Universidade Regional Integrada URI – Campus de Erechim

Curso de Ciência da Computação

Apostila de Telecomunicações e Redes 1

Prof. Neilor Tonin

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Sumário
1. CONCEITOS BÁSICOS DE COMUNICAÇÃO E TELECOMUNICAÇÃO........................................................................ 4 1.1. Modelo de um Sistema de Comunicação....................................................................................... 4 1.1. Sinais Analógicos x Sinais Digitais................................................................................................ 5 1.1.1 Bits x Bauds............................................................................................................................ 6 1.2 Largura de Banda e Capacidade de Canal...................................................................................... 7 1.3 MODEMs....................................................................................................................................... 7 1.4. Técnicas de modulação.................................................................................................................. 8 1.5. Características de uma transmissão................................................................................................9 1.5.1. Quanto ao Sentido de Transmissão no Canal.........................................................................9 1.5.2. Quanto ao número de canais utilizados..................................................................................9 1.5.3. Quanto à sincronização........................................................................................................ 10 2. CONCEITOS BÁSICOS DE REDES DE COMPUTADORES................................................................................... 13 2.1 Utilização das Redes de Computadores........................................................................................14 2.2 Estrutura de uma rede de computadores...................................................................................... 14 2.3 Componentes básicos de uma rede de computadores................................................................... 16 2.4 Arquiteturas de Redes...................................................................................................................18 3. MEIOS DE TRANSMISSÃO DE DADOS........................................................................................................ 20 3.1 Meios físicos................................................................................................................................. 20 3.1.1 Linha aérea de Fio nú............................................................................................................ 21 3.1.2 Par Trançado.........................................................................................................................21 3.1.3 Cabo Coaxial.........................................................................................................................25 3.1.4 Fibras óticas.......................................................................................................................... 28 3.2 Meios não físicos de transmissão.................................................................................................. 34 3.2.1 O Espectro Eletromagnético................................................................................................. 34 3.2.2 Transmissão de Rádio........................................................................................................... 35 3.2.3 Transmissão de Microondas..................................................................................................36 3.2.4 Ondas milimétricas e infravermelhas..................................................................................... 37 3.2.5 Transmissão de Ondas de Luz...............................................................................................37 3.2.6 Satélites de Comunicação..................................................................................................... 38 4. O PADRÃO IEEE 802......................................................................................................................... 43 4.1 Camadas do modelo IEEE............................................................................................................43 4.1.1 Camada física........................................................................................................................ 43 4.1.2 Subcamada de controle de acesso ao meio (MAC) ........................................................... 43 4.1.3 Subcamada de controle de enlace lógico (LLC)................................................................... 44 4.2. Padrão IEEE 802.3 e Ethernet.................................................................................................... 44 4.2.1 Cabeamento 802.3..................................................................................................................... 45 4.3. O Protocolo de Subcamada MAC 802.3..................................................................................... 46 4.4. Padrão IEEE 802.4: Token Bus.................................................................................................. 48 4.5. Padrão IEEE 802.5: Token Ring................................................................................................. 49 4.6. O Protocolo da Subcamada MAC do Token Ring...................................................................... 51 4.7. Comparação entre 802.3, 802.4 e 802.5......................................................................................52 5. PROTOCOLOS DE ACESSO MÚLTIPLO......................................................................................................... 54 5.1. Acesso baseado em contenção.....................................................................................................54 5.1.1. Aloha...................................................................................................................................54 5.1.2. Carrier Sense Multiple Access (CSMA)............................................................................. 55 5.2. Acesso ordenado sem contenção................................................................................................. 57 5.2.1. "Polling"............................................................................................................................... 57 5.2.2. Quadro ou Slot Vazio.......................................................................................................... 57 5.2.3. Inserção de Registrador....................................................................................................... 58

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5.2.4. Passagem e Permissão (token ring)......................................................................................58 5.2.5. Passagem de Ficha em Barramento (Token Bus).................................................................59 6. DISTORÇÃO E RUÍDO NA TRANSMISSÃO (ERROS)......................................................................................... 61 6.1 Detecção de erros......................................................................................................................... 61 6.1.1. Bit de Paridade (paridade de caractere)............................................................................... 61 6.1.2. Paridade Longitudinal (combinada)..................................................................................... 61 6.1.3. Redundância Cíclica (CRC)................................................................................................ 62 6.2. Correção de erros........................................................................................................................ 63 6.2.1. Descrição de um Código Hamming..................................................................................... 63 7. SOFTWARE DE COMUNICAÇÃO................................................................................................................ 65 7.1. Protocolos de comunicação......................................................................................................... 65 7.2. Protocolos de enlace de dados.....................................................................................................67 7.2.1 Protocolos Orientados a caracter.......................................................................................... 68 7.2.2 Protocolos Orientados a bits................................................................................................. 69 7.3. Protocolo de enlace HDLC..........................................................................................................69 7.3.1 Estrutura do Quadro............................................................................................................. 70 7.3.2 Definição dos comandos e respostas no HDLC....................................................................72 7.3.3 Controle de Fluxo e Sequenciamento................................................................................... 73 7.4. O Modelo de referência OSI.......................................................................................................74 7.4.1 A Camada Física................................................................................................................... 75 7.4.2 A Camada de Enlace de Dados............................................................................................. 75 7.4.3 A camada de Rede................................................................................................................ 75 7.4.4. A camada de Transporte...................................................................................................... 76 7.4.5 A camada de Sessão..............................................................................................................76 7.4.6 A camada de Apresentação................................................................................................... 77 7.4.7 A camada de Aplicação.........................................................................................................77 8. A ARQUITETURA DA INTERNET TCP/IP................................................................................................... 79 8.1. Camada de Interface de rede ou camada host /rede (enlace / física) (1)......................................80 8.2. Camada inter-rede ou Internet (2)............................................................................................... 80 8.3. Camada de transporte (3)............................................................................................................ 80 8.4. Camada de Aplicação (4).............................................................................................................80 8.5 Comparação entre o Modelo OSI e a Arquitetura lnternet Tcp/Ip............................................... 82 8.6. Endereçamento Internet...............................................................................................................83 8.6.1. Classes de endereçamento em Internets............................................................................... 83 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................................................................... 86

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1. Conceitos básicos de Comunicação e Telecomunicação
Desde 1838, quando Samuel F. B. Morse transmitiu, pela primeira vez, uma mensagem telegráfica através de uma linha de cerca de 15 Km, os sistemas elétricos para comunicação estão sendo mais e mais utilizados para permitir a transferência de informação entre os homens e entre uma máquina e outra. A comunicação através do telefone, rádio e televisão é considerada corriqueira em nosso dia a dia. Da mesma forma, estão se tornando cada vez mais comuns as ligações entre computadores situados em locais distantes. Dentre as formas de comunicações elétricas, uma das classes que mais se desenvolveu nos últimos anos e que continua crescendo rapidamente é justamente a da área de comunicação de dados. Como os sistemas de comunicação (telefonia, rádio, televisão, etc.) experimentaram um desenvolvimento tecnológico anterior ao desenvolvimento dos computadores digitais, eles serviram de base e campo experimental para o desenvolvimento técnico de conceitos que formaram o alicerce do enorme e vertiginoso progresso anterior às ciências de computação. Como será visto, há muita coisa por detrás de uma simples linha com a qual ligamos os computadores e os nodos de uma rede entre si. Este capítulo trata dos aspectos básicos dos sistemas de comunicação, subjacentes a qualquer rede de computadores. Todos os aspectos compreendidos neste capítulo correspondem às camadas mais inferiores do modelo OSI (camada física e enlace de dados).

1.1. Modelo de um Sistema de Comunicação
Em um primeiro momento, a maneira mais simples de representar um Sistema de Comunicação seria considerar apenas uma fonte e um destino, como apresentado abaixo.

Fonte

Destino

Figura 1.1 – Exemplo bem simplificado de um sistema de comunicação

A fonte é o ente que produz a informação. Para tanto dispõe de elementos simples e símbolos. O elemento é o componente mais simples que entra na composição representativa da informação. Ex: A, B, C, ou dígitos 0 e l. Por exemplo, na máquina de escrever, os elementos são letras, dígitos e caracteres especiais, situados nas teclas. O símbolo é um conjunto ordenado de elementos. Por exemplo, dispondo-se dos elementos A, B, C, ... podem-se compor os símbolos AA, AB, BB, ... ou os símbolos AAA. BBA, BBB, ... ou, dispondo dos elementos 0 e 1, podem-se compor os símbolos 1, 0, 10, 11, ... , 1000, ... ou 1100, 1101, 1011, ou, dispondo-se dos elementos 0, 1, 2, ... , 9, v, + e -, podem-se compor os símbolos +5v, -3v, 0v, ... . Os símbolos são utilizados para representar configurações de um sinal. Como os símbolos podem ser formados por um único elemento, o elemento também pode constituir uma representação de um sinal. Podemos pensar em um sinal, de forma intuitiva, conforme os seguintes exemplos: "letra do alfabeto", "dígito binário", "fonema da pronúncia", "voltagem", "corrente elétrica", etc. Para cada um destes exemplos podemos imaginar diferentes configurações para a composição representativa da informação. Uma mensagem consiste em um conjunto ordenado de símbolos que a fonte seleciona para compor uma informação. Uma única mensagem, ou um conjunto de mensagens, ordenado para produzir um significado, constitui o que chamamos de informação. A cada símbolo corresponde uma certa quantidade de informação e a cada mensagem se associa uma quantidade de informação, dada pela soma das quantidades de informação de cada símbolo.

elemento 1 0 0 1

Símbolo 1010

Mensagem 1010 1110 ... 1001

Figura 1.2 – Estrutura típica de uma mensagem.

que se somam ao sinal. Esta potência é suprida pelo emissor. isto é. podendo assumir qualquer valor real. Este efeito pode ser representado esquematicamente pela adição de um bloco. Existe um fluxo de sinal entre o emissor e o receptor e este sinal contém em si. O emissor é o ente que. a comunicação era feita por voz (sinais sonoros). os símbolos portadores da informação. de forma tão precisa quanto possível. o que se transmite são sinais. escrita (sinais gráficos) e outros sinais tais como fumaça. e não mensagens. onde podemos identificar os seguintes componentes: A fonte geralmente não dispõe de potência suficiente para cobrir as perdas da propagação do sinal. e reconvertendo estes sinais em escrita ou voz no receptor. O receptor é o ente que retira a energia do meio e recupera os símbolos. de modo que na recepção a mensagem possa ser recuperada de forma adequada e que seja entregue a informação devida ao destino. num dado ponto do espaço. Os sinais analógicos variam de forma contínua. independente da natureza da informação transmitida ou dos sinais utilizados podem ser analisados segundo o modelo da figura 1. conforme a natureza de sua variação no tempo em analógicos ou digitais. produzindo o que se chama distorção. Até o século 19.1. tambores. todos com alcance limitados pelos sentidos humanos. Os sinais de forma geral e os elétricos em particular.3 – Modelo básico de um sistema de comunicação Deste modo o emissor e o receptor desempenham funções inversas e complementares e o meio os interliga. 1. produzindo o ruído. O telégrafo e o telefone aumentaram grandemente o alcance e a velocidade das comunicações. simbolizando todos os ruídos presentes no canal. de modo a reproduzir a mensagem a ser entregue ao destino. limitações físicas e outros fatores alteram as características do sinal que se propaga. aparecem no canal sinais espúrios de natureza aleatória. uma função do tempo. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  5 Todos os sistemas de comunicação. Um dos maiores problemas do projetista do sistema consiste em manter tanto a distorção como o ruído em níveis aceitáveis. acionado pela fonte. Na prática isto não ocorre: no processo de transmissão. entrega um sinal de energia adequada à transmissão pelo canal. Em condições ideais o sistema deveria se comportar de modo que a mensagem produzida pela fonte conseguisse ser fielmente recuperada pelo receptor. . Mensagem Sinal Transmitido Sinal Recebido Mensagem Recuperada Fonte Emissor CANAL Ruído Receptor Destino Fonte de Ruído Figura 1. Além disso. Estes sinais são classificados. geralmente cobrindo distâncias razoavelmente grandes. convertendo a informação em sinais elétricos (voltagem ou corrente) para a transmissão através de meios físicos ou ondas eletromagnéticas. Já os sinais digitais podem assumir somente valores discretos (inteiros) variando de forma abrupta e instantânea enter eles. O destino é para onde se dirige a informação. permitindo que o sinal seja transmitido. O canal (meio) é o ente que propaga a energia entregue pelo emissor até o receptor.3. podem ser vistos como uma “forma de onda”. Sinais Analógicos x Sinais Digitais Em uma comunicação. representando uma fonte externa geradora de ruído.

então a taxa em bauds é a mesma que a taxa em bps. O sinal analógico pode ser amostardo e quantizado. e o resultado dessa quantização é codificado em sinal digital para transmissão. Um esquema utilizando 4 bits é denominado “tetrabit” e assim sucessivamente. vermelho. Alternativamente. A figura 1. Um esquema utilizando 6 bits a cada baud é denominado “hexabit” e assim sucessivamente. Esta codificação multinível (dibit) reduz a largura de banda necessária. A voz. Outras formas possíveis de codificação de sinais digitais podem ser obtidas através de mais que um bit a cada nível de amplitude. poder-se-ia enviar duas unidades de informaçã a cada piscada se tivéssemos uma lanterna com quatro cores (símbolos) para representar grupos de informação. azul e branco poderiam representar os grupos 11. nas técnicas de modulação. . teríamos 400 bits transmitidos em um segundo. 11 10 01 00 01 01 10 00 11 Figura 1. 01 e 00 respectivamente. Essa combinação é denominada “dibit”. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  6 Sinal Sinal Tempo Tempo Sinal analógico Sinal digital Figura 1. o número de níveis necessários será oito. pode ser feita através de sinais de luz. Ou seja. o nível de um sinal digital não precisa necessariamente se restringir a dois.1. Se a velocidade de sinalização neste caso fosse 200 bauds/s. Por exemplo. necessita-se de quatro níveis para expressar todas as conbinações possíveis de dois bits. A taxa de sinalização.4 – Sinal analógico x Sinal digital Algumas formas de informação têm natureza analógica e outras têm natureza digital. ligando e desligando uma lanterna. De uma forma geral. verde.. No caso de uma comunicação “tribit”. Ao se transmitir dois bits por nível. A transmissão de sinais digitais através de sinais analógicos também é possível e será vista posteriormente. A cada vez que a lanterna pisca. por exemplo.5 apresenta um exemplo de sinal digital “dibit. enviando duas vezes mais informação por unidade de tempo. 1. por exemplo. Se o estado do sinal representa a presença ou ausência de um bit.5 – Mensagem digital com 4 níveis de sinais A comunicação entre dois navios. provoca uma variação contínua da pressão do ar formando ondas acústicas e é portanto uma informação analógica. são necessários 2n níveis diferentes. por exemplo. uma unidade de informação é enviada. Pode-se ter esquemas com três ou mais bits “tribit” ou mais níveis de amplitude. por exemplo. O transmissor codifica estas mensagens em símbolos. para se codificar n bits em um nível de amplitude. o número de símbolos por segundo que ocorrem no canal de comunicação é medido em bauds. Já mensagens de texto ou de dados são formas de informação codificada que usam um conjunto finito de símbolos de um alfabeto. o que caracteriza a natureza digital destas formas de informação. com mais do que duas amplitudes. medida em bits por segundo (bps). ou seja. formando caracteres ou palavras.1 Bits x Bauds A fonte de informação transmite mensagens a uma determinada taxa de transferência de informação. Qualquer tipo de informação (seja analógica ou digital) pode ser transmitida através de um sinal analógico ou digital. a taxa em BAUDS indica o número de vezes que a característica do sinal portador se altera por segundo. 10. Estes símbolos são codificados como um conjunto de bits (dígitos binários). Por outro lado.

um canal que admite freqüências que vão desde 18000 Hz a 21500 Hz também apresenta uma largura de banda 3500 Hz (21500 . ser capaz de transportar a baixa freqüência. Ele indica apenas a diferença entre os limites inferior e superior das freqüências que são suportadas pelo canal.000 Hz (100 MHz). Por exemplo. que transforma os elementos entregues pela fonte em sinais convenientes para serem transmitidos pelo meio. vem definir o conceito de capacidade máxima de de um canal. a baixa freqüência possa ser recuperada. devemos baixar a freqüência a 60 ou até 30 Hz. enquanto para os tons mais altos. Cabe lembrar aqui que esse número de estados. ao qual corresponderá a mesma velocidade de sinalização de 2400 bauds. como foi visto na transmissão em multinível é observado na unidade de tempo (segundo). deveremos usar um sinal TRIBIT e teremos velocidade de transmissão igual a três vezes a velocidade de sinalização.000. . a freqüência vai acima de 15000 ou 18000 Hz. muito mais que a variação de freqüências da voz humana. pois este meio de transmissão só trabalha eficientemente com freqüências de 70 a 150 MegaHertz (1 MHz = 1. 1. o modulador. Daí medir-se capacidade na unidade bits/segundo. flutuações na atenuação do sinal portador. A taxa em que podemos enviar dados sobre um canal é proporcional à largura de banda do canal. a baixa freqüência deve modular a freqüência portadora para produzir um sinal que possa ser transmitido eficientemente e. Neste caso. Se desejarmos transmitir a uma velocidade de transmissão de 4800 bps neste canal. pois esta pode variar rapidamente entre freqüências baixas e altas. examinados os fatores que influenciam esse número de estados. um canal que admite freqüências da ordem de 1500 a 5000 Hz (ciclos/segundo). Largura de banda significa o espectro de freqüência que o canal é capaz de transmitir e não tem qualquer relação com as freqüências que são transmitidas no canal. Dispõe ainda de um componente interno para acoplar a energia gerada ao meio. Normalmente. Uma rádio AM utiliza uma largura de banda de 5000 Hz e portanto é capaz de reproduzir música de forma que a mesma não seja distorcida mas não com alta fidelidade. imagem) necessitam de diferentes capacidades de canal. deveremos usar um sinal DIBIT. a velocidade de transmissão é duas vezes a velocidade de sinalização. depois da transmissão. Mas o que significa largura de banda (bandwidth)? A largura de banda de um canal de comunicação constitui uma medida da máxima taxa de informação que pode ser transmitida pelo canal. o emissor dispõe de um componente interno. mas não para a transmissão de música. tem uma largura de banda igual a 5000-1500 = 3500Hz.000. Uma questão assim surge: quantos estados de sinalização podem ser transmitidos e distinguidos separadamente no receptor de um sistema de comunicação de dados? A resposta para esta questão. a relação utilizada é de 1 (Hz) para 1 (baud) Um exemplo sobre capacidade de um canal é a utilização do canal telefônico para transmissão de sinal de dados. o que é denominado de capacidade do canal de comunicação. e um limite na potência do sinal. enquanto que a rádio FM transmite com alta fidelidade porque utiliza uma largura de banda de 18000 Hz. Da mesma forma que se desejarmos transmitir 7200 bps. Podemos então concluir que a capacidade do canal está intimamente relacionada com a velocidade de transmissão. A alta freqüência deve.000 Hz).18000). Quanto maior o número de estados de sinalização que podem ser transmitidos e distinguidos. a partir do qual. Em outras palavras. dados. as freqüências são da ordem de 100.3 MODEMs Quando um sinal não é adequado à transmissão pelo canal. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  7 1. A média de freqüência de 300 a 4000 Hz ou de 300 a 3300 Hz é satisfatória para a transmissão da voz humana. Ruído e distorção sobre o canal. portanto. pois quanto maior o número de estados mais bits por segundo poderão ser transmitidos. as ondas de rádio FM não são transmitidas com freqüências de 30 a 18000 Hz. pode-se estabelecer a máxima taxa de sinalização (em bauds) que o mesmo pode conduzir sem erro. Uma largura de banda de 18000 Hz possibilita que sejam transmitidas freqüências que representam desde o som de um tambor até o som do violino. Conhecendo-se a largura de banda de um canal de comunicação (em Hz). maior será a capacidade do canal. A largura de banda deste canal é de 3100 Hz (ciclos/segundo) e na prática é usado para transmitir sinal de dados até 2400 bauds.2 Largura de Banda e Capacidade de Canal Diferentes tipos de sinais (voz humana. têm influência no número de estados de sinalização. Na verdade. Da mesma forma. as quais são indicadas em termos de largura de banda e outros fatores que influenciam a capacidade de um canal. música. Para reproduzir o som de um instrumento de percussão.

o conteúdo da informação gerada pela fonte deve ser preservado ao longo de todo o processo. permite a extração eficiente da energia presente no sinal que foi transmitido e dispõe ainda de um outro componente interno.6 – Modelo básico de um sistema de comunicação com transmissão em um canal analógico 1. Infelizmente. A figura 1. Para contornar este problema. mas oferece a vantagem de desativar uma banda de freqüência que . Apostila de Telecomunicações e Redes 1  8 Igualmente. fase (PSK): possui alto rendimento e pouca sensibilidade a ruídos. Essa estrutura exige um processador possante no modem.FM. O V 34 possui velocidade de transmissão de 28. acoplado ao meio.6 – Modulação Os modems mais avançados utilizam uma combinação de técnicas de modulação para transmitir vários bits por bauds.32 bis opera a 14. Mensagem Sinal Transmitido Sinal Recebido Mensagem Recuperada Fonte Emissor Modulador CANAL Receptor Demodulador Destino Figura 1.6 apresenta o modelo de um sistema de comunicação que utiliza um canal analógico para transmissão de dados digitais. os símbolos portadores da informação. Sinal binário Mod por Amplitude Mod por freqüência Mod por fase Figura 1. o padrão de modem ITU V. O V. utilizando 2. Técnicas de modulação Devido ao fato de a atenuação e a velocidade de propagação variarem em função da freqüência. Cada modem de alta velocidade contém seu próprio padrão de transmissão e só pode se comunicar com modems que utilizem o mesmo padrão (embora a maioria dos modems possa emular todos os outros mais lentos). transmitindo 20 bps em cada uma. não é interessante ter uma grande variedade de freqüências no sinal transmitido.600 bps utiliza modulação de 4 bits por baud em fase. o demodulador. o receptor dispõe de um componente interno que.400 bps. que recupera a partir da energia recebida. podem ser transformados em outros elementos ou símbolos ao longo do processo de transmissão. as ondas quadradas. Qualquer pequeno erro em uma transmissão hexabit gera 6 bits defeituosos. Por exemplo. custo alto. exceto em velocidades menores e em distâncias curtas. Esta transmissão analógica só é possível com a utilização da modulação. a exemplo dos dados digitais são sujeitas a uma forte atenuação e distorção de retardo.4. para melhor conveniência da própria transmissão ou para melhor adequação ao destinatário. porém. Esses efeitos tornam a sinalização de uma banda básica inadequada.400 bauds e 6 bits por amostra.32 de 9. É importante ressaltar que os elementos ou símbolos gerados pela fonte à sua saída.800 bps. Um método diferente para transmissão de alta velocidade é dividir o espectro de 3000 Hz disponíveis em 512 pequenas bandas. na retirada. A portadora senoidal pode ser “modulada” em: • • • amplitude (QAM): sensível a ruídos e interferências. em longas distâncias torna-se mais adequado a utilização de sinal analógico. freqüência (FSK): equipamentos simples e pouca sensibilidade a distúrbios .

que são.5. a transmissão de dados apresenta diversas características referentes ao sentido da transmissão.32 ou V. "dígito decimal". sincronismo entre transmissor e receptor e velocidade de transmissão. Quanto ao Sentido de Transmissão no Canal Um equipamento pode ser projetado de tal forma que a transmissão sobre um determinado meio seja feita em uma das seguintes formas: a) Simplex: Quando a transmissão é feita em um único sentido. os bits que compõem um caracter são transportados um após o outro. pois o primeiro não o escuta.Para transferir essa seqüência de bits.: Um sensor captando sinais de uma máquina e enviando estes para um microcomputador. utilizado no V42 bis e comum em programas compactadores (pkzip. etc. Características de uma transmissão Podemos definir transmissão como técnica do transporte do sinal por um meio. configurações dos sinais. O que deve ficar claro. Em particular. 1. a maioria dos modems oferece recursos de compactação e correção de erros. é que no seu todo. enquanto um deles está falando o outro não pode falar. c) Full-duplex: Quando a transmissão é feita nos dois sentidos simultaneame. para efeito de transmissão de dados. a) Transmissão paralela: Na transmissão paralela. 1. por sua vez. os bits que compõem um caracter são transportados de forma simultânea. Ex. etc). aqui.34 possibilitando a comunicação com estes modems. os símbolos ficam associados a caracteres. Cada símbolo. podemos fazer de duas formas: serial ou paralela. 1. run-lenght que compacta seqüências de 0 ou brancos (muito utilizada em fax) e Zin-Lempel. Veja figura 1.5. "letra do alfabeto". Ex. As estruturas de compactação mais utilizadas são MNP-5. é caracterizado por um conjunto de configurações do sinal que representam bits. "operador aritmético" ou "operador de sintaxe". Sensor b) Half-Duplex: quando a transmissão é feita nos dois sentidos mas não ao mesmo tempo.5. de um ponto a outro afastado. Normalmente estes modems tem recurso V. uma mensagem nada mais é que uma seqüência de bits. que compacta seqüências de bytes idênticos. . na realidade.: na conversação entre dois rádio-amadores. cada um possuindo seu próprio canal.7. por exemplo. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  9 tem muito ruído. Por necessidade de codificação. Ex. número de canais utilizados. Atualmente.7 – Transmissão paralela b) Transmissão serial: na transmissão serial.2. Quanto ao número de canais utilizados Uma mensagem é definida como um conjunto de símbolos.1.: a ligação telefônica permite que as duas pessoas falem ao mesmo tempo. 1 1 0 1 0 0 1 0 EMISSOR canal 0 canal 1 canal 2 canal 3 canal 4 canal 5 canal 6 canal 7 1 1 0 1 0 0 1 0 RECEPTOR Figura 1.

5. Na camada de Enlace de Dados. Técnicas para correção de erros serão vistas posteriormente.8). Esta seção descreve três mecanismos: assíncrono. Cada frame começa com um bit de início que permite ao dispositivo receptor ajustar-se ao timming do sinal transmitido. Por exemplo. de fim e de paridade precisam ser acrescentados a cada caracter a ser transmitido.sinaliza que um frame está começando. Vários esquemas estão implementados para uso do bit de paridade. opera sobre os dados após os bits terem sido montados para formar caracteres. contudo. 1 1 0 1 0 0 1 0 EMISSOR 01001011 11010010 RECEPTOR Figura 1.sinalizam o fim do frame de dados. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  10 utilizando apenas um canal (figura 1. ou quais bits são realmente de informação. em uma transmissão com paridade par. Start Caracter (byte) Stop Figura 1. As técnicas de paridade podem detectar erros que afetam um bit. A transmissão assíncrona é uma tecnologia simples e barata. A camada Física trata da necessidade de sincronizar transmissões de bits entre dispositivos de transmissão e recepção. 1. Elas podem. síncrono ou isócrono a) Transmissão assíncrona: A transmissão assíncrona não utiliza um mecanismo de clock para manter os dispositivos emissor e receptor sincronizados.9 – Estrutura da unidade de transmissão serial assíncrona de caracter-byte Esse frame apresenta quatro componentes: Um bit de início . A detecção de erros em transmissão assíncrona utiliza o bit de paridade. o bit de paridade será definido em 1 para produzir um total de 4 bits “1” no byte. ser incapazes de detectar erros que afetam dois ou mais bits. a fim de que possa decodificar o símbolo recebido. Este é um problema de sincronização. adequada para transmissão de pequenos frames em intervalos irregulares.consistem de 7 (+ paridade) ou 8 bits quando estão sendo transmitidos dados de caracteres. o desempenho da transmissão assíncrona não atende de forma satisfatória a troca de grandes quantidades de dados. é também necessário sincronizar transmissões de frames. A Figura abaixo ilustra a estrutura de um frame típico usado para transmitir dados de caracteres. Quanto à sincronização A sincronização pode ser vista como o método do equipamento transmissor fazer a separação dos caracteres ou das mensagens para o equipamento receptor. a sincronização de bits é usada para estabelecer o sincronismo entre os dispositivos para cada frame que é transmitido. se o campo de dados tiver três bits 1. A transmissão assíncrona é mais freqüentemente usada para transmitir dados de caracteres e é ideal para ambientes onde caracteres são transmitidos a intervalos irregulares. Um ou mais bits de fim.8 – Transmissão serial Como os bits chegam um de cada vez. As mensagens são breves para que os dispositivos de emissão e de recepção não percam o sincronismo no decorrer da mensagem. A camada de Enlace de Dados. entretando.3. . Os mais comuns são os seguintes: Paridade: o bit de paridade é definido para assegurar que seja enviado um número par ou ímpar de bits 1 (dependendo da paridade). Em vez disso. o equipamento receptor deverá saber qual bit é o primeiro do caracter. Bits de dados . assim como quando usuários digitam dados de caracteres. frames ou outros grupos de dados (unidades de informação). Como os bits de início. Possibilita ao receptor sincronizar-se com a mensagem.

A Figura 1.8 ilustra tanto os dados baseados em caracteres quanto os baseados em bits. à medida que eles se tornam disponíveis. O dispositivo de clock cria slots de tempo. Observe aque caracteres múltiplos ou longas séries de bits podem ser transmitidos em um único frame de dados. A transmissão síncrona tem muitas vantagens sobre a assíncrona. Quando os frames são maiores. são inerentemente sinais do clock interno. a paridade passa a não ser mais um método adequado de detecção de erros. tornando a transmissão síncrona muito mais eficaz no uso da banda passante. eliminando a confusão por parte do receptor. Como o transmissor e o receptor permanecem sincronizados durante a transmissão. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  11 b) Transmissão síncrona: a comunicação pode ser feita de forma mais eficiente se os clocks nos dispositivos transmissor e receptor estiverem sincronizados. a transmissão síncrona é empregada principalmente quando grandes volumes de dados precisam ser transmitidos. Tanto o padrão Ethernet como o Token Ring. Algumas técnicas de codificação de dados. é determinista e apresenta baixo overhead. recalcula o CRC e compara o CRC inserido no frame ao valor que havia calculado.10 – Transmissão serial Ambas as transmissões começam com uma série de sinais sincronizados. Conseqüentemente. garantindo que eles serão sempre distintos e fáceis de serem reconhecidos pelo receptor. os frames podem ser extensos. O transmissor utiliza um algoritmo para calcular um valor de CRC que resuma o valor inteiro de bits de dados. entretanto. O receptor usa o mesmo algoritmo. A Figura abaixo apresenta duas estruturas possíveis de mensagens associadas à transmissão síncrona. o padrão de bit de fim é freqüentemente um padrão que não pode aparecer no corpo de um frame de dados. O cálculo de CRC será visto porteriormente. A sincronização permite que os sistemas utilizem velocidades mais elevadas e melhorem a detecção de erros. Os bits de overhead (de sincronização. por exemplo. A informação isócrona é contínua e em tempo real na sua criação. Se os valores corresponderem. Assim como os bits de sincronização. Essa sincronização é realizada de duas maneiras: – Transmitindo-se sinais de sincronização com dados. é mais provável que vários bits serão afetados e que as técnicas de paridade não informarão um erro adequadamente. A desvantagem da transmissão síncrona está principalmente nos custos mais elevados em virtude da maior complexidade dos componentes necessários no circuito. c) Transmissão isócrona: a transmissão isócrona aplica um dispositivo comum que fornece um sinal de clock compartilhado por todos os dispositivos na rede. Um padrão de bit de fim inequivocamente indica o fim de um frame. Um determinado slot de tempo pode ser preenchido até a sua capacidade com vários frames. Uma técnica de sincronização utilizada é denominada bit Stuffing. A transmissão síncrona é normalmente utilizada para se atingir altos níveis de eficácia em redes locais. Os dados numa transmissão isócrona devem ser enviados à taxa a que estão a ser recebidos. garantindo uma transição de sinal com cada bit transmitido. uma técnica que pode funcionar com qualquer técnica de codificação de sinais. A transmissão isócrona garante taxas de transmissão. é comum transmitirem-se bits de preenchimento que mantêm dispositivos sincronizados. – Utilizando-se um canal de comunicação separado para transportar sinais de clock. CRC e fim) são uma proporção menor do frame de dados geral. eliminando a necessidade de ressincronizar dispositivos quando um novo frame é transmitido. Sinais sincronizados geralmente utilizam um padrão de bits que não pode aparecer em qualquer ponto nas mensagens. transmissão e utilização. Se estiverem ocorrendo erros. Uma ampla variedade de tipos de dados pode ser transmitida. A técnica. A técnica usada com a transmissão síncrona é a de verificação de redundância cíclica. apresenta um único ponto de falhas: torna-se necessário assegurar que o dispositivo de clock é tolerante a falhas. Os dados isócronos devem também ser sensíveis a atrasos na transmissão. Figura 1. conhecida como CRC (Cyclic Redundancy Check). Quando os enlaces (links) de transmissão síncrona estão inativos. Para canais isócronos a largura de banda requerida é normalmente baseada nas características de . é praticamente certo que o frame foi transmitido sem erro. utilizam transmissão síncrona. Esse valor de CRC é anexado ao frame de dados. Os dispositivos com dados a serem transmitidos monitoram a rede e inserem dados em slots de tempo abertos. que informam ao receptor o início de um frame.

12 Mhz b) canal que suporta freqüências de 127 a 250 KHz 2) Assinale a alternativa correta: a) Largura de banda é um dos fatores que determinam a capacidade de um canal de comunicação b) Largura de banda não tem nada a ver com velocidade de uma transmissão 3) Assinale a alternativa correta: a) A capacidade de um canal está associada ao número de níveis do sinal utilizados para transmissão b) A capacidade de um canal está relacionada com o número de estados que podem ser transmitidos e distinguidos separadamente em um canal. 10)Assinale a alternativa correta: a) O telefone é exemplo de uma comunicação duplex b) O rádio de taxis é exemplo de uma comunicação duplex 11)Assinale a alternativa correta: a) A função do bit start é sincronizar a fonte com o destino b) A função do bit start não é sincronizar a fonte com o destino 12)Assinale a alternativa correta: a) Na transmissão síncrona utiliza-se pelo menos um caracter de sincronismo para indicar o início do bloco de dados b) A transmissão síncrona não utiliza caracteres ou bytes de sincronismo 13)Em uma transmissão utilizando “bit stuffing”. Para a transmissão isócrona de informação é alocada largura de banda suficiente para assegurar que os dados serão entregues à taxa desejada. a) Baud é uma medida da taxa de transferência de informação. e é igual ao número de bits transmitidos por segundo 9) Faça a representação da transmissão dos bits “010010100111” utilizando um canal com freqüência de 8 Hz/s (velocidade de sinalização de 8 bauds/s) com uma modulação DIBIT e a portadora modulada por amplitude. A latência requerida está relacionada com o buffering disponível em cada endpoint. Na prática os erros ao nível do bit esperados no USB são suficientemente pequenos para não serem considerados. se excluindo os “bit stuffing”? 14)Assinale a alternativa correta: a) A transmissão isócrona não engloba as transmissões síncronas e assíncronas b) A transmissão isócrona engloba as transmissões síncronas e assíncronas . 4) Assinale a alternativa correta: a) A capacidade de transmissão de um canal é infinito b) A capacidade de transmissão de um canal é finito 5) Assinale a alternativa correta: a) O nível de ruído está diretamente ligado à capacidade de um canal b) O nível de ruído de um canal não influencia na sua capacidade 6) Assinale a alternativa correta: a) A atenuação do sinal acontece em qualquer meio físico de transmissão b) Existem meios físicos de transmissão onde o sinal transmitido não sofre atenuação 7) Se um computador doméstico está conectado a um provedor com uma placa fax/modem a 56 Kb/s e o Modem do provedor é de 32 Kb/s. Qual é realmente a mensagem. Um exemplo típico de transmissão isócrona é a voz. A entrega de dados de uma transmissão isócrona é assegurada à custa de perdas nos transitórios dos dados. a mensagem que chegou (tirando o cabeçalho) foi “010011111001011111010”. Qual é a velocidade máxima possível para conexão? 8) Assinale a alternativa correta: a) Baud corresponde à velocidade de sinalização de um canal. Exercícios: 1) Quais dos dois canais abaixo possui maior largura de banda? a) canal que suporta freqüências de 1 a 1. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  12 amostragem da função associada. Por outras palavras. qualquer erro ocorrido na transmissão elétrica não é corrigido pelos mecanismos de hardware tais como a retransmissão.

