Universidade Regional Integrada URI – Campus de Erechim

Curso de Ciência da Computação

Apostila de Telecomunicações e Redes 1

Prof. Neilor Tonin

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Sumário
1. CONCEITOS BÁSICOS DE COMUNICAÇÃO E TELECOMUNICAÇÃO........................................................................ 4 1.1. Modelo de um Sistema de Comunicação....................................................................................... 4 1.1. Sinais Analógicos x Sinais Digitais................................................................................................ 5 1.1.1 Bits x Bauds............................................................................................................................ 6 1.2 Largura de Banda e Capacidade de Canal...................................................................................... 7 1.3 MODEMs....................................................................................................................................... 7 1.4. Técnicas de modulação.................................................................................................................. 8 1.5. Características de uma transmissão................................................................................................9 1.5.1. Quanto ao Sentido de Transmissão no Canal.........................................................................9 1.5.2. Quanto ao número de canais utilizados..................................................................................9 1.5.3. Quanto à sincronização........................................................................................................ 10 2. CONCEITOS BÁSICOS DE REDES DE COMPUTADORES................................................................................... 13 2.1 Utilização das Redes de Computadores........................................................................................14 2.2 Estrutura de uma rede de computadores...................................................................................... 14 2.3 Componentes básicos de uma rede de computadores................................................................... 16 2.4 Arquiteturas de Redes...................................................................................................................18 3. MEIOS DE TRANSMISSÃO DE DADOS........................................................................................................ 20 3.1 Meios físicos................................................................................................................................. 20 3.1.1 Linha aérea de Fio nú............................................................................................................ 21 3.1.2 Par Trançado.........................................................................................................................21 3.1.3 Cabo Coaxial.........................................................................................................................25 3.1.4 Fibras óticas.......................................................................................................................... 28 3.2 Meios não físicos de transmissão.................................................................................................. 34 3.2.1 O Espectro Eletromagnético................................................................................................. 34 3.2.2 Transmissão de Rádio........................................................................................................... 35 3.2.3 Transmissão de Microondas..................................................................................................36 3.2.4 Ondas milimétricas e infravermelhas..................................................................................... 37 3.2.5 Transmissão de Ondas de Luz...............................................................................................37 3.2.6 Satélites de Comunicação..................................................................................................... 38 4. O PADRÃO IEEE 802......................................................................................................................... 43 4.1 Camadas do modelo IEEE............................................................................................................43 4.1.1 Camada física........................................................................................................................ 43 4.1.2 Subcamada de controle de acesso ao meio (MAC) ........................................................... 43 4.1.3 Subcamada de controle de enlace lógico (LLC)................................................................... 44 4.2. Padrão IEEE 802.3 e Ethernet.................................................................................................... 44 4.2.1 Cabeamento 802.3..................................................................................................................... 45 4.3. O Protocolo de Subcamada MAC 802.3..................................................................................... 46 4.4. Padrão IEEE 802.4: Token Bus.................................................................................................. 48 4.5. Padrão IEEE 802.5: Token Ring................................................................................................. 49 4.6. O Protocolo da Subcamada MAC do Token Ring...................................................................... 51 4.7. Comparação entre 802.3, 802.4 e 802.5......................................................................................52 5. PROTOCOLOS DE ACESSO MÚLTIPLO......................................................................................................... 54 5.1. Acesso baseado em contenção.....................................................................................................54 5.1.1. Aloha...................................................................................................................................54 5.1.2. Carrier Sense Multiple Access (CSMA)............................................................................. 55 5.2. Acesso ordenado sem contenção................................................................................................. 57 5.2.1. "Polling"............................................................................................................................... 57 5.2.2. Quadro ou Slot Vazio.......................................................................................................... 57 5.2.3. Inserção de Registrador....................................................................................................... 58

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5.2.4. Passagem e Permissão (token ring)......................................................................................58 5.2.5. Passagem de Ficha em Barramento (Token Bus).................................................................59 6. DISTORÇÃO E RUÍDO NA TRANSMISSÃO (ERROS)......................................................................................... 61 6.1 Detecção de erros......................................................................................................................... 61 6.1.1. Bit de Paridade (paridade de caractere)............................................................................... 61 6.1.2. Paridade Longitudinal (combinada)..................................................................................... 61 6.1.3. Redundância Cíclica (CRC)................................................................................................ 62 6.2. Correção de erros........................................................................................................................ 63 6.2.1. Descrição de um Código Hamming..................................................................................... 63 7. SOFTWARE DE COMUNICAÇÃO................................................................................................................ 65 7.1. Protocolos de comunicação......................................................................................................... 65 7.2. Protocolos de enlace de dados.....................................................................................................67 7.2.1 Protocolos Orientados a caracter.......................................................................................... 68 7.2.2 Protocolos Orientados a bits................................................................................................. 69 7.3. Protocolo de enlace HDLC..........................................................................................................69 7.3.1 Estrutura do Quadro............................................................................................................. 70 7.3.2 Definição dos comandos e respostas no HDLC....................................................................72 7.3.3 Controle de Fluxo e Sequenciamento................................................................................... 73 7.4. O Modelo de referência OSI.......................................................................................................74 7.4.1 A Camada Física................................................................................................................... 75 7.4.2 A Camada de Enlace de Dados............................................................................................. 75 7.4.3 A camada de Rede................................................................................................................ 75 7.4.4. A camada de Transporte...................................................................................................... 76 7.4.5 A camada de Sessão..............................................................................................................76 7.4.6 A camada de Apresentação................................................................................................... 77 7.4.7 A camada de Aplicação.........................................................................................................77 8. A ARQUITETURA DA INTERNET TCP/IP................................................................................................... 79 8.1. Camada de Interface de rede ou camada host /rede (enlace / física) (1)......................................80 8.2. Camada inter-rede ou Internet (2)............................................................................................... 80 8.3. Camada de transporte (3)............................................................................................................ 80 8.4. Camada de Aplicação (4).............................................................................................................80 8.5 Comparação entre o Modelo OSI e a Arquitetura lnternet Tcp/Ip............................................... 82 8.6. Endereçamento Internet...............................................................................................................83 8.6.1. Classes de endereçamento em Internets............................................................................... 83 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................................................................... 86

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1. Conceitos básicos de Comunicação e Telecomunicação
Desde 1838, quando Samuel F. B. Morse transmitiu, pela primeira vez, uma mensagem telegráfica através de uma linha de cerca de 15 Km, os sistemas elétricos para comunicação estão sendo mais e mais utilizados para permitir a transferência de informação entre os homens e entre uma máquina e outra. A comunicação através do telefone, rádio e televisão é considerada corriqueira em nosso dia a dia. Da mesma forma, estão se tornando cada vez mais comuns as ligações entre computadores situados em locais distantes. Dentre as formas de comunicações elétricas, uma das classes que mais se desenvolveu nos últimos anos e que continua crescendo rapidamente é justamente a da área de comunicação de dados. Como os sistemas de comunicação (telefonia, rádio, televisão, etc.) experimentaram um desenvolvimento tecnológico anterior ao desenvolvimento dos computadores digitais, eles serviram de base e campo experimental para o desenvolvimento técnico de conceitos que formaram o alicerce do enorme e vertiginoso progresso anterior às ciências de computação. Como será visto, há muita coisa por detrás de uma simples linha com a qual ligamos os computadores e os nodos de uma rede entre si. Este capítulo trata dos aspectos básicos dos sistemas de comunicação, subjacentes a qualquer rede de computadores. Todos os aspectos compreendidos neste capítulo correspondem às camadas mais inferiores do modelo OSI (camada física e enlace de dados).

1.1. Modelo de um Sistema de Comunicação
Em um primeiro momento, a maneira mais simples de representar um Sistema de Comunicação seria considerar apenas uma fonte e um destino, como apresentado abaixo.

Fonte

Destino

Figura 1.1 – Exemplo bem simplificado de um sistema de comunicação

A fonte é o ente que produz a informação. Para tanto dispõe de elementos simples e símbolos. O elemento é o componente mais simples que entra na composição representativa da informação. Ex: A, B, C, ou dígitos 0 e l. Por exemplo, na máquina de escrever, os elementos são letras, dígitos e caracteres especiais, situados nas teclas. O símbolo é um conjunto ordenado de elementos. Por exemplo, dispondo-se dos elementos A, B, C, ... podem-se compor os símbolos AA, AB, BB, ... ou os símbolos AAA. BBA, BBB, ... ou, dispondo dos elementos 0 e 1, podem-se compor os símbolos 1, 0, 10, 11, ... , 1000, ... ou 1100, 1101, 1011, ou, dispondo-se dos elementos 0, 1, 2, ... , 9, v, + e -, podem-se compor os símbolos +5v, -3v, 0v, ... . Os símbolos são utilizados para representar configurações de um sinal. Como os símbolos podem ser formados por um único elemento, o elemento também pode constituir uma representação de um sinal. Podemos pensar em um sinal, de forma intuitiva, conforme os seguintes exemplos: "letra do alfabeto", "dígito binário", "fonema da pronúncia", "voltagem", "corrente elétrica", etc. Para cada um destes exemplos podemos imaginar diferentes configurações para a composição representativa da informação. Uma mensagem consiste em um conjunto ordenado de símbolos que a fonte seleciona para compor uma informação. Uma única mensagem, ou um conjunto de mensagens, ordenado para produzir um significado, constitui o que chamamos de informação. A cada símbolo corresponde uma certa quantidade de informação e a cada mensagem se associa uma quantidade de informação, dada pela soma das quantidades de informação de cada símbolo.

elemento 1 0 0 1

Símbolo 1010

Mensagem 1010 1110 ... 1001

Figura 1.2 – Estrutura típica de uma mensagem.

geralmente cobrindo distâncias razoavelmente grandes. de modo que na recepção a mensagem possa ser recuperada de forma adequada e que seja entregue a informação devida ao destino. 1. num dado ponto do espaço. simbolizando todos os ruídos presentes no canal. e não mensagens. Em condições ideais o sistema deveria se comportar de modo que a mensagem produzida pela fonte conseguisse ser fielmente recuperada pelo receptor. limitações físicas e outros fatores alteram as características do sinal que se propaga. O emissor é o ente que.1. onde podemos identificar os seguintes componentes: A fonte geralmente não dispõe de potência suficiente para cobrir as perdas da propagação do sinal. aparecem no canal sinais espúrios de natureza aleatória. Além disso. acionado pela fonte. O destino é para onde se dirige a informação. que se somam ao sinal. tambores. Já os sinais digitais podem assumir somente valores discretos (inteiros) variando de forma abrupta e instantânea enter eles. entrega um sinal de energia adequada à transmissão pelo canal. permitindo que o sinal seja transmitido.3 – Modelo básico de um sistema de comunicação Deste modo o emissor e o receptor desempenham funções inversas e complementares e o meio os interliga. Um dos maiores problemas do projetista do sistema consiste em manter tanto a distorção como o ruído em níveis aceitáveis. Os sinais de forma geral e os elétricos em particular. O receptor é o ente que retira a energia do meio e recupera os símbolos. a comunicação era feita por voz (sinais sonoros). Sinais Analógicos x Sinais Digitais Em uma comunicação. de modo a reproduzir a mensagem a ser entregue ao destino. convertendo a informação em sinais elétricos (voltagem ou corrente) para a transmissão através de meios físicos ou ondas eletromagnéticas. O telégrafo e o telefone aumentaram grandemente o alcance e a velocidade das comunicações. Este efeito pode ser representado esquematicamente pela adição de um bloco. independente da natureza da informação transmitida ou dos sinais utilizados podem ser analisados segundo o modelo da figura 1. O canal (meio) é o ente que propaga a energia entregue pelo emissor até o receptor. representando uma fonte externa geradora de ruído.3. Até o século 19. podendo assumir qualquer valor real. de forma tão precisa quanto possível. podem ser vistos como uma “forma de onda”. Os sinais analógicos variam de forma contínua. Existe um fluxo de sinal entre o emissor e o receptor e este sinal contém em si. conforme a natureza de sua variação no tempo em analógicos ou digitais. os símbolos portadores da informação. Estes sinais são classificados. escrita (sinais gráficos) e outros sinais tais como fumaça. . produzindo o ruído. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  5 Todos os sistemas de comunicação. Esta potência é suprida pelo emissor. e reconvertendo estes sinais em escrita ou voz no receptor. Na prática isto não ocorre: no processo de transmissão. uma função do tempo. todos com alcance limitados pelos sentidos humanos. Mensagem Sinal Transmitido Sinal Recebido Mensagem Recuperada Fonte Emissor CANAL Ruído Receptor Destino Fonte de Ruído Figura 1. isto é. o que se transmite são sinais. produzindo o que se chama distorção.

5 apresenta um exemplo de sinal digital “dibit. Pode-se ter esquemas com três ou mais bits “tribit” ou mais níveis de amplitude. O transmissor codifica estas mensagens em símbolos. 10. o nível de um sinal digital não precisa necessariamente se restringir a dois.. com mais do que duas amplitudes. Por exemplo. uma unidade de informação é enviada. formando caracteres ou palavras. são necessários 2n níveis diferentes. por exemplo. Já mensagens de texto ou de dados são formas de informação codificada que usam um conjunto finito de símbolos de um alfabeto.4 – Sinal analógico x Sinal digital Algumas formas de informação têm natureza analógica e outras têm natureza digital. A cada vez que a lanterna pisca. 1. 11 10 01 00 01 01 10 00 11 Figura 1. enviando duas vezes mais informação por unidade de tempo. Essa combinação é denominada “dibit”. o número de símbolos por segundo que ocorrem no canal de comunicação é medido em bauds. Estes símbolos são codificados como um conjunto de bits (dígitos binários). Um esquema utilizando 6 bits a cada baud é denominado “hexabit” e assim sucessivamente. Por outro lado. necessita-se de quatro níveis para expressar todas as conbinações possíveis de dois bits. o número de níveis necessários será oito. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  6 Sinal Sinal Tempo Tempo Sinal analógico Sinal digital Figura 1.1. verde. o que caracteriza a natureza digital destas formas de informação. Se o estado do sinal representa a presença ou ausência de um bit. Um esquema utilizando 4 bits é denominado “tetrabit” e assim sucessivamente. por exemplo. a taxa em BAUDS indica o número de vezes que a característica do sinal portador se altera por segundo. azul e branco poderiam representar os grupos 11. . De uma forma geral. por exemplo. provoca uma variação contínua da pressão do ar formando ondas acústicas e é portanto uma informação analógica.5 – Mensagem digital com 4 níveis de sinais A comunicação entre dois navios. por exemplo. A transmissão de sinais digitais através de sinais analógicos também é possível e será vista posteriormente. teríamos 400 bits transmitidos em um segundo. A figura 1. ou seja.1 Bits x Bauds A fonte de informação transmite mensagens a uma determinada taxa de transferência de informação. pode ser feita através de sinais de luz. medida em bits por segundo (bps). e o resultado dessa quantização é codificado em sinal digital para transmissão. O sinal analógico pode ser amostardo e quantizado. Ou seja. ligando e desligando uma lanterna. A voz. A taxa de sinalização. para se codificar n bits em um nível de amplitude. Ao se transmitir dois bits por nível. 01 e 00 respectivamente. Esta codificação multinível (dibit) reduz a largura de banda necessária. então a taxa em bauds é a mesma que a taxa em bps. vermelho. Se a velocidade de sinalização neste caso fosse 200 bauds/s. poder-se-ia enviar duas unidades de informaçã a cada piscada se tivéssemos uma lanterna com quatro cores (símbolos) para representar grupos de informação. nas técnicas de modulação. No caso de uma comunicação “tribit”. Outras formas possíveis de codificação de sinais digitais podem ser obtidas através de mais que um bit a cada nível de amplitude. Alternativamente. Qualquer tipo de informação (seja analógica ou digital) pode ser transmitida através de um sinal analógico ou digital.

pois quanto maior o número de estados mais bits por segundo poderão ser transmitidos. Mas o que significa largura de banda (bandwidth)? A largura de banda de um canal de comunicação constitui uma medida da máxima taxa de informação que pode ser transmitida pelo canal. examinados os fatores que influenciam esse número de estados. a velocidade de transmissão é duas vezes a velocidade de sinalização. Podemos então concluir que a capacidade do canal está intimamente relacionada com a velocidade de transmissão. enquanto que a rádio FM transmite com alta fidelidade porque utiliza uma largura de banda de 18000 Hz.000. vem definir o conceito de capacidade máxima de de um canal. pode-se estabelecer a máxima taxa de sinalização (em bauds) que o mesmo pode conduzir sem erro.000 Hz). enquanto para os tons mais altos.000. Ruído e distorção sobre o canal. um canal que admite freqüências da ordem de 1500 a 5000 Hz (ciclos/segundo). ser capaz de transportar a baixa freqüência.2 Largura de Banda e Capacidade de Canal Diferentes tipos de sinais (voz humana.18000). imagem) necessitam de diferentes capacidades de canal. Uma rádio AM utiliza uma largura de banda de 5000 Hz e portanto é capaz de reproduzir música de forma que a mesma não seja distorcida mas não com alta fidelidade. Largura de banda significa o espectro de freqüência que o canal é capaz de transmitir e não tem qualquer relação com as freqüências que são transmitidas no canal. A média de freqüência de 300 a 4000 Hz ou de 300 a 3300 Hz é satisfatória para a transmissão da voz humana. . pois esta pode variar rapidamente entre freqüências baixas e altas. Em outras palavras. Daí medir-se capacidade na unidade bits/segundo. a freqüência vai acima de 15000 ou 18000 Hz. as quais são indicadas em termos de largura de banda e outros fatores que influenciam a capacidade de um canal. a partir do qual. A largura de banda deste canal é de 3100 Hz (ciclos/segundo) e na prática é usado para transmitir sinal de dados até 2400 bauds. um canal que admite freqüências que vão desde 18000 Hz a 21500 Hz também apresenta uma largura de banda 3500 Hz (21500 . Dispõe ainda de um componente interno para acoplar a energia gerada ao meio. Se desejarmos transmitir a uma velocidade de transmissão de 4800 bps neste canal.3 MODEMs Quando um sinal não é adequado à transmissão pelo canal. as freqüências são da ordem de 100. Cabe lembrar aqui que esse número de estados. mas não para a transmissão de música. Quanto maior o número de estados de sinalização que podem ser transmitidos e distinguidos. pois este meio de transmissão só trabalha eficientemente com freqüências de 70 a 150 MegaHertz (1 MHz = 1. as ondas de rádio FM não são transmitidas com freqüências de 30 a 18000 Hz. a baixa freqüência possa ser recuperada. Uma questão assim surge: quantos estados de sinalização podem ser transmitidos e distinguidos separadamente no receptor de um sistema de comunicação de dados? A resposta para esta questão. maior será a capacidade do canal. como foi visto na transmissão em multinível é observado na unidade de tempo (segundo). Da mesma forma. Da mesma forma que se desejarmos transmitir 7200 bps. ao qual corresponderá a mesma velocidade de sinalização de 2400 bauds. Neste caso. Na verdade. o modulador. o emissor dispõe de um componente interno. a relação utilizada é de 1 (Hz) para 1 (baud) Um exemplo sobre capacidade de um canal é a utilização do canal telefônico para transmissão de sinal de dados. deveremos usar um sinal TRIBIT e teremos velocidade de transmissão igual a três vezes a velocidade de sinalização. 1. deveremos usar um sinal DIBIT. que transforma os elementos entregues pela fonte em sinais convenientes para serem transmitidos pelo meio. e um limite na potência do sinal. depois da transmissão. a baixa freqüência deve modular a freqüência portadora para produzir um sinal que possa ser transmitido eficientemente e. o que é denominado de capacidade do canal de comunicação. Por exemplo.000 Hz (100 MHz). música. A alta freqüência deve. devemos baixar a freqüência a 60 ou até 30 Hz. portanto. A taxa em que podemos enviar dados sobre um canal é proporcional à largura de banda do canal. Conhecendo-se a largura de banda de um canal de comunicação (em Hz). têm influência no número de estados de sinalização. flutuações na atenuação do sinal portador. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  7 1. tem uma largura de banda igual a 5000-1500 = 3500Hz. muito mais que a variação de freqüências da voz humana. Ele indica apenas a diferença entre os limites inferior e superior das freqüências que são suportadas pelo canal. Para reproduzir o som de um instrumento de percussão. Normalmente. dados. Uma largura de banda de 18000 Hz possibilita que sejam transmitidas freqüências que representam desde o som de um tambor até o som do violino.

Cada modem de alta velocidade contém seu próprio padrão de transmissão e só pode se comunicar com modems que utilizem o mesmo padrão (embora a maioria dos modems possa emular todos os outros mais lentos).400 bauds e 6 bits por amostra. transmitindo 20 bps em cada uma. o receptor dispõe de um componente interno que. o conteúdo da informação gerada pela fonte deve ser preservado ao longo de todo o processo.4.FM.600 bps utiliza modulação de 4 bits por baud em fase. Mensagem Sinal Transmitido Sinal Recebido Mensagem Recuperada Fonte Emissor Modulador CANAL Receptor Demodulador Destino Figura 1. Essa estrutura exige um processador possante no modem. A figura 1.6 apresenta o modelo de um sistema de comunicação que utiliza um canal analógico para transmissão de dados digitais. exceto em velocidades menores e em distâncias curtas. Esta transmissão analógica só é possível com a utilização da modulação. os símbolos portadores da informação. o demodulador. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  8 Igualmente. podem ser transformados em outros elementos ou símbolos ao longo do processo de transmissão. Por exemplo. custo alto. em longas distâncias torna-se mais adequado a utilização de sinal analógico. freqüência (FSK): equipamentos simples e pouca sensibilidade a distúrbios . as ondas quadradas. É importante ressaltar que os elementos ou símbolos gerados pela fonte à sua saída.800 bps. porém. Um método diferente para transmissão de alta velocidade é dividir o espectro de 3000 Hz disponíveis em 512 pequenas bandas. mas oferece a vantagem de desativar uma banda de freqüência que .400 bps. Sinal binário Mod por Amplitude Mod por freqüência Mod por fase Figura 1.32 bis opera a 14. Técnicas de modulação Devido ao fato de a atenuação e a velocidade de propagação variarem em função da freqüência. fase (PSK): possui alto rendimento e pouca sensibilidade a ruídos. que recupera a partir da energia recebida. A portadora senoidal pode ser “modulada” em: • • • amplitude (QAM): sensível a ruídos e interferências. O V 34 possui velocidade de transmissão de 28.6 – Modulação Os modems mais avançados utilizam uma combinação de técnicas de modulação para transmitir vários bits por bauds. utilizando 2. para melhor conveniência da própria transmissão ou para melhor adequação ao destinatário. a exemplo dos dados digitais são sujeitas a uma forte atenuação e distorção de retardo.32 de 9. O V.6 – Modelo básico de um sistema de comunicação com transmissão em um canal analógico 1. o padrão de modem ITU V. não é interessante ter uma grande variedade de freqüências no sinal transmitido. na retirada. acoplado ao meio. Qualquer pequeno erro em uma transmissão hexabit gera 6 bits defeituosos. Esses efeitos tornam a sinalização de uma banda básica inadequada. permite a extração eficiente da energia presente no sinal que foi transmitido e dispõe ainda de um outro componente interno. Infelizmente. Para contornar este problema.

Normalmente estes modems tem recurso V. Veja figura 1.Para transferir essa seqüência de bits. a transmissão de dados apresenta diversas características referentes ao sentido da transmissão. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  9 tem muito ruído. para efeito de transmissão de dados. por sua vez.5.5. por exemplo. uma mensagem nada mais é que uma seqüência de bits. 1. de um ponto a outro afastado. Por necessidade de codificação. a maioria dos modems oferece recursos de compactação e correção de erros. .7. os bits que compõem um caracter são transportados um após o outro. Quanto ao Sentido de Transmissão no Canal Um equipamento pode ser projetado de tal forma que a transmissão sobre um determinado meio seja feita em uma das seguintes formas: a) Simplex: Quando a transmissão é feita em um único sentido. que compacta seqüências de bytes idênticos. 1. Em particular. Ex. na realidade. etc. Atualmente. Sensor b) Half-Duplex: quando a transmissão é feita nos dois sentidos mas não ao mesmo tempo. que são.: na conversação entre dois rádio-amadores.32 ou V. run-lenght que compacta seqüências de 0 ou brancos (muito utilizada em fax) e Zin-Lempel. aqui.: Um sensor captando sinais de uma máquina e enviando estes para um microcomputador. a) Transmissão paralela: Na transmissão paralela.: a ligação telefônica permite que as duas pessoas falem ao mesmo tempo. 1. O que deve ficar claro. Ex.34 possibilitando a comunicação com estes modems. etc). enquanto um deles está falando o outro não pode falar.5. As estruturas de compactação mais utilizadas são MNP-5. número de canais utilizados.7 – Transmissão paralela b) Transmissão serial: na transmissão serial. pois o primeiro não o escuta. Cada símbolo. Quanto ao número de canais utilizados Uma mensagem é definida como um conjunto de símbolos.2. Características de uma transmissão Podemos definir transmissão como técnica do transporte do sinal por um meio.1. é caracterizado por um conjunto de configurações do sinal que representam bits. os bits que compõem um caracter são transportados de forma simultânea. "dígito decimal". configurações dos sinais. cada um possuindo seu próprio canal. é que no seu todo. sincronismo entre transmissor e receptor e velocidade de transmissão. os símbolos ficam associados a caracteres. "operador aritmético" ou "operador de sintaxe". c) Full-duplex: Quando a transmissão é feita nos dois sentidos simultaneame. utilizado no V42 bis e comum em programas compactadores (pkzip. Ex. 1 1 0 1 0 0 1 0 EMISSOR canal 0 canal 1 canal 2 canal 3 canal 4 canal 5 canal 6 canal 7 1 1 0 1 0 0 1 0 RECEPTOR Figura 1. "letra do alfabeto". podemos fazer de duas formas: serial ou paralela.

adequada para transmissão de pequenos frames em intervalos irregulares. o desempenho da transmissão assíncrona não atende de forma satisfatória a troca de grandes quantidades de dados. ou quais bits são realmente de informação. em uma transmissão com paridade par. frames ou outros grupos de dados (unidades de informação).sinaliza que um frame está começando. A transmissão assíncrona é mais freqüentemente usada para transmitir dados de caracteres e é ideal para ambientes onde caracteres são transmitidos a intervalos irregulares. o equipamento receptor deverá saber qual bit é o primeiro do caracter. Técnicas para correção de erros serão vistas posteriormente. contudo. A transmissão assíncrona é uma tecnologia simples e barata. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  10 utilizando apenas um canal (figura 1. . síncrono ou isócrono a) Transmissão assíncrona: A transmissão assíncrona não utiliza um mecanismo de clock para manter os dispositivos emissor e receptor sincronizados. Possibilita ao receptor sincronizar-se com a mensagem. Bits de dados . é também necessário sincronizar transmissões de frames. A camada Física trata da necessidade de sincronizar transmissões de bits entre dispositivos de transmissão e recepção. a sincronização de bits é usada para estabelecer o sincronismo entre os dispositivos para cada frame que é transmitido. Esta seção descreve três mecanismos: assíncrono.8). a fim de que possa decodificar o símbolo recebido.5. Este é um problema de sincronização.consistem de 7 (+ paridade) ou 8 bits quando estão sendo transmitidos dados de caracteres. Como os bits de início. Quanto à sincronização A sincronização pode ser vista como o método do equipamento transmissor fazer a separação dos caracteres ou das mensagens para o equipamento receptor.9 – Estrutura da unidade de transmissão serial assíncrona de caracter-byte Esse frame apresenta quatro componentes: Um bit de início . 1. A detecção de erros em transmissão assíncrona utiliza o bit de paridade. entretando. Vários esquemas estão implementados para uso do bit de paridade.8 – Transmissão serial Como os bits chegam um de cada vez. o bit de paridade será definido em 1 para produzir um total de 4 bits “1” no byte. As técnicas de paridade podem detectar erros que afetam um bit. Elas podem. ser incapazes de detectar erros que afetam dois ou mais bits. opera sobre os dados após os bits terem sido montados para formar caracteres. Por exemplo. A camada de Enlace de Dados. Um ou mais bits de fim. se o campo de dados tiver três bits 1. Na camada de Enlace de Dados. de fim e de paridade precisam ser acrescentados a cada caracter a ser transmitido. Os mais comuns são os seguintes: Paridade: o bit de paridade é definido para assegurar que seja enviado um número par ou ímpar de bits 1 (dependendo da paridade). Em vez disso. Start Caracter (byte) Stop Figura 1.sinalizam o fim do frame de dados. A Figura abaixo ilustra a estrutura de um frame típico usado para transmitir dados de caracteres.3. assim como quando usuários digitam dados de caracteres. Cada frame começa com um bit de início que permite ao dispositivo receptor ajustar-se ao timming do sinal transmitido. 1 1 0 1 0 0 1 0 EMISSOR 01001011 11010010 RECEPTOR Figura 1. As mensagens são breves para que os dispositivos de emissão e de recepção não percam o sincronismo no decorrer da mensagem.

transmissão e utilização. a paridade passa a não ser mais um método adequado de detecção de erros. Algumas técnicas de codificação de dados. Os bits de overhead (de sincronização. O cálculo de CRC será visto porteriormente. é comum transmitirem-se bits de preenchimento que mantêm dispositivos sincronizados. recalcula o CRC e compara o CRC inserido no frame ao valor que havia calculado. Uma técnica de sincronização utilizada é denominada bit Stuffing. Um padrão de bit de fim inequivocamente indica o fim de um frame. entretanto. A informação isócrona é contínua e em tempo real na sua criação. Observe aque caracteres múltiplos ou longas séries de bits podem ser transmitidos em um único frame de dados. O receptor usa o mesmo algoritmo. A Figura abaixo apresenta duas estruturas possíveis de mensagens associadas à transmissão síncrona. A técnica usada com a transmissão síncrona é a de verificação de redundância cíclica. o padrão de bit de fim é freqüentemente um padrão que não pode aparecer no corpo de um frame de dados. Assim como os bits de sincronização. garantindo que eles serão sempre distintos e fáceis de serem reconhecidos pelo receptor. Tanto o padrão Ethernet como o Token Ring. – Utilizando-se um canal de comunicação separado para transportar sinais de clock. garantindo uma transição de sinal com cada bit transmitido. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  11 b) Transmissão síncrona: a comunicação pode ser feita de forma mais eficiente se os clocks nos dispositivos transmissor e receptor estiverem sincronizados. Conseqüentemente. é mais provável que vários bits serão afetados e que as técnicas de paridade não informarão um erro adequadamente. Figura 1. Se os valores corresponderem. A transmissão síncrona é normalmente utilizada para se atingir altos níveis de eficácia em redes locais. Uma ampla variedade de tipos de dados pode ser transmitida. Os dados numa transmissão isócrona devem ser enviados à taxa a que estão a ser recebidos. Quando os enlaces (links) de transmissão síncrona estão inativos. Para canais isócronos a largura de banda requerida é normalmente baseada nas características de . é praticamente certo que o frame foi transmitido sem erro. apresenta um único ponto de falhas: torna-se necessário assegurar que o dispositivo de clock é tolerante a falhas. O transmissor utiliza um algoritmo para calcular um valor de CRC que resuma o valor inteiro de bits de dados. Esse valor de CRC é anexado ao frame de dados. Quando os frames são maiores. tornando a transmissão síncrona muito mais eficaz no uso da banda passante. os frames podem ser extensos.8 ilustra tanto os dados baseados em caracteres quanto os baseados em bits. por exemplo. A transmissão síncrona tem muitas vantagens sobre a assíncrona. são inerentemente sinais do clock interno. eliminando a necessidade de ressincronizar dispositivos quando um novo frame é transmitido. Os dados isócronos devem também ser sensíveis a atrasos na transmissão. é determinista e apresenta baixo overhead. A transmissão isócrona garante taxas de transmissão.10 – Transmissão serial Ambas as transmissões começam com uma série de sinais sincronizados. A Figura 1. Sinais sincronizados geralmente utilizam um padrão de bits que não pode aparecer em qualquer ponto nas mensagens. CRC e fim) são uma proporção menor do frame de dados geral. Como o transmissor e o receptor permanecem sincronizados durante a transmissão. Um determinado slot de tempo pode ser preenchido até a sua capacidade com vários frames. eliminando a confusão por parte do receptor. Se estiverem ocorrendo erros. Essa sincronização é realizada de duas maneiras: – Transmitindo-se sinais de sincronização com dados. a transmissão síncrona é empregada principalmente quando grandes volumes de dados precisam ser transmitidos. à medida que eles se tornam disponíveis. A técnica. Os dispositivos com dados a serem transmitidos monitoram a rede e inserem dados em slots de tempo abertos. que informam ao receptor o início de um frame. O dispositivo de clock cria slots de tempo. conhecida como CRC (Cyclic Redundancy Check). utilizam transmissão síncrona. A sincronização permite que os sistemas utilizem velocidades mais elevadas e melhorem a detecção de erros. A desvantagem da transmissão síncrona está principalmente nos custos mais elevados em virtude da maior complexidade dos componentes necessários no circuito. c) Transmissão isócrona: a transmissão isócrona aplica um dispositivo comum que fornece um sinal de clock compartilhado por todos os dispositivos na rede. uma técnica que pode funcionar com qualquer técnica de codificação de sinais.

se excluindo os “bit stuffing”? 14)Assinale a alternativa correta: a) A transmissão isócrona não engloba as transmissões síncronas e assíncronas b) A transmissão isócrona engloba as transmissões síncronas e assíncronas .12 Mhz b) canal que suporta freqüências de 127 a 250 KHz 2) Assinale a alternativa correta: a) Largura de banda é um dos fatores que determinam a capacidade de um canal de comunicação b) Largura de banda não tem nada a ver com velocidade de uma transmissão 3) Assinale a alternativa correta: a) A capacidade de um canal está associada ao número de níveis do sinal utilizados para transmissão b) A capacidade de um canal está relacionada com o número de estados que podem ser transmitidos e distinguidos separadamente em um canal. Para a transmissão isócrona de informação é alocada largura de banda suficiente para assegurar que os dados serão entregues à taxa desejada. a mensagem que chegou (tirando o cabeçalho) foi “010011111001011111010”. A entrega de dados de uma transmissão isócrona é assegurada à custa de perdas nos transitórios dos dados. qualquer erro ocorrido na transmissão elétrica não é corrigido pelos mecanismos de hardware tais como a retransmissão. Por outras palavras. Um exemplo típico de transmissão isócrona é a voz. e é igual ao número de bits transmitidos por segundo 9) Faça a representação da transmissão dos bits “010010100111” utilizando um canal com freqüência de 8 Hz/s (velocidade de sinalização de 8 bauds/s) com uma modulação DIBIT e a portadora modulada por amplitude. a) Baud é uma medida da taxa de transferência de informação. A latência requerida está relacionada com o buffering disponível em cada endpoint. Exercícios: 1) Quais dos dois canais abaixo possui maior largura de banda? a) canal que suporta freqüências de 1 a 1. 10)Assinale a alternativa correta: a) O telefone é exemplo de uma comunicação duplex b) O rádio de taxis é exemplo de uma comunicação duplex 11)Assinale a alternativa correta: a) A função do bit start é sincronizar a fonte com o destino b) A função do bit start não é sincronizar a fonte com o destino 12)Assinale a alternativa correta: a) Na transmissão síncrona utiliza-se pelo menos um caracter de sincronismo para indicar o início do bloco de dados b) A transmissão síncrona não utiliza caracteres ou bytes de sincronismo 13)Em uma transmissão utilizando “bit stuffing”. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  12 amostragem da função associada. Qual é realmente a mensagem. Qual é a velocidade máxima possível para conexão? 8) Assinale a alternativa correta: a) Baud corresponde à velocidade de sinalização de um canal. 4) Assinale a alternativa correta: a) A capacidade de transmissão de um canal é infinito b) A capacidade de transmissão de um canal é finito 5) Assinale a alternativa correta: a) O nível de ruído está diretamente ligado à capacidade de um canal b) O nível de ruído de um canal não influencia na sua capacidade 6) Assinale a alternativa correta: a) A atenuação do sinal acontece em qualquer meio físico de transmissão b) Existem meios físicos de transmissão onde o sinal transmitido não sofre atenuação 7) Se um computador doméstico está conectado a um provedor com uma placa fax/modem a 56 Kb/s e o Modem do provedor é de 32 Kb/s. Na prática os erros ao nível do bit esperados no USB são suficientemente pequenos para não serem considerados.

