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CM 101 _ Noções de Usinagem (apostila)[1]

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  • CAPÍTULO 1: CONCEITOS GERAIS E DEFINIÇÕES
  • RESUMO
  • 1.0 - INTRODUÇÃO
  • 2.0 - PROCESSOS MECÂNICOS DE USINAGEM
  • 3.0 - AJUSTAGEM
  • 4.0 – TORNO DE BANCADA OU MORSA
  • 4.1 – Tipos de Tornos de Bancada
  • 4.2 – Tamanho
  • 4.3 – Tornos Portáteis
  • 4.4 - Procedimentos Para a Utilização dos Tornos de Bancada
  • REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
  • CAPÍTULO 2: ROSCAMENTO
  • 2.0 – MACHOS PARA MÁQUINAS
  • 3.0 – MACHOS MANUAIS
  • 3.0 - DESANDADORES
  • 5.0 – PRECAUÇÕES NO MANUSEIO DE MACHOS
  • 6.0 – COSSINETES
  • 7.0 – TARRAXAS
  • 8.0 - ROSQUEADEIRAS
  • 9.0 – PROCEDIMENTOS PARA A UTILIZAÇÃO DE TARRAXAS MANUAIS
  • 10.0 – PRECAUÇÕES NO MANUSEIO DE TARRAXAS
  • REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
  • CAPÍTULO 3: ALARGAMENTO DE FUROS
  • 2.0 – ALARGADORES
  • 3.0 – TIPOS DE ALARGADORES
  • CAPÍTULO 4: SERRAMENTO
  • 2.0 – TIPOS DE SERRAS
  • 3.0 – ARCOS DE SERRA
  • 4.0 – LÂMINAS DE SERRA
  • 5.0 – PROCEDIMENTOS PARA O MANEJO DAS SERRAS
  • 6.0 - CONSERVAÇÃO DAS SERRAS
  • CAPÍTULO 5: LIMAGEM
  • 2.0 – PARTES DE UMA LIMA
  • 3.0 – CLASSIFICAÇÃO DAS LIMAS
  • 4.0 – ESCOLHA DAS LIMAS
  • 5.0 - MANEJO BÁSICO DAS LIMAS
  • 6.0 – FORMAS DE LIMAGEM
  • 8.0 - CONSERVAÇÃO DAS LIMAS
  • 7.0 – INSERÇÃO DE CABOS NAS LIMAS
  • CAPÍTULO 6: LIXAMENTO
  • 2.1 – Grãos Abrasivos
  • 2.0 – LIXAS
  • 2.4 – Tipos de Costados
  • 2.2 – Camada Abrasiva
  • 2.3 - Granulometria
  • 2.5 – Tipos de Formatos
  • 3.0 - LIXADEIRAS
  • 4.0 – PROCEDIMENTOS PARA O LIXAMENTO
  • 4.1 – Considerações Gerais
  • 4.2 – Lixamento Manual
  • 4.3 – Lixamento Com Lixadeiras
  • 4.3.1 – Lixadeira de cinta
  • 4.3.2 – Lixadeira orbital
  • 5.0 - SEGURANÇA
  • CAPÍTULO 7: DOBRAMENTO E CURVAMENTO
  • RESUMO 2.0 – LINHA NEUTRA E EFEITO MOLA
  • 3.2 - Dobradeiras Manuais
  • 3.0 - DOBRAMENTO
  • 4.0 - CURVAMENTO
  • 3.1 - Dobramento Manual
  • 5.0 – CURVAMENTO DE TUBOS E ELETRODUTOS
  • CAPÍTULO 8: MONTAGEM E DESMONTAGEM
  • 2.0 - DESMONTAGEM
  • 2.1 – Considerações Gerais
  • 2.2 - Secagem Rápida das Peças
  • 2.3 - Manuais e Croquis
  • 2.4 - Atividades Pós-Desmontagem
  • 3.0 - MONTAGEM
  • 3.1 – Objetivos da Montagem
  • 3.3 - Métodos para Realização da Montagem
  • 3.3.1 - Montagem peça a peça
  • 3.2 - Recomendações Para a Montagem
  • 3.3.2 - Montagem em série

CM 101 – Noções de

Usinagem

CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM

APRESENTAÇÃO
A usinagem é uma família de operações, as quais, tradicionalmente, podem ser realizadas manualmente ou por uma grande variedade de máquinas que empregam as mais variadas ferramentas. Os procedimentos manuais, apesar da evolução dos métodos de usinagem e das próprias máquinas ferramentas, ainda são utilizados em larga escala, para, por exemplo, tirar rebarbas de peças, furar, lixar ou, enfim, promover pequenos ajustes. Por isto, de modo geral, eles são chamados de ajustagem e podem ocorrer não apenas ao final dos processos, mas também no início e durante as suas várias etapas. Desta forma, a ajustagem pode ser considerada como um processo simples de usinagem, pois consiste em retirar parte de material e utilizar alguns instrumentos de medição, além de empregar ferramentas comuns em oficinas, tais como limas, formões, traçadores, réguas, esquadros e serras. Considerando-se tais aspectos, o objetivo básico desse texto é o de estudar algumas das técnicas de ajustagem e, para tanto, foi estruturado da seguinte maneira: No Capítulo 1, o objetivo é o de apresentar conceitos e definições básicas sobre o processo de usinagem, em especial, a ajustagem. Além disto, são fornecidos os procedimentos para uma perfeita utilização dos chamados tornos de bancada ou morsas. Os Capítulos 2 e 3 abordam as operações para roscamento, ou seja, abertura de roscas e as operações para o alargamento de furos, respectivamente. O Capítulo 4 realiza uma análise das ferramentas manuais empregadas para as operações de serramento. Nos Capítulos 5 e 6 são abordadas as operações de limagem e de lixamento manual, respectivamente. O Capítulo 7 se dedica à descrição dos processos manuais de dobramento e curvamento de chapas e tubos. Finalmente, no Capítulo 8, apresentam-se os procedimentos para montagem e desmontagem de máquinas e equipamentos, pois, apesar dessas atividades não integrarem qualquer processo de usinagem, sempre é necessário efetuar alguns ajustes.

CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM

ÍNDICE
CAPÍTULO 1: CONCEITOS GERAIS E DEFINIÇÕES _______________________________ 1
RESUMO __________________________________________________________________________ 1 1.0 - INTRODUÇÃO _________________________________________________________________ 1 2.0 - PROCESSOS MECÂNICOS DE USINAGEM _______________________________________ 1 3.0 - AJUSTAGEM __________________________________________________________________ 3 4.0 – TORNO DE BANCADA OU MORSA ______________________________________________ 3
4.1 – Tipos de Tornos de Bancada _____________________________________________________________ 4.2 – Tamanho_____________________________________________________________________________ 4.3 – Tornos Portáteis _______________________________________________________________________ 4.4 - Procedimentos Para a Utilização dos Tornos de Bancada _______________________________________ 4 5 5 6

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA _____________________________________________________ 7

CAPÍTULO 2: ROSCAMENTO____________________________________________________ 8
RESUMO __________________________________________________________________________ 8 1.0 - INTRODUÇÃO _________________________________________________________________ 8 2.0 – MACHOS PARA MÁQUINAS ____________________________________________________ 9 3.0 – MACHOS MANUAIS___________________________________________________________ 10 3.0 - DESANDADORES _____________________________________________________________ 11 5.0 – PRECAUÇÕES NO MANUSEIO DE MACHOS ____________________________________ 12 6.0 – COSSINETES _________________________________________________________________ 13 7.0 – TARRAXAS___________________________________________________________________ 14 8.0 - ROSQUEADEIRAS_____________________________________________________________ 14 9.0 – PROCEDIMENTOS PARA A UTILIZAÇÃO DE TARRAXAS MANUAIS______________ 15 10.0 – PRECAUÇÕES NO MANUSEIO DE TARRAXAS _________________________________ 16 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS __________________________________________________ 16

CAPÍTULO 3: ALARGAMENTO DE FUROS _______________________________________ 17
RESUMO _________________________________________________________________________ 17 1.0 - INTRODUÇÃO ________________________________________________________________ 17 2.0 – ALARGADORES ______________________________________________________________ 17

CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM

3.0 – TIPOS DE ALARGADORES ____________________________________________________ 17 4.0 – DESANDADORES E APLICAÇÕES______________________________________________ 19 5.0 - PRECAUÇÕES NO MANUSEIO DE ALARGADORES ______________________________ 19 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA ____________________________________________________ 19

CAPÍTULO 4: SERRAMENTO ___________________________________________________ 20
RESUMO _________________________________________________________________________ 20 1.0 - INTRODUÇÃO ________________________________________________________________ 20 2.0 – TIPOS DE SERRAS ____________________________________________________________ 20 3.0 – ARCOS DE SERRA ____________________________________________________________ 21 4.0 – LÂMINAS DE SERRA__________________________________________________________ 21 5.0 – PROCEDIMENTOS PARA O MANEJO DAS SERRAS______________________________ 22 6.0 - CONSERVAÇÃO DAS SERRAS _________________________________________________ 24

CAPÍTULO 5: LIMAGEM _______________________________________________________ 26
RESUMO _________________________________________________________________________ 26 1.0 - INTRODUÇÃO ________________________________________________________________ 26 2.0 – PARTES DE UMA LIMA _______________________________________________________ 26 3.0 – CLASSIFICAÇÃO DAS LIMAS__________________________________________________ 27 4.0 – ESCOLHA DAS LIMAS ________________________________________________________ 27 5.0 - MANEJO BÁSICO DAS LIMAS__________________________________________________ 29 6.0 – FORMAS DE LIMAGEM _______________________________________________________ 30 7.0 – INSERÇÃO DE CABOS NAS LIMAS _____________________________________________ 31 8.0 - CONSERVAÇÃO DAS LIMAS ___________________________________________________ 31

CAPÍTULO 6: LIXAMENTO_____________________________________________________ 33
RESUMO _________________________________________________________________________ 33 1.0 - INTRODUÇÃO ________________________________________________________________ 33 2.0 – LIXAS _______________________________________________________________________ 33
2.1 – Grãos Abrasivos ______________________________________________________________________ 2.2 – Camada Abrasiva _____________________________________________________________________ 2.3 - Granulometria ________________________________________________________________________ 2.4 – Tipos de Costados ____________________________________________________________________ 2.5 – Tipos de Formatos ____________________________________________________________________ 33 34 34 34 34

CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM

3.0 - LIXADEIRAS _________________________________________________________________ 36 4.0 – PROCEDIMENTOS PARA O LIXAMENTO_______________________________________ 37
4.1 – Considerações Gerais __________________________________________________________________ 4.2 – Lixamento Manual ____________________________________________________________________ 4.3 – Lixamento Com Lixadeiras _____________________________________________________________ 4.3.1 – Lixadeira de cinta _________________________________________________________________ 4.3.2 – Lixadeira orbital __________________________________________________________________ 37 37 39 39 39

5.0 - SEGURANÇA _________________________________________________________________ 40

CAPÍTULO 7: DOBRAMENTO E CURVAMENTO __________________________________ 41
RESUMO _________________________________________________________________________ 41 1.0 - INTRODUÇÃO ________________________________________________________________ 41 2.0 – LINHA NEUTRA E EFEITO MOLA______________________________________________ 41 3.0 - DOBRAMENTO _______________________________________________________________ 42
3.1 - Dobramento Manual ___________________________________________________________________ 42 3.2 - Dobradeiras Manuais __________________________________________________________________ 42

4.0 - CURVAMENTO _______________________________________________________________ 42 5.0 – CURVAMENTO DE TUBOS E ELETRODUTOS ___________________________________ 43 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS __________________________________________________ 44

CAPÍTULO 8: MONTAGEM E DESMONTAGEM___________________________________ 45
RESUMO _________________________________________________________________________ 45 1.0 - INTRODUÇÃO ________________________________________________________________ 45 2.0 - DESMONTAGEM______________________________________________________________ 45
2.1 – Considerações Gerais __________________________________________________________________ 2.2 - Secagem Rápida das Peças ______________________________________________________________ 2.3 - Manuais e Croquis ____________________________________________________________________ 2.4 - Atividades Pós-Desmontagem ___________________________________________________________ 3.1 – Objetivos da Montagem ________________________________________________________________ 3.2 - Recomendações Para a Montagem ________________________________________________________ 3.3 - Métodos para Realização da Montagem ____________________________________________________ 3.3.1 - Montagem peça a peça _____________________________________________________________ 3.3.2 - Montagem em série ________________________________________________________________ 45 47 47 47 48 48 48 48 49

3.0 - MONTAGEM__________________________________________________________________ 48

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS __________________________________________________ 49

autor de grandes sucessos como “As aventuras de Tom Sawyer”. entre outros.CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM "Quem só tem martelo pensa que tudo é prego. .” Mark Twain (1835 – 1910) Escritor americano. “As viagens de Tom Sawyer”. “Huckleberry Finn” e “Um ianque na corte do rei Artur”.

parafusos. discos. ainda são utilizados em larga Por outro lado. fornecendo melhor aspecto e dimensões com maior grau de exatidão. os metalúrgicos. material por erosão. como sendo a porção de as quais utilizam. furos com rosca e Apresenta-se a seguir. promover pequenos ajustes. Portanto. ou. a usinagem é uma família de operações. rodas. Para que elas estejam adequadas às necessidades para as quais foram fabricadas. a usinagem permite: a) o acabamento de peças fundidas ou conformadas. c) engrenagens. tradicionalmente. pois. para. as isto. a título informativo. furar. possibilidade de abertura de furos. b) Todos os conjuntos mecânicos são formados por muitas peças. Define-se cavaco. elas também deixam de 2. em especial. na maioria dos casos. rebaixos. o acabamento específico. evolução dos métodos de usinagem e das próprias dobramento) também não resultam cavacos. eles são chamados de ajustagem. por reações químicas. carcaças. Isso inclui. as operações que os produzem. ainda. máquinas-ferramenta. geralmente. Por Observa-se que. tirar rebarbas de peças. entre outras. por questão de Tais assuntos são tratados em cursos específicos.INTRODUÇÃO Assim. reentrâncias. juntas suportes. caracterizam todos os processos de usinagem. peças fabricadas por fundição ou forjamento Enfatiza-se que as técnicas de ajustagem são o necessitam de alguma operação posterior de usinagem. (em geral. ou seja. lixar ou. usinagem que empregam as máquinas ferramentas. por reações São exemplos de processos que não produzem eletroquímicas ou por fusão/vaporização). fabricação de somente uma peça com qualquer formato a partir de um bloco de material metálico ou nãometálico.1 . etc. de modo geral. Além disto. devem d) possuir exatidão de medidas e um determinado acabamento em sua superfície. Além disso. ferramentas. Com os processos de manufatura industriais é possível fabricá-las de dois modos. tais peças apresentam superfícies grosseiras que precisam de melhor acabamento. tais como eixos. escala. Os processos tradicionais de usinagem podem laminação.CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM CAPÍTULO 1: CONCEITOS GERAIS E DEFINIÇÕES RESUMO O objetivo deste capítulo é o de apresentar conceitos e definições básicas sobre o processo de usinagem. ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 1: Conceitos Gerais e Definições . trefilação. as dimensões. custo mais baixo porque possibilita a produção de grandes quantidades de peças. a ajustagem. 1. roscas. cavacos. por exemplo. Logo.0 . apesar da da deformação plástica do material (curvamento. outras características que só podem ser obtidas por uma rápida descrição dos processos mecânicos de meio da produção de cavacos. anéis. produtividade e custos. tem-se: processos de fabricação convencional. as peças que. isto é.PROCESSOS MECÂNICOS DE USINAGEM apresentar saliências. Isto ocorre. qualquer combinação destes três itens. objetivo básico dessa apostila. ainda. por desgaste) ou métodos de caracterizando-se por apresentar forma geométrica desenvolvimento mais recente (tais como a remoção do irregular. pode-se definir usinagem como todo o processo pelo qual a forma de uma peça é modificada pela remoção progressiva de cavacos ou aparas de material metálico ou não-metálico. ou seja.0 . através Os procedimentos manuais. mas. etc. são fornecidos os procedimentos para uma perfeita utilização dos chamados tornos de bancada ou morsas. tais como fundição. não podem ser produzidas por de qualquer modo. Nos processos de ser realizados manualmente ou por uma grande conformação. aqueles que visam conferir à peça variedade de máquinas que empregam as mais variadas a forma. ações mecânicas material da peça retirada pela ferramenta. enfim. da usinagem. sem e com produção de cavacos.