Estes sistemas consistiam nos chamados "mainframes" e continuavam caros e escassos. propiciaram o aparecimento de discos de grande capacidade e mais baratos. dos computadores. Devido ao custo extremamente elevado desta forma de processamento. Surge então a necessidade de uma nova tecnologia de comunicação. gerando atraso ou perda total do material. a tecnologia de comunicações alcançava a transmissão digital em linhas telefônicas através de MODEM's. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  13 2. 1. Inicialmente são apresentadas as estruturas de redes mais comuns. foi caindo o preço da CPU. Histórico No início da história do processamento de dados ou. Aí o problema de comunicação tornou-se muito mais sério. Quais foram. tornou-se imprescindível o compartilhamento da CPU e de seus periféricos.000 km/h. Uma forma primitiva de se interconectar CPU's foi a conexão em ESTRELA (um computador central controlando qualquer comunicação entre duas CPU's). implicando na aparição dos primeiros sistemas multiusuários de grande porte. Pequenas empresas usavam "bureaux" de serviços. o mais adequado para transferência de informação pois está sujeito a acidentes. . Este evento constituiu a chamada revolução do hardware. em seguida. As pequenas companhias e as subsidiárias utilizavam-se dos minicomputadores para algum processamento local e na preparação dos dados para o "bureaux" de serviços ou matriz. Num ambiente restrito a uma região local (por exemplo. até março/85) e esperava-se solução através de nova tecnologia de comunicação. A solução para o compartilhamento de recursos físicos e lógicos juntamente com a vantagem de se ter um sistema descentralizado. surgiu a tecnologia de comutação de pacotes que solucionou o problema da linha telefônica dedicada e o problema do caminhão (transporte via malote). Esses fatos tornaram necessária uma nova tecnologia de comunicação. Para acessos infrequentes.1. as soluções encontradas? Para a comunicação de computadores em termos de longa distância. Por outro lado. na época. É a isso que se propõem as redes de computadores. Esta situação perdurou por algum tempo (No Brasil. então. uma linha telefônica dedicada não era viável e para uma velocidade de 800. eram de uso centralizado e estavam disponíveis somente para grandes companhias. só pode ser alcançada através da interconexão das CPU's entre si. o sistema centralizado oferecia a vantagem de compartilhar recursos caros tanto de software como de hardware. o problema do compartilhamento de recursos através de interconexão de CPU's é resolvido através das redes locais. o software e hardware especial era caro mas seu preço era amortizado pelo rateio do custo dos periféricos entre os vários usuários do bureaux de serviços. Esta solução acarretou uma sobrecarga para o sistema operacional da máquina central. Isto fez com que surgisse um problema de comunicação: como enviar dados ao "bureaux" de serviços (para processamento) ou como levar dados das subsidiárias para a matriz? Com o avanço tecnológico na área dos circuitos integrados. e em seguida os componentes básicos de uma rede. O uso dos minicomputadores minimizou mas não solucionou o problema da comunicação. ou seja. Este serviço era caro e apenas suportado por grandes companhias uma vez que utilizavam linhas telefônicas de forma dedicada. Isto trouxe uma nova solução para o problema de multiusuário: dar uma CPU para cada um. A necessidade da disseminação da informação e os avanços em tecnologia de armazenamento. os microcomputadores e os computadores pessoais. cada máquina estava dedicada a um único usuário. a do "caminhão" (transporte via malote) era baixa: 80 Km/h. Surgem então os computadores de porte menor (1965: DEC PDP-8 e 1970: DEC PDP-11) os chamados minicomputadores. gerando componentes mais poderosos a um custo mais baixo. vindo. (explosão da informação e grandes bancos de dados). Este sistema de transporte não é. Os dados eram transferidos quando exigiam um grande volume de processamento ou um processamento requerendo software ou hardware especial. uma fábrica. Minimizou porque os dados podiam agora ser preparados e armazenados em fita magnética e transportados via sistema de malotes. mais especificamente. obviamente. Surge. Conceitos básicos de Redes de Computadores Neste capítulo são apresentados os conceitos básicos de Redes de Computadores. um campus). Paralelamente. a necessidade de uma nova tecnologia para compartilhamento de recursos. então. o que motivou a busca de uma nova tecnologia de interconexão.

que será concluído neste mês (maio/junho 2000). dados e outros recursos independentemente de suas localizações físicas. De uma forma geral. no acesso á internet através modem/provedor. 2 micros) • Serviços bancários pela Internet. telefone. bancárias.1 Utilização das Redes de Computadores Usaremos o termo "rede de computadores" para denominar um conjunto de computadores interconectados e autônomos. ela é feita pelos métodos tradicionais (correio. a ARPANET.2 Estrutura de uma rede de computadores Em toda rede existe um conjunto de máquinas destinadas a execução de programas dos usuários ( aplicações ). telex. obrigando a sua transmissão para um computador central que realizava a tarefa de análise dos dados.). Existe uma confusão considerável na literatura entre uma rede de computadores e um sistema distribuído. o caso de uma empresa com várias filiais. Quando existe a necessidade de comunicação entre as filiais e a matriz. Em muitas aplicações. Três topologias respondem pela maioria de configurações de LANs: barramento. os dados são gerados em diversos locais. dependendo de como ela é usada. Outro objetivo é proporcionar uma maior disponibilidade e confiabilidade dada a possibilidade de migração para outro equipamento quando a máquina sofre alguma falha. Como foi visto anteriormente. com um alto grau de coesão e transparência. computadores lentos ligados a um supercomputador) • Compartilhamento de aplicativos • conectar pessoas (através da internet. Uma rede pode ainda ter sensores de temperatura. Dois computadores sao ditos interconectados se eles sao capazes de trocar informações. anel e estrela MAN: Meio termo entre LANS e WANS (com velocidades em torno de 10 Mbps). ainda. Em suma. no mínimo. mais atrativa se torna a idéia de interligação. À medida que a necessidade de comunicação aumenta. de controle de processo industrial e muitas outras. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  14 2. Para aplicações militares. catastrófica! Podemos citar. enquanto a Internet NÃO. possuindo um número considerável de computadores instalados em regiões geograficamente dispersas e operando de forma independente. por exemplo) • Enviar e receber arquivos • Migração quando houver falha em um equipamento (2 impressoras. dadas as inúmeras vantagens que são obtidas na implantação de uma rede. todos os programas. Um outro exemplo é o sistema de VOZ sobre IP da Shell. WAN: As PND(s) garantem largura de banda. Atualmente os preços dos equipamentos envolvidos permitem que os dados sejam coletados e analisados no próprio local onde são gerados e somente alguns relatórios sejam enviados ao computador central reduzindo os custos de comunicação. As redes de computadores podem ser divididas em três categorias no que diz respeito à abrangência geográfica: • • LAN: redes locais. Do nosso ponto de vista um sistema distribuído é um caso especial de rede de computadores.No RJ funciona sobre ATM e em estados como o RS funciona em canais de 128 Kbps. entre elas. É a fax/modem. o objetivo de uma rede é tornar disponível a qualquer usuário. pode-se citar. etc. quem limita a vel. A essência de uma rede de computadores é permitir que 2 ou mais computadores trabalhem juntos. O interesse na instalação de uma rede de computadores é despertado pelas mais diversas necessidades. Neste caso pode-se: • Reduzir custos de hardware (impressora. o custo da comunicação em relação ao custo dos equipamentos como uma das razões para distribuir o poder de computação. chamaremos estes computadores de "hospedeiros" ( ou . 2. • LANs MANs WANs A maioria dos aspectos abordaados nesta disciplina estão relacionados às LANs (redes locais). uma rede pode ou não ser um sistema distribuído. os custos para colocar uma máquina em cada ponto de aquisição de dados eram muito altos. Seguindo a nomenclatura da primeira rede de computadores. a perda completa do poder de computação é. etc. porém vários dos conceitos relacionados às LANs são igualmente aplicados às MANs e WANs.

Uma segunda possibilidade é um sistema de radio ou satélite. comutador de pacotes. apenas um nó fica habilitado a transmitir em um determinado instante. A figura 2. um único canal de comunicação é compartilhado por todos os nós de comutação. a) b) c) d) e) f) Figura 2. Cada nó possui uma antena através da qual ele pode transmitir ou receber. No caso de uma rede com topologia em barra. devem ignorar a mensagem. Todos os nós podem receber o sinal proveniente do satélite e. Os equipamentos de comutação geralmente são computadores especializados e são denominados computador de comunicação.2 Algumas topologias possíveis para uma subrede ponto-a-ponto. Os hospedeiros são conectados por uma subrede de comunicação ( subrede ). muitas vezes antes que a mensagem .1 (a) ligação ponto a ponto (b) ligação multiponto Quando se utiliza uma subrede com ligação ponto-a-ponto. Se os aspectos da comunicação (subrede) forem separados dos aspectos de aplicação (hosts). em alguns casos.2 mostra algumas topologias possíveis. (a) estrela (b) loop (c) árvore (d) completa (e) loops interconectados (f) irregular O segundo tipo de arquitetura de comunicação usa difusão. A tarefa da subrede é transportar mensagens de um host a outro. Uma rede com topologia em barra deve ter associado algum mecanismo para resolver conflitos quando dois ou mais nós desejam transmitir simultaneamente. Neste caso. No projeto da subrede existem dois tipos gerais de arquitetura de comunicação: – ligação ponto a ponto: há a presença de um ponto de comunicação em cada emlace ou ligação em questão – ligação multiponto: difusão (broadcast. cada bit percorre o caminho sem esperar pelos outros bits que compõem a mensagem. Cada hospedeiro é conectado a um ( ou ocasionalmente vários ) nó de comutação. todos os outros devem aguardar pela liberação do meio de transmissão. A figura 2. também podem receber as transmissões efetuadas por outros nós para o satélite. ela é recebida por todos os nós existentes na rede. Caso exista uma especificação de destinatário na mensagem. da mesma forma que a rede telefônica transporta a conversação entre dois assinantes. nó de comutação. Tipicamente. Neste caso. deve-se observar um aspecto importante do projeto que é a topologia de interconexão dos nós de comutação. A subrede é composta basicamente de dois componentes: equipamentos de comutação e linhas de transmissão. três ou mais dispositivos utilizam o mesmo enlace de comunicação.multicast). Apostila de Telecomunicações e Redes 1  15 simplesmente hosts ). os nós que não são destino. Em um anel. Este mecanismo de controle pode ser centralizado ou distribuído.1 mostra a relação entre os hospedeiros e a subrede de comunicação. Interface Message Processor (IMP) ou ainda comutador de dados. o projeto completo de uma rede fica bastante simplificado.3 mostra algumas possibilidades de subredes em difusão. Todo o tráfego de ou para o host é feito via seu nó de comutação. Um terceiro sistema de difusão é o anel. A figura 2. As linhas de transmissão também são chamadas de circuitos ou canais. Quando uma mensagem é transmitida por qualquer um dos nós de comutação. cada bit percorre todo o anel em pouco tempo. a) b) Figura 2.

4 – Hierarquia de protodolos . não existe uma entidade central. No método descentralizado ou distribuído. denominada hierarquia de protocolos. 2. • Camadas de rede A maioria das redes de computadores é dividida em camadas ou níveis e a fim de simplificar o projeto de toda a rede. com uma topologia em loop. Cada protocolo atua em uma camada específica de uma rede. Ela pode fazer isto. Em contraste. Esta técnica apresenta a desvantagem de desperdiçar a capacidade do canal pois atribui tempo a um nó mesmo que ele não tenha mensagem para transmitir. Na alocação estática. dependendo de como o canal é alocado. cada nó deve decidir por si mesmo quando deve transmitir ou não. Protocolos Camadas Hierarquia Figura 2. Optou-se então por dividir as redes em camadas. Da mesma forma que em outros sistemas de difusão. por exemplo. são necessárias algumas regras para controlar o acesso ao meio de transmissão. a menos que as mensagens sejam muito curtas. • Hierarquias de protocolos Como funcionam as camadas de uma rede? As camadas se comunicam entre si.3 Subredes de comunicação usando difusão. um protocolo é “um conjunto de regras sobre o modo como se dará a comunicação entre as partes envolvidas”.3 Componentes básicos de uma rede de computadores Quatro itens são de fundamental importância quando se define os componentes básicos de uma rede de computadores. Tais itens são: • Software de rede A simples transferência de um arquivo de uma máquina para outra envolve uma série de etapas que se fossem analisadas em conjunto. (a) barra (b) radio ou satélite (c) anel Subredes de difusão podem ser divididas em estáticas e dinâmicas. cada mensagem não é retransmitida pelo próximo nó até que a mensagem inteira seja recebida. o tempo é dividido em intervalos discretos e cada fatia de tempo é atribuída a um dos nós de forma a que cada um só transmita durante o seu intervalo de tempo. segundo uma hierarquia. • Protocolos Basicamente. possui mais de 100 protocolos diferentes. Os métodos de alocação dinâmica são classificados em centralizados e distribuídos. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  16 seja transmitida completamente. teriam uma complexidade difícil de controlar. a) (b) (c) Figura 2. existe uma única entidade responsável pela concessão do direito de transmissão. No método centralizado. Em um loop. Exemplo: andares de um prédio. cada linha pode conter uma mensagem diferente enquanto que esta situação não é desejável em um anel. aceitando requisições e tomando as decisões de acordo com um algoritmo interno. A Internet.

a Camada 2 confere o formato do quadro da mensagem e. Ex. mas um deles fala português e inglês e o outro fala chinês e francês. mas nada impediria que utilizassen Finlandês.5 – Esquema de funcionamento da arquitetura de uma rede de computadores Embora conceitualmente uma comunicação entre dois processos de uma determinada camada se dê horizontalmente. podemos considerar: A Camada 4 quebra os pacotes. Figura 2.: comunicação virtual na camada 5.6. Eles necessitam tradutores (camada 2) que possuem secretárias (camada 1). essa conversação implica na comunicação com as camadas inferiores através das interfaces entre as camadas. a Camada 3 confere se uma mensagem chegou corretamente no destino. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  17 Imagine dois filósofos (camada 3) querendo conversar. por exemplo. Os tradutores usarão Alemão. Figura 2. a Camada 1 faz a comunicação via cabeamento ou sistema de ondas.6 – Comunicação entre as camadas de uma rede de computadores Com relação à comunicação entre as camadas do modelo de rede apresentado na figura 2. .

tais como criptografia. Responsável por assegurar que as transmissões de dados e o estabelecimento das conexões lógicas entre as estações sejam livres de erros. gerencia e termina conexões (sessões) entre aplicações cooperantes. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  18 2. TELNET. Isso significa estabelecer. tarefas administrativas e de segurança. Atualmente as camadas inferiores são implementadas em hardware. Servindo como uma janela para as aplicações acessarem serviços de rede. 6 para que os dados sejam compreendidos por computadores que utilizem diferentes representações. Possibilitando recuperação quando há algum erro ponto-a-ponto ou de controle de fluxo. Isso é conseguido pelo encapsulamento dos dados em blocos (quadros) para a camada física. e por sua vez proporciona alguma funcionalidade aos níveis superiores. essa camada manipula os pacotes. roteamento. Isso envolve características mecânicas. remontagem de dados e tradução de endereços lógicos para endereços físicos. Responsável pela transferência transparente entre dois pontos. manter e terminar conexões que incluem troca de pacotes. mas o TCP/IP tornou-se padrão de fato.: FTP. Essa camada oferece interface e serviços comuns de comunicação. o qual simplifica o processo de desenvolvimento e implementação. e o envio desses quadros com a sincronização. Sessão 5 Transporte 4 Rede 3 Enlace 2 Física 1 Responsável pelo suporte das conexões entre as sessões. Esta classificação permite que cada protocolo se desenvolva com uma finalidade deterninada. manter e desativar as ligações físicas. Algumas das arquiteturas mais conhecidos são o OSI(83) (modelo). Os sete níveis do modelo OSI são os seguintes: Aplicação 7 Responsável pela interação com o Sistema Operacional através de interfaces para esse sistema (ex. SMTP). Fornecendo a estrutura de controle entre as aplicações. Apresentação Responsável pela troca de mensagens com sentido. controle de erro e controle de fluxo necessários. compressão de dados e reformatação de textos em formato abstrato. reempacotando-os se necessário. controle de congestionamento. elétricas e procedurais requeridas para estabelecer.7 – Comparativo entre as arquiteturas de redes OSI / ISO e Internet TCP / IP O modelo OSI (Open System Interconection) foi criado pela ISO (International Standard Organization) e consiste em sete níveis. essa camada lida com o acesso à rede.4 Arquiteturas de Redes As hierarquias de protocolos específicas são denominadas arquiteturas de redes. controle de fluxo recuperação de erros e transferência de arquivos. Por que o modelo OSI não pegou? • Momento ruim • Tecnologia ruim • Implementação ruim . OSI 7 6 5 4 3 2 1 Aplicação Apresentação Sessão Transporte Rede Enlace Físico Transporte Inter-rede Host / rede TCP/IP Aplicação Não presentes no modelo Figura 2. TCP/IP (74) e Novell. onde cada um deles define as funções que devem proporcionar os protocolos com o propósito de trocar informações entre vários sistemas. essa camada estabelece. Responsável pelo endereçamento e funções de controle (ex: roteamento) necessárias no envio de dados através da rede. dividindo as mensagens grandes em pacotes menores. O modelo OSI foi criado pela ISO para se tornar um padrão. Responsável pela transmissão de um conjunto não estruturado de bits através do meio físico. Cada nível depende dos que estão abaixo dele.

com relação da política de acesso a um MT compartilhado: a) A disciplina de acesso utilizada em redes 802. b) Trailler ou cauda nas PDU´s são bits inseridos para correção ou detecção de erros na transmissão. 6) Assinale a alternativa correta: a) Encapsulamento de dados seria colocar todo um pacote (cabeçalho+dados) como dados para poder transmitir por uma rede de formato de pacotes diferente b) Encapsulamento seria pegar os dados de um pacote. 7) Assinale a alternativa correta: a) Trailler ou cauda nas PDU´s são bits inseridos com o objetivo de preencher o pacote com o tamanho mínimo necessário para transmissão. b) Overhead de protocolo é a quantidade de bits que são transmitidos mas que não são dados. sem o cabeçalho e transmitir por uma rede de formato de pacotes diferente.5 é Token Bus (passagem de permissão em barramento) 5) Assinale a alternativa correta: a) Overhead de protocolo é a relação existente entre os bits de dados e os bits de controle que ocupam a banda de transmissão. . Apostila de Telecomunicações e Redes 1  19 Questionário: 1) O que é multiplexação? 2) Quais as políticas de tratamento de erros existentes? Qual delas se aplica na transmissão isócrona? 3) Para que serve o controle de fluxo em uma rede? E o controle de seqüência? 4) Assinale a alternativa correta.3 é CSMA/CD (olhar anexo c-IEEE 802) b) A disciplina de acesso utilizada em redes 802.

A largura de banda efetiva dessa transmissão é de 4700 gigabytes/86. Segundo estas leis. funcionais e procedimentos para ativar. de sua organização dentro da tubulação. os mesmos precisam ser individualizados eletricamente de acordo com alguma técnica de multiplexação. Quando um meio de transmissão transmissão transporta vários canais. com características de transmissão e de custo variáveis em função das suas características físicas.. onde eles serão finalmente lidos. Deve-se distinguir dois conceitos que podem ser confundidos à primeira vista: canal e meio de comunicação. de sua capacidade de neutralizar o ruído externo". Por outro lado. a distância entre dois condutores e o tipo de isolamento. cada par é um circuito físico (canal físico). Para um banco com gigabytes de dados a serem gravados diariamente em uma segunda máquina (de modo que o banco possa continuar a funcionar mesmo durante uma grande enchente ou terremoto). "Você não pode simplesmente ignorar as leis da física. embora o meio possa não ser metálico. elétricas. não é mesmo?" . no sentido estrito. a reatância. o Novato perguntava. 3. Meios de Transmissão de Dados A camada física de uma rede provê características físicas. Willy respondia pacientemente. As linhas físicas se caracterizam por apresentarem continuidade “metálica”. . A impedância do cabo deve estar de acordo com a sua aplicação para evitar a perda do sinal e interferências.F. Em pares metálicos a degradação do sinal elétrico depende intrinsecamente das seguintes características do meio de transmissão: Resistência Oposição natural do condutor ao fluxo de elétrons em um determinado sentido. e Freed.1 Meios físicos "Cabo é cabo. "Não".7 GB. J. Se o destino estiver a uma hora de distância. quando se fala em termos de desempenho. é na camada física que são definidas as características de cabeamento utilizado em uma rede de comunicação de dados. por causa dos condutores. Canal é o circuito individual sobre o qual se estabelece uma comunicação entre uma fonte e um destino. tais como: a resistência. Basta fazer um simples cálculo para esclarecer essa questão. especialmente nas aplicações em que a alta largura de banda ou o custo por bit tem importância fundamental. esse método costuma ser muito mais eficaz sob o ponto de vista financeiro. Por exemplo. o que é equivalente à taxa de transmissão de uma rede ATM (622 Mbps). a reatância é a medida da oposição da alteração da voltagem e da corrente elétrica em um condutor Impedância Característica elétrica dependente de uma série de características de projeto. A resistência está associada ao fenômeno de dissipação do calor em um condutor no qual trafega uma corrente elétrica. L. como é o caso da fibra ótica. do tipo de isolamento entre eles. Os canais podem ser individualizados física ou eletricamente. em um cabo de pares trançados. e Meio de Transmissão é o suporte físico que transporta um ou vários canais. Pode-se colocar 1000 DVD´s em uma pequena caixa (perfazendo um total de 4700 GB) e despachar de um ponto a outro do Brasil em 24 horas (Sedex). existem vários tipos de meios de transmissão. dificilmente alguma outra tecnologia de transmissão poderá sequer ser comparada ao DVD ou fitas DAT. a largura de banda será ampliada em cerca de 15 Gbps. que caem basicamente em duas categorias: as linhas físicas e os sistemas de ondas que utilizam a propagação de ondas eletromagnéticas de rádio ou luz através do espaço livre. manter e desativar conexões entre duas partes. O sinal elétrico que trafega em um meio físico está sujeito a uma série de condições que prejudicam a sua propagação.Tudo sobre Cabeamento de Redes" Uma das formas mais comuns de transportar dados de um computador para outro é gravá-los em uma fita magnética ou em discos flexíveis. Existem vários tipos de linhas físicas.400 s ou seja aproximadamente 544 Mbps. Apesar de não ser tão sofísticado quanto usar um satélite de comunicação geossíncrono. há muitas diferenças entre cabos deste tipo. transportar fisicamente a fita ou os discos para a máquina de destino. Um DVD armazena 4. Derfley. Sendo assim. Reatância De modo similar à resistência. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  20 3.

000 reais. Dessa forma. À medida que a distância aumenta. ou seja. Os softwares costumam passar por uma evolução a cada dois ou três anos e.1. com um total de 4. 3.Unshielded Twisted Pair). Isto é.6 paradas por ano em média. desde os aplicativos necessários às exigências dos usuários. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  21 Todas as linhas físicas funcionam como um filtro passa-baixas para distâncias curtas. Em comparação com os outros investimentos que devem ser feitos a fim de implantar um determinado projeto de redes. o hardware tem uma vida útil de 5 anos. confiabilidade.Shielded Twisted Pair) e aqueles que não a possuem (UTP . de acordo com pesquisas. . mas o nível de retorno dependerá do cuidado com o qual se selecionam os componentes e se supervisiona a instalação dos cabos [DER94]. o controle do downtime poderia reduzir em muito os custos por ociosidade [ROC96]. vários fatores têm que ser levados em consideração. limites de emissão eletromagnética. O projeto de cabeamento não envolve somente considerações sobre taxas de transmissão e largura de banda. passando pela demanda de recursos que estes aplicativos consumirão até o tipo de linhas físicas ou meios físicos que serão utilizados. Um cabo STP geralmente possui dois pares trançados blindados. a linha aberta foi o principal meio telefônico interurbano de anos atrás.1 Linha aérea de Fio nú Constituída por fios de cobre (raramente bronze ou ferro) de diâmetro entre 1. O cabeamento é o componente de menor custo de uma rede local. portanto uma faixa de passagem maior do que a dos pares trançados usados no âmbito urbano. Quando bem estruturado pode representar de 5 a 7% do custo total da rede. através do efeito de cancelamento. conformidade às exigências geográficas. no entanto. Os fios de grosso calibre significavam uma resistividade menor e.1. a blindagem dos cabos stp não faz parte do caminho percorrido pelo sinal. O efeito de cancelamento reduz o nível de interferência eletromagnética / radiofrequência [SOA96] [TAN94]. Podemos dividir os pares trançados entre aqueles que possuem uma blindagem especial (STP . disponibilidade de componentes e custo total [SOA96]. entre as causas para o downtime de uma rede.5 e 4 mm que sã mantidos isolados e paralelos presos a suportes físicos às cruzetas dos postes telefônicos. 3. porém. terá que se conviver 15 anos ou mais com seu cabeamento de rede. conformidade aos padrões internacionais. todas as necessidades têm que ser supridas a um custo mínimo permitindo ainda futuras expansões e reavaliações do projeto. qualidade (atenuação do sinal versus comprimento máximo). Dados colhidos pela LAN Technology informam que uma rede de porte médio apresenta 23.9 horas inoperantes. Por outro lado. Os fios de um par são enrolados em espiral a fim de. Ao contrário dos cabos coaxiais. seu custo era muito elevado. reduzir o ruído e manter constante as propriedades elétricas do meio por toda a sua extensão. deixam passar corrente contínua e apresentam apenas uma freqüência de corte superior à banda de passagem. a largura de banda de uma linha física varia com o seu comprimento. a) Par Trançado STP Um cabo STP. Os telegráficos do século 19 usavam essas linhas. 70% dos casos são provocados por um cabeamento mal projetado.2 Par Trançado O cabo de par trançado é composto por pares de fios. possui uma blindagem interna envolvendo cada par trançado componente do cabo cujo objetivo é reduzir a diafonia. as linhas físicas serão o item que terão a maior duração. A linha aberta deriva esse nome do fato de ser usada sem isolamento. O investimento feito em um sistema de cabeamento irá pagar dividendos durante anos. logo surge uma freqüência de corte inferior e a largura de banda vai se estreitando progressivamente. Tudo tem que ser projetado de maneira eficiente e racional. Hoje seu uso está limitado a algumas zonas rurais. Os preços variam muito de acordo com o tipo de cabeamento utilizado [ROC96]. Em um projeto de redes. imunidade a ruídos. Como o custo de uma hora parada é estimado entre 1. além de possuir uma malha blindada global que confere uma maior imunidade às inteferências externas eletromagnética / radiofrequência. mas também facilidade de instalação. uma impedância característica de 150 Ohms e pode alcançar uma largura de banda de 300 MHz em 100 metros de cabo.000 e 20. Segundo pesquisas realizadas pela Infonetics.

4 . o tamanho e o custo do cabo.um fator importante que diferencia dos outros tipos de fios de telefone e par trançado. mostrado na figura abaixo.Seção de um cabo UTP Figura 3. fez com que se tornasse necessário. Com o aumento das taxas de transmissão. e 100 Mbits (5). Figura 3. Os cabos UTP inicialmente foram divididos em 5 categorias (atualmente existem 6 ou 7) no que se refere a: • taxas de transmissão e qualidade do fio. quanto por parte dos fabricantes de equipamentos. sendo esse último tipo o mais utilizado atualmente e que possui melhor grau de qualidade. • • bitola do fio. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  22 Figura 3.Cabo UTP [BER96] A EIA/TIA (Electronic Industries Association/Telecommunication Industry Association) levou a cabo a tarefa de padronização dos cabos UTP através da recomendação 568.3 mm.3 . níveis de segurança. que queriam certezas sobre os parâmetros característicos destes cabos. 4 . onde números maiores indicam fios com diâmetros menores. O cabo de rede UTP tem um diâmetro externo de 4. ele obtém sua proteção do efeito de cancelamento dos pares de fios trançados. uma pressão por padronização tanto por parte dos projetistas. sendo que cada par é isolado um do outro e todos são trançados juntos dentro de uma cobertura externa. O cabo de par trançado sem blindagem projetado para redes. Não há blindagem física no cabo UTP. especificada em AWG (American Wire Guage). O alto desempenho em termos de qualidade alcançados pelos pares trançados não blindados (UTP).Seção de cabo STP Figura 3. que os utilizavam em suas composições e precisavam de garantias confiáveis de desempenho [ROC96]. aliado ao baixo custo de aquisição e instalação dos mesmos.Cabo STP patch [BER96] O maior volume de blindagem e isolamento aumenta consideravelmente o peso. sendo que as classes 1 e 2. contém quatro pares de fios de cobre sólidos modelo 22 ou 24 AWG. . 10 Mbits (3).1 .2 . cabos de par trançado de melhor qualidade foram sendo produzidos. O cabo tem uma impedância de 100 ohms . 16 Mbits (4). 3. especificados através de regulamentação fornecida pelos padrões reguladores da Underwriter Laboratories (UL). Este dabo era adotado pela IBM para interconexão entre os elementos integrantes de sua rede (token ring) e atualmente praticamente não é mais utilizado.5 suportam respectivamente taxas de transmissão de até 5 Mbits (1 e 2). Poucos cabos STP eram suficientes para preencher um duto de fiação de um prédio [DER94]. b) Par Trançado UTP O cabo de par trançado sem blindagem (UTP) é composto por pares de fios.

Idem ao anterior. Association Padrão de cores para cabo UTP 4 pares: Par 1 2 3 4 Cor do par Branco/Azul Azul/Branco Branco/Laranja Laranja/Branco Branco/Verde Verde/Branco Branco/Marrom Marrom/Branco Tabela 3. AS 400 IEEE 10BaseT Token Ring(4 Mbit/s) Ethernet(10 Mbit/s).5 Mhz) EIA/TIA Categoria 2 (1 Mhz) EIA/TIA Categoria 3 (Banda de 16 MHz) EIA/TIA Categoria 4 ( Banda de 20 MHz) EIA/TIA Categoria 5 ( Banda de 100 MHz) Impedância (Bitola AWG) 150 Ohms (26 AWG) 100 Ohms (26 AWG) 100 Ohms UTP (24 AWG) 100 Ohms UTP baixa perda (24 AWG) 100 Ohms UTP freqüencia estendida Aplicações (Telefonia e Dados) Telefonia Analógica (4 KHz) Telefonia Digital (64 Kbit/s) ISDN Dados (2./Telecom. Até 20 Mb/s IEEE 10BaseT e 100BaseT 100 Mbit/s ATM 155 Mb/s Gigabit Ethernet Todas as anteriores e tecnologias em desenvolvimento Cabo blindado – tecnologias emergentes Categoria 5E (Banda100 MHz em c/ par) Categoria 6 (Banda 250 MHz em c/ par) Categoria 7 (Banda 600 MHz em c/ par) Tabela 3.1 .5 – Esquema de ligação dos pares trançados UTP .046 Mbit/s) IBM 3270. Token Ring(16 Mbit/s). 3X. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  23 Referência (Banda passante 100m) EIA/TIA Categoria 1 (.2 – Pares trançados UTP Conforme norma ANSI/TIA/EIA-568A são reconhecidos 2 esquemas de ligação padrão RJ: a) utilizado pela AT&T (568B) b) utilizado pelos demais fabricantes (568A) NEMA: National Eletrical Manufactures Association STP: Shielded Twisted Pair TPDDI: Twisted Pair Data Distributed Interface UL: Underwriter's Laboratories UTP: Unshield Twisted Pair Figura 3. Ind. Até 16 Mb/s IEEE 10BaseT .Categorias de cabos UTP Legenda: AWG: American Wire Guage CDDI: Copper Data Distributed Interface IEEE: Institute of Eletrical and Eletronic Engineers EIA/TIA: Eletronic Industry Assoc.

2. A ligação de nós ao cabo é também extremamente simples. É verdade que o UTP custa menos por metro do que qualquer outro tipo de cabo de rede local.3 – Pares trançados UTP Conectores O conector padronizado pela norma é o RJ-45. Uma grande vantagem do UTP que não pode ser desprezada é a flexibilidade e a espessura dos cabos. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  24 Crossover Em um cabo. mas a despesa com material é a menos significativa em qualquer instalação pois a mão de obra é o elemento mais caro. Figura 3. Pode-se utilizar UTPs com três principais arquiteturas de rede (ARCnet. o que diminui os custos e as possibilidades de falha na instalação. A desvantagem do par trançado é a sua susceptibilidade à interferência e ruído.3 10BaseT O nome 10BaseT indica uma velocidade de sinalização de 10 megabits por segundo.3 e 6. Maiores detalhes acerca de ruídos e interferências em canais de transmissão serão apresentados posteriormente. Como é comum a utilização de cabos coaxiais de 75 Ohms para transmissão de TV a cabo. portanto de baixo custo. É de se questionar o valor a ser pago por uma boa instalação de UTP. conforme o cabo. as placas de interface de rede vêm para um tipo específico de cabeamento. A configuração dos pares deve atender os sistemas existentes. O enfoque teórico do padrão 10BaseT é que ele permite que os gerentes de rede local utilizem fios de telefone já instalados.6 – Conector RJ-45 Padrão 802. Em sistemas de baixa freqüência a imunidade a ruído é tão boa quanto ao cabo coaxial. um esquema de sinalização debandabase e fios de pares trançados em uma topologia física em estrela. O par trançado é o meio de transmissão de menor custo por comprimento.O padrão Ethernet utiliza somente os pinos 1. que pode ser blindado ou não. mas muitas placas de interface Ethernet são configuradas para cabos coaxiais e UTP. sendo que a utilização dos pares é apresentada abaixo: Rede 10BaseT Token Ring 100BaseT ATM Utilização do par 1&2 e 3&6 3&6 e 4&5 1&2 e 3&6 1&2 e 7&8 Tabela 3. incluindo "cross-talk" de fiação adjacente. A figura anterior mostra o conector fêmea (você olhando para o encaixe). Isto aumenta o número de conexões possíveis sem diminuir seriamente o espaço útil ou exigir onerosos projetos de alteração das instalações físicas disponíveis. Na maioria dos casos. O UTP não preenche os dutos de fiação com tanta rapidez como os outros cabos. obedecendo rígidas normas de segurança e desempenho (ver seção seguinte) [DER94]. os custos de mão de obra com técnicas de instalação para estes cabos e para a própria fibra ótica estão caindo muito. . Ethernet e token-ring). salvo a conhecida exceção da fibra ótica. basta configurar o 568-A em uma extremidade e o 568-B na outra.

