APOSTILA DE L

A
T
E
X
Programa de Educação Tutorial
Engenharia de Telecomunicações
Universidade Federal Fluminense
Niterói-RJ
Maio / 2008
Prefácio
Tendo em vista as diretrizes do MEC em Pesquisa, Ensino e Extensão, o Programa de Educação
Tutorial do curso de Engenharia de Telecomunicações da Universidade Federal Fluminense
(UFF) desenvolveu um projeto de elaboração de apostilas, com o intuito de auxiliar os alunos
do curso no aprendizado de temas importantes a sua formação, mas ausentes em quaisquer
ementas de disciplinas; e, além disso, servir de material didático para o cursos de capacitação
que são dados pelos alunos do programa para os corpos dicente e docente da graduação.
Abaixo segue a lista de apostilas preparadas neste projeto:
HTML Linguagem de programação para hipertextos, principalmente empregada na constru-
ção de páginas da Internet (webpages).
LaTeX Sistema de edição de texto largamente utilizado em meios acadêmicos e científicos,
bem como por algumas editoras nacionais e internacionais.
LINUX Introdução ao sistema operacional LINUX.
Linguagem C : Linguagem de programação amplamente utilizada em problemas de enge-
nharia e computação.
MATLAB Ambiente de simulação matemática, utilizado em diversas áreas profissionais.
SPICE Ambiente de simulação de circuitos elétricos (analógicos e digitais), utilizado em
projeto de circuitos discretos e integrados.
Esta apostila destina-se a introduzir o usuário ao editor de texto LaTeX, explicando como
elaborar um documento com os comandos básicos do LaTeX, e não como instalar o programa
LaTeX.
Os comandos tratados nesta apostila permitem ao usuário elaborar um bom documento,
porém esta apostila não pretende abordar todos comandos existentes devido as diferentes áreas
onde o LaTeX pode ser usado e a quantidade de funções que são criados a todo momento (veja
Seção 2.1.1). Para maiores informações e um estudo mais aprofundado ao LaTeX consulte as
referências bibliográficas no fim do documento.
Autor atual: Thiago Muniz de Souza
Últimas atualizações: Rodolfo Almeida Reis Quarto
José Luiz Gomes Ramos
Este documento é de distribuição gratuita, sendo proibida a venda de parte ou da
integra do documento.
i
Sumário
Prefácio i
1 O que é o L
A
T
E
X ? 3
2 Documento 5
2.1 Estrutura . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
2.1.1 Pacotes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
2.2 Texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
2.2.1 Acentuação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
2.2.2 Sentenças e Parágrafos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
2.2.3 Alinhamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
2.2.4 Símbolos especiais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
2.2.5 Traços (-) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
2.2.6 Estilos de letras e Tamanhos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
2.2.7 Prevenindo a quebra de palavras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
2.2.8 Notas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
2.2.9 Fórmulas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
2.2.10 Comentário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
2.2.11 Título do documento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
2.2.12 Resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
2.2.13 Seções . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
2.2.14 Identação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
2.2.15 Listas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
2.2.16 Versos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
2.2.17 Símbolos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
2.2.18 Textos pré-formatados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
3 O ambiente matemático 15
3.1 Onde fica a fórmula ? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
3.2 Construindo fórmulas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
3.2.1 Subescritos e Sobrescritos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
3.2.2 Frações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
3.2.3 Raízes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
3.2.4 Símbolos matemáticos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
3.2.5 Funções . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
3.2.6 Array . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
3.2.7 Delimitadores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
1
Sumário Sumário
3.2.8 Fórmulas em várias linhas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
3.2.9 Linhas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
3.2.10 Empilhando . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
3.2.11 O comando phantom . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
3.2.12 Espaçamento nas fórmulas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22
3.2.13 Teoremas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22
3.2.14 Tipos especiais de letras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
4 Tabelas 24
4.1 Tabbing . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
4.2 Tabular . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
4.2.1 Tabelas Longas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
5 Movendo informações 29
5.1 Referência cruzada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
5.2 Dividindo o arquivo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30
5.3 Bibliografia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30
5.4 Figuras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33
5.4.1 Subfiguras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35
5.5 Sumário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36
5.6 Índice . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 36
5.7 Tipos de arquivos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38
6 Estrutura visual 39
6.1 Cabeçalho e Rodapé da página . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39
6.2 Área de impressão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42
6.3 Espaços e Medidas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42
6.4 Caixas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45
6.5 Cores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45
6.6 Minipage . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46
6.7 Novos comandos e ambientes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47
A Utilizando o LaTeX através de um Terminal de Comando 49
B Símbolos matemáticos 51
C Outros símbolos 54
Referências Bibliográficas 55
Universidade Federal Fluminense 2 PET
Tele))
Capítulo 1
O que é o L
A
T
E
X ?
Antes de saber o que é o L
A
T
E
X é preciso conhecer o T
E
X. O T
E
X é um programa criado por
Donald Knuth, na década de 70, com a finalidade de aumentar a qualidade de impressão com
base nas impressoras da época. Ele é utilizado para processar textos e fórmulas matemáticas.
L
A
T
E
X é um programa que reúne comandos que utilizam o T
E
X como base de processamento.
Foi criado por Leslie Lamport na década de 80 com o objetivo de facilitar o uso do T
E
X através
de comandos para diferentes funções.
É um editor de textos especialmente voltado para a área matemática, contendo comandos
para montar as mais diversas fórmulas. Gera textos de alta qualidade tipográfica (espaçamento
entre palavras, combinação de letras etc.), além de ser muito bom para fazer textos grandes
como livros.
O L
A
T
E
X é um processador baseado no estilo lógico. Os programas de processamento de
texto podem ser divididos em duas categorias:
Estilo visual Nestes processadores de texto, existe um menu na tela apresentando os re-
cursos que podem ser usados, sendo selecionados através do mouse. O texto que você
digita aparece na tela da mesma forma que vai ser impresso. Isso é conhecido como
WHAT-YOU-SEE-IS-WHAT-YOU-GET (WYSIWYG). Ex: Microsoft Word

.
Estilo lógico Nesta categoria, o processamento é feito em duas etapas distintas:
• O texto a ser impresso e os comandos de formatação são escritos em um arquivo
fonte com o uso de um editor (isso não impede que também haja um menu na tela
onde os comandos podem ser selecionados, isto é, apenas um adicional oferecido
por fabricantes para facilitar a digitação).
• Em seguida este arquivo é compilado e gera um arquivo de saída que pode ser
visualizado. Ex: HTML, DVI, PDF etc.
Os comandos L
A
T
E
X foram criados com base em diversos estudos sobre diagramação. Isto
foi importante para fazer com que o L
A
T
E
X entenda o que o autor deseja fazer, por exemplo,
diferenciar um texto matemático de uma citação de fala. Segundo os estudos, existem formas
que permitem tornar o texto muito mais claro. O tamanho deve ter um limite ideal para
facilitar a leitura, assim como a fonte. O espaçamento das linhas, letras e palavras também
tem uma medida ideal.
Geralmente, quando o autor está trabalhando com um processador visual, ele comete
muitos erros por não conseguir conciliar uma boa estética com uma estrura lógica bem com-
preensível. Utilizando o L
A
T
E
X, que é um processador lógico, o autor se preocupará mais com
3
Capítulo 1. O que é o L
A
T
E
X ?
o conteúdo. Dessa forma, seu texto não terá apenas uma boa estética e estrutura coerente,
mas também um bom conteúdo. Além disso, com a troca de apenas um comando, algo pode
ser mudado futuramente com facilidade, o que deixa o documento muito mais flexível.
Vamos ver o que acontece tecnicamente:
O autor escreve seu documento usando os comandos do L
A
T
E
X. O L
A
T
E
X entende o que o
autor quis dizer e transforma os comandos digitados em uma linguagem inteligível pelo T
E
X,
ou seja, o texto escrito em linguagem L
A
T
E
X é processado por um compilador seguindo as
regras dessa linguagem, isto é, transforma um arquivo *.tex (que possui o código tex) em um
arquivo *.dvi (device independent). Este último é o documento pronto para ser visualizado.
Claro que não se pode esquecer que seu computador deve ter a biblioteca do L
A
T
E
X para
fazer isso. Alguns dos sistemas T
E
X, atuais, disponíveis no mercado são: fptex, pctex, miktex
(Windows) e tetex (Linux, embora provavelmente já o tenha instalado).
Esse arquivo *.dvi pode ser lido independentemente da versão do editor usado, logo pode
ser lido em qualquer sistema, contanto que ele tenha um programa específico para lê-lo.
Outra vantagem do LaTeX é sua estabilidade, ou seja, a probabilidade de se encontrar um
bug nele é mínima e justamente por ser free software seu sistema é aberto, o que permite
que qualquer um corrija possíveis bugs ou que possa adaptá-lo às suas necesidades. A cada
momento surgem novos pacotes com funções criadas por usuários espalhados por todo o
mundo.
Universidade Federal Fluminense 4 PET
Tele))
Capítulo 2
Documento
2.1 Estrutura
A linguagem LaTeX funciona à base de comandos que são iniciados com \, que é um marcador
(tags, de Tag languages).
Os comandos são escritos nas formas \comando ou \begin{comando}...\end{comando}.
Quando vem escrito nesta última forma, ele é chamado de ambiente.
O texto de cada tipo de documento começa com \begin{document} e termina com
\end{document}. Tudo o que vem antes disso é considerado o preâmbulo e tudo o que vem
depois de \end{document} é ignorado.
É no preâmbulo que são colocadas todas as informações referentes às principais caracte-
rísticas que terá seu documento. Começa com \documentstyle{estilo} no caso do L
A
T
E
X
2.09 e com \documentclass{estilo} no caso do L
A
T
E
X2
ε
(segunda edição).
No lugar de estilo é colocado o nome de um dos estilos pré-definidos, como:
article Textos pequenos;
report Relatórios;
book Livros, apostilas;
letter Cartas.
Obs: Os estilos não são apenas estes. Geralmente congressos, universidades e outros meios
disponibilizam outros estilos de formatação para apresentação de trabalhos. Isso mostra uma
das vantagens do LaTeX, que é a flexibilidade para se criar novas formatações que atendam à
diferentes nescessidades.
Podem, também, ser selecionadas algumas opções dentro do estilo escolhido, como:
• Tamanho: Padrão da letra: 11pt ou 12pt(pontos), o último é usado com mais freqüên-
cia;
• twoside: Imprime em ambos os lados da página;
• oneside: Imprime em um só lado da página;
• twocolumn: Produz o texto disposto em duas colunas na página;
5
Capítulo 2. Documento 2.1. Estrutura
• onecolumn: Produz o texto disposto em uma coluna;
• landscape: Produz uma página na forma de paisagem;
• leqno: Faz com que a numeração das fórmulas seja colocada à esquerda em vez de à
direita;
• fleqn: Faz com que as fórmulas fiquem localizadas na margem esquerda em vez de
estarem centralizadas;
• openright: Faz com que os capítulos sejam iniciados apenas nas páginas ímpares;
• openany: Permite que os capítulos sejam iniciados nas páginas ímpares ou pares.
• Tamanho da folha: Pode ser a4, letterpaper etc..
Essas opções são colocadas entre colchetes, sem espaço entre as palavras e com vírgula.
Ex:
\documentstyle[twocolumn,12pt,a4]{article}
\usepackage{pacote}
\begin{document}
.
.
.
\end{document}
Obs: caso a opção twocolumn não tenha sido declarada no preâmbulo, existe o comando
\twocolumn que produz o texto em duas colunas a partir do ponto onde foi colocado, inici-
ando uma nova página. Para reverter ao modo inicial, utilize o comando oposto; no caso, o
\onecolumn .
2.1.1 Pacotes
Pode-se definir pacotes como um conjunto de arquivos que implementam uma determinada
característica adicional para os documentos escritos em LaTeX.
Quando o usuário quiser montar um documento um pouco mais elaborado, perceberá que
os comandos básicos que o LaTeX contém não são suficientes, sendo necessário o uso de algo
que aumente a sua capacidade.
Alguns pacotes já vêm como distribuição básica do LaTeX, outros podem ser encontrados
separadamente (veja a referência [4]) pois a todo momento novos pacotes são criados por
usuários em todo o mundo.
Estes pacotes são inseridos no preâmbulo usando o comando
\usepackage[opções]{pacote}
Ao longo de toda a apostila serão apresentados pacotes com diferentes funções. Abaixo,
segue a lista com uma breve descrição de alguns deles. O funcionamento de cada um será
explicado posteriormente.
Os principais são:
graphicx Para inserir gráficos. Veja seção 5.4;
Universidade Federal Fluminense 6 PET
Tele))
Capítulo 2. Documento 2.2. Texto
color Para usar cor no seu texto. Veja seção 6.5;
babel Para traduzir nomes que aparecem em inglês na estrutura do documento. Ex: chapter,
section, tableofcontents, etc. Neste caso, para que estas palavras sejam traduzidas para
o português brasileiro, use a opção [brazil].
fontenc Permite que o LaTeX compreenda a acentuação feita direto pelo teclado. É usado
com o opcional [T1].
amsfonts Define alguns estilos de letras para o ambiente matemático;
fancyhdr Para fazer cabeçalhos personalizados. Veja seção 6.1.
Obs: Nem todos os pacotes são compatíveis com qualquer versão do LaTeX. Os criadores,
sempre que criam novos pacotes, tentam deixá-los compatíveis com qualquer versão do LaTeX,
porém algumas vezes isso não é possível.
É muito simples saber se seu sistema possui determinados pacotes, ou instalá-los: basta
consultar o manual dele. Caso o usuário esteja escrevendo algum documento e precise mudar
constantemente de computador, mas não sabe se o sistema deste possui o pacote que seu
documento precisa, basta copiar todos os arquivos do pacote e deixar no mesmo diretório em
que seu documento está. Quando o LaTeX está compilando o documento, o arquivo do pacote
será procurado no caminho padrão do sistema ou no próprio diretório do seu documento.
Por exemplo, imagine que você esteja escrevendo um trabalho e que ele deva seguir um
determinado modelo que um congresso exija. Provavelmente, seu sistema não terá instalado o
pacote que faz isto. O que fazer então? É só pegar os arquivos deste pacote e deixar no mesmo
diretório do arquivo do trabalho. Quando compilar, o LaTeX lerá os arquivos deste pacote e
gerará o documento no formato desejado. E se for preciso mudar o sistema operacional, não
haverá problema algum, basta andar sempre com estes arquivos (que são pequenos, poucos
kilobytes) junto com os arquivos de seus documentos.
Cada pacote possui um manual com os comandos e suas funções. Alguns dos pacotes
descritos nesta apostila foram explicados de acordo com o manual deles, disponíveis no próprio
sistema. Lembrando, basta um pouco de curiosidade para descobrir a quantidade de recursos
oferecidos pelo LaTeX. Basta ler o manual do sistema e descobrir como trabalhar com pacotes.
Há uma infinidade deles com as mais diferentes funções.
2.2 Texto
2.2.1 Acentuação
Quando o pacote fontenc não tiver sido declarado, a acentuação no LaTeX é feita com co-
mandos da seguinte maneira:
• \c{c} – ç
• \‘{e} – è
• \’{e} – é
• \^{e} – ê
Universidade Federal Fluminense 7 PET
Tele))
Capítulo 2. Documento 2.2. Texto
• \~{e} – ˜e
• \"{q} – ¨ q
Outros tipos de acentos estão no Apêndice C.
2.2.2 Sentenças e Parágrafos
Estamos acostumados a visualizar o espaçamento entre palavras de acordo com o número de
vezes em que apertamos a tecla de espaçamento. Já no LaTeX, isso não importa, dado que
sempre será contado apenas um, independentemente da quantidade de espaços inseridos.
O primeiro parágrafo será iniciado sem identação, como pode ser observado logo acima. O
comando \indent adiciona uma largura igual ao tamanho da identação do parágrafo normal e
o comando \noindent retira a identação do local onde ela deveria aparecer. Estes comandos
funcionam somente para alguns estilos.
Para criar um novo parágrafo, basta pular uma linha ou utilizar o comando \par no lugar
em que será iniciado o novo parágrafo.
Para passar para a linha abaixo da qual se está digitando, coloque \\ e a linha será quebrada
neste ponto. Ex:
observe que esta linha está\\
quebrada após o\\
uso das duas barras.
observe que esta linha está
quebrada após o
uso das duas barras.
Usando o comando \linebreak a linha é quebrada e a parte anterior ao comando fica
justificada.
Ex:
Esta linha está \linebreak justificada.
Esta linha está
justificada.
Quando o comando \newpage é usado, o texto passa para a próxima página. O comando
\pagebreak[num] força a quebra da página, onde o argumento opcional [num] é um valor
inteiro de 1 a 4 que define a prioridade do funcionamento do comando, onde 4 é o maior valor.
O comando \nopagebreak[num] faz o inverso de pagebreak, ou seja, impede que a página
seja quebrada no local onde o comando foi colocado.
Obs: Os comandos \\* e \\[medida] tem a mesma função do comando \\. A diferença
está no fato de que \\* impede que o texto mude de página na quebra daquela linha e
que \\[medida] quebra a linha, porém acrescentando o espaço que está determinado entre
colchetes. Veja as unidades de medida na Seção 6.3.
2.2.3 Alinhamento
Usando o ambiente center o texto poderá ser centralizado.
Com o ambiente flushleft o texto é alinhado a esquerda.
E com o ambiente flushright o texto é alinhado a direita.
Universidade Federal Fluminense 8 PET
Tele))
Capítulo 2. Documento 2.2. Texto
\begin{center}
texto
\end{center}
texto
\begin{flushleft}
texto
\end{flushleft}
texto
\begin{flushright}
texto
\end{flushright}
texto
Obs: As linhas são apenas para facilitar a visualização.
2.2.4 Símbolos especiais
O LaTeX possui 10 caracteres especiais com os quais são digitados comandos:
~ ^ \ # $ % & _ { }
Para que eles apareçam no texto, coloque \ na frente. Veja a tabela de símbolos no
apêndice.
2.2.5 Traços (-)
Podem ser feitos três diferentes tamanhos de traços se digitados uma, duas ou três vezes ( - )
Ex:
- com -
– com --
— com ---
2.2.6 Estilos de letras e Tamanhos
As palavas podem ser colocadas em:
\textbf{negrito} negrito
\textsf{sans serif} sans serif
\textsl{slanted} slanted
\textsc{small caps} small caps
\texttt{letra de máquina} letra de máquina
\textrm{romano} romano
Os comandos \bf, \it, \sf, etc..., também podem ser usados e fazem parte do L
A
T
E
X
2.09.
O texto inteiro também pode ter o tipo de letra diferente do romano, que é o padrão.
Basta usar os comandos:
• \sffamily - Para colocar o texto no tipo sans serif
• \ttfamily - Para colocar o texto no tipo letra de máquina
Universidade Federal Fluminense 9 PET
Tele))
Capítulo 2. Documento 2.2. Texto
• \rmfamily - Para colocar o texto no tipo romano
A partir do ponto onde estes comandos forem colocados, será mudado o estilo da letra.
Obs: É possível que seu sistema possua outras fontes, basta consultar os pacotes que estão
instalados em seu computador.
E os tamanhos podem ser:
{\tiny{tamanho}} → tamanho
{\scriptsize{tamanho}} → tamanho
{\footnotesize{tamanho}} → tamanho
{\small{tamanho}} → tamanho
{\normalsize{tamanho}} → tamanho
{\large{tamanho}} → tamanho
{\Large{tamanho}} → tamanho
{\LARGE{tamanho}} → tamanho
{\huge{tamanho}} → tamanho
{\Huge{tamanho}} → tamanho
Usando os comandos para fazer ambientes pode-se mudar o tamanho e a forma das palavras
em vários paragráfos. Ex:\begin{huge}...\end{huge}.
2.2.7 Prevenindo a quebra de palavras
Pode acontecer quebra de alguma palavra na troca de linha ou página de forma errada, pois
o LaTeX não utiliza a regra de hifenização das palavras em português. Para evitar isso use
\mbox{palavra}.
Há também outra maneira: colocar no preâmbulo o comando \hyphenation{pa-la-vra}
com a palavra dividida em sílabas da forma correta.
Mas é recomendável que só se faça este tipo de coisa quando tiver sido terminado o texto,
pois conforme o texto vai sendo digitado a disposição deste na tela pode mudar.
2.2.8 Notas
As notas de rodapé de página são produzidas com o comando \footnote{texto}
Ex: Esta frase tem uma nota no fim da página
1
.
Há também uma maneira de colocar as notas na margem da página. Basta colocar o
comando
\marginpar{texto}. A nota ficará na altura da linha de texto em que foi colocada.
Ex: Esta sentença tem uma nota\marginpar{esta ...página} na margem. esta
é
a
nota
na
mar-
gem
da
pá-
gina
2.2.9 Fórmulas
Nos textos, podem ser inseridas fórmulas com os seguintes comandos:
• \(fórmula\)
1
esta é a nota do pé da página
Universidade Federal Fluminense 10 PET
Tele))
Capítulo 2. Documento 2.2. Texto
• $fórmula$
• \begin{math}fórmula\end{math}
A maneira como as fórmulas são feitas e o resultado do uso de cada comando serão vistos
no capítulo 3.
2.2.10 Comentário
Utilizando o caracter % no início de uma linha do código fonte de documento o LaTeX ignora
o que está escrito nela na hora de compilar. Esse caracter é considerado um marcador de
comentário.
Ex:
% este é o comentário no código fonte
2.2.11 Título do documento
É feito com os seguintes comandos:
\title{título}
\author{autor}
\date{data} -> este é opcional, se não usar é
colocada a data atual
\begin{document}
\maketitle
Caso haja mais de um autor, pode ser colocado da seguinte forma:
\author{primeiro \and segundo}
Outra maneira de se fazer o título é usando o ambiente titlepage que é colocado após o
ambiente document. Neste ambiente há a liberdade de montar a capa da maneira desejada,
sem precisar usar os comandos citados acima.
2.2.12 Resumo
Um parágrafo com o título de resumo pode ser feito usando o ambiente abstract. Geralmente,
ele é colocado na página de título ou em uma página separada para que o autor dê uma breve
explicação sobre o documento. Ele só é válido nos estilos report e article.
2.2.13 Seções
Em textos um pouco mais longos pode haver várias seções. Então, o LaTeX contém alguns
comandos para dividir seu texto, deixando-o mais organizado e com estrutura coerente. São
eles:
Universidade Federal Fluminense 11 PET
Tele))
Capítulo 2. Documento 2.2. Texto
\part{parte}
\chapter{capítulo}
\section{seção}
\subsection{sub-seção}
\subsubsection{sub-sub-seção}
\paragraph{parágrafo}
\subparagraph{subparágrafo}
Todas essas partes e sub-partes são numeradas seguindo uma estrutura lógica. Mas colo-
cando um asterisco após o comando, não ocorre a numeração.
Ex: \section*{seção}.
Obs: Os comandos part e chapter só podem ser usados com os estilos report ou book.
2.2.14 Identação
Para facilitar a leitura de algumas sentenças, é necessário que as enfatize, o que é feito através
do ambiente:
\begin{quote}
sentença que está enfatizada
\end{quote}
Ex: Esta é uma das célebres frases de um dos maiores cientistas do século passado: Albert
Einstein.
"O importante é não parar de questionar. A curiosidade tem sua própria razão
para existir. Uma pessoa não pode deixar de se sentir reverente ao contemplar
os mistérios da eternidade, da vida, da maravilhosa estrutura da realidade. Basta
que a pessoa tente apenas compreender um pouco mais desse mistério a cada dia.
Nunca perca uma sagrada curiosidade".
Também pode ser usado o comando:
\begin{quotation}
sentença que está enfatizada
\end{quotation}
A diferença do anterior deste é que o último permite que sejam enfatizados vários paragráfos
devido a sua identação.
2.2.15 Listas
Na hora de se construir ítens, pode-se perceber uma das grandes facilidades proporcionadas
pelo LaTeX, pois há comandos próprios para isso.
Para listas:
• Somente com marcação, usa-se:
Universidade Federal Fluminense 12 PET
Tele))
Capítulo 2. Documento 2.2. Texto
\begin{itemize}
\item primeiro item
\item segundo item
\item terceiro item
\end{itemize}
– primeiro item
– segundo item
– terceiro item
É permitido colocar alguns símbolos para fazer um marcador personalizado no item,
como: ♥ , ♦ , ♠ , ; , ¸ , † .Eles são colocados assim: \item[comando do símbolo]
texto. Veja como fazer estes símbolos no Apêndice B.
\begin{itemize}
\item[$\clubsuit$]item com marca-
dor personalizado.
\end{itemize}
♣ item com marcador personalizado.
• Listas numeradas usa-se:
\begin{enumerate}
\item primeiro item
\item segundo item
\item terceiro item
\end{enumerate}
1. primeiro item
2. segundo item
3. terceiro item
• Para listas com descrição é usado:
\begin{description}
\item[item] descrição deste
\item[item] descrição deste
\end{description}
item descrição deste
item descrição deste
2.2.16 Versos
Para fazer a construção de um verso basta usar o ambiente verse:
\begin{verse}
verso
\end{verse}
Ex: Esta é a parte de uma poesia de Gonçalves Dias.
\begin{verse}\index{verse}
... \\
Nosso céu tem mais estrelas\\
Nossas várzeas têm mais flores\\
Nossos bosques têm mais vida\\
Nossa vida mais amores\\
...
\end{verse}
...
Nosso céu tem mais es-
trelas
Nossas várzeas têm mais
flores
Nossos bosques têm mais
vida
Nossa vida mais amores
...
Universidade Federal Fluminense 13 PET
Tele))
Capítulo 2. Documento 2.2. Texto
Note que deve ser usado \\ para pular linhas. Note também a forma como acontece a
quebra da frase que não cabe na mesma linha.
2.2.17 Símbolos
Alguns símbolos e caracteres de língua estrangeira podem ser gerados com o LaTeX.
Ex:
\c{o} = o¸
\S = §
\copyright = c _
Veja mais símbolos nos apêndices.
2.2.18 Textos pré-formatados
O LaTeX também permite que seja digitado algo da mesma forma que deverá aparecer na tela
ou trechos de texto que possuem muitos caracteres. Isso é feito com o ambiente verbatim.
Dentro desse ambiente pode ser digitado qualquer coisa, até mesmo os espaços são colocados
da mesma forma. Isto é muito útil na hora de digitar textos na forma de uma linguagem de
programação, por possuir muitos caracteres que também são usados para fazer comando em
LaTeX.
Usando o ambiente, seu texto ficará evidenciado em uma linha a parte, mas para que ele
continue na mesma linha em que está sendo digitado, use o comando \verb= seu texto = ,
onde este sinal de igual pode ser substituido por qualquer coisa desde de que não seja espaço,
asterisco ou letras.
Ex: texto \verb+{|@#$%+ texto, você verá: texto {|@#$% texto.
Se for usado verbatim ou \verb seguido de um asterisco, em vez dos espaços em branco
será colocado o símbolo: ␣.
Ex: \verb*=a b c d= a␣b␣c␣d
É importante lembrar que dentro do ambiente verbatim o comando que você colocar não
será considerado.
Universidade Federal Fluminense 14 PET
Tele))
Capítulo 3
O ambiente matemático
3.1 Onde fica a fórmula ?
As fórmulas matemáticas podem ser digitadas tanto no meio de um texto quanto em destaque:
• No meio do texto:
Segundo a equação:
$a^{2}= b^{2}+c^{2}$
concluímos que...
Segundo a equação: c
2
= /
2
+ c
2
concluí-
mos que...
Deve ser usado $...$ para que a equação apareça no meio do texto. Além disso, podem
ser usados:
\( fórmula \) ou \begin{math} fórmula \end{math}
• Em destaque:
Segundo a equação:
\begin{equation}
a^{2}= b^{2}+c^{2}
\end{equation}
podemos concluir que...
Segundo a equação:
c
2
= /
2
+ c
2
(3.1)
podemos concluir que...
Outra maneira para fazer a equação aparecer em destaque é usando os ambientes:
\[ fórmula \] ou \begin{displaymath} fórmula \end{displaymath}
Neste modo a equação é numerada automaticamente de acordo com a seção. Para que
isso não aconteça use o comando \nonumber dentro do ambiente.
15
Capítulo 3. O ambiente matemático 3.2. Construindo fórmulas
3.2 Construindo fórmulas
3.2.1 Subescritos e Sobrescritos
Sobrescrito – É feito usando: b^{e} onde b é a base e e o expoente.
Ex: 2^{5} →2
5
Subescritos – É feito usando: b_{i} onde b é a base e i o índice.
Ex: 2_{5} →2
5
3.2.2 Frações
Podem ser feitas usando:
• /
Ex: (a+b)/2→(c + /),2
• \frac{numerador}{denominador}
Ex:\frac{a+b}{2}→
a+b
2
3.2.3 Raízes
São feitas usando: \sqrt[]{} Ex:\sqrt[3]{8} →
3