o problema do compartilhamento de recursos através de interconexão de CPU's é resolvido através das redes locais. tornou-se imprescindível o compartilhamento da CPU e de seus periféricos. o sistema centralizado oferecia a vantagem de compartilhar recursos caros tanto de software como de hardware. Esta situação perdurou por algum tempo (No Brasil. surgiu a tecnologia de comutação de pacotes que solucionou o problema da linha telefônica dedicada e o problema do caminhão (transporte via malote). gerando componentes mais poderosos a um custo mais baixo. e em seguida os componentes básicos de uma rede. um campus). Surge então a necessidade de uma nova tecnologia de comunicação. a tecnologia de comunicações alcançava a transmissão digital em linhas telefônicas através de MODEM's. a do "caminhão" (transporte via malote) era baixa: 80 Km/h.1. Quais foram. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  13 2. Isto trouxe uma nova solução para o problema de multiusuário: dar uma CPU para cada um. Uma forma primitiva de se interconectar CPU's foi a conexão em ESTRELA (um computador central controlando qualquer comunicação entre duas CPU's). até março/85) e esperava-se solução através de nova tecnologia de comunicação. foi caindo o preço da CPU. (explosão da informação e grandes bancos de dados). então. então. Conceitos básicos de Redes de Computadores Neste capítulo são apresentados os conceitos básicos de Redes de Computadores. Inicialmente são apresentadas as estruturas de redes mais comuns. Surge. A solução para o compartilhamento de recursos físicos e lógicos juntamente com a vantagem de se ter um sistema descentralizado. vindo. Pequenas empresas usavam "bureaux" de serviços. em seguida. Surgem então os computadores de porte menor (1965: DEC PDP-8 e 1970: DEC PDP-11) os chamados minicomputadores. dos computadores. É a isso que se propõem as redes de computadores. as soluções encontradas? Para a comunicação de computadores em termos de longa distância. obviamente. uma fábrica. Este sistema de transporte não é. o mais adequado para transferência de informação pois está sujeito a acidentes. os microcomputadores e os computadores pessoais. eram de uso centralizado e estavam disponíveis somente para grandes companhias. Estes sistemas consistiam nos chamados "mainframes" e continuavam caros e escassos. na época. O uso dos minicomputadores minimizou mas não solucionou o problema da comunicação. A necessidade da disseminação da informação e os avanços em tecnologia de armazenamento. Esta solução acarretou uma sobrecarga para o sistema operacional da máquina central. Os dados eram transferidos quando exigiam um grande volume de processamento ou um processamento requerendo software ou hardware especial. gerando atraso ou perda total do material. mais especificamente.000 km/h. Este serviço era caro e apenas suportado por grandes companhias uma vez que utilizavam linhas telefônicas de forma dedicada. Aí o problema de comunicação tornou-se muito mais sério. 1. Isto fez com que surgisse um problema de comunicação: como enviar dados ao "bureaux" de serviços (para processamento) ou como levar dados das subsidiárias para a matriz? Com o avanço tecnológico na área dos circuitos integrados. o que motivou a busca de uma nova tecnologia de interconexão. Paralelamente. o software e hardware especial era caro mas seu preço era amortizado pelo rateio do custo dos periféricos entre os vários usuários do bureaux de serviços. . Devido ao custo extremamente elevado desta forma de processamento. Esses fatos tornaram necessária uma nova tecnologia de comunicação. As pequenas companhias e as subsidiárias utilizavam-se dos minicomputadores para algum processamento local e na preparação dos dados para o "bureaux" de serviços ou matriz. Num ambiente restrito a uma região local (por exemplo. só pode ser alcançada através da interconexão das CPU's entre si. a necessidade de uma nova tecnologia para compartilhamento de recursos. cada máquina estava dedicada a um único usuário. propiciaram o aparecimento de discos de grande capacidade e mais baratos. ou seja. uma linha telefônica dedicada não era viável e para uma velocidade de 800. Minimizou porque os dados podiam agora ser preparados e armazenados em fita magnética e transportados via sistema de malotes. Para acessos infrequentes. Por outro lado. Este evento constituiu a chamada revolução do hardware. Histórico No início da história do processamento de dados ou. implicando na aparição dos primeiros sistemas multiusuários de grande porte.

Seguindo a nomenclatura da primeira rede de computadores. Do nosso ponto de vista um sistema distribuído é um caso especial de rede de computadores. etc. que será concluído neste mês (maio/junho 2000). dados e outros recursos independentemente de suas localizações físicas. • LANs MANs WANs A maioria dos aspectos abordaados nesta disciplina estão relacionados às LANs (redes locais). Quando existe a necessidade de comunicação entre as filiais e a matriz. Outro objetivo é proporcionar uma maior disponibilidade e confiabilidade dada a possibilidade de migração para outro equipamento quando a máquina sofre alguma falha. o objetivo de uma rede é tornar disponível a qualquer usuário. Três topologias respondem pela maioria de configurações de LANs: barramento. obrigando a sua transmissão para um computador central que realizava a tarefa de análise dos dados. Um outro exemplo é o sistema de VOZ sobre IP da Shell.1 Utilização das Redes de Computadores Usaremos o termo "rede de computadores" para denominar um conjunto de computadores interconectados e autônomos.2 Estrutura de uma rede de computadores Em toda rede existe um conjunto de máquinas destinadas a execução de programas dos usuários ( aplicações ). a perda completa do poder de computação é. o custo da comunicação em relação ao custo dos equipamentos como uma das razões para distribuir o poder de computação. chamaremos estes computadores de "hospedeiros" ( ou . dadas as inúmeras vantagens que são obtidas na implantação de uma rede.No RJ funciona sobre ATM e em estados como o RS funciona em canais de 128 Kbps. os custos para colocar uma máquina em cada ponto de aquisição de dados eram muito altos. no acesso á internet através modem/provedor. uma rede pode ou não ser um sistema distribuído. no mínimo. Neste caso pode-se: • Reduzir custos de hardware (impressora. Existe uma confusão considerável na literatura entre uma rede de computadores e um sistema distribuído. bancárias. Para aplicações militares. porém vários dos conceitos relacionados às LANs são igualmente aplicados às MANs e WANs. Atualmente os preços dos equipamentos envolvidos permitem que os dados sejam coletados e analisados no próprio local onde são gerados e somente alguns relatórios sejam enviados ao computador central reduzindo os custos de comunicação. a ARPANET. ela é feita pelos métodos tradicionais (correio. de controle de processo industrial e muitas outras. computadores lentos ligados a um supercomputador) • Compartilhamento de aplicativos • conectar pessoas (através da internet. Em suma. À medida que a necessidade de comunicação aumenta. todos os programas. De uma forma geral. etc. o caso de uma empresa com várias filiais. anel e estrela MAN: Meio termo entre LANS e WANS (com velocidades em torno de 10 Mbps). Dois computadores sao ditos interconectados se eles sao capazes de trocar informações. Em muitas aplicações.). mais atrativa se torna a idéia de interligação. os dados são gerados em diversos locais. Uma rede pode ainda ter sensores de temperatura. Como foi visto anteriormente. É a fax/modem. 2 micros) • Serviços bancários pela Internet. catastrófica! Podemos citar. pode-se citar. enquanto a Internet NÃO. WAN: As PND(s) garantem largura de banda. A essência de uma rede de computadores é permitir que 2 ou mais computadores trabalhem juntos. O interesse na instalação de uma rede de computadores é despertado pelas mais diversas necessidades. dependendo de como ela é usada. possuindo um número considerável de computadores instalados em regiões geograficamente dispersas e operando de forma independente. com um alto grau de coesão e transparência. entre elas. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  14 2. As redes de computadores podem ser divididas em três categorias no que diz respeito à abrangência geográfica: • • LAN: redes locais. telex. ainda. telefone. 2. por exemplo) • Enviar e receber arquivos • Migração quando houver falha em um equipamento (2 impressoras. quem limita a vel.

Todos os nós podem receber o sinal proveniente do satélite e. As linhas de transmissão também são chamadas de circuitos ou canais. também podem receber as transmissões efetuadas por outros nós para o satélite. Os equipamentos de comutação geralmente são computadores especializados e são denominados computador de comunicação. Cada hospedeiro é conectado a um ( ou ocasionalmente vários ) nó de comutação. a) b) c) d) e) f) Figura 2. os nós que não são destino. Caso exista uma especificação de destinatário na mensagem. A subrede é composta basicamente de dois componentes: equipamentos de comutação e linhas de transmissão. Este mecanismo de controle pode ser centralizado ou distribuído. cada bit percorre o caminho sem esperar pelos outros bits que compõem a mensagem.1 mostra a relação entre os hospedeiros e a subrede de comunicação. ela é recebida por todos os nós existentes na rede. A tarefa da subrede é transportar mensagens de um host a outro. três ou mais dispositivos utilizam o mesmo enlace de comunicação. No projeto da subrede existem dois tipos gerais de arquitetura de comunicação: – ligação ponto a ponto: há a presença de um ponto de comunicação em cada emlace ou ligação em questão – ligação multiponto: difusão (broadcast. Uma rede com topologia em barra deve ter associado algum mecanismo para resolver conflitos quando dois ou mais nós desejam transmitir simultaneamente. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  15 simplesmente hosts ). a) b) Figura 2. Quando uma mensagem é transmitida por qualquer um dos nós de comutação.multicast). A figura 2.2 mostra algumas topologias possíveis. Em um anel. (a) estrela (b) loop (c) árvore (d) completa (e) loops interconectados (f) irregular O segundo tipo de arquitetura de comunicação usa difusão. nó de comutação. Um terceiro sistema de difusão é o anel.1 (a) ligação ponto a ponto (b) ligação multiponto Quando se utiliza uma subrede com ligação ponto-a-ponto. um único canal de comunicação é compartilhado por todos os nós de comutação. da mesma forma que a rede telefônica transporta a conversação entre dois assinantes. apenas um nó fica habilitado a transmitir em um determinado instante. todos os outros devem aguardar pela liberação do meio de transmissão. muitas vezes antes que a mensagem . A figura 2. Uma segunda possibilidade é um sistema de radio ou satélite. A figura 2. Se os aspectos da comunicação (subrede) forem separados dos aspectos de aplicação (hosts). cada bit percorre todo o anel em pouco tempo. Neste caso. deve-se observar um aspecto importante do projeto que é a topologia de interconexão dos nós de comutação. Neste caso. Cada nó possui uma antena através da qual ele pode transmitir ou receber.2 Algumas topologias possíveis para uma subrede ponto-a-ponto. comutador de pacotes. Interface Message Processor (IMP) ou ainda comutador de dados. Tipicamente. devem ignorar a mensagem.3 mostra algumas possibilidades de subredes em difusão. o projeto completo de uma rede fica bastante simplificado. Todo o tráfego de ou para o host é feito via seu nó de comutação. Os hospedeiros são conectados por uma subrede de comunicação ( subrede ). No caso de uma rede com topologia em barra. em alguns casos.

Na alocação estática. Os métodos de alocação dinâmica são classificados em centralizados e distribuídos. Cada protocolo atua em uma camada específica de uma rede. Tais itens são: • Software de rede A simples transferência de um arquivo de uma máquina para outra envolve uma série de etapas que se fossem analisadas em conjunto. um protocolo é “um conjunto de regras sobre o modo como se dará a comunicação entre as partes envolvidas”. segundo uma hierarquia.3 Componentes básicos de uma rede de computadores Quatro itens são de fundamental importância quando se define os componentes básicos de uma rede de computadores. • Camadas de rede A maioria das redes de computadores é dividida em camadas ou níveis e a fim de simplificar o projeto de toda a rede. possui mais de 100 protocolos diferentes. teriam uma complexidade difícil de controlar. Ela pode fazer isto. A Internet. No método descentralizado ou distribuído.3 Subredes de comunicação usando difusão. a) (b) (c) Figura 2. (a) barra (b) radio ou satélite (c) anel Subredes de difusão podem ser divididas em estáticas e dinâmicas. Em contraste. dependendo de como o canal é alocado. cada mensagem não é retransmitida pelo próximo nó até que a mensagem inteira seja recebida. denominada hierarquia de protocolos. Exemplo: andares de um prédio. com uma topologia em loop. 2. Optou-se então por dividir as redes em camadas. Protocolos Camadas Hierarquia Figura 2. a menos que as mensagens sejam muito curtas. são necessárias algumas regras para controlar o acesso ao meio de transmissão.4 – Hierarquia de protodolos . o tempo é dividido em intervalos discretos e cada fatia de tempo é atribuída a um dos nós de forma a que cada um só transmita durante o seu intervalo de tempo. • Protocolos Basicamente. • Hierarquias de protocolos Como funcionam as camadas de uma rede? As camadas se comunicam entre si. aceitando requisições e tomando as decisões de acordo com um algoritmo interno. cada nó deve decidir por si mesmo quando deve transmitir ou não. Em um loop. não existe uma entidade central. existe uma única entidade responsável pela concessão do direito de transmissão. Da mesma forma que em outros sistemas de difusão. cada linha pode conter uma mensagem diferente enquanto que esta situação não é desejável em um anel. No método centralizado. Esta técnica apresenta a desvantagem de desperdiçar a capacidade do canal pois atribui tempo a um nó mesmo que ele não tenha mensagem para transmitir. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  16 seja transmitida completamente. por exemplo.

Eles necessitam tradutores (camada 2) que possuem secretárias (camada 1). por exemplo. Os tradutores usarão Alemão. Figura 2. mas um deles fala português e inglês e o outro fala chinês e francês. podemos considerar: A Camada 4 quebra os pacotes. a Camada 1 faz a comunicação via cabeamento ou sistema de ondas.: comunicação virtual na camada 5. a Camada 3 confere se uma mensagem chegou corretamente no destino.6. Figura 2.6 – Comunicação entre as camadas de uma rede de computadores Com relação à comunicação entre as camadas do modelo de rede apresentado na figura 2. .5 – Esquema de funcionamento da arquitetura de uma rede de computadores Embora conceitualmente uma comunicação entre dois processos de uma determinada camada se dê horizontalmente. mas nada impediria que utilizassen Finlandês. a Camada 2 confere o formato do quadro da mensagem e. Ex. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  17 Imagine dois filósofos (camada 3) querendo conversar. essa conversação implica na comunicação com as camadas inferiores através das interfaces entre as camadas.

Sessão 5 Transporte 4 Rede 3 Enlace 2 Física 1 Responsável pelo suporte das conexões entre as sessões. e por sua vez proporciona alguma funcionalidade aos níveis superiores.4 Arquiteturas de Redes As hierarquias de protocolos específicas são denominadas arquiteturas de redes. Isso é conseguido pelo encapsulamento dos dados em blocos (quadros) para a camada física. tais como criptografia. manter e terminar conexões que incluem troca de pacotes. Responsável pela transferência transparente entre dois pontos. elétricas e procedurais requeridas para estabelecer. TCP/IP (74) e Novell. gerencia e termina conexões (sessões) entre aplicações cooperantes. controle de erro e controle de fluxo necessários. 6 para que os dados sejam compreendidos por computadores que utilizem diferentes representações.: FTP. controle de fluxo recuperação de erros e transferência de arquivos. Possibilitando recuperação quando há algum erro ponto-a-ponto ou de controle de fluxo. Responsável pelo endereçamento e funções de controle (ex: roteamento) necessárias no envio de dados através da rede. mas o TCP/IP tornou-se padrão de fato. Responsável pela transmissão de um conjunto não estruturado de bits através do meio físico. Esta classificação permite que cada protocolo se desenvolva com uma finalidade deterninada. essa camada lida com o acesso à rede.7 – Comparativo entre as arquiteturas de redes OSI / ISO e Internet TCP / IP O modelo OSI (Open System Interconection) foi criado pela ISO (International Standard Organization) e consiste em sete níveis. TELNET. essa camada manipula os pacotes. Apresentação Responsável pela troca de mensagens com sentido. o qual simplifica o processo de desenvolvimento e implementação. dividindo as mensagens grandes em pacotes menores. roteamento. Isso significa estabelecer. controle de congestionamento. Isso envolve características mecânicas. Cada nível depende dos que estão abaixo dele. e o envio desses quadros com a sincronização. reempacotando-os se necessário. remontagem de dados e tradução de endereços lógicos para endereços físicos. Algumas das arquiteturas mais conhecidos são o OSI(83) (modelo). Apostila de Telecomunicações e Redes 1  18 2. onde cada um deles define as funções que devem proporcionar os protocolos com o propósito de trocar informações entre vários sistemas. Servindo como uma janela para as aplicações acessarem serviços de rede. Responsável por assegurar que as transmissões de dados e o estabelecimento das conexões lógicas entre as estações sejam livres de erros. tarefas administrativas e de segurança. Essa camada oferece interface e serviços comuns de comunicação. Por que o modelo OSI não pegou? • Momento ruim • Tecnologia ruim • Implementação ruim . OSI 7 6 5 4 3 2 1 Aplicação Apresentação Sessão Transporte Rede Enlace Físico Transporte Inter-rede Host / rede TCP/IP Aplicação Não presentes no modelo Figura 2. O modelo OSI foi criado pela ISO para se tornar um padrão. manter e desativar as ligações físicas. compressão de dados e reformatação de textos em formato abstrato. Os sete níveis do modelo OSI são os seguintes: Aplicação 7 Responsável pela interação com o Sistema Operacional através de interfaces para esse sistema (ex. SMTP). Fornecendo a estrutura de controle entre as aplicações. essa camada estabelece. Atualmente as camadas inferiores são implementadas em hardware.

6) Assinale a alternativa correta: a) Encapsulamento de dados seria colocar todo um pacote (cabeçalho+dados) como dados para poder transmitir por uma rede de formato de pacotes diferente b) Encapsulamento seria pegar os dados de um pacote. b) Overhead de protocolo é a quantidade de bits que são transmitidos mas que não são dados. . sem o cabeçalho e transmitir por uma rede de formato de pacotes diferente. b) Trailler ou cauda nas PDU´s são bits inseridos para correção ou detecção de erros na transmissão.5 é Token Bus (passagem de permissão em barramento) 5) Assinale a alternativa correta: a) Overhead de protocolo é a relação existente entre os bits de dados e os bits de controle que ocupam a banda de transmissão.3 é CSMA/CD (olhar anexo c-IEEE 802) b) A disciplina de acesso utilizada em redes 802. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  19 Questionário: 1) O que é multiplexação? 2) Quais as políticas de tratamento de erros existentes? Qual delas se aplica na transmissão isócrona? 3) Para que serve o controle de fluxo em uma rede? E o controle de seqüência? 4) Assinale a alternativa correta. com relação da política de acesso a um MT compartilhado: a) A disciplina de acesso utilizada em redes 802. 7) Assinale a alternativa correta: a) Trailler ou cauda nas PDU´s são bits inseridos com o objetivo de preencher o pacote com o tamanho mínimo necessário para transmissão.

"Você não pode simplesmente ignorar as leis da física. Deve-se distinguir dois conceitos que podem ser confundidos à primeira vista: canal e meio de comunicação. é na camada física que são definidas as características de cabeamento utilizado em uma rede de comunicação de dados. o que é equivalente à taxa de transmissão de uma rede ATM (622 Mbps). esse método costuma ser muito mais eficaz sob o ponto de vista financeiro. A resistência está associada ao fenômeno de dissipação do calor em um condutor no qual trafega uma corrente elétrica. Os canais podem ser individualizados física ou eletricamente. As linhas físicas se caracterizam por apresentarem continuidade “metálica”. a distância entre dois condutores e o tipo de isolamento. Um DVD armazena 4. manter e desativar conexões entre duas partes.. existem vários tipos de meios de transmissão. os mesmos precisam ser individualizados eletricamente de acordo com alguma técnica de multiplexação. Willy respondia pacientemente.Tudo sobre Cabeamento de Redes" Uma das formas mais comuns de transportar dados de um computador para outro é gravá-los em uma fita magnética ou em discos flexíveis. funcionais e procedimentos para ativar. Quando um meio de transmissão transmissão transporta vários canais. do tipo de isolamento entre eles.1 Meios físicos "Cabo é cabo. a reatância é a medida da oposição da alteração da voltagem e da corrente elétrica em um condutor Impedância Característica elétrica dependente de uma série de características de projeto. de sua capacidade de neutralizar o ruído externo". que caem basicamente em duas categorias: as linhas físicas e os sistemas de ondas que utilizam a propagação de ondas eletromagnéticas de rádio ou luz através do espaço livre. transportar fisicamente a fita ou os discos para a máquina de destino.F. e Meio de Transmissão é o suporte físico que transporta um ou vários canais. no sentido estrito. Se o destino estiver a uma hora de distância.7 GB. dificilmente alguma outra tecnologia de transmissão poderá sequer ser comparada ao DVD ou fitas DAT. onde eles serão finalmente lidos. "Não". Por exemplo. Pode-se colocar 1000 DVD´s em uma pequena caixa (perfazendo um total de 4700 GB) e despachar de um ponto a outro do Brasil em 24 horas (Sedex). em um cabo de pares trançados. Meios de Transmissão de Dados A camada física de uma rede provê características físicas. Por outro lado. com características de transmissão e de custo variáveis em função das suas características físicas. Segundo estas leis. A impedância do cabo deve estar de acordo com a sua aplicação para evitar a perda do sinal e interferências. por causa dos condutores. L. quando se fala em termos de desempenho. Apesar de não ser tão sofísticado quanto usar um satélite de comunicação geossíncrono. especialmente nas aplicações em que a alta largura de banda ou o custo por bit tem importância fundamental. Para um banco com gigabytes de dados a serem gravados diariamente em uma segunda máquina (de modo que o banco possa continuar a funcionar mesmo durante uma grande enchente ou terremoto). Sendo assim. 3. não é mesmo?" . cada par é um circuito físico (canal físico). como é o caso da fibra ótica.400 s ou seja aproximadamente 544 Mbps. tais como: a resistência. Derfley. O sinal elétrico que trafega em um meio físico está sujeito a uma série de condições que prejudicam a sua propagação. . Apostila de Telecomunicações e Redes 1  20 3. elétricas. a largura de banda será ampliada em cerca de 15 Gbps. A largura de banda efetiva dessa transmissão é de 4700 gigabytes/86. Em pares metálicos a degradação do sinal elétrico depende intrinsecamente das seguintes características do meio de transmissão: Resistência Oposição natural do condutor ao fluxo de elétrons em um determinado sentido. Basta fazer um simples cálculo para esclarecer essa questão. a reatância. Existem vários tipos de linhas físicas. Reatância De modo similar à resistência. há muitas diferenças entre cabos deste tipo. embora o meio possa não ser metálico. J. e Freed. de sua organização dentro da tubulação. o Novato perguntava. Canal é o circuito individual sobre o qual se estabelece uma comunicação entre uma fonte e um destino.

confiabilidade. ou seja. A linha aberta deriva esse nome do fato de ser usada sem isolamento. Os preços variam muito de acordo com o tipo de cabeamento utilizado [ROC96]. porém. deixam passar corrente contínua e apresentam apenas uma freqüência de corte superior à banda de passagem. possui uma blindagem interna envolvendo cada par trançado componente do cabo cujo objetivo é reduzir a diafonia. 3. Em um projeto de redes. portanto uma faixa de passagem maior do que a dos pares trançados usados no âmbito urbano. a largura de banda de uma linha física varia com o seu comprimento.Unshielded Twisted Pair). passando pela demanda de recursos que estes aplicativos consumirão até o tipo de linhas físicas ou meios físicos que serão utilizados. Podemos dividir os pares trançados entre aqueles que possuem uma blindagem especial (STP . Tudo tem que ser projetado de maneira eficiente e racional. de acordo com pesquisas. a blindagem dos cabos stp não faz parte do caminho percorrido pelo sinal. O investimento feito em um sistema de cabeamento irá pagar dividendos durante anos. 70% dos casos são provocados por um cabeamento mal projetado. com um total de 4. Como o custo de uma hora parada é estimado entre 1. a linha aberta foi o principal meio telefônico interurbano de anos atrás.1. imunidade a ruídos. Em comparação com os outros investimentos que devem ser feitos a fim de implantar um determinado projeto de redes. limites de emissão eletromagnética.000 reais. além de possuir uma malha blindada global que confere uma maior imunidade às inteferências externas eletromagnética / radiofrequência. o hardware tem uma vida útil de 5 anos. O cabeamento é o componente de menor custo de uma rede local. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  21 Todas as linhas físicas funcionam como um filtro passa-baixas para distâncias curtas.5 e 4 mm que sã mantidos isolados e paralelos presos a suportes físicos às cruzetas dos postes telefônicos. À medida que a distância aumenta. Os telegráficos do século 19 usavam essas linhas. O projeto de cabeamento não envolve somente considerações sobre taxas de transmissão e largura de banda. mas também facilidade de instalação.6 paradas por ano em média.000 e 20. através do efeito de cancelamento. 3. Dados colhidos pela LAN Technology informam que uma rede de porte médio apresenta 23. Dessa forma.Shielded Twisted Pair) e aqueles que não a possuem (UTP . as linhas físicas serão o item que terão a maior duração. no entanto. qualidade (atenuação do sinal versus comprimento máximo). reduzir o ruído e manter constante as propriedades elétricas do meio por toda a sua extensão. Os fios de grosso calibre significavam uma resistividade menor e. a) Par Trançado STP Um cabo STP. o controle do downtime poderia reduzir em muito os custos por ociosidade [ROC96]. Os softwares costumam passar por uma evolução a cada dois ou três anos e. Hoje seu uso está limitado a algumas zonas rurais. logo surge uma freqüência de corte inferior e a largura de banda vai se estreitando progressivamente. Segundo pesquisas realizadas pela Infonetics. desde os aplicativos necessários às exigências dos usuários. todas as necessidades têm que ser supridas a um custo mínimo permitindo ainda futuras expansões e reavaliações do projeto.2 Par Trançado O cabo de par trançado é composto por pares de fios. O efeito de cancelamento reduz o nível de interferência eletromagnética / radiofrequência [SOA96] [TAN94]. conformidade às exigências geográficas.9 horas inoperantes. conformidade aos padrões internacionais. Os fios de um par são enrolados em espiral a fim de. terá que se conviver 15 anos ou mais com seu cabeamento de rede. Ao contrário dos cabos coaxiais. seu custo era muito elevado. Isto é. entre as causas para o downtime de uma rede. . uma impedância característica de 150 Ohms e pode alcançar uma largura de banda de 300 MHz em 100 metros de cabo. Por outro lado. disponibilidade de componentes e custo total [SOA96]. Quando bem estruturado pode representar de 5 a 7% do custo total da rede. vários fatores têm que ser levados em consideração. mas o nível de retorno dependerá do cuidado com o qual se selecionam os componentes e se supervisiona a instalação dos cabos [DER94]. Um cabo STP geralmente possui dois pares trançados blindados.1 Linha aérea de Fio nú Constituída por fios de cobre (raramente bronze ou ferro) de diâmetro entre 1.1.

mostrado na figura abaixo. sendo que as classes 1 e 2.1 . 4 . contém quatro pares de fios de cobre sólidos modelo 22 ou 24 AWG. • • bitola do fio.Seção de um cabo UTP Figura 3. onde números maiores indicam fios com diâmetros menores. b) Par Trançado UTP O cabo de par trançado sem blindagem (UTP) é composto por pares de fios. especificada em AWG (American Wire Guage). O cabo de rede UTP tem um diâmetro externo de 4.Cabo STP patch [BER96] O maior volume de blindagem e isolamento aumenta consideravelmente o peso. aliado ao baixo custo de aquisição e instalação dos mesmos. que queriam certezas sobre os parâmetros característicos destes cabos. quanto por parte dos fabricantes de equipamentos. O cabo tem uma impedância de 100 ohms . fez com que se tornasse necessário. O cabo de par trançado sem blindagem projetado para redes. 16 Mbits (4). o tamanho e o custo do cabo.Cabo UTP [BER96] A EIA/TIA (Electronic Industries Association/Telecommunication Industry Association) levou a cabo a tarefa de padronização dos cabos UTP através da recomendação 568.3 . O alto desempenho em termos de qualidade alcançados pelos pares trançados não blindados (UTP).2 . Este dabo era adotado pela IBM para interconexão entre os elementos integrantes de sua rede (token ring) e atualmente praticamente não é mais utilizado. 3.3 mm. e 100 Mbits (5).4 . uma pressão por padronização tanto por parte dos projetistas. ele obtém sua proteção do efeito de cancelamento dos pares de fios trançados. Os cabos UTP inicialmente foram divididos em 5 categorias (atualmente existem 6 ou 7) no que se refere a: • taxas de transmissão e qualidade do fio. . Com o aumento das taxas de transmissão. que os utilizavam em suas composições e precisavam de garantias confiáveis de desempenho [ROC96]. especificados através de regulamentação fornecida pelos padrões reguladores da Underwriter Laboratories (UL). Não há blindagem física no cabo UTP. Figura 3. Poucos cabos STP eram suficientes para preencher um duto de fiação de um prédio [DER94]. sendo que cada par é isolado um do outro e todos são trançados juntos dentro de uma cobertura externa. 10 Mbits (3). cabos de par trançado de melhor qualidade foram sendo produzidos. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  22 Figura 3. níveis de segurança.Seção de cabo STP Figura 3.5 suportam respectivamente taxas de transmissão de até 5 Mbits (1 e 2).um fator importante que diferencia dos outros tipos de fios de telefone e par trançado. sendo esse último tipo o mais utilizado atualmente e que possui melhor grau de qualidade.

Até 16 Mb/s IEEE 10BaseT ./Telecom. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  23 Referência (Banda passante 100m) EIA/TIA Categoria 1 (. AS 400 IEEE 10BaseT Token Ring(4 Mbit/s) Ethernet(10 Mbit/s).1 .5 – Esquema de ligação dos pares trançados UTP .Idem ao anterior. Association Padrão de cores para cabo UTP 4 pares: Par 1 2 3 4 Cor do par Branco/Azul Azul/Branco Branco/Laranja Laranja/Branco Branco/Verde Verde/Branco Branco/Marrom Marrom/Branco Tabela 3. Token Ring(16 Mbit/s). Até 20 Mb/s IEEE 10BaseT e 100BaseT 100 Mbit/s ATM 155 Mb/s Gigabit Ethernet Todas as anteriores e tecnologias em desenvolvimento Cabo blindado – tecnologias emergentes Categoria 5E (Banda100 MHz em c/ par) Categoria 6 (Banda 250 MHz em c/ par) Categoria 7 (Banda 600 MHz em c/ par) Tabela 3. Ind. 3X.5 Mhz) EIA/TIA Categoria 2 (1 Mhz) EIA/TIA Categoria 3 (Banda de 16 MHz) EIA/TIA Categoria 4 ( Banda de 20 MHz) EIA/TIA Categoria 5 ( Banda de 100 MHz) Impedância (Bitola AWG) 150 Ohms (26 AWG) 100 Ohms (26 AWG) 100 Ohms UTP (24 AWG) 100 Ohms UTP baixa perda (24 AWG) 100 Ohms UTP freqüencia estendida Aplicações (Telefonia e Dados) Telefonia Analógica (4 KHz) Telefonia Digital (64 Kbit/s) ISDN Dados (2.Categorias de cabos UTP Legenda: AWG: American Wire Guage CDDI: Copper Data Distributed Interface IEEE: Institute of Eletrical and Eletronic Engineers EIA/TIA: Eletronic Industry Assoc.046 Mbit/s) IBM 3270.2 – Pares trançados UTP Conforme norma ANSI/TIA/EIA-568A são reconhecidos 2 esquemas de ligação padrão RJ: a) utilizado pela AT&T (568B) b) utilizado pelos demais fabricantes (568A) NEMA: National Eletrical Manufactures Association STP: Shielded Twisted Pair TPDDI: Twisted Pair Data Distributed Interface UL: Underwriter's Laboratories UTP: Unshield Twisted Pair Figura 3.

os custos de mão de obra com técnicas de instalação para estes cabos e para a própria fibra ótica estão caindo muito.3 – Pares trançados UTP Conectores O conector padronizado pela norma é o RJ-45. Figura 3. Pode-se utilizar UTPs com três principais arquiteturas de rede (ARCnet. sendo que a utilização dos pares é apresentada abaixo: Rede 10BaseT Token Ring 100BaseT ATM Utilização do par 1&2 e 3&6 3&6 e 4&5 1&2 e 3&6 1&2 e 7&8 Tabela 3. Ethernet e token-ring). A desvantagem do par trançado é a sua susceptibilidade à interferência e ruído. obedecendo rígidas normas de segurança e desempenho (ver seção seguinte) [DER94]. A ligação de nós ao cabo é também extremamente simples. . Maiores detalhes acerca de ruídos e interferências em canais de transmissão serão apresentados posteriormente. salvo a conhecida exceção da fibra ótica. Como é comum a utilização de cabos coaxiais de 75 Ohms para transmissão de TV a cabo. Na maioria dos casos. A configuração dos pares deve atender os sistemas existentes. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  24 Crossover Em um cabo. portanto de baixo custo.3 e 6. É verdade que o UTP custa menos por metro do que qualquer outro tipo de cabo de rede local. incluindo "cross-talk" de fiação adjacente. que pode ser blindado ou não. mas a despesa com material é a menos significativa em qualquer instalação pois a mão de obra é o elemento mais caro. Uma grande vantagem do UTP que não pode ser desprezada é a flexibilidade e a espessura dos cabos. O UTP não preenche os dutos de fiação com tanta rapidez como os outros cabos. basta configurar o 568-A em uma extremidade e o 568-B na outra. um esquema de sinalização debandabase e fios de pares trançados em uma topologia física em estrela.O padrão Ethernet utiliza somente os pinos 1.2. mas muitas placas de interface Ethernet são configuradas para cabos coaxiais e UTP. A figura anterior mostra o conector fêmea (você olhando para o encaixe). as placas de interface de rede vêm para um tipo específico de cabeamento. Isto aumenta o número de conexões possíveis sem diminuir seriamente o espaço útil ou exigir onerosos projetos de alteração das instalações físicas disponíveis. Em sistemas de baixa freqüência a imunidade a ruído é tão boa quanto ao cabo coaxial.6 – Conector RJ-45 Padrão 802. O par trançado é o meio de transmissão de menor custo por comprimento. O enfoque teórico do padrão 10BaseT é que ele permite que os gerentes de rede local utilizem fios de telefone já instalados. conforme o cabo. É de se questionar o valor a ser pago por uma boa instalação de UTP.3 10BaseT O nome 10BaseT indica uma velocidade de sinalização de 10 megabits por segundo. o que diminui os custos e as possibilidades de falha na instalação.

