das línguas;
A fil:" tliilinnif fi homem fnirv o i snirnsúr A 1inifuip*rn diictina^i" * • nnçõc* cniic « ; *S *c conhece de onde é um hom-m nrx't* r l t \n fitado. O U I D c a itccraídnric farem endn petwiii «prendei a hn^nn <** "tu fui» MU* n *JUí \\\/ 4«c *Ma llnaui) *eln * de teu paU e n*lo * uni outro? f prtellú r*nxwi*i t pnft diüt-kK i algiim» rn*ftív per

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ORAHAI0100IA

tirttiilr ao local, * t|uf * ) • an|llrV> 101 pr6pll01 COUtlIMa: A fali. «eaxlo n primeira mtfiWlílo MKUI. « JíVB «•>• forma > cautaa O naiurili". Voltar n c * w i CJUUS naturai* é pau evitar o hysltron-pnUeroH (eologKo-rnoral, o do Condíllac por exemplo. Sabe-se que no segundo Ducurso. Rousscau, reconhecendo plenamente jua divido, ccnsura-lhc n teítiv-fe a eosiumc» e • uma sociedade para explicai a origem das línguas, e MO no momento m o m o c m que CondUlac pretende dur uma explic*vao puramente naiuial do que conlllluil riflo oMluntc. I K u t olho*, um dom de Deu*. kuuucau deplora que Coodillac «uponha o que. preciiumemc, ( preciso pdr em quesito na csrigom, ou ie)a "unia espécie de sociedade jft estabelecida, entte o i inventores da linguagem*. 8 " • faliu daquele) que, raciocinando sobre 0 citado de natureza, tinnsporiani para ele u.1 idela. (ornada* nu sociedade". Sobre e»«c poni<> lamhém, U É'.Wu< Concorda ">m o / í i u u n o . SM< hn Instituição " i i i . i l ,'inici dn língua, esta nflo é um elemento du cultura cnlte outroi. é o elemento da in»li(uicflo em geral, compreende 0 COniirui tiiilli a Ctlruluftt soClul. Nada a precedendo na sociedade, iua causa *0 pode ser prt-culturul natural. I m b o u Mjn de CMÍnci" passional, sua UIUMI. que nflo 6 «ia essência, depende poli du nniurcíi, isto é, du i v c m i d i d c . E. caio quiséssemos encontrar aqui uma juntura nítida efltre o Kgundo Omitrxo o o» quatro capitulo* do Esaal que tratam du origem e dai dlfçicuçai d u litigiiui. ciixciultiiciilc ncvv conteúdo íaclual que ja serviu de argumento, «cri» preciso reler, na primeira Parte do Dtouno, cena página sobre u relações «ilre imtlnto o sociedade, entre pajMfc) c ncec,»iiiiidc entre norte e meridlo. Ver-se-ia: 1) que a lOplemcntarledade e a l u a regra estrutural (*'0 hon>em selvagem, entregue pela natureza unicamente ao instinto, ou amei, indenizado d>> "••uniu que flií falta fciiWí /mi- faculdades capatra de InUialmewe suprir e em srtfdda elevá-lo muito aiima daquela, COmeçarâ poív pelas fuiiçoei puranicntc animais". ( O grifo é nosso). 2) que, apesar da helcrogcneidade essencial da paixão o da necessidade, aquela ncrcscenta-sc a esta como um efeito a uma causa, tim produto a uma origem: "Digam o que disserem oa moralistas, o entendimento humano deve multo às. paixões . . A i paixõe*. por sua vez, tem origem cm nossas necessidades"; 3) que Rousieau Já luxar enlio à explicação geográfica: explicação cidutural que diz poder sustentar pcln* fatos; e que ema explicação eqüivale a uma diferença entro o i povo* d o norte c o i d o meridi", recebendo

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i l " M l • ucKrrtRA i"> i'-Ai HJI i oaiuiNa

2W

MUCICI um Mipl«men!o puru responder a uma carência) da qual estes não padecem. E quando o capítulo V I U do Esiai anuncia aiaim a* considerações sobre as diferença*: "Trate•*gt ilc seguir cm IKIíIMH lnYC*lif,açfici >i prúpiiu u i i k m du natureza. Inicio uma longa dlgressAo sobre um lemu l i o balido »|uc i " w lo^nou trivial, mui ao qual c preciso voltar t-niori', per <"*" HUI * c W j a ' H | , ° disso, para encontrar a origem das instituições humanas", pode-se Imaginar aqui n „,!,...,.,., ,v n-i.i Lm... ii.ii i li, ,i. of „ | I ;.., H M p M BJH do Dtuuno (Kousacau acaba de rspllmi que "•» pnisuc», por mu vw. lím origem em nossa* necessidade*): "Wnifl-L ffcil. s* laso tosse ntcauiiio, apoiar SIM struimemo KM (üict. t íarar ver giir. tm iodas DI Nacon do mumlu, m pmir««so* do Espirito foram pr*t*»*m**H« proponionadm *> nvM«J*d« qu« aj i'.iv« (acabaram <la Naluiea*, ou as quais as liuiiimlriint < » tiiiíimmni • put «mstauinl*, *• paliAa* <ju* o< l*>*v*m • prover aiui i v i ' " t l i u l r i Miiiliiitiu no l«lti» as iittii iiaa,wiU>i • u I U M dtntlo com o inarimiUmanto do Nilo; «anuiu « u i piotiit»* « M I * oi ineao*, onda a* twnio* nominal, doseir • «l*v*>-t* ai* os f i m •ali* ii' A f i a i • Kochtdo» da Àitea. «m r"nler «niaiur-s* *ntir ai Murem, fritei» do l.nui.»: ubaffVirl* que cm f*f*l ói pu>oi du Non. Uo m.l. I O ü í - I I K » » qua os du marldlo, pois I I * * 4 msnos po*»i<*l n*ii ii >*i*in, (IUHII •» a Nmuniú, *wUriir ui">n /inalai u< mim., dando *N ll|aWnM » 1'rilUJnA, 0i» '•*»<« i lifu" Ipp. 149.144. 0 arl/o * noMol. H i portanto uma economia da naiurc/a que vela para

tcguliir ai faculdade» segundo ai nccc«k1ii(U't c dlurlbul CM
suplementos e as indenizações. Isso supõe que a esfera da nccculilodc se|a ela mesma complexa, hierarquiuda, dlfc*
1

"'•

C ncuc Knlldu que teria ptHtto fucr comunicar

com Iodos c u c i textos o capitulo V I U do Llvio I I I do ConIntu Social, rcssallou-w nele a influencia do Espru des Uris; toda uma icorla do ttttdenu da produçio do trabalho em relação As necessidades compõe-se nele em sistema com uma 'ipologiu dai formai de governo (segundo "a distancia do povo ao governo 1 ) e com um.. . •.,........ do a maior distância ou "proximidade da linha"): " E i * pois em cada clima as causas naturais a partir dai quais te pode determinar a forma do governo a qual a força do clima leva, c mamo d l u r que espécie de habitantes ele deve ter" (T. " I . P- 415). Mas a leoiik das necessidades que subiende o Euaí 6 aapoaia, sem dúvida melhor que em outra parle, em um 'ragmenlo de cinco paginai cuia inspiração é inconloiUvelmente • doa capitulo* uue no» ocupam e sem dúvida também

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QBAMArol.H.I.

E

do projeto ilrni Itutíiuiiuns puUtiqiin'-. 116 cipécki üc ncccMidide* t l u • ( diwinguidas: a* quo "provim da lubiiitcn cia** o da "con*eiv«c*o' - (alimento, w n o ) ; ai que provim do "bem-Mlai", quo "nâo * l o propriamente wnllo apetites, mai ! VOJM l i o violento* quo uloriilcnUm mui. que •« vcnlar u M C t u l d a d n " ("luxo de «emualldiide, de indolência. ti URIÍU dni ncjiofi c ludo o que Hiuad.i J I » natam scnildi»"). "uma terceira ordem de necessidade* que, nancida» apoi M outra*, n l o deixam do piirnnr afinal nobre toda*, «Io a i que v i m da opinião". £ preciso que a* dua* primeira* sejam ulisfcltan para que a i última* apareçam, ob*crva Rouueau. ma* »aliemou-K que a nrtmUimlr irgunda ou ircundírla suplunia de vada vei, pela urgência e turca, a necessidade primeira. Existe tá uma ptmriAo das necessidades, uma Inversão de sua urdem natural. B acahamoa de vor citar, 10b titulo da ne«e*aidad», o que cm nutri» lutara* t numeudo palxlo. A ncociildade { poli bem pratente, em permanência, na paixfto. Ma*, se ucremot dut ctmla du origem piimAriu du p.iuQo, da -oeie iide e d» língua, ( prédio voltar a profundidade dai necessidade*, dr primeira ordem. N w m fragmento define n**Ím o programa do Enal. que elo Jft começa, aliAi, a cumprir cm algumas pagina*: "Atum ludo H rtthir prlmcirimente a lurmiucncia. c pnt n o homem w apega • ludo a que o arca IMe depende de tudo. f toiea-e* o qut ludo de que ele depende o forta • atr. U «lima. o tolo. o *'. • l|ini. at p<udu<;tV* du leira e du mm. (urinam NU lente*** lamento, HU caiáMi, duienmnam H U I iitwlut. iua> paliOe». H I » U» balboa, *uu *\0« de (tala e<pNte." A e«plka,ao natural nau vale pare ilomea de uiliurn. mn> paia o falo MKUI tMnl "Sc l<*o nlm ( tiatamrnlc verdadeiro do* Indivíduo*, o i Inionleii.velmenM do* povoe.. Antea. poli, de iniciar a hiiloin de noau e-orv- «ria ructlsi começar poi eianilnai uia Moradia a toda* ai •aiieOa-Mi | H atta •• cuiuiui *m" (p. J]A).

J

A cxplicaçAo pelo lugar natural nlo e uma eitallca, Tem em conta a* rcvoluçoci nuturals: citaçflei c mlgraooea. A dinâmica de Kouuciui c um citninho «iiiema nn qual i critica do etnoccntrl«mo cnmpoc-»c organlcamcntc com o curopowcenlrlimo. Islo *c compreenderá melhor ontrolccendo-K prudcnlenicnic um trecho do tmlle o um tiecho do /.'«..!/. Vcr-K-á como o conceito de cultura, em um emprego nu.in niinio raro, une cm MUI virtude metafórica n natureza • 1 Baa liieiiiiiü, cu|o mannxrli» »•» r*(iH*>i («•• ruMIiede • • II
I ,!..«!»» ».«,—.«II |—'Kl,... .M • « . l u

rm»*, i. i i i ii \ N I .....

. ..i i ,,»!.«,. *., . w i ,ut «Mtã9ãm

OIf.ii»» • MCaUTUBUI DO i*»*i «'H LUHIUINI'.

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0 a toanJadc, N o !•'•<"> *""»» no hmH$, « mudai*»» de lu u r t » e de ot-voc» do uno. CM denlixmrtcnioa d o * homcn* c „ , revoluçòe* IcrrciIrcH »lo athbuWo* A explicação nalural Man. *c cala ulribulctn 4 preçcdidu. no fcuoí, por um pcotculu contra o pteconceilo europeu. í temida, no Emllt, por um» * l o de fé europcutínlrtc». Como o protouo o a profu«jkn dC 'C nSo U m D mç-mo. lun^ao nem o mesmo nível. • vivUi que iiAu U eoniiudl/cm. iMiihiiicmu* recompondo o K U ilmema. Ponham»* prtflHlnrncfiie o i lexlon Indo • lado:

O KHUI; -O «landa ifcfeilO do. fcuroptu» 4 lil.-uí.rif» tfrnplt « * H • ' oilgcn- d » Toita» NfUOdo o q y i r t p « u . m torrai dtlav N l o d i l u i u nu»-" da t o * moairar m primai™ homrm hahtiando um» i*»« hHjnU • nu». moinando d« íiio * d* fuma. ohriaa-lu. • fa/aram .Bino « r>"ip»«; nao v*am «m ioda pane « n w * w a « u . « h w dlururu, <•»• mini'""* 111 auc o aiptear num um, a»>lm .'«mu toda» a> ouirWi " a * eu n u K | I ' « I qunua*, • i|u«. no» dul> Orço* do aluno i) inxrno mal é iiinhicMo Quando u dmja fludar o« homem. é pitclw othai prilo dg ai; niaa paia ««iodar o honem. i preeiio »pr«mlei • levar • -In» ao tonar, í pi„t.t> primai raa,i«rik ohaarvar •• dHvitnçn. para driobrlr •» pinprladadft O atnam humano, natcido itm iggl<V< quiniu, dalai M >H«nd( *• ma»<**" ln*t. * iw"'i|u* cio te iniilllpliea. nlhiindo «m Ml\ikln (uiii •• '«yiòr» tiuent'» Dtata acto c n-Hfto vím « ravcduçoat d» larra • • ajltaclo paipMiui tlr MU> habiiania»- leap. V I I I ) .

O Mfal
"A raailo oao é indlf0(«<nc a aVlaVa doi "omena; «ali «do ««af»'. fav nonV>n ur uwifl' «tu tfjmot MMaavakaMi Noi «lima* gaiminut • dnvanitujfBB 4 m i n i Vm homim nio 4 ntenMifo rumo *»i<. aVnMv i-ni u »iii /..iií.i PWO "'lu !*>inatuM B B M irmptr. t agucli qu« pane df um do* «uitniui para tht|ai -o « m o « lofcâda • UM u dabio do eamlnlao qui (•/. paia chacal an maamo lairrui. aqutl* qu* p.ri« do mmo madlo . . I m liarwaa >rv* na Clulnt t na l ipcaita: n a i um aawro r*> vl*«rl ik> Vm nu 1 ornti*. nam u * Samoid» rio Banln. farac* ainda 1 1 a a ,uaai)lfa^J-i do eirabro t 41 menu. parfalia nua d o * a.iremo- N,m u . rt.iro. riam M lapfta, lím 0 *»nm do« tuiumui ISl «Ulio, poh, 4111 mau aluno f»i«» « i hal-i.m, j a ttrra, lomílo+l «m uma rona iimrwada; na fran«a por nxmpiu, da preieitriUa a outra p*iw '- I "mia oi hooiaaii tuntomim mullo num vilo tn|t»«o. n,, mirlillo a l r ( tunaoniam pouco mim tolo t t l l l l nau» dal uma nova Mranca qui «una un. laborloaoa a m ouiiot ..mt.mnliiivt" . 'I' 17 0 grifo t rauaaol. Em i|uc ciaea dtti» icxloa, aporenteinenic tontradlloriu*. M oomplcitim* VctDHiot mal* «dlanla como • cultura eal*

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ÚHAMAIOlAfllA

ligada à agricultura. Parece iiqui que o homem, enquanto depende de um solo c de um clima, w cultiva: cresce, forma uma sociedade e "a região nâo 6 indiferente à cultura dos homens'*. Mas esta cultura é também o poder de mudar de terreno, de se abrir a outra cultura: o homem pode olhar t o longe, "ele nao é plantado como uma árvore**, empenhasse, i l i / í m os dois textos, em migrações e revoluções. Desde já, pede-sc criticar o ctncccmrbmo na medida em que nos encena cm uma localidade c em uma cultura empírica: o europeu tem o defeito de nâo se deslocar, de se considerar o centro imóvel da terra, do ficar plantado como uma árvore cm sul região» Ma* esta critica da Europa empírica nAo deve inijvdjMUH de reconhecer, parece pensar Rousseau, que o europeu, por sua localidade natural, mantendo*» no meio entre os extremos» tem mais facilidades para se deslocar, para se abrir ao horizonte e à diversidade da cultura universal. No centro do mundo, o europeu tem a oportunidade ou o poder de ser europeu c qualquer outra coisa ao mesmo tempo. (Os homem "nao i£o tudo o que podem ser apenas nos climas temperados".) Fie simplesmente faz mal em nfio usar de fato essa abertura universal Toda e$ia argumentação circula entre duas Europa*; permaneceu ou se tomou clássica. Não a examinaremos aqui por cia mesma. Consideremos somente que cia é a condição de todo o discurso de Kousscau. Sc nao houvesse, a seus olhos, destrancam?nto de uma cultura determinada, abertura a qualquer outra cultura em geral, mobilidade e possibilidade de variaçOes imaginárias, as questões permaneceriam encerradas. Ou melhor, a determinação da diferença « r i a impossível F u ü só aparece a partir de um certo meio. uma certa linha mediana, móvel, c temperada, entre o norte e o sul, a necessidade c u paixão, a consoante e o acento etc* Sob a determinação factual desta zona temperada ( A Europa, "mi Franca, por exemplo, de preferencia a outra parte"), lugar de nascimento do ein&logo e do cidadão do mundo, abriga-se uma Necessidade essencial: c enrrr os diferentes que se pode pensar a diferença. Mas esta entre-diferença pode ser entendida de duas mineiras: como uma outra diferença ou como acesso à nfio-diferença, b t o não ocasiona nenhuma dúvida a Rousscau, o habitante da zona temperada deve fazer de sua

diferença, apagando-a ou superandoa, em uma in-diferença
interessada» uma abertura para a humanidade do homem. O êxito pedagógico e o humanismo etnológico teriam n DCaiai< htlidade de se produzir na liuropa. "na França, por exemplo,

QfpMK E tKHITUAA DO rVtAI MiH rXJRIOJ\|

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^c preferência a (mira parte", nesta regata Icliz 4o mundo ofldc o homem não seme calor nem frio. Desse lugar de observação privilegiado se dominará me* Ihw ° jugo dai oposiçoes, a ordem c a predominância dos [ermos cairemos. Comprender-se-4o melhor at causas naturais da cultura. Como a língua nfto é um elemento mas o elemento da cultura, í preciso primeiramente referenciar, tanto na língua como na natureza, oposiçôcs de • i>. rea cor• respondentes e articuladas uma sobre a outra. O que, na língua, deverá corresponder a predominância da necessidade, isto é, do norte? A consoante ou a artiçnluçto À predominância dn paiilo, bto í. do mtrfdio? O %ccnto ou a inflexão. O togo das predominância* síria inexplicável se nos ativássemos à simplc* proposição segundo a qual as línguas nasotm da paixão (cap. III)* £ preciso, paia que a necessidade vinha, no norte, a dominar a paixão, que uma inversão ou uma pcmrs&o seja jâ possível na ordem da necessidade e de uma necessidade que desde sempre teve relaçio corn a paixão, suscitando-a, perseverando nela, subnxtendo-se-1he ou controlando-a. O recurso do segundo Discurso e do Fragmento sobie os climas era pois indispensável. £le nos permite explicar esta afirmação do Essai: "Com o tempo todos os boflicns se tomam semelhantes, mas a ordem de sen progresso è diferente. Nos climas meridionais, onde a naturcn t pródiga, as necessidades nascem das puUocs; nas regiões Irias, onde cia é avarenta, as paixões nascem das necessidades e as línguas, filhas tristes da Necessidade, ressentem-se de sua dura origem" (cap, X)* Ora, se í de fato gradual, a predominância do pólo norte «obre o pólo sul. da necessidade nobre a paixão, dá articulação sobre o acento, nfto deixa de ter o sentido da tubstítuição. Como ressaltamo* inúmeras vezes, o «pagamento progressivo c também a colocação de um substituto suplementar. O hoihem do norte substituiu o amól-»te pelo afudai*mtm a energia pela clareza, o acento pela articulação, o coração pela razão. A substituição formal traduz sem dúvida, um enfraquecimento da energia, do calor, da vida, da paixão, mas permanece uma transformação, um» revolução na forma c não somente Uma diminuição da força. Eáta substituição explica-se tão liai por uma simples degradação — ela implica nesse ponto iJm deslocamento e uma inversão que remete a uma função Ga necessidade inteiramente diversa. Na ordem normal da erigem (no sul), a proposição do capítulo 11 (Qut a primeira invenção da tala não vem das necessidades, mas das paixões

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t.**%iAii>i.o0U

a " o «feito natural d a * p r i m c i r i u n c v m i d f t d n f o i flcparar u t k u n e n * < n â o j p f m M A - l o a " ) tem um valor absolutamente ? jicral. M a * caiu o r d e m normal da origem é i r i v c r t i d * no norte. O noite jido é l i m p k f l t t i c n t e o o u t r o distanciado úo *ul É hdo ó 0 limite que *c mlngc p»rtindo-^c ^** u n k a urinem m n i d i " nj|l. Kounwftu í de aJfumu maneira obrigado a reconhecer 4«e o noftc e l a m b e m uma outra origem, f d morte i|iic Ck iilribui e n i i o C U í c i u t u t o , poM o norte absoluto * a morte. N i - f n u l i m * n i c a ncccatldutfe acpartt u * hoincn* m i lugar de apfnaimA-loft; n o norte e l a í a o r í j j c m d a t o c i c d a d c : "O óvlt> t|Ua ntilfv m pr U0«« tb« tuftí* #11* ttabsJkv QU* #*f nptix** j i . f i * ü t penui t m V|>I»F faJíi» ara precbo p*iuar em %i*tjt U n M f t • HHauUadc miHna an* homtíu b ™ melhor f i u o woflamo o lcri# fdlo, a «ocfcdada NS I * formou ntJw iodihuta: o contínuo p t r i f o de a«rt<er ndo patfmiila ou* *f |fmluu« á Uniu* do n**to( t a ptlnitOu palavra n l o foi, entra cie». awwi'if*i*t mat aMaê^mr B W | Juift Itrmot, ambora bfitt wm*Ih*ntr* pinniimiam-aa cttm um lom IVíI» titfftrttte; nada tiutiu * farar v w i r , havia UiJa a fai#* fiMffltfVr; n l o «a limava poi* d * « i r r f ú , mm> oe cktfta. Surntitulu-At <HYflftr i|u* 0 c o n f i o nho ítufuvm f o i a¥fh»laBÍÉi l*»i*» a m a t n H i i a «a houva n* foima da hnioiiicni alaum» JmprfmAo natural f i m I f i i p t n ^ o i m i M i t i tfonMbuto pata I U I üurfMt" Í O p i f o i noiao) A o norte, a * paixAc* n l o doaapareccm: há miuitUuIçáo c nfto apMjtJinicnto- A t p a l x ô c i n l o t i o ejuenitadai o i i m -tfpritriídüx pelo c|ue t o m a o lugar d o i l c i r j o : o I n b f l h o . 0 ( r a b í l h o recalca. nHal do que d i m i n u i , n força d o d«affo. E l e a tlcMttinca. D a i por que o * "horoena a e l c m H o n i i i i n l o *Ao u m pataAu m a i a l é m <te u m a outra capAclc". n c d k n i , a u n i u v A o , o f u r o r , i f t o o f ifenlocumcnlot da p u M o m e r i d i o n a l N o morfdio esta nán é r e p r i m i d a donde uniu c e n a i n d o l t o c i a , u m a Jnicmpcraipfi d i i n i e da (|tiiil 0 hofflCftl d â l hígJoíi íemperadAt nAo Cem uma induVghiciu «em rcatrva»: -A* [ f i a i i m » | Ji»t rtttoê* w«n\** «Ao faitfla* voJupluo*a^ qu« vCm do anwr « a * inUoWiK BlHUtM f a i I M O P »* » h«Mlan1*a qu* cMOi n l o Itm Bjui H u « r ; «m aaiAtko, un**» nui!har«it « repoupo* o U onntcntr M*« no noric. ond» i » habininio «oatomflm ««"to num M I I I inur|lo h hutMt»V w M n t l l d u * a t a m . " nctroMadot t f c f f c i U da irillar; tudo o q"c ta faí I» lua volta lUâJUhttlaia como i o uiloiMcm a durai ptnat, quanlo nv*i% «Ao |ol*ftn. maU apaa«ai-«p ao rQtito niitf i^ r ". iii*i*Mni>4.|tM * «iffiUr «oaira tua vida Mnl *cm : * i * nai|a»JH|iaUI lna**rf*»J, p r a t o para loioar-t« f u i o r coni/a tudo o 4|u« o\ tert atlhn, *ua>i vpatü mata naiurala U o at <1a cólera « daa arneacat* a caiaa voaat tfmpn» ti 4^ompanham de aríUní^w, fortes qoe A \ uirnam d n i M t frMultonUta F i i . #JITI rninhi cP^*'<> Hk cduaaa fiiiçaa maia a.eiai% da difítffKa earacteihlica Jat Ifnavafc pifm»H*a«. At ik> mríídaj Jcvclnni «ei |4>aA JOítüf»?*^ inrn/üíW,vv fiofãtm*!, i ^ u n t n i IH>/ /orca rfr tnttitH a* do nona dcvtriam aaj

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oaxMti R *svarru*À IK> M A A I nua r o w o i K l

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•prata* rude*, ffsffruiWéU. lífttamti. mvnóio*aàt tíasat par força da* W|i*r«f| mn» */n* f t " uma òcw < onirmf<w. A* língua* rtu>derru*t • efll v«tM mifluimiu * refundidav ainda «uirdom algo drito» difc-

O puto da «!iculaçfto lingüística CMA ao norle. A anlcalAçk (a diferença nu linguagem) c, poU, um aimplcs apagamcnio; cia nlo embotai a energia iK> dc*c(o ou do nccniv. Ela dcacoloca e reprimo o desejo pelo trabalho. Ela nfto é 0 iigno de um enfraquecimento da força, apesar do que Knuascuu paiecc aqui e ali dar a pomar, mal traduz, pilo BOWPflOi um conflito do forçai antagônico*, uma diferença na força. A força da necessidade, aua economia própria, a ow lornn o truhalhn nccc*iurio4 trabalha prccliuimcntc contra • força do desejo e a reprime, quebra o icu canto na articulação. Ilntc conflito de força* ret ponde a uma cconomiu que não é mal» tlmplcimonto a da necessidade, c alm o sistema da» rclaçoca de força entre o detejo e a necessidade, üpoem-te iqüi düa* força» que pâde-ie» indiferentemente, considerar como força* co vida ou força* de morte. Re*pondendo a urgência du necessidade, o homem do norte silva aua vida nfto apenas da penúria, ma* da morte que *o teguiria a HbOfiçlO desenfreada do desejo meridional Guarda-se da ameaça da * 41, Mim, inversamente, cie luta contra cata força de morte através de uma outra força de morte. Dcttc ponto do vtMa, parece que • vida, u energia, o desejo etc, estão no *ul. A linguagem setentrional t menu* viva, menoi animada, menos cantante, mah fria. Para lutar contra a morte, o homem do norte morre um pouco mal* oedo c "o povo tabo , . . que o» Itumens do noite, a««im como oa cisne*, nfto morrem cantando" (eap. X I V ) , Ora, a escritura ealA ao norlc: fria, necessitada, rucloeinadara, voltada para a morlf, é certo, ma* por cate lour dr /orce, «ate descaminho da força que ac esforça para manter a vida Com efeito, mut uma língua é articulada, mau a iltkulafio nela estende aeu domínio, nela ganha cm rigor e em vigor, mala ela *e preata à escritura, mal* ela o chama. Tal è a tese central do tuai O progresso hlatórico, a degradação que a elo se uno segundo o gráfico estranho da tuplememarledade, vai em direção ao norte e em direção à morle: u história apaga o acento vocal, ou melhor, reprime-o, aprofunda a Articula-lo* estende o» podere* da escritura. Al ctíá Por que os estragos da escritura afto mau sensíveis nas línguas taorJaroa*:

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GftAM*TOlOGU

"A* Ihifu» mixleroav cem veiet mtauiail»* t refundidat» atada Al)*id*m alao dctfm ilifeicn^ax Q ffflíKÍti o ffllltt 0 lltmFtil. iúo * linaiia«cin privada do* home-na» que te eatrcajiKUm.' que raciocinam entre *j a sangue-frio. ou de pcmoif coléricas que % zangam; mai e to rninitnpi dos Deiim anunttaadci o* mintenc* «iGrjdai, o* *ibkw dando kr ao povo, OB chefe* arretando * multidão, devem falir -irabe ou ptnur* .Vau** ftfifiiat tVrn? ntafr fWttmi qut /aMeu. « enu© nòi #e W cora a*ai* p i a m Jú que te cwulj. AO iXMtrArio. di lir^itJi cfienUii c-ftcritfc» perdem &ua vida e tci* calor' *ú ht rncttluY tio icnlxta na» pabataj* «ada uia força «Má r*» *ccaio», julgar oo gvnio do* Oiienuin por tem livro* é querer pinur um homem a punir do «eu cadáver1* ícap. XI. O Brito é no**o» O cadáver oriental cvlú nc> livro. O nosso já eslá cm n o ü i fala, Nossa Ifnjiiti, mesmo guando nos comentássemos cm IaJá-liír j í substituiu acentos demâk por articulações demais, perdeu vida c calor, j á está comida pria escritura Seus traçou acentuados estão roídos pela* consoantes. L m t v u não seja para Rousscau o único grau da artí* culação, o recorte da língua em palavra» j í riscara a energia d o acento (por csiu palavra — "riscar" — dcUarcnrO* c m sua ambigüidade os valotes de apagamentn c de rasara, de extenuaçao c de repressão, tal como Rousseau os propõe simultaneamente). As línguas do norte sào "claras por força de palavra*"; nas línguas do mctfdio* "só há metade do sentido nas palavras, toda Mia força está nos ;icenlos", kíwtii eqüivale ii produzir um ftuplettfcnin. Mac como sempre o suplemento í incompleto» nao é sulicienie para a larefa. carece de algo pura preencher a carência, participa do mal que deveria reparar. A perda dn acento 6 mal suprida pela articulação: esta è "forte", "dura" c "barulhenta", nao canta E quando a escritura tentt suprir o acento pelo* acentos, ha a( Apenas t i m i mauuilaccm iltiiiniülando o cadáver do acento. A eaerltlin — aqui a Inscrição do acento — náo esconde apenas a língua sobre yeu artificio, ela mascara o corpo já decomposto da língua, "Nós não temos nenhuma idéia [nós, modernos] de uma línmia vtnora e harmoniosa, que laia tanto pelos sons quanto pelas vozes. Se acreditamos iUprlr o acento pclM jcenlus. enganamu-nos: *ó se inventam os acentos quando o acento |á está perdido"** (cap V I I . O grifo c nosso). Cl* acentos sáo, como a pontuação, um mal de escritura; nao *omente uma invenção cie capittús mas de copistas estranhos à 'íngua qu« transcreviam: o copWa ou *:u leitor sío por essência c<ininbos ao ustf vivo da Kniuu,

i ai e I I P I >*»*"»» »«fi»iftof*r' ** * t t l l * » **H»Hr" #fUrro? ttmhHfl AO («lio * * f * • r r 1 i N l n i í f ^ r, Optei* A* âimlu (ff. I M t J
« 1 Kniv.-m r u i r n c A * m n n i i •*o

i.TMM I Iftt-RITI.IM DO * \ \ A \ MIN LtttXHM

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Sempre se utarefam, para maquJlá-ta, cm toNHi de uma í^t.i moribunda: * \ . Ouando os romanos começaram a estudar o grego, os copisias, paru indicar-lhe* a sua pronúncia, invetiuram o* signos do* acentos, doa espírito», e da prosódia; UM daí não se segue cm nada que esto signos tivessem uso entre os grego*, uuc dele* não tinham qualquer necessidade" pela» ra/òes que se «abe, a personagem do copiaia nao podia deixar de fascinar Rousseau, Hni particular, mas nao exclusivamente na ordem musical, n momento da cópia c um momento perigoso» eomo o da escritura que de uma certa forma já c uma transcrição, a imitação de outros signos; reproduzindo signos, produzindo signos de tignos, o copista sempre o ient*ido a acrescentar signos xuplfmmtum para melhorar a resfitutçáo do original. O bom copista deve resistir a tentação do signo suplementar* Deve, ao contrário» no uso dos signos, mostrar-se cconônomo* No admirável artigo "Copista** do Dicúonnaire de musique* com a minúcia c volubilidade de um artesão explicando seu ofício ao aprendi/, Rouucau aftw* selha "nao escrever jamais notas inúteis", "nao multiplicar inutilmente os signos*", A pontuação é o melhor exemplo de uma marca n ã o -fonécica no tmerior da escritura* Sua impotência para transcrever o acento e a inflexão isola ou analisa a miséria da escritura reduzida a seus próprios meios. Diferentemente de Duelos4*, cm que ainda se inspira. Rousscau acusa aqui» mais que à essência da pontuação, estado de imperfeição em que ela (oi deixada: seria preciso inventar um ponto vocathn para "distinguir por escrito um homem que se nomeia de um homem que se chama" E mesmo um ponto de ironia* Pois, embora desprezando JI escritura, e nessa medida mesma, Rousscau quer esgotar todos seus recursos de unlvocidade. de clareza, de precisão. Estes valores são negativos quando esfriam a expressão da paixão, mas são positivos quando evitam o transtorno, o equivoco, a hipocrisia e a dissimulação

da lula nu do canto originais* O Í)ictionn<nre de musique re*\W\ « Ditf*n*ta* ntr l i <*Ktf*|i*r mvútn* flT*J>. t**tUt p 161 «loto o 4tiH*<vilininio *>* tomei* ncui *t>K*no ptnti-w au^ lenda il*> pfncv pitt** rtra fttiin^kr A kr • * ^ J M * , ato m u «ator n l n t u ttk tnil&l-to i Mi i •M-M 1 '}, * I *HK*lnrtl* I J tntfimm^ 4t r#*iw<* |W I " • » **, A fYPpMfrt rtrt rmm<* or4l<V*n quf ,+p«edt*>ín * mtKtlnidi *Htn*0 do HnutWVü* icfn jlttrjiT itniivvlmtnlv o n;n*i> crmâdicV* rXiclw enrclu**"
* ftfeni l i m u pAv m p*« UM»i|N*-*** qutnui i*flti*Yi iww*iW*it. quf * i o fim «*«<* evrtwi. t t)H M M H M t bMMllMU * *> MMlmfMo» poiwn f»m lervntfef ifc« tln H InlVtÚt* t u * M I H H • «AttH, u d * i ã t * n * I 41 Cf umMm « /Vt\Vi mtHtrtwn* rffr itoutNHi ur*."* f*t*i' te «"kttiutr