8
Se for omitido o termo [ ], automaticamente a raíz será quadrada.
3.2.4 Símbolos matemáticos
O LaTeX possui vários símbolos para montar fórmulas como integrais, somatórios, letras es-
peciais etc.
Ex:
\int→
_
\exists→∃
\infty→∞
Veja mais no Apêndice B.
3.2.5 Funções
O LaTeX também possui símbolos de funções.
Ex:
\log10 →log 10
\sin60 →sin 60
Veja como usar subescritos em algumas funções como limite e somatório:
Universidade Federal Fluminense 16 PET
Tele))
Capítulo 3. O ambiente matemático 3.2. Construindo fórmulas
\[
\lim_{x\rightarrow\infty} \frac{x^{3}}{e^{x}}
\]
\[
\sum_{n=0}^{\infty} a_{n}^{2}
\]
$\sum_{n=0}^{\infty} a_{n}^{2}$
lim
x→∞
r
3
c
x

n=0
c
2
n


n=0
c
2
n
Os intervalos são colocados da mesma forma que se põe sobre e subescritos. E repare
na diferença da disposição dos intervalos quando é usado fórmula em destaque e no meio do
texto.
Ex:
\[
f(t)= \frac{A}{2} + \frac{jA}{2 \pi }
\sum_{\stackrel{-\infty}{n
\neq 0}}^{\infty} \frac{1}{n} \, e^{jn2\pi t}
\]
)(t) =
¹
2
+


−∞
n=0
1
:
c
jn2πt
O comando \stackrel encontrado no exemplo será visto na seção 3.2.10.
Obs.: no Apêndice B há uma lista com as funções.
3.2.6 Array
É um ambiente que separa os ítens em linhas e colunas. A posição do item em relação à sua
coluna é especificado por uma simples letra (c-centro, r- direita, l-esquerda). As linhas são
separadas usando \\ e as colunas, com o símbolo &. Após a última coluna, não deve ser
colocado &. Também não se deve esquecer de colocar algo para indicar que é um ambiente
matemático.
Ex 1:
\begin{equation}
\begin{array}{lr}
x & y \\
z & w \\
\end{array}
\end{equation}
r µ
. u
(3.2)
Universidade Federal Fluminense 17 PET
Tele))
Capítulo 3. O ambiente matemático 3.2. Construindo fórmulas
Ex 2:
\begin{equation}
\int_{-L}^{L} sen \frac{m \pi x}{2}\,sen \frac{n \pi x}{2}\,dx =
\left \{
\begin{array}{cc}
0, & m \neq n \\
1, & m = n \\
\end{array}
\right.
\end{equation}
_
L
−L
:c:
:πr
2
:c:
:πr
2
dr =
_
0. : ,= :
1. : = :
(3.3)
Obs.: os comandos \left \right encontrados no exemplo serão vistos na seção 3.2.7.
Através dos seguintes comandos opcionais:
t A primeira linha dentro do ambiente array se mantém na mesma altura da linha que antecede
ao ambiente e posterior à esta.
b A última linha dentro do ambiente array se mantém na mesma altura da linha que antecede
ao ambiente e posterior à esta.
Vamos ver um exemplo para que fique mais claro.
Obs.: Deve ser lembrado que estes são comandos opcionais, logo devem ser colocados
entre colchetes.
Ex 3:
\[
x -
\begin{array}[t]{c}
a\\
b
\end{array}
-
\begin{array}[b]{c}
x\\
y
\end{array}
\]
r − c
/

r
µ
3.2.7 Delimitadores
São símbolos que limitam a expressão, como parentêses, chaves e colchetes. É usado \left
para a limitar parte esquerda e \right para a parte direita. Fazendo a combinação destes
símbolos com o ambiente array podem ser construídas as matrizes.
Ex:
Universidade Federal Fluminense 18 PET
Tele))
Capítulo 3. O ambiente matemático 3.2. Construindo fórmulas
\[
\left(
\begin{array}{c}
x\\
y
\end{array}
\right)
\]
_
r
µ
_
Ex:
\begin{equation}
\frac{d}{dt}\left ( \begin{array}{c}
u \\ v
\end{array} \right) = \left ( \begin{array}{cc}
-1 & -2 \\
0 & -1 \\
\end{array} \right ) \left ( \begin{array}{c}
u \\ v
\end{array} \right)
\end{equation}
d
dt
_
n
·
_
=
_
−1 −2
0 −1
__
n
·
_
(3.4)
No lugar de ( e ) no exemplo acima, poderíamos ter colocado: { , } [ , ] , |. Quando um
ponto ( . ) for usado após left ou right não aparecerá delimitador, observe o uso disto na
equação 3.3
3.2.8 Fórmulas em várias linhas
O ambiente equanarray é uma combinação do ambiente array com o ambiente matemático de
equação. Assim como no array, também são usados & e \\, com a opção de usar \nonumber
para não numerar as fórmulas.
Ex 1:
\begin{eqnarray}
x & = & m + n + p \\
y & = & z + w + u \nonumber \\
x & & p + n
\end{eqnarray}
r = : + : + j (3.5)
µ = . + u + n
r j + : (3.6)
Repare no espaço em branco na última linha entre os &’s e o resultado disso. E também
no uso de \nonumber.
Para que nenhuma equação seja numerada é só usar o ambiente {eqnarray*}.
Ex 2:
\begin{eqnarray*}
\int_{-L}^{L} f(x)\,dx &=& a_{0} \int_{-L}^{L}dx +
Universidade Federal Fluminense 19 PET
Tele))
Capítulo 3. O ambiente matemático 3.2. Construindo fórmulas
\sum_{m=1}^{\infty} a_{m}
\int_{-L}^{L} cos \frac{m \pi x}{2}\, dx \\
&+& \sum_{m=1}^{\infty} b_{m}
\int_{-L}^{L} sen \frac{m \pi x}{2}\, dx
\sum_{n=0}^{\infinity}
\end{eqnarray*}
_
L
−L
)(r) dr = c
0
_
L
−L
dr +

m=1
c
m
_
L
−L
co:
:πr
2
dr
+

m=1
/
m
_
L
−L
:c:
:πr
2
dr
Como visto anteriormente, cada equação recebe uma diferente referência. Porém, se o
usuário desejar usar a mesma referência para todas as equações, é só utilizar o pacote chamado
subeqnarray.
No preâmbulo deve ser colocado:
\usepackage{subeqnarray}
E no lugar do ambiente eqnarray use subeqnarray.
Ex:
\begin{subeqnarray}\label{equ:sub}
\slabel{sub1} a^2& =& b^2 + c^2\\
\slabel{sub2} a &=& b - 5
\end{subeqnarray}
Faz:
c
2
= /
2
+ c
2
(3.7a)
c = / −5 (3.7b)
A primeira equação possui o número (\ref{sub1}) 3.7a e a segunda (\ref{sub2}) 3.7b.
Já se quisermos nos referir ao conjunto de equações é só usar (\ref{equ:sub}) 3.7.
3.2.9 Linhas
Com o comando \overline{fórmula} é criada uma linha acima de uma fórmula e com
\underline{fórmula} uma linha abaixo da fórmula.
Ex:
(¹ 1) + (¹ + 1) = (¹ 1) (¹ + 1)
= (¹ 1) (¹ + 1)
= (¹ 1 ¹) + (¹ 1 1)
= ¹ 1 1
Universidade Federal Fluminense 20 PET
Tele))
Capítulo 3. O ambiente matemático 3.2. Construindo fórmulas
\begin{eqnarray*}
\overline{\overline{(\overline{A} \cdot B)} + \overline{(A + \overline{D})}}
&=&
\overline{\overline{(\overline{A} \cdot B)}}
\cdot
\overline{\overline{(A + \overline{D})}} \\
&=&
(\overline{A} \cdot B) \cdot (A + \overline{D}) \\
&=&
(\overline{A} \cdot B \cdot A)
+
(\overline{A} \cdot B \cdot \overline{D}) \\
&=& \overline{A} \cdot B \cdot \overline{D}
\end{eqnarray*}
Também podem ser feitos outros tipos diferentes de linhas usando:
\overbrace{xyz} →
¸..¸
rµ.
\underbrace{xyz}→ rµ.
.¸¸.
\widetilde{xyz}→ ¯ rµ.
\widehat{xyz}→ ¯ rµ.
\overleftarrow{xyz}→
←−−
rµ.
\overrightarrow{xyz}→
−−→
rµ.
\overline{xyz}→rµ.
Há também a possibilidade de se colocar sobre e subescritos fazendo:
\overbrace{xyz}^{a} →
a
¸..¸
rµ.
O comando \underline serve para sublinhar e também pode ser usado sem a necessidade
de estar em um ambiente matemático.
Ex:\underline{palavra} palavra
3.2.10 Empilhando
Usando o comando \stackrel é possível colocar um símbolo ou texto acima de outro.
\stackrel{símbolo acima}{símbolo abaixo}.
Ex:
239
92
l

24min
−→
293
93
`j

+
0
−1
β
$_{92}^{239}U^{*} \stackrel{24 min}{\longrightarrow} _{93}^{293}Np^{*} +
_{-1}^{0}\beta $
3.2.11 O comando phantom
Este comado é bastante útil quando for desejável escrever algo alinhado em sub e sobrescritos.
Ex:
U_{ij}^{\phantom{i}n} −→l
n
ij
Universidade Federal Fluminense 21 PET
Tele))
Capítulo 3. O ambiente matemático 3.2. Construindo fórmulas
U_{ij}^{n} −→l
n
ij
Note o alinhamento da letra n com as letras i e j, quando é usado o comando phantom.
3.2.12 Espaçamento nas fórmulas
No modo matemático o T
E
X ignora os espaços dados colocando o espaço que convém a ele, mas
como alguns autores gostam de mudar isso, há alguns comandos especiais de espaçamento:
\, pequeno espaço \; grande espaço
\: médio espaço \! espaço negativo(backspace)
É bom deixar o T
E
X colocar o espaço que ele quer, mas como nem tudo é perfeito, deve-se
ficar atento quando houver símbolos de integral, derivada, raízes e quocientes, pois geralmente
o T
E
X confunde a estrutura lógica.
Ex: µdr é visto como o produto de três variáveis pelo T
E
X, logo, quando digitar isso,
coloque espaço para que se compreenda que é uma derivada µ dr → y\,dx.
3.2.13 Teoremas
Geralmente um texto matemático possui teoremas, proposições etc. Para isso o LaTeX tem
um comando que define um ambiente com este tipo de estrutura.
Em primeiro lugar deve ser feita uma declaração com o comando
\newtheorem{ambiente}{título}[numeração], onde ambiente é o nome do novo ambi-
ente a ser usado, título é uma denominação que irá aparecer como teorema, lei, axioma, etc. e
numeração é a seqüência da numeração que este ambiente irá receber, como chapter, section,
é opcional. Este comando pode ser colocado em qualquer parte do seu documento.
Em seguida deve ser usado o ambiente com o nome escolhido para escrever o texto.
\begin{ambiente}[nome do teorema]
texto
\end{ambiente}
Ex:
\newtheorem{ambiente}{Lei}
[chapter]
.
.
.
\begin{ambiente}[Lenz]
O sentido da corrente...
origem.
\end{ambiente}
Lei 3.1 (Lenz) O sentido da corrente in-
duzida é aquele que produz um fluxo mag-
nético que se opõe à variação do fluxo
magnético que lhe deu origem.
A numeração seguirá a mesma seqüência quando for usado novamente o mesmo ambiente.
Universidade Federal Fluminense 22 PET
Tele))
Capítulo 3. O ambiente matemático 3.2. Construindo fórmulas
3.2.14 Tipos especiais de letras
Dentro do ambiente matemático também há a possibilidade de se mudar os tipos de letras da
seguinte forma:
$\mathrm{X Y Z}$ →XYZ
$\mathcal{X Y Z}$ →A¸Z
$\mathbf{X Y Z}$ →XYZ
$\mathsf{X Y Z}$ →XYZ
$\mathtt{X Y Z}$ →XYZ
$\mathit{X Y Z}$ →XYZ
$\mathbb{N I Z Q}$ →NIZQ.
Este precisa do pacote amsfonts. Para isso basta colocar o comando \usepackage{amsfonts}
no preâmbulo.
Universidade Federal Fluminense 23 PET
Tele))
Capítulo 4
Tabelas
Os ambientes tabbing e tabular são os que permitem alinhar o texto em colunas, mas há
algumas diferenças entre eles:
• O ambiente tabbing pode ser usado somente no modo de texto; e tabular pode ser
usado em qualquer modo (matemático, texto ...).
• O T
E
X inicia uma nova página no meio do tabbing, mas não no meio do tabular.
• O T
E
X determina automaticamente a altura e largura da tabela, enquanto no tabbing
isso é decretado pelo usuário.
4.1 Tabbing
O ambiente tabbing é utilizado para tabular linhas, utilizando marcações para fazer referência
às linhas e colunas que serão alinhadas.
Para marcar a posição das colunas, utiliza-se \=. Os comandos \> e \< avançam e recuam
uma tabulação, respectivamente. Veja o exemplo a seguir.
Ex:
isto é um exemplo,
onde começa a próxima
palavra
na última linha ?
\begin{tabbing}
isto é \= um exemplo, \\
\> onde começa \= a próxima \\
\> \> palavra \\
na última linha ?
\end{tabbing}
Note que \> fez avançar a 2
a
linha até o 1

