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MODULO DE QUÍMICA' 20100410112150 (CONDOEIRA,Silva)

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GERAL ORGÂNICA & INORGÂNICA

© Copyright Silva B. Condoeira Av./Rua Maputo n°754, Esturro – Beira Tel.: 23325400; +258825500480 2

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Índice

UNIDADE I.................................................................................................................... 12 1. ESTUDO DA MATÉRIA .......................................................................................... 12 1.1. Classificação ........................................................................................................ 12 1.1.1. Substâncias puras ou simplesmente substâncias ........................................... 12 1.1.2. Propriedades das substâncias ........................................................................ 13 1.2. Misturas ............................................................................................................... 13 1.3. Tipos de mistura................................................................................................... 14 1.4. Método de separação de misturas ........................................................................ 14 1.5. Matéria e seus Estados ......................................................................................... 14 1.5.1. Estado sólido ................................................................................................. 15 1.5.2. Estado líquido................................................................................................ 15 1.5.3. Estado gasoso ................................................................................................ 15 1.6. Transformações químicas e físicas ...................................................................... 16 UNIDADE II .................................................................................................................. 17 2. TABELA PERIÓDICA .............................................................................................. 17 2.1. Características da Tabela Periódica ..................................................................... 17 2.2. Distribuição Electrónica e Posição no Quadro periódico .................................... 18 2.2.1. Características do átomo ............................................................................... 18 2.2.2. Isótopos ......................................................................................................... 19 2.3. Teoria de Bohr ..................................................................................................... 19 3 2.4. Mecânica Quântica............................................................................................... 20

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2.4.1. Teoria de orbitais atómicas ........................................................................... 20 2.4.2. Diagrama de Linus Pauling ........................................................................... 21 2.5. Transições electrónicas ........................................................................................ 23 2.6. Tendência à estabilidade ...................................................................................... 24 2.6.1. Formação de iões........................................................................................... 24 2.7. Propriedades dos metais....................................................................................... 25 2.8. Ligas metálicas.................................................................................................... 26 2.9. PROPRIEDADES PERIÓDICAS ....................................................................... 26 2.9.1. Raio atómico ................................................................................................. 26 2.9.2. Raio iónico ................................................................................................... 27 2.9.3. Carácter metálico e Carácter Ametálico........................................................ 27 2.9.4. Electronegatividade ....................................................................................... 28 2.9.5. Energia de Ionização ..................................................................................... 29 EXERCICIOS................................................................................................................. 30 UNIDADE III ................................................................................................................. 31 3. FUNÇÕES INORGÂNICAS .................................................................................... 31 3.1. ÁCIDOS............................................................................................................... 31 3.1.2. Classificação dos ácidos ................................................................................ 31 3.1.3. Nomenclatura dos ácidos .................................................................................. 33 1) Hidrácidos ........................................................................................................ 33 2) Oxiácidos ......................................................................................................... 33 3.2. BASES OU HIDRÓXIDOS ................................................................................ 35 3.2.2. Classificação das bases ................................................................................. 35 3.2.3. Nomenclatura das bases .................................................................................... 36 4

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A) Quando o elemento forma apenas uma base .................................................... 36 B) Quando o elemento forma duas bases.............................................................. 36 3.3. SAIS ..................................................................................................................... 36 3.3.1. Reacção e fórmula geral dos sais normais .................................................... 37 3.3.2. Nomenclatura dos sais normais ..................................................................... 37 3.3.3. Reacção de neutralização parcial dos sais ácidos.......................................... 38 3.3.4. Reacção de neutralização parcial dos sais básicos ........................................ 39 3.3.5. Outras classificações dos sais........................................................................ 39 3.4. ÓXIDOS .............................................................................................................. 40 3.4.1. Definição de óxidos....................................................................................... 40 3.4.2. Fórmula geral dos óxidos .............................................................................. 40 3.4.3. Classificação dos óxidos e nomenclatura ...................................................... 41 3.4.4. Nomenclatura dos óxidos básicos ................................................................. 41 3.4.5. Óxidos ácidos ou anidridos ........................................................................... 42 3.4.6. Nomenclatura dos óxidos ácidos ................................................................... 43 3.4.7. Óxidos anfóteros ........................................................................................... 43 3.4.8. Óxidos indiferentes ou neutros...................................................................... 44 3.4.9. Óxidos duplos, Misto ou Salinos .................................................................. 45 3.4.10. Peróxidos ..................................................................................................... 45 3.4.11. Superóxidos ................................................................................................. 46 3.5. OUTROS GRUPOD DE COMPOSTOS INORGÂNICOS ................................ 47 3.5.1. Hidretos ............................................................................................................. 47 3.5.1.2. Hidretos moleculares .................................................................................. 48 3.5.1.3. Hidretos metálicos ...................................................................................... 49 5

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3.5.2. Carbetos ............................................................................................................ 49 3.5.2.1. Carbeto iónicos........................................................................................... 49 3.5.2.2. Carbetos moleculares ................................................................................. 49 3.5.2.3. Carbeto metálico ........................................................................................ 50 3.5.3. Nitretos.............................................................................................................. 50 3.5.3.1. Nitreto iónico ............................................................................................. 50 3.5.3.2. Nitreto moleculares .................................................................................... 50 EXERCICIOS................................................................................................................. 52 UNIDADE IV ................................................................................................................. 53 LIGAÇÕES QUÍMICAS................................................................................................ 53 4.1. Teoria do octeto ................................................................................................... 53 4.2. Tipos de ligações químicas .................................................................................. 54 1. 2. 3. Ligação iónica ou eletrovalente ....................................................................... 54 Ligação covalente ............................................................................................ 55 Ligação metálica .............................................................................................. 57

4.3. Tipos de Substâncias ............................................................................................ 57 EXERCICIOS................................................................................................................. 59 UNIDADE V .................................................................................................................. 60 5. CINÉTICA QUÍMICA ............................................................................................... 60 5.1. Introdução ............................................................................................................ 60 5.2. Factores que influenciam a velocidade da reacção química ................................ 60 5.3. Definição da velocidade....................................................................................... 63 5.3.1. Velocidade média .......................................................................................... 63 5.3.2. Velocidade instantânea.................................................................................. 63 6

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5.4. Lei de acção de massas ou lei de Guldberg e Waage ......................................... 64 EXERCICIOS................................................................................................................. 65 UNIDADE VI ................................................................................................................. 66 6. EQUILÍBRIO QUÍMICO I ........................................................................................ 66 6.1. Reacções Reversíveis ........................................................................................... 66 6.2. Factores que afectam o Equilíbrio Químico ........................................................ 67 1.3. O valor de Kc e a posição do equilíbrio .............................................................. 70 EXERCICIOS................................................................................................................. 71 UNIDADE VII ............................................................................................................... 72 7. EQUILIBRO QUÍMICO II ........................................................................................ 72 7.1. Equilíbrio Químico em Solução Aquosa ............................................................. 72 7.1.1. Teoria de Ácido/Base segundo Brönsted-Louwry ........................................ 72 7.2. Ácidos e Bases Conjugadas ................................................................................. 72 7.3. Electrólitos e Equilíbrio Iónico ............................................................................ 73 7.4. Produto iónico da água e Relação entre Ka, Kb e Kw .......................................... 73 7.5. Escala de pH ....................................................................................................... 74 EXERCICIOS................................................................................................................. 75 UNIDADE VIII .............................................................................................................. 76 8. HIDRÓLISE DE SAIS ............................................................................................... 76 8.1. Casos Fundamentais de Hidrólise ........................................................................ 76 3.2.Constante de Hidrólise e Relação entre Kh, Ka, Kb ............................................... 78 EXERCICIOS................................................................................................................. 79 UNIDADE IX ................................................................................................................. 80 9. SOLUÇÃO TAMPÃO ............................................................................................... 80 7

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9.1 Solução Tampão.................................................................................................... 80 1. Tampões de ácido fraco e seu sal ........................................................................ 81 2. Tampões de base fraca e seu sal .......................................................................... 81 EXERCICIOS................................................................................................................. 82 UNIDADE X .................................................................................................................. 83 10. SOLUÇÕES ............................................................................................................. 83 10.1. Conceitos Básicos .............................................................................................. 83 10.2. Tipos de soluções ............................................................................................... 83 10.3. SOLUBILIDADE E PRODUTO DE SOLUBILIDADE (KS) .......................... 85 10.3.1. Solubilidade................................................................................................. 85 10.3.2. Produto de solubilidade (Kps) ...................................................................... 86 10.3.3. Previsão das Reacções de Precipitação ....................................................... 86 EXERCICIOS................................................................................................................. 88 UNIDADE XI ................................................................................................................. 89 11. REACÇÃO REDOX ................................................................................................ 89 11.1. O conceito de oxidação e redução ..................................................................... 89 11.2. Número de oxidação (Nox)................................................................................ 90 11.3. Regras básicas para determinar o Nox ............................................................... 90 11.4. Número de oxidação e a Tabela Periódica......................................................... 92 11.5. Pares redox ......................................................................................................... 92 11.6. Acerto de Equações por Método de Variação de nox ou semi-equações .......... 93 11.7. Agentes Oxidantes e Redutores ......................................................................... 94 11.8. Classificação das reacções Redox...................................................................... 95 11.9. Pilhas de Daniel ou Célula Galvânica................................................................ 95 8

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11.10. Funcionamento da pilha do Daniel .................................................................. 96 11.11. Eléctrodo .......................................................................................................... 98 11.12. Potencial normal dum par Redox..................................................................... 98 11.13. Espontaneidade da reacção numa pilha ........................................................... 99 EXERCICIOS............................................................................................................... 100 UNIDADE XII ............................................................................................................. 101 12. ELECTRÓLISE ...................................................................................................... 101 12.1. Leis de Faraday ................................................................................................ 102 EXERCICIOS............................................................................................................... 103 UNIDADE XIII ............................................................................................................ 104 13.1. TERMOQUÍMICA.............................................................................................. 104 13.2. Processos Exotérmicos e Endotérmicos........................................................... 104 13.3. Entalpia (H)...................................................................................................... 104 13.4. Variação da entalpia (∆H) ............................................................................... 105 13.5. Propriedades de uma Equação Termoquímica................................................. 106 13.6. Lei de Hess....................................................................................................... 106 EXERCICIOS............................................................................................................... 106 14.1. ESTEQUIOMETRIA OU CÁLCULO ESTEQUIMÉTRICO ............................ 108 14.2. Regras para cálculos estequiométricos ............................................................ 108 14.3. Casos gerais de cálculo estequimétrico............................................................ 108 EXERCICIOS............................................................................................................... 111 UNIDADE XV ............................................................................................................. 112 15. QUÍMICA ORGÂNICA ........................................................................................ 113 15.1. HIDROCARBONETOS .................................................................................. 113 9

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15.2. Alcanos ou Parafinas ....................................................................................... 113 15.2.1. Isomeria ..................................................................................................... 114 15.2.2 PROPRIEDADES QUÍMICAS ..................................................................... 114 15.2.3 Reacção de Substituição ................................................................................ 114 1. Halogenação (F2, Cl2, Br2 e I2) ....................................................................... 115 3. Sulfonação (adição de H2SO4) .......................................................................... 115 4. Nitração (adição de HNO3) ............................................................................... 115 15.2.4. Reacção de combustão .................................................................................. 115 15.3. Alcenos ou Alquenos ou Olefinas ................................................................... 115 15.3.1. Nomenclatura IUPAC e Usual (ou Trivial) .................................................. 115 15.1.3.1. Isomeria .................................................................................................. 116 15.1.3.2. PROPRIEDADES QUÍMICAS ................................................................. 117 b) c) d) e) Reacção de combustão....................................................................................... 117 Adição de halogéneos (F2, Cl2, Br2 e I2) ............................................................ 118 Adição de haletos de hidrogénio ....................................................................... 118 Hidratação (adição da água) .............................................................................. 118

15.1.4. Alcinos ou Alquinos ..................................................................................... 118 15.1.4.1. Nomenclatura IUPAC e Usual (ou Trivial) ............................................... 119 15.1.4.2. Isomeria .................................................................................................. 119 15.1.4.3. PROPRIEDADES QUÍMICAS ................................................................. 119 15.2. Nomenclatura de Hidrocarbonetos Ramificados ............................................. 120 15.2.1. Hidrocarbonetos de Cadeia Aberta ............................................................... 120 15.2.2. Hidrocarbonetos Saturados ........................................................................... 121 15.3. Hidrocarbonetos Insaturados ........................................................................... 122 10

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15.4. Hidrocarbonetos Aromáticos ........................................................................... 123 15.4.1 Nomenclatura ................................................................................................. 123 15.4.2. PROPRIEDADES QUÍMICAS .................................................................... 124 15.5. Álcoois ............................................................................................................. 125 15.5.3. Classificação dos álcoois: ........................................................................ 126 15.5.4. PROPRIEDADES QUÍMICAS .................................................................... 126 15.6. Fenóis ............................................................................................................... 128 15.6.2. Nomenclatura ................................................................................................ 129 15.9. Ácidos Carboxílicos ....................................................................................... 134 15.9.1 Nomenclatura ............................................................................................... 135 15.9.2. PROPRIEDADES QUÍMICAS ................................................................. 135 15.10. Ésteres ....................................................................................................... 136 15.10.1. Nomenclatura ........................................................................................ 136 15.10.2. PROPRIEDADES QUÍMICAS ........................................................... 136 1. 2. 3. 4. Hidrólise ácida e hidrólise alcalina............................................................. 136 Reacções entre cloretos de ácidos e álcool ou fenol ................................... 137 Reacção com álcool (alcoólise) .................................................................... 137 Reacção com amoníaco (amonólise)............................................................ 137

EXERCICIOS............................................................................................................... 138 XVI. PLANO TEMÁTICO-QUÍMICA ....................................................................... 139 XVII. FICHA DE EXERCICIOS ................................................................................. 140 XVIII. APÊNDICES .................................................................................................... 141 XVIII. REFERENCIA BIBLIOGRÁFICA .................................................................. 144

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UNIDADE I

1. ESTUDO DA MATÉRIA

O universo inteiro consiste de matéria e energia. Todo dia entramos em contacto com incontáveis formas de matéria. Ar, comida, água, rochas, solo, vidro, são todas diferentes formas de matéria. Definindo de forma vaga, matéria é qualquer coisa que tem massa e ocupa espaço. A matéria pode ser bem invisível. Por exemplo, se um tubo de ensaio aparentemente vazio é imerso de cabeça para baixo num recipiente com água, observa-se que o nível de água no interior do tubo aumenta apenas ligeiramente. A água não consegue subir mais porque o tubo está cheio, com uma matéria invisível: o ar.

Matéria é tudo que tem massa e ocupa espaço, se pode sentir, cheirar e tocar.

1.1. Classificação A matéria classifica-se em substância e mistura

1.1.1. Substâncias puras ou simplesmente substâncias É uma parte da matéria que em determinadas condições tem propriedades químicas e físicas bem definidas ou é uma espécie da matéria constituída por moléculas iguais, ou átomos. Exemplo: agua, açúcar, ferro, álcool, H2SO4, etc.

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Ela pode ser simples ou composta

a) Simples / Elementares são aquelas que apresentam um único átomo e não podem ser decompostas em outras substâncias. Ex.: Fe, O2, O3, Cl2, Br2, etc. b) Compostas são aquelas que têm átomos de elementos diferentes e podem ser decompostas em outras substâncias. Ex.: H2SO4, HCl, CaCO3, H2O, etc.

1.1.2. Propriedades das substâncias Existem propriedades gerais e particulares a) São propriedades gerais as que podemos encontrar em qualquer tipo de matéria. Exemplo: impenetrabilidade, divisibilidade, massa, inércia.

b) São propriedades particulares as que podemos encontrar em algumas substâncias.

Para cada substância. Existem duas propriedades: 1) Físicas são as que apercebemos através dos órgãos de sentido. Exemplo: temperatura, dureza, cor, mudança de estados físicos para outra.

2) Química são aquelas que caracterizando a actividades que de cada substância permite prever o comportamento dessa substância em presença de outras. Exemplo: oxidação, corrosão, reacção, com outras substâncias, combustão em presença etc.

1.2. Misturas 13 Misturas são substâncias constituídas por duas ou mais espécies químicas diferentes.

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1.3. Tipos de mistura a) Homogénea – cuja composição é igual em toda parte. b) Heterogénea – cuja composição é diferente em toda parte.

