Edição de agosto de 2005

Universidade Federal da Bahia





Samuel Luporini






Transferência de Massa

OBJETIVOS:
1. Conhecimento básico das leis de transferência de massa indispensável a uma formulação correta
dos problemas correntes de engenharia química.
2. Desenvolvimento da capacidade para modelar matematicamente, simular e avaliar processos de
transferência de massa com ênfase em equipamentos de contato direto.

TRANSFERÊNCIA DE MASSA

1. Fundamentos da transferência de massa
1.1. Transferência de massa molecular
1.2. O coeficiente de difusão
1.3. Transferência de massa convectiva

2. Equações diferenciais de transferência de massa
2.1. A equação diferencial de transferência de massa
2.2. Formas especiais da equação de transferência de massa
2.3. Condições de contorno
2.4. Modelagem de processos envolvendo difusão molecular

3. Difusão molecular no estado estacionário
3.1. Transferência de massa independente de reação química
3.2. Sistemas associados com reação química
3.3. Sistemas de duas e três dimensões
3.4. Transferências simultâneas de momento, calor e massa

4. Difusão molecular no estado transiente
4.1. Difusão transiente e a segunda lei de Fick
4.2. Difusão transiente em meio semi-infinito
4.3. Difusão transiente em um meio finito sob condições de resistência de superfície
desprezível
4.4. Cartas de concentração tempo para formas geométricas simples

5. Transferência de massa convectiva
5.1. Considerações fundamentais em transferência de massa convectiva
5.2. Parâmetros significantes em transferência de massa convectiva
5.3. Analise dimensional
5.4. Análise exata da camada limite de concentração laminar
5.5. Análise aproximada da camada limite de concentração
5.6. Analogias entre transferência de massa, calor e momento
5.7. Modelos para coeficientes de transferência de massa convectiva
6. Transferência de massa convectiva entre fases
6.1. Equilíbrio
6.2. Teoria das duas resistências

7. Correlações para transferência de massa convectiva
7.1. Transferência de massa para placas, esferas e cilindros
7.2. Transferência de massa envolvendo escoamento através de tubos
7.3. Transferência de massa em colunas de parede molhada
7.4. Transferência de massa em leitos fixo e fluidizado
7.5. Transferência de massa gás-líquido em tanques agitados
7.6. Coeficientes de capacidade para torres de recheio
7.7. Modelagem para processos de transferência de massa envolvendo convecção

8. Equipamentos de transferência de massa
8.1. Tipos de equipamentos de transferência de massa
8.2. Operações de transferência de massa gás-líquido em tanques de mistura perfeita
8.3. Balanços de massa para torres de contatos contínuos
8.4. Balanço de entalpia para torres de contatos contínuos
8.5. Coeficientes de capacidade para transferência de massa
8.6. Analises de equipamentos de contatos contínuos


Bibliografia:
WELTY, J.R., WICKS, C.E., WILSON, R.E., RORRER, G., Fundamentals of Momentum, Heat
and Mass Transfer, 4
th
Edition, John Wiley & Sons, Inc., 2001.
WELTY, J.R., WICKS, C.E., WILSON, R.E., Fundamentals of Momentum, Heat and Mass
Transfer, 3
th
Edition, John Wiley & Sons, Inc., 1984.
BIRD, R.B., STEWART, W.E., LIGTHFOOT, E.N., Fenômenos de Transporte, 2a. edição, LTC
EDITORA, 2004.
CREMASCO, M.A., Fundamentos de Transferência de Massa, 2ª. Edição revista, Editora
UNICAMP, 2002.
GEANKOPLIS, C.J., Mass Transfer Phenomena, Holt Rineart and Winston, Inc., 1972.
MILLS, A.F., Mass Transfer, Prentice Hall, 2001.
CUTLIP, M.B., SHACHAM, M., Problem Solving in Chemical Engineering with Numerical
Methods, Prentice Hall PTR, Chapter 7 Mass Transfer, 1999.





Fundamentos de Transferência de Massa 1.1
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
1. FUNDAMENTOS DA TRANSFERÊNCIA DE MASSA

o Quando um sistema dois ou mais componentes na qual as concentrações variam de ponto a
ponto, há uma tendência natural da massa ser transferida, minimizando as diferenças de
concentração entre os sistemas.

o O transporte de um constituinte de uma região de alta concentração para aquela de menor
concentração é chamado de transferência de massa.

o Exemplos:
o A remoção de poluente a partir de uma corrente de descarga por absorção.
‘Stripping’ de gases por lavagem de água.
o Difusão de nêutron em um reator nuclear.
o A difusão de substâncias adsorventes dentro de poros de carbono ativado.
o A taxa de catalise química e reações biológicas.

o A transferência de massa pode ocorrer pelo movimento molecular ao acaso em fluidos
estagnados ou podem ser transferidos a partir de uma superfície para um liquido em movimento,
adicionado pelas características dinâmicas do escoamento.

o Dois modos distintos de transporte:
molecular
convectivo
simultâneos


1.1 TRANSFERÊNCIA DE MASSA MOLECULAR

1815 → Panot observou quantitativamente que uma mistura de gases contendo duas ou mais
espécies moleculares, na qual as concentrações relativas variam de um ponto ao outro, um processo
natural resulta em diminuir a desigualdade da composição, chamando de difusão molecular.

O fluxo líquido de cada espécie molecular ocorre na direção de um gradiente de concentração
negativo.

Teoria cinética dos gases.

A transferência de massa ou difusão ocorre somente em misturas.
Fundamentos de Transferência de Massa 1.2
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
CONCENTRAÇÕES:









densidade ou total mássica ão concentraç
A espécie da mássica ão concentraç
mistura da volume
A de massa
A
· ρ
· · ρ
(1.1)


(1.3) 1 w
(1.2) w mássica Fração
n
1 i
i
A
n
1 i
i
A
A
·
ρ
ρ
·
ρ
ρ
· ·


·
·

n = número de espécie da mistura

A concentração molar da espécie A, c
A
é o número de moles de A presentes por unidade de
volume da mistura.
1 mol de A ≡ massa equivalente ao seu peso molecular


M
c
A
A
A
ρ
· (1.4)

M
A
= peso molecular de A

Pela lei dos gases ideais p
A
V = n
A
RT, logo:


RT
p
V
n
c
A A
A
· · (1.5)

Onde: P
A
= pressão parcial da espécie A na mistura
n
A
= número de moles da espécie A
V = volume do gás
Moléculas de espécie A Moléculas de espécie A
Fundamentos de Transferência de Massa 1.3
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
T = temperatura absoluta
R = constante dos gases

A concentração molar total, c, é o mole total da mistura por unidade de volume.


RT
P
V
n
c c
n
1 i
total
i ∑
·
· · · (1.6)

P = pressão total

Fração molar de líquidos e sólidos: x
A
= c
A
/c

Gases: y
A
= c
A
/c (1.7)

Para uma mistura que obedece a lei dos gases ideais:

(1.9) 1 y e 1 x
Dalton de Lei (1.8)
P
p
RT P
RT p
c
c
y
n
1 i
i
n
1 i
i
A A A
A
· ·
· · ·
∑ ∑
· ·

Tabela 24.1 Concentrações em uma mistura binária com A e B
(Welty)

Exemplo 1: A composição do ar é muitas vezes dada em termos das duas espécies principais na
mistura de gases:

79 , 0 y N
21 , 0 y O
2
2
N 2
O 2
· ⇒
· ⇒


Determinar a fração mássica de O
2
e N
2
e o peso molecular médio do ar a 25
o
C e 1atm.


Velocidades
Num sistema multicomponentes as varias espécies n, moverá normalmente a diferentes
velocidades. A velocidade de mistura será a media das velocidades da cada espécie presente.
Fundamentos de Transferência de Massa 1.4
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
média molar e velocidad a relativa i de difusão de e velocidad V v
média mássica e velocidad a relativa i de difusão de e velocidad v v
molar média ade velocid (1.11)
c
v c
V
io estacionár eixo um para i de absoluta velocidade v
mássica média ade velocid (1.10)
v v
v
i
i
n
1 i
i i
i
n
1 i
i i
n
1 i
i
n
1 i
i i
· −
· −
·
·
ρ
ρ
·
ρ
ρ
·




·
·
·
·
r
r
r r
r
r
r
r r
r


De acordo com a lei de Fick um componente pode ter uma velocidade relativa para a velocidade
média molar ou mássica somente se existir gradientes de concentração.

Exemplo 2: Sabendo que as velocidades absolutas das espécies químicas presentes na mistura
gasosa são: cm/s; 11 v cm/s; 19 v cm/s; 13 v cm/s; 10 v
z , N z O, H z O, z CO,
2 2
· · · ·

Determinar:
a) velocidade média molar da mistura
b) velocidade média mássica da mistura
c) velocidade de difusão de O
2
na mistura relativa a velocidade média molar da mistura
d) velocidade de difusão de O
2
na mistura relativa a velocidade média mássica da mistura


Fluxos

É um vetor quantitativo atribuído a quantidade da espécie particular, em unidade mássica ou molar,
que passa em um incremento de tempo através de uma área normal ao vetor.

Podem ser definidos com referência a coordenadas fixas no espaço, coordenadas que movem com a
velocidade média mássica ou molar.

O fluxo molar na direção z:
Fundamentos de Transferência de Massa 1.5
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z d
c d
D J
A
AB z , A
− ·
1ª Lei de Fick (1.12)

D
AB
= difusividade mássica ou coeficiente de difusão do componente A difundindo em B.
dc
A
/dz = gradiente de concentração na direção z.


z d
y d
cD J
A
AB z , A
− · (1.13)

O fluxo mássico na direção z:


z d
w d
D j
A
AB z , A
ρ − · (1.14)


z d
d
D j
A
AB z , A
ρ
− · (1.15)

Para um sistema binário com uma velocidade média constante na direção z o fluxo molar
relativo a velocidade média molar é:

( ) V c J
z z , A A z , A
− ϑ · (1.16)

Igualando (1.13) com (1.16), temos:

( )
( ) ( )
z , B B z , A A A z A z , B B z , A A z
z A
A
B A, z , A A
A
B A, z z , A A z , A
c c y V c ou c c
c
1
V : sendo
V c
dz
dy
cD c : Portanto


dz
dy
-cD V c J
ϑ + ϑ · ϑ + ϑ ·
+ − · ϑ
· − ϑ ·


Fundamentos de Transferência de Massa 1.6
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( )
: que temos
c N e c N
: são io estacionár eixo ao relativo B e A s componente dos fluxos Os
c c y
dz
dy
cD c : Logo
B B B A A A
z , B B z , A A A
A
B A, z , A A
ϑ · ϑ ·
ϑ + ϑ + − · ϑ
r r r r



( )

,
_

¸
¸
+

,
_

¸
¸
·

,
_

¸
¸
+ + − ·
solução da global
movimento do
resultante fluxo
difusiva
ão contribuiç da
resultante fluxo
z eixo ao
referência c/
A de fluxo
N N y
dz
dy
cD N
z , B z , A A
A
B A, z , A



( )
: temos forma mesma Da
mistura na A de difusão de e coeficient D
(1.18) N y y cD N
: nente multicompo mistura uma para
(1.17) N N y y cD N
M A,
n
1 i
i A A M A, A
B A A A B A, A
·
+ ∇ − ·
+ + ∇ − ·

·
r r
r r r


( )
( )
B,z A,z A
A
A,B A,z
B,z A,z A
A
A,B A,z
n n w
dz
dw
D n
liquidos para N N x
dz
dx
cD N
+ + ρ − ·
+ + − ·






Fundamentos de Transferência de Massa 1.7
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Exemplo 3: Sabendo que a mistura gasosa tem as velocidades relativas:

cm/s. 11 cm/s; 19 cm/s; 13 cm/s; 10
z , N z , O H z , O z , CO
2 2 2
· ϑ · ϑ · ϑ · ϑ

Determine para a temperatura de 105º C e 1 atm:
a) Fluxo difusivo molar de O
2
na mistura.
b) Contribuição do fluxo convectivo de O
2
na mistura.
c) Fluxo molar total com referência ao eixo estacionário


2. COEFICIENTE DE DIFUSÃO

Lei de Fick ⇒ a constante de proporcionalidade é conhecida como coeficiente de difusão.



( ) w , T , P f D
t
L
L 1 L M
1
t L
M
dz dc
J
D
AB
2
3 2
A
z , A
AB
·

,
_

¸
¸

,
_

¸
¸


·



Idêntico as dimensões fundamentais de outras propriedades de transporte.

Viscosidade cinemática: ν
Difusividade térmica: α = k/ρc
p




Difusividade mássica de gases

- mistura gasosa de baixa densidade
- teoria cinética dos gases
Aumenta a
mobilidade da
molécula
Gases → 5 x 10
-6
a 10
-5

m
2
/s
líquidos → 10
-10
a 10
-9
m
2
/s
sólidos → 10
-14
a 10
-10
m
2
/s
D
AB

diminui
Fundamentos de Transferência de Massa 1.8
Samuel Luporini/DEQ/UFBA










Figura 1.2 Movimento molecular para a superfície de um volume de controle

Transferência de massa



médio livre caminho
N d 2
1
acaso ao molecular e velocidad
m
kT 8
C
C
3
1
D
y
C
3
1
j
2
AA
A
y , A

π
· λ

π
·
λ ·

ρ ∂
λ ·
?

k = constante de Boltzmann
N = concentração molecular
m = massa de uma molécula
C N
4
1
Z ·
d = diâmetro da molécula esférica
Z = freqüência em que as moléculas alcançam a área ∆x ∆z

0 (estacionário)
( ) 0 dv
t
dA n
CV CS
· ρ


+ ϑ ρ
∫∫∫ ∫∫
r
r

→ Fluxo para frente = fluxo para trás
∆y
∆x
x
y
ρ
A
= ρ
A
(y)
Fundamentos de Transferência de Massa 1.9
Samuel Luporini/DEQ/UFBA

* A isótopo seu e A Ex
similares. moléculas de mistura uma de difusão de e Coeficient
m
T k
P d 3
2
* D
P cRT NkT
: ideal gás um Para
m
kT
N d 3
2
* D : Logo
2 1
3 3
2 2 3
AA
2 1
2 2 3
AA

,
_

¸
¸
π
·
· ·

,
_

¸
¸
π
·



A equação de Chapman-Enkosg:


D
2
AB
2 1
B A
2 3 3
AB
P
M
1
M
1
T 10 x 858 , 1
D
Ω σ
1
]
1

¸

+
·



onde: D
AB
(cm
2
/s)
M
A
e M
B
= pesos moleculares
P = pressão absoluta (atm)
σ
AB
= diâmetro de colisão, parâmetro de Leonard-Jones (Å)

D
= integral de colisão

É válida para um par de gases apolares e moléculas não reagentes.

,
_

¸
¸
ε
· Ω
AB
kT
f TABELA K.1 WELTY

onde: k = constane de Boltzmann = 1,38 x 10
-16
erg/K
ε
A
= energia de interação molecular (ergs)

Os parâmetros de Leonard-Jones σ e ε
AB
⇒ TABELA K.2 WELTY

Na ausência de dados experimentais:

Fundamentos de Transferência de Massa 1.10
Samuel Luporini/DEQ/UFBA

b A
c A
3 1
c
c
3 1
c
3 1
b
T 15 , 1 k
T 77 , 0 k
P
T
44 , 2
V 841 , 0
V 18 , 1
· ε
· ε

,
_

¸
¸
· σ
· σ
· σ



V
b
= volume molar para o ponto normal de ebulição (cm
3
/gmol) ⇒ TABELA 24.4 WELTY
V
c
= volume molar crítico (cm
3
/gmol)
T
c
= temperatura crítica (K)
T
b
= temperatura de ebulição normal (K)
P
c
= pressão crítica em (atm)

Para pares de moléculas apolares, tem-se


B A AB
B A
AB
2
ε ε · ε
σ + σ
· σ


Para moléculas polar-polar e polar-apolar são discutidas por Bird e Cremasco

Predição de D
AB
variando com a P e T


2
1
1 1 2 2
T , D
T , D
2 3
1
2
2
1
P , T , AB P , T , AB
T
T
P
P
D D

,
_

¸
¸

,
_

¸
¸
·

Apêndice J.1 de Welty

Exemplo 4: Avaliar o coeficiente de difusão para o CO
2
no ar a 20ºC e 1 atm. Comparar com os
dados experimentais.

Fundamentos de Transferência de Massa 1.11
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Quando os parâmetros de Lennard-Jones não são disponíveis pode-se utilizar a equação de Fuller.


( ) ( ) [ ]
2
3 1
B
3 1
A
2 1
B A
75 , 1 3
AB
P
M
1
M
1
T 10
D
∑ ∑
ϑ + ϑ

,
_

¸
¸
+
·

ϑ ⇒ TABELA 24.3 WELTY

Exercicio 5 (24.12), itens a, b, e
Determinar os valores da difusividade dos seguintes gases.
a) CO
2
/ar 310 K e 1,5 x 10
5
Pa
b) Etanol/ar 325 K e 2,0 x 10
5
Pa
e) SO
2
/ar 300 K e 1,5 x 10
5
Pa


Exemplo 6. Reavaliar o coeficiente de difusão do dióxido de carbono em ar a 20º C e 1 atm,
utilizando a equação de Fuller, Schettler e Giddings e comparar o novo valor com o obtido no
exemplo 4.


Para compostos polares, tem-se a equação de Hirschfelder com a integral de colisão avaliada por:

( )
(K) ebulição de normal ponto T
) gmol / (cm ebulição de ponto no líquido do molar volume V
(debyes) dipolo momento
T V
10 x 94 , 1
: onde
T
169 , 0
b
3
b
p
b b
p
3
2 1
B A AB
2
AB
Do D
·
·
· µ
µ
· δ
δ δ · δ
δ
+ Ω · Ω



Fundamentos de Transferência de Massa 1.12
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( )
( ) ( ) ( ) * HT exp
G
* FT exp
E
* DT exp
C
* T
A
T 3 , 1 1 18 , 1
k
k k k
kT
T*
B
Do
b
2
2 1
B A AB
AB
+ + + · Ω
δ + ·
ε

,
_

¸
¸ ε
+
ε
·
ε
ε
·


A = 1,06036 E = 1,03587
B = 0,15610 F = 1,52996
C = 0,19300 G = 1,76474
D = 0,47635 H = 3,89411

( )
3 1
2
b
2 1
B A AB
AB
3 , 1 1
V 585 , 1
colisão de diâmetro

,
_

¸
¸
δ +
· σ
σ σ · σ
· σ



Mistura de gases (WILKE)




y y y y
y
y 1 de livre molar Fração
D
y
D
y
D
y
1
D
n 4 3 2
2
2
n , 1
n
3 , 1
3
2 , 1
2
mistura , 1
+ + +
· ′ ⇒
′ ′
+

·
L
L





Fundamentos de Transferência de Massa 1.13
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Exemplo 7: Determinar a difusividade do monóxido de carbono através de uma mistura de gases na
qual a fração molar de cada componente são:

10 , 0 y , 70 , 0 y , 2 , 0 y
CO N O
2 2
· · ·

O gás esta a 298 K e 2 atm de pressão total.


Exemplo 8 (24.14 – WELTY)
Determinar a difusividade do dióxido de carbono em uma mistura de gases com as seguinte
Composição: O
2
= 7%, CO = 10%, CO
2
= 15% e N
2
= 68%. T = 273 K e P = 1,5 x 10
5
Pa.

DIFUSIVIDADE MÁSSICA EM LÍQUIDOS

Equação de Stoke-Einsteim, da teoria hidrodinâmica.


B
AB
6
kT
D
πµ
· Solução diluída de não eletrólitos. É uma equação pouco precisa

Em geral: ( ) V f
kT
D
AB
· Função do volume molar

Equação de Wilke-Chang para não eletrólitos:
( )
6 , 0
A
2 1
B B
8
AB
B
V
M 10 x 4 , 7
T
D φ
· µ



Onde: µ
B
= viscosidade da solução de não eletrólitos cP
V
A
= volume molar no ponto normal de ebulição (TABELAS 24.4 E 24.5– WELTY)
φ
B
= parâmetro de associação para o solvente B (complemento da TABELA 24.5 –WELTY)
Deduções de compostos com anel (complemento da TABELA 24.5 –WELTY)

Exemplo 9
Estimar o coeficiente de difusão em liquido do etanol (C
2
H
5
OH) em solução diluída de água a 10
o
C
O volume molecular do etanol pode ser avaliado usando valores da tabela 24.5.

Hayduk e Laudie propuseram a equação:


589 , 0
A
14 , 1
B
5
AB
V 10 x 26 , 13 D
− − −
µ · . Com resultados semelhantes a equação Wilke-Chang.
Fundamentos de Transferência de Massa 1.14
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O coeficiente de difusão de um sal univalente em soluções diluídas pode ser calculado utilizando a
equação de Nernst


e equivalent Coulumbs/g 96500 Faraday de constante
CREMASCO - 1.10 Tabela

cm
e equivalent g
cm
volt Amp
zero ão concentraç a iônica a condutânci ,
gmol . K / J 316 , 8 R
1 1
RT 2
D
3 3
o o
2
o o
AB
· · ℑ

,
_

¸
¸

,
_

¸
¸
· λ λ
·

,
_

¸
¸
λ
+
λ
·
− +
− +


Substituindo 2 por 1/n
+
+ 1/n
-
onde n
+
e n
-
são as valências do cátion e anion.
Para temperaturas diferentes de 25
o
C, estes parâmetros podem ser estimados a partir da seguinte
correlação:


( ) ( )
3 2
C 25 iT C iT
) 25 T ( c ) 25 T ( b ) 25 T ( a
o o
− + − + − + λ · λ Tabela 1.11 – CREMASCO

Exemplo 10: Estimar o coeficiente de difusão em solução diluída do cloreto de potássio a 30
o
C.
Comparar com o valor experimental de 2,233 x 10
-5
cm
2
/s.


Fundamentos de Transferência de Massa 1.15
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DIFUSÃO EM SÓLIDOS CRISTALINOS

Fundamentos de Transferência de Massa 1.16
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• Arranjos nas estruturas cristalina: cúbica, CCC, CFC.
• Movimento do soluto → ocupar vazios (falhas na estrutura cristalina ou nos interstícios
entre os átomos da matriz cristalina.
• A energia de vibração do átomo deve ser alta o suficiente para vencer a barreira energética
‘Q’ determinada pela energia de ativação.





Exercício 11: Estime a difusividade do carbono em Fe (CCC) e em Fe (CFC) a 1000º C. Analise os
resultados.

Q
difusão
z
Energia
RT Q
o AB
e D D

·
Q = energia de ativação difusional (cal/mol)
R = 1,987 cal/mol K
Do = coeficiente de difusão sem que
houvesse a necessidade de salto energético
Q e Do = TABELA 1.13 - CREMASCO

Fundamentos de Transferência de Massa 1.17
Samuel Luporini/DEQ/UFBA


DIFUSÃO EM SÓLIDOS POROSOS






a) Difusão de Fick ou ordinária
b) Difusão de Knudsen
c) Difusão configuracional

Difusão ordinária
• Poros maiores que o livre caminho médio das moléculas difundentes.


dz
dC
D J
A
ef z , A
− · 1ª Lei de Fick

D
ef
= coeficiente efetivo aparece em razão da natureza tortuosa do sólido poroso.

Fundamentos de Transferência de Massa 1.18
Samuel Luporini/DEQ/UFBA

τ
ε
·
p
AB ef
D D

ε
p
= porosidade
τ = tortuosidade ⇒ TABELA 1.14 – CREMASCO

τ = 4,0
ε
p
= 0,5 ⇒ Na ausência de dados tabelados




Difusão de Knudsen

Poros estreitos da ordem de tamanho do livre caminho médio do difundente, ocorre colisões
com as paredes dos poros.


p k
d
3
1
D Ω ·

d
p
= diâmetro médio dos poros (cm)
Ω = velocidade média molecular (cm/s)


[ ]
[ ] cm
S
V 2
S
2
r
s / cm
M
T
r 10 x 7 , 9 D
p
B
p
p
2
2 1
A
p
3
k
·
ρ
ε
·

,
_

¸
¸
·



Fundamentos de Transferência de Massa 1.19
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Onde: ε
p
= porosidade do sólido
S = área da matriz porosa
ρ
B
= massa especifica aparente do sólido
V
p
= volume especifico do poro da partícula sólida

Quando a tortuosidade do poro é considerada, efetuar a correção:


τ
ε
·
p
K Kef
D D

Devido a estrutura do sólido poroso, um soluto gasoso, ao se difundir, pode deparar com vários
tamanhos de poros, ocorrendo a difusão ordinária e a de Knudsen, logo:


{ 3 2 1 3 2 1
Knudsen
Kef
Fick de Lei 1
a segue
ordinária
ef
efetivo
Aef
D
1
D
1
D
1
a
+ ·


Exemplo 1.12: Determine o coeficiente efetivo de difusão do dióxido de carbono em partícula
catalítica esférica de alumina a 30º C.


Difusão configuracional

• Ocorre em matrizes porosas (zeólitas).
• Macro e microporos.
• Arranjo tipo colméia → peneira molecular.
• A difusão ocorre devido a saltos energéticos do solutos pelos microporos.


,
_

¸
¸ −
·
RT
Q
exp D D
o A
zeo
⇒ TABELA 1.16 – CREMASCO

Fundamentos de Transferência de Massa 1.20
Samuel Luporini/DEQ/UFBA

Difusão em membranas

• Osmose inversa
• Ultrafiltração
• Diálise
• Perevaporação
• Perpetração

• Podem ser de materiais cerâmicos → inorgânicos
• ou materiais poliméricos → orgânicos

• A difusão do soluto em polímeros ocorre por um processo de estado ativado, via saltos
energéticos, ocupando vazios na estrutura polimérica.


,
_

¸
¸
− ·
RT
Q
exp D D
o a
me
⇒ TABELA 1.17 - CREMASCO

Fundamentos de Transferência de Massa 1.21
Samuel Luporini/DEQ/UFBA


Exemplo 1.13: Estime a difusividade do CO
2
a 30º C para as seguintes situações:
a) difusão em um membrana de borracha butilica.
b) difusão em uma membrana de polibutadieno.
c) difusão em uma membrana de poli(dimetil butadieno).







Fundamentos de Transferência de Massa 1.22
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
TRANSFERÊNCIA DE MASSA CONVECTIVA

o Envolve um fluido em movimento e uma superfície ou entre dois fluidos em movimento
relativamente imiscíveis.
o Depende das propriedades de transporte e das características dinâmicas do fluido em
escoamento.
o Quando bombas ou outros equipamentos similares externos causam o movimento no fluido ⇒
convecção forçada.
o Movimento do fluido causado pela diferença de densidade, a qual é conseqüência da diferença
de concentração ou temperatura ⇒ convecção natural.

A c A
c k N ∆ · ⇒ Equação da taxa de transferência de massa convectiva, generalizada de uma
maneira análoga a lei de resfriamento de Newton.

N
A
= Transferência de massa molar,
∆c
A
= diferença entre a concentração da superfície e a concentração média da corrente de
fluido da espécie A se difundindo.
k
c
= coeficiente de transferência de massa convectivo.

o Transferência de massa molecular: a transferência de massa convectiva ocorre na direção do
decréscimo de concentração.
o k
c
inclui as características de escoamento laminar e turbulento.
o k
c
é uma função da: geometria, propriedades do fluido e escoamento, ∆c
A
.
o Similaridades entre k
c
e h ⇒ técnicas desenvolvidas para avaliar h, pode ser reaplicadas para k
c
.
Equações diferenciais em transferência de massa 2.1
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
CAPITULO 2: EQUAÇÕES DIFERENCIAIS EM TRANSFERÊNCIA DE MASSA

O balanço material para uma dada espécie química A através de um volume de controle apropriado
é:















controle de
volume no massa de
acúmulo de Taxa
controle de
volume no massa de
produção de Taxa
controle de
volume no sai que
massa de Taxa
controle
de volume no entra
que massa de Taxa

,
_

¸
¸
·

,
_

¸
¸
+

,
_

¸
¸

,
_

¸
¸
(2.1)

A transferência de massa através da área z y∆ ∆ para x será :


A A A
x
x , A A
n ou z y ϑ ρ · ∆ ∆ ϑ ρ
r


O fluxo líquido (entrada-saída) do constituinte A será:


z
z A,
z z
z A,
y
y A,
y y
y A,
x
x A,
x x
x A,
y x n y x n : z direção a n e
z x n z x n : y direção a n
z y n z y n : x direção a n
∆ ∆ − ∆ ∆
∆ ∆ − ∆ ∆
∆ ∆ − ∆ ∆
∆ +
∆ +
∆ +


A taxa de acúmulo de A no volume de controle será:

y ∆
? y
x
y
z
x ∆
z ∆
Equações diferenciais em transferência de massa 2.2
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
z y x
t
A
∆ ∆ ∆

ρ ∂


Se A é produzido no interior do volume de controle por uma reação química a uma taxa r
A
(massa
de A produzida)/(volume⋅tempo), a taxa de produção de A é:

z y x r
A
∆ ∆ ∆

Substituindo cada termo na equação (2.1) temos:

0 r
t z
n n
y
n n
x
n n
: termos os cancelando e , z y x volume pelo Dividindo
0 z y x r z y x
t
y x n
y x n z x n z x n z y n z y n
A
A z
z A,
z z
z A,
y
y A,
y y
y A,
x
x A,
x x
x A,
A
A
z
z A,
z z
z A,
y
y A,
y y
y A,
x
x A,
x x
x A,
· −

ρ ∂
+


+


+


∆ ∆ ∆
· ∆ ∆ ∆ − ∆ ∆ ∆

ρ ∂
+ ∆ ∆ −
∆ ∆ + ∆ ∆ − ∆ ∆ + ∆ ∆ − ∆ ∆
∆ +
∆ +
∆ +
∆ + ∆ + ∆ +



(2.3) 0 r
t
n
A componente o para de continuida da equação A
(2.2) 0 r
t z
n
y
n
x
n
: temos zero a tendendo ? z e ? y ? x, com limite o Avaliando
A
A
A
A
A
z , A y , A x , A
· −

ρ ∂
+ ⋅ ∇
· −

ρ ∂
+


+


+


r


Uma equação da continuidade similar pode ser desenvolvida para o componente B.

0 r
t
n
B
B
B
· −

ρ ∂
+ ⋅ ∇
r
(2.4)

Adicionando os dois componentes, nós obtemos:
Operador divergente
Equações diferenciais em transferência de massa 2.3
Samuel Luporini/DEQ/UFBA

( )
( )
( ) 0 r r
t
n n
B A
B A
B A
· + −

ρ + ρ ∂
+ + ⋅ ∇
r r


Para uma mistura binária vale:

ϑ ρ · ϑ ρ + ϑ ρ · +
r r r
r r
n n
B B A A B A


ρ · ρ + ρ
B A


r r
B A
− ·

Logo:
( )
0
t
·

ρ ∂
+ ϑ ρ ⋅ ∇
r
(2.5)

Da definição de derivada substantiva:

∇ ⋅ ϑ +


·
r
t Dt
D




Figura 3.2 Cremasco

Logo:
0
Dt
D
· ϑ ⋅ ∇ ρ +
ρ
r


em termos de fração molar:

Equações diferenciais em transferência de massa 2.4
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
0 r J
Dt
Dw
A A
A
· − ⋅ ∇ + ρ
r


0 r J w
t
w
A A A
A
· − ⋅ ∇ + ∇ ⋅ ϑ ρ +


ρ
r r


Em termos de unidades molares:

0 R
t
c
N
A
A
A
· −


+ ⋅ ∇
r
Componente A

0 R
t
c
N
B
B
B
· −


+ ⋅ ∇
r
Componente B


e a mistura:
( )
( )
( ) 0 R R
t
c c
N N
B A
c A
B A
A
· + −

+ ∂
+ + ⋅ ∇
r r


ϑ · ϑ + ϑ · +
r r r r r
c c c N N
B B A A B A


c c c
B A
· +

Não se pode tomar R
A
+ R
B
= 0, salvo para cada mol de A produzido desaparece o mesmo
tanto de B (ou vice-versa).

B A ↔

em geral:

( ) 0 R R
t
c
c
B A
· + −


+ ϑ ⋅ ∇
r


[ ] ( )
B A
R R c c
t
c
+ · ϑ ⋅ ∇ + ∇ ⋅ ϑ +


r r





Equações diferenciais em transferência de massa 2.5
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
FORMAS ESPECIAIS DA EQUAÇÃO DIFERENCIAL DE TRANSFERÊNCIA DE MASSA

Temos a equação para o componente A:


A
A
A
R
t
c
N ·


+ ⋅ ∇
r


Como: ( )
B A A A AB A
N N y y cD N
r r r
+ + ∇ − ·

e seus equivalentes:

ϑ + ∇ − ·
r r
A A AB A
c y cD N

e ( )
B A A A AB A
n n w w D n
r r r
+ + ∇ ρ − ·

e seu equivalente:

ϑ ρ + ∇ ρ − ·
r
r
A A AB A
w D n

nós obtemos:

0 r
t
w D
A
A
A A AB
· −

ρ ∂
+ ϑ ρ ⋅ ∇ + ∇ ρ ⋅ ∇ −
r
(2.6)


0 R
t
c
c y cD
A
A
A A AB
· −


+ ϑ ⋅ ∇ + ∇ ⋅ ∇ −
r
(2.7)


SIMPLIFICAÇÕES

a) Se a densidade da mistura, ρ, e o coeficiente de difusão, D
AB
, são assumidos constantes, a
equação (2.6) torna-se:





{
0 r
t
D
A
A
A
de continuida da equação
0
A A
2
AB
· −

ρ ∂
+ ρ ∇ ϑ + ϑ ⋅ ∇ ρ + ρ ∇ −
·
r r

Equações diferenciais em transferência de massa 2.6
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Dividindo cada termo pelo peso molecular


( ) ( ) geração
difusiva
ão contribuiç
acúmulo
convectiva
ão contribuiç
R c D
t
c
c
A A
2
AB
A
A
+

,
_

¸
¸
· +

,
_

¸
¸
+ ∇ ·


+ ∇ ⋅ ϑ
r
(2.8)

b) R
A
= 0: sem reação química, ρ e D
AB
= constantes


A
2
AB
A
A
c D
t
c
c ∇ ·


+ ∇ ⋅ ϑ
r


ou
A
2
AB
A
c D
t D
c D
∇ ·

c) 0 · ϑ
r
, R
A
= 0: sem reação química, ρ e D
AB
= constantes


A
2
AB
A
c D
t
c
∇ ·


2ª Lei de Fick da difusão.

- Líquidos estagnados
- Sólidos

d) As equações dos itens a, b e c podem ser simplificadas se o processo esta em estado
estacionário, isto é:

0
t
c
A
·




Se 0 c
A
2
· ∇ temos a equação de Laplace.

Laplaciano
2
∇ : coordenadas retangulares, cilíndricas e esféricas.

2ª Lei de Fick

,
_

¸
¸


+


+


·


2
A
2
2
A
2
2
A
2
AB
A
z
c
y
c
x
c
D
t
c
Coordenadas retangulares.

Equações diferenciais em transferência de massa 2.7
Samuel Luporini/DEQ/UFBA

,
_

¸
¸


+
θ ∂

+


+


·


2
A
2
2
A
2
2
A
2
A
2
AB
A
z
c c
r
1
r
c
r
1
r
c
D
t
c
Coordenadas cilíndricas.

1
1
]
1

¸

φ ∂

θ
+

,
_

¸
¸
θ ∂

θ
θ ∂

θ
+

,
_

¸
¸




·


2
A
2
2
A
2
A 2
2
AB
A
c
sen r
1
c
sen
sen r
1
r
c
r
r
r
1
D
t
c
Coordenadas
esféricas.

A equação diferencial geral para transferência de massa do componente A, ou a equação da
continuidade de A são descritas nas 3 coordenadas, como:


A
z , A y , A x , A
A
R
z
N
y
N
x
N
t
c
·

,
_

¸
¸


+


+


+




( )
A
z , A , A
r , A
A
R
z
N N
r
1
N r
r r
1
t
c
·

,
_

¸
¸


+
θ ∂

+


+


θ


( ) ( )
A
, A
, A r , A
2
2
A
R
N
sen r
1
sen N
sen r
1
N r
r
r
1
t
c
·
1
1
]
1

¸

φ ∂

θ
+ θ
θ ∂

θ
+


+


φ
θ



CONDIÇÕES DE CONTORNO E INICIAL MAIS COMUM

As condições de contorno e inicial utilizadas são muito similares à aquelas de transferência
de calor.
Condições iniciais:

Para t = 0, c
A
= c
A0
(unidades molares)

Para t = 0, ρ
A
= ρ
A0
(unidades mássicas)

As condições de contorno geralmente encontradas, são:

a) A concentração na superfície pode ser especificada:

c
A
= c
A1
, frações molares

y
A
= y
A1
, gases
Equações diferenciais em transferência de massa 2.8
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
x
A
= x
A1
, líquidos e sólidos

ρ
A
= ρ
A1
, concentração mássica

w
A
= w
A1
, fração mássica

Quando o sistema é um gás pode-se utilizar a pressão parcial pela lei Dalton:

p
A
= p
A1
= y
A1
P

Para casos específicos de difusão de um líquido dentro de uma fase gasosa, pode-se utilizar a
equação da lei de Rault:

p
A1
= x
A
P
A


onde: x
A
= fração molar da fase líquida
P
A
= pressão de vapor de A na transferência ao líquido




b) O fluxo mássico para a superfície pode ser especificado como, por exemplo:

j
A
= j
A1
ou N
A
= N
A1

O fluxo na superfície pode ser:


0 z
A
AB z , A
dz
dw
D j
·
ρ − ·

Em superfícies impenetráveis: j
A,z
= 0

c) A taxa de reação química pode ser especificada:


1 A 1 1 A
c k N · reação de 1ª ordem, sendo k
1
a constante da taxa.



Equações diferenciais em transferência de massa 2.9
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
d) Quando o fluido esta escoando sobre uma fase, a espécie pode ser perdida a partir da fase de
interesse por transferência de massa convectiva.

( )

− ·
A 1 A c 1 A
c c k N

c
A∞
= concentração de A na corrente de fluido.
c
A1
= concentração de A no fluido adjacente a superfície.
k
c
= coeficiente de transferência de massa convectivo.


EXEMPLO 2.1:
Num cilindro de combustível nuclear com material fissionável, a taxa de produção de nêutrons é
proporcional a concentração de nêutrons. Use a equação diferencial de transferência de massa para
escrever a equação diferencial que descreve o processo de transferência de massa. Liste suas
condições de contorno.

EXEMPLO 2.2:
Numa câmara de combustão, o oxigênio difunde através de um filme de ar para a superfície de
carbono, onde ele reage de acordo com a seguinte equação:

2 2
CO CO 2 O 2 C 3 + → +





a) Escreva a equação diferencial especifica para este processo em estado estacionário para o
componente O
2
.
b) Escreva a lei de Fick para o componente oxigênio.
z = 0
O
2
CO

CO
2
z = δ
Difusão em regime permanente 3.1
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
CAPÍTULO 3: DIFUSÃO EM REGIME PERMANENTE

Temos a equação diferencial de transferência de massa:

0 R
t
c
N
A
A
A
· −


+ ⋅ ∇
r


R
A
= taxa de produção química do componente A dentro da fase através da qual a massa esta sendo
transferida.


t
c
A


= acumulo de A dentro da fase.


A
N ⋅ ∇ = taxa líquida de fluxo mássico do componente A.


t
c
A


= 0 no estado estacionário, ou seja, a concentração de A não varia com o tempo.


TRANSFERÊNCIA DE MASSA UNIDIMENCIONAL INDEPENDENTE DE REAÇÃO
QUÍMICA

Num sistema binário, o componente z deste fluxo é expresso por:

( )
z , B z , A A
A
AB z , A
N N y
dz
dy
cD N + + − ·


3.1 DIFUSÃO ATRAVÉS DE UM FILME GASOSO INERTE E ESTAGNADO

Encontrar o fluxo molar da difusão através de um filme gasoso inerte e estagnado
Hipóteses: T e P = constantes
B é quimicamente inerte a A
Solubilidade de B em A é desprezível

Difusão em regime permanente 3.2
Samuel Luporini/DEQ/UFBA

Figura 3.1 Célula de difusão de Arnold

Solução:
( )
,ln B
2 A 1 A
1 2
AB
z , A
y
y y
z z
cD
N


· (3.1)

Para um gás ideal:
P
p
y e
RT
P
V
n
c
A
A
· · · , substituindo em (3.1), temos:


( )
( )
ln , B
2 A 1 A
1 2
AB
z , A
p
p p
z z RT
PD
N


· (3.2)

As equações (3.1) e (3.2), correspondente a difusão em estado estacionário de um gás
através de um segundo gás estagnado.
Um difunde e o outro não è absorção e umidificação.
A equação (3.2) tem sido usada para descrever o coeficiente de transferência de massa
convectivo pela teoria do filme.


Figura 3.2 Modelo do filme para a transferência de massa do componente A movendo para a
corrente gasosa.
Líquido puro A
z = z
1
z = z
2
∆z
N
Az
|
z
N
Az
|
z+∆z
Gás B escoando
Escoamento
de gás B
Líquido A
Líquido A
z = δ
z = 0
N
Az
Corrente de gás principal

Filme de gás movendo lentamente
Difusão em regime permanente 3.3
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Neste caso z
2
– z
1
= δ, logo a equação (3.2) fica:



( )
ln , B
2 A 1 A AB
z , A
p
p p
RT
PD
N

δ
·

Pela definição de convecção temos:

( )
2 A 1 A c z , A
c c k N − · ou

( )
2 A 1 A
c
z , A
RT
k
N ρ − ρ ·

Por comparação o coeficiente de transferência de massa convectivo é:


δ
·
,ln B
AB
c
p
P D
k

Modelo do filme sugere que
AB c
D k ∝

Outros modelos (capítulo 28 – Welty) 1 a 0,5 n : onde , D k
n
AB c
· ∝

Determine o perfil de concentração para a difusão através de um filme gasoso inerte estagnado e
também sua concentração media.

Solução:
( ) ( )
1 2 1
z z z z
1 B
2 B
1 B
B
y
y
y
y
− −

,
_

¸
¸
· Perfil de concentração


( )
,ln B
1 b 2 B
1 B 2 B
B
y
y y ln
y y
y ·

· Concentração média








Difusão em regime permanente 3.4
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Exercício 3.1:
Através de uma abertura acidental de uma válvula, água foi espalhada no chão de uma planta
industrial em uma área remota de difícil acesso. Estimar o tempo necessário para evaporar a água
nas vizinhanças que esta estagnada. A camada de água é de 0,04’’, que pode ser assumida constante
a temperatura de 75º F. O ar esta a 75º F e 1 atm, com uma umidade absoluta de 0,002 lb de água/lb
ar seco. A evaporação é assumida constante e ocorre por difusão molecular através do filme de gás
de espessura 0,20 in.
Resposta: 2,73 hrs


3.2 DIFUSÃO PSEUDO-ESTACIONÁRIA NUM FILME GASOSO ESTAGNADO

• Um dos contornos move com o tempo
• Após um intervalo de tempo longo, nota-se a variação no nível do líquido a partir do topo do
capilar.














Figura 3.3 Célula de difusão de Arnold com liquido se movendo na superfície.

• Sobre um intervalo de tempo considerável somente uma pequena fração de difusão.
• t
1
– t
0
=> longo tempo.
• O fluxo molar na fase gasosa estagnada é:


( )
z z z onde ,
y
y y
z
cD
N
1 2
,ln B
2 A 1 A AB
z , A
· −

· (3.2.1)

∆z
z = z
1
para t
0
= z
to
z = z
1
para t
1
= z
t

Líquido puro A
N
Az|z
N
Az|z+∆z
Gás B escoando
Difusão em regime permanente 3.5
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
• O fluxo molar N
A,z
esta relacionado com a quantidade de A deixando o liquido por:

líquida fase na A de molar densidade
M
onde ,
dt
dz
M
N
A
L , A
A
L , A
z , A
·
ρ ρ
· (3.2.2)

Em condições pseudo-estacionária, igualam-se (3.2.1) e (3.2.2),


( )
,ln B
2 A 1 A AB
A
L , A
y
y y
z
cD
dt
dz
M

·
ρ
(3.2.3)

Integrando:


( )
∫ ∫

ρ
·
t
0
t
z
z
2 A 1 A AB
A ln , B L , A
t
0
dz z
y y cD
M y
dt

Rearranjando, temos:


( )

,
_

¸
¸


ρ
·
2
z z
t y y c
M y
D
2
t
2
t
2 A 1 A
A ln , B L , A
AB
0
(3.2.4)

A equação (3.2.4) é utilizada para determinação do coeficiente de difusão do gás a partir dos
dados experimentais da célula de Arnold.

Exemplo 3.2:
E. M. Larson, usando uma célula de Arnold, mediu a difusividade do clorofórmio no ar a 25º C e 1
atm de pressão. A densidade do clorofórmio líquido a 25º C é 1,485 g/cm
3
, e sua pressão de vapor a
25º C é 200 mmHg. No tempo tempo t = 0 a superfície do liquido de clorofórmio era 7,40 cm a
partir do topo do tubo, e após 10 hrs a superfície do líquido caiu de 0,44 cm. Se a concentração do
clorofórmio é zero no topo do tubo, qual seria o coeficiente de difusão do gás clorofórmio no ar?
Resposta: 9,3 x 10
-6
m
2
/s







Difusão em regime permanente 3.6
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
3.3 CONTRADIFUSÃO EQUIMOLAR

• Destilação de 2 constituintes quando os calores latentes de vaporização são iguais.
• Fluxos iguais em direções opostas.
z , B z , A
N N − ·


0 N
A
· ⋅ ∇

• Considerando somente a direção z:

0 N
dz
d
z , A
·

• Lei de Fick

( )
4 4 4 3 4 4 4 2 1
43 42 1
bulk
z , B z , A A
difusão
A
AB z , A
N N y
dz
dc
D N + + − ·

• Como
z , B z , A
N N − · , logo:



dz
dc
D N
A
AB z , A
− · (3.3.1)

• Condições de contorno:

Para z = z
1
temos: c
A
= c
A1

Para z = z
2
temos: c
A
= c
A2


Integrando a equação (3.3.1) com as c.c., temos:

( )
2 A 1 A
1 2
AB
z , A
c c
z z
D
N −

· (3.3.2)

Pela lei dos gases ideais:
e.e. = 0 sem reação = 0
0 R
t
c
N
A
A
A
· −


+ ⋅ ∇
r

Difusão em regime permanente 3.7
Samuel Luporini/DEQ/UFBA


RT
p
V
n
c
A A
A
· · , substituindo, fica:


( )
( )
2 A 1 A
1 2
AB
z , A
p p
z z RT
D
N −

· (3.3.3)

As equações (3.3.2) e (3.3.3) são comumente referidas como equações da contradifusão
equimolar no estado estacionário.

Obter o perfil de concentração para contradifusão equimolar no estado estacionário.
Resposta:
2 1
1
2 A 1 A
1 A A
z z
z z
c c
c c


·




Por comparação:

( ) ( )
δ
·
− · −
δ
·
AB o
2 A 1 A
o
2 A 1 A
AB
z , A
D
k : Logo
c c k c c
D
N
para a contradifusão equimolar.

Exemplo 3.3:
Calcule o fluxo molar da amônia gasosa, sabendo-se que ela se difunde num capilar de 10 cm de
comprimento com 2 reservatórios contendo nitrogênio. O sistema esta a 25º C e 1 atm. A pressão
parcial da amônia em um dos reservatórios é 90 mmHg e no outro 10 mmHg.



Resposta: -1,07 x 10
-7
gmol/s.cm
2


N
A,z
p
A2
= 90 mmHg
p
A1
= 10 mmHg
∆z
A ≡ amônia

B ≡ Nitrogênio
Difusão em regime permanente 3.8
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
3.4 SISTEMAS ASSOCIADOS COM REAÇÕES QUÍMICAS

• Quando ocorre uniformemente através de uma fase => reação homogênea. Acontece em todos
os pontos do elemento de volume. Aparece diretamente na equação da continuidade do soluto.
• Toma lugar numa região restrita no contorno da fase => reação heterogênea.


{
0 R
t
c
N
) (homogênea A espécie da
to aparecimen de taxa
A
A
A
· −


+ ⋅ ∇
r
(3.4.1)

• Numa reação heterogênea a taxa de aparecimento de A não aparece na equação diferencial,
desde que a reação não ocorra dentro do volume de controle, ao invés disto ela entra na analise
como uma condição de contorno:


0 A s
z
z , A A
c k N R · ·
δ ·


• A reação heterogênea as vezes aparece na equação da continuidade de A => sistemas pseudo-
homogêneo.

3.4.1 DIFUSÃO SIMULTÂNEA E HETEROGÊNEA, REAÇÃO QUÍMICA DE 1ª ORDEM:
DIFUSÃO COM VARIAÇÃO DE ÁREA

• Quando a taxa de reação é instantânea em relação a taxa de difusão => processo com difusão
controlada.
• Quando a taxa de reação para o componente transferido nos limites da superfície limita a taxa de
transferência de massa => processo com reação controlada.












Difusão em regime permanente 3.9
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Exemplo:
Partícula de carvão pulverizada dentro de uma câmara de combustão em leito fluidizado => difusão
controlada.
Moles de oxigênio transferido pelo tempo



Figura Difusão através de um filme esférico

( ) ( ) ( ) ( ) g CO g CO 2 g O 5 , 2 s C 3
2 2
+ → +

Equação geral de transferência de massa em coordenadas esféricas:


( ) ( )
A
r em nal unidirecio
difusão
0
, A
, A r , A
2
2
io estacionár
estado
0
A
R
N
sen r
1
sen N
sen r
1
N r
r
r
1
t
c
·
1
1
1
1
1
1
1
1
]
1

¸

φ ∂

θ
+ θ
θ ∂

θ
+


+


·
φ
θ
·
4 4 4 4 4 4 4 3 4 4 4 4 4 4 4 2 1 3 2 1


R
A
= 0 se A = O
2
=> nenhuma reação homogênea ocorre ao longo do caminho da difusão.

( )
R
r , O
2
r
r , O
2
r , O
2
r , O
2
2 2 2 2
N R N r ou cte N r 0 N r
r
· · ⇒ ·




quadro
C
R
r
∆r
N
CO2,r
N
O2,r
N
CO,r
Ar nas vizinhanças
Difusão em regime permanente 3.10
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Equação da Lei de Fick para o O
2
fica:


dr
dy
y 2 , 0 1
cD
N
2
2
2
2
O
O
mis O
z , O
+
− ·



Condições de contorno:

r = R, y
O2
= 0 ⇒ reação instantânea
r = ∞, y
O2
= 0,21

Solução:
,
_

¸
¸
·
,
_

¸
¸

042 , 1
1
ln
2 , 0
cD
R
1
N r
mis O
z , O
2 2
2


Como ( )
r O
2
2 O
2 2
N r 4 tempo pelo do transferi O de Moles W π · ·

( ) 042 , 1 ln
2 , 0
cD
R 4 W
mis O
O
2
2

π − ·

A esfera de carvão oxida com o tempo => diminuição da esfera => pseudo-estacionário

Tempo para esfera de carbono encolher de um raio inicial para um final.

