ÁREA 1 - Faculdade de Ciência e Tecnologia

Cursos de Engenharia
Cálculo Diferencial e Integral I
Professor: Álvaro Fernandes Serafim




Apostila de limites e derivadas


“Uma grande descoberta envolve a solução de um grande problema, mas
há uma semente de descoberta na solução de qualquer problema. Seu
problema pode ser modesto; porém, se ele desafiar a sua curiosidade e
fizer funcionar a sua capacidade inventiva, e caso você o resolva sozinho,
então você poderá experimentar a tensão e o prazer do triunfo da descoberta”


George Polya


Última atualização: 02/06/2006

25
x
a
1 lim ln
ax
x
=
(
(
¸
(

¸

|
.
|

\
|
+
+∞ →
.
Qual o valor de a ?
Álvaro Fernandes 2
Índice


Limite e continuidade............................................................................................................. 3

Noção intuitiva de limite........................................................................................................... 3
Tabelas de aproximações........................................................................................................... 4
Cálculo de uma indeterminação do tipo 0/0.............................................................................. 5
Definição intuitiva de limite..................................................................................................... 6
Propriedades dos limites........................................................................................................... 6
Limites infinitos........................................................................................................................ 8
Limites no infinito..................................................................................................................... 9
Expressões indeterminadas....................................................................................................... 10
Limite fundamental exponencial............................................................................................... 12
Limite fundamental trigonométrico.......................................................................................... 14
Funções limitadas..................................................................................................................... 16
Continuidade............................................................................................................................. 18
Aplicação 1: Problema da área sob o arco de uma parábola..................................................... 20
Aplicação 2: Problema do circuito RL em série...................................................................... 21

Derivada................................................................................................................................... 22

A reta tangente.......................................................................................................................... 22
A reta normal............................................................................................................................ 25
A derivada de uma função num ponto...................................................................................... 25
Derivadas laterais..................................................................................................................... 26
Regras de derivação.................................................................................................................. 28
Derivada da função composta (Regra da cadeia)...................................................................... 30
Derivada da função inversa....................................................................................................... 32
Derivada das funções elementares............................................................................................ 33
Derivada da função exponencial............................................................................................... 33
Derivada da função logarítmica................................................................................................. 34
Derivada das funções trigonométricas...................................................................................... 34
Derivada das funções trigonométricas inversas........................................................................ 37
Tabela de derivadas.................................................................................................................. 39
Derivadas sucessivas................................................................................................................ 40
Derivada na forma implícita..................................................................................................... 42
Derivada de uma função na forma paramétrica........................................................................ 47
Diferencial................................................................................................................................ 51

Aplicações da derivada........................................................................................................... 53

A regra de L’Hospital............................................................................................................... 53
Interpretação cinemática da derivada....................................................................................... 55
Taxa de variação....................................................................................................................... 58
Análise gráfica das funções...................................................................................................... 61
Máximos e mínimos........................................................................................................... 61
Funções crescentes e decrescentes..................................................................................... 63
Critérios para determinar os extremos de uma função........................................................ 65
Concavidade e inflexão....................................................................................................... 67
Assíntotas horizontais e verticais........................................................................................ 69
Esboço gráfico..................................................................................................................... 72
Problemas de otimização......................................................................................................... 77

Álvaro Fernandes 3


Limite e continuidade


Noção Intuitiva de limite


Considere a função ( ) f x x = −
2
1. Esta função está definida para todo x ∈ℜ, isto é,
qualquer que seja o número real c, o valor ( ) c f está bem definido.

Exemplo 1. Se x = 2 então ( ) f 2 2 1 3
2
= − = . Dizemos que a imagem de x = 2 é o valor ( ) 3 2 f = .


Graficamente:




Considere agora uma outra função ( ) g x
x
x
=


2
1
1
. Esta função está definida
{ } ∀ ∈ℜ− x 1 . Isto significa que não podemos estabelecer uma imagem quando x assume o valor 1.


( ) ???
0
0
1 1
1 1
1 g
2
=


=


0
0
simboliza uma indeterminação matemática. Outros tipos de indeterminações matemáticas
serão tratados mais adiante.


Qual o comportamento gráfico da função g quando x assume valores muito próximos de 1, porém
diferentes de 1?

A princípio o estudo do limite visa estabelecer o comportamento de uma função numa
vizinhança de um ponto (que pode ou não pertencer ao seu domínio). No caso da função f, qualquer
valor atribuído a x determina uma única imagem, sem problema algum. Mas na função g, existe o
ponto 1 x = que gera a indeterminação.

Estudemos os valores da função ( ) g x
x
x
=


2
1
1
quando x assume valores próximos
(numa vizinhança) de 1, mas diferente de 1. Para isto vamos utilizar tabelas de aproximações.

Álvaro Fernandes 4
Tabelas de aproximações

As tabelas de aproximações são utilizadas para aproximar o valor da imagem de uma
função (se existir) quando a variável x se aproxima de um determinado ponto.

Atribuindo a x valores próximos de 1, porém menores do que 1: (tabela A)

x 0 0,5 0,75 0,9 0,99 0,999 0,9999
g(x) 1 1,5 1,75 1,9 1,99 1,999 1,9999

Atribuindo a x valores próximos de 1, porém maiores do que 1: (tabela B)

x 2 1,5 1,25 1,1 1,01 1,001 1,0001
g(x) 3 2,5 2,25 2,1 2,01 2,001 2,0001

Observemos que podemos tornar g(x) tão próximo de 2 quanto desejarmos, bastando
para isso tomarmos x suficientemente próximo de 1. De outra forma, dizemos:

“O limite da função g(x) quando x se aproxima de (tende a) 1 é igual a 2”.

Simbolicamente escrevemos: ( ) lim
x
g x

=
1
2 ou lim
x

x
x



=
1
2
1
1
2 .

Observações:

1) Os dois tipos de aproximações que vemos nas tabelas A e B são chamados de limites laterais.

∗ Quando x tende a 1 por valores menores do que 1 (tabela A), dizemos que x tende a 1 pela
esquerda, e denotamos simbolicamente por x →

1 . Temos então que:

( ) lim
x
g x


=
1
2 ou lim
x

x
x →



=
1
2
1
1
2

∗ Quando x tende a 1 por valores maiores do que 1 (tabela B), dizemos que x tende a 1 pela
direita, e denotamos simbolicamente por x →
+
1 . Temos então que:

( ) lim
x
g x

+
=
1
2 ou lim
x

x
x →
+


=
1
2
1
1
2

2) Se a função g se aproximasse de valores distintos à medida que x se aproximasse lateralmente de
1, pela esquerda e pela direita, então diríamos que o limite da função g não existiria neste ponto,
simbolicamente ( ) lim
x
g x
→1
.

3) O limite da função g(x) quando x se aproxima de 1, somente existe se os limites laterais são
iguais. Simbolicamente:

( ) lim
x
g x

=
1
2 se, e somente se, ( ) ( ) lim lim
x x
g x g x
→ →
− +
= =
1 1
2 .

Será necessário sempre construir tabelas de aproximações para determinar o limite de uma função,
caso ele exista?

Não! Há uma forma bem mais simples, como veremos a seguir.
Obs: O sinal negativo no expoente do
n
o
1 simboliza apenas que x se
aproxima do número 1 pela esquerda.
Obs: O sinal positivo no expoente
do n
o
1 simboliza apenas que x se
aproxima do número 1 pela direita.
Álvaro Fernandes 5
Cálculo de uma indeterminação do tipo
0
0


Sempre que nos depararmos com uma indeterminação do tipo
0
0
, deveremos simplificar
*
a
expressão da função envolvida. Logo após, calculamos o limite da função substituindo, na
expressão já simplificada, o valor de x.

* Para simplificar a expressão você deve utilizar fatoração, racionalização, dispositivo prático de
Briot-Ruffini para dividir polinômios, etc...


Vejamos os exemplos seguintes.

Exemplo 2. Determine ( ) lim
x
g x
→1
, onde ( ) g x
x
x
=


2
1
1
.

Observe que ( )
0
0
1 g = que é uma indeterminação matemática! Quando a variável x está cada vez
mais próxima de 1, a função g está cada vez mais próxima de quanto? Devemos então simplificar a
expressão da função g e depois fazer a substituição direta.

( )
( )( )
( ) 1 x , 1 x
1 x
1 x 1 x
1 x
1 x
x g
2
≠ ∀ + =

+ −
=


= Então:

( )
( )( )
( ) 2 1 1 1 x lim
1 x
1 x 1 x
lim
1 x
1 x
lim x g lim
1 x 1 x
2
1 x 1 x
= + = + =

+ −
=


=
→ → → →
. Logo, lim
x

x
x



=
1
2
1
1
2 .

Chegamos à mesma conclusão da análise feita pelas tabelas de aproximações, porém de uma forma
mais rápida e sistemática.

Não mais utilizaremos as tabelas de aproximações para casos semelhantes a este!!

Vale lembrar que a expressão lim
x

x
x



=
1
2
1
1
2 significa que a função ( ) g x
x
x
=


2
1
1
está
tão próxima de 2 assim como x está suficientemente próximo de 1, porém diferente de 1.
Graficamente podemos verificar isso:

Gráfico da função ( ) g x
x
x
x =


∀ ≠
2
1
1
1 , .



Álvaro Fernandes 6
Exemplo3. Determine
1 x
1 x
lim
2
1 x



(observe a indeterminação matemática
0
0
).

( )
( )( )( ) ( )( )
4
1
1 x 1 x
1
lim
1 x 1 x 1 x
1 x
lim
1 x
1 x
1 x
1 x
lim
1 x
1 x
lim
1 x 1 x
2
1 x
2
1 x
=
+ +
=
+ + −

=
+
+



=


→ → → →
.

Se você construir as tabelas de aproximações, constatará que g(x) está cada vez mais próximo de
1/4 a medida que x se aproxima de 1.

Exemplo 4. Determine
12 x 3
8 x
lim
2
3
2 x



(observe a indeterminação matemática
0
0
).

( )
( )
( )( )
( )( )
( )
( )
1
12
12
2 x 3
4 x 2 x
lim
2 x 2 x 3
4 x 2 x 2 x
lim
4 x 3
2 x
lim
12 x 3
8 x
lim
2
2 x
2
2 x
2
3 3
2 x
2
3
2 x
= =
+
+ +
=
+ −
+ + −
=


=


→ → → →



Definição intuitiva de limite.

Seja f uma função definida num intervalo I ⊂ ℜ contendo a, exceto possivelmente no
próprio a. Dizemos que o limite de f(x) quando x se aproxima de a é L ∈ℜ, e escrevemos
( ) lim
x a
f x L

= , se, e somente se, os limites laterais à esquerda e à direita de a são iguais
à L, isto é, ( ) ( ) lim lim
x a x a
f x f x L
→ →
− +
= = . Caso contrário, dizemos que o limite não existe, em
símbolo ( ) lim
x a
f x

.


Proposição (unicidade do limite).

Se ( )
1
a x
L x f lim =

e ( )
2
a x
L x f lim =

, então
2 1
L L = . Se o limite de uma função num ponto existe,
então ele é único.


Principais propriedades dos limites.

Se ( ) x f lim
a x→
e ( ) x g lim
a x→
existem, e k é um número real qualquer, então:

a) ( ) ( ) | | ( ) ( ) x g lim x f lim x g x f lim
a x a x a x → → →
± = ± .

b) ( ) ( ) x f lim . k x f . k lim
a x a x → →
= .

c) ( ) ( ) | | ( ) ( ) x g lim x f lim x g x f lim
a x a x a x → → →
⋅ = ⋅ .

d)
( )
( )
( )
( )
( ) 0 x g lim ,
x g lim
x f lim
x g
x f
lim
a x
a x
a x
a x
≠ =




.

e) k k lim
a x
=

.
Álvaro Fernandes 7
Exemplo 5. Calcule
4 x 2
6 x 3
lim
2
2 x
+


usando as propriedades.

( )
( ) 4
3
4
2
2
3
2 x lim
2 x lim
2
3
2 x
2 x
lim
2
3
2 x 2
2 x 3
lim
4 x 2
6 x 3
lim
2 x
2
2 x
2
2 x
2
2 x
2
2 x
= ⋅ =
+

⋅ =
+

⋅ =
+

=
+



→ → →


.


Obteríamos este resultado substituindo diretamente:
( ) 4
3
8
6
4 4
6 12
4 2 2
6 2 . 3
4 x 2
6 x 3
lim
2 2
2 x
= =
+

=
+

=
+


.


Atividades (grupo 1).

Calcule os limites abaixo:

a)
x 2
x 4
lim
2
2 x
+

− →
b)
6 x x
3 x 4 x
lim
2
2
3 x
− −
+ −


c)
5 x 5
1 x
lim
3
1 x





d)
2
3
2 x
x 4
x 8
lim

+
− →
e)
3
4
2 x
x 8
16 x
lim




f)
1 x
1 x
lim
1 x





g)
x 2 x
x 1
lim
2
1 x
+ +

− →

h)
49 x
3 x 2
lim
2
7 x

− −

i)
x 5 1
x 5 3
lim
4 x
− −
+ −




Atividades (grupo 2).

Calcule os limites indicados:

a) ( ) f x
x x
x x
=
− ≤
+ >
¦
´
¹
2
1 0
1 0
,
,


, calcule: ( ) ( ) ( ) lim , lim lim
x x x
f x f x f x
→− → → 1 2 0
e .

b) ( ) g x
x x
x
=

=
¦
´
¹
2
2
3 2
,
,


, calcule: ( ) lim
x
g x
→2
.

c) ( ) h x
x x
x x
=

− >
¦
´
¹
4
5 2 1
2
,
,
< 1

, calcule: ( ) lim
x
h x
→1
.

d) ( )
¦
¹
¦
´
¦
≥ −
< ≤ −
<
=
2 x , 6 x 2
2 x , x 1
0 x , 2
x l
2
x

0

, calcule: ( ) ( ) ( ) ( ) x l lim x l lim , x l lim , x l lim
x x 2 x 0 x
e
+∞ → −∞ → → →
.


Álvaro Fernandes 8
Limites infinitos


Quando resolvemos um limite e não encontramos como resposta valores numéricos, mas sim
infinito ( ∞ − ∞ + ou ), dizemos então que o limite é infinito.

Exemplo 6. Calcule
1 x
1 x
lim
2
1 x


− →
.

Neste caso, quando fazemos a substituição de x por −1 na expressão
x
x
2
1
1


, encontramos
0
2 −
= 0.
Esta não é uma situação especial. Sempre que na substituição de x ocorrer
0
0
k
k , ≠ , o resultado
do limite será sempre zero, naturalmente.

E se na substituição do valor de x ocorrer
k
k
0
0 , ≠ ?

Vamos analisar esta situação num caso particular e depois formalizar uma regra.

Exemplo 7. Estude o seguinte limite: lim
x
x
→0
1
.

Devemos analisar os limites laterais. Vamos recorrer às tabelas de aproximações:

Aproximação do zero pela direita (notação x →
+
0 )

x 1 0,1 0,01 0,001 0,0001
f(x)=1/x 1 10 100 1000 10.000

Cada vez que tomamos x suficientemente próximo de zero (pela direita), ( ) f x x = 1 cresce
indefinidamente. Simbolizamos esta situação assim:

lim
x x →
+
= +∞
0
1


Aproximação do zero pela esquerda (notação x →

0 )

x -1 -0,1 -0,01 -0,001 -0,0001
f(x)=1/x -1 -10 -100 -1000 -10.000

Cada vez que tomamos x suficientemente próximo de zero (pela esquerda), ( ) f x x = 1 decresce
indefinidamente. Simbolizamos esta situação assim:

lim
x x →

= −∞
0
1


Conclusão: Como os limites laterais são distintos, então lim
x
x
→0
1
.

Veja ao lado o gráfico da função ( ) f x x = 1 .



Álvaro Fernandes 9
Regra (generalização)

Se no cálculo de um limite ocorrer uma situação do tipo
k
k
0
0 , ≠ , então:

¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
< +∞ = > −∞ =
< −∞ = > +∞ =
− −
+ +
. 0 k ,
0
k
0 k ,
0
k
. 0 k ,
0
k
0 k ,
0
k
e
e


Desta tabela podemos perceber que 0
k
=
∞ ±
. Se o denominador tende ao infinito com o
numerador constante, a razão se aproxima de zero. Como veremos agora.


Limites no infinito


Estamos interessados agora em estabelecer o comportamento de uma função quando a variável x
cresce indefinidamente ( +∞ → x ) ou quando ela decresce indefinidamente ( −∞ → x ). Em algumas
situações, a função se aproxima de um valor numérico (figura 1), noutros pode também crescer
indefinidamente (figura 2) ou decrecer indefinidamente (figura 3).



Figura 1 Figura 2 Figura 3


Exemplo 8.

Na figura 1: 1 1 0 1
x
1
lim
x
= + = |
.
|

\
|
+
+∞ →
, na figura 2: ( ) +∞ = +
+∞ →
1 x lim
x
e na figura 3:
( ) −∞ = + −
+∞ →
4 x lim
2
x
.

A tabela abaixo apresenta situações de soma e produto de infinitos que usaremos com freqüencia.


( ) ( )
( ) ( )
( ) ( )
( ) ( )
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
= ∞ ± − ∞ ±
±∞ = ∞ ± + ∞ ±
−∞ = ∞ ± ⋅ ∞
+∞ = ∞ ± ⋅ ∞ ±
?
m
e se
*
k ℜ ∈ , então
( )
( )
( )
( )
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
±∞ = − ∞ ±
±∞ = + ∞ ±
< ∞ = ⋅ ∞ ±
> ±∞ = ⋅ ∞ ±
k
k
0 k , k
0 k , k
se
se
m
.


indeterminação!
Álvaro Fernandes 10
Vale ressaltar ainda que, se n é um natural não nulo, então:

+∞ =
+∞ →
n
x
x lim e
¹
´
¦
∞ −
∞ +
=
−∞ →
ímpar.
par.

n ,
n ,
x lim
n
x


Atividades (grupo 3). Calcule os limites:

a)
2 x
x
lim
2
2 x



b)
( )
2
3 x
3 x
4 x 2
lim



c)
( )
2
3 x
3 x
7 x 2
lim



d) 6 x 2
x 3
5
lim
3
2
x
+ −
+∞ →


Atividades (grupo 4). Calcule os limites:

a)
5 x
x 3
lim
5 x


+

b)
6 x x
x 3
lim
2
2 x
− +




c)
10 x 2
10 x
lim
2
5 x
+


− →

d)
2 x x
2 x
lim
2
1 x
− +

+




Expressões indeterminadas

Vimos que
0
0
é uma expressão de indeterminação matemática. Também são:

0 0
0 , 1 , 0 , , ∞ ∞ × ∞ − ∞



e .

Vamos analisar os quatro primeiros casos. Os outros serão tratados em capítulos posteriores.

A indeterminação do tipo


.

Exemplo 9. Calcule os limites abaixo:

a)
3 x 5
1 x
lim
2
3
x
+
+
+∞ →

b)
x x
1 x
lim
4
2
x
+
+
+∞ →
c)
x x
x 1
lim
2
2
x
+
+
+∞ →


Podemos observar que estas expressões geram indeterminações do tipo


, pois quando +∞ → x
as expressões do numerador e denominador também tendem a ∞ + . Não podemos afirmar, a priori,
o valor delas. Vejamos:

a)
( )
( )
+∞ =
∞ +
=
+
+ ∞ +
=
|
.
|

\
|
+
|
.
|

\
|
+
=
|
.
|

\
|
+
|
.
|

\
|
+
=
|
.
|

\
|
+
|
.
|

\
|
+
=
+
+
+∞ →
+∞ →
+∞ → +∞ → +∞ →
5 0 1 5
0 1
x 5
3
1 5 lim
x
1
1 x lim
x 5
3
1 5
x
1
1 x
lim
x 5
3
1 x 5
x
1
1 x
lim
3 x 5
1 x
lim
2
x
3
x
2
3
x
2
2
3
3
x
2
3
x


b)
( )
( )
0
1
0 1
0 1
x
1
1 x lim
x
1
1 lim
x
1
1 x
x
1
1
lim
x
1
1 x
x
1
1 x
lim
x x
1 x
lim
3
x
2
x
3
2
2
x
3
4
2
2
x
4
2
x
=
∞ +
=
+ ∞ +
+
=
|
.
|

\
|
+
|
.
|

\
|
+
=
|
.
|

\
|
+
|
.
|

\
|
+
=
|
.
|

\
|
+
|
.
|

\
|
+
=
+
+
+∞ →
+∞ →
+∞ → +∞ → +∞ →
2


.
Álvaro Fernandes 11
c)
( )
( )
2
0 1
0 1
3
6
x 3
1
1 lim
x 6
1
1 lim
3
6
x 3
1
1 3
x 6
1
1 6
lim
x 3
1
1 x 3
x 6
1
1 x 6
lim
x x 3
1 x 6
lim
x
2
x
2
x
2
2
2
x
2
2
x
=
+
+
⋅ =
|
.
|

\
|
+
|
.
|

\
|
+
⋅ =
|
.
|

\
|
+
|
.
|

\
|
+
=
|
.
|

\
|
+
|
.
|

\
|
+
=
+
+
+∞ →
+∞ →
+∞ → +∞ → +∞ →
.

Observamos que nas três situações analisadas as indeterminações do tipo


produziram respostas
distintas (como era esperado, por isso que é indeterminação!) Você deve ter notado que para
resolver indeterminações deste tipo a idéia é colocar o termo de maior grau em evidência no
numerador e no denominador.

Atividades (grupo 5).

1. Calcule os limites abaixo:

a)
1 x x 5
1 x 2
lim
3
3
x
+ +

+∞ →
b)
1 x 2
x 3 x
lim
2 5
x
+
+
+∞ →
c)
4
3 2
x
x 3 x 5
x 2 x
lim
− +
+
−∞ →
d)
2
2
x
x 5 1
x
lim

−∞ →



A indeterminação do tipo ∞ - ∞

Exemplo 10. Calcule os limites abaixo:

a)
3
x
x x lim −
+∞ →
2
. b) x x 5 lim
2
x
+
−∞ →
.

Podemos observar que estas expressões geram indeterminações do tipo ∞ - ∞, mas não podemos
afirmar, a priori, o valor delas. Vejamos:

Usando a mesma técnica da indeterminação anterior...

a) ( ) ( ) −∞ = −∞ = + −∞ = |
.
|

\
|
+ − − = −
+∞ → +∞ →
1 1 0 1
x
1
x lim x x lim
3
x
3
x
2
.

b) ( ) ( ) +∞ = +∞ = + + +∞ = |
.
|

\
|
+ + = + +
−∞ → −∞ →
1 0 1 0
x 5
7
1
x 5
1
x 5 lim 7 x 5 x lim
2
2
x
2
x
.

Atividades (grupo 6).

1. Calcule os limites abaixo:

a) x 2 x x lim
3
x
+ −
+∞ →
5
. b) 6 x 5 x lim
x
− +
−∞ →
4
.


A indeterminação do tipo 0 × ∞


Exemplo 11. Calcule os limites abaixo:

a) ( ) 1 x
x
2
lim
2
3
x
+
+∞ →
. b) ( ) x
x
3
lim
x

+∞ →
.

Álvaro Fernandes 12
Podemos observar que estas expressões geram indeterminações do tipo 0 × ∞, mas não podemos
afirmar, a priori, o valor delas. Vejamos:

a) ( ) =
+
= +
+∞ → +∞ →
3
2
x
2
3
x
x
2 x 2
lim 1 x
x
2
lim ... Transformamos a indeterminação 0 × ∞ em ∞ ⁄ ∞ . Daí você
já sabe!

... 0 ...
x
2 x 2
lim
3
2
x
= =
+
=
+∞ →
.

b) ( ) = =
+∞ → +∞ →
x
x 3
lim x
x
3
lim
x x
... Novamente transformamos a indeterminação para ∞ ⁄ ∞. Usando a
técnica da racionalização:

... ( ) +∞ = ∞ + = = = ⋅ = =
+∞ → +∞ → +∞ → +∞ →
3 x 3 lim
x
x x 3
lim
x
x
x
x 3
lim
x
x 3
lim
x x x x
.

Atividades (grupo 7).

1. Calcule os limites abaixo:

a) ( ) 3 x
x
1
lim
2
x
+
+∞ →
.
b) ( ) 25 x
5 x-
2
lim
2
5 x
− |
.
|

\
|
+

.


Limite fundamental exponencial (a indeterminação do tipo 1

)

O número e tem grande importância em diversos ramos das ciências, pois está presente
em vários fenômenos naturais, por exemplo: Crescimento populacional, crescimento de populações
de bactérias, desintegração radioativa (datação por carbono), circuitos elétricos, etc. Na área de
economia, é aplicado no cálculo de juros.
Foi o Matemático Inglês Jonh Napier (1550-1617) o responsável pelo desenvolvimento
da teoria logarítmica utilizando o número e como base. O número e é irracional, ou seja, não pode
ser escrito sob forma de fração, e vale aproximadamente:

e ≅ 2,7182818

Como o número e é encontrado em diversos fenômenos naturais, a função exponencial
( )
x
e x f = é considerada uma das funções mais importantes da matemática, merecendo atenção
especial de cientistas de diferentes áreas do conhecimento humano.

Proposição: e
x
1
1 lim
x
x
=
|
.
|

\
|
+
±∞ →
.


A prova desta proposição envolve noções de séries. Utilizaremos o recurso das tabelas de
aproximações e gráfico para visualizar este resultado.
Álvaro Fernandes 13
Tabela
x

( )
x
x
1
1 x f
|
.
|

\
|
+ =
100 2,7048..
1000 2,7169..
100.000 2,7182..
M M
x → + ∞ f(x) → e

Faça uma tabela para x → - ∞.

Gráfico:



Exemplo 12. Calcule os limites abaixo:

a)
x 5
x
x
1
1 lim
|
.
|

\
|
+
+∞ →
. b)
x 4
x
x
3
1 lim
|
.
|

\
|

−∞ →
.


Nestes dois casos percebemos indeterminações do tipo 1

. Vejamos as soluções...

a)
5
5
x
x
5
x
x
x 5
x
e
x
1
1 lim
x
1
1 lim
x
1
1 lim =
(
(
¸
(

¸

|
.
|

\
|
+ =
(
(
¸
(

¸

|
.
|

\
|
+ = |
.
|

\
|
+
+∞ → +∞ → +∞ →
.

b) Neste caso, usaremos uma mudança de variável...

Faça t 3 x − = . Se −∞ → x então +∞ → t .

Logo,
( )
12
12
t
t
t 12
t
t 3 4
t
x 4
x
e
t
1
1 lim
t
1
1 lim
t 3
3
1 lim
x
3
1 lim


+∞ →

+∞ →

+∞ → −∞ →
=
(
(
¸
(

¸

|
.
|

\
|
+ = |
.
|

\
|
+ = |
.
|

\
|

− = |
.
|

\
|
− .

Atividades (grupo 8).

1. Calcule os limites abaixo:

a)
x 2
x x
7
1 lim |
.
|

\
|
+
+∞ →
. b)
x 5
x
x
2
1 lim |
.
|

\
|

−∞ →
. c)
x 2
x
1 x
1 x
lim |
.
|

\
|

+
+∞ →
.
Álvaro Fernandes 14
Conseqüências importantes do limite fundamental exponencial:


i) ( ) e x 1 lim
x 1
0 x
= +

.
ii) ( ) 1 a 0 a , a ln
x
1 a
lim
x
0 x
≠ > =


e .

Atividades (grupo 9). Resolva os dois limites acima com as sugestões a seguir:

• No item (i) faça a mudança de variável
t
1
x = e use o limite fundamental exponencial.
• No item (ii) faça a mudança de variável t 1 a
x
= − e use o item (i).


Atividades (grupo 10).

1. Resolva os limites abaixo:

a) ( )
x 1
0 x
x 2 1 lim +

.
b)
x
1 3
lim
x
0 x


. c)
x 4
1 e
lim
x
0 x


. d)
x
2 e
lim
x x
0 x


.


Limite fundamental trigonométrico

O limite fundamental trigonométrico trata de um limite cuja indeterminação é do tipo
0
0

envolvendo a função trigonométrica ( ) x sen y = . Este limite é muito importante, pois com ele
resolveremos outros problemas.

Proposição:
( )
1
x
x sen
lim
0 x
=

.

A função ( )
( )
x
x sen
x f = é par, isto é, ( ) ( ) x f x f = − , 0 x ≠ ∀ , pois

( )
( ) ( ) ( )
( ) x f
x
x sen
x
x sen
x
x sen
x f = =


=


= − .

Se
+
→0 x ou

→0 x , ( ) x f apresenta o mesmo valor numérico.

Vamos utilizar a tabela de aproximação para verificar este resultado.

Tabela
x
( )
( )
x
x sen
x f =

±0,1 0.9983341664683..
±0,01 0.9999833334167..
±0,001 0,9999998333333..
±0,0001 0,9999999983333..
±0,00001 0,9999999999833..
±10
-10
0,9999999999999..
M M
0 x →
( ) 1 x f →
Álvaro Fernandes 15
Visualizando o gráfico da função ( )
( )
x
x sen
x f = , podemos perceber também este resultado...



Exemplo 13. Calcule os limites abaixo:

a)
( )
x
x 2 sen
lim
0 x


. b)
( )
( ) x 3 sen
x 5 sen
lim
0 x


. c)
( )
x
1 x cos
lim
0 x


. d)
( )
x
x tg
lim
0 x


.

Soluções:

a)
( ) ( ) ( )
= ⋅ = ⋅ =
→ → →
x 2
x 2 sen
lim 2
x 2
x 2 sen
lim
x
x 2 sen
lim
0 x 0 x 0 x
2 ...

Faça t x 2 = . Se 0 x → então 0 t → . Logo:

...
( )
( ) 2 1 2
t
t sen
lim 2
0 t
= = ⋅ =

.

De uma forma geral,
*
k ℜ ∈ ∀ ,
( )
1
kx
kx sen
lim
0 x
=

. Vamos usar este resultado agora:

b)
( )
( )
( )
( )
( )
( )
3
5
1
1
3
5
x 3
x 3 sen
lim
x 5
x 5 sen
lim
3
5
x 3
x 3
x 3 sen
x 5
x 5
x 5 sen
lim
x 3 sen
x 5 sen
lim
0 x
0 x
0 x 0 x
= ⋅ = ⋅ =


=


→ →
.

c)
( ) ( ) ( )
( )
( )
( ) | |
( )
( ) | |
=
+

=
+

=
+
+


=

→ → → →
1 x cos x
x sen
lim
1 x cos x
1 x cos
lim
1 x cos
1 x cos
x
1 x cos
lim
x
1 x cos
lim
2
0 x
2
0 x 0 x 0 x


( ) ( )
( )
0
1 1
0
1
1 x cos
x sen
x
x sen
lim
0 x
= |
.
|

\
|
+
=
+

⋅ =

.

d)
( ) ( )
( )
( )
( )
( )
( )
1
1
1
1
x cos
1
lim
x
x sen
lim
x cos
1
x
x sen
lim
x cos x
x sen
lim
x
x tg
lim
0 x 0 x 0 x 0 x 0 x
=
|
.
|

\
|
= ⋅ = ⋅ = =
→ → → → →
.

Atividades (grupo 11).

1. Resolva os limites abaixo usando o limite trigonométrico fundamental:

a)
( )
x 3
x 4 sen
lim
0 x


. b)
( )
2
0 x
x
x cos 1
lim


.
c)
( )
x 3
2 x sen 6 e 2
lim
x
0 x
− +

.
d)
( )
( ) x sen 3 x 2
x sen x 6
lim
0 x
+


.
Álvaro Fernandes 16
Funções limitadas

Definição: Uma função ( ) x f y = é chamada limitada, se existe uma constante
*
k ℜ ∈ , tal que
( ) ( ) f D x , k x f ∈ ∀ ≤ , isto é , ( ) ( ) f D x , k x f k ∈ ∀ ≤ ≤ − . Em outras palavras, ( ) x f y = possui o
conjunto imagem contido num intervalo de extremos reais.

Obs.: ( ) f D significa o domínio da função f.

Exemplo 14. Algumas funções limitadas e seus gráficos.

f(x) = sen(x) e g(x) = cos(x) f(x) = k f(x) = sen(2x
2
+3x-1)





Proposição: Se ( ) ( ) x g 0 x f lim
x
a x
e
ou
=
±∞ →

é uma função limitada, então ( ) ( ) 0 x g . x f lim
x
a x
=
±∞ →

ou
.

Exemplo 15.

a) Calcule
( )
x
x sen
lim
x +∞ →
.

Solução:

( )
=
+∞ →
x
x sen
lim
x
( ) = ⋅
+∞ →
x sen
x
1
lim
x
* 0 =

* Usando a proposição: Se +∞ → x então 0
x
1
→ . Como a função ( ) x sen é limitada, então o
resultado é zero.

Gráfico da função ( )
( )
x
x sen
x f = :


Observe que as oscilações vão reduzindo a sua amplitude quando +∞ → x . O resultado do limite
permanece o mesmo se −∞ → x .
Álvaro Fernandes 17
b) Calcule
( )
x
x cos
lim
x +∞ →
.

Solução: de forma análoga...

( )
=
+∞ →
x
x cos
lim
x
( ) 0 x cos
x
1
lim
x
= ⋅
+∞ →
.

Gráfico da função ( )
( )
x
x cos
x f = :



Observe que, da mesma forma que a função anterior, as oscilações vão reduzindo a sua amplitude
quando +∞ → x . O resultado do limite permanece o mesmo se −∞ → x .

c) Calcule ( ) x cos
1 x
1 x
lim
2
x
⋅ |
.
|

\
|
+
+
+∞ →
.

0
1 x
1 x
lim
2
x
= |
.
|

\
|
+
+
+∞ →
(Por quê?) e ( ) x cos é uma função limitada. Logo, ( ) 0 x cos
1 x
1 x
lim
2
x
= ⋅ |
.
|

\
|
+
+
+∞ →
.


Gráfico da função ( ) ( ) x cos
1 x
1 x
x f
2

|
.
|

\
|
+
+
= :



Atividades (grupo 12).

1. Resolva os limites abaixo usando o conceito de função limitada:

a) ( ) x sen e lim
x
x

−∞ →
. b)
( )
x
x
x
2
2 x cos 3
lim
+
+∞ →
.
Álvaro Fernandes 18
Continuidade

Definição: Seja
0
x um ponto do domínio de uma função f. Dizemos que f é contínua no ponto
0
x se:

( ) ( )
0
x x
x f x f lim
0
=

.

Exemplo 16. A função do exemplo 1 (pág. 3) é contínua no ponto 2 x
0
= , pois
( ) ( ) 3 2 f x f lim
2 x
= =

. Na verdade esta função é contínua em ℜ, isto é, em todos os pontos da reta
(do seu domínio).

Exemplo 17. Algumas funções que não são contínuas no ponto
0
x :

a)

b)

c)


Pois...

a) não existe ( ) x f lim
0
x x→
, apesar de ( )
0
x f existir, neste caso ( ) L x f
0
= ;

b) existe ( ) x f lim
0
x x→
, isto é ( )
1
x x
L x f lim
0
=

. Existe ( )
0
x f , neste caso ( )
2 0
L x f = , mas
( ) ( )
0
x x
x f x f lim
0


;

c) não existe ( ) x f lim
0
x x→
, apesar de ( )
0
x f existir, neste caso ( ) L x f
0
= .

Exemplo 18. Verifique se as funções abaixo são contínuas nos pontos indicados:



a) ( ) 4 x ,
4 x , 4 x 2
4 x ,
x 2 8
16 x
x f
0
2
=
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
´
¦
= −



= .
b) ( ) 1 x ,
1 x , x 5 1
1 x ,
x 1
2 x 2
1 x ,
1 x
x 1
x g
0
2
2
=
¦
¦
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
¦
¦
´
¦
= −
<


>


= .