1.4. Método de separação de misturas

1) Filtração – consiste em passar a mistura através de um filtro que retém partículas sólidas, mas não retém o líquido. 2) Decantação – é uma técnica usada para separar a mistura quando o sólido se deposita no fundo do recipiente. 3) Cromatografia – é uma técnica usada para separar substâncias aromáticas e corantes. 4) Separação Magnética – é um recurso usado para separar componentes que têm propriedades magnéticas das que não têm. 5) Destilação Simples – a separação da mistura é feita por meio de um condensador e um balão de destilação; no balão se depositam resíduos sólidos das substâncias que não vaporizam. É por meio deste processo que se consegue obter a água potável a partir da água do mar. 6) Destilação fraccionada – é um recurso que se usa para separar componentes de uma mistura homogénea.

1.5. Matéria e seus Estados Sólido, Liquido, Gasoso.

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1.5.1. Estado sólido

As partículas estão muito próximas umas das outras, havendo maior forço de interacção entre elas; as partículas dispõem-se no espaço segundo uma ordem, razão pelo qual os sólidos apresentam uma forma regular quando visto ao microscópio. Os sólidos têm forma e volume bem definidos

1.5.2. Estado líquido As moléculas estação pouco próximas umas das outras, apresentando o menor esforço de interacção comparativamente aos sólidos. Em consequência, as moléculas dos líquidos comprimem – se muito pouco e podem movimentar – se com facilidade apresentando forma variável e volume constante.

1.5.3. Estado gasoso As distâncias entre as partículas são muito maiores, a ponto de não se fazer sentir as forças de interacção. As moléculas não se mantêm unidades ocupando todo o volume do recipiente onde adquire a forma deste, portanto, os gases não tem forma nem volume definido.

Mudança de um estado físico para o outro

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Ponto de fusão - é a temperatura da passagem do estado sólido para líquido. A temperatura da passagem do estado líquido, para gasoso chama-se ponto de ebulição (p. eb.)

1.6. Transformações químicas e físicas Fenómeno ou Transformação são modificações que a matéria sofre sobre influências químicas ou físicas.

Os fenómenos classificam-se em:

a) Químicos são a transformação que ocorre com a alteração das propriedades da matéria, formando uma nova matéria com propriedade específicas diferentes da inicial. Ex.: a queima de um bolo; O amadurecimento de uma fruta; A oxidação do ferro, etc.

b) Físicos são transformações em que as propriedades da matéria no estado inicial e final não se alteram, porém, alteram-se a aparência e a forma. Ex.: Fe( s ) t ª Fe( l ) →
H 2O( l )  H 2O( s ) →

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UNIDADE II

2. TABELA PERIÓDICA

2.1. Características da Tabela Periódica A tabela periódica é constituída por colunas verticais (grupos) e colunas horizontais (períodos), também encontra-se dividida em duas partes por uma linha em forma de escada. Esta linha separa os metais dos ametais. Normalmente os elementos que se encontram no mesmo grupo ou família possuem propriedades semelhantes.

Exemplo de grupos de elementos: Grupo IA: (metais alcalinos): Li, Na, K, Rb, Cs, Fr. Grupo IIA: (metais alcalinos terrosos): Be, Mg, Ca, Sr, Ba, Ra. Grupo VIA: (calcogénios): O, S, Se, Te, Po. Grupo VIIA: (halogéneos): F, Cl, Br, I, At. Grupo VIIIA: (gases nobres): He, Ne, Ar, Kr, Xe, Rn.

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2.2. Distribuição Electrónica e Posição no Quadro periódico

2.2.1. Características do átomo O átomo é caracterizado pelas seguintes grandezas: Número atómico (Z) – identifica o elemento. Massa atómica (Ar) – geralmente é um número decimal, que se obtém a partir da massa média ponderal dos isótopos estáveis de um determinado elemento. Número de massa atómica (A) – é um número inteiro, que se obtém por contagem de número de protões e neutrões.

Em qualquer átomo, o número de protões é sempre igual ao número de electrões e também é igual ao número atómico.

O número de massa (A) é dado pela soma do número de nucleões, isto é, protões e neutrões. A massa atómica é praticamente igual a massa do núcleo, porque os electrões têm massa desprezível. Assim, um átomo e um ião têm praticamente a mesma massa. A IUPAC1 convencionou que o átomo deve ser representado pela seguinte forma:

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União Internacional de Química Pura e Aplicada do inglês International Union of Pure and Applied Chemistry.

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2.2.2. Isótopos Isótopos são átomos do mesmo elemento, que têm o mesmo número atómico e deferem no número de massa, ou seja, têm diferente número de neutrões. Exemplo:
35 17

Cl

e

37 17

Cl

2.3. Teoria de Bohr Os electrões movem-se em redor do núcleo em orbitas circulares e somente certas orbitas são permitidas. O electrão quando está numa orbita não perde e nem ganha energia por si só. Para um electrão passar de uma orbita permitida para outra é preciso fornecer energia (K → L, L → M), ou retirar energia (L → K, M → L). Um átomo pode ser destruído devido a radioactividade – emissão espontânea de partículas positivas ( 4 α ), negativas ( 2
0 −1

β ) e neutras ( 0 γ ).

Um átomo pode ter no máximo 7 níveis de energia (camadas de energia), como mostra-nos a figura a seguir:

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Níveis N

K 1

L 2

M 3

N 4

O 5

P 6

Q 7

nºmax. de e- = 2n2 2.(1)2 2.(2)2 2.(3)2 2.(4)2 2.(5)2 2.(6)2 2.(7)2

Exemplo:
17Cl

Z = 17; p+ = 17 e e- = 17

O número de electrões da última camada indica o grupo. O número de camadas (níveis) de energia indica o período.

2.4. Mecânica Quântica

2.4.1. Teoria de orbitais atómicas Orbital é uma região do espaço onde há maior probabilidade de se localizar um electrão. Um nível de energia (n) é constituído por subníveis (orbitais): s, p, d e f.

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Princípio de exclusão de Pauli: cada orbital atómico pode ser ocupado por dois electrões que terão os spins opostos. Ou dois electrões num átomo não podem ter os quatro números quânticos iguais.

Princípio da energia mínima: as orbitais atómicas (spins opostos) são preenchidas de forma que a energia total seja mínima.

Regra de Hund: na ocupação de orbitais do mesmo nível, ocorre primeiro a ocupação de orbitais vazios, isto é, cada electrão ocupa uma orbital e só após preenchimento completo de orbitais do mesmo subnível é que ocorre compartilhamento electrónico.

2.4.2. Diagrama de Linus Pauling Para elementos de transição: camada de valência orbitais de nível principal ocupado (n máximo) e orbitais do subnível parcialmente preenchidos. Electrões de valência - são electrões que estão na camada de valência (última camada). Electrões do cerne - são electrões do átomo que não pertencem a camada de valência (são electrões de camadas internas).

A colocação dos elementos no quadro periódico pela ordem em que os electrões ocupam subníveis.

Exemplo:

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Um elemento que termina em n -s ou n -p designa-se elemento representativo (grupo A- grupo principal). Se a distribuição electrónica terminar em (n-1)d, temos elementos de transição (grupo B- grupo secundário). Se terminar em (n-2)f, temos elementos de transição interna (Lantanídio ou Actinídio).

Nota: Para elementos de transição soma-se os electrões do último subnível preenchidos com os do subnível máximo.

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Exemplo:

2.5. Transições electrónicas Quando um electrão dum átomo não se encontra na sua posição normal, isto é, se violar a regra de Hund, o átomo diz-se excitado. Um electrão pode passar dum nível para o outro ou de uma orbita para outra dentro do mesmo nível. O estado de energia mais baixo chama-se estado fundamental, é o mais estável.

O carbono tem valência II e IV, isto explica-se de seguinte modo:

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2.6. Tendência à estabilidade

2.6.1. Formação de iões 2.6.1.1. Regra de octeto Todo o átomo tem a tendência de captar ou ceder electrões periféricos de forma a atingir a estrutura de octeto (8 electrões periféricos), típica dos gases nobres ou em alguns casos 2 electrões periféricos.

Qualquer átomo instável pode compartilhar ou ceder electrões com objectivo de atingir a estabilidade. Grupo I: Tem 1e- periférico, perdem 1e- para formar um ião monopositivo.

Na  Na + + 1e − ; K  K + + 1e − → →
Grupo II: Tem 2 electrões periféricos, cedem 2 electrões formando iões 2+. → Ca 0  Ca 2+ + 2e − ; Mg 0  Mg 2+ + 2e − → 24

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Grupo III: Al 0  Al 3+ + 3e − → Grupo IV: Tem 4 electrões periféricos. Teoricamente podem ceder 4 electrões ou captar 4 electrões teoricamente. Na realidade não tem tendência a ceder e nem captar electrões, mas sim partilham os seus electrões formando ligações covalentes.

Grupo V: Tem 5 electrões periféricos, podem captar 3 electrões formando iões trinegativos. N + 3e −  N 3− ; N 2 + 6e −  2 N 3− → → Grupo VI: O + 2e −  O 2− ; → O2 + 4e −  2O 2− →

Grupo VII: Cl + 1e −  Cl − ; Cl2 + 2e −  2Cl − → → Grupo VIII: Os elementos mais electronegativos da tabela ( F e O), podem captar os electrões dos gases nobres formando compostos. Trata-se de partilha forçadas de electrões, não é tendência à estabilidade, pois, em muitos destes compostos, o átomo central viola a regra de octeto.

PtF6 - Hexafluoreto de platina
XePtF6 - Fluoroplatinato de xénon XeOF4 - Oxitetrafluoreto de xénon Na4 XeO6 - Perxenato de sódio

KrF4 - Tetrafluoreto de crípton XeF2 - Difluoreto de xenon H 2 XeO4 - Ácido xénico Xe2O3 - Trióxido de xenon

2.7. Propriedades dos metais Sólidos com ponto de fusão e ebulição elevados. Possuem uma cor metálica, esbranquiçada, (Cu), amarelada(Au), avermelhado (Cu), acinzentado (Fe). O brilho metálico é visível quando polido. Bons condutores de calor e electricidade. Podem ser soldados (ligados por soldadura). 25

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Podem ser fundidos e misturados formando ligas metálicas. São maleáveis (podem ser dobrados). Não são solúveis em água, apenas alguns reagem com água.

2.8. Ligas metálicas Fe + C ⇒ aço (pouco carbono). Aço + 20% Cr ou Ni ⇒ aço inox Pb + Sn ⇒ saída (erradamente designada como estanho) Fe + Sn ⇒ folha-de-flandres (lata de cerveja) Ag, Au, Pt ⇒ metais preciosos (nobres) Cu, Hg ⇒ metais semi preciosos Cu + Zn ⇒ latão (torneiras douradas) Fe + Zn ⇒ ferro galvanizado (erradamente conhecido como zinco para construção) Ti e Al ⇒ produção de aviões

2.9. PROPRIEDADES PERIÓDICAS

2.9.1. Raio atómico O raio atómico aumenta de cima para baixo ao longo do grupo, devido ao aumento de número de camada (níveis) de energia.

Ao longo do periódico atómico aumenta da direita para a esquerda, pela diminuição de carga nuclear.

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2.9.2. Raio iónico O raio iónico tem o mesmo comportamento que o raio atómico, porque o átomo e ião se diferem no número de electrões. 2.9.3. Carácter metálico e Carácter Ametálico O carácter metálico é a tendência que um metal tem de ceder electrões para formar o ião positivo (electropositividade). Entre Na e K, qual dos dois se ioniza facilmente? Ou qual dos dois é mais metal?

O electrão periférico do K esta mais afastado do núcleo, por isso e menos atraído por este e sendo assim pode ser facilmente cedido. K e ma9is metal que o Na.

Ao longo do período toma-se em consideração a força de Coloumb: FMg > FNa. Menor força de atracção implica maior facilidade de ionização.

Ora vejamos:

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É mais coerente falar em carácter metálico nos metais e carácter ametálico para ametais.

2.9.4. Electronegatividade A electronegatividade é a capacidade que os átomos têm de atrair electrões para si numa ligação química. O elemento mais electronegativo é aquele que atrai mais os electrões. Lembre se que o núcleo é que tem o poder de atrair os electrões, uma vez que está carregado positivamente. Para o núcleo poder atrair electrões tem de atravessar a barreira electrónica a sua volta.

8O

2e-

6e-

9F

2e- 7e-

17Cl

2e-

8e- 7e-

A electronegatividade F é maior que a electronegatividade do O2, pelo aumento 28 da carga nuclear.

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A electronegatividade F é maior que a electronegatividade do Cl, pela maior blindagem no cloro (3 camadas).

2.9.5. Energia de Ionização Energia de ionização é a energia necessária para remover electrões de um átomo qualquer (metal ou ametal).

Primeira energia de ionização é a energia necessária para remover o primeiro electrão.

Segunda energia de ionização é a energia necessária para remover o segundo electrão. Para os metais foi provado que a energia de ionização é mais fácil quando se desce na tabela, isto quer dizer que a energia de ionização diminui de cima para baixo (aumenta de baixo para cima) devido a diminuição da distância entre electrão periférico e o núcleo quando se sobe na tabela.

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EXERCICIOS

Exame de 2009 1. A estrutura electrónica do Níquel é (Ar) 3d84s2. A estrutura electrónica do Ni2+ é: A. (Ar) 3d84s24p2 B. (Ar) 3d8 C. (Ar)3d10 D. (Ar)3d84s2

Exame de 2008 2. Um conjunto de átomos apresenta: (a) mesmo n atómico; (b) mesmo n de massa; e (c) mesmo n de neutrões. Para esses átomos pode se afirmar que, eles correspondem respectivamente, às definições de: A. Isotonia, isobaria e elemento químico B. Isobaria, Isotonia e elemento químico C. Elemento químico, isobaria e Isotonia D. Elemento químico, Isotonia e isobaria

3. Quais os elementos com a configuração electrónica dada (só electrões valentes) são metais? A. 4s1 B. 3d5 4s2 C. 4s2 4p5 D. 4s2 4p6

Exame de 2008 3. Em que átomo preenche-se o subnível electrónico p: A. Ba B. Ti C. Fe D. Po

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UNIDADE III

3. FUNÇÕES INORGÂNICAS

Devido ao grande número de compostos inorgânicos as substâncias inorgânicas se subdividem em agrupamentos menores denominado funções químicas inorgânicas.

Função química é um conjunto de substâncias com propriedades químicas semelhantes, denominados propriedades funcionais.

As principais funções orgânicas que iremos estudar são: • Ácidos • Bases • Sais • Óxido

3.1. ÁCIDOS 3.1.1. Regra geral de formulação dos ácidos:

Ácido é uma espécie química capaz de ceder (doar) protões.

3.1.2. Classificação dos ácidos 1) De acordo com o número de hidrogénios ionizáveis Monoácidos: na ionização, a molécula produz apenas um H+ (HCl, HNO3, etc.) Diácidos: na ionização, a molécula produz dois H+ (H2SO4, H2CO3, etc.) Triácidos: na ionização, a molécula produz três H+ (H3PO4, H3BO3, etc.) Tetrácidos: na ionização, a molécula produz quatro H+ (H4P2O7, H4SiO4, etc.) 31

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Não são comuns ácidos com mais de quatro hidrogénios ionizáveis por moléculas.

2) De acordo com a presença ou não de oxigénio na molécula Hidrácidos: não contêm oxigénio. Ex.: HCl, HBr, H2S, etc. Oxiácidos: contêm oxigénio. Ex.: HNO3 H2SO4, H2CO3, etc. 3) De acordo com o grau de ionização Ácidos fortes: quando Ácidos semi-fortes: quando Ex.: HCl ( α = 92% ), H2SO4 ( α = 61% ) Ex.: HF ( α = 8% )
Ex.: HCN ( α = 0,008% ), H2CO3

Ácidos fracos: quando
( α = 0,18% )

Com respeito a força dos ácidos podemos dizer que, dentre os hidrácidos:

• São fortes: HCl, HBr, HI; • É semi-forte apenas o HF; • São fracos: todos os demais.
E, dentre os oxiácidos, a força é tanto maior quanto maior for a seguinte diferença: (Número de átomos de oxigénio) – (Número de átomos de hidrogénio)

Uma excepção importante à regra acima é a do ácido carbónico (H2CO3), que é fraco ( α = 0,18% ).

4) De acordo com a volatilidade Ácidos fixos: ou são sólidos ou líquidos pouco voláteis. Por exemplo: 32 • H2C2O4 é um sólido;

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• H2SO4 é um líquido que ferve a 338ºC (é o mais fixo dos ácidos comuns) Ácidos voláteis: ou são líquidos voláteis ou gases. Por exemplo: • HNO3 é um líquido que ferve a 86ºC; • HCl, HCN, H2S são gases.