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3.1.3 Cabo Coaxial
Um cabo coaxial consiste em um fio de cobre rígido que forma o núcleo, envolto por um material isolante que, por sua vez, é envolto em um condutor cilíndrico, frequentemente na forma de uma malha cilíndrica entreleçada. O condutor externo é coberto por uma capa plástica protetora.

Figura 3.7 – Corte em um cabo coaxial A forma de construção do cabo coaxial lhe dá uma boa combinação de alta banda passante e excelente imunidade a ruídos. A banda passante possível depende do comprimento do cabo. Para cabos de 1 Km, pode-se chegar a uma taxa de dados de 1 Gbps. Taxas de dados mais altas são possíveis em cabos mais curtos e, pode-se usar cabos mais longos, mas com taxas mais baixas. Dois tipos de cabo coaxial são bastante utilizados. Um tipo, o Cabo Coaxial Fino, também conhecido como cabo de 50 ohms ou cabo coaxial em Banda Base. O outro tipo, o Cabo Coaxial Grosso, também conhecido como cabo coaxial em Banda Larga.
a) Cabo Coaxial de Banda Base (50 ohms)

O cabo coaxial fino, também conhecido como cabo coaxial banda base ou 10Base2, é utilizado para transmissão digital e possui impedância característica geralmente de 50 ohms. As principais características de cabos coaxiais do tipo banda base, de impedância característica de 50 ohms, que eram utilizados em redes locais são : Impedância: 50 ohms Tamanho Mínimo de Segmento: 0,45 metros Transmissão em banda base, código Manchester, em modo half-duplex; Tamanho Máximo sem Repetidores: depende da velocidade que se deseja. Capacidade: 30 equipamentos/segmento Acesso ao meio: CSMA/CD Taxas de Transmissão de Dados: de 10 Mbps até 2 Gbps (Tane97) (depende do tamanho e qualidade do cabo). Usual em uma rede local seria uma taxa de 10 Mbits/s ou 100Mbits/s Modo de Transmissão: Half-Duplex - Código Manchester. Transmissão: Por pulsos de corrente contínua. Imunidade EMI/RFI: 50 dB Conector: Conector T Instalação: Facilitada (cabo fino e flexível) Topologia mais usual: barra; Tempo de trânsito: 4 ns/m. O cabo coaxial fino é mais maleável e, portanto, mais fácil de instalar. Em comparação com o cabo coaxial grosso, na transmissão em banda base, o cabo de 50 ohms sofre menos reflexões devido as capacitâncias introduzidas na ligação das estações ao cabo, além de possuir uma maior imunidade a ruídos eletromagnéticos de baixa frequência. Apesar do cabo coaxial banda base ter uma imunidade a ruídos melhor do que o par trançado, a transmissão em banda larga fornece uma imunidade a ruído melhor do que em banda base. Nesta tecnologia de transmissão, o sinal digital é injetado diretamente no cabo. A capacidade de transmissão dos cabos nesta modalidade varia entre alguns Mbps/Km, no caso dos cabos mais finos, até algumas Gigabits por segundo no caso de cabos mais grossos e de melhor qualidade. A impedância utilizada nesta modalidade de transmissão é de 50 ohms.

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Um Cabo Coaxial Banda Base, também conhecido como 10Base2, consiste de um fio de cobre rígido, que forma o núcleo, envolto por um material isolante, que por sua vez é envolto por um condutor cilíndrico na forma de malha entrelaçada, tudo coberto por uma capa plástica protetora. O método de acesso ao meio usado em Cabos Coaxias Banda Base é o detecção de portadora, com detecção de colisão. Amplamente utilizado em redes locais.

Figura 4.9 – Conector BNC

Figura 3.8 – Cabo coaxial 50 ohms
b) Cabo Coaxial de Banda Larga (75 ohms)

Um Cabo Coaxial Banda Larga, também conhecido como 10Base5 ou "Mangueira Amarela de Jardim", consiste de um fio de cobre rígido, que forma o núcleo, envolto por um material isolante, que por sua vez é envolto por um condutor cilíndrico de alumínio rígido, tudo coberto por uma capa plástica protetora.

Figura 3.10 – Cabo coaxial 75 ohms O cabo coaxial grosso, também conhecido como cabo coaxial de banda larga ou 10Base5, é utilizado para transmissão analógica, principalmente em redes de longa distância, como a utilizada pela TV a cabo. O cabo coaxial grosso, possui uma blindagem geralmente de cor amarela. Seu diâmetro externo é de aproximadamente 0,4 polegadas ou 9,8 mm. Uma diferença fundamental entre os cabos coaxiais de banda base e banda larga é que sistemas em banda larga necessitam de amplificadores analógicos para amplificar periodicamente o sinal. Esses amplificadores só transmitem o sinal em um sentido; assim, um computador enviando um pacote não será capaz de alcançar os computadores a montante dele, se houver um amplificador entre eles. Para contornar este problema, foram desenvolvidos dois tipos de sistemas em banda larga: com cabo duplo e com cabo único. Os sistemas de cabo duplo têm dois cabos idênticos paralelos. Para transmitir dados, um computador emite os dados pelo cabo 1, que está conectado a um dispositivo chamado head-end na raiz da árvore de dados. Em seguida, esse head-end transfere o sinal para o cabo 2, que refaz o caminho da árvore a fim de realizar a transmissão. Todos os computadores transmitem no cabo 1 e recebem no cabo 2. Sistemas com cabo único é alocado bandas diferentes de frequência para comunicação, entrando e saindo por um único cabo. A banda do cabo é dividida em dois canais ou caminhos, denominados:

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1.caminho de transmissão (Inbound): caminho de entrada dos dados no canal 2.caminho de recepção (Outbound): caminho de saida dos dados do canal

Figura 3.11 – Esquemas gerais de LAN de barra em banda larga No modelo midsplit, por exemplo, a banda de entrada vai de 5 a 116 MHz, e a banda de saída vai de 168 a 300 MHz.

Figura 3.12 – Redes de banda larga. (a) Cabo duplo. (b) Cabo único Esse cabo é muito utilizado para a transmissão do sinal de vídeo em TV a cabo e, na transmissão de vídeo também em computadores, para a integração de imagens transmitidas para várias estações de rede local. Tecnicamente, o cabo de banda larga é inferior ao cabo de banda básica (que tem apenas um canal) no que diz respeito ao envio de dados digitais, no entanto, por outro lado, existe a vantagem de haver muitos cabos desse tipo já instalados. Na Holanda, por exemplo, 90 por cento de todas as casas têm uma conexão de TV a cabo. Cerca de 80 por cento das casas norte-americanas têm um cabo de TV instalado. Desse total, pelo menos 60 por cento têm de fato uma conexão a cabo. Com a acirrada concorrência entre as companhias telefônicas e as empresas de TV a cabo, podemos esperar que um número cada vez maior de sistemas de TV a cabo comece a operar como MANs e oferecer serviços telefônicos, dentre outras vantagens. Para obter maiores informações sobre a utilização da TV a cabo como uma rede de computadores, consulte Karshmer and Thomas, 1992. As dificuldades de conexão com cabos coaxiais são um pouco maiores do que se fosse utilizado o par trançado. A conexão dos cabos é feita através de conectores mecânicos, o que também encarece sua instalação em relação ao par trançado, porém, os benefícios compensam com larga vantagem a utilização deste método. Dados Técnicos Impedância: 75 ohms Atenuação: em 500m de cabo não exceder 8,5 dB medido a 10MHz ou 6,0 dB medido a 5 MHz Velocidade de Propagação: 0,77c (c=vel. luz no vácuo) Tamanho Máximo de Segmento: 500 metros Tamanho Mínimo de Segmento: 2,5 metros Tamanho Recomendado: múltiplos de 23,4 - 70,2 ou 117 metros

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Número Máximo de Segmentos: 5 Tamanho Máximo Total: 2.500 metros Capacidade: 1500 canais com 1 ou mais equipamentos por canal Acesso ao meio: FDM Taxas de Transmissão de Dados: 100 a 150 Mbps (depende do tamanho do cabo) Modo de Transmissão: Full-Duplex. Transmissão: Por variação em sinal de freqüência de rádio Imunidade EMI/RFI: 85 dB Conector: Tipo Derivador Vampiro Utiliza Transceptores (detecta a portadora elétrica do cabo) Instalação: Requer prática/pessoal especializado
c) Cabo coaxial x par trançado:
– As características de transmissão do cabo coaxial são melhores do que o par trançado (comparado às categorias 5 e

5e), porém ocupa muito mais espaço em um duto de fiação.
– Na transmissão analógica o coaxial é mais adequado, pois permite uma largura de banda maior a uma distância maior

do que o par trançado.
– O cabo coaxial possui imunidade maior aos ruídos de cross-talk e uma fuga eletromagnética mais baixa, porém o custo

do coaxial é mais elevado do que o do par trançado, principalmente nas interfaces de ligação. Conclui-se que o cabo coaxial é mais adequado à transmissão analógica enquando o par trançado é mais indicado à transmissão digital.

3.1.4 Fibras óticas
Muitas pessoas do setor de informática se orgulham com a rapidez com que a tecnologia usada nos computadores vem melhorando. Na década de 1970, um computador rápido (por exemplo, o CDC 6600) podia executar uma instrução em 100 nanossegundos. Vinte anos depois, um computador Cray rápido podia executar uma instrução em 1 nanossegundo, decuplicando seu desempenho a cada década. Nada mal. No mesmo período, a comunicação de dados passou de 56 Kbps (a ARPANET) para 1 Gbps (comunicação ótica moderna), isso significa que seu desempenho melhorou 100 vezes em cada uma década, enquanto, no mesmo período, a taxa de erros passou de 10-5 por bit para quase zero. Além disso, as CPUs estão se aproximando dos limites físicos, como a velocidade da luz e os problemas decorrentes da dissipação do calor. Por outro lado, com a atual tecnologia de fibra ótica, a largura de banda pode ultrapassar a casa dos 50.000 Gbps (50 Tbps) e são muitas as pessoas que estão realizando pesquisas com materiais de melhor qualidade. O limite prático da sinalização atual é de cerca de 1 Gbps, pois não é possível converter os sinais elétricos e óticos em uma velocidade maior. O uso experimental de 100 Gbps está previsto a curto prazo. Dentro de poucos anos, alcançaremos uma velocidade de 1 terabit/s. Logo teremos sistemas plenamente óticos, que influenciarão também a transmissão de dados entre computadores (Miki, 1994a).

Figura 3.13 – Fibra ótica

Figura 4.14 – Conector de fibra ST

Na corrida entre a computação e a comunicação, ganhou a comunicação. O significado real da largura de banda infinita (apesar dos custos) ainda não foi totalmente assimilado por uma geração de cientistas e engenheiros da computação que aprenderam a pensar em termos dos limites de Shannon e Nyquist impostos pelo fio de cobre. Os novos conceitos partem

Quando um raio de luz passa de um meio para outro.1. a saída é reconvertida em um sinal elétrico. Figura 3.km em média. Dessa forma. a tecnologia atual de fibras caracteriza-se por três tipos distintos a seguir: 3. mostrando-se apenas um interessante princípio físico. ou acima dele. da sílica fundida para o ar. ao incidir na fronteira e que. o raio sofre uma refração (desvio) na fronteira sílica/ar. como mostra a Figura 3. o desempenho destas fibras não passam de 15 a 25 Mhz. por exemplo. Nesta seção. um feixe de luz que incide em um ângulo crítico. No entanto. o meio de transmissão e o detector. as redes devem tentar evitar a computação a todo custo. essas fibras são menos sensíveis a esse fenômeno do que as fibras multimodais. Devido a alta dispersão. por essa razão. Nos ângulos cuja incidência ultrapasse um determinado valor crítico.15 – Conversor de sinal ótico/elétrico e elétrico/ótico Esse sistema de transmissão desperdiçaria luz e. é interceptado na fibra. nada escapa para o ar. Quando instalamos uma fonte de luz em uma extremidade de uma fibra ótica e um detector na outra. Nela. Convencionalmente. não teria a menor utilidade. . nós vemos um feixe de luz que forma um ângulo α1. Esse feixe pode se propagar por muitos quilômetros sem sofrer praticamente nenhuma perda. b) Multimodo com Índice Gradual Esse tipo de fibra ótica possui sua capacidade de transmissão limitada pela dispersão modal.4. e a ausência de luz representa um bit zero. que reflete os diferentes tempos de propagação da onda luminosa. temos um sistema de transmissão de dados unidirecional que aceita um sinal elétrico. O meio de transmissão é uma fibra de vidro ultrafina. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  29 da premissa de que todos os computadores são desesperadamente lentos e. O volume de refração depende das propriedades dos dois meios físicos (em particular. como mostra a Figura 3.16 – (a) Três exemplos de um feixe de luz dentro de uma fibra de sílica com a fronteira ar/sílica em diferentes ângulos (b) reflexão de um raio de um feixe de luz abaixo do ângulo crítico Com relação à capacidade de transmissão. vamos estudar as fibras óticas e veremos como funciona essa tecnologia de transmissão. converte-o e transmite-o por pulsos de luz. um pulso de luz indica um bit 1. a luz é refratada de volta para a sílica. Na extremidade de recepção.16. que reflete os diferentes tempos de propagação da onda luminosa. A taxa de transmissão neste tipo de fibra é de 400 MHZ. produz um ângulo β1. Um sistema de transmissão ótico tem três componentes. ao emergir. a origem da luz. C O N V E R S O R C O N Receptor V Ótico Fibra ótica E (detetor R Ótico) S O Interface O-E R Sinal elétrico Transmissor Ótico (emissor de luz) Sinal elétrico Interface E-O Figura 3.Km. independente do desperdício de largura de banda. O detector gera um pulso elétrico quando entra em contato com a luz. de seus índices de refração). na prática.16 (b).1 Tipos de fibras a) Multimodo com índice degrau Esse tipo de fibra ótica possui sua capacidade de transmissão limitada basicamente pela dispersão modal.

4 a 0.7 mícron (1 mícron é igual a 10-6 metros). esta fibra pode atingir taxas de transmissão na ordem de 100 Ghz. Já foram feitas experiências com taxas de dados muito mais altas entre pontos mais próximos. em decibéis por quilômetro linear de fibra. o vidro podia ter no máximo 1 mm de espessura para que a luz pudesse atravessá-lo.2 Transmissão de luz através da fibra As fibras óticas são feitas de vidro.4. quando o fator de perda é dois.1. que é a reflexão da onda luminosa em diferentes tempos. As fibras monomodais atualmente disponíveis podem transmitir dados a uma velocidade de muitos Gbps em uma distância de 30 km.Km. apesar de fazê-lo em velocidades mais baixas. é a usada. O vidro transparente usado nas janelas foi desenvolvido durante a Renascença. A luz visível tem comprimentos de onda ligeiramente mais curtos. que variam de 0. Devido a esta característica. mas. Os antigos egípcios já dominavam a manufatura do vidro. Pesquisas sobre fibras que utilizam o érbio prometem alcançar distâncías ainda maiores sem repetidores. Atenuação em decibéis = 10 log 10 potência transmitida potência recebida Por exemplo. A figura mostra a parte infravermelha do espectro. obtemos atenuação de 10 log 10 2 = 3 dB. que. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  30 c) Monomodo Estas fibras são insensíveis a dispersão modal. uma matéria-prima barata e abundante. que. por sua vez. . A atenuação do tipo de vidro usado nas fibras é mostrada na Figura abaixo. é produzido a partir da areia. Figura 3. A atenuação em decibéis é obtida com a seguinte fórmula. A atenuação da luz através do vidro depende do comprimento de onda da luz.17 – Tipos de fibra existentes 3. assim como vemos o solo quando voamos de avião em um dia ensolarado. O vidro usado nas modernas fibras óticas são tão transparentes que. para eles. se o mar fosse formado por esse tipo de vidro. na prática. e não por água. seria possível ver o fundo do mar da superfície. Elas já mostraram que feixes laser de alta potência podem conduzir uma fibra em uma distância de 100 quilômetros sem utilizar repetidores.

o que corresponde à espessura de um fio de cabelo humano. o núcleo tem entre 8 e 10 micras.85. Elas são centralizadas em 0. a exceção fica por conta da malha entrelaçada. mas. o núcleo tem 50 micra de diâmetro. As duas últimas têm boas propriedades de atenuação (uma perda inferior a 5 por cento por quilômetro) A banda de 0. fica o núcleo de vidro através do qual se propaga a luz. por outro lado. todos os efeitos da dispersão são cancelados e é possível enviar pulsos por milhares de quilômetros sem que haja uma distorção significativa. Em águas profundas.19 (a) mostra a perspectiva lateral de uma fibra. No centro. Figura 3.85 mícron tem uma atenuação maior.55 micra. há um revestimento plástico fino com finalidade de proteger a camada anterior. os lasers e os chips podem ser produzidos a partir do mesmo material (arsenieto de gálio).1.3 Cabos de fibra Os cabos de fibra ótica são semelhantes aos coaxiais. Essa expansão é chamada de dispersão. Nas fibras multimodais. (b) Extremidade de um cabo com 3 fibras. A Figura 3. Perto da praia. Normalmente. os cabos de fibra terrestres são colocadas no solo a um metro da superfície. 3.18 – bandas de freqüências utilizadas para transmissão nas fibras Os pulsos de luz enviados através de uma fibra se expandem à medida que se propagam. o mundo assiste a um grande esforço de pesquisa no sentido de colocar em prática as experiências que estão sendo feitas em laboratórios com os solitons. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  31 A comunicação utiliza três bandas de comprimento de onda. as fibras são agrupadas em feixes. o que. Geralmente. só pode ser feito com a redução da taxa de sinalização. eles são depositados no fundo. Felizmente. Atualmente. nesse comprimento de onda. As três bandas entre 25 e 30 mil GHz de largura. Uma forma de impedir que a expansão desses pulsos se sobreponha é aumentar a distância entre eles. onde podem ser arrastados por redes de pesca ou comidos por tubarões. Nas fibras monomodais.30 e 1. . Figura 3. O volume da dispersão vai depender do comprimento da onda. 1. Em seguida. Esses pulsos são chamados de solitons. A Figura 3. no entanto. para manter a luz no núcleo. O núcleo da fibra é envolvido por uma proteção de vidro cujo índice de refração é inferior ao do núcleo. descobriu-se que. os cabos de fibra transoceânicos são enterrados em trincheiras por uma espécie de arado marítimo. respectivamente.4.19 (b) mostra um cabo com três fibras.19 – (a) Perspectiva lateral de uma fibra. protegidos por uma capa externa. onde ocasionalmente são atacados por pequenos animais roedores. quando os pulsos são produzidos com um formato especial relacionado ao recíproco do co-seno hiperbólico.

 Apostila de Telecomunicações e Redes 1  32 As fibras podem ser conectadas de três diferentes formas. Eles têm diferentes propriedades. e um pulso de luz deve conduzir energia suficiente para ser detectado.20. Nos três tipos de encaixe. Uma interface passiva consiste em dois conectores fundidos à fibra principal. elas podem ser encaixadas mecanicamente. mas facilitam a reconfiguração dos sistemas. Um conector tem um diodo emissor de luz ou um diodo a laser na sua extremidade (para transmissão) e o outro. é extremamente confiável. mostrado na Figura 3.4 Redes de fibra As fibras óticas podem ser usadas nas LANs e nas transmissões de longa distância.4 . as duas extremidades são cuidadosamente colocadas uma perto da outra em uma luva especial e encaixadas em seguida. Item Taxa de dados Modo Distância Vida Útil Sensibilidade à temperatura Custo LED Baixa Multimodo Pequena Longa Insignificante Baixo custo Laser Semicondutor Alta Multimodo ou monomodo Longa Curta Substancial I Alto custo Tabela 3. Em primeiro lugar. nesse caso. no entanco. podem ocorrer reflexões no ponto de junção e a energia refletida pode interferir no sinal. ele deixa um computador off-line. Um encaixe por fusão é quase tão bom quanto uma fibra inteira. apesar de sua ser conexão mais complexa do que a conexão com uma rede Ethernet. . os diodos emissores de luz e os lasers semicondutores.1. pois um diodo emissor de luz ou um fotodiodo quebrado não compromete o anel. na verdade. A luz recebida é convertida em um sinal elétrico. que emite um pulso elétrico quando entra em contato com a luz.4. Dois tipos de interfaces são usados. por essa razão. como mostra a Figura 3. O alinhamento pode ser melhorado com a passagem de luz através da junção. há uma pequena atenuação. O ruído térmico também é importante. um conjunto de ligações ponto a ponto. Em geral.4. Figura 3. a taxa de erros pode se tornar arbitrariamente pequena. Uma forma de contornar esse problema é perceber que uma rede em anel é. Nesse caso.20. elas podem ter conectores em suas extremidades e serem plugadas em sockets de fibra. é o repetidor ativo. Em terceiro lugar. o que limita as taxas de dados a 1 Gbps. No máximo. o tempo de resposta de um fotodiodo é 1 nanossegundo. Duas fontes de luz podem ser usadas para fazer a sinalização. Os conectores perdem de 10 a 20 por cento da luz. Com pulsos de potência suficiente. um fotodiodo (para recepção) O conector em si é completamente passivo e. 3.Uma comparação entre diodos semicondutores e emissores de luz utilizados como fontes de luz A extremidade de recepção de uma fibra ótica consiste em um fotodiodo. dois pedaços de fibra podem ser fundidos de modo a formar uma conexão sólida.20 – Um anel de fibra ótica com repetidores ativos O outro tipo de interface. A interface de cada computador percorre o fluxo de pulsos de luz até a próxima ligação e também serve como junção em forma de T para permitir que o computador envie e aceite mensagens. Em segundo lugar. As junções mecânicas são encaixadas em 5 minutos por uma equipe devidamente treinada e resultam em uma perda de 10 % da luz. seguido de pequenos ajustes cuja finalidade é maximizar o sinal. como mostra a Tabela 3.

Duas fibras têm mais capacidade e pesam apénas 100 kg. Na prática. possibilitar a transmissão dos dados. os repetidores só são necessários a cada 30 quilômetros de distância. Ela também está imune à ação corrosiva de alguns elementos químicos que pairam no ar e. A fibra tem muitas vantagens. as ligações individuais entre os computadores podem ter quilômetros de distância. Muitos dos dutos de cabo atuais estão completamente lotados. eles afetam um ao outro e. que é mostrada na Figura 3. A razão para que a fibra seja melhor do que o cobre é inerente às questões físicas subjacentes a esses dois materiais. de modo que não há espaço para aumentar. Nesse projeto. A interface com o computador é um fio de cobre comum que passa pelo regenerador de sinal. Por outro lado. e subseqüente substituição. Quando os elétrons se movem dentro de um fio. Além da remoção. Esses dispositivos dispensam as conversões óticas/elétricas/óticas. cuja manutenção é extremamente cara. são afetados pelos elétrons existentes fora do fio. o cobre tem um excelente valor de revenda para as refinarias especializadas. adapta-se muito bem a regiões industriais. as fibras não desperdiçam luz e dificilmente são interceptadas. que a fibra é uma tecnologia nova. cada interface tem uma fibra entre seu transmissor e um cilindro de sílica. ela é fina e leve. o número de nós da rede é limitado pela sensibilidade dos fotodiodos. reduzindo de maneira significativa a necessidade de sistemas mecânicos de suporte. Figura 3. isso significa que eles podem operar em larguras de banda extremamente altas. Nas novas rotas.21 – Uma conexão em estrela passiva em uma rede de fibra ótica Por mais estranho que possa parecer. Da mesma forma.21. significa que o anel pode ter qualquer tamanho. no entanto. a comunicação bidirecional exige duas fibras e duas bandas . Por fim. a fibra é mais leve que o cobre. o anel será interrompido e a rede. interferência magnética ou quedas no fornecimento de energia. Para começo de conversa. trata-se de uma alternativa muito mais segura contra possíveis escutas telefônicas. dessa forma. Devido à baixa atenuação. Se um repetidor ativo entrar em pane. desfeita. por isso. o que. consequentemente. as fibras têm preferência por terem um custo de instalação muito mais baixo. as fibras fundidas à outra extremidade do cilindro são conectadas a cada um dos receptores. Também é possível ter um hardware se comunicando através do uso de uma estrela passiva. a estrela passiva combina todos os sinais de entrada e transmite o resultado obtido em todas as linhas. Além disso. o número total de computadores e o tamanho total do anel acabam sofrendo grandes restrições. Os fótons de uma fibra não afetam um ao outro (não têm carga elétrica) e não são afetados pelos fótons dispersos existentes do lado de fora da fibra. representa uma economia significativa. Comparação das Fibras Óticas e dos Fios de Cobre É instrutivo comparar a fibra com o cobre. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  33 tem sua capacidade regenerada caso ela tenha sido enfraquecida e é retransmitida na forma de luz. como o sinal é regenerado em cada interface. ela pode gerenciar larguras de banda muito mais altas do que o cobre. Já estão sendo usados repetidores puramente óticos. em comparação com os cinco quilômetros que separam cada repetidor nas conexões via cobre. as companhias telefônicas gostam da fibra por outra razão. ele é difundido dentro da estrela passiva para iluminar todos os receptores e. As interfaces passivas perdem luz em cada junção. o que. Vale lembrar. A fibra também tem a vantagem de não ser afetada por picos de voltagem. Mil pares trançados com 1 quilômetro de comprimento pesam 8 t. Quando uma interface emite um pulso de luz. Como a transmissão é basicamente unidirecional. Por essas razões. do cobre por fibras deixar os dutos vazios. Apenas essa característica justificaria seu uso nas redes de última geração. na prática. pois trata-se de um minério de altíssima qualidade. Como a energia de entrada é dividida entre todas as linhas de saída. além do mais. que requer conhecimentos de que a maioria dos engenheiros não dispõe. Uma topologia em anel não é a única forma de se construir uma LAN usando fibras óticas. e as fibras de entrada são fundidas em uma extremidade do cilindro.

.. Nenhum objeto ou sinal pode se mover com maior rapidez do que ela. A distância entre dois pontos máximos (ou mínimos) consecutivos é chamada de comprimento de onda.pelo físico alemão Heinrich Hertz em 1887.22. AHF e PHF) ELF (Extremely Low Frequency. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  34 de freqüência em uma fibra. os elétrons criam ondas eletromagnéticas que podem se propagar através do espaço livre (inclusive em um vácuo). ou aproximadamente de 30 cm por nanossegundo.. portanto. ninguém esperava ultrapassar 10 Mhz.... que é universalmente designada pela letra grega λ.. notebook. mas eles são difíceis de produzir e modular... o cabo coaxial e a fibra ótica não têm a menor utilidade. o raio X e o raio gama representariam opções ainda melhores. Para os usuários móveis.2. a banda LF vai de 1 a 10 km (aproximadamente.... a freqüência ou a fase das ondas. As freqüências listadas na parte inferior da Figura 3. já que ela tem uma série de aplicações importantes além da possibilidade de oferecer conectividade para quem deseja ler mensagens de correio eletrônico durante um vôo. 3. A velocidade da luz é o limite máximo que se pode alcançar. respectivamente... Esses foram os últimos nomes criados e. Astonishingly e Prodigiously (IHF... geralmente chamada de velocidade da luz...[300Hz ate 3000Hz] VLF (Very Low Frequency). os próximos padrões de alta freqüência terão nomes como Incredibly. Super. no futuro.. Very. pessoas que precisam estar permanentemente online.. Para obter maiores informações sobre todos os aspectos físicos da rede de fibra ótica.. as interfaces de fibra são mais caras do que as interfaces elétricas. O número de oscilações por segundo de uma onda eletromagnética é chamado de freqüência.. Quando se instala uma antena com o tamanho apropriado em um circuito elétrico.2 Meios não físicos de transmissão Estamos assistindo ao surgimento de pessoas totalmente viciadas em informações. Não é à toa que a moderna comunicação digital sem fio começou nas ilhas havaianas.... Finalmente. o raio infravermelho e os trechos luminosos do espectro podem ser usados na transmissão de informações. O rádio. Os termos LF..... já que têm freqüências mais altas... Nesta seção..[3000Hz ate 30000Hz] LF (Low Frequency). onde os usuários eram separados pelo oceano Pacífico e o sistema telefônico se mostrava totalmente inadequado.. Toda a comunicação sem fio é baseada nesse princípio.... Quando há dificuldades para instalar cabos de fibra ótica em um prédio.22 são os nomes oficiais definidos pela ITU... A resposta para esses usuários está na comunicação sem fio. 3.. Essas ondas foram previstas pelo físico inglês James Clerk Maxwell em 1865 e produzidas e observadas pela primeira vez . consulte Green (1993)... só haverá dois tipos de comunicação.. palmtop. de 30 kHz a 300 kHz). a microonda. todos sabemos que o futuro das comunicações de dados em distâncias significativas pertence à fibra. pelo que se vê... Ultra... No entanto.... Algumas pessoas chegam a acreditar que... Fibras óticas são elementos de transmissão que utilizam sinais de luz codificados para transmitir os dados. as comunicações por fibra e as sem fio. as ondas eletromagnéticas podem ser transmitidas e recebidas com eficiência por um receptor localizado a uma distância bastante razoável.... No entanto.. além de não se propagarem através dos prédios e serem perigosos para os seres vivos. devido a acidentes geográficos (montanhas. todas as ondas eletromagnéticas viajam na mesma velocidade. de bolso ou de pulso sem depender da infraestrutura de comunicação terrestre. (lambda). independente de sua freqüência. de baíxa.. No vácuo. f.... foram atribuídos os seguintes nomes às bandas mais altas surgidas posteriormente.. Todos os computadores. o par trançado....000 Km/s.. que é de cerca de 300.. Eles precisam transferir dados para os seus computadores laptop.. quando esses nomes foram criados.1 O Espectro Eletromagnético Quando se movem. telefones e equipamentos de fax fixos serão conectados por fibra ótica e os móveis serão sem fio. a velocidade cai para cerca de 2/3 desse valor e se torna ligeiramente dependente da freqüência... Extremely e Tremendously High Frequency. MF e HF são as abreviaturas.. florestas. média e alta freqüência.). existem algumas outras circunstâncias em que os dispositivos sem fio são mais adequados do que os fixos. e é medida em Hz (em homenagem a Heinrich Hertz). Vê-se com clareza que.. A luz que circula pela fibra ótica situa-se no espectro do infravermelho e seu comprimento de onda está entre 10xE14 a 10xE15 Hz.. A luz ultravioleta. vamos apresentar os conceitos básicos da comunicação sem fio. Portanto.. O espectro eletromagnético é mostrado na Figura 3.. desde que sejam moduladas a amplitude. No cobre ou na fibra.[30000Hz ate 300000Hz] ... Essa velocidade. em inglês. Essas freqüências se baseiam nos comprimentos de onda. deve-se recorrer à tecnologia da transmissão sem fio. pântanos etc.

como se fosse uma antena. Nas faixas VLF. são largamente utilizadas para comunicação. Eventualmente. Por essa razão. um guarda rodoviário de Ohio começou a usar seu novo rádio móvel para falar com o quartel-general e. particularmente quando estavam sendo observados por um guarda rodoviário.22 – O espectro eletromagnético e a maneira como ele é usado na comunicação 3. LF e MF. razão pela qual as estações de rádio Boston AM não podem ser ouvidas facilmente em Nova York. as ondas de rádio estão sujeitas à interferência dos motores e outros equipamentos elétricos. No entanto. os Cadillacs enlouqueciam. todos os governos exercem um rígido controle sobre os transmissores de rádio. a interferência entre os usuários é um problema. de repente. e o controle era feito por computador. Um belo dia. como mostra a Figura 3. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  35 Figura 3.23(a). As propriedades das ondas de rádio dependem da freqüência. as ondas de rádio atravessam os obstáculos. Nas freqüências baixas. o que signífica que elas percorrem todas as direções a partir da origem. O principal problema relacionado à utilização dessas bandas em comunicação de dados diz respeito à baixa largura de banda que oferecem [ver Eq. nas mais altas. as ondas em nível do solo tendem a ser absorvidas pela terra. mas somente quando trafegavam pelas estradas de Ohio. Vale lembrar que o rádio onidirecional nem sempre é bom.2 Transmissão de Rádio As ondas de rádio são fáceis de gerar. Devido à capacidade que as rádios têm de percorrer longas distâncias. As ondas de rádio nessas bandas atravessam facilmente os prédios. uma camada de partículas carregadas que giram em torno da terra a uma altura de 100 a 500 km são refratadas . Só depois de muita pesquisa eles descobriram que a fiação do Cadillac captava a freqüência usada pelo novo sistema de rádio da Patrulha Rodoviária de Ohio. o computador prendia e soltava os freios. as ondas de rádio tendem a viajar em linhas retas e a ricochetear nos obstáculos. o motorista disse que não tinha feito nada e que o carro tinha ficado louco de uma hora para outra. mas a potência cai abruptamente à medida que a distância da origem aumenta. Em todas as freqüências. mais ou menos 1/r' no ar. Essas ondas podem ser detectadas dentro de um raio de 1 mil quilômetros nas freqüências mais baixas. esse raio de ação é bem menor. a General Motors decidiu equipar seus novos Cadillacs com freios que impediam o travamento das rodas. Nas bandas HF e VHF. Na década de 1970. As ondas de rádio também são onidirecionais. Elas também são absorvidas pela chuva. às vezes. o Cadillac próximo a ele passou a se comportar como um cava(o trotando. as ondas de rádio se propagam em nível do solo. Depois de ser abordado pelo patrulheiro. Nas freqüências altas. A General Motors demorou a entender o motivo pelo qual os Cadillacs funcionavam sem problemas nos outros estados e outras estradas secundárias de Ohio. (2-2)J. portanto. A radiodifusão em freqüências AM utilizam a banda MF. as ondas que alcançam a ionosfera. começou a surgir um padrão. razão pela qual os rádíos portáteis funcionam em ambientes fechados. mas.2. em vez de travá-los de verdade. o transmissor e o receptor não precisam estar cuidadosa e fisicamente alinhados. concedendo apenas uma exceção (discutida a seguir). seja em ambientes fechados ou abertos. portanto. Quando o motorista pisava no pedal de freio. percorrem longas distâncias e penetram os prédios facilmente e.