para serem rebarbadas ou receberem um acabamento. Para tanto. coincidente ou paralela ao eixo de rotação da ferramenta. a ferramenta ou a peça giram e. ou executa ambos os movimentos e a peça se desloca ou se mantém parada. Retificação Processo de usinagem por abrasão destinado à obtenção de superfícies com auxílio de ferramenta abrasiva de revolução. coincidente ou paralela ao eixo da ferramenta. em uma peça. a ferramenta ou a peça gira e se desloca axialmente com movimento alternativo. Para tanto. pequena espessura. Para tanto. Fresamento Processo destinado à obtenção de superfícies quaisquer com o auxílio de ferramentas geralmente multicortantes. a ferramenta ou a peça se deslocam segundo uma trajetória retilínea. Rasqueteamento Processo manual de usinagem destinado à ajustagem de superfícies com auxílio de ferramenta monocortante. Furação Processo destinado à obtenção de um furo (em geral cilíndrico). a ferramenta ou a peça se deslocam segundo uma trajetória retilínea. Para tanto. o movimento principal é realizado pela peça. com auxílio de uma ferramenta normalmente multicortante. Para tanto. Para tanto. Brunimento Processo por abrasão empregado no acabamento de furos cilíndricos de revolução. Brochamento Processo destinado à obtenção de superfícies quaisquer com auxílio de ferramentas multicortantes. a peça ou a ferramenta gira e uma delas se desloca simultaneamente segundo uma trajetória retilínea paralela ou inclinada ao eixo de rotação. a ferramenta gira e a peça ou a ferramenta se desloca segundo uma trajetória determinada. por meio da abertura de um ou vários sulcos helicoidais de passo uniforme. a ferramenta gira e a peça ou a ferramenta se deslocam segundo uma trajetória qualquer. Para tanto. simultaneamente. em superfícies cilíndricas ou cônicas de revolução. a ferramenta ou a peça giram e a ferramenta ou a peça se deslocam segundo uma trajetória retilínea. Rebaixamento Processo destinado à obtenção de uma forma qualquer na extremidade de um furo. Tamboramento Processo no qual as peças são colocadas no interior de um tambor rotativo. Para tanto. Aplainamento Processo destinado à obtenção de superfícies regradas. Para tanto. Limagem Processo destinado à obtenção de superfícies quaisquer com auxílio de ferramentas multicortantes (elaboradas por picagem) de movimento contínuo ou alternativo. juntamente ou não com materiais especiais. com auxílio de ferramenta geralmente multicortante.2 . Roscamento Processo destinado à obtenção de filetes. O aplainamento pode ser horizontal ou vertical. no qual os grãos ativos da ferramenta abrasiva estão em constante contato com a recorte com auxílio de ferramentas multicortantes de ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 1: Conceitos Gerais e Definições . No torneamento. O roscamento pode ser interno ou externo. geradas por um movimento retilíneo alternativo da peça ou da ferramenta. podendo a peça girar ou não.CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM Torneamento Processo destinado à obtenção de superfícies de revolução com auxílio de uma ou mais ferramentas monocortantes. a ferramenta gira ou se desloca. Para tanto. no qual todos os grãos ativos da ferramenta abrasiva estão em constante contato com a superfície da peça e descrevem trajetórias helicoidais. a peça gira em torno do eixo principal de rotação da máquina e a ferramenta se desloca simultaneamente segundo uma trajetória coplanar com o referido eixo. Mandrilamento Processo destinado à obtenção de superfícies de revolução com auxílio de uma ou várias ferramentas de barra. coincidente ou paralela ao eixo principal da máquina. Superacabamento Processo por abrasão empregado no Serramento Processo destinado ao seccionamento ou acabamento de peças. Alargamento Processo destinado ao desbaste ou ao acabamento de furos cilíndricos ou cônicos. a ferramenta ou a peça giram e a ferramenta ou a peça se deslocam segundo uma trajetória retilínea. coincidente ou paralela ao eixo de rotação da ferramenta. Para tanto. a ferramenta gira e a peça ou a ferramenta se deslocam simultaneamente segundo uma trajetória determinada.

um determinado grau de rugosidade (acabamento). As operações de ajustagem mais comuns (e que serão abordadas nos próximos capítulos) são o roscamento. Para tanto a peça gira lentamente e a ferramenta se desloca com movimento alternativo de pequena amplitude e freqüência relativamente grande. o serramento. produz um perfil desejado na peça. c) provocar na superfície.0 . um determinado trabalho pode ser melhor executado empregando-se a ferramenta apropriada. colocadas em cartilhadoras. a furação. com objetivo de se obter dimensões especificadas da peça. podendo ocorrer no início e também durante as suas várias etapas. por exemplo. esteja presa fixamente a uma bancada. Lixamento Processo por abrasão executado por abrasivo aderido a uma tela e movimentado com pressão contra a peça.3 Naturalmente.0 – TORNO DE BANCADA OU MORSA um processo de conformação. Espelhamento Processo por abrasão no qual é dado o acabamento final da peça por meio de abrasivos. a qual está relacionada com a funcionalidade da peça. Lapidação Processo por abrasão executado com abrasivo aplicado por porta-ferramenta adequado. Denteamento Processo destinado à obtenção de elementos denteados.CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM superfície da peça. pois se executada corretamente não deve retirar material da peça. Para executar determinadas operações de Consiste em cobrir a superfície das peças com ajustagem é fundamental que a peça a ser trabalhada desenhos especiais. desenho. no caso de peças com outras geometrias. relacionada com a condição de trabalho que será sujeita a peça. ou na fresadora. Observe-se que o termo ajustagem possui um sentido muito vasto. Observa-se que. no qual é dado o acabamento das superfícies da cunha cortante da ferramenta. maior margem de lucro. dentro ou fora de um eixo de simetria. traçadores. formões. em geral. ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 1: Conceitos Gerais e Definições . A formação emprega uma ferramenta que transmite a forma do seu perfil à peça com os movimentos normais de corte e avanço. A geração emprega uma ferramenta de perfil determinado. com o fim de se obter uma superfície especular. Polimento Processo por abrasão no qual a ferramenta é constituída por um disco ou conglomerado de discos revestidos de substâncias abrasivas. Para isso são empregadas ferramentas chamadas rolos ou carretilhas. são realizados ao seu final. são obtidos os ângulos finais da ferramenta. verifica-se que é impossível separar em tópicos a aplicação da metrologia. pois. 3. há uma maior rapidez. . que com os movimentos normais de corte. pois consiste em retirar parte de material e utilizar alguns instrumentos de medição. Recartilhado É uma operação que não é bem caracterizada como sendo usinagem. Desta forma. associados aos característicos de geração. para serem rebarbadas. a limagem e o lixamento. assim. durante tal processo. associados a um porta-ferramenta específico para cada tipo de operação. economia nas despesas e custo de produção e. é necessário efetuar vários ajustes. com o fim de habilitá-la desempenhar sua função. tais como limas. visto que toda operação de desgaste possui três objetivos: a) chegar a uma medida. asperizadas ou receberem um acabamento. esquadros e serras. não necessariamente. com o objetivo de fazê-las rugosas. b) provocar uma forma de perfil. É geralmente uma operação realizada no torno. a fim de melhorar seu manuseio ou aparência. no caso de peças cilíndricas. respeitando-se a faixa de erros (tolerância) do projeto. além de empregar ferramentas comuns em oficinas. Jateamento Processo por abrasão no qual as peças são submetidas a um jato abrasivo. furação. A ajustagem pode ser considerada como um processo simples de usinagem. réguas. conseqüentemente. os quais. matemática e outras atividades relacionadas.AJUSTAGEM Analisando-se qualquer processo de fabricação de uma peça ou elementos de um conjunto (máquina). Pode ser conseguido basicamente de duas maneiras: formação e geração. limagem. tendo mais características de 4. Afiação Processo por abrasão.

pois garantem a perfeita sujeição da peça a ser trabalhada de maneira segura e firme. uma base de fixação e uma caixa que serve de guia a uma mandíbula móvel. Note-se que as mandíbulas possuem mordentes temperados e estriados para assegurar uma maior segurança na fixação das peças. roscar. Figura 3 – Fixação de peça no torno de bancada 4. Aqueles nos quais a mandíbula que possui movimento é a dianteira.CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM Quanto a este aspecto. tem-se o tipo europeu. bem como o seu aperto. entre outros.1 – Tipos de Tornos de Bancada O posicionamento das mandíbulas móveis e fixas podem ser diferentes. movimentando a espiga. Para efetuar a separação das mandíbulas. introduz-se ou extrai-se o parafuso da mandíbula móvel na porca da mandíbula fixa. é conhecido como do tipo americano. emprega-se uma porca existente na mandíbula móvel e um parafuso na fixa. Os tornos de bancada. os dispositivos mais empregados são o torno de bancada ou morsa. Figura 5 – Torno de bancada do tipo americano. A figura 1 apresenta as suas partes componentes. ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 1: Conceitos Gerais e Definições . Figura 1 – Partes componentes de um torno de bancada De forma básica. são indispensáveis em operações de serrar. o torno de mão e os grampos. eles são compostos por uma peça que forma uma mandíbula fixa. o que define o tipo de torno.4 . Figura 4 – Torno de bancada do tipo europeu. também conhecidos por morsas. Ao girar o manípulo (alavanca). limar e processos de ajustagem. Quando a mandíbula que se desloca é a traseira. Figura 2 – Mordente.

Tamanho dos tornos de bancada. Desta forma. mas é variável entre os fabricantes.CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM Observa-se que a construção do tipo americano permite.5”) 76 (3”) 101 (4”) 127 (5”) 152 (6”) 203 (8”) Tabela 1 – Tamanho dos tornos de bancada. 4”. Sendo assim. Para serviços leves podem ser utilizados os tornos de bancada portáteis com base fixa ou móvel. desde que a mandíbula fixa seja montada além da bancada. deve-se adotar que a numeração e a respectiva largura são as dadas na tabela 2.2 – Tamanho Tabela 2 . Número 2 3 4 5 6 8 Largura da mandíbula em polegadas em mm 2 a 2. 4.75 50 a 70 3 a 3.5”.5”. recebendo uma numeração entre 1 e 8. corresponde aproximadamente esta largura em polegadas. A padronização americana utiliza os seguintes valores da largura das mandíbulas: 2”. 6” e 8”. o que permite efetuar uma rotação de 360° em ambos os sentidos para o fixar em qualquer posição. como os ilustrado nas figuras 8 e 9.5 101 a 116 5 a 5. Figura 8 – Torno de bancada móvel com base fixa. 3. 2. como mostra a tabela 1. 5”.3 – Tornos Portáteis Os tamanhos dos tornos de bancada são definidos em função da largura da mandíbula. Figura 7 – Dimensões das mandíbulas ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 1: Conceitos Gerais e Definições . 3”. conforme o fabricante.25 127 a 132 6 152 a 155 8 195 a 203 Figura 6 – Torno de bancada com base giratória 4. Número WI 4200 CT Fabricante (largura em mm) Somar/ Forjasul Schulz 70 90 116 132 155 195 63 76 101 127 152 203 Fortline 70 90 115 127 152 203 2 3 4 5 6 8 63 (2. a sujeição de qualquer profundidade sem o emprego de blocos afastadores.5 76 a 90 4 a 4. Os tornos de bancada ainda podem possuir base giratória ao invés de fixas. 4.5 .5”. a citada numeração utilizada nos tornos de bancada brasileiros.

tal como se mostra na figura 10. Também. é conveniente considerar-se alguns pormenores que tornam mais cômodo e seguro o trabalho e evitam que o operador se canse e que o torno se desgaste ou se estrague rapidamente. Figura 9 – Torno de bancada móvel com base giratória. porque isso traria como conseqüência uma deformação permanente da ferramenta. e não somente numa ponta como na figura 11. não se deve aumentar o comprimento da alavanca (manípulo) com um pedaço de tubo. gira-se a alavanca e se fecha o torno. Esses pormenores são os seguintes: a) Para prender uma peça no torno. entretanto.Fixação correta de uma peça no torno b) O aperto do torno será feito unicamente com a força das mãos e braços. torno.Procedimentos Para a Utilização dos Tornos de Bancada Em princípio o manejo do torno de bancada não apresenta qualquer problema. nunca se batendo com o martelo ou outra ferramenta. Figura 10 .Fixação incorreta de uma peça no forçá-la de outra maneira. é recomendável dispor-se na seção de ajuste de uma bancada pequena com uma ou duas morsas articuladas ou paralelas muito resistentes. pois basta colocar a peça a ser trabalhada entre as garras e efetuar o aperto. Observa-se. deve-se segurá-la com uma das mãos.CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM d) Evitar empregar o torno para trabalhos pesados como dobrar chapas ou perfis. enquanto que. colocando-a entre os mordentes. No entanto.4 . 4. com a outra mão. fixar peças para desbastá-las com cinzel. que se deve tentar fazer com que a parte fixa do torno sempre receba os golpes. de forma que toque a mandíbula mais próxima do usuário. Nestes casos. etc.6 c) . ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 1: Conceitos Gerais e Definições . e) A peça a ser trabalhada deve ser colocada de maneira que ocupe o centro das garras. Não é conveniente aplicar golpes na alavanca a fim de apertar-se mais vigorosamente nem Figura 11 .

pois. A limpeza da espiga deve ser realizada com um pano embebido em óleo (ou estopa) para evitar a ferrugem e o parafuso deve ser limpo. M. aparas ficariam presas na graxa ou no óleo. – “Instrumentos e Ferramentas Manuais” – 1984. os mordentes não sejam limados ou afetados de qualquer outro modo. chumbo ou outro metal macio. Figura 14 – Altura do torno REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA [1] Freire. de couro. Figura 13 . Observar que esta limpeza deve ser realizada com freqüência mas não de forma excessiva. sendo aumentada quando o torno é empregado para serviços finos e reduzida quando para trabalhos pesados. se houverem. De acordo com [1].Protetor no mordente. i) Deve-se cuidar para não ferir os mordentes com ferramentas cortantes. Ed. LTC.7 . Rio de Janeiro. h) O torno de bancada deve ser mantido limpo. J. A altura do torno ao chão deve ser proporcional ao da pessoa que trabalha com ele. cujas superfícies podem se danificar pela pressão dos mordentes de aço. ao se trabalhar. facilmente.CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM f) Colocar as peças de tal maneira que. g) Quando for necessário prender peças delicadas. e lubrificado com óleo pesado ou graxa leve. não se permitindo o acumulo de aparas na espiga. verificou-se que o se consegue um melhor rendimento quando o torno de bancada se apresenta a uma altura de aproximadamente 60% da estatura. madeira ou. porque isto causará a perda do fio da ferramenta e as danificariam. de tempos em tempos. é conveniente empregar uma proteção de chapa de cobre. caixa e parafuso. Esta altura pode contudo ser variada. não devem ser lubrificadas para aumentar a capacidade de fixação por atrito. As junções móveis dos mordentes ou da base. A variação da altura do torno de bancada deverá ser feita por meio de calços e não obrigando o usuário a trabalhar sobre estrados. j) Figura 12 – Protetor. ainda. ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 1: Conceitos Gerais e Definições .