Soluções: a) Calculando o limite, temos:
( )( )
( )
( )
4
2
4 x
lim
x 4 2
4 x 4 x
lim
x 2 8
16 x
lim
4 x 4 x
2
4 x
− =
+
− =

+ −
=


→ → →
.
Calculando a imagem, temos: ( ) ( ) 4 4 4 2 4 f = − = . Como ( ) ( ) 4 f x f lim
4 x


, então a função não é
contínua (ou descontínua) no ponto 4 x
0
= .
Álvaro Fernandes 19
b) Calculando o limite, temos:


( )( ) ( )( )( )
( )( ) 4 1 x x 1 lim
1 x
1 x x 1 x 1
lim
1 x
1 x
1 x
x 1 x 1
lim
1 x
x 1
lim
1 x 1 x 1 x
2
1 x
− = + + − =

+ + −
=
+
+


+ −
=


+ + + +
→ → → →


( ) ( )( )
( ) ( ) 4 2 2 1 x lim 2
x 1
1 x 1 x
lim 2
x 1
1 x 2
lim
x 1
2 x 2
lim
1 x 1 x
2
1 x
2
1 x
− = − = + − =

+ −
=


=


− − − −
→ → → →


Como os limites laterais são iguais, temos que ( ) 4 x g lim
1 x
− =

.

Calculando a imagem, temos: ( ) ( ) 4 1 5 1 1 g − = − = .


Como ( ) ( ) 1 g x g lim
1 x
=

, então a função é contínua no ponto 1 x
0
= .

Atividades (grupo 13).

Determine, se possível, a constante ℜ ∈ a de modo que as funções abaixo sejam contínuas no ponto
o
x , sendo:

a) ( ) ( ) 1 x
1 x , 2 x
1 x , 2 ax 3
x f
o
2
=
¹
´
¦
≥ −
< +
=


.
b) ( ) ( ) 1 x
1 x , a
1 x , 2 ax
x g
o
2
2
=
¦
¹
¦
´
¦
=
≠ +
=


.


Atividades (grupo 14).

Determine, se possível, as constantes ℜ ∈ b a e de modo que as funções abaixo sejam contínuas no
ponto
o
x , sendo:
c) ( ) ( ) 3 x
3 x , 1 bx
3 x , ax
3 x , 3 x 3
x f
o
2
− =
¦
¹
¦
´
¦
− < +
− =
− > −
=


. d) ( )
( )
( ) 0 x
0 x , x 2 b
0 x , a 3 x 7
0 x , 1 x cos . a 2
x g
o
2
=
¦
¹
¦
´
¦
> −
= −
< + + π
=


.



Propriedades das funções contínuas.

Se as funções f e g são contínuas em um ponto
0
x , então:

i) f ± g é contínua em
0
x ;

ii) f
.
g é contínua em
0
x ;

iii) f / g é contínua em
0
x desde que ( ) 0 x g
0
≠ .
Álvaro Fernandes 20
1. Problema da área sob o arco da parábola
2
x y = no intervalo | | 1 , 0 (Figura 1).
Método dos retângulos.


Figura 1.


Dividindo o intervalo | | 1 , 0 em n subintervalos, cada subintervalo terá comprimento n 1 :


1
o
subintervalo
(
¸
(

¸

n
1
, 0 , 2
o
subintervalo
(
¸
(

¸

n
2
,
n
1
,

3
o
subintervalo
(
¸
(

¸

n
3
,
n
2
, ... , n
o
subintervalo
(
¸
(

¸

n
n
,
n
1 n
. Obs.: 1
n
n
= .


Vamos construir retângulos (Figura 2) cujas bases são ao subintervalos e cujas alturas são as
imagens dos extremos direito
*
de cada subintervalo pela função
2
x y = :

*
a altura pode ser calculada sobre qualquer ponto do subintervalo, neste caso foi tomado o extremo
direito.






Figura 2. Figura 3.


Calculando as área desses retângulo ( h . b A = ), obtemos:

2
2
1
n
1
n
1
A ⋅ = ,
2
2
2
n
2
n
1
A ⋅ = ,
2
2
3
n
3
n
1
A ⋅ = , ... ,
2
2
n
n
n
n
1
A ⋅ = .

A área total desses retângulos (
n
t
A ) nos dá uma aproximação da área (Figura 1) que queremos
calcular:

=
|
|
.
|

\
| + + + +
=
|
|
.
|

\
|
+ + + + = =

=
2
2 2 2 2
2
2
2
2
2
2
2
2 n
1 i
i t
n
n 3 2 1
n
1
n
n
n
3
n
2
n
1
n
1
A A
n
L
L
Álvaro Fernandes 21
( )( ) ( )( )
3 2
n 6
1 n 2 1 n n
n 6
1 n 2 1 n n
n
1 + +
= |
.
|

\
| + +
= .

Obs.: A soma
2 2 2 2
n ... 3 2 1 + + + + é conhecida pela fórmula ( )( ) | | 6 1 n 2 1 n n + + .

Vejamos alguns resultados para alguns valores crescentes de n:

n 6 (Figura 3) 10 100 1.000 10.000 100.000
n
t
A 0,421296 0,385000 0,338350 0,333834 0,333383 0,333338


A área exata que estamos procurando (Figura 1) é calculada pelo limite:

( )( )
3 , 0
3
1
n 6
1 n 2 1 n n
lim A lim
3
n
T
n
n
= =
+ +
=
+∞ → +∞ →
. (Calcule este limite e mostre que é igual a 1/3)



2. Problema do circuito RL em série.


No circuito da figura 4, temos uma associação em série de um resistor (símbolo R) e um
indutor (símbolo L). Da segunda lei de Kirchhoff (lei das voltagens) e do estudo das equações
diferenciais, pode-se mostrar que a corrente i no circuito é dada por

( )
t
L
R
e . c
R
E
t i
|
.
|

\
|

+ = , (1)

onde E é uma bateria de voltagem fixa, c é uma constante real e t é o tempo.


Figura 4.



Unidade de resistência: ohm.
Unidade de indutância: henry.


Exercício 1: Se uma bateria de 12 volts é conectada a um circuito em série (como na fig. 4) no qual
o indutor é de 1/2 henry e o resistor é de 10 ohms, determine o valor da constante c e a corrente
( ) t i . Considere a corrente inicial e o tempo inicial iguais a zero.


Exercício 2: Determine ( ) t i lim
t

+∞ →
, sendo ( ) t i da equação (1).

Obs.: Quando +∞ → t o termo
t
L
R
e . c
|
.
|

\
|

da equação (1) se aproxima de zero. Tal termo é
usualmente denominado de corrente transitória. A razão E/R é chamada de corrente estacionária.
Após um longo período de tempo, a corrente no circuito é governada praticamente pela lei de Ohm
Ri E = .
Álvaro Fernandes 22

Derivada

A reta tangente.

Suponha que a reta r da figura vá se aproximando da circunferência até tocá-la num único ponto.



Na situação da figura 4, dizemos que a reta r é tangente a circunferência no ponto P.

Exemplos de retas tangentes (no ponto P) a algumas curvas:

Fig. 5 Fig. 6 Fig. 7

Na figura 7, apesar da reta tocar a curva em dois pontos, ela tangencia a curva em P, como na figura 4.

Estas retas tocam suavemente as curvas nos pontos P indicados.


Exemplos de retas que não são tangentes (no ponto Q) a algumas curvas:



Fig. 8 Fig. 9.


Estas retas não tocam suavemente as curvas nos pontos indicados como no exemplo da
circunferência (fig. 4). Elas “cortam” , “penetram” as curvas.
Álvaro Fernandes 23
Vamos determinar a equação da reta tangente a uma função (uma curva) num ponto do seu
domínio.


Seja ( ) x f y = uma curva definida no intervalo ( ) b , a . Considere ( )
o o
y , x P , sendo ( )
o o
x f y = , um
ponto fixo e ( ) y , x Q um ponto móvel, ambos sobre o gráfico de f.


Seja s a reta que passa pelos pontos P e Q.

Seja t a reta tangente ao gráfico de f no ponto P.





Considerando o triângulo retângulo PTQ, obtemos o coeficiente angular da reta s como

( )
o
o
x x
y y
x
y
tg


=


= β .



Suponha que o ponto Q mova-se sobre o gráfico de f em direção ao ponto P. Desta forma, a reta
s se aproximará da reta t. O ângulo β se aproximará do ângulo α, e então, a ( ) β tg se aproximará da
( ) α tg . Usando a notação de limites, é fácil perceber que


( ) ( ) α = β

tg tg lim
P Q
.


Mas quando P Q → temos que
o
x x → . Desta forma, o limite acima fica


( ) ( )
( ) ( )
( ) α =


=


⇔ α = β
→ → →
tg
x x
x f x f
lim
x x
y y
lim tg tg lim
o
o
x x
o
o
x x P Q
o o
.



Assim
( ) ( )
( ) α =



tg
x x
x f x f
lim
o
o
x x
o
.
o
o
x x x
y y y
− = ∆
− = ∆

Álvaro Fernandes 24
Definição: Seja ( ) x f y = uma curva e ( )
o o
y , x P um ponto sobre o seu gráfico. O coeficiente
angular m da reta tangente ao gráfico de f no ponto P é dado pelo limite

( ) ( )
o
o
x x
x x
x f x f
lim m
o −

=

, quando este existir.



Equação da reta tangente

Podemos agora determinar a equação da reta tangente t, pois já conhecemos o seu coeficiente
angular e um ponto do seu gráfico ( )
o o
y , x P .

A equação da reta tangente t é:

a) ( ) ( )
o o
x x m y y − = − , se o limite que determina m existir;

b) A reta vertical
o
x x = se
( ) ( )
o
o
x x
x x
x f x f
lim
o −


for infinito.

Exemplo 19. Determine a equação tangente a parábola ( )
2
x x f = no ponto de abscissa 1 x
o
= .

Solução: Temos que determinar dois termos
o
y e m.

( ) ( ) 1 1 1 f y x f y
2
o o o
= = = ⇒ = .

( ) ( ) ( ) ( )
2
1 x
1 x
lim
1 x
1 f x f
lim
x x
x f x f
lim m
2
1 x 1 x
o
o
x x
o
= =


=


=


=
→ → →
L .

Logo a equação da reta tangente é ( ) ( ) 1 x 2 1 y − = − ou 1 x 2 y − = .


( )
( )
o o
x f y
tg m
=
α =

Álvaro Fernandes 25
Equação da reta normal

Definição: Seja ( ) x f y = uma curva e ( )
o o
y , x P um ponto sobre o seu gráfico. A reta normal (n)
ao gráfico de f no ponto P é a reta perpendicular a reta tangente (t).



• A equação da reta normal é ( ) ( )
o o
x x
m
1
y y −

= − , sendo que
( ) ( )
0
x x
x f x f
lim m
o
o
x x
o



=

.
• Se 0 m = , então a equação da reta normal é a reta vertical
o
x x = .
• Se
( ) ( )
o
o
x x
x x
x f x f
lim
o −


for infinito, então a reta normal é horizontal e tem equação
o
y y = .

Atividades (grupo 15).

Determine a equação da reta tangente e da reta normal ao gráfico das funções abaixo nos pontos
indicados. Esboce os gráficos das funções com as retas.

a) ( )
3
x x f = no ponto de abscissa 1 x
o
= .

b) ( ) x x f = no ponto de abscissa 4 x
o
= .



A derivada de uma função num ponto

O limite
( ) ( )
o
o
x x
x x
x f x f
lim
o −


é muito importante, por isso receberá uma denominação especial.

Definição: Seja ( ) x f y = uma função e
o
x um ponto do seu domínio. Chama-se derivada da
função f no ponto
o
x e denota-se ( )
o
x ' f (lê-se f linha de
o
x ), o limite

( )
( ) ( )
o
o
x x
o
x x
x f x f
lim x ' f
o −

=

, quando este existir.

Forma alternativa para derivada:

Se fizermos
o
x x x − = ∆ , obtemos a seguinte forma para ( )
o
x ' f :

( )
( ) ( )
x
x f x x f
lim x ' f
o o
0 x
o

− ∆ +
=
→ ∆
.
Álvaro Fernandes 26
Outras notações para a derivada da função ( ) x f y = num ponto x qualquer:

• ( ) x ' y (lê-se: y linha de x);
• f D
x
(lê-se: derivada da função f em relação à x);

dx
dy
(lê-se: derivada de y em relação à x).

Exemplo 20. Dada a função ( ) 1 x x x f
2
+ − = , determine ( ) 2 ' f . Use as duas formas da definição.

⇒ Usando ( )
( ) ( )
o
o
x x
o
x x
x f x f
lim x ' f
o −

=

:

( )
( ) ( ) ( )( )
( ) 3 1 x lim
2 x
1 x 2 x
lim
2 x
2 x x
lim
2 x
3 1 x x
lim
2 x
2 f x f
lim 2 ' f
2 x 2 x
2
2 x
2
2 x 2 x
= + =

+ −
=

− −
=

− + −
=


=
→ → → → →
.


⇒ Usando ( )
( ) ( )
x
x f x x f
lim x ' f
o o
0 x
o

− ∆ +
=
→ ∆
:


( )
( ) ( ) ( ) ( )
=

− ∆ − − ∆ + ∆ +
=

− + ∆ + − ∆ +
=

− ∆ +
=
→ ∆ → ∆ → ∆
x
2 x 2 x x 4 4
lim
x
3 1 x 2 x 2
lim
x
2 f x 2 f
lim 2 ' f
2
0 x
2
0 x 0 x


( )
( ) 3 0 3 x 3 lim
x
x 3 x
lim
x
x x 3
lim
0 x 0 x
2
0 x
= + = ∆ + =

∆ + ∆
=

∆ + ∆
=
→ ∆ → ∆ → ∆
.


Teorema: Toda função derivável num ponto é contínua neste ponto.

Atividades (grupo 16).

1. Determine a equação da reta tangente à curva
2
x 5 y − = , que seja perpendicular à reta x 3 y + = .

2. Determine a equação da reta normal à curva
3
x y = , que seja paralela à reta 0 x y 3 = + .


Derivadas laterais

Lembre-se que o limite de uma função num ponto somente existe se os limites laterais
existem e são iguais. Como a derivada de uma função num ponto é um limite, esta derivada
somente existirá em condições análogas.

Definição: Seja ( ) x f y = uma função e
o
x um ponto do seu domínio. A derivada à direita de f em
o
x , denotada por ( )
o
x ' f
+
é definida por

( ) =
+ o
x ' f
( ) ( )
o
o
x x
x x
x f x f
lim
o −

+

.
Álvaro Fernandes 27
Definição: Seja ( ) x f y = uma função e
o
x um ponto do seu domínio. A derivada à esquerda de f
em
o
x , denotada por ( )
o
x ' f

é definida por

( ) =
− o
x ' f
( ) ( )
o
o
x x
x x
x f x f
lim
o −



.


Uma função é derivável num ponto quando as derivadas laterais (a direita e a esquerda)
existem e são iguais neste ponto.

Exemplo 21. Considere a função ( ) 1 x x f + = . Mostre que esta função é contínua no ponto
1 x − = mas não é derivável neste ponto.

f é contínua neste ponto pois ( ) ( ) 1 f 0 0 1 1 1 x lim x f lim
1 x 1 x
− = = = + − = + =
− → − →
.

Sabemos que ( )
¦
¹
¦
´
¦
− =
− < − −
− > +
= + =
1 x , 0
1 x , 1 x
1 x , 1 x
1 x x f

. Vamos calcular ( ) 1 ' f − :

( ) = −
+
1 ' f
( ) ( )
( ) 1 1 lim
1 x
1 x
lim
1 x
0 1 x
lim
1 x
1 f x f
lim
1 x 1 x 1 x 1 x
= =
+
+
=
+
− +
=
+
− −
+ + + +
− → − → − → − →
.

( ) = −

1 ' f
( ) ( ) ( )
( ) 1 1 lim
1 x
1 x
lim
1 x
0 1 x
lim
1 x
1 f x f
lim
1 x 1 x 1 x 1 x
− = − =
+
+ −
=
+
− − −
=
+
− −
− − − −
− → − → − → − →
.

Como as derivadas laterais são distintas concluímos que não existe ( ) 1 ' f − .

Veja o gráfico da função ( ) 1 x x f + = .



Obs.: Quando as derivadas laterais existem e são diferentes num ponto, dizemos que este é um
ponto anguloso do gráfico da função. Neste caso, não existe reta tangente num ponto anguloso.

No exemplo acima a função ( ) 1 x x f + = tem um ponto anguloso em 1 x − = .

Atividades (grupo 17). Verifique se a função abaixo tem derivada no ponto
o
x . Este ponto é
anguloso? Esboce o gráfico da função e constate.

a) ( )
¦
¹
¦
´
¦

> −
=
0 x , e
0 x , x 1
x f
x
2


no ponto 0 x
o
= . b) ( )
¦
¹
¦
´
¦

> + +
=
0 x , e
0 x , 1 x x
x g
x
2


no ponto 0 x
o
= .
Não existe reta tangente
ao gráfico desta função no
ponto 1 x
0
− = .
Álvaro Fernandes 28
Regras de derivação

Vamos apresentar algumas regras que irão facilitar o cálculo das derivadas das funções sem recorrer
a definição.

1. Derivada de uma função constante.

Se ( ) c x f = , c é uma constante real, então ( ) 0 x f
'
= .

( )
( ) ( )
0 0 lim
x
c c
lim
x
x f x x f
lim x f
0 x 0 x 0 x
'
= =


=

− ∆ +
=
→ ∆ → ∆ → ∆
.

2. Derivada da função potência.

Se n é um inteiro positivo e ( )
n
x x f = , então ( )
1 n '
nx x f

= .

Prova: ( )
( ) ( ) ( )
x
x x x
lim
x
x f x x f
lim x f
n n
0 x 0 x
'

− ∆ +
=

− ∆ +
=
→ ∆ → ∆


Usando o Binômio de Newton para expandir ( )
n
x x ∆ + , obtemos

( ) = x f
'
( )
( ) ( ) ( )
=


(
¸
(

¸

∆ + ∆ + + ∆

+ ∆ +
− − −
→ ∆
x
x x x nx ... x x
! 2
1 n n
x nx x
lim
n n 1 n 2 2 n 1 n n
0 x


( )
( ) ( ) ( )
=

(
¸
(

¸

∆ + ∆ + + ∆

+ ∆
=
− − − −
→ ∆
x
x x nx ... x x
! 2
1 n n
nx x
lim
1 n 2 n 2 n 1 n
0 x


( )
( ) ( ) ( )
1 n 1 n 2 n 2 n 1 n
0 x
nx x x nx ... x x
! 2
1 n n
nx lim
− − − − −
→ ∆
=
(
¸
(

¸

∆ + ∆ + + ∆

+ = .


Exemplo 22. Calcule as derivadas das funções abaixo:

a) ( ) x x f =
b) ( )
2
x x f = c) ( )
5
x x f =

a) ( ) ( ) 1 x 1 x ' f x x f
1 1 1
= = ⇒ =

. Logo ( ) 1 x ' f = .
b) ( ) ( ) x 2 x 2 x ' f x x f
1 2 2
= = ⇒ =

. Logo ( ) x 2 x ' f = .
c) ( ) ( )
4 1 5 5
x 5 x 5 x ' f x x f = = ⇒ =

. Logo ( )
4
x 5 x ' f = .

Obs.: Se n for um número inteiro negativo ou racional o resultado contínua válido.

Atividades (grupo 18).

1. Mostre, usando a regra e a definição, que a derivada da função ( )
1
x x f

= é ( )
2
x x ' f

− = .

2. Mostre, usando a regra e a definição, que a derivada da função ( ) x x f = é ( )
x 2
1
x ' f = .
Álvaro Fernandes 29

3. Derivada do produto de uma constante por uma função.

Se ( ) x f é uma função derivável e c é uma constante real, então a função ( ) ( ) x cf x g = tem
derivada dada por ( ) ( ) x ' cf x ' g = .


Prova: ( )
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) | |
=

− ∆ +
=

− ∆ +
=

− ∆ +
=
→ ∆ → ∆ → ∆
x
x f x x f c
lim
x
x cf x x cf
lim
x
x g x x g
lim x ´ g
0 x 0 x 0 x


( ) ( )
( ) x ´ cf
x
x f x x f
lim c
0 x
=

− ∆ +
⋅ =
→ ∆
.

Exemplo 23. Se ( )
3
x 5 x f = então ( ) ( )
2 2
x 15 x 3 5 x ' f = = .


4. Derivada de uma soma de funções.

Se ( ) x f e ( ) x g são função deriváveis, então a função ( ) ( ) ( ) x g x f x h + = tem derivada dada por
( ) ( ) ( ) x ' g x ' f x ' h + = .

Pesquise a demonstração deste resultado num livro de cálculo.

Exemplo 24. Se ( ) 5 x x 3 x 4 x f
2 3
+ − + = então ( ) 1 x 6 x 12 x ' f
2
− + = .


5. Derivada de um produto de funções.

Se ( ) x f e ( ) x g são função deriváveis, então a função ( ) ( ) ( ) x g x f x h ⋅ = tem derivada dada por
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) x ' g x f x g x ' f x ' h ⋅ + ⋅ = .

Pesquise a demonstração deste resultado num livro de cálculo.

Exemplo 25.

Se ( ) ( )( ) x 2 x x x f
3
− − = então ( ) ( )( ) ( )( ) 2 x 2 x 6 x 4 1 0 x x x 2 1 x 3 x ' f
2 3 3 2
− + − + − = − − + − − = .


6. Derivada de um quociente de funções.

Se ( ) x f e ( ) x g são função deriváveis, então a função ( )
( )
( ) x g
x f
x h = tem derivada dada por
( )
( ) ( ) ( ) ( )
( ) | |
2
x g
x ' g x f x g x ' f
x ' h
⋅ − ⋅
= .

Pesquise a demonstração deste resultado num livro de cálculo.

Exemplo 26. Se ( )
x 2
8 x 5
x f
2

= então ( )
( ) ( ) ( ) ( )
2
2
2
2
x 2
8 x 5
...
x 4
2 8 x 5 x 2 x 10
x ' f
+
= =
⋅ − − ⋅
= .
Álvaro Fernandes 30
Atividades (grupo 19).

1. Usando as regras de derivação, calcule as derivadas das funções abaixo:

a) ( ) 1 x 3 x x f
2
+ + =

. b) ( ) ( ) ( ) 3 x x x f
8
+ = . c) ( ) ( )( ) x 6 x x 3 x f
4
− + = .

d) ( ) ( )
3 2
x 2 3 x x f − = . e) ( )
3
x
2
3 x 5
x f +

= . f) ( ) ( ) x 2 x x f
4 1
− = .

g) ( ) 6 x
1 x
x
x f
2
+ +
+
=

.
h) ( )
2
x
x 2
x f

= .
i) ( ) ( )
2 4 3
x 1 x x f − = .

2. Determine os valores das constantes a e b na parábola ( ) b ax x f
2
+ = de modo que a reta de
equação 4 x 8 y + = seja tangente a parábola no ponto 2 x = .

Derivada da função composta (Regra da cadeia)

Até o momento sabemos derivar a função ( )
3
x x g = e também a função ( ) 1 x 2 x f + = .
Considere agora a função composta ( ) ( ) ( ) ( )
3
1 x 2 x f g x gof + = = . Como poderemos obter a derivada
da função composta ( ) x gof sem desenvolver o Binômio? A regra que veremos agora estabelece uma
forma de obter a derivada da função composta em termos das funções elementares f e g.


Regra da cadeia

Se ( ) u g y = , ( ) x f u = e as derivadas
du
dy
e
dx
du
existem, então a função composta
( ) ( ) ( ) x f g x gof y = = tem derivada dada por

dx
du
du
dy
dx
dy
⋅ = ou ( ) ( ) ( ) x ´ u u ´ y x ´ y ⋅ = ou ( ) ( ) ( ) ( ) x ´ f x f ´ g x ´ gof ⋅ = .

As três formas acima são equivalentes, mudam apenas as notações.

Exemplo 27. Calcule a derivada das funções abaixo:
a) ( )
3
1 x 2 y + = b) 3 x 5 y + = c)
5
x 3 1
x
y |
.
|

\
|

=

Para calcular a derivada dessas funções, precisamos identificar as funções elementares ( ) u g y = e
( ) x f u = (cujas derivadas conhecemos) que formam a função composta e aplicar a regra.

a) ( )
3
1 x 2 y + =

¹
´
¦
+ =
=
1 x 2 u
u y
3


Então ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
2 2 2
1 x 2 6 2 1 x 2 3 2 u 3 x ´ y x ´ u u ´ y x ´ y + = ⋅ + = ⋅ = ⇒ ⋅ = .

Logo ( ) ( )
2
1 x 2 6 x ´ y + = .
Álvaro Fernandes 31
b) 3 x 5 y + =

¹
´
¦
+ =
=
3 x 5 u
u y


Então ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
3 x 5 2
5
5
u 2
1
x ´ y x ´ u u ´ y x ´ y
+
= ⋅ = ⇒ ⋅ = . Logo ( )
3 x 5 2
5
x ´ y
+
= .

c)
5
x 3 1
x
y |
.
|

\
|

=

¦
¹
¦
´
¦

=
=
x 3 1
x
u
u y
5


Então ( ) ( ) ( ) ( )
( )( ) ( )( )
( )
=
(
¸
(

¸


− − −
⋅ = ⇒ ⋅ =
2
4
x 3 1
3 x x 3 1 1
u 5 x ´ y x ´ u u ´ y x ´ y

( )( ) ( )( )
( ) ( )
6
4
2
4
x 3 1
x 5
x 3 1
3 x x 3 1 1
x 3 1
x
5

=
(
¸
(

¸


− − −

|
.
|

\
|

= .

Logo ( )
( )
6
4
x 3 1
x 5
x ´ y

= .

Proposição: Se ( ) x f é uma função derivável e n é um número inteiro não nulo, então

( ) | | ( ) | | ( ) x ´ f . x f n x f
dx
d
1 n n −
=

Prova: Fazendo
n
u y = , onde ( ) x f u = e aplicando a regra da cadeia, temos

( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) | | ( ) x ´ f x f n x ´ y x ´ f nu x ´ y x ´ u u ´ y x ´ y
1 n 1 n
⋅ = ⇒ ⋅ = ⇒ ⋅ =
− −
.

A proposição continua válida se n for um número racional não nulo.

Exemplo 28. Calcule a derivada da função
3 3
x x 1 4 y − + ⋅ = .

Podemos escrever ( )
3 1
3
x x 1 4 y − + = e calcular a derivada usando a proposição acima:

( ) ( ) ( )
2
3 2
3
x 3 1 x x 1
3
1
4 x ´ y − ⋅ − + ⋅ =

.

Obs: Com a regra da proposição acima poderíamos calcular todos os exercícios do exemplo 27.
Mas a regra da cadeia é mais completa, ela possibilitará a resolução de outros problemas mais
complicados...
Álvaro Fernandes 32
Atividades (grupo 20). Calcule a derivada das funções abaixo:

a) ( )
6
3
x 2 y − = . b) ( )
3
4
2 x y

− = .
c) 3 x 2 y − = .

d)
( )
( ) x 5 1
x 3 1
y
2
+

= . e)
( )
( )
3
4
x 1
x 2
y

= f)
1 x
x 4 1
y
3
+
+
=


Derivada da função inversa

Se uma função ( ) x f y = admite uma função inversa ( ) y f x
1 −
= , então a função inversa tem
derivada dada por

( ) ( )
( ) x ´ f
1
y ´ f
1
=

, ( ) 0 x ´ f ≠ .

Sabemos que ( ) x x of f
1
=

. Aplicando a regra da cadeia, obtemos que ( ) ( ) ( ) ( ) 1 x ´ f x f ´ f
1
= ⋅

, daí
( ) ( )
( ) x ´ f
1
y ´ f
1
=

, desde que ( ) 0 x ´ f ≠ .



Exemplo 29. Seja ( )
3
x 5 x f y = = . Calcule a derivada ( ) ( ) 40 ´ f
1


invertendo a função e usando a
regra da derivada da inversa.

⇒ Invertendo a função:

( ) ( )
3 1
3
1 3
5
y
5
y
y f x x 5 x f y |
.
|

\
|
= = = ⇒ = =

. Assim ( ) ( )
5
1
5
y
3
1
y ´ f
3 2
1
⋅ |
.
|

\
|
=



Logo ( ) ( ) ( )
( )
60
1
8 15
1
8
15
1
5
1
5
40
3
1
40 ´ f
3 2
3 2
3 2
1
= = = ⋅
|
.
|

\
|
=



.

⇒ Usando a regra da derivada da inversa:

Se 40 y = e ( )
3
x 5 x f y = = , então 2 8
5
40
x
3
3
= = = . Como ( )
2
x 15 x ´ f = , obtemos

( ) ( )
( )
( ) ( )
( )
( )
60
1
2 15
1
2 ´ f
1
40 ´ f
x ´ f
1
y ´ f
2
1 1
= = = ⇒ =
− −
.
Álvaro Fernandes 33
Atividades (grupo 21).

1. Seja ( ) 3 x 5 x f y − = = . Calcule a derivada ( ) ( ) 2 ´ f
1


usando a regra da derivada da inversa.

2. Seja ( ) 0 x , x x f y
2
> = = . Calcule a derivada ( ) ( ) 3 ´ f
1


usando a regra da derivada da inversa.



Derivada das funções elementares.

Vamos agora apresentar as derivadas das funções elementares do cálculo. São elas as funções
exponenciais, logarítmicas, trigonométricas e trigonométricas inversas.


1. Derivada da função exponencial.

Proposição: Se ( ) ( ) 1 e a 0 a , a x f
x
≠ > = , então ( ) ( ) a ln a x ´ f
x
= .

Prova: ( )
( ) ( )
( ) a ln a
x
1 a
lim a lim
x
1 a a
lim
x
a a
lim x ´ f
x
x
0 x
x
0 x
x x
0 x
x x x
0 x
=


⋅ =


=


=

→ ∆ → ∆

→ ∆
∆ +
→ ∆
.

Lembre-se que
( )
( ) a ln
x
1 a
lim
x
0 x
=



→ ∆
é uma conseqüência importante do limite fundamental
exponencial (item ii pág. 14).

Caso particular: Se ( )
x
e x f = , então ( ) ( )
x x
e e ln e x ´ f = = , onde e é o número neperiano.

Exemplo 30. Determine a deriva da função
x
e 6 y = .

Usando a regra da cadeia, obtemos:

( ) ( ) ( )
x
e 3
x 2
1
e 6 x ´ u u ´ y x ´ y
x u
e 6 y
x
u
u
= ⋅ = ⋅ =
¦
¹
¦
´
¦
=
=
.

Atividades (grupo 22).

1. Calcule a derivada das funções abaixo:


a) ( )
1 x
2 x f
+
= .

b) ( )
x 2
e x f = .

c) ( )
1 x 5 2
e x 3 x f
+
⋅ = .
d) ( )
2
x
2
e
x 1
x f

= .

2. Calcule a área do triângulo retângulo sombreado na figura abaixo, sabendo-se que n é a reta
normal a ( )
x
e x f = no ponto de abscissa 1 =
0
x .


Resp.: 2 e
3

Álvaro Fernandes 34
2. Derivada da função logarítmica.

Proposição: Se ( ) ( ) ( ) 1 e a 0 a , x log x f
a
≠ > = , então ( )
( ) a ln x
1
x ´ f = .

Prova: A função logarítmica ( ) ( ) x log x f y
a
= = é a inversa da função exponencial
( )
y 1
a y f x = =

. Podemos então usar o resultado da derivada da função inversa para determinar
( ) x ´ f . Assim:

( )
( ) ( ) ( ) ( ) a ln x
1
a ln a
1
y ´ f
1
x ´ f
y 1
= = =


.


Caso particular: Se ( ) ( ) x ln x f = , então ( )
( ) x
1
e ln x
1
x ´ f = = .

Exemplo 31. Determine a deriva da função
( ) x ln
e
y
1 x 4 +
= .

Usando a regra da derivada do quociente
2
g
´ fg g ´ f
´
g
f −
=
|
|
.
|

\
|
e a regra da cadeia na função
exponencial, obtemos:

( ) ( ) | | ( )
( ) | |
2
1 x 4 1 x 4
x ln
x
1
e x ln 4 e
´ y
|
.
|

\
|
− ⋅
=
+ +


Atividades (grupo 23).

1. Calcule a derivada das funções abaixo:

a) ( ) ( ) x 5 log 4 x f
2
= . b) ( ) ( ) 1 x 2 ln x f + = . c) ( ) ( ) x ln e x f
x 3
⋅ = .
d) ( )
( )
x 2
e
x 3 ln
x f

= .


3. Derivada das funções trigonométricas.

Proposição:

a) ( ) x sen y = ⇒ ( ) x cos ´ y = .
b) ( ) x cos y = ⇒ ( ) x sen ´ y − = .
c) ( ) x tg y = ⇒ ( ) x sec ´ y
2
= .
d) ( ) x g cot y = ⇒
( ) x ec cos ´ y
2
− = .
e) ( ) x sec y = ⇒ ( ) ( ) x tg x sec ´ y = .
f) ( ) x ec cos y = ⇒ ( ) ( ) x g cot x ec cos ´ y − = .

Prova: Vamos provar os itens (a), (c) e (e). Os outros itens têm demonstrações análogas e ficam
como exercício.
Álvaro Fernandes 35
a) ( ) x sen y = . Aplicando a definição...

( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )
=

− ∆ + ∆
=

− ∆ +
=
→ ∆ → ∆
x
x sen x cos x sen x cos x sen
lim
x
x sen x x sen
lim ´ y
0 x 0 x


( ) ( ) ( ) ( ) | | ( ) ( ) ( ) ( ) | |
=

− ∆
+


=

− ∆ + ∆
=
→ ∆ → ∆ → ∆
x
1 x cos x sen
lim
x
x cos x sen
lim
x
1 x cos x sen x cos x sen
lim
0 x 0 x 0 x


( )
( )
( )
( )
( ) ( ) ( ) ( ) ( ) x cos 0 x sen 1 x cos
x
1 x cos
lim x sen
x
x sen
lim x cos
0 x 0 x
= ⋅ + ⋅ =

− ∆
⋅ +


⋅ =
→ ∆ → ∆
.

Lembre-se que
( )
1
x
x sen
lim
0 x
=


→ ∆
é o limite trigonométrico fundamental e
( )
0
x
1 x cos
lim
0 x
=

− ∆
→ ∆

foi resolvido no exemplo 13 (c) da pág. 15.

c) ( ) x tg y =

Como ( )
( )
( ) x cos
x sen
x tg = e já sabemos a derivada função ( ) x sen , podemos aplicar a derivada do
quociente:

( ) ( ) ( ) ( ) | |
( )
( ) ( )
( ) ( )
( ) x sec
x cos
1
x cos
x sen x cos
x cos
x sen x sen x cos x cos
´ y
2
2 2
2 2
2
= =
+
=
− −
= .

Lembre-se que ( ) ( ) 1 x sen x cos
2 2
= + é a relação trigonométrica fundamental.

e) ( ) x sec y =

Como ( )
( ) x cos
1
x sec = e sabendo-se que a derivada da função ( ) x cos é ( ) x sen − , podemos aplicar
a derivada do quociente:

( ) ( ) ( ) ( ) | |
( )
( ) ( )
( ) ( )
( )
( )
( ) ( ) x tg x sec
x cos
x sen
x cos
1
x cos
x sen 1
x cos
x sen 1 x cos 0
´ y
2 2
= ⋅ = =
− −
= .

Exemplo 32. Calcule a derivada das funções compostas abaixo:


a) ( )
2
x 3 sen y = .

b) ( ) x cos y
3
= .

c) ( )
x 5
e x tg y ⋅ = . d)
( )
( ) x sec
1 x tg
y

= .

