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Notas de Análise Funcional - Jorge Mujica

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Seja E um espa¸co normado. Lembremos que a topologia fraca σ(E,E ), ´e
a topologia que admite como base de vizinhan¸cas de x0 ∈ E os conjuntos da
forma

U(x0;φ1,...,φn; ) = {x ∈ E : |φj(x−x0)| < para 1 ≤ j ≤ n},

com φ1,...,φn ∈ E e > 0. Denotemos por τE a topologia da norma em
E. Como cada vizinhan¸ca U(0;φ1,...,φn; ) cont´em uma bola, ´e claro que

σ(E,E ) ≤ τE.

26.1. Observa¸c˜ao. N˜ao ´e dif´ıcil provar que cada vizinhan¸ca da forma
U(0;φ1,...,φn; ) cont´em uma vizinhan¸ca da formaU(0;ψ1,...,ψm;δ), comψ1,...,ψm
linearmente independentes.

26.2. Proposi¸c˜ao. Se E ´e um espa¸co normado, ent˜ao (E,σ(E,E )) = E .

Demonstra¸c˜ao. Como σ(E,E )) ≤ τE, ´e claro que

(E,σ(E,E )) ⊂ E .

Para provar a inclus˜ao oposta, seja φ ∈ E . Como

U(0;φ; ) = {x ∈ E : |φ(x)| < },

´e claro que φ ´e σ(E,E )-cont´ınua.

O lema seguinte ´e muito ´util.

26.3. Lema. Seja E um espa¸co vetorial, e sejam φ1,...,φn,φ ∈ E

tais que

n
j=1

φ−1

j (0) ⊂ φ−1

(0).

Ent˜ao φ ´e combina¸c˜ao linear de φ1,...,φn.

Demonstra¸c˜ao. Seja T : E → Kn

definida por

Tx = (φ1(x),...,φn(x)).

Ent˜ao T ´e linear, e segue da hip´otese que T−1

(0) ⊂ φ−1

(0). Se definimos
ψ : T(E) → K por ψ(Tx) = φ(x), ent˜ao ψ est´a bem definida e ´e linear. Seja
Ψ : Kn

→ K uma transforma¸c˜ao linear tal que Ψ|T(E) = ψ. Se (e1,...,en) ´e a

base canˆonica de Kn

, ent˜ao

φ(x) = ψ(Tx) = Ψ(Tx) = Ψ(φ1(x),...,φn(x))

= Ψ(

n
j=1

φj(x)ej) =

n
j=1

φj(x)Ψ(ej).

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26.4. Corol´ario. Seja E um espa¸co vetorial, e sejam φ1,...,φn ∈ E∗
funcionais lineares linearmente independentes. Ent˜ao:
(a) Existen vetores x1,...,xn ∈ E tais que φj(xk) = δjk para j,k = 1,...n.
(b) E = [x1,...,xn]⊕ n

j=1φ−1

j (0) algebricamente.

26.5. Proposi¸c˜ao. Seja E um espa¸co normado. Ent˜ao σ(E,E ) = τE se
es´o se E tem dimens˜ao finita.

Demonstra¸c˜ao. Suponhamos que E tenha dimens˜ao finita. Seja (e1,...,en)
uma base de E, e seja (φ1,...,φn) a base dual. Seja T : E → n

∞ o isomorfismo
canˆonico, ou seja Tx = (φ1(x),...,φn(x)) para cada x ∈ E. Ent˜ao T ´e um
isomorfismo topol´ogico, e T transforma a vizinhan¸ca U(0;φ1,...,φn; ) na bola
B(0; ). Isto prova que as topologias σ(E,E ) e τE coincidem.
Reciporocamente suponhamos que σ(E,E ) = τE. Ent˜ao a bola BE cont´em
uma vizinhan¸ca da forma U(φ1,...φn; ), com φ1,...,φn linearmente indepen-
dentes. Assim temos que

BE ⊃ U(0;φ1,...,φn; ) ⊃

n
j=1

φ−1

j (0).

Pelo Corol´ario 26.4 existem vetores x1,...,xn ∈ E tais que

E = [x1,...,xn]⊕

n
j=1

φ−1

j (0).

Como a bola BE n˜ao pode conter um subespa¸co vetorial n˜ao trivial, conclu´ımos
que n

j=1φ−1

j (0) = {0}, e portanto E = [x1,...,xn] tem dimens˜ao finita.

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