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Cidade No Alm (Andr Luiz - Francisco C Xavier)

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CIDADE NO ALÉM

FRANCISCO CANDIDO XAVIER HEIGORINA CUNHA ESPÍRITOS ANDRÉ LUIZ E LUCIUS
IDE INSTITUTO DE DIFUSÃO ESPÍRITA

Conteúdo Resumido

A autora desta obra, através de desdobramento espiritual durante o sono, amparada pelo Espírito Lucius, visitou por várias vezes a cidade espiritual "Nosso Lar", bastante conhecida dos leitores espíritas através da leitura dos livros do Espírito André Luiz, psicografados pelo médium Francisco Cândido Xavier. E esta obra nos oferece vários dos desenhos a cores efetuados pela médium logo após o retorno desses seus desdobramentos, bem como explicações a respeito, baseadas em trechos de André Luiz. Também inclui um Plano Piloto, ou seja, uma prancha desdobrável medindo 36 x 51 cm de uma planta baixa da cidade "Nosso Lar". Trata-se de um trabalho mediúnico revestido de total confiabilidade e seriedade pois, além do grande estímulo pessoal de Francisco Cândido Xavier, recebeu, através de sua incontestável mediunidade, esclarecedor preâmbulo do próprio Espírito André Luiz. Após a leitura desta obra, o prezado leitor certamente terá uma visão mais aprofundada a respeito dessa tão importante cidade do Plano Espiritual. Sumário Anotações em torno de "Nosso Lar" Explicação Necessária / 08 I - Cidade "Nosso Lar" / 13 II - Plano Piloto / 16 III - Detalhes da cidade extraídos das obras de André Luiz / 19 IV - Localização de "Nosso Lar" - Esferas Espirituais / 38

Índice das Ilustrações I - A Governadoria / 42 II - Pavilhão de repouso e magnetização para espíritos em processo de encarnação, no Ministério da Regeneração / 43 III - Templo, no Ministério da União Divina / 44 IV - Primeiro desenho, incompleto do Plano Piloto / 45 V - Salões Verdes da Irmã Veneranda / 46 VI - Planisfera com a localização da cidade / 47 VII - Planisfera, com as suas divisões / 48 VIII – Plano Piloto da Cidade / 49

Anotações em torno de "Nosso Lar"

1 - O irmão Lucius fez quanto pôde, a fim de trazer, aos amigos domiciliados no Plano Físico, alguns aspectos de Nosso Lar, a colônia de trabalho e reeducação a que nos vinculamos na Espiritualidade, especialmente o plano piloto que lhe diz respeito. Para isso, encontrou a dedicação da médium Heigorina Cunha, na cidade de Sacramento, em Minas Gerais, no Brasil. * 2 - Terá conseguido transmitir, minuciosamente, toda a imagem do vasto contexto residencial a que nos referimos? Decerto que não, mas estamos à frente de uma realização válida pelas formas e idéias básicas que o mencionado amigo alinhou, cuidadosamente, através do intercâmbio espiritual. *

3 - Justo lembrar aqui os mapas que Cristóvão Colombo desenhou, por influência de Mentores e Amigos Espirituais, antes de desvelar a figura da América. Semelhantes esboços não continham a realidade total, no entanto, demonstram, até hoje, que o valoroso navegador apresentava a configuração do Novo Continente, em linhas essenciais. * 4 - Convém esclarecer que Nosso Lar é uma colônia idade, habitada por homens e mulheres, jovens e adultos, que já se desvencilharam do corpo físico. Outras colônias-cidade espirituais, porém, existem, às centenas, em torno da Terra, obedecendo às leis que lhe regem os movimentos de rotação e translação. * 5 - Em toda parte, depois do berço, o homem, no centro da Natureza, é defrontado pelos princípios de seqüência. Depois da morte também. * 6 - Atendendo aos ditames da reencarnação e da desencarnação, nascem na experiência física e liberam-se dela milhares de criaturas humanas, no estado mental em que se comprazem. * 7 - Quantos abordam o mundo material, através do renascimento, evidenciam-se na condição em que se achavam, no Plano Espiritual, e, conseqüentemente, quantos regressam ao Plano Espiritual, procedentes do mundo, lá se revelam tal qual se encontram, seja em matéria de evolução ou seja ante a contabilidade da lei de causa e efeito. *

nos resultados infelizes de opções que haja feito. a convicção e a descrença. na pauta da conduta que adote. essa mesma personalidade patenteia. com alicerces na assimilação do que já tenha realizado de melhor. a pessoa se reassume na família ou no grupo social em que deva reaprender lições e conclusões do pretérito. * 11 . é livre. para escolher o caminho que lhe aprouver. irradiando de si própria o clima espiritual em que se lhe apraz viver e conviver. os ideais nobilitantes e as paixões deprimentes. o conhecimento deficitário e a ânsia de elevação de que se vejam possuídos. no passado.8 . quando lhes ocorra à desencarnação. os valores do entendimento e os desmandos da inteligência. ainda que esteja. encarnada ou desencarnada. ou em que possa prosseguir nas tarefas de amor e cooperação às quais livremente se empenha. * .Ninguém é constrangido a pensar dessa ou daquela forma. a personalidade espiritual permanece internada no veículo físico. resultados nos quais a criatura pode amenizar ou agravar a própria situação. cercada de testes que lhe aferem o valor alcançado. Cada consciência. como está e em que degrau evolutivo se acomoda.Renascendo na Terra.No berço terrestre. claramente. os desgostos e as alegrias. * 9 .Compreensível que os seres humanos transfiram para a Vida Espiritual. * 10 . com o resgate de débitos que haja contraído. transitoriamente. e. em pensamento. o que é. por força dos princípios universais que nos governam. em si mesma. desencarnando.