INTRODUÇÃO Uma rosca é uma sucessão de saliências (ou filetes) e canais (ou ranhuras). ou seja. 1/2". Note-se que o enroscamento possui grande importância em diversos tipos de construção. principalmente para máquinas. ou sejam. A rosca normal é identificada no sistema métrico pela letra M. Para tubulações e respectivos acessórios emprega-se a sigla BSP (British Standard Pipe Thread) para o padrão inglês (normalizado pela ABNT na NBR 6414) e NPT (National Pipe Thread) para o padrão americano (normalizado pela ABNT na NBR 5587). Para que haja o citado enroscamento. uma das roscas deve estar implantada em um furo (rosca fêmea) e a outra deve ser externa (rosca macho). c) americano. por outro lado. esquerda. ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 2: Abertura de Roscas . utilizada para abri-la. 1. utiliza-se cossinetes e tarraxas. mas as mais utilizadas são as que possuem respectivos desandadores ou o macho perfil triangular como as da figura 1. enroscadas. Já no sistema americano. baseadas nas normas ISO (International Standard Organization). Em relação ao diâmetro da rosca. Para efetuar a abertura de roscas empregam-se as seguintes ferramentas de corte. elas podem ser direita ou A seguir tais ferramentas são descritas e esquerda. A rosca é direita quando a ferramenta analisadas. enquanto a fina pela sigla MF. ele é aquele medido por fora dos filetes e dado em polegadas. 10 mm). O sentido das roscas é outra de suas características. Um exemplo simples e bastante conhecido destes tipos de roscas são os parafusos (rosca macho) e as porcas (rosca fêmea). (tais como. permitem a união de peças ou elementos. ao enroscar. a) abertura de rosca interna (fêmea) Comercialmente existem vários tipos de emprega-se os machos manuais e roscas. ilustrados na figura 1.0 . sendo que a normal possui menor número de filetes por polegada que a fina. 1/4". pelo número de filetes em cada centímetro ou polegada (passo) e pela espessura do filete (rosca fina ou grossa). e. penetrar no sentido horário e. abertura de roscas. para a: Figura 1 – Roscas macho (parafuso) e fêmea (porca). 3/8") ou milímetros (como. por exemplo. Observa-se que nos três sistemas. As roscas são identificadas pelo seu tamanho (diâmetro). a normal é identificada pela sigla BSW e a fina pela sigla BSF. ou seja.CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM CAPÍTULO 2: ROSCAMENTO RESUMO Este capítulo aborda as operações para roscamento. a qual agindo de forma conjugada com outra rosca.8 . No sistema Whitworth. em parafusos de fixação e para a união de tubos e b) abertura de rosca externa (macho) eletrodutos. 6. no sentido anti-horário. a rosca normal é caracterizada pela sigla NC (National Coarse) e a rosca fina pela sigla NF (National Fine). 8. particularmente na realização de uniões desmontáveis. As roscas são normalizadas. as roscas para parafusos são obtidas em dois padrões. ou seja. normal e fina. a saber. sendo as mais empregadas no Brasil as dos sistemas: a) métrico. b) Whitworth das normas BS (British Standard).

sentido e tipo de rosca.Macho de conformação (ou sem canais).Macho de ponta helicoidal. Figura 3 – Macho de ranhuras (ou canais) retas. sim. isto é. geralmente. pois os mesmos ficam retidos nos canais. Os filetes e respectivas ranhuras localizam-se em uma das extremidades de uma haste cilíndrica com ponta chanfrada. pelo fato do cavaco sair no sentido contrário ao avanço da ferramenta. em relação à forma dos canais (ou ranhuras) tem-se: a) Machos de canais retos.9 . Observa-se que os seis primeiros itens foram analisados no tópico anterior e. longo. sendo que os canais principais servem apenas de condutores do fluído à região de corte [1]. a ajustagem manual. Figura 4 .0 – MACHOS PARA MÁQUINAS Como o estudo da usinagem com máquinasferramenta não é o escopo deste texto. Existem diferentes tipos de macho para propósitos distintos. pois o cavaco sai no sentido do avanço ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 2: Abertura de Roscas . sendo classificados de acordo com comprimento e diâmetro das hastes. passo e diâmetros da parte roscada e a forma das ranhuras (ou canais). mas bastante recomendados para furos cegos ou passantes em materiais que produzem cavacos curtos ou quebradiços. que é indicado para furo cego. Eles possuem canais ou ranhuras e uma sucessão de filetes. As figuras 7 e 8 ilustram a abertura de roscas com machos e máquinas. fabricados em aço rápido e recebem tratamento superficial como a oxigenação e a nitretação. sendo que o corte ocorre pela ação desses filetes. c) da ferramenta. Figura 5 – Macho de canal helicoidal. Os machos são. que é utilizado Figura 7 – Utilização de macho com ponta helicoidal para furo passante em material de cavaco (multifuso) e CNC. tirando-o da região de corte [1]. que são de uso genérico. b) Macho de ponta helicoidal. os quais não possuem canais e gumes. Figura 2 – Partes de um macho. necessitando de uma atenção maior do usuário [1]. apresenta-se apenas noções sobre os machos de roscar para máquinas. d) Macho sem canais ou macho de conformação. fora da região de corte e há uma maior resistência devido ao seu maior diâmetro de núcleo. enquanto a outra extremidade termina em uma cabeça quadrada. não removem cavacos e produzem rosca pela deformação plástica dos materiais. conforme mostrado na figura 2. Macho de canal helicoidal.CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM 2. Figura 6 . mas.

Utilização de macho com canais retos (multifuso) e CNC. b) O esforço de corte é menor. Note-se que é o tipo de macho de acabamento da rosca. como ilustra a figura 10.0 – MACHOS MANUAIS Os machos manuais dividem-se em seriados. pela sua simplicidade e disponibilidade no mercado. que são usados sucessivamente. apesar do nome.10 . como. aço de resistência média. Os machos manuais de perfil completo são os mais empregados na produção. como ilustra a figura 9. para abertura manual de roscas em furos profundos e em materiais tenazes. conhecido por plug. que são usados sucessivamente. O segundo macho. na abertura de roscas a máquina. São fornecidos usualmente em jogos de três. O primeiro macho possui chanfro longo de 8 a 9 filetes e ângulo de inclinação de 40 e é conhecido como taper. pois ele é distribuído entre os machos do jogo. geralmente. no segundo o chanfro possui forma cônica e o terceiro é cilíndrico em todo o seu comprimento. e de perfil completo. em virtude da distribuição do corte entre os filetes dos três machos. aprofundando longo. aço de corte fácil e a rosca e o macho n° 3 com 2 a 3 filetes faz o diversos aços Ni-Cr. 3.CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM A execução manual de roscas com os machos manuais seriados apresenta as seguintes características: a) O chanfro comprido de entrada alinha melhor o macho com o furo a ser roscado. Ele pode ser utilizado para desbaste ou para abrir furos passantes curtos de comprimento. Os machos manuais seriados são usados. em porcas e chapas de aço. pois apenas o macho de acabamento tem perfil completo de rosca. diferenciados apenas pelo comprimento do chanfro de entrada. Figura 8 . Ele pode ser empregado após o macho taper seja. possui chanfro médio com 4 a 6 filetes e ângulo de inclinação O macho n° 1 é utilizado para desbaste. Figura 9 – Machos manuais seriados. Figura 10 – Machos com perfis completos. ou de 9 a 100. este macho é apropriado para rosqueamento de materiais de difícil usinagem. ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 2: Abertura de Roscas . c) As roscas produzidas apresentam bom acabamento e uniformidade. O macho n° 2 é o intermediário. especialmente. remove o grosso do material. maior emprego. de idênticas dimensões. O primeiro possui a parte roscada cônica. são usados. Como o corte é distribuído num grande número de filetes. fabricados conforme as especificações das normas americanas da ANSI (American National Standard Institute). por exemplo. mas possui diâmetro ou para abrir furos compridos em material de cavaco menor. fabricados de acordo com as normas alemãs da DIN (Deutsche Industrie Normen). mas. São fornecidos em jogos de três peças para roscas normais e de duas para roscas finas.

como os seriados. naturalmente. Desta forma. Ele é usado. geralmente. A figura 11 mostra os machos de perfil completo. metais leves em geral. também. Figura 13 – Desandadores (vira-macho) tipo “T”.DESANDADORES Para abrir a rosca manualmente utiliza-se um desandador ou vira-macho. propriamente dito). Figura 11 – Machos com perfis completos. 3. desandador plano. No entanto. Neste caso. ou seja. eles possuem um corpo central com braços e um alojamento fixo quadrado ou circular. como ferro fundido. o que faria com que o macho não cortasse bem e produzisse rosca alargada por prensagem. existem um macho para abertura de roscas em tubos. As figuras 15 a 17 ilustram alguns casos de aplicação de um macho acionado por um desandador plano. Atenta-se para o fato de que os machos de perfil completo podem ser utilizados individualmente. o qual funciona como uma chave para acionar o macho. ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 2: Abertura de Roscas . Figura 14 – Desandador (vira-macho) plano ou reto. o seu emprego é interessante.11 . a) Fixo.CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM O terceiro macho é o bottoming com chanfro curto possuindo l a 2 filetes e ângulo de inclinação de 22 a 320. após o uso do macho plug.0 . como ilustra a figura 12. enquanto as figuras 18 e 19 o fazem para os do tipo “T”. para executar furos passantes em material de cavaco curto. Existem três tipos básicos de desandadores para machos. um chanfro longo distribuiria o corte num número grande de filetes. mas é conveniente empregá-los em seqüência. latão. preferencialmente. para rosqueamento em furos cegos. pelos mesmos motivos. os do tipo T fixos ou com castanhas ajustáveis e o plano ou reto (conhecido por Figura 15 – Abertura de rosca com macho e desandador para machos. b) Ajustável. Figura 12 – Machos para tubos. Além destes tipos.

CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM Figura 18 – Abertura de rosca com macho e desandador tipo “T”. b) Deve-se girar os machos em círculos. Figura 17 – Abertura de rosca com macho e evitando-se que eles joguem para os lados. desandador plano.12 . Figura 16 – Abertura de rosca em pequenas peças com o macho e desandador plano. 5.0 – PRECAUÇÕES NO MANUSEIO DE MACHOS Algumas precauções devem ser tomadas no manuseio de machos para a abertura de rosca. tais como: a) Os machos devem estar bem afiados. Figura 19 – Abertura de rosca com macho e desandador tipo “T”. ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 2: Abertura de Roscas .

quadrada ou sextavada.CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM 6. Os cossinetes. inclusive se forem de PVC. O cossinete é uma ferramenta de corte amplamente utilizada para abrir roscas externas em peças cilíndricas de um determinado diâmetro. O cossinete deve ser alojado em portacossinete. isto é. as peças de bronze de fundição e o latão. tais como parafusos e tubos. e) Ao se abrir uma rosca de grande diâmetro. d) Pode-se roscar a seco. c) Deve-se atentar para que. é conveniente iniciá-la com um macho diâmetro menor e ir aumentando progressivamente. como ilustra a figura 22. Figura 22 – Cossinetes. O conjunto formado pelo cossinete e portacossinete é conhecido por tarraxa. Figura 21 – Lubrificação do macho para o roscado manual. de forma a evitar que o manual.0 – COSSINETES Figura 20 – Aplicação do macho em círculos. cuja rosca é ranhurada no sentido longitudinal e determinando vários filetes cortantes com ranhuras entre elas para a saída de rebarbas. no roscado (ou seja. ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 2: Abertura de Roscas . cavaco se acumule e tape a rosca. É conveniente fazer a penetração em uma Figura 23 – Porta cossinete e tarraxa para operação volta e retroceder. por exemplo. como ilustra a figura 21. O acionamento do cossinete pode ser realizado por meios mecânicos ou manuais. os machos sejam lubrificados com óleo mineral. A periferia externa pode ser redonda. sem lubrificação alguma. possuem a forma de uma porca. o qual é um tipo de desandador na operação manual.13 f) . na abertura de roscas) de peças de ferro e aço. basicamente.