Balanço material para o carbono:


( ) ( ) ( )
( ) ( )
dt
dR
R 4
M dt
dV
M
onde
dt
dV
M
w 0
C C C
2
C
C
C
C
C
C
C
acumulado sai entra
π
ρ
·
ρ

,
_

¸
¸ ρ
· −
· −


quadro


( )
( ) 042 , 1 ln cD 12
R R
M
t
mis O
2
f
2
i
C
C
2


ρ
·


Difusão em regime permanente 3.11
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
PRODUÇÃO DE DIOXIDO DE CARBONO SOMENTE



( ) ( ) ( ) g CO g O s C
2 2
→ +

quadro

Equação da Lei de Fick para o O
2
fica:


dr
dy
cD N
2
2 2
O
mis O r , O −
− ·

Condições de contorno:

r = R, a) instantâne (não ordem 1a. de Reação c k N
s O s
R r
O
2 2
⇒ − ·
·


r = ∞, y
O2
= y
O2∞


Solução: ( )
s O O mis O r , O
2
2 2 2 2
y y cD
R
1
N r − − ·
,
_

¸
¸
∞ −


Como ( )
r O
2
2 O
2 2
N r 4 tempo pelo do transferi O de Moles W π · ·

( )
s O O mis O O
2 2 2 2
y y RcD 4 W − π − ·
∞ −


C
R
r
∆r
N
CO2,r
N
O2,r
Ar nas vizinhanças
Difusão em regime permanente 3.12
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
quadro

c k
N
c
c
y
s
R O s O
s O
2 2
2

· · logo:


R k
D
1
y RcD 4
W
s
mis O
O mis O
O
2
2 2
2

∞ −
+
π −
·

Se
mis O s
2
D k

>>


∞ −
π − ·
2 2 2
O mis O O
y RcD 4 W


EXEMPLO 3
Um reator de leito fluidizado de carvão tem sido proposto para uma nova planta. Se operar a 1145
K, o processo será limitado pela difusão de oxigênio em contracorrente com dióxido de carbono,
formado na superfície da partícula. Assumir que o carvão é carbono puro sólido com densidade de
1,28 x 10
3
kg/m
3
e que a partícula é esférica com diâmetro inicial de 1,5 x 10
-4
m. Ar (21% O
2
e
79% N
2
) existe a vários diâmetros da esfera. Sob as condições de combustão, a difusividade do O
2

na mistura é 1,3 x 10
-4
m
2
/s a 1145 K. Se o processo esta em estado estacionário, calcular o tempo
necessário para reduzir o diâmetro da partícula de carbono a 5 x 10
-5
m. O ar nas vizinhanças é uma
fonte infinita de transferência de O
2
, onde a oxidação do carbono na superfície da partícula é
diminuída pela transferência de O
2
. A reação na superfície é: ( ) ( ) ( ) g CO g O s C
2 2
→ +
Resposta: t = 0,92 s













Difusão em regime permanente 3.13
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
3.4.2 DIFUSÃO COM UMA REAÇÃO QUÍMICA DE 1ª ORDEM HOMOGÊNEA

• Operações unitárias: um constituinte de uma mistura gasosa é preferencialmente dissolvido em
contato com um liquido. Dependendo da natureza química das moléculas envolvida a absorção
pode envolver reação química.



Condições de contorno: Em z = 0 ⇒ c
A
= c
A0

Em z = δ ⇒ c
As
= 0

Figura Absorção com reação química homogênea.

Fluxo molar: ( )
4 4 4 3 4 4 4 2 1
43 42 1
filme
do dentro pequena muito é
A de ão concentraç a 0,
bulk
z , B z , A A
difusão
A
AB z , A
N N y
dz
dc
D N

+ + − · (3.4.2.1)

Equação diferencial de transferência de massa no estado estacionário considerando apenas a direção
z:


{
0 R
dz
dN
) (homogênea A espécie da
mento desapareci de taxa
A
z , A
· − (3.4.2.2)

A 1 A
c k R − · ⇒ Taxa de desaparecimento de A ⇒ reação química de 1ª ordem. (3.4.2.3)

Substituindo (3.4.2.3) e (3.4.2.1) em (3.4.2.2), temos:
z
z = 0
∆z
z = δ
N
Az
|
z
N
Az
|
z+∆z
Líquido B
Superfície
do líquido
Mistura gasosa
(A e gás inerte)
Difusão em regime permanente 3.14
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
0 c k
dz
dc
D
dz
d
A 1
A
AB
· +

,
_

¸
¸
− , com D
AB
= constante, fica:

0 c k
dz
c d
D
A 1
2
A
2
AB
· + − (3.4.2.4)

A solução geral da equação (3.4.2.4) é:

z
D
k
senh c z
D
k
cosh c c
AB
1
2
AB
1
1 A
+ ·

As condições de contorno permitem calcular c
1
e c
2
(quadro), e o perfil de concentração fica:


δ
− ·
AB
1
AB
1
0 A
AB
1
0 A A
D
k
tgh
z
D
k
senh c
z
D
k
cosh c c (3.4.2.4)

Fluxo molar:


dz
dc
D N
A
AB z , A
− ·

Solução:


δ
δ
δ
·
·
AB
1
AB
1
0 A AB
0 z
z , A
D
k
tgh
D
k
c D
N (3.4.2.5)


• Se não houver reação química:
δ
·
0 A AB
z , A
c D
N

• Numero adimensional de Hatta = ⇒
δ
δ
AB
1
AB
1
D
k
tgh
D
k
mostra a influencia da reação química.
Difusão em regime permanente 3.15
Samuel Luporini/DEQ/UFBA

• Se a taxa da reação química aumenta (k
1
aumenta) o fator δ
AB
1
D
k
tgh se aproxima de 1, e
( ) 0 c k D N
0 A 1 AB
0 z
z , A
− ·
·


Por comparação com a equação da convecção: ( )
2 A 1 A c z , a
c c k N − · , temos que:

⇒ ∝
AB c
D k Teoria da penetração

Se ⇒ ∝
AB c
D k Teoria do filme


EXEMPLO 4
Considerando um processo unitário com um disco rotativo para o tratamento de fenol (espécie A)
em água. O biofilme contém um microrganismo em enzima peroxidase que degrada o fenol. A
concentração de A dentro do biofilme diminuirá à medida que o penetra, ou seja A é degradado.
Não há resistência convectiva entre o fluido e a superfície do biofilme.

Figura Tratamento de água de lavagem por biofilme.

É desejável tratar 0,1 m
3
/h de água contendo 0,1 mol/m
3
de fenol. Se a espessura do biofilme é 2 x
10
-3
m, qual é a área do biofilme necessária para obter uma concentração de saída de 0,02 mol/m
3
?
A taxa de degradação é descrita pela cinética de Michales-Menten:
A A
A max , A
A
c k
c R
R
+
·

onde R
A,max
= 5,7 x 10
-3
mol/m
3
, k
A
= 0,3 mol/m
3
e D
AB
= 2 x 10
-10
m
2
/s a T = 25º C.
Solução: S = 57 m
2

Corrente de alimentação da
água de lavagem
C
Ai
= moles/m
3

Biofilme
Água de lavagem
tratada C
AO
Mistura perfeita

Seção transversal do
biofilme

C
AO

C
A
(z)
biofilme

Superfície
Sólida inerte

z = 0 z = δ

dc
A
/dz = 0
Capítulo 28 Welty
Difusão em regime permanente 3.16
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
3.4.3 DIFUSÃO INTRAPARTICULAR COM REAÇÃO QUÍMICA (Cremasco)

Quando um sólido poroso apresenta sua área interna maior (30 m
2
/g ou maior) ou da mesma
magnitude do que a sua superfície externa, considera-se o soluto, depois de atingir a superfície da
partícula, difunda no interior desta para depois ser absorvido e sofrer transformação por reação
química nas paredes dos sítios ativos do catalisador, conforme mostra a figura.




Figura - Difusão com reação química heterogênea no interior de um sólido poroso


• Termo reacional = aR”
A
, onde a = superfície do poro/unidade de volume da matriz porosa
(sistema pseudo-homogêneo)

• Equação geral para espécie A:

( ) ( )
A
r em nal unidirecio
difusão
0
, A
, A r , A
2
2
io estacionár
estado
0
A
R a
N
sen r
1
sen N
sen r
1
N r
r
r
1
t
c
′ ′ ·
1
1
1
1
1
1
1
1
]
1

¸

φ ∂

θ
+ θ
θ ∂

θ
+


+


·
φ
θ
·
4 4 4 4 4 4 4 3 4 4 4 4 4 4 4 2 1 3 2 1



( )
A r , A
2
2
R a N r
r
r
1
′ ′ ·


∴ (3.4.3.1)

Sendo a reação de desaparecimento do soluto A escrita como:


A s A
C k R − · ′ ′ (3.4.3.2)
R”
A
sólido

poro

A
B

C
As
Difusão em regime permanente 3.17
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
O fluxo de A no interior da matriz porosa será dado por:


dr
dC
D N
A
ef r , A
− · (3.4.3.3)

Supondo temperatura e pressão constantes e substituindo (3.4.3.2) e (3.4.3.3) em (3.4.3.1),


A
ef
s 2 A 2
C
D
a k
r
dr
dC
r
dr
d
·

,
_

¸
¸
(3.4.3.4)

Denominando:
ef
s 2
D
a k
· λ

A equação (3.4.3.4) fica na forma:

0 C
dr
dC
r
2
dr
C d
A
2 A
2
A
2
· λ − + (3.4.3.5)

a qual esta sujeita as seguintes condições de contorno:

C.C.1: em r = R → C
A
= C
As


C.C.2: em r = 0 → finito valor C lim ou 0
dr
dC
A
0 r
A
· ·

(simetria da partícula)

Chamando: ψ ·
A
rC

A equação (3.4.3.5) fica:

0
dr
d
2
2
2
· ψ λ − +
ψ
(3.4.3.6)

A solução geral da eq. (3.4.3.6) é:

( ) ( ) r senh C r cosh C
2 1
λ + λ · ψ ou ( ) ( ) [ ] r senh C r cosh C
r
1
C
2 1 A
λ + λ · (3.4.3.7)

A determinação das constantes parte da aplicação das condições de contorno C.C.1 e C.C.2,
ficando:
Difusão em regime permanente 3.18
Samuel Luporini/DEQ/UFBA

( )
( ) R senh
r senh
r
R
C
C
As
A
λ
λ
· (3.4.3.8)

A eq. (3.4.3.8) fornece o perfil de concentração de A no interior da matriz porosa em função da
relação entre as resistências a difusão e a reação química irreversível de 1ª ordem que se processa
nos sítios internos da partícula.

O fator de efetividade

O fator de efetividade representa o efeito que a taxa da matéria exerce na taxa de reação
numa partícula, sendo definido como a razão entre a taxa real de reação química, R
sg
, e a taxa da
reação baseada nas condições de superfície externa da partícula, como se toda a superfície ativa dos
poros estivesse exposta nas mesmas condições da superfície,
sg
R . Assim:


sg
sg
R
R
· η
ε


com:
R r
A
ef
2
R , A
2
sg
dr
dC
D R 4 N R 4 R
·
π − · π ·

representado todo o soluto consumido na superfície externa da partícula transportado para dentro
dessa partícula. Substituindo a eq. (3.4.3.8) e efetuando a derivação, temos:

( ) ( ) [ ] R coth R 1 C RD 4 R
As ef sg
λ λ − π − ·

Caso ocorra somente reação química irreversível de 1ª ordem, a taxa é:

As s
3
A
3
sg
C ak R
3
4
R R
3
4
R π − · ′ ′ π ·

Logo:
( ) ( ) [ ]
( )
2
R
1 R coth R 3
λ
− λ λ
· η
ε


O parâmetro λ pode ser reformulado da seguinte maneira: λ · φ
ne
R , que é o modulo de Thiele,
indica a relação entre a taxa de reação química de 1ª ordem e a taxa de difusão. E R
ne
= V
p
/S
m
um
raio generalizado que depende da geometria da partícula. Pa esfera perfeita: V
p
= 4πR
3
/3 e S
m
=
4πR
2
, logo: λR = 3φ.

Difusão em regime permanente 3.19
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
O perfil de concentração do soluto e o fator de efetividade em função do modulo de Thiele
no interior do catalisador esférico são fornecidos por:


( )
( ) φ
φ
·
3 senh
R r 3 senh
r
R
C
C
As
A



( )
2
3
1 3 coth 3
φ
− φ φ
· η
ε


Para catalisadores muito ativos (k
s
elevado) → φ = elevado → baixos valores de η
ε

Para catalisadores pouco ativos → altos valores de η
ε
→ utilizam quase toda a área interna
do catalisador.

Exemplo
No craqueamento catalítico do petróleo utilizaram-se microesferas de sílica-alumina de diâmetro
igual a 1,8 mm e de área especifica dos poros de 3,2 cm
2
/cm
3
. Estime o valor do fator de efetividade
considerando que a reação química catalítica, cuja velocidade é 6,9 cm/s, é irreversível e de 1ª
ordem. O coeficiente efetivo de difusão é 8,0 x 10
-4
cm
2
/s.
Resposta: η
ε
= 0,187



















Difusão em regime permanente 3.20
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
3.5 SISTEMAS DE DUAS E TRÊS DIMENSÕES

• A transferência de condução de calor é análoga a transferência de massa molecular, as soluções
analíticas, analógicas e numéricas são similares (cap. 17 Welty).
• J.Crank – The Mathematics of Diffusion, Oxford University Press, London,1957.

Exemplo:
Considerar uma placa plana retangular fina, largura W e comprimento L. O topo é imerso em
inseticida (y = L).


Figura 3.5.1 – Modelo de três dimensões para o transporte de inseticida.

A equação geral de transferência de massa fica:

0 R
t
c
N
A
A
A
· −


+ ⋅ ∇
r
ou


{
0 R
t
c
z
N
y
N
x
N
química
reação
sem
0
A
io estacionár
estado
0
A
0
Az
Ay
Ax
· −


+


+


+


3 2 1 3 2 1
(3.5.1)

( )
4 4 4 3 4 4 4 2 1
0 bulk termo
Bx Ax A
A
AB Ax
N N y
dx
dC
D N
·
+ + − · (3.5.2)

x
y
C
A
= 0

C
A
= C(x)

C
A
= 0

C
A
= 0

L
0 W
Difusão em regime permanente 3.21
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
( )
4 4 4 3 4 4 4 2 1
0 bulk termo
By Ay A
A
AB Ay
N N y
dy
dC
D N
·
+ + − · (3.5.3)

Substituindo (3.5.3) e (3.5.2) em (3.5.1):

0
y
C
x
C
2
A
2
2
A
2
·


+


(3.5.4)

que é uma equação diferencial parcial, linear e homogênea com solução da forma:

( ) ( ) ( ) y Y x X y , x C
A
· (3.5.5)

Substituindo (3.5.5) em (3.5.4), temos:


2
2
2
2
y d
Y d
y
1
x d
X d
x
1
·

Ambos os lados são constantes, logo:

0 X
x d
X d
2
2
2
· λ + (3.5.6)

0 Y
y d
Y d
2
2
2
· λ − (3.5.7)

A eq. (3.5.6) tem a solução geral da forma:

x Bsen x cos A X λ + λ · (3.5.8)

A eq. (3.5.7) tem a solução geral da forma:


y y
Ee De Y
λ λ −
+ · (3.5.9)

A eq. (3.5.5) fica:

( ) ( )( )
y y
A
Ee De x Bsen x cos A y , x C
λ λ −
+ λ + λ · (3.5.10)

Difusão em regime permanente 3.22
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Onde A, B, C e D são constantes avaliadas pelas condições de contorno:

x = 0 → C
A
= 0
x = W → C
A
= 0
y = 0 → C
A
= 0
y = L → C
A
= C(x)

Utilizando as três primeiras condições de contorno a solução é:

( )
W
y n
senh
W
x n
sen A y , x C
1 n
n A
π π
·


·
(3.5.11)

Utilizando a ultima condição de contorno:

( )
W
L n
senh
W
x n
sen A x C
1 n
n A
π π
·


·
(3.5.12)

A avaliação de A
n
é mostrada por Cremasco, a solução final é:

( ) ( ) dx
W
x n
sen x C
W
x n
sen
W
L n
senh
W
y n
senh
W
2
y , x C
W
0
A
1 n
A



,
_

¸
¸ π π
1
1
1
1
]
1

¸

,
_

¸
¸ π

,
_

¸
¸ π
·

·
(3.5.13)


A equação (3.5.13) é resolvida após se conhecer a função C
A
(x).

Exemplo:
Considere a situação na qual ocorra o fluxo mássico de A através da superfície de um catalisador.
Ao entrar em contato com o catalisador, o soluto A se difunde nas direções x e y. Atingindo três das
quatro superfícies, a espécie A reage instantaneamente. Em y = L para qualquer x, a sua
concentração mantém-se constante em um valor β. Considerando a existência da contradifusão
equimolar entre produto e reagente, pede-se:
a) a distribuição mássica do soluto A.




Difusão em regime permanente 3.23
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
3.6 TRANSFERÊNCIA SIMULTÂNEA DE MOMENTO, CALOR E MASSA

• Exemplo: Secagem de uma superfície molhada pelo calor de um gás quente e seco: energia
transferida a para superfície fria por convecção e radiação; transferência de massa associada a
entalpia na corrente gasosa se movendo.
• Os processos de transporte simultâneos são mais complexos, requerendo o tratamento
simultâneo de cada fenômeno de transporte envolvido.

3.6.1 Transferência simultânea de calor e massa

• Condições isotérmicas



·
·
n
1 i
i i
D
H N
A
q
r
r
(3.6.1.1)


mistura numa i de parcial molar entalpia H
mássica difusão por calor de fluxo
A
q
i
D
·
·
r


• Condições não isotérmicas (diferenças de temperatura)


{ {

·
+ ∆ − ∇ − ·
n
1 i
i i
convectivo condutivo
D
H N T h T k
A
q
r
r
(3.6.1.2)















Difusão em regime permanente 3.24
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Exemplo: Condensação de vapor em uma superfície fria
A condensação de um filme liquido escoando para baixo em uma superfície fria e um filme de gás
na qual o condensado é transferido por difusão molecular.


Figura Condensação de vapor em uma superfície fria.

z
1
→ y
A1
= conhecido por psicometria
T
1
= conhecido
T
3
= conhecida (temperatura na superfície)

Na fase gasosa ocorre convecção natural onde h é estimado pela equação:


( ) [ ]
9 4
16 9
4 1
L
L
Pr / 492 , 0 1
Ra 670 , 0
68 , 0 Nu
+
+ ·

A equação diferencial que descreve a transferência de massa na fase gasosa é:

0 N
dz
d
z , A
· ⇒ fluxo mássico é constante na direção z.

Se o componente A esta se difundindo através do gás estagnado, o fluxo é descrito pela seguinte
forma da lei de Fick:


dz
dy
y 1
cD
N
A
A
AB
z , A


·
Se o perfil de temperatura é conhecido:
Filme líquido
condensado
Contorno do
filme gasoso
T
1
T
2
T
3
T = T(z)

y
A1
y
A2
y
A
= y
A
(z)
z
3
z
2
z
1

Difusão em regime permanente 3.25
Samuel Luporini/DEQ/UFBA

n
1 1
z
z
T
T

,
_

¸
¸
·

Podemos estimar o coeficiente de difusão que varia com a temperatura:


2 n 3
1
T
AB
2 3
1
T
AB AB
z
z
D
T
T
D D
1 1

,
_

¸
¸
·

,
_

¸
¸
·

A concentração também varia com a temperatura:


( )
n
1
z z R
P
RT
P
c · ·

A equação de fluxo torna-se:


( ) dz
dy
z
z
y 1 RT
D P
N
A
2 n
1 A 1
T
AB
z , A
1

,
_

¸
¸


·

Para uma pequena faixa de temperatura, pode-se aproximar para uma equação:


( )
( ) dz
dy
y 1
cD
N
A
A
médio
AB
z , A

·

Com as condições de contorno:
Para z = z
1
⇒ y
A
= y
A1
Para z = z
2
⇒ y
A
= y
A2
= P
A
/P, Lei de Dalton,

Integrando a equação temos:


( ) ( )
( )
ln , B 1 2
2 A 1 A
médio
AB
z , A
y z z
y y cD
N


·

O fluxo de energia total é:

( ) ( ) ( )
2 1 A z , A 2 1 C 3 2 L
z
H H M N T T h T T h
A
q
− + − · − ·
Difusão em regime permanente 3.26
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
2 líquido de plano no Entalpia H
1 vapor de plano no Entalpia H
A de molecular Massa M
gasoso filme no natural calor de ncia transferê de convectivo e Coeficient h
líquido filme no calor de ncia transferê de convectivo e Coeficient h
2
1
A
C
L
·
·
·
·
·


Para resolver a equação de fluxo de energia, utiliza-se a técnica de tentativa e erro:
Assume o valor da temperatura da superfície liquida: T
2

Calcula h
C
e (cD
AB
)
médio
.
Calcula y
A2
= P
A
/P, com

P
A
= pressão de vapor acima do liquido a T
2
e P = pressão total do sistema
Quando os lados esquerdo e direito se satisfazerem o chute de T
2
esta correto.

Exemplo:
Uma mistura de vapor etanol-água esta sendo destilada pelo contato da solução liquida etanol/água.
O etanol é transferido a partir do líquido para a fase vapor e a água é transferida na direção oposta.
A condensação de vapor de água fornece a energia para a vaporização do etanol. Ambos os
componentes estão se difundindo através do filme de gás de 0,1 mm de espessura. A temperatura é
368 K e a pressão é 1,013 x 10
5
Pa. Para estas condições, a entalpia de vaporização dos
componentes puros do etanol e água são 840 e 2300 kJ/kg, respectivamente.
a)Desenvolver a equação de fluxo para o vapor de etanol.
b) Desenvolver a equação de fluxo assumindo que os componentes tem calores equimolares de
vaporização.

Figura - Retificação adiabática de uma mistura etanol/água.

• Assumir uma direção
• Processo de transferência de massa molecular adiabático
• Espessura do filme δ
Parede
adiabática
M
i
s
t
u
r
a

l
i
q
u
i
d
a

s
a
t
u
r
a
d
a

d
e

e
t
a
n
o
l
/
á
g
u
a

Filme
gasoso
(δ)
Vapor
etanol/água
N
EtOH

(vapor)
N
H2O

(condensado)
Difusão em regime permanente 3.27
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
3.6.2 Transferência simultânea de momento e massa

• Absorção: A dissolução seletiva de um dos componentes de uma mistura gasosa por um líquido:
coluna de parede molhada.

• Escoamento de um filme ao longo de uma parede na qual esta em contato com uma mistura de
gás.
Suposições:
1. O comprimento para contato entre as duas fases é curto, portanto uma pequena quantidade de
massa é absorvida ⇒ propriedades do liquido são inalteradas.

2. A velocidade do filme não afetara o processo de difusão.

- Balanço de momento na direção x:

{
{
{
x
0
zx
yx
0
xx
0
x
0
z
x
0
y
cte
0
x
x
io estacionár estado
0
x
g
z y x x
P
z y x t
x
ρ +

,
_

¸
¸

τ ∂
+

τ ∂
+

τ ∂



− ·

,
_

¸
¸

ϑ ∂
ϑ +

ϑ ∂
ϑ +

ϑ ∂
ϑ +

ϑ ∂
ρ
· ·
·
·
·
· ϑ
3 2 1 3 2 1 3 2 1 3 2 1


Logo, g
y
yx
ρ − ·

τ ∂
(3.6.2.1)

As condições de contorno que devem ser satisfeitas:
C.C.1 para y = 0 ϑ
x
= 0
C.C.2 para y = δ ∂ϑ
x
/∂y = 0 ( contato do liquido com o gás)
Difusão em regime permanente 3.28
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Fluido newtoniano:
dy
d
x
xy
ϑ
µ · τ

Substituindo em (1), temos:


2 1
2
x 1
x
2
x
2
c y c
2
y g
c y
g
y
g
y
+ +
µ
ρ
− · ϑ ⇒ +
µ
ρ
− ·

ϑ ∂
⇒ ρ − ·

ϑ ∂
µ (3.6.2.2)

Pela C.C.1 ⇒ c
2
= 0

Pela C.C.2 ⇒ c
1
= ρgδ/µ

Substituindo e após um rearranjo, temos:


1
1
]
1

¸

,
_

¸
¸
δ

δ
δ
µ
ρ
− · ϑ
2
2
x
y
2
1 y g
(3.6.2.3)



2
y
x max
2
g
δ
µ
ρ
· ϑ · ϑ
δ ·
(3.6.2.4)

Logo:
1
1
]
1

¸

,
_

¸
¸
δ

δ
ϑ · ϑ
2
max x
y
2
1 y
2 (perfil de velocidade) (3.6.2.5)

Equação diferencial de transferência de massa


{
0 R
t
c
N
química
reação
sem
0
A
io estacionár
estado
0
A
A
· −


+ ⋅ ∇
·
·
3 2 1
r


nas direções x e y apenas:

0
y
N
x
N
y , A x , A
·


+


(3.6.2.6)

Os fluxos molares são definidos pela Lei de Fick como:

Difusão em regime permanente 3.29
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
( )
4 4 4 3 4 4 4 2 1
43 42 1
x A
c
x , B x , A A
curto.
muito é liquido o com vapor do
contato de tempo o desprezar,
A
AB x , A
N N x
dx
dc
D N
ϑ ·
+ + − · (3.6.2.7)


( )
4 4 4 3 4 4 4 2 1
B em A de de solubilida a
baixa muito , desprezar
y , B y , A A
A
AB y , A
N N x
dy
dc
D N + + − · (3.6.2.8)

Direção y: A é transportado principalmente por difusão.
Direção x: A é transportado principalmente por convecção.

Substituindo (3.6.2.7) e (3.6.2.8) em (3.6.2.6), temos:


( )
: logo apenas, y de dependente é como , 0
y
c
D
x
c
x
2
A
2
AB
x A
ϑ ·


− +

ϑ ∂


0
y
c
D
x
c
2
A
2
AB
A
x
·


− +


ϑ (3.6.2.9)

Sendo ϑ
x
dado pela equação (3.6.2.5), ∴

0
y
c
D
x
c y
2
1 y
2
2
A
2
AB
A
2
max
·


− +


1
1
]
1

¸

,
_

¸
¸
δ

δ
ϑ (3.6.2.9)

As condições de contorno para a película deslizando são:

C.C.1: para x = 0 → c
A
= 0

C.C.2: para y = 0 → 0
y
c
A
·


(parede)

C.C.3: para y = δ → c
A
= c
A0
(contato com o gás)

A qual pode ser resolvida numericamente pelo método das diferenças finitas.
Johnstone & Pigford (1942) resolveram a equação (3.2.6.9) analiticamente, e obtiveram a
concentração adimensional no fundo da coluna(Trans. AICHE, 38, 25, 1942):
Difusão em regime permanente 3.30
Samuel Luporini/DEQ/UFBA

L + +
+ + ·



− − −
δ · ·
δ · ·
n 75 , 204
n 64 , 105 n 318 , 39 n 1213 , 5
y
A
0 x
A
y
A
L x
A
e 01811 , 0
e 03500 , 0 e 1001 , 0 e 7857 , 0
c c
c c
(3.2.6.10)
Onde:

líquido no soluto do difusão de e coeficient D
superfície na localizada filme, do máxima e velocidad
película da espessura
coluna da altura L
coluna da topo no soluto do ão concentraç c
liquido - gás interface na soluto do ão concentraç c
coluna da fundo no soluto do ão concentraç c
L D
n
AB
max
0 x
A
x
A
L x
A
max
2
AB
·
· ϑ
· δ
·
·
·
·
ϑ δ
·
·
δ ·
·


Teoria da penetração: modelo desenvolvido por Higbie (Trans, AICHE, 31, 368-389, 1935)

• Um soluto é transferido dentro de uma película em y = δ. O efeito da película deslizando sobre a
espécie difundindo, é tal que a velocidade do escoamento do fluido pode ser considerada
uniforme e igual a ϑ
max
.



• O soluto A não será afetado pela presença da parede, então o fluido pode ser considerado de
profundidade infinita.

Profundidade da penetração
Difusão em regime permanente 3.31
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Com estas simplificações, a equação (3.2.6.8) fica:


2
A
2
AB
A
max
y
c
D
x
c


·


ϑ

com as condições de contorno:
C.C.1: para x = 0 → c
A
= 0
C.C.3: para y = δ → c
A
= c
A0
(contato com o gás)
C.C.3: para y = -∞ → c
A
= 0

Fazendo ξ = δ - y, temos:


2
A
2
AB
A
max
c
D
x
c
ξ ∂

·


ϑ

e as condições de contorno ficam:
C.C.1: para x = 0 → c
A
= 0
C.C.2: para ξ = 0 → c
A
= c
A0
(contato com o gás)
C.C.3: para ξ = ∞ → c
A
= 0

Aplicando a Transformada de Laplace na direcao x, na equação acima, temos:


( )
2
A
2
AB A max
s , c
D 0 c s
ξ ∂
ξ ∂
· − ϑ no domínio de Laplace

rearranjando:
( )
0
D
c s s , c
AB
A max
2
A
2
·
ϑ

ξ ∂
ξ ∂


Esta equação diferencial ordinária de 2ª ordem, possui a solução geral de:

( )

,
_

¸
¸
ξ
ϑ
− +

,
_

¸
¸
ξ
ϑ
· ξ
AB
max
1
AB
max
1 A
D
s
exp B
D
s
exp A s , c

As constantes A
1
e B
1
são avaliadas utilizando as condições de contorno transformada para o
domínio de Laplace:

C.C.1: para ξ = 0 → ( )
s
c
s , 0 c
0 A
A
· (contato com o gás)
Difusão em regime permanente 3.32
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
C.C.2: para ξ = ∞ → ( ) 0 s , c
A
· ∞

Produzindo a solução:

( )

,
_

¸
¸
ξ
ϑ
− · ξ
AB
max 0 A
A
D
s
exp
s
c
s , c

Aplicando a inversa da transformada de Laplace, temos:

( )
1
1
1
1
1
]
1

¸

,
_

¸
¸
ϑ

ξ
− · ξ
max
AB
0 A A
x D 4
erf 1 c , x c ou

( )
1
1
]
1

¸

,
_

¸
¸

ξ
− · ξ
exp AB
0 A A
t D 4
erf 1 c , x c

onde o tempo de exposição é definido como t
exp
= x/ϑ
max
.

A função erro: erf() → apêndice L de Welty.

Fluxo:
{ {

,
_

¸
¸

π
·
π
·


− · ·
· ·
δ ·
δ · · ξ
0
2 A
c
1 A
exp
AB
exp
AB
0 A
y
A
AB
y
y , A
0
y , A
c c
t
D
t
D
c
y
c
D N N
0 A


Por comparação com a equação de convecção: ( )
2 A 1 A c y , A
c c k N − ·

2 1
AB
c
exp
AB
c
D k ou
t
D
k ∝
π
· ⇒ Teoria da penetração.
Difusão molecular no estado transiente 4.1
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
CAPÍTULO 4: DIFUSÃO MOLECULAR NO ESTADO TRANSIENTE

• 2 variáveis independentes: posição e tempo

• Grandes quantidades de problemas de difusão podem ser resolvidos simplesmente olhando as
soluções do problema análogo à condução de calor. Quando a equação diferencial e a condição
inicial e de contorno do processo de difusão são exatamente da mesma forma daqueles do
processo de condução de calor, então a solução pode ser tomada com as mudanças apropriadas
na notação.

• Muitas soluções analíticas em:
o Carslaw & Jaeger, Heat conduction in solids, Oxford University Press, 1959, 2ª edição.
o J. Crank, The mathematics of diffusion, Oxford University Press, London, 1958.

• São peculiares apenas para transferência de massa:
o Difusão com reações químicas
o Difusão com velocidade media molar diferente de zero
o Difusão com mais de 2 componentes
o Convecção forçada com taxas de transferência de massa elevada

• Processos transientes:
o O processo na qual esta em estado não estacionário somente em sua partida inicial.
o O processo na qual é uma batelada (descontínuo) ou operações em sistemas fechados do
começo ao fim de sua duração.

SOLUÇÃO ANALÍTICA

A segunda lei de Fick, descreve uma situação onde:
• Não ocorre nenhuma contribuição ao movimento (bulk), isto é, 0 = ϑ
r

• Nenhuma reação química, isto é, R
A
= 0

Logo:


{
0 R
t
c
N
química
reação sem
0
A
A
A
= −


+ ⋅ ∇
=
r
(1)

Difusão molecular no estado transiente 4.2
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
( )
4 4 3 4 4 2 1
r r
r
0 c
B A A A AB z , A
N N x x cD N
= ϑ =
+ + ∇ − = 1ª Lei de Fick, logo:


A AB z , A
c D N ∇ − = (2)

Introduzindo (2) em (1), temos:


A
2
AB
A
c D
t
c
⋅ ∇ =


2ª Lei de Fick (3)

Útil para:
• Difusão em sólidos, líquidos estacionários, ou em sistemas em contradifusão equimolar.
• Devido a taxa de difusão extremamente lenta em líquidos, a contribuição do movimento bulk,
da 1ª lei de Fick (isto é,
∑ i A
N x
r
) aproxima de zero para soluções diluídas, portanto satisfaz a
2ª lei de Fick.


4.1 DIFUSÃO TRANSIENTE EM UM MEIO SEMI INFINITO

• Transferência de massa unidirecional dentro de um meio estacionário semi-infinito com uma
concentração superficial fixa.
• Absorção de O
2
a partir do ar na aeração de um lago.
• Processo de difusão na fase sólida envolvendo a dureza do aço em atmosfera rica em carbono.
• A equação diferencial a ser resolvida é:


2
A
2
AB
A
z
c
D
t
c


=




e as condições inicial e de contornos são:

C.I.:
0 A A
c c = para t = 0, para todo z

C.C.1:
As A
c c = para z = 0, para todo t

C.C.2:
0 A A
c c = para z = ∞, para todo t, o soluto penetra uma distância muito pequena
durante o tempo finito de exposição em relação a profundidade do meio.

Difusão molecular no estado transiente 4.3
Samuel Luporini/DEQ/UFBA


usando a transformação:


0 A A
c c − = θ


2
2
AB
z
D
t

θ ∂
=

θ ∂
(2)

e as condições inicial e de contornos são:

C.I.: ( ) 0 0 , z = θ

C.C.1: ( )
0 A As
c c t , 0 − = θ

C.C.2: ( ) 0 t , = ∞ θ

Pela transformada de Laplace da eq. (2), temos:


2
2
AB
z
D 0 s

θ ∂
= − θ ou

0
D
s
z AB
2
2
=
θ


θ ∂
(3)

E as condições de contorno na T.L.:

C.C.1: ( )
( )
s
c c
s , 0
0 A As

= θ
z
C
A0
C
As
z
t aumenta

C
A0
C
As
Difusão molecular no estado transiente 4.4
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
C.C.2: ( ) 0 s , = ∞ θ

A solução geral de (3) é:


z D s z D s
AB AB
Be Ae

+ = θ

Pelas condições de contorno: z = ∞ ⇒ A = 0
z = 0 ⇒ B = (c
As
-c
A0
)/s

Logo:
z D s 0 A As
AB
e
s
c c








 −
= θ (4)

A inversa da T.L. da eq. (4), fica:

( )








− = θ
t D 2
z
erfc c c
AB
0 A As
ou










− =


t D 2
z
erf 1
c c
c c
AB
0 A As
0 A A
(perfil de concentração) (5)

erf( ): função erro, apêndice L de Welty ou no Excel.

O fluxo unidirecional de A na placa semi-infinita, na superfície do meio é:

( )
0 A As
AB
0 z
A
AB
0 z
A
c c
t
D
dz
dc
D N −
π
= − =
=
=
(6)


4.2 DIFUSÃO TRANSIENTE EM UM MEIO DIMENSIONAL FINITO SOB CONDIÇÕES
DE RESISTÊNCIA DE SUPERFÍCIE DESPREZIVEL

• Um corpo é submetido a uma mudança subta nas vizinhanças a qual influencia sua
concentração na superfície c
As
.

• Consideramos uma lamina larga de madeira a qual possui uma espessura uniforme L.

• A distribuição de concentração inicial é uma função de z, ou seja, c
A0
(z).
Difusão molecular no estado transiente 4.5
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
• Condições:

C.I.: ( ) z c c
0 A A
= para t = 0, para todo 0 ≤ z ≤ L

C.C.1:
As A
c c = para z = 0, para t > 0

C.C.2:
As A
c c = para z = L, para t > 0


A equação da 2ª lei de Fick, com a concentração adimensional,
As 0 A
As A
c c
c c
Y


= , na direção z, fica:

2
2
AB
z
Y
D
t
Y


=


(1)

Com as condições inicial e de contorno adimensionais:

C.I.: ( ) z Y Y
0
= para t = 0, para todo 0 ≤ z ≤ L

C.C.1: 0 Y = para z = 0, para t > 0

C.C.2: 0 Y = para z = L, para t > 0

( ) 0 t , 2 L
dz
dY
= , devido a simetria no meio da placa.

Resolvendo a equação (1) pelo método de separação de variáveis (Welty) leva a seguinte solucao
produto:

( )
t D
2 1
2
AB
e x sen C x cos C Y
λ −
λ + λ =

z = 0
C
As
C
As
z = L
Difusão molecular no estado transiente 4.6
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
As constantes C
1
e C
2
e o parâmetro λ são obtidos da C.I. e das C.C.1 e C.C.2, obtendo:


( )
( ) dz
L
z n
sen z Y e
L
z n
sen
L
2
c c
c c
Y
L
0
0
X 2 n
1 n
As 0 A
As A
D
2







 π





 π
=


=
π −

=
(2)

onde:

L 5, 3, 1, n
L/2 de tico caracteris o compriment x
relativo tempo de razão
x
D
X
1
1
AB
D
=
=
→ =


Se a lamina tem uma concentração uniforme, no instante inicial, isto é Y
0
(z) = Y
0
, então a eq. (2),
fica:


( )
D
2
X 2 n
1 n
As 0 A
As A
e
L
z n
sen
n
1 4
c c
c c
Y
π −

=






 π
π
=


= (3)

onde: n = 1, 3, 5, ...

O fluxo mássico para algum plano da placa de madeira pode ser avaliado por:


z
c
D N
A
AB z , A


− =

( )
( )
D
2
X 2 n
1 n
0 A As
AB
z , A
e
L
z n
cos c c
L
D 4
N
π −

=






 π
− =

onde: n = 1, 3, 5, ...

No centro da placa (z = L/2), N
A
= 0 pois ( ) 0 t , 2 L
dz
dc
A
=







Difusão molecular no estado transiente 4.7
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Exemplo:
Considerando a dopagem do fósforo no silício cristalino, semicondutor tipo n, a 1100º C, uma
temperatura capaz de promover a difusão do fósforo. A concentração da superfície do fósforo (c
As
)
no silício é 2,5 x 10
20
atomos de P/cm
3
de Si sólido, que é relativamente diluído, desde que o silício
contem 5 x 10
22
atomos de Si/cm
3
de sólido. A cobertura rica de fósforo é considerada como uma
fonte infinita para a quantidade de átomos de P transferido, de maneira que, c
As
é constante.
Predizer a profundidade do filme Si-P após 1 h, se a concentração é de 1% na superfície (2,5 x 10
18

atomos de P/cm
3
de silício sólido).




Resposta: 1,76 µm









z = 0
Si(s) + 2POCl
3
(g) → SiO
2
(s) + 3Cl
2
+ 2P(s)
P
POCl
3
Cl
2
Vapor de POCl
3

Cobertura de SiO
2
(s) + 2P(s)
Placa de Si
Fonte rica de P
P Si
c
As
Difusão molecular no estado transiente 4.8
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
4.3 GRÁFICOS CONCENTRAÇÃO-TEMPO PARA FORMAS GEOMÉTRICAS SIMPLES

• Gráficos de “Gurney-Lurie” apresentam soluções para placa plana, esfera e cilindros longos.

• Equação diferencial para condução de calor análoga a equação diferencial para difusão
molecular ⇒ estes gráficos podem ser utilizados para ambos os fenômenos de transportes.

• Para difusão molecular, temos:

Y = mudança na concentração adimensional =
0 A As
A As
c c
c c



X
D
= tempo relativo =
2
1
AB
x
t D


n = posição relativa =
1
x
x


m = resistência relativa =
1 c
AB
x k
D
=
interna molecular massa de ncia transferê de a resistênci
convectiva massa de ncia transferê de a resistênci


x
1
= comprimento característico, é a distância do ponto médio para a posição de interesse.

Condições:
a) Assumir a 2ª lei de Fick, isto é, 0 = ϑ , nenhum termo de produção, R
A
= 0, e difusividade
constante.
b) O corpo tem um concentração inicial uniforme, c
A0
.
c) O contorno esta sujeito a uma nova condição que permaneça constante com o tempo.

1. Para formas onde o transporte ocorre em somente uma das faces, a razões adimensionais são
calculadas como se a espessura fosse duas vezes o valor verdadeiro.









Difusão molecular no estado transiente 4.9
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
1) Transporte em uma barra retangular com extremidades seladas:


Y
bar
= Y
a
Y
b

Y
a
= avaliação com a largura x
1
= a
Y
b
= avaliação com a espessura x
1
= b

2) Paralelepípedo retangular



Y
par
= Y
a
Y
b
Y
c


Y
a
= avaliação com a largura x
1
= a
Y
b
= avaliação com a espessura x
1
= b
Y
c
= avaliação com a espessura x
1
= c








a a
b
b
c
c
a a
b
b
selada
selada
Difusão molecular no estado transiente 4.10
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
3) Cilindros, incluindo ambas as extremidades


Y
cil
= Y
cilindro
Y
a,
Y
cilindro
= avaliado em coordenada radial (x
1
= R)
Y
a
= avaliado para placa plana, de espessura x
1
= a (axial)

Exemplo
Uma placa de madeira 12 in por 12 in por 1 in, é exposta ao ar seco. As extremidades são
inicialmente seladas para limitar o processo de secagem para as faces planas mais largas da placa. O
liquido interno difunde para a superfície, onde é evaporada pela passagem da corrente de ar. O
conteúdo de umidade sobre a superfície permanece constante a 15% em peso. Após 10 hr de
secagem o conteúdo de umidade do centro diminui de 50 para 32% em peso Se o coeficiente de
transferência de massa convectivo pode ser considerado suficientemente elevado, a resistência
relativa m é aproximada para zero, calcule:
a) O coeficiente de difusão efetiva.
b) O conteúdo de umidade se as seis faces são usadas para o mesmo período de secagem.
c) O tempo necessário para diminuir o conteúdo de umidade do centro de um cubo de 1 ft de aresta
feito com a mesma madeira, de 50 para 32% em peso se todas as 6 faces são usadas. Assumir
que o coeficiente de difusão efetiva calculado em (a) é constante através do cubo.

Resposta: a) 8,85 x 10
-5
ft
2
/h; b) 0,471 lb
m
de água/lb
m
de madeira seca; c)650 h











a
a
R

R

Difusão molecular no estado transiente 4.11
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
4.4 MÉTODOS NUMÉRICOS PARA ANÁLISE DE TRANSFERÊNCIA DE MASSA
TRANSIENTE

Enunciado:
Uma placa de material com uma espessura de 0,004 m tem uma superfície subitamente exposta a
uma solução do componente A com C
A0
= 6 x 10
-3
kg-mol/m
3
enquanto que a outra superfície é
suportada sólido isolado permitindo nenhuma transferência de massa. Há um perfil de concentração
inicial linear para o componente A dentro da placa a partir de C
A
= 1 x 10
-3
kg-mol/m
3
para um lado
e C
A
= 2 x 10
-3
kg-mol/m
3
para o lado sólido. A difusividade D
AB
= 1x 10
-9
m
2
/s. O coeficiente de
distribuição. O coeficiente de distribuição entre a concentração na solução adjacente a placa C
ALi
e
a concentração na placa sólida para a superfície C
Ai
é definida por: K = C
Ali
/C
Ai
, onde K = 1,5. O
coeficiente de transferência de massa para a superfície da placa pode ser considerado infinito.

x = 0,004 m
CA3 CA5 CA7
CA1
CA2 CA4 CA6 CA8
1 2 3 4 5 6 7 8 9
x
dx = 0,0005 m
CA9
Superfície exposta
Condições de contorno
CA1 é mantido a um
valor constante.


Figura 1 – Transferência de massa transiente em uma placa unidimensional

A equação diferencial parcial:

2
A
2
AB
A
x
C
D
t
C


=


2ª Lei de Fick

Condições iniciais
C
A
para t = 0, perfil linear de 1 x 10
-3
a 2 x 10
-3



Difusão molecular no estado transiente 4.12
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Condições de contorno
Como a equação diferencial é de 2ª ordem são necessárias duas condições de contorno:

CC1:
k
C
C
0 A
0 x
Ai
=
=
, onde k = 1,5

CC2: 0
x
C
004 , 0 x
A
=


=
, condição de fluxo difusional para o contorno isolado.

a) Calcular as concentrações dentro da placa até 2500 s. Utilize o método numérico em x com
intervalo entre nodos de 0,0005 m (ver fig. 1) correspondente a 9 nodos.
b) Fazer o gráfico da concentração versus tempo ate 2500 s.
Método numérico
O método de linhas (MOL: method of lines): o tempo é resolvido como equações diferenciais
ordinárias: método de Euler ou Runge Kutta por exemplo. O espaço é discretizado por diferenças
finitas.
Neste exemplo o espaço é dividido em N = 8 intervalos envolvendo N + 1 = 9 nodos (figura 1).
Utilizando a fórmula da diferença central para a 2ª derivada (equação A9), deixando o tempo como
uma derivada ordinária, temos:

( )
1 n n 1 n
A A A
2
AB A
C C 2 C
x
D
dt
dC
− +
+ −

= para 2 ≤ n ≤ 8

Condições de contorno
Superfície exposta
Neste exemplo em x = 0



( )
0 x
A
AB 1 A 0 A c
x
C
D KC C k
=


− = −
C
A1
x = 0

C
A0
Difusão molecular no estado transiente 4.13
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Usando a formula das diferenças (A5) para o derivativo do lado direito desta equação temos:

( )
x 2
C 3 C 4 C
x
C
1 A 2 A 3 A
0 x
A

− + −
=


=


Logo: ( )
( )
x 2
C 3 C 4 C
D KC C k
1 A 2 A 3 A
AB 1 A 0 A c

− + −
− = −

Isolando C
A1
, que nos interessa temos:

x K k 2 D 3
C D 4 C D x C k 2
C
c AB
2 A AB 3 A AB 0 A c
1 A
∆ +
+ − ∆
=

no nosso exemplo temos que k
c
→∞ logo
K
C
C
0 A
1 A
= , onde K = 1,5.

Superfície isolada
Neste exemplo em x = L

0
x
C
004 , 0 x
A
=


=


Utilizando a formula da diferença finita (A7) para este derivativo, temos

0
x 2
C C 4 C 3
dx
dC
7 A 8 A 9 A 9 A
=

+ −
=

Isolando C
A9
que nos interessa, temos:

3
C C 4
C
7 A 8 A
9 A

=

C
A9
x = 0

isolante

x = L = 0,004m

Difusão molecular no estado transiente 4.14
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Condição inicial
Perfil de concentração inicial, neste exemplo é lineal de 1 x 10
-3
a 2 x 10
-3
, ficando:

x em m C
A
x 10
3
Nodo n
0 1 1
0,0005 1,125 2
0,001 1,25 3
0,0015 1,375 4
0,002 1,5 5
0,0025 1,625 6
0,003 1,75 7
0,0035 1,825 8
0,004 2 9

dx = 0,0005
Equações discretizadas:

( )
( )
( )
( )
( )
( )
( )
2
7 A 8 A 9 A
AB
8 A
8
2
6 A 7 A 8 A
AB
7 A
7
2
5 A 6 A 7 A
AB
6 A
6
2
4 A 5 A 6 A
AB
5 A
5
2
3 A 4 A 5 A
AB
4 A
4
2
2 A 3 A 4 A
AB
3 A
3
2
1 A 2 A 3 A
AB
2 A
2
dx
C C 2 C
D
dt
dC
f
dx
C C 2 C
D
dt
dC
f
dx
C C 2 C
D
dt
dC
f
dx
C C 2 C
D
dt
dC
f
dx
C C 2 C
D
dt
dC
f
dx
C C 2 C
D
dt
dC
f
dx
C C 2 C
D
dt
dC
f
+ −
= =
+ −
= =
+ −
= =
+ −
= =
+ −
= =
+ −
= =
+ −
= =


C
A9
e C
A1
são diferentes devido as condições de contorno, logo

K
C
C
3
C C 4
C
0 A
1 A
7 A 8 A
9 A
=

=


Difusão molecular no estado transiente 4.15
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
onde C
A0
= 6 x 10
-3
e K = 1,5

Neste exemplo usaremos o método de Euler para discretizar o tempo:

( ) ( )
( ) ( ) j 2 A 2 1 j 2 A
j 2 A 1 j 2 A
2
2 A
2
C t f C
t
C C
f
dt
dC
f
+ ∆ =


=
=
+
+


Neste exemplo ∆t = 1 s e j é o numero de tempos.




























Difusão molecular no estado transiente 4.16
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Fluxograma:






Dados
Condições
iniciais
J = 0 a 2500
( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( ) ( )
2
7 A 8 A 9 A AB 8
2
6 A 7 A 8 A AB 7
2
5 A 6 A 7 A AB 6
2
4 A 5 A 6 A AB 5
2
3 A 4 A 5 A AB 4
2
2 A 3 A 4 A AB 3
2
1 A 2 A 3 A AB 2
dx j C j C 2 j C D f
dx j C j C 2 j C D f
dx j C j C 2 j C D f
dx j C j C 2 j C D f
dx j C j C 2 j C D f
dx j C j C 2 j C D f
dx j C j C 2 j C D f
+ − =
+ − =
+ − =
+ − =
+ − =
+ − =
+ − =

( )
( ) ( )
( ) ( )
( ) ( )
( ) ( )
( ) ( )
( ) ( )
( ) ( )
( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( ) dt j t 1 j t
3 1 j C 1 j C 4 1 j C
dt f j C 1 j C
dt f j C 1 j C
dt f j C 1 j C
dt f j C 1 j C
dt f j C 1 j C
dt f j C 1 j C
dt f j C 1 j C
K C 1 j C
7 A 8 A 9 A
2 8 A 8 A
2 7 A 7 A
2 6 A 6 A
5 5 A 5 A
4 4 A 4 A
3 3 A 3 A
2 2 A 2 A
0 A 1 A
+ = +
+ − + = +
+ = +
+ = +
+ = +
+ = +
+ = +
+ = +
+ = +
= +

Impressão
Difusão molecular no estado transiente 4.17
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Módulo em VBA aplicado ao EXCEL

Public Sub Ptran()
Dim t(3000) As Double
Dim CA1(3000) As Double
Dim CA2(3000) As Double
Dim CA3(3000) As Double
Dim CA4(3000) As Double
Dim CA5(3000) As Double
Dim CA6(3000) As Double
Dim CA7(3000) As Double
Dim CA8(3000) As Double
Dim CA9(3000) As Double

'Dados
dx = 0.0005
CA0 = 0.006
K = 1.5
DAB = 0.000000001
tf = 2500
Cells(12, 1) = "dx ="
Cells(12, 2) = dx
Cells(13, 1) = "CA0 ="
Cells(13, 2) = CA0
Cells(14, 1) = "K ="
Cells(14, 2) = K
Cells(15, 1) = "DAB ="
Cells(15, 2) = DAB

'Condições iniciais
t(0) = 0
CA1(0) = 0.001
CA2(0) = 0.001125
CA3(0) = 0.00125
CA4(0) = 0.001375
CA5(0) = 0.0015
CA6(0) = 0.001625
CA7(0) = 0.00175
Difusão molecular no estado transiente 4.18
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
CA8(0) = 0.001825
CA9(0) = 0.002
dt = 1

'Solução numérica
For j = 0 To 2500
f2 = DAB * (CA3(j) - 2 * CA2(j) + CA1(j)) / dx ^ 2
f3 = DAB * (CA4(j) - 2 * CA3(j) + CA2(j)) / dx ^ 2
f4 = DAB * (CA5(j) - 2 * CA4(j) + CA3(j)) / dx ^ 2
f5 = DAB * (CA6(j) - 2 * CA5(j) + CA4(j)) / dx ^ 2
f6 = DAB * (CA7(j) - 2 * CA6(j) + CA5(j)) / dx ^ 2
f7 = DAB * (CA8(j) - 2 * CA7(j) + CA6(j)) / dx ^ 2
f8 = DAB * (CA9(j) - 2 * CA8(j) + CA7(j)) / dx ^ 2
CA1(j + 1) = CA0 / K
CA2(j + 1) = CA2(j) + f2 * dt
CA3(j + 1) = CA3(j) + f3 * dt
CA4(j + 1) = CA4(j) + f4 * dt
CA5(j + 1) = CA5(j) + f5 * dt
CA6(j + 1) = CA6(j) + f6 * dt
CA7(j + 1) = CA7(j) + f7 * dt
CA8(j + 1) = CA8(j) + f8 * dt
CA9(j + 1) = (4 * CA8(j + 1) - CA7(j + 1)) / 3
t(j + 1) = t(j) + dt
Next j

'impressão na planilha
For i = 0 To 8
Cells(18, 5 + i) = i * dx
te = 50
Next i
For j = 0 To 2500 Step te
Cells(20 + j / te, 4) = t(j)
Cells(20 + j / te, 5) = CA1(j)
Cells(20 + j / te, 6) = CA2(j)
Cells(20 + j / te, 7) = CA3(j)
Cells(20 + j / te, 8) = CA4(j)
Cells(20 + j / te, 9) = CA5(j)
Cells(20 + j / te, 10) = CA6(j)
Difusão molecular no estado transiente 4.19
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Cells(20 + j / te, 11) = CA7(j)
Cells(20 + j / te, 12) = CA8(j)
Cells(20 + j / te, 13) = CA9(j)
Next j
End Sub


Planilha Placa_transiente_7_13.xls do EXCEL: Próxima pagina.



