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GRAMtATQLOQJA

comenda " a exatidão das relações*' c a "nitidez doi signos"

(art Xüplsta"), A d^erença entre o acento e os acentos separa portanto a (ala e » escritura como a qualidade e a quantidade, a força c o espaçamento* ^NOSKM pretensos acento* !*âo a pena» vogai* ou rífnos de quantidade; nio marcam nenhuma variedade de *ons." A quantidade ç»tá ligada à urtiCuUç/lo Aqui, a articulação em soni ( c nfto, como ha um instante, à articulação cm palavras* Rouucau leva enl conta o que A- Marlifiet denomina a dupla articulação da língua: em son* c em palavras. A oposição d « "vog*is" e dai "vogea" ao aocnlo oo à diversidade dos son* "supffc evidentemente que 4 vogai nio seja uma pura voz mas j í uma voí submetida ao triba. Jho diferencial da articulação. A voz ou a vogai n l o ae opAcm aqui, como o fazem nuni outro contexto, i consoante, Todo 0 capitulo VII MDa Prosódia moderna", que critica os gramáüco* franceses c que desempenha um papel decisivo no Essatt i profundamente inspirado em Duelos. Os cmpréittniof iBo declarado*, ntiieJcm» determinantes. Dada a ímpoftlncia arquitetônica deste capítulo, e difícil crer que os * empréstimos a Duelos tenham podido IjltcrlMf a pmttrurri Aliás, trata-se de emprcatJmos? Routaaaa, como de habito» faz jGgar as poças emprestadas numa organização perfeitamente original Ele cita ou recita aqui c ali, lal puuigcm d o Comentário (cnp> I V ) . Mesmo quando nào cita, embebc-sc em paisagens como esta, que anunciaria, com muitas outras tal desenvolvimento saussuriano {supra, p 5 1 ) . "A lupvrmnflo d* eutnoMfa nu tm teu p»qi*#no domínio tantâi tarfla*qUfm'»a». qu*0iM faz * tuptitáfçlo propriameaff dita adi ma* gtk\è NtMfts ortofraíji t »nu rcuntvo úc ctquiuticsM a de VontrtdiçoM. No «manto, du*»do mu*K> q > Uveitc ^umle v< utilidade tentativa iJluma que te fiuttt p*ra grafar nona praftddla, a dJnd» causmrU oetsarado ver urrtt imprç**âo «ficada de iisno« Há íoitui uuf só se aprendem pelo uso: ciai IAO purtroeata orsâlsleat *rfftntio pouca oportoflidadt •* ••pjfik*, qu* »tm isnpoasivel aican-' cates apeim» psla teoria, qut falhou mesmo em «uiortt qu« deli iritaram npMiumtrH* K.nto nwmmo quv o que n*|tn etcr*vo é muito difícil de fazei «ntindtf * qut strla muito claro H me aspeimia»* da vtv» voz4* (ff 414*415) Mas Kousscaü vigia seus empréatio»!, reioterprcia-o», deâica-se também a um trabalho de sobreUnço cuja significação Qio no* será indiferente. Empenha-u\ por exemplo* em que o acento seja riscado pelo signo* e o u*o da fala pelo artifício da escritura. Riscado por um trabalho de rasura í de

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GÊNESE E ESCRITURA

DO FS&AI SU1 1 O R Í í P I M

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sut^tituiçàot maii oblitcrado que esquecido, embotado, desvalorizado: "Todas os signos prosódicos dos antigos, diz o Sr. Duelos, ainda não valiam o uso. Eu diria mais» foram-lbe substituídos". E toda a argumentação de Rousseau «egue, então, a história da acentuação ou da pontuação acrescentada i língua hebraica primitiva Portanto, o conflito eilá entre a (orça de acentuação t a torça de articulação. Este conceito de articulação deve reter-nos aqui. Ele servira-nos para definir a arquiescritura tal como esta já age na fala. E Saussure, cm contradição com suas teses fonologwtas, reconhecia, disso Ic moramo-nos, que só o poder de articulação — e nlo a linguagem falada — era "natural AO homem". Condição da fala*, não pertTiãfleH A articulação em si metma afAstC4? Rousseau introduz o conceito de articulação no capitulo IV 'Dos caracteres distintivos da primeira língua c das mudanças por que teve de passar". Os trts primeiros capítulos tratavam da orijem das línguas. O capítulo V scra intitulado "Da escritura", A articulação é o vir*ü-ter-estritura da tingua* f#m. Ora, Rousseau que quereria dizer que este vlr-a-scr-etcrllura tobrevém á ortgem\ procipita-se nela. após ali. dtr* creve de fato a maneira pela qual este vir-a-sar-tacrlmra ao. brevim á origem, advém desde a origem. O vir-a-wr-eacritura da linguagem 6 o vlr-a-ier-Hnguagem da linguagem. Ele declara o que cie quer dizer, ou seja. que a articulação a a escritura são uma doença pós-originana da língua; ele diz ou descreve o que não quer dizer: a articulação e consequentemente o espaço da escritura operam na origem da linguagem, Como oa da imitação — e pelas mesmas razoes profundai — o valor c A operação da articulação slo ambíguo*: princípios de vida e princípios de morte, logo. motores de progresso no sentido que Rousseau dá a esta palavra. Ele quereria dizer que o progresso, por mais ambivalente que seja. dtaa ou em direção ao pior ou em direção ao melhor, seja para bem, seja para mal. O primeiro capitulo do Estai moslrat com efeito, segundo um conceito de linguagem a/rimal que alguns ainda hoje defendem, que as línguas naturais doa animais excluem o progresso. "A língua de convenção só pertence ao homem* Dai por que o homem faz progresso, seja ptra bem, seja para mal, e por que os animais não fazem nenhum" Mas Rousseau descreve o que ele não quereria dizer: que o "progrcaio" se faz tanto em direção ao pior quanto em

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GRAMATIX ÜG1A

direção 4o melhor Simultaneamente, O que anuía a escalo* fugia e a ideologia, assim como a diferença ou articulação originária — anula a arqueologia. III A ARTICULAÇÃO

Tudo isto up^recc no nianejo do conceito de articulação. Precisaremos fazer um longo desvio para mostrá-lo. Para compreendermos como operam as "articulações, que ?ão da convenção** (capÉ IV). devemos atravessar uma vez mais o problema do conceito de natureza. Evitando precipitarmo-nos diretamente no centio da dificuldade que tantos comeiitadorc* de Roustttuu já reconheceram muito bem, nós tentaremos, de inaneira limitada c liminar, rcfcrcnciá-la no E\sm. Onde ela já é temível. "ESTE MOVIMKNlU DE VARRIA . " Comecemos por algumas ccMe/as simples e escolhamos algumas propostçfcs cuja clareza literal deixe pouca dúvida. Nós as lemos no primeiro capítulo. Primeira proposição, *ÉA fala distingue o homem entre oi animais." São citas as primeiras palavras do LJSúí. A Ma é lambem Ma primeira instituição rociar, Portanto, nào c natural Ela v natural ao homem, pertence à sua natureza, a sua essência que não é, como a dos animais, natural A fala pertence ao homem» à humanidade do homem, M^s Rou&scau distingue entre a língua e d fala. O tiso da fala é universalmente humano, mas a* línguas são diversas. " A linguagem distingue as nações entre si; só se gjibe de onde é um homem depois de ele ícr falado. O uso c a ntfes&idadc fazem cada um aprender a língua de seu país; míis o que í.u que esta língua seja a de seu paísf e níU> a de uni outro? Para dirf-l<\ é bem necessário remontar a alguma ra/âo que se prenda ao local, o seja anterior aos próprios costume*; a fala. sendo a primeira instituição social, 4o A cauut* naturais deve a sua forma**, A causai itade natural da linguagem se desdobra, pois, I. A fala, a possibilidade do discurso em geral, só deve ter, enquanto instituição primeira, causas naturais gerais delações da necessidade e da paixão etc). 2. Mas, mais além da existência geral da fala, cumpre dar conta, por causa* também naturais, de suas farmtís ("a

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l.fcNESE. t

LSSJRIIUBA OO UJMI

SVR L - U K K P I M

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f.iA sendo íi primeira instituição social, só a causas naturais At\x a sua forma1*). É a explicação da diversidade das línguas pela física, pela geografia, pelo clima etc. Esta dupla euilkaçâo natural anuncia a divisão do Fssai na sua primeira puni", a que trata da linguagem e das Itnguav O» sete pneu capítulos explicam por cama* naturais a linguagem tm gera) (ou u língua primitiva), sua origem c sua decadência A partir do oitavo capítulo, p a s s a i da linguagem às línguas- Explicam-sc as diferenças gerais e locais por causa* naturais. Como *c analisa esta explicação natural? Secunda proposfytio: "Desde que um homem (oi reconhecido por um outro como um ser que sente, pensante e semelhante a cie mesmo, o desejo ou & necessidade de comunicar-lhe seus sentimentos c pensamentos fez-lhe buscai os meios pura isso" Ç desejo ou a necessidade: o alojamento > das duas origens, meridional ou setentrional já csifl assegurado. E Koumau recusa, como também nu vegundu /Jfowrju, pcrguntarnie se a língua precedeu a sociedade como a sua condição, ou se foi o contrário. Não vê nenhuma solução, e sem dúvida nenhum sentido, numa tal questão. No segundo Discurso, diante da imensa dificuldade da g?ncalogia da língua, renunciando quase à explicação natural c puramente humana, Rousscau escreve algo que í também implicado »o ffajof: "Uuantn a mim, receoso das dificuldades que se multiplicam, e convencido da quase demonstrada impossibilidade de que as Línguas tenham podido nascer e estabelecer-se por meios puramente humanos, deixo a quem desejar empreendê-la a discussão deste difícil Problema: o que foi mais necessário, a taçrcdadc já formada para a instituição das Língua*, ou as línuuas já inventada* para o estabelecimento da Sociedade" (p t 15I). Mesmo gesto no hssai: dão-se ao mesmo 'empo a língua e a sociedade no momento em que *c atravessou o puro estado de natureza, no momento em que a dispexsâo absoluta t vencida pela primeira vex Tenta-se recobrar a origem da linguagem no momento desta primeira travessia. Podemos nnda citar, no segundo fHwuno, uma chamada de nota: indica se um lugar para esta longa digressão que teria sido o Esyai. £ ainda na primeira parte, imediatamente após a crítica a Condillac e aos queÉ "raciocinando sobre o estado de natureza* transporiam-lhe os idéias fornada* na sociedade*'. Rouncau sabe que é bem difícil encontrar no puro citado de natuicra c na dispersão original o recurso de uma cx-

•,,2

"l*MA.iili-.l<

pltóaçIU* pnrn o niwimrnm dai línfliM. H propõe um *alin: "Supnnluima* vencida cita primeira dificuldade Alravcw. mu» por um momento n cipaço imenso que leve de ciistlr rntre o ntim r«i*do de Sature» e a necessidade dai IJngua»; • investiguemos, iupondo-ai necessária», como ela» puderam começar a se eilabekcer. Nova dificuldade, pior ulnda que a •menor..." (p. 147). "Atravessemos por um momenio o «paço imenso . " , A l i qual ponio? Nao até 1 sociedade constituída, ma» nlé o 1 momento em que *c aclium reunida» ai condlçoc* de MU nu»clmenio. Enire o puro «lado de noturna c cite momento, "uma multidão de século»", ritmada por etapas dlitlntai". Ma» a dUtlnçao deitai etapas e difícil. A diferença entre todoi ot texto* de ROUMCIU é. ndte ponto, lutll. talvez in»lável. sempre problemática. A i dlitlnçoei Ji referenciada! cumpra, com o rlico de complicar ainda mui. o debate, ncreicentrar a preclioo •cguinte. que lra'u precliamcntc do 1 mu em iua relação com o Dlscurto. Entre o puro eitado da natureu e a locledadc, Rouueou descreve, no Discurso como no listai, uma m dai cabiinni. E como cita era. no capitulo IX do Eual. i apreientada como a do* "primeiro* tempos", poderia ser umu tentação peniar que o puro eitodo de natureza 10 é radicalmente iltuado no segundo Discurso (Primeira Parte) e a era da* cahuna* do Estai correiponderia entSo è que aparece, apoi o citado de puru natureza, na Segunda Parte do Discurto. Embora eita hlpõteie nao pareçu ilmplcimente falia e encontre confirmação em vário» elemento» de», critivo». ela deve ter matizada ou complicada. Tal como ê evocada no Eaal, a era dai cabanai cata mutro mau proxi* ma do puro citado de nuturezu. Filando do» "pnmelroí tcmpoi". quando "o* homem dliperio* nobre a face da tena 10 tinham por locledadc a da famfliu, por leli so ai da náuti c a , por língua *o o gcito c algum tom Inurtlculadoa",' ROUIIMU acraaoMta em nota* "Chamo de primeiro» tempos, oa da dupenâo do* homem, teju qual for a era do gênero humano na qual i r queira fixar tal época". E é fato que ia locledadei familtarci nfto tém aqui o me»mo estatuto que M j Segunda Purte do DiKimi'*. Fiai to ie aproximam tinte, aparentemente, no momento cm que, apôs uma revolução que examinaremos mala adiante, ae constituem o* llamet de •1. O I Dwilh) ilauiMiti " U ' i'»i» p**»»W it *w Ifmfi. f. |T|.
tÊ. ) . U W M I n a i n qu> o H M o d* ] w « U N H I I ISO <•<• ninanlt rtn i M U t ««• • "•!» *4I ' n * i " « ' xlii I«~" . • • • Uiili uiuia. aadi 0" lOrOMltftl . V«i " A n . l i i . i l • • - • • • i p i H i IIII \m ihlioB i l " t U i . i i SI r*Ban«pntnl v . X V I I I ' « * > • . • < «Wn. « w f a W i - n* «, r TI

OlNIII • W I I I H I . 1HI >UA1 IVR L'0*IOir<*

2H3

iiulfll fimflill, lornmiil» no»»ívcU o «mor. a MiKi.il, o Ê apenai o fim do capitulo IX do Estai quç poderia g |i.mdo 4 Segunda Parle do liliaiw. 'Atruv#»*emo» por um momento o etpaço Imenio". . . t forneça mo-no» a wgulnto hipole»c. • partir do citado de num nalurcn, o homem, graça» a uma ecria lubvenao de u « teremo» o que falir miiv itdlunle. encontro o hiuncni J o icconhcct. A piedade M deipcrta c « ativa, cto quer comunicar. Ma* o homem acaba de deixar a nuiuic/u. £ i um cauiat naturuU que cumpre explicar o nicio du inkaçAO. O homem de inicio w pode faier U M da S dMpoaiçoc» «u de "inUrumcnlu»" natural»; o i icnudot. Tnrtlta proposição. Q homem deve agir. porlifilõ. pele* lenlldo* wihrc o* tentldo» tk nutrem. " A l cMí. poit, » llluicflo do* tigne* unilvcli paru exprimir o pemamcnut Invcnlnicn da linguagem nfto dcw» volveram c»te locincfiii.is o tntllnlo lhe- nugcrlu um eon»cqiiencla". Icinot melo» para oglr «obro ca icntido» do outro: o movlmenio • vau. Naturalmente, Rouueau nfto te pergunta aqui o . quer dizer "melo" ou "Inurumenio". nem, como faz no illr (p. I N » , -r a vor nfto. aerla uma «pécic de moviínto. "A açfto do movimento i imediata, pelo locar, ou lulii, pelo gcito: a primeira, tendo por teimo o compriIHIto 0« braço, nao pode inmsmltlMie a di«tânc4a; ma* a •utra vai tio longe como o Angulo dv vlnfio. A<\im remam • vivfl.i o a audiçflo como orgao» pimlvo* da línguaentro ii» homem dhprruulof' (O grifo 6 no»io>. A analino doa "in«trun»nto«" d* linguagem 6 portanto andada pela iltuaçio de (Hipertlo pura que canelaria o «lado Jc natureza. A linguagem nó pMc Mirgit a punir da dUpemao, Aa "cauiai natural*" pela* quaii elo í explicada « i l o reconhecida» como tah — natural» — na medida A em que concordam com o citado de hatureM, que é determiaado pila diípcnfto. E*u deveu*, icm dúvida, wi vendd* pela linguagem, ma», por eiiu precita niiâo, ela determina u tua condlçOt, natural. A condição natural: t notável que a di»pcrUo natural • partir da qual wiglu a linguagem r—llMal n marcar o »cu neto c cnnéncia. Ouc a linguagem dera utraveaaar o Hpaço, •e|a (orçada u «paçor-K; eitc nfto í um traço addtnul, mu* o «Io de »ua origem. Ni, ,,-nUL, • dii.pmao minai «era um puiado, uma situação pr6-llngUlftic« na qual a linguagem 'iluuri* ccrtiimcnip o Mu nmcimcntn ma* *o pira romper

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I.HAMAHíllK.I*

com ria A dÍ»per»tto original deixa a tua marca na línguag-m. T c i m x n ocaaiao de constatá-lo: a articulação que parece introduzir a diferença como uma instituição tem por solo c espaço a dispersão nalurul — isto 6, o espaço sem mais. NciU pomo, o conceito de natureza torna-se aindu niait enigmático e exigem-se grandes soma* de análise c simpatia, se ic quiser que Rousscau não se comrudigu. O natural é valorizado de inicio, desqualificado cm seguida: o originai é também o inferior retido no superior, A língua do ge*to e a língua da vo/, a vitio e a audição sao "igualmente naturais". Contudo, uma é mais natural que a outra c sob CMC título c primeira c melhor, f ti língua do gesto, que e "mais fácil c depende menos das convenções". Pode certamente haver convenções da língua dos gestos, Rousscau alude, mais adiante, a um código gestual. Mas este código disUincia-se menos da natureza do que a língua (aluda, Por essa razão. Rousseau começa pelo elogio da língua dos ecsica, çnquanto que, mal* adi.ni:,-, quando dí*çj» demonstrar a superioridade da paixão sobre a necessidade, situará a lída acima do gesto. Lsta contradição é apenas aparente. A unediatez natural é, ao mesmo tempo, origem e tim, mas no duplo sentido de cada uma destas palavras: nascimento e morte, esboço Inacabado e perfeição tiniu. Desde aí, lodo valor c determinado segundo sua proximidade em re|iicfio g uma natureza absoluta. Mas, como este conceito é o de uma estrutura polar, a proximidade é um distanciamento. Todas as contradições do discurso sáo regida.; tornadas necessárias e contudo resolvidas, por esta estrutura do conceito de natureza. Antes de toda determinação de uma lei natural, txisle — coagindo eficazmente o discurso — uma lei da conceito ile natureza. Uma contradição msini regulada upurece de maneira flagrante quando, louvando a língua do gesto, Rousscau fala de amor. Mais adiante dirá, desta paixão, que ela se acria u origem da fala cantada; aqui, faz do desenho seu melhor interprete Recorrer à visão pura declarar o amor c mait natural, mais expressivo, mais vivo: ao mesmo tempo mais imediato c mais vlvente, portanto mais enérgico, mais atual, mais livre. Regendo assim toda a contradição, rcsumindo-a em seus dois pólos, o Essui começa por um elogio e se encerra com uma condenação do signo mudo. O primeiro capítulo exalta i língua sem voz. a do olhar c do festo (que Rouvicuu distingue de nossa gcsnculacao): "Assim se fala aos olhos liem melhor do que um ouvido*" O capítulo final

U t N t l t I «HHIIUKA I") tÊÊ*l MUI I ORIUINI.

2HJ

designa, n > ouito pólo da história. * escfavizaçio Última d ; < u m n sociedade organizada pela circulação dp signos silencioio>: " A l sociedade* tomaram sua forma derradeira: as mu. dança* *o lhe* podem vir d<i canhão e da* moeda*; e como nada Btab ha P"™ di/er ao povo. a não ter dai dinheiro. Isto i dho com editais nas esquinas ou toldados na* c i t a i " , O signo mudo é signo de liberdade quando exprime oa imediatei; então, o i)ue ele exprime e quem se oprime através dele «ao propriamente presentes. NSo há nem desvio nem anonimato. O signo mudo significa a escravidão quando a mediu!»'* ic-prcscntutiva invadiu lodo o sistema da significaffcv enlao. atravía da circularão c du» remessas Infinitas, •no cm signo e de representante cm representante, o próprio da presença já não tem lugar: ninguém eslá a i paia ninguém, nem mesmo para •! mesmo; não se pode mais dispor do lentidu, não se pode mais deli-lo. ele é arrcbaiado num movimento sem f i m de significação. O sistema d o signo nao icm [ora. Como a fala abriu c*tc abismo da significação, que sempre ameaça causar u \ua própria perdição, é tentador voltar a um momento arqueológico, a um primei'» instante do signo sem fala, quando a paixão, para alem da necessidade mas antes da articulação e da diferença, exprime-se por um« via inaudita: um signo imediato: "Nmbor« a Ungiu do «ixu C B da VOT icjim liuJm.fii. imhi'»iv conrudo. * Primei i a í mai> (avU" e diptndr menos Ja« iiinxnçtov poii iiuii obietm atingem nom» olho» do qne m noivo ouvvJot, t •) fiíumi t«m maior variedade do qm os som; i i o também m„i. <*PHHíVM t dizem (nah ei" menen tempo. O amor. fala^e, foi o •BVkaior do itrunho: também pftde inventar a fala. m u com minofcli:Kljdr. Pouco •aiiifcito com ela. flt • der""-» «m niü maneira•niii vivai i| ( ripnmiMc. Otanio dir.ii • seu imantr aauili *,«*, "•"• mniu r<a«i lhe traçava • tombra' Qui > M I Mlia «Ia rmetc* " ' " px.i indaiir "ir movlntmto de i H l t T * O movimento desta vareta que desenha com tanto prazer não cai fora do corpo. A diferença do signo falado ou W r í l o . nfm se coria do corpo dev jante de quem traça, ou da imagem imediatamente percebida do outro, bem dúvida,

'•>•• i -i n q i n t r i ãf (inm*rr«> ^> lnH'i"taio 0' CondUIr.. » n c ~a>tra t o f i m a 1Woituri»" <ty <*.(. I>ii~>'iimiiii( inib«n ». fflfluiiw i.'» a "*' '"' '• l*"1' * f • pn»tnrr, * * atfMc !>• fcã I1'l*l lie*«lBlo •< "P"»1? xs^v, «*« , ,_Mm «,. Ut"»h e a *'*w«w' a» M*r i.™» *7, P < ""•« i «IHU n«. r»*- faert ••!• n l * 1 , m " • ( , , * " " n " o » " * 1 « '•H>- d,. » „ n « - í , . i BibnoiMn* di U ntiaM, iw- I Sl-^laall 2*i**"«m«t ( „„,, | ,„ ., |<|. , |, MIEI »•*»"• «<•• ••• 4iil;ri iu baaa

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286

OBAMATOLOOIA

trata-íí ainda de uma imagem que se desenha no extremo da varela; mas uma imagem que não se separou (Malmente do que cia representa, o desenhado do desenho está quase presente, em pessoa, na lua sombra. A distância da sombra ou da varela í quoie nula. Aqueln que traça, segurando agora a vareta, está multo peno de tocar aquilo que está muito perlo de «cr o outro metmõ, não fosse uma Intima diferença; esta pequena diferença — a visibilidade, o espaçamento, a mone — é sem dúvida a origem do signo c a ruptura da imediatez; mas ê a reduzi-la ao mínimo possível que se marcam os contornos da significação. O signo c então pensado a partir de * seu limite, que não pertence nem 1 nuturexu nem ú convençio. Ora, este limite — o de um signo impaufvel, do um signo dando o significado, c mesmo a coisa, em pessoa, imediatamente — necessariamente está mais perto do gesto ou do olhar do que da fala. Uma certa idealidade do som se comporta essencialmente como uma potência de abstração c de mediação. O movimento da varela Uaz a riqueza de todos ns discursos possíveis, mas nenhum discurso pode reproduzi-lo sem empobrece-lo t deformá-la O signo escrito está ausente do corpo, mas esta ausência já foi anunciada no elemento invisível e eteteo da fala, impotente para imitar o contato e o movimento dos corpo*. O gesto — mais o da paixão do que o da necessidade —, considerado em sua pureza de origem, protcgc-noi de uma fala já olieoante, fala trazendo já cm si a ausência e a morre. Ê por iuo que, quando ele não precede a fala, ele a supre, corrige o seu defeito c preenche a sua carência. O movimento da vareta supre todos os discursos que, a uma distância maior, a substituiriam. Esta relação de suplcmcntaricdadc mútua c inces«ante é a ordem da linguagem, Ê a origem da linguagem, como ê descrira — sem ser declarada — no Eisai iur lorigine des iariguei. que ainda aqui concorda com o segundo Discurso: nos dois textos, o gesto visível, mais natural e mais expressivo pode-se juntar como um suplemento à tala que, por sua vez. é um substiluto tio gesto. Este gráfico da suplcmrnlarirdadc e a erigem das línguas: separa o gesto e a fala primitivamente unidos na purera mítica, absolutamente imediata e por isso natural, do grito: "A pilmcíia liniuaicm do homem, a limiuiucm mau universal, mjl< enérgica, e • única de que leve nece<s>dade ante* de predial tvnusdír homem reunidos, f o Brito da Nitureu... Quando a< ilflat d homem começaram * * difundir e a v multiplicar, a ™ C m ciei «t cmNMciru uma comunicicflo maii eiiretu. procwninm •lanot mi ti nuin«ro*c* « uma Itnniaaeni mtl* cMcmti; MuifiptH^túm

CUMBU. • • KRITUB.A IH) l » A | lUh L'ORI0INB

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•flÚ dCi"jii«>>. í Mfft >'•'««*<» Jifiemlt menOl de Umá dlltlanterior" (p. 148. O gcifo é acwol. O «esto í aqui u m adjunto da fala, max este adjunto t um suplemento do artifício, £ um re-curto u um signo natural, mal» cxpftaiivo. m a u Imediato. Ê mais uniI, na medida cm que dependi RICIUK d a í convençoEs*, Mas, « o gc*'° supõe u m a distancia c u m espaçamento, u m meio de visibilidade, perde sua eficácia quando o excesso d o díMaiiciumcnto o u d a s m e d i ç õ e s interrompe a visibilidade: entio, a fala vupre o gcslo. Tudo, na linguagem, t substituto, egie conceito de substituto precedo a oposição da natureza j j cuhuia: o suplemento pode íguulmcnic «cr ftaiuial — gesto — ou artificial — a fala. "MM. como o fetto hiu indica <|uo>e nada tíém <io\ objru>t ftuiitt ou liceii de descrevi, e dai aç/ki .üferii; CODIO UU U*O BAO * unirei»*!, ratt « obicuTldsde ou • intnpo>>;õo de utn co>po 0 intmlUjim, í m*li f«(i» *> V" titlia • «""iiâo. imaainou-M mfriifallo pein- aiilcuta^úca da vo7-, que, u a i leietti * mt*ma (C|aç.to «im nn»« idéia*, iflo m*ii ipH! a tcpreieoUiT a lúdu, tomo viun;» inuiiuídòet: iabitiuiiíio q u t t f * pAdc laier no* comum a.teniimtnin c de uma maneira issmnie difícil de i « praticada poc hnüiCOi cujos útgiioi n o n á r o í "indj odo Unham nenhum t \ e « k " i — e mais fliíícll •ioda d* conceber cm si mesmo, poi* eiie ftcunJo unanime leve d* **r motivado, e a laia p**«* t " "ido rmíMíuin raio euabclecci u Mo da fala (p P H« IV' 0 ínfíl f IIOUO) A (,il.i excita a atenção, n visível a exige: será por que a audição sempre e*iá aberta e oferecida a provocação, mais passiva d o que o olhar? É mais natural fechar ox olho* o u distrair o olhar d o que impedir-se de ouvir. Esta situação natural é de inicio, n l o o esqueçamos. 4 Üll Criança de peito. Só c M estrutura de suplementa ilcdade refletida, mútua, especulativa, infinita, permite explicar que a linguagem de «spaço, (• olhar e o mutismo (que Rnusseau também" sabia significarem a morte) lomem por veze* lugar de fala, quando « I » Comporta mm m«<» ameaça de ausência e enceta a fnergia da vida. Neste euso, £ mais viva a língua dos uestoa vrivciy ü •mor "também pftdc Inventar a fala, mas com menos felicidade. Pouco satisfeito com ela, c k u despreza: *' A pE^iHuiU) 4a "llnpu nwutU" ai crtinca, "A *a*ni*cin s> *M ™ " • *» B o nio mra-« inh(K>- Ena aMIn nlu rtndc '.»• jna» Oio» «u ( » • ) « , mm «m «ui iwiot" <Emllf. B. *S. O «nlu * rwii>>. SI. -» piKia4»« noi did: < inui1'inn. •» KinK' t UFU IIHlmUt*' >
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lem mil maneiro* mel* vim» de ciprimlt-w. Quinto diria 1 seu amante aquela que. com tonto prazer, lhe traçava • 1 aumbra! Que aona iciiu ela cmpiegado para induzir «ale movimento de vareta?" E portanto -pó* u invcncftu da linguagem c o luucúnenlo ilii rtni*lo que, paru te «apoderar da preacnea, o dcacjo. aegundo um esquema que rcconhccemoa, volta ao movlmcnlo da vareta, no dedo e ao olho, ao mullimio carregado de diacurau. Trata-ae de um retorno implementar rumo ao ma» natural, e n l o <le uma origem da linguagem. Kouta-rau aaeJaV icic-o logo adiunic. ao dattlngulr o gcito da gaitkutacilo •quele. que deionha u «mibru da preaenca. muneja tilencioaaunente 1 primeira metáfora; cita c um adjunto indiacrelo o 1 Incomodo da fala. £ um mau implemento. A linguagem «iIcnclnan dn amor n l o é um gênio prcMingllhlku. é uma "eloqüência muda". "Notaut iieno- [noi — l.uiopcui) nada Munifknni iMm da nnua uh|ulciiid> natural, ma* nlo i I U - H I aauua qua daaejo falar, Somam* o» Furoraria aaatlculam ao (alar: d(r-ta-Ia qua anda a forca da aua llniua fali cm atua oiaco». atmcrniamlhe ainda a doi r-"l«WW>. • no anlanlu luiki iun ila quai* nada Itara aaive. Uapuia uva um 'ranift a «(itiiu a maillfllou o ioip(> pala diral muiint (alai. um lurto a (iia pai um morna nlo u cachimbo da hna. dn dua> palavra» n uidu «St, a o aunaaa tom uma •anian^a" (Aqui o lureu nlo • maM, vuniu • iua língua, do Norte, mui do Oilctllc. Ntíi pai umawiin tu inaimo iimpu ao NoiM t ao Oiiikiita ) O vulor do aigno mudo c Igunlmcnte u da sobriedade c da ditcrivaii nu fala. a economia da fala. "Daada qt» aprandamoa a loilcular «iqutcamoi a ária dai panionilmaa. pela metnia rada oue, OOOlindo tom i*m*i bala* •••• muita.. |a nlo aabudaoaaa oa aienboloa doa nlptw. Nk> ara aliava* d* palaviaa. maa da <l|no>. qua oa ajtfaai r\prunUm o qua dluam Com mal» vlvatldada. Nlo o dialam mwiFuvimaa." O que cka muaiiavuin, uuiiprwndamoi. nflo era a coita m u a ma mela/ora hierogHfka. o aigno viafvel. lãlc eiogw da aimbólka cgfpcia poderia «urpreender: í um elogio da eacrltura r um elogio da aelvajarln, inali prccUnmcnte. dcatn eKrllura da qual noa dirá mala adiante que convf MI noi povoa «Ivagcn*. A advogaria nlo caracteriza n citado primitivo do homem, n citado de pur.i nalure/a, m.i* o catado da sociedade nmccnic. da primeira lingutijicm c dat primeira» pnlxAc*. ralado eairuturalmentc anterior ao caindo hárhnro, por «un v«g anterior à aociedade civil Com efeito, no capitulo "Da