b) Cossinete para tarraxa simples. por outro lado. como ilustram as figuras 25 a 27. limpa e uniforme.CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM Os cossinetes redondos podem ter uma fenda completa. como dito anteriormente. não sendo possível trocá-los de posição. A figura 24 ilustra. O ajuste. devido ao sistema mecânico dessa tarraxa. Figura 27 – Tarraxa Universal. o acionamento dos cossinetes também pode ser mecanizado.0 . assim como os respectivos alojamentos no corpo da tarraxa. entretanto. ocorrerá a abertura de rosca com passo errado. é necessário que cada cossinete tenha o seu lugar próprio. empregam-se as chamadas Figura 25 – Tarraxas para tubos e eletrodutos de PVC rosqueadeiras e as rosqueadeiras elétricas portáteis. Figura 24 – Cossinetes aberto (forma A) e fechado (forma B). quando são chamados de abertos ou forma A. filetes defeituosos e com espessura inadequada. Nos cossinetes abertos é possível realizar pequenos ajustes no diâmetro da rosca atuando-se em um parafuso na fenda radial ou nos parafusos de fixação do porta-cossinete. ou a fenda é incompleta. são mais rígidos e produzem uma abertura de rosca mais precisa. ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 2: Abertura de Roscas .14 . há o perigo de quebra e deformação do cossinete. a) Cossinete para tarraxa universal. Desta forma. em caso de regulagem excessiva. Deve-se atentar que os cossinetes para as tarraxas simples e universal são planos. Neste caso. elas podem ser exclusivamente para tubos e eletrodutos de PVC ou dos tipos simples de cossinete ajustável e universal. Observe-se que. Em relação às tarraxas. Figura 28 – Cossinetes planos. 8. como mostrado na figura 28. 7.ROSQUEADEIRAS A exemplo dos machos. As rígido. Figura 26 – Tarraxa simples de cossinete ajustável. Os cossinetes fechados. Para tanto.0 – TARRAXAS A tarraxa universal permite abrir roscas em uma ampla faixa de diâmetros de tubos e eletrodutos com apenas um jogo de cossinetes. eles são numerados. deve ser apenas para compensar o desgaste e manter a precisão. denominados por fechados ou forma B. pois.

por exemplo. A peça a ser roscada deve estar presa perpendicularmente em.0 – PROCEDIMENTOS PARA A UTILIZAÇÃO DE TARRAXAS MANUAIS Figura 29 – Máquina rosqueadeira. A figura 31 apresenta uma cabeça (portacossinete) da rosqueadeira. como se ele fosse uma porca que deva se enroscar na peça. Figura 32 – Cossinetes. Figura 34 – Rosqueamento de peça de pequeno porte. onde se observa a numeração dos alojamentos dos cossinetes. em uma morsa. ele deve ser preso. acionando-se o cossinete através do porta-cossinete. . como A figura 32 mostra os cossinetes para este tipo ilustra a figura 35.CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM figuras 29 e 30 apresentam um modelo de cada a título de ilustração. de cabeça. Figura 30 – Rosqueadeira elétrica portátil. isto é. Figura 33 – Rosqueamento com tarraxa. No caso de peças maiores. ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 2: Abertura de Roscas . 9. em um cabeçote de um torno.15 Figura 31 – Porta-cossinete (cabeça). se ela for de pequeno porte. O trabalho de abertura de roscas com a tarraxa realiza-se de forma semelhante à utilizada para os machos. por exemplo. como no caso mostrado na figura 34.

________________________________________________________________________________________________ Capítulo 2: Abertura de Roscas .brasfuso. c) Nunca utilizar água como lubrificante. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [1] Ferramentas OSG – “Machos – Manual Técnico” disponível na Internet no seguinte endereço: http://www. b) Não deve ser utilizado.br/osg. Para determinar o ponto de parada. exercendo-se pressão axial para que ela não escape.0 – PRECAUÇÕES TARRAXAS NO MANUSEIO DE Algumas precauções devem ser tomadas no manuseio das tarraxas manuais para a abertura de rosca. Por outro lado. vela.htm. a extremidade ficará muito fina. pois a rosca já existe. [2]. Se o corte for remontado. recortará o próprio filete da rosca e tudo estará perdido. parafina ou sebo nas roscagens.CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM começar novamente. Gira-se a tarraxa.com/brasilfoguetes/tarraxa. deve-se voltar para trás alternadamente com o avanço e retirar o material removido [2]. [2] Brasil Foguetes – “Usando Uma Tarraxa Para PVC” disponível na Internet no seguinte endereço: http://www. pois o cavaco entope o corte. pois se a tarraxa errar a posição longitudinal. deve-se ter um cuidado especial. é necessário cortar a rosca errada e O uso de cossinetes de má qualidade. estará perdida. Observe-se que o cossinete executa uma rosca cônica e se avançar indefinidamente. Na medida em que a tarraxa avança. tais como: a) Figura 35 – Rosqueamento de peças maiores.htm. o esforço necessário para efetuar a rosca vai diminuindo. d) Toda vez que houver necessidade de montar os cossinetes na tarraxa universal deve-se verificar se o número gravado no cossinete corresponde ao gravado no corpo da tarraxa.16 . Sendo assim.geocities. o qual se localiza ao lado do alojamento de cada cossinete. mas ainda não calibrada.com. é necessário ter em mãos uma conexão de rosca interna e experimentar repetidamente até que a rosca do tubo entre de maneira nem muito folgada nem muito justa [2]. Se a peça possuía uma medida exata. nem sebo nas roscagens. verifica-se que é impossível girá-la sempre no mesmo sentido. gastos ou quebrados não é recomendável. Nesta situação. em qualquer hipótese. 10.

O alargamento é um processo através do qual 3. ser aplicados em furos passantes ou nos que possuem sulco.0 – ALARGADORES Figura 1 – Partes básicas de um alargador. por exemplo. Existem alargadores para máquinas (tornos e Portanto. este tema integra outra disciplina e. Portanto. As brocas são ferramentas de corte empregadas para abrir furos circulares em peças maciças empregando máquinas como a furadeira. o assunto tratará apenas das operações necessárias para o alargamento desses furos. apresentam uma seqüência de filetes e canais alternados na periferia. enquanto a parte cilíndrica age como uma guia através do furo alargado. com hélice à direita ou à esquerda (helicoidal).17 .CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM CAPÍTULO 3: ALARGAMENTO DE FUROS RESUMO Este capítulo aborda as operações para o alargamento de furos. Os alargadores apresentam forma cilíndrica ou cônica e efetuam o corte através de movimento rotativo.0 . Podem. as quais devem ser devidamente acionadas. Figura 2 – Alargadores para máquinas e manuais – A figura 1 ilustra as partes básicas de um exemplo. portanto. não faz parte do escopo deste texto. empregam-se as brocas. Os para máquinas possuem acabamento. O trabalho efetivo de corte é executado pelo chanfro na extremidade do alargador. subseqüente a de perfurar. Os alargadores retos. Na realidade. 1. Os alargadores do tipo helicoidal são mais empregados que os retos. aonde a uma haste cilíndrica plana enquanto os manuais ferramenta segue um furo existente. Para isto. 2. não se trata de uma ferramenta manual. os quais estejam próximos do tamanho final. alargador. atividade são denominadas alargadores. por sua vez.0 – TIPOS DE ALARGADORES é possível ampliar e calibrar os furos efetuados com brocas. ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 3: Alargamento de Furos . Sendo assim. em geral. onde os retos normalmente travam e quebram. possuem haste cilíndrica e cabeça quadrada. paralelos ao eixo (retas) do alargador ou helicoidais. são utilizados em furos cegos.INTRODUÇÃO Para a operação de abertura de furos. ele é meramente uma operação de furadeiras) e os manuais. como As ferramentas empregadas para esta exemplifica a figura 2.

manualmente ou não. as quais são inclinadas. pois as lâminas deslizam no fundo das ranhuras. 1/4 do comprimento da região de corte. respectivamente. Figura 4 – Alargadores para máquinas reto e helicoidal (hélice à esquerda).18 . por outro lado. possuindo. Observa-se na figura 6 que o chanfro dos alargadores manuais é mais longo que os daqueles empregados em máquinas. tem-se os alargadores de lâminas removíveis. Ainda existem alargadores manuais de pequena expansividade. Sob determinadas circunstâncias. é o comprimento do chanfro de corte. como ilustra a figura 5. Além disto.para máquina. Figura 8 – Alargadores com lâminas removíveis. A diferença principal entre ambos. são estas. mostram alargadores manuais e para máquinas. Figura 7 – Alargador manual expansível. ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 3: Alargamento de Furos .CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM As figuras 3 e 4. Figura 5 – Chanfros de corte .Alargador manual. na calibração de furos cilíndricos. do tipo reto e helicoidal. mas os tornam inadequados para furos cegos. empregados. entretanto. aproximadamente. os quais são utilizados no acabamento de furos cilíndricos. quando não há necessidade de grande variação no diâmetro do alargador. A sua grande vantagem. Esta característica propicia aos alargadores manuais uma guia excelente durante o alargamento. os alargadores manuais podem ser usados nas máquinas. A figura 7 ilustra. Figura 6 – Chanfros de corte . Ele pode ser ajustado rapidamente com grande precisão. Figura 3 – Alargadores manuais reto e helicoidal (hélice à esquerda). pois facilitam sua substituição em caso de quebra ou desgaste. naturalmente.

As figuras 10 e 11. pois isto provoca a quebra dos dentes. Alargadores lapidados acabam 10 vezes mais furos do que alargadores só retificados. por outro lado. Algumas precauções devem ser tomadas no manuseio de alargadores [1]. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA Figura 11 – Utilização de alargador em um torno. i) No caso de desvios entre o eixo do furo e o eixo da ferramenta. em afiadoras de ferramentas. ilustram uma aplicação dos alargadores manual e para máquinas.0 - PRECAUÇÕES NO ALARGADORES MANUSEIO DE O acionamento dos alargadores manuais é realizado através de desandadores. Figura 10 – Aplicação de alargador manual. Nunca girar um alargador para trás. C. como ilustra a figura 9. ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 3: Alargamento de Furos . d) Para se obter um bom acabamento. b) Alargadores de dentes retos são perfeitos para trabalhos de precisão. é preciso que o avanço do alargador seja uniforme. para garantir perfeita concentricidade dos gumes. Figura 9 – Acionamento de alargador manual.0 – DESANDADORES E APLICAÇÕES 5. respectivamente. é recomendável o emprego de mandris articulados. [1] Stemmer. c) Os alargadores só devem ser girados na direção do corte mesmo ao retirá-los do furo. 1992. Alguns materiais dão melhores resultados se alargados com o emprego de um lubrificante. e) f) Para um bom acabamento. g) A afiação de alargadores deve ser feita com todo o cuidado.CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM 4.19 . E. faz-se um alargamento de desbaste e depois um de acabamento. tais como: a) Para o alargamento de furos com rasgos de chavetas ou canais de lubrificação ou superfícies interrompidas de qualquer modo é indispensável o emprego de alargadores helicoidais. – “Ferramentas de Corte II”. Editora da UFSC. h) Um acabamento refinado dos filetes tem notável efeito sobre a vida da ferramenta.

O corte de metais e outros materiais é uma das operações mais largamente aplicadas. Observe-se que a serra com arco ajustável recebe este nome porque possibilita a utilização de e) Miniarco (Júnior). 1. dentada e temperada. Esse texto trata. as de cabo vazado e as com miniarcos. sendo na maioria das vezes a primeira operação do processo de fabricação. A figura 2 ilustra as suas partes componentes.0 – TIPOS DE SERRAS d) Cabo vazado. As lâminas dentadas são utilizadas em ferramentas denominadas serras. a qual pode ser trocada quando se desgastar. No corte com lâminas sem dentes de chapas finas (até 1 mm) emprega-se a tesoura manual. ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 4: Serramento .20 . No caso das serras manuais. Há tesouras específicas para efetuar cortes retos e outras para cortes curvos.0 .CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM CAPÍTULO 4: SERRAMENTO RESUMO Este capítulo corresponde à análise das ferramentas manuais empregadas para as operações de serramento. o qual possui um cabo ou punho para seu manejo. b) Arco fixo. arcos fixos. fabricada de aço ou aço carbono. Figura 1 – Tipos de serras. conhecidas como serra júnior. especificamente. as de cabo comum. Existem vários tipos de serras. No arco de serra se insere a lâmina. O corte pode ser efetuado com lâminas sem ou com dentes. elas são constituídas de um suporte denominado arco de serra. Para chapas entre 1 e 1. lâminas com comprimentos diferentes.5 mm utiliza-se a tesoura de bancada.INTRODUÇÃO a) Arco ajustável. responsável por dividir a matéria prima. 2. tais como as de arco ajustáveis. barras ou tarugos. que é adquirida em chapas. Para chapas acima de 1. das serras manuais. c) Cabo comum.5 mm emprega-se as guilhotinas.

Isto mantêm a lâmina reta mesmo durante o corte pesado. agindo como uma permite efetuar o corte um pouco mais largo do que a lima acoplada ao arco. As lâminas de 14 dentes são usadas no corte de metais não-ferrosos. Apesar de pouco empregadas. ao corte de chapas e material de pequena espessura. pois ela desgasta o material. sendo as duas ultimas as mais empregadas. cerâmica Um dos lados é dentado e com trava. ou. as de dentes diferenciados. Os arcos de serra são fabricados em aço carbono e estão disponíveis em dois tipos. como alumínio e o cobre. sobretudo. o padrão e de alta tensão. existem lâminas As lâminas de serra são. vidro. Figura 3 – Tipos de arco de serra. pode-se utilizar o miniarco com uma lâmina de 6”.CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM espessura da lâmina. Para serviços leves e pequenos. mais Para serviços de corte muito difíceis empregaapropriadas para metais de pouca dureza e para não se um tipo de lâmina capaz de serrar a maior parte dos ferrosos. as de 18 dentes destinam-se ao uso geral. o que de fendas e rasgos. As de 24 e de 32 dentes prestam-se. ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 4: Serramento . permite iniciar o corte com mais facilidade. Sua ação é mais abrasiva do que propriamente de pode ser ondulada ou alternada. 250 e 300 mm ou 8. Figuras 2 – Componentes de uma serra com arco ajustável. os iniciais são mais ferramentas que efetua o corte de materiais e abertura finos e vão se alargando progressivamente. Desta forma. recomendando-se maior número de dentes para materiais duros. ajudando a cortar com mais precisão. ou seja. na realidade. A trava etc). 4.21 .0 – ARCOS DE SERRA Figura 4 – Lâminas. O número de dentes de uma lâmina varia de 14 a 32 por polegada. rolamentos. ou seja. b) o tipo de material. que não deve ser menor que dois passos de dentes. entretanto. evitando que ela encalhe na peça que está sendo cortada. materiais (aços de liga. mais fina e estreita do que as convencionais. em aço carbono. e avançar Elas são fabricadas em aço rápido para corte depois. Os arcos de serra de alta tensão prendem a lâmina com tensão maior que as do tipo padrão. 10 e 12”. 3.0 – LÂMINAS DE SERRA Figura 5 – Dentes das lâminas. de metais duros ou moles. A tabela 1 exemplifica mais adequadamente o exposto. de maneira que corte. a seleção da lâmina de serra deve considerar: a) a espessura do material a ser cortado. Os tamanhos das lâminas disponíveis comercialmente são 200.