marcador. Observe também que dois \>
avançaram a 3
a
linha em duas tabulações. O uso do \< será visto no próximo exemplo.
Pode ser conveniente que várias linhas sucessivas sejam tabuladas. Para isso, são usados
os comandos \+ para avançar, e \- para recuar um bloco de linhas.
Ex:
24
Capítulo 4. Tabelas 4.2. Tabular
1a linha com marcadores.
2a linha.
3a linha.
4a linha.
5a linha.
6a linha.
7a linha.
8a linha.
9a linha.
10a linha.
11a linha.
12a linha.
\begin{tabbing}
1a \= linha \= com \= marca\=dores. \+ \\
2a linha.\+ \\
3a linha.\+ \\
4a linha.\\
5a linha.\\
6a linha.\\
\> 7a linha.\\
\< 8a linha.\\
9a linha.\\
10a linha.\\
11a linha.\- \- \- \\
12a linha.
\end{tabbing}
Na 3
a
linha, por exemplo, podemos observar que o comando \+ avançou as tabulações
seguintes até que um \- fosse utilizado na 11
a
linha. No entanto, vemos que as linhas 7 e 8
não seguiram tal alinhamento por causa dos comandos \> e \<. Tais comandos não afetam
as linhas de baixo, diferentemente de \+ e \-, que mudam a tabulação das linhas seguintes.
É importante lembrar que o T
E
X considera um ou mais espaços como um único espaço.
Portanto, vamos ver um exemplo de erro muito comum cometido neste ambiente:
\begin{tabbing}
coluna \= curta \\
coluna grande \> maior que curta
\end{tabbing}
coluna curta
coluna grande maior que curta
Pode ser visto que "maior que curta" ficou por cima de "grande". Por que será, já que foi dado
espaço suficiente na linha de cima? Recordando: não importa quantos espaços sejam dados,
só será considerado um. Uma dica para evitar que isso ocorra é colocar a maior palavra na
primeira linha e eliminá-la usando \kill. Este comando faz com que a linha seja considerada
na compilação, porém não apareça na tela.
Ex:
\begin{tabbing}
coluna grande \= maior que curta \kill
coluna \> curta \\
coluna grande \> maior que curta
\end{tabbing}
coluna curta
coluna grande maior que curta
4.2 Tabular
Este é semelhante ao array, diferindo deste pelo fato de poder ser usado em qualquer modo,
não apenas no matemático.
Vamos ver um exemplo para entender os comandos.
Universidade Federal Fluminense 25 PET
Tele))
Capítulo 4. Tabelas 4.2. Tabular
\begin{tabular}{|c|l|rc|}
\hline
jan & fev & mar & abr \\ \hline
mai & jun & jul & ago \\ \cline{1-1} \cline{3-4}
set & out & nov & dez \\ \hline \hline
\end{tabular}
• As letras c, l e r significam centro, esquerda e direita respectivamente (center, left e
right). Isto indica a posição do texto em relação a célula.
• As barras verticais (|) separando c, l e r são para fazer linhas verticais na tabela.
• \hline É para fazer linhas horizontais ao longo da tabela.
Repetindo várias vezes os mesmos comandos ( | e \hline) seguidamente formam-se
várias linhas.
• \cline{coli-colj} Faz linhas horizontais apenas entre as colunas i e j.
• & Divide os elementos de cada linha.
• \\ Indica o início de uma nova linha na tabela.
jan fev mar abr
mai jun jul ago
set out nov dez
A largura da coluna pode ser determinada utilizando o comando p{medida}, ele deve ser
colocado no lugar das letras c, l ou r
Ex:
\begin{tabular}{|l|c|p{3cm}|}\hline
col 1 & col 2 & coluna com 3 cm \\ \hline
col 1 & col 2 & podemos colocar uma frase nesta coluna
e ela será quebrada quando o tamanho
for maior que 3 cm. \\ \hline
isso não acontece nesta coluna ! & col 2 & \\ \hline
\end{tabular}
Faz:
col 1 col 2 coluna com 3 cm
col 1 col 2 podemos colocar
uma frase nesta
coluna e ela será
quebrada quando
o tamanho for
maior que 3 cm.
isso não acontece nesta coluna ! col 2
Universidade Federal Fluminense 26 PET
Tele))
Capítulo 4. Tabelas 4.2. Tabular
Há também a possibilidade de se montar uma tabela com multicolunas, ou seja, uma célula
grande pode ser construída com o agrupamento de células vizinhas em uma linha. É feito com
o comando \multicolumn{n}{pos}{item}. Vamos ver o que isso significa na prática.
Primeiro, para a construção de uma tabela, é preciso saber o número máximo de colunas
que ela terá para colocá-las no argumento situado após tabular. Conforme o comando citado
acima, n é o número de colunas da tabela inteira que a multicoluna irá ocupar, pos é a posição
que ficará o texto (r l c) e item é o texto que será digitado. É o mesmo que construir uma
tabela dentro da outra.
Ex:
\begin{tabular}{|l|ll|} \hline
segunda & \multicolumn{2}{|c|}{terça}\\ \hline
10 & 15 & 20 \\
15 & 10 & 25 \\ \hline
\end{tabular}
segunda terça
10 15 20
15 10 25
A tabela é transformada em elemento flutuante, ou seja, ela será colocada pelo LaTeX no
local de melhor visualização quando o ambiente tabular é colocado dentro do ambiente table.
Para definir o local da página em que a tabela ficará situada pode-se colocar:
h- Ficará onde foi digitado;
b- Ficará na parte inferior da página;
t- Ficará na parte superior da página;
p- Ficará em página separada.
Ex:
\begin{table}[b]
\begin{tabular}{}
tabela
\end{tabular}
\end{table}
Entretanto, pode ser que o LaTeX não o aceite por motivos estéticos.
4.2.1 Tabelas Longas
Algumas vezes pode haver a necessidade de se usar grandes tabelas que ocupam mais que uma
página, porém o ambiente tabular não permite que a tabela seja quebrada de acordo com a
página.
O pacote longtable permite que isso seja feito através do ambiente longtable, que deve ser
usado no lugar de tabular. Neste caso não é nescessário utilizar o ambiente table para tornar
a tabela em um elemento flutuante. Os comandos do ambiente longtable são os mesmos do
tabular.
Lembrando que o pacote deve ser inserido no preâmbulo
\usepackage{longtable}
Ex:
\begin{longtable}{|c|c|}
Universidade Federal Fluminense 27 PET
Tele))
Capítulo 4. Tabelas 4.2. Tabular
\hline
& & \\
.
.
.
& & \\
\hline
\caption{Tabela longa.}
\end{longtable}
Universidade Federal Fluminense 28 PET
Tele))
Capítulo 5
Movendo informações
Neste capítulo será visto como trabalhar com informações no documento através de referência
cruzada, bibliografia, citação, inclusão de outros arquivos e figuras, sumário, etc..
5.1 Referência cruzada
Um dos motivos para as figuras, seções, equações e tabelas serem numeradas, é para posterior
referência delas no texto. Por exemplo, escrevendo diretamente : "consulte a equação 10"
pode ocorrer um problema, pois caso seja acrescentada futuramente outra equação antes
dessa, seu número não será 10, mas sim 11. Logo, a referência estará errada. Para que isso
não ocorra, pode-se criar um código para aquela equação com o comando \label{código}
e referenciá-la com o comando \ref{código}.
Ex:
\begin{equation}
a^{2}+ b^{2}=c^{2} \label{equ:pitágoras}
\end{equation}
Consulte a \ref{equ:pitágoras} que é a equação de Pitágoras.
c
2
+ /
2
= c
2
(5.1)
Consulte a 5.1 que é a equação de Pitágoras.
Conforme forem sendo acrescentadas mais referências será preciso rodar o LaTeX mais de
uma vez para que ele atualize a lista.
Também pode ser usado \pagref{...} para referência de páginas. E para referenciar
partes do documento como capítulos e seções, basta fazer o mesmo que é feito com a equação.
Ex:
\section{Referência cruzada \label{sec:rc}}.
Uma dica para não se perder com a quantidade de códigos diferentes é identificar a refe-
rência com: equ:(equação), fig:(figura), tab:(tabela), teo:(teorema) etc..
É preciso compilar o LaTeX duas vezes: na primeira ele guarda a informação em um arquivo
auxiliar e na segunda ele vai até este arquivo buscar esta informação e colocar no documento.
29
Capítulo 5. Movendo informações 5.2. Dividindo o arquivo
5.2 Dividindo o arquivo
Quando o arquivo fica muito grande é importante que ele seja dividido em arquivos menores,
para que o tempo de processamento seja menor, e que no final seja reunido novamente. Isso
é feito da seguinte forma:
\includeonly{lista de arquivos separados por
vírgula (sem .tex) no preâmbulo}
\include{arquivo (sem .tex) na ordem desejada}
Ex:
\includeonly{introducao,formatacao,capa}
. . .
\include{capa} ...
\include{formatacao} ...
\include{introducao} ...
É importante salientar a diferença entre os comandos \includeonly e \include. Vejamos
um exemplo.
Vamos supor que o arquivo principal seja apostila.tex e que os capítulos da apostila
estejam separados em outros arquivos cap1.tex, cap2.tex etc. Para incluí-los no texto,
basta acrescentar \include{cap1} e quantos outros "includes"forem precisos. Agora, caso
seja necessário compilar somente o arquivo cap7.tex, por exemplo, não convém compi-
lar todos os outros uma vez que o tempo de processamento seria maior; assim, utiliza-se
\includeonly{cap7} no preâmbulo.
É comum pensar na possibilidade de comentar as linhas referentes aos "includes"dos outros
capítulos, desse modo, somente o cap7.tex seria compilado. Tal escolha não é recomendada
pois quando se utiliza o \include, geram-se arquivos auxiliares (.aux) contendo informações
sobre referências cruzadas e paginação, as quais seriam perdidas caso os arquivos não fossem
criados. Então, quando se usa o \includeonly, é importante não apagar os arquivos auxili-
ares gerados anteriormente para que tais informações não sejam perdidas.
Usando \input no lugar de \include, o arquivo é inserido no meio da página onde foi
colocado, ao contrário do \include que inicia uma nova página.
O LaTeX faz automaticamente o ajuste de numeração na hora em que reúne os arquivos.
Obs: Os arquivos que serão inseridos no documento não devem ter os comandos que apa-
recem no preâmbulo, nem \begin{document} e \end{document}.
5.3 Bibliografia
Uma das maneiras de fazer a bibliografia é utilizar o ambiente thebibliography. E cada re-
ferência começa com \bibitem{livro} e o comando \cite{livro} faz as referências no
meio do documento.
Universidade Federal Fluminense 30 PET
Tele))
Capítulo 5. Movendo informações 5.3. Bibliografia
\begin{thebibliography}{n}
\bibitem{ref}{Livro}
\end{thebibliography}
No exemplo, n é o número máximo de ítens de referência que terá o documento, ref é o
código de referência do livro e livro são os dados do livro. Este ambiente deve ser colocado
no final do documento.
BibTeX
A outra maneira é através do utilitário BibTeX. Ele permite que sejam montados dados bibli-
ográficos para posterior uso em seus documentos.
É usado \cite para citações no meio do texto, mas em vez de digitar a lista diretamente
no documento, é usado o comando \bibliography{nome} com o nome dos arquivos que
contêm o banco de dados.
Antes de saber como fazer isso, vamos ver como o LaTeX e o BibTeX interagem. Quando o
documento é compilado pelo latex, é criado um arquivo com extensão .aux que contém todas as
informações de referência cruzada. Quando seu documento tiver os comandos \bibliography
e \bibliographystyle, este arquivo *.aux guardará as informações de citações e argumentos
deste comando. Em seguida, quando o documento é compilado pelo bibtex, todas essas
imformações são lidas e é criado um novo arquivo com extensão .bbl contendo os comandos
que produziram a lista. A próxima vez em que o documento for compilado pelo latex, o
comando \bibliography lê o arquivo *.bbl e gera a lista bibliográfica.
Como fazer:
• Primeiramente deve-se escrever um arquivo (é importante ressaltar que este é um arquivo
separado do documento principal) contendo os dados bibliográficos baseado nos tipos
pré-definidos pelo LaTeX. Os principais são:
article São os artigos de jornais ou revistas.
book Um livro.
inbook Parte de um livro (capítulo, páginas etc.).
manual Documento técnico.
Os principais campos que devem ser preenchidos são:
author Autor
title Título
year Ano
publisher Editora
address Endereço (cidade, estado...).
Consulte a referência [1] para encontrar mais tipos.
Tipo@{código de referência,
AUTHOR= "nome",
TITLE = " Título ",
PUBLISHER = "Editora",
Universidade Federal Fluminense 31 PET
Tele))
Capítulo 5. Movendo informações 5.3. Bibliografia
ADDRESS = "Endereço",
. . .
YEAR = "Ano" }
Geralmente as interfaces gráficas disponíveis para o trabalho com o LaTeX, já disponi-
bilizam opções em uma forma completa, cabendo ao usuário somente o preenchimento
dos campos. Consulte o manual do seu editor.
Salve este arquivo com extensão .bib na mesma pasta onde está o documento;
• Insira o comando \bibliographystyle{estilo} no preâmbulo do documento e o
comando \bibliography{arquivo (sem .bib)} no local onde deverá aparecer a bi-
bliografia.
Os estilos podem ser:
plain É o mais usado. As entradas são colocadas em ordem alfabética.
unsrt As entradas aparecem na ordem de citação no meio do texto.
abbrv Semelhante aos anteriores, mas vem com nomes abreviados.
Obs: Só aparecerão na lista bibligráfica as referências que foram citadas. Para que elas
apareçam na lista sem precisar que sejam citadas no texto, use o comando:
\nocite{nome dos códigos separados por vírgula}.
• Para gerar a bibliografia deve-se compilar o latex, em seguida o bibtex e o latex nova-
mente.
Por exemplo:
É criado um arquivo contendo a descrição da referência, como feito abaixo:
@book{ apos:tex,
author = {Programa de Educação Tutorial},
title ={Apostila de \LaTeX},
publisher = {Universidade Federal Fluminense},
address = {Niterói - Rio de Janeiro,
year ={2004}
}
O arquivo é então salvo na mesma pasta com um nome qualquer e extensão .bib. Ex:
livros.bib
É inserido no preâmbulo do documento o comando: \bibliographystyle{estilo}. E
no fim do documento o comando: \bibliography{arquivo (sem .bib)}.
Ex:
Universidade Federal Fluminense 32 PET
Tele))
Capítulo 5. Movendo informações 5.4. Figuras
\bibliographystyle{plain}
.
\begin{document}
.
.
\bibliography{livros}
\end{document}
Feito isso, é só rodar o latex - bibtex - latex.
5.4 Figuras
Para inserir figuras deve-se colocar no preâmbulo o pacote graphicx e depois usar o comando
que permite inserir figura. Inicialmente, o formato de figura que o LaTeX aceitava era somente
EPS (Encapsulated PostScript), por ser mais usado. Porém, a nescessidade de inclusão de
figuras com formatos diferentes era grande, então, alguns usuários do LaTeX criaram pacotes
que permitiam a inserção de outros formatos de figuras além do .eps. É usado o ambiente
figure para poder tornar a figura um elemento flutuante, dar um título à figura e usar um
código para referência.
\begin{figure}[argumento de posição como no table]
\includegraphics[medidas]{nome do arquivo}\\
\caption{Título da figura.}
\label{código de referência}
\end{figure}
As medidas são os parâmetros:
• width Largura;
• height Altura;
• angle Rotaciona a figura no sentido anti-horário.
• scale Muda a escala da figura.
Figura 5.1: Gráfico.
Universidade Federal Fluminense 33 PET
Tele))
Capítulo 5. Movendo informações 5.4. Figuras
\usepackage{graphicx}
...
\begin{document}
...
\begin{figure}[h]
\centering % este comando é usado para centralizar a figura
\includegraphics[width=4cm, height=6cm, angle=30]{grafico.jpg}\\
\caption{Gráfico.}
\label{fig:exem}
\end{figure}
...
\end{document}
Figuras .pdf Se o pacote graphicx for usado com o opcional [pdftex], torna-se possível
inserir figuras no formato *.pdf. Neste caso, o documento não poderá ser compilado com o
latex e sim com o pdflatex. Deve-se conferir se seu sistema oferece este recurso.
Ex:
\usepackage[pdftex]{graphicx}
...
\begin{document}
...
\begin{figure}[h]
\centering
\includegraphics{grafico.pdf}\\
\caption{Gráfico.}
\label{fig:exem}
\end{figure}
...
\end{document}
Compilando com o pdftlatex é gerado diretamente o documento no formato .pdf ao invés
de .dvi.
Figuras .jpg, .png, .pdf Para inserir figuras nestes formatos deve-se em primeiro lugar
inserir a opção dvipdfm como argumento da classe do documento.
\documentclass[dvipdfm]{report}
Para inserir a figura é necessário convertê-la do formato original (.jpg, .png, .pdf) para o
formato .bb (bounding box). Como fazer?
Suponha que o nome do arquivo seja grafico.jpg. Para transformá-lo em gráfico.bb
basta abrir o Command Prompt e digitar:
ebb grafico.jpg
Isto transforma o arquivo de .jpg em .bb.
Obs: A figura não aparecerá no documento .dvi. É preciso convertê-la para .pdf. Para
fazer isso, abra o Command Prompt e digite:
dvipdfm documento.dvi
Supondo que o nome do arquivo seja documento.
Universidade Federal Fluminense 34 PET
Tele))
Capítulo 5. Movendo informações 5.4. Figuras
5.4.1 Subfiguras
Existe um pacote chamado subfigure que permite ao ambiente figure possuir mais de uma
figura.
Antes de qualquer coisa deve-se declarar no preâmbulo o comando:
\usepackage{subfigure}
Veja o exemplo abaixo para entender o uso do comando.
Ex:
\begin{figure}[h]
\subfigure[Primeira\label{fig:pri}]{\includegraphics{fig1.jpg}}
\subfigure[Segunda\label{fig:seg}]{\includegraphics{fig2.jpg}}
\center{\subfigure[Terceira\label{fig:ter}]{\includegraphics{fig3.jpg}}}
\caption{Conjunto de figuras.}
\label{fig:conj}
\end{figure}
(a) Primeira (b) Segunda
(c) Terceira
Figura 5.2: Conjunto de figuras.
O título de cada uma das figuras 5.2 \ref{fig:conj} é colocado entre colchetes, assim
como seu código de referência. A terceira figura 5.2(c) \ref{fig:ter} está dentro do
comando \center para ficar centralizada.
Universidade Federal Fluminense 35 PET
Tele))
Capítulo 5. Movendo informações 5.5. Sumário
5.5 Sumário
O sumário é feito facilmente através de um único comando: \tableofcontents, que deve
ser colocado logo após \begin{document}, e o sumário é gerado automaticamente.
Ex:
...
\begin{document}
\tableofcontents
....
Caso haja alguma seção, figura ou tabela sem a numeração (por exemplo, quando é colo-
cado o nome da seção com asterisco: \section*. Veja: 2.2.13) é possível que ela apareça no
sumário usando o comando \addcontentsline{arquivo}{seção}{nome}, onde arquivo é
a extensão da lista que deverá entrar (veja 5.7), seção é o título da seção ou capítulo, e nome
é o nome que aparecerá na lista, podendo ser o mesmo título.
Ex:
\tableofcontents
...
\addcontentsline{toc}{chapter}{Prefácio}
Os comandos \listoffigures e \listoftables geram uma lista de figuras e lista de
tabelas, respectivamente.
É preciso compilar o arquivo duas vezes para que seja visualizado o sumário a cada mudança.
5.6 Índice
Uma das maneiras de produzir o índice remissivo é utilizando o ambiente theindex onde cada
entrada é feita usando \item, a subentrada usando \subitem e a subsubentrada usando
\subsubitem. Este ambiente produz o índice em duas colunas. O comando \indexspace
faz um espaço vertical entre as entradas.
Ex:
\item babel 14
\item Color 44
\subitem \verb=\=textcolor 56, 32
\subsubitem color 45
\indexspace
\item article 15
Faz:
Universidade Federal Fluminense 36 PET
Tele))
Capítulo 5. Movendo informações 5.6. Índice
babel 14
Color 44
\textcolor 56, 32
color 45
article 15
O índice remissivo também pode ser criado facilmente da seguinte forma:
O programa MakeIndex Este é um programa que faz índice em um documento gerado
pelo LaTeX.
Primeiro coloque no preâmbulo o pacote makeidx e o comando \makeindex e, no local
onde deverá aparecer o índice, coloque o comando \printindex.
Para marcar os ítens que apareceram no índice, use o comando \index{item}, onde
item é a palavra que aparecerá no índice (entrada). Isso faz aparecer o item ao lado da pá-
gina onde ele está localizado. Subentradas também podem ser geradas da seguinte forma:
\index{item!item!item}. O ponto de exclamação serve para separar as entradas das su-
bentradas.
Ex:
\documentclass[a4,12pt,oneside]{article}
\usepackage[T1]{fontenc}
\usepackage[brazil]{babel}
\usepackage{makeidx}
\makeindex
\begin{document}
...
\index{babel}
...
\index{Color!\verb=\=textcolor!color}
...
\index{Classe!book!article}
\printindex
\end{document}
Usando o exemplo acima, quando impresso, deverá aparecer no índice remissivo o seguinte:
babel, 12
Classe
book
report, 7
Color
\textcolor
color, 30
Universidade Federal Fluminense 37 PET
Tele))
Capítulo 5. Movendo informações 5.7. Tipos de arquivos
Para gerar o índice é preciso:
• Compilar o documento pelo latex para que ele gere um arquivo com extensão .idx;
• Em seguida compilar pelo makeindex com o nome do arquivo com extensão .idx para
que ele gere um novo arquivo com extensão .ind;
• E compilar pelo latex novamente.
Sempre que houver uma mudança, deve-se seguir estas etapas de compilação.
5.7 Tipos de arquivos
Quando o documento é compilado, vários arquivos serão criados com o mesmo nome do
documento. A lista abaixo dá uma breve explicação do significado de cada extensão de
arquivo.
.tex Este é o arquivo principal, onde está o código fonte escrito.
.dvi Este é o arquivo pronto para ser visualizado e transformado em ps para imprimir. É o
arquivo independente de dispositivo (device independent).
.aux É onde estão localizadas as informações de referência cruzada.
.toc Armazena os títulos das seções (Table of contents).
.lof Armazena os títulos das figuras (List of figures).
.lot Armazena os títulos das tabelas (List of tables).
.idx Contém o índice remissivo.
.log É o relatório da compilação feita, com os erros.
.bbl É o arquivo escrito pelo BibTex.
Universidade Federal Fluminense 38 PET
Tele))
Capítulo 6
Estrutura visual
Neste capítulo serão vistos conceitos básicos sobre como modificar a formatação padrão.
6.1 Cabeçalho e Rodapé da página
A página é formada por 3 partes: cabeçalho (topo da página), corpo (o texto) e rodapé (parte
inferior da página). As características do cabeçalho e do rodapé da página são definidas pelo
comando \pagestyle, enquanto a numeração é definida pelo comando \pagenumbering.
Os quatro estilos principais da página são feitos usando o comando \pagestyle{estilos}.
Tais estilos são:
plain A página possui apenas numeração no rodapé;
empty Produz cabeçalho e rodapé vazios , sem numeração;
headings Depende do estilo do documento.
A página da frente (ímpar) vem com a seção, no caso de book, e subseção, no caso
de article. Quando a página estiver definida como oneside, aparecerá nas páginas o
capítulo, no caso de book, e secção, no caso de article. Caso não haja seções, só
aparece a numeração no cabeçalho;
myheadings É especificado pelo usuário o que estará escrito no topo com os comandos:
• markboth – Quando o documento estiver em twoside:
\markboth{página par}{página ímpar};
• markright – Quando o documento estiver em oneside:
\markright{páginas pares e ímpares}.
Nos locais onde estão escritos página par e/ou ímpar, deverão ser escritas as pala-
vras que aparecerão no cabeçalho.
A numeração da página é feita automaticamente com algarismos árabes, mas, para mudá-
los, use o comando:
\pagenumbering{roman} Os números são colocados em romano;
Roman em romano maiúsculo;
alph em letras comuns e
39
Capítulo 6. Estrutura visual 6.1. Cabeçalho e Rodapé da página
Alph em letras comuns maiúsculas.
Se \pagenumbering for colocado no meio do texto, a numeração a partir daí será iniciada
novamente com o novo estilo de numeração declarado.
O pacote fancyhdr Os comandos que foram vistos acima são úteis, porém limitados. Um
pacote que adiciona recursos ao estilo da página é o fancyhdr .
Com ele pode-se, entre outras coisas:
• Dividir o rodapé e cabeçalho em 3 partes diferentes,
• Inserir linhas.
Em primero lugar deve-se inserir o pacote através do comando: \usepackage{fancyhdr}
no preâmbulo, no caso do L
A
T
E
X2e. E no caso do L
A
T
E
X 2.09 insira fancyhdr como um argumento
opcional da classe do documento: \documentstyle[fncyhdr,12pt,a4]{book}
Após isso, defina no preâmbulo o estilo da página através do comando \pagestyle{fancy}.
Para páginas ímpares (ODD)
RO esquerda CO (cabeçalho)centro LO direita
corpo da página
RO esquerda CO (rodapé) centro LO direita
Para páginas pares (EVEN)
RE esquerda CE (cabeçalho)centro LE direita
corpo da página
RE esquerda CE (rodapé) centro LE direita
Tabela 6.1: Cabeçalho e rodapé.
Cada campo é definido pelos seguintes comandos:
• \fancyhead[parâmetro]{informação}
• \fancyfoot[parâmetro]{informação}
O usuário pode definir como informação o que quiser, ou colocar também o comando
\thepage que diz onde o número da página vai aparecer.
O parâmetro é a indicação do campo em que informação irá aparecer. Por exemplo, observe
a tabela 6.1. As letras O e E dizem respeito às páginas ímpares e pares, respectivamente. C,
R e L, significam centro, direita e esquerda, respectivamente. Através de cada combinação
dessas letras, fica-se especificado onde a informação estará.
Universidade Federal Fluminense 40 PET
Tele))
Capítulo 6. Estrutura visual 6.1. Cabeçalho e Rodapé da página
Utilizando os comandos:
\renwcommand{\headrulewidth}{medida} e \renwcommand{\footrulewidth}{medida}
é possível estabelecer a largura das linhas do cabeçalho e rodapé, respectivamente, através da
medida dada.
Caso não seja usado nenhum desses comandos, o padrão que será gerado será:
Para páginas ímpares (ODD)
Capítulo Seção
corpo da página
Número da página
Para páginas pares (EVEN)
Seção Capítulo
corpo da página
Número da página
Este padrão é produzido da seguinte forma:
\fancyhead[LE,RO]{\rightmark}
\fancyhead[LO,RE]{\leftmark}
\fancyfoot[C]{\thepage}
Repare que \rightmark está se referindo à seção e \leftmark, ao capítulo. Caso o
usuário queira, estes comandos também podem servir como informação.
O exemplo abaixo mostra como foi feito o cabeçalho desta apostila:
\pagestyle{fancy}
\fancyhead[LO,LE]{\it\nouppercase\leftmark}
\fancyhead[RO,RE]{\it\nouppercase\rightmark}
\fancyfoot[LO,LE]{\textsc{\uff}}
\fancyfoot[RO,RE]{\pet}
\fancyfoot[CO,CE]{\thepage}
\renewcommand{\footrulewidth}{0.4pt}
\renewcommand{\headrulewidth}{0.4pt}
O comando \nouppercase utilizado acima tem a função de colocar os capítulos e seções
em letras minúsculas. Já os comandos \uff e \pet foram criados especialmente para uso
nesta apostila. Para informações sobre novos comandos, consulte 6.7.
Universidade Federal Fluminense 41 PET
Tele))
Capítulo 6. Estrutura visual 6.2. Área de impressão
6.2 Área de impressão
A página em qualquer documento em LaTeX possui uma determinada configuração que de-
pende de vários paramêtros, isto é, comandos que agem em determinadas partes da página.
A figura 6.1 mostra todos esses comandos.
Cada tipo de classe de documento e papel escolhido tem um tamanho padrão para a
impressão. Mas, é possível mudar esse tamanho. Uma das maneiras é através dos comandos:
\addtolength{padrão}{medida} – Adicionará ao padrão de medida do documento a
medida que for escolhida, e;
\setlength{padrão}{medida} – Fixa a medida escolhida para o padrão. O comando
anterior adiciona uma medida enquanto esse dá uma nova medida.
padrão são os comandos:
• \textwidth A largura padrão do texto na página;
• \textheight A altura padrão do texto na página;
• \columnsep A largura do espaço entre as colunas quando twocolumn estiver como
opção de estilo;
• \columnseprule A largura da linha vertical colocada entre as colunas do texto usando
twocolumn. O padrão é largura zero, por isso normalmente não aparece a linha;
• \oddsidemargin É a distância da borda esquerda do papel para a margem esquerda do
texto menos uma polegada, em páginas ímpares quando twoside estiver declarado;
• \evensidemargin É o mesmo que \oddsidemargin só que para páginas pares;
• \marginparwidth Largura das notas marginais;
• \topmargin A distância da margem superior do papel para o topo do cabeçalho da
página menos uma polegada;
• \headheight A altura da caixa que contém o cabeçalho.
E a medida pode ser colocada em centímetros ou em outra medida citada na seção 6.3.
Ex: \addtolength{\textheight}{3.0cm} adicionará 3 centímetros à altura da área de
impressão da página.
Este comando deve ser colocado no preâmbulo.
6.3 Espaços e Medidas
Através dos seguintes comandos pode ser dado espaçamento entre linhas e palavras:
• \hspace{medida} - Adiciona espaço entre as palavras, onde a medida pode ser em:
– (cm) Centímentros;
– (in) Polegada (1i: = 2.54c:);
– (pt) Ponto (1i: = 72.27jt);
Universidade Federal Fluminense 42 PET
Tele))
Capítulo 6. Estrutura visual 6.3. Espaços e Medidas
Figura 6.1: Medidas da página.
Universidade Federal Fluminense 43 PET
Tele))
Capítulo 6. Estrutura visual 6.3. Espaços e Medidas
– (ex) Medida equivalente à altura da letra x;
– (em) Medida relativa à largura da letra M.
É melhor que se use as duas últimas medidas por elas serem baseadas na fonte usada
no documento.
Ex:
Este espaço\hspace{10em} tem 10em
Este espaço tem 10em.
• \vspace{medida} - Adiciona espaço vertical entre as linhas.
• \hrulefill -Produz uma linha horizontal.
Ex:
Linha \hrulefill horizontal .
Linha horizontal.
• \rule[elevação]{largura}{altura} – Faz um retângulo com as medidas elevação
acima ou abaixo da linha, largura e altura
Ex:
texto \rule[0.5ex]{5em}{0.7ex} texto
texto texto
• \dotfill Produz linha horizontal pontilhada.
Ex:
linha \dotfill pontilhada.
linha . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . pontilhada.
• \hfill Produz um espaço em branco com tamanho proporcional ao número de palavras
na linha.
• \vfill Adiciona espaçamento vertical na página proporcionalmente ao número de linhas
que ela possui.
O tamanho da linha nos comandos fill é ajustado de acordo com a quantidade de palavras
na linha ou página. Ex.: Linha horizontal menor que a anterior.
Obs: Outros padrões de medida de espaço utilizado pelo L
A
T
E
X que podem servir de base
para medidas de outros comandos são:
• \parindent É o tamanho da identação no parágrafo normal.
• \parskip É o espaço vertical entre os parágrafos.
• \baselineskip É a distância entre o topo de uma linha e o topo da linha de baixo.
• \linewidth É igual ao comando \textwidth, exceto quando estiver em ambientes
como quote e os de lista, onde ele define a largura destes ambientes. Seu valor não
pode ser mudado, mas serve como padrão para outras medidas.
Esses três primeiros padrões podem ser mudados no seu documento colocando no preâm-
bulo o comando \addtolength{padrão}{medida}, onde padrão é a medida que será
mudada e medida é o novo espaço.
Universidade Federal Fluminense 44 PET
Tele))
Capítulo 6. Estrutura visual 6.4. Caixas
6.4 Caixas
Usando o comando \fbox{palavra} , é construída uma caixa ao redor da palavra Exemplo ,
e através do comando \framebox[medida][posição]{palavra} pode-se controlar o tama-
nho da caixa.
Ex: texto \framebox[15ex][r]{palavra} texto.
texto palavra texto.
Um erro comum é deixar um espaço menor para a caixa do que o tamanho do texto.
Ex: texto \framebox[5ex][l]{palavra} texto.
texto palavra texto.
No exemplo, verifica-se que o texto fica, em parte, fora da caixa. Além disso, os textos
ficam sobrepostos pois o alinhamento das palavras é feito de acordo com o tamanho da caixa,
e não com o texto dentro dela.
Usando o comando \makebox da mesma forma que \framebox também é criada uma
caixa, só que sem linha.
Ex: texto \makebox[6ex][r]{palavra} texto.
texto palavra texto.
O comando \raisebox{altura}{palavra} faz uma caixa onde a palavra é elevada a
uma altura escolhida, podendo também ser uma medida negativa (para baixo - ).
Ex: texto \raisebox{1.0ex}{palavra} texto.
texto
palavra
texto.
6.5 Cores
Primeiramente, para usar cor é preciso colocar no preâmbulo o comando \usepackage{color}.
Isso é para o LaTeX carregar o pacote color e reconhecer os comandos de cores. Veja alguns
comandos:
• \definecolor{nome}{modelo}{parâmetro} - Este define a cor, onde nome é o nome
da cor, modelo é o modelo da cor (com o principal sendo rgb: red, green, blue) e
parâmetro é o código da cor segundo o modelo usado.
Ex:
\definecolor{azul}{rgb}{0,0,1} define a cor azul.
O padrão rgb é o mais usado devido ao seu grande número de combinações de cores
feitas com os códigos: peso da cor vermelha, peso da cor verde, peso da cor azul, onde
os números variam entre 0 e 1. Lembrando que o separador decimal é o ponto(.), não
a vírgula. Ex: escreve-se 0.71 ao invés de 0,71.
Universidade Federal Fluminense 45 PET
Tele))
Capítulo 6. Estrutura visual 6.6. Minipage
• \textcolor{cor}{palavra} - Muda cor da palavra selecionada. A cor pode ser escrita
diretamente em inglês ou usar o definecolor, definindo o nome da cor em português.
Ex:
\definecolor{verdemar}{rgb}{0.59,0.78,0.65}
\textcolor{verdemar}{texto em cor personalizada}
texto em cor personalizada
• \color{cor} - Muda a cor do texto inteiro. Para mudar apenas um trecho do texto
use chaves neste trecho.
Ex:
{\color{blue}{trecho do texto}}
trecho do texto
• \pagecolor{cor} - Muda a cor do fundo da página.
• \colorbox{cor}{texto} Gera uma caixa com o fundo da cor que foi escolhida. Para
fazer uma caixa em um grande pedaço de texto use minipage, veja seção 6.6.
Ex:
\colorbox{red}{palavra}
palavra
• \fcolorbox{bcor}{ccor}{texto} - Gera uma caixa com cor ccor e borda bcor.
Ex:
\fcolorbox{verdemar}{green}{palavra}
palavra
Importante: dependendo do visualizador de DVI as cores não serão vistas, mas se converter
em PS ou PDF, aparecerão normalmente.
6.6 Minipage
Esse é um ambiente que cria uma área com formato de uma página, com largura desejada
através do comando:
\begin{minipage}[posição t ou b]{largura}
texto
\end{minipage}
Universidade Federal Fluminense 46 PET
Tele))
Capítulo 6. Estrutura visual 6.7. Novos comandos e ambientes
O texto pode conter outros ambientes, po-
dendo colocar até notas de pé de página
a
, mas esta nota não aparecerá no fim
da página comum. Há também possibili-
dade de se colocar moldura com o comando
\fbox{ambiente minipage} e também tra-
balhar com os comandos de cores sem proble-
mas, através de combinações. Os argumentos
b e t permitem o alinhamento do topo (t) e
do fim (b) da minipage em relação a linha do
texto. Devem ser usados quando há uma outra
minipage do lado.
a
esta nota aparece no fim da minipágina
\begin{minipage}[t]{0.5\textwidth}
O texto pode conter (...) notas de pé de página
\footnote{esta nota aparece (...) minipágina}
... do lado.
\end{minipage}
Outra posibilidade de colocar moldura é usando tabular, onde os ítens serão as minipáginas.
6.7 Novos comandos e ambientes
O L
A
T
E
X também permite que seja modificado o nome de algum comando para o nome escolhido
ou que seja criado um macro, ou seja, um comando que sintetize outros comandos. Isso é
feito através de \newcommand{novo comando}{definição}
Ex: Se uma mesma frase for utilizada várias vezes ao longo to texto, é útil criar um
comando que a resumisse. Então, querendo digitar: Universidade Federal Fluminense, coloca-
se no preâmbulo
\newcommand{\uff}{Universidade Federal Fluminense}. Depois é só usar \uff para
aparacer a frase: Universidade Federal Fluminense.
Pode-se também montar um comando que tenha uma estrutura em que os argumentos
variem.
Ex:
\newcommand{\vt}[3]{\emph{vetor}$(#1;#2;#3)$}
os vetores \vt{5x}{3x}{7x} e \vt{9w}{8w}{3w} são ...
Faz:
os vetores vetor (5r; 3r; 7r) e vetor (9u; 8u; 3u) são ...
Vamos ver o que significa cada coisa:
• \vt É o nome dado ao novo comando.
• O [3] é o número de argumentos que variam; no caso, as 3 coordenadas.
• #1;#2;#3 Indica o local em que aparecerão os argumentos.
Universidade Federal Fluminense 47 PET
Tele))
Capítulo 6. Estrutura visual 6.7. Novos comandos e ambientes
• \vt{}... é o uso do comando no qual os argumentos são colocados entre chaves.
Para fazer ambientes há uma pequena diferença:
\newenvironment{emphit}{\begin{itemize}\em}{\end{itemize}}
\begin{emphit}
\item este é o novo item enfatizado
\end{emphit}
Faz:
• este é o novo item enfatizado
O que foi feito:
• emphit É o nome do novo ambiente.
• itemize É o ambiente base, pois geralmente os novos ambientes são feitos a partir de
um existente.
• \em Faz o texto do item ficar enfatizado.
Também podem ser definidos ambientes com argumentos variáveis, assim como comandos.
Ex: No preâmbulo colocando:
\newenvironment{meuambi}[1]
{\begin{center}
\fbox{\rule{1ex}{1ex}\hspace{15ex}{#1}\hspace{15ex}
\rule{1ex}{1ex}}}
{\end{center}}
E no meio do texto:
\begin{meuambi}
{Exemplo}
\end{meuambi}
Será visto o seguinte ambiente:
Exemplo
Universidade Federal Fluminense 48 PET
Tele))
Apêndice A
Utilizando o LaTeX através de um
Terminal de Comando
Geralmente, os usuários costumam utilizar o sistema LaTeX através de editores de textos
específicos e que já possuem em sua interface os comandos de compilação através de ícones,
bastanto clicá-los para que se tenha os arquivos gerados em .dvi, .pdf, etc.. Porém, há
casos em que é nescessário utilizar o LaTeX diretamente através de um terminal de comando.
Este capítulo tem a intenção de mostrar ao usuário alguns comandos básicos para o com-
pleto trabalho com o LaTeX.
Suponha que o arquivo principal chame-se arquivo.tex e que o arquivo que contenha a
lista bibliográfica se chame refer.bib .
DVI Para compilar o arquivo e gerar um documento em .dvi, digite:
latex arquivo.tex
PS Para transformar o .dvi em .ps, digite:
dvips arquivo.dvi
PDF Para transformar o .dvi em .pdf, digite:
dvi2pdf arquivo.dvi
Para gerar/transformar o documento de .tex diretamente para .pdf, compile o arquivo di-
gitando:
pdflatex arquivo.tex
49
Apêndice A. Utilizando o LaTeX através de um Terminal de Comando
BIBTEX Para gerar o arquivo em .dvi contendo a lista bibliográfica do arquivo .bib, digite:
latex arquivo.tex
bibitex refer.tex
latex arquivo.tex
MAKEINDEX Para gerar o arquivo em .dvi contendo índice remissivo utilizando o pacote
makeidx , digite:
latex arquivo.tex
makeindex arquivo.idx
latex arquivo.tex
Universidade Federal Fluminense 50 PET
Tele))
Apêndice B
Símbolos matemáticos
Todos esses símbolos são usados apenas em ambientes matemáticos, portanto, para inserí-los
no meio de um texto, use $ ... $.
lim \lim arg \arg cot \cot
liminf \liminf ker \cos coth \coth
arccos \arccos lg \lg max \max
arcsin \arcsin cosh \cosh csc \csc
arctan \arctan ln \ln min \min
det \det exp \exp hom \hom
sec \sec sinh \sinh tan \tan
dim \dim gcd \gcd inf \inf
sin \sin sup \sup tanh \tanh
Tabela B.1: Funções.
ˆ \hat{} ˇ \check{} ˘ \breve{} ´ \acute{}
` \grave{} ˜ \tilde{} ¯ \bar{} \vec{}
˙ \dot{} ¨ \ddot{}
Tabela B.2: Acentos matemáticos.
51
Apêndice B. Símbolos matemáticos
← \leftarrow ←− \longleftarrow ↑ \uparrow
⇐ \Leftarrow ⇐= \Longleftarrow ⇑ \Uparrow
→ \rightarrow −→ \longrightarrow ↓ \downarrow
⇒ \Rightarrow =⇒ \Longrightarrow ⇓ \Downarrow
↔ \leftrightarrow ←→ \longleftrightarrow ¡ \updownarrow
⇔ \Leftrightarrow ⇐⇒ \Longleftrightarrow ¸ \Updownarrow
→ \mapsto −→ \longmapsto ¸ \nearrow
← \hookleftarrow → \hookrightarrow ¸ \searrow
÷ \leftharpoonup ÷ \rightharpoonup ¸ \swarrow
÷ \leftharpoondown ÷ \rightharpoondown ¸ \nwarrow
= \rightleftharpoons
Tabela B.3: Setas.
≤ \leq ≥ \geq ≡ \equiv [= \models
≺ \prec ~ \succ ∼ \sim ⊥ \perp
_ \preceq _ \succeq · \simeq [ \mid
¸ \ll ¸ \gg · \asymp | \parallel
⊂ \subset ⊃ \supset ≈ \approx \bowtie
⊆ \subseteq ⊇ \supseteq