Soluções:

a) ( )
2
x 3 sen y =

Usando a regra da cadeia, obtemos:

( )
( ) ( ) ( ) ( ) ( )
2
2
x 3 cos x 6 x 6 u cos x ´ u u ´ y x ´ y
x 3 u
u sen y
= ⋅ = ⋅ =
¹
´
¦
=
=
.
Álvaro Fernandes 36
b) ( ) x cos y
3
=

Usando a regra da cadeia, obtemos:

( )
( ) ( ) ( ) ( ) | | ( ) ( ) x cos x sen 3 x sen u 3 x ´ u u ´ y x ´ y
x cos u
u y
2 2
3
− = − ⋅ = ⋅ =
¹
´
¦
=
=
.


c) ( )
x 5
e x tg y ⋅ =

Usando a regra da derivada do produto ( ) ´ fg g ´ f ´ g f + = ⋅ e a regra da cadeia, obtemos:

( ) ( ) ( ) 5 e x tg e
x 2
1
x sec ´ y
x 5 x 5 2
⋅ +
|
|
.
|

\
|
= .


d)
( )
( ) x sec
1 x tg
y

=

Usando a regra da derivada do quociente
2
g
´ fg g ´ f
´
g
f −
=
|
|
.
|

\
|
e a regra da cadeia, obtemos:

( ) | | ( ) | | ( ) | | ( ) ( ) | |
( ) x sec
x tg x sec 1 x tg x sec x sec
´ y
2
2
− −
= .

Mostre que esta expressão é igual a
( )
( ) x sec
1 x tg
´ y
+
= . Simplifique-a utilizando a relação trigonométrica
( ) ( ) x sec x tg 1
2 2
= + se necessário.


Atividades (grupo 24).

1. Calcule a derivada das funções abaixo:


a) ( ) ( )
2
x sec x 3 x f + = .
d) ( )
( )
( ) x g cot 1
x sen
x f
+
= .


b) ( ) ( ) ( ) x 2 cos x sen x f = . e) ( )
|
.
|

\
|

+
=
1 x
1 x
ec cos x f .


c) ( ) ( )
3
x tg x f = . f) ( )
|
|
.
|

\
|
=
x
e
cos x f
x
.


Álvaro Fernandes 37
4. Derivada das funções trigonométricas inversas

Proposição:

a) ( ) x arcsen y = ⇒ 2
x 1
1
´ y

= .

b) ( ) x arccos y = ⇒ 2
x 1
1
´ y


= .

c) ( ) x arctg y = ⇒
2
x 1
1
´ y
+
= .

d) ( ) x g cot arc y = ⇒
2
x 1
1
´ y
+

= .

e) ( ) x sec arc y = ⇒
1 x ,
1 x x
1
´ y
2
>

= .

f) ( ) x ec arccos y = ⇒
1 x ,
1 x x
1
´ y
2
>


= .

Prova: Vamos provar os itens (a), (c) e (e). Os outros itens têm demonstrações análogas e ficam
como exercício.

a) Seja | | | | 2 , 2 1 , 1 : f π π − → − definida por ( ) ( ) x arcsen x f y = = . Esta função tem como inversa
a função ( ) ( ) y sen y f x
1
= =

. Podemos então usar o resultado da derivada da função inversa para
determinar ( ) x ´ f . Assim:

( )
( )
( )
( )
2 2
1
x 1
1
y sen 1
1
y cos
1
y f
1
x ´ f

=

= = =

.

Observe que | | 2 , 2 y π π − ∈ . Neste caso o sinal da função ( ) y cos é positivo. Usando a relação
trigonométrica fundamental ( ) ( ) 1 y sen y cos
2 2
= + , obtemos ( ) ( ) y sen 1 y cos
2
− = .


c) Seja ( ) 2 , 2 : f π π − → ℜ definida por ( ) ( ) x arctg x f y = = . Esta função tem como inversa a
função ( ) ( ) y tg y f x
1
= =

. Podemos então usar o resultado da derivada da função inversa para
determinar ( ) x ´ f . Assim:

( )
( ) ( ) ( )
2 2 2 1
x 1
1
y tg 1
1
y sec
1
y f
1
x ´ f
+
=
+
= = =

.

Lembre-se que ( ) ( ) y tg 1 y sec
2 2
+ = .
Álvaro Fernandes 38
e) Seja ( ) x sec arc y = . Podemos reescrever esta expressão como 1 x ,
x
1
arccos y > |
.
|

\
|
= . Usando o
item (b) da proposiçãoe a regra da cadeia, obtemos:

1 x x
1
1 x x
x
x
1 x
x
1
x
1 x
x
1
x
1 x
x
1
x
1
x
1
1
1
´ y
2 2 2 2
2
2
2
2
2
2
2
2
2

=

=

=

=

=
|
|
.
|

\
| −

|
.
|

\
|


= .

Obs.: lembre-se que
2
´
x
1
x
1 −
= |
.
|

\
|
.

Exemplo 33. Calcule a derivada das funções abaixo:

a) ( ) 1 x 2 arcsen y − = . b)
|
|
.
|

\
|
+

=
2
2
x 1
x 1
arctg y .

Solução:

a) ( ) 1 x 2 arcsen y − = . Usando a regra da cadeia, obtemos:

( )
( ) ( ) ( ) ( )
( )
2 2
1 x 2 1
2
2
u 1
1
x ´ u u ´ y x ´ y
1 x 2 u
u arcsen y
− −
= ⋅

= ⋅ =
¹
´
¦
− =
=
.

b)
|
|
.
|

\
|
+

=
2
2
x 1
x 1
arctg y . Novamente a regra da cadeia...

( )
( ) ( ) ( )
( )( ) ( )( )
( )
=
(
(
¸
(

¸

+
− − + −

|
.
|

\
|
+
= ⋅ =
¦
¹
¦
´
¦
+

=
=
2
2
2 2
2
2
2
x 1
x 2 x 1 x 1 x 2
u 1
1
x ´ u u ´ y x ´ y
x 1
x 1
u
u arctg y


( ) (
(
¸
(

¸

+


(
(
(
(
(
¸
(

¸

|
|
.
|

\
|
+

+
=
2
2
2
2
2
x 1
x 4
x 1
x 1
1
1
simplifique esta expressão e mostre que é igual a
4
x 1
x 2
+

.

Logo ( )
4
x 1
x 2
x ´ y
+

= .

Atividades (grupo 25).

Determine a derivada das funções:

a) ( ) 1 x arccos y
2
− = . b) ( )
x
e arctg x 3 y ⋅ = .
Álvaro Fernandes 39
Tabela de derivadas


Vamos fazer um resumo das derivadas das principais funções vistas até aqui. Nesta
tabela u é uma função derivável na variável x. São constantes reais c, n e a.


( )
( )
( )
( ) ( )
( ) ( )
( )
( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( ).u' u ec cos y' u g cot y 10
.u' u sec y' u tg y 9
.u' u sen y' u cos y 8
.u' u cos y' u sen y 7
u
u'
y' 0 u , u ln y 6
a ln u.
u'
y' , u log y 5
.u' a ln . a y' a y 4
.u' n.u y' u y 3
nx y' x y 2
0 y' c y 1
2
2
a
u u
1 n n
1 n n
− = ⇒ =
= ⇒ =
− = ⇒ =
= ⇒ =
= ⇒ > =
= ⇒ =
= ⇒ =
= ⇒ =
= ⇒ =
= ⇒ =



( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( ) ( ) ( )
( ) ( )
( ) ( )
( ) ( )
( ) ( )
( ) ( )
( ) ( )
1 u u
' u
' y 1 u , u arc y 18
1 u u
' u
' y 1 u , u s arc y 17
u 1
' u
' y u c arc y 16
u 1
' u
' y u t arc y 15
u 1
' u
' y u c arc y 14
u 1
' u
' y u sen arc y 13
.u' u g cot u ec cos y' u ec cos y 12
.u' u tg u sec y' u sec y 11
2
2
2
2
2
2

− = ⇒ > =

= ⇒ > =
+
− = ⇒ =
+
= ⇒ =

− = ⇒ =

= ⇒ =
− = ⇒ =
= ⇒ =
cosec
ec
otg
g
os




Regras operacionais

Se u e v são funções deriváveis, então:

2
v
v u v u
y
v
u
y
v u v u y v u y
v u y v u y
′ ⋅ − ⋅ ′
= ′ ⇒ |
.
|

\
|
=
′ ⋅ + ⋅ ′ = ′ ⇒ ⋅ =
′ ± ′ = ′ ⇒ ± =
3)
2)
1)
Álvaro Fernandes 40

Derivadas sucessivas

Em algumas aplicações precisamos derivar uma função mais de uma vez. Se uma
função ( ) x f y = for derivável, isto é, existe ( ) x ´ f , podemos pensar na derivada de ( ) x ´ f e assim
sucessivamente.

Definimos e denotamos as derivadas sucessivas de uma função ( ) x f y = de acordo com a tabela
abaixo:

Como lê-se: Notação:


1
a
derivada ou derivada de 1
a
ordem
( )
dx
dy
ou x ´ f

2
a
derivada ou derivada de 2
a
ordem ( )
2
2
dx
y d
ou x ´´ f

3
a
derivada ou derivada de 3
a
ordem ( )
3
3
dx
y d
ou x ´´´ f

4
a
derivada ou derivada de 4
a
ordem
( )
( )
4
4
4
dx
y d
ou x f
M M

n
a
derivada ou derivada de n
a
ordem
( )
( )
n
n
n
dx
y d
ou x f

Justificativa para as notações:

• ( ) ( ) | |´ x ´ f x ´´ f = , ( ) ( ) | |´ x ´´ f x ´´´ f = , a partir da quarta derivada usamos o cardinal.

• |
.
|

\
|
=
dx
dy
dx
d
dx
y d
2
2
,
|
|
.
|

\
|
=
2
2
3
3
dx
y d
dx
d
dx
y d
, e assim sucessivamente.

Exemplo 34.

a) Se ( ) 1 x 2 x x f
4
− + = , então:

( ) 2 x 4 x ´ f
3
+ =
( )
2
x 12 x ´´ f =
( ) x 24 x ´´´ f =
( )
( ) 24 x f
4
=
( )
( ) 0 x f
5
=

...

( )
( ) 0 x f
n
= , para todo 5 n ≥ .
Álvaro Fernandes 41
b) Se ( )
x 2
e x f = , então:

( )
x 2
e 2 x ´ f =
( )
x 2
e 4 x ´´ f =
( )
x 2
e 8 x ´´´ f =
( )
( )
x 2 4
e 16 x f =

...

( )
( )
x 2 n n
e 2 x f = .


c) Se ( ) ( ) x sen x f = , então:

( ) ( ) x cos x ´ f =
( ) ( ) x sen x ´´ f − =
( ) ( ) x cos x ´´´ f − =
( )
( ) ( ) x sen x f
4
=

...

( )
( )
( )
( )
( )
( )
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
=
= −
= −
=
=
,... 12 , 8 , 4 n , x sen
,... 11 , 7 , 3 n , x cos
,... 10 , 6 , 2 n , x sen
,... 9 , 5 , 1 n , x cos
x f
n



Atividades (grupo 26).

1. Calcule as derivadas sucessivas até a ordem n indicada.

a) 4 n 9 x 2 x 3 y
4
= − − = , .

b) 3 cx+d, n bx ax y
2 3
= + + = .

c) 3 n
x 1
1
y =

= , .

d) ( ) 5 n x 5 sen y = − = , .

e) ( ) 3 n x 1 ln y
2
= − = , .


2. Calcule
( )
( ) 99
f
π
, sendo ( ) ( ) x 2 sen e x f
x 3
+ = .
Álvaro Fernandes 42
Derivada na forma implícita

Até agora sabemos derivar funções que são expressas na forma ( ) x f y = . Agora iremos
determinar uma maneira de derivar expressões que não tenham a variável y isolada (explicitada)
em um dos membros. São exemplos dessas expressões 1 y x
2 2
= + , ( ) 4 y ln xy
2
= + , etc. Em
algumas situações é inconveniente ou até mesmo impossível de explicitar a variável y nessas
expressões. O método da derivação implícita permite encontrar a derivada de uma expressão desta
forma, sem a necessidade de explicitá-la.


Uma função na forma ( ) x f y = , onde a variável y aparece isolada no primeiro membro é chamada
de função explícita. Entretanto, algumas vezes as funções estão definidas por equações nas quais a
variável y não está isolada. Por exemplo

x 1 y x y 2
2
= + +

não está na forma explícita ( ) x f y = . Mesmo assim, esta equação ainda define y como uma função
de x, pois podemos escrevê-la como

2 x
1 x
y
2
+

= .

Caso quiséssemos calcular ´ y , poderíamos utilizar esta última expressão.


Uma equação em x e y pode definir mais do que uma função. Por exemplo 1 y x
2 2
= + que
representa graficamente uma circunferência de centro ( ) 0 , 0 e raio unitário (figura 1). Explicitando a
variável y encontramos duas funções

2
x 1 y − ± = .


A função
2
x 1 y − + = representa a semicircunferência superior (figura 2) e
2
x 1 y − − =
representa a semicircunferência inferior (figura 3).




figura 1 figura 2 figura 3


Caso quiséssemos calcular ´ y , poderíamos utilizar uma das expressões
2
x 1 y − ± = . Ainda neste
caso é possível explicitar a variável y, mesmo sabendo que parte do gráfico é suprimido neste
processo.
Álvaro Fernandes 43
Às vezes o processo para explicitar a variável y é bastante longo e trabalhoso, como é o caso da
expressão

0 xy 3 y x
3 3
= − +

e até mesmo impossível por qualquer método elementar, como neste caso

( ) 0 y xy sen = − .

O método da derivação implícita permitirá encontrar a derivada ´ y sem a necessidade de explicitar
a função como ( ) x f y = .

Definição: Uma expressão na forma ( ) 0 y , x F = define implicitamente uma função ( ) x f y = se o
gráfico de ( ) x f y = coincide com alguma parte do gráfico de ( ) 0 y , x F = .

Exemplo 35. Exemplos de funções definidas implicitamente:

a) 0 x 1 y x y 2
2
= − + + .

b) 0 1 y x
2 2
= − + .

c) 0 xy 3 y x
3 3
= − + .

d) ( ) 0 y xy sen = − .

Vamos agora mostrar como obter a derivada ´ y , nos casos do exemplo 35, sem explicitar y.
Usaremos a regra da cadeia para derivar os termos da expressão ( ) 0 y , x F = que envolvem y.

a) 0 x 1 y x y 2
2
= − + + . Esta expressão define y como uma função de x implicitamente, logo:


( ) ( )
( ) ( ) ( )
( )
( )
.
2 x
xy 2 1
´ y
xy 2 1 2 x ´ y
0 1 ´ y x xy 2 ´ y 2
0 1
dx
dy
x xy 2
dx
dy
2
0 x 1
dx
d
y x
dx
d
y 2
dx
d
0
dx
d
x 1 y x y 2
dx
d
2
2
2
2
2
2
+

=
− = +
= − + +
= − + + +
= − + +
= − + +

Observe que usamos a derivada de um produto em ( ) y x
dx
d
2
.
Derivamos ambos os membros em relação a x.
Derivada de uma soma de funções.
Apenas mudamos os símbolos: ( ) ´ y x ´ y
dx
dy
= = .
Álvaro Fernandes 44
Poderíamos obter a derivada ´ y derivando diretamente
2 x
1 x
y
2
+

= . Vejamos:

( )( ) ( )( )
( ) ( ) ( )
2
2
2
2
2
2 2
2
2
2
2 x
x x 2 2
2 x
x 2 x 2 2 x
2 x
x 2 1 x 2 x 1
´ y
+
− +
=
+
+ − +
=
+
− − +
= , logo
( )
2
2
2
2 x
x x 2 2
´ y
+
− +
= .

Você pode estar se perguntando:

Obtivemos
( )
2
2
2
2 x
x x 2 2
´ y
+
− +
= , mas anteriormente calculamos
2 x
xy 2 1
´ y
2
+

= . Estas expressões são
distintas?

Obviamente não, pois se fizermos
2 x
1 x
y
2
+

= na expressão
2 x
xy 2 1
´ y
2
+

= , vamos obter
( )
2
2
2
2 x
x x 2 2
´ y
+
− +
= :


( )
2
2
2
2
2
2 2
2
2
2
2
2
2 x
x x 2 2
2 x
2 x
x 2 x 2 2 x
2 x
2 x
x 2 x 2
1
2 x
2 x
1 x
x 2 1
´ y
+
− +
=
+
|
|
.
|

\
|
+
+ − +
=
+
|
|
.
|

\
|
+


=
+
|
.
|

\
|
+


= .

Atenção: Não é necessário verificar se as derivadas calculadas nas formas explícita e implícita
coincidem, mesmo porque em alguns casos não é possível mesmo isolar a variável y.


Caso queiramos calcular o valor da derivada ´ y num ponto, por exemplo 2 x
o
= , basta
encontrarmos o valor da imagem
o
y , substituindo
o
x na expressão 0 x 1 y x y 2
2
= − + + . Depois
calculamos ´ y com estes dois valores, pois
2 x
xy 2 1
´ y
2
+

= depende de duas variáveis. Vejamos:

6
1
y 0 2 1 y 4 y 2 0 x 1 y x y 2
o o o o o
2
o o
= ⇒ = − + + ⇒ = − + + .

( )
18
1
2 2
6
1
2 2 1
2 x
y x 2 1
´ y
2 2
o
o o
=
+
|
.
|

\
|

=
+

= .

Observe que encontramos este mesmo valor usando
( )
2
2
2
2 x
x x 2 2
´ y
+
− +
= no ponto 2 x
o
= :

( )
( )
18
1
36
2
2 2
2 2 2 2
´ y
2
2
2
= =
+
− +
= .

Mas lembre-se: nem sempre é possível isolar a variável y para calcular ´ y .
Álvaro Fernandes 45
b) 0 1 y x
2 2
= − + .

( ) ( ) ( ) .
y
x
´ y 0 ´ yy 2 x 2 0 0 y
dx
d
x 2 0
dx
d
1 y x
dx
d
2 2 2
− = ⇒ = + ⇒ = + + ⇒ = − +


c) 0 xy 3 y x
3 3
= − + .

( ) ( ) ( ) ( ) ⇒ = − + ⇒ = − + 0 xy
dx
d
3 y
dx
d
x 3 0
dx
d
xy 3 y x
dx
d
3 2 3 3


( ) | | ( ) .
x y
x y
´ y
x 3 y 3
x 3 y 3
´ y x 3 y 3 x 3 y 3 ´ y 0 ´ xy y 1 3 ´ y y 3 x 3
2
2
2
2
2 2 2 2


= ⇒


= ⇒ − = − ⇒ = + − +



d) ( ) 0 y xy sen = − .

( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) | | 0 ´ y ´ xy y 1 xy cos 0
dx
d
y
dx
d
xy sen
dx
d
0
dx
d
y xy sen
dx
d
= − + ⇒ = − ⇒ = −

( ) ( )
( )
( )
.
1 xy cos x
xy cos y
´ y 0 ´ y xy ´cos xy xy cos y

− = ⇒ = − + ⇒


Vejamos alguns exemplos que ocorrem com maior freqüência em derivação implícita:


( ) ´ y ny y
dx
d
1 n n
⋅ =

.

( ) | | ( ) ´ y y sec y tg
dx
d
2
⋅ = .

| | ´ y e e
dx
d
y y
⋅ = .

( ) | | ´ y
y
1
y ln
dx
d
⋅ = .

( ) | | ´ y
y 1
1
y arctg
dx
d
2

+
= .

Álvaro Fernandes 46
Atividades (grupo 27).

1. Determine a derivada ' y das curvas dadas implicitamente por:

a) 4 y x
2 2
= + b) y 2 x y 2 xy
3 2
− = + c) ( ) 0 y sen x y x
2 2
= +

d) 3 y x e
xy
− + =
e) 0
y x
y x
y
3
=
+


f) ( ) 1 xy y tg − =


2. Determine a equação da reta tangente e da reta normal ao gráfico de cada função abaixo, nos
pontos indicados.

a) ( )
2
y x y ln + = no ponto ( ) 1 , 1 P − .

b)
y 3
2 . y x = , no ponto em que a normal é vertical.

c) 19 y 13 x 6
2 2
= + (elipse), nos pontos onde a normal é paralela à reta 0 7 y 12 x 26 = − − .


3. Seja C a circunferência dada implicitamente por 1 y x
2 2
= + e t a reta tangente à C no ponto de
abscissa 2 2 x
o
= , como mostra a figura abaixo. Calcule o valor da área sombreada.




4. Determine a área do triângulo AOB na figura abaixo sabendo-se que r é a reta tangente a curva C,
dada implicitamente por ( ) x 3 1 x cos 2 e
2 xy
= − + , no ponto ( ) 0 , 1 A .




Álvaro Fernandes 47
Derivada de uma função na forma paramétrica


Função na forma paramétrica

Sejam
( )
( )
¹
´
¦
=
=
t y y
t x x
funções de uma mesma variável t, | | b , a t ∈ .

A cada valor de t no intervalo | | b , a corresponde um único par ( ) ( ) ( ) t y , t x P no plano cartesiano. Se
as funções ( ) t x x = e ( ) t y y = forem contínuas, quando t variar de a até b, o ponto P descreverá
uma curva no plano.



As equações
( )
( )
¹
´
¦
=
=
t y y
t x x
são chamadas de equações paramétricas da curva e t é chamado de
parâmetro.

Se a função ( ) t x x = admite uma inversa ( ) x t t = , podemos escrever ( ) ( ) x t y y = , eliminando o
parâmetro t. Neste caso, temos y como uma função de x, isto é, ( ) x y y = .

Mesmo quando a função ( ) t x x = não admite inversa, em alguns casos, podemos obter uma forma
implícita da curva, eliminando o parâmetro t de forma conveniente.

Dizemos que as equações
( )
( )
¹
´
¦
=
=
t y y
t x x
definem a forma paramétrica de uma curva plana.

Exemplo 36.

a) As equações ℜ ∈
¹
´
¦
=
+ =
t ,
t 2 y
1 t x
, definem a reta de equação 2 x 2 y − = . Para verificar isto basta
isolar o parâmetro t na equação 1 t x + = e substituir em t 2 y = .


b) As equações ℜ ∈
¹
´
¦
− =
− =
t ,
1 t y
t 1 x
2
, definem a parábola de equação x 2 x y
2
− = . Para verificar
isto basta isolar o parâmetro t na equação t 1 x − = e substituir em 1 t y
2
− = .


c) As equações
( )
( )
| | π ∈
¹
´
¦
=
=
2 , 0 t ,
t sen 2 y
t cos 2 x
, definem a circunferência de equação 4 y x
2 2
= + .

Pois as equações ( ) t cos 2 x = e ( ) t sen 2 y = satisfazem 4 y x
2 2
= + , para todo ℜ ∈ t .
Álvaro Fernandes 48
( ) | | ( ) | | ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 4 t sen t cos 4 t sen 4 t cos 4 t sen 2 t cos 2 y x
2 2 2 2 2 2 2 2
= + = + = + = + .

Observe neste caso que a função ( ) t cos 2 x = não admite inversa no intervalo | | π ∈ 2 , 0 t e a forma
encontrada para a curva foi implícita.

Caso geral:
( )
( )
| | π ∈
¹
´
¦
+ =
+ =
2 , 0 t ,
t sen a y y
t cos a x x
o
o
, 0 a > , definem a circunferência de equação

( ) ( )
2 2
o
2
o
a y y x x = − + − .

Prove!

d) Forma paramétrica da Elipse:

( )
( )
| | π ∈
¹
´
¦
+ =
+ =
2 , 0 t ,
t sen b y y
t cos a x x
o
o
, b a ≠ e ambos positivos, definem a elipse de equação

( ) ( )
1
b
y y
a
x x
2
2
o
2
2
o
=

+

.

Pois ( )
( )
a
x x
t cos
o

= , ( )
( )
b
y y
t sen
o

= e ( ) ( ) 1 t sen t cos
2 2
= + .


Vamos ver agora como obter a derivada de uma função na forma paramétrica.


Seja
( )
( )
¹
´
¦
=
=
t y y
t x x
a forma paramétrica que define y como uma função de x.

Suponha que as funções ( ) t y y = , ( ) t x x = e a sua inversa ( ) x t t = sejam deriváveis.

Podemos então obter a composta ( ) ( ) x t y y = e aplicar a regra da cadeia para calcular ( ) x ´ y :

( ) ( ) ( ) x ´ t t ´ y x ´ y ⋅ = .

Vimos no estudo da derivada da função inversa que ( )
( ) t ´ x
1
x ´ t = . Daí, temos que

( ) ( )
( )
( )
( ) t ´ x
t ´ y
t ´ x
1
t ´ y x ´ y = ⋅ = .

( )
( )
( ) t ´ x
t ´ y
x ´ y = é a derivada de uma função na forma paramétrica.
Álvaro Fernandes 49
Exemplo 36.

a) Calcule a derivada ( ) x ´ y da função ( ) x y y = definida na forma paramétrica por
ℜ ∈
¹
´
¦
− =
− =
t
t 6 1 y
5 t 3 x
, .

( )
( )
( )
2
3
6
t ´ x
t ´ y
x ´ y − =

= = .

Poderíamos obter este resultado eliminado o parâmetro t, obtendo a função ( ) x y y = e calculando
diretamente ( ) x ´ y :

9 x 2
3
5 x
6 1 y
3
5 x
t 5 t 3 x − − = |
.
|

\
| +
− = ∴
+
= ⇒ − = . Daí, ( ) 2 x ´ y − = .

b) Calcule a derivada ( ) x ´ y da função ( ) x y y = definida na forma paramétrica por
ℜ ∈
¹
´
¦
+ =
− =
t
t t y
t 1 x
2
, .

( )
( )
( )
1 t 2
1
1 t 2
t ´ x
t ´ y
x ´ y − − =

+
= = .

Para obter a derivada em função de x, basta substituir t por x 1 − :

( ) ( ) ( ) ( ) 3 x 2 x ´ y 3 x 2 1 x 1 2 x ´ y 1 t 2 x ´ y − = ∴ − = − − − = ⇒ − − = .
Observe que novamente poderíamos obter este resultado eliminado o parâmetro t, obtendo a função
( ) ( ) x 1 x 1 y
2
− + − = e calculando ( ) ( )( ) 3 x 2 1 1 x 1 2 x ´ y − = − + − − = .


c) Determine a equação da reta tangente a elipse
( )
( )
| | π ∈
¹
´
¦
+ =
+ =
2 , 0 t ,
t sen 4 2 y
t cos 2 1 x
no ponto
4
t
π
= .

A equação da reta tangente é ( )
o o
x x ´ y y y − = − .

Cálculo de
o
x : 2 1
2
2
2 1
4
cos 2 1 x
o
+ = + = |
.
|

\
| π
+ = .

Cálculo de
o
y : ( ) 2 1 2 2 2 2
2
2
4 2
4
sen 4 2 y
o
+ = + = + = |
.
|

\
| π
+ = .

Cálculo de ´ y no ponto
4
t
π
= :

( )
( )
( )
( )
( ) ( ) 2 1 2
4
g cot 2 ´ y . t g cot 2
t sen 2
t cos 4
t ´ x
t ´ y
´ y − = − = |
.
|

\
| π
− = ∴ − =

= = .


Logo, a reta tangente é igual a ( ) ( ) 2 1 x 2 2 1 2 y − − − = + − ou ( ) 2 1 4 x 2 y + + − = .
Álvaro Fernandes 50
Gráfico:


Atividades (grupo 28).

1. Calcule a derivada ( ) x ´ y das funções definidas parametricamente nos pontos indicados.

a)
3
t ,
t 3 cos y
t 2 sen x
π
=
¹
´
¦
=
=
. b)
6
t ,
t sen y
t cos x
3
3
π
=
¦
¹
¦
´
¦
=
=
.

2. Determine a equação da reta tangente e da reta normal ao gráfico de cada função abaixo, nos
pontos indicados.

a)
(
¸
(

¸
π π
− ∈
¹
´
¦
=
=
2
,
2
t ,
t 2 sen y
t sen x
,
no ponto
6
t
π
= .
b)
( )
( )
1 t 0 ,
t 1 t 6 y
t 1 t 6 x
1
2 2
1
2
≤ ≤
¦
¹
¦
´
¦
+ =
+ =


,
no ponto de abscissa
5
12
.

3. Determine o valor da área sombreada na figura abaixo. Sabe-se que r é a reta tangente a elipse

( )
( )
| | π ∈
¹
´
¦
=
=
2 , 0 t ,
t sen y
t cos 2 x
: C , no ponto
3
t
π
= .

Obs.: A área da elipse é dada pela fórmula ab A π = , onde a e b são os comprimentos dos semi-
eixos.


Resp.: ( ) 6 3 3 8 π −
Álvaro Fernandes 51
Diferencial

Até agora
dx
dy
tem sido visto apenas como uma simples notação para a derivada de uma função
( ) x f y = em relação a variável x, isto é, ( ) ( ) x ´ f x ´ y
dx
dy
= = . O que faremos agora é interpretar
dx
dy

como um quociente entre dois acréscimos (diferenciais).


Acréscimos e decréscimos

Se a partir de um determinado valor x somarmos ou subtrairmos um determinado valor
*
x ℜ ∈ ∆ ,
estaremos fazendo um acréscimo ou decréscimo na variável x.


Nesta figura temos que ∆x > 0.


Sem perda de generalidade, podemos supor 0 x > ∆ para a nossa análise.

Seja ( ) x f y = uma função derivável e x ∆ um acréscimo na variável x.

Definição: O diferencial de x, denotado por dx, é o valor do acréscimo x ∆ , isto é, x dx ∆ = .

Considere t a reta tangente ao gráfico de ( ) x f y = no ponto x. Seja α o ângulo de inclinação de t.

Definição: O diferencial de y, denotado por dy, é o acréscimo na ordenada da reta tangente t,
correspondente ao acréscimo dx em x.



De acordo com a figura podemos observar que o quociente ( ) α = tg
dx
dy
. Mas ( ) ( ) x ´ f tg = α , pois
esta é a interpretação geométrica da derivada. Logo

( ) ⇒ = x ´ f
dx
dy
( ) dx x ´ f dy ⋅ =
O acréscimo dy pode ser visto como uma aproximação para y ∆ . Esta aproximação é tanto melhor
quanto menor for o valor de dx. Isto é,

se 0 dx → , então 0 dy y → − ∆ .

Daí podemos dizer que dy y ≈ ∆ se dx for bem pequeno.

( ) ( ) x f dx x f y − + = ∆
Álvaro Fernandes 52
Como ( ) ( ) x f dx x f y − + = ∆ e ( ) dx x ´ f dy ⋅ = , obtemos que


( ) ( ) ( ) dx x ´ f x f dx x f ⋅ ≈ − + , ou seja, ( ) ( ) ( ) x f dx x ´ f dx x f + ⋅ ≈ + .


Exemplo 37.

1. Calcule o diferencial dy das funções abaixo:

a) x 2 x y
3
+ = . b) ( )
2
x sen y = .
c) ( ) ( ) x sec ln y = .

Soluções:

a) ( )dx 2 x 3 dy
2
+ = . b) ( )dx x cos x 2 dy
2
= .
c) ( )dx x tg dy = .

2. Calcule um valor aproximado para ( )
2
9 , 19 usando diferenciais.

Solução:

Podemos pensar na função ( )
2
x x f = onde queremos calcular um valor aproximado para ( ) 9 , 19 f .

Para isto vamos utilizar ( ) ( ) ( ) x f dx x ´ f dx x f + ⋅ ≈ + , onde podemos fazer 1 , 0 dx 20 x − = = e .

( ) x 2 x ´ f = .

Daí,

( ) ( ) ( ) x f dx x ´ f dx x f + ⋅ ≈ +

( ) ( ) ( ) ( ) ( ) 20 f 1 , 0 20 ´ f 1 , 0 20 f + − ⋅ ≈ − +

( ) ( ) ( ) ( ) 396 400 4 400 1 , 0 40 20 1 , 0 20 2 9 , 19 f
2
= + − = + − ⋅ = + − ⋅ ≈ . Logo ( ) 396 9 , 19 f ≈ .

O valor exato é 396,01.

Lembre-se: quanto menor o valor de dx, melhor é a aproximação.


Atividades (grupo 29).

1. Encontre dy y e ∆ para os valores dados nas funções abaixo e compare os resultados ( ) dy y ≅ ∆ :

a) . 0 x ; 02 , 0 x ; x 6 x 5 y
2
= = ∆ − = b) . 1 x ; 1 , 0 x ;
1 x
1 x 2
y − = = ∆

+
=


2. Usando diferencial, calcule um valor aproximado para: a)
2
5 , 12 . b)
3
1 , 4 . c) 13 .
Álvaro Fernandes 53

Aplicações da derivada


A regra de L’Hospital

Esta regra permite calcular certos tipos de limites (cujas indeterminações são do tipo


ou
0
0
)
aplicando as regras de derivação.

Sejam f e g funções deriváveis num intervalo aberto I, exceto possivelmente, num ponto I a ∈ .
Suponha que ( ) a x I x , 0 x ´ g ≠ ∈ ∀ ≠ e .

a) Se ( ) ( )
( )
( )
L
x ´ g
x ´ f
lim 0 x g lim x f lim
a x a x a x
= = =
→ → →

e , então

( )
( )
( )
( )
L
x ´ g
x ´ f
lim
x g
x f
lim
a x a x
= =
→ →

;


b) Se ( ) ( )
( )
( )
L
x ´ g
x ´ f
lim x g lim x f lim
a x a x a x
= ±∞ = =
→ → →

e , então

( )
( )
( )
( )
L
x ´ g
x ´ f
lim
x g
x f
lim
a x a x
= =
→ →

.

Exemplo 38.

Calcule os limites abaixo usando a regra de L’hospital.

a)
x
1 - e
lim
x
0 x


. b)
1 x
2 x x
lim
2
4
1 x

− +

.
c)
( )
2 e e
x x sen
lim
x x
0 x
− +



.
d)
2
x
x
x
e
lim
+∞ →
.
e) ( )
x
2
0 x
x 2 x lim +
+



Soluções:

a)
x
1 - e
lim
x
0 x


. (verifique a indeterminação do tipo
0
0
)

1
1
e
lim
x
1 - e
lim
x
0 x
x
0 x
= =
→ →
.

Álvaro Fernandes 54
b)
1 x
2 x x
lim
2
4
1 x

− +

. (verifique a indeterminação do tipo
0
0
)

2
5
x 2
1 x 4
lim
1 x
2 x x
lim
3
1 x
2
4
1 x
=
+
=

− +
→ →
.

c)
( )
2 e e
x x sen
lim
x x
0 x
− +



. (verifique a indeterminação do tipo
0
0
)

( ) ( )
x x
0 x
x x
0 x
e e
1 x cos
lim
2 e e
x x sen
lim






=
− +

Observe que ainda há uma indeterminação do tipo
0
0
.

Neste caso podemos continuar aplicando a regra...

( ) ( )
0
2
0
e e
x sen
lim
e e
1 x cos
lim
x x
0 x
x x
0 x
= − =
+

=






. Logo,
( )
0
2 e e
x x sen
lim
x x
0 x
=
− +



.

d)
2
x
x
x
e
lim
+∞ →
. (verifique a indeterminação do tipo


)

x 2
e
lim
x
e
lim
x
x
2
x
x

+∞ → +∞ →
= Observe que ainda há uma indeterminação do tipo


.

Neste caso podemos continuar aplicando a regra...

+∞ = =
→ +∞ →
2
e
lim
x 2
e
lim
x
0 x
x
x
. Logo, +∞ =
+∞ →
2
x
x
x
e
lim .

e) ( )
x
2
0 x
x 2 x lim +
+

. Verifique que a indeterminação agora é do tipo
0
0 . Neste caso, precisamos
transformá-la em 0 0 ou ∞ ∞ para poder aplicar a regra de L´Hospital. Vamos usar duas
propriedades dos logarítimos. São elas: ( ) ( ) a ln x a ln
x
= e
( )
x e
x ln
= .

( )
( ) ( )
( )
= = = = = = +
+
+



+
+

+

+

+
→ →
+ + + + + +
x 2 x
x 2 x 2
0 x
x 1
x 2 x
2 x 2
0 x
x 1
x 2 x ln
0 x
x 2 x ln x
0 x
x 2 x ln
0 x
x
2
0 x
2
2 3
2
2 2
2
x
2
e lim e lim e lim e lim e lim x 2 x lim

1 1 lim e lim e lim e lim
0 x
0
0 x
2
0
0 x
2 x
x 2 x 2
0 x
2
= = = = =
+ + + +
→ →


+
+


.