latão. aço estrutural leve. como. chumbo.5 bronze. estar firmemente presa ao torno de bancada. alumínio. por sua vez. exemplifica a segurar o cabo da serra. U.0 – PROCEDIMENTOS PARA O MANEJO DAS SERRAS Figura 6 – Trabalho de corte com lâmina de 18 dentes por polegada – Exemplo. perfis pesados mm) de aço estrutural. U. Chapas e perfis de aço de parede média. pois a pouca ou excessiva tensão pode danificar a serra. apontando para a parte oposta ao cabo. cobre. L. A figura 6 apresenta. canos. Acima de 3/8” (9. 5. como. aço-ferramenta. ferro fundido. como. (9. perfis de aço de parede fina. ou seja. Além disto. mostra a aplicação de uma lâmina de serra com 24 dentes por polegada em um eletroduto (conduíte). conduítes e perfis I. a aplicação de uma lâmina de serra com 18 dentes por polegada em um vergalhão. a título de exemplo. cantoneiras. também a título de exemplo. chapas. perfis de aço de paredes grossas. por exemplo. perfis de aço I. Para iniciar o trabalho. Existem vários procedimentos para um manejo adequado das serras. ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 4: Serramento . Figura 7 – Trabalho de corte com lâmina de 24 dentes por polegada – Exemplo. eletrodutos (conduítes). aços recozidos. enquanto a outra.22 . Serviços gerais. a peça que se corta deve polegada em uma barra de aço. por exemplo. mm) Tabela 1 – Números de dentes e aplicações de lâminas de serra.CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM Dentes por polegada 14 18 24 32 Aplicação Espessura do material em polegadas e mm Material mole e aços de grande seção. o extremo aplicação de uma lâmina de serra com 32 dentes por oposto do arco e. Acima de 1/4” (6 mm) por exemplo. como explanado a seguir. a tensão da lâmina deve ser a suficiente para mantê-la firme. uma das mãos deve A figura 8. por Menor que 1/8” (3 exemplo. Figura 8 – Trabalho de corte com lâmina de 32 dentes por polegada – Exemplo. por outro lado. serviços gerais de ferramentaria. A figura 7. Figura 9 – Posicionamento dos dentes da serra. aços-ferramenta. L. tubo de parede fina.5 mm) Chapa fina. além disto. 1/8” (3 mm) a 3/8” como. A colocação da lâmina de serra no arco deve ser de tal forma que os dentes apontem para frente em relação ao operador.

sem precipitações nem movimentos bruscos. série curta de golpes muda-se a inclinação da lâmina conseguindo-se deste modo que a pressão dos dentes No caso de se desejar começar o corte pelo que trabalham seja maior e facilitando-se. mantendo o braço que está posicionado para cortar. aplica-se um golpe firme e curto para frente. como ilustrado nas figuras anteriores. ao mesmo lado da peça mais próximo do operador. O ritmo de serragem não deve ser superior a 35 golpes por minuto ao cortar metais duros. é aconselhável mudar a posição da serra. depois de cada Figura 12 – Execução do corte.CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM que. devem ser mantidos entre três e doze dentes. ocorrerá trepidações. e fazendo-se. o corte é um pouco longo. pois.Posicionamento da serra para corte. Figura 11 . Atentar que. alinhado horizontalmente com o torno de bancada. Aplica-se a serra com uma ligeira inclinação em relação à peça. depois. o acabamento com a lima apropriada. Após isto. Em qualquer caso. entretanto. o movimento será de vaivém. Figura 13 – Posicionamento de serra para corte. o desprendimento da limalha. em caso contrário. evitando-se que a serra como mostrado na figura 13. deve-se cortar sempre pelo lado da sobra. coloca-se a tempo. sempre. nesta situação. O curso ou comprimento do movimento da lâmina deve ser o máximo que permita o trabalho. sempre no canto mais distante. idealmente seis. a fim de se conseguir um desgaste uniforme de todos os dentes. 45 para metais semiduros e 60 para metais macios. Se. o primeiro golpe deve ser aplicado fazendo-se pressão para trás (puxando) para evitar que a lâmina emperre. exercendo-se pressão sobre a peça ao avançar a serra e afrouxando a pressão ao retroceder.23 . ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 4: Serramento . levando-se em conta serra emperre. Figura 10 – Posicionamento das mãos. Para iniciar o corte corretamente e com segurança. da lâmina em contato com o material que está sendo cortado. procurando-se manter um ritmo ou cadência de golpes contínuos. Figura 14 – Contato da lâmina com a peça. A figura 11 ilustra o exposto. Uma vez iniciado o corte procede-se à serragem.

CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM Quando for necessário fazer um corte em ângulo. Em hipótese alguma a serra deve ser manipulada horizontalmente para realizar um corte.24 . Figura 19 – Fixação da lâmina. Se não houver alternativa. perdendo a sua capacidade de corte e produzindo resultados pouco precisos. se elas forem superpostas. pois. há o risco de desvio do corte por falta de guia da serra. além de que a altura do arco da serra pode ser pequena para terminar o corte. 6. deve-se prender a peça de modo que o corte continue sendo feito verticalmente. torna-se difícil guiar a serra e se corre o risco (quase certo) de partir a lâmina.0 . os quais podem ser pedaços de cantoneira de ferro. é pouco provável que o corte resulte reto e as peças com comprimentos iguais. devendo-se manter a posição original do corte. Para cortar uma peça de pouca espessura é preferível fazê-lo pela parte mais larga. é conveniente colocar a peça no torno de bancada. o uso de um arco com regulagem que permita montar a lâmina a 450 ou a 900 eliminará o problema. tal como se mostra na figura 16. a distância entre a lâmina e a parte superior do arco pode ser insuficiente para um corte profundo. em caso contrário. Figura 18 – Corte em ângulo. além disto. Esta posição não é adequada para a correta aplicação de pressão e. é conveniente adotar-se alguns Figura 17 – Serragem com guias. No caso de acessos difíceis ou cortes de grande profundidade. Não se deve dobrar ou virar a serra no sentido longitudinal. Figura 15 – Corte longo. Para cortar duas peças em conjunto de modo que fiquem do mesmo comprimento.CONSERVAÇÃO DAS SERRAS A falta de cuidados na manipulação das serras pode levar a uma rápida deterioração. proporcionando segurança para o corte. Figura 16 – Corte de peças de pequena espessura. Desta forma. presa entre dois guias. Geralmente. Isto se deve ao fato de que. elas devem ser dispostas uma ao lado da outra. ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 4: Serramento .

exercer pressão suficiente no arco. Em caso contrário. b) Ao serrar. por outro lado. irá mascar os dentes. ou seja: a) Sempre manter a lâmina com tensão adequada para evitar a ruptura ou afrouxá-la. Outros metais ferrosos. Não exceder oito voltas na borboleta de aperto. for aplicada uma pressão excessiva. na realidade. f) g) ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 4: Serramento . Se. a parafina age como um bom lubrificante. A peça deve ser presa firmemente em um torno de bancada. por exemplo. devem ser lubrificados durante o corte. É interessante que. Após as primeiras vezes que empregá-las. c) Mudar a lâmina se alguns dentes estiverem ou forem quebrados. O aço fundido não necessita de lubrificação. quebre ou os dentes sejam avariados. tencioná-las novamente. Para os não-ferrosos. d) e) Evitar cortes muito rápidos e erráticos. de forma a sentir o corte da lâmina.CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM procedimentos básicos para a conservação e uso destas ferramentas. pois se a lâmina apenas deslizar sobre a peça. A limpeza dos dentes após o uso resulta em uma vida útil maior da lâmina. pois em sua composição entram partículas livres de grafite.25 . é provável que a lâmina torça. porém. reduzindo o seu desgaste e eliminando o calor gerado pela fricção. a lâmina seja destensionada após o uso. ocorrerá uma deformação dos dentes. A lubrificação da lâmina melhora e facilita o corte de metais.

não paralelos. a operação de limar. para se dar o acabamento desejado. 2. e.0 . 1. os quais estão paralelos entre si. É usada para limar materiais ferrosos. Figura 2 – Tipos de cabos.0 – PARTES DE UMA LIMA As limas são ferramentas de aço carbono. como mostrado na figura 2. No picado simples. ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 5: Limagem . formato triangular e faca. O picado pode ser simples ou cruzado. como mostrado na figura 3. entre outras. a) picado cruzado. sendo constituído por uma série de dentes denominados picado. é aquela na qual se retira rebarbas ou pequenas quantidades de material excedente. ou limagem. Uma das extremidades é chamada cauda ou espiga.CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM CAPÍTULO 5: LIMAGEM RESUMO Este capítulo aborda as operações de limagem. Ela se destina à limagem de materiais brandos e o trabalho de desbaste em materiais ferrosos. Desta forma. produzem uma superfície lisa. na qual é possível adaptar um cabo ou punho de madeira ou plástico. No picado cruzado há duas séries de dentes ou linhas de dentes paralelos e cruzados entre si. criando duas zonas de desbaste. constituídas pelas partes mostradas na figura 1.26 . Figura 3 – Tipo de pontas das limas. O corpo é a zona de corte da ferramenta. afinam-se peças de metal. a lima possui uma única seqüência de dentes. portanto. Figura 1 – Partes componentes de uma lima. se aparelha as extremidades de peças serradas. b) picado simples.INTRODUÇÃO A outra extremidade é denominada ponta e pode ter lados paralelos. As limas são empregadas nas operações de desbaste e acabamento para se dar forma final a uma peça. Figura 4 – Tipos de picado.

4. c) Lima paralela para torno. Também são comuns outras limas semelhantes às chatas. mas sem corte nos cantos. enquanto a figura 6 apresenta um detalhe do picado de uma lima bastarda. Figura 7 – Tipos de lima quanto à forma. a) Chata. b) Grau de acabamento que se deseja obter. Além destas limas. f) Faca. Figura 6 – Detalhe do picado de lima bastarda. a saber: a) Tipo de material a ser trabalhado. da quantidade de dentes por polegada) tem-se. corte duplo nas faces e um canto sem corte (liso). a) Grosa. porém mais estreita e mais grossa. d) Formato da peça. c) Tamanho da superfície a limar. ângulo normal ou comprido. Dependendo da espessura dos dentes (ou seja. Figura 8 – Outros tipos de limas. b) Lima pilar. Figura 5 – Classificação das limas conforme a grossura do picado. e) Triangular.27 . conforme o padrão americano. ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 5: Limagem . existe a grosa. porém apresenta dentes maiores. Figura 9 – Grosa – Exemplo. b) Lima pilar.0 – CLASSIFICAÇÃO DAS LIMAS As limas são classificadas em função de sua forma e quantidade de dentes do picado. as limas bastarda. c) Redonda. De modo a escolher adequadamente uma lima é conveniente utilizar-se dos seguintes dados. bastardinha e murça. e.CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM 3. a) Lima paralela. as quais não são afiladas. b) Detalhe do picado. com feitio igual ao das paralelas. a qual é semelhante à paralela. ou seja: a) Limas paralelas. a qual possui um menor número de dentes por polegada. Quanto à forma. c) Lima paralela para torno. d) Quadrada. paralelas na largura e espessura se desejado. A figura 5 ilustra.0 – ESCOLHA DAS LIMAS b) Meia cana. as mais usuais são as mostradas na figura 7. Possui faces com corte simples ou duplo.

Superfícies planas internas. Tipo Bastarda Bastardinha Murça Aplicação Desbaste preliminar. aço. já que nas de picado duplo. Ajustes de furos. ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 5: Limagem . Quanto ao tamanho da superfície a limar. o que significa que se obtém mais facilmente limados mais planos. etc. executando-a até atingir medidas próximas das desejadas. Considerando-se o formato da peça. com acabamento fino. da peça a ser limada.5 mm de espessura. afiação dos dentes de serras ou serrotes e superfícies com ângulo agudo maior que 600. as aplicações de cada tipo são as relacionadas na tabela 1. Além das orientações da tabela 1. posição e etc. este fator depende da experiência e habilidade do operador da lima. perdendo-se. Tabela 2 – Tipos de lima e aplicações quanto ao formato da peça. como. b) Nunca empregar limas murças para trabalhos de desbaste. recomendam-se as utilizações das limas como o estabelecido na tabela 2. peças de formas côncavas ou circulares. Por outro lado. Limagem de ranhuras. deve-se começar a limagem com uma lima bastarda.superfícies arredondadas ou côncavas.. os que são muito brandos. os fundos dos dentes se encheriam facilmente de limalhas. de modo a retirar mais que 0. por exemplo. latão. Figura 11 – Aplicação de lima meia cana. Sulcos com ângulos agudos menores que 600. Aplicação Serviços gerais em superfícies planas e convexas. estas são empregadas para limar bronze. quanto mais curta for a lima.CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM Em relação aos materiais a serem trabalhados. devem ser limados com grosas ou limas de picado simples. Figura 10 – Aplicação de lima chata. Corte rápido em trabalhos no torno. como o chumbo e o estanho. Lado chato . Por outro lado. Sendo assim. De qualquer forma. deve usar-se sempre uma lima chata em grandes superfícies. quanto mais larga for a lima. em ângulo reto e obtuso. a capacidade de corte. emprega-se a lima murça para atingir a medida exata desejada. retirar camadas com menos de 0. em sendo assim.5 mm de espessura.superfícies planas e convexas. As figuras 10 a 13 mostram algumas aplicações de vários tipos de limas. etc. é conveniente considerar que. Ajustes de furos quadrados ou cantos retos. Acabamento Tipo Chata Meia-cana Redonda Quadrada Triangular Faca Pilar Torno Paralela Tabela 1 – Tipo de lima e aplicação quanto ao grau de acabamento. d) Na obtenção de uma peça com um grau de acabamento fino. Ajustes de sulcos de uma peça. rasgos internos e externos. menos ela tende a se levantar. melhor se trabalha. convém considerar-se que: a) Nunca aplicar limas bastardas na retirada de rebarbas ou retoque de peças acabadas. Após isto. c) Não utilizar limas novas para tirar arestas.28 . O grau de acabamento é definido pelo número de dentes por polegada da lima e. No caso do alumínio e suas ligas sempre se utilizam limas de dentes fresados. Lado circular . assim. caso haja a necessidade de se retirar muito material. bem como da forma. Desbaste médio. ferro.

pois. De qualquer forma.MANEJO BÁSICO DAS LIMAS material. Figura 12 – Aplicações de lima redonda. Para limagens normais. No caso de pequenas limas apenas uma mão é suficiente para manipulá-las. Só se deve aplicar pressão contra a peça durante o movimento de avanço. a com o dedo indicador sempre na direção de seu corpo. Para se conseguir uma superfície de limado Figura 13 – Aplicação de lima triangular. cadência deve ser regular e com uma freqüência de 45 Os dedos da outra mão devem prender a ponta. No entanto. bem plana a primeira condição é manter a lima horizontal durante todo o curso de cada golpe. como também produziria um desgaste prematuro da lima. golpes para os duros. em uma superfície abaulada. pressionando-a limagem acelera o desgaste da lima. Deve-se aplicar apenas uma pressão suficiente para cortar o 5. efetuado um movimento de vaivém. deve-se segurar a cauda Além disto. muita ou pouca velocidade na da lima com os dedos de uma das mãos. pois isto resultará procedimentos básicos para se obter bons resultados. desta forma. evitando-se oscilações.29 . sem que ela seja maior numa extremidade do O manejo das limas requer alguns que na outra. Portanto. durante tal movimento. Observe-se que a aplicação de pressão no movimento de recuo.0 . não se deve levantar a lima da superfície de corte. como ilustrado na figura 15. visto que o picado da lima está disposto de tal forma que os dentes só cortam neste sentido.CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM Figura 14 – Manipulação de lima em limagens normais. ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 5: Limagem . a operação de limagem realiza-se aplicando a ferramenta à superfície a limar. Figura 15 – Manejo de pequenas limas. retira-se as rebarbas formadas durante o corte e a superfície da peça se torna mais lisa. não só seria um esforço desnecessário. como a 55 golpes por minuto nos materiais brandos e 25 a 45 mostrado na figura 14.