= \cong \smile
_ \sqsubseteq _ \sqsupseteq ,= \neq · \frown
∈ \in ÷ \ni
.
= \doteq
¬ \vdash ¬ \dashv ∝ \propto
Tabela B.4: Símbolos de relação.
± \pm ∩ \cap \diamond ⊕ \oplus
∓ \mp ∪ \cup ´ \bigtriangleup ¸ \ominus
\times ¬ \uplus _ \bigtriangledown ⊗ \otimes
÷ \div ¯ \sqcap \triangleleft ¸ \oslash
∗ \ast . \sqcup \triangleright ¸ \odot
- \star ∨ \vee < \vartriangleleft _ \bigcirc
◦ \circ ∧ \wedge \vartriangleright † \dagger
• \bullet ¸ \setminus _ \trianglelefteq ‡ \ddagger
\cdot / \wr _ \trianglerighteq H \amalg
Tabela B.5: Símbolos de operação binária.
Universidade Federal Fluminense 52 PET
Tele))
Apêndice B. Símbolos matemáticos
Minúsculas
α \alpha θ \theta o o τ \tau
β \beta ϑ \vartheta π \pi υ \upsilon
γ \gamma ι \iota ¬ \varpi φ \phi
δ \delta κ \kappa ρ \rho ϕ \varphi
c \epsilon λ \lambda ¸ \varrho χ \chi
ε \varepsilon j \mu σ \sigma ψ \psi
ζ \zeta ν \nu ς \varsigma ω \omega
η \eta ξ \xi
Maiúsculas
Γ \Gamma Λ \Lambda Σ \Sigma Ψ \Psi
∆ \Delta Ξ \Xi Υ \Upsilon Ω \Omega
Θ \Theta Π \Pi Φ \Phi
Tabela B.6: Letras gregas.
ℵ \aleph / \prime ∀ \forall ∞ \infty
\hbar ∅ \emptyset ∃ \exists ¯ \Box
ı \imath ∇ \nabla \neg ♦ \Diamond
, \jmath

\surd : \flat ´ \triangle
/ \ell · \top ¡ \natural ♣ \clubsuit
℘ \wp ⊥ \bot ; \sharp ♦ \diamondsuit
' \Re | \| ¸ \backslash ♥ \heartsuit
· \Im ∠ \angle ∂ \partial ♠ \spadesuit
\mho