ou de maneira a colher os resultados felizes no esforço de auto-sublimação que haja desenvolvido no Plano Físico. seja pelo aperfeiçoamento realizado em si mesma ou seja pelas tarefas enobrecedoras que tenha iniciado. melhorando o campo de vivência em que esteja.Na desencarnação. estudando e experimentando na sustentação do progresso e do aprimoramento humano. enquanto não aceite a obrigação de renovar-se e evoluir.A morte não opera milagres. oferecendo vastos domínios de serviço nobilitando aos seus intérpretes. essa mesma pessoa retoma a companhia do grupo espiritual com que se afina.12 . para domicílio transitório das inteligências desencarnadas. crendo. * 16 . * 14 . como deseja.Nas colônias-cidades ou colônias-parques que gravitam em torno do Plano Físico. continue com as características que lhe conhecemos na Crosta da Terra.Todo espírito é livre. O ser humano. é natural que a luta do bem para extinguir o mal ou o desequilíbrio da mente. entrando naturalmente no grupo de elevação a que se promoveu. entre os homens. * 13 . ou para complicar-se. no pensamento. de modo a continuar mentalmente estanque. prossegue no trabalho do auto-burilamento ou estacionário. por necessidade das criaturas desencarnadas. * . para melhorar-se. complicando o campo de experiências a que se vincule. * 15 .As religiões. cultivadores e expoentes. a filosofia e a ciência continuam. além dela.

portadores de enfermidades e conflitos que eles mesmos atraem e alimentam.17 . * 19 . cada vez mais amplos. que se revelam necessitados de apoio e de instrução (e contam-se por milhões). que sirvam de auxílio aos companheiros necessitados de conhecimento e motivação pira o bem deles próprios. desvairados pelos sentimentos possessivos. analfabetos da alma. o exame. o apólogo. o socorro e os tratamentos de segregação. a exposição prática. os felizes estão sempre dispostos ao trabalho em favor dos infelizes. a escola e a predicação.Justo que a didática. nas comunidades do Mais Além. no Mais Além. é necessário que o lar de afinidades. o templo da fé. embora a telepatia e a sublimação contêm.Considerando a densidade das multidões de espíritos desencarnados. utilize a lição. falada ou escrita. a palavra articulada. o diálogo e a instrução. o hospital e a assistência. a prece e o reconforto. em elevados níveis de entendimento. a fábula. os cursos vários de introdução ao conhecimento superior. funcionem. das artes e da literatura. irradiada ou televisada. espíritos imaturos e desinformados. a disciplina. * 18 .Nos planos imediatos à experiência física. de todas as procedências. além da morte.Para o esclarecimento gradativo dos espíritos desencarnados. com círculos de iniciados. os exemplos da história e todos os recursos outros. os bons em socorro dos . ainda é o processo mais rápido de comunicação. desvalidos de orientações. com extremada compreensão de quantos lhes esposam as tarefas salvadoras. * 20 . os mais fortes a benefício dos mais fracos. vítimas de paixões acalentadas por eles próprios.

a quem é destinada à mensagem deste livro. * 21 . com a minha pequena parcela de cooperação. 17 de junho de 1983. em tudo o que a evolução possua em comum com a Natureza: "A cada um segundo as suas próprias obras". aí se vê a realidade da teologia simples que rege a evolução.Nas comunidades de criaturas desencarnadas. Minas Gerais). André Luiz Uberaba. o trabalho do bem é incessante. e do público em geral. vinda do Mundo Maior. (Anotações recebidas pelo médium Francisco Cândido Xavier. um pouco da minha vida para que os queridos leitores se inteirem da precariedade de . a ciência é humanitária e o esforço pelo próprio aperfeiçoamento íntimo é impulso infatigável em todas as criaturas de boa vontade. a vida continua e. com mais clareza. neste limiar. gostaria de contar. a afinidade é o clima ideal para a união dos seres. a religião não tem dogmatismo.Além da morte. em Uberaba.desequilibrados e os mais sábios em apoio dos desorientados e ignorantes. a filosofia acata os melhores pensamentos onde se manifestem. o interesse pela ascensão do espírito aos planos superiores é a marca de todos aqueles que já despertaram para o respeito a Deus e para o amor ao próximo. 22 . Explicação Necessária Desconhecida que sou da grande família espírita.