Podemos aplicar esta mesma técnica para resolvermos indeterminações do tipo
0
∞ .

Atividades (grupo 30).

Calcule os seguintes limites usando a regra de L’hospital:

a)
x sen x
x 2 e e
lim
x x
0 x

− −


.
b)
( )
x 2
x sen
lim
2 x

π

.
c) ( ) ( ) x tg x sec lim
2 x

π →
.
d) ( ) | |
x 2
0 x
x sen 1 lim +
+

.


Álvaro Fernandes 55
Interpretação cinemática da derivada

Vamos agora interpretar a derivada do ponto de vista da cinemática, que estuda o movimento dos
corpos. Veremos que a velocidade e a aceleração de um corpo podem ser determinadas através das
derivadas de primeira e segunda ordem, respectivamente, quando conhecemos a função horária do
movimento do corpo.


Velocidade. Considere um corpo que se move em linha reta e seja ( ) t s s = a sua função horária,
isto é, o espaço percorrido em função do tempo. O deslocamento do corpo no intervalo de tempo
t t t ∆ + e é definido por ( ) ( ) t s t t s s − ∆ + = ∆ .

A velocidade média do corpo neste intervalo de tempo é definida por
( ) ( )
t
t s t t s
t
s
v
m

− ∆ +
=


= .

A velocidade média do corpo não dá uma informação precisa sobre a velocidade em cada instante
do movimento no intervalo de tempo t t t ∆ + e . Para obtermos a velocidade instantânea do corpo
no instante t, precisamos calcular a velocidade média em intervalos de tempo cada vez menores,
isto é, fazendo 0 t → ∆ .

A velocidade instantânea do corpo no instante t é definida por

( )
( ) ( )
( ) t ´ s
t
t s t t s
lim
t
s
lim v lim t v
0 t 0 t
m
0 t
=

− ∆ +
=


= =
→ ∆ → ∆ → ∆
. Assim, ( ) ( ) t ´ s t v = .


A velocidade instantânea ( ) t v é a primeira derivada da função horária ( ) t s .



Aceleração. De forma análoga ao conceito de velocidade vem o de aceleração:

A aceleração média do corpo no intervalo de tempo t t t ∆ + e é definida por

( ) ( )
t
t v t t v
t
v
a
m

− ∆ +
=


= .

A aceleração instantânea do corpo no instante t é definida por

( )
( ) ( )
( ) t ´ v
t
t v t t v
lim
t
v
lim a lim t a
0 t 0 t
m
0 t
=

− ∆ +
=


= =
→ ∆ → ∆ → ∆
. Assim, ( ) ( ) t ´ v t a = .


Como ( ) ( ) t ´ s t v = podemos escrever a aceleração instantânea como a segunda derivada dos espaço
em relação ao tempo. Assim ( ) ( ) t ´´ s t a = .

Obs.: No M.R.U.V. a função horária é do segundo grau ( ) ( )
2
at
t v s t s
2
0 o
+ + = , sendo constantes
o
s o espaço inicial,
o
v a velocidade inicial e a a aceleração do movimento. Neste caso, a
velocidade instantânea é dada por ( ) ( ) at v t s t v
o
+ = ′ = e a aceleração instantânea é dada por
( ) ( ) a t v t a = ′ = .
Álvaro Fernandes 56
Exemplo 39.

a) Suponha que um corpo em movimento retilíneo tenha função horária definida por ( )
2
t 2 t 12 t s − =
e no instante 0 t = ele inicia o movimento. Considere o espaço medido em metros e o tempo em
segundos. Determine:

i) a velocidade média do corpo no intervalo de tempo| | 3 , 1 ;
ii) a velocidade do corpo no instante 1 t = ;
iii) a aceleração média do corpo no intervalo de tempo| | 3 , 1 ;
iv) a aceleração do corpo no instante 1 t = .

Solução:
i)
( ) ( ) ( ) ( )
s / m 4
2
8
2
10 18
1 3
1 s 3 s
t
t s t t s
t
s
v
m
= =

=


=

− ∆ +
=


= .

ii) ( ) ( ) ( ) s / m 8 4 12 1 v t 4 12 t ´ s t v = − = ∴ − = = .

iii)
( ) ( ) ( ) ( )
2
m
s / m 4
2
8 0
1 3
1 v 3 v
t
t v t t v
t
v
a − =

=


=

− ∆ +
=


= .

iv) ( ) ( ) ( )
2
s / m 4 3 a 4 t ´´ s t a − = ∴ − = = .

b) Uma partícula em movimento retilíneo tem a função horária dada por ( ) 3 t 60 t 21 t 2 t s
2 3
+ + − = .
Considere o espaço medido em metros e o tempo em segundos. Determine:

i) Em que instante a partícula pára, isto é, tem velocidade nula?
ii) Determine a aceleração da partícula no instante s 5 , 4 t = .

Solução:

i) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )( ) 5 t 2 t 6 10 7 t 6 t v 60 t 42 t 6 t ´ s t v
2 2
− − = + − = ⇒ + − = = .

( ) ( )( ) s 2 t 0 5 t 2 t 6 0 t v = ⇔ = − − ⇔ = ou s 5 t = . Assim a partícula tem velocidade nula
nos instantes s 2 t = e s 5 t = .



ii) ( ) ( ) ( ) ( )
2
s / m 12 42 5 , 4 12 5 , 4 a 42 t 12 t ´´ s t a = − = ∴ − = = .
Álvaro Fernandes 57
Atividades (grupo 31).

1. Do solo um projétil é disparado verticalmente para cima. Sua altura (em metros) é dada em
função do tempo (em segundos) por ( )
2
t 10 t 160 t h − = . Determine:

i) As funções velocidade e aceleração do projétil;
ii) Em que instante 0 t > o projétil pára?
iii) Quantos segundos dura todo o trajeto do projétil?
iv) Com que velocidade e aceleração o projétil atingirá o solo?


2. A equação do movimento de uma partícula é ( )
3
2 t t s + = , s em metros e t em segundos.
Determine:

i) o instante em que a velocidade é de m/s 12 1 ;

ii) a distância percorrida até este instante;

iii) a aceleração da partícula quando t = 2s.


3. A equação horária do movimento retilíneo de uma partícula é ( ) ( )
2
3
5
t
6
t
4 t
15
4
t s + − + = .
Considere s em metros e t em segundos. Determine em que instante 0 t > a aceleração da partícula
é nula.

Álvaro Fernandes 58
Taxa de variação


Vimos na seção anterior que se ( ) t s s = é a função horária do movimento retilíneo de um corpo, a
velocidade média é dada por
t
s
v
m


= e a velocidade instantânea é a dada pela derivada
( ) ( )
( ) ( )
t
t s t t s
lim
t
s
lim t ´ s t v
0 t 0 t

− ∆ +
=


= =
→ ∆ → ∆
. Da mesma forma, a aceleração média é
t
v
a
m


= e a
aceleração instantânea é dada pela derivada ( ) ( )
( ) ( )
t
t v t t v
lim
t
v
lim t ´ v t a
0 t 0 t

− ∆ +
=


= =
→ ∆ → ∆
.

As razões
m m
a v e são exemplos de taxas médias de variação num intervalo e as razões
( ) ( )
t
s
lim t ´ s t v
0 t


= =
→ ∆
e ( ) ( )
t
v
lim t ´ v t a
0 t


= =
→ ∆
são exemplos de taxas instantâneas de variação
num ponto, ou simplesmente taxas de variação num ponto.


Definição: De uma forma geral, se ( ) x f y = é uma função, a razão
x
y


é chamada de taxa média
de variação da função f no intervalo | | x x , x ∆ + e a derivada
( )
( ) ( )
x
x f x x f
lim
x
y
lim x ´ f
0 x 0 x

− ∆ +
=


=
→ ∆ → ∆
é chamada de taxa de variação da função f no ponto x.

“Toda taxa de variação pode ser interpretada como uma derivada”.

Interpretando a derivada desta forma, podemos resolver diversos problemas das ciências que
envolvem razões instantâneas de variação.


Exemplo 40. Suponha que um óleo derramado através da ruptura do tanque de um navio se espalhe
em forma circular cujo raio cresce a uma taxa de 2m/h. Com que velocidade a área do
derramamento está crescendo no instante em que o raio atingir 60m?

Solução:

A taxa com que o raio cresce é de 2m/h. Podemos interpretar e denotar esta taxa de variação como
h / m 2
dt
dr
= .

Queremos calcular a taxa com que a área cresce em relação ao tempo. Podemos denotar esta taxa de
variação como
dt
dA
. A área do derramamento é circular, logo
2
r A π = .

Queremos calcular
dt
dA
e temos
dt
dr
. A regra da cadeia relaciona estas razões através de
dt
dr
dr
dA
dt
dA
⋅ = . Assim, r 4 2 r 2
dt
dA
π = ⋅ π = . Quando o raio atingir 60m a área do derramamento
estará crescendo a uma taxa de ( ) h / m 240 h / m 60 4
2 2
π = π .
Álvaro Fernandes 59
Diretrizes para resolver problemas de taxa de variação


1. Desenhe uma figura para auxiliar a interpretação do problema;

2. Identifique e denote as taxas que são conhecidas e a que será calculada;

3. Ache uma equação que relacione a quantidade, cuja taxa será encontrada, com as quantidades
cujas taxas são conhecidas;

4. Derive esta equação em relação ao tempo, ou use a regra da cadeia, ou a derivação implícita
para determinar a taxa desconhecida;

5. Após determinada a taxa desconhecida, calcule-a em um ponto apropriado.


Exemplo 41. Um tanque de água tem a forma de um cone circular invertido com base de raio 2m e
altura igual a 4m. Se a água está sendo bombeada dentro do tanque a uma taxa de 2m
3
/min, encontre
a taxa na qual o nível da água está elevando quando a água está a 3m de profundidade.






2
h
r
4
2
h
r
= ⇒ = . Assim,
3
2
h
12
h
2
h
3
1
V
π
= |
.
|

\
|
π = .


Derivando ambos os lados em relação ao tempo t, obtemos

dt
dV
h
4
dt
dh
dt
dh
h 3
12 dt
dV
dt
dh
dh
dV
dt
dV
2
2

π
= ⇔ ⋅
π
= ⇔ ⋅ = .

Substituindo min m 2
dt
dV
3
= e h = 3m, temos

min m 28 , 0
9
8
2
3
4
dt
dh
2

π
= ⋅
π
= .
Dado min m 2
dt
dV
3
= , devemos encontrar
dt
dh

quando h = 3m. As grandezas V e h estão
relacionadas pela equação h r
3
1
V
2
π = , que é o
volume do cone. Para obter o volume V como função

da altura h, podemos eliminar a variável r usando

semelhança de triângulos:
Álvaro Fernandes 60
Atividades (grupo 32).

1) Uma bola de neve esférica é formada de tal maneira que o seu volume aumenta à razão de 8
cm
3
/min. Com que velocidade aumenta o raio no instante em que a bola tem 4 cm de diâmetro?

2) Um automóvel que viaja à razão de 30 m/s, aproxima-se de um cruzamento. Quando o automóvel
está a 120 m do cruzamento, um caminhão que viaja à razão de 40 m/s atravessa o cruzamento. O
automóvel e o caminhão estão em rodovias que formam um ângulo reto uma com a outra. Com que
velocidade afastam-se o automóvel e o caminhão 2s depois do caminhão passar pelo cruzamento?

3) Uma escada com 13m de comprimento está apoiada numa parede vertical e alta. Num
determinado instante a extremidade inferior, que se encontra a 5m da parede, está escorregando,
afastando-se da parede a uma velocidade de 2 m/s. Com que velocidade o topo da escada está
deslizando neste momento?

4) Um balão está a 60 m acima do solo e se eleva verticalmente à razão de 5 m/s. Um automóvel
passa por baixo do balão viajando à 12 m/s. Com que velocidade varia, um segundo depois, a
distância entre o balão e o automóvel?

5) Despeja-se água num recipiente de forma cônica, à razão de 8 cm
3
/min. O cone tem 20 cm de
profundidade e 10 cm de diâmetro em sua parte superior. Se existe um furo na base, e o nível da
água está subindo à razão de 1 mm/min, com que velocidade a água estará escoando quando esta
estiver a 16 cm do fundo?

6) Um lado de retângulo está crescendo a uma taxa de 17 cm/min e o outro lado está decrescendo a
uma taxa de 5 cm/min. Num certo instante, os comprimentos desses lados são 10 cm e 7 cm,
respectivamente. A área do retângulo está crescendo ou decrescendo nesse instante? A que
velocidade?

7) Dois resistores variáveis
2 1
R R e são ligados em paralelo. A resistência total R é calculada
pela equação ( ) ( )
2 1
R 1 R 1 R 1 + = . Se
2 1
R R e estão aumentando às taxas de
s ohm 02 , 0 s ohm 01 , 0 e respectivamente, a que taxa varia R no instante em que
ohms 90 R ohms 30 R
2 1
= = e ?

8) Um triângulo isósceles tem os lados iguais com cm 15 cada um. Se o ângulo θ entre eles varia à
razão de rad 90 π por minuto, determine a variação da área do triângulo quando θ rad 6 π = .
Álvaro Fernandes 61
Análise gráfica das funções


Máximos e mínimos

Definição: Uma função ( ) x f y = tem um ponto de máximo relativo em
0
x x = , se existe um
intervalo aberto A, contendo
0
x , tal que ( ) ( ) x f x f
0
≥ , para todo A x ∈ .

( )
0
x f é chamado de valor máximo relativo.


Definição: Uma função ( ) x f y = tem um ponto de mínimo relativo em
1
x x = , se existe um
intervalo aberto B, contendo
1
x , tal que ( ) ( ) x f x f
1
≥ , para todo B x ∈ .

( )
1
x f é chamado de valor mínimo relativo.




Exemplo 42. A função ( )
2 4
x 4 x x f − = tem um ponto de máximo relativo em 0 x = e dois pontos
de mínimos relativos em 2 x ± = . O valor máximo relativo é 0 y = e o valor mínimo relativo é
4 y − = .



A proposição seguinte permite encontrar os possíveis pontos de extremos relativos (máximos
relativos ou mínimos relativos) de uma função.
Álvaro Fernandes 62
Proposição: Seja ( ) x f y = uma função definida num intervalo aberto ( ) b , a I = . Se f tem um
extremo relativo em I k ∈ e ( ) x ´ f existe para todo I x ∈ , então ( ) 0 k ´ f = .

Podemos interpretar geometricamente esta proposição da seguinte forma:

A reta tangente ao gráfico de f no ponto k x = é horizontal, visto que ( ) 0 k ´ f = .





Definição: Um ponto ( ) f D c ∈ tal que ( ) 0 c ´ f = ou ( ) c ´ f não existe é chamado de ponto
crítico de f.

Se houverem extremos relativos numa função, estes ocorrem em ponto críticos.


Exemplo 43. Algumas funções e seus pontos críticos.

a)


b)

c)


3
x y = 2 1 x y + − =
( ) 1 1 x y
2
+ − =


Observações:

• No exemplo a) ( ) 0 0 ´ f = , mas 0 x = não é um ponto de extremo da função.
• No exemplo b) não existe ( ) 1 ´ f , mas 1 x = é um ponto de extremo (mínimo relativo) da
função.
• No exemplo c) ( ) 0 1 ´ f = e 1 x = é um ponto de extremo (mínimo relativo) da função.

Álvaro Fernandes 63

Uma função ( ) x f y = pode admitir num intervalo ( ) b , a mais do que um ponto de extremo relativo.
O maior valor da função num intervalo é chamado de valor máximo absoluto. Analogamente, o
menor valor é chamado de valor mínimo absoluto.




Algumas funções podem não apresentar extremos relativos num intervalo. Por exemplo
( ) 2 , 2 x , x y − ∈ = .



Funções crescentes e decrescentes


Definição: Uma função ( ) x f y = , definida num intervalo I, é crescente neste intervalo se para
quaisquer I , x x
1 0
∈ ,
1 0
x x < , temos que ( ) ( )
1 0
x f x f < . (ver Fig. 1)

Definição: Uma função ( ) x f y = , definida num intervalo I, é decrescente neste intervalo se para
quaisquer I , x x
1 0
∈ ,
1 0
x x < , temos que ( ) ( )
1 0
x f x f > . (ver Fig. 2)


Fig. 1 Fig. 2


Podemos identificar os intervalos onde uma função é crescente ou decrescente através do estudo do
sinal da derivada da função. Segue a proposição.
o
x é o ponto de máximo absoluto de f;

( )
0
x f é o valor máximo absoluto de f;

1
x é o ponto de mínimo absoluto de f;

( )
1
x f é o valor mínimo absoluto de f.
Álvaro Fernandes 64
Proposição: Seja f uma função contínua no intervalo | | b , a e derivável no intervalo ( ) b , a .

a) Se ( ) 0 x ´ f > para todo ( ) b , a x ∈ , então f é crescente em | | b , a ;
b) Se ( ) 0 x ´ f < para todo ( ) b , a x ∈ , então f é decrescente em | | b , a .

Noção geométrica:

a) Se a função derivada é positiva para todo ( ) b , a x ∈ então, geometricamente, a reta tangente tem
inclinação positiva para todo ( ) b , a x ∈ .





( ) ( )
o
90 0 0 tg x ´ f < α < ⇒ > α = .

b) Se a função derivada é negativa para todo ( ) b , a x ∈ então, geometricamente, a reta tangente tem
inclinação negativa para todo ( ) b , a x ∈ .





( ) ( )
o o
180 90 0 tg x ´ f < α < ⇒ < α = .


Exemplo 44. Determine os intervalos de crescimento e decrescimento da função ( )
2 4
x 4 x x f − = .

Solução: Vamos analisar o sinal da derivada desta função.

( ) ( ) 2 x x 4 x 8 x 4 x ´ f
2 3
− = − = .


Logo:

f é crescente para todo | | | | +∞ ∪ − ∈ , 2 0 , 2 x , pois a derivada é positiva nestes intervalos.
f é decrescente para todo | | | | 2 , 0 2 , x ∪ − ∞ − ∈ , pois a derivada é negativa nestes
intervalos.

Observe o gráfico da função ( )
2 4
x 4 x x f − = no exemplo 42.
Álvaro Fernandes 65
Critérios para determinar os extremos de uma função


Teorema: (Critério da primeira derivada para determinação de extremos)
Seja f uma função contínua num intervalo fechado | | b , a que possui derivada em todo ponto do
intervalo ( ) b , a , exceto possivelmente num ponto k:

a) Se ( ) 0 x ´ f > para todo x < k e ( ) 0 x ´ f < para todo x > k, então f tem um máximo relativo em k;



b) Se ( ) 0 x ´ f < para todo x < k e ( ) 0 x ´ f > para todo x > k, então f tem um mínimo relativo em k;



Interpretação geométrica:

a) A função f é crescente para todo x < k , pois ( ) 0 x ´ f > e é decrescente para todo x > k , pois
( ) 0 x ´ f < . Desta forma, f assume um ponto de máximo relativo em k x = .



b) A função f é decrescente para todo x < k , pois ( ) 0 x ´ f < e é crescente para todo x > k , pois
( ) 0 x ´ f > . Desta forma, f assume um ponto de mínimo relativo em k x = .




Exemplo 45. Determine os extremos da função ( )
2 4
x 4 x x f − = .

Como vimos no exemplo anterior o sinal de ( ) x ´ f é .

Então, de acordo com a proposição, 2 x ± = são ponto de mínimo relativo e 0 x = é ponto de
máximo relativo. Observe o gráfico da função ( )
2 4
x 4 x x f − = no exemplo 42.

Álvaro Fernandes 66
O seguinte teorema também é utilizado para determinação de extremos de uma função. Ele é
aplicado quando a análise do sinal da primeira derivada não é imediata (simples).

Teorema: (Critério da segunda derivada para determinação de extremos)
Seja f uma função derivável num intervalo ( ) b , a e k um ponto crítico de f neste intervalo, isto é,
( ) 0 k ´ f = . Então:

a) ( ) ⇒ < 0 k ´´ f f tem um máximo relativo em k;
b) ( ) ⇒ > 0 k ´´ f f tem um mínimo relativo em k.

Exemplo 46. Determine os extremos da função ( )
2 4
x 4 x x f − = , usando o teste da segunda
derivada.

( ) ( ) 2 x x 4 x 8 x 4 x ´ f
2 3
− = − = . Os pontos críticos de f são 2 x 2 x 0 x
2 1 o
− = = = e , .

( ) 8 x 12 x ´´ f
2
− = .

( ) 0 8 0 ´´ f < − = , logo 0 x
o
= é ponto de máximo relativo.
( ) 0 16 2 ´´ f > = , logo 2 x
1
= é ponto de mínimo relativo.
( ) 0 16 2 ´´ f > = − , logo 2 x
2
− = é ponto de mínimo relativo.

Este resultado está de acordo com o exemplo 45.

Exemplo 47. Determine os extremos da função ( ) ( ) 0 x , x x ln x f
2
> − = , usando o teste da segunda
derivada.

( ) x 2
x
1
x ´ f − = .

( )
2
2
x
2
1
x x 2
x
1
0 x 2
x
1
0 x ´ f
2
± = ⇒ = ⇒ = ⇒ = − ⇒ = . Como 0 x > , temos que
2
2
x =
é o ponto crítico de f.

Vamos agora determinar o sinal de
|
|
.
|

\
|
2
2
´´ f :

( ) 2
x
1
x ´´ f
2
− − = . Assim 0 4
2
2
´´ f < − =
|
|
.
|

\
|
e então
2
2
x =

é ponto de máximo relativo de f.

Veja o gráfico da função ( ) ( ) 0 x , x x ln x f
2
> − = ao lado.

Álvaro Fernandes 67
Concavidade e ponto de inflexão

Sabemos que a parábola 0 a c bx ax y
2
≠ + + = , , tem concavidade voltada para cima quando 0 a >
e concavidade voltada para baixo quando 0 a < . Não existe mudança de concavidade nos gráficos
destas funções. Situação diferente acontece em ( ) x sen y = ou ( ) x cos y = , onde verificamos essas
mudanças. Os pontos de mudança de concavidade são chamados de pontos de inflexão. Através da
derivada (segunda) podemos determinar os intervalos onde uma função tem concavidade voltada
para cima ou para baixo e os pontos de inflexão. Estes conceitos são úteis no esboço gráfico de uma
curva.





Definição: Dizemos que uma função f tem concavidade voltada para cima (C.V.C) num intervalo
( ) b , a se ´ f é crescente neste intervalo. Em outras palavras, se o gráfico da função estiver acima de
qualquer reta tangente.



Figura 1

Definição: Dizemos que uma função f tem concavidade voltada para baixo (C.V.B) num intervalo
( ) b , a se ´ f é decrescente neste intervalo. Em outras palavras, se o gráfico da função estiver abaixo
de qualquer reta tangente.



Figura 2


Através do estudo do sinal da segunda derivada podemos determinar os intervalos onde uma função
tem concavidade voltada para cima ou para baixo. Vejamos a seguinte proposição.
Álvaro Fernandes 68
Proposição: Seja f uma função contínua e derivável até a segunda ordem no intervalo ( ) b , a :

a) Se ( ) 0 x ´´ f > para todo ( ) b , a x ∈ , então f tem concavidade voltada para cima em ( ) b , a ;

b) Se ( ) 0 x ´´ f < para todo ( ) b , a x ∈ , então f tem concavidade voltada para baixo em ( ) b , a .

Prova:

a) Como ( ) 0 x ´´ f > para todo ( ) b , a x ∈ , então ( ) x ´ f é crescente em ( ) b , a . Desta forma, o gráfico
de f tem o aspecto do gráfico da figura 1 anterior. De forma análoga prova-se o item b.


Definição: Um ponto ( ) ( ) k f , k P do gráfico de uma função contínua f é chamado de ponto de
inflexão (P.I.) se ocorre uma mudança de concavidade na passagem por P.



Figura 3

Figura 4


Para verificar a existência de um ponto de inflexão ( ) ( ) k f , k P no gráfico de uma função f, basta
verificar a mudança de sinal da segunda derivada na passagem por k.

Observe simbolicamente como isto ocorre:

Na figura 3 temos


Na figura 4 temos




Exemplo 48.

Determine os intervalos onde a função ( )
2 4
x 4 x x f − = tem concavidade voltada para cima, para
baixo e os pontos de inflexão.
Álvaro Fernandes 69
Temos que ( ) x 8 x 4 x ´ f
3
− = e ( ) 8 x 12 x ´´ f
2
− = .

( )
3
2
x
3
2
x
3
2
12
8
x 0 8 x 12 0 x ´´ f
2 2
− < > ⇒ = > ⇒ > − ⇒ > ou .

( )
3
2
x
3
2
3
2
12
8
x 0 8 x 12 0 x ´´ f
2 2
< < − ⇒ = < ⇒ < − ⇒ < .



Assim, f tem C.V.C. no intervalo ( ) ( ) ∞ + ∪ − ∞ − , 3 2 3 2 , e tem C.V.B. em
( ) 3 2 , 3 2 − . Os pontos de inflexão ocorrem nas abscissa
3
2
x
0
− = e
3
2
x
1
= .




Assíntotas horizontais e verticais

Em algumas aplicações práticas, encontramos gráficos que se aproximam de uma reta.



Estas retas são chamadas de assíntotas.

Vamos tratar mais detalhadamente das assíntotas horizontais e verticais.
Álvaro Fernandes 70
Definição: A reta de equação k x = é uma assíntota vertical do gráfico de uma função ( ) x f y = ,
se pelo menos uma das seguintes afirmações for verdadeira:

i) ( ) +∞ =
+

x f lim
k x
;

ii) ( ) +∞ =


x f lim
k x
;

iii) ( ) −∞ =
+

x f lim
k x
;

iv) ( ) −∞ =


x f lim
k x
.


Exemplo 49

a) A reta de equação 0 x = é assíntota vertical da função ( ) x ln y = , pois ( ) −∞ =
+

x ln lim
0 x
.

Observe o gráfico da função ( ) x ln y = :






b) A reta de equação 1 x = é assíntota vertical da função
( )
2
1 x
l
y

= , pois
( )
+∞ =


2
1 x
1 x
1
lim .

Observe o gráfico da função
( )
2
1 x
l
y

= :





Álvaro Fernandes 71
Definição: A reta de equação k y = é uma assíntota horizontal do gráfico de uma função
( ) x f y = , se pelo menos uma das seguintes afirmações for verdadeira:

i) ( ) k x f lim
x
=
+∞ →
;

ii) ( ) k x f lim
x
=
−∞ →
.


Exemplo 50

a) A reta de equação 1 y = é assíntota horizontal da função
2
2
x 1
1 x
y
+

= , pois 1
x 1
1 x
lim
2
2
x
x
=
+

−∞ →
+∞ →

ou
.
Observe o gráfico da função
2
2
x 1
1 x
y
+

= :




b) A reta de equação 0 y = é assíntota horizontal da função
( )
x
x sen
y = , pois
( )
0
x
x sen
lim
x
x
=
−∞ →
+∞ →

ou
.
Graficamente podemos perceber que as oscilações vão reduzindo a sua amplitude e o gráfico da
função
( )
x
x sen
y = vai se aproximando da reta 0 y = .




Percebemos neste exemplo que a assintota horizontal toca o gráfico da função.


Álvaro Fernandes 72
Esboços de gráficos

Utilizando todos os resultados da análise gráfica das funções, podemos resumir numa tabela os
procedimentos para esboçar o gráfico de uma função.

Passos Procedimento

1
o
Encontrar o domínio da função;
2
o
Calcular os pontos de interseção da função com os eixos (quando não requer muito cálculo);
3
o
Calcular os pontos críticos da função;
4
o
Determinar os intervalos de crescimento e decrescimento da função;
5
o
Encontrar os pontos de máximos e mínimos relativos da função;
6
o
Determinar a concavidade e os pontos de inflexão;
7
o
Determinar as assíntotas horizontais e verticais (se existirem);
8
o
Esboçar o gráfico.


Exemplo 51. Esboce o gráfico da função ( )
1 x
x
x f y
2

= = .


1
o
passo (Domínio):

1 x 1 x 1 x 0 1 x
2 2
± ≠ ⇒ ± ≠ ⇒ ≠ ⇒ ≠ − . Logo ( ) { } 1 , 1 f D − − ℜ = .


2
o
passo (Pontos de interseção com os eixos):

( )
( )
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
= ⇒

= =
= ⇒

= =
ponto mesmo O : ) (faça eixo o com
ponto o temos Logo : ) (faça eixo o com
. 0 , 0 . 0 y
1 0
0
y 0 x y
. 0 , 0 . 0 x
1 x
x
0 0 y x
2
2



3
o
passo (Pontos críticos):

( )
( ) ( )
( ) ( )
2
2
2
2
2
2
1 x
1 x
...
1 x
x 2 x 1 x 1
x ' f

− −
= =

− −
= .

( )
( )
1 x 0 1 x 0
1 x
1 x
0 x ' f
2 2
2
2
2
− = ⇔ = − − ⇔ =

− −
⇔ = . Não existem pontos críticos,
pois não existe ℜ ∈ x tal que 1 x
2
− = .
Álvaro Fernandes 73
4
o
passo (Intervalos de crescimento e decrescimento):


( )
( )
2
2
2
1 x
1 x
x ' f

− −
= . Estudando o sinal da derivada...




A função é decrescente { } 1 , 1 x − − ℜ ∈ ∀ .



5
o
passo (Pontos de máximos e mínimos relativos):

Como o sinal de ( ) x ' f não muda (é sempre negativo), então não existem extremos relativos para f.



6
o
passo (Concavidade e pontos de inflexão):

( )
( )( ) ( )( )( )( )
( )
( )( )
( )
3
2
2
4
2
2 2
2
2
1 x
3 x x 2
...
1 x
x 2 1 x 2 1 x 1 x x 2
x ' ' f

+
= =

− − − − − −
= .

Estudando o sinal da segunda derivada...




f tem C.V.C. ( ) ( ) ∞ + ∪ − ∈ ∀ , 1 0 , 1 x .

f tem C.V.B. ( ) ( ) 1 , 0 1 , x ∪ − ∞ − ∈ ∀ .


Como 1 x − = e 1 x = não fazem parte do domínio da função f , então o único ponto de inflexão é
0 x = pois ' ' f muda de sinal quando passa por ele.
Álvaro Fernandes 74
7
o
passo (Assíntotas horizontais e verticais):



Vertical:
( )( ) ( )( )
( )( ) ( )( )
( )( ) ( )( )
( )( ) ( )( )

¸

− =
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
−∞ = =


=
− +
=

+∞ = =


=
− +
=

=
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
−∞ = = =
− +
=

+∞ = = =
− +
=

− −
− → − →
+ +
− → − →
− −
→ →
+ +
→ →
− −
+ +
− −
+ +
assíntota. é reta A


assíntota. é reta A


1 x
.
0
1
2 0
1
1 x 1 x
x
lim
1 x
x
lim
.
0
1
2 0
1
1 x 1 x
x
lim
1 x
x
lim
1 x
.
0
1
0 2
1
1 x 1 x
x
lim
1 x
x
lim
.
0
1
0 2
1
1 x 1 x
x
lim
1 x
x
lim
1 x
2
1 x
1 x
2
1 x
1 x
2
1 x
1 x
2
1 x





Horizontal: assíntota. é reta A
l) (L´Hospita
l) (L´Hospita
0 y
. 0
x 2
1
lim
1 x
x
lim
. 0
x 2
1
lim
1 x
x
lim
x
2
x
x
2
x
=
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
= = =

= = =

−∞ → −∞ →
+∞ → +∞ →




8
o
passo (Esboço do gráfico):

Reunindo todos o elementos calculados, podemos agora traçar o gráfico:





Álvaro Fernandes 75
Atividades (grupo 33)


Pontos críticos.

1. Determinar os pontos críticos das seguintes funções, se existirem.

a) ( ) f x x = + 3 2.
d) ( ) f x e x
x
= − .

b) ( ) f x x x = − +
2
3 8 . e) ( ) ( ) 4 x x x f
2
− = .

c) ( ) f x x = − 3
3
. f) ( ) f x x x = − 4 12
3 2
.


Crescimento e decrescimento.

2. Determinar os intervalos nos quais as funções a seguir são crescentes ou decrescentes.

a) ( ) f x x = − 2 1.
e) ( ) f x x e
x
=

. .

b) ( ) f x x x = + + 3 6 7
2
.
f) ( ) f x x
x
= +
1
.

c) ( ) f x x x x = + − +
3 2
2 4 2 .
g) ( ) ( ) ( ) | | f x x x x = + ∈ 2 2 0 2 cos sen , , π .

d) ( ) f x e
x
=

. h) ( ) ( ) 1 x x x f
2
− = .


Pontos de extremos relativos.

3. Encontrar os pontos de máximos e mínimos relativos das seguintes funções, se existirem.

a) ( ) f x x x = + +
3 2
3 1.
d) ( ) f x x x = − 5 25
5 3
.

b) ( ) f x x x = − 8 4
2 3
.
e) ( ) ( ) ( ) 1 x 1 x x f + − = .

c) ( ) ( ) ( ) 5 x 6 2 x 3 x x f
2 3
+ − + = . f) ( ) f x xe
x
= .

4. Encontre os pontos de máximos e mínimos relativos da função
( ) ( ) ( ), x 2 cos x sen 2 x f + = | | π ∈ 2 , 0 x , usando o critério da segunda derivada.
Álvaro Fernandes 76
Concavidade e ponto de inflexão.

5. Determinar os intervalos onde as funções têm concavidade voltada para cima (C.V.C.) e
concavidade voltada para baixo (C.V.B.). Determine também os pontos de inflexão (P.I.).

a) ( ) f x x x x = − + +
3 2
2 1.
d) ( ) ( ) f x x = −
2
2
1 .

b) ( ) f x x x = − + 3 4 6
4 3
. e) ( ) f x x = −
5
1.

c) ( ) f x x x = − 2 6
6 4
. f) ( ) f x xe
x
= .



Assíntotas.

6. Determine as assíntotas horizontais e verticais das funções abaixo, se existirem.

a) ( ) f x x x = − +
3 2
3 2 .
d) ( ) f x
x
x x
=

− −
2
2
2
.

b) ( ) f x
x
x
=

2
9
2
2
.
e) ( )
( )
f x
x
x
=
sen
.

c) ( ) f x
x
x
=

+
2
9
. f) ( )
( )
f x
x
x
=
ln
3
.



Esboço gráfico.

7. Para cada função a seguir, determine (se possível): o domínio, as interseções com os eixos, as
assíntotas horizontais e verticais, os intervalos de crescimento e decrescimento, os máximos e
mínimos relativos, os intervalos onde o gráfico tem concavidade para cima e onde o gráfico tem
concavidade para baixo, os pontos de inflexão e o esboço gráfico.


Obs: Para confirmar a sua resposta, construa os gráficos utilizando um software matemático.

a) ( ) f x x x x = + − − 10 12 3 2
2 3
.
d) ( ) f x e
x
=

2
.

b) ( ) ( ) ( ) 1 x 1 x x f − + = . e) ( ) ( ) f x x x = .ln .

c) ( ) f x x x = − + −
4 2
6 3 . f) ( ) x e x f
x
= .

Álvaro Fernandes 77
Problemas de otimização

Agora apresentaremos os problemas de otimização. Nestes problemas buscamos
soluções que são ótimas, do ponto de vista matemático. Por exemplo: uma empresa deseja produzir
potes cilíndricos de 300ml para armazenar certo tipo de produto. Sabe-se que estes potes devem ter
área total mínima para reduzir o custo de impressão dos rótulos. De todos os cilindros de volume
igual a 300ml, qual possui menor área total (raio da base e altura)? Devemos então buscar uma
solução que minimize a área total do cilindro, reduzindo assim o custo de impressão dos rótulos nos
potes. Variados problemas práticos, semelhantes a esse, em diversos ramos do conhecimento, são
resolvidos com o auxílio das derivadas.