Difusão molecular no estado transiente 4.20
Samuel Luporini/DEQ/UFBA

dx = 0.00050
CA0 = 0.00600
K = 1.50000
DAB = 1.00000E-09



distância x
0 0.0005 0.001 0.0015 0.002 0.0025 0.003 0.0035 0.004

tempo
(s) CA1 CA2 CA3 CA4 CA5 CA6 CA7 CA8 CA9
0 0.001 0.001125 0.00125 0.001375 0.0015 0.001625 0.00175 0.001825 0.002
50 0.004 0.001616 0.001294 0.001378 0.0015 0.001624 0.001741 0.001816 0.00184
100 0.004 0.001965 0.001394 0.001392 0.001501 0.001622 0.001733 0.001806 0.00183
150 0.004 0.002217 0.001514 0.001421 0.001505 0.00162 0.001726 0.001796 0.00182
200 0.004 0.002406 0.001635 0.001462 0.001514 0.001619 0.001719 0.001787 0.00181
250 0.004 0.002553 0.001751 0.00151 0.001527 0.001618 0.001713 0.001778 0.0018
300 0.004 0.002669 0.001859 0.001564 0.001544 0.00162 0.001707 0.00177 0.00179
350 0.004 0.002764 0.001957 0.00162 0.001565 0.001623 0.001703 0.001761 0.001781
400 0.004 0.002843 0.002047 0.001676 0.001589 0.001628 0.001699 0.001754 0.001772
450 0.004 0.00291 0.002128 0.001732 0.001615 0.001635 0.001696 0.001747 0.001764
500 0.004 0.002967 0.002202 0.001787 0.001643 0.001644 0.001695 0.00174 0.001756
550 0.004 0.003017 0.002269 0.001841 0.001673 0.001655 0.001694 0.001735 0.001748
600 0.004 0.003061 0.00233 0.001892 0.001703 0.001667 0.001695 0.00173 0.001741
650 0.004 0.003101 0.002386 0.001941 0.001734 0.001681 0.001697 0.001725 0.001735
700 0.004 0.003136 0.002438 0.001987 0.001765 0.001695 0.0017 0.001722 0.001729
750 0.004 0.003167 0.002485 0.002032 0.001795 0.00171 0.001704 0.00172 0.001725
Difusão molecular no estado transiente 4.21
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
800 0.004 0.003196 0.002529 0.002074 0.001825 0.001726 0.001709 0.001718 0.001721
850 0.004 0.003222 0.00257 0.002114 0.001855 0.001743 0.001715 0.001717 0.001718
900 0.004 0.003246 0.002608 0.002153 0.001884 0.00176 0.001721 0.001717 0.001716
950 0.004 0.003269 0.002643 0.002189 0.001913 0.001777 0.001728 0.001718 0.001715
1000 0.004 0.003289 0.002677 0.002224 0.00194 0.001795 0.001736 0.00172 0.001714
1050 0.004 0.003308 0.002708 0.002257 0.001968 0.001812 0.001745 0.001723 0.001715
1100 0.004 0.003326 0.002737 0.002288 0.001994 0.00183 0.001754 0.001726 0.001716
1150 0.004 0.003342 0.002764 0.002319 0.00202 0.001848 0.001764 0.00173 0.001719
1200 0.004 0.003358 0.00279 0.002347 0.002045 0.001865 0.001774 0.001735 0.001722
1250 0.004 0.003372 0.002814 0.002375 0.002069 0.001883 0.001785 0.00174 0.001726
1300 0.004 0.003386 0.002837 0.002401 0.002093 0.0019 0.001796 0.001747 0.00173
1350 0.004 0.003398 0.002859 0.002426 0.002115 0.001918 0.001807 0.001753 0.001736
1400 0.004 0.003411 0.00288 0.00245 0.002138 0.001935 0.001819 0.001761 0.001742
1450 0.004 0.003422 0.002899 0.002473 0.002159 0.001952 0.00183 0.001769 0.001748
1500 0.004 0.003433 0.002918 0.002495 0.00218 0.001969 0.001843 0.001777 0.001756
1550 0.004 0.003443 0.002936 0.002516 0.002201 0.001986 0.001855 0.001786 0.001763
1600 0.004 0.003453 0.002953 0.002537 0.002221 0.002003 0.001868 0.001796 0.001772
1650 0.004 0.003462 0.002969 0.002556 0.00224 0.002019 0.00188 0.001805 0.00178
1700 0.004 0.003471 0.002985 0.002575 0.002259 0.002035 0.001893 0.001816 0.00179
1750 0.004 0.003479 0.003 0.002594 0.002277 0.002052 0.001906 0.001826 0.001799
1800 0.004 0.003487 0.003014 0.002611 0.002295 0.002068 0.001919 0.001837 0.001809
1850 0.004 0.003495 0.003028 0.002628 0.002313 0.002083 0.001933 0.001848 0.00182
1900 0.004 0.003503 0.003041 0.002645 0.00233 0.002099 0.001946 0.001859 0.001831
1950 0.004 0.00351 0.003054 0.002661 0.002346 0.002114 0.001959 0.001871 0.001842
2000 0.004 0.003516 0.003066 0.002676 0.002363 0.00213 0.001973 0.001883 0.001853
2050 0.004 0.003523 0.003078 0.002691 0.002379 0.002145 0.001986 0.001895 0.001865
Difusão molecular no estado transiente 4.22
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
2100 0.004 0.003529 0.00309 0.002706 0.002394 0.00216 0.002 0.001907 0.001876
2150 0.004 0.003535 0.003101 0.00272 0.00241 0.002175 0.002013 0.00192 0.001888
2200 0.004 0.003541 0.003111 0.002734 0.002425 0.002189 0.002027 0.001932 0.001901
2250 0.004 0.003547 0.003122 0.002747 0.002439 0.002204 0.00204 0.001945 0.001913
2300 0.004 0.003552 0.003132 0.00276 0.002454 0.002218 0.002054 0.001958 0.001926
2350 0.004 0.003558 0.003141 0.002773 0.002468 0.002232 0.002068 0.001971 0.001938
2400 0.004 0.003563 0.003151 0.002786 0.002482 0.002246 0.002081 0.001983 0.001951
2450 0.004 0.003568 0.00316 0.002798 0.002495 0.00226 0.002095 0.001997 0.001964
2500 0.004 0.003573 0.003169 0.00281 0.002509 0.002274 0.002108 0.00201 0.001977
















Difusão molecular no estado transiente 4.23
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
0.0010
0.0015
0.0020
0.0025
0.0030
0.0035
0.0040
0.0045
0 200 400 600 800 1000 1200 1400 1600 1800 2000 2200 2400 2600
tempo (s)
C
A

(
k
g
-
m
o
l
/
m
3
)
CA1 CA2 CA3 CA4 CA5 CA6 CA7 CA8 CA9
Difusão molecular no estado transiente 4.24
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Aproximações por diferenças finitas úteis:



Transferência de massa por convecção 5.1
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
CAPÍTULO 5: TRANSFERÊNCIA DE MASSA POR CONVECÇÃO

⇒ Envolve o transporte de material entre uma superfície de contorno e um fluido escoando ou
entre dois fluidos relativamente imiscíveis em escoamento.

{ { {
ão concentraç
de diferença
A
convectivo
massa de
cia transferên
de e coeficient
c
ão concentraç
de decréscimo do
direção na ocorre
massa de Fluxo
A
c k N ∆ ·



sistema do geometria e dinâmicas ticas caracteris fluido, do des proprienda das função
h
k
c
¹
;
¹


é análogo a : T h
A
q
∆ · da transferência de calor

Considerações fundamentais em transferência de massa

⇒ Camada extremamente fina junto à superfície → escoamento laminar.

⇒ Escoamento laminar: o transporte entre a superfície do fluido escoando é por meio molecular.

⇒ Escoamento turbulento: movimento físico de volume de material através de linhas de corrente,
transportada por turbilhões. Altas taxas de transferência de massa ou transferência de calor estão
associadas ao escoamento turbulento.

( )
A As c A
c c k N − ·

Onde:

fluido fase da dentro ponto algum para composicão c
sistema do pressão e ra temperatu a para sólido o com equilíbrio
em fluido do composição a é interface; na fluido no soluto do ão concentraç c
l interfacia área x tempo
interface a deixando A soluto do moles
N
A
As
A
·
·
·


⇒ Há quatro métodos de avaliação do coeficiente de transferência de massa convectivo que serão
discutidos neste capítulo. Estes são:

Transferência de massa por convecção 5.2
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
1. Análise dimensional ligada a experimentos;
2. Análise exata da camada limite;
3. Análise aproximada da camada limite;
4. Analogia entre momento, energia e transferência de massa.

EXEMPLO 1
O ar escoa sobre uma placa sólida de dióxido de carbono congelado (gelo seco) com uma área
superficial exposta de 1 x 10
-3
m
2
. O CO
2
sublima com uma corrente escoando a 2 m/s e taxa de
liberação de 2,29 x 10
-4
mol/s. O ar está a 293 K e 1,013 x 10
5
Pa ( s m 10 x 5 , 1 D
2 5
ar , CO
2

· e ν
ar

= 1,55x10
-5
m
2
/s). Determine o coeficiente de transferência de massa do CO
2
sublimando sobre o ar
escoando.
Resp.: 0,118 m/s


5.2. PARÂMETROS SIGNIFICANTES:

⇒ A difusividade molecular para cada fenômeno de transporte são:

1
1
]
1

¸

¹
¹
¹
¹
¹
¹
¹
;
¹
·
ρ
· α
ρ
µ
· ν
t
L
mássica de difusivida D
térmica de difusivida
c
k
momento de de difusivida
2
AB
p


⇒ Número de Schmidt (Sc)

mássica de difusivida
momento de de difusivida
D D
Sc
AB AB
·
ρ
µ
·
ν
·

Sc (T.M.) é análogo ao Pr (T.C.)

⇒ Número de Lewis (Le)

mássica de difusivida
térmica de difusivida
D c
k
D
Le
AB p AB
·
ρ
·
α
·

Le é importante quando o processo envolve transferência de massa de energia simultaneamente.
Transferência de massa por convecção 5.3
Samuel Luporini/DEQ/UFBA


Figura 5.1 – Perfil de velocidade e concentração para um fluido escoando numa superfície sólida.

Na interface => mesmo fluxo do componente A deixando a superfície do fluido.

( ) ∞ − ·
A As c A
c c k N deixando a superfície por convecção

( )
0 y
As A
AB A
dy
c c d
D N
·

− · Entrando no fluido por difusão melecular

Logo: ( )
( )
0 y
As A
AB A As c
dy
c c d
D c c k
·

− · ∞ −


Rearranjando e multiplicando por L, ambos os lados, temos:


( ) ( )

∞ − −
− ·
·
L
c c
dy
c c d
D
L k
A As
0 y
As A
AB
c


global ão concentraç de gradiente
superfície a para ão concentraç de gradiente
fluido do convectiva massa de ncia transferê de a resistênci
molecular massa de ncia transferê de a resistênci
·

Sh ou Nu
D
L k
AB
AB
c
·

Nu
AB
: número de Nusselt para transferência de massa
Sh: número de Sherwood.
ϑ = ϑ(y)
ϑ


c
As
- c
A∞

c
As
- c
A
= (c
As
– c
A
)(y)
x
y
c
As
na interface
Transferência de massa por convecção 5.4
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
EXEMPLO 2
Determine o número de Schmidt para o metanol em ar a 298 K e 1,013 x 10
3
Pa e em água líquida a
298 K.


5.3. ANÁLISE DIMENSIONAL DE TRANSFERÊNCIA DE MASSA CONVECTIVA

Transferência em uma corrente escoando sob convecção forçada

⇒ Considerando a transferência de massa da parede de um tubo para o fluido escoando através do
conduite. (força direcional c
As
– c
A
)

Variável Símbolo Dimensões
Diâmetro do tubo D L
Densidade do fluido ρ M/L
3
Viscosidade do fluido µ M/Lt
Velocidade do fluido ϑ L/t
Difusividade do fluido D
AB
L
2
/t
Coeficiente de transferência de massa k
c
L/t


D ρ µ ϑ D
AB
k
c
M 0 1 1 1 0 1
L 1 -3 -1 0 2 0
t 0 0 -1 -1 -1 1

- Várias combinações de matriz 3 x 3.
- Variáveis incluem sistema geométrico, o escoamento, props. do fluido
- k
c
tem o interesse principal
- rank = 3 ⇒ r de uma matriz: significa o numero de coluna do maior determinante diferente de
zero, que se pode formar a partir dela.
i = n
o
de variareis – rank = 6 – 3 = 3 grupos adimensionais.

D
AB
, ρ e D → variáveis central (núcleo) pode conter qualquer das variáveis que, entre elas incluem
todas as dimensões básicas (MLt).

Transferência de massa por convecção 5.5
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
µ ρ · π
ϑ ρ · π
ρ · π
i h g
AB
3
f e d
AB 2
c
c b a
AB 1
D D
D D
k D D


Escrevendo π
1
na forma adimensional:

( )

,
_

¸
¸

,
_

¸
¸

,
_

¸
¸
·
t
L
L
L
M
t
L
1
c
b
a
2


Equacionando os expoentes, temos:

1 c
0 b
1 a
b 0 : M
1 a 0 : t
1 c b 3 a 2 0 : L
·
·
− ·
¹
¹
¹
;
¹
·
− − ·
+ + − ·


{
Sherwood de no.
massa de
ncia transferê para
Nusselt de no.
AB
AB
c
1
Sh ou Nu
D
D k
3 2 1
≡ · π

Os outros 2 grupos são determinados da mesma maneira, produzindo:

{
Schimidt de no.
AB
3
AB
2
Sc
D
e
D
D

ρ
µ
· π
ϑ
· π

Dividindo π
2
por π
3
:

{
Reynolds de no.
AB
AB 3
2
Re
D D
D
D

µ
ϑρ
·

,
_

¸
¸
µ
ρ

,
_

¸
¸ ϑ
·
π
π


Portanto uma correlação poderia ser feita da forma:

Sh = Nu
AB
= f(Re, Sc)

Que é análoga a correlação de transferência de calor,

Transferência de massa por convecção 5.6
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Nu = f(Re, Pr)

Transferência dentro de uma fase na qual o movimento é devido a convecção natural

⇒ Correntes de convecção natural → desenvolvera se existir variação de densidade na fase líquida
ou gasosa. Ex.: parede plana vertical com um fluido adjacente.

As variáveis importantes, seus símbolos e representações adimensionais são:

Variável Símbolo Dimensões
Comprimento característico L L
Difusividade do fluido D
AB
L
2
/t
Densidade do fluido ρ M/L
3
Viscosidade do fluido µ M/Lt
Força de empuxo g ∆ρ
A
M/L
2
t
2
Coeficiente de transferência de massa k
c
L/t


L D
AB
ρ µ g ∆ρ
A
k
c
L 1 2 1 1 1 0
M 0 0 -3 -1 -2 1
t 0 -1 0 -1 -2 -1

⇒ D
AB
, L e µ → variáveis central (núcleo) pode conter qualquer das variáveis que, entre elas
incluem todas as dimensões básicas (MLt).
⇒ Matriz 3 x 3 ⇒ maior det ≠ 0, portanto o rank = 3
⇒ i = n
o
de variareis – rank = 6 – 3 = 3 grupos adimensionais.

A
i h g
AB
3
f e d
AB 2
c
c b a
AB 1
g L D
L D
k L D
ρ ∆ µ · π
ρ µ · π
µ · π


Resolvendo os 3 grupos adimensionais, obtemos

AB
A
3
3
AB
2 AB
AB
c
1
D
g L
,
Sc
1
D
, Nu
D
L k
µ
ρ ∆
· π ≡
µ
ρ
· π ≡ · π
Transferência de massa por convecção 5.7
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Multiplicando π
2
e π
3


3 2 1
Grashof de no
AB
2
A
3
AB
A
3
AB
3 2
Gr
g L
D
g L D

,
_

¸
¸
ρν
ρ ∆
·

,
_

¸
¸
µ
ρ ∆

,
_

¸
¸
µ
ρ
· π π

Portanto sugere uma correlação da forma:

Sh = f(Gr
AB
, Sc) para convecção natural.

⇒ As correlações de dados experimentais pode ser feita em termos de 3 variáveis ao invés de 6
originais, tanto para convecção forçada como para natural.
⇒ Correlações => equações empíricas capitulo 30 do Welty, 7 deste apontamento.


5.4 ANÁLISE EXATA DA CAMADA LIMITE LAMINAR DA CONCENTRAÇÃO

⇒ Extensão da solução exata desenvolvida por Blasius para a camada limite hidrodinâmica.


Figura – Camada limite de concentração para escoamento laminar em uma placa plana

A equação da continuidade em coordenadas retangulares; componentes A, ρ e D
AB
= constantes.

{ {
A de
produção
enhuma n
0
A
) y , x ( f c
0
2
A
2
2
A
2
y
c
2
A
2
AB
A
0
z
A
y
A
x
io estacionár
estado
0
A
R
z
c
y
c
x
c
D
z
c
y
c
x
c
t
c
A
2
A
2
·
·
·


<<
·
·
+

,
_

¸
¸


+


+


·

,
_

¸
¸


ϑ +


ϑ +


ϑ +


3 2 1 3 2 1
3 2 1

x
y
Extremidade da C.L. de concentração
c
A∞
c
As
c
A
= c
A
(y)
Transferência de massa por convecção 5.8
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
logo, temos:

2
A
2
AB
A
y
A
x
y
c
D
y
c
x
c


·


ϑ +


ϑ (13)

Equação similar as equações desenvolvidas a partir das equações de momento e energia para a
solução da camada limite hidrodinâmica e a camada limite térmica; portanto terá solução análoga as
estes fenômenos de transporte, pois as condições de contorno são análogas.

Condições de contorno:

1
D
Sc
y para 1
c c
c c
e ; 0 y para 0
c c
c c
AB
As A
As A
As A
As A
·
ν
·
∞ · ·
− ∞

· ·
− ∞



As A
As A
s , x
s , x x
x
c c
c c
2 2 2 f
− ∞

·
ϑ − ϑ
ϑ − ϑ
·
ϑ
ϑ
· ′
∞ ∞
(14) e

x
Re
x 2
y x
x 2
y
x 2
y
·
ν
ϑ
·
ν
ϑ
· η
∞ ∞
(15)

( )
( )
( )

ϑ ν
ψ
· η
x
y , x
f (16)

( ) η ′
ϑ
·

ψ ∂
· ϑ

f
2 y
x
(17)

( ) f f
x 2
1
x
y
− ′ η
νϑ
·

ψ ∂
· ϑ

(18)

Introduzindo as equações (14) a (18) na (13), obtemos:

0 f f f · ′ ′ + ′ ′ ′

com as condições de contorno:
Transferência de massa por convecção 5.9
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
∞ · η · ′
· η · ′ ·
/ p 2 f
0 / p 0 f f


A solução análoga a transferência de momento sugere que:

( ) 328 , 1
Re
x 2
y
d
c c
c c
2 d
0 f
d
f d
0 y
x
As A
As A
·
1
]
1

¸

,
_

¸
¸

,
_

¸
¸
− ∞

· ′ ′ ·
η

·
(19)

A equação (19) pode ser rearranjada para obter uma expressão para o gradiente de concentração na
interface:

( )
,
_

¸
¸
− ∞ ·
·
x As A
0 y
As
Re
x
332 , 0
c c
dy
dc
(20)

Eq. (20) ⇒ a taxa na qual a massa entra ou deixa a superfície da camada limite é tão pequena que
não altera o perfil de velocidade predito pela solução de Blasius, onde ϑ
y
não é envolvido.

Se ⇒ · ϑ
·
0
0 y
y
contribuição bulk para a 1ª lei de Fick na direção y é zero, logo:

0 y
A
AB y , A
y
c
D N
·


− · (21)

Substituindo (21) em (20), temos:

( )


,
_

¸
¸
·
A As x AB y , A
c c Re
x
332 , 0
D N (22)

O fluxo de massa do componente A se difundindo é definido como:

( )

− ·
A As c y , A
c c k N (23)

igualando as equações (22) e (23), temos:

Transferência de massa por convecção 5.10
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
x AB
AB
c
Re 332 , 0 Nu
D
x k
· · (24)

onde: Sc = 1 e a transferência de massa entre a placa plana e a camada limite é baixa.




(19). equação 0,332 é inclinação a
y em e e, velocidad de perfil o sobre efeito nenhum tem não massa de ncia transferê de taxa
0 Re
placa. a para fluido do partir a massa de ncia transferê 0 Re
limite. camada da dentro para placa da partir a massa de ncia transferê 0 Re
2 1
x
ys
2 1
x
ys
2 1
x
ys
¹
'
¹

·
⇒ ·
ϑ
ϑ
⇒ <
ϑ
ϑ
⇒ >
ϑ
ϑ





⇒ Em muitas operações físicas envolvendo transferência de massa
2 1
x
ys
Re

ϑ
ϑ
é desprezível,
valendo a equação (24).

⇒ Vaporização de um material volátil dentro de uma corrente gasosa escoando a baixa pressão, a
suposição de baixa transferência de massa não pode ser feita.


Transferência de massa por convecção 5.11
Samuel Luporini/DEQ/UFBA


3 1
c
Sc ·
δ
δ
Solução de Pohlhausen

δ = espessura da camada limite hidrodinâmica
δ
c
= espessura da camada limite da concentração.

Para y = 0, temos:

( )

,
_

¸
¸
− ∞ ·
·
3
x As A
0 y
As
Sc Re
x
332 , 0
c c
dy
dc


Conduzindo a:
3
x x
AB
c
Sc Re 332 , 0 Sh
D
x k
· · (25)

Coeficiente de transferência de massa médio para uma placa plana (largura W e comprimento L)


∫ ∫


− ∞

,
_

¸
¸
µ
ρ ϑ
·

,
_

¸
¸
µ
ρ ϑ
· · ·
L
0
2 1
2 1
3 1
AB c
L
0
3 1
2 1
AB
L
0
3 1
2 1
x AB
L
0
L
0
c
c
dx x Sc D 332 , 0 L k
L
dx Sc
x
x
D 332 , 0
L
dx Sc
x
Re D 332 , 0
dx W
dx k W
k

Inclinação = 0,332
ϑ
ys
= 0

3 1 2 1
x
ys
Sc Re

ϑ
ϑ




A As
A As
c c
c c

Transferência de massa por convecção 5.12
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Resolvendo e rearranjando, temos:

3 1 2 1
L
L
AB
c
Sc Re 664 , 0 Sh
D
L k
· · (28)

O numero de Sherwood local para uma distancia x, esta relacionado com o numero de Sherwood
médio para uma placa plana pela relação:

Sh
L
= 2 Sh
x
|
x=L


O parâmetro do limite da superfície, 0 Re
2 1
x
ys
>
ϑ
ϑ

, aumenta quando a inclinação da curva
decresce (ver gráfico). Como a magnitude do coeficiente de transferência de massa esta relacionado
com a inclinacao pela relação:
0 y
A As
A As
c
dy
c c
c c
d
k
·

,
_

¸
¸


· , o decréscimo na inclinação => o sistema
com valores elevados no limite da superfície terá um menor coeficiente de transferência de massa.

Escoamento turbulento

A mesma expressão encontrada para transferência de calor, na camada limite laminar
térmica, é encontrada para a camada limite laminar para a concentração, utilizando a equação
integral de von Kármán, onde o perfil de concentração é dado por:

7 1
, A A
y c c ξ + η · −



obtendo:
5 4
x x
Re 0292 , 0 Sh · para Sc = 1 e aplicando a solução de Pohlhausen, extende-se para:

3 1 5 4
x x
Sc Re 0292 , 0 Sh · , para Re
x
> 3 x 10
5
(29)







Transferência de massa por convecção 5.13
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
EXEMPLO 3
O coeficiente de transferência de massa para uma camada limite turbulenta formado sobre uma
placa plana tem sido correlacionado em termos de um número de Sherwood local por:
3 1 5 4
x
AB
turb , c
x
Sc Re 0292 , 0
D
x k
Sh · ·
onde x é a distancia a partir do começo de turbulência da placa plana. A transição do escoamento
laminar para turbulento ocorre para Re
x
= 2 x 10
5
.
a) Desenvolver a expressão para o coeficiente de transferência de massa médio para uma placa
plana de comprimento L.
b) Um vasilhame contendo acetona foi acidentalmente derrubado, cobrindo uma superfície plana
do laboratório. O exaustor produz uma velocidade de ar de 6 m/s paralelo a superfície da
bancada de 1 m de largura. O ar foi mantido a 298 K e 1,013 x 10
5
Pa. A pressão de vapor da
acetona a 298 K é 3,066 x 10
4
Pa.
1. Determinar o coeficiente de transferência de massa a 0,5 m do ponto inicial da bancada.
2. Determinar a quantidade de acetona evaporada por m
2
de superfície a cada segundo. A 298 K, a
viscosidade cinemática do ar é 1,55 x 10
-5
m
2
/s e a difusividade mássica da acetona em ar é 0,93 x
10
-5
m
2
/s.


5.5 ANALOGIAS ENTRE TRANSFERÊNCIAS DE MOMENTO, CALOR E MASSA

⇒ Fenômenos de transferência => similaridades de mecanismos.
⇒ As analogias são úteis para o entendimento do fenômeno de transferência e como um meio
satisfatório para predizer o comportamento dos sistemas na qual são disponíveis uma quantidade
limitada de dados quantitativos.
⇒ Condições:
1. As propriedades físicas são constantes.
2. Não há produção de energia ou massa, não ocorre nenhuma reação química.
3. Não há emissão ou absorção de energia radiante.
4. Não há dissipação viscosa.
5. O perfil de velocidade não é afetado pela transferência de massa, então há uma baixa
transferência de massa.

Analogia de Reynolds

⇒ Extensão da teoria de Reynolds incluindo o mecanismo de transferência de massa se o n
o
de
Schimidt, Sc, é igual a 1.

Transferência de massa por convecção 5.14
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Placa plana com Sc = 1. Os perfis de concentração e velocidade dentro da camada limite estão
relacionados por:

0 y
x
0 y
As A
As A
y c c
c c
y
·

·

,
_

¸
¸
ϑ
ϑ


·

,
_

¸
¸




(30)

O contorno próximo da placa, onde y = 0, é:

( ) ( )

·
− · −


− ·
A As c
0 y
As A AB y , A
c c k c c
y
D N (31)

D
AB
= µ/ρ, pois Sc = 1 (32)

De (31),
0 y
A As
As A
AB c
c c
c c
y
D k
·

,
_

¸
¸




− ·

Substituindo (32) em (30), temos:

0 y
x
c
y
k
·


ϑ ∂
ρϑ
µ
· (33)

A definição do coeficiente de fricção C
f
é:

0 y
x
2
0
f
y
2
2
C
·



ϑ ∂
ρϑ
µ
·
ρϑ
τ
· (34)

Substituindo (33) em (34), temos:

2
C k
f c
·
ϑ

(35), que é a analogia de Reynolds para transferência de massa para Sc = 1.

A eq. (35) é análoga a analogia de Reynolds para transferência de calor com Pr = 1.

2
C
c
h
f
p
·
ϑ ρ

, analogia de Reynolds para transferência de calor para Pr = 1.

A equação (35) não pode ser utilizada se o sistema envolver forma de arraste.
Transferência de massa por convecção 5.15
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Considerações sobre escoamento turbulento

⇒ Na maioria das aplicações praticas o escoamento na corrente principal é turbulento.
⇒ Hipótese do comprimento de mistura de Prandt: alguma velocidade de flutuação
x
ϑ′ é devido ao
momento na direção y de um turbilhão através de uma distancia igual ao comprimento de
mistura L. O turbilhão de fluido, possui uma velocidade media,
y
x
ϑ , e é deslocado dentro de
uma corrente onde o fluido adjacente tem uma velocidade media,
L y
x
+
ϑ . A velocidade de
flutuação esta relacionada com o gradiente de velocidade media por:


dy
d
L
x
y
x
L y
x x
ϑ
t · ϑ − ϑ · ϑ′
+
(1)

a tensão de cisalhamento total é definida por:

y x
x
dy
d
ϑ′ ϑ′ ρ −
ϑ
µ · τ (2)

Substituindo (1) em (2), temos:

[ ] [ ]
dy
d
ou
dy
d
L
x
M
x
y
ϑ
ε + ν ρ · τ
ϑ
ϑ′ + ν ρ · τ (3)

Onde:

. momento, de molecular de difusivida a analoga momento de ar turbilhon de difusivida L
y M
ν → ϑ′ · ε


De maneira similar é analisado o escoamento turbulento em transferência de massa.










Transferência de massa por convecção 5.16
Samuel Luporini/DEQ/UFBA


Figura 5.6 – Perfil da porção turbulenta de concentração, mostrando o comprimento de mistura de
Prandt.

A taxa de transferência instantânea do componente A na direção y é:

y A y , A
c N ϑ′ ′ · (4)

onde:
{ {
A componente do
ão concentraç da
flutuação
A
temporal média
ão concentraç
A A
c c c ′ + ·

dy
c d
L c c c
A
y
A
L y
A A
t · − · ′
+
(5)

Substituindo (5) em (4), temos:

dy
c d
L N
A
y y , A
ϑ′ − · taxa de transferência de massa instantânea devido a turbulência.

( )
dy
c d
D
dy
c d
L
dy
c d
D N
A
D AB
turbulento
A
y
laminar
A
AB y , A
ε + − · ϑ′ − − ·
43 42 1 43 42 1
(6)

onde:
y D
Lϑ′ · ε é a difusividade mássica turbilhonar.

L
L y
A
c
+

y
A
c
dy
c d
L
A

y
ξ
A
Transferência de massa por convecção 5.17
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
A eq. (6) é similar a:

{
{
dy
T d
c
A
q
r turbilhona
térmica
de difusivida
H
térmica
molecular
de difusivida
p
y
1
1
1
1
1
1
]
1

¸

ε + α ρ − ·

⇒ Região turbulenta: transporte rápido, redução no gradiente de concentração.
⇒ Região laminar: difusão molecular, maior resistência a transferência de massa na camada
limite próxima a superfície o gradiente de concentração é mais excessivo.

As analogias de Prandtl e von Kármán

Analogia de Prandtl
⇒ Considerações dos efeitos na região turbulenta e na subcamada laminar.

Subcamada laminar
⇒ Difusividade turbilhonar de momento e massa são desprezíveis
⇒ τ
s
= tensão de cisalhamento na superfície = constante.
⇒ N
Ay,s
= fluxo de massa na superfície = cte.

ρν
ξ τ
· ϑ
ρν
τ
· ϑ
ξ
ξ
ϑ
∫ ∫
ξ
s
x
0
0
s
x
ou dy d
x
(7)

onde ξ é a espessura da subcamada laminar.

A porção laminar da equação (6)

( )
AB
s , Ay
A As
0
AB
s , Ay
c
c
A
D
N
c c ou dy
D
N
c d
A
As
ξ
· − − ·
ξ
ξ
∫ ∫
ξ
(8)

Eliminando ξ das equações (7) e (8), temos:

( )
ξ
ξ
− ·
τ
ϑ ρν
A As
s , Ay
AB
s
x
c c
N
D
(9)


Transferência de massa por convecção 5.18
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Região turbulenta
⇒ Aplica-se a analogia de Reynolds:

2
s f c
2
C k

∞ ρϑ
τ
· ·
ϑ


de y = ξ a y = condições bulk.

O fluxo mássico na região turbulenta torná-se:

( )
( )
( )

ξ
ξ


ξ

ϑ − ϑ ρν
τ
· − ·
A A
x
s
A A c Ay
c c c c k N (10)

União das regiões laminar e turbulenta
Eliminando
ξ
A
c entre as equações (9) e (10), temos:

1
]
1

¸

,
_

¸
¸

ν
ϑ + ϑ
τ
ρ
·

ξ


1
D N
c c
AB
x
s Ay
A As
(11)

Substituindo as definições:

AB A As
A
c
2
s
f
D
Sc ;
c c
N
k ;
2
C
ν
·

·
ϑ ρ
τ
·




na eq. (11) e rearranjando, temos:

( )( ) 1 Sc 1
2 C k
x
f c
− ϑ ϑ +
·
ϑ

ξ

(12)

Na subcamada laminar é definido que ϑ
+
= y
+
= 5, portanto:

2
C
5 ou 5
2
C
f
x
f
x
·
ϑ
ϑ
·
ϑ
ϑ
· ϑ

ξ

ξ
+
(13)

Substituindo (13) em (12), obtemos:

Transferência de massa por convecção 5.19
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
( ) 1 Sc
2
C
5 1
2 C k
f
f c
− +
·
ϑ

(14)

multiplicando ambos os lados de (14) por
AB
D / L

ϑ , onde L é o comprimento característico:

( )
( ) 1 Sc
2
C
5 1
Sc Re 2 C
Sh
f
f
− +
· (15)

As equações (13) e (14) são análogas a analogia de Prandtl para momento e energia. Elas reduzem a
analogia de Reynolds quando Sc = 1.

Analogia de von Kármán

⇒ Von Kármán extendeu a analogia de Prandtl considerando a zona de transição em adição a
subcamada laminar e o núcleo turbulento, obtendo:


( )
( ) [ ] { } 6 Sc 5 1 ln 1 Sc
2
C
5 1
Sc Re 2 C
Sh
f
f
+ + − +
· (16)

ou
( )
( ) [ ] { } 6 Sc 5 1 ln 1 Sc
2
C
5 1
2 C
Sc Re
Sh k
f
f c
+ + − +
· ·
ϑ

(17)

( )

,
_

¸
¸
· ·
ϑ

4 4 4 4 4 3 4 4 4 4 4 2 1
Reynolds de analogia a para correção
f c
termos de complexos grupo
2 C
Sc Re
Sh
k
→ resultados de muitas analogias


Analogia de Chilton-Colburn

⇒ Utilizando dados experimentais

3 2 c
D
Sc
k
j

ϑ
· → fator j para transferência de massa.

Transferência de massa por convecção 5.20
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
⇒ Baseado em dados coletados para escoamentos em regime laminar e turbulento, encontraram:

2
C
Sc
k
j
f 3 2 c
D
·
ϑ
·

(18)

Válida para gases e líquidos na faixa 0,6 < Sc < 2500

A equação (18) satisfaz a solução exata para escoamento laminar sobre uma placa plana:

3 1 2 1
x x
Sc Re 332 , 0 Sh ·

Se ambos os lados são divididos por Re
x
Sc
1/3
, temos:

2 1
x
3 1
x
x
Re
332 , 0
Sc Re
Sh
· (19)

∞ ∞
ϑ
·

,
_

¸
¸
µ
ρ

,
_

¸
¸
ρ ϑ
µ

,
_

¸
¸
· ·
3 2
c 3 2 AB
AB
c
x
3 2
x
3 1
x
x
Sc k
Sc
D
x D
x k
Sc Re
Sc Sh
Sc Re
Sh
(20)

Das equações (19), (20) e (18), temos:

2
C
Re
332 , 0
Sc k
f
2 1
x
3 2
c
· ·
ϑ

(21)

⇒ A analogia de Chilton-Colburn relaciona os 3 fenômenos de transporte:

2
C
j j
f
D H
· · (22)

A equação (22) é válida quando não tem nenhuma forma de arraste presente. Porem quando a forma
de arraste esta presente, temos:

D H
j j · (23)

ou
∞ ∞
ϑ
·
ρϑ
3 2
c 3 2
p
Sc k
Pr
c
h
(24),

Transferência de massa por convecção 5.21
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
⇒ A equação (24) é uma relação entre transferência de massa e calor convectivos, válida para 0,6
< Sc < 2500 e 0,6 < Pr < 100.
⇒ A equação (24) é válida para muitas geometrias diferentes como: escoamento em placas planas,
escoamento em tubos, e escoamento ao redor de cilindros.

EXEMPLO 4
Utilizando o enunciado e o coeficiente de transferência de massa do exemplo 1, determinar o valor
do coeficiente de transferência de calor, h, para a corrente de ar.

EXEMPLO 5
O ar seco sob pressão de 1,013 x 10
5
Pa sopra o termômetro na qual o bulbo foi coberto com um
pano úmido. A clássica temperatura do bulbo úmido indica que a temperatura no estado
estacionário foi alcançado por uma pequena quantidade de água evaporando num grande
reservatório de mistura de gás e vapor insaturado. A leitura no termômetro é 290 K.
Propriedades do ar e água:
P
A
, pressão de vapor da água = 1,94 x 10
3
Pa
ρ, densidade do ar = 1,219 kg/m
3

λ
Ts
, calor latente de vaporização da água = 2461 kJ/kg
Pr = 0,71
Sc = 0,61
c
p
, calor especifico do ar = 1,006 J/kgK
Qual é a temperatura do ar seco?
Resp: 322,1 K


5.6 MODELOS PARA O COEFICIENTE DE TRANSFERÊNCIA DE MASSA
CONVECTIVO

⇒ Em muitos casos k
c
é empírico (determinado por experimentos)
⇒ A explicação teórica requer um melhor entendimento do mecanismo da turbulência →
características dinâmicas do escoamento.

Teoria do filme: é baseada na presença de um filme fictício de fluido, onde se admite existir toda a
resistência e transferência de massa, na qual o transporte é inteiramente por difusão molecular.
A espessura do filme, δ, é estendida alem da subcamada laminar para incluir uma resistência
equivalente encontrada com a mudança de concentração dentro da região de transição e do núcleo
turbulento.

Transferência de massa por convecção 5.22
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
⇒ Fluido estagnante (célula de difusão de Arnold)

( ) ( )
δ
· ∴ − ≡ −
δ
·
,ln B
AB
c 2 A 1 A
c
2 A 1 A
,ln B
AB
Az
p
P D
k p p
RT
k
p p
RTp
P D
N

⇒ Contradifusão equimolar (N
Az
= -N
Bz
)


( )
( )
( )
δ
· ∴ − · δ · −


· ⇒ − ·
+ + − ·
∫ ∫
·
AB 0
c 2 A 1 A c Az 1 2
2 A 1 A
1 2
AB
Az
z
z
c
c
A AB Az
0
Bz Az A
A
AB Az
D
k c c k N como , z z
c c
z z
D
N dc D dz N
N N x
dz
dc
D N
2
1
2 A
1 A
4 43 4 42 1


O superescristo 0 → não há uma transferência molar liquida dentro do filme devido a contradifusão
equimolar.

Na teoria do filme: k
c
esta relacionado com D
AB
e δ é fictício, portanto nunca será medido.

Teoria da penetração: originalmente proposta por Higbie em 1935, para explicar a transferência de
massa na fase liquida durante a absorção do gás.
⇒ Aplicada para escoamento turbulento por Danckwerts (Ind. Eng. Chem. 43, 1460-67, 1951)
quando o componente que difunde apenas penetra uma curta distancia dentro de uma fase
de interesse, devido ao seu rápido desaparecimento através da reação química ou seu tempo
relativamente curto de contato.
⇒ Higbie considerou a transferência de massa para dentro da fase liquida como um transporte
molecular no estado não estacionário, encontrando:

( )


π
·
A As
exp
AB
Ay
c c
t
D
N

⇒ Danckwertz aplicou este conceito de estudo não estacionário para a absorção do componente
A numa corrente liquida turbulenta. Seu modelo assume que o movimento do liquido é
constantemente levado por turbilhões de liquido fresco do interior até a superfície, onde
estes substituem os elementos do liquido anteriormente sobre a superfície. Enquanto que
sobre a superfície cada elemento do liquido torna-se exposto a uma segunda fase e a massa é
Transferência de massa por convecção 5.23
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
transferida para dentro do liquido apesar dela ser estagnante e de profundidade infinita. A
total penetração do soluto no turbilhão num tempo de exposição é:

( ) ( )
2 1
exp AB
A As
t
0
2 1
A As
AB
t
0
A
t D
c c 2 dt t c c
D
dt N
exp exp

,
_

¸
¸
π
− · −
π
·



∫ ∫



{
( )
2 1
exp AB
A As
t o durante
média ncia transferê de taxa
A
t D
c c 2 N
exp

,
_

¸
¸
π
− ·



⇒ Danckwertz modificou a suposição de período de exposição constante propondo uma faixa
infinita de idades para os elementos de superfície → probabilidade de um elemento de
superfície ser substituído por um novo turbilhão.
A taxa de transferência de massa com a renovação da superfície ao acaso é:

( )

− ·
A As AB A
c c s D N

onde s = fator de renovação da superfície (experimental)

O conceito de renovação da superfície de renovação tem sido bem sucedido em:
o Reações químicas na fase líquida.
o É valida somente se a superfície de renovação é relativamente rápida.

Teoria entre a do filme e a da penetração:

AB
5 , 0
AB
c
D a D k ∝

Modelo da camada limite:

3 2 1
AB
D
3 1 2 1
L
AB
c
Sc Re
L
D
664 , 0 k
ν
·
·

logo
3 2
AB c
D k ∝

⇒ Sublimação de um sólido dentro de um gás.
⇒ Dissolução de um sólido por um líquido.

Transferência de massa convectivo entre fases 6.1
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
CAPÍTULO 6: TRANSFERÊNCIA DE MASSA CONVECTIVO ENTRE FASES

⇒ Até agora vimos a transferência de massa dentro de uma única fase.

⇒ Transferência entre 2 fases de contato; exemplos:
o Corrente gasosa em contato com líquido
o Dois líquidos imiscíveis.
o Fluido escoando sobre um sólido.

⇒ A transferência entre duas fases requer o desvio do equilíbrio a qual pode existir entre a
concentração media (bulk) dentro de cada fase ⇒ desvio do equilíbrio fornece o gradiente de
concentração dentro de uma fase.

6.1 EQUILÍBRIO

⇒ Equilíbrio dinâmico: é indicado por uma concentração constante do soluto na fase líquida
(solvente) e uma concentração constante ou pressão parcial do soluto na fase gasosa. Exemplo:
inicialmente ar e amônia na fase gasosa e água pura na fase líquida → quando em contato, a
amônia é transferida para dentro da água, a qual é solúvel, e a água é vaporizada dentro da fase
gasosa, um equilíbrio dinâmico entre as duas fases eventualmente será estabelecido.

Figura 6.1 – Distribuição de equilíbrio do soluto A entre uma fase gasosa e uma líquida à
temperatura controlada.

⇒ Adicionando mais soluto (concentração de A) ao sistema isobárico e isotérmico, um novo
equilíbrio é alcançado.
P
r
e
s
s
ã
o

p
a
r
c
i
a
l

d
e

A

n
o

g
á
s

P
A

Concentração de A no líquido, c
A

Transferência de massa convectivo entre fases 6.2
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
⇒ Equações relacionadas a equilíbrio nas duas fases → livros de termodinâmica.

⇒ Gases reais e fases líquidas → equações complexas.

Fase líquida ideal (Lei de Raoult)


A A A
P x p = (1)

Onde:

. equilíbrio de ra temperatu a para puro A de vapor de pressão P
líquida. fase na A de molar fração x
líquida. fase da acima vapor fase na A componente do equilíbrio de parcial pressão p
A
A
A
=
=
=


Fase gasosa ideal (Lei de Dalton)

P y p
A A
= (2)

Onde:

sistema. do total pressão P
gasosa. fase na A de molar fração y
A
=
=


Duas fases ideais (Lei de equilíbrio Raoult-Dalton)


A A A
P x P y = (3)

Soluções diluídas (Lei de Henry)


A A
Hc p = (4)

Onde: H = constante de Henry
c
A
= composição de A no equilíbrio na fase líquida.

Lei da distribuição (dois líquidos imiscíveis)


2 líquido , A 1 líquido , A
Kc c = (5)

Onde: c
A
= concentração do soluto A na fase líquida especificada.
K = coeficiente de distribuição.
Transferência de massa convectivo entre fases 6.3
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
⇒ Conceitos básicos para todos os sistemas envolvendo a distribuição de um componente entre
duas fases.

1. Para condições fixas de temperatura e pressão, a regra das fases de Gibbs estabelece que existe
relações de equilíbrio, a qual pode ser apresentada na forma de curva de distribuição de
equilíbrio.
2. Quando o sistema esta em equilíbrio, não há transferência de massa liquida entre as fases.
3. Quando o sistema não esta em equilíbrio, componente ou componentes do sistema serão
transportados de tal maneira que cause a composição do sistema um retorno ao equilíbrio num
tempo suficiente.

EXEMPLO 1
Uma corrente de exaustão a partir de uma unidade de fabricação de um semicondutor contem 3
mol% de acetona e 97 mol% de ar. Para eliminar alguma possível poluição ambiental, esta corrente
de acetona-ar alimenta uma coluna de transferência de massa na qual a acetona será eliminada por
contracorrente de água a 293 K. A torre opera a uma pressão total de 1,013 x 10
5
Pa. Se a relação de
equilíbrio Raoult-Dalton pode ser usada para determinar a distribuição acetona entre o ar e a fase
aquosa, determinar:
a) A fração molar da acetona dentro da fase aquosa a qual estaria em equilíbrio com 3 mol% de
acetona na mistura gasosa.
b) A fração molar da acetona na fase gasosa a qual estaria em equilíbrio com 20 ppm de acetona na
fase aquosa.

A 293 K a pressão de vapor da acetona é 5,64 x 10
4
Pa.

EXEMPLO 2
A constante da lei de Henry para o oxigênio dissolvido em água é 4,06 x 10
9
Pa/(mol de O
2
por mol
da solução total) a 293 K. Determine a concentração da solução de oxigênio na água que é exposta
ao ar seco a 1,013 x 10
5
Pa e 293 K. A lei de Henry pode ser expressada em termos de unidade de
fração molar por:
A A
x H p ′ = , onde H’ é 4,06 x 10
9
Pa/(mol de O
2
/mol da solução total).








Transferência de massa convectivo entre fases 6.4
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
6.2 TEORIA DAS DUAS RESISTÊNCIAS

Envolvem 3 etapas:
1. Transferência de massa do meio (bulk) de uma fase para a superfície interfacial.
2. Transferência através da interface para a segunda fase.
3. Transferência para o meio (bulk) da segunda fase.


Figura 6.2 – Absorção de um gás com um soluto A transferido da fase gasosa para a fase líquida.

⇒ A teoria das duas resistências foi inicialmente sugerida por Whitman (Chem. Met. Engr., 29 (4),
147, 1923), esta possuía duas suposições principais:

1. A taxa de transferência de massa entre as duas fases é controlada pela taxa de difusão
através das fases sobre cada lado da interface
2. Nenhuma resistência é oferecida na transferência do componente difundindo na interface.







Interface gás-líquido
N
A
Filme gasoso Filme líquido
Transferência de massa convectivo entre fases 6.5
Samuel Luporini/DEQ/UFBA

Figura 6.3 – Gradientes de concentração entre duas fases em contato, onde o soluto é transferido do
gás para o líquido.

Na fig. 6.3 o gradiente de pressão parcial, p
AG
, até a composição do gás interfacial, p
Ai
, e o
gradiente de concentração da fase líquida, c
Ai
, na interface até a concentração bulk da fase líquida,
c
AL
.

⇒ Se não existe nenhuma resistência a transferência de massa na interface ⇒ p
Ai
e c
Ai
são
concentrações de equilíbrio.
⇒ P
Ai
pode ser menor, maior ou igual a c
Ai
, de acordo com as condições da temperatura e pressão
do sistema.


Se ocorrer transferência de massa da fase liquida para a gasosa ⇒ c
AL
> c
Ai
e p
Ai
> p
AG
como
mostram as figuras abaixo:









p
AG
p
Ai
c
Ai
c
AL
δ
G
δ
L
Distância z
C
o
n
c
e
n
t
r
a
ç
ã
o

d
e

A

s
e

d
i
f
u
n
d
i
n
d
o

Interface se
H < 1,0
p
AG
p
Ai
c
Ai
c
AL
δ
G
δ
L
Distância z
C
o
n
c
e
n
t
r
a
ç
ã
o

d
e

A

s
e

d
i
f
u
n
d
i
n
d
o

Interface se
H =1,0
Fase gás Fase líquida Fase líquida Fase gás
Transferência de massa convectivo entre fases 6.6
Samuel Luporini/DEQ/UFBA

Figura 6.4 – Desorção (stripping) do liquido com o soluto A transferido do líquido para o gás.


Figura 6.5 – Gradiente de concentração entre duas fases em contato quando o soluto é transferido
do líquido para o gás.

Coeficientes de transferência de massa individuais
⇒ Taxa de difusão na direção z sobre cada lado da interface:

( )
Ai AG G Az
p p k N − = (6)

( )
AL Ai L Az
c c k N − = (7)
p
AG
p
Ai
c
Ai
c
AL
δ
G
δ
L
Distância z
C
o
n
c
e
n
t
r
a
ç
ã
o

d
e

A

s
e

d
i
f
u
n
d
i
n
d
o

Interface
Fase gás Fase líquida
Interface gás-líquido
N
A
Filme gasoso Filme líquido
Transferência de massa convectivo entre fases 6.7
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Onde:

líquida. fase a para A componente o r transferi a continuar para necessária direcional força c c
fases. duas as separando interface a para
gasoso meio do condições das A componente o r transferi para necessária direcional força p p
líquida fase na convectivo massa de ncia transferê de e coeficient k
ãol concentraç de unidades x interfacia área x tempo
ido A transfer de moles

gasosa fase na convectivo massa de ncia transferê de e coeficient k
AL Ai
Ai AG
L
A
G
= −
= −
=






ρ ∆

=

Em regime no estado estacionário, o fluxo de massa de uma fase é igual ao fluxo de massa na
segunda fase, portanto:

( ) ( )
Ai AL L Ai AG G Az
c c k p p k N − − = − = (8)

e
Ai AL
Ai AG
G
L
c c
p p
k
k


= − (9)


Figura 6.6 – Composições interfacial predita pela teoria das duas resistências.

0 → condições do meio (bulk) em um plano de transferência de massa. As condições em outro
plano poderiam ser diferentes.

A tabela 29.1 (WELTY) apresenta os coeficientes de transferência de massa individual encontrados
com mais freqüência, bem como a inter-relações entre eles.

0
Inclinação = -k
L
/k
G

Curva de equilíbrio
p
AG
p
Ai
c
AL
c
Ai
P
r
e
s
s
ã
o

p
a
r
c
i
a
l

d
e

A

n
a

f
a
s
e

g
a
s
o
s
a

Composição de A na fase líquida
Transferência de massa convectivo entre fases 6.8
Samuel Luporini/DEQ/UFBA



Transferência de massa convectivo entre fases 6.9
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Coeficientes de transferência de massa global

⇒ É muito difícil medir fisicamente a pressão parcial e a concentração na interface. É conveniente
empregar os coeficientes global, baseado na força direcional global entre as composições do
meio (bulk), p
AG
e c
AL
.