\sum

\prod

\coprod
_
\int
_
\oint

\bigcap

\bigcup

\bigsqcup
_
\bigvee
_
\bigwedge

\bigodot

\bigotimes

\bigoplus

\biguplus . . . \dots
\cdots
.
.
. \vdots
.
.
.
\ddots
Tabela B.7: Símbolos variados.
Universidade Federal Fluminense 53 PET
Tele))
Apêndice C
Outros símbolos
Acentos
ò \‘{o} õ \~{o} ˇo \v{o} ¸ \c{}
ó \’{o} ¯o \o= ő \H{o}
.
\d{}
ô \^{o} ˙ o \.{o} ´ o \t{o}
¯
\b{}
ö \"{o} ˘o \u{o}
Símbolos estrangeiros
œ \oe å \aa ł \l ¿ ?‘
Œ \OE Å \AA Ł \L ¡ !‘
æ \ae ø \o ß \ss
Æ \AE Ø \O
Tabela C.1: Símbolos estrangeiros e acentos.
† \dag ¶ \P . \checkmark Y \yen
‡ \ddag c _ \copyright ± \maltese & \&
§ \S £ \pounds ¡ \circledR % \%
# \# _ \_ $ \$ L
A
T
E
X \LaTeX
{ \{ } \} L
A
T
E
X2
ε
\LaTeXe T
E
X \TeX
Tabela C.2: Símbolos diversos.
54
Referências Bibliográficas
[1] Lamport, Leslie, L
A
T
E
X: A Document Preparation System, User’s Guide & Reference
Manual, Addison-Wesley Plubshing Company, 1986.
[2] T. Oitker, H.Partl, I. Hyna, E.Schlegl, The Not so short introduction to L
A
T
E
X2
ε
, Tradução
D. A. Polli, USP, 2000.
[3] H. Kopka e P. W. Daly, A guide to L
A
T
E
X2
ε
, Document preparation for beginners and
advanced users, Adisson-Wesley Plubshing Company, 1995.
[4] CTAN (Comprehensive TeX Archive Network), www.ctan.org, Este site é referência mun-
dial para materiais relacionados ao TeX e LaTeX.
[5] TeX-Br, http://biquinho.furg.br/tex-br/, Página dos usuários brasileiros de TeX e La-
TeX.
55

Prefácio
Tendo em vista as diretrizes do MEC em Pesquisa, Ensino e Extensão, o Programa de Educação Tutorial do curso de Engenharia de Telecomunicações da Universidade Federal Fluminense (UFF) desenvolveu um projeto de elaboração de apostilas, com o intuito de auxiliar os alunos do curso no aprendizado de temas importantes a sua formação, mas ausentes em quaisquer ementas de disciplinas; e, além disso, servir de material didático para o cursos de capacitação que são dados pelos alunos do programa para os corpos dicente e docente da graduação. Abaixo segue a lista de apostilas preparadas neste projeto: HTML Linguagem de programação para hipertextos, principalmente empregada na construção de páginas da Internet (webpages). LaTeX Sistema de edição de texto largamente utilizado em meios acadêmicos e científicos, bem como por algumas editoras nacionais e internacionais. LINUX Introdução ao sistema operacional LINUX. Linguagem C : Linguagem de programação amplamente utilizada em problemas de engenharia e computação. MATLAB Ambiente de simulação matemática, utilizado em diversas áreas profissionais. SPICE Ambiente de simulação de circuitos elétricos (analógicos e digitais), utilizado em projeto de circuitos discretos e integrados. Esta apostila destina-se a introduzir o usuário ao editor de texto LaTeX, explicando como elaborar um documento com os comandos básicos do LaTeX, e não como instalar o programa LaTeX. Os comandos tratados nesta apostila permitem ao usuário elaborar um bom documento, porém esta apostila não pretende abordar todos comandos existentes devido as diferentes áreas onde o LaTeX pode ser usado e a quantidade de funções que são criados a todo momento (veja Seção 2.1.1). Para maiores informações e um estudo mais aprofundado ao LaTeX consulte as referências bibliográficas no fim do documento. Autor atual: Thiago Muniz de Souza Últimas atualizações: Rodolfo Almeida Reis Quarto José Luiz Gomes Ramos Este documento é de distribuição gratuita, sendo proibida a venda de parte ou da integra do documento.

i

Sumário
Prefácio
A 1 O que é o LTEX ?

i 3 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 5 6 7 7 8 8 9 9 9 10 10 10 11 11 11 11 12 12 13 14 14 15 15 16 16 16 16 16 16 17 18

2 Documento 2.1 Estrutura . . . . . . . . . . . . . . . . 2.1.1 Pacotes . . . . . . . . . . . . . 2.2 Texto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.2.1 Acentuação . . . . . . . . . . . . 2.2.2 Sentenças e Parágrafos . . . . . 2.2.3 Alinhamento . . . . . . . . . . . 2.2.4 Símbolos especiais . . . . . . . . 2.2.5 Traços (-) . . . . . . . . . . . . 2.2.6 Estilos de letras e Tamanhos . . 2.2.7 Prevenindo a quebra de palavras 2.2.8 Notas . . . . . . . . . . . . . . . 2.2.9 Fórmulas . . . . . . . . . . . . . 2.2.10 Comentário . . . . . . . . . . . . 2.2.11 Título do documento . . . . . . 2.2.12 Resumo . . . . . . . . . . . . . 2.2.13 Seções . . . . . . . . . . . . . . 2.2.14 Identação . . . . . . . . . . . . . 2.2.15 Listas . . . . . . . . . . . . . . . 2.2.16 Versos . . . . . . . . . . . . . . 2.2.17 Símbolos . . . . . . . . . . . . . 2.2.18 Textos pré-formatados . . . . . . 3 O ambiente matemático 3.1 Onde fica a fórmula ? . . . . . . 3.2 Construindo fórmulas . . . . . . 3.2.1 Subescritos e Sobrescritos 3.2.2 Frações . . . . . . . . . . 3.2.3 Raízes . . . . . . . . . . 3.2.4 Símbolos matemáticos . . 3.2.5 Funções . . . . . . . . . 3.2.6 Array . . . . . . . . . . . 3.2.7 Delimitadores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

1

Sumário

Sumário

3.2.8 3.2.9 3.2.10 3.2.11 3.2.12 3.2.13 3.2.14

Fórmulas em várias linhas Linhas . . . . . . . . . . Empilhando . . . . . . . O comando phantom . . Espaçamento nas fórmulas Teoremas . . . . . . . . . Tipos especiais de letras .

. . . . . . .

. . . . . . .

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. . . . . . .

19 20 21 21 22 22 23

4 Tabelas 24 4.1 Tabbing . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24 4.2 Tabular . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25 4.2.1 Tabelas Longas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27 5 Movendo informações 5.1 Referência cruzada . 5.2 Dividindo o arquivo 5.3 Bibliografia . . . . . 5.4 Figuras . . . . . . 5.4.1 Subfiguras . 5.5 Sumário . . . . . . 5.6 Índice . . . . . . . . 5.7 Tipos de arquivos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29 29 30 30 33 35 36 36 38 39 39 42 42 45 45 46 47 49 51 54 55

6 Estrutura visual 6.1 Cabeçalho e Rodapé da página 6.2 Área de impressão . . . . . . . 6.3 Espaços e Medidas . . . . . . . 6.4 Caixas . . . . . . . . . . . . . 6.5 Cores . . . . . . . . . . . . . 6.6 Minipage . . . . . . . . . . . 6.7 Novos comandos e ambientes .

A Utilizando o LaTeX através de um Terminal de Comando B Símbolos matemáticos C Outros símbolos Referências Bibliográficas

Universidade Federal Fluminense

2

PET Tele))

Capítulo 1
A O que é o L TEX ?
A Antes de saber o que é o LTEX é preciso conhecer o TEX. O TEX é um programa criado por Donald Knuth, na década de 70, com a finalidade de aumentar a qualidade de impressão com base nas impressoras da época. Ele é utilizado para processar textos e fórmulas matemáticas. A LTEX é um programa que reúne comandos que utilizam o TEX como base de processamento. Foi criado por Leslie Lamport na década de 80 com o objetivo de facilitar o uso do TEX através de comandos para diferentes funções. É um editor de textos especialmente voltado para a área matemática, contendo comandos para montar as mais diversas fórmulas. Gera textos de alta qualidade tipográfica (espaçamento entre palavras, combinação de letras etc.), além de ser muito bom para fazer textos grandes como livros. A O LTEX é um processador baseado no estilo lógico. Os programas de processamento de texto podem ser divididos em duas categorias:

Estilo visual Nestes processadores de texto, existe um menu na tela apresentando os recursos que podem ser usados, sendo selecionados através do mouse. O texto que você digita aparece na tela da mesma forma que vai ser impresso. Isso é conhecido como WHAT-YOU-SEE-IS-WHAT-YOU-GET (WYSIWYG). Ex: Microsoft Word . Estilo lógico Nesta categoria, o processamento é feito em duas etapas distintas: • O texto a ser impresso e os comandos de formatação são escritos em um arquivo fonte com o uso de um editor (isso não impede que também haja um menu na tela onde os comandos podem ser selecionados, isto é, apenas um adicional oferecido por fabricantes para facilitar a digitação). • Em seguida este arquivo é compilado e gera um arquivo de saída que pode ser visualizado. Ex: HTML, DVI, PDF etc.
A Os comandos LTEX foram criados com base em diversos estudos sobre diagramação. Isto A foi importante para fazer com que o LTEX entenda o que o autor deseja fazer, por exemplo, diferenciar um texto matemático de uma citação de fala. Segundo os estudos, existem formas que permitem tornar o texto muito mais claro. O tamanho deve ter um limite ideal para facilitar a leitura, assim como a fonte. O espaçamento das linhas, letras e palavras também tem uma medida ideal. Geralmente, quando o autor está trabalhando com um processador visual, ele comete muitos erros por não conseguir conciliar uma boa estética com uma estrura lógica bem comA preensível. Utilizando o LTEX, que é um processador lógico, o autor se preocupará mais com

3

o que permite que qualquer um corrija possíveis bugs ou que possa adaptá-lo às suas necesidades. Alguns dos sistemas TEX. atuais.A Capítulo 1. logo pode ser lido em qualquer sistema. Outra vantagem do LaTeX é sua estabilidade. transforma um arquivo *. Esse arquivo *.tex (que possui o código tex) em um arquivo *. seu texto não terá apenas uma boa estética e estrutura coerente. Vamos ver o que acontece tecnicamente: A A O autor escreve seu documento usando os comandos do LTEX. o que deixa o documento muito mais flexível. ou seja. embora provavelmente já o tenha instalado). disponíveis no mercado são: fptex.dvi (device independent). com a troca de apenas um comando. contanto que ele tenha um programa específico para lê-lo. miktex (Windows) e tetex (Linux. pctex. O que é o LTEX ? o conteúdo.dvi pode ser lido independentemente da versão do editor usado. Este último é o documento pronto para ser visualizado. isto é. mas também um bom conteúdo. Universidade Federal Fluminense 4 PET Tele)) . A cada momento surgem novos pacotes com funções criadas por usuários espalhados por todo o mundo. algo pode ser mudado futuramente com facilidade. o texto escrito em linguagem LTEX é processado por um compilador seguindo as regras dessa linguagem. Dessa forma. O LTEX entende o que o autor quis dizer e transforma os comandos digitados em uma linguagem inteligível pelo TEX. A Claro que não se pode esquecer que seu computador deve ter a biblioteca do LTEX para fazer isso. Além disso. a probabilidade de se encontrar um bug nele é mínima e justamente por ser free software seu sistema é aberto. A ou seja.

book Livros. É no preâmbulo que são colocadas todas as informações referentes às principais caracteA rísticas que terá seu documento. como: • Tamanho: Padrão da letra: 11pt ou 12pt(pontos). Tudo o que vem antes disso é considerado o preâmbulo e tudo o que vem depois de \end{document} é ignorado. Podem. • oneside: Imprime em um só lado da página.1 Estrutura A linguagem LaTeX funciona à base de comandos que são iniciados com \. ser selecionadas algumas opções dentro do estilo escolhido. O texto de cada tipo de documento começa com \begin{document} e termina com \end{document}. apostilas. Isso mostra uma das vantagens do LaTeX.. ele é chamado de ambiente. 2. universidades e outros meios disponibilizam outros estilos de formatação para apresentação de trabalhos. de Tag languages). o último é usado com mais freqüência. 5 . Obs: Os estilos não são apenas estes. Os comandos são escritos nas formas \comando ou \begin{comando}. Geralmente congressos. que é a flexibilidade para se criar novas formatações que atendam à diferentes nescessidades. letter Cartas.09 e com \documentclass{estilo} no caso do LTE ε No lugar de estilo é colocado o nome de um dos estilos pré-definidos. que é um marcador (tags.\end{comando}. como: article Textos pequenos. • twoside: Imprime em ambos os lados da página.Capítulo 2 Documento 2. Quando vem escrito nesta última forma. • twocolumn: Produz o texto disposto em duas colunas na página. report Relatórios. também. Começa com \documentstyle{estilo} no caso do LTEX A X 2 (segunda edição)..

a4]{article} \usepackage{pacote} \begin{document} . Para reverter ao modo inicial.1. Alguns pacotes já vêm como distribuição básica do LaTeX. . 2.1 Pacotes Pode-se definir pacotes como um conjunto de arquivos que implementam uma determinada característica adicional para os documentos escritos em LaTeX. Ex: \documentstyle[twocolumn.1. Estes pacotes são inseridos no preâmbulo usando o comando \usepackage[opções]{pacote} Ao longo de toda a apostila serão apresentados pacotes com diferentes funções. .4. iniciando uma nova página. Estrutura • onecolumn: Produz o texto disposto em uma coluna. Documento 2.12pt. no caso.Capítulo 2. letterpaper etc. \end{document} Obs: caso a opção twocolumn não tenha sido declarada no preâmbulo. sem espaço entre as palavras e com vírgula. Essas opções são colocadas entre colchetes. • landscape: Produz uma página na forma de paisagem. • openany: Permite que os capítulos sejam iniciados nas páginas ímpares ou pares. • leqno: Faz com que a numeração das fórmulas seja colocada à esquerda em vez de à direita. sendo necessário o uso de algo que aumente a sua capacidade. o \onecolumn . O funcionamento de cada um será explicado posteriormente. • Tamanho da folha: Pode ser a4. existe o comando \twocolumn que produz o texto em duas colunas a partir do ponto onde foi colocado. outros podem ser encontrados separadamente (veja a referência [4]) pois a todo momento novos pacotes são criados por usuários em todo o mundo. segue a lista com uma breve descrição de alguns deles. • openright: Faz com que os capítulos sejam iniciados apenas nas páginas ímpares. utilize o comando oposto. perceberá que os comandos básicos que o LaTeX contém não são suficientes. Abaixo. Os principais são: graphicx Para inserir gráficos. Universidade Federal Fluminense 6 PET Tele)) . Quando o usuário quiser montar um documento um pouco mais elaborado.. Veja seção 5. • fleqn: Faz com que as fórmulas fiquem localizadas na margem esquerda em vez de estarem centralizadas.

Neste caso. Basta ler o manual do sistema e descobrir como trabalhar com pacotes. Veja seção 6. 2. tableofcontents. E se for preciso mudar o sistema operacional. O que fazer então? É só pegar os arquivos deste pacote e deixar no mesmo diretório do arquivo do trabalho. Caso o usuário esteja escrevendo algum documento e precise mudar constantemente de computador. Ex: chapter. etc. imagine que você esteja escrevendo um trabalho e que ele deva seguir um determinado modelo que um congresso exija. Documento 2. Os criadores. sempre que criam novos pacotes. É usado com o opcional [T1]. para que estas palavras sejam traduzidas para o português brasileiro.2 2. seu sistema não terá instalado o pacote que faz isto. basta um pouco de curiosidade para descobrir a quantidade de recursos oferecidos pelo LaTeX. o arquivo do pacote será procurado no caminho padrão do sistema ou no próprio diretório do seu documento.1 Texto Acentuação Quando o pacote fontenc não tiver sido declarado. porém algumas vezes isso não é possível. section. Obs: Nem todos os pacotes são compatíveis com qualquer versão do LaTeX.2.5. Há uma infinidade deles com as mais diferentes funções. É muito simples saber se seu sistema possui determinados pacotes. use a opção [brazil]. mas não sabe se o sistema deste possui o pacote que seu documento precisa. a acentuação no LaTeX é feita com comandos da seguinte maneira: • \c{c} – ç • \‘{e} – è • \’{e} – é • \^{e} – ê Universidade Federal Fluminense 7 PET Tele)) . fancyhdr Para fazer cabeçalhos personalizados. Lembrando. tentam deixá-los compatíveis com qualquer versão do LaTeX. Quando compilar. basta andar sempre com estes arquivos (que são pequenos. disponíveis no próprio sistema. Por exemplo. Provavelmente.Capítulo 2. poucos kilobytes) junto com os arquivos de seus documentos. o LaTeX lerá os arquivos deste pacote e gerará o documento no formato desejado. não haverá problema algum. ou instalá-los: basta consultar o manual dele. Alguns dos pacotes descritos nesta apostila foram explicados de acordo com o manual deles.1. Veja seção 6. babel Para traduzir nomes que aparecem em inglês na estrutura do documento.2. Cada pacote possui um manual com os comandos e suas funções. Texto color Para usar cor no seu texto. basta copiar todos os arquivos do pacote e deixar no mesmo diretório em que seu documento está. Quando o LaTeX está compilando o documento. fontenc Permite que o LaTeX compreenda a acentuação feita direto pelo teclado. amsfonts Define alguns estilos de letras para o ambiente matemático.

Usando o comando \linebreak a linha é quebrada e a parte anterior ao comando fica justificada.Capítulo 2. Para passar para a linha abaixo da qual se está digitando. A diferença está no fato de que \\* impede que o texto mude de página na quebra daquela linha e que \\[medida] quebra a linha. Para criar um novo parágrafo.2. linha está Quando o comando \newpage é usado. O comando \nopagebreak[num] faz o inverso de pagebreak. Veja as unidades de medida na Seção 6. Com o ambiente flushleft o texto é alinhado a esquerda. coloque \\ e a linha será quebrada neste ponto. onde o argumento opcional [num] é um valor inteiro de 1 a 4 que define a prioridade do funcionamento do comando. como pode ser observado logo acima. porém acrescentando o espaço que está determinado entre colchetes. O primeiro parágrafo será iniciado sem identação. O comando \indent adiciona uma largura igual ao tamanho da identação do parágrafo normal e o comando \noindent retira a identação do local onde ela deveria aparecer. isso não importa. Estes comandos funcionam somente para alguns estilos. observe que esta linha está quebrada após o uso das duas barras.2.2 Sentenças e Parágrafos Estamos acostumados a visualizar o espaçamento entre palavras de acordo com o número de vezes em que apertamos a tecla de espaçamento. Ex: observe que esta linha está\\ quebrada após o\\ uso das duas barras. o texto passa para a próxima página. Obs: Os comandos \\* e \\[medida] tem a mesma função do comando \\. 2. ou seja.3 Alinhamento Usando o ambiente center o texto poderá ser centralizado. basta pular uma linha ou utilizar o comando \par no lugar em que será iniciado o novo parágrafo. Universidade Federal Fluminense 8 PET Tele)) . Texto • \~{e} – ˜ e ¨ • \"{q} – q Outros tipos de acentos estão no Apêndice C. 2.3. O comando \pagebreak[num] força a quebra da página.2. dado que sempre será contado apenas um. Esta justificada. Documento 2. Ex: Esta linha está \linebreak justificada. independentemente da quantidade de espaços inseridos. Já no LaTeX. onde 4 é o maior valor. E com o ambiente flushright o texto é alinhado a direita. impede que a página seja quebrada no local onde o comando foi colocado.

) Ex: – — com com -com --- 2. também podem ser usados e fazem parte do LTEX 2.09. Veja a tabela de símbolos no apêndice... 2.Para colocar o texto no tipo sans serif • \ttfamily . Basta usar os comandos: • \sffamily .6 Estilos de letras e Tamanhos As palavas podem ser colocadas em: \textbf{negrito} \textsf{sans serif} \textsl{slanted} \textsc{small caps} \texttt{letra de máquina} \textrm{romano} negrito sans serif slanted small caps letra de máquina romano A Os comandos \bf. texto texto texto 2.2. que é o padrão.2. \sf.2.5 Traços (-) Podem ser feitos três diferentes tamanhos de traços se digitados uma. etc.. Documento 2.Para colocar o texto no tipo letra de máquina Universidade Federal Fluminense 9 PET Tele)) .4 Símbolos especiais O LaTeX possui 10 caracteres especiais com os quais são digitados comandos: ~ ^ \ # $ % & _ { } Para que eles apareçam no texto. coloque \ na frente. \it. O texto inteiro também pode ter o tipo de letra diferente do romano. duas ou três vezes ( .Capítulo 2. Texto \begin{center} texto \end{center} \begin{flushleft} texto \end{flushleft} \begin{flushright} texto \end{flushright} Obs: As linhas são apenas para facilitar a visualização.2.