3.1.3. Nomenclatura dos ácidos

1) Hidrácidos O nome dos hidrácidos é feito com a terminação ídrico:

2) Oxiácidos Quando um elemento forma apenas um oxiácido, usa-se a terminação ico:

Quando o elemento forma dois oxiácido:

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Nesses casos, Nox maior em geral coincide com o número onde o elemento está situado na tabela periódica e o Nox menor é igual a esse número menos dois. Frequentemente, o ácido em Nox maior é o mais comum e o mais importante. Quando o elemento forma três ou quatro oxiácidos:

Certos elementos formam vários oxiácidos que diferem entre si não pelo Nox do elemento central, mas sim pelo chamado grau de hidratação, que indica a "quantidade da água" que estaria envolvida na formação dos oxiácidos. Nesse caso, usam-se os prefixos:

Por exemplo, existem três oxiácidos do fósforo (H3PO4, H4P2O7 e HPO3) em que o Nox do fósforo é sempre o mesmo, ou seja, +5: H3PO4 chama-se ácido ortofosfórico, pois é o mais hidratado dos três; H4P2O7 chama-se ácido pirofosfórico; HPO3 chama-se ácido metafosfórico. 34

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3.2. BASES OU HIDRÓXIDOS

3.2.1. Regra geral de formulação das bases:

Base é uma espécie química capaz de captar (receber) protões. 3.2.2. Classificação das bases 1) De acordo com o número de hidroxilos (OH-) Monobases: possuem apenas um OH- . Exemplos: NaOH, NH4OH, etc. Dibases: possuem dois OH-. Exemplos: Ca(OH)2, Fe(OH)2, etc. Tribases: possuem três OH-. Exemplos: Al(OH)3, Fe(OH)3, etc. Tetrabases: possuem quatro OH-. Exemplos: Sn(OH)4, Pb(OH)4, etc. Não bases com mais de quatro hidroxilos na molécula.

2) De acordo com o grau de ionização Bases fortes: cujo grau de ionização é praticamente 100%. É o caso de bases de metais alcalinos (NaOH, KOH, etc.) e alcalino-terrosos (Ca(OH)2, Ba(OH)2, etc.) que já são iónicos por natureza.

Bases fracas: cujo grau de ionização é, em geral, inferior a 5%; é o caso de hidróxido de amónio (NH4OH) e o dos hidróxidos dos metais em geral (excluindo os de metais alcalinos e alcalino-terrosos).

3) De acordo com a solubilidade em água Solúveis: hidróxidos dos metais alcalinos e hidróxido de amónio; Pouco solúveis: hidróxidos dos metais alcalino-terrosos; Praticamente insolúveis: todos os demais.

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3.2.3. Nomenclatura das bases

A) Quando o elemento forma apenas uma base Hidróxido de………. NaOH – hidróxido de sódio NH4OH – hidróxido de amónio

B) Quando o elemento forma duas bases

Em lugar das terminações ico e oso, podemos usar, também, algarismos romanos indicando o número de oxidação do elemento.

3.3. SAIS Sais são compostos iónicos que possuem, pelo menos, um catião diferente de H+ e um anião diferente de OH-.

Por exemplo:

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De facto, já vimos que a reacção entre um ácido e uma base de Arrhenius – chamada de reacção de neutralização ou de salificação – forma um sal para além de água:

Salientemos que existem outros tipos de reacção que também formam sais.

3.3.1. Reacção e fórmula geral dos sais normais Representando o ácido genericamente por HxA e a base por B(OH)y, teremos:

Nessa equação, Bx Ay é a fórmula geral do sal normal ou neutro, formado p+elo catião B da base (de carga +y) e pelo anião A do ácido (de carga -x). Esquematicamente:

3.3.2. Nomenclatura dos sais normais O nome de um sal normal deriva dos nomes do ácido e base que lhes dão origem. Assim, para obter o nome de um sal, basta alterar a terminação do nome do ácido correspondente, de acordo com o seguinte código:

Ácido -ídrico -oso -ico

Sal -eto -ito -ato

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Esquematicamente, o nome de um sal normal é:

Ex.: NaCl – Cloreto de sódio KNO2 – Nitrito de potássio Ca3(PO4)2 – Ortofosfato de cálcio Note que a nomenclatura do radical básico não sofre nenhuma alteração: SnCl2 – Cloreto estanoso ou de estanho (II) FeCl3 – Cloreto férrico ou de ferro (III)

3.3.3. Reacção de neutralização parcial dos sais ácidos Quando um di, tri ou tetrácido reage com uma base e nem todos os hidrogénios ionizáveis são neutralizados, dizemos que houve uma neutralização parcial do ácido. Por exemplo:

O nome dos sais ácidos é semelhante ao dos sais normais, porém: a) Ou indicamos o número de catiões pelos prefixos mono, di, tri: NaH2PO4 – ortofosfato monossódico Na2HPO4 – ortofosfato dissódico b) Ou indicamos o número de H+ pelas expressões (mono)ácido, diácido, triácido: NaH2PO4 – ortofosfato diácido de sódico 38 Na2HPO4 – ortofosfato (mono)ácido de sódico

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c) Ou indicamos o número de H+ pelas expressões (mono)hidrogeno, dihidrogeno, trihidrogeno: NaH2PO4 – dihidrogeno-ortofosfato de sódico Na2HPO4 – (mono)hidrogeno-ortofosfato de sódico

3.3.4. Reacção de neutralização parcial dos sais básicos Quando uma di, tri ou tetrabase reage com um ácido e nem todos as hidroxilas são neutralizadas, dizemos que houve uma neutralização parcial da base:

Exemplos:

Os nomes dos sais básicos são semelhantes aos dos sais normais, porém devemos indicar o número de hidroxilas presentes: a) Ou pelas expressões (mono)básico, dibásico, tribásico Al(OH)Cl2 – cloreto (mono)básico de alumínio Al(OH)2Cl – cloreto dibásico de alumínio b) Ou pelas expressões (mono)hidroxi, dihidroxi, trihidroxi: Al(OH)Cl2 – (mono)hidroxi-cloreto de alumínio Al(OH)2Cl – dihidroxi-cloreto de alumínio

3.3.5. Outras classificações dos sais Além da classificação em sais normais, ácidos e mistos que acabamos de ver, os sais podem ser classificados segundo outros critérios, como nos exemplos seguintes.

1) Quanto a presença ou não de oxigénio: a) Sais oxigenados (Na2SO4 K3PO4, etc.); 39 b) Sais não-oxigenadas (NaCl, CaBr2, etc.).

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2) Conforme contenham dois, três, quatro ou mais elementos químicos: a) Sais binários (NaCl, PtCl4, etc): b) Sais ternários (Na2SO2 K3PO4 Al(SO4)3, etc.): c) Sais quaternários (NaCNO, K4[Fe(CN)]6, etc.).

3.4. ÓXIDOS

3.4.1. Definição de óxidos Óxidos são compostos binário nos quais o oxigénio é o elemento mais electronegativo. Por exemplo: H2O, CO2, Fe2O3, SO2, P2O5, etc. Os óxidos constituem um grupo muito numeroso, pois praticamente todos os elementos químicos formam óxidos (até mesmo gases nobres como, por exemplo, o XeO3). Apenas os compostos oxigenados do flúor (como, por exemplo, OF2 e O2F2) não são considerada óxidos, mais sim fluoretos de oxigénio, pois, como já vimos, o flúor é mais electronegativo que oxigénio .

Sendo assim, outra definição possível para os óxidos seria :

Óxidos são compostos binários do oxigénio com qualquer outro elemento químico, excepto o flúor.

3.4.2. Fórmula geral dos óxidos Considerado um elemento químico E, de numero de oxidação +z, e lembrando que o oxigénio tem numero de oxidação -2 (com excepção dos peróxidos), teremos:

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3.4.3. Classificação dos óxidos e nomenclatura Óxidos básicos são óxidos que reagem com água produzindo uma base ou reagem com um ácido produzindo sal e água.
Na2O + H 2O  2 NaOH → Na2O + 2 HCl  2 NaCl + H 2O →

Ex.:

Os óxidos básicos são formados por metais com números de oxidação baixos (+1,+2 ou +3) são compostos sólidos, iónicos, que encerram o anião oxigénio (O2-), e apresentam pontos de fusão e ebulição elevados. Os óxidos dos metais alcalinos e alcalino-terrosos reagem com a água; os demais óxidos básicos são pouco solúveis em água.

3.4.4. Nomenclatura dos óxidos básicos
Quando o elemento forma apenas um óxido, dizemos:

Na2O – óxidos de sódio Quando elemento forma dois óxidos, dizemos:

Al2O3 - óxidos de alumínio

Por exemplo:

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Quando e o elemento forma dois ou mais óxidos, podemos indicar o número de oxidação do elemento por um algarismo romano, como se mostra a seguir:

Quando o elemento forma dois ou mais óxidos, podemos ainda indicar o número de átomo de oxigénio e o número de átomos do elemento com o auxílio dos prefixos mono, di, tri, etc. Frequentemente, o prefixo mono é omisso.

Exemplo:

3.4.5. Óxidos ácidos ou anidridos2 Óxidos ácidos ou anidridos são óxidos que reagem com água produzindo um ácido, ou reagem com uma base produzindo sal e água. Exemplos:

Os óxidos ácidos ou são formados por não-metais (e, nesse caso, são compostos geralmente gasosos) ou por metais com números de oxidação elevadas, como, por exemplo, CrO3, MnO2, Mn2O, etc.

Os óxidos ácidos são compostos moleculares e, em geral, solúveis em água. 42

2

O anidrido é considerado como um "ácido sem água " (do grego anhydros que significa sem água)

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3.4.6. Nomenclatura dos óxidos ácidos

Quando o elemento forma apenas um anidrido, usa-se a terminação ico: CO2 – anidrido carbónico B2O3 – anidrido bórico No caso dos anidridos, podemos também usar as nomenclaturas gerais, citadas anteriormente: SO3 – óxido de enxofre (VI) ou trióxido de (mono)enxofre. SO2 – óxido de enxofre (IV) ou dióxido de (mono)enxofre.

3.4.7. Óxidos anfóteros Óxidos anfóteros são óxidos que podem se comportar como ora como óxidos básicos ora como óxidos ácidos.

Exemplo:

43

Os óxidos anfóteros são, em geral, moleculares, insoluveis na água e formados: Ou por metais: ZnO; Al2O3; SnO e SnO2; PbO e PbO2.

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Ou por semi-metais: As2O3 e As2O3; Sb2O3 e Sb2O5. A nomenclatura é idêntica a dos óxidos básicos: ZnO – óxido de zinco SnO – óxido estânico ou óxido de estanho II ou (mono)óxido de (mono)estanho.

Quando um metal forma vários óxidos, é interessante notar que o carácter do óxido passa, gradativamente, de básico para anfóteros e depois para ácido, à medida que o Nox do metal vai crescendo:

3.4.8. Óxidos indiferentes ou neutros Óxidos indiferentes (ou neutros) são óxidos que não reagem nem com água, nem com ácidos e nem com bases. Assim, os óxidos neutros não apresentam nem carácter ácido nem básico. São pouco os óxidos dessa classe. Os comuns são:

CO – monóxido de carbono N2O – óxido nitroso

CO2 – dióxido de carbono NO – oxido nítrico.

São compostos gasosos, moleculares formados por não-metais. Mas o facto de serem “indiferente” ou “neutros” não significa que esses óxidos não possam participar de outras reacções. O CO, por exemplo, queima com muita facilidade:

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3.4.9. Óxidos duplos, Misto ou Salinos Óxidos duplos são óxidos que se comportam como se fossem formados por dois outros óxidos, do mesmo elemento químico. Por exemplo.

Eles reagem como se fossem mistura de dois óxidos.

São sempre óxidos metálicos, sólidos e de estrutura iónica. A nomenclatura preferida, nesse caso, é: Fe3O4 − tetróxido de triferro

3.4.10. Peróxidos Peróxidos – são óxidos que reagem com a água ou com ácidos diluídos produzindo água oxigenada ( H 2O2 ).

A nomenclatura e feita com a próprio palavra peróxido por exemplo.
Na2O2 − Peróxido de sódio

Os peróxidos mais comuns são: 45

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Peróxidos de hidrogénio. Na2O2 − (quando em solução aquosa se chama água oxigenada). Peróxidos dos metais alcalinos. Na2O, K 2O2 , etc.
Peróxidos dos metais alcalinos-terrosos. BaO2, etc. O H 2O2 é liquido e molecular. Os demais peróxidos são sólidos iónicos, nos quais
− encontramos o anião O2 2 , do estrutura − O − O − .O N nox do oxigénio nos peróxidos e -1

A água oxigenada se decompõe, com o passar do tempo, e principalmente sob a acção da luz (dai a necessidade de guarda-la em lugares frascos e escuros), segundo a equação

2 H 2O2  2 H 2O + O2. isso também ocorre quando colocamos a água oxigenada sobre →
um ferimento, ele parece ferver devido a libertação do O2 .

3.4.11. Superóxidos
Superóxidos são óxidos que reagem com água ou com ácidos diluídos produzindo água oxigenada ( H 2O2 ) e oxigénio.

Por exemplo:
FO2 − Superóxidos de potássio

Os superóxidos são sólidos iónicos, formados pelos catiões alcalinos ou alcalinos terrosos e pelo anião superóxido
( O 2− ) O

1 N nox do oxigénio nos polióxidos é − . 2

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3.5. OUTROS GRUPOD DE COMPOSTOS INORGÂNICOS

Além dos quatros grandes funções inorgânicas que acabamos de estudar, existem outros grupos de compostos inorgânicos, como, por exemplo os hidretos, os carbetos, os nitretos, etc.

3.5.1. Hidretos Hidretos - são compostos binários de hidrogénio.

Por exemplo: NaH (hidreto de sódio); CaH 2 (hidretos de cálcio); NH 3 (amoníaco); H 2O (água);
HCl (cloridreto), etc. os hidretos podem ser classificados como

descrevemos a seguir.

3.5.1.1. Hidretos iónicos São formados pelos metais alcalinos e alcalino-terrosos (colunas IA e IIA da classificação periódica). São sólidos, cristalinos e apresentam o hidrogénio com nox igual a -1 tem carácter básico, pois reagem com água produzindo bases exemplos.

Mais correcto seria dizer que o carácter básico decore do ião hidreto ( H − )

(Existem inclusive hidretos mistos, como, por exemplos, LiaIH 4 , hidreto de lítio e alumínio.) 47

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3.5.1.2. Hidretos moleculares São, em geral, formados pelos semi-metais e não-metais (colunas de IIIA a VIIA). São, em geral, líquidos ou gasosos e apresentam o hidrogénio com N nox iguais a +1. A seguir citamos algum dos exemplos importantes.

Na coluna IIIA, são comuns hidretos com formulas múltiplas, como ( BH 3 ) ou B2 H 6 ,o ( AIH 3 ) X ,etc.

Na coluna IVA, o carbono forma desde o CH 4 , que é seu hidretos mais simples, até compostos CxHy nos quais x e y assumem valores bastante elevados. Esses compostos tem o nome genérico de hidrocarbonetos, são indiferentes as reacções ácido-base, e os estudaremos na química orgânica (volume 3 desta obra).

Na coluna VA, o nitrogénio forma o NH3, composto molecular gasoso e de “carácter básico” pois reage com água formando o hidróxido de amónio:

(composto semelhante ao NH3 são a fosfina, PH3 e a arsina, AsH3) Na coluna VIA, o oxigénio forma a água, composto molecular, liquido e de carácter anfóteros, os demais elementos da coluna VIA formam hidretos ácidos: H2S, H2Se, H2Te. Na coluna VIIA os hidretos são moleculares, gasosos e fortemente ácidos : HCl, HBr, HI.

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3.5.1.3. Hidretos metálicos São em geral formados pelos metais de transição (coluna B de classificação periódica ) neles o H2 fica “preso” no reticulado cristalino do metal, e especialmente na superfície metálica (é o fenómeno chamado de absorção do hidrogénio pelo metal); por isso, esses hidretos não têm em geral, fórmula definida.

3.5.2. Carbetos Carbetos: são compostos binários de carbono.

Por exemplo: CaC2 (carbeto de cálcio), Al4C3 (carbeto de alumínio), SiC (carbeto de silício), etc. os carbetos podem ser classificados como descritos a seguir:

3.5.2.1. Carbeto iónicos São formados por metais muito electropositivos (colunas IA, IIA, IIIA), são sólidos, cristalino e reagem com a água de dois modos diferentes: Os carbetos que contêm o ião metaneto produzem CH4 (metano); por exemplo:

E os carbetos que contem o ião acetileto produzem C2H2 (acetileno); por exemplo:

3.5.2.2. Carbetos moleculares Exemplo clássico de carbeto molecular é o carbeto de silício (SiC), que tem estrutura covalente macromolecular semelhante ao diamante e dureza bastante elevada (só 49

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perdendo para o diamante) por isso é usado na indústria, com o nome de carborundum, para fabricar lixas, rebolos de esmeris, etc.

