Consi derações

Consi derações
i ni ci ai s
i ni ci ai s
1. Natureza Gregária do Homem.
Todo grupo social cria regras de convivências, e
com aumento dos grupos as tarefas foram
necessariamente divididas, criando assim alguma
organização.
Em função disso três funções básicas foram
sendo criadas, senão vejamos;
• Criar as regras;
• Executar as regras;
• Decidir eventuais litígios dentro dos
grupos.
Essa história é praticamente a semente da
Teoria do Estado e do Direito Constitucional.
2. Constitucionalismo.
Chama-se de Constitucionalismo o movimento
nascido da vontade do homem de comandar seu destino
político e de participar da vida do Estado.
A origem formal do Constitucionalismo está
ligada aos movimentos revolucionários do Século XVIII,
principalmente na Constituição dos EUA quando da
independência das 13 colônias e mais ainda quando da
Revolução Francesa em 1789.
3. Direito Constitucional.
É o ramo do Direito Público fundamental que
trata dos Princípios e Normas Estruturadoras do Estado
e Garantidoras dos Direitos e Liberdades Individuais.
• É objeto do direito constitucional:
- Estabelecer a estrutura do Estado;
- Organizar suas instituições e órgãos;
- Estabelecer modo de aquisição e limitação
do Poder.
4. Elementos do Estado.
¬ Dimensões do Estado x Elementos
º humana → povo
º geográfica → território
º político-administrativa → governo
Alia-se um quarto elemento que é o político.
O elemento político está materializado num
documento chamado Constituição.
A Constituição cria o Estado.
consti tui ção
consti tui ção
1. Conceito.
Lei fundamental e suprema de um Estado, que
contém normas referentes à estruturação deste Estado,
à formação dos poderes públicos, forma de governo,
distribuição de competências, direitos, garantias e
deveres dos cidadãos.
2. Função da Constituição:
a) Normatizar a Constituição do Estado;
b) Racionalizar e limitar os poderes públicos;
c) Fundamentar a ordem jurídica da comunidade;
d) Estabelecer um programa de ação.
3. Princípios agregados à Constituição:
a) Princípio da Supremacia Constitucional.
¬Nenhuma norma jurídica pode contrariar
materialmente ou formalmente a Constituição.
b) Princípio da Imperatividade da Norma
Constitucional.
c) Princípio da Taxatividade da Norma
Constitucional.
¬Interpretação taxativa, não se admitindo uma
interpretação extensiva ou analógica.
d) Princípio da Simetria Constitucional.
¬Relação simétrica das constituições dos
Estados membros.
e) Princípio da Presunção da
Constitucionalidade das Normas
Infraconstitucionais.
¬Há presunção que toda lei é constitucional até
prova em contrário.
4. Elementos da Constituição.
a) elementos orgânicos.
Contidos nas normas que regulam a estrutura do Estado
e do poder.
Título III, IV, Capítulos II e III do Título V e Título VI.
b) elementos limitativos.
Contidos nas normas que consagram o elenco dos
direitos e garantias fundamentais.
Título II da Constituição.
c) elementos sócio-ideológicos.
Contidos nas normas que revelam o caráter de
compromisso entre o Estado individualista e o Estado
social.
Capítulo Ii do Título II e dos Títulos VII e VIII.
d) elementos de estabilização.
Consagra as normas destinadas a assegurar a solução
de conflitos constitucionais e a defesa da Constituição.
Capítulo 1 do Título V, arts. 34 a 36, 102, I dentre outros.
e) elementos formais de aplicabilidade.
São os que se acham consubstanciados nas normas que
estabelecerem regras de aplicação das normas
constitucionais.
ADCT, art5º,§1º da CF/88
Direito Constitucional
teori a geral
teori a geral
do di rei to
do di rei to
consti tuci onal.
consti tuci onal.
1. Classificação das
Constituições.
Material
• Conteúdo Formal
Escrita
• Forma Não Escrita
Dogmática
• Elaboração Histórica
CONSTITUIÇÃO
Promulgadas
• Origem Outorgadas
Rígidas
• Flexibilidade Semi - Rígidas
Flexíveis
Sintética
• Extensão Analíticas
5. Interpretação das Normas Constitucionais.
A Constituição da República há de sempre ser
interpretada por meio da conjugação da letra do texto
juntamente com as características históricas, políticas e
ideológicas do momento.
Interpretação conforme a Constituição
No caso de normas com varias significações
possíveis, deverá ser encontrada a significação que
apresente conformidade com as normas constitucionais,
evitando a declaração de inconstitucionalidade da
mesma e conseqüente retirada do ordenamento jurídico.
A isto chamamos de “Interpretação conforme”
A nossa Constituição é dividida em duas partes:
- Orgânica → Teoria do Estado → art. 18 em diante
- Dogmática → Teoria dos Direitos Fundamentais → art.
1° ao 17.
A) Quanto ao conteúdo.
• Material – é aquela cujo texto traz normas que
determinam a forma de governo, os órgãos que o
dirigem, a competência de que são investidos, os
direitos dos cidadãos.
• Formal - Além da normas materiais possuem em seu
texto normas que tratam de procedimentos sujeitos a
leis ordinárias, complementares, sistema
tributário,etc.
B) Quanto à forma.
• Escrita – é o conjunto de regras, codificado e
sistematizado em um único documento solenemente
estabelecido e emanado de um Poder Constituinte.
• Não Escrita – não se apresentam codificadas mas,
constituem em vários documentos esparsos que
disciplinam a estrutura do Estado, baseados em leis
esparsas, costumes, jurisprudências, convenções.
C) Quanto ao modo de elaboração.
• Dogmáticas - é aquela escrita e sistematizada por um
órgão constituinte, a partir de princípios e idéias
fundamentais da Teoria Política e do Direito
dominante.
• Histórica - é aquela que evoluiu de acordo com
costumes de um povo, sendo seu processo de
elaboração infinito, uma vez que é uma constituição
aberta à modificação na medida da evolução social.
D) Quanto à origem.
• Promulgadas – também denominadas democráticas
ou populares, derivam da vontade popular através de
uma Assembléia Nacional Constituinte composta de
representantes do povo, eleitos com a finalidade de
sua elaboração.
• Outorgadas – são aquelas impostas por um regime
autocrático onde a participação popular não existe.
E) Quanto à estabilidade.
• Rígidas – são as constituições escritas que só
poderão ser alteradas por um processo legislativo
mais solene e dificultoso do que o processo
legislativo ordinário.
• Flexíveis – em regra são constituições não escritas,
excepcionalmente escritas, que poderão ser
alteradas pelo processo legislativo ordinário.
• Semi-rígidas – são aquelas em que algumas regras
poderão ser alteradas pelo processo legislativo
ordinário, enquanto outras somente por um processo
legislativo especial.
F) Quanto à sua extensão.
• Analíticas – também chamadas de Dirigentes, são
aquelas que examinam e regulamentam todos os
assuntos que entendam relevantes a formação,
destinação e funcionamento do Estado.
• Sintéticas – são aquelas que prevêem somente os
Princípios e as Normas Gerais de regência do
Estado, organizando-o e limitando seu Poder.
2. Aplicabilidade das Normas
Constitucionais.
Nem todos os dispositivos de uma Constituição
são auto-aplicáveis, isto é, seus efeitos não são
imediatos. Em função do momento da aplicabilidade, as
normas constitucionais podem ser classificados em:
• Normas auto-aplicáveis Normas de
eficácia plena
Direito Constitucional –
• Normas não auto-aplicáveis Normas de
eficácia limitada
Normas de
eficácia contida.
º Eficácia Plena = aquelas que não dependem do
Poder Constituinte Derivado para sua
regulamentação.
º Eficácia Limitada = são aquelas que necessitam
de uma normatividade ulterior para lhes desenvolver
a aplicabilidade.
º limitam-se a traçar os princípios para serem
cumpridos pelos seus órgãos, como programas
voltados a fins sociais (Art.3º/CF).
OU
O constituinte traça esquemas gerais e deixa para o
legislador infraconstitucional a estruturação em
definitivo, via leis (Art.5º, XXXII – defesa do
consumidor e 7º, XXI - aviso prévio).
º Eficácia Contida = aquelas em que o legislador
constituinte regulou os interesses relativos à
determinada matéria, mas deixou margem à atuação
restritiva por parte do poder público. Ex.: Art.5º, XII –
violação das comunicações e LVIII – corretamente
identificado.
3. Poder Constituinte.
É a manifestação soberana da suprema vontade
política de um povo, social e juridicamente organizado. O
poder constituinte é considerado instituidor do Estado.
Daí ser também chamado Poder Constituinte Originário.
Ao fim do exercício do poder constituinte surgem
dois outros poderes: o poder decorrente e o poder
derivado.
Poder Decorrente → Estados-membros
Regulamentador – produção
legislativa transformando as
normas não auto-aplicáveis em
normas de eficácia plena.
Podes Derivado
Reformador - reformar o texto da
constituição em função da
mutação das relações sociais.
Regulamentar Leis ordinárias
Leis complementares
Reformas → Emendas Constitucionais
Características do PCO (Poder Constituinte
Originário)
→ Inicial
→ Ilimitado
→ Incondicionado
Inicial inaugura uma nova ordem jurídica. ⇨
Ilimitado não está sujeito a limitações impostas pelo ⇨
direito positivo.
Incondicionado não está sujeito a forma de ⇨
manifestações pré-estabelecidas.
Efeitos do Poder Constituinte Originário (fruto)
A) Em relação a Constituição anterior.
Por ser inicial a Constituição nova revoga totalmente a ⋆
anterior.
No Brasil não foi adotada a Teoria de ⋆
Desconstitucionalização, pela qual as normas materiais
são revogadas e as formais continuam em vigor com
status de lei ordinária. Ex. Portugal.
* materialmente constitucionais e idem formalmente.
4. Forma de governo / Forma de
Estado / Sistema de governo.
A) Sistema de Governo – é modelo de
relacionamento entre o Poder Executivo e o
Poder Legislativo adotado pelo Estado. Se
for mais flexível, isto é, depende de
aquiescência da maioria do parlamento
para governar temos o parlamentarismo.
Se essa relação é mais independente
temos o presidencialismo.
B) Forma de Governo – sistema adotado pelo
Estado que determina como se atinge o
poder político e quanto tempo nele se
permanece. Pode ser através da
monarquia ou da república.
C) Forma de Estado – é forma de
organização político-administrativa que
exige a divisão do Estado em partes
internas dotadas de autonomia.
• Estado Unitário;
• Estado Federal;
• Confederação.
5. Constitucionalismo.
Movimento político-cultural que surgiu no século
XVIII com a inclusão dos direitos fundamentais nas
Constituições, sendo um corpo permanente de normas
que declaram direitos e garantias fundamentais, como
meio de limitar o exercício do Poder Público.
Di rei tos
Di rei tos
fundamentai s
fundamentai s
A. Espécies de Direitos Fundamentais.
A. Classificação.
A.1) Individuais – são aqueles que delimitam a esfera
de autonomia dos indivíduos, estabelecendo áreas onde
estarão a salvo da interferência do Estado e dos outros
homens. Estão caracterizados no art.5º da CF/88.
Direito Constitucional – 3
A.2) Coletivos – são aqueles que representam o direito
do homem integrante de uma coletividade.Também
encontramos no art.5º da CFF/88.
A.3) Sociais - são aqueles reguladores das relações
sociais e culturais, subdividindo-se em sociais p.p.d. e
trabalhistas. São encontrados nos art´s 6º, 7º, 8º, 9º,
10,11.
A.4) Nacionalidade – são aqueles que deferem a forma
de obtenção, exercício e perda de nacionalidade. São
encontrados nos art’s 12 e 13 da CF/88.
A.5) Políticos – são aqueles que definem a forma de
participação do exercício do Poder Político. São
encontrados nos art´s. 14 ao 17 da CF/88.
B. Características dos Direitos Fundamentais
B.1) Imprescritibilidade – os direitos fundamentais não
se subordinam ao tempo.
B.2) Inaliebilidade – não há possibilidade de alienar
direitos fundamentais
B.3) Universalidade – os direitos fundamentais são
conhecidos universalmente.
B.4) Imutabilidade – os direitos fundamentais incluídos
como cláusulas pétreas do art. 60 da CF/88. Não
poderão ser abolidos em tempo algum.
C. Classificação dos Direitos Fundamentais.
1. Primeira geração.
. final do século XVIII
.estado liberal
. direitos negativos
. liberdade e direitos civis e políticos.
2. Segunda geração
. início do século XX
. estado social
.direitos positivos
. igualdade, direitos sociais, econômicos e culturais.
3. Terceira geração
. século XX
. fraternidade
. direito ao meio ambiente, paz e defesa do consumidor.
Modernamente se discute o reconhecimento de uma
quarta geração de direitos fundamentais que estariam
ligados a proteção da pessoa em face da biotecnologia.
pri ncí pi os
pri ncí pi os
fundamentai s
fundamentai s
¤ soberania
¤ cidadania
¤ dignidade da pessoa humana
¤ valores sociais do trabalho e da
livre iniciativa
¤ pluralismo político
¤ construir uma sociedade livre,
justa e solidária.
¤ garantir o desenvolvimento
nacional
¤ erradicar a pobreza e a
marginalização e reduzir as
desigualdades sociais e regionais
¤ promover o bem de todos, sem
preconceitos de origem, raça,
sexo, cor, idade e quaisquer outras
formas de discriminação.
¤ independência nacional
¤ prevalência dos direitos
humanos
¤ autodeterminação dos povos
¤ não intervenção
¤ igualdade entre os Estados
¤ defesa da paz
¤ solução pacífica dos conflitos
¤ repúdio ao terrorismo e ao
racismo
¤ cooperação entre os povos para
o progresso da humanidade
¤ concessão de asilo político
Soberania poder político supremo e independente, ⇨
entendendo-se como tal aquele que não está limitado por
nenhum outro na ordem interna e aquele que, na
sociedade internacional não tem que aceitar regras que
não sejam voluntariamente aceitas.
Cidadania Status relacionado com os direitos ⇨
fundamentais da pessoa.
Dignidade da pessoa humana este fundamento ⇨
afasta a idéia de predomínio das concepções
transpessoalista de Estado em detrimento da liberdade
individual.
Direito Constitucional –
Fundamentos
da República
Federativa do
Brasil
Objetivos
Fundamenta
is
Princípios
nas
Relações
Externas
P
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Valores Sociais do trabalho é da livre iniciativa – é ⇨
através do trabalho que o homem garante a sua
subsistência e o crescimento do país.
Pluralismo Político fundamento que preserva a ⇨
ampla e livre participação popular nos destinos políticos
do país,, garantindo a possibilidade de organização e
participação em partidos políticos.
di rei tos
di rei tos

i ndi vi duai s e
i ndi vi duai s e

coleti vos
coleti vos
1. Considerações Gerais:
Os direitos individuais representam um conjunto
de limitações do Estado em face das pessoas que com
ele se relacionam.
Direito Individual = afeta o indivíduo em particular.
Direito Coletivo = ampara um grupo determinado de
pessoas que estejam ligadas por
algum vínculo jurídico.
Direito Difuso = diz respeito a um grupo
indeterminado de pessoas que
busquem a satisfação de um direito
que a todos pertencem.
Apesar de caminharem juntos não se deve fazer
confusão entre direitos e garantias de direitos.
A Constituição possui normas meramente
declaratórias de direitos e outras assecuratórias, isto é,
aquelas que dão garantias.
Normas declaratórias »»»»» são bens
declarados pela norma jurídica, inalienáveis,
fundamentais, essenciais à vida. São normas positivas.
Normas assecuratórias »»»»» são deveres do
Estado em face dos cidadãos e dos cidadãos em relação
uns aos outros, isto é, proibições, vedações dirigidas ao
Estado e aos cidadãos.
2. Normas Constitucionais.
Art. 5º, caput
“Todos são iguais perante a lei, sem
distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos
brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a
inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à
igualdade, à segurança e à propriedade.”
Apesar de se referir apenas aos brasileiros e aos
estrangeiros residentes no País, a doutrina indica que
também são destinatários os estrangeiros não residentes
no País e que nele se encontrem.
Os direitos protegidos são: vida, igualdade,
liberdade, segurança e propriedade. Os setenta e oito
incisos que seguem ao caput são apenas variações
destes como direitos.
O artigo 5º é uma proteção dos cidadãos em
face do Estado e não ao contrário.
. Art. 5º .
I - homens e mulheres são iguais em direitos
e obrigações, nos termos desta Constituição;
Princípio da Isonomia ou Igualdade. Não pode
ser entendido como absoluto, pois o tratamento
diferenciado é permitido. O que se veda são as
diferenciações arbitrárias, as discriminações absurdas.
O tratamento uniforme de homens e mulheres é
quase utópica, visto que por diversas situações na vida
prática é difícil alcançá-la. A solução é adotar a idéia de
Montesquieu: “A verdadeira igualdade consiste em tratar
de forma desigual os desiguais”, conferindo àqueles
menos favorecidos um tratamento jurídico mais amplo.
II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar
de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;
Princípio da Legalidade = é o alicerce do
Estado de Direito. Tal princípio visa combater o poder
arbitrário do Estado. Só por meio de espécies normativas
devidamente elaboradas, conforme as regras do
processo legislativo, podem-se criar obrigações para o
indivíduo. A doutrina não raro confunde ou não distingue
suficientemente o princípio da legalidade e o da reserva
legal. O primeiro significa a submissão e o respeito à lei,
ou a atuação dentro da esfera estabelecida pelo
legislador. O segundo consiste em estatuir que a
regulamentação de determinadas matérias há de fazer-
se necessariamente por lei formal.
III - ninguém será submetido à tortura nem a
tratamento desumano ou degradante;
Uma variação do direito à vida, que busca
assegurar a integridade física e psíquica do indivíduo a
fim de que o mesmo possa efetivamente exercer outros
direitos. A lei considerará crimes inafiançáveis e
insuscetíveis de graça ou anistia a prática de tortura.
No plano objetivo esta norma proíbe constranger
alguém com emprego de violência ou grave ameaça,
causando-lhe sofrimento físico ou mental.
Nosso ordenamento jurídico definiu os crimes de
tortura ao editar a Lei nº 9.455/97.
IV - é livre a manifestação do pensamento,
sendo vedado o anonimato;
Variação evidente do direito à liberdade,
preconiza a possibilidade que qualquer indivíduo tem de
expressar seu pensamento, de qualquer forma e através
de qualquer meio, desde que se identifique.
Os abusos porventura ocorridos no exercício
individual da manifestação do pensamento são passíveis
de exame e apreciação pelo Poder Judiciário, com
conseqüente responsabilidade civil e penal de seus
autores.
Estes abusos ocorrerão quando se divulgarem
notícias inverídicas, falsas, de má-fé, sem indícios de
veracidade (Crimes contra a honra).
O direito de manifestação do pensamento não
autoriza a apologia de fatos criminosos, propaganda do
nazismo, como exemplos.
V - é assegurado o direito de resposta,
proporcional ao agravo, além da indenização por
dano material, moral ou à imagem;
O direito de resposta impõe limite à liberdade de
expressão, procurando evitar que o uso abusivo e
leviano da mesma possa redundar em agressões à
honra de terceiros. A Constituição estabelece como
requisito para o exercício do direito de resposta ou
Direito Constitucional – 5
réplica a proporcionalidade, ou seja, o desagravo deverá
ter o mesmo destaque, a mesma duração, o mesmo
tamanho que a notícia que gerou o conflito. O direito de
resposta não poderá acobertar atividades ilícitas, tais
como manifestação caluniosa, difamante ou injuriosa.
VI - é inviolável a liberdade de consciência e
de crença, sendo assegurado o livre exercício dos
cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a
proteção aos locais de culto e a suas liturgias;
É necessário entender, inicialmente, que a
República Federativa do Brasil é um Estado “laico”, ou
seja, não possui religião oficial.
Assim, a Constituição Federal ao consagrar a
inviolabilidade de crença religiosa está também,
assegurando plena proteção à liberdade de culto e a
suas liturgias.
Vale acrescentar que a liberdade de culto não é
tão ampla que permita determinadas cerimônias, como
aquelas que sacrifiquem crianças, por afrontar o direito à
vida, que é hierarquicamente superior aos demais.
VII - é assegurada, nos termos da lei, a
prestação de assistência religiosa nas entidades
civis e militares de internação coletiva;
Trata-se de norma assecuratória que garante o
livre exercício da liberdade de crença religiosa ao
detento, paciente, servidor, hóspede, interno, a fim de
que possa exercer, ou ser assistido por sua crença.
VIII - ninguém será privado de direitos por
motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica
ou política, salvo se as invocar para eximir-se de
obrigação legal a todos imposta e recusar-se a
cumprir prestação alternativa, fixada em lei;
A escusa de consciência não é uma inovação da
Constituição atual. Todavia, a prestação alternativa,
fixada em lei, para aquele que eximir-se da obrigação
principal, sim, foi estabelecida pela CF/88.
Como exemplo marcante tem que a própria
Constituição prevê o serviço militar obrigatório e a Lei nº
8.239/91, regulamentando o Art. 143, §§ 1º e 2º, da
CF/88, dispõe sobre a prestação de serviço alternativo
ao serviço militar obrigatório.
No caso de não cumprimento do serviço
alternativo ocorrerá à suspensão dos direitos políticos do
inadimplente, que poderá a qualquer tempo, regularizar
sua situação mediante cumprimento das obrigações
devidas.
IX - é livre a liberdade de atividade intelectual,
artística, científica e de comunicação,
independentemente de censura ou licença;
A liberdade de expressão e de manifestação de
pensamento não pode sofrer nenhum tipo de limitação
prévia no tocante à censura de natureza política,
ideológica e artística.
Não se pode confundir a liberdade com o abuso,
sendo certo que um controle mínimo moral, democrático,
e social das atividades em tela é lícito e necessário. O
art.221, IV da própria Constituição estabelece como um
dos princípios a serem seguidos pelas atividade de rádio
e televisão o respeito aos valores éticos e sociais da
pessoa e da família.
X - são invioláveis a intimidade, a vida
privada, a honra e a imagem das pessoas,
assegurado o direito a indenização pelo dano
material ou moral decorrente de sua violação;
O constituinte buscou consagrar o direito da
privacidade neste dispositivo. Estabelece de forma
inequívoca um limite à liberdade de expressão de modo
que, sob nenhuma circunstância, se pode atingir a
privacidade pessoal em nome de uma pretensa e
ilimitada liberdade de imprensa.
Vale observar que este inciso é uma norma
limitativa em relação ao inciso precedente.
XI - a casa é asilo domicílio do indivíduo,
ninguém nela podendo penetrar sem consentimento
do morador, salvo em caso de flagrante delito ou
desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia,
por determinação judicial;
Inicialmente entendemos que no sentido
constitucional o termo domicílio tem amplitude maior do
que no direito privado. Considere-se domicílio todo local
que alguém ocupa com exclusividade, a qualquer título,
inclusive profissional.
A Constituição estabelece algumas exceções à
inviolabilidade do domicílio.
Assim, violação legal, sem consentimento do
morador, é permitida, porém somente nas hipóteses
constitucionais:
º Dia → flagrante delito, ou desastre, ou para
prestar socorro, ou ainda, por determinação judicial.
º Noite → flagrante delito, ou desastre, ou para
prestar socorro.
XII - é inviolável o sigilo da correspondência
e das comunicações telegráficas, de dados e das
comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por
ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei
estabelecer para fins de investigação criminal ou
instrução processual penal;
Apesar da exceção constitucional
expressamente referir-se somente a interceptação
telefônica, entende-se que nenhuma liberdade individual
é absoluta, sendo possível a interceptação das
correspondências e comunicações telegráficas e dados
sempre que as liberdades públicas estiverem sendo
utilizadas como instrumento de salvaguarda de práticas
ilícitas.
Interceptação telefônica é a captação e gravação
de conversa telefônica, no mesmo momento em que ela
se realiza, por terceira pessoa sem o conhecimento de
qualquer dos interlocutores.
= Interceptação telefônica e seus requisitos:
º ordem judicial;
º para investigação criminal e instrução
processual penal;
º de acordo com a Lei nº 9.296/96.
= Estabelecimento da Lei nº 9.296/96:
Direito Constitucional –
º Aplicação à interceptação telefônica e
também à interceptação do fluxo de
comunicação em sistemas de informática e
telemática.
º Existência de “fumus boni iuris”, isto é,
indícios razoáveis de autoria ou participação
em infração penal ou não possibilidade de
outros meios de prova.
º Fato investigado constituir infração penal
punido com reclusão.
º Medida determinada pelo juiz de ofício, ou a
requerimento da autoridade policial ou do
representante do Ministério Público.
= Gravação clandestina → são aquelas em que a
captação e gravação da conversa pessoal, ambiental ou
telefônica se dão ao mesmo tempo em que a conversa
se realiza, feita por um dos interlocutores. Diferente da
interceptação telefônica, pois naquela um dos
interlocutores tem conhecimento de gravação e nesta
última nenhum deles tem este conhecimento.
A gravação clandestina afronta o Art. 5º, X da
Constituição. O plenário do STF decidiu em diversas
oportunidades, pela inadmissibilidade, como prova, de
laudo de gravação de conversa telefônica obtido com
violação a privacidade alheia (Art. 5º, X, da CF/88).
= Inviolabilidade de Dados / Sigilo Bancário e
Fiscal.
A inviolabilidade do sigilo de dados (Art. 5º, XII)
complementa a proteção ao direito à intimidade e à vida
privada (Art. 5º, X).
Com relação a esta necessidade de proteção à
privacidade humana, não podemos deixar de considerar
as informações fiscais e bancárias.
Em relação ao sigilo bancário, o Art. 192-CF/88
estabelece que o sistema financeiro será regulado por lei
complementar; que por não ter sido ainda normatizada
permitiu a recepção por parte da Constituição da Lei nº
4.595/64, que dentre outras regras permite a quebra do
sigilo bancário pelas CPI´s.
Idem acontece para o sigilo fiscal.
Conseqüentemente os sigilos bancário e fiscal,
consagrados como direitos individuais
constitucionalmente protegidos, somente poderão ser
excepcionados por ordem judicial fundamentada ou de
CPI’s, desde que presentes requisitos razoáveis, que
demonstrem, em caráter restrito e nos estritos limites
legais, a necessidade de conhecimento dos dados
sigilosos.
XIII - é livre o exercício da profissão, ofício ou
profissão, atendidas as qualificações profissionais
que a lei estabelecer;
A liberdade de exercício profissional está
consagrada neste dispositivo. Todavia o exercício deste
direito está condicionado a uma reserva legal, exigindo-
se o preenchimento de determinados requisitos e
qualificações profissionais.
XIV - é assegurado a todos o acesso à
informação e resguardado o sigilo da fonte, quando
necessário ao exercício profissional;
Este dispositivo defende o acesso à informação
de forma ampla e auto-aplicável. Traz, em si, a liberdade
de informação jornalística.
O resguardo do sigilo da fonte tem por escopo
garantir uma espécie de segredo profissional, necessário
em alguns casos para proteger o informante. Não se
confunde com anonimato, pois o jornalista ou a
autoridade policial serão direta e legalmente
responsáveis pelas notícias e/ou diligências que
protagonizarem.
XV - é livre a locomoção no território nacional
em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos
termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair
com seus bens;
Consagrado aqui um dos direitos mais imediatos
e inalienáveis do ser humano: o direito de ir, vir,
permanecer, ficar ou sair; o direito à livre locomoção. O
exercício de tal direito está submetido a uma reserva
legal quando implicitamente, se refere aos estrangeiros e
brasileiros, com obrigatoriedade de vistos, passaportes,
etc.
Qualquer cerceamento a liberdade de locomoção
com ilegalidade ou abuso de poder será coibido com
“habeas corpus”.
XVI - todos podem reunir-se pacificamente,
sem armas, em locais abertos ao público,
independentemente de autorização, desde que não
frustrem outra reunião anteriormente convocada
para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio
aviso à autoridade competente;
O direito de reunião é um direito público subjetivo
de grande abrangência, pois ele compreende não só o
direito de convocá-la e organizá-la, como o de total
participação ativa.
As reuniões públicas estão condicionadas a
serem pacíficas, desarmadas e a um aviso prévio a
autoridade competente. A autoridade não tem o poder de
indicar o local da reunião, devendo apenas ser avisada
previamente. A reunião pressupõe a organização de um
encontro com propósito determinado, finalidade lícita,
pacífica e sem armas.
Exemplos: passeatas, comícios políticos,
procissões, etc.
XVII – é plena a liberdade de associação para
fins lícitos, vedada a de caráter para militar.
Associação: organização estável e permanente,
com fins lícitos e nítida divisão de tarefas estabelecidas
entre seus membros ou associados, dotada de
personalidade jurídica de direito privado e
responsabilidade civil objetiva.
O legislador constituinte necessitou de cinco
incisos para disciplinar a liberdade de associação que
por definição é muito mais complexa que a de reunião.
É plena a liberdade de associação de tal forma
que ninguém será compelido a associar-se ou mesmo
permanecer associado a qualquer organização. Deverá
ser analisado, para o fiel cumprimento deste requisito
constitucional, se as associações, com ou sem armas, se
destinam à formação bélicas de seus membros.
XVIII - a criação de associações e, na forma
da lei, a de cooperativas independem de autorização,
Direito Constitucional – 7
sendo vedada a interferência estatal em seu
funcionamento;
A interferência arbitrária do Poder Público no
exercício deste direito individual é proibido e pode
acarretar responsabilidade tríplice.
º Natureza penal → crime de abuso de autoridade.
º Natureza político-administrativa → crime de
responsabilidade
º Natureza civil → possibilidade de ação de
indenização por danos materiais e morais.
XIX - as associações só poderão ser
compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades
suspensas por decisão judicial, exigindo-se, no
primeiro caso, o trânsito em julgado;
A Constituição Federal limita a atuação do Poder
Judiciário, autorizando-o à dissolução somente quando a
finalidade buscada for ilícita e mesmo assim, através do
devido processo legal. Isto quer dizer que qualquer ato
normativo editado pelos poderes executivo e legislativo,
no sentido de dissolução compulsória, será
inconstitucional.
XX - ninguém poderá ser compelido a
associar-se ou a permanecer associado;
Ninguém será privado de exercício de um direito
por não pertencer a qualquer espécie de associação.
XXI - as entidades associativas, quando
expressamente autorizadas, têm legitimidade para
representar seus filiados judicial ou
extrajudicialmente;
Não haverá necessidade de prévia autorização,
no caso concreto dos associados para que as
associações represente-os judicial ou extrajudicialmente,
desde que a mesma exista de forma genérica na própria
lei que criou a entidade ou em seus atos constitutivos de
pessoa jurídica.
XXII - é garantido o direito de propriedade;
Em verdade este inciso inclui a propriedade quer
dos bens de consumo, quer dos bens de produção,
indistintamente.
XXIII - a propriedade atenderá a sua função
social;
O bem de consumo, por definição, já atinge
necessariamente sua função social. Portanto a
determinação deste inciso recai sobre o bem de
produção rural ou urbano, definindo se a propriedade é
ou não dinâmica, gera ou não empregos, é ou não
produtiva. Logo, a função social da propriedade está
diretamente ligada à sua produtividade. Se a propriedade
é improdutiva e estática, o Estado é dotado de meios
constitucionais e legais de intervenção no domínio
econômico da mesma, que embora gradativos podem
culminar com a perda do direito à propriedade sobre
determinado bem.
XXIV - a lei estabelecerá o procedimento para
desapropriação por necessidade ou utilidade
pública, ou por interesse social, mediante justa e
prévia indenização em dinheiro, ressalvados os
casos previstos nesta Constituição;
Esta é a forma mais violenta de o Estado intervir
na propriedade, pois determina sua perda irreversível em
favor do Poder Público. A intervenção na propriedade
privada pode ter fundamento na necessidade ou na
utilidade pública, ou no interesse social, mas este
fundamento há de vir expresso em lei federal que poderá
autorizar o ato interventivo a ser praticado pela União,
pelos Estados–membros e Municípios.
º Necessidade Pública → a necessidade pública surge
quando a Administração defronta situações de
emergência, que, para serem resolvidos
satisfatoriamente, exigem a transferência urgente de
bens de terceiros para seu domínio e uso imediato.
Ex.: defesa do território nacional, salubridade pública,
socorros em caso de calamidade.
º Utilidade Pública → a utilidade pública apresenta-se
quando a transferência de bens de terceiros para a
Administração é conveniente, embora não seja
imprescindível. Ex.: construção de edifícios públicos,
estádios, alargamento de ruas, abertura de praça.
º Interesse Social → surge quando o objetivo é um
benefício para a coletividade (Lei nº 4.132/62). Estes
bens não se destinam à Administração, mas sim à
coletividade ou outros beneficiários que a lei credencia
para recebê-los e utilizá-los convenientemente. Ex.:
Construção de casa populares, aproveitamento de
todo bem improdutivo para necessidades de habitação
dos centros de população carentes, proteção do solo.
Uma das características da desapropriação é ser
sempre indenizável; todavia, nem sempre essa
indenização será em dinheiro, pois existem casos
previstos na própria Constituição em que a indenização
será em títulos da dívida pública (Art. 182, §4º, IV),
quando o bem urbano não cumpre sua função social,
desobedecendo ao plano diretor do Município; ou em
título de dívida agrária, quando a propriedade rural não
cumpre sua função social (Arts. 184 e 186-CF/88).
XXV - no caso de iminente perigo público, a
autoridade competente poderá usar de propriedade
particular, assegurada ao proprietário indenização
ulterior, se houver dano;
Temos aqui a chamada ocupação temporária
que é outra forma do Estado intervir na propriedade
privada.
Fica no âmbito do poder discricionário da
autoridade competente, ocorrendo iminente perigo
público utilizar a propriedade para salvaguardar bens
jurídicos mais relevantes.
Ao contrário da desapropriação a ocupação
temporária não é indenizável, salvo nos casos de perdas
e danos.
XXVI - a pequena propriedade rural, assim
definida em lei, desde que trabalhada pela família,
não será objeto de penhora para pagamento de
débitos decorrentes de sua atividade produtiva,
dispondo a lei sobre os meios de financiar o seu
desenvolvimento;
Direito Constitucional –
Três requisitos são necessários para
observância deste direito:
a) propriedade rural pequena;
b) exclusivamente trabalhada pela família;
c) o crédito advenha da atividade produtiva.
XXVII - aos autores pertence o direito
exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de
suas obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo
que a lei fixar;
A proteção ao direito autoral deverá obedecer
aos limites e condições estabelecidos na Lei nº 5.988/73.
Constitui uma variação no direito de propriedade
transmissível por herança.
Os direitos hereditários podem ser vitalícios ou
temporários e a Lei nº 5.988/73, determina que serão
vitalícios, quando os direitos patrimoniais do autor são
transmitidos, causa mortis, aos filhos, pais ou conjugue,
enquanto os demais sucessores gozarão destes direitos
por um período não superior a 60 anos, a contar de 1º de
janeiro do ano seguinte do seu falecimento.
XXVIII - são assegurados, nos termos da lei:
a) a proteção às participações individuais em
obras coletivas e à reprodução da imagem e voz
humanas, inclusive nas atividades desportivas;
b) o direito de fiscalização do
aproveitamento econômico das obras que criarem
ou de que participarem aos criadores, aos
intérpretes e às respectivas representações sindicais
e associativas;
Entende-se a imagem e a voz como patrimônio
pessoal, e portanto, suscetível de aferição monetária. A
preocupação do constituinte atinge a fiscalização e o
aproveitamento econômico das obras como decorrência
lógica dos direitos autorais.
Exemplo: Exibição das telenovelas no exterior e
mesmo aqui, para cada exibição, os atores terão direito a
receber uma participação a ser paga pelos produtores.
XXIX - a lei assegurará aos autores de
inventos industriais privilégio temporário para sua
utilização, bem como proteção às criações
industriais, à propriedade das marcas, aos nomes de
empresas e a outros signos distintivos, tendo em
vista o interesse social e o desenvolvimento
tecnológico e econômico do País;
O constituinte, com o objetivo de evitar
monopólios, deferiu um privilégio temporário de 15 anos
para que os autores de inventos industriais, explorem
sua criação. Depois deste prazo qualquer empresa
poderá fabricar ou aperfeiçoar o invento.
Lei nº 9.279/96 regulou esta matéria.
XXX - é garantido o direito de herança;
Aparece pela 1ª vez em Constituição no Brasil.
XXXI - a sucessão de bens de estrangeiros
situados no País será regulada pela lei brasileira em
benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros,
sempre que não lhes seja mais favorável a lei
pessoal do "de cujus";
Vai prevalecer a lei brasileira beneficiária ao
cônjugue ou aos filhos brasileiros.
XXXII - o Estado promoverá, na forma da lei, a
defesa do consumidor;
A Lei nº 8.078/90 é a norma que promove a
defesa do consumidor. O constituinte fez, com isto,
ressaltar a importância do direito do consumidor como
expressão de cidadania plena. O art. 170, V da CF/88
eleva a defesa do consumidor à categoria de princípio da
ordem econômica.
XXXIII - todos têm direito a receber dos
órgãos públicos informações de seu interesse
particular, ou de interesse coletivo ou geral, que
serão prestadas no prazo da lei, sob pena de
responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo
seja imprescindível à segurança da sociedade e do
Estado;
Dispositivo que protege a liberdade de
informação de modo que sob nenhum pretexto podem
existir arquivos com informações pessoais que não
admitam o seu acesso pelo titular daqueles dados.Como
exemplo, podemos citar o acesso de qualquer cidadão a
tudo que dele conste em órgãos públicos ou, ainda, o
direito de um candidato saber o motivo de sua
reprovação em um exame psicotécnico para acesso a
determinado cargo.
Se negado este direito o remédio constitucional a
ser usado é o “habeas data”.
XXXIV - são a todos assegurados,
independentemente do pagamento de taxas:
a) o direito de petição aos Poderes Públicos
em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso
de poder;
b) a obtenção de certidões em repartições
públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de
situações de interesse pessoal;
A Lei nº 9.051/95 estabelece um prazo de 15
dias para resposta à petição do cidadão.
Apesar da não incidência de taxas para o
exercício destes direitos, não se pode confundir com
gratuidade, pois poderão ser cobrados emolumentos,
custas ou honorários.
XXXV - a lei não excluirá da apreciação do
Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito;
O Princípio da Legalidade é o verdadeiro alicerce
de uma sociedade civilizada e democrática na solução
de seus conflitos sócio-jurídicos. A Constituição garante
a existência do Estado de Direito, determinando que o
Poder Judiciário será chamado a intervir sempre que
houver ameaça ou lesão a um direito, no exercício do
que chamamos de jurisdição.
Inexiste a obrigatoriedade de esgotamento da
instância administrativa para que a parte possa acessar
as instâncias jurídicas, bem como, apesar da existência
de juízes e tribunais e seus respectivos recursos, não
existe a obrigatoriedade do duplo grau de jurisdição.
XXXVI - a lei não prejudicará o direito
adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada;
º Direito Adquirido → é o direito evidenciado por
uma situação jurídica definitivamente consolidada.
A doutrina e a jurisprudência vêm afirmando que não
se pode alegar direito adquirido se o prejuízo for
Direito Constitucional – 9
decorrente de dispositivo inovador da própria
Constituição. Entretanto, quando a manifestação for
do Poder Derivado através de Emenda
Constitucional, corrente majoritária entende que os
direitos deverão ser preservados e respeitados.
º Ato Jurídico Perfeito → é o ato consumado de
acordo com a lei vigente ao tempo que se efetuou.
Deve possuir os requisitos de: agente capaz, objeto
lícito e forma prescrita e não defesa em lei.
º Coisa Julgada → é a decisão judicial de que já
não caiba recurso.
XXXVII - não haverá juízo ou tribunal de
exceção;
Esse inciso expressa todo repúdio aos regimes
totalitários que nortearam os trabalhos da Assembléia
Constituinte.
Portanto, somente os juízos e tribunais previstos
no Art. 92 são reconhecidamente constitucionais.
O juízo de exceção é aquele criado
especialmente para julgar determinados fatos, após sua
ocorrência.
A Constituição estabelece aqui o Princípio do
Juiz Natural. Este princípio deve ser interpretado em sua
plenitude, de forma a proibir-se, não só a criação de
tribunais de exceção, bem como de exigir o respeito
absoluto às regras objetivas de determinação de
competência, para que não sejam afetadas a
independência e imparcialidade do órgão julgador.
XXXVIII - é reconhecida a instituição do júri,
com a organização que lhe der a lei, assegurados:
a) a plenitude de defesa;
b) o sigilo das votações;
c) a soberania dos veredictos;
d) a competência para o julgamento dos
crimes dolosos contra a vida;
O júri é uma garantia constitucional de que cada
cidadão tem o direito de em determinadas acusações,
ser julgado por pessoas do povo. O júri, assim, é um
tribunal popular, de essência e obrigatoriedade
constitucional, prevalecendo os seguintes princípios:
º Plenitude de defesa → garante ao réu todas as
oportunidades probatórias permitidas pelo Direito.
º Sigilo nas votações → depois de composto o
Conselho de Justiça e da prestação do
compromisso, os 7 (sete) jurados ficarão
incomunicáveis, devendo se abster de qualquer
comentário sobre o processo em pauta.
º Soberania dos veredictos → nenhum outro
tribunal pode reformar o mérito da decisão do júri;
pode, quando muito, anular o processo por vício de
forma, mas não mudar o veredicto do júri. A
possibilidade de recurso de apelação, prevista no
Código de Processo Penal, quando a decisão dos
jurados for manifestamente contrária às provas dos
autos não afeta a soberania dos veredictos, pois a
nova decisão também será dada pelo Tribunal do
Júri.
º Competência para o julgamento dos crimes
dolosos contra a vida.
Crimes dolosos contra a vida → Arts. 121 a 127/CP.
Nem todos os crimes dolosos contra a vida serão
julgados pelo Tribunal do Júri. Estas hipóteses
referem-se às competências especiais por
prerrogativa de função.
Isto quer dizer que a competência do Tribunal do Júri
não é absoluta.
Existem também alguns crimes complexos que
tenham como resultado a morte, mas não são
julgados pelo Tribunal do Júri, como o latrocínio,
estupro seguido de morte, etc.
XXXIX - não há crime sem lei anterior que o
defina, nem pena sem prévia cominação legal;
Aqui restam consagrados dois Princípios básicos
do Direito Penal:
º Princípio da Reserva Legal → não há crime nem
pena sem que a lei preveja.
º Princípio da Anterioridade → prévia cominação
legal.
Para que alguma conduta seja punida
criminalmente, ela tem que estar previamente proibida
com clara definição de qual comportamento vedado e
qual a conseqüência para o descumprimento da
proibição (sanção).
º Tipo Penal → conduta proibida
XL - a lei penal não retroagirá, salvo para
beneficiar o réu;
Princípio da Irretroatividade da Lei Penal.
As leis penais, em regra, não tem extratividade,
isto é, não se movem par trás (retroatividade) nem para
frente (ultratividade). As leis penais só valem durante sua
vigência, com duas únicas exceções:
a) lei sempre se move para beneficiar o réu;
b) as leis excepcionais ou temporárias aplicam-se
aos fatos ocorridos durante sua vigência, mesmo
que já tenham deixado de vigorar.
XLI - a lei punirá qualquer discriminação
atentatória dos direitos e liberdades fundamentais;
Dispositivo que necessita de leis posteriores para
ter eficácia.
XLII - a prática do racismo constitui crime
inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de
reclusão, nos termos da lei;
O nível de integração racial no Brasil é motivo de
orgulho e não se pode deixar de punir quem agir com
preconceito de raça ou cor. A Lei nº 7716/89 define os
crimes e respectivas penas.
Fiança → é a prestação de uma garantia ao
juízo, normalmente em dinheiro para assegurar que o réu
não se irá evadir ao responder ao processo criminal.
Prescrição → é uma das formas pelas quais se
extingue a punibilidade de um fato, consistente em não
mais aplicar a pena por conta de um grande lapso
temporal entre a prática do fato e o momento da punição.
XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e
insuscetíveis de graça ou anistia a prática da
tortura , o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas
Direito Constitucional –
afins, o terrorismo e os definidos como crimes
hediondos, por eles respondendo os mandantes, os
executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem;
º Graça → perdão individual concedido pelo
Presidente da República que leva à extinção de
punibilidade. Não restitui a primariedade do agente.
º Anistia → perdão concedidos por delitos
coletivos, especialmente de caráter político, para que
cessem as sanções penais pelo fato apontado como
criminoso. A concessão de anistia depende de lei.
XLIV - constitui crime inafiançável e
imprescritível a ação de grupos armados, civis ou
militares, contra a ordem constitucional e o Estado
Democrático;
Os crimes contra segurança nacional estão
definidos na Lei nº 7170/83. Quanto à inafiançabilidade e
prescrição ver comentários do inciso XLII.
XLV - nenhuma pena passará da pessoa do
condenado, podendo a obrigação de reparar o dano
e a decretação do perdimento de bens ser, nos
termos da lei, estendidas aos sucessores e contra
eles executadas, até o limite do valor do patrimônio
transferido;
Princípio da Personificação → somente a pessoa
física que de algum modo concorreu para o crime por ele
responderá na medida de sua culpabilidade.
O perdimento de bens é uma nova forma de
pena, de maneira a permitir que o Estado persiga
aqueles bens frutos de aquisição ilícita, estejam eles
onde estiverem, quer no patrimônio de um herdeiro, quer
no adquirente de boa-fé.
O perdimento de bens não é previsto no Código
Penal como sanção criminal, isto é, cominação de pena,
e sim se configurando como efeito da condenação.
XLVI - a lei regulará a individualização da
pena e adotará, entre outras, as seguintes:
a) privação ou restrição da liberdade;
b) perda de bens;
c) multa;
d) prestação social alternativa;
e) suspensão ou interdição de direitos;
São penas permitidas no ordenamento jurídico
infraconstitucional, sendo que algumas delas previstas
no Código Penal.
XLVII - não haverá penas:
a) de morte, salvo em caso de guerra
declarada, nos termos do art. 84, XIX;
b) de caráter perpétuo;
c) de trabalhos forçados;
d) de banimento;
e) cruéis;
A pena de morte, apenas será admitida nos
casos de guerra declarada, de acordo com CPM. Este é
um direito à vida, petrificado, impossível de ser
modificado por qualquer Emenda Constitucional, como
alguns gostariam para caso de punição aos crimes
hediondos.
A pena de banimento é um ato unilateral que
recairia sobre brasileiros, natos e naturalizados,
retirando-os de seu país. Não confundir com expulsão
que é ato idêntico, mas que recai sobre estrangeiro e é
admitida no ordenamento infraconstitucional.
XLVIII - a pena será cumprida em
estabelecimentos distintos, de acordo com a
natureza do delito, a idade e o sexo do apenado;
• Prisão de segurança máxima;
• Presídio só para mulheres;
• Albergues para presos de baixa periculosidade.
XLIX - é assegurado aos presos o respeito à
integridade física e moral;
Os únicos direitos perdidos pelo preso são o da
liberdade de locomoção e no caso de trânsito em julgado
da sentença condenatória, os políticos. Qualquer ofensa
a integridade física ou moral poderá caracterizar os
crimes de tortura ou abuso de autoridade.
L - às presidiárias serão asseguradas
condições para que possam permanecer com seus
filhos durante o período de amamentação;
Proteção ao direito da criança em ser
amamentada, já que a pena não pode passar da pessoa
da condenada.
LI - nenhum brasileiro será extraditado, salvo
o naturalizado, em caso de crime comum, praticado
antes da naturalização, ou de comprovado
envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e
drogas afins, na forma da lei;
Extradição é o ato pelo qual o Estado entrega um
indivíduo, acusado de um delito ou já condenado como
criminoso, à justiça do outro, que o reclama, e que é
competente para julgá-lo ou puni-lo.
A extradição é um ato bilateral que pressupõe
um tratado internacional prévio entre os países
envolvidos.
º Crime praticado antes da naturalização;
º Envolvimento com tráfico ilícito de entorpecentes
e drogas afins.
Há duas espécies de extradição:
• Ativa: é requerida pelo Brasil a outros Estados
soberanos;
• Passiva: é a que se requer ao Brasil, por parte dos
Estados soberanos.
Hipóteses constitucionais para extradição:
a) Brasileiro nato nunca será extraditado.
b) O brasileiro naturalizado somente será
extraditado em dois casos:
• Por crime comum, praticado antes da naturalização;
• Quando participação comprovada em tráfico ilícito de
entorpecentes e drogas afins, independentemente do
momento da naturalização.
• O Português equiparado, nos termos do art.12 da
CF/88 tem todos os direitos do brasileiro
naturalizado; assim poderá ser extraditado nas
condições da alínea b. Entretanto esta extradição só
poderá ser feita para Portugal.
LII - não será concedida extradição de
estrangeiro por crime político ou de opinião;
O crime de opinião cometido pelo estrangeiro é
aquele em que existe a insistência por parte do autor em
Direito Constitucional – 11
exercer a liberdade de expressão dentro de um regime
autocrático. Neste caso, mesmo que o Brasil mantenha
um tratado de extradição com o país requerente, não
deferirá o pedido.
LIII - ninguém será processado nem
sentenciado senão pela autoridade competente;
Este inciso trata do Princípio do Juiz Natural,
segundo o qual cada pessoa será julgada por um juízo
que tenha competência natural.
LIV - ninguém será privado da liberdade ou
de seus bens sem o devido processo legal;
O Princípio do Devido Processo Legal é o mais
importante de todos aqueles que tratam o processo. Este
princípio pode ser entendido num sentido formal e num
sentido material.
O nosso ordenamento jurídico apegou-se ao
sentido formal do princípio, pois é a forma de zelar pelo
respeito aos procedimentos e ritos, aos prazos, a
observância das regras processuais.
LV - aos litigantes, em processo judicial ou
administrativo, e aos acusados em geral são
assegurados o contraditório e ampla defesa, com os
meios e recursos a ela inerentes;
Contraditório → este princípio assegura que a
parte tem o direito de se manifestar sobre todas as
provas produzidas e sobre as alegações feitas pela parte
adversa.
Ampla defesa → aqui ao réu é assegurado todos
os meios possíveis, no caso de direito penal, para
mostrar a sua inocência.
LVI - são inadmissíveis, no processo, as
provas obtidas por meios ilícitos;
Princípio da Licitude da Prova → a prova obtida
por meio ilícito é aquela colhida com infração das leis,
como por exemplo as obtidas através de tortura, lesões
corporais, invasões, fraude, etc.
Na proibição das provas temos que verificar se
esta é de natureza exclusivamente processual ou se
advém de violação de direitos reconhecidos ao indivíduo.
A Constituição, quando se refere à prova ilícita,
quer se referir à prova proibida, que compreende as
provas ilícitas e as provas ilegítimas.
Prova Ilícita → o vício se deu na colheita da
prova, por ofensa a uma norma natural.
Prova Ilegítima → o vício ocorre no momento de
sua produção no processo, em desobediência às normas
processuais.
LVII - ninguém será considerado culpado até
o trânsito em julgado de sentença penal
condenatória;
Consagra-se neste inciso o Princípio da
Presunção da Inocência. Vale dizer, a presunção de não
culpado obriga o Ministério Público ou querelante provar
cabalmente que o réu praticou uma infração penal.
LVIII - o civilmente identificado não será
submetido à identificação criminal, salvo nas
hipóteses previstas em lei;
Este inciso não permitiu a recepção do artigo 6º
do CPP, que ordena a identificação datiloscópica dos
indiciados.
Atualmente somente a pessoa que não possuir
identificação civil deverá se submeter a este processo.
Exceções existem nos casos do indiciado
apresentar carteira de identidade rasurada, diversas
identidades.
Vale acrescentar que a Lei nº 9034/95
determinou que os acusados de participarem de
organizações criminosas devem ser sempre
identificados.
LIX - será admitida ação privada nos crimes
de ação pública, se esta não for intentada no prazo
legal;
Nos crimes de ação penal pública o Ministério
Público tem um prazo de 5 (cinco) dias se o indiciado
estiver preso e 15(quinze) dias se solto para apresentar
a denúncia. No caso desta peça não ser apresentada
nestes prazos, a Constituição permite que,
excepcionalmente, a vítima ou seu representante legal
assuma a titularidade da ação penal através da ação
penal privada subsidiária da pública.
LX - a lei só poderá restringir a publicidade
dos atos processuais quando a defesa da intimidade
ou o interesse social o exigirem;
O Princípio da Publicidade dos Atos Processuais
admite como exceção a possibilidade do segredo de
justiça que torna, excepcionalmente, os atos de processo
sigilosos, limitando a presença em determinados atos, às
próprias partes e seus advogados, ou somente a estes.
A própria lei ordinária processual determina o
segredo de justiça, como no artigo 155 do CPC, onde
correm em segredo de justiça os processos:
I – em que o exigir o interesse público;
II – que dizem respeito a casamento, filiação,
divórcio, alimentos, guarda de menores.
LXI - ninguém será preso senão em flagrante
delito ou por ordem escrita e fundamentada de
autoridade judiciária competente, salvo nos casos de
transgressão militar ou crime propriamente militar,
definidos em lei;
Somente em duas hipóteses pode o indivíduo ser
preso:
1º) em flagrante delito, isto é, quando ocorre no
momento da execução do crime, ou quando acaba de
cometê-lo, ou quando é perseguido logo após pela
autoridade, pelo ofendido ou qualquer pessoa fazendo
presumir por alguma situação que seja autor do fato ou,
por último, quando encontrado logo depois com
instrumentos, armas, objetos ou papéis que façam
presumir ser ele o autor do fato.
2º) ordem escrita e fundamentada de autoridade
judiciária, isto é, juiz.
Quanto à transgressão militar as punições já
estão previstas no seus Códigos Disciplinares, inclusive
com previsão da prisão disciplinar, independentemente
de atuação do judiciário.
Direito Constitucional –
LXII – a prisão de qualquer pessoa e o local
onde se encontre serão comunicados imediatamente
ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa
por ele indicado.
Constituição exige que além da comunicação
imediata, seja informado o local de prisão, com objetivo
de evitar a incomunicabilidade do mesmo, o que facilita a
ocorrência do abuso de autoridade. A assistência da
família e dos advogados deve ser efetivas e não
meramente formais.
LXIII – o preso será informado dos seus
direitos, entre os quais de permanecer calado,
sendo-lhe a assistência da família e de advogado.
Ninguém é obrigado a fazer prova contra si
mesmo. O Pacto de São José, da Costa Rica –
Convenção Americana dos Direitos Humanos – adotado
no Brasil, permite que o réu fique em silêncio, o que às
vezes pode ser uma boa estratégia de defesa. Além
disso, o inciso dispõe sobre os direitos do preso à
assistência da família e de advogado e ainda o de ser
informado sobre seus direitos.
LXIV – o preso tem direito à identificação dos
responsáveis por sua prisão ou por seu
interrogatório policial.
A identificação da autoridade ou pessoa
responsável pela execução da prisão ou do interrogatório
é medida salutar contra o abuso de poder.
LXV – a prisão ilegal será imediatamente
relaxada pela autoridade judiciária.
É dever do juiz relaxar imediatamente a prisão
considerada ilegal. O relaxamento da prisão é instituto
apenas aplicado quando a prisão é efetuada fora dos
critérios legais, isto é, sob o manto da ilegalidade.
Quando a prisão atende aos requisitos legais, a hipótese
de se obter a liberdade será através do instituto da
liberdade provisória.
LXVI – ninguém será levado à prisão ou nela
mantido, quando a lei admitir liberdade provisória,
com ou sem fiança.
Continuando na defesa da liberdade, a
Constituição afirma que alguém, sempre que for
possível, deverá responder o processo penal em
liberdade. Para isto usamos de dois institutos:
• Liberdade provisória – assegura o poder da pessoa
acusada, permanecer solta enquanto houver decisão
recorrível, ou seja, durante todo transcurso do
julgamento ninguém será levado à prisão se couber
liberdade provisória.
• Fiança – é instituto que garante à pessoa o direito de
defender-se em liberdade mediante uma caução
real, garantindo que esta pessoa comparecerá a
todos os atos processuais para os quais for
chamado.
LXVII – não haverá prisão civil por dívida,
salvo a do responsável pelo inadimplemento
voluntário e inescusável de obrigação alimentícia e a
do depositário infiel.
A prisão civil é imposta como forma de coerção
ao indivíduo para que ele cumpra com a obrigação legal
cabível em duas situações:
• Descumprimento voluntário de obrigação alimentar –
enquanto a pessoa não efetuar o pagamento ficará
preso.
• Depositário infiel – aquela pessoa que recebe um
bem para manter em depósito para posterior
restituição ao proprietário e, no momento da
devolução, descumpre este dever desviando ou
consumindo o bem.
LXVIII – conceder-se-á habeas corpus sempre
que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer
violência ou coação em sua liberdade de locomoção,
por ilegalidade ou abuso de poder.
O habeas corpus inaugura o rol de garantias
judiciais destinadas à proteção dos direitos
fundamentais. O HC protege a liberdade de locomoção
violada ou na iminência de sê-la. A decisão tomada no
habeas corpus deverá ser executada imediatamente.
O habeas corpus pode ser impetrado por
qualquer pessoa física (brasileiro, estrangeiro,
analfabeto, menor, etc.) ou jurídica, em favor de terceiro
que esteja sofrendo coação ilegal em sua liberdade de ir
e vir.
O habeas corpus pode ser preventivo, quando
se quer evitar a consumação da lesão ao direito de
locomoção ou liberatório / repressivo quando se quer
cessar tal lesão.
A pessoa que usa do habeas corpus é chamada
de paciente.
A jurisprudência admite uma hipótese de habeas
corpus impetrado em face de ato particular: quando a
pessoa estiver sendo impedida de sair de casas de
internação, tais como hospitais, casa de saúde, abrigos,
etc. Muito embora este ato configure um ilícito penal o
habeas corpus servirá para estabelecer a liberdade
imediata do paciente.
LXIX – conceder-se-á mandado de segurança
para proteger direito líquido e certo, não amparado
por habeas corpus ou habeas data, quando o
responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for
autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no
exercício de atribuições do Poder Público.
O Mandado de Segurança protege direito líquido
e certo. São requisitos para a sua impetração:
• Que o direito seja líquido e certo, isto é, não
dependa de discussão judicial, imune de dúvidas;
• Que o direito seja violado por ilegalidade ou abuso
de poder;
• Que a agressão ao direito seja praticada por
autoridade pública ou por quem a represente.
• Que na hipótese não caiba habeas corpus ou
habeas data.
São espécies de Mandado de Segurança:
individual ou coletivo, preventivo ou repressivo, por ação
ou por omissão. Pode ser autor do MS pessoa física ou
jurídica titular de direito líquido e certo violado.
LXX – o mandado de segurança coletivo pode
ser impetrado por:
Direito Constitucional – 13
a) partido político com representação no
Congresso Nacional;
b) organização sindical, entidade de classe ou
associação legalmente constituída e em
funcionamento há pelo menos um ano, em
defesa dos interesses de seus membros e
associados.
O Mandado de Segurança Coletivo deve
observar todos os requisitos para o MS Individual. Além
disso, podem ser autores desta ação:
• Partido Político com representação no Congresso
Nacional.
• Organização Sindical ou Associação de Classe com
pelo menos de 1(um) ano de funcionamento e em
defesa dos interesses de seus associados.