Iniciaremos resolvendo este problema.

Exemplo 52. De todos os cilindros de volume igual a 300ml, qual possui menor área total (raio da
base e altura)?

Abrindo o cilindro nós temos


Sabe-se que o volume do cilindro é h r V
2
π = e a área total é rh 2 r 2 A
2
π + π = .

Queremos determinar os valores do raio (r) da base e a altura (h) de um cilindro de 300 ml de
volume (V) que possua mínima área total (A).

Já sabemos determinar o ponto de mínimo de uma função através dos dois critérios vistos, mas a
função área possui duas variáveis r e h. Poderemos resolver este problema isolando uma das
variáveis em h r V
2
π = (com 300 V = ) e substituí-la em rh 2 r 2 A
2
π + π = .

2
2
r
300
h h r 300
π
= ⇒ π = .

Temos então que
r
600
r 2
r
300
r 2 r 2 A
2
2
2
+ π =
π
π + π = . Conseguimos então tornar a função área como
função de uma única variável. Vamos determinar o ponto crítico desta função:

2
r
600
r 4 ´ A − π = . Resolvendo agora a equação 0 ´ A = :

cm 6 , 3
4
600
r
4
600
r
r
600
r 4 0
r
600
r 4
3
3
2 2

π
= ⇒
π
= ⇒ = π ⇒ = − π .

Como 0
4
600
´´ A
3
>
|
|
.
|

\
|
π
(verifique!), temos que
3
4
600
r
π
= é ponto de mínimo da função A (pelo 2
o

critério para determinação de extremos). Substituindo
3
4
600
r
π
= em
2
r
300
h
π
= , obtemos cm 2 , 7 h ≈ .
Álvaro Fernandes 78
Diretrizes para resolução de problemas de otimização

1. Leia cuidadosamente o problema. Esboce uma figura para auxiliar a sua interpretação;
2. Identifique e denomine com variáveis as quantidades informadas no problema;
3. Determine algumas relações (ou fórmulas) entre as variáveis;
4. Determine qual variável deve ser otimizada (maximizada ou minimizada) . Expresse esta variável
como função de uma das outras variáveis;
5. Determine o ponto crítico da função obtida o item anterior;
6. Determine o(s) extremo(s) com o auxílio dos critérios da 1
a
e 2
a
derivadas.

Exemplo 53. Determine as dimensões (base e altura) do retângulo de área máxima que pode ser
inscrito em um semicírculo de raio constante a, como mostra a figura.


Podemos dizer que este retângulo tem base igual a b e altura igual a h.



Queremos maximizar a área do retângulo bh A = , sabendo-se que as variáveis b e h obedecem o
teorema de Pitágoras
2 2
2
a h
2
b
= +
|
.
|

\
|
. Podemos então tornar a função área como função de uma
única variável (b), pois
2
b a 4
2
b
a h
2 2
2
2

= |
.
|

\
|
− = :

2 2
2 2
b a 4 b
2
1
2
b a 4
b A − ⋅ =

⋅ = . Lembre-se que a é uma constante!

Resolvendo a equação ( ) 0 b ´ A = , obtemos:

2 2
2 2 2
2 2
2 2
b a 4 2
b
2
b a 4
b a 4 2
b 2
2
b
b a 4
2
1
´ A



=


⋅ + −
|
.
|

\
|
= .

⇔ = ⇔ = − ⇔

=

⇔ =
2 2 2 2 2
2 2
2 2 2
a 4 b 2 b b a 4
b a 4 2
b
2
b a 4
0 ´ A

a é o raio do semicírculo.
Álvaro Fernandes 79
2 a b a 2 b
2
= ⇔ = ⇔ .

Substituindo 2 a b = em
2
b a 4
h
2 2

= , obtemos
2
2 a
h = .

Verifique que realmente 2 a b = é o ponto de máximo da função área
2 2
b a 4 b
2
1
A − ⋅ = usando
o critério da segunda deriva ( ) 0 2 a b ´´ A < = .


Atividades (grupo 34)

1) De todos os retângulos de comprimento fixo L, qual possui maior área? Determine a base e a
altura de tal retângulo.

2) Uma reta variável passando por
( )
P 12 , corta o eixo Ox em
( )
A a,0 e o eixo Oy em
( )
B b 0, .
Determine o triângulo OAB de área mínima, para a e b positivos.

3) Dentre os retângulos com base no eixo Ox e vértices superiores sobre a parábola
2
x 12 y − = , determine o de área máxima (base e altura).



4) Uma fábrica produz x milhares de unidades mensais de um determinado artigo. Se o custo de
produção é dado por ( ) C x x x x = + + + 2 6 18 6
3 2
e a receita obtida na venda é dada por
( ) R x x x = − 60 12
2
, determinar o número ótimo de unidades que maximiza o lucro L.
Obs.: Lucro = Receita - Custo, isto é, ( ) ( ) ( ) L x R x C x = − .

5) Usando uma folha quadrada de cartolina, de lado igual a 60 cm, deseja-se construir uma caixa
sem tampa, cortando seus cantos em quadrados iguais e dobrando convenientemente a parte
restante. Determinar o lado dos quadrados que devem ser cortados de modo que o volume da caixa
seja o maior possível.


Álvaro Fernandes 80
6) A potência P de uma bateria de um automóvel é dada por P VI I R = −
2
, sendo I a corrente para
uma voltagem V e resistência interna da bateria R. São constantes V e R. Que corrente corresponde
à potência máxima?

7) O departamento de trânsito de uma cidade, depois de uma pesquisa, constatou que num dia
normal da semana à tarde, entre 2 e 7 horas, a velocidade do tráfego é de aproximadamente
( ) V t t t t = − + − 2 27 108 35
3 2
quilômetros por hora, onde t é o número de horas transcorridas após o
meio dia. A que horas do intervalo de 2 às 7 o tráfego flui mais rapidamente e a que horas flui mais
lentamente, e com que velocidade?

8) Faz-se girar um triângulo retângulo de hipotenusa dada H em torno de um de seus catetos,
gerando um cone circular reto. Determine o cone de volume máximo (raio da base e altura).

9) Um gerador de corrente elétrica tem uma força eletromotriz de ε volts e uma resistência interna
de r ohms. ε e r são constantes. Se R ohms é uma resistência externa, a resistência total é (r + R)
ohms e se P watts é a potência então, ( ) ( )
P R r R = + ε
2 2
. Qual o valor de R que consumirá o máximo
de potência? Interprete o resultado.

10) Corta-se um pedaço de arame de comprimento L em duas partes. Com uma das partes faz-se
uma circunferência e com a outra um quadrado. Determine o raio da circunferência e o lado do
quadrado para que a soma das áreas compreendidas pelas duas figuras seja mínima.

11) Um construtor deseja construir um depósito com as seguintes características: capacidade de 30
m
3
, teto plano, base retangular cuja largura é três quartos do comprimento. O custo por metro
quadrado do material é de R$ 36,00 para o chão, R$ 204,00 para os lados e R$ 102,00 para o teto.
Quais as dimensões do depósito que minimizarão o custo?

Índice
Limite e continuidade............................................................................................................. 3 Noção intuitiva de limite........................................................................................................... 3 Tabelas de aproximações........................................................................................................... 4 Cálculo de uma indeterminação do tipo 0/0.............................................................................. 5 Definição intuitiva de limite..................................................................................................... 6 Propriedades dos limites........................................................................................................... 6 Limites infinitos........................................................................................................................ 8 Limites no infinito..................................................................................................................... 9 Expressões indeterminadas....................................................................................................... 10 Limite fundamental exponencial............................................................................................... 12 Limite fundamental trigonométrico.......................................................................................... 14 Funções limitadas..................................................................................................................... 16 Continuidade............................................................................................................................. 18 Aplicação 1: Problema da área sob o arco de uma parábola..................................................... 20 Aplicação 2: Problema do circuito RL em série...................................................................... 21 Derivada................................................................................................................................... 22 A reta tangente.......................................................................................................................... 22 A reta normal............................................................................................................................ 25 A derivada de uma função num ponto...................................................................................... 25 Derivadas laterais..................................................................................................................... 26 Regras de derivação.................................................................................................................. 28 Derivada da função composta (Regra da cadeia)...................................................................... 30 Derivada da função inversa....................................................................................................... 32 Derivada das funções elementares............................................................................................ 33 Derivada da função exponencial............................................................................................... 33 Derivada da função logarítmica................................................................................................. 34 Derivada das funções trigonométricas...................................................................................... 34 Derivada das funções trigonométricas inversas........................................................................ 37 Tabela de derivadas.................................................................................................................. 39 Derivadas sucessivas................................................................................................................ 40 Derivada na forma implícita..................................................................................................... 42 Derivada de uma função na forma paramétrica........................................................................ 47 Diferencial................................................................................................................................ 51 Aplicações da derivada........................................................................................................... 53 A regra de L’Hospital............................................................................................................... Interpretação cinemática da derivada....................................................................................... Taxa de variação....................................................................................................................... Análise gráfica das funções...................................................................................................... Máximos e mínimos........................................................................................................... Funções crescentes e decrescentes..................................................................................... Critérios para determinar os extremos de uma função........................................................ Concavidade e inflexão....................................................................................................... Assíntotas horizontais e verticais........................................................................................ Esboço gráfico..................................................................................................................... Problemas de otimização......................................................................................................... 53 55 58 61 61 63 65 67 69 72 77

Álvaro Fernandes

2

Limite e continuidade
Noção Intuitiva de limite Considere a função f ( x ) = x 2 − 1. Esta função está definida para todo x ∈ℜ , isto é, qualquer que seja o número real c, o valor f (c ) está bem definido. Exemplo 1. Se x = 2 então f ( 2) = 2 2 − 1 = 3 . Dizemos que a imagem de x = 2 é o valor f (2 ) = 3 . Graficamente:

x2 − 1 . Esta função está definida x −1 ∀x ∈ℜ − {1} . Isto significa que não podemos estabelecer uma imagem quando x assume o valor 1. Considere agora uma outra função g( x ) = g (1) = 12 − 1 0 = ??? 1−1 0

0 simboliza uma indeterminação matemática. Outros tipos de indeterminações matemáticas 0 serão tratados mais adiante.
Qual o comportamento gráfico da função g quando x assume valores muito próximos de 1, porém diferentes de 1? A princípio o estudo do limite visa estabelecer o comportamento de uma função numa vizinhança de um ponto (que pode ou não pertencer ao seu domínio). No caso da função f, qualquer valor atribuído a x determina uma única imagem, sem problema algum. Mas na função g, existe o ponto x = 1 que gera a indeterminação.

x2 − 1 quando x assume valores próximos x −1 (numa vizinhança) de 1, mas diferente de 1. Para isto vamos utilizar tabelas de aproximações.
Estudemos os valores da função g( x ) =
Álvaro Fernandes 3

Tabelas de aproximações As tabelas de aproximações são utilizadas para aproximar o valor da imagem de uma função (se existir) quando a variável x se aproxima de um determinado ponto. Atribuindo a x valores próximos de 1, porém menores do que 1: (tabela A)

x g(x)

0 1

0,5 1,5

0,75 1,75

0,9 1,9

0,99 1,99

0,999 1,999

0,9999 1,9999

Atribuindo a x valores próximos de 1, porém maiores do que 1: (tabela B)

x g(x)

2 3

1,5 2,5

1,25 2,25

1,1 2,1

1,01 2,01

1,001 2,001

1,0001 2,0001

Observemos que podemos tornar g(x) tão próximo de 2 quanto desejarmos, bastando para isso tomarmos x suficientemente próximo de 1. De outra forma, dizemos: “O limite da função g(x) quando x se aproxima de (tende a) 1 é igual a 2”. Simbolicamente escrevemos: lim g( x ) = 2
x →1

ou

lim
x →1

x2 − 1 = 2. x −1

Observações: 1) Os dois tipos de aproximações que vemos nas tabelas A e B são chamados de limites laterais.

∗ Quando x tende a 1 por valores menores do que 1 (tabela A), dizemos que x tende a 1 pela esquerda, e denotamos simbolicamente por x → 1− . Temos então que:

x2 − 1 =2 lim g( x ) = 2 ou lim x → 1− x → 1− x −1

Obs: O sinal negativo no expoente do no 1 simboliza apenas que x se aproxima do número 1 pela esquerda.

∗ Quando x tende a 1 por valores maiores do que 1 (tabela B), dizemos que x tende a 1 pela direita, e denotamos simbolicamente por x → 1+ . Temos então que: x2 − 1 lim g( x ) = 2 ou lim =2 x → 1+ x → 1+ x −1
Obs: O sinal positivo no expoente do no 1 simboliza apenas que x se aproxima do número 1 pela direita.

2) Se a função g se aproximasse de valores distintos à medida que x se aproximasse lateralmente de 1, pela esquerda e pela direita, então diríamos que o limite da função g não existiria neste ponto, simbolicamente lim g( x ) .
x →1

3) O limite da função g(x) quando x se aproxima de 1, somente existe se os limites laterais são iguais. Simbolicamente:

lim g( x ) = 2 se, e somente se, lim g( x ) = lim g( x ) = 2 . − +
x →1 x →1 x →1

Será necessário sempre construir tabelas de aproximações para determinar o limite de uma função, caso ele exista? Não! Há uma forma bem mais simples, como veremos a seguir.
Álvaro Fernandes 4

∀x ≠ 1. Observe que g (1) = g (x ) = x 2 − 1 ( x − 1)( x + 1) = ( x + 1).Cálculo de uma indeterminação do tipo 0 0 0 . Determine lim g( x ) . calculamos o limite da função substituindo.. a função g está cada vez mais próxima de quanto? Devemos então simplificar a expressão da função g e depois fazer a substituição direta. lim = 2. ∀x ≠ 1 Então: = x−1 x −1 x2 − 1 Logo. deveremos simplificar* a 0 expressão da função envolvida. onde g( x ) = . x −1 Álvaro Fernandes 5 . etc. o valor de x. Sempre que nos depararmos com uma indeterminação do tipo * Para simplificar a expressão você deve utilizar fatoração. porém diferente de 1. Logo após. na expressão já simplificada. x2 − 1 lim g ( x ) = lim = lim x →1 x →1 x − 1 x →1 x →1 x −1 Chegamos à mesma conclusão da análise feita pelas tabelas de aproximações. racionalização.. x2 − 1 Exemplo 2. Não mais utilizaremos as tabelas de aproximações para casos semelhantes a este!! x2 − 1 x2 − 1 está = 2 significa que a função g( x ) = x →1 x −1 x −1 tão próxima de 2 assim como x está suficientemente próximo de 1. porém de uma forma mais rápida e sistemática. Vejamos os exemplos seguintes. Graficamente podemos verificar isso: Vale lembrar que a expressão lim Gráfico da função g( x ) = x2 − 1 . x →1 x −1 0 que é uma indeterminação matemática! Quando a variável x está cada vez 0 mais próxima de 1. x →1 x −1 (x − 1)(x + 1) = lim (x + 1) = 1 + 1 = 2 . dispositivo prático de Briot-Ruffini para dividir polinômios.

0 x −1 2 lim x →1 x −1 x −1 x +1 = lim 2 ⋅ = lim x →1 x − 1 x −1 x + 1 x →1 2 (x − 1) (x − 1)(x + 1)( x +1 ) = lim x →1 (x + 1)( 1 x +1 ) = 1 . lim− f ( x ) = lim+ f ( x ) = L . constatará que g(x) está cada vez mais próximo de 1/4 a medida que x se aproxima de 1. em x→a x→a símbolo lim f ( x ) . 4 Se você construir as tabelas de aproximações. dizemos que o limite não existe. 2 3 x − 12 0 x3 − 23 x3 − 8 = lim = lim lim x →2 3 x 2 − 12 x →2 3 x 2 − 4 x →2 ( ( ) ) (x − 2 )(x 2 + 2 x + 4 ) = lim x →2 3( x − 2 )( x + 2 ) (x 2 + 2 x + 4 12 = =1 3( x + 2 ) 12 ) Definição intuitiva de limite. Caso contrário. então L1 = L2 . e somente se. Determine lim x →2 0 x3 − 8 (observe a indeterminação matemática ). x→a x →a Proposição (unicidade do limite). exceto possivelmente no próprio a. isto é. Se o limite de uma função num ponto existe. Principais propriedades dos limites. Se lim f ( x ) = L1 e lim f ( x ) = L2 .Exemplo3. g (x ) lim g ( x ) x →a x→a e) lim k = k . x→a x→a c) lim [ f (x ) ⋅ g (x )] = lim f ( x ) ⋅ lim g (x ) . Exemplo 4. e escrevemos lim f ( x ) = L . Determine lim x →1 0 x −1 (observe a indeterminação matemática ). lim g ( x ) ≠ 0 . Se lim f (x ) e lim g ( x ) existem. os limites laterais à esquerda e à direita de a são iguais à L. se. Dizemos que o limite de f(x) quando x se aproxima de a é L ∈ℜ . x→a x→a então ele é único. x→a x→a x→a b) lim k . então: x→ a x→ a a) lim [ f ( x ) ± g ( x )] = lim f (x ) ± lim g ( x ) .lim f ( x ) . x→a x →a x→a d) lim x→a f ( x ) lim f ( x ) = x→a . Seja f uma função definida num intervalo I ⊂ ℜ contendo a. e k é um número real qualquer. f ( x ) = k . x→a Álvaro Fernandes 6 .

x→2 4 − x 2 . x →−1 x →2 x →0 b) g( x ) =  x2 . x ≤ 0 a) f ( x ) =  . lim f ( x ) e lim f ( x ) .  x + 1. calcule: lim g( x ) . x→2 2 x + 4 2 3x 2 − 6 3 x2 − 2 3 x 2 − 2 3 lim x − 2 3 2 3 x→2 lim = ⋅ = . Calcule lim 3x 2 − 6 usando as propriedades. lim l ( x ) e x →0 x→2 x → −∞ x → +∞ lim l ( x ) . 0 ≤ x < 2 . = lim = ⋅ lim = ⋅ x→2 2 x + 4 x → 2 2( x + 2 ) 2 x → 2 x + 2 2 lim x + 2 2 4 4 x→2 ( ) Obteríamos este resultado substituindo diretamente: lim 3 x 2 − 6 3. Álvaro Fernandes 7 . Calcule os limites abaixo: 4−x 2+x 2 a) lim x →−2 b) lim x →3 x − 4x + 3 x2 − x − 6 2 x3 − 1 c) lim x →1 5 x − 5 d) lim g) lim 8 + x3 x →−2 4 − x 2 1 − x2 x+ 2+ x e) lim x→2 x 4 − 16 8 − x3 2− x−3 x 2 − 49 f) lim x →1 x −1 x −1 3− 5+ x 1− 5 − x x → −1 h) lim x →7 i) lim x →4 Atividades (grupo 2). Calcule os limites indicados:  x 2 − 1. x < 0  d) l ( x ) = 1 − x 2 . lim l ( x ). x →1 calcule: lim l ( x ). 5 − 2 x . x = 2 . x > 0 calcule: lim f ( x ) . 2 x − 6 . x ≠ 2 3 . x < 1 c) h( x ) =  . x > 1 2 x .2 2 − 6 12 − 6 6 3 = = = = . x→2 2 x + 4 2(2 ) + 4 4+4 8 4 Atividades (grupo 1). x ≥ 2  calcule: lim h( x ) .Exemplo 5.

Exemplo 6.Limites infinitos Quando resolvemos um limite e não encontramos como resposta valores numéricos.000 Cada vez que tomamos x suficientemente próximo de zero (pela direita). f ( x ) = 1 x decresce indefinidamente. Sempre que na substituição de x ocorrer .0001 10. Neste caso. x −1 −2 0 Esta não é uma situação especial.0001 -10. Vamos recorrer às tabelas de aproximações: Aproximação do zero pela direita (notação x → 0 + ) x f(x)=1/x 1 1 0.000 Cada vez que tomamos x suficientemente próximo de zero (pela esquerda). Estude o seguinte limite: lim x →0 1 . Exemplo 7. x Devemos analisar os limites laterais. Álvaro Fernandes 8 .1 -10 -0.001 1000 0. mas sim infinito ( + ∞ ou − ∞ ). então 1 . naturalmente. k ≠0? 0 Vamos analisar esta situação num caso particular e depois formalizar uma regra. f ( x ) = 1 x cresce indefinidamente. x Veja ao lado o gráfico da função f ( x ) = 1 x . Simbolizamos esta situação assim: lim− 1 = −∞ x lim x →0 x →0 Conclusão: Como os limites laterais são distintos. Simbolizamos esta situação assim: lim+ 1 = +∞ x x →0 Aproximação do zero pela esquerda (notação x → 0 − ) x f(x)=1/x -1 -1 -0. k ≠ 0 .01 100 0.001 -1000 -0. Calcule lim x → −1 x2 − 1 .1 10 0. x −1 x2 − 1 0 . o resultado k do limite será sempre zero.01 -100 -0. encontramos = 0. dizemos então que o limite é infinito. quando fazemos a substituição de x por − 1 na expressão E se na substituição do valor de x ocorrer k .

então: 0 Desta tabela podemos perceber que k Se o denominador tende ao infinito com o =0. Como veremos agora. 0− 0 k . se k > 0 (± ∞ ) ⋅ k = m ∞ . k ≠ 0 . x → +∞ x → +∞ lim ( x + 1) = +∞ e na figura 3: A tabela abaixo apresenta situações de soma e produto de infinitos que usaremos com freqüencia. a razão se aproxima de zero. a função se aproxima de um valor numérico (figura 1). (± ∞ ) + k = ±∞  (± ∞ ) − k = ±∞  Álvaro Fernandes 9 . Na figura 1: x → +∞ 1  lim  + 1 = 0 + 1 = 1 . k > 0 e 0 + = −∞ . Limites no infinito Estamos interessados agora em estabelecer o comportamento de uma função quando a variável x cresce indefinidamente ( x → +∞ ) ou quando ela decresce indefinidamente ( x → −∞ ). k < 0. noutros pode também crescer indefinidamente (figura 2) ou decrecer indefinidamente (figura 3). então  . k > 0 e = +∞ . Figura 1 Figura 2 Figura 3 Exemplo 8.   k k  − = −∞ . k < 0. se k < 0  e se k ∈ ℜ* . Em algumas situações. ±∞ numerador constante. (± ∞ ) ⋅ (± ∞ ) = +∞ (m ∞ ) ⋅ (± ∞ ) = −∞   (± ∞ ) + (± ∞ ) = ±∞ (± ∞ ) − (± ∞ ) = ? indeterminação!  (± ∞ ) ⋅ k = ±∞ .Regra (generalização) Se no cálculo de um limite ocorrer uma situação do tipo k k  0 + = +∞ . na figura 2: x  2 lim (− x + 4 ) = −∞ .

n par. x  x    = = 1  + ∞(1 + 0 ) + ∞ 1    x 2  1 + 3  lim x 2  1 + 3  x → +∞ x  x    10 Álvaro Fernandes . 0 0 ∞ Vamos analisar os quatro primeiros casos. então: lim x n = +∞ x → +∞ e + ∞ . pois quando x → +∞ ∞ as expressões do numerador e denominador também tendem a + ∞ . Vejamos: 1  1  1     lim x 1 + 3  x 1 + 3  x3 1 + 3  x → +∞ x +1 x  + ∞(1 + 0 ) + ∞ x  x    = = = +∞ = = lim  = lim lim x → +∞ x → +∞  x → +∞ 5 x 2 + 3 3  3  3  5(1 + 0 ) 5  2 5 1 + 2  lim 5 1 + 2  5x 1 + 2  5x  5 x  x →+∞  5x    3 a)  x2 1 + x +1  b) lim 4 = lim x → +∞ x → +∞ x + x  x4 1 +  2 1 x2 1 x3    = lim  x → +∞   1  1    lim  1 + 2  1 + 2  x → +∞ (1 + 0 ) = 1 = 0 . se n é um natural não nulo. lim x n =  x → −∞ − ∞ . 1∞ . 0 × ∞ . o valor delas. ∞ − ∞ . ∞ . Também são: 0 e ∞0 . Calcule os limites: a) lim x→2 x2 x−2 b) lim x →3 (x − 3) 2x − 4 2 c) lim x →3 (x − 3) 2x − 7 2 d) lim 5 − 2x3 + 6 x → +∞ 3 x 2 Atividades (grupo 4). ∞ Exemplo 9.Vale ressaltar ainda que. A indeterminação do tipo ∞ . a priori. Não podemos afirmar. Calcule os limites: a) lim+ x →5 3− x x−5 b) lim− x→2 3−x 2 x + x −6 c) lim− x → −5 x 2 − 10 2 x + 10 d) lim+ x →1 x−2 x +x−2 2 Expressões indeterminadas Vimos que 0 é uma expressão de indeterminação matemática. Calcule os limites abaixo: a) lim x3 + 1 x → +∞ 5 x 2 + 3 b) lim x2 + 1 x →+∞ x 4 + x c) lim 1 + x2 x → +∞ x 2 + x Podemos observar que estas expressões geram indeterminações do tipo ∞ . Atividades (grupo 3). Os outros serão tratados em capítulos posteriores. n ímpar.

∞. 11 Álvaro Fernandes .. por isso que é indeterminação!) Você deve ter notado que para resolver indeterminações deste tipo a idéia é colocar o termo de maior grau em evidência no numerador e no denominador. = ⋅ = lim  = lim 2 x → +∞ x → +∞ 3 x + x 1  1  1  x →+∞  3 (1 + 0 ) 3  2 lim  1 +  3 1 +  3x 1 +  x → +∞ 3x  3x  3x     2 ∞ produziram respostas ∞ distintas (como era esperado. Calcule os limites abaixo: a) lim x → +∞ 2 2 (x + 1) . x → −∞ A indeterminação do tipo 0 × ∞ Exemplo 11. x → −∞ x → −∞ 5x   5x Atividades (grupo 6). Calcule os limites abaixo: a) lim x 2 − x 3 . 1. x → +∞ x → +∞  x  7   1 b) lim x + 5 x 2 + 7 = lim 5 x 2  + 1 + 2  = +∞(0 + 1 + 0 ) = +∞(1) = +∞ . x3 b) lim 3 x x → +∞ (x ) .. mas não podemos afirmar. x → +∞ b) lim 5 x 2 + x . x → +∞ b) lim x 4 + 5 x − 6 . x → −∞ Podemos observar que estas expressões geram indeterminações do tipo ∞ . o valor delas. a priori.1  1  1     lim  1 + 2  61 + 2  6 x2 1 + 2  6x +1 6 x  6 (1 + 0 ) 6 x  6 x → +∞ 6x   c) lim = ⋅ = 2. 1. Calcule os limites abaixo: a) lim x 5 − x 3 + 2 x .∞ Exemplo 10. Vejamos: Usando a mesma técnica da indeterminação anterior.  1  a) lim x 2 − x 3 = lim − x 3  − + 1 = −∞(0 + 1) = −∞(1) = −∞ . Observamos que nas três situações analisadas as indeterminações do tipo Atividades (grupo 5). Calcule os limites abaixo: a) lim 2x3 − 1 x → +∞ 5 x 3 + x + 1 b) lim x → +∞ x 5 + 3x 2 2x + 1 c) lim x2 + 2x3 x → −∞ 5 x + 3 − x 4 d) lim x2 x → −∞ 1 − 5 x 2 A indeterminação do tipo ∞ .

Calcule os limites abaixo: a) lim 1 x → +∞ (x 2 + 3). x → +∞ x → +∞ x Atividades (grupo 7). circuitos elétricos. a função exponencial f ( x ) = e é considerada uma das funções mais importantes da matemática. e vale aproximadamente: e ≅ 2. = 0 ..7182818 Como o número e é encontrado em diversos fenômenos naturais. Novamente transformamos a indeterminação para ∞ ⁄ ∞.Podemos observar que estas expressões geram indeterminações do tipo 0 × ∞. x x A prova desta proposição envolve noções de séries. ou seja. O número e é irracional. Foi o Matemático Inglês Jonh Napier (1550-1617) o responsável pelo desenvolvimento da teoria logarítmica utilizando o número e como base. x→5 +  x-5  ( ) Limite fundamental exponencial (a indeterminação do tipo 1∞) O número e tem grande importância em diversos ramos das ciências. mas não podemos afirmar. = lim 3x x x → +∞ = lim 3x x x → +∞ ⋅ x x = lim 3x x = lim 3 x = 3(+ ∞ ) = +∞ . pois está presente em vários fenômenos naturais. o valor delas. 1. Usando a .. = lim = . é aplicado no cálculo de juros.. x  2  2 b) lim   x − 25 . etc. não pode ser escrito sob forma de fração. Utilizaremos o recurso das tabelas de aproximações e gráfico para visualizar este resultado.. desintegração radioativa (datação por carbono). x → +∞ x3 b) lim 3 x x técnica da racionalização: x → +∞ (x ) = xlim → +∞ 3x = . Vejamos: a) lim 2 2 2 (x + 1) = xlim 2 xx 3+ 2 = . Álvaro Fernandes 12 .. crescimento de populações de bactérias. x Proposição:  lim  1 + x → ±∞  1  = e. Daí você → +∞ x3 x → +∞ já sabe! 2x 2 + 2 . Na área de economia. merecendo atenção especial de cientistas de diferentes áreas do conhecimento humano.. a priori.. por exemplo: Crescimento populacional.. Transformamos a indeterminação 0 × ∞ em ∞ ⁄ ∞ ...

Vejamos as soluções.7048. x 5x  x + 1 c) lim   ...7169.. x → +∞ x − 1   2x Álvaro Fernandes 13 .Tabela x 100 1000 100. M f(x) → e x Exemplo 12. 1. x → −∞ x  4x Nestes dois casos percebemos indeterminações do tipo 1∞ . Atividades (grupo 8). 2. 2.. x → +∞ x  x    x →+∞     5 5 b) Neste caso.000 M x→ +∞ Faça uma tabela para x → .. Calcule os limites abaixo:  7 a) lim  1 +  x x→+∞  2x .∞..  b) lim  1 − x → −∞  2  . Se x → −∞ então t → +∞ . lim  1 −  x → −∞ x  4x 3   = lim  1 −  t → +∞ − 3t   4 ( −3 t ) 1  = lim  1 +  t → +∞ t  −12 t t  1   =  lim  1 +   t  t →+∞    −12 = e −12 . x 5x 3  b) lim  1 −  . Faça x = −3t . usaremos uma mudança de variável. 1  a) lim  1 +  x → +∞ x  5x x x   1  1   = lim  1 +   =  lim  1 +   = e 5 . 3  Logo. Calcule os limites abaixo:  a) lim  1 + x → +∞  1  .. Gráfico: 1  f (x ) =  1 +  x  2.7182.

x A função f ( x ) = sen( x ) é par. 1. isto é.9999999999833.9999998333333. 0.9999833334167. x Atividades (grupo 9). 4x d) lim x →0 ex − 2x .. Resolva os dois limites acima com as sugestões a seguir: • • 1 e use o limite fundamental exponencial. M f (x ) → 1 14 Álvaro Fernandes .0001 ±0.00001 ±10-10 M x→0 0.9983341664683.1 ±0. ii) lim x →0 ax −1 = ln(a ). x c) lim x →0 ex − 1 . −x −x x Se x → 0 + ou x → 0 − . pois x f (− x ) = sen(− x ) − sen(x ) sen( x ) = = = f (x ) .01 ±0. 1x x →0 b) lim x →0 3x − 1 . f ( x ) apresenta o mesmo valor numérico. Este limite é muito importante.001 ±0.9999999999999. Vamos utilizar a tabela de aproximação para verificar este resultado. Resolva os limites abaixo: a) lim (1 + 2 x ) ... 0. No item (i) faça a mudança de variável x = Atividades (grupo 10).Conseqüências importantes do limite fundamental exponencial: i) lim (1 + x ) x →0 1x = e. Tabela x f (x ) = sen( x ) x ±0. O limite fundamental trigonométrico trata de um limite cuja indeterminação é do tipo Proposição: lim x→0 sen( x ) = 1.9999999983333. 0.. ∀x ≠ 0 . 0. 0. f (− x ) = f ( x ) . pois com ele resolveremos outros problemas... a > 0 e a ≠ 1 . x Limite fundamental trigonométrico 0 0 envolvendo a função trigonométrica y = sen( x ) . t No item (ii) faça a mudança de variável a x − 1 = t e use o item (i).

t sen(kx ) = 1 .. 2 x + 3 sen( x ) Álvaro Fernandes 15 . x →0 x →0 x 2x 2x Faça 2 x = t . c) lim x →0 3x d) lim x →0 6 x − sen( x ) . x →0 x Soluções: a) lim x →0 sen(2 x ) sen(2 x ) sen(2 x ) = lim 2 ⋅ = 2 ⋅ lim = . Calcule os limites abaixo: a) lim x →0 sen(2 x ) . x →0 x cos ( x ) x →0 x →0 x →0 cos ( x ) x x cos( x ) x  1 d) lim x →0 Atividades (grupo 11).. podemos perceber também este resultado. sen(3 x ) c) lim cos( x ) − 1 . x Exemplo 13.. Se x → 0 então t → 0 . 2e x + 6 sen( x ) − 2 .Visualizando o gráfico da função f ( x ) = sen( x ) . x b) lim x →0 sen(5 x ) . Resolva os limites abaixo usando o limite trigonométrico fundamental: a) lim sen(4 x ) . x →0 x d) lim tg ( x ) . x →0 sen(3 x ) x →0 sen(3 x ) sen(3 x ) 3 1 3 3 ⋅ 3x lim x →0 3x 3x c) lim x →0 cos( x ) − 1 cos( x ) − 1 cos( x ) + 1 cos 2 ( x ) − 1 − sen 2 ( x ) = lim ⋅ = lim = lim = x →0 x x cos( x ) + 1 x →0 x[cos( x ) + 1] x →0 x[cos( x ) + 1] = lim x →0 sen( x ) − sen(x )  0  ⋅ = 1 =0.. lim x →0 sen(5 x ) sen(5 x ) ⋅ 5x lim sen(5 x ) 5 x →0 5 x 5 1 5 b) lim = lim 5 x = ⋅ = ⋅ = . Logo: . ∀k ∈ ℜ* . Vamos usar este resultado agora: kx De uma forma geral. 3x b) lim 1 − cos( x ) x 2 x →0 x →0 .. x cos( x ) + 1  1 + 1  tg ( x ) sen( x ) sen(x ) 1 sen( x ) 1  1 = lim = lim ⋅ = lim ⋅ lim = 1  = 1 . = 2 ⋅ lim t →0 sen(t ) = 2(1) = 2 .. 1.

Gráfico da função f ( x ) = sen( x ) : x 1 → 0 . Como a função sen(x ) é limitada. x → +∞ x 1 sen( x ) = lim ⋅ sen( x ) = * = 0 x → +∞ x → +∞ x x lim * Usando a proposição: Se x → +∞ então resultado é zero.Funções limitadas Definição: Uma função y = f ( x ) é chamada limitada.: D( f ) significa o domínio da função f. ∀x ∈ D( f ) . isto é . então o x Observe que as oscilações vão reduzindo a sua amplitude quando x → +∞ . Obs. O resultado do limite permanece o mesmo se x → −∞ . tal que f ( x ) ≤ k . Algumas funções limitadas e seus gráficos.g ( x ) = 0 . se existe uma constante k ∈ ℜ* . Álvaro Fernandes 16 . y = f ( x ) possui o conjunto imagem contido num intervalo de extremos reais. então lim f ( x ). ∀x ∈ D( f ) . f(x) = sen(x) e g(x) = cos(x) f(x) = k f(x) = sen(2x2+3x-1) Proposição: Se lim f ( x ) = 0 e g ( x ) é uma função limitada. Em outras palavras. − k ≤ f ( x ) ≤ k . x→a ou x → ±∞ x→a ou x → ±∞ Exemplo 15. a) Calcule lim Solução: sen( x ) . Exemplo 14.