1924. os recursos necessários para tirar-me daquele estado. à noite. já era uma enamorada do céu. naqueles dias tranqüilos do passado. uma criança normal e. iniciava-se naquele dia. É que se iniciava ali. à tarde. para que . atendendo à harmonia das Leis do Universo. Durante o dia. contudo. paisagens e coisas do Mundo Espiritual. em 16. É que. * Desde pequenina.recursos dos quais os Espíritos dispuseram para se manifestarem por meu intermédio. acompanhava o passeio das nuvens e a sua metamorfose contínua de formas nas quais procurava descobrir figuras de pessoas e coisas. num desdobramento de lições inesquecíveis e sumamente proveitosas. que exercia sobre mim uma atração fora do normal. principalmente tendo em vista a qualidade da matéria a ser retratada. por algum tempo gozei.4. elementares de desenho. de grande robustez. 23.1923. que envolve aspectos. desde logo. o que pode explicar as falhas técnicas e. como qualquer outra. tinha encontro certo com o pôr-do-sol para extasiar-me no seu espetáculo de cores e. Contudo. deixavame fascinar pelas estrelas distantes sem poder. decifrarlhes o significado e a grandeza. um processo de renovação que deveria atingir a mim e a toda a comunidade de apoio terreno de que desfrutava. um processo de regeneração que nos chegava através da paralisia infantil. imobilizada pela paralisia. presa a uma cadeira ou à cama. empregando.4. acordei tristonha e abatida. Mamãe dispensoume todo o cuidado. Certa manhã. * Nasci . sempre pedia à Mamãe que me pusesse à janela. quase inesperado de prostração. às vezes.

e toda a sua vida dedicou aos necessitados. pela vontade de Deus. como eu. alcancei minha mocidade andando com o apoio de abençoada bengala e agradecendo a bênção da vida ao lado de meus Pais queridos. através daquela abertura iluminada. Adquiria certeza de que o pensamento é força criadora e que essa força. até hoje. com o apoio dos Amigos Espirituais. poderia dar vida à minha perna paralítica.eu pudesse vislumbrar o mundo exterior. nos desdobramentos das lições da vida. . invariavelmente surgiam perguntas: como poderia andar? onde encontrar forças e recursos inabituais para vencer os impedimentos gerados pela enfermidade? como poderia Deus. (1) . A dedicação e a sensibilidade de Mamãe ajudaram-me a isentar-me de complexos psicológicos que costumara acompanhar os processos de regeneração aos quais muitas criaturas devem se submeter. e. comecei a sentir a presença de Benfeitores Espirituais junto a mim. com o auxílio deles. Depois de longos anos de esforços para pôr em prática os exercícios físicos e mentais recomendados pelos Espíritos que me ajudavam.Irmã de Eurípides Barsanulfo. como outra qualquer. ganhando a convicção de que. junto do esposo. Nosso Pai. sinto-me presa à contemplação do firmamento. Nos devaneios que nasciam nessa contemplação sublime. moça. com a vida sorrindo ao meu derredor e com a alegria de levar de vencida a paralisia. haveria de encontrar solução. trabalhou com ele na Farmácia muitos anos. com a vontade de vencer as dificuldades e confiante em Deus. e poderia andar. sentia-me uma pessoa normal. E. No Plano Espiritual. continuou na Seara de Jesus. Ataliba José da Cunha e Eurídice Miltan Cunha (Sinhazinha) (1). me ajudar mais de perto? Foi quando.

que senti mais nítida a sua presença. Francisco Cândido Xavier.* Os anos de felicidade juvenil. (2) Nosso Lar. em razão de um acidente. Papai imobilizado na cama já há seis anos. o pôr-dosol. quando Mamãe. como nós. melancólica. quando contemplava. Papai passou a se apoiar em nós. Conto estes lances de minha vida sem qualquer idéia de valorização pessoal. a partir daí. seus filhos. Mas foi no dia 2 de março de 1979. quase um ano após a partida de Mamãe. Órfão. e. também retornasse ao Mundo Maior. que o cercavam até que. deixando aos meus cuidados. FEB. comecei a penetrar os dois planos da vida com mais freqüência. * Foi em 1962. ao despertar. Via a cidade com alguns detalhes. toda a recordação da experiência daquela noite maravilhosa que . regressa ao Mundo Maior. mas para demonstrar aos queridos leitores que a Doutrina Espírita é manancial inesgotável de força criadora e vivificante. em uma tarde amena. Espírito de André Luiz. Ed. quando vivi a mais fascinante experiência de minha vida. em 1971. guardando. Rio. RJ. meu apoio maior. no livro que leva o mesmo nome (2) traça-lhe um perfil magnífico e esclarecedor. se desfazem a partir do dia 2 de novembro de 1961. juntamente com uma irmã solteira. no entanto. seguindo para uma cidade espiritual que depois soube tratar-se da cidade "Nosso Lar". no qual poderemos banhar nossa alma para livrar-nos das feridas que costumam abrir-se nos corações desalentados antes os fatos naturais da vida. conduzida por um Espírito que não pude identificar. pela partida física daquele coração generoso que nos tutelava a existência. e a verdadeira bengala a sustentar-me na luta. Vi-me saindo do corpo. da qual André Luiz.