( )

− =
A AG G A
p p K N (10)

Onde:

AL A
AG
G
G
c A, de líquida fase da bulk composição a com equilíbrio em A de parcial pressão p
gasosa fase da bulk composição p
pressão x l interfacia área x tempo
ico A transfer de moles
K
parcial. pressão da direcional força na baseado global, massa de ncia transferê de e coeficient K
=
=







=



( )
AL A L A
c c K N − =



Onde:

AL A
AL
L
L
p com equilíbrio em A de ão concentraç c
líquida fase da bulk composição c
me moles/volu x l interfacia área x tempo
ico A transfer de moles
K
líquida. fase na ão concentraç da
direcional força na baseado global, massa de ncia transferê de e coeficient K
=
=







=


Transferência de massa convectivo entre fases 6.10
Samuel Luporini/DEQ/UFBA


Figura 6.7 – Forças direcionais de concentrações para a teoria das duas resistências.

A figura 6.7 ilustra as forças direcionais associadas a cada fase e as forças direcionais global.

G
G
total , A
gás filme , A
K 1
k 1
p
p
fases as ambas em total a resistênci
gasosa fase na a resistênci
=


=

L
L
total , A
líquido filme , A
K 1
k 1
c
c
fases as ambas em total a resistênci
líquida fase na a resistênci
=


=

⇒ Relação entre os coeficientes global e os coeficientes da fase individual:


{ Ai
ões concentraç baixas para
Henry de lei da
constante H,
Ai
c m p
=
= (12)

utilizando a equação (12):

Transferência de massa convectivo entre fases 6.11
Samuel Luporini/DEQ/UFBA

Ai Ai
AL A
A AG
mc p
mc p
mc p
=
=
=




Pela equação (10) rearranjada:


Az
A Ai
Az
Ai AG
Az
A AG
G
N
p p
N
p p
N
p p
K
1
∗ ∗

+

=

=

Substituindo pela Lei de Henry:


( )
Az
AL Ai
Az
Ai AG
Az
A AG
G
N
c c m
N
p p
N
p p
K
1

+

=

=



Substituindo (6 ) e (7), temos:


L G G
k
m
k
1
K
1
+ = (13)

Pode ser encontrada uma expressão similar para K
L
, como segue:


( ) ( )
Az
AL Ai
Az
Ai AG
Az
AL A
L
N
c c
mN
p p
N
c c
K
1

+

=

=

ou


L G L
k
1
mk
1
K
1
+ = (14)

⇒ Se m é pequeno: K
G
= k
G
⇒ fase gasosa controlada.
⇒ Se m é grande: K
L
= k
L
⇒ fase gasosa pode ser desprezada, fase líquida controlada.







Transferência de massa convectivo entre fases 6.12
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
EXEMPLO 3
Num estudo experimental de absorção de amônia em água numa coluna de parede molhada, o
coeficiente global de transferência de massa, K
G
, foi encontrado no valor de 2,74 x 10
-9
kg
mol/m
2
.s.Pa. Para um ponto na coluna, a fase gasosa contem 8 mol% de amônia e a concentração na
fase líquida foi de 0,064 kg mol de amônia/m
3
de solução. A torre opera a 293 K e 1,013 x 10
5
Pa.
Para esta temperatura, a constante da lei de Henry é 1,358 x 10
3
Pa/(kg mol/m
3
). Se 85% da
resistência total para transferência de massa é encontrada na fase gasosa, determine os coeficientes
individuais de massa do filme e as composições interfaciais.

EXEMPLO 4
Uma corrente de água para lavagem é introduzida no topo de uma torre de transferência de massa
onde uma corrente de ar escoa em contracorrente. Para um ponto na torre, a corrente de água
contem 1 x 10
-3
g mol de A/m
3
e o ar é essencialmente livre de A. Para as condições de operação da
torre, os coeficientes de transferência de massa do filme são k
L
= 5 x 10
-4
kg/mol/m
2
.s.(kg mol/m
3
)
e k
G
= 0,01 kg mol/m
2
.s.atm. As concentrações esta na região da lei de Henry onde p
Ai
=Hc
Ai
com
H = 10 atm/(kg mol/m
3
). Determine
a) O fluxo de massa global de A.
b) O coeficiente de transferência de massa global, K
L
e K
G
.






Correlações para transferência de massa convectiva 7.1
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
CAPÍTULO 7: CORRELAÇÕES PARA TRANSFERÊNCIA DE MASSA CONVECTIVA

⇒ Correlações para transferência de massa baseada em dados experimentais e quando possível
teórico.

TABELA 7.1 Números adimensionais em correlação para dados de transferência de massa







Correlações para transferência de massa convectiva 7.2
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
7.1 TRANSFERÊNCIA DE MASSA PARA PLACAS, ESFERAS E CILINDROS

Técnicas empregadas para obter o coeficiente de transferência de massa entre o fluido em
movimento e certas formas:
o Sublimação de um sólido.
o Vaporização de um líquido no ar.
o Dissolução de um sólido na água.

PLACA PLANA


3 1 2 1
L
AB
c
L
Sc Re 664 , 0
D
L k
Sh = = (Laminar) Re
L
< 2 x 10
5
(1)


3 1 8 , 0
L
AB
c
L
Sc Re 0365 , 0
D
L k
Sh = = (Turbulento) Re
L
> 2 x 10
5
(2)

onde:
µ
ρϑ
=

L
Re
L


Para uma distancia x a partir do inicio da placa plana, temos:


3 1 2 1
x
AB
c
L
Sc Re 332 , 0
D
x k
Sh = = (Laminar) (3)

onde:
µ
ρϑ
=

x
Re
x


As equações também podem ser escritas em termos se fator j, como:


3 1
L
L
3 2
AB
AB
AB
c 3 2 c
D
Sc Re
Sh
D
D
L D
L k
Sc
k
j =








ρ
µ
µ
ρ
ρ ϑ
µ
=
ϑ
=
∞ ∞
, logo:


2 1
L
D
Re 664 , 0 j

= (laminar) Re < 2 x 10
5
(4)

2 , 0
L
D
Re 0365 , 0 j

= (turbulento) Re > 2 x 10
5
(5)

Estas equações podem ser usadas com 0,6 < Sc < 2500.


Correlações para transferência de massa convectiva 7.3
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Em muitas situações a camada limite da concentração começa após a camada limite
hidrodinâmica, conseqüentemente a camada limite hidrodinâmica começa a se desenvolver antes da
camada limite da concentração.




Figura: Escoamento laminar sobre uma placa plana com inicio da camada limite hidrodinamica
antes da camada limite de concentração.


Condições de contorno:
0 ≤ x < X, c
A
= c
A∞
X ≤ x < ∞, c
A
= c
As


E o numero de Sherwood local, fica:

3 1
4 3
2 1
x x
x
X
1
Sc
Re 332 , 0 Sh





















=






C
A
= 0 p/ parede
Parede inerte Parede (fonte de A)
x = 0
x = x x = X x = 0
c
As
N
A
c
A∞
ϑ

δ
c
δ

Correlações para transferência de massa convectiva 7.4
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Exemplo 7.1

Reator horizontal de deposição química (CVD): crescimento de um filme de arsenito de gálio
(GaAs)



Reações simplificadas que ocorrem na superfície de silício:

( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) g CH 6 s Ga 2 g H 3 g CH Ga 2
g H 3 s As 2 g H A 2
4 2
3
3
2 3 s
+ → +
+ →


No presente processo, a placa de silício de 10 cm é posicionada a 4 cm a partir da placa quente. A
temperatura do processo é 800 K e a pressão total do sistema é 101,3 KPa (1 atm). Considerando o
caso limitante onde o escoamento do gás rico em H
2
esta a uma velocidade media de 100 cm/s
(Ga(CH
3
)
3
diluído).
Determinar o coeficiente de transferência de massa global (k
c
) para o trimetil gálio em H
2
no centro
da placa de silício usando:
a) A teoria da camada limite.
b) A teoria do filme

D
AB
= 1,55 cm
2
/s a 800 K e 1 atm (A = trimetil gálio e B = H
2
)


D
i
s
t
r
i
b
u
i
d
o
r

d
e

g
á
s

Alimentação de gás
Gás de alimentação:
H
2
+ Ga(CH
3
)
3
+ AsH
3

Placa de silício de 10 cm
Placa aquecida
(susceptor)
x = 0 cm x = 4 cm x = 9 cm
Correlações para transferência de massa convectiva 7.5
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
ESFERA ÚNICA

Forma geral:


{ 4 43 4 42 1
forçada
convecção
3 1 m
molecular
difusão
AB
c
Sc Re C 2
D
D k
Sh + = =

C e m são constantes da correlação.


µ
ρϑ
=

D
Re

Onde: D = diâmetro da esfera
ϑ

= velocidade do fluido bulk
ρ, µ = densidade e viscosidade da mistura de fluidos, respectivamente.

Transferência de massa dentro de uma corrente líquida

( )
2 1
3 2
AB
AB
L
Pe 21 , 1 4
D
D k
Sh + = = (Brian and Hales) (1)

Pe
AB
= número de Peclet = Re⋅Sc < 10000


3 1
AB
Pe 01 , 1 Sh = Levick, para Pe
AB
> 10000 (2)

Transferência de massa numa corrente gasosa


3 1 2 1
AB
c
Sc Re 552 , 0 2
D
D k
Sh + = = (Fröessling) (3)

válida para 2 < Re < 800 e 0,6 < Sc < 2,7

A equação (1) a (3) são válidas quando a convecção natural é desprezível e a convecção forçada é
predominante, isto é, quando:


6 1 2 1
Sc Gr 4 , 0 Re

≥ (4)

Correlações para transferência de massa convectiva 7.6
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
A seguinte correlação é recomendada quando ocorre transferência na presença de convecção
natural.

( )
62 , 0
2 1
o
Sc Re 347 , 0 Sh Sh + = (Steinberger and Treybal) (5)

onde Sh
o
é dependente de Gr e Sc.

( )
25 , 0
o
GrSc 569 , 0 2 Sh + = , para GrSc < 10
8
(6)

( )
244 , 0 3 1
o
Sc GrSc 0254 , 0 2 Sh + = , para GrSc > 10
8
(6)

válidas para 2 ≤ Re ≤ 3 x 10
4
e 0,6 ≤ Sc ≤ 3200

Onde: Gr = número de Grashof, definido como:


2
3
g D
Gr
µ
ρ ∆ ρ
= (7)

ρ e µ são tomados nas condições bulk do fluido em escoamento.
∆ρ = diferença de densidade entre as duas fases em contato.

















Correlações para transferência de massa convectiva 7.7
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
EXEMPLO 7.2
Estimar a distância de percurso de uma gota esférica de água em escoamento, originalmente 1,0 mm
em diâmetro, em ar seco imóvel a 323 K, de modo a reduzir seu volume em 50%. Assumir que a
velocidade da gota é sua velocidade terminal avaliada no diâmetro médio e que a água permaneça a
293 K. Avaliar as propriedades do gás para a temperatura média do filme gasoso de 308 K.
O sistema físico requer uma analise combinada de transporte de momento e massa. A gota de água
líquida é a fonte de transferência de massa, o ar das vizinhanças serve como meio infinito, e o vapor
de água (A) é transferido. A taxa de evaporação é pequena de maneira que a gota de água é
considerada isotérmica a 293 K, senão o transporte de calor também deveria ser combinado.
Considerando um balanço de força na partícula esférica no meio fluido, nós podemos mostrar que a
velocidade terminal da partícula é:


( )
ar D
ar água p
o
C 3
g d 4
ρ
ρ − ρ
= ϑ

Onde: d
p
= diâmetro da partícula
g = aceleração da gravidade
C
D
= coeficiente de arraste, função de Reynolds e da esfericidade, que neste caso é 1 por ser
considerada partícula esférica.

Resp: 56,6m


CILINDROS ÚNICOS

Sublimação do cilindro sólido em ar escoando normal ao seu eixo.

( )
4 , 0
D
M
56 , 0
G
Re 281 , 0
G
PSc k

= válida para 400 < Re
D
< 25000 e 0,6 < Sc < 2,6

Onde: P = pressão total do sistema.
G
M
= velocidade superficial molar do gás (kg.mol/m
2
.s)
Re
D
= número de Reynolds em termos do diâmetro do cilindro.

Para outras faixa se Re e Sc pode-se utilizar analogia de Chilton-Colburn: j
D
= j
H
.



Correlações para transferência de massa convectiva 7.8
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
EXEMPLO 7.3
Em um aparelho de umidificação, a água líquida escoa em filme estreito sobre um cilindro vertical.
Ar seco a 310 K e 1,013 x 10
5
Pa escoa em ângulo reto alinhado verticalmente ao cilindro de 0,076
m de diâmetro e 1,22 m de comprimento a uma velocidade de 4,6 m/s. A temperatura do filme
líquido é 290 K. Calcular a taxa na qual o líquido deve ser suprido ao topo do cilindro se a
superfície total do cilindro é usada para o processo de evaporação e nenhuma água deve escorrer a
partir do fundo do cilindro.
O filme líquido do lado externo do cilindro representa a fonte de transferência de massa, e a
corrente de ar escoando normal ao cilindro representa o meio infinito. As propriedades da corrente
de ar são avaliadas para a temperatura média do filme de 300 K (ρ = 1,1769 kg/m
3
, ν = 1,5689 x 10
-
5
m
2
/s).
Resp.: 1,14 x 10
-4
kg/s.


TRANSFERÊNCIA DE MASSA ENVOLVENDO ESCOAMENTO TURBULENTO
ATRAVÉS DE CANOS

44 , 0 83 , 0
ln , b
AB
c
Sc Re 023 , 0
P
p
D
D k
= para 2000 < Re < 35000 e 0,6 < Sc < 2,5 (Gilliland and
Sherwood) (1)

onde D é o diâmetro interno do cano; p
B,ln
é a composição média logarítmica do gás de arraste,
avaliado entre a composição da superfície e a corrente bulk; P é a pressão total; D
AB
é a
difusividade mássica do componente A se difundindo no gás de arraste B; Re e Sc são avaliados nas
condições bulk da corrente de escoamento.

3 1 83 , 0
AB
L
Sc Re 023 , 0
D
D k
= para 2000 < Re < 35000 e 1000 < Sc < 2260 (Gilliland, Sherwood e
Linton)(2)


TRANSFERÊNCIA DE MASSA EM COLUNAS DE PAREDE MOLHADA

O coeficiente de transferência de massa convectivo para a corrente gasosa utiliza a equação (1)
anterior. O coeficiente para o filme líquido segue a correlação:

( ) ( )
4 , 0
L
6 1
2
3 2
2 1
AB
L
Re
gz
Sc 433 , 0
D
z k








µ
ρ
= (Vivian and Peaceman) (3)
Correlações para transferência de massa convectiva 7.9
Samuel Luporini/DEQ/UFBA

Onde: z = comprimento de contato
D
B
= difusividade mássica de A se difundindo em B
ρ = densidade do líquido B.
µ = viscosidade do líquido B.
Sc = número de Schmidt para o soluto dissolvido no líquido na temperatura do filme líquido.


µ π
=
µ
Γ
=
D
w 4 4
Re
L


w = vazão mássica do líquido.
D = diâmetro interno da coluna.
Γ = vazão mássica do liquido por unidade de perímetro molhado da coluna.

EXEMPLO 7.4
Uma coluna de parede molhada de 2 esta sendo utilizada para absorver CO
2
a partir de uma solução
aquosa por uma corrente de ar escoando a 2,5 ft/s. Para um ponto da coluna, a concentração de CO
2

na corrente de ar é 1 mol%. Para o mesmo ponto da coluna, a concentração de CO
2
na água é 0,5
mol%. Determinar o coeficiente de transferência de massa na fase gasosa e o fluxo mássico para o
ponto da coluna. A coluna é operada a 10 atm e 25º C.


TRANSFERÊNCIA DE MASSA EM LEITOS FIXO E FLUIDIZADO

- Adsorção
- troca íons
- cromatografia
- reações gasosas catalisadas em superfícies sólidas.

Equação de Sherwood, Pigford e Wilke, para leito fixo:


415 , 0
D
Re 17 , 1 j

= 10 < Re < 2500

onde:
µ
ρ
=
ave p
u d
Re

u
ave
= velocidade superficial do fluido
d
p
= diâmetro da esfera que tem a mesma superfície ou volume como a partícula.
Correlações para transferência de massa convectiva 7.10
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Transferência de massa entre líquidos e leitos de esferas, equação de Wilson e Geankoplis:


e R
09 , 1
j
D
′ ′ ′
= ε para 0,0016 < e R ′ ′ ′ < 55, 165 < Sc < 70600 e 0,35 < ε < 0,75.

( )
31 , 0
D
e R
25 , 0
j
′ ′ ′
= ε para 55 < e R ′ ′ ′ < 1500, 165 < Sc < 10690

e R ′ ′ ′ é definido em termos do diâmetro da partícula, velocidade mássica superficial do fluido, G,
massa por unidade de tempo por unidade da seção transversal da torre sem recheio. ε é a fração de
vazios.


sólidas partículas as mais vazio espaço do total volume
sólidas partículas as entre vazio espaço do volume
= ε

Correlação de Gupta e Thodos, para gases e leito de esferas:


( )
575 , 0
D
e R
06 , 2
j
′ ′ ′
= ε para 90 < e R ′ ′ ′ < 4000

Correlação de Gupta e Thodos, para gases e líquidos em leito de esferas fluidizado:


( ) 483 , 0 e R
863 , 0
010 , 0 j
58 , 0
D
− ′ ′ ′
+ = ε

Mais detalhes sobre transferências de massa, calor e momento em leitos fluidizados se encontra no
livro de Kunii & Levenspiel, Fluidization Engineering, Wiley, New York, 1969.












Correlações para transferência de massa convectiva 7.11
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
EXEMPLO 7.5
Para realizar ensaios de transferência de massa, construí-se uma coluna que se comportasse como
leito fixo e fluidizado, dependendo da velocidade de injeção do fluido de trabalho na base do
equipamento. Para proceder a experimentação, esferas de naftaleno de 2,9 mm de diâmetro e massa
especifica igual a 1,145 g/cm
3
foram eleitas como material de teste. Utilizando ar seco como fluido
de trabalho a 25º C e 1 atm (Sc = 2,45 e D
AB
= 0,0611 cm
2
/s), determine:

a) O valor de Sherwood da partícula quando o ar é injetado a 14,91 cm/s na base da coluna. Nessa
condição observou-se que o leito comportara-se como fixo de porosidade 0,49. Utilize a
correlação apresentada neste tópico e compare os resultados obtidos com o experimental que é
12,95.

b) Mantendo-se a carga de partículas presentes no item anterior, estime o valor do Sh
P
, para o caso
da velocidade do ar ser duplicada. Nesse caso, assume-se que o leito comporta-se como
fluidizado com porosidade igual a 0,69.










u
o
Correlações para transferência de massa convectiva 7.12
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
ENXAME DE BOLHAS ESFÉRICAS

⇒ Introdução do gás em líquidos através de orifícios gerando o enxame de bolhas.
⇒ Comportamento diferente aos de esferas rígidas.

Calderbank e Môo-Young: transferência de um soluto A do gás para o solvente liquido B através de
grande quantidade de bolhas contendo o gás A.


3 1 3 1
AB
b L
Sc Gr 31 , 0
D
d k
Sh = = para d
b
< 2,5 mm


2 1 3 1
AB
b L
Sc Gr 42 , 0
D
d k
Sh = = para d
b
≥ 2,5 mm


2
L
L
3
b
g d
Gr
µ
ρ ∆ ρ
=

∆ρ = diferença de densidade do líquido e a densidade do gás no interior da bolha.
ρ
L
e µ
L
avaliados nas propriedades bulk da mistura.

Para relacionar o fluxo N
A
com a taxa de transferência a razão ‘hold up’do gás deve ser conhecida

g
).

V
V
líquido do Volume
gás de bolhas das Volume g
g
= = φ

A área da interface de transferência de massa por unidade de volume para bolha é:


b
3
b
2
b
b
g
g
i
d
6
d
6
d
bolha da Volume
bolha da área
pois
d
6
bolha da Volume
bolha da área
V
V
V
A
=
π
π
=
φ = ⋅ =


φ
g
< 0,2 para muitos casos e
t
g
ϑ
ϑ
∝ φ com a agitação mecânica do líquido.

Correlações para transferência de massa convectiva 7.13
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Para transferência de massa de gases a líquidos em tanques agitados por impulsor.
Devido as colisões continuas das bolhas de gás borbulhando e a agitação mecânica do impulsor, a
área interfase para transferência de massa é impossível de ser medida. Nestes casos a medida do
coeficiente de transferência de massa para tanques agitados são colocadas na forma de coeficiente
de capacidade, por exemplo, k
L
a. O parâmetro a, é definido como:


líquido do Volume
interfase massa de ncia transferê para disponivel área
V
A
a
i
= =

Conversão de unidades:


1
3
2
i
L
s
m
m
s
m
V
A
k a k
L

=














= =

( )
A A L
i
A A
c c V a k V
V
A
N w − ⋅ = ⋅ ⋅ =




⇒ Equações de Van’t Riet para transferência de O
2
em água com bolhas de ar coalescendo:

( ) ( )
5 , 0
gs
4 , 0
g
2
O
L
u
V
P
10 x 16 , 2 a k
2 







=

para V < 2,6 cm
3
de líquido, e

⇒ Transferência de O
2
em água com bolhas de ar que não coalescem:

( ) ( )
2 , 0
gs
7 , 0
g
3
O
L
u
V
P
10 x 2 a k
2 







=

para V < 2,6 cm
3
de líquido

Ambas valendo para: 500 <
V
P
g
< 10000 w/m
3










=
3
g
m
W
líquido Volume
aeração da consumo de poência
V
P


u
gs
= velocidade superficial do gás escoando através do recipiente vazio (m/s) = (vazão volumétrica
do gás)/(área da seção transversal)


Correlações para transferência de massa convectiva 7.14
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
EXEMPLO 7.6:
Num projeto de remediação airada para tratamento de água contaminada com tricloroetileno (TCE)
a uma concentração de 50 mg/L. A trincheira é um duto aberto de 1 m de largura (W) e
profundidade de 2 m (H), e a vazão volumétrica da água de lavagem adicionada a trincheira é 0,1
m
3
/s. O ar é borbulhado no fundo do duto a uma taxa que fornece um hold up de gás de 0,02 m
3
de
gás por 1 m
3
de água, e o diâmetro médio das bolhas é 0,01 m. Determine o comprimento da
trincheira necessária para reduzir a concentração do efluente TCE para 0,05 mg/L. A temperatura
do processo é 293 K e a pressão do sistema é 1 atm.


⇒ Estado estacionário
⇒ Processo contínuo onde TCE é transferido da água de lavagem para o gás de aeração.
⇒ Variação do perfil apenas na direção axial (boa mistura)









Ar
Solo Forro
z
z + ∆z
N
A
A
i
Atmosfera
W = 1 m
H

=

2

m

Equipamentos de transferência de massa 8.1
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
CAPÍTULO 8: EQUIPAMENTOS DE TRANSFERÊNCIA DE MASSA

Exemplos típicos de equipamentos de transferência de massa incluem:
1) Transferência do soluto de uma fase gasosa para uma fase líquida: absorção,
desudimificação e destilação.
2) Transferência do soluto de uma fase líquida para uma fase gasosa: desorção ou stripping e
umidificação.
3) Transferência de um soluto da fase líquida para uma segunda fase líquida imiscível (ex. fase
aquosa para hidrocarboneto): extração líquido-líquido.
4) Transferência de um soluto a partir de um sólido para uma fase fluido: secagem e lavagem
(leaching).
5) Transferência de um soluto a partir de um fluido para a superfície de um sólido: adsorção
coluna troca íons.

⇒ Torres e tanques: contato íntimo as duas fases.


8.1 TIPOS DE EQUIPAMENTOS DE TRANSFERÊNCIA DE MASSA

Classificação em 4 tipos gerais de acordo com o método usado para produzir contato entre as duas
fases:

TORRES DE BOLHAS
Consiste de uma câmara aberta na qual a fase líquida escoa e a fase gasosa é dispersa no líquido na
forma de pequenas bolhas. As bolhas fornecem a área de contato desejada.

⇒ A fase líquida normalmente controla a taxa de transferência de massa. Ex. absorção de gases
parcialmente insolúveis, como a oxidação pelo ar na água.

O tempo de contato e a área de contato determinam a quantidade de massa transferida entre as fases.

aeróbios mistura de tanque
água de o tratament de Operações
biológica Oxidação
¹
;
¹




Equipamentos de transferência de massa 8.2
Samuel Luporini/DEQ/UFBA

Figura 1 – torre de bolhas

TORRES DE SPRAY
O gás escoa para cima numa câmara aberta e a fase líquida é introduzida, na parte superior, por
atomização na forma de pequenas gotas em contracorrente a fase gasosa. As pequenas gotas
garantem uma grande área de contato entre as duas fases.
⇒ Gases altamente solúveis.
⇒ A resistência da fase gasosa normalmente controla a taxa de transferência de massa.


Figura 2 – torres spray
Saída do líquido
Entrada do líquido
Entrada do gás
Saída do gás
Z
Saída do líquido
Entrada do líquido
Entrada do gás
Saída do gás
Z
Equipamentos de transferência de massa 8.3
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
TORRES DE RECHEIO
Envolve o contato contracorrente continuo entre duas fases imiscíveis. As torres são colunas
verticais preenchidas com recheio (ver figura).
Uma variedade de materiais para recheios é usada como cerâmicas e plásticos.
A proposta do recheio é fornecer uma grande área de contato entre as duas fases imiscíveis. O
líquido é distribuído sobre o leito e escoa sobre a superfície do recheio com um filme líquido.
O gás geralmente escoa para cima em contracorrente ao líquido.
⇒ Sistemas gás-líquido na qual as resistências de ambas as fases controlam a taxa de transferência
de massa (ambas são importantes).
⇒ Ex. torre de resfriamento onde a água é recirculada como meio de transferência de calor
(condicionador de ar natural).


Anéis de Raschig Selas de Berl Anéis de Lessing Anéis de Pall

Figura 3 – Recheios comuns na industria.



Figura 4 – torre de recheio

Saída do líquido
Entrada do líquido
Entrada do gás
Saída do gás
Z
Equipamentos de transferência de massa 8.4
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
TORRES DE PRATOS
⇒ São as torres mais comumente utilizadas nas industrias.
⇒ Mecanismo combinado: torre de bolhas com torre spray.

Em cada prato, as bolhas de gás são formadas a partir do fundo do liquido pobre, forçando o gás
através de pequenos orifícios no prato ou sobre válvulas imersas no liquido.
A transferência de massa interfase ocorre durante a formação das bolhas, e quando as bolhas
aumentam em dímetro através do liquido agitado.
Os pratos são arranjados um em cima do outro em uma torre cilíndrica (fig.5). O líquido escoa
cruzando o primeiro prato superior e então os pratos abaixo. O vapor aumenta através de cada prato.
⇒ Torres de pratos não podem ser projetadas por equações obtidas por integração sobre uma
área continua de contato interfase. São projetadas por cálculos para cada estágio ou prato.




Figura 5 – Torre de pratos




Equipamentos de transferência de massa 8.5
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
8.2 OPERAÇÕES DE TRANSFERÊNCIA DE MASSA GÁS-LÍQUIDO EM TANQUES
BEM AGITADOS

A aeração é uma operação de contato gás-líquido onde o ar comprimido é introduzido no fundo de
um tanque de água liquida através de pequenos orifícios dispersos, como tubos perfurados, tubo ou
placas porosas.
O agitador (turbina) quebra as bolhas e dispersa através do líquido, ocorre um processo de absorção
ou stripping.


Figura 6 – Tanque agitado airado

Absorção: O soluto no gás de aeração é transferido para o líquido. Muitas vezes o soluto é o
oxigênio gasoso presente no ar, a qual é poupadamente solúvel em água. A absorção de oxigênio na
água é muito importante em muitos processos de engenharia química.

Stripping: O soluto volátil dissolvido é transferido do líquido para o gás de aeração, importante em
processos de tratamento de água em engenharia ambiental.

Quando o gás está disperso em uma fase continua líquida, a fase líquida controla a taxa de
transferência de massa, portanto o balanço de massa para transferência de massa do soluto é feito
para a fase líquida.
Equipamentos de transferência de massa 8.6
Samuel Luporini/DEQ/UFBA

A transferência de massa do soluto A nos filmes gás e liquido baseado no coeficiente global de
transferência de massa é (ver cap. 6):

( )
A A L A
c c K N − ·

(1)

A taxa de transferência de massa é:

( ) ( )
A A L A A
i
L A
c c aV K c c V
V
A
K W − · − ·
∗ ∗
(2)

onde:
H
p
c
A
A
·

Lei de Henry.

p
A
= pressão parcial de A na fase bulk.
K
L
a = coeficiente de capacidade, pois o área de interface de TM por unidade de volume é difícil de
se medir.

O processo da figura 6 é continuo se for batelada elimina-se a corrente de entrada e saída, e o
balanço de massa no estado transiente para o soluto A na fase liquida fica:


{
( )
dt
V c d
V R A N c c
A
homogenea
reação há não
0
A i A
0
A
0
0 A 0
· + + ϑ − ϑ
·
·
·
3 2 1 43 42 1
(3)

Como V = constante, portanto, ( )
dt
dc
V c c aV K
A
A A L
· −



·

A
c constante, logo:
∫ ∫
− ·



t
0
L
c
c
A A
A
dt a K
c c
dc
A
0 A
(4)

ficando: ( )
t a K
0 A A A A
L
e c c c c
⋅ − ∗ ∗
− − · (5)

∞ → ≅

t se c c
A A


Para processo continuo no estado estacionário temos:

Equipamentos de transferência de massa 8.7
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
{
( )
43 42 1
3 2 1 43 42 1
io estacionár
estado
0
A
homogenea
reação há não
0
A i A
saída
A
entrada
0 A 0
dt
V c d
V R A N c c
·
·
· + + ϑ − ϑ (6)

Para processos com soluções diluídas as vazões volumétricas ϑ · ϑ
0
, a equação (6), fica:

( ) ( ) 0 c c V a K c c
A A L A 0 A
· − ⋅ + − ϑ



ou
a K
V
c a K c
V
c
L
0
A L 0 A
0
A
+
ϑ
⋅ +
ϑ
·

(7)

EXEMPLO 8.1
O projeto de um sistema de aeração para processos de fermentação aeróbia é baseado na
transferência de massa gás-líquido. Microorganismos crescem numa suspensão líquida e são
alimentados por nutrientes dissolvidos em glicose e sais minerais. Microorganismos aeróbios em
líquidos suspensos também requerem oxigênio para o seu crescimento. Se o oxigênio não é suprido
com uma taxa suficiente para suportar o crescimento da célula, as células morrerão.
No presente processo, Aerobacter aerogenes está sendo cultivado dentro de um fermentador
continuo de 3 m
3
de volume líquido (V) e o diâmetro do tanque (d
T
) de 1,5 m. O meio nutriente
fresco contem uma quantidade de traços de oxigênio dissolvido a uma concentração de 0,01 mol
O
2
/m
3
entrando no fermentador a uma vazão de 1,8 m
3
/h. Para condições de estado estacionário, o
fermentador aeróbio opera a uma concentração celular (c
X
) de 5 kg de massa sêca/m
3
de cultura
líquida.
A concentração celular é determinada por taxa de crescimento especifico dos organismos e a
composição nutriente do meio líquido.
A suspensão celular líquida consome oxigênio proporcionalmente a concentração da célula de
acordo com a equação da taxa:
X 0 A
c q R − ·
onde q
0
é a taxa de consumo de oxigênio especifico das células = 20 mol O
2
/kg de célula⋅h, que é
assumido constante. Determinar o valor de K
L
a necessário para assegurar que a concentração de
oxigênio na cultura líquida (c
A
) é pelo menos 0,05 mol/m
3
. Determinar a potencia de entrada para 3
m
3
do fermentador se a vazão de gás no fermentador é 1 m
3
de ar/min para as condições do
processo a 298 K e 1 atm. Assumir que as bolhas não coalescem. Para 298 K, a constante da lei de
Henry para o oxigênio dissolvido no meio nutriente líquido é 0,826 atm.m
3
/mol.
Resp.: K
L
a = 0,136 s
-1
e P
g
= 4716 W

Equipamentos de transferência de massa 8.8
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Eckenfelder desenvolveu uma correlação geral par transferência de oxigênio de bolhas de ar para o
liquido.


V
h Q
V
A
K
78 , 0 n 1
g g
L
+
θ
· (8)
onde:
θ
g
= constante de acordo com o tipo de dispersador.
Q
g
= taxa de escoamento do gás (ft/min).
n = constante que depende do tamanho dos orifícios do dispersador.
h = profundidade abaixo da superfície líquida para qual o ar é introduzido no tanque.

Um gráfico para a equação (8) é representado abaixo:

Figura 7 – fator de transferência de oxigênio para um único dispersor num tanque de aeração.

EXEMPLO 8.2
Uma lagoa de aeração de 566 m
3
é airada com 15 dispersores, cada um usando ar comprimido a
uma taxa de 7,08 x 10
-3
m
3
/s. Os dispersores estão localizados a 4,57 m abaixo da superfície da
lagoa. Encontrar o tempo requerido para aumentar o oxigênio dissolvido de 2 mg/L para 5 mg/L se
a temperatura da água é de 293 K.
Resp.: 1540 s.
Equipamentos de transferência de massa 8.9
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
8.3 BALANÇO DE MASSA PARA TORRES DE CONTATO CONTÍNUO: EQUAÇÕES
PARA A LINHA DE OPERAÇÃO

São quatro fundamentos importantes que constituem a base de projeto para equipamentos de
contato contínuo:
1) Balanço material e de entalpia, envolvendo equações de conservação da massa e energia:
forma a expressão para avaliar a composição bulk das duas fases em contato em algum
ponto da torre, bem como a mudança nas composições bulk entre dois pontos da torre.
2) Equilíbrio interfase (leis termodinâmicas => capítulo 6)
3) Equações de transferência de massa: desenvolvidas nas formas diferenciais, combinadas
com o balanço diferencial de massa, e quando integrado sobre a área interfacial de contato
fornece o comprimento requerido na troca de massa.
4) Equações de transferência de momento: importante para avaliar a queda de pressão no
equipamento.

Escoamento contracorrente
Considerando alguma operação no estado estacionário que envolve o contato contracorrente de duas
fases insolúveis como mostra a fig. 8. As duas fases insolúveis são identificadas como G e L.
















Figura 8 – Processo contracorrente no estado estacionário.



z = z
1
z = z
2
z

G
1
, y
A1
, Y
A1
G
2
, y
A2
, Y
A2
G
z
, y
Az
, Y
Az
L
z
, x
Az
, X
Az
L
2
, x
A2
, X
A2
L
1
, x
A1
, X
A1
Equipamentos de transferência de massa 8.10
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Para o fundo da torre temos as definições:
G
1
= Vazão molar de entrada da fase G [moles da fase G/h⋅área da seção transversal da torre]
L
1
= Vazão molar de entrada da fase L [moles da fase L/h⋅área da seção transversal da torre]
y
A1
= fração molar de A na fase G [moles de A/moles total na fase G]
x
A1
= fração molar de A na fase L [moles de A/moles total na fase L]

As definições são similares para o topo da coluna, no plano z
2
.

O balanço global macroscópico de massa para o componente A no trocador de massa no estado
estacionário, na qual não ocorre produção química de A ou desaparecimento de A, requer:


1
]
1

¸

·
1
]
1

¸

torre na deixando
A de moles
torre na entrtando
A de moles


ou
1 A 1 2 A 2 2 A 2 1 A 1
x L y G x L y G + · + (1)

Um balanço de massa para o componente A no plano z = z
1
e um plano arbitrário z, é:


1 A 1 Az z Az z 1 A 1
x L y G x L y G + · + (2)

As equações ficam mais fáceis de manipular se forem designadas concentrações por unidade de
concentração livre de soluto como:


A
A
A
y 1
y
Y

· (3)


A
A
A
x 1
x
X

· (4)

Onde: Y
A
= moles de A em G por mol livre de A em G.
X
A
= moles de A em L por mol livre de A em L.

As taxas de escoamento usadas com unidades livres de soluto são:
L
S
= moles da fase L sobre uma base livre de soluto
G
S
= moles da fase G sobre uma base livre de soluto

( ) ( )
( ) ( )
2 A 2 1 A 1 S
2 A 2 1 A 1 S
y 1 G y 1 G G
x 1 L x 1 L L
− · − ·
− · − ·

Equipamentos de transferência de massa 8.11
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
O balanço global de A pode ser escrito em termos livre de soluto:


1 A S 2 A S 2 A S 1 A S
X L Y G X L Y G + · + ou

( ) ( )
2 A 1 A S 2 A 1 A S
X X L Y Y G − · − (5)

Logo:
2 A 1 A
2 A 1 A
S
S
X X
Y Y
G
L


· (6)

Equação (6) ⇒ equação de uma reta que passa por (X
A1
,Y
A1
) e (X
A2
,Y
A2
) com inclinação L
S
/G
S
.

Um balanço de massa em A no plano z
1
e o plano arbitrário z em termos livre de soluto:


1 A S Az S Az S 1 A S
X L Y G X L Y G + · + ou

( ) ( )
Az 1 A S Az 1 A S
X X L Y Y G − · − (7)

Logo:
Az 1 A
Az 1 A
S
S
X X
Y Y
G
L


· (8)

Equação (7) ⇒ equação de uma reta que passa por (X
A1
,Y
A1
) e (X
Az
,Y
Az
) com inclinação L
S
/G
S
.

Equação (5) ≡ Equação (7)

A equação (7) é uma expressão geral relacionando as composições bulks das duas fases para algum
ponto do trocador de massa. Esta define as condições operacionais dentro do equipamento: é linha
de operação para operações contracorrente.

Figura 9: Ilustra a localização da linha de operação relativa a linha de equilíbrio para transferência
de soluto da fase G para a fase L(absorção). O equilíbrio bulk, localizado sobre a linha de operação
, deve ser maior do que a concentração de equilíbrio para fornecer uma força direcional,
Ai AG
Y Y − ou seu equivalente
Ai AG
p p − ou


A AG
Y Y ou seu equivalente


A AG
p p ,
necessária para transferir a partir da fase G para fase L.





Equipamentos de transferência de massa 8.12
Samuel Luporini/DEQ/UFBA


Figura 9 – Processo contracorrente no estado estacionário, transferência a partir da fase G para a L.


Figura 10 – Processo contracorrente no estado estacionário, transferência a partir da fase L para a G.

Figura 10: Ilustra a localização da linha de operação relativa a linha de equilíbrio para
transferência de soluto da fase L para a fase G(stripping). A localização da linha de operação abaixo
da curva de equilíbrio assegura uma força direcional,
AL Ai
x x − ou seu equivalente
AL Ai
c c − ou
AL A
x x −

ou seu equivalente
AL A
c c −

, necessária para transferir a partir da fase L para fase G.

Y
A
Y
A1
Y
A2
X
A2
X
A1
S
S
G
L
inclinação·
Linha de
operação

Curva de equilíbrio
Y
Ai
versus X
Ai
Y
A
Y
A1
Y
A2
X
A2
X
A1
X
A
S
S
G
L
inclinação·
Linha de operação

Curva de equilíbrio
Y
Ai
versus X
Ai
X
A
Equipamentos de transferência de massa 8.13
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
O balanço de massa para o componente A sobre o comprimento diferencial dz, é facilmente obtido
pela diferenciação da equação (7). Esta equação diferencial


A S A S
dY G dX L ·

relaciona a transferência molar em operações contracorrente pelo tempo e pela área da seção
transversal disponível no comprimento dz

No projeto de equipamentos de transferência de massa, a vazão de pelo menos uma fase e três das 4
composições de entrada e saída devem ser fixadas pelo requisito do processo. A necessidade da
vazão da segunda fase é muitas vezes a variável projetada.
Três possíveis linhas de operação são mostradas na figura 11. A inclinação decresce quando o valor
da vazão L
S
decresce. O mínimo L
S
, que deve ser usado, corresponde a linha de operação que toca a
linha de equilíbrio. Para o ponto de tangencia a força direcional é zero, e a transferência de massa
entre as duas fases não ocorre. Isto representa a condição limite, a razão mínima L
S
/G
S
para
transferência de massa.



Figura 11 Localização da linha de operação.





Y
A
Y
A1
Y
A2
X
A2
X
A
inclinações

Curva de equilíbrio
(
L
S
/
G
S
)
1

(
L
S
/
G
S
)
2

(
L
S
/
G
S
)
3

P
1
P
2
P
3
Equipamentos de transferência de massa 8.14
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
EXEMPLO 8.3
A amônia deve ser absorvida a partir de uma mistura com ar a 293 K e 1,013 x 10
5
Pa de pressão
numa torre de recheio contracorrente, usando água a 293 K como absorvente. A vazão do gás de
entrada é 1,21 x 10
-2
m
3
/s e uma corrente de água sem amônia de 9,46 x 10
-3
kg/s será utilizada. Se
a concentração da amônia, NH
3
, é reduzida de 3,52 1,29% por volume, determine a razão
( ) ( )
min
S S
real
S S
G L G L . Os dados de equilíbrio para o sistema a 293 K e 1,013 x 10
5
Pa são
os seguintes:

O H de mol kg
NH de mol kg
X
2
3
0,0164 0,0252 0,0349 0,0455 0,0722
O H de mol kg
NH de mol kg
Y
2
3
0,021 0,032 ,042 0,053 0,08

Resp.: 1,38

Equilíbrio
X Y
kg mol de NH
3
/ kg mol de NH
3
/
kg mol de H
2
O kg mol de H
2
O
0 0
0.0164 0.0210
0.0252 0.0320
0.0349 0.0420
0.0455 0.0530
0.0722 0.0800


linha de operação
0 0.0131
0.0215 0.0365








Equipamentos de transferência de massa 8.15
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
0, 0.0131
0.0215, 0.0365
0.00
0.01
0.02
0.03
0.04
0.05
0.06
0.07
0.08
0.09
0.00 0.01 0.02 0.03 0.04 0.05 0.06 0.07 0.08
X
A
, moles de NH
3
/mol de água
Y
A
,

m
o
l

d
e

N
H
3
/
m
o
l

d
e

a
r
Curva de equiíbrio
Linha de operação
(L
s
/G
s
)
min
0.0296


Escoamento cocorrente

Para operações e transferência de massa no estado estacionário envolvendo contato cocorrente de
duas fases imiscíveis, mostrada na figura 14, o balanço de massa global para o componente A com
base livre de soluto é:















Figura 14 – Processo cocorrente no estado estacionário
z = z
1
z = z
2
z

G
1
, G
S
, y
A1
, Y
A1
G
2
,G
S
, y
A2
, Y
A2
G
z
, G
S
, y
Az
, Y
Az
L
z
,L
S
, x
Az
, X
Az
L
2
,L
S
, x
A2
, X
A2
L
1
, L
S
, x
A1
, X
A1
Equipamentos de transferência de massa 8.16
Samuel Luporini/DEQ/UFBA

1 A S 1 A S 2 A S 2 A S
X L Y G X L Y G + · + ou

( ) ( )
1 A 2 A S 2 A 1 A S
X X L Y Y G − · − (1)

Logo:
2 A 1 A
2 A 1 A
S
S
X X
Y Y
G
L


· −

Equação (1) ⇒ equação de uma reta que passa por (X
A1
,Y
A1
) e (X
A2
,Y
A2
) com inclinação -L
S
/G
S
.
Um balanço de massa em A no plano z
1
e o plano arbitrário z em termos livre de soluto:


1 A S 1 A S Az S Az S
X L Y G X L Y G + · + ou

( ) ( )
1 A Az S Az 1 A S
X X L Y Y G − · − (2)

Logo:
Az 1 A
Az 1 A
S
S
X X
Y Y
G
L


· −

Equação (1) e equação (2) ambas são equações de uma reta que passa por um ponto
comum(X
A1
,Y
A1
) com a mesma inclinação -L
S
/G
S
. A equação (2) é uma expressão geral que
relaciona a composição das duas fases em contato para algum ponto do equipamento. É designada
como equação da linha de operação para operações cocorrente. As figuras 15 e 16 ilustram a
localização do linha de operação relativa a curva de equilíbrio.


Figura 15 – Processo cocorrente no estado estacionário, transferência a partir da fase G para a L.

Y
A
Y
A1
Y
A2
X
A2
X
A1
X
A
S
S
G
L
- inclinação·
Linha de operação

Curva de equilíbrio
Y
Ai
versus X
Ai
Equipamentos de transferência de massa 8.17
Samuel Luporini/DEQ/UFBA


Figura 16 – Processo contracorrente no estado estacionário, transferência a partir da fase L para a G.

Um balanço de massa para o componente A sobre o comprimento diferencial, dz, para escoamento
cocorrente:


A S A S
dY G dX L − ·

que verifica a inclinação para a linha de operação em operação cocorrente de –L
S
/G
S
.

EXEMPLO 8.4
Uma corrente de ar-amônia descrita no exemplo 3 é alimentada cocorrentemente com uma corrente
de água sem amônia. A concentração da amônia deve ser reduzida de 3,52 para 1,29% por volume,
usando uma corrente de água 1,37 vezes a mínima. Determine (a) a razão mínima L
S
/G
S
, (b) vazão
real de água, e (c) concentração na corrente aquosa de saída.










Y
A
Y
A1
Y
A2
X
A2
X
A1
S
S
G
L
- inclinação·
Linha de
operação

Curva de equilíbrio
Y
Ai
versus X
Ai
X
A
Equipamentos de transferência de massa 8.18
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Equilíbrio
X Y
kg mol de NH
3
/ kg mol de NH
3
/
kg mol de H
2
O kg mol de H
2
O
0 0
0.0164 0.0210
0.0252 0.0320
0.0349 0.0420
0.0455 0.0530
0.0722 0.0800


linha de operação
0 0.0365
0.0072 0.0131


0, 0.0365
0.0072, 0.0131
0.00
0.01
0.02
0.03
0.04
0.05
0.06
0.07
0.08
0.09
0.00 0.01 0.02 0.03 0.04 0.05 0.06 0.07 0.08
X
A
, moles de NH
3
/mol de água
Y
A
,

m
o
l

d
e

N
H
3
/
m
o
l

d
e

a
r
Curva de equiíbrio
Linha de operação
(L
s
/G
s
)
min






Equipamentos de transferência de massa 8.19
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
8.4 BALANÇO DE ENTALPIA PARA TORRES DE CONTATO CONTÍNUO

Muitas operações de transferência de massa são isotérmicas, principalmente quando envolve
misturas diluídas. No entanto, quando grandes quantidades de soluto são transferidas, o calor de
mistura pode produzir um aumento de temperatura na fase receptora. Se a temperatura da fase
muda, a solubilidade no equilíbrio do soluto será alterada, e a força de difusão também se alterará.
Considerando um processo contracorrente como da figura 8, um balanço entalpico no plano z = z
2
e
um plano arbitrário z, temos:


L 2 G 2 G 2 L 2
LH H G GH H L + · + (1)

Onde: H = entalpia molar da corrente em sua temperatura particular, pressão e concentração. As
entalpias são normalmente baseadas sobre uma referencia de solvente livre de soluto e soluto puro
para uma temperatura base escolhida, T
0
. A entalpia normal de uma mistura líquida é avaliada sobre
uma temperatura base pela relação:

( )
S avg 0 L pL L
H M T T c H ∆ + − · (2)

Onde: H
L
= entalpia da corrente liquida [kJ/mol]
c
pL
= capacidade calorífica da mistura sobre uma base mássica [kJ/kg⋅K]
T
L
= temperatura da mistura [K]
M
avg
= massa molecular media da mistura
∆H
S
= calor integral da solução em T
0
e para a concentração da mistura [kJ/mol]

A entalpia molar para a mistura gasosa, com a mesma temperatura base e estado padrão do soluto é

( )( )( ) [ ]
( )
soluto soluto , g , f soluto 0 G
G fase da soluto livre G fase soluto livre , G , p soluto soluto soluto , G , p soluto G
M h y T T
M c y 1 M c y H
+ −
− + ·


Onde: H
G
= entalpia da corrente gasosa [kJ/mol]
c
p,G
= capacidade calorífica na fase gas [kJ/kg⋅K]
T
G
= temperatura da mistura gasosa [K]
h
f,g, soluto
= calor de vaporização do soluto [kJ/kg]





Equipamentos de transferência de massa 8.20
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
8.5 COEFICIENTES DE CAPACIDADE PARA TRANSFERÊNCIA DE MASSA

Coeficiente individual de transferência de massa, k
G
, foi definido pela expressão:

( )
i , A G , A G A
p p k N − · (1)

Coeficiente global de transferência de massa, K
G
, foi definido pela expressão:

( )

− ·
A G , A G A
p p K N (2)

Para coluna de parede molhada as equações (1) e (2) são convenientes, pois possui a área da
superfície interfacial definida.
Outros equipamentos de transferência de massa são impossíveis de se medir a área da superfície
interfacial, por esta razão a é introduzido como área da superfície interfacial/volume.


( )( )
( )
( )( ) al transvers seção da área tempo
ido A transfer de moles
o compriment dz
volume
l interfacia área
a
l interfacia área tempo
ido A transfer de moles
N
A
·
1
]
1

¸

,
_

¸
¸
1
]
1

¸

ou

( )dz p p a k dz a N
i , A G , A G A
− · (3) e

( )dz p p a K dz a N
A G , A G A

− · (4)

Onde: k
G
a = coeficiente de capacidade de transferência de massa individual
K
G
a = coeficiente de capacidade de transferência de massa global

São combinados como um produto


( )( )( )
( )( )( )
1
]
1

¸

⋅ ⋅
· ·
1
]
1

¸

1
]
1

¸

Pa m s
A de gmol
pressão volume tempo
ido A transfer de moles
volume
l interfacia área
pressão l interfacia área tempo
ido A transfer de moles
a k
3
G


Na fase líquida L, temos:

Equipamentos de transferência de massa 8.21
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
( )dz c c a k dz a N
L , A i , A L A
− · (5) e

( )dz c c a K dz a N
L , A A L A
− ·

(6)


1
1
1
1
1
]
1

¸

⋅ ⋅
solução de m
A de gmol
m s
A de gmol
a k
3
3
L




8.6 ANÁLISES DE EQUIPAMENTOS DE CONTATO CONTÍNUOS

Coeficiente de capacidade global constante

Hipóteses:
- isotérmico
- contracorrente
- K
Y
a = constante

O balanço de massa do componente A sobre o comprimento diferencial dz é descrito como:


( )( )
A S A S
dY G dX L
al transvers seção da área tempo
ido A transfer de moles
· · (1)

A transferência de massa do componente A no comprimento diferencial dz é definido por:


( )( )
( )dz Y Y a K adz N
al transvers seção da área tempo
ido A transfer de moles
A A Y A

− · · (2)

A transferência de A a partir da fase gasosa G para a fase líquida L fica:

( )dz Y Y a K dY G
A A Y
A perdendo esta
G fase a
A S

− · −
43 42 1


ou


− ·
A A
A
Y
S
Y Y
dY
a K
G
dz
Equipamentos de transferência de massa 8.22
Samuel Luporini/DEQ/UFBA

∫ ∫


− ·
2 A
1 A
2
1
Y
Y
A A
A
Y
S
z
z
Y Y
dY
a K
G
dz (3)



(4)


Pela curva de equilíbrio e a linha de operação (fig. 19) podemos avaliar


A A
Y Y e calcular o
recíproco


A A
Y Y 1 plotando contra Y
A
(fig. 20) e encontrando a área sob a curva.






Figura 19 – Avaliação de


A A
Y Y , a força direcional global

Y
A
Y
A1
Y
A2
X
A2
X
A1
X
A
Linha de operação

Curva de equilíbrio Y
A

A
Y
{
( )
4 4 3 4 4 2 1
numérica ou gráfica
integração
Y
Y
A A
A
Y
S
1 2
massa de troca de
o compriment
1 A
2 A
Y Y
dY
a K
G
z z z



· − ·
Equipamentos de transferência de massa 8.23
Samuel Luporini/DEQ/UFBA


Figura 20 – Avaliação da integral



1 A
2 A
Y
Y
A A
A
Y Y
dY


Após obter a área sob a curva da figura 20, podemos avaliar o comprimento do trocador de massa
pela equação (4).