. Resolva os limites abaixo usando o conceito de função limitada: a) lim e x ⋅ sen( x ) .b) Calcule lim x → +∞ cos( x ) . 1. lim  2 x → +∞ x + 1 x → +∞ x + 1      x+1  Gráfico da função f ( x ) =  2  ⋅ cos( x ) :  x + 1 Atividades (grupo 12). x Solução: de forma análoga. O resultado do limite permanece o mesmo se x → −∞ . 2x Álvaro Fernandes 17 .. 1 cos( x ) = lim ⋅ cos( x ) = 0 .  x+1  c) Calcule lim  2  ⋅ cos( x ) . x → +∞ x → +∞ x x lim Gráfico da função f ( x ) = cos( x ) : x Observe que.  = 0 (Por quê?) e cos( x ) é uma função limitada. da mesma forma que a função anterior. as oscilações vão reduzindo a sua amplitude quando x → +∞ . x → +∞ x + 1    x+1   x+1  lim  2  ⋅ cos(x ) = 0 . x → −∞ b) lim x → +∞ 3 cos(x ) + 2 x . Logo.

. temos: f (4 ) = 2(4 ) − 4 = 4 . então a função não é Soluções: a) Calculando o limite. x<1 1− x    1 − 5 x . Na verdade esta função é contínua em ℜ . em todos os pontos da reta x→2 (do seu domínio). neste caso f ( x0 ) = L2 .. Exemplo 17. x = 4    x0 = 4 . isto é x → x0 lim f ( x ) = L1 . Como lim f ( x ) ≠ f (4 ) . Verifique se as funções abaixo são contínuas nos pontos indicados:  1 − x2 . temos: lim x →4 contínua (ou descontínua) no ponto x0 = 4 . Existe f ( x0 ) . a) não existe lim f ( x ) . x 2 − 16 = lim x→4 x→4 8 − 2 x x →4 2(4 − x ) 2 Calculando a imagem. x → x0 b) existe x → x0 lim f ( x ) ≠ f ( x0 ) . (x − 4 )(x + 4 ) = lim − (x + 4 ) = −4 . Exemplo 18. Algumas funções que não são contínuas no ponto x0 : a) b) c) Pois. neste caso f ( x0 ) = L . 2 x − 4 . x≠4   8 − 2x  a) f ( x ) =  .. A função do exemplo 1 (pág. x >1   x −1   2 2x − 2 b) g ( x ) =  . isto é. apesar de f ( x0 ) existir. x0 = 1 . x = 1    x 2 − 16 . Exemplo 16. apesar de f ( x0 ) existir. x → x0 x → x0 lim f ( x ) . Dizemos que f é contínua no ponto x0 se: x → x0 lim f ( x ) = f ( x0 ) . Álvaro Fernandes 18 . mas c) não existe lim f ( x ) . neste caso f ( x0 ) = L . pois lim f ( x ) = f (2 ) = 3 . 3) é contínua no ponto x0 = 2 .Continuidade Definição: Seja x0 um ponto do domínio de uma função f.

x = 1  Atividades (grupo 14). c) f ( x ) = ax . temos: 1 − x2 x −1 = lim+ x →1 x →1 lim+ (1 − x )(1 + x ) ⋅ x −1 x +1 x +1 = lim+ x →1 (1 − x )(1 + x )( x −1 x +1 ) = lim x →1+ − (1 + x ) x + 1 = −4 ( ) x →1 lim− 2x2 − 2 2(x 2 − 1) = lim− = 2 lim− x →1 x →1 1− x 1− x (x − 1)(x + 1) = 2 lim 1− x x →1 x →1 − − ( x + 1) = 2(− 2 ) = −4 Como os limites laterais são iguais. Determine. x > −3  ( x o = −3 ) . cos(π + x ) + 1. Determine. 2a. x ≠ 1  (x o = 1) . a) f ( x ) =  x − 2. Álvaro Fernandes 19 . temos que lim g ( x ) = −4 . se possível. d) g ( x ) = 7 x − 3a . x ≥ 1 ax 2 + 2 . x < 1 (xo = 1) . x < −3  Propriedades das funções contínuas. Calculando a imagem. então a função é contínua no ponto x0 = 1 . se possível. x > 0  Se as funções f e g são contínuas em um ponto x0 . as constantes a e b ∈ ℜ de modo que as funções abaixo sejam contínuas no ponto x o . sendo: 3 x − 3. x = 0 b − 2 x 2 . a constante a ∈ ℜ de modo que as funções abaixo sejam contínuas no ponto x o .b) Calculando o limite. iii) f / g é contínua em x0 desde que g ( x0 ) ≠ 0 . temos: g (1) = 1 − 5(1) = −4 . b) g ( x ) =  2 a . ii) f . então: i) f ± g é contínua em x0 . x < 0  (xo = 0 ) . x →1 Atividades (grupo 13). g é contínua em x0 . sendo: 3ax 2 + 2 . Como lim g ( x ) = g (1) . x = −3 bx 2 + 1.

n 2 3 n − 1 n . .1. Figura 1. obtemos: A1 = 1 12 ⋅ . cada subintervalo terá comprimento 1 n :  1 1o subintervalo 0 .  . Calculando as área desses retângulo ( A = b. 1] em n subintervalos.h ). .  . n n Obs.  . Método dos retângulos. n n2 A2 = 1 22 ⋅ . n n2 A área total desses retângulos ( Atn ) nos dá uma aproximação da área (Figura 1) que queremos calcular: 1  12 2 2 3 2 n2 Atn = ∑ Ai =  2 + 2 + 2 + L + 2 nn n n n i =1  n  1  12 + 2 2 + 3 2 + L + n 2 =   n n2    =   Álvaro Fernandes 20 .  n 1 2 2o subintervalo  . . .. neste caso foi tomado o extremo direito.. 1] (Figura 1). n n2 A3 = 1 32 ⋅ . n n2 An = Figura 3.: n = 1. * Figura 2.. no subintervalo  n n n  n Vamos construir retângulos (Figura 2) cujas bases são ao subintervalos e cujas alturas são as imagens dos extremos direito* de cada subintervalo pela função y = x 2 : a altura pode ser calculada sobre qualquer ponto do subintervalo. 1 n2 ⋅ . 3o subintervalo  . Problema da área sob o arco da parábola y = x 2 no intervalo [0 . . Dividindo o intervalo [0 ..

Unidade de indutância: henry. determine o valor da constante c e a corrente i (t ) . sendo i (t ) da equação (1). No circuito da figura 4.: Quando t → +∞ o termo c. (Calcule este limite e mostre que é igual a 1/3) 3 6n3 2.333383 100. Vejamos alguns resultados para alguns valores crescentes de n: n Atn 6 (Figura 3) 0. 4) no qual o indutor é de 1/2 henry e o resistor é de 10 ohms.333338 A área exata que estamos procurando (Figura 1) é calculada pelo limite: n → +∞ lim ATn = lim n → +∞ n(n + 1)(2 n + 1) 1 = = 0 .338350 1.000 0.385000 100 0.3 . a corrente no circuito é governada praticamente pela lei de Ohm E = Ri .= 1  n(n + 1)(2n + 1)  n(n + 1)(2 n + 1) . temos uma associação em série de um resistor (símbolo R) e um indutor (símbolo L).000 0. Exercício 2: Determine lim i (t ) .: A soma 1 2 + 2 2 + 3 2 + . Tal termo é usualmente denominado de corrente transitória. t → +∞ Obs. R −  t Álvaro Fernandes 21 . Da segunda lei de Kirchhoff (lei das voltagens) e do estudo das equações diferenciais. Problema do circuito RL em série. A razão E/R é chamada de corrente estacionária.  = n 6n2 6n3  Obs.e  L  da equação (1) se aproxima de zero. R R (1) onde E é uma bateria de voltagem fixa.000 0.. Unidade de resistência: ohm. Considere a corrente inicial e o tempo inicial iguais a zero. Exercício 1: Se uma bateria de 12 volts é conectada a um circuito em série (como na fig. Após um longo período de tempo.. + n 2 é conhecida pela fórmula [n(n + 1)(2 n + 1)] 6 .e  L  .421296 10 0. pode-se mostrar que a corrente i no circuito é dada por −  t E i (t ) = + c.333834 10. c é uma constante real e t é o tempo. Figura 4.

Elas “cortam” . ela tangencia a curva em P. como na figura 4. Exemplos de retas que não são tangentes (no ponto Q) a algumas curvas: Fig. apesar da reta tocar a curva em dois pontos. 9. “penetram” as curvas.Derivada A reta tangente. 4). 5 Fig. 6 Fig. dizemos que a reta r é tangente a circunferência no ponto P. Na situação da figura 4. 8 Fig. Estas retas não tocam suavemente as curvas nos pontos indicados como no exemplo da circunferência (fig. 7 Na figura 7. Estas retas tocam suavemente as curvas nos pontos P indicados. Exemplos de retas tangentes (no ponto P) a algumas curvas: Fig. Suponha que a reta r da figura vá se aproximando da circunferência até tocá-la num único ponto. Álvaro Fernandes 22 .

Vamos determinar a equação da reta tangente a uma função (uma curva) num ponto do seu domínio. Desta forma. um ponto fixo e Q(x . é fácil perceber que lim tg (β) = tg (α ) . ∆y = y − y o ∆x = x − xo Considerando o triângulo retângulo PTQ. b ) . x − x o x → xo x − xo Q→ P lim tg (β) = tg (α ) ⇔ x → xo lim Assim lim x → xo f (x ) − f (xo ) = tg (α ) . = ∆x x − x o Suponha que o ponto Q mova-se sobre o gráfico de f em direção ao ponto P. ambos sobre o gráfico de f. Seja t a reta tangente ao gráfico de f no ponto P. Seja s a reta que passa pelos pontos P e Q. Considere P( xo . Q→ P Mas quando Q → P temos que x → xo . e então. y o ) . sendo y o = f ( x o ) . obtemos o coeficiente angular da reta s como tg (β ) = ∆y y − y o . o limite acima fica y − yo f (x ) − f (xo ) = lim = tg (α ) . x − xo Álvaro Fernandes 23 . a reta s se aproximará da reta t. O ângulo β se aproximará do ângulo α. Desta forma. y ) um ponto móvel. a tg (β ) se aproximará da tg (α ) . Seja y = f ( x ) uma curva definida no intervalo (a . Usando a notação de limites.

Determine a equação tangente a parábola f ( x ) = x 2 no ponto de abscissa xo = 1 . y o = f ( xo ) ⇒ y o = f (1) = 12 = 1 . y o ) um ponto sobre o seu gráfico. Álvaro Fernandes 24 . Solução: Temos que determinar dois termos y o e m. x − xo m = tg (α ) y o = f ( xo ) Equação da reta tangente Podemos agora determinar a equação da reta tangente t. b) A reta vertical x = xo se lim f (x ) − f (xo ) for infinito. x → xo x →1 x →1 x − 1 x − xo x −1 Logo a equação da reta tangente é ( y − 1) = 2( x − 1) ou y = 2x − 1 . quando este existir. pois já conhecemos o seu coeficiente angular e um ponto do seu gráfico P( xo . y o ) . f ( x ) − f ( xo ) f ( x ) − f (1) x2 − 1 m = lim = lim = lim =L = 2.Definição: Seja y = f ( x ) uma curva e P( xo . A equação da reta tangente t é: a) ( y − y o ) = m(x − xo ) . se o limite que determina m existir. O coeficiente angular m da reta tangente ao gráfico de f no ponto P é dado pelo limite m = lim x → xo f (x ) − f (xo ) . x − xo x → xo Exemplo 19.

Chama-se derivada da função f no ponto xo e denota-se f ' ( xo ) (lê-se f linha de xo ). então a reta normal é horizontal e tem equação y = y o . quando este existir. f (x ) − f (xo ) Se lim for infinito. o limite f ' ( xo ) = lim f (x ) − f (xo ) . y o ) um ponto sobre o seu gráfico. ∆x ∆x →0 Álvaro Fernandes 25 . x → xo x − xo A equação da reta normal é ( y − y o ) = Atividades (grupo 15). → xo x − xo m Se m = 0 . Esboce os gráficos das funções com as retas. obtemos a seguinte forma para f ' ( xo ) : f ' ( xo ) = lim f ( xo + ∆x ) − f ( xo ) . então a equação da reta normal é a reta vertical x = xo . x − xo x → xo Forma alternativa para derivada: Se fizermos ∆x = x − xo . A reta normal (n) ao gráfico de f no ponto P é a reta perpendicular a reta tangente (t).Equação da reta normal Definição: Seja y = f ( x ) uma curva e P( xo . sendo que m = xlim f x − f xo ≠ 0 . x − xo Definição: Seja y = f ( x ) uma função e xo um ponto do seu domínio. a) f ( x ) = x 3 no ponto de abscissa xo = 1 . b) f ( x ) = x no ponto de abscissa xo = 4 . • • • ( ) ( ) −1 (x − xo ) . por isso receberá uma denominação especial. Determine a equação da reta tangente e da reta normal ao gráfico das funções abaixo nos pontos indicados. A derivada de uma função num ponto O limite lim x → xo f (x ) − f (xo ) é muito importante.

esta derivada somente existirá em condições análogas. que seja paralela à reta 3 y + x = 0 . 1. f ( x ) − f (2 ) x2 − x + 1 − 3 x2 − x − 2 = lim = lim = lim x→2 x→2 x→2 x→2 x−2 x−2 x−2 x−2 f ( xo + ∆x ) − f ( xo ) : ∆x 2 ⇒ Usando f ' ( xo ) = lim ∆x →0 f ' (2 ) = lim ∆x →0 (2 + ∆x ) − (2 + ∆x ) + 1 − 3 = lim 4 + 4 ∆x + ∆x 2 − 2 − ∆x − 2 = f (2 + ∆x ) − f (2 ) = lim ∆x →0 ∆x →0 ∆x ∆x ∆x = lim 3∆x + ∆x 2 ∆x(3 + ∆x ) = lim (3 + ∆x ) = 3 + 0 = 3 . D x f (lê-se: derivada da função f em relação à x). Como a derivada de uma função num ponto é um limite. Determine a equação da reta normal à curva y = x 3 . denotada por f + ' (xo ) é definida por f + ' ( xo ) = lim+ x → xo f (x ) − f (xo ) . Atividades (grupo 16).Outras notações para a derivada da função y = f ( x ) num ponto x qualquer: • • • y' ( x ) (lê-se: y linha de x). 2. que seja perpendicular à reta y = 3 + x . = lim ∆x →0 ∆x →0 ∆x →0 ∆x ∆x Teorema: Toda função derivável num ponto é contínua neste ponto. A derivada à direita de f em xo . Determine a equação da reta tangente à curva y = 5 − x 2 . dy (lê-se: derivada de y em relação à x). Derivadas laterais Lembre-se que o limite de uma função num ponto somente existe se os limites laterais existem e são iguais. Use as duas formas da definição. ⇒ Usando f ' ( xo ) = lim f (x ) − f (xo ) x − xo x → xo : f ' (2 ) = lim x→2 (x − 2 )(x + 1) = lim (x + 1) = 3 . determine f ' (2 ) . dx Exemplo 20. Dada a função f ( x ) = x 2 − x + 1 . Definição: Seja y = f ( x ) uma função e xo um ponto do seu domínio. x − xo Álvaro Fernandes 26 .

x ≤ 0   2  x + x + 1. x > 0 no ponto x o = 0 . x − xo Uma função é derivável num ponto quando as derivadas laterais (a direita e a esquerda) existem e são iguais neste ponto.Definição: Seja y = f ( x ) uma função e xo um ponto do seu domínio. Este ponto é anguloso? Esboce o gráfico da função e constate.: Quando as derivadas laterais existem e são diferentes num ponto. Exemplo 21. a) f ( x ) =  x e . dizemos que este é um ponto anguloso do gráfico da função. Não existe reta tangente ao gráfico desta função no ponto x0 = −1 . x → −1 x → −1 x + 1 x → −1 x+1 x+1 f ( x ) − f (− 1) − x −1−0 − ( x + 1) = lim− = lim− = lim− (− 1) = −1 . Neste caso. Vamos calcular f ' (− 1) : 0 . Veja o gráfico da função f ( x ) = x + 1 . Mostre que esta função é contínua no ponto x = −1 mas não é derivável neste ponto. Verifique se a função abaixo tem derivada no ponto xo . Obs. Atividades (grupo 17). A derivada à esquerda de f em xo . x ≤ 0  Álvaro Fernandes 27 . Considere a função f ( x ) = x + 1 . 2  1 − x . x → −1 x → −1 x → −1 x+1 x+1 x+1 f − ' (− 1) = lim− x → −1 Como as derivadas laterais são distintas concluímos que não existe f ' (− 1) . f é contínua neste ponto pois lim f ( x ) = lim x + 1 = − 1 + 1 = 0 = 0 = f (− 1) . No exemplo acima a função f ( x ) = x + 1 tem um ponto anguloso em x = −1 . x = −1  f + ' (− 1) = lim+ x → −1 f ( x ) − f (− 1) x +1−0 x+1 = lim+ = lim+ = lim+ (1) = 1 . denotada por f − ' ( xo ) é definida por f − ' ( xo ) = lim− x → xo f (x ) − f (xo ) . b) g ( x ) =  x e . x < −1 . x > 0 no ponto x o = 0 . x > −1  Sabemos que f ( x ) = x + 1 = − x − 1. não existe reta tangente num ponto anguloso. x → −1 x → −1  x + 1.

Obs. Derivada de uma função constante. + nx(∆x ) + (∆x )  = nx n −1 . Álvaro Fernandes 28 .. Logo f ' ( x ) = 2 x . ∆x →0 2!   Exemplo 22. Derivada da função potência. + nx(∆x ) + (∆x )  ∆x nx n −1 + 2!  = = lim ∆x →0 ∆x n(n − 1) n − 2  n−2 n −1  = lim nx n −1 + x (∆x ) + . que a derivada da função f ( x ) = x é f ' ( x ) = 1 2 x . usando a regra e a definição. 2. obtemos n n(n − 1) n − 2  n 2 n −1 n n −1 n  x + nx ∆x + 2! x (∆x ) + . Se n é um inteiro positivo e f ( x ) = x n . Logo f ' ( x ) = 1 ... (x + ∆x ) − x n f ( x + ∆x ) − f ( x ) = lim Prova: f ( x ) = lim ∆x →0 ∆x → 0 ∆x ∆x n ' Usando o Binômio de Newton para expandir ( x + ∆x ) . + nx(∆x ) + (∆x )  − x  f ' ( x ) = lim  = ∆x →0 ∆x n(n − 1) n − 2  n−2 n −1  x (∆x ) + . então f ' ( x ) = nx n −1 . Mostre. c) f ( x ) = x 5 ⇒ f ' ( x ) = 5 x 5 −1 = 5 x 4 .: Se n for um número inteiro negativo ou racional o resultado contínua válido.Regras de derivação Vamos apresentar algumas regras que irão facilitar o cálculo das derivadas das funções sem recorrer a definição.. 1. usando a regra e a definição. f ' ( x ) = lim ∆x →0 f ( x + ∆x ) − f ( x ) c−c = lim = lim 0 = 0 . c é uma constante real. Mostre. ∆x →0 ∆x ∆x → 0 ∆x 2. Se f ( x ) = c . Atividades (grupo 18). Logo f ' (x ) = 5 x 4 . Calcule as derivadas das funções abaixo: a) f ( x ) = x b) f ( x ) = x 2 c) f ( x ) = x 5 a) f ( x ) = x 1 ⇒ f ' (x ) = 1x 1−1 = 1 .. então f ' ( x ) = 0 .. b) f ( x ) = x 2 ⇒ f ' ( x ) = 2 x 2 −1 = 2 x . 1. que a derivada da função f ( x ) = x −1 é f ' ( x ) = − x −2 .

então a função g ( x ) = cf ( x ) tem derivada dada por g' ( x ) = cf ' ( x ) . Derivada de uma soma de funções. Pesquise a demonstração deste resultado num livro de cálculo. (10 x ) ⋅ (2 x ) − 5 x 2 − 8 ⋅ (2 ) = . Prova: g´ ( x ) = lim ∆x →0 g ( x + ∆x ) − g ( x ) cf ( x + ∆x ) − cf ( x ) c[ f ( x + ∆x ) − f ( x )] = lim = lim = ∆x →0 ∆x →0 ∆x ∆x ∆x = c ⋅ lim ∆x →0 f ( x + ∆x ) − f ( x ) = cf ´ ( x ) . Se f ( x ) = 4 x 3 + 3 x 2 − x + 5 então f ' ( x ) = 12 x 2 + 6 x − 1 . Se f (x ) = então f ' ( x ) = 2x 4x2 2x2 Álvaro Fernandes 29 ( ) . 4. ( ) Se f ( x ) e g ( x ) são função deriváveis. = 5 x 2 + 8 . Se f ( x ) = 5 x 3 então f ' ( x ) = 5 3 x 2 = 15 x 2 . Pesquise a demonstração deste resultado num livro de cálculo.. 6.. Se f ( x ) é uma função derivável e c é uma constante real. Pesquise a demonstração deste resultado num livro de cálculo. Se f ( x ) = x 3 − x (2 − x ) então f ' ( x ) = 3 x 2 − 1 (2 − x ) + x 3 − x (0 − 1) = −4 x 3 + −6 x 2 + 2 x − 2 . ( ) ( ) ( ) Se f (x ) e g ( x ) são função deriváveis. Derivada de um produto de funções. Exemplo 25. então a função h( x ) = h' ( x ) = f ' ( x ) ⋅ g ( x ) − f ( x ) ⋅ g' ( x ) f (x ) tem derivada dada por g (x ) [g (x )]2 . Exemplo 24. Derivada do produto de uma constante por uma função. ∆x Exemplo 23. então a função h( x ) = f (x ) ⋅ g ( x ) tem derivada dada por h' ( x ) = f ' (x ) ⋅ g ( x ) + f ( x ) ⋅ g' ( x ) . 5x2 − 8 Exemplo 26. Derivada de um quociente de funções. então a função h( x ) = f ( x ) + g ( x ) tem derivada dada por h' ( x ) = f ' ( x ) + g' ( x ) . 5. Se f (x ) e g ( x ) são função deriváveis.3.

precisamos identificar as funções elementares y = g (u ) e u = f ( x ) (cujas derivadas conhecemos) que formam a função composta e aplicar a regra. 5x − 3 3 + x. x+1 b) f ( x ) = x 8 e) f ( x ) = h) f ( x ) = ( ) (x + 3) .Atividades (grupo 19). x −2 c) f ( x ) = 3 x 4 + x (6 − x ) . As três formas acima são equivalentes. 3 Até o momento sabemos derivar a função g ( x ) = x 3 e também a função f ( x ) = 2 x + 1 . Usando as regras de derivação. mudam apenas as notações. 1. calcule as derivadas das funções abaixo: a) f ( x ) = x −2 + 3 x + 1 . i) f ( x ) = 4 x 3 1 − x 2 . a) y = (2 x + 1) y = u3  u = 2 x + 1 3 Então y´ (x ) = y´ (u ) ⋅ u´ (x ) ⇒ y´ ( x ) = 3u 2 ⋅ 2 = 3(2 x + 1) ⋅ 2 = 6 (2 x + 1) . Exemplo 27. então a função composta dx dy dy du = ⋅ dx du dx ou y´ ( x ) = y´ (u ) ⋅ u´ ( x ) ou gof ´ ( x ) = g´ ( f ( x )) ⋅ f ´ ( x ) . 2 Álvaro Fernandes 30 . Regra da cadeia Se y = g (u ) . 2 2x . Calcule a derivada das funções abaixo: a) y = (2 x + 1) 3 b) y = 5 x + 3  x  c) y =    1 − 3x  5 Para calcular a derivada dessas funções. 2 2 Logo y´ ( x ) = 6 (2 x + 1) . f) f ( x ) = x 1 4 (2 − x ) . Como poderemos obter a derivada da função composta gof ( x ) sem desenvolver o Binômio? A regra que veremos agora estabelece uma forma de obter a derivada da função composta em termos das funções elementares f e g. ( ) ( ) ( ) 2. Determine os valores das constantes a e b na parábola f (x ) = ax 2 + b de modo que a reta de equação y = 8 x + 4 seja tangente a parábola no ponto x = 2 . u = f ( x ) e as derivadas y = gof ( x ) = g ( f ( x )) tem derivada dada por dy du e du existem. d) f ( x ) = x 2 − 3 2 x 3 . g) f ( x ) = x + x −2 + 6 . Derivada da função composta (Regra da cadeia) Considere agora a função composta gof ( x ) = g ( f ( x )) = (2 x + 1) .

A proposição continua válida se n for um número racional não nulo. ( ) Obs: Com a regra da proposição acima poderíamos calcular todos os exercícios do exemplo 27. f ´ (x ) dx Prova: Fazendo y = u n .. então d [ f (x )]n = n[ f (x )]n−1 . Álvaro Fernandes 31 .. Logo y´ ( x ) = 5 2 5x + 3 . temos y´ ( x ) = y´ (u ) ⋅ u´ ( x ) ⇒ y´ ( x ) = nu n −1 ⋅ f ´ ( x ) ⇒ y´ ( x ) = n[ f ( x )] n −1 ⋅ f ´ (x ) .b) y = 5 x + 3 y = u  u = 5 x + 3 Então y´ ( x ) = y´ (u ) ⋅ u´ ( x ) ⇒ y´ ( x ) = 1 2 u ⋅ (5 ) = 5 2 5x + 3 . ela possibilitará a resolução de outros problemas mais complicados. Exemplo 28. Proposição: Se f ( x ) é uma função derivável e n é um número inteiro não nulo. Podemos escrever y = 4 1 + x − x 3 ( ) 13 e calcular a derivada usando a proposição acima: y´ ( x ) = 4 ⋅ 1 1 + x − x3 3 ( ) −2 3 ⋅ 1 − 3x 2 . Mas a regra da cadeia é mais completa. = = 5 ⋅   (1 − 3 x )2 (1 − 3 x )6  1 − 3x    Logo y´ ( x ) = (1 − 3 x )6 5x4 .  x  c) y =    1 − 3x  y = u5   x u = 1 − 3x  5  (1)(1 − 3 x ) − ( x )(− 3 )  Então y´ ( x ) = y´ (u ) ⋅ u´ ( x ) ⇒ y´ ( x ) = 5u 4 ⋅  = (1 − 3 x )2   4 5x4  x   (1)(1 − 3 x ) − ( x )(− 3)  . onde u = f ( x ) e aplicando a regra da cadeia. Calcule a derivada da função y = 4 ⋅ 3 1 + x − x 3 .

Como f ´ ( x ) = 15 x 2 . d) ( ) 6 b) y = x 4 − 2 .Atividades (grupo 20). = 5 15 60 15(8 ) ⇒ Usando a regra da derivada da inversa: Se y = 40 e y = f ( x ) = 5 x 3 . ( )´ (40 ) invertendo a função e usando a −1 ⇒ Invertendo a função: y = f (x ) = 5 x 3 ⇒ x = f Logo f 1 ( )´ (40 ) = 3  40    5 −1 −1 (y) = 3 ⋅ y  y =   . daí −1 Exemplo 29. Aplicando a regra da cadeia. Calcule a derivada f regra da derivada da inversa. Calcule a derivada das funções abaixo: a) y = 2 − x 3 . obtemos 5 ( f )´ ( y ) = f ´1x ) ( −1 ⇒ ( f )´ (40 ) = f ´12 ) = 1 ( 15(2 ) −1 2 = 1 . Seja y = f ( x ) = 5 x 3 . então x = 3 40 3 = 8 = 2 . Assim f 5 5 13 1 y ( )´ ( y ) = 3  5    −1 −2 3   ⋅ 1 5 −2 3   1 1 (8 )−2 3 = 1 2 3 = 1 . c) y = 2 x − 3 . f ´ (x ) ( )´ ( f (x )) ⋅ f ´ (x ) = 1 . ( −1 f ´ (x ) ≠ 0 . obtemos que f ( f − 1 )´ ( y ) = 1 . f) y = 3 (1 − 3 x )2 y= (1 + 5 x ) (2 x )4 y= (1 − x )3 1 + 4x x+1 Derivada da função inversa Se uma função y = f ( x ) admite uma função inversa x = f derivada dada por −1 (y). Sabemos que f −1 of ( x ) = x . desde que f ´ (x ) ≠ 0 . 60 Álvaro Fernandes 32 . então a função inversa tem ( f )´ ( y ) = f ´1x ) . e) ( ) −3 .

Determine a deriva da função y = 6 e x . d) f ( x ) = 1 − x2 ex 2 . 14). (a ∆x ) Caso particular: Se f ( x ) = e x . logarítmicas. Calcule a área do triângulo retângulo sombreado na figura abaixo. então f ´ ( x ) = a x ln(a ) . então f ´ ( x ) = e x ln(e ) = e x . ∆x →0 ∆x →0 ∆x →0 ∆x ∆x ∆x ( ) ( ) Lembre-se que lim −1 = ln(a ) é uma conseqüência importante do limite fundamental ∆x →0 ∆x exponencial (item ii pág. x > 0 . Proposição: Se f ( x ) = a x . Usando a regra da cadeia. sabendo-se que n é a reta normal a f ( x ) = e x no ponto de abscissa x0 = 1 . obtemos:  y = 6eu    u = x y´ ( x ) = y´ (u ) ⋅ u´ ( x ) = 6 e u ⋅ 1 2 x = 3e x x . Resp. 2. São elas as funções exponenciais. trigonométricas e trigonométricas inversas. Calcule a derivada f 2. onde e é o número neperiano.: e 3 2 Álvaro Fernandes 33 . Calcule a derivada ( f )´ (3 ) usando a regra da derivada da inversa. b) f ( x ) = e . Prova: f ´ ( x ) = lim ∆x →0 a x + ∆x − a x a x a ∆x − 1 a ∆x − 1 = lim = lim a x ⋅ lim = a x ln(a ) . Seja y = f (x ) = x 2 ( )´ (2) usando a regra da derivada da inversa.Atividades (grupo 21). −1 −1 Derivada das funções elementares. . Calcule a derivada das funções abaixo: a) f ( x ) = 2 x +1 . Vamos agora apresentar as derivadas das funções elementares do cálculo. Atividades (grupo 22). Exemplo 30. 1. 1. 1. Seja y = f ( x ) = 5 x − 3 . Derivada da função exponencial. 2x c) f (x ) = 3 x ⋅ e 2 5 x +1 . (a > 0 e a ≠ 1) .

Derivada das funções trigonométricas. y´ = − sen( x ) . e− 2 x 3. ( ) d) f ( x ) = ln(3 x ) . ln( x ) Caso particular: Se f ( x ) = ln( x ) . y´ = − cos ec( x ) cot g ( x ) . 2 y´ = sec 2 ( x ) . então f ´ ( x ) = Prova: A função logarítmica 1 . Assim: f ´ (x ) = y = f ( x ) = log a ( x ) é a inversa da função exponencial ( ) −1 1 1 1 = y = . (c) e (e). Os outros itens têm demonstrações análogas e ficam como exercício. Determine a deriva da função y =  f  f ´ g − fg´ Usando a regra da derivada do quociente  ´ = g g2   exponencial. obtemos: e a regra da cadeia na função (e y´ = Atividades (grupo 23). y´ = cos( x ) . b) f ( x ) = ln(2 x + 1) . x ln(e ) x e 4 x +1 . Prova: Vamos provar os itens (a). x ln(a ) x = f −1 ( y ) = a y . (a > 0 e a ≠ 1) . 4 x +1 1 ⋅ 4 [ln( x )] − e 4 x +1    x 2 [ln(x )] ) ( ) 1. Proposição: Se f ( x ) = log a ( x ). y´ = sec( x )tg (x ) . c) f ( x ) = e 3 x ⋅ ln x . Proposição: a) b) c) d) y = sen( x ) y = cos( x ) y = tg ( x ) e) y = sec(x ) ⇒ f) y = cos ec(x ) ⇒ y = cot g ( x ) ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ y´ = − cos ec (x ) . então f ´ (x ) = Exemplo 31. f ´ ( y ) a ln(a ) x ln(a ) 1 1 = .2. Derivada da função logarítmica. Calcule a derivada das funções abaixo: a) f ( x ) = 4 log 2 (5 x ) . Álvaro Fernandes 34 . Podemos então usar o resultado da derivada da função inversa para determinar f ´ ( x ) .

podemos aplicar a derivada do cos( x ) y´ = cos( x ) cos( x ) − sen( x )[− sen( x )] cos 2 ( x ) + sen 2 ( x ) 1 = = = sec 2 ( x ) . 15. ∆x →0 ∆x ∆x e = cos( x ) ⋅ lim ∆x →0 Lembre-se que lim sen(∆x ) = 1 é o limite trigonométrico fundamental ∆x foi resolvido no exemplo 13 (c) da pág. c) y = tg ( x )⋅ e 5x .a) y = sen( x ) .. ∆x → 0 ∆x →0 lim cos(∆x ) − 1 =0 ∆x c) y = tg ( x ) Como tg ( x ) = quociente: sen( x ) e já sabemos a derivada função sen(x ) . 2 2 2 cos ( x ) cos ( x ) cos ( x ) Lembre-se que cos 2 ( x ) + sen 2 ( x ) = 1 é a relação trigonométrica fundamental. y´ = lim = lim ∆x →0 sen(x + ∆x ) − sen(x ) sen( x ) cos(∆x ) + sen(∆x ) cos( x ) − sen( x ) = lim = ∆x →0 ∆x ∆x ∆x →0 sen(∆x ) cos( x ) + sen( x )[cos(∆x ) − 1] sen(∆x ) cos( x ) sen(x )[cos(∆x ) − 1] = lim + lim = ∆x →0 ∆x →0 ∆x ∆x ∆x sen(∆x ) cos(∆x ) − 1 + sen( x ) ⋅ lim = cos( x ) ⋅ (1) + sen( x ) ⋅ (0 ) = cos( x ) . Calcule a derivada das funções compostas abaixo: a) y = sen 3 x 2 . cos 2 (x ) cos 2 (x ) cos( x ) cos(x ) Exemplo 32. podemos aplicar cos(x ) a derivada do quociente: Como sec( x ) = y´ = (0 ) cos(x ) − (1)[− sen(x )] = (1) sen(x ) = 1 ⋅ sen(x ) = sec(x )tg (x ) . ( ) Álvaro Fernandes 35 .. Soluções: ( ) ( ) b) y = cos 3 (x ) . Aplicando a definição. d) y = tg ( x ) − 1 . e) y = sec(x ) 1 e sabendo-se que a derivada da função cos( x ) é − sen(x ) . sec( x ) a) y = sen 3 x 2 Usando a regra da cadeia. obtemos:  y = sen(u )  2 u = 3 x y´ ( x ) = y´ (u ) ⋅ u´ ( x ) = cos(u ) ⋅ 6 x = 6 x cos 3 x 2 .

3 Álvaro Fernandes 36 . Calcule a derivada das funções abaixo: a) f ( x ) = 3 x + sec x 2 .  x − 1  ex f) f ( x ) = cos  x   .   c) f ( x ) = tg ( x ). Simplifique-a utilizando a relação trigonométrica sec(x ) Mostre que esta expressão é igual a y´ = 1 + tg 2 ( x ) = sec 2 (x ) se necessário. b) f ( x ) = sen( x ) cos(2 x ) . obtemos: y´ = sec 2 ( x ) 2 1 x e       5x + tg ( x )e 5x ⋅ (5 ) . obtemos: y = u3  u = cos( x ) y´ (x ) = y´ (u ) ⋅ u´ ( x ) = 3u 2 ⋅ [− sen( x )] = −3 sen( x ) cos 2 ( x ) . ( ) d) f ( x ) = sen( x ) . 1 + cot g ( x )  x + 1 e) f ( x ) = cos ec . obtemos: g g2   y´ = [sec 2 (x )] [sec(x )] − [tg (x ) − 1] [sec(x )tg (x )] . Atividades (grupo 24). c) y = tg ( x )⋅ e 5x ´ Usando a regra da derivada do produto ( f ⋅ g ) = f ´ g + fg´ e a regra da cadeia.b) y = cos 3 ( x ) Usando a regra da cadeia. sec 2 ( x ) tg ( x ) + 1 . d) y = tg ( x ) − 1 sec( x )  f  f ´ g − fg´ Usando a regra da derivada do quociente  ´ = e a regra da cadeia. 1.