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3.1.3 Cabo Coaxial
Um cabo coaxial consiste em um fio de cobre rígido que forma o núcleo, envolto por um material isolante que, por sua vez, é envolto em um condutor cilíndrico, frequentemente na forma de uma malha cilíndrica entreleçada. O condutor externo é coberto por uma capa plástica protetora.

Figura 3.7 – Corte em um cabo coaxial A forma de construção do cabo coaxial lhe dá uma boa combinação de alta banda passante e excelente imunidade a ruídos. A banda passante possível depende do comprimento do cabo. Para cabos de 1 Km, pode-se chegar a uma taxa de dados de 1 Gbps. Taxas de dados mais altas são possíveis em cabos mais curtos e, pode-se usar cabos mais longos, mas com taxas mais baixas. Dois tipos de cabo coaxial são bastante utilizados. Um tipo, o Cabo Coaxial Fino, também conhecido como cabo de 50 ohms ou cabo coaxial em Banda Base. O outro tipo, o Cabo Coaxial Grosso, também conhecido como cabo coaxial em Banda Larga.
a) Cabo Coaxial de Banda Base (50 ohms)

O cabo coaxial fino, também conhecido como cabo coaxial banda base ou 10Base2, é utilizado para transmissão digital e possui impedância característica geralmente de 50 ohms. As principais características de cabos coaxiais do tipo banda base, de impedância característica de 50 ohms, que eram utilizados em redes locais são : Impedância: 50 ohms Tamanho Mínimo de Segmento: 0,45 metros Transmissão em banda base, código Manchester, em modo half-duplex; Tamanho Máximo sem Repetidores: depende da velocidade que se deseja. Capacidade: 30 equipamentos/segmento Acesso ao meio: CSMA/CD Taxas de Transmissão de Dados: de 10 Mbps até 2 Gbps (Tane97) (depende do tamanho e qualidade do cabo). Usual em uma rede local seria uma taxa de 10 Mbits/s ou 100Mbits/s Modo de Transmissão: Half-Duplex - Código Manchester. Transmissão: Por pulsos de corrente contínua. Imunidade EMI/RFI: 50 dB Conector: Conector T Instalação: Facilitada (cabo fino e flexível) Topologia mais usual: barra; Tempo de trânsito: 4 ns/m. O cabo coaxial fino é mais maleável e, portanto, mais fácil de instalar. Em comparação com o cabo coaxial grosso, na transmissão em banda base, o cabo de 50 ohms sofre menos reflexões devido as capacitâncias introduzidas na ligação das estações ao cabo, além de possuir uma maior imunidade a ruídos eletromagnéticos de baixa frequência. Apesar do cabo coaxial banda base ter uma imunidade a ruídos melhor do que o par trançado, a transmissão em banda larga fornece uma imunidade a ruído melhor do que em banda base. Nesta tecnologia de transmissão, o sinal digital é injetado diretamente no cabo. A capacidade de transmissão dos cabos nesta modalidade varia entre alguns Mbps/Km, no caso dos cabos mais finos, até algumas Gigabits por segundo no caso de cabos mais grossos e de melhor qualidade. A impedância utilizada nesta modalidade de transmissão é de 50 ohms.

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Um Cabo Coaxial Banda Base, também conhecido como 10Base2, consiste de um fio de cobre rígido, que forma o núcleo, envolto por um material isolante, que por sua vez é envolto por um condutor cilíndrico na forma de malha entrelaçada, tudo coberto por uma capa plástica protetora. O método de acesso ao meio usado em Cabos Coaxias Banda Base é o detecção de portadora, com detecção de colisão. Amplamente utilizado em redes locais.

Figura 4.9 – Conector BNC

Figura 3.8 – Cabo coaxial 50 ohms
b) Cabo Coaxial de Banda Larga (75 ohms)

Um Cabo Coaxial Banda Larga, também conhecido como 10Base5 ou "Mangueira Amarela de Jardim", consiste de um fio de cobre rígido, que forma o núcleo, envolto por um material isolante, que por sua vez é envolto por um condutor cilíndrico de alumínio rígido, tudo coberto por uma capa plástica protetora.

Figura 3.10 – Cabo coaxial 75 ohms O cabo coaxial grosso, também conhecido como cabo coaxial de banda larga ou 10Base5, é utilizado para transmissão analógica, principalmente em redes de longa distância, como a utilizada pela TV a cabo. O cabo coaxial grosso, possui uma blindagem geralmente de cor amarela. Seu diâmetro externo é de aproximadamente 0,4 polegadas ou 9,8 mm. Uma diferença fundamental entre os cabos coaxiais de banda base e banda larga é que sistemas em banda larga necessitam de amplificadores analógicos para amplificar periodicamente o sinal. Esses amplificadores só transmitem o sinal em um sentido; assim, um computador enviando um pacote não será capaz de alcançar os computadores a montante dele, se houver um amplificador entre eles. Para contornar este problema, foram desenvolvidos dois tipos de sistemas em banda larga: com cabo duplo e com cabo único. Os sistemas de cabo duplo têm dois cabos idênticos paralelos. Para transmitir dados, um computador emite os dados pelo cabo 1, que está conectado a um dispositivo chamado head-end na raiz da árvore de dados. Em seguida, esse head-end transfere o sinal para o cabo 2, que refaz o caminho da árvore a fim de realizar a transmissão. Todos os computadores transmitem no cabo 1 e recebem no cabo 2. Sistemas com cabo único é alocado bandas diferentes de frequência para comunicação, entrando e saindo por um único cabo. A banda do cabo é dividida em dois canais ou caminhos, denominados:

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1.caminho de transmissão (Inbound): caminho de entrada dos dados no canal 2.caminho de recepção (Outbound): caminho de saida dos dados do canal

Figura 3.11 – Esquemas gerais de LAN de barra em banda larga No modelo midsplit, por exemplo, a banda de entrada vai de 5 a 116 MHz, e a banda de saída vai de 168 a 300 MHz.

Figura 3.12 – Redes de banda larga. (a) Cabo duplo. (b) Cabo único Esse cabo é muito utilizado para a transmissão do sinal de vídeo em TV a cabo e, na transmissão de vídeo também em computadores, para a integração de imagens transmitidas para várias estações de rede local. Tecnicamente, o cabo de banda larga é inferior ao cabo de banda básica (que tem apenas um canal) no que diz respeito ao envio de dados digitais, no entanto, por outro lado, existe a vantagem de haver muitos cabos desse tipo já instalados. Na Holanda, por exemplo, 90 por cento de todas as casas têm uma conexão de TV a cabo. Cerca de 80 por cento das casas norte-americanas têm um cabo de TV instalado. Desse total, pelo menos 60 por cento têm de fato uma conexão a cabo. Com a acirrada concorrência entre as companhias telefônicas e as empresas de TV a cabo, podemos esperar que um número cada vez maior de sistemas de TV a cabo comece a operar como MANs e oferecer serviços telefônicos, dentre outras vantagens. Para obter maiores informações sobre a utilização da TV a cabo como uma rede de computadores, consulte Karshmer and Thomas, 1992. As dificuldades de conexão com cabos coaxiais são um pouco maiores do que se fosse utilizado o par trançado. A conexão dos cabos é feita através de conectores mecânicos, o que também encarece sua instalação em relação ao par trançado, porém, os benefícios compensam com larga vantagem a utilização deste método. Dados Técnicos Impedância: 75 ohms Atenuação: em 500m de cabo não exceder 8,5 dB medido a 10MHz ou 6,0 dB medido a 5 MHz Velocidade de Propagação: 0,77c (c=vel. luz no vácuo) Tamanho Máximo de Segmento: 500 metros Tamanho Mínimo de Segmento: 2,5 metros Tamanho Recomendado: múltiplos de 23,4 - 70,2 ou 117 metros

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Número Máximo de Segmentos: 5 Tamanho Máximo Total: 2.500 metros Capacidade: 1500 canais com 1 ou mais equipamentos por canal Acesso ao meio: FDM Taxas de Transmissão de Dados: 100 a 150 Mbps (depende do tamanho do cabo) Modo de Transmissão: Full-Duplex. Transmissão: Por variação em sinal de freqüência de rádio Imunidade EMI/RFI: 85 dB Conector: Tipo Derivador Vampiro Utiliza Transceptores (detecta a portadora elétrica do cabo) Instalação: Requer prática/pessoal especializado
c) Cabo coaxial x par trançado:
– As características de transmissão do cabo coaxial são melhores do que o par trançado (comparado às categorias 5 e

5e), porém ocupa muito mais espaço em um duto de fiação.
– Na transmissão analógica o coaxial é mais adequado, pois permite uma largura de banda maior a uma distância maior

do que o par trançado.
– O cabo coaxial possui imunidade maior aos ruídos de cross-talk e uma fuga eletromagnética mais baixa, porém o custo

do coaxial é mais elevado do que o do par trançado, principalmente nas interfaces de ligação. Conclui-se que o cabo coaxial é mais adequado à transmissão analógica enquando o par trançado é mais indicado à transmissão digital.

3.1.4 Fibras óticas
Muitas pessoas do setor de informática se orgulham com a rapidez com que a tecnologia usada nos computadores vem melhorando. Na década de 1970, um computador rápido (por exemplo, o CDC 6600) podia executar uma instrução em 100 nanossegundos. Vinte anos depois, um computador Cray rápido podia executar uma instrução em 1 nanossegundo, decuplicando seu desempenho a cada década. Nada mal. No mesmo período, a comunicação de dados passou de 56 Kbps (a ARPANET) para 1 Gbps (comunicação ótica moderna), isso significa que seu desempenho melhorou 100 vezes em cada uma década, enquanto, no mesmo período, a taxa de erros passou de 10-5 por bit para quase zero. Além disso, as CPUs estão se aproximando dos limites físicos, como a velocidade da luz e os problemas decorrentes da dissipação do calor. Por outro lado, com a atual tecnologia de fibra ótica, a largura de banda pode ultrapassar a casa dos 50.000 Gbps (50 Tbps) e são muitas as pessoas que estão realizando pesquisas com materiais de melhor qualidade. O limite prático da sinalização atual é de cerca de 1 Gbps, pois não é possível converter os sinais elétricos e óticos em uma velocidade maior. O uso experimental de 100 Gbps está previsto a curto prazo. Dentro de poucos anos, alcançaremos uma velocidade de 1 terabit/s. Logo teremos sistemas plenamente óticos, que influenciarão também a transmissão de dados entre computadores (Miki, 1994a).

Figura 3.13 – Fibra ótica

Figura 4.14 – Conector de fibra ST

Na corrida entre a computação e a comunicação, ganhou a comunicação. O significado real da largura de banda infinita (apesar dos custos) ainda não foi totalmente assimilado por uma geração de cientistas e engenheiros da computação que aprenderam a pensar em termos dos limites de Shannon e Nyquist impostos pelo fio de cobre. Os novos conceitos partem

a tecnologia atual de fibras caracteriza-se por três tipos distintos a seguir: 3. de seus índices de refração). na prática.16 (b). como mostra a Figura 3. converte-o e transmite-o por pulsos de luz. Dessa forma. temos um sistema de transmissão de dados unidirecional que aceita um sinal elétrico. C O N V E R S O R C O N Receptor V Ótico Fibra ótica E (detetor R Ótico) S O Interface O-E R Sinal elétrico Transmissor Ótico (emissor de luz) Sinal elétrico Interface E-O Figura 3.16 – (a) Três exemplos de um feixe de luz dentro de uma fibra de sílica com a fronteira ar/sílica em diferentes ângulos (b) reflexão de um raio de um feixe de luz abaixo do ângulo crítico Com relação à capacidade de transmissão. ao emergir. por exemplo.4. por essa razão. o desempenho destas fibras não passam de 15 a 25 Mhz. produz um ângulo β1. Nesta seção.15 – Conversor de sinal ótico/elétrico e elétrico/ótico Esse sistema de transmissão desperdiçaria luz e. a luz é refratada de volta para a sílica. Esse feixe pode se propagar por muitos quilômetros sem sofrer praticamente nenhuma perda. as redes devem tentar evitar a computação a todo custo. Devido a alta dispersão. a saída é reconvertida em um sinal elétrico.1 Tipos de fibras a) Multimodo com índice degrau Esse tipo de fibra ótica possui sua capacidade de transmissão limitada basicamente pela dispersão modal.Km. a origem da luz.km em média. como mostra a Figura 3. b) Multimodo com Índice Gradual Esse tipo de fibra ótica possui sua capacidade de transmissão limitada pela dispersão modal. Um sistema de transmissão ótico tem três componentes. e a ausência de luz representa um bit zero. nada escapa para o ar. independente do desperdício de largura de banda. um pulso de luz indica um bit 1. A taxa de transmissão neste tipo de fibra é de 400 MHZ. Figura 3. mostrando-se apenas um interessante princípio físico. ao incidir na fronteira e que. vamos estudar as fibras óticas e veremos como funciona essa tecnologia de transmissão. O meio de transmissão é uma fibra de vidro ultrafina. da sílica fundida para o ar. Quando instalamos uma fonte de luz em uma extremidade de uma fibra ótica e um detector na outra. O detector gera um pulso elétrico quando entra em contato com a luz. Quando um raio de luz passa de um meio para outro. Nela. é interceptado na fibra. No entanto. essas fibras são menos sensíveis a esse fenômeno do que as fibras multimodais. Na extremidade de recepção. . um feixe de luz que incide em um ângulo crítico. o meio de transmissão e o detector. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  29 da premissa de que todos os computadores são desesperadamente lentos e.1. Nos ângulos cuja incidência ultrapasse um determinado valor crítico. que reflete os diferentes tempos de propagação da onda luminosa. Convencionalmente. ou acima dele. O volume de refração depende das propriedades dos dois meios físicos (em particular. não teria a menor utilidade. o raio sofre uma refração (desvio) na fronteira sílica/ar. nós vemos um feixe de luz que forma um ângulo α1. que reflete os diferentes tempos de propagação da onda luminosa.16.

1. na prática. Pesquisas sobre fibras que utilizam o érbio prometem alcançar distâncías ainda maiores sem repetidores. e não por água. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  30 c) Monomodo Estas fibras são insensíveis a dispersão modal. o vidro podia ter no máximo 1 mm de espessura para que a luz pudesse atravessá-lo. O vidro usado nas modernas fibras óticas são tão transparentes que. Elas já mostraram que feixes laser de alta potência podem conduzir uma fibra em uma distância de 100 quilômetros sem utilizar repetidores.2 Transmissão de luz através da fibra As fibras óticas são feitas de vidro. A atenuação do tipo de vidro usado nas fibras é mostrada na Figura abaixo. A atenuação da luz através do vidro depende do comprimento de onda da luz. A atenuação em decibéis é obtida com a seguinte fórmula. apesar de fazê-lo em velocidades mais baixas.4. em decibéis por quilômetro linear de fibra. por sua vez. Já foram feitas experiências com taxas de dados muito mais altas entre pontos mais próximos.17 – Tipos de fibra existentes 3. seria possível ver o fundo do mar da superfície.7 mícron (1 mícron é igual a 10-6 metros). obtemos atenuação de 10 log 10 2 = 3 dB. uma matéria-prima barata e abundante. que. O vidro transparente usado nas janelas foi desenvolvido durante a Renascença. quando o fator de perda é dois. esta fibra pode atingir taxas de transmissão na ordem de 100 Ghz. A luz visível tem comprimentos de onda ligeiramente mais curtos. que. mas. assim como vemos o solo quando voamos de avião em um dia ensolarado. que variam de 0. para eles. é produzido a partir da areia. As fibras monomodais atualmente disponíveis podem transmitir dados a uma velocidade de muitos Gbps em uma distância de 30 km. A figura mostra a parte infravermelha do espectro.Km. .4 a 0. Figura 3. Os antigos egípcios já dominavam a manufatura do vidro. Devido a esta característica. se o mar fosse formado por esse tipo de vidro. que é a reflexão da onda luminosa em diferentes tempos. Atenuação em decibéis = 10 log 10 potência transmitida potência recebida Por exemplo. é a usada.

Em seguida. mas.19 – (a) Perspectiva lateral de uma fibra.30 e 1. só pode ser feito com a redução da taxa de sinalização. a exceção fica por conta da malha entrelaçada. quando os pulsos são produzidos com um formato especial relacionado ao recíproco do co-seno hiperbólico.85.55 micra. descobriu-se que.19 (a) mostra a perspectiva lateral de uma fibra. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  31 A comunicação utiliza três bandas de comprimento de onda. os cabos de fibra terrestres são colocadas no solo a um metro da superfície. Atualmente. o núcleo tem 50 micra de diâmetro. protegidos por uma capa externa. Nas fibras monomodais. para manter a luz no núcleo. todos os efeitos da dispersão são cancelados e é possível enviar pulsos por milhares de quilômetros sem que haja uma distorção significativa. No centro. no entanto.4. respectivamente. as fibras são agrupadas em feixes. Nas fibras multimodais. eles são depositados no fundo.19 (b) mostra um cabo com três fibras. Em águas profundas. Uma forma de impedir que a expansão desses pulsos se sobreponha é aumentar a distância entre eles. os cabos de fibra transoceânicos são enterrados em trincheiras por uma espécie de arado marítimo. Felizmente. onde podem ser arrastados por redes de pesca ou comidos por tubarões. onde ocasionalmente são atacados por pequenos animais roedores. Figura 3.85 mícron tem uma atenuação maior. A Figura 3. Esses pulsos são chamados de solitons. Elas são centralizadas em 0. Figura 3. o núcleo tem entre 8 e 10 micras. 1. As três bandas entre 25 e 30 mil GHz de largura. O volume da dispersão vai depender do comprimento da onda. o que corresponde à espessura de um fio de cabelo humano. A Figura 3. Essa expansão é chamada de dispersão. o que. o mundo assiste a um grande esforço de pesquisa no sentido de colocar em prática as experiências que estão sendo feitas em laboratórios com os solitons.3 Cabos de fibra Os cabos de fibra ótica são semelhantes aos coaxiais.1. Perto da praia. por outro lado. 3. os lasers e os chips podem ser produzidos a partir do mesmo material (arsenieto de gálio). há um revestimento plástico fino com finalidade de proteger a camada anterior. Normalmente.18 – bandas de freqüências utilizadas para transmissão nas fibras Os pulsos de luz enviados através de uma fibra se expandem à medida que se propagam. O núcleo da fibra é envolvido por uma proteção de vidro cujo índice de refração é inferior ao do núcleo. nesse comprimento de onda. fica o núcleo de vidro através do qual se propaga a luz. As duas últimas têm boas propriedades de atenuação (uma perda inferior a 5 por cento por quilômetro) A banda de 0. Geralmente. (b) Extremidade de um cabo com 3 fibras. .

ele deixa um computador off-line.4. e um pulso de luz deve conduzir energia suficiente para ser detectado. a taxa de erros pode se tornar arbitrariamente pequena. Em terceiro lugar.20 – Um anel de fibra ótica com repetidores ativos O outro tipo de interface. A luz recebida é convertida em um sinal elétrico. um conjunto de ligações ponto a ponto. Com pulsos de potência suficiente. há uma pequena atenuação. elas podem ter conectores em suas extremidades e serem plugadas em sockets de fibra. dois pedaços de fibra podem ser fundidos de modo a formar uma conexão sólida. Eles têm diferentes propriedades. Em geral. mostrado na Figura 3. As junções mecânicas são encaixadas em 5 minutos por uma equipe devidamente treinada e resultam em uma perda de 10 % da luz. Item Taxa de dados Modo Distância Vida Útil Sensibilidade à temperatura Custo LED Baixa Multimodo Pequena Longa Insignificante Baixo custo Laser Semicondutor Alta Multimodo ou monomodo Longa Curta Substancial I Alto custo Tabela 3. Um encaixe por fusão é quase tão bom quanto uma fibra inteira. como mostra a Figura 3. os diodos emissores de luz e os lasers semicondutores. no entanco. Duas fontes de luz podem ser usadas para fazer a sinalização. é extremamente confiável.4 Redes de fibra As fibras óticas podem ser usadas nas LANs e nas transmissões de longa distância. O ruído térmico também é importante. Nos três tipos de encaixe. Figura 3.Uma comparação entre diodos semicondutores e emissores de luz utilizados como fontes de luz A extremidade de recepção de uma fibra ótica consiste em um fotodiodo. Uma forma de contornar esse problema é perceber que uma rede em anel é.1. o que limita as taxas de dados a 1 Gbps. nesse caso. Dois tipos de interfaces são usados. elas podem ser encaixadas mecanicamente. as duas extremidades são cuidadosamente colocadas uma perto da outra em uma luva especial e encaixadas em seguida. Os conectores perdem de 10 a 20 por cento da luz.20. 3. é o repetidor ativo. O alinhamento pode ser melhorado com a passagem de luz através da junção. Uma interface passiva consiste em dois conectores fundidos à fibra principal. na verdade. seguido de pequenos ajustes cuja finalidade é maximizar o sinal. . mas facilitam a reconfiguração dos sistemas. um fotodiodo (para recepção) O conector em si é completamente passivo e. como mostra a Tabela 3. que emite um pulso elétrico quando entra em contato com a luz. por essa razão. pois um diodo emissor de luz ou um fotodiodo quebrado não compromete o anel. A interface de cada computador percorre o fluxo de pulsos de luz até a próxima ligação e também serve como junção em forma de T para permitir que o computador envie e aceite mensagens. Nesse caso.4 .4. podem ocorrer reflexões no ponto de junção e a energia refletida pode interferir no sinal. Em primeiro lugar. Em segundo lugar. o tempo de resposta de um fotodiodo é 1 nanossegundo. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  32 As fibras podem ser conectadas de três diferentes formas.20. No máximo. apesar de sua ser conexão mais complexa do que a conexão com uma rede Ethernet. Um conector tem um diodo emissor de luz ou um diodo a laser na sua extremidade (para transmissão) e o outro.

o número total de computadores e o tamanho total do anel acabam sofrendo grandes restrições. Além disso. Por fim. Quando os elétrons se movem dentro de um fio. Por essas razões. Para começo de conversa. como o sinal é regenerado em cada interface. A razão para que a fibra seja melhor do que o cobre é inerente às questões físicas subjacentes a esses dois materiais. as fibras não desperdiçam luz e dificilmente são interceptadas. adapta-se muito bem a regiões industriais. Como a energia de entrada é dividida entre todas as linhas de saída. Apenas essa característica justificaria seu uso nas redes de última geração. as fibras têm preferência por terem um custo de instalação muito mais baixo. Comparação das Fibras Óticas e dos Fios de Cobre É instrutivo comparar a fibra com o cobre. além do mais. do cobre por fibras deixar os dutos vazios. desfeita. Duas fibras têm mais capacidade e pesam apénas 100 kg. dessa forma. cada interface tem uma fibra entre seu transmissor e um cilindro de sílica. isso significa que eles podem operar em larguras de banda extremamente altas. Vale lembrar. por isso. Uma topologia em anel não é a única forma de se construir uma LAN usando fibras óticas. ela é fina e leve. o cobre tem um excelente valor de revenda para as refinarias especializadas. a comunicação bidirecional exige duas fibras e duas bandas . a fibra é mais leve que o cobre. Já estão sendo usados repetidores puramente óticos. representa uma economia significativa. que é mostrada na Figura 3. consequentemente. Figura 3.21 – Uma conexão em estrela passiva em uma rede de fibra ótica Por mais estranho que possa parecer. os repetidores só são necessários a cada 30 quilômetros de distância. ele é difundido dentro da estrela passiva para iluminar todos os receptores e. são afetados pelos elétrons existentes fora do fio. em comparação com os cinco quilômetros que separam cada repetidor nas conexões via cobre. Quando uma interface emite um pulso de luz. as companhias telefônicas gostam da fibra por outra razão. Os fótons de uma fibra não afetam um ao outro (não têm carga elétrica) e não são afetados pelos fótons dispersos existentes do lado de fora da fibra. Esses dispositivos dispensam as conversões óticas/elétricas/óticas. e as fibras de entrada são fundidas em uma extremidade do cilindro. Nesse projeto. eles afetam um ao outro e. Mil pares trançados com 1 quilômetro de comprimento pesam 8 t. A fibra tem muitas vantagens. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  33 tem sua capacidade regenerada caso ela tenha sido enfraquecida e é retransmitida na forma de luz. a estrela passiva combina todos os sinais de entrada e transmite o resultado obtido em todas as linhas. o número de nós da rede é limitado pela sensibilidade dos fotodiodos. Também é possível ter um hardware se comunicando através do uso de uma estrela passiva. pois trata-se de um minério de altíssima qualidade. Da mesma forma. A fibra também tem a vantagem de não ser afetada por picos de voltagem. cuja manutenção é extremamente cara. as ligações individuais entre os computadores podem ter quilômetros de distância. interferência magnética ou quedas no fornecimento de energia. trata-se de uma alternativa muito mais segura contra possíveis escutas telefônicas. Por outro lado. de modo que não há espaço para aumentar. Na prática. e subseqüente substituição. que a fibra é uma tecnologia nova. Devido à baixa atenuação. Se um repetidor ativo entrar em pane. o que.21. possibilitar a transmissão dos dados. Como a transmissão é basicamente unidirecional. o anel será interrompido e a rede. As interfaces passivas perdem luz em cada junção. significa que o anel pode ter qualquer tamanho. Nas novas rotas. na prática. Muitos dos dutos de cabo atuais estão completamente lotados. no entanto. Ela também está imune à ação corrosiva de alguns elementos químicos que pairam no ar e. o que. as fibras fundidas à outra extremidade do cilindro são conectadas a cada um dos receptores. que requer conhecimentos de que a maioria dos engenheiros não dispõe. A interface com o computador é um fio de cobre comum que passa pelo regenerador de sinal. ela pode gerenciar larguras de banda muito mais altas do que o cobre. Além da remoção. reduzindo de maneira significativa a necessidade de sistemas mecânicos de suporte.

.).. florestas.. O rádio.. pelo que se vê.. que é de cerca de 300.22. o raio X e o raio gama representariam opções ainda melhores. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  34 de freqüência em uma fibra. de baíxa. além de não se propagarem através dos prédios e serem perigosos para os seres vivos.. f. devido a acidentes geográficos (montanhas. portanto. Algumas pessoas chegam a acreditar que... Nesta seção. Extremely e Tremendously High Frequency.... independente de sua freqüência.. a microonda.. Para obter maiores informações sobre todos os aspectos físicos da rede de fibra ótica. Portanto. telefones e equipamentos de fax fixos serão conectados por fibra ótica e os móveis serão sem fio... A luz ultravioleta. a banda LF vai de 1 a 10 km (aproximadamente.. consulte Green (1993)... O número de oscilações por segundo de uma onda eletromagnética é chamado de freqüência. Very.... geralmente chamada de velocidade da luz. a velocidade cai para cerca de 2/3 desse valor e se torna ligeiramente dependente da freqüência...... quando esses nomes foram criados. No entanto. palmtop. No entanto. (lambda).. onde os usuários eram separados pelo oceano Pacífico e o sistema telefônico se mostrava totalmente inadequado.. todas as ondas eletromagnéticas viajam na mesma velocidade.. No cobre ou na fibra.. deve-se recorrer à tecnologia da transmissão sem fio. MF e HF são as abreviaturas.. média e alta freqüência.. o raio infravermelho e os trechos luminosos do espectro podem ser usados na transmissão de informações.... 3.2. Astonishingly e Prodigiously (IHF.. Essas freqüências se baseiam nos comprimentos de onda.... foram atribuídos os seguintes nomes às bandas mais altas surgidas posteriormente. Essas ondas foram previstas pelo físico inglês James Clerk Maxwell em 1865 e produzidas e observadas pela primeira vez . Para os usuários móveis.. as interfaces de fibra são mais caras do que as interfaces elétricas. A velocidade da luz é o limite máximo que se pode alcançar. notebook.. A distância entre dois pontos máximos (ou mínimos) consecutivos é chamada de comprimento de onda.. Eles precisam transferir dados para os seus computadores laptop.. vamos apresentar os conceitos básicos da comunicação sem fio. o cabo coaxial e a fibra ótica não têm a menor utilidade. que é universalmente designada pela letra grega λ. Finalmente.. todos sabemos que o futuro das comunicações de dados em distâncias significativas pertence à fibra. Os termos LF. o par trançado..22 são os nomes oficiais definidos pela ITU.[30000Hz ate 300000Hz] . desde que sejam moduladas a amplitude. ninguém esperava ultrapassar 10 Mhz........pelo físico alemão Heinrich Hertz em 1887.. as ondas eletromagnéticas podem ser transmitidas e recebidas com eficiência por um receptor localizado a uma distância bastante razoável. só haverá dois tipos de comunicação.. e é medida em Hz (em homenagem a Heinrich Hertz).. As freqüências listadas na parte inferior da Figura 3. A luz que circula pela fibra ótica situa-se no espectro do infravermelho e seu comprimento de onda está entre 10xE14 a 10xE15 Hz..2 Meios não físicos de transmissão Estamos assistindo ao surgimento de pessoas totalmente viciadas em informações.. Nenhum objeto ou sinal pode se mover com maior rapidez do que ela. as comunicações por fibra e as sem fio. Ultra... Essa velocidade. existem algumas outras circunstâncias em que os dispositivos sem fio são mais adequados do que os fixos.. 3. pântanos etc.. Quando há dificuldades para instalar cabos de fibra ótica em um prédio.. Super. os elétrons criam ondas eletromagnéticas que podem se propagar através do espaço livre (inclusive em um vácuo). A resposta para esses usuários está na comunicação sem fio. pessoas que precisam estar permanentemente online. já que ela tem uma série de aplicações importantes além da possibilidade de oferecer conectividade para quem deseja ler mensagens de correio eletrônico durante um vôo..[300Hz ate 3000Hz] VLF (Very Low Frequency). Vê-se com clareza que.. Esses foram os últimos nomes criados e. no futuro. ou aproximadamente de 30 cm por nanossegundo... AHF e PHF) ELF (Extremely Low Frequency.. de bolso ou de pulso sem depender da infraestrutura de comunicação terrestre. Toda a comunicação sem fio é baseada nesse princípio. respectivamente.. mas eles são difíceis de produzir e modular. em inglês. Quando se instala uma antena com o tamanho apropriado em um circuito elétrico. a freqüência ou a fase das ondas.1 O Espectro Eletromagnético Quando se movem.... Fibras óticas são elementos de transmissão que utilizam sinais de luz codificados para transmitir os dados. No vácuo... O espectro eletromagnético é mostrado na Figura 3. já que têm freqüências mais altas.[3000Hz ate 30000Hz] LF (Low Frequency).. Todos os computadores.000 Km/s.. Não é à toa que a moderna comunicação digital sem fio começou nas ilhas havaianas. os próximos padrões de alta freqüência terão nomes como Incredibly. de 30 kHz a 300 kHz).

começou a surgir um padrão. as ondas de rádio estão sujeitas à interferência dos motores e outros equipamentos elétricos. Nas freqüências baixas.2. nas mais altas. mas. Vale lembrar que o rádio onidirecional nem sempre é bom. LF e MF. Nas faixas VLF. (2-2)J. de repente. o computador prendia e soltava os freios. Devido à capacidade que as rádios têm de percorrer longas distâncias. As ondas de rádio nessas bandas atravessam facilmente os prédios. em vez de travá-los de verdade. Por essa razão. Em todas as freqüências. Nas bandas HF e VHF. as ondas de rádio atravessam os obstáculos. portanto. o motorista disse que não tinha feito nada e que o carro tinha ficado louco de uma hora para outra. razão pela qual as estações de rádio Boston AM não podem ser ouvidas facilmente em Nova York. Eventualmente. as ondas de rádio tendem a viajar em linhas retas e a ricochetear nos obstáculos.23(a).2 Transmissão de Rádio As ondas de rádio são fáceis de gerar. A radiodifusão em freqüências AM utilizam a banda MF. Quando o motorista pisava no pedal de freio. Elas também são absorvidas pela chuva. mas somente quando trafegavam pelas estradas de Ohio. às vezes. particularmente quando estavam sendo observados por um guarda rodoviário. e o controle era feito por computador. o transmissor e o receptor não precisam estar cuidadosa e fisicamente alinhados. No entanto. esse raio de ação é bem menor. como se fosse uma antena. portanto. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  35 Figura 3. mais ou menos 1/r' no ar. As ondas de rádio também são onidirecionais. Depois de ser abordado pelo patrulheiro. as ondas que alcançam a ionosfera. os Cadillacs enlouqueciam. mas a potência cai abruptamente à medida que a distância da origem aumenta. como mostra a Figura 3. todos os governos exercem um rígido controle sobre os transmissores de rádio. O principal problema relacionado à utilização dessas bandas em comunicação de dados diz respeito à baixa largura de banda que oferecem [ver Eq. um guarda rodoviário de Ohio começou a usar seu novo rádio móvel para falar com o quartel-general e. Essas ondas podem ser detectadas dentro de um raio de 1 mil quilômetros nas freqüências mais baixas. uma camada de partículas carregadas que giram em torno da terra a uma altura de 100 a 500 km são refratadas . A General Motors demorou a entender o motivo pelo qual os Cadillacs funcionavam sem problemas nos outros estados e outras estradas secundárias de Ohio.22 – O espectro eletromagnético e a maneira como ele é usado na comunicação 3. Um belo dia. Só depois de muita pesquisa eles descobriram que a fiação do Cadillac captava a freqüência usada pelo novo sistema de rádio da Patrulha Rodoviária de Ohio. Nas freqüências altas. a interferência entre os usuários é um problema. percorrem longas distâncias e penetram os prédios facilmente e. seja em ambientes fechados ou abertos. Na década de 1970. concedendo apenas uma exceção (discutida a seguir). o que signífica que elas percorrem todas as direções a partir da origem. As propriedades das ondas de rádio dependem da freqüência. o Cadillac próximo a ele passou a se comportar como um cava(o trotando. as ondas em nível do solo tendem a ser absorvidas pela terra. as ondas de rádio se propagam em nível do solo. razão pela qual os rádíos portáteis funcionam em ambientes fechados. são largamente utilizadas para comunicação. a General Motors decidiu equipar seus novos Cadillacs com freios que impediam o travamento das rodas.