Esse efeito é chamado de fading por múltiplos caminhos (multipath fading) e costuma provocar sérios problemas. A distância entre os repetidores aumenta de acordo com a raiz quadrada da altura da torre. Foi por essa razão que a MCI mudou de orientação com tanta rapidez. e pode ser mais barato do que reservar a fibra da companhia telefônica. ainda há alguma divergência no espaço. Assim como acontece com o fading por múltiplos caminhos. Elas têm uma série de vantagens significativas sobre a fibra. Inc.23 – (a) Nas faixas VLF.3 Transmissão de Microondas Acima de 100 MHz. (A Sprint trilhou outro caminho. em telefones celulares. a sua chegada pode ser mais demorada do que a das ondas diretas. o primeiro nome da MCI. A microonda é relativamente barata. ela se formou a partir da Southern Pacific Railroad. Antes das fibras óticas. VF e MF. As bandas de até 10 GHz agora são de uso rotineiro. durantes décadas essas microondas foram de fundamental importância para o sistema de transmissão telefônica de longa distância. Ele depende do tempo e da freqüência. Essas ondas têm apenas alguns centímetros e são absorvidas pela chuva. como mostra a figura 3. fazendo com que eles se comuniquem com vários receptores alinhados em fileira sem que haja interferência. ao lado da estrada de ferro. as microondas não atravessam os prédios. Além disso. os sinais podem ricochetear diversas vezes. Além do mais. Os militares também se comunicam nas bandas HF e VHF. Em determinadas condições atmosféricas. como acontece com uma ligação entre San Francisco e Amsterdam). absorção pela água. tornando-se uma companhia telefônica de longa distância. A concentração de toda a energia em um pequeno feixe através de uma antena parabólica oferece um sinal muito mais alto para a relação de ruído. é possível ignorar o sistema telefônico e se comunicar diretamente. especialmente se os custos com a retirada do cobre ainda não tiver sido feita. é preciso instalar repetidores periodicamente. Consequentemente. consequentemente. elas ricocheteiam na atmosfera 3. Algumas ondas podem ser refratadas nas camadas atmosféricas mais baixas e.2. Esse efeito não causaria problema algum se estivéssemos planejando construir um gigantesco forno de microondas para ser usado a céu aberto. A demanda por mais e mais espectro serve para manter o processo de aperfeiçoamento tecnológico. as ondas de rádio obedecem à Curvatura da terra. na distribuição por televisão etc. Quanto mais altas são as torres. Além disso. trata-se de um grave problema.23 (b) . as ondas trafegam em linha reta e por essa razão podem ser captadas com mais facilidade. quando se compra um pequeno lote de terra a cada 50 quilômetros e nele é instalada uma pequena torre de microondas. que já detinha muitos direitos de caminho e. A mais importante delas é que a microonda dispensa a necessidade de se ter direitos sobre um caminho. às vezes as torres acabam ficando em distâncias muito grandes. era Microwave Communications. mas. Os operadores de radioamador utilizam essas bandas em conversas de longa distância. muito embora o raio possa ser detectado no transmissor. mas as antenas de transmissão e recepção devem ser alinhadas com o máximo de precisão. mas a partir de 8 GHz surge um novo problema. mais distantes elas precisam estar. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  36 por ela e enviadas de volta à terra. pois seu sistema foi originalmente desenvolvido em torres de microondas (grande parte dessa rede já foi adaptada para fibra). (b) na HF. Ao contrário das ondas de rádio nas freqüências mais baixas. Alguns operadores mantêm 10 por cento dos canais ociosos como sobressalentes. Como as microondas viajam em linha reta.. A instalação de duas torres simples (com alguns postes com quatro esteios) e de antenas em cada um deles pode ser mais barato do que enterrar 50 quilômetros de fibra em uma congestionada área urbana ou montanhosa. em comunicação. Na verdade. Em resumo. permitindo que as transmissões utilizem freqüências cada vez mais altas. essa direcionalidade permite o alinhamento de vários transmissores em uma única fileira. Figura 3. . uma das grandes concessionárias de comunicações à longa distância dos Estados Unidos. para onde alternam quando o fading por múltiplos caminhos perde a banda de freqüência temporariamente. tratou de instalar os cabos de fibra ótica necessários.. provocando uma grave escassez de espectro.). As torres com 100 m de altura devem ter repetidores a cada 80 km. a única solução é desligar as ligações que estão sendo afetadas pela chuva e criar uma nova rota para elas. a comunicação por microondas é muito usada na telefonia à longa distância.

alto-falantes de alia fidelidade sem fio. a principal virtude do laser. o fato de as ondas infravermelhas não atravessarem paredes sólidas pode ser visto como uma qualidade. os computadores e os escritórios de um prédio podem ser equipados com transmissores e receptores infravermelhos de características onidirecionais. Uma das desvantagens dos feixes de raios laser é que eles não são capazes de penetrar a chuva ou a neblina. Pela sua própria natureza. os transmissores que as utilizam não precisam de autorização do governo. posicione-se entre o controle remoto e a televisão).5 Transmissão de Ondas de Luz A sinalização ótica sem guia está sendo utilizada há séculos. Por exemplo. Como o PTC local não se dispôs a instalar um grande número de linhas telefônicas que. Para obter maiores informações sobre a comunicação infravermelha. como mostra a Figura 3. No entanto. pois o sol 6rilha tanto no infravermelho como no espectro visível. elas podem se sentar na sala de conferências e estar plenamente conectadas sem que seja necessário plugá-los a uma tomada. em um belo dia de sol. 2. é preciso ter a pontaria de uma Annie Oakley moderna. Uma aplicação mais moderna é conectar as LANs em dois prédios através de raios laser instalados em seus telhados. E é exatamente por essa razão que os sistemas infravermelhos são mais seguros do que os sistemas de rádio. computadores portáteis com recursos infravermelhos podem pertencer a uma LAN sem estarem fisicamente conectados a ela. os organizadores voltaram a testá-lo com todo o cuidado e mais uma vez tudo funcionou às mil maravilhas. Os controles remotos utilizados nas televisões. baratas e fáceis de construir. não atravessam objetos sólidos (para provar essa tese. mas ela está muito ocupada e o equipamento que a utiliza só pode ser operado na América do Norte. a banda industrial/científica/médica. Paul Revere usou a sinalização ótica binária na Old North Church antes de seu famoso feito. consulte Adams et.400-2. assim. seriam desativadas. Por esses rriotivos. que só podem ser instalados com uma licença. depois de três dias. Além dela. essas bandas são populares para diversas formas de rede sem fio de curto alcance. Nesse caso.725-5. Al. Por outro lado. o infravermelho tornou-se um promissor candidato para as LANs sem fio instaladas em ambientes fechados. Eles haviam feito um teste na noite anteior à conferência. Uma banda é alocada em escala mundial. 3. Quando diversas pessoas comparecem a uma reunião com seus portáteis. perdendo pouco a pouco as características de rádio. quando nos deslocamos do rádio de onda longa em direção à luz visível. Tanembaum participou de uma conferência em um moderno hotel europeu cujos organizadores tiveram a felicidade de oferecer uma sala repleta de terminais para que os participantes pudessem ler suas mensagens de correio eletrônico durante as apresentações menos interessantes. Ele também é relativamente fácil de ser instalado e. Esse ar turbulento desviou o feixe e fez com que ele . mencanismos de abertura de portão de garagem. os organizadores colocaram um raio laser no telhado e o apontaram na direção do prédio de ciência da computação da universidade onde trabalhavam. as ondas assumem um comportamento cada vez mais parecido com o da luz. No entanto. A comunicação infravermelha não pode ser usada em ambientes abertos. ao contrário das microondas. nos dias de sol.484 GHz. Essas bandas são usadas para telefones sem fio. À noite. O calor do sol fez com que emanassem correntes de convecção do telhado do prédio. Nos dois outros dias. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  37 Além de serem usadas em transmissões de longa distância. 1993. Geralmente. mas. o problema voltou a se repetir. portões de segurança etc. certa vez. os sistemas infravermelhos podem ser operados sem autorização do governo. um feixe muito estreito.2. 3.2. prevenindo-os contra eventuais espionagens eletrônicas. quando tudo funcionou perfeitamente bem. não precisa de uma licença da FCC.24. há alguns quílõmetros dali. também existem as bandas de 902-928 MHz e de 5. o sistema entrou em pane e ficou fora do ar durante todo o dia. também pode ser vista como uma grande limitação. Portanto. É por essa razão que um sistema infravermelho instalado em um ambiente fechado não interfere em um sistema semelhante instalado nas salas adjacentes. pois evitam os problemas de licenciamento. as microondas têm outro uso importante. 1994. videocassetes e estéreos empregam a comunicação infravermelha. Às 9h da manhã seguinte. Essas ondas são relativamente direcionais. Depois da conferência. funcionam normalmente. Para direcionaram feixe de raios laser com 1 mm de largura a um alvo de 1 mm a 500 m. A banda 900 MHz funciona melhor. Devido a essas propriedades. nos Estados Unidos e no Canadá. mas têm um grande inconveniente. Em geral. Esse esquema oferece uma largura de banda muito alta a um custo bastante baixo. Essas bandas são uma exceção à lei de licença. a sinalização ótica coerente que utiliza raios laser é unidirecional. são colocadas lentes no sistema para desfocar levemente o feixe. os organizadores conseguiram resolver a charada. e Bantz e Bauchot.4 Ondas milimétricas e infravermelhas As ondas milimétricas e infravermelhas sem guia são usadas em larga escala na comunicação de curto alcance. cada prédio precisa do seu próprio raio laser e do seu próprio fotodetector.850 GHz. ao contrário dos sistemas de rádio. As bandas mais altas exigem chips mais caros e estão sujeitas a interferências dos fornos de microondas e das instalações de radar.

cada um deles ouve uma parte do espectro. o período é de cerca de 90 min. para evitar interferência com o sinal de entrada. Com um espaçamento de 2 graus.e criou um sistema operacional para comunicações costeiras que utilizava a lua em suas transmissões. aparentemente imóvel.2. 3. Infelizmente. no qual há 2 lasers. É esse tipo de "visão" atmosférica que faz as estrelas piscarem (e é por essa razão que os astrônomos colocam os telescópios no topo das montanhas). Os satélites de comunicação em altitudes baixas como essa são problemáticos porque eles ficam à vista das estações em terra por apenas um curto intervalo de tempo. ou estreitos. Ele contém diversos transponders. A principal diferença entre um satélite artificial e um real é que o artificial amplifica os sinais antes de enviá-los de volta. não é muito inteligente ter satélites com espaços menores que 2 graus no plano equatorial de 360 graus. Os satélites de comunicação possuem algumas propriedades interessantes. seria necessária uma antena orientável para rastreá-lo. Alguns desses segmentos de órbita são reservados para outras classes de usuários (por exemplo. as pessoas tentavam criar sistemas de comunicação.6. pois.24 – Correntes de convecção podem interferir nos sistemas de comunicaçãoà laser.000 Km acima do equador.1 Satélites Geossíncronos De acordo com a lei de Kepler. uso governamental e militar etc. O progresso no campo da comunicação celeste precisou esperar ate que o primeiro satélite de comunicação fosse lançado em 1962. transmissões televisivas.a lua . a Marinha dos Estados Unidos detectou um tipo de balão de tempo que ficava permanentemente no céu . Entretanto. numa razão exponencial de 3/2. 1 Para os puristas. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  38 dançasse em torno do detector. em uma altitude de aproximadamente 36. transformando uma estranha curiosidade em um avançado sistema de comunicação. o período orbital de um satélite varia de acordo com o raio orbital. Esse mesmo ar também é o responsável pelas estradas bruxuleantes em dias quentes e pelas imagens tremidas quando olhamos para cima de um radiador quente.09 segundos. Em seguida. o índice de rotação é o dia sideral: 23 horas 56 minutos e 4. caso contrário. ele gira na mesma velocidade que a Terra. para evitar interferência. cobrindo uma área com apenas centenas de quilômetros de diâmetro. o período do satélite é de 24 horas. Figura 3.). Os feixes inferiores podem ser largos. Um satélite de comunicação pode ser considerado como um grande repetidor de microondas no céu. Uma situação em que o satélite permanece fixo no céu é extremamente desejável. só pode haver 360/2 = 180 satélites de comunicação geossíncronos ao mesmo tempo no céu. amplifica os sinais de entrada e os transmite novamente em outra freqüência. Um observador examinando um satélite em uma órbita equatorial circular o vê parado em um local fixo no céu.1 Portanto. A figura mostra um sistema bidirecional. cobrindo uma fração substancial da superfície terrestre. os sinais recebidos eram muito fracos para que tivessem algum uso prático.6 Satélites de Comunicação Na década de 50 e no início dos anos 60 (1960). . Com a tecnologia atual.2. emitindo sinais a partir de balões de tempo metalizados. 3. Próximo à superfície terrestre. que os tornam atrativos para muitas aplicações.

pois também são usadas por concessionárias de comunicações para ligações de microondas terrestres.26 Nesse modo de operação.25. a inferior para tráfego downlink (a partir do satélite) e a superior para tráfego uplink (para o satélite). As principais bandas comerciais são listadas na Figura 3. A banda C foi a primeira a ser atribuída ao tráfego de satélite comercial. eles podem usar a mesma banda de freqüência sem que haja interferência. Cada satélite é equipado com diversas antenas e vários transponders. Felizmente. se operassem em diferentes freqüências Para evitar o caos total no céu. Para uma conexão full-duplex é necessário um canal em cada direção. Entretanto. 1994). Em geral. 800 canais de voz digitais de 64 Kbps ou várias outras combinações. nessas freqüências. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  39 Felizmente. é necessária umaestação em terra especial. Um transponder de 50 Mbps pode ser usado para codificar um único fluxo de dados de 50 Mbps. os satélites podem ficar a uma distância mais próxima do que 1 grau. Como alternativa. Cada feixe descendente pode ser focalizado em uma pequena área geográfica. o hub. além dos feixes pontuais para o Alasca e o Havaí. Portanto. Um satélite típico possui de 10 a 20 transponders. a multiplexação por divisão do tempo também é usada devido à sua maior flexibilidade. são localizadas grandes tempestades. Geralmente. tornou-se viável uma estratégia de transmissão mais sofisticada. A água é um grande absorvente dessas microondas curtas. podem acontecer diversas transmissões ascendentes e descendentes simultaneamente.25 . a divisão dos transponders em canais era estática. cabos e equipamentos eletrônicos extras para que se possa alternar rapidamente entre as estações. os satélites que utilizam diferentes partes do espectro não têm problemas de conflito. às vezes chamadas de VSATs (Very Small Aperture Terminais) (Ivancic et al. Os primeiros satélites tinham um feixe espacial que iluminava toda a Terra.000 Km/s). a diminuição do tamanho e a exigência de equipamentos microeletrônicos. . em geral. Nos primeiros satélites. as microestações não têm energia suficiente para se comunicarem diretamente com as outras (via satélite. é óbvio). A desvantagem de ter estações de usuário final mais baratas é o maior retardo. apesar de os sinais enviados e recebidos por um satélite trafegarem na velocidade da luz (aproximadamente 300. Figura 3. o tempo de trânsito de um ponto a outro fica entre 250 e 300 ms. Com a enorme queda de preço. dois ou mais satélites poderiam ocupar um segmento de órbita. esses feixes pontuais são elipticamente formados e podem ter algumas centenas de quilômetros de diâmetro. Dividia-se a largura de banda em bandas de freqüência fixa (FDM). a distância de ida e volta introduz um retardo substancial. Essa banda não está (ainda) congestionada e. portanto. o transmissor ou o receptor possui uma grande antena e um amplificador de grande potência. O valor típico é 270 ms (540 ms para um sistema VSAT com um hub). Além dessas bandas comerciais também existem muitas bandas governamentais e militares. Hoje em dia. Um novo desenvolvimento no mundo dos satélites de comunicação são as microestações de baixo custo. em vez de apenas uma. Na banda Ka também foi alocada largura de banda para o tráfego de satélite comercial. Normalmente. Duas faixas de freqüência foram atribuídas a ela. Os satélites de comunicação têm diversas propriedades que sio radicalmente diferentes das ligações ponto a ponto terrestres. Dependendo da distância entre o usuário e a estação em terra e da elevação do satélite acima do horizonte. cada um com uma largura de banda de 36 a 50 MHz. o uplink é adequado para 19. Esses pequenos terminais tem antenas de 1 m e podem consumir cerca de 1 watt de energia. um satélite de comunicação para os Estados Unidos teria um feixe amplo para os 48 estados contíguos.As principais bandas de satélite A próxima freqüência mais alta para concessionárias de telecomunicações comerciais é a Ku. com uma grande antena de alto ganho para retransmitir o tráfego entre os SATs. Além disso. mas o equipamento necessário para usá-la ainda continua caro. Em muitos sistemas VSAT. cada um dos 180 satélites possíveis poderiam ter diversos fluxos de dados em ambas as direções simultaneamente. através da utilização de diversas estações em terra amplamente separadas. Por isso. têm sido feitos acordos internacionais a respeito de quem pode usar quais freqüências e segmentos de órbita. como mostra a Figura 3.2 Kbps. dois transponders podem usar polarizações diferentes do sinal. mas o downlink exige mais 512 Kbps. Essas bandas já estão sobrecarregadas.. portanto. existe um outro problema: a chuva. o problema pode ser contornado com antenas. com freqüência. Para começar. Em vez disso.

um detalhe fundamental para a comunicação militar.6. Há serviços de voz. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  40 Outra propriedade importante dos satélites é que basicamente eles são meios de difusão. Esse serviço concorre diretamente com PCS/PCN e os torna desnecessários. Mais tarde. mas as técnicas usadas para o rádio celular são igualmente aplicáveis tanto no caso de a célula deixar o usuário quanto no caso de o usuário deixar a célula. Por isso.628 células sobre a superfície da Terra. tendo a Terra como o núcleo e os satélites como elétrons. Os satélites devem ser posicionados em uma altitude de 750 Km. o que provavelmente soava muito mais como uma doença do que como um satélite. Aqui. dados. As frequências poderiam ser reutilizadas duas células depois. cada satélite possui um número substancial de feixes pontuais que varrem a Terra à medida que o satélite se move. Alguns desses seriam .2 Satélites de baixa órbita Durante os primeiros 30 anos da era do satélite. O objetivo básico do Iridium é fornecer um serviço de telecomunicações de amplitude mundial através de dispositivos portáteis que se comunicam diretamente com os satélites Iridium. Eles poderiam ser dispostos em eixos norte-sul. do ponto de vista da segurança e da privacidade. o custo de transmissão de uma mensagem é independente da distância percorrida.2. os satélites de baixa órbita raramente eram usados para comunicação porque apareciam e desapareciam de vista muito rapidamente. o projeto teve seu nome alterado para Dysprosium (o elemento 66). Com seis eixos de satélite. A idéia era que assim que um satélite estivesse fora de vista. essa propriedade é muito útil. a difusão do satélite pode ser mais barata. mas os usuários são móveis. paging. Portanto. nesse sistema as células e os usuários são móveis. Cada célula teria 174 canais full-duplex. Subitamente. Os satélites também proporcionam taxas de erro excelentes e podem ser explorados quase que instantaneamente. As pessoas com poucos conhecimentos de química podem pensar nessa disposição como um imenso átomo de disprósio. mas os outros são semelhantes. O serviço de uma chamada transcontinental não custa mais do que uma chamada entre um lado e outro da rua. Figura 3. Aqui descreveremos brevemente o sistema Iridium. todos quiseram lançar uma cadeia de satélites de baixa órbita. toda a Terra seria coberta. a Motorola deu início a um novo empreendimento e enviou um requerimento à FCC solicitando a permissão para lançar 77 satélites de baixa órbita do projeto Iridium (o elemento 77 é o irídio). o plano foi revisado no sentido de se usar apenas 66 satélites.27 (a). para um total de 283. Normalmente. Essa proposta criou um frenesi entre as outras empresas de comunicação.26 . com um total de 1.272 canais mundiais. 3. como mostra a Figura 3. as células são fixas. com um satélite a cada 32 graus de latitude. Por outro lado. mas com uma diferença. em órbitas polares circulares. como sugere a Figura 3. como no rádio celular convencional. Em 1990. outro o substituiria. A criptografia é essencial quando a segurança é necessária. Ele utiliza os conceitos de rádio celular. fax e navegação em qualquer lugar da terra. Para algumas aplicações.27 (b). Mesmo quando a difusão pode ser simulada através do uso de uma linha ponto a ponto. Enviar uma mensagem para milhares de estações localizadas no diâmetro de um transponder não custa mais caro do que enviar para apenas uma.VSATs usando um hub Nos satélites. os satélites são um completo desastre: todo mundo pode ouvir tudo. Cada satélite teria um máximo de 48 feixes pontuais.

O custo projetado para o usuário final seria em torno de 3 dólares por minuto. Figura 3. As fibras que estão sendo instaladas atualmente são usadas no sistema telefônico para tratar diversas chamadas interurbanas ao mesmo tempo. Uma comparação entre a comunicação por satélite e a comunicação terrestre é instrutiva. Isso era praticamente tudo o que existia na época. mesmo em áreas subdesenvolvidas. mas destinadas a um satélite remoto. pensava-se que o futuro da comunicação residia nos satélites de comunicação.27 (a) Os satélites do Irídium formam seis eixos em torno da terra (b) 1. apareceriam aos montes.200 bps disponíveis para as pessoas que precisavam transmitir dados. o sistema telefônico mudou muito pouco nos últimos 100 anos e não mostrou sinais de mudança para os próximos 100 anos. mais largura de banda Potencial do que todos os satélites lançados. Havia modems de 1. (Os dispositivos de paging imaginados poderiam mostrar duas linhas de texto alfanuméricos. é improvável que o projeto morra por falta de clientes. as conexões de fibra terrestre pareciam ser a melhor opçao a longo prazo. Além disso. os satélites de comunicação têm mercados muito importantes que a fibra não é capaz de alcançar. Esse movimento glacial foi causado em grande parte pelo ambiente regulador no qual esperava-se que as companhias telefônicas fornecessem bons serviços de voz a preços razoáveis (o que elas fizeram) e. As companhias telefônicas começaram a substituir suas redes de longa distância por fibra ótica e introduziram serviços de alta largura de banda. o Iridium enfrentaria intensa concorrência do PCS/PCN (com seus telepontos de configuração especial). em princípio. Entretanto. Apesar de uma única fibra ter. Afinal de contas. O fator de limitação seriam os segmentos de uplink/downlink. Empresas e pessoas físicas que quisessem ser contactadas todo o tempo. a 1. Existe largura de banda suficiente no espaço cósmico para as ligações entre satélites. em 1984 nos Estados Unidos e um pouco mais tarde na Europa. possibilitando a comunicação com um satélite através de um pequeno dispositivo alimentado por bateria. A Motorola estima que 200 MHz seriam suficientes para todo o sistema. em áreas desenvolvidas. poderiam ser retransmitidas entre os satélites localizados na banda Ka. em troca.628 células sobre a superfície da terra . Agora. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  41 para paging e navegação. esse quadro se alterou radicalmente. Com o surgimento da concorrência. Subitamente. o que requer pouquíssima largura de banda. Há 20 anos.) Os uplinks e os downlinks poderiam operar na banda L. impedindo o fornecimento de uma alta banda a usuários individuais. como SMDS e B-ISDN. Se essa tecnologia puder fornecer um serviço universal em qualquer lugar da Terra por esse preço. tinham lucro garantido em seus investimentos.6 GHz. As mensagens recebidas por um satélite. essa largura de banda não está disponível para a maioria dos usuários. examinaremos alguns desses mercados. Essas empresas também pararam de cobrar preços altos por ligações interurbanas para subsidiar o serviço local.

enquanto o par trançado STP é desprotegido. a transmissão é analógica Fibras monomodo utilizam ILDs As fibras utilizam luz no espectro do ultravioleta Os sistemas de microondas e os satélites Geoestacionários usam as mesmas faixas de freqüência O meio físico mais utilizado para transmissões no Brasil atualmente é o cabo coaxial Fibras monomodo têm um maior alcance do que as multimodo As ondas de rádio atravessam prédios As ondas infravermelhas atravessam prédios As ondas microondas atravessam prédios As ondas microondas atravessam paredes normais O número de satélites Geoestacionários é ilimitado m) A fibra ótica multimodo é mais rápida que a monomodo na transmissão dos dados w) A transmissão via laser é direcional é não pode ter qualquer obstáculo físico no caminho . 5) Assinale a alternativa correta: a) O padrão 802.3 10BaseT indica uma rede de 10 Mb/s usando fibra ótica e sinal digital. 8) Dê um exemplo que você conheça de transmissão por microondas. 3) Assinale a alternativa correta: a) O par trançado categoria 3 e 5 são normalmete usadas para redes de 10 Mb/s e 100 Mb/s respectivamente. 4) Assinale a alternativa correta: a) O melhor tipo de fibra existente para transmissão de dados é a Multimodo índice gradual. 2) Assinale a alternativa correta: a) O par trançado UTP possui uma blindagem. indicando se a mesma é Verdadeira ou Falsa: V F a) b) c) d) e) f) g) h) i) j) k) l) n) o) p) q) r) s) t) u) v) x) Canal e meio de comunicação são sinônimos Para que um sinal passe por um canal é necessário que seu espectro esteja contido na banda do canal A banda de passagem de uma linha física é a mesma de um canal de voz Um meio de transmissão comporta apenas um circuito de comunicação individual Em qualquer meio de transmissão. 6) Por que o sistema Irídium recebeu este nome? 7) Dê um exemplo que você conheça de transmissão por infravermelho.3 10BaseT indica uma rede de 10 Mb/s usando par trançado e sinal digital. Nas redes locais com par trançado. a capacidade é inversamente proporcional à distância Espectro é a representação das freqüências que um determinado canal deixa passar. b) O padrão 802. b) O par trançado categoria 3 e 4 são normalmete usadas para redes de 10 Mb/s e 100 Mb/s respectivamente. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  42 Questionário: 1) Assinale a alternativa correta: a) Podemos dividir os meios de transmissão em duas grandes categorias. b) Podemos dividir os meios de transmissão em duas grandes categorias. b) O par trançado STP possui uma blindagem. meios físicos e não físicos. enquanto o par trançado UTP é desprotegido. O cabo coaxial de 50 ohms utilizava o conector tipo vampiro nas redes locais O cabo coaxial de 75 ohms é usado no sistema de TV a cabo O cabo coaxial de 75 ohms é melhor do que o de 50 ohms para transmissão analógica a grande distância O cabo coaxial de 50 ohms utiliza o conector T O cabo coaxial 10Base2 é o de 75 ohms. O espectro da luz visível. b) O melhor tipo de fibra existente para transmissão de dados é a Monomodo. meios analógicos e meios digitais. 9) Assinale com um X na resposta certa.

) e as características funcionais e de procedimentos (tempo de duração de bit ou velocidade de transferência de bits. Esses padrões. inicialização das funções de transmissão e recepção de bits. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  43 4.1. as características mecânicas (tipo de conectores. O padrão IEEE 802 Com o objetivo de elaborar padrões para redes locais de computadores nasceu o projeto IEEE 802. Cada padrão abrange a camada física e o protocolo de subcamada MAC. consulte Stallings (1993).1 Camadas do modelo IEEE 4. impedância.3 802. A existência da subcamada MAC permite o desenvolvimento da subcamada superior (LLC) com um certo grau de independência da camada física. Os padrões são divididos em partes. As partes de 802. O padrão 802. no que diz respeito à topologia e ao meio de transmissão propriamente dito. Por outro . pelo NIST como padrões governamentais e pela ISO como padrões internacionais (conhecido como ISO 8802). incluem CSMA/CD. sendo que cada camada foi orientada para o desenvolvimento de redes locais. apresentando as seguintes características: a) correspondência máxima com o RM-OSI b) interconexão eficiente de equipamentos a um custo moderado c) implantação da arquitetura a custo moderado As três camadas da arquitetura IEEE são: – Camada física – Subcamada de controle de acesso ao meio (MAC) – Subcamada de controle de enlace lógico (LLC) OSI 802.1. As três seções a seguir explicam esses três sistemas. 802.2 Subcamada de controle de acesso ao meio (MAC) A subcamada MAC da arquitetura IEEE 802.1).1 – Relação entre os padrões IEEE 802 e RM-OSI 4. A existência da subcamada MAC na arquitetura IEEE 802 reflete uma característica própria das redes locais.).1 oferece uma introdução ao conjunto de padrões e define as primitivas da interface. Esses padrões foram posteriormente revisados e republicados como padrões internacionais pela ISO com a designação ISO 8802.. etc. cada uma publicada como um livro independente.5 .. os padrões CSMA/CD.5 descrevem os três padrões de LAN. O IEEE produziu vários padrões para LANs. mas são compatíveis na camada de enlace de dados. especifica os mecanismos que permitem gerenciar a comunicação a nível de enlace de dados. a qual utiliza o protocolo LLC (Logical Link Control).1 Camada física Tem como função prover os serviços básicos de transmissão e recepção de bits através de conexões física. coletivamente conhecidos como IEEE 802. O modelo de referência elaborado pelo IEEE definiu uma arquitetura com três camadas (veja figura 8.3 a 802. etc.4 802. que ficou a cargo de um comitê instituído em fevereiro de 1980 pela IEEE Computer Society (Instituto dos Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos).) das conexões físicas. que é a necessidade de gerenciar enlaces de dados com origens e destinatários múltiplos num mesmo meio físico de transmissão como no caso das topologias em anel e barramento.2 IEEE Figura 4. respectivamente. O comitê 802 publicou um conjunto de padrões nacionais americanos pelo Americans National Standards Institute (ANSI). etc. dimensões do suporte físico de transmissão. Assim.1 Enlace Física LLC MAC 802. define as características elétricas (níveis de tensão. Os padrões IEEE 802 foram adotados pelo ANSI como padrões nacionais americanos. Os vários padrões diferem na camada física e na subcamada MAC. token bus e token ring. Para obter maiores informações. 4.2 descreve a parte superior da camada de enlace de dados. token bus (permissão em barra) e token ring (permissão em anel). O padrão 802.