LXXI – conceder-se-á mandado de injunção
sempre que a falta de norma regulamentadora torne
inviável o exercício de direitos e liberdades
constitucionais e das prerrogativas inerentes à
nacionalidade, à soberania e à cidadania.
O Mandado de Injunção é ação constitucional
cabível quando um direito fundamental deixa de ser
exercido por falta de norma que o regulamente.
Entretanto esta proteção deverá estar relacionada com
as liberdades constitucionais e os direitos relativos à
nacionalidade, à soberania e à cidadania. A decisão do
Mandado de Injunção deve servir para que o impetrante
exerça o direito que a lei deveria regulamentar.
Jurisprudência do STF vem negando esta posição,
entendendo que o juiz deve apenas declarar se a
ausência da norma está causando prejuízo ao impetrante
permitindo que ele acione o Estado por perdas e danos.
A posição do STF é baseada em que o juiz não pode
legislar e isto estaria acontecendo no caso de decisão a
favor dos direitos do impetrante.
LXXII – conceder-se-á habeas data:
a) para assegurar o conhecimento de informações
relativas à pessoa do impetrante, constantes de
registros ou banco de dados de entidades
governamentais ou de caráter público;
b) para retificação de dados, quando não se prefira
fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou
administrativa.
O habeas data é ação constitucional de natureza
personalíssima. Tem por objetivo garantir à pessoa o
acesso a informações constantes em banco de dados
públicos ou de caráter público.
O impetrante só pode ser a pessoa detentora
das qualidades constantes dos bancos de dados. Se os
dados que se pretenda conhecer forem de terceiros, a
ação cabível será o Mandado de Segurança. O habeas
data será impetrado para conhecer os dados constantes
do banco de dados ou para corrigi-los, aí compreendidos
a possibilidade de retificá-los, subtraí-los, etc.
Estabelece uma outra finalidade no uso de
Hábeas Data, que de exigir que se faça anotações nas
informações sobre o impetrante.
A Lei 9.507/97 regulamenta o habeas data e
exige que antes de entrar com a ação seja feita a
tentativa administrativa de acesso à informação ou
retificação. Somente com a negativa se admite a
impetração do habeas data.
LXXIII – qualquer cidadão é parte legítima
para propor ação popular que vise anular ato lesivo
ao patrimônio público ou entidade de que o Estado
participe, à moralidade administrativa, ao meio
ambiente e ao patrimônio histórico e cultural,
ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de
custas judiciais e do ônus da sucumbência.
Ação Popular é uma ação que visa proteção do
patrimônio público, da moralidade administrativa e do
meio ambiente. São requisitos para sua propositura:
• Ação ou omissão praticada pelo Poder Público que
implique em lesão ao patrimônio público.
• Propositura por cidadão. Não pode ser pessoa
jurídica.
• O autor tem de ter legitimidade processual e estar
representado por advogado ( capacidade
postulatória).
É ação isenta de custas e de ônus de
sucumbência, exceto se houver má-fé.
A Ação Popular é regulamentada pela Lei
4717/65.
LXXIV – o Estado prestará assistência
jurídica integral e gratuita aos que comprovarem
insuficiência de recursos.
A União, os Estados e Municípios têm o dever de
assistir aos necessitados. Assim a Constituição
assegurou aos hipossuficientes assistência jurídica. Esta
assistência dá o direito de ter advogado pago pelo Poder
Público, ter isenção de pagamento de atos jurídicos,
notariais, etc. A Lei 1060/50 cuida a assistência jurídica a
essas pessoas.
LXXV – o Estado indenizará o condenado por
erro judiciário, assim como o que ficar preso além do
tempo fixado na sentença.
As injustiças cometidas pelo Estado devem ser
indenizadas. Não se admite erro judiciário e a prisão por
tempo superior ao demarcado na sentença. A
responsabilidade do Estado é objetiva e a pessoa deve
ser indenizada por danos morais ou materiais.
LXXVI – são gratuitos para os reconhecidamente
pobres, na forma da lei:
a) o registro civil de nascimento;
b) certidão de óbito.
Além de ser garantida pela Constituição a
gratuidade destes dois importantes documentos é
dirigida às pessoas que não têm recursos.
LXXVII – são gratuitas as ações de habeas
corpus e habeas data e, na forma da lei, os atos
necessários ao exercício da cidadania.
A isenção do pagamento de custas para estas
duas ações é importante medida para garantir a defesa
dos direitos fundamentais.
LXXVIII – a todos, no âmbito judicial e
administrativo, são assegurados a razoável duração
Direito Constitucional –
do processo e os meios que garantam a celeridade
de sua tramitação
A duração razoável do processo veio a ser
incluída pela EC nº45. Atualmente este direito deve ser
exercido por meio de petições nos autos em que a
demora é injustificada, direcionada aos órgãos
administrativos dos tribunais.
§ 1º. As normas definidoras de direitos e
garantias fundamentais têm aplicação imediata.
Este dispositivo trata da eficácia e aplicabilidade
das normas constitucionais. Eficácia significa produção
de efeitos e aplicabilidade a sua incidência em um caso
concreto. As normas dos incisos do art. 5º têm
aplicabilidade imediata.
§2º. Os direitos e garantias expressos nesta
Constituição não excluem outros decorrentes do
regime e dos princípios por ela adotados, ou dos
tratados internacionais em que a República
Federativa do Brasil seja parte.
O rol de direitos fundamentais explícitos no art.5º
é exemplificativo, isto é, não estão dispostos
exaustivamente, sendo possível o seu reconhecimento
fora deste capítulo da Constituição, ou mesmo até na
acolhida pelo Brasil de Tratados Internacionais. O STF
reconhece direito fundamental criado por meio de
tratados, pactos ou convenções incorporados à ordem
jurídica brasileira.
§ 3º. Os tratados e convenções
internacionais sobre direitos humanos que forem
aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional,
em dois turnos, por três quintos dos votos dos
respectivos membros, serão equivalentes às
emendas constitucionais.
A Emenda Constitucional nº45/2004, trouxe a
possibilidade dos tratados que versarem sobre direitos
humanos adquirirem forma e hierarquia de norma
constitucional, desde que seja observado pelo
Congresso Nacional, quando do seu exame, o rito
disposto para aprovação de Emenda Constitucional, ou
seja, se o tratado submeter-se à aprovação de 3/5 dos
membros de cada uma das Casas do Congresso
Nacional e em dois turnos. Disso resulta que um tratado,
atualmente, pode tramitar perante o Congresso Nacional
na forma de emenda, caso trate de direitos humanos, ou
na forma de decreto legislativo, caso cuide de outras
matérias.
§ 4º. O Brasil se submete à jurisdição de
Tribunal Penal Internacional cuja criação tenha
manifestado adesão.
O Tribunal Penal Internacional é uma corte
criada para o fim de investigarem, processar e julgar
pessoas acusadas de violação do direito internacional
humanitário, como aquelas suspeitas da prática de
crimes de guerra, crimes contra humanidade e
genocídio. A partir da EC-45/2004 o Brasil pode aderir à
jurisdição deste tribunal.
. Art. 6º .
DOS DIREITOS SOCIAIS
1. Introdução
Os direitos sociais são direitos coletivos;
passíveis de supressão ou alteração por emendas
constitucionais.
2. Enumeração dos Direitos Sociais
Art. 6º - São direitos sociais a educação, a
saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a
previdência social, a proteção, à maternidade e à
infância, a assistência aos desamparados, na forma
desta Constituição.
3. Direitos dos Trabalhadores
O artigo 7º, que passaremos a estudar a seguir,
enumerará aos direitos dos trabalhadores urbanos e
rurais.
A expressão trabalhador, utilizada no caput
desse artigo é extremamente ampla e abrange não
apenas os empregados, como também os trabalhadores
que não possuem vínculo empregatício nenhum.
Convém assinalar que a inclusão dos
trabalhadores rurais entre os titulares dos direitos que
serão arrolados representa enorme avanço em direção à
justiça social. No ordenamento constitucional anterior,
tais trabalhadores estavam completamente destituídos
de direitos constitucionais.
Os trabalhadores domésticos também tiveram
ganhos com a Constituição de 1988, embora continuem
em situação desprivilegiada em relação aos demais: dos
34 incisos arrolados no artigo 7º, a eles apenas se
aplicam os incisos IV, VI, VIII, XV, XVII, XVIII, XIX, XXI e
XXIV, além da sua integração à previdência social.
. Art. 7º .
São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais,
além de outros que visem à melhoria de sua condição
social:
Indenização por despedida arbitrária ou sem
justa causa
I – relação de emprego protegida contra
despedida arbitrária ou sem justa causa, nos termos de
lei complementar, que preverá indenização
compensatória, dentre outros direitos.
Até que seja promulgada a lei complementar que
deverá regular tal indenização, vale o disposto no artigo
10 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias
(ADCT), que prevê, no inciso I, acrescido de 40% sobre
os depósitos do FGTS a ser levantado a título de
indenização.
Seguro desemprego
II – seguro desemprego, em caso de
desemprego involuntário;
O seguro desemprego atualmente corresponde a
aproximadamente 70 % do salário mínimo. Os recursos
para seu pagamento provêm do PIS-PASEP (art. 239 da
CF).
FGTS
III – fundo de garantia do tempo de serviço;
Criado pela Lei nº. 5.107/66, o FGTS acabou
substituindo a estabilidade no emprego. Ele é um fundo
de reserva constituído mediante depósitos compulsórios
em conta bancária em nome do trabalhador. Este, por
Direito Constitucional – 15
sua vez, somente poderá utilizá-lo nas situações
previstas em lei.
O FGTS corresponde a uma indenização de 8%
do salário mensal.
Salário mínimo
IV – salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente
unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais
básicas e às de sua família com moradia, alimentação,
educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e
previdência social, com reajustes periódicos que lhe
preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua
vinculação para qualquer fim;
A proibição de vinculação para qualquer fim
significa que o salário mínimo não poderá ser utilizado
como índice de reajuste de preços.
OBS.: Os trabalhadores domésticos também têm
direito ao salário mínimo.
Piso salarial
V – piso salarial proporcional à extensão e à
complexidade do trabalho;
Piso salarial é a remuneração mínima estipulada
em lei para cada categoria profissional. Quando maior e
mais complexo for o trabalho, mais elevado deverá ser o
piso salarial.
Irredutibilidade do salário
VI – irredutibilidade do salário, salvo o disposto
em convenção ou acordo coletivo;
A redução do salário só é possível através de
convenção ou acordo coletivo;
Um acordo isolado entre patrão e empregado
não permite a redução do salário, ainda que seja feito
com o consentimento de ambas as partes.
Acordo coletivo é aquele realizado entre o
sindicato de empregados e as empresas da
correspondente categoria econômica.
Convenção coletiva é o acordo realizado entre o
sindicato dos empregados, de um lado, e o sindicato
patronal, de outro.
OBS.: A irredutibilidade do salário, também se
aplica aos trabalhadores domésticos.
Salário nunca inferior ao mínimo
VII – garantia de salário, nunca inferior ao
mínimo, para os que percebem remuneração variável;
Não é permitido o pagamento de vencimentos
inferiores ao salário mínimo, mesmo que o trabalhador
exerça atividade onde receba uma parcela fixa e outra
variável. Na realidade, o objetivo deste inciso é procurar
impedir o uso de estratagemas ou ardis, por parte do
empregador, para pagar menos de um salário mínimo
aos seus empregados.
13º salário
VIII – décimo terceiro salário com base na
remuneração integral ou no valor da aposentadoria;
O direito ao décimo terceiro salário, também
chamado de gratificação natalina, pela primeira vez na
história do direito constitucional brasileiro, foi estendido e
aos domésticos
Adicional noturno
IX – remuneração do trabalho noturno superior à
do diurno;
O adicional noturno, segundo a Consolidação
das Leis do Trabalho, art. 73, será devido para aquele
que trabalharem entre as 22 horas de um dia e às 5
horas do dia seguinte.
Consiste num acréscimo de 20% sobre os
vencimentos devidos pelo período efetivamente
trabalhado, não se incorporando ao salário do
empregado.
Proibição da retenção dolosa do salário
X – proteção do salário na forma da lei,
constituindo crime sua retenção dolosa;
Muitas empresas, antes do advento deste inciso,
costumavam astuciosamente reter os salários dos
empregados (pagando-os, por exemplo, com cheque
numa sexta-feira e após o término do expediente
bancário), para auferir lucros em aplicações de curto
prazo no mercado de capitais. Tal prática, agora, é
tipificada como criminosa, submetendo seus autores às
penas da lei.
Participação nos lucros
XI – participação nos lucros ou resultados,
desvinculada da remuneração, e, excepcionalmente,
participação na gestão da empresa, conforme definido
em lei;
A Lei nº. 10.101/00 regula a participação dos
trabalhadores nos lucros ou resultados da empresa como
instrumento de integração entre o capital e o trabalho e
como incentivo à produtividade.
Salário família
XII – salário família pago em razão do
dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da
lei.
A nova redação conferida ao artigo 7º, inciso 7º,
inciso XII, altera o sistema de salário família,
anteriormente considerado direito dos dependentes dos
trabalhadores em geral passando a ser direito apenas
dos trabalhadores de baixa renda. Se posicionando
acerca de tal dispositivo, a Previdência Social considera
trabalhador de baixa renda para fins de recebimento do
salário família, aquele que perceber remuneração
mensal igual ou inferior ao estipulado na Lei.
Jornada máxima de 44 horas
XIII – duração do trabalho normal não superior a
oito horas diárias e quarenta e quatro semanais,
facultada a compensação de horários e a redução da
jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de
trabalho;
O limite de 44 horas por semana é a regra, mas
o legislador irá prever, logo abaixo, remuneração
adicional para o trabalhador que excedê-lo. Da mesma
forma, o limite de 8 horas diárias também não é absoluto,
uma vez que existem atividades que, por sua própria
natureza, só podem ser realizadas trabalhando-se acima
desse limite (é o caso do piloto de avião, em vôo
Direito Constitucional –
transcontinental). Em vista disto, a Constituição deixa
aberta a possibilidade de compensação de horários
contanto que haja redução de jornada, sendo que isto
somente poderá ser decidido através de acordo ou
convenção coletiva. A negociação coletiva tende a ser
mais equilibrada do que a negociação isolada entre
padrão e empregado; daí a sua exigência.
XIV – jornada de seis horas para o trabalho
realizado em turnos interruptos de revezamento, salvo
negociação coletiva;
Siderúrgicas, hospitais, hidrelétricas e empresas
de telefonia, por exemplo, não admitem interrupção de
atividades.
Daí o estabelecimento da jornada de 6 horas
para esse tipo de serviço.
Repouso semanal remunerado
XV – repouso semanal remunerado,
preferencialmente aos domingos;
A folga aos domingos não é obrigatória, podendo
ser estipulada para qualquer outro dia da semana, a
critério do empregador.
Obs.: Os trabalhadores domésticos também
gozam deste direito.
Remuneração de hora extra superior à normal
XVI – remuneração do serviço extraordinário
superior, no mínimo, em cinqüenta por cento à do
normal;
A duração do trabalho normal é de 44 horas,
com no máximo 8 horas por dia. Circunstâncias
especiais, porém podem fazer com que esses limites
tenham que ser ultrapassados. Como há uma
sobrecarga do trabalhador, o constituinte achou justo
que, pelas horas excedentes, fosse este remunerado
mais que proporcionalmente ao que recebe
normalmente, isto é, com 50% a mais, no mínimo.
Esta medida, de outra parte, onera efetivamente
a folha de jornada prevista na Constituição.
Férias anuais remuneradas e 1/3 de férias
XVII – gozo de férias anuais remuneradas com,
pelo menos, um terço a mais do que o salário normal;
A remuneração adicional de no mínimo 1/3 do
salário visa propiciar algum lazer ao trabalhador, por
ocasião de suas férias. Aliás, conforme vimos no art. 6º,
o lazer é considerado um direito social.
Obs.: Os trabalhadores domésticos também
gozam do direito previsto neste inciso.
Licença gestante
XVIII – licença à gestante, sem prejuízo do
emprego e do salário, com a duração de cento e vinte
dias;
O direito da gestante de não perder o emprego
foi garantido pelo art. 10, II, do ADCT, que veda a
dispensa arbitrária ou sem justa causa da empregada
gestante, desde a confirmação da gravidez até cinco
meses após o seu parto. Sua duração é de 120 dias.
Obs.: A licença gestante também se aplica aos
trabalhadores domésticos.
Licença paternidade
XIX – licença paternidade, nos termos fixados
em lei;
Até que sobrevenha a lei, o art. 10, § 1º, dos
ADCT estipulou o prazo de cinco dias.
Obs.: Os trabalhadores domésticos também têm
este direito.
Proteção do mercado de trabalho da mulher,
mediante incentivos específicos, nos termos da lei.
XX – Mercado de trabalho da mulher.
No mundo moderno é comum encontrar dispositivos de
lei que protegem a mulher empregada, seja em relação à
maternidade, seja em relação à saúde do recém-nascido,
ou à redução da jornada de trabalho, à proibição do
trabalho noturno ou insalubre etc. Nessa perspectiva,
quis o legislador proteger o mercado de trabalho da
mulher através de incentivos específicos.
A lei que deveria regular este inciso, todavia, não
foi ainda editada, porém a Lei nº. 9.799 de 26 de maio de
1999 insere na Consolidação das Leis do Trabalho
regras sobre o acesso da mulher ao mercado de
trabalho.
Aviso prévio
XXI – aviso prévio proporcional ao tempo de
serviço sendo no mínimo de trinta dias, nos termos da
lei;
Aviso prévio é uma notificação que uma parte faz
à outra de sua intenção de não mais prosseguir no
contrato de trabalho. É um instituto peculiar a todos os
contratos de execução por tempo indeterminado, e,
sobretudo naqueles que vinculam a pessoa, como ocorre
com o trabalho.
Obs.: O direito ao aviso prévio foi assegurado
aos trabalhadores domésticos.
Redução dos riscos do trabalho
XXII – redução dos riscos inerentes ao trabalho,
por meio de normas de saúde, higiene e segurança;
As comissões internas de prevenção de
acidentes (CIPA) cumprem um importante papel na
fiscalização do direito previsto neste inciso e o
constituinte procurou garantir a atuação dessas
comissões vedando a dispensa arbitrária ou sem justa
causa do cipeiro (empregado eleito para cargo de
direção das mesmas), desde o registro de sua
candidatura até um ano após o final de eu mandato (art.
10, II, a, ADCT).
Adicional para atividades penosas, insalubres ou
perigosas
XXIII – adicional de remuneração para as
atividades penosas, insalubres ou perigosas, na forma
da lei;
Penosa é a atividade que causa incômodo ou
sacrifício, como os trabalhos executados em
subterrâneos, minerações, subsolo, pedreiras, etc.
Insalubre é a atividade que expõe o trabalhador
a agentes nocivos à saúde, acima dos limites de
tolerância.
Perigosa é a atividade que implica no contato
com inflamáveis ou explosivos, em condições de risco.
Exercendo o trabalhador qualquer uma dessas
atividades, terá direito ao adicional correspondente, que
Direito Constitucional – 17
segundo a CLT variará entre 40% e 10%, para atividades
insalubres, e 30%, para atividades perigosas, sobre o
valor do salário sem os acréscimos resultantes de
gratificações, prêmios ou participação nos lucros da
empresa.
Direito à aposentadoria
XXIV – aposentadoria;
Obs.: Os trabalhadores domésticos também têm
direito à aposentadoria.
Creche e pré-escola para filhos de até 5 anos
(De acordo com a EC nº 53/2006, alterado de 6 para 5
anos)
XXV – assistência gratuita aos filhos e
dependentes desde o nascimento até cinco anos de
idade em creches e pré-escolas;
Tal assistência visa dar tranqüilidade ao
trabalhador com relação ao bem-estar de seus filhos.
Reconhecimentos das convenções e acordos
coletivos
XXVI – reconhecimento das convenções e
acordos coletivos de trabalho;
Conforme discutimos anteriormente, nos acordos
coletivos, encontramos a presença do sindicato de
trabalhadores de um lado e, de outro, a presença de uma
empresa ou grupo de empresas; nos acordos coletivos
não há a presença de sindicatos patronais, ao passo que
nas convenções coletivas, sim.
Em decorrência disto, as cláusulas da convenção
coletiva atingem a totalidade dos integrantes de uma
categoria profissional e econômica, independentemente
de estarem ou não associados ao sindicato, enquanto
que no acordo coletivo só são atingidos os empregados
daquela empresa ou grupo que participou do acordo; os
demais, não.
Proteção em face da automação
XXVII – proteção em face da automação, na
forma da lei;
A robotização tem causado, em muitos países,
um problema social sério: a dispensa maciça de
trabalhadores. Daí a previsão de proteção contida neste
inciso, que deverá ser regulado em lei.
Seguro contra acidentes
XXVIII – seguro contra acidentes de trabalho, a
cargo do empregador, sem excluir a indenização a que
este está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa;
Segundo o art. 19 da Lei nº 8.213/91 (Dispõe
sobre os Planos de Benefícios da Previdência Social e
dá outras providências), o seguro contra acidentes
deverá ser pago para aquele que sofreu um acidente que
tenha provocado lesão corporal ou perturbação funcional
que cause a morte, ou perda ou redução permanente da
capacidade para o trabalho.
Além do segundo, haverá para o empregador
que tenha agido com dolo ou culpa o dever da reparação
do dano, da esfera civil. Essa responsabilidade é
subjetiva, devendo o empregado ou sua família, para fins
de indenização, provar que houve dolo ou culpa por
parte do empregador e que por isto ocorreu o acidente.
Exemplificando: a legislação obriga o
empregador da construção civil a fornecer capacete,
luvas e botas aos seus empregados. Se ele não o fizer e
ocorrer um acidente, responderá, na esfera civil, por
dolo. Por outro lado, se fornecer o material, mas não
fiscalizar o seu uso, e disso advier um acidente, ele,
empregador, falhou com as cautelas necessárias ao seu
dever de ofício; responderá, portanto, na esfera civil, por
culpa.
Ação trabalhista
XXIX – ação, quanto a crédito resultante das
relações de trabalho, com prazo prescricional de cinco
anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite
de dois anos após a extinção do contrato de trabalho.
Prescrição, no caso, é a perda, por parte do
trabalhador, do direito de ingressar na justiça para
pleitear as verbas trabalhistas que entende achar de
direito. Seja ele urbano, seja ele rural, o prazo máximo é
de até dois anos após a extinção do contrato.
Tanto o trabalhador urbano quanto o rural
poderão pleitear na justiça apenas os últimos cinco anos
trabalhos, contados da data da propositura da ação.
Exemplo: Empregado urbano ou rural trabalhou
10 anos em uma empresa e é mandado embora. Espera
1 ano e 11 meses para ingressar com ação trabalhista.
Nela poderá pleitear apenas os últimos cinco anos desde
a propositura da ação. Na realidade, perceberá apenas 3
anos e 1 mês, porque nos últimos cinco anos, esteve
desvinculado da empresa por 1 ano e 11 meses.
Princípio da isonomia no trabalho
XXX – proibição de diferença de salários, de
exercícios de funções e de critério de admissão por
motivo de sexo, idade, cor ou estado civil;
XXXI – proibição de qualquer discriminação no
tocante a salário e critérios de admissão do trabalhador
portador de deficiência;
XXXII – proibição de distinção entre trabalho
manual, técnico e intelectual ou entre os profissionais
respectivos;
Os três incisos acima são variações do princípio
da isonomia, no tocante ao trabalho.
Proteção ao trabalho do menor
XXXIII – proibição de trabalho noturno, perigoso
ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer
trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na
condição de aprendiz, a partir de quatorze anos.
Segundo o art. 428 da CLT, Contrato de
Aprendizagem é o contrato de trabalho especial,
ajustado por escrito e por prazo determinado, em que o
empregador se compromete a assegurar ao maior de
quatorze e menor de dezoito anos, inscrito em programa
de aprendizagem, formação técnico-profissional
metódica, compatível com o seu desenvolvimento físico,
moral e psicológico e o aprendiz a executar, com zelo e
diligência, as tarefas necessárias a essa formação.
Direito Constitucional –
XXXIV – igualdade de direitos entre o
trabalhador com vínculo empregatício permanente e o
trabalhador avulso.
Empregado permanente é toda pessoa física que
presta serviços de natureza não eventual a empregador,
sob a dependência deste e mediante salário. O traço
fundamental para ser empregado permanente, portanto,
é a subordinação.
Trabalhador avulso é o trabalhador casual, não
subordinado à empresa, mas que também não chega a
ser autônomo.
A empresa não poderá fazer distinção entre os
trabalhadores permanente e os trabalhadores avulsos
que lhe prestam serviços, no tocante aos seus direitos.
Direitos dos trabalhadores domésticos
Parágrafo único – São assegurados à categoria
dos trabalhadores domésticos os direitos previstos nos
incisos IV, VI, VIII, XV, XVII, XVIII, XIX, XXI e XXIV, bem
como a sua integração à previdência social.
Trabalhadores domésticos são os que, mediante
relação de confiança, executam serviços nas residências
das famílias, atendendo necessidades desta sua vida
norma.
A Constituição lhes assegurou os seguintes
direitos: salário mínimo, irredutibilidade do salário,
décimo terceiro salário, repouso semanal remunerado,
férias anuais e 1/3 de férias, licença gestante, licença
paternidade, aviso prévio, aposentadoria e integração à
previdência social.
4. Direitos Sindicais
Liberdade de associação sindical
Art. 8º - É livre a associação profissional ou
sindical, observado o seguinte:
Proibição ao poder público de interferir e
intervir na organização sindical
I – a lei não poderá exigir autorização do Estado
para a fundação de sindicato, ressalvado o registro no
órgão competente, vedadas ao Poder Público a
interferência e a intervenção na organização sindical;
O sindicato é uma associação específica de
trabalhadores assalariados ou equiparados destinada a
defender os seus interesses perante os patrões.
Para a fundação de um sindicato, segundo o
legislador, basta apenas à elaboração de seu estatuto
social, que será registrado no órgão competente.
Dispensou o legislador a autorização que, segundo a
doutrina, representava uma interferência no direito
sindical.
O sindicato é livre, a filiação a ele não é
obrigatória e o Estado, taxativamente, não pode mais
intervir ou interferir nas decisões dessas organizações.
Pode-se inferir, ainda, que sindicatos paralelos, não
protegidos pelo manto do ordenamento jurídico, não
serão tolerados.
Unidade sindical
II – é vedada a criação de mais de uma
organização sindical, em qualquer grau, representativa
de categoria profissional ou econômica, na mesma base
territorial, que será definida pelos trabalhadores ou
empregadores interessados, não podendo ser inferior à
área de um Município;
Consagrou o legislador aqui a unidade sindical,
ou seja, somente haverá um único sindicato
representativo de uma categoria profissional, na mesma
base territorial, que foi definida em sendo, pelo menos, a
área do Município. Há, contudo, casos de sindicatos que
representam trabalhadores em regiões maiores do que o
Município, como em regiões metropolitanas, por
exemplo.
Entende que se houver uma proliferação de
sindicatos haverá um enfraquecimento do movimento
sindicalista e que, portanto, deve-se proibir essa
conduta.
III – ao sindicato cabe a defesa dos direitos e
interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive
em questões judiciais ou administrativas;
Neste inciso, o legislador nos diz qual o objetivo
do sindicato: ele foi investido de capacidade processual
pra defesa dos direitos e interesses, coletivos e
individuais, da categoria, tanto na esfera judicial, como
na esfera administrativa. Nos processos, poderá, assim,
ingressar como réu, autor, assistente ou parte
interessada.
IV – a assembléia geral fixará a contribuição que,
em se tratando de categoria profissional, será
descontada em folha, para custeio do sistema
confederativo da representação sindical respectiva,
independentemente da contribuição prevista em lei;
Nesse inciso houve a instituição de uma
contribuição para o sustento do sistema confederativo da
representação sindical, a instituição de um Imposto para
custeio. Isso é de muito bom alvitre, uma vez que,
enquanto o sindicato tem suas bases nos trabalhadores,
a confederação, não. O valor da contribuição em pauta,
para os trabalhadores, corresponderá à remuneração de
um dia de trabalho por ano; para os empregadores, o
valor é variável.
Estamos diante do único imposto criado pela
Constituição, pois todos os outros estão apenas
previstos.
Liberdade de sindicalização
V – ninguém será obrigado a filiar-se ou a
manter-se filiado a sindicato;
Como no artigo 5º, inciso XX, há a instituição da
liberdade de associação como direito coletivo, nada mais
lógico do que reprisá-lo aqui, no capítulo dos direitos
sociais.
Participação obrigatória do sindicato nas
negociações coletivas
VI – é obrigatória a participação dos sindicatos
nas negociações coletivas de trabalho;
Uma vez que, originalmente, as convenções
coletivas de trabalho surgiram de momentos de tensão
entre empregado e empregador, e uma vez que o que for
nelas decidido refletirá em toda a categoria profissional,
o legislador achou por bem tornar obrigatória a presença
do sindicato em todas as negociações coletivas. Trata-se
de um poder-dever do sindicato.
VII – o aposentado filiado tem direito a votar e
ser votado nas organizações sindicais;
Este inciso alterou a regra prevista na CLT, que
proibia aos inativos o exercício de cargo de
Direito Constitucional – 19
administração sindical ou de representação econômica
ou profissional.
Proteção ao sindicalista
VIII – é vedada a dispensa do empregado
sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo
de direção ou representação sindical e, se eleito, ainda
que suplente, até um ano após o final do mandato, salvo
se cometer falta grave nos termos da lei.
O dispositivo acima é mera transcrição do artigo
543, § 3º da CLT, e visa garantir a existência dos
próprios sindicatos.
Parágrafo único – As disposições deste artigo
aplicam-se à organização de sindicatos rurais e de
colônias de pescadores, atendida as condições que a lei
estabelecer.
O intuito do legislador é estender, aos sindicatos
rurais e de colônias de pescadores, os mesmos
princípios que adotou para os sindicatos urbanos,
mediante lei futura que regule a matéria.
Direito de greve
Art. 9º - É assegurado o direito de greve,
competindo aos trabalhadores decidir sobre a
oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que
devam por meio dele defender.
§ 1º - A lei definirá os serviços ou atividades
essenciais e disporá sobre o atendimento das
necessidades inadiáveis da comunidade.
§ 2º - Os abusos cometidos sujeitam os
responsáveis às penas da lei.
A Constituição anterior considerava a greve uma
subversão à ordem, e não um legítimo direito do
trabalhador.
O exercício do direito de greve, como foi adotado
neste inciso, deve ser pautado pela prudência e pela
responsabilidade.
Nos serviços ou atividades essenciais, os
sindicatos, os empregadores e os trabalhadores ficam
obrigados, de comum acordo, a garantir, durante a
greve, a prestação dos serviços indispensáveis ao
atendimento das necessidades inadiáveis da
comunidade.
A Lei nº 7.783/89, que regulou a greve, nos diz
que as atividades essenciais são:
a) tratamento e abastecimento de água;
b) produção de energia elétrica, gás,
combustíveis;
c) assistência médica e hospitalar;
d) distribuição e comercialização de
medicamentos e alimentos;
e) serviços funerários;
f) transporte coletivo;
g) captação e tratamento de água e esgoto;
h) telecomunicações;
i) guarda, uso e controle de substâncias
radioativas, equipamentos e materiais nucleares;
j) processamento de dados ligados a serviços
essenciais;
l) controle de tráfego aéreo e compensação
bancária.
A previsão de responsabilidade por abusos,
prevista no § 2º, carece, ainda, de lei que a regulamente.
Art. 10 – É assegurada a participação dos
trabalhadores e empregadores nos colegiados dos
órgãos públicos em que seus interesses profissionais ou
previdenciários sejam objeto de discussão e deliberação.
A participação de trabalhadores e empregadores
nos órgãos mencionados busca conferir caráter mais
democrático, maior legitimidade e maior
representatividade às decisões governamentais.
Art. 11 – Nas empresas de mais de duzentos
empregados, é assegurados, é assegurada a eleição de
um representante destes com a finalidade exclusiva de
promover-lhes o entendimento direto com os
empregadores.
Há aqui mais uma inovação. O representante
dos trabalhadores, no caso, é o que a doutrina chama de
delegado. Sua atuação se restringe à intermediação de
acordos no âmbito da empresa, apenas, e a Lei Maior
não lhe garante proteção especial contra a despedida
arbitrária.
di rei to de
di rei to de
naci onali dade
naci onali dade
1. Conceito
Nacionalidade é o vínculo jurídico político que
liga um individuo a certo e determinado Estado, fazendo
deste individuo um componente do povo, capacitando-o
a exigir sua proteção e sujeitando-o ao cumprimento de
deveres impostos.
2. Algumas definições auxiliares
• Povo – é o conjunto de pessoas que fazem parte
de um Estado. É seu elemento humano.
• População – é o conjunto de habitantes de um
território, de um país, de uma região, de uma
cidade. Aqui engloba-se os nacionais e
estrangeiros, desde que habitantes de um mesmo
território.
• Nação – agrupamento humano, cujos membros
fixados num território, são ligados por laços
históricos, culturais, econômicos e lingüísticos.
• Cidadão – é o nacional (brasileiro nato ou
naturalizado) no gozo dos direitos políticos e
participantes na vida do Estado.
3. Espécies de Nacionalidade
Existem duas espécies de nacionalidade:
- primária
- secundária
A nacionalidade primária, também chamada por
originária, resulta do nascimento a partir do qual por
critérios sanguíneos, territoriais ou mistos será
estabelecida.
Direito Constitucional –
A nacionalidade secundária ou adquirida é a que
se adquire por vontade própria, após o nascimento, e em
regra por naturalização.
4. Critérios de atribuição
Os critérios de atribuição de nacionalidade
originária são basicamente dois:
- “ius sanguinis”
- “ius soli”
aplicando-se ambos a partir do nascimento.
Ius sanguinis – por esse critério será nacional
todo o descendente de nacionais, independentemente do
local de nascimento.
ius soli – por esse critério será nacional o
nascido no território do Estado, independentemente da
nacionalidade dos seus ascendentes.
5. Aquisição Originária – Hipóteses
A Constituição Federal prevê taxativamente as
hipóteses de aquisição da nacionalidade originária.
“Somente serão BRASILEIROS NATOS aqueles
que preenchem os requisitos constitucionais do art. 12, I
CF/88.
Regra adotada – IUS SOLI mitigada pela
adoção do IUS SANGUINIS somado a determinados
requisitos.
a) São brasileiros natos os nascidos na
República Federativa do Brasil, ainda que de pais
estrangeiros, desde que estes não estejam a serviço de
seu país. (IUS SOLI)
b) São brasileiros natos os nascidos no
estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde
que qualquer deles esteja a serviço da República
Federativa do Brasil. (IUS SANGUINIS + CRITÉRIO
FUNCIONAL)
c) São brasileiros natos os nascidos no
estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde
que venham a residir na República Federativa do Brasil e
optem, em qualquer tempo, pela nacionalidade brasileira.
(IUS SANGUINIS + CRITÉRIO RESIDENCIAL + OPÇÃO
CONFIRMATIVA)
5.1. Nascidos no Brasil
O legislador constituinte adotou critério do IUS
SOLI. Desta forma, “em regra”, basta ter nascido no
território brasileiro, para ser considerado brasileiro nato,
independentemente da nacionalidade dos pais ou
ascendentes.
Existe uma única exceção à aplicabilidade do
critério do “ius soli”, excluindo-se da nacionalidade
brasileira os filhos estrangeiros, que estejam a serviço de
seu país. Aqui dois requisitos devem estar presentes:
1º) Ambos os pais estrangeiros
2º) um dos pais, no mínimo, deve estar no Brasil
a serviço de seu pais de origem
OBS: Inexiste a hipótese desta exceção ser
abraçada quando os pais estrangeiros estiverem a
serviço de um terceiro país, que não o seu próprio.
5.2. Nascidos no estrangeiro, de pais
brasileiros a serviço do Brasil
Nesta hipótese, o legislador constituinte adotou o
ius sanguinis somado a um critério funcional.
Assim são requisitos:
1º) ser filho de pai brasileiro ou mãe brasileira
2º) o pai ou a mãe devem estar a serviço do
Brasil, abrangendo-se o serviço diplomático, o serviço
consular, o serviço público de outra natureza prestado
aos órgãos da Administração Pública direta ou indireta.
5.3. Nascido no estrangeiro, de pais
brasileiros, que vindo residir no Brasil optem a
qualquer tempo pela nacionalidade brasileira.
Requisitos:
1º) nascidos de pai brasileiro ou mãe brasileira
2º) pai brasileiro ou mãe brasileira que não
estiverem a serviço do Brasil
3º) Fixação de residência no Brasil a qualquer
tempo
4º) realização da opção a qualquer tempo
OBS: Território brasileiro deve ser entendido
como as terras delimitadas pelas fronteiras geográficas,
com rios, lagos, baías, ilhas, bem como o espaço aéreo
e o mar territorial.
São também considerados como território
nacional os navios e as aeronaves de guerra brasileira,
onde quer que se encontrem; os navios mercantes em
alto mar ou de passagem em mar territorial estrangeiro;
as aeronaves civis brasileiras em vôo sobre o alto mar ou
de passagem sobre espaços aéreos estrangeiros.
6. Brasileiro Naturalizado
6.1. Conceito
O brasileiro naturalizado é aquele que adquire a
nacionalidade brasileira de forma secundária, ou seja,
por um ato voluntário e não por fato natural.
A naturalização é o único meio derivado de
aquisição de nacionalidade, permitindo-se ao
estrangeiro, que detém outra nacionalidade, ou ao a
pátria / heimatlos, que não possui nenhuma, assumir a
nacionalidade do país em que se encontra, mediante a
satisfação de requisitos constitucionais e legais.
Não existe direito subjetivo à obtenção da
naturalização, que é um ato de soberania estatal, sendo,
portanto ato discricionário do Presidente da República.
6.2. Espécies de Naturalização
Ordinária Estrangeiros originários de
língua portuguesa;
Estrangeiros, excluídos ou
de língua portuguesa.
Extraordinária ou quinzenária
6.3 Na Naturalização Ordinária – Estrangeiros,
excluídos os originários de países de língua
portuguesa.
Direito Constitucional – 21
A norma regulamentadora desta hipótese é o
Estatuto dos Estrangeiros (Lei nº 6.815/80 em seu art.
112, que prevê os seguintes requisitos:
1º) capacidade civil segundo a lei brasileira
2º) ser registrado como permanente no Brasil
3º) residência contínua pelo prazo de 4 anos
4º) ler e escrever em português
5º) boa conduta e boa saúde
6º) exercício de profissão ou posse de bens
suficientes para manutenção da família
7º) bom procedimento
8º) inexistência de denúncia, pronúncia ou
condenação no Brasil ou no exterior por crime doloso
cuja pena mínima seja superior a 1 ano.
A simples satisfação desses requisitos não
assegura a naturalização do estrangeiro, uma vez que a
concessão da nacionalidade é ato discricionário do
Presidente da República.
6.4 Originários de países de língua
portuguesa, salvo os portugueses residentes no
Brasil
A Constituição prevê somente dois requisitos
para que estes adquiram a nacionalidade brasileira:
1º) residência por 1 ano ininterrupto
2º) idoneidade moral
Aqui também a concessão da nacionalidade
brasileira é um ato discricionário do Presidente da
República.
6.5 Para portugueses residentes no Brasil
A Constituição além de garantir aos portugueses,
na forma da lei, a aquisição da nacionalidade brasileira,
exigindo apenas os requisitos de residência por 1(um)
ano ininterrupto e idoneidade moral, prevê que havendo
reciprocidade em favor de brasileiros serão atribuído aos
portugueses os direitos inerentes ao brasileiro
naturalizado.
São, portanto, duas as hipóteses:
1ª) aquisição de nacionalidade – vide os
requisitos do item 6.4
2ª) equiparação com brasileiro naturalizado, sem
perder a nacionalidade portuguesa. Os portugueses
continuam a ser portugueses.
6.6. Naturalização Extraordinária /
Quinzenária
A EC# 03/94 estabelece os seguintes requisitos:
1º) residência fixa no país há mais de 15 anos
2º) ausência de condenação penal
3º) requerimento do interessado
A Constituição respeitou a declaração de
vontade do interessado, exigindo expressamente, seu
requerimento de nacionalidade.
Discute-se neste caso, a vinculação de
concessão com o simples requerimento deixando de
sobrepor o ato discricionário do Poder Executivo.
7. Tratamento Diferenciado entre Nato e
Naturalizado
A Constituição Federal determina que a lei não
poderá estabelecer distinção entre brasileiros natos e
naturalizados, salvo aquelas previstas na própria
Constituição como cargos, função, propriedade,etc.
• No caso dos cargos os exemplos
marcantes têm aqueles privativos de brasileiro
nato no art. 12 § 3º da CF/88, tais como:
• Presidente da República.
• Vice-Presidente da República.
• Presidente da Câmara dos deputados.
• Presidente do Senado.
• Membros do STF
• Membros da Missão Diplomata.
• Oficiais das forças armadas.
• Ministro de Estado da defesa.
• Quanto à função temos a situação de
que a própria Constituição reserva 6(seis)
assentos no Conselho da República a brasileiros
natos.
• Temos também, a extradição que é
vedada absolutamente aos brasileiro NATO.
• Os proprietários de empresas de rádio
fusão terão que ser brasileiros natos ou
naturalizados há mais de 10 anos.
8. Perda do Direito de Nacionalidade
A perda da nacionalidade só pode ocorrer nas
hipóteses taxativamente previstas na Constituição
Federal, sendo absolutamente vedada a ampliação de
tais hipóteses pelo legislador ordinário, e será declarada
quando o brasileiro:
a) tiver cancelada sua naturalização, por
sentença judicial em virtude de atividade nociva ao
interesse nacional (ação de cancelamento de
naturalização)
b) adquirir outra nacionalidade (naturalização
voluntária) salvo nos casos de reconhecimento de
nacionalidade originária pela lei estrangeira ou por
imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao
brasileiro residente em estado estrangeiro, como
condição para permanência em seu território ou para
exercício de direitos civis.
8.1 Ação de Cancelamento de Naturalização
Esta hipótese de perda de nacionalidade é
conhecida pelo nome de “perda-punição”, somente se
aplicando aos brasileiros naturalizados.
Dois são os requisitos para ocorrência desta
pauta.
1º) prática de atividade nociva ao interesse
nacional
2º) cancelamento por sentença judicial com
trânsito em julgado
A ação é proposta, no caso do 1º requisito, pelo
Ministério Público Federal.
Os efeitos da sentença judicial que decreta a
perda da nacionalidade são “ex nunc”, ou seja, não são
retroativos.
Direito Constitucional –
Por fim, ressalte-se que uma vez perdida a
nacionalidade somente será possível readquiri-la por
meio de Ação Rescisória e nunca por novo procedimento
de naturalização.
8.2 Naturalização Voluntária
Esta hipótese de perda de nacionalidade,
também conhecida como “perda-mudança” é aplicável
tanto aos brasileiros natos quanto aos naturalizados. O
brasileiro, em regra, perderá sua nacionalidade quando
voluntariamente, adquirir outra nacionalidade.
Aqui não haverá necessidade de processo
judicial, pois a perda de nacionalidade será decretada
por meio de processo administrativo e oficializada
mediante decreto do Presidente da República.
São necessários três requisitos:
1º) Voluntariedade da conduta
2º) Capacidade civil do interessado
3º) Aquisição da nacionalidade estrangeira
O processo administrativo que efetuará a perda
será conduzido no Ministério da Justiça.
Os efeitos do Decreto Presidencial que
estabelece a perda da nacionalidade serão “ex nunc”.
O brasileiro nato ou naturalizado que perde esta
condição poderá readquiri-la, por meio dos
procedimentos previstos de naturalização.
O brasileiro nato que se vê privado da
nacionalidade originária, somente poderá haver a
reaquisição sob forma derivada, tornando-se brasileiro
naturalizado.
di rei tos
di rei tos

polí ti cos
polí ti cos
1. Conceito:
• Conj. de regras disciplinadoras da atuação
da soberania popular
• Direito Público Subjetivo
• Status de cidadão – participação nos
negócios políticos do Estado
• Princípio Democrático
2. Soberania Popular:
• Sufrágio Universal
• Voto Direto e Secreto
- Plebiscito – consulta
prévia
- Referendo – consulta
posterior/ulterior
- Iniciativa Popular – 1%
do eleitorado nacional e 0,3% do eleitorado
de pelo menos 5 estados.
OBS: Ação Popular e organização e participação
em partidos políticos também são formas de exercício da
soberania popular.
3. Direito ao Sufrágio:
• capacidade eleitoral ativa – alistabilidade
• capacidade eleitoral passiva – elegibilidade
4. Direito de Voto:
• Instrumento de exercício do sufrágio
• Características do voto
- personalidade = pessoal
- obrigatoriedade = salvo
menores de 18 e maiores de 16 anos,
- maiores de 70 anos e
analfabetos.
- liberdade = vota em
quem quiser
- sigiloso = cabine
indevassável
- direto = salvo art. 81 da
CF/88 – Indireta para Presidente.
- Igualdade = mesmo
valor.
O Código Eleitoral faculta o alistamento e o voto
para certas pessoas na seguinte forma:
Quanto ao alistamento:
- Inválidos;
- Os que se encontrem fora do país;
Quanto ao voto:
- Enfermos;
- Os que se encontrem fora de seu domicílio;
- Funcionários civis e militares, em serviço que
os impossibilite de votar.
5. Elegibilidade:
• Condições de elegibilidade
- Nacionalidade Brasileira
- Pleno exercício dos
direitos políticos
- Alistamento eleitoral
- Domicílio Eleitoral na
circunscrição
- Filiação partidária
- Idade mínima:
35 – Presidente, Vice, Senador
30 – Governador e Vice
21 – Prefeito, Vice, Dep. Federal, Dep.
Estadual e juiz de paz
18 – Vereador
6 Inelegibilidade:
Inalistáveis Estrangeiros
Absoluta Conscritos
Analfabetos
Direito Constitucional – 23
Mesmo cargo – Presidente, Governador,
Prefeito podem se
reeleger para o mesmo
cargo somente por mais
1 período subseqüente
na mesma circunscrição.
Funcional
Outro cargo – Presidente, Governador, Prefeito
tem que renunciar 6
meses antes do pleito
para concor-rer a outro
cargo
Reflexa Cônjuge, parentes e
afins até 2º grau, de
Presidente, Governador
e Prefeito, não podem
se eleger nos cargos do
território.
Salvo: se titular de mandato eletivo e candidato
à reeleição
Menos de 10 anos – afastado
Militar
Mais de 10 anos –
agregado pelo superior.
Se eleito – reserva
Se não eleito – volta ao
serviço.
Lei complementar – outros casos de
inelegibilidade.
OBS: INELEGIBILIDADE REFLEXA
• Municípios (Prefeito) – cônjuge, parentes e
afins até 2º grau do prefeito não podem se
candidatar para cargos (prefeito, vice, vereador)
no mesmo município.
• Estados (Governador) – cônjuge, parentes e
afins até 2º grau do governador não podem se
candidatar para cargos em todo o Estado,
inclusive para cargos nos municípios de tal
Estado.
• Federação (Presidente) – Cônjuge, parentes
e afins até 2º grau do Presidente não podem se
candidatar a cargo nenhum no país.
7. Privação dos Direitos Políticos:
• Cancelamento da naturalização por
sentença judicial transitada em julgado
• Incapacidade Civil Absoluta.
• Condenação Criminal transitada em julgado,
enquanto durarem seus efeitos.
• Recusa em cumprir obrigação legal a todos
imposta e a prestação alternativa.
• Improbidade Administrativa
8. Alteração do Processo Eleitoral:
Lei entra em vigor na data da publicação, mas
não se aplica à eleição que ocorra até um ano de da data
de sua vigência. Este é o princípio da anualidade.
9. Impugnação de mandato eletivo. (AIME)
• Processo em segredo de justiça.
• Prazo de 15 dias contados da
diplomação, instruída a ação com provas de
abuso do poder econômico, corrupção e fraude.
• Competência – Justiça Eleitoral.
• Legitimidade Partido Político
Coligação
Candidato
Ministério Público
parti dos
parti dos