Ao contrário das ondas de rádio nas freqüências mais baixas. trata-se de um grave problema. Quanto mais altas são as torres. ao lado da estrada de ferro. Além disso. pois seu sistema foi originalmente desenvolvido em torres de microondas (grande parte dessa rede já foi adaptada para fibra). as ondas de rádio obedecem à Curvatura da terra. que já detinha muitos direitos de caminho e. mas a partir de 8 GHz surge um novo problema. Antes das fibras óticas. para onde alternam quando o fading por múltiplos caminhos perde a banda de freqüência temporariamente. fazendo com que eles se comuniquem com vários receptores alinhados em fileira sem que haja interferência. consequentemente. as microondas não atravessam os prédios. como mostra a figura 3. Inc. A demanda por mais e mais espectro serve para manter o processo de aperfeiçoamento tecnológico. mas. tratou de instalar os cabos de fibra ótica necessários.23 – (a) Nas faixas VLF. às vezes as torres acabam ficando em distâncias muito grandes.23 (b) . tornando-se uma companhia telefônica de longa distância. uma das grandes concessionárias de comunicações à longa distância dos Estados Unidos. Os militares também se comunicam nas bandas HF e VHF. é possível ignorar o sistema telefônico e se comunicar diretamente. em telefones celulares. em comunicação. a única solução é desligar as ligações que estão sendo afetadas pela chuva e criar uma nova rota para elas. durantes décadas essas microondas foram de fundamental importância para o sistema de transmissão telefônica de longa distância.). (b) na HF. especialmente se os custos com a retirada do cobre ainda não tiver sido feita. Em resumo. Alguns operadores mantêm 10 por cento dos canais ociosos como sobressalentes. As torres com 100 m de altura devem ter repetidores a cada 80 km. . Ele depende do tempo e da freqüência. Esse efeito é chamado de fading por múltiplos caminhos (multipath fading) e costuma provocar sérios problemas. quando se compra um pequeno lote de terra a cada 50 quilômetros e nele é instalada uma pequena torre de microondas.2. A concentração de toda a energia em um pequeno feixe através de uma antena parabólica oferece um sinal muito mais alto para a relação de ruído. a comunicação por microondas é muito usada na telefonia à longa distância. Elas têm uma série de vantagens significativas sobre a fibra.. o primeiro nome da MCI. Além do mais. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  36 por ela e enviadas de volta à terra. Esse efeito não causaria problema algum se estivéssemos planejando construir um gigantesco forno de microondas para ser usado a céu aberto. na distribuição por televisão etc. elas ricocheteiam na atmosfera 3. VF e MF. as ondas trafegam em linha reta e por essa razão podem ser captadas com mais facilidade. Os operadores de radioamador utilizam essas bandas em conversas de longa distância. os sinais podem ricochetear diversas vezes. ela se formou a partir da Southern Pacific Railroad. Como as microondas viajam em linha reta. permitindo que as transmissões utilizem freqüências cada vez mais altas. muito embora o raio possa ser detectado no transmissor. Além disso. como acontece com uma ligação entre San Francisco e Amsterdam). As bandas de até 10 GHz agora são de uso rotineiro. ainda há alguma divergência no espaço. Na verdade. Foi por essa razão que a MCI mudou de orientação com tanta rapidez. Em determinadas condições atmosféricas. (A Sprint trilhou outro caminho. mas as antenas de transmissão e recepção devem ser alinhadas com o máximo de precisão. absorção pela água. é preciso instalar repetidores periodicamente. Algumas ondas podem ser refratadas nas camadas atmosféricas mais baixas e.. A microonda é relativamente barata. A instalação de duas torres simples (com alguns postes com quatro esteios) e de antenas em cada um deles pode ser mais barato do que enterrar 50 quilômetros de fibra em uma congestionada área urbana ou montanhosa. A mais importante delas é que a microonda dispensa a necessidade de se ter direitos sobre um caminho. mais distantes elas precisam estar.3 Transmissão de Microondas Acima de 100 MHz. a sua chegada pode ser mais demorada do que a das ondas diretas. Figura 3. era Microwave Communications. Consequentemente. Assim como acontece com o fading por múltiplos caminhos. A distância entre os repetidores aumenta de acordo com a raiz quadrada da altura da torre. Essas ondas têm apenas alguns centímetros e são absorvidas pela chuva. provocando uma grave escassez de espectro. essa direcionalidade permite o alinhamento de vários transmissores em uma única fileira. e pode ser mais barato do que reservar a fibra da companhia telefônica.

os organizadores conseguiram resolver a charada. um feixe muito estreito. certa vez. Depois da conferência. os computadores e os escritórios de um prédio podem ser equipados com transmissores e receptores infravermelhos de características onidirecionais. Pela sua própria natureza. Uma aplicação mais moderna é conectar as LANs em dois prédios através de raios laser instalados em seus telhados. o problema voltou a se repetir. não atravessam objetos sólidos (para provar essa tese. também pode ser vista como uma grande limitação.24. o infravermelho tornou-se um promissor candidato para as LANs sem fio instaladas em ambientes fechados. e Bantz e Bauchot. mas. Devido a essas propriedades. computadores portáteis com recursos infravermelhos podem pertencer a uma LAN sem estarem fisicamente conectados a ela. Esse ar turbulento desviou o feixe e fez com que ele . como mostra a Figura 3. quando tudo funcionou perfeitamente bem. a principal virtude do laser. O calor do sol fez com que emanassem correntes de convecção do telhado do prédio.725-5. 3. Essas bandas são uma exceção à lei de licença. as ondas assumem um comportamento cada vez mais parecido com o da luz. consulte Adams et. A banda 900 MHz funciona melhor.484 GHz. mencanismos de abertura de portão de garagem. essas bandas são populares para diversas formas de rede sem fio de curto alcance. mas ela está muito ocupada e o equipamento que a utiliza só pode ser operado na América do Norte. 1993. o fato de as ondas infravermelhas não atravessarem paredes sólidas pode ser visto como uma qualidade. seriam desativadas. há alguns quílõmetros dali. não precisa de uma licença da FCC. Por esses rriotivos. Por exemplo. nos dias de sol. a sinalização ótica coerente que utiliza raios laser é unidirecional.2. 1994. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  37 Além de serem usadas em transmissões de longa distância. portões de segurança etc. Como o PTC local não se dispôs a instalar um grande número de linhas telefônicas que. baratas e fáceis de construir. que só podem ser instalados com uma licença. são colocadas lentes no sistema para desfocar levemente o feixe. mas têm um grande inconveniente.400-2. Nos dois outros dias. Ele também é relativamente fácil de ser instalado e. o sistema entrou em pane e ficou fora do ar durante todo o dia. os transmissores que as utilizam não precisam de autorização do governo. Essas bandas são usadas para telefones sem fio. ao contrário das microondas.5 Transmissão de Ondas de Luz A sinalização ótica sem guia está sendo utilizada há séculos. elas podem se sentar na sala de conferências e estar plenamente conectadas sem que seja necessário plugá-los a uma tomada. funcionam normalmente.2. Uma das desvantagens dos feixes de raios laser é que eles não são capazes de penetrar a chuva ou a neblina. A comunicação infravermelha não pode ser usada em ambientes abertos. Em geral. Às 9h da manhã seguinte. depois de três dias. Uma banda é alocada em escala mundial. Quando diversas pessoas comparecem a uma reunião com seus portáteis. os organizadores voltaram a testá-lo com todo o cuidado e mais uma vez tudo funcionou às mil maravilhas. Para direcionaram feixe de raios laser com 1 mm de largura a um alvo de 1 mm a 500 m. pois evitam os problemas de licenciamento. em um belo dia de sol. Tanembaum participou de uma conferência em um moderno hotel europeu cujos organizadores tiveram a felicidade de oferecer uma sala repleta de terminais para que os participantes pudessem ler suas mensagens de correio eletrônico durante as apresentações menos interessantes. Para obter maiores informações sobre a comunicação infravermelha. os sistemas infravermelhos podem ser operados sem autorização do governo. quando nos deslocamos do rádio de onda longa em direção à luz visível. também existem as bandas de 902-928 MHz e de 5. 2. No entanto.4 Ondas milimétricas e infravermelhas As ondas milimétricas e infravermelhas sem guia são usadas em larga escala na comunicação de curto alcance.850 GHz. posicione-se entre o controle remoto e a televisão). os organizadores colocaram um raio laser no telhado e o apontaram na direção do prédio de ciência da computação da universidade onde trabalhavam. alto-falantes de alia fidelidade sem fio. No entanto. Por outro lado. 3. Al. É por essa razão que um sistema infravermelho instalado em um ambiente fechado não interfere em um sistema semelhante instalado nas salas adjacentes. cada prédio precisa do seu próprio raio laser e do seu próprio fotodetector. Nesse caso. Os controles remotos utilizados nas televisões. Além dela. Portanto. E é exatamente por essa razão que os sistemas infravermelhos são mais seguros do que os sistemas de rádio. é preciso ter a pontaria de uma Annie Oakley moderna. nos Estados Unidos e no Canadá. Essas ondas são relativamente direcionais. assim. prevenindo-os contra eventuais espionagens eletrônicas. pois o sol 6rilha tanto no infravermelho como no espectro visível. Paul Revere usou a sinalização ótica binária na Old North Church antes de seu famoso feito. ao contrário dos sistemas de rádio. Geralmente. a banda industrial/científica/médica. Eles haviam feito um teste na noite anteior à conferência. videocassetes e estéreos empregam a comunicação infravermelha. Esse esquema oferece uma largura de banda muito alta a um custo bastante baixo. À noite. perdendo pouco a pouco as características de rádio. As bandas mais altas exigem chips mais caros e estão sujeitas a interferências dos fornos de microondas e das instalações de radar. as microondas têm outro uso importante.

A figura mostra um sistema bidirecional. para evitar interferência com o sinal de entrada.a lua .1 Satélites Geossíncronos De acordo com a lei de Kepler. as pessoas tentavam criar sistemas de comunicação. Com a tecnologia atual.2. Próximo à superfície terrestre. para evitar interferência.000 Km acima do equador. amplifica os sinais de entrada e os transmite novamente em outra freqüência. Os feixes inferiores podem ser largos. A principal diferença entre um satélite artificial e um real é que o artificial amplifica os sinais antes de enviá-los de volta. caso contrário. Figura 3.6. seria necessária uma antena orientável para rastreá-lo. em uma altitude de aproximadamente 36. Em seguida. Entretanto. 3. o período do satélite é de 24 horas. ele gira na mesma velocidade que a Terra.e criou um sistema operacional para comunicações costeiras que utilizava a lua em suas transmissões. ou estreitos. que os tornam atrativos para muitas aplicações.09 segundos. O progresso no campo da comunicação celeste precisou esperar ate que o primeiro satélite de comunicação fosse lançado em 1962. Ele contém diversos transponders.6 Satélites de Comunicação Na década de 50 e no início dos anos 60 (1960). o período orbital de um satélite varia de acordo com o raio orbital. Uma situação em que o satélite permanece fixo no céu é extremamente desejável.2.24 – Correntes de convecção podem interferir nos sistemas de comunicaçãoà laser. cada um deles ouve uma parte do espectro. Com um espaçamento de 2 graus. transmissões televisivas. cobrindo uma área com apenas centenas de quilômetros de diâmetro.). Os satélites de comunicação possuem algumas propriedades interessantes. 1 Para os puristas. transformando uma estranha curiosidade em um avançado sistema de comunicação. É esse tipo de "visão" atmosférica que faz as estrelas piscarem (e é por essa razão que os astrônomos colocam os telescópios no topo das montanhas). os sinais recebidos eram muito fracos para que tivessem algum uso prático. numa razão exponencial de 3/2. cobrindo uma fração substancial da superfície terrestre. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  38 dançasse em torno do detector. Esse mesmo ar também é o responsável pelas estradas bruxuleantes em dias quentes e pelas imagens tremidas quando olhamos para cima de um radiador quente. Um satélite de comunicação pode ser considerado como um grande repetidor de microondas no céu. Um observador examinando um satélite em uma órbita equatorial circular o vê parado em um local fixo no céu.1 Portanto. o período é de cerca de 90 min. Infelizmente. só pode haver 360/2 = 180 satélites de comunicação geossíncronos ao mesmo tempo no céu. pois. aparentemente imóvel. Alguns desses segmentos de órbita são reservados para outras classes de usuários (por exemplo. Os satélites de comunicação em altitudes baixas como essa são problemáticos porque eles ficam à vista das estações em terra por apenas um curto intervalo de tempo. emitindo sinais a partir de balões de tempo metalizados. a Marinha dos Estados Unidos detectou um tipo de balão de tempo que ficava permanentemente no céu . no qual há 2 lasers. o índice de rotação é o dia sideral: 23 horas 56 minutos e 4. 3. uso governamental e militar etc. . não é muito inteligente ter satélites com espaços menores que 2 graus no plano equatorial de 360 graus.

Um novo desenvolvimento no mundo dos satélites de comunicação são as microestações de baixo custo. Com a enorme queda de preço. 800 canais de voz digitais de 64 Kbps ou várias outras combinações. Cada satélite é equipado com diversas antenas e vários transponders. têm sido feitos acordos internacionais a respeito de quem pode usar quais freqüências e segmentos de órbita.As principais bandas de satélite A próxima freqüência mais alta para concessionárias de telecomunicações comerciais é a Ku. Portanto. 1994). A água é um grande absorvente dessas microondas curtas. a inferior para tráfego downlink (a partir do satélite) e a superior para tráfego uplink (para o satélite). Em muitos sistemas VSAT. Hoje em dia. podem acontecer diversas transmissões ascendentes e descendentes simultaneamente. Entretanto. em geral. apesar de os sinais enviados e recebidos por um satélite trafegarem na velocidade da luz (aproximadamente 300. a diminuição do tamanho e a exigência de equipamentos microeletrônicos. A banda C foi a primeira a ser atribuída ao tráfego de satélite comercial. O valor típico é 270 ms (540 ms para um sistema VSAT com um hub). Nos primeiros satélites. . Figura 3. a multiplexação por divisão do tempo também é usada devido à sua maior flexibilidade. Como alternativa. Cada feixe descendente pode ser focalizado em uma pequena área geográfica. cada um dos 180 satélites possíveis poderiam ter diversos fluxos de dados em ambas as direções simultaneamente. Em vez disso. Dependendo da distância entre o usuário e a estação em terra e da elevação do satélite acima do horizonte. em vez de apenas uma. A desvantagem de ter estações de usuário final mais baratas é o maior retardo. o tempo de trânsito de um ponto a outro fica entre 250 e 300 ms. um satélite de comunicação para os Estados Unidos teria um feixe amplo para os 48 estados contíguos. dois ou mais satélites poderiam ocupar um segmento de órbita. portanto. o transmissor ou o receptor possui uma grande antena e um amplificador de grande potência. cabos e equipamentos eletrônicos extras para que se possa alternar rapidamente entre as estações. Um satélite típico possui de 10 a 20 transponders. Geralmente. existe um outro problema: a chuva. eles podem usar a mesma banda de freqüência sem que haja interferência. tornou-se viável uma estratégia de transmissão mais sofisticada. Duas faixas de freqüência foram atribuídas a ela. Os satélites de comunicação têm diversas propriedades que sio radicalmente diferentes das ligações ponto a ponto terrestres. através da utilização de diversas estações em terra amplamente separadas. As principais bandas comerciais são listadas na Figura 3. Para começar. Em geral. além dos feixes pontuais para o Alasca e o Havaí. as microestações não têm energia suficiente para se comunicarem diretamente com as outras (via satélite. Na banda Ka também foi alocada largura de banda para o tráfego de satélite comercial.25 .25. Felizmente. nessas freqüências. mas o equipamento necessário para usá-la ainda continua caro. se operassem em diferentes freqüências Para evitar o caos total no céu. é necessária umaestação em terra especial. cada um com uma largura de banda de 36 a 50 MHz. Normalmente. os satélites que utilizam diferentes partes do espectro não têm problemas de conflito. às vezes chamadas de VSATs (Very Small Aperture Terminais) (Ivancic et al. Essa banda não está (ainda) congestionada e. como mostra a Figura 3. pois também são usadas por concessionárias de comunicações para ligações de microondas terrestres. esses feixes pontuais são elipticamente formados e podem ter algumas centenas de quilômetros de diâmetro. Esses pequenos terminais tem antenas de 1 m e podem consumir cerca de 1 watt de energia. o uplink é adequado para 19. a divisão dos transponders em canais era estática. os satélites podem ficar a uma distância mais próxima do que 1 grau. portanto. Para uma conexão full-duplex é necessário um canal em cada direção. dois transponders podem usar polarizações diferentes do sinal. Os primeiros satélites tinham um feixe espacial que iluminava toda a Terra. Além disso.. a distância de ida e volta introduz um retardo substancial. Essas bandas já estão sobrecarregadas. o problema pode ser contornado com antenas.26 Nesse modo de operação. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  39 Felizmente. mas o downlink exige mais 512 Kbps.2 Kbps. com uma grande antena de alto ganho para retransmitir o tráfego entre os SATs. com freqüência. Dividia-se a largura de banda em bandas de freqüência fixa (FDM). o hub. são localizadas grandes tempestades. Além dessas bandas comerciais também existem muitas bandas governamentais e militares.000 Km/s). Um transponder de 50 Mbps pode ser usado para codificar um único fluxo de dados de 50 Mbps. Por isso. é óbvio).

mas os usuários são móveis. o custo de transmissão de uma mensagem é independente da distância percorrida. As frequências poderiam ser reutilizadas duas células depois. nesse sistema as células e os usuários são móveis. Subitamente. A criptografia é essencial quando a segurança é necessária. do ponto de vista da segurança e da privacidade. os satélites são um completo desastre: todo mundo pode ouvir tudo. Por isso. com um total de 1. com um satélite a cada 32 graus de latitude. Mais tarde. cada satélite possui um número substancial de feixes pontuais que varrem a Terra à medida que o satélite se move. fax e navegação em qualquer lugar da terra. Aqui descreveremos brevemente o sistema Iridium. Por outro lado. Há serviços de voz. Os satélites devem ser posicionados em uma altitude de 750 Km. outro o substituiria. O serviço de uma chamada transcontinental não custa mais do que uma chamada entre um lado e outro da rua.27 (b).628 células sobre a superfície da Terra. Mesmo quando a difusão pode ser simulada através do uso de uma linha ponto a ponto. como mostra a Figura 3. como no rádio celular convencional. o plano foi revisado no sentido de se usar apenas 66 satélites. mas as técnicas usadas para o rádio celular são igualmente aplicáveis tanto no caso de a célula deixar o usuário quanto no caso de o usuário deixar a célula.2. Esse serviço concorre diretamente com PCS/PCN e os torna desnecessários. Aqui. Enviar uma mensagem para milhares de estações localizadas no diâmetro de um transponder não custa mais caro do que enviar para apenas uma.272 canais mundiais. mas os outros são semelhantes. o que provavelmente soava muito mais como uma doença do que como um satélite. a difusão do satélite pode ser mais barata. O objetivo básico do Iridium é fornecer um serviço de telecomunicações de amplitude mundial através de dispositivos portáteis que se comunicam diretamente com os satélites Iridium. as células são fixas. Alguns desses seriam . Em 1990. como sugere a Figura 3. A idéia era que assim que um satélite estivesse fora de vista. Normalmente. 3. Os satélites também proporcionam taxas de erro excelentes e podem ser explorados quase que instantaneamente. Cada satélite teria um máximo de 48 feixes pontuais. a Motorola deu início a um novo empreendimento e enviou um requerimento à FCC solicitando a permissão para lançar 77 satélites de baixa órbita do projeto Iridium (o elemento 77 é o irídio). Cada célula teria 174 canais full-duplex. Essa proposta criou um frenesi entre as outras empresas de comunicação. Com seis eixos de satélite. Eles poderiam ser dispostos em eixos norte-sul. paging. em órbitas polares circulares.26 . Figura 3.2 Satélites de baixa órbita Durante os primeiros 30 anos da era do satélite. tendo a Terra como o núcleo e os satélites como elétrons. Portanto. Para algumas aplicações. o projeto teve seu nome alterado para Dysprosium (o elemento 66). para um total de 283.6.VSATs usando um hub Nos satélites. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  40 Outra propriedade importante dos satélites é que basicamente eles são meios de difusão.27 (a). As pessoas com poucos conhecimentos de química podem pensar nessa disposição como um imenso átomo de disprósio. essa propriedade é muito útil. todos quiseram lançar uma cadeia de satélites de baixa órbita. os satélites de baixa órbita raramente eram usados para comunicação porque apareciam e desapareciam de vista muito rapidamente. um detalhe fundamental para a comunicação militar. Ele utiliza os conceitos de rádio celular. mas com uma diferença. toda a Terra seria coberta. dados.

Apesar de uma única fibra ter. apareceriam aos montes. Isso era praticamente tudo o que existia na época. (Os dispositivos de paging imaginados poderiam mostrar duas linhas de texto alfanuméricos. As fibras que estão sendo instaladas atualmente são usadas no sistema telefônico para tratar diversas chamadas interurbanas ao mesmo tempo. em princípio. é improvável que o projeto morra por falta de clientes. Se essa tecnologia puder fornecer um serviço universal em qualquer lugar da Terra por esse preço. mas destinadas a um satélite remoto.200 bps disponíveis para as pessoas que precisavam transmitir dados.27 (a) Os satélites do Irídium formam seis eixos em torno da terra (b) 1. como SMDS e B-ISDN. impedindo o fornecimento de uma alta banda a usuários individuais. O fator de limitação seriam os segmentos de uplink/downlink. pensava-se que o futuro da comunicação residia nos satélites de comunicação. Agora. o Iridium enfrentaria intensa concorrência do PCS/PCN (com seus telepontos de configuração especial). Existe largura de banda suficiente no espaço cósmico para as ligações entre satélites. Há 20 anos.628 células sobre a superfície da terra . Além disso.) Os uplinks e os downlinks poderiam operar na banda L. Figura 3. Empresas e pessoas físicas que quisessem ser contactadas todo o tempo. A Motorola estima que 200 MHz seriam suficientes para todo o sistema. o sistema telefônico mudou muito pouco nos últimos 100 anos e não mostrou sinais de mudança para os próximos 100 anos. examinaremos alguns desses mercados. O custo projetado para o usuário final seria em torno de 3 dólares por minuto. Entretanto. Afinal de contas. possibilitando a comunicação com um satélite através de um pequeno dispositivo alimentado por bateria. em 1984 nos Estados Unidos e um pouco mais tarde na Europa. as conexões de fibra terrestre pareciam ser a melhor opçao a longo prazo. As mensagens recebidas por um satélite.6 GHz. mesmo em áreas subdesenvolvidas. essa largura de banda não está disponível para a maioria dos usuários. Subitamente. Essas empresas também pararam de cobrar preços altos por ligações interurbanas para subsidiar o serviço local. em áreas desenvolvidas. esse quadro se alterou radicalmente. tinham lucro garantido em seus investimentos. Esse movimento glacial foi causado em grande parte pelo ambiente regulador no qual esperava-se que as companhias telefônicas fornecessem bons serviços de voz a preços razoáveis (o que elas fizeram) e. As companhias telefônicas começaram a substituir suas redes de longa distância por fibra ótica e introduziram serviços de alta largura de banda. Havia modems de 1. em troca. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  41 para paging e navegação. mais largura de banda Potencial do que todos os satélites lançados. o que requer pouquíssima largura de banda. poderiam ser retransmitidas entre os satélites localizados na banda Ka. Uma comparação entre a comunicação por satélite e a comunicação terrestre é instrutiva. os satélites de comunicação têm mercados muito importantes que a fibra não é capaz de alcançar. Com o surgimento da concorrência. a 1.

a transmissão é analógica Fibras monomodo utilizam ILDs As fibras utilizam luz no espectro do ultravioleta Os sistemas de microondas e os satélites Geoestacionários usam as mesmas faixas de freqüência O meio físico mais utilizado para transmissões no Brasil atualmente é o cabo coaxial Fibras monomodo têm um maior alcance do que as multimodo As ondas de rádio atravessam prédios As ondas infravermelhas atravessam prédios As ondas microondas atravessam prédios As ondas microondas atravessam paredes normais O número de satélites Geoestacionários é ilimitado m) A fibra ótica multimodo é mais rápida que a monomodo na transmissão dos dados w) A transmissão via laser é direcional é não pode ter qualquer obstáculo físico no caminho . 5) Assinale a alternativa correta: a) O padrão 802. O cabo coaxial de 50 ohms utilizava o conector tipo vampiro nas redes locais O cabo coaxial de 75 ohms é usado no sistema de TV a cabo O cabo coaxial de 75 ohms é melhor do que o de 50 ohms para transmissão analógica a grande distância O cabo coaxial de 50 ohms utiliza o conector T O cabo coaxial 10Base2 é o de 75 ohms. 6) Por que o sistema Irídium recebeu este nome? 7) Dê um exemplo que você conheça de transmissão por infravermelho.3 10BaseT indica uma rede de 10 Mb/s usando fibra ótica e sinal digital. b) O padrão 802. meios físicos e não físicos. meios analógicos e meios digitais. enquanto o par trançado UTP é desprotegido. b) O par trançado categoria 3 e 4 são normalmete usadas para redes de 10 Mb/s e 100 Mb/s respectivamente. 2) Assinale a alternativa correta: a) O par trançado UTP possui uma blindagem. b) O par trançado STP possui uma blindagem. enquanto o par trançado STP é desprotegido. indicando se a mesma é Verdadeira ou Falsa: V F a) b) c) d) e) f) g) h) i) j) k) l) n) o) p) q) r) s) t) u) v) x) Canal e meio de comunicação são sinônimos Para que um sinal passe por um canal é necessário que seu espectro esteja contido na banda do canal A banda de passagem de uma linha física é a mesma de um canal de voz Um meio de transmissão comporta apenas um circuito de comunicação individual Em qualquer meio de transmissão. 3) Assinale a alternativa correta: a) O par trançado categoria 3 e 5 são normalmete usadas para redes de 10 Mb/s e 100 Mb/s respectivamente. b) Podemos dividir os meios de transmissão em duas grandes categorias. a capacidade é inversamente proporcional à distância Espectro é a representação das freqüências que um determinado canal deixa passar. b) O melhor tipo de fibra existente para transmissão de dados é a Monomodo. 9) Assinale com um X na resposta certa. 4) Assinale a alternativa correta: a) O melhor tipo de fibra existente para transmissão de dados é a Multimodo índice gradual. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  42 Questionário: 1) Assinale a alternativa correta: a) Podemos dividir os meios de transmissão em duas grandes categorias. O espectro da luz visível. 8) Dê um exemplo que você conheça de transmissão por microondas.3 10BaseT indica uma rede de 10 Mb/s usando par trançado e sinal digital. Nas redes locais com par trançado.

mas são compatíveis na camada de enlace de dados. Assim. que ficou a cargo de um comitê instituído em fevereiro de 1980 pela IEEE Computer Society (Instituto dos Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos).2 Subcamada de controle de acesso ao meio (MAC) A subcamada MAC da arquitetura IEEE 802. Para obter maiores informações.1 Enlace Física LLC MAC 802. dimensões do suporte físico de transmissão. etc. incluem CSMA/CD. O padrão IEEE 802 Com o objetivo de elaborar padrões para redes locais de computadores nasceu o projeto IEEE 802.) e as características funcionais e de procedimentos (tempo de duração de bit ou velocidade de transferência de bits.1 – Relação entre os padrões IEEE 802 e RM-OSI 4.3 802. coletivamente conhecidos como IEEE 802. 802. Por outro . O modelo de referência elaborado pelo IEEE definiu uma arquitetura com três camadas (veja figura 8. inicialização das funções de transmissão e recepção de bits.) das conexões físicas. etc.4 802.2 IEEE Figura 4.1 oferece uma introdução ao conjunto de padrões e define as primitivas da interface. token bus (permissão em barra) e token ring (permissão em anel). O IEEE produziu vários padrões para LANs. a qual utiliza o protocolo LLC (Logical Link Control).1. que é a necessidade de gerenciar enlaces de dados com origens e destinatários múltiplos num mesmo meio físico de transmissão como no caso das topologias em anel e barramento. O comitê 802 publicou um conjunto de padrões nacionais americanos pelo Americans National Standards Institute (ANSI).5 descrevem os três padrões de LAN. O padrão 802.2 descreve a parte superior da camada de enlace de dados. apresentando as seguintes características: a) correspondência máxima com o RM-OSI b) interconexão eficiente de equipamentos a um custo moderado c) implantação da arquitetura a custo moderado As três camadas da arquitetura IEEE são: – Camada física – Subcamada de controle de acesso ao meio (MAC) – Subcamada de controle de enlace lógico (LLC) OSI 802. as características mecânicas (tipo de conectores. cada uma publicada como um livro independente. Os padrões IEEE 802 foram adotados pelo ANSI como padrões nacionais americanos. Os vários padrões diferem na camada física e na subcamada MAC.1). As três seções a seguir explicam esses três sistemas. os padrões CSMA/CD.5 . Esses padrões foram posteriormente revisados e republicados como padrões internacionais pela ISO com a designação ISO 8802. Esses padrões..). no que diz respeito à topologia e ao meio de transmissão propriamente dito.1 Camadas do modelo IEEE 4.1 Camada física Tem como função prover os serviços básicos de transmissão e recepção de bits através de conexões física. token bus e token ring. impedância. consulte Stallings (1993).1. sendo que cada camada foi orientada para o desenvolvimento de redes locais. O padrão 802. Cada padrão abrange a camada física e o protocolo de subcamada MAC..3 a 802. respectivamente. 4. As partes de 802. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  43 4. pelo NIST como padrões governamentais e pela ISO como padrões internacionais (conhecido como ISO 8802). etc. A existência da subcamada MAC na arquitetura IEEE 802 reflete uma característica própria das redes locais. define as características elétricas (níveis de tensão. Os padrões são divididos em partes. especifica os mecanismos que permitem gerenciar a comunicação a nível de enlace de dados. A existência da subcamada MAC permite o desenvolvimento da subcamada superior (LLC) com um certo grau de independência da camada física.

os cientistas presumiram que o espaço deveria ser preenchido com algum meio etéreo no qual a radiação se propagava.4 (ISO 8802/4): rede em barra utilizando passagem de permissão como método de acesso – Padrão IEEE 802.3. Todas as estações que colidirem terminam sua transmissão.2. o cabeçalho de um campo também é uma outra diferença entre eles (o campo de comprimento 802.) A Ethernet da Xerox foi tão bem-sucedida que a Xerox. O padrão inicial também fornece os parâmetros para um sistema de banda básica de 10 Mbps que utiliza cabos coaxiais de 50 ohms. 1976). 94 Mbps a ser conectado a 100 estações de trabalho pessoais em um cabo de 1 km (Metcalfe e Boggs. Se o cabo estiver ocupado. O próximo capítulo apresenta os principais protocolos de acesso múltiplo existentes. que funcionavam em velocidades entre 1 a 10 Mbps em diversos meios. Se duas ou mais estações começarem a transmitir simultaneamente em um cabo desocupado. a própria subcamada MAC é relativamente sensível a esses elementos. como referência ao éter luminífero através do qual se pensou. ela começa imediatamente a transmissão. Os conjuntos de parâmetros para outros meios e velocidades vieram depois. 4. . Somente depois da famosa experiência de Michelson-Morley. que utiliza o protocolo LLC. que a radiação eletromagnética se propagava. em determinada época. Além disso.3 é usado para tipo de pacote em Ethernet). Cada vez que uma novo meio de transmissão é utilizado nas redes locais. Neste tipo de serviço não há. nem controle da cadência de transferência das unidades de dados (controle de fluxo). Padrão IEEE 802. a DEC e a Intel criaram um padrão para um sistema Ethernet de 10 Mbps. e a Xerox criou um sistema CSMA/CD de 2. Maiores informações a respeito do padrão IEEE para redes locais podem ser encontradas no anexo I desta apostila.2 (ISO 8802/2) descreve a subcamada superior do nivel de enlace. portanto. O padrão IEEE 802. – Padrão IEEE 802. (Quando o físico britânico do século XIX James Clerk Maxwell descobriu que a radiação eletromagnética poderia ser descrita como uma equação de onda.1 especificam diferentes opções de nível físico e protocolos da subcamada MAC para diferentes tecnologias de redes locais: – Padrão IEEE 802. Mais tarde. foi acrescentada a detecção de portadora. dentre eles se encontram o CSMA/CD. a estação aguarda até que ele fique livre. os físicos descobriram que a radiação eletromagnética poderia se propagar no vácuo.3 Subcamada de controle de enlace lógico (LLC) A subcamada se encarrega de prover às camadas superiores os serviços que permitem uma comunicação confiável de sequência de bits (quadros) entre os sistemas usuários da rede. Um segundo serviço consiste no estabelecimento de uma conexão a nível de enlace de dados.1. O terceiro serviço refere-se a um serviço sem conexão com reconhecimento utilizado em aplicações que necessitam de segurança mas não suportam o overhead de estabelecimento de conexão. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  44 lado. A especificação da subcamada LLC prevê a existência de três tipos de serviços básicos. quando uma estação quer transmitir. É suposto que as camadas superiores possuam tais mecanismos de modo a tornar desnecessária sua duplicação nas camadas inferiores.1 é um documento que descreve o relacionamento entre os diversos padrões IEEE 802 e o relacionamento deles com o modelo RM-OSI. Esse documento contém também padrões para gerenciamento da rede e informações para a ligação inter-redes. caso contrário. nem controle para recuperação de erros ou anomalias. de seqüência e de controle de fluxo. 4. O padrão 802. de modo a incorporar as funções de recuperação de erros. haverá uma colisão.3 difere da especificação Ethernet por descrever uma família inteira de sistemas CSMA/CD 1-persistente. O início verdadeiro foi o sistema ALOHA construído de forma a permitir a comunicação entre máquinas dispersas pelas ilhas Havaianas. que são os principais protocolos utilizados para controle de acesso ao meio compartilhado.3 e Ethernet O padrão IEEE 802.3 (ISO 8802/3): rede em barra utilizando o CSMA/CD como método de acesso. Os outros padrões que aparecem na figura 8. O padrão ANSI/IEEE 802. E assim por diante. um novo padrão IEEE é criado para normalização do mesmo. fornecidos à camada superior: Um primeiro serviço permite que as unidades de informação sejam trocadas sem o estabelecimento prévio de uma conexão a nível de enlace de dados.5 (ISO 8802/5): rede em anel utilizando passagem de permissão como método de acesso. token ring e token bus. O padrão 802.3 tem uma história interessante. Esse padrão formou a base do 802. ela escuta o cabo. antes da fase de troca de dados propriamente dita. em 1887. Para relembrar.3 é para uma LAN CSMA/CD 1-persistente. Esse sistema foi chamado de Ethernet. aguardam durante um período aleatório e repetem o processo inteiro novamente.