Somente depois da famosa experiência de Michelson-Morley. e a Xerox criou um sistema CSMA/CD de 2. o cabeçalho de um campo também é uma outra diferença entre eles (o campo de comprimento 802.2 (ISO 8802/2) descreve a subcamada superior do nivel de enlace.3 Subcamada de controle de enlace lógico (LLC) A subcamada se encarrega de prover às camadas superiores os serviços que permitem uma comunicação confiável de sequência de bits (quadros) entre os sistemas usuários da rede. Padrão IEEE 802. Para relembrar. os cientistas presumiram que o espaço deveria ser preenchido com algum meio etéreo no qual a radiação se propagava. Todas as estações que colidirem terminam sua transmissão.3 e Ethernet O padrão IEEE 802. Se duas ou mais estações começarem a transmitir simultaneamente em um cabo desocupado. Os outros padrões que aparecem na figura 8. Mais tarde. O padrão ANSI/IEEE 802. – Padrão IEEE 802. (Quando o físico britânico do século XIX James Clerk Maxwell descobriu que a radiação eletromagnética poderia ser descrita como uma equação de onda. A especificação da subcamada LLC prevê a existência de três tipos de serviços básicos. Neste tipo de serviço não há.1 é um documento que descreve o relacionamento entre os diversos padrões IEEE 802 e o relacionamento deles com o modelo RM-OSI. O padrão IEEE 802. nem controle para recuperação de erros ou anomalias.3 difere da especificação Ethernet por descrever uma família inteira de sistemas CSMA/CD 1-persistente. 4. Além disso. Se o cabo estiver ocupado. Esse padrão formou a base do 802. de seqüência e de controle de fluxo. nem controle da cadência de transferência das unidades de dados (controle de fluxo). 94 Mbps a ser conectado a 100 estações de trabalho pessoais em um cabo de 1 km (Metcalfe e Boggs. os físicos descobriram que a radiação eletromagnética poderia se propagar no vácuo. portanto. a DEC e a Intel criaram um padrão para um sistema Ethernet de 10 Mbps.3 tem uma história interessante. Cada vez que uma novo meio de transmissão é utilizado nas redes locais. Maiores informações a respeito do padrão IEEE para redes locais podem ser encontradas no anexo I desta apostila. O início verdadeiro foi o sistema ALOHA construído de forma a permitir a comunicação entre máquinas dispersas pelas ilhas Havaianas. quando uma estação quer transmitir. que são os principais protocolos utilizados para controle de acesso ao meio compartilhado. que funcionavam em velocidades entre 1 a 10 Mbps em diversos meios.3 é para uma LAN CSMA/CD 1-persistente. Um segundo serviço consiste no estabelecimento de uma conexão a nível de enlace de dados. O padrão inicial também fornece os parâmetros para um sistema de banda básica de 10 Mbps que utiliza cabos coaxiais de 50 ohms. fornecidos à camada superior: Um primeiro serviço permite que as unidades de informação sejam trocadas sem o estabelecimento prévio de uma conexão a nível de enlace de dados. O padrão 802. dentre eles se encontram o CSMA/CD.1.) A Ethernet da Xerox foi tão bem-sucedida que a Xerox.5 (ISO 8802/5): rede em anel utilizando passagem de permissão como método de acesso.3 é usado para tipo de pacote em Ethernet). O terceiro serviço refere-se a um serviço sem conexão com reconhecimento utilizado em aplicações que necessitam de segurança mas não suportam o overhead de estabelecimento de conexão. ela começa imediatamente a transmissão. como referência ao éter luminífero através do qual se pensou. 1976). foi acrescentada a detecção de portadora. Os conjuntos de parâmetros para outros meios e velocidades vieram depois. de modo a incorporar as funções de recuperação de erros. em determinada época. antes da fase de troca de dados propriamente dita. . O próximo capítulo apresenta os principais protocolos de acesso múltiplo existentes. É suposto que as camadas superiores possuam tais mecanismos de modo a tornar desnecessária sua duplicação nas camadas inferiores. token ring e token bus. que utiliza o protocolo LLC. a estação aguarda até que ele fique livre. Esse sistema foi chamado de Ethernet. em 1887. O padrão 802.2. E assim por diante. 4. que a radiação eletromagnética se propagava. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  44 lado. caso contrário.3 (ISO 8802/3): rede em barra utilizando o CSMA/CD como método de acesso. aguardam durante um período aleatório e repetem o processo inteiro novamente. a própria subcamada MAC é relativamente sensível a esses elementos. haverá uma colisão. um novo padrão IEEE é criado para normalização do mesmo.4 (ISO 8802/4): rede em barra utilizando passagem de permissão como método de acesso – Padrão IEEE 802.3.1 especificam diferentes opções de nível físico e protocolos da subcamada MAC para diferentes tecnologias de redes locais: – Padrão IEEE 802. Esse documento contém também padrões para gerenciamento da rede e informações para a ligação inter-redes. ela escuta o cabo.

um transceptor (transceiver) é preso firmemente ao cabo para que seu conector de pressão faça contato com o núcleo interno do cabo. Figura 4.3. esses fios são pares trançados de companhias telefônicas. Normalmente. Geralmente. é possível localizar a origem do eco. Nome 1 OBase5 1 OBase2 1 OBase-T 1 OBase-F Cabo Coaxial grosso Coaxial fino Par trançado Fibra ótica SIot máximo 500 m 200 m 100 m 2.Três tipos de cabos 802. veio primeiro.000 m Nós/s 100 30 1. que são mais confiáveis e fáceis de usar. O transceptor contém circuitos eletrônicos que tratam da detecção da portadora e de colisões. as conexões são feitas através de conectores BNC padrão para formar junções “T”. Com o 10Base5. Dois outros são destinados a sinais de controle de entrada e saída. Em vez do uso de conectores de pressão.Os tipos mais comuns de LANs 802. Alguns transceptores permitem que até oito computadores vizinhos sejam conectados a ele. Dois dos pares são destinados à entrada e saída de dados. as conexões com ele são feitas com conectores de pressão (vampire taps).2.2 . e normalmente existem diversos pares sobressalentes disponíveis. o cabeamento lOBase5. 4. começaremos a nossa discussão a partir daí. um eco será gerado e enviado de volta. Quando é detectada uma colisão. Cronometrando cuidadosamente o intervalo entre o envio do pulso e a recepção do eco. Basicamente. utiliza a sinalização de banda básica e pode aceitar slots de até 500m. Se o pulso atingir um obstáculo ou o fim do quadro.3 de banda básica Historicamente. permite que o computador forneça energia aos circuitos do transceptor. foram desenvolvidas técnicas para detectá-los.2 mostra esses três esquemas de fiação. reduzindo assim o número de transceptores necessários. conectores defeituosos ou soltos pode representar um grande problema nos dois meios. popularmente chamado de Ethernet grosso (thiek Ethernet). Esse esquema é denominado lOBase-T. Essa placa contém um chip controlador que . A detecção de cabos partidos. mas pode atingir apenas 200 m e só é capaz de tratar 30 máquinas por slot de cabo.1 .024 1. que nem sempre é utilizado.3 (a) 10Base5 (b) 10Base2 e (c) 10BaseT O cabo do transceptor termina na placa de interface dentro do computador. A Figura 4. Para o lOBase5. Por essa razão. Nos próximos parágrafos. usaremos os termos “802.1 Cabeamento 802. respectivamente. pois a maioria dos edifícios comerciais já está conectada dessa maneira. exceto quando houver referência especifica ao produto Ethernet. o segundo tipo de cabo era o lOBase2 ou o Ethernet fino (thin Ethernet). Os problemas associados à localização de cabos partidos levou os sistemas a utilizarem computadores conectados por cabo a um hub central.3 Como o nome “Ethernet” se refere ao cabo (o éter). um pulso de forma conhecida é injetado no cabo. O quinto par. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  45 Muitas pessoas (incorretamente) usam o nome “Ethernet” em um sentido genérico para se referir a todos os protocolos CSMA/CD.3” e “CSMA/CD”. nos quais um pino é cuidadosamente inserido até a metade na parte central do cabo coaxial. embora ele se refira a um produto específico que implementa o 802. O Ethernet fino é bem mais barato e fácil de instalar. um cabo do transceptor (transcelver cable) conecta o transceptor a uma placa de interface no computador.024 Vantagens Ideal para backbones Sistema mais barato Fácil manutenção Melhor para edifícios Figura 4. o transceptor também injeta um sinal inválido especial no cabo para garantir que todos os outros transceptores também entendam que ocorreu uma colisão. O cabo do transceptor pode ter até 50 m de comprimento e contém cinco pares trançados blindados individuais. técnica esta denominada reflectometria de domínio de tempo. A notação lOBase5 significa que ele opera a 10 Mbps. Historicamente.

não existem cabos. cada período de bits é dividido em dois intervalos iguais. A inclusão ou remoção de uma estação é mais simples nessa configuração. o fim ou o meio de cada bit. 85 volts. Figura 4.3(b). Em seguida. existe uma transição no meio. sem fazer referência a um relógio externo. Todos os sistemas de banda básica usam a codificação Manches ter devido à sua simplicidade. que utiliza fibra ótica. A codificação Manchester diferencial. Os endereços de grupo permitem que diversas estações escutem um único endereço. O endereço que consiste em todos os bits 1 é reservado para difusão (broadcast). Dois desses métodos são denominados codificação Manchester (Manchester encoding) e codificação Manchester diferencial (diferential Manchester encoding). No 10Base-T. Uma quarta opção de cabeamento para o 802. transferências DMA com computadores host e outros aspectos do gerenciamento de rede. todas as estações do grupo o recebem. Um bit O é indicado pela presença de uma transição no inicio do intervalo. Figura 4. O sinal alto é de + 0. mas os parâmetros definidos para o padrão de banda básica usam somente os endereços de 6 bytes. Cada quadro começa com um Preâmbulo de 7 bytes. 85 volts e o sinal baixo é de . apenas um hub central (uma caixa cheia de circuitos). pois os pulsos são a metade da largura.3 A estrutura dos quadros do 802. O bit de alta ordem do endereço de destino é O para endereços comuns e 1 para endereços de grupo. A codificação Manchester desse padrão produz uma onda quadrada de 10 MHz para 5. é uma variação da codificação Manchester básica. acontece exatamente o contrário: primeiro baixa e depois alt4. Um bit 1 binário é enviado quando a voltagem é definida como alta durante o primeiro intervalo e como baixa no segundo. No O binário. Se uma estação enviar o string “0001000”. O quadro contém dois endereços. pelo cálculo das somas de verificação nos quadros enviados e nos quadros recebidos. resultando em um valor DC de O volts. pois não conseguem identificar a diferença entre um transmissor inativo (0 volts) e um bit 0 (0 volts). um para o destino e um para a origem. Nenhuma das versões do 802. Um quadro contendo todos os bits 1 no campo de destino é entregue a todas as estações da rede.3 (IEEE. Nela. contendo 10101011 para sinalizar o início do quadro propriamente dito. O Protocolo de Subcamada MAC 802. Na codificação Manchester. Quando um quadro é enviado para um endereço de grupo. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  46 transmite quadros para o transceptor e recebe quadros dele.3 utiliza a codificação binária direta com 0 volts para 0 bit 0 e 5 volts para o bit 1. A desvantagem da codificação Manchester é que ela requer duas vezes mais largura de banda que a codificação binária direta. uma fila de buffers para quadros a serem transmitidos. Alguns chips controladores também gerenciam um grupo de buffers para quadros recebidos. e cabos partidos podem ser facilmente detectados. mas oferece menor imunidade a ruido. 1985a) é mostrada na Figura 4. É necessário haver uma maneira de os receptores determinarem exatamente o início.3 -(a) Codificação binária (b) Codificação Manchester (c) Codificação Manchester Diferencial 4. Em ambos os casos. A codificação Manchester é mostrada na Figura 4. um bit 1 é indicado pela ausência de uma transição no início do intervalo. A transmissão para um grupo de estações é chamada de multicast. O esquema diferencial requer equipamento mais complexo. Esse esquema garante que cada período de bits tenha uma transição na parte intermediária. outras poderão erroneamente interpretá-lo como 10000000 ou 01000000.4. mostrada na Figura 4.3 .0. pois isso gera ambiguidades. O chip controlador é responsável pela montagem dos dados em um formato de quadro apropriado.4 -O formato do quadro 802.3. cada um contendo o padrão de bit 10101010.3(c). O padrão permite endereços de 2 e de 6 bytes.3 é o lOBase-F. tornando fácil para o receptor sincronizar-se com o transmissor. vem um byte Início de quadro. 6 us para permitir que o relógio do receptor se sincronize com o do transmissor.

B sabe que uma colisão ocorreu. Figura 4. de um mínimo de O a um máximo de 1. o transmissor vê a saída de ruído e também interrompe a transmissão. no tempo x . a estação mais distante. um transceptor trunca o quadro atual. o campo de enchimento será usado para preencher o quadro até o tamanho mínimo. à medida que se caminha na direção das redes de gigabits. . que o quadro foi enviado com êxito. No entanto. Se uma estação tenta transmitir um quadro muito curto. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  47 O campo Comprimento informa quantos bytes existem no campo & dados. O algoritmo da soma de verificação (checksum) é uma verificação de redundância cíclica . Se a parte de dados de um quadro for menor do que 46 bytes. Outra (e mais importante) razão para ter um quadro de comprimento mínimo é evitar que uma estação conclua a transmissão de um quadro curto antes de o primeiro bit ter atingido a extremidade do cabo.5 -A detecção de colisão pode levar até 2T A medida que a velocidade da rede cresce. o tamanho de quadro mínimo tem que ser de 6. o tamanho de quadro mínimo poderia ser 640 bytes e a distância máxima entre duas estações poderia ser 250m. envia um quadro. e o erro será detectado. O campo final do 802. Essas restrições estão se tornando cada vez mais penosas. Mais ou menos no tempo 2t. Para uma LAN de 2.E). Para uma LAN de 10 Mbps com um comprimento máximo de 2. Apesar de válido. Para evitar que essa situação ocorra. O emissor concluirá. Para tornar mais fácil a distinção de quadros válidos de lixo.500 m e quatro repetidores (de acordo com a especificação 802.400 bytes. a estação A. No tempo 0. a transmissão será concluída antes que a rajada de ruído retorne em 2t. um campo de dados de O bytes causa problemas. então. interrompe a transmissão e gera uma rajada de ruído de 48 bits para avisar a todas as estações. é concebível que haja uma colisão. onde ele pode colidir com outro quadro.500 m. todos os quadros devem levar mais de 2t para que sejam enviados. proporcionalmente. o comprimento de quadro mínimo deve aumentar ou o comprimento de cabo máximo deve diminuir. 2 us Esse tempo corresponde a 64 bytes. Esse problema é ilustrado na Figura 4.5. o checksum certamente estará errado. Se alguns bits de dados estiverem sendo recebidos com erros (devido a ruídos no cabo). Trata-se efetivamente de um código de verificação de dados de 32 bits. Momentos antes de o quadro chegar à outra extremidade (ou seja. B. o que significa que bits perdidos em fragmentos de quadros aparecem a todo instante no cabo. operando a 1 Gbps. Em seguida. do endereço de destino até o campo checks um. mesmo assim. o quadro mínimo permitido deve levar 51.3 é o de Checksum. Quando detecta que está recebendo mais potência do que está produzindo.500. o 802. em uma extremidade da rede. Quando detecta uma colisão.3). começa a transmissão. ele aguarda um intervalo de tempo aleatório antes de tentar novamente. Os quadros com menos 6ytes são preenchidos até 64 bytes. Vamos chamar o tempo de propagação que esse quadro leva para atingir a outra extremidade de t.3 afirma que os quadros válidos devem ter pelo menos 64 bytes de extensão. Como alternativa.

Um ponto importante a ser observado é que a ordem física na qual as estações são conectadas ao cabo não é importante. São permitidos os sistemas com um e dois cabos. Quando o anel lógico é inicializado. Também é importante observar que quando as estações forem ligadas pela primeira vez.3 ser amplamente usado em escritórios. portanto.3. O preâmbulo é usado para sincronizar o relógio do receptor. Quando uma estação passa o token.3. uma estação poderia esperar um tempo arbitrariamente longo (que. 1 e desocupado no cabo. as estações 14 e 19 na Figura 4. o token bus emprega o cabo coaxial de banda larga de 75ohms usado nos sistemas de televisão a cabo. o 802.3 apresenta os protocolos como procedimentos Pascal. O padrão 802. não há colisões. Fisicamente. a estação de maior número pode transmitir o primeiro quadro. ela envia um quadro de token especificamente endereçado a seu vizinho lógico no anel. os quadros 802. 5 e 10 Mbps. seria ilimitado) para poder enviar um quadro. Os especialistas em automação fabril do comitê 802 gostaram da idéia conceitual de um anel. as estações são organizadas em um anel (ver Figura 4. com cada estação conhecendo o endereço da estação da “esquerda” e da “direita”. Além disso.3. tudo isso por causa do protocolo MAC probabilístico. São possíveis velocidades de 1. cada estação recebe todos os quadros. um novo padrão foi desenvolvido. de forma que eles não podem ocorrer acidentalmente nos dados do usuário. com exceção de que aqui ele pode ter apenas 1 byte.7. Além disso. com cada estação tendo que manter dez temporizadores diferentes e mais de duas dúzias de variáveis de estado internas. Os dois padrões também são bem diferentes em termos de estilo. O token se propaga em torno do anel lógico. Infelizmente. não importando onde essa estação está fisicamente localizada no cabo. 1986. e JEEE. Como o cabo é inerentemente um meio de difusão. o do anel. Como apenas uma estação por vez detém o token. . elas não estarão no anel (ou seja.6). durante o desenvolvimento do padrão 802 pessoas ligadas à General Motors e a outras empresas interessadas na automação fabril tinham sérias restrições a seu respeito. eles observaram que o anel não se ajusta muito bem à topologia linear da maioria das linhas de montagem.4. Conseqüentemente. a camada física é totalmente incompatível com o 802.Token bus Esse padrão. com as ações desenvolvidas em Ada®. 1985b).4 é muito maior do que o 802.4 os mostra como máquinas limitadas. com um pouco de má sorte. o protocolo MAC tem provisões para acrescentar e remover estações do anel. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  48 4. phase coherent frequency shift keying (fsk-fase coerente) e multi level duobinary amplitude modulated phase shíft keying (chaveamento por mudança de fase com amplitude multi nível duobinária modulada). o token bus é um cabo em forma de árvore ou linear no qual as estações são conectadas.3. Um sistema simples com o pior caso conhecido é formado por um anel no qual as estações se revezam para transmitir os quadros. como dispõem de outros três símbolos para o controle da rede.4 (Dirvin e MilIer. enviando a ele um quadro de controle especial chamado token (permissão).3. no qual quadros importantes não devem ser retidos à espera da transmissão de quadros sem importância. Logicamente. o que os torna inadequados a sistemas de tempo real. na pior das hipóteses. Figura 4.4: Token Bus Apesar de o 802. Entre outras coisas. nenhum quadro terá de aguardar mais do que nT segundos para ser enviado.6 . O formato de quadro do token bus é mostrado na Figura 4. Além disso. ela passa a permissão para o seu vizinho imediato. pois uma ruptura no cabo do anel poderia derrubar toda a rede. tendo a robustez do cabo de difusão do 802. São permitidos os seguintes esquemas analógicos de modulação: phase continuous frequency shift keying (fsk-fase continua). e apenas o portador do token tem a permissão para transmitir quadros. O protocolo MAC 802. mas com o comportamento do pior caso conhecido. e é muito mais complicada.Consequentemente. com ou sem headends. descreve uma LAN chamada de token bus. Padrão IEEE 802. ele é diferente do formato de quadro do 802. mas não gostaram da implementação física. 802.6). o campo de comprimento não é necessário. enquanto o 802. descartando aqueles que não forem endereçados a ela.4 é muito complexo. Se houver n estações e forem necessários T segundos para enviar um quadro. ocupando mais de 200 páginas. Para a camada física. Os campos Delimitador de início e Delimitador de fim são usados para assinalar os limites do quadro Ambos contem codificação analógica de símbolos diversos de Os e is. os esquemas de modulação não só fornecem formas de se representar os estados 0.3 não têm prioridades. como no 802. Em suma. Depois disso.

Os campos Endereço de destino e Endereço de origem são os mesmos do 802. a IBM escolheu o anel para sua LAN e o IEEE incluiu o padrão token ring como o 802. us. o bit poderá ser inspecionado e possivelmente modificado antes de ser mandado de volta para o anel. O Checksum é usado para detectar erros de transmissão. é o “tamanho físico” de um bit. Dentre suas diversas características interessantes. será emitido um bit a cada 1/R . cabo coaxial ou fibra ótica. Sem esse indicador. além disso. os dois grupos se comunicavam. As implicações do número de bits no anel se tornarão mais claras mais adiante.3.7 – Formato do quadro 802. Com uma velocidade de propagação típica de cerca de 200 m/gs. é copiado novamente para o anel. tem um limite superior de acesso ao canal que é conhecido.3. mas seria bom poder enviar quadros longos quando o tráfego de tempo real não fosse um problema. que é mais curto para evitar que uma estação ocupasse o canal por muito tempo. .4 O campo Controle de quadro é usado para distinguir os quadros de dados dos quadros de controle. cada bit ocupa 200/R m no anel.3. Padrão IEEE 802. e não uma mistura dos dois no mesmo cabo.3 não tem qualquer quadro de controle. Assim como no 802. além de ser confiável. Essa etapa de cópia introduz um retardo de 1 bit em cada interface. contém apenas 5 bits ao mesmo tempo. Se a taxa de dados do anel for R Mbps. não. Um aspecto principal.147 bytes de extensão quando são usados endereços de 6 bytes. o destino não teria permissão para enviar coisa alguma. Como mencionamos anteriormente. A engenharia de anéis também é praticamente toda digital.3. O anel.8. Observe que o protocolo 802. Esse campo usa o mesmo algoritmo e o mesmo polinômio que o 802. no projeto e análise de qualquer rede de anel. tem um componente analógico substancial para a detecção de colisões. os temporizadores podem ser usados como uma medida antimonopolizadora. Por essas razões. 1972) em redes locais e em redes geograficamente distribuídas. o campo Controle de quadro é usado para especificar o tipo do quadro. Latif et aí. O endereçamento individual ou de grupo e as designações de endereço globais e locais são idênticas ao 802. Esse indicador transforma o token bus em uma estratégia semelhante ao esquema de confirmação de Tokoro e Tamaru. O padrão 802. eles não concordavam muito um com o outro). Isso é cinco vezes mais do que o maior quadro do 802. Os tipos permitidos incluem quadros de passagem de token e diversos quadros de manutenção do anel. 4. uma rede deve usar todos os endereços de 2 bytes ou todos os endereços de 6 bytes. por exemplo. Em relação aos quadros de dados. No que diz respeito aos quadros de controle. e até 8. por exemplo. ela não se importa com seu conteúdo. enquanto o 802. Com o token bus. Tudo o que a camada MAC faz é oferecer uma forma de colocar os quadros no cabo. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  49 Figura 4. um outro que permite às estações saírem do anel e assim por diante.182 bytes de extensão quando são usados endereços de 2 bytes. Cada bit que chega a uma interface é copiado para um buffer de 1 bit e.3. está o fato de que um anel não é realmente um meio de difusão. pois ele não teria o token.5 (JEEE. O campo Dados pode ter 8. na verdade um anel em um conjunto de interfaces de anel conectado por linhas ponto a ponto. podem ser feitas em par trançado.5: Token Ring As redes em anel existem há muitos anos (Pierce. mas um conjunto de ligações ponto a ponto individuais que formam um círculo. 1992).4 inicial permite os dois tamanhos. Um anel e sua interface são mostrados na Figura 4.3 (sim. que um anel de 1 Mbps. 1985c. cuja circunferência seja de 1.000 m. Enquanto estiver no buffer. As ligações ponto a ponto envolvem uma tecnologia bem conhecida e comprovada na prática e. esse campo carrega a prioridade do quadro.. em seguida.5. inclusive um mecanismo que permite a estações novas entrarem no anel. Isso significa. Ele também pode carregar um indicador para exigir que a estação de destino confirme a recepção correta ou incorreta do quadro.

geralmente. Entretanto. no qual se entra somente depois que o token é adquirido. ele será removido. e a interface do anel deverá ser capaz de conferi-la assim que o último bit tiver chegado. O formato do quadro só precisa incluir um campo de 1 bit para confirmação. Quando a estação de destino tiver recebido um quadro. em uma sequência de revezamento. o 802. para evitar a remoção do token que poderá vir a seguir caso nenhuma outra estação o tenha removido. o problema de acesso ao canal é resolvido. chamado de token. a codificação Manchester diferencial usa alto-baixo ou baixo-alto para cada bit. Assim. um mecanismo de confirmação mais complicado deve ser usado (se houver algum sendo usado). Quando o último bit do quadro tiver retornado.5 requer pares trançados revestidos funcionando a 1 ou 4 Mbps. Os sinais são tratados pela codificação Manchester diferencial [ver Figura 4. No modo de transmissão. o bit deverá seguir o checksum. e a interface voltará imediatamente ao modo de escuta. inicialmente zero. o token passará a maior parte do tempo circulando em torno do anel. como mostra a Figura 4. a interface interrompe a conexão entre a entrada e a saída. removendo assim o retardo de 1 bit. E fácil lidar com confirmações em um token ring. a estação seguinte verá e removerá o token. os projetistas devem presumir que as estações poderão ser desativadas diversas vezes. para marcar o início e o fim de um quadro). inserindo seus próprios dados no anel. Agora. a permissão para transmitir gira uniformemente pelo anel. em vez de buscá-los da estação em um intervalo de tempo tão curto. a própria interface.8 – (a) Uma rede em anel (b) modo de escuta (c) modo de transmissão Em um token ring. A arquitetura do anel não coloca limite no tamanho dos quadros. O importante aqui é que em um anel curto pode haver a necessidade de inserção de um retardo artificial à noite. O retardo tem dois componentes: o retardo de 1 bit introduzido por cada estação e o retardo de propagação do sinal. antes de transmitir. As interfaces de anel possuem dois modos operacionais. a estação deve regenerar o token. Depois que uma estação tiver terminado a transmissão do último bit de seu último quadro. Normalmente. A eficiência da rede pode começar a se aproximar de 100 por cento em condições de carga pesada. em seguida.5 também usa alto-alto e baixobaixo em determinados bytes de controle (por exemplo. mas o 802. escuta e transmissão.8(b). para compará-los com os dados originais. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  50 Figura 4.5 em particular. ela ativará o bit. No modo de escuta. sendo que os níveis alto e baixo são representados por sinais positivos e negativos de 3 a 4. Quando uma estação deseja transmitir um quadro. o desligamento da estação não terá efeito sobre a interface. para garantir que o anel possa conter o token. ela tem que se apoderar do token e removê-lo do anel. embora a IBM tenha introduzido posteriormente a versão de 16 Mbps. Isso é feito através da inversão de um único bit no token de 3 bytes. enviará um novo token. Uma implicação do projeto token ring é que o próprio anel deve ter um retardo suficiente para conter um token completo que circula quando todas as estações estão ociosas. Para poder alternar do modo de escuta para o modo de transmissão em um tempo de 1 bit. Quando um quadro é difundido para diversas estações. especialmente à noite. exatamente da mesma forma como o token o resolve. o que o transforma instantaneamente nos 3 primeiros bytes de um quadro de dados normal. Quando o tráfego for leve. quando o tráfego for pesado. 5 volts de magnitude absoluta. os bits de entrada são simplesmente copiados para a saída. Mas se as interfaces forem alimentadas externamente. em vez de falarmos sobre token rings em geral. a fim de monitorar a confiabilidade do anel. com o retardo de 1 bit. À medida que os bits propagados ao longo do anel retornam. assim que uma estação finalizar sua transmissão e regenerar o token. Na camada física. elas terão de ser projetadas de forma a conectar a entrada com a saída quando a força for desligada. precisa armazenar um ou mais quadros. Esses sinais que não . eles são removidos do anel pelo transmissor. uma estação se apoderará dele. Em quase todos os anéis.3(c)]. apenas uma estação pode transmitir em um determinado instante. transmitirá um quadro e. de forma que haja uma fila em cada estação. ou descartá-los. pois o quadro completo nunca aparece no anel em um determinado instante. discutiremos o padrão 802. É óbvio que se a confirmação significa que o checksum foi conferido. A estação transmissora pode salvá-los. Dessa forma. circula em torno do anel sempre que todas as estações estão ociosas. Como só existe um token. um padrão de bit especial. Se as inter-faces forem alimentadas pelo anel. Ocasionalmente.

o primeiro bit do quadro dará a volta no anel e retornará ao transmissor antes de o quadro inteiro ter sido transmitido.9 seja substituído por um cabo que conecta um centro de cabeamento distante.5 que utiliza um centro de cabeamento tem uma topologia semelhante à de uma rede baseada em hub lOBase-T 802. Quando uma rede consiste em diversos grupos de estações distantes entre si. Figura 4.6. O Protocolo da Subcamada MAC do Token Ring O funcionamento básico do protocolo MAC é bastante simples. cada estação física está conectada ao centro de cabeamento por um cabo contendo (pelo menos) dois pares trançados. um token de 3 bytes circula indefinidamente. Quando não há tráfego no anel.5 usa centros de cabeamento para melhorar a confiabilidade e as possibilidades de manutenção. a perda da corrente liberarão relé e ignorará a estação. então. Se o anel se romper ou se uma estação for desativada. permitindo que programas de diagnóstico removam as estações. para encontrar estações com defeito ou slots de anel defeituosos. pode ser usada uma topologia com diversos centros de cabeamento. Os relés também são operados por software. Um dos problemas da rede em anel é que se o cabo for rompido em algum lugar. Um anel 802. O anel pode.9. Apesar de o padrão 802. de forma que não seja introduzido um componente DC na voltagem do anel. frequentemente chamado de anel em forma de estrela — star-shaped ring (Saltzer et ai. a maioria das LANs 802.10. a estação transmissora deve esvaziar o anel enquanto continua a transmitir. um para os dados que chegam à estação e outro para os dados provenientes da estação. 1983). uma de cada vez.3.5 não exigir formalmente esse tipo de anel.. 4.10 – (a) Formato do token (b) Formato do quadro de dados Em condições normais. como mostra a Figura 4. continuar a operação com o slots defeituoso ignorado. Esse problema pode ser resolvido elegantemente. isso significa que os bits que tiverem completado a viagem em torno do anel retornarão ao transmissor e serão removidos. a estação envia o resto de um quadro de dados normal. Consequentemente. com uso de um centro de cabeamento (wire center). as necessidades de cabeamento são extremamente reduzidas. convertendo dessa forma o token na sequência de início de quadro. Apenas imagine que o cabo que conecta uma das estações na Figura 4. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  51 são de dados sempre ocorrem em pares consecutivos.8(c). como mostra a Figura 4.9 – Quatro estações conectadas através de um centro de cabeamento Dentro do centro de cabeamento há relés de bypass que são energizados pela corrente vinda das estações. Apesar de logicamente todas as estações estarem no mesmo anel. mas os formatos e os protocolos são diferentes. o anel morrerá. . aguardando que uma estação se apodere dele através da definição de um determinado bit O como um bit 1. Figura 4. Embora logicamente seja um anel. Em seguida. na verdade. Como mostra a Figura 4.

o cabo precisa ser mais curto. todas as três têm um bom desempenho. o desempenho. com frequência.7. O maior ponto negativo é a presença de uma função de monitoramento centralizada. limitados apenas pelo tempo de retenção de token. de pombo-correio a fibra ótica. o throughput e a eficiência. como em todos os sistemas de passagem de token. À medida que a velocidade aumenta. mesmo em um sistema que esteja inativo). de longe. O uso de centros de cabeamento torna o token ring a única LAN capaz de detectar e eliminar automaticamente as falhas nos cabos. que utiliza conexões ponto a ponto. podem discutir os méritos do par trançado em comparação com o cabo coaxial durante horas. pois o tempo de ida e volta no comprimento do cabo determina o tempo de slot e. mas também de voz e de televisão. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  52 4. As estações podem ser instaladas com a rede em funcionamento. Sob diversas circunstâncias.5 Com a disponibilidade de três padrões de LAN diferentes e incompatíveis. o quadro mínimo válido é de 64 bytes. o que representa um overhead substancial quando os dados consistem em apenas um único caractere vindo de um terminal. inadequado a tarefas em tempo real [embora seja possível haver tarefas em tempo real através da simulação de um token ring no software (Venkatramani e Chiueh.3 não é determinístico. Além disso. Nosso próximo assunto é o token ring. ao contrário dele. Ele é mais determinístico do que o 802. pois o transmissor precisa aguardar o token. um monitor defeituso pode causar dores de cabeça. Além disso. 1995)]. muitas empresas se depararam com a seguinte pergunta: Qual deles devemos usar? Nesta seção. A principal conclusão que podemos obter desses estudos é que não podemos tirar conclusões a partir deles. Um cabo passivo é usado. transformando-se efetivamente em TDM. Esse padrão é capaz de lidar com quadros mínimos curtos. sob carga alta. portanto. . O token bus usa um equipamento de televisão a cabo altamente confiável. Para começar. pois os tempos de transmissão de quadro caem. Isso significa que a engenharia é simples e pode ser completamente digital. comparando e estabelecendo as diferenças entre eles. Além disso. também são permitidas prioridades. portanto. o 802. Por fim. apesar de em momentos críticos as repetidas perdas de token poderem introduzir mais incerteza do que seus defensores gostariam de admitir. a eficiência diminui. incluindo modems e amplificadores de banda larga. Ele também possui throughput e eficiência excelentes sob carga alta. apesar de o esquema não ser justo. mas. independente da taxa de dados). Apesar de um monitor desativado poder ser substituido. Como alternativa. se tiverem a chance. que introduz um componente critico. são possíveis quadros curtos. O par trançado padrão é barato e de instalação muito simples. Além disso. O protocolo é simples. são excelentes. Por outro lado.3 possui um componente analógico substancial. o retardo sob carga baixa é praticamente zero (as estações não precisam aguardar um token. também pode haver quadros arbitrariamente grandes. Trata-se.3. Devido à possibilidade de haver quadros abortados por colisões.3.4 e 802. sob carga alta. Ele também não possui prioridades. mas o intervalo de contençao nao (a duração do intervalo é de 2t. o 8 02. O tamanho do cabo é limitado a 2. O protocolo é extremamente complexo e tem um retardo substancial sob carga baixa (as estações sempre devem esperar pelo token. sob carga baixa sempre há um retardo.3. Começaremos com as vantagens do 802. de pessoal ou de contabilidade não se importam muito com isso. indicando suas vantagens e desvantagens. e não são necessários modems. a presença de colisões se torna um problema grave. os funcionários dos departamentos de marketing. Todo o circuito de detecção de colisão no transceptor é analógico. os sistemas de banda larga utilizam muito da engenharia analógica. examinaremos todos os três padrões de LAN 802. que pode afetar seriamente o throughput. sem fazê-la cair. outros fatores que não o desempenho são provavelmente mais importantes quando se opta por um deles. Vale a pena salientar ainda que têm havido diversos estudos sobre as três LANs.3. elas apenas transmitem imediatamente). A exemplo do token bus. com uma enorme base instalada e considerável experiência operacional. vale a pena destacar que os três padrões de LAN utilizam tecnologias basicamente semelhantes e têm desempenhos praticamente iguais. Cada estação precisa estar apta a detectar o sinal da outra estação mais fraca. cada um com propriedades específicas. Do lado negativo. Comparação entre 802. o cabo de banda larga é capaz de aceitar diversos canais. não apenas de dados. Os anéis podem ser construídos usando-se praticamente qualquer meio de transmissão. que pode ser encontrado com facilidade em diversos fornecedores. mesmo quando está transmitindo. Ele trabalha com prioridades e pode ser configurado para fornecer uma fração garantida de largura de banda para o tráfego de alta prioridade. Enquanto os cientistas e os engenheiros de informática. como a voz digitalizada. do tipo mais amplamente usado no momento. o que é. como no token bus e ao contrário do 802. Sempre é possível encontrar um conjunto de parâmetros que faça com que uma das LANs pareça melhor do que as outras. Por fim. 5 km (a 10 Mbps). Assim como no token bus. 802.

 Apostila de Telecomunicações e Redes 1  53 Exercícios: 1) Associe ( ) Redes em barra ( ) Redes em anel 1) 802.4 e 802. qual é a função do TOKEN? 9) Na figura 4.3 2) 802.3 e 802.5.4 com relação à disciplina de acesso ao MT.5 2) O que é o CSMA/CD. E se não tiver. qual seria a estrutura lógica e a estrutura física da rede? . Qual dos métodos permite esquema de prioridades? 8) Nas redes 802.4 3)802. o que o protocolo de comunicação faz? 6) Qual é a relação existente entre: tamanho do quadro / velocidade da rede? 7) Qual é a diferença entre o 802.9.3 obrigatoriamente utiliza HUB para ligações com mais de 2 máquinas? 5) Por que um quadro de dados 802.3 a 10 Mbites deve ter no mínimo 64 bytes de extensão. Qual a sua relação com o sistema de redes Ethernet 3) Qual é o alcance máximo (normalmente) em metros de um cabo Ethernet 10Base2 e um 10Base5 e um 10BaseF 4) Qual dos cabos 802.