enquanto volitava sobre a cidade. resolvi desenhar. Devo esclarecer. no entanto. Não podia perder a visão de tão belo acontecimento e. quando o Espírito que me acompanhava convidou-me a regressar a Terra. repetiu-se a experiência. Permaneci à sua espera e. saiu o segundo desenho ou planta baixa da cidade "Nosso Lar" e que corresponde ao Plano Piloto. na cidade. segundo esclareceu depois Francisco Cândido Xavier (nosso querido Chico). Esclareço que não sou desenhista. que. sentindo ainda uma espécie de tontura da volitação. mas com a consciência integral de tudo o que havia visto. Depois de três anos. assim. fiz o desenho e guardei-o sem revelar nada a ninguém. a cidade não se circunscreve ao número de casas e . atender a tarefas que lhe competiam. Acordei com um encaixamento brusco no corpo. e pude ver além do que havia visto. não podem ter pretensão técnica nem bastarem para refletir inteiramente a beleza das formas. procurando retratar o que vi. e foi para outro. retratando o que me foi possível conhecer naquela rápida visita. chamaram-me através de um aparelho de comunicação interna. à feição de telefone. algum tempo depois. prevenindo-me que me buscaria para o regresso. nas Câmaras. por isso. Dessa viagem. onde havia muito sofrimento. embora a forma seja a verdadeira. com mais nitidez. em pleno amanhecer. para informar-me que deveria ficar naquela seção. Apesar disso. uma vez que não convinha ir-me para onde ele estava.se interrompeu. embebendo-me nos detalhes de sua paisagem. gravadas no papel. O Amigo Espiritual que me conduzia deixou-me num Departamento. os desenhos que elaborei.

rogando escusas. Uma delas foi um primo. o bondoso médium de Uberaba se interessou e pediu-me que lhe levasse os desenhos. I A Cidade "Nosso Lar" Na vasta bibliografia mediúnica do médium Francisco Cândido Xavier. Entusiasmada com o segundo desenho. e qual não foi a minha surpresa quando me afirmou se tratar da cidade "Nosso Lar". mostrei-o a algumas pessoas mais íntimas e de minha confiança. que estão oferecidos neste livro. Sob estímulo de seu carinho e compreensão. de Araras. Na oportunidade. 4 de fevereiro de 1983.de quadras indicadas no desenho apenas para efeito ilustrativo. Heigorina Cunha Sacramento. Depositei nas mãos de Francisco Cândido Xavier. que. uma vez que se trata de uma cidade de vastas dimensões. correspondendo-lhe exatamente à forma. que abriga cerca de um milhão de habitantes. devo agradecer a Deus e aos Bons Espíritos pela participação que tive neste trabalho. a cidade espiritual conhecida como "Nosso . procurei grafar outros detalhes da cidade. pelas deficiências naturais impostas pelas minhas limitações pessoais. afinal o editou. inclusive aos leitores. que se incumbiu generosamente dos detalhes complementares e do encaminhamento do material para o Instituto de Difusão Espírita. que levou a notícia a Francisco Cândido Xavier.

Difícil imaginar. editado pela Federação Espírita Brasileira. levou-o. Os Espíritos disseram a Allan kardec (1) que no. de campos para se repousar de uma muito longa erraticidade. Foi no livro do mesmo nome. após o desenlace físico. normalmente e sem saltos. mundo espiritual. por falta de referências mais claras que induzissem a idealização de comunidades de Espíritos habitando cidades estruturadas em edifícios de natureza sólida. certa noite. dar largas a imaginação para especular acerca do que seriam. Ed. estado sempre um pouco penoso”. realmente. O Livro dos Espíritos. em desprendimento espiritual. o citado livro abria campos amplos e novos à indagação daqueles estudiosos que se sentissem dificuldades para entender como a vida poderia prosseguir. ante a diversidade aparente das condições de encarnado e desencarnado. essas espécies de acampamentos. alguns recantos retratados no livro. Não se podia. Realmente.forneceu descrições pormenorizadas acerca da organização da sociedade comunitária e das edificações que lhe servem de apoio material. (1) . Conta o abnegado médium que se surpreendeu pelo inusitado das revelações e que André Luiz. viviam em “espécies de acampamentos.Lar" foi à primeira sociedade urbana da Vida Maior retratada com detalhes. sobre . IDE. que o Espírito pudesse habitar cidades edificadas e organizadas de modo semelhante às expressões terrenas. pessoalmente.Questão nº 234.é verdade. a fim de que ele desse livre curso aos seus relatos. relatando suas experiências. até a cidade "Nosso Lar" para que se inteirasse da sua existência e conhecesse. que o Espírito de André Luiz.