A limagem de superfícies côncavas é executada com limas redondas ou de meia cana. ela ocorrer em superfícies convexas ou em côncavas.30 . Por outro lado. Figura 17 – Limagem de precisão. No caso de limagem em superfícies curvas podem ocorrer duas situações. Para trabalhos de precisão. As superfícies convexas devem ser desbastadas com limas chatas transversalmente à curva. Figura 19 – Limagem para acabamentos lisos. como na figura 20. Figura 16 – Limagem plana. a curvatura da lima deve ser menor que a da superfície a ser limada. polidos e precisos. Neste caso.CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM 6. O movimento de avanço é acompanhado de um movimento de deslocamento lateral e de uma rotação do cabo da lima Figura 18 – Limagem para desbaste pesado. a lima deve ser aplicada como na figura 17 de modo a se obter melhores resultados. deve ser feito limando-se longitudinalmente. ou seja. iniciando-se com o cabo da lima levantado e terminando-se o avanço com o cabo abaixo e a ponta para cima. para se obter acabamentos muito lisos. por outro lado. a posição a ser empregada é a ilustrada na figura 18. devendo-se alterar a maneira de segurá-la. Para o caso de grandes superfícies planas. o posicionamento das mãos deve ser o mostrado na figura 16. efetuar a limagem em ângulo reto com a peça. mantendo-se a lima no plano e em linha reta. O acabamento.0 – FORMAS DE LIMAGEM Dependendo do resultado que se deseja com a limagem. a forma de manipular a lima é diferente. desejando-se remover rapidamente grandes quantidades de material. ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 5: Limagem . deve-se manter as mãos próximas para impedir dobrar e quebrar a lima. e Figura 21 – Limagem de superfície côncava. Figura 20 – Limagem de superfície convexa. Em desbastes pesados.

por exemplo. ou seja: a) Figura 22 – Limagem das bordas de uma peça. c) Limpar as limalhas das limas com escovas de aço (ou cardas) escovando-as em sentido paralelo à linha dos dentes. ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 5: Limagem . Outra forma de se retirar o cabo de uma lima consiste em bater com um martelo nas bordas do cabo.CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM Por outro lado. o que ocorre. 8. Figura 23 – Instalação de cabo. A operação de retirada do cabo é efetuada colocando-se a lima entre as garras de um torno de bancada quando ela é pequena. nem cravar o cabo segurando-o pela mão e batendo-o. perdendo-se a capacidade de corte e produzindo-se na superfície trabalhada um raiado irregular. limas. aumentando o risco de quebrá-los. Figura 25 – Escovas ou cardas para limpeza das pois ela pode sair e causar ferimentos. é conveniente observar uma série de cuidados para a conservação destas ferramentas. a limagem de bordas estreitas de peças deve ser efetuada diagonalmente a elas. se tal operação for realizada em linha reta. girando-a levemente e procurando que ela fique bem centrada e suficientemente profunda. Figura 24 – Lima tocando as garras do torno de bancada.CONSERVAÇÃO DAS LIMAS A falta de cuidados na manipulação das limas resulta em rápida deterioração. Nunca martelar a lima.0 . ou. então. colocando-a horizontalmente sobre uma mesa ou bigorna e dando um golpe rápido e seco contra o bordo com o cabo. Em seguida. pois ela pode partir. os dentes da lima serão muito pressionados.31 . Coloca-se o cabo em uma lima introduzindo sua cauda no furo do cabo com a mão. Desta forma. Observe-se que. A operação de colocar ou tirar um cabo da lima não apresenta maiores dificuldades. b) Evitar que a lima toque as garras do torno de bancada durante o trabalho. se segura a lima pela sua parte superior e bate-se com o cabo sobre um apoio firme.0 – INSERÇÃO DE CABOS NAS LIMAS Evitar que os dentes das limas toquem ou rocem em outras ferramentas duras. porém requer alguns cuidados e precauções. 7. quando elas são amontoadas sem ordem numa caixa ou sobre a bancada de trabalho.

e) Não utilizar as limas como alavanca ou para bater sobre objetos duros. o picado da lima e a superfície em que se trabalha não devem ser tocados com as mãos. frágeis. pois elas são de aço temperado e. g) Utilizar um só lado da lima até que ele se esgote e. f) Não limar objetos temperados com as limas. h) Não utilizar limas de picado fino para limar peças em bruto. apenas após isto. j) Caso haja um pedaço de limalha que não se consiga retirar com a carda. pois o excesso poderá quebrar os dentes. pois seus dentes serão danificados. ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 5: Limagem . pois isto fará com que a lima resvale sobre o material perdendo a sua capacidade de corte.32 . usar o outro lado.CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM d) Quando se executa a limagem. pode-se fazê-la saltar com uma pequena chapa de latão afiada. atentar para a pressão aplicada. i) Manter sempre as limas bem ordenadas e classificadas no armário ou caixa da bancada de trabalho. k) Ao utilizar uma lima nova. pois os seus dentes facilmente se danificariam. portanto.

reservado aos acabamentos. madeiras fibrosas.0 . cada um com as suas vantagens e usos específicos. o qual é a base da ferramenta abrasiva. O processo de fabricação produz um grão de óxido de alumínio de excepcional pureza que fornece um Figura 1 – Constituição das lixas. duro e robusto. onde os grãos abrasivos são lançados em queda livre de um alimentador sobre o costado onde já está depositada a primeira camada de adesivo. carbeto de silício) e por adesivos de fixação e de revestimento dos grãos abrasivos. Controles especiais permitem que as partes cortantes e pontiagudas dos grãos abrasivos fiquem expostas.33 . dispõe-se de uma grande variedade de lixas de todos os tipos. abrasivo afiado. ligas de aço.1 – Grãos Abrasivos O lixamento é uma das operações em que a superfície dos metais é modificada mecanicamente pelo atrito de abrasivos. manchas. permitindo que as partes pontiagudas e cortantes dos grãos fiquem expostas de uma maneira mais eficiente. onde os grãos abrasivos entram num campo elétrico. promover um acabamento muito estético. Quer se lixe à mão ou à máquina. O carbureto de silício é superior a qualquer outro abrasivo em relação à penetração e rapidez de corte sob leves pressões. b) Eletrostático. titânio. como ilustra a figura 1. magnésio. micro-cristalino que produz resultados ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 6: Lixamento . latão. Sua dureza e afiabilidade tornam este abrasivo ideal para acabamento em materiais não ferrosos como: alumínio. Este cobrimento pode ser feito de duas maneiras: a) Por gravidade. são ferramentas largamente empregadas nos mais variados tipos de indústrias e nas mais diversas aplicações. As lixas. borracha. esmaltados e outros materiais moles. eliminar imperfeições superficiais (como arranhões. É usado em materiais como aço carbono. geralmente. O seu emprego varia desde a execução de desbastes até trabalhos de polimento. plásticos. Óxido de Alumínio Cerâmico Produzido por processo químico e cerâmico que resulta em material denso.INTRODUÇÃO Toda lixa passa por um processo de tratamento do costado e de impressão de sua identificação e características antes do cobrimento com abrasivos. 2. Carbureto de Silício É o mais duro e o mais afiado dos materiais usados em abrasivos revestidos. granulometria e formatos. óxido de alumínio zirconado. e. também conhecidas por abrasivos revestidos. Elas são constituídas basicamente de um costado. Desta forma. etc) e eliminar cordões de solda.CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM CAPÍTULO 6: LIXAMENTO RESUMO Este capítulo aborda a operação de lixamento efetuada manualmente. após o grosso do trabalho ter sido efetuado (geralmente) com a máquina. 1. por grãos abrasivos (óxido de alumínio. sendo sempre atraídos ao costado da lixa (com adesivo) por sua base maior. bronze duro ou madeiras duras. 2. vidro.0 – LIXAS Os tipos de grãos abrasivos mais comuns e mais freqüentemente utilizados são: Óxido de Alumínio Este grão é extremamente robusto e sua forma de cunha permite penetração rápida em materiais duros sem fraturar-se ou desgastar-se excessivamente. O lixamento manual é. os seus objetivos básicos são: diminuir a rugosidade. A maioria dos materiais propostos são utilizáveis manualmente ou para equipar as máquinas.

É utilizado em folhas de lixas para operações manuais e lixadeiras portáteis. 240. ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 6: Lixamento . Drill.Grãos: 220. Combinação Este tipo de costado é obtido a partir de pano e papel ligados entre si por um adesivo de grande resistência. Sua resistência mecânica é muito superior a do papel leve.Grãos: 16. ser: 36.Grãos: 60. o que confere vida longa em operações onde se deseja grande remoção de material.5 – Tipos de Formatos Em certas aplicações de abrasivos revestidos é conveniente um certo espaçamento entre os grãos.Granulometria Provavelmente a propriedade mais importante das lixas é a granulometria.34 . 1200. 500. quanto maior ele for. madeiras duras. Os costados de pano recebem tratamentos de acordo com o tipo de lixa a que se destinam. o que evitará a retenção de cavacos provenientes da peça reduzindo assim a possibilidade de um excessivo empastamento da lixa. ligas à base de níquel. É indicada para evitar empastamento em operações onde é gerada muita poeira. 800. geralmente. quanto maior a numeração. em metais e madeiras com vernizes. Os tecidos comumente usados são: Lonita. metais moles e fibra de vidro são exemplos de materiais típicos que requerem lixas com camada aberta. 2. Existem casos onde. o óxido de alumínio zirconado é recomendado em operações de desbaste pesado em metais e madeiras. pré-pintura. As lixas são.CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM superiores em uma grande gama de aços-carbono. 1500 e 2000. São destinados para a fabricação de lixas utilizadas em operações mecanizadas leves de desbaste. 40 e 50. em sendo assim. camadas oxidadas. b) Desbaste Leve . É indicada para operações de acabamento e para lixas de grãos finos. ligas aeroespaciais. Cetim e Poliester. 600. a seguinte relação entre aplicação e granulometrias: Os formatos de abrasivos revestidos podem a) Desbaste Pesado . aglomerados. a seco ou refrigeradas. Óxido de Alumínio Zirconado Este grão tem como característica principal um grande poder de auto afiação. remoção de 320. 2.Grãos: 120. 280 e de desbaste e acabamento de superfícies. Folha c) Semi Acabamento . porque ao fraturar-se este grão produz novas pontas abrasivas e cortantes. portáteis. Desta maneira. semi-acabamento e acabamento. no sentido contrário. 80 e 100. para assoalhos e em lixadeiras de cilindros no formato de folhas grandes. Camada Fechada Significa uma maior quantidade de grãos por unidade de área. Madeira. Jeans. Já as lixas com costado de papel pesado possuem gramatura que variam entre 180 e 280 g/m2. Utilizado nas indústrias madereiras pesadas. Costado de Fibra O costado de fibra (fibra de algodão + papel) é o que apresenta a mais alta resistência mecânica.2 – Camada Abrasiva Portanto a granulação define a gradação de uma lixa e. geralmente. a saber: Camada Aberta Significa uma menor quantidade de grãos por unidade de área. inclusive aquelas que necessitam de grandes esforços. tem-se que: “Quanto menor for o número. massas e tintas. mais fina será a lixa”. compensados e alguns aços inoxidáveis.Grãos: 360. 2. A principal característica é sua flexibilidade. as folhas de lixa são indicadas para operações d) Acabamento . 24. 30. 2. sendo sua aplicação mais usual em discos para lixadeiras portáteis. oferecendo uniformidade no acabamento. Utiliza-se. mais grossa será a lixa e. São aplicadas em lixas nos formatos de cintas ou fitas.4 – Tipos de Costados Os costados podem ser: Costado de Papel As lixas com costado de papel leve possuem gramatura que variam entre 70 e 150 g/m2. excesso de material. etc. Costado de Tecido O costado de pano é empregado em lixas para operações manuais e mecânicas. seladoras. 150 e Para trabalhos manuais e com máquinas 180.3 . fabricadas em dois tipos de densidade superficial de grãos abrasivos. tanto menor será o tamanho do grão. 400. a qual determina numérica e inversamente o tamanho do grão. em função dos espaçamentos a camada de abrasivo recobre apenas 50% da área total da lixa. acabamento e) Polimento . Portanto.