3 Como o nome “Ethernet” se refere ao cabo (o éter). utiliza a sinalização de banda básica e pode aceitar slots de até 500m. Historicamente. veio primeiro. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  45 Muitas pessoas (incorretamente) usam o nome “Ethernet” em um sentido genérico para se referir a todos os protocolos CSMA/CD. Figura 4. o transceptor também injeta um sinal inválido especial no cabo para garantir que todos os outros transceptores também entendam que ocorreu uma colisão. embora ele se refira a um produto específico que implementa o 802. começaremos a nossa discussão a partir daí. nos quais um pino é cuidadosamente inserido até a metade na parte central do cabo coaxial. Quando é detectada uma colisão. que são mais confiáveis e fáceis de usar. esses fios são pares trançados de companhias telefônicas.024 Vantagens Ideal para backbones Sistema mais barato Fácil manutenção Melhor para edifícios Figura 4. Os problemas associados à localização de cabos partidos levou os sistemas a utilizarem computadores conectados por cabo a um hub central. um cabo do transceptor (transcelver cable) conecta o transceptor a uma placa de interface no computador. Se o pulso atingir um obstáculo ou o fim do quadro. Normalmente.2. A notação lOBase5 significa que ele opera a 10 Mbps.2 .1 . Essa placa contém um chip controlador que . reduzindo assim o número de transceptores necessários. conectores defeituosos ou soltos pode representar um grande problema nos dois meios. o segundo tipo de cabo era o lOBase2 ou o Ethernet fino (thin Ethernet). mas pode atingir apenas 200 m e só é capaz de tratar 30 máquinas por slot de cabo. Dois dos pares são destinados à entrada e saída de dados. respectivamente.3” e “CSMA/CD”. O Ethernet fino é bem mais barato e fácil de instalar. Por essa razão.Os tipos mais comuns de LANs 802. o cabeamento lOBase5. foram desenvolvidas técnicas para detectá-los.Três tipos de cabos 802. O transceptor contém circuitos eletrônicos que tratam da detecção da portadora e de colisões. as conexões são feitas através de conectores BNC padrão para formar junções “T”. Basicamente.1 Cabeamento 802. Nome 1 OBase5 1 OBase2 1 OBase-T 1 OBase-F Cabo Coaxial grosso Coaxial fino Par trançado Fibra ótica SIot máximo 500 m 200 m 100 m 2. Alguns transceptores permitem que até oito computadores vizinhos sejam conectados a ele.3 (a) 10Base5 (b) 10Base2 e (c) 10BaseT O cabo do transceptor termina na placa de interface dentro do computador. Dois outros são destinados a sinais de controle de entrada e saída. Para o lOBase5. O quinto par. que nem sempre é utilizado.000 m Nós/s 100 30 1. 4. pois a maioria dos edifícios comerciais já está conectada dessa maneira. um eco será gerado e enviado de volta.2 mostra esses três esquemas de fiação. e normalmente existem diversos pares sobressalentes disponíveis. usaremos os termos “802. A Figura 4.024 1.3. as conexões com ele são feitas com conectores de pressão (vampire taps). Nos próximos parágrafos. permite que o computador forneça energia aos circuitos do transceptor. um transceptor (transceiver) é preso firmemente ao cabo para que seu conector de pressão faça contato com o núcleo interno do cabo. Esse esquema é denominado lOBase-T. é possível localizar a origem do eco. A detecção de cabos partidos. um pulso de forma conhecida é injetado no cabo. Em vez do uso de conectores de pressão. técnica esta denominada reflectometria de domínio de tempo. Cronometrando cuidadosamente o intervalo entre o envio do pulso e a recepção do eco. Com o 10Base5. popularmente chamado de Ethernet grosso (thiek Ethernet). Geralmente. O cabo do transceptor pode ter até 50 m de comprimento e contém cinco pares trançados blindados individuais. exceto quando houver referência especifica ao produto Ethernet.3 de banda básica Historicamente.

Um bit 1 binário é enviado quando a voltagem é definida como alta durante o primeiro intervalo e como baixa no segundo.3 . No O binário.3(b). Nenhuma das versões do 802. pelo cálculo das somas de verificação nos quadros enviados e nos quadros recebidos.3(c). O endereço que consiste em todos os bits 1 é reservado para difusão (broadcast). É necessário haver uma maneira de os receptores determinarem exatamente o início. A codificação Manchester diferencial.3 utiliza a codificação binária direta com 0 volts para 0 bit 0 e 5 volts para o bit 1. A inclusão ou remoção de uma estação é mais simples nessa configuração. Alguns chips controladores também gerenciam um grupo de buffers para quadros recebidos.3. 6 us para permitir que o relógio do receptor se sincronize com o do transmissor. contendo 10101011 para sinalizar o início do quadro propriamente dito. existe uma transição no meio.3 (IEEE. Todos os sistemas de banda básica usam a codificação Manches ter devido à sua simplicidade. pois isso gera ambiguidades. pois não conseguem identificar a diferença entre um transmissor inativo (0 volts) e um bit 0 (0 volts). 1985a) é mostrada na Figura 4. Nela. mas oferece menor imunidade a ruido. Cada quadro começa com um Preâmbulo de 7 bytes. Um bit O é indicado pela presença de uma transição no inicio do intervalo.4. 85 volts. A codificação Manchester desse padrão produz uma onda quadrada de 10 MHz para 5. Um quadro contendo todos os bits 1 no campo de destino é entregue a todas as estações da rede. O Protocolo de Subcamada MAC 802.4 -O formato do quadro 802. O quadro contém dois endereços. é uma variação da codificação Manchester básica. todas as estações do grupo o recebem. sem fazer referência a um relógio externo. outras poderão erroneamente interpretá-lo como 10000000 ou 01000000. Os endereços de grupo permitem que diversas estações escutem um único endereço. Esse esquema garante que cada período de bits tenha uma transição na parte intermediária. um bit 1 é indicado pela ausência de uma transição no início do intervalo. pois os pulsos são a metade da largura. resultando em um valor DC de O volts. Figura 4. uma fila de buffers para quadros a serem transmitidos.0. apenas um hub central (uma caixa cheia de circuitos). Em ambos os casos. um para o destino e um para a origem. O esquema diferencial requer equipamento mais complexo. 85 volts e o sinal baixo é de . O sinal alto é de + 0. No 10Base-T. Na codificação Manchester. acontece exatamente o contrário: primeiro baixa e depois alt4. Figura 4. O chip controlador é responsável pela montagem dos dados em um formato de quadro apropriado. cada um contendo o padrão de bit 10101010. A desvantagem da codificação Manchester é que ela requer duas vezes mais largura de banda que a codificação binária direta. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  46 transmite quadros para o transceptor e recebe quadros dele. Dois desses métodos são denominados codificação Manchester (Manchester encoding) e codificação Manchester diferencial (diferential Manchester encoding). mas os parâmetros definidos para o padrão de banda básica usam somente os endereços de 6 bytes. transferências DMA com computadores host e outros aspectos do gerenciamento de rede. o fim ou o meio de cada bit. não existem cabos. Se uma estação enviar o string “0001000”. tornando fácil para o receptor sincronizar-se com o transmissor. A codificação Manchester é mostrada na Figura 4. cada período de bits é dividido em dois intervalos iguais. O padrão permite endereços de 2 e de 6 bytes.3 -(a) Codificação binária (b) Codificação Manchester (c) Codificação Manchester Diferencial 4. Em seguida.3 A estrutura dos quadros do 802. O bit de alta ordem do endereço de destino é O para endereços comuns e 1 para endereços de grupo.3 é o lOBase-F. e cabos partidos podem ser facilmente detectados. A transmissão para um grupo de estações é chamada de multicast. Quando um quadro é enviado para um endereço de grupo. mostrada na Figura 4. que utiliza fibra ótica. vem um byte Início de quadro. Uma quarta opção de cabeamento para o 802.

o campo de enchimento será usado para preencher o quadro até o tamanho mínimo. onde ele pode colidir com outro quadro. e o erro será detectado. em uma extremidade da rede. operando a 1 Gbps. o comprimento de quadro mínimo deve aumentar ou o comprimento de cabo máximo deve diminuir. Se a parte de dados de um quadro for menor do que 46 bytes. . interrompe a transmissão e gera uma rajada de ruído de 48 bits para avisar a todas as estações. no tempo x . No entanto. Para uma LAN de 2. Essas restrições estão se tornando cada vez mais penosas. a estação A. Apesar de válido. 2 us Esse tempo corresponde a 64 bytes. O algoritmo da soma de verificação (checksum) é uma verificação de redundância cíclica . envia um quadro. de um mínimo de O a um máximo de 1.3 afirma que os quadros válidos devem ter pelo menos 64 bytes de extensão. o checksum certamente estará errado. é concebível que haja uma colisão.3 é o de Checksum. B.400 bytes.500 m e quatro repetidores (de acordo com a especificação 802. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  47 O campo Comprimento informa quantos bytes existem no campo & dados. Mais ou menos no tempo 2t. Figura 4.500 m. o quadro mínimo permitido deve levar 51. o tamanho de quadro mínimo tem que ser de 6. Trata-se efetivamente de um código de verificação de dados de 32 bits. Momentos antes de o quadro chegar à outra extremidade (ou seja. a transmissão será concluída antes que a rajada de ruído retorne em 2t. Para tornar mais fácil a distinção de quadros válidos de lixo. proporcionalmente. um campo de dados de O bytes causa problemas. o 802. O emissor concluirá. Quando detecta que está recebendo mais potência do que está produzindo.5. então. um transceptor trunca o quadro atual. do endereço de destino até o campo checks um. Para evitar que essa situação ocorra.500. Se alguns bits de dados estiverem sendo recebidos com erros (devido a ruídos no cabo). o transmissor vê a saída de ruído e também interrompe a transmissão. que o quadro foi enviado com êxito. Como alternativa.3). Outra (e mais importante) razão para ter um quadro de comprimento mínimo é evitar que uma estação conclua a transmissão de um quadro curto antes de o primeiro bit ter atingido a extremidade do cabo. mesmo assim. começa a transmissão. o tamanho de quadro mínimo poderia ser 640 bytes e a distância máxima entre duas estações poderia ser 250m. a estação mais distante. todos os quadros devem levar mais de 2t para que sejam enviados. à medida que se caminha na direção das redes de gigabits. Esse problema é ilustrado na Figura 4. No tempo 0. O campo final do 802. Vamos chamar o tempo de propagação que esse quadro leva para atingir a outra extremidade de t. B sabe que uma colisão ocorreu.5 -A detecção de colisão pode levar até 2T A medida que a velocidade da rede cresce. Quando detecta uma colisão. Para uma LAN de 10 Mbps com um comprimento máximo de 2.E). ele aguarda um intervalo de tempo aleatório antes de tentar novamente. o que significa que bits perdidos em fragmentos de quadros aparecem a todo instante no cabo. Se uma estação tenta transmitir um quadro muito curto. Os quadros com menos 6ytes são preenchidos até 64 bytes. Em seguida.

3. como dispõem de outros três símbolos para o controle da rede. Além disso. com exceção de que aqui ele pode ter apenas 1 byte. tendo a robustez do cabo de difusão do 802. Os dois padrões também são bem diferentes em termos de estilo.3 apresenta os protocolos como procedimentos Pascal. Quando uma estação passa o token. elas não estarão no anel (ou seja. Para a camada física. os quadros 802. Figura 4. Um ponto importante a ser observado é que a ordem física na qual as estações são conectadas ao cabo não é importante. cada estação recebe todos os quadros.7. Entre outras coisas. São permitidos os sistemas com um e dois cabos. . pois uma ruptura no cabo do anel poderia derrubar toda a rede. com cada estação conhecendo o endereço da estação da “esquerda” e da “direita”. Como apenas uma estação por vez detém o token.3. as estações são organizadas em um anel (ver Figura 4. no qual quadros importantes não devem ser retidos à espera da transmissão de quadros sem importância. O formato de quadro do token bus é mostrado na Figura 4. o do anel.Consequentemente.3 não têm prioridades. Além disso. o token bus é um cabo em forma de árvore ou linear no qual as estações são conectadas.4 os mostra como máquinas limitadas. como no 802. São possíveis velocidades de 1. 1985b). ela envia um quadro de token especificamente endereçado a seu vizinho lógico no anel. São permitidos os seguintes esquemas analógicos de modulação: phase continuous frequency shift keying (fsk-fase continua).3. 802. descartando aqueles que não forem endereçados a ela. enquanto o 802. com ou sem headends. o que os torna inadequados a sistemas de tempo real.3 ser amplamente usado em escritórios. e é muito mais complicada. Logicamente.6). na pior das hipóteses. não há colisões. Os especialistas em automação fabril do comitê 802 gostaram da idéia conceitual de um anel. ocupando mais de 200 páginas. descreve uma LAN chamada de token bus. Conseqüentemente. Infelizmente. o 802. o campo de comprimento não é necessário. 1 e desocupado no cabo. Também é importante observar que quando as estações forem ligadas pela primeira vez. ele é diferente do formato de quadro do 802.4 (Dirvin e MilIer. o token bus emprega o cabo coaxial de banda larga de 75ohms usado nos sistemas de televisão a cabo. tudo isso por causa do protocolo MAC probabilístico. Um sistema simples com o pior caso conhecido é formado por um anel no qual as estações se revezam para transmitir os quadros. durante o desenvolvimento do padrão 802 pessoas ligadas à General Motors e a outras empresas interessadas na automação fabril tinham sérias restrições a seu respeito. O preâmbulo é usado para sincronizar o relógio do receptor.4.4 é muito complexo. Os campos Delimitador de início e Delimitador de fim são usados para assinalar os limites do quadro Ambos contem codificação analógica de símbolos diversos de Os e is. a estação de maior número pode transmitir o primeiro quadro.6 . Depois disso. Além disso. O token se propaga em torno do anel lógico. e apenas o portador do token tem a permissão para transmitir quadros. com cada estação tendo que manter dez temporizadores diferentes e mais de duas dúzias de variáveis de estado internas. portanto. um novo padrão foi desenvolvido. o protocolo MAC tem provisões para acrescentar e remover estações do anel. uma estação poderia esperar um tempo arbitrariamente longo (que. O padrão 802. a camada física é totalmente incompatível com o 802. seria ilimitado) para poder enviar um quadro.Token bus Esse padrão. as estações 14 e 19 na Figura 4. phase coherent frequency shift keying (fsk-fase coerente) e multi level duobinary amplitude modulated phase shíft keying (chaveamento por mudança de fase com amplitude multi nível duobinária modulada). Em suma. com um pouco de má sorte. 1986.6). de forma que eles não podem ocorrer acidentalmente nos dados do usuário. com as ações desenvolvidas em Ada®.3. enviando a ele um quadro de controle especial chamado token (permissão). Fisicamente. mas não gostaram da implementação física. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  48 4. nenhum quadro terá de aguardar mais do que nT segundos para ser enviado. os esquemas de modulação não só fornecem formas de se representar os estados 0. O protocolo MAC 802. 5 e 10 Mbps. e JEEE.4: Token Bus Apesar de o 802. Quando o anel lógico é inicializado. eles observaram que o anel não se ajusta muito bem à topologia linear da maioria das linhas de montagem.4 é muito maior do que o 802. Se houver n estações e forem necessários T segundos para enviar um quadro. mas com o comportamento do pior caso conhecido. Como o cabo é inerentemente um meio de difusão. não importando onde essa estação está fisicamente localizada no cabo.3. ela passa a permissão para o seu vizinho imediato. Padrão IEEE 802.

Um anel e sua interface são mostrados na Figura 4. Com o token bus. na verdade um anel em um conjunto de interfaces de anel conectado por linhas ponto a ponto.5. Enquanto estiver no buffer.4 O campo Controle de quadro é usado para distinguir os quadros de dados dos quadros de controle. Com uma velocidade de propagação típica de cerca de 200 m/gs. O campo Dados pode ter 8. O endereçamento individual ou de grupo e as designações de endereço globais e locais são idênticas ao 802. inclusive um mecanismo que permite a estações novas entrarem no anel. a IBM escolheu o anel para sua LAN e o IEEE incluiu o padrão token ring como o 802.7 – Formato do quadro 802. um outro que permite às estações saírem do anel e assim por diante.8. O anel. e até 8. o bit poderá ser inspecionado e possivelmente modificado antes de ser mandado de volta para o anel. tem um componente analógico substancial para a detecção de colisões. us.3 não tem qualquer quadro de controle. que um anel de 1 Mbps. além de ser confiável. Os campos Endereço de destino e Endereço de origem são os mesmos do 802. Dentre suas diversas características interessantes. Por essas razões. eles não concordavam muito um com o outro). Observe que o protocolo 802. esse campo carrega a prioridade do quadro. No que diz respeito aos quadros de controle.3. está o fato de que um anel não é realmente um meio de difusão. Esse indicador transforma o token bus em uma estratégia semelhante ao esquema de confirmação de Tokoro e Tamaru. Isso significa. os dois grupos se comunicavam.3. os temporizadores podem ser usados como uma medida antimonopolizadora.4 inicial permite os dois tamanhos.3 (sim. O Checksum é usado para detectar erros de transmissão. A engenharia de anéis também é praticamente toda digital. 1972) em redes locais e em redes geograficamente distribuídas.3. As implicações do número de bits no anel se tornarão mais claras mais adiante. O padrão 802.5: Token Ring As redes em anel existem há muitos anos (Pierce. As ligações ponto a ponto envolvem uma tecnologia bem conhecida e comprovada na prática e. não. por exemplo. Isso é cinco vezes mais do que o maior quadro do 802. Cada bit que chega a uma interface é copiado para um buffer de 1 bit e. é o “tamanho físico” de um bit. contém apenas 5 bits ao mesmo tempo. Latif et aí.5 (JEEE.000 m. Padrão IEEE 802. Ele também pode carregar um indicador para exigir que a estação de destino confirme a recepção correta ou incorreta do quadro. Assim como no 802. será emitido um bit a cada 1/R . ela não se importa com seu conteúdo. é copiado novamente para o anel. cada bit ocupa 200/R m no anel. em seguida. Os tipos permitidos incluem quadros de passagem de token e diversos quadros de manutenção do anel. Como mencionamos anteriormente. além disso. 1992). .147 bytes de extensão quando são usados endereços de 6 bytes. 1985c.. Essa etapa de cópia introduz um retardo de 1 bit em cada interface. Sem esse indicador. mas um conjunto de ligações ponto a ponto individuais que formam um círculo. o destino não teria permissão para enviar coisa alguma. uma rede deve usar todos os endereços de 2 bytes ou todos os endereços de 6 bytes. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  49 Figura 4. Esse campo usa o mesmo algoritmo e o mesmo polinômio que o 802. tem um limite superior de acesso ao canal que é conhecido. e não uma mistura dos dois no mesmo cabo. por exemplo. Se a taxa de dados do anel for R Mbps. podem ser feitas em par trançado. Tudo o que a camada MAC faz é oferecer uma forma de colocar os quadros no cabo. Um aspecto principal. cuja circunferência seja de 1. pois ele não teria o token. mas seria bom poder enviar quadros longos quando o tráfego de tempo real não fosse um problema. enquanto o 802. cabo coaxial ou fibra ótica.3. Em relação aos quadros de dados. 4. no projeto e análise de qualquer rede de anel.3.182 bytes de extensão quando são usados endereços de 2 bytes. que é mais curto para evitar que uma estação ocupasse o canal por muito tempo. o campo Controle de quadro é usado para especificar o tipo do quadro.

ela ativará o bit.8(b). com o retardo de 1 bit. assim que uma estação finalizar sua transmissão e regenerar o token. para garantir que o anel possa conter o token. precisa armazenar um ou mais quadros. Quando um quadro é difundido para diversas estações. uma estação se apoderará dele.5 também usa alto-alto e baixobaixo em determinados bytes de controle (por exemplo. Em quase todos os anéis. Quando o último bit do quadro tiver retornado. circula em torno do anel sempre que todas as estações estão ociosas. Agora. especialmente à noite. Quando o tráfego for leve. No modo de transmissão. O retardo tem dois componentes: o retardo de 1 bit introduzido por cada estação e o retardo de propagação do sinal. Na camada física. Normalmente. exatamente da mesma forma como o token o resolve. um padrão de bit especial. antes de transmitir. os projetistas devem presumir que as estações poderão ser desativadas diversas vezes. Ocasionalmente. sendo que os níveis alto e baixo são representados por sinais positivos e negativos de 3 a 4. Os sinais são tratados pela codificação Manchester diferencial [ver Figura 4. A arquitetura do anel não coloca limite no tamanho dos quadros. apenas uma estação pode transmitir em um determinado instante. As interfaces de anel possuem dois modos operacionais. a permissão para transmitir gira uniformemente pelo anel. a codificação Manchester diferencial usa alto-baixo ou baixo-alto para cada bit. Esses sinais que não . ela tem que se apoderar do token e removê-lo do anel. ou descartá-los. Isso é feito através da inversão de um único bit no token de 3 bytes. Como só existe um token. ele será removido. o desligamento da estação não terá efeito sobre a interface. a fim de monitorar a confiabilidade do anel. O formato do quadro só precisa incluir um campo de 1 bit para confirmação. Dessa forma. os bits de entrada são simplesmente copiados para a saída. a própria interface. No modo de escuta. a interface interrompe a conexão entre a entrada e a saída. inserindo seus próprios dados no anel. E fácil lidar com confirmações em um token ring. em seguida. escuta e transmissão. Depois que uma estação tiver terminado a transmissão do último bit de seu último quadro. 5 volts de magnitude absoluta.8 – (a) Uma rede em anel (b) modo de escuta (c) modo de transmissão Em um token ring. a estação seguinte verá e removerá o token. de forma que haja uma fila em cada estação. enviará um novo token. para evitar a remoção do token que poderá vir a seguir caso nenhuma outra estação o tenha removido. embora a IBM tenha introduzido posteriormente a versão de 16 Mbps. discutiremos o padrão 802. eles são removidos do anel pelo transmissor. em uma sequência de revezamento. o problema de acesso ao canal é resolvido. e a interface voltará imediatamente ao modo de escuta. chamado de token. À medida que os bits propagados ao longo do anel retornam. Se as inter-faces forem alimentadas pelo anel. a estação deve regenerar o token. o token passará a maior parte do tempo circulando em torno do anel. quando o tráfego for pesado. transmitirá um quadro e.5 requer pares trançados revestidos funcionando a 1 ou 4 Mbps. o 802. o que o transforma instantaneamente nos 3 primeiros bytes de um quadro de dados normal. no qual se entra somente depois que o token é adquirido. Assim.3(c)]. o bit deverá seguir o checksum. removendo assim o retardo de 1 bit. em vez de buscá-los da estação em um intervalo de tempo tão curto. um mecanismo de confirmação mais complicado deve ser usado (se houver algum sendo usado). Para poder alternar do modo de escuta para o modo de transmissão em um tempo de 1 bit. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  50 Figura 4. mas o 802. A eficiência da rede pode começar a se aproximar de 100 por cento em condições de carga pesada. geralmente. pois o quadro completo nunca aparece no anel em um determinado instante. como mostra a Figura 4. inicialmente zero. A estação transmissora pode salvá-los. Quando a estação de destino tiver recebido um quadro. elas terão de ser projetadas de forma a conectar a entrada com a saída quando a força for desligada. para compará-los com os dados originais. É óbvio que se a confirmação significa que o checksum foi conferido. em vez de falarmos sobre token rings em geral. Entretanto.5 em particular. O importante aqui é que em um anel curto pode haver a necessidade de inserção de um retardo artificial à noite. para marcar o início e o fim de um quadro). Mas se as interfaces forem alimentadas externamente. Quando uma estação deseja transmitir um quadro. Uma implicação do projeto token ring é que o próprio anel deve ter um retardo suficiente para conter um token completo que circula quando todas as estações estão ociosas. e a interface do anel deverá ser capaz de conferi-la assim que o último bit tiver chegado.

mas os formatos e os protocolos são diferentes. Quando uma rede consiste em diversos grupos de estações distantes entre si. Um anel 802. Como mostra a Figura 4. as necessidades de cabeamento são extremamente reduzidas. . 1983). Um dos problemas da rede em anel é que se o cabo for rompido em algum lugar.10. um para os dados que chegam à estação e outro para os dados provenientes da estação. 4. Embora logicamente seja um anel.9 – Quatro estações conectadas através de um centro de cabeamento Dentro do centro de cabeamento há relés de bypass que são energizados pela corrente vinda das estações. cada estação física está conectada ao centro de cabeamento por um cabo contendo (pelo menos) dois pares trançados. permitindo que programas de diagnóstico removam as estações. de forma que não seja introduzido um componente DC na voltagem do anel. Consequentemente. aguardando que uma estação se apodere dele através da definição de um determinado bit O como um bit 1. Em seguida. convertendo dessa forma o token na sequência de início de quadro. continuar a operação com o slots defeituoso ignorado. Esse problema pode ser resolvido elegantemente. uma de cada vez. O Protocolo da Subcamada MAC do Token Ring O funcionamento básico do protocolo MAC é bastante simples.5 não exigir formalmente esse tipo de anel.9.3. a maioria das LANs 802.6. Figura 4. o anel morrerá. Apesar de logicamente todas as estações estarem no mesmo anel. com uso de um centro de cabeamento (wire center). isso significa que os bits que tiverem completado a viagem em torno do anel retornarão ao transmissor e serão removidos. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  51 são de dados sempre ocorrem em pares consecutivos. um token de 3 bytes circula indefinidamente. para encontrar estações com defeito ou slots de anel defeituosos. a perda da corrente liberarão relé e ignorará a estação.5 usa centros de cabeamento para melhorar a confiabilidade e as possibilidades de manutenção.8(c). O anel pode. Se o anel se romper ou se uma estação for desativada. como mostra a Figura 4.5 que utiliza um centro de cabeamento tem uma topologia semelhante à de uma rede baseada em hub lOBase-T 802.10 – (a) Formato do token (b) Formato do quadro de dados Em condições normais. na verdade.9 seja substituído por um cabo que conecta um centro de cabeamento distante. como mostra a Figura 4. a estação transmissora deve esvaziar o anel enquanto continua a transmitir.. a estação envia o resto de um quadro de dados normal. Apesar de o padrão 802. frequentemente chamado de anel em forma de estrela — star-shaped ring (Saltzer et ai. então. Quando não há tráfego no anel. Apenas imagine que o cabo que conecta uma das estações na Figura 4. pode ser usada uma topologia com diversos centros de cabeamento. Os relés também são operados por software. Figura 4. o primeiro bit do quadro dará a volta no anel e retornará ao transmissor antes de o quadro inteiro ter sido transmitido.

são excelentes. portanto. O tamanho do cabo é limitado a 2. o throughput e a eficiência. sob carga alta. inadequado a tarefas em tempo real [embora seja possível haver tarefas em tempo real através da simulação de um token ring no software (Venkatramani e Chiueh. As estações podem ser instaladas com a rede em funcionamento. também pode haver quadros arbitrariamente grandes. Nosso próximo assunto é o token ring. incluindo modems e amplificadores de banda larga. um monitor defeituso pode causar dores de cabeça. sob carga alta. vale a pena destacar que os três padrões de LAN utilizam tecnologias basicamente semelhantes e têm desempenhos praticamente iguais. o que é. 5 km (a 10 Mbps). sem fazê-la cair. Um cabo passivo é usado. limitados apenas pelo tempo de retenção de token. Isso significa que a engenharia é simples e pode ser completamente digital. mas. Esse padrão é capaz de lidar com quadros mínimos curtos.3. Ele trabalha com prioridades e pode ser configurado para fornecer uma fração garantida de largura de banda para o tráfego de alta prioridade. apesar de o esquema não ser justo.3. o desempenho. À medida que a velocidade aumenta. o 802. portanto. Por fim.3. são possíveis quadros curtos. apesar de em momentos críticos as repetidas perdas de token poderem introduzir mais incerteza do que seus defensores gostariam de admitir. Além disso. não apenas de dados. independente da taxa de dados). mesmo quando está transmitindo. Sempre é possível encontrar um conjunto de parâmetros que faça com que uma das LANs pareça melhor do que as outras. mas o intervalo de contençao nao (a duração do intervalo é de 2t. comparando e estabelecendo as diferenças entre eles. cada um com propriedades específicas. transformando-se efetivamente em TDM. O protocolo é extremamente complexo e tem um retardo substancial sob carga baixa (as estações sempre devem esperar pelo token. Além disso. mas também de voz e de televisão. sob carga baixa sempre há um retardo.3 não é determinístico. outros fatores que não o desempenho são provavelmente mais importantes quando se opta por um deles. de pombo-correio a fibra ótica. Ele é mais determinístico do que o 802. pois o transmissor precisa aguardar o token. que pode afetar seriamente o throughput. do tipo mais amplamente usado no momento. Além disso. como a voz digitalizada. com uma enorme base instalada e considerável experiência operacional. A exemplo do token bus. A principal conclusão que podemos obter desses estudos é que não podemos tirar conclusões a partir deles. Enquanto os cientistas e os engenheiros de informática. Sob diversas circunstâncias. Assim como no token bus. indicando suas vantagens e desvantagens. os funcionários dos departamentos de marketing. 802. Os anéis podem ser construídos usando-se praticamente qualquer meio de transmissão. o retardo sob carga baixa é praticamente zero (as estações não precisam aguardar um token. o que representa um overhead substancial quando os dados consistem em apenas um único caractere vindo de um terminal. elas apenas transmitem imediatamente). também são permitidas prioridades. todas as três têm um bom desempenho. Vale a pena salientar ainda que têm havido diversos estudos sobre as três LANs. . que utiliza conexões ponto a ponto. podem discutir os méritos do par trançado em comparação com o cabo coaxial durante horas. mesmo em um sistema que esteja inativo). a presença de colisões se torna um problema grave. Além disso. Por fim. O maior ponto negativo é a presença de uma função de monitoramento centralizada. Começaremos com as vantagens do 802. O uso de centros de cabeamento torna o token ring a única LAN capaz de detectar e eliminar automaticamente as falhas nos cabos. Cada estação precisa estar apta a detectar o sinal da outra estação mais fraca. Trata-se. se tiverem a chance. 1995)]. pois o tempo de ida e volta no comprimento do cabo determina o tempo de slot e. Para começar.7. Do lado negativo. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  52 4. O protocolo é simples.3. Ele também não possui prioridades. o cabo precisa ser mais curto. que pode ser encontrado com facilidade em diversos fornecedores. Devido à possibilidade de haver quadros abortados por colisões. O token bus usa um equipamento de televisão a cabo altamente confiável.4 e 802. ao contrário dele. o cabo de banda larga é capaz de aceitar diversos canais. pois os tempos de transmissão de quadro caem. Ele também possui throughput e eficiência excelentes sob carga alta.5 Com a disponibilidade de três padrões de LAN diferentes e incompatíveis. de longe. Todo o circuito de detecção de colisão no transceptor é analógico. Comparação entre 802. O par trançado padrão é barato e de instalação muito simples. o 8 02. Como alternativa. os sistemas de banda larga utilizam muito da engenharia analógica. de pessoal ou de contabilidade não se importam muito com isso. com frequência.3 possui um componente analógico substancial. Por outro lado. muitas empresas se depararam com a seguinte pergunta: Qual deles devemos usar? Nesta seção. o quadro mínimo válido é de 64 bytes. a eficiência diminui. examinaremos todos os três padrões de LAN 802. como no token bus e ao contrário do 802. Apesar de um monitor desativado poder ser substituido. que introduz um componente critico. como em todos os sistemas de passagem de token. e não são necessários modems.

o que o protocolo de comunicação faz? 6) Qual é a relação existente entre: tamanho do quadro / velocidade da rede? 7) Qual é a diferença entre o 802.4 3)802. qual é a função do TOKEN? 9) Na figura 4. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  53 Exercícios: 1) Associe ( ) Redes em barra ( ) Redes em anel 1) 802.4 com relação à disciplina de acesso ao MT.5.4 e 802.3 2) 802. qual seria a estrutura lógica e a estrutura física da rede? . Qual dos métodos permite esquema de prioridades? 8) Nas redes 802.3 e 802. E se não tiver.3 obrigatoriamente utiliza HUB para ligações com mais de 2 máquinas? 5) Por que um quadro de dados 802. Qual a sua relação com o sistema de redes Ethernet 3) Qual é o alcance máximo (normalmente) em metros de um cabo Ethernet 10Base2 e um 10Base5 e um 10BaseF 4) Qual dos cabos 802.9.5 2) O que é o CSMA/CD.3 a 10 Mbites deve ter no mínimo 64 bytes de extensão.