Ex:\begin{huge}. Texto • \rmfamily .\end{huge}.página} na margem. Mas é recomendável que só se faça este tipo de coisa quando tiver sido terminado o texto. Há também uma maneira de colocar as notas na margem da página. podem ser inseridas fórmulas com os seguintes comandos: na mar• \(fórmula\) gem 1 esta é a nota do pé da página da página Universidade Federal Fluminense 10 PET Tele)) . Ex: Esta sentença tem uma nota\marginpar{esta . A nota ficará na altura da linha de texto em que foi colocada. Para evitar isso use \mbox{palavra}.7 Prevenindo a quebra de palavras Pode acontecer quebra de alguma palavra na troca de linha ou página de forma errada.. pois conforme o texto vai sendo digitado a disposição deste na tela pode mudar.. Obs: É possível que seu sistema possua outras fontes.8 Notas As notas de rodapé de página são produzidas com o comando \footnote{texto} Ex: Esta frase tem uma nota no fim da página 1 . 2. Basta colocar o comando \marginpar{texto}.2.. 2. E os tamanhos podem ser: {\tiny{tamanho}} {\scriptsize{tamanho}} {\footnotesize{tamanho}} {\small{tamanho}} {\normalsize{tamanho}} {\large{tamanho}} {\Large{tamanho}} {\LARGE{tamanho}} {\huge{tamanho}} {\Huge{tamanho}} → → → → → → → → → → tamanho tamanho tamanho tamanho tamanho tamanho tamanho tamanho tamanho tamanho Usando os comandos para fazer ambientes pode-se mudar o tamanho e a forma das palavras em vários paragráfos.. será mudado o estilo da letra. basta consultar os pacotes que estão instalados em seu computador. esta é a 2.2. Há também outra maneira: colocar no preâmbulo o comando \hyphenation{pa-la-vra} com a palavra dividida em sílabas da forma correta.Para colocar o texto no tipo romano A partir do ponto onde estes comandos forem colocados. pois o LaTeX não utiliza a regra de hifenização das palavras em português.9 Fórmulas nota Nos textos. Documento 2.Capítulo 2.2.2.

ele é colocado na página de título ou em uma página separada para que o autor dê uma breve explicação sobre o documento.12 Resumo Um parágrafo com o título de resumo pode ser feito usando o ambiente abstract.2. 2. 2. Esse caracter é considerado um marcador de comentário.2. Geralmente.10 Comentário Utilizando o caracter % no início de uma linha do código fonte de documento o LaTeX ignora o que está escrito nela na hora de compilar.Capítulo 2. São eles: Universidade Federal Fluminense 11 PET Tele)) .11 Título do documento É feito com os seguintes comandos: \title{título} \author{autor} \date{data} -> este é opcional.2. Então. Ele só é válido nos estilos report e article. 2. se não usar é colocada a data atual \begin{document} \maketitle Caso haja mais de um autor. deixando-o mais organizado e com estrutura coerente. Texto • $fórmula$ • \begin{math}fórmula\end{math} A maneira como as fórmulas são feitas e o resultado do uso de cada comando serão vistos no capítulo 3. o LaTeX contém alguns comandos para dividir seu texto. Neste ambiente há a liberdade de montar a capa da maneira desejada. Documento 2.2. Ex: % este é o comentário no código fonte 2.13 Seções Em textos um pouco mais longos pode haver várias seções. pode ser colocado da seguinte forma: \author{primeiro \and segundo} Outra maneira de se fazer o título é usando o ambiente titlepage que é colocado após o ambiente document. sem precisar usar os comandos citados acima.2.

14 Identação Para facilitar a leitura de algumas sentenças. pois há comandos próprios para isso. Documento 2. da vida. A curiosidade tem sua própria razão para existir. 2.2.15 Listas Na hora de se construir ítens. Basta que a pessoa tente apenas compreender um pouco mais desse mistério a cada dia. Uma pessoa não pode deixar de se sentir reverente ao contemplar os mistérios da eternidade. Também pode ser usado o comando: \begin{quotation} sentença que está enfatizada \end{quotation} A diferença do anterior deste é que o último permite que sejam enfatizados vários paragráfos devido a sua identação.Capítulo 2. é necessário que as enfatize. não ocorre a numeração. Texto \part{parte} \chapter{capítulo} \section{seção} \subsection{sub-seção} \subsubsection{sub-sub-seção} \paragraph{parágrafo} \subparagraph{subparágrafo} Todas essas partes e sub-partes são numeradas seguindo uma estrutura lógica. Nunca perca uma sagrada curiosidade". usa-se: Universidade Federal Fluminense 12 PET Tele)) . pode-se perceber uma das grandes facilidades proporcionadas pelo LaTeX. Obs: Os comandos part e chapter só podem ser usados com os estilos report ou book. "O importante é não parar de questionar. Mas colocando um asterisco após o comando.2. Para listas: • Somente com marcação. da maravilhosa estrutura da realidade. Ex: \section*{seção}.2. o que é feito através do ambiente: \begin{quote} sentença que está enfatizada \end{quote} Ex: Esta é uma das célebres frases de um dos maiores cientistas do século passado: Albert Einstein. 2.

\begin{verse}\index{verse} .. como: ♥ . \begin{itemize} ♣ item com marcador personalizado. Nosso céu tem mais estrelas Nossas várzeas têm mais flores Nossos bosques têm mais vida Nossa vida mais amores .Eles são colocados assim: \item[comando do símbolo] texto.2.. Universidade Federal Fluminense 13 PET Tele)) . Documento 2. ..16 Versos Para fazer a construção de um verso basta usar o ambiente verse: \begin{verse} verso \end{verse} Ex: Esta é a parte de uma poesia de Gonçalves Dias. terceiro item item descrição deste item descrição deste 2. \\ Nosso céu tem mais estrelas\\ Nossas várzeas têm mais flores\\ Nossos bosques têm mais vida\\ Nossa vida mais amores\\ .. segundo item 3.. Veja como fazer estes símbolos no Apêndice B. † . \end{itemize} • Listas numeradas usa-se: \begin{enumerate} \item primeiro item \item segundo item \item terceiro item \end{enumerate} • Para listas com descrição é usado: \begin{description} \item[item] descrição deste \item[item] descrição deste \end{description} 1... ♠ .2..Capítulo 2. \item[$\clubsuit$]item com marcador personalizado. primeiro item 2. Texto \begin{itemize} \item primeiro item \item segundo item \item terceiro item \end{itemize} – primeiro item – segundo item – terceiro item É permitido colocar alguns símbolos para fazer um marcador personalizado no item. § . \end{verse} . ♦ .

Ex: texto \verb+{|@#$%+ texto. Se for usado verbatim ou \verb seguido de um asterisco. 2. Ex: \c{o} = o ¸ \S = § \copyright = c Veja mais símbolos nos apêndices. em vez dos espaços em branco será colocado o símbolo: . onde este sinal de igual pode ser substituido por qualquer coisa desde de que não seja espaço. Universidade Federal Fluminense 14 PET Tele)) . até mesmo os espaços são colocados da mesma forma.Capítulo 2.18 Textos pré-formatados O LaTeX também permite que seja digitado algo da mesma forma que deverá aparecer na tela ou trechos de texto que possuem muitos caracteres. Note também a forma como acontece a quebra da frase que não cabe na mesma linha.2. Documento 2.2.2. Texto Note que deve ser usado \\ para pular linhas. mas para que ele continue na mesma linha em que está sendo digitado. use o comando \verb= seu texto = .17 Símbolos Alguns símbolos e caracteres de língua estrangeira podem ser gerados com o LaTeX. por possuir muitos caracteres que também são usados para fazer comando em LaTeX. Isso é feito com o ambiente verbatim. 2. Ex: \verb*=a b c d= a b c d É importante lembrar que dentro do ambiente verbatim o comando que você colocar não será considerado. você verá: texto {|@#$% texto. seu texto ficará evidenciado em uma linha a parte. Isto é muito útil na hora de digitar textos na forma de uma linguagem de programação. asterisco ou letras. Usando o ambiente. Dentro desse ambiente pode ser digitado qualquer coisa.

Segundo a equação: a2 = b 2 + c 2 podemos concluir que..1 Onde fica a fórmula ? As fórmulas matemáticas podem ser digitadas tanto no meio de um texto quanto em destaque: • No meio do texto: Segundo a equação: $a^{2}= b^{2}+c^{2}$ concluímos que..1) Outra maneira para fazer a equação aparecer em destaque é usando os ambientes: \[ fórmula \] ou \begin{displaymath} fórmula \end{displaymath} Neste modo a equação é numerada automaticamente de acordo com a seção. podem ser usados: \( fórmula \) ou \begin{math} fórmula \end{math} • Em destaque: Segundo a equação: \begin{equation} a^{2}= b^{2}+c^{2} \end{equation} podemos concluir que. Além disso.Capítulo 3 O ambiente matemático 3. 15 .. Para que isso não aconteça use o comando \nonumber dentro do ambiente.$ para que a equação apareça no meio do texto. Deve ser usado $.... Segundo a equação: a2 = b2 + c2 concluímos que.... (3..

letras especiais etc.2.3 Raízes √ São feitas usando: \sqrt[]{} Ex:\sqrt[3]{8} → 3 8 Se for omitido o termo [ ]. Ex: 2^{5} → 25 Subescritos – É feito usando: b_{i} onde b é a base e i o índice. somatórios.5 Funções O LaTeX também possui símbolos de funções.1 Construindo fórmulas Subescritos e Sobrescritos Sobrescrito – É feito usando: b^{e} onde b é a base e e o expoente.2. Construindo fórmulas 3.2.4 Símbolos matemáticos O LaTeX possui vários símbolos para montar fórmulas como integrais.2. Ex: \int→ \exists→ ∃ \infty→ ∞ Veja mais no Apêndice B.2. 3. 3.Capítulo 3.2 3. automaticamente a raíz será quadrada.2 Frações Podem ser feitas usando: • / Ex: (a+b)/2→ (a + b)/2 • \frac{numerador}{denominador} Ex:\frac{a+b}{2}→ a+b 2 3. Ex: \log10 → log 10 \sin60 → sin 60 Veja como usar subescritos em algumas funções como limite e somatório: Universidade Federal Fluminense 16 PET Tele)) . Ex: 2_{5} → 25 3.2. O ambiente matemático 3.

2.direita. Após a última coluna. Ex: \[ f(t)= \frac{A}{2} + \frac{jA}{2 \pi } \sum_{\stackrel{-\infty}{n \neq 0}}^{\infty} \frac{1}{n} \.6 Array É um ambiente que separa os ítens em linhas e colunas. 3. com o símbolo &.: no Apêndice B há uma lista com as funções.Capítulo 3. O ambiente matemático 3.2) Universidade Federal Fluminense 17 PET Tele)) .2. não deve ser colocado &. E repare na diferença da disposição dos intervalos quando é usado fórmula em destaque e no meio do texto. Também não se deve esquecer de colocar algo para indicar que é um ambiente matemático. e^{jn2\pi t} \] A jA + 2 2π ∞ f (t) = −∞ 1 jn2πt e n n=0 O comando \stackrel encontrado no exemplo será visto na seção 3. As linhas são separadas usando \\ e as colunas.10.2. Ex 1: \begin{equation} \begin{array}{lr} x & y \\ z & w \\ \end{array} \end{equation} x y z w (3. A posição do item em relação à sua coluna é especificado por uma simples letra (c-centro. Construindo fórmulas \[ \lim_{x\rightarrow\infty} \frac{x^{3}}{e^{x}} \] x3 x→∞ ex lim ∞ \[ \sum_{n=0}^{\infty} a_{n}^{2} \] $\sum_{n=0}^{\infty} a_{n}^{2}$ ∞ n=0 a2 n n=0 a2 n Os intervalos são colocados da mesma forma que se põe sobre e subescritos. Obs. l-esquerda). r.

O ambiente matemático 3.7 Delimitadores São símbolos que limitam a expressão.7. m = n (3. Construindo fórmulas Ex 2: \begin{equation} \int_{-L}^{L} sen \frac{m \pi x}{2}\. m = n 1.3) Obs. como parentêses. Vamos ver um exemplo para que fique mais claro. Através dos seguintes comandos opcionais: t A primeira linha dentro do ambiente array se mantém na mesma altura da linha que antecede ao ambiente e posterior à esta. Obs. & m \neq n \\ 1. chaves e colchetes.2.2.2.sen \frac{n \pi x}{2}\. \end{equation} L sen −L nπx mπx sen dx = 2 2 0. b A última linha dentro do ambiente array se mantém na mesma altura da linha que antecede ao ambiente e posterior à esta. logo devem ser colocados entre colchetes.: Deve ser lembrado que estes são comandos opcionais. É usado \left para a limitar parte esquerda e \right para a parte direita.dx = \left \{ \begin{array}{cc} 0. Ex: Universidade Federal Fluminense 18 PET Tele)) .Capítulo 3.: os comandos \left \right encontrados no exemplo serão vistos na seção 3. Ex 3: \[ x \begin{array}[t]{c} a\\ b \end{array} \begin{array}[b]{c} x\\ y \end{array} \] x x− a − y b 3. & m = n \\ \end{array} \right. Fazendo a combinação destes símbolos com o ambiente array podem ser construídas as matrizes.

observe o uso disto na equação 3. } [ . Quando um ponto ( .5) (3. Ex 2: \begin{eqnarray*} \int_{-L}^{L} f(x)\. também são usados & e \\. Ex 1: \begin{eqnarray} x & = & m + n + y & = & z + w + x & & p + n \end{eqnarray} p \\ u \nonumber \\ x = m+n+p y = z+w+u x p+n (3.2.2.4) x y No lugar de ( e ) no exemplo acima. ] . com a opção de usar \nonumber para não numerar as fórmulas.dx &=& a_{0} \int_{-L}^{L}dx + Universidade Federal Fluminense 19 PET Tele)) . Construindo fórmulas \[ \left( \begin{array}{c} x\\ y \end{array} \right) \] Ex: \begin{equation} \frac{d}{dt}\left ( \begin{array}{c} u \\ v \end{array} \right) = \left ( \begin{array}{cc} -1 & -2 \\ 0 & -1 \\ \end{array} \right ) \left ( \begin{array}{c} u \\ v \end{array} \right) \end{equation} d dt u v = −1 −2 0 −1 u v (3. ) for usado após left ou right não aparecerá delimitador. |. O ambiente matemático 3. Assim como no array. poderíamos ter colocado: { .3 3. Para que nenhuma equação seja numerada é só usar o ambiente {eqnarray*}.Capítulo 3.6) Repare no espaço em branco na última linha entre os &’s e o resultado disso. E também no uso de \nonumber.8 Fórmulas em várias linhas O ambiente equanarray é uma combinação do ambiente array com o ambiente matemático de equação.

dx \sum_{n=0}^{\infinity} \end{eqnarray*} L L ∞ L f (x) dx = a0 −L ∞ −L dx + m=1 L am −L cos mπx dx 2 + m=1 bm −L sen mπx dx 2 Como visto anteriormente. Porém. Construindo fórmulas \sum_{m=1}^{\infty} a_{m} \int_{-L}^{L} cos \frac{m \pi x}{2}\.7.9 Linhas Com o comando \overline{fórmula} é criada uma linha acima de uma fórmula e com \underline{fórmula} uma linha abaixo da fórmula.7a) (3.5 \end{subeqnarray} Faz: a2 = b 2 + c 2 a = b−5 (3.7b) A primeira equação possui o número (\ref{sub1}) 3. se o usuário desejar usar a mesma referência para todas as equações. é só utilizar o pacote chamado subeqnarray.2.Capítulo 3. O ambiente matemático 3. No preâmbulo deve ser colocado: \usepackage{subeqnarray} E no lugar do ambiente eqnarray use subeqnarray. Ex: \begin{subeqnarray}\label{equ:sub} \slabel{sub1} a^2& =& b^2 + c^2\\ \slabel{sub2} a &=& b . Ex: (A · B) + (A + D) = = = = (A · B) · (A + D) (A · B) · (A + D) (A · B · A) + (A · B · D) A·B·D Universidade Federal Fluminense 20 PET Tele)) . Já se quisermos nos referir ao conjunto de equações é só usar (\ref{equ:sub}) 3. 3.7b.2. cada equação recebe uma diferente referência. dx \\ &+& \sum_{m=1}^{\infty} b_{m} \int_{-L}^{L} sen \frac{m \pi x}{2}\.7a e a segunda (\ref{sub2}) 3.

11 O comando phantom Este comado é bastante útil quando for desejável escrever algo alinhado em sub e sobrescritos. 239 ∗ 24min 293 ∗ 92 U −→ 93 N p Ex: + 0 −1 β $_{92}^{239}U^{*} _{-1}^{0}\beta $ \stackrel{24 min}{\longrightarrow} _{93}^{293}Np^{*} + 3. \stackrel{símbolo acima}{símbolo abaixo}. Ex:\underline{palavra} palavra 3.10 Empilhando Usando o comando \stackrel é possível colocar um símbolo ou texto acima de outro. Construindo fórmulas \begin{eqnarray*} \overline{\overline{(\overline{A} \cdot B)} + \overline{(A + \overline{D})}} &=& \overline{\overline{(\overline{A} \cdot B)}} \cdot \overline{\overline{(A + \overline{D})}} \\ &=& (\overline{A} \cdot B) \cdot (A + \overline{D}) \\ &=& (\overline{A} \cdot B \cdot A) + (\overline{A} \cdot B \cdot \overline{D}) \\ &=& \overline{A} \cdot B \cdot \overline{D} \end{eqnarray*} Também podem ser feitos outros tipos diferentes de linhas usando: \overbrace{xyz} → xyz \underbrace{xyz}→ xyz \widetilde{xyz}→ xyz \widehat{xyz}→ xyz − − \overleftarrow{xyz}→ ← xyz − − → \overrightarrow{xyz}→ xyz \overline{xyz}→ xyz Há também a possibilidade de se colocar sobre e subescritos fazendo: a \overbrace{xyz}^{a} → xyz O comando \underline serve para sublinhar e também pode ser usado sem a necessidade de estar em um ambiente matemático.Capítulo 3. Ex: U_{ij}^{\phantom{i}n} −→ Uijn Universidade Federal Fluminense 21 PET Tele)) . O ambiente matemático 3.2.2.2.

é opcional. derivada. . mas como nem tudo é perfeito. Construindo fórmulas n U_{ij}^{n} −→ Uij Note o alinhamento da letra n com as letras i e j. onde ambiente é o nome do novo ambiente a ser usado. e numeração é a seqüência da numeração que este ambiente irá receber. section. mas como alguns autores gostam de mudar isso.2.dx. Universidade Federal Fluminense 22 PET Tele)) . pequeno espaço \: médio espaço \. Em primeiro lugar deve ser feita uma declaração com o comando \newtheorem{ambiente}{título}[numeração]. raízes e quocientes. proposições etc. quando é usado o comando phantom. logo. grande espaço \! espaço negativo(backspace) É bom deixar o TEX colocar o espaço que ele quer. há alguns comandos especiais de espaçamento: \. título é uma denominação que irá aparecer como teorema. Em seguida deve ser usado o ambiente com o nome escolhido para escrever o texto. . \end{ambiente} Lei 3. como chapter. deve-se ficar atento quando houver símbolos de integral. etc. lei.12 Espaçamento nas fórmulas No modo matemático o TEX ignora os espaços dados colocando o espaço que convém a ele. O ambiente matemático 3.2.2. origem.. axioma.1 (Lenz) O sentido da corrente induzida é aquele que produz um fluxo magnético que se opõe à variação do fluxo magnético que lhe deu origem. 3. \begin{ambiente}[Lenz] O sentido da corrente. A numeração seguirá a mesma seqüência quando for usado novamente o mesmo ambiente.13 Teoremas Geralmente um texto matemático possui teoremas. Ex: ydx é visto como o produto de três variáveis pelo TEX..Capítulo 3. coloque espaço para que se compreenda que é uma derivada y dx → y\. Este comando pode ser colocado em qualquer parte do seu documento. Para isso o LaTeX tem um comando que define um ambiente com este tipo de estrutura. 3. pois geralmente o TEX confunde a estrutura lógica. quando digitar isso. \begin{ambiente}[nome do teorema] texto \end{ambiente} Ex: \newtheorem{ambiente}{Lei} [chapter] .