(MMIH « MíHHIKA nu riiAi M . I / M O M

2H*J

j f í " ( V ) i M hkrfSgUfun egípcio» »ft» definido» como » ;Htut» mU< groaicira c mui» amiga HU conviria ao» povo. em naçflo » i * a fofma du iclvajiirta: 'ijimnn.1 IIUMI HiuiMtra ti «atrliuia, niali anllua • Ultaua. O modo do «Kicvgr nlo 4 ploUi w • « » . ma» O" própiii» .». N)a dlttUtniiM*. como finam o> MXtcaaOt. nja PO' ílpir». WlüH l o m o "Nlafll KtlllUII I » Clifiilu» I " I f l i i h i •ulupund. linpiii ipaiiunaoa. * tupAt lá algum» «xtt-laoi • nc>r»Maoi qw paicM» TlMt-m na**»!." . . . *A plnnua do. objMo. « n . t m .,» tf wlvatin»". A Hnguu hieroglífica e umn língua apaixonada. A K l vujnri' " mantém nu máxima proximidade d e « a oiiitcm pu»ibonul >la língua. O paradoxo c i|uc auim clu « itmnlcnhí mal» perto dn M c t k t i n do que da faht. Poli o g n l o , que cm nutro lugar exprimi u ncccMUIiidc. aqui reprc*enUi n poixAo. I eicriluru n l o t o por tiacnr, como o raovimcnin du vaidn, um dewnho no «paço, m m poique 0 ilgniUcante «Igniflca intíiu um ilgnlflcMic, c nau u C O I M mewna nem um úgiiidiicliimcnte npic*cntado. Ô gruta hleroglllieo 4 ju ulegótico. O g n l o que d u a falu u n t « da* pauivrai, • que "argumenta aoa olhot": e t . o momenlu da etcrliura tclvagcm. "Abti • htUMli M U I » . • a •nconUatat. cfcwla datUu maixua» anjuiiHiiiai -.i> ull»i». • muwa <Ui diWam dt piuduilr «duo »it Kguro du qua loUo» I » diKUixoi aui te |>u<l*f*a por '»• m> I » » ' O obkno oltrtctdo anta» de f»Ui abala a Knatlniçao, «cila • curladdaik. multem o wp»ilo «m tiupWHO • i a nr*c<*dva do uu» N viu ,Uu'. Nolfi qui iu iuliafWH • ptovtnoija, intte ot qutk di oídlnaitn u p u n nrcitd* o dnounu, cacunirum «ulm o meio d l u falirem asctilar inclhai. c alé com uiali piklei Meu a 'ntrí* ••;*wi*m ' "«MM «"•'' '* *ür«" M «N»* lauta «tifri ilV <i Mal. luryuitllo lnMWW oetptdav»ndo oa boto»* d« P H O I I U * . A tf «mil* .|«.ii.lí> .fn •»!.. t boca do favcii». DIÓMn** miiftfldo I. htÊM di /indo — nlo falavam indhoi do qcw nliivM d« pitlavu." Oti urculm de falai «•primWta iKi bem M miWw» ldé|a.'"" ( U • • i l U • BOM Conto pode u líuguu di» gmio ou do olhar o p r i m i r aqui • paixão, e cfn ouirn lugar u nKfWrdldt? A " c o n u a d ^ l o " • H n m í l dlletcnlet icxlm responde I unidade de uma inMnclo v I NtceatUlade de uma cnerelo
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'V * i I w u Ima-a a. w.<>r, na >»»aUi«(» aMl|a> a H«>-iiHa il> n> '> oia •. jina Mut «rviwnu. nfc> M . .i-imt- n"i t»U"i ">•• »>• Ha-" "*• •(• <M«. na ~.>.IIMO. O •*»*> *«< è iw-ntii ai» .i*o> Mola I wnafi* •aiUMldaav. mwtuii v w " » H npiM'i>» *> ••«
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2W

UP.AMAIOIIXHA

ou \l\t o desejo da presença imediata. (Juando esta é mais bem representada pelo alcance de voz c reduz a di*pcnao. cie elogia A f a l i viva, que í cnt&o a língua da* paixôei. Quando a ímediatez da preacnea é maii bem repre* atuada pela proximidade c rapidez do gctlu c 4o olhar, eludiu i mali selvagem escritura, a que nJlo representa o reprexenlantí urul; o tilcrrtglifo, 2. Bate conceito de escritura denigra o lugar do mal* •c»iar( da Incoerência regida na eoneeitualldude. muito parn alam do J-.'uf«i. e muito para além de Ruuucau Ex(a incoerência te deveria ao inoetianie apagar* pela unidade du ncceaaidade c da paixão (com todo o ilatcma dai xignlílcaçoct aJéúCildat). dó ti mi te que RòUúwau obitiriadamenlc dexenha e recorda f Ma nervura central, cuja onitatAo arruinaria todo Q organismo conceituai. Kouxteau a deitara c quer perisd-la OOCttO uma dlitincAo, ttenreve~ü como uma Ulícrcndu lupfa memar Elta couge, em teu gráfico, n extranha unidade da paixão e da neomidauV No quo a escritura a revela? No que a cxcrltura cata. como por exemplo a piedade, dentro da natureza e fora da natureza? E o que algniftca iu|ul como ha um Inilanic o detptrtar da imaglnuçâo, o dcipertar da eteritura, íe esta n l o pertence nem A naturc/a nem ao K U outro? A c*crilura precede c K J U C u íalu. compreendo*!, l n u )( é verdade do único ponto de viita quo nos ocupa netlc momento: o da cxtrutuni do Bxsai. De um lado» com efeito, a teoria da ciciituM K$UC a gcncnlogia da lula c te propõe como umu espície da apêndice implementar, JA quo *e descreveu a origem paaalonal da fula, pode-xc iioeaaoriamcnic eontiderar ente iceitórm que t n c u r l l u n , pxrt extrair alRtimn informação «iptemenCar quanto ao ettado daa língua* Todo o capitulo "Da escritura" está aborto e comandado por cale projeto declarado. Apóa rciumtr o progreaao dai línguas e O movimento de <upJcmanfar1arifcda e de tubtritulçao que o mantém noh a tua lei ("xâo xupndoV' por novas artlcuiaçncx o* acento* que *c apagam. "*uhxtitucm«*c ot xentimentos piaM Idéti*" e t c ) , Rouxxcau inlroJuz um novo dcxenvnlvlmcntn: "Um nutro iiiiid iL* t<>m|>i*ijir ut hnaiiah o de joliuir sua unii guuLde « l á na cwcrilura. v n > M/UO mvma da períc^ao > deita arte". R no entanto a escritura deveu aparecer íntex nitttnut que te trataxac da fala c da ma origem paaxtonal* O movimento da vareta c o hieróglifo exprimiam uma na IA ao UMíL-

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rio' li pui*â° fl^í U T U K V * | g primeira» vaze*"; c? como l cícfihjni nimbem *crá reconhecida como a linguagem da necessidade, cia terá dllo i necessidade ante* d a necessidade. A píimcitti aluaio a eacrilura %c mantém (ora do alcance de ioda dtiunçâo, senta de toda diferencia da necomdadc á p a h * o O interesse de escrever reclama uma concciiuahdade

KM,
f que a origem metafórica da fala ubre um olho. po<r#*>**>la di/cr. no centro da língua. F a p a u t a que arranca aa primeiras V W H *c relaciona com a imagem- A viabilidade Inicrlia na ata de nascimento da voz n t a é puramente percepiiva, c signlflcante. A ctçrltiira e a véspera da fala. Itto tamhem aparece dcvJc o primeiro capítulo. "Darlo, *m tfMmpjinhn ao t i t U com atu Mércilo* rac*&# do itl JíH tfiai uma rft. um pétaaru, um rato a Cfflco íatchat o naulo <airr(* M U preaante am »Hèn*to « paru I **a i*iHv*l artiuja M íJUVéOH, a Darlo «0 w «mpanhou i m r«|rtatnr a M U p*h a toda puma Suhtntul por uma curta ( l u o í , por u m * ticrllurt fortétka) *«Ut *lgnóa quanto m*U «li kiHe«ar, mtnoi t u r r o r l i a i i NAo atrí maii do qut uma faníaírunad*. da qml Dirto apinaa riria»/* E. aooa uma outra Uri* dt «wrnptu* b(Mko* ou frafot, ~AiHm w f*ín **# íVA.*í MNrinf « a i í W do *>»# aru rmWafoj Ninguém dalt* d* aaniir • wMiub d i t i t mlio d* Hornclo. No4a-ia ai* qua oi maia aloqueniet dltcurtoa »Ao o* maft doiadot o* Imajam; o o* w » nunca iam mal* «afiajii do que quando tattm O aftiio da* cora»'* (O aíiío 4 noatol ConacqtUncla ckciaiva: a eloqüência prende-sç k imagem. O que Já te anuncia, c que " A primeira linguagem teve da Ht figurada" (título do Cap. I I I » A metáfora n a linguagem falada extrai I U U energia do vltlvel e de uma espécie de ptflo-hloroglifia o r a l O r a , ic consideramos que Rousseau «tocia em outroí lugarei a visibilidade, o espaço, t pintura, a « c r l t u r a a t e . à perda de energia passional, à necewtdade c por vezet k morte, tomo* forçado* a concluir pela unidade. '«. t # * ralai*, Ncwaadn w i**d«» aa ,ra«idM o*«» ^fiMf***i •_ M «• ttcfiitir». tvm-Mt ét Ctom*ni« Oi ÁHunfln* * da H*iC <«•« 0 tardia aét rw *J*M «f ir* A4^d«Opv aa WUHUIHA » h A1 "*»j'ia no* r»i*tt •»*• hitidcÉu M > t lanam *f*aundo o U N O a« M I # ***** í T I M , idamaarti 'fl #(f c a * * !•«•••«*«•>**•• • (ontbw DHíW. «#t h 1 * ' ' trintANin o hltf. ••" ^ ' a< thf inrlir u m n n a fnrtou-atj. wf íorm* 4t itf^f^i vm f 4 i ^ tama ( |\ aa> *at«*r« i*" ijAiilo * uma «Mffb4+ Oavtndf « > nwiMi» tjiwlt * liU piiíftífn" WtthuiK* rtmrd*- f l f t nulanp«*lM *"•* "•Hiiif» Oi #ia> ^ aa l i MffltMt^ n ^ tua i W *** i V « «AHíI"* Ü A aa Htfaaww d* IVk " í > * I K fn^ati^ qu# « * * « • * ^ t * m « I N * H . ^« (fuá m. H-* ***• ip'#t**i»vim k í(ii4 t i ir** < » uitHifilLim a •« a<A avtlaaato pht iajain«a*a a mm a *1 atanifttaf* a M^* o ptiawu io4la • ( ccaparaao ao cattl»; a. ^ u i fi«iiat. aU» miKnim a«tpofar-aa a» - * CO;IQíJ. M u Üobrla». u« doa <JM Hnham atotrulao o* Maa». deu uau DMn iMtrflIlli |l ,h*» <m ^l" C *LiJ|nlt1 J * f ifc tViTlO fHHriH v.-» M e WnátrtK n a B r n m H lana, ttma Oi f#ac* • H rta, mnrf«rt;n for ffiM f + *Oi»» pvif HvòüiHut *<• i*l da i||p dard^ atui* CíIKO fttchH « naó« «V ** fharTtáa aic . AíHfcO Ht Itf^didiT v LtUOf «araa?fa'aíuJp tilt Coma*>+ *'-> 4> Htaaáauí aa l*un dt FtT|V4a«#" <M fll**i 1<

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292

ORAMATOtOOU

no interesse de escrever^ de valores heterogêneos ou assim declarados. Mo* esta unidade do interesse de escrever, Rousscau nfo poda declará-la. Apenas pode descrcvé-lu de contrabando, jogando sobre os diferentes lugare* do acu discurso. Com o riftCü de cootridlzêMe, põe a escritura do lado da oaemidade e a Tala do lado da paixão. Na passagem que acabamos de citar, é cJaro que se trata de signos passionais. 0 que terá confirmado mais adiante, quando a escritura hieroglífica será definida como uma "língua apaixonada*1. E contudo, se Hos sons nunca tém mais energia do que quando

fiveru o eleito du5 cores", não t a cor ou o espaço neles que
se dirige a paixão. Rousseau inverte cnt&o, bruscamente, a ordem da demonstração: só a fala tem poder de exprimir ou

de excitar a p*ãSa
"M« tudo »e toma diferente quando te trata de comover o coração e inflamar as paixões. A impreucao tuceurívm do discurso, qní iftlprcMonà põf jfcolpetfodobradaStpropoeciona-vos uma rm<x^o éift tente da presença do obfeto meuriv, quaftdo de um \ó olhai »e vé tudo. Suponha o leitor uma situação de dor perfeitamente conhecida; vendo a pessoa aflita, dificilmente *e comover A a ponto de chorar; mas dê-lhe o tempo de dizer-lhe Tudo o que ela sente e loco ae desmanchará em lasrima*. Ê assim que as cenas de tragédia produzem efeito*, A mera pantomimu, sem discurso, o deixará quase tranqüilo: o discurso, sem feitos, lhe roubará lágrimai. As pcíitVj têm ar teui gestos, ma* também oi ttu.v aeentot* r estes acentos que noa fazem tremer, esses actntot, aos quais nao te pode esquivar o óffào, peneiram por ele até o futdo do eoeoçAo, levam a este, apetar úx ítrfj TifiiTii.'jt t movimentos cuc QS Etrrctatami c nnt fsrrm sentir M o que ouvimos. Concluamos oue os signoi visíveis tornam meii trará a üttitaç&Oi mas oue o interesse melhor st excita pelos tons. t Expliquei em outro lugar cor que as infetkíéades Unidas nos loçiim bem maís éo qt*e OJ verdadeiras, Na trafee*sf soluça mesmo quem nunca em me vida eceitlv piedade por nenhum infelii. A invenção do teatro é admirável por fazer ncaso amor próprio orgulhar -te de Iodas as virtudes que nlo possuímos." Neste cncadcaracmo, pudemos sublinhar duas línhav - mestras Antes de mais nada, o som nos toca* nos interessa, nos mais, porque eU nos penetra, Ele é o elemento da inteisuridadc porque sua essência, sua energia própria toma obrigatória a sua recepçlo. Como notamos acima, eu posso fechar oa olhos, posso evitar ser tocado pelo que vejo e que se percebe a distancia. Mas minha passividade e minha paixão oferfctm-sc inteiramente awt "nwnto* ao* quais nAo tfl pode esquivar o ó r g i o \ que "penetram por ele até o fundo do cor»ç*V\ levando a este, apesar de nos mesmos, os movimentos que o* arrebatam". Á voi peneira violentamente em mim,

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r i-v-Rif|)NA no I U A I

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A 4 viu privilegiada para a cfralura e a intcrioríxaçao, cuja reciprocidade se produz no ''ouviMo-faluT, na estrutura da voz t d l iriiCrlocuçâ©**, E«n violência obrigai ROOUMD 1 temperar o elogio da 1 pHJxAo c I lanCár a HppH0l6 *obfc esta cumplicidade da voa c do coraçAo. Ma* uma outra violência complica ainda maii este esquema, Na voz, a presença do objeto já desaparece, A presença a t i da vm e do ouvir-sMalar esquiva a coisa mesma que o e&paço visível deixava estar à nossa frente. Desaparecendo a coisa, a voz a substitui por um signo sonoro que pode, em lugar do ohfcfo esquivado, penetrar profundameote em mim, ;dojar-*e "no fundo do coração". C a única maneira de interiorizar o fenômeno: tramformá-lo em acúmeno, 0 que supõe uma sinergia c uma süicstc&ia originárias; mas lambem que a esquivança da presença na forma do objeto, do estar-díante-doa-olhos ou sor>a-mao, instaure na origem mesma tl<i fala uma especiç de iit^uoi senão de mentirei A fala nunca fornece a coita mesma, ma* um simulacro que mu afeta mais profundamente do que a verdade c nos " i m pressiona1* com maior eficácia. Outra ambigüidade na apreciação da fala. Não é a presença mesma do objeto que nos comove, mas o seu signo fônico: " A impressão sucessiva do discurso^ que impressiona por golpes redobrados, proporciona-ves uma emoção diferente da presença do obieto mesmo, , . Cxpliquei cm outro lugar por que as míclieiduüe*» fio gida* nos tocam bem mai* do que as verdadeiras.,." Sc o Teatro é condenado, não c — como o seu nome indica — pec ser um lugar de espetáculo: é porque da a entender. Assim $ç explica a nostalgia de uma sociedade da necessidade* que Rousscau desqualifica tao duramente cm outro Jugar Sonho de uma aociedade muda, de uma sociedade ante* d l ongem das línguas. Kto èt com Todo o rigor» de uma sociedade antes da sociedade. "Itti> me íJ* rcn»*if que, *e nada itvc^emi» alsm de neve%ti iatfet ÍIIICRV bem roderfamo* nRo falar nunca e nc* entendermo* pertei. lamente apem* p?|n linguajem * » ge*1o* toderíam* ter ftfftbtItcidii tociedada* poueo difeiffitn dun IW bote. ou ojui me* mo te terurr JiJi^Jo inclhur pjr4 a "ua finalidade JCIíANUM cudiUv imiitu í ' íCLI. eleger chefes, inventar artei, etiubeleoar o comfrao c í*uc*T numa só paljvra. UMA** U M ! Dotal quanta* fagemot tom o auxílio da lula. A linuuj cpisiolar ikte M I A J M * iisrwmlteh aem temor dnt •*
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294

OHAMATOLOOtA

ctumtnti», a\ íejredm de galanteai Ofleoial pau u interior do* hatím mais bem tiuúdtH. ÇH mudo» do Grande Senhor (o mlrio) te entendem entre u. e entendem tudo o que lhes e dito por urnos» tio bem « m o m lhe* pode dlter pelo diteurta/* Ao olhar desta sociedade de escritura muda. o advento da fala se assemelha a uma catástrofe» a uma imprevisível lalEd dc svitc. Nada a lurDova ntmsàriü, No lúial do LuoÍt este esquema c exatamente invertido. An coisas se complicam ainda mais, se se considerar que a língua da* necessidade* 6 uma língua natural e que por isso teria difícil encontrar um critério seguro para distinguir entre esta sociedade muda e a sociedade animal* Pcrccbc-se entáo que a única diferença entre o que Rou&eau desejaria consi» derar como a (iiidcz da linguagem animal e o progresso dai línguas humanas não depende de nenhum órgio, de nenhum sentido, não deve ser buscada nem na ordem do visível nem na ordem do audível E uma vez mais o poder dê substituir um ârg&o por outro, de articular o tJftoço e o tempo, a visão c a Vôí, á mflo 6 o espíflto» é esta faculdade de suplementaria* dade que é a verdadeira "origem" — ou náo-origem — das línguas: a articulação cm geral, como articulação da natureza e da convenção, da natureza e de todos os seus outros. C o que se deve sublinhar» desde o fim do capítulo I: "Parece, aiitds ptltu rníww atucrvciçtat, QUE I invenclo da arte de comunicar no*»» Ldéías depende menos dos drfSos que no» servem para eete fim. do que de ume faculdade própria do homem, que o faz empregar »eut orefio* para este uso e que, se estes the ia!tossem, o faria empregar outros com o mesmo fim. Daí ao homem uma organização lio growira como quucroe»: icm dúvida, ele adquirirá menoi tdéíaa; mu, bailando que haji entre ele e *eui trmclhiDtfS slgum meio de comunicsfío pelo qual um posas Agir e o outro tenllr. #J** virto a comunica r**^ afinal, tantas idciat quantai tiverem* Oi animais comam, para eMa comunicarão, com uma organização maíi do que suficiente, e nunca nenhum dele* utilizou-aF*u me rarecç^uma diferença hem característica. Os animais qu* trabalham e vivem em comam, ou castares. cs formigas* cs abelhas, ;<m aiguma Unguc nam/ai paru se comuntearem enira sit divo nâo faço a mrnor dúvida. Cabe até me*mo acreditar que a Itatria doe cattotet e a linirua das formigas residem no testa e fotam urmtw aos afhoi Como quer que teia. exatamente por terem nsluraU umas 3 outras deita» llnruaa. elaa nlo iSo adquirida»; os animais que as falam U lèm de n»»çenca: lodot ai tém e tempre a mnma; nlo alteram nada, nSo introduxem o menor profretso* A iínzua de contenção só pertence ao homem". A língua animal — c a animalidade em geral — representam aqui o mito ainda vivaz da fixldcz, da incapacidade simbólica, da nio^tuptamcnt&iiodade. Sc considerarmos O

GtKft&E t liSCMTUHA IX> ÜSSAI M

fUMUlNh

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caneta'* de animalidade nlo cm MU conteúdo de conhecimento ou de desconhecimento, mau na função que lhe é reiena<la, veremos que deve referenciar um momento da vida que ainda ignora tudo cuja aparição c jogo aqui se quer dcftcrcvcf o ttrnbolo, a substituição, a carência c a adição uiplcmenldr etc, Uma vida que ainda nlo lenha encetado o JOGO da ftuplcmentaricdaúe e que igualmente ainda nlo 16 tenha deixado tncetar por ele: uma vida sem diferencia e jçtn articularão.
A INSCRIÇÃO IJA O K K J K M

lira necessário esse desvio para se rc-apreender a função do conceito de úrticuiação. Esta enceta a linguagem: abre a fala, como instituição nascida da paixão, mas ameaça o canto como Wii original. Ela a puxa do lado da necessidade e da razão — que s&o cúmplices — e assim se presta melhor «t escritura. Quanto mais é articulada uma língua» menos cia c acentuada^ mais ela í racional, menos é musical, c por ivsu menos pcrilc com ser escrita, melhor ela exprime a necessidade. A língua torna-se aórdica. Este movimento, Rousseau gouaria de dá-lo a pensar como um acidente. Contudo, descreve-o na sua Necessidade orijcinártfl. Também cite infeliz ocidente é um "progre**'? natural". Não sobrevém a um canto constituído, não surpreende uma música plena. Por isso, sabemos, não há fala, não bi canto, c portanto nao ha música, antes da articulação. A paixão não poderia, pois, ser exprimida ou imitada sem articulação. O "grilo da natureza- (segundo Discurso). É*os

ioni rimplet (que) uem naturalmente da gorg&nur (Estai.
cap. IV) nao constituem uma língua porque a articulação ainda nào agiu* "Al «QBN naturais sao inarticuladas" (Etíú& cap. IV). A convenção só tem poder sobre a articulação que arranca a língua ao grito c aumenta com as consoantes, os tempos e a quantidade. A língua nasce, poist do processo ét Sua deRener+tcència. E por itto que, pata IfadUZir 0 pp> ocdimcnlo rtliOflflaj de Rousseau, que não quer restaurar fatos mas medir um afastamento, talvez seja imprudente denominar grau zero ou origem simples aquilo, a partir do que <iue se mede o afastamento ou se desenha a estrutura. O grau 7£ro ou a origem implicam que o começo seja simples, que não *eja simultaneamente a mota de uma degencrescénda, que possa «cr pensado sob a forma da presença geral. tnte-te ou nlo da presença modificada, de evento passado

ou çMÍncia permanente. Para falar de origem iimplc*, M-NU t a m W m necenann que o i f a i u m c n t o pucfeaac K r medido «obre um eixo limple» c num único «colido. Seria p r é d i o rrcoidacmoi que nada, na dcicriçâo de Rouucau, noi u i t M r i u • empregar eivei (ermo*? Falar de origem e de grau zero é comentar, eleuvãmente, a Intenção declarada de R o í m e a u e c*la a unge a cite rc»peito maii de uma leitura ctAuJca nu precipitada. M a * , apc*ar deito iniençln declaram, a dttCQffO de Rouweau te deixa c o i llit por unia complexidade que tem «empre a formn do Miplcmenio de ongem. Sua intenção declarada nlio ,'• anulada, ma* inviiui num mtemti que ela ja nâo domina O dM«|o d« olfl gem lorna-ac uma funçio indúpcniívcl c indestrutível, mui Mtuiuln numa .inlaxe «cm origem, Kouixeuü dcicjariu >cpnrur a orlglrurtedadc da aupkmcniartcdadc. Tem a acu favor lede* c\ direito* rnnitltufdo* por nn**o rogoi; t ImpcniAvcl t IntúlerAvel que u que tem o nome de cWjwrn nuo M ) U mui* do que um ponto nliuudo no ililcma du luplemeniunedudc. Bilo rouba, com eleito, a língua u nua condição de ungem, • o <cu cundlcional ou futuro de origem, uo que riu irriífd divido ser e nunca foi: ela no pode niwcer «o »ü%prndcr I U B relação com toda origem. A M M hlitnria é n do luplenvento de origem: do luplente originário e do auplenie da origem. Obaerve-ie o fogo doa tempoi e dot modo* no final d u capitulo I V , que dcaçrcve » ideal da língua de origem: "Como m votei nuiiitaii -íi> innrliiuteilai, m nalatiui uilam fiiniCBi arllciilntnia; •IfuniiH cuniuanln (nltrnmlat. IIIUIIUIHIU I I Muni itui viigiiln, bniiMtum cuia u u n i lia fluinlt* • l i o " 'Ir pronunciar,
Um cumpCMücAu, oi u m MTíMTI IIIIIIIO • ina.li» r • ilivgialiUilr ti ai

iii*nim muluplteoiln »• i m i m i i tarei; * quanlMlailc r o itlow nuvai fontei He oomMnacAei. de modo «Ml " ' * » « • • «* • " » • • ..«•mi, o núiiMio, <|u« >(*> da niivrça, dHxiilini *nm pvmv a f i i t r l i IfBMlIaeBea, que »*u Jr I U M M I C I O , • lutiiuiir ui cm v * i dt « ralar, A PIUI.HJ doa radtcali ««um iun< quti do N M > B\*J oiiiiVi, I|UDC do afritt éet i>r>jei»t irnil>;»: » nnoniMopflt ai n tiniu iiiimnijiiHnir rirwiiir. l u a Uniu* mia multo* UlwtUaiOa. pata rtpnnui o meimo ter na» M O .1lf*rfnt»i rtfaçoMt; mim ( * MM í palavra» ataraiM paia Hàl MIM iiumnai itlavún. Iniv mulli» auinanlallvui, dlminutivoa. palmai cumpoaiai. pnnfculta fapUliv» paia conferir coiltncia a i - partudoa • flirtnci» a i f i a m : tnta mullai iiiciuluixli.ln • anurnallM: nttlilf><••"•<! » »»»• II>|IB iiaoiiiical pati lUxatai u ••"'<" nilnvmt • M m o n l l I • bilvft J m tom I I I > IV*IM|aVmrtl onuo^a' tim convtn.il. • plMvtê *nn laciocMai" A wcuii. corno ik haUtOi - rdoola ao •lltuoN c ao arqiMoUgKo: " « . W N I - U com % 'fngun chtDMa « i * eafloa aicaKtov c m a |io|a 10* ouiru* txriulel i"i.i« i l í m rm tildai ai iun> dlrf\rt«. r vtirH que o ('uniu th PlaiaO nao • l i o ridículo comn pnrtca. 1 ( unia M qug o ainhf iroí oi ali lia mil palaviaa dlltirMo pai* .ii/ ,i..'.-, HI.,>-, dl '••'" >••'- dMaanai um iliàia <•<- '

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O calado B»ÍR) *lc*eiiio no uoafltotaaal i o d» uma que lá rompeu com o gato. com a n c r i i l f r d c , tom _ •nlmahdadc oic. M M de uma língua ainda náo corrompida nela articulaclo. pela convenção, pela luplcmcnlartadade. lempo dcata língua í o llmlic liulivel, Inaceatlvel, m l t k " . «ate lá e, cale ainda «*>: lempo da Hngua natrenlt, como Iiuvia um lempo da "ucledadc naicentt", Nem ., nem apoa n origwn. Dcpoli de otnrrvnrmtn ctte jogo do modo Icmponil, proaalgamoi a lei I um. Vem logo cm ncguida o lupllul» "Da •tcrilura". Apcnai o titulo icpara a dlnçao anterior da wjuímc: iiihllnhc-ic nctlu o *çniido de ulgur» vctho* c o modo ot todoa; "Oor-m q««r qua «H*lf a hknórla • a pr»|i*<*o tia* liniux tun>ut.iá qu». quanta nialt te tornam ntunOionu ai vom, MM nmliiplunn ai tonaoiinlaa: • qua Oi atantoa i|U« M arraiam, ai •jüeWMadt» tjiw M Igualam, t i o ->piU<.\ p»i tonbinaçnta gramaticali • aovaa a«itulk^0w< Ma> é aurn«nia com o paaut do Itmpo qu* ra tlhi r>i«i mudança) A medida que macem aa nrtca>idad«t.. qu* M tornam iompl»»o« 1» netAi"», qua M difundem •> hint. a llngolfem muda <|« cal*lll, torna-a» mala ioua « ra*nui apai.oii.lii. UIAIIIIUI IM atniinirnlu» pelat iodai, nao (ala maii .0 coiaçlu mia 4 raiAo Por Iwo maanw o aoanio ** • •IIIIJII* • a aiilculaca» •• •ipamii. a l i u u * lorna-w mali canta, mil» nl»'a, mat umMtn mu» muru>n, mau >uiila o mala 'rta. fale piuyitaao mt pareci Mliirainmi* natulll". A lupkiticntnriedade torna uuun poulvcl ludo o que ititui o próprio do homem: n fnlu, 1 «ociednde. a paixão. 1 ele Mat ti i|uc í n i r próprio do homem? De um lado. c aquilo cuja pootioilklade cumpre pentar antci e (ora do homem, o homem d e l u - w anunciar n *i mcumo u pintir r j l auplcmcnlurieoiidc, que por i u o n.1o C um (ililiiulo. c m i K l u I Ou acidental, do homem. Poli, de outro Indo, • wipleni fwdWc. que nao è nwla, nem uma prencnca nem uma auiíncia, Oao t nem umn mjrntuncía nem uim MleBcill dü homem P preciaamcnic o jogo da prfaençn e da auaíocia, n nherluni do»ie )ojn q i | f . nenhum 0MK*ltn dn metaltilcn ou da ontolo W* pode compreendei. G pnr HMI que caie próprio do lio mem nao í o próprio do homem: É a deacuiocaçlo mcim» ÍO Próprio cm gemi, n imposaihilidadc — c portanto o de*c|o — da proximidade ti *<; n ímpongihilidade. c pottamo o dete^, ,)„ ptetcnçu pura. O u e a «uplcmcntaiicdadc nflo aeiu

2V8

(IHAMAlUtOOlA

o próprio dA homem nto significa a pinai e tiú radicalmente que ela nao seja um próprio; mas tamhím que o seu jogo precede o que te denomina homem e se prolonga (ora dele. O homem só te denomina homem ao desenhar limites, excluindo o seu outro jogo du suplementariedade: a pureza da natureza, da animalidade, da primltividade, da infância, da loucura, da divindade. 0 aproximar-se deitei limitei é simultaneamente temido, como ameaça de morte, e desejado, como acesso â vida sem diferencia. A história do homem denominando-st homem é a articulação de iodos estes limites entre si. Todos os conceitos que determinam uma nao-tuplcmcntaricdade (natureza, animalidade. primitivRIade, infância, loucura, di'.'imliide ele.) curecem, e evidente, de qualquer valor de verdade. Pertencem — assim como. por sinal, a própria idéia de verdade — a uma época da suplcmcmaricdade. Só têm sentido dentro de uma clausura do jogo. A escritura nos aparecerá cada vez muis como um outro nome deslu estrutura de suplemcntnrícdadc. Se levarmos em conta que, segundo o próprio Rnusscau, a articulação torna possível (anto a fala como a escritura (uma língua é necessariamente articulada, quanto mais articulada for. mais se presta a escritura), estaremos certos do que Saussurc. no que conhecemos dos Anagra/nas, parecia hesitar em dizer: a saber, que nflo há fonemas antes do fraterna. Isto é, antes do que opera como um principio de morte na fala. Talvez se apreenda melhor aqui a situação do discurso de Rousscau com respeito a este conceito de suplemento c. simultaneamente, o estatuto da análise que ensaiamos. Náo basta dizer que Rousseau pensa o suplemento sem o pensar, que nJo conforma o KU dito no teu querer-dizer, tuas d o críçõn às suas declarações. É ainda preci*.o organizar eate afastamento ou esta contradição. Rousscau utiliza a palavra e descreve a coisa. Mas saberão* agora que aquilo com que lidamos aqui não é nem palavra nem coisa. A palavra e a coisa sâo limites referenciais que so a estrutura suplementar pode produzir c marcar. Utilizando a palavra e descrevendo a coisa. Rouucau desloca e deforma de um ccrlo modo o signo "suplemento", a unidade do significanic c do significado, tal como ela se articula entre os nomes (suplemento, suplente), os verbos (suprir, substttuir-se etc.), os adjetivos (suplcmcnur, supletivo) e faz jogar os significados no registro do mais ou do menos. Mas estes deslocamentos e estas deformações sfto regido* pela unidade contraditória — ou lambem luplemcn-