– Aloha em Intervalos Embora apenas uma pequena parte das mensagens tenha colidido. Ao completar a transmissão. o que atualmente não é mais indicado para redes locais. A B C Figura 9. – Aloha Puro Na técnica Aloha puro.1. O problema aparece no segundo canal onde todos os terminais transmitem em uma mesma freqüência.1 – Aloha puro A B C Figura 9. A estratégia de controle de contenção vai depender da habilidade que uma estação tem para detectar a colisão e retransmitir a mensagem. Uma vez que existe apenas um transmissor no primeiro canal. Se o reconhecimento não for recebido até se esgotar o tempo de espera. Esta situação é a mesma encontrada em uma rede com topologia em barra. Veja a figura 5. O problema que para isso seria necessária a transmissão dos dados de forma analógica. Aloha Esta técnica foi utilizada primeiramente na rede ALOHA que iniciou sua operação em 1970. Sendo assim. Protocolos de acesso múltiplo Os mecanismos de controle de acesso distribuído podem ser divididos em dois grandes grupos: os métodos baseados em contenção e os de acesso ordenado sem contenção. as duas técnicas apresentadas podem ser aplicadas em redes locais com topologia em barramento. Um terminal que deseje transmitir. o que implica em uma utilização deficiente do canal. nenhuma dificuldade é encontrada. Duas frequências de rádio são utilizadas: uma para difusão de mensagens do computador central para os terminais e outra para mensagens dos terminais para o computador. liga um temporizador e aguarda uma resposta do computador central que vai indicar o reconhecimento da mensagem. o número de colisões e retransmissões será pequeno e o protocolo bastante eficiente. Essa seção apresenta alguns protocolos com acesso baseado em contenção: 5. Isto diminui consideravelmente o total de tempo perdido na ocorrência de colisão.2 – Aloha em intervalos . cada terminal escuta apenas o canal computador-terminal. O computador central se encarrega de dividir o tempo total em intervalos de tempo fixos. quando o terminal possui alguma mensagem pronta para ser enviada ele simplesmente envia. não podendo saber se o canal terminalcomputador está sendo utilizado por algum outro terminal.2. o terminal entende que a mensagem foi corrompida e que deve ser retransmitida. ambas são inutilizadas e nenhuma das duas estações envolvida recebe o reconhecimento. só pode iniciar a transmissão no começo de um intervalo. Uma maneira simples de melhorar a eficiência é permitir que transmissões só sejam iniciadas em intervalos fixos de tempo. Apesar de terem sido projetadas com o propósito especial de compartilhar o uso de um canal de rádio. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  54 5. Se o tráfego normal da rede consume apenas uma parte da banda disponível.1. A rede ALOHA consiste de um sistema de rádio-difusão que cobre as ilhas do Hawai e tem como objetivo interligar terminais espalhados pelo arquipélago com um computador central da Universidade do Hawai. Acesso baseado em contenção Numa rede baseada em contenção não existe uma ordem de acesso e nada impede que 2 ou mais máquinas transmitam simultaneamente causando uma colisão.1. Veja a figura 5. em Honolulu. 5. Mesmo que apenas uma pequena parte das mensagens tenham colidido.1. ambas devem ser retransmitidas. O total de tempo perdido compreende desde o início de transmissão da primeira mensagem até o final de transmissão da última mensagem. sem se preocupar se o meio está ocupado ou não.

neste período.4 – Exemplo do método de acesso p-CSMA Quando ocorre uma colisão. Em redes locais. o tamanho das mensagens. A maneira de se evitar que a colisão só seja percebida quando uma resposta não for recebida. a estação aguarda pela mensagem de reconhecimento e. Após o término da transmissão.2. e o fato só será reconhecido após esgotado o tempo para o recebimento de um reconhecimento.se o nó detecta o meio ocupado. Desta forma. enquanto que p-CSMA continua ouvindo o meio até o mesmo estar livre para a transmissão. etc. logo que detecta o meio livre. 3. ao contrário dos outros 2 métodos. o tempo de propagação de uma mensagem por todos os nós da rede é muito pequeno se comparado com o tempo de transmissão de uma mensagem. é escutar o meio de transmissão antes (carrier sense) e durante (collision detection) a transmissão da mensagem. conhecido como janela de colisão. Se existir mais que um equipamento esperando. O tempo que o meio fica livre. duas ou mais mensagens podem ser transmitidas e conseqüentemente corrompidas. não tendo recebido a resposta em um tempo limitado.se o nó detecta o meio livre. uma estação só transmite sua mensagem após "escutar" o meio de transmissão e determinar que o mesmo não está sendo utilizado. o np-CSMA espera um tempo aleatório. – CSMA não persistente (np-CSMA): A estação transmite sua mensagem de acordo com o seguinte algoritmo:: 1. Caso a estação detecte o meio ocupado. a estação tenta transmitir com probabilidade p. não podem detectar que a mensagem está sendo corrompida. Carrier Sense Multiple Access (CSMA) Neste método. A escolha ótima depende de muitos fatores tais como: o tempo de propagação de uma mensagem por toda a rede. 2. Para minimizar a quantidade de dados perdidos.1. desperdiça do T1 Tempo desperdiçado T2 T3 Figura 9. o equipamento transmissor não continua a monitorar o meio enquanto está transmitindo e. portanto. a estação . de acordo com uma distribuição aleatória de atrasos. interrompe a transmissão no caso da colisão. o número de usuários aguardando para transmitir.3 – Exemplo do método de acesso np-CSMA . mesmo que tenha colidido com outra. tenta transmitir mais tarde. entre duas transmissões. é muito pequeno e.p equipamentos irão tentar transmitir assim que o canal fique livre. então suas mensagens irão colidir e se perder. Se p=1 então todos os equipamentos esperando para transmitir irão fazê-lo assim que a transmissão corrente termine. Se n equipamentos estão esperando para transmitir em uma implementação p-persistente. Um valor alto para p reduz o tempo em que o canal ficará ocioso enquanto que um valor baixo para p reduzirá a ocorrência de colisões. o tempo de espera para uma tentativa de retransmissão pode ser gerado de forma randômica.o algoritmo é repetido na nova tentativa. Pode ocorrer que duas ou mais estações estejam aguardando que o meio fique desocupado para iniciarem suas transmissões e isto ocasionará uma colisão de mensagens das estações ao transmitirem simultaneamente. ela irá perceber que sua mensagem foi corrompida e deve ser retransmitida. ele transmite sua mensagem. Os valores típicos para p estão entre 0. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  55 5. 1 e 0. um valor de p menor do que 1 é escolhido. Na forma mais simples desta técnica.CSMA p-persistente (p-CSMA): No caso p-persistente. então n. O CSMA/CD. 03. – CSMA/CD (Collision Detection): A causa da ineficiência encontrada nas técnicas Aloha e CSMA consiste no fato que uma mensagem é transmitida completamente. ela deve aguardar até que o sinal desapareça para então iniciar a sua transmissão. Para conseguir implementações mais práticas. Tempo desperdiçado T1 T2 T3 Figura 9. o que evita que as mesmas mensagens colidam novamente.

Para grandes volumes de tráfego o método se apresenta com uma certa instabilidade. e é de fato o método mais difundido em redes locais. daí a origem do nome do método. Para evitar que as mesmas mensagens colidam novamente. Quando ocorre uma colisão. o valor de r é dobrado. penalizando a estação que colide muitas vezes. Em redes que apresentam um tráfego pequeno. Nota-se portanto. o tempo perdido na transmissão é muito pequeno quando comparado com o tamanho médio das mensagens transmitidas. e pequenas distâncias (da ordem de 2 Km). que corresponde ao tempo mínimo que uma estação tem que esperar. obedece a um certo controle chamado de "recuo binário exponencial". o que implica em uma interface mais cara. Após um número específico de tentativas sem sucesso.taxa de transmissão Tp . a monitoração do nível de energia do canal. e também pela eficiência. esse tempo é da ordem de 50 microssegundos para uma taxa de 10 Mb/s. o procedimento se repete mas o tempo de espera para uma nova tentativa é maior que o anterior. 4xTp Logo. as mensagens devem ter um tamanho mínimo pré-estabelecido. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  56 emissora poderá identificar se existe outro sinal misturado com o seu e. cada estação espera um número inteiro de "slots" antes de retransmitir. Para o caso da rede Ethernet. O intervalo aleatório que os nodos esperam quando ocorre alguma colisão. permitindo um volume de tráfego também maior. Quando ocorre alguma colisão. antes de ter certeza de que se apossou do meio de transmissão. Também. Como já foi dito. Assim. o tempo que cada estação aguarda para transmitir novamente é calculado de forma randômica o que não evita que a mensagem desta estação colida com a mensagem de uma outra. com a redução total da carga da rede. desta forma. Portanto. quanto maior a distância maior o tempo de propagação. que a distância máxima entre nós será limitada não somente pelo meio de transmissão. cada equipamento tem a sua taxa de transmissão reduzida. Se a estação está tentando a retransmissão pela n-ésima vez. mas também pelo método de acesso. r deve ser um número aleatório entre o (zero) e 2n. A eficiência nesse método é dada por: E= MC M C + 5. onde: M . uma vez que o tempo de propagação é finito. fazendo assim. o tamanho mínimo da mensagem é dado por: M > 2*C*Tp.tamanho da mensagem C . Neste caso. o "slot" corresponde ao tempo máximo de ida e volta no cabo.tempo de propagação entre os 2 nodos mais distantes na rede Assim. ou a colisão ocorre no tempo correspondente ao "slot" ou a estação tem a certeza de ter-se apossado do meio de comunicação. uma vez detectada a colisão. todas as estações envolvidas param de transmitir e tentam transmitir outra vez após um tempo de espera. Este método de acesso foi um dos escolhidos como padrão. o nível de energia do canal é modificado de modo que seja possível a detecção por parte dos nodos. como por exemplo. embora no tempo de retransmissão uma certa prioridade possa ser estabelecida. Não se tem possibilidade de designar-se prioridade nesse método. Neste caso. algumas aplicações de automação de escritório. mais o tempo de reforço da colisão.CD é adequado em aplicações que não exigem tempo de resposta garantido. a estação envia uma mensagem ao seu usuário indicando a impossibilidade de efetuar o serviço solicitado. Este procedimento tem como parâmetro uma unidade de tempo chamada "slot". a percentagem da utilização da capacidade do meio pode chegar a 98%. Para haver detecção de colisão. o tempo de resposta máximo não pode ser garantido. A implementação desta estratégia não é tão simples como as anteriores. durante uma transmissão. . À medida que a carga da rede cresce. O pior caso que pode ocorrer é o das estações nas extremidades do cabo iniciarem a transmissão ao mesmo tempo. tornando-o desvantajoso em aplicações em tempo real. Uma vez que a janela de transmissão é relativamente curta. as colisões são detectadas pelos próprios nodos enquanto estão transmitindo. A cada nova colisão sucessiva. O CSMA . No entanto. Este número r é função de qual tentativa está sendo executada. seu desempenho é maior. a distância máxima da rede é limitada pelo tamanho mínimo da mensagem. menor será a eficiência e conseqüentemente maior será o tamanho mínimo da mensagem para detecção da colisão. as transmissões vão se ajustando gradativamente.

. uma vez criados.2. A rede tem um comportamento muito estável mesmo quando apresenta um tráfego bastante intenso. um por um e seqüencialmente. Cada método é mais adequado a um determinado tipo de topologia. Cada repetidor no anel produz um retardo. ele passa uma mensagem de "status" ao nodo centralizador. circulando encostados pára-choque com pára-choque. É a esse número de bits que chamamos de espaço de comunicação. devido a sua estrutura centralizada. mas pode ser tão grande quanto quisermos (ou formos capazes de construir). Cada slot (caminhão) contém um bit (motorista) que indica se o está cheio ou vazio. o método fica comprometido no que diz respeito a confiabilidade. evitando o problema da colisão. cada estação deve esperar por um slot (caminhão) vazio e preenchê-lo com a mensagem (carga) O número de slots que circulam pelo anel nunca muda. os inicia como vazios. um dispositivo gera os slots (cria os slots. Pierce em 1972 tinha como objetivo pioneiro o controle de acesso em uma rede de grande porte constituída por várias redes em anel interconectadas. No "polling" centralizado. O método divide o espaço de comunicação em um número inteiro de pequenos segmentos (slots) dentro dos quais a mensagem pode ser armazenada. Essa latência pode ser sempre aumentada introduzindo um buffer de retardo (um registro de deslocamento) em qualquer estação. Caso esta estação não deseje transmitir ela passa o controle para a próxima estacão. inicia os outros bits de controle. O "polling" é um método que determina a ordem com que os nodos podem tornar acesso ao sistema. e assim por diante. no instante em que lhe for perguntado ele fará a solicitação sendo imediantamente atendido. a estação centralizadora pergunta para a estação mais distante se ela deseja transmitir alguma mensagem. o número de bits circulando pelo anel tem um limite inferior. sincroniza os receptores e transmissores. ou seja.) que. etc. onde alguns estariam carregados e outros não. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  57 Na prática. Dessa forma. Outra alternativa é enviar as informações de controle multiplexadas em frequência com as informações de dados. Uma boa visualização seria uma série de caminhões em anel. 5. Acesso ordenado sem contenção Ao contrário dos esquemas apresentados anteriormente. ou do tamanho do intervalo alocado para o nodo pelo nodo mestre. Ao querer transmitir. vários protocolos são baseados no acesso ordenado ao meio de comunicação. eliminando assim o "overhead" introduzido com a transmissão de mensagens de controle. R. Esta técnica é muito eficiente quando as estações na barra é muito grande. Quadro ou Slot Vazio Apresentada por J. o método CSMA/CD é muito eficiente. informando que está disponível. pode-se estabelecer prioridades através do interrogatório executado pelo nodo centralizador. O resultado é que o CSMA/CD tem sido escolhido para a maioria dos projetos de redes locais. A soma dos retardos mais o tempo de propagação no anel forma o que chamamos de latência do anel. Sua interface é bem simples e barata. evitando com isso que ocorram colisões das mensagens. Em tempo de inicialização.1. tem-se um nodo mestre que executa as funções de controle da rede. Como foi dito.2. Porém. O desempenho do acesso por "polling" pode ser aumentado com a introdução de uma barra dedicada ao controle. ou seja. "Polling" Este método é geralmente empregado em topologias em barra comum.2. embora nada impeça o seu uso em outras arquiteturas. ele pergunta aos nodos. O tempo cedido a um determinado nodo para que ele tenha acesso ao canal é função do tamanho da mensagem concedida. Caso algum nodo deseje iniciar uma transmissão. comparada com 83% da técnica CSMA. Essa seção apresenta alguns protocolos com acesso ordenado sem contenção: 5. se desejam transmitir alguma mensagem. 5. Mais informações sobre a Ethernet podem ser encontradas na bibliografia recomendada. e é esse espaço que é dividido em slots. Podem existir tantos bits circulando pelo anel quanto a sua latência permitir. Se o nodo interrogado não tiver nenhuma mensagem a transmitir. apresentando uma ocupação do meio acima de 90%. O principal exemplo de utilização do CSMA/CD é dado pela rede Ethernet que é uma rede local comercializada pela Xerox Corporation e utilizada como base para seus produtos de sistemas de automação de escritórios.2. estão prontos para ser usados. Esse interrogatório pode ser cíclico.

o fim da transmissão ocorre antes do retorno do início da mensagem transmitida e. uma vez inicializada. fica fácil implantar um esquema que avise a todas as estações. O procedimento de inserção de mensagem num anel com acesso controlado por ficha obedece às seguintes etapas: a) a estação que deseja transmitir aguarda a chegada da "ficha". no caso em que o tempo de propagação da mensagem no anel é bem menor que o tempo de transmissão. o nó copia a mensagem que lhe é destinada podendo removê-la ou não do anel. Uma vez identificado o seu endereço. c) ao final da transmissão. observando um intervalo entre quadros que já estejam circulando no anel.5 e na prática constitui-se na principal opção de implementação do mecanismo de controle de acesso por ficha. A estratégia de restituir a ficha somente após o retorno da mensagem é conhecida como "ficha simples" e facilita a implantação de funções de supervisão e controle (recuperação de erros. a estação devolve a ficha enviando-a ao próximo nó da rede. A remoção da mensagem do anel é tarefa do nó de comunicação que originou a mensagem. Essa estratégia simplifica a implantação dos serviços baseados na difusão de mensagens e também dos serviços de controle de erros e reconhecimento. a forma de restituição da ficha pode permitir a existência de várias mensagens simultaneamente em trânsito no anel (ficha múltipla) o que oferece um melhor desempenho em situações onde as mensagens são relativamente curtas. A forma mais comum é aquela em que o nó destinatário. Inserção de Registrador Esta técnica é particularmente adequada para redes locais com topologia em anel. Uma vez que o início da mensagem passa por todos os nós de comunicação antes da ficha. circula entre todos os nós de comutação. b) uma vez de posse da ficha. Ela consiste basicamente em um registrador de deslocamento que será conectado em série com o circuito quando a estação possuir dados para transmitir. a estação transmite a sua mensagem. Note que o termo "múltipla" não se refere ao número de fichas e sim ao número de mensagens circulando. este é desligado do circuito e a mensagem é removida do anel. os dados em trânsito são armazenados no registrador R. ao reconhecer o seu endereço. – atraso variável das mensagens em trânsito no anel. Uma situação mais prática pode ser conseguida com o uso de dois registradores: um de transmissão T e outro de recepção R. previamente. Por exemplo. Dependendo das dimensões do anel físico e da velocidade de transmissão usada. Passagem e Permissão (token ring) Esta técnica foi apresentada por Farmer e Newhall em 1969 e foi pioneira no controle de acesso distribuído associado à redes locais. copia a mensagem através do registrador de recepção e transmite uma mensagem curta de resposta.4. Quando uma estação possui dados para transmitir. Quando ela é lida no registrador R. ela a coloca no registrador T. Quando T fica vazio. ela armazena o quadro em um registrador T de transmissão e aguarda um intervalo entre quadros que circulam no anel para conectar T em série com o circuito físico.3. A técnica de inserção de registrador apresenta as seguintes características: – mensagens de tamanho variável. A recepção de uma mensagem pelo nó destinatário depende do estado de escuta permanente para identificar o seu endereço nas mensagens circulando no anel.2. – possibilidade de acesso simultâneo ao meio de transmissão. abre o anel. 5. Esta técnica é adotada com o padrão IEEE 802. sobre a prioridade de acesso à ficha a ser restituída. A restituição da ficha pode ser feita imediatamente após o término da transmissão da mensagem transmitida.O mecanismo de "ficha" é baseado em uma mensagem de controle que. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  58 5. a chave é setada para R e a estação aguarda o retorno da mensagem transmitida. transportando o direito de transmissão no meio compartilhado. reconhecimento. Este quadro também atravessa o registrador de transmissão bem como todos os seus subseqüentes até que o quadro enviado pela estação retorne à origem e o registrador de deslocamento seja novamente desligado do circuito. Em um intervalo entre quadros no anel a chave é ligada em T e seu conteúdo é transmitido. no caso de restituição da ficha ao final da transmissão. . Quando um estação tem uma mensagem para transmitir. teremos mais de uma mensagem circulando no anel. etc).2. Uma vez que o fluxo de dados da estação precedente não pode ser parado. Enquanto os dados são transmitidos pode ocorrer a chegada de um outro quadro vindo da estação precedente.

é passada de equipamento para equipamento através da rede. O outro problema refere-se a inserção e retirada de equipamentos da rede. o token desaparece da rede. Anel lógico em barramento físico Token Bus Uso de Token em rede em anel Token Ring Token Ring de fibra ótica FDDI O tempo de transmissão é dividido em slots (fatias) iguais Quadro vazio ou Slot Vazio Uma estação controla quem pode ou não transmitir Polling . mas permite que o seu proprietário transmita sua mensagem. No último caso. cada estação repassa o token em uma sequencia estabelecida. 5. O algoritmo RBE é usado para adaptar a transmissão ao número de estações que estão querendo transmitir.2. Esta técnica assegura que duas estações não irão transmitir ao mesmo tempo causando colisão de suas mensagens. O método de acesso por token é fácil de ser implementado mas a recuperação de tokens perdidos. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  59 As funções de gerência e manutenção da ficha podem ser centralizadas ou distribuídas e devem atender situações tais como a perda ou duplicação da ficha. Também é possível implementar um mecanismo de prioridade. O token não transporta qualquer informação. Dois problemas podem ser identificados nesta técnica: o primeiro diz respeito ao token em si. a inclusão e retirada de equipamentos gera alguma complexidade. uma mensagem especial. espera até desocupar e então transmite com probabilidade P Interrompe a transmissão no caso de colisão CSMA CD Um esquema de FDM dinâmico em fibra Divisão por comprimento de onda CSMA/CD com recuo binário exponencial Ethernet Controla as colisões gerando tempo de espera n slots (aleatório) de tempo para cada estação que teve seu pacote envolvido em uma colisão. com uma configuração de bits conhecida. Passagem de Ficha em Barramento (Token Bus) Uma outra forma de usar a capacidade do canal de uma rede local com barramento por difusão é usar a técnica de passagem de permissão ou acesso por ficha. chamada "token". Quando a rede é inicializada. algum procedimento deve ser criado para evitar que duplicatas do token trafeguem pela rede. perguntando quem lhe enviará o token e informando o endereço de sua estação sucessora. Neste caso. A tarefa de geração de token pode ser atribuída a uma estação especial ou para qualquer equipamento ligado à rede. envia o token para a estação sucessora. Resumo: Método FDM TDM ALOHA puro ALOHA em intervalos CSMA NP CSMA P-persistente Descrição Dedica-se uma freqüência para cada estação Dedica-se um tempo para cada estação Difusão via satélite Transmissão em Slots de tempo bem definidos Retardo aleatório quando o canal é detectado como ocupado Se está ocupado. Apenas um token deve existir na rede em um determinado instante. A remoção de equipamentos é fácil pois basta que a estação que vai ser retirada envie uma mensagem para a sua antecessora informando o novo endereço (de sua sucessora) para o envio do token. Se o token é enviado para um equipamento que está desligado. Algum procedimento deve ser estabelecido para garantir que um novo token será gerado após um intervalo de tempo finito sem que nenhuma mensagem tenha sido transmitida. Uma estação com dados para transmitir. deve aguardar que o token lhe seja enviado. uma estação pré-determinada cria o token e o transmite para a sua estação sucessora. incluindo-se uma mesma estação mais de uma vez na sequência completa.5. tendo alterado o endereço do destinatário. de posse do token ela pode transmitir sua mensagem e então. envie uma mensagem para todas as outras. Adicionar equipamentos requer que a estação que deseja ser inserida na sequência. A partir daí.

Simplesmente transmite-se sem se preocupar com as colisões. Se ocorrer a colisão ambas as estações param de transmitir e esperam um tempo aleatório para retransmissão. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  60 Exercícios: Associe as colunas: A) Aloha puro B) Aloha Fatiado C) Token Ring D) CSMA P-persistente E) CSMA CD F) Token Bus ( ) A estação fica escutando antes e durante a transmissão. Após. Se alguém está transmitindo. ( ) Neste sistema de transmissão por rádio. ela transmite. então. divide-se o tempo de transmissão em intervalos fixos. ( ) Consiste no uso de passagem de permissão em rede em anel . ( ) Neste sistema de transmissão por rádio. a transmissão não é otimizada. Melhora a eficiêmcia com relação à transmissão sem intervalos fixos. a estação escuta o canal. ela permanecerá escutando o canal até que o mesmo fique livre. ( ) Consiste em um anel lógico em uma rede em barra. ( ) Antes de transmitir.

isto é. isto é. Em redes locais. O bit P de paridade é acrescentado com os valores 0 ou 1 dependendo do tipo de paridade utilizado (paridade par ou paridade ímpar). O desempenho de um sistema de transmissão de dados é avaliado através do seu grau de confiabilidade na transmissão dos bits. Bit de Paridade (paridade de caractere) É a técnica mais simples de codificação e consiste em acrescentar um bit às palavras do código de representação dos caracteres. Estas detecções trocadas caracterizam os chamados erros de transmissão. 6. bno geral. (d)ados / (P)aridade d d d d d d d P U 1 0 1 0 1 0 1 0 F 1 0 0 0 1 1 0 1 S 1 0 1 0 0 1 1 0 C 1 0 0 0 0 1 1 1 BCC 0 0 0 0 0 1 1 0 Tabela 6. Um bloco de n bits de informação é codificado em um bloco de r bits pelo acréscimo de ( r . Na tabela 6.1 . com paridade é representado por 1000001P(65). consiste na adição de bits de redundância na mensagem a ser transmitida. O CCITT (Comitê Consultif International de Téléphonie et Télégraphie) recomenda uma taxa de erros não superior a 10-5 . Distorção e ruído na transmissão (erros) Atenuação. Esse método permite detectar erros de transmissão que envolvam apenas a alteração de um número ímpar de bits no caractere. o bloco de r bits é decodificado e os n bits de informação entregues ao destinatário. 6.1. codificada em ASCII e com paridade par.A taxa de erros de um sistema de transmissão representa a probabilidade de ocorrência de erros de transmissão. Para redes de longa distância existe uma padronização internacional que determina uma taxa de erros máxima em um canal a fim de que o mesmo possa ser considerado adequado para a transmissão de dados. apresenta-se um exemplo de como seria transmitida a mensagem "UFSC".n ) bits de redundância e então transmitido. Exemplo: O caractere A no código ASCII. redundância cíclica (CRC). Paridade Longitudinal (combinada) Consiste em acrescentar à mensagem um caractere (BCC . paridade longitudinal (LRC). apenas 1 bit errado a cada 100.Codificação da Mensagem "UFSC" . A transmissão sem erros é um requisito essencial de quase todas as aplicações de comunicação de dados e portanto. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  61 6. paridade par: 10000010 P = 0 paridade ímpar: 10000011 P = 1 O caracter é transmitido e na recepção o bit de paridade é testado. admite-se taxas de erros típicas da ordem de 10-9 a 10-12.1. Quando a alteração sofrida pelo sinal é muito grande.000 transmitidos. uma série de mecanismos deve ser implementada para detectar e corrigir possíveis erros.1.1.1 Detecção de erros A maneira usual utilizada para detectar a alteração de bits de informação transmitidos. Dentre as várias técnicas usadas para esta finalidade pode-se citar: bits de paridade por caracter. 6. ao longo do suporte de transmissão (atenuação e retardo) e de perturbações (ruídos) que atuam não só no suporte de transmissão como também nos estágios de processamento do sinal que compõem o receptor. Na recepção. é detectado um erro de transmissão. Se o valor de P não conferir com o esperado. que represente uma operação lógica sobre os bits dos diversos caracteres que compõe a mensagem. ruído e retardo são termos usados de um modo geral para descrever as modificações que um sinal sofre quando é transmitido em um circuito ou canal. detecção de "1" quando foi transmitido "0" ou detecção de "0" quando foi transmitido"1". pode ocorrer detecção trocada da informação.Block Character Check).2. Essas alterações resultam de imperfeições na propagação do sinal.

a mensagem foi recebida corretamente.Seja r o grau de G(x). é detectado um erro de transmissão.16 = x16 + x15 + x2 + 1 – detecta até 16 erros por blocos de mensagens CRC – ITU-T = x16 + x12 + x5 + 1 (usado para caracteres de 8 bits) A mensagem a ser transmitida é concatenada. o próximo bit é o coeficiente de xk-2 e assim sucessivamente. o emissor e o receptor devem escolher um polinômio gerador G(x) que deve ter os bits de mais baixa ordem e da mais alta ordem iguais a 1. Este método é facilmente implementado por software uma vez que para calcular o BCC basta fazer uma operação "ou-exclusivo" dos caracteres a serem transmitidos. O código CRC (Código de Redundância Cíclica) é baseado no tratamento de "strings" de bits como representação de polinômios com coeficientes 0 e 1 somente. Para transmissão.Divida xr. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  62 A transmissão é feita serialmente por coluna. O bit de mais alta ordem (mais à esquerda) é o coeficiente de xk-1. Exemplo: 11001011 10100111 01101100 01010101 10011110 11001011 A divisão de um binário por outro é feita da mesma forma como na divisão decimal/binário exceto que as subtrações são feitas usando módulo 2. Neste método são detectados os erros que consistem na inversão de apenas 1 bit e também erros do tipo rajada (vários bits alterados) com comprimento igual ou menor que o número de linhas da matriz. 6. Concatene r bits zeros no final da mensagem M(x) de tal forma que o resultado corresponda ao polinômio xr.12 = x12 + x11 + x3 + x2 + x + 1 – detecta até 12 erros por blocos de mensagens (usado para caracteres de 6 bits) CRC . Na recepção. Rajadas maiores que este número ou várias rajadas menores podem não ser detectadas. Exemplo: Considere a transmissão da mensagem 10111011 com polinômio gerador G(x)= x3 + x2 + x (por exemplo). variando xk-1 até x0 e com grau k-1. As operações de adição e subtração equivalem à operação OR exclusivo. 0. O resultado é a mensagem a ser transmitida: T(x).M(x) por G(x) (dividir os strings de bits correspondentes) usando divisão com módulo 2. 0 e 1 : 1x5 + 1x4 +0x3 + 0x2 + 0x1 + 1x0 = x5 + x4 + 1 A aritmética polinominal é feita em módulo 2 isto é.Subtraia o resto da divisão (que geralmente possui r ou poucos bits) do string correspondente a xr. Exemplo: A mensagem 110001 tem 6 bits e representa um polinômio de grau 5.1. Uma mensagem de k bits é tratada como uma lista de coeficientes para um polinômio de k termos. M(x) : 10111011 G(x) : x3 + x2 + x = 1110 . O resto da divisão é acrescentado à mensagem como bits de verificação.M(x).3. caso contrário. com 6 termos cujos coeficientes são 1. Para utilizar o código CRC. Já existe uma padronização internacional para polinômios geradores: CRC . 2 .M(x) usando subtração módulo 2. Redundância Cíclica (CRC) Consiste em acrescentar a um bloco de k bits de informação (n-k) bits de verificação. 1. não existe "vai um" ou "empresta um". 0. a mensagem recebida é dividida pelo mesmo número. Se o resto da divisão for igual a zero. ao final com um "checksum" que é determinado através do seguinte algoritmo: 1 . 3 . a representação binária da informação é dividida em módulo 2 por número pré-determinado.

1. Este polinômio gerador é recomendado pelo ITU-T para a detecção de erros em sistemas de transmissão de dados a longa distância. se E(x) for divisível por G(x). Os valores dos "Hamming bits" são o resultado da operação do OR-EXCLUSIVO sobre o código binário da posição dos bits "1" ocorridos nos bits de informação.2. o receptor a divide por G(x) e examina o resto da divisão: 10111011110 | 1110 .se for zero. H.4. Erros não serão detectados se T(x) + E(x)/G(x) tiver resto igual a zero. Exemplo: Deseja-se transmitir a seguinte informação: 1110100100 = 10 bits de informação 10+4+1 <= 24 temos 4 Hamming bits bit 14 1 13 1 12 1 11 0 10 1 9 0 8 H 7 0 6 1 5 0 4 H 3 0 2 H 1 H .2. temos r "Hamming bits". a mensagem contém erro. o polinômio recebido não será T(x). isto é. O bloco é construído a partir dos bits e informações e dos "Hamming bits". de modo a permitir não somente sua sinalização mas também a restauração do conteúdo original. G(x) deve ser criteriosamente escolhido. A ISO também adota este mesmo polinômio no sistema de controle associado aos protocolos ao nível de enlace de dados da família HDLC.9977% de rajadas de 17 bits e todos os erros simples. Descrição de um Código Hamming Para um bloco de informações de tamanho m. . Apostila de Telecomunicações e Redes 1  63 Adiciona-se a quantidade de zeros equivalente ao grau de G(x) na mensagem: 10111011 + 000 Em seguida.. etc. Consistem na adição de bits redundantes à mensagem. Hamming desenvolveu vários esquemas que receberam o nome de Hamming Codes.2. mas um outro polinômio H(x) = T(x) + E(x) onde E(x) representa as posições alteradas por erros de transmissão. duplos ou erro com número ímpar de bits alterados. onde m+r+1 <= 2r. Adequado em circuitos simplex e em situações onde a retransmissão não é prática. a mensagem está correta.se for diferente de zero.16 . R. 6. O polinômio gerador CRC-16 padronizado pelo ITU-T é capaz de detectar todos os erros tipo rajada de comprimento menor ou igual a 16. 6. sendo r um nº inteiro. Para minimizar a probabilidade de um erro não ser detectado.8. Em caso de haver erro. Estes são inseridos nas posições 1. divide-se a mensagem pelo polinômio gerador 10111011000 | 1110 O resto que deu na divisão é então adicionado na mensagem original M(X) sendo que a mensagem a transmitida será: 10111011110 Ao receber a mensagem T(x). bem como 99. Correção de erros Estas modalidades de recuperação de erros são também chamadas de "Forward Error Correction".