polí ti cos
polí ti cos
1. Condições Gerais
É livre a criação, fusão, incorporação e extinção
de partidos políticos, resguardados:
- soberania nacional;
- regime democrático;
- pluripartidarismo;
- direitos fundamentais da pessoa humana,
observados os seguintes preceitos:
- caráter nacional;
- proibição de recebimento de recursos
financeiros de entidades de governo ou governo
estrangeiro;
- prestação de contas à justiça eleitoral;
- funcionamento parlamentar.
2. Autonomia
A autonomia para definir sua estrutura interna,
organização e funcionamento e definir em seu Estatuto
normas de fidelidade e disciplina.
3. Registro
Após adquirir personalidade jurídica de direito
privado, os partidos deverão registrar seus Estatutos no
TSE.
4. Direitos e Vedações Constitucionais
Recursos do Fundo Partidário.
Direitos
Acesso ao rádio e TV.
Vedação Utilização de organização
paramilitar.
Direito Constitucional –
Relativa
da
admi ni stração
públi ca
I – Conceito
A Administração Pública pode ser definida de
duas maneiras:
. Objetivamente – ap
. Subjetivamente – AP
A Administração Pública objetivamente definida
consiste na atividade concreta e imediata que o Estado
desenvolve para consecução dos interesses coletivos.
A Administração Pública subjetivamente definida
consiste nos órgãos e nas pessoas jurídicas aos quais a
lei atribui o exercício da função Administrativa do Estado.
II – Organização da Administração Pública
Presidência da República
Direta Ministérios
Administração Outros órgãos ligados à
presidência
Pública da
União Autarquias
Indireta Empresas Públicas
Sociedade de Economia
Mista
Fundações Públicas
A) Administração Pública Direta
Têm como sua estrutura os entes federativos:
- União;
- Estados;
- Distrito Federal;
- Territórios.
Maior parte das atividades administrativas são
executadas pelo Poder Executivo, e na União, por
exemplo, abrange as tarefas do Presidente da República
e seus agregados tais como: a Presidência (Casa Civil e
Secretarias), o Gabinete da Presidência, os Ministérios,
Advocacia Geral da União.
B) Administração Pública Indireta
. Objetivo
- Maior eficiência na prestação de serviços e
desempenho das atividades típicas ou não.
. Forma
- Através de criação de entidades vinculadas ao Estado
para as quais serão delegadas à prestação de serviços
públicos de interesse público.
Além das entidades já mencionadas anteriormente
temos:
. OS – Organizações Sociais
. OSCIP – Organização da Sociedade Civil de Interesse
Público
. Parceria – Público-Privada
. Consórcios Administrativos
B.1) Características das Entidades da Administração
Pública Indireta
1. Autarquias
- Serviço autônomo criado por lei, com personalidade
jurídica de Direito Público, patrimônio e receitas próprias
para executar atividades típicas de Administração
Pública, que requeriam para seu melhor funcionamento
gestão administrativa e financeira descentralizada.
. Criadas por lei;
. Obrigados a adotar concurso público;
. Bens que integram patrimônio são públicos,
conseqüentemente impenhoráveis, inalienáveis,
imprescritíveis;
. Contratação sob licitação;
. Responsabilidade objetiva.
2. Empresas Públicas / Sociedade Economia Mista
2.1 Empresas Públicas
- Pessoas jurídicas de Direito privado criadas por um dos
entes estatais, com capital exclusivamente público, após
autorização legislativa, com objetivo de desempenhar
atividades econômicas.
2.2 Sociedade de Economia Mista
- Pessoa jurídica de Direito privado criadas após
autorização do Poder Legislativo para execução de
atividades econômicas e prestação de serviços públicos.
Organizada em forma de Sociedade Anônima em que o
Estado tem a maioria das ações com direito a voto.
2.3 Características de ambas
. Autorização legislativa – Decreto legislativo;
. Bens privados, salvo os com destinação à prestação de
serviços públicos;
. Regime empregatício – CLT;
. Contratação por licitação;
. Obrigados a adotar concurso público;
. Responsabilidade objetiva – prestadora serviço público
em atividade econômica de direito privado.
3. Fundações:
Entidade de personalidade jurídica de Direito Privado,
sem fins lucrativos, criada em virtude de autorização
legislativa, para desenvolvimento de atividades que não
exijam execução por órgão ou entidades de Direito
Público, mas com funcionamento custeado por órgão ou
entidade de Direito Público. Tratamento dado é idêntico
aos das autarquias.
III – Princípios Constitucionais da Administração
Pública
São princípios Constitucionais da Administrativa Pública:
. Princípio da Legalidade;
. Princípio da Impessoalidade;
. Princípio da Moralidade;
. Princípio da Publicidade;
. Princípio da Eficiência.
A) Princípio da Legalidade
Direito Constitucional – 25
O Princípio da Legalidade na Administração Pública é
aplicado de forma que o administrador público somente
poderá fazer o que estiver expressamente autorizado em
lei e nas demais espécies normativas, inexistindo
incidência de sua vontade subjetiva.
O Administrador atua sem finalidade própria, mas sim em
respeito à finalidade imposta pela Lei.
B) Princípio da Impessoalidade
Também chamado de Princípio da finalidade
administrativa.
O Administrador serve de veículo de manifestação da
vontade Estadual, logo as realizações, os atos
administrativos não são do agente público, mas sim da
entidade pública em nome da qual atuou.
C) Princípio da Moralidade
Pelo Princípio da Moralidade Administrativa, não bastará
ao Administrador o estrito cumprimento da legalidade;
devendo além disto respeitar os valores éticos de
razoabilidade e justiça.
O Princípio da Moralidade está intimamente ligado com a
idéia de probidade.
A conduta do Administrador Público em desrespeito ao
Princípio da Moralidade enquadra-se como atos de
improbidade, previstos no art. 94 da CF/88.
D) Princípio da Publicidade
O Princípio da Publicidade exige a divulgação do
conteúdo dos Atos da Administração, normalmente a
publicidade decorre as publicações em Diário Oficial dos
Atos Públicos.
A violação do princípio em questão oferece possibilidade
de recursos administrativos e ações judiciais pela não
observação.
E) Eficiência
A eficiência, embora reconhecido pela Administração
Pública, somente através da EC 19/98 ganhou respaldo
constitucional, determinando sua inclusão no caput do
art. 37.
A busca de melhores resultados para atividade Estatal
serve como elemento impulsionador de providências que
vão desde a identificação dos pontos inoperantes até a
busca das soluções.
A eficiência como princípio, pode ser aplicada aos
servidores e empregados públicos e às demais
atividades da Administração Pública.
Em relação aos servidores a eficiência exige
produtividade mínima e satisfatória.
Com a reforma Administrativa da EC 19/98 o servidor
estável poderá perder o cargo em virtude de avaliações
periódicas de desempenho.
Em relação à Administração Pública, o Princípio da
Eficiência indica que o Poder Público deve buscar os
melhores resultados possíveis com menor custo.
São características do Princípio da Eficiência:
A) Direcionamento da atividade dos Serviços Públicos à
efetividade do bem comum.
B) Imparcialidade – Independência na atuação da
Administração Pública
C) Neutralidade
D) Transparência
E) Participação e aproximação da população
F) Eficácia – Cumprimento dos objetivos traçados
G) Desburocratização
H) Busca da qualidade – Otimização dos resultados
Pela aplicação dos recursos e esforços para
proporcionar satisfação da população.
IV – Preceitos de observância obrigatória
1. Concurso Público
Os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis
aos brasileiros natos ou naturalizados, aos portugueses
equiparados e aos estrangeiros, estes desde a
promulgação da EC 19/98.
O acesso de estrangeiros aos cargos, empregos e
funções públicas não ocorrerá imediatamente, pois a
norma constitucional que tratou do assunto na EC 19/98
é de eficácia limitada à edição de lei, que deverá
estabelecer a forma necessária.
A investidura em cargo ou emprego público depende de
aprovação em concurso público de provas ou provas e
títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do
cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas
as nomeações para cargo em comissão de declarado em
lei de livre nomeação e exoneração.
Outra exceção constitucional a obrigatoriedade do
concurso público é a permissão da contratação
temporária, conforme art. 37, IX da CF. A utilização
dessa exceção impõe a ocorrência de 3 requisitos:
. Excepcional interesse público;
. Temporariedade da contração;
. Hipótese expressa na lei.
Todas as entidades da Administração Pública Direta ou
Indireta estão sujeitas a esta norma constitucional.
A validade do concurso público será de dois anos,
prorrogável uma vez, por igual período.
Função de confiança, totalmente, e cargo em comissão,
por um percentual mínimo, serão preenchidos por
servidores efetivos.
2. Direitos Sociais dos Servidores Públicos Civis
. Livre associação sindical;
. Direito de greve, na forma da lei.
- Está lei ainda não foi editada.
Direito Constitucional –
. O art. 39, § 3º determina que se apliquem aos
servidores ocupantes de cargo público os seguintes
direitos sociais:
- Salário mínimo;
- Garantia do mínimo em remuneração variável;
- 13º salário;
- Adicional noturno;
- Salário família;
- Jornada de trabalho 8 horas/dia e 44 horas/semanal;
- Repouso semanal remunerado, preferencialmente no
domingo;
- Hora extra em no mínimo 50% da hora;
- Férias com pelo menos 1/3;
- Licença gestante;
- Licença paternidade;
- Proteção ao mercado de trabalho da mulher;
- Isonomia nos salários;
- Redução dos riscos inerentes ao trabalho.
. Princípio da Periodicidade – art. 37, X
A EC 19/98 impõe ao Presidente da República o dever
de desencadear o processo de elaboração de lei anual
de revisão geral da remuneração dos servidores da
União.
3. Sistema remuneratório do Servidor Público
A EC/19/98 obrigou a União, Estados, Distrito Federal e
os Municípios a instituírem um Conselho de política de
administração e remuneração de pessoal, integrado por
servidores designados pelos respectivos poderes.
A fixação da remuneração terá que observar:
- Natureza, grau de responsabilidade e a complexidade
dos cargos;
- Requisitos da investidura;
- Peculiaridade dos cargos.
A EC 19/98 determinou ainda que de forma obrigatória
para o membro do poder, o detentor de mandato eletivo,
os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e
Municipais e de Forma facultativa para os seguintes
públicos organizados em carreira que suas
remunerações sejam exclusivamente por subsídio fixado
em parcela única.
Além disto foi determinado que a remuneração e o
subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos
públicos da Administração Direta, Autarquia e
Fundacional dos membros de qualquer dos poderes da
União, Estado, DF e Municípios, dos demais agentes
políticos, detentores de mandato eletivo, os proventos,
pensões, etc., não poderão exceder o subsídio mensal
dos Ministros do STF, aplicando-se como limite nos
Municípios o subsídio do Prefeito, e nos Estados do
Distrito Federal, o subsídio mensal do Governador no
âmbito do Poder Executivo, dos Deputados Estaduais no
âmbito do Poder Legislativo e dos Desembargadores do
TJ no âmbito do Judiciário.
Entretanto o art. 37, § 12 da CF faculta aos Estados e ao
Distrito Federal fixar, mediante emenda às suas
constituições e Lei Orgânica, como limite único, o
subsídio mensal dos desembargadores do TJ, limitado a
90,25% do subsídio dos Ministros do STF, não se
aplicando o disposto aos subsídios dos Deputados
Estaduais, Distritais e Vereadores.
4. Cumulação de vencimentos
A regra constitucional (CF art. 37, XVI) é pela vedação
de qualquer hipótese de acumulação remunerada de
cargos públicos, exceto quando houver compatibilidade
de horários:
. A de dois cargos de professor;
. A de um cargo de professor com outro técnico ou
científico;
. A de dois cargos ou empregos privativos de
profissionais de saúde, com profissões regulamentadas.
Essa norma de proibição de acumular estende-se, nos
termos da EC 19/98, a empregos e funções e abrangem
Autarquias, Empresas Públicas, Sociedades Economia
Mista e suas subsidiárias, Fundações e Sociedades
controladas direta ou indiretamente pelo Poder Público.
5. Criação / autorização de entidades da Administração
Pública Indireta
. Autarquia – criação por lei específica;
. Empresa Pública
Sociedade Economia Mista Autorização Legislativa
Fundação Pública
. Fundação Pública – Área de atuação – Lei
Complementar
. Subsidiárias de todas acima – Autorização legislativa
. Participação de todas Empresa privada – Autorização
Legislativa
6. Licitação
Ressalvados alguns casos previstos na lei, as obras,
serviços compras e alienações serão contratados
mediante processo de licitação pública (art. 37, XXI
CF/88)
6.1 – Conceito
Procedimento administrativo que estabelece uma
competição entre os interessados, para escolha do futuro
contrato que apresente proposta mais vantajosa para
Administração Pública.
6.2 – Finalidades
. Proporcional igualdade de tratamento;
. Escolha da melhor proposta para o poder público
6.3 – Princípios da licitação
. Vinculação ao instrumento convocatório – trata-se de
princípio essencial inobservância enseja nulidade do
procedimento. A Administração Pública não pode
descumprir as normas e condições do Edital, ao qual se
acha vinculada.
. Isonomia – é vedado o estabelecimento de condições
que impliquem preferência em favor de determinados
licitantes dos demais.
. Publicidade – todos os atos da Administração e em
todas as fases do procedimento devem ser abertos aos
Direito Constitucional – 27
interessados, para assegurar a possibilidade de fiscalizar
sua legalidade.
. Sigilo das propostas – os atos da licitação são públicos
mas o conteúdo das propostas, somente na data fixada a
todos, poderão ser aberto ao público.
. Julgamento objetivo – o julgamento das propostas será
objetivo, em acordo com os critérios fixados no Edital.
. Adjudicação compulsória – a Administração não pode
atribuir o objeto da licitação a outrem que não o
vencedor, salvo se este desistir do contrato ou deixar de
firmar o contrato no prazo fixado, sem motivo justo.
O direito do vencedor limita-se ao objeto da licitação e
não ao contrato imediato, visto que, a administração
pode revogar, anular ou até mesmo adiar o procedimento
quando ocorrer motivos para tal. O que existe para o
vencedor é a expectativa de direito.
6.4 – Modalidades de licitação
A licitação é o gênero que comporta, em princípio, cinco
espécies:
. Concorrência;
. Tomada de preços;
. Convite;
. Leilão;
. Concurso.
O pregão poderá ser, também acrescentado às
modalidades de licitação, foi disciplinado pela Lei nº.
10520/02.
- Concorrência
Usada para contratos de grande valor e para a alienação
de bens imóveis públicos.
Atualmente os contratos de concessão de serviço público
e concessão de serviço público precedido de obra
pública são celebrados através de concorrência.
As obras de engenharia acima de R$ 1.500.000,00 e
outras obras e serviços acima de R$ 650.000,00 exigem
concorrência.
- Tomada de preços
É a modalidade de licitação entre interessados
devidamente cadastrados ou que atenderem todas as
condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia
anterior à data do recebimento das propostas.
Ela é utilizada para contratos intermediários entre a
concorrência e o convite, tal como obras de engenharia
até R$ 1.500.000,00 e serviços até R$ 650.000,00.
A publicação do Edital deve ser feita no mínimo 15 dias
antes do recebimento das propostas.
- Convite
É a modalidade de licitação entre interessados do ramo
pertinente ao seu objeto, cadastrados ou não, escolhidos
e convidados, em número mínimo de 3 (três) pela
unidade administrativa, a qual fixará em local adequado,
cópia do instrumento convocatório e o estenderá aos
demais cadastrados que manifestarem seu interesse
com antecedência de até 24 horas da apresentação das
propostas.
É a modalidade mais simplificada de licitação com
valores de até R$ 150.000,00 para obras e serviços de
engenharia e até R$ 80.000,00 para compras e demais
serviços.
- Concurso
Modalidade de licitação entre quaisquer interessados
para escolha de trabalho técnico, científico ou artístico,
mediante a instituição de prêmios ou remuneração aos
vencedores, conforme critérios estabelecidos com
antecedência mínima de 45 dias.
- Leilão
É a modalidade de licitação entre quaisquer interessados
para venda de bens móveis inservíveis para a
Administração Pública ou de produtos legalmente
apreendidos ou penhorados, ou alienação de bens
imóveis a quem oferecer maior lance, igual ou superior
ao da avaliação.
Os bens imóveis aqui descritos provem de aquisição pela
Administração Pública derivado de procedimentos
judiciais ou de ação em pagamento.
- Pregão
A Lei nº. 10520/02 disciplina a modalidade licitatória
denominada pregão, aplicável para todos os entes
estatais.
A primeira característica do pregão é a facultatividade de
adoção.
O pregão poderá ser usado nos contratos de aquisição
de bens e contratação de serviços.
Compete ao pregoeiro dirigir o pregão, não havendo
comissão de licitação.
6.5 – Anulação da licitação
A anulação pode ser feita pela própria Administração ou
pelo Poder Judiciário.
A anulação Administrativa é ato unilateral da
Administração Pública, provocado por qualquer licitante,
ou mesmo não licitante ou deflagrada de ofício.
Já o Poder Judiciário somente atuará mediante
provocação.
A anulação produz efeito ex tunc, isto é, retroativo a data
em que o ato foi praticado.
6.6 – Revogação da licitação
A revogação também e modalidade de extinção da
licitação baseada em razões de conveniência e
oportunidade para a Administração Pública.
Os efeitos da revogação não retroagem (ex nunc), sendo
válidos os atos produzidos até o momento de sua
ocorrência.
Direito Constitucional –
6.7 – Dispensa de licitação
Licitação dispensada é aquela que a Lei declarou como
tal, escapando, portanto da discricionariedade
Administrativa.
O art. 24 da Lei nº. 8666/93 estabelece as hipóteses de
dispensa que podem ser dividas em 4 (quatro)
categorias.
. Em razão do pequeno valor – 10% dos valores
- Obras de engenharia até R$ 15.000,00 (art. 237, I, a)
- Outras obras e compras até R$ 8.000,00 (art. 23, II, a)
. Em razão de situações excepcionais
- Guerra / emergência / calamidade pública
. Em razão do objeto
- Bens perecíveis
- Restauração de obras de artes
. Em razão da pessoa
- Pessoa Jurídica de Direito Público
6.8 – Inexigibilidade de licitação
Ocorrerá inexigibilidade de licitação, quando houver
impossibilidade de competição. O art. 25 da Lei de
licitação enumera algumas situações em que será
inexigível a licitação.
A inexigibilidade não se confunde com dispensa.
6.9 – Procedimento
A deflagração do procedimento licitatório é feita com a
divulgação do instrumento convocatório, que pode ser o
Edital, carta, etc.
O Edital poderá ser impugnado por qualquer pessoa,
licitante ou não. O prazo de impugnação para os
Administrativos é de 5 dias antes da data de abertura
dos envelopes de habilitação.
Os licitantes poderão impugnar o Edital até dois dias
antes da abertura dos envelopes de habilitação.
Observação:
. Se nenhum interessado apresentar-se para habilitação,
a licitação será considerada deserta, devendo a
Administração Pública deflagrar novo procedimento
licitatório ou contratar diretamente, sem licitação.
. Se nenhum dos licitantes preencher as condições de
habilitação, a Administração pode estabelecer prazo para
que todos sanem as irregularidades. Não sendo
superados a licitação será considerada fracassada.
6.10 – Julgamento das propostas
A escolha da melhor proposta será feita por uma das
seguintes formas:
a) Menor preço;
b) Melhor técnica;
c) Técnica e preço;
d) Maior lance ou oferta.
6.11 – Homologação
É o ato praticado por autoridade superior em que se
reconhece a regularidade do procedimento licitatório.
6.12 – Adjudicação
A mesma autoridade que homologa o resultado final da
licitação, através da adjudicação, irá atribuir ao vencedor
o objeto da licitação. O licitante vencedor passar a ter o
direito de contratar com a Administração, caso a
Administração resolva celebrar o contrato com a
adjudicação encerra-se o processo licitatório.
A adjudicação é ato Administrativo discricionário quanto
a sua prática e vinculado quanto ao conteúdo.
A desobediência a compulsoriedade da adjudicação
pode caracterizar abuso de poder do administrador.
7. – Impessoalidade Administrativa
A Publicidade dos atos, programas, obras, serviços e
campanhas dos Órgãos Públicos deverá ter caráter
educativo, informativo ou de orientação social, dela não
podendo constar no mês, símbolos ou imagens que
caracterizam promoção pessoal de autoridades ou
servidores públicos.
O desrespeito aos requisitos constitucionais acima
afronta claramente os princípios da impessoalidade e
moralidade administrativa, havendo aproveitamento do
dinheiro público para realização de promoção pessoal,
caracterizando ato de improbidade.
8. – Improbidade administrativa
A Lei nº. 8429/92 estabelece como norma
regulamentadora prevista no art. 37, § 4º da CF/88 o
procedimento a ser seguido no tratamento dos atos de
improbidade.
São causas que identificam atos de improbidade:
- Enriquecimento ilícito;
- Prejuízo ao erário;
- Contrariedade aos princípios da Administração Pública.
Para estes atos a Constituição Federal determina as
seguintes sanções:
- Suspensão dos direitos políticos;
- Perda da função pública;
- Indisponibilidade dos bens;
- Ressarcimento ao erário.
A Ação Civil Pública é o instrumento processual
adequado conferido ao Ministério Público para o
exercício do controle sobre os atos dos poderes públicos.
9. – Responsabilidade objetiva do Estado
A responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito
público e das pessoas jurídicas de direito privado
prestadora de serviços público baseia-se no risco
administrativo, sendo objetiva.
Essa responsabilidade objetiva exige a ocorrência dos
seguintes requisitos:
. Ocorrência do dano;
. Ação ou omissão administrativa;
Direito Constitucional – 29
. Existência nexo causal entre o dano e a ação ou
omissão administrativa;
. Ausência de causa excludente da responsabilidade.
A responsabilidade do Estado pode ser afastada no caso
de força maior, caso fortuito ou comprovada culpa
exclusiva da vítima.
A Responsabilidade Civil do Estado não se confunde
com a responsabilidade criminal e administrativa dos
Agentes Públicos. Assim a absolvição do servidor no
juízo criminal não afastará a responsabilidade civil do
Estado, se não ficar comprovada a culpa exclusiva.
A Constituição Federal prevê ação regressiva contra o
responsável nos casos de dolo ou culpa.
As penas previstas na Lei nº. 8429/92
independentemente das sanções penais civis e
administrativa prevista na legislação são:
. Perda da função pública;
. Indisponibilidade dos bens;
. Ressarcimento ao erário;
. Suspensão dos Direitos Políticos.
A lei estabelecerá os prazos de prescrição para os ilícitos
praticados pelos agentes.
10. – Servidor Público e Mandato eletivo
Art. 38. Ao servidor público da administração direta,
autárquica e fundacional, no exercício de mandato
eletivo, aplicam-se as seguintes disposições:
I - tratando-se de mandato eletivo federal, estadual ou
distrital, ficará afastado de seu cargo, emprego ou
função;
II - investido no mandato de Prefeito, será afastado do
cargo, emprego ou função, sendo-lhe facultado optar
pela sua remuneração;
III - investido no mandato de Vereador, havendo
compatibilidade de horários, perceberá as vantagens de
seu cargo, emprego ou função, sem prejuízo da
remuneração do cargo eletivo, e, não havendo
compatibilidade, será aplicada a norma do inciso
anterior;
IV - em qualquer caso que exija o afastamento para o
exercício de mandato eletivo, seu tempo de serviço será
contado para todos os efeitos legais, exceto para
promoção por merecimento;
V - para efeito de benefício previdenciário, no caso de
afastamento, os valores serão determinados como se no
exercício estivesse.
V – Dos Servidores Públicos
A) Sistema remuneratório do Servidor Público
A fixação dos padrões de vencimento e dos demais
componentes do sistema remuneratório observará:
. A natureza, o grau de responsabilidade e a
complexidade dos cargos competentes de cada carreira;
. Os requisitos para investidura;
. Peculiaridades dos cargos.
A remuneração dos servidores públicos e o subsídio
somente poderão ser fixados ou alterados por lei
específica, assegurada revisão geral anual, sempre na
mesma data e sem distinção de índices.
I - Organi zação I - Organi zação
polí ti co- polí ti co-
admi ni strati va admi ni strati va
1. Componentes
A organização político administrativa da
República Federativa do Brasil compreende:
⋆ União
⋆ Estados
⋆ Distrito Federal
⋆ Municípios
A) União
É entidade federativa autônoma em relação aos
estados-membros e Municípios, constituindo pessoa
jurídica de direito público interno, cabendo-lhe exercer as
atribuições da soberania do estado brasileiro.
Não confundir com Estado Federal ⇒ pessoa
jurídica de direito internacional e formado pelo conjunto
apresentado acima.
A união, entretanto, poderá agir em nome
próprio, ou em nome de toda Federação, quando, neste
ultimo caso, relaciona-se internacionalmente com outros
paises.
B) Estados-membros
os Estados-membros constituem instituições
típicas do Estado Federal, dando-lhe a estrutura
conceitual dessa forma de estado.
Os estados-membros gozam de autonomia
caracterizada pela capacidade de auto organização e
normatização própria, auto-governo e auto-
administração.
C) Municípios
A Constituição Federal, consagrou o município
como entidade federativa indispensável ao nosso
sistema federativo, integralizando-o na organização
político-administrativo e garantindo-lhe autonomia,
conforme podemos ver nos arts. 1°, 18, 29, 30 e 34 da
Constituição Federal.
• Art. 1°/18 → composição do Estado federal
• Art. 29 → Consecução da própria lei orgânica
• Art. 30 → Competências próprias
• Art. 34 → Intervenção
A autonomia dos municípios será exercida da
mesma forma que a dos estados-membros.
D) Distrito Federal
A Constituição Federal garante ao Distrito
Federal a natureza de ente federativo autônomo, em
virtude da presença da tríplice capacidade, vedando-lhe
somente a capacidade de dividir-se em municípios. O
Direito Constitucional –
Distrito Federal se auto-organizará através da Lei
Orgânica.
E) Territórios
Os territórios integram a união, não sendo
componente do estado federal, pois constituem simples
descentralização administrativas-territoriais da própria
união. (art. 18§2° CF)
II. Princípio da indissolubilidade do vínculo federativo
O art. 1° da CF afirma que a República
Federativa do Brasil é formada pela união indissolúvel
dos estados, municípios e do Distrito Federal, todos
autônomos e possuidores da capacidade tríplice.
Dessa forma, inadmissível qualquer pretensão
de separação de um Estado-membro, do Distrito Federal
ou de qualquer município da Federação.
A mera tentativa permitirá a decretação de
intervenção federal – art. 34, I CF. (manter a integridade
nacional).
III. Capital Federal
O art. 18, § 1 da CF determina que Brasília é a
capital federal, não mais definindo o Distrito Federal
como a capital.
O Distrito Federal é que engloba Brasília.
Assim ficam diferenciadas a capital federal do
país Brasília, da circunscrição territorial representada na
Federação pelo Distrito federal.
IV. Formação de Territórios e Estados-membros
Os Territórios Federais integram a União e
somente poderão ser criados e transformados por Lei
Complementar.
Quanto aos Estados-membros, existe uma
grande diferença em relação aos territórios, visto que a
divisão político-administrativa da Federação brasileira
não é imutável, permitindo, de acordo com o art. 18 § 3°
CF, alterações nos estados por intermédio da
incorporação, subdivisão ou desmembramento,
formando novos Estados e até mesmo Territórios
Federais.
Para que isso torne-se realidade, se faz
necessária aprovação da população diretamente
interessada, através de plebiscito, e do Congresso
Nacional, por Lei Complementar.
Resumindo, são quatro as hipóteses de
alterabilidade da divisão interna do Território brasileiro:
⋆ Incorporação
⋆ Subdivisão
⋆ Desmembramento - anexação
⋆ Desmembramento – formação
Além dessas hipóteses, a Constituição Federal
exige três requisitos:
1°) Consulta prévia à população diretamente
interessada, por meio de Plebiscito.
2°) Opinião das Assembléias Legislativas dos Estados
interessados. (art. 48, IV CF)
3°) Lei Complementar Federal específica aprovando a
incorporação, subdivisão ou desmembramento.
• Incorporação entre si ⇒dois ou mais Estados se unem
com outro nome. Também conhecida como fusão.
• Subdivisão ⇒ocorre quando um Estado divide-se em
vários novos Estados-membros, todos com
personalidades diferentes, desaparecendo por completo
o estado-originário.
• Desmembramento ⇒consiste em separar uma ou mais
partes de um Estado-membro, sem que ocorra a perda
da identidade do Estado originário. Este será desfalcado
de parte de seu território, perdendo parte de sua
população.
A parte desmembrada poderá:
a) Anexar-se a outro Estado-membro. (anexação)
b) Constituir-se em novo Estado ou formar um
Território Federal. (formação)
V. Formação dos Municípios
O art. 18 §4° da CF estabelece os requisitos
necessários à criação, incorporação, fusão e
desmembramento de municípios.
Passam a ser:
• Lei Complementar Federal estabelecendo o período
possível para tais atos
• Lei Estadual
• Plebiscito das populações diretamente interessadas
VI. Vedações constitucionais de natureza federativa
O art. 19 da CF contém vedações gerais
dirigidas à União, Estados, Distrito Federal e Municípios,
visando o equilíbrio federativo, senão vejamos:
a) Inciso I ⇒ Função de natureza laica do estado
brasileiro, que não poderá admitir que qualquer das
entidades autônomas estabeleça cultos religiosos ou
igrejas, bem como não poderá embaraçar o
funcionamento de cultos ou igrejas, salvo nos casos de
interesse público.
b) Inciso II ⇒No sentido de manter a credibilidade dos
documentos públicos proíbe a recusa de fé na ocasião
de fizerem prova perante as entidades públicas.
c) Inciso III ⇒ A vedação de criar distinções entre
brasileiros, está diretamente ligado ao princípio da
isonomia. Significa que um Estado não pode criar
vantagem a favor de seus filhos em detrimento de
originários de outros. O ato discriminatório será nulo e
autoridade responsável poderá responder pelo art. 5°,
XLI da CF.
DA UNIÃO
I. Dos bens da União
O art. 20 da CF determina quais são os bens da
União.
Direito Constitucional – 31
A) os que atualmente lhe pertencem e os que lhe vierem
a ser atribuídos;
B) As terras devolutas indispensáveis à defesa das
fronteiras, das fortificações e construções militares, das
vias federais de comunicação e à preservação ambiental,
definidas em lei.
São terras devolutas as terras, na faixa das
fronteiras, nos territórios e no Distrito Federal, que não
sendo próprias nem aplicadas a algum uso público
federal, estadual ou municipal, não se incorporaram ao
domínio privado por vários motivos.
C) Os lagos, rios e quaisquer correntes de água em
terrenos de seu domínio, ou que banhem mais de um
estado, sirvam de limites com outros paises, ou se
estendam a território estrangeiro ou dele provenham,
bem como do terrenos marginais e as praias fluviais.
D) As ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com
outros paises; as praias marítimas, as ilhas oceânicas e
as costeiras, excluídas, destas, as que contenham a
sede de municípios, exceto aquelas áreas afetadas ao
serviço público e a unidade ambiental federal e as
pertencentes ao estado no art. 26,II (áreas na ilhas
oceânicas e costeiras, que estiverem no seu domínio)
E) Recursos naturais da plataforma continental e da zona
econômica exclusiva.
- Zona econômica exclusiva ⇒12 a 200 milhas marítimas
- Plataforma continental ⇒ leito e subsolo das áreas
submarinas que se estendem até 200 milhas marítimas
F) Mar territorial ⇒12 milhas marítimas a partir da linha
de baixa-mar do litoral continental.
G) Territórios de Marinha e seus acrescidos.
H) Potências d energia hidráulica
I) Recursos Minerais, inclusive os do sub-solo.
J) Cavidades naturais subterrâneas e os sítios
arqueológicos e pré-históricos.
K) As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios.
OBS.:
A Constituição Federal no art. 20, §1° assegura aos ⋆
Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios e a Órgãos
da AP Direta da União, participação no resultado da
exploração de petróleo, gás natural, recursos hídricos
para refração de energia elétrica e de outros recursos
minerais no respectivo território.
Faixa de fronteira considerada fundamental para ⋆ ⇨
defesa do Território Nacional – 150 km de largura ao
longo das fronteiras terrestres. Sua ocupação e utilização
serão reguladas por Lei Ordinária. Art. 20, §2° CF.
2 . Competências
A) Conceito
É a faculdade juridicamente atribuída a uma
entidade ou a um órgão ou agente do Poder Público para
emitir decisões.
Competências são as diversas modalidades de
poder de que se servem os órgãos ou entidades Estatais
para realizar suas funções.
B) Classificação
Exclusiva art. 21 ⇨
Material
Comum, cumulativa,
paralela → art. 23
Competência
Exclusiva art. 25 ⇨
§1° e 2°
Privativa art. 22 ⇨
Legislativa Concorrente ⇨
art. 24
Suplementar ⇨
Art. 24, §2°
Dos estados
Dos estados
I . Dos bens dos I . Dos bens dos
Estados Estados
A) Águas superficiais ou subterrâneas, fluentes,
emergentes e em depósito, ressalvadas, neste caso, na
forma da Lei, as decorrentes de obras da União.
B) Áreas, nas ilhas oceânicas e costeiras, que estiverem
no seu domínio, excluídas as de domínio da União,
Município ou terceiros.
C) Ilhas fluviais e lacustres não pertencentes à União.
D) Terras devolutas não compreendidas entre as da
União.
II – assembléia II – assembléia
legislativa legislativa
A) DE = 36 + (DF – 12) numero de Deputados ⇨
estaduais.
B) Subsidio fixado por lei de iniciativa da Assembléia
Legislativa, limitado no máximo a 75% dos subsídios dos
Deputados Federais.
Dos municípios
Direito Constitucional –
I – Regência por Lei Orgânica votada em dois turnos,
com interstício mínimo de 10 dias e aprovada por 2/3 dos
membros da Câmara Municipal.
II – Preceitos fundamentais
A) Eleição princípio majoritário ⇨
Ocorrência de 2° turno, se necessário, nos Municípios ⋆
com mais de 200.000 eleitores.
B) Número de Vereadores proporcional à população do
Município – art. 29, IV
C) Subsídios dos Vereadores – art. 29, VI
Municípios(habitantes) percentual dos
Deputados Estaduais
(máximo)
Até 10.000 20%
10.001 a 50.000 30%
50.001 a 100.000 40%
100.001 a 300.000 50%
300.001 a 500.000 60%
Mais de 500.000 75%
Remuneração dos Vereadores não pode ultrapassar o ⋆
montante de 5% da receita do Município.
D) Imunidade dos Vereadores
1- Inviolabilidade por palavra, voto e opiniões no
exercício do mandato e na circunscrição do Município.
2- Julgamento do Prefeito perante o TJ (Tribunal de
Justiça).
3- Despesas do Poder Legislativo Municipal – art. 29-A.
Total da despesa ⇒ subsídios dos Vereadores →
incluído gastos com inativos → excluídos.
Limites que não poderão ser ultrapassados:
Percentual (Receita Tributária) Habitantes
7% até 100.000
6% 100.001 a 300.000
5% 300.001 a 500.000
4,5% 500.001 a 3.000.000
4% 3.000.001 a 8.000.000
3,5% acima de 8.000.000
A Câmara Municipal não gastará mais de 70% de sua
receita com folha de pagamento, incluindo o subsidio dos
vereadores.
4- Crime de responsabilidade do Prefeito.
Efetuar repasse que supere os limites do item 3. ⋆
Não enviar o repasse até o dia 20 de cada mês. ⋆
Enviar o repasse a menor. ⋆
Desrespeitar o limite de 70% da receita da Câmara ⋆
com folha de pagamento.
E) Fiscalização Orçamentária – art. 31
Controle interno → Poder Executivo
Fiscalização
Controle externo → Poder Legislativo
com auxílio dos Tribunais de Contas
dos Estados, ou do Município ou do
Conselho de Contas.
É vedada a criação de Tribunais, Conselhos ou Órgãos
de Contas Municipais – art. 31, §4°
Da intervenção
A) Da união dos Estados e no Distrito Federal
Regra: não intervirá
Exceção: 1- Manter integridade nacional
2- Repelir invasão estrangeira
3- Por fim grave comprometimento da ordem
pública
4- Garantir livre exercício dos Poderes
5- Organizar finanças da Unidade da
Federação quando suspender pagamento da dívida por
mais 2 anos consecutivos ou deixar de repassar aos
municípios receitas tributárias.
6- Prover execução de Lei Federal, ordem ou
decisão judicial.
7- Assegurar observação princípios sensíveis.
Forma Republicana, regime democrático
Direitos da pessoa humana
Princípios Autonomia Municipal
Sensíveis Prestação de contas da
Art. 34, VII Administração pública
Aplicação da receita na
educação e saúde
B) Dos Estados nos Municípios.
Regra: não intervir
Exceção: 1- Deixar de pagar sem motivo de força maior,
por 2 anos consecutivos a dívida.
2- Não prestar contas.
3- Não aplicar o mínimo da receita exigido em
educação e saúde.
4- Execução da lei, ordem ou decisão judicial.
C) Procedimento
1- Para garantir livre exercício dos Poderes – art. 34, IV.
∙ Solicitação do Poder Legislativo ou Executivo, ou,
requisição do STF se a coação for exercida contra o
Poder Judiciário.
2- No caso de desobediência a ordem ou decisão
judiciária haverá requisição do STF, STJ ou TSE.
3- Por provimento do STF, representação do PGR nos
casos de recusa a execução de Lei Federal ou para
assegurar a observância dos princípios sensíveis.
Direito Constitucional – 33
∙ Representação do PGR ⇒ ação direta de
inconstitucionalidade interventiva.
poder
poder

legi slati vo
legi slati vo
I – congresso
naci onal
Art. 44
É quem exerce o Poder Legislativo.
Câmara dos Deputados ⇒ Povo
II – Composição
Senado Federal ⇒ Estados
membros
III – Câmara dos Deputados – Casa Baixa – art.45
A) Representantes do povo, eleitos pelo sistema
proporcional
B) Número de Deputados/representação por Estado
estabelecido em lei complementar, proporcionalmente à
população do Estado.
C) Mínimo de 8 Deputados e máximo de 70. Os
Territórios elegerão 4 Deputados cada.
D) mandato de 4 anos.
IV – Senado Federal – Casa Alta – art. 46
A) Representantes dos Estados-membros, eleitos pelo
sistema majoritário.
B) 3 Senadores / 2 suplentes para cada Estado
C) Mandato de 8 anos, renovada a representação de 4
em 4 anos na base de 1/3 e 2/3.
V – Deliberações das Casas e suas Comissões por
maioria absoluta de votos, presente maioria absoluta dos
membros ⇒Regra
Exceção: Por disposição constitucional.
VI – Legislatura
- Período em que os membros do Poder Legislativo
exercem o respectivo mandato.
Ex.: Deputado Federal → 1 legislatura
Senador → 2 legislatura
VII – Atribuições do Congresso Nacional – art. 48
∙ legislativas – art. 48
∙ meramente deliberativas
Art. 49
Atribuições ∙ Fiscalização e controle
Art. 50
∙ Julgamento de crimes de
responsabilidade – art. 51
∙ Constituintes – art. 60
A) Legislativas – art. 48 CR
∙ Com sanção do Presidente da República
∙ Elaboração de leis sobre todas as matérias de
competência da União ⇒ Processo Legislativo.
B) Deliberativas – art. 49 CR
∙ Prática de atos concretos, resoluções,
autorizações.
∙ Sustação de atos, fixação de situações
∙ Através de Decretos legislativos ou Resoluções
∙ Não há participação do Presidente.
C) Fiscalização e Controle
∙ Pedidos de informação – art. 50
∙ CPI – art. 58, §3° ∙ Controle externo ⇒
TCU (auxílio) art. 71 e 72.
∙ Fiscalização e controle dos atos do Poder
Executivo, incluindo os da Administração Indireta – art.
49, X
∙ Tomada de contas do Presidente da República
quando este não as prestar no prazo de 60 dias após a
abertura da Sessão Legislativa (art. 51, II). Atribuição da
Câmara dos Deputados.
D) Julgamento dos crimes de responsabilidade.
Câmara Deputados →
Admissibilidade
Julgamento do
Presidente /
Ministros de Estado Senado → Tribunal sob a
Presidência do Presidente do
STF
Julgamento dos Ministros STF ⇒ Processo / julgamento
⇒ Senado, PGR, AGU
E) Constituintes ⇒ Emendas à Constituição
VIII - Competência da Câmara dos Deputados – art.
51
Direito Constitucional –
A) Autorizar por 2/3 de seus membros instauração de
processo contra o Presidente, Vice e os Ministros de
Estado.
B) Proceder tomada de contas do Presidente se este não
as fizer no prazo determinado
C) Elaborar seu regimento interno
D) Dispor sobre organização própria
E) Eleger 2 membros para Conselho da República.
IX – Competência do Senado – art. 52
A) Processar e julgar o Presidente, Vice-Presidente, nos
crimes de responsabilidade, bem como seus auxiliares
civis e militares nos crimes de responsabilidade conexos
com aqueles. Art. 52, I
B) processar e julgar os Ministros do STF, membros do
CNJ, CNMP, PGR, AGU nos crimes de
responsabilidades.
C) Elaborar seu regimento interno
D) Dispor sobre organização própria
E) Eleger 2 membros para Conselho da República
F) Avaliar periodicamente a funcionalidade do sistema
tributário nacional
G) Suspender de todo ou parte, de lei declarada
inconstitucional pelo STF
H) Aprovar previamente escolha dos Chefes de Missões
diplomáticas
I) Autorizar operações externas / financeiras de interesse
da União, Estados, DF e Territórios e Municípios.
J) Dispor sobre limites de crédito externo e interno da
Administração direta, Autarquias e demais entidades
controladas pelo Poder público Federal.
K) Estabelecer limites e condições da dívida mobiliaria
dos Estados, DF e Municípios
L) Fixar, por proposta do Presidente, limites da dívida
consolidada da União, Estados, DF e Municípios.
OBS>: Julgamento crimes e responsabilidade
Presidente da Sessão ⋆ ⇒ Presidente do STF
Condenação ⋆ ⇒ 2/3 do Senado
= perda do cargo
= Inabilitação a função pública (8 anos)
= Sem prejuízo sanções judiciais
X – Garantias Parlamentares
A) Introdução
Imunidades Independência / Liberdade
CR de exercício
Vedações
Material – art. 53, caput
Formal – art. 53, §5 2°, 3°, 4°, 5°
B) Imunidades Prerrogativa por foro–art.53§1°
Serviço Militar – art. 53, § 7º
Testemunho – art. 53, § 6°
Incompatibilidades art. 54
1) ∙ Imunidade Material / Inviolabilidade Parlamentar
- Civil e penalmente
- Qualquer opiniões, palavras, voto
- Subtração da responsabilidade penal (exclusão
ilicitude)
- Proteção no exercício do ofício mandato eletivo ⇨
- Ordem pública não pode ser renunciada ⇨
2) Imunidade Formal – Garantia = impossibilidade de
prisão, sustação do processo
∙ Regra: desde expedição do diploma não podem ser
presos, nem por alimentos
∙ Exceção: flagrante delito crime inafiançável (Autos →
24hrs.→ CO/Senado → maioria absoluta resolva a
prisão.
∙ Sustar andamento da ação. Art. 53, §3°, 4°, 5°
Reebida a denúncia pelo STF, crime ocorrido após
diplomação: iniciativa partido
voto maioria da casa (Sustar o andamento
da ação)
A sustação do processo suspende a prescrição enquanto
durar o mandato.
Crime antes da diplomação não tem imunidade formal
podendo ser normalmente julgado pelo STF>
C) Vedações – art. 54
Desde a:
1) Expedição do diploma. Art. 54, I
∙ Firmar contrato com PJDIR.PUB, Autarquia, Empresa
pública, etc., salvo quando contrato obedecer cláusulas
uniformes.
∙ Aceitar / exercer cargo, função ou emprego remunerado
2) Posse – art. 54, II
∙ Ser proprietário
∙ Ocupar cargo o u função AP Dir/ INI concessionárias
∙ Patrocinar causa de interesse AP Dir
∙ Ser titular de mais de um cargo eletivo
∙ Perda de mandato – art. 55
∙ Não perde o mandato – art. 56
Infração ao art. 54
Perda de mandato quebra decoro parlamentar
Cassação condenação criminal
Direito Constitucional – 35
A decisão será da Câmara dos Deputados / Senado pelo
voto da maioria absoluta.
XI – Das Reuniões
A) Sessão Legislativa – art. 57
2/2 – 17/7 1/8 – 22/12
B) Reunião conjunta – art. 57, § 3°
Além de outros casos: (Não existentes – JAS)
∙ Inaugurar Sessão Legislativa
∙ Elaborar regimento comum
∙ Receber compromisso do Presidente e Vice-Presidente
∙ Conhecer do veto e sobre ele deliberar
C) Convocação extraordinária – art. 57, § 6°
1) Presidente da República, Presidente da Câmara de
Deputados e do Senado ou maioria dos membros das
Casas urgência ⇨
Interesse público relevante aprovação maioria ⇨
absoluta de cada casa – art. 57, § 6°, II
2) Presidente do Senado ∙Decretação
Estado de defesa
∙Decretação
Intervenção Federal
∙Pedido autorização
Para decretação
∙Estado de sítio
∙Compromisso Presid.,
Vice.
OBS.: A Sessão Legislativa ordinária encerra-se em
22/12 de cada ano, mas não será interrompida sem a
aprovação do projeto de lei de diretrizes orçamentárias –
art. 57 § 2° - não existirá Sessão extraordinária.
XII – Das Comissões – art. 58
A) Introdução
Congresso Nacional Comissões Permanentes
e
suas Casas Comissões Temporárias
B) Comissões Parlamentares de inquérito – art. 58, § 3º
1. Objeto: controle político – administrativo
2. Criação: CD / Senado em conjunto ou separadamente,
mediante requerimento 1/3 dos seus membros com
aprovação da maioria da casa.
3. Final CPI ⇒ MP ⇒ Responsabilidade criminal.
4. Limitações constitucionais às CPI’s
Amplitude do campo atuação
Limitação
Limites poder investigatório
∙ Amplitude ⇒ fatos específicos para qual foi criada mas
não impede apuração de fatos conexos ⇒ aditamento a
CPI.
∙ Todos os assuntos competência legislativa ou
fiscalizatória do Congresso podem ser objeto de CPI.
∙ Limites poder investigatório
- Podem as CPI’s:
- Quebra sigilo bancário, fiscal, dados
- Ouvir testemunhas, coercibilidade
- Ouvir investigados, indiciados
- Realizar perícias, requisitar documentos, e
busca de todos os meios de provas legais.
- Determinar busca e apreensão, sem violar art.
5° XI.
- Não podem as CPI’s
- Decretar qualquer espécie de prisão, salvo
prisão em flagrante
- Determinar ampliação de medidas cautelares
tais como: indisponibilidade de bens, arrestro, seqüestro,
hipoteca judiciária, proibição de ausentar-se da Comarca
ou País.
- Proibir ou restringir assistência jurídica dos
investigados.
Cláusulas de reserva jurisdicional ⇒ competência
exclusiva dos órgãos do Poder Judiciário.
Art. 5°, XI e XII
∙ Abusos ⇒ Hábeas Corpus ou mandado de segurança.
DO PROCESSO LEGISLATIVO
I) Espécies
- Emendas à Constituição
- Leis complementares
- Leis Ordinárias
- Leis Delegadas art. 59
- Medidas provisórias
- Decretos Legislativos
- Resoluções
II) Elaboração
Redação
Alteração Lei Complementar – art. 59 pu
Consolidação
A) Emenda Constitucional art. 60
1- Proposição art. 60 I ao III
- 1/3 dos membros CD ou SF
- Presidente da República
- Mais ½ das Assembléia Legislativa ⇒ Maioria relativa
dos membros
2- Vedações – art. 60 § 1°
Não poderá a CR ser emendada na vigência.
- Intervenção Federal
- Estado de Sítio
- Estado de Defesa
3- Discussão / aprovação – art. 60 § 2°
Cada Casa é aprovada 3/5 de ambas as Casas votada
em 2 turnos.
Direito Constitucional –
Mesa da CD art. 60 § 3°
4- Promulgação
Mesa do Senado
5- Cláusulas Pétreas – art. 60 § 4°
Não será deliberada proposta pendente a abolir
- Forma Federativa de Estado
- Voto direto, secreto, universal e periódico
- Separação dos poderes
- Direitos e garantias individuais
B) LEIS art. 61
1. Iniciativa
- Membro / Comissão CD
- Membro / Comissão Senado
- Membro / Comissão Congresso
- Presidente da República
- STF
- Tribunais Superiores
- PGR
- Cidadão
2. Privativa do Presidente da República. Art. 61 § 1°
- Fixem ou modifiquem efetivo das Forças Armadas
- Disponham sobre:
- Criação de órgãos, funções ou empregos públicos na
administração direta autarquia ou aumento de sua
remuneração.
- Organização Administrativa e Judiciária, matéria
tributaria e orçamentária.
- Servidores públicos da União e territórios, seu regime
jurídico, provimento de cargos, estabilidade e
aposentadoria.
-Organização MP e Defensoria pública do Distrito
Federal, Estados e dos territórios.
- Criação/ extinção de Ministérios e Órgãos da
Administração pública
- Militares das Forças Armadas
C) Medidas Provisórias – art. 62
1. Oportunidade ⇒Relevância e urgência – art. 62 Caput
Requisitos – submissão imediata ao Congresso
2. Vedações – art. 62, § 1°
∙ Matérias – nacionalidade, cidadania
Art. 62, § 1° I D. Penal, processual penal, proc. Civil
Org. Poder Judiciário / MP
Planos Orçamentários
II. Detenção / seqüestro de bens, poupança popular ou
qualquer ativo financeiro.
III. Matéria reservada a Lei complementar.
IV. Matéria já disciplinada em projeto de Lei aprovado
pelo Congresso e pendente de sanção ou veto.
3. Conversão em Lei – 60 dias prorrogável uma vez por
igual período. Art. 62, § 3°, §7°.
4. Apreciação / Regime de urgência – art. 62, § 6°
- Prazo: 15 dias de sua publicação
- Sanção: tranca pauta de votação
D) Votação de Projeto de lei – art. 65-67
- Casa iniciadora / Revisora
- Procedimento
- Veto do Presidente Inconstitucionalidade
Contrario interesse público.
- Apreciação do veto ⇒ Sessão conjunta – 30 dias
- Promulgação pelo Presidente do Senado
E) Leis Delegadas – art. 68
- Atribuição – Presidente da República com solicitação
de delegação ao Congresso nacional.
- Vedação à Delegação
. Atos de competência exclusiva do Congresso
. Atos de competência privativa da Câmara dos
Deputados ou Senado
. Matéria reservada a Lei complementar
. Legislar sobre órgão do Poder Judiciário / MP
. Legislar sobre nacionalidade, cidadania, direitos
individuais, políticos eleitorais.
- Legislar sobre orçamento, Lei de diretrizes
orçamentárias, Pluri anuais.
- Delegação ⇒ Forma de Resolução do Congresso
F) Leis Complementares ⇒ maioria absoluta – art. 69
- Da fiscalização contábil, financeira e orçamentária
I) Tribunal de Contas
Tribunal de contas da União
A) Composição – art. 73
. 9 Ministros escolhidos da seguinte forma:
1/3 (3) pelo Presidente da República
2/3 (6) pelo Congresso Nacional
- Escolha do Presidente com aprovação do Senado
Federal alternadamente entre auditores e membros do
Ministério público, indicados em lista tríplice pelo próprio
Tribunal, segundo critérios da antiguidade e merecimento
e escolha livre.
Membros do TCU Auditor
Escolhidos pelo Ministério Pub.
Presidente da República Livre escolha
B) Prerrogativas garantias
as dos Ministros STJ vedações
vencimentos
aposentadoria
II) Tribunais de Contas estaduais, Distrital e municipal
A Constituição não prevê diretamente, a criação
de Tribunais de contas nos estados. Esta é prevista
indiretamente nos arts. 31 e 75.
Direito Constitucional – 37
O Tribunal de Contas do Estado,
independentemente da população do Estado, é
composto de 7 membros. Art. 75, pu.
Nos municípios a fiscalização mediante controle
externo, será exercida pela Câmara Municipal. Este
controle terá o auxílio dos Tribunais de Contas do Estado
ou do Município ou dos Conselhos de Contas do
Município onde houver. Art. 31
III) Controle externo e interno
A) Sistema de controle interno – art. 74
Será efetuado pelos Poderes Legislativo,
Executivo e Judiciário de forma integrada.
Trata-se de controle de natureza administrativa,
exercido sobre funcionários encarregados de executar os
programas orçamentários e aplicação do dinheiro
público.
∙ avaliar Plano Plurianual
(metas)
∙ Legalidade/avaliar resulta-
dos quanto a eficácia e
eficiência da gestão orça-
Finalidade mentária.
(art. 74 e ∙ Controle das operações de
Incisos) crédito, bem como direitos
e haveres da União.
∙ Apoiar controle externo.
∙ Responsabilidade Solidária ⇒ omissão dos
responsáveis pelo controle externo.
B) Sistema Controle Externo
O controle externo é função do Poder Legislativo
no âmbito federal do Congresso Nacional.
Consiste na função fiscalizadora do povo,
através de seus representantes.
É um controle de natureza política, mas sujeito a
previa apreciação técnico-administrativa do Tribunal de
Contas, com decisões administrativas e não
jurisdicionais.
C) Participação Popular
Ao cidadão, Partidos políticos, Associações e
Sindicatos abre-se pelo art. 74, § 2° a oportunidade de
participar do controle externo da Administração pública.
IV) Atribuições do TCN – art. 71, I ao XI.
1- Julgar contas dos administradores e responsáveis
pelo dinheiro público.
2- apreciar contas prestadas anualmente pelo Presidente
da República.
3- Apreciar para fins de registro os atos de admissão de
pessoal, aposentadoria da Administração pública direta e
indireta, salvo as nomeações em cargos em comissão.
4- Inspeção e auditoria de natureza contábil, financeira,
orçamentária por iniciativa própria, da Câmara dos
Deputados, Senado, CPI.
5- Fiscalizar contas nacionais das empresas
multinacionais cujo capital a União participe.
6- Fiscalizar recursos repassados pela União quanto a
sua aplicação, a Estado, DF ou Município.
7- Aplicar sanções previstas em lei.
8- Prestar informações solicitadas pelo Congresso sobre
fiscalização contábil, financeira, etc.
9- Determinar prazo para órgãos adotarem providencias
se verificada ilegalidade.
10- Sustar execução do ato impugnado, se não tomadas
as providências determinadas.
11- Representar ao poder competente sobre
irregularidades ou abusos apurados.
12- Elaborar relatórios trimestral e anualmente sobre
suas atividades e encaminha-las ao Congresso Nacional.
Art. 71, § 4°
do poder executivo do poder executivo
I – conceitos gerais I – conceitos gerais
Poder Executivo constitui, órgão constitucional cuja
função é a prática dos atos de chefia de Estado, de
governo e de administração.
II – Estrutura do Poder Executivo / Presidencialismo
∙ Chefe de Estado – O Presidente representa nas suas
relações internacionais, bem como corporifica a unidade
interna do estado. (art. 84, VII, VIII, XIX)
∙ Chefe de governo – o Presidente tem função de
gerência nos negócios internos, tanto os de natureza
política como administrativa, exercendo a liderança da
política nacional.
OBS.: sistema parlamentarista ⇒ chefe de governo ⇒ 1°
Ministro.
III – Eleição
∙ Sistema majoritário – art. 77
∙ Procedimento – maioria absoluta, não computados
brancos e nulos.
IV – Investidura e Posse
A) Ocorrendo morte do candidato eleito para presidente
após o 2° turno, porém antes da expedição do diploma, o
Vice-presidente deverá ser considerado eleito.
B) Posse ⇒ 1° de janeiro
∙ Após 10 dias da posse se o Presidente e vice não
assumirem, salvo força maior, o cargo será declarado
vago.
∙ Não comparece o Presidente e sim o vice ⇒ o vice
assume a presidência.
∙ Posse ⇒ no Congresso Nacional
Direito Constitucional –
V) Vacância da Presidência – art. 81 CF/88
Art. 82, 83 e 88
1° biênio 2° biênio
⊢ | ⊣
4 anos indireta (30 dias) ↳
Direta (90 dias)
∙ Ausência superior 15 dias ⇒ licença do Congresso –
art. 83 CF/88
VI) Atribuições do Presidente da República
A) Compete privativamente.
1. Nomear e exonerar Ministros
2. Exercer, com auxílio dos Ministros, a direção da
Administração Federal
3. Iniciar processo legislativo das leis que :
3.1- fixem ou modifiquem efetivos das Forças Armadas.
3.2- disponham sobre criação de cargos, funções ou
empregos públicos Administração pública direta e
autárquica
3.3- Servidores públicos da União seu regime jurídico,
provimento de cargos, estabilidade, aposentadoria
3.4- Organização do MP e da Defensoria pública da
União, bem como normas gerais e organização do MP e
DP dos Estados, DF e territórios.
3.5- Militares da Forças Armadas, seu regime jurídico,
provimento de cargos, promoções, estabilidade,
remuneração, reforma e XFR para reserva
3.6- criação e extinção de Ministérios e órgãos da
Administração pública.
4. Sancionar, promulgar e fazer publicar Leis, bem como
expedir decretos e regulamentos.
5. Vetar projetos de lei, total ou parcialmente
6. Manter relações com Estados estrangeiros
7. Celebrar tratados, convenções e atos internacionais
sujeitos a referendo do Congresso Nacional.
8. Decretar estado de defesa e do estado de sítio
9. Decretar e executar intervenção Federal
10. Conceder indulto e comutar penas
11. Exercer o comando supremos das Forças Armadas,
nomear os comandantes da Marinha, Exército,
Aeronáutica, promover os Oficiais Generais e nomeá-los
aos cargos privativos.
12. Nomear, após aprovação pelo Senado Federal, os
Ministros do Supremo, dos Tribunais superiores,
governadores de Território, PGR, Presidente e Diretores
do Banco Central.
13. Nomear Ministros do TCU.
14. Nomear os magistrados, nos casos previstos na
CF/88 e o AGU.
15. Nomear membros do Conselho da República
16. Convocar e presidir o Conselho da República e o
Conselho de Defesa Nacional.
17. Declarar guerra, nos casos de agressão estrangeira,
autorizado pelo Congresso Nacional ou referendado por
ele.
18. Celebrar paz, autorizado ou com referendo do
Congresso .
19. Conferir condecorações e distinções honoríficas
20. Permitir nos casos previstos em Lei complementar,
que forças estrangeiras transitem no território nacional
ou nele permaneçam temporariamente
21. Enviar ao Congresso Nacional Plano Plurianual e
projetos da LDO.
22. Prover e extinguir os cargos públicos federais, na
forma da Lei.
23. Prestar contas, anualmente, ao Congresso Nacional,
dentro de 60 dias do início da Sessão Legislativa.
VII) Da Responsabilidade do Presidente da República
1. Crimes de Responsabilidade ⇒ Atos que atentem
contra a Constituição, especialmente:
a) Existência da União
b) Livre exercício dos Poderes
c) Exercícios dos Direitos políticos, individuais e
sociais
d) Segurança interna do País
e) Probidade da Administração
f) Lei Orçamentária
g) Cumprimento das Leis e decisões judiciárias
OBS.: Crimes definidos em Lei Especial – Lei n° 1079/50
2. Procedimento / Competência
Admissibilidade da acusação ⇒ 2/3 da Câmara dos
Deputados
Crimes/contravenção comuns STF ⇨
Julgamento
Crimes responsabilidade Senado ⇨
Federal
3. Situação do Presidente
a) Infrações penais comuns se recebida denúncia/queixa
pelo STF suspende as funções do Presidente
b) Crimes de Responsabilidade, o mesmo acima, com
instauração do processo no Senado.
c) Prazo para julgamento: 180 dias, após se não
concluído julgamento cessa afastamento do Presidente.
d) Enquanto não tiver sentença condenatória não ser
preso nas infrações comuns.
VIII) Conselho da República
∙ Órgão superior de consulta do Presidente da República
relacionados com a soberania nacional e defesa do
Estado democrático tais como:
1. Opinar em hipóteses de declaração de guerra e
celebração de paz.
2. Opinar sobre decretação de Estado de Defesa, Estado
de Sítio e da Intervenção Federal.
3. Propor critérios e condições de utilização de áreas
indispensáveis à segurança do território nacional e a
defesa do Estado democrático.
B) Subsídios
Direito Constitucional – 39
Forma de remuneração efetuada em parcela única,
vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional,
abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie
remuneratória.
A Emenda Constitucional nº. 19/98 determinou de
FORMA OBRIGATÓRIA, para o membro do poder,
detentor de mandato eletivo, Ministros de Estado e os
Secretários Estaduais e Municipais e de FORMA
FACULTATIVA para os servidores públicos organizados
em carreira.
C) Contrato de Gestão
A autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos
órgãos e entidades da administração direta e indireta
poderá ser ampliada mediante contrato a ser firmado
entre seus administradores e o poder público.
A lei irá dispor a forma de avaliação:
. Prazo de duração do contrato;
. Controles e critérios de avaliação de desempenho,
direitos, obrigações e responsabilidade dos dirigentes;
. Remuneração do pessoal.
D) Regra geral de aposentadoria do servidor público
O art. 40 da Constituição Federal assegura aos
servidores titulares de cargos efetivos da União, dos
Estados, Distrito Federal e dos Municípios, incluídas
suas autarquias e fundações. As seguintes regras gerais
de aposentadoria:
· Invalidez permanente, sendo os proventos
proporcionais ao tempo de contribuição, exceto se
decorrente de acidente de serviço, moléstia profissional
ou doença grave, contagiosa ou incurável.
· Compulsoriamente, aos 70 anos de idade, com
proventos proporcionais.
· Voluntariamente, desde que cumprido tempo mínimo
de 10 anos de efetivo exercício no serviço público, e 5
anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria,
observada as seguintes condições.
1 – 60 anos de idade e 35 anos de contribuição se
homem e 55 anos de idade e 30 anos de contribuição se
mulher com proventos integrais.
2 – 65 anos de idade se homem e 60 anos de idade se
mulher com proventos proporcionais.
Observações:
A Constituições veda tratamento diferenciado quando da
adoção dos critérios e requisitos para concessão de
aposentadoria do servidor público, salvo quando tratar
de:
. Portadores de deficiência;
. Quem exerce atividade de risco;
. Quem exerce atividades exercidas sob condições
especiais que prejudiquem a saúde ou integridade física.
E) Pensão por morte
A regra vale tanto para o servidor aposentado quanto
para aquela que tenha falecido ainda no serviço ativo.
“A pensão por morte será igual ao valor da totalidade dos
proventos ou remuneração do servidor falecido até o
limite máximo estabelecido para benefícios do regime
geral do beneficio do RGPS de que trata o art. 201,
acrescido de 70% da parcela excedente a este limite.”
F) Estabilidade do Servidor Público
A estabilidade do servidor público dar-se-á após 3 (três)
anos de efetivo exercício.
O Servidor Público estável só perderá o cargo:
a) Em virtude de sentença Judicial transitada em julgado.
b) Mediante processo administrativo em que lhe seja
assegurada ampla defesa.
c) Mediante procedimento de avaliação periódica de
desempenho.
. Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor
estável será ele reintegrado e o eventual ocupante da
vaga, se estável, reconduzido ao cargo de origem, sem
direito a indenização, aproveitado em outro cargo posto
em disponibilidade com remuneração proporcional ao
tempo de serviço.
Extinto o cargo ou declarada sua desnecessidade o
servidor estável ficará em disponibilidade.
G) Considerações finais
. Tempo de contribuição do servidor será contabilizado
para efeito de aposentadoria e tempo de serviço
correspondente para efeito de disponibilidade.
. O servidor ocupante de cargo em comissão, bem como
os de cargo temporário ou emprego público aplica-se o
RGPS.
. Incidirá contribuição sobre os proventos de
aposentadoria e pensões concedidas pelo regime de que
trata o Jurídico respectivo que superem o limite máximo
estabelecido para os benefícios do RGPS, com
percentual igual ao estabelecido para os servidores
titulares.
No caso de portador de doença incapacitante a parcela
excedente será calculada com base no dobro do limite
máximo estabelecido para os benefícios do RGPS.
Direito Constitucional –
poder
poder

judi ci ári o
judi ci ári o
I – DISPOSIÇÕES GERAIS
1 – CONCEITO
O poder judiciário é um dos três poderes
clássicos consagrado como poder autônomo e
independente vital ao Estado democrático de direito, pois
sua função não consiste simplesmente em administrar a
justiça, mas na verdade a função de preservar os
princípios da legalidade e igualdade sem os quais os
demais não teriam efeitos.
Como dizia Zaffaroni “A chave do poder judiciário
se acha no conceito de independência”.
A independência judicial constitui um direito
fundamental dos cidadãos, inclusive o direito à tutela
jurisdicional e o direito a um processo e julgamento por
um Tribunal independente e imparcial
2 – ÓRGÃOS DO PODER JUDICIÁRIO
Direito Constitucional – 41
STF
TSE
Juiz
Eleitoral
TST
Juiz do
Trabalho
Juiz /
Auditoria
Militar
TRE TRT TM
Juiz
Estadual
Juiz
Federal
TJ TRF
STJ
CNJ
STM
Ministros
Juiz
3ª Instância ou
Instância Superior
2ª Instância
1ª Instância
Ministros
JUSTIÇA COMUM JUSTIÇA ESPECIAL
STF – Supremo Tribunal Federal
STJ – Superior Tribunal de Justiça
TSE – Tribunal Superior Eleitoral
STM – Superior Tribunal Militar
TST – Tribunal Superior do Trabalho
TJ – Tribunal de Justiça
TRE – Tribunal Regional Eleitoral
TM – Tribunal Militar
Observação:
. STF, CNJ e os Tribunais Superiores têm sede
em Brasília.
. O STF e os Tribunais Superiores têm Jurisdição
em todo Território Nacional.
. A EC 45/04 criou no âmbito do Poder Judiciário,
o Conselho Nacional de Justiça. O seu aparecimento no
quadro estrutural anterior dá-se em virtude deste órgão
não possuir competências jurisdicionais.
3 – FUNÇÕES TÍPICAS E ATÍPICAS
A função típica do Poder Judiciário é a
Jurisdicional, ou seja, julgar aplicando a Lei a um caso
concreto.
O Judiciário, porém, como demais poderes do
Estado possuem outras funções, denominadas atípicas,
de natureza Administrativa e Legislativa.
. Natureza Administrativa. São funções do Poder
Judiciário:
a) Prover de acordo com a Constituição os cargos
de Juiz de Carreira na respectiva Jurisdição –
Art. 96, I, c;
b) Conceder férias aos seus membros – Art. 96, I, f;
. Natureza Legislativa. São funções do Poder
Judiciário:
a) Edição de normas regimentais. Dispondo sobre
competência e o funcionamento dos respectivos
órgãos.
4 – PRINCÍPIOS DA MAGISTRATURA
A) GERAL:
Lei Complementar de iniciativa do STF disporá
sobre o Estatuto da Magistratura, observados os
princípios abaixo listados.
B) PRINCÍPIOS ORGANIZACIONAIS
Estes princípios tratados no art. 93 e incisos da
Constituição Federal, com nova redação dada pela EC
45/04, disporá sobre o Estatuto da Magistratura.
B.1) INGRESSO NA CARREIRA – Cargo inicial
de Juiz substituto mediante concurso de provas e títulos,
com a participação da OAB.
B.2) PROMOÇÃO DE ENTRÂNCIA PARA
ENTRÂNCIA –Alternadamente por merecimento e
antiguidade, de acordo com as normas:
a) Obrigatoriamente de promoção do Juiz que
figurar 3 vezes alteradas ou 5 consecutivas na lista de
merecimento.
b) Funcionar pelo menos, nos casos de
merecimento, a 2 (dois) anos na respectiva entrância e
integrar a lista da 1/5 primeira quinta parte.
c) No caso de antiguidade o Tribunal só poderá
recusar o Juiz mais antigo pelo voto fundamentado de
2/3 dos seus membros, assegurado ampla defesa.
d) A aferição por merecimento levará em conta a
presteza e produtividade no exercício da jurisdição, bem
como o aproveitamento nos cursos freqüentados.
B.3) A promoção aos tribunais de 2º grau far-se-
á por antiguidade ou merecimento.
B.4) Subsídio dos Ministros dos Tribunais
Superiores corresponderá a 95% do subsídio mensal
fixado para os Ministros do Supremo Tribunal Federal.
B.5) O Juiz titular residirá na comarca, salvo
autorização do Tribunal.
B.6) Previsão de cursos de aperfeiçoamento,
preparação e promoção dos magistrados, inclusive
obrigando os juízes substitutos a participação em curso
oficial ou reconhecido por Escola Nacional de Formação
e Aperfeiçoamento de Magistrados.
B.7) A aposentadoria dos magistrados e a
pensão dos seus dependentes seguem as normas do art.
40 – da Administração Pública – Servidores Públicos.
B.8) O ato de remoção, disponibilidade e
aposentadoria do magistrado, por interesse público, será
baseada em decisão por voto da maioria absoluta do
respectivo Tribunal ou do Conselho Nacional da Justiça.
B.9) Todos os julgamentos dos órgãos do Poder
Judiciário serão públicos e fundamentadas todas as
decisões, sob penalidade, podendo a lei limitar presença
em determinados atos.
B.10) Os Tribunais com número superior a 25
julgadores, poderão criar Órgão Especial com mínimo de
11 e máximo de 25 membros, para funções
administrativas e judiciais delegadas da competência do
Direito Constitucional –
Tribunal Pleno, provendo-se metade das vagas por
antiguidade e a outra metade por eleição pelo Tribunal
Pleno.
Obs.: 1/5 dos lugares dos TRFs, dos Tribunais
dos Estados será composto de membros do Ministério
Público com mais de 10 anos de carreira e de advogados
de notório saber jurídico e de reputação ilibada,
indicados em lista sêxtupla pelos órgãos de
representação das respectivas classes.
5 – GARANTIA AOS MEMBROS
A) GARANTIAS DE LIBERDADE
A.1) VITALICIEDADE
Os magistrados possuem constitucionalmente as
garantias da vitaliciedade, inamovibilidade e
irredutibilidade de subsolo.
A vitaliciedade no primeiro grau somente é
adquirida após o chamado estágio probatório, ou seja,
após 2 (anos) de efetivo exercício da carreira. Os
magistrados dos tribunais superiores, ou mesmo os
advogados e membros do Ministério Público que
ingressem nos Tribunais Estaduais ou Federais, pelo
Quinto Constitucional adquirem vitaliciedade
imediatamente no momento da posse.
A exceção prevê um abrandamento da
vitaliciedade dos Ministros do STF ao consagrar no art.
52 da Constituição Federal a competência privativa do
Senado Federal para processar e julgar os Ministros do
STF por crime de responsabilidade.
A perda do cargo no período de estágio
probatório dar-se-á por deliberação do próprio Tribunal e
nos demais casos por sentença judicial transitada em
julgado.
A.2) INAMOVIBILIDADE
Uma vez titular do respectivo cargo, o Juiz somente
poderá ser promovido ou removido por iniciativa própria
nunca ex-offício de qualquer autoridade, salvo por motivo
de interesse público pelo voto da maioria absoluta do
respectivo Tribunal ou do Conselho Nacional de Justiça –
CNJ, assegurada a ampla defesa. Arts. 93, VIII; 95, II e
103-B, § 4º, III.
A.3) IRREDUTIBILIDADE DE SUBSÍDIOS
O subsídio do Magistrado não pode ser reduzido como
forma de pressão dos poderes outros, garantindo-lhes o
livre exercício das suas funções.
Jurídica – não diminuição nominal nos subsídios
Irredutibilidade
Real – não diminuição dos subsídios acrescidos
das correções inflacionárias
O STF já decidiu pela existência da
irredutibilidade jurídica, negando o direito à atualização
monetária.
6 – VEDAÇÕES AOS MEMBROS
Aos Juízes é vedado:
a) Exercer, ainda que em disponibilidade, outro
cargo ou função, salvo uma de magistério;
b) Receber, a qualquer título ou pretexto, custas ou
participação em processo;
c) Receber, a qualquer título ou pretexto, auxílios
ou contribuições de pessoas físicas, entidades
públicas ou privadas, ressalvadas as exceções
previstas na lei.
d) Dedicar-se à atividade política partidária;
e) Exercer a advocacia no juízo ou tribunal do qual
se afastou, antes de decorridos 3 (três) anos de
afastamento do cargo por aposentadoria ou
exoneração.
7 – COMPETÊNCIAS DOS TRIBUNAIS
1 – COMPETE PRIVATIVAMENTE AOS
TRIBUNAIS
a) Eleger seus órgãos diretivos e elaborar seus
regimentos internos;
b) Organizar suas secretarias e serviços
auxiliares e os dos juízos que lhe forem vinculados,
velando pelo exercício da atividade correcional
respectiva
Art. 96. Compete privativamente:
I - aos tribunais:
a) eleger seus órgãos diretivos e elaborar seus
regimentos internos, com observância das normas de
processo e das garantias processuais das partes,
dispondo sobre a competência e o funcionamento dos
respectivos órgãos jurisdicionais e administrativos;
b) organizar suas secretarias e serviços
auxiliares e os dos juízos que lhes forem vinculados,
velando pelo exercício da atividade correicional
respectiva;
c) prover, na forma prevista nesta Constituição,
os cargos de juiz de carreira da respectiva jurisdição;
d) propor a criação de novas varas judiciárias;
e) prover, por concurso público de provas, ou de
provas e títulos, obedecido o disposto no art. 169,
parágrafo único, os cargos necessários à administração
da Justiça, exceto os de confiança assim definidos em
lei;
f) conceder licença, férias e outros afastamentos
a seus membros e aos juízes e servidores que lhes
forem imediatamente vinculados;
II - ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais
Superiores e aos Tribunais de Justiça propor ao Poder
Legislativo respectivo, observado o disposto no art. 169:
a) a alteração do número de membros dos
tribunais inferiores;
b) a criação e a extinção de cargos e a
remuneração dos seus serviços auxiliares e dos juízos
que lhes forem vinculados, bem como a fixação do
subsídio de seus membros e dos juízes, inclusive dos
tribunais inferiores, onde houver;
c) a criação ou extinção dos tribunais inferiores;
d) a alteração da organização e da divisão
judiciárias;
III - aos Tribunais de Justiça julgar os juízes
estaduais e do Distrito Federal e Territórios, bem como
os membros do Ministério Público, nos crimes comuns e
de responsabilidade, ressalvada a competência da
Justiça Eleitoral.
Direito Constitucional – 43
8 – DECLARAÇÃO DE
INCONSTITUCIONALIDADE INCIDENTAL PELOS
TRIBUNAIS
Somente pelo voto da maioria absoluta de seus
membros ou dos membros do respectivo Órgão Especial
poderão os tribunais de declararem inconstitucionalidade
de lei ou ato normativo do poder público.
Se a alegação dor rejeitada prosseguirá o
julgamento.
Se acolhida será lavrado o acórdão para
submeter à questão ao tribunal pleno por órgão especial.
Os órgãos fracionários dos tribunais não poderão
submeter ao plenário ou Órgão Especial a argüição de
inconstitucionalidade, quando já houver pronunciamento
do STF sobre a questão ou do próprio tribunal.
9 – OUTROS TRIBUNAIS – ART. 98
1 – A União e os Estados criarão de juizados
especiais providos por juízes togados, ou togados e
leigos competentes para conciliação, o julgamento e a
execução de causas cíveis de menor complexidade e
infrações penais de menor potencial ofensivo. Destas
decisões cabe recurso a ser julgado por turmas de juízes
de 1º grau.
As Leis criadas foram:
. Estadual – Lei nº 9099/95;
. Federal – Lei nº 10259/01.
2 – A justiça de paz também poderá ser criada
nos Estados, na forma de Lei Ordinária, para funcionar
na celebração de casamentos.
Esta justiça será composta de cidadão eleitos
pelo voto direto e secreto, com mandato de 4 (quatro)
anos.
10 – AUTONOMIA DO PODER JUDICIÁRIO
Ao poder judiciário é conferida autonomia
administrativa e financeira.
O encaminhamento das propostas orçamentárias
compete no âmbito da União aos Presidentes do STF e
do STJ, com aprovação dos respectivos tribunais.
No âmbito dos Estados, DF aos Presidentes dos
Tribunais de Justiça caberá o encaminhamento da
proposta orçamentária do tribunal.
Algumas determinações constitucionais nos
mostra o envolvimento do Poder Executivo no tratamento
desta proposta orçamentária.
11 – DOS PRECATÓRIOS – ART. 100
A) Considerações iniciais
A Constituição Federal no seu art. 100, disciplina
os pagamentos devidos pela fazenda Federal, Estadual e
Municipal, em virtude de sentença judiciária, com
finalidade de assegurar isonomia entre os credores,
impedindo violação ao princípio da impessoalidade, pelo
favorecimento por razões políticas ou pessoais.
Adotou o legislador constituinte a regra da ordem
dupla dos precatórios, que consiste na obediência
cronológica das requisições judiciais de pagamento de
créditos de natureza alimentícia, que detém preferência,
e de créditos de outras naturezas, de forma paralela.
O caput do art. 100 determina que haja uma
ordem cronológica de precatórios para os créditos
alimentares e outra ordem cronológica para os créditos
não alimentares.
O texto constitucional determina ainda:
a) Ser obrigatória a inclusão no orçamento das
entradas de direito público, de verba necessária ao
pagamento dos precatórios apresentados até 1º de julho,
fazendo-se o pagamento até o final do exercício
seguinte, com valores atualizados monetariamente.
B) Débitos de natureza alimentícia:
- salários;
- vencimentos;
- proventos;
- pensões e suas complementações;
- benefícios previdenciários;
- indenização por morte ou invalidez.
C) Não se aplica a regra de expedição de
precatórios nos casos de pagamento de obrigações
definidas como de pequeno valor. E de pequeno valor:
. No âmbito Federal, Estadual e Distrito Federal –
40 salários mínimos;
. No âmbito Municipal – igual ou inferior a 30
salários mínimos.
D) É vedado o fracionamento, quebra do valor de
execução a fim de que seu pagamento não se faça na
forma estabelecida pela Constituição.
E) Os valores fixados como pequeno valor
poderão ser modificados por lei. Segundo as diferentes
capacidades das entidades públicas.
F) Comete crime de responsabilidade o
Presidente de Tribunal que frustrar retardar a liquidação
regular de precatório.
G) O não pagamento de débitos oriundos de
sentenças judiciais constantes de precatórios poderá
constituir desobediência à ordem jurídica, autorizando
decretação de intervenção Federal.
II – DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
1. COMPOSIÇÃO
O Supremo Tribunal Federal compõe-se de 11
membros, divididos em duas turmas, com 5 membros de
cada uma.
O Presidente participa das sessões plenárias apenas.
O Presidente da República, presentes os requisitos
constitucionais para investidura, escolhe livremente o
candidato, que será sabatinado pelo Senado Federal,
devendo ser aprovado por maioria absoluta de seus
membros para poder ser nomeado pelo Presidente da
República.
. Requisitos constitucionais:
a) Idade: 35 a 65 anos;
b) Ser brasileiro nato;
c) Ser cidadão;
d) Notável saber jurídico e reputação ilibada.
Direito Constitucional –
Não exige ao membro do STF a obrigatoriedade
do bacharelado em ciências jurídicas.
2. COMPETÊNCIAS DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL
As competências do STF são definidas nos arts.
102 a 103 da Constituição Federal.
Doutrinariamente podemos dividir as
competências do STF em dois grupos:
- originária;
- recursal.
A competência originária acontece quando o
Supremo é acionado diretamente através de questões
que o tribunal analisará em única instância.
Porém pode-se chegar ao STF através de
recursos ordinários ou extraordinários e nestes casos o
Tribunal analisará a questão em última instância.
. Questões em única instância – competência
originária;
. Questões em última instância – competência
recursal.
2.1 – Competência originária
a) Controle de constitucionalidade.
Uma das mais importantes tarefas do STF é o
controle de constitucionalidade das leis e atos
normativos conforme previsto no art. 102, I, “a”.
Aqui estamos falando de Ação Direta de
Inconstitucionalidade de Lei ou Ato Normativo Federal ou
Estadual ou Controle Concentrado (ADIN) e também de
Ação Declaratória de Constitucionalidade de Lei ou Ato
Normativo Federal, também em Controle Concentrado.
Controle Concentrado pois as ações serão
julgados sempre pelo Supremo Tribunal Federal.
b) O Supremo tem também a incumbência de
processar e julgar originariamente os casos em que os
direitos fundamentais das mais altas autoridades da
República forem violados, ou até mesmo, quando estas
autoridades estiverem violando os direitos fundamentais
dos cidadãos. Isto está previsto no art. 102, I, d, i e q.
b.1) Habeas Corpus, sendo paciente, o
Presidente da República, o Vice-Presidente da
República, o Vice-Presidente, os membros do Congresso
Nacional, seus próprios Ministros, o PGR, os Ministros
de Estado, os membros dos Tribunais Superiores, os do
Tribunal de contas da União e os chefes de missão
diplomática de caráter permanente – art. 102, I, d, 1ª
parte.
b.2) Mandado de Segurança e o Habeas Data
contra atos:
- do Presidente da República;
- das Mesas da Câmara dos Deputados e do
Senado Federal;
- do Tribunal de contas da União;
- do PGR;
- do STF, de acordo com art. 102, I, d, parte final.
b.3) Habeas Corpus quando o coator for Tribunal
Superior ou quando o coator ou paciente for autoridade
ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à
jurisdição do STF, ou se trate de crime sujeito à
jurisdição do STF em única instância, de acordo com art.
102, I, i.
b.4) Mandado de Injunção, quando a elaboração
da Norma Regulamentadora for atribuição do Presidente
da República, do Congresso Nacional, da Câmara dos
Deputados, do Senado Federal, das Mesas de uma
dessas casas, do Tribunal de contas da União, dos
Tribunais Superiores ou do próprio STF, de acordo com
o art. 102, I, p.
c) Infrações penais – art. 102, I, b e c
Dentro da competência originária do STF no tocante as
infrações penais, crimes e contravenções, competem ao
STF processar e julgar:
c.1) Nas infrações penais comuns o Presidente
da República, Vice-Presidente da República, membros
ao Congresso Nacional, seus próprios Ministros e o
PGR, de acordo com o art. 102, II, b.
c.2) Nas infrações penais comuns e nos crimes
de responsabilidade, os Ministros de Estado, os
Comandantes da Marinha, do Exercito e da Aeronáutica,
salvo nos crimes conexos cometidos pelo Presidente da
República de competência do Senado Federal, quanto
aos crimes de responsabilidade dos membros dos
Tribunais Superiores, dos Tribunais da União e dos
membros de missão diplomática de caráter permanente,
de acordo com art. 102, I, c.
d) CNJ / CNMP
Compete ao STF processar e julgar as ações
contra o CNJ e o CNMP, muito embora seja competência
do Senado Federal o processo e o julgamento dos
membros de ambos os Conselhos nos crimes de
responsabilidade (art. 52, II).
Se a infração penal comum tiver sido praticada
por parlamentar, antes da diplomação, ou pelas demais
autoridades antes da posse, e tendo cessado mandato
ou exercício do cargo e se o processo não tiver sido
encerrado, os autos deverão ser remetidos ao juízo de
origem.
e) CONFLITO DE COMPETÊNCIA
A definição de competência caberá ao Supremo
Tribunal Federal, competindo-lhe julgar conflitos de
competência entre Tribunais Superiores, entre o STJ e
quaisquer Tribunais e entre estes e qualquer outro
Tribunal, de acordo com art. 102, I, o.
O STF não será competente para dirimir
eventuais DÚVIDAS sobre competência envolvendo o
STJ e Tribunais Regionais e Estaduais, pois aqui temos
problema de hierarquia de jurisdição e não de conflito.
Ressalte-se finalmente que inexiste conflito de
competência entre o STF e qualquer outro Tribunal, uma
vez que é a própria corte que define sua competência.
e) DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO
FUNDAMENTAL CONSTITUCIONAL – ADPF
. O que é Preceito Fundamental?
São normas que definem os Princípios
Fundamentais da República do Brasil (art. 1º ao 4º),
aquelas que definem os princípios constitucionais
sensíveis (art. 34, VII).
O legislador concedeu ao Supremo Tribunal
Federal a competência para apreciar as argüições de
descumprimento a esses preceitos fundamentais, de
acordo com art. 102, § 1º da CF/88.
São legitimados para propor esta ação os
mesmos para proposição de ADIN (Ação Direta de
Inconstitucionalidade), art. 103 da CF/88.
Direito Constitucional – 45
2.2 – COMPETÊNCIA RECURSAL
O STF também pode ser acionado via recursal,
através de recursos ordinários ou extraordinários.
a) RECURSO ORDINÁRIO
Compete ao STF julgar em recurso ordinário:
. Crime político;
. Habeas corpus, o mandado de segurança, o
habeas data e o mandado de injunção decididos em
única instância pelos Tribunais Superiores, se
denegatória a decisão.
Necessita da presença dos seguintes requisitos:
1. Julgamento dos remédios constitucionais
pelos Tribunais Superiores, ou seja: STJ, TSE, STM,
TST;
2. Quando a decisão tiver sido originária, ou seja,
os Tribunais Superiores não podem ter reformado ou
mantido qualquer decisão anterior, mas sim julgado em
instância única.
3. Quando a decisão tiver sido denegatória. A
expressão “DECISÕES DENEGATÓRIAS” engloba tanto
decisões de mérito quanto as que extinguem processo
sem julgamento do mérito.
b) RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Competem ao STF mediante recurso
extraordinário, as causas decididas em única ou última
instância, quando a decisão recorrida:
. Contratar dispositivo desta Constituição;
. Declarar a inconstitucionalidade de tratado ou
Lei Federal;
. Julgar válida Lei ou Ato do Governo local
contestado em face desta Constituição;
. Julgar válida Lei local contestada em face de
Lei Federal.
A Constituição Federal ao prever o recurso
extraordinário de causas decididas em única ou última
instância, permite seu cabimento de decisões
interlocutórias, desde que presentes os demais requisitos
constitucionais.
Saliente-se que somente é cabível a interposição
de recurso extraordinário se esgotados todos os meios
recursais ordinários.
Cabe recurso extraordinário das decisões de juiz
singular (quando inexistir recurso ordinário) e das turmas
recursais dos juizados especiais criminais e cíveis.
Esta competência recursal extraordinária do STF
serve para assegurar a supremacia das normas
constitucionais.
2.3 – CONSIDERAÇÕES FINAIS
a) As decisões definitivas de mérito, proferidas
pelo STF, nas ações diretas de inconstitucionalidade
produzirão eficácia contra todos e efeito vinculante,
relativamente aos demais Órgãos do Poder Judiciário e a
Administração Pública Direta e Indireta, na esfera
Federal, Estadual e Municipal.
b) Efeito vinculante x súmula vinculante
A Instituição da súmula vinculante, pela EC nº.
45/04 corresponde à necessidade de reforço à idéia de
uma única interpretação jurídica pra o mesmo texto
constitucional ou legal, de maneira assegura-se
segurança jurídica e o princípio da igualdade, no sentido
de conceder às normas jurídicas uma interpretação única
e igualitária.
c) Tratamento Constitucional da súmula
vinculante
O STF poderá de ofício ou por provocação,
mediante decisão de 2/3 de seus membros, poderá
aprovar súmula, que a partir de sua publicação terá
efeito vinculante em relação aos demais Órgãos do
Poder Judiciário e á Administração Pública Direta e
Indireta, nas esferas Federal, Estadual e Municipal, bem
como proceder a sua revisão ou cancelamento na forma
da lei.
A aprovação, revisão ou cancelamento da
súmula poderá ser provocada por qualquer dos
legitimados a propor ação direta de inconstitucionalidade.
Vale ressaltar que o Ato Administrativo ou
decisão judicial que contrariar súmula aplicável ou que
indevidamente aplicar, caberá reclamação ao STF, que
julgando-a anulará o Ato Administrativo ou cassará a
decisão judicial reclamada.
3 – CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE
Existem entre outras duas espécies de controle
de constitucionalidade:
. Quanto à natureza do órgão que vai exercer:
- Político – Poder Legislativo, Poder Executivo,
Ministério Público e Tribunais de Contas.
- Judicial – Juízes ou órgãos do Poder Judiciário
. Quanto ao momento:
- Preventivo – durante a elaboração da norma
- Repressivo – quando exercido sobre a norma
pronta
. Controle de constitucionalidade judicial:
O controle de constitucionalidade judicial pode
ser classificado em:
1. Quanto ao órgão competente:
- Difuso – qualquer órgão jurisdicional
- Concentrado – STF
2. Quanto ao modo de exercício:
- Principal
- Indicidental
Ao STF foi concedido a competência exclusiva
de processar e julgar originariamente as ações direitas
de inconstitucionalidade (ADIN), ações declaratória de
constitucionalidade (ADECON) e as ações da argüição
de descumprimento de preceito fundamental (ADPF).
São legitimados a propor essas ações:
- Presidente da República;
- Mesa do Senado Federal;
- Mesa da Câmara dos Deputados;
- Mesa da Assembléia Legislativa ou da Câmara
Legislativa do DF;
Direito Constitucional –
- Governador do Estado e do DF;
- Procurador Geral da República;
- Conselho Federal da OAB;
- Partido Político com representação ao
Congresso Nacional;
- Confederação sindical ou entidade de classe de
âmbito nacional.
. O PGR deverá ser previamente ouvido nas
ações de inconstitucionalidade e em todos os processos
de competência do STF.
. Quando o STF apreciar a inconstitucionalidade
citará previamente o AGU (Advogado Geral da União)
que defenderá o ato ou texto impugnado.
. Nem todos legitimados poderão propor ADINs,
sem comprovar o interesse de agir na ação: Temos aqui
o instituto da pertinência temática definida como o
requisito objeto da relação de pertinência entre a defesa
do interesse específico do legitimado e objeto da própria
ação.
Exige-se a prova da pertinência para:
. Mesa da Assembléia Legislativa.
. Mesa da Câmara Legislativa do DF
. Governador de Estado e do DF
. Confederação sindicais, entidades de classe
III – SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - STJ
1 – Composição
O Superior Tribunal de Justiça compõe-se de, no
mínimo 33 ministros escolhidos pelo chefe do Poder
Executivo, porém não livremente, pois obrigatoriamente,
deverão ser:
. 1/3 de Juízes dos TRFs
. 1/3 de Desembargadores dos Tribunais de
Justiça Estaduais
. 1/6 de Advogados
. 1/6 de membros do Ministério Público Federal,
Estaduais e Distrital
No caso dos TRFs e TJs o próprio Superior
Tribunal de Justiça elaborará lista tríplice e enviará ao
Presidente da República.
Todos eles deverão ser aprovados, de acordo
com a ECAS/04, pela maioria absoluta do Senado
Federal para posteriormente ser nomeado pelo
Presidente da República.
2 – Competência
Assim como podemos afirmar que o STF é o
guardião da Constituição afirmadas que o STJ é o
guardião do ordenamento jurídico Federal.
Podemos dividir as competências do STJ
também em originarias e recursal.
2.1 – Competência originária
Também chamada de competência de única
instância.
A) O Superior Tribunal de Justiça tem
competência para julgar em única instância os casos em
que os direitos fundamentais de altas autoridades da
República, que não estejam sob a jurisdição do STF,
estiverem sob ameaça ou concreta violação, ou quando
elas estiverem violando os direitos fundamentais aos
cidadãos. Isto está previsto no art. 105, I, b e c.
A.1 – Mandado de Segurança e Habeas Data
É competência do STJ processar e julgar
originariamente Mandados de Segurança e Habeas Data
contra ato de Ministro de Estado, dos Comandantes da
Marinha, Exército ou Aeronáutica ou do próprio STJ.
A. 2 – Habeas Corpus
É competência do STJ processar e julgar
originariamente quando o coator ou paciente for Ministro
de Estado, comandantes da Marinha, Exercito ou
Aeronáutica, ou quando o coator for Tribunal sujeito a
sua jurisdição e Governadores de Estado DF,
Desembargadores dos TJs; membros dos TCEs, TRFs,
TREs, TRTs; membros dos Conselhos de Contas e
Tribunais de Contas do Município e os do Ministério
Público da União.
B) Das infrações penais:
B.1 – Processar julgar nos crimes comuns
- Governador de Estados e do Distrito Federal
B.2 – Processar e julgar nos crimes comuns e de
responsabilidade:
- Desembargadores dos TJs;
- Membros dos TCEs;
- Membros dos Tribunais de 2ª instanciam, salvo
militar;
- Membros dos Conselhos ou Tribunais de
contas do Município;
- Membro do Ministério Público da União.
C) Demais competências – julgar e processar:
- Conflitos de competência entre quaisquer
Tribunais salvo os de competência do STF, bem como
conflito entre Tribunais e Juízes a ele não vinculados e
conflito entre Juízes vinculados a outros Tribunais.
- Revisões criminais e as ações rescisórias de
seus julgados.
- Conflitos de atribuições entre autoridades
administrativas e judiciárias da União, entre autoridades
jurídicas de um Estado e Administrativa de outro Estado.
- Mandado de Injunção, quando a elaboração da
norma regulamentadora for atribuição de órgão, entidade
ou autoridade Federal, da Administração direta ou
indireta, salvo os casos de competência do STF, e
órgãos da Justiça Militar, eleitoral, trabalho e Federal.
- Homologação de sentenças estrangeiras.
- Concessão de exequatur às cartas rogatórias,
que era antiga competência do STF (EC 45/04).
2.2 – Competência recursal
O STJ pode ser acionado, via recursal, seja
através de recursos ordinários ou especiais.
A) Recurso ordinário:
Compete ao STJ julgar, em recurso ordinário:
Direito Constitucional – 47
. Habeas corpus decididos em única ou última
instância pelos TRFs ou pelos Tribunais dos Estados, DF
quando a decisão for denegatória.
. Mandados de Segurança decididos em única
instância pelos TRFs, TJs quando denegatória a decisão.
. As causas em que forem partes Estado
estrangeiro ou organismo internacional de um lado, e, de
outro, Município ou pessoa residente ou domiciliada no
país.
B) Recurso Especial
Compete ao STJ julgar mediante recurso
especial as causas decididas em única ou última
instância pelos TRFs, TJs quando a decisão recorrida.
B.1 – Contrariar tratado ou Lei Federal ou negar-
lhe vigência.
Aqui pretende-se evitar a inobservância do
direito Federal, o seu descumprimento.
B.2 – Julgar válido ato do Governo local
contestado em fase de Lei Federal.
A EC 45/04 transferiu competência recursal do
STJ para o STF quando a decisão recorrida julgar válida
lei local contestada em face de Lei Federal, mas em se
tratando de ato de Governo local permanece a
competência com o STJ.
3.3 – Der a Lei Federal interpretação divergente
da que lhe haja atribuído outro tribunal.
Isto não vale para divergência entre julgados do
mesmo Tribunal.
A mais importante função do recurso especial é
uniformizar a interpretação do direito federal no país,
quando houver divergência envolvendo tribunais
diferentes inclusive sendo o próprio STJ.
IV – DOS TRIBUNAIS E JUÍZES DOS
ESTADOS
1 – Considerações gerais:
Os Estados organizarão sua justiça baseando-se
nos princípios constitucionais.
Outros preceitos deverão ser seguidos, tais
como:
A) A competência dos tribunais será definida na
Constituição do Estado, sendo a lei de organização
judiciária (CODJERJ) de iniciativa do TJ.
B) Instituição de representação de
inconstitucionalidade de leis ou atos normativos
Estaduais ou Municipais em face da Constituição
Estadual.
C) A possibilidade de criação por Lei Estadual,
mediante proposta, da Justiça Militar Estadual,
constituída, nos da EC 45/04.
A organização desta Justiça Militar determina
que atuem em 1º grau os juízes de direito e Conselhos
de Justiça e em 2º grau o próprio TJ ou Tribunal de
Justiça Militar, nos Estados em que o efetivo Militar seja
superior a 20.000 integrantes.
D) À Justiça Militar Estadual compete processar
e julgar os Militares dos Estados (Policia Militar e Corpo
de Bombeiros e Militar, nos crimes definidos em Lei e
ações contra atos de disciplina Militar, ressalvada a
competência do Júri quando a vítima for civil.
É o Tribunal quem vai decidir também sobre a
perda do posto e da patente dos oficiais e graduação das
praças.
E) O Tribunal de Justiça poderá funcionar de
forma descentralizada, constituindo Câmaras Regionais,
a fim de assegurar acesso do jurisdicionado à justiça em
todas as fases do processo.
2 – Conflitos fundiários
Para dirimir estes conflitos o TJ proporá criação
de varas especializadas, com competência exclusiva
para questões agrárias, contando sempre que
necessário com a presença do Juiz no local do litígio.
V – DAS FUNÇÕES ESSENCIAIS A
JUSTIÇA
1. ORIGEM DO MP
Divergência entre os doutrinadores:
1ª corrente:
Grécia na figura dos “éforos”  agentes púbicos
encarregados da defesa da cidadania e das viúvas de
guerreiros mortos em batalha.
Egito na figura dos “magiaí”  encarregados da
persecução penal. Funcionário real do Faraó, castigando
os criminosos, protegendo cidadãos pacíficos, sendo pai
do órfão e o marido da viúva.
2ª corrente:
França, 1302, nas ordenações de Felipe IV – O
Belo, na figura dos “procuradores do rei”  funcionários
encarregados de fiscalizar as atividades fazendárias.
Estes funcionários denominavam seu ofício de
“Ministério Público”.
Nas audiências eles ficavam sentados numa
espécie de estrado onde o magistrado presidia audiência
 P arquet .
2. CONCEITO
2.1 – Instituição permanente (Art. 127 da CF):
A expressão permanente acrescida da condição
essencial à função jurisdicional do Estado, gera reflexos
impeditivos ao poder de reforma da Constituição, com a
finalidade de extirpar do texto constitucional o MP.
A Carta Magna protegendo o Parquet, o elevou a
condição de cláusula pétrea criando uma limitação de
ordem material para tramitação de qualquer emenda que
Direito Constitucional –
restrinja as características estabelecidas pelo poder
constitucional originário.
É crime de responsabilidade do Presidente da
República e do governador do Estado qualquer ato
atentatório ao livre exercício do MP.
2.2 – Defesa da ordem jurídica:
Este objetivo de “fiscal da lei” não significa que o
MP deva zelar pelo cumprimento fiel de cada uma das
leis do País, mas sim daquelas que se insiram dentro
das finalidades gerais da instituição.
2.3 – Defesa do Regime Democrático:
A função de defesa do regime democrático
vincula o MP estritamente ao Estado de Direito. O
Estado de Direito está ligado à possibilidade do povo,
livremente, tomar decisões concretas em matéria política
ou, ao menos, dividir as linhas diretivas dos governantes.
Exemplo desta atuação do MP é a legitimidade a ele
concedida para atuar em todos os processos e
procedimentos de natureza eleitoral.
2.4 – Da essencialidade à função jurisdicional:
O Ministério Público não oficia em todos os feitos
submetidos à prestação jurisdicional, e sim, apenas
naqueles em que haja interesses indisponíveis ou pelo
menos transdividual, de caráter social.
A responsabilidade do MP como guardião da
ordem jurídica deve ser considerada em face de todos os
Poderes do Estado.
Finalmente vale dizer que o magistrado não pode
realizar atividade típica jurisdicional, que a lei considere
essencial a presença do MP sem a figura deste.
2.5 – Dos interesses sociais e individuais
indisponíveis:
O destino do MP em última análise trata-se do
interesse público.
a) zelo interesse indisponível
ligado à pessoa (incapaz);
b) zelo interesse indisponível
Interesse Público ligado a uma relação jurídica
(nulidades de casamento);
c) interesse repercussão social
(meio ambiente).
guarda de filhos,
Outros interesses alimentos, investigação
de paternidade
II – PRINCÍPIOS INSTITUCIONAIS DO MINISTÉRIO
PÚBLICO
São Princípios Institucionais do MP:
- Unidade;
- Indivisibilidade;
- Independência Funcional.
• Unidade Institucional
A unidade traduz a identidade do Parquet como
Instituição. Seus membros não devem ser identificados
na sua individualidade, mas sim como integrantes de um
mesmo organismo.
Deve existir no ordenamento constitucional
brasileiro apenas um Ministério Público. A expressão
“unidade do Ministério Público” evidencia que o princípio
da unidade repousa na assertiva de que, para cada
função institucional deferida ao MP na Constituição, só
exista em único ramo do MP apto a desempenhá-la.
Exemplo: - Crime Federal  MP Federal;
- Proteção da relação coletiva, decorrente do
contrato de trabalho  MP Trabalho.
Obs.: Litisconsórcio entre o MP’s diversos.
Corrente majoritária  não cabe.
Podem atuar juntos em fase pré-processual em
Inquéritos Civis. Exemplo: Questões envolvendo saúde e
condições de trabalho em Volta Redonda. Participaram o
MP Estadual e MP do Trabalho.
• Indivisibilidade
Significa que os membros do MP podem ser
substituídos uns pelos outros, sem solução de
continuidade das funções institucionais, na forma da lei.
Por força deste princípio, um membro do MP, de
acordo com a lei, poderá substituir o outro quando
necessário como, por exemplo, férias, licenças,
impedimentos, suspensão em nada comprometendo a
atividade da instituição.
A indivisibilidade está vinculada ao Princípio do
Promotor Natural e a garantia da inamovibilidade.
• Independência Funcional
Princípio mais importante da Instituição, a
independência funcional preconiza que os membros do
Parquet, no desempenho de suas atividades, não estão
subordinados a nenhum órgão ou poder, devendo
sempre fundamentar suas manifestações processuais.
Conforme art. 129, VIII – CF/88 e art. 118, III – LC
106/2003.
Do princípio da independência funcional decorre
a assertiva de que o âmbito do MP só se concebe
hierarquia entre o chefe da Instituição e seus integrantes
no sentido administrativo, nunca no sentido de índole
funcional. Conforme art. 118, XIV – LC 106/2003,
Convocação Administrativa e art. 118, XV – LC
106/2003.
Deste princípio decorre, também, a imunidade
quanto à responsabilidade civil por eventuais erros de
atuação. Os membros do MP não podem ser
responsabilizados por tais erros, salvo culpa grosseira,
má fé ou abuso de poder.
Observações:
O Independência Funcional x Autonomia
Institucional. Não fazer confusão, pois a autonomia não é
um princípio institucional, mas uma garantia concedida
pela Constituição. A autonomia é a capacidade do MP de
autogestão, administrativa.
O As recomendações da Administração Superior
do Ministério Público, por terem cunho administrativo ou
institucional não vinculam o membro da Instituição, face
Direito Constitucional – 49
ao princípio da independência funcional. Conforme LC
106/2003 – art. 11, XVIII PGJ, LC 106/2003 – art. 22,
IX  Conselho Superior MP e LC 106/2003 – art. 24, VII
 Corregedoria Geral MP.
As decisões administrativas da Administração
Inferior não se confundem com as recomendações, pois
naquelas há obrigatoriedade de atendimento. Conforme
LC 106/2003 – art. 118, XIV.
III – AUTONOMIA FUNCIONAL/ADMINISTRATIVA
O artigo 127, § 2º da Constituição prevê que o
Ministério Público goze de autonomia funcional e
administrativa, podendo estruturar-se de acordo com
respectiva Lei Orgânica, prover seus cargos diretamente,
editar atos relativos ao seu quadro de pessoal, etc.
obedecendo aos limites quanto a despesas
estabelecidas em Lei Complementar.
Os cargos serão providos através de concurso
público de provas ou de provas e títulos.
A política remuneratória e os planos de carreira
também estão inclusos dentro da autonomia concedida
pelo Constituinte.
Esta autonomia não é absoluta como, por
exemplo, no critério de investidura e destituição do
Procurador Geral da Justiça, que são realizados pelo
Chefe do Poder Executivo – art. 128, § 3º - CF/88, dentro
da lista tríplice enviada pela classe.
IV – AUTONOMIA FINANCEIRA
O artigo 127, § 3º da Constituição conferiu ao
MP a iniciativa de elaboração de sua proposta
orçamentária, dentro dos limites da LDO.
A autonomia financeira traduz-se na prerrogativa
que o órgão possui de elaborar sua proposta
orçamentária, prevendo sua gestão financeira anual.
Preconiza o art. 3º da LC 106/2003 que o MP deve
remeter ao Chefe do Poder Executivo sua proposta
orçamentária que será encaminhada para discussão e
votação do Poder Legislativo.
Observações:
O Se o MP não encaminhar a proposta
orçamentária no prazo estabelecido pelo LDO, o Poder
Executivo considerará como tal os valores aprovados na
LDO vigente ajustados aos limites previstos na LDO.
O Se a proposta orçamentária for encaminhada
em desacordo com os limites estipulados pelo LDO o
Poder Executivo procederá aos ajustes necessários.
O Durante o exercício não poderá haver a
realização de despesas ou assumir-se obrigações que
extrapolem os limites estabelecidos na LDO, salvo se
previamente autorizadas, mediante créditos
suplementares ou especiais.
V – ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DO MINISTÉRIO
PÚBLICO
MP FEDERAL
MP UNIÃO MP MILITAR
MP TRABALHO
MP DF
MP ESTADOS (26)
Ministério Público da União.
Chefiado pelo Procurador Geral da República,
escolhido livremente pelo Presidente da República
dentre “integrantes da Carreira” maiores de 35 anos, com
chancela do Senado Federal, pra mandato de 2 (dois)
anos, admitida sua recondução ao cargo, respeitado o
mesmo processo.
Aprovação pelo Senado será pela maioria
absoluta dos seus membros.
A destituição do PGR no exercício da sua
investidura dar-se-á apenas por iniciativa do Presidente
da República mediante autorização da maioria absoluta
dos membros do Senado Federal.
O PGR é quem nomeia e dá posse ao
Procurador Geral do Trabalho, ao Procurador Geral
Militar e dá posse ao PGJ do DF que é nomeado pelo
Presidente da República.
O PGR é o chefe do MP Federal.
VI – GARANTIAS DOS MEMBROS DO MINISTÉRIO
PÚBLICO
Através de lei complementar de iniciativa dos
respectivos Procuradores-Gerais serão estabelecidas a
organização, atribuições e o estatuto de todos os MP,
bem como as seguintes garantias:
• Vitaliciedade
• Inamovibilidade
• Irredutibilidade de subsídios
• Vitaliciedade
É a impossibilidade de perda do cargo após 2
(dois) anos de efetivo exercício, senão por sentença
transitada em julgado, dentro determinadas hipóteses
previstos em lei.
Vale ressaltar que para alcançar a vitaliciedade, o
membro do MP deverá contar com 2 (dois) anos de
exercício efetivo, isto é, não computados períodos de
férias, licenças ou afastamento.
Processo de aquisição determinado nos art’s 61
e 63 da LC 106/2003, dá-se com a realização do estágio
confirmatório, que consiste no período de 2 anos do
recém-ingresso com aferimento por membros de
Instituição mais experientes, avaliando o promotor em
relação a quatro itens: idoneidade moral, zelo funcional,
eficiência e disciplina conforme lei.
Enquanto não vitaliciado, o Promotor de Justiça
pode perder o cargo mediante manifestação voluntária
(pedido de exoneração) ou ser demitido em processo
administrativo disciplinar. Isto não ocorre após o
vitaliciamento quando, então, perderá o cargo
Direito Constitucional –
compulsoriamente, através de ação civil, somente por
decisão transitada em julgado.
Casos que motivam a ação civil que poderá fazer
o membro do MP perder o cargo compulsoriamente com
sentença transitada em julgado:
A) Abandono de cargo por mais de 30
(trinta) dias corridos;
B) Exercício da advocacia;
c) Prática de crime incompatível com a
função;
d) Prática de improbidade administrativa.
São considerados crimes incompatíveis com a
função:
A) Crimes dolosos contra o patrimônio;
B) Crimes dolosos contra administração e fé
pública;
c) Crimes que impostam lesão aos cofres
públicos;
d) Crimes hediondos e assemelhados.
• Inamovibilidade
É a impossibilidade de remover um membro da
Instituição do órgão onde esteja lotado, sem sua
manifestação voluntária, impedindo até a própria
promoção sem a prévia aquiescência; salvo motivo
interesse público, após manifestação do órgão colegiado
competente.
Por não ser uma garantia absoluta a
inamovibilidade pode ser afastada por decisão de 2/3
(dois terços) dos membros do Conselho Superior do MP,
em caso de interesse público, assegurado ao membro do
MP a ampla defesa e o devido processo legal. Art. 15,
VIII LONMP c/c art. 22, V – LC 106/2003.
Quando ocorrer a extinção do órgão de
execução da Comarca ou mudança de sede em
Promotoria e Justiça é facultado ao promotor de justiça
ficar em disponibilidade remunerada, de caráter não
preventivo.
Esta hipótese não esta prevista na LC 106/2003
(art. 80) que põe termo a disponibilidade, com
aproveitamento obrigatório na primeira vaga que venha a
ocorrer na classe (art. 71, parágrafo único da LC
106/2003).
• Irredutibilidade de Subsídios
A irredutibilidade de subsídios foi outorgada aos
membros, do MP pela Carta de 1988.
Subsídio é a remuneração exclusiva fixada em
parcela única, vedado o acréscimo de qualquer
gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de
representação ou de outra espécie remuneratória,
obedecendo em qualquer caso o disposto no art. 37, X e
XI de CF/88.
Os subsídios dos membros do Parquet estadual
não podem exceder a 90,25% do subsídio mensal dos
Ministros do STF.
A razão da irredutibilidade dos subsídios emerge
da necessidade de se garantir ao membro do MP para o
bom desempenho de suas relevantes funções
institucionais, imunidade e eventuais retaliações dos
governantes diminuindo sua remuneração.
Observação: Foro Especial
Outro predicado constitucional dos membros do
Parquet é o Foro Especial por prerrogativa de função. A
Constituição Federal em seu art. 96, III concede aos
membros do MP Estadual o foro por prerrogativa do TJ.
Tal garantia é absoluta, só havendo exceção na
hipótese de crime eleitoral, quando o promotor será
julgado pelo TRE.
Assim, mesmo que cometa crime de
competência da Justiça Federal, Militar ou ainda crime
doloso contra vida será o TJ do estado onde tiver
vinculado competente para julgá-lo.
Outras competências por foro especial:
• Procurador Geral da República  infrações penais
comuns  STF;
• Membros do MP União que funcionam em Tribunais
pelas infrações penais comuns e responsabilidade
serão julgados pelo STJ;
• Membros do MP União que funcionam nas Varas
Federais pelas infrações penais comuns a
responsabilidade serão julgados pelo TRF da
Região.
VII – VEDAÇÕES AOS MEMBROS DO MINISTÉRIO
PÚBLICO
• Percepção de honorários ou verbas equivalentes
• Exercer a advocacia
• Participação em sociedades comerciais
• Exercício de outra função pública
• Exercer político-partidária
• Receber auxílio ou contribuições de pessoas físicas,
entidades públicas ou privadas.
• Percepção de honorários ou verbas equivalentes:
Ao membro do MP é vedado auferir a qualquer
titulo honorários, percentagens ou custas processuais, já
que sua remuneração é feita através subsídios.
Quanto à sucumbência em ações por ele
ajuizado, o Parquet pode cobrá-la e não o Promotor.
Quando o MP perde as ações por ele ajuizadas a
sucumbência não é paga por ele, pois o MP é desprovido
de personalidade jurídica. Quem paga é a Fazenda
Pública.
• Exercício de Advocacia
O exercício da advocacia é vedado aos membros
do Ministério Público. Art. 128, § 5º, b – CF/88; Art. 44, II
– LONMP e Art. 119, II – LC 106/2003.
Advocacia  atividades previstas no art. 1º da Lei
8.906/94.
A prática da advocacia enseja perda do cargo ao
membro vitalício do Parquet – art. 134, I, “c” – LC
106/2003. Ao não vitalício a demissão será mediante
processo administrativo.
Nem mesmo quando, em processo
administrativo, em que seja parte ré poderá o promotor
assinar a defesa por falta de capacidade postulatória.
• Participação em sociedades comerciais
Direito Constitucional – 51
O art. 119, III da LC 106/2003 veda o exercício
de atividade empresarial ou a participação em
sociedades comerciais, alvo na condição de quotista ou
acionista sem poder de gestão.
O intuito da vedação é afastar o membro do
Parquet das atividades estranhas ao exercício funcional.
Assim, o membro do Parquet poderá ter quotas
de um empreendimento (Hotel, Restaurante) ou possuir
ações de uma grande empresa.
• Exercício de outra função pública
A Constituição Federal em seu art. 128, § 5º, II,
“c”, veda ao membro do MP o exercício de qualquer
função pública, salvo um magistério de mesma natureza.
Assim também regulamenta o art. 119, IV da LC
106/2003.
Esta vedação para quem ingressou no MP após
a Carta Magna é absoluta, devendo ser interpretada
como estabelece o art. 119, parágrafo único de LC
106/2003, permitindo somente o magistério como função
cumulativa.
• Atividade político-partidária
A Constituição Federal em seu art. 128, § 5º, II,
“e” e a LC 106/2003 em seu art. 119, V; tratam do
assunto deferindo ao membro do Parquet a possibilidade
de filiação partidária e conseqüentemente a elegibilidade
para candidatar-se em pleito eleitoral.
O STF admitiu a filiação partidária somente na
hipotese do membro do Parquet, afastar-se mediante
licença do exercício funcional, considerando
incompatíveis a filiação e o exercício simultâneo das
funções institucionais.
Quando o membro do Parquet efetuar o
desligamento de sua vinculação partidária e retornar ao
exercício de suas funções do MP deverá ficar por 2
(dois) anos sem exercer função ligada à justiça eleitoral.
E mesmo revendo tal prazo o promotor não
poderá, por 4 (quatro) anos, oficiar em processos que
envolvam impugnação de registros de candidatura.
O Estabelecido acima não valerá para aqueles
que ingressaram no MP após a EC 45/04.
A EC 45/04 proíbe aos membros do MP o
exercício de qualquer atividade política partidária,
ressalvados os casos daqueles que já pertenciam o MP
antes da Emenda.
• Receber auxílio ou contribuições de pessoas físicas,
entidades públicas ou privadas
É vedado pelos membros do MP, receber
qualquer auxílio pecuniário de entidades externas a
Instituição do Ministério Público.
VIII – FUNÇÕES INSTITUCIONAIS DO MP
1. PROMOÇÃO PRIVATIVA DA AÇÃO PENAL
PÚBLICA
A persecução criminal é uma das mais
importantes atribuições ministeriais, confundindo-se com
a própria essência do Ministério Público.
É o MP titular exclusivo da Ação Penal Pública.
A Carta Magna deferindo privativamente ao
Parquet o monopólio da persecução criminal baniu do
nosso ordenamento jurídico a permissão da restauração
da ação penal pública sem a apresentação da denúncia
pelo Parquet.
2. ZELAR PELO EFETIVO RESPEITO DOS
PODERES PÚBLICOS E DOS SERVIDORES DE
RELEVANCIA PÚBLICA
Através de uma ouvidoria o Ministério Público faz
cumprir esta missão de zelo.
3. PROVOCAR DO CONTROLE DE
CONSTITUCIONALIDADE
O controle de constitucionalidade das leis é um
dos mais importantes instrumentos de garantia do
Estado Democrático de Direito.
O instrumento que possibilitem a jurisdição
constitucional está expressamente previstos na Carta
Magna.
Nos casos de controle concentrado, através da
Ação Direta de Inconstitucionalidade representando a
Instituição do MP tem legitimidade para impetrar a ação
o Procurador Geral da República e a CONAMP
(Associação Nacional dos Membros do Ministério
Público).
4. PROMOVER INQUERITO CIVIL/AÇÃO CIVIL
PÚBLICA
A proteção do patrimônio público e social fala de
bens e direitos de caráter não econômico cuja divisão
estabelece como:
- patrimônio público  bens e direitos que
integram o acervo do Estado.
- Patrimônio social  bens e direitos de qualquer
natureza objeto de interesse da coletividade.
Quanto aos interesses difusos e coletivos a
diferença está que aquele tem como titulares pessoas
indeterminadas e ligadas por circunstâncias de um fato e
os coletivos têm como titulares grupo, classe, categoria
de pessoas ligadas por uma relação jurídica base.
A diferença entre Ação Pública e Ação Popular
esta calcada nos seguintes aspectos:
a) Legitimidade
. Ação Civil Pública  MP e outras entidades da
Administração Pública (Direta e Indireta);
. Ação Popular  qualquer cidadão.
b) Objeto
. Ação Civil Pública  sentença obrigando o réu
a fazer alguma coisa ou deixar de fazer;
. Ação Popular  sentença anulando ato que o
réu tenha praticado ou queira praticar.
O MP pode atuar com parte ou como custos
legais, mas sua participação é obrigatória.
Inquérito Civil é o procedimento administrativo de
colheita de elementos probatórios necessários à
propositura de Ação Civil Pública.
5. EXERCER O CONTROLE EXTERNO DE
ATIVIDADE POLICIAL
Direito Constitucional –
Função ministerial geradora de controvérsias é o
controle externo da atividade policial. Esta previsão
constitucional é de eficácia limitada, pois condiciona sua
aplicação à edição de Lei Complementar.
No Rio de Janeiro o art. 36 de LC 106/2003 pos
fim ao impasse.
A sistemática criada no Estado do Rio de Janeiro
através de Promotorias de Investigação Penal reafirma o
postulado do “sistema acusatório”, retirando o juiz da
fase persecutória administrativa.
O controle externo permite ao Parquet buscar um
trabalho policial bem conduzido, para que sejam
fornecidos subsídios capazes de gerar a justa causa
necessária para apresentação da denúncia.
6. LEGITIMIDADE DA AÇÃO CIVIL PÚBLICA
Como visto anteriormente não só o Ministério
Público tem legitimidade para impetrar esta ação. A
Administração Pública também pode ser parte autora.
7. DEMAIS CONSIDERAÇÕES DO ART. 129 –
CF/88
7.1 – As funções do MP só poderão ser
exercidas por integrantes de carreira, inclusive, em
obediência ao Principio do Promotor Natural, deverá ter
prévia atribuição para atuar no caso concreto.
A residência na Comarca é um dispositivo que só
com autorização do PGJ poderá não ser cumprido.
7.2 – O ingresso na carreira do Ministério Público
far-se-á mediante concurso de provas e títulos, com
participação da OAB em uma das bancas organizadoras
de provas.
Somente poderão se candidatar bacharel em
direito com o mínimo de 3 (três) anos de atividade
judiciária.
8. CONSELHO NACIONAL DO MP
A) Considerações Gerais
A EC 45/04 estabeleceu, no art. 130-A, o CNMP,
cujo funcionamento deverá observar todas as garantias e
funções institucionais dos membros do Parquet,
impedindo a ingerência dos demais poderes em seu
funcionamento.
O desrespeito a essas garantias caracterizará
uma deformação da vontade soberana do poder
constituinte.
B) Composição do Conselho
O Conselho será composto de 14 membros, cuja
maioria,isto é, oito é proveniente do próprio Ministério
Público.
. Membros do Ministério Público
- Procurador Geral de República;
- 4 membros do Ministério Público da União,
sendo 1 de cada um dos Ministério.
- 3 membros do Ministério Público Estadual.
. Membros do Poder Judiciário
- 2 juízes indicados um pelo STF e outro pelo
STJ
. Membros da Advocacia
- 2 advogados, indicados pelo Conselho Federal
de Ordem dos Advogados do Brasil.
. Membros de Sociedade
- 2 cidadãos de notável saber jurídico e
reputação ilibada indicados um pela Câmara dos
Deputados e outro pelo Senado Federal.
O Conselho será presidido pelo PGR -
Procurador Geral da República e escolherá, em votação
secreta, um Corregedor nacional, dentre os membros do
Ministério Público que o integrem, vedada a recondução.
Além das atribuições normais de membro do
CNMP ao Corregedor caberá:
A) “Receber reclamações e denúncias de
qualquer interessado, relativas aos membros do MP e
dos seus auxiliares.”
B) “Exercer funções executivas do Conselho, de
inspeção e correição geral.”;
C) “Requisitar e designar membros do Ministério
Público, delegando-lhes atribuições e requisitar
servidores de órgãos do MP.
A Constituição prevê que o Presidente do
Conselho da OAB / Brasil oficie junto ao Conselho
Nacional do Ministério Público.
Direito Constitucional – 53

leis ordinárias, tributário,etc.

complementares,

sistema

teoria geral do direito constitucional.
1. Constituições. Classificação • Conteúdo • Forma • Elaboração • Origem • Flexibilidade Material Formal Escrita Não Escrita Dogmática Histórica Promulgadas Outorgadas Rígidas Semi - Rígidas Flexíveis Sintética Analíticas

B) Quanto à forma. • Escrita – é o conjunto de regras, codificado e sistematizado em um único documento solenemente estabelecido e emanado de um Poder Constituinte. • Não Escrita – não se apresentam codificadas mas, constituem em vários documentos esparsos que disciplinam a estrutura do Estado, baseados em leis esparsas, costumes, jurisprudências, convenções. C) Quanto ao modo de elaboração. • Dogmáticas - é aquela escrita e sistematizada por um órgão constituinte, a partir de princípios e idéias fundamentais da Teoria Política e do Direito dominante. • Histórica - é aquela que evoluiu de acordo com costumes de um povo, sendo seu processo de elaboração infinito, uma vez que é uma constituição aberta à modificação na medida da evolução social. D) Quanto à origem. • Promulgadas – também denominadas democráticas ou populares, derivam da vontade popular através de uma Assembléia Nacional Constituinte composta de representantes do povo, eleitos com a finalidade de sua elaboração. • Outorgadas – são aquelas impostas por um regime autocrático onde a participação popular não existe. E) Quanto à estabilidade. • Rígidas – são as constituições escritas que só poderão ser alteradas por um processo legislativo mais solene e dificultoso do que o processo legislativo ordinário. • Flexíveis – em regra são constituições não escritas, excepcionalmente escritas, que poderão ser alteradas pelo processo legislativo ordinário. • Semi-rígidas – são aquelas em que algumas regras poderão ser alteradas pelo processo legislativo ordinário, enquanto outras somente por um processo legislativo especial. F) Quanto à sua extensão. • Analíticas – também chamadas de Dirigentes, são aquelas que examinam e regulamentam todos os assuntos que entendam relevantes a formação, destinação e funcionamento do Estado. • Sintéticas – são aquelas que prevêem somente os Princípios e as Normas Gerais de regência do Estado, organizando-o e limitando seu Poder. 2. Constitucionais. Aplicabilidade das Normas

das

CONSTITUIÇÃO

• Extensão

5. Interpretação das Normas Constitucionais. A Constituição da República há de sempre ser interpretada por meio da conjugação da letra do texto juntamente com as características históricas, políticas e ideológicas do momento. Interpretação conforme a Constituição No caso de normas com varias significações possíveis, deverá ser encontrada a significação que apresente conformidade com as normas constitucionais, evitando a declaração de inconstitucionalidade da mesma e conseqüente retirada do ordenamento jurídico. A isto chamamos de “Interpretação conforme” A nossa Constituição é dividida em duas partes: - Orgânica → Teoria do Estado → art. 18 em diante - Dogmática → Teoria dos Direitos Fundamentais → art. 1° ao 17. A) Quanto ao conteúdo. • Material – é aquela cujo texto traz normas que determinam a forma de governo, os órgãos que o dirigem, a competência de que são investidos, os direitos dos cidadãos. • Formal - Além da normas materiais possuem em seu texto normas que tratam de procedimentos sujeitos a
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Nem todos os dispositivos de uma Constituição são auto-aplicáveis, isto é, seus efeitos não são imediatos. Em função do momento da aplicabilidade, as normas constitucionais podem ser classificados em: • Normas auto-aplicáveis Normas de eficácia plena

Normas não auto-aplicáveis

Normas de eficácia limitada Normas de eficácia contida.

Incondicionado ⇨ não está sujeito a forma de manifestações pré-estabelecidas. Efeitos do Poder Constituinte Originário (fruto) A) Em relação a Constituição anterior. ⋆ Por ser inicial a Constituição nova revoga totalmente a anterior. ⋆ No Brasil não foi adotada a Teoria de Desconstitucionalização, pela qual as normas materiais são revogadas e as formais continuam em vigor com status de lei ordinária. Ex. Portugal. * materialmente constitucionais e idem formalmente. 4. Forma de governo / Forma de Estado / Sistema de governo. A) Sistema de Governo – é modelo de relacionamento entre o Poder Executivo e o Poder Legislativo adotado pelo Estado. Se for mais flexível, isto é, depende de aquiescência da maioria do parlamento para governar temos o parlamentarismo. Se essa relação é mais independente temos o presidencialismo. B) Forma de Governo – sistema adotado pelo Estado que determina como se atinge o poder político e quanto tempo nele se permanece. Pode ser através da monarquia ou da república. C) Forma de Estado – é forma de organização político-administrativa que exige a divisão do Estado em partes internas dotadas de autonomia. • Estado Unitário; • Estado Federal; • Confederação. 5. Constitucionalismo. Movimento político-cultural que surgiu no século XVIII com a inclusão dos direitos fundamentais nas Constituições, sendo um corpo permanente de normas que declaram direitos e garantias fundamentais, como meio de limitar o exercício do Poder Público.

 Eficácia Plena  aquelas que não dependem do Poder Constituinte Derivado para sua regulamentação.  Eficácia Limitada  são aquelas que necessitam de uma normatividade ulterior para lhes desenvolver a aplicabilidade.  limitam-se a traçar os princípios para serem cumpridos pelos seus órgãos, como programas voltados a fins sociais (Art.3º/CF). OU O constituinte traça esquemas gerais e deixa para o legislador infraconstitucional a estruturação em definitivo, via leis (Art.5º, XXXII – defesa do consumidor e 7º, XXI - aviso prévio).  Eficácia Contida  aquelas em que o legislador constituinte regulou os interesses relativos à determinada matéria, mas deixou margem à atuação restritiva por parte do poder público. Ex.: Art.5º, XII – violação das comunicações e LVIII – corretamente identificado. 3. Poder Constituinte.

É a manifestação soberana da suprema vontade política de um povo, social e juridicamente organizado. O poder constituinte é considerado instituidor do Estado. Daí ser também chamado Poder Constituinte Originário. Ao fim do exercício do poder constituinte surgem dois outros poderes: o poder decorrente e o poder derivado. Poder Decorrente → Estados-membros Regulamentador – produção legislativa transformando as normas não auto-aplicáveis em normas de eficácia plena. Podes Derivado Reformador - reformar o texto da constituição em função da mutação das relações sociais. Regulamentar Reformas Características Originário) → Inicial → Ilimitado → Incondicionado Inicial ⇨ inaugura uma nova ordem jurídica. Ilimitado ⇨ não está sujeito a limitações impostas pelo direito positivo. → do Leis ordinárias Leis complementares Emendas Constitucionais PCO (Poder Constituinte

Direitos fundamentais
A. Espécies de Direitos Fundamentais. A. Classificação. A.1) Individuais – são aqueles que delimitam a esfera de autonomia dos indivíduos, estabelecendo áreas onde estarão a salvo da interferência do Estado e dos outros homens. Estão caracterizados no art.5º da CF/88.

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A.2) Coletivos – são aqueles que representam o direito do homem integrante de uma coletividade.Também encontramos no art.5º da CFF/88. A.3) Sociais - são aqueles reguladores das relações sociais e culturais, subdividindo-se em sociais p.p.d. e trabalhistas. São encontrados nos art´s 6º, 7º, 8º, 9º, 10,11. A.4) Nacionalidade – são aqueles que deferem a forma de obtenção, exercício e perda de nacionalidade. São encontrados nos art’s 12 e 13 da CF/88. A.5) Políticos – são aqueles que definem a forma de participação do exercício do Poder Político. São encontrados nos art´s. 14 ao 17 da CF/88. B. Características dos Direitos Fundamentais B.1) Imprescritibilidade – os direitos fundamentais não se subordinam ao tempo. B.2) Inaliebilidade – não há possibilidade de alienar direitos fundamentais B.3) Universalidade – os direitos fundamentais são conhecidos universalmente. B.4) Imutabilidade – os direitos fundamentais incluídos como cláusulas pétreas do art. 60 da CF/88. Não poderão ser abolidos em tempo algum. C. Classificação dos Direitos Fundamentais. 1. Primeira geração. . final do século XVIII .estado liberal . direitos negativos . liberdade e direitos civis e políticos. 2. Segunda geração . início do século XX . estado social .direitos positivos . igualdade, direitos sociais, econômicos e culturais. 3. Terceira geração . século XX . fraternidade . direito ao meio ambiente, paz e defesa do consumidor. Modernamente se discute o reconhecimento de uma quarta geração de direitos fundamentais que estariam ligados a proteção da pessoa em face da biotecnologia. P R I N C Í P I O S F U N D A M E N T A I S

princípios fundamentais
Fundamentos da República Federativa do Brasil  soberania  cidadania  dignidade da pessoa humana  valores sociais do trabalho e da livre iniciativa  pluralismo político  construir uma sociedade livre, justa e solidária.  garantir o desenvolvimento nacional  erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais  promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.  independência nacional  prevalência dos direitos humanos  autodeterminação dos povos  não intervenção  igualdade entre os Estados  defesa da paz  solução pacífica dos conflitos  repúdio ao terrorismo e ao racismo  cooperação entre os povos para o progresso da humanidade  concessão de asilo político

Objetivos Fundamenta is

Princípios nas Relações Externas

Soberania ⇨ poder político supremo e independente, entendendo-se como tal aquele que não está limitado por nenhum outro na ordem interna e aquele que, na sociedade internacional não tem que aceitar regras que não sejam voluntariamente aceitas. Cidadania ⇨ Status relacionado com os direitos fundamentais da pessoa. Dignidade da pessoa humana ⇨ este fundamento afasta a idéia de predomínio das concepções transpessoalista de Estado em detrimento da liberdade individual.

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Valores Sociais do trabalho ⇨ é da livre iniciativa – é através do trabalho que o homem garante a sua subsistência e o crescimento do país. Pluralismo Político ⇨ fundamento que preserva a ampla e livre participação popular nos destinos políticos do país,, garantindo a possibilidade de organização e participação em partidos políticos.

direitos individuais e coletivos
1. Considerações Gerais: Os direitos individuais representam um conjunto de limitações do Estado em face das pessoas que com ele se relacionam. Direito Individual afeta o indivíduo em particular. Direito Coletivo  ampara um grupo determinado de pessoas que estejam ligadas por algum vínculo jurídico. Direito Difuso  diz respeito a um grupo indeterminado de pessoas que busquem a satisfação de um direito que a todos pertencem. Apesar de caminharem juntos não se deve fazer confusão entre direitos e garantias de direitos. A Constituição possui normas meramente declaratórias de direitos e outras assecuratórias, isto é, aquelas que dão garantias. Normas declaratórias »»»»» são bens declarados pela norma jurídica, inalienáveis, fundamentais, essenciais à vida. São normas positivas. Normas assecuratórias »»»»» são deveres do Estado em face dos cidadãos e dos cidadãos em relação uns aos outros, isto é, proibições, vedações dirigidas ao Estado e aos cidadãos. 2. Normas Constitucionais. Art. 5º, caput “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.” Apesar de se referir apenas aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País, a doutrina indica que também são destinatários os estrangeiros não residentes no País e que nele se encontrem. Os direitos protegidos são: vida, igualdade, liberdade, segurança e propriedade. Os setenta e oito incisos que seguem ao caput são apenas variações destes como direitos. O artigo 5º é uma proteção dos cidadãos em face do Estado e não ao contrário. . Art. 5º . I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;
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Princípio da Isonomia ou Igualdade. Não pode ser entendido como absoluto, pois o tratamento diferenciado é permitido. O que se veda são as diferenciações arbitrárias, as discriminações absurdas. O tratamento uniforme de homens e mulheres é quase utópica, visto que por diversas situações na vida prática é difícil alcançá-la. A solução é adotar a idéia de Montesquieu: “A verdadeira igualdade consiste em tratar de forma desigual os desiguais”, conferindo àqueles menos favorecidos um tratamento jurídico mais amplo. II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei; Princípio da Legalidade  é o alicerce do Estado de Direito. Tal princípio visa combater o poder arbitrário do Estado. Só por meio de espécies normativas devidamente elaboradas, conforme as regras do processo legislativo, podem-se criar obrigações para o indivíduo. A doutrina não raro confunde ou não distingue suficientemente o princípio da legalidade e o da reserva legal. O primeiro significa a submissão e o respeito à lei, ou a atuação dentro da esfera estabelecida pelo legislador. O segundo consiste em estatuir que a regulamentação de determinadas matérias há de fazerse necessariamente por lei formal. III - ninguém será submetido à tortura nem a tratamento desumano ou degradante; Uma variação do direito à vida, que busca assegurar a integridade física e psíquica do indivíduo a fim de que o mesmo possa efetivamente exercer outros direitos. A lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática de tortura. No plano objetivo esta norma proíbe constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou mental. Nosso ordenamento jurídico definiu os crimes de tortura ao editar a Lei nº 9.455/97. IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; Variação evidente do direito à liberdade, preconiza a possibilidade que qualquer indivíduo tem de expressar seu pensamento, de qualquer forma e através de qualquer meio, desde que se identifique. Os abusos porventura ocorridos no exercício individual da manifestação do pensamento são passíveis de exame e apreciação pelo Poder Judiciário, com conseqüente responsabilidade civil e penal de seus autores. Estes abusos ocorrerão quando se divulgarem notícias inverídicas, falsas, de má-fé, sem indícios de veracidade (Crimes contra a honra). O direito de manifestação do pensamento não autoriza a apologia de fatos criminosos, propaganda do nazismo, como exemplos. V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem; O direito de resposta impõe limite à liberdade de expressão, procurando evitar que o uso abusivo e leviano da mesma possa redundar em agressões à honra de terceiros. A Constituição estabelece como requisito para o exercício do direito de resposta ou

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Apesar da exceção constitucional expressamente referir-se somente a interceptação telefônica. No caso de não cumprimento do serviço alternativo ocorrerá à suspensão dos direitos políticos do inadimplente. sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida.  de acordo com a Lei nº 9. ou seja.são invioláveis a intimidade. Não se pode confundir a liberdade com o abuso. democrático. inclusive profissional. de dados e das comunicações telefônicas. porém somente nas hipóteses constitucionais:  Dia → flagrante delito. por terceira pessoa sem o conhecimento de qualquer dos interlocutores.296/96: Direito Constitucional – . a vida privada. dispõe sobre a prestação de serviço alternativo ao serviço militar obrigatório. ideológica e artística. 143. por ordem judicial. regulamentando o Art. o mesmo tamanho que a notícia que gerou o conflito.  Estabelecimento da Lei nº 9.221.239/91. inicialmente. ou para prestar socorro. que é hierarquicamente superior aos demais. a mesma duração. a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva. no mesmo momento em que ela se realiza. interno.  Noite → flagrante delito. por determinação judicial. XI .réplica a proporcionalidade. A escusa de consciência não é uma inovação da Constituição atual. salvo. tais como manifestação caluniosa. Assim. foi estabelecida pela CF/88. sendo certo que um controle mínimo moral. paciente. sim. sob nenhuma circunstância. a honra e a imagem das pessoas. para aquele que eximir-se da obrigação principal. O art. a Constituição Federal ao consagrar a inviolabilidade de crença religiosa está também. que a República Federativa do Brasil é um Estado “laico”. IX . científica e de comunicação. na forma da lei. Interceptação telefônica é a captação e gravação de conversa telefônica. Considere-se domicílio todo local que alguém ocupa com exclusividade. Estabelece de forma inequívoca um limite à liberdade de expressão de modo que. entende-se que nenhuma liberdade individual é absoluta. ou desastre.é inviolável a liberdade de consciência e de crença. VIII . difamante ou injuriosa. Como exemplo marcante tem que a própria Constituição prevê o serviço militar obrigatório e a Lei nº 8. ou ainda. Assim. durante o dia.é assegurada. ou para prestar socorro. violação legal. Vale acrescentar que a liberdade de culto não é tão ampla que permita determinadas cerimônias.ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política. A Constituição estabelece algumas exceções à inviolabilidade do domicílio. VI . sem consentimento do morador. assegurando plena proteção à liberdade de culto e a suas liturgias. regularizar sua situação mediante cumprimento das obrigações devidas. que poderá a qualquer tempo. fixada em lei. Vale observar que este inciso é uma norma limitativa em relação ao inciso precedente. nos termos da lei. Todavia. ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador. XII . Trata-se de norma assecuratória que garante o livre exercício da liberdade de crença religiosa ao detento. ou.296/96. X . Inicialmente entendemos que no sentido constitucional o termo domicílio tem amplitude maior do que no direito privado. se pode atingir a privacidade pessoal em nome de uma pretensa e ilimitada liberdade de imprensa.é livre a liberdade de atividade intelectual. a qualquer título. ou seja. É necessário entender. nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal. salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa. a prestação alternativa. independentemente de censura ou licença.a casa é asilo domicílio do indivíduo. hóspede.  para investigação criminal e instrução processual penal. o desagravo deverá ter o mesmo destaque. ou desastre. por afrontar o direito à vida. a fim de que possa exercer. a proteção aos locais de culto e a suas liturgias. não possui religião oficial. ou para prestar socorro. O direito de resposta não poderá acobertar atividades ilícitas. como aquelas que sacrifiquem crianças. é permitida. sendo possível a interceptação das correspondências e comunicações telegráficas e dados sempre que as liberdades públicas estiverem sendo utilizadas como instrumento de salvaguarda de práticas ilícitas. ou ser assistido por sua crença. servidor. fixada em lei.  Interceptação telefônica e seus requisitos:  ordem judicial. por determinação judicial. §§ 1º e 2º. salvo em caso de flagrante delito ou desastre. VII . O constituinte buscou consagrar o direito da privacidade neste dispositivo. A liberdade de expressão e de manifestação de pensamento não pode sofrer nenhum tipo de limitação prévia no tocante à censura de natureza política. assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação. no último caso. da CF/88. artística.é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas. e social das atividades em tela é lícito e necessário. IV da própria Constituição estabelece como um dos princípios a serem seguidos pelas atividade de rádio e televisão o respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.

XVI . como prova. É plena a liberdade de associação de tal forma que ninguém será compelido a associar-se ou mesmo permanecer associado a qualquer organização. na forma da lei. XIII . quando necessário ao exercício profissional. XVII – é plena a liberdade de associação para fins lícitos. Com relação a esta necessidade de proteção à privacidade humana. em caráter restrito e nos estritos limites legais. X da Constituição. ambiental ou telefônica se dão ao mesmo tempo em que a conversa se realiza. Em relação ao sigilo bancário. XV . Não se confunde com anonimato.a criação de associações e.  Gravação clandestina → são aquelas em que a captação e gravação da conversa pessoal. sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente. comícios políticos. passaportes. a de cooperativas independem de autorização. XVIII . desde que presentes requisitos razoáveis. A inviolabilidade do sigilo de dados (Art. X. pois naquela um dos interlocutores tem conhecimento de gravação e nesta última nenhum deles tem este conhecimento. o direito à livre locomoção. vedada a de caráter para militar. pois o jornalista ou a autoridade policial serão direta e legalmente responsáveis pelas notícias e/ou diligências que protagonizarem. da CF/88). O legislador constituinte necessitou de cinco incisos para disciplinar a liberdade de associação que por definição é muito mais complexa que a de reunião. se refere aos estrangeiros e brasileiros. etc. Traz. ficar ou sair. 192-CF/88 estabelece que o sistema financeiro será regulado por lei complementar. Consagrado aqui um dos direitos mais imediatos e inalienáveis do ser humano: o direito de ir. somente poderão ser excepcionados por ordem judicial fundamentada ou de CPI’s. com obrigatoriedade de vistos. 5º. em locais abertos ao público. 5º. A gravação clandestina afronta o Art. com ou sem armas. Conseqüentemente os sigilos bancário e fiscal. O resguardo do sigilo da fonte tem por escopo garantir uma espécie de segredo profissional. que dentre outras regras permite a quebra do sigilo bancário pelas CPI´s. ofício ou profissão. permanecer. independentemente de autorização. Este dispositivo defende o acesso à informação de forma ampla e auto-aplicável. consagrados como direitos individuais constitucionalmente protegidos.é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz.    Aplicação à interceptação telefônica e também à interceptação do fluxo de comunicação em sistemas de informática e telemática. O direito de reunião é um direito público subjetivo de grande abrangência. procissões. atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer.  Inviolabilidade de Dados / Sigilo Bancário e Fiscal. Qualquer cerceamento a liberdade de locomoção com ilegalidade ou abuso de poder será coibido com “habeas corpus”. Exemplos: passeatas. o Art. se destinam à formação bélicas de seus membros. necessário em alguns casos para proteger o informante. XII) complementa a proteção ao direito à intimidade e à vida privada (Art. indícios razoáveis de autoria ou participação em infração penal ou não possibilidade de outros meios de prova. Associação: organização estável e permanente. XIV . As reuniões públicas estão condicionadas a serem pacíficas. como o de total participação ativa.todos podem reunir-se pacificamente. vir. desarmadas e a um aviso prévio a autoridade competente. que demonstrem. A autoridade não tem o poder de indicar o local da reunião. A reunião pressupõe a organização de um encontro com propósito determinado.é livre o exercício da profissão. feita por um dos interlocutores. em si. Todavia o exercício deste direito está condicionado a uma reserva legal. sem armas. 5º. isto é. dotada de personalidade jurídica de direito privado e responsabilidade civil objetiva. para o fiel cumprimento deste requisito constitucional. de laudo de gravação de conversa telefônica obtido com violação a privacidade alheia (Art. a liberdade de informação jornalística. se as associações. 5º. Direito Constitucional – 7 . a necessidade de conhecimento dos dados sigilosos. pois ele compreende não só o direito de convocá-la e organizá-la. com fins lícitos e nítida divisão de tarefas estabelecidas entre seus membros ou associados. finalidade lícita. Fato investigado constituir infração penal punido com reclusão. não podemos deixar de considerar as informações fiscais e bancárias. Medida determinada pelo juiz de ofício. podendo qualquer pessoa. Deverá ser analisado. desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local.595/64. ou a requerimento da autoridade policial ou do representante do Ministério Público. pela inadmissibilidade. Diferente da interceptação telefônica. etc. nele entrar.é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte. O plenário do STF decidiu em diversas oportunidades. permanecer ou dele sair com seus bens. X). nos termos da lei. O exercício de tal direito está submetido a uma reserva legal quando implicitamente. exigindose o preenchimento de determinados requisitos e qualificações profissionais. devendo apenas ser avisada previamente. pacífica e sem armas. que por não ter sido ainda normatizada permitiu a recepção por parte da Constituição da Lei nº 4. A liberdade de exercício profissional está consagrada neste dispositivo. Existência de “fumus boni iuris”. Idem acontece para o sigilo fiscal.

será inconstitucional. XXIV . aproveitamento de todo bem improdutivo para necessidades de habitação dos centros de população carentes. é ou não produtiva. O bem de consumo. proteção do solo. Isto quer dizer que qualquer ato normativo editado pelos poderes executivo e legislativo. o Estado é dotado de meios constitucionais e legais de intervenção no domínio econômico da mesma. Esta é a forma mais violenta de o Estado intervir na propriedade. que embora gradativos podem culminar com a perda do direito à propriedade sobre determinado bem.a propriedade atenderá a sua função social.ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado. XXII . que. exigindo-se.  Natureza político-administrativa → crime de responsabilidade  Natureza civil → possibilidade de ação de indenização por danos materiais e morais. IV). salubridade pública. ressalvados os casos previstos nesta Constituição. 182. estádios. Fica no âmbito do poder discricionário da autoridade competente.  Utilidade Pública → a utilidade pública apresenta-se quando a transferência de bens de terceiros para a Administração é conveniente. Portanto a determinação deste inciso recai sobre o bem de produção rural ou urbano. XXI . Estes bens não se destinam à Administração. ou por interesse social. socorros em caso de calamidade. assim definida em lei. dispondo a lei sobre os meios de financiar o seu desenvolvimento.  Natureza penal → crime de abuso de autoridade.as associações só poderão ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por decisão judicial. o trânsito em julgado. Temos aqui a chamada ocupação temporária que é outra forma do Estado intervir na propriedade privada. nem sempre essa indenização será em dinheiro. XXIII .a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública. . XXVI . mas este fundamento há de vir expresso em lei federal que poderá autorizar o ato interventivo a ser praticado pela União. ou em título de dívida agrária. quando expressamente autorizadas.  Necessidade Pública → a necessidade pública surge quando a Administração defronta situações de emergência. Não haverá necessidade de prévia autorização. 184 e 186-CF/88). XIX . no sentido de dissolução compulsória. Ex. no caso concreto dos associados para que as associações represente-os judicial ou extrajudicialmente. XX . gera ou não empregos. quando o bem urbano não cumpre sua função social. se houver dano.sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento. pois determina sua perda irreversível em favor do Poder Público. já atinge necessariamente sua função social. A Constituição Federal limita a atuação do Poder Judiciário. a função social da propriedade está diretamente ligada à sua produtividade. salvo nos casos de perdas e danos. desde que a mesma exista de forma genérica na própria lei que criou a entidade ou em seus atos constitutivos de pessoa jurídica. Ao contrário da desapropriação a ocupação temporária não é indenizável. Uma das características da desapropriação é ser sempre indenizável.no caso de iminente perigo público. a autoridade competente poderá usar de propriedade particular. autorizando-o à dissolução somente quando a finalidade buscada for ilícita e mesmo assim. todavia. através do devido processo legal. pelos Estados–membros e Municípios. Em verdade este inciso inclui a propriedade quer dos bens de consumo. no primeiro caso. desobedecendo ao plano diretor do Município. mas sim à coletividade ou outros beneficiários que a lei credencia para recebê-los e utilizá-los convenientemente. Ex. alargamento de ruas.as entidades associativas.a pequena propriedade rural. §4º. exigem a transferência urgente de bens de terceiros para seu domínio e uso imediato. indistintamente. ocorrendo iminente perigo público utilizar a propriedade para salvaguardar bens jurídicos mais relevantes. embora não seja imprescindível.é garantido o direito de propriedade. têm legitimidade para representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente. mediante justa e Direito Constitucional – prévia indenização em dinheiro.: defesa do território nacional. quando a propriedade rural não cumpre sua função social (Arts. não será objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua atividade produtiva.: Construção de casa populares. desde que trabalhada pela família.: construção de edifícios públicos. pois existem casos previstos na própria Constituição em que a indenização será em títulos da dívida pública (Art. abertura de praça. A interferência arbitrária do Poder Público no exercício deste direito individual é proibido e pode acarretar responsabilidade tríplice. definindo se a propriedade é ou não dinâmica. assegurada ao proprietário indenização ulterior.132/62). ou no interesse social. por definição. A intervenção na propriedade privada pode ter fundamento na necessidade ou na utilidade pública. XXV . Ex. Logo. quer dos bens de produção. Se a propriedade é improdutiva e estática. Ninguém será privado de exercício de um direito por não pertencer a qualquer espécie de associação. para serem resolvidos satisfatoriamente.  Interesse Social → surge quando o objetivo é um benefício para a coletividade (Lei nº 4.

Como exemplo.Três requisitos são necessários observância deste direito: a) propriedade rural pequena.a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito.279/96 regulou esta matéria. causa mortis. O constituinte fez. deferiu um privilégio temporário de 15 anos para que os autores de inventos industriais. O art. aos intérpretes e às respectivas representações sindicais e associativas. 170. para XXVII . XXXIV .078/90 é a norma que promove a defesa do consumidor. XXXII . independentemente do pagamento de taxas: a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder. b) exclusivamente trabalhada pela família. ou de interesse coletivo ou geral. Lei nº 9. determina que serão vitalícios. Apesar da não incidência de taxas para o exercício destes direitos. XXXVI . pois poderão ser cobrados emolumentos. Entende-se a imagem e a voz como patrimônio pessoal. nos termos da lei: a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução da imagem e voz humanas. não se pode confundir com gratuidade. suscetível de aferição monetária. que serão prestadas no prazo da lei.aos autores pertence o direito exclusivo de utilização. no exercício do que chamamos de jurisdição. XXXV . aos nomes de empresas e a outros signos distintivos. A Constituição garante a existência do Estado de Direito. bem como proteção às criações industriais. XXXI . à propriedade das marcas. A preocupação do constituinte atinge a fiscalização e o aproveitamento econômico das obras como decorrência lógica dos direitos autorais. ressaltar a importância do direito do consumidor como expressão de cidadania plena. O constituinte. para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal. explorem sua criação. V da CF/88 eleva a defesa do consumidor à categoria de princípio da ordem econômica. Exemplo: Exibição das telenovelas no exterior e mesmo aqui. transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar. inclusive nas atividades desportivas. quando os direitos patrimoniais do autor são transmitidos.988/73. b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que criarem ou de que participarem aos criadores. aos filhos. enquanto os demais sucessores gozarão destes direitos por um período não superior a 60 anos. sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do "de cujus". e portanto. XXX . publicação ou reprodução de suas obras. c) o crédito advenha da atividade produtiva.a sucessão de bens de estrangeiros situados no País será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros. O Princípio da Legalidade é o verdadeiro alicerce de uma sociedade civilizada e democrática na solução de seus conflitos sócio-jurídicos.são a todos assegurados. ainda. para cada exibição. Os direitos hereditários podem ser vitalícios ou temporários e a Lei nº 5. Vai prevalecer a lei brasileira beneficiária ao cônjugue ou aos filhos brasileiros.a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio temporário para sua utilização. com o objetivo de evitar monopólios.a lei não prejudicará o direito adquirido. bem como. sob pena de responsabilidade. a defesa do consumidor. Inexiste a obrigatoriedade de esgotamento da instância administrativa para que a parte possa acessar as instâncias jurídicas. A doutrina e a jurisprudência vêm afirmando que não se pode alegar direito adquirido se o prejuízo for Direito Constitucional – 9 . custas ou honorários. apesar da existência de juízes e tribunais e seus respectivos recursos.são assegurados. Dispositivo que protege a liberdade de informação de modo que sob nenhum pretexto podem existir arquivos com informações pessoais que não admitam o seu acesso pelo titular daqueles dados. podemos citar o acesso de qualquer cidadão a tudo que dele conste em órgãos públicos ou. XXXIII . Constitui uma variação no direito de propriedade transmissível por herança. Depois deste prazo qualquer empresa poderá fabricar ou aperfeiçoar o invento.  Direito Adquirido → é o direito evidenciado por uma situação jurídica definitivamente consolidada. os atores terão direito a receber uma participação a ser paga pelos produtores. A proteção ao direito autoral deverá obedecer aos limites e condições estabelecidos na Lei nº 5. A Lei nº 8. ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado.051/95 estabelece um prazo de 15 dias para resposta à petição do cidadão. XXVIII . não existe a obrigatoriedade do duplo grau de jurisdição. Aparece pela 1ª vez em Constituição no Brasil. o direito de um candidato saber o motivo de sua reprovação em um exame psicotécnico para acesso a determinado cargo. Se negado este direito o remédio constitucional a ser usado é o “habeas data”. pais ou conjugue. XXIX . o ato jurídico perfeito e a coisa julgada. A Lei nº 9. na forma da lei.todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular. a contar de 1º de janeiro do ano seguinte do seu falecimento.o Estado promoverá. b) a obtenção de certidões em repartições públicas. determinando que o Poder Judiciário será chamado a intervir sempre que houver ameaça ou lesão a um direito. tendo em vista o interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País. com isto.é garantido o direito de herança.988/73.

não só a criação de tribunais de exceção. O juízo de exceção é aquele criado especialmente para julgar determinados fatos. quando a decisão dos jurados for manifestamente contrária às provas dos autos não afeta a soberania dos veredictos. assim. normalmente em dinheiro para assegurar que o réu não se irá evadir ao responder ao processo criminal. XXXVII . Esse inciso expressa todo repúdio aos regimes totalitários que nortearam os trabalhos da Assembléia Constituinte.  Tipo Penal → conduta proibida XL . Fiança → é a prestação de uma garantia ao juízo. somente os juízos e tribunais previstos no Art. pode. estupro seguido de morte. O júri. b) o sigilo das votações. Prescrição → é uma das formas pelas quais se extingue a punibilidade de um fato. Isto quer dizer que a competência do Tribunal do Júri não é absoluta. Entretanto. A Lei nº 7716/89 define os crimes e respectivas penas. quando muito. após sua ocorrência.  Soberania dos veredictos → nenhum outro tribunal pode reformar o mérito da decisão do júri. de essência e obrigatoriedade constitucional. devendo se abster de qualquer comentário sobre o processo em pauta. ela tem que estar previamente proibida com clara definição de qual comportamento vedado e qual a conseqüência para o descumprimento da proibição (sanção). 92 são reconhecidamente constitucionais. Este princípio deve ser interpretado em sua plenitude. 121 a 127/CP. etc.a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível. Direito Constitucional – Nem todos os crimes dolosos contra a vida serão julgados pelo Tribunal do Júri. O júri é uma garantia constitucional de que cada cidadão tem o direito de em determinadas acusações. com a organização que lhe der a lei.  Coisa Julgada → é a decisão judicial de que já não caiba recurso. os 7 (sete) jurados ficarão incomunicáveis.  Princípio da Anterioridade → prévia cominação legal. nos termos da lei. Para que alguma conduta seja punida criminalmente. é um tribunal popular. para que não sejam afetadas a independência e imparcialidade do órgão julgador. isto é. salvo para beneficiar o réu. XLII . assegurados: a) a plenitude de defesa. Estas hipóteses referem-se às competências especiais por prerrogativa de função. de forma a proibir-se. não tem extratividade.decorrente de dispositivo inovador da própria Constituição. em regra. XXXIX . corrente majoritária entende que os direitos deverão ser preservados e respeitados. As leis penais.é reconhecida a instituição do júri.não haverá juízo ou tribunal de exceção. mas não são julgados pelo Tribunal do Júri. XLI . d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida. sujeito à pena de reclusão. b) as leis excepcionais ou temporárias aplicam-se aos fatos ocorridos durante sua vigência.  Sigilo nas votações → depois de composto o Conselho de Justiça e da prestação do compromisso. Portanto.  Competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida. bem como de exigir o respeito absoluto às regras objetivas de determinação de competência. Deve possuir os requisitos de: agente capaz. Aqui restam consagrados dois Princípios básicos do Direito Penal:  Princípio da Reserva Legal → não há crime nem pena sem que a lei preveja. Crimes dolosos contra a vida → Arts. pois a nova decisão também será dada pelo Tribunal do Júri. com duas únicas exceções: a) lei sempre se move para beneficiar o réu. mas não mudar o veredicto do júri. A Constituição estabelece aqui o Princípio do Juiz Natural. anular o processo por vício de forma. A possibilidade de recurso de apelação. Existem também alguns crimes complexos que tenham como resultado a morte. O nível de integração racial no Brasil é motivo de orgulho e não se pode deixar de punir quem agir com preconceito de raça ou cor. As leis penais só valem durante sua vigência. quando a manifestação for do Poder Derivado através de Emenda Constitucional. mesmo que já tenham deixado de vigorar. objeto lícito e forma prescrita e não defesa em lei. o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas .a lei penal não retroagirá. nem pena sem prévia cominação legal. prevista no Código de Processo Penal. prevalecendo os seguintes princípios:  Plenitude de defesa → garante ao réu todas as oportunidades probatórias permitidas pelo Direito. consistente em não mais aplicar a pena por conta de um grande lapso temporal entre a prática do fato e o momento da punição.  Ato Jurídico Perfeito → é o ato consumado de acordo com a lei vigente ao tempo que se efetuou. como o latrocínio. Princípio da Irretroatividade da Lei Penal. XXXVIII .a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura . c) a soberania dos veredictos. Dispositivo que necessita de leis posteriores para ter eficácia. ser julgado por pessoas do povo. não se movem par trás (retroatividade) nem para frente (ultratividade).não há crime sem lei anterior que o defina. XLIII .a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais.

12 da CF/88 tem todos os direitos do brasileiro naturalizado. c) multa. A concessão de anistia depende de lei. as seguintes: a) privação ou restrição da liberdade. d) de banimento. na forma da lei.nenhuma pena passará da pessoa do condenado.às presidiárias serão asseguradas condições para que possam permanecer com seus filhos durante o período de amamentação. cominação de pena. b) de caráter perpétuo. que o reclama. • Prisão de segurança máxima. ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. apenas será admitida nos casos de guerra declarada. • Albergues para presos de baixa periculosidade. podendo evitá-los. assim poderá ser extraditado nas condições da alínea b.não haverá penas: a) de morte. como alguns gostariam para caso de punição aos crimes hediondos. o terrorismo e os definidos como crimes hediondos. retirando-os de seu país. petrificado. O perdimento de bens é uma nova forma de pena. impossível de ser modificado por qualquer Emenda Constitucional. à justiça do outro. nos termos da lei. 84. A pena de banimento é um ato unilateral que recairia sobre brasileiros. em caso de crime comum. Não confundir com expulsão que é ato idêntico. nos termos do art. XLVIII . Princípio da Personificação → somente a pessoa física que de algum modo concorreu para o crime por ele responderá na medida de sua culpabilidade. XLIX . praticado antes da naturalização. Há duas espécies de extradição: • Ativa: é requerida pelo Brasil a outros Estados soberanos. O Português equiparado. e) suspensão ou interdição de direitos. e sim se configurando como efeito da condenação. quer no adquirente de boa-fé. de acordo com CPM. civis ou militares. quer no patrimônio de um herdeiro. c) de trabalhos forçados. os executores e os que.  Graça → perdão individual concedido pelo Presidente da República que leva à extinção de punibilidade.a pena será cumprida em estabelecimentos distintos. LI . se omitirem. isto é. contra a ordem constitucional e o Estado Democrático. de maneira a permitir que o Estado persiga aqueles bens frutos de aquisição ilícita. estejam eles onde estiverem. os políticos. sendo que algumas delas previstas no Código Penal.é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral. Extradição é o ato pelo qual o Estado entrega um indivíduo. mas que recai sobre estrangeiro e é admitida no ordenamento infraconstitucional.  Envolvimento com tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. Hipóteses constitucionais para extradição: a) Brasileiro nato nunca será extraditado. salvo em caso de guerra declarada. até o limite do valor do patrimônio transferido.nenhum brasileiro será extraditado.não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião. XLVII .  Anistia → perdão concedidos por delitos coletivos. Este é um direito à vida. A pena de morte.a lei regulará a individualização da pena e adotará. entre outras.afins. Quanto à inafiançabilidade e prescrição ver comentários do inciso XLII. O crime de opinião cometido pelo estrangeiro é aquele em que existe a insistência por parte do autor em 11 Direito Constitucional – . O perdimento de bens não é previsto no Código Penal como sanção criminal. Entretanto esta extradição só poderá ser feita para Portugal. b) perda de bens. b) O brasileiro naturalizado somente será extraditado em dois casos: Por crime comum. XLV . por parte dos Estados soberanos. d) prestação social alternativa. São penas permitidas no ordenamento jurídico infraconstitucional. já que a pena não pode passar da pessoa da condenada. Os únicos direitos perdidos pelo preso são o da liberdade de locomoção e no caso de trânsito em julgado da sentença condenatória. XLVI . de acordo com a natureza do delito. Não restitui a primariedade do agente. Quando participação comprovada em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. praticado antes da naturalização. Os crimes contra segurança nacional estão definidos na Lei nº 7170/83. a idade e o sexo do apenado. L . A extradição é um ato bilateral que pressupõe um tratado internacional prévio entre os países envolvidos.constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados. • Passiva: é a que se requer ao Brasil. natos e naturalizados. • Presídio só para mulheres. e) cruéis. podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação do perdimento de bens ser.  Crime praticado antes da naturalização. para que cessem as sanções penais pelo fato apontado como criminoso. especialmente de caráter político. Qualquer ofensa a integridade física ou moral poderá caracterizar os crimes de tortura ou abuso de autoridade. salvo o naturalizado. XIX. estendidas aos sucessores e contra eles executadas. nos termos do art. Proteção ao direito da criança em ser amamentada. • • • LII . e que é competente para julgá-lo ou puni-lo. por eles respondendo os mandantes. XLIV . acusado de um delito ou já condenado como criminoso. independentemente do momento da naturalização.

quando encontrado logo depois com instrumentos.ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente. Nos crimes de ação penal pública o Ministério Público tem um prazo de 5 (cinco) dias se o indiciado estiver preso e 15(quinze) dias se solto para apresentar a denúncia. salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar. fraude. diversas identidades. a observância das regras processuais.a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem. quando se refere à prova ilícita. O nosso ordenamento jurídico apegou-se ao sentido formal do princípio. ou quando acaba de cometê-lo. definidos em lei. segundo o qual cada pessoa será julgada por um juízo que tenha competência natural. limitando a presença em determinados atos. no processo. Este princípio pode ser entendido num sentido formal e num sentido material. no caso de direito penal. em desobediência às normas processuais. Vale acrescentar que a Lei nº 9034/95 determinou que os acusados de participarem de organizações criminosas devem ser sempre identificados. quando ocorre no momento da execução do crime. como por exemplo as obtidas através de tortura. inclusive com previsão da prisão disciplinar. e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa. em processo judicial ou administrativo.o civilmente identificado não será submetido à identificação criminal. Este inciso trata do Princípio do Juiz Natural. às próprias partes e seus advogados. LV . O Princípio da Publicidade dos Atos Processuais admite como exceção a possibilidade do segredo de justiça que torna. LVII . a presunção de não culpado obriga o Ministério Público ou querelante provar cabalmente que o réu praticou uma infração penal. por ofensa a uma norma natural. aos prazos. etc. salvo nas hipóteses previstas em lei. armas. não deferirá o pedido. os atos de processo sigilosos. LIX . como no artigo 155 do CPC. com os meios e recursos a ela inerentes. Vale dizer. filiação. invasões. lesões corporais. independentemente de atuação do judiciário. Na proibição das provas temos que verificar se esta é de natureza exclusivamente processual ou se advém de violação de direitos reconhecidos ao indivíduo. Contraditório → este princípio assegura que a parte tem o direito de se manifestar sobre todas as provas produzidas e sobre as alegações feitas pela parte adversa. Prova Ilegítima → o vício ocorre no momento de sua produção no processo. A própria lei ordinária processual determina o segredo de justiça. LX . a Constituição permite que. isto é. Princípio da Licitude da Prova → a prova obtida por meio ilícito é aquela colhida com infração das leis. juiz. por último.ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente.são inadmissíveis. que compreende as provas ilícitas e as provas ilegítimas. onde correm em segredo de justiça os processos: I – em que o exigir o interesse público. Prova Ilícita → o vício se deu na colheita da prova. as provas obtidas por meios ilícitos. 2º) ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária. ou somente a estes. ou quando é perseguido logo após pela autoridade. No caso desta peça não ser apresentada nestes prazos. excepcionalmente. Exceções existem nos casos do indiciado apresentar carteira de identidade rasurada. pelo ofendido ou qualquer pessoa fazendo presumir por alguma situação que seja autor do fato ou. isto é.ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal. Direito Constitucional – Este inciso não permitiu a recepção do artigo 6º do CPP. LXI . pois é a forma de zelar pelo respeito aos procedimentos e ritos. alimentos. se esta não for intentada no prazo legal. Neste caso. A Constituição. O Princípio do Devido Processo Legal é o mais importante de todos aqueles que tratam o processo. para mostrar a sua inocência.exercer a liberdade de expressão dentro de um regime autocrático. LVI . Quanto à transgressão militar as punições já estão previstas no seus Códigos Disciplinares.ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória. quer se referir à prova proibida.aos litigantes. objetos ou papéis que façam presumir ser ele o autor do fato.será admitida ação privada nos crimes de ação pública. que ordena a identificação datiloscópica dos indiciados. Consagra-se neste inciso o Princípio da Presunção da Inocência. excepcionalmente. divórcio. Somente em duas hipóteses pode o indivíduo ser preso: 1º) em flagrante delito. II – que dizem respeito a casamento. LVIII . Ampla defesa → aqui ao réu é assegurado todos os meios possíveis. LIII . guarda de menores. mesmo que o Brasil mantenha um tratado de extradição com o país requerente. Atualmente somente a pessoa que não possuir identificação civil deverá se submeter a este processo. a vítima ou seu representante legal assuma a titularidade da ação penal através da ação penal privada subsidiária da pública. . LIV .

tais como hospitais. durante todo transcurso do julgamento ninguém será levado à prisão se couber liberdade provisória. • Fiança – é instituto que garante à pessoa o direito de defender-se em liberdade mediante uma caução real. no momento da devolução. isto é. LXIII – o preso será informado dos seus direitos. Ninguém é obrigado a fazer prova contra si mesmo. A identificação da autoridade ou pessoa responsável pela execução da prisão ou do interrogatório é medida salutar contra o abuso de poder. O Pacto de São José. salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel. da Costa Rica – Convenção Americana dos Direitos Humanos – adotado no Brasil. A pessoa que usa do habeas corpus é chamada de paciente. etc. casa de saúde. O habeas corpus inaugura o rol de garantias judiciais destinadas à proteção dos direitos fundamentais. sob o manto da ilegalidade.) ou jurídica. em favor de terceiro que esteja sofrendo coação ilegal em sua liberdade de ir e vir. garantindo que esta pessoa comparecerá a todos os atos processuais para os quais for chamado. descumpre este dever desviando ou consumindo o bem. LXVIII – conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção. analfabeto. sempre que for possível. LXVI – ninguém será levado à prisão ou nela mantido. entre os quais de permanecer calado. Para isto usamos de dois institutos: • Liberdade provisória – assegura o poder da pessoa acusada. • Que o direito seja violado por ilegalidade ou abuso de poder. LXIX – conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo. O relaxamento da prisão é instituto apenas aplicado quando a prisão é efetuada fora dos critérios legais. abrigos. quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público. não dependa de discussão judicial.LXII – a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicado. não amparado por habeas corpus ou habeas data. o que às vezes pode ser uma boa estratégia de defesa. Muito embora este ato configure um ilícito penal o habeas corpus servirá para estabelecer a liberdade imediata do paciente. O habeas corpus pode ser impetrado por qualquer pessoa física (brasileiro. a Constituição afirma que alguém. etc. permanecer solta enquanto houver decisão recorrível. O habeas corpus pode ser preventivo. quando a lei admitir liberdade provisória. o que facilita a ocorrência do abuso de autoridade. LXX – o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por: Direito Constitucional – 13 . A decisão tomada no habeas corpus deverá ser executada imediatamente. Continuando na defesa da liberdade. O Mandado de Segurança protege direito líquido e certo. LXV – a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária. LXIV – o preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório policial. São espécies de Mandado de Segurança: individual ou coletivo. • Depositário infiel – aquela pessoa que recebe um bem para manter em depósito para posterior restituição ao proprietário e. Pode ser autor do MS pessoa física ou jurídica titular de direito líquido e certo violado. quando se quer evitar a consumação da lesão ao direito de locomoção ou liberatório / repressivo quando se quer cessar tal lesão. ou seja. imune de dúvidas. • Que na hipótese não caiba habeas corpus ou habeas data. É dever do juiz relaxar imediatamente a prisão considerada ilegal. por ação ou por omissão. Quando a prisão atende aos requisitos legais. com objetivo de evitar a incomunicabilidade do mesmo. • Que a agressão ao direito seja praticada por autoridade pública ou por quem a represente. A prisão civil é imposta como forma de coerção ao indivíduo para que ele cumpra com a obrigação legal cabível em duas situações: • Descumprimento voluntário de obrigação alimentar – enquanto a pessoa não efetuar o pagamento ficará preso. Constituição exige que além da comunicação imediata. a hipótese de se obter a liberdade será através do instituto da liberdade provisória. sendo-lhe a assistência da família e de advogado. A jurisprudência admite uma hipótese de habeas corpus impetrado em face de ato particular: quando a pessoa estiver sendo impedida de sair de casas de internação. o inciso dispõe sobre os direitos do preso à assistência da família e de advogado e ainda o de ser informado sobre seus direitos. A assistência da família e dos advogados deve ser efetivas e não meramente formais. estrangeiro. deverá responder o processo penal em liberdade. seja informado o local de prisão. O HC protege a liberdade de locomoção violada ou na iminência de sê-la. preventivo ou repressivo. LXVII – não haverá prisão civil por dívida. permite que o réu fique em silêncio. São requisitos para a sua impetração: • Que o direito seja líquido e certo. Além disso. por ilegalidade ou abuso de poder. isto é. menor. com ou sem fiança.

• O autor tem de ter legitimidade processual e estar representado por advogado ( capacidade postulatória). A Lei 9. à soberania e à cidadania. entidade de classe ou associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano. • Propositura por cidadão. O habeas data é ação constitucional de natureza personalíssima. subtraí-los. São requisitos para sua propositura: • Ação ou omissão praticada pelo Poder Público que implique em lesão ao patrimônio público. assim como o que ficar preso além do tempo fixado na sentença. A isenção do pagamento de custas para estas duas ações é importante medida para garantir a defesa dos direitos fundamentais. Não pode ser pessoa jurídica. aí compreendidos a possibilidade de retificá-los. são assegurados a razoável duração . ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. LXXIV – o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos. ficando o autor. O impetrante só pode ser a pessoa detentora das qualidades constantes dos bancos de dados. à moralidade administrativa. Além de ser garantida pela Constituição a gratuidade destes dois importantes documentos é dirigida às pessoas que não têm recursos.507/97 regulamenta o habeas data e exige que antes de entrar com a ação seja feita a tentativa administrativa de acesso à informação ou Direito Constitucional – retificação. b) para retificação de dados. exceto se houver má-fé. os atos necessários ao exercício da cidadania. etc. em defesa dos interesses de seus membros e associados. • Organização Sindical ou Associação de Classe com pelo menos de 1(um) ano de funcionamento e em defesa dos interesses de seus associados. LXXII – conceder-se-á habeas data: a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante. A posição do STF é baseada em que o juiz não pode legislar e isto estaria acontecendo no caso de decisão a favor dos direitos do impetrante. ter isenção de pagamento de atos jurídicos. Estabelece uma outra finalidade no uso de Hábeas Data. constantes de registros ou banco de dados de entidades governamentais ou de caráter público. b) certidão de óbito. b) organização sindical. da moralidade administrativa e do meio ambiente. podem ser autores desta ação: • Partido Político com representação no Congresso Nacional. Não se admite erro judiciário e a prisão por tempo superior ao demarcado na sentença. LXXI – conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício de direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade. A União. LXXVI – são gratuitos para os reconhecidamente pobres. que de exigir que se faça anotações nas informações sobre o impetrante. LXXIII – qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise anular ato lesivo ao patrimônio público ou entidade de que o Estado participe. os Estados e Municípios têm o dever de assistir aos necessitados. Tem por objetivo garantir à pessoa o acesso a informações constantes em banco de dados públicos ou de caráter público. O habeas data será impetrado para conhecer os dados constantes do banco de dados ou para corrigi-los. Ação Popular é uma ação que visa proteção do patrimônio público. Somente com a negativa se admite a impetração do habeas data. Além disso. isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência. LXXV – o Estado indenizará o condenado por erro judiciário. LXXVIII – a todos. LXXVII – são gratuitas as ações de habeas corpus e habeas data e. A decisão do Mandado de Injunção deve servir para que o impetrante exerça o direito que a lei deveria regulamentar. na forma da lei: a) o registro civil de nascimento. à soberania e à cidadania. O Mandado de Segurança Coletivo deve observar todos os requisitos para o MS Individual. O Mandado de Injunção é ação constitucional cabível quando um direito fundamental deixa de ser exercido por falta de norma que o regulamente. judicial ou administrativa. na forma da lei.a) partido político com representação no Congresso Nacional. A responsabilidade do Estado é objetiva e a pessoa deve ser indenizada por danos morais ou materiais. Jurisprudência do STF vem negando esta posição. entendendo que o juiz deve apenas declarar se a ausência da norma está causando prejuízo ao impetrante permitindo que ele acione o Estado por perdas e danos. A Ação Popular é regulamentada pela Lei 4717/65. salvo comprovada má-fé. As injustiças cometidas pelo Estado devem ser indenizadas. no âmbito judicial e administrativo. Esta assistência dá o direito de ter advogado pago pelo Poder Público. A Lei 1060/50 cuida a assistência jurídica a essas pessoas. etc. quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso. a ação cabível será o Mandado de Segurança. É ação isenta de custas e de ônus de sucumbência. notariais. Entretanto esta proteção deverá estar relacionada com as liberdades constitucionais e os direitos relativos à nacionalidade. Se os dados que se pretenda conhecer forem de terceiros. Assim a Constituição assegurou aos hipossuficientes assistência jurídica.

XXI e XXIV. . O STF reconhece direito fundamental criado por meio de tratados. a eles apenas se aplicam os incisos IV. Este dispositivo trata da eficácia e aplicabilidade das normas constitucionais. quando do seu exame. Ele é um fundo de reserva constituído mediante depósitos compulsórios em conta bancária em nome do trabalhador. DOS DIREITOS SOCIAIS 1. se o tratado submeter-se à aprovação de 3/5 dos membros de cada uma das Casas do Congresso Nacional e em dois turnos. como também os trabalhadores que não possuem vínculo empregatício nenhum. XV. em caso de desemprego involuntário. trouxe a possibilidade dos tratados que versarem sobre direitos humanos adquirirem forma e hierarquia de norma constitucional. utilizada no caput desse artigo é extremamente ampla e abrange não apenas os empregados. que prevê. embora continuem em situação desprivilegiada em relação aos demais: dos 34 incisos arrolados no artigo 7º. § 4º. em dois turnos. Convém assinalar que a inclusão dos trabalhadores rurais entre os titulares dos direitos que serão arrolados representa enorme avanço em direção à justiça social. Atualmente este direito deve ser exercido por meio de petições nos autos em que a demora é injustificada. processar e julgar pessoas acusadas de violação do direito internacional humanitário. o lazer. XVII. O seguro desemprego atualmente corresponde a aproximadamente 70 % do salário mínimo. caso trate de direitos humanos. em cada Casa do Congresso Nacional. vale o disposto no artigo 10 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT). São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. Art. Disso resulta que um tratado. § 1º. 3. Este.107/66. . 6º . ou mesmo até na acolhida pelo Brasil de Tratados Internacionais. Enumeração dos Direitos Sociais Art. Os recursos para seu pagamento provêm do PIS-PASEP (art. As normas definidoras de direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata. o trabalho.São direitos sociais a educação. 5. que preverá indenização compensatória. Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados. FGTS III – fundo de garantia do tempo de serviço. 7º . desde que seja observado pelo Congresso Nacional. 5º têm aplicabilidade imediata.do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação A duração razoável do processo veio a ser incluída pela EC nº45. XVIII. 6º . tais trabalhadores estavam completamente destituídos de direitos constitucionais. O Tribunal Penal Internacional é uma corte criada para o fim de investigarem. VIII. por três quintos dos votos dos respectivos membros. dentre outros direitos. A expressão trabalhador. A Emenda Constitucional nº45/2004. Seguro desemprego II – seguro desemprego. que passaremos a estudar a seguir. como aquelas suspeitas da prática de crimes de guerra. pode tramitar perante o Congresso Nacional na forma de emenda. caso cuide de outras matérias. na forma desta Constituição. crimes contra humanidade e genocídio. isto é. No ordenamento constitucional anterior. a proteção. não estão dispostos exaustivamente. 2. Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados. enumerará aos direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. acrescido de 40% sobre os depósitos do FGTS a ser levantado a título de indenização. Os trabalhadores domésticos também tiveram ganhos com a Constituição de 1988. no inciso I. §2º. § 3º. o FGTS acabou substituindo a estabilidade no emprego. nos termos de lei complementar. além da sua integração à previdência social. ou na forma de decreto legislativo. Art. direcionada aos órgãos administrativos dos tribunais. passíveis de supressão ou alteração por emendas constitucionais. à maternidade e à infância. Direitos dos Trabalhadores O artigo 7º. a assistência aos desamparados. 239 da CF). O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional cuja criação tenha manifestado adesão. serão equivalentes às emendas constitucionais. ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte. O rol de direitos fundamentais explícitos no art. sendo possível o seu reconhecimento fora deste capítulo da Constituição. a saúde. pactos ou convenções incorporados à ordem jurídica brasileira. o rito disposto para aprovação de Emenda Constitucional. a segurança. além de outros que visem à melhoria de sua condição social: Indenização por despedida arbitrária ou sem justa causa I – relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa. a previdência social. Introdução Os direitos sociais são direitos coletivos. VI. XIX. Eficácia significa produção de efeitos e aplicabilidade a sua incidência em um caso concreto. A partir da EC-45/2004 o Brasil pode aderir à jurisdição deste tribunal. As normas dos incisos do art. Até que seja promulgada a lei complementar que deverá regular tal indenização. ou seja. Criado pela Lei nº.5º é exemplificativo. a moradia. atualmente. por Direito Constitucional – 15 .

saúde. para os que percebem remuneração variável. Participação nos lucros XI – participação nos lucros ou resultados. uma vez que existem atividades que. foi estendido e aos domésticos Adicional noturno IX – remuneração do trabalho noturno superior à do diurno. participação na gestão da empresa. Piso salarial V – piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho. nunca inferior ao mínimo. O FGTS corresponde a uma indenização de 8% do salário mensal. higiene. ainda que seja feito com o consentimento de ambas as partes.: Os trabalhadores domésticos também têm direito ao salário mínimo. facultada a compensação de horários e a redução da jornada. com cheque numa sexta-feira e após o término do expediente bancário). Salário família XII – salário família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da lei. A nova redação conferida ao artigo 7º. para pagar menos de um salário mínimo aos seus empregados. remuneração adicional para o trabalhador que excedê-lo. Se posicionando acerca de tal dispositivo. altera o sistema de salário família.101/00 regula a participação dos trabalhadores nos lucros ou resultados da empresa como instrumento de integração entre o capital e o trabalho e como incentivo à produtividade. não se incorporando ao salário do empregado. Piso salarial é a remuneração mínima estipulada em lei para cada categoria profissional. Salário mínimo IV – salário mínimo. Jornada máxima de 44 horas XIII – duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais. por exemplo. OBS. a Previdência Social considera trabalhador de baixa renda para fins de recebimento do salário família. salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo. logo abaixo. por parte do empregador. Convenção coletiva é o acordo realizado entre o sindicato dos empregados. educação. também chamado de gratificação natalina. e o sindicato patronal. só podem ser realizadas trabalhando-se acima desse limite (é o caso do piloto de avião. Um acordo isolado entre patrão e empregado não permite a redução do salário. mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho. transporte e previdência social. mesmo que o trabalhador exerça atividade onde receba uma parcela fixa e outra variável. 10. agora. sendo vedada sua vinculação para qualquer fim. Tal prática. anteriormente considerado direito dos dependentes dos trabalhadores em geral passando a ser direito apenas dos trabalhadores de baixa renda. art. o limite de 8 horas diárias também não é absoluto. mais elevado deverá ser o piso salarial. O adicional noturno. e. nacionalmente unificado. conforme definido em lei. A proibição de vinculação para qualquer fim significa que o salário mínimo não poderá ser utilizado como índice de reajuste de preços. excepcionalmente. com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo. O direito ao décimo terceiro salário. de um lado. história do direito constitucional brasileiro. costumavam astuciosamente reter os salários dos empregados (pagando-os. o objetivo deste inciso é procurar impedir o uso de estratagemas ou ardis. somente poderá utilizá-lo nas situações previstas em lei. Consiste num acréscimo de 20% sobre os vencimentos devidos pelo período efetivamente trabalhado.sua vez. Proibição da retenção dolosa do salário X – proteção do salário na forma da lei. segundo a Consolidação das Leis do Trabalho. lazer. vestuário. para auferir lucros em aplicações de curto prazo no mercado de capitais. fixado em lei. também se aplica aos trabalhadores domésticos. Acordo coletivo é aquele realizado entre o sindicato de empregados e as empresas da correspondente categoria econômica. Salário nunca inferior ao mínimo VII – garantia de salário. inciso XII. inciso 7º. de outro. aquele que perceber remuneração mensal igual ou inferior ao estipulado na Lei. Muitas empresas. constituindo crime sua retenção dolosa. Na realidade. em vôo Irredutibilidade do salário VI – irredutibilidade do salário. O limite de 44 horas por semana é a regra. por sua própria natureza. antes do advento deste inciso. mas o legislador irá prever. OBS. pela primeira vez na Direito Constitucional – .: A irredutibilidade do salário. 73. Quando maior e mais complexo for o trabalho. Da mesma forma. alimentação. 13º salário VIII – décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da aposentadoria. desvinculada da remuneração. A Lei nº. submetendo seus autores às penas da lei. capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia. Não é permitido o pagamento de vencimentos inferiores ao salário mínimo. A redução do salário só é possível através de convenção ou acordo coletivo. é tipificada como criminosa. será devido para aquele que trabalharem entre as 22 horas de um dia e às 5 horas do dia seguinte.

: O direito ao aviso prévio foi assegurado aos trabalhadores domésticos. daí a sua exigência. a. Daí o estabelecimento da jornada de 6 horas para esse tipo de serviço. de outra parte. à proibição do trabalho noturno ou insalubre etc. Férias anuais remuneradas e 1/3 de férias XVII – gozo de férias anuais remuneradas com. preferencialmente aos domingos. etc. Licença gestante XVIII – licença à gestante. podendo ser estipulada para qualquer outro dia da semana. Perigosa é a atividade que implica no contato com inflamáveis ou explosivos. hidrelétricas e empresas de telefonia. insalubres ou perigosas XXIII – adicional de remuneração para as atividades penosas. dos ADCT estipulou o prazo de cinco dias. Obs.transcontinental). no mínimo. o lazer é considerado um direito social. O direito da gestante de não perder o emprego foi garantido pelo art. a Constituição deixa aberta a possibilidade de compensação de horários contanto que haja redução de jornada. ADCT). porém a Lei nº. A negociação coletiva tende a ser mais equilibrada do que a negociação isolada entre padrão e empregado. do ADCT. o constituinte achou justo que. seja em relação à maternidade. Como há uma sobrecarga do trabalhador. Aviso prévio XXI – aviso prévio proporcional ao tempo de serviço sendo no mínimo de trinta dias. 10. insalubres ou perigosas. minerações. Insalubre é a atividade que expõe o trabalhador a agentes nocivos à saúde.: Os trabalhadores domésticos também gozam deste direito. nos termos fixados em lei. 6º. pelo menos. desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de eu mandato (art. Exercendo o trabalhador qualquer uma dessas atividades. A folga aos domingos não é obrigatória. que Direito Constitucional – 17 . seja em relação à saúde do recém-nascido. nos termos da lei. Nessa perspectiva. conforme vimos no art. Siderúrgicas. por ocasião de suas férias. porém podem fazer com que esses limites tenham que ser ultrapassados. Em vista disto. hospitais. Penosa é a atividade que causa incômodo ou sacrifício. ou à redução da jornada de trabalho. Obs. na forma da lei. 9. o art. Repouso semanal remunerado XV – repouso semanal remunerado. não foi ainda editada. não admitem interrupção de atividades. um terço a mais do que o salário normal.: Os trabalhadores domésticos também gozam do direito previsto neste inciso. sendo que isto somente poderá ser decidido através de acordo ou convenção coletiva. 10. A lei que deveria regular este inciso. A remuneração adicional de no mínimo 1/3 do salário visa propiciar algum lazer ao trabalhador. Obs. isto é. Redução dos riscos do trabalho XXII – redução dos riscos inerentes ao trabalho. Proteção do mercado de trabalho da mulher. no mínimo. Adicional para atividades penosas. XIV – jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos interruptos de revezamento. Sua duração é de 120 dias. pelas horas excedentes. Até que sobrevenha a lei. desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o seu parto. com 50% a mais. Licença paternidade XIX – licença paternidade. todavia.: A licença gestante também se aplica aos trabalhadores domésticos. É um instituto peculiar a todos os contratos de execução por tempo indeterminado. Aliás. Aviso prévio é uma notificação que uma parte faz à outra de sua intenção de não mais prosseguir no contrato de trabalho. 10. a critério do empregador. onera efetivamente a folha de jornada prevista na Constituição. terá direito ao adicional correspondente. como ocorre com o trabalho. Esta medida. por exemplo.799 de 26 de maio de 1999 insere na Consolidação das Leis do Trabalho regras sobre o acesso da mulher ao mercado de trabalho. Remuneração de hora extra superior à normal XVI – remuneração do serviço extraordinário superior. pedreiras. II. XX – Mercado de trabalho da mulher. em cinqüenta por cento à do normal. com no máximo 8 horas por dia. Circunstâncias especiais. Obs. quis o legislador proteger o mercado de trabalho da mulher através de incentivos específicos. com a duração de cento e vinte dias. fosse este remunerado mais que proporcionalmente ao que recebe normalmente. que veda a dispensa arbitrária ou sem justa causa da empregada gestante. nos termos da lei. § 1º. salvo negociação coletiva. como os trabalhos executados em subterrâneos. em condições de risco. por meio de normas de saúde. higiene e segurança. mediante incentivos específicos. As comissões internas de prevenção de acidentes (CIPA) cumprem um importante papel na fiscalização do direito previsto neste inciso e o constituinte procurou garantir a atuação dessas comissões vedando a dispensa arbitrária ou sem justa causa do cipeiro (empregado eleito para cargo de direção das mesmas). Obs. sem prejuízo do emprego e do salário. sobretudo naqueles que vinculam a pessoa. A duração do trabalho normal é de 44 horas. subsolo. II. No mundo moderno é comum encontrar dispositivos de lei que protegem a mulher empregada. acima dos limites de tolerância. e.: Os trabalhadores domésticos também têm este direito.

técnico e intelectual ou entre os profissionais respectivos. XXXII – proibição de distinção entre trabalho manual. luvas e botas aos seus empregados. de exercícios de funções e de critério de admissão por motivo de sexo. com zelo e diligência. sem excluir a indenização a que este está obrigado. na esfera civil. compatível com o seu desenvolvimento físico. portanto. seja ele rural. Se ele não o fizer e ocorrer um acidente. Direito Constitucional – Exemplificando: a legislação obriga o empregador da construção civil a fornecer capacete. ajustado por escrito e por prazo determinado.213/91 (Dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência Social e dá outras providências). responderá. salvo na condição de aprendiz. Seja ele urbano. Creche e pré-escola para filhos de até 5 anos (De acordo com a EC nº 53/2006. quanto a crédito resultante das relações de trabalho. moral e psicológico e o aprendiz a executar. Em decorrência disto. com prazo prescricional de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais. e 30%. Exemplo: Empregado urbano ou rural trabalhou 10 anos em uma empresa e é mandado embora. cor ou estado civil. Espera 1 ano e 11 meses para ingressar com ação trabalhista. perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos. nos acordos coletivos não há a presença de sindicatos patronais. alterado de 6 para 5 anos) XXV – assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até cinco anos de idade em creches e pré-escolas. contados da data da propositura da ação. no caso. a partir de quatorze anos. do direito de ingressar na justiça para pleitear as verbas trabalhistas que entende achar de direito. Direito à aposentadoria XXIV – aposentadoria. Seguro contra acidentes XXVIII – seguro contra acidentes de trabalho. responderá. esteve desvinculado da empresa por 1 ano e 11 meses. na forma da lei. se fornecer o material. independentemente de estarem ou não associados ao sindicato.segundo a CLT variará entre 40% e 10%. as cláusulas da convenção coletiva atingem a totalidade dos integrantes de uma categoria profissional e econômica. devendo o empregado ou sua família. ao passo que nas convenções coletivas. e disso advier um acidente. por culpa. Na realidade. em muitos países. da esfera civil. Prescrição. Proteção em face da automação XXVII – proteção em face da automação. um problema social sério: a dispensa maciça de trabalhadores. encontramos a presença do sindicato de trabalhadores de um lado e. de outro. sobre o valor do salário sem os acréscimos resultantes de gratificações. não. Nela poderá pleitear apenas os últimos cinco anos desde a propositura da ação. o prazo máximo é de até dois anos após a extinção do contrato. até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho. Reconhecimentos das convenções e acordos coletivos XXVI – reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho. falhou com as cautelas necessárias ao seu dever de ofício. no tocante ao trabalho. sim. Essa responsabilidade é subjetiva. Princípio da isonomia no trabalho XXX – proibição de diferença de salários. 428 da CLT. Ação trabalhista XXIX – ação. o seguro contra acidentes deverá ser pago para aquele que sofreu um acidente que tenha provocado lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte. Obs. XXXI – proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do trabalhador portador de deficiência. Segundo o art. 19 da Lei nº 8. as tarefas necessárias a essa formação. ou perda ou redução permanente da capacidade para o trabalho. empregador. a presença de uma empresa ou grupo de empresas. mas não fiscalizar o seu uso. inscrito em programa de aprendizagem. Conforme discutimos anteriormente. a cargo do empregador. é a perda. Proteção ao trabalho do menor XXXIII – proibição de trabalho noturno. por parte do trabalhador. na esfera civil. em que o empregador se compromete a assegurar ao maior de quatorze e menor de dezoito anos. para atividades insalubres. Além do segundo. provar que houve dolo ou culpa por parte do empregador e que por isto ocorreu o acidente. ele. Os três incisos acima são variações do princípio da isonomia. Segundo o art. quando incorrer em dolo ou culpa. haverá para o empregador que tenha agido com dolo ou culpa o dever da reparação do dano. Daí a previsão de proteção contida neste inciso. que deverá ser regulado em lei. para fins de indenização. A robotização tem causado. Tanto o trabalhador urbano quanto o rural poderão pleitear na justiça apenas os últimos cinco anos trabalhos. enquanto que no acordo coletivo só são atingidos os empregados daquela empresa ou grupo que participou do acordo. porque nos últimos cinco anos.: Os trabalhadores domésticos também têm direito à aposentadoria. Por outro lado. idade. nos acordos coletivos. por dolo. para atividades perigosas. Contrato de Aprendizagem é o contrato de trabalho especial. formação técnico-profissional metódica. . Tal assistência visa dar tranqüilidade ao trabalhador com relação ao bem-estar de seus filhos. perceberá apenas 3 anos e 1 mês. os demais. prêmios ou participação nos lucros da empresa.

uma vez que. mas que também não chega a ser autônomo. Nos processos. não pode mais intervir ou interferir nas decisões dessas organizações. na mesma base territorial. ainda. na mesma base territorial. Isso é de muito bom alvitre. casos de sindicatos que representam trabalhadores em regiões maiores do que o Município. somente haverá um único sindicato representativo de uma categoria profissional. portanto. bem como a sua integração à previdência social. repouso semanal remunerado. Neste inciso. ressalvado o registro no órgão competente. taxativamente. Liberdade de sindicalização V – ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato. IV – a assembléia geral fixará a contribuição que. segundo a doutrina. XV. A empresa não poderá fazer distinção entre os trabalhadores permanente e os trabalhadores avulsos que lhe prestam serviços. irredutibilidade do salário. como na esfera administrativa. décimo terceiro salário. não protegidos pelo manto do ordenamento jurídico. ingressar como réu. Entende que se houver uma proliferação de sindicatos haverá um enfraquecimento do movimento sindicalista e que. por exemplo. executam serviços nas residências das famílias. inciso XX. XVIII. Empregado permanente é toda pessoa física que presta serviços de natureza não eventual a empregador. III – ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria. contudo. Para a fundação de um sindicato. basta apenas à elaboração de seu estatuto social. para custeio do sistema confederativo da representação sindical respectiva. Consagrou o legislador aqui a unidade sindical. licença gestante. 4. representava uma interferência no direito sindical. Pode-se inferir. Este inciso alterou a regra prevista na CLT. originalmente. O valor da contribuição em pauta.XXXIV – igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso. o valor é variável. para os empregadores. corresponderá à remuneração de um dia de trabalho por ano. a confederação. coletivos e individuais. não serão tolerados. não subordinado à empresa. XIX. em qualquer grau. Uma vez que. XVII. a instituição de um Imposto para custeio. tanto na esfera judicial. autor. o legislador nos diz qual o objetivo do sindicato: ele foi investido de capacidade processual pra defesa dos direitos e interesses. que será registrado no órgão competente. Há. licença paternidade. no capítulo dos direitos sociais. há a instituição da liberdade de associação como direito coletivo. da categoria. atendendo necessidades desta sua vida norma. a filiação a ele não é obrigatória e o Estado. Direitos dos trabalhadores domésticos Parágrafo único – São assegurados à categoria dos trabalhadores domésticos os direitos previstos nos incisos IV. o legislador achou por bem tornar obrigatória a presença do sindicato em todas as negociações coletivas. aposentadoria e integração à previdência social. como em regiões metropolitanas. portanto. O sindicato é uma associação específica de trabalhadores assalariados ou equiparados destinada a defender os seus interesses perante os patrões. Trabalhadores domésticos são os que. pois todos os outros estão apenas previstos. e uma vez que o que for nelas decidido refletirá em toda a categoria profissional. que proibia aos inativos o exercício de cargo de Direito Constitucional – 19 . nada mais lógico do que reprisá-lo aqui. ou seja. Participação obrigatória do sindicato nas negociações coletivas VI – é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho. deve-se proibir essa conduta. XXI e XXIV. VIII. Estamos diante do único imposto criado pela Constituição. A Constituição lhes assegurou os seguintes direitos: salário mínimo. Dispensou o legislador a autorização que. é a subordinação. aviso prévio. VII – o aposentado filiado tem direito a votar e ser votado nas organizações sindicais. 8º . O traço fundamental para ser empregado permanente. inclusive em questões judiciais ou administrativas. não. Direitos Sindicais Liberdade de associação sindical Art. Trata-se de um poder-dever do sindicato. a área do Município. Unidade sindical II – é vedada a criação de mais de uma organização sindical. vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical.É livre a associação profissional ou sindical. enquanto o sindicato tem suas bases nos trabalhadores. VI. O sindicato é livre. sob a dependência deste e mediante salário. as convenções coletivas de trabalho surgiram de momentos de tensão entre empregado e empregador. assistente ou parte interessada. Trabalhador avulso é o trabalhador casual. Nesse inciso houve a instituição de uma contribuição para o sustento do sistema confederativo da representação sindical. poderá. que será definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados. que sindicatos paralelos. mediante relação de confiança. independentemente da contribuição prevista em lei. em se tratando de categoria profissional. observado o seguinte: Proibição ao poder público de interferir e intervir na organização sindical I – a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato. Como no artigo 5º. representativa de categoria profissional ou econômica. pelo menos. no tocante aos seus direitos. será descontada em folha. para os trabalhadores. férias anuais e 1/3 de férias. segundo o legislador. não podendo ser inferior à área de um Município. assim. que foi definida em sendo.

e a Lei Maior não lhe garante proteção especial contra a despedida arbitrária. Cidadão – é o nacional (brasileiro nato ou naturalizado) no gozo dos direitos políticos e participantes na vida do Estado. População – é o conjunto de habitantes de um território. Art. Sua atuação se restringe à intermediação de acordos no âmbito da empresa. g) captação e tratamento de água e esgoto. j) processamento de dados ligados a serviços essenciais. no caso. e visa garantir a existência dos próprios sindicatos.secundária A nacionalidade primária. salvo se cometer falta grave nos termos da lei. Algumas definições auxiliares • • • • Povo – é o conjunto de pessoas que fazem parte de um Estado. é assegurada a eleição de um representante destes com a finalidade exclusiva de promover-lhes o entendimento direto com os empregadores.783/89. prevista no § 2º. os mesmos princípios que adotou para os sindicatos urbanos. deve ser pautado pela prudência e pela responsabilidade. fazendo deste individuo um componente do povo. e não um legítimo direito do trabalhador. durante a greve. direito de nacionalidade 1. culturais. É seu elemento humano. gás. 3. como foi adotado neste inciso. b) produção de energia elétrica. a prestação dos serviços indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade. Nos serviços ou atividades essenciais. combustíveis. O exercício do direito de greve. O dispositivo acima é mera transcrição do artigo 543. Espécies de Nacionalidade Existem duas espécies de nacionalidade: . de um país. que regulou a greve. Nação – agrupamento humano. equipamentos e materiais nucleares. § 1º . desde que habitantes de um mesmo território. Parágrafo único – As disposições deste artigo aplicam-se à organização de sindicatos rurais e de colônias de pescadores. de lei que a regulamente.primária . resulta do nascimento a partir do qual por critérios sanguíneos.administração sindical ou de representação econômica ou profissional. h) telecomunicações. § 3º da CLT. também chamada por originária. Direito de greve Art. f) transporte coletivo. A participação de trabalhadores e empregadores nos órgãos mencionados busca conferir caráter mais democrático. de uma cidade. 9º . O representante dos trabalhadores. A Constituição anterior considerava a greve uma subversão à ordem. a garantir. é o que a doutrina chama de delegado. c) assistência médica e hospitalar. de uma região. nos diz que as atividades essenciais são: a) tratamento e abastecimento de água. os empregadores e os trabalhadores ficam obrigados. competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender. ainda que suplente. cujos membros fixados num território. de comum acordo. até um ano após o final do mandato. A Lei nº 7.É assegurado o direito de greve. A previsão de responsabilidade por abusos. Proteção ao sindicalista VIII – é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical e. i) guarda. d) distribuição e comercialização de medicamentos e alimentos. Art. Conceito Nacionalidade é o vínculo jurídico político que liga um individuo a certo e determinado Estado. Há aqui mais uma inovação. 10 – É assegurada a participação dos trabalhadores e empregadores nos colegiados dos órgãos públicos em que seus interesses profissionais ou previdenciários sejam objeto de discussão e deliberação. O intuito do legislador é estender. maior legitimidade e maior representatividade às decisões governamentais. capacitando-o a exigir sua proteção e sujeitando-o ao cumprimento de deveres impostos. carece. os sindicatos. apenas. se eleito. l) controle de tráfego aéreo e compensação bancária. Direito Constitucional – . § 2º . 2. Aqui engloba-se os nacionais e estrangeiros. territoriais ou mistos será estabelecida.A lei definirá os serviços ou atividades essenciais e disporá sobre o atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade. são ligados por laços históricos. mediante lei futura que regule a matéria.Os abusos cometidos sujeitam os responsáveis às penas da lei. uso e controle de substâncias radioativas. 11 – Nas empresas de mais de duzentos empregados. e) serviços funerários. ainda. aos sindicatos rurais e de colônias de pescadores. atendida as condições que a lei estabelecer. econômicos e lingüísticos. é assegurados.

sendo. Nascidos no estrangeiro. ou ao a pátria / heimatlos. que vindo residir no Brasil optem a qualquer tempo pela nacionalidade brasileira.1. 4. que não o seu próprio. portanto ato discricionário do Presidente da República. baías. no mínimo. Existe uma única exceção à aplicabilidade do critério do “ius soli”. excluídos ou de língua portuguesa. após o nascimento. independentemente da nacionalidade dos seus ascendentes. A naturalização é o único meio derivado de aquisição de nacionalidade.3. o legislador constituinte adotou o ius sanguinis somado a um critério funcional. Ius sanguinis – por esse critério será nacional todo o descendente de nacionais. (IUS SANGUINIS + CRITÉRIO FUNCIONAL) c) São brasileiros natos os nascidos no estrangeiro. excluídos os originários de países de língua portuguesa. independentemente do local de nascimento. desde que venham a residir na República Federativa do Brasil e optem. em qualquer tempo.2. pela nacionalidade brasileira. Extraordinária ou quinzenária 6. São também considerados como território nacional os navios e as aeronaves de guerra brasileira. Desta forma. ou seja. que é um ato de soberania estatal. com rios.“ius soli” aplicando-se ambos a partir do nascimento. Direito Constitucional – 21 . abrangendo-se o serviço diplomático. “em regra”. lagos. por um ato voluntário e não por fato natural. assumir a nacionalidade do país em que se encontra. para ser considerado brasileiro nato. Não existe direito subjetivo à obtenção da naturalização. Conceito O brasileiro naturalizado é aquele que adquire a nacionalidade brasileira de forma secundária. que detém outra nacionalidade. Aquisição Originária – Hipóteses A Constituição Federal prevê taxativamente as hipóteses de aquisição da nacionalidade originária. I CF/88. o serviço consular. Assim são requisitos: 1º) ser filho de pai brasileiro ou mãe brasileira 2º) o pai ou a mãe devem estar a serviço do Brasil. o serviço público de outra natureza prestado aos órgãos da Administração Pública direta ou indireta. Requisitos: 1º) nascidos de pai brasileiro ou mãe brasileira 2º) pai brasileiro ou mãe brasileira que não estiverem a serviço do Brasil 3º) Fixação de residência no Brasil a qualquer tempo 4º) realização da opção a qualquer tempo OBS: Território brasileiro deve ser entendido como as terras delimitadas pelas fronteiras geográficas. bem como o espaço aéreo e o mar territorial. desde que estes não estejam a serviço de seu país. desde que qualquer deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil. mediante a satisfação de requisitos constitucionais e legais.A nacionalidade secundária ou adquirida é a que se adquire por vontade própria. basta ter nascido no território brasileiro. onde quer que se encontrem.3 Na Naturalização Ordinária – Estrangeiros. 6. que não possui nenhuma. Estrangeiros.2. os navios mercantes em alto mar ou de passagem em mar territorial estrangeiro. que estejam a serviço de seu país. 5. a) São brasileiros natos os nascidos na República Federativa do Brasil. (IUS SOLI) b) São brasileiros natos os nascidos no estrangeiro. permitindo-se ao estrangeiro. Nascidos no Brasil O legislador constituinte adotou critério do IUS SOLI. excluindo-se da nacionalidade brasileira os filhos estrangeiros. 5. (IUS SANGUINIS + CRITÉRIO RESIDENCIAL + OPÇÃO CONFIRMATIVA) 5. de pai brasileiro ou mãe brasileira. de pai brasileiro ou mãe brasileira. 5.1. Nascido no estrangeiro. Critérios de atribuição Os critérios de atribuição de nacionalidade originária são basicamente dois: . 12. de pais brasileiros. Espécies de Naturalização Ordinária Estrangeiros originários de língua portuguesa. Aqui dois requisitos devem estar presentes: 1º) Ambos os pais estrangeiros 2º) um dos pais.“ius sanguinis” . “Somente serão BRASILEIROS NATOS aqueles que preenchem os requisitos constitucionais do art. 6. ainda que de pais estrangeiros. ius soli – por esse critério será nacional o nascido no território do Estado. deve estar no Brasil a serviço de seu pais de origem OBS: Inexiste a hipótese desta exceção ser abraçada quando os pais estrangeiros estiverem a serviço de um terceiro país. Brasileiro Naturalizado 6. Regra adotada – IUS SOLI mitigada pela adoção do IUS SANGUINIS somado a determinados requisitos. e em regra por naturalização. ilhas. independentemente da nacionalidade dos pais ou ascendentes. as aeronaves civis brasileiras em vôo sobre o alto mar ou de passagem sobre espaços aéreos estrangeiros. brasileiros a serviço do Brasil de pais Nesta hipótese.

Dois são os requisitos para ocorrência desta pauta. pela norma estrangeira. 8. não são retroativos. • Vice-Presidente da República. exigindo apenas os requisitos de residência por 1(um) ano ininterrupto e idoneidade moral. 6. função. • Oficiais das forças armadas.4 2ª) equiparação com brasileiro naturalizado. 12 § 3º da CF/88. pronúncia ou condenação no Brasil ou no exterior por crime doloso cuja pena mínima seja superior a 1 ano. portanto.5 Para portugueses residentes no Brasil A Constituição além de garantir aos portugueses. Os efeitos da sentença judicial que decreta a perda da nacionalidade são “ex nunc”. somente se aplicando aos brasileiros naturalizados. • Presidente da Câmara dos deputados. salvo aquelas previstas na própria Constituição como cargos.6. 112. pelo Ministério Público Federal. sem perder a nacionalidade portuguesa. prevê que havendo reciprocidade em favor de brasileiros serão atribuído aos portugueses os direitos inerentes ao brasileiro naturalizado. 6. propriedade. 8. • Os proprietários de empresas de rádio fusão terão que ser brasileiros natos ou naturalizados há mais de 10 anos. a aquisição da nacionalidade brasileira. Discute-se neste caso. seu requerimento de nacionalidade. A EC# 03/94 estabelece os seguintes requisitos: 1º) residência fixa no país há mais de 15 anos 2º) ausência de condenação penal 3º) requerimento do interessado A Constituição respeitou a declaração de vontade do interessado. como condição para permanência em seu território ou para exercício de direitos civis. • No caso dos cargos os exemplos marcantes têm aqueles privativos de brasileiro nato no art. na forma da lei. • Quanto à função temos a situação de que a própria Constituição reserva 6(seis) assentos no Conselho da República a brasileiros natos. A simples satisfação desses requisitos não assegura a naturalização do estrangeiro. ou seja. uma vez que a concessão da nacionalidade é ato discricionário do Presidente da República. ao brasileiro residente em estado estrangeiro. sendo absolutamente vedada a ampliação de tais hipóteses pelo legislador ordinário. duas as hipóteses: 1ª) aquisição de nacionalidade – vide os requisitos do item 6. salvo os portugueses residentes no Brasil A Constituição prevê somente dois requisitos para que estes adquiram a nacionalidade brasileira: 1º) residência por 1 ano ininterrupto 2º) idoneidade moral Aqui também a concessão da nacionalidade brasileira é um ato discricionário do Presidente da República. • Ministro de Estado da defesa. Quinzenária Naturalização Extraordinária / A Constituição Federal determina que a lei não poderá estabelecer distinção entre brasileiros natos e naturalizados. a vinculação de concessão com o simples requerimento deixando de sobrepor o ato discricionário do Poder Executivo. • Temos também. 6. no caso do 1º requisito. a extradição que é vedada absolutamente aos brasileiro NATO.A norma regulamentadora desta hipótese é o Estatuto dos Estrangeiros (Lei nº 6.etc. São. exigindo expressamente. Perda do Direito de Nacionalidade A perda da nacionalidade só pode ocorrer nas hipóteses taxativamente previstas na Constituição Federal. Tratamento Diferenciado entre Nato e Naturalizado Direito Constitucional – .1 Ação de Cancelamento de Naturalização Esta hipótese de perda de nacionalidade é conhecida pelo nome de “perda-punição”. por sentença judicial em virtude de atividade nociva ao interesse nacional (ação de cancelamento de naturalização) b) adquirir outra nacionalidade (naturalização voluntária) salvo nos casos de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira ou por imposição de naturalização. • Membros do STF • Membros da Missão Diplomata. e será declarada quando o brasileiro: a) tiver cancelada sua naturalização. Os portugueses continuam a ser portugueses. 1º) prática de atividade nociva ao interesse nacional 2º) cancelamento por sentença judicial com trânsito em julgado A ação é proposta.815/80 em seu art. • Presidente do Senado.4 Originários de países de língua portuguesa. que prevê os seguintes requisitos: 1º) capacidade civil segundo a lei brasileira 2º) ser registrado como permanente no Brasil 3º) residência contínua pelo prazo de 4 anos 4º) ler e escrever em português 5º) boa conduta e boa saúde 6º) exercício de profissão ou posse de bens suficientes para manutenção da família 7º) bom procedimento 8º) inexistência de denúncia. tais como: • Presidente da República. 7.

Enfermos. 6 Inelegibilidade: Inalistáveis Absoluta Analfabetos Estrangeiros Conscritos Direito Constitucional – 23 . Conceito: • Conj. Federal. O Código Eleitoral faculta o alistamento e o voto para certas pessoas na seguinte forma: Quanto ao alistamento: . Soberania Popular: • Sufrágio Universal • Voto Direto e Secreto Plebiscito – consulta prévia Referendo – consulta posterior/ulterior Iniciativa Popular – 1% do eleitorado nacional e 0.Os que se encontrem fora de seu domicílio. O brasileiro. Igualdade = mesmo valor. em regra.Por fim. maiores de 70 anos e analfabetos. Os efeitos do Decreto Presidencial que estabelece a perda da nacionalidade serão “ex nunc”. Quanto ao voto: . tornando-se brasileiro naturalizado. O brasileiro nato ou naturalizado que perde esta condição poderá readquiri-la. Direito ao Sufrágio: • capacidade eleitoral ativa – alistabilidade • capacidade eleitoral passiva – elegibilidade 4. em serviço que os impossibilite de votar. perderá sua nacionalidade quando voluntariamente. somente poderá haver a reaquisição sob forma derivada.2 Naturalização Voluntária Esta hipótese de perda de nacionalidade. . OBS: Ação Popular e organização e participação em partidos políticos também são formas de exercício da soberania popular. . também conhecida como “perda-mudança” é aplicável tanto aos brasileiros natos quanto aos naturalizados. pois a perda de nacionalidade será decretada por meio de processo administrativo e oficializada mediante decreto do Presidente da República.Os que se encontrem fora do país. Dep. São necessários três requisitos: 1º) Voluntariedade da conduta 2º) Capacidade civil do interessado 3º) Aquisição da nacionalidade estrangeira O processo administrativo que efetuará a perda será conduzido no Ministério da Justiça. Elegibilidade: • Condições de elegibilidade Nacionalidade Brasileira Pleno exercício dos direitos políticos Alistamento eleitoral Domicílio Eleitoral na circunscrição Filiação partidária Idade mínima: 35 – Presidente.3% do eleitorado de pelo menos 5 estados.Inválidos. de regras disciplinadoras da atuação da soberania popular • Direito Público Subjetivo • Status de cidadão – participação nos negócios políticos do Estado • Princípio Democrático 2. 81 da CF/88 – Indireta para Presidente.Funcionários civis e militares. Senador 30 – Governador e Vice 21 – Prefeito. 8. 5. adquirir outra nacionalidade. 3. Vice. Aqui não haverá necessidade de processo judicial. ressalte-se que uma vez perdida a nacionalidade somente será possível readquiri-la por meio de Ação Rescisória e nunca por novo procedimento de naturalização. Dep. por meio dos procedimentos previstos de naturalização. liberdade = vota em quem quiser sigiloso = cabine indevassável direto = salvo art. . Estadual e juiz de paz 18 – Vereador direitos políticos 1. Vice. Direito de Voto: • Instrumento de exercício do sufrágio • Características do voto personalidade = pessoal obrigatoriedade = salvo menores de 18 e maiores de 16 anos. O brasileiro nato que se vê privado da nacionalidade originária.

3. observados os seguintes preceitos: . Prefeito tem que renunciar 6 meses antes do pleito para concor-rer a outro cargo Cônjuge. Governador. Funcional Outro cargo – Presidente. parentes e afins até 2º grau. os partidos deverão registrar seus Estatutos no TSE. Alteração do Processo Eleitoral: Lei entra em vigor na data da publicação. Direitos Acesso ao rádio e TV. Este é o princípio da anualidade. Se eleito – reserva Se não eleito – volta ao serviço. de Presidente. • Improbidade Administrativa 8. parentes e afins até 2º grau do prefeito não podem se candidatar para cargos (prefeito. fusão. Registro Após adquirir personalidade jurídica de direito privado. • Legitimidade Partido Político Coligação Candidato Ministério Público partidos políticos 1. (AIME) • Processo em segredo de justiça.pluripartidarismo. Prefeito podem se reeleger para o mesmo cargo somente por mais 1 período subseqüente na mesma circunscrição.Mesmo cargo – Presidente. incorporação e extinção de partidos políticos. . enquanto durarem seus efeitos. Vedação Utilização de organização paramilitar. Impugnação de mandato eletivo. • Recusa em cumprir obrigação legal a todos imposta e a prestação alternativa. Direito Constitucional – . 4. OBS: INELEGIBILIDADE REFLEXA • Municípios (Prefeito) – cônjuge. Salvo: se titular de mandato eletivo e candidato à reeleição Menos de 10 anos – afastado Militar Mais de 10 anos – agregado pelo superior. Direitos e Vedações Constitucionais Recursos do Fundo Partidário. • Condenação Criminal transitada em julgado. parentes e afins até 2º grau do Presidente não podem se candidatar a cargo nenhum no país. . • Prazo de 15 dias contados da diplomação. – outros casos de Reflexa 9. corrupção e fraude. Privação dos Direitos Políticos: • Cancelamento da naturalização por sentença judicial transitada em julgado • Incapacidade Civil Absoluta. Governador. vereador) no mesmo município. • Competência – Justiça Eleitoral. parentes e afins até 2º grau do governador não podem se candidatar para cargos em todo o Estado.soberania nacional. .proibição de recebimento de recursos financeiros de entidades de governo ou governo estrangeiro.funcionamento parlamentar. vice. . . organização e funcionamento e definir em seu Estatuto normas de fidelidade e disciplina. . • Federação (Presidente) – Cônjuge.direitos fundamentais da pessoa humana. não podem se eleger nos cargos do território. mas não se aplica à eleição que ocorra até um ano de da data de sua vigência.prestação de contas à justiça eleitoral. Lei complementar inelegibilidade. 2.regime democrático. • Estados (Governador) – cônjuge. Governador Relativa e Prefeito. Condições Gerais É livre a criação. inclusive para cargos nos municípios de tal Estado. Autonomia A autonomia para definir sua estrutura interna.caráter nacional. 7. resguardados: . instruída a ação com provas de abuso do poder econômico.

Princípio da Publicidade. Bens que integram patrimônio são públicos. . salvo os com destinação à prestação de serviços públicos.Distrito Federal. Regime empregatício – CLT. .1 Empresas Públicas . Princípio da Impessoalidade. Objetivamente – ap . . . inalienáveis. Maior parte das atividades administrativas são executadas pelo Poder Executivo.3 Características de ambas . que requeriam para seu melhor funcionamento gestão administrativa e financeira descentralizada. 2.Através de criação de entidades vinculadas ao Estado para as quais serão delegadas à prestação de serviços públicos de interesse público. Responsabilidade objetiva – prestadora serviço público em atividade econômica de direito privado. II – Organização da Administração Pública Direta Administração presidência Pública da União Indireta Mista Fundações Públicas A) Administração Pública Direta Têm como sua estrutura os entes federativos: . Além das entidades já mencionadas anteriormente temos: . imprescritíveis. para desenvolvimento de atividades que não exijam execução por órgão ou entidades de Direito Público. criada em virtude de autorização legislativa. Princípio da Moralidade. Organizada em forma de Sociedade Anônima em que o Estado tem a maioria das ações com direito a voto. . Objetivo . . . Forma . Princípio da Eficiência. . por exemplo. Consórcios Administrativos B. Criadas por lei. com personalidade jurídica de Direito Público.Pessoas jurídicas de Direito privado criadas por um dos entes estatais. . OSCIP – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público . e na União. .1) Características das Entidades da Administração Pública Indireta 1. mas com funcionamento custeado por órgão ou entidade de Direito Público. sem fins lucrativos. . Obrigados a adotar concurso público. com capital exclusivamente público. . Parceria – Público-Privada Direito Constitucional – A) Princípio da Legalidade 25 . Advocacia Geral da União. Contratação sob licitação. 3. à Autarquias Empresas Públicas Sociedade de Economia e . Autorização legislativa – Decreto legislativo. III – Princípios Constitucionais da Administração Pública São princípios Constitucionais da Administrativa Pública: . Autarquias . .Maior eficiência na prestação de serviços desempenho das atividades típicas ou não.Pessoa jurídica de Direito privado criadas após autorização do Poder Legislativo para execução de atividades econômicas e prestação de serviços públicos. os Ministérios. Obrigados a adotar concurso público. patrimônio e receitas próprias para executar atividades típicas de Administração Pública. após autorização legislativa.Estados. Presidência da República Ministérios Outros órgãos ligados . o Gabinete da Presidência. OS – Organizações Sociais . Empresas Públicas / Sociedade Economia Mista 2. Subjetivamente – AP A Administração Pública objetivamente definida consiste na atividade concreta e imediata que o Estado desenvolve para consecução dos interesses coletivos. Princípio da Legalidade. Responsabilidade objetiva. Bens privados. 2. conseqüentemente impenhoráveis. . com objetivo de desempenhar atividades econômicas.União. . . Tratamento dado é idêntico aos das autarquias.Territórios. . 2. abrange as tarefas do Presidente da República e seus agregados tais como: a Presidência (Casa Civil e Secretarias). Contratação por licitação. Fundações: Entidade de personalidade jurídica de Direito Privado. A Administração Pública subjetivamente definida consiste nos órgãos e nas pessoas jurídicas aos quais a lei atribui o exercício da função Administrativa do Estado.da administração pública I – Conceito A Administração Pública pode ser definida de duas maneiras: . B) Administração Pública Indireta .2 Sociedade de Economia Mista .Serviço autônomo criado por lei.

37. O acesso de estrangeiros aos cargos. determinando sua inclusão no caput do art. A conduta do Administrador Público em desrespeito ao Princípio da Moralidade enquadra-se como atos de improbidade. Direito de greve. . A eficiência como princípio. pois a norma constitucional que tratou do assunto na EC 19/98 é de eficácia limitada à edição de lei. Em relação aos servidores a eficiência exige produtividade mínima e satisfatória. conforme art. por igual período. . . C) Princípio da Moralidade Pelo Princípio da Moralidade Administrativa. O Princípio da Moralidade está intimamente ligado com a idéia de probidade. devendo além disto respeitar os valores éticos de razoabilidade e justiça. previstos no art. . A utilização dessa exceção impõe a ocorrência de 3 requisitos: . A investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação em concurso público de provas ou provas e títulos. da finalidade Em relação à Administração Pública. Todas as entidades da Administração Pública Direta ou Indireta estão sujeitas a esta norma constitucional. e cargo em comissão. embora reconhecido pela Administração Pública. estes desde a promulgação da EC 19/98. inexistindo incidência de sua vontade subjetiva. empregos e funções públicas não ocorrerá imediatamente.O Princípio da Legalidade na Administração Pública é aplicado de forma que o administrador público somente poderá fazer o que estiver expressamente autorizado em lei e nas demais espécies normativas. Temporariedade da contração. B) Imparcialidade – Independência na atuação da Administração Pública C) Neutralidade D) Transparência E) Participação e aproximação da população F) Eficácia – Cumprimento dos objetivos traçados G) Desburocratização H) Busca da qualidade – Otimização dos resultados Pela aplicação dos recursos e proporcionar satisfação da população. logo as realizações. prorrogável uma vez. 37. ressalvadas as nomeações para cargo em comissão de declarado em lei de livre nomeação e exoneração. IX da CF. mas sim em respeito à finalidade imposta pela Lei. São características do Princípio da Eficiência: A) Direcionamento da atividade dos Serviços Públicos à efetividade do bem comum. que deverá estabelecer a forma necessária. totalmente. os atos administrativos não são do agente público. por um percentual mínimo. IV – Preceitos de observância obrigatória 1. Livre associação sindical. esforços para O Administrador serve de veículo de manifestação da vontade Estadual. de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego. D) Princípio da Publicidade O Princípio da Publicidade exige a divulgação do conteúdo dos Atos da Administração. O Administrador atua sem finalidade própria. B) Princípio da Impessoalidade Também chamado de Princípio administrativa. Outra exceção constitucional a obrigatoriedade do concurso público é a permissão da contratação temporária. Com a reforma Administrativa da EC 19/98 o servidor estável poderá perder o cargo em virtude de avaliações periódicas de desempenho. Direito Constitucional – . 2. serão preenchidos por servidores efetivos. não bastará ao Administrador o estrito cumprimento da legalidade. o Princípio da Eficiência indica que o Poder Público deve buscar os melhores resultados possíveis com menor custo. A violação do princípio em questão oferece possibilidade de recursos administrativos e ações judiciais pela não observação. aos portugueses equiparados e aos estrangeiros. A busca de melhores resultados para atividade Estatal serve como elemento impulsionador de providências que vão desde a identificação dos pontos inoperantes até a busca das soluções. 94 da CF/88. pode ser aplicada aos servidores e empregados públicos e às demais atividades da Administração Pública. normalmente a publicidade decorre as publicações em Diário Oficial dos Atos Públicos.Está lei ainda não foi editada. Excepcional interesse público. na forma da lei. Função de confiança. somente através da EC 19/98 ganhou respaldo constitucional. A validade do concurso público será de dois anos. Concurso Público Os cargos. mas sim da entidade pública em nome da qual atuou. Direitos Sociais dos Servidores Públicos Civis . Hipótese expressa na lei. na forma prevista em lei. E) Eficiência A eficiência. empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros natos ou naturalizados.

. dos demais agentes políticos. 5. com profissões regulamentadas. Sistema remuneratório do Servidor Público A EC/19/98 obrigou a União.2 – Finalidades . .Salário mínimo. ao qual se acha vinculada.Férias com pelo menos 1/3. não poderão exceder o subsídio mensal dos Ministros do STF. o subsídio mensal dos desembargadores do TJ.Salário família. .Requisitos da investidura. A EC 19/98 determinou ainda que de forma obrigatória para o membro do poder.Licença gestante.Redução dos riscos inerentes ao trabalho. Participação de todas Empresa privada – Autorização Legislativa 6. Estado. XVI) é pela vedação de qualquer hipótese de acumulação remunerada de cargos públicos.13º salário. Entretanto o art. o subsídio mensal do Governador no âmbito do Poder Executivo. Vinculação ao instrumento convocatório – trata-se de princípio essencial inobservância enseja nulidade do procedimento. . os proventos. .Isonomia nos salários. o detentor de mandato eletivo. § 12 da CF faculta aos Estados e ao Distrito Federal fixar. preferencialmente no domingo. . § 3º determina que se apliquem aos servidores ocupantes de cargo público os seguintes direitos sociais: . Criação / autorização de entidades da Administração Pública Indireta .Adicional noturno. X A EC 19/98 impõe ao Presidente da República o dever de desencadear o processo de elaboração de lei anual de revisão geral da remuneração dos servidores da União.Hora extra em no mínimo 50% da hora. A de um cargo de professor com outro técnico ou científico. exceto quando houver compatibilidade de horários: . Autarquia – criação por lei específica. 3. O art. Proporcional igualdade de tratamento. . Isonomia – é vedado o estabelecimento de condições que impliquem preferência em favor de determinados licitantes dos demais. Empresa Pública Sociedade Economia Mista Fundação Pública Autorização Legislativa . 37. mediante emenda às suas constituições e Lei Orgânica. as obras. nos termos da EC 19/98. 37. .Peculiaridade dos cargos. e nos Estados do Distrito Federal. 37.1 – Conceito Procedimento administrativo que estabelece uma competição entre os interessados.Natureza. Subsidiárias de todas acima – Autorização legislativa . detentores de mandato eletivo. Autarquia e Fundacional dos membros de qualquer dos poderes da União. Além disto foi determinado que a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos. integrado por servidores designados pelos respectivos poderes. . . . . etc. funções e empregos públicos da Administração Direta. A Administração Pública não pode descumprir as normas e condições do Edital. Fundação Pública – Área de atuação – Lei Complementar . não se aplicando o disposto aos subsídios dos Deputados Estaduais. Cumulação de vencimentos A regra constitucional (CF art. limitado a 90. como limite único. Distrito Federal e os Municípios a instituírem um Conselho de política de administração e remuneração de pessoal. os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e Municipais e de Forma facultativa para os seguintes públicos organizados em carreira que suas remunerações sejam exclusivamente por subsídio fixado em parcela única.Garantia do mínimo em remuneração variável.3 – Princípios da licitação . . . aplicando-se como limite nos Municípios o subsídio do Prefeito. Licitação Ressalvados alguns casos previstos na lei.25% do subsídio dos Ministros do STF. . para escolha do futuro contrato que apresente proposta mais vantajosa para Administração Pública. . .Licença paternidade. . Escolha da melhor proposta para o poder público 6. A de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde. Essa norma de proibição de acumular estende-se. 39. DF e Municípios. a empregos e funções e abrangem Autarquias. . A fixação da remuneração terá que observar: . XXI CF/88) 6. 6.Repouso semanal remunerado. Princípio da Periodicidade – art. 37. serviços compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública (art. Publicidade – todos os atos da Administração e em todas as fases do procedimento devem ser abertos aos Direito Constitucional – 27 . pensões. Empresas Públicas. . Estados. grau de responsabilidade e a complexidade dos cargos.. A de dois cargos de professor. dos Deputados Estaduais no âmbito do Poder Legislativo e dos Desembargadores do TJ no âmbito do Judiciário. Sociedades Economia Mista e suas subsidiárias. Distritais e Vereadores. . Fundações e Sociedades controladas direta ou indiretamente pelo Poder Público. .Proteção ao mercado de trabalho da mulher. 4.Jornada de trabalho 8 horas/dia e 44 horas/semanal. .

para assegurar a possibilidade de fiscalizar sua legalidade. O que existe para o vencedor é a expectativa de direito. poderão ser aberto ao público. tal como obras de engenharia até R$ 1. A primeira característica do pregão é a facultatividade de adoção.000. O pregão poderá ser. Convite. ou mesmo não licitante ou deflagrada de ofício. salvo se este desistir do contrato ou deixar de firmar o contrato no prazo fixado. . foi disciplinado pela Lei nº.Convite É a modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente ao seu objeto.000. sendo válidos os atos produzidos até o momento de sua ocorrência. 6.500. a administração pode revogar. anular ou até mesmo adiar o procedimento quando ocorrer motivos para tal.000. Compete ao pregoeiro dirigir o pregão. .00 e outras obras e serviços acima de R$ 650. É a modalidade mais simplificada de licitação com valores de até R$ 150. não havendo comissão de licitação. . Sigilo das propostas – os atos da licitação são públicos mas o conteúdo das propostas. Judiciário somente atuará mediante A anulação produz efeito ex tunc. em número mínimo de 3 (três) pela unidade administrativa. . científico ou artístico. Leilão. em acordo com os critérios fixados no Edital.00.Leilão É a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para venda de bens móveis inservíveis para a Administração Pública ou de produtos legalmente apreendidos ou penhorados. .000. . . Tomada de preços.00 e serviços até R$ 650. Concurso. Ela é utilizada para contratos intermediários entre a concorrência e o convite. Julgamento objetivo – o julgamento das propostas será objetivo. também acrescentado às modalidades de licitação.interessados. 6. somente na data fixada a todos. O direito do vencedor limita-se ao objeto da licitação e não ao contrato imediato. conforme critérios estabelecidos com antecedência mínima de 45 dias.Pregão A Lei nº. O pregão poderá ser usado nos contratos de aquisição de bens e contratação de serviços. . Já o Poder provocação. aplicável para todos os entes estatais. Os efeitos da revogação não retroagem (ex nunc). 10520/02 disciplina a modalidade licitatória denominada pregão. visto que. . cópia do instrumento convocatório e o estenderá aos demais cadastrados que manifestarem seu interesse Direito Constitucional – com antecedência de até 24 horas da apresentação das propostas. Adjudicação compulsória – a Administração não pode atribuir o objeto da licitação a outrem que não o vencedor. a qual fixará em local adequado. provocado por qualquer licitante.Tomada de preços É a modalidade de licitação entre interessados devidamente cadastrados ou que atenderem todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas. A publicação do Edital deve ser feita no mínimo 15 dias antes do recebimento das propostas. 10520/02. igual ou superior ao da avaliação.Concurso Modalidade de licitação entre quaisquer interessados para escolha de trabalho técnico. em princípio. 6.00 para compras e demais serviços. . ou alienação de bens imóveis a quem oferecer maior lance.00 exigem concorrência. . cadastrados ou não. . Concorrência. A anulação Administrativa é ato unilateral da Administração Pública. mediante a instituição de prêmios ou remuneração aos vencedores. isto é. .5 – Anulação da licitação A anulação pode ser feita pela própria Administração ou pelo Poder Judiciário.000.4 – Modalidades de licitação A licitação é o gênero que comporta. sem motivo justo.00 para obras e serviços de engenharia e até R$ 80. cinco espécies: . retroativo a data em que o ato foi praticado.6 – Revogação da licitação A revogação também e modalidade de extinção da licitação baseada em razões de conveniência e oportunidade para a Administração Pública. Atualmente os contratos de concessão de serviço público e concessão de serviço público precedido de obra pública são celebrados através de concorrência.Concorrência Usada para contratos de grande valor e para a alienação de bens imóveis públicos. Os bens imóveis aqui descritos provem de aquisição pela Administração Pública derivado de procedimentos judiciais ou de ação em pagamento. . As obras de engenharia acima de R$ 1.000.500. escolhidos e convidados.

carta.Perda da função pública.10 – Julgamento das propostas A escolha da melhor proposta será feita por uma das seguintes formas: a) Menor preço. Em razão do objeto . a) . 8429/92 estabelece como norma regulamentadora prevista no art. devendo a Administração Pública deflagrar novo procedimento licitatório ou contratar diretamente. sendo objetiva. etc. a licitação será considerada deserta. 25 da Lei de licitação enumera algumas situações em que será inexigível a licitação. .6. havendo aproveitamento do dinheiro público para realização de promoção pessoal. c) Técnica e preço.7 – Dispensa de licitação Licitação dispensada é aquela que a Lei declarou como tal.Enriquecimento ilícito. a) . serviços e campanhas dos Órgãos Públicos deverá ter caráter educativo.Suspensão dos direitos políticos. sem licitação. programas. I.Bens perecíveis . Ocorrência do dano. Ação ou omissão administrativa. A Ação Civil Pública é o instrumento processual adequado conferido ao Ministério Público para o exercício do controle sobre os atos dos poderes públicos. . 9. O art. Se nenhum interessado apresentar-se para habilitação.Guerra / emergência / calamidade pública . II. 6. portanto da discricionariedade Administrativa. O Edital poderá ser impugnado por qualquer pessoa.9 – Procedimento A deflagração do procedimento licitatório é feita com a divulgação do instrumento convocatório. § 4º da CF/88 o procedimento a ser seguido no tratamento dos atos de improbidade. b) Melhor técnica. dela não podendo constar no mês. . 237. 6. caracterizando ato de improbidade. A adjudicação é ato Administrativo discricionário quanto a sua prática e vinculado quanto ao conteúdo. – Responsabilidade objetiva do Estado A responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito público e das pessoas jurídicas de direito privado prestadora de serviços público baseia-se no risco administrativo. d) Maior lance ou oferta. – Improbidade administrativa A Lei nº. Em razão da pessoa .Ressarcimento ao erário. Direito Constitucional – 29 . 24 da Lei nº. Para estes atos a Constituição Federal determina as seguintes sanções: .Prejuízo ao erário.00 (art. Em razão do pequeno valor – 10% dos valores .12 – Adjudicação A mesma autoridade que homologa o resultado final da licitação. caso a Administração resolva celebrar o contrato com a adjudicação encerra-se o processo licitatório. Essa responsabilidade objetiva exige a ocorrência dos seguintes requisitos: . Se nenhum dos licitantes preencher as condições de habilitação. O desrespeito aos requisitos constitucionais acima afronta claramente os princípios da impessoalidade e moralidade administrativa. A desobediência a compulsoriedade da adjudicação pode caracterizar abuso de poder do administrador.Outras obras e compras até R$ 8. símbolos ou imagens que caracterizam promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos. escapando. obras. licitante ou não.Contrariedade aos princípios da Administração Pública.000. . Os licitantes poderão impugnar o Edital até dois dias antes da abertura dos envelopes de habilitação. 23. informativo ou de orientação social.Restauração de obras de artes . . quando houver impossibilidade de competição. 6. – Impessoalidade Administrativa A Publicidade dos atos. O prazo de impugnação para os Administrativos é de 5 dias antes da data de abertura dos envelopes de habilitação. 8. O art. . . através da adjudicação. 6. São causas que identificam atos de improbidade: . O licitante vencedor passar a ter o direito de contratar com a Administração.00 (art.000.Obras de engenharia até R$ 15. A inexigibilidade não se confunde com dispensa. que pode ser o Edital. 37. Não sendo superados a licitação será considerada fracassada.Pessoa Jurídica de Direito Público 6. . irá atribuir ao vencedor o objeto da licitação. Em razão de situações excepcionais . 8666/93 estabelece as hipóteses de dispensa que podem ser dividas em 4 (quatro) categorias.Indisponibilidade dos bens. a Administração pode estabelecer prazo para que todos sanem as irregularidades. 7.11 – Homologação É o ato praticado por autoridade superior em que se reconhece a regularidade do procedimento licitatório.8 – Inexigibilidade de licitação Ocorrerá inexigibilidade de licitação. Observação: .

A lei estabelecerá os prazos de prescrição para os ilícitos praticados pelos agentes. quando. relaciona-se internacionalmente com outros paises. conforme podemos ver nos arts. consagrou o município como entidade federativa indispensável ao nosso sistema federativo. . II . 29. constituindo pessoa jurídica de direito público interno. integralizando-o na organização político-administrativo e garantindo-lhe autonomia. perceberá as vantagens de seu cargo. 1°/18 → composição do Estado federal • Art. não havendo compatibilidade. seu tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais. o grau de responsabilidade e a complexidade dos cargos competentes de cada carreira. 29 → Consecução da própria lei orgânica • Art. C) Municípios A Constituição Federal.em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato eletivo. emprego ou função. 30 e 34 da Constituição Federal. A união. Indisponibilidade dos bens. 1°. emprego ou função. e. 30 → Competências próprias • Art. assegurada revisão geral anual. vedando-lhe somente a capacidade de dividir-se em municípios. 34 → Intervenção A autonomia dos municípios será exercida da mesma forma que a dos estados-membros. Componentes A organização político administrativa República Federativa do Brasil compreende: ⋆ União ⋆ Estados ⋆ Distrito Federal ⋆ Municípios da A) União É entidade federativa autônoma em relação aos estados-membros e Municípios. – Servidor Público e Mandato eletivo Art. entretanto. Suspensão dos Direitos Políticos. ficará afastado de seu cargo. poderá agir em nome próprio. dando-lhe a estrutura conceitual dessa forma de estado. . aplicam-se as seguintes disposições: I . no exercício de mandato eletivo. Os estados-membros gozam de autonomia caracterizada pela capacidade de auto organização e normatização própria. sempre na mesma data e sem distinção de índices. em virtude da presença da tríplice capacidade. os valores serão determinados como se no exercício estivesse. . Peculiaridades dos cargos. emprego ou função. no caso de afastamento. III . V – Dos Servidores Públicos A) Sistema remuneratório do Servidor Público A fixação dos padrões de vencimento e dos demais componentes do sistema remuneratório observará: . 10. será aplicada a norma do inciso anterior. . A remuneração dos servidores públicos e o subsídio somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica. será afastado do cargo. Ausência de causa excludente da responsabilidade. A natureza. D) Distrito Federal A Constituição Federal garante ao Distrito Federal a natureza de ente federativo autônomo. auto-governo e autoadministração. Os requisitos para investidura. 18. Não confundir com Estado Federal ⇒ pessoa jurídica de direito internacional e formado pelo conjunto apresentado acima. exceto para promoção por merecimento. Ressarcimento ao erário. • Art. Ao servidor público da administração direta. cabendo-lhe exercer as atribuições da soberania do estado brasileiro. A Constituição Federal prevê ação regressiva contra o responsável nos casos de dolo ou culpa. ou em nome de toda Federação. IV . V . neste ultimo caso. A responsabilidade do Estado pode ser afastada no caso de força maior. . 38. Direito Constitucional – I Organização políticoadministrativa 1.tratando-se de mandato eletivo federal. A Responsabilidade Civil do Estado não se confunde com a responsabilidade criminal e administrativa dos Agentes Públicos. Perda da função pública. havendo compatibilidade de horários.. estadual ou distrital. se não ficar comprovada a culpa exclusiva. Assim a absolvição do servidor no juízo criminal não afastará a responsabilidade civil do Estado. B) Estados-membros os Estados-membros constituem instituições típicas do Estado Federal. 8429/92 independentemente das sanções penais civis e administrativa prevista na legislação são: . Existência nexo causal entre o dano e a ação ou omissão administrativa. As penas previstas na Lei nº. caso fortuito ou comprovada culpa exclusiva da vítima.investido no mandato de Prefeito. autárquica e fundacional. sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração. . sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo.investido no mandato de Vereador. O .para efeito de benefício previdenciário.

34. pois constituem simples descentralização administrativas-territoriais da própria união. não sendo componente do estado federal. Princípio da indissolubilidade do vínculo federativo O art. 18 §4° da CF estabelece os requisitos necessários à criação. a Constituição Federal exige três requisitos: 1°) Consulta prévia à população diretamente interessada. Significa que um Estado não pode criar vantagem a favor de seus filhos em detrimento de originários de outros. permitindo. Também conhecida como fusão. A parte desmembrada poderá: a) Anexar-se a outro Estado-membro. todos com personalidades diferentes. todos autônomos e possuidores da capacidade tríplice. DA UNIÃO I. Resumindo. incorporação. inadmissível qualquer pretensão de separação de um Estado-membro. Quanto aos Estados-membros. 18. • Desmembramento ⇒ consiste em separar uma ou mais partes de um Estado-membro. III. (art. Dessa forma. por meio de Plebiscito. O ato discriminatório será nulo e autoridade responsável poderá responder pelo art. 19 da CF contém vedações gerais dirigidas à União. I CF. (manter a integridade nacional). 3°) Lei Complementar Federal específica aprovando a incorporação.anexação ⋆ Desmembramento – formação Além dessas hipóteses. sem que ocorra a perda da identidade do Estado originário. § 1 da CF determina que Brasília é a capital federal. do Distrito Federal ou de qualquer município da Federação. municípios e do Distrito Federal. (anexação) b) Constituir-se em novo Estado ou formar um Território Federal. Assim ficam diferenciadas a capital federal do país Brasília. visto que a divisão político-administrativa da Federação brasileira não é imutável. Distrito Federal e Municípios. formando novos Estados e até mesmo Territórios Federais. são quatro as hipóteses de alterabilidade da divisão interna do Território brasileiro: ⋆ Incorporação ⋆ Subdivisão ⋆ Desmembramento . alterações nos estados por intermédio da incorporação. (formação) V. Para que isso torne-se realidade. Formação dos Municípios O art. União. Vedações constitucionais de natureza federativa O art. • Subdivisão ⇒ ocorre quando um Estado divide-se em vários novos Estados-membros. 48. Este será desfalcado de parte de seu território. XLI da CF. c) Inciso III ⇒ A vedação de criar distinções entre brasileiros.Distrito Federal se auto-organizará através da Lei Orgânica. perdendo parte de sua população. (art. visando o equilíbrio federativo. O Distrito Federal é que engloba Brasília. e do Congresso Nacional. bem como não poderá embaraçar o funcionamento de cultos ou igrejas. A mera tentativa permitirá a decretação de intervenção federal – art. se faz necessária aprovação da população diretamente interessada. subdivisão ou desmembramento. senão vejamos: a) Inciso I ⇒ Função de natureza laica do estado brasileiro. Passam a ser: • Lei Complementar Federal estabelecendo o período possível para tais atos • Lei Estadual • Plebiscito das populações diretamente interessadas VI. IV CF) Direito Constitucional – 31 . 5°. 2°) Opinião das Assembléias Legislativas dos Estados interessados. subdivisão ou desmembramento. não mais definindo o Distrito Federal como a capital. de acordo com o art. está diretamente ligado ao princípio da isonomia. salvo nos casos de interesse público. por Lei Complementar. existe uma grande diferença em relação aos territórios. Capital Federal O art. 18 § 3° CF. • Incorporação entre si ⇒ dois ou mais Estados se unem com outro nome. desaparecendo por completo o estado-originário. b) Inciso II ⇒ No sentido de manter a credibilidade dos documentos públicos proíbe a recusa de fé na ocasião de fizerem prova perante as entidades públicas. 18§2° CF) II. que não poderá admitir que qualquer das entidades autônomas estabeleça cultos religiosos ou igrejas. Dos bens da União O art. Formação de Territórios e Estados-membros Os Territórios Federais integram a União e somente poderão ser criados e transformados por Lei Complementar. fusão e desmembramento de municípios. da circunscrição territorial representada na Federação pelo Distrito federal. através de plebiscito. 20 da CF determina quais são os bens da E) Territórios Os territórios integram a união. IV. Estados. 1° da CF afirma que a República Federativa do Brasil é formada pela união indissolúvel dos estados.

das fortificações e construções militares. 25 §1° e 2° Privativa ⇨art. D) Terras devolutas não compreendidas entre as da União. as decorrentes de obras da União. H) Potências d energia hidráulica I) Recursos Minerais. que estiverem no seu domínio) E) Recursos naturais da plataforma continental e da zona econômica exclusiva. destas. J) Cavidades naturais subterrâneas arqueológicos e pré-históricos. das vias federais de comunicação e à preservação ambiental. que não sendo próprias nem aplicadas a algum uso público federal. inclusive os do sub-solo. bem como do terrenos marginais e as praias fluviais. gás natural.A) os que atualmente lhe pertencem e os que lhe vierem a ser atribuídos. Competências são as diversas modalidades de poder de que se servem os órgãos ou entidades Estatais para realizar suas funções. §2° Legislativa Dos estados I. não se incorporaram ao domínio privado por vários motivos. B) Classificação Exclusiva ⇨ art. K) As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios. G) Territórios de Marinha e seus acrescidos. Dos municípios . 26. as que contenham a sede de municípios. ou que banhem mais de um estado. ou se estendam a território estrangeiro ou dele provenham. exceto aquelas áreas afetadas ao serviço público e a unidade ambiental federal e as pertencentes ao estado no art. paralela → art. e os sítios É a faculdade juridicamente atribuída a uma entidade ou a um órgão ou agente do Poder Público para emitir decisões. 20. Sua ocupação e utilização serão reguladas por Lei Ordinária.: ⋆ A Constituição Federal no art. que estiverem no seu domínio. participação no resultado da exploração de petróleo. excluídas. B) As terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras. 20. Competências A) Conceito Direito Constitucional – II – assembléia legislativa A) DE = 36 + (DF – 12) ⇨ numero de Deputados estaduais. 24 Suplementar ⇨ Art.Plataforma continental ⇒ leito e subsolo das áreas submarinas que se estendem até 200 milhas marítimas F) Mar territorial ⇒ 12 milhas marítimas a partir da linha de baixa-mar do litoral continental. OBS. sirvam de limites com outros paises.Zona econômica exclusiva ⇒ 12 a 200 milhas marítimas . na forma da Lei. 21 Material Comum. nos territórios e no Distrito Federal. recursos hídricos para refração de energia elétrica e de outros recursos minerais no respectivo território. as praias marítimas. §1° assegura aos Estados. rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio.II (áreas na ilhas oceânicas e costeiras. C) Ilhas fluviais e lacustres não pertencentes à União. nas ilhas oceânicas e costeiras. Art. limitado no máximo a 75% dos subsídios dos Deputados Federais. §2° CF. neste caso. 2 . emergentes e em depósito. estadual ou municipal. B) Áreas. Dos bens Estados dos A) Águas superficiais ou subterrâneas. C) Os lagos. Município ou terceiros. . D) As ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros paises. na faixa das fronteiras. São terras devolutas as terras. B) Subsidio fixado por lei de iniciativa da Assembléia Legislativa. 24. cumulativa. definidas em lei. excluídas as de domínio da União. 22 Concorrente ⇨ art. fluentes. ao Distrito Federal e aos Municípios e a Órgãos da AP Direta da União. as ilhas oceânicas e as costeiras. ⋆ Faixa de fronteira ⇨ considerada fundamental para defesa do Território Nacional – 150 km de largura ao longo das fronteiras terrestres. ressalvadas. 23 Competência Exclusiva ⇨ art.

000.Por provimento do STF. 29-A. ∙ Solicitação do Poder Legislativo ou Executivo.Assegurar observação princípios sensíveis. 7.000 eleitores. STJ ou TSE.Para garantir livre exercício dos Poderes – art. D) Imunidade dos Vereadores 1.000 50.No caso de desobediência a ordem ou decisão judiciária haverá requisição do STF. ordem ou decisão judicial. VI Municípios(habitantes) percentual dos Deputados Estaduais (máximo) Até 10.000 300.Organizar finanças da Unidade da Federação quando suspender pagamento da dívida por mais 2 anos consecutivos ou deixar de repassar aos municípios receitas tributárias. 3.Deixar de pagar sem motivo de força maior. 3.000 100.000 500. ⋆ Enviar o repasse a menor.Inviolabilidade por palavra. 4.001 a 300.000 Mais de 500. Regra: não intervir Exceção: 1.000 300. C) Procedimento 1. nos Municípios com mais de 200.Despesas do Poder Legislativo Municipal – art. Total da despesa ⇒ subsídios dos Vereadores → incluído gastos com inativos → excluídos. ordem ou decisão judicial.000 acima de 8. por 2 anos consecutivos a dívida.000 3.001 a 100.000.000 10. B) Número de Vereadores proporcional à população do Município – art.001 a 500. 2.000 A Câmara Municipal não gastará mais de 70% de sua receita com folha de pagamento.Não prestar contas. §4° Da intervenção A) Da união dos Estados e no Distrito Federal Regra: não intervirá Exceção: 1.Julgamento do Prefeito perante o TJ (Tribunal de Justiça).001 a 50.Por fim grave comprometimento da ordem pública 4. 31 Controle interno → Poder Executivo Fiscalização Controle externo → Poder Legislativo com auxílio dos Tribunais de Contas dos Estados. Conselhos ou Órgãos de Contas Municipais – art.Crime de responsabilidade do Prefeito.Repelir invasão estrangeira 3. 29.5% Habitantes até 100.000 100.Execução da lei. 34. II – Preceitos fundamentais A) Eleição ⇨ princípio majoritário ⋆ Ocorrência de 2° turno. incluindo o subsidio dos vereadores. Direito Constitucional – 33 . 2. IV C) Subsídios dos Vereadores – art. com interstício mínimo de 10 dias e aprovada por 2/3 dos membros da Câmara Municipal.5% 4% 3.Prover execução de Lei Federal. voto e opiniões no exercício do mandato e na circunscrição do Município. E) Fiscalização Orçamentária – art. 3.Manter integridade nacional 2. É vedada a criação de Tribunais. 29.000. 34. IV. VII Administração pública Aplicação da receita na educação e saúde B) Dos Estados nos Municípios. se necessário.Não aplicar o mínimo da receita exigido em educação e saúde.001 a 3. ou. ⋆Remuneração dos Vereadores não pode ultrapassar o montante de 5% da receita do Município. representação do PGR nos casos de recusa a execução de Lei Federal ou para assegurar a observância dos princípios sensíveis. ⋆ Não enviar o repasse até o dia 20 de cada mês.001 a 8. 4. Forma Republicana.000 20% 30% 40% 50% 60% 75% ⋆ Desrespeitar o limite de 70% da receita da Câmara com folha de pagamento.001 a 500. ou do Município ou do Conselho de Contas.I – Regência por Lei Orgânica votada em dois turnos. requisição do STF se a coação for exercida contra o Poder Judiciário.000.001 a 300. 6.Garantir livre exercício dos Poderes 5. ⋆ Efetuar repasse que supere os limites do item 3. Limites que não poderão ser ultrapassados: Percentual (Receita Tributária) 7% 6% 5% 4. regime democrático Direitos da pessoa humana Princípios Autonomia Municipal Sensíveis Prestação de contas da Art. 2. 31.

§3° ∙ Controle externo ⇒ TCU (auxílio) art. Os Territórios elegerão 4 Deputados cada. X ∙ Tomada de contas do Presidente da República quando este não as prestar no prazo de 60 dias após a abertura da Sessão Legislativa (art. 51 Direito Constitucional – . eleitos pelo sistema majoritário. eleitos pelo sistema proporcional B) Número de Deputados/representação por Estado estabelecido em lei complementar. 49 CR ∙ Prática de atos concretos. B) 3 Senadores / 2 suplentes para cada Estado C) Mandato de 8 anos.∙ Representação do PGR ⇒ inconstitucionalidade interventiva. V – Deliberações das Casas e suas Comissões por maioria absoluta de votos. incluindo os da Administração Indireta – art. 60 Atribuições III – Câmara dos Deputados – Casa Baixa – art. Atribuição da Câmara dos Deputados. IV – Senado Federal – Casa Alta – art. II). 49. 58. 44 É quem exerce o Poder Legislativo. 51 ∙ Constituintes – art.: Deputado Federal → 1 legislatura Senador → 2 legislatura A) Legislativas – art. Ex. resoluções.45 A) Representantes do povo. Câmara Deputados → Admissibilidade Julgamento do Presidente / Ministros de Estado Senado → Tribunal sob a Presidência do Presidente do STF Julgamento dos Ministros STF ⇒ Processo / julgamento ⇒ Senado. Câmara dos Deputados ⇒ Povo II – Composição Senado Federal membros ⇒ Estados VII – Atribuições do Congresso Nacional – art. 71 e 72. ∙ Sustação de atos. fixação de situações ∙ Através de Decretos legislativos ou Resoluções ∙ Não há participação do Presidente. D) Julgamento dos crimes de responsabilidade. 49 ∙ Fiscalização e controle Art.Período em que os membros do Poder Legislativo exercem o respectivo mandato. autorizações. AGU E) Constituintes ⇒ Emendas à Constituição VIII . 48 ∙ legislativas – art. PGR. 48 CR ∙ Com sanção do Presidente da República ∙ Elaboração de leis sobre todas as matérias de competência da União ⇒ Processo Legislativo. ação direta de poder legislativo I – congresso nacional Art. B) Deliberativas – art. proporcionalmente à população do Estado. VI – Legislatura . D) mandato de 4 anos. C) Fiscalização e Controle ∙ Pedidos de informação – art. ∙ Fiscalização e controle dos atos do Poder Executivo. 48 ∙ meramente deliberativas Art. renovada a representação de 4 em 4 anos na base de 1/3 e 2/3. C) Mínimo de 8 Deputados e máximo de 70. 51.Competência da Câmara dos Deputados – art. 46 A) Representantes dos Estados-membros. presente maioria absoluta dos membros ⇒Regra Exceção: Por disposição constitucional. 50 ∙ Julgamento de crimes de responsabilidade – art. 50 ∙ CPI – art.

Art. 55 ∙ Não perde o mandato – art. Empresa pública.Proteção no exercício do ofício ⇨ mandato eletivo . DF e Municípios.Qualquer opiniões. 54. J) Dispor sobre limites de crédito externo e interno da Administração direta. 53. 52 A) Processar e julgar o Presidente. K) Estabelecer limites e condições da dívida mobiliaria dos Estados. OBS>: Julgamento crimes e responsabilidade ⋆ Presidente da Sessão ⇒ Presidente do STF ⋆ Condenação ⇒ 2/3 do Senado = perda do cargo = Inabilitação a função pública (8 anos) = Sem prejuízo sanções judiciais X – Garantias Parlamentares A) Introdução Imunidades CR Independência / Liberdade de exercício Vedações B) Imunidades Material – art. PGR. 54 quebra decoro parlamentar condenação criminal Direito Constitucional – 35 . função ou emprego remunerado 2) Posse – art. Vice-Presidente. 5° Reebida a denúncia pelo STF. DF e Municípios L) Fixar. 54 1) ∙ Imunidade Material / Inviolabilidade Parlamentar . 4°. salvo quando contrato obedecer cláusulas uniformes. etc. IX – Competência do Senado – art. Estados. 52. crime ocorrido após diplomação: iniciativa partido voto maioria da casa (Sustar o andamento da ação) A sustação do processo suspende a prescrição enquanto durar o mandato. 3°. DF e Territórios e Municípios. Art. I ∙ Firmar contrato com PJDIR. §5 2°.A) Autorizar por 2/3 de seus membros instauração de processo contra o Presidente. caput Formal – art.. nem por alimentos ∙ Exceção: flagrante delito crime inafiançável (Autos → 24hrs. palavras. 53. 53. § 7º Testemunho – art.→ CO/Senado → maioria absoluta resolva a prisão. AGU nos crimes de responsabilidades. sustação do processo ∙ Regra: desde expedição do diploma não podem ser presos. por proposta do Presidente. C) Elaborar seu regimento interno D) Dispor sobre organização própria E) Eleger 2 membros para Conselho da República F) Avaliar periodicamente a funcionalidade do sistema tributário nacional G) Suspender de todo ou parte. CNMP. 53.PUB.Civil e penalmente .Ordem pública ⇨ não pode ser renunciada 2) Imunidade Formal – Garantia = impossibilidade de prisão. B) Proceder tomada de contas do Presidente se este não as fizer no prazo determinado C) Elaborar seu regimento interno D) Dispor sobre organização própria E) Eleger 2 membros para Conselho da República. membros do CNJ. 4°. Estados. ∙ Aceitar / exercer cargo. Art. de lei declarada inconstitucional pelo STF H) Aprovar previamente escolha dos Chefes de Missões diplomáticas I) Autorizar operações externas / financeiras de interesse da União. 53. ∙ Sustar andamento da ação. limites da dívida consolidada da União. 54. II ∙ Ser proprietário ∙ Ocupar cargo o u função AP Dir/ INI concessionárias ∙ Patrocinar causa de interesse AP Dir ∙ Ser titular de mais de um cargo eletivo ∙ Perda de mandato – art. 56 Perda de mandato Cassação Infração ao art. Vice e os Ministros de Estado.53§1° Serviço Militar – art. 5° Prerrogativa por foro–art. voto . § 6° Incompatibilidades art. Autarquias e demais entidades controladas pelo Poder público Federal.Subtração da responsabilidade penal (exclusão ilicitude) . 54 Desde a: 1) Expedição do diploma. nos crimes de responsabilidade. §3°. bem como seus auxiliares civis e militares nos crimes de responsabilidade conexos com aqueles. I B) processar e julgar os Ministros do STF. Autarquia. Crime antes da diplomação não tem imunidade formal podendo ser normalmente julgado pelo STF> C) Vedações – art.

Decretos Legislativos . XI e XII ∙ Abusos ⇒ Hábeas Corpus ou mandado de segurança. Presidente da Câmara de Deputados e do Senado ou maioria dos membros das Casas ⇨ urgência Interesse público relevante ⇨ aprovação maioria absoluta de cada casa – art.Medidas provisórias . requisitar documentos. 60 I ao III . II 2) Presidente do Senado ∙Decretação Estado de defesa ∙Decretação Intervenção Federal ∙Pedido autorização Para decretação ∙Estado de sítio ∙Compromisso Presid. 4.Quebra sigilo bancário. § 6° 1) Presidente da República. ∙ Limites poder investigatório .Decretar qualquer espécie de prisão. 60 1. dados .não existirá Sessão extraordinária. Cláusulas de reserva jurisdicional ⇒ competência exclusiva dos órgãos do Poder Judiciário.Determinar busca e apreensão. Criação: CD / Senado em conjunto ou separadamente.Resoluções OBS..Realizar perícias. § 3° Além de outros casos: (Não existentes – JAS) ∙ Inaugurar Sessão Legislativa ∙ Elaborar regimento comum ∙ Receber compromisso do Presidente e Vice-Presidente ∙ Conhecer do veto e sobre ele deliberar C) Convocação extraordinária – art. DO PROCESSO LEGISLATIVO I) Espécies . 60 § 2° Cada Casa é aprovada 3/5 de ambas as Casas votada em 2 turnos. 59 B) Comissões Parlamentares de inquérito – art.Determinar ampliação de medidas cautelares tais como: indisponibilidade de bens. XI – Das Reuniões A) Sessão Legislativa – art. 3.Não podem as CPI’s . indiciados .Ouvir investigados. . Art. mediante requerimento 1/3 dos seus membros com aprovação da maioria da casa. 57. proibição de ausentar-se da Comarca ou País.Podem as CPI’s: . 58.Leis complementares . 57.Presidente da República . sem violar art. hipoteca judiciária. 57. mas não será interrompida sem a aprovação do projeto de lei de diretrizes orçamentárias – art. arrestro. Vice.1/3 dos membros CD ou SF . e busca de todos os meios de provas legais. .Leis Ordinárias .Discussão / aprovação – art. .Emendas à Constituição . seqüestro. 60 § 1° Não poderá a CR ser emendada na vigência.Leis Delegadas .A decisão será da Câmara dos Deputados / Senado pelo voto da maioria absoluta.: A Sessão Legislativa ordinária encerra-se em 22/12 de cada ano.Proibir ou restringir assistência jurídica dos investigados.Intervenção Federal . 59 pu Consolidação A) Emenda Constitucional art. Direito Constitucional – . 57 § 2° . § 6°. ∙ Todos os assuntos competência legislativa ou fiscalizatória do Congresso podem ser objeto de CPI.Proposição art. ∙ Amplitude ⇒ fatos específicos para qual foi criada mas não impede apuração de fatos conexos ⇒ aditamento a CPI.Mais ½ das Assembléia Legislativa ⇒ Maioria relativa dos membros 2.Estado de Sítio . coercibilidade . 57 2/2 – 17/7 1/8 – 22/12 B) Reunião conjunta – art.Estado de Defesa 3. fiscal.Vedações – art. 5° XI. salvo prisão em flagrante . § 3º 1. Objeto: controle político – administrativo 2. 5°. XII – Das Comissões – art.Ouvir testemunhas. 58 A) Introdução Congresso Nacional e suas Casas Comissões Permanentes Comissões Temporárias art. Final CPI ⇒ MP ⇒ Responsabilidade criminal. . Limitações constitucionais às CPI’s Amplitude do campo atuação Limitação Limites poder investigatório II) Elaboração Redação Alteração Lei Complementar – art.

poupança popular ou qualquer ativo financeiro.Criação de órgãos. Matéria reservada a Lei complementar. . Apreciação / Regime de urgência – art. 68 . financeira e orçamentária I) Tribunal de Contas Tribunal de contas da União A) Composição – art. . Direito Constitucional – 37 .Cidadão 2. seu regime jurídico.Voto direto. estabilidade e aposentadoria.STF . Estados e dos territórios.Vedação à Delegação . IV. Livre escolha garantias vedações vencimentos aposentadoria Mesa do Senado 5. Art.Servidores públicos da União e territórios. 69 . Legislar sobre órgão do Poder Judiciário / MP . III. Detenção / seqüestro de bens. Conversão em Lei – 60 dias prorrogável uma vez por igual período.Separação dos poderes . a criação de Tribunais de contas nos estados. secreto. . Privativa do Presidente da República. § 1° I D.Criação/ extinção de Ministérios e Órgãos da Administração pública . 65-67 . 4.Delegação ⇒ Forma de Resolução do Congresso F) Leis Complementares ⇒ maioria absoluta – art. Atos de competência exclusiva do Congresso .Escolha do Presidente com aprovação do Senado Federal alternadamente entre auditores e membros do Ministério público. §7°.Militares das Forças Armadas C) Medidas Provisórias – art. universal e periódico . Oportunidade ⇒Relevância e urgência – art. 62. Art.Veto do Presidente Inconstitucionalidade Contrario interesse público. direitos individuais. proc.Promulgação art. Distrital e municipal A Constituição não prevê diretamente.Prazo: 15 dias de sua publicação .Cláusulas Pétreas – art.Atribuição – Presidente da República com solicitação de delegação ao Congresso nacional.Da fiscalização contábil. 31 e 75.Tribunais Superiores . Esta é prevista indiretamente nos arts.Membro / Comissão Senado . Civil Org.Forma Federativa de Estado .Casa iniciadora / Revisora .Mesa da CD 4. 9 Ministros escolhidos da seguinte forma: 1/3 (3) pelo Presidente da República 2/3 (6) pelo Congresso Nacional . . 60 § 4° Não será deliberada proposta pendente a abolir . § 3°. segundo critérios da antiguidade e merecimento e escolha livre. cidadania. Penal. 62. indicados em lista tríplice pelo próprio Tribunal. Iniciativa .Direitos e garantias individuais B) LEIS 1. Poder Judiciário / MP Planos Orçamentários II. 73 . Matéria já disciplinada em projeto de Lei aprovado pelo Congresso e pendente de sanção ou veto. Membros do TCU Escolhidos pelo Presidente da República B) Prerrogativas as dos Ministros STJ Auditor Ministério Pub. Matéria reservada a Lei complementar . § 6° . Legislar sobre nacionalidade. . políticos eleitorais. Pluri anuais.Promulgação pelo Presidente do Senado E) Leis Delegadas – art. 62. Vedações – art.Presidente da República . matéria tributaria e orçamentária.Disponham sobre: .Legislar sobre orçamento.Fixem ou modifiquem efetivo das Forças Armadas . art. .Membro / Comissão CD . 60 § 3° 3. 61 § 1° . funções ou empregos públicos na administração direta autarquia ou aumento de sua remuneração. 62 Caput Requisitos – submissão imediata ao Congresso 2. .Membro / Comissão Congresso .Organização Administrativa e Judiciária. cidadania Art. 61 II) Tribunais de Contas estaduais. 62. -Organização MP e Defensoria pública do Distrito Federal. provimento de cargos.Sanção: tranca pauta de votação D) Votação de Projeto de lei – art. 62 1.Procedimento .Apreciação do veto ⇒ Sessão conjunta – 30 dias . Atos de competência privativa da Câmara dos Deputados ou Senado . Lei de diretrizes orçamentárias.PGR . § 1° ∙ Matérias – nacionalidade. processual penal.

aposentadoria da Administração pública direta e indireta. Consiste na função fiscalizadora do povo. II – Estrutura do Poder Executivo / Presidencialismo ∙ Chefe de Estado – O Presidente representa nas suas relações internacionais. Trata-se de controle de natureza administrativa. C) Participação Popular Ao cidadão. 11.: sistema parlamentarista ⇒ chefe de governo ⇒ 1° Ministro.apreciar contas prestadas anualmente pelo Presidente da República. 71.Julgar contas dos administradores e responsáveis pelo dinheiro público. bem como direitos e haveres da União. salvo força maior. 4. IV – Investidura e Posse A) Ocorrendo morte do candidato eleito para presidente após o 2° turno. 5. 84. ∙ avaliar Plano Plurianual (metas) ∙ Legalidade/avaliar resultados quanto a eficácia e eficiência da gestão orçamentária.Fiscalizar contas nacionais das empresas multinacionais cujo capital a União participe. o cargo será declarado vago. porém antes da expedição do diploma. § 2° a oportunidade de participar do controle externo da Administração pública.Inspeção e auditoria de natureza contábil. não computados brancos e nulos. ∙ Controle das operações de crédito. a Estado. exercido sobre funcionários encarregados de executar os programas orçamentários e aplicação do dinheiro público. Nos municípios a fiscalização mediante controle externo. Associações e Sindicatos abre-se pelo art. Executivo e Judiciário de forma integrada. XIX) ∙ Chefe de governo – o Presidente tem função de gerência nos negócios internos. omissão dos 6. se não tomadas as providências determinadas. com decisões administrativas e não jurisdicionais. Direito Constitucional – . 7. o Vice-presidente deverá ser considerado eleito. da Câmara dos Deputados. é composto de 7 membros. Este controle terá o auxílio dos Tribunais de Contas do Estado ou do Município ou dos Conselhos de Contas do Município onde houver. B) Sistema Controle Externo O controle externo é função do Poder Legislativo no âmbito federal do Congresso Nacional. 74 Será efetuado pelos Poderes Legislativo. Partidos políticos. de governo e de administração. ∙ Apoiar controle externo. CPI. 2. VII. 10. 71. Art. 74 e Incisos) ∙ Responsabilidade Solidária ⇒ responsáveis pelo controle externo.Determinar prazo para órgãos adotarem providencias se verificada ilegalidade. orçamentária por iniciativa própria. § 4° do poder executivo I – conceitos gerais Poder Executivo constitui. É um controle de natureza política. financeira. financeira. órgão constitucional cuja função é a prática dos atos de chefia de Estado. 77 ∙ Procedimento – maioria absoluta. B) Posse ⇒ 1° de janeiro ∙ Após 10 dias da posse se o Presidente e vice não assumirem. Senado. III – Eleição ∙ Sistema majoritário – art. 12.Prestar informações solicitadas pelo Congresso sobre fiscalização contábil. tanto os de natureza política como administrativa. (art. Art. exercendo a liderança da política nacional.Fiscalizar recursos repassados pela União quanto a sua aplicação. Art. independentemente da população do Estado. 31 III) Controle externo e interno A) Sistema de controle interno – art. DF ou Município. bem como corporifica a unidade interna do estado. mas sujeito a previa apreciação técnico-administrativa do Tribunal de Contas. IV) Atribuições do TCN – art.Representar ao poder competente sobre irregularidades ou abusos apurados. 3.Elaborar relatórios trimestral e anualmente sobre suas atividades e encaminha-las ao Congresso Nacional. OBS. 75.O Tribunal de Contas do Estado.Apreciar para fins de registro os atos de admissão de pessoal. salvo as nomeações em cargos em comissão. ∙ Não comparece o Presidente e sim o vice ⇒ o vice assume a presidência. 9. VIII. 8. pu. 1. através de seus representantes. etc.Sustar execução do ato impugnado. será exercida pela Câmara Municipal. ∙ Posse ⇒ no Congresso Nacional Finalidade (art. I ao XI. 74.Aplicar sanções previstas em lei.

governadores de Território.5. Iniciar processo legislativo das leis que : 3. provimento de cargos. especialmente: a) Existência da União b) Livre exercício dos Poderes c) Exercícios dos Direitos políticos. Situação do Presidente a) Infrações penais comuns se recebida denúncia/queixa pelo STF suspende as funções do Presidente b) Crimes de Responsabilidade. nos casos previstos na CF/88 e o AGU.V) Vacância da Presidência – art. dentro de 60 dias do início da Sessão Legislativa. reforma e XFR para reserva 3. Enviar ao Congresso Nacional Plano Plurianual e projetos da LDO. Decretar estado de defesa e do estado de sítio 9. os Ministros do Supremo. 82. na forma da Lei. Estado de Sítio e da Intervenção Federal. 12. Aeronáutica. PGR. com instauração do processo no Senado. 15. convenções e atos internacionais sujeitos a referendo do Congresso Nacional.fixem ou modifiquem efetivos das Forças Armadas. 4. Vetar projetos de lei. Exercer o comando supremos das Forças Armadas. individuais e sociais d) Segurança interna do País e) Probidade da Administração f) Lei Orçamentária g) Cumprimento das Leis e decisões judiciárias OBS. remuneração. 83 e 88 1° biênio ⊢ 2° biênio | 4 anos ⊣ ↳ indireta (30 dias) Direta (90 dias) ∙ Ausência superior 15 dias ⇒ licença do Congresso – art. promulgar e fazer publicar Leis. nomear os comandantes da Marinha. Conferir condecorações e distinções honoríficas 20. ao Congresso Nacional. VII) Da Responsabilidade do Presidente da República 1. Nomear membros do Conselho da República 16.criação e extinção de Ministérios e órgãos da Administração pública. 8. Procedimento / Competência Admissibilidade da acusação ⇒ 2/3 da Câmara dos Deputados Crimes/contravenção comuns⇨ STF Julgamento Crimes responsabilidade ⇨ Senado Federal 3. após se não concluído julgamento cessa afastamento do Presidente. bem como normas gerais e organização do MP e DP dos Estados. Declarar guerra. aposentadoria 3. dos Tribunais superiores. Sancionar. anualmente. Opinar em hipóteses de declaração de guerra e celebração de paz. 22. Prover e extinguir os cargos públicos federais.disponham sobre criação de cargos. VIII) Conselho da República ∙ Órgão superior de consulta do Presidente da República relacionados com a soberania nacional e defesa do Estado democrático tais como: 1. 13. Celebrar tratados. 5.4. 19. bem como expedir decretos e regulamentos. Prestar contas. Exército. Manter relações com Estados estrangeiros 7.Militares da Forças Armadas. Decretar e executar intervenção Federal 10.Servidores públicos da União seu regime jurídico. seu regime jurídico. estabilidade.: Crimes definidos em Lei Especial – Lei n° 1079/50 2. B) Subsídios Direito Constitucional – 39 . Nomear os magistrados. Nomear. Nomear e exonerar Ministros 2. 17. provimento de cargos. 23. total ou parcialmente 6. com auxílio dos Ministros. autorizado ou com referendo do Congresso . Nomear Ministros do TCU.Organização do MP e da Defensoria pública da União. 1. DF e territórios. Opinar sobre decretação de Estado de Defesa. 18. Presidente e Diretores do Banco Central. d) Enquanto não tiver sentença condenatória não ser preso nas infrações comuns. promover os Oficiais Generais e nomeá-los aos cargos privativos. Convocar e presidir o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional. Permitir nos casos previstos em Lei complementar. Propor critérios e condições de utilização de áreas indispensáveis à segurança do território nacional e a defesa do Estado democrático. após aprovação pelo Senado Federal. 2. a direção da Administração Federal 3. 81 CF/88 Art. autorizado pelo Congresso Nacional ou referendado por ele. Celebrar paz. funções ou empregos públicos Administração pública direta e autárquica 3. nos casos de agressão estrangeira. que forças estrangeiras transitem no território nacional ou nele permaneçam temporariamente 21.1. c) Prazo para julgamento: 180 dias. 3. estabilidade. Crimes de Responsabilidade ⇒ Atos que atentem contra a Constituição. 14.2. 83 CF/88 VI) Atribuições do Presidente da República A) Compete privativamente. 3. Conceder indulto e comutar penas 11. promoções.3. Exercer. 3.6. o mesmo acima.

 Compulsoriamente. dos Estados. bem como os de cargo temporário ou emprego público aplica-se o RGPS. 201. G) Considerações finais . Quem exerce atividades exercidas sob condições especiais que prejudiquem a saúde ou integridade física. . D) Regra geral de aposentadoria do servidor público O art. As seguintes regras gerais de aposentadoria:  Invalidez permanente. . salvo quando tratar de: . Tempo de contribuição do servidor será contabilizado para efeito de aposentadoria e tempo de serviço correspondente para efeito de disponibilidade. aproveitado em outro cargo posto em disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço. abono. 40 da Constituição Federal assegura aos servidores titulares de cargos efetivos da União. Prazo de duração do contrato. 2 – 65 anos de idade se homem e 60 anos de idade se mulher com proventos proporcionais. Incidirá contribuição sobre os proventos de aposentadoria e pensões concedidas pelo regime de que trata o Jurídico respectivo que superem o limite máximo estabelecido para os benefícios do RGPS. . . orçamentária e financeira dos órgãos e entidades da administração direta e indireta poderá ser ampliada mediante contrato a ser firmado entre seus administradores e o poder público. Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e Municipais e de FORMA FACULTATIVA para os servidores públicos organizados em carreira. Quem exerce atividade de risco. prêmio. Remuneração do pessoal.  Voluntariamente. moléstia profissional ou doença grave. Direito Constitucional – “A pensão por morte será igual ao valor da totalidade dos proventos ou remuneração do servidor falecido até o limite máximo estabelecido para benefícios do regime geral do beneficio do RGPS de que trata o art.Forma de remuneração efetuada em parcela única. acrescido de 70% da parcela excedente a este limite. E) Pensão por morte A regra vale tanto para o servidor aposentado quanto para aquela que tenha falecido ainda no serviço ativo. adicional.” F) Estabilidade do Servidor Público A estabilidade do servidor público dar-se-á após 3 (três) anos de efetivo exercício. desde que cumprido tempo mínimo de 10 anos de efetivo exercício no serviço público. No caso de portador de doença incapacitante a parcela excedente será calculada com base no dobro do limite máximo estabelecido para os benefícios do RGPS. reconduzido ao cargo de origem. exceto se decorrente de acidente de serviço. Distrito Federal e dos Municípios. 1 – 60 anos de idade e 35 anos de contribuição se homem e 55 anos de idade e 30 anos de contribuição se mulher com proventos integrais. obrigações e responsabilidade dos dirigentes. O Servidor Público estável só perderá o cargo: a) Em virtude de sentença Judicial transitada em julgado. aos 70 anos de idade. Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável será ele reintegrado e o eventual ocupante da vaga. A lei irá dispor a forma de avaliação: . . se estável. detentor de mandato eletivo. sendo os proventos proporcionais ao tempo de contribuição. e 5 anos no cargo efetivo em que se dará a aposentadoria. para o membro do poder. vedado o acréscimo de qualquer gratificação. b) Mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa. incluídas suas autarquias e fundações. sem direito a indenização. c) Mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho. A Emenda Constitucional nº. contagiosa ou incurável. Extinto o cargo ou declarada sua desnecessidade o servidor estável ficará em disponibilidade. com proventos proporcionais. C) Contrato de Gestão A autonomia gerencial. verba de representação ou outra espécie remuneratória. Portadores de deficiência. 19/98 determinou de FORMA OBRIGATÓRIA. com percentual igual ao estabelecido para os servidores titulares. . O servidor ocupante de cargo em comissão. observada as seguintes condições. Controles e critérios de avaliação de desempenho. . direitos. . Observações: A Constituições veda tratamento diferenciado quando da adoção dos critérios e requisitos para concessão de aposentadoria do servidor público.

pois sua função não consiste simplesmente em administrar a justiça. inclusive o direito à tutela jurisdicional e o direito a um processo e julgamento por um Tribunal independente e imparcial STF Ministros CNJ 2 – ÓRGÃOS DO PODER JUDICIÁRIO 3ª Instância ou Instância Superior STJ Ministros Juiz TSE TST STM 2ª Instância TJ TRF TRE TRT TM 1ª Instância Juiz Estadual Juiz Federal Juiz Eleitoral Juiz do Trabalho Direito Constitucional – Juiz / Auditoria Militar 41 JUSTIÇA COMUM JUSTIÇA ESPECIAL .poder judiciário I – DISPOSIÇÕES GERAIS 1 – CONCEITO O poder judiciário é um dos três poderes clássicos consagrado como poder autônomo e independente vital ao Estado democrático de direito. A independência judicial constitui um direito fundamental dos cidadãos. mas na verdade a função de preservar os princípios da legalidade e igualdade sem os quais os demais não teriam efeitos. Como dizia Zaffaroni “A chave do poder judiciário se acha no conceito de independência”.

com a participação da OAB.STF – Supremo Tribunal Federal STJ – Superior Tribunal de Justiça TSE – Tribunal Superior Eleitoral STM – Superior Tribunal Militar TST – Tribunal Superior do Trabalho TJ – Tribunal de Justiça TRE – Tribunal Regional Eleitoral TM – Tribunal Militar Observação: . B. 93 e incisos da Constituição Federal. B) PRINCÍPIOS ORGANIZACIONAIS Estes princípios tratados no art.9) Todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos e fundamentadas todas as decisões.3) A promoção aos tribunais de 2º grau far-seá por antiguidade ou merecimento. c. B. julgar aplicando a Lei a um caso concreto. bem como o aproveitamento nos cursos freqüentados. disporá sobre o Estatuto da Magistratura. São funções do Poder Judiciário: a) Prover de acordo com a Constituição os cargos de Juiz de Carreira na respectiva Jurisdição – Art. ou seja. por interesse público. b) Funcionar pelo menos. I. O Judiciário. com nova redação dada pela EC 45/04. B. podendo a lei limitar presença em determinados atos. B. inclusive obrigando os juízes substitutos a participação em curso oficial ou reconhecido por Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados.2) PROMOÇÃO DE ENTRÂNCIA PARA ENTRÂNCIA –Alternadamente por merecimento e antiguidade. 96.10) Os Tribunais com número superior a 25 julgadores. nos casos de merecimento. assegurado ampla defesa. poderão criar Órgão Especial com mínimo de 11 e máximo de 25 membros. 96. B. f. B. STF. Natureza Administrativa. 4 – PRINCÍPIOS DA MAGISTRATURA A) GERAL: Lei Complementar de iniciativa do STF disporá sobre o Estatuto da Magistratura. Dispondo sobre competência e o funcionamento dos respectivos órgãos. B. de acordo com as normas: a) Obrigatoriamente de promoção do Juiz que figurar 3 vezes alteradas ou 5 consecutivas na lista de merecimento. 3 – FUNÇÕES TÍPICAS E ATÍPICAS A função típica do Poder Judiciário é a Jurisdicional. preparação e promoção dos magistrados. porém.1) INGRESSO NA CARREIRA – Cargo inicial de Juiz substituto mediante concurso de provas e títulos. CNJ e os Tribunais Superiores têm sede em Brasília. São funções do Poder Judiciário: a) Edição de normas regimentais. Natureza Legislativa. b) Conceder férias aos seus membros – Art. denominadas atípicas.4) Subsídio dos Ministros dos Tribunais Superiores corresponderá a 95% do subsídio mensal fixado para os Ministros do Supremo Tribunal Federal. A EC 45/04 criou no âmbito do Poder Judiciário. 40 – da Administração Pública – Servidores Públicos. sob penalidade.5) O Juiz titular residirá na comarca.6) Previsão de cursos de aperfeiçoamento. como demais poderes do Estado possuem outras funções. disponibilidade e aposentadoria do magistrado. c) No caso de antiguidade o Tribunal só poderá recusar o Juiz mais antigo pelo voto fundamentado de 2/3 dos seus membros. será baseada em decisão por voto da maioria absoluta do respectivo Tribunal ou do Conselho Nacional da Justiça. o Conselho Nacional de Justiça. I.7) A aposentadoria dos magistrados e a pensão dos seus dependentes seguem as normas do art.8) O ato de remoção. de natureza Administrativa e Legislativa. . O seu aparecimento no quadro estrutural anterior dá-se em virtude deste órgão não possuir competências jurisdicionais. B. . observados os princípios abaixo listados. B. . d) A aferição por merecimento levará em conta a presteza e produtividade no exercício da jurisdição. salvo autorização do Tribunal. B. a 2 (dois) anos na respectiva entrância e integrar a lista da 1/5 primeira quinta parte. para funções administrativas e judiciais delegadas da competência do Direito Constitucional – . O STF e os Tribunais Superiores têm Jurisdição em todo Território Nacional. .

b) Organizar suas secretarias e serviços auxiliares e os dos juízos que lhe forem vinculados. parágrafo único. garantindo-lhes o livre exercício das suas funções. e) Exercer a advocacia no juízo ou tribunal do qual se afastou. b) Receber. III.1) VITALICIEDADE Os magistrados possuem constitucionalmente as garantias da vitaliciedade. a qualquer título ou pretexto. obedecido o disposto no art. dos Tribunais dos Estados será composto de membros do Ministério Público com mais de 10 anos de carreira e de advogados de notório saber jurídico e de reputação ilibada. a qualquer título ou pretexto. ou de provas e títulos. 169: a) a alteração do número de membros dos tribunais inferiores. custas ou participação em processo. 93.2) INAMOVIBILIDADE Uma vez titular do respectivo cargo. Jurídica – não diminuição nominal nos subsídios Irredutibilidade Real – não diminuição dos subsídios acrescidos das correções inflacionárias O STF já decidiu pela existência da irredutibilidade jurídica. VIII. entidades públicas ou privadas. 95. bem como a fixação do subsídio de seus membros e dos juízes. velando pelo exercício da atividade correcional respectiva Art. b) a criação e a extinção de cargos e a remuneração dos seus serviços auxiliares e dos juízos que lhes forem vinculados. por concurso público de provas. A exceção prevê um abrandamento da vitaliciedade dos Ministros do STF ao consagrar no art.aos Tribunais de Justiça julgar os juízes estaduais e do Distrito Federal e Territórios. 6 – VEDAÇÕES AOS MEMBROS Aos Juízes é vedado: a) Exercer. A vitaliciedade no primeiro grau somente é adquirida após o chamado estágio probatório. dispondo sobre a competência e o funcionamento dos respectivos órgãos jurisdicionais e administrativos. o Juiz somente poderá ser promovido ou removido por iniciativa própria nunca ex-offício de qualquer autoridade. com observância das normas de processo e das garantias processuais das partes.Tribunal Pleno. assegurada a ampla defesa. na forma prevista nesta Constituição. 7 – COMPETÊNCIAS DOS TRIBUNAIS 1 – COMPETE PRIVATIVAMENTE AOS TRIBUNAIS a) Eleger seus órgãos diretivos e elaborar seus regimentos internos. outro cargo ou função. inclusive dos tribunais inferiores. Direito Constitucional – 43 . provendo-se metade das vagas por antiguidade e a outra metade por eleição pelo Tribunal Pleno. § 4º. pelo Quinto Constitucional adquirem vitaliciedade imediatamente no momento da posse. salvo uma de magistério. A. férias e outros afastamentos a seus membros e aos juízes e servidores que lhes forem imediatamente vinculados. ressalvadas as exceções previstas na lei. 96. negando o direito à atualização monetária. os cargos necessários à administração da Justiça. c) prover. indicados em lista sêxtupla pelos órgãos de representação das respectivas classes. onde houver. b) organizar suas secretarias e serviços auxiliares e os dos juízos que lhes forem vinculados. A perda do cargo no período de estágio probatório dar-se-á por deliberação do próprio Tribunal e nos demais casos por sentença judicial transitada em julgado. Os magistrados dos tribunais superiores. 169. A. d) Dedicar-se à atividade política partidária. auxílios ou contribuições de pessoas físicas. f) conceder licença. ainda que em disponibilidade. Obs. c) Receber. bem como os membros do Ministério Público. e) prover. 5 – GARANTIA AOS MEMBROS A) GARANTIAS DE LIBERDADE A. observado o disposto no art.: 1/5 dos lugares dos TRFs. Compete privativamente: I .ao Supremo Tribunal Federal. II e 103-B. exceto os de confiança assim definidos em lei. após 2 (anos) de efetivo exercício da carreira.3) IRREDUTIBILIDADE DE SUBSÍDIOS O subsídio do Magistrado não pode ser reduzido como forma de pressão dos poderes outros. Arts. III . ressalvada a competência da Justiça Eleitoral. os cargos de juiz de carreira da respectiva jurisdição. nos crimes comuns e de responsabilidade. inamovibilidade e irredutibilidade de subsolo. c) a criação ou extinção dos tribunais inferiores. ou mesmo os advogados e membros do Ministério Público que ingressem nos Tribunais Estaduais ou Federais. ou seja. aos Tribunais Superiores e aos Tribunais de Justiça propor ao Poder Legislativo respectivo. salvo por motivo de interesse público pelo voto da maioria absoluta do respectivo Tribunal ou do Conselho Nacional de Justiça – CNJ. d) propor a criação de novas varas judiciárias. d) a alteração da organização e da divisão judiciárias. velando pelo exercício da atividade correicional respectiva. antes de decorridos 3 (três) anos de afastamento do cargo por aposentadoria ou exoneração.aos tribunais: a) eleger seus órgãos diretivos e elaborar seus regimentos internos. 52 da Constituição Federal a competência privativa do Senado Federal para processar e julgar os Ministros do STF por crime de responsabilidade. II .

. 100.vencimentos.salários. impedindo violação ao princípio da impessoalidade. D) É vedado o fracionamento. disciplina os pagamentos devidos pela fazenda Federal. No âmbito Federal. . . 100 determina que haja uma ordem cronológica de precatórios para os créditos alimentares e outra ordem cronológica para os créditos não alimentares. Esta justiça será composta de cidadão eleitos pelo voto direto e secreto. 9 – OUTROS TRIBUNAIS – ART. C) Não se aplica a regra de expedição de precatórios nos casos de pagamento de obrigações definidas como de pequeno valor. E de pequeno valor: . autorizando decretação de intervenção Federal. B) Débitos de natureza alimentícia: . b) Ser brasileiro nato.benefícios previdenciários. com 5 membros de cada uma. O Presidente participa das sessões plenárias apenas. . . com valores atualizados monetariamente. em virtude de sentença judiciária. .8 – DECLARAÇÃO INCONSTITUCIONALIDADE INCIDENTAL TRIBUNAIS DE PELOS Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo Órgão Especial poderão os tribunais de declararem inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público. de forma paralela. Segundo as diferentes capacidades das entidades públicas. O encaminhamento das propostas orçamentárias compete no âmbito da União aos Presidentes do STF e do STJ. Direito Constitucional – . com finalidade de assegurar isonomia entre os credores. Destas decisões cabe recurso a ser julgado por turmas de juízes de 1º grau. na forma de Lei Ordinária. Algumas determinações constitucionais nos mostra o envolvimento do Poder Executivo no tratamento desta proposta orçamentária. que detém preferência. As Leis criadas foram: . O Presidente da República. O caput do art. fazendo-se o pagamento até o final do exercício seguinte. II – DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL 1. 11 – DOS PRECATÓRIOS – ART. de verba necessária ao pagamento dos precatórios apresentados até 1º de julho. que consiste na obediência cronológica das requisições judiciais de pagamento de créditos de natureza alimentícia. Requisitos constitucionais: a) Idade: 35 a 65 anos. que será sabatinado pelo Senado Federal. 100 A) Considerações iniciais A Constituição Federal no seu art. para funcionar na celebração de casamentos. . E) Os valores fixados como pequeno valor poderão ser modificados por lei. d) Notável saber jurídico e reputação ilibada. presentes os requisitos constitucionais para investidura. divididos em duas turmas. o julgamento e a execução de causas cíveis de menor complexidade e infrações penais de menor potencial ofensivo. Se a alegação dor rejeitada prosseguirá o julgamento. Adotou o legislador constituinte a regra da ordem dupla dos precatórios. Estadual e Distrito Federal – 40 salários mínimos. F) Comete crime de responsabilidade o Presidente de Tribunal que frustrar retardar a liquidação regular de precatório.proventos. COMPOSIÇÃO O Supremo Tribunal Federal compõe-se de 11 membros. 10 – AUTONOMIA DO PODER JUDICIÁRIO Ao poder judiciário é conferida autonomia administrativa e financeira. ou togados e leigos competentes para conciliação. Os órgãos fracionários dos tribunais não poderão submeter ao plenário ou Órgão Especial a argüição de inconstitucionalidade.indenização por morte ou invalidez. O texto constitucional determina ainda: a) Ser obrigatória a inclusão no orçamento das entradas de direito público. DF aos Presidentes dos Tribunais de Justiça caberá o encaminhamento da proposta orçamentária do tribunal. G) O não pagamento de débitos oriundos de sentenças judiciais constantes de precatórios poderá constituir desobediência à ordem jurídica. c) Ser cidadão. . 98 1 – A União e os Estados criarão de juizados especiais providos por juízes togados. No âmbito Municipal – igual ou inferior a 30 salários mínimos.pensões e suas complementações. pelo favorecimento por razões políticas ou pessoais. quebra do valor de execução a fim de que seu pagamento não se faça na forma estabelecida pela Constituição. Federal – Lei nº 10259/01. devendo ser aprovado por maioria absoluta de seus membros para poder ser nomeado pelo Presidente da República. com mandato de 4 (quatro) anos. Estadual – Lei nº 9099/95. escolhe livremente o candidato. Se acolhida será lavrado o acórdão para submeter à questão ao tribunal pleno por órgão especial. quando já houver pronunciamento do STF sobre a questão ou do próprio tribunal. e de créditos de outras naturezas. 2 – A justiça de paz também poderá ser criada nos Estados. com aprovação dos respectivos tribunais. No âmbito dos Estados. Estadual e Municipal.

de acordo com o art. os Ministros de Estado. os membros dos Tribunais Superiores. Direito Constitucional – 45 .Não exige ao membro do STF a obrigatoriedade do bacharelado em ciências jurídicas. b. Vice-Presidente da República. dos Tribunais Superiores ou do próprio STF. seus próprios Ministros.3) Habeas Corpus quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do STF. 1ª parte. “a”. uma vez que é a própria corte que define sua competência. i e q. . . parte final. II).das Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. do Congresso Nacional. o Presidente da República. c. membros ao Congresso Nacional. o Vice-Presidente da República.do Presidente da República. O que é Preceito Fundamental? São normas que definem os Princípios Fundamentais da República do Brasil (art. 102. de acordo com art. salvo nos crimes conexos cometidos pelo Presidente da República de competência do Senado Federal. 102. muito embora seja competência do Senado Federal o processo e o julgamento dos membros de ambos os Conselhos nos crimes de responsabilidade (art.2) Nas infrações penais comuns e nos crimes de responsabilidade. de acordo com art. os Ministros de Estado. e) DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL CONSTITUCIONAL – ADPF . 2. de acordo com o art. 102. VII). COMPETÊNCIAS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL As competências do STF são definidas nos arts.originária.1) Habeas Corpus.recursal. 102. 102. I. Se a infração penal comum tiver sido praticada por parlamentar. b) O Supremo tem também a incumbência de processar e julgar originariamente os casos em que os direitos fundamentais das mais altas autoridades da República forem violados. Doutrinariamente podemos dividir as competências do STF em dois grupos: . I. da Câmara dos Deputados.1 – Competência originária a) Controle de constitucionalidade.1) Nas infrações penais comuns o Presidente da República. b. crimes e contravenções. entre o STJ e quaisquer Tribunais e entre estes e qualquer outro Tribunal. os membros do Congresso Nacional. de acordo com art. do Tribunal de contas da União. quando estas autoridades estiverem violando os direitos fundamentais dos cidadãos. do Senado Federal. de acordo com art. seus próprios Ministros e o PGR. e tendo cessado mandato ou exercício do cargo e se o processo não tiver sido encerrado. i. 103 da CF/88. 1º ao 4º). quando a elaboração da Norma Regulamentadora for atribuição do Presidente da República. 34. d. das Mesas de uma dessas casas. b. os autos deverão ser remetidos ao juízo de origem. I.do PGR. quanto aos crimes de responsabilidade dos membros dos Tribunais Superiores. 102. A competência originária acontece quando o Supremo é acionado diretamente através de questões que o tribunal analisará em única instância. O STF não será competente para dirimir eventuais DÚVIDAS sobre competência envolvendo o STJ e Tribunais Regionais e Estaduais. I.do STF. . b e c Dentro da competência originária do STF no tocante as infrações penais. 102. 102 a 103 da Constituição Federal. c) Infrações penais – art. II. O legislador concedeu ao Supremo Tribunal Federal a competência para apreciar as argüições de descumprimento a esses preceitos fundamentais. . o. p. d. sendo paciente. I. o Vice-Presidente. I. ou pelas demais autoridades antes da posse. Uma das mais importantes tarefas do STF é o controle de constitucionalidade das leis e atos normativos conforme previsto no art. I. d) CNJ / CNMP Compete ao STF processar e julgar as ações contra o CNJ e o CNMP. dos Tribunais da União e dos membros de missão diplomática de caráter permanente. também em Controle Concentrado. Isto está previsto no art.do Tribunal de contas da União. Porém pode-se chegar ao STF através de recursos ordinários ou extraordinários e nestes casos o Tribunal analisará a questão em última instância. antes da diplomação. . b. competindo-lhe julgar conflitos de competência entre Tribunais Superiores. os Comandantes da Marinha. ou se trate de crime sujeito à jurisdição do STF em única instância. os do Tribunal de contas da União e os chefes de missão diplomática de caráter permanente – art. 102. e) CONFLITO DE COMPETÊNCIA A definição de competência caberá ao Supremo Tribunal Federal.4) Mandado de Injunção. art. de acordo com art. b. o PGR. d. I. pois aqui temos problema de hierarquia de jurisdição e não de conflito. Controle Concentrado pois as ações serão julgados sempre pelo Supremo Tribunal Federal. . competem ao STF processar e julgar: c. aquelas que definem os princípios constitucionais sensíveis (art. . Questões em única instância – competência originária. I. § 1º da CF/88. São legitimados para propor esta ação os mesmos para proposição de ADIN (Ação Direta de Inconstitucionalidade). Questões em última instância – competência recursal. 52. Aqui estamos falando de Ação Direta de Inconstitucionalidade de Lei ou Ato Normativo Federal ou Estadual ou Controle Concentrado (ADIN) e também de Ação Declaratória de Constitucionalidade de Lei ou Ato Normativo Federal. do Exercito e da Aeronáutica. ou até mesmo. Ressalte-se finalmente que inexiste conflito de competência entre o STF e qualquer outro Tribunal. 2. c. 102. 102. 102.2) Mandado de Segurança e o Habeas Data contra atos: .

Quanto à natureza do órgão que vai exercer: . . 2. ações declaratória de constitucionalidade (ADECON) e as ações da argüição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF). a) RECURSO ORDINÁRIO Compete ao STF julgar em recurso ordinário: . STM. os Tribunais Superiores não podem ter reformado ou mantido qualquer decisão anterior. bem como proceder a sua revisão ou cancelamento na forma da lei. Quanto ao órgão competente: . mediante decisão de 2/3 de seus membros. A Constituição Federal ao prever o recurso extraordinário de causas decididas em única ou última instância. que julgando-a anulará o Ato Administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada. no sentido de conceder às normas jurídicas uma interpretação única e igualitária. São legitimados a propor essas ações: . . as causas decididas em única ou última instância.Concentrado – STF 2. 45/04 corresponde à necessidade de reforço à idéia de uma única interpretação jurídica pra o mesmo texto Direito Constitucional – constitucional ou legal.Repressivo – quando exercido sobre a norma pronta . pela EC nº. . 2. A expressão “DECISÕES DENEGATÓRIAS” engloba tanto decisões de mérito quanto as que extinguem processo sem julgamento do mérito. relativamente aos demais Órgãos do Poder Judiciário e a Administração Pública Direta e Indireta. Quanto ao momento: . . o habeas data e o mandado de injunção decididos em única instância pelos Tribunais Superiores. Vale ressaltar que o Ato Administrativo ou decisão judicial que contrariar súmula aplicável ou que indevidamente aplicar. ou seja. . b) RECURSO EXTRAORDINÁRIO Competem ao STF mediante recurso extraordinário.Indicidental Ao STF foi concedido a competência exclusiva de processar e julgar originariamente as ações direitas de inconstitucionalidade (ADIN). poderá aprovar súmula. quando a decisão recorrida: .Difuso – qualquer órgão jurisdicional . Julgar válida Lei local contestada em face de Lei Federal. TST. mas sim julgado em instância única. A aprovação. Esta competência recursal extraordinária do STF serve para assegurar a supremacia das normas constitucionais. Estadual e Municipal. .Mesa do Senado Federal.Preventivo – durante a elaboração da norma . revisão ou cancelamento da súmula poderá ser provocada por qualquer dos legitimados a propor ação direta de inconstitucionalidade. 3. Necessita da presença dos seguintes requisitos: 1. desde que presentes os demais requisitos constitucionais.2. nas esferas Federal. Estadual e Municipal.Judicial – Juízes ou órgãos do Poder Judiciário . Saliente-se que somente é cabível a interposição de recurso extraordinário se esgotados todos os meios recursais ordinários. 3 – CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE Existem entre outras duas espécies de controle de constitucionalidade: . Quando a decisão tiver sido originária. Julgamento dos remédios constitucionais pelos Tribunais Superiores. através de recursos ordinários ou extraordinários. Cabe recurso extraordinário das decisões de juiz singular (quando inexistir recurso ordinário) e das turmas recursais dos juizados especiais criminais e cíveis.Principal . Controle de constitucionalidade judicial: O controle de constitucionalidade judicial pode ser classificado em: 1. Quando a decisão tiver sido denegatória. TSE.2 – COMPETÊNCIA RECURSAL O STF também pode ser acionado via recursal.Presidente da República. nas ações diretas de inconstitucionalidade produzirão eficácia contra todos e efeito vinculante. caberá reclamação ao STF. se denegatória a decisão.3 – CONSIDERAÇÕES FINAIS a) As decisões definitivas de mérito. que a partir de sua publicação terá efeito vinculante em relação aos demais Órgãos do Poder Judiciário e á Administração Pública Direta e Indireta. Julgar válida Lei ou Ato do Governo local contestado em face desta Constituição. . permite seu cabimento de decisões interlocutórias. ou seja: STJ. Declarar a inconstitucionalidade de tratado ou Lei Federal. na esfera Federal. c) Tratamento Constitucional da súmula vinculante O STF poderá de ofício ou por provocação.Mesa da Câmara dos Deputados. .Mesa da Assembléia Legislativa ou da Câmara Legislativa do DF. Crime político. Ministério Público e Tribunais de Contas. Poder Executivo. . b) Efeito vinculante x súmula vinculante A Instituição da súmula vinculante.Político – Poder Legislativo. Contratar dispositivo desta Constituição. de maneira assegura-se segurança jurídica e o princípio da igualdade. Quanto ao modo de exercício: . proferidas pelo STF. Habeas corpus. o mandado de segurança.

B) Das infrações penais: B. . 2 – Habeas Corpus É competência do STJ processar e julgar originariamente quando o coator ou paciente for Ministro de Estado. C) Demais competências – julgar e processar: . .Conflitos de competência entre quaisquer Tribunais salvo os de competência do STF.Concessão de exequatur às cartas rogatórias. salvo os casos de competência do STF. . eleitoral. entidade ou autoridade Federal.1 – Mandado de Segurança e Habeas Data É competência do STJ processar e julgar originariamente Mandados de Segurança e Habeas Data contra ato de Ministro de Estado. Isto está previsto no art.Partido Político com representação ao Congresso Nacional. Quando o STF apreciar a inconstitucionalidade citará previamente o AGU (Advogado Geral da União) que defenderá o ato ou texto impugnado. 2. b e c. . 1/3 de Juízes dos TRFs . . . pois obrigatoriamente. Exército ou Aeronáutica ou do próprio STJ. 105. . porém não livremente. que não estejam sob a jurisdição do STF. no mínimo 33 ministros escolhidos pelo chefe do Poder Executivo. . I. TRFs. deverão ser: . 1/6 de Advogados . quando a elaboração da norma regulamentadora for atribuição de órgão. trabalho e Federal. da Administração direta ou indireta. ou quando elas estiverem violando os direitos fundamentais aos cidadãos. A. pela maioria absoluta do Senado Federal para posteriormente ser nomeado pelo Presidente da República. bem como conflito entre Tribunais e Juízes a ele não vinculados e conflito entre Juízes vinculados a outros Tribunais.Membros dos Conselhos ou Tribunais de contas do Município. comandantes da Marinha. estiverem sob ameaça ou concreta violação. .1 – Competência originária Também chamada de competência de única instância. TRTs.2 – Competência recursal O STJ pode ser acionado. Mesa da Câmara Legislativa do DF .Revisões criminais e as ações rescisórias de seus julgados. . .1 – Processar julgar nos crimes comuns . seja através de recursos ordinários ou especiais. TREs. A) Recurso ordinário: Compete ao STJ julgar. Governador de Estado e do DF .Membros dos Tribunais de 2ª instanciam. Desembargadores dos TJs. . dos Comandantes da Marinha. A.Membros dos TCEs.STJ 1 – Composição O Superior Tribunal de Justiça compõe-se de. e órgãos da Justiça Militar. salvo militar. membros dos TCEs. entidades de classe III – SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA . 1/3 de Desembargadores dos Tribunais de Justiça Estaduais . . Exercito ou Aeronáutica. Todos eles deverão ser aprovados. . entre autoridades jurídicas de um Estado e Administrativa de outro Estado. membros dos Conselhos de Contas e Tribunais de Contas do Município e os do Ministério Público da União.2 – Processar e julgar nos crimes comuns e de responsabilidade: .Confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional. via recursal.Membro do Ministério Público da União.Desembargadores dos TJs. de acordo com a ECAS/04. 1/6 de membros do Ministério Público Federal. sem comprovar o interesse de agir na ação: Temos aqui o instituto da pertinência temática definida como o requisito objeto da relação de pertinência entre a defesa do interesse específico do legitimado e objeto da própria ação. . Exige-se a prova da pertinência para: . Mesa da Assembléia Legislativa.Homologação de sentenças estrangeiras. ou quando o coator for Tribunal sujeito a sua jurisdição e Governadores de Estado DF.Conselho Federal da OAB.Conflitos de atribuições entre autoridades administrativas e judiciárias da União. 2 – Competência Assim como podemos afirmar que o STF é o guardião da Constituição afirmadas que o STJ é o guardião do ordenamento jurídico Federal. Confederação sindicais. . O PGR deverá ser previamente ouvido nas ações de inconstitucionalidade e em todos os processos de competência do STF. 2.Governador de Estados e do Distrito Federal B. Estaduais e Distrital No caso dos TRFs e TJs o próprio Superior Tribunal de Justiça elaborará lista tríplice e enviará ao Presidente da República. em recurso ordinário: Direito Constitucional – 47 . A) O Superior Tribunal de Justiça tem competência para julgar em única instância os casos em que os direitos fundamentais de altas autoridades da República. Nem todos legitimados poderão propor ADINs.Mandado de Injunção.Governador do Estado e do DF. que era antiga competência do STF (EC 45/04). Podemos dividir as competências do STJ também em originarias e recursal.. .Procurador Geral da República.

DF quando a decisão for denegatória. E) O Tribunal de Justiça poderá funcionar de forma descentralizada. constituindo Câmaras Regionais. Habeas corpus decididos em única ou última instância pelos TRFs ou pelos Tribunais dos Estados. Nas audiências eles ficavam sentados numa espécie de estrado onde o magistrado presidia audiência  Parquet.000 integrantes. gera reflexos impeditivos ao poder de reforma da Constituição. . nos da EC 45/04. a fim de assegurar acesso do jurisdicionado à justiça em todas as fases do processo. 2ª corrente: França. B) Instituição de representação de inconstitucionalidade de leis ou atos normativos Estaduais ou Municipais em face da Constituição Estadual. C) A possibilidade de criação por Lei Estadual. o seu descumprimento. TJs quando a decisão recorrida. protegendo cidadãos pacíficos. A organização desta Justiça Militar determina que atuem em 1º grau os juízes de direito e Conselhos Direito Constitucional – de Justiça e em 2º grau o próprio TJ ou Tribunal de Justiça Militar. B. de outro. da Justiça Militar Estadual. A mais importante função do recurso especial é uniformizar a interpretação do direito federal no país. B) Recurso Especial Compete ao STJ julgar mediante recurso especial as causas decididas em única ou última instância pelos TRFs. contando sempre que necessário com a presença do Juiz no local do litígio.3 – Der a Lei Federal interpretação divergente da que lhe haja atribuído outro tribunal. constituída. CONCEITO 2. ressalvada a competência do Júri quando a vítima for civil. na figura dos “procuradores do rei”  funcionários encarregados de fiscalizar as atividades fazendárias. sendo pai do órfão e o marido da viúva. 3. tais como: A) A competência dos tribunais será definida na Constituição do Estado. com competência exclusiva para questões agrárias. nas ordenações de Felipe IV – O Belo. nos crimes definidos em Lei e ações contra atos de disciplina Militar. Outros preceitos deverão ser seguidos.1 – Instituição permanente (Art. V – DAS FUNÇÕES ESSENCIAIS A JUSTIÇA 1. Município ou pessoa residente ou domiciliada no país.1 – Contrariar tratado ou Lei Federal ou negarlhe vigência. A Carta Magna protegendo o Parquet. Mandados de Segurança decididos em única instância pelos TRFs. As causas em que forem partes Estado estrangeiro ou organismo internacional de um lado. D) À Justiça Militar Estadual compete processar e julgar os Militares dos Estados (Policia Militar e Corpo de Bombeiros e Militar. nos Estados em que o efetivo Militar seja superior a 20. Isto não vale para divergência entre julgados do mesmo Tribunal. A EC 45/04 transferiu competência recursal do STJ para o STF quando a decisão recorrida julgar válida lei local contestada em face de Lei Federal. 2 – Conflitos fundiários Para dirimir estes conflitos o TJ proporá criação de varas especializadas. Estes funcionários denominavam seu ofício de “Ministério Público”. Egito na figura dos “magiaí”  encarregados da persecução penal. com a finalidade de extirpar do texto constitucional o MP. o elevou a condição de cláusula pétrea criando uma limitação de ordem material para tramitação de qualquer emenda que . mediante proposta. quando houver divergência envolvendo tribunais diferentes inclusive sendo o próprio STJ. 1302. É o Tribunal quem vai decidir também sobre a perda do posto e da patente dos oficiais e graduação das praças.. castigando os criminosos. mas em se tratando de ato de Governo local permanece a competência com o STJ. e. B. 127 da CF): A expressão permanente acrescida da condição essencial à função jurisdicional do Estado.2 – Julgar válido ato do Governo local contestado em fase de Lei Federal. TJs quando denegatória a decisão. sendo a lei de organização judiciária (CODJERJ) de iniciativa do TJ. Funcionário real do Faraó. . ORIGEM DO MP Divergência entre os doutrinadores: 1ª corrente: Grécia na figura dos “éforos”  agentes púbicos encarregados da defesa da cidadania e das viúvas de guerreiros mortos em batalha. Aqui pretende-se evitar a inobservância do direito Federal. IV – DOS TRIBUNAIS E JUÍZES DOS ESTADOS 1 – Considerações gerais: Os Estados organizarão sua justiça baseando-se nos princípios constitucionais. 2.

de acordo com a lei. Por força deste princípio. Exemplo: .Indivisibilidade. decorrente do contrato de trabalho  MP Trabalho. dividir as linhas diretivas dos governantes. 118.4 – Da essencialidade à função jurisdicional: O Ministério Público não oficia em todos os feitos submetidos à prestação jurisdicional. A responsabilidade do MP como guardião da ordem jurídica deve ser considerada em face de todos os Poderes do Estado. Convocação Administrativa e art. só exista em único ramo do MP apto a desempenhá-la. Observações:  Independência Funcional x Autonomia Institucional. Seus membros não devem ser identificados • Direito Constitucional – . . administrativa. poderá substituir o outro quando necessário como. guarda de filhos.Crime Federal  MP Federal. Não fazer confusão. suspensão em nada comprometendo a atividade da instituição. que a lei considere essencial a presença do MP sem a figura deste. também. Exemplo desta atuação do MP é a legitimidade a ele concedida para atuar em todos os processos e procedimentos de natureza eleitoral. de caráter social. sem solução de continuidade das funções institucionais. Unidade Institucional A unidade traduz a identidade do Parquet como Instituição. Independência Funcional Princípio mais importante da Instituição. a independência funcional preconiza que os membros do Parquet. 118. VIII – CF/88 e art. XIV – LC 106/2003. Indivisibilidade Significa que os membros do MP podem ser substituídos uns pelos outros.  As recomendações da Administração Superior do Ministério Público. por terem cunho administrativo ou institucional não vinculam o membro da Instituição. Deste princípio decorre.5 – Dos interesses sociais e individuais indisponíveis: O destino do MP em última análise trata-se do interesse público. mas sim como integrantes de um mesmo organismo. 2. no desempenho de suas atividades. e sim. 2. Exemplo: Questões envolvendo saúde e condições de trabalho em Volta Redonda. investigação de paternidade na sua individualidade. ao menos. Participaram o MP Estadual e MP do Trabalho. É crime de responsabilidade do Presidente da República e do governador do Estado qualquer ato atentatório ao livre exercício do MP. A autonomia é a capacidade do MP de autogestão. para cada função institucional deferida ao MP na Constituição. Obs.Independência Funcional. . XV – LC 106/2003.Proteção da relação coletiva. Deve existir no ordenamento constitucional brasileiro apenas um Ministério Público. um membro do MP. 2. nunca no sentido de índole funcional.Unidade. devendo sempre fundamentar suas manifestações processuais. b) zelo interesse indisponível ligado a uma relação jurídica (nulidades de casamento). férias. Os membros do MP não podem ser responsabilizados por tais erros.3 – Defesa do Regime Democrático: A função de defesa do regime democrático vincula o MP estritamente ao Estado de Direito. pois a autonomia não é um princípio institucional. má fé ou abuso de poder. mas sim daquelas que se insiram dentro das finalidades gerais da instituição. 2. A indivisibilidade está vinculada ao Princípio do Promotor Natural e a garantia da inamovibilidade.2 – Defesa da ordem jurídica: Este objetivo de “fiscal da lei” não significa que o MP deva zelar pelo cumprimento fiel de cada uma das leis do País. alimentos. Conforme art. III – LC 106/2003.restrinja as características estabelecidas pelo poder constitucional originário. mas uma garantia concedida pela Constituição. Podem atuar juntos em fase pré-processual em Inquéritos Civis. A expressão “unidade do Ministério Público” evidencia que o princípio da unidade repousa na assertiva de que. . salvo culpa grosseira.: Litisconsórcio entre o MP’s diversos. por exemplo. face 49 • • Interesse Público Outros interesses II – PRINCÍPIOS INSTITUCIONAIS DO MINISTÉRIO PÚBLICO São Princípios Institucionais do MP: . licenças. 118. impedimentos. Corrente majoritária  não cabe. tomar decisões concretas em matéria política ou. livremente. 129. não estão subordinados a nenhum órgão ou poder. c) interesse repercussão social (meio ambiente). apenas naqueles em que haja interesses indisponíveis ou pelo menos transdividual. Conforme art. Do princípio da independência funcional decorre a assertiva de que o âmbito do MP só se concebe hierarquia entre o chefe da Instituição e seus integrantes no sentido administrativo. a imunidade quanto à responsabilidade civil por eventuais erros de atuação. Finalmente vale dizer que o magistrado não pode realizar atividade típica jurisdicional. na forma da lei. O Estado de Direito está ligado à possibilidade do povo. a) zelo interesse indisponível ligado à pessoa (incapaz).

VI – GARANTIAS DOS MEMBROS DO MINISTÉRIO PÚBLICO Através de lei complementar de iniciativa dos respectivos Procuradores-Gerais serão estabelecidas a organização. Observações:  Se o MP não encaminhar a proposta orçamentária no prazo estabelecido pelo LDO. Conforme LC 106/2003 – art. Esta autonomia não é absoluta como. prevendo sua gestão financeira anual.  Se a proposta orçamentária for encaminhada em desacordo com os limites estipulados pelo LDO o Poder Executivo procederá aos ajustes necessários. pois naquelas há obrigatoriedade de atendimento. IV – AUTONOMIA FINANCEIRA O artigo 127. prover seus cargos diretamente. avaliando o promotor em relação a quatro itens: idoneidade moral. 22. VII  Corregedoria Geral MP. dentro dos limites da LDO.CF/88. o Poder Executivo considerará como tal os valores aprovados na LDO vigente ajustados aos limites previstos na LDO. § 3º . com chancela do Senado Federal. Preconiza o art. dá-se com a realização do estágio confirmatório. licenças ou afastamento. eficiência e disciplina conforme lei. 24. 118. LC 106/2003 – art. o membro do MP deverá contar com 2 (dois) anos de exercício efetivo. obedecendo aos limites quanto a despesas estabelecidas em Lei Complementar. senão por sentença transitada em julgado. escolhido livremente pelo Presidente da República dentre “integrantes da Carreira” maiores de 35 anos. dentro determinadas hipóteses previstos em lei. ao Procurador Geral Militar e dá posse ao PGJ do DF que é nomeado pelo Presidente da República. Chefiado pelo Procurador Geral da República. 11. o Promotor de Justiça pode perder o cargo mediante manifestação voluntária (pedido de exoneração) ou ser demitido em processo administrativo disciplinar. IX  Conselho Superior MP e LC 106/2003 – art. então. XIV. 128. que consiste no período de 2 anos do recém-ingresso com aferimento por membros de Instituição mais experientes.ao princípio da independência funcional. isto é. editar atos relativos ao seu quadro de pessoal. salvo se previamente autorizadas. Enquanto não vitaliciado. Isto não ocorre após o vitaliciamento quando. V – ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO MP UNIÃO MP ESTADOS (26) Ministério Público da União. respeitado o mesmo processo. Aprovação pelo Senado será pela maioria absoluta dos seus membros. zelo funcional. Conforme LC 106/2003 – art. não computados períodos de férias. A política remuneratória e os planos de carreira também estão inclusos dentro da autonomia concedida pelo Constituinte. III – AUTONOMIA FUNCIONAL/ADMINISTRATIVA O artigo 127. O PGR é o chefe do MP Federal. que são realizados pelo Chefe do Poder Executivo – art. A autonomia financeira traduz-se na prerrogativa que o órgão possui de elaborar sua proposta orçamentária. etc. O PGR é quem nomeia e dá posse ao Procurador Geral do Trabalho. Vale ressaltar que para alcançar a vitaliciedade. mediante créditos suplementares ou especiais. Processo de aquisição determinado nos art’s 61 e 63 da LC 106/2003. § 3º da Constituição conferiu ao MP a iniciativa de elaboração de sua proposta orçamentária. bem como as seguintes garantias: • Vitaliciedade • Inamovibilidade • Irredutibilidade de subsídios Vitaliciedade É a impossibilidade de perda do cargo após 2 (dois) anos de efetivo exercício. por exemplo. Os cargos serão providos através de concurso público de provas ou de provas e títulos. dentro da lista tríplice enviada pela classe. As decisões administrativas da Administração Inferior não se confundem com as recomendações. XVIII  PGJ. perderá o cargo • MP FEDERAL MP MILITAR MP TRABALHO MP DF Direito Constitucional – . atribuições e o estatuto de todos os MP. admitida sua recondução ao cargo. pra mandato de 2 (dois) anos. § 2º da Constituição prevê que o Ministério Público goze de autonomia funcional e administrativa. A destituição do PGR no exercício da sua investidura dar-se-á apenas por iniciativa do Presidente da República mediante autorização da maioria absoluta dos membros do Senado Federal.  Durante o exercício não poderá haver a realização de despesas ou assumir-se obrigações que extrapolem os limites estabelecidos na LDO. podendo estruturar-se de acordo com respectiva Lei Orgânica. 3º da LC 106/2003 que o MP deve remeter ao Chefe do Poder Executivo sua proposta orçamentária que será encaminhada para discussão e votação do Poder Legislativo. no critério de investidura e destituição do Procurador Geral da Justiça.

entidades públicas ou privadas. Percepção de honorários ou verbas equivalentes: Ao membro do MP é vedado auferir a qualquer titulo honorários. Quando o MP perde as ações por ele ajuizadas a sucumbência não é paga por ele. 96. Advocacia  atividades previstas no art. Exercício de Advocacia O exercício da advocacia é vedado aos membros do Ministério Público. A razão da irredutibilidade dos subsídios emerge da necessidade de se garantir ao membro do MP para o bom desempenho de suas relevantes funções institucionais. parágrafo único da LC 106/2003). imunidade e eventuais retaliações dos governantes diminuindo sua remuneração. após manifestação do órgão colegiado competente. o Parquet pode cobrá-la e não o Promotor. Art. prêmio. Art. só havendo exceção na hipótese de crime eleitoral. assegurado ao membro do MP a ampla defesa e o devido processo legal. Casos que motivam a ação civil que poderá fazer o membro do MP perder o cargo compulsoriamente com sentença transitada em julgado: A) Abandono de cargo por mais de 30 (trinta) dias corridos. em processo administrativo. através de ação civil. impedindo até a própria promoção sem a prévia aquiescência. em que seja parte ré poderá o promotor assinar a defesa por falta de capacidade postulatória. Quem paga é a Fazenda Pública. 44. Esta hipótese não esta prevista na LC 106/2003 (art. 80) que põe termo a disponibilidade. Militar ou ainda crime doloso contra vida será o TJ do estado onde tiver vinculado competente para julgá-lo. Ao não vitalício a demissão será mediante processo administrativo. 15. • • • Outras competências por foro especial: Procurador Geral da República  infrações penais comuns  STF. quando o promotor será julgado pelo TRE. d) Prática de improbidade administrativa. § 5º. III concede aos membros do MP Estadual o foro por prerrogativa do TJ. B) Crimes dolosos contra administração e fé pública. Observação: Foro Especial • • Outro predicado constitucional dos membros do Parquet é o Foro Especial por prerrogativa de função. b – CF/88. 71. salvo motivo interesse público. A Constituição Federal em seu art. VIII LONMP c/c art. Art.25% do subsídio mensal dos Ministros do STF. I. Nem mesmo quando. sem sua manifestação voluntária. percentagens ou custas processuais. Subsídio é a remuneração exclusiva fixada em parcela única. Membros do MP União que funcionam em Tribunais pelas infrações penais comuns e responsabilidade serão julgados pelo STJ. Membros do MP União que funcionam nas Varas Federais pelas infrações penais comuns a responsabilidade serão julgados pelo TRF da Região. Irredutibilidade de Subsídios A irredutibilidade de subsídios foi outorgada aos membros. c) Crimes que impostam lesão aos cofres públicos. B) Exercício da advocacia.906/94. Inamovibilidade É a impossibilidade de remover um membro da Instituição do órgão onde esteja lotado. Tal garantia é absoluta. 37. c) Prática de crime incompatível com a função. vedado o acréscimo de qualquer gratificação. V – LC 106/2003. 134. Assim. somente por decisão transitada em julgado. de caráter não preventivo.compulsoriamente. em caso de interesse público. d) Crimes hediondos e assemelhados. adicional. II – LONMP e Art. São considerados crimes incompatíveis com a função: A) Crimes dolosos contra o patrimônio. com aproveitamento obrigatório na primeira vaga que venha a ocorrer na classe (art. pois o MP é desprovido de personalidade jurídica. Por não ser uma garantia absoluta a inamovibilidade pode ser afastada por decisão de 2/3 (dois terços) dos membros do Conselho Superior do MP. • Participação em sociedades comerciais 51 • • Direito Constitucional – . X e XI de CF/88. 1º da Lei 8. Quando ocorrer a extinção do órgão de execução da Comarca ou mudança de sede em Promotoria e Justiça é facultado ao promotor de justiça ficar em disponibilidade remunerada. “c” – LC 106/2003. VII – VEDAÇÕES AOS MEMBROS DO MINISTÉRIO PÚBLICO • • • • • • Percepção de honorários ou verbas equivalentes Exercer a advocacia Participação em sociedades comerciais Exercício de outra função pública Exercer político-partidária Receber auxílio ou contribuições de pessoas físicas. Quanto à sucumbência em ações por ele ajuizado. 128. 119. A prática da advocacia enseja perda do cargo ao membro vitalício do Parquet – art. do MP pela Carta de 1988. abono. verba de representação ou de outra espécie remuneratória. II – LC 106/2003. 22. já que sua remuneração é feita através subsídios. obedecendo em qualquer caso o disposto no art. mesmo que cometa crime de competência da Justiça Federal. Os subsídios dos membros do Parquet estadual não podem exceder a 90.

considerando incompatíveis a filiação e o exercício simultâneo das funções institucionais.Patrimônio social  bens e direitos de qualquer natureza objeto de interesse da coletividade. 128. Esta vedação para quem ingressou no MP após a Carta Magna é absoluta. por 4 (quatro) anos. Nos casos de controle concentrado. Quando o membro do Parquet efetuar o desligamento de sua vinculação partidária e retornar ao exercício de suas funções do MP deverá ficar por 2 (dois) anos sem exercer função ligada à justiça eleitoral. É o MP titular exclusivo da Ação Penal Pública. O intuito da vedação é afastar o membro do Parquet das atividades estranhas ao exercício funcional. “c”. receber qualquer auxílio pecuniário de entidades externas a Instituição do Ministério Público. Restaurante) ou possuir ações de uma grande empresa. Ação Civil Pública  MP e outras entidades da Administração Pública (Direta e Indireta). 5. . veda ao membro do MP o exercício de qualquer função pública.O art. 2. PROMOÇÃO PRIVATIVA DA AÇÃO PENAL PÚBLICA A persecução criminal é uma das mais importantes atribuições ministeriais. devendo ser interpretada como estabelece o art. 119. parágrafo único de LC 106/2003. 4.patrimônio público  bens e direitos que integram o acervo do Estado. . salvo um magistério de mesma natureza. A EC 45/04 proíbe aos membros do MP o exercício de qualquer atividade política partidária. EXERCER O CONTROLE EXTERNO DE ATIVIDADE POLICIAL Direito Constitucional – . § 5º. O MP pode atuar com parte ou como custos legais. 119. b) Objeto . “e” e a LC 106/2003 em seu art. categoria de pessoas ligadas por uma relação jurídica base. Assim também regulamenta o art. PROVOCAR DO CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE O controle de constitucionalidade das leis é um dos mais importantes instrumentos de garantia do Estado Democrático de Direito. entidades públicas ou privadas É vedado pelos membros do MP. permitindo somente o magistério como função cumulativa. V. alvo na condição de quotista ou acionista sem poder de gestão. Ação Popular  qualquer cidadão. Quanto aos interesses difusos e coletivos a diferença está que aquele tem como titulares pessoas indeterminadas e ligadas por circunstâncias de um fato e os coletivos têm como titulares grupo. IV da LC 106/2003. § 5º. Receber auxílio ou contribuições de pessoas físicas. Atividade político-partidária A Constituição Federal em seu art. PROMOVER INQUERITO CIVIL/AÇÃO CIVIL PÚBLICA A proteção do patrimônio público e social fala de bens e direitos de caráter não econômico cuja divisão estabelece como: . 128. O Estabelecido acima não valerá para aqueles que ingressaram no MP após a EC 45/04. confundindo-se com a própria essência do Ministério Público. III da LC 106/2003 veda o exercício de atividade empresarial ou a participação em sociedades comerciais. afastar-se mediante licença do exercício funcional. • • • A Carta Magna deferindo privativamente ao Parquet o monopólio da persecução criminal baniu do nosso ordenamento jurídico a permissão da restauração da ação penal pública sem a apresentação da denúncia pelo Parquet. classe. o membro do Parquet poderá ter quotas de um empreendimento (Hotel. . oficiar em processos que envolvam impugnação de registros de candidatura. através da Ação Direta de Inconstitucionalidade representando a Instituição do MP tem legitimidade para impetrar a ação o Procurador Geral da República e a CONAMP (Associação Nacional dos Membros do Ministério Público). 119. ressalvados os casos daqueles que já pertenciam o MP antes da Emenda. Inquérito Civil é o procedimento administrativo de colheita de elementos probatórios necessários à propositura de Ação Civil Pública. Ação Civil Pública  sentença obrigando o réu a fazer alguma coisa ou deixar de fazer. 3. Exercício de outra função pública A Constituição Federal em seu art. Ação Popular  sentença anulando ato que o réu tenha praticado ou queira praticar. VIII – FUNÇÕES INSTITUCIONAIS DO MP 1. II. O STF admitiu a filiação partidária somente na hipotese do membro do Parquet. O instrumento que possibilitem a jurisdição constitucional está expressamente previstos na Carta Magna. Assim. II. 119. E mesmo revendo tal prazo o promotor não poderá. tratam do assunto deferindo ao membro do Parquet a possibilidade de filiação partidária e conseqüentemente a elegibilidade para candidatar-se em pleito eleitoral. mas sua participação é obrigatória. A diferença entre Ação Pública e Ação Popular esta calcada nos seguintes aspectos: a) Legitimidade . ZELAR PELO EFETIVO RESPEITO DOS PODERES PÚBLICOS E DOS SERVIDORES DE RELEVANCIA PÚBLICA Através de uma ouvidoria o Ministério Público faz cumprir esta missão de zelo.

6. cujo funcionamento deverá observar todas as garantias e funções institucionais dos membros do Parquet. para que sejam fornecidos subsídios capazes de gerar a justa causa necessária para apresentação da denúncia. impedindo a ingerência dos demais poderes em seu funcionamento. oito é proveniente do próprio Ministério Público. no art. Membros de Sociedade . sendo 1 de cada um dos Ministério.Procurador Geral de República. . 8. LEGITIMIDADE DA AÇÃO CIVIL PÚBLICA Como visto anteriormente não só o Ministério Público tem legitimidade para impetrar esta ação. o CNMP. Direito Constitucional – 53 . C) “Requisitar e designar membros do Ministério Público. 129 – CF/88 7. indicados pelo Conselho Federal de Ordem dos Advogados do Brasil. delegando-lhes atribuições e requisitar servidores de órgãos do MP. vedada a recondução. relativas aos membros do MP e dos seus auxiliares.2 cidadãos de notável saber jurídico e reputação ilibada indicados um pela Câmara dos Deputados e outro pelo Senado Federal. deverá ter prévia atribuição para atuar no caso concreto. A Administração Pública também pode ser parte autora. A sistemática criada no Estado do Rio de Janeiro através de Promotorias de Investigação Penal reafirma o postulado do “sistema acusatório”. Membros da Advocacia . A residência na Comarca é um dispositivo que só com autorização do PGJ poderá não ser cumprido. Membros do Poder Judiciário .2 advogados. . 7. No Rio de Janeiro o art. pois condiciona sua aplicação à edição de Lei Complementar. .2 juízes indicados um pelo STF e outro pelo STJ . B) Composição do Conselho O Conselho será composto de 14 membros. O controle externo permite ao Parquet buscar um trabalho policial bem conduzido. . retirando o juiz da fase persecutória administrativa. 7. um Corregedor nacional. DEMAIS CONSIDERAÇÕES DO ART. com participação da OAB em uma das bancas organizadoras de provas. CONSELHO NACIONAL DO MP A) Considerações Gerais A EC 45/04 estabeleceu. 130-A. . inclusive.4 membros do Ministério Público da União. dentre os membros do Ministério Público que o integrem. de inspeção e correição geral. cuja maioria. O Conselho será presidido pelo PGR Procurador Geral da República e escolherá.1 – As funções do MP só poderão ser exercidas por integrantes de carreira.Função ministerial geradora de controvérsias é o controle externo da atividade policial.2 – O ingresso na carreira do Ministério Público far-se-á mediante concurso de provas e títulos.isto é. Esta previsão constitucional é de eficácia limitada. em obediência ao Principio do Promotor Natural. Membros do Ministério Público .” B) “Exercer funções executivas do Conselho.”. 36 de LC 106/2003 pos fim ao impasse. O desrespeito a essas garantias caracterizará uma deformação da vontade soberana do poder constituinte. A Constituição prevê que o Presidente do Conselho da OAB / Brasil oficie junto ao Conselho Nacional do Ministério Público.3 membros do Ministério Público Estadual. Além das atribuições normais de membro do CNMP ao Corregedor caberá: A) “Receber reclamações e denúncias de qualquer interessado. em votação secreta. Somente poderão se candidatar bacharel em direito com o mínimo de 3 (três) anos de atividade judiciária.

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