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~ - d c um desejo. Como no muno, ia! comu Frcud o analisa, incompatíveis são admitidos simultaneamente, desde que te iraia de consumar um desejo, a despeito do princípio de identidade ou do terceiro excluído, l\to c. do tempo lógico da consciência, ('tlliumln uma palavra diferente de "'sonho", maufiuiand.» uma coacciiualidade que nfto Hria mais a da metafísica da presença ou da consciência (opondo, ainda no interior do discurso de Frcud a vigília c o sonho), cumpriria portanto definir um espaço dentro do qual esta "contradição" rtgida foi possível e pode ser descrita. O que se denomina "historia das idéias" deveria começar por extrair este espaço, untei de articular o K U campo sobre outros campos- Batas »4i>. i cluro, questões que fodcnios apcniiíi formular. Quais são as duas possibilidades contraditórios que Rous*eau quer salvar simultaneamente? E como as togam»? De uni lado cie quer afirmar, atribuindo-lhe um valor positivo, iiido o que tem por princípio a articulação ou com o qual ela compAe sistema (a paixão, a língua, a sociedade, o homem etc.). Mas entende afirmar, simultaneamente, tudo o que é riscado pela articulação (o acento, a vida, a energia, também a paix&o etc.). Sendo o suplemento a estrutura articulada destaj duas possibilidades, Rousseau só pode Culiiv* decompô-lo c dlswciá-lo em dois simples, logicamente contraditórios, mus deixando ao negativo c oo põtitivo uma pureza nao-cnoctaila. l i contudo, Rouvseau. preso como a lógica d-j idcn'idadc — no gráfico da suolcmenta. riedude, diz o que ele não quer dizer, descreve o que ele não quer concluir: que o positivo (é| o negativo, a vida <é) a mottc, a presença ( é l a ausência. « que esta suplementa•icdadr repetitiva não é comproendtda em nenhuma dialética, pelo menos se este conceito for comandado — como sempre foi — por um horizonte de presença. Ipualmcntc Rousseau nai) í o único a ser preso no gráfico da suplemcntariedade. Todo sentido, e como seqüência todo discurso, também o é. Em particular, C por um torno singular, o discurso da metaILUca em -ujo interior se deslocam os conceitos de Rousscau. ü. quando Hegel afirmar a unidade da ausência c da presença, do náo-ser c do ser, a dialética ou a história permanecerão, pelo menos nesta camada do discurso que denominávamos o querer-dizer de Rouswau, um movimento de mediação entre duas breaenças plenas. A patUüia csCalOlóincii ç tanibém Ptwençn da faU plena, resumindo todas as suas diferenças eftrtleula^oesna consciência (de) si <|o * „ . „ , . por u , 0 me*

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dl* formular flíi qurnocs DCtcitánus jobfe B tiruação histórica do texto de Rini'5Cuu, vumpre rciercnciar todos o i traços de iu> pcricncciiva a metafísica da presença, do Plaffto .1 HCRCI. liiniaila pchi articulação d i presença comn presença a »1. A unidade tlcuiu tradição metafísica devi «et respeitada na m i jvrmunfnciii gcnil alrave* de IIHIOS U I (ruço* de pcrtcnccnçs. d»* scqUència* lifnciilííftitllí. d01 CirillltlH rHllit estritos de causalidade que encadeiam o lento de Rousscau. Cumpre reconhecer, prévia e prudentemente, » que compete a esta histortctdnde; sem esle ptaso, o que w inscroveaw numa cs* truluta ma)* estreita nA>> seria um texto, c muito menos 0 icxlo de Kousseatf. Nfto basta compreender o tcxlo de Rousseau no interior dcsla Implicação da< épocaí da metafW» ou do Ocidente - o que nos limitamct aqui a esboçar muito limidamcntc. Também é necessário wbet que essa historia da mclalíska. du qual depende o próprio conceito de Imlórla. perlcnce a um conjunto ao qual o nume história sem dúvida -a n l o convów. Todo osle jogo de implicações í l i o Complexo que ••*•[• ui mais ilu 4 uc impuidcnic desejar l e i ccrlcMi d o que depende propriamente de um texto, por exemplo do do Rotisscau. Islo n l o c apenas difícil, ou meinto Impossível de falo: a queillo a qual assim »• pretendetin rcipotid" "Ho (wn cerluntcnlc nenhum sentido fora da metafísica da presMkfü. d o próprio e d o sujeito. N l o existe, a rigor. hMtfl cujo aulor QM fufffilu tcj« JcarMacquM R o u M I l l . Desta proposição principal resta ainda tirar as conseqüências rlgoni,.is. icni 1111hnt.ilIrnr tml.i* os nroposiçiVi iur*>rdlnad*t sob prMMUO rfj qur o MU icniidn c limites estejam )* conirMudoi em sua raiz primdra.

I

0 PNFUMA Investigaremos portanto como opera Rounscau, por exemplo quando icnm dclinir o limite de possibilidade daquilo C*J| iinpouibllidddc descreve: a voz natural ou I língua inarliculada. Nflo mais o grito animal, antes do nascimcnlo da linguagem; m u ainda nâo a língua articulada, já trabalhada peta ausência c pela morte. Entre o pré-linglliítico c o l i n güístico, entre o grilo c a fala. eniie o animal e o humrm. a natureza « a sociedade, Rouucau procura um limite "nascente" e lhe atribui vária» determinações. H á pelo menos duas destas que lém a mesma função Dizem respeito â infância e a Deus. De cada vea, dois predicados contraditórios estão reunidos: trata-se de uma língua pura de ioda supiemrntariedade.

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0 modelo desta impossível "voz natural" e. de início. Q da infância. Descrita no condicional no tisal — recordem<n a unílisc das "vozes natuiaii", que "sao inarlicutadas" __ ci-la no Emílê. O u/lM e o ín llh timpori já nlo l i o o chinos ou o grego, mas a criança: oniüo tempo <a h.veiii uma ««rua Mara/m* • comum a todos O S htimri" «m dívida. tU nisto — * é a «»r oi rrUaroj falam n n • aV nbtftm falar, ftiU 'f«u>M nao I nnkulada. mm 4 mcniimrfu, nuiifii, i»if/(ílií( O mu dai niniui fatiai ifKfifHiit-lai, a poiua d |(«."l"irnv ii CII/IIí. trirun par romplnv liiu>trmm ai criaiiçaa. r V loao a ícaprenderemot (nino « «lis. Ai «mo» rt* leii* J o noua< metirs* nma língua, emendem tudo D que diam iuoi dançai; rra* poodfin-ihev Um com estai diaiogoi longoi. E, embora pronunciem ptl»rn<. Um palavra* iBo F*I (ei lamento InuieiV ~b> ' « wnifaV* rf«i palava< «w tu «íirfi rnirndrm. nut a arraei axr » ati>mpan*a." (p. 41. O |il(o 4 nosso). Falar antes de saber lotai, este o limite pura o qual oNtmiidiimcnic Rouiacau conduz • lua repetição de minem. Este limite é cfeiivamcnte o da nào-suplementaricdade mas, como jii deve existir linguagem, cumpte que o suplemento aeju anunciado sem se ler ptodurtdo. que a carência e a •uvíncla tenham começado sem começar. Sem o apelo do suplemento, a criança n l o falaria absolutamente; se n&o sofres*, se iiudii lhe faluiic, ela nlo chamaria, n l o falaria. MM*. <C a luplcmcntariedade se tivesse tlmplcimento produildo. st tivrsse verdadeiramente começado, a criança falaria sabendo Talar Ora, a aiança fala aniej de saber falar. Tem a linguagem, m u o que falta à sua linguagem o poder substiluir-se a ti me.irm, poder suhsiitiiir um signo por outro, um órgão de c i p r e u l o por outro; o que lhe falta é, como diiia o tirai, recorda mo-nos. "uma faculdade própria do homem, que o hr empregar seus órgão» pura este UM» e que, se estes lhe faltassem, o faria empregar outros com o mesmo fim". A criança — o conceito de criança — í aqui o conceito do que possui uma só linguagem por contar com um único órgio. F isto significa que a sua carência, o seu próprio mal-estar i único e uniforme, não se prestando a nenhuma •uhititu.ic.lo, a nenhuma operacio de suplèncla. Aaalm í a criança de Rouitcau. Nlo (em a linguagem, porque só tem urna linguagem:
"TWiu Ui IAIUí ricuuiu * > «íM* Jü o/w. rVtquItou-at por &

"Só pooiul uma liniUBfcm, porque tem, por amim dizer, apenas uma «pKM de mal-eitir: na ünperr>K*o de teui orate*, nlo dil""»u« ib.olul.mtme a diversidade dai imprstao» que vem dele..

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UMAMAIOLOGIA

tiidoi íW rníMi fuimun par* e u ipenat uma stnucao de dor" (p. 46). A criança saberá falar quando ai forma* de wu mal-cotiir puderem substituir-se uma* pela* outras: poderá c o t i o deslizar de uma linguagem u outra, deslizar um signo por ilcliiiixt de iHiim, jogai com a* subilànciíii ugniflcantca: entrara na ordem d o suplemento, aqui determinada c o m o ordem humana; não chorará mais, saberá dizer "sinto dor". "Quando -• triançn cuinevam • lati. vhoiam menos bsw l»Ofl>rt<i> r natural' iimj linctiniírm mbuiliii oulla Atum <|l>r F.mlle tiver dito, um* lO VM. 'tiniu dof- sara© necessária* dor» • Ivai para ["Kit-1" • \li'»~i" (p ,w> Falar antes de saber falar: u infância é o bem porque a fala é o bem, o próprio d o homem. Ora, a criança fala. A infância d o bem porque o sabrr-falar n ã o se dá sem o mal do articulação. Ora, a criança não sabe falar. Mas a inlAnciu nào í o bem, pois ela já fala: e nào é o bem, porque nüo possui o próprio c o bem do homem: o saher-falar. Donde a instabilidade regjda do* juízos sobre a infância: paru o melhor e pura o pior, elu ora está d o lado da animalidade, M l do lado do humanidade. Oue a criança fale sem snber fnlnr. r w l r wr-lhe crediratlo'. mnt falii mmhém v m saber cantar: c nisto já nào í o animal, que não (ala nem canta, mas nem ainda é o homem, que fala c canta: "O holiwm lem tréi cipicic* de vor. i **ber: a > « I. ..r.ic ou arliiutdda. a >ur cantante ou melodimn. c a viw patética ou aetntuada, que serve de linguagem. M p»l*«í t mim* O can.10 ' • (•*». A arlaaaa lem. aoaw e homem, ««ai titt tapeclei d« *vi> KIH <ib«( unilm ou MKIIIMI mudo: como nó« ela pouui o riu», o» ifiun, a» lantcnlaLãn. a culamoçio. w gemidos (nu nto s»i>* miuurnr u ma> inlletõ» eotn os duas muras KknK Uma musica r c t n i s é 1 que reúne da melhor formi essas ires voies As criança) sao incapoTM de tal n W w c o icu tanto nunca lem alma. Da intima forma, na vor. falante, a «ia linguajem não tem nenhum acenio: ela; pilam ma* não acentuam; r. como no MU dlscurm h» rouco MMOh há lambem pouca cocigii em w i fOa" Ifmil,. pp 1A1-1AZ>. A articulação e. por onde quer que se)a tomada, certamente a articulação: a dos membros e dos órgãos, • diferencia ( n o ) corpo ( p r ó p r i o ) . Ora. o que parece mais próprio paia apagar esta diferencia <\* CXPTCMSO natural, não i o sopro? Um sopro falante, cantanie, sopro de linguagem, mal «moro inarticulado.

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Dro sopro Ul oão" pude ler origem c dolintçàn huitiuH*. Nâo cstí mais na via da humanidade, como a língua da criança, m u da sobre-humanidade. Seu principio C lini jio teológicos, como a voz c a providência du natureza. È «obre este modelo onio-teológico que Rousseau regra suas rcpcüçóes de origem. Deite modelo exemplar de um sopro (pneuma) puta e de uma vida nfto-enfxmdu, de um canto e de uma linguagem inarlkulados, de uma (ala *cm espaçamento, nós unios. emhora utópico e alópico, um paradigma ii no", medida. Podemos nomeá-lo e defini-lo. é O pneuma: pura voculi/ação, forma de um canto inartkulado, um •ala, cujo nome quer dizer "somo", que noi é inspirado por Deus e só u K|ç w pode dirigir. Assim o dclinc o pkilontmirt de musique: "PNEUMA, s. 01. ftimu dí Ctnlocbio. O pneumt, é uma espicie d* CUIIJI r((jpiiulK^i> da isnui de um moda. que te lat »o fim ilc um * •nlífrtio pui uma Hmple* vulcdade d» wn* ( um pilj-i., nrnhunu. Oi calOIlcos au Uniam í"l» Mnfiilnr u»j lom tiiii num pikMgrm de Sunin Ãtoaiinho. mie dij que. nJo se ixniínJj «Koauir pai»(u digna* de sfiadar a Deu», è bom diUgirlhe esmo* oxilusta de júbilo: Foi* a quem, « nki *Q ter ir«(4v(l, ton-ipi um Ul júiílo « n oaldvigt. outit-it, noa pjttrmas n~/n mi calar. "trx nada intontiar em MOttoi irantporiet gur os nptima. a não tu [i)ni Ho/lHuídiíii'"' (O grilo i nouo>. Falar única de saber í.ilur. nnn puder L.ilar-vc nem filiar, este limile J.i origem bem é o de uma presença puru, presente o bastante para ser viva, sentida num golo, mas pura o bastante para permanecer não-enccmdo pelo trabalho da diferença, inanieulada o bastante para que u gozo de si não seja alterado pelo intervalo, pela descontmuidaOc, pela altcridade. E*l.i experiência <ltt presença conlinua a si, prtisu Rouueuu, só é consentida a Útu\. dut|u a Deus ou aqueles cujo coração consente com o de Deus £ precisamente este consentir, estu semelhança do divino t do humano, que o inspira ao sonhai, nas Rèverm. com « u experiência dê um tempo reduzido a presença. "ondV o presente dure sempre **»> coniudo marcar iuu duração e srm nenhum rastn? ât Wm *H«V. Rcleiom-te todas citas paginas: «Ias afirmam a infelicidade do tempo dilacerado cm sua presença pela recordação e pela antecipação. O gozo de um presente continuo c inari>cuUt!o é uma experiência quoxt impossíveli "Mal há, em "o'-.,v, mais vivos gozos, um instante cm que o cotação possa "vrdadeiramQnte nos dizer: íWfnWu que esse instante Ju-

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QRAMAIOLOQ"

riusr paia i/mprr". O coração nao í um rtrgito. porque níl> está inscrito num sistema d í diferenças c de articulações. Não é um órgio, porque é o órgão da presença pura. Esse estado quase impassível, Rou*«au o acnitu na 'lha de Saini-Pierrc. Muito foi escrito" a respeito desta descrição, sobre ii» tema* iln nuiurc/H, d l água, d ü escorrer cK- Comparandi»*ii á pura tucaliraçDo, at puras Yogais da língua naiur.il e da pneuma. r a o r u n i n m nela apenas o sistema de o,uatro significações. A fruição da pretcoça a si, a aukvafccào pura, inalterada por nenhum fora, í (wwntida a Deu»; "O qu« •* i u » num »iu*cBt> atuía»? Nada ciicilur a il. nada 0 nl|> wr >i nKwmi r a própria * * I » * I K I . Enquanto dura •••« e«. laibi, uma (itMtM baiia-tf a n m«una. como Daut'. Deve na*-' movimtntv, vida, gozo do (empo, presença 1 t i . Mas este mnvimínlo devi ser inti inUrvaloi. sem difercnçii, icm dccuniinuidadi 1 "Nau t ot»ci*u nem um icfuuiu iihaoluio ntni t»«ail.a "«nacao. riu» um mmtnwnui uniforma a muJ*rada, «m abata» naill rniervik» Srni iDuvimaniu a ««« n*o pu>a d * iiau Imraja. Bi u movinhnilu fui il««litunl ou fiar» ilcmaii. daiptUatii* O inuv|. mani» tius nao -«m do ««Urior di'W •niia dcmru ih not". I -ir movimento é unm luU inanltvlada. uma laia prévio às palavra*, viva o bastante n,irn falar, puru, interior c homogênea o bwttanie para nao se referir a ncilhum objclo, para nâo acolhei cm vi nenhuma diferenço mortal, nenhuma ne «.atividade, í um encanto c, por uso, um canto: 'S' i im>v|intfnlo (m lic-itual ou funr demiti, ctt dctpaiu; KbiuJ<<ido-iHn i>f~uto|cu» a vulla. itcMrOi P crvinlo *> devaneio, e IHM Aliança do noua dentro cura Imediatamenie nm rcmkico'1 *oh •' l"S" da fortuna c doa lionicm, nMitutntki-uoi u aciiimicnii de no*ta> infelkidatlta. Uni tittiKM atauJut» (tva à triucia íltittC uma imOITm di morto". I\. no en 11 n (o. e»w cAperiínciu quase impossível, quase , estranha As coações da suplemcntaricdflde, nós a vivemos, se n o s » coração for puro o bastante, já comt> um suplemento, como uma indenização. E aí está a diferença entre a nnssn experiência e a de Deus mesmo. 1* (lntí4iiiM-*i* ™<11 im nimiíf (• ntlit • • SiBlia.i.li* daOii MlOI •ilMur« dtt Rlwiti na BlMkiihtai* Ot Ia rWIU. irr tttt f •• i

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" M i * um InloKuimdü, y i * (oi ruiuklo da lotiedade hinnvu patl* niaii pode luct iKttt mundo de üiil e bom paia ou irem c nem paia «i, pode enooniiar ne«e gtiado indenua0e> laii pela petda j f iodas "> fdiíKtoilei humanas de que nem a fortuna nem i* honirn* poderiam pfivUo. £ verdade que ei**" indeni.tac.oe» não nod«i> "1i senlida» put Iodai ai alma* nem em iodai • > riMfAM * (uni" que o colação nleja cm pai e que nenhuma paiilo »«nh«
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.,iuirnnr • <ua calma". A diferença entre l>:us e no- é que Deus distribui ir DóS recebemos as indenizações. Toda a icologia moral de Rousseau implica — e no Vigário aparece muito esta palavra — que a solicitude divina possa sempre fornecei jusias iruJrnííopíej. Só Deu» t dispensudo do suplemente que lílc dispensa Lie í a dispensa do suplemento O pneuma, o encanto da presença a si, a e&pcfteiKi" inaiticuluda do tempo; em outros palavras, a utopia. Uma linguagem tal — pois deve-sc tratar de uma linguagem — nao tem propriamente lugar. Ignora a articulação, que nao te tiú tem opmiimcnto c sem oriptoianuu tios luciles. M u ha linguagem antes da diferença local, Oru, os quatro cupllulos subir n "IHfercnçi geral c local na origem das línguas" ( V I U ) , a "Pormaçio dns línguas nicihli.iimis" ( I X ) , a "Formação das línguas do norte" ( X ) 0 a i "Reflexões stihn estas diferençai" ( X I ) desmentem, por sua descrição, o que parece requerido pela org;ini/nç.'u> declarada do tuat. O que eles descrevem é que mio ha u d l que se possa denominar linguugcm ante» du arikulaç&o, isto i, da diferença local. Pois veremos que as diferenças locai* entre os dois pólos dai línguas Icpcmlcm sempre de um jogo articulalórlo. Por isso nflo *c pode descrever a estrutura ou • tttlncia geral da língua sem levur cm conlu M topografia E. contudo, é o que Rousscau desejou tu/cr ao liular da língua em geral, antes de abordar o capítulo da diferença geral e local na origem das línguas. Com isto, acreditou puder dissociar da origem local a estrutura da origem, ou ainda a origem estrutural: "Tudo o que afirmei a l i agora convém as línguas primitivas cm geral o aos progressos que resultam da sua duração, mas não explica nem sua origem nem sua diferença". Assim começa o capítulo VIM. Se é verdade que a articulação doravante mede a diferença local e que nada a precede na linguagem, pode-se concluir dal que, na classificação das línguas, na sua distribuição local (geográfica), na estrutura do seu devir, nao haja mais do que um jogo de relações, de situações, de conexões? Pode-se

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(.«AMAIOIOOIA

concluir -iiií um n i o hflju nenhum c í i i r o aMolulo, imóvel e natural'.' Cumpre-nos, lambem aqui, distinguir a descrição da declaração. RouíWau dedara o cealrt>: M unia ún»:a origem, um único ponlo-ícro da história d í * línguas. E o *ul. o calor da vida, a energia da paixão. Apesar da siniclris aparente dol dou iflpítuk», iljHisjr ücílu dflvriçèo de Uma dupla origem de que íalanKu acima. Rotisscau ftào qur' falar de deis pólo* de formação: ma» apenas de uma formação e tlc uma deformação. A língua só se forma, verdadeiramente, n o mernlio O centro originário da linguagem reflete-se com preciiflo no centro do rYi«W, iiente capitulo IX que de longe supera todoi m dentai* r m compimuni» c r í q u u a . Apesar da a p a r i i n l í , <J toriirarlarucnlc m> que U pode pcrtsnr, Routocau aqui n&o deixa «implcsmenií de dcwarlar os 'atos. Sem dúvida, o conteúdo fociual 6 mais rico do que no segundo Ditvufso. Mas funciona como Índice estrutural. com cita "comuíncia de exemplo'* que rege a IntuIçAO IcnumeiuJogica da cwincia. Já as primeiras Unhai, c a primeira nora autorüam cila Inlcipretueli»: " N O í primeiro, lampual. o* hormn. di.pfitot *>brt a fa.« da U í I I I >ú unhani par soeiwlad* a da família, por k l . io IM d* n.niir/n, por II mu a IA tf atalo t •lliuo» M>IM mu<IMI lado' CAavnP d» fiiífHihm Mitifot ai da auftâii aVi bomiiu. ufa «aW lot a tia rfj f/H"o lunfam. no fl»o' O «"«>u / " a r Mf /poça". A expressio ''01 primeiros icmpoi", e Iodos os índices u serem utilizados para descrevWos, nflo *e referem pnb • nenhuma data, a nenhum evento, a nenhuma cronologia. | Ptídí-W fazer variar Ot lulOt tem modificar o invarunie esirulural. Trata-se de um tempo ante* do tempo, Em Ioda cilrutura histórica- possível haveria um estralo pró-hisíúrico e pre-soct.il, prc-lingltistico também, que sempre se poderia desnudar. A ditpersão, 1 solida" absoluta, o muiómo, a 1 experiência votada à sensação prí-reflexiva, ao iMUillIc. K m memória, sem antecipação, som imaginação, sem poder de razão nem de comparação: seria este o solo virgem de ioda aventura social, histórica, lingüística. O recurso a ilustração factuaJ, e mesmo a evento* distanciados da origem, é puramente fictício. Rouweau não se ilude a este respeito. E, quando algucm lhe opõe — ou finge opor — otyecoca hittoricjs em nome da verossimilhança ou da compatibilidade dos faina, clf pinieia. recorda que romba dos ralos ao des-

OtNESB E EACHITl-RA DO tifilAI »U» l O ^ t u l N t

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* crívcr a origem c que deu uma definição dos "primeiro* tempos". "Dlr-ene-Ko que Caim foi lavrador, c que Nné plantou • vlnh* foi «ir nlo? Viviam 10I: que tinham • temer* A]lá", luto «m IU)da me cotitiadu: Ja dinw anlei a que entendia por primeiro» tempo*." Temos aqui um novo acesso ao problema da» relações cniic o £ • « / e o segundo Discurso, do ponto de vista do estado de pura natureza. Nada existe antes dos primeiros tempo*, nem portanto nenhuma defasagem rigorosamente detcrminivcl entre o» dois texto». Nó» o sugerimos acima, n respeito da era dai cabina», liste é o lugar de precisa-lo. A uma primeira leitura, a defasagem p B t M inumtc.lável. O "homem selvagem" do Discurso cria nas florestas "sem indústria, sem fala, sem domicílio". O bárbaro do Essat tem uma família, uma cobana c uma língua, ainda qne esta se m l u/« au "gesto c alguns sons Inorticulndoi", Mas estas discordância- nlo parecem pertinentes do ponto de vista que noa Interessa. Rouiseau n l o descreve dui> estado» difvientes a sucessivo*. A família, no Eisal, n l o é uma sociedade. Ela n l o limita a dispersão primitiva. "Noa primeiros tempos, os homens ditptrsos sobro a faço da (erra to tinham por sociedade ti <l;i f.imilin . . " O que lignifltu que esta família não era umu sociedade. Era, como recordou J. Moscou lcf. supra), um fenômeno pré-irutitucional. puramente natural e biológico. Era a condição indispensável deste processo das gerações que também o Discurso reconhece ("as gerações se multiplicavam inutilmente"). Este meio natural não comporlinulo ncnhumii iriitiluiçAo, nao possui língua verdadeira. E, depois de lhe atribuir por língua " o gesto e alguns sons inarticulados". Rousseau precisa, em nota: "Ai verdadeiras línguas nao tem absolutaoseMe uma oriiem dornÍMmi — •IWIUI uniu <on>*en{ló mnn gcrul c "mu Jinivrl pode "< ai* tece-Ia*. Oi tclviiftm da Amcnca quite nunta falam, a nao •er fora ile n i a ; guardam liUncio em MIJ» cabanat. falam por iijnoi 11 auas (amiliai; r eMei *ienn> ião pouco freqüentei poli um *cl»*|íer" ' menos incutem e meno* Impaciente do que um europeu, nio tendo lantas neceukliidc* e cuidando o* prove-la* sozinho". Mas, em se apagando a contradicio ou a rigorosa deraiagern entre os dois textos, estes n l o slo reduzidos a ae repetirem ou a se recobrirem. Na paisagem de um a outro,

• um atento c dcslocadg, UJB dçilizai bUDlUlUO C upertldo. Ou antes, sem com isto afirmar nenhuma ordem de sucessão, pode-tc dizer que do Discurio ao Essai o deslizai se faz no rumo da continuidade. O Discurso quer mercar o comei»; pot isso aguça e radicaliza o* traços de virgindade no citado de pura natureza. O Fssai quer fazer sentir os começai, o movimento pelo qual "os homens disperso» wbic a fuce da U m " se subtraem continuamente, na sociedade nascente, ao I'*I.KIII de pura natureza. Apreende o homem na pastagem do nascimento, nesta sutil transição da origem a gênese. Falei dota projeto* nao te contraditem, nem sequer *e ordenum t m prioridades c, comu notamos acima, a descrição da pura natureza, nu Discurso, i',iv, lugiii çm w u jnlçrior a uma tal travessia. Como actnpre, é o limite inatingível d o quase. N.-m natureza nem sociedade, mus quate sociedade. Sociedade no nutinento de nascer. Momento cm que o homem, nflo per iriKcndo nmii an estado de pula natureza (que, bem J i . o Piclá.iti «o ptutirw. "nfto « f i t e mait, lalvM nunca e i U tlu, provávelmínlc nunca csiMira, mas do qual é necessário ter noções justas, para bem Julfar o nosso « l a d o prosenle"), ou quase, munlcm-K ainda iiqucm da sociedade, ou quase Único meio de restaurar o vlr-a-scr-culluia da natureza, A família, que também Heget considerara prc-hWórica, a cabanu, a língua do* (Cilim c do« «on* itiafticuUdoa i l o os Índices deste quase. A vida "selvagem" dos caçadores, a vida "hiirpara" ç pré-agrfcola dos pastores correspondem a esse estado de quiisc-socicdide. Como no Discurso, o htuU laz depender a sociedade da agricultura e • agricultura da metalurgia*. Rouiseau reencontra aqui o problema das referências ii Escritura bíblica. Pode-se. com efeito, objetar-lhe que "encontra-se a agricultura em grande escala desde o tempo •''" patriarcas". A respostu lança luz nimhfm sobre o estatuto da história factual. O i fatos referido* pela Escritura oâo tratam, cm absoluto, do estado de pura natureza. M«s, em vez de distinguir brutalmente entre a origem estrutural c a origem empírica, Rousscau ubríga-sc, conciliador, por iras da autoridade bíblica, que lhe fornece mu esquema estrutural ao admitir que a era patriarcal cstA muitu distanciada das origens: S*. M w n : "A u i « » <itnto*»"" fiiitcin» Sbnrni foitm *;m (Mm ntanhoi,v • •!"•. nMaiilin nnv* * innntlu a» w » n u . ha. p<nt. nntaaáru. p«l« s 'caiMK k di •arkbliu»'" (p I7J). dia), ~ffi u n W i i m pwinw * nlo II»I»*»M; <n prlimlft** «i» t«mpo> <»n * r « B " " " ' " i 1 'nit t> •••• luims-U * •«««irn» f • " • •<•< «ut r"i*

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"TuJo i w t verdadeiro: m*t ase coAlUndamco o» tempos- A pa»rareaique connecemM csií bem dBlante <U primeira era A EKfiiutB comi ocz geraçor* enlrt ambai. rm léculc* cm qut o* homtn> viviam ntuilo. Que fireram rlei no decorrer ilf.nn d » faracOe»? N»cU «br«mu Vhrnáo dhv*»o- • ( « i r iam I « W I I I / I m«f fdtovaii; «MIO poJtrlam rtrrtvf t. a» uniformidade de lua vida isolada, t " f rvento» no» lerúm uanamilido*" (O grifo c (Mfao)
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A í«e m u n o bíblico. Routscau acrescenta outro: a decadência ou a recaída na harhAric, apfis a pastagem pela agiicullura. Graça* a um evento cala»lroficn que anula o progreiM) e forca u repetlçlo. a analise estrutural potlc recomeçar de íero. O que confirma que o relato estrutural nau segue uma* jrenc-v unílincar. mus icfcicncia pnssibilitíaòcs mentes que podem reaparecer a qualquer momento no decorrer de um ciclo. O estado quase-social da barbárie pode ,li /mo ciistlr antei ou O p o i i , e mesmo durante e sob o citado de sociedade. "Adão f"l*v», Nç( [•(•vi — MM- Atilo f w i tnitruito peij prúflo Dean Ao H dividiram, oi filho» do No* abandonaram a •iiiKutiiir*. e • 1'naua comum monta com a pcimei'a •nciedadl n „ aconteceria, rneamo que nunca hosivtwe >•*>» da Ba nl Poique a dispersão icmpro pode ressurgir, porque a tua ameaça pertence n essência da sociedade, 6 sempre possível a • n á l l u do « l i d o de p u n niiuiejja e o N C I M O u exptleiclo natural. Neste ponto o proccdimenio de Roustcau recorda o de CondUlac: que, mesmo admitindo que Dcui deu Já acabada a linguagem a A d i o e Eva, "supõe que, algum tempo depoia do dilúvio, duai crianças, doi dois senos, se tenham ettraviado nos deserto», antes de conhecerem o uso de nenhum signo , "Permitsm^me supô-lo: i queMfto é uhct como esta nucud nascente se (ti uma língua"". Este discurso, cite desvio, era já praticado por Warhurton — a quem CondUlac luhscrevc — e o que Kiint seguira na Religião dentro dos limiirt da mera rarao ser-lhoa pelo menos análogo. Se houvesse, pois, um ligeiro dcscolocamenlo do Discaria ao tssai, dever-se-ia a este deslizar continuo, a esta transição lenta da pura natureza u sociedade nascente. No entanto, esta evidencia não 6 t i o simples. Pois n i o c possível nenhuma continuidade do inarticulado ao articulado, da pura natureza ú cultura, da plenitude ao jogo da suplementaricdade. Devendo o Essaí descrever o naidmenio, o scr-nasccntc do •upfemcnio, deve conciliar ambos os tempos. <* salda para * ' fwai nr IrmW* én i m W M k r i ftnittMiri ( I I 1 "ll« tuflaiM •) •*•< r««**> *> I » M » " . *<• * - w Cada, *. •••>.