3.5.2.3. Carbeto metálico São formados em geral com metais de transição. Nos carbetos metálicos, o carbono fica nos interstícios da rede cristalina do metal aumentando sua dureza. Exemplo: o carbeto de tungsténio (WC), que é usado em ferramentas de corte.

3.5.3. Nitretos Nitretos são compostos do nitrogénio. Por exemplo: Li3N (nitreto de lítio), Mg3N2 (nitreto de magnésio), etc. os nitretos podem ser classificados como se descreve a seguir:

3.5.3.1. Nitreto iónico São formados por metais muito electropositivos (colunas IA, IIA, IIIA), são sólidos, cristalinos e reagem com água produzindo NH3, tal como mostra o exemplo a seguir:

Nos nitretos iónicos o nitrogénio tem Nox igual a –3 como ocorre, com NH3. Por isso, podemos considera-los derivados do NH3 “trocando-se” o hidrogénio por átomos de metal, como, por exemplo: NH3 → Li3N

3.5.3.2. Nitreto moleculares São compostos covalentes formados com os não-metais ou com os semi-metais. Exemplo: BN, S4N2, P3N5, etc. 50

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A tabela a seguir resume as fórmulas dos principais compostos ao longo da tabela periódica: Coluna Nox máximo Nox mínimo H3BO3 IA (B) IIA (B) +1 +2 IIIA (B) +3 IVA (B) +4 VA (B) +5 VIA (B) +6 VIIA (B) +7

-4 H4XO4 H2XO3

-3 H3XO4 H4X2O7 HXO3 H3XO3

-2 H2XO4 H2XO3 H2X

-1 HXO4 HXO3 HXO2 HXO HX

Ácidos

BOH Bases

B(OH)2

B(OH)3

B(OH)4 B(OH)2

E2O Óxidos

EO

E2O3

EO2 EO

E2O5 E2O3 EH3

EO3 EO2 E2H

E2O7 E2O5 HE

Hidretos

EH

EH2

EH3

EH4

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EXERCICIOS

EXAME 2009 1. A fórmula química do Pirofosfato de cálcio é Ca2P2O7. As fórmulas do Pirofosfato de sódio e do Pirofosfato férrico são respectivamente: A. Na2(P2O7)2 e Fe4(P2O7)3 B. Na4P2O7 e Fe4(P2O7)2 C. Na4(P2O7)2 e Fe4(P2O7)3 D. Na4P2O7 e Fe4(P2O7)3

EXAME DE 2005 1. A fórmula do óxido contendo 50% do enxofre (massa atómica S=32; O=16) é: A. SO3 B. SO2 C. SO D. S2O3

EXAME DE 2008 1. Dois elementos X e T apresentam somente covalência simples nos compostos oxigenados de fórmulas X2O e TO2. Assinale a opção correcta: A. X pode formar hidróxidos d fórmulas XOH e X(OH)2 B. T pode formar ácidos de fórmulas HT e H2T C. X pode formar oxiácidos de fórmulas HXO e HXO4 D. T pode formar hidróxidos de fórmulas TOH e T(OH)2

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UNIDADE IV

LIGAÇÕES QUÍMICAS

As ligações químicas são uniões estabelecidas entre átomos para formarem as moléculas, que constituem a estrutura básica de uma substância ou composto. Na Natureza existem aproximadamente uma centena de elementos químicos. Os átomos destes elementos químicos ao se unirem formam a grande diversidade de substâncias químicas.

4.1. Teoria do octeto Na natureza, todos os sistemas tendem a adquirir a maior estabilidade possível. Os átomos ligam-se uns aos outros para aumentar a sua estabilidade. Os gases nobres são as únicas substâncias formadas por átomos isolados, consequentemente, são os únicos estáveis, pois possuem a camada da valência completa. A configuração electrónica com a camada da valência completa é chamada configuração estável.

Teoria do octeto - Os átomos dos elementos se ligam uns aos outros na tentativa de completar a camada da valência de seus átomos. Isso pode ser conseguido de diversas maneiras, dando origem a diversos tipos de ligações químicas: Ligação iónica ou eletrovalente Ligação covalente Ligação metálica

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4.2. Tipos de ligações químicas

1. Ligação iónica ou eletrovalente Ligação iónica ou eletrovalente é a que ocorre com transferência de electrões dos átomos de um elemento para os átomos de outro elemento.

Para se formar uma ligação iónica, é necessário que os átomos de um dos elementos tenham tendência a ceder electrões e os átomos do outro elemento tenham tendência a receber electrões. Os que apresentam tendência a ceder electrões apresentam um, dois ou três electrões na camada da valência; são todos átomos de metais, com excepção dos átomos de H e He. Os átomos com tendência a receber electrões apresentam quatro, cinco, seis e sete electrões na camada da valência; são os átomos dos não-metais e do H.

Os átomos dos metais, cedendo electrões, transformam-se em iões positivos ou catiões, e os átomos dos não-metais ou do H, recebendo electrões, transformam-se em iões negativos ou aniões. Todo anião monoatómico tem configuração estável, semelhante à de um gás nobre, porque, na formação do anião, o átomo recebe exactamente o número de electrões que falta para ser atingida a configuração estável. Nem todo catião monoatómico tem configuração estável. O átomo, ao ceder os electrões de sua camada da valência, nem sempre fica com configuração estável. Os catiões dos metais alcalinos e alcalinos-terroso, bem como o catião de alumínio, têm configurações estáveis. Os catiões dos metais de transição não têm, em sua maioria, configuração estável.

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Exemplo: ligação iónica no fluoreto de lítio.

O Lítio tem um electrão em sua camada de valência, mantido com dificuldade porque sua energia de ionização é baixa. O Flúor possui 7 electrões em sua camada de valência. Quando um electrão se move do lítio para o flúor, cada ião adquire a configuração de gás nobre. A energia de ligação proveniente da atracção electrostática dos dois iões de cargas opostas tem valor negativo suficiente para que a ligação se torne estável. O mesmo acontece na molécula de NaCl (cloreto de sódio)

Valência é o poder de combinação dos elementos. O conceito de valência foi criado por Berzelius, em 1820.

Electrovalência é a valência do elemento na forma iónica. É igual à carga do seu ião monoatómico.

2. Ligação covalente Ligação covalente é aquela em que um par de electrões é compartilhado por dois átomos, sendo um electrão de cada átomo participante da ligação. 55

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Exemplo: formação de ligação covalente na molécula de H2O

Ligação covalente polar é aquela que constitui um dipolo eléctrico. Forma-se quando as electronegatividades dos elementos ligados são diferentes.

Ligação covalente apolar é aquela que não constitui dipolo eléctrico. Neste caso, as electronegatividades dos átomos ligados são iguais.

Ligação covalente dativa ou coordenada é aquela em que um par de electrões é compartilhado por dois átomos, no qual os dois electrões são fornecidos apenas por um dos átomos participantes da ligação. Forma-se quando um dos átomos já tem o seu octeto completo e o outro ainda não.

Electronegatividade de um elemento é uma medida da sua capacidade de atrair os electrões das ligações covalentes das quais ele participa.

Quanto maior for a capacidade de um átomo de atrair os electrões das ligações covalentes das quais ele participa, maior será a sua electronegatividade.

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3. Ligação metálica

É o tipo de ligação que ocorre entre os átomos de metais. Os átomos dos elementos metálicos apresentam forte tendência a doarem seus electrões de última camada. Quando muitos destes átomos estão juntos num cristal metálico, estes perdem seus electrões da última camada. Forma-se então uma rede ordenada de iões positivos mergulhada num mar de electrões em movimento aleatório. Se aplicarmos um campo eléctrico a um metal, orientamos o movimento dos electrões numa direcção preferencial, ou seja, geramos uma corrente eléctrica. A ligação metálica ocorre entre metais, isto é, átomos de alta electropositividade.

Ligação metálica é constituída pelos electrões livres que ficam entre os catiões dos metais (modelo do gás electrónico ou do mar de electrões).

A ligação metálica explica a condutividade eléctrica, a maleabilidade, a ductilidade e outras propriedades dos metais.

4.3. Tipos de Substâncias Substância iónica ou eletrovalente é toda substância que apresenta pelo menos uma ligação iónica. Mesmo as substâncias que apresentam ligações iónicas e covalentes são classificadas como iónicas. Substância molecular apresenta somente ligações covalentes e é formada por moléculas discretas. Substância covalente apresenta somente ligações covalentes e é formada por macromoléculas.

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Propriedade das substâncias iónicas Alto ponto de fusão (PF) e ponto de ebulição (PE). Sólidas à temperatura ambiente. Conduzem a corrente eléctrica no estado fundido e não no estado sólido. Cristais duros e quebradiços.

As substâncias moleculares não apresentam as propriedades acima. As substâncias covalentes, ao contrário das moleculares, têm PF e PE altíssimos (analogia com as iónicas).

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EXERCICIOS

EXAME 2009 1. Pela sublimação da naftalina quebram-se as ligações: A. Iónicas B. Atómicas (covalentes) C. Intermoleculares D. Metálicas

EXAME 2005 1. Uma substância A conduz corrente eléctrica em solução aquosa. Outra substância, B, conduz corrente no estado sólido e uma terceira, C, nunca conduz corrente eléctrica. O tipo de ligação química existente nessas substâncias é respectivamente: A. Iónica; metálica; covalente polar B. Metálica; iónica; covalente apolar C. Covalente polar; iónica; covalente apolar D. Iónica; metálica; covalente apolar

EXAME DE 2008 1. Que molécula apresenta a ligação covalente apolar? 1. CO A. 2 e 4 2. CO2 B. 3 e 4 3. O2 C. 2 e 5 4. Cl2 D. 2, 3 e 5 5. HF

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UNIDADE V

5. CINÉTICA QUÍMICA

5.1. Introdução Cinética química é o capítulo da química que estuda a velocidade e o mecanismo das reacções químicas.

Há reacções lentas rápidas, outras tão rápidas que até chegam a ser explosivas.

Reacções lentas Oxidação do ferro (corrosão do ferro), Combustão da vela. Reacções explosivas Explosão ou combustão do gás (CH4 + ar, C4H10 + ar); H2 + ar ( O2) = H2O

Reacções rápidas Reacção de Na ou K com água. Reacção ácido - base.

5.2. Factores que influenciam a velocidade da reacção química Os factores que influenciam na velocidade de uma reacção química são: Natureza dos reagentes, Superfície de contacto, Temperatura, Pressão, Concentração, Catalisador, Luz.

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Passemos agora a analisar cada um dos factores:

a) Natureza dos reagentes São mais rápidas as reacções que devido à natureza dos seus reagentes, há menos ligações químicas para quebrar. b) Superfície de contacto (estado de divisão dos reagentes) ao aumentar a superfície de contacto, aumenta a probabilidade de ocorrência de choques eficazes/efectivas e aumenta a velocidade da reacção. c) Temperatura Ao aumentara temperatura, aumenta a energia cinética das partículas (movimento das partículas) e isso provoca ou aumenta a probabilidade de ocorrência de choques eficazes, o que resulta no aumento da velocidade da reacção.

5.2.1. Regra de Vant Hoff A dependência da velocidade da reacção (ou da constante de velocidade da reacção) da temperatura pode ser expressa através da equação:

Onde: vt e K t são a velocidade e a constante de velocidade à temperatura tº C vt + ∆t e K t + ∆t são a velocidade e a constante de velocidade à temperatura (t + ∆t)º C

υ é o coeficiente térmico
Exemplo: quantas vezes aumenta a velocidade da reacção quando a temperatura passa de 20ºC para 75ºC?

∆t = (75 - 20)º C

v′ = υ 10 = 287 v

∆t

v′ = 2,8 10 = 287 v
55

c) Concentração dos reagentes
Ao aumentar a concentração dum reagente, aumenta a energia cinética das partículas por unidade de volume e consequentemente aumenta-se a

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probabilidade de ocorrência de choques, o que resultam num aumento da velocidade.

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d) Pressão e/ou Volume Ao aumentar a pressão dum sistema (ou diminuir o volume, a consequência é a mesma), resulta num aumento da concentração e a velocidade aumenta pela explicação dada na concentração dos reagentes.
PV = nRT e) Catalisador

Um catalisador numa reacção química diminui a energia de activação (encurta o caminho da reacção), por isso, aumenta velocidade da reacção.

Ea1 – energia de activação da reacção directa com catalisador Ea2 – energia de activação da reacção inversa sem catalisador de activação. Ea1 < Ea2 Inibidor – substancia que diminui a velocidade de uma reacção, pois aumenta a energia

Lembre-se que um catalisador não age como reagente, por isso não se gasta durante a reacção, ele é recuperado no fim do processo. Um catalisador tem acção específica, quer dizer, cada catalisador actua numa determinada reacção e pode não actuar noutras.

As reacções biológicas são catalisadas por enzimas. As enzimas são substâncias de natureza proteica.

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f) Luz Há reacções que só decorrem na presença de luz, portanto, não podem decorrer no escuro. Ex.: halogenação de hidrocarbonetos

5.3. Definição da velocidade 5.3.1. Velocidade média (Vm): Para a equação:

O sinal negativo nos reagentes provém do facto de se ter convencionado que a velocidade da reacção deve ser uma grandeza positiva. Como a concentração dum reagente diminui ao longo do tempo (os reagentes gastamse), então: ∆C = C f − Ci < 0 A concentração do produto vai aumentando no decorrer da reacção (o produto formase), então: ∆C = C f − Ci > 0

5.3.2. Velocidade instantânea (V)

Como a velocidade de uma reacção varia no decurso desta, é importante definir a velocidade em cada instante, isto é, a velocidade instantânea, trata-se da derivada da 63 concentração do reagente em ordem ao tempo, calculada para o instante considerado.

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Para a equação:

As velocidades instantâneas podem ser medidas pela inclinação da tangente, em cada ponto, à curva da concentração dos reagentes em função do tempo. Em particular, a velocidade inicial da reacção é obtida traçando a tangente à curva para t = 0.

5.4. Lei de acção de massas ou lei de Guldberg e Waage Para a reacção:

K- é a constante da velocidade. K Só depende da temperatura. x e y – são ordem da reacção em relação a A e B, respectivamente.

x e y nem sempre são coeficientes estequiométricos da reacção, no entanto em certas reacções podem coincidir com os coeficientes. x e y determinam-se experimentalmente.

Numa reacção que decorre em várias etapas, a etapa mais lenta é a que determina a velocidade da reacção. Neste caso x e y são coeficientes estequiométricos da etapa mais lenta.

A ordem da reacção pode ser : 0, 1, 2, 3, -1, -2,-3,1/2, 2/3, -1/2…, isto é, pode tomar 64 qualquer valor.

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EXERCICIOS

1. A reacção A + 2 B  C decorre com a velocidade V. Se a concentração de A for → duplicada e a de B for reduzida à metade, então a reacção decorre com a velocidade: a) 0, 20V b) 0,25V c) 0,30V d) 0,50

2. 10g de zinco são colocados num frasco. Qual dos seguintes você adicionaria para produzir 50 cm3 de hidrogénio o mais rápido possível? a) 800cm3 de ácido sulfúrico 0,5M c) 200cm3 de ácido sulfúrico 2,0M b) 400cm3 de ácido sulfúrico 1,0M d) 100cm3 de ácido sulfúrico 4,0M

3. Objectos de ferro (Fe) enferrujam mais rapidamente em água salgada (água que contém sal – NaCl) do que em água pura. O sal neste processo é: a) um reagente reacção b) um indicador c) um catalisador d) um produto da

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UNIDADE VI

6. EQUILÍBRIO QUÍMICO I

Quando consideramos alterações químicas pensando no sentido dos reagentes para os produtos. Isto significa que as reacções param? Não. Um soluto dissolve-se até que a solução se torne saturada. Uma vez que um sólido permanece não - dissolvido em um recipiente, o sistema aparente estar em repouso. O corpo humano é uma maravilhosa fábrica química, e mesmo assim aparentemente permanece inalterado dia após dia. Por exemplo, o sangue mantém um PH constante, embora todo tipo de reacção química esteja ocorrendo, ou um antiácido que absorve o ácido estomacal em excesso e não muda o pH do estômago. Nos dois casos estão ocorrendo reacções, embora os sinais de alteração química estejam ausentes. Quando o sistema está em equilíbrio, as reacções químicas são dinâmicas.