que identificaram nela um modelo alentador das organizações e situações que aguardam o ser humano. nos recusamos a aceitar o óbvio. após a edição de O Livro dos Espíritos. após a desencarnação. e em tudo com estreita semelhança ao que conhecemos na Crosta. por outro lado. reconheceu-se que não podia ocorrer de forma semelhante. de Sacramento. . e se. ainda mesmo diante das revelações contidas nas obras da Codificação. quase quarenta anos depois do surgimento do livro Nosso Lar. organizamos a vida terrena. através do trabalho mediúnico de nossa irmã Heigorina Cunha. o plano piloto da cidade espiritual que é o objetivo deste livro. durante muitos séculos. passado o espanto natural que as revelações causaram. Mas. e que a vida continuava sem grandes mudanças depois da morte física. e André Luiz nos mostra que esta é uma copia imperfeita daquela. em termos sem correspondência com as expressões humanas. e . ensejando-nos receber. a cidade “Nosso Lar” ganhou o coração e a imaginação de todos os espíritas. Habituado. A partir da edição do livro.terreno fértil a vegetação. agora. a idealizações do Céu e do Inferno. os Espíritos nos asseguravam que nos reuniríamos em famílias e em agrupamentos. a partir das informações veiculadas por André Luiz. por que haveria de ser tão discrepante em relação aos moldes da vida moderna? Pelas recordações da vida espiritual. depois. Se o Espírito sobrevivia ao corpo. Se a revelação trazida por André Luiz esperou oitenta e seis anos.por que não dizer? – um estímulo físico para conviver. em comunidades idênticas ou melhores. e provas dessa sobrevivência foram abundantes a partir do surgimento da Doutrina Espírita. o Alto nos permite mais algumas informações.

aos que ainda não leram o livro Nosso Lar. devendo. os fundadores encontraram "as notas primitivas dos silvícolas do país e as construções infantis de suas mentes rudimentares". órgão central. dirigido por doze Ministros. permitimo-nos informar. está assessorada pelo trabalho e organização de seis Ministérios. Conta que. a Governadoria. * Tendo em vista que a cidade se divide segundo as necessidades de sua organização administrativa. atualmente. do Auxílio. À época em que se pronunciou o Amigo Espiritual. no século XVI. desencarnados no Brasil. a cidade contava com cerca de um milhão de habitantes. da Comunicação. Esclarecidos esses detalhes. sendo. conquistá-los e integrá-los para conseguirem seus objetivos. a saber: Ministério da Regeneração. do Esclarecimento. da Elevação e da União Divina. solidariedade fraterna e amor espiritual". cada Ministério.* A cidade "Nosso Lar". naquele trato de terra. segundo informações veiculadas por André Luiz. a partir de onde se localiza. à custa de "serviço perseverante. que atuam nas áreas que os próprios nomes definem. foi fundada por portugueses distintos. que a Governadoria. onde se vêem edifícios de fino lavor e onde se congregam vibrações delicadas e nobres. II Plano Piloto . passemos a considerar o plano piloto da cidade.

onde se localiza a Governadoria e os conjuntos habitacionais. Também nele se vê a grande muralha protetora da cidade. como já se disse. afetas. em que se desdobra a administração pública. do Auxílio. nos espaços em que se vê o encontro dos vértices das bases dos triângulos.Mencione-se. ao mesmo número de organizações especializadas. podem ser adquiridos por estes. Da Governadoria partem as coordenadas que dividem a cidade em seis partes distintas. está apta para receber. para que se avalie o seu tamanho. com piso semelhante ao alabastro. representadas. localizando-se a Governadoria no centro do círculo em que está inscrita a estrela. a cidade está dividida em seis módulos. À frente deles. por detrás dos . sendo que. configurando-se como o centro administrativo. conquanto ainda afetos aos trabalhadores do Ministério. da Comunicação. os conjuntos residenciais que. * A cidade tem a forma de uma estrela de seis pontas. cada uma. Assim. cada um deles partindo da Governadoria. da Elevação e da União Divina. através de "bonus-horas" e são suscetíveis de transmissão hereditária. do Esclarecimento. junto à qual se eleva à torre de cada Ministério. comodamente. um milhão de pessoas. mais além. destinados aos trabalhadores de cada Ministério. desde logo. A médium descreve-a como belíssima. o segundo já engloba. está a grande praça que os circunda e que. que existem dois desenhos: o primeiro que abrange apenas a estrela. inscritos dentro dela. com muitos bancos ao seu redor. pelos Ministérios da Regeneração.

Nos espaços que medeiam entre um núcleo habitacional e outro. pertencendo aos que as adquirem podem ser objeto de herança. e junto à muralha. e que se inicia junto à muralha. como já se disse. mas. são . Além da praça temos os núcleos residenciais em forma de triângulo e que. todos referidos no livro Nosso Lar. destinadas ao lazer ou serviços aos habitantes. a locação do seu Parque Hospitalar.bancos. estão os núcleos residenciais destinados aos Espíritos que. no Ministério da União Divina. por seus méritos. se destinam aos trabalhadores de cada Ministério. Vê-se. Entre os núcleos em forma de triângulo e a muralha. Cada núcleo residencial é cortado. Na planta aparecem umas poucas quadras. sendo que os mais graduados residem mais próximos à praça e. correspondente à uma hora de trabalho prestado à comunidade. na verdade. por ampla avenida arborizada que o liga à praça principal e a Governadoria. seja em direção à muralha seja em direção ao núcleo correspondente ao Ministério vizinho. no Ministério da Elevação. o Campo da Música. flores graciosas e delicadas. podem adquirir suas casas mediante pagamento em bonus-horas. por exemplo. Estas casas. Essas casas pertencem à comunidade e se um trabalhador se transfere para outro Ministério. deve mudar-se também para residir junto ao seu local de trabalho. portanto. no parque do Ministério da Regeneração. existem grandes parques arborizados onde se erguem outras construções que não foram detalhadas na planta. existem fontes luminosas multicoloridas e. ao centro administrativo. Os quadros que se vêem desenhados dentro do triângulo. que é a unidade monetária padrão. em torno delas. no centro. o Bosque das Águas e. são quadras onde se erguem as residências.

