CURSO DE AVICULTURA BÁSICA EM SISTEMA ALTERNATIVO DE PRODUÇÃO – MATERIAL TEÓRICO (FONTE: EMBRAPA).

AVICULTURA BÁSICA

REALIZAÇÃO ONG CACTUS

COMUNIDADE LAJEDO GRANDE, NOVA RUSSAS – CEARÁ.

1). tendo em vista que novos trabalhos poderão ser realizados em prol do desenvolvimento técnico-cientifico. É importante salientar que a conservação desses recursos genéticos serão de bom uso no futuro da agropecuária nacional. tem como objetivo o aumento do padrão econômico da agricultura familiar. melhorando a qualidade e aumentando a quantidade da produção. 2001)..9 % dos núcleos agrícolas familiares (RAMOS et al. alimentando famílias e gerando renda. em galpões com elevada população. já que pode ser perfeitamente integrada com as mais variadas atividades. o que resulta na agregação de valor e maior remuneração por produto acabado (SAGRILO. Este trabalho apresenta recomendações técnicas e inovações tecnológicas que viabilizam a criação da galinha caipira. inserindoa no mercado de produtos agroecologicamente corretos. As aves criadas em sistemas mais naturais são submetidas a menos estresse do que aquelas nos sistemas de criação intensiva. 2004). Outro importante fato a ser observado no SACAC é a capacidade de integração de criação de galinhas com outras atividades agrícolas. . Introdução O Sistema Alternativo de Criação de Galinhas Caipiras (SACAC). a criação de galinhas caipiras é precária em termos zootécnicos (Fig. e sua carne é considerada de melhor sabor e menor teor de colesterol. seja na forma de alimentar ou de medicar alternativamente as aves (BARBOSA et al. seja com relação às suas instalações e equipamentos. inclusive com agregação de valor à produção agrícola. 2002). O sistema minimiza os danos ao meio ambiente. Ela é criada na quase totalidade dos núcleos agrícolas familiares. atividade que é encontrada em 99. agroindustriais. tornando-a uma ave competitiva. Desenvolver uma tecnologia que impulsione a criação de uma ave doméstica. se torna uma alternativa principalmente para locais com menor infra-estrutura produtiva. principalmente porque a mesma pode ser tratada de forma que se utilize racionalmente os recursos naturais renováveis.. que são costumeiramente desenvolvidas pelo agricultor familiar. Por ser uma ave rústica e capaz de suportar adversidades climáticas e resistir a algumas doenças. e tenha se transformado ao longo desse período em um dos pratos típicos conhecidos em todo o território brasileiro. Embora seja reconhecida como uma fonte de alimentos de alta qualidade protéica (carne e ovos). extrativistas. pecuárias. com prejuízos para a sua produtividade. uma vez que pode ser criada com o uso racional dos recursos naturais renováveis. adotando adequações necessárias a cada ecossistema onde é implantado.Apresentação A galinha caipira por meio da qualidade e palatabilidade dos seus produtos se tornou um dos pratos mais apreciados no Brasil. ao mesmo tempo em que resgata a tradição de criação de galinhas caipiras. é a forma que a pesquisa tem de inserir a galinha caipira nos diversos mercados consumidores. o que indubitavelmente a torna agroecologicamente correta. agroindustrial e extrativista.