6.1. Reacções Reversíveis São reacções que se processam em dois sentidos (directo e inverso).

Representação gráfica:

1- Reacção Directa 2- Reacção Inversa

Escrevendo a lei da velocidade para os dois sentidos da reacção teremos:

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Sentido directo (1):

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Sentido inverso (2):

Durante a reacção directa (V1) diminui e a velocidade da reacção inversa (V2) aumenta, devido ao consumo das concentrações A e B e a formação constante de C e D. Quando as concentrações A, B, C e D permanecem inalteradas, as duas velocidades (V1 e V2) tornam-se iguais, neste momento o sistema alcança o equilíbrio químico.

Fig.1: Representação gráfica de um sistema em equilíbrio químico.

Quando a velocidade da reacção directa aumenta dizemos que o equilíbrio está deslocado para a direita e quando ela diminui aumentando V2 dizemos que o equilíbrio para a esquerda:

Equilíbrio para a direita

Equilíbrio para a esquerda

6.2. Factores que afectam o Equilíbrio Químico Alteração das concentrações de um ou mais participantes do equilíbrio. Alteração da pressão total sobre o sistema. Adição de um catalisador. 67

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A adição desses factores no equilíbrio obedece o princípio de Le Chatelier3.

6.2.1. Aumento de um dos reagentes. Se se aumentar concentração de um dos reagentes, o sistema de tal maneira que vai diminuir a concentração deste reagentes.

Ex.: Equilibro químico entre nitrogénio, hidrogénio e amoníaco.

Junta-se ao sistema N2. assim, a velocidade da formação de NH3 aumenta de tal maneira que se forma mais NH3 do que se dissocia. Num novo equilíbrio tem-se mais NH3 do que antes da adição de N2 e as concentrações de N2 e H2 vão diminuir. Diz-se que o equilíbrio de deslocou para o lado de NH3 (lado direito).

6.2.2. Retirada de um dos reagentes Retirando um dos reagentes, o sistema reage de forma que é formado mais deste reagente. Ex.: Equilibro químico entre nitrogénio, hidrogénio e amoníaco.

Retira – se H2 do sistema. Assim existe em falta o H2, o sistema terá que produzir mais H2 diminuindo NH3 e aumentando N2 e H2. o equilíbrio se desloca para o lado de H2 (sentido inverso), produzindo – o mais.

68
3

Henry luís Le Chatelier 1850-1936 Engenheiro Químico Metalúrgico

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6.2.3. Variação de temperatura

Aumentando a temperatura o equilíbrio se desloca para o sentido endotérmico, consumindo o calor. Ao baixar a temperatura o equilíbrio se desloca para o lado exotérmico produzindo calor.

Ex.: Equilibro químico entre nitrogénio, hidrogénio e amoníaco.

A dissociação de NH3 (processo inverso) é endotérmico, entretanto o aumento da temperatura favorece o deslocamento de equilíbrio no sentido de formação de N2 e H2 ( lado esquerdo) e a diminuição da temperatura desloca o equilíbrio para a directa favorecendo o processo exotérmico, que é a formação de NH3

6.2.4. Variação do volume e da pressão

Quando se aumenta o volume, o equilíbrio se desloca de tal maneira que se forma mais partículas e sua diminuição equilíbrio se desloca de maneira o n de partículas. Ex.: Equilibro químico entre nitrogénio, hidrogénio e amoníaco.

Quando se aumenta o volume, a concentração das partículas diminui. O equilíbrio se desloca para a esquerda (no sentido de maior nº de partículas). Ao diminuir o volume o equilíbrio se desloca para a directa para diminuir a concentração das partículas.

A mesma avaliação se pode fazer para a pressão levando em consideração que o aumento do volume implica a diminuição da pressão e a diminuição do volume implica o aumento da pressão.

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6.2.5. Adição de um catalisador

A adição de um catalisador não tem influência sobre a posição do equilíbrio, apenas aumenta a velocidade das reacções diminuindo o tempo necessário para se estabelecer o equilíbrio.

1.3. O valor de Kc e a posição do equilíbrio 1) Se Kc>1, o equilíbrio encontra-se a direita, porque a concentração dos produtos é maior que a dos reagentes: [P] > [R] 2) Se Kc <1, o equilíbrio encontra-se a esquerda, porque a concentração dos produtos é menor que a dos reagentes: [P] < [R] 3) Se Kc = 1, o equilíbrio não está nem à direita, nem à esquerda. 4) Se Kc = 0, não há equilíbrio (não houve reacção).

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EXERCICIOS

EXAME 2009 1. Os cálculos renais (“pedras nos rins”), são agregados cristalinos compostos por alguns sais, dentre eles o Ca3(PO4)2, que se forma na reacção entre os iões presentes no sangue: 3Ca2+(aq) + 2PO43- (aq) Ca3(PO4)2 (s). A formação das “pedras nos rins” é favorecida por: A. Variações da pressão B. C. baixa concentração de iões fosfato no sangue C. Alta concentração de iões cálcio no sangue D. D. todas alternativas são correctas

EXAME DE 2007 1. Num recipiente de 4,0 litros estão em equilíbrio os gases SO2, O2 e SO3. As quantidades presentes no estado de equilíbrio são 0,64 mol, 0,28 mol e 0,56 mol respectivamente. O equilíbrio neste sistema encontra-se: A. À direita porque Keq >1 B. À direita porque Keq <1 C. À esquerda porque Keq>1 D. À esquerda porque Keq <1

EXAME DE 2005 1. Na síntese do amoníaco: N2 (g) + 3H2 (g) 2NH3 (g); as concentrações de azoto,

hidrogénio e amoníaco são respectivamente 0,8, 1,5 e 0,1 mol/l. Quais serão as concentrações de amoníaco e hidrogénio se a de azoto baixar para 0,5 mol/l: A. 0,7 e 0,6 71 B. 0,13 e 1,8 C. 0,4 e 2,4 D. 0,5 e 0,2

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UNIDADE VII

7. EQUILIBRO QUÍMICO II

7.1. Equilíbrio Químico em Solução Aquosa 7.1.1. Teoria de Ácido/Base segundo Brönsted-Louwry James Nicolaus Brönsted e Thomas Martins Louwry propuseram de modo independente em 1923 que: Ácido é uma espécie química capaz de ceder (doar) protões. Ex.:

Base é uma espécie química capaz de captar (receber) protões. Ex.:

Esses conceitos são mais amplos que os de Arrhenius, dado que o conceito de Arrhenius era muito restrito, considerando ácidos ou bases apenas em soluções aquosas.

7.2. Ácidos e Bases Conjugadas

a) O ácido perde um protão (H+) transformando-se em base. b) A base recebe um protão (H+) transformando-se em ácido. 72

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7.3. Electrólitos e Equilíbrio Iónico A força de um electrólito depende predominantemente do número de iões existentes da solução, do soluto, do solvente, da concentração e da temperatura. Assim, os electrólitos quanto ao grau de dissociação (relação entre o numero de iões na solução), dividem-se em: a) Electrólitos Fortes: são aqueles que em solução se dissolvem completamente. b) Electrólitos Fracos: são aqueles que em solução não se dissolvem completamente. No equilíbrio iónico pode se escrever também a formula da constante de equilíbrio. Ex.:

(1)

Ki

[H ][CN ] . =
+ −

[HCN ]

(2 )

Ki =

[ NH ].[OH ]
[ NH4 OH ]
+ 4 −

Na expressão de Ki substitui-se o índice i na formula da constante de equilíbrio por a ou b, passando a ser Ka ou Kb conforme se tratar de um ácido ou base respectivamente.

(1)
Ki = Ka (Constante da acidez)

(2 )

Ki = Kb (Constante da basicidade)

7.4. Produto iónico da água e Relação entre Ka, Kb e Kw A água sendo electrólito fraco dissocia-se pouco significativamente formando H+ e OHem equilíbrio com H2O.

[ H ].[OH ] K =
+ − i

H2 O

K w = H + . OH −
A
+

[ ][

]
ambiente
−7

temperatura

(25ºC)

Kw

=

1.10-14mol2/l2,

resultando

dai

que,

. [ H ] = [OH ] = 110
73

mol l

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7.5. Escala de pH

Fig.2: representação gráfica da escala de pH

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EXERCICIOS

EXAME DE 2009 1. Determine o valor de pH da solução de H2SO4 a 0,012 M; A. 1,62 B. 2,62 C. 3,4 D. 2,7

EXAME DE 2007 1. Sabendo que log 2 = 0,3010, o valor do pH de uma solução de HCl a 2.10-1 é: A. 13,3 B. 0,69 C. 0,56 D. 0,4

EXAME DE 2005 1. A teoria de ácidos de Brönsted-Louwry é mais ampla que a de Arrhenius. Entre os grupos de substâncias e iões abaixo, aquele em que existem dois ácidos de Arrhenius e quatro de Brönsted-Louwry é: A. HF, HCl; NO3-; HSO4-; Cl-; SO42B. HCl; H2SO4; Cl-; HSO4C. H2SO4; NH4+, H3O+; HF D. HCl; HF; HNO3; H2SO4

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UNIDADE VIII

8. HIDRÓLISE DE SAIS

Nas principais funções inorgânicas, como vimos nos capítulos anteriores, estuda-se sais. Os sais podem ser classificados em: - Sais Normais ou Neutros: quando não apresentam o ião H+ ou OH- na sua composição. Ex.: NaCl; BaCl2; AlCl3; etc. - Sais ácidos: os que possuem um ou mais átomos de hidrogénio ionizável na sua molécula. Ex.: NaHCO3; NaHPO4; etc. -Sais Básicos: são aqueles que possuem pelo menos um grupo OH- na sua molécula. Ex.: Ca(OH)2Cl; Al(OH)2Br2; etc. Esses sais quando entram em interacção com a água, formam diferentes tipos de soluções (ácidas, básicas ou neutras).

Hidrólise – é a reacção de um sal com água. A hidrólise corresponde a reacção inversa da neutralização.

Ex.:

8.1. Casos Fundamentais de Hidrólise O processo de hidrólise é reversível por isso de estuda no capitulo de equilíbrio. 1) Hidrólise de Catião (H+): Sal de ácido forte e base fraca 76

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Ex.: NH 4Cl + H 2O ↔ HCl + NH 4OH
+ NH 4 + Cl − + H 2O ↔ H + + Cl − + NH 4OH

O ião liberto (H+) confere a solução o carácter ácido (pH<7). 2) Hidrólise de anião (OH-): Sal de ácido fraco e base forte Ex.: KCN + H 2O ↔ HCN + KOH K + + CN − + H 2O ↔ HCN + K + + OH −

O grupo (OH-) confere a solução o carácter básico (pOH> 7).

3) Hidrólise de sal de bases e ácidos fracos. Ex:

Se a base e o ácido forem simultaneamente fracos, a solução será neutra. Visto que ocorre hidrolise do catião e do anião ao mesmo tempo.

4) Hidrólise de sal de ácido e base fortes Ex.:

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Neste caso não há hidrólise, na equação, na presença de NaCl não altera o equilíbrio iónico normal da água. O NaCl apenas se dissolve na água. O observando as equações iónicas dos três primeiros casos chega – se a conclusão que: quem sofre a hidrólise não e o sal, mas apenas o ião correspondente ao acido ou base fraca. Nota : um sal de ácido forte de uma solução e um sal de base forte da uma solução básica, por outras palavras, na solução predomina a carácter do mais forte.

3.2.Constante de Hidrólise e Relação entre Kh, Ka, Kb seja dada a equação:

A constante de hidrólise será exprimida de seguinte maneira: a) Para um sal de ácido forte e base fraca: b) Para um sal de ácido fraco e base fraca: c) Para um sal de ácido e base, ambos fracos:

Kh =

[NaOH ][HCl ] . [NaCl ]

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EXERCICIOS

EXAME DE 2009 1. Qual dos seguintes sais se hidrolisa parcialmente com a formação de um sal básico? A. Cr2(SO4) B. Na2CO3 C. AgNO3 D. AlCl3

EXAME DE 2007 1. Dissolvendo em água os seguintes sais (i) nitrato de chumbo; (ii) sulfito de sódio (iii) iodeto de potássio e (iv) carbonato de sódio, as soluções resultantes terão, respectivamente, o seguinte carácter: A. Ácido; básico neutro e básico B. Básico; básico neutro e neutro C. Ácido; neutro; neutro e ácido D. Ácido; básico básica e básico

EXAME DE 2005 1. Qual dos seguintes reagentes quando adicionados a uma solução de FeCl3 diminui a hidrólise deste sal: A. NaOH B. Na2CO3 C. HCl D. H2O

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UNIDADE IX

9. SOLUÇÃO TAMPÃO

9.1 Solução Tampão Diz -se que uma solução está tamponada ou é tampão quando ela resiste a variação de pH. Solução tampão: é a solução que praticamente não sofre variação de pH quando a ela se adiciona uma pequena quantidade de ácido ou base mesmo que seja forte.

A resistência do PH na solução tampão pode ser explicada a partir do funcionamento da solução tampão de acido acético (CH3-COOH) que é um acido fraco e um sal correspondente, acetato de sódio (CH3-COONa)

Junta-se um ácido qualquer a essa solução, seus iões H+ serão consumidos imediatamente pelo primeiro equilíbrio (1), deslocando o equilíbrio para a esquerda. A acidez não aumenta e o pH não varia. Neste caso não faltarão iões acetato porque a segunda reacção fornece, segundo a equação:

Juntando

uma

base

qualquer à solução, seus iões OH─ serão imediatamente consumidos pelos iões H+ da ionização do ácido acético resultando o equilíbrio da água, deste modo, a 80 basicidade não aumenta e o pH não varia. Os iões H+ não faltam para reagir

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com o grupo OH─ da base adicionada, pois o ácido acético sendo fraco continua a fornecer iões H+ através da sua dissociação.

Nas soluções tampão, pode-se calcular o pH mediante as seguintes relações: 1. Tampões de ácido fraco e seu sal

2. Tampões de base fraca e seu sal

Onde: pKa – produto da constante da acidez; pKb – produto da constante da basicidade; pKw – produto da constante da água; pH – Potencial hidrogeniónico ou potencial de hidrogénio.

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EXERCICIOS 1. Qual e a razão entre as concentrações de um acido (Ka = 1,8.10.5 ) e de seu sal numa solução tampão com pH igual a 5,7? A. 1 : 9 B. 1 : 2 C. 2 : 3 D. 3 : 1

2. Uma solução tampão foi preparada misturando-se 200,0ml de uma solução de NH3 0,60 M e 300,0 ml de uma solução de NH4Cl 0,20 M. O valor de pKb de NH3 e de 4,76. Esta solução tampão tem um pH de : A. 8,94 B. 9,54 C. 10,0 D. 9,06

3. O sangue humano mantêm-se em uma estreita faixa de pH, em torno de 7,4 mesmo após a ingestão de quantidades relativamente grandes de substancias acidas ou alcalinas. Isso deve-se principalmente ao fenómeno de : A. Osmose B. Catalise C. Hidrólise D. Tamponamento

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UNIDADE X

10. SOLUÇÕES

10.1. Conceitos Básicos Solução: Mistura homogénea de duas ou mais substâncias

Solvente: Substância que dissolve as outras, substância presente em maior quantidade

Soluto: Substância dissolvida

10.2. Tipos de soluções - Líquidas (aquosas e outras): As mais frequentes - Sólidas: ligas, minerais naturais - Gasosas: Ar, mistura de gases

Tipos de solução – Estado de agregação Solução Ar, gás natural Anticongelante Ligas Soda (bebida) Água do mar H2 na platina Gás Líquido Sólido Líquido Líquido Sólido Soluto Gás Líquido Sólido Gás Sólido Gás Solvente Gás Líquido Sólido Líquido Líquido Sólido

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Para indicar as quantidades relativas de soluto e solvente/solução usam-se diferentes formas de exprimir a concentração:

Molaridade: número de moles de soluto por litro de solução
M = n° de moles de soluto volume de solucão

Molalidade: número de moles de soluto por kg de solvente
m= n° de moles de soluto massa de solvente

Fracção molar: número de moles de um dado componente dividido pelo número total de moles da mistura
n ∑ xi =x1 + x2 + .... + xn = 1 1

ni xi = n ∑ ni 1

Normalidade: número de equivalentes de soluto por litro de solução
M = n° de equivalentes de soluto volume de solucão

Percentagem por massa: Massa de um dado componente contida em 100g de mistura
% massa = massa de um componente x100% massa da mistura

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Solução saturada: - Solução que já não consegue dissolver mais soluto

Solução supersaturada: - Solução em equilíbrio com excesso de solvente

Comportamento durante a dissolução: “Semelhante dissolve semelhante”

10.3. SOLUBILIDADE E PRODUTO DE SOLUBILIDADE (KS)

10.3.1. Solubilidade A questão de dissolução de sólidos em líquidos na água, em particular, é de grande importância nos laboratórios e na indústria química, porque os sólidos estão em solução. É importante lembrar que certas substâncias são muito solúveis em determinados solventes, outros são pouco solúveis e chama-se normalmente de substâncias insolúveis. Ex: Dissolução e dissociação do sólido
+ + FeS (s ) → Fe(2aq ) + S (2aq )

+ Reacção de precipitação: Fe(2aq ) + S 2− (aq ) → FeS ↓

Com o passar do tempo a velocidade de dissociação diminui e a velocidade de precipitação aumenta ate se igualarem. É neste instante que a solução se torna saturada e no qual atinge o equilíbrio, da solução (equilíbrio heterogéneo).