Para transferência da fase L para a fase G (desorção ou stripping) temos:

( )dz Y Y a K dY G
A A Y
A ganhando esta
G fase a
A S
− ·

43 42 1


{
( )
4 4 3 4 4 2 1 4 4 3 4 4 2 1
numérica ou gráfica
integração
Y
Y
A AG
A
Y
S
numérica ou gráfica
integração
Y
Y
A A
A
Y
S
1 2
massa de troca de
o compriment
1 A
2 A
1 A
2 A
p p
dY
a K
G
Y Y
dY
a K
G
z z z
∫ ∫
∗ ∗

·

· − · (5)

Em termos da fase líquida, para a transferência de massa de A a partir da fase G para a fase L,
temos:

( )dz X X a K dX L
A A X
A ganhando esta
L fase a
A S

− ·
43 42 1





A A
Y Y
1

Y
A2
Y
A1
Y
A



·
1 A
2 A
Y
Y
A A
A
Y Y
dY
Área

Equipamentos de transferência de massa 8.24
Samuel Luporini/DEQ/UFBA

{
( )
4 4 3 4 4 2 1
numérica ou gráfica
integração
X
X
A A
A
X
S
1 2
massa de troca de
o compriment
1 A
2 A
X X
dX
a K
L
z z z


· − ·

(7)

z é avaliado com o mesmo procedimento da fase G.

Coeficiente de capacidade global variável

O coeficiente de capacidade global variável quando a inclinação da linha de equilíbrio varia dentro
da região que incluem as concentrações bulk e interfacial.
No caso se as linhas de equilíbrio tiver curvatura pronunciada, o cálculo exato é baseado sobre um
dos coeficientes de capacidade individual.
O balanço de massa para A sobre um comprimento diferencial dz é


A S A S
dY G dX L · (1)

Y
A
= moles de A por mol livre de A, ambos na fase G, ou seja:


A
A
A
y 1
y
Y

· , que diferenciando fica:


( )
2
A
A
A
y 1
dy
dY

·

Substituindo em (1),


( )
2
A
A
S A S A
y 1
dy
G dX L adz N

· · (2)

Sabemos que:

( )dz p p a k dz a N
i , A G , A G A
− · (3)

Combinando (2) com (3)


( )( )
2
AG Ai AG G
AG S
y 1 p p a k
dy G
dz
− −

· ou
Equipamentos de transferência de massa 8.25
Samuel Luporini/DEQ/UFBA

( )( )
2
AG Ai AG G
AG S
y 1 y y aP k
dy G
dz
− −

·

A composição interfacial, y
Ai
e x
Ai
pode ser encontrada para cada ponto da linha de operação
dirigindo uma reta até tocar a linha de equilíbrio. As inclinações destas retas são
G L
k k − para
gráfico p
A
contra c
A
ou
G L
Pk ck − para gráfico y
A
contra x
A
, ver figuras 21.



Figura 21 Determinação da composição interfacial para transferência a partir da fase G para a fase
L.


Força direcional média logarítmica

Hipóteses:
⇒ Para correntes relativamente diluídas
⇒ Curva de equilíbrio e linha de operação linear em termos de frações molares na faixa de
concentração envolvida.
⇒ G
1
≈ G
2
≈ G e L
1
≈ L
2
≈ L

Logo o balanço de massa aproximado:

( ) ( )
A Ai A Ai
y y G x x L − · − (1)

ou
A A
Gdy Ldx · (2)

( )dz y y aP K adz N
A A G A

− · (3)

Definindo

− · ∆
A A
y y
Equipamentos de transferência de massa 8.26
Samuel Luporini/DEQ/UFBA

2 A 1 A
2 1
A
y y dy
d

∆ − ∆
·



Como

− ·

− ·

A
G
A A
A
G
dy
aP K
G
y y
dy
aP K
G
dz

Ou
( )


∆ − ∆

− ·
d
y y
aP K
G
dz
2 1
2 A 1 A
G


Integrando e rearranjando:


( )
( )
ln A A
2 A 1 A
G y y
y y
aP K
G
z



− · (4)

onde: ( )
( ) ( )
( )
( )
1
1
]
1

¸



− − −
· −


∗ ∗

2
A A
1
A A
2
A A
1
A A
ln
A A
y y
y y
ln
y y y y
y y (5)

Similarmente em termos de coeficiente de capacidade global para a fase líquida, temos:



( )
( )
ln A A
2 A 1 A
L x x
x x
ac K
L
z


·

(6)

onde: ( )
( ) ( )
( )
( )
1
1
]
1

¸



− − −
· −


∗ ∗

2
A A
1
A A
2
A A
1
A A
ln
A A
x x
x x
ln
x x x x
x x (7)

EXEMPLO 8.5
A amônia é absorvida a partir do ar a 293 K e 1,013 x 10
5
Pa de pressão em uma torre de recheio
contracorrente de 0,5 m de diâmetro, utilizando água livre de amônia como absorvente. A vazão do
gás de entrada é 0,2 m
3
/s e a vazão da água de entrada 203 kg/s. Sob estas condições o coeficiente
de capacidade global, K
Y
a, pode ser assumido para ser
A
3
Y s m
mol
80
∆ ⋅ ⋅
. A fração molar da amônia
será reduzida de 0,0825 para 0,003. A torre será resfriada, operação ocorrera a 293 K; os dados de
equilíbrio do exemplo 3 poder ser usado. Determinar o comprimento do trocador de massa.
Equipamentos de transferência de massa 8.27
Samuel Luporini/DEQ/UFBA

X Y
kg mol de NH
3
/ kg mol de NH
3
/
kg mol de H
2
O kg mol de H
2
O
0.0164 0.0210
0.0252 0.0320
0.0349 0.0420
0.0455 0.0530
0.0722 0.0800


y = -2.839x
2
+ 1.3098x
R
2
= 0.9993
0.00
0.01
0.02
0.03
0.04
0.05
0.06
0.07
0.08
0.09
0.00 0.02 0.04 0.06 0.08
X
Y
Dados de equilíbrio
Polinômio (Dados de equilíbrio)













Equipamentos de transferência de massa 8.28
Samuel Luporini/DEQ/UFBA
Y
A
X
A
Y*
A
Y - Y* 1/(Y - Y*) [1/(Y - Y*)]
médo
∆YA [1/(Y - Y*)]
médo
∆YA
0.003 0.00003 0.00004 0.00296 337.6823
299.6194894 0.007 2.097336426
0.01 0.00477 0.00618 0.00382 261.5567
225.5574282 0.01 2.255574282
0.02 0.01153 0.01472 0.00528 189.5582
166.3360319 0.01 1.663360319
0.03 0.01830 0.02301 0.00699 143.1139
127.3647849 0.01 1.273647849
0.04 0.02506 0.03104 0.00896 111.6157
100.4864383 0.01 1.004864383
0.05 0.03183 0.03881 0.01119 89.35719
81.22129633 0.01 0.812212963
0.06 0.03859 0.04632 0.01368 73.0854
66.96731932 0.01 0.669673193
0.07 0.04536 0.05357 0.01643 60.84924
56.13770455 0.01 0.561377045
0.08 0.05212 0.06055 0.01945 51.42617
47.72352068 0.01 0.477235207
0.09 0.05889 0.06728 0.02272 44.02087
Área total 10.81528167


y = -721827x
3
+ 150572x
2
- 11309x + 365.43
R
2
= 0.9986
0
50
100
150
200
250
300
350
400
0 0.02 0.04 0.06 0.08 0.1
Y
1
/
(
Y
-
Y
*
)

OBJETIVOS: 1. Conhecimento básico das leis de transferência de massa indispensável a uma formulação correta dos problemas correntes de engenharia química. 2. Desenvolvimento da capacidade para modelar matematicamente, simular e avaliar processos de transferência de massa com ênfase em equipamentos de contato direto. TRANSFERÊNCIA DE MASSA 1. Fundamentos da transferência de massa 1.1. Transferência de massa molecular 1.2. O coeficiente de difusão 1.3. Transferência de massa convectiva 2. Equações diferenciais de transferência de massa 2.1. A equação diferencial de transferência de massa 2.2. Formas especiais da equação de transferência de massa 2.3. Condições de contorno 2.4. Modelagem de processos envolvendo difusão molecular 3. Difusão molecular no estado estacionário 3.1. Transferência de massa independente de reação química 3.2. Sistemas associados com reação química 3.3. Sistemas de duas e três dimensões 3.4. Transferências simultâneas de momento, calor e massa 4. Difusão molecular no estado transiente 4.1. Difusão transiente e a segunda lei de Fick 4.2. Difusão transiente em meio semi-infinito 4.3. Difusão transiente em um meio finito sob condições de resistência de superfície desprezível 4.4. Cartas de concentração tempo para formas geométricas simples 5. Transferência de massa convectiva 5.1. Considerações fundamentais em transferência de massa convectiva 5.2. Parâmetros significantes em transferência de massa convectiva 5.3. Analise dimensional 5.4. Análise exata da camada limite de concentração laminar 5.5. Análise aproximada da camada limite de concentração 5.6. Analogias entre transferência de massa, calor e momento 5.7. Modelos para coeficientes de transferência de massa convectiva

6. Transferência de massa convectiva entre fases 6.1. Equilíbrio 6.2. Teoria das duas resistências 7. Correlações para transferência de massa convectiva 7.1. Transferência de massa para placas, esferas e cilindros 7.2. Transferência de massa envolvendo escoamento através de tubos 7.3. Transferência de massa em colunas de parede molhada 7.4. Transferência de massa em leitos fixo e fluidizado 7.5. Transferência de massa gás-líquido em tanques agitados 7.6. Coeficientes de capacidade para torres de recheio 7.7. Modelagem para processos de transferência de massa envolvendo convecção 8. Equipamentos de transferência de massa 8.1. Tipos de equipamentos de transferência de massa 8.2. Operações de transferência de massa gás-líquido em tanques de mistura perfeita 8.3. Balanços de massa para torres de contatos contínuos 8.4. Balanço de entalpia para torres de contatos contínuos 8.5. Coeficientes de capacidade para transferência de massa 8.6. Analises de equipamentos de contatos contínuos

Bibliografia: WELTY, J.R., WICKS, C.E., WILSON, R.E., RORRER, G., Fundamentals of Momentum, Heat and Mass Transfer, 4th Edition, John Wiley & Sons, Inc., 2001. WELTY, J.R., WICKS, C.E., WILSON, R.E., Fundamentals of Momentum, Heat and Mass Transfer, 3th Edition, John Wiley & Sons, Inc., 1984. BIRD, R.B., STEWART, W.E., LIGTHFOOT, E.N., Fenômenos de Transporte, 2a. edição, LTC EDITORA, 2004. CREMASCO, M.A., Fundamentos de Transferência de Massa, 2ª. Edição revista, Editora UNICAMP, 2002. GEANKOPLIS, C.J., Mass Transfer Phenomena, Holt Rineart and Winston, Inc., 1972. MILLS, A.F., Mass Transfer, Prentice Hall, 2001. CUTLIP, M.B., SHACHAM, M., Problem Solving in Chemical Engineering with Numerical Methods, Prentice Hall PTR, Chapter 7 Mass Transfer, 1999.

FUNDAMENTOS DA TRANSFERÊNCIA DE MASSA o Quando um sistema dois ou mais componentes na qual as concentrações variam de ponto a ponto. o Dois modos distintos de transporte: molecular convectivo simultâneos 1. na qual as concentrações relativas variam de um ponto ao outro. um processo natural resulta em diminuir a desigualdade da composição. chamando de difusão molecular. ‘Stripping’ de gases por lavagem de água. há uma tendência natural da massa ser transferida. o A difusão de substâncias adsorventes dentro de poros de carbono ativado.Fundamentos de Transferência de Massa 1.1 1. O fluxo líquido de cada espécie molecular ocorre na direção de um gradiente de concentração negativo. o Difusão de nêutron em um reator nuclear.1 TRANSFERÊNCIA DE MASSA MOLECULAR 1815 → Panot observou quantitativamente que uma mistura de gases contendo duas ou mais espécies moleculares. o O transporte de um constituinte de uma região de alta concentração para aquela de menor concentração é chamado de transferência de massa. o A transferência de massa pode ocorrer pelo movimento molecular ao acaso em fluidos estagnados ou podem ser transferidos a partir de uma superfície para um liquido em movimento. o Exemplos: o A remoção de poluente a partir de uma corrente de descarga por absorção. A transferência de massa ou difusão ocorre somente em misturas. minimizando as diferenças de concentração entre os sistemas. adicionado pelas características dinâmicas do escoamento. Samuel Luporini/DEQ/UFBA . o A taxa de catalise química e reações biológicas. Teoria cinética dos gases.

1 mol de A ≡ massa equivalente ao seu peso molecular cA = ρA MA (1. logo: cA = nA V = pA RT (1.4) MA = peso molecular de A Pela lei dos gases ideais pAV = nART.1) Fração mássica = w A = ρA ∑ρi i =1 n = ρA ρ (1. cA é o número de moles de A presentes por unidade de volume da mistura.3) n = número de espécie da mistura A concentração molar da espécie A.2) ∑wi i =1 n =1 (1.5) Onde: PA = pressão parcial da espécie A na mistura nA = número de moles da espécie A V = volume do gás Samuel Luporini/DEQ/UFBA .Fundamentos de Transferência de Massa 1.2 CONCENTRAÇÕES: Moléculas de espécie A massa ρ A = concentração mássica da espécie A = volume dade A mistura ρ = concentração mássica total ou densidade (1.

21 N 2 ⇒ y N 2 = 0 .8) Lei de Dalton ∑ x i =1 i =1 n e ∑yi i =1 n =1 (1. moverá normalmente a diferentes velocidades.1 Concentrações em uma mistura binária com A e B (Welty) Exemplo 1: A composição do ar é muitas vezes dada em termos das duas espécies principais na mistura de gases: O 2 ⇒ y O 2 = 0 .Fundamentos de Transferência de Massa 1.6) P = pressão total Fração molar de líquidos e sólidos: xA = cA/c Gases: yA = cA/c Para uma mistura que obedece a lei dos gases ideais: (1. c.9) Tabela 24. é o mole total da mistura por unidade de volume. A velocidade de mistura será a media das velocidades da cada espécie presente.3 T = temperatura absoluta R = constante dos gases A concentração molar total. Samuel Luporini/DEQ/UFBA .7) yA = cA c = p A RT P RT = pA P (1. Velocidades Num sistema multicomponentes as varias espécies n. 79 Determinar a fração mássica de O2 e N2 e o peso molecular médio do ar a 25o C e 1atm. c = ∑ci = i =1 n n total V = P RT (1.

em unidade mássica ou molar. v O. v N 2 .z = 13 cm/s. Exemplo 2: Sabendo que as velocidades absolutas das espécies químicas presentes na mistura gasosa são: v CO.z = 19 cm/s. que passa em um incremento de tempo através de uma área normal ao vetor.z = 11 cm/s.4 r v= r ∑ρi vi i =1 n n = ∑ρi vi i =1 n r ∑ρi i =1 ρ (1. Determinar: a) velocidade média molar da mistura b) velocidade média mássica da mistura c) velocidade de difusão de O2 na mistura relativa a velocidade média molar da mistura d) velocidade de difusão de O2 na mistura relativa a velocidade média mássica da mistura Fluxos É um vetor quantitativo atribuído a quantidade da espécie particular.Fundamentos de Transferência de Massa 1.10) velocidade média mássica r v i = velocidade absoluta de i para um eixo estacionário r V= ∑ci vi i =1 n r c (1. coordenadas que movem com a velocidade média mássica ou molar. Podem ser definidos com referência a coordenadas fixas no espaço.11) velocidade média molar r r v i − v = velocidade de difusão de i relativa a velocidade mássica média r r v i − V = velocidade de difusão de i relativa a velocidade molar média De acordo com a lei de Fick um componente pode ter uma velocidade relativa para a velocidade média molar ou mássica somente se existir gradientes de concentração. v H 2 O. O fluxo molar na direção z: Samuel Luporini/DEQ/UFBA .z = 10 cm/s.

16).13) O fluxo mássico na direção z: j A .5 J A . z = c A (ϑ A .z + c B ϑ B .z = − cD AB dyA dz (1.Fundamentos de Transferência de Massa 1.B dy A + c A Vz dz sendo : V z = 1 (c A ϑ A .15) Para um sistema binário com uma velocidade média constante na direção z o fluxo molar relativo a velocidade média molar é: J A .z = − ρD AB dwA dz (1.12) DAB = difusividade mássica ou coeficiente de difusão do componente A difundindo em B. z = − D AB dcA dz 1ª Lei de Fick (1. temos: J A .z − Vz ) = -cD A.z = − cD A. dcA/dz = gradiente de concentração na direção z.z = c A (ϑ A .z ) ou c A Vz = y A (c A ϑ A . z − V z ) (1. z = − D AB dρA dz (1.14) j A .z c ) Samuel Luporini/DEQ/UFBA .z + c B ϑ B . J A .B dy A dz Portanto : c A ϑ A .13) com (1.16) Igualando (1.

z + n B.z = − cD A.z = − cD A.B dy A dz + y A ( N A .6 Logo : c A ϑ A .z + w A (n A.z + N B .M ∇y A + y A r Ni ∑ n i =1 ( ) (1.B dy A dz + y A (c A ϑ A .z = − ρD A.B ∇y A + y A N A + N B para uma mistura multicomponente : r N A = − cD A.Fundamentos de Transferência de Massa 1.M = coeficiente de difusão de A na mistura Da mesma forma temos : N A.z ) Os fluxos dos componentes A e B relativo ao eixo estacionário são : r r r r N A = c AϑA e N B = c BϑB temos que : N A .z = − cD A.B Samuel Luporini/DEQ/UFBA .z + N B.B dx A dz dw A dz + x A ( N A.z + c B ϑ B .17) (1.z      )  fluxo de A   fluxo resultante   fluxo resultante       c/ referência  =  da contribuição  +  do movimento  ao eixo z   difusiva   global da solução      r r r N A = − cD A.z ) ) para liquidos n A.18) D A.

ϑ N 2 .Fundamentos de Transferência de Massa 1.z = 11 cm/s. z = 13 cm/s. ϑ H 2 O . Viscosidade cinemática: ν Difusividade térmica: α = k/ρcp Aumenta a mobilidade da molécula Gases → 5 x 10-6 a 10-5 m2/s líquidos → 10-10 a 10-9 m2/s sólidos → 10-14 a 10-10 m2/s DAB diminui Difusividade mássica de gases mistura gasosa de baixa densidade teoria cinética dos gases Samuel Luporini/DEQ/UFBA .z = 19 cm/s. COEFICIENTE DE DIFUSÃO Lei de Fick ⇒ a constante de proporcionalidade é conhecida como coeficiente de difusão.z dc A  L2  M  1 ≡  ≡  2  3 dz  L t   M L ⋅ 1 L  t  D AB = f ( P . T . b) Contribuição do fluxo convectivo de O2 na mistura. ϑ O 2 . Determine para a temperatura de 105º C e 1 atm: a) Fluxo difusivo molar de O2 na mistura.7 Exemplo 3: Sabendo que a mistura gasosa tem as velocidades relativas: ϑ CO . D AB = − J A .z = 10 cm/s. c) Fluxo molar total com referência ao eixo estacionário 2. w ) Idêntico as dimensões fundamentais de outras propriedades de transporte.

y = ∂ρ 1 Cλ A 3 ∂y 1 Cλ 3 D AA = ? C= 8 kT ⇒ velocidade molecular ao acaso πm 1 2πd 2 N ⇒ caminho livre médio λ= k = constante de Boltzmann N = concentração molecular m = massa de uma molécula 1 Z = NC 4 d = diâmetro da molécula esférica Z = freqüência em que as moléculas alcançam a área ∆x ∆z Samuel Luporini/DEQ/UFBA .8 ρA = ρA(y) y ∆y ∆x x Figura 1.Fundamentos de Transferência de Massa 1.2 Movimento molecular para a superfície de um volume de controle Transferência de massa 0 (estacionário) ∫∫CS ρ (ϑn )dA + ∂t ∫∫∫CV ρdv = 0 rr ∂ → Fluxo para frente = fluxo para trás j A .

Ex A e seu isótopo A * A equação de Chapman-Enkosg: −3 1.38 x 10-16 erg/K εA = energia de interação molecular (ergs) Os parâmetros de Leonard-Jones σ e εAB ⇒ TABELA K.  kT Ω=f ε  AB   TABELA K.1 WELTY   onde: k = constane de Boltzmann = 1.Fundamentos de Transferência de Massa 1. 858 x 10 D AB = T 3 2  1 1  +   MA MB  1 2 Pσ 2 Ω D AB onde: DAB (cm2/s) MA e MB = pesos moleculares P = pressão absoluta (atm) σAB = diâmetro de colisão.9  kT  Logo : D AA * =   3 2 2 3π d N  m  2 Para um gás ideal : NkT = cRT = P  k 3T3  D AA * = 3 2 2  3π d P  m 2     1 2 1 2 Coeficiente de difusão de uma mistura de moléculas similares.2 WELTY Na ausência de dados experimentais: Samuel Luporini/DEQ/UFBA . parâmetro de Leonard-Jones (Å) ΩD = integral de colisão É válida para um par de gases apolares e moléculas não reagentes.

T 2 .4 WELTY Vc = volume molar crítico (cm3/gmol) Tc = temperatura crítica (K) Tb = temperatura de ebulição normal (K) Pc = pressão crítica em (atm) Para pares de moléculas apolares.T1 Ω D . Samuel Luporini/DEQ/UFBA .1 de Welty Exemplo 4: Avaliar o coeficiente de difusão para o CO2 no ar a 20ºC e 1 atm. 841V c 1 3  Tc σ = 2 .15 T b Vb = volume molar para o ponto normal de ebulição (cm3/gmol) ⇒ TABELA 24.T 2 Apêndice J. 77 T c ε A k = 1. Comparar com os dados experimentais.T1 . 44  P  c     1 3 ε A k = 0 .Fundamentos de Transferência de Massa 1. tem-se σ AB = σA + σB 2 ε AB = ε A ε B Para moléculas polar-polar e polar-apolar são discutidas por Bird e Cremasco Predição de DAB variando com a P e T  P1  P  2  T2   T  1     3 2 D AB .10 σ = 1. P1 Ω D .18 V b 1 3 σ = 0 .P 2 = D AB .

Fundamentos de Transferência de Massa

1.11

Quando os parâmetros de Lennard-Jones não são disponíveis pode-se utilizar a equação de Fuller.
−3

10 D AB =

T

1 , 75

P

[(∑ ϑ )

 1 1  M +M B  A + (∑ ϑ )

   

1 2

1 3 A

1 3 2 B

]

ϑ ⇒ TABELA 24.3 WELTY

Exercicio 5 (24.12), itens a, b, e Determinar os valores da difusividade dos seguintes gases. a) CO2/ar 310 K e 1,5 x 105 Pa b) Etanol/ar 325 K e 2,0 x 105 Pa e) SO2/ar 300 K e 1,5 x 105 Pa

Exemplo 6. Reavaliar o coeficiente de difusão do dióxido de carbono em ar a 20º C e 1 atm, utilizando a equação de Fuller, Schettler e Giddings e comparar o novo valor com o obtido no exemplo 4.

Para compostos polares, tem-se a equação de Hirschfelder com a integral de colisão avaliada por: 0 ,169 δ 2 AB T∗
2

Ω D = Ω Do +

onde : δ AB = ( δ A δ B )1 1, 94 x 10 3 µ p Vb T b

δ=

µ p = momento dipolo (debyes) V b = volume molar do líquido no ponto de ebulição (cm 3 / gmol ) Tb = ponto normal de ebulição (K)

Samuel Luporini/DEQ/UFBA

Fundamentos de Transferência de Massa

1.12

T* =

kT ε AB ε  ε = A + B   k k   
1 2

ε AB k

ε = 1,18 1 + 1, 3 δ 2 T b k Ω Do = A T*
B

(

)

+

C E G + + exp ( DT * ) exp ( FT * ) exp ( HT * )

A = 1,06036 B = 0,15610 C = 0,19300 D = 0,47635

E = 1,03587 F = 1,52996 G = 1,76474 H = 3,89411

σ AB = diâmetro de colisão σ AB = ( σ A σ B  1, 585 V b σ=  1 + 1, 3 δ 2 

)1 2
   
1 3

Mistura de gases (WILKE)

D 1,mistura =

y ′2 D 1, 2

+

1 y′ 3 D 1, 3

L

y ′n D 1,n y2 y2 + y3 + y 4 L+ yn

Fração molar livre de 1 ⇒ y ′2 =

Samuel Luporini/DEQ/UFBA

Fundamentos de Transferência de Massa

1.13

Exemplo 7: Determinar a difusividade do monóxido de carbono através de uma mistura de gases na qual a fração molar de cada componente são:

y O 2 = 0 , 2 , y N 2 = 0 , 70 , y CO = 0 ,10
O gás esta a 298 K e 2 atm de pressão total.

Exemplo 8 (24.14 – WELTY) Determinar a difusividade do dióxido de carbono em uma mistura de gases com as seguinte Composição: O2 = 7%, CO = 10%, CO2 = 15% e N2 = 68%. T = 273 K e P = 1,5 x 105 Pa. DIFUSIVIDADE MÁSSICA EM LÍQUIDOS Equação de Stoke-Einsteim, da teoria hidrodinâmica.

D AB =

kT Solução diluída de não eletrólitos. É uma equação pouco precisa 6 πµ B
= f (V )

Em geral:

D AB kT

Função do volume molar

Equação de Wilke-Chang para não eletrólitos: µ B

D AB T

=

7 , 4 x10 −8 ( φ B M B
0 V A, 6

)1 2

Onde: µB = viscosidade da solução de não eletrólitos cP VA = volume molar no ponto normal de ebulição (TABELAS 24.4 E 24.5– WELTY) φB = parâmetro de associação para o solvente B (complemento da TABELA 24.5 –WELTY) Deduções de compostos com anel (complemento da TABELA 24.5 –WELTY) Exemplo 9 Estimar o coeficiente de difusão em liquido do etanol (C2H5OH) em solução diluída de água a 10oC O volume molecular do etanol pode ser avaliado usando valores da tabela 24.5. Hayduk e Laudie propuseram a equação:
− D AB = 13 , 26 x 10 −5 µ −1 ,14 V A0 , 589 . Com resultados semelhantes a equação Wilke-Chang. B

Samuel Luporini/DEQ/UFBA

316 J / K . estes parâmetros podem ser estimados a partir da seguinte correlação: λ iT ( o C ) = λ iT ( 25 o C ) + a ( T − 25 ) + b ( T − 25 ) 2 + c ( T − 25 ) 3 Tabela 1.gmol  Amp volt   g equivalente    λo .Fundamentos de Transferência de Massa 1. Samuel Luporini/DEQ/UFBA .10 .CREMASCO ℑ = constante de Faraday = 96500 Coulumbs/g equivalente Substituindo 2 por 1/n+ + 1/n.233 x 10-5 cm2/s. Para temperaturas diferentes de 25oC.onde n+ e n.14 O coeficiente de difusão de um sal univalente em soluções diluídas pode ser calculado utilizando a equação de Nernst D AB = 2 RT  1 1  +  λo λo −  +  2 ℑ   R = 8 . Comparar com o valor experimental de 2. λo = condutância iônica a concentração zero  + −    cm 3   cm 3   Tabela 1.11 – CREMASCO Exemplo 10: Estimar o coeficiente de difusão em solução diluída do cloreto de potássio a 30o C.são as valências do cátion e anion.

15 DIFUSÃO EM SÓLIDOS CRISTALINOS Samuel Luporini/DEQ/UFBA .Fundamentos de Transferência de Massa 1.

CFC. D AB = D o e − Q RT Energia Q difusão Q = energia de ativação difusional (cal/mol) R = 1.Fundamentos de Transferência de Massa 1.987 cal/mol K Do = coeficiente de difusão sem que houvesse a necessidade de salto energético Q e Do = TABELA 1.CREMASCO z Exercício 11: Estime a difusividade do carbono em Fe (CCC) e em Fe (CFC) a 1000º C. Analise os resultados.13 .16 • • • Arranjos nas estruturas cristalina: cúbica. Samuel Luporini/DEQ/UFBA . A energia de vibração do átomo deve ser alta o suficiente para vencer a barreira energética ‘Q’ determinada pela energia de ativação. Movimento do soluto → ocupar vazios (falhas na estrutura cristalina ou nos interstícios entre os átomos da matriz cristalina. CCC.

z = − D ef dC A dz 1ª Lei de Fick Def = coeficiente efetivo aparece em razão da natureza tortuosa do sólido poroso. Samuel Luporini/DEQ/UFBA . J A .17 DIFUSÃO EM SÓLIDOS POROSOS a) Difusão de Fick ou ordinária b) Difusão de Knudsen c) Difusão configuracional Difusão ordinária • Poros maiores que o livre caminho médio das moléculas difundentes.Fundamentos de Transferência de Massa 1.

ocorre colisões com as paredes dos poros.14 – CREMASCO ⇒ Na ausência de dados tabelados Difusão de Knudsen Poros estreitos da ordem de tamanho do livre caminho médio do difundente.18 D ef = D AB εp τ εp = porosidade τ = tortuosidade τ = 4. 7 x 10 r p  M  A 3     1 2 [cm / s ] 2 rp = 2ε p Sρ B = 2 Vp S [cm ] Samuel Luporini/DEQ/UFBA .Fundamentos de Transferência de Massa 1.0 εp = 0.5 ⇒ TABELA 1. 1 D k = Ωd p 3 dp = diâmetro médio dos poros (cm) Ω = velocidade média molecular (cm/s) Dk  T = 9 .

A difusão ocorre devido a saltos energéticos do solutos pelos microporos. pode deparar com vários tamanhos de poros. logo: 1 D 1Aef 2 3 efetivo = 1 D ef { ordinária segue a 1 a Lei de Fick + 1 D 1Kef 2 3 Knudsen Exemplo 1.12: Determine o coeficiente efetivo de difusão do dióxido de carbono em partícula catalítica esférica de alumina a 30º C. Difusão configuracional • • • • Ocorre em matrizes porosas (zeólitas).16 – CREMASCO Samuel Luporini/DEQ/UFBA . um soluto gasoso.Fundamentos de Transferência de Massa 1. ocorrendo a difusão ordinária e a de Knudsen. efetuar a correção: D Kef = D K εp τ Devido a estrutura do sólido poroso. Arranjo tipo colméia → peneira molecular. ao se difundir.19 Onde: εp = porosidade do sólido S = área da matriz porosa ρB = massa especifica aparente do sólido Vp = volume especifico do poro da partícula sólida Quando a tortuosidade do poro é considerada. Macro e microporos.  −Q  D A zeo = D o exp    RT  ⇒ TABELA 1.

CREMASCO Samuel Luporini/DEQ/UFBA .20 Difusão em membranas • • • • • • • • Osmose inversa Ultrafiltração Diálise Perevaporação Perpetração Podem ser de materiais cerâmicos → inorgânicos ou materiais poliméricos → orgânicos A difusão do soluto em polímeros ocorre por um processo de estado ativado.Fundamentos de Transferência de Massa 1. via saltos energéticos. ocupando vazios na estrutura polimérica.  Q  D a me = D o exp  −   RT  ⇒ TABELA 1.17 .

13: Estime a difusividade do CO2 a 30º C para as seguintes situações: a) difusão em um membrana de borracha butilica.21 Exemplo 1. c) difusão em uma membrana de poli(dimetil butadieno). Samuel Luporini/DEQ/UFBA . b) difusão em uma membrana de polibutadieno.Fundamentos de Transferência de Massa 1.

o Transferência de massa molecular: a transferência de massa convectiva ocorre na direção do decréscimo de concentração. pode ser reaplicadas para kc.Fundamentos de Transferência de Massa 1.22 TRANSFERÊNCIA DE MASSA CONVECTIVA o Envolve um fluido em movimento e uma superfície ou entre dois fluidos em movimento relativamente imiscíveis. Samuel Luporini/DEQ/UFBA . kc = coeficiente de transferência de massa convectivo. N A = k c ∆c A ⇒ Equação da taxa de transferência de massa convectiva. o Similaridades entre kc e h ⇒ técnicas desenvolvidas para avaliar h. o kc inclui as características de escoamento laminar e turbulento. NA = Transferência de massa molar. ∆cA = diferença entre a concentração da superfície e a concentração média da corrente de fluido da espécie A se difundindo. a qual é conseqüência da diferença de concentração ou temperatura ⇒ convecção natural. o Movimento do fluido causado pela diferença de densidade. generalizada de uma maneira análoga a lei de resfriamento de Newton. propriedades do fluido e escoamento. ∆cA. o Quando bombas ou outros equipamentos similares externos causam o movimento no fluido ⇒ convecção forçada. o kc é uma função da: geometria. o Depende das propriedades de transporte e das características dinâmicas do fluido em escoamento.

1 CAPITULO 2: EQUAÇÕES DIFERENCIAIS EM TRANSFERÊNCIA DE MASSA O balanço material para uma dada espécie química A através de um volume de controle apropriado é: y ∆y ?y ∆x ∆z x z  Taxa de massa que   Taxa de massa   Taxa de produção   Taxa de acúmulo           entra no volume de  −  que sai no volume  +  de massa no volume  =  de massa no volume  (2. y ∆x∆z x + ∆x − n A. z ∆x∆y z A taxa de acúmulo de A no volume de controle será: Samuel Luporini/DEQ/UFBA . x ∆y∆z r ou n A = ρ A ϑ A x O fluxo líquido (entrada-saída) do constituinte A será: na direção x : n A.Equações diferenciais em transferência de massa 2.1)    de controle   de controle   de controle  controle         A transferência de massa através da área ∆y∆z para x será : ρ A ϑ A . y ∆x∆z x y + ∆y y e na direção z : n A. z ∆x∆y z + ∆z − n A. x ∆y∆z na direção y : n A. x ∆y∆z − n A.

3) Uma equação da continuidade similar pode ser desenvolvida para o componente B. z ∂ρ A − rA = 0 ∂t x + ∆x x ∆x + y + ∆y y ∆y + z + ∆z z ∆z + Avaliando o limite com ? x. y n A. z ∂z ∂ρ A − rA = 0 ∂t + + + (2. z − n A. e cancelando os termos : n A.1) temos: n A. nós obtemos: Samuel Luporini/DEQ/UFBA . y ∆x∆z y + ∆y − n A. x − n A. z ∆x∆y z + ∆z − n A. x ∂x ∂n A . x ∆y∆z x + n A. y − n A. y ∂y ∂n A . ? y e ? z tendendo a zero temos : ∂n A . x n A.Equações diferenciais em transferência de massa 2. y ∆x∆z y + n A. x ∆y∆z x + ∆x − n A. z ∆x∆y z + ∂ρ A ∆x∆y∆z − rA ∆x∆y∆z = 0 ∂t Dividindo pelo volume ∆x∆y∆z . ∂ρ r ∇ ⋅ n B + B − rB = 0 ∂t (2. a taxa de produção de A é: rA ∆x∆y∆z Substituindo cada termo na equação (2.4) Adicionando os dois componentes.2 ∂ρ A ∆x∆y∆z ∂t Se A é produzido no interior do volume de controle por uma reação química a uma taxa rA (massa de A produzida)/(volume⋅tempo).2) A equação da continuidade para o componente A ∂ρ r ∇ ⋅ n A + A − rA = 0 ∂t Operador divergente (2.

2 Cremasco Logo: r Dρ + ρ∇ ⋅ ϑ = 0 Dt em termos de fração molar: Samuel Luporini/DEQ/UFBA .5) Da definição de derivada substantiva: D ∂ r = + ϑ⋅∇ Dt ∂ t Figura 3.3 ∂ (ρ A + ρ B ) r r ∇ ⋅ (n A + n B ) + − ( rA + rB ) = 0 ∂t Para uma mistura binária vale: r r r r r n A + n B = ρ A ϑ A + ρ B ϑ B = ρϑ ρA + ρB = ρ rA = − rB r ∂ (ρ ) Logo: ∇ ⋅ ρϑ + =0 ∂t (2.Equações diferenciais em transferência de massa 2.

Equações diferenciais em transferência de massa 2. A↔B em geral: r ∂c ∇ ⋅ cϑ + − (R A + R B ) = 0 ∂t r ∂c r + ϑ ⋅ ∇c + c ∇ ⋅ ϑ = ( R A + R B ) ∂t [ ] Samuel Luporini/DEQ/UFBA . salvo para cada mol de A produzido desaparece o mesmo tanto de B (ou vice-versa).4 ρ r Dw A + ∇ ⋅ J A − rA = 0 Dt ρ r r ∂w A + ρϑ ⋅ ∇ w A + ∇ ⋅ J A − r A = 0 ∂t Em termos de unidades molares: r ∂c ∇⋅NA + A − RA = 0 ∂t r ∂c ∇⋅NB + B −R B = 0 ∂t Componente A Componente B e a mistura: ∂ c A + c cA r r ∇⋅ NA + NB + − (R A + R B ) = 0 ∂t ( ) ( ) r r r r r N A + N B = c A ϑ A + c B ϑ B = cϑ cA + cB = c Não se pode tomar RA + RB = 0.

5 FORMAS ESPECIAIS DA EQUAÇÃO DIFERENCIAL DE TRANSFERÊNCIA DE MASSA Temos a equação para o componente A: r ∂c ∇⋅NA + A = R A ∂t r r r Como: N A = − cD AB ∇y A + y A N A + N B ( ) e seus equivalentes: r r N A = − cD AB ∇y A + c A ϑ e r r r n A = − ρD AB ∇w A + w A ( n A + n B ) e seu equivalente: r r n A = − ρD AB ∇w A + ρ A ϑ nós obtemos: r ∂ρA − ∇ ⋅ ρD AB ∇w A + ∇ ⋅ ρ A ϑ + − rA = 0 ∂t (2. a equação (2. são assumidos constantes.7) SIMPLIFICAÇÕES a) Se a densidade da mistura.6) r ∂c − ∇ ⋅ cD AB ∇y A + ∇ ⋅ c A ϑ + A − R A = 0 ∂t (2. DAB. ρ.6) torna-se: − D AB ∇ 2 ρ A + ρ A =0 equação da continuidade r ∇⋅ϑ { r ∂ρA + ϑ∇ρ A + − rA = 0 ∂t Samuel Luporini/DEQ/UFBA .Equações diferenciais em transferência de massa 2. e o coeficiente de difusão.

∂cA =0 ∂t Se ∇ 2 c A = 0 temos a equação de Laplace. 2ª Lei de Fick  ∂ 2cA ∂ 2cA ∂ 2cA ∂cA = D AB  + +  ∂x2 ∂t ∂y2 ∂z2      Coordenadas retangulares. ρ e DAB = constantes (2. Samuel Luporini/DEQ/UFBA . isto é: 2ª Lei de Fick da difusão.6 Dividindo cada termo pelo peso molecular r ∂c ϑ ⋅ ∇c A + A = D AB ∇ 2 c A + R A ∂t  contribuição   contribuição   + ( geração )  + ( acúmulo ) =     difusiva  convectiva      b) RA = 0: sem reação química.Líquidos estagnados .Equações diferenciais em transferência de massa 2. cilíndricas e esféricas.Sólidos d) As equações dos itens a. Laplaciano ∇ 2 : coordenadas retangulares. ρ e DAB = constantes ∂cA = D AB ∇ 2 c A ∂t .8) r ∂c ϑ ⋅ ∇c A + A = D AB ∇ 2 c A ∂t DcA = D AB ∇ 2 c A Dt ou r c) ϑ = 0 . b e c podem ser simplificadas se o processo esta em estado estacionário. RA = 0: sem reação química.

z + + +  ∂x ∂y ∂z ∂t   =RA    =RA   ∂cA  1 ∂ 1 ∂ N A .φ ∂cA  1 ∂ 2 ∂ 1 ( N A . y ∂ N A .7 2 2  ∂ 2cA 1 ∂cA ∂cA 1 ∂ cA ∂ cA = D AB  + + +  ∂r2 r ∂r ∂t r2 ∂θ2 ∂z2    Coordenadas cilíndricas.θ senθ ) + 1 + r N A . cA = cA0 (unidades molares) Para t = 0. ∂c  ∂  1  senθ A +   ∂θ  r 2 senθ ∂ θ      Coordenadas A equação diferencial geral para transferência de massa do componente A. r ) + r ∂ θ + ∂ z ∂t  ∂ N A .θ ∂ N A .r + ∂t r senθ ∂ θ r senθ ∂ φ r2 ∂r  ( )   = RA   CONDIÇÕES DE CONTORNO E INICIAL MAIS COMUM As condições de contorno e inicial utilizadas são muito similares à aquelas de transferência de calor. gases Samuel Luporini/DEQ/UFBA . x ∂ N A . Condições iniciais: Para t = 0. como: ∂ c A  ∂ N A . frações molares yA = yA1. ou a equação da continuidade de A são descritas nas 3 coordenadas.   2  1 ∂ cA +   r 2 senθ ∂ φ 2  1 ∂  2 ∂cA ∂cA r = D AB   ∂t ∂r r2 ∂r   esféricas. ρA = ρA0 (unidades mássicas) As condições de contorno geralmente encontradas.Equações diferenciais em transferência de massa 2. são: a) A concentração na superfície pode ser especificada: cA = cA1 .z +  r ∂ r (r N A .

z = 0 c) A taxa de reação química pode ser especificada: N A 1 = k 1 c A 1 reação de 1ª ordem. sendo k1 a constante da taxa. fração mássica Quando o sistema é um gás pode-se utilizar a pressão parcial pela lei Dalton: pA = pA1 = yA1P Para casos específicos de difusão de um líquido dentro de uma fase gasosa. pode-se utilizar a equação da lei de Rault: pA1 = xAPA onde: xA = fração molar da fase líquida PA = pressão de vapor de A na transferência ao líquido b) O fluxo mássico para a superfície pode ser especificado como.z = − ρD AB dw A dz z =0 Em superfícies impenetráveis: jA. por exemplo: jA = jA1 ou NA = NA1 O fluxo na superfície pode ser: j A .Equações diferenciais em transferência de massa 2. Samuel Luporini/DEQ/UFBA . concentração mássica wA = wA1.8 xA = xA1. líquidos e sólidos ρA = ρA1.

Use a equação diferencial de transferência de massa para escrever a equação diferencial que descreve o processo de transferência de massa.1: Num cilindro de combustível nuclear com material fissionável. onde ele reage de acordo com a seguinte equação: 3 C + 2 O 2 → 2 CO + CO 2 O2 CO CO2 z=δ z=0 a) Escreva a equação diferencial especifica para este processo em estado estacionário para o componente O2. cA1 = concentração de A no fluido adjacente a superfície. Samuel Luporini/DEQ/UFBA . a espécie pode ser perdida a partir da fase de interesse por transferência de massa convectiva.9 d) Quando o fluido esta escoando sobre uma fase. o oxigênio difunde através de um filme de ar para a superfície de carbono.Equações diferenciais em transferência de massa 2. b) Escreva a lei de Fick para o componente oxigênio. N A 1 = k c ( c A 1 − c A∞ ) cA∞ = concentração de A na corrente de fluido. EXEMPLO 2.2: Numa câmara de combustão. a taxa de produção de nêutrons é proporcional a concentração de nêutrons. kc = coeficiente de transferência de massa convectivo. Liste suas condições de contorno. EXEMPLO 2.

z + N B . ∂t ∇ ⋅ N A = taxa líquida de fluxo mássico do componente A. o componente z deste fluxo é expresso por: N A .1 DIFUSÃO ATRAVÉS DE UM FILME GASOSO INERTE E ESTAGNADO Encontrar o fluxo molar da difusão através de um filme gasoso inerte e estagnado Hipóteses: T e P = constantes B é quimicamente inerte a A Solubilidade de B em A é desprezível Samuel Luporini/DEQ/UFBA . a concentração de A não varia com o tempo.z dz ) 3.1 CAPÍTULO 3: DIFUSÃO EM REGIME PERMANENTE Temos a equação diferencial de transferência de massa: r ∂c ∇⋅NA + A − RA = 0 ∂t RA = taxa de produção química do componente A dentro da fase através da qual a massa esta sendo transferida. ∂t TRANSFERÊNCIA DE MASSA UNIDIMENCIONAL INDEPENDENTE DE REAÇÃO QUÍMICA Num sistema binário.Difusão em regime permanente 3.z = − cD AB dy A + y A ( N A . ∂cA = acumulo de A dentro da fase. ou seja. ∂cA = 0 no estado estacionário.

1) Para um gás ideal: c = n P e = V RT yA = pA .2).2) As equações (3.z = RT ( z 2 − z 1 ) PD AB (p A1 − p A 2 ) p B . Samuel Luporini/DEQ/UFBA .2 Gás B escoando z = z2 NAz|z+∆z ∆z NAz|z z = z1 Líquido puro A Figura 3. A equação (3.ln (3. temos: P N A .1 Célula de difusão de Arnold Solução: N A .2) tem sido usada para descrever o coeficiente de transferência de massa convectivo pela teoria do filme.1). z=δ z = 0 NAz Corrente de gás principal Filme de gás movendo lentamente Líquido A Escoamento de gás B Líquido A Figura 3.ln ) (3.2 Modelo do filme para a transferência de massa do componente A movendo para a corrente gasosa. correspondente a difusão em estado estacionário de um gás através de um segundo gás estagnado.z = cD AB ( y A 1 − y A 2 z 2 − z1 y B .1) e (3. Um difunde e o outro não è absorção e umidificação.Difusão em regime permanente 3. substituindo em (3.

Difusão em regime permanente 3.z = k c ( c A 1 − c A 2 N A .2) fica: N A . y y Solução: B =  B 2 y B1  y B1      ( z − z 1 ) ( z 2 − z1 ) Perfil de concentração yB = y B 2 − y B1 = y B .5 a 1 AB Determine o perfil de concentração para a difusão através de um filme gasoso inerte estagnado e também sua concentração media.z = ) ou kc (ρ A 1 − ρ A 2 ) RT Por comparação o coeficiente de transferência de massa convectivo é: kc = D AB P p B .z = PD AB ( p A 1 − p A 2 RTδ p B . onde : n = 0.ln ) Pela definição de convecção temos: N A .ln ln ( y B 2 y b 1 ) Concentração média Samuel Luporini/DEQ/UFBA .3 Neste caso z2 – z1 = δ.ln δ Modelo do filme sugere que k c ∝ D AB Outros modelos (capítulo 28 – Welty) k c ∝ D n . logo a equação (3.

Gás B escoando NAz|z+∆z ∆z NAz|z z = z1 para t0 = zto z = z1 para t1 = zt Líquido puro A Figura 3. O fluxo molar na fase gasosa estagnada é: N A . Resposta: 2. • • • Sobre um intervalo de tempo considerável somente uma pequena fração de difusão. nota-se a variação no nível do líquido a partir do topo do capilar. A evaporação é assumida constante e ocorre por difusão molecular através do filme de gás de espessura 0. com uma umidade absoluta de 0.73 hrs 3.4 Exercício 3. onde z 2 − z 1 = z (3.04’’.z = cD AB ( y A 1 − y A 2 z y B . que pode ser assumida constante a temperatura de 75º F. água foi espalhada no chão de uma planta industrial em uma área remota de difícil acesso.1: Através de uma abertura acidental de uma válvula.3 Célula de difusão de Arnold com liquido se movendo na superfície.Difusão em regime permanente 3. O ar esta a 75º F e 1 atm. Estimar o tempo necessário para evaporar a água nas vizinhanças que esta estagnada.2.2 DIFUSÃO PSEUDO-ESTACIONÁRIA NUM FILME GASOSO ESTAGNADO • • Um dos contornos move com o tempo Após um intervalo de tempo longo.ln ) .002 lb de água/lb ar seco.1) Samuel Luporini/DEQ/UFBA . t1 – t0 => longo tempo. A camada de água é de 0.20 in.

mediu a difusividade do clorofórmio no ar a 25º C e 1 atm de pressão. A densidade do clorofórmio líquido a 25º C é 1. onde = densidade molar de A na fase líquida M A dt MA (3.L dz ρ A . L y B .2.2) Em condições pseudo-estacionária.Difusão em regime permanente 3. Se a concentração do clorofórmio é zero no topo do tubo.1) e (3. No tempo tempo t = 0 a superfície do liquido de clorofórmio era 7.2.4) A equação (3.3 x 10-6 m2/s Samuel Luporini/DEQ/UFBA .ln M A zt Rearranjando. Exemplo 3.L dz cD AB ( y A 1 − y A 2 = M A dt z y B .2.2. e sua pressão de vapor a 25º C é 200 mmHg. M.44 cm.2. temos: 2 2 ρ A .4) é utilizada para determinação do coeficiente de difusão do gás a partir dos dados experimentais da célula de Arnold.2: E.L .ln Integrando: t ) (3. qual seria o coeficiente de difusão do gás clorofórmio no ar? Resposta: 9.z = ρ A .3) ∫ dt = cD AB ( y A 1 − y A 2 ) ∫ z dz 0 zt0 ρ A . igualam-se (3.5 • O fluxo molar NA.z esta relacionado com a quantidade de A deixando o liquido por: N A .40 cm a partir do topo do tubo. L y B .485 g/cm3.2). e após 10 hrs a superfície do líquido caiu de 0. Larson.ln M A  z t − z t 0  = c ( y A1 − y A 2 )t  2   D AB      (3. usando uma célula de Arnold. ρ A .2.

e.z = − N B . z . Fluxos iguais em direções opostas.z e.2) Pela lei dos gases ideais: Samuel Luporini/DEQ/UFBA .3.Difusão em regime permanente 3. N A . z = − N B .z + N B .z = − D AB dc A dz (3.z = − D AB A + y A ( N A .z ) 4 3 1 24 4 dz 144 2444 3 difusão bulk • Como N A . logo: N A .z = D AB (c A1 − c A 2 ) z 2 − z1 (3.1) com as c. temos: N A .3.c.z = 0 dz • Lei de Fick dc N A . = 0 sem reação = 0 r ∂c ∇⋅NA + A − RA = 0 ∂t ∇⋅NA = 0 • Considerando somente a direção z: d N A .3..6 3.3 CONTRADIFUSÃO EQUIMOLAR • • Destilação de 2 constituintes quando os calores latentes de vaporização são iguais.1) • Condições de contorno: Para z = z1 temos: cA = cA1 Para z = z2 temos: cA = cA2 Integrando a equação (3.

cm2 Samuel Luporini/DEQ/UFBA .z = D AB (p A1 − p A 2 RT ( z 2 − z 1 ) ) (3.3: Calcule o fluxo molar da amônia gasosa.3) são comumente referidas como equações da contradifusão equimolar no estado estacionário. sabendo-se que ela se difunde num capilar de 10 cm de comprimento com 2 reservatórios contendo nitrogênio. Logo : k o = Exemplo 3.z pA2 = 90 mmHg A ≡ amônia B ≡ Nitrogênio ∆z pA1 = 10 mmHg Resposta: -1. Obter o perfil de concentração para contradifusão equimolar no estado estacionário.z = D AB δ (c A1 − c A 2 ) = k o (c A1 − c A 2 ) D AB δ para a contradifusão equimolar. fica: V RT N A .3. c − c A1 z − z1 Resposta: A = c A1 − c A 2 z 1 − z 2 Por comparação: N A .3.3. O sistema esta a 25º C e 1 atm.Difusão em regime permanente 3. substituindo. NA.7 cA = nA pA = .07 x 10-7 gmol/s.2) e (3.3) As equações (3. A pressão parcial da amônia em um dos reservatórios é 90 mmHg e no outro 10 mmHg.

r ∂cA ∇⋅NA + − ∂t =0 RA { taxa de aparecimento da espécie A (homogênea) (3.Difusão em regime permanente 3.1 DIFUSÃO SIMULTÂNEA E HETEROGÊNEA.4 SISTEMAS ASSOCIADOS COM REAÇÕES QUÍMICAS • • Quando ocorre uniformemente através de uma fase => reação homogênea. 3. Acontece em todos os pontos do elemento de volume.8 3.z • z =δ = kscA0 A reação heterogênea as vezes aparece na equação da continuidade de A => sistemas pseudohomogêneo. Toma lugar numa região restrita no contorno da fase => reação heterogênea. Aparece diretamente na equação da continuidade do soluto.1) • Numa reação heterogênea a taxa de aparecimento de A não aparece na equação diferencial. ao invés disto ela entra na analise como uma condição de contorno: R A = N A .4. REAÇÃO QUÍMICA DE 1ª ORDEM: DIFUSÃO COM VARIAÇÃO DE ÁREA • • Quando a taxa de reação é instantânea em relação a taxa de difusão => processo com difusão controlada. desde que a reação não ocorra dentro do volume de controle.4. Quando a taxa de reação para o componente transferido nos limites da superfície limita a taxa de transferência de massa => processo com reação controlada. Samuel Luporini/DEQ/UFBA .

r R quadro Samuel Luporini/DEQ/UFBA .θ senθ ) + r N A .r R ∆r r C NO2.r = cte ou r 2 N O 2 .r ∂r ( ) r = R 2 N O 2 . 5 O 2 ( g ) → 2 CO 2 ( g ) + CO ( g ) Equação geral de transferência de massa em coordenadas esféricas:        1 ∂ 2 ∂cA 1 ∂ 1 ∂ N A .r = 0 ⇒ r 2 N O 2 . Moles de oxigênio transferido pelo tempo Ar nas vizinhanças NCO2.Difusão em regime permanente 3.r + +  = RA r senθ ∂ θ r senθ ∂ φ  ∂t r2 ∂r  13 2 1444444 24444444 4 3   =0 =0   difusão estado estacionário  unidirecional em r    ( ) RA = 0 se A = O2 => nenhuma reação homogênea ocorre ao longo do caminho da difusão.r NCO.r Figura Difusão através de um filme esférico 3 C ( s ) + 2 .φ  ( N A .9 Exemplo: Partícula de carvão pulverizada dentro de uma câmara de combustão em leito fluidizado => difusão controlada. ∂ 2 r N O 2 .