instalações e equipamentos. com mais de 24 bilhões de cabeças (FUMIHITO et al.Fig. 1 a 8). o americano. o inglês e o asiático. O conhecimento da origem genealógica e das raças de galinhas introduzidas no Brasil permitirá que o criador mantenha as características desejáveis da sua criação. Gallus gallus domesticus. o agricultor familiar poderá optar pelo aviário completo ou juntar-se a outros criadores e instalarem um núcleo de multiplicação de galinhas caipiras. as galinhas caipiras atuais apresentam semelhanças com as principais raças que as originaram (Andalusian. mas também em características de carcaça. Buff Plymouth Rock. Introduzida na época do descobrimento do Brasil. e sua estrutura de criação será um galpão de crescimento. desde que sejam mantidas as características desejáveis dos produtos. Columbian Wyandottes. No primeiro caso. a galinha caipira. sanidade e comercialização. pertence ao grupo de aves galiformes e fasianídeas. PERRINS. o criador adquirirá os ovos já fertilizados para uma posterior incubação sob sua responsabilidade ou receberá pintos recémnascidos. Através de acasalamentos de todas as formas. com o mínimo de danos à natureza. não recebendo as práticas de manejo adequadas. .Animais de várias espécies domésticas criados juntos de forma desordenada. 1996. As semelhanças se refletem não somente em termos de plumagem e porte (Fig. Partridge Plymouth Rock e Brown Leghor). sendo encontrada em todos os continentes do planeta. o agricultor familiar vai desenvolver todas as práticas de manejo nas mais diversas fases de criação. alimentação..1. Assel. assim como introduzir de maneira ordenada genes capazes de responder positivamente ao manejo e ao planejamento de criação. reprodução. adquiriu resistência a algumas doenças e se tornou adaptada ao clima local. originária de quatro ramos genealógicos distintos. de acordo com o planejamento e a estrutura de produção. A aquisição de insumos e a comercialização dos produtos poderão ser realizadas de forma coletiva nos dois casos. Australorp. Fig. o mediterrâneo. inclusive consangüíneos. Silver-Spangled Hamburgs. o agricultor familiar terá uma visão ampla da proposta do sistema de criação e com isso poderá fazer as adequações que lhe convier.1. Nos segmentos que tratam de origem genealógica e raças. No segundo. No SACAC. 2003). ornamental de ovos brancos). Raça Andalusian (espanhola. Origem genealógica e raças A galinha.

.2. (australiana. Fig. Raça Buff Plymouth Rock (americana. mista de ovos marrom). Raça Silver-Spangled Hamburgs (poedeira alemã.Fig.3. ornamental de ovos brancos).4. Raça Australorp corpo intermediário e ovos marrons). Fig.

8. Raça Columbian Wyandottes (americana. . Fig. Fig.Fig. Raça Assel (oriental e musculosa. mista.5. Fig. poedeira de ovos brancos). ovos brancos e azuis).6. Raça Partridge Plymouth Rock (americana. Brown Leghorn (inglesa. de ovos marrons). mista de ovos marrons).7.

facilidade de acesso e disponibilidade de água. além de assegurar o acesso das aves ao alimento e à água.0 m2 e divisões internas destinadas a cada fase de criação das aves: reprodução (postura e incubação). (Figura 10). recria e terminação (Figura 11). Tais instalações consistem em um galinheiro com área útil de 32. . que não permita a entrada de predadores e que ajude a amenizar os impactos de variações extremas de temperatura e umidade. palha. O principal objetivo dessa instalação é oferecer um ambiente higiênico e protegido. podendo-se utilizar vários materiais como maravalha ou serragem. sabugo de milho triturado ou casca de cereais (arroz). luminosidade. estacas. A área do galinheiro deve ser dimensionada de modo a proporcionar boa ventilação. drenagem. O piso deve ser revestido com uma camada de palha (cama) de 5 a 8 cm de espessura. a partir dos recursos naturais disponíveis nas propriedades dos agricultores. palha de babaçu. bem como. tais como madeira redonda. distribuída de forma homogênea. Figura 10.Instalações e Fases de Criação das Aves O sistema alternativo de criação de galinhas caipiras preconiza a construção de instalações simples e funcionais. A remoção e substituição da cama. a desinfecção do aviário com cal virgem devem ser periódicas. Instalações recomendadas para o sistema alternativo de criação de galinhas caipiras. etc. cria.