fora ila miurria t ao metam umpo progrtuiva e brutal, tmtantdnea e inurmiaávil. A cewin estrutural 6 incáiva, RIM • icparaçao hUlórlca C lenta, laborloa». prc-neMiva, Imcniivcl. TamMm a rct-pcllo denta dupla tcmporalidade U íiiiní concorda com o Disiiino". m i - M«i'iis M i n m i A M IM miwr E A PROIBIÇÃO DO INCESTO. A 1 S. HKUHA

A tociedade naacenic iubmdc-*e. coin cfcllo. Kgundo i. /•...,». i unia rtpíclc de 1.1 .i">. ttN MUdM MM dC|j "Irei «lado* do homem con»iderudo cm rducao a aoclednde" (cap. I X ) , ou do* " i r í i cttadot pelai quaii K podem con. tidemr o» hnmcnt minuliw rm nnefo" (cap. V ) , apenai o último marca o aceuo do homem u »i mciimo nn locledade. B o do honKm civil e lavrador. O» doi* prrcedenir* rvladoi (lelvugem caçador c barbam pastor) pericncem ainda a uma eipécic de pié-hiilória. O que intcraau a Rouuenu, em prlmciru Uniu, t poli a pauaftm do K|undo mi iraclro « • tada i-I.I p.Kia|M U dl (MB aalsnanaoii antt< laotra precária, mau, como nudu no citado precedenie continha citruturalmcnlc do que produzir o citado icguintc, a geneulogia deve descrever umn ruptura ou uma Inversão, uma revulucfto ou uma caliilrofe. O Mgundo Diminui (nl.i freqüentemente de rrvln^iln Sc o termo "caiatlrnfc" %fi 6 pronunciado um.i v»« no I uai. u conceito cita rtgoroiamcnto prescrito noilc. F. nao í, como •c pôde allrmar, umn fraque» do liitema: é prctcrilo pela cadeiu de lodoi o* outroa conceito» Por que u origem do homem civil, a origem dai língua» etc. t origem — numa pnluvrH — da estrutura luplemcntar, a origem da cKitttlru tumbem, como vcremoi, e cntuitrdflca7 Por que segue unia lubvcreia na forma da inversão, do retorno, da revolução, do movimento progrciilvo iob a cspfuc da rcgTfNlO? Se seguirmo» o tema antropo-goográflco e o esquema ilu eipllcasiao natural, que orientam oi capitulo* «obre a fofBMOlO dai llnguai, cumprirá efetivamente que uma tal caH . Aaaaai da • • • > ( • ! aluáa mali * n n i , » a ( n n * « «««Ai to p w a n n " i » ' • • o m e d o 4» fOtltdaa» M a M a O , m n M l u a o D I I I W I « < • • to W i a j — t M • * • * » » " * • a r v a t i p l i i i i n n i i • u u n » a t a l l u nu» » • * <<• < " " * ' * p t a M n « m i * * * a » i L l n p i a f <• M 4 | . i m . « a> « . < • " . a * * • > < » • ! • • • Inamdia) ",« I I H I M I I M " " p " " n a l i m i M a t a m t a a M M D » » •»• • . i M i n i . , , I I I , . . . . i i . - i , 4a « a M i t n f " I p 141. ( l h w " . , t uu> v — a l n K M M f t " I M I m l a * V n a n<ua to, .«ti„< <.. ' U i a r t O .

l . i N i H 1 t K I I lli IA DO latAI " I *

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|i*irnff «p»'«(» nele* inicialmente t o m » uni» revoteçft* M*> ratn Sem cia, o homem jamais teria ücUudo O " ü e o l o j o ouro" d a "barbárie". N a d a . no interior d o ilsicma d a barbárie, podia, prodiMir unia força de ruptura ou umu mxlo M I U dele lalr. A causalidade du tupturu devia, portanto, K r ao meanw icmpo natural c eXerluf no lUlcmu do « t u d o prt-civil. A revolução HtrtHirc rtiponds o ç>l«» d u u exig t n t i a i Ela i evocada num ponto que í , rigorownchte, o centro do £ i j g j : "ii. illmai amanua, •> reatiw* ihuiulania. * firltia d-um aa •flinclia* • *• IHIVIMIüII t a> áliunai onda «a naçAa* •• formaram, aomu* n e t a * ° ' hoaieaa podiam ornar mai» ftvilmanic un» Nm o* outiü*. f • • ntCauMadei qn* laum nnactr a «Kitdiidc rwla» .A H lnt'm" wnlir m>U (aiitr. Supondi uma priniKfia paipflua »o»rt • larra; «iponila «m laia - pana *IUa, aado. paaioii niiponda oi humana, talndo dai rnaOa da «anima • iliinartadw num |al meio — nio coniifo intaiilnai COirto larmll •!«• rinunumliiiii à Mia llbaidail* primitiva • abando nanam a vida UoUib • piMwil. iao ad««|o*d» a iua indnUniia naunal1". nata Mi lmn>i «cm Hapmldad* * •••ni-idio. H lllhnlhdl. • BlIlMB i l W r t r i t t * do «HKdu aoclal Aguala qua dc«k>u qoa « homem foa*t «Kiivtl pA* u dado no «iui do | h * o a o irKlinou . . * ( • o n«o Jo unl**rw C<*>, ,.\. Utttio movírniHu,. . f w mudaria a faca d» wr»a a decidir-ta a voei' cio do •fnvn.i humano ouço. «o tona*. o« ailtoa d» a b i i u d* uma mulildlo iiMciuaia-, vaio edlfiíaram-ee o« palácio* « • • cidadã»; V * M n.v.fi."i a> m t f . an Ictt, o comènló; Wld M povoa itiimiKm-u. (•palluram-er. i l n u i l i r r c m i . auctdliamw como ... ondai du mar: • •• iMimmi. raunUlni *in alauna ponto» ili> larrilorto por ( I o hatiliailoi. para ai te d*vora*am niutuamint* • loinaifin O r*uo do mumlo um imlval dtiarto, diuno monumento da ualao iodai > d l uillidada dai ar*aa" (O aitio 4 ncatol A indolência natural do homem hiirhuro tllo í um caráter empírico entre oulroa. 6 umn ditcrminaç-o iiMjiii.rii. ir.ii , | i , i.v.iv.l mi uiicmii nattttll Bffrtlftf M i l i' homem nbo pudciic aair e\pnntanemncnic da barbárie c do »eu l í c u l o de o u r o ; náo tinha deniro de » movimento para Ir mal» ndianlr. O fepouao í natural. A orlnem c o Ttm l * o a inércia. N l o podendo a Inquietude naKer do repouto, |oa> I M por catái(ro(e ela nobrevcm ao « t u d o do homem e no *v Hvtnwiu f-iii-i im ".-• "Nli> M !"*• «••>**•• * «•• IH**I> » Maan * aa»r*<nHnk> #Mau«n— r t i i o ' * *>•• « l •!•* r-i- um»". •••••> • Um haf«m »»i pnta linilr i • I H U H "• • » « — nH*«*"« pn' " - . c a m»i- («l. ( . « Nml. Ii_„llf~ ~n Hl'IB|m o lin"! W •») •NadO «im* ro. rttHiwta maM*iwl>. *< H U A H * - iira.o • «onoin inoa*»' "(••iiitnw. . d . , , » H X I I " >m >«itãait. N'il> l*Mf t • Bilmtlia • • mm '"li «mii, do nnn«n>. ••«i>»ii a i nnViip ii*-t.. v l«i M «Mainoa •!"•'•'*•*>, •»•—„• , „ , HIHIW • • " . «li, • t»i» •*-(•' •'• wi"*n> am B '•••«In», i I » H - . pt«a"H* *"* «•'• i«na ItlHinMui'.

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."'lado terrestre correspondente, ao bárbaro c à. ptimavria perpétua: por efeito de uma forç* rigorosamente imprevisível I iiü sistema da letra. £ por isso que o atributo antropológico | da preguiça deve corresponder uo atributo gco-lógico da inéf- ,' Cia. (Vmo a catástrofe da inquietude e da diferenciação da* estaçoe* nao pode produzira logicantcntc a punir tín dentro do si item a inerte, cumpre imaginar o inimaginável: um pip*- | rote pcffci1.1 mente e.Ucrior à natureza. Fita explicação de ' aparência "arbitrária"- responde -,i uma Necessidade profun- ' da c concilia desta forma numerosas exigências A negativi- | iladc, a origem do mal. • sociedade, a articulação vêm </« li»a. A presença c surpreendida por dijllilo qUC íi íimctça. | De outr» lado, é indispensável que esta exterioridade do mal «•ja nada ou quase nada. Ora, o piparolc. o "ligeiro movimento" produz uma revolução a partir de nada- Basia que I força de quem pôs o dedo no ci*o do globo seja exterior afl globo. Umfl forca quase nula è uma força quase Infinita, desde o momenio cm que c'a ( ritioimafUCIHc .'llhcíà llti tth lema que põe em movimento. Este niio lhe opõe nenhuma resistência, as forcas antagonistas só jogam no inierior de urd globo. O piparolc é onipotente, porque de.sco)OCa o globo no vazio. A origem do mal ou d.i história c, poi*, o nada ou i> quase nada. Assim se explica o anonimato daquele que inclinou, com o dedo, o ejno du mundo. Talvez rido jr/n Õntfi pois a Providência divina, lio cilada por Rousseiiu, nao pode ler desejado a catátlrofc c não precisaria do acaso c do vazio para agir. Mas talvez seta Deus. na medida cm Que a força de mal nao foi nada, nao supõe nenhuma eficiência real. £ provavelmente Dei", pois sua eloqüência e potência *fio limultaneamcme infinita! ç Hão cnsOnirarfl Be» nhumn residência a «Ma medida. poiênciu inÕnlU; o dedo que inclina um mundo. Eloqüência infinita, porque silenciosa; basta a Deus um movimento do dedo pura comover o mundo. A acâü divina se conforma »n mais eloqüente modelo do sigfto, lal como obseda — rx*r exemplo — as Cmtessfont e 0 £J50Í. Em ambos os textos- o escmplo do signo mudo í 0 "simples movimento de dedo'', o "Pequeno signo feito pelo dedo"", um "movimento de varria" O dedo ou a varela são aqui metáfora*. Nao por designarem outra coisa. Trata-se de Deu*- Deus nfc> tem mão. nio (em necessidade de nenhum órgão. A diferenciação (D. I •••'•> «if • «MlirKo» HiilW" DrratM ffte""*'i> II to *"" •" 1 IIU) «•.cr. /• liamWMii, i, i'.-iu»».r .. r^. w i*. i* iw-ivi

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flíginicí í o pfópiui t o mal do homem. Aqui o movimento silencioso nSo substitui tequer uma clocuçõo. Deus não tem necessidade de boca pata falar, nem de articular vozes. O SODrc t'tasm"" os climas 6 mais agudo a esle respeito do que o Essal: "üt a í í I í P I M I I I ttvcisc ivnlunJidu tvin u ciiuadoi, l*lvc< i-nuil houvesse cmiiiação Jc tenle, e niiqiucm, iiKjpj' de lumKUi clima ijiteienie daquele cm que mveu. nunca dciuiã sus terra. liHtinsr com o dedo o eí»o do mundo, ou dicei i o Homem: Cobrr a tfta r <Í foctúrrl. foi • mesma toi*a pari Aquele que ato tem niccniáidc nem de mio paia mu nem de -Oí paia falai* (p. Í J I ) . frttto-st certamente tlr DrM, pois A genwiogia do mal é ao mesmo (empo uma leodicéiu. A origem catastrófica das socKdades e das línguas permitiu, simultaneamente, utualiíin u faculdades virtuais que dormiam no homem. Só uma causa foifuifa podia atualizar potências naturais que nfln comportavam cm si mesmas nenhuma motivação suficiente paia K i l t i t v i tuicm à iUd ptúpiiu liiikilidiidc. A lckok'táiii c de algum ntiidi) externa: eis o que significa a forma catastrófica da arqueologia. De (ai modo que, entre este dedo dando o movimento u puxtir de nudu e esta auto-afeçfto da imaginação que, como vimos, desperta sozinha a partir de nada e em seguida desperta todas as demais virtualidades, a afinidade t essencial. A imaginação sltua-sc na natureza, c contudo nada na natureza pode explicar o seu despertar. O suplemento a natureza « l á ria natureza como o seu jogo. Quem jamais dirá se a carência na natureza está dentro da natureza, se a catástrofe pela qual a natureza se afasta de »' morna c ainda natural? Uma catástrofe natural conforma-se • • ICD. para subverter a k i . Ouc haja algo de catastrófico no movimento que Ia/ sair do estado de natureza, e no despertar d» imaginação que atualiza as faculdades naturais — e essencialmente a perfectibil idade — , t uma proposição do Estai cujo alojamento ou desenho filosófico se encontra no final da Primeira Parte do Disrurso: "Depoi* de provar que no estado de Niiurem n tVii^uol.lul" l t senmel, c quai* nula * uia infliÉÍncm. reata-me mowir a HM, evitem e seu. proaiessc-i no» tucestiwn destas oi vi mente- do «•pinto humano. Depois de mosuar que a ptrftcHbtUtét, as virtudes sociais, c as oulias faculdade* que o homem Nauial recebeu *m pocèmli nunca poderiam i n i e deatmolvido wiilnha-. uue pai* Uniu pieiluvim do concurco forluim de víriai causai e-lrnnruv •Jsie nodeijam inmiiit ler nascido e sem ns quais ele teria r*'n*»n:ctd"
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OBAMAtOlOOlA

(Icmainenie <m tua cond^io pfÚBÍtÍ1i reMiMiif .-,i|lbuHfr»f e apro•iinnt oa diferente* n m que puderam aptiftivtur 4 iazh> horofM deteriorando a eincVie. toma' malvado um • * ' ao lornjf-lo •oi-iaveí r de um (ermo fio aíaainlo ím/í* ImjlmrnlF o Imnwoi r " mundo •o ponto omH o vemoa" (". 161). O que aqui denominamo* telcofogú exterfla permite fl-, M f uma espícic de II|<íMTMI do mtiodo: 0 questão <Jc origem ilflo í nem da ordem do evento nem da iwdem du exiuturu; «capa à alternativa «implc du fato c do direito, da hinória e da eMcnci*. A pattajpm de uma cairutuin a outra — por exemplo, do « l a d o de nnturcu uo eu tido de locledadc — nau pode icr explicada por nenhuma ansliie cürutural: um tacium exteriorf irraviotiul. caliutrttfico iii've irromper. O acato nSt» í a í paitc do ajMema. E, quando a história i inçnp u de deiciminar e«e f i t o ou ou fato* desta ordem, a filoaofia òtfve, por uma capíele d< Invenção livro • mítica, produzir hlpô(e«« factuub que dcacmponhern o m o m o papel, que expliquem o lurgimenlo de uma nova «truiura. Por i u o *rria uhuiivo rcaervor o* f | ( o i à hUlórii, o o clirrjiu ou A eftrufura à fíloaoflg. O timpll»mo denta dlcolornla e intole" rável a uma forma de queitâo de origem que requer • intervenção .le "caunai multo ligeira.", euja "potínflla" 6 " M U príendenre". "I«v me uãtamiva út protaiguir mtnriai rede «AM *o*rt I , I I U I W I I M * o 0 lano d« |(mpo .umpenu a r»u«« tvnminiilhanta do* eventot. aobr* a pniencia •iirjwrendenie d*, imiiaa multo Unira*, uunnd» rim t»Cm InKtaanir'. aobrt a Ir-ipuiMJMIIdade «W H«*. dl uni la.li. eMiinu» i l ' Jaulrulr itrlai Npowm. M •>• OUlro lado noa eiwoairaniua atiri uoiutiv'*' pt»'a darlhta o urau de ceníla do* (ato; •utira qw, dado* doli (alua como '««» * >*ndi> neceasârw lltá-lot por uma •equèneu de («loi intermtdiirlo*. deminheodoi ou conab dciadot oPfflg tal), tomprie j hUtAria. quando a wmva. fornecer O* lau"! que 01 liaurin: i na <ua falia ê à Filosofia que (abe deier. miriar ot (alna nnitl|iimie> que pvdem llgá-loi. flnulnxfiir, tobra OUti 'Kl matéria da fvtnkii. a Mmiliiud» i»J"i i» (atoa a um numero da d a m . dlíerente* multo menor do qua M Imaalna BaMa-m* oferecer eMM ohleiot * coaaldaraçto da M U I luiut. hui«-nw ler aaido de modo qiw oa l^ilorei vulfliet nio prceiaXKm lomiJd»-loi" ( PP . l i M U ) . A piiuagem do eilado de n a t u r c o ao Calado da lin^uugem c de lociedudc. o advento <lt •uplcmcnlariedadc, manlém-K põii fora do uicanc* da aimple* alternativa da ginese c d * estrutura, do falo e do direito, da rai*o hiitórica e da razão filosófica. Rotiucau cx,plü'a o wplemcDio ;i partir de urns nesatividade perfeitamente exterior ao ibtcma que ela vem subverter, nele intervindo portanto à maneira de um

blNMtt B BKHITUBA 1X1 USAI SUk LORIOINI

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tacium imprevisível, de umn força nuln c infinita, de uma lUfltiofc natural n>.r D I O Mtf r.rm dsttR) d l MtBMM MaU ( M i i dn natureia c permanece nlo-racional, como deve ter a origem dn r a i t o (c n l o simplesmente Irracional como umn opacidade no sistemu da racionalidade). O gráfico da MIplcmcnuricilíide e irredutível à lógica, e de início porque ele a compreende como um dos seus casos c só ele pode produzir • origem dela. Ê por isso que a catástrofe da suplcmcntaríedade. como a que forneceu a Jcan-Jacque* o "perigoso suplemento" e a "funcita vantagem" bem é — lul cru, recordamo», a palavra da* Conftnlons — "inconcebível paru u r u f t o - . \ possibilidade da ruzáo. da linguagem, da sociedade, a posàbiLtiadt wpltmeniar t Inconcebível para a razão. A revolução que a deu à luz nfto pode ser compreendida segundo oi ctuucmaa da Necessidade racional. O segundo Diuurm laia cm "funeato acaio"; Rouueau cila evocando a locicdadc nascente — bárbara — entre o catado de natureza e o calado social E O momento tlu "primaveu pcrp*tua" do Exuii. d * "muli falir e mais durável Época" segundo o Discurso: "Cjuanio rr»i> *• raflit* aobn • » • «Mado. mais at comprMndr nut «ii ato u mina* «mito i i < «olucúa*. o malhei para o nooMia. • qur ••(* « dava t i Io datsailo doido • algum (untalu atai» i|Ue. O paia a iililidadt comum, mais daviiU nunca l i i atonlaoJn" |p. t?l). Teve de acontecer o que teria devido nunca acontecer. Fntre rasas duai modalidade» u inacreve poli a Neceasidadc da nao-Ncccasidadc, a fatalidade de um jogo cruel. O suplemento só poda responder à lógica nfto lógica de um jogo. Este jogo e o jogo do mundo. 0 mundo deveu poder jogar sobre itru cito, para 411c um simpki movimtnlu do dedo o fizesse tornear sobre t i mesmo E porque havia jogo no movimento do mundo que uma forca quase nula pôde, de um t°tpe. de um gesto silencioso, dar sua oportunidade ou Impor umidade à sociedade, ft história, a linguagem, ao (empo, a relação com o outro, morte etc. A oportunidade e o mal dê escritura que se seguirão terão o sentido do jogo. Mas Rousseau n l o o afirmo. Resigna-se a Isto, retem os seus sintomas nas contradições regidas de seu discurso, accita-o e recusa-o mas nfto o afirma. Quem inclinou o eixo do globo poderia ter sido um Deus jogador, arriscando simultaneamente o melhor e o pior, sem o saber. Mas em todos os outros lugares c determinado como providência. Através deste último gesto c de tudo o que se ordena a cie no pensamento de Routscau, o sentido é posto fora de jogo. Como cm toda a

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uNAMAltlLOOlA

M M t t l H OÊÊB I H k M l i. OOBQ ;í L MO PlillO I .1 i lüdMIti çfto da arte. cada vez que cia 6 unívoca. é um claro testemunho disso. Sc tK «oclcdadc* natceram da catáitrofo, c porque niuceriim por acidente Kousicau naturaliza o acidente bíblico: faz da queda um acidente da natureza. Mas, no m ^ m o lance, transforma o lance de dados, a oportunidade ou a caducidade de um Deu* jogador, em uma queda c u l p o u , Entre o» acidentei da natureza e o mal social, ha uma cumplicidade que manifesta, aliás, a Providencia divina. A sociedade apenas se cria para reparar os acidentes da natureza* Os dilúvios, os tremores de terra* a» erupções vulcânicas, os incíisdios sem dúvida aterrorizaram os selvagens, mas cm seguida o t reuniram "para repararem cm comum u perda* comuns", Bis "de quais instrumentos se serviu a Providência para forçar o* humanos a se aproximaram" A formação das sociedades desempenhou um papel compensador na economia geral do mundo. Nascida da catástrofe, a sociedade apazigua a nalurcia desencadeada. Cumpre que ela lenha, por sua v t z , • * papel regulador sem o qual a catástrofe teria sido mortal. A pfApria catástrofe obedece a uma eeonomia. I Ia t «*s> tutu 'IJe^le qtn M f H . i M r r e f w n - s uiorriadc eslefl gTM < des acidentes eesauram c tornaram-se raros; parece que isso perdurará: as mesmas infcHcidadct que reuniram os homens dispersos disrwrsanam os que estão reunidos11*- (cap I X ) . A guerra do* homen« lem por efeito reduzir a guerra dos elementos naturais. Bata economia marca bem que a degradação surgiria da ca'ástrofc deve ter, como vcnfK.imot em outro lugar, compensaria, limitada, regularizada, nor uma operação suplementar cujo Csqucmg havíamos dcssüGidOi "Sem isso. não vejo como o sistema poderia suhsistir, e o equilíbrio manter-se. Noa dois reinos organizados, as grandes espedes teriam acabado por absorver as pequenas: ioda a terra logo estaria coberta apenas de arvore* c animai* ferozes, c finalmente todo pereceria", Scguc-sc uma admirável detenção du trabalho du homem, cuja " m i n " retím a dciira* daçào da natureza c "atrasa este progresso"* A catástrofe abre o jogo do suplemento, porque inscreve a diferença local. A unidade da "primavera perpetua", ei*
ê i"ti*t(f,»lr n u i n nt InniiAt IIUéJUIII d* tim u i u t i i & i m*i bn dLkpithj (10*1*

6J V Jtorç-idi dMf»T***» pi»lfl uwutir *r*tt * d*«u» da itfitudrt, m

VIMVI K I I UII ftrimtikih Kí*íR' M ttLi (/L|III>Ií]H í (Ofiracli ds í W *

JM ntvmtétot, Mb u t%ci'»íi4ii(4fi iptirutt. Anui dl Cttlurorv. t *»*<» 4dWv fltwMm dUfwtiH *>t k * r m ^nnA> J* t*i*tfr<d*> «ro t* nftr* M •rra niant IH SMHII; m#t ^Mhdo i\ ptítmitt* nt(*«Mi»<hM »<w'fnin* •IUIVM miHiiJtJn m rfdn*tnt * ** tnlAo »*M t*i*m t (*»•* tttmi df a* P»n tt*v tvlr <m II*M(F+<|». nmitu w i mi rtíin* timo» i*-<* I I ^ I I í M " * "

l.ftNfiM I laCMTUttA IX) EMA) »UA L*U*H>»N<

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I n / suceder a dualidade du*. p r i n c í p i o s a polaridade ç A o p o «jçio dos l u g a r » ( o norte c 0 s u l ) , a rcvoruçào das estaçõe* une regularmente repete a calúMrofc*\ de alguma f o r m a , cia f a i mudar de lugar ç de c l i m a o m c i m u local* finalmente produz a alternância d o quente c d o f r i o t d a água e d o logo. Língua e K o c d a d c imtitucm-sc i c g u i n d o a r c l a ç i o suplementar d o * dois p r i n c i p i o * o u d a * duas series de significüçte% ( n o f t c / i o v c r n ú / I r i o / r j e c c M i d a d c / a n i c u I t t ç á o : m c r í d i o V vaJio./calor/poixfto/flccnluaçãü). A o norte, n o inverno, quando faz f r i o , a neccuidade cria n convenção. TorçaifcMi a »o «haaltcarim para o inverno víim-at oi haW* inflW* levado» a ** «ocorrerem, obrigado» a trtabaltccrrm tnut ai alguma n o é d t d * « n w i i q J u . tfjuando a* «xpãdkfott »* bienam mv poMtvtta * o ilgor d» frio ut u W i n , 0 icüio o* liga iMitk» <omo A ntcataMadet o* U p o * ( mamado* no» aelo», o* «t*julmo*( o mah +tlvui«m da iodo* u* pc*ot, reúnamt* no invfitu» *nt «.um caveraa* cP ao varão, m m t« Mmhacirn num. Aumentai da um grau o t t i l dctrmulvlnrcnio « a i *ua* luw*. e elci murno rvunldoa pau icmpro." O logo Mi|»n* i' i.tlor natural, o * h i i m c n * do norte devem rcunlr-te A volta de u m a fogueira, Nflo apenas para cozinhar a t c a r n c i — c o homem c a o i o l h o * de R o í m c a u o único animal capaz timulfnncumcnlc de falar, de viver em sociedade o de c o r i n h a r o uuc come — m a * para dançar e para anuir " 0 ttiormgu i o» Intoluio* do homem nau nao leito* para dtgrnr carne crua que. r m gcial, orto agrada ao W I I paladar laWtt wra .1 diitva »Mt*Wi * » rtuuimút. da t|ut «*aho da falar, o * próprio* itilvitvm k*Um aj i«rrtet. Ar> MM» do logo, necevirlo moa <onnha-la>, acrettenla * r u p r a m que dá a v i m e O «eu calor aaiad*vg| ao corpo; o aiptcvo da chama, qot pAe o» anima» em fug» airal o homim. ftidnim^ a volta d* ama fogueira comum *i l*i«m f«tnn*. ai dariam- o* doce* \nn*t% do himlo apeuiimam uu«nm«lmcnte o homem de vu» \errelhanic*. e ne*ra fogueira rúv Jit* BfJe » fugu «af/ado qtlt concho: m> fundo doi aja/fajô**] o pn m m o «nhmento da huniarudadf ' A o i u l , o m o v i m e n t o é inverso, nào mais conduz da necessidade i paixão, ma* da poixuo u necwsiJaJe. E o «J M M HAa mua«n»t * i i atiKOH tio amU t i U **- "•*»* » * n l * " * ' * Kftihtiwmt «ut d**t ar nf<uiuDdii o mtiav *i*^> aai <aa*i* i^purat i • t u ""'ttlitT** fíapaírt* »ihu *>» tlunii U ^ i t i t m M t J f . y«a 4iuni^w*
< tinilNft* u i i i l t i M 4 h 44. «»iKÚti A 4tbUíiL tfiwnao Utraddl-

"*•**# vaiiM cbiMi * -fn 4nl(0. iox«m» - b n « * a»» » hnHtun » « w (ntp4t»A«t amrttt • nt i ^ t ! » • u i m i w • w#c* r * «mi» ** ir**ft« CHI* wnpffMur» w r.<» «"«a c* iua" <p »l>* * O Akâb» i m f M i i r^liTn tfiJi w« «nt Hvi&ci dctianA * U d* > '"*<* (cm irpüdii sornaai eu n SU dt itwtfe i*<*L ou *ad*. * hiim do •nti&n., p U f t atlurran ubr* (*i* imbiaata*^ <miv o <|«* * nwndionn l * ^ < i m# aivirir * mvttii « h i*fd#* p m n * o H I I M **##ian». «aifiito poua> * •nimikjv d, rt niA-PH 4« dali Mata»* <N. dOt I •

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(.«AMAIl.tOOlA

M ^ l M i c n i o náii 6 o u i l o t tia fogueira, m«* o ( f o c o t d o p o n i i l

" N " >«t»<>e« q u e n i " . * • I r a m e o i rio». desigualmente dl»F«no» cc-mllluem ouln'» ponto* de reunião, minado» ainda m i l * ntttHthOt porgiic a ainin * mau IndúpenUvel ao» homem do 4111 > li>io: anorsludo o» h . i N i i o i qu* "Ivim de •eu- rtnanhoi. pieotam M btbtdouro» «.utnuiu . A UkilliliidC ( l u ifUtl püd( l l l i l d t t 1 •Mifdade dCn aabiUntct de lugeln brm irrigado*"'

Eslc movimento ~- sem dúvida, inverso ao anterior, nu» seria errado dai inferir alguma simetria. O privilégio do mcrídio é dcclarudo. A estrutura de revcnibilidade que acsw bamos de dcacrever, Rousscau faz questão vlc atribuir um começo absoluto e fixo: "o gênero humano, nascido na» regiões quentes". A rc»«rsÍbMdade se sobrepôs â simplicidade da origem. As regiões queates estão mais perto da "primavira perpétua" da idjide de ouro. Harmonizam-se melhor cúfli a sua inicial inércia. Nela* a paixão í*lá mau perto da ongcm, ,1 água tem ml'* rclnçflo do uur <j fuiíV Ulllti) tom II primeira necessidade como com a primeira paixão. Com a primeira necessidade, pois "a Água é mais indis* ávcl aos homens do que o fogo". Com « primeira paixão, isto é, com o amor, cujos "primeiros fogos" brotaram do "puro cristal das fonte*". Assim a língua C a sociedade orifjOiili (ais como opuHXcrum n u icgioc* quentes, iflo nbtoluliimentc puras. SSo descrita* o mais peito possível deste limite inacessível onde a sociedade se formou sem ter começado a degradar-se; onde a língua é instituída, mas permanece ainda um Canto puro, uma língua de pura acentuação, uma espécie de pneuma. J i não í animal, pois exprime a peixão, mtti não é totalmente convenrionul. poin se esquiva da articulação. A origem dc*ta sociedade nao é um contrato, nlo pulsa por tratados, convenções, leis, diplomatas c represrn'u«.'f.v f uma festa. Ela se consome na presença, ris certamente uma experiência do tempo, mas de um tempo de presença pura, que nau dá lugar nem ao calculo, nem d reflexão, nem a com parar flo: "idade feliz cm que Pada marcava ai horas"*1. C o tempo d** Riveriei. Tempo também sem dlfeníncia: nlo deixa nenhum intervalo, n l o autoriza nenhum
4*. 1 .mpiiu-a 1 c«I dtfcntlo &* ' « ! • à « M t dada "• ( " " ' . « " 1 Aü**Êrl « nau P m » — —1 no w du mpmo ao U-IBO. • aUda a > a f mtií "Snlamoi I O H O mui » per m u i nna» ftnDON*. iMli am «na * * " ? ? • . " " "**" ° '•*••> «-"••Ia mm m «mudo- ip **0|. Lm lamtaaa» • w l M m nM ( n u rcmpitrnik' o« m u I]»M t»'i*(A>i c'" i i - i<i>iM>r*i*i a pwlbllldble da ",.™r,pi«|,«'-, n> «rida» M 44 | n < « ~ > m is-u-tm. 4 • r M mimai 0* aUmnia «ni|"»l Iqw !•"-•'• - r f t - - l u c u • nua Mafa I raia laia aVi rnoaun • di dir><,„,. <« dinlmiilt • " » • o u n h " • a

desvio cnirc o dcacjo e o pnuxr: " 0 prazer c o desejo, confundidos, faziam sentir-se juntos". Lciamos esta página, sem dúvida a mais bela do Esai. Oue nunca t citadu. ma« mcrecciia tê-lo u Cada vez que ic evoeu o (ema da Água ou da "transparência do e m l a l " - . " . . . not lugarci uiiiiiii, onde *ó oi poços fonuium iaui. foi (tnoci irunir-tc para cavt-hn, ou pelo menos rnlrai em acordo tobec o MU UH> 'lera' «Ido «Ma * oiiiem doa tocirdadei c diu Ungiu* nnt rrüiúe» qucoici. Al «e formanun rx primeiros Inços entre u família*, ai *e drimn o» pnmeiiui ciKoolroa enlie ui doii «eio™. A» mo^« vinham (•iii.ii afua paia i«m c iia lapaua paia ilm u« hábil ai» MUI rrtmnhai ülhoi icituumiubM m i mesmo ot>K"» dtWc a inítra.1.1 . n r a h j i i m a ver outros, mau doce» O coiacao w cmciurwu toai enet ixnoi ootcioi. uoiã atração dcMonhecida tornou» menoi •atvaaam. tcnllu O praici de não estar «0. A úua iorru>u-K. uuenMvclm<oie, man neccuarí.i. o gado tem *td* ma» »•»«*: chegava-se com pressa e paitlaw o n : tilâlcia. Nesta Idade fclii em uu,- mda marcava ai hoiaa. nada obrigava a cooia-lat: o tempo vo linha por 'ixOvJa J diatraçau « o i6Jn> IXbaliu de volboa iiivilliio, itme dores dai ama. uma juventude ardente eiquecii ao* poucos a ni-i Itraciitade, Alrnúim-tc gradatlvnmente uns e mirim; eilorçnniln-sr por te fazerem entendei, aprenderam a csplKar-se. At ie fiaram tn primeiras lestas; os pé* saltavam de alegria, o gesto ardoroso }i nao haiava, a vo* o mumpatinava de acento» apnjsonaooa; O prazer e o desep. «onlundidoi. faiãm «nlir-ie junloa. Tal foi. enfim, o verdadeiru tvrnii dot pM-o> e do puro cuiUl das tônica brotaram oi pilmeii"' logo» do amor" (cap. IV). N i o esqueçamos: o que Rousscau aqui descreve não é nem a véspera da sociedade, nem a sociedade formada, mas o movimento de um nascimento, o contínuo advento da presença. Cumpre dar um sentido ativo e dinâmico a esta palavra. £ a presença agindo, no aprescntai-ic a ST mesma. Esta presença nao é um estado, m u o vi r-a-acr-presente d.i presença. Nenhuma das aposições de predicados determinados pode aplicar-sc claramente àquilo que, entre o estado de natureza e o estado de sociedade, n i o é um estado mas uma passagem que teria devido continuar, durar como o presente das Kfverits. Oue e jíi JI sociedade, a paixão, a linainda a etcravliaçio. a preSagcm. oa tempo — mai medida naoo eintervalo. A suplcmenínciu. articulação, a c tariedade é possível, mas nada jogou ainda. A festa segundo Rousscau exclui o jogo. O momento da festa í o momento desta continuidade purn. da in-diferinela entre o tempo do dev jn e o tempo Jrt prazer. An1« dn feslit, não hli, no ei"* I I M • « m u i f ivmilir fh«t a i ftfifln • n tatflulv IfUJSSTa*" P'» I SlanWill * Traa t*rln In •»- iititiil". i ~ I- <—•#-"-» n >r«iniC
P III. K i l u ^ n u l i b i • r - i - i a i l l x l n i m L'tam «I kl ' ' ! * » #• Bvh>ll'll