1. Velocidade de dissociação 2. Velocidade de precipitação

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10.3.2. Produto de solubilidade (Kps) Produto de solubilidade (Kps) é o produto das concentrações dos iões existentes em uma solução saturada, estando cada concentração elevada à potência que é o coeficiente do ião na equação de dissociação iónica correspondente. O produto de solubilidade varia com a temperatura, isto é, quanto maior for a temperatura, maior será o produto de solubilidade; Quanto maior for o Kps mais solúvel é o electrólito. Dado equilíbrio abaixo:
+ + FeS (s ) → Fe(2aq ) + S (2aq )

A sua lei da acção das massas será dada por:
Kc =

[Fe ][S ] .
2+ 2−

[FeS ]

Enquanto existir FeS precipitado, a concentração [FeS ] em fase aquosa é constante, porque trata-se de uma solução saturada. Logo: K c .[FeS ] é também constante que se denomina Produto de Solubilidade e é representado por: Ks, Kps ou Ps

K c .[FeS ] = Fe 2+ . S 2−
K ps
2+ 2−

[ ][ ] = [Fe ][S ] .

O valor de Kps é constante para cada substância a uma determinada temperatura.

10.3.3. Previsão das Reacções de Precipitação
Se numa dada solução, as quantidades dos iões forem tão pequena que multiplicando as suas concentrações, o produto resultante for menor que Kps diz-se que a solução não está saturada, consequentemente haverá formação de um precipitado.

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Ex.: Dado o equilíbrio: Sabendo que K ps = Fe 2+ . S 2− = 5.10 −18 , Fe 2+ = 2.10 −10

[

][ ]

[

]

e

[S ] = 2.10
2−

−10

,

substituindo na formula de Kps teremos como resultado K ps = 4.10 −20 que é menor que

5.10 −18 . Deste modo, essa solução é não saturada e não precipitação. Se aumentarmos a
concentração de Fe2+ e S2-, chega um momento em que o produto Fe 2+ . S 2− se tornará igual ao valor de Kps. Neste momento a solução estará saturada. Se continuar a aumentar as concentrações de Fe2+ e S2-, de tal modo que o produto desses iões tende a ultrapassar o valor de Kps , começará a ocorrer o precipitado (FeS). Neste ponto

[

][ ]

Tudo o que foi dito acima pode se resumir de seguinte modo: Para a equação Quando:

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EXERCICIOS

EXAME DE 2009 1. Quantas vezes a solubilidade de BaSO4 numa solução de BaCl2 (bem solúvel) a 0,1M será inferior a deste mesmo sal na água? Produto das solubilidades de BaSO4 é igual a 10-10 A. 103 B. 104 C. 105 D. 106

EXAME DE 2007 1. Sabendo que a solubilidade do PbBr2 a 25º C é igual a 1,32x10-2 o valor de Kps é: A. 6,3x10-6 B. 0,92x10-4 C. 9,2x10-6 D. 4,1x10-2

EXAME DE 2005 1. O coeficiente de NH4Cl a 50º C é igual a 50 g em 100 g de água. Qual é a fracção em massa (%massa) do NH4Cl na sua solução saturada a mesma temperatura: A. 6,6 B. 13,3 C. 26,6 D. 33,3

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UNIDADE XI

11. REACÇÃO REDOX

Inicialmente estudaremos o conceito de numero de oxidação e forma de como calculalo, o que tornara possível entender o significado de expressões como "o KMnO4 é um poderoso oxidante" ou então "CO é um óptimo redutor na usina de siderúrgica."

Os processos de redox formam uma classe muito importante de reacções químicas. Eles ocorrem entre muitos compostos inorgânicos e orgânicos e são extremamente importantes nos sistemas bioquímicos, onde provém o mecanismo para transferência de energia nos organismos vivos. Como regra, a estequiometria das reacções redox tende a ser mais complicada do que para as reacções que não envolvem transferência de electrão. Como resultado, as equações químicas para as reacções de redox são frequentemente, complexas e difíceis de balancear por inspecção. Felizmente, existem métodos que podem ser aplicados para ajudar no balanceamento destas equações.

11.1. O conceito de oxidação e redução Uma reacção de oxidação/redução ocorre quando um ou mais elementos sofrem variações nos seus números de oxidação, ou seja, ocorre transferência de electrões.

Oxidação: é a perda de electrões por uma espécie química. Ex.: cada átomo de zinco perde 2 electrões:
+ Zn( s ) → Zn(2aq ) + 2 e −

; Zn( s ) sofre oxidação

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Redução: é o ganho de electrões por uma espécie química. Ex.: cada ião de H (+ ) ganha electrão: aq
2 H (+ ) + 2 e − → H 2( g ) aq ; H (+ ) aq

Oxidação e redução ocorrem ao mesmo tempo, não existindo uma sem outra, pois o total de electrões perdidos por uma espécie química deve ser igual ao total de electrões ganhos por outra espécie.

Oxidação ⇒ Aumento de Nox ⇒ Perda de Electrões ⇒ Eléctrodo negativo ⇒ Redutor Redução ⇒ Diminuição de Nox ⇒ Ganho de Electrões ⇒ Eléctrodo Positivo ⇒ Oxidante

11.2. Número de oxidação (Nox) Numero de oxidação (Nox) é o numero que mede a carga real (em ligações iónicas) ou
carga parcial (em ligação covalentes) de uma espécie química.

11.3. Regras básicas para determinar o Nox
1) O nox de um elemento livre e não combinado é igual a zero.
o Ex. Al o ; H 2 ; Zn o .

2) O nox do hidrogénio (H2) nos compostos é sempre (+1) excepto em hidretos metálicos é onde (-1).
+1 +1

Ex.1: H Cl ; H 2 O

90

−1

−1

Ex.2: Ca H 2 ; Na H

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3) O nox do oxigénio nos compostos e sempre (-2) excepto nos peróxidos onde é (1) e nos compostos com flúor onde pode ter carga positiva (+2)
−2 −2 +2 +2

Ex. H 2 O; C O 2 ; H 2 O 2 ; F2 O
4) A soma algébrica dos nox positivos e negativos de todos os átomos numa molécula neutra é igual a zero. Ex1: Soma algébrica de nox de hidrogénio e oxigénio para a molécula de água:
+1 −2

H2O

∑ nox = 0
nox( H ) + Nox (o) = 0 2(+1) + 1.(−2) = 0 2−2 =0 0=0

Ex.2: Determinação de nox de enxofre na molécula de H 2 SO4
+1 x −2

H 2 S O4

∑ nox = 0
2nox( H ) + xNox( S ) + 4 Nox (O) = 0 2(+1) + x + 4(−2) = 0 x = +6

5) A soma algébrica dos nox negativos e positivos de todos átomos num ião é igual a carga desse ião.
3 Ex.: determinação de nox de fósforo no ião fosfato PO4 − :

(

)

3 P O4 −

x

∑ nox = −3
Nox ( P) + 4 Nox (O) = −3 x + 4(−2) = −3 x = +5

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11.4. Número de oxidação e a Tabela Periódica Assim como a configuração electrónica dos átomos, também se verifica uma irregularidade na distribuição de nox ao longo do quadro periódico. O hidrogénio apresenta o nox (+1) quando combinado com um ametal; Os metais dos grupos principais (IA, IIA e IIIA), apresentam nox (+1), (+2) e (+3) respectivamente. Os elementos do IVA apresentam nox (+1), (+2) e (+4). Os estados de oxidação mais importantes neste grupo são (+2) e (+4). Os elementos do VA apresentam nox (-3), (+3), (+5). O nitrogénio pode apresentar nox (-3), (+1), (+2), (+3), (+4) e (+5) quando ligado a NH3, N2O, NO, N2O3, NO2 e N2O5 respectivamente. Elementos do VIA: o oxigénio apresenta nox (-2) e nos peróxidos apresenta nox (-1). O enxofre pode ter nox (-2), (+2), (+4) e (+6). Os elementos do VIIA apresentam nox (-1), excepto raros casos em que têm nox (+1). Os metais de transição apresentam mais que um nox, pelo facto de alguns electrões mais internos se poderem comportar como electrões de valência: Cobre (Cu): (+1), (+2) Ferro (Fe): (+2), (+3) Crómio (Cr): (+2), (+3), (+6) Manganês (Mn): (+2), (+4), (+6), (+7)

11.5. Pares redox Assim como nas reacções ácido/base, se uma espécie química perde electrões dá origem a outra espécie química capaz de os aceitar, as duas espécies constituem um par redox conjugado. Ex.: Na 0 → Na +1 + 1e −

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Há espécies químicas que na reacção redox a mesma espécie sofre simultaneamente oxidação e redução. Esse processo designa-se por auto-oxidação ou dismutação.

Ex.:

Oxidação: aumento de número de oxidação; Redução: diminuição de número de oxidação.

11.6. Acerto de Equações por Método de Variação de nox ou semi-equações Quando se faz um acerto de equações redox, para alem do número de átomos (massa), tem de se ter em conta o acerto da carga eléctrica, ou seja, número de electrões que se transferem de uma espécie química para a outra. Nas reacções redox, o balanço se baseia numa contagem de electrões, pois o número de electrões perdidos na oxidação deve ser igual ao número de electrões ganhos na redução. Ex.: Mg + O 2 → MgO

Procedimentos: 1. Calcular o nox de cada elemento participante na reacção:
0 Mg 0 + O2 → Mg +2 O −2

2. Montar os pares redox: 93 Oxidação: Mg 0 → Mg +2 + 2e −

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0 Redução: O2 + 4e − → 2O −2

3. Determinar o m.m.c dos electrões perdidos e ganhos durante a reacção e multiplicar depois ambos membros da equação.

11.7. Agentes Oxidantes e Redutores Os elementos que se encontram num estado em que o seu nox é a dado ponto superior somente podem reduzir, uma vez que os seus átomos se limitam a serem capazes de captar electrões.

Ex.: Enxofre com estado de oxidação (+6) no H 2 SO4 Nitrogénio com estado de oxidação (+5) no HNO3 , etc.

Os elementos que se encontram num estado em que o seu nox é inferior somente podem oxidar, uma vez que se limitam a perder electrões. Ex.: Enxofre com estado de oxidação (-2) no H 2 S Nitrogénio com estado de oxidação (+5) no NH 3 , etc.

As substâncias que contêm elementos que se encontram num estado de oxidação intermédio são dotadas de uma dualidade oxidante/redutor.

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11.8. Classificação das reacções Redox 1) Reacções Intermoleculares: os átomos que apresentam a variação de seu nox são de diferentes substâncias. Ex.:

2) Reacções Intramoleculares: os átomos são diferentes mas se encontram numa mesma substância. Ex.:

3) Reacções de Dismutação: uma espécie simultaneamente diminui e aumenta o seu número de oxidação. Ex.:

11.9. Pilhas de Daniel ou Célula Galvânica O princípio de uma célula galvânica é que duas semi-reacções separadas podem ocorrer simultaneamente com a transferência de electrões através de um fio condutor.

Uma pilha galvânica (pilha de Daniel) típica usa a seguinte reacção: 95 Zn 0 + CuSO4 → ZnSO4 + Cu 0

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em que as espécies oxidadas e reduzidas podem ser representadas como sendo:

Zn 0 + Cu 2+ → Zn 2+ + Cu 0

Fig.3: Representação esquemática de uma célula galvânica

11.10. Funcionamento da pilha do Daniel Neste dispositivo existe dois compartimentos chamadas meia célula, separada por uma parede porosa. No compartimento esquerdo (meia célula de zinco) ocorre a oxidação do zinco. Semi-equação do zinco: Zn 0 → Zn 2+ + 2e − que fornece os electrões, migrando por meio de um fio externo em direcção a chapa de cobre.

No compartimento direito (meio célula de cobre) ocorre a redução do cobre, captando electrões vindo do zinco. A semi-equação do cobre: Cu 2+ + 2e − → Cu 0 assim, teremos um fluxo de electrões saindo do ânodo (-) para o cátodo (+).
2 Os iões negativos ( SO4 − ) e positivo (Zn2+), circulam para esquerda e para direita

respectivamente através da parede porosa. Este movimento de iões representa a corrente eléctrica dentro da solução. Os electrões circulam através de um fio externo; 96

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Os iões circulam através da solução (parede porosa) estabelecendo um
2 equilíbrio: Zn 2+ ⇔ SO4 −

Não é necessariamente que uma pilha de Daniel seja constituída por iões de zinco ( Zn 2+ ) e pela barra metálica de cobre, pois a barra de cobre pode ser substituída por qualquer metal e qualquer ião positivo pode ser usado no lugar de zinco ( Zn 2+ ).

A parede porosa é colocada para impedir uma transferência directa de electrões na barra de Zn; porque caso assim acontecesse provocaria curto-circuito na pilha. Ela ainda permite a difusão de iões positivos e negativos de um comprimento para o outro. Se assim não fosse a solução ficaria positivamente carregada no ânodo e negativamente no cátodo, o que faria cessar a passagem da corrente.

A pilha de Daniel e todas outras pilhas, podem se representar da seguinte maneira:

A pilha de Daniel, como as outras pilhas podem ser representadas usando esquema mais simples.

97
Fig.4: Representação esquemática da pilha de Daniel

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A ponte salina é um simples tudo cheio de solução de sal, que tem a função de permitir movimentações de iões de um copo para o outro nos dois sentidos.

11.11. Eléctrodo Eléctrodo – é um condutor que emite ou recebe electrões numa pilha ou numa válvula termiónica. O eléctrodo pode ser positivo ou negativo: • Eléctrodo negativo – é o ânodo onde ocorre a oxidação durante o processo. • Eléctrodo positivo – é o cátodo onde ocorre a redução durante o processo. E0( redutor ) é sempre menor em relação ao E0 (oxidante) E0 (oxidante) é sempre maior em relação ao E0 ( redutor ).

11.12. Potencial normal dum par Redox Fechando um circuito por meio duma ponte salina, verifica-se o deslocamento da agulha do galvanómetro indicando o movimento de electrões de lâmina de zinco para a lâmina de cobre. O movimento de electrões é possível porque sabe-se que uma lâmina metálica mergulhada numa solução de iões de metais cede os seus electrões não localizados nos iões da solução, permitindo a descarga desses electrões a superfície da lâmina. Na pilha considerada, os iões Zn2+ passam da lâmina metálica para solução, ficando por isso a lâmina com excesso de electrões e a solução em contacto com ela ficando com o excesso de carga positivas. Há repulsão electrostática da solução carregada positivamente e detêm de Zn2+ essa transferência de Zn2+ surgindo uma dupla camada de carga correspondente a d.d.p. (diferença de potencial) eléctrica entre a lâmina e a solução, chamada potencial de dupla camada ou potencial de eléctrodo junto a lâmina de cobre verifica-se a descarga 98 de uma deficiência de cargas positivas. Portanto a lâmina de cobre passa a ter a carga

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positiva ligando a duas lâminas com um fio metálico estabelecendo-se entre elas uma d.d.p. Ligando o circuito com uma ponte salina os electrões passarão da lâmina de Zn para Cu, provocando o movimento da agulha do galvanómetro, permitindo que transferência de Zn2+ da lâmina passe para a solução do ião Cu2+. A d.d.p. de uma pilha em condições padrão (1mol a 25ºC) é dada por:

[∆E ] = Volt
0

ou simplesmente

11.13. Espontaneidade da reacção numa pilha Se o funcionamento da pilha é Espontâneo no sentido considerado. Se o funcionamento da pilha Não é Espontâneo no sentido considerado.