. Esquema da disposição das áreas de pastejo do sistema alternativo de criação de galinhas caipiras. capazes de atender às necessidades das aves e de abrigar todo o plantel de cada fase de criação (Figura 12). Os piquetes devem ser cercados de material semelhante ao utilizado no galinheiro e que seja capaz de evitar a entrada de predadores. tendo em vista que.0 a 3. enquanto que. para as fêmeas.6 a 2. as demais divisões internas devem permitir o acesso a piquetes de pastejo. A fase de reprodução se caracteriza por apresentar uma relação macho/fêmea de 1:12. O peso vivo estabelecido para os machos deve ser de 2.Figura 11.5 kg.5 kg. com dimensões variáveis. de 1. cujas aves devem possuir idade entre 6 e 24 meses. Figura 12. A substituição dos reprodutores deve ser semestral. Planta baixa das instalações para o sistema alternativo de criação de galinhas caipiras. Com exceção da área destinada à incubação e cria.

equipada com 2 a 4 ninhos de 0. Nessa fase de criação. Figura 13. na subdivisão de incubação. O período de incubação dura 21 dias. as aves que estiverem incubando seus ovos (chocando) permanecem em regime fechado. Área destinada à postura.também.35 m (Figura 13). O enchimento dos ninhos deve ser feito com o mesmo material utilizado na cama do aviário. Esse artifício permite um maior controle sobre a postura.35 m. ocorrerá a reposição das matrizes.0 m2. ao longo da qual o número de ovos por matriz varia de 10 a 14. visto que. em que a própria galinha é quem choca os ovos. 1 bebedouro de pressão e 1 comedouro em forma de calha. que são oriundas do mesmo plantel e. portanto. de acordo com o tamanho da mesma.25 m2. consiste na redução do ciclo reprodutivo das matrizes para 26 dias.35 m x 0. Seu maior benefício. podem ser adquiridas de forma coletiva.Tal fato resulta em um aumento do número de ciclos anuais por matriz. em uma área de 2. evita perdas com a quebra de ovos. equipada com 3 a 4 ninhos de 0. No sistema de incubação natural. iniciarão um novo ciclo de postura. no sistema alternativo de criação de galinhas caipiras. Na subdivisão de postura.35m X 0. é possível se utilizar chocadeiras elétricas as quais. onde as aves complementam sua alimentação. após 11 dias de descanso. na qual a área coberta é de 3. . a instalação deve ter subdivisões destinadas à postura e à incubação. A fase de postura dura aproximadamente 15 dias. proporcionando-lhes maior higiene e manutenção de sua viabilidade. as aves permanecem em regime semi-aberto.75 m2. as matrizes devem retornar imediatamente para a divisão de postura onde. um ciclo reprodutivo dura 47 dias. O número de ovos a ser chocado por cada matriz pode variar de 12 a 15. após a fase de postura. A área de pastejo destinada a essa fase é de 40. passando de 7 para 13. as mesmas entram diretamente no período de descanso. embora representem um custo adicional ao sistema de produção. a cada semestre. Por sua vez. porém. 1 bebedouro de pressão e 1 comedouro em forma de calha. após o qual. filhas do reprodutor em serviço. Entretanto.