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«•AMAIOM».).

indo d t pura naiuraa. experiência do ce»nimoo: dcpub da fe«a, começa a experiência do descontínua a fcsla é o modelo d l experiência ooDIlnua. I"w iw>, ludo o que podemo* li«-r cm í>po«iviV> de conceitos v refere * «wiedade formai(.i tii. •!iL> i^fiüinii a I I * I J I iMos OIIOSIIòíI IUIHHAO previa-

m>'iiif ti oposição iund*mcntal do mnilmio *« descomiriuo. da ' o t i i original a nriiJinizHÇao d;i loCiCdude. du dança à lei. O que K wjiue n esta (esta? A era do suplemento, da nriiculnçio. du» ifynu». dos representantes. Ora. esta era f ti ilu proibição du incesto. Ant«« da lenta, nflu huvla m i n t o , |H"quc riflo havia proibição do incesto nem sociedade. Depôs* da lesta, n i o ha mai* inccito, porque c proibido. Isto Kt>u«cau declara, como vamot ler. Mas. como ele não diz o que iKiwtccc neste lugar duranle a (esta, nem em que consiste a Ín-dlfcrcnciu d o desejo nu pra/rr, p.».l«Tcmot, *• pelo mino» o quisermos, completai cuu descrição dai "primeiras l u l a s " e levanlar o Interdito que pesa ainda sobre elu

Antes da luta:
" M M como" anlt. d'«M tempo, o« homorn nmciini .1» u r r i l luAdiamw »• MII«,(íH tini qut iw doli Ktua •» iiitMum • atm qu> •tnfuíni m rmcadiiM 1 N i » liavm f.mlliai. ma> nhi havia naeoci; hiiviii língua* d o m í n i o , mai nso havia Ifníoi» populiro. havia taMmcntua, ma. nlo hsvia amor, t - d i família LWUVH.K • i| imiRlI • n pirpttiiav« poi MU prapiiu "iimiuç: m víluncat. nascida* dos infmoi pat», ."««liam luitl», • tnconlfaiiiit a i " roucos munrlrni «» t t ••plliarfm «nlrr ii- na dnl* ariua ||ajlM"t|in H «um a tiUdc; • uivlin-tio nsiuril ba>lav* pau uni-kw. o Inulnto wvpava D lu-ar •>n pululo, 0 nsoito o d* pfítcrínc-», t pirnuva-h! - n-iido c mulher Kn> *« * l « * i d i x i irrald « Um*.* Esta não-proibição se Inicrrompc depoit Ja festa. Nossa surpresa pela omissão do incesto na evocação da festa será ainda menor, se prcslafmo» atenção • .mir> lacuna, . verdade uue bem corrente: descrevendo a nio-proiblçflo • . Knusseau não f a i menção alguma da mãe, mas apenas da irmã". E, numa nolu provocada pelo nome "irmã", Rouwcau explica com certo embaraço que a proibição do incesto leve • « n m m - i m di p, i> Cra-Miaiolonr «IW<HH«> » ••• «"". contla

"|.:rlhl|>>''. •"- Cli-lliln -, .,11. I .Ul.ilt 4( dl IX HVl IN ilii. I I
<*. m f i n j p n mana « Btimaidn, Mo U l^<c•»^ ' " " ' " . ai»i mm iimpv-rv n l i i " . — • « • Ai i»«ví«" aiiiiM » Um>un a -.o-i.lrf., «• > i^".-i"í»o. oi —talnmrim BII> ciiwm: * m> i iliuac»; <l. trua». Haaida v í->"> Mi- Riuiira. o.i.. ilu nia^oli di OUI^I mni w i nto. o qw «r aqa ' • • a>^i rdtíííi n v i \iwA* 1 iiidMa o«» i mk euí imilnwin* •u«>< do ErniU. "A (ilabs fdatkti dl uxiUci mm o '"• 1*di t mliiiru. Di I<l*f0ri ló tnnhiir »i do Hl*"«i MM I liai •—- < > o M ialHiu. * a« U 0 ••»*• *"""• a • » •*• Nt» - a w dt MSfeum HID. d* amUim. tiM.it II" 'In M>i4lnamt ••uniam" i> (»«>

0£Nt»L L iSLmriiHA 1HI USAI 11» LOMOINl

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iic seguir a f e i a . nascer da ata de nascimento da sociedade humana, sela-la de uma lei sagrada: " I I * p w w ) t|u( I» pOmuru. humana ileapinitiMni >u» iimã> Na atmpllèidade ilu* primeiro*. lUHvmti ei» u«o «e perpetuou Km inionveniente. enquanto a* famíliai permaneceram iuilada*. r «icimo Atptttt éü ratfnldp do* fovot maii aniii->i mui. fnit w 4r Imilnileão humana, a Iti qur a ahaiiii ««"« i mtnot lograda. Oi que «6 a conaide• r„m ptl- ligado que forma cmrc a» família* nao víem o «eu lado mal» tmiMHlanK. Na fnmlliar idade que o tomeltio di»»f"li.u neve-naríamenlt cita M i i r eniit OH dal* *t»o», a paflir do mumi-nlo em qtj| unia IAo Wntii rW úVimiii HV fu/n> * J trinifiu * de impor *e uoi «HIKIO». nln> hnverti mai> honeuidaile enire <H homeru. e m ma» horrúfii iiMlumea lofo iaii--it.ni n tkalmiçlo du gênero humano" (0 «rifo í nmwl. l>e modo geral, Rou**eau to airihui o caráter de &agra> do, de nantidiidc. u vo/ nulurul que lul.i 110 cotação, íi lei natural que i u única a Irucrcvci-K no coraçuo. A «eu» olhos •o e lugruda uma única Imllluiçao. uma única convenção (undumeniil: t dlü-nrvt r> Contraio Sotiat — i próprli ordem iodai, o direito do diieito, u convenção que wrve de luiHl,imenlo u iodai • • convonçÔca; " A ordem aociul ( um direito »ugiudo que aerve de bat* u lodo» M oulio». Cimiudo, cale diicilo nAo vem cm utnoluto du natureza, é fundado, pol». cm eonvcnçôe»" (Livro I, enp. I, p. 532), Nfio podciemo» autotlur-nut d (Ho par» «iiuurmm a proibição do Incciio, lei sugrudu enire todus, uo nível dctla imlltulçuo fundamental, de»ta ordem social que suporia c legitima Iodas an outra»? A função da proibição do Inccato nan í nomeada nem cxpoMu no Contraio Social, mu* icm o MU lugar marcado em bronco nele. Reconhecendo u família como a simple» sociedade "naluial", Rousscau c»clarccc que ela *rt pixlc manter-se, ruru além da» urgl-noa. biológica*, "por convenção" Orn, enire a família como sociedade natural « a oíganuaçáo da sociedade civil, há rclaçòc* de unalugia c de imagem. " O chore í a imagem do pai, o povo e a imagem da» crianças, c, sendo iodo* iguais e livre», wS alienam a »ua hbcrdudc por suu utilidade" Um único elemento rompe M U relação de analogia o pai potiiíco nfio lima mais o i Mui f i l h o , o elemento da lei o separa. A primeira convenção » que transformou cm soctedude de instituição a família biológica, deslocou pois a figura do pai. Ma» como o pai político deve, apesar da sua separação c apesar da abstração du lei que ele encarna, obter prazer, c necessário um novo investimento. Terá a forma do suplemento: "Toda a diferença reside cm que, na família, u amor do pai pelo» *t-m filho»

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OHAMATOIOOIA

pagii-ii do» cuidados que lhes da, enquanto no Estado o prazer de comandar supre este amor, que o chefe nao lem pelos seus povos" <p. 352). Assim, dilkilmcnte se pode separar a proibição do incesto (lei sagrada, dtz o Esxat) da "ordem social", "direito •agrado i|uc serve de base a (odos os outros". Se esta santa lei pertence u própria oídem do contraio social, por que nao é nomeada na exposição do Contraio Social? Por que só aparece numa nota de rodapé, num Esioí inédito? Tudo permite, com eleito, sem desrespeitai a coerência do discurso teórico de Koussruu, relntcrever neste lugar a ptüibiçáo tio incesto. Sc da c utirnuda lacrada apcwr de instituída, t por ler, apesar de instituída, universal E u ordem universal da cultura. E Rousseau só consagra a convenção sob uma condição: que se possa universalizá-la c consídcrá-la, ainda que fosse o artifício dos artifícios, como uma lei quase natural, conforme à natureza. £ precisamente este 0 casii dov mliftlihi Tiimlvui puimiv <\ oídem desta ptiitleira e única convenção, desta primeira unanimidade à qual. diz-nos o Coniraio Social, "é sempre preciso remontai" (p. 359) pata compreender a possibilidade da lei. Deve sei uma lei a origem das leis. Na nola do Fssai. evidentemente não é justificada esta lei. Niu deve ur explicada prln rirnilnçlin irvinl e pela ewnomia das leis de parentesco, pela ligação que forma entre as famílias": tudo isto supõe o interdito mas sem dar conta dele. O que doe desviar-nos do incesto c então descrito em termos em que se mistuiam c embaralham a moral ("hofrfveis costumes") e alguma economia biológica da espécie ("a deuniiçAo do gèneru humano") Além de heterogêneo*, K nlo COnUoditorio' (como o aicumcnto do caldeirão, referido por Frcud na 7raumdeuiung) nenhum desses dois argumeotos i pertinente no interior mesmo da argumentação: a moral que condena o Incesto é construídu a partir do Intctdito, tem nele a sua origem, e o argumento biológico ou natural é

ipto Jacto anulado pelo que no* í dito a respeito da era que
precedeu o interdito: as gerações se sucediam ts gerações. "Mesmo depois da reunião dos povos mais antigos", "este uso se perpetuou sem inconveniente": cUe lato, que deveria limitar a universalidade da tanta lei. nio detém Rousseau. A sociedade, a língua, a história, a articulação, numa palavra, a suplcmentarlcdnde. nuvem n°'* ao mesmo tempo que a proibição do Incesto. Esta í a brisura entre a natureza c a cultura. Eate enunciado não nomeia u mãe. no lexio dt

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Kouiseau, Mas com iito só Uu motUur-lhc melhor o lugar A era do- signos de instituição, a época da relação convencional mire o representante e o seu representado pertencem ao tempo desse interdito. Se considerarmos agora que a mulher natural (o naiuteza, a mio ou, ie assim K quiser, a lima) c um rcprcscntudo ou um dignificado (ubsiimíUii, uipndu. no desejo, Wo t> na paixão aocial, paru alem da necessidade, (cremos aí o úmeo representado, o único significado que Rousscau, exaltando a santidade do interdito, prescreva substituir pot seu siguificanlc. Ele nao apenas aceita, mu* ordena que, por uma vez. se laça justiça « obrigação sagrada d» signo, a santa Necessidade do represemame. "F.m gcial, 14-w no Emilt, nao subslituais nunca a coisa pelo signo, a nao ser quando vos for Impoitivel mosirá^a; pois o signo absorve a atenção da criança e a taz esquecer-se da coisa representada" (pp. 189-190. O grifo é nosso). Wun. há aqui uma impossibilidade de mostrar a coisa, mas esta impossibilidade nào f natural O próprio RDUSKUU o diz; cia nao é um mero elemento da cultura, entre outros, pois se traiu de um interdito sagrado c universal. £ o elemento da cultura em si mesma, a origem não-declarada da paixão, da sociedade, da* línguas: a primeira suplementariedade que permite de modo gcrul a substituição do significado pelo significam*, dos signiticanlcs por outros Hignílicantes, o que poMcriormentc dá lugar a um discurso sobre a diferença entre a* palavras e as coisas. Suplementariedade tao perigosa que só t mostrada indiretamente, exemplificada em alguns de seus efeitos derivados. Nào se pode nem mosuá-la. nem nomeá-la nela mesma, mas apenas indicá-la. por um movimento silencioso de dedo. O deslocameoto du reluçao a mie, a nqtureza, ao ser como na significiiüo fundamental: tal é. certamente, a origem da sociedade e das línguas. Mas, de agora em diante, pode-se falai de origem? O conceito de origem, ou de significado fundamental, é Outra coisn a não *Cr uma função, indispensável mas situada, insciilu, na liMcmn de significaçio inaugui.ulu pelo interdito? No jogo da suplementariedade, sempre será possível referir substitutos ao leu significado, que ainda assim permanecerá um signiOcantc. Nunca o significado fundamental, o sentido do ser representado, e menos ainda a coisa mesma, nos serão dudos cm pessoa, fora do signo ou (ora do logo. Mesmo aquilo que dizemos, nomeamos, ÜÇlCTCvemos «ob o nome de proibição do incesto nflo consegue cs-

capar ao jogo. Há no sistema um ponto cm que o significa nle nào pede mais ser substituído pelo seu significado, o que Icm por eonscqiiíncii que nenhum signifkante possa si-lo, pura c simplesmente. Pois o ponto de naO-suhstituiçflo 6 Umbím o ponto de orientação de Iodo o u*tenu de significação, o ponto cm aue o significado fundamental se promete como o (ermo de todos as remessas e se esquiva como aquilo ijue destruiria, do mesmo gesto, iodo o sistema dos signos. Ele •- ao mesmo tempo dito c interdito por todos o* signos. A linguagem não é nem a proibição nem a transgressão, acopla-as sem fim uma à outru. Este ponto não « u l e , 6 sempre esquivado ou. o que il.i no mesmo, desde sempre inscrito naquilo H que deveria ou leria devido, seguindo nosso inuV&irutivcl c mortal desejo, escapar. Este ponto se reflete na (esta, no ponto d'água à cuja volta "os pés saltavam de alegria", quando " o prazer e o desejo, confundidos, laziam sentir-se juntos". A lesta mesma seria u Incesto mtimo, se alguma coifa semelhante — mesmo — pudesse ler lu«ar\ *e, tendo lugar, o incesto não devesse confirmai o intcitliio: atiles do interdito, nau é o incesto, interdito, so pode tornar-se incesto se reconhecer o interdito. Sempre se está aquém ou além do limite, da falta, da origem du sociedade, deste presente no qual simultaneamente o interdito se dá<ria) com a transgressão: < que (se) piivHit sempre e (contudo) jamais tem propriamente > lugar, f sempre rama w eu f i v e w cometido um incetto Assim, este nascimento da sociedade não í uma passagem, mas sim um ponto, um limite puro. fictício c instável, inacessível. Alcançá-lo è tc-lo atravessado. Nele se enceta e se difere a sociedade. A o começar, ela começa a degradar. O merídío pas-sa imediatamente para o norte de si mesmo. Transcendendo a nccessidude, a paixão engendra novas necessidades, que a corrompem por sua vez. A degradação põs-orlginárla c análoga à repetição pré-originária. A articulação, substituindo a paixão, restaura a ordem da necessidade. O tratado tem lugar de amor. Mal c ensaiada, a dança degenera. A lesta logo se torna guerra. E, já no ponto d'água: "Sobretudo ro bArbaron, que vivem de *en> rebanho*, prediam át hebedouri» romunt. ( rwnt m» t i n i * • hKlorin do» min *m>go> tempo* que foi nele* que começaram tanlo oi seus uauMloi como as m u querei»*'. t Vede a «templo de ambos no capitulo XXI do Otntiit. entre "ibu.ío e Abimetcc. * rtipeilo do poço do juramento". £ que o ponto <l'ngun está na fronteira da paiiflo c da necessidade da cultura e da terra A purexa ia igun reflete

o* ÍOfOC do amor; é "o puro criital iltu fvnica"; m « a água não c apenas a transparência do coração, lambera 6 o frescor: o eoipo «rcei.wia dela cm sua secura, o corpo da natuicza, o do» rebanho* c o do pastor bárbaro: "A água e" mais indispensável BOI homens d«i que o logo". Embora a cultura *e encete assim cm KU ponto de origem, nio deixa reconhecer nenhuma urdem linear, uuer sela lógica ou cronológica. Neste encetar, o que se inicia já está alterado, dando assim a volta paru aquém da origem. A {ala so se deixa ouvir no merídio ao se articular, ao se resinar por exprimir de novo a necessidade. Fia volta entôo ao norte ou, o que dá no mesmo, ao mcrfdio do meridio. O dia seguinte á fe*tu uisemelha-v Pm iodo detalhe A véspera, da testa, c o ponto de dança é apenas o limite inace«lvel díi sua diferença- O sul e o norte não sao territórios, mas lugares abstratos, que so aparecem ao se referirem a si mesmos a partir do outro. A língua, a paixão, a sociedade não são nem do norte nem du sul. Sáo o movimento de suplcmcntaricdudc pelo qual os pólos K Mihsiiiuem uUrrna-Jamrnn um p?|o outro: pelo qual o acento enceta-se na ankulaçfto, difcrc-sc ao se espaçar. A diferença local e Bpenas a diferencia entre o desejo c o prazer. Nao diz respeito apenas, portanto, a diversidade das línguas, não é apenas um critério da classificação das línguas, é a origem das línguas. Rousseuu nào o declara, mas no* vimo* que .-Ir n dcscrtvc. Que a escritura seja o outro nome desta diferencia, nao deixaremos agora de verificá-lo.

4. Do suplemento à fonte: a Teoria da Escritura

IfthcQittt ii iiii£uht c pcnctrçnio5 no tcxiono lugar onde a c&crüura c nomeada, analisada por cia mesma, Inscrita na teoria c colocada em perspectiva histórica. Os capítulos V, "Da escritura", c V I , "Sc é provável que Homero soubesse escrever*1, separados talvez um pouco artificialmente, estão entre os mais longos <Ío EJSOí, são em todo caso os mais longos dcpoii ílo capítulo sobre a formação dai línguas rocridio* riüis. Já evocamos os remunejumentos do capítulo sobre Homero: trata-se, então, de reconstituir ou manter a coerência da teoria contra um fato que parece ameaçá-la- Se o canto, o poema, o tpos são incompatíveis com a escritura» se nela correm risco de morte, como explicar a coexistência das duas craK? E que Homero soubesse escrever, que em todo caso

conhecesse a escritura, como testemunha o episódio de Bclcrofonte* na lUadàJ Rousscau leva cm conta o fato, mas,
|^ **VctQ-nie H * í l l l * *^W# t*> HpírH-> <lw¥ldp MJI *A i-t ltrMr*m V"*;-

íwa* («error. m*« mvtmo *H» «a • * * i p o c i « « « ^ i # . Enfrliinx-rn* w * t * u d f r l d * M * d o lofm*mi(U* ttmnui peta h u i ú n * 4t Ücttrvtoixtt. MU Jflj/ta" (çHP V)» Qeufud» depuí* t m R G I V d l i a n a t M i • menü* ü i i i t k da i f l i d i t o üt BrteKÍofr.»t Kiuiieiu IIüJ pioiu iiffcL.» nenhumi JO NU Mniida' qut « ftnien tr*tQ d t é M I I I M I t m Hamtre fottt uma cwui <fc«r*i da r n f l » . fttípcrofiu p a j u < « M f { i « m o Mbtr. i M*cifctn d* t i » «rdart» d> rr*4i« N * * » c j d t l * m f*n dt i i f m W i ç f l t i , o d n t j u i r u * "icvtH ptlo d i f i l o da ««rltitf» * A mulbei de FrotlOt, « dl*?u A c r l s , mffrtr* **i» dtKja furtam ita umr^i * •[« [«aurnlcnu^ flftto dv üaUtU*] t m aflWnt lurilvo^* N l o abunda t t i i o . «Ia i m » f i & icu nuricto: ' V o l o l c à n o n t . í*roftc*t M a t o matara aVkfoforilc. que i j i i i j n • unlr-tt «m i m o m » pUm. wflirij ã mlnhi víai&dc". O rei» r v f n w i u n d o o d t u | n dt A n f U » n*n m u rtifcur com tua p f ó p r j rrSa. Ouu çmcvít e» #tltrindo o *»*•*<«»«, t r * p i Cflft i u * m l * . " w t r « pU«u*iu & J * f r d u tubr* tt i m i m p u : i i i ( n auaulnra^ " V ^ i f f g ^ J c f l i FTUíH ptlKotonbt à LScIt. fMjUaiifl m i ***** "«lano* f m — x * " " "MLVTX ^ V Y í A J ' » * • Itfturt d t t u v n w n tfc<rit*| p m feltrarem.
« »*>tto «B P(«4fiv, (jst #t4fc* ftutira • LJcia, datará tfumffwmlv » d< Uni B * 1 U 0 K í U d O í dOl "UfeCOl" PLV iuá VCl. t k Ü m qu« M i r * i * ii diuhiLiiHi.

12»

URAMATOLOOIA

"obstinado cm [meus] paradoxo*", diz-se tentado a acusar os "compilador» de Homero". Nao escreveram eles esta história da escritura a posltriori, in traduzi ndo-a violentamente cm " p o n n n [tjuc] por muilii tempo per mui tece tom everilm somente na memória dos homens'*? "Nao somente se t n contram, no r « ( o da llíada, poucos rastros deita arte; mas ouso adiantar que toda a Odisséia não passa de um tecido de idiotices c besteiras que uma letra ou dum reduziriam a fumo, enquanto que, supondnv que estes heróis tenham Ignorado n escritura, torna-se este poema ruruuvcl c BHDM mais ou menos bem conduzido. Sc a llíada tivesse sido escrita, teria sido muito menos cantada." Assim, deve-se salvar a qualquer preço uma tese sem a qual toda a teoria da linguagem desmoronaria. O signo de obstinação que acabamos de assinalar no-lu mo*lr.i bem; c m i capítulos sobtv u escutura sao um momento decisivo do h i « í , Eles abordam, alem do mais, um dos raros lemas que, tratados no Essal. estejam ausente do segundo DUcurm; ausentes mesmo, enquanto temas articulados numa Modl organizada, de qualquer outro leito. f o r que Kouswau nunca completou nem publicou uma teoria da escritura? Por considcrur-se mau lingüista, como diz no seu projclu de prefácio? Por que u teoria du escritura í tijiomwinicmc dependente da teoria du lineimunti dacnvolVMl no / n u I-, •.!• ru.i ímw iU-sti. nuiu-ini. o'e iiruumeiito. lii/oiivtlmciile prvsumklo, nflo se tia com I»I» .mui i mai- manificativo? Ou ainda, será por que o Etsai devia ser um opèndice do segundo Discursa? Ou por que Rousscau, como diz no Emite, tem "vergonha" de falar desta ninharia que c a csviilurti? Por que vcr^film aqui? Q quç se deve ici investido na significação da escritura para ter-se vergonha de falar dela? de escrever -obre ela? de escrcvô-la? E por que ninharia, esta . i | - l,.,.lll ,1 l|U< V IClOIlhttCm M(ll.lh.:K .Hi , lll. . IH l.llt.lllllllte no EíIIJí. poderes t i o perigosos e mortais? Em todo caso, a importância desses dois capítulos, o esforço obstinado par consolidar uma teoria, a aslúcia laboriosa para desqualificar o interesse votado a escrituro, eis • igniM que nao podem ser negligenciados. Tal c a situação da cscrituia na história da metafísica; tema rebaixado, lateralizado. reprimido, deslocado, mas exercendo uma pressão mindu Bclciotonii iipw te 1 meat Mamo * Qww" Imenrlnl ou oi Ldimuot SOUo.oi. ama Df <ml>«<t4M N m um atilici. Aiv* «m iiu.w tua ítlhi MU luOr DiMKJfWI lm» o> w imien nlnt rtn - i € rnii>nh> MfltllH. ""•UtJilli Mia Ãnlo* *• Aula, n m l i II m i ^ b • (tifinilii 1 i i " .

OU «f*LfcMENTo A 1'QNrE; A TIORIA l>A MCM1URA

JJU

permanente c otxcdante a patlir do lugar onde permanece conôdo Tiaia-ac de riscai uma e*critura temida noi rasurar cia OkWN • presença do |>roprk> tia falo. A MFTArOHA ORIUINARU r.sta situação í rcfleikU pelo lugar do capitulo "Da c-vrilure" tio titai. Como vem Rouueau, • pailir daí, a construir efetivamente cuo teoria du ctcrlluia com u ajuda de ele* menu* tomado* de empréstimo? Ele o (a/ depois de dcscrtvcr a origem ún\ língua. Iruta-*- de um suplemento à origem das línguas. Este suplemento expõe precisamente Uma vjplit'cia adiliva, um suplemento da fala. Inseie-se 00 ponto cm que * linguagem começa h artlcular-se. i«o é. na«c de carecer-se a M mcuma, quando seu acento, matei nela da origem e da fmlxflo, apaga-sç sob cuu OUUQ marca de origem que c a iirliciilncau. Segundo Roussenu, a hiilorla da cscrliura t eíceivamentc a da articulação. O vlr-a-Kr-liogungcm do grilo 6 o movimento pelo qual I plenitude (alada começa a tontar-K o que cl« í pcnlcndo-sc, cucuvnndo-sc, qucbrflndn-K, artKulando-ie. O grito vocaHr-a-sc Começando a apagar a fala vogai. Ora, í bem no momento em que ><• traia de

«M'ii«:tr i",- :tp:iit<imcnui originai m dotyMnouiail, conoi
dn, falando /troprlqmtnlr, o (alado do (alar, u saber, o acento vocal, que Kmiurau introduz o seu capitulo MIIMW D escritura. R preciso tratar uu mciniu icnipo da conunantc — que t do norte — e da escritura. O capítulo "Da escritura" deve do ilUílo — este é o seu primeiro pmágrafo — evocar » obliie•ouhi do atento pela articulação eonwniiillica: apagamente I Mihiiiiuiçã" ao mesmo tempo. Deverão* reler aqui cuia MudoglO] "(JUCffl quci <|Uc UlUíH * I » 4 M • U pioilcHO U*i lm|uai U1T '«"niaimj i|iir. quariiu nuU K lomam inonUluntt a» voiet. mau «« •ouliiplicam *t conwwnet: e a.«e <M #«""<» que to « w m . »* uuQMidadei QUC «c ífualam, &ho supridos pm coaibtnacot* íranui>íCBH , novn. •iiiciilaton. Mo> t *tn>tnlc Com o puui do ictnpo Q"v <r tlfco (•>!'• i"<iilnnçi>. A meiHja ou* uricrm V necfnldadcv 1"r K (utnam compUio* o, i x ^ i i i i que >• difundem u l«tt*, n linguagem muda de «(Ster; uMiU-tC maii )u*L« B tn«Ww Htuiumsd»; "ibvitui o> trnunvrniix pelai ideiot; não laia mau m comcOo, ma* 1 ruko Por liso mesmo o aecnlQ ie (>ilngu«. • »iiUul»;*o « "r«Ddr: a Ungua IUIUíI-W "WU «•*!•, miii ilsra, nui limbcln maii ""xoia. m„i. «urda r ma» tci> F-.it proiKMo me pi-cce intü» "•MU* naiu.nl

330

OHAftJATOLUOlA

Ovtio melo de comparar m tiniíun e julgar *ua intÍBUidfcdt «oowra-WM «crirura. e na rada inverta d» ptrltiç&o dttt* art*. Qyafllo mat* gromira * t*crltura. ma» antiga A tingua" O pcogreaso du escritura è, portanto, um progresso natural E t um progresso da rarfo. o progresso como regressão é o devir da razío COTIO escritura. Por tjuc este perigoso progrmo í naturafl Sem dúvida, porque é ntct&sátiv. Mas iamt>ém porque a Neccssidadí opera, no interior da língua a da sociedade, segundo viai tf força* que pertencem ao • * udo de pura natureza* Esquema que já experimentamo*: é a necessidade c nlo a palsfio que lutatitui pela luz o calor, pela clareza o desejo, pela justeza a força, pelas idéia* o tcntimenlo, pela ra/ílo o coraçto. pela ariiculaç&n o acento. O natural, n que era inferior c anlerior a linguagem» age a postfriort na linguagem, opera nela depois da origem c nela provoca a decadência ou a regressão. Torna-se entAo o ullerior deitando a mflo no superior e arrastando-o para o Inferior, lal MTJU o tempo estranho, u indescritível iraçado da escritura, o movimento Ir represe ntôvcl de suas Torças c de suas •«UM Ora. cm que comislcm a iu&ttzt* o a txatHlào da linguagem, esta morudu da escritura? Antes do mais nada na pWh (xttdade, Uma linguagem Justa c exata deveria ser absolutamente unfvuca c própria: nflu-mciulórlca. A língua tÈQft* vt**c, pto-rcgrídc a medida qoc domina ou apaga em si a

flfnrg*
Isto 4, a sua origem. Pot» a linguagem à origloaiiaittfnle metafórica. Ela o è, segundo Rousicau. devido à sua mie, a paixão A metáfora c o traço que reporta a língua à *ua origem. A escritura seria, então, a ablitcraçAn desse traio, "Iraço* makrnoV' (cf. mais acima, pp. 243-61. f. portanto, aqui que se deve falar deste "Que a primeira linguagem wvc de ter figurada" (cap. 111), proposição que so c explicita no Etfw: "Como o* primeira motivo* que fiienm a homem falar furam [ünti^. as toai phmfirn* CJlpIctvita foram trçpov A linitiiayem tia»rnJa foi a primeirn a nawr, p •entido próprio foi anconirarki por último. 5o *e ikoom intuam at « Ma por %vu% i*r<Ud«iro» noron X *i uuando foram vUlaa ao!> Mn foimS vefdadeira. A principiofróS? i Talou 101 poeaia; to H irMúü de raciocinar muito kmpo Lkpott' Épica ou lihcaf relato ou canto, a fala arcaica é necé»* *ariarnentc poética. A poesia, primeira forma da literatura* é de essência metafórica. Asaim» Roustcau pertence, nfto poderia ser de outro modo e tal constatação é mais do que