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EXERCICIOS

EXAME DE 2009 1. Na reacção: K2MnO4 + HNO3 A. K2MnO4 B. HNO3 KMnO4 + NO2 + H2O. O agente oxidante é: C. KMnO4 D. NO2

EXAME DE 2007 1. Na reacção Zn + Cu2+ A. Zn2+ e Cu2+ B. Cu2+ e Zn2+ Zn2+ + Cu o redutor e o oxidante são respectivamente: C. Cu2+ e Zn D. Zn e Cu2+

EXAME DE 2005 1. Os números de oxidação e valência do carbono na molécula de CO são: A. + e II B. -2 e II C. +2 e III D. -2 e III

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UNIDADE XII

12. ELECTRÓLISE

Electrólise – é a reacção redox provocada pela corrente eléctrica. Ou seja, é o processo em que se usa a electricidade para quebrar as ligações de uma substância.

Consideremos a electrólise do CuCl2 em solução, depositado num recipiente dentro do qual são colocados dois eléctrodos de carvão. Liga-se um fio metálico a um acumulador. Observa-se que no eléctrodo que serve de cátodo se formará uma camada de cobre metálico enquanto no ânodo se libertará o cloro livre. Deste modo sob acção da corrente eléctrica decorre uma reacção química na qual o CuCl2 se decompõe em cobre metálico e cloro livre.

Considerando a teoria electrolítica, o acumulador que actua como uma bomba de electrões realiza uma espécie de transferência de um eléctrodo para outro. O eléctrodo onde são tirado electrões torna-se positivo e tem o nome de ânodo enquanto o eléctrodo para onde se deslocam os electrões tornam-se negativos e se designam cátodo.

A solução de CuCl2 está dissolvida em iões como se mostra a seguir:
+ CuCl 2( aq )  Cu(2aq ) + Cl(−aq ) →

Sob acção da corrente eléctrica, na solução de CuCl2, o movimento desordenado de iões ordenam-se e os iões de Cu2+ dirigem-se para o eléctrodo negativo (cátodo), enquanto os iões negativos de Cl- se dirigem para o eléctrodo positivo (ânodo). Deste modo os 101 pólos cátodos e ânodos oxidam-se e reduzem-se simultaneamente formando cobre metálico e cloro molecular de acordo com a seguinte equação química:

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Tabela 1: Característica da electrólise e pilha de Daniel

Cátodo Pilha Electrólise (+) Ocorre Redução (-) Ocorre Redução

Ânodo (-) Ocorre Oxidação (+) Ocorre Oxidação

12.1. Leis de Faraday As leis de Faraday relacionam-se com a massa formada nos eléctrodos com carga dessa solução e com as equivalentes gramas das substâncias formadas nos eléctrodos.

12.1.2. Primeira Lei de Faraday:

"A massa formada num eléctrodo é directamente proporcional a carga que atravessa a solução."

12.1.3. Segunda Lei de Faraday: 102 "As massas de diferentes substâncias formadas pela passagem da mesma quantidade de electricidade são proporcionais à equivalente grama de cada substância." NEICA | Núcleo de Estudantes para a Interação Científica e Académica

EXERCICIOS

EXAME 2009 1. Durante a electrólise de uma solução aquosa de NaOH no ânodo libertam-se 2,8 l de oxigénio (em condições consideradas normais). Que quantidade de hidrogénio se liberta no cátodo? A. 2,8 l B. 5,6 l C. 11,2l D. 22,4l

EXAME 2005 1. Durante a electrólise de uma solução aquosa de CuCl2 no ânodo libertam-se 11200ml de gás (em condições consideradas normais). Determine a massa de cobre que se liberta no cátodo se MCu=63,55 u.m.a A. 63,55g B. 31,78 C. 6,36g D. 3,18g

EXAME DE 2008 1. Entre as afirmações abaixo, assinale aquela que considera verdadeira: A. A electrólise do ácido clorídrico em solução diluída, com eléctrodos inertes, origina gás oxigénio B. Na electrólise do ácido clorídrico, em solução aquosa, a solução vai-se tornando cada vez mais concentrada em ácido clorídrico C. Na electrólise do ácido sulfúrico, em solução diluída, com eléctrodos inertes, a solução se torna cada vez mais ácida; isto é, mais concentrada em ácido sulfúrico D. Na electrólise do ácido sulfúrico, em solução diluída, com eléctrodos 103 inertes, ocorre a oxidação anódica do sulfato

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UNIDADE XIII

13.1. TERMOQUÍMICA

As reacções químicas são acompanhadas por trocas de energia que podem se manifestar de diferentes formas. Este capitulo será dedicada a um tipo de troca energética que é a transferência de calor, associado a uma reacção química ou mudança de estado físico de uma substância.

Termoquímica é a ciência que estuda as transferências de calor associada a uma reacção química ou mudanças no estado físico de uma substância.

13.2. Processos Exotérmicos e Endotérmicos Processo exotérmico é aquele que ocorre com libertação de calor da mistura de reacção (reagentes) para o meio ambiente.

1 H 2 ( g ) + O2 ( g ) → H 2O(l ) + 285,8kJ ou 2
Processo endotérmico é aquele em que mistura de reacção (reagentes) absorve o calor do meio ambiente.

1 H 2O( l ) + 285,8kJ → H 2 ( g ) + O2( g ) ou 2

13.3. Entalpia (H) O conteúdo de energia de cada substância participante da reacção é uma importante 104 propriedade que a chamaremos de entalpia.

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13.4. Variação da entalpia (∆H) Para qualquer reacção que ocorra a pressão constante, o calor de reacção é exactamente igual a diferença entre a entalpia dos produtos e a dos reagentes.

Nas reacções exotérmicas, o sistema reactivo apresenta uma diminuição de entalpia, portanto, a entalpia dos produtos é menor que a dos reagentes.

Por exemplo:

Nas reacções endotérmicas, o sistema reactivo apresenta uma aumento de entalpia, portanto a entalpia dos produtos é maior que a dos reagentes. Por exemplo:

105

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13.5. Propriedades de uma Equação Termoquímica 1. "O valor numérico de ∆H de uma reacção é directamente proporcional à quantidade (em massa ou mol) de reagentes e produtos." 2. "A reacção directa e inversa apresentam o mesmo valor numérico, porém são simétricos." 3. "A equação global é a soma de todas etapas intermediárias."

13.6. Lei de Hess "Uma equação termoquímica (etapa global) pode ser expressa pela soma de duas ou mais outras equações (etapas intermediárias), e como consequência o ∆H global da equação global é a soma dos ∆H das etapas individuais."

Ex.:

106 EXERCICIOS NEICA | Núcleo de Estudantes para a Interação Científica e Académica

EXAME DE 2009 1. Com base no calor de formação de dióxido de carbono gasoso (∆H = -393,5 kJ) e do processo termodinâmico: C (grafite) + 2N2O(g) N2O(g) é: A. -970,0Kj B. +164,0Kj C. -292,5Kj D. +82,0Kj CO2(g) + 2N2(g). ∆H = -557,5kj. O calor de formação de

EXAME D 2005 1. Se as entalpias de atomização e de ligação C-H no benzeno forem respectivamente, 5540 e 414 kJ/mol, a energia de ligação C-C será igual: A. 390,3 kJ/mol B. 459,7 kJ/mol C. 209,8 kJ/mol D. 509,3kj/mol

EXAME DE 2008 1. Sabendo que um sistema executou um trabalho igual a 40 Kcal e que a sua variação de energia interna foi igual a -60 Kcal, então pode-se afirmar que ele: A. Recebeu 60Kcal sob a forma de calor B. Cedeu 40 Kcal sob a forma de calor C. Cedeu 20 Kcal sob a forma de calor D. Não recebeu nem cedeu calor.

107 UNIDADE XIV

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14.1. ESTEQUIOMETRIA OU CÁLCULO ESTEQUIMÉTRICO

Cálculo estequimétrico ou estequimetria é o cálculo das quantidades de reagentes e/ou produtos das reacções químicas, feito com base nas leis das reacções e executado, em geral, como auxilio das equações químicas correspondentes.

Seja dada a equação: N 2 ( g ) + 3H 2( g ) → 2 NH 3( g ) pode-se fazer as seguintes interpretações:

14.2. Regras para cálculos estequiométricos 1) Escrever a equação química mencionada no problema. 2) Acertar os coeficientes dessa equação. 3) Estabelecer uma regra de três entre o dado e a pergunta do problema, obedecendo aos coeficientes da equação, que poderá ser em massa, ou em volume, ou em mol, etc., conforme as conveniências do problema.

108 14.3. Casos gerais de cálculo estequimétrico

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1. Quando o dado e a pergunta são expressos em massa Ex.: Calcular a massa de óxido cúprico obtida a partir de 2,54g de cobre metálico (massas atómicas: O = 16; Cu = 63,5). Resolução Equação balanceada: 2Cu + O2  2CuO →
produzem Informação da equação: 2 moles de Cu   → 2 moles de CuO 

2. Quando o dado é expresso em massa e a pergunta em volume (ou viceversa) Ex.: Calcular o volume de gás carbónico obtido, nas CNTP, por calcinação de 200g de carbonato de cálcio (massas atómicas: C = 12; O = 16; Ca = 40). Resolução

→ Equação balanceada: CaCO3 ∆ CaO + CO2
produz Informação da equação: 1 mol de CaCO3 → 1 mol de CO2

3. Quando o dado e a pergunta são expressas em volume Ex.: 15L de hidrogénio, medido a 15ºC e 720mmHg, reagem completamente com o cloro. Qual é o volume do gás clorídrico produzido, na mesma temperatura e pressão?

109 Resolução
→ Equação balanceada: H 2 ( g ) + Cl 2 ( g )  2 HCl ( g )

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produz Informação da equação: 1 volume de H 2 → 2 volumes de HCl

O cálculo estequimétrico entre volumes de gases é um cálculo directo e imediato, deste que os gases estejam nas mesmas condições de temperatura e pressão. De facto, as leis volumétricas de Gay-Lussac4 e a lei de Avogadro5 permitem afirmar que a proporção dos volumes gasosos que reagem e são produzidos numa reacção coincide com a própria proporção dos coeficientes da equação química dessa reacção. No entanto, se o dado e a pergunta do são volumes gasosos em condições diferentes de temperatura e pressão entre si, devemos usar a relação

PV no inicio ou no fim dos T

cálculos, pois a regra de três somente admite volumes nas mesmas condições de temperatura e pressão (quaisquer que sejam P e T).

4. Quando o dado é expresso em massa e a pergunta em moles (ou vice-versa) Ex.: Quantos moles de ácido clorídrico são necessários para produzir 23,4 gramas de cloreto de sódio? (massas atómicas: Na = 23; Cl = 35,5)

Resolução Equação balanceada: HCl + NaOH  NaCl + H 2 O →
produz Informação da equação: 1 mol de HCl → 1 mol de NaCl

5. Quando o dado é expresso em a pergunta em quantidade de moléculas (ou vice-versa) 110

4 5

Amadeo Avogadro, químico italiano (1776-1856).

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Ex.: quantas moléculas de gás carbónico podem ser obtidas pela queima completa de 4,8g de carbono puro? (massas atómicas: C = 12)

Resolução Equação balanceada:
produz Informação da equação: 1 mol de C → 1 mol de CO2

Concluindo, para se resolver um cálculo estequimétrico basta escrever a equação química mencionada no problema, acerta-la e montar uma regra de três de acordo com as proporções indicadas na própria equação química. Nesta regra, teremos a liberdade de relaciona:

111

EXERCICIOS NEICA | Núcleo de Estudantes para a Interação Científica e Académica

1. Uma das componentes da gasolina é octano, C8H18, cuja combustão incompleta produz CO. Admita-se que a combustão incompleta do octano é representada pela equação. C8H18 + 11O2 → 5CO2 +3CO2 + 9H2O. A partir de 100 moles de octano, qual é o número de moléculas de CO obtido? A. B. 30,0 18.1025 C. D. 300 3000

2. Durante a decomposição do calcário CaCO3 libertam-se 11,2 l de CO2 (CNTP). Qual e a massa de KOH necessária para ligar o gás libertado de forma a obter-se um carbonato? M (KOH) = 56 u.m.a A. 28g B. 56g C. 84g D. 112g

3. Precisamente 0,7 litros de hidrogénio medidos nas CNTP foram substituídos de um ácido mineral por um metal com a massa equivalente igual a 28 g/ mol. A massa do metal que reagiu e: A. 3,50g B. 2,75g C. 1,75g D. 4,25g

112

UNIDADE XV NEICA | Núcleo de Estudantes para a Interação Científica e Académica

15. QUÍMICA ORGÂNICA

15.1. HIDROCARBONETOS

Hidrocarbonetos são compostos orgânicos formados exclusivamente por átomos de carbono e hidrogénio. Eles se subdividem em várias subclasses, das quais as mais importantes são alcanos, alcenos, alcinos, ciclanos (ou cicloalcanos) e aromáticos. As cadeias carbónicas dos hidrocarbonetos classificam-se em:

15.2. Alcanos ou Parafinas6 Alcanos são hidrocarbonetos acíclicos (cadeia aberta) e saturados. Sua nomenclatura é dada utilizando o intermediário an e o sufixo o, ou seja, os nomes dos alcanos possuem prefixo de numeração7 e ano no final.

113

Veja os exemplos:

6 7

A palavra parafina derivado do latim e significa “com pouca afinidade”. Os prefixos de enumeração se encontram na tabela I.1

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1 Carbono + ano 2 Carbonos + ano 3 Carbonos + ano 4 Carbonos + ano Metano Etano Propano Butano

As fórmulas moleculares de todos os alcanos se encaixam na FÓRMULA GERAL: CnH2n+2, onde n é um número inteiro. Assim, por exemplo, no Octano temos n = 8 átomos de Carbono e, consequentemente, 2n + 2 = 2 ⇒ 8 + 2 = 18 átomos de hidrogénio, e fórmula molecular será C8H18. 15.2.1. Isomeria Isómeros são compostos que apresentam mesma forma molecular, mas se diferem na sua estrutura. Os alcanos apresentam a isomeria de cadeia.

Ex.:

15.2.2 PROPRIEDADES QUÍMICAS A saturação da cadeia nos alcanos, os torna muito pouco reactivos, deste modo, a sua reacção característica é a Reacção de Substituição.

15.2.3 Reacção de Substituição 114 R − H + HX  R − X + H 2 → R − H + X 2  R − X + HX →

Esquematicamente, para os dois casos, teremos:

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Exemplos de reacção de substituição: 1. Halogenação (F2, Cl2, Br2 e I2)
CH 4 + Br2  CH 3 − Br + HBr →

2. Reacção com (HBr, HI ou HCl)
CH 4 + HCl  CH 3 − Cl + H 2 →

3. Sulfonação (adição de H2SO4)
CH 4 + HO − HSO 3  CH 3 − SO3 H + H 2 O →

4. Nitração (adição de HNO3)
cat CH 3 − CH 2 − CH 3 + HO − NO2 → CH 3 − CH 2 − CH 2 − NO2 + H 2O

15.2.4. Reacção de combustão CH 4 + 2O2  CO2 + 2 H 2O →

15.3. Alcenos ou Alquenos ou Olefinas

Alcenos são hidrocarbonetos acíclicos contendo ligações duplas.

115 15.3.1. Nomenclatura IUPAC e Usual (ou Trivial)

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Sua nomenclatura é dada utilizando o intermediário en e o sufixo o e possuem
FÓRMULA GERAL: CnH2n, onde n é um número inteiro. Veja os exemplos abaixo:

2 Carbonos Eteno

+

eno 3 Carbonos Propeno

+

eno

Obs.: O eteno também é chamado de etileno

Em casos onde existem mais de uma possibilidade para a posição da dupla ligação, é necessário indicar a sua posição, através de uma numeração. O Carbono 1 é sempre o Carbono da extremidade mais próxima da dupla ligação na cadeia, fazendo com que sejam usados os menores números possíveis. Veja os exemplos abaixo:

Ligação dupla no Carbono 1 + 5 Carbonos + eno Ligação dupla no Carbono 2 + 6 Carbonos + eno

Penteno-1

Hexeno-2

No que diz respeito a nomenclatura usual, os alcenos são considerados como derivados de etileno (CH2=CH2) Exemplos:

116

15.1.3.1. Isomeria NEICA | Núcleo de Estudantes para a Interação Científica e Académica

a) Isomeria de posição Os alcenos apresentam a mesma fórmula molecular, mas se difere na posição da ligação dupla.