 Apostila de Telecomunicações e Redes 1  54 5. Aloha Esta técnica foi utilizada primeiramente na rede ALOHA que iniciou sua operação em 1970. O problema que para isso seria necessária a transmissão dos dados de forma analógica. Protocolos de acesso múltiplo Os mecanismos de controle de acesso distribuído podem ser divididos em dois grandes grupos: os métodos baseados em contenção e os de acesso ordenado sem contenção. nenhuma dificuldade é encontrada. O total de tempo perdido compreende desde o início de transmissão da primeira mensagem até o final de transmissão da última mensagem. Uma maneira simples de melhorar a eficiência é permitir que transmissões só sejam iniciadas em intervalos fixos de tempo. Uma vez que existe apenas um transmissor no primeiro canal. Apesar de terem sido projetadas com o propósito especial de compartilhar o uso de um canal de rádio.2 – Aloha em intervalos . Ao completar a transmissão. o terminal entende que a mensagem foi corrompida e que deve ser retransmitida. só pode iniciar a transmissão no começo de um intervalo.1. – Aloha Puro Na técnica Aloha puro. Se o tráfego normal da rede consume apenas uma parte da banda disponível. A B C Figura 9. as duas técnicas apresentadas podem ser aplicadas em redes locais com topologia em barramento. A rede ALOHA consiste de um sistema de rádio-difusão que cobre as ilhas do Hawai e tem como objetivo interligar terminais espalhados pelo arquipélago com um computador central da Universidade do Hawai. cada terminal escuta apenas o canal computador-terminal. ambas são inutilizadas e nenhuma das duas estações envolvida recebe o reconhecimento. Sendo assim. Se o reconhecimento não for recebido até se esgotar o tempo de espera. Acesso baseado em contenção Numa rede baseada em contenção não existe uma ordem de acesso e nada impede que 2 ou mais máquinas transmitam simultaneamente causando uma colisão. o que implica em uma utilização deficiente do canal.1 – Aloha puro A B C Figura 9. em Honolulu. Veja a figura 5. – Aloha em Intervalos Embora apenas uma pequena parte das mensagens tenha colidido. Duas frequências de rádio são utilizadas: uma para difusão de mensagens do computador central para os terminais e outra para mensagens dos terminais para o computador. sem se preocupar se o meio está ocupado ou não. Isto diminui consideravelmente o total de tempo perdido na ocorrência de colisão. Mesmo que apenas uma pequena parte das mensagens tenham colidido.1. o número de colisões e retransmissões será pequeno e o protocolo bastante eficiente. o que atualmente não é mais indicado para redes locais. O problema aparece no segundo canal onde todos os terminais transmitem em uma mesma freqüência.1. 5.1. ambas devem ser retransmitidas. Essa seção apresenta alguns protocolos com acesso baseado em contenção: 5. liga um temporizador e aguarda uma resposta do computador central que vai indicar o reconhecimento da mensagem. O computador central se encarrega de dividir o tempo total em intervalos de tempo fixos. quando o terminal possui alguma mensagem pronta para ser enviada ele simplesmente envia.2. Um terminal que deseje transmitir. Veja a figura 5. não podendo saber se o canal terminalcomputador está sendo utilizado por algum outro terminal. A estratégia de controle de contenção vai depender da habilidade que uma estação tem para detectar a colisão e retransmitir a mensagem. Esta situação é a mesma encontrada em uma rede com topologia em barra.

o np-CSMA espera um tempo aleatório.2. 1 e 0. ele transmite sua mensagem.se o nó detecta o meio livre. 3. e o fato só será reconhecido após esgotado o tempo para o recebimento de um reconhecimento. A maneira de se evitar que a colisão só seja percebida quando uma resposta não for recebida. o número de usuários aguardando para transmitir. – CSMA não persistente (np-CSMA): A estação transmite sua mensagem de acordo com o seguinte algoritmo:: 1.p equipamentos irão tentar transmitir assim que o canal fique livre. não podem detectar que a mensagem está sendo corrompida. 2. Para minimizar a quantidade de dados perdidos. é muito pequeno e. A escolha ótima depende de muitos fatores tais como: o tempo de propagação de uma mensagem por toda a rede. Desta forma. O tempo que o meio fica livre. conhecido como janela de colisão. ao contrário dos outros 2 métodos. Carrier Sense Multiple Access (CSMA) Neste método. Caso a estação detecte o meio ocupado.CSMA p-persistente (p-CSMA): No caso p-persistente. mesmo que tenha colidido com outra. etc. Se n equipamentos estão esperando para transmitir em uma implementação p-persistente. a estação . portanto. 03. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  55 5. tenta transmitir mais tarde. Pode ocorrer que duas ou mais estações estejam aguardando que o meio fique desocupado para iniciarem suas transmissões e isto ocasionará uma colisão de mensagens das estações ao transmitirem simultaneamente. – CSMA/CD (Collision Detection): A causa da ineficiência encontrada nas técnicas Aloha e CSMA consiste no fato que uma mensagem é transmitida completamente. então n. interrompe a transmissão no caso da colisão. Após o término da transmissão. Se p=1 então todos os equipamentos esperando para transmitir irão fazê-lo assim que a transmissão corrente termine. então suas mensagens irão colidir e se perder.3 – Exemplo do método de acesso np-CSMA . o equipamento transmissor não continua a monitorar o meio enquanto está transmitindo e. o tamanho das mensagens.1. o tempo de espera para uma tentativa de retransmissão pode ser gerado de forma randômica. neste período. Tempo desperdiçado T1 T2 T3 Figura 9. de acordo com uma distribuição aleatória de atrasos. não tendo recebido a resposta em um tempo limitado. enquanto que p-CSMA continua ouvindo o meio até o mesmo estar livre para a transmissão. o tempo de propagação de uma mensagem por todos os nós da rede é muito pequeno se comparado com o tempo de transmissão de uma mensagem. o que evita que as mesmas mensagens colidam novamente. entre duas transmissões. duas ou mais mensagens podem ser transmitidas e conseqüentemente corrompidas. Na forma mais simples desta técnica. um valor de p menor do que 1 é escolhido. a estação tenta transmitir com probabilidade p. Se existir mais que um equipamento esperando. uma estação só transmite sua mensagem após "escutar" o meio de transmissão e determinar que o mesmo não está sendo utilizado. Para conseguir implementações mais práticas.o algoritmo é repetido na nova tentativa.se o nó detecta o meio ocupado. O CSMA/CD. a estação aguarda pela mensagem de reconhecimento e. Os valores típicos para p estão entre 0. é escutar o meio de transmissão antes (carrier sense) e durante (collision detection) a transmissão da mensagem. Um valor alto para p reduz o tempo em que o canal ficará ocioso enquanto que um valor baixo para p reduzirá a ocorrência de colisões.4 – Exemplo do método de acesso p-CSMA Quando ocorre uma colisão. desperdiça do T1 Tempo desperdiçado T2 T3 Figura 9. ela irá perceber que sua mensagem foi corrompida e deve ser retransmitida. ela deve aguardar até que o sinal desapareça para então iniciar a sua transmissão. Em redes locais. logo que detecta o meio livre.

todas as estações envolvidas param de transmitir e tentam transmitir outra vez após um tempo de espera. r deve ser um número aleatório entre o (zero) e 2n. como por exemplo. Portanto. o que implica em uma interface mais cara. mas também pelo método de acesso. Uma vez que a janela de transmissão é relativamente curta. tornando-o desvantajoso em aplicações em tempo real. . mais o tempo de reforço da colisão. Quando ocorre alguma colisão. Não se tem possibilidade de designar-se prioridade nesse método. O CSMA . Apostila de Telecomunicações e Redes 1  56 emissora poderá identificar se existe outro sinal misturado com o seu e. Como já foi dito. as colisões são detectadas pelos próprios nodos enquanto estão transmitindo.tamanho da mensagem C .tempo de propagação entre os 2 nodos mais distantes na rede Assim. o nível de energia do canal é modificado de modo que seja possível a detecção por parte dos nodos. A cada nova colisão sucessiva. A eficiência nesse método é dada por: E= MC M C + 5. cada equipamento tem a sua taxa de transmissão reduzida. o "slot" corresponde ao tempo máximo de ida e volta no cabo. Assim. Para grandes volumes de tráfego o método se apresenta com uma certa instabilidade. a monitoração do nível de energia do canal. Neste caso. Para o caso da rede Ethernet. quanto maior a distância maior o tempo de propagação. Este procedimento tem como parâmetro uma unidade de tempo chamada "slot". o tempo que cada estação aguarda para transmitir novamente é calculado de forma randômica o que não evita que a mensagem desta estação colida com a mensagem de uma outra. as transmissões vão se ajustando gradativamente. seu desempenho é maior. o tempo de resposta máximo não pode ser garantido. antes de ter certeza de que se apossou do meio de transmissão. Quando ocorre uma colisão. durante uma transmissão. que corresponde ao tempo mínimo que uma estação tem que esperar. À medida que a carga da rede cresce. a distância máxima da rede é limitada pelo tamanho mínimo da mensagem.CD é adequado em aplicações que não exigem tempo de resposta garantido. A implementação desta estratégia não é tão simples como as anteriores. menor será a eficiência e conseqüentemente maior será o tamanho mínimo da mensagem para detecção da colisão. penalizando a estação que colide muitas vezes. com a redução total da carga da rede. obedece a um certo controle chamado de "recuo binário exponencial". ou a colisão ocorre no tempo correspondente ao "slot" ou a estação tem a certeza de ter-se apossado do meio de comunicação. Se a estação está tentando a retransmissão pela n-ésima vez. O pior caso que pode ocorrer é o das estações nas extremidades do cabo iniciarem a transmissão ao mesmo tempo. o procedimento se repete mas o tempo de espera para uma nova tentativa é maior que o anterior.taxa de transmissão Tp . 4xTp Logo. Neste caso. Este número r é função de qual tentativa está sendo executada. permitindo um volume de tráfego também maior. Também. o tempo perdido na transmissão é muito pequeno quando comparado com o tamanho médio das mensagens transmitidas. algumas aplicações de automação de escritório. Para evitar que as mesmas mensagens colidam novamente. O intervalo aleatório que os nodos esperam quando ocorre alguma colisão. Este método de acesso foi um dos escolhidos como padrão. Nota-se portanto. desta forma. Para haver detecção de colisão. que a distância máxima entre nós será limitada não somente pelo meio de transmissão. onde: M . uma vez que o tempo de propagação é finito. a estação envia uma mensagem ao seu usuário indicando a impossibilidade de efetuar o serviço solicitado. fazendo assim. e pequenas distâncias (da ordem de 2 Km). esse tempo é da ordem de 50 microssegundos para uma taxa de 10 Mb/s. as mensagens devem ter um tamanho mínimo pré-estabelecido. Em redes que apresentam um tráfego pequeno. o tamanho mínimo da mensagem é dado por: M > 2*C*Tp. cada estação espera um número inteiro de "slots" antes de retransmitir. uma vez detectada a colisão. e é de fato o método mais difundido em redes locais. o valor de r é dobrado. e também pela eficiência. a percentagem da utilização da capacidade do meio pode chegar a 98%. daí a origem do nome do método. embora no tempo de retransmissão uma certa prioridade possa ser estabelecida. Após um número específico de tentativas sem sucesso. No entanto.

Acesso ordenado sem contenção Ao contrário dos esquemas apresentados anteriormente. Esse interrogatório pode ser cíclico. um dispositivo gera os slots (cria os slots. sincroniza os receptores e transmissores. ele passa uma mensagem de "status" ao nodo centralizador. A soma dos retardos mais o tempo de propagação no anel forma o que chamamos de latência do anel. o número de bits circulando pelo anel tem um limite inferior. informando que está disponível. 5. R. mas pode ser tão grande quanto quisermos (ou formos capazes de construir). ele pergunta aos nodos. Esta técnica é muito eficiente quando as estações na barra é muito grande. Em tempo de inicialização. Caso algum nodo deseje iniciar uma transmissão. devido a sua estrutura centralizada. A rede tem um comportamento muito estável mesmo quando apresenta um tráfego bastante intenso.) que. vários protocolos são baseados no acesso ordenado ao meio de comunicação. 5. onde alguns estariam carregados e outros não. no instante em que lhe for perguntado ele fará a solicitação sendo imediantamente atendido. e assim por diante. inicia os outros bits de controle. O tempo cedido a um determinado nodo para que ele tenha acesso ao canal é função do tamanho da mensagem concedida. cada estação deve esperar por um slot (caminhão) vazio e preenchê-lo com a mensagem (carga) O número de slots que circulam pelo anel nunca muda. Quadro ou Slot Vazio Apresentada por J. O resultado é que o CSMA/CD tem sido escolhido para a maioria dos projetos de redes locais. o método fica comprometido no que diz respeito a confiabilidade. Como foi dito. se desejam transmitir alguma mensagem. Uma boa visualização seria uma série de caminhões em anel.2. O principal exemplo de utilização do CSMA/CD é dado pela rede Ethernet que é uma rede local comercializada pela Xerox Corporation e utilizada como base para seus produtos de sistemas de automação de escritórios. circulando encostados pára-choque com pára-choque. Essa seção apresenta alguns protocolos com acesso ordenado sem contenção: 5. Podem existir tantos bits circulando pelo anel quanto a sua latência permitir. etc. Mais informações sobre a Ethernet podem ser encontradas na bibliografia recomendada. O método divide o espaço de comunicação em um número inteiro de pequenos segmentos (slots) dentro dos quais a mensagem pode ser armazenada. O desempenho do acesso por "polling" pode ser aumentado com a introdução de uma barra dedicada ao controle. tem-se um nodo mestre que executa as funções de controle da rede.2. Ao querer transmitir.2. Pierce em 1972 tinha como objetivo pioneiro o controle de acesso em uma rede de grande porte constituída por várias redes em anel interconectadas. Porém.2. Outra alternativa é enviar as informações de controle multiplexadas em frequência com as informações de dados. Cada repetidor no anel produz um retardo.1. eliminando assim o "overhead" introduzido com a transmissão de mensagens de controle. um por um e seqüencialmente. Dessa forma. Cada método é mais adequado a um determinado tipo de topologia. apresentando uma ocupação do meio acima de 90%. ou seja. Se o nodo interrogado não tiver nenhuma mensagem a transmitir. a estação centralizadora pergunta para a estação mais distante se ela deseja transmitir alguma mensagem. Cada slot (caminhão) contém um bit (motorista) que indica se o está cheio ou vazio. evitando com isso que ocorram colisões das mensagens. . uma vez criados. Essa latência pode ser sempre aumentada introduzindo um buffer de retardo (um registro de deslocamento) em qualquer estação. ou seja. pode-se estabelecer prioridades através do interrogatório executado pelo nodo centralizador. É a esse número de bits que chamamos de espaço de comunicação. Caso esta estação não deseje transmitir ela passa o controle para a próxima estacão. e é esse espaço que é dividido em slots. Sua interface é bem simples e barata. o método CSMA/CD é muito eficiente. os inicia como vazios. comparada com 83% da técnica CSMA. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  57 Na prática. O "polling" é um método que determina a ordem com que os nodos podem tornar acesso ao sistema. estão prontos para ser usados. evitando o problema da colisão. No "polling" centralizado. ou do tamanho do intervalo alocado para o nodo pelo nodo mestre. "Polling" Este método é geralmente empregado em topologias em barra comum. embora nada impeça o seu uso em outras arquiteturas.

Quando um estação tem uma mensagem para transmitir. no caso de restituição da ficha ao final da transmissão. a estação devolve a ficha enviando-a ao próximo nó da rede. ela a coloca no registrador T. . Inserção de Registrador Esta técnica é particularmente adequada para redes locais com topologia em anel. o nó copia a mensagem que lhe é destinada podendo removê-la ou não do anel. ela armazena o quadro em um registrador T de transmissão e aguarda um intervalo entre quadros que circulam no anel para conectar T em série com o circuito físico.O mecanismo de "ficha" é baseado em uma mensagem de controle que. abre o anel. etc). este é desligado do circuito e a mensagem é removida do anel. – possibilidade de acesso simultâneo ao meio de transmissão. A restituição da ficha pode ser feita imediatamente após o término da transmissão da mensagem transmitida. circula entre todos os nós de comutação. uma vez inicializada. Este quadro também atravessa o registrador de transmissão bem como todos os seus subseqüentes até que o quadro enviado pela estação retorne à origem e o registrador de deslocamento seja novamente desligado do circuito. Em um intervalo entre quadros no anel a chave é ligada em T e seu conteúdo é transmitido. reconhecimento. Ela consiste basicamente em um registrador de deslocamento que será conectado em série com o circuito quando a estação possuir dados para transmitir. a chave é setada para R e a estação aguarda o retorno da mensagem transmitida. Uma situação mais prática pode ser conseguida com o uso de dois registradores: um de transmissão T e outro de recepção R. Passagem e Permissão (token ring) Esta técnica foi apresentada por Farmer e Newhall em 1969 e foi pioneira no controle de acesso distribuído associado à redes locais. Quando uma estação possui dados para transmitir. sobre a prioridade de acesso à ficha a ser restituída. transportando o direito de transmissão no meio compartilhado.2. ao reconhecer o seu endereço. previamente. – atraso variável das mensagens em trânsito no anel. A técnica de inserção de registrador apresenta as seguintes características: – mensagens de tamanho variável. Dependendo das dimensões do anel físico e da velocidade de transmissão usada. 5. Essa estratégia simplifica a implantação dos serviços baseados na difusão de mensagens e também dos serviços de controle de erros e reconhecimento. A remoção da mensagem do anel é tarefa do nó de comunicação que originou a mensagem.2. Esta técnica é adotada com o padrão IEEE 802. no caso em que o tempo de propagação da mensagem no anel é bem menor que o tempo de transmissão. Por exemplo. Quando T fica vazio. copia a mensagem através do registrador de recepção e transmite uma mensagem curta de resposta. A forma mais comum é aquela em que o nó destinatário. observando um intervalo entre quadros que já estejam circulando no anel. A estratégia de restituir a ficha somente após o retorno da mensagem é conhecida como "ficha simples" e facilita a implantação de funções de supervisão e controle (recuperação de erros.3. O procedimento de inserção de mensagem num anel com acesso controlado por ficha obedece às seguintes etapas: a) a estação que deseja transmitir aguarda a chegada da "ficha". Uma vez que o início da mensagem passa por todos os nós de comunicação antes da ficha. b) uma vez de posse da ficha. o fim da transmissão ocorre antes do retorno do início da mensagem transmitida e.5 e na prática constitui-se na principal opção de implementação do mecanismo de controle de acesso por ficha. Note que o termo "múltipla" não se refere ao número de fichas e sim ao número de mensagens circulando. fica fácil implantar um esquema que avise a todas as estações. Quando ela é lida no registrador R. a forma de restituição da ficha pode permitir a existência de várias mensagens simultaneamente em trânsito no anel (ficha múltipla) o que oferece um melhor desempenho em situações onde as mensagens são relativamente curtas. Enquanto os dados são transmitidos pode ocorrer a chegada de um outro quadro vindo da estação precedente. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  58 5. os dados em trânsito são armazenados no registrador R. Uma vez que o fluxo de dados da estação precedente não pode ser parado. a estação transmite a sua mensagem. teremos mais de uma mensagem circulando no anel.4. Uma vez identificado o seu endereço. A recepção de uma mensagem pelo nó destinatário depende do estado de escuta permanente para identificar o seu endereço nas mensagens circulando no anel. c) ao final da transmissão.

Se o token é enviado para um equipamento que está desligado. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  59 As funções de gerência e manutenção da ficha podem ser centralizadas ou distribuídas e devem atender situações tais como a perda ou duplicação da ficha. perguntando quem lhe enviará o token e informando o endereço de sua estação sucessora. Passagem de Ficha em Barramento (Token Bus) Uma outra forma de usar a capacidade do canal de uma rede local com barramento por difusão é usar a técnica de passagem de permissão ou acesso por ficha. Apenas um token deve existir na rede em um determinado instante. Uma estação com dados para transmitir. envia o token para a estação sucessora. espera até desocupar e então transmite com probabilidade P Interrompe a transmissão no caso de colisão CSMA CD Um esquema de FDM dinâmico em fibra Divisão por comprimento de onda CSMA/CD com recuo binário exponencial Ethernet Controla as colisões gerando tempo de espera n slots (aleatório) de tempo para cada estação que teve seu pacote envolvido em uma colisão. Também é possível implementar um mecanismo de prioridade. chamada "token". com uma configuração de bits conhecida. incluindo-se uma mesma estação mais de uma vez na sequência completa. envie uma mensagem para todas as outras. O método de acesso por token é fácil de ser implementado mas a recuperação de tokens perdidos.2. Anel lógico em barramento físico Token Bus Uso de Token em rede em anel Token Ring Token Ring de fibra ótica FDDI O tempo de transmissão é dividido em slots (fatias) iguais Quadro vazio ou Slot Vazio Uma estação controla quem pode ou não transmitir Polling . A tarefa de geração de token pode ser atribuída a uma estação especial ou para qualquer equipamento ligado à rede. O token não transporta qualquer informação. mas permite que o seu proprietário transmita sua mensagem. O outro problema refere-se a inserção e retirada de equipamentos da rede. é passada de equipamento para equipamento através da rede. Dois problemas podem ser identificados nesta técnica: o primeiro diz respeito ao token em si. Neste caso. Adicionar equipamentos requer que a estação que deseja ser inserida na sequência. algum procedimento deve ser criado para evitar que duplicatas do token trafeguem pela rede. a inclusão e retirada de equipamentos gera alguma complexidade. cada estação repassa o token em uma sequencia estabelecida. uma mensagem especial. Quando a rede é inicializada. deve aguardar que o token lhe seja enviado. A partir daí. o token desaparece da rede. de posse do token ela pode transmitir sua mensagem e então. Esta técnica assegura que duas estações não irão transmitir ao mesmo tempo causando colisão de suas mensagens. Algum procedimento deve ser estabelecido para garantir que um novo token será gerado após um intervalo de tempo finito sem que nenhuma mensagem tenha sido transmitida. tendo alterado o endereço do destinatário.5. uma estação pré-determinada cria o token e o transmite para a sua estação sucessora. 5. No último caso. A remoção de equipamentos é fácil pois basta que a estação que vai ser retirada envie uma mensagem para a sua antecessora informando o novo endereço (de sua sucessora) para o envio do token. Resumo: Método FDM TDM ALOHA puro ALOHA em intervalos CSMA NP CSMA P-persistente Descrição Dedica-se uma freqüência para cada estação Dedica-se um tempo para cada estação Difusão via satélite Transmissão em Slots de tempo bem definidos Retardo aleatório quando o canal é detectado como ocupado Se está ocupado. O algoritmo RBE é usado para adaptar a transmissão ao número de estações que estão querendo transmitir.

( ) Neste sistema de transmissão por rádio. ela transmite. divide-se o tempo de transmissão em intervalos fixos. Após. ( ) Consiste no uso de passagem de permissão em rede em anel . então. a transmissão não é otimizada. Se ocorrer a colisão ambas as estações param de transmitir e esperam um tempo aleatório para retransmissão. a estação escuta o canal. Se alguém está transmitindo. ( ) Consiste em um anel lógico em uma rede em barra. ( ) Antes de transmitir. ela permanecerá escutando o canal até que o mesmo fique livre. Simplesmente transmite-se sem se preocupar com as colisões. ( ) Neste sistema de transmissão por rádio. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  60 Exercícios: Associe as colunas: A) Aloha puro B) Aloha Fatiado C) Token Ring D) CSMA P-persistente E) CSMA CD F) Token Bus ( ) A estação fica escutando antes e durante a transmissão. Melhora a eficiêmcia com relação à transmissão sem intervalos fixos.

Exemplo: O caractere A no código ASCII. Em redes locais.000 transmitidos. Na tabela 6.n ) bits de redundância e então transmitido. O bit P de paridade é acrescentado com os valores 0 ou 1 dependendo do tipo de paridade utilizado (paridade par ou paridade ímpar). 6. isto é. Essas alterações resultam de imperfeições na propagação do sinal.1 Detecção de erros A maneira usual utilizada para detectar a alteração de bits de informação transmitidos.Block Character Check). O desempenho de um sistema de transmissão de dados é avaliado através do seu grau de confiabilidade na transmissão dos bits. paridade longitudinal (LRC). Na recepção. redundância cíclica (CRC). consiste na adição de bits de redundância na mensagem a ser transmitida. admite-se taxas de erros típicas da ordem de 10-9 a 10-12. detecção de "1" quando foi transmitido "0" ou detecção de "0" quando foi transmitido"1". Distorção e ruído na transmissão (erros) Atenuação. Esse método permite detectar erros de transmissão que envolvam apenas a alteração de um número ímpar de bits no caractere. Quando a alteração sofrida pelo sinal é muito grande. codificada em ASCII e com paridade par.1. ao longo do suporte de transmissão (atenuação e retardo) e de perturbações (ruídos) que atuam não só no suporte de transmissão como também nos estágios de processamento do sinal que compõem o receptor. isto é. ruído e retardo são termos usados de um modo geral para descrever as modificações que um sinal sofre quando é transmitido em um circuito ou canal.2. Se o valor de P não conferir com o esperado. bno geral.1. Paridade Longitudinal (combinada) Consiste em acrescentar à mensagem um caractere (BCC . uma série de mecanismos deve ser implementada para detectar e corrigir possíveis erros. o bloco de r bits é decodificado e os n bits de informação entregues ao destinatário.A taxa de erros de um sistema de transmissão representa a probabilidade de ocorrência de erros de transmissão. com paridade é representado por 1000001P(65).1.Codificação da Mensagem "UFSC" . O CCITT (Comitê Consultif International de Téléphonie et Télégraphie) recomenda uma taxa de erros não superior a 10-5 . apenas 1 bit errado a cada 100. é detectado um erro de transmissão. 6. Estas detecções trocadas caracterizam os chamados erros de transmissão. 6. A transmissão sem erros é um requisito essencial de quase todas as aplicações de comunicação de dados e portanto. Bit de Paridade (paridade de caractere) É a técnica mais simples de codificação e consiste em acrescentar um bit às palavras do código de representação dos caracteres. Para redes de longa distância existe uma padronização internacional que determina uma taxa de erros máxima em um canal a fim de que o mesmo possa ser considerado adequado para a transmissão de dados. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  61 6.1. que represente uma operação lógica sobre os bits dos diversos caracteres que compõe a mensagem. pode ocorrer detecção trocada da informação.1 . Dentre as várias técnicas usadas para esta finalidade pode-se citar: bits de paridade por caracter. Um bloco de n bits de informação é codificado em um bloco de r bits pelo acréscimo de ( r . (d)ados / (P)aridade d d d d d d d P U 1 0 1 0 1 0 1 0 F 1 0 0 0 1 1 0 1 S 1 0 1 0 0 1 1 0 C 1 0 0 0 0 1 1 1 BCC 0 0 0 0 0 1 1 0 Tabela 6. paridade par: 10000010 P = 0 paridade ímpar: 10000011 P = 1 O caracter é transmitido e na recepção o bit de paridade é testado. apresenta-se um exemplo de como seria transmitida a mensagem "UFSC".

Exemplo: 11001011 10100111 01101100 01010101 10011110 11001011 A divisão de um binário por outro é feita da mesma forma como na divisão decimal/binário exceto que as subtrações são feitas usando módulo 2. Neste método são detectados os erros que consistem na inversão de apenas 1 bit e também erros do tipo rajada (vários bits alterados) com comprimento igual ou menor que o número de linhas da matriz.M(x) usando subtração módulo 2. 0. O bit de mais alta ordem (mais à esquerda) é o coeficiente de xk-1. 3 . Apostila de Telecomunicações e Redes 1  62 A transmissão é feita serialmente por coluna. variando xk-1 até x0 e com grau k-1. Rajadas maiores que este número ou várias rajadas menores podem não ser detectadas. 1. Exemplo: Considere a transmissão da mensagem 10111011 com polinômio gerador G(x)= x3 + x2 + x (por exemplo). 0. O resto da divisão é acrescentado à mensagem como bits de verificação. a mensagem foi recebida corretamente.3. Redundância Cíclica (CRC) Consiste em acrescentar a um bloco de k bits de informação (n-k) bits de verificação. O resultado é a mensagem a ser transmitida: T(x). é detectado um erro de transmissão. O código CRC (Código de Redundância Cíclica) é baseado no tratamento de "strings" de bits como representação de polinômios com coeficientes 0 e 1 somente. ao final com um "checksum" que é determinado através do seguinte algoritmo: 1 . 2 . Exemplo: A mensagem 110001 tem 6 bits e representa um polinômio de grau 5.M(x) por G(x) (dividir os strings de bits correspondentes) usando divisão com módulo 2.M(x).Seja r o grau de G(x). com 6 termos cujos coeficientes são 1. Se o resto da divisão for igual a zero. Uma mensagem de k bits é tratada como uma lista de coeficientes para um polinômio de k termos. a mensagem recebida é dividida pelo mesmo número. 6. o próximo bit é o coeficiente de xk-2 e assim sucessivamente. não existe "vai um" ou "empresta um". As operações de adição e subtração equivalem à operação OR exclusivo. Já existe uma padronização internacional para polinômios geradores: CRC .Subtraia o resto da divisão (que geralmente possui r ou poucos bits) do string correspondente a xr.12 = x12 + x11 + x3 + x2 + x + 1 – detecta até 12 erros por blocos de mensagens (usado para caracteres de 6 bits) CRC . o emissor e o receptor devem escolher um polinômio gerador G(x) que deve ter os bits de mais baixa ordem e da mais alta ordem iguais a 1. a representação binária da informação é dividida em módulo 2 por número pré-determinado.Divida xr. caso contrário.16 = x16 + x15 + x2 + 1 – detecta até 16 erros por blocos de mensagens CRC – ITU-T = x16 + x12 + x5 + 1 (usado para caracteres de 8 bits) A mensagem a ser transmitida é concatenada. M(x) : 10111011 G(x) : x3 + x2 + x = 1110 . Concatene r bits zeros no final da mensagem M(x) de tal forma que o resultado corresponda ao polinômio xr. 0 e 1 : 1x5 + 1x4 +0x3 + 0x2 + 0x1 + 1x0 = x5 + x4 + 1 A aritmética polinominal é feita em módulo 2 isto é. Na recepção. Este método é facilmente implementado por software uma vez que para calcular o BCC basta fazer uma operação "ou-exclusivo" dos caracteres a serem transmitidos. Para utilizar o código CRC. Para transmissão.1.

Erros não serão detectados se T(x) + E(x)/G(x) tiver resto igual a zero. 6. 6.9977% de rajadas de 17 bits e todos os erros simples. a mensagem contém erro. Exemplo: Deseja-se transmitir a seguinte informação: 1110100100 = 10 bits de informação 10+4+1 <= 24 temos 4 Hamming bits bit 14 1 13 1 12 1 11 0 10 1 9 0 8 H 7 0 6 1 5 0 4 H 3 0 2 H 1 H . bem como 99. o polinômio recebido não será T(x). O polinômio gerador CRC-16 padronizado pelo ITU-T é capaz de detectar todos os erros tipo rajada de comprimento menor ou igual a 16. onde m+r+1 <= 2r.2. H.se for diferente de zero.4. Descrição de um Código Hamming Para um bloco de informações de tamanho m.2. Em caso de haver erro. A ISO também adota este mesmo polinômio no sistema de controle associado aos protocolos ao nível de enlace de dados da família HDLC.. Hamming desenvolveu vários esquemas que receberam o nome de Hamming Codes. Os valores dos "Hamming bits" são o resultado da operação do OR-EXCLUSIVO sobre o código binário da posição dos bits "1" ocorridos nos bits de informação.8. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  63 Adiciona-se a quantidade de zeros equivalente ao grau de G(x) na mensagem: 10111011 + 000 Em seguida. Consistem na adição de bits redundantes à mensagem. Estes são inseridos nas posições 1. se E(x) for divisível por G(x). isto é. R. o receptor a divide por G(x) e examina o resto da divisão: 10111011110 | 1110 . G(x) deve ser criteriosamente escolhido.16 . . de modo a permitir não somente sua sinalização mas também a restauração do conteúdo original.1. Correção de erros Estas modalidades de recuperação de erros são também chamadas de "Forward Error Correction". O bloco é construído a partir dos bits e informações e dos "Hamming bits". Este polinômio gerador é recomendado pelo ITU-T para a detecção de erros em sistemas de transmissão de dados a longa distância. etc.2. divide-se a mensagem pelo polinômio gerador 10111011000 | 1110 O resto que deu na divisão é então adicionado na mensagem original M(X) sendo que a mensagem a transmitida será: 10111011110 Ao receber a mensagem T(x). mas um outro polinômio H(x) = T(x) + E(x) onde E(x) representa as posições alteradas por erros de transmissão.se for zero. a mensagem está correta. duplos ou erro com número ímpar de bits alterados. Para minimizar a probabilidade de um erro não ser detectado. temos r "Hamming bits". sendo r um nº inteiro. Adequado em circuitos simplex e em situações onde a retransmissão não é prática.

1101 14 .1100 13 . . 13. Quando ocorrerem três erros. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  64 posições com "1" : 6. Se dois erros ocorrerem.1110 0011 . o esquema pode ser burlado. 12.Hamming bits Bloco a ser transmitido: bit 14 1 13 1 12 1 11 0 10 1 9 0 8 0 H Supor que o bloco recebido seja: bit 14 1 (bit 9 errado) Cálculo efetuado na recepção: E(x) = 0011110011 14 13 12 10 9 6 2 1 1110 1101 1100 1010 1001 0110 0010 0001 1001 = 9 (bit 9 errado ) 7 0 6 1 5 0 4 0 H 3 0 2 1 H 1 1 H 13 1 12 1 11 0 10 1 9 1 8 0 7 0 6 1 5 0 4 0 3 0 2 1 1 1 A informação original poderá ser restaurada sempre que ocorrer somente um erro no bloco. 10.1010 12 .0110 10 . isto será detectado mas o resultado será sem sentido. 14 6 .

Um protocolo de comunicação define. passando por pontos intermediários onde a mensagem deve ser reencaminhada. conforme visto no capítulo 3. os erros podem ser ignorados. além de outras funções. definindo os formatos dos quadros de dados. tal sistema pode proporcionar uma flexibilidade para conexão. a comunicação envolve um caminho indireto entre os dois pontos comunicantes. Software de Comunicação Em princípio pode-se pensar que a transmissão de bits em um canal seja trivial: uma máquina A coloca os bits no meio de transmissão e uma máquina B os retira. Todas estas funções são realizadas pelos protocolos de comunicação. Um exemplo trivial é o sistema postal em que. estas informações de controle se constituem numa sobrecarga (overhead) que toma espaço e tempo. ora por outro. Um software de comunicação deve ser capaz de lidar com os mais diversos problemas que comumente ocorrem em uma transmissão. tais como a necessidade de codificação da informação para o código utilizado pela estação remota. imaginar como seria o diálogo entre as máquinas usando termos coloquiais em português. Além disso. pois existem uma série de fatores que influem em uma comunicação de dados e conseqüentemente na construção de um software de comunicação (protocolo). realizando uma série de funções básicas. que permita o seu endereçamento e encaminhamento adequado. corrigidos através da retransmissão do quadro defeituoso ou corrigidos automaticamente. Além disso. Na verdade não é tão simples. é importante que este seja – – – – – compartilhado. controle de seqüência: visa preservar a ordem de transmissão dos quadros. aliado a uma política de tratamento de erros. Antes de seguir adiante. Ora. Roteamento: eventualmente. o formato dos quadros e os tipos de controle que serão efetuados sobre a transferência. o receptor deve executar uma série de procedimentos antes de liberar o buffer para a recepção de mais dados. a encriptação dos dados de forma permitir o tráfego da mensagem na internet com o mínimo de risco de violação de integridade da mesma. Para entender melhor o significado de um protocolo vamos desenvolver um exemplo baseado no comunicação entre os dois filósofos (capítulo 2 . controle de fluxo: pode ser entendido como um mecanismo de sinalização que permita ao receptor controlar a velocidade efetiva de um transmissor mais rápido de forma a não entupir-se de dados. abertura e fecho. Quando os dados são recebidos. denominadas funções de comunicação. como por exemplo. Como definido no início desta apostila. marcados para correção posterior. Neste caso. controle de acesso: o controle de acesso ao meio de transmissão é um serviço utilizado em redes com topologia multiponto. Na própria carta. 7. procure. no caso de uma impressora remota que está recebendo os dados de um computador. . pois seria desperdício utilizá-lo com uma única “conversação” O meio pode ser multiplexado para permitir várias comunicações simultâneas. Deve-se salientar que em qualquer sistema de comunicação existirão mensagens de controle da comunicação além dos dados que efetivamente se quer enviar. De acordo com a política estabelecida. Isso requer um sistema de roteamento ou comutação da informação. A transferência de quadros entre dois equipamentos é feita segundo um conjunto de regras e convenções denominado "Protocolo de Comunicação".1. ora por um caminho. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  65 7. existem outras também importantes. Este serviço garante que os quadros não serão aceitos duplicadamente e que a perda de um quadro será detectada. controle de erros:: o controle de erros é feito através da utilização de técnicas para detecção de erros. protocolo é “um conjunto de regras sobre o modo como se dará a comunicação entre as partes envolvidas”. além do modem quando a transmissão deve ser feita de forma analógica. temos outras funções de grande importância no contexto de redes: – compartilhamento: independente da distância e do meio utilizado em uma comunicação. O primeiro problema a ser tratado em um sistema de comunicação diz respeito à distância. portanto. várias estações compartilham um único meio de transmissão e devem obedecer a uma política que determina quando uma estação pode utilizar o meio comum para transmitir seus dados. além da informação na carta usamos um envelope com o endereço (hierárquico) e outras informações de controle para o correto encaminhamento da mensagem. a compressão dos dados para reduzir os custos de transmissão. como um exercício. o protocolo requer que se acrescentem informações de controle como data. Além destas funções consideradas mais básicas. Protocolos de comunicação A forma de tratar os problemas de comunicação entre os processos comunicantes é através de protocolos. Deve-se adequar o sinal às características do meio utilizado e utilizar trasnceptores ou transmissores quando necessário. os tipos de controles que serão efetuados sobre a transferência e os procedimentos que devem ser adotados tanto para o envio quanto para a recepção dos dados.apostila) onde temos 2 hosts ligados por um meio de comunicação. onde é necessário representar os bits em forma de onda digital e sincronizar o emissor com o receptor.