O ambiente matemático 3.2. Universidade Federal Fluminense 23 PET Tele)) . Construindo fórmulas 3. Para isso basta colocar o comando \usepackage{amsfonts} no preâmbulo. Este precisa do pacote amsfonts.14 Tipos especiais de letras Dentro do ambiente matemático também há a possibilidade de se mudar os tipos de letras da seguinte forma: $\mathrm{X Y Z}$ → XYZ $\mathcal{X Y Z}$ → X YZ $\mathbf{X Y Z}$ → XYZ $\mathsf{X Y Z}$ → XYZ $\mathtt{X Y Z}$ → XYZ $\mathit{X Y Z}$ → XYZ $\mathbb{N I Z Q}$ → NIZQ.2.Capítulo 3.

utiliza-se \=.. 4. \begin{tabbing} onde começa a próxima isto é \= um exemplo.).Capítulo 4 Tabelas Os ambientes tabbing e tabular são os que permitem alinhar o texto em colunas.. Veja o exemplo a seguir. e \. Para marcar a posição das colunas. texto . mas não no meio do tabular. Observe também que dois \> avançaram a 3a linha em duas tabulações.1 Tabbing O ambiente tabbing é utilizado para tabular linhas. • O TEX determina automaticamente a altura e largura da tabela. enquanto no tabbing isso é decretado pelo usuário. são usados os comandos \+ para avançar. e tabular pode ser usado em qualquer modo (matemático. Os comandos \> e \< avançam e recuam uma tabulação. O uso do \< será visto no próximo exemplo.para recuar um bloco de linhas. • O TEX inicia uma nova página no meio do tabbing. Ex: isto é um exemplo. mas há algumas diferenças entre eles: • O ambiente tabbing pode ser usado somente no modo de texto. Ex: 24 . Pode ser conveniente que várias linhas sucessivas sejam tabuladas. respectivamente. \\ palavra \> onde começa \= a próxima \\ na última linha ? \> \> palavra \\ na última linha ? \end{tabbing} Note que \> fez avançar a 2a linha até o 1◦ marcador. utilizando marcações para fazer referência às linhas e colunas que serão alinhadas. Para isso.

diferentemente de \+ e \-. É importante lembrar que o TEX considera um ou mais espaços como um único espaço.2 Tabular Este é semelhante ao array. 6a linha. Tabular 1a linha com marcadores. 4a linha. Uma dica para evitar que isso ocorra é colocar a maior palavra na primeira linha e eliminá-la usando \kill.\\ 12a linha. No entanto. 8a linha.\+ \\ 4a linha. Por que será. Portanto. \end{tabbing} Na 3a linha. podemos observar que o comando \+ avançou as tabulações seguintes até que um \. diferindo deste pelo fato de poder ser usado em qualquer modo. \+ \\ 2a linha.\. por exemplo.\. só será considerado um.\\ 9a linha.\\ 5a linha.\\ 11a linha. que mudam a tabulação das linhas seguintes. vemos que as linhas 7 e 8 não seguiram tal alinhamento por causa dos comandos \> e \<.Capítulo 4. Este comando faz com que a linha seja considerada na compilação.\\ \< 8a linha.\+ \\ 3a linha.\.\\ 10a linha. porém não apareça na tela. vamos ver um exemplo de erro muito comum cometido neste ambiente: \begin{tabbing} coluna coluna grande \end{tabbing} \= curta \\ \> maior que curta coluna curta coluna grandeque curta maior Pode ser visto que "maior que curta" ficou por cima de "grande". 5a linha. 9a linha.\\ \> 7a linha. 12a linha. 2a linha. Tais comandos não afetam as linhas de baixo. 10a linha. Universidade Federal Fluminense 25 PET Tele)) . 7a linha. já que foi dado espaço suficiente na linha de cima? Recordando: não importa quantos espaços sejam dados. Tabelas 4. Vamos ver um exemplo para entender os comandos.fosse utilizado na 11a linha. 11a linha. \begin{tabbing} 1a \= linha \= com \= marca\=dores. 3a linha. não apenas no matemático.\\ 6a linha.2. Ex: \begin{tabbing} coluna curta coluna grande \= maior que curta \kill coluna grande maior que curta coluna \> curta \\ coluna grande \> maior que curta \end{tabbing} 4.

ele deve ser colocado no lugar das letras c. • • & Divide os elementos de cada linha. \\ Indica o início de uma nova linha na tabela. Tabular \begin{tabular}{|c|l|rc|} \hline jan & fev & mar & abr \\ \hline mai & jun & jul & ago \\ \cline{1-1} \cline{3-4} set & out & nov & dez \\ \hline \hline \end{tabular} • As letras c. • \cline{coli-colj} Faz linhas horizontais apenas entre as colunas i e j. • \hline É para fazer linhas horizontais ao longo da tabela.Capítulo 4.2. l e r são para fazer linhas verticais na tabela. isso não acontece nesta coluna ! col 2 Universidade Federal Fluminense 26 PET Tele)) . \\ \hline isso não acontece nesta coluna ! & col 2 & \\ \hline \end{tabular} Faz: col 1 col 1 col 2 col 2 coluna com 3 cm podemos colocar uma frase nesta coluna e ela será quebrada quando o tamanho for maior que 3 cm. l e r significam centro. esquerda e direita respectivamente (center. Repetindo várias vezes os mesmos comandos ( | e \hline) seguidamente formam-se várias linhas. jan mai set fev mar abr jun jul ago out nov dez A largura da coluna pode ser determinada utilizando o comando p{medida}. Isto indica a posição do texto em relação a célula. • As barras verticais (|) separando c. l ou r Ex: \begin{tabular}{|l|c|p{3cm}|}\hline col 1 & col 2 & coluna com 3 cm \\ \hline col 1 & col 2 & podemos colocar uma frase nesta coluna e ela será quebrada quando o tamanho for maior que 3 cm. Tabelas 4. left e right).

Ex: \begin{tabular}{|l|ll|} \hline segunda & \multicolumn{2}{|c|}{terça}\\ \hline 10 & 15 & 20 \\ 15 & 10 & 25 \\ \hline \end{tabular} segunda 10 15 terça 15 20 10 25 A tabela é transformada em elemento flutuante. Ex: \begin{table}[b] \begin{tabular}{} tabela \end{tabular} \end{table} Entretanto. O pacote longtable permite que isso seja feito através do ambiente longtable.Ficará em página separada.Ficará onde foi digitado. Para definir o local da página em que a tabela ficará situada pode-se colocar: h. que deve ser usado no lugar de tabular. é preciso saber o número máximo de colunas que ela terá para colocá-las no argumento situado após tabular. p. Vamos ver o que isso significa na prática. porém o ambiente tabular não permite que a tabela seja quebrada de acordo com a página. Conforme o comando citado acima. uma célula grande pode ser construída com o agrupamento de células vizinhas em uma linha. Lembrando que o pacote deve ser inserido no preâmbulo \usepackage{longtable} Ex: \begin{longtable}{|c|c|} Universidade Federal Fluminense 27 PET Tele)) .Ficará na parte inferior da página. É o mesmo que construir uma tabela dentro da outra. ou seja. pode ser que o LaTeX não o aceite por motivos estéticos.2.2. É feito com o comando \multicolumn{n}{pos}{item}. t. Tabular Há também a possibilidade de se montar uma tabela com multicolunas. pos é a posição que ficará o texto (r l c) e item é o texto que será digitado. b. 4.Ficará na parte superior da página. Os comandos do ambiente longtable são os mesmos do tabular.1 Tabelas Longas Algumas vezes pode haver a necessidade de se usar grandes tabelas que ocupam mais que uma página. ou seja. Neste caso não é nescessário utilizar o ambiente table para tornar a tabela em um elemento flutuante. para a construção de uma tabela.Capítulo 4. n é o número de colunas da tabela inteira que a multicoluna irá ocupar. ela será colocada pelo LaTeX no local de melhor visualização quando o ambiente tabular é colocado dentro do ambiente table. Tabelas 4. Primeiro.

.} \end{longtable} Universidade Federal Fluminense 28 PET Tele)) . Tabular \hline & & \\ .2.Capítulo 4. Tabelas 4. . & & \\ \hline \caption{Tabela longa.

Por exemplo. a2 + b 2 = c 2 Consulte a 5. 5. basta fazer o mesmo que é feito com a equação. Ex: \begin{equation} a^{2}+ b^{2}=c^{2} \label{equ:pitágoras} \end{equation} Consulte a \ref{equ:pitágoras} que é a equação de Pitágoras. escrevendo diretamente : "consulte a equação 10" pode ocorrer um problema. E para referenciar partes do documento como capítulos e seções.1 Referência cruzada Um dos motivos para as figuras. (5. pois caso seja acrescentada futuramente outra equação antes dessa. equações e tabelas serem numeradas. Ex: \section{Referência cruzada \label{sec:rc}}.} para referência de páginas. bibliografia. Uma dica para não se perder com a quantidade de códigos diferentes é identificar a referência com: equ:(equação). Logo.. mas sim 11.1 que é a equação de Pitágoras.. pode-se criar um código para aquela equação com o comando \label{código} e referenciá-la com o comando \ref{código}. seu número não será 10. Para que isso não ocorra.Capítulo 5 Movendo informações Neste capítulo será visto como trabalhar com informações no documento através de referência cruzada.. Conforme forem sendo acrescentadas mais referências será preciso rodar o LaTeX mais de uma vez para que ele atualize a lista.1) 29 . etc. Também pode ser usado \pagref{. tab:(tabela).. teo:(teorema) etc. seções. É preciso compilar o LaTeX duas vezes: na primeira ele guarda a informação em um arquivo auxiliar e na segunda ele vai até este arquivo buscar esta informação e colocar no documento. sumário. fig:(figura). é para posterior referência delas no texto. inclusão de outros arquivos e figuras. a referência estará errada. citação.

Para incluí-los no texto. \include{introducao} . 5. as quais seriam perdidas caso os arquivos não fossem criados. Movendo informações 5. cap2. não convém compilar todos os outros uma vez que o tempo de processamento seria maior. É importante salientar a diferença entre os comandos \includeonly e \include.tex etc. utiliza-se \includeonly{cap7} no preâmbulo. Obs: Os arquivos que serão inseridos no documento não devem ter os comandos que aparecem no preâmbulo..2. quando se usa o \includeonly.tex) no preâmbulo} \include{arquivo (sem . por exemplo.. e que no final seja reunido novamente. caso seja necessário compilar somente o arquivo cap7. É comum pensar na possibilidade de comentar as linhas referentes aos "includes"dos outros capítulos. ..capa} . Então. desse modo.tex.formatacao. Dividindo o arquivo 5. O LaTeX faz automaticamente o ajuste de numeração na hora em que reúne os arquivos. \include{formatacao} .tex. o arquivo é inserido no meio da página onde foi colocado. somente o cap7. Tal escolha não é recomendada pois quando se utiliza o \include. . Vamos supor que o arquivo principal seja apostila. Vejamos um exemplo. Universidade Federal Fluminense 30 PET Tele)) .2 Dividindo o arquivo Quando o arquivo fica muito grande é importante que ele seja dividido em arquivos menores.tex) na ordem desejada} Ex: \includeonly{introducao. \include{capa} . para que o tempo de processamento seja menor. nem \begin{document} e \end{document}.tex e que os capítulos da apostila estejam separados em outros arquivos cap1. geram-se arquivos auxiliares (. Agora.. basta acrescentar \include{cap1} e quantos outros "includes"forem precisos.3 Bibliografia Uma das maneiras de fazer a bibliografia é utilizar o ambiente thebibliography.Capítulo 5. Usando \input no lugar de \include...aux) contendo informações sobre referências cruzadas e paginação.tex seria compilado. Isso é feito da seguinte forma: \includeonly{lista de arquivos separados por vírgula (sem . assim. é importante não apagar os arquivos auxiliares gerados anteriormente para que tais informações não sejam perdidas. ao contrário do \include que inicia uma nova página. E cada referência começa com \bibitem{livro} e o comando \cite{livro} faz as referências no meio do documento.

vamos ver como o LaTeX e o BibTeX interagem. Ele permite que sejam montados dados bibliográficos para posterior uso em seus documentos. É usado \cite para citações no meio do texto.bbl contendo os comandos que produziram a lista. TITLE = " Título ". inbook Parte de um livro (capítulo.3.. Movendo informações 5.bbl e gera a lista bibliográfica. Bibliografia \begin{thebibliography}{n} \bibitem{ref}{Livro} \end{thebibliography} No exemplo. é usado o comando \bibliography{nome} com o nome dos arquivos que contêm o banco de dados.). PUBLISHER = "Editora". Consulte a referência [1] para encontrar mais tipos. BibTeX A outra maneira é através do utilitário BibTeX. Tipo@{código de referência. ref é o código de referência do livro e livro são os dados do livro. AUTHOR= "nome".). todas essas imformações são lidas e é criado um novo arquivo com extensão .Capítulo 5. quando o documento é compilado pelo bibtex. n é o número máximo de ítens de referência que terá o documento. Antes de saber como fazer isso. estado.aux guardará as informações de citações e argumentos deste comando. o comando \bibliography lê o arquivo *. Universidade Federal Fluminense 31 PET Tele)) . páginas etc. Os principais são: article São os artigos de jornais ou revistas. Como fazer: • Primeiramente deve-se escrever um arquivo (é importante ressaltar que este é um arquivo separado do documento principal) contendo os dados bibliográficos baseado nos tipos pré-definidos pelo LaTeX. manual Documento técnico. book Um livro. é criado um arquivo com extensão . A próxima vez em que o documento for compilado pelo latex. este arquivo *. Em seguida. Quando o documento é compilado pelo latex. mas em vez de digitar a lista diretamente no documento. Os principais campos que devem ser preenchidos são: author Autor title Título year Ano publisher Editora address Endereço (cidade.aux que contém todas as informações de referência cruzada. Este ambiente deve ser colocado no final do documento. Quando seu documento tiver os comandos \bibliography e \bibliographystyle..

.bib. . Bibliografia ADDRESS = "Endereço". mas vem com nomes abreviados. abbrv Semelhante aos anteriores. use o comando: \nocite{nome dos códigos separados por vírgula}. cabendo ao usuário somente o preenchimento dos campos.bib É inserido no preâmbulo do documento o comando: \bibliographystyle{estilo}. Obs: Só aparecerão na lista bibligráfica as referências que foram citadas. Ex: Universidade Federal Fluminense 32 PET Tele)) . address = {Niterói . Consulte o manual do seu editor. E no fim do documento o comando: \bibliography{arquivo (sem . . unsrt As entradas aparecem na ordem de citação no meio do texto. title ={Apostila de \LaTeX}. • Para gerar a bibliografia deve-se compilar o latex. author = {Programa de Educação Tutorial}. Ex: livros. As entradas são colocadas em ordem alfabética.bib)}.bib)} no local onde deverá aparecer a bibliografia.bib na mesma pasta onde está o documento. • Insira o comando \bibliographystyle{estilo} no preâmbulo do documento e o comando \bibliography{arquivo (sem . Os estilos podem ser: plain É o mais usado.3.Capítulo 5. como feito abaixo: @book{ apos:tex. Para que elas apareçam na lista sem precisar que sejam citadas no texto. YEAR = "Ano" } Geralmente as interfaces gráficas disponíveis para o trabalho com o LaTeX. já disponibilizam opções em uma forma completa. Por exemplo: É criado um arquivo contendo a descrição da referência. Movendo informações 5. year ={2004} } O arquivo é então salvo na mesma pasta com um nome qualquer e extensão . em seguida o bibtex e o latex novamente. publisher = {Universidade Federal Fluminense}. Salve este arquivo com extensão .Rio de Janeiro.

Movendo informações 5. Universidade Federal Fluminense 33 PET Tele)) . \bibliography{livros} \end{document} Feito isso. Figuras \bibliographystyle{plain} . é só rodar o latex . . alguns usuários do LaTeX criaram pacotes que permitiam a inserção de outros formatos de figuras além do . Figura 5. • angle Rotaciona a figura no sentido anti-horário.1: Gráfico. 5.bibtex . \begin{figure}[argumento de posição como no table] \includegraphics[medidas]{nome do arquivo}\\ \caption{Título da figura. Inicialmente.4.eps.Capítulo 5.} \label{código de referência} \end{figure} As medidas são os parâmetros: • width Largura. Porém. a nescessidade de inclusão de figuras com formatos diferentes era grande. o formato de figura que o LaTeX aceitava era somente EPS (Encapsulated PostScript). \begin{document} .latex. por ser mais usado.4 Figuras Para inserir figuras deve-se colocar no preâmbulo o pacote graphicx e depois usar o comando que permite inserir figura. dar um título à figura e usar um código para referência. É usado o ambiente figure para poder tornar a figura um elemento flutuante. • height Altura. então. • scale Muda a escala da figura.

Para fazer isso.png.} \label{fig:exem} \end{figure} . .pdf}\\ \caption{Gráfico.png..jpg}\\ \caption{Gráfico. . \begin{figure}[h] \centering % este comando é usado para centralizar a figura \includegraphics[width=4cm. Neste caso. Obs: A figura não aparecerá no documento .jpg em .jpg Isto transforma o arquivo de ..pdf. \end{document} Figuras . Como fazer? Suponha que o nome do arquivo seja grafico..... torna-se possível inserir figuras no formato *.. angle=30]{grafico.pdf Para inserir figuras nestes formatos deve-se em primeiro lugar inserir a opção dvipdfm como argumento da classe do documento.dvi.Capítulo 5. \documentclass[dvipdfm]{report} Para inserir a figura é necessário convertê-la do formato original (.. .4. Figuras \usepackage{graphicx} .pdf ao invés de . abra o Command Prompt e digite: dvipdfm documento. height=6cm. Movendo informações 5. É preciso convertê-la para .bb basta abrir o Command Prompt e digitar: ebb grafico.bb (bounding box). Figuras . Ex: \usepackage[pdftex]{graphicx} . .dvi Supondo que o nome do arquivo seja documento. \begin{document} .pdf Se o pacote graphicx for usado com o opcional [pdftex].bb.} \label{fig:exem} \end{figure} . \begin{figure}[h] \centering \includegraphics{grafico.jpg.. \end{document} Compilando com o pdftlatex é gerado diretamente o documento no formato . Universidade Federal Fluminense 34 PET Tele)) .. \begin{document} ...pdf.jpg.pdf) para o formato .dvi.jpg. Deve-se conferir se seu sistema oferece este recurso. o documento não poderá ser compilado com o latex e sim com o pdflatex. Para transformá-lo em gráfico.

O título de cada uma das figuras 5.Capítulo 5. assim como seu código de referência. Movendo informações 5.jpg}}} \caption{Conjunto de figuras.jpg}} \subfigure[Segunda\label{fig:seg}]{\includegraphics{fig2.} \label{fig:conj} \end{figure} (a) Primeira (b) Segunda (c) Terceira Figura 5.4. A terceira figura 5.4. Ex: \begin{figure}[h] \subfigure[Primeira\label{fig:pri}]{\includegraphics{fig1. Figuras 5. Antes de qualquer coisa deve-se declarar no preâmbulo o comando: \usepackage{subfigure} Veja o exemplo abaixo para entender o uso do comando.2(c) \ref{fig:ter} está dentro do comando \center para ficar centralizada.2: Conjunto de figuras. Universidade Federal Fluminense 35 PET Tele)) .1 Subfiguras Existe um pacote chamado subfigure que permite ao ambiente figure possuir mais de uma figura.jpg}} \center{\subfigure[Terceira\label{fig:ter}]{\includegraphics{fig3.2 \ref{fig:conj} é colocado entre colchetes.

.Capítulo 5. respectivamente.7). Ex: \item babel 14 \item Color 44 \subitem \verb=\=textcolor 56..13) é possível que ela apareça no sumário usando o comando \addcontentsline{arquivo}{seção}{nome}.5 Sumário O sumário é feito facilmente através de um único comando: \tableofcontents. O comando \indexspace faz um espaço vertical entre as entradas. \begin{document} \tableofcontents . Movendo informações 5.. e o sumário é gerado automaticamente. podendo ser o mesmo título. Caso haja alguma seção. e nome é o nome que aparecerá na lista. que deve ser colocado logo após \begin{document}. 5. figura ou tabela sem a numeração (por exemplo... Este ambiente produz o índice em duas colunas.6 Índice Uma das maneiras de produzir o índice remissivo é utilizando o ambiente theindex onde cada entrada é feita usando \item. É preciso compilar o arquivo duas vezes para que seja visualizado o sumário a cada mudança. Sumário 5. seção é o título da seção ou capítulo. \addcontentsline{toc}{chapter}{Prefácio} Os comandos \listoffigures e \listoftables geram uma lista de figuras e lista de tabelas.2. 32 \subsubitem color 45 \indexspace \item article 15 Faz: Universidade Federal Fluminense 36 PET Tele)) . Veja: 2. quando é colocado o nome da seção com asterisco: \section*.5. Ex: \tableofcontents . onde arquivo é a extensão da lista que deverá entrar (veja 5.. a subentrada usando \subitem e a subsubentrada usando \subsubitem. Ex: ..

12 Classe book report. \index{Classe!book!article} \printindex \end{document} Usando o exemplo acima.12pt. O ponto de exclamação serve para separar as entradas das subentradas..Capítulo 5. quando impresso. \index{babel} .6. no local onde deverá aparecer o índice. Para marcar os ítens que apareceram no índice. use o comando \index{item}.. Primeiro coloque no preâmbulo o pacote makeidx e o comando \makeindex e. 7 Color \textcolor color. 32 color 45 article 15 O índice remissivo também pode ser criado facilmente da seguinte forma: O programa MakeIndex Este é um programa que faz índice em um documento gerado pelo LaTeX.. onde item é a palavra que aparecerá no índice (entrada).oneside]{article} \usepackage[T1]{fontenc} \usepackage[brazil]{babel} \usepackage{makeidx} \makeindex \begin{document} . 30 Universidade Federal Fluminense 37 PET Tele)) .. Subentradas também podem ser geradas da seguinte forma: \index{item!item!item}. deverá aparecer no índice remissivo o seguinte: babel.. \index{Color!\verb=\=textcolor!color} . Índice babel 14 Color 44 \textcolor 56. Isso faz aparecer o item ao lado da página onde ele está localizado.. Movendo informações 5. coloque o comando \printindex. Ex: \documentclass[a4.

Movendo informações 5. onde está o código fonte escrito. Tipos de arquivos Para gerar o índice é preciso: • Compilar o documento pelo latex para que ele gere um arquivo com extensão . .bbl É o arquivo escrito pelo BibTex. .7 Tipos de arquivos Quando o documento é compilado.dvi Este é o arquivo pronto para ser visualizado e transformado em ps para imprimir. Sempre que houver uma mudança.7. . Universidade Federal Fluminense 38 PET Tele)) . É o arquivo independente de dispositivo (device independent). . deve-se seguir estas etapas de compilação.idx.toc Armazena os títulos das seções (Table of contents).idx Contém o índice remissivo.idx para que ele gere um novo arquivo com extensão . . .Capítulo 5. . com os erros. vários arquivos serão criados com o mesmo nome do documento.lof Armazena os títulos das figuras (List of figures). .aux É onde estão localizadas as informações de referência cruzada. . 5. • E compilar pelo latex novamente.log É o relatório da compilação feita.ind.lot Armazena os títulos das tabelas (List of tables).tex Este é o arquivo principal. • Em seguida compilar pelo makeindex com o nome do arquivo com extensão . A lista abaixo dá uma breve explicação do significado de cada extensão de arquivo.

alph em letras comuns e 39 . no caso de article.Capítulo 6 Estrutura visual Neste capítulo serão vistos conceitos básicos sobre como modificar a formatação padrão. aparecerá nas páginas o capítulo. A numeração da página é feita automaticamente com algarismos árabes. headings Depende do estilo do documento. enquanto a numeração é definida pelo comando \pagenumbering. use o comando: \pagenumbering{roman} Os números são colocados em romano. no caso de book. Nos locais onde estão escritos página par e/ou ímpar. Tais estilos são: plain A página possui apenas numeração no rodapé. Caso não haja seções. mas. 6. só aparece a numeração no cabeçalho. sem numeração. myheadings É especificado pelo usuário o que estará escrito no topo com os comandos: • markboth – Quando o documento estiver em twoside: \markboth{página par}{página ímpar}.1 Cabeçalho e Rodapé da página A página é formada por 3 partes: cabeçalho (topo da página). corpo (o texto) e rodapé (parte inferior da página). no caso de book. e secção. e subseção. Roman em romano maiúsculo. empty Produz cabeçalho e rodapé vazios . • markright – Quando o documento estiver em oneside: \markright{páginas pares e ímpares}. no caso de article. deverão ser escritas as palavras que aparecerão no cabeçalho. As características do cabeçalho e do rodapé da página são definidas pelo comando \pagestyle. A página da frente (ímpar) vem com a seção. Quando a página estiver definida como oneside. Os quatro estilos principais da página são feitos usando o comando \pagestyle{estilos}. para mudálos.