Assim: f ´ (x ) = 1 f −1 a) Seja f : [− 1. Esta função tem como inversa (y) = 1 1 1 . (c) e (e). b) y = arccos( x ) c) y = arctg ( x ) d) y = arc cot g (x ) ⇒ y´ = . x > 1. Podemos então usar o resultado da derivada da função inversa para determinar f ´ ( x ) . 2 . Derivada das funções trigonométricas inversas Proposição: a) y = arcsen( x ) ⇒ y´ = 1 1− x −1 1 − x2 1 1 + x2 −1 1 + x2 1 . a função x = f −1 ( y ) = sen( y ) . Os outros itens têm demonstrações análogas e ficam como exercício. Usando a relação trigonométrica fundamental cos 2 ( y ) + sen 2 ( y ) = 1 . π 2 ) definida por y = f ( x ) = arctg (x ) . ⇒ y´ = ⇒ y´ = . = = 2 2 sec ( y ) 1 + tg ( y ) 1 + x 2 Lembre-se que sec 2 ( y ) = 1 + tg 2 ( y ) . Álvaro Fernandes 37 . Prova: Vamos provar os itens (a). x > 1. Assim: f ´ (x ) = 1 f −1 (y) = 1 1 1 . π 2] definida por y = f ( x ) = arcsen( x ) . Neste caso o sinal da função cos ( y ) é positivo. 1] → [− π 2 . ⇒ y´ = . e) y = arc sec( x ) f) y = arccos ec( x ) ⇒ y´ = x x −1 −1 x x2 − 1 2 . obtemos cos( y ) = 1 − sen 2 ( y ) . c) Seja f : ℜ → (− π 2 . Esta função tem como inversa a função x = f −1 ( y ) = tg ( y ) .4. Podemos então usar o resultado da derivada da função inversa para determinar f ´ ( x ) . = = 2 2 cos( y ) 1 − sen ( y ) 1− x Observe que y ∈ [− π 2 . π 2 ] .

  2 2   (− 2 x ) 1 + x − 1 − x (2 x )  ⋅ =  2   1 + x2     y = arctg (u )   1 − x2 u=  1 + x2    1  = 2 1 +  1 − x    1 + x2    1 y´ ( x ) = y´ (u ) ⋅ u´ ( x ) =  2 1+ u ( ) ( ( ) )   − 2x   − 4x  . ( ) Álvaro Fernandes 38 ...: lembre-se que   = 2 . Usando a regra da cadeia.1 e) Seja y = arc sec( x ) . −1 1 Obs. Solução:  1 − x2 b) y = arctg   1 + x2   . Podemos reescrever esta expressão como y = arccos  . 1 + x4 Atividades (grupo 25).  x x Exemplo 33. Novamente a regra da cadeia. Calcule a derivada das funções abaixo: a) y = arcsen(2 x − 1) . ( ) b) y = 3 x ⋅ arctg e x .   a) y = arcsen(2 x − 1) . Determine a derivada das funções: a) y = arccos x 2 − 1 . obtemos: y´ =  − 1 1 ⋅ =  2=  2 x2 − 1 1  x   x2 x2 1−  2 x  x −1 ´ 1 x2 − 1 x 2 = x2 1 x2 − 1 x = x x2 x2 − 1 = 1 x x2 − 1 . Usando o  x item (b) da proposiçãoe a regra da cadeia.  1 − x2 b) y = arctg   1 + x2    . x > 1 . obtemos:  y = arcsen(u )  u = 2 x − 1 y´ ( x ) = y´ (u ) ⋅ u´ ( x ) = 1 1−u 2 ⋅ (2 ) = 2 1 − (2 x − 1) 2 . ⋅  simplifique esta expressão e mostre que é igual a 2   2 2 1 + x4    1+ x         ( ) Logo y´ ( x ) = − 2x .

u' y = cos ec(u ) ⇒ y' = − cos ec(u ) cot g (u ). y = arc tg(u ) ⇒ y' = u' 1+ u2 u' 1 + u2 u' u u2 − 1 u' u u2 − 1 y = sen(u ) ⇒ y' = cos(u ). ln(a ). u > 1 ⇒ y' = − Regras operacionais Se u e v são funções deriváveis. então: 1) y = u ± v ⇒ y ′ = u ′ ± v′ 2) y = u ⋅ v ⇒ y ′ = u ′ ⋅ v + u ⋅ v′ u 3) y =   ⇒ v y′ = u ′ ⋅ v − u ⋅ v′ v2 Álvaro Fernandes 39 . n e a.u' y = arc sen(u ) ⇒ y' = u' 1− u2 u' 1− u2 y = arc cos(u ) ⇒ y' = − y = ln(u )(u > 0 ) ⇒ y' = .u n −1 .u' y = log a (u ).u' y = a u ⇒ y' = a u . São constantes reais c.u' y = tg (u ) ⇒ y' = sec 2 (u ).Tabela de derivadas Vamos fazer um resumo das derivadas das principais funções vistas até aqui. ⇒ y' = u' u. u > 1 ⇒ y' = y = arc cosec(u ). (1) (2 ) (3) (4 ) (5 ) (6 ) (7 ) (8 ) (9 ) (10 ) y = c ⇒ y' = 0 y = x n ⇒ y' = nx n −1 y = u n ⇒ y' = n.u' y = arc cotg (u ) ⇒ y' = − y = arc sec(u ). ln(a ) u' u (11) (12 ) (13) (14 ) (15 ) (16 ) (17 ) (18 ) y = sec(u ) ⇒ y' = sec(u )tg (u ).u' y = cot g (u ) ⇒ y' = − cos ec 2 (u ). Nesta tabela u é uma função derivável na variável x.u' y = cos(u ) ⇒ y' = − sen(u ).

então: f ´ (x ) = 4 x 3 + 2 f ´´ ( x ) = 12 x 2 f ´´´ ( x ) = 24 x f (4 ) ( x ) = 24 f (5 ) ( x ) = 0 . a partir da quarta derivada usamos o cardinal.. existe f ´ ( x ) .. para todo n ≥ 5 . Álvaro Fernandes 40 . ´ d 2 y d  dy  =  . e assim sucessivamente. isto é. Definimos e denotamos as derivadas sucessivas de uma função y = f ( x ) de acordo com a tabela abaixo: Como lê-se: 1a derivada ou derivada de 1a ordem 2a derivada ou derivada de 2a ordem 3a derivada ou derivada de 3a ordem 4 derivada ou derivada de 4 ordem M a a Notação: f ´ (x ) ou f ´´ ( x ) ou f ´´´ (x ) ou f (4 ) dy dx d2y dx 2 d3y dx 3 d4y dx 4 dny dx n (x ) ou M f (n ) ( x ) ou na derivada ou derivada de na ordem Justificativa para as notações: • • f ´´ (x ) = [ f ´ (x )] . a) Se f ( x ) = x 4 + 2 x − 1 .Derivadas sucessivas Em algumas aplicações precisamos derivar uma função mais de uma vez. Se uma função y = f ( x ) for derivável. ´ d3y d d2y  . f (n ) (x ) = 0 . dx 2 dx  dx  f ´´´ ( x ) = [ f ´´ ( x )] . =  dx 3 dx  dx 2    Exemplo 34. podemos pensar na derivada de f ´ ( x ) e assim sucessivamente.

sen( x )..10 .. ) ( ) Álvaro Fernandes 41 . n = 3.. a) y = 3 x 4 − 2 x − 9. sendo f ( x ) = e 3 x + sen(2 x ) . Calcule f ((π99 ) .9 .6 . Calcule as derivadas sucessivas até a ordem n indicada.. 2. n = 1. 1. então: f ´ ( x ) = 2e 2 x f ´´ ( x ) = 4e 2 x f ´´´ ( x ) = 8e 2 x f (4 ) ( x ) = 16 e 2 x . 1− x d) y = sen(− 5 x )... n = 3 ... e) y = ln 1 − x 2 . n = 4 .b) Se f ( x ) = e 2 x .  − sen( x ). c) Se f ( x ) = sen( x ) .. cos( x ). b) y = ax 3 + bx 2 + cx+d.. (n ) f (x ) =  − cos( x ).  Atividades (grupo 26)...7 .5 . c) y = 1 .8 .. n = 2 .. então: f ´ ( x ) = cos( x ) f ´´ ( x ) = − sen(x ) f ´´´ ( x ) = − cos( x ) f (4 ) ( x ) = sen( x ) ... f (n ) (x ) = 2 n e 2 x .11. n = 3 . n = 3 .12 . n = 4 . n = 5 .

etc. Uma função na forma y = f ( x ) . figura 1 figura 2 figura 3 Caso quiséssemos calcular y´ . Por exemplo x 2 + y 2 = 1 que representa graficamente uma circunferência de centro (0 . poderíamos utilizar esta última expressão. poderíamos utilizar uma das expressões y = ± 1 − x 2 . sem a necessidade de explicitá-la. Explicitando a variável y encontramos duas funções y = ± 1 − x2 .Derivada na forma implícita Até agora sabemos derivar funções que são expressas na forma y = f ( x ) . mesmo sabendo que parte do gráfico é suprimido neste processo. algumas vezes as funções estão definidas por equações nas quais a variável y não está isolada. Em algumas situações é inconveniente ou até mesmo impossível de explicitar a variável y nessas expressões.0 ) e raio unitário (figura 1). O método da derivação implícita permite encontrar a derivada de uma expressão desta forma. Álvaro Fernandes 42 . Entretanto. Ainda neste caso é possível explicitar a variável y. xy 2 + ln( y ) = 4 . Mesmo assim. São exemplos dessas expressões x 2 + y 2 = 1 . pois podemos escrevê-la como y= x −1 . Uma equação em x e y pode definir mais do que uma função. A função y = + 1 − x 2 representa a semicircunferência superior (figura 2) e y = − 1 − x 2 representa a semicircunferência inferior (figura 3). onde a variável y aparece isolada no primeiro membro é chamada de função explícita. Agora iremos determinar uma maneira de derivar expressões que não tenham a variável y isolada (explicitada) em um dos membros. Por exemplo 2 y + x2 y + 1 = x não está na forma explícita y = f ( x ) . x2 + 2 Caso quiséssemos calcular y´ . esta equação ainda define y como uma função de x.

O método da derivação implícita permitirá encontrar a derivada y´ sem a necessidade de explicitar a função como y = f ( x ) . dx ( ) 2 y´ +2 xy + x y´ −1 = 0 y´ x 2 + 2 = 1 − 2 xy y´ = 1 − 2 xy . Esta expressão define y como uma função de x implicitamente.Às vezes o processo para explicitar a variável y é bastante longo e trabalhoso. Definição: Uma expressão na forma F ( x . Usaremos a regra da cadeia para derivar os termos da expressão F ( x . a) 2 y + x 2 y + 1 − x = 0 . c) x 3 + y 3 − 3 xy = 0 . d) sen( xy ) − y = 0 . sem explicitar y. x2 + 2 Apenas mudamos os símbolos: dy = y´ ( x ) = y´ . como neste caso sen( xy ) − y = 0 . Observe que usamos a derivada de um produto em d 2 x y . y ) = 0 define implicitamente uma função y = f ( x ) se o gráfico de y = f ( x ) coincide com alguma parte do gráfico de F ( x . como é o caso da expressão x 3 + y 3 − 3 xy = 0 e até mesmo impossível por qualquer método elementar. Exemplos de funções definidas implicitamente: a) 2 y + x 2 y + 1 − x = 0 . y ) = 0 . nos casos do exemplo 35. Vamos agora mostrar como obter a derivada y´ . dx ( ) Álvaro Fernandes 43 . b) x 2 + y 2 − 1 = 0 . logo: d d (0 ) 2 y + x2 y + 1 − x = dx dx d (2 y ) + d x 2 y + d (1 − x ) = 0 dx dx dx 2 dy dy + 2 xy + x 2 + (− 1) = 0 dx dx 2 ( ) Derivamos ambos os membros em relação a x. y ) = 0 que envolvem y. ( ) Derivada de uma soma de funções. Exemplo 35.

36 18 2 + 2x − x2 (x 2 +2 ) 2 no ponto xo = 2 : y´ = (2 2 +2 ) 2 = Mas lembre-se: nem sempre é possível isolar a variável y para calcular y´ . Álvaro Fernandes 44 . pois y´ = 2 depende de duas variáveis. substituindo xo na expressão 2 y + x 2 y + 1 − x = 0 . vamos obter x2 + 2 na expressão y´ = (x 2 + 2) 2 : 2  x − 1  1 −  2x − 2x   2 1 − 2 x 2   x +2   x +2   = = y´ = x2 + 2 x2 + 2  x2 + 2 − 2x2 + 2x      2 + 2x − x2 x2 + 2  = . Estas expressões são x2 + 2 1 − 2 xy . Você pode estar se perguntando: Obtivemos y´ = distintas? Obviamente não. logo y´ = 2 + 2x − x2 (x 2 + 2) 2 . Vejamos: x2 + 2 (1)(x 2 + 2 ) − (x − 1)(2 x ) = y´ = (x 2 + 2) x2 + 2 − 2x2 + 2x 2 (x 2 + 2) 2 = 2 + 2x − x2 (x 2 + 2) 2 . = y´ = 2 2 18 2 +2 xo + 2 Observe que encontramos este mesmo valor usando y´ = 2 + 2(2 ) − 2 2 2 1 = . Caso queiramos calcular o valor da derivada y´ num ponto. basta encontrarmos o valor da imagem y o . mesmo porque em alguns casos não é possível mesmo isolar a variável y. mas anteriormente calculamos y´ = 1 − 2 xy . Vejamos: x +2 2 y o + xo y o + 1 − xo = 0 2 ⇒ 2 yo + 4 yo + 1 − 2 = 0 ⇒ yo = 1 . pois se fizermos y´ = 2 + 2x − x2 y= x −1 x2 + 2 2 + 2x − x2 (x 2 +2 ) 2 . 2 x2 + 2 x2 + 2 ( ) Atenção: Não é necessário verificar se as derivadas calculadas nas formas explícita e implícita coincidem. Depois 1 − 2 xy calculamos y´ com estes dois valores. 6 1 1 − 2(2 )  1 − 2 xo y o 6  = 1 .Poderíamos obter a derivada y´ derivando diretamente y = x −1 . por exemplo xo = 2 .

dx y d [arctg ( y )] = 1 2 ⋅ y´ . d (sen(xy ) − y ) = d (0 ) dx dx ⇒ ⇒ d d d (0 ) sen( xy ) − ( y ) = dx dx dx ⇒ y´ = − y cos( xy ) . dx d [tg ( y )] = sec 2 ( y ) ⋅ y´ .b) x 2 + y 2 − 1 = 0 . y c) x 3 + y 3 − 3 xy = 0 . d 2 d (0 ) x + y2 − 1 = dx dx ( ) ⇒ 2x + d 2 y +0 =0 dx ( ) ⇒ 2 x + 2 yy´ = 0 ⇒ x y´ = − . y2 − x ⇒ y´ 3 y 2 − 3 x = 3 y − 3 x 2 ( ⇒ y´ = ⇒ y´ = d) sen( xy ) − y = 0 . dx 1+ y ( ) [ ] Álvaro Fernandes 45 . dx d [ln( y )] = 1 ⋅ y´ . d 3 d (0 ) x + y 3 − 3 xy = dx dx 3 x 2 + 3 y 2 y´ −3[(1) y + xy´ ] = 0 ( ) ⇒ 3x 2 + d 3 d y − 3 ( xy ) = 0 dx dx ( ) ) ⇒ 3 y − 3x 2 3 y 2 − 3x y − x2 . dx d y e = e y ⋅ y´ . x cos( xy ) − 1 ⇒ cos( xy )[(1) y + xy´ ] − y´ = 0 y cos( xy ) + xy´cos (xy ) − y´ = 0 Vejamos alguns exemplos que ocorrem com maior freqüência em derivação implícita: d n y = ny n −1 ⋅ y´ .

b) x 3 = y .2 y . Determine a área do triângulo AOB na figura abaixo sabendo-se que r é a reta tangente a curva C. nos pontos onde a normal é paralela à reta 26 x − 12 y − 7 = 0 . a) ln( y ) = x + y 2 no ponto P(− 1.Atividades (grupo 27). Determine a derivada y' das curvas dadas implicitamente por: a) x 2 + y 2 = 4 d) e xy = x + y − 3 b) xy 2 + 2 y 3 = x − 2 y e) y 3 − x− y =0 x+ y c) x 2 y 2 + x sen( y ) = 0 f) tg ( y ) = xy − 1 2. dada implicitamente por e xy + 2 cos(x 2 − 1) = 3 x . Álvaro Fernandes 46 . 0 ) . 3. nos pontos indicados. Determine a equação da reta tangente e da reta normal ao gráfico de cada função abaixo. c) 6 x 2 + 13 y 2 = 19 (elipse).1) . 4. no ponto A(1. Seja C a circunferência dada implicitamente por x 2 + y 2 = 1 e t a reta tangente à C no ponto de abscissa xo = 2 2 . Calcule o valor da área sombreada. como mostra a figura abaixo. no ponto em que a normal é vertical. 1.

y (t )) no plano cartesiano. isto é. b] corresponde um único par P( x(t ). definem a reta de equação y = 2 x − 2 . eliminando o parâmetro t. Se as funções x = x(t ) e y = y (t ) forem contínuas.  x = x(t ) Dizemos que as equações  definem a forma paramétrica de uma curva plana. o ponto P descreverá uma curva no plano. t ∈ ℜ . t ∈ [0 .Derivada de uma função na forma paramétrica Função na forma paramétrica  x = x(t ) Sejam  funções de uma mesma variável t. Mesmo quando a função x = x(t ) não admite inversa. eliminando o parâmetro t de forma conveniente. quando t variar de a até b. temos y como uma função de x. Se a função x = x(t ) admite uma inversa t = t ( x ) . podemos escrever y = y (t ( x )) . x = 1 − t b) As equações  .  x = 2 cos(t ) c) As equações  . Para verificar 2 y = t − 1 isto basta isolar o parâmetro t na equação x = 1 − t e substituir em y = t 2 − 1 . 2π] . em alguns casos. y = y ( x ) . b] . Para verificar isto basta  y = 2t isolar o parâmetro t na equação x = t + 1 e substituir em y = 2t .  y = y (t ) Exemplo 36.  y = 2 sen(t ) Pois as equações x = 2 cos(t ) e y = 2 sen(t ) satisfazem x 2 + y 2 = 4 . x = t + 1 a) As equações  . definem a parábola de equação y = x 2 − 2 x . podemos obter uma forma implícita da curva. definem a circunferência de equação x 2 + y 2 = 4 . para todo t ∈ ℜ .  x = x(t ) As equações  são chamadas de equações paramétricas da curva e t é chamado de  y = y (t ) parâmetro.  y = y (t ) A cada valor de t no intervalo [a . t ∈ [a . t ∈ ℜ . Álvaro Fernandes 47 . Neste caso.

sen(t ) = ( y − yo ) b e cos 2 (t ) + sen 2 (t ) = 1 . t ∈ [0 . a > 0 .  x = x(t ) Seja  a forma paramétrica que define y como uma função de x. 2 π] . x´ (t ) x´ (t ) 1 .x 2 + y 2 = [2 cos(t )] + [2 sen(t )] = 4 cos 2 (t ) + 4 sen 2 (t ) = 4 cos 2 (t ) + sen 2 (t ) = 4 . temos que x´ (t ) é a derivada de uma função na forma paramétrica. a ≠ b e ambos positivos. x = x(t ) e a sua inversa t = t ( x ) sejam deriváveis. 2 π] e a forma encontrada para a curva foi implícita. t ∈ [0 . Pois cos(t ) = (x − xo ) a .  x = x o + a cos(t ) Caso geral:  . definem a elipse de equação   y = y o + b sen(t ) ( x − x o )2 a2 + ( y − y o )2 b2 = 1. Vamos ver agora como obter a derivada de uma função na forma paramétrica. Podemos então obter a composta y = y (t ( x )) e aplicar a regra da cadeia para calcular y´ ( x ) : y´ (x ) = y´ (t ) ⋅ t´ (x ) . Vimos no estudo da derivada da função inversa que t´ ( x ) = y´ ( x ) = y´ (t ) ⋅ y´ ( x ) = y´ (t ) x´ (t ) y´ (t ) 1 = . 2 π]. definem a circunferência de equação  y = y o + a sen(t ) ( x − x o )2 + ( y − y o )2 = a 2 . Álvaro Fernandes 48 . Daí.  y = y (t ) Suponha que as funções y = y (t ) . 2 2 ( ) Observe neste caso que a função x = 2 cos(t ) não admite inversa no intervalo t ∈ [0 . Prove! d) Forma paramétrica da Elipse:  x = x o + a cos(t ) .

2 4 2 π y o = 2 + 4 sen  = 2 + 4 =2 + 2 2 = 21+ 2 . obtendo a função 2 y = (1 − x ) + (1 − x ) e calculando y´ ( x ) = 2(1 − x )(− 1) + −1 = 2 x − 3 . ( ) Álvaro Fernandes 49 . a reta tangente é igual a y − 2 1 + 2 = −2 x − 1 − 2 ( ) ( ) ou y = −2 x + 4 1 + 2 . 2 4 π : 4 ( ) Cálculo de y´ no ponto t = y´ = y´ (t ) 4 cos(t ) π = = −2 cot g (t ). 3  3  y´ ( x ) da função y = y ( x ) definida na forma paramétrica por b) Calcule a derivada x = 1 − t . Cálculo de x o : Cálculo de y o : 2 π x o = 1 + 2 cos  = 1 + 2 =1+ 2 . x´ (t ) 3 y´ ( x ) da função y = y ( x ) definida na forma paramétrica por Poderíamos obter este resultado eliminado o parâmetro t.   y = 1 − 6t y´ ( x ) = y´ (t ) − 6 = = −2 . basta substituir t por 1 − x : y´ ( x ) = −2t − 1 ⇒ y´ ( x ) = −2(1 − x ) − 1 = 2 x − 3 ∴ y´ ( x ) = 2 x − 3 . t ∈ [0 . 4  y = 2 + 4 sen(t ) A equação da reta tangente é y − y o = y´ ( x − x o ) . t ∈ℜ. x´ (t ) −1 Para obter a derivada em função de x.  2 y = t + t y´ ( x ) = y´ (t ) 2t + 1 = = −2t − 1 . obtendo a função y = y ( x ) e calculando diretamente y´ ( x ) : x = 3t − 5 ⇒ t = x+5  x + 5 ∴ y = 1 − 6  = −2 x − 9 .  x = 1 + 2 cos(t ) π c) Determine a equação da reta tangente a elipse  . Daí. y´ ( x ) = −2 . t ∈ℜ. x´ (t ) − 2 sen(t ) 4 Logo. ∴ y´ = −2 cot g   = −2(1) = −2 . Observe que novamente poderíamos obter este resultado eliminado o parâmetro t.Exemplo 36.2π] no ponto t = . a) Calcule a derivada  x = 3t − 5 .

Determine a equação da reta tangente e da reta normal ao gráfico de cada função abaixo. Determine o valor da área sombreada na figura abaixo. a)  3  y = cos 3t  x = cos 3 t π  b)  .  x = sen2t π . Sabe-se que r é a reta tangente a elipse  x = 2 cos(t ) π C: . nos pontos indicados.  . onde a e b são os comprimentos dos semieixos.0 ≤ t ≤ 1 . no ponto t = . t ∈ − . 3  y = sen(t ) [ ] Obs.Gráfico: Atividades (grupo 28). Resp. −1  y = 6t 2 1 + t 2  12 no ponto de abscissa .  x = sen t  π π . 2π . 1. 3 6  y = sen t  2. 5 ( ( ) ) 3. 6  x = 6 t 1 + t 2 −1  b)  . a)   2 2  y = sen 2t π no ponto t = . t ∈ 0 .: 8 3 − 3π 6 ( ) Álvaro Fernandes 50 . t= . Calcule a derivada y´ ( x ) das funções definidas parametricamente nos pontos indicados.: A área da elipse é dada pela fórmula A = πab . t= .

Álvaro Fernandes 51 . é o acréscimo na ordenada da reta tangente t. isto é. se dx → 0 . Seja α o ângulo de inclinação de t. denotado por dy. Daí podemos dizer que ∆y ≈ dy se dx for bem pequeno. denotado por dx. Seja y = f (x ) uma função derivável e ∆x um acréscimo na variável x. Isto é. Mas tg (α ) = f ´ ( x ) . ∆y = f (x + dx ) − f ( x ) De acordo com a figura podemos observar que o quociente esta é a interpretação geométrica da derivada. Acréscimos e decréscimos Se a partir de um determinado valor x somarmos ou subtrairmos um determinado valor ∆x ∈ ℜ* . Esta aproximação é tanto melhor quanto menor for o valor de dx. Considere t a reta tangente ao gráfico de y = f ( x ) no ponto x. Definição: O diferencial de x. Logo dy = f ´ (x ) ⇒ dx dy = tg (α ) . Sem perda de generalidade. Nesta figura temos que ∆x > 0.Diferencial Até agora dy tem sido visto apenas como uma simples notação para a derivada de uma função dx dy dy y = f ( x ) em relação a variável x. estaremos fazendo um acréscimo ou decréscimo na variável x. = y´ ( x ) = f ´ ( x ) . isto é. correspondente ao acréscimo dx em x. podemos supor ∆x > 0 para a nossa análise. Definição: O diferencial de y. então ∆y − dy → 0 . dx = ∆x . é o valor do acréscimo ∆x . O que faremos agora é interpretar dx dx como um quociente entre dois acréscimos (diferenciais). pois dx dy = f ´ (x ) ⋅ dx O acréscimo dy pode ser visto como uma aproximação para ∆y .

Como ∆y = f (x + dx ) − f ( x ) e dy = f ´ ( x ) ⋅ dx , obtemos que
f (x + dx ) − f (x ) ≈ f ´ (x ) ⋅ dx , ou seja, f ( x + dx ) ≈ f ´ ( x ) ⋅ dx + f ( x ) .

Exemplo 37.

1. Calcule o diferencial dy das funções abaixo: a) y = x 3 + 2 x . Soluções: a) dy = (3 x 2 + 2 )dx . b) dy = 2 x cos (x 2 )dx .
2

b) y = sen(x 2 ).

c) y = ln(sec( x )) .

c) dy = tg ( x )dx .

2. Calcule um valor aproximado para (19 ,9 ) usando diferenciais. Solução: Podemos pensar na função f ( x ) = x 2 onde queremos calcular um valor aproximado para f (19 ,9 ) . Para isto vamos utilizar f ( x + dx ) ≈ f ´ ( x ) ⋅ dx + f ( x ) , onde podemos fazer x = 20 e dx = −0 ,1 .
f ´ (x ) = 2 x .

Daí,
f ( x + dx ) ≈ f ´ ( x ) ⋅ dx + f ( x ) f (20 + (− 0 ,1)) ≈ f ´ (20 ) ⋅ (− 0 ,1) + f (20 )

f (19 ,9 ) ≈ 2(20 ) ⋅ (− 0 ,1) + 20 2 = 40 ⋅ (− 0 ,1) + 400 = −4 + 400 = 396 . Logo f (19 ,9 ) ≈ 396 .

O valor exato é 396,01. Lembre-se: quanto menor o valor de dx, melhor é a aproximação.
Atividades (grupo 29).

1. Encontre ∆y e dy para os valores dados nas funções abaixo e compare os resultados (∆y ≅ dy ) :

a) y = 5 x 2 − 6 x; ∆x = 0 ,02; x = 0.

b) y =

2x + 1 ; ∆x = 0 ,1; x = −1. x −1

2. Usando diferencial, calcule um valor aproximado para: a) 12 ,5 2 .

b) 4 ,1 3 .

c)

13 .

Álvaro Fernandes

52

Aplicações da derivada
A regra de L’Hospital

Esta regra permite calcular certos tipos de limites (cujas indeterminações são do tipo aplicando as regras de derivação.

0 ∞ ) ou 0 ∞

Sejam f e g funções deriváveis num intervalo aberto I, exceto possivelmente, num ponto a ∈ I . Suponha que g´ ( x ) ≠ 0 , ∀x ∈ I e x ≠ a . a) Se lim f ( x ) = lim g ( x ) = 0
x→a x→a

e

lim
x→a

f ´ (x ) = L , então g´ ( x ) f (x ) f ´ (x ) = lim = L; g ( x ) x →a g´ ( x ) f ´ (x ) = L , então g´ (x )

lim
x→a

b) Se lim f ( x ) = lim g ( x ) = ±∞
x→a x→a

e

lim
x→a

lim
x→a

f (x ) f ´ (x ) = lim = L. g ( x ) x →a g´ ( x )

Exemplo 38.

Calcule os limites abaixo usando a regra de L’hospital.
e x -1 . a) lim x →0 x x4 + x − 2 b) lim . x →1 x2 − 1

c) lim
x →0

sen( x ) − x . e x + e−x − 2

ex d) lim 2 . x → +∞ x

e) lim+ (x 2 + 2 x )
x →0

x

Soluções: a) lim
x →0

e x -1 0 . (verifique a indeterminação do tipo ) x 0

lim
x →0

e x -1 ex = lim = 1. x →0 1 x

Álvaro Fernandes

53

b) lim
x →1

x4 + x − 2 0 . (verifique a indeterminação do tipo ) 2 0 x −1

lim
x →1

x4 + x − 2 4x3 + 1 5 = lim = . x →1 2x 2 x2 − 1 sen( x ) − x 0 . (verifique a indeterminação do tipo ) x −x 0 e +e −2

c) lim
x →0

lim
x →0

sen( x ) − x cos( x ) − 1 0 = lim x Observe que ainda há uma indeterminação do tipo . x −x −x 0 e + e − 2 x →0 e − e

Neste caso podemos continuar aplicando a regra...
lim
x →0

cos( x ) − 1 − sen( x ) sen( x ) − x 0 = lim x = − = 0 . Logo, lim x =0. x −x x →0 e + e − x x →0 e + e − x − 2 2 e −e

d) lim

ex ∞ . (verifique a indeterminação do tipo ) 2 x → +∞ x ∞

ex ∞ ex lim = lim Observe que ainda há uma indeterminação do tipo . x → +∞ x 2 x → +∞ 2 x ∞

Neste caso podemos continuar aplicando a regra...
ex ex ex lim = lim = +∞ . Logo, lim 2 = +∞ . x → +∞ x x → +∞ 2 x x →0 2

e) lim+ (x 2 + 2 x ) .
x x →0

Verifique que a indeterminação agora é do tipo 0 0 . Neste caso, precisamos
∞ ∞ para poder aplicar a regra de L´Hospital. Vamos usar duas

transformá-la em 0 0 ou

propriedades dos logarítimos. São elas: ln(a x ) = x ln(a )
lim (x + 2 x ) = lim e (
2 x
+

e

e ln ( x ) = x .

ln x 2 + 2 x

x →0

x →0

+

) = lim e x ln (x
x

2

+2 x

x →0

+

) = lim e
x →0
+

ln x 2 + 2 x 1x

(

)
= lim+ e
x →0

2 x+2 x2 +2 x −1 x 2

= lim+ e
x →0

2 x3 + 2 x 2 x2 +2 x

=

= lim+ e
x →0

2 x2 +2 x x+2

= lim+ e
x →0

0 2

= lim+ e 0 = lim+ 1 = 1 .
x →0 x →0

Podemos aplicar esta mesma técnica para resolvermos indeterminações do tipo ∞ 0 .
Atividades (grupo 30).

Calcule os seguintes limites usando a regra de L’hospital:
e x − e−x − 2x a) lim . x →0 x − sen x

b) lim

sen(πx ) . x→2 2 − x

c) lim sec( x ) − tg ( x ) .
x→π 2

d) lim+ [1 + sen( x )] .
2 x x →0

Álvaro Fernandes

54

Interpretação cinemática da derivada

Vamos agora interpretar a derivada do ponto de vista da cinemática, que estuda o movimento dos corpos. Veremos que a velocidade e a aceleração de um corpo podem ser determinadas através das derivadas de primeira e segunda ordem, respectivamente, quando conhecemos a função horária do movimento do corpo.
Velocidade. Considere um corpo que se move em linha reta e seja s = s (t ) a sua função horária, isto é, o espaço percorrido em função do tempo. O deslocamento do corpo no intervalo de tempo t e t + ∆t é definido por ∆s = s (t + ∆t ) − s (t ) .

A velocidade média do corpo neste intervalo de tempo é definida por v m =

∆s s (t + ∆t ) − s (t ) = . ∆t ∆t

A velocidade média do corpo não dá uma informação precisa sobre a velocidade em cada instante do movimento no intervalo de tempo t e t + ∆t . Para obtermos a velocidade instantânea do corpo no instante t, precisamos calcular a velocidade média em intervalos de tempo cada vez menores, isto é, fazendo ∆t → 0 . A velocidade instantânea do corpo no instante t é definida por
v(t ) = lim v m = lim
∆t →0

∆t →0

∆s s (t + ∆t ) − s (t ) = lim = s´ (t ) . Assim, v(t ) = s´ (t ) . ∆t ∆t →0 ∆t

A velocidade instantânea v(t ) é a primeira derivada da função horária s (t ) .

Aceleração. De forma análoga ao conceito de velocidade vem o de aceleração:

A aceleração média do corpo no intervalo de tempo t e t + ∆t é definida por
am = ∆v v(t + ∆t ) − v(t ) = . ∆t ∆t

A aceleração instantânea do corpo no instante t é definida por
a(t ) = lim a m = lim
∆t →0

∆t →0

∆v v(t + ∆t ) − v(t ) = lim = v´ (t ) . Assim, a (t ) = v´ (t ) . ∆t ∆t ∆t →0

Como v(t ) = s´ (t ) podemos escrever a aceleração instantânea como a segunda derivada dos espaço em relação ao tempo. Assim a (t ) = s´´ (t ) .
at 2 Obs.: No M.R.U.V. a função horária é do segundo grau s (t ) = s o + v0 (t ) + , sendo constantes 2 s o o espaço inicial, v o a velocidade inicial e a a aceleração do movimento. Neste caso, a velocidade instantânea é dada por v(t ) = s ′(t ) = v o + at e a aceleração instantânea é dada por a (t ) = v ′(t ) = a .
Álvaro Fernandes 55

Solução: ∆s s (t + ∆t ) − s(t ) s (3) − s (1) 18 − 10 8 i) v m = = = = = = 4m / s . a) Suponha que um corpo em movimento retilíneo tenha função horária definida por s (t ) = 12t − 2t 2 e no instante t = 0 ele inicia o movimento. ii) a(t ) = s´´ (t ) = 12t − 42 ∴ a(4 . ∆v v(t + ∆t ) − v(t ) v(3 ) − v(1) 0 − 8 = = = = −4 m / s 2 . Álvaro Fernandes 56 . ∆t ∆t 3−1 2 2 ii) v(t ) = s´ (t ) = 12 − 4t ∴ v(1) = 12 − 4 = 8 m / s . b) Uma partícula em movimento retilíneo tem a função horária dada por s (t ) = 2t 3 − 21t 2 + 60t + 3 . Determine: i) Em que instante a partícula pára. ii) a velocidade do corpo no instante t = 1 . ⇔ t = 2 s ou t = 5 s . iv) a aceleração do corpo no instante t = 1 . tem velocidade nula? ii) Determine a aceleração da partícula no instante t = 4 . Considere o espaço medido em metros e o tempo em segundos. ∆t ∆t 3−1 2 iii) a m = iv) a(t ) = s´´ (t ) = −4 ∴ a(3) = −4 m / s 2 . iii) a aceleração média do corpo no intervalo de tempo [1.3] .5 ) = 12(4 . Considere o espaço medido em metros e o tempo em segundos.Exemplo 39.5 ) − 42 = 12m / s 2 .5 s . Assim a partícula tem velocidade nula ( ) ⇔ 6 (t − 2 )(t − 5 ) = 0 nos instantes t = 2 s e t = 5 s . Determine: i) a velocidade média do corpo no intervalo de tempo [1.3] . isto é. Solução: i) v(t ) = s´ (t ) = 6 t 2 − 42t + 60 v(t ) = 0 ⇒ v(t ) = 6 t 2 − 7 + 10 = 6 (t − 2 )(t − 5 ) .