obter boa performance e bem-estar das aves. controle de vetores de doenças e remoção de carcaças de aves mortas. a alimentação das aves pode ser complementada mediante uso de um piquete de pastejo com dimensão de 20.800. equipada com 2 bebedouros de pressão e 2 comedouros em forma de calha.0 m2.0 m2. as aves têm acesso a um piquete de pastejo de 1. também. equipada com poleiros.Na fase de cria. Uma das formas de controlar as doenças no plantel é por meio da higienização das instalações. em uma área coberta de 2. A área coberta destinada a essa fase é de 20.25 m2. resguardando a saúde do consumidor. Essa divisão dá acesso a um solário de 2. além de assegurar ao consumidor um produto de boa qualidade. Divisão da área de terminação no sistema alternativo de criação de galinhas caipiras Manejo Sanitário Tem por objetivo manter as condições de higiene no sistema de criação que permitam minimizar a ocorrência de doenças. cajueiro e mangueira.0 m2. em uma área coberta de 3. estando prontas para o abate. com os pintos permanecendo em regime semiaberto. O reforço na imunização do plantel torna-se muito importante. 4 bebedouros de pressão e 4 comedouros em forma de calha (Figura 14). se dá início aos procedimentos para imunização do plantel. Torna-se imprescindível nesta fase a proteção térmica dos pintos. equipada com 1 comedouro tipo bandeja e 1 bebedouro de pressão. quando as aves apresentam peso vivo de aproximadamente 1. . em complementação à ração fornecida. Nesta fase.0 m2. além do fornecimento de água e alimento. que servirão como uma importante fonte de alimento. Nesta fase.75 m2. A fase de recria inicia-se na quarta semana (aos 31 dias de idade dos pintos) e se estende até os 60 dias de idade. Figura 14. A fase de terminação inicia-se aos 61 dias e estende-se até os 120 dias de idade. o qual pode conter gramíneas como a Brachiaria humidicola. embora a fonte principal de alimento seja a ração devidamente balanceada. Essas medidas visam a diminuir os riscos de infecções e aumentar o controle sanitário do plantel. além de fruteiras como goiabeira. os pintos permanecem desde o seu nascimento até os 30 dias de idade.8 kg. Nessa fase.

Esquema de controle de doenças patogênicos e parasitárias nas diferentes fases do desenvolvimento das aves. a agregação de valores aos produtos. também deve ser estabelecida uma cobertura vacinal. que normalmente são abandonados no campo. Além da parte aérea da mandioca. Renovação. também. otimizando o crescimento. Além da limpeza dos equipamentos e instalações. fornecimento de água e comida nas horas adequadas. As doenças patogênicas são transmitidas por meio de vírus e bactérias. • • Tabela 12. Tal fato não só permite a redução dos custos de produção. • • Limpeza diária dos comedouros e bebedouros. como a parte aérea da mandioca (folhas). como também. com o aproveitamento de resíduos oriundos da atividade agrícola. cuja calda pode ser obtida a partir da desagregação de 200 gramas de fumo e sabão na proporção de (1:1) em um litro d'água durante 1 dia e posterior diluição e cinco litros d'água. é possível se utilizar as . transformando-os em proteína animal. já que o custo com alimentos representa 75% do custo total de produção. do enchimento dos ninhos. que dependerá do monitoramento das condições das aves (Tabela 12). que é rica em proteína. além do uso de antibióticos (Tabela 12). a cada ciclo de incubação. Newcastle. Gumboro e Varíola aviária (Bouba). Manejo Alimentar Tem como objetivo principal suprir as necessidades nutricionais das aves em todos os seus estágios de desenvolvimento e produção.O manejo sanitário deve ser estabelecido levando-se em conta dois pontos principais: 1) Assepsia de instalações e equipamentos: A remoção periódica dos excrementos e pulverização de toda a instalação com produtos naturais como fumo e sabão. As principais doenças que ocorrem na região Meio-Norte do Brasil são a Bronquite infecciosa. a eficiência produtiva e a lucratividade da exploração. Deve ser efetuado levando-se em conta a taxa de lotação adequada. o suprimento protéico e mineral de acordo com a exigência para cada fase de criação. estabelecer um plano de controle de endo e ectoparasitas. etc. além da limpeza de equipamentos e instalações deve-se. pois utiliza resíduos agrícolas. O manejo alimentar proposto para o sistema alternativo de criação de galinhas caipiras prevê a integração das atividades agropecuárias. Para o controle das doenças parasitárias. ventilação das instalações. 2) Controle de doenças fisiológicas. patogênicas e parasitárias: • O controle de doenças fisiológicas é realizado mediante o uso de práticas de manejo que evitam situações estressantes.