Balanço material para o carbono: (C entra ) − (C sai ) = (C acumulado ) (0 ) − ( w C ) =   onde ρC MC  ρ C dV     M C dt  dR dV ρ C = 4 πR 2 dt M C dt quadro ρC t= MC (R 2 i 2 −Rf ) 12 cD O 2 −mis ln (1. 042 ) Samuel Luporini/DEQ/UFBA .10 Equação da Lei de Fick para o O2 fica: N O 2 .Difusão em regime permanente 3. 042  Como WO 2 = Moles de O 2 transferido pelo tempo = 4 π r 2 N O 2 r WO 2 = −4 πR cD O 2 −mis 0. yO2 = 0. 2 y O 2 dr Condições de contorno: r = R.z = − cD O 2 −mis dy O 2 1 + 0. 2 R  1.21 reação instantânea  1  cD O 2 −mis  1  Solução: r 2 N O 2 . 2 ln (1. yO2 = 0 ⇒ r = ∞.z   = ln   0. 042 ) ( ) A esfera de carvão oxida com o tempo => diminuição da esfera => pseudo-estacionário Tempo para esfera de carbono encolher de um raio inicial para um final.

Difusão em regime permanente 3. r   = − cD O 2 − mis y O 2 ∞ − y O 2 s R ( ) Como WO 2 = Moles de O 2 transferido pelo tempo = 4 π r 2 N O 2 r W O 2 = −4 πRcD O 2 − mis y O 2 ∞ − y O 2 s ( ) ( ) Samuel Luporini/DEQ/UFBA .11 PRODUÇÃO DE DIOXIDO DE CARBONO SOMENTE Ar nas vizinhanças NCO2.r C ( s ) + O 2 ( g ) → CO 2 ( g ) quadro Equação da Lei de Fick para o O2 fica: N O 2 . ordem (não instantânea) r=R r = ∞.r = − cD O 2 − mis dy O 2 dr Condições de contorno: r = R. N O 2 = − k s c O 2 s ⇒ Reação de 1a. yO2 = yO2∞ 1 Solução: r 2 N O 2 .r R ∆r r C NO2.

A reação na superfície é: C ( s ) + O 2 ( g ) → CO 2 ( g ) Resposta: t = 0. Se operar a 1145 K.Difusão em regime permanente 3. Se o processo esta em estado estacionário.28 x 103 kg/m3 e que a partícula é esférica com diâmetro inicial de 1.12 quadro y O 2s = c O 2s c = − N O2R ksc logo: WO 2 = − 4 πRcD O 2 −mis y O 2 ∞ 1+ D O 2 − mis ksR Se k s >> D O 2 −mis W O 2 = −4 πRcD O 2 − mis y O 2 ∞ EXEMPLO 3 Um reator de leito fluidizado de carvão tem sido proposto para uma nova planta. onde a oxidação do carbono na superfície da partícula é diminuída pela transferência de O2. o processo será limitado pela difusão de oxigênio em contracorrente com dióxido de carbono. calcular o tempo necessário para reduzir o diâmetro da partícula de carbono a 5 x 10-5 m.3 x 10-4 m2/s a 1145 K. Sob as condições de combustão. Ar (21% O2 e 79% N2) existe a vários diâmetros da esfera.92 s Samuel Luporini/DEQ/UFBA . Assumir que o carvão é carbono puro sólido com densidade de 1.5 x 10-4 m. formado na superfície da partícula. a difusividade do O2 na mistura é 1. O ar nas vizinhanças é uma fonte infinita de transferência de O2.

4.2. z = − D AB A + y A ( N A . z dz − RA { taxa de desaparecimento da espécie A (homogênea) =0 (3.2.3) Samuel Luporini/DEQ/UFBA .4.4.1) em (3.2 DIFUSÃO COM UMA REAÇÃO QUÍMICA DE 1ª ORDEM HOMOGÊNEA • Operações unitárias: um constituinte de uma mistura gasosa é preferencialmente dissolvido em contato com um liquido. temos: (3.2. Superfície do líquido Mistura gasosa (A e gás inerte) z z=0 ∆z NAz|z NAz|z+∆z Líquido B z=δ Condições de contorno: Em z = 0 ⇒ cA = cA0 Em z = δ ⇒ cAs = 0 Figura Absorção com reação química homogênea. dc Fluxo molar: N A .2.2) R A = − k 1 c A ⇒ Taxa de desaparecimento de A ⇒ reação química de 1ª ordem.4.1) Equação diferencial de transferência de massa no estado estacionário considerando apenas a direção z: dN A .Difusão em regime permanente 3. z ) 4 3 1 24 4 dz 3 144 2444 difusão bulk ≈ 0.13 3.2.3) e (3.4. a concentração de A é muito pequena dentro do filme (3. Dependendo da natureza química das moléculas envolvida a absorção pode envolver reação química.2. z + N B .4. Substituindo (3.2).4.

Difusão em regime permanente 3.z = − D AB dc A dz Solução: k1 δ D AB tgh k1 δ D AB N A .z = D AB c A 0 δ • Numero adimensional de Hatta = k1 δ D AB k1 tgh δ D AB ⇒ mostra a influencia da reação química. e o perfil de concentração fica: k1 z D AB c A = c A 0 cosh k1 z− D AB c A 0 senh (3.4) é: c A = c 1 cosh k1 k1 z + c 2 senh z D AB D AB As condições de contorno permitem calcular c1 e c2 (quadro).4.2. fica: dz   − D AB d 2cA dz 2 + k 1c A = 0 (3.4.5) • Se não houver reação química: N A .4) A solução geral da equação (3. Samuel Luporini/DEQ/UFBA .4.14 dc A  d     − D AB dz  + k 1 c A = 0 .2.4.2.2.z z =0 = D AB c A 0 δ (3.4) k1 tgh δ D AB Fluxo molar: N A . com DAB = constante.

1 mol/m3 de fenol. e D AB Por comparação com a equação da convecção: N a .z z =0 = D AB k 1 ( c A 0 − 0 ) k1 δ se aproxima de 1. qual é a área do biofilme necessária para obter uma concentração de saída de 0.15 • Se a taxa da reação química aumenta (k1 aumenta) o fator tgh N A . Corrente de alimentação da água de lavagem CAi = moles/m3 Biofilme CAO CA(z) biofilme z=δ dcA/dz = 0 Superfície Sólida inerte Seção transversal do biofilme Mistura perfeita Água de lavagem tratada CAO z=0 Figura Tratamento de água de lavagem por biofilme. Solução: S = 57 m2 Samuel Luporini/DEQ/UFBA . max c A A taxa de degradação é descrita pela cinética de Michales-Menten: RA = kA + cA onde RA. Não há resistência convectiva entre o fluido e a superfície do biofilme.7 x 10-3 mol/m3.1 m3/h de água contendo 0. É desejável tratar 0.02 mol/m3? R A .max = 5. A concentração de A dentro do biofilme diminuirá à medida que o penetra.3 mol/m3 e DAB = 2 x 10-10 m2/s a T = 25º C. O biofilme contém um microrganismo em enzima peroxidase que degrada o fenol.Difusão em regime permanente 3. kA = 0.z = k c ( c A 1 − c A 2 ) . temos que: kc ∝ D AB ⇒ Teoria da penetração Capítulo 28 Welty Se k c ∝ D AB ⇒ Teoria do filme EXEMPLO 4 Considerando um processo unitário com um disco rotativo para o tratamento de fenol (espécie A) em água. Se a espessura do biofilme é 2 x 10-3 m. ou seja A é degradado.

r = aR ′A r2 ∂r ( ) (3.θ senθ ) + r N A .4.2) Samuel Luporini/DEQ/UFBA . depois de atingir a superfície da partícula.16 3.φ  ∂ ′ ( N A .4.r + +  = aR ′A 2 r senθ ∂ θ r senθ ∂ φ  ∂t r ∂r 13 2 1444444 24444444 4 3   =0 =0   estado difusão estacionário  unidirecional em r    • ( ) ∴ 1 ∂ 2 ′ r N A .Difusão com reação química heterogênea no interior de um sólido poroso • Termo reacional = aR”A. considera-se o soluto. onde a = superfície do poro/unidade de volume da matriz porosa (sistema pseudo-homogêneo) Equação geral para espécie A:        1 ∂ 2 ∂cA 1 1 ∂ N A . conforme mostra a figura.4.3 DIFUSÃO INTRAPARTICULAR COM REAÇÃO QUÍMICA (Cremasco) Quando um sólido poroso apresenta sua área interna maior (30 m2/g ou maior) ou da mesma magnitude do que a sua superfície externa.3.1) Sendo a reação de desaparecimento do soluto A escrita como: ′ R ′A = − k s C A (3. difunda no interior desta para depois ser absorvido e sofrer transformação por reação química nas paredes dos sítios ativos do catalisador.Difusão em regime permanente 3. A B R”A sólido poro CAs Figura .3.

3.5) fica: d 2ψ dr 2 + − λ2 ψ = 0 (3.C.1).3.5) a qual esta sujeita as seguintes condições de contorno: C.3.6) A solução geral da eq.4.2: em r = 0 → dC A = 0 ou lim C A = valor finito (simetria da partícula) r →0 dr Chamando: rC A = ψ A equação (3.6) é: ψ = C 1 cosh ( λr ) + C 2 senh ( λr ) ou CA = 1 [C 1 cosh ( λr ) + C 2 senh ( λr )] r (3.3.2) e (3.4.C.4.Difusão em regime permanente 3.3. (3.4.C.2.4.r = − D ef dC A dr (3.3) em (3.3.4.C.3.4.4.4.4) fica na forma: d 2CA dr 2 + 2 dC A − λ2 C A = 0 r dr (3.1: em r = R → CA = CAs C.17 O fluxo de A no interior da matriz porosa será dado por: N A .1 e C.4.3.3. ficando: Samuel Luporini/DEQ/UFBA .3) Supondo temperatura e pressão constantes e substituindo (3.3.3.4) ksa D ef A equação (3.4.7) A determinação das constantes parte da aplicação das condições de contorno C. d  2 dC A r dr  dr  Denominando: λ2 = k a   = r2 s CA  D ef  (3.

Assim: ηε = R sg R sg dC A dr r =R com: R sg = 4 πR 2 N A .4.R = −4 πR 2 D ef representado todo o soluto consumido na superfície externa da partícula transportado para dentro dessa partícula.3. que é o modulo de Thiele. indica a relação entre a taxa de reação química de 1ª ordem e a taxa de difusão.8) fornece o perfil de concentração de A no interior da matriz porosa em função da relação entre as resistências a difusão e a reação química irreversível de 1ª ordem que se processa nos sítios internos da partícula.4.8) A eq.8) e efetuando a derivação. R sg . O fator de efetividade O fator de efetividade representa o efeito que a taxa da matéria exerce na taxa de reação numa partícula. sendo definido como a razão entre a taxa real de reação química. como se toda a superfície ativa dos poros estivesse exposta nas mesmas condições da superfície.18 CA R senh ( λr ) = C As r senh ( λR ) (3.Difusão em regime permanente 3. logo: λR = 3φ. Rsg. E Rne = Vp/Sm um raio generalizado que depende da geometria da partícula. (3.3. (3. temos: R sg = −4 πRD ef C As [1 − ( λR ) coth ( λR )] Caso ocorra somente reação química irreversível de 1ª ordem. Samuel Luporini/DEQ/UFBA .3. a taxa é: R sg = 4 4 ′ πR 3 R ′A = − πR 3 ak s C As 3 3 Logo: η ε = 3 [( λR ) coth ( λR ) − 1] ( λR ) 2 O parâmetro λ pode ser reformulado da seguinte maneira: φ = R ne λ . Pa esfera perfeita: Vp = 4πR3/3 e Sm = 4πR2. e a taxa da reação baseada nas condições de superfície externa da partícula.4. Substituindo a eq.

Difusão em regime permanente 3.2 cm2/cm3. é irreversível e de 1ª ordem.9 cm/s.0 x 10-4 cm2/s.19 O perfil de concentração do soluto e o fator de efetividade em função do modulo de Thiele no interior do catalisador esférico são fornecidos por: CA R senh ( 3 φr R ) = C As r senh ( 3 φ ) ηε = 3 φ coth ( 3 φ ) − 1 3φ 2 Para catalisadores muito ativos (ks elevado) → φ = elevado → baixos valores de ηε Para catalisadores pouco ativos → altos valores de ηε → utilizam quase toda a área interna do catalisador. Exemplo No craqueamento catalítico do petróleo utilizaram-se microesferas de sílica-alumina de diâmetro igual a 1. cuja velocidade é 6. O coeficiente efetivo de difusão é 8. Resposta: ηε = 0. Estime o valor do fator de efetividade considerando que a reação química catalítica.187 Samuel Luporini/DEQ/UFBA .8 mm e de área especifica dos poros de 3.

London. as soluções analíticas.Crank – The Mathematics of Diffusion.5 SISTEMAS DE DUAS E TRÊS DIMENSÕES • • A transferência de condução de calor é análoga a transferência de massa molecular. Exemplo: Considerar uma placa plana retangular fina. A equação geral de transferência de massa fica: r ∂c ∇ ⋅ N A + A − R A = 0 ou ∂t ∂ N Ax ∂ N Ay ∂ N Az ∂cA + − RA =0 + + { ∂x ∂y ∂z ∂t 123 13 2 0 0 0 estado estacionário sem reação química (3.1957.1) N Ax = − D AB dC A + y A ( N Ax + N Bx ) 144 2444 4 3 dx termo bulk = 0 (3.5. y CA = C(x) L CA = 0 CA = 0 0 CA = 0 W x Figura 3. analógicas e numéricas são similares (cap.2) Samuel Luporini/DEQ/UFBA .5.5. largura W e comprimento L. O topo é imerso em inseticida (y = L). Oxford University Press. 17 Welty). J.20 3.1 – Modelo de três dimensões para o transporte de inseticida.Difusão em regime permanente 3.

5.5.5.6) d2Y dy 2 − λ2 Y = 0 (3.5.3) e (3.5.21 N Ay = − D AB dC A + y A N Ay + N By dy 144 244 3 4 4 termo bulk = 0 ( ) (3.5.5) + λ2 X = 0 (3.5.5) em (3.10) Samuel Luporini/DEQ/UFBA .Difusão em regime permanente 3. logo: d2X dx 2 (3.5.5.5.5.8) A eq. temos: 1 d2X 1 d2Y = x dx2 y dy2 Ambos os lados são constantes. (3.9) C A ( x . (3.7) A eq. linear e homogênea com solução da forma: C A ( x .5. (3.5.2) em (3.4) que é uma equação diferencial parcial.5. y ) = X ( x )Y ( y ) Substituindo (3.5) fica: (3.5.6) tem a solução geral da forma: X = A cos λx + Bsenλx (3.5.7) tem a solução geral da forma: Y = De − λy + Ee λy A eq.3) Substituindo (3.4). y ) = ( A cos λx + Bsenλx ) De − λy + Ee λy ( ) (3.1): ∂ 2CA ∂x2 + ∂ 2CA ∂ y2 =0 (3.

13) é resolvida após se conhecer a função CA(x). Samuel Luporini/DEQ/UFBA .13) A equação (3. a solução final é:   nπy    senh  W   W 2 ∞  nπx  nπx    C A (x .22 Onde A. a sua concentração mantém-se constante em um valor β. C e D são constantes avaliadas pelas condições de contorno: x = 0 → CA = 0 x = W → CA = 0 y = 0 → CA = 0 y = L → CA = C(x) Utilizando as três primeiras condições de contorno a solução é: C A ( x .Difusão em regime permanente 3. Ao entrar em contato com o catalisador. o soluto A se difunde nas direções x e y.12) A avaliação de An é mostrada por Cremasco.5.5. Atingindo três das quatro superfícies. Em y = L para qualquer x. y ) = ∑   nπL   sen W ∫ C A ( x )sen  W dx W n =1   0   senh   W   (3.5.11) Utilizando a ultima condição de contorno: C A ( x ) = ∑ A n sen n =1 ∞ nπx nπL senh W W (3. Exemplo: Considere a situação na qual ocorra o fluxo mássico de A através da superfície de um catalisador. a espécie A reage instantaneamente. B. y ) = ∑ A n sen n =1 ∞ nπy nπx senh W W (3. Considerando a existência da contradifusão equimolar entre produto e reagente.5. pede-se: a) a distribuição mássica do soluto A.

CALOR E MASSA • Exemplo: Secagem de uma superfície molhada pelo calor de um gás quente e seco: energia transferida a para superfície fria por convecção e radiação.6.6.1.1) • Condições não isotérmicas (diferenças de temperatura) r n r qD = − k∇T − h∆T + ∑ N i H i { { A condutivo convectivo i=1 (3. transferência de massa associada a entalpia na corrente gasosa se movendo. requerendo o tratamento simultâneo de cada fenômeno de transporte envolvido. Os processos de transporte simultâneos são mais complexos.1 Transferência simultânea de calor e massa • Condições isotérmicas r n r qD = ∑ Ni Hi A i =1 r qD = fluxo de calor por difusão mássica A H i = entalpia molar parcial de i numa mistura (3.2) Samuel Luporini/DEQ/UFBA .6 TRANSFERÊNCIA SIMULTÂNEA DE MOMENTO.1. • 3.23 3.6.Difusão em regime permanente 3.

Difusão em regime permanente 3. dz Se o componente A esta se difundindo através do gás estagnado. o fluxo é descrito pela seguinte forma da lei de Fick: N A . z1 → yA1 = conhecido por psicometria T1 = conhecido T3 = conhecida (temperatura na superfície) Na fase gasosa ocorre convecção natural onde h é estimado pela equação: 0 .24 Exemplo: Condensação de vapor em uma superfície fria A condensação de um filme liquido escoando para baixo em uma superfície fria e um filme de gás na qual o condensado é transferido por difusão molecular.z = − cD AB dy A 1 − y A dz Se o perfil de temperatura é conhecido: Samuel Luporini/DEQ/UFBA . Filme líquido condensado Contorno do filme gasoso T = T(z) T2 T3 yA= yA(z) yA2 T1 yA1 z3 z2 z1 Figura Condensação de vapor em uma superfície fria.z = 0 ⇒ fluxo mássico é constante na direção z. 670 Ra L 1 4 9 16 4 9 Nu L = 0 . 492 / Pr ) ] A equação diferencial que descreve a transferência de massa na fase gasosa é: d N A . 68 + [1 + (0.

z = RT1 (1 − y A T1 dy A dz Para uma pequena faixa de temperatura.25 T  z   = T1  z 1    n Podemos estimar o coeficiente de difusão que varia com a temperatura: D AB = D AB T1  T  T  1     3 2 = D AB T1  z  z  1     3n 2 A concentração também varia com a temperatura: c= P P = RT R ( z z 1 ) n A equação de fluxo torna-se: − P D AB  z  )  z1      n 2 N A .z = ( cD AB ) médio (1 − y A ) dy A dz Com as condições de contorno: Para z = z1 ⇒ yA = yA1 Para z = z2 ⇒ yA = yA2 = PA/P.Difusão em regime permanente 3.z = ( cD AB ) médio ( y A 1 − y A 2 ) ( z 2 − z 1 ) y B . Lei de Dalton. pode-se aproximar para uma equação: N A . Integrando a equação temos: N A .z M A ( H 1 − H 2 A ) Samuel Luporini/DEQ/UFBA .ln O fluxo de energia total é: qz = h L ( T2 − T3 ) = h C ( T1 − T 2 ) + N A .

a entalpia de vaporização dos componentes puros do etanol e água são 840 e 2300 kJ/kg. utiliza-se a técnica de tentativa e erro: Assume o valor da temperatura da superfície liquida: T2 Calcula hC e (cDAB)médio.Difusão em regime permanente 3. Calcula yA2 = PA/P. b) Desenvolver a equação de fluxo assumindo que os componentes tem calores equimolares de vaporização. Ambos os componentes estão se difundindo através do filme de gás de 0. A condensação de vapor de água fornece a energia para a vaporização do etanol. • • • Assumir uma direção Processo de transferência de massa molecular adiabático Espessura do filme δ Samuel Luporini/DEQ/UFBA .Retificação adiabática de uma mistura etanol/água.013 x 105 Pa.1 mm de espessura. NEtOH (vapor) NH2O (condensado) Mistura liquida saturada de etanol/água Vapor etanol/água Filme gasoso (δ) Parede adiabática Figura . com PA = pressão de vapor acima do liquido a T2 e P = pressão total do sistema Quando os lados esquerdo e direito se satisfazerem o chute de T2 esta correto. Para estas condições.26 h L = Coeficiente convectivo de transferência de calor no filme líquido h C = Coeficiente convectivo de transferência de calor natural no filme gasoso M A = Massa molecular de A H 1 = Entalpia no plano de vapor 1 H 2 = Entalpia no plano de líquido 2 Para resolver a equação de fluxo de energia. a)Desenvolver a equação de fluxo para o vapor de etanol. Exemplo: Uma mistura de vapor etanol-água esta sendo destilada pelo contato da solução liquida etanol/água. respectivamente. A temperatura é 368 K e a pressão é 1. O etanol é transferido a partir do líquido para a fase vapor e a água é transferida na direção oposta.

6. • Escoamento de um filme ao longo de uma parede na qual esta em contato com uma mistura de gás.1) As condições de contorno que devem ser satisfeitas: C. 2. (3.Balanço de momento na direção x:    ∂ϑx ∂ϑx ∂ ϑx ∂ϑx ρ + ϑx + ϑy + ϑz  { ∂y { ∂z ∂t ∂x 13 2 1 3 =0 2 =0  0 0  ϑ x =cte  estado estacionário ∂ τ yx ∂y = − ρg       ∂ τ yx ∂ τ zx   + ρg  = − ∂ P −  ∂ τ xx + + x  ∂x  ∂x ∂y ∂z  { 1 3 2 13 2  =0 =0   =0   Logo. .2 Transferência simultânea de momento e massa • Absorção: A dissolução seletiva de um dos componentes de uma mistura gasosa por um líquido: coluna de parede molhada.27 3.2 para y = δ ∂ϑx/∂y = 0 ( contato do liquido com o gás) Samuel Luporini/DEQ/UFBA .C. portanto uma pequena quantidade de massa é absorvida ⇒ propriedades do liquido são inalteradas. O comprimento para contato entre as duas fases é curto. Suposições: 1.Difusão em regime permanente 3.1 para y = 0 ϑx = 0 C. A velocidade do filme não afetara o processo de difusão.6.2.C.

6.Difusão em regime permanente 3.5) Equação diferencial de transferência de massa r ∇⋅NA + =0 estado estacionário ∂cA − RA = 0 { ∂t 13 2 =0 sem reação química nas direções x e y apenas: ∂ N A .2.6.28 Fluido newtoniano: τ xy = µ dϑ x dy Substituindo em (1).2 ⇒ c1 = ρgδ/µ Substituindo e após um rearranjo.4) Logo: ϑ x = 2 ϑ max  y 1  y 2   −    (perfil de velocidade) δ 2 δ     (3. temos: ρg ϑx = − δ2 µ  y 1  y 2   −    δ 2 δ     (3.2.2.3) ϑ max = ϑ x y =δ = ρg 2 δ 2µ (3.1 ⇒ c2 = 0 Pela C.2.C. temos: µ ∂ 2 ϑx ∂ y2 = − ρg ⇒ ∂ϑx ρg ρg y 2 = − y + c1 ⇒ ϑ x = − + c1 y + c 2 ∂y µ µ 2 (3.6.x ∂x + ∂ N A .2) Pela C.6) Os fluxos molares são definidos pela Lei de Fick como: Samuel Luporini/DEQ/UFBA .6.y ∂y =0 (3.6.2.C.

6).9) As condições de contorno para a película deslizando são: C.3: para y = δ → cA = cA0 (contato com o gás) A qual pode ser resolvida numericamente pelo método das diferenças finitas.9) analiticamente.2.2.29 N A .6.7) N A .6. AICHE.2. y = − D AB dc A + x A N A .2.2. como ϑ x é dependente de y apenas.C. 38. 25.y + N B .6. o tempo de contato do vapor com o liquido é muito curto.6. logo : ∂x ∂ y2 ∂cA ∂2 cA ϑx + − D AB =0 ∂x ∂ y2 (3.6. 1942): Samuel Luporini/DEQ/UFBA .C. temos: ∂ (c A ϑ x ) ∂2 cA + − D AB = 0 .2.1: para x = 0 → cA = 0 C.8) em (3.7) e (3.y dy 144 2444 4 3 desprezar .C. Substituindo (3.Difusão em regime permanente 3. Direção x: A é transportado principalmente por convecção.x ) 144 2444 4 3 =cAϑx (3.6.5).6.2. muito baixa a solubilidade de A em B ( ) (3.2.2: para y = 0 → ∂cA = 0 (parede) ∂y C.6. ∴  y 1  y 2  ∂c ∂2 cA A  −    + − D AB =0 δ 2 δ   ∂x ∂ y2   2 ϑ max (3.6. e obtiveram a concentração adimensional no fundo da coluna(Trans. Johnstone & Pigford (1942) resolveram a equação (3.x + N B .8) Direção y: A é transportado principalmente por difusão.x = − dc D AB A 1 24 4 dx 3 desprezar.9) Sendo ϑx dado pela equação (3. + x A ( N A .2.

2. 03500 e −105 . 318 n + 0 . 64 n + 0 . então o fluido pode ser considerado de profundidade infinita. localizada na superfície D AB = coeficiente de difusão do soluto no líquido Teoria da penetração: modelo desenvolvido por Higbie (Trans.1213 n + 0 . 368-389. 75 n + L (3.6. Profundidade da penetração • O soluto A não será afetado pela presença da parede. O efeito da película deslizando sobre a espécie difundindo.1001e −39 . AICHE.10) Onde: n= cA cA cA D AB L δ 2 ϑ max x =L x =δ x =0 = concentração do soluto no fundo da coluna = concentração do soluto na interface gás . 1935) • Um soluto é transferido dentro de uma película em y = δ.liquido = concentração do soluto no topo da coluna L = altura da coluna δ = espessura da película ϑ max = velocidade máxima do filme. 01811e −204 .Difusão em regime permanente 3. 31.30 cA cA x =L x =0 − cA − cA y =δ y =δ = 0 . Samuel Luporini/DEQ/UFBA . 7857 e −5 . é tal que a velocidade do escoamento do fluido pode ser considerada uniforme e igual a ϑmax.

y. s ) = cA0 (contato com o gás) s Samuel Luporini/DEQ/UFBA .3: para y = δ → cA = cA0 (contato com o gás) C.C. s ) ∂ξ2 ϑ max s c A =0 D AB no domínio de Laplace rearranjando: − Esta equação diferencial ordinária de 2ª ordem. temos: ϑ max ∂cA ∂2 cA = D AB ∂x ∂ξ2 e as condições de contorno ficam: C. a equação (3.C. possui a solução geral de:  c A ( ξ .2.3: para y = -∞ → cA = 0 Fazendo ξ = δ .C.1: para x = 0 → cA = 0 C. na equação acima.8) fica: ϑ max ∂cA ∂2 cA = D AB ∂x ∂ y2 com as condições de contorno: C.6. s ) = A 1 exp     ϑ max s  ξ  + B 1 exp  −  D AB    ϑ max s  ξ D AB   As constantes A1 e B1 são avaliadas utilizando as condições de contorno transformada para o domínio de Laplace: C.Difusão em regime permanente 3.31 Com estas simplificações. s ) ∂ξ 2 ∂ 2 c A (ξ .1: para ξ = 0 → c A ( 0 .1: para x = 0 → cA = 0 C.C.C.2: para ξ = 0 → cA = cA0 (contato com o gás) C.C. temos: ϑ max s c A − 0 = D AB ∂ 2 c A (ξ .C.3: para ξ = ∞ → cA = 0 Aplicando a Transformada de Laplace na direcao x.

32 C.ξ ) = c A 0 ou c A (x . y = k c ( c A 1 − c A 2 ) kc = D AB 1 2 ou k c ∝ D AB πt exp ⇒ Teoria da penetração. ∂cA ∂y   D AB    c A1 − c A 2  πt exp  { {  =0   =c A 0 Fluxo: N A .ξ ) = c A 0   ξ 1 − erf   − 4D t  AB exp   onde o tempo de exposição é definido como texp = x/ϑmax. y ξ =0 = N A .C. Samuel Luporini/DEQ/UFBA .Difusão em regime permanente 3. temos:       1 − erf     −       ξ  4 D AB x   ϑ max        c A (x . A função erro: erf() → apêndice L de Welty.y y=δ = − D AB = cA0 y =δ D AB = πt exp Por comparação com a equação de convecção: N A . s ) = 0 Produzindo a solução: c A (ξ .2: para ξ = ∞ → c A ( ∞ . s ) =  cA0 exp  −  s  ϑ max s  ξ D AB   Aplicando a inversa da transformada de Laplace.

1958. Oxford University Press. • • • SOLUÇÃO ANALÍTICA A segunda lei de Fick. RA = 0 Logo: r ∂c ∇⋅NA + A − ∂t =0 =0 sem reação química RA { (1) Samuel Luporini/DEQ/UFBA . ϑ = 0 • Nenhuma reação química. Crank. 2ª edição. Quando a equação diferencial e a condição inicial e de contorno do processo de difusão são exatamente da mesma forma daqueles do processo de condução de calor. isto é. descreve uma situação onde: r • Não ocorre nenhuma contribuição ao movimento (bulk). Muitas soluções analíticas em: o Carslaw & Jaeger. 1959. o O processo na qual é uma batelada (descontínuo) ou operações em sistemas fechados do começo ao fim de sua duração.Difusão molecular no estado transiente 4.1 CAPÍTULO 4: DIFUSÃO MOLECULAR NO ESTADO TRANSIENTE • • 2 variáveis independentes: posição e tempo Grandes quantidades de problemas de difusão podem ser resolvidos simplesmente olhando as soluções do problema análogo à condução de calor. São peculiares apenas para transferência de massa: o Difusão com reações químicas o Difusão com velocidade media molar diferente de zero o Difusão com mais de 2 componentes o Convecção forçada com taxas de transferência de massa elevada Processos transientes: o O processo na qual esta em estado não estacionário somente em sua partida inicial. o J. então a solução pode ser tomada com as mudanças apropriadas na notação. The mathematics of diffusion. London. Heat conduction in solids. isto é. Oxford University Press.

1 DIFUSÃO TRANSIENTE EM UM MEIO SEMI INFINITO • • • • Transferência de massa unidirecional dentro de um meio estacionário semi-infinito com uma concentração superficial fixa. • Devido a taxa de difusão extremamente lenta em líquidos. r da 1ª lei de Fick (isto é. A equação diferencial a ser resolvida é: ∂cA ∂ 2cA = D AB ∂t ∂z2 e as condições inicial e de contornos são: C.I.2 r r N A . x A ∑ N i ) aproxima de zero para soluções diluídas. o soluto penetra uma distância muito pequena C.z = − D AB ∇c A (2) Introduzindo (2) em (1). a contribuição do movimento bulk.: cA = cA0 para t = 0. Processo de difusão na fase sólida envolvendo a dureza do aço em atmosfera rica em carbono.z = − cD AB ∇x A + x A N A + N B 144 r 44 2 3 =cϑ=0 ( ) 1ª Lei de Fick. logo: N A .C. para todo t para z = ∞. ou em sistemas em contradifusão equimolar.Difusão molecular no estado transiente 4. Absorção de O2 a partir do ar na aeração de um lago. 4. para todo z para z = 0.C. para todo t. Samuel Luporini/DEQ/UFBA .1: c A = c As C.2: c A = c A 0 durante o tempo finito de exposição em relação a profundidade do meio. temos: ∂cA = D AB ∇ 2 ⋅ c A ∂t 2ª Lei de Fick (3) Útil para: • Difusão em sólidos. portanto satisfaz a 2ª lei de Fick. líquidos estacionários.

Difusão molecular no estado transiente

4.3

CAs CAs CA0 t aumenta

CA0 z z

usando a transformação: θ = cA − cA0
∂θ ∂2 θ = D AB ∂t ∂z2

(2)

e as condições inicial e de contornos são: C.I.:

θ(z ,0 ) = 0

C.C.1: θ ( 0 , t ) = c As − c A 0 C.C.2: θ ( ∞ , t ) = 0 Pela transformada de Laplace da eq. (2), temos:
s θ − 0 = D AB ∂2 θ ∂z2

ou

∂2 θ ∂z2

sθ =0 D AB

(3)

E as condições de contorno na T.L.: C.C.1: θ ( 0 , s ) =

( c As − c A 0 )
s

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Difusão molecular no estado transiente

4.4

C.C.2: θ ( ∞ , s ) = 0 A solução geral de (3) é: θ = Ae
s D AB z

+ Be

− s D AB z

Pelas condições de contorno:

z=∞⇒A=0 z = 0 ⇒ B = (cAs-cA0)/s

 c − cA0 Logo: θ =  As  s 

 − e  

s D AB z

(4)

A inversa da T.L. da eq. (4), fica:

 z θ = ( c As − c A 0 )erfc  2 D t AB   cA − cA0 z = 1 − erf  2 D t c As − c A 0 AB 

       

ou

(perfil de concentração)

(5)

erf( ): função erro, apêndice L de Welty ou no Excel. O fluxo unidirecional de A na placa semi-infinita, na superfície do meio é: = − D AB dc A dz =
z =0

NA

z =0

D AB ( c As − c A 0 πt

)

(6)

4.2 DIFUSÃO TRANSIENTE EM UM MEIO DIMENSIONAL FINITO SOB CONDIÇÕES DE RESISTÊNCIA DE SUPERFÍCIE DESPREZIVEL • Um corpo é submetido a uma mudança subta nas vizinhanças a qual influencia concentração na superfície cAs. Consideramos uma lamina larga de madeira a qual possui uma espessura uniforme L. A distribuição de concentração inicial é uma função de z, ou seja, cA0(z). sua

• •

Samuel Luporini/DEQ/UFBA

Difusão molecular no estado transiente

4.5

Condições: c A = c A 0 (z ) para t = 0, para todo 0 ≤ z ≤ L para z = 0, para t > 0 para z = L, para t > 0

C.I.:

C.C.1: c A = c As C.C.2: c A = c As

CAs

CAs

z=0

z=L

A equação da 2ª lei de Fick, com a concentração adimensional, Y =
∂Y ∂2 Y = D AB ∂t ∂z2

c A − c As , na direção z, fica: c A 0 − c As
(1)

Com as condições inicial e de contorno adimensionais: C.I.: Y = Y0 ( z ) para t = 0, para todo 0 ≤ z ≤ L para z = 0, para t > 0 para z = L, para t > 0

C.C.1: Y = 0 C.C.2: Y = 0

dY ( L 2 , t ) = 0 , devido a simetria no meio da placa. dz

Resolvendo a equação (1) pelo método de separação de variáveis (Welty) leva a seguinte solucao produto:

Y = ( C 1 cos λx + C 2 senλx )e −D AB λ

2

t

Samuel Luporini/DEQ/UFBA

.. 3. . 3. isto é Y0(z) = Y0.1 e C. 5. .. 5. No centro da placa (z = L/2). NA = 0 pois dc A (L 2 . t ) = 0 dz Samuel Luporini/DEQ/UFBA . 5.Difusão molecular no estado transiente 4. fica: Y= c A − c As 4 ∞ 1  nπz  −( nπ 2 )2 X D = ∑ sen  e c A 0 − c As π n =1 n  L  (3) onde: n = 1. obtendo: Y= c A − c As 2 ∞  nπz  −( nπ 2 )2 X D = ∑ sen  e c A 0 − c As L n =1  L  L 0 ∫ Y0 ( z )sen    nπz  dz L  (2) onde: XD = D AB → razão de tempo relativo x1 x 1 = comprimento caracteristico de L/2 n = 1.I. (2).z = ∞ 2 4 D AB ( c As − c A 0 ) ∑ cos  nπz e −( nπ 2 ) X D   L  L  n =1 onde: n = 1.6 As constantes C1 e C2 e o parâmetro λ são obtidos da C. L Se a lamina tem uma concentração uniforme. 3.C. então a eq.. e das C. O fluxo mássico para algum plano da placa de madeira pode ser avaliado por: N A .2.z = − D AB ∂cA ∂z N A .C. no instante inicial.

uma temperatura capaz de promover a difusão do fósforo. se a concentração é de 1% na superfície (2. POCl3 Cl2 Vapor de POCl3 Cobertura de SiO2(s) + 2P(s) P Placa de Si Si(s) + 2POCl3(g) → SiO2(s) + 3Cl2 + 2P(s) Fonte rica de P z=0 cAs P Si Resposta: 1. a 1100º C.76 µm Samuel Luporini/DEQ/UFBA .5 x 1018 atomos de P/cm3 de silício sólido). A cobertura rica de fósforo é considerada como uma fonte infinita para a quantidade de átomos de P transferido. Predizer a profundidade do filme Si-P após 1 h. que é relativamente diluído.Difusão molecular no estado transiente 4. desde que o silício contem 5 x 1022 atomos de Si/cm3 de sólido.7 Exemplo: Considerando a dopagem do fósforo no silício cristalino. de maneira que. cAs é constante. A concentração da superfície do fósforo (cAs) no silício é 2.5 x 1020 atomos de P/cm3 de Si sólido. semicondutor tipo n.

é a distância do ponto médio para a posição de interesse. cA0. b) O corpo tem um concentração inicial uniforme. e difusividade constante.Difusão molecular no estado transiente 4. Equação diferencial para condução de calor análoga a equação diferencial para difusão molecular ⇒ estes gráficos podem ser utilizados para ambos os fenômenos de transportes. ϑ = 0 . RA = 0. Para difusão molecular.8 4. 1.3 GRÁFICOS CONCENTRAÇÃO-TEMPO PARA FORMAS GEOMÉTRICAS SIMPLES • • Gráficos de “Gurney-Lurie” apresentam soluções para placa plana. a razões adimensionais são calculadas como se a espessura fosse duas vezes o valor verdadeiro. isto é. Para formas onde o transporte ocorre em somente uma das faces. Samuel Luporini/DEQ/UFBA . nenhum termo de produção. temos: Y = mudança na concentração adimensional = XD = tempo relativo = D AB t 2 x1 • c As − c A c As − c A 0 n = posição relativa = x x1 m = resistência relativa = D AB resistência de transferência de massa convectiva = k c x 1 resistência de transferência de massa molecular interna x1 = comprimento característico. Condições: a) Assumir a 2ª lei de Fick. esfera e cilindros longos. c) O contorno esta sujeito a uma nova condição que permaneça constante com o tempo.

9 1) Transporte em uma barra retangular com extremidades seladas: selada b b a a selada Ybar = YaYb Ya = avaliação com a largura x1 = a Yb = avaliação com a espessura x1 = b 2) Paralelepípedo retangular c c a a b b Ypar = YaYbYc Ya = avaliação com a largura x1 = a Yb = avaliação com a espessura x1 = b Yc = avaliação com a espessura x1 = c Samuel Luporini/DEQ/UFBA .Difusão molecular no estado transiente 4.

10 3) Cilindros. onde é evaporada pela passagem da corrente de ar. Resposta: a) 8. As extremidades são inicialmente seladas para limitar o processo de secagem para as faces planas mais largas da placa. c) O tempo necessário para diminuir o conteúdo de umidade do centro de um cubo de 1 ft de aresta feito com a mesma madeira.471 lbm de água/lbm de madeira seca. de espessura x1 = a (axial) Exemplo Uma placa de madeira 12 in por 12 in por 1 in. b) O conteúdo de umidade se as seis faces são usadas para o mesmo período de secagem.Difusão molecular no estado transiente 4. de 50 para 32% em peso se todas as 6 faces são usadas. é exposta ao ar seco. O conteúdo de umidade sobre a superfície permanece constante a 15% em peso. O liquido interno difunde para a superfície. incluindo ambas as extremidades a a R R Ycil = YcilindroYa. Após 10 hr de secagem o conteúdo de umidade do centro diminui de 50 para 32% em peso Se o coeficiente de transferência de massa convectivo pode ser considerado suficientemente elevado. a resistência relativa m é aproximada para zero. calcule: a) O coeficiente de difusão efetiva. Assumir que o coeficiente de difusão efetiva calculado em (a) é constante através do cubo. c)650 h Samuel Luporini/DEQ/UFBA . b) 0.85 x 10-5 ft2/h. Ycilindro = avaliado em coordenada radial (x1 = R) Ya = avaliado para placa plana.

A difusividade DAB = 1x 10-9 m2/s.Difusão molecular no estado transiente 4.004 m x Superfície exposta Condições de contorno CA1 é mantido a um valor constante.004 m tem uma superfície subitamente exposta a uma solução do componente A com CA0 = 6 x 10-3 kg-mol/m3 enquanto que a outra superfície é suportada sólido isolado permitindo nenhuma transferência de massa. O coeficiente de transferência de massa para a superfície da placa pode ser considerado infinito. O coeficiente de distribuição entre a concentração na solução adjacente a placa CALi e a concentração na placa sólida para a superfície CAi é definida por: K = CAli/CAi. onde K = 1. O coeficiente de distribuição. Há um perfil de concentração inicial linear para o componente A dentro da placa a partir de CA = 1 x 10-3 kg-mol/m3 para um lado e CA = 2 x 10-3 kg-mol/m3 para o lado sólido.11 4. x = 0.4 MÉTODOS NUMÉRICOS PARA ANÁLISE DE TRANSFERÊNCIA DE MASSA TRANSIENTE Enunciado: Uma placa de material com uma espessura de 0.5. perfil linear de 1 x 10-3 a 2 x 10-3 Samuel Luporini/DEQ/UFBA . dx = 0.0005 m CA3 CA1 CA2 CA4 CA5 CA6 CA7 CA8 CA9 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Figura 1 – Transferência de massa transiente em uma placa unidimensional A equação diferencial parcial: ∂CA ∂t = D AB ∂ 2CA ∂x2 2ª Lei de Fick Condições iniciais CA para t = 0.

Método numérico O método de linhas (MOL: method of lines): o tempo é resolvido como equações diferenciais ordinárias: método de Euler ou Runge Kutta por exemplo. condição de fluxo difusional para o contorno isolado. temos: dC A D AB = C A n +1 − 2 C A n + C A n −1 dt ∆x 2 ( ) para 2 ≤ n ≤ 8 Condições de contorno Superfície exposta Neste exemplo em x = 0 CA0 CA1 x=0 ∂CA ∂x k c ( C A 0 − KC A 1 ) = − D AB x =0 Samuel Luporini/DEQ/UFBA .5 k x =0 CC2: = 0 . deixando o tempo como uma derivada ordinária. Neste exemplo o espaço é dividido em N = 8 intervalos envolvendo N + 1 = 9 nodos (figura 1).Difusão molecular no estado transiente 4. 1) correspondente a 9 nodos.12 Condições de contorno Como a equação diferencial é de 2ª ordem são necessárias duas condições de contorno: CC1: C Ai ∂CA ∂x = CA0 . b) Fazer o gráfico da concentração versus tempo ate 2500 s.0005 m (ver fig. Utilizando a fórmula da diferença central para a 2ª derivada (equação A9). 004 a) Calcular as concentrações dentro da placa até 2500 s. x =0 . Utilize o método numérico em x com intervalo entre nodos de 0. onde k = 1. O espaço é discretizado por diferenças finitas.

004 x = L = 0.13 Usando a formula das diferenças (A5) para o derivativo do lado direito desta equação temos: ∂CA ∂x = x =0 (− C A 3 + 4 C A 2 − 3C A1 ) 2 ∆x Logo: k c ( C A 0 − KC A 1 ) = − D AB (− C A 3 + 4 C A 2 − 3C A1 ) 2 ∆x Isolando CA1. onde K = 1.004m Utilizando a formula da diferença finita (A7) para este derivativo.Difusão molecular no estado transiente 4. Superfície isolada Neste exemplo em x = L CA9 isolante x=0 ∂CA ∂x =0 x =0 . temos dC A 9 3 C A 9 − 4 C A 8 + C A 7 = =0 dx 2 ∆x Isolando CA9 que nos interessa. que nos interessa temos: C A1 = 2 k c C A 0 ∆x − D AB C A 3 + 4 D AB C A 2 3 D AB + 2 k c K∆x CA0 K no nosso exemplo temos que kc →∞ logo C A 1 = . temos: CA9 = 4C A8 − C A 7 3 Samuel Luporini/DEQ/UFBA .5.

logo CA9 = C A1 4C A8 − C A 7 3 CA0 = K Samuel Luporini/DEQ/UFBA .Difusão molecular no estado transiente 4.0005 Equações discretizadas: f2 = f3 f4 f5 f6 f7 f8 CA x 103 1 1.0035 0.375 1.0005 0.75 1.25 1.003 0.002 0. neste exemplo é lineal de 1 x 10-3 a 2 x 10-3.5 1.14 Condição inicial Perfil de concentração inicial.125 1.0015 0.625 1.004 dx = 0.0025 0.001 0. ficando: x em m 0 0.825 2 Nodo n 1 2 3 4 5 6 7 8 9 (C A 3 − 2 C A 2 + C A1 ) dC A 2 = D AB dt dx 2 dC A 3 (C A 4 − 2 C A 3 + C A 2 ) = = D AB dt dx 2 (C A 5 − 2 C A 4 + C A 3 ) dC A 4 = = D AB dt dx 2 (C A 6 − 2 C A 5 + C A 4 ) dC A 5 = = D AB dt dx 2 (C A 7 − 2 C A 6 + C A 5 ) dC A 6 = = D AB dt dx 2 (C A 8 − 2 C A 7 + C A 6 ) dC A 7 = = D AB dt dx 2 dC A 8 (C A 9 − 2 C A 8 + C A 7 ) = = D AB dt dx 2 CA9 e CA1 são diferentes devido as condições de contorno.

Samuel Luporini/DEQ/UFBA .15 onde CA0 = 6 x 10-3 e K = 1.Difusão molecular no estado transiente 4.5 Neste exemplo usaremos o método de Euler para discretizar o tempo: f2 = f2 = dC A 2 dt C A 2 ( j +1 ) − C A 2 ( j ) ∆t C A 2 ( j +1 ) = f 2 ∆t + C A 2 ( j ) Neste exemplo ∆t = 1 s e j é o numero de tempos.

16 Fluxograma: Dados Condições iniciais J = 0 a 2500 f 2 = D AB ( C A 3 ( j ) − 2 C A 2 ( j ) + C A 1 ( j ) ) dx 2 f 4 = D AB ( C A 5 ( j ) − 2 C A 4 ( j ) + C A 3 ( j ) ) dx 2 f 3 = D AB ( C A 4 ( j ) − 2 C A 3 ( j ) + C A 2 ( j ) ) dx 2 f 8 = D AB ( C A 9 ( j ) − 2 C A 8 ( j ) + C A 7 ( j ) ) dx 2 f 7 = D AB ( C A 8 ( j ) − 2 C A 7 ( j ) + C A 6 ( j ) ) dx 2 f 6 = D AB ( C A 7 ( j ) − 2 C A 6 ( j ) + C A 5 ( j ) ) dx 2 f 5 = D AB ( C A 6 ( j ) − 2 C A 5 ( j ) + C A 4 ( j ) ) dx 2 C A 1 ( j + 1) = C A 0 K C A 2 ( j + 1 ) = C A 2 ( j ) + f 2 dt C A 3 ( j + 1 ) = C A 3 ( j ) + f 3 dt C A 4 ( j + 1 ) = C A 4 ( j ) + f 4 dt C A 6 ( j + 1 ) = C A 6 ( j ) + f 2 dt C A 8 ( j + 1 ) = C A 8 ( j ) + f 2 dt t ( j + 1 ) = t ( j ) + dt C A 5 ( j + 1 ) = C A 5 ( j ) + f 5 dt C A 7 ( j + 1 ) = C A 7 ( j ) + f 2 dt C A 9 ( j + 1) = ( 4 C A 8 ( j + 1) − C A 7 ( j + 1)) 3 Impressão Samuel Luporini/DEQ/UFBA .Difusão molecular no estado transiente 4.

001625 CA7(0) = 0. 1) = "DAB =" Cells(15. 2) = DAB 'Condições iniciais t(0) = 0 CA1(0) = 0. 1) = "K =" Cells(14.001 CA2(0) = 0.17 Módulo em VBA aplicado ao EXCEL Public Sub Ptran() Dim t(3000) As Double Dim CA1(3000) As Double Dim CA2(3000) As Double Dim CA3(3000) As Double Dim CA4(3000) As Double Dim CA5(3000) As Double Dim CA6(3000) As Double Dim CA7(3000) As Double Dim CA8(3000) As Double Dim CA9(3000) As Double 'Dados dx = 0. 1) = "dx =" Cells(12.0005 CA0 = 0. 2) = CA0 Cells(14. 2) = K Cells(15.006 K = 1.5 DAB = 0.001375 CA5(0) = 0.00125 CA4(0) = 0.001125 CA3(0) = 0.0015 CA6(0) = 0.Difusão molecular no estado transiente 4.000000001 tf = 2500 Cells(12.00175 Samuel Luporini/DEQ/UFBA . 2) = dx Cells(13. 1) = "CA0 =" Cells(13.

001825 CA9(0) = 0. 5) = CA1(j) Cells(20 + j / te. 4) = t(j) Cells(20 + j / te. 6) = CA2(j) Cells(20 + j / te.2 * CA6(j) + CA5(j)) / dx f7 = DAB * (CA8(j) . 9) = CA5(j) Cells(20 + j / te.CA7(j + 1)) / 3 t(j + 1) = t(j) + dt Next j 'impressão na planilha For i = 0 To 8 Cells(18.2 * CA3(j) + CA2(j)) / dx f4 = DAB * (CA5(j) . 10) = CA6(j) ^ ^ ^ ^ ^ ^ ^ 2 2 2 2 2 2 2 Samuel Luporini/DEQ/UFBA .2 * CA8(j) + CA7(j)) / dx CA1(j + 1) = CA0 / K CA2(j + 1) = CA2(j) + f2 * dt CA3(j + 1) = CA3(j) + f3 * dt CA4(j + 1) = CA4(j) + f4 * dt CA5(j + 1) = CA5(j) + f5 * dt CA6(j + 1) = CA6(j) + f6 * dt CA7(j + 1) = CA7(j) + f7 * dt CA8(j + 1) = CA8(j) + f8 * dt CA9(j + 1) = (4 * CA8(j + 1) .002 dt = 1 'Solução numérica For j = 0 To 2500 f2 = DAB * (CA3(j) . 8) = CA4(j) Cells(20 + j / te. 5 + i) = i * dx te = 50 Next i For j = 0 To 2500 Step te Cells(20 + j / te.2 * CA7(j) + CA6(j)) / dx f8 = DAB * (CA9(j) .18 CA8(0) = 0.2 * CA2(j) + CA1(j)) / dx f3 = DAB * (CA4(j) . 7) = CA3(j) Cells(20 + j / te.2 * CA5(j) + CA4(j)) / dx f6 = DAB * (CA7(j) .2 * CA4(j) + CA3(j)) / dx f5 = DAB * (CA6(j) .Difusão molecular no estado transiente 4.