________________________________________________________________________________________________ Capítulo 6: Lixamento . o lixamento pode ser úmido ou seco. elas apresentam as seguintes granulações: a) b) c) d) Lixa d’água: Lixas para massa: Lixas para madeira: Lixas para ferro: 80 a 2000. d) Fibra: para desbaste e acabamento em superfícies metálicas. querosene. sendo necessária. Tais lixas possuem um costado impermeável e são utilizadas nos processos de lixamento de pintura. discos. Quando se utilizam folhas de lixa. No primeiro caso. A cinta de lixa é rápida na remoção de máquinas vibradoras. etc. etc. Versátil e muito resistente. 60 a 220. As cintas estreitas têm Rolo de lixa largura até 600 mm. confecção própria de cintas e materiais com mínima geração de calor sobre a peça. massas e seladoras. b) Lixas para ferro: São usadas em operações manuais ou lixadeiras portáteis. a utilização com suporte específico. emprega-se a chamada lixa d'água. setor automotivo. 36 a 320. São usadas molhada com água. b) Auto-adesivos: com adesivo apropriado no costado. c) Combinação: Estas lixas combinam em seu costado papel de alta gramatura e uma fina trama de pano. sendo mais comumente usadas na repintura automotiva. gasolina. sendo as cintas de largura superior Os rolos podem ser recortados para uso em a 600 mm consideradas cintas largas. cordões de solda. Figura 3 – Rolo de lixa. Normalmente. Disco de lixa Existem basicamente 4 tipos de discos: a) Padrão (Standard): para operações mecanizadas. suporta grandes esforços e altas velocidades. operações manuais. massa de lanterneiro. Figura 4 . Possuem excelente aplicabilidade para lixar resina. 36 a 220. com ou sem furo central.35 .Disco de lixa. na remoção de camadas e acabamentos para pintura. c) Pluma: com pluma no costado. São usadas na raspagem de tacos e assoalhos. (conforme se trabalha a própria água vai limpando as impurezas retiradas do objeto lixado). gesso. em quase todos os tipos de lixas. revestimentos de cilindros.CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM Figura 2 – Folha de lixa. para superfícies metálicas nas operações de desbaste e acabamento. etc. No lixamento seco utilizam-se lixas para: a) Madeira/Massa: Estas lixas possuem camada aberta para diminuir o efeito do empastamento e são usadas em madeiras. Cinta de lixa As cintas consistem de uma tira de abrasivo de largura e comprimento determinado unida por emenda na sua extremidade. que facilita a substituição.

Lixadeira oscilante ou orbital A lixadeira orbital ou oscilante é aplicada para lixar e dar acabamento em pequenas superfícies ou em espaços reduzidos. Figura 9 – Lixadeira excêntrica. Lixadeira excêntrica A lixadeira excêntrica permite.LIXADEIRAS A lixadeira é um tipo de ferramenta que utiliza um formato qualquer de lixa. Figura 7 – Lixadeira de disco. por isso. devido à sua base maleável. sendo o resultado um acabamento fino. Figura 5 .36 . Figura 6 – Roda. e. 3. A sua base efetua movimentos elípticos quase imperceptíveis. Lixadeira de cinta A lixadeira de cinta retira grandes quantidades de material e. Roda Figura 8 – Lixadeira oscilante (orbital). por exemplo. é aplicável em trabalhos mais pesados. como decapagens. sendo o seu acionamento elétrico ou a ar comprimido. sistema rápido e fácil de troca de lixas através de grampo. com facilidade de operação pois pode ser operada com apenas uma das mãos.CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM sendo de fácil ajuste manual e indicada para desbaste. ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 6: Lixamento .0 . As principais lixadeiras portáteis são: Lixadeira de disco A lixadeira de disco é aplicada no lixamento de materiais diversos com alta produção. acabamento e polimento de diversos materiais.Cinta de lixa. o lixamento de superfícies não planas.

320 36 . dobrar a folha da lixa ao meio. ele deve continuar com a aplicação de uma lixa 320. para se obter um bom acabamento da superfície é obrigatório começar o lixamento no sentido lixa mais grossa primeiro.320 36 .0 – PROCEDIMENTOS PARA O LIXAMENTO 4. Ferramenta Figura 10 – Lixadeira de cinta.320 60 . O resultado na área lixada são riscos no sentido de ação da lixa.180 24 .180 24 . entretanto. Neste último caso.180 Angular (disco) 16 a 180 Lixadeira Portátil (fita) Orbital (redonda) 60 a 1500 36 a 150 36 150 60 a 180 60 150 60 180 60 180 60 180 40 . Por isso. da qual remove cavacos de material. proporcional ao tamanho do grão abrasivo.320 36 .180 16 .180 24 . depois uma 400 e. ainda. lixa mais fina na seqüência.320 36 . se o trabalho foi iniciado com Figura 12 – Dobramento da folha da lixa. o tipo de lixa e a ferramenta. Por exemplo. vernizes.80 40 . uma 600.80 16 . poderá se rasgar aleatoriamente.180 Tabela 1 . até o grau de acabamento.220 36 .180 24 . como a mostrada na figura 11. para tanto.320 16 .37 No lixamento manual. são necessárias etapas de lixamento.80 40 . fazendo um vinco forte. primers Madeira dura e resinada Madeira mole Aço Aço inoxidável Não ferroso Ferro fundido Plástico Assoalho.CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM liso. Figura 11 – Lixadeira de bancada.1 – Considerações Gerais 4. se a lixa não for devidamente vincada. de modo a facilitar o seu perfeito corte. Desta forma.2 – Lixamento Manual O lixamento é feito pela ação penetrante de sucessivos grãos abrasivos da lixa na peça obra. . A profundidade destes riscos é. faca ou simplesmente á mão.Granulações comerciais de acordo com o material a ser lixado. Material Tintas. que podem ser empregadas na ajustagem. é conveniente dividir a folha em vários pedaços e. resultando em perdas de material e rebarbas que irão prejudicar um bom desempenho. devem ser recortadas com tesoura. 4. em princípio. Atentar.80 40 . Também existem as chamadas lixadeiras de bancada.80 40 . com dimensões proporcionais a sua dimensão e agressividade. com lixas de diversas granulometrias.80 40 .80 40 . A tabela 1 fornece subsídios para a escolha da lixa em função do método de lixamento (manual ou com lixadeira portátil) e do material a ser lixado. para que na seqüência de uso de cada número de lixa. Portanto. como ilustra a figura 12. a grana seguinte não exceda mais que 50% do grão usado anteriormente. uma lixa 220 e se deseja um acabamento extremamente ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 6: Lixamento . mármore e pedra Lixamento Manual (folha) 80 a 1500 36 .

sempre que possível. certificar-se de que eles não estão se arredondando. ou seja. plástico ou borracha. considerando-se a superfície de trabalho. na realidade. de modo a não danificar as suas fibras. Figura 13 – Subdivisão da folha de lixa em vários pedaços. o executor do lixamento é quem deve sentir qual o tamanho dos pedaços mais funcional e adequado à suas mãos. Desta forma. eventualmente. o sentido do veio. servirá para a limpeza da peça. Observa-se que o tamanho dos pedaços será definido pelo manuseio. De qualquer forma. a folha da lixa deve ser subdividida até que se obtenham vários pedaços iguais. Figura 17 – Lixamento de madeira ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 6: Lixamento . Figura 15 – Lixa e suporte.38 . é conveniente enrolar a lixa em um pequeno suporte para se obter uma superfície plana Existem suportes feitos de cortiça. apenas está se seguindo as irregularidades da citada superfície e. como ilustra a figura 13. Figura 14 – Lixamento de fita de cobre com a lixa pressionada apenas com os dedos.CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM Em seguida. deverá ser apropriado à área que se quer lixar. recomenda-se dividir a folha em menos partes. Figura 16 – Lixamento com suporte de uma placa de alumínio. para peças ou superfícies muito extensas. Sentido do movimento Ao lixar os cantos de um objeto qualquer. deve-se seguir. Alguns procedimentos recomendáveis para utilização de folhas de lixas são fornecidos a seguir: Suporte de lixa Pressionando-se a lixa com os dedos. Além disto. Se o lixamento for aplicado em peças de madeira.

assim. Levantar a máquina antes de desligá-la.1 – Lixadeira de cinta A lixadeira de cintas. Formas arredondadas Para trabalhar formas arredondadas. ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 6: Lixamento . A lixadeira de cintas é um aparelho potente. devido à sua maleabilidade e robustez. para os trabalhos mais difíceis. por isso normalmente é munida com duas pegas para permitir dirigi-la corretamente. para se obter um melhor acabamento.3 – Lixamento Com Lixadeiras 4. como citado anteriormente.39 . Sempre efetuar um movimento regular e contínuo em vaivém. Um exemplo desta aplicação é o lixamento de tubos de cobre nas extremidades.2 – Lixadeira orbital A lixadeira orbital oferece um lixamento mais fino para superfícies planas. a limpeza deve ser efetuada com um pano embebido em aguarrás. que não se rasga e adaptase à forma do objeto. 4. umedecê-las levemente antes da passagem da lixa mais fina. depois. não sendo necessário exercer pressão sobre a máquina. Em seguida. Ao acabar. ultrapassando sempre a superfície lixada.3. Após isso. colocando-a com uma inclinando de 15° em relação ao veio. A máquina deve ser posta em funcionamento. Efetuar movimentos de de pano. principalmente em peças de madeira. Precauções com a pressão aplicada Sempre trabalhar com lixas em bom estado de abrasividade e com uma pressão moderada. não deve ser Figura 19 – Lixamento de tubo com lixa com costado excessivamente pressionada. deixar secar bem .CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM Limpeza Retirar toda a poeira depois do lixamento. serve por isso.3. retira grandes quantidades de material. O seu peso é geralmente suficiente para assegurar um bom funcionamento. qualquer que seja o material lixado. se o material a ser lixado for madeira. 4. onde. ocasionam rugosidades e manchas de queimaduras no tratamento seguinte da superfície. para permitir que o lixamento seja uniforme. e. aos trabalhos com formas arredondadas tanto em madeira com também aos metais ferrosos ou não ferrosos. vão ser soldados. É conveniente fixá-los antes de lixar. Figura 20 – Aplicação de lixadeira de cinta. Na sua aplicação. utilizar uma faixa de pano abrasivo. para que a superfície possa receber bem a etapa seguinte. Figura 18 – Lixamento de tubo de cobre Costado de pano As lixas com costado de pano adaptam-se. Lixas grossas e pressão excessiva no lixamento. A sua eficácia se deve à sua banda circular que roda a grande velocidade (e na qual o sentido de rotação é indicado por setas). pois. as fibras se endireitarão. Umedecimento Nas peças de madeira. pode-se passar a lixa extrafina.

dependendo do lixamento.CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM vaivém o mais amplos possível. é necessária a utilização de óculos ou máscaras de segurança.0 . Para diminuir o pó no ambiente de trabalho é Figura 25 – Projeções de fagulhas na utilização de conveniente sempre utilizar um saco coletor. pois pode haver a projeção de fagulhas e pedaços de material. Figura 22 – Utilização de máscara em lixamento manual. ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 6: Lixamento . Além disto. Figura 24 – Utilização de saco coletor e máscara.40 . mesmo que o lixamento seja manual. Figura 23 – Utilização de saco coletor. lixadeira de disco. Ultrapassar sempre as zonas já lixadas. sendo recomendável a utilização de máscaras. 5. Um grande problema no lixamento é o pó gerado durante a operação. Figura 21 – Aplicação de lixadeira de orbital ou oscilante.SEGURANÇA Lixar pode ser tão perigoso como serrar ou cortar.

0 – LINHA NEUTRA E EFEITO MOLA Este capítulo se dedica à descrição dos processos manuais de dobramento e curvamento de chapas e tubos. a qual é denominada de linha neutra. A operação de dobramento provoca uma deformação plástica (permanente) no material trabalhado. ocorre uma outra. há uma região que não sofre deformação durante os processos. aplicando-se à operações distintas. Figura 4 – Efeito mola no dobramento. chamada deformação elástica. A curva é a parte de um material plano que apresenta uma curvatura ou arqueamento. Antes dela. a qual não é permanente. Desta forma. Figura 3 – Linha neutra. O curvamento.0 .CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM CAPÍTULO 7: DOBRAMENTO E CURVAMENTO RESUMO 2. em ângulo.41 . ou seja. Tanto nas operações de curvamento quanto nas de dobramento. o esforço de flexão é feito com intensidade. Figura 1 – Dobras. de modo que provoca uma deformação plástica no material.INTRODUÇÃO Na mecânica. O dobramento é a operação que é feita pela aplicação de dobra ao material. a operação exige que se considere a recuperação elástica do material (ou efeito mola). A dobra é a parte do material plano que é flexionada sobre uma base de apoio. No entanto. as dimensões internas e externas se tornam diferentes. porém. mudando a forma de uma superfície plana para duas superfícies concorrentes. 1. as palavras dobrar e curvar não são empregadas como sinônimos. por outro lado. Desta forma. é a operação feita pela aplicação de curva ao material produzido. para que se tenham as dimensões exatas na peça dobrada. Figura 2 – Material curvado. permanente. pois uma sofre um esforço de compressão e a outra de alongamento. ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 7: Dobramento e Curvamento .

DOBRAMENTO 3. usam-se ferramentas e gabaritos. como mostra a figura 5. Estas máquinas se movimentam pela aplicação da força de um ou mais operadores. é mais facilmente detectado e analisado.CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM O efeito mola é uma função da resistência do material. ou à máquina.Dobradeiras Manuais As dobradeiras manuais ou viradeiras são máquinas acionadas manualmente e de grande uso nas indústrias. a escolha da ferramenta de impacto. que é uma máquina de curvar chapas. com auxílio da calandra. 3.0 . a frio. o esforço de flexão é exercido manualmente. A operação de dobramento é feita. para evitar deformações. onde são aplicados esforços gradativos para se conseguir a curvatura planejada. mas. Em uma operação desse tipo. usam-se as chamadas prensas dobradeiras ou dobradeiras.Dobramento Manual Figura 6 – Dobradeira manual. Quando a operação é feita manualmente. Além disso. A escolha de utilização de um ou outro tipo de operação depende das necessidades de produção [1]. é preciso calcular corretamente o ângulo de dobramento que se quer. grifa e gabaritos. 3. A figura 7 mostra o curvamento de uma barra com auxílio de dispositivo preso na morsa. O ângulo deve ser calculado com abertura menor do que a desejada. ao se planejar uma operação de dobramento. A operação de curvamento é feita manualmente.0 . para que depois da recuperação elástica a peça fique com a dobra na dimensão prevista. morsa. flanges para tubulações etc [1]. Na operação feita à máquina. em casos especiais. Esta operação permite fazer cilindros de pequenas dimensões. como o martelo. na maior parte das vezes. preso na morsa. ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 7: Dobramento e Curvamento . cantoneira e calços protetores. 4. sempre de acordo com o raio de curvatura desejado.CURVAMENTO No dobramento manual. tem que ser adequada à espessura do material a ser dobrado. com o auxílio de ferramentas e dispositivos como: martelo. Portanto. suportes. O dobramento pode ser feito manualmente ou à máquina. no dobramento. por meio de dispositivos e ferramentas. devem ser usados Figura 7 – Curvamento com auxílio de dispositivo calços protetores para a peça a ser dobrada [1]. Pode ainda ser feita a quente.1 . do raio e ângulo de dobra e da espessura do material a ser dobrado e ocorre em todos os processos de conformação. No curvamento manual o esforço de flexão é feito com o auxílio de martelo. Figura 5 – Dobramento com martelo e morsa.42 .2 . perfis e tubos.