DO M T ! l-MTHTO A r O N T t

A TEORIA ÜA I l U t U HA

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banal, li tr^UHrão que determina a escritura litcrárici a partir da f a l i presente no relato o u n o c a n t o ; a lircralidadc literária seria u m • c e n f l l t o suplementar l i x a n d o o u congelando u poema, re* prCM-ntundo a metáfora. O literário nJo teria nenhuma espei i h u i U d c , quando m u i t o A de um infeliz negativo d o poético. Apesar de tudo o que dissemos da urgência literária tal c o m o rio a viveu. Rou&scau está a vontade nesta tradição, T u d o o que M poderia denominar a modernidade literária faz empenho, ao e i m t r a r i o , c m marcar a especificidade litcrAriu contra a sujciçAo ao poético, Isto c. ao metafórico, uo que Kousicau mesmo analisa c o m o a linguagem espontânea Sc há u m a originalidade literária, o que sem duvida nao é c e r t o sem m a i s ela deve emancipar-st. s e n i o da metáfora, que a tradição também julgou rçdulível. pelo menos du espontaneidade selvagem da figura tal c o m o ela aparece na linguagem nOo•lltcrána, Esto proicato moderno pode « r triunfante o u . á maneira <k K a f k a , despojado de toda Huslo, desesperado • sem dúvida mais l ú c i d o ; u literatura que vive de ser f o r a de si, nas figuras de u n i u linguagem que de i n i c i o nfto é a sua, morreria u**im que r e c n l r n w em si na mio- mola tora. " D e u m a c u r t u ; *£ junto deste fogo que me aqueço durante esse triste Inverno*. A * m c l u f o r a i t è u uma das coisas que me fa/em desesperai d» escritura t S c h r c i h c n ) • • A escritura carecc de independência, ela depende da criada que acende o fogo, 00 gato que se aquece perto da caldeira, mesmo deste pobre h o m e m simples quo se aquece. Tudo Isso responde a funções autônomas d o t a d A i de leis próprias, apenas a eserí« fura nao extrai de si mesma nenhum socorro» nfto mora em u mesma» è ao mesmo tempo jogo e desespero 1 ' ( K a f k a , Diàrfa* 6 de dezembro de 1 9 2 1 ) . Quc a primeira linguagem teve de ser figurada 1 ': e m bora esta proposição náo seja própria de Rnusieau. embora ele posaa té-la encontrado c m V i c o J , e m b o r a a tenha nflo * Ali a tapftitlo At l»W. CHM4O MIS*. Hatnda if*nw«« "»«*a*uí# *«tUf|a Nieflrla" auto iifHUJo 4 trttteçSo f t i r n » dit />wi* 1 .**^LHA gpirrec earrlpáiT ânav o etfeio de W cai t»mfc> a,i uup*#\ «kauV. o*da rfl.| "SoJrtaiW* (roími tnh«inCT<id* ao varho «vrc*rr> íN, dut T > L Vim *J Vi nioipwnaao a otlnm da* Knumt im mimnlu ri» w i tpM •UMilQHfl ÜIAJ-^WIIIII apwtMi»<lh* aw nt primei* *» -**àt» rui»r» *•*•**• j< rntut; »t*t* m«mm r>t*»Hi»Mit Mmluwvim* **i<ã. » MMI utfjtm dj» Unpid» ' I \ í í « W -SWia. 1* 1». IW|. A diaiu^iit tW ixt>» tiftjuai rnir—JUIIUIL aarttfii A M I J ^ U HO i - t ^ i ^ Ai *V**m*u * "juadi I f t t H . «** i w n a aptnfao lairiP 4a fala « M U d» *J«UoniÉ ttOà o mormoio da lOlfia^iii f itft íjumn^Hn Cí*nf*f*&*>; "Tf** ripotStt O IlafuU Títfarr » >*K(HjiMeM*t ralada»; a) a piUmhí, frO •»mf** dl **4a ímwrul cn h n r m i • l " t * < M •enai cm fimía^, harlim raarfiiado pnvcn antrt » ii-TT.itiM.Lí* t i i " praaasti laàitua M i m I W I I mvda *tr«>4« dt ««iHit a ml» 1 LWIH •** >fftA\ t<xlc/W« Aa «vin oui pndun nonianlar 'iHo^tt mn* a* t*H'i' OHt i|iin— tlpicficar; hi a «pindi (innrv*ia O ^ i h k a t » hi-Ata» íoi <;ia a
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3J2

OKAMAIOIOOIA

. i p c t i j í mas « g u i s m e n t e lido em Condillttc uue ti tinha, n ã o apenas mas seguramente, (ornado de W j r b u r l o n . devemos sublinhar aqui • originalidade d u tuai. " E u t o u o p r i m e i r o , l u l v e c que v i u o K U alcance", d i z Rousscau de ( i i n d i l l u c . lembrando seus "coloquins cm piquen i q u e " , quando csic "trabalhava no F.vcui <w 1'imgine Uet conna/twicei huwnnts" iConfesmons, o. 3 4 7 ) . R o t i u e a u c i l a m a » p r ó x i m o de Condillac d o que de W a r h u r t n n . O Laai nur tt.i hUrogtyphet í sem dúvidn governado pelo lema de uma linguagem orlgfnarliiiiienic figurndii e inspirou, cnire outros artigo* du Fnrwliipfdia, o sobie u metáfora, um dos mais ricos. M a s , difcrenicmcnic de Viço, de Condlllnc' c de Riui-scau, W a r b u r i o n pensa que a metáfora originária "nAo vem e m absoluto, como se supõe geralmente, d o logo de u m a

li. ,•.•....„• 11.1.11,.,'. A :nii.ii.i,., o«vt>M •vfdtBMnmn l iroMuii di ooniv(\.H>' s. .1 puinciri metáfora nfto i i1-»
i » imifini •ullo «vi*. * ntiftlDiu, « dit«l(4» I.IBUBII; «itai Imaiffr a tio O I « ( K I nln<tral diila llnwa Imoiia. «H* (OI falida autuar»" iHn.vim ** mUi, O I Itfvtlft W i lltUu* liuimii*. (oftiMUa 4» Vn.lUAn f i u l n travara ri' - <» r - i ' » " " >"l» •IDIUIU f l u tvdim Pia- • •>» b>ln<>»>' i ' I, r. » ' l m Oulra puw: "katl rilnxli* ilniua «Io ft* fnnd.da <m iiatu, * » • a mtiurari -KIIIII aai maai; Ia um( llas*a lOUlimn» dl lni-«"i. .li. ImaMH «<I~M m miv.ii, * I I (i-niTnimavi m 'irra maiitiw H Bll ina-Mê***' d . I. « ••>". '">.. M pn«MantM o r«in< f ' d« uma t u m w dai llniuai • .k» • « - . fnaa-iranto-lo nu» Iara IH prlm-lroí pnim He MtAM paia*, iwt M M MiMUdMa MaM • Mil ninnia. tc*.uii m i » . •>"•!• mu mi ~ >> " - i n * HIHMM rrdllaat I «• *>i,<a*i(j * • <%an-naiiii *> ,< nona lnnna » i > i S r minaniii l.irwra raa-mim <ur Tnrailm «da > r m u • .4. da I I I I . O J ' I I . laVa d i « " x ~ . I. pp .'"-l»i - » •MMfli • «iinwm dt MM p—Jii aavAii M o UHIDL . «I #»if-~ " * •» ' C H M " i i n i m * Axmutqi, vunanfA >• •••-•-• •>*• Himav d * » » * r*n»« « "iiHaiisaaM rala*»" I I , I, • M, ni iMiln.au l i a m » i» < K-n-H.iy i ' Ai-idutmi"
mimnlulada ill.n-liii.mml. 11 •"•< •••num dia •OXHIIIKI >IIII , - , —M.II..I

v-a> a # i - ~ i p m n l r a a i •*>•»>, a n M nia»i> n u n i l i r a • • • i i i n <Ai i n u i w . lal Vld>, (0010 p4la R,*4,,(H4J1 ,Q pru^vian, ilk tirtjub M f i i r i n . . . . .

(oin> t tktuiluuii», a •aitani 4ii IM*u» * a dai • » " l i m o I I . I « l i ni«iff pcitit**. ,.p V. I 1. '...!",— hanw-i ib WuluEi. o. * ' » | l>... JIIIIII #ih.i i^ linui laiHtvin iiviai, ci| hununi/>*M HT [sfdn i m i piuii G o teu laiállr di.uio: "A linaua AH diuici Ia VIIIB líriáuh muda 1^4,11 -ttiiia ailliulaJa; • ltn#ia lindlia (ut, i a paiii uiiiVmli, i m pwli madi
. I iri., I.. . . 1. , | .1 1.. n. il.i, 11 .munir 11 IlUailÉfa, •!..'• 11 1

lainadi dr -Mp— a ftHoa" | l , I, a l l t , na <iaduitti da Oiaii H»fl. > CondlMui i«(«i<l»-,. -ai> u w i 1 .ai j u l ü i • naniMníU do •-»- • • < * • . 11*0 e Mtartl 1 1 - * , * • •>i.>. •»•>• •.abada uuuido 11(*lu n u Mloi o timi ••* In HUrottf^/m. induiMo do ln(Mi, do Si Wtatur• o n . o«ra i m o.uf ir r u m L|ii i l a M o o p l i l i n HUtôlK" 1 • eiudliln •<- IHIMIMBIO IHOI o d( W^WíIIOII IsdaOd, o u . u n " . » l n . i j . <oa» «nmu> Vs-i«

DIKI (nm wn»f qur ptntwa. como o iru 111101. <f.-r a iiícjiTro t«>r dt<d> •11 m i ( w d( * r miilm l|ii,>d> r aiulio mlafdiki Mlnhii nmpin- nllt\r<i lasMoi aii ha<ism íonaoDde > noui SIM • fciliui» lnKlaiir«'i' '•

' . i | ITIIII .In ;.,
UaiK ImA." l í a n

I . ,-.-(,. - M l . . .
XIII, ItA m - r . l j i i " . I

II... 11 M
St | H , p, 117).

'Hl .'• 1 lll.-i- I. .

( u i m a i l i p(l>

-inaH, diiulini por oiuit pimiiui» — imnif. 1 infanta du ' I I I I
wiena IIM d.iii-i 11I i l i u n h i i i ' A .-!..!, i-nViumiius

Si. Waiawrloni tuiaf da I H abra ludn u aut dum iiihn a u aBuau, ua

4. P. 1*5. "Podc.ic dim 14 1 •cnclbinta letooniM Al inuiai oa ciiatlttn da (Uiiliiia IkiuIUi: ( 4ul, 1MU1 ola> muiai piudaJiiafli o mAildft .bnviido d u IIUBI alISMUIu, ío irrimi 1M0. -an tomai Ibtli COntDH * mili i l m i m o ttHouno, a HmaSiBaça i*adi.>iu a naillnii nir «Io d ma» do «1* ™o» Mmtiiuan • • UDianlB PMOI. I'OII « anmfi», ItiBIrtím •••in- >b M I i i j i i u . a-aKtliHv «~»,i ">»«•• [iiimlJn'i da .11 • 1 M I » I I I > —

D HTllMtVI" - PM1I A ILORIA D rilHIIIJHA O A

JJJ

IrnguluHm de iiguo pari Rouwcnu, ele • reduv para (Vn-

rica, é ponnw nàn c canttidii. mas agida. Segundo Warhurion. raí*a-« put uma transição continua da linguagem de acao i linguagem de fala. F«a *crâ também a tese de Condillac. HouMcau é. portanto, a ilnlco a marcar uma ruptura abiolula entre ,i língua de ação ou língua da nccewidadc c a (ala ou língua, da paixão. Sem criticá-lo diretamente nettc ponto, opoc-sc desta mimei™ a Condilluc. Para cite, "u fala, sucedendo a linguagem de açflo, conwrvou o *cu carâier. Fira nova maneira de comunicar nouo* pemamenton não podia •cr imaginada n nftn «cr «thr» o modelo da primeira. Aiutim, para ocupar o lugar do» movimento* violento* dei corpo, a •01 elevou-« c nbai*ou-*c por intervalo* muito «nslvci*" (II, I, I I , | l i ) . E*la analogia c cMa continuidade são incomralivcis com a* te*c* de Rou**csu quanto à formação da* Ungua* c quanto A* diferença* locai*. Ititilo para C"ondilUc eomo pnra Rou**cau, o nurte convida sem ih'ivida t pieenlo, u exatidão e a racionalidade. Ma* por razoe* Inversa»; o dbtuncmmcnlo da origem aumenta n influencia da

mlliic. dewfc que tudu começa icguodo cate pela linguagem de neto. continuada nu fila: "A prcclaflo do estilo fui 00> iihi-ciilii muito iu*i" cedo entre o* povo* do norte. Por um clcilu do seu temperamento frio e flcumatíco. ubundonaram muli facilmente tudo o que citava mareado pela linguagem de ação. Em ouiioa lupiev, ui influencia* d o t a munriru de comunicar o i nenumentos conwrvaram-nc por multo tempo. Morno hofe. na* parte* meridionai* da Aiin. o ploonaimo c vaio com., uma elegância do diicuno. S 67. Q calilo. na wa «rigem, foi poético. . . " (p. 149). A posição de Condillac t mal* difícil de luitentar. Ela deva conciliar a origem poética (RlrtlHcall) e a origem prática (Warhurton). Sobre a trama de*U* dificuldade* e deitai diferençai, a intenção de Rnuaacau pfecfta-tc. A hiltória dirigc-*e para o norte divlartciando-rt da origem. Mui, cn-luanio pura Condillac No) dtstatKUuntnto legue uma linha 'implei, teta e continua, cia recomluz para ele aquém da origem, em direção ao nfto-metufóríco, cm direção à língua das nccesiidadc* e à linguagem de açlo M i ir—ml-— *• —•' '•**'•• •*'"••••" " " • ' <" "• " • « M i n»»> l, rp. iO(M "lil • • nlicin tiidnnnii d_ ni.tn*> t)«.mtu. uuc ulo p » "(•wluumVw, M W imieommnw V ••>«. O.. Uv~ < wnn im.i(„Kk r--"i«. H O Miita dia liiri™™ di UtitC' imlmia cki Mnluai iiimpUltlo ««Mc In» • """In flfumíilta. 4«™niu»-ii -".li ».»..- O "•• O ™ » n |fldi uimu ™ INIBIR „ H„ oiito mu "*" P ú * JM'M( V» ii« ll0iin AiTif, • .IIíP 4nic ^«i.iifin dlltian"" p».«i-« IIHMIH"' »"* * mtwtc*» • dc»J* a
" ' " " I I I I I I L « Mo I 'Mulhi. . A í"M'«» di> hoif>m «nw >mo>. i r v1i i li", » u n» O I C H H I i n* I M O I " » . m* n,> •iiluátW t IKI •'"••haata, U M I l ' "•'• •- M I » —,™tJ~*«. • " • a H t « * i t «m i.«in> • •«»nu" < vl i l«l-l*7i

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IIM.>MI nu

I-.IA

Apesar de todos os empréuimus. de iodas as convergi ntlaa. u sistema do Lnai permanece, pois. original. A despeito de lodav ** dificuldade», nele é mantida u cesuia eolfe u geilo e a M a , a neccmtltladc e • paixlo: "Jtdto-**. pwlanlo, vier «uc u- nri entidade- diluíam m prime iigi p i l o ) c flUC nu piiiitct iiinintaíiin a* printinii v ozii. «roncando oi faro* com OBW ncvti dMiuxoct ial"C7 fone wetuo raciocina' •Obra a Ufiicrn d » llniiun. di nuiieiu totalmente dlvtlM da muni» Ul a rmimfolii O penio dai lininii» orMlUis, •• maii anliaai «ue • inl-^iiKHH ilrunanlv a h*n lula mania • mm. hn didáliti pela qual iiiiamnanioi • nia iwmpoi^So fcuai Ifnto» nuda têm de metódico * raciocinado; >ao viva» e Hguiada? A luituaicm doi plimeilu* liornrn* í-rn" anrcientaila como llniiua» de líeómeita» r vtmoi que foram llnguai de poeta-' A dialincftn cnlrc a ncccaaidadc o a pulifio não i c juiti(icu, cm illtlniii Inttnnciu, a n l o wr pelo conceito de "puni iiatiitr/.i" A Neccwdude funcional de*te concclto-limlte e dota flcçio jurídica aparece lumbém desie ponio de vista, Pois o predicado essencial do citado de pura nuiurc;fu c a áispmio: c a cultura c sempre o efeito da aproximação, da proximidade, da prettnçu própria. Ora, n necessidade, quer •c munifcile de talo ariiea ou drpols da paixOu, iiiunicm, prolonga ou repele a díapcruan original. Enquanto tal, e nu iiK.lkl.i cm que n l o ruucc de uma paixlo anterior que a modifique, ela é pura força de dispersão. "AMIOI ler* .ir M I NSII M começou raciocinando m » ••n •Indo. Hr«itnth><«> que oi Domam Inventaram • fala o-m ««prlmlr • i luai naraiMdadn; sou opinião ina paios Inaudcaiivtl ü elelio ukn.il il.-i prinicuai neittiidadci foi Mparar O> homem e nlo aprutiiiii loi Atum era prédio, porá que a eip&ic vinte a eipandir >c. c rapidamente a Tora a povoar-ac; atm i«o o gênero humano •• teria amontoado num canto do mundo c permaneceria dtKilo (Odo o retro" Se "ludo i»lo nao í indistintamente verdadeiro", è porque a necessidade, estruturalmente anterior â paixão, pode icniprc succdcr-lhc de falo. Ma* iruia-K upciui» de um falo, de uma eventualidade empírica? Se o principio de dispersão continua agindo, Imla-se de um acidente, ou de um resíduo? Nu verdade, u necessidade í necessária para explicar a vcapera de umu sociedade, o que precede a lua conitltuiçúo, mas é indispensável pura dar conta du extensão da sociedude. Sem necessidade, a força de presença e de atração pg-iriu livremente, a constituição seria uma ctmccnir;içã«i •tátolula. Comprrendri-ar-ia como a locicdade IOMHIC ,I diiiwraao t l í o

DO •UFUMMtTO * FONll! * 1 K » M * DA LSIUITUIIA

J**

Mi explicaria Hiais qUE t i a W distribua v *c diferencie n o espaço. A extensão du socictude, i | i u pode efetivamente resultar n., deslocai uo d o " p o v o r e u n i d o " , n e m por isso deixa de conirlbuif para a i i r j f i w i i u c d o . M i a a diferenciação e a d l v b í l » uiginJca» d o c o r p o i o d a i . N o Contrato Social, n» dlmensoe» ideai* da cidade, que não deve ter nem demasiado pequena nem demasiada grande, exigem uma verta cxlcn»*» c nota certa dislunciu entre < * cidadão*. A d e p e n d o , c o m o lei d o espaçamento, è portanto N mesmo tempo a pura n a t u r c M . o principio de vldn ,• o principio de morte da sociedade. A u t m . embora a origem metafórica da linguagem hc analise c o m o u uanwendeneiu da necessidade pela paixuo, o prlncf. pio de dispersão fiaft lhe é estranho. Rousschu n ã o pode. c o m efeito, c o m o fazem W a r b u r t o n • < 'oiulillac, alegar a continuidade du linguugern de «uns c da linguagem de ação que m n ratinha cm "concepções grosseira»". Klc deve explicar I n d o pela c M r u l u i » d a p a i x ã o e d u ufelivldndc. Ele dc*rnibui.>ç»-sc laboriosamente n u m resumo m u i t o denso r m u i t o c o m p l e t o , sob a ma npaiéncili. O u a l c o K u p o n t o d e p a n i d u nctte K g u n d o p u n i g i u f o d o i c r c e l i o capitulo? Nao a dificuldade de dar conta da mctalora pela pulx.V>; a teus olho» u coisa c óbvia. M a » u dificuldade de f u r e i .»c>il « « idéia, c o m « ' c i t o surpreendente, de unia linguagem primilivumenle figurado. | \ « * n bom t e m o ' c a boa rriârku. que e»tao de a c o r d o c m c o m i d e r a r a mclAfnra c o m » u m i l * « colocumcntri de estilo, nao exigem que i c proceda d o HOthJo p r ó p r i o paru constituir o paru definir a figura? Rsta n l o é u m « transferência d o sentido próprio? um t r a n i p u r t e ? N 3 o c aa>ira que a definiam os icóricos du retórica conhecido* de K o u u e a u ? N l o t esta a definição dada pelu F n r i , In/iWiffl "* * A raltua l i s t r a * m p i i w i o<iv MapA» biii<a< umt. i>tna« j-> lilW „ » I « I (,-KiU • ''»n"il,' lume ">""H "I *»*•> d( "***»t H""1'^1>' •*• *in4* o " » , "iiaurtii-iio* * « t tiv iHii.mi-. •< . i p i i w i » »•>•• » - v • " • i « «MM». n0< - I . t«al*"H • i - l « " , •'•í->4.i|t a Sai» * i « u " °UW» **>alt« <^> o> v a U i o ""•> ti-" •>" ••mio m a l > • •> mamo <*« • n i i s l . - . <n. a - i > 1 U Í I A | ( l k A , S I . IIHI1VI " ' i a» o Si. OU M.F.III mn. I i f . i . !•<• IIUBI ir irintniiiu, nu «ulm n>>n, • <«nll>>Ml<> ptopata d* adi »"m; nu ,>(ffftn> iimi òa • « pUiirai • IIIDI »<•<% -»nif.icio. v-< "• . iii.Mm iniwn* im """ul» dt "(m i»in(«>.«ii aur a n i i » ••nlilia llmi ul»>n l i a i * m n "ntiiid" n-iH|,"t,» p><u> • n> «4iilf(«<V> ptApiU, • muni. U M I I „ I . UIH M f> « i — . M . .11 ••blilw i«u ,«fivfisi«(> « • • lota <ai» o M-«Io M p r o j<,u p i l - , , , . c o t™ . * . ,.ini|>.i. i . . ««I"IMI> "iix.ln . u M i MnUia •> f l i i i i . •_" " • ! nji< ««• u k l » i u . ,ei«a« .." f lon" k"*». nr.,.1». 6e Hmwit: Oi"l I W P I H I X M I cuiiiifiitm • ic • i Muiali por • ! irf" Co*ci polido; • toalmo «•• «i» pe»l»«l, por *>^«pla, • ' ,",",.1 ' " i m p l i dl IMíú/UM c «••••o|t»4.- • « imnoi niti"b<; IDH "-«•JI Btn H"i aliunii pvi>> úc um> <*> Hll* p t r l m i a i * O a i m d* M I a *"-»tri" *• >A|UI nSr> pnK k i ••!• mnto a i mnlfon • < " I M I W « * I I « '"** • f p u i l i n t íiiiitilt.% dl ncii^i aiamlIHn M dWnauli O Vininlv p('«*u •'" - i " H " lituiM». • tn iNtlan», n t n n («idtpwH. du <W»n .

•n.

I I \M*M>UKHA

Cra, jmra repetir u jorro primeiro da meta for**, R o u w a u nao parte nem <lu bom * n * o nem da retórica, N i o ic dá disj\i?içík> d o «entido próprio. E deve, |n«alando**c num lugar anterior a teoria e *o *cn*o comum ouc *e dflo n po* •ihllidade cifflmiiulda daquilo que onerem dcdurlr, moílrar -001 OOmO *hi> pomívci* (anta 0 HMO comum quanto a c i i n via wriMmtg, T l l Ci pclu mclHK, irU protelo t u mirada orlgimil da ma p*fcoljn#(lblfc* düA puixte». M.i*. ape^ir da «mi micny>» c de multa* apofttncta, ele lamMiti p j M , oono w t i i K W i &» M i i t f f próprio* E */* W H « r*w p o / f w 0 próprio d*v* estar tanjo tia i^wm COm0 HO /<"' Numa palam», etc d * A *xpm>iÚÀ> dar «WtOpdff uma propriedade que i»w«tt perder» dt*dc A m i j e m , nji J r V y u i d o í/or i f f r / r m . Fj» a dificuldade e o principio do noluçOo; " O í I * ptti^Mo çut aqui i> Wlf<" *n* rfíkri t ptWMHfi Q no O uma c-pnnUo codf m fi|ru'Hda uai* a< i«r um m i Mo prAprto. po** 4 íPüian n« irantUcflu ào ttuado <ju? cnnnlMf • flfHA CGftíOfÜO] milfc. píf* eniMdM-m#, 4 predao hiihtiiiub * p*lavr* aar H*n*pon>o* pel* idtia <iut A JMUJO no* iptttcota; pck |d H iram. pocio ai P*1MVM* pnruu* UroWm t ( iram^Vm |1 M t ; ilc Otftflft MOdOi a li agmurem íifur*l* oml* rijnJflãam" lc*i|*. III l A metáfora deve. poto, ter entendida como pmcviio da ideia ou do sentido (do nijmiflcado. *c »c qulicr) jmlc) di" O tc7 Cofflo jogo de »|gtilí*camc*. A idéin c o nentldo flijinificado, 0 que a palavra exprime. Ma* 6 também um *l#no da coina, uma repreKJitiivlo do objeto no meu ttpfrirn. Hnlím, esta iopre*cn<açjlo d o objeto, significando o i>bjçio c nignlflcad» i-J.t paltvio ou pelo Mpllivantc lingujillcu <m geral, pode lambem índirefamenu* dignificar u m ateio ou uma pflilili í Mfcfc jogo da nléia representativa <quc £ Mgfllflcnnic OU Mpn i do iMUDüto t«í ou qual rcJrtfAo) que K o u w u t i nkija i sul explicação. Ante* de dci^^if-W prender em iljuioi. verbais a metáfora c a reJacAo de dfBlflotflH a tJgoHtooO Ql ordem da* idéia^ o d l l OOMM MfUBdO 0 <|ue ata a idéia àqudo qdc ela i u idéia, íiito é, j í o i l c n o reprewnWívu, Fnifla < *civ > (Ido próprio acfjt a r c l M " da idéin ao tíciu que d a á f p r b t f 1 | a hhufeqtitfâo Ja títuí^ut^òo (a mclAforal que riprttrte mfifÊrlêt^ÊÊUê a puixflo. Sc 0 medo me Ia/ ver ^ a i u e v onde ha apenas bOQMM 0 M f l l W f t W — como kJéia do otijcki -*• *eM metafórico, mas o »ignijicame de minha puixao wrA próprio. L, i*e cBaíef c a ü o "eu vejo gifrmic*" wtfl fabí d e s i f na^ío teft uma cxprcA«Ao própria do meu medo. poi* com cfcJlo vejo gigantet, c há aí uma vcrdude certa, a de um OOgUo leniível, amUoga à que iVhcartea analiia nas Ktxulat*

DO iUPLUMLttTU A lONra. A TIORIA DA KlCRlTUAA

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fcnomcnoJogicamcnic» a propusicflo " e u vçjo a m a r e l o " é irrecu»ívcl t o e r r o «S * c torna powível n o j u í z o " o m u n d o é C o n t u d o , o uuc tnlcrpretamo* c o m o c t p r o t i t o própria na percepção c na dcalgnaçAo d o * gigante* permanece u m a mç Ia fora que- nada precedeu nem na c*pert£rKtji nem nu linguagem. N f l o d ú p c m u i n d o u fala a referencia a u m objeto, 0 l i i i u de " g i g a n t e " ter p r ó p r i o c o m o aigno d o medo nfio i m p e i l * , a o c o n t r á r i o . Implica que « | n i m p r ó p i í o ou metafórico c o m o i l g n o d o objeto. NAo pode **r a idéiu-aigno d a puixuo. 1 n i o ter dtimiu-tc c o m o idc^u-iigno da c a m a pre1 Ptimulii dcMa p u u u o f abrindo \i\\\ olho Mihrç; o l o r j i , \:^\\\ abertura dá p a u a g e m a uma metáfora aclvngem. Nenhum acntido p r ó p r i o a precede. N e n h u m rclor a vlgin, D c v o a e portanto voltar ao afeto u i b j c t i v o . nubatltuir pela o r d e m f e r i o u * nológica d a i paixòe* a o r d e m objetiva d a i dcMgmtçoca, pela cxpreaaftn a m d l c u ç l o , para compreender o j o r r o da m e l i í ü f i 0 i p o u l b l l i d i u l c w l w i g c i i i 1I.1 i r a i u l j ^ f i o À objcçAo da prioridade d o nentido prbpna* R o u w u u CM< ponde a u . m , com um e x e m p l o : "Um hotiicM Klviiisfín. GiKonlianüo OUMtt iti-tc-á infelauiMiite AKMUIUíKIO O **u pavor o lera feito >tr c**c* homctu malori* f mui. fone* do aut tia mtamo; a lhe* ttrá dado o noma de utoantit Denota de nvailai experiência*, cera reconhecido que. nAo vndo cwx* pUMOaoi | l | * a i e i nem malorei nem mim foi te* do que ele, a ma fMutuia ttmvuihn tm utiilu A liWU que inHlulmenlt ILIUIM à pjiluNi-& i k ^ y i i M r tnv*ni.ari, poli. um ouiro nomr» romum a «Ia* a A ela. tal conw por eaemplo o nome de homem, e rttervaré o de |í>a*r# «o objcio falto que o Imprewonnri durante a uia Ihiiha Kit como ii palatr* fiaoidüa n*K« tflUe da palavra r*opria t quando a p a l i t o nua faaclna oa olho*, t a prlrruira idtia QIM ala no* obrava filo 4 a da verdade. 0 qiia eu rti**e doa palavra* t do* nome* ap I ui> díUukJudc ao lui n«lo de frn*V* MoMr*nri»-*e prlmrir 11 o f t r t t t i J i wia pauAo, a llnfitapim q w I M correifkoeujii lainbhn a primtira a atr invtalada; lornoii-a* mu» larda jiaMaiork», guando o eiplrlto vicUredoV monhecendo o teu prlmalr» atro. *o cmprtfou *ua* cftprvuòet paia a* oiaanoa paUoa» que at haviam rrnduilúo". J O iVuoi d c w r e v c i na^im. uo mc^mo (empo o advento dti mcláforu e .i sun r t t o m i i d i i " , i f i l o " na i c i o i k n . P o r m m o . a. Ni«» ivfnft « *' » «Ji HAP*«í*M d aaaia *«««»»• lüHrpiti*-™ * i i m<tm* coma t«u iwittttiKaa ai «atum»- O. «nndut. «iuf ki» aatanki nio l o i «apjnjm nuitm. éHh S*HK* • tutu*tf* mt* <tit»ti4t Kiniim hino. nA.
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lubtiliufra fvt tttâ) "Diaa 4 M e lmpM*fv«l au« oi iet*ot «nUdu* no. «PIA t>tm> pMt X üwint v i f j ^ i wf u *»'mt« * i|f« Hfiuiitot+k> d i a l i ca ai*cii > OiniH p#r o Mram f^naatldo. mat ihdctot por ttrtm prtttadldo «ia "tu llllaat aua lit^taut Mlbn auüat iaMfvt%i ínttni H*n f n . n i "í*í»i Hfiunitit ,v "»*i* uiuaifliL m» ala iratlmii nutwt I U ( « N "

33»

<>MAMAfOH.K<lA

só se pode falar da metáfora como figura de estilo, como iccmea ou procedimento de linguagem, por uma espécie de analogia, de volta c de repetição do discurso; percorre-se então por decisão o deslocamento inicial, o que exprimiu propriamente a paixão. Ou antes, o representante da paixão: nao c o terror mesmo que a palavra gigante exprime própria* mente — e i necessária uma nova diMínçfto quv çnççiana .ité mesmo o próprio c"a expressão — mas sim "a idéia que a paixão nos apresenta**, A idcía "gigante*4 c, ao mesmo (empo, o stgno próprio do representante da paixão, o signo metafórico do objeto (homem) c o signo metafórico do afeto (terror). Este signo c metafórico porque falso no que dii re*peito ao objeto; c metafórico porque 6 indireto no que diz respeito ao afeto; é signo de signo, nao exprime a emoção a nao ser através de um outro signo, atrais do representante do terror, a saber, o signo fatea. Não representa propriamente o afeto, a não ser representando um falso representante. A seguir, o retor ou o escritor podem reproduzir e calcular esta operação. O intervalo desta repetição separa a selvajaria da civilidade; separa-as na história da metáfora. Naturalmente, esta selvajaria e esta civilidade relacionam-se no interior do estado de sociedade aberto pela paixão e pelas primeiras figuras. O "espírito esclarecido", isto é. a clareza sem calor da razão, voltada para o norte c arrastando o cadáver da origem, pode então. Lendo reconhecido *'scu primeiro erro", manrjar as metáforas como tais, referindo-a* ao que ele sahc ser seu sentido próprio c verdadeiro, No merklio da linguagem, o espirito apaixonado estava preso na metáfora; poeta sem relação com o mundo a não ser no estilo da imprepriedade. O raciocinador. o escritor calculador, o gramático organizam sabiamente, friamente* os efeitos da tmpropriedade do estilo. Mas cumpre também retornar estas relações: o poeta tem uma relação de verdade e de propriedade com o que exprime, mantém-se no mais próximo da sua paixão* Nao atingindo a verdade do objeto, cie se diz plenamente c refere autenticamente a origem da sua fala* O retor acede A verdade objetiva, denuncia o erro, trata as paixões, mas Isso porque perdeu a verdade viva da origem. Assim, embora aparentemente afirmando que a primeira linguagem foi figurada, Rousseau mantém o próprio: como Qrquia e como tetos. Na origem, uma vez que a idéia primeira da paixão, seu primeiro representante, é propriamente exprimida No fim, porque o espirito esclarecido fixa o sentido próprio. Ele o faz então por urn processo de conhecimento