11) = CA7(j) Cells(20 + j / te. 12) = CA8(j) Cells(20 + j / te. Samuel Luporini/DEQ/UFBA . 13) = CA9(j) Next j End Sub Planilha Placa_transiente_7_13.19 Cells(20 + j / te.xls do EXCEL: Próxima pagina.Difusão molecular no estado transiente 4.

00177 0.002438 0.001294 0.003167 0.001394 0.0017 0.001615 0.001772 0.00600 1.001378 0.001676 0.001564 0.004 0.00125 0.004 0.001505 0.001 CA3 0.004 0.001778 0.001514 0.004 0.002843 0.001735 0.004 0.001643 0.001787 0.001751 0.004 0.001125 0.001527 0.001622 0.001796 0.00050 0.001673 0.0035 CA8 0.001623 0.001754 0.004 0.001694 0.004 0.001787 0.002764 0.001719 0.0015 0.002386 0.002047 0.00172 0.00171 0.002 CA1 0.002553 0.001644 0.002217 0.001703 0.004 0.00233 0.001375 0.001421 0.002967 0.001695 0.001707 0.001841 0.001635 0.001729 0.00175 0.001655 0.00184 0.00173 0.001589 0.003136 0.001618 0.00000E-09 distância x 0 tempo (s) 0 50 100 150 200 250 300 350 400 450 500 550 600 650 700 750 Samuel Luporini/DEQ/UFBA 0.001501 0.00181 0.001635 0.001696 0.001732 0.001695 0.001565 0.001741 0.002032 0.001748 0.004 0.001892 0.0015 0.00291 0.004 0.001544 0.00174 0.003 CA7 0.004 0.001816 0.20 dx = CA0 = K= DAB = 0.001725 .002485 0.001713 0.001781 0.001987 0.001 0.001624 0.001695 0.001704 0.002128 0.002669 0.001699 0.004 CA9 0.001747 0.001628 0.001619 0.001734 0.001625 0.00151 0.003101 0.001765 0.00179 0.00162 0.001667 0.001726 0.001703 0.0005 CA2 0.001733 0.001722 0.Difusão molecular no estado transiente 4.001697 0.003017 0.001392 0.0025 CA6 0.002406 0.00182 0.001756 0.001806 0.001764 0.001795 0.004 0.001957 0.004 0.001941 0.001462 0.0015 CA4 0.00162 0.00162 0.001859 0.001741 0.001725 0.002202 0.002269 0.0018 0.001681 0.002 CA5 0.00183 0.003061 0.50000 1.001825 0.001735 0.001514 0.001761 0.004 0.001965 0.001616 0.

003443 0.002189 0.002363 0.004 0.002153 0.001986 0.00174 0.002224 0.001918 0.001718 0.00224 0.001777 0.003462 0.002608 0.001831 0.002643 0.001986 0.002114 0.003 0.001895 0.00202 0.004 0.001855 0.001763 0.001742 0.002473 0.001883 0.00183 0.00172 0.004 0.003358 0.00188 0.002691 0.001717 0.002529 0.002003 0.00288 0.003479 0.002814 0.003222 0.002401 0.002661 0.001884 0.001865 .002708 0.001726 0.002347 0.001819 0.003028 0.0019 0.003246 0.002138 0.001935 0.001848 0.002918 0.004 0.001805 0.001718 0.001772 0.004 0.001883 0.002764 0.00173 0.003453 0.002083 0.002899 0.003196 0.002645 0.002295 0.004 0.001728 0.001968 0.003471 0.001736 0.00213 0.003342 0.001825 0.002201 0.004 0.001959 0.001756 0.001716 0.001865 0.001777 0.001753 0.004 0.001843 0.003516 0.002375 0.001723 0.002575 0.002516 0.001761 0.004 0.003289 0.004 0.002379 0.001809 0.002068 0.001906 0.001769 0.Difusão molecular no estado transiente 4.002052 0.001721 0.002495 0.004 0.002145 0.002628 0.001973 0.003487 0.00279 0.003372 0.001842 0.002953 0.001868 0.001871 0.003433 0.002737 0.004 0.003503 0.002019 0.002257 0.001799 0.003078 0.003523 0.003054 0.001853 0.001785 0.002319 0.001994 0.00233 0.002936 0.001715 0.004 0.001735 0.001826 0.00173 0.002093 0.001919 0.001745 0.002074 0.002313 0.002099 0.004 0.00194 0.003398 0.001848 0.00257 0.001796 0.001715 0.002969 0.004 0.002556 0.002035 0.002277 0.001969 0.001786 0.001714 0.001764 0.003066 0.002288 0.004 0.00245 0.002346 0.002594 0.003495 0.002115 0.00176 0.002837 0.004 0.004 0.003308 0.002045 0.001952 0.002677 0.001774 0.003411 0.004 0.001716 0.003326 0.002159 0.001747 0.001913 0.001726 0.001722 0.001859 0.001748 0.001812 0.001743 0.004 0.004 0.002676 0.003041 0.001837 0.002221 0.001726 0.001796 0.004 0.002859 0.001717 0.00183 0.001721 0.003014 0.001816 0.002611 0.00178 0.001718 0.001715 0.004 0.00179 0.003386 0.001754 0.002259 0.00351 0.001946 0.001736 0.001719 0.002426 0.004 0.001893 0.004 0.001933 0.21 800 850 900 950 1000 1050 1100 1150 1200 1250 1300 1350 1400 1450 1500 1550 1600 1650 1700 1750 1800 1850 1900 1950 2000 2050 Samuel Luporini/DEQ/UFBA 0.003422 0.002069 0.001795 0.00182 0.001709 0.001807 0.001855 0.002114 0.002537 0.00218 0.002985 0.004 0.003269 0.

003111 0.002108 0.001888 0.002204 0.00272 0.00201 0.002189 0.002509 0.003132 0.002454 0.002495 0.00241 0.002175 0.004 0.002054 0.003552 0.002773 0.002246 0.001907 0.00226 0.001997 0.002747 0.003141 0.Difusão molecular no estado transiente 4.002706 0.002798 0.002394 0.003535 0.001945 0.00281 0.00216 0.003169 0.001913 0.004 0.002425 0.002274 0.003547 0.00309 0.003563 0.004 0.002095 0.001932 0.003558 0.002786 0.001983 0.002734 0.002013 0.002081 0.001951 0.001958 0.003122 0.001977 Samuel Luporini/DEQ/UFBA .002068 0.00276 0.002 0.001926 0.002218 0.001938 0.00316 0.002439 0.002027 0.001964 0.22 2100 2150 2200 2250 2300 2350 2400 2450 2500 0.003573 0.004 0.00192 0.001971 0.004 0.001901 0.004 0.002468 0.00204 0.003101 0.002482 0.002232 0.001876 0.003151 0.004 0.004 0.004 0.003529 0.003541 0.003568 0.

0030 0.0015 0.Difusão molecular no estado transiente 4.0025 0.0045 CA1 CA2 CA3 CA4 CA5 CA6 CA7 CA8 CA9 0.23 0.0010 0 200 400 600 800 1000 1200 1400 1600 1800 2000 2200 2400 2600 tempo (s) Samuel Luporini/DEQ/UFBA .0040 0.0035 CA (kg-mol/m 3) 0.0020 0.

Difusão molecular no estado transiente 4.24 Aproximações por diferenças finitas úteis: Samuel Luporini/DEQ/UFBA .

Altas taxas de transferência de massa ou transferência de calor estão associadas ao escoamento turbulento. caracteristicas dinâmicas e geometria do sistema h  q = h∆T da transferência de calor A é análogo a : Considerações fundamentais em transferência de massa ⇒ Camada extremamente fina junto à superfície → escoamento laminar. Estes são: Samuel Luporini/DEQ/UFBA .Transferência de massa por convecção 5. NA { Fluxo de massa → ocorre na direção do decréscimo de concentração = kc { coeficiente de transferência de massa convectivo ∆c A { diferença de concentração kc   função das propriendades do fluido.1 CAPÍTULO 5: TRANSFERÊNCIA DE MASSA POR CONVECÇÃO ⇒ Envolve o transporte de material entre uma superfície de contorno e um fluido escoando ou entre dois fluidos relativamente imiscíveis em escoamento. transportada por turbilhões. ⇒ Escoamento laminar: o transporte entre a superfície do fluido escoando é por meio molecular. ⇒ Escoamento turbulento: movimento físico de volume de material através de linhas de corrente. N A = k c ( c As − c A Onde: NA = c As moles do soluto A deixando a interface tempo x área interfacial = concentração do soluto no fluido na interface. é a composição do fluido em equilíbrio com o sólido para a temperatura e pressão do sistema c A = composicão para algum ponto dentro da fase fluido ) ⇒ Há quatro métodos de avaliação do coeficiente de transferência de massa convectivo que serão discutidos neste capítulo.

Resp.ar = 1.) é análogo ao Pr (T. O CO2 sublima com uma corrente escoando a 2 m/s e taxa de liberação de 2.118 m/s 5. 5 x10 −5 m 2 s e νar = 1.55x10-5 m2/s).29 x 10-4 mol/s. Analogia entre momento.M.Transferência de massa por convecção 5. energia e transferência de massa. Samuel Luporini/DEQ/UFBA .: 0. 4. Análise exata da camada limite. 3. EXEMPLO 1 O ar escoa sobre uma placa sólida de dióxido de carbono congelado (gelo seco) com uma área superficial exposta de 1 x 10-3 m2. 2.013 x 105 Pa ( D CO 2 .C. Determine o coeficiente de transferência de massa do CO2 sublimando sobre o ar escoando.) ⇒ Número de Lewis (Le) Le = α k difusividade térmica = = D AB ρc p D AB difusividade mássica Le é importante quando o processo envolve transferência de massa de energia simultaneamente. PARÂMETROS SIGNIFICANTES: ⇒ A difusividade molecular para cada fenômeno de transporte são: µ  difusividade de momento  ρ  2 k  L  α= difusividade térmica    ρc p  t     D AB = difusividade mássica   ν= ⇒ Número de Schmidt (Sc) Sc = ν D AB = µ difusividade de momento = ρD AB difusividade mássica Sc (T. O ar está a 293 K e 1. Análise aproximada da camada limite.2 1.2. Análise dimensional ligada a experimentos.

ambos os lados.1 – Perfil de velocidade e concentração para um fluido escoando numa superfície sólida. Na interface => mesmo fluxo do componente A deixando a superfície do fluido.cA∞ ϑ = ϑ(y) cAs . temos: kcL d ( c A − c As =− D AB dy ) y =0 ( c As − c A ∞ ) L ⇒ gradiente de concentração para a superfície resistência de transferência de massa molecular = resistência de transferência de massa convectiva do fluido gradiente de concentração global kcL = Nu AB D AB ou Sh NuAB: número de Nusselt para transferência de massa Sh: número de Sherwood. N A = k c ( c As − c A ∞ ) N A = − D AB d ( c A − c As dy deixando a superfície por convecção ) y =0 Entrando no fluido por difusão melecular d ( c A − c As dy Logo: k c ( c As − c A ∞ ) = − D AB ) y =0 Rearranjando e multiplicando por L.3 ϑ∞ cAs .Transferência de massa por convecção 5. Samuel Luporini/DEQ/UFBA .cA = (cAs – cA)(y) y x cAs na interface Figura 5.

ρ e D → variáveis central (núcleo) pode conter qualquer das variáveis que.3. Samuel Luporini/DEQ/UFBA .rank = 3 ⇒ r de uma matriz: significa o numero de coluna do maior determinante diferente de zero. 5.4 EXEMPLO 2 Determine o número de Schmidt para o metanol em ar a 298 K e 1. que se pode formar a partir dela. do fluido . (força direcional cAs – cA) Variável Diâmetro do tubo Densidade do fluido Viscosidade do fluido Velocidade do fluido Difusividade do fluido Coeficiente de transferência de massa Símbolo Dimensões D ρ µ ϑ DAB kc L M/L3 M/Lt L/t L2/t L/t D M L t 0 1 0 ρ µ ϑ DAB kc 1 0 0 2 -1 1 0 1 1 1 -3 -1 0 -1 -1 .kc tem o interesse principal .Transferência de massa por convecção 5. o escoamento.Várias combinações de matriz 3 x 3. entre elas incluem todas as dimensões básicas (MLt). DAB. . ANÁLISE DIMENSIONAL DE TRANSFERÊNCIA DE MASSA CONVECTIVA Transferência em uma corrente escoando sob convecção forçada ⇒ Considerando a transferência de massa da parede de um tubo para o fluido escoando através do conduite.013 x 103 Pa e em água líquida a 298 K. i = no de variareis – rank = 6 – 3 = 3 grupos adimensionais. props.Variáveis incluem sistema geométrico.

de { Schimidt Dividindo π2 por π3: π 2  Dϑ = π 3  D AB    D AB ρ  Dϑρ  Re  {  µ  = µ ≡   no. de Sherwood Os outros 2 grupos são determinados da mesma maneira. de Reynolds Portanto uma correlação poderia ser feita da forma: Sh = NuAB = f(Re.Transferência de massa por convecção 5. de Nusselt para transferência de massa ou Sh { no. Sc) Que é análoga a correlação de transferência de calor.5 π1 = D a ρ b D c k c AB π2 = Dd ρeDf ϑ AB π3 = D g ρh Diµ AB Escrevendo π1 na forma adimensional:  L2 1=   t    M b    ( L )c  L      L  t   a Equacionando os expoentes. Samuel Luporini/DEQ/UFBA . produzindo: π2 = Dϑ D AB e π3 = µ ≡ Sc ρD AB no. temos: L : 0 = 2 a − 3 b + c + 1  a = −1  t : 0 = − a −1  b=0  c =1 M:0 = b  π1 = kcD D AB ≡ Nu 1 AB 2 3 no.

As variáveis importantes. π1 = D a Lb µ c k c AB π 2 = D d Le µ f ρ AB π 3 = D g Lh µ i g∆ρ A AB Resolvendo os 3 grupos adimensionais. entre elas incluem todas as dimensões básicas (MLt).6 Nu = f(Re. seus símbolos e representações adimensionais são: Variável Comprimento característico Difusividade do fluido Densidade do fluido Viscosidade do fluido Força de empuxo Coeficiente de transferência de massa Símbolo Dimensões L DAB ρ µ g ∆ρA kc L L2/t M/L3 M/Lt M/L2t2 L/t L DAB L 1 M 0 t 0 2 0 -1 ρ µ g ∆ρA kc 1 -2 -2 0 1 -1 1 1 -3 -1 0 -1 ⇒ DAB.: parede plana vertical com um fluido adjacente. π 2 = ρD AB L3 g∆ρ A 1 ≡ . Ex. portanto o rank = 3 ⇒ i = no de variareis – rank = 6 – 3 = 3 grupos adimensionais. obtemos π1 = kcL D AB ≡ Nu AB . L e µ → variáveis central (núcleo) pode conter qualquer das variáveis que. π3 = µ Sc µD AB Samuel Luporini/DEQ/UFBA . ⇒ Matriz 3 x 3 ⇒ maior det ≠ 0. Pr) Transferência dentro de uma fase na qual o movimento é devido a convecção natural ⇒ Correntes de convecção natural → desenvolvera se existir variação de densidade na fase líquida ou gasosa.Transferência de massa por convecção 5.

       2    2 2 ∂cA ∂cA ∂cA ∂cA    ∂ cA + ∂ cA + ∂ cA  + R +  ϑx + ϑy + ϑz = D AB  A { ∂t ∂x ∂y { ∂z    ∂y2 ∂z2  ∂x2 13 2 1 3 =0 =0   2 1 3  2 =0  ∂ 2c  nenhuma =0 A estado c A =f ( x . ⇒ As correlações de dados experimentais pode ser feita em termos de 3 variáveis ao invés de 6 originais. Sc) para convecção natural. ρ e DAB = constantes. componentes A. ⇒ Correlações => equações empíricas capitulo 30 do Welty. tanto para convecção forçada como para natural.L. Extremidade da C. de concentração cA∞ x cAs y cA = cA(y) Figura – Camada limite de concentração para escoamento laminar em uma placa plana A equação da continuidade em coordenadas retangulares.4 ANÁLISE EXATA DA CAMADA LIMITE LAMINAR DA CONCENTRAÇÃO ⇒ Extensão da solução exata desenvolvida por Blasius para a camada limite hidrodinâmica.Transferência de massa por convecção 5. 5. 7 deste apontamento.7 Multiplicando π2 e π3  ρD AB π2 π3 =   µ  3   L g∆ρ A    µD  AB   L3 g∆ρ A =   ρν 2     ≡ Gr  1 AB 2 3  no de Grashof Portanto sugere uma correlação da forma: Sh = f(GrAB. y )  produção  << 2  ∂y  de A estacionário   Samuel Luporini/DEQ/UFBA .

portanto terá solução análoga as estes fenômenos de transporte. temos: ϑx ∂cA ∂cA ∂ 2c A + ϑy = D AB ∂x ∂y ∂ y2 (13) Equação similar as equações desenvolvidas a partir das equações de momento e energia para a solução da camada limite hidrodinâmica e a camada limite térmica.Transferência de massa por convecção 5. Condições de contorno: c A − c As = 0 para c A ∞ − c As c A − c As = 1 para c A ∞ − c As Sc = ν D AB =1 y = 0.s c − c As ϑx =2 =2 A ϑ∞ ϑ ∞ − ϑ x .8 logo. obtemos: f ′′′ + ff ′′ = 0 com as condições de contorno: Samuel Luporini/DEQ/UFBA . e y=∞ f′=2 ϑ x − ϑ x .s c A ∞ − c As ϑ∞ y = νx 2x xϑ ∞ y = ν 2x (16) (14) e η= y 2 Re x (15) f (η ) = ψ (x . pois as condições de contorno são análogas. y ) ( νxϑ ∞ ) ϑx = ∂ ψ ϑ∞ = f ′(η ) ∂y 2 ∂ψ 1 = ∂x 2 (17) ϑy = νϑ ∞ ( ηf ′ − f ) x (18) Introduzindo as equações (14) a (18) na (13).

logo: N A . 332  Re x  ( c As − c A∞ ) (22) N A . 328 y =0 (19) A equação (19) pode ser rearranjada para obter uma expressão para o gradiente de concentração na interface: dc As dy  0 . (20) ⇒ a taxa na qual a massa entra ou deixa a superfície da camada limite é tão pequena que não altera o perfil de velocidade predito pela solução de Blasius. y = k c ( c As − c A∞ ) (23) igualando as equações (22) e (23). Se ϑ y y =0 = 0 ⇒ contribuição bulk para a 1ª lei de Fick na direção y é zero.9 f = f ′ = 0 p/η = 0 f′=2 p/η = ∞ A solução análoga a transferência de momento sugere que:  c − c As d 2 A  c ∞−c df ′ As  A = f ′′ ( 0 ) = dη  y  d   Re x  2 x         = 1.Transferência de massa por convecção 5. temos: Samuel Luporini/DEQ/UFBA . onde ϑy não é envolvido. temos:  0 . y = D AB   x  O fluxo de massa do componente A se difundindo é definido como: N A . 332  = ( c A ∞ − c As ) Re x  (20)  x  y =0 Eq. y = − D AB ∂cA ∂y (21) y =0 Substituindo (21) em (20).

ϑ ys ϑ∞ ϑ ys ϑ∞ ϑ ys ϑ∞ Re 1 2 > 0 ⇒ transferência de massa a partir da placa para dentro da camada limite. x ⇒ Vaporização de um material volátil dentro de uma corrente gasosa escoando a baixa pressão.Transferência de massa por convecção 5. ⇒ Em muitas operações físicas envolvendo transferência de massa valendo a equação (24). x Re 1 2 < 0 ⇒ transferência de massa a partir do fluido para a placa.10 kcx D AB = Nu AB = 0 . 332 Re x (24) onde: Sc = 1 e a transferência de massa entre a placa plana e a camada limite é baixa. e em y = Re 1 2 = 0 ⇒  x  a inclinação é 0. a suposição de baixa transferência de massa não pode ser feita.332 ⇒ equação (19). ϑ ys ϑ∞ Re 1 2 é desprezível. x  taxa de transferência de massa não tem nenhum efeito sobre o perfil de velocidade. Samuel Luporini/DEQ/UFBA .

332 Re x D AB 3 Sc (25) Coeficiente de transferência de massa médio para uma placa plana (largura W e comprimento L) kc = W ∫ k c dx 0 L L W ∫ dx 0 L = 0 . 332 = ( c A ∞ − c As ) Re x  x 3  Sc   Conduzindo a: kcx = Sh x = 0 .332 c As − c A c As − c A∞ ϑys = 0 ϑ ys ϑ∞ Re x Sc 1 1 2 3 δ = Sc 1 δc 3 Solução de Pohlhausen δ = espessura da camada limite hidrodinâmica δc = espessura da camada limite da concentração.11 Inclinação = 0.Transferência de massa por convecção 5. Para y = 0. 332 D AB Sc 1 3  ϑ∞ρ    µ     1 2L 0 ∫x −1 2 dx Samuel Luporini/DEQ/UFBA . 332 D AB Re x Sc 1 3 dx ∫ x 0 L 1 2 =  ϑ ∞ ρx   µ   L 0 . temos: dc As dy y =0  0 . 332 D AB    ∫ x 0 L 1 2 Sc 1 3 dx ⇒ k c L = 0 .

é encontrada para a camada limite laminar para a concentração. 0292 Re x Sc 1 3 . esta relacionado com o numero de Sherwood médio para uma placa plana pela relação: ShL = 2 Shx|x=L ϑ ys ϑ∞ 1 2 O parâmetro do limite da superfície. Re x > 0 . onde o perfil de concentração é dado por: c A − c A . aumenta quando a inclinação da curva decresce (ver gráfico). 664 Re L Sc 1 1 2 3 (28) O numero de Sherwood local para uma distancia x. utilizando a equação integral de von Kármán. na camada limite laminar térmica.Transferência de massa por convecção 5.12 Resolvendo e rearranjando. extende-se para: (29) Sh x = 0 . temos: kcL D AB = Sh L = 0 . 0292 Re 4 x 4 5 5 para Sc = 1 e aplicando a solução de Pohlhausen.∞ = η + ξy 1 7 obtendo: Sh x = 0 . o decréscimo na inclinação => o sistema com a inclinacao pela relação: k c = dy y =0 com valores elevados no limite da superfície terá um menor coeficiente de transferência de massa. Escoamento turbulento A mesma expressão encontrada para transferência de calor. Como a magnitude do coeficiente de transferência de massa esta relacionado  c −cA   d  As  c −c  A∞   As . para Rex > 3 x 105 Samuel Luporini/DEQ/UFBA .

O perfil de velocidade não é afetado pela transferência de massa.55 x 10-5 m2/s e a difusividade mássica da acetona em ar é 0. A pressão de vapor da acetona a 298 K é 3. O exaustor produz uma velocidade de ar de 6 m/s paralelo a superfície da bancada de 1 m de largura.5 m do ponto inicial da bancada.turb x Sh x = = 0 . 2. Não há emissão ou absorção de energia radiante.066 x 104 Pa. 1. a viscosidade cinemática do ar é 1. cobrindo uma superfície plana do laboratório. 4. Samuel Luporini/DEQ/UFBA . a) Desenvolver a expressão para o coeficiente de transferência de massa médio para uma placa plana de comprimento L. As propriedades físicas são constantes. é igual a 1. 2. A transição do escoamento laminar para turbulento ocorre para Rex = 2 x 105. Determinar o coeficiente de transferência de massa a 0.013 x 105 Pa. A 298 K. b) Um vasilhame contendo acetona foi acidentalmente derrubado. Não há produção de energia ou massa. 3. ⇒ Condições: 1. então há uma baixa transferência de massa. 0292 Re 4 5 Sc 1 3 x D AB onde x é a distancia a partir do começo de turbulência da placa plana. não ocorre nenhuma reação química.93 x 10-5 m2/s.13 EXEMPLO 3 O coeficiente de transferência de massa para uma camada limite turbulenta formado sobre uma placa plana tem sido correlacionado em termos de um número de Sherwood local por: k c . 5. O ar foi mantido a 298 K e 1. Analogia de Reynolds ⇒ Extensão da teoria de Reynolds incluindo o mecanismo de transferência de massa se o no de Schimidt. Sc. Não há dissipação viscosa. Determinar a quantidade de acetona evaporada por m2 de superfície a cada segundo.5 ANALOGIAS ENTRE TRANSFERÊNCIAS DE MOMENTO. ⇒ As analogias são úteis para o entendimento do fenômeno de transferência e como um meio satisfatório para predizer o comportamento dos sistemas na qual são disponíveis uma quantidade limitada de dados quantitativos. 5.Transferência de massa por convecção 5. CALOR E MASSA ⇒ Fenômenos de transferência => similaridades de mecanismos.

ρc p ϑ ∞ 2 A equação (35) não pode ser utilizada se o sistema envolver forma de arraste.14 Placa plana com Sc = 1. A eq. analogia de Reynolds para transferência de calor para Pr = 1. é: N A . Samuel Luporini/DEQ/UFBA . temos: kc = µ ∂ϑx ρϑ ∞ ∂ y (33) y=0 A definição do coeficiente de fricção Cf é: Cf = τ0 ρϑ ∞ 2 = 2µ ∂ ϑ x 2 ρϑ ∞ ∂ y (34) y=0 Substituindo (33) em (34).Transferência de massa por convecção 5. pois Sc = 1 De (31). onde y = 0. temos: k c Cf = ϑ∞ 2 (35). k c = − D AB (32)     ∂  c A − c As  ∂ y  c As − c A∞  y =0 Substituindo (32) em (30). (35) é análoga a analogia de Reynolds para transferência de calor com Pr = 1. y = − D AB ∂ ( c A − c As ∂y ) y =0 = k c ( c As − c A∞ ) (31) DAB = µ/ρ. Os perfis de concentração e velocidade dentro da camada limite estão relacionados por: ∂  c A − c As  ∂ y  c A ∞ − c As      = y =0 ∂  ϑx  ∂ y  ϑ∞      (30) y =0 O contorno próximo da placa. C h = f . que é a analogia de Reynolds para transferência de massa para Sc = 1.

De maneira similar é analisado o escoamento turbulento em transferência de massa. temos: τ = ρ ν + Lϑ ′y [ ϑ ]ddyx ou τ = ρ [ν + ε M ] dϑx dy (3) Onde: ε M = Lϑ ′y → difusividade turbilhonar de momento analoga a difusividade molecular de momento. possui uma velocidade media.15 Considerações sobre escoamento turbulento ⇒ Na maioria das aplicações praticas o escoamento na corrente principal é turbulento. ϑ x . O turbilhão de fluido. Samuel Luporini/DEQ/UFBA . A velocidade de ϑ ′x = ϑ x y+L − ϑx y = ±L d ϑx dy (1) a tensão de cisalhamento total é definida por: τ=µ dϑ x − ρ ϑ ′x ϑ ′y (2) dy Substituindo (1) em (2). ϑ x flutuação esta relacionada com o gradiente de velocidade media por: y+L . e é deslocado dentro de y uma corrente onde o fluido adjacente tem uma velocidade media. ν . ⇒ Hipótese do comprimento de mistura de Prandt: alguma velocidade de flutuação ϑ ′x é devido ao momento na direção y de um turbilhão através de uma distancia igual ao comprimento de mistura L.Transferência de massa por convecção 5.

16 y cA y+ L L cA y L dc A dy ξA Figura 5. y = − D AB A − ϑ ′y L A = − ( D AB + ε D ) A dy dy dy 1 24 4 3 1 24 4 3 laminar turbulento (6) onde: ε D = Lϑ ′y é a difusividade mássica turbilhonar. mostrando o comprimento de mistura de Prandt.6 – Perfil da porção turbulenta de concentração. y = c ′A ϑ ′y (4) cA { + c ′A { flutuação da concentração do componente A onde: c A = concentração média temporal c ′A = c A y+ L − cA y = ±L dc A dy (5) Substituindo (5) em (4). Samuel Luporini/DEQ/UFBA . y = − ϑ ′y L dc A taxa de transferência de massa instantânea devido a turbulência. A taxa de transferência instantânea do componente A na direção y é: N A . temos: N A .Transferência de massa por convecção 5. dy dc dc dc N A .

Transferência de massa por convecção 5.s ξ AB (8) Eliminando ξ das equações (7) e (8).17 A eq. ⇒ NAy. As analogias de Prandtl e von Kármán Analogia de Prandtl ⇒ Considerações dos efeitos na região turbulenta e na subcamada laminar. redução no gradiente de concentração. Subcamada laminar ⇒ Difusividade turbilhonar de momento e massa são desprezíveis ⇒ τs = tensão de cisalhamento na superfície = constante. ϑx ξ ∫ 0 dϑ x = dy ρν ∫0 τs ξ ou ϑ x ξ = τsξ ρν (7) onde ξ é a espessura da subcamada laminar.s = fluxo de massa na superfície = cte. (6) é similar a:      dT  qy = − ρc p  α + εH  { { A  difusividade difusividade  dy  molecular térmica   térmica turbilhonar    ⇒ Região turbulenta: transporte rápido. maior resistência a transferência de massa na camada limite próxima a superfície o gradiente de concentração é mais excessivo. temos: ρν ϑ x τs ξ = D AB c As − c A N Ay .s D AB ∫0 dy ξ ou (c As − cA ξ ) = ND Ay . ⇒ Região laminar: difusão molecular.s ( ξ ) (9) Samuel Luporini/DEQ/UFBA . A porção laminar da equação (6) ∫c As ξ dc A = − cA N Ay .

(11) e rearranjando. obtemos: Samuel Luporini/DEQ/UFBA .Transferência de massa por convecção 5.18 Região turbulenta ⇒ Aplica-se a analogia de Reynolds: kc ϑ∞ = Cf 2 = τs 2 ρϑ ∞ de y = ξ a y = condições bulk. kc = NA ν . Sc = c As − c A∞ D AB na eq. portanto: ϑ+ = ϑx ϑ∞ ξ Cf 2 = 5 ou ϑx ϑ∞ ξ =5 Cf 2 (13) Substituindo (13) em (12). temos: kc Cf 2 = ϑ ∞ 1 + ϑ x ξ ϑ ∞ (Sc − 1 ) ( ) (12) Na subcamada laminar é definido que ϑ+ = y+ = 5. O fluxo mássico na região turbulenta torná-se: N Ay = k c c A ( ξ − c A∞ = ) ρν ϑ ∞ − ϑ x ( τs ξ )(c A ξ − c A∞ ) (10) União das regiões laminar e turbulenta Eliminando c A ξ entre as equações (9) e (10). temos: c As − c A∞ ρ  = ϑ∞ + ϑx τs  N Ay  ν   −1   ξD  AB  (11) Substituindo as definições: Cf = τs 2 ρϑ∞ 2 .

Samuel Luporini/DEQ/UFBA . Analogia de von Kármán ⇒ Von Kármán extendeu a analogia de Prandtl considerando a zona de transição em adição a subcamada laminar e o núcleo turbulento. Elas reduzem a analogia de Reynolds quando Sc = 1.Transferência de massa por convecção 5. obtendo: Sh = (C f 2 ) Re Sc (16) Cf {Sc − 1 + ln [(1 + 5 Sc ) 6 ]} 1+ 5 2 kc Sh = = ϑ ∞ Re Sc ou (C f 2) (17) Cf {Sc − 1 + ln [(1 + 5Sc ) 6 ]} 1+ 5 2 kc (C f 2 ) Sh = = → resultados de muitas analogias ϑ ∞ Re Sc     de termos  grupo complexos4443  1444 4 4  correção para424 de Reynolds  a analogia   Analogia de Chilton-Colburn ⇒ Utilizando dados experimentais jD = kc ϑ∞ Sc 2 3 → fator j para transferência de massa. onde L é o comprimento característico: Sh = (C f 2 ) Re Sc (15) Cf (Sc − 1 ) 1+ 5 2 As equações (13) e (14) são análogas a analogia de Prandtl para momento e energia.19 kc = ϑ∞ Cf 2 Cf (Sc − 1) 1+ 5 2 (14) multiplicando ambos os lados de (14) por ϑ ∞ L / D AB .

temos: Sh x Re x Sc 1 Sh x Re x Sc 1 3 3 = 0 . temos: k c Sc 2 ϑ∞ 3 = 0 . 332 1 2 Re x = Cf 2 (21) ⇒ A analogia de Chilton-Colburn relaciona os 3 fenômenos de transporte: jH = jD = Cf 2 (22) A equação (22) é válida quando não tem nenhuma forma de arraste presente.20 ⇒ Baseado em dados coletados para escoamentos em regime laminar e turbulento. Samuel Luporini/DEQ/UFBA . temos: jH = jD h (23) k c Sc 2 ϑ∞ 3 ou ρϑ ∞ c p Pr 2 3 = (24). encontraram: jD = kc ϑ∞ Sc 2 3 = Cf 2 (18) Válida para gases e líquidos na faixa 0.6 < Sc < 2500 A equação (18) satisfaz a solução exata para escoamento laminar sobre uma placa plana: Sh x = 0 . 332 Re x Sc 1 1 2 3 Se ambos os lados são divididos por RexSc1/3. Porem quando a forma de arraste esta presente.Transferência de massa por convecção 5. 332 Re x 1 2 (19) Sh x Sc 2 3  k c x = = D Re x Sc  AB   µ   ρD AB     xϑ ρ   µ ∞    2  Sc   3 = k c Sc 2 ϑ∞ 3 (20) Das equações (19). (20) e (18).

A clássica temperatura do bulbo úmido indica que a temperatura no estado estacionário foi alcançado por uma pequena quantidade de água evaporando num grande reservatório de mistura de gás e vapor insaturado. pressão de vapor da água = 1.61 cp.013 x 105 Pa sopra o termômetro na qual o bulbo foi coberto com um pano úmido.71 Sc = 0. é estendida alem da subcamada laminar para incluir uma resistência equivalente encontrada com a mudança de concentração dentro da região de transição e do núcleo turbulento. determinar o valor do coeficiente de transferência de calor.1 K 5.94 x 103 Pa ρ. para a corrente de ar. Teoria do filme: é baseada na presença de um filme fictício de fluido. EXEMPLO 4 Utilizando o enunciado e o coeficiente de transferência de massa do exemplo 1.21 ⇒ A equação (24) é uma relação entre transferência de massa e calor convectivos. A leitura no termômetro é 290 K. h. e escoamento ao redor de cilindros.Transferência de massa por convecção 5. A espessura do filme.006 J/kgK Qual é a temperatura do ar seco? Resp: 322. ⇒ A equação (24) é válida para muitas geometrias diferentes como: escoamento em placas planas. na qual o transporte é inteiramente por difusão molecular. EXEMPLO 5 O ar seco sob pressão de 1.6 < Sc < 2500 e 0. δ. calor especifico do ar = 1. onde se admite existir toda a resistência e transferência de massa.219 kg/m3 λTs. Propriedades do ar e água: PA. válida para 0.6 MODELOS CONVECTIVO PARA O COEFICIENTE DE TRANSFERÊNCIA DE MASSA ⇒ Em muitos casos kc é empírico (determinado por experimentos) ⇒ A explicação teórica requer um melhor entendimento do mecanismo da turbulência → características dinâmicas do escoamento. calor latente de vaporização da água = 2461 kJ/kg Pr = 0. escoamento em tubos. Samuel Luporini/DEQ/UFBA . densidade do ar = 1.6 < Pr < 100.

Chem. 1460-67. ⇒ Aplicada para escoamento turbulento por Danckwerts (Ind. 43. 1951) quando o componente que difunde apenas penetra uma curta distancia dentro de uma fase de interesse. encontrando: N Ay = D AB ( c As − c A∞ πt exp ) ⇒ Danckwertz aplicou este conceito de estudo não estacionário para a absorção do componente A numa corrente liquida turbulenta. Enquanto que sobre a superfície cada elemento do liquido torna-se exposto a uma segunda fase e a massa é Samuel Luporini/DEQ/UFBA . onde estes substituem os elementos do liquido anteriormente sobre a superfície. devido ao seu rápido desaparecimento através da reação química ou seu tempo relativamente curto de contato. ⇒ Higbie considerou a transferência de massa para dentro da fase liquida como um transporte molecular no estado não estacionário. portanto nunca será medido.ln δ RT p B . Eng. Na teoria do filme: kc esta relacionado com DAB e δ é fictício.Transferência de massa por convecção 5. para explicar a transferência de massa na fase liquida durante a absorção do gás.ln δ ⇒ Contradifusão equimolar (NAz = -NBz) N Az = − D AB dc A + x A ( N Az + N Bz ) 14 244 4 3 dz =0 N Az ∫ z2 z1 dz = − D AB ∫ cA2 c A1 dc A ⇒ N Az = D AB (c A1 − c A 2 ) z 2 − z1 D AB δ z 2 − z 1 = δ . como N Az = k c ( c A 1 − c A 2 )∴ k 0 = c O superescristo 0 → não há uma transferência molar liquida dentro do filme devido a contradifusão equimolar. Teoria da penetração: originalmente proposta por Higbie em 1935.22 ⇒ Fluido estagnante (célula de difusão de Arnold) N Az = k D AB P D P ( p A 1 − p A 2 ) ≡ c ( p A 1 − p A 2 )∴ k c = AB RTp B . Seu modelo assume que o movimento do liquido é constantemente levado por turbilhões de liquido fresco do interior até a superfície.

664 D AB 1 2 Re L Sc 1 3 13 2 L = ν D AB logo k c ∝ D 2 3 AB ⇒ Sublimação de um sólido dentro de um gás. o É valida somente se a superfície de renovação é relativamente rápida.23 transferida para dentro do liquido apesar dela ser estagnante e de profundidade infinita. Samuel Luporini/DEQ/UFBA .5 AB a D AB Modelo da camada limite: k c = 0 . A total penetração do soluto no turbilhão num tempo de exposição é: ∫0 t exp N A dt = D AB ( c As − c A∞ π ) ∫0 t exp t −1 2 dt = 2 ( c As − c A∞ D t ) AB exp  π      1 2 NA { taxa de transferência média durante o t exp = 2 ( c As − c A∞ D t ) AB exp  π      1 2 ⇒ Danckwertz modificou a suposição de período de exposição constante propondo uma faixa infinita de idades para os elementos de superfície → probabilidade de um elemento de superfície ser substituído por um novo turbilhão. ⇒ Dissolução de um sólido por um líquido. A taxa de transferência de massa com a renovação da superfície ao acaso é: NA = D AB s ( c As − c A∞ ) onde s = fator de renovação da superfície (experimental) O conceito de renovação da superfície de renovação tem sido bem sucedido em: o Reações químicas na fase líquida. Teoria entre a do filme e a da penetração: k c ∝ D 0.Transferência de massa por convecção 5.

e a água é vaporizada dentro da fase gasosa.1 – Distribuição de equilíbrio do soluto A entre uma fase gasosa e uma líquida à temperatura controlada. cA Figura 6.1 EQUILÍBRIO ⇒ Equilíbrio dinâmico: é indicado por uma concentração constante do soluto na fase líquida (solvente) e uma concentração constante ou pressão parcial do soluto na fase gasosa. exemplos: o Corrente gasosa em contato com líquido o Dois líquidos imiscíveis. ⇒ A transferência entre duas fases requer o desvio do equilíbrio a qual pode existir entre a concentração media (bulk) dentro de cada fase ⇒ desvio do equilíbrio fornece o gradiente de concentração dentro de uma fase. um equilíbrio dinâmico entre as duas fases eventualmente será estabelecido.Transferência de massa convectivo entre fases 6. ⇒ Adicionando mais soluto (concentração de A) ao sistema isobárico e isotérmico. 6. ⇒ Transferência entre 2 fases de contato.1 CAPÍTULO 6: TRANSFERÊNCIA DE MASSA CONVECTIVO ENTRE FASES ⇒ Até agora vimos a transferência de massa dentro de uma única fase. Samuel Luporini/DEQ/UFBA . a qual é solúvel. um novo equilíbrio é alcançado. Exemplo: inicialmente ar e amônia na fase gasosa e água pura na fase líquida → quando em contato. a amônia é transferida para dentro da água. o Fluido escoando sobre um sólido. Pressão parcial de A no gás PA Concentração de A no líquido.

Fase gasosa ideal (Lei de Dalton) pA = yAP Onde: (2) y A = fração molar de A na fase gasosa.Transferência de massa convectivo entre fases 6. ⇒ Gases reais e fases líquidas → equações complexas.2 ⇒ Equações relacionadas a equilíbrio nas duas fases → livros de termodinâmica.líquido 2 (5) Onde: cA = concentração do soluto A na fase líquida especificada. x A = fração molar de A na fase líquida. K = coeficiente de distribuição. Fase líquida ideal (Lei de Raoult) p A = x A PA Onde: (1) p A = pressão parcial de equilíbrio do componente A na fase vapor acima da fase líquida. Samuel Luporini/DEQ/UFBA . P = pressão total do sistema.líquido1 = Kc A . Lei da distribuição (dois líquidos imiscíveis) c A . P A = pressão de vapor de A puro para a temperatura de equilíbrio. Duas fases ideais (Lei de equilíbrio Raoult-Dalton) y A P = x A PA (3) Soluções diluídas (Lei de Henry) p A = Hc A (4) Onde: H = constante de Henry cA = composição de A no equilíbrio na fase líquida.

componente ou componentes do sistema serão transportados de tal maneira que cause a composição do sistema um retorno ao equilíbrio num tempo suficiente. A 293 K a pressão de vapor da acetona é 5.06 x 109 Pa/(mol de O2 por mol da solução total) a 293 K. Determine a concentração da solução de oxigênio na água que é exposta ao ar seco a 1. esta corrente de acetona-ar alimenta uma coluna de transferência de massa na qual a acetona será eliminada por contracorrente de água a 293 K. 3.06 x 109 Pa/(mol de O2/mol da solução total). 1.013 x 105 Pa. Para condições fixas de temperatura e pressão. Se a relação de equilíbrio Raoult-Dalton pode ser usada para determinar a distribuição acetona entre o ar e a fase aquosa.013 x 105 Pa e 293 K.3 ⇒ Conceitos básicos para todos os sistemas envolvendo a distribuição de um componente entre duas fases. a regra das fases de Gibbs estabelece que existe relações de equilíbrio. Para eliminar alguma possível poluição ambiental. a qual pode ser apresentada na forma de curva de distribuição de equilíbrio. Quando o sistema esta em equilíbrio. A torre opera a uma pressão total de 1. 2. determinar: a) A fração molar da acetona dentro da fase aquosa a qual estaria em equilíbrio com 3 mol% de acetona na mistura gasosa. EXEMPLO 1 Uma corrente de exaustão a partir de uma unidade de fabricação de um semicondutor contem 3 mol% de acetona e 97 mol% de ar. b) A fração molar da acetona na fase gasosa a qual estaria em equilíbrio com 20 ppm de acetona na fase aquosa. A lei de Henry pode ser expressada em termos de unidade de fração molar por: p A = H ′x A . Samuel Luporini/DEQ/UFBA .Transferência de massa convectivo entre fases 6.64 x 104 Pa. Quando o sistema não esta em equilíbrio. EXEMPLO 2 A constante da lei de Henry para o oxigênio dissolvido em água é 4. onde H’ é 4. não há transferência de massa liquida entre as fases.

A taxa de transferência de massa entre as duas fases é controlada pela taxa de difusão através das fases sobre cada lado da interface 2. 29 (4).4 6. Engr. Met. Filme gasoso Filme líquido NA Interface gás-líquido Figura 6.. 1923). Nenhuma resistência é oferecida na transferência do componente difundindo na interface. ⇒ A teoria das duas resistências foi inicialmente sugerida por Whitman (Chem.2 – Absorção de um gás com um soluto A transferido da fase gasosa para a fase líquida.Transferência de massa convectivo entre fases 6. Transferência para o meio (bulk) da segunda fase. 2. Samuel Luporini/DEQ/UFBA .2 TEORIA DAS DUAS RESISTÊNCIAS Envolvem 3 etapas: 1. Transferência através da interface para a segunda fase. esta possuía duas suposições principais: 1. 147. Transferência de massa do meio (bulk) de uma fase para a superfície interfacial. 3.

cAi. de acordo com as condições da temperatura e pressão do sistema. na interface até a concentração bulk da fase líquida. ⇒ Se não existe nenhuma resistência a transferência de massa na interface ⇒ pAi e cAi são concentrações de equilíbrio. 6. ⇒ PAi pode ser menor. pAi.5 Fase gás δG pAG Fase líquida δL Fase gás δG pAG Fase líquida δL Concentração de A se difundindo cAi cAL pAi Concentração de A se difundindo pAi cAi Interface se H < 1.3 – Gradientes de concentração entre duas fases em contato. maior ou igual a cAi. cAL. Se ocorrer transferência de massa da fase liquida para a gasosa ⇒ cAL > cAi e pAi > pAG como mostram as figuras abaixo: Samuel Luporini/DEQ/UFBA . e o gradiente de concentração da fase líquida. Na fig. onde o soluto é transferido do gás para o líquido. até a composição do gás interfacial.3 o gradiente de pressão parcial.0 cAL Distância z Distância z Figura 6. pAG.Transferência de massa convectivo entre fases 6.0 Interface se H =1.

Transferência de massa convectivo entre fases 6.4 – Desorção (stripping) do liquido com o soluto A transferido do líquido para o gás.5 – Gradiente de concentração entre duas fases em contato quando o soluto é transferido do líquido para o gás.6 Filme gasoso Filme líquido NA Interface gás-líquido Figura 6. Fase gás δG Fase líquida δL Concentração de A se difundindo pAi cAL cAi pAG Interface Distância z Figura 6. Coeficientes de transferência de massa individuais ⇒ Taxa de difusão na direção z sobre cada lado da interface: N Az = k G ( p AG − p Ai ) (6) (7) N Az = k L ( c Ai − c AL ) Samuel Luporini/DEQ/UFBA .

o fluxo de massa de uma fase é igual ao fluxo de massa na segunda fase.Transferência de massa convectivo entre fases 6. bem como a inter-relações entre eles.6 – Composições interfacial predita pela teoria das duas resistências.7 Onde: k G = coeficiente de transferência de massa convectivo na fase gasosa   moles de A transferido ≡   tempo x área interfacia x ∆ρ A unidades de concentraçãol  k L = coeficiente de transferência de massa convectivo na fase líquida p AG − p Ai = força direcional necessária para transferir o componente A das condições do meio gasoso c Ai − c AL para a interface separando as duas fases. Em regime no estado estacionário. = força direcional necessária para continuar a transferir o componente A para a fase líquida. portanto: N Az = k G ( p AG − p Ai ) = − k L ( c AL − c Ai − kL kG = p AG − p Ai c AL − c Ai ) (8) e (9) 0 pAG Pressão parcial de A na fase gasosa Inclinação = -kL/kG Curva de equilíbrio pAi cAL cAi Composição de A na fase líquida Figura 6. 0 → condições do meio (bulk) em um plano de transferência de massa. A tabela 29. As condições em outro plano poderiam ser diferentes. Samuel Luporini/DEQ/UFBA .1 (WELTY) apresenta os coeficientes de transferência de massa individual encontrados com mais freqüência.

Transferência de massa convectivo entre fases

6.8

Samuel Luporini/DEQ/UFBA

Transferência de massa convectivo entre fases

6.9

Coeficientes de transferência de massa global ⇒ É muito difícil medir fisicamente a pressão parcial e a concentração na interface. É conveniente empregar os coeficientes global, baseado na força direcional global entre as composições do meio (bulk), pAG e cAL. N A = K G p AG − p ∗ A Onde:

(

)

(10)

K G = coeficiente de transferência de massa global, baseado na força direcional da pressão parcial.   moles de A transferico K G ≡   tempo x área interfacial x pressão  p AG = composição bulk da fase gasosa p ∗ = pressão parcial de A em equilíbrio com a composição bulk da fase líquida de A, c AL A

N A = K L c ∗ − c AL A
Onde:

(

)

K L = coeficiente de transferência de massa global, baseado na força direcional da concentração na fase líquida.   moles de A transferico K L ≡   tempo x área interfacial x moles/volume  c AL = composição bulk da fase líquida c ∗ = concentração de A em equilíbrio com p AL A

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Transferência de massa convectivo entre fases

6.10

Figura 6.7 – Forças direcionais de concentrações para a teoria das duas resistências. A figura 6.7 ilustra as forças direcionais associadas a cada fase e as forças direcionais global. ∆p A ,filme gás 1 k G resistência na fase gasosa = = resistência total em ambas as fases ∆p A , total 1 KG ∆c A ,filme líquido 1 k L resistência na fase líquida = = resistência total em ambas as fases ∆c A , total 1 KL ⇒ Relação entre os coeficientes global e os coeficientes da fase individual:
p Ai = m { c Ai

(12)

= H, constante da lei de Henry para baixas concentrações

utilizando a equação (12):

Samuel Luporini/DEQ/UFBA

11 p AG = mc ∗ A p ∗ = mc AL A p Ai = mc Ai Pela equação (10) rearranjada: p AG − p ∗ p AG − p Ai p Ai − p ∗ 1 A A = = + KG N Az N Az N Az Substituindo pela Lei de Henry: p AG − p ∗ p − p Ai m ( c Ai − c AL 1 A = = AG + KG N Az N Az N Az Substituindo (6 ) e (7).Transferência de massa convectivo entre fases 6. como segue: c ∗ − c AL ( p AG − p Ai ) ( c Ai − c AL 1 = A = + KL N Az mN Az N Az 1 1 1 = + K L mk G k L ) ou (14) ⇒ Se m é pequeno: KG = kG ⇒ fase gasosa controlada. ⇒ Se m é grande: KL = kL ⇒ fase gasosa pode ser desprezada. temos: 1 1 m = + KG kG kL ) (13) Pode ser encontrada uma expressão similar para KL. fase líquida controlada. Samuel Luporini/DEQ/UFBA .

013 x 105 Pa. a corrente de água contem 1 x 10-3 g mol de A/m3 e o ar é essencialmente livre de A. Para um ponto na coluna. Determine a) O fluxo de massa global de A. b) O coeficiente de transferência de massa global.atm. A torre opera a 293 K e 1.s. os coeficientes de transferência de massa do filme são kL = 5 x 10-4 kg/mol/m2. a fase gasosa contem 8 mol% de amônia e a concentração na fase líquida foi de 0. KG. Para esta temperatura. foi encontrado no valor de 2. Para um ponto na torre. o coeficiente global de transferência de massa. As concentrações esta na região da lei de Henry onde pAi =HcAi com H = 10 atm/(kg mol/m3). Samuel Luporini/DEQ/UFBA .01 kg mol/m2.Transferência de massa convectivo entre fases 6. a constante da lei de Henry é 1.Pa. Para as condições de operação da torre. determine os coeficientes individuais de massa do filme e as composições interfaciais.12 EXEMPLO 3 Num estudo experimental de absorção de amônia em água numa coluna de parede molhada. EXEMPLO 4 Uma corrente de água para lavagem é introduzida no topo de uma torre de transferência de massa onde uma corrente de ar escoa em contracorrente.s.(kg mol/m3) e kG = 0. KL e KG.358 x 103 Pa/(kg mol/m3).74 x 10-9 kg mol/m2.s.064 kg mol de amônia/m3 de solução. Se 85% da resistência total para transferência de massa é encontrada na fase gasosa.