Cada campo é definido pelos seguintes comandos: • \fancyhead[parâmetro]{informação} • \fancyfoot[parâmetro]{informação} O usuário pode definir como informação o que quiser. significam centro. As letras O e E dizem respeito às páginas ímpares e pares. Através de cada combinação dessas letras. E no caso do LTEX 2. respectivamente. Cabeçalho e Rodapé da página Alph em letras comuns maiúsculas. Se \pagenumbering for colocado no meio do texto. a numeração a partir daí será iniciada novamente com o novo estilo de numeração declarado. R e L.Capítulo 6. Em primero lugar deve-se inserir o pacote através do comando: \usepackage{fancyhdr} A A no preâmbulo.1. O pacote fancyhdr Os comandos que foram vistos acima são úteis.09 insira fancyhdr como um argumento opcional da classe do documento: \documentstyle[fncyhdr. Por exemplo. direita e esquerda. respectivamente.1: Cabeçalho e rodapé.a4]{book} Após isso. C. LE direita LE direita Universidade Federal Fluminense 40 PET Tele)) . Com ele pode-se. fica-se especificado onde a informação estará. no caso do LTEX2e. O parâmetro é a indicação do campo em que informação irá aparecer. observe a tabela 6. defina no preâmbulo o estilo da página através do comando \pagestyle{fancy}. Estrutura visual 6.12pt.1. • Inserir linhas. ou colocar também o comando \thepage que diz onde o número da página vai aparecer. Para páginas ímpares (ODD) RO esquerda CO (cabeçalho)centro corpo da página RO esquerda CO (rodapé) centro LO direita LO direita Para páginas pares (EVEN) RE esquerda CE (cabeçalho)centro corpo da página RE esquerda CE (rodapé) centro Tabela 6. entre outras coisas: • Dividir o rodapé e cabeçalho em 3 partes diferentes. Um pacote que adiciona recursos ao estilo da página é o fancyhdr . porém limitados.

Estrutura visual 6. Cabeçalho e Rodapé da página Utilizando os comandos: \renwcommand{\headrulewidth}{medida} e \renwcommand{\footrulewidth}{medida} é possível estabelecer a largura das linhas do cabeçalho e rodapé.1. Para informações sobre novos comandos.RE]{\it\nouppercase\rightmark} \fancyfoot[LO. estes comandos também podem servir como informação.LE]{\it\nouppercase\leftmark} \fancyhead[RO.Capítulo 6.4pt} O comando \nouppercase utilizado acima tem a função de colocar os capítulos e seções em letras minúsculas. ao capítulo. Caso o usuário queira. Capítulo Seção Universidade Federal Fluminense 41 PET Tele)) . através da medida dada. o padrão que será gerado será: Para páginas ímpares (ODD) Capítulo corpo da página Número da página Para páginas pares (EVEN) Seção corpo da página Número da página Este padrão é produzido da seguinte forma: \fancyhead[LE. consulte 6.LE]{\textsc{\uff}} \fancyfoot[RO.RO]{\rightmark} \fancyhead[LO.7.RE]{\pet} \fancyfoot[CO. respectivamente.CE]{\thepage} \renewcommand{\footrulewidth}{0. Já os comandos \uff e \pet foram criados especialmente para uso nesta apostila.RE]{\leftmark} \fancyfoot[C]{\thepage} Repare que \rightmark está se referindo à seção e \leftmark. Caso não seja usado nenhum desses comandos. O exemplo abaixo mostra como foi feito o cabeçalho desta apostila: \pagestyle{fancy} \fancyhead[LO.4pt} \renewcommand{\headrulewidth}{0.

3 Espaços e Medidas Através dos seguintes comandos pode ser dado espaçamento entre linhas e palavras: • \hspace{medida} . • \oddsidemargin É a distância da borda esquerda do papel para a margem esquerda do texto menos uma polegada.Adiciona espaço entre as palavras.2. – (in) Polegada (1in = 2.54cm). Este comando deve ser colocado no preâmbulo.27pt). isto é. comandos que agem em determinadas partes da página. é possível mudar esse tamanho. • \evensidemargin É o mesmo que \oddsidemargin só que para páginas pares. • \columnsep A largura do espaço entre as colunas quando twocolumn estiver como opção de estilo. padrão são os comandos: • \textwidth A largura padrão do texto na página. 6. onde a medida pode ser em: – (cm) Centímentros.3. por isso normalmente não aparece a linha. Mas.0cm} adicionará 3 centímetros à altura da área de impressão da página. • \columnseprule A largura da linha vertical colocada entre as colunas do texto usando twocolumn. Cada tipo de classe de documento e papel escolhido tem um tamanho padrão para a impressão. O comando anterior adiciona uma medida enquanto esse dá uma nova medida. Uma das maneiras é através dos comandos: \addtolength{padrão}{medida} – Adicionará ao padrão de medida do documento a medida que for escolhida. • \textheight A altura padrão do texto na página. • \marginparwidth Largura das notas marginais.Capítulo 6.2 Área de impressão A página em qualquer documento em LaTeX possui uma determinada configuração que depende de vários paramêtros. O padrão é largura zero. • \topmargin A distância da margem superior do papel para o topo do cabeçalho da página menos uma polegada. Estrutura visual 6. em páginas ímpares quando twoside estiver declarado. • \headheight A altura da caixa que contém o cabeçalho. Universidade Federal Fluminense 42 PET Tele)) . – (pt) Ponto (1in = 72. A figura 6. e. Ex: \addtolength{\textheight}{3. Área de impressão 6. E a medida pode ser colocada em centímetros ou em outra medida citada na seção 6.1 mostra todos esses comandos. \setlength{padrão}{medida} – Fixa a medida escolhida para o padrão.

Estrutura visual 6.3.Capítulo 6.1: Medidas da página. Universidade Federal Fluminense 43 PET Tele)) . Espaços e Medidas Figura 6.

• \linewidth É igual ao comando \textwidth. Ex: Linha \hrulefill horizontal . . Ex: linha \dotfill pontilhada. . . . • \rule[elevação]{largura}{altura} – Faz um retângulo com as medidas elevação acima ou abaixo da linha. – (em) Medida relativa à largura da letra M. .7ex} texto texto texto • \dotfill Produz linha horizontal pontilhada.5ex]{5em}{0. . É melhor que se use as duas últimas medidas por elas serem baseadas na fonte usada no documento. . Ex: Este espaço\hspace{10em} tem 10em Este espaço tem 10em. . . Espaços e Medidas – (ex) Medida equivalente à altura da letra x.3. pontilhada. . . largura e altura Ex: texto \rule[0. . . . . . . . . . • \baselineskip É a distância entre o topo de uma linha e o topo da linha de baixo. • \hrulefill -Produz uma linha horizontal. . . Seu valor não pode ser mudado. A Obs: Outros padrões de medida de espaço utilizado pelo LTEX que podem servir de base para medidas de outros comandos são: • \parindent É o tamanho da identação no parágrafo normal. onde padrão é a medida que será mudada e medida é o novo espaço. • \hfill Produz um espaço em branco com tamanho proporcional ao número de palavras na linha. . . . . • \vspace{medida} . . . • \parskip É o espaço vertical entre os parágrafos. . onde ele define a largura destes ambientes. . . . . . . . . . . Linha horizontal. . . Universidade Federal Fluminense 44 PET Tele)) .Capítulo 6. • \vfill Adiciona espaçamento vertical na página proporcionalmente ao número de linhas que ela possui. . .Adiciona espaço vertical entre as linhas. . Ex. . mas serve como padrão para outras medidas. . . .: Linha horizontal menor que a anterior. . . . . . O tamanho da linha nos comandos fill é ajustado de acordo com a quantidade de palavras na linha ou página. . . Estrutura visual 6. . exceto quando estiver em ambientes como quote e os de lista. . . . . . . linha . . Esses três primeiros padrões podem ser mudados no seu documento colocando no preâmbulo o comando \addtolength{padrão}{medida}. . .

texto. O comando \raisebox{altura}{palavra} faz uma caixa onde a palavra é elevada a uma altura escolhida.). podendo também ser uma medida negativa (para baixo . onde nome é o nome da cor. peso da cor azul. Estrutura visual 6. Universidade Federal Fluminense 45 PET Tele)) .0ex}{palavra} texto. Caixas 6. O padrão rgb é o mais usado devido ao seu grande número de combinações de cores feitas com os códigos: peso da cor vermelha.71. Além disso.1} define a cor azul. Veja alguns comandos: • \definecolor{nome}{modelo}{parâmetro} . texto palavra texto. Um erro comum é deixar um espaço menor para a caixa do que o tamanho do texto. modelo é o modelo da cor (com o principal sendo rgb: red. os textos ficam sobrepostos pois o alinhamento das palavras é feito de acordo com o tamanho da caixa. é construída uma caixa ao redor da palavra Exemplo . só que sem linha.4. em parte. e não com o texto dentro dela. verifica-se que o texto fica. texto palavra texto. Usando o comando \makebox da mesma forma que \framebox também é criada uma caixa.Capítulo 6. Lembrando que o separador decimal é o ponto(. onde os números variam entre 0 e 1.). Ex: texto \framebox[15ex][r]{palavra} texto. para usar cor é preciso colocar no preâmbulo o comando \usepackage{color}. Ex: escreve-se 0. texto palavra texto. blue) e parâmetro é o código da cor segundo o modelo usado. green. peso da cor verde. e através do comando \framebox[medida][posição]{palavra} pode-se controlar o tamanho da caixa. texto palavra No exemplo. 6. Ex: \definecolor{azul}{rgb}{0. Isso é para o LaTeX carregar o pacote color e reconhecer os comandos de cores.0. não a vírgula.71 ao invés de 0. Ex: texto \makebox[6ex][r]{palavra} texto.5 Cores Primeiramente.4 Caixas Usando o comando \fbox{palavra} .Este define a cor. fora da caixa. Ex: texto \raisebox{1. Ex: texto \framebox[5ex][l]{palavra} texto.

definindo o nome da cor em português. Estrutura visual 6. veja seção 6.65} \textcolor{verdemar}{texto em cor personalizada} texto em cor personalizada • \color{cor} .78.Muda a cor do texto inteiro. Para mudar apenas um trecho do texto use chaves neste trecho.6 Minipage Esse é um ambiente que cria uma área com formato de uma página. Para fazer uma caixa em um grande pedaço de texto use minipage.Muda cor da palavra selecionada.Gera uma caixa com cor ccor e borda bcor. Ex: \colorbox{red}{palavra} palavra • \fcolorbox{bcor}{ccor}{texto} . aparecerão normalmente.6.6.59. com largura desejada através do comando: \begin{minipage}[posição t ou b]{largura} texto \end{minipage} Universidade Federal Fluminense 46 PET Tele)) . Ex: {\color{blue}{trecho do texto}} trecho do texto • \pagecolor{cor} . A cor pode ser escrita diretamente em inglês ou usar o definecolor. 6.Muda a cor do fundo da página. Ex: \fcolorbox{verdemar}{green}{palavra} palavra Importante: dependendo do visualizador de DVI as cores não serão vistas. Minipage • \textcolor{cor}{palavra} .Capítulo 6.0. mas se converter em PS ou PDF. Ex: \definecolor{verdemar}{rgb}{0. • \colorbox{cor}{texto} Gera uma caixa com o fundo da cor que foi escolhida.0.

Então. Estrutura visual 6. ou seja... Faz: os vetores vetor (5x. a esta nota aparece no fim da minipágina \begin{minipage}[t]{0.Capítulo 6. 3w) são . • O [3] é o número de argumentos que variam..7 Novos comandos e ambientes A O LTEX também permite que seja modificado o nome de algum comando para o nome escolhido ou que seja criado um macro. Novos comandos e ambientes O texto pode conter outros ambientes.. 7x) e vetor (9w. colocase no preâmbulo \newcommand{\uff}{Universidade Federal Fluminense}. • #1..7.5\textwidth} O texto pode conter (. Vamos ver o que significa cada coisa: • \vt É o nome dado ao novo comando.) minipágina} .#3)$} os vetores \vt{5x}{3x}{7x} e \vt{9w}{8w}{3w} são . onde os ítens serão as minipáginas. Há também possibilidade de se colocar moldura com o comando \fbox{ambiente minipage} e também trabalhar com os comandos de cores sem problemas. querendo digitar: Universidade Federal Fluminense.#2.. Depois é só usar \uff para aparacer a frase: Universidade Federal Fluminense. Devem ser usados quando há uma outra minipage do lado. Isso é feito através de \newcommand{novo comando}{definição} Ex: Se uma mesma frase for utilizada várias vezes ao longo to texto. através de combinações. no caso. as 3 coordenadas. é útil criar um comando que a resumisse. \end{minipage} Outra posibilidade de colocar moldura é usando tabular. um comando que sintetize outros comandos.. do lado. Pode-se também montar um comando que tenha uma estrutura em que os argumentos variem.#3 Indica o local em que aparecerão os argumentos. 8w. Universidade Federal Fluminense 47 PET Tele)) . Ex: \newcommand{\vt}[3]{\emph{vetor}$(#1. 3x.#2. 6.. Os argumentos b e t permitem o alinhamento do topo (t) e do fim (b) da minipage em relação a linha do texto.. podendo colocar até notas de pé de página a . mas esta nota não aparecerá no fim da página comum..) notas de pé de página \footnote{esta nota aparece (.

Também podem ser definidos ambientes com argumentos variáveis.. Novos comandos e ambientes • \vt{}. • itemize É o ambiente base. Ex: No preâmbulo colocando: \newenvironment{meuambi}[1] {\begin{center} \fbox{\rule{1ex}{1ex}\hspace{15ex}{#1}\hspace{15ex} \rule{1ex}{1ex}}} {\end{center}} E no meio do texto: \begin{meuambi} {Exemplo} \end{meuambi} Será visto o seguinte ambiente: Exemplo Universidade Federal Fluminense 48 PET Tele)) .. • \em Faz o texto do item ficar enfatizado. pois geralmente os novos ambientes são feitos a partir de um existente. Para fazer ambientes há uma pequena diferença: \newenvironment{emphit}{\begin{itemize}\em}{\end{itemize}} \begin{emphit} \item este é o novo item enfatizado \end{emphit} Faz: • este é o novo item enfatizado O que foi feito: • emphit É o nome do novo ambiente.Capítulo 6. é o uso do comando no qual os argumentos são colocados entre chaves. assim como comandos. Estrutura visual 6.7.

os usuários costumam utilizar o sistema LaTeX através de editores de textos específicos e que já possuem em sua interface os comandos de compilação através de ícones. digite: dvips arquivo. digite: latex arquivo. Porém. etc. digite: dvi2pdf arquivo. bastanto clicá-los para que se tenha os arquivos gerados em ..pdf. Suponha que o arquivo principal chame-se arquivo.dvi em .dvi em .dvi Para gerar/transformar o documento de . .tex 49 .dvi PDF Para transformar o . compile o arquivo digitando: pdflatex arquivo.tex PS Para transformar o .ps. há casos em que é nescessário utilizar o LaTeX diretamente através de um terminal de comando. Este capítulo tem a intenção de mostrar ao usuário alguns comandos básicos para o completo trabalho com o LaTeX.pdf.Apêndice A Utilizando o LaTeX através de um Terminal de Comando Geralmente.dvi.dvi.pdf.bib .tex e que o arquivo que contenha a lista bibliográfica se chame refer.tex diretamente para . DVI Para compilar o arquivo e gerar um documento em .

digite: latex arquivo.tex latex arquivo.idx latex arquivo. Utilizando o LaTeX através de um Terminal de Comando BIBTEX Para gerar o arquivo em .dvi contendo índice remissivo utilizando o pacote makeidx .Apêndice A.tex makeindex arquivo.tex MAKEINDEX Para gerar o arquivo em .tex Universidade Federal Fluminense 50 PET Tele)) .bib.tex bibitex refer.dvi contendo a lista bibliográfica do arquivo . digite: latex arquivo.

ˆ \hat{} ˇ \check{} ˘ \breve{} ´ \acute{} ` \grave{} ˜ \tilde{} ¯ \bar{} \vec{} ˙ \dot{} ¨ \ddot{} Tabela B.. 51 .Apêndice B Símbolos matemáticos Todos esses símbolos são usados apenas em ambientes matemáticos.1: Funções. use $ . para inserí-los no meio de um texto.2: Acentos matemáticos. $. portanto.. lim lim inf arccos arcsin arctan det sec dim sin \lim \liminf \arccos \arcsin \arctan \det \sec \dim \sin arg ker lg cosh ln exp sinh gcd sup \arg \cos \lg \cosh \ln \exp \sinh \gcd \sup cot coth max csc min hom tan inf tanh \cot \coth \max \csc \min \hom \tan \inf \tanh Tabela B.

4: Símbolos de relação. Universidade Federal Fluminense 52 PET Tele)) . Símbolos matemáticos ← ⇐ → ⇒ ↔ ⇔ → ← \leftarrow \Leftarrow \rightarrow \Rightarrow \leftrightarrow \Leftrightarrow \mapsto \hookleftarrow \leftharpoonup \leftharpoondown \rightleftharpoons ←− ⇐= −→ =⇒ ←→ ⇐⇒ −→ → \longleftarrow \Longleftarrow \longrightarrow \Longrightarrow \longleftrightarrow \Longleftrightarrow \longmapsto \hookrightarrow \rightharpoonup \rightharpoondown ↑ ⇑ ↓ ⇓ \uparrow \Uparrow \downarrow \Downarrow \updownarrow \Updownarrow \nearrow \searrow \swarrow \nwarrow Tabela B.5: Símbolos de operação binária. = \doteq ∝ \propto |= ⊥ | \models \perp \mid \parallel \bowtie \smile \frown Tabela B. ≤ ⊂ ⊆ ∈ \leq \prec \preceq \ll \subset \subseteq \sqsubseteq \in \vdash ≥ ⊃ ⊇ \geq \succ \succeq \gg \supset \supseteq \sqsupseteq \ni \dashv ≡ \equiv ∼ \sim \simeq \asymp ≈ \approx ∼ \cong = = \neq . ± \pm \mp × \times ÷ \div ∗ \ast \star ◦ \circ • \bullet · \cdot ∩ \cap ∪ \cup \uplus \sqcap \sqcup ∨ \vee ∧ \wedge \ \setminus \wr \diamond \bigtriangleup \bigtriangledown \triangleleft \triangleright \vartriangleleft \vartriangleright \trianglelefteq \trianglerighteq ⊕ ⊗ † ‡ \oplus \ominus \otimes \oslash \odot \bigcirc \dagger \ddagger \amalg Tabela B.3: Setas.Apêndice B.

Símbolos matemáticos α β γ δ ε ζ η Γ ∆ Θ \alpha \beta \gamma \delta \epsilon \varepsilon \zeta \eta \Gamma \Delta \Theta θ ϑ ι κ λ µ ν ξ Λ Ξ Π Minúsculas \theta o \vartheta π \iota \kappa ρ \lambda \mu σ \nu ς \xi Maiúsculas \Lambda Σ \Xi Υ \Pi Φ o \pi \varpi \rho \varrho \sigma \varsigma τ υ φ ϕ χ ψ ω \tau \upsilon \phi \varphi \chi \psi \omega \Sigma \Upsilon \Phi Ψ \Psi Ω \Omega Tabela B.. Tabela B..6: Letras gregas. \infty \Box \Diamond \triangle \clubsuit \diamondsuit \heartsuit \spadesuit \coprod \bigcup \bigodot \dots · · · \cdots .Apêndice B.7: Símbolos variados. . Universidade Federal Fluminense 53 PET Tele)) . . .. . ℵ ı  ℘ \aleph \hbar \imath \jmath \ell \wp \Re \Im \mho \int \bigsqcup \bigotimes ∅ √ ⊥ ∠ \prime \emptyset \nabla \surd \top \bot \| \angle \sum \oint \bigvee \bigoplus \vdots ∀ ∃ ¬ \ ∂ \forall \exists \neg \flat \natural \sharp \backslash \partial \prod \bigcap \bigwedge \biguplus \ddots ∞ ♦ ♣ ♦ ♥ ♠ .

1: Símbolos estrangeiros e acentos. † ‡ § # { ¶ c £ _ } \dag \ddag \S \# \{ \P \copyright \pounds \_ \} A LT $ EX 2ε \checkmark \maltese \circledR \$ \LaTeXe \yen & \& % \% A L TEX \LaTeX TEX \TeX Tabela C.2: Símbolos diversos. \d{} o \.{o} o \t{o} ˙ \b{} ¯ o ˘ \u{o} Símbolos estrangeiros å \aa ł \l ¿ ?‘ Å \AA Ł \L ¡ !‘ ø \o ß \ss Ø \O ò ó ô ö œ Œ æ Æ \‘{o} \’{o} \^{o} \"{o} \oe \OE \ae \AE Tabela C. 54 .Apêndice C Outros símbolos Acentos õ \~{o} ˇ \v{o} ¸ \c{} o o ¯ \o= ő \H{o} .

A guide to LTEX 2ε . 1995. Addison-Wesley Plubshing Company. http://biquinho. H. E. Daly. Este site é referência mundial para materiais relacionados ao TeX e LaTeX. Oitker. LTEX: A Document Preparation System. USP. A [2] T.Referências Bibliográficas A [1] Lamport.org.Schlegl.ctan. 1986.furg. User’s Guide & Reference Manual. A [3] H. The Not so short introduction to LTEX 2ε . Kopka e P. Página dos usuários brasileiros de TeX e LaTeX. Leslie. Hyna. www. A. Tradução D. Adisson-Wesley Plubshing Company. [5] TeX-Br. 2000. Document preparation for beginners and advanced users. I. Polli. 55 .br/tex-br/. [4] CTAN (Comprehensive TeX Archive Network).Partl. W.