está a grande muralha protetora. Por fora da muralha. * Em síntese. é o que nos mostra o plano piloto da cidade. onde se acham assestadas às baterias de projeção magnética. Mas. o que não deve estranhar porque. configurado na planta que nos veio ao conhecimento por intermediação de nossa irmã Heigorina Cunha. que está localizado na planta. para defesa contra as arremetidas dos Espíritos inferiores. poderemos imaginar sua magnitude pelas referências que André Luiz nos faz. e com paradas de três em três quilômetros. a perderem-se de vista e que se alongam até a muralha. * A planta da cidade. abrigando Espíritos que ainda devem se reencarnar. no entanto. para um milhão de habitantes. carece de medidas que nas propiciem uma exata compreensão do seu tamanho. como sabemos. estão os campos de cultivo de vegetais destinados a alimentarão pública.muitas quadras. correndo numa velocidade que não permite fixar os detalhes da paisagem. Circundando toda a cidade. a cidade está situada numa esfera espiritual de transição. E uma cidade. III Detalhes da cidade extraídos das obras de André Luiz . O "aeróbus". amplamente disposta. demora quarenta minutos para ir da Praça da Governadoria até o Bosque das Águas.

envergando túnicas de níveo linho. a maca improvisada. Esperam agora por mim. Tateando um ponto da muralha. "Ao sinal de Clarêncio. gracioso foco de luz dava a idéia de um pôr-do-sol em tardes primaveris. situadas em extensos jardins. principalmente. silenciosos. citando. carinhoso: " . 1982. que se apoiava num cajado de substância luminosa. ouvi o generoso ancião recomendar. Dois jovens. o número da página do livro (1): (1) 25ª. os condutores depuseram. A meus olhos surgiu. então. lobriguei o quadro confortante que se desdobrava à minha vista. e quando me acomodavam num leito de emergência. "Clarêncio. cobertos de trepadeiras floridas e graciosas. . conseguia identificar preciosas construções. Ao longe. Passamos a reproduzi-Ias.O livro Nosso Lar. à feição de grande hospital terreno. "Branda claridade inundava ali todas as coisas. acorreram pressurosos ao chamado de meu benfeitor. deteve-se à frente de grande porta encravada em altos muros. ao final. a porta acolhedora de alvo edifício. "Embora transportado à maneira de ferido comum. devagarinho.Guardem nosso tutelado no pavilhão da direita. Amanhã cedo voltarei a vê-lo. através da qual penetramos. de seus logradouros e de suas edificações. À medida que avançávamos. na ordem em que se apresentam. para me conduzirem cuidadosamente ao interior. é rico em detalhes acerca da cidade. fêz-se longa abertura. edição.

Conserve-se tranqüilo. compreendendo ele que minhas perguntas não se fariam esperar. ao passo que mal dissimulava eu a surpresa inexcedível. reparei Clarêncio participando da assembléia. Sentado em lugar de destaque. pareciam aguardar alguma coisa. surgiu o cenário de templo maravilhoso. setenta e duas figuras pareciam acompanhá-lo em respeitoso silêncio. um ancião coroado de luz fixava o Alto. Obedecendo a processos adiantados de televisão. Todas as residências e instituições de "Nosso Lar" estão orando com o Governador. onde me ofereceram leito acolhedor. Altamente surpreendido. e. Em plano inferior. que mais se assemelhava a leve sopro: ". através da . Levantei-me vencendo dificuldades e agarrei-me ao braço fraternal que se me estendia. ricamente mobiliado. "Apertei o braço do enfermeiro amigo. atentos. envergando alva túnica de irradiações resplandecentes. Contendo a custo numerosas indagações que me esfervilhavam na mente. notei que ao fundo. cheguei a enorme saião. Ninguém parecia dar conta da minha presença. ao mesmo tempo que era conduzido a confortável aposento de amplas proporções. em tela gigantesca. entre os que cercavam o velhinho refulgente. desenhava-se prodigioso quadro de luz quase feérica. formando radiosos símbolos de espiritualidade superior. esclareceu em voz baixa. 26/27). pendiam delicadas e flóreas guirlandas. Todos os circunstantes."Enderecei-lhe um olhar de gratidão. Seguindo vacilante. em atitude de prece. Da abóbada cheia de claridade brilhante. * "Aquela melodia renovava-me às energias profundas. profundamente recolhida. onde numerosa assembléia meditava em silêncio. que vinham do teto à base." (págs.