Se dois erros ocorrerem. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  64 posições com "1" : 6.Hamming bits Bloco a ser transmitido: bit 14 1 13 1 12 1 11 0 10 1 9 0 8 0 H Supor que o bloco recebido seja: bit 14 1 (bit 9 errado) Cálculo efetuado na recepção: E(x) = 0011110011 14 13 12 10 9 6 2 1 1110 1101 1100 1010 1001 0110 0010 0001 1001 = 9 (bit 9 errado ) 7 0 6 1 5 0 4 0 H 3 0 2 1 H 1 1 H 13 1 12 1 11 0 10 1 9 1 8 0 7 0 6 1 5 0 4 0 3 0 2 1 1 1 A informação original poderá ser restaurada sempre que ocorrer somente um erro no bloco.1100 13 . 14 6 . 12. o esquema pode ser burlado.1110 0011 .1101 14 .1010 12 . 13. Quando ocorrerem três erros. .0110 10 . 10. isto será detectado mas o resultado será sem sentido.

ora por outro. definindo os formatos dos quadros de dados. portanto. os erros podem ser ignorados. denominadas funções de comunicação. Todas estas funções são realizadas pelos protocolos de comunicação. Além destas funções consideradas mais básicas. como por exemplo. corrigidos através da retransmissão do quadro defeituoso ou corrigidos automaticamente. De acordo com a política estabelecida. controle de fluxo: pode ser entendido como um mecanismo de sinalização que permita ao receptor controlar a velocidade efetiva de um transmissor mais rápido de forma a não entupir-se de dados. Além disso.1. além de outras funções. a comunicação envolve um caminho indireto entre os dois pontos comunicantes. procure. Como definido no início desta apostila. A transferência de quadros entre dois equipamentos é feita segundo um conjunto de regras e convenções denominado "Protocolo de Comunicação". Na verdade não é tão simples. marcados para correção posterior. pois existem uma série de fatores que influem em uma comunicação de dados e conseqüentemente na construção de um software de comunicação (protocolo). Antes de seguir adiante. pois seria desperdício utilizá-lo com uma única “conversação” O meio pode ser multiplexado para permitir várias comunicações simultâneas. o protocolo requer que se acrescentem informações de controle como data. controle de acesso: o controle de acesso ao meio de transmissão é um serviço utilizado em redes com topologia multiponto.apostila) onde temos 2 hosts ligados por um meio de comunicação. Além disso. imaginar como seria o diálogo entre as máquinas usando termos coloquiais em português. O primeiro problema a ser tratado em um sistema de comunicação diz respeito à distância. Um exemplo trivial é o sistema postal em que. Na própria carta. Protocolos de comunicação A forma de tratar os problemas de comunicação entre os processos comunicantes é através de protocolos. Um protocolo de comunicação define. estas informações de controle se constituem numa sobrecarga (overhead) que toma espaço e tempo. várias estações compartilham um único meio de transmissão e devem obedecer a uma política que determina quando uma estação pode utilizar o meio comum para transmitir seus dados. Quando os dados são recebidos. Roteamento: eventualmente. Deve-se salientar que em qualquer sistema de comunicação existirão mensagens de controle da comunicação além dos dados que efetivamente se quer enviar. no caso de uma impressora remota que está recebendo os dados de um computador. conforme visto no capítulo 3. Para entender melhor o significado de um protocolo vamos desenvolver um exemplo baseado no comunicação entre os dois filósofos (capítulo 2 . Isso requer um sistema de roteamento ou comutação da informação. além do modem quando a transmissão deve ser feita de forma analógica. Ora. controle de erros:: o controle de erros é feito através da utilização de técnicas para detecção de erros. o formato dos quadros e os tipos de controle que serão efetuados sobre a transferência. os tipos de controles que serão efetuados sobre a transferência e os procedimentos que devem ser adotados tanto para o envio quanto para a recepção dos dados. Um software de comunicação deve ser capaz de lidar com os mais diversos problemas que comumente ocorrem em uma transmissão. Deve-se adequar o sinal às características do meio utilizado e utilizar trasnceptores ou transmissores quando necessário. o receptor deve executar uma série de procedimentos antes de liberar o buffer para a recepção de mais dados. realizando uma série de funções básicas. protocolo é “um conjunto de regras sobre o modo como se dará a comunicação entre as partes envolvidas”. ora por um caminho. a compressão dos dados para reduzir os custos de transmissão. 7. Este serviço garante que os quadros não serão aceitos duplicadamente e que a perda de um quadro será detectada. tal sistema pode proporcionar uma flexibilidade para conexão. abertura e fecho. Neste caso. como um exercício. temos outras funções de grande importância no contexto de redes: – compartilhamento: independente da distância e do meio utilizado em uma comunicação. que permita o seu endereçamento e encaminhamento adequado. controle de seqüência: visa preservar a ordem de transmissão dos quadros. . é importante que este seja – – – – – compartilhado. passando por pontos intermediários onde a mensagem deve ser reencaminhada. além da informação na carta usamos um envelope com o endereço (hierárquico) e outras informações de controle para o correto encaminhamento da mensagem. Software de Comunicação Em princípio pode-se pensar que a transmissão de bits em um canal seja trivial: uma máquina A coloca os bits no meio de transmissão e uma máquina B os retira. onde é necessário representar os bits em forma de onda digital e sincronizar o emissor com o receptor. a encriptação dos dados de forma permitir o tráfego da mensagem na internet com o mínimo de risco de violação de integridade da mesma. existem outras também importantes. tais como a necessidade de codificação da informação para o código utilizado pela estação remota. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  65 7. aliado a uma política de tratamento de erros.

o computador A deve confirmar a recepção. o computador A procura estabelecer uma ligação lógica com o computador B dizendo “Alô”. Provavelmente. poderia acontecer o acaso de que o gato da família derrubasse o telefone no chão de susto com a campainha e você não quer falar com o gato. que comporiam as mensagens contendo comandos ou dados. Pode-se iniciar a conversação depois que a pessoa do outro lado da linha responde “Alô”.1 – Esquema de funcionamento da arquitetura de uma rede de computadores A seguir o computador A identifica a operação desejada como uma transferência de arquivos e o computador B pede a identificação do arquivo. mas sim comandos de comunicação com informação de controle. O que sobra da capacidade do canal para transmissão dos dados é chamada velocidade efetiva. o computador B pergunta ao A se quer aproveitar a conexão para outra operação. Terminada a transferência do arquivo. deixando mais ou menos capacidade do canal para a efetiva transmissão de informação.2 pode ser usada em algumas aplicações. um cabeçalho contendo a sua própria informação de sincronismo. a capacidade de transmissão (ou velocidade nominal em bps) da linha é dividida entre sinalização e informação. Estes comandos ocupam uma parte da capacidade da linha. Uma outra forma de troca de informação consiste em dividir a cadeia de bytes em pacotes e transmiti-los separadamente. Não basta a conexão física que se estabelece quando o fone remoto é retirado do gancho. para que a transferência de informações se efetive é necessária a troca de uma série de mensagens que não carregam dados. não basta uma conexão física. O importante no funcionamento de um protocolo é que: 1) ele deve atender a todas as funções necessárias: 2) as duas máquinas ou entidades comunicantes devem entender as mensagens recebidas.2. Afinal. entretanto ligados fisicamente pela linha. 3) ele responda sempre da mesma forma às mesmas mensagens. Comando Dados Comando Dados Dados Figura 7. além de uma cauda ou “trailler” que são os bits de redundância que . mas não são repetidas durante a mesma. Pode-se fazer uma analogia com uma ligação telefônica. ou datagrama. Nada mais havendo a tratar. Uma conexão lógica é necessária para iniciar a transferência de informação. Quando o computador B responde a conexão lógica se completa. ambos os computadores procedem à desconexão lógica. além dos dados.1. permanecendo. Sempre que se quiser dimensionar a velocidade de transmissão nominal necessária para um canal a partir do volume de dados efetivo a transmitir. endereço de fontes e destino. Este exemplo simples evidencia que. Host A Alô Envie Arquivo Arquivo A OK Não! Tchau Host B Alô Qual? Envia Arquivo A Algo mais? Tchau Figura 7. Outras formas de diálogo são possíveis e levam também a uma conexão confiável. Cada pacote. Diferentes protocolos terão overheads diferentes. para transmitir os dados. Assim. identifique quais as mensagens da figura 7.2 – Cadeia de bytes na linha Ora. Inicialmente. como mostra a figura 7. número de seqüência. Note-se que. A conversação através de uma cadeia de bytes contínua como na figura 7. Chama-se sobrecarga ou overhead a relação entre a taxa de sinalização e a capacidade do canal. A título de exercício.1 carregam informações e quais carregam comandos. constituindo-se em um tráfego (bits por segundo) chamado de taxa de sinalização. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  66 Um possível diálogo está esboçado na figura 7. deve-se levar em conta o overhead de sinalização característico (do protocolo) da linha em que se vai transmitir. Informações de sincronismo (que permitam a delimitação das mensagens) e endereçamento podem preceder a transmissão. para garantir a transferência de forma correta. carrega. o protocolo que você pensou tem algumas diferenças em relação ao da figura acima. necessitamos transmitir comandos. O computador A responde com a identificação e o computador B inicia a transmissão do arquivo. veríamos uma seqüência de bytes. Se colocássemos um equipamento de monitoração na linha entre os computadores que nos permitisse ver todos os bits que passassem.

pode-se alterar a tecnologia da rede de transporte (baixo nível) sem ter de alterar o sistemas e protocolos entre as aplicações (alto nível). toda a informação contida no cabeçalho e na cauda destas unidades de transporte de informação serve para o controle da comunicação. Suas funções principais referem-se ao controle de fluxo. PDUs de um protocolo A podem ser encapsuladas no campo de dados das PDUs de um outro protocolo B. Na década de 70 uma nova geração de protocolos apareceu. Porém o overhead das linhas tende também a aumentar. Um datagrama. o software de comunicação é dividido em "camadas".3. executa um conjunto definido de funções. portanto. além de pacotes ou datagramas . o ADCCP (Advanced Data Communication Control . A camada de enlace constitui a interface entre os níveis superiores e a camada física. possuem uma complexidade difícil de controlar. também em sinalização e overhead. Isto é. por exemplo. O protocolo BSC da IBM é um exemplo de protocolo orientado a caracter. Com o desenvolvimento das redes de computadores. podem ser designadas. Os primeiros protocolos de enlace que foram desenvolvidos para redes de computadores eram. empregada no âmbito do modelo OSI. também como quadros (frames). Protocolo A Cabeçalho Dados Cauda Protocolo B Cabeçalho Dados Cauda Figura 7. EBCDIC). o que se constitui numa multiplexação do meio de comunicação ao longo do tempo. ou ainda. então se constitui de um cabeçalho com diversos campos de controle e um campo de dados. Cabeçalho Dados Cauda Figura 7. controle de erros e o controle de acesso ao meio de transmissão. a simples transferência de um arquivo de uma máquina para outra. isto é. conforme o contexto.2. em sua maioria. a especificação de um software de comunicação deve prever diversos aspectos referentes aos serviços que o sistema oferece. a IBM desenvolveu o SDLC (Synchronous Data Link Control) e submeteu-o à apreciação da ANSI e da ISO para que fosse adotado como padrão internacional. transmitindo-se alternadamente pacotes de uma outra. Esta técnica de encapsulamento é usada para permitir. o bloco a ser enviado consistia de um grupo de caracteres de algum código (ASCII. constituindo-se.4. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  67 permitem a verificação da ocorrência de erros no destino. Na verdade. O encapsulamento de protocolos de mais “alto nível”em formatos de mais “baixo nível” aumenta a modularidade da rede. o transporte de um protocolo entre dois computadores através de várias redes intermediárias com protocolos distintos. as desvantagens de se utilizar protocolos orientados a caracteres foi ficando cada vez mais evidente. Uma vantagem desta forma de comunicação é que ela é mais justa. "Enlace Lógico". Estas unidades de transporte de informação. outras conversações não são bloqueadas por uma eventual conversação mais longa e podem se dar paralelamente. envolve diversas etapas que. tornando a transmissão mais confiável.3 – Formato geral de um datagrama Ora. seguidos de uma cauda com os bits de verificação de erro e outras possíveis informações de controle. respectivamente. Um protocolo que trabalhe nesta forma deve então definir precisamente o formato e o significado dos campos destas unidades de transporte para que as entidades comunicantes possam interpretá-los corretamente. A designação técnica. Para diminuir esta complexidade. pois temos informações de controle muitas vezes duplicadas. onde cada "camada". Protocolos de enlace de dados Como visto anteriormente. se analisadas em conjunto. como mostra a figura 7. como mostra figura 7. ou mais genericamente como mensagens. Tanto a ANSI como a ISO fizeram modificações no SDLC e lançaram. orientados a caracter.4 – Encapsulamento de um protocolo A em um protocolo B 7. dadas as dificuldades de se transmitir informações entre máquinas com conjunto de caracteres. isto é. A camada mais próxima da transmissão física é denominada "Camada de Enlace" ou "Enlace de Dados". blocos. é PDU (Protocol Data Unit).

.2. Os intervalos de tempo próprios para cada um dos bits são conhecidos e amarrados entre as entidades comunicantes. a estação secundária só ganha o controle da linha se a estação primária não a estiver utilizando. O ITU-T (antigo CCITT) adotou e modificou o HDLC. uma das estações é definida como primária e a outra como secundária.6. Obviamente. interpretar o restante do quadro. É bastante comum que as unidades de informação sejam códigos pertencentes ao conjunto ASCII (American Standart Code for Information Interchange). A resposta pode ser positiva através de um ACK. “SYN”. Um dos protocolos orientados a caracteres mais conhecidos é o protocolo BSC (Binary Synchronous Communications). A estação primária permanece enviando ENQs até a recepção de um ACK0 ou até esgotar o limite máximo de tentativas estabelecido. tais como “ETB”. Os caracteres de controle e supervisão usados com o protocolo BSC são: Caractere SYN SOH STX ITB ETB ETX ENQ ACK0/ACK1 WACK NAK OLE RVI TTD DLEEDT Significado Caractere de sincronização (Synchronous Idle) Início de cabeçalho Início de texto Fim de transmissão de quadro intermediário Fim de transmissão de quadro Fim do texto Verifica estado da estação Reconhecimento positivo Reconhecimento positivo (espere antes de enviar) Reconhecimento negativo Usado para permitir transparência Interrupção reversa Usado para indicar demora temporária no envido de texto e evitar fim da temporização (time-out) Sequência de desconexão para uma linha comutada.5 – Estrutura típica de um quadro no protocolo BSC Uma mensagem pode ainda ser dividida em quadros para facilitar sua manipulação e reduzir a possibilidade de erros de transmissão. A seguir estudaremos os protocolos orientados a caracter e os protocolos orientados a bit. ou caso a estação não esteja pronta para receber. Sete bits são necessários para representar um código ASCII qualquer. O BSC é um protocolo orientado a caracter. Tabela 7.1 – Caracteres de controle e supervisão utilizados no protocolo BSC A estação que deseja iniciar a transmissão envia a sequência ENQ. isto é. ela responde com um NAK ou WACK. exceto o último que é terminado com ETX. isto traz limitações com respeito às comunicações entre equipamentos que trabalhem com códigos diferentes. A estrutura da mensagem de informação é mostrada na figura 7. O destinatário deve ser capaz de reconhecer os caracteres de sincronismo e a partir deste momento. ou seja. SOH Cabeçalho STX Texto ETX BCC Figura 7. Para evitar problemas associados à transmissão. 7. Caso a estação primária receba um ENQ sem ter iniciado um pedido de transmissão. Todos são orientados a bit. ele utiliza caracteres de um determinado código fonte para delimitação do texto da mensagem e para funções de supervisão e controle da troca de mensagens entre os equipamentos conectados.1 Protocolos Orientados a caracter Em um protocolo orientado a caracter. sendo o último bit o de “paridade ímpar”. são independentes dos códigos utilizados. ela responde com ACK. NAK ou WACK. na década de 60 e ainda bastante utilizado em ligações ponto-a-ponto e multiponto. Este conjunto prevê códigos especiais para funções de controle. Neste caso. O BSC é um protocolo de controle de enlace desenvolvido pela IBM. Todos estes protocolos são baseados nos mesmos princípios. Assim. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  68 Procedure) e o HDLC (High-level Data Link Control). Uma descrição sumária deste protocolo é apresentada nesta seção. mas na verdade cada código ASCII é transmitido com 8 bits. etc. um quadro é composto de um número inteiro de caracteres de um determinado código. cada quadro é terminado pelo caracter ETB.

sendo resultado do esforço de padronização desenvolvido pela ISO (International Organization for Standardization). O campo de "controle" identifica o tipo do quadro (informação. Para satisfazer uma variedade de requerimentos. além de informações referentes ao número de sequência e reconhecimento. o qual apresenta um formato genérico comum a todos os protocolos orientados a bit. 7. pode existir a confirmação do recebimento do referido grupo. Para obter transparência. A figura 7. supervisão.6 – Exemplo de transferência de informações utilizando o protocolo BSC. 7. o BSC tem um modo transparente. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  69 Ao terminar a transmissão de uma mensagem.3. para a camada de enlace de dados. como um caractere de dados. permitindo assim que a outra estação a utilize.).7 . no modo transparente. 1 0 1 1 0 Informações produzidas nas camadas inferiores Procedimento da camada de enlace de dados Delimitador (flag) 01111110 End. a camada de enlace trata conjuntos de bits cujos significados lhe são irrelevantes. O campo "endereço" é utilizado para a identificação do receptor. ou seja. a) Os três tipos de estações são: 1. Cada quadro possui um delimitador de início e um delimitador de fim.Estação primária: controla a operação do enlace.6 apresenta um exemplo de protocolo orientado a bits. Nos protocolos orientados a bit. destino 00000001 Controle * 00000000 info 10110 Checksum (CRC ) 10101101 delimitador 01111110 Figura 7. Nos diálogos com a outra máquina. os bits de informação foram colocados em um único quadro. Protocolo de enlace HDLC A família de protocolos HDLC (High Level Data Link Control) é orientada a bit. Os quadros emitidos por esta estação são chamados "comandos". Qualquer caractere de controle que seja precedido pelo caractere DLE será reconhecido. Tais bits devem ser agrupados de modo que haja responsabilidade pela entrega de cada grupo de bits.2. . O campo de "checksum" carrega bits de redundância para a detecção de erros no quadro recebido. Host A Posso transmitir ? Aí vai parte da msg Aí vai o resto da msg Não tenho mais msg ENQ STX Texto ETB BCC STX Texto ETX BCC EOT Host B ACK0 ACK1 ACK0 ENQ Sim Recebi mensagem OK Recebi mensagem OK Posso transmitir? Figura 7.Procedimento de protocolo orientado a bit Na figura 7.2 Protocolos Orientados a bits A camada de enlace recebe das camadas superiores as informações a serem enviadas.. .6. O campo de "informação" carrega os dados recebidos da camada superior. o protocolo HDLC define três tipos de estações. representadas nas unidades mínimas de informação.. a estação que a estava transmitindo envia um ETD para indicar este fato e não tenta utilizar a linha novamente durante um certo intervalo de tempo. permitir que qualquer configuração de bits seja transmitida pelo usuário. duas configurações de enlace e três modos de operações de transferência de dados.

3.Estação combinada: combina as características das estações primária e secundária. não existe garantia de que a configuração 01111110 não irá aparecer dentro do quadro. Todas as estações ativas ligadas à linha ficam continuamente esperando por uma sequência de flag para sincronizar no início de um quadro. Com o uso da técnica de bit stuffing. Se o sexto e o sétimo bits são ambos iguais a 1. Para determinar este problema. a combinação é aceita como um flag. Se o sexto bit é 1 e o sétimo é 0.Modo de resposta assíncrona (ARM): usado em configurações não balanceadas. uma vez que um quadro HDLC permite qualquer configuração de bits. a sincronização a nível de quadro. . A estação primária pode iniciar a transferência de dados para uma secundária mas a secundária só pode transmitir dados em resposta a um comando (POLL) da primária. Uma estação combinada pode emitir comandos e respostas. qualquer configuração de bits arbitrária pode ser inserida no campo de dados de um quadro. Esta propriedade é conhecida como "transparência de dados". 3. c) Os três modos de operação de transferência de dados são: 1.8 . a estação emissora está sinalizando uma condição de aborto. Esta configuração consiste de duas estações combinadas e suporta transmissões half-duplex e full-duplex. O NRM é também usado em configurações ponto-a-ponto no caso particular de conexão de um terminal ou outro periférico ao computador. Todas as transmissões são feitas em blocos e um único formato de bloco é estabelecido para todas as trocas de dados e de controle.3. O modo de resposta normal é usado em linhas multiponto onde alguns terminais são conectados a um computador.Configuração não balanceada: usada em ligações ponto-a-ponto ou multiponto. um procedimento conhecido como "bit-stuffing" é usado. Qualquer uma das estações combinadas pode iniciar a transmissão sem receber permissão da outra estação combinada. A estação primária mantém um enlace lógico separado com cada estação secundária na linha. enviar uma resposta sem esperar por um comando). O modo de resposta assíncrona raramente é usado. Após identificar o flag inicial. a estação continua procurando a sequência de flag para determinar o final do quadro. 2. incluindo inicialização. Neste modo.Estrutura típica do quadro no protocolo HDLC CAMPO FLAG : o campo FLAG delimita o quadro em ambas extremidades com uma configuração única de bits dada por 01111110. Os quadros emitidos pela estação secundária são chamados "respostas". Esta configuração consiste de uma estação primária e uma ou mais estações secundárias e suporta tanto a transmissão half-duplex quanto a full-duplex. destruindo. Quando uma configuração de cinco 1's aparece. 7. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  70 2.Modo de resposta normal (NRM): usado em configurações não balanceadas.Estação secundária: opera sob o controle da estação primária.Configuração balanceada: usada somente em conexões ponto-a-ponto. O computador consulta cada terminal para transmissão.Modo balanceado assíncrono (ABM): usado em configurações balanceadas.1 Estrutura do Quadro O HDLC usa transmissão síncrona. o sexto bit é examinado. 2. então. Enquanto está recebendo um quadro. Um único flag pode ser usado como término de um quadro e início de outro. b) As duas configurações de enlace são: 1. No entanto. Fica sob a responsabilidade da estação primária o controle da linha. a estação secundária pode iniciar a transmissão sem permissão explícita da primária (isto é.6 mostra a estrutura de um quadro HDLC e seus respectivos campos: FLAG 8 bits ENDEREÇO 8 bits ou + pode ter 1 ou + octetos CONTROLE 8 ou 16 bits DADOS tamanho variável FCS 16/32 bits FLAG 8 bits Figura 7. uma vez que ele não apresenta o "overhead" do polling. o receptor examina a sequência de bits. O modo balanceado assíncrono faz um uso mais eficiente de ligações ponto-a-ponto full-duplex. O transmissor irá sempre inserir um bit 0 extra após cada ocorrência de cinco bits 1's consecutivos no quadro (exceto no campo FLAG). recuperação de erros e desconexão lógica. A figura 7.

Um FCS opcional de 32 bits usando o CRC-32 pode ser empregado se o tamanho do quadro ou a qualidade da linha determinarem esta escolha. normalmente. A configuração 11111111 é interpretada. Formatos Informação Supervisão Controle 1 I S U 0 1 1 2 0 1 3 NS S M 4 S M 5 P/F P/F P/F 6 7 Nr Nr 8 Bits do campo de controle M M M Figura 7. Response Mode" 1 1 1 1 0 1 0 "Set Async.9 – Formato dos quadros de controle do protocolo HDLC Onde: Ns .2 – Quadro completo especificando os campos de controle de um quadro HDLC .Bit de Poll/Final O quadro de configuração dos campos de controle é apresentado a seguir: Campo de Controle Comando / Resposta 1 2 3 4 5 6 7 8 0 S S S R R R Informação 1 0 0 0 R R R "Receive Ready" 1 0 0 1 R R R "Reject" 1 0 1 0 R R R "Receive Not Ready" 1 0 1 1 R R R "Selective Reject" 1 1 0 0 0 0 0 Informação não numerada 1 1 0 0 0 0 1 "Set Normal Response Mode" 1 1 0 0 R R R "Disconnect" 1 1 0 0 1 0 0 "Un-numbered Pool" 1 1 0 0 1 1 0 "Un-numbered Acknowledge" 1 1 1 0 0 0 0 "Set Inicialization Mode" ou "Request Inicialization Mode" 1 1 1 0 0 0 1 "Command Reject" (Resposta) 1 1 1 1 0 0 0 "Set Async. Seu tamanho não é definido no padrão mas é limitado em um tamanho máximo por uma implementação. como sendo um endereço de difusão . 8 bits.N° de sequência na recepção pela estação transmissora S . CAMPO FCS (Frame Check Sequence): é aplicado sobre todos os bits do quadro com exceção dos campos de flag.N° de sequência no envio pela estação transmissora Nr . A figura abaixo mostra o formato geral do CAMPO DE CONTROLE (modo básico). mas deve ser incluido sempre para garantir a uniformidade. O campo pode conter qualquer sequência de bits. CAMPO DE CONTROLE : o HDLC define 3 tipos de quadros. mas pode ser usado um formato estendido no qual o tamanho do endereço é um multiplo de sete bits. CAMPO DE DADOS: este campo só existe nos quadros tipo I e em alguns quadros tipo U. O FCS normal é o CRC-16 definido pela CCITT. Balanced Mode" 1 1 1 1 1 0 1 "Exchange Identification" 1 1 1 1 1 1 0 "Set Async. O oitavo bit em cada octeto é 1 ou 0 indicando se o octeto é ou não o último octeto do campo de endereço.Bit de controle de ligação P/F .Bit com função de supervisão M . indica que todas as estações secundárias devem receber o quadro. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  71 CAMPO DE ENDEREÇO: o campo de endereço é usado para identificar a estação secundária que transmite ou recebe o quadro. cada um com um formato diferente do campo de controle. Quadros de informação (tipo I) que transportam os dados do usuário. Response Mode Extend" 1 1 1 1 0 1 1 "Set Normal Response Mode Extend" 1 1 1 1 1 0 0 "Set Async. tanto na forma básica quanto na estendida. Um endereço possui. isto é. Balanced Mode Extend" 1 1 1 1 0 0 0 "Disconnect Mode" 1 1 0 0 0 1 0 "Request Disconnect" Mnemônio I RR REJ RNR SREJ UI SNRM DISC UP UA SIM RIM CMDR SARM SARME SNRME SABM XID SABME DM RD Padronização pelo HDLC C/R C/R C/R C/R C/R C/R C C/R C R C R R C/R C C C C/R C R R Tabela 7. Este campo não é necessário em ligações ponto-a-ponto. Quadros Supervisão(S) e quadros não numerados (U).

completando ou abortando o quadro em andamento. o campo de informação pode ser perdido ou duplicado se ocorrer uma condição de excecução durante a transmissão do quadro UI.1 (inclusive). Assim. Quando se está processando a troca de informação. assim.Esse quadro de supervisão é usado por uma estação para solicitar a retransmissão de quadros de informação iniciando com o número de Nr. o que confirma o recebimento dos quadros de informação numerados até Nr .Indica um quadro sequenciado de informação.É usado para transferir campos de informação não sequenciados através de um enlace.1 (inclusive) são assim confirmados. SIM .Esse comando é usado para realizar uma desconexão lógica: informa à estação receptora que a estação transmissora está suspendendo a operação com esta respectiva estação secundária (ou balanceada). DISC e RSPR. Na operação de uma rede comutada.1 são reconhecidos como aceitos. DISC . Os campos Nr e Ns fornecem a sequenciação do quadro que está sendo enviado. SIM. Sendo transmitido um SREJ. Quando uma estação que está transmitindo recebe um RNR. SREJ . SARM. SNRM . Os quadros de informação numerados até Nr . Uma estação primária pode usar o comando RR com o bit P setado em 1.2 Definição dos comandos e respostas no HDLC I . a nível de inicialização do link. que também não são confirmadas.Comando usado para ativar procedures especificadas pelo sistema. UA . . Não há resposta exigida para o UI. por exemplo. 1 I S U 0 1 1 0 1 S M S M 2 3 4 5 NS x P/F 6 x M 7 x M 8 x M 1 P/F P/F P/F 2 3 4 5 Nr 6 7 8 x x x x x x x Figura 7.1 são. A figura abaixo mostra o formato geral do campo de controle do modo estendido. estabelecendo uma condição operacional lógica. RR . Uma estação secundária desconectada não poderá receber ou transmitir quadros de informação: fica desconectada até que receba um comando SIM ou SNRM. UP . e os seguintes (se tiverem sido enviados outros). para fazer polling com estações secundárias (isto é. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  72 O campo de controle pode ser estendido para ser usado por quadros S e I que empregam números de sequência com 7 bits ao invés de 3 bits. confimados como recebidos sem problema. aqueles numerados de Nr (inclusive) em diante. SNRME. "convidá-las" a transmitir). onde todos os campos de controle têm um octeto de comprimento. REJ . deve parar de transmitir dentro do menor tempo possível.O quadro de supervisão que indica "recepção concluída"é usado por uma estação para indicar que está pronta para receber um quadro de informação. SABM. SARME. a não ser que solicitadas pela primária. bem como do quadro que se espera receber em seguida. não são permitidas transmissões a partir da estação secundária. Os quadros de informação numerados até Nr . para dados de inicialização do enlace.O Poll não numerado é usado para solicitar quadros de resposta a partir de uma única estação secundária ("individual poll").O referido comando é usado para colocar em "Normal Respose Mode"(NRM) a estação secundária endereçada. UI ou NSI . RNR . cada estação relata continuamente seus Ns e Nr à outra.10 – Formato dos quadros de controle do protocolo HDLC 7.3.É usado por uma estação para solicitar a retransmissão de um único quadro de informação: o de número Nr. que existe em cada estação endereçada por uma oportunidade de resposta. Os quadros de informação numerados até Nr . na estação remota. A norma não define o processo de controle para organizar as respostas. este comando também pode ser usado para dar início a uma desconexão física.Essa resposta de "confirmação não seqüenciada" é usada para confirmar o recebimento e aceitação dos seguintes comandos não numerados: SNRM. não são confirmados. Pode ser útil.Esse quadro de supervisão é usado por uma estação para indicar impossibilidade temporária de aceitar outros quadros de informação. Devido à ausência de verificação dos números de sequência. Esse comando subordina a estação secundária receptora à estação primária que transmitiu o SNRM. os únicos quadros I aceitos serão aqueles numerados sequencialmente e em ordem seguindo ao quadro solicitado. SABME.

CMDR . ao esgotar este tempo. O recebimento de qualquer comando. b) campo de informação muito longo para ser recebido nos buffers da estação receptora. O controle de fluxo é uma técnica que assegura que uma estação transmissora não sobrecarrega uma estação receptora. Todos os quadros contém um número de sequência que varia de 0 a um valor máximo. ele deve executar uma série de procedimentos antes de liberar o buffer para o recebimento de mais dados. SABM . Este valor máximo normalmente é dado por 2n-1 onde n é o tamanho (em bits) do campo de sequência do quadro. Os números de sequência dentro da janela de transmissão representam quadros enviados mas não confirmados.3. Esse comando pode usar o endereço global. o procedimento descrito anteriormente é inadequado. 7. Quando os dados são recebidos. O mecanismo da janela deslizante permite que o emissor envie mais de um quadro sem esperar a confirmação do receptor. teremos a variação do número de sequência dos quadros de 0 até 7 ( 23-1). Existe um limite máximo de tempo que o transmissor pode aguardar pela chegada de uma confirmação. Sempre que o transmissor envia um quadro ele guarda uma cópia até que o mesmo seja confirmado pelo receptor. Por sua vez. . No entanto. Para isto. fornecer a identificação da estação transmissora à estação remota. que não seja um SIM ou DISC. DM . A forma mais simples de controle de fluxo é conhecida como "stop and wait". o transmissor deve considerar que o quadro não chegou ao destino e retransmití-lo. Após a recepção. Normalmente o receptor aloca um buffer de dados com um tamanho máximo. para um campo de sequência que tenha um comprimento de 3 bits.Esta resposta é usada para relatar status não operacional de uma estação que está logicamente desconectada do enlace e não pode aceitar o comando de estabelecimento de um modo (MRN ou MRA). fará com que a estação repita o RIM. o transmissor deve considerar que o quadro não chegou ao destino e retransmití-lo. O emissor então. o receptor mantém uma variável que indica o número de sequência do próximo quadro a ser recebido (N(S)). Existe um limite máximo de tempo que o transmissor pode aguardar pela chegada de uma confirmação. d) o número Nr recebido da estação primária não concorda com o número Ns que foi enviado à mesma. bem como os valores que delimitam a janela de recepção. bem como os valores que delimitam a janela de transmissão (limite inferior e limite superior ).Esta resposta é transmitida por uma estação secundária no modo NRM. XID . opcionalmente. Para estes casos. caso seja desconhecido o endereço específico da estação secundária. Nesta forma o receptor indica a sua disposição em aceitar dados enviando um "pool" ou respondendo a um "select"."Request for Initialization Mode" é transmitido por uma estação para notificar a estação primária da necessidade de um comando SIM. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  73 RIM . Este procedimento é adequado para o caso em que a mensagem é enviada em um único bloco de dados. e este foi recebido dentro do quadro. RD .Usado para colocar a estação endereçada no Modo de Resposta Balanceado (MRB). o receptor deve indicar novamente a sua disposição em aceitar mais dados antes que eles sejam enviados. transmite seus dados. SARM . isto é. não serão aceitas transmissões de comandos até que a condição RIM seja resetada. Os números de sequência dentro da janela de transmissão representam quadros variados mas não confirmados. ao esgotar este tempo. o transmissor mantém atualizada uma variável que indica o número de sequência do próximo quadro a ser enviado (N(S)). Sempre que o transmissor envia um quadro ele guarda uma cópia até que o mesmo seja confirmado pelo receptor.O comando de troca de identificação é usado para forçar a estação endereçada a reportar sua identificação e outras características e.É usado para colocar a estação secundária endereçada em modo de resposta assíncrona (ARM). quando esta recebe um comando não válido. existem casos em que o transmissor quebra o bloco grande em pequenos blocos e os envia um de cada vez. Nesse comando o campo de informação é opcional: se usado deve conter a identificação da estação transmissora. Por exemplo. então. pela recepção de um RIM ou DISC. c) o comando recebido não permite o campo de Informação.3 Controle de Fluxo e Sequenciamento Os protocolos da família HDLC realizam o controle de fluxo e de seqüência através de um mecanismo baseado na buferização de mensagens denominado Mecanismo da Janela Deslizante.Usado para indicar a solicitação de uma desconexão. São considerados os comandos recebidos dentro das seguintes características: a) não implementados na estação receptora (essa categoria inclui comandos de configuração inexistente).

pois ele trata de interconexão de sistemas abertos . A figura 7. isto é. Do outro lado. As regras e convenções desta conversação são definidos como o "protocolo do nível n". devido a complexidade do software de comunicação. O nome desse modelo é Modelo de Refência OSI (Open Systems Interconnection). 2.1 apresenta o modelo de Referência OSI de 7 camadas e ilustra este conceito..4.11 – Modelo de Referência OSI – ISO . Cada camada deve executar uma função bem definida. O número de camadas não deve ser nem muito grande nem muito pequeno. livrando aqueles níveis dos detalhes de como os serviços oferecidos são realmente implementados. Uma camada deve ser criada quando um diferente grau de abstração se faça necessário. até que o nível 1 seja alcançado. vamos chamá-lo de modelo OSI. As entidades compreendidas em níveis correspondentes em máquinas diferentes são chamadas processos pares. são os processos pares que se comunicam usando o protocolo. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  74 7. A maioria dos softwares de comunicação são organizados como um conjunto de camadas ou níveis. Por uma questão de praticidade. O Modelo de referência OSI As redes de computadores modernas são projetadas de forma altamente estruturada. Os limites de cada camada devem ser escolhidos de forma a minimizar o fluxo de informações entre as interfaces.ou seja.1 (menos o meio físico). Entre cada par de níveis adjacentes existe uma interface. 4 3 2 1 Transporte Rede Enlace Física Host A Protocolo de Transporte Apresentação Protocolo de Apresentação Apresentação PPDU Sessão Protocolo de Sessão Sessão Transporte Rede Enlace Física Host B SPDU TPDU Pacote Quadro Bit Limite da sub-rede de comunicação Rede Enlace Física Roteador Rede Enlace Física Roteador Protocolo de sub-rede interna Figura 7. 4. A definição das camadas foi baseada nos seguintes princípios: 1. nenhum dado é transferido diretamente de um nível n em uma máquina para o nível n de outra máquina (exceto no nível 1). o nome de cada nível e a função de cada nível diferem de uma rede para outra. O modelo OSI é mostrado na figura 7. até chegar à camada mais alta. o processo se inverte: cada camada retira as informações que lhe pertencem e repassa para a camada superior o campo de dados da unidade recebida. Cada nível passa os dados e informações de controle para o nível imediatamente inferior. de forma a evitar a repetição de funções e não tornar a arquitetura difícil de controlar. A função de cada camada deve é escolhida observando-se a definição de protocolos padronizados internacionalmente. Esse modelo é baseado em uma proposta desenvolvida pela ISO (Internacional Standards Organization) como um primeiro passo na direção da padronização internacional dos protocolos usados nas diversas camadas (Day e Zimmermann. No nível 1 existe uma comunicação física com a outra máquina. em todas as redes. APDU 7 Aplicação Aplicação Interface dos níveis 6/7 6 Interface dos níveis 5/6 5 . 5. No entanto. Quando o projetista de uma rede decide quantos níveis vai incluir na rede e o que cada um deles faz. o propósito de cada nível é oferecer serviços para os níveis mais altos. cada um construído sobre o seu predecessor. O nível n de uma máquina mantém uma conversação com o nível n de outra máquina. 3.. uma das tarefas mais importantes é definir claramente as interfaces entre os níveis. Na realidade. ao contrário da comunicação virtual usada pelos outros níveis. 1983). existe a necessidade de separar partes do projeto a fim de vencer a tarefa por etapas. sistemas que estão abertos à comunicação com outros sistemas. Em outras palavras. O número de níveis. O modelo OSI tem sete camadas. A interface define as operações primitivas e os serviços que o nível inferior oferece ao nível superior.