metais não ferrosos e tubulações de freio com diâmetro de 4. ser um tubo de ferro galvanizado. o qual é indicado [2] para tubos de cobre. Figura 11 – Curvadores de eletrodutos e aplicação. Para eletrodutos é comum empregar-se o curvadores da figura 11. sem dobras ou amassamento. o qual poderá. é possível utilizar a ferramenta mostrada na figura 8. flanges. Em tubos e eletrodutos de pequeno diâmetro. O seu uso é ilustrado na figura 10. Figura 9 – Ferramenta para dobrar tubos e eletrodutos. resultando na ferramenta mostrada na figura 9. Figura 10 – Uso de dobrador de tubos. pressão exercida durante o curvamento e dispositivos adequados a cada tipo de trabalho. elos etc. resulte uma curvatura perfeita. Peças como anéis. no processo.43 . são executados com êxito a quente quando observados cuidadosamente os componentes do processo como: calor aplicado no local correto por meio de maçarico ou forja adequados à espessura da peça. Naturalmente. Neste caso. Para efetuar manualmente curvas de até 1800 pode-se utilizar um curvador como da figura 23. Figura 8 – Ferramenta para dobrar tubos e eletrodutos.75 a 12 mm e espessura de parede de até 1. Figura 12 – Curvador de tubos [2]. de 1/2” a 1 e 1/4”. inclusive.CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM Observa-se que o trabalho de curvar barras torna-se mais fácil quando o material recebe aquecimento. existem várias ferramentas adequadas para tanto. 5. ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 7: Dobramento e Curvamento .5 mm. inserir um braço na parte superior da ferramenta.0 – CURVAMENTO DE TUBOS E ELETRODUTOS Para curvar tubos e eletrodutos é necessário que. ou seja.

existem muitos outros modelos de curvadores como ilustrado nas figuras a seguir.CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM Para tubos leves.44 .Curvador de tubos (mini).A. – “Catálogo de Ferramentas – Edição Millenium”. alumínio e cobre. Figura 14 . pode-se empregar o curvador da figura 16. Para tubos de aço. Figura 13 .Curvador de tubos até 900. inox. [2] Ferramentas Gedore do Brasil S.Curvador de catraca. Figura 15 . ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 7: Dobramento e Curvamento .Aula 75: Dobramento e Curvamento”. Figura 16 – Curvador de tubos. com diâmetros de 15 a 54 mm e espessura de parede até 2 mm. Fundação Roberto Marinho. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [1] Telecurso 2000 – “Processos de Fabricação .

removidos para facilitar a O primeiro fato a ser considerado é que não se desmontagem e limpeza do setor. a e) Os circuitos elétricos devem ser adoção de procedimentos seqüenciais bem distintos. basta desligar a fonte de alimentação elétrica ou. Porém. O texto foi extraído das referências [1] e [2] e ligeiramente adaptado. cabos. Essa cuidados periódicos do serviço de manutenção remoção é necessária para facilitar o preventiva é capaz de trabalhar. borracha ou couro. quando se trata de espalhamento desses óleos no chão ou máquinas mais complexas. no exame da ficha de manutenção da f) Os conjuntos mecânicos pesados máquina e na realização de testes envolvendo os devem ser calçados para evitar o instrumentos de controle.0 . d) É necessário drenar reservatórios de No caso de máquinas mais simples. Após deve desmontar uma máquina antes da análise dos a remoção. antes de tudo. 2. os circuitos elétricos para evitar acidentes. devem ser revistos pelo problemas. Essa seqüência de procedimentos fundamentase nas seguintes razões: A desmontagem e montagem de máquinas e equipamentos industriais fazem parte das atividades dos mecânicos de manutenção e são tarefas que exigem muita atenção e habilidade. sem problemas. d) drenar os fluidos. ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 8: Montagem e Desmontagem . o que previne acidentes e uma máquina deve ser evitada sempre que possível. remover os fusíveis. sempre é necessário efetuar alguns ajustes e. danos às peças. b) remover as peças externas. são analisadas a seguir. mangueiras. funcionando nas na retirada das proteções de guias. ou seja: a) desligar os circuitos elétricos. por isso.CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM CAPÍTULO 8: MONTAGEM E DESMONTAGEM RESUMO Este capítulo apresenta vários procedimentos para montagem e desmontagem de máquinas e equipamentos. quando algum dos componentes interferências das sujeiras ou resíduos falha. operador. é necessário identificar o importantes e delicados.1 – Considerações Gerais sistema. defeito e eliminar suas causas. tubulações. feitas de plástico.INTRODUÇÃO porque demanda gasto de tempo com a conseqüente elevação dos custos. muitos anos. Em geral. uma vez que a máquina encontrase indisponível para a produção. do mecânico de manutenção. g) calçar os componentes pesados. se a desmontagem precisar ser feita. desequilíbrio e a queda de seus Salienta-se que a desmontagem completa de componentes. f) remover alavancas. 1. devendo ser desenvolvidas com técnicas e procedimentos bem definidos. uma máquina ou equipamento b) A remoção das peças externas consiste industrial instalado corretamente. é óleos lubrificantes e refrigerantes para relativamente fácil identificar o problema e evitar possíveis acidentes e o providenciar sua eliminação.0 . por trabalho de desmonte. dependendo do 2. há uma seqüência de procedimentos a ser observada.45 . Apesar dessas atividades não integrarem qualquer processo de usinagem. De qualquer modo. a) É preciso desligar. condições especificadas pelo fabricante e recebendo barramentos e raspadores de óleo. seja por descuido na operação. c) limpar a máquina. A análise deve ser baseada no relatório do setor de manutenção elétrica. c) A limpeza preliminar da máquina evita Entretanto. e sua remoção exigem. seja por que poderiam contaminar componentes deficiência na manutenção. e) remover os circuitos elétricos. a identificação do problema na bancada de trabalho.DESMONTAGEM Para tanto.

a seqüência é a mesma que a adotada para os apertos. b) Para desapertar os parafusos. facilitando a retirada deles. Um não haverá problema de aperto além do limite pode causar posicionamento.46 . Se a ação dos desoxidantes não for eficiente. sabe-se a seqüência dos desapertos. Conhecendo a seqüência de apertos. É importante obedecer à orientação da conjunto de peças. pouco antes de removê-los.CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM Obedecida a seqüência desses procedimentos. o operador deverá continuar com a desmontagem da máquina. efetuando as seguintes operações: a) Colocar desoxidantes nos parafusos. deformação e desalinhamento no d) Remover e colocar as peças na ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 8: Montagem e Desmontagem . pode-se aquecer os parafusos com a chama de um aparelho de solda oxiacetilênica. A tabela 1 mostra a seqüência de apertos. Os desoxidantes atuam sobre a ferrugem dos parafusos. tabela para que o aperto dos elementos c) Identificar a posição do componente da de fixação seja adequado ao esforço a máquina antes da sua remoção. que eles podem ser submetidos. Assim. Tabela 1 – Seqüência de apertos.

2. gasolina. b) jatear (soprar) a peça de modo que os jatos de ar atinjam-na obliquamente. que corresponde à pressão ideal para a secagem. portanto. correção das falhas ou defeitos. b) Limpar as peças . imprudente pode provocar a entrada de d) Retirar as peças de dentro da máquina e partículas na pele. .com pincel de cerdas duras Para o uso de ar comprimido é conveniente para remover as partículas e crostas seguir as seguintes normas de segurança: mais espessas. mantendo-as na posição correta de funcionamento. e) Lavar as peças no lavador.limpar o piso e outros locais onde quem for operá-las e manuseá-las nas tarefas do dia-ao querosene tiver respingado.Secagem Rápida das Peças Usa-se ar comprimido para secar as peças com rapidez. destas máquinas. posteriores de montagem. ser observadas: acelerando o processo de desgaste por . e a separação das peças em lotes. Essa ação de partículas. limpeza de máquinas em geral.Peças a serem examinadas no laboratório. Nesse Durante a lavagem de peças. certas máquinas antigas ou de .Peças perfeitas e. as último caso. pois são substâncias que em contato com a pele podem provocar irritações. Não utilizar óleo diesel.dentro da máquina de lavar . seus componentes.CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM bancada. c) Continuar lavando as peças com a) Evitar jatos de ar comprimido no querosene para retirar os resíduos finais próprio corpo e nas roupas. boca. .Lote 1. a lavagem. Geralmente as máquinas são acompanhadas de . A lavagem de peças deve ser feita com o auxílio de uma máquina de lavar e pincéis com cerdas duras.manter o querosene sempre limpo c) Utilizar sempre óculos de segurança. nariz e deixar o excesso de querosene aderido pulmões. usando querosene.3 . Essa limpeza permite identificar defeitos ou falhas nas peças como trincas. Isto facilita a montagem e. ajuda na confecção de croquis. para evitar o agravamento de trincas existentes. . olhos. Nesse caso. Esse b) Evitar jatos de ar comprimido em excesso deve ser recolhido dentro da ambiente com excesso de poeira e na própria máquina de lavar. tíner ou álcool automotivo.Peças danificadas que devem ser substituídas.utilizar óculos de segurança. abrasão.Atividades Pós-Desmontagem apresentam. Entretanto. é recomendável problemas na pele. deve-se dar início à reaproveitáveis.Lote 3 . fazer um croqui (esboço) dos conjuntos desmontados . se for caso. a) Colocar as peças dentro da máquina de lavar.manter a máquina de lavar em manuais que mostram desenhos esquematizados dos ótimo estado de conservação. para evitar de difícil interpretação.47 . desgastes etc. de acordo com o estado em que se 2.2 . contendo querosene filtrado e desodorizado. e filtrado.Peças que necessitam de ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 8: Montagem e Desmontagem . Nesse caso. o que facilitará as operações sempre. escorrer por alguns minutos. O objetivo dos manuais é orientar . O jateamento deverá ser aplicado de modo intermitente para não provocar turbulências. uma vez por 2. o secamento . causando danos à saúde. após o procedência estrangeira são acompanhadas de manuais término das lavagens. o ar pode levar partículas seguintes medida de segurança deverão abrasivas para as guias e mancais. calçados adequados. e) Separar as peças lavadas em lotes.lavar as mãos e os braços.4 .Lote 2 . deve-se proceder da seguinte forma: a) regular o manômetro em torno de 4 bar. . . se as lavagens forem freqüentes. dia.decantar o querosene.Manuais e Croquis semana.manter as roupas limpas e usar. A seqüência de operações para a lavagem de peças é a seguinte: recondicionamento.Lote 4 . ou seja: Após a desmontagem.

2 . basicamente são aplicados dois métodos para se fazer a montagem de conjuntos mecânicos: a montagem peça a peça e a montagem em série.1 – Objetivos da Montagem A montagem tem por objetivo maior a construção de um todo. b) Examinar os conjuntos a serem montados para se ter uma idéia exata a respeito das operações a serem executadas. verificar se as engrenagens estão se acoplando sem dificuldade. Além disso. e) Verificar se nos diferentes elementos mecânicos há pontos de referência. caso existam. efetuar a montagem segundo as referências existentes. para comprovar o funcionamento perfeito das partes. recuperação de chavetas. de d) Examinar em primeiro lugar a ordem de colocação das diferentes peças antes de começar a montagem. substituição de elementos mecânicos. De fato.Recomendações Para a Montagem Nos setores de manutenção mecânica das indústrias. ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 8: Montagem e Desmontagem . correção de erros de projeto. esse todo é representado pelos conjuntos mecânicos que darão origem às máquinas e equipamentos.MONTAGEM 3. a figura 1 mostra a seqüência de operações a serem realizadas para a montagem de uma bomba de engrenagens. o controle de qualidade envolve a conferência da peça e suas dimensões. f) Evitar a penetração de impurezas nos conjuntos montados. rasqueteamento. é possível verificar se há folgas e se os elementos estão dimensionalmente adequados e colocados nas posições corretas. poderá produzir outras falhas e danos em outros componentes. Um controle de funcionamento limpos. g) Fazer testes de funcionamento dos elementos. as especificações dos fabricantes dos componentes a serem utilizados na montagem dos conjuntos mecânicos. isto é.3. montados segundo normas preestabelecidas. desde que não haja planos e normas relativas à montagem. Sem controle dimensional ou sem conferência para saber se a peça é realmente a desejada e se ela não apresenta erros de construção.CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM As atividades de correção mais comuns são as seguintes: a) b) c) d) e) f) g) confecção de peças. Como exemplo. o mecânico de manutenção deverá seguir. recuperação de roscas. substituição de elementos de fixação. bem como o ferramental. caso existam. indicará se será preciso fazer correções. h) Lubrificar as peças que se movimentam para evitar desgastes precoces causados pelo atrito dos elementos mecânicos. para que o todo seja alcançado e venha a funcionar adequadamente. conforme a montagem for sendo realizada.Métodos para Realização da Montagem 3. a a) Verificar se todos os elementos a serem atividade de montagem propriamente dita se limita a montados encontram-se perfeitamente uni-las ordenadamente. Se houver. protegendo-os adequadamente. 3. Outro cuidado que o mecânico de manutenção deve ter. é controlar a qualidade das peças a serem utilizadas. 3. 3. Por meio de testes de funcionamento dos elementos.Montagem peça a peça A montagem peça a peça é efetuada sobre bancadas.48 .0 . constituído por uma série de elementos que são fabricados separadamente. se uma peça dimensionalmente defeituosa ou com falhas de construção for colocada em um conjunto mecânico. quando se trata da montagem de conjuntos mecânicos. haverá riscos para o conjunto a ser montado. c) Consultar planos ou normas montagem. A montagem de conjuntos mecânicos exige a aplicação de uma série de técnicas e cuidados por parte do mecânico de manutenção. Como todas as peças já estão ajustadas. Em manutenção mecânica. Por exemplo.3 . Nesse aspecto.1 . Esses elementos devem ser colocados em uma seqüência correta. sejam elas novas ou recondicionadas.

deve-se proceder da seguinte forma: a) Fazer uma análise detalhada do conjunto antes de desmontá-lo. invertendo-se a seqüência de desmontagem. mostra a seqüência de operações a serem realizadas para a montagem de uma série de bombas de engrenagem.49 . c) Anotar os nomes dos elementos à medida que vão sendo retirados do conjunto. b) Fazer um croqui mostrando como os elementos serão montados no conjunto.Aula 16: Montagem de Conjuntos Mecânicos”. ________________________________________________________________________________________________ Capítulo 8: Montagem e Desmontagem .CM 101 – NOÇÕES DE USINAGEM Figura 2 . [2] Telecurso 2000 – “Manutenção .3.Aula 15: Técnicas de Desmontagem de Elementos Mecânicos”.Montagem em série de bomba de engrenagens – Exemplo.Montagem em série A figura 2. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS [1] Telecurso 2000 – “Manutenção . Fundação Roberto Marinho. Caso não haja manual de instruções ou esquema de montagem.Montagem de bomba de engrenagens peça a peça – Exemplo. d) A montagem deve ser baseada no croqui e nas anotações feitas anteriormente.2 . 3. a título de exemplo. Figura 1 . Fundação Roberto Marinho.

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