Determine: i) As funções velocidade e aceleração do projétil.Atividades (grupo 31). 4 t3 5 (t + 4 ) − + t 2 . s em metros e t em segundos. Determine em que instante t > 0 a aceleração da partícula é nula. Álvaro Fernandes 57 . ii) a distância percorrida até este instante. 3. A equação do movimento de uma partícula é s (t ) = 3 t + 2 . Determine: i) o instante em que a velocidade é de 1 12 m/s . Do solo um projétil é disparado verticalmente para cima. ii) Em que instante t > 0 o projétil pára? iii) Quantos segundos dura todo o trajeto do projétil? iv) Com que velocidade e aceleração o projétil atingirá o solo? 2. A equação horária do movimento retilíneo de uma partícula é s (t ) = 15 6 Considere s em metros e t em segundos. Sua altura (em metros) é dada em função do tempo (em segundos) por h(t ) = 160t − 10t 2 . 1. iii) a aceleração da partícula quando t = 2s.

Podemos interpretar e denotar esta taxa de variação como dr = 2m / h . = 2 πr ⋅ 2 = 4 πr . Assim. a ∆s velocidade média é dada por v m = e a velocidade instantânea é a dada pela derivada ∆t ∆v s (t + ∆t ) − s (t ) ∆s . a razão de variação da função f no intervalo f ( x + ∆x ) − f ( x ) ∆y f ´ ( x ) = lim = lim é chamada de taxa de variação da função f no ponto x. A área do derramamento é circular. Definição: De uma forma geral. dt dA dr e temos . Interpretando a derivada desta forma. Quando o raio atingir 60m a área do derramamento dt dr dt dt estará crescendo a uma taxa de 4 π(60 )m 2 / h = 240 πm 2 / h . logo A = πr 2 . Suponha que um óleo derramado através da ruptura do tanque de um navio se espalhe em forma circular cujo raio cresce a uma taxa de 2m/h. Podemos denotar esta taxa de dA variação como . se y = f ( x ) é uma função. podemos resolver diversos problemas das ciências que envolvem razões instantâneas de variação. Com que velocidade a área do derramamento está crescendo no instante em que o raio atingir 60m? Solução: A taxa com que o raio cresce é de 2m/h. a aceleração média é a m = ea = lim v(t ) = s´ (t ) = lim ∆t →0 ∆t ∆t →0 ∆t ∆t v(t + ∆t ) − v(t ) ∆v .Taxa de variação Vimos na seção anterior que se s = s(t ) é a função horária do movimento retilíneo de um corpo. Queremos calcular Álvaro Fernandes 58 . A regra da cadeia relaciona estas razões através de dt dt dA dA dr dA = ⋅ . x + ∆x] e a derivada “Toda taxa de variação pode ser interpretada como uma derivada”. Exemplo 40. Da mesma forma. aceleração instantânea é dada pela derivada a(t ) = v´ (t ) = lim = lim ∆t →0 ∆t ∆t →0 ∆t As razões v m e a m são exemplos de taxas médias de variação num intervalo e as razões ∆s ∆v v(t ) = s´ (t ) = lim e a(t ) = v´ (t ) = lim são exemplos de taxas instantâneas de variação ∆t →0 ∆t ∆t →0 ∆t num ponto. ∆x →0 ∆x ∆x →0 ∆x ∆y é chamada de taxa média ∆x [x . dt Queremos calcular a taxa com que a área cresce em relação ao tempo. ou simplesmente taxas de variação num ponto.

ou use a regra da cadeia.Diretrizes para resolver problemas de taxa de variação 1. ou a derivação implícita para determinar a taxa desconhecida. 3. Um tanque de água tem a forma de um cone circular invertido com base de raio 2m e altura igual a 4m. com as quantidades cujas taxas são conhecidas. Se a água está sendo bombeada dentro do tanque a uma taxa de 2m3/min. Derive esta equação em relação ao tempo. 2 3 2 12 2 Derivando ambos os lados em relação ao tempo t. cuja taxa será encontrada. que é o 3 volume do cone. 2. Assim. encontre a taxa na qual o nível da água está elevando quando a água está a 3m de profundidade. Ache uma equação que relacione a quantidade. dt π3 9π Álvaro Fernandes 59 . calcule-a em um ponto apropriado. 4. Após determinada a taxa desconhecida.28 m min . temos dt dh 4 8 = 2 ⋅2 = ≈ 0 . podemos eliminar a variável r usando semelhança de triângulos: r 2 = h 4 ⇒ r= 1 h π 3 h . Para obter o volume V como função Dado da altura h. devemos encontrar dt dt quando h = 3m. Identifique e denote as taxas que são conhecidas e a que será calculada. dt πh dt Substituindo dV = 2 m 3 min e h = 3m. 5. Desenhe uma figura para auxiliar a interpretação do problema. As grandezas V e h estão 1 relacionadas pela equação V = πr 2 h . Exemplo 41. dh dV = 2 m 3 min . obtemos dV dV dh = ⋅ dt dh dt ⇔ π dV dh 3h 2 ⋅ = dt 12 dt ⇔ dh 4 dV = 2⋅ . V = π  h = h .

Um automóvel passa por baixo do balão viajando à 12 m/s. A resistência total R é calculada pela equação 1 R = (1 R1 ) + (1 R2 ) . os comprimentos desses lados são 10 cm e 7 cm. um segundo depois. um caminhão que viaja à razão de 40 m/s atravessa o cruzamento. à razão de 8 cm3/min. afastando-se da parede a uma velocidade de 2 m/s. Quando o automóvel está a 120 m do cruzamento. a que taxa varia R no instante em que R1 = 30 ohms e R 2 = 90 ohms ? 8) Um triângulo isósceles tem os lados iguais com 15 cm cada um. O cone tem 20 cm de profundidade e 10 cm de diâmetro em sua parte superior. Com que velocidade varia.Atividades (grupo 32). Num determinado instante a extremidade inferior. determine a variação da área do triângulo quando θ = π 6 rad . com que velocidade a água estará escoando quando esta estiver a 16 cm do fundo? 6) Um lado de retângulo está crescendo a uma taxa de 17 cm/min e o outro lado está decrescendo a uma taxa de 5 cm/min. Com que velocidade afastam-se o automóvel e o caminhão 2s depois do caminhão passar pelo cruzamento? 3) Uma escada com 13m de comprimento está apoiada numa parede vertical e alta. Com que velocidade o topo da escada está deslizando neste momento? 4) Um balão está a 60 m acima do solo e se eleva verticalmente à razão de 5 m/s.02 ohm s respectivamente. respectivamente. a distância entre o balão e o automóvel? 5) Despeja-se água num recipiente de forma cônica. está escorregando. Álvaro Fernandes 60 . Se o ângulo θ entre eles varia à razão de π 90 rad por minuto. 1) Uma bola de neve esférica é formada de tal maneira que o seu volume aumenta à razão de 8 cm3/min.01 ohm s e 0 . e o nível da água está subindo à razão de 1 mm/min. A área do retângulo está crescendo ou decrescendo nesse instante? A que velocidade? 7) Dois resistores variáveis R1 e R2 são ligados em paralelo. que se encontra a 5m da parede. Com que velocidade aumenta o raio no instante em que a bola tem 4 cm de diâmetro? 2) Um automóvel que viaja à razão de 30 m/s. Num certo instante. aproxima-se de um cruzamento. Se existe um furo na base. O automóvel e o caminhão estão em rodovias que formam um ângulo reto uma com a outra. Se R1 e R2 estão aumentando às taxas de 0 .

se existe um intervalo aberto A. para todo x ∈ A . Definição: Uma função y = f ( x ) tem um ponto de mínimo relativo em x = x1 . f ( x0 ) é chamado de valor máximo relativo. tal que f ( x1 ) ≥ f ( x ) . O valor máximo relativo é y = 0 e o valor mínimo relativo é y = −4 . A proposição seguinte permite encontrar os possíveis pontos de extremos relativos (máximos relativos ou mínimos relativos) de uma função. f ( x1 ) é chamado de valor mínimo relativo. contendo x0 . se existe um intervalo aberto B. Exemplo 42. contendo x1 . para todo x ∈ B .Análise gráfica das funções Máximos e mínimos Definição: Uma função y = f ( x ) tem um ponto de máximo relativo em x = x0 . A função f ( x ) = x 4 − 4 x 2 tem um ponto de máximo relativo em x = 0 e dois pontos de mínimos relativos em x = ± 2 . Álvaro Fernandes 61 . tal que f ( x0 ) ≥ f ( x ) .

Álvaro Fernandes 62 . mas x = 1 é um ponto de extremo (mínimo relativo) da função. a) b) c) y = x3 y = x −1 + 2 y = ( x − 1) + 1 2 Observações: • • • No exemplo a) f ´ (0 ) = 0 . No exemplo c) f ´ (1) = 0 e x = 1 é um ponto de extremo (mínimo relativo) da função. Podemos interpretar geometricamente esta proposição da seguinte forma: A reta tangente ao gráfico de f no ponto x = k é horizontal. estes ocorrem em ponto críticos. No exemplo b) não existe f ´ (1) . então f ´ (k ) = 0 . Se f tem um extremo relativo em k ∈ I e f ´ ( x ) existe para todo x ∈ I . Exemplo 43. f ´ (c ) não existe é chamado de ponto Se houverem extremos relativos numa função.b ) . Definição: Um ponto c ∈ D( f ) tal que f ´ (c ) = 0 ou crítico de f. visto que f ´ (k ) = 0 . mas x = 0 não é um ponto de extremo da função. Algumas funções e seus pontos críticos.Proposição: Seja y = f ( x ) uma função definida num intervalo aberto I = (a .

2 ) . 2 Podemos identificar os intervalos onde uma função é crescente ou decrescente através do estudo do sinal da derivada da função. x1 ∈ I . Funções crescentes e decrescentes Definição: Uma função y = f ( x ) . é crescente neste intervalo se para quaisquer x0 . 1 Fig. x1 ∈ I .Uma função y = f ( x ) pode admitir num intervalo (a . f ( x0 ) é o valor máximo absoluto de f. O maior valor da função num intervalo é chamado de valor máximo absoluto.b ) mais do que um ponto de extremo relativo. temos que f ( x0 ) > f ( x1 ) . 1) Definição: Uma função y = f ( x ) . é decrescente neste intervalo se para quaisquer x0 . (ver Fig. definida num intervalo I. Algumas funções podem não apresentar extremos relativos num intervalo. (ver Fig. Segue a proposição. xo é o ponto de máximo absoluto de f. o menor valor é chamado de valor mínimo absoluto. x ∈ (− 2 . x0 < x1 . 2) Fig. f ( x1 ) é o valor mínimo absoluto de f. Analogamente. Álvaro Fernandes 63 . x1 é o ponto de mínimo absoluto de f. definida num intervalo I. x0 < x1 . Por exemplo y = x . temos que f ( x0 ) < f (x1 ) .

a reta tangente tem inclinação negativa para todo x ∈ (a . f ´ ( x ) = tg (α ) < 0 ⇒ 90 o < α < 180 o . então f é crescente em [a . f ´ ( x ) = tg (α ) > 0 ⇒ 0 < α < 90 o . f ´ ( x ) = 4 x 3 − 8 x = 4 x (x 2 − 2 ) . Solução: Vamos analisar o sinal da derivada desta função. a) Se f ´ ( x ) > 0 para todo x ∈ (a . a reta tangente tem inclinação positiva para todo x ∈ (a . pois a derivada é positiva nestes intervalos. Álvaro Fernandes 64 .b] . Determine os intervalos de crescimento e decrescimento da função f ( x ) = x 4 − 4 x 2 .b ) . então f é decrescente em [a .b ) . b) Se a função derivada é negativa para todo x ∈ (a . geometricamente.b ) . ] Observe o gráfico da função f ( x ) = x 4 − 4 x 2 no exemplo 42. Noção geométrica: a) Se a função derivada é positiva para todo x ∈ (a . 0 ∪ [ f é decrescente para todo x ∈ − ∞ .b ) . geometricamente. pois a derivada é negativa nestes ] 2 ] ∪ [0 . − intervalos. 2 . b) Se f ´ ( x ) < 0 para todo x ∈ (a . [ ] [ 2 .b ) .Proposição: Seja f uma função contínua no intervalo [a . Exemplo 44. Logo: f é crescente para todo x ∈ − 2 .b] . +∞ .b ) então.b] e derivável no intervalo (a .b ) então.

Como vimos no exemplo anterior o sinal de f ´ ( x ) é . Então. Desta forma. pois f ´ ( x ) > 0 e é decrescente para todo x > k . exceto possivelmente num ponto k: a) Se f ´ ( x ) > 0 para todo x < k e f ´ ( x ) < 0 para todo x > k. Determine os extremos da função f ( x ) = x 4 − 4 x 2 . Interpretação geométrica: a) A função f é crescente para todo x < k . f assume um ponto de mínimo relativo em x = k . Desta forma. f assume um ponto de máximo relativo em x = k . Álvaro Fernandes 65 . b) A função f é decrescente para todo x < k .b] que possui derivada em todo ponto do intervalo (a . Observe o gráfico da função f ( x ) = x 4 − 4 x 2 no exemplo 42. Exemplo 45.Critérios para determinar os extremos de uma função Teorema: (Critério da primeira derivada para determinação de extremos) Seja f uma função contínua num intervalo fechado [a . de acordo com a proposição. pois f ´ ( x ) < 0 . b) Se f ´ ( x ) < 0 para todo x < k e f ´ ( x ) > 0 para todo x > k.b ) . então f tem um mínimo relativo em k. pois f ´ ( x ) < 0 e é crescente para todo x > k . então f tem um máximo relativo em k. x = ± 2 são ponto de mínimo relativo e x = 0 é ponto de máximo relativo. pois f ´ ( x ) > 0 .

temos que x = 2 2 é o ponto crítico de f. x > 0 ao lado. Determine os extremos da função f ( x ) = ln( x ) − x 2 . Como x > 0 . Exemplo 46. f ´´ 1 2 f ´´ (0 ) = −8 < 0 . f ´ (x ) = 1 − 2x .b ) e k um ponto crítico de f neste intervalo. Determine os extremos da função f ( x ) = x 4 − 4 x 2 . Álvaro Fernandes 66 . usando o teste da segunda derivada.  2  Vamos agora determinar o sinal de f ´´   2 :   f ´´ ( x ) = −  2 1 2  − 2 . logo x = 2 é ponto de mínimo relativo.O seguinte teorema também é utilizado para determinação de extremos de uma função. Teorema: (Critério da segunda derivada para determinação de extremos) Seja f uma função derivável num intervalo (a . logo x = − 2 é ponto de mínimo relativo. Este resultado está de acordo com o exemplo 45. f ´ (k ) = 0 . Então: a) b) f ´´ (k ) < 0 f ´´ (k ) > 0 ⇒ f tem um máximo relativo em k. ⇒ f tem um mínimo relativo em k. x1 = 2 e x 2 = − 2 . f ´´ ( x ) = 12 x 2 − 8 . x > 0 . f ´´ (− 2 ) = 16 > 0 . ( ) ( 2 ) = 16 > 0 . x ⇒ f ´ (x ) = 0 1 − 2x = 0 x ⇒ 1 = 2x x ⇒ x2 = 1 2 ⇒x=± 2 2 . usando o teste da segunda derivada. isto é. Exemplo 47. Assim f ´´  2  2  = −4 < 0 e então x = 2 x   é ponto de máximo relativo de f. Ele é aplicado quando a análise do sinal da primeira derivada não é imediata (simples). Os pontos críticos de f são xo = 0 . logo xo = 0 é ponto de máximo relativo. f ´ (x ) = 4 x 3 − 8 x = 4 x x 2 − 2 . Veja o gráfico da função f ( x ) = ln( x ) − x 2 .

Definição: Dizemos que uma função f tem concavidade voltada para cima (C. Figura 2 Através do estudo do sinal da segunda derivada podemos determinar os intervalos onde uma função tem concavidade voltada para cima ou para baixo. se o gráfico da função estiver abaixo de qualquer reta tangente. Estes conceitos são úteis no esboço gráfico de uma curva. se o gráfico da função estiver acima de qualquer reta tangente.B) num intervalo (a . onde verificamos essas mudanças. tem concavidade voltada para cima quando a > 0 e concavidade voltada para baixo quando a < 0 .V. Em outras palavras.b ) se f ´ é decrescente neste intervalo. Não existe mudança de concavidade nos gráficos destas funções. Álvaro Fernandes 67 .C) num intervalo (a .Concavidade e ponto de inflexão Sabemos que a parábola y = ax 2 + bx + c. Vejamos a seguinte proposição. Os pontos de mudança de concavidade são chamados de pontos de inflexão. Em outras palavras.b ) se f ´ é crescente neste intervalo.V. a ≠ 0 . Através da derivada (segunda) podemos determinar os intervalos onde uma função tem concavidade voltada para cima ou para baixo e os pontos de inflexão. Situação diferente acontece em y = sen( x ) ou y = cos( x ) . Figura 1 Definição: Dizemos que uma função f tem concavidade voltada para baixo (C.

Proposição: Seja f uma função contínua e derivável até a segunda ordem no intervalo (a . f (k )) do gráfico de uma função contínua f é chamado de ponto de inflexão (P. para baixo e os pontos de inflexão. então f tem concavidade voltada para cima em (a . b) Se f ´´ ( x ) < 0 para todo x ∈ (a . o gráfico de f tem o aspecto do gráfico da figura 1 anterior.b ) . Prova: a) Como f ´´ ( x ) > 0 para todo x ∈ (a .b ) . Definição: Um ponto P(k . Álvaro Fernandes 68 . f (k )) no gráfico de uma função f. então f tem concavidade voltada para baixo em (a .b ) . Determine os intervalos onde a função f ( x ) = x 4 − 4 x 2 tem concavidade voltada para cima. Figura 3 Figura 4 Para verificar a existência de um ponto de inflexão P(k . então f ´ ( x ) é crescente em (a .b ) . De forma análoga prova-se o item b.b ) . basta verificar a mudança de sinal da segunda derivada na passagem por k.) se ocorre uma mudança de concavidade na passagem por P.I.b ) . Desta forma.b ) : a) Se f ´´ ( x ) > 0 para todo x ∈ (a . Observe simbolicamente como isto ocorre: Na figura 3 temos Na figura 4 temos Exemplo 48.

V.V. 3 f ´´ ( x ) < 0 ⇒ 12 x 2 − 8 < 0 ⇒ x2 < ⇒ − Assim. Vamos tratar mais detalhadamente das assíntotas horizontais e verticais. f 3. Assíntotas horizontais e verticais Em algumas aplicações práticas.Temos que f ´ ( x ) = 4 x 3 − 8 x e f ´´ ( x ) = 12 x 2 − 8 . − 2 3 ∪ ) ( 2 3 . 3 3 2 <x< 3 2 . 2 tem C.+ ∞ ) e tem C. em e x1 = (− 2 3 . Álvaro Fernandes 69 .B. encontramos gráficos que se aproximam de uma reta. no intervalo (− ∞. Estas retas são chamadas de assíntotas. ⇒ f ´´ ( x ) > 0 ⇒ 12 x 2 − 8 > 0 x2 > 8 2 = 12 3 8 2 = 12 3 ⇒ x> 2 2 ou x < − .C. Os pontos de inflexão ocorrem nas abscissa x0 = − ) 2 3 2 3 .

2 x →1 ( x − 1)2 (x − 1) Observe o gráfico da função y = l : (x − 1)2 Álvaro Fernandes 70 . pois lim = +∞ .Definição: A reta de equação x = k é uma assíntota vertical do gráfico de uma função y = f ( x ) . x→k Exemplo 49 a) A reta de equação x = 0 é assíntota vertical da função y = ln( x ) . pois lim+ ln( x ) = −∞ . x→k ii) lim− f ( x ) = +∞ . x→k iv) lim− f ( x ) = −∞ . x→k iii) lim+ f ( x ) = −∞ . se pelo menos uma das seguintes afirmações for verdadeira: i) lim+ f (x ) = +∞ . x →0 Observe o gráfico da função y = ln( x ) : b) A reta de equação x = 1 é assíntota vertical da função y = l 1 .

Álvaro Fernandes 71 . pois lim = 1. pois lim =0. x → −∞ Exemplo 50 a) A reta de equação y = 1 é assíntota horizontal da função y = x −1 : 1 + x2 2 x2 − 1 x2 − 1 .Definição: A reta de equação y = k é uma assíntota horizontal do gráfico de uma função y = f ( x ) . x → +∞ x x ou x → −∞ Graficamente podemos perceber que as oscilações vão reduzindo a sua amplitude e o gráfico da sen( x ) vai se aproximando da reta y = 0 . x → +∞ 1 + x 2 1 + x2 ou x → −∞ Observe o gráfico da função y = b) A reta de equação y = 0 é assíntota horizontal da função y = sen( x ) sen(x ) . função y = x Percebemos neste exemplo que a assintota horizontal toca o gráfico da função. se pelo menos uma das seguintes afirmações for verdadeira: i) lim f (x ) = k . x → +∞ ii) lim f ( x ) = k .

Encontrar os pontos de máximos e mínimos relativos da função. x −1 2 1o passo (Domínio): x2 − 1 ≠ 0 ⇒ x2 ≠ 1 ⇒ x≠± 1 ⇒ x ≠ ±1 . Determinar a concavidade e os pontos de inflexão.. Logo D( f ) = ℜ − {− 1.  02 −1  3o passo (Pontos críticos): f ' (x ) = 1(x 2 − 1) − x(2 x ) (x 2 −1 ) 2 = . Determinar os intervalos de crescimento e decrescimento da função. Não existem pontos críticos. Esboce o gráfico da função y = f ( x ) = x . Determinar as assíntotas horizontais e verticais (se existirem). Exemplo 51. Logo temos o ponto (0 . −1 pois não existe x ∈ ℜ tal que x 2 = −1 .. 2o passo (Pontos de interseção com os eixos): x  com o eixo x (faça y = 0) : 0 = 2 ⇒ x = 0. 1} . 2 f ' (x ) = 0 ⇔ (x − x2 − 1 ) 2 =0 ⇔ − x2 − 1 = 0 ⇔ x 2 = −1 . podemos resumir numa tabela os procedimentos para esboçar o gráfico de uma função. 0 ). Calcular os pontos de interseção da função com os eixos (quando não requer muito cálculo). O mesmo ponto (0 . Calcular os pontos críticos da função. = (x − x2 − 1 2 −1 ) 2 . Esboçar o gráfico. 0 ).Esboços de gráficos Utilizando todos os resultados da análise gráfica das funções. Álvaro Fernandes 72 .   x −1  com o eixo y (faça x = 0) : y = 0 ⇒ y = 0. Passos 1o 2o 3o 4o 5o 6o 7o 8o Procedimento Encontrar o domínio da função.

..C.B.V. ∀x ∈ (− ∞ .. 5o passo (Pontos de máximos e mínimos relativos): Como o sinal de f ' ( x ) não muda (é sempre negativo). Como x = −1 e x = 1 não fazem parte do domínio da função f . 0 ) ∪ (1. Álvaro Fernandes 73 . então não existem extremos relativos para f. + ∞ ) . 6o passo (Concavidade e pontos de inflexão): (− 2 x )(x 2 − 1)2 − (− x 2 − 1)(2 )(x 2 − 1)(2 x ) = . f tem C.V.. f ' ' (x ) = (x 2 −1 ) 4 (x 2 −1 ) 3 Estudando o sinal da segunda derivada. 1) . f tem C. ∀x ∈ (− 1. 1} . Estudando o sinal da derivada. A função é decrescente ∀x ∈ ℜ − {− 1.. − 1) ∪ (0 . então o único ponto de inflexão é x = 0 pois f ' ' muda de sinal quando passa por ele.. = (2 x )(x 2 + 3) .4o passo (Intervalos de crescimento e decrescimento): − x2 − 1 2 f ' (x ) = (x −1 ) 2 .

 x x 1 −1 = lim− = − = − = −∞. →1 →1  A reta x = 1 é assíntota. → +∞  → +∞ Horizontal:  A reta y = 0 é assíntota.  lim+ 2  x →−1 x − 1 x→−1 ( x + 1)(x − 1) 0 (− 2 ) 0 A reta x = −1 é assíntota.7o passo (Assíntotas horizontais e verticais): Vertical:  x x 1 1  xlim+ x 2 − 1 = xlim+ ( x + 1)( x − 1) = (2 ) 0 + = 0 + = +∞. podemos agora traçar o gráfico: Álvaro Fernandes 74 .  lim− 2  x →−1 x − 1 x →−1 ( x + 1)( x − 1) 0 (− 2 ) 0   ( ) ( ) ( ) ( ) x 1   xlim x 2 − 1 = (L´Hospital) = xlim 2 x = 0.  →1   x x 1 −1 = lim+ = + = + = +∞.  x → −∞ x 2 − 1 x → −∞ 2 x  8o passo (Esboço do gráfico): Reunindo todos o elementos calculados.   x x 1 1 lim  xlim− x 2 − 1 = x →1− ( x + 1)( x − 1) = (2 ) 0 − = 0 − = −∞. x 1  lim = (L´Hospital) = lim = 0.

Encontre os d) f ( x ) = 5 x 5 − 25 x 3 . h) f ( x ) = x 2 ( x − 1) . usando o critério da segunda derivada. da função pontos de máximos e mínimos relativos x ∈ [0 . c) f ( x ) = x 3 + 2 x 2 − 4 x + 2 . Encontrar os pontos de máximos e mínimos relativos das seguintes funções. c) f ( x ) = x 3 3 + x 2 2 − 6 x + 5 . b) f ( x ) = x 2 − 3 x + 8 . ( ) Crescimento e decrescimento. a) f ( x ) = x 3 + 3 x 2 + 1 . Determinar os intervalos nos quais as funções a seguir são crescentes ou decrescentes. se existirem. e) f ( x ) = x x 2 − 4 . x g) f ( x ) = 2 cos( x ) + sen( 2 x ) . x ∈[0 . a) f ( x ) = 3 x + 2 . f) f ( x ) = 4 x 3 − 12 x 2 . c) f ( x ) = 3 − x 3 . 2 π] . f ( x ) = 2 sen( x ) + cos(2 x ). b) f ( x ) = 8 x 2 − 4 x 3 . ( ) ( ) f) f ( x ) = xe x . f) f ( x ) = x + 1 . e) f ( x ) = x . d) f ( x ) = e x − x . Determinar os pontos críticos das seguintes funções. Pontos de extremos relativos. se existirem. 2. e − x .Atividades (grupo 33) Pontos críticos. 2 π] . e) f ( x ) = ( x − 1) ( x + 1) . Álvaro Fernandes 75 . 3. a) f ( x ) = 2 x − 1 . b) f ( x ) = 3 x 2 + 6 x + 7 . 1. d) f ( x ) = e − x . 4.

a) f ( x ) = x 3 − 2 x 2 + x + 1. c) f ( x ) = 2 x 6 − 6 x 4 .). c) f ( x ) = − x 4 + 6 x 2 − 3 .). construa os gráficos utilizando um software matemático. a) f ( x ) = 10 + 12 x − 3 x 2 − 2 x 3 . 3 x Esboço gráfico. os intervalos de crescimento e decrescimento. Assíntotas. as assíntotas horizontais e verticais.ln( x ) .B. 6. os máximos e mínimos relativos.C. d) f ( x ) = e) f ( x ) = f) f ( x ) = − x2 . a) f ( x ) = x 3 − 3 x 2 + 2 . f) f ( x ) = xe x . d) f ( x ) = ( x 2 − 1) . determine (se possível): o domínio. 7. 5.Concavidade e ponto de inflexão. x2 − x − 2 sen( x ) . f) f ( x ) = e x x .V. Álvaro Fernandes 76 . 2 e) f ( x ) = 5 x − 1. as interseções com os eixos. b) f ( x ) = ( x + 1) ( x − 1) . os pontos de inflexão e o esboço gráfico. x 2x2 b) f ( x ) = .) e concavidade voltada para baixo (C. x+9 ln( x ) . Para cada função a seguir. 9 − x2 c) f ( x ) = x−2 . b) f ( x ) = 3 x 4 − 4 x 3 + 6 . 2 e) f ( x ) = x . Determinar os intervalos onde as funções têm concavidade voltada para cima (C. se existirem. Determine também os pontos de inflexão (P. os intervalos onde o gráfico tem concavidade para cima e onde o gráfico tem concavidade para baixo. d) f ( x ) = e − x . Obs: Para confirmar a sua resposta. Determine as assíntotas horizontais e verticais das funções abaixo.V.I.

6 cm . Vamos determinar o ponto crítico desta função: Temos então que A = 2 πr 2 + 2 πr A´ = 4 πr − 600 . 300 = πr 2 h ⇒ h= 300 . Sabe-se que estes potes devem ter área total mínima para reduzir o custo de impressão dos rótulos. do ponto de vista matemático. são resolvidos com o auxílio das derivadas. Por exemplo: uma empresa deseja produzir potes cilíndricos de 300ml para armazenar certo tipo de produto. πr 2 300 600 . De todos os cilindros de volume igual a 300ml.2cm . Variados problemas práticos. temos que r = 4 π é ponto de mínimo da função A (pelo 2   critério para determinação de extremos). Nestes problemas buscamos soluções que são ótimas. qual possui menor área total (raio da base e altura)? Abrindo o cilindro nós temos Sabe-se que o volume do cilindro é V = πr 2 h e a área total é A = 2πr 2 + 2πrh . De todos os cilindros de volume igual a 300ml. semelhantes a esse. mas a função área possui duas variáveis r e h. Queremos determinar os valores do raio (r) da base e a altura (h) de um cilindro de 300 ml de volume (V) que possua mínima área total (A). qual possui menor área total (raio da base e altura)? Devemos então buscar uma solução que minimize a área total do cilindro. reduzindo assim o custo de impressão dos rótulos nos potes. Substituindo r = 3 Álvaro Fernandes 300 600 em h = 2 .Problemas de otimização Agora apresentaremos os problemas de otimização. 4π  600  600 o 3  Como A´´  3  4 π  > 0 (verifique!). Conseguimos então tornar a função área como = 2 πr 2 + 2 r πr função de uma única variável. Poderemos resolver este problema isolando uma das variáveis em V = πr 2 h (com V = 300 ) e substituí-la em A = 2 πr 2 + 2 πrh . Iniciaremos resolvendo este problema. obtemos h ≈ 7 . em diversos ramos do conhecimento. Já sabemos determinar o ponto de mínimo de uma função através dos dois critérios vistos. Exemplo 52. Resolvendo agora a equação A´ = 0 : r2 4 πr − 600 =0 r2 ⇒ 4 πr = 600 r2 ⇒ r3 = 600 4π ⇒ r=3 600 ≈ 3. 4π πr 77 .

− 2 2 4a 2 − b 2 ⇔ 4a 2 − b 2 = b 2 ⇔ 2b 2 = 4 a 2 ⇔ Álvaro Fernandes 78 . Queremos maximizar a área do retângulo A = bh . Determine o(s) extremo(s) com o auxílio dos critérios da 1a e 2a derivadas. 2. 6. obtemos: b − 2b 1 A´ =   4 a 2 − b 2 + ⋅ = 2 2 4a 2 − b 2 2 A´ = 0 ⇔ 4a 2 − b 2 b2 = 2 2 4a 2 − b 2 4a 2 − b 2 b2 . Leia cuidadosamente o problema. Determine qual variável deve ser otimizada (maximizada ou minimizada) . Esboce uma figura para auxiliar a sua interpretação. Exemplo 53. Identifique e denomine com variáveis as quantidades informadas no problema. 5. Lembre-se que a é uma constante! 2 2 Resolvendo a equação A´ (b ) = 0 . pois h = a −   = 2 2 2 2 4a 2 − b 2 : 2 4a 2 − b 2 1 A = b⋅ = ⋅ b 4 a 2 − b 2 . Podemos então tornar a função área como função de uma 2 b única variável (b). a é o raio do semicírculo. sabendo-se que as variáveis b e h obedecem o b teorema de Pitágoras   + h 2 = a 2 . Determine o ponto crítico da função obtida o item anterior. Expresse esta variável como função de uma das outras variáveis. 3. Determine algumas relações (ou fórmulas) entre as variáveis.Diretrizes para resolução de problemas de otimização 1. 4. Determine as dimensões (base e altura) do retângulo de área máxima que pode ser inscrito em um semicírculo de raio constante a. Podemos dizer que este retângulo tem base igual a b e altura igual a h. como mostra a figura.

cortando seus cantos em quadrados iguais e dobrando convenientemente a parte restante.: Lucro = Receita . qual possui maior área? Determine a base e a altura de tal retângulo. determinar o número ótimo de unidades que maximiza o lucro L. Determine o triângulo OAB de área mínima.2) corta o eixo Ox em A(a.b) . . isto é. Atividades (grupo 34) ( ) 1) De todos os retângulos de comprimento fixo L. Determinar o lado dos quadrados que devem ser cortados de modo que o volume da caixa seja o maior possível.⇔ b = 2a 2 ⇔ b=a 2. 5) Usando uma folha quadrada de cartolina. deseja-se construir uma caixa sem tampa. obtemos h = 2 2 1 ⋅ b 4 a 2 − b 2 usando 2 Verifique que realmente b = a 2 é o ponto de máximo da função área A = o critério da segunda deriva A´´ b = a 2 < 0 . Álvaro Fernandes 79 . 4) Uma fábrica produz x milhares de unidades mensais de um determinado artigo.0) e o eixo Oy em B(0. 3) Dentre os retângulos com base no eixo Ox e vértices superiores sobre a parábola y = 12 − x 2 .Custo. L( x ) = R( x ) − C( x ) . Obs. 2) Uma reta variável passando por P(1. determine o de área máxima (base e altura). Se o custo de produção é dado por C( x ) = 2 x 3 + 6 x 2 + 18 x + 6 e a receita obtida na venda é dada por R( x ) = 60 x − 12 x 2 . para a e b positivos. Substituindo b = a 2 em h = a 2 4a 2 − b 2 . de lado igual a 60 cm.

entre 2 e 7 horas. 9) Um gerador de corrente elétrica tem uma força eletromotriz de ε volts e uma resistência interna de r ohms. a velocidade do tráfego é de aproximadamente V ( t ) = 2t 3 − 27 t 2 + 108 t − 35 quilômetros por hora.00 para o teto. A que horas do intervalo de 2 às 7 o tráfego flui mais rapidamente e a que horas flui mais lentamente. 11) Um construtor deseja construir um depósito com as seguintes características: capacidade de 30 m3. 10) Corta-se um pedaço de arame de comprimento L em duas partes. R$ 204. São constantes V e R. constatou que num dia normal da semana à tarde. base retangular cuja largura é três quartos do comprimento. P = (ε 2 R) (r + R) 2 .6) A potência P de uma bateria de um automóvel é dada por P = VI − I 2 R . sendo I a corrente para uma voltagem V e resistência interna da bateria R. Qual o valor de R que consumirá o máximo de potência? Interprete o resultado. Quais as dimensões do depósito que minimizarão o custo? Álvaro Fernandes 80 . Com uma das partes faz-se uma circunferência e com a outra um quadrado. Que corrente corresponde à potência máxima? 7) O departamento de trânsito de uma cidade. e com que velocidade? 8) Faz-se girar um triângulo retângulo de hipotenusa dada H em torno de um de seus catetos. Determine o cone de volume máximo (raio da base e altura). gerando um cone circular reto.00 para o chão. a resistência total é (r + R) ohms e se P watts é a potência então. O custo por metro quadrado do material é de R$ 36. Se R ohms é uma resistência externa. depois de uma pesquisa.00 para os lados e R$ 102. Determine o raio da circunferência e o lado do quadrado para que a soma das áreas compreendidas pelas duas figuras seja mínima. onde t é o número de horas transcorridas após o meio dia. teto plano. ε e r são constantes.

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