Ex:

C4 H 8

b) Isomeria geométrica A existência de ligações duplas cria a possibilidade de isomeria. Tradicionalmente os dois isómeros são denominados cis e trans, consoante os substituintes de cada um dos carbonos da ligação dupla se encontrem do mesmo lado ou não:

15.1.3.2. PROPRIEDADES QUÍMICAS

Em comparação aos alcanos os alcenos são mais reactivos devido a insaturação que apresenta na sua estrutura. A sua reacção característica é a reacção de adição. a) Adição de hidrogénio É possível efectuar a redução de um alceno ao alcano correspondente utilizando hidrogénio molecular como agente redutor na presença de catalizadores (de Pt, Ni, Rh).

117

b) Reacção de combustão NEICA | Núcleo de Estudantes para a Interação Científica e Académica

c) Adição de halogéneos (F2, Cl2, Br2 e I2)

d) Adição de haletos de hidrogénio

Regra de Markovnikov A adição de halogenetos de hidrogénio é realizada mediante a regra de Markovnikov: “quando um alceno substituído assimetricamente reage com um halogeneto de hidrogénio, o hidrogénio liga-se ao carbono que tem o maior número de hidrogénios e o halogéneo ao carbono com menos hidrogénios.” e) Hidratação (adição da água) Por hidratação, os alcenos originam álcoois:

Usam-se ácidos fortes como catalizadores da reacção.

118 15.1.4. Alcinos ou Alquinos NEICA | Núcleo de Estudantes para a Interação Científica e Académica

Alcinos são hidrocarbonetos alifáticos insaturados contendo triplas ligações. Possuem
FÓRMULA GERAL: CnH2n-2.

15.1.4.1. Nomenclatura IUPAC e Usual (ou Trivial) A nomenclatura é igual a dos alcenos, porém seu intermediário é in. Veja os exemplos:

2

Carbonos

+

ino

Etino

Ligação tripla no Carbono 2 + 5 Carbonos Ligação tripla no Carbono 1 + 4 + INO Carbonos + INO

Pentino-2

Butino-1

Obs.: O etino também é chamado de acetileno.

No que diz respeito a nomenclatura usual, os alcinos são considerados como derivados de acetileno (CH≡CH) Exemplos:

15.1.4.2. Isomeria a) Isomeria de posição Os alcenos apresentam a mesma formula molecular, mas se difere na posição da ligação dupla.

Ex: 119

C4 H 6

15.1.4.3. PROPRIEDADES QUÍMICAS NEICA | Núcleo de Estudantes para a Interação Científica e Académica

Assim como os alcenos, os alcinos são muito reactivos. A sua reacção característica é também a Reacção de Adição. a) Adição de hidrogénio na presença de um catalisador

b) Reacção de combustão

c) Reacção com haletos de hidrogénio

d) Halogenação

e) Hidratação (adição da água)

15.2. Nomenclatura de Hidrocarbonetos Ramificados Os hidrocarbonetos são considerados ramificados quando apresentam em sua estrutura um carbono que seja terciário ou quaternário. Suas regras de nomenclatura envolvem conhecimento de numeração e nomes de radicais e, para melhorar o aprendizado, estão 120 divididas em Nomenclatura de Hidrocarbonetos de Cadeia Aberta, Cíclicos e Aromáticos. 15.2.1. Hidrocarbonetos de Cadeia Aberta NEICA | Núcleo de Estudantes para a Interação Científica e Académica

Está dividida em Hidrocarbonetos Saturados e Insaturados. Para dar nomes a estas estruturas, é necessário destacar a cadeia principal e os radicais, dando seus nomes e indicando através de numeração (sempre os menores números possíveis) a posição dos radicais. O que muda entre os Hidrocarbonetos Saturados e Insaturados é o meio de se achar a cadeia principal. Acompanhe os dois casos:

15.2.2. Hidrocarbonetos Saturados Nos Hidrocarbonetos Saturados, isto é, naqueles que só apresentam ligações simples em sua estrutura a nomenclatura mediante as seguintes regras: 1. Escolhe-se a cadeia principal (a mais longa); 2. Enumera-se a partir da extremidade mais próxima de radical; 3. Nomeia-se os radicais (o nome dos radicais são obtidos por eliminação de um átomo de hidrogénio dum átomo de carbono terminal, substituindo a terminação -ano por -il. Ex.: butil, dodecil, etil, isopropil, metil, , propil,...) seguindo a sua ordem alfabética, indicando o número de carbono a que está ligado. Se os radicais se repetem usam-se os prefixos di, tri, tetra, etc de acordo com a sua quantidade (esses não afectam a ordem alfabética. Ex: 5-etil-3,4-dimetil-5isopropil-octano); 4. Nomeia-se a cadeia principal.

Exemplo (1): metil-propano

(não é necessário numerar pois não há outra posição para o radical) Este composto também é chamado de Isobutano 121

Exemplo (2): NEICA | Núcleo de Estudantes para a Interação Científica e Académica

5-etil-3,4-dimetil-5-isopropil-octano (Note que neste caso a cadeia principal não foi uma sequência representada numa linha recta)

15.3. Hidrocarbonetos Insaturados Os hidrocarbonetos insaturados são aqueles que contêm pelo menos uma ligação dupla ou tripla em sua cadeia. Nestes casos, a cadeia principal é a maior sequência que contiver a ligação dupla ou tripla; o Carbono 1 será o Carbono mais próximo da insaturação. Acompanhe dois exemplos: Exemplo (1):

4,5,5-trimetil-3-isopropil-hepteno-2 Exemplo (2):

4-metil-3-etil-hexino-1

Da mesma forma procede-se para os alcenos.

122

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15.4. Hidrocarbonetos Aromáticos

São hidrocarbonetos que apresentam um ou mais anéis aromáticos.
H H C C H C H C C ou C H ou H

15.4.1 Nomenclatura Os hidrocarbonetos aromáticos apresentam uma nomenclatura particular:
CH 3 metil benzeno (ou tolueno)
CH 3

CH2 CH3 etil benzeno
CH CH 3

Com relação a um radical ligado ao anel benzénico, as outras cinco posições recebem nomes especiais. Seja um anel benzénico ao qual está ligado um radical R:
R

(orto) (meta)

(orto) (meta) (para)

Tabela 2: características

dos radicais orto-para e meta dirigentes:

orto-para dirigente -NH2 -OH Meta dirigente

-CH3

-Cl

-C2H5

-OCH3

-NO2 -SO3H -COH -COOH -C≡H

123

Exemplos:

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Eis exemplos de alguns radicais:
CH 2

CH C etinil

fenil

benzil
CH 3

H2C

CH

CH3

CH propenil

CH

orto toluil

vinil (etenil)

15.4.2. PROPRIEDADES QUÍMICAS

Devido a estabilidade do anel aromático. Estes, tal como os alcanos, sofrem a reacção de substituição: a) Halogenação: reacção com X2 (Cl2, Br2)

b) Nitração: reacção com HNO2

124

Esta reacção é catalisada pelo ácido sulfúrico. NEICA | Núcleo de Estudantes para a Interação Científica e Académica

c) Sulfonação: adição de H2SO4

d) Reacção de Friedel-Crafts: • Acilaçao: reacção com • Alquilação: reacção com
O R C X

R X

15.5. Álcoois São compostos orgânicos que possuem na sua estrutura uma ou mais grupos hidroxilas (-OH) ligadas a átomos de carbono saturado.

15.5.1. Fórmula Geral R – OH Onde R é um radical alquila, isto é, derivado de alcanos

15.5.2. Nomenclatura: OFICIAL: 1. Escolher a cadeia mais longa partindo da extremidade mais próxima do grupo OH. 2. Nomear os radicais indicando as respectivas posições8. 3. Usar o prefixo seguido da terminação “ol” e a respectiva posição do grupo OH indicada no fim. Prefixo de carbonos + OL+ indicação de ligação 125 Exemplos:
8

Ver a nomenclatura dos alcanos no que diz respeito a radicais.

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CH3-CH2-OH USUAL: Palavra álcool +prefixo + sufixo (ilico)

etanol-1

Exemplos: CH3 - CH2 - OH álcool metílico

15.5.3. Classificação dos álcoois: 1) De acordo com a quantidade de –OH: Monoalcoóis: apresentam um grupo – OH. Dialcoóis: apresentam dois grupos – OH. Trialcoóis: apresentam três grupos – OH.

2) De acordo com a posição do radical: Álcool primário: o grupo – OH se liga a carbono primário. Secundário: o grupo – OH liga-se a carbono secundário. Terciário: o grupo – OH liga-se a carbono terciário. 126

15.5.4. PROPRIEDADES QUÍMICAS NEICA | Núcleo de Estudantes para a Interação Científica e Académica

1) Reagem com metais alcalinos CH 3 − CH 2 − OH + Na  CH 3 − CH 2 − ONa + 1 H 2 → 2

2) Desidratação

CH 3 − CH 2 − OH Catalizador → CH 2 = CH 2  

3) Reacção com ácidos (Reacção de Esterificação)

4) Reacção de oxidação

a) Oxidação de álcool primário

b) Oxidação de álcool secundário

127

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c) Oxidação de álcool terciário

5) Reacção de combustão
CH 3 − CH 2 − OH + 3O2  2CO2 + 3H 2O →

6) Redução dos álcoois
CH 3 − CH 2 − OH + HI  CH 3 − CH 2 − I + H 2O →

CH 3 − CH 2 − I + HI  CH 3 − CH 3 + I 2 →

7) Reacção com compostos de Grignard
CH 3 − CH 2 − OH + H 3C − MgBr  CH 3 − CH 2 − OMgBr + CH 4 →

15.6. Fenóis

Fenóis são compostos orgânicos que possuem um ou mais grupos OH ligados 128 directamente ao anel benzénico.

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15.6.1. Fórmula Geral Ar – OH

15.6.2. Nomenclatura 1. IUPAC (Oficial): usa-se a terminação ol, como nos álcoois ou o prefixo hidroxi. Se tiver mais ligantes no anel, a numeração começa no grupo hidroxilo.

2. TRIVIAL (Usual): a nomenclatura usual dos fenóis não possui regras.

Exemplos:

15.6.3. PROPRIEDADES QUÍMICAS 129 1. Reacção com bases

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Devido ao seu carácter ácido, os fenóis não reagem com ácidos produzindo ésteres. 2. Reacção com cloretos ácidos

3. Reacção com HNO3/H2SO4

15.7. Aldeidos

Aldeidos são compostos que apresentam o grupo funcional:

15.7.1. Nomenclatura dos aldeidos 1. Escolher a cadeia mais longa que contenha o grupo funcional. 2. Enumerar a cadeia mais longa partindo da extremidade que contenha o grupo funcional. 3. Indicar as posições dos radicais e dar nome 4. Usar o prefixo da série homologa da cadeia principal e acrescentar a terminação 130 al.

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15.7.2. Nomenclatura Usual

O nome usual dos aldeidos provém dos ácidos carboxílicos correspondentes, tirando a terminação ico do ácido e adicionando a palavra aldeido.

15.8. Cetonas

Cetonas são compostos que apresentam o grupo funcional:

Grupo Carbonilo:

15.8.1. Nomenclatura IUPAC e USUAL das cetonas 1. Escolher a cadeia mais longa que contenha o grupo funcional. 2. Enumerar a cadeia mais longa partindo da extremidade mais próxima do grupo funcional. 3. Indicar as posições do radicais e nomeá-lo(s) 4. Usar o prefixo da série homóloga da cadeia principal e acrescentar a terminação correspondente a uma cetona (ona). 131

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Usual: dão-se nome os radicais ligados ao grupo carbonilo e acrescenta-se o termo cetona.

15.8.2. Propriedades químicas de aldeidos e cetonas 1. Reacção de oxidação

2. Redução (aldeidos reduzem-se à álcoois primários e cetonas à secundários): Os aldeidos e as cetonas podem ser reduzidos respectivamente a álcoois primários e a álcoois secundários. A redução pode ser realizada (tal como a redução de alcenos) por hidrogenação na presença de Pt, Pd, Rh ou Ni.

132 3. Reacção com compostos de Grignard NEICA | Núcleo de Estudantes para a Interação Científica e Académica

Os aldeidos e cetonas podem reagir com composto de Grignard e posterior hidratação em meio ácido, produzindo álcoois.

Exemplos:

4. Reagente de Fehling sobre os aldeidos e cetonas

133

5. Reagente de Tollens sobre os aldeidos e cetonas NEICA | Núcleo de Estudantes para a Interação Científica e Académica

6. Reacção com derivados da amoníaco Os aldeidos e cetonas reagem, em meio ácido, com vários derivados da amoníaco e produzem inúmeros produtos diferentes, geralmente contendo uma insaturação carbono-nitrogênio, característica. Veja as principais reacções com estes compostos:

134 15.9. Ácidos Carboxílicos

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São compostos que apresentam gomo grupo funcional o carboxila

15.9.1 Nomenclatura A nomenclatura oficial é idêntica a das cetonas, porém, usa-se no inicio o palavra ácido precedido da terminação oico.

Ácido……………………oico Exemplos:

15.9.2. PROPRIEDADES QUÍMICAS 1. Os ácidos carboxílicos reagem com: a) Metais:

b) Bases:

2. Reacção com álcoois (Reacção de Esterificação)

135 3. Reagem com PX3 e PX5 produzindo cloretos de acila: NEICA | Núcleo de Estudantes para a Interação Científica e Académica

4. Reacção com cloro ou bromo

5. Reacção com compostos de Grignard (R-MgX):

15.10. Ésteres São compostos que apresentam a fórmula geral: Onde R pode ser um radical alquila ou arila. 15.10.1. Nomenclatura A nomenclatura dos esteres é bastante semelhante à dos sais inorgânicos. Veja:

136 15.10.2. PROPRIEDADES QUÍMICAS 1. Hidrólise ácida e hidrólise alcalina NEICA | Núcleo de Estudantes para a Interação Científica e Académica

Hidrólise ácida:

Hidrólise alcalina - Reacção de saponificação:

2. Reacções entre cloretos de ácidos e álcool ou fenol

3. Reacção com álcool (alcoólise)

4. Reacção com amoníaco (amonólise)

137

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5. Reacção com outro éster (transesterificação)

1. Reacção com PCl5

2. Reacção de redução

EXERCICIOS

138

EXAME DE 2009 1. Na sulfonação do benzeno obtêm-se: A. Sulfato de fenila NEICA | Núcleo de Estudantes para a Interação Científica e Académica

B. hidrogenosulfato de fenila C. Sulfato de benzila D. ácido benzenosulfônico

EXAME DE 2007 1. Pertencem a função álcool a ácido carboxílico, respectivamente: A. C2H6 e C3H6O B. C3H6O e CH4O C. CH4O e C2H4O D. C2H4O2 e C2H6O EXAME DE 2006 1. Pertence a classe das aminas primárias, o composto que se obtém pela substituição: A. De um dos átomos de hidrogénio do NH3, por um radical alquila B. De um dos átomos de hidrogénio d NH3, por um radical acila C. De dois átomos de hidrogénio do NH3, por dois radicais arila D. De dois átomos de hidrogénio do NH3, por um radical alquilidena

XVI. PLANO TEMÁTICO-QUÍMICA

139

Conteúdos

Objectivos O aluno deve ser capaz de : • Enunciar e interpretar as diferentes

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1. Estrutura atómica

• • •

teorias atómicas; Representar os modelos atómicos Fazer a distribuição electrónica em camadas, níveis e subniveis de energia; Identificar as propriedades dos elementos; Identificar as causas de variações das propriedades dos elementos Identificar os diferentes tipos de ligações químicas; Representar a estrutura de Lewis Identificar as funções inorgânicas; Nomear os compostos inorgânicos Aplicar a 1ª lei da termodinâmica na resolução de exercícios concretos; Aplicar a lei de Hess; Determinar o calor de uma reacção Aplicar a lei da velocidade; Demonstrar a essência da teoria de colisões; Identificar os factores que influenciam na velocidade da reacção Enunciar o Princípio de Le Chatelier Caracterizar o estado de equilíbrio

2. Tabela periódica • • 3. Ligações Químicas • • • • • • • • • • • •

4. Funções Inorgânicas

6. Termoquímica

7. Cinética Química

8. Equilíbrio Químico I 9. Equilíbrio Químico em solução aquosa ou Equilíbrio Químico II 10. Electroquímica

• • •

Diferenciar pilha de electrolise Determinar os potenciais de eléctrodo Mostrar a fórmula geral de uma determinada classe de compostos orgânicos Nomear os compostos orgânicos Identificar as principais reacções

11. Química Orgânica • • XVII. FICHA DE EXERCICIOS 140

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XVIII. APÊNDICES 141

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142

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143

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XIX. REFERENCIA BIBLIOGRÁFICA

144

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