1 Números adimensionais em correlação para dados de transferência de massa Samuel Luporini/DEQ/UFBA .1 CAPÍTULO 7: CORRELAÇÕES PARA TRANSFERÊNCIA DE MASSA CONVECTIVA ⇒ Correlações para transferência de massa baseada em dados experimentais e quando possível teórico.Correlações para transferência de massa convectiva 7. TABELA 7.

PLACA PLANA Sh L = kcL D AB kcL D AB = 0 . 0365 Re L0 .6 < Sc < 2500.1 TRANSFERÊNCIA DE MASSA PARA PLACAS. temos: Sh L = kcx D AB = 0 . 664 Re L −1 2 Re < 2 x 105 Re > 2 x 105 (4) (5) − j D = 0 . 0365 Re 0 .2 7. o Vaporização de um líquido no ar. Samuel Luporini/DEQ/UFBA . o Dissolução de um sólido na água.Correlações para transferência de massa convectiva 7. 332 Re x Sc 1 1 2 3 (Laminar) (3) onde: Re x = ρϑ ∞ x µ As equações também podem ser escritas em termos se fator j. ESFERAS E CILINDROS Técnicas empregadas para obter o coeficiente de transferência de massa entre o fluido em movimento e certas formas: o Sublimação de um sólido. 664 Re L Sc 1 1 2 3 (Laminar) ReL < 2 x 105 (1) Sh L = = 0 . 2 Estas equações podem ser usadas com 0. como: kc ϑ∞ kcL D AB µ D AB ρ  µ  Lϑ ∞ ρ µ  ρD AB  (laminar) (turbulento)     2 3 jD = Sc 2 3 = = Sh L Re L Sc 1 3 . 8 Sc 1 L 3 (Turbulento) ReL > 2 x 105 (2) onde: Re L = ρϑ ∞ L µ Para uma distancia x a partir do inicio da placa plana. logo: j D = 0 .

cA = cAs E o numero de Sherwood local. ϑ∞ cA∞ NA cAs Parede (fonte de A) x=X x=x δc δ CA = 0 p/ parede Parede inerte x=0 x=0 Figura: Escoamento laminar sobre uma placa plana com inicio da camada limite hidrodinamica antes da camada limite de concentração. conseqüentemente a camada limite hidrodinâmica começa a se desenvolver antes da camada limite da concentração. Condições de contorno: 0 ≤ x < X. cA = cA∞ X ≤ x < ∞. 332 Re 1 2  x 3  X 1−     x        1 3 Sh x 4 Samuel Luporini/DEQ/UFBA .Correlações para transferência de massa convectiva 7. fica:    Sc = 0 .3 Em muitas situações a camada limite da concentração começa após a camada limite hidrodinâmica.

1 Reator horizontal de deposição química (CVD): crescimento de um filme de arsenito de gálio (GaAs) Alimentação de gás Distribuidor de gás Gás de alimentação: H2 + Ga(CH3)3 + AsH3 Placa de silício de 10 cm Placa aquecida (susceptor) x = 0 cm x = 4 cm x = 9 cm Reações simplificadas que ocorrem na superfície de silício: 2 A s H 3 ( g ) → 2 As ( s ) + 3 H 2 ( g ) 2 Ga ( CH 3 )3 ( g ) + 3 H 2 ( g ) → 2 Ga ( s ) + 6 CH 4 ( g ) No presente processo. b) A teoria do filme DAB = 1.Correlações para transferência de massa convectiva 7.3 KPa (1 atm). Considerando o caso limitante onde o escoamento do gás rico em H2 esta a uma velocidade media de 100 cm/s (Ga(CH3)3 diluído). A temperatura do processo é 800 K e a pressão total do sistema é 101.4 Exemplo 7. a placa de silício de 10 cm é posicionada a 4 cm a partir da placa quente.55 cm2/s a 800 K e 1 atm (A = trimetil gálio e B = H2) Samuel Luporini/DEQ/UFBA . Determinar o coeficiente de transferência de massa global (kc) para o trimetil gálio em H2 no centro da placa de silício usando: a) A teoria da camada limite.

5 ESFERA ÚNICA Forma geral: Sh = kcD D AB = 1 + C Re m Sc43 14 24 3 4 convecção forçada 2 { difusão molecular C e m são constantes da correlação. Re = ρϑ ∞ D µ Onde: D = diâmetro da esfera ϑ∞ = velocidade do fluido bulk ρ.7 A equação (1) a (3) são válidas quando a convecção natural é desprezível e a convecção forçada é predominante. µ = densidade e viscosidade da mistura de fluidos. isto é. 4 Gr 1 2 Sc −1 6 (4) Samuel Luporini/DEQ/UFBA . quando: Re ≥ 0 . 21Pe AB D AB ( ) 1 2 (Brian and Hales) (1) PeAB = número de Peclet = Re⋅Sc < 10000 Sh = 1. Transferência de massa dentro de uma corrente líquida Sh = kLD 2 3 = 4 + 1. 01Pe AB 1 3 Levick. para PeAB > 10000 (2) Transferência de massa numa corrente gasosa Sh = kcD = 2 + 0 . respectivamente. 552 Re 1 2 Sc 1 D AB 3 (Fröessling) (3) válida para 2 < Re < 800 e 0.Correlações para transferência de massa convectiva 7.6 < Sc < 2.

569 ( GrSc ) 0 . 244 . ∆ρ = diferença de densidade entre as duas fases em contato. para GrSc < 108 (6) (6) Sh o = 2 + 0 .6 A seguinte correlação é recomendada quando ocorre transferência na presença de convecção natural. definido como: Gr = D 3 ρg ∆ρ µ2 (7) ρ e µ são tomados nas condições bulk do fluido em escoamento. 0254 ( GrSc )1 3 Sc 0 . 25 .6 ≤ Sc ≤ 3200 Onde: Gr = número de Grashof. 62 ) (Steinberger and Treybal) (5) onde Sho é dependente de Gr e Sc. Sh o = 2 + 0 . para GrSc > 108 válidas para 2 ≤ Re ≤ 3 x 104 e 0. 347 Re Sc 1 ( 2 0 . Samuel Luporini/DEQ/UFBA .Correlações para transferência de massa convectiva 7. Sh = Sh o + 0 .

nós podemos mostrar que a velocidade terminal da partícula é: ϑo = 4 d p ρ água − ρ ar g 3 C D ρ ar ( ) Onde: dp = diâmetro da partícula g = aceleração da gravidade CD = coeficiente de arraste. função de Reynolds e da esfericidade. o ar das vizinhanças serve como meio infinito.6 < Sc < 2. 56 = 0 . k G PSc 0 . A taxa de evaporação é pequena de maneira que a gota de água é considerada isotérmica a 293 K. que neste caso é 1 por ser considerada partícula esférica. Considerando um balanço de força na partícula esférica no meio fluido. 4 válida para 400 < ReD < 25000 e 0.Correlações para transferência de massa convectiva 7. e o vapor de água (A) é transferido.0 mm em diâmetro. A gota de água líquida é a fonte de transferência de massa. O sistema físico requer uma analise combinada de transporte de momento e massa.6 P = pressão total do sistema. GM = velocidade superficial molar do gás (kg. de modo a reduzir seu volume em 50%.s) ReD = número de Reynolds em termos do diâmetro do cilindro. em ar seco imóvel a 323 K.6m CILINDROS ÚNICOS Sublimação do cilindro sólido em ar escoando normal ao seu eixo.2 Estimar a distância de percurso de uma gota esférica de água em escoamento.mol/m2. Samuel Luporini/DEQ/UFBA . Resp: 56. 281( Re D GM Onde: ) −0 .7 EXEMPLO 7. Avaliar as propriedades do gás para a temperatura média do filme gasoso de 308 K. Assumir que a velocidade da gota é sua velocidade terminal avaliada no diâmetro médio e que a água permaneça a 293 K. senão o transporte de calor também deveria ser combinado. originalmente 1. Para outras faixa se Re e Sc pode-se utilizar analogia de Chilton-Colburn: jD = jH.

Resp. a água líquida escoa em filme estreito sobre um cilindro vertical. O coeficiente para o filme líquido segue a correlação: kLz = 0 . O filme líquido do lado externo do cilindro representa a fonte de transferência de massa. As propriedades da corrente de ar são avaliadas para a temperatura média do filme de 300 K (ρ = 1. 023 Re 0 . DAB é a difusividade mássica do componente A se difundindo no gás de arraste B. 4 (Vivian and Peaceman) (3) Samuel Luporini/DEQ/UFBA .22 m de comprimento a uma velocidade de 4. e a corrente de ar escoando normal ao cilindro representa o meio infinito.5 (Gilliland and Sherwood) (1) onde D é o diâmetro interno do cano. ν = 1. Sherwood e TRANSFERÊNCIA DE MASSA EM COLUNAS DE PAREDE MOLHADA O coeficiente de transferência de massa convectivo para a corrente gasosa utiliza a equação (1) anterior. Re e Sc são avaliados nas condições bulk da corrente de escoamento. pB. 023 Re 0 .6 m/s. A temperatura do filme líquido é 290 K.3 Em um aparelho de umidificação.8 EXEMPLO 7. 44 para 2000 < Re < 35000 e 0.Correlações para transferência de massa convectiva 7.1769 kg/m3. Calcular a taxa na qual o líquido deve ser suprido ao topo do cilindro se a superfície total do cilindro é usada para o processo de evaporação e nenhuma água deve escorrer a partir do fundo do cilindro.5689 x 105 m2/s).6 < Sc < 2.ln D AB P MASSA ENVOLVENDO ESCOAMENTO TURBULENTO = 0 .: 1. kLD = 0 .076 m de diâmetro e 1. 83 Sc 0 .ln é a composição média logarítmica do gás de arraste. P é a pressão total. 433 (Sc )1 D AB  ρ 2 gz 3   µ2      1 6 2 ( Re L ) 0 . avaliado entre a composição da superfície e a corrente bulk. Ar seco a 310 K e 1. TRANSFERÊNCIA DE ATRAVÉS DE CANOS k c D p b .013 x 105 Pa escoa em ângulo reto alinhado verticalmente ao cilindro de 0. 83 Sc 1 D AB Linton)(2) 3 para 2000 < Re < 35000 e 1000 < Sc < 2260 (Gilliland.14 x 10-4 kg/s.

Γ = vazão mássica do liquido por unidade de perímetro molhado da coluna. 415 onde: Re = d p u ave ρ µ 10 < Re < 2500 uave = velocidade superficial do fluido dp = diâmetro da esfera que tem a mesma superfície ou volume como a partícula.Adsorção . TRANSFERÊNCIA DE MASSA EM LEITOS FIXO E FLUIDIZADO . Equação de Sherwood. Para um ponto da coluna. Pigford e Wilke.17 Re −0 . µ = viscosidade do líquido B. a concentração de CO2 na água é 0. Re L = 4Γ 4 w = µ πDµ w = vazão mássica do líquido.Correlações para transferência de massa convectiva 7. A coluna é operada a 10 atm e 25º C. a concentração de CO2 na corrente de ar é 1 mol%. Samuel Luporini/DEQ/UFBA .9 Onde: z = comprimento de contato DB = difusividade mássica de A se difundindo em B ρ = densidade do líquido B. Determinar o coeficiente de transferência de massa na fase gasosa e o fluxo mássico para o ponto da coluna.5 ft/s.cromatografia .4 Uma coluna de parede molhada de 2 esta sendo utilizada para absorver CO2 a partir de uma solução aquosa por uma corrente de ar escoando a 2. D = diâmetro interno da coluna. Sc = número de Schmidt para o soluto dissolvido no líquido na temperatura do filme líquido. Para o mesmo ponto da coluna.troca íons .reações gasosas catalisadas em superfícies sólidas. para leito fixo: j D = 1.5 mol%. EXEMPLO 7.

Correlações para transferência de massa convectiva

7.10

Transferência de massa entre líquidos e leitos de esferas, equação de Wilson e Geankoplis:
ε jD = 1, 09 Re ′′′

para 0,0016 < Re ′′′ < 55, 165 < Sc < 70600 e 0,35 < ε < 0,75.

ε jD =

0 , 25

( Re ′′′ ) 0 , 31

para 55 < Re ′′′ < 1500, 165 < Sc < 10690

Re ′′′ é definido em termos do diâmetro da partícula, velocidade mássica superficial do fluido, G,

massa por unidade de tempo por unidade da seção transversal da torre sem recheio. ε é a fração de vazios.
ε= volume do espaço vazio entre as partículas sólidas volume total do espaço vazio mais as partículas sólidas

Correlação de Gupta e Thodos, para gases e leito de esferas: ε jD = 2 , 06 para 90 < Re ′′′ < 4000

( Re ′′′ ) 0 , 575

Correlação de Gupta e Thodos, para gases e líquidos em leito de esferas fluidizado: ε j D = 0 , 010 + 0 , 863

( Re ′′′ ) 0 , 58 − 0 , 483

Mais detalhes sobre transferências de massa, calor e momento em leitos fluidizados se encontra no livro de Kunii & Levenspiel, Fluidization Engineering, Wiley, New York, 1969.

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Correlações para transferência de massa convectiva

7.11

EXEMPLO 7.5 Para realizar ensaios de transferência de massa, construí-se uma coluna que se comportasse como leito fixo e fluidizado, dependendo da velocidade de injeção do fluido de trabalho na base do equipamento. Para proceder a experimentação, esferas de naftaleno de 2,9 mm de diâmetro e massa especifica igual a 1,145 g/cm3 foram eleitas como material de teste. Utilizando ar seco como fluido de trabalho a 25º C e 1 atm (Sc = 2,45 e DAB = 0,0611 cm2/s), determine: a) O valor de Sherwood da partícula quando o ar é injetado a 14,91 cm/s na base da coluna. Nessa condição observou-se que o leito comportara-se como fixo de porosidade 0,49. Utilize a correlação apresentada neste tópico e compare os resultados obtidos com o experimental que é 12,95. b) Mantendo-se a carga de partículas presentes no item anterior, estime o valor do ShP, para o caso da velocidade do ar ser duplicada. Nesse caso, assume-se que o leito comporta-se como fluidizado com porosidade igual a 0,69.

uo

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Correlações para transferência de massa convectiva

7.12

ENXAME DE BOLHAS ESFÉRICAS ⇒ Introdução do gás em líquidos através de orifícios gerando o enxame de bolhas. ⇒ Comportamento diferente aos de esferas rígidas. Calderbank e Môo-Young: transferência de um soluto A do gás para o solvente liquido B através de grande quantidade de bolhas contendo o gás A.

Sh =

k Ldb = 0 , 31Gr 1 3 Sc 1 D AB k Ld b = 0 , 42 Gr 1 3 Sc 1 D AB
d 3 ρ L g∆ρ b µ2 L

3

para db < 2,5 mm

Sh =

2

para db ≥ 2,5 mm

Gr =

∆ρ = diferença de densidade do líquido e a densidade do gás no interior da bolha. ρL e µL avaliados nas propriedades bulk da mistura. Para relacionar o fluxo NA com a taxa de transferência a razão ‘hold up’do gás deve ser conhecida (φg). φg = Volume das bolhas de gás Vg = Volume do líquido V

A área da interface de transferência de massa por unidade de volume para bolha é:

Ai V

=

Vg V

área da bolha 6 = φg Volume da bolha db

pois

πd 2 área da bolha 6 b = = Volume da bolha π 3 d b d 6 b
φg < 0,2 para muitos casos e φ g ∝
ϑ com a agitação mecânica do líquido. ϑt

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por exemplo.13 Para transferência de massa de gases a líquidos em tanques agitados por impulsor. kLa.16 x 10 −2  Pg   V      0.6 cm3 de líquido Ambas valendo para: 500 < < 10000 w/m3     Pg V = poência de consumo da aeração  W   3 Volume líquido m ugs = velocidade superficial do gás escoando através do recipiente vazio (m/s) = (vazão volumétrica do gás)/(área da seção transversal) Samuel Luporini/DEQ/UFBA . 4 (u gs )0 . 5 para V < 2. a área interfase para transferência de massa é impossível de ser medida. O parâmetro a.Correlações para transferência de massa convectiva 7.7 (u gs )0 . Devido as colisões continuas das bolhas de gás borbulhando e a agitação mecânica do impulsor. Nestes casos a medida do coeficiente de transferência de massa para tanques agitados são colocadas na forma de coeficiente de capacidade.6 cm3 de líquido. e ⇒ Transferência de O2 em água com bolhas de ar que não coalescem: ( k L a )O 2 = 2 x 10 −3   Pg    V    Pg V 0. é definido como: a= Ai V = área disponivel para transferência de massa interfase Volume do líquido Conversão de unidades: k La = k A i  m  m 2 =   V  s  m 3   −1 =s   L wA = NA ⋅ Ai ⋅ V = k L a ⋅ V c∗ − c A A V ( ) ⇒ Equações de Van’t Riet para transferência de O2 em água com bolhas de ar coalescendo: ( k L a )O 2 = 2 . 2 para V < 2.

Correlações para transferência de massa convectiva 7. e a vazão volumétrica da água de lavagem adicionada a trincheira é 0.6: Num projeto de remediação airada para tratamento de água contaminada com tricloroetileno (TCE) a uma concentração de 50 mg/L. e o diâmetro médio das bolhas é 0.14 EXEMPLO 7. Determine o comprimento da trincheira necessária para reduzir a concentração do efluente TCE para 0.01 m.05 mg/L.02 m3 de gás por 1 m3 de água. A trincheira é um duto aberto de 1 m de largura (W) e profundidade de 2 m (H). NAAi Atmosfera Ar Forro Solo W=1m z z + ∆z ⇒ Estado estacionário ⇒ Processo contínuo onde TCE é transferido da água de lavagem para o gás de aeração. A temperatura do processo é 293 K e a pressão do sistema é 1 atm.1 m3/s. ⇒ Variação do perfil apenas na direção axial (boa mistura) Samuel Luporini/DEQ/UFBA H=2m . O ar é borbulhado no fundo do duto a uma taxa que fornece um hold up de gás de 0.

⇒ Oxidação biológica   tanque de mistura aeróbios ⇒ Operações de tratamento de água  Samuel Luporini/DEQ/UFBA . O tempo de contato e a área de contato determinam a quantidade de massa transferida entre as fases. As bolhas fornecem a área de contato desejada. 4) Transferência de um soluto a partir de um sólido para uma fase fluido: secagem e lavagem (leaching). 2) Transferência do soluto de uma fase líquida para uma fase gasosa: desorção ou stripping e umidificação. 3) Transferência de um soluto da fase líquida para uma segunda fase líquida imiscível (ex. Ex.1 TIPOS DE EQUIPAMENTOS DE TRANSFERÊNCIA DE MASSA Classificação em 4 tipos gerais de acordo com o método usado para produzir contato entre as duas fases: TORRES DE BOLHAS Consiste de uma câmara aberta na qual a fase líquida escoa e a fase gasosa é dispersa no líquido na forma de pequenas bolhas. absorção de gases parcialmente insolúveis. 5) Transferência de um soluto a partir de um fluido para a superfície de um sólido: adsorção coluna troca íons. fase aquosa para hidrocarboneto): extração líquido-líquido. como a oxidação pelo ar na água.1 CAPÍTULO 8: EQUIPAMENTOS DE TRANSFERÊNCIA DE MASSA Exemplos típicos de equipamentos de transferência de massa incluem: 1) Transferência do soluto de uma fase gasosa para uma fase líquida: absorção. ⇒ Torres e tanques: contato íntimo as duas fases. ⇒ A fase líquida normalmente controla a taxa de transferência de massa.Equipamentos de transferência de massa 8. 8. desudimificação e destilação.

na parte superior. por atomização na forma de pequenas gotas em contracorrente a fase gasosa.Equipamentos de transferência de massa 8. Entrada do líquido Saída do gás Z Entrada do gás Saída do líquido Figura 2 – torres spray Samuel Luporini/DEQ/UFBA . ⇒ A resistência da fase gasosa normalmente controla a taxa de transferência de massa. As pequenas gotas garantem uma grande área de contato entre as duas fases.2 Entrada do líquido Saída do gás Z Saída do líquido Entrada do gás Figura 1 – torre de bolhas TORRES DE SPRAY O gás escoa para cima numa câmara aberta e a fase líquida é introduzida. ⇒ Gases altamente solúveis.

O gás geralmente escoa para cima em contracorrente ao líquido. Anéis de Raschig Selas de Berl Anéis de Lessing Anéis de Pall Figura 3 – Recheios comuns na industria. A proposta do recheio é fornecer uma grande área de contato entre as duas fases imiscíveis. O líquido é distribuído sobre o leito e escoa sobre a superfície do recheio com um filme líquido.3 TORRES DE RECHEIO Envolve o contato contracorrente continuo entre duas fases imiscíveis. Entrada do líquido Saída do gás Z Entrada do gás Saída do líquido Figura 4 – torre de recheio Samuel Luporini/DEQ/UFBA . As torres são colunas verticais preenchidas com recheio (ver figura). ⇒ Sistemas gás-líquido na qual as resistências de ambas as fases controlam a taxa de transferência de massa (ambas são importantes). Uma variedade de materiais para recheios é usada como cerâmicas e plásticos.Equipamentos de transferência de massa 8. ⇒ Ex. torre de resfriamento onde a água é recirculada como meio de transferência de calor (condicionador de ar natural).

Equipamentos de transferência de massa 8. ⇒ Mecanismo combinado: torre de bolhas com torre spray. Os pratos são arranjados um em cima do outro em uma torre cilíndrica (fig. O vapor aumenta através de cada prato. ⇒ Torres de pratos não podem ser projetadas por equações obtidas por integração sobre uma área continua de contato interfase. São projetadas por cálculos para cada estágio ou prato. forçando o gás através de pequenos orifícios no prato ou sobre válvulas imersas no liquido. O líquido escoa cruzando o primeiro prato superior e então os pratos abaixo. as bolhas de gás são formadas a partir do fundo do liquido pobre. e quando as bolhas aumentam em dímetro através do liquido agitado. Em cada prato.4 TORRES DE PRATOS ⇒ São as torres mais comumente utilizadas nas industrias. Figura 5 – Torre de pratos Samuel Luporini/DEQ/UFBA .5). A transferência de massa interfase ocorre durante a formação das bolhas.

tubo ou placas porosas. Quando o gás está disperso em uma fase continua líquida. Stripping: O soluto volátil dissolvido é transferido do líquido para o gás de aeração.2 OPERAÇÕES DE TRANSFERÊNCIA DE MASSA GÁS-LÍQUIDO EM TANQUES BEM AGITADOS A aeração é uma operação de contato gás-líquido onde o ar comprimido é introduzido no fundo de um tanque de água liquida através de pequenos orifícios dispersos. importante em processos de tratamento de água em engenharia ambiental. Muitas vezes o soluto é o oxigênio gasoso presente no ar. A absorção de oxigênio na água é muito importante em muitos processos de engenharia química. portanto o balanço de massa para transferência de massa do soluto é feito para a fase líquida. Samuel Luporini/DEQ/UFBA . a fase líquida controla a taxa de transferência de massa. como tubos perfurados.Equipamentos de transferência de massa 8. a qual é poupadamente solúvel em água. ocorre um processo de absorção ou stripping.5 8. O agitador (turbina) quebra as bolhas e dispersa através do líquido. Figura 6 – Tanque agitado airado Absorção: O soluto no gás de aeração é transferido para o líquido.

pois o área de interface de TM por unidade de volume é difícil de se medir.6 A transferência de massa do soluto A nos filmes gás e liquido baseado no coeficiente global de transferência de massa é (ver cap. e o balanço de massa no estado transiente para o soluto A na fase liquida fica: ϑ 0 c A 0 − ϑc A + N A A i + 123 { 4 4 =0 =0 =0 não há reação homogenea RAV 13 2 = d (c A V ) dt (3) Como V = constante. K L aV c ∗ − c A = V A ( ) dc A dt c ∗ = constante. KLa = coeficiente de capacidade. O processo da figura 6 é continuo se for batelada elimina-se a corrente de entrada e saída.Equipamentos de transferência de massa 8. pA = pressão parcial de A na fase bulk. portanto. logo: A ∫c A 0 cA − dc A c∗ A − cA = − K L a ∫ dt 0 t (4) ficando: c A = c ∗ − c ∗ − c A 0 e − K L a ⋅ t A A ( ) (5) c A ≅ c ∗ se t → ∞ A Para processo continuo no estado estacionário temos: Samuel Luporini/DEQ/UFBA . 6): N A = K L c∗ − c A A ( ) ) (1) A taxa de transferência de massa é: WA = K L pA H Ai V V c ∗ − c A = K L aV c ∗ − c A A A ( ( ) (2) onde: c ∗ = A Lei de Henry.

Para 298 K.7 ϑ 0 c A 0 − ϑc A + N A A i + 123 { 4 4 entrada saída =0 não há reação homogenea RAV 13 2 = d (c A V ) =0 estado estacionário 1 24 4dt 3 (6) Para processos com soluções diluídas as vazões volumétricas ϑ 0 = ϑ . Microorganismos crescem numa suspensão líquida e são alimentados por nutrientes dissolvidos em glicose e sais minerais. Determinar o valor de KLa necessário para assegurar que a concentração de oxigênio na cultura líquida (cA) é pelo menos 0.: KLa = 0. que é assumido constante. Determinar a potencia de entrada para 3 m3 do fermentador se a vazão de gás no fermentador é 1 m3 de ar/min para as condições do processo a 298 K e 1 atm.136 s-1 e Pg = 4716 W Samuel Luporini/DEQ/UFBA . Aerobacter aerogenes está sendo cultivado dentro de um fermentador continuo de 3 m3 de volume líquido (V) e o diâmetro do tanque (dT) de 1. Se o oxigênio não é suprido com uma taxa suficiente para suportar o crescimento da célula.8 m3/h.01 mol O2/m3 entrando no fermentador a uma vazão de 1. fica: ϑ(c A 0 − c A ) + K L a ⋅ V c ∗ − c A = 0 A ϑ0 ou cA = V c A0 + K La ⋅ c∗ A ϑ0 V (7) + K La ( ) EXEMPLO 8. Para condições de estado estacionário.1 O projeto de um sistema de aeração para processos de fermentação aeróbia é baseado na transferência de massa gás-líquido. a constante da lei de Henry para o oxigênio dissolvido no meio nutriente líquido é 0.5 m. A concentração celular é determinada por taxa de crescimento especifico dos organismos e a composição nutriente do meio líquido. o fermentador aeróbio opera a uma concentração celular (cX) de 5 kg de massa sêca/m3 de cultura líquida. A suspensão celular líquida consome oxigênio proporcionalmente a concentração da célula de acordo com a equação da taxa: R A = − q 0 c X onde q0 é a taxa de consumo de oxigênio especifico das células = 20 mol O2/kg de célula⋅h.Equipamentos de transferência de massa 8. a equação (6). as células morrerão.826 atm. Resp. O meio nutriente fresco contem uma quantidade de traços de oxigênio dissolvido a uma concentração de 0.05 mol/m3.m3/mol. No presente processo. Assumir que as bolhas não coalescem. Microorganismos aeróbios em líquidos suspensos também requerem oxigênio para o seu crescimento.

08 x 10-3 m3/s. EXEMPLO 8.8 Eckenfelder desenvolveu uma correlação geral par transferência de oxigênio de bolhas de ar para o liquido. Os dispersores estão localizados a 4.2 Uma lagoa de aeração de 566 m3 é airada com 15 dispersores. A θgQg h = V V 1+ n 0 . cada um usando ar comprimido a uma taxa de 7. n = constante que depende do tamanho dos orifícios do dispersador. Um gráfico para a equação (8) é representado abaixo: Figura 7 – fator de transferência de oxigênio para um único dispersor num tanque de aeração. Samuel Luporini/DEQ/UFBA . Qg = taxa de escoamento do gás (ft/min). 78 KL (8) onde: θg = constante de acordo com o tipo de dispersador.: 1540 s.57 m abaixo da superfície da lagoa. Encontrar o tempo requerido para aumentar o oxigênio dissolvido de 2 mg/L para 5 mg/L se a temperatura da água é de 293 K.Equipamentos de transferência de massa 8. h = profundidade abaixo da superfície líquida para qual o ar é introduzido no tanque. Resp.

xA1. L2. envolvendo equações de conservação da massa e energia: forma a expressão para avaliar a composição bulk das duas fases em contato em algum ponto da torre. XAz z Gz. bem como a mudança nas composições bulk entre dois pontos da torre. xA2. YA2 Lz. Escoamento contracorrente Considerando alguma operação no estado estacionário que envolve o contato contracorrente de duas fases insolúveis como mostra a fig.Equipamentos de transferência de massa 8. e quando integrado sobre a área interfacial de contato fornece o comprimento requerido na troca de massa.3 BALANÇO DE MASSA PARA TORRES DE CONTATO CONTÍNUO: EQUAÇÕES PARA A LINHA DE OPERAÇÃO São quatro fundamentos importantes que constituem a base de projeto para equipamentos de contato contínuo: 1) Balanço material e de entalpia.9 8. YAz z = z1 L1. yA2. combinadas com o balanço diferencial de massa. XA2 z = z2 G2. Samuel Luporini/DEQ/UFBA . XA1 G1. 2) Equilíbrio interfase (leis termodinâmicas => capítulo 6) 3) Equações de transferência de massa: desenvolvidas nas formas diferenciais. yAz. 8. 4) Equações de transferência de momento: importante para avaliar a queda de pressão no equipamento. As duas fases insolúveis são identificadas como G e L. YA1 Figura 8 – Processo contracorrente no estado estacionário. xAz. yA1.

10 Para o fundo da torre temos as definições: G1 = Vazão molar de entrada da fase G [moles da fase G/h⋅área da seção transversal da torre] L1 = Vazão molar de entrada da fase L [moles da fase L/h⋅área da seção transversal da torre] yA1 = fração molar de A na fase G [moles de A/moles total na fase G] xA1 = fração molar de A na fase L [moles de A/moles total na fase L] As definições são similares para o topo da coluna. requer:  moles de A   moles de A   entrtando na torre  =  deixando na torre      ou G 1 y A1 + L 2 x A 2 = G 2 y A 2 + L1 x A1 (1) Um balanço de massa para o componente A no plano z = z1 e um plano arbitrário z. As taxas de escoamento usadas com unidades livres de soluto são: LS = moles da fase L sobre uma base livre de soluto GS = moles da fase G sobre uma base livre de soluto L S = L 1 (1 − x A 1 ) = L 2 (1 − x A 2 ) G S = G 1 (1 − y A 1 ) = G 2 (1 − y A 2 ) Samuel Luporini/DEQ/UFBA . é: G 1 y A 1 + L z x Az = G z y Az + L 1 x A 1 (2) As equações ficam mais fáceis de manipular se forem designadas concentrações por unidade de concentração livre de soluto como: YA = yA 1− yA xA 1− x A (3) XA = (4) Onde: YA = moles de A em G por mol livre de A em G. O balanço global macroscópico de massa para o componente A no trocador de massa no estado estacionário.Equipamentos de transferência de massa 8. no plano z2. na qual não ocorre produção química de A ou desaparecimento de A. XA = moles de A em L por mol livre de A em L.

localizado sobre a linha de operação .YA2) com inclinação LS/GS. Equação (5) ≡ Equação (7) A equação (7) é uma expressão geral relacionando as composições bulks das duas fases para algum ponto do trocador de massa. deve ser maior do que a concentração de equilíbrio para fornecer uma força direcional.11 O balanço global de A pode ser escrito em termos livre de soluto: G S YA 1 + L S X A 2 = G S Y A 2 + L S X A 1 G S ( YA 1 − YA 2 ) = L S ( X A 1 − X A 2 ou (5) ) Logo: LS GS = YA 1 − YA 2 X A1 − X A 2 (6) Equação (6) ⇒ equação de uma reta que passa por (XA1.YA1) e (XAz. ∗ YAG − YAi ou seu equivalente p AG − p Ai ou YAG − YA ou seu equivalente p AG − p ∗ .Equipamentos de transferência de massa 8.YAz) com inclinação LS/GS. O equilíbrio bulk.YA1) e (XA2. Samuel Luporini/DEQ/UFBA . Esta define as condições operacionais dentro do equipamento: é linha de operação para operações contracorrente. Figura 9: Ilustra a localização da linha de operação relativa a linha de equilíbrio para transferência de soluto da fase G para a fase L(absorção). Um balanço de massa em A no plano z1 e o plano arbitrário z em termos livre de soluto: G S YA 1 + L S X Az = G S YAz + L S X A 1 G S ( YA 1 − YAz ) = L S ( X A 1 − X Az ou (7) ) (8) Logo: LS GS = YA 1 − YAz X A 1 − X Az Equação (7) ⇒ equação de uma reta que passa por (XA1. A necessária para transferir a partir da fase G para fase L.

12 YA YA1 Linha de operação inclinação = LS GS Curva de equilíbrio YAi versus XAi YA2 XA2 XA1 XA Figura 9 – Processo contracorrente no estado estacionário. A A Samuel Luporini/DEQ/UFBA . necessária para transferir a partir da fase L para fase G. x Ai − x AL ou seu equivalente c Ai − c AL ou x ∗ − x AL ou seu equivalente c ∗ − c AL . Figura 10: Ilustra a localização da linha de operação relativa a linha de equilíbrio para transferência de soluto da fase L para a fase G(stripping). transferência a partir da fase L para a G.Equipamentos de transferência de massa 8. A localização da linha de operação abaixo da curva de equilíbrio assegura uma força direcional. YA Curva de equilíbrio YAi versus XAi YA2 Linha de operação YA1 inclinação = XA1 LS GS XA2 XA Figura 10 – Processo contracorrente no estado estacionário. transferência a partir da fase G para a L.

é facilmente obtido pela diferenciação da equação (7). que deve ser usado. a razão mínima LS/GS para transferência de massa. Esta equação diferencial L S dX A = G S dYA relaciona a transferência molar em operações contracorrente pelo tempo e pela área da seção transversal disponível no comprimento dz No projeto de equipamentos de transferência de massa. A inclinação decresce quando o valor da vazão LS decresce. O mínimo LS. Para o ponto de tangencia a força direcional é zero. corresponde a linha de operação que toca a linha de equilíbrio. a vazão de pelo menos uma fase e três das 4 composições de entrada e saída devem ser fixadas pelo requisito do processo. YA YA1 P1 (LS/GS)2 P2 (LS/GS)3 P3 (LS/GS)1 Curva de equilíbrio inclinações YA2 XA2 XA Figura 11 Localização da linha de operação. A necessidade da vazão da segunda fase é muitas vezes a variável projetada.13 O balanço de massa para o componente A sobre o comprimento diferencial dz. Isto representa a condição limite.Equipamentos de transferência de massa 8. e a transferência de massa entre as duas fases não ocorre. Três possíveis linhas de operação são mostradas na figura 11. Samuel Luporini/DEQ/UFBA .

032 0.0800 linha de operação 0 0. A vazão do gás de entrada é 1.021 0. NH3. Se a concentração da amônia.0365 Samuel Luporini/DEQ/UFBA .46 x 10-3 kg/s será utilizada.0420 0. Os dados de equilíbrio para o sistema a 293 K e 1.08 Resp.38 Equilíbrio X kg mol de NH3/ kg mol de H2O 0 0.053 0.0455 0.0349 .0252 0.0530 0.52 1.Equipamentos de transferência de massa 8.0164 0.0252 0.0349 0.0215 0.0320 0.21 x 10-2 m3/s e uma corrente de água sem amônia de 9.0722 Y kg mol de NH3/ kg mol de H2O 0 0.0210 0.0455 0. usando água a 293 K como absorvente.013 x 105 Pa são os seguintes: kg mol de NH 3 kg mol de H 2 O kg mol de NH 3 kg mol de H 2 O X Y 0.: 1.042 0.0722 0.29% por volume.013 x 105 Pa de pressão numa torre de recheio contracorrente. é reduzida de 3.0131 0.3 A amônia deve ser absorvida a partir de uma mistura com ar a 293 K e 1.0164 0. determine a razão ( L S G S ) real ( L S G S ) min .14 EXEMPLO 8.

YAz z = z1 L1.00 0. xA1.05 0. YA2 Lz. GS.03 0.08 0.LS.01 0.09 0. XA1 G1. 0.06 0. mostrada na figura 14. 0.LS. XAz z Gz.04 0.Equipamentos de transferência de massa 8.03 0. yA2.GS.08 XA. YA1 Figura 14 – Processo cocorrente no estado estacionário Samuel Luporini/DEQ/UFBA .05 0.01 0.07 0.02 0.00 0.0131 0. yAz.02 0. mol de NH3/mol de ar 0.04 0.0365 (Ls/Gs)min Curva de equiíbrio Linha de operação 0.0296 0. o balanço de massa global para o componente A com base livre de soluto é: L2. LS.15 0.0215.07 YA.06 0. moles de NH3/mol de água Escoamento cocorrente Para operações e transferência de massa no estado estacionário envolvendo contato cocorrente de duas fases imiscíveis. yA1. xAz. XA2 z = z2 G2. GS. xA2.

transferência a partir da fase G para a L. YA Linha de operação YA1 inclinação = YA2 LS GS Curva de equilíbrio YAi versus XAi XA1 XA2 XA Figura 15 – Processo cocorrente no estado estacionário.YA2) com inclinação -LS/GS.YA1) e (XA2. Samuel Luporini/DEQ/UFBA . Um balanço de massa em A no plano z1 e o plano arbitrário z em termos livre de soluto: G S Y Az + L S X Az = G S Y A 1 + L S X A 1 G S ( Y A 1 − Y Az ) = L S ( X Az − X A 1 ) Logo: − LS GS = Y A 1 − Y Az X A 1 − X Az ou (2) Equação (1) e equação (2) ambas são equações de uma reta que passa por um ponto comum(XA1. É designada como equação da linha de operação para operações cocorrente. As figuras 15 e 16 ilustram a localização do linha de operação relativa a curva de equilíbrio.Equipamentos de transferência de massa 8.16 G S YA 2 + L S X A 2 = G S YA1 + L S X A1 G S (YA1 − YA 2 ) = L S (X A 2 − X A1 ) Logo: − LS GS = YA1 − YA 2 X A1 − X A 2 ou (1) Equação (1) ⇒ equação de uma reta que passa por (XA1. A equação (2) é uma expressão geral que relaciona a composição das duas fases em contato para algum ponto do equipamento.YA1) com a mesma inclinação -LS/GS.

e (c) concentração na corrente aquosa de saída.Equipamentos de transferência de massa 8. (b) vazão real de água. Samuel Luporini/DEQ/UFBA .37 vezes a mínima. usando uma corrente de água 1. EXEMPLO 8.17 YA Curva de equilíbrio YAi versus XAi YA2 inclinação = Linha de operação LS GS YA1 XA XA2 XA1 Figura 16 – Processo contracorrente no estado estacionário. transferência a partir da fase L para a G. Determine (a) a razão mínima LS/GS.29% por volume.52 para 1. Um balanço de massa para o componente A sobre o comprimento diferencial. A concentração da amônia deve ser reduzida de 3.4 Uma corrente de ar-amônia descrita no exemplo 3 é alimentada cocorrentemente com uma corrente de água sem amônia. para escoamento cocorrente: L S dX A = − G S dY A que verifica a inclinação para a linha de operação em operação cocorrente de –LS/GS. dz.

04 0.0420 0.0365 0.03 0.18 Equilíbrio X kg mol de NH3/ kg mol de H2O 0 0.02 0.0210 0. 0.08 XA.08 0.01 0.0349 0.03 0.0530 0.Equipamentos de transferência de massa 8.05 0.0131 Curva de equiíbrio Linha de operação 0.0252 0.09 0.02 0.0131 0.0722 Y kg mol de NH3/ kg mol de H2O 0 0.05 0.01 0. moles de NH3/mol de água Samuel Luporini/DEQ/UFBA .0072 0.0164 0.0072.0800 linha de operação 0 0.0365 (Ls/Gs)min 0.00 0.00 0.07 YA.06 0.07 0.0455 0.06 0.04 0. 0. mol de NH3/mol de ar 0.0320 0.

quando grandes quantidades de soluto são transferidas. temos: L 2 H L 2 + GH G = G 2 H G 2 + LH L (1) Onde: H = entalpia molar da corrente em sua temperatura particular. soluto = calor de vaporização do soluto [kJ/kg] Samuel Luporini/DEQ/UFBA .livre soluto fase G − T 0 ) + y soluto h f .G = capacidade calorífica na fase gas [kJ/kg⋅K] TG = temperatura da mistura gasosa [K] hf. pressão e concentração. T0. com a mesma temperatura base e estado padrão do soluto é H G = y soluto c p . As entalpias são normalmente baseadas sobre uma referencia de solvente livre de soluto e soluto puro para uma temperatura base escolhida.G .g . Considerando um processo contracorrente como da figura 8.19 8. Se a temperatura da fase muda. e a força de difusão também se alterará.G .g.soluto M soluto (TG [ ( )(M livre soluto da fase G )] Onde: HG = entalpia da corrente gasosa [kJ/mol] cp. um balanço entalpico no plano z = z2 e um plano arbitrário z. A entalpia normal de uma mistura líquida é avaliada sobre uma temperatura base pela relação: H L = c pL ( T L − T 0 ) M avg + ∆H S (2) Onde: HL = entalpia da corrente liquida [kJ/mol] cpL = capacidade calorífica da mistura sobre uma base mássica [kJ/kg⋅K] TL = temperatura da mistura [K] Mavg = massa molecular media da mistura ∆HS = calor integral da solução em T0 e para a concentração da mistura [kJ/mol] A entalpia molar para a mistura gasosa. a solubilidade no equilíbrio do soluto será alterada. principalmente quando envolve misturas diluídas.Equipamentos de transferência de massa 8.soluto M soluto + (1 − y soluto ) c p . o calor de mistura pode produzir um aumento de temperatura na fase receptora.4 BALANÇO DE ENTALPIA PARA TORRES DE CONTATO CONTÍNUO Muitas operações de transferência de massa são isotérmicas. No entanto.

G − p A . por esta razão a é introduzido como área da superfície interfacial/volume.G − p A .i )dz N A a dz = K G a p A . Outros equipamentos de transferência de massa são impossíveis de se medir a área da superfície interfacial. temos: Samuel Luporini/DEQ/UFBA .i ) (1) Coeficiente global de transferência de massa.20 8.  moles de A transferido    área interfacial   NA    dz ( comprimento )  a  volume   ( tempo )( área interfacial )    ou = moles de A transferido ( tempo )( área da seção transversal ) (3) (4) e N A a dz = k G a (p A . foi definido pela expressão: N A = K G p A .Equipamentos de transferência de massa 8. foi definido pela expressão: N A = k G (p A .G − p ∗ dz A ( ) Onde: kGa = coeficiente de capacidade de transferência de massa individual KGa = coeficiente de capacidade de transferência de massa global São combinados como um produto    área interfacial  moles de A transferido kGa   volume   ( tempo )( área interfacial )( pressão )   =  gmol de A  moles de A transferido = ( tempo )( volume )( pressão )  s ⋅ m 3 ⋅ Pa   Na fase líquida L. pois possui a área da superfície interfacial definida.5 COEFICIENTES DE CAPACIDADE PARA TRANSFERÊNCIA DE MASSA Coeficiente individual de transferência de massa.G − p ∗ A ( ) (2) Para coluna de parede molhada as equações (1) e (2) são convenientes. KG. kG.

Equipamentos de transferência de massa 8.i − c A .L dz A ( )     gmol de A   k La  gmol de A  3  s⋅m ⋅ 3 m de solução     8.contracorrente .6 ANÁLISES DE EQUIPAMENTOS DE CONTATO CONTÍNUOS Coeficiente de capacidade global constante Hipóteses: .21 N A a dz = k L a (c A .KYa = constante O balanço de massa do componente A sobre o comprimento diferencial dz é descrito como: moles de A transferido = L dX = G S dY A (1) ( tempo )( área da seção transversal ) S A A transferência de massa do componente A no comprimento diferencial dz é definido por: moles de A transferido ∗ = N A adz = K Y a Y A − Y A dz ( tempo )( área da seção transversal ) ( ) (2) A transferência de A a partir da fase gasosa G para a fase líquida L fica: ∗ − G S dY A = K Y a Y A − Y A dz 14 4 2 3 a fase G esta perdendo A ( ) ou dz = − GS dY A ∗ K Y a YA − YA Samuel Luporini/DEQ/UFBA .isotérmico .L )dz (5) (6) e N A a dz = K L a c ∗ − c A .

22 ∫z1 z { z2 dz = − ∗ K Y a ∫YA 1 Y A − Y A GS YA 2 dY A (3) = (z 2 − z1 ) = comprimento de troca de massa K Y a ∫YA 2 Y GS YA 1 dY A − Y∗ 144 A 44A 2 3 integração gráfica ou numérica (4) ∗ Pela curva de equilíbrio e a linha de operação (fig.Equipamentos de transferência de massa 8. 19) podemos avaliar YA − YA e calcular o ∗ recíproco 1 YA − Y A plotando contra YA (fig. YA YA1 Linha de operação YA YA2 ∗ YA Curva de equilíbrio XA2 XA1 XA ∗ Figura 19 – Avaliação de Y A − Y A . 20) e encontrando a área sob a curva. a força direcional global Samuel Luporini/DEQ/UFBA .

temos: L S dX A 123 4 4 a fase L esta ganhando A = K X a X A − X ∗ dz A ( ) Samuel Luporini/DEQ/UFBA .23 1 ∗ YA − YA Área = ∫ YA1 YA 2 dYA ∗ YA − YA YA2 YA1 YA Figura 20 – Avaliação da integral ∫YA 2 Y YA 1 dY A A ∗ − YA Após obter a área sob a curva da figura 20. podemos avaliar o comprimento do trocador de massa pela equação (4). Para transferência da fase L para a fase G (desorção ou stripping) temos: G S dY A 1 24 4 3 a fase G esta ganhando A ∗ = K Y a Y A − Y A dz ( ) z { comprimento de troca de massa = (z 2 − z 1 ) = GS KYa ∗ − YA 144 44 2 3 A integração gráfica ou numérica ∫YA 2 Y YA 1 dY A = K Y a ∫YA 2 p AG − p ∗ A 1442443 integração gráfica ou numérica GS YA 1 dY A (5) Em termos da fase líquida. para a transferência de massa de A a partir da fase G para a fase L.Equipamentos de transferência de massa 8.

O balanço de massa para A sobre um comprimento diferencial dz é L S dX A = G S dY A (1) YA = moles de A por mol livre de A.G − p A . ambos na fase G. que diferenciando fica: dY A = dy A (1 − y A ) 2 Substituindo em (1). o cálculo exato é baseado sobre um dos coeficientes de capacidade individual. Coeficiente de capacidade global variável O coeficiente de capacidade global variável quando a inclinação da linha de equilíbrio varia dentro da região que incluem as concentrações bulk e interfacial. N A adz = L S dX A = G S dy A (1 − y A ) 2 (2) Sabemos que: N A a dz = k G a (p A . No caso se as linhas de equilíbrio tiver curvatura pronunciada. ou seja: YA = yA 1− y A .i )dz (3) Combinando (2) com (3) dz = − G S dy AG k G a ( p AG − p Ai )(1 − y AG )2 ou Samuel Luporini/DEQ/UFBA .Equipamentos de transferência de massa 8.24 z { comprimento de troca de massa = (z 2 − z 1 ) = LS KXa ∫X A 2 X ∗ X A1 dX A A −XA 1442443 integração gráfica ou numérica (7) z é avaliado com o mesmo procedimento da fase G.

Equipamentos de transferência de massa 8. yAi e xAi pode ser encontrada para cada ponto da linha de operação dirigindo uma reta até tocar a linha de equilíbrio. As inclinações destas retas são − k L k G para gráfico pA contra cA ou − ck L Pk G para gráfico yA contra xA. ver figuras 21.25 dz = − G S dy AG k G aP ( y AG − y Ai )(1 − y AG )2 A composição interfacial. Figura 21 Determinação da composição interfacial para transferência a partir da fase G para a fase L. Força direcional média logarítmica Hipóteses: ⇒ Para correntes relativamente diluídas ⇒ Curva de equilíbrio e linha de operação linear em termos de frações molares na faixa de concentração envolvida. ⇒ G1 ≈ G2≈ G e L1 ≈ L2≈ L Logo o balanço de massa aproximado: L ( x Ai − x A ) = G ( y Ai − y A ou ) (1) Ldx A = Gdy A (2) N A adz = K G aP y A − y ∗ dz A Definindo ( ) (3) ∆ = y A − y∗ A Samuel Luporini/DEQ/UFBA .

2 m3/s e a vazão da água de entrada 203 kg/s.26 ∆1 − ∆ 2 d∆ = dy A y A 1 − y A 2 Como dz = − dy A G G dy A =− K G aP y A − y ∗ K G aP ∆ A G ( y A 1 − y A 2 ) d∆ K G aP ∆ 1 − ∆ 2 ∆ Ou dz = − Integrando e rearranjando: z=− G ( y A1 − y A 2 ) K G aP y A − y ∗ A ln ( ) (4) onde: y A − ( y ∗ ln A ) = (y A − y∗ A  ln    ( ( ) − (y 1 A y A − y∗ 1 A y A − y∗ 2 A ) ) − y∗ A     ) 2 (5) Similarmente em termos de coeficiente de capacidade global para a fase líquida. pode ser assumido para ser 80 . utilizando água livre de amônia como absorvente.5 A amônia é absorvida a partir do ar a 293 K e 1. os dados de equilíbrio do exemplo 3 poder ser usado. A torre será resfriada. Sob estas condições o coeficiente mol de capacidade global. temos: z= L ( x A1 − x A 2 ) K L ac x ∗ − x A A ( ) (6) ln onde: ( x∗ A −xA ) = (x ln ∗ A −xA  x∗ − xA A ln  ∗  xA −xA  ( ( ) − (x 1 ∗ A ) ) −xA 1 2 ) 2     (7) EXEMPLO 8. Determinar o comprimento do trocador de massa. KYa.Equipamentos de transferência de massa 8. Samuel Luporini/DEQ/UFBA . A vazão do gás de entrada é 0. operação ocorrera a 293 K.5 m de diâmetro. A fração molar da amônia 3 m ⋅ s ⋅ ∆Y A será reduzida de 0.0825 para 0.013 x 105 Pa de pressão em uma torre de recheio contracorrente de 0.003.

0320 0.06 Y 0.05 0.02 0.0455 0.0164 0.0210 0.0722 Y kg mol de NH3/ kg mol de H2O 0.02 0.08 Samuel Luporini/DEQ/UFBA .9993 0.01 0.06 0.0252 0.839x 2 + 1.09 0.03 0.3098x R2 = 0.00 0.0349 0.07 0.0420 0.Equipamentos de transferência de massa 8.08 0.04 0.04 X 0.0530 0.00 Dados de equilíbrio Polinômio (Dados de equilíbrio) y = -2.27 X kg mol de NH3/ kg mol de H2O 0.0800 0.

9986 3 2 Samuel Luporini/DEQ/UFBA .3647849 111.255574282 1.03183 0.09 0.561377045 0.05 0.004864383 0.6157 100.02087 Área total 0.00003 0.1139 127.06728 0.02 0.84924 56.00896 0.0854 66.00528 0.08 0.81528167 400 350 300 250 1/(Y-Y*) 200 150 100 50 0 0 0.01643 0.4864383 89.007 0.03881 0.273647849 1.5567 225.3360319 143.812212963 0.5582 166.669673193 0.04 Y 0.01945 0.01 0.05212 0.01153 0.01472 0.5574282 189.42617 47.13770455 51.22129633 73.00477 0.Y*)]médo ∆YA [1/(Y .43 2 R = 0.06055 0.08 0.01 0.01 0.00699 0.01 0.02272 337.28 YA XA Y*A Y .01 0.06 0.097336426 2.01 2.02 0.72352068 44.05357 0.03104 0.11309x + 365.01830 0.02301 0.06 0.Equipamentos de transferência de massa 8.04536 0.04632 0.03 0.1 y = -721827x + 150572x .663360319 1.01368 0.35719 81.00382 0.01 0.04 0.00004 0.00618 0.003 0.01 0.01 0.Y* 1/(Y .05889 0.02506 0.6194894 261.00296 0.477235207 10.96731932 60.03859 0.Y*)]médo∆YA 0.Y*) [1/(Y .6823 299.07 0.01119 0.

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