em companhia de Lísias. curioso. Impressionavam-me. atmosfera de profunda tranqüilidade espiritual. enfileiradas ao fundo. pomares fartos e jardins deliciosos. em continuidade à planície onde a colônia repousava. pela primeira vez. qualquer sinal de inércia ou de ociosidade. substâncias mais delicadas." (págs. porque as vias públicas estavam . 28/29). "Impressionou-me o espetáculo das ruas.audição e visão à distância. sobretudo. de quando em quando. melhorada cópia da Terra. identificava animais domésticos." (págs. entre as árvores frondosas. pousavam agrupadas nas torres muito alvas. porém. Desenhavam-se montes coroados de luz. lembrando lírios gigantescos. Forrava-se o solo de vegetação. a se erguerem retilíneas. contemplando os horizontes vastos. Extremamente surpreendido. os aspectos da Natureza. Quase tudo. debruçado às janelas espaçosas. "Das janelas largas. alteavam-se graciosos edifícios. cercadas por muros de hera. Grandes árvores. Ar puro. onde rosas diferentes desabrochavam. agora. Alinhavam-se a espaços regulares. Não havia. saí. enfeitadas de árvores frondosas. Nenhum sem flores à entrada. aqui e ali. Cores mais harmônicas. rumo ao céu. Todos os departamentos apareciam cultivados com esmero. À pequena distância. o movimento do parque. Vastas avenidas. observava. * "Decorridas algumas semanas de tratamento ativo. * "Deleitava-me. Aves de plumagens policromas cruzavam os ares e. Louvemos o Coração Invisível do Céu. 45/46). exibindo formas diversas. adornando o verde de cambiantes variados. destacando-se algumas casinhas encantadoras.

entretanto. ostentando extensos jardins.)" "Calara-se Lísias. representa instituições e abrigos adequados à tarefa de nossa jurisdição. No centro da praça. residem aqui." (págs. Entidades numerosas iam e vinham. Incumbia-se o companheiro de orientar-me em face das surpresas que surgiam ininterruptas. comentou: " . casas residenciais. . . as torres maravilhosas que pareciam cindir o firmamento. respeitoso e embevecido.Estamos no local do Ministério do Auxílio.repletas. o ponto de convergência dos seis ministérios a que me referi. atende-se a doentes. preparam-se reencarnações terrenas. * "A essa altura. Tudo o que vemos. Percebendo-me as íntimas conjeturas. Orientadores. Nesta zona. operários e outros serviçais da missão. 50/51)." " . atingíramos uma praça de maravilhosos contornos. nesta praça. mas outras me dirigiam olhares acolhedores." (págs. evidenciando como vida reverência. encabeçado de torres soberanas. ouvem-se rogativas. 52/53). Todos começam da Governadoria. ou aos que choram na Terra. erguia-se um palácio de magnificente beleza. "E. é ele o trabalhador mais infatigável e mais fiel que todos nós reunidos. . . esclareceu solícito: ". Algumas pareciam situar a mente em lugares distantes. respeitoso. . estendendo-se em forma triangular. utiliza ele a colaboração de três mil funcionários. que se perdiam no céu.Ali vive o nosso abnegado orientador. edifícios. selecionam-se preces. estudam-se soluções para todos os processos que se prendem ao sofrimento. organizam-se turmas de socorro aos habitantes do Umbral. enquanto eu a seu lado contemplava. Nos trabalhos administrativos." (.Temos.

Lísias convidou: " . Ao descer até nós. Verá que a água é quase tudo em nossa estância de transição. "Agradável sensação de paz me felicitava o espírito. Caprichosos repuxos de água colorida ziguezagueavam no ar. formando figuras encantadoras. "Mal me refazia da surpresa. suspenso do solo a uma altura de cinco metros mais ou menos e repleto de passageiros. à maneira de um elevador terrestre. . acompanhei o enfermeiro sem vacilar. 54).Vamos ao grande reservatório da colônia. que seria na Terra um grande funicular. entre desconhecidos. seguimos silenciosos. o generoso amigo acrescentou: " . tinha enorme comprimento. (1 ) Carro aéreo. em virtude do grande número de antenas na tolda. examinei-o com atenção. Aboletados convenientemente no recinto confortável. * "Dado o meu interesse crescente pelos processos de alimentação. Não era máquina conhecida na Terra. pedi ao dedicado enfermeiro para descansar alguns minutos num banco próximo. "Curiosíssimo. Lísias anuiu de bom grado. quando surgiu grande carro.Esperemos o aeróbus (1). Lá observará coisas interessantes. visitando as grandes oficinas do Serviço de Trânsito e Transporte. Mais tarde. "Lísias não me deu tempo a indagações. Constituída de material muito flexível." (pág. "Chegados a extenso ângulo da praça. Experimentava a timidez natural do homem desambientado. parecendo ligada a fios invisíveis. confirmei minhas suposições.* "Enlevado na visão dos jardins prodigiosos.