DO

nrUMEMiu A FONTE A TEORIA I»A tstanuKA

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e ffH ffTVWj àe verdade. Tcr-vc-a observado que, em última análise* i também nesses termos que Rousscau trata o problema. Nísw, é sustentado por toda uma filosofia ingênua da K3éia-signo. 2, O exemplo do terror deve-sc ao acaio? A origem metafórica da linguagem nio nüs conduz necessariamente u uma «tuaçlo de ümeaça. de aflição c de «rrclíçào, a uma solidão arcaica, à angústia da dispersa^? O medo absoluto serift então o primeiro encontro do outro como outro: como outro cm relação a mim c como outro cm relação a & mesmo. Só posso responder a amçaça do outro como outro (cm rela* çào a mim) iranfctomiandjtró cm outro (cm relação u ü mcv mo), altefândo-a na minha Imaginação, mi meu medo ou no meu desejo. "Um homem selvagem, encontrando outro*, tcr**e-á inicioimtttte aterrorizado.** O terror seria catâo a primeira paixão, a face de erro da piedade de que falávamos acirna* A piedade c a força de aproximação e de presença. 0 terror cuaría ainda voltado para a situação imediatamente anterior du pura natureza cflmu diipenrfo; o ouirü fi Mfc-tefmthte encontrado à distância. 6 preciso vencer a separação e o medo para abordá-lo como um próximo. De longe, ele t imensamente grande, como um senhor c uma força ameaçadora. E a experiência do homtm pequeno c infans* Ek 56 começa a falar a partir destas percepções dcCormadoros c naturalmente uumcntadonu", Et como a força de dispetsão nau é nunca reduzida, u fonte de terror compõe sempre com o seu contrário. A influência reconhecida de CondiÜac também faz pensar que o exemplo do terror nfio é gratuito. Angústia e repítiçào, tal c. segundo o Euaí &ur rori^ine de$ conrudssmtcts hu*nainest a dupla raiz da linguagem» Mas da linguagem de açfto. Que a linguagem tenha sido dada aos homens por Deus não proíbe interrogar a sua origem
T A * t f *# r K R r d v i « l ' 4 i m « * u m « f t f u 4t Vlc»; "O» ( o r i t v t f t n «i^oa* ^ 1 * oOnfUMm * c+Mncia i m i * üAI fttnAit, dWliW» P* « * •»•*«"*c*nlito. d* H t t j l t n i rr***** i k * vcinulro* V w n s tocapuet dt »MITKIT «* tormi* r *t p r A P l t f i 4 M dín lUjMK*; i t r í i m tft I f f V H M > * I dt v*niaf tCnunl • tOgM m itidtrlduni d , f-^^^* ftftifQf P I feiKt t i r 4Uf « r i a Pírtoi « ' U i w ™">H<M HA ifulor *-*•! . I i f l M M « I t i ( n T # m r t ^ wràlnK* mtlKlOhtr »mi JltpüV^iiT par* M i w d u e r >>»•»* a ^ n u r m . *tn w*i#+ U r l m m i i l J M l n . »* i n u f t n t dit* C4f»im ptrtfculpfvi Atfun r & i r v l AflildUlfl n f*FlrN" liutnáno» q i * 4 tititiiTtM levt v> t*tiniu>t v h i (*Kvnw4*d n *taUdn pilo i f b v dm Kfllldni; Affl fA nulo DW i 4*11*03 pir» m o t u u (»fe 0 q i « deve ft \uh waitti *J«»Qc arrtnj,: «mpn^ai * lffk*fjn«çlu ptr« cuptAdrcvr » l m * * t m 1 mi<ui*rc*. É mm d i v i d i rí< éHC ff<#, a a l n o» poemt g r t | M - - e unri¥ni THrç c« pOfUi l i t A j t ^-. w iiMgcnt «ut it0Tff«niiim M dtutt* « <4 hcr^ji >d •atnfft mh*r*n do a i - •• M irT**vatUn <>\ lldmtnt L F WlA0ft TPlIafftn1 M i t m p n H i l M r i H r ttconw^m o <Unn da hJHOrl^ í H atitKOt t aiiidrm * " * |Jo utniBéM o r * i F i f r i ^ . Jnwt CrtMO « • V l i p m M H U K t •• i i l i i n

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natural por m e i o dc uma (icvão filokifica Q U í informe sobre u essência di> t j u í ataim l o i recebido. fJao hasta " a u m f i l ó sofo dizer que uma coisa f u i feita por vias extraordinária*". E " w u dever c l p l i c a r c o m o cia leria p o d i d o fazer-se p o r meios naturais" É cntflo n hipflteic do» d u a s í r i a n ç i i s p e r d i da* no d c w r m depoU do dilúvio, "sem conhecerem o UM» de nenhum s i g n o " * . C r a , çsias úu&a criança* só t o m e ç a i a m a (alar n o m o m e n t o d o l e n o r : para pedir socorro. M a s a l i n guagem iiiin começa na angústia p u r a . ou antes, a angústia só se significa na repetição. Que aqui se denomina imitação c *c mantém enire a percepção e a reflexão. Re»»alie.mo-lo: ' A t u m . arcna> pelo itviinto, « " « hwncn* pediam-* t piauV * I » - M socorro Dígo aventa fio irxmio. ot"* • i t l l e ü o siadi n i o poJi> ler parte n«H>. Ümii não diíia: dív» agiitu-mt ilci'" "«u r i 1 * pura Jv-lht a fonhee*' o aue W* / areraário. • pura t*l*Jv lOforrcr-mt' nem o oulro: Ví/U JOT »'"< owviwrf^fcn •> fl«f ri!» V " . 'ou iaiiiiazé'l<>. nus amboi ninam i m ci>nV*>Uí*iK'iii J J n c i f " ( J j i l r qua " ü i " •»" " i c i n«ip(iiiha. ijucin, f o i « í m p i o , via um luto» on.K Uniu íido i i f r ' f i ' l r ' * " * * . i">im\a O' I t i l u i * movimento* uu< «rum I K •icnUt do flwoi pura advertir n OUIIO a f i o *e t»p<>r ao perigo q i « ele navi» ec-indi»'* 3 . O trabalho que p r o d u z o nome c o m u m supõe, c o m o Iodo trabalho, o resfriamento c o dtslacumento da paixão. O nom? ó> xiganti «J» p o j e ser substituído i<clo immc c o m u m adequado thomrni) depoi* dc apaziguado o pavor c reconhecido o e r r o . C o m essi iraPalho, aumentam o n ú m e r o e a extensão dos nomes comuns. C o m isso, fl listai comunica-se estreitamente c o m o segundo Düeurm: o* primeiros substantivos níio foram nomes comuns, mas sim nome* próprios. O p r ó p r i o absoluto eslá efetivamente na o r i g e m : uni signo puru
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cada coriâ, um representante para cada paixão é o momento cm que, quanto mais limitados silo os conhecimentos mais extenso e o léxico ". Mas isto só c verdade com respeito aos ciitegorcmn», o que deveria suscitar mais de uma dificulda'Jc lógica e lingüística Pois o substantivo como nome próprio nSo e o primeiríssimo estudo da língua. N i o está sozinho na língua. J J representa uma articularão e uma "divisão do díieurso". Não que. à maneira de Viço, Rousseau raça nascer 0 nome quase por último, depois das onomatopéias, (Ias intrijeições. dos preiiomes, dos pronomes, dos artigos, mas :intcs dos verbos. O nome nfio pode aparecer sem o verbo. Depois de uma primeira etapa, durante a qual o discurso é 1 ml í viso. c:iú:i palavra lendo " o senlido <!e uniu proposição inteira", o nome surge simultaneamente ao verbo. E a primeira cisão interna da proposição que abre o discurso. Neste momento, de nome só ha o próprio, de modo verbal só o infinltívo, de tempo só o prcttnte: "Ouando eles começaram a distinguir o Sujeito do atribulo, e o verbo do nome. u que não (Aí um medíocre esforço de engenho, M substantivos não •oram inicialmente mais do que outros tantos nomes próprios, o infioilivo" foi o único tempo dos verbos e com respeito aos adjetivos a sua noção deve ter-se desenvolvido com muita dificuldade, porque todo adjetivo e uma palavra abstraia, c as abstrações sito Operações penosa* e pouco naturais" (p. 140). Esta correlação do nome próprio c do ínfirütivo presente nos interessa. Abandonam-se, pois, o presente c o próprio no mesmo movimento; aquele que, discernindo o sujeito do seu verbo — c mais tarde do seu atributo — supre o nome ptópno pelo nome comum c pelo pronome — pessoal ou relativo — instrui a e t m i B c H l o num sistema cc diferenças e substitui pelos tempos o presente impessoal do infinilivo Antes dessa diferenciação, o momento das língua» "ignorando a divisão do discurso" corresponde a estn época suspensa entre o estado de natureza e o estado ile sociedade: Época das língua' naturais do pncuma, do (empo sJu Ilha de
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Sitini-Hicrrc. dn fcitu a volta d., ponto d'igua. Entre i prél i i v n v i i i -• ' >'.i(.i-ii"li linguiMtca iiulnuriirulii it ilivj. n> <!, dUcurto, Roumau tenta rc-apreendcr uma c«p*cie de pauta Iclii. o InitantAneu de uiti» linguagem ptenu. u Imagem f i lando o que n l o foi muii do que um ponto de puro pauta, gem: uma linguagem K m diacurao, uma lata w m fia*c. Mm

sintiue, u m panei, nem gramática, uma língua do pura *fu-.*". pin iMa do ufa IDM iqtia d*j britun BJIN mlotüi
c »lmu lume a mente desarticula a unidade imediata do lentido, na qual u ser do iU|cllo n l o K diillnguc nom do UU ato nem d\n *cu* alnhuto*. E o momento cm que hú palavra* ("a* primeira* palavra*") que nâo funcionam ainda como "nu» llngua<t já Tttrmadav" d em t|Uc OU h<Hii "ii* "deram Inlcíalinoit te a cada palavra o icntldo do uma piopoilçao inteira". Mu* a linguagem »d naice verdadeiramente ptla dlarupcao e fruhn.i dciln ícli/ plenitude, IHI iixianio em que. cMe inManlJIneo 6 arrancado u *ua Imedlale/ flclídu e lepuatu em movimento. Serve então de ponto de referencia atwoluto para quem t|uer medir e dc»crcvci a diferença no di»curio. A p M M »e pode íart-lo referindn-tc ao limite deide «empre tranapo*to de uma linguagem indivita, onde o prAprío-Inflnllivo-pre*cnic cua a tal DODIO soldado a *l mc«mu que n l o po3r sequer uparecer-ae na opoaiçao do nome próprio c do verbo ao preacnte do inlinltlvo. Toda a linguagem cmbrenhu-»e a wguir ncMa brecha eniie o nome próprio e o nome comum (dando lugar ao pronome o ao adjciivo), entre o prcacnic do Infimtlvo • a multiplicidade doa moVui c du* tempos. Ioda a linguagem ic »ub*tituirá a « t u viva prcicnca a t i do próprio, que enquanto linguagem niprla jrt a* c o l u t meimar A linguagem iirrurnui-tr a picwnyu c a *uprc, diferindo-lltc no desejo indestrutível de a ela reunir-se A aiUculaçfto 4 o lupleincnto perigoso do instanianco fictício o da boa fala; do gozo pleno, pol» a protençu é icmprc determinada como gozo pui Rouiieau, O prcaeme c tcmpic o proKntc de um fioio; c o g w o £ xniptc u acolhida da preicnçn. O que dcKoloca a preacne* Introduz n diferencia e o praro o espaçamento cnlrc o desejo e o prawr. A linguagem articulada, o umliminonio e o trabalho, a procura Inquieta do saber n l o l i o mal» que o espaçamento entre doi» gozo». "1'iocuiomo* conhecer apenas porque desejamos gozar" <*evundo Ihuurto. p. 143). E, na An dt loulr (Arte de gozar). etc aforiima que d u a restituição ilmbóllca da presença iu> prida no puiiudo do verbo; "Direndo-me 'eu Botei', eu BO/H

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nindll"", 0 grande assunto das Cvnleuiotii itao era lambem " g n x - r novamente qiiundo u u i m o d n t j o " ? IP- **$>• n i s t o * I A r. Ms-rrMA D A * pneu D U R A S 0 verbo "suprir" deline bem o ato de eterever. ft • palaVl* que iximeç» c termiuo 0 BqjtalO Pt» escritura*, l i k m o i o K U parágrafo de abertura. EU agora *un* últimas Unhai; "l<.i(vsm->« •• voas* • nlü oi «uni. oin, mima língua utsn< tuada. ato oi tom, 't. acanlo», ai MíDesAx dl Ioda stpfcit que ptvJMüam a m i * * toMala da lintuuatm, c uitn.m uma (raM, entmim im i-ilfu hiaai. dp'uprkrfa «»•»«« iwi (•»« • '*•'' If flliWfiú Oa nulot arapteiado* pata <»™.' t " « racurto niH-len. akm|am a lingua «crila a, pastando iloi livio» paia o discurso, tiram o parvo J * fala rotams DiraMoat tudo uwno M asoravatla. nlo *• ta» ma» d« um- In (*Unrtt>" (O arttu - noato). Se « "iplemcniaiiedadc e um processo necessariamente Indellnido, u escritura 6 o suplemento por excelência pois ei» marca o ponto onde o suplemento ac d i como suplemento da suplemento, signo de aluno, Ilhéu c lupir de uma Ula j i tlgnífkanlc: eln dealoca o ii/jrtir própria da frase, a vci umeu da date pronunciada Mc ei nunc por um \mcim Innibauluivcl, c tclro-iclini o nervo da voi. Ela marca u lugar da rcdupllcacao Inicial. Bnirc osics dnia parágrafo*: I o ) uma tmnlUc brevíssima das diversa* oalruiuraa e i]u devl r gerul da escritura; 2") u parllr dai premissas dessa tipologia e dessa hiilólta, uma longa reflexão aobre a «acrituni alfabética c uma uprcciucllo d o sentido i valor iln escritura em girai. Ainda aqui, apesar de empréstimo*, maciço», a historia e a ilpologlu permanecem mului singular**, Warbucton c CnndlIUc propõem o esquema de uma rau»i>alldodc econômica, tctnlca e puramente objetiva. O Imperativo ecwiomlco deve aqui entender-se no sentido teMrltivo da economia a Unrr da abrrvlaçòo. A escritura rtáUl »* dlmeninf» da presença no aeu signo A miniatura n l o 4 raaervada *• letrai vermelha», ela é. entendida em «eu sentsdo derivado, a forma mesma da escritura. A historia da cscrllura seguiria c u l t a o progresso continuo e linear d a i técnica» de abtcvlaçoo. O i latlcrnu de çtcrltura derivariam un» doa outros sem modificação essencial da estrutura fundamental e

Í4*

UMHAIOLOOIA

segunda um proofiio hcmõgenfô t monõgínetieo A i eicrt(uras nao u substituem uma* pelai ou irai. a não «cr na medida em que tarem ganhar mau espaço e mais tempo. A acreditar-se no projeto de história gtral da txriiura proposlo por Condillac", a escritura na» leni por origem tento a fala: > necessidade c a distância Prolonga, aulm, d linguajem &t uçío. Mas È no momeniii em que a diuáihiã social que havia conduzido o gesto à fala aumenta a l i lomar-sc aiiiência, que a escritura se torna necessária. (Este vir-a-scr-ausíncia da distancia nflo í interpretado por Condillac como uma rupluru, ma» descrito como a conseqüência de um aumento contínuo.) A escritura lem, deWc sempre, por fUnçSo atingir iufelua que nflo somente- citan afanados mas fora de iodo campo de visfio e alem de lodo alcance de v o r Por que iufeilos? Por que a escritura seria um outro nome da constituição dos suviioi c, poder-sc-ia dizer, da coruliiiãçáo enquanto tal? de um sujeito, isto 6. de um indivíduo obrigado a responder (de) si diante de uma lei e simultaneamente submetido a í i t a lei? Sob o nome de escritura, Condillac pensa efetivamente na possibilidade de um tal sujeito. E na lei que domina a «ia ausência. Ouando o campo da sociedade se estende ao ponto da ausência, do invisível, do inaudfvel, do (memorável, quando a comunidade local í deseolocada a ponto que UB imlivIJum n l u ic aparecem riuii um um ouUt». (ufnain-ac •ujcitoi a serem imperceptíveis, começa a era da cscriluni " . . . Oi falot. ai lei» e ioda* a» coiu*. cuia conhecimento era petrâu que o* homens lívewm, muliip|icaiam-ie tanio que a memória era muito fraca pira um lal fardo: a* aociedaóe* emeeram a lal roolo que a promulgação da* leíi muíio difkilmente podia caber a lodo* o* cidadão* Fo| nrecito. poéi, para (rutniir o povo. recorre* a alfum novo meio rui então que K irnatinou a etcntuia: tipoici adijinic quais foiam oa seua propeuos. ." (II. 1,1 T3>. "Ot homem. im enladu de- comunicar oa prnxuivmkM por u m . nemiram a Nccei liilnde de imaiilnar novo* litnot próprio* para perr-eltia loi e dllo* a conhecer a pticau auamlej" ( I 127). A opciaçao da escritura reproduzindo aqui a dn fala. a primeira grafia icflctiri a primeira fala: a figura e a imagem. Ela seiá pictoaráfiai. Paráfrase ainda de Warburton "Então, a imaainaçio lhe- renretentou apena* a* ni**ir>a< iniauri» une ele* \i haviam oprimido por açAe* c palavra* e que. devir in i\"»ey*r. wmatani 4 lingiiagrm figiirrtiln e nutafvrKn. Õ Ditai maii «.ninai foi. ponanlo. dcvnlui o ima|cm das coita. l'au axpiintir II. VH « (t«<iir.< N||t ("D" *nr>m"l r. t-aioalnwn». ~ | i

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1 IqCia * um homem O df Um lavhli» «[uiifnlOu*« • foima d' U um ou de outro, e o phiaclto entalo da CKriiura pau io| roa» du que um» me<a pintura*". Como a primeira palavra, o primeiro ptctogramii é, poht, uma imagem, ao momu tempo no santído de representação imitai»*" c de deslocamento metafórico. O intervalo entre a coisa mesma e a sua reprodução, pot fiel que seja cita, Hj É percorrido por uma translaçao. 0 primeiro signo é determinado como imagem. A idéia tem uma relação essencial com o signo, substituto representativo da sensação. A imaginação supre a Mençio que luprc a pcrcepçío. A afençlo pode ter por "primeiro «feito" "lazer subsistir nu espirito, nu ausência do* objetos, a* percepções que H « * ouslonaiam" (I, I I , t 17). A imapnaçím, por sua vez, permite "a representação de um objeto a partir, de um signo, por exemplo, de seu simples nome". A teoria da origem sensível das idéias cm geral, a teoria dos lígnos e da linguagem metafórica que comanda quase todo íi pensamento do século XVIII recorta aqui a sua critica » > racionalisrno de tipo carteuano sobre um lundu len< tógico e metafísico nao-enectado. E o pecado original, funcionando como anteriormente o dilúvio, que torna possível e necessária a critica sensualiMa das idéias inatas, o recurso ao conhecimento por signos ou metáforas, fala ou escritura, o . r - . i r . dos signo* (acidentais, naturais, arbitrários). "As«m, quando direi qu* não ttnun abiotüian\tnie Ji/fifll qnr n&i no\ venham dot unlidoi, lerá preciso recordar sempre que falo apenas do estado em que estamos desde o pecado. Esta proposição, aplicada à alm* cm seu estado de inocência, ou depois de sua separação do corpo, seria totalmente falsa,. • • Limito-me pois, ainda uma vez, ao estado presente*" (I, 1. ». P. 10). l portanto, como — por exemplo — cm Mulcbranclic, o conceito mesmo de cxpcncncu que permanece sob a dependência da idéia de pecado original. Há ai uma lei: a noça» Oc experiência, mesmo quando se desejasse emprega-la paia destruir a metafísica ou a especulação, continua, num ponto Ou outro do seu funcionamento. fundamentalmente intrilii na oiito-tcologin; pelo menos pelo valor de prtirnea, cu)n cipliiii^óii aja j.i'i.,is podtfá radoA Mal mesnu. h H f l riència é sempre a relação com uma plenitude, quer sciu a 1*. II. t. (•(Mlufa Xlll V« •• MitixiH cor>uMa«Mii < W"iBm«" M "». te «Bimllli) Sa COnmNac. )••• •"• (•>«» "10 TunHi I. |- 3) • ",»T|II"*11> •iffi«i' «• ••rvtm IMII il • lik ( • tHitiuii Inla ""[<••« •"» •nW" '"'•"" nm M* dtfiKvff - v laflatiHla Md|"««" ir >"l> <W« • «••n—HatMi da u— -nli~, eminx"» fiawall'1 d K«IM. «t o«

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simplicidade sensível ou a presença infinita de Deus. Até em Hegel e Husscrl se poderia fazer aparecer, por cita mesma raiio. a Cumplicidade de um certo sensualismo e de uma certa teologia. A idéia on(o-teológica de sensibilidade ou de experiência, a oposição da passividade e da atividade constituem a homogeneidade profunda, escondida sob a diversidade dos sistemas metafísico». A ausência è o sifl.no ai vim, sempre, fazer um entalhe aparente, provisório, derivado, no sistema dii presença primeira e derradeira. São pensados como o i acidentes e não como a condição da presença desejada. O signo é sempre o signo da queda. A ausência rclacíona-sc sempre com o distanciamento de Deus. NAo basta, pura escapar à clausura deste sistema, desembaraçar-sc da hipótese ou da hipoteca "teológica". Se se príra das facilidades teológicas de Condillac ao procurar a origem natural da sociedade, da fala e da escritura, Rousseau faz os Conceitos substitutivos de natureza ou de origem desempenharem um papel análogo. E como acreditar que o tema da queda esteja auiente deste discurso? Como acreditá-lo ao ver aparecer o dedo desaparecente de Deus no momento da catástrofe dita natural? As diferenças entre Rousscau c Condillac serão sempre contidas na mesma clausura. Nao se poderá formular o problema do modelo da queda (platônico ou judaíco-cristao) a não ser no interior desta clausura comum". A primeira escritura é. pois, uma imagem pintada. Nao que a pintura tenha servido a escritura, à miniatura. Ambas confundiram-se inicialmente: sistema fechado e mudo no qual a fala não tinha ainda nenhum direito de entrar c que era subtraído a qualquer outro investimento simbólico. NIo havia ai Dada mais que um puro reflexo do objeto ou da ação. "fi provavelmente i Necessidade c*e traçar assim nossos pensamentos que a pintura deve a sua origem, e esta Necessidade sem dúvida concorreu para conservar a linguagem de ação, como a que mais se prestava a ser pintada" ( j 128). Esta escritura natural é, pois. a única escritura universal. A diversidade d u escrituras aparece assim que se transpõe a solcira da pictografla pura. Eita seria, portanto, umu origem simples. Condillac, seguindo nisso Warburlon, engendra, ou antes, deduz, a partir deste sistema natural, todos os I). II. OmOffr tbOKii-s *MttmtDMn*nia i • nu findo Canri n HUirfr I r i Ia rnufr di Irmt./nfi ••—»«*• Jwafu II IrvarMii. Temo XXXIII, IMMM). — "Mu * nlo". i*a»n*t tll 1 •H-Io do «tofltlo. [udai&v^i min < ni. #

pO SUruaMWlO A I W I l ! * TEORIA DA BICMTUIU

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1 «lltOS tipos e todas V outras etapas da escritura '. O progresso linear será sempre de condensação. E de condensação puramente quantitativa. Mais precisamente, ela dirá respeito a uma quantidade otyclivii: volume ( espaço natural, f a cita lei profunda a que estão submetidos todos os deslocamentos c todas as condensações gráficas que sõ aparentemente se lhe uihu&em. Deste ponto de vista, u pictografía. método primário que utiliza um signo para cada coisa, é o menos econômico. Este esbanjamento dos signos é americano: "Apesar dos inconvenientes que nasciam deste método, os povos muís polidos da América nlo souberam inventar outro melhor. Os selvagens do Canadá nlo pOUUcfn oulfOs ($ 129). A superioridade da escritura hieroglífica "pintura e caráter" deve-ae i ser utilizada "apenas uma única figura para ser o signo de várias coisas". O que supõe que possa haver — é a função do limite plctográfico — algo como um signo único de uma coisa única. O que contradiz o conceito mesmo e a operaçlo do signo. Determinar assim o primeiro signo, fundai ou deduzir iodo o sistema dos signos por referência a um signo que não o é, coosisie na verdade em reduzir a signifkaçáo k presença. O signo não é, desde então, senão uma arrumação das presenças na biblioteca. O interesse dos hieroglifos — um signo para várias coisas — reduz-sc à economia das bí* bliotecM. F. o que compreenderam ot egípcios, "mais engenhosos". Eles "foram os primeiros a servir-se de um meio muís resumido ao qual deram o nome de Hieroglifos". "O embaraço causado pela enorme espessura dos volumes levou a empregar apenas uma única figura para ser o signo de várias coisas." A* formas de deslocamento c condensação que diferenciam o sistema egípcio são compreendida* soh cite conceito econômico c são conformes a "natureza da coisa" (a natureza das coisas) que bast.i. então, "consultar". I 'es graus ou três momentos- a parte pelo todo (duas mãos. um escudo e um arco, por uma batalha) nos hierógli'»» curiológicos; 0 inunimcnto — real ou metafórico — pela coisa (um olho pela ciência de Deus. um.' espada pelo tirano): enfim uma caiu análoga, cm sua totalidade, à coisa mesma (uma seria. O 4 I » tf* mauariailUna < * •hiidnat*** «a6n»t> dciu mBA O

r^UFTdn b « t a <IT«) (ap. * « 1 > ! St iodo. o. < * . • « « • 4 I » l««» " I J O I dridt i oilinp d> htaoiai t l x * c n pedido Ihrgir • »0a tom «mu ••nilnl CoMudo. pBdtndt, »•> m I H W • nota* d|tpóií{lfl iln*.n«"fctl m"\^ 4— *l"'i"" • •rtilti *• ••«>•*• Anil» o ">"" ••xfuiaimo* ft

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UHAMAIOLOOIA

pettle é o rnullicolorido de suas mancha* pelo universo eslrcIIKíK) no* hicióglifo* trópicos. Era ja por r u l o de economia que, segundo Wmhurton, Irtrn lubslilufda pela hiêroglifiu cursiva ou demotica a hleroglifiii propriamente dita ou escritura sagrada. A fifom/id i o nome do que precipita esse movimento: alteração econômica que d e i u c r a l i t i nu abreviar e apagar o lignlfieunle em proveito do »lpilfÍcado: M » . 4 Kpfn de (•!•[ 4f m m iiitmiüv uuc m u ntuiloaça de aiuinlo | w i » } • tUa niBMlia da *tprimi-io Imiodutiiani ru» travos da* figurai HWiOflílltt» O animal, ou • CUMB. UUF atrviam m m ripretentar. haviam Mi então aido dnwnhado» ao natural. Mas, i|iinnilu O MHtjQ d* Plhwf'», fl»S Of|*|OMtl • í S r i l i l l tirnMlkaV ravw» o* S í H M do Bailo a « t c t m r m muito • «obra d l . m o . assunto», paractu-lhis udioto tua dastnho nato «u» multiplicava *m dimailado os vulumii Serviram-at então naiUilvurnariia J* um o*f>» miyJirr. t|uc poúfinoi denominai a r inflara iiimit dot hratOilifo* Aaaemimuvs.» aca gaia<iir«a dot «hlnnet «. apói Hr sido inicialniriUr formado pelo mero conlomo da cada f l | o i * to*nou-t* * mal* lon*o praio um» optei* da manai. Nao d«>o diliai d* falai aqui ile uni pleito naiutil que eu* u i ú u i ilu itiilturj lotifni* pnxlu'!» P M o tampo. Quiro dlrer, q«i m i m diminuiu multo da atainlo i|tia m dava ao almbolo, • fitou-a na «olu >l|nirhada. I m tmt inalo o exiMln da rurliura limhollca irtconiroo«t» miiilo ahi aviai),t nao finetido nele quaie nidi imii a I I I K do que t e i o r ü i i u do ivdrr da macia simbólica, louuunlo anieriormatut ira preciso InaHUli-tt da> propriedade* da cofca ou do unlma), qua tia ulitludw como «"il~.lt. Numa palavra, luo irduiiu cMa t i p k i t d l aaciiluia 10 filado iinJ* kiiii aiihiliiiPMt u doa LhliuMes" |T. I, pp 119 IIOJ l'aia upauanwnU) do miniUanir loruluilu «rad ali vãmente ao alfarttio (et, p. 141). f! lambem «taa a conuluOo dl < ondlllac <1 114).

f poftanio a história do uihcr — do (lloaolla — que, tendendo u multiplicar o i volumes, impele A formalização, a abreviação, à álgebra. Simultaneamente, afastando-se da origem, etcava-ac e dcssacrali/.a-ie o significam*, que u "domoUza" c uiiiveriali/a. A história da escritura, como história da ciência, circularia entre at- d o a i época* da cacrilura universal, entre duas simplíodades, entre doai formai de transparência e de univocidiidr: uma pictografin absoluta reduplicando a totalidade do enlc natural num contumo drsenfreado de signlficanta*, e uma grafia abaolutamente formal leduilndo a quase nada o dupíndio lignificanlc. N l o haveria história da escritura e história do saber — poder-sc-ia dizer, historia sem mais — a não ser entre estes doii pólos. E. te a história tó 6 peniável entre c i t e i dois limitei, n l o * possível desqualificar ai niiinlujin» da rsciilura universal —

IH) »bri.tMHNro * f ( n i n * H O K I A DA K « B ( í U * A

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picitignifia ou álgebra — u m lançar impcic ao sobre o conceito m « m o de hiitoria. Se *cmptc »e peiHou o contrário. opcfldíMe a hiMÓrlu A transparência da ünguitgcm verdadeira, fi" KIT) dúvida |>nr CCgamçnto aos limitei 1 purlir riu* quaít, 1 arqueológico ou cscatológlco. formou-se o conceito de história. A ciência — o que Warbutlfiti C Condlllac denominam aqui a filosofia — . • rphumr e eventualmente o sahcr de t i . a comclcncüit «criam porlanto o movimento do idcalirn(do: furmallraflD ilgehfiíamc, dct-pocilzantc, cuja operação consisto em recalcar, para melhor dominí-lo. o signlflcantc carregado, o hivróglifo unido. Ouc este movimento torne neceitAriu a passagem pela etupu tagocéninca — n l o t maU do que um aparente paradoxo: o privilegio do f " * H í o d l escritura fonética, de umu escritura provisoriamente mala econômica, mais algéhrlcu, cm riaao de um ccrlo catado do »ubcr. A época d o logoccntriimo e um momento d o apaga' menio mundial do signillcantc: »Cfcdiia-»c então proteger c exaltar a fila. mm apcnui se enú fascinado por uma figura da Itkhnt. A o mesmo IcmpO, dnprc/H-K * («CrilUlQ (ftillíi k a ) porque tem a vantagem de garantir uma maior dominação ao apagar-Kc: traduúndo da melhor forma noiuvel um •lignldcuntr (oral) paru um tempn maln universal I mui» cômodo: a auto-afecao lônlca, dispensando iodo recurso 'exterior", permite, a uma ceru época da história do mundo c do que enijü ic df nomlnii o homem, a maior domlnaclo I > " » I vel. a maior presença a ai da vida, a maior liberdade. E cita hinüriu (como época: época nao da história mu» como hiatoiia) que K fecha ao mesmo tempo que n forma d v ter no mundo que »e denomina labcr. O conceito de história i, pois, o concedo du filosofia e da tplsunw. Mesmo que só * tenha Imposto tardiamente no que K chama a história da filosofia, u . 1 . citava chamado Ccsdc n começo deita •VG1UUN. fnum »entldo até agoru inaudito — ç que nada tem u ver com u ninharia* idculutat ou convencionalmente hegelianas de aparência análoga — que a história é a hulória da filosofia. Ou. s* se prefere, é p r o U o tomar uo pé da letra u formula de Heg«l: a história é apenas a história da filosofia, o taber •hnotuiü eatá efetivado O que excede n u l o e»w clausura nao •' nada: nem a prnença do ter, nem o sentido, nem a história nem a filosofia; ma» outru coisa que n l o tem nome. que K anuncia nu pensamento desta clausura c cortdUJ aqui nossa escritura. Escriluta nn qual a filosofia « t f i inucrita cnmo um lugar num texto que ela n l o comanda. A filosofia

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GRAMATOLOGIA

não é, na escritura, mais do que este movimento da escritura como apagamento do s