são incluídos padrões de bit especiais no início e no fim do quadro. as questões de projeto dizem respeito às interfaces mecânicas.4.4. deve haver uma função de contabilização na camada de rede. provocando engarrafamentos.2 A Camada de Enlace de Dados A principal tarefa da camada de enlace de dados é transformar um canal de transmissão bruta de dados em uma linha que pareça livre dos erros de transmissão não detectados na camada da rede. Freqüentemente . não como um bit 0. as questões mais comuns são as seguintes: a quantidade de volts a ser usada para representar um bit 1 e um bit 0. O piggybacking consiste em mandar a confirmação do recebimento do quadro da outra estação no quadro de dados que está sendo enviado a ela. começando pela camada inferior. quando um lado envia um bit 1. 7. eles dividirão o mesmo caminho. o software deve contar quantos pacotes ou caracteres ou bits são enviados . As redes de difusão têm outra questão na camada de enlace de dados: como controlar o acesso ao canal compartilhado. Elas também podem ser altamente dinâmicas. o outro lado o receba como um bit 1. a quantidade de microssegundos que um bit deve durar.1 A Camada Física A camada física trata de transmissão de bits brutos através de um canal de comunicação. a camada de enlace de dados da máquina de origem deverá retransmitir o quadro. Deve ser empregado algum mecanismo de controle de tráfego para permitir que o transmissor saiba o espaço de buffer disponível no receptor. A camada de enlace dos dados pode oferecer diferentes classes de serviço para a camada de rede. Cada um deles foi publicado como um padrão internacional distinto. O controle desse congestionamento também pertence à camada de rede. surgirá uma nova complicação para o software da camada de enlace de dados. o fato de a transmissão poder ser ou não realizada nas duas direções. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  75 Em seguida. pois não especifica os serviços e os protocolos que devem ser usados em cada camada. No entanto. Observe que o modelo OSI em si não é uma arquitetura de rede. transmita-os seqüencialmente e processe os quadros de reconhecimento pelo receptor. Estas podem ser determinadas no início de cada conversação. Se a linha puder ser usada para transmitir dados em ambas as direções. Um quadro repetido poderia ser enviado caso o quadro de reconhecimento enviado pelo receptor ao transmissor fosse perdido.3 A camada de Rede A camada de rede controla a operação da sub-rede. cabe à camada de enlace de dados criar e reconhecer os limites do quadro. embora eles não pertençam ao modelo de referência propriamente dito. Um ataque de ruído na linha pode destruir completamente um quadro. Nessa situação. têm algumas centenas ou milhares de bytes). Como os operadores da sub-rede em geral são remunerados pelo trabalho que fazem. O projeto da rede deve garantir que. Pra tal. a forma como a conexão inicial será estabelecida e de que maneira ela será encerrada. Uma questão de fundamental importância para o projeto de uma rede diz respeito ao modo como os pacotes são roteados da origem para o destino. como por exemplo em uma sessão de terminal. discutiremos cada uma das camadas do modelo. a fim de refletir a carga atual da rede. Foi criada uma solução inteligente (o piggybacking) para essa situação. a subcamada de acesso ao meio. Nesse caso. a camada de enlace de dados faz com que o emissor divida os dados de entrada em quadros de dados (que. será preciso um cuidado especial para garantir que os padrões não sejam incorretamente interpretados como delimitados de quadro. esse controle de fluxo e o tratamento de erros são integrados. otimizando a transmissão. várias transmissões do mesmo quadro criam a possibilidade de existirem quadros repetidos. 7. que fica abaixo da camada física. As rotas podem se basear em tabelas estáticas. a ISO produziu padrões para todas as camadas. Se esses padrões de bit puderem ocorrer acidentalmente nos dados. 7. Pelo menos. Se houver muitos pacotes na sub-rede ao mesmo tempo. e a quantidade de pinos que o conector da rede precisará e de que maneira eles serão utilizados. O problema é que os quadros de reconhecimento necessários ao tráfego de A pra B disputam o uso da linha com os quadros do tráfego de B para A. Como a camada física apenas aceita e transmite um fluxo de bits sem qualquer preocupação em relação o significado ou à estrutura. Para executar essa tarefa. sendo determinadas para cada pacote. Cabe a essa camada resolver os problemas causados pelos quadros repetidos. Nesse caso. Esse problema é resolvido por uma subcamada especial da camada de enlace de dados. Outra questão decorrente da camada de enlace de dados (assim como da maioria das camadas mais altas) é a forma como impedir que um transmissor rápido seja dominado por um receptor de dados muito lento. elétricas e procedurais e ao meio de transmissão físico. em geral. perdidos e danificados. cada qual com qualidade e preço diferentes.4. Ele apenas informa o que cada camada deve fazer. No entanto. ”amarradas” à rede e que raramente são alteradas.

podem surgir muitos problemas. assim como faz a camada de transporte. Esse mecanismo é chamado de controle de fluxo e desempenha um papel fundamental na camada de transporte (assim como em outras camadas). criar alguma forma de determinar a qual conexão uma mensagem pertence. no entanto.5 A camada de Sessão A camada de sessão permite que os usuários de diferentes máquinas estabeleçam sessões entre eles. no entanto. que são fim a fim. No entanto. 7. Talvez a segunda rede não aceite seu pacote devido o tamanho. Em outras palavras. Quando um pacote tem que viajar de uma rede para outra até chegar a seu destino. O controle de fluxo entre os hosts é diferente do controle de fluxo entre os roteadores. a camada de rede. Um dos serviços da camada de sessão é o gerenciamento de token.4. Além de multiplexar diversos fluxos de mensagem em um canal. . os protocolos são trocados entre cada uma das máquinas e seus vizinhos. É na camada de rede que esses problemas são resolvidos. O tipo de conexão de transporte mais popular é o canal ponto livre de erros que libera mensagens ou bytes na ordem em que eles são enviados. Isso exige mecanismo de denominação que permita a um processo de uma máquina descrever com quem deseja conversar. determinadas operações só podem ser executadas pelo lado que está mantendo o token. aos usuários da rede. utilizando cabeçalhos de mensagem e mensagens de controle. Se o tráfego só puder ser feito em uma direção de cada vez (como acontece em uma estrada de ferro). Um dos serviços da camada de sessão é gerenciar o controle de tráfego. outros tipos possíveis de serviço de transporte são as mensagens para muitos destinos. É preciso.4. tudo tem de ser feito com eficiência e de forma que as camadas superiores fiquem isoladas das inevitáveis mudanças na tecnologia de hardware. a camada de transporte poderá multiplexar diversas conexões de transporte na mesma conexão de rede para reduzir o custo. costuma ser pequena. A camada de transporte é uma verdadeira camada fim a fim. de modo que um host rápido não possa sobrecarregar um host lento. A diferença entre as camadas de 1 a 3. Por outro lado. um programa da máquina de origem mantém uma conversa com um programa semelhante instalado na máquina de destino. Se. a camada de sessão oferece tokens para serem trocados. Para gerenciar essas atividades. a camada de transporte é necessária para tornar a multiplexação transparente em relação à camada de sessão. a contabilização pode se tornar complicada.4. a camada de transporte deverá criar várias conexões de rede. As sessões podem permitir o tráfego em ambas as direções ao mesmo tempo ou em apenas uma direção de cada vez. isso significa que muitas conexões estarão entrando e saindo de cada host. dividi-lo em unidades menores em caso de necessidade. que liga a origem ao destino.1 Muitos hosts são multiprogramados. a camada de sessão poderá ajudar a monitorar esse controle. dividindo os dados entre as conexões de rede para melhorar o throughput. que são encadeadas. passá-los para a camada de rede e garantir que todas essa unidades cheguem corretamente à outra extremidade. a camada de transporte cria uma conexão de rede diferente para cada conexão de transporte exigida pela camada de sessão. também cabe à camada de transporte estabelecer e encerrar conexões pela rede. se a criação ou manutenção de uma conexão de rede for cara. A camada de transporte também determina o tipo do serviço que será oferecido à camada de sessão e. em última instância. e as camadas de 4 a 7. permitindo que redes heterogêneas sejam interconectadas. Em condições normais. a conexão de transporte precisar de um throughput muito alto. Os protocolos também poderão ser diferentes. A camada de Transporte A função básica da camada de transporte é aceitar dados da camada de sessão. 7. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  76 por cada cliente. quando existe. mas ela oferece também serviços aperfeiçoados que podem ser de grande utilidade em algumas aplicações. que podem estar separadas por muitos roteadores. Em todos os casos. Essas informações podem ser colocadas no cabeçalho de transporte (H4 ou Header do protocolo da camada 4 do modelo OSI – ISO). Uma sessão permite o transporte de dados normal. portanto. Para alguns protocolos. o problema de roteamento é simples e. Além disso. O tipo de serviço é determinado quando a conexão é estabelecida. Uma sessão pode ser usada para permitir que um usuário estabeleça um login com um sistema remoto de tempo compartilhado ou transfira um arquivo entre duas máquinas. é fundamental importância que ambos os lados não executem a mesma operação ao mesmo tempo. é ilustrada na figura 7. Nas redes de difusão. Nas camadas inferiores. Quando um pacote cruza uma fronteira nacional. onde se pratica uma taxa de cada lado. O endereçamento utilizado para rede poderá ser diferente. embora sejam aplicados a eles princípios semelhantes. Deve haver um mecanismo para controlar o fluxo de informações. o que permitirá a produção de informações para tarifação. Conseqüentemente. e não entre as máquinas de origem e de destino.

existem centenas de tipos de terminal incompatíveis no mundo.serviço N . de modo que.7 A camada de Aplicação A camada de Aplicação contém uma série de protocolos que são comumente necessários. cada transferência seria reiniciada e provavelmente falharia na nova tentativa. e os inteiros (o complemento de um e o complemento de dois. Para permitir que computadores com diferentes representações se comuniquem. valores monetários e notas fiscais. Os computadores têm diferentes códigos para representar os strings de caracteres (como ASCII e Unicódigo. para o qual possam ser desenvolvidos editores e outros tipos de programa. têm diferentes layouts de tela e seqüências de escape para a inserção e exclusão de textos. Considere os problemas que podem ocorrer quando se está tentando fazer uma transferência de arquivos que tem a duração de duas máquinas cujo tempo médio entre falhas seja de uma hora. a entrada de tarefas remotas. esse software executará a sequência de comandos apropriada para que o terminal real também o envie para a mesma posição. entre outras coisas.3 e 802. inteiros. por exemplo). entre outras coisas. 7.IDU (SDU + inform. números com ponto flutuante e estruturas de dados compostas por uma série de ítens mais simples. Uma das maneiras de se resolver esse problema é definir um terminal virtual de rede. quando o editor mover o cursor do terminal virtual para o canto superior esquerdo da tela. as estruturas de dados intercambiadas podem ser definidas de uma forma abstrata. O que é overhead de protocolo? O que é encapsulamento de dados? O que é trailler ou cauda nas PDU´s? Para que serve? Por que um protocolo orientado a caracteres não é indicado para utilização atualmente? Quais os 3 tipos de quadros utilizados pelo protocolo HDLC? . que tornam confiável o processo de movimentação de bits de uma extremidade à outra da ligação. juntamente com a codificação padrão a ser utilizada durante a conexão. Para transferir um arquivo entre dois sistemas diferentes.unidade de dados de serviço . Diferentes sistemas de arquivos têm diferentes convenções de denominação de arquivos e diferentes formas de representação de linhas de texto. e vice-versa. Por exemplo. Por exemplo. A maioria dos programas destinados a usuários não faz um intercâmbio de seqüências de bits binárias aleatórias. Os ítens são representados como strings de caracteres. Considere o trabalho de um editor de tela inteira que deve trabalhar com vários tipos de terminal.relação entre serviço e protocolo . quando ocorrer uma falha. movimentação do cursor etc. Para manipular cada tipo de terminal. a pesquisa de diretórios e uma série de outros recursos específicos e genéricos. a camada de sessão oferece uma forma de inserir pontos de sincronização no fluxo de dados. por sua vez.unidades de dados de interface . assim como o correio eletrônico. a camada de apresentação se preocupa com a sintaxe e a semântica das informações transmitidas. Esses programas fazem um intercâmbio de ítens como nomes.5). datas.unidade de dados de protocolo . Um exemplo típico de um serviço de apresentação é a codificação de dados conforme o padrão estabelecido. por exemplo). Esse trabalho também pertence à camada de aplicação.4.4. Após ser abortada.pontos de acesso ao serviço N (SAPs) Exercícios: 1) 2) 3) 4) 5) 6) 7) 8) 9) O que é multiplexação? Quais os tipos existentes? Qual tipo é utilizada nas redes locais? Quais as políticas de tratamento de erros existentes? Qual delas se aplica na transmissão isócrona? Para que serve o controle de fluxo em uma rede? E o controle de seqüência? Cite 2 políticas de acesso ao MT que podem ser aplicadas em uma rede local (802. virtual estão na camada de aplicação. 7. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  77 Outro serviço de sessão é a sincronização. Outra função da camada de aplicação é a transferência de arquivos.6 A camada de Apresentação Ao contrário das camadas inferiores. de controle) . deve ser criado um elemento de software que permita mapear as funções do terminal virtual de rede para terminal real. Todos softwares do t.entidades de protocolo . A camada de apresentação gerencia essas estruturas de dados abstratas e converte a representação utilizada dentro do computador na representação padrão da rede. é necessário tratar essas e outras incompatibilidades. Terminologia OSI . apenas os dados transferidos depois do ponto de sincronização tenham de ser repetidos. Para eliminar esse problema. que.

(S)upervisão e (U)Controle. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  78 10)Utilizando o protocolo de enlace HDLC. 11)Ainda com relação ao HDLC. perdidos ou danificados ) Um editor de texto deve funcionar em rede com N tipos de terminais diferentes ) Permite a comunicação de computadores que utilizam diferentes representações para os dados ) Insere pontos de sincronização no fluxo de dados . como o caso do correio eletrônico ) Resolve problemas causados por quadros repedidos. descreva um cenário de comunicação entre A e B. associe as colunas: (1) Estação primária ( ) Duas estações combinadas (2) Estação Secundária ( ) Emite comandos e respostas (3) Estação Combinada ( ) Uma estação primária e uma ou mais estações secundárias (4) Configuração não-balanceada ( ) Qualquer uma das estações combinadas pode iniciar a transmissão (5) Configuração Balanceada ( ) Emite respostas (6) Modo de resposta Normal ( ) A estação avisa quando quer transmitir (7) Modo balanceado Assíncrono ( ) Emite comandos (8) Modo de resposta Assíncrono ( ) A estação secundária só pode transmitir em resposta a um comando da primária 12) Qual camada é responsável? (1) Física (2) (3) Rede (4) (5) Sessão (6) (7) Aplicação ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ( ) compactação dos dados ) define a voltagem para os bits 0 e 1 ) A mensagem deve ser criptografada ) garante o envio da mensagem ) roda as aplicações dos usuários ) roteamento das mensagens ) Acrescenta trailler aos dados ) quanto deve ser a duração de um bit ( ) Estabelece e encerra conexões de rede (pela rede) ( ) diz a forma como uma conexão é estabelecida e desfeita ( ) controle de fluxo dos quadros de dados ( ) A comunicação será Half ou full-duplex? ( ) detecção de erros nos quadros de dados ( ) Quem gerencia o TOKEN? Eu quero transmitir! ( ) Os pacotes estão muito grandes e devem ser divididos ( ) cria e reconhece os limites de um quadro de dados ) Suporte para os softwares rodados num sistema. B envia 3 quadros de dados para A e solicita o encerramento da comunicação. onde A envia um quadro de dados para B e após. Utilize: SABM – Estabelecimento da conexão UA – Aceitação de quadros não numerados RR – Receive Ready RD – Request Disconnect e quadros do tipo (I)nformação.

A arquitetura Internet TCP/IP é organizada em quatro camadas conceituais construídas sobre uma quinta camada que não faz parte do modelo. os gateways precisam conhecer a topologia da inter-rede. Host A Aplicação Transporte Inter-rede Interface de rede Datagrama idêntico Quadro idêntico Mensagem idêntica Pacote idêntico Host B Aplicação Transporte Datagrama idêntico Gateway Inter-rede Interface de rede Interface de rede Inter-rede Interface de rede Quadro idêntico Rede física 1 Intra-rede Rede física 1 Intra-rede Figura 8. e em um serviço de rede não-orientado à conexão (datagrama não confiável). A arquitetura da Internet TCP/IP O desenvolvimento da arquitetura Internet TCP/IP foi patrocinado pela Defense Advanced Research Projects Agency (DARPA). A Figura 2 mostra as camadas e tipo de dados que fluem entre elas. O IAB é formado por pesquisadores. Alguns usuários precisam de redes de alta velocidade que normalmente cobrem uma área geográfica restrita. se após decorridos aproximadamente seis meses não houver nenhuma objeção. . A arquitetura Internet TCP/IP dá uma ênfase toda especial à interligação de diferentes tecnologias de redes [Comer 91]. Tal máquina fica responsável pela tarefa de transferir mensagens de uma rede para a outra. formando assim uma inter-rede. documentar. Para ser capaz de rotear corretamente as mensagens. Uma RFC é publicada indicando esse status e. a única forma de permitir que um grande volume de usuários possa trocar informações é interligar as redes às quais eles estão conectados. Já outros. E E Rede 3 G G G Rede 1 Rede 4 G G G Rede 5 E E E Rede 2 E E E Figura 8. Portanto. o IAB declara o protocolo como um Internet Standard. A idéia baseia-se na seguinte constatação: não existe nenhuma tecnologia de rede que atenda aos anseios de toda a comunidade de usuários. não importando a forma física de interconexão. implementar e testar um protocolo para ser usado na Internet. O corpo técnico que coordena o desenvolvimento dos protocolos dessa arquitetura é um comitê denominado IAB (Internet Activity Board). se contentam com redes de baixa velocidade que conectam equipamentos distantes milhares de quilômetros uns dos outros. Uma máquina que conecta duas ou mais redes é denominada internet gateway ou internet router. As RFCs podem ser obtidas por qualquer pessoa conectada à Internet. A arquitetura baseia-se principalmente em um serviço de transporte orientado à conexão. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  79 8. Para que um protocolo se torne um padrão Internet [Rose 90] é necessário documentá-lo através de uma RFC (Request for Comments). fornecido pelo Transmission Control Protocol (TCP). e novas versões do protocolo podem ser elaboradas. um dos membros do IAB propõe ao comitê que o protocolo se torne um padrão.Camadas conceituais da arquitetura Internet TCP/TP. tendo a maioria deles projetado e implementado os protocolos da Arquitetura Internet. Quando o protocolo se torna estável.1: Ilustração do conceito de inter-rede. Para interligar duas redes distintas é necessário conectar uma máquina a ambas as redes. precisam saber como as diversas redes estão interconectadas. a camada intra-rede [Comer 91].2 . Qualquer pessoa pode projetar. fornecido pelo Internet Protocol (IP) [Postel 81b]. Já os usuários vêem a inter-rede como uma rede virtual única à qual todas as máquinas estão conectadas. A Figura 1 ilustra o conceito de inter-rede. Da análise das RFCs surgem sugestões. Os padrões TCP/IP não são elaborados por órgãos internacionais de padronização. como a ISO ou a IEEE. ou seja.

enviará um pacote diferente. os seguintes serviços são fornecidos: controle de erro. 8. OSPF. Exemplo de aplicações: ping. Dentre os protocolos da camada de Rede destaca-se inicialmente o IP (Internet Protocol). tracert. ao solicitar a transmissão. o algoritmo de roteamento é utilizado para decidir se o datagrama deve ser passado para o nível de transporte local. • dispor de um mecanismo de encapsulamento.1. Para realizar essa tarefa. Portanto. se for ATM.Comunicação de uma rede Tcp / Ip 8. seqüência. . ou se deve ser passado adiante através de uma das interfaces de rede. Com base no resultado da avaliação do algoritmo de roteamento. O padrão estabelece-se para cada aplicação. Essas aplicações interagem com o nível de transporte para enviar e receber dados. • detectar e controlar situações de congestionamento na rede. fragmentação. desde a máquina de origem até a máquina de destino. ou seja. SNMP. Resumindo. os usuários usam programas de aplicação para acessar os serviços disponíveis na inter-rede.3. Camada de transporte (3) A função básica do nível de transporte é permitir a comunicação fim-a-fim entre aplicações. o datagrama é passado para a interface de rede apropriada para então ser transmitido. Ethernet Token ring Interface Rádio x-25 HDLC Figura 8. dependendo do meio ao qual está ligada. Essa compatibilização é a função dessa camada que recebe os datagramas IP do nível internet ou inter-rede e os transmite através de uma rede específica. ou o serviço não-orientado à conexão. 8.UDP [Postel 80] (serviço de datagrama não confiável). Token Ring. na verdade. bastando para isso que seja desenvolvida uma interface que compatibilize a tecnologia específica da rede com o protocolo IP. O nível inter-rede também processa pacotes recebidos das interfaces de rede. Esta camada não possui um padrão comum. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  80 8. se for uma placa Ethernet. enviará os quadros padrão IEEE 802. ICMP. os endereços IP. além do ARP.3 . O importante nesta camada. É nesta camada que são identificados os endereços IP. • roteamento (direcionamento do tráfego) dos pacotes.4. qualquer tipo de rede pode ser ligada. controle de fluxo. EGP e GGP). é a maneira com que a camada superior se comunica com ela. nesse nível. • adaptar os tamanhos dos pacotes ao tamanho máximo suportado pela rede subjacente (segmentação e reassemblagem). Camada inter-rede ou Internet (2) O nível inter-rede é o responsável pela transferência de dados através da inter-rede. etc. essa camada é responsável pelo : • endereçamento. sequenciação e multiplexação do acesso ao nível inter-rede. buferização. que são endereços lógicos. As funções do nível de transporte na arquitetura Internet TCP/IP são semelhantes às do mesmo nível do RM-OSI. Nesse caso. etc. O pacote é encapsulado em um datagrama IP. fornecido pelo User Datagram Protocol . para o funcionamento do TCP/IP. As aplicações podem usar o serviço orientado à conexão.3. IGP. enviará seus quadros específicos. Esse nível recebe pedidos do nível de transporte para transmitir pacotes que. é de responsabilidade da placa de rede que. A internet apresenta uma camada de interface com protocolos de diferentes tecnologias. Não existe um protocolo de enlace específico. TELNET. Se o protocolo utilizado for o TCP. A camada de rede é uma camada não orientada à conexão. Camada de Interface de rede ou camada host /rede (enlace / física) (1) A arquitetura Internet TCP/IP não faz nenhuma restrição às redes que são interligadas para formar a inter-rede. Hello. são traduzidos para os endereços físicos dos hosts ou gateways conectados à rede. • controle de envio e recepção (erros. e o algoritmo de roteamento é executado para determinar se o datagrama pode ser entregue diretamente. Camada de Aplicação (4) No nível de aplicação. portanto se comunica através de datagramas. Frame Relay.2. ou se deve ser repassado para um gateway. reconhecimento etc). O UDP é um protocolo bem mais simples e o serviço por ele fornecido é apenas a multiplexação / demultiplexação do acesso ao nível inter-rede. o FTP. fornecido pelo TCP (serviço de circuito virtual). RARP e dos protocolos de roteamento (RIP. O nível físico. informa o endereço da máquina onde o pacote deverá ser entregue. Por exemplo.

 Apostila de Telecomunicações e Redes 1  81 etc. são mantidas duas conexões: de dados e de controle. operando orientado à conexão. que transmite textos. até que este solicite-a. O NFS cria uma extensão de arquivos local. UDP etc. possuem seu próprio protocolo. provê serviços de envio e recepção de mensagem do usuário. gravação. São alguns dos protocolos de aplicação disponíveis na arquitetura internet TCP/IP: • FTP (File Transfer Protocol)[Postel 85]: Provê serviços de transferência. leitura e deleção de diretórios. exceto as requisições de senhas de acesso a determinados arquivos (ou servidores FTP). TELNET (Telecommunications Network) [postel 83]: Permite a operação em um sistema remoto através de uma sessão terminal. renomeação e eliminação de arquivos. Através do SNMP. O endereçamento da aplicação na rede é provido através da utilização de portas para comunicação com a camada de transporte. • • Ele possui basicamente as entidades Emissor-SMTP e Receptor-SMTP. problemas. • criação. transparente para o usuário. • HTTP (HyperText Tranfer Protocol): É o protocolo utilizado pela Web. TCP. existem o agente e o gerente que coletam e processam. Não implementa segurança. etc. o que deixa para o TCP. Desenvolvido pela SUN Microsystems. modificação e exclusão de diretórios. o assunto e algumas outras informações opcionais. etc). De acordo com o sistema de gerenciamento da arquitetura TCP/IP. ICMP. Com isso. Para sua operação. pode-se acessar a MIB e retornar valores. Utiliza a porta 25 do TCP. dados sobre erros. • leitura dos atributos do sistema de arquivos. interfaces individuais de rede. SMTP (Simple Mail Transfer Protocol): Implementa o sistema de correio eletrônico da Internet. • pesquisa de arquivos em diretórios. • • NFS(Network File System) : O NFS supre uma deficiência do FTP que não efetua acesso on-line aos arquivos da rede. e possibilita várias funções como as seguintes: • criação e modificação de atributos dos arquivos. a aplicação servidora recebe as teclas acionadas no terminal remoto como se fosse local. Utiliza a porta 80 do TCP. leitura. o destinatário. armazenar valores. gateways. dentre outros. ocorrerá uma resposta do Receptor. Utiliza a porta 2049 do UDP. violação de protocolos. receber informações sobre problemas na rede. • Transferência de dados. O TELNET oferece três serviços: • Definição de um terminal virtual de rede. SNMP (Simple Network Management Protocol) [Postel 82]: É utilizado para trafegar as informações de controle da rede. No cabeçalho existe uma seqüência de linhas que identificam o emissor. através de um código numérico de resposta. Utiliza a porta 21 do TCP. Figura 8. respectivamente. Tais mensagens são armazenadas num servidor de correio eletrônico onde o usuário destinatário está cadastrado. além da criação. Para cada comando enviado do Emissor para o Receptor. Na rede existe uma base de dados denominada MIB (Management Information Base) onde são guardados informações sobre hosts. Utiliza a porta 23 do TCP. A comunicação entre o Emissor e Receptor é feita através de comandos ASCII.4 . É nesta camada que se estabelece o tratamento das diferenças entre representação de formato de dados. eco. quando são então apagadas da área de transferência do sistema originador. gráficos e qualquer outro tipo de arquivo. • criação.. tradução de endereços e softwares relativos ao IP. • Negociação de opções (modo de operação. Para cada aplicação existe uma porta predeterminada. O SMTP divide a mensagem em duas parte: corpo e cabeçalho. além de permitir a navegação através do hiper texto. renomeação e deleção de arquivos.Implementação do NFS .

gov • mil:para grupos militares. 8. Ex: berkeley. Essa flexibilidade tem aspectos positivos. au. Aplicação Transporte Inter-rede host/rede Interface de rede Figura 8. na arquitetura Internet TCP/IP são definidas quatro camadas. Alguns dos serviços definidos para as camadas do RM-OSI são opcionais. e assim por diante. Tudo começa com a padronização da nomenclatura onde cada nó da árvore é separado no nome por pontos.Comparação entre Modelo OSI e Arquitetura TCP/IP No RM-OSI são descritos formalmente os serviços de cada camada. a primeira diferença entre as arquiteturas OSI e Internet TCP/IP está no número de camadas. foi desenvolvido um conjunto específico de protocolos que resolveu o problema de forma . Essa característica é conseqüência do fato da ISO ter elaborado um modelo que se propõe a tratar todos os aspectos do problema de interconexão aberta de sistemas. Enquanto na arquitetura OSI são definidas sete camadas. Ex: apple.ddn. Ex: nic. – países: cada país tem duas letras que o caracterizam.6. us – EUA.net) • org: para outras organizações que não se enquadram nos casos acima.5 . Para tal.mil • net: gateways e hosts administrativos de uma rede (ex: uu.com • edu: para instituições educacionais. a interface usada pelas camadas adjacentes para troca de informações e o protocolo que define regras de comunicação para cada uma das camadas. mas. No nível mais alto podemos ter: • com: para organizações comerciais. pode levar a situações onde dois sistemas em conformidade com a arquitetura OSI não consigam se comunicar. bastando para tal que implementem perfis funcionais incompatíveis. fr – França. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  82 DSN (Domain Name System) [Mockapetris 87] : O DNS é um mecanismo para gerenciamento de domínio em forma de árvore.edu • gov: para instituições governamentais. O DNS utiliza a porta 53 do UDP. rede e transporte podem oferecer serviços orientados à conexão (circuito virtual) ou não-orientados à conexão (datagrama).5 Comparação entre o Modelo OSI e a Arquitetura lnternet Tcp/Ip Como pode ser observado na Figura 8. de – Alemanha.6 . Por exemplo. por outro lado.Australia. Baseados na norma ISO 3166 Figura 8. Ex: nasa. A arquitetura lnternet TCP/IP foi desenvolvida com o objetivo de resolver um problema prático: interligar redes com tecnologias distintas. os níveis de enlace.Árvore de Domínio O DNS possui um algoritmo confiável e eficiente para tradução de mapeamento de nomes e endereços. Exemplo: br – Brasil.

Esta inflexibilidade da arquitetura Internet TCP/IP no nível inter-rede é uma das principais razões de seu sucesso. São endereços reservados para multicasting. por outro confere aos mesmos uma representatividade bem maior. Nomes no modelo OSI Protocolos TELNET TCP FTP SMTP UDP IP DNS Aplicação Transporte Rede Redes ARPANET SATNET Packet radio LAN Física + enlace de dados Figura 8. 8. Ex. os endereços são separados assim: Classe A: são alocados 7 bits para o endereço de rede e 24 bits para o endereço de Host. cujo serviço é datagrama não confiável. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  83 bastante simples e satisfatória. A classe C vai de 192 a 223.777. apresentação e elementos de serviços genéricos básicos no nível de aplicação.152 redes possíveis com 254 endereços de hosts associados. 8. 2. A classe A vai de 1 a 127. 16. e os aspectos do nível de rede do RM-OSI. Ou seja.097. comerciais e grandes Universidades. Os padrões da ISO. Em outras palavras. São endereços reservados para uso experimental. com membros representando vários países. definindo as camadas de sessão. Os protocolos da arquitetura Internet TCP/IP oferecem uma solução simples.1. não são abordados na arquitetura Internet TCP/IP.: Grandes organ. os serviços dos níveis de sessão e apresentação OSI são implementados em cada aplicação de modo específico. . Classe E: vai de 240 a 255. a arquitetura Internet TCP/IP oferece duas opções: o TCP (que oferece um serviço de circuito virtual) e o UDP (datagrama). Endereçamento Internet A seguir são apresentadas as classes de endereço Internet e a utilização de mascaramento. Classes de endereçamento em Internets Os endereços IP na notação possuem 4 números. A arquitetura Internet TCP/IP se limita a definir uma interface entre o nível intra-rede e o nível inter-rede. separados por pontos. A estrutura organizacional da ISO. por serem elaborados por uma instituição legalmente constituída para tal. Acima do nível de transporte está a camada de aplicações na arquitetura Internet TCP/IP.216 endereços host associados.6. Esses protocolos são equivalentes aos protocolos orientado e não-orientado à conexão do nível de transporte OSI.6. se por um lado aumenta o tempo de desenvolvimento dos padrões. para o problema da interconexão de sistemas abertos. Ou seja. No nível de transporte. Os níveis físico. Classe C: são alocados 21 bits para o endereço de rede e 8 bits para o endereço de Host. O fato de implementações de seus protocolos terem sido a primeira opção de solução não-proprietária para interconexão de sistemas fez com que essa arquitetura se tornasse um padrão de facto. O fato de um sistema utilizar ou não o protocolo IP foi usado inclusive para distinguir os sistemas que “estão na Internet” dos que não estão [Clark 91]. Nessa arquitetura. Ex: Algumas instituições pioneiras na Internet Classe B: são alocados 14 bits para o endereço de rede e 16 bits para o endereço de Host. A abordagem da ISO. que agrupa todos esses serviços na camada intra-rede.7 – Protocolos e redes no modelo TCP/IP inicial Os serviços do nível de rede OSI relativos à interconexão de redes distintas são implementados na arquitetura Internet TCP/IP pelo protocolo IP. são padrões de juri. porém bastante funcional. Classe D: vai de 224 a 239. Vai de 128 a 191. é mais razoável. de enlace. Desta forma. Ou seja. nessa arquitetura só existe uma opção de protocolo e serviço para esta subcamada do nível de rede: o protocolo IP. relativos a transmissão de dados em uma única rede. no sentido em que permite uma maior reutilização de esforços durante o desenvolvimento de aplicações distribuídas. O primeiro número indica a que classe o endereço pertence. 128 endereços de rede com 16.384 redes possíveis com 65536 endereços de hosts associados.

73.66.0 Quando um endereço de rede tiver todos seus bits de endereçamento com valor 1.255. então ela se comportará da seguinte forma: Endereço Classe B 143.66.1: loopback.2.255.0.168.16. este será um endereço de broadcast.255.15 -A Byte 1 7 bits 00001101 Byte 2 Byte 3 24 bits 01001001 Endereço de Host 14 bits 00001101 01001001 16 bits 00001111 Endereço do Host 21 bits 01001001 8 bits 00001111 Endereço do Host 00001111 Byte 4 01111101 Endereço Rede 10 147.13.0 (máscara da sub-rede for utilizada).0. É utilizado para teste.13.0.0. fazendo and com a máscara: 11111111. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  84 Veja abaixo a separação dos bits para as classes de endereços: CLASSE 0 125.13.0.255. o endereço IP está referindo-se a uma rede.255.15.0. Suponha que o roteado recebe um pacote com o seguinte endereço (130.54.54.0 a 192.12. 128. Ex: 26. Mascaramento Para criar sub-redes dentro de uma rede Intranet.255 Range de IP(s) livres para intranet: Classe A: 10.252.00001111.0.0.16) ou em binário: 10000010.15 -B 10011101 Endereço de Rede 110 221. O hosts o utilizam para enviar mensagens a si mesmo.50.00110010.1 -D 1110 0000 00000000 00000000 00000000 Endereço de Multicast Endereços especiais 127.xx Endereço de rede Endereço da subrede Endereço de host Exemplo: Supondo uma rede classe B (130.255 Classe B: 128.255.0.xx Endereço de rede Endereço do host 255.50) com 64 sub-redes (máscara 255. Ex: 128.255.0.00010000. o mascaramento é necessário: Se para uma rede classe B uma máscara 255.15 -C 11011101 00001101 Endereço de Rede 28 bits 224.0 a 10.xx.168.0 a 128.11111100.0.11111111. Quando todos bits referentes a um endereço forem 0.255.255 Classe C: 192.73.255.73.00000000 .0.0).6.255 8.31.0 (máscara da sub-rede) 143.255.

II e V e) II. IV e V d) I. III e V c) III.O TELNET roda sobre o UDP e serve para operação em um sistema remoto através de uma sessão terminal. São verdadeiras as afirmativas: a) I.12. 4 Exercícios: 1. e é implementado sobre o UDP. 5.00110010. Quem é responsável pelo controle (padronização) da rede Internet? Em que consiste a arquitetura TCP/IP (Qual seu principal objetivo) Quantas e quais são as camadas da arquitetura de redes INTERNET (que fazem parte do modelo) Existe alguma restrição com relação à quais sub-redes podem ser conectadas pela Internet O que é um endereço IP.00000000 que corresponde a 150. e implementa o correio eletrônico na Internet. Este endereço é procurado na tabela que indicará como chegar à sub-rede 4. V. B. 4.00001100. 3. 2. não é correto afirmar: a) Sua principal função é o roteamento das mensagens a serem transmitidas na rede b) O roteamento é baseado em um endereço único. Considerando as seguintes afirmações: I. O NFS. 1 0100:4 0101:4 0110:4 0111:4 S-R. uma vez que é orientado à conexão. 3 1100:12 1101:12 1110:12 1111:12 S-R.50. 6. III e IV . oferece acesso on-line aos arquivos de rede. Com relação ao protocolo IP. 2 1000:8 1001:8 1010:8 1011:8 S-R. D e E) 8. A nível de transporte. uma vez que não é orientado à conexão. III. O FTP utiliza uma conexão TCP. O FTP utiliza uma conexão TCP. d) provê um sistema de comunicação confiável e não reserva endereços para Intranets e) Possui 5 classes de endereços (A. C. Apostila de Telecomunicações e Redes 1  85 resulta em: 10000010. 7. II e IV b) II. quais são as duas opções oferecidas? Qual(is) a(s) diferença entre elas. II. 0000:0 0001:0 0010:0 0011:0 S-R. O SMTP (Simple Mail Transfer Protocol) utiliza uma conexão TCP. IV. chamado endereço IP ou endereço INTERNET c) Não oferece qualquer garantia de que o datagrama chegou ao outro lado livre de erros.0.

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