Todo o volume do Rio Azul. "Deslumbrou-me o panorama de belezas sublimes. "A observação ensejava considerações muito interessantes. mas tão cristalina que parecia tonalizada em matiz celeste. "Notando o meu deslumbramento. porque só depois de quarenta minutos. reúnem-se novamente. Trata-se de um dos locais prediletos para as excursões dos amantes. Entre margens bordadas de grama viçosa."A velocidade era tanta que não permitia fixar os detalhes das construções escalonadas no extenso percurso. mas Lísias não me deu azo a perguntas nesse particular. estradas largas cortavam a verdura da paisagem. A corrente rolava tranqüila. incluindo ligeiras paradas de três em três quilômetros.Estamos no Bosque das Águas. na claridade do Sol confortador. é absorvido em caixas imensas de distribuição. e voltam a constituir o rio. embalsamava o vento fresco de inebriante perfume. esclareceu ". que aqui vêm tecer as mais lindas promessas de amor e fidelidade. Em seguida. Bancos de caprichosos formatos convidavam ao descanso. deslizava um rio de grandes proporções. à maneira de pousos deliciosos. Tudo em prodígio de cores e luzes cariciosas. Plantadas a espaços regulares. para as experiências da Terra. O bosque. A distância não era pequena. Indicando um edifício de enormes proporções. sorridente e calmo. árvores frondosas ofereciam sombra amiga. que temos à vista. me convidou Lísias a descer. toda esmaltada de azulíneas flores. Lísias explicou: ". em floração maravilhosa. As águas que servem a todas as atividades da colônia partem daqui. Temos aqui umas das mais belas regiões de "Nosso Lar". em vista dos reflexos do firmamento. abaixo dos serviços da Regeneração. .Ali é o grande reservatório da colônia.

98). mas confortável. Tudo simples. Ao tinido brando da campainha no interior. por exemplo. * "Em seguida.Como se encara o problema da propriedade na colônia? Esta casa. 'a custa de esforço e dedicação. Lísias falou. é o nosso dinheiro. cercada de colorido jardim. no fundo. * " ." (pág.que prossegue o curso normal. O bônus-hora. 97). a propriedade aqui é relativa. Ambiente simples e acolhedor. Quaisquer utilidades são adquiridas com esses cupons. pertence-lhe? "Ela sorriu e esclareceu: "..O nosso lar. demorando-me na Sala de Banho. Móveis quase idênticos aos terrestres. * "Passados minutos. objetos em geral. As construções em geral representam patrimônio comum. Nossas aquisições são feitas à base de horas de trabalho. obtidos por nós mesmos. demonstrando pequeninas variantes. dentro de "Nosso Lar"." (pág. * "Entramos. descansando sobre ele grande harpa talhada em linhas nobres e delicadas. Quadros de sublime significação espiritual. prazenteiro:. 96). surgiu à porta simpática matrona. Identificando-me a curiosidade.Tal como se dá na Terra." (pág.. 59." (Pág. ." (págs. eis-nos à porta de graciosa construção. sob controle da Governadoria. " . chamou-me Lísias para ver algumas dependências da casa. 96).cujas instalações interessantes me maravilharam. 60 e 61). rumo ao grande oceano de substâncias invisíveis para a Terra. um piano de notáveis proporções.

. permanecendo minha família apenas com o direito de herança ao lar. igualmente. * ". Ricardo. minha ficha de serviço autoriza-me a interceder por ela e preparar-lhe aqui trabalho e concurso amigo.Vejamos. compreendeu imediatamente a necessidade do esforço ativo. apresentando trinta mil bônus-hora. assegurando-me. Tenho comigo três mil Bônus-Hora-Auxílio. depois de certo período de extremas perturbações. Aproxima-se o tempo do meu regresso aos planos da crosta. 115/116). porém.inquiri de repente. estreamos a habitação que ele organizara com esmero. o que se pode conseguir com algum tempo de serviço. no meu quadro de economia pessoal. que veio para a esfera espiritual muito antes de mim.cada família espiritual. deixo de referir-me ao lucro maravilhoso que adquiri no capítulo da experiência. por exemplo. investida de valores mais altos e demonstrando qualidades mais nobres de preparação ao êxito desejado. não descansou.Não temos aqui demasiadas complicações . preparando-nos um ninho para o futuro. pode conquistar um lar (nunca mais que um). nos anos de cooperação no Ministério do Auxílio.. Nesse cômputo. (. Quando cheguei.E o problema da herança? . Dezoito anos estivemos separados pelos laços físicos. o meu caso. porém.respondeu à senhora Laura. por que esses valores serão revertidos ao patrimônio comum. o valioso auxílio das organizações de nossa colônia espiritual. acentuando-se nossa ventura. Não posso legá-los a minha filha que está a chegar. . ". no entanto. Volto a Terra. Nossa morada foi conquistada pelo trabalho perseverante de meu esposo.)" (págs. durante minha permanência nos círculos carnais. * . Recolhido ao "Nosso Lar". mas sempre unidos pelos elos espirituais. sorrindo.

pareciam taças. que se regeneram e se iluminam ao mesmo tempo. Ao longe. deparou-se-nos vastíssima escadaria. Lírios de neve. onde numerosos edifícios me pareceram colméias de serