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CÉLULAS EUCARIONTES

São células que apresentam envoltório nuclear separando o material genético (DNA) do citoplasma. Além disso, seu citoplasma é repleto de organelas que executam inúmeras funções. Os organismos que contém estas células são: protis- tas, fungos, vegetais, animais.

Há dois tipos: célula eucarionte animal e vegetal.

CÉLULA ANIMAL

CÉLULAS EUCARIONTES São células que apresentam envoltório nuclear separando o material genético (DNA) do citoplasma. Além
CÉLULAS EUCARIONTES São células que apresentam envoltório nuclear separando o material genético (DNA) do citoplasma. Além

CÉLULA VEGETAL

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MEMBRANA PLASMÁTICA

MEMBRANA PLASMÁTICA A Membrana Plasmática (ou celular) atua como barrei- ra seletiva entre o citoplasma e

A Membrana Plasmática (ou celular) atua como barrei- ra seletiva entre o citoplasma e o meio externo, regulando as trocas de substâncias que acontecem entre a célula e o meio. Por isso apresenta SEMIPERMEABILIDADE SE- LETIVA, ou seja, nem tudo o que está fora pode entrar na célula, e da mesma forma o contrário. É constituída por CARBOIDRATOS, LIPÍDIOS (glico- lipídios, fosfolipídios e colesterol) e PROTEÍNAS. A figura de membrana desta página apresenta-se no modelo do MOSAICO FLUÍDO (1972).

O transporte de substância através de membrana

As substâncias que conseguem atravessar a membrana plasmática, o fazem através de dois processos básicos.

  • - ATIVO: quando utiliza energia em forma de ATP. Ex;

Bomba de Sódio e Potássio; Endocitoses (fagocitose e pi-

nocitose); Clasmocitose (exocitose).

  • - PASSIVO: “não envolve gasto de energia”. Ex: Osmose; Difusão simples; Difusão Facilitada.

Poderão ainda existir modificações na membrana que são denominadas de ESPECIALIZAÇÕES DE MEMBRA- NA. Estes tópicos serão discutidos mais adiante em nosso curso.

MEMBRANA PLASMÁTICA A Membrana Plasmática (ou celular) atua como barrei- ra seletiva entre o citoplasma e

Bomba de sódio e potássio

Um exemplo clássico para esse tipo de transporte, é, o realizado pela bomba de sódio e potássio. Esta proteína, joga para fora da célula 3 íons de sódio e ao mesmo tempo lança para dentro do citoplasma, dois íons de potássio.

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Para efetuar este processo, a célula requer dois elemen- tos:

  • a) Proteínas especiais que executem esta tarefa com

gasto de energia.

  • b) E energia que provém da quebra da molécula de ATP

(adenosina trifosfato).

ENDOCITOSE
ENDOCITOSE

O processo de entrada de substâncias na célula chama- se endocitose. De acordo a característica da molécula englobada o processo poderá ser chamado de: fagocitose (phagein = comer e kytos = célula) e pinocitose (pinos = beber).

FAGOCITOSE
FAGOCITOSE

A célula para executar esta atividade emite projeções do seu citoplasma (pseudópodos), envolvendo o material e conduzindo-o para as regiões mais internas do seu cito- plasma onde será degradado.

Exemplo de células que realizam fagocitose: gló- bulos brancos e amebas.

PINOCITOSE
PINOCITOSE

Englobamento de massas coloidais ou gotículas den- sas, que na microscopia eletrônica lembram substâncias de carácter líquido. A célula precisa promover invaginações de membrana, para que essa massa possa ser englobada.

Ex: células dos tubos renais.

A: fenômeno de pinocitose. B: fenômeno de fagocitose. CLASMOCITOSE OU EXOCITOSE Em um fenômeno inverso ao

A: fenômeno de pinocitose. B: fenômeno de fagocitose.

CLASMOCITOSE OU EXOCITOSE

Em um fenômeno inverso ao da endocitose, pequenas vesículas membranosas contendo resíduos alimentares se aproximam da membrana excretando o material para o meio externo da célula.

TRANSPORTE PASSIVO

Difusão simples

As moléculas vão do meio mais concentrado para o menos concentrado, ou seja, se o oxigênio se encontrar mais concentrado fora da célula, a tendência é entrar. Isto ocorrerá até que as concentrações interna e externa de oxigênio se igualem. O inverso também pode ocorrer. Na difusão simples substâncias como água, oxigênio, gás carbônico, atravessam a membrana sem qualquer di- ficuldade.

A: fenômeno de pinocitose. B: fenômeno de fagocitose. CLASMOCITOSE OU EXOCITOSE Em um fenômeno inverso ao

Figura acima demonstra que algumas moléculas passam li- vremente pela membrana, ao passo que outras não conse- guem. Com isso determinasse que a membrana é semiper- meável.

A: fenômeno de pinocitose. B: fenômeno de fagocitose. CLASMOCITOSE OU EXOCITOSE Em um fenômeno inverso ao

Figura acima demonstra dois aspectos da difusão.

  • I. A: alto gradiente de concentração

    • I B: baixo gradiente de concentração. Solução com as mesmas concentrações.

II.

Difusão facilitada

Algumas proteínas na membrana da célula (PROTEÍ- NAS CANAIS) apresentam reconhecem íons ou outras mo- léculas, permitindo sua passagem através da membrana em direção ao citoplasma.

A: fenômeno de pinocitose. B: fenômeno de fagocitose. CLASMOCITOSE OU EXOCITOSE Em um fenômeno inverso ao

Figura acima: “A” - proteína permease ou proteína canal e em “B” - ionóforos, tipos especiais de proteínas que auxiliam no transporte de substâncias através da membrana.

Osmose

Quando duas soluções A e B, separadas por uma mem- brana semipermeável apresentam diferentes concentra- ções de um dado soluto. O solvente irá da solução hipotô- nica (de baixa concentração de soluto) para a solução hi- pertônica (alta concentração de soluto).

Solução hipotônica:

Solução menos concentrada que outra.

Solução hipertônica:

Solução mais concentrada que outra.

Solução isotônica:

Apresenta a mesma concentração que outra.

Glóbulos vermelhos em hemólise

A: fenômeno de pinocitose. B: fenômeno de fagocitose. CLASMOCITOSE OU EXOCITOSE Em um fenômeno inverso ao

Glóbulos vermelhos na solução hipotônica tendem a ex- plodir pelo excesso de água no seu citoplasma (HEMÓLI- SE) e na solução hipertônica, ocorre enrugamento da mem- brana devido a perda de água do citoplasma para o meio externo (CRENAÇÃO).

Plasmólise em Células Vegetais

O fenômeno de perda de água nas células vegetais é conhecido como PLASMÓLISE. No entanto, o ganho de água posterior que leva a célula a sua morfologia normal é denominado de DEPLASMÓLISE.

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A parede celular evita com que a célula se rompa quando colocada em solução hipotônica, o que lhe confere maior resistência quando comparada com a célula animal. Quan- do a célula vegetal está cheia de água, ela está túrgida.

Água Parede celular Vacúolo Plasmo- desmus Citoplasma Espaços intercelulares
Água
Parede
celular
Vacúolo
Plasmo-
desmus
Citoplasma
Espaços
intercelulares

(de A para B) PLASMÓLISE: fluxo de água para o meio externo é maior do que fluxo de água para o meio interno. (de B para A) DEPLASMÓLISE: Fluxo de água ocorre inversamente ao da plasmólise.

TESTES DISCURSIVOS

  • 01. Compare os citoplasmas das células eucariontes com as

células procariontes. Diferencie as estruturas internas (organe- las celulares) quanto a presença e a ausência de membra- nas.

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  • 02. Qual a vantagem da membrana nuclear para as células

eucariontes em relação as células procariontes.

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  • 03. (UFPR 2005 modificada) ...

As

medidas de profilaxia da

AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) incluem, prin- cipalmente: uso de preservativos, redução do número de par- ceiros sexuais, não compartilhamento de agulhas e serin- gas, transfusão de sangue somente com amostras previa- mente testadas e permanente difusão de informações sobre a doença, suas formas de transmissão e de prevenção ...

Levando em consideração a estrutura do vírus e a estrutura da célula eucarionte. Compare as possíveis semelhanças entre os dois tipos nas linhas abaixo:

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  • 04. Durante uma operação clínica um paciente morre na mesa

de cirurgia decorrente da falência de suas hemácias. O médi- co constatou uma variação plasmática na composição de só- dio e potássio e acusou sendo este fator da morte do paciente em questão. Explique osmóticamente como deve ter ocorrido a falência das hemácias considerando que você leu no laudo a expressão “hemólise celular”.

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  • 05. O NADH 2 é um dos responsáveis pelo transporte de elé-

trons dos hidrogênios na célula. A atividade desta molécula é fundamental pra as atividades celulares. Explique nas linhas abaixo por que apesar de tão diferentes bactérias e células eucariontes apresentam este tipo molecular.

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  • 06. As cadeias de ácidos graxos são apolares e constituem

entre si as interações hidrofóbicas. Como pode ser explicado o padrão estrutural da membrana plasmática em relação a estas propriedades dos ácidos graxos.

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  • 07. As endocitoses podem auxiliar na captura de diferentes

substâncias que se encontram no meio externo. Apesar de

gerar gastos de energia e muito trabalho do citoesqueleto. Certas células como os macrófagos executam muita fagocito- se para captura de bactérias parasitas. Assim descreva nas linhas abaixo por que os macrófagos não dispensam esta forma de atividade fagocitária em relação aos transportes atra- vés de membrana.

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  • 08. As proteínas encontradas na membrana plasmática com-

põem um grupo seleto de substâncias correlacionadas com a sobrevivência direta da célula. Justifique esta afirmativa des- crevendo a permeabilidade seletiva da membrana plasmática.

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TESTES
TESTES
  • 01. Caracteriza-se por osmose:

    • a) Passagem do solvente de uma solução hipotônica para uma hipertônica, através de uma membrana semipermeá- vel.

    • b) Uma membrana permeável que permite a passagem do solvente e do soluto.

    • c) Uma idêntica concentração tanto de solvente como de solu- to na solução.

    • d) A passagem do soluto por uma membrana semipermeável do meio hipertônico para o hipotônico e vice versa.

      • 02. Sobre o transporte através de membrana podemos dizer:

        • a) Pode ocorrer só de forma ativa.

        • b) Pode ocorrer de forma ativa com gasto de energia, mas também de forma passiva.

        • c) Depende muito da concentração de substâncias dentro da célula.

        • d) Pode ocorrer por pinocitose com moléculas sólidas.

          • 03. Considere somente as alternativas verdadeiras:

01) A bomba de sódio e potássio somente bombeia íons pa- ra fora da célula. 02) A bomba de sódio e potássio bombeia íons tanto para fo- ra da célula como para dentro do seu citoplasma. 04) Três íons de sódio são bombeados para fora e dois íons de potássio são bombeados para dentro através da bom- ba, com gasto de energia retirado da molécula de ATP. 08) Esta atividade da bomba é importante, pois influencia na polarização da membrana nas células. 16) O funcionamento da bomba Na + /K + é irrelevante para o funcionamento da célula. 32) O ser humano, não tem em suas células a bomba de só- dio e potássio.

  • 04. O sódio não consegue penetrar pelo mesmo canal espe-

cífico para o potássio, somente entra no citoplasma da célula se esta possuir:

01) Uma proteína, específica que reconheça este íon. 02) Qualquer proteína de canal, basta simplesmente que se encontre na membrana. 04) Membrana plasmática solúvel em relação ao substrato. 08) Sódio dentro do seu citoplasma. 16) Sódio fora do seu citoplasma. 32) Todas as alternativas.

  • 05. “Ao comer chocolate, você logo sente sede e bebe água

na seqüência. No entanto, o mesmo fenômeno é observado quando você se alimenta de batatinha frita com sal”. A frase acima justifica um fenômeno celular conhecido como:

  • a) Transporte ativo da bomba Na/K.

  • b) Pinocitose.

  • c) Endocitose.

  • d) Osmose.

  • e) Difusão.

    • 06. (UNIFICADO-RJ) Uma das propriedades fundamentais da

membrana plasmática é a sua permeabilidade seletiva. Vários

processos de passagem de substâncias através das mem- branas são conhecidos. A respeito disso, será INCORRETO afirmar que:

  • a) A osmose é passagem de água de uma solução menos concentrada para outra mais concentrada através de uma membrana semipermeável.

  • b) O transporte ativo de substância através da membrana envolve gasto de energia pela célula.

  • c) A difusão facilitada é feita a custo de moléculas transpor- tadoras específicas sem consumo de energia pela célula.

  • d) Diálise é a difusão simples (transporte passivo) de partí- culas de um soluto através da membrana, que vão de onde é maior a concentração dessas moléculas para onde ela é menor.

  • e) Todo transporte de substância através da membrana no sentido do meio intra para o extracelular se faz contra um gradiente de concentração.

    • 07. (FUVEST-SP) A ocorrência de hipóteses diferentes para

explicar a estrutura da membrana plasmática, em parte, se

deve a que:

  • a) Os cientistas fazem seus estudos em células de tipos di- ferentes.

  • b) As células animais possuem membranas plasmáticas di- ferentes das encontradas em células vegetais.

  • c) Ocorrem alterações na estrutura da membrana conforme a técnica usada.

  • d) As dimensões da membrana são muito pequenas, não permitindo a visualização da disposição das moléculas, mas

tão somente a criação de hipóteses.

  • e) Algumas conclusões foram feitas sobre células mortas, o que justifica diferenças estruturais da membrana.

    • 08. (CESGRANRIO-RJ) Todas as células possuem uma mem-

brana plasmática ou plasmalema que separa o conteúdo

protoplasmático intracelular do meio ambiente. A integridade da membrana é muito importante porque:

  • a) Regula as trocas entre a célula e o meio, só permitindo a passagem de moléculas de fora para dentro da célula e impedindo a passagem em sentido inverso.

  • b) Possibilita à célula manter a composição intracelular diver- sa do meio ambiente.

  • c) Impede a penetração de substâncias existentes em ex- cesso no meio ambiente.

  • d) Exige sempre consumo energético para a captação de alimentos do meio externo.

  • e) Impede a saída de água do citoplasma.

    • 09. (UFMG-MG) O desenho abaixo representa uma célula ve-

getal normal colocada em três meios distintos que denomi- namos A, B e C. Durante a sua passagem por esses meios, naquela ordem, ocorrem dois fenômenos conhecidos, respec-

tivamente, como:

TESTES 01. Caracteriza-se por osmose: a) Passagem do solvente de uma solução hipotônica para uma hipertônica,
  • a) Turgescência e plasmólise.

  • b) Plasmólise e osmose.

  • c) Plasmólise e deplasmólise.

  • d) Osmose e hemólise.

  • e) Deplasmólise e turgescência.

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10. (UFES-ES) O modelo abaixo representa a configuração molecular da membrana celular (plasmalema), segundo Sin- ger e Nicholson (1972). Acerca do modelo proposto, assinale a alternativa incorreta:

10. (UFES-ES) O modelo abaixo representa a configuração molecular da membrana celular (plasmalema), segundo Sin- ger
  • a) O algarismo 1 assinala a extremidade polar (hidrófila) das moléculas lipídicas.

  • b) O algarismo 2 assinala a extremidade apolar (hidrófoba) das moléculas lipídicas.

  • c) O algarismo 3 assinala uma molécula de proteína globular sem localização fixa, capaz de atuar no trânsito de pe- quenas moléculas entre os meios extra e intracelulares.

  • d) O algarismo 4 assinala uma molécula de glicoproteína que faz parte do glicocálix.

  • e) O algarismo 5 assinala uma proteína periférica (extrín- seca).

HIALOPLASMA OU MATRIZ CITOPLASMÁTICA

Também chamado de citoplasma fundamental ou ci- tosol, corresponde a região do citoplasma que vai da mem- brana plasmática até o envoltório nuclear. Apresenta di- versos tamanhos e sua área total, depende do tipo de cé- lula, atividade metabólica e resposta ao meio ambiente.

ORGANELAS CITOPLASMÁTICAS

O nome organelas ou orgânulos é utilizado para se referir às estruturas intracitoplasmáticas que executam fun- ções distintas dentro da célula e que lembram pequenos órgãos.

Retículo endoplasmático

As células vegetais e animais apresentam uma organe- la próxima ao núcleo conhecida como retículo endoplas- mático. Achatado e em forma de lâminas sobrepostas, o retículo endoplasmático rugoso pode também ter a forma tubular em rede e com superfície lisa (retículo endoplas- mático liso). As células musculares apresentam um tipo especial de retículo conhecido como SARCOPLASMÁTICO. Este armazena cálcio e o libera para a contração muscular, quan- do a célula muscular recebe estímulo da célula nervosa.

Função

  • ! O retículo endoplasmático liso ou AGRANULAR, pro- duz lipídios, hormônios esteróides, colesterol e fosfolipídios.

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Além destas funções, atua como elemento de desintoxi- cação celular em células do fígado.

  • ! O retículo endoplasmático rugoso (ERGASTOPLAS- MA) ou granular, apresenta ribossomos aderidos a sua superfície e devido a esta condição, é capaz de sintetizar proteínas.

10. (UFES-ES) O modelo abaixo representa a configuração molecular da membrana celular (plasmalema), segundo Sin- ger

Figura do retículo endoplasmático rugoso acima. O liso não apresenta ribossomos (bolinhas escuras).

Ribossomos

São organelas não delimitadas por membrana que se encontram dispersas no citoplasma de todas as células ou aderidas a membrana do retículo endoplasmático rugo- so, constituídas de RNAs ribossomais e proteínas ribos- sômicas.

10. (UFES-ES) O modelo abaixo representa a configuração molecular da membrana celular (plasmalema), segundo Sin- ger

Como mostra a figura esquemática acima, os ribosso- mos são constituídos de duas porções, uma subnidade maior (em baixo) e uma subnidade menor (em cima). Quando dispersos no citoplasma, os ribossomos podem ser encontrados livres isolados ou organizados em fileira, neste caso é denominado de POLIRRIBOSSOMOS ou PO- LISSOMOS.

Função

É nos ribossomos que, por meio da informação genética, os aminoácidos são encadeados em determinada seqüên- cia para a produção das diferentes proteínas, ou seja, atuam na síntese de proteínas.

Aparato de Golgi

Dictiossomos e Golgiossomos são denominações atribuidas para o Golgi, uma organela vista somente com

microscopia eletrônica, apresentando-se morfologicamen- te como vários sacos achatados e empilhados. O golgi po- de ser observado em protistas, fungos, plantas e animais.

Função

  • ! Adicionar carboidratos (glicosilação) nas proteínas vin- da do RER.

  • ! Atua como destinatário das proteínas para o seu local correto.

    • ! Forma o acrossoma na cabeça do espermatozóide.

    • ! A lamela média em células vegetais.

    • ! Forma os lisossomos primários.

microscopia eletrônica, apresentando-se morfologicamen- te como vários sacos achatados e empilhados. O golgi po- de ser

Microscopia eletrônica de um complexo de golgi no citoplasma de uma célula eucarionte.

Como mostrado na figura a seguir o complexo de golgi tem intensa atividade celular.

microscopia eletrônica, apresentando-se morfologicamen- te como vários sacos achatados e empilhados. O golgi po- de ser

Lisossomos

Lisossomos (do grego, lýsis, quebra, destruição), são bolsas membranosas contendo enzimas capazes de dige- rir elementos englobados pelas células para os seus pro- cessos metabólicos.

Função

Atuam nos processos de digestão celular.

  • ! Heterofagia: quando lisossomos digerem material proveniente do meio externo.

  • ! Autofagia: Lisossomas digerem material da própria célula.

Peróxissomos

São organelas membranosas semelhantes aos lisosso- mos, contém enzimas para digerir gorduras, aminoácidos e produtos tóxicos por uma classe especial de enzimas chamada “catalase”. Estas convertem o peróxido de hidrogênio (resíduo do metabolismo celular) em água e oxigênio molecular, livrando a célula de um elemento tóxico.

2 H 2 O 2 2 H 2 O + O 2
2 H 2 O 2
2 H 2 O + O 2

Três peróxisomos de célula de fígado de rato em microscopia eletrônica.

Mitocôndria

Bolsas membranosas em forma de bastonetes com 0.5 micrômetros de largura e 2 micrômetros de comprimento.

Estrutura

As mitocôndrias são compostas por uma (1) MEMBRA- NA EXTERNA sem dobras, uma (2) MEMBRANA INTERNA com dobras denominadas de (3) cristas mitocondriais, contendo partículas elementares diretamente relacionadas com a produção de adenosina trifosfato, o ATP. Dentro da membrana interna encontra-se um líquido viscoso, a (4) matriz mitocondrial que contém DNA, RNA, ribossomas e muitas outras substâncias.

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Microscopia eletrônica de mitocôndria. Autoduplicação das Mitocôndrias Pelo fato de possuírem ácidos nucléicos, as mitocôn- drias

Microscopia eletrônica de mitocôndria.

Autoduplicação das Mitocôndrias

Pelo fato de possuírem ácidos nucléicos, as mitocôn- drias podem se reproduzir fazendo com que a célula au- mente a produção de energia. Mas em excesso, a célula pode destruir as mitocôndrias velhas através de formação de vacúolos autofágicos e aproveitar seus resíduos para outras finalidades. São responsáveis pela respiração celular, ou seja, sintetizam moléculas de ATP (adenosina trifosfato) a partir da queima controlada de carboidratos (glicose).

Etapas da Respiração Celular

A respiração celular é dividida didaticamente em três etapas:

GLICÓLISE (glico, glicose, lise, quebra) Nesta etapa, a glicose presente no citoplasma da célula é quebrada em moléculas de piruvato ou ácido pirúvico, para que possa entrar na mitocôndria. A reação química é expressa abaixo:

C 6 H 12 0 6 + 2 ADP + 2Pi 2 C 3 H 4 0 3 + 2 ATP + 2 NADH 2

CICLO DE KREBS : (Hans Adolf Krebs, alemão, 1900-1981) ciclo do ácido cítrico ou ciclo do ácido tricarboxílico.

O ciclo de Krebs corresponde a entrada do piruvato na mitocôndria, onde um grupo de enzimas na matriz mitocon- drial irá quebrá-lo, para obter os elétrons de alta energia, que serão transportados por moléculas específicas conhe- cidas como NAD e FAD. A reação química simplificada é demonstrada abaixo:

C 3 H 4 O 3 6 CO 2 + 6 H 2 0 + 6 NADH 2 + 2 FADH 2 + 2 ATPs

CADEIA RESPIRATÓRIA

Neste último processo, ocorre a transferência de elé- trons recebidos pelo NAD e FAD para uma cadeia de pro-

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teínas aceptoras localizadas na membrana interna da mi- tocôndria. Os elétrons fluindo de uma proteína para a outra, promovem a formação de energia necessária para sintetizar 34 moléculas de ATP. O oxigênio entra como aceptor final dos elétrons no fi- nal da cadeia, levando a sua redução e posterior formação da molécula de água. No final dos três processos, a equação geral (não equi- librada) ficará:

1C 6 H 12 0 6 + 6O 2 + 38 (ADP+Pi) 6 CO 2 + 6 H 2 O + 38 ATP

É importante ressaltar que:

  • ! uma molécula de carboidrato pode-se produzir 38 mo- léculas de ATPs ;

    • ! H 2 O, produto da reação, se incorpora no citoplasma;

    • ! o CO 2 é liberado pela expiração.

  • ! o O 2 é um aceptor de elétrons e é utilizado pelos ani- mais para que possa no final do processo virar água.

  • Microscopia eletrônica de mitocôndria. Autoduplicação das Mitocôndrias Pelo fato de possuírem ácidos nucléicos, as mitocôn- drias

    A figura acima demonstra a estrutura da molécula de ATP, pro- duzida na respiração celular. Notar que três ácidos fosfóricos estão aderidos ao açúcar ribose, e este a uma adenina, daí o nome ADENOSINA TRIFOSFATO.

    FERMENTAÇÃO

    Na fermentação, a glicose é degrada, na ausência de oxigênio, em substâncias mais simples, como o ácido láti- co (fermentação lática) e o álcool etílico (fermentação alco- ólica).

    Reagentes Rotas Produtos Iníciais Finais GLICÓLISE Glicose ADP NAD + ATP NADH + H + Piruvato
    Reagentes
    Rotas
    Produtos
    Iníciais
    Finais
    GLICÓLISE
    Glicose
    ADP
    NAD +
    ATP
    NADH + H +
    Piruvato
    Piruvato
    REAÇÃO DE
    FERMENTAÇÃO
    Piruvato
    NAD +
    NAD +
    LACTATO
    lactato ou
    alcool + CO 2
    OU ÁLCOOL

    RESPIRAÇÃO CELULAR

    Reagentes Produtos Rotas Iníciais Finais GLICÓLISE Glicose ADP NAD + Piruvato ATP NADH + H +
    Reagentes
    Produtos
    Rotas
    Iníciais
    Finais
    GLICÓLISE
    Glicose
    ADP
    NAD +
    Piruvato
    ATP
    NADH + H +
    Piruvato
    Piruvato
    Coezima A
    OXIDAÇÃO DO
    PIRUVATO
    NAD *
    C O 2
    NADH + H +
    Acetato
    (Acetil Coa)
    Acetil Coa
    Coezima A
    NAD *
    CÍCLO DO
    FAD
    ÁCIDO
    NADH + H +
    CÍTRICO
    FADH 2
    ADP
    ATP
    C O 2
    NADH + H +
    NAD *
    CADEIA
    FAD
    FADH 2
    O 2
    RESPIRATÓRIA
    ADP
    H 2 O
    ATP

    TESTES DISCURSIVOS

    09. O processo de digestão intracelular é complexo e depen- dente da ação enzimática. Referente a digestão intracelular responda as questões abaixo:

    • a) Que tipo de organela está envolvida neste processo.

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    • b) Quais as enzimas que podem ser encontradas dentro dos lisossomos.

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    • c) Existe uma variação de pH no interior dos lisossomos que é importante para as atividades celulares. Neste caso, sa- be-se que o citoplasma tem pH neutro e que os lisossmos no seu interior tem pH ácido. Que forma de proteção é en- contrada pelas células eucariontes se caso houver a “lise”

    (quedra) da membrana do lisossomo. _________________________________________________ _________________________________________________ _________________________________________________ _________________________________________________ _________________________________________________

    • 10. O Aparato de Golgi tem ampla função dentro da célula, tem

    capacidade de auxiliar não somente os espermatozóides, mas também é crucial na produção de parede celular das células vegetais. Além destas funções destacadas cite nas linhas abaixo outras funções desta organela.

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    • 11. A respiração celular aeróbica é composta de três fases

    conhecidas como: 1. GLICÓLISE; 2. CICLO DE KREB´S; 3. CA- DEIA RESPIRATÓRIA.

    Explique que reação “in vitro” não ocorreria se fossem isola- das as mitocôndrias. Justifique sua resposta.

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    • 12. Explique nas linhas abaixo a possível evolução endossim-

    biótica das mitocôndrias tendo como base seu material ge-

    nético e o material genético bacteriano. _________________________________________________ _________________________________________________ _________________________________________________ _________________________________________________

    • 13. O fungo pode realizar respiração celular aeróbica como

    respiração celular anaeróbica. No entanto, apesar da fermen- tação ser metabolicamente mais fácil de ser executada este tipo de reação é evitada pelo fungo quando existe oxigênio disponível. Explique em questão na produção de ATP qual vantagem leva o fungo em optar pela aerobiose quando há oxigênio.

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    _________________________________________________

    9
    9

    14. (UFPR) A utilização racional da radioatividade em vários campos da pesquisa tem permitido a compreensão de fenô- menos importantes. Por exemplo, a uma cultura de células é possível fornecer aminoácidos marcados com isótopos radi- oativos e, através de técnicas especiais, acompanhar seu tra- jeto na célula. No caso abaixo, células do pâncreas foram incubadas durante três minutos em um meio de cultura con- tendo leucina tritiada. Após vários intervalos de tempo, esse material foi submetido a uma técnica que revela a localização do aminoácido radioativo em diferentes organe-las citoplasmáticas, pela deposição de grânulos de prata. O es- tudo do material ao microscópio eletrônico permitiu a constru- ção da figura a seguir. Cada curva descreve a porcentagem de grãos de prata presentes em uma das três organelas diferen- tes.

    14. (UFPR) A utilização racional da radioatividade em vários campos da pesquisa tem permitido a compreensão

    Com base no gráfico acima descreva a interrelação entre Gol- gi, Retículo Endoplasmático Rugoso e Lisossomos.

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    TESTES
    TESTES

    11. (PUCC-SP) Some as alternativas verdadeiras abaixo:

    01) A membrana plasmática é uma estrutura lipoprotéica en- contrada nas células animais e vegetais, assim como

    dos protistas e moneras. 02) A difusão simples é um mero processo físico, no qual o movimento das moléculas ou íons obedece um gradiente de concentração.

    04)

    O colesterol é um elemento químico importante na estrutu-

    ra da membrana celular, apesar de ser extremamente perigoso em altas concentrações no plasma sangüíneo. 08) Os lipídios podem ser complexados (unidos) com proteí- nas ou carboidratos. Neste caso, não são encontrados

    10
    10

    em todos os tipos celulares. 16) Proteínas canais auxiliam a passagem de certas subs- tâncias pela membrana e desta forma executam uma di- fusão simples.

    • 12. (UFAL-AL) A capacidade de eliminação de substâncias

    processadas no interior da célula através de vesículas que se

    aproximam da membrana plasmática e se abrem, expurgando seu conteúdo para o exterior, denomina-se:

    • a) Osmose.

    • b) Clasmocitose.

    • c) Transporte ativo.

    • d) Endomitose.

    • e) Fagocitose.

      • 13. São verdadeiras as alternativas referentes ao citoplasma

    fundamental:

    01) É também conhecido como hialoplasma. 02) A bactéria possui um citoplasma pobre em organelas, somente com ribossomos. 04) É constituído só de água. 08) Contém proteínas, lipídios e carboidratos. 16) Apresenta movimentos conhecidos como movimento Browniano.

    • 14. Há diferenças cruciais entre o retículo endoplasmático ru-

    goso e liso e por isso considere as afirmações abaixo:

    01) O liso sintetiza proteínas e o rugoso, lipídios. 02) O liso sintetiza lipídios e o rugoso sintetiza proteínas. 04) O liso tem importante papel na produção de derivados de colesterol como os hormônios esteróides. 08) O rugoso não apresenta ribossomos aderidos a sua es- trutura. 16) Os ribossomos aderidos ao retículo endoplasmático gra-

    32)

    nular lhes conferem a função de sintetizador de proteínas. A produção de enzimas que atuam fora da célula, é função do retículo endoplasmático liso.

    • 15. No citoplasma os ribossomos podem estar:

      • a) Livres formando fileiras denominadas de polirribossomas.

      • b) Em forma de ergoplasmas.

      • c) Formando condriomas.

      • d) Formando centrosomas.

        • 16. (PUC-SP) O componente celular abaixo esquematizado é

    encontrado:

    • a) Em bactérias, plantas e animais.

    • b) Apenas em animais.

    • c) Apenas em plantas superiores.

    • d) Em bactérias e fungos.

    • e) Em eucariontes.

    14. (UFPR) A utilização racional da radioatividade em vários campos da pesquisa tem permitido a compreensão

    17. (UFRO-RO) Os organóides celulares 1, 2, 3, 4 e 5 são, res- pectivamente:

    • 19. Algumas células promovem movimentos notáveis do seu

    citoplasma, acarretando a ocorrência de ciclose e do movi-

    mento amebóide. Para isso, concorrem complexos protéicos espalhados pelo hialoplasma, dos quais fazem parte as mo-
    mento amebóide. Para isso, concorrem complexos protéicos
    espalhados pelo hialoplasma, dos quais fazem parte as mo-
    léculas de:
    a)
    Citocromos e protaminas.
    b)
    Histonas e globulinas.
    c)
    Lecitina e cefalina.
    d)
    Colina e inositol.
    e)
    Actina e miosina.
    20. (UFRN-RN) Uma célula animal que sintetiza, armazena e
    secreta enzimas, deverá ter bastante desenvolvido o:
    a)
    Retículo endoplasmático granular e o complexo de Gol-
    gi.
    b)
    Retículo endoplasmático agranular e o complexo de Gol-
    gi.
    c)
    Retículo endoplasmático granular e os lisossomos.
    d)
    Complexo de Golgi e os lisossomos.
    e)
    Complexo de Golgi e as mitocôndrias.
    21. (CESESP-PE) Estabeleça as relações apropriadas:
    • a) Centro celular, ergastoplasma, lisossomo, ribossomo, leo- coplasto.

    • b) Complexo de Golgi, retículo endoplasmático liso, cloroplas- to, lisossomo, mitocôndrio.

    • c) Complexo de Golgi, retículo endoplasmático rugoso, mito- côndria, lisossomo, cloroplasto.

    • d) Retículo endoplasmático, mitocôndrio, cloroplasto, lisosso- mo, leucoplasto.

    • e) Mitocôndria, retículo endoplasmático rugoso, cloroplasto, complexo de Golgi, ribossomo.

    18. (UFS-SE) Considere as seguintes estruturas celulares:

    • I. retículo endoplasmático; complexo de Golgi;

    II.

    III. grânulos de secreção;

    17. (UFRO-RO) Os organóides celulares 1, 2, 3, 4 e 5 são, res- pectivamente: 19. Algumas

    A seqüência de estruturas em que seria encontrado um ami- noácido radioativo, desde a entrada até sua saída da célula, é, respectivamente:

    • a) III, II e I.

    • b) II, I e III.

    • c) III, I e II.

    • d) I, II e III.

    • e) II, III e I.

    (1) ribossomos

    (2)

    RE liso

    (3) microvilosidades (4) complexo de Golgi (5) cílios (6) locomoções (7) síntese protéica (8) armazenamento (9) transporte dentro da célula (10) absorção

    • a) 1-7, 2-8, 3-9, 4-10, 5-6;

    • b) 1-8, 2-7, 3-6, 4-9, 5-10;

    • c) 1-7, 2-9, 3-10, 4-8, 5-6;

    • d) 1-7, 2-9, 3-8, 4-10, 5-6;

    • e) 1-10, 2-8, 3-7, 4-9, 5-6;

      • 22. (UFSSE) A figura abaixo mostra as etapas de um processo

    intracelular desde a fagocitose até a clasmocitose. vacúolo autofágico clasmocitose vacúolo alimento vacúolo vacúolo (defecação residual
    intracelular desde a fagocitose até a clasmocitose.
    vacúolo autofágico
    clasmocitose
    vacúolo
    alimento
    vacúolo
    vacúolo
    (defecação
    residual
    englobado
    alimentar ou
    digestivo
    celular)
    fogossomo

    A estrutura I representa um:

    • a) Ribossomo.

    • b) Lisossomo.

    • c) Dictiossomo.

    • d) Núcleo.

    • e) Nucléolo.

    11
    11

    CLOROPLASTOS

    Estas organelas são ricas em clorofila e são amplamente difundidas no Reino Plantae.

    Estrutura dos Cloroplastos

    É constituído por duas membranas: a externa, que en- tra em contato com o citoplasma e a interna, que delimi- ta o estroma. Imersos no estroma, encontramos DNAs, RNAs, ribos- somos, e moléculas que fazem parte dos elementos do metabolismo, além de vesículas membranosas achatadas denominadas de tilacóides, que intercomunicam-se atra- vés de canais.

    Obs.: uma pilha de tilacóides é denominada granum; o plural de granum é grana.

    FOTOSSÍNTESE

    É a síntese de carboidratos a partir de água e CO 2 , uti- lizando a energia luminosa capturada pela molécula de clo- rofila presente na membrana dos tilacóides. Além de carboidratos, forma-se o O 2 proveniente da que- bra da molécula de água, reação que libera hidrogênios pa- ra a síntese do açúcar. A fotossíntese não é privilégio dos vegetais, bactérias conhecidas como sulfobactérias apresentam o pigmento bacterioclorofila, capaz de absorver as radiações infra- vermelhas que fazem parte do espectro invisível da luz. A radiação solar absorvida pelas plantas para realiza- ção da fotossíntese, compreende o espectro da ordem de 400 nm (violeta) e 700 nm (vermelho). Os vegetais supe- riores possuem: clorofila (verde), xantofila (amarela) e ca- roteno (avermelhado). Nas cianobactérias e algas verme- lhas, encontram-se também a ficocianina (azul) e a ficoe- retrina (vermelha), integrantes das ficobilinas.

    Etapas da Fotossíntese nos Vegetais Superiores

    A fotossíntese ocorre em duas etapas (química e foto- química) como descritas a seguir:

    A etapa fotoquímica também é denominada de fase do claro, pois é imprescindível a presença da luz. Ela ocorre na membrana dos tilacóides, ou seja, nos grana presente no estroma do cloroplasto. A clorofila ao absorver os fótons dos raios luminosos, converte esta energia luminosa em energia química, doando seus elétrons excitados para outros compostos, os acep- tores. Trata-se portanto de um processo de oxirredução, da qual fazem parte da reação um redutor (doador de elétrons) e um oxidante (receptor de elétrons). Nesse processo participam os fotossistemas I e II, interligados por aceptores plastoquinona, citocromos (b e f), plastocianina, ferrodoxina e NADP. O fotossiste- ma II está ligado ao processo de liberação de oxigênio pro-

    12
    12

    veniente da FOTÓLISE da molécula de água. Agindo sobre o fotossistema II, a luz promove a passa- gem dos elétrons da clorofila para os aceptores que irão passá-los ao fotossistema I, onde ocorrerá a redução do NADP para NADPH 2 . Os elétrons perdidos no fotossistema II, são reconstituídos pelos elétrons da fotólise da água. Na transferência de elétrons, a energia é utilizada para a síntese de ATP, a partir de ADP + P i . Este processo é conhecido como FOSFORILAÇÃO.

    (elétron) é + ADP+P i ATP Logo, dois fatores importantes se destacam na etapa fotoquímica:

    • ! Síntese de ATP;

    • ! Síntese de NADPH 2 ;

    • ! Fotólise da água e liberação do O 2 ;

    A reação de fosforilação pode ocorrer por dois proces- sos: Fosforilação Cíclica e Fosforilação Acíclica.

    Fosforilação Cíclica

    CLOROPLASTOS Estas organelas são ricas em clorofila e são amplamente difundidas no Reino Plantae. Estrutura dos

    Nesta fosforilação, a luz é absorvida pelo fotossíste- ma I, elevando o nível energético dos elétrons, que são capturados pela ferrodoxina e transportados a citocromos via plastoquinona, retornando depois ao Fotossistema I. A liberação de energia deste processo é utilizada para a fos- forilação do ADP para ATP.

    Fosforilação Acíclica

    CLOROPLASTOS Estas organelas são ricas em clorofila e são amplamente difundidas no Reino Plantae. Estrutura dos

    Na fosforilação acíclica, os elétrons liberados pela fotó- lise da água, são capturados pelo fotossistema II, passan- do pelos aceptores até chegar ao NADP, reduzindo-o a NADPH 2 juntamente com os prótons da fotólise.

    Etapa química ou escura

    Nesta etapa ocorre a fixação do CO 2 , que será reduzi- do a um carboidrato com a ajuda das duas moléculas alta- mente energéticas formadas na fase anterior, o ATP, e o NADPH 2 . Este importante estudo, que começou a ser idea- lizado por Calvin em 1946. Eles explicaram a redução do CO 2 na fase escura hipotetizando uma série de reações denominadas Ciclo de Calvin. Este Ciclo pode ser dividido em quatro fases: fase de carboxilação, fase de redução, fase de regeneração e fase de síntese de produtos. Na fase de carboxilação, temos que o CO 2 é adicio- nado ao açucar de 5 carbonos ribulose-difosfato (RuDP), que com a ação de uma enzima catalizadora (ribulosedi- fosfato-carboxilase) forma duas moléculas de ácido-fos- foglicérico (PGA).

    RuDP +

    CO 2 ribulose-difosfato-carboxilase >

    2PGA

    Na fase de redução as duas moléculas de PGA for- madas são reduzidas pela ação das moléculas de ATP e NADPH 2 da fase luminosa.

    Forma-se daí um açúcar de 3 carbonos (Triose P).

    PGA + ATP + NADPH 2 enzimas —> Triose

    P

    +

    ADP +

    Pi

    +

    NADP +

    H 2 O

    Na fase de regeneração, uma vez formada a molécu- la de Triose P, é necessário fechar o ciclo da fixação do CO 2 . Isto é feito pela regeneração da molécula aceptora de CO 2 , ribulose difosfato (RuDP) a partir da ribulose mo- nofosfato (RuP). Esta é realizada através de várias reações envolvendo diversos açucares fosfatados e enzimas catalizadoras. Na fase de síntese de produtos são formados princi- palmente açucares (C 6 H 12 O 6 ) e outros carboidratos. Outros produtos como ácidos graxos, gorduras, ácidos orgânicos e aminoácidos parecem também ser sintetizados durante o processo da fotossíntese. A etapa química também denominada de fase escuro, ocorre no estroma do cloroplasto, independe da luz e suas reações são catalizadas por enzimas que utilizam a energia do ATP para reduzir o CO 2 com os elétrons do NADPH 2 .

    RESUMO DA FOTOSSÍNTESE

    Etapa química ou escura Nesta etapa ocorre a fixação do CO , que será reduzi- do

    LEMBRETE

    A mitocôndria está envolvida no processo de respira- ção celular que consome oxigênio e glicose. O cloroplasto está envolvido na fotossíntese e conso- me CO 2 , água e energia solar para produzir glicose e libe- rar oxigênio na atmosfera.

    LEMBRETE A mitocôndria está envolvida no processo de respira- ção celular que consome oxigênio e glicose.

    Fotossíntese

    LEMBRETE A mitocôndria está envolvida no processo de respira- ção celular que consome oxigênio e glicose.

    Respiração

    CENTRÍOLOS

    Os centríolos são organelas não membranosas visíveis somente em microscópio eletrônico e encontradas no cito- plasma das células eucariontes com exceção das plantas angiospermas. Geralmente se localizam aos pares (diplos- somos) próximos ao núcleo e durante a divisão celular apresentam propriedade de autoduplicação

    Estrutura

    São constituídos por nove trincas de microtúbulos que se põe circularmente no espaço. No entanto quando formam cílios e flagelos, recebem o nome de corpo basal que se afilam para dentro destas estruturas formando o axonema, que possuem uma estrutura modificada com 1 par de mi- crotúbulos no centro e 9 pares ao redor.

    Existem proteínas associadas a estrutura do centríolo, como a nexina e dineína que utilizam a quebra da molé- cula de ATP para dar movimento ao axonema e fazer com que este, atue como um motor de cílios e flagelos.

    MODELO BÁSICO DOS CENTRÍOLOS:

    9 TRINCAS EM CÍRCULO

    MODELO BÁSICO DO AXONEMA:

    9 PARES + 1 PAR CENTRAL

    Função

    • ! Forma cílio e flagelo em organismos eucariontes, tanto unicelular como pluricelular.

    • ! Atuam na divisão celular, constituindo o centro orga- nizador do fuso mitótico, do qual partem microtúbulos que coordenam a separação dos cromossomos duplicados.

    Flagelos

    Trata-se de extensos filamentos que apresentam motili- dade e impulsiona as células para inúmeras direções com

    13
    13

    alta velocidade. Ocorrem em número inferior aos cílios. Po- dem ser encontrados nos espermatozóides.

    Cílios

    Ao contrário dos flagelos, os cílios são pequenos e nu- merosos por célula. São encontrados no Paramecium, nas células da traquéia humana e nas trompas uterinas, empur- rando o óvulo até o útero.

    TESTE DISCURSIVO

    • 15. Numa fotossíntese convencional a água é um dos elemen-

    tos responsáveis em fornecer a matéria prima para a consti- tuição de glicose. Em certas bactérias fotossintetizantes o H 2 S substitui a função da água. Com base nos conhecimentos de fotossíntese compare a utilidade química da água com a utili-

    dade química do H 2 S para a composição do carboidrato. _________________________________________________ _________________________________________________ _________________________________________________ _________________________________________________

    TESTES
    TESTES
    • 23. (UFPA-PA) A respeito da fotossíntese bacteriana não será

    correto afirmar que:

    • a) é depende de pigmentos correspondentes à clorofila deno- minados “bacterioclorofilas”.

    • b) não consome CO 2 do meio.

    • c) ao seu final, não há desprendimento de CO 2 para o meio ambiente.

    • d) a relação não se faz entre CO 2 e H 2 O, mas entre CO 2 e hi- drogênio livre ou, então, H 2 S.

    • e) ocorre com um pequeno número de bactérias.

      • 24. O complexo de Golgi apresenta muitas funções, dentre

    elas podemos destacar:

    01) Promove a glicosilação de proteínas.

    02) Todas as proteínas que são lançadas para fora da célula passam pelo Golgi. 04) Forma o capuz acrossômico no espermatozóide. 08) Relacionado com a divisão celular em células vegetais. 16) São elementos de origem para os lisossomos primá- rios.

    32)

    Promovem a classificação das proteínas enviando-as para locais corretos.

    • 25. (F.C. CHAGAS-BA) Qual das alternativas da tabela abaixo

    representa corretamente algumas das condições essenciais

    para a realização da fotossíntese?

    CO 2 O 2 a) + + b) + – c) + H 2 O +
    CO 2
    O 2
    a)
    +
    +
    b)
    +
    c)
    +
    H 2 O
    +
    +
    +
    +
    d)
    +
    e)
    +
    14
    • 26. Assinale as alternativas corretas relacionadas aos lisosso-

    mos:

    01) Atuam na digestão celular. 02) Atua na divisão celular. 04) Possuem enzimas digestivas que auxiliam a célula a de- gradar substâncias englobadas. 08) São organelas delimitadas por membranas. 16) Forma a lamela média na divisão das células vegetais. 32) Atuam na respiração celular.

    • 27. (UFSC-SC) A fotossíntese é o processo nutritivo mais im-

    portante para os seres vivos e consiste na conversão de ener-

    gia luminosa em energia química. A respeito das fases, local de ocorrência e fatores que interferem no espaço, é correto afirmar:

    01) Na fase luminosa, ocorre liberação de carboidratos. 02) Na fase escura, ocorre a formação de carboidratos. 04) As clorofilas a e b absorvem principalmente na faixa do verde e, conseqüentemente, para este comprimento de onda a taxa de fotossíntese é mais elevada. 08) Entre os fatores externos que influem na fotossíntese po- demos citar o CO 2 , a temperatura e a luz. 16) Nos grana dos cloroplastos, pela presença de clorofila, ocorrem as reações da fase clara. 32) As reações da fase escura ocorrem no estroma do cloro- plasto, desprovido de clorofila. 64) A fotossíntese é mais intensa à medida que a temperatu- ra se eleva, chegando a um ótimo rendimento quando são ultrapassados os 50 o C que ativam o processo enzi- mático.

    • 28. Qual molécula, destacada abaixo, é produzida pela mito-

    côndria no processo de respiração celular e onde pode ser aplicada?

    01) ADP, atua na digestão enzimática. 02) ATP, atua fornecendo energia para as reações metabóli- cas. 04) ATP, pouco utilizada nos processos enzimáticos. 08) ADP + Pi, extremamente utilizado como fonte lipídica. 16) ATP, utilizado na síntese de proteínas ou qualquer outra grande molécula. 32) AMP, pouco utilizado nas reações enzimáticas.

    • 29. São produtos da respiração celular:

      • a) Glicose, oxigênio e água.

      • b) Água, gás carbônico e oxigênio molecular.

      • c) Água e gás carbônico.

      • d) Gás carbônico e glicose.

        • 30. Projeções citoplasmáticas que possuem centríolos como

    parte da sua constituição:

    • a) Invaginação de membrana.

    • b) Desmossomos

    • c) Cílios e flagelos.

    • d) Cílios e microvilosidades.

    • 31. (UFPR) Considerando o diagrama abaixo, é correto afirmar:

    31. (UFPR) Considerando o diagrama abaixo, é correto afirmar: 01) A etapa 2 ocorre na matriz

    01) A etapa 2 ocorre na matriz mitocontrial e a etapa 3 está re- lacionada com as cristas mitocondriais. 02) Numa preparação isolada de mitocôndrias poderão ocor- rer, simultaneamente, as seqüências: 1-3, 1-4 e 1-5. 04) A seqüência 1-5 refere-se à fermentação láctica, como ocorre na produção da coalhada. Este processo resulta da precipitação das proteínas do leite, provocada pela elevação do pH, devida à redução na concentração de ácido láctico. 08) A seqüência 1-4 refere-se à fermentação alcoólica, que pode ser realizada por células musculares humanas, des- de que em condições de anaerobiose. 16) Na seqüência 1-3 há maior produção de moléculas de ATP que na seqüência 1-5. 32) O NADH é uma enzima comum às três vias metabólicas:

    1-3, 1-4 e 1-5. 64) A seqüência 1-4 é a mais freqüentemente realizada pelas leveduras e libera álcool etílico, CO 2 e energia no final do processo.

    34. A obtenção e o consumo de energia pelos seres vivos impõem a realização de uma série de fenômenos da mais relevante importância para a preservação da vida das células e dos organismos. De uma forma geral, a ordem com que se processam tais fenômenos é invariável, pois compreende a retenção da energia fornecida por uma fonte natural de energia em moléculas orgânicas, seguida pelo consumo dessas substâncias e a retirada por meio de ação enzimática da ener- gia nelas contida. Mas, para que isso ocorra, tem de haver previamente a ação daquelas enzimas que promoverão a oxi- dação dos compostos assimilados, quebrando as cadeias de carbono. Assim, a ordem correta com que se instalam tais processos é:

    • a) Respiração, síntese protéica, fotossíntese, nutrição.

    • b) Síntese protéica, respiração, fotossíntese, nutrição.

    • c) Fotossíntese, nutrição, síntese protéica, respiração.

    • d) Nutrição, síntese protéica, fotossíntese, respiração.

    • e) Respiração, fotossíntese, nutrição, síntese protéica.

    35. (OBJETIVO-SP) A equação química abaixo representada resume um importante fenômeno biológico:

    luz

    6CO 2 +

    12H 2 O

    31. (UFPR) Considerando o diagrama abaixo, é correto afirmar: 01) A etapa 2 ocorre na matriz

    clorofila Tal fenômeno é designado por:

    C 6 H 12 O 6

    +

    6O 2

    +

    6H 2 O

    • a) Quimiossíntese.

    • b) Fotossíntese

    • c) Fermentação

    • d) Respiração anaeróbica.

    • e) Respiração aeróbica.

    • 32. (FATEC-SP) Considere o esquema abaixo.

     
    32. (FATEC-SP) Considere o esquema abaixo. Os organismos procariontes (bactérias e algas ciano- fíceas) carecem de

    Os organismos procariontes (bactérias e algas ciano- fíceas) carecem de um envelope nuclear que delimite o material genético e possa protegê-lo de forças mecânicas do citoplasma. No entanto, as células eucariontes apresentam um envoltório nuclear que separa o DNA do citoplasma, prote-

    Se o número 2 representa H 2 O e CO 2 , tem-se:

    gendo um material genético aprimorado que possui maior tamanho em relação ao dos procariontes.

    A

    B

    1

    • a) fotossíntese

    respiração

    C 6 H 12 O 6 e O 2

    fotossíntese

    • b) respiração

    C 6 H 12 O 6 e O 2

    Componentes Nucleares

    • c) fotossíntese

    respiração

    C 6 H 12 O 6 e CO 2

    fotossíntese

    • d) respiração

    CO 2 e O 2

    Em resumo podemos descrever que os componentes

    fotossíntese

    • e) respiração

    H 3 PO 4 e O 2

    nucleares são:

    • 33. (FCMSCSP) Escrevendo-se que durante a etapa fotoquí-

    mica da fotossíntese houve:

    • I. Fotólise da água.

    II. Redução do NADP à NADPH 2 III. Fotofosforilação do ATP que passa à ADP. IV. Desprendimento de oxigênio.

    Foi cometido erro:

    a)

    Na I e na II.

    b)

    Na II, na III e na IV.

    c)

    Na II, apenas.

    d)

    Na III, apenas.

    e)

    Na II e na III.

    • ! envelope nuclear;

    ! cromatina; ! complexos de poro; ! cariolinfa ou nucleoplasma; ! nucléolo; 15
    !
    cromatina;
    !
    complexos de poro;
    !
    cariolinfa ou nucleoplasma;
    !
    nucléolo;
    15

    Envelope Nuclear

    O envelope nuclear (carioteca) delimita a área nu- clear e é composto de duas membranas que se interco- municam através de pontos de aberturas ou poros (an- nulli), permitindo o contato da região interna do núcleo com o citoplasma. O espaço existente entre as duas capas membranosas é denominada de espaço perinuclear. O citoesqueleto que sustenta sua forma esférica, ba- seia-se em proteínas filamentosas conhecidas como lâ- minas nucleares, localizadas em contato com a membra- na interna na face intranuclear.

    LEMBRETE:

    O termo carioteca não tem sido mais utilizado pela biologia celular moderna. Mas cuidado!!!!! Ele pode estar presente nas provas de algumas universidades. A única coisa a fazer, é considerar o termo sinônimo de envelope nuclear.

    Complexo de Poro

    Os complexos de poros nucleares correspondem a união das duas membranas interna e externa, que for- mam canais e se associam com mais de 100 diferentes proteínas para constituir a estrutura que representa o portão de entrada via citoplasma-núcleo.

    Nucleoplasma ou Cariolinfa

    É o líquido que banha todos os elementos nucleares e é contínuo com o citoplasma através dos poros.

    Nucléolo

    É representado pela presença de um ou mais corpos densos, arredondados, centralizados e constituídos de in- tensa quantidade de RNAs e proteínas. Neste local, são sintetizados RNAs e subnidades ribossomais e por isso, são classificados como fábricas de ribossomos.

    Cromatina

    A cromatina corresponde a associação entre o DNA + proteínas histônicas, conhecidas como H2A, H2B, H3 e H4. Ao agruparem-se entre si, formam o chamado nu- cleossomo, um octâmero de histonas que favorece o en- rolamento da molécula de DNA. Nucleossomo é compos- to de duas cópias de cada proteína histona, com exceção da H1 que não faz parte da sua estrutura.

    Eucromatina e Heterocromatina

    Eucromatina: é o material genético que está sendo transcrito no núcleo da célula, por isso se encontra mais difuso com aspecto mais claro na microscopia eletrônica. Atualmente sabe-se que 10% da eucromatina transcreve a informação genética e o resto se encontra inativa.

    Heterocromatina: corresponde a região que contém genes que não são transcritos e por isso, o DNA se encon-

    16
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    tra altamente empacotado.

    LEMBRETE:

    SEMPRE QUE O MATERIAL É TRANSCRITO, OCOR- RE A PRODUÇÃO DE RNAs, POR ISSO A EUCROMATI- NA CORRESPONDE A ALTA PRODUÇÃO DESTAS MO- LÉCULAS.

    Um longo filamento contendo muitos nucleossomos (DNA + proteínas histônicas) constituem um emaranhado compacto que é denominado de CROMOSSOMO (cromo:

    cor, soma: corpo). Logo, se um organismo eucarionte con- tém duas moléculas de DNA no núcleo de suas células, diz-se que ele possui dois cromossomos. O ser humano que contém 46 moléculas de DNAs no núcleo de cada uma de suas células, evidentemente terá 46 cromossomos. Antes da célula se dividir ocorre a duplicação e conden- sação do material genético para serem distribuídos para células filhas. A cromatina duplicada passa a ter ao seu la- do um filamento idêntico, a cromátide-irmã e mantêm-se unidas, por um ponto de contato denomina-do de centrô- mero. No filamento, o centrômero se caracteriza por apresen- tar-se como uma constrição central, constrição primá- ria. No entanto, localizada na extremidade do braço cro- mossômico, a constrição secundária caracteriza uma se- gunda constrição análoga ao centrômero.

    Envelope Nuclear O envelope nuclear (carioteca) delimita a área nu- clear e é composto de duas

    Região organizadora do nucléolo

    Compreende uma determinada região do cromossomo, que no núcleo interfásico, irá se diferenciar no nucléolo. Como já descrito, é deste local que partirão RNAs asso- ciados com proteínas (RNAs ribonucleoprotéicos), para for- mação dos ribossomos.

    Forma dos Cromossomos

    Envelope Nuclear O envelope nuclear (carioteca) delimita a área nu- clear e é composto de duas

    LEMBRE-SE:

    “Cromátides-irmãs são duas cromátides idênticas, re- sultantes da duplicação da molécula”.

    Cromossomo homólogo

    Quando dois cromossomos analisados possuem genes para uma mesma característica ocupando a mesma posi- ção, diz-se que são homólogos. O ser humano possui 23 pares de cromossomos homólogos, ou seja, 46 molé- culas cromossômicas no total. “Os genes ou gens, são parte na molécula de DNA que contém um código responsável pela síntese de uma proteína inteira ou apenas um segmento”.

    Cromossomos autossômicos

    São aqueles cujos genes possuem informação para construção da estrutura morfológica (síntese de proteínas estruturais) e fisiológica do organismo (síntese de proteí- nas enzimáticas).

    Cromossomos sexuais

    Estes, apresentam genes que irão influenciar direta ou indiretamente em características sexuais morfológicas e fisiológicas. O padrão humano para exemplificação de cromosso- mos autossômicos e sexuais:

    HOMEM:

    • 44 AUTOSSÔMICOS + 2 SEXUAIS (XY) = 46

    MULHER:

    • 44 AUTOSSÔMICOS + 2 SEXUAIS (XX) = 46

    Este padrão não se repete para outros animais, que po- dem variar o número de cromossomos autossômicos e for- mas de determinação sexual.

    Classificação em Relação a Presença e Ausência do Núcleo

    Células Anucleadas

    Algumas células como os eritrócitos não apresentam núcleo. Esta característica é típica dos mamíferos, não sendo o mesmo evidenciado nas aves.

    Células Mononucleadas

    Apresentam um núcleo. Ex: epitélios, tecido conjunti- vo, ossos, etc.

    Células Binucleadas

    Apresentam dois núcleos. Ex: Paramecium e célula mus- cular estriada cardíaca.

    Células Polinucleadas

    As células que possuem vários núcleos presentes no mesmo citoplasma, constituindo um sincício. Ex: Células musculares esqueléticas.

    Células Diplóides (2n) / Somáticas

    São as células que possuem no seu núcleo o número total de cromossomos da espécie. Dentro de cada espé- cie o número de cromossomos é constante.

    LEMBRE-SE: “Cromátides-irmãs são duas cromátides idênticas, re- sultantes da duplicação da molécula”. Cromossomo homólogo Quando dois

    Cariótipo humano. A espécie humana apresenta 22 pares de cromossomos autossômicos (não-sexuais) e um par de cro- mossomos sexuais, que no homem é XY e na mulher XX.

    Células Haplóides

    São células que apresentam o material genético redu- zido a metade, ou seja, sempre apresentarão a metade do número de cromossomos de uma célula diplóide. Ex: esper- matozóide e óvulo. Se as células diplóides humanas apresentam 46 cro- mossomos, suas células haplóides apresentarão 23.

    LEMBRE-SE:

    CÉLULA DIPLÓIDE = CÉLULA 2n CÉLULA HAPLÓIDE = CÉLULA n

    Cariótipo

    Mediante uma técnica de micromanipulação, pode-se isolar do núcleo de uma célula os cromossomos e fotogra- fá-los. Depois, recortam-se os cromossomos da fotografia, ordenando-os aos pares em ordem de semelhança morfo- lógica e tamanho.

    Monta-se desta forma o cariótipo, que fornece informa- ções como:

    • ! número (quantidade);

    • ! tamanho;

    • ! forma (metacêntrico, submetacêntrico, etc);

    ANOMALIAS CROMOSSÔMICAS

    Devido a um erro na divisão dos cromossomos sexuais as células-filhas podem ganhar ou perder cromossomos. Qualquer alteração no cariótipo é considerada uma aberra-

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    ção ou mutação cromossômica. Geralmente estas doenças levam a distúrbio celulares, que se amplificam para os tecidos podendo até levar à mor- te o portador. Veja os casos a seguir:

    Síndrome de Down

    Abaixo, figura do cariótipo e foto de um indivíduo porta- dor da Síndrome de Down. Esta aberração cromossômica se caracteriza pelas células apresentarem um cromossomo 21 a mais em seus núcleos.

    ção ou mutação cromossômica. Geralmente estas doenças levam a distúrbio celulares, que se amplificam para os

    Os indivíduos que apresentam esta doença possuem retardamento mental como um dos quadros de caracterís- ticas.

    Síndrome de Turner

    As células de uma pessoa afetada pela Síndrome de Turner tem 45 cromossomos – 22 pares autossômicos e apenas 1 cromossomo sexual X (44A + X0). O zero repre- senta ausência do cromossomo.

    ção ou mutação cromossômica. Geralmente estas doenças levam a distúrbio celulares, que se amplificam para os

    As características dos indivíduos com Síndrome de Tur- ner são: aspecto feminino, mas ovários reduzidos, pesco- ço muito largo e alado, pequena estatura e às vezes pouca inteligência.

    Síndrome de Klinefelter

    Os indivíduos com Síndrome de Klinefelter tem 47 cro- mossomos – 22 pares autossômicos mais um par sexual XX e um Y extra. (44 A + XXY).

    ção ou mutação cromossômica. Geralmente estas doenças levam a distúrbio celulares, que se amplificam para os

    As características dos indivíduos com Síndrome de Kli- nefelter são: aspecto masculino, braços e pernas muito longos, pouco pelo no corpo, esterilidade e às vezes debi- lidade mental.

    TABELA DE ABERRAÇÕES CROMOSSÔMICAS

    As euploidias são alterações envolvendo genomas in- teiros, para algumas espécies podem ser benéficas influen- ciando no sexo e na melhora morfológica do organismo co- mercialmente (sementes e plantas).

    As aneuploidias envolvem parte do genoma e acarre- tam ausência de um cromossomo (monossomia) ou um cromossomo extra numerário, ou seja, a mais (trissomia). As aneuploidias estão especificadas na tabela a seguir.

    ção ou mutação cromossômica. Geralmente estas doenças levam a distúrbio celulares, que se amplificam para os
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    DIVISÃO CELULAR

    Há dois tipos de divisão celular: mitose e meiose.

    Mitose
    Mitose

    Na mitose uma célula-mãe produz duas células-filhas com o mesmo número de cromossomos. Esse processo de divisão celular permite a reprodução dos organismos unicelulares e o crescimento e a regene- ração dos pluricelulares.

    DIVISÃO CELULAR Há dois tipos de divisão celular: mitose e meiose . Mitose Na mitose uma
    Meiose
    Meiose

    A meiose é um tipo especial de divisão celular no qual uma célula diplóide (2n), após uma replicação do DNA, so- fre duas divisões celulares sucessivas, originando quatro células haplóides (n). Nos organismos pluricelulares a meiose é necessária para formação dos gametas (óvulos e espermatozóides).

    DIVISÃO CELULAR Há dois tipos de divisão celular: mitose e meiose . Mitose Na mitose uma
    DIVISÃO CELULAR Há dois tipos de divisão celular: mitose e meiose . Mitose Na mitose uma
    Intérfase
    Intérfase

    É uma fase de intensa atividade bioquímica, que permi- te a duplicação cromossômica e o crescimento celular. Quando a célula não se encontra em divisão celular diz-se estar em intérfase, ou seja, representa a célula ín- tegra: com membrana, organelas dispersas no citoplasma e material genético envolvido pela membrana nuclear. A intérfase está dividida didaticamente em três períodos:

    G 1 - (do inglês gap, intervalo); nesta etapa verifica-se a síntese de grandes quantidades de RNA e de proteínas, o que permite o crescimento celular.

    S - (do inglês synthesis); ocorre então a síntese do DNA e conseqüentemente duplicação cromossômica.

    G 2 - representa o final da duplicação do DNA e início da divisão celular. Segundo os cientistas, a divisão é um pro- cesso arriscado e deve-se haver todas as precauções ne- cessárias para entrar nesta fase tão delicada. Por isso há a necessidade do intervalo G 2 .

    Fases da Mitose

    PRÓFASE (do grego pró, anterior).

    Na prófase irão ocorrer transformações drásticas nas células, como:

    • ! condensação dos cromossomos duplicados.

    • ! desaparecimento do nucléolo.

    • ! formação do fuso cromático ou fuso do aparelho mitótico devido a duplicação dos centríolos, formando dois pares que migram para os pólos opostos.

    • ! polarização e centralização dos microtúbulos ao re- dor dos pares de centríolos duplicados, formando as fi- bras do áster.

    • ! rompimento do envoltório nuclear caracterizando o fim da prófase. METÁFASE (do grego metá, além de, após).

    Na metáfase os cromossomos super condensados dis- persos no citoplasma, são agarrados pelos microtúbulos na região do cinetocóro localizada no centrômero e alinha- dos no meio da célula, no plano equatorial. As cromátides irmãs se põe de forma oposta, ou seja, cada uma virada para um pólo da célula devido a seus cen- trômeros serem agarrados pelos microtúbulos do fuso. O fim da metáfase se caracteriza pela divisão dos centrômeros e conseqüente separação das cromátides irmãs.

    ANÁFASE (do grego aná, para cima, para o alto ou ao contrário).

    Nesta fase ocorre a migração das cromátides irmãs em direção aos lados opostos da célula. Mais de cem proteínas cinetocóricas utilizando a hidró- lise da molécula de ATP, são responsáveis pelo desliza- mento do cromossomo sobre os microtúbulos e conse- qüentemente promovendo a migração. O fim da anáfase se caracteriza pela chegada dos cromossomos nos pólos opostos e dá-se o início da telófase.

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    TELÓFASE (do grego télos, fim)

    A telófase em linhas gerais pode ser considerada o contrário do que ocorre na prófase, ou seja, desconden- sação dos cromossomos, reaparecimento do nucléolo e reintegração do envelope nuclear nos pólos opostos, se- guido de despolimerização dos microtúbulos. Desta forma tem-se a formação de dois núcleos com seus nucléolos respectivamente presentes no mesmo cito- plasma ainda não dividido. Para que se complete a separação do citoplasma e se concretize a divisão celular, ocorre um estrangulamento progressivo da membrana plasmática separando além dos núcleos, todas as outras organelas de forma eqüitativa para as células filhas. Este processo é chamado de citocinese.

    Desenv. do fuso mitótico Centrômero Corte transveral de um centríolo Envoltório nuclear Cromossomos Fibras do fuso
    Desenv. do
    fuso mitótico
    Centrômero
    Corte transveral
    de um centríolo
    Envoltório nuclear
    Cromossomos
    Fibras do fuso
    Equador
    da célula
    Fibras aderidas ao cinetocóro
    centrômero
    Cineto
    Cromátides irmãs
    microtúbula
    Cromátides
    (fibra)
    irmãs
    Placa metálica
    Cromossom de
    desconectagem e
    migram para os pólos
    opostos das células
    20

    CITOCINESE CENTRÍPETA E CENTRÍFUGA

    Nas células animais a citocinese é considerada centrí- peta, pois a membrana plasmática se comporta como se uma força a pressiona-se no sentido de fora para dentro. Nas células vegetais a divisão se completa com vesícu- las provenientes do Golgi sendo transportadas para a re- gião mediana contendo uma substância gelatinosa, a pec- tina. Trata-se de um carboidrato que inicia sua deposição no centro da célula e migra para as extremidades separan- do os núcleos e os componentes do citoplasma. Como a força que separa as novas células é dentro para fora, a ci- tocinese é denominada de centrífuga.

    Meiose
    Meiose

    Diferente da mitose, na meiose ocorrem duas divisões sucessivas para a produção de quatro células filhas háploi- des. Desta forma tem-se meiose I e meiose II, sendo a meiose I denominada reducional e a meiose II equacio- nal. Na meiose I o número de cromossomos é reduzido aos pares, sendo que os cromossomos homólogos dupli- cados são separados. Na meiose II a divisão ocorre nas cromátides irmãs, sendo que cada cromátide irá para as células haplóides correspondentes.

    Fases da meiose

    Meiose I

    • ! prófase I (leptóteno, zigóteno, paquíteno, diplóteno e diacinese);

      • ! prometáfase I (pouco considerada);

      • ! metáfase I;

      • ! anáfase I;

      • ! telófase I.

    Meiose II

    • ! prófase II;

    • ! metáfase II;

    • ! anáfase II;

    • ! telófase II;

    Prófase I Cromossomos homólogos formam pares (sinapse) envoltório nuclear Metáfase I Envelope nuclear desaparece. tétrade Cada
    Prófase I
    Cromossomos
    homólogos formam
    pares (sinapse)
    envoltório nuclear
    Metáfase I
    Envelope nuclear desaparece.
    tétrade
    Cada tétrade migra para o
    equador. os dois centômeros
    estão fixados em fibras dos
    fusos dos pólos opostos.
    bivalente
    equador
    Anáfase I
    fibras do fuso
    microtúbulos
    Cromatides
    irmãs bivalentes
    movem-se para
    o mesmo pólo
    centríolos
    Telófase I
    os cromossomos
    são separados em dois
    grupos. Envoltório nuclear
    reaparece e o citoplasma
    é dividido pela citocinese
    resultando no surgimento
    de duas células - filhas,
    que possuem, um
    cromossomo de cada par.
    Prófase II células-filhas resultantes da meiose I Envelope nuclear começa a se desintegrar e as fibras
    Prófase II
    células-filhas resultantes da meiose I
    Envelope nuclear
    começa a se
    desintegrar e as fibras
    do fuso reaparecem
    Metáfase II
    equador
    Cromossomos
    alinham-se no plano
    equatorial e cada
    centrômero é fixado
    por fibras vindas
    de pólos opostos.
    centrômeros
    Anáfase
    II
    As cromátides-
    irmãs são
    separadas pela
    quebra dos
    centrômeros,
    migrando para
    os pólos opostos.
    Telófase
    II
    O envelope nuclear
    se restaura,
    inicia-se o processo
    de citocinese
    e completa-se o
    surgimento de
    4 células-filhas
    com um conjunto
    completo haplóides
    de cromossomos.
    Meiose I
    Meiose I

    Prófase I

    • ! Leptóteno: os cromossomos que se duplicaram na intérfase já iniciaram a condensação, mas ainda se apre- sentam finos e alongados. A medida em que se tornam mais compactos passam a se parear.

    • ! Zigóteno: neste período verifica-se o pareamento sen- do formado e se completando na fase seguinte.

    • ! Paquíteno: com a super compactação pode-se per- ceber que cada par de cromossomos homólogos possuí quatro cromátides, denominadas de tétrades.

    Nestas tétrades tem-se dois grupos:

    Cromátides irmãs - ligadas pelo centrômero, se ori- ginaram de um mesmo cromossomo.

    Cromátides homólogas - as que se originaram de cro- mossomos homólogos.

    No diplóteno os cromossomos tem fragmentos corta- dos em regiões específicas e são transferidos para o cro- mossomo adjacente. O mesmo ocorre com o outro braço cromossômico. Este fenômeno é denominado de crossing over ou permuta. Como em cada fragmento cortado ocorre a presença de genes, o fenômeno de troca favorece a recombinação gênica. Os cromossomos homólogos começam a se afas- tar, permanecendo ligados na região onde ocorreu a per- muta. Essas regiões constituem os quiasmas.

    • ! Diacinese: na diacinese os quiasmas tem suas cro- mátides transcorrendo entre si e suas pontas recebem a denominação de terminalização dos quiasmas.

    Como ocorre na mitose, na prófase I da meiose I após o término da diacinese, passa a se caracterizar modifica- ções na morfologia celular, dentre as quais destacam-se:

    • ! início do desaparecimento do envoltório nuclear;

    • ! duplicação e migração dos centríolos para os pólos adjacentes;

      • ! início da formação do fuso mitótico;

    Prometáfase I

    Esta subfase tem início com o desaparecimento total do envoltório nuclear e os cromossomos através de seus cinetocóros aderindo-se dos microtúbulos (fibras) polares e migrando para o plano equatorial (equador) da célula.

    Metáfase I

    Os cromossomos super condensados têm seu plano longitudinal em posição perpendicular às fibras do pólo e

    se encontram em uma região denominada de equador da célula.

    É importante evidenciar que os cromossomos homólo- gos mantém-se próximos devido aos quiasmas e que esta condição torna eqüitativa a distribuição dos cromossomos para as células filhas.

    21
    21

    Anáfase I

    Na anáfase I os cromossomos homólogos são separa- dos migrando para os pólos opostos, sendo que não ocor- re a separação dos centrômeros. Uma importante comparação entre mitose e meiose é que na mitose após a anáfase, as células filhas possuem o mesmo número de cromossomos da célula mãe e na meiose, as células filhas apresentam-se haplóides, ou seja, n cromossomos duplicados.

    Telófase I

    Com a chegada dos cromossomos duplicados (díades) aos pólos ocorre o reaparecimento da carioteca, descon- densação dos cromossomos com reorganização dos nu- cléolos e desaparecimento das fibras do fuso. A citocinese marca o fim da telófase I e a definitiva for- mação das células filhas haplóides.

    Anáfase I Na anáfase I os cromossomos homólogos são separa- dos migrando para os pólos opostos,

    Telófase I

    cromossomos Cromossomos honologos em distendidos cromossomos processo de Carioteca nucléolo pareamento nucléolo Carioteca em processo de
    cromossomos
    Cromossomos
    honologos em
    distendidos cromossomos
    processo de
    Carioteca
    nucléolo
    pareamento
    nucléolo
    Carioteca em
    processo de
    desorganização
    Zigóteno
    Leptóteno
    cromátides-irmãs cromátides-homólogas bivalente ou tétrade Quiasma Quiasma tétrades Paquíteno Diplóteno 22
    cromátides-irmãs
    cromátides-homólogas
    bivalente ou
    tétrade
    Quiasma
    Quiasma
    tétrades
    Paquíteno
    Diplóteno
    22
    quiasma quiasma escorregando para a região terminal das cromátides Diacinese Meiose II ou Segunda Divisão Meiótica
    quiasma
    quiasma escorregando
    para a região terminal
    das cromátides
    Diacinese
    Meiose II ou Segunda
    Divisão Meiótica

    Cada célula-filha haplóide sofrerá mais uma divisão e na anáfase II, os cromossomos duplicados (cromátides irmãs) serão separados e migrarão para os pólos opostos. As fases da meiose II são:

    • ! prófase II;

    • ! prometáfase II;

    • ! metáfase II;

    • ! anáfase II;

    • ! telófase II.

    RESUMO COMPARATIVO DAS FASES DA MITOSE COM AS DA MEIOSE I

    Anáfase I Na anáfase I os cromossomos homólogos são separa- dos migrando para os pólos opostos,
    2n 2n duplicação células 2n duplicado cariocinese única célula-mãe cromossómica filhas 2n n 2n n duplicação
    2n
    2n
    duplicação
    células
    2n duplicado
    cariocinese única
    célula-mãe
    cromossómica
    filhas
    2n
    n
    2n
    n
    duplicação
    2n duplicado
    célula-mãe
    cromossómica
    cariocinese única células
    filhas
    n
    n

    Divisão celular de célula vegetal

    Para dividir os núcleos das células-filhas, os fragmo- plastos (microtúbulos) carregam vesículas do complexo de golgi para o plano equatorial no qual se fundem e formam a lamela média do centro para a periferia da célula. Este tipo de divisão é denominado de centrífuga, ao contrário do que ocorre na célula animal, cuja divisão é centrípeta. Observe a figura a seguir demonstrando este processo. A nova parede celular não é inteiramente compacta, pois a presença dos plasmodesmos representam falhas que ajudam a comunicação entre células adjacentes.

    TESTE DISCURSIVO

    • 16. (UFPR) A gema do ovo de galinha armazena uma grande

    quantidade de vitelo para suprir as necessidades nutricionais do embrião. Em contraste, organismos maiores, como por exemplo o ser humano, apresentam ovos microscópicos, os quais, obviamente, têm uma capacidade muito reduzida de armazenagem de nutrientes. Com base nos conhecimentos de células gaméticas destaque o a composição do núcleo do óvulo com o núcleo de uma célula euca-rionte somática.

    Divisão celular de célula vegetal Para dividir os núcleos das células-filhas, os fragmo- plastos (microtúbulos) carregam

    Com base nesses resultados, pode-se concluir que, com res- peito à posição dos centrômeros, os cromossomos sexuais X e Y dos humanos são, respectivamente:

    • a) Metacêntrico e metacêntrico.

    • b) Acrocêntrico e submetacêntrico.

    • c) Submetacêntrico e acrocêntrico.

    • d) Metacêntrico e submetacêntrico.

    • e) Submetacêntrico e metacêntrico.

    38.

    Associe:

    • 1. Síndrome de Down

    A. Secreção celular

    • 2. Cariótipo

    B. Centríolos

    • 3. C. Trissomia do cromossomo 21

    Aparelho de Golgi

    • 4. Fuso acromático D. Conjunto de cromossomos

    A associação correta é:

     
    • a) 1B, 2C, 3D, 4A.

    _________________________________________________

    • b) 1D, 2A, 3B, 4C.

    • c) 1A, 2B, 3C, 4D.

    _________________________________________________

     
    • d) 1C, 2D, 3A, 4B.

    _________________________________________________

    • e) 1C, 2A, 3B, 4D.

    _________________________________________________

    TESTES
    TESTES
    • 36. (U.Caxias do Sul-RS) Associe a segunda coluna de acor-

    do com a primeira.

    (1) Genoma

    (

    ) Seqüências de base do DNA ca- paz de determinar a síntese de uma proteína.

    (2) Gen

    (

    ) Conjunto haplóide dos cromos- somos de uma célula.

    (3) Cromossomo

    (

    ) Conjunto de informações refe- rentes ao número, forma, tama- nho e características dos cro- mossomos.

    (4) Haplóide

    ( ) Estruturas responsáveis pela transmissão dos caracteres he- reditários.

    (5) Cariótipo

    (

    ) Nome dado à célula que possui a metade dos cromossomos da da espécie.

    A seqüência correta, de cima para baixo, que mostra a re- lação correta é:

    • 39. (UNISINOS-RJ) O ácido desoxirribonucléico (DNA) é uma

    molécula que, dentro das células, pode ser encontrada:

    • a) Somente no núcleo.

    • b) No núcleo e nos ribossomos.

    • c) No núcleo, nas mitocôndrias e nos cloroplastos.

    • d) No núcleo, nas mitocôndrias e nos ribossomos.

    • e) Somente no citoplasma.

      • 40. (UEBA) O esquema abaixo representa um nucleotídeo do

    DNA e o nucleotídeo do RNA sintetizado a partir dele.

    Divisão celular de célula vegetal Para dividir os núcleos das células-filhas, os fragmo- plastos (microtúbulos) carregam

    Os algarismos I, II, III e IV indicam, respectivamente, molécu-las de:

    • a) Ácido fosfórico, desoxirribose, uracila e ribose.

    • b) Desoxirribose, uracila, ribose e ácido fosfórico.

    • c) Uracila, ribose, ácido fosfórico e desoxirribose.

    • d) Ribose, ácido fosfórico, desoxirribose e uracila.

    • e) Ácido fosfórico, desoxirribose, ribose e uracila.

      • 41. Explique em quatro linhasa importância da mitosé.

    • a) 1, 5, 3, 4, 2.

    • b) 1, 2, 4, 5, 3.

    ___________________________________________________

    • c) 2, 1, 5, 3, 4.

    ___________________________________________________

    • d) 2, 1, 4, 3, 5.

    _________________________________________________

    • e) 2, 1, 3, 4, 5.

    ____________________________________________________

    • 37. (ESAN-SP) A análise citogenética de células somáticas

    normais de homens e mulheres revelou os seguintes resul- tados:

    • 42. Diferencie Euploidia de Aneuplodia.

    _________________________________________________________________________________________

    ___________________________________________________________________________________________________

    ______________________________________________________________________________________________

    _________________________________________________________________________________________________

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    43. Diferencie Anáfase I e Anáfase II das meioses respectivamente.

    I

    e

    II

    ___________________________________________________________________________________________

    _______________________________________________________________________________________

    _________________________________________________________________________________________

    ___________________________________________________________________________________________________

    • 44. (UFRN) O esquema a seguir estará correto se substituir-

    mos 1, 2, 3 e 4, respectivamente, por:

    43. Diferencie Anáfase I e Anáfase II das meioses respectivamente. I e II ___________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________________
    • a) RNA, DNA, RNA, lipídio.

    • b) DNA, RNA, DNA, proteína.

    • c) RNA, DNA, RNA, DNA.

    • d) DNA, DNA, RNA, proteína.

    • e) Proteína, DNA, RNA, lipídio.

    45.

    É verídico sobre as proteínas.

    01) São sintetizadas nos ribossomos, quer estes estejam li- vres no citoplasma ou aderidos na membrana do retículo.

    02)

    A síntese de proteínas requer apenas um tipo de aminoácido.

    04)

    Um códon corresponde a três nucleotídeos no ácido nucléico.

    08) Um códon corresponde a dois aminoácidos, demonstran-

     

    do a generalidade do código genético.

    16) Um códon representa a seqüência antagônica do anti-códon.

    32)

    Um aminoácido pode ir com mais de um códon. Logo, demonstra a degeneração do código genético.

    46.

    Quais das alternativas abaixo sobre a síntese de proteí-

    nas, são verídicas:

    01) Há milhares de genes no código genético humano, para a síntese das proteínas. 02) Se a síntese de proteínas fosse parada, o animal, a longo prazo teria falta de lipídio de membrana. 04) No sítio A dos ribossomos, os aminoácidos entram sen- do carregados pelos RNAs transportadores. 08) A mitocôndria é um outro sítio de síntese de proteínas além do citoplasma. 16) Os cloroplastos são compartimentos que contém RNAs, logo sintetizam proteínas. 32) O gene é o local da célula que representa uma região que contém o código e determina qual será a seqüência de aminoácidos em uma proteína.

    47.

    Considere as alternativas verdadeiras:

    01) O núcleo interfásico apresenta uma membrana envolven- do o material genético. 02) Bactérias apresentam o material genético delimitado pelo envoltório nuclear. 04) A comunicação entre citoplasma e núcleo se dá pelo com- plexo de poro que ocorre no envoltório nuclear. 08) O homem pode ser considerado um organismo procarion- te pluricelular. 16) O núcleo coordena as atividades celulares e possui um envoltório que delimita o material genético. 32) O núcleo no Paramecium possui pouca utilidade por ser um organismo pluricelular.

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    • 48. (VUNESP-SP) Com relação à divisão celular, podemos

    afirmar que:

    • a) A mitose ocorre em organismos com reprodução sexuada.

    • b) A mitose permite variabilidade genética, principal diferen- ça do processo em relação à meiose.

    • c) Na meiose não há associação de cromossomos homólo- gos com troca de partes entre eles, fato que só ocorre na mitose.

    • d) Na meiose não ocorre segregação de genes.

    • e) O objetivo do processo mitótico é o crescimento do orga- nismo e do processo meiótico, a formação de gametas.

      • 49. (FUVEST-SP) Admitamos como correta a hipótese de que

    a causa da divisão celular seja a duplicação do DNA (que é in-

    terfásico). Se pudéssemos, nos organismos adultos, bloquear especificamente a síntese de DNA, em determinados locais, estaríamos tentando:

    • a) Impedir que o organismo crescesse.

    • b) Induzir o organismo a aumentar suas mitoses.

    • c) Bloquear o desenvolvimento de um eventual tumor.

    • d) Favorecer o desenvolvimento normal do organismo.

    • e) Produzir células com menos quantidade de DNA.

      • 50. (UNIJUÍ-RS) A divisão celular compreende uma série de

    fases. Qual é a seqüência correta das fases?

    • a) Intérfase, prófase, anáfase, metáfase, telófase, duplica- ção do DNA.

    • b) Prófase, metáfase, telófase, anáfase, intérfase, duplica- ção do DNA.

    • c) Intérfase, prófase, metáfase, anáfase, telófase, duplica- ção do DNA.

    • d) Intérfase, duplicação do DNA, prófase, anáfase, metáfase, telófase.

    • e) Intérfase, duplicação do DNA, prófase, metáfase, anáfase, telófase.

      • 51. (PUCCAMP-SP) No esquema abaixo, está representada

    uma célula em anáfase mitótica.

    43. Diferencie Anáfase I e Anáfase II das meioses respectivamente. I e II ___________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________________

    Com base nesse esquema, pode-se dizer que o organismo do qual proveio tal célula apresenta um cariótipo com:

    • a) 8 cromossomos acrocêntricos.

    • b) 8 cromossomos metacêntricos.

    • c) 4 cromossomos acrocêntricos.

    • d) 4 cromossomos metacêntricos.

    • e) Todos os cromossomos acrocêntricos.

      • 52. (FUVEST-SP) A figura mostra modificações na forma do

    cromossomo durante o ciclo celular. Que fases do ciclo têm cromossomos como os que estão representados em 1 e 3 respectivamente?

    43. Diferencie Anáfase I e Anáfase II das meioses respectivamente. I e II ___________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________________
    • a) intérfase, metáfase.

    • b) intérfase, anáfase.

    • c) intérfase, telófase.

    • d) prófase, anáfase.

    • e) prófase, telófase.

      • 53. (CESGRANRIO-RJ) Durante a prófase da primeira divisão

    meiótica, ocorre a troca de fragmentos entre os cromossomos homólogos, possibilitando uma maior variabilidade genética. A esse evento dá-se o nome de:

    • a) Formação dos bivalentes.

    • b) Formação de tétrades.

    • c) Citocinese.

    • d) Intercinese.

    • e) Crossing-over.

      • 54. (UNIP-SP) Suponha um ser vivo que contenha 4 cromos-

    somos em suas células somáticas; algumas dessas células encontram-se em mitose e outras, nas gônadas, em meiose.

    58. (FGV-SP) Uma célula sofre meiose. No final do processo têm-se:

    • a) Duas células com a mesma quantidade de DNA da célula-mãe.

    • b) Duas células com a metade da quantidade de DNA da cé- lula-mãe.

    • c) Quatro células com a mesma quantidade de DNA da célu- la-mãe.

    • d) Quatro células com a metade da quantidade de DNA da célula-mãe.

    • e) Quatro células com o dobro da quantidade de DNA da cé- lula-mãe.

    59. (UNIP-SP) Considere os seguintes eventos que ocorre no processo meiótico:

    • I. Separação de cromátides-irmãs; Ocorrência de permutação;

    II.

    III. Disjunção dos cromossomos homólogos; IV. Pareamento dos cromossomos homólogos.

    A ordem em que esses eventos ocorrem é:

    a) I - II - III - IV b) II - I - III - IV
    a)
    I - II - III - IV
    b)
    II - I - III - IV
    c)
    III - I - IV - II
    d)
    IV - II - III - I
    e)
    IV - III - II - I

    As figuras 1, 2 e 3 apresentam, respectivamente:

    • a) Anáfase I da mitose, anáfase II da meiose, anáfase da mi- tose.

    • b) Anáfase da mitose, anáfase II da meiose, anáfase da meiose.

    • c) A duplicação dos centrômeros ocorre apenas durante a anáfase I.

    • d) Anáfase I da meiose, anáfase da mitose, anáfase II da meiose.

    • e) Anáfase II da meiose, anáfase I da meiose, anáfase da mitose.

      • 55. (PUCCAMP-SP) Um determinado mamífero apresenta em

    cada célula somática 4 cromossomos sendo 2 metacêntricos e 2 submetacêntricos. Em qual dos esquemas abaixo está repre- sentada uma célula desse animal em anáfase II da meio-se?

    a) intérfase, metáfase. b) intérfase, anáfase. c) intérfase, telófase. d) prófase, anáfase. e) prófase, telófase. 53.
    • 56. (FUVEST-SP) Na meiose de uma espécie de planta for-

    mam-se 16 tétrades. Qual é o número diplóide da espécie?

    • a) 4

    • b) 8

    • c) 32

    • d) 64

      • 57. (PUCCAMP-SP) Suponha que o núcleo de uma célula em

    metáfase II possua uma quantidade x de DNA. Espera-se que os núcleos dos gametas originados dessa célula, tenham uma quantidade de DNA igual a:

    • a) 4x

    • b) 2x

    • c) x

    • d) x/2

    • e) x/4

    60. (FUVEST-SP)

    a) intérfase, metáfase. b) intérfase, anáfase. c) intérfase, telófase. d) prófase, anáfase. e) prófase, telófase. 53.

    Os desenhos representam três células em anáfase da divi- são celular, pertencentes a um organismo cujo número diplói- de de cromossomos é igual a 6 (2n = 6). As células 1, 2 e 3 en- contram-se, respectivamente, em:

    • a) Mitose, meiose I e meiose II.

    • b) Meiose I, meiose II e mitose.

    • c) Meiose II, mitose e meiose II.

    • d) Meiose I, mitose e meiose II.

    • e) Meiose II, meiose I e mitose.

    GABARITO

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