Uma conexão lógica é necessária para iniciar a transferência de informação. que comporiam as mensagens contendo comandos ou dados. Afinal.2. O que sobra da capacidade do canal para transmissão dos dados é chamada velocidade efetiva. A conversação através de uma cadeia de bytes contínua como na figura 7. Não basta a conexão física que se estabelece quando o fone remoto é retirado do gancho. não basta uma conexão física. para garantir a transferência de forma correta. Nada mais havendo a tratar. Se colocássemos um equipamento de monitoração na linha entre os computadores que nos permitisse ver todos os bits que passassem. constituindo-se em um tráfego (bits por segundo) chamado de taxa de sinalização. Assim.1 carregam informações e quais carregam comandos. Diferentes protocolos terão overheads diferentes. Provavelmente. Outras formas de diálogo são possíveis e levam também a uma conexão confiável. Quando o computador B responde a conexão lógica se completa.2 pode ser usada em algumas aplicações. mas não são repetidas durante a mesma. Estes comandos ocupam uma parte da capacidade da linha. ou datagrama. deve-se levar em conta o overhead de sinalização característico (do protocolo) da linha em que se vai transmitir. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  66 Um possível diálogo está esboçado na figura 7. Terminada a transferência do arquivo. como mostra a figura 7. um cabeçalho contendo a sua própria informação de sincronismo. Note-se que. 3) ele responda sempre da mesma forma às mesmas mensagens. ambos os computadores procedem à desconexão lógica. Host A Alô Envie Arquivo Arquivo A OK Não! Tchau Host B Alô Qual? Envia Arquivo A Algo mais? Tchau Figura 7. além de uma cauda ou “trailler” que são os bits de redundância que . veríamos uma seqüência de bytes. identifique quais as mensagens da figura 7. para que a transferência de informações se efetive é necessária a troca de uma série de mensagens que não carregam dados. número de seqüência. Comando Dados Comando Dados Dados Figura 7.1. Chama-se sobrecarga ou overhead a relação entre a taxa de sinalização e a capacidade do canal. poderia acontecer o acaso de que o gato da família derrubasse o telefone no chão de susto com a campainha e você não quer falar com o gato. carrega. a capacidade de transmissão (ou velocidade nominal em bps) da linha é dividida entre sinalização e informação.2 – Cadeia de bytes na linha Ora. mas sim comandos de comunicação com informação de controle. Informações de sincronismo (que permitam a delimitação das mensagens) e endereçamento podem preceder a transmissão. O computador A responde com a identificação e o computador B inicia a transmissão do arquivo. Pode-se fazer uma analogia com uma ligação telefônica. Pode-se iniciar a conversação depois que a pessoa do outro lado da linha responde “Alô”.1 – Esquema de funcionamento da arquitetura de uma rede de computadores A seguir o computador A identifica a operação desejada como uma transferência de arquivos e o computador B pede a identificação do arquivo. o computador B pergunta ao A se quer aproveitar a conexão para outra operação. Inicialmente. deixando mais ou menos capacidade do canal para a efetiva transmissão de informação. além dos dados. Uma outra forma de troca de informação consiste em dividir a cadeia de bytes em pacotes e transmiti-los separadamente. Este exemplo simples evidencia que. necessitamos transmitir comandos. entretanto ligados fisicamente pela linha. o protocolo que você pensou tem algumas diferenças em relação ao da figura acima. endereço de fontes e destino. A título de exercício. permanecendo. O importante no funcionamento de um protocolo é que: 1) ele deve atender a todas as funções necessárias: 2) as duas máquinas ou entidades comunicantes devem entender as mensagens recebidas. Cada pacote. para transmitir os dados. Sempre que se quiser dimensionar a velocidade de transmissão nominal necessária para um canal a partir do volume de dados efetivo a transmitir. o computador A procura estabelecer uma ligação lógica com o computador B dizendo “Alô”. o computador A deve confirmar a recepção.

A designação técnica. Isto é. também em sinalização e overhead. o transporte de um protocolo entre dois computadores através de várias redes intermediárias com protocolos distintos. Protocolos de enlace de dados Como visto anteriormente. A camada de enlace constitui a interface entre os níveis superiores e a camada física. "Enlace Lógico". O protocolo BSC da IBM é um exemplo de protocolo orientado a caracter. orientados a caracter. a IBM desenvolveu o SDLC (Synchronous Data Link Control) e submeteu-o à apreciação da ANSI e da ISO para que fosse adotado como padrão internacional. Um datagrama. blocos. O encapsulamento de protocolos de mais “alto nível”em formatos de mais “baixo nível” aumenta a modularidade da rede. podem ser designadas. outras conversações não são bloqueadas por uma eventual conversação mais longa e podem se dar paralelamente. Suas funções principais referem-se ao controle de fluxo. além de pacotes ou datagramas . se analisadas em conjunto. portanto. respectivamente. Um protocolo que trabalhe nesta forma deve então definir precisamente o formato e o significado dos campos destas unidades de transporte para que as entidades comunicantes possam interpretá-los corretamente. Uma vantagem desta forma de comunicação é que ela é mais justa. possuem uma complexidade difícil de controlar. é PDU (Protocol Data Unit). como mostra figura 7.3. envolve diversas etapas que. as desvantagens de se utilizar protocolos orientados a caracteres foi ficando cada vez mais evidente. transmitindo-se alternadamente pacotes de uma outra. Estas unidades de transporte de informação. isto é. Com o desenvolvimento das redes de computadores. Na verdade. a especificação de um software de comunicação deve prever diversos aspectos referentes aos serviços que o sistema oferece. Porém o overhead das linhas tende também a aumentar. isto é. ou mais genericamente como mensagens. empregada no âmbito do modelo OSI. Cabeçalho Dados Cauda Figura 7. conforme o contexto. Esta técnica de encapsulamento é usada para permitir. constituindo-se. pois temos informações de controle muitas vezes duplicadas.4. Para diminuir esta complexidade. ou ainda. por exemplo. toda a informação contida no cabeçalho e na cauda destas unidades de transporte de informação serve para o controle da comunicação. pode-se alterar a tecnologia da rede de transporte (baixo nível) sem ter de alterar o sistemas e protocolos entre as aplicações (alto nível). então se constitui de um cabeçalho com diversos campos de controle e um campo de dados. o ADCCP (Advanced Data Communication Control . dadas as dificuldades de se transmitir informações entre máquinas com conjunto de caracteres.4 – Encapsulamento de um protocolo A em um protocolo B 7. EBCDIC). tornando a transmissão mais confiável. a simples transferência de um arquivo de uma máquina para outra. o que se constitui numa multiplexação do meio de comunicação ao longo do tempo. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  67 permitem a verificação da ocorrência de erros no destino. Protocolo A Cabeçalho Dados Cauda Protocolo B Cabeçalho Dados Cauda Figura 7. o bloco a ser enviado consistia de um grupo de caracteres de algum código (ASCII. o software de comunicação é dividido em "camadas". A camada mais próxima da transmissão física é denominada "Camada de Enlace" ou "Enlace de Dados". seguidos de uma cauda com os bits de verificação de erro e outras possíveis informações de controle. PDUs de um protocolo A podem ser encapsuladas no campo de dados das PDUs de um outro protocolo B. onde cada "camada". controle de erros e o controle de acesso ao meio de transmissão. também como quadros (frames). Tanto a ANSI como a ISO fizeram modificações no SDLC e lançaram. Os primeiros protocolos de enlace que foram desenvolvidos para redes de computadores eram. executa um conjunto definido de funções.3 – Formato geral de um datagrama Ora. como mostra a figura 7. em sua maioria. Na década de 70 uma nova geração de protocolos apareceu.2.

A estação primária permanece enviando ENQs até a recepção de um ACK0 ou até esgotar o limite máximo de tentativas estabelecido. Sete bits são necessários para representar um código ASCII qualquer. ela responde com um NAK ou WACK. uma das estações é definida como primária e a outra como secundária. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  68 Procedure) e o HDLC (High-level Data Link Control). ou seja. O ITU-T (antigo CCITT) adotou e modificou o HDLC. Para evitar problemas associados à transmissão. Os intervalos de tempo próprios para cada um dos bits são conhecidos e amarrados entre as entidades comunicantes.6. Uma descrição sumária deste protocolo é apresentada nesta seção. mas na verdade cada código ASCII é transmitido com 8 bits. Todos são orientados a bit. na década de 60 e ainda bastante utilizado em ligações ponto-a-ponto e multiponto.1 Protocolos Orientados a caracter Em um protocolo orientado a caracter. isto traz limitações com respeito às comunicações entre equipamentos que trabalhem com códigos diferentes. O BSC é um protocolo de controle de enlace desenvolvido pela IBM. A resposta pode ser positiva através de um ACK. Tabela 7. etc. ele utiliza caracteres de um determinado código fonte para delimitação do texto da mensagem e para funções de supervisão e controle da troca de mensagens entre os equipamentos conectados. Este conjunto prevê códigos especiais para funções de controle. É bastante comum que as unidades de informação sejam códigos pertencentes ao conjunto ASCII (American Standart Code for Information Interchange). O BSC é um protocolo orientado a caracter. 7. Todos estes protocolos são baseados nos mesmos princípios. NAK ou WACK. Um dos protocolos orientados a caracteres mais conhecidos é o protocolo BSC (Binary Synchronous Communications). SOH Cabeçalho STX Texto ETX BCC Figura 7. exceto o último que é terminado com ETX. “SYN”.1 – Caracteres de controle e supervisão utilizados no protocolo BSC A estação que deseja iniciar a transmissão envia a sequência ENQ. . Caso a estação primária receba um ENQ sem ter iniciado um pedido de transmissão.5 – Estrutura típica de um quadro no protocolo BSC Uma mensagem pode ainda ser dividida em quadros para facilitar sua manipulação e reduzir a possibilidade de erros de transmissão. ela responde com ACK. Obviamente. Assim. A estrutura da mensagem de informação é mostrada na figura 7. O destinatário deve ser capaz de reconhecer os caracteres de sincronismo e a partir deste momento. A seguir estudaremos os protocolos orientados a caracter e os protocolos orientados a bit. isto é. a estação secundária só ganha o controle da linha se a estação primária não a estiver utilizando. interpretar o restante do quadro. Neste caso. sendo o último bit o de “paridade ímpar”. são independentes dos códigos utilizados. ou caso a estação não esteja pronta para receber. um quadro é composto de um número inteiro de caracteres de um determinado código. cada quadro é terminado pelo caracter ETB. tais como “ETB”.2. Os caracteres de controle e supervisão usados com o protocolo BSC são: Caractere SYN SOH STX ITB ETB ETX ENQ ACK0/ACK1 WACK NAK OLE RVI TTD DLEEDT Significado Caractere de sincronização (Synchronous Idle) Início de cabeçalho Início de texto Fim de transmissão de quadro intermediário Fim de transmissão de quadro Fim do texto Verifica estado da estação Reconhecimento positivo Reconhecimento positivo (espere antes de enviar) Reconhecimento negativo Usado para permitir transparência Interrupção reversa Usado para indicar demora temporária no envido de texto e evitar fim da temporização (time-out) Sequência de desconexão para uma linha comutada.

permitindo assim que a outra estação a utilize.6 apresenta um exemplo de protocolo orientado a bits. como um caractere de dados. no modo transparente. permitir que qualquer configuração de bits seja transmitida pelo usuário. representadas nas unidades mínimas de informação. O campo de "controle" identifica o tipo do quadro (informação. 1 0 1 1 0 Informações produzidas nas camadas inferiores Procedimento da camada de enlace de dados Delimitador (flag) 01111110 End. O campo de "checksum" carrega bits de redundância para a detecção de erros no quadro recebido. Nos protocolos orientados a bit.2 Protocolos Orientados a bits A camada de enlace recebe das camadas superiores as informações a serem enviadas. para a camada de enlace de dados. Para obter transparência. destino 00000001 Controle * 00000000 info 10110 Checksum (CRC ) 10101101 delimitador 01111110 Figura 7..Procedimento de protocolo orientado a bit Na figura 7. os bits de informação foram colocados em um único quadro. além de informações referentes ao número de sequência e reconhecimento. Nos diálogos com a outra máquina. Os quadros emitidos por esta estação são chamados "comandos".2. pode existir a confirmação do recebimento do referido grupo. .Estação primária: controla a operação do enlace. a estação que a estava transmitindo envia um ETD para indicar este fato e não tenta utilizar a linha novamente durante um certo intervalo de tempo. Protocolo de enlace HDLC A família de protocolos HDLC (High Level Data Link Control) é orientada a bit.3. Cada quadro possui um delimitador de início e um delimitador de fim.7 . O campo de "informação" carrega os dados recebidos da camada superior. Tais bits devem ser agrupados de modo que haja responsabilidade pela entrega de cada grupo de bits.. 7. 7. o BSC tem um modo transparente.). Apostila de Telecomunicações e Redes 1  69 Ao terminar a transmissão de uma mensagem.6. O campo "endereço" é utilizado para a identificação do receptor. a) Os três tipos de estações são: 1. a camada de enlace trata conjuntos de bits cujos significados lhe são irrelevantes.6 – Exemplo de transferência de informações utilizando o protocolo BSC. sendo resultado do esforço de padronização desenvolvido pela ISO (International Organization for Standardization). Para satisfazer uma variedade de requerimentos. Qualquer caractere de controle que seja precedido pelo caractere DLE será reconhecido. o qual apresenta um formato genérico comum a todos os protocolos orientados a bit. Host A Posso transmitir ? Aí vai parte da msg Aí vai o resto da msg Não tenho mais msg ENQ STX Texto ETB BCC STX Texto ETX BCC EOT Host B ACK0 ACK1 ACK0 ENQ Sim Recebi mensagem OK Recebi mensagem OK Posso transmitir? Figura 7. o protocolo HDLC define três tipos de estações. supervisão. ou seja. . A figura 7. duas configurações de enlace e três modos de operações de transferência de dados.

Qualquer uma das estações combinadas pode iniciar a transmissão sem receber permissão da outra estação combinada. b) As duas configurações de enlace são: 1.Configuração não balanceada: usada em ligações ponto-a-ponto ou multiponto. Todas as transmissões são feitas em blocos e um único formato de bloco é estabelecido para todas as trocas de dados e de controle.6 mostra a estrutura de um quadro HDLC e seus respectivos campos: FLAG 8 bits ENDEREÇO 8 bits ou + pode ter 1 ou + octetos CONTROLE 8 ou 16 bits DADOS tamanho variável FCS 16/32 bits FLAG 8 bits Figura 7. Os quadros emitidos pela estação secundária são chamados "respostas". O modo de resposta normal é usado em linhas multiponto onde alguns terminais são conectados a um computador. A estação primária mantém um enlace lógico separado com cada estação secundária na linha. Fica sob a responsabilidade da estação primária o controle da linha. c) Os três modos de operação de transferência de dados são: 1. incluindo inicialização. Após identificar o flag inicial. enviar uma resposta sem esperar por um comando). 3. 3. O computador consulta cada terminal para transmissão. .Modo de resposta normal (NRM): usado em configurações não balanceadas. o receptor examina a sequência de bits. Quando uma configuração de cinco 1's aparece. a sincronização a nível de quadro.8 . então. a estação emissora está sinalizando uma condição de aborto. O transmissor irá sempre inserir um bit 0 extra após cada ocorrência de cinco bits 1's consecutivos no quadro (exceto no campo FLAG). 7. Para determinar este problema. a estação secundária pode iniciar a transmissão sem permissão explícita da primária (isto é. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  70 2. Com o uso da técnica de bit stuffing. a estação continua procurando a sequência de flag para determinar o final do quadro.Configuração balanceada: usada somente em conexões ponto-a-ponto. Um único flag pode ser usado como término de um quadro e início de outro. Esta propriedade é conhecida como "transparência de dados". 2. uma vez que ele não apresenta o "overhead" do polling. Enquanto está recebendo um quadro. a combinação é aceita como um flag. O modo balanceado assíncrono faz um uso mais eficiente de ligações ponto-a-ponto full-duplex.Modo de resposta assíncrona (ARM): usado em configurações não balanceadas.1 Estrutura do Quadro O HDLC usa transmissão síncrona.Modo balanceado assíncrono (ABM): usado em configurações balanceadas. Esta configuração consiste de duas estações combinadas e suporta transmissões half-duplex e full-duplex. Todas as estações ativas ligadas à linha ficam continuamente esperando por uma sequência de flag para sincronizar no início de um quadro. No entanto.Estação combinada: combina as características das estações primária e secundária.3. uma vez que um quadro HDLC permite qualquer configuração de bits. qualquer configuração de bits arbitrária pode ser inserida no campo de dados de um quadro. o sexto bit é examinado. um procedimento conhecido como "bit-stuffing" é usado. A estação primária pode iniciar a transferência de dados para uma secundária mas a secundária só pode transmitir dados em resposta a um comando (POLL) da primária. Se o sexto bit é 1 e o sétimo é 0. destruindo. O modo de resposta assíncrona raramente é usado. Uma estação combinada pode emitir comandos e respostas. Neste modo. recuperação de erros e desconexão lógica. A figura 7. 2. não existe garantia de que a configuração 01111110 não irá aparecer dentro do quadro.Estrutura típica do quadro no protocolo HDLC CAMPO FLAG : o campo FLAG delimita o quadro em ambas extremidades com uma configuração única de bits dada por 01111110.Estação secundária: opera sob o controle da estação primária. Esta configuração consiste de uma estação primária e uma ou mais estações secundárias e suporta tanto a transmissão half-duplex quanto a full-duplex. O NRM é também usado em configurações ponto-a-ponto no caso particular de conexão de um terminal ou outro periférico ao computador. Se o sexto e o sétimo bits são ambos iguais a 1.

Este campo não é necessário em ligações ponto-a-ponto. Balanced Mode Extend" 1 1 1 1 0 0 0 "Disconnect Mode" 1 1 0 0 0 1 0 "Request Disconnect" Mnemônio I RR REJ RNR SREJ UI SNRM DISC UP UA SIM RIM CMDR SARM SARME SNRME SABM XID SABME DM RD Padronização pelo HDLC C/R C/R C/R C/R C/R C/R C C/R C R C R R C/R C C C C/R C R R Tabela 7.Bit com função de supervisão M . mas deve ser incluido sempre para garantir a uniformidade. A configuração 11111111 é interpretada. como sendo um endereço de difusão . CAMPO FCS (Frame Check Sequence): é aplicado sobre todos os bits do quadro com exceção dos campos de flag. O campo pode conter qualquer sequência de bits.N° de sequência na recepção pela estação transmissora S .9 – Formato dos quadros de controle do protocolo HDLC Onde: Ns . tanto na forma básica quanto na estendida. indica que todas as estações secundárias devem receber o quadro.N° de sequência no envio pela estação transmissora Nr .Bit de Poll/Final O quadro de configuração dos campos de controle é apresentado a seguir: Campo de Controle Comando / Resposta 1 2 3 4 5 6 7 8 0 S S S R R R Informação 1 0 0 0 R R R "Receive Ready" 1 0 0 1 R R R "Reject" 1 0 1 0 R R R "Receive Not Ready" 1 0 1 1 R R R "Selective Reject" 1 1 0 0 0 0 0 Informação não numerada 1 1 0 0 0 0 1 "Set Normal Response Mode" 1 1 0 0 R R R "Disconnect" 1 1 0 0 1 0 0 "Un-numbered Pool" 1 1 0 0 1 1 0 "Un-numbered Acknowledge" 1 1 1 0 0 0 0 "Set Inicialization Mode" ou "Request Inicialization Mode" 1 1 1 0 0 0 1 "Command Reject" (Resposta) 1 1 1 1 0 0 0 "Set Async. Um endereço possui.2 – Quadro completo especificando os campos de controle de um quadro HDLC . A figura abaixo mostra o formato geral do CAMPO DE CONTROLE (modo básico). Response Mode" 1 1 1 1 0 1 0 "Set Async. Response Mode Extend" 1 1 1 1 0 1 1 "Set Normal Response Mode Extend" 1 1 1 1 1 0 0 "Set Async. Seu tamanho não é definido no padrão mas é limitado em um tamanho máximo por uma implementação. normalmente. CAMPO DE CONTROLE : o HDLC define 3 tipos de quadros. Quadros Supervisão(S) e quadros não numerados (U). Um FCS opcional de 32 bits usando o CRC-32 pode ser empregado se o tamanho do quadro ou a qualidade da linha determinarem esta escolha.Bit de controle de ligação P/F . O FCS normal é o CRC-16 definido pela CCITT. O oitavo bit em cada octeto é 1 ou 0 indicando se o octeto é ou não o último octeto do campo de endereço. Formatos Informação Supervisão Controle 1 I S U 0 1 1 2 0 1 3 NS S M 4 S M 5 P/F P/F P/F 6 7 Nr Nr 8 Bits do campo de controle M M M Figura 7. Balanced Mode" 1 1 1 1 1 0 1 "Exchange Identification" 1 1 1 1 1 1 0 "Set Async. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  71 CAMPO DE ENDEREÇO: o campo de endereço é usado para identificar a estação secundária que transmite ou recebe o quadro. CAMPO DE DADOS: este campo só existe nos quadros tipo I e em alguns quadros tipo U. mas pode ser usado um formato estendido no qual o tamanho do endereço é um multiplo de sete bits. isto é. 8 bits. Quadros de informação (tipo I) que transportam os dados do usuário. cada um com um formato diferente do campo de controle.

1 são.10 – Formato dos quadros de controle do protocolo HDLC 7. SIM. confimados como recebidos sem problema. cada estação relata continuamente seus Ns e Nr à outra.3. que existe em cada estação endereçada por uma oportunidade de resposta. SABM. Pode ser útil. não são permitidas transmissões a partir da estação secundária.1 (inclusive). os únicos quadros I aceitos serão aqueles numerados sequencialmente e em ordem seguindo ao quadro solicitado.1 (inclusive) são assim confirmados.O quadro de supervisão que indica "recepção concluída"é usado por uma estação para indicar que está pronta para receber um quadro de informação. Na operação de uma rede comutada. Os quadros de informação numerados até Nr . aqueles numerados de Nr (inclusive) em diante. 1 I S U 0 1 1 0 1 S M S M 2 3 4 5 NS x P/F 6 x M 7 x M 8 x M 1 P/F P/F P/F 2 3 4 5 Nr 6 7 8 x x x x x x x Figura 7. RNR .Esse comando é usado para realizar uma desconexão lógica: informa à estação receptora que a estação transmissora está suspendendo a operação com esta respectiva estação secundária (ou balanceada). SABME. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  72 O campo de controle pode ser estendido para ser usado por quadros S e I que empregam números de sequência com 7 bits ao invés de 3 bits.1 são reconhecidos como aceitos. por exemplo. bem como do quadro que se espera receber em seguida. para dados de inicialização do enlace. A norma não define o processo de controle para organizar as respostas. UI ou NSI . Quando se está processando a troca de informação. Os quadros de informação numerados até Nr . Não há resposta exigida para o UI. Sendo transmitido um SREJ. Quando uma estação que está transmitindo recebe um RNR. estabelecendo uma condição operacional lógica.É usado para transferir campos de informação não sequenciados através de um enlace. A figura abaixo mostra o formato geral do campo de controle do modo estendido. este comando também pode ser usado para dar início a uma desconexão física. SNRM .Esse quadro de supervisão é usado por uma estação para solicitar a retransmissão de quadros de informação iniciando com o número de Nr. REJ . que também não são confirmadas. não são confirmados.Essa resposta de "confirmação não seqüenciada" é usada para confirmar o recebimento e aceitação dos seguintes comandos não numerados: SNRM. SARME. onde todos os campos de controle têm um octeto de comprimento. a não ser que solicitadas pela primária. UP . DISC . SARM. Uma estação primária pode usar o comando RR com o bit P setado em 1. RR .2 Definição dos comandos e respostas no HDLC I . a nível de inicialização do link. "convidá-las" a transmitir). Uma estação secundária desconectada não poderá receber ou transmitir quadros de informação: fica desconectada até que receba um comando SIM ou SNRM. Assim. DISC e RSPR. e os seguintes (se tiverem sido enviados outros).É usado por uma estação para solicitar a retransmissão de um único quadro de informação: o de número Nr. completando ou abortando o quadro em andamento. SIM . o que confirma o recebimento dos quadros de informação numerados até Nr .O Poll não numerado é usado para solicitar quadros de resposta a partir de uma única estação secundária ("individual poll"). Os campos Nr e Ns fornecem a sequenciação do quadro que está sendo enviado. na estação remota.Esse quadro de supervisão é usado por uma estação para indicar impossibilidade temporária de aceitar outros quadros de informação. SREJ . Os quadros de informação numerados até Nr . assim. UA .Comando usado para ativar procedures especificadas pelo sistema. o campo de informação pode ser perdido ou duplicado se ocorrer uma condição de excecução durante a transmissão do quadro UI. para fazer polling com estações secundárias (isto é. Esse comando subordina a estação secundária receptora à estação primária que transmitiu o SNRM.Indica um quadro sequenciado de informação. . SNRME.O referido comando é usado para colocar em "Normal Respose Mode"(NRM) a estação secundária endereçada. Devido à ausência de verificação dos números de sequência. deve parar de transmitir dentro do menor tempo possível.

ele deve executar uma série de procedimentos antes de liberar o buffer para o recebimento de mais dados. O mecanismo da janela deslizante permite que o emissor envie mais de um quadro sem esperar a confirmação do receptor. Os números de sequência dentro da janela de transmissão representam quadros enviados mas não confirmados. Por sua vez. e este foi recebido dentro do quadro. Para estes casos. não serão aceitas transmissões de comandos até que a condição RIM seja resetada. existem casos em que o transmissor quebra o bloco grande em pequenos blocos e os envia um de cada vez. fará com que a estação repita o RIM.3 Controle de Fluxo e Sequenciamento Os protocolos da família HDLC realizam o controle de fluxo e de seqüência através de um mecanismo baseado na buferização de mensagens denominado Mecanismo da Janela Deslizante.Usado para colocar a estação endereçada no Modo de Resposta Balanceado (MRB). Sempre que o transmissor envia um quadro ele guarda uma cópia até que o mesmo seja confirmado pelo receptor. SABM . o transmissor deve considerar que o quadro não chegou ao destino e retransmití-lo.Usado para indicar a solicitação de uma desconexão. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  73 RIM . São considerados os comandos recebidos dentro das seguintes características: a) não implementados na estação receptora (essa categoria inclui comandos de configuração inexistente). O emissor então.O comando de troca de identificação é usado para forçar a estação endereçada a reportar sua identificação e outras características e. então. Quando os dados são recebidos. XID . Normalmente o receptor aloca um buffer de dados com um tamanho máximo. o procedimento descrito anteriormente é inadequado. . caso seja desconhecido o endereço específico da estação secundária. CMDR . isto é. No entanto. Por exemplo. ao esgotar este tempo. SARM . bem como os valores que delimitam a janela de transmissão (limite inferior e limite superior ). quando esta recebe um comando não válido. A forma mais simples de controle de fluxo é conhecida como "stop and wait".Esta resposta é transmitida por uma estação secundária no modo NRM. Os números de sequência dentro da janela de transmissão representam quadros variados mas não confirmados. bem como os valores que delimitam a janela de recepção.3. Nesta forma o receptor indica a sua disposição em aceitar dados enviando um "pool" ou respondendo a um "select". d) o número Nr recebido da estação primária não concorda com o número Ns que foi enviado à mesma. Este procedimento é adequado para o caso em que a mensagem é enviada em um único bloco de dados. DM . Para isto. c) o comando recebido não permite o campo de Informação. opcionalmente."Request for Initialization Mode" é transmitido por uma estação para notificar a estação primária da necessidade de um comando SIM. Sempre que o transmissor envia um quadro ele guarda uma cópia até que o mesmo seja confirmado pelo receptor. RD . b) campo de informação muito longo para ser recebido nos buffers da estação receptora. o receptor mantém uma variável que indica o número de sequência do próximo quadro a ser recebido (N(S)). O controle de fluxo é uma técnica que assegura que uma estação transmissora não sobrecarrega uma estação receptora. o transmissor deve considerar que o quadro não chegou ao destino e retransmití-lo. fornecer a identificação da estação transmissora à estação remota. O recebimento de qualquer comando. para um campo de sequência que tenha um comprimento de 3 bits. Esse comando pode usar o endereço global.Esta resposta é usada para relatar status não operacional de uma estação que está logicamente desconectada do enlace e não pode aceitar o comando de estabelecimento de um modo (MRN ou MRA). 7.É usado para colocar a estação secundária endereçada em modo de resposta assíncrona (ARM). Após a recepção. Existe um limite máximo de tempo que o transmissor pode aguardar pela chegada de uma confirmação. ao esgotar este tempo. teremos a variação do número de sequência dos quadros de 0 até 7 ( 23-1). Todos os quadros contém um número de sequência que varia de 0 a um valor máximo. pela recepção de um RIM ou DISC. que não seja um SIM ou DISC. Existe um limite máximo de tempo que o transmissor pode aguardar pela chegada de uma confirmação. Este valor máximo normalmente é dado por 2n-1 onde n é o tamanho (em bits) do campo de sequência do quadro. transmite seus dados. o transmissor mantém atualizada uma variável que indica o número de sequência do próximo quadro a ser enviado (N(S)). Nesse comando o campo de informação é opcional: se usado deve conter a identificação da estação transmissora. o receptor deve indicar novamente a sua disposição em aceitar mais dados antes que eles sejam enviados.

sistemas que estão abertos à comunicação com outros sistemas. Uma camada deve ser criada quando um diferente grau de abstração se faça necessário. isto é. O modelo OSI é mostrado na figura 7. No nível 1 existe uma comunicação física com a outra máquina. 1983). até que o nível 1 seja alcançado. Quando o projetista de uma rede decide quantos níveis vai incluir na rede e o que cada um deles faz. Cada nível passa os dados e informações de controle para o nível imediatamente inferior.. A interface define as operações primitivas e os serviços que o nível inferior oferece ao nível superior. Do outro lado. cada um construído sobre o seu predecessor. de forma a evitar a repetição de funções e não tornar a arquitetura difícil de controlar. A maioria dos softwares de comunicação são organizados como um conjunto de camadas ou níveis. 4. Cada camada deve executar uma função bem definida. até chegar à camada mais alta. livrando aqueles níveis dos detalhes de como os serviços oferecidos são realmente implementados. o nome de cada nível e a função de cada nível diferem de uma rede para outra. Por uma questão de praticidade. uma das tarefas mais importantes é definir claramente as interfaces entre os níveis. 2. o processo se inverte: cada camada retira as informações que lhe pertencem e repassa para a camada superior o campo de dados da unidade recebida. Na realidade. ao contrário da comunicação virtual usada pelos outros níveis. A figura 7.. A definição das camadas foi baseada nos seguintes princípios: 1. Entre cada par de níveis adjacentes existe uma interface. O número de níveis. Os limites de cada camada devem ser escolhidos de forma a minimizar o fluxo de informações entre as interfaces.ou seja. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  74 7.1 apresenta o modelo de Referência OSI de 7 camadas e ilustra este conceito. O nível n de uma máquina mantém uma conversação com o nível n de outra máquina. nenhum dado é transferido diretamente de um nível n em uma máquina para o nível n de outra máquina (exceto no nível 1). O modelo OSI tem sete camadas. em todas as redes. Esse modelo é baseado em uma proposta desenvolvida pela ISO (Internacional Standards Organization) como um primeiro passo na direção da padronização internacional dos protocolos usados nas diversas camadas (Day e Zimmermann. o propósito de cada nível é oferecer serviços para os níveis mais altos.1 (menos o meio físico). As entidades compreendidas em níveis correspondentes em máquinas diferentes são chamadas processos pares. 4 3 2 1 Transporte Rede Enlace Física Host A Protocolo de Transporte Apresentação Protocolo de Apresentação Apresentação PPDU Sessão Protocolo de Sessão Sessão Transporte Rede Enlace Física Host B SPDU TPDU Pacote Quadro Bit Limite da sub-rede de comunicação Rede Enlace Física Roteador Rede Enlace Física Roteador Protocolo de sub-rede interna Figura 7.11 – Modelo de Referência OSI – ISO . No entanto. A função de cada camada deve é escolhida observando-se a definição de protocolos padronizados internacionalmente. Em outras palavras. O nome desse modelo é Modelo de Refência OSI (Open Systems Interconnection). vamos chamá-lo de modelo OSI. 5. devido a complexidade do software de comunicação. 3. são os processos pares que se comunicam usando o protocolo.4. APDU 7 Aplicação Aplicação Interface dos níveis 6/7 6 Interface dos níveis 5/6 5 . As regras e convenções desta conversação são definidos como o "protocolo do nível n". pois ele trata de interconexão de sistemas abertos . existe a necessidade de separar partes do projeto a fim de vencer a tarefa por etapas. O Modelo de referência OSI As redes de computadores modernas são projetadas de forma altamente estruturada. O número de camadas não deve ser nem muito grande nem muito pequeno.