embora apresente enorme potencial para a alimentação de galinhas caipiras. as aves exigem que os alimentos contenham pouca fibra vegetal e sejam fornecidos de forma balanceada e devidamente triturados. Dessa forma. Figura 15. na sua eficiência alimentar (Tabela 13). a dieta deve ser estabelecida de acordo com a exigência nutricional de cada fase do seu desenvolvimento. como fonte alternativa de alimentos para as aves. que são subprodutos da fabricação da farinha e da goma de mandioca (Figura 15). a fim de facilitar a digestão. suas cascas e crueiras. Outra fonte de alimento rico em proteína que normalmente é pouco aproveitada. os seus teores de proteína devem ser considerados. sendo relativamente fácil de ser obtido. é o farelo de arroz. .raízes de mandioca. a fim de permitir a formulação correta das rações e proporcionar um desempenho adequado das aves. Tabela 13. elevam os custos e atrasam o desenvolvimento das aves. principalmente nas unidades agrícolas familiares que adotam o sistema de cultivo do arroz. Além dos produtos indicados. Fontes alternativas de alimento para a criação de galinhas caipiras. Por serem animais não ruminantes. podem-se utilizar vários outros produtos. No caso de se utilizar qualquer uma dessas fontes de alimento. Exemplo de uma ração formulada a partir de vários ingredientes e considerando-se as diferentes fases de desenvolvimento das aves. que é uma espécie abundante no Piauí. cujos teores de proteína bruta são de aproximadamente 15%. conforme Tabela 14. ou vagens moídas de faveira (Parkia platicephala). Alimentos fibrosos apresentam baixa digestibilidade. tais como fenos de feijão-guandu ou leucena. Este produto resulta do processo de beneficiamento dos grãos de arroz para consumo. sendo que a formulação da ração deve ser feita com base nos teores de proteína apresentados por cada um de seus componentes.

Já em geladeiras. . Em seguida. Os cálculos para estimativa de desempenho advêm da evolução zootécnica da espécie. os mesmos devem ser recolhidos. o recolhimento dos ovos não galados. Tanto na incubação natural como artificial. Desempenho esperado para as aves no sistema alternativo de criação de galinhas caipiras. após os primeiros dez dias de incubação. onde com base no consumo de ração (CR) e do ganho de peso (GP) de cada fase ou de todo o ciclo reprodutivo estima-se. ao consumo e/ou comercialização. Os de tamanho médio devem ser destinados à incubação e os de tamanho grande e pequeno. À medida que ocorre a postura dos ovos. A ovoscopia consiste em observar o interior do ovo através de uma fonte de luz em ambiente escuro. para que não ocorra aderência da gema à casca. limpos com pano úmido e receber a inscrição do dia da postura.Tabela 14. A posição de acondicionamento dos ovos deve ser alterada constantemente. a fim de orientar e gerar subsídios para a implementação dessa atividade de forma mais eficiente. que é a razão entre as duas variáveis inicialmente citadas. duplicidade de gema e presença de elementos estranhos. mediante cuidados com as aves (matrizes e reprodutores) e com os ovos. Manejo Reprodutivo Consiste em uma série de práticas que visam melhorar a eficiência do plantel. podem ser acondicionados por um período de até trinta dias. a conversão alimentar (CA). são selecionados de acordo com o tamanho e qualidade da casca. Neste procedimento. observa-se o desenvolvimento do embrião. os critérios de seleção e acondicionamento dos ovos são muito importantes. O procedimento de analisar os ovos durante a incubação (ovoscopia) possibilita. No caso da incubação. percebe-se defeitos da casca (rachaduras e despigmentação). Recomenda-se o seu acondicionamento em temperatura ambiente por no máximo sete dias. Algumas recomendações relacionadas à seleção e ao acondicionamento dos ovos devem ser feitas aos criadores. também. desde que estejam em local arejado.