Freqüentemente . Para executar essa tarefa. Nesse caso. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  75 Em seguida. em geral. quando um lado envia um bit 1. 7.1 A Camada Física A camada física trata de transmissão de bits brutos através de um canal de comunicação. que fica abaixo da camada física. surgirá uma nova complicação para o software da camada de enlace de dados. Pelo menos. embora eles não pertençam ao modelo de referência propriamente dito. várias transmissões do mesmo quadro criam a possibilidade de existirem quadros repetidos. têm algumas centenas ou milhares de bytes). a forma como a conexão inicial será estabelecida e de que maneira ela será encerrada. o outro lado o receba como um bit 1. A camada de enlace dos dados pode oferecer diferentes classes de serviço para a camada de rede. otimizando a transmissão. Pra tal. cabe à camada de enlace de dados criar e reconhecer os limites do quadro. Cada um deles foi publicado como um padrão internacional distinto. Nessa situação. o software deve contar quantos pacotes ou caracteres ou bits são enviados . o fato de a transmissão poder ser ou não realizada nas duas direções.4. Deve ser empregado algum mecanismo de controle de tráfego para permitir que o transmissor saiba o espaço de buffer disponível no receptor. O projeto da rede deve garantir que. Se a linha puder ser usada para transmitir dados em ambas as direções. O piggybacking consiste em mandar a confirmação do recebimento do quadro da outra estação no quadro de dados que está sendo enviado a ela. elétricas e procedurais e ao meio de transmissão físico. Como os operadores da sub-rede em geral são remunerados pelo trabalho que fazem. O problema é que os quadros de reconhecimento necessários ao tráfego de A pra B disputam o uso da linha com os quadros do tráfego de B para A. começando pela camada inferior. Uma questão de fundamental importância para o projeto de uma rede diz respeito ao modo como os pacotes são roteados da origem para o destino. são incluídos padrões de bit especiais no início e no fim do quadro. a camada de enlace de dados da máquina de origem deverá retransmitir o quadro. ”amarradas” à rede e que raramente são alteradas. transmita-os seqüencialmente e processe os quadros de reconhecimento pelo receptor. Estas podem ser determinadas no início de cada conversação. O controle desse congestionamento também pertence à camada de rede. 7.2 A Camada de Enlace de Dados A principal tarefa da camada de enlace de dados é transformar um canal de transmissão bruta de dados em uma linha que pareça livre dos erros de transmissão não detectados na camada da rede. a fim de refletir a carga atual da rede. discutiremos cada uma das camadas do modelo. esse controle de fluxo e o tratamento de erros são integrados. As rotas podem se basear em tabelas estáticas. Nesse caso. Se esses padrões de bit puderem ocorrer acidentalmente nos dados. Cabe a essa camada resolver os problemas causados pelos quadros repetidos. deve haver uma função de contabilização na camada de rede. Elas também podem ser altamente dinâmicas. No entanto. Esse problema é resolvido por uma subcamada especial da camada de enlace de dados. Um quadro repetido poderia ser enviado caso o quadro de reconhecimento enviado pelo receptor ao transmissor fosse perdido. não como um bit 0. como por exemplo em uma sessão de terminal. provocando engarrafamentos.3 A camada de Rede A camada de rede controla a operação da sub-rede. As redes de difusão têm outra questão na camada de enlace de dados: como controlar o acesso ao canal compartilhado. eles dividirão o mesmo caminho. Observe que o modelo OSI em si não é uma arquitetura de rede. a camada de enlace de dados faz com que o emissor divida os dados de entrada em quadros de dados (que. sendo determinadas para cada pacote. será preciso um cuidado especial para garantir que os padrões não sejam incorretamente interpretados como delimitados de quadro. Um ataque de ruído na linha pode destruir completamente um quadro. No entanto. Foi criada uma solução inteligente (o piggybacking) para essa situação.4. a quantidade de microssegundos que um bit deve durar. as questões mais comuns são as seguintes: a quantidade de volts a ser usada para representar um bit 1 e um bit 0. a ISO produziu padrões para todas as camadas. Ele apenas informa o que cada camada deve fazer. a subcamada de acesso ao meio. Outra questão decorrente da camada de enlace de dados (assim como da maioria das camadas mais altas) é a forma como impedir que um transmissor rápido seja dominado por um receptor de dados muito lento. perdidos e danificados. cada qual com qualidade e preço diferentes.4. Como a camada física apenas aceita e transmite um fluxo de bits sem qualquer preocupação em relação o significado ou à estrutura. pois não especifica os serviços e os protocolos que devem ser usados em cada camada. e a quantidade de pinos que o conector da rede precisará e de que maneira eles serão utilizados. 7. Se houver muitos pacotes na sub-rede ao mesmo tempo. as questões de projeto dizem respeito às interfaces mecânicas.

a camada de transporte cria uma conexão de rede diferente para cada conexão de transporte exigida pela camada de sessão. se a criação ou manutenção de uma conexão de rede for cara. É na camada de rede que esses problemas são resolvidos. Esse mecanismo é chamado de controle de fluxo e desempenha um papel fundamental na camada de transporte (assim como em outras camadas).4. os protocolos são trocados entre cada uma das máquinas e seus vizinhos. e não entre as máquinas de origem e de destino.1 Muitos hosts são multiprogramados. 7. Se. que liga a origem ao destino. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  76 por cada cliente. Para gerenciar essas atividades. em última instância. Os protocolos também poderão ser diferentes. Se o tráfego só puder ser feito em uma direção de cada vez (como acontece em uma estrada de ferro).4. a conexão de transporte precisar de um throughput muito alto. Isso exige mecanismo de denominação que permita a um processo de uma máquina descrever com quem deseja conversar. criar alguma forma de determinar a qual conexão uma mensagem pertence. a camada de rede. de modo que um host rápido não possa sobrecarregar um host lento. Um dos serviços da camada de sessão é gerenciar o controle de tráfego. permitindo que redes heterogêneas sejam interconectadas. É preciso. Um dos serviços da camada de sessão é o gerenciamento de token. no entanto. a camada de transporte poderá multiplexar diversas conexões de transporte na mesma conexão de rede para reduzir o custo. Essas informações podem ser colocadas no cabeçalho de transporte (H4 ou Header do protocolo da camada 4 do modelo OSI – ISO). Conseqüentemente. Nas redes de difusão. assim como faz a camada de transporte. Por outro lado. O controle de fluxo entre os hosts é diferente do controle de fluxo entre os roteadores. No entanto.4. embora sejam aplicados a eles princípios semelhantes. Além disso. a camada de transporte é necessária para tornar a multiplexação transparente em relação à camada de sessão. a camada de transporte deverá criar várias conexões de rede. Em todos os casos. a camada de sessão poderá ajudar a monitorar esse controle. tudo tem de ser feito com eficiência e de forma que as camadas superiores fiquem isoladas das inevitáveis mudanças na tecnologia de hardware.5 A camada de Sessão A camada de sessão permite que os usuários de diferentes máquinas estabeleçam sessões entre eles. Em condições normais. costuma ser pequena. é ilustrada na figura 7. O endereçamento utilizado para rede poderá ser diferente. Para alguns protocolos. um programa da máquina de origem mantém uma conversa com um programa semelhante instalado na máquina de destino. e as camadas de 4 a 7. quando existe. dividindo os dados entre as conexões de rede para melhorar o throughput. Uma sessão pode ser usada para permitir que um usuário estabeleça um login com um sistema remoto de tempo compartilhado ou transfira um arquivo entre duas máquinas. utilizando cabeçalhos de mensagem e mensagens de controle. O tipo de conexão de transporte mais popular é o canal ponto livre de erros que libera mensagens ou bytes na ordem em que eles são enviados. outros tipos possíveis de serviço de transporte são as mensagens para muitos destinos. aos usuários da rede. Talvez a segunda rede não aceite seu pacote devido o tamanho. que podem estar separadas por muitos roteadores. portanto. mas ela oferece também serviços aperfeiçoados que podem ser de grande utilidade em algumas aplicações. Uma sessão permite o transporte de dados normal. Além de multiplexar diversos fluxos de mensagem em um canal. Nas camadas inferiores. isso significa que muitas conexões estarão entrando e saindo de cada host. o que permitirá a produção de informações para tarifação. onde se pratica uma taxa de cada lado. o problema de roteamento é simples e. a camada de sessão oferece tokens para serem trocados. As sessões podem permitir o tráfego em ambas as direções ao mesmo tempo ou em apenas uma direção de cada vez. é fundamental importância que ambos os lados não executem a mesma operação ao mesmo tempo. que são fim a fim. que são encadeadas. 7. A camada de transporte também determina o tipo do serviço que será oferecido à camada de sessão e. Quando um pacote tem que viajar de uma rede para outra até chegar a seu destino. O tipo de serviço é determinado quando a conexão é estabelecida. Quando um pacote cruza uma fronteira nacional. determinadas operações só podem ser executadas pelo lado que está mantendo o token. também cabe à camada de transporte estabelecer e encerrar conexões pela rede. A camada de transporte é uma verdadeira camada fim a fim. . Em outras palavras. Deve haver um mecanismo para controlar o fluxo de informações. a contabilização pode se tornar complicada. dividi-lo em unidades menores em caso de necessidade. A camada de Transporte A função básica da camada de transporte é aceitar dados da camada de sessão. A diferença entre as camadas de 1 a 3. no entanto. passá-los para a camada de rede e garantir que todas essa unidades cheguem corretamente à outra extremidade. podem surgir muitos problemas.

as estruturas de dados intercambiadas podem ser definidas de uma forma abstrata.unidade de dados de protocolo .unidades de dados de interface . Considere o trabalho de um editor de tela inteira que deve trabalhar com vários tipos de terminal. Após ser abortada. O que é overhead de protocolo? O que é encapsulamento de dados? O que é trailler ou cauda nas PDU´s? Para que serve? Por que um protocolo orientado a caracteres não é indicado para utilização atualmente? Quais os 3 tipos de quadros utilizados pelo protocolo HDLC? . Por exemplo. A maioria dos programas destinados a usuários não faz um intercâmbio de seqüências de bits binárias aleatórias. entre outras coisas. esse software executará a sequência de comandos apropriada para que o terminal real também o envie para a mesma posição. por exemplo). Esse trabalho também pertence à camada de aplicação.6 A camada de Apresentação Ao contrário das camadas inferiores. Para eliminar esse problema. a entrada de tarefas remotas. Para permitir que computadores com diferentes representações se comuniquem. movimentação do cursor etc. quando o editor mover o cursor do terminal virtual para o canto superior esquerdo da tela. Diferentes sistemas de arquivos têm diferentes convenções de denominação de arquivos e diferentes formas de representação de linhas de texto. inteiros. números com ponto flutuante e estruturas de dados compostas por uma série de ítens mais simples.entidades de protocolo . Para manipular cada tipo de terminal. assim como o correio eletrônico.7 A camada de Aplicação A camada de Aplicação contém uma série de protocolos que são comumente necessários. A camada de apresentação gerencia essas estruturas de dados abstratas e converte a representação utilizada dentro do computador na representação padrão da rede. 7.4.relação entre serviço e protocolo . Uma das maneiras de se resolver esse problema é definir um terminal virtual de rede. existem centenas de tipos de terminal incompatíveis no mundo.4.unidade de dados de serviço . datas.serviço N . Por exemplo. por exemplo). entre outras coisas. valores monetários e notas fiscais.pontos de acesso ao serviço N (SAPs) Exercícios: 1) 2) 3) 4) 5) 6) 7) 8) 9) O que é multiplexação? Quais os tipos existentes? Qual tipo é utilizada nas redes locais? Quais as políticas de tratamento de erros existentes? Qual delas se aplica na transmissão isócrona? Para que serve o controle de fluxo em uma rede? E o controle de seqüência? Cite 2 políticas de acesso ao MT que podem ser aplicadas em uma rede local (802. Os computadores têm diferentes códigos para representar os strings de caracteres (como ASCII e Unicódigo. e os inteiros (o complemento de um e o complemento de dois. 7. Terminologia OSI . Considere os problemas que podem ocorrer quando se está tentando fazer uma transferência de arquivos que tem a duração de duas máquinas cujo tempo médio entre falhas seja de uma hora. Esses programas fazem um intercâmbio de ítens como nomes. quando ocorrer uma falha. é necessário tratar essas e outras incompatibilidades. a camada de sessão oferece uma forma de inserir pontos de sincronização no fluxo de dados.3 e 802. de modo que. Um exemplo típico de um serviço de apresentação é a codificação de dados conforme o padrão estabelecido.5). Todos softwares do t. Os ítens são representados como strings de caracteres. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  77 Outro serviço de sessão é a sincronização. por sua vez. Para transferir um arquivo entre dois sistemas diferentes. a camada de apresentação se preocupa com a sintaxe e a semântica das informações transmitidas. de controle) . que. deve ser criado um elemento de software que permita mapear as funções do terminal virtual de rede para terminal real. e vice-versa. que tornam confiável o processo de movimentação de bits de uma extremidade à outra da ligação.IDU (SDU + inform. cada transferência seria reiniciada e provavelmente falharia na nova tentativa. apenas os dados transferidos depois do ponto de sincronização tenham de ser repetidos. têm diferentes layouts de tela e seqüências de escape para a inserção e exclusão de textos. Outra função da camada de aplicação é a transferência de arquivos. a pesquisa de diretórios e uma série de outros recursos específicos e genéricos. virtual estão na camada de aplicação. juntamente com a codificação padrão a ser utilizada durante a conexão. para o qual possam ser desenvolvidos editores e outros tipos de programa.

Utilize: SABM – Estabelecimento da conexão UA – Aceitação de quadros não numerados RR – Receive Ready RD – Request Disconnect e quadros do tipo (I)nformação. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  78 10)Utilizando o protocolo de enlace HDLC. descreva um cenário de comunicação entre A e B. onde A envia um quadro de dados para B e após. perdidos ou danificados ) Um editor de texto deve funcionar em rede com N tipos de terminais diferentes ) Permite a comunicação de computadores que utilizam diferentes representações para os dados ) Insere pontos de sincronização no fluxo de dados . 11)Ainda com relação ao HDLC. como o caso do correio eletrônico ) Resolve problemas causados por quadros repedidos. (S)upervisão e (U)Controle. associe as colunas: (1) Estação primária ( ) Duas estações combinadas (2) Estação Secundária ( ) Emite comandos e respostas (3) Estação Combinada ( ) Uma estação primária e uma ou mais estações secundárias (4) Configuração não-balanceada ( ) Qualquer uma das estações combinadas pode iniciar a transmissão (5) Configuração Balanceada ( ) Emite respostas (6) Modo de resposta Normal ( ) A estação avisa quando quer transmitir (7) Modo balanceado Assíncrono ( ) Emite comandos (8) Modo de resposta Assíncrono ( ) A estação secundária só pode transmitir em resposta a um comando da primária 12) Qual camada é responsável? (1) Física (2) (3) Rede (4) (5) Sessão (6) (7) Aplicação ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ) compactação dos dados ) define a voltagem para os bits 0 e 1 ) A mensagem deve ser criptografada ) garante o envio da mensagem ) roda as aplicações dos usuários ) roteamento das mensagens ) Acrescenta trailler aos dados ) quanto deve ser a duração de um bit ( ) Estabelece e encerra conexões de rede (pela rede) ( ) diz a forma como uma conexão é estabelecida e desfeita ( ) controle de fluxo dos quadros de dados ( ) A comunicação será Half ou full-duplex? ( ) detecção de erros nos quadros de dados ( ) Quem gerencia o TOKEN? Eu quero transmitir! ( ) Os pacotes estão muito grandes e devem ser divididos ( ) cria e reconhece os limites de um quadro de dados ) Suporte para os softwares rodados num sistema. B envia 3 quadros de dados para A e solicita o encerramento da comunicação.

Já os usuários vêem a inter-rede como uma rede virtual única à qual todas as máquinas estão conectadas. Quando o protocolo se torna estável. . Para interligar duas redes distintas é necessário conectar uma máquina a ambas as redes. Já outros. Host A Aplicação Transporte Inter-rede Interface de rede Datagrama idêntico Quadro idêntico Mensagem idêntica Pacote idêntico Host B Aplicação Transporte Datagrama idêntico Gateway Inter-rede Interface de rede Interface de rede Inter-rede Interface de rede Quadro idêntico Rede física 1 Intra-rede Rede física 1 Intra-rede Figura 8. E E Rede 3 G G G Rede 1 Rede 4 G G G Rede 5 E E E Rede 2 E E E Figura 8. Para que um protocolo se torne um padrão Internet [Rose 90] é necessário documentá-lo através de uma RFC (Request for Comments). fornecido pelo Transmission Control Protocol (TCP). Para ser capaz de rotear corretamente as mensagens. A arquitetura baseia-se principalmente em um serviço de transporte orientado à conexão. fornecido pelo Internet Protocol (IP) [Postel 81b]. O corpo técnico que coordena o desenvolvimento dos protocolos dessa arquitetura é um comitê denominado IAB (Internet Activity Board). o IAB declara o protocolo como um Internet Standard. documentar. Tal máquina fica responsável pela tarefa de transferir mensagens de uma rede para a outra. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  79 8. Alguns usuários precisam de redes de alta velocidade que normalmente cobrem uma área geográfica restrita. e em um serviço de rede não-orientado à conexão (datagrama não confiável). Portanto. não importando a forma física de interconexão. e novas versões do protocolo podem ser elaboradas. O IAB é formado por pesquisadores.2 . Uma máquina que conecta duas ou mais redes é denominada internet gateway ou internet router. Os padrões TCP/IP não são elaborados por órgãos internacionais de padronização. formando assim uma inter-rede. Qualquer pessoa pode projetar. A idéia baseia-se na seguinte constatação: não existe nenhuma tecnologia de rede que atenda aos anseios de toda a comunidade de usuários. se contentam com redes de baixa velocidade que conectam equipamentos distantes milhares de quilômetros uns dos outros.1: Ilustração do conceito de inter-rede. A arquitetura Internet TCP/IP é organizada em quatro camadas conceituais construídas sobre uma quinta camada que não faz parte do modelo. As RFCs podem ser obtidas por qualquer pessoa conectada à Internet. Da análise das RFCs surgem sugestões. implementar e testar um protocolo para ser usado na Internet. a camada intra-rede [Comer 91]. A Figura 1 ilustra o conceito de inter-rede. se após decorridos aproximadamente seis meses não houver nenhuma objeção. precisam saber como as diversas redes estão interconectadas. A arquitetura Internet TCP/IP dá uma ênfase toda especial à interligação de diferentes tecnologias de redes [Comer 91]. como a ISO ou a IEEE. um dos membros do IAB propõe ao comitê que o protocolo se torne um padrão. A Figura 2 mostra as camadas e tipo de dados que fluem entre elas. Uma RFC é publicada indicando esse status e. tendo a maioria deles projetado e implementado os protocolos da Arquitetura Internet.Camadas conceituais da arquitetura Internet TCP/TP. A arquitetura da Internet TCP/IP O desenvolvimento da arquitetura Internet TCP/IP foi patrocinado pela Defense Advanced Research Projects Agency (DARPA). a única forma de permitir que um grande volume de usuários possa trocar informações é interligar as redes às quais eles estão conectados. ou seja. os gateways precisam conhecer a topologia da inter-rede.

.2. essa camada é responsável pelo : • endereçamento. A internet apresenta uma camada de interface com protocolos de diferentes tecnologias. reconhecimento etc). OSPF. Exemplo de aplicações: ping. o algoritmo de roteamento é utilizado para decidir se o datagrama deve ser passado para o nível de transporte local. se for uma placa Ethernet. O UDP é um protocolo bem mais simples e o serviço por ele fornecido é apenas a multiplexação / demultiplexação do acesso ao nível inter-rede. Não existe um protocolo de enlace específico. se for ATM. e o algoritmo de roteamento é executado para determinar se o datagrama pode ser entregue diretamente.4. EGP e GGP). IGP. é a maneira com que a camada superior se comunica com ela. Ethernet Token ring Interface Rádio x-25 HDLC Figura 8. Essas aplicações interagem com o nível de transporte para enviar e receber dados. • roteamento (direcionamento do tráfego) dos pacotes. para o funcionamento do TCP/IP. portanto se comunica através de datagramas. É nesta camada que são identificados os endereços IP. Camada inter-rede ou Internet (2) O nível inter-rede é o responsável pela transferência de dados através da inter-rede. bastando para isso que seja desenvolvida uma interface que compatibilize a tecnologia específica da rede com o protocolo IP. o FTP. O nível físico. etc. Nesse caso. O importante nesta camada. Frame Relay.3 . A camada de rede é uma camada não orientada à conexão. Para realizar essa tarefa. Camada de Interface de rede ou camada host /rede (enlace / física) (1) A arquitetura Internet TCP/IP não faz nenhuma restrição às redes que são interligadas para formar a inter-rede. O pacote é encapsulado em um datagrama IP. Dentre os protocolos da camada de Rede destaca-se inicialmente o IP (Internet Protocol). informa o endereço da máquina onde o pacote deverá ser entregue. são traduzidos para os endereços físicos dos hosts ou gateways conectados à rede. ou se deve ser repassado para um gateway. buferização. As aplicações podem usar o serviço orientado à conexão. Com base no resultado da avaliação do algoritmo de roteamento. RARP e dos protocolos de roteamento (RIP. O nível inter-rede também processa pacotes recebidos das interfaces de rede. • adaptar os tamanhos dos pacotes ao tamanho máximo suportado pela rede subjacente (segmentação e reassemblagem). ou o serviço não-orientado à conexão. fragmentação.3. enviará os quadros padrão IEEE 802. 8. • detectar e controlar situações de congestionamento na rede.1. além do ARP. Hello. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  80 8. que são endereços lógicos. enviará seus quadros específicos. Essa compatibilização é a função dessa camada que recebe os datagramas IP do nível internet ou inter-rede e os transmite através de uma rede específica. Portanto. Esse nível recebe pedidos do nível de transporte para transmitir pacotes que. ou se deve ser passado adiante através de uma das interfaces de rede. SNMP. nesse nível. ao solicitar a transmissão. desde a máquina de origem até a máquina de destino. dependendo do meio ao qual está ligada. ou seja. etc. Esta camada não possui um padrão comum.UDP [Postel 80] (serviço de datagrama não confiável). os usuários usam programas de aplicação para acessar os serviços disponíveis na inter-rede. Se o protocolo utilizado for o TCP. 8.Comunicação de uma rede Tcp / Ip 8. é de responsabilidade da placa de rede que. • dispor de um mecanismo de encapsulamento. Por exemplo. sequenciação e multiplexação do acesso ao nível inter-rede. fornecido pelo TCP (serviço de circuito virtual). Resumindo. qualquer tipo de rede pode ser ligada. Camada de Aplicação (4) No nível de aplicação. enviará um pacote diferente. controle de fluxo. os endereços IP. TELNET. o datagrama é passado para a interface de rede apropriada para então ser transmitido. na verdade. os seguintes serviços são fornecidos: controle de erro. As funções do nível de transporte na arquitetura Internet TCP/IP são semelhantes às do mesmo nível do RM-OSI. Token Ring. tracert. Camada de transporte (3) A função básica do nível de transporte é permitir a comunicação fim-a-fim entre aplicações. • controle de envio e recepção (erros. ICMP.3. fornecido pelo User Datagram Protocol . O padrão estabelece-se para cada aplicação. seqüência.

são mantidas duas conexões: de dados e de controle. TELNET (Telecommunications Network) [postel 83]: Permite a operação em um sistema remoto através de uma sessão terminal. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  81 etc. É nesta camada que se estabelece o tratamento das diferenças entre representação de formato de dados. Utiliza a porta 23 do TCP. Através do SNMP. • Transferência de dados.. A comunicação entre o Emissor e Receptor é feita através de comandos ASCII. quando são então apagadas da área de transferência do sistema originador. Utiliza a porta 80 do TCP. leitura e deleção de diretórios. O SMTP divide a mensagem em duas parte: corpo e cabeçalho. exceto as requisições de senhas de acesso a determinados arquivos (ou servidores FTP). Não implementa segurança. renomeação e eliminação de arquivos.Implementação do NFS . Tais mensagens são armazenadas num servidor de correio eletrônico onde o usuário destinatário está cadastrado. gravação. gateways. Para sua operação. operando orientado à conexão. Para cada comando enviado do Emissor para o Receptor. respectivamente. • • NFS(Network File System) : O NFS supre uma deficiência do FTP que não efetua acesso on-line aos arquivos da rede. modificação e exclusão de diretórios. No cabeçalho existe uma seqüência de linhas que identificam o emissor. etc).4 . Utiliza a porta 2049 do UDP. renomeação e deleção de arquivos. Desenvolvido pela SUN Microsystems. Utiliza a porta 25 do TCP. • pesquisa de arquivos em diretórios. além da criação. existem o agente e o gerente que coletam e processam. eco. dados sobre erros. etc. problemas. De acordo com o sistema de gerenciamento da arquitetura TCP/IP. SNMP (Simple Network Management Protocol) [Postel 82]: É utilizado para trafegar as informações de controle da rede. armazenar valores. • • Ele possui basicamente as entidades Emissor-SMTP e Receptor-SMTP. receber informações sobre problemas na rede. UDP etc. Utiliza a porta 21 do TCP. gráficos e qualquer outro tipo de arquivo. ocorrerá uma resposta do Receptor. • criação. e possibilita várias funções como as seguintes: • criação e modificação de atributos dos arquivos. que transmite textos. • criação. interfaces individuais de rede. São alguns dos protocolos de aplicação disponíveis na arquitetura internet TCP/IP: • FTP (File Transfer Protocol)[Postel 85]: Provê serviços de transferência. • Negociação de opções (modo de operação. pode-se acessar a MIB e retornar valores. O endereçamento da aplicação na rede é provido através da utilização de portas para comunicação com a camada de transporte. violação de protocolos. o destinatário. SMTP (Simple Mail Transfer Protocol): Implementa o sistema de correio eletrônico da Internet. ICMP. provê serviços de envio e recepção de mensagem do usuário. tradução de endereços e softwares relativos ao IP. transparente para o usuário. Com isso. • leitura dos atributos do sistema de arquivos. O TELNET oferece três serviços: • Definição de um terminal virtual de rede. além de permitir a navegação através do hiper texto. Na rede existe uma base de dados denominada MIB (Management Information Base) onde são guardados informações sobre hosts. Para cada aplicação existe uma porta predeterminada. leitura. possuem seu próprio protocolo. O NFS cria uma extensão de arquivos local. TCP. até que este solicite-a. a aplicação servidora recebe as teclas acionadas no terminal remoto como se fosse local. • HTTP (HyperText Tranfer Protocol): É o protocolo utilizado pela Web. dentre outros. através de um código numérico de resposta. Figura 8. o que deixa para o TCP. o assunto e algumas outras informações opcionais.

na arquitetura Internet TCP/IP são definidas quatro camadas. a interface usada pelas camadas adjacentes para troca de informações e o protocolo que define regras de comunicação para cada uma das camadas. rede e transporte podem oferecer serviços orientados à conexão (circuito virtual) ou não-orientados à conexão (datagrama). Por exemplo.edu • gov: para instituições governamentais. Para tal. au. a primeira diferença entre as arquiteturas OSI e Internet TCP/IP está no número de camadas.Comparação entre Modelo OSI e Arquitetura TCP/IP No RM-OSI são descritos formalmente os serviços de cada camada. Tudo começa com a padronização da nomenclatura onde cada nó da árvore é separado no nome por pontos. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  82 DSN (Domain Name System) [Mockapetris 87] : O DNS é um mecanismo para gerenciamento de domínio em forma de árvore. Baseados na norma ISO 3166 Figura 8. A arquitetura lnternet TCP/IP foi desenvolvida com o objetivo de resolver um problema prático: interligar redes com tecnologias distintas. 8. por outro lado. O DNS utiliza a porta 53 do UDP. Aplicação Transporte Inter-rede host/rede Interface de rede Figura 8. pode levar a situações onde dois sistemas em conformidade com a arquitetura OSI não consigam se comunicar.Australia.ddn. fr – França. os níveis de enlace. Ex: berkeley.mil • net: gateways e hosts administrativos de uma rede (ex: uu. Enquanto na arquitetura OSI são definidas sete camadas.5 Comparação entre o Modelo OSI e a Arquitetura lnternet Tcp/Ip Como pode ser observado na Figura 8.net) • org: para outras organizações que não se enquadram nos casos acima.5 .Árvore de Domínio O DNS possui um algoritmo confiável e eficiente para tradução de mapeamento de nomes e endereços. Alguns dos serviços definidos para as camadas do RM-OSI são opcionais. Ex: nasa. e assim por diante. – países: cada país tem duas letras que o caracterizam.6 . Exemplo: br – Brasil. bastando para tal que implementem perfis funcionais incompatíveis. No nível mais alto podemos ter: • com: para organizações comerciais. Essa característica é conseqüência do fato da ISO ter elaborado um modelo que se propõe a tratar todos os aspectos do problema de interconexão aberta de sistemas. foi desenvolvido um conjunto específico de protocolos que resolveu o problema de forma . us – EUA. Ex: apple. Ex: nic. de – Alemanha. mas.6.gov • mil:para grupos militares. Essa flexibilidade tem aspectos positivos.com • edu: para instituições educacionais.

os endereços são separados assim: Classe A: são alocados 7 bits para o endereço de rede e 24 bits para o endereço de Host. A classe A vai de 1 a 127.6. Em outras palavras. Ou seja. para o problema da interconexão de sistemas abertos. de enlace. Classe C: são alocados 21 bits para o endereço de rede e 8 bits para o endereço de Host. Nessa arquitetura. Classe D: vai de 224 a 239. 128 endereços de rede com 16. Esses protocolos são equivalentes aos protocolos orientado e não-orientado à conexão do nível de transporte OSI. a arquitetura Internet TCP/IP oferece duas opções: o TCP (que oferece um serviço de circuito virtual) e o UDP (datagrama). nessa arquitetura só existe uma opção de protocolo e serviço para esta subcamada do nível de rede: o protocolo IP. 16. Classe E: vai de 240 a 255. Ex: Algumas instituições pioneiras na Internet Classe B: são alocados 14 bits para o endereço de rede e 16 bits para o endereço de Host. Ex. Os padrões da ISO. Endereçamento Internet A seguir são apresentadas as classes de endereço Internet e a utilização de mascaramento. A abordagem da ISO. no sentido em que permite uma maior reutilização de esforços durante o desenvolvimento de aplicações distribuídas. com membros representando vários países. definindo as camadas de sessão. Nomes no modelo OSI Protocolos TELNET TCP FTP SMTP UDP IP DNS Aplicação Transporte Rede Redes ARPANET SATNET Packet radio LAN Física + enlace de dados Figura 8. relativos a transmissão de dados em uma única rede. O fato de um sistema utilizar ou não o protocolo IP foi usado inclusive para distinguir os sistemas que “estão na Internet” dos que não estão [Clark 91]. A arquitetura Internet TCP/IP se limita a definir uma interface entre o nível intra-rede e o nível inter-rede. Desta forma. A classe C vai de 192 a 223.1. Os protocolos da arquitetura Internet TCP/IP oferecem uma solução simples.: Grandes organ. O primeiro número indica a que classe o endereço pertence. por outro confere aos mesmos uma representatividade bem maior. é mais razoável. Os níveis físico.7 – Protocolos e redes no modelo TCP/IP inicial Os serviços do nível de rede OSI relativos à interconexão de redes distintas são implementados na arquitetura Internet TCP/IP pelo protocolo IP.216 endereços host associados.097. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  83 bastante simples e satisfatória. que agrupa todos esses serviços na camada intra-rede. Vai de 128 a 191.6. São endereços reservados para uso experimental. Ou seja. não são abordados na arquitetura Internet TCP/IP. e os aspectos do nível de rede do RM-OSI.152 redes possíveis com 254 endereços de hosts associados. se por um lado aumenta o tempo de desenvolvimento dos padrões. 8. são padrões de juri.777. por serem elaborados por uma instituição legalmente constituída para tal. cujo serviço é datagrama não confiável. Ou seja. No nível de transporte. porém bastante funcional. O fato de implementações de seus protocolos terem sido a primeira opção de solução não-proprietária para interconexão de sistemas fez com que essa arquitetura se tornasse um padrão de facto. São endereços reservados para multicasting. apresentação e elementos de serviços genéricos básicos no nível de aplicação. 2. 8.384 redes possíveis com 65536 endereços de hosts associados. Acima do nível de transporte está a camada de aplicações na arquitetura Internet TCP/IP. Esta inflexibilidade da arquitetura Internet TCP/IP no nível inter-rede é uma das principais razões de seu sucesso. separados por pontos. os serviços dos níveis de sessão e apresentação OSI são implementados em cada aplicação de modo específico. . Classes de endereçamento em Internets Os endereços IP na notação possuem 4 números. comerciais e grandes Universidades. A estrutura organizacional da ISO.

0.255.15 -B 10011101 Endereço de Rede 110 221.0 a 128.255 8.255 Range de IP(s) livres para intranet: Classe A: 10. Ex: 128.255.0.0).15 -C 11011101 00001101 Endereço de Rede 28 bits 224. o endereço IP está referindo-se a uma rede.50) com 64 sub-redes (máscara 255.xx Endereço de rede Endereço do host 255. 128.0.255 Classe C: 192.12.0. O hosts o utilizam para enviar mensagens a si mesmo. este será um endereço de broadcast.54.15.00001111.0. Ex: 26.13.0.54.11111100.16) ou em binário: 10000010.73.13.255. Suponha que o roteado recebe um pacote com o seguinte endereço (130.31. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  84 Veja abaixo a separação dos bits para as classes de endereços: CLASSE 0 125.11111111.0 a 192.0.255. Quando todos bits referentes a um endereço forem 0.73.255.255 Classe B: 128.168.15 -A Byte 1 7 bits 00001101 Byte 2 Byte 3 24 bits 01001001 Endereço de Host 14 bits 00001101 01001001 16 bits 00001111 Endereço do Host 21 bits 01001001 8 bits 00001111 Endereço do Host 00001111 Byte 4 01111101 Endereço Rede 10 147.00110010.16.xx Endereço de rede Endereço da subrede Endereço de host Exemplo: Supondo uma rede classe B (130.168. o mascaramento é necessário: Se para uma rede classe B uma máscara 255.1: loopback. Mascaramento Para criar sub-redes dentro de uma rede Intranet.73. fazendo and com a máscara: 11111111.6.13.255.0 Quando um endereço de rede tiver todos seus bits de endereçamento com valor 1.0.255.0.255.0.66. É utilizado para teste.00010000.00000000 .255.66.252.0 (máscara da sub-rede for utilizada).0.50.xx.0. então ela se comportará da seguinte forma: Endereço Classe B 143.2.255.1 -D 1110 0000 00000000 00000000 00000000 Endereço de Multicast Endereços especiais 127.0 (máscara da sub-rede) 143.0 a 10.

00000000 que corresponde a 150. IV. A nível de transporte. quais são as duas opções oferecidas? Qual(is) a(s) diferença entre elas. B. V. Quem é responsável pelo controle (padronização) da rede Internet? Em que consiste a arquitetura TCP/IP (Qual seu principal objetivo) Quantas e quais são as camadas da arquitetura de redes INTERNET (que fazem parte do modelo) Existe alguma restrição com relação à quais sub-redes podem ser conectadas pela Internet O que é um endereço IP. d) provê um sistema de comunicação confiável e não reserva endereços para Intranets e) Possui 5 classes de endereços (A. 2. chamado endereço IP ou endereço INTERNET c) Não oferece qualquer garantia de que o datagrama chegou ao outro lado livre de erros. D e E) 8. 4. III e IV . 3. 1 0100:4 0101:4 0110:4 0111:4 S-R. IV e V d) I. II. São verdadeiras as afirmativas: a) I.0. O NFS. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  85 resulta em: 10000010. III.00001100. Considerando as seguintes afirmações: I.00110010. II e V e) II. O SMTP (Simple Mail Transfer Protocol) utiliza uma conexão TCP. uma vez que é orientado à conexão. III e V c) III. 3 1100:12 1101:12 1110:12 1111:12 S-R. 0000:0 0001:0 0010:0 0011:0 S-R. Este endereço é procurado na tabela que indicará como chegar à sub-rede 4. II e IV b) II.12. O FTP utiliza uma conexão TCP. oferece acesso on-line aos arquivos de rede. e implementa o correio eletrônico na Internet. 7. 4 Exercícios: 1.O TELNET roda sobre o UDP e serve para operação em um sistema remoto através de uma sessão terminal. Com relação ao protocolo IP. 6. O FTP utiliza uma conexão TCP. e é implementado sobre o UDP. não é correto afirmar: a) Sua principal função é o roteamento das mensagens a serem transmitidas na rede b) O roteamento é baseado em um endereço único. 2 1000:8 1001:8 1010:8 1011:8 S-R.50. 5. C. uma vez que não é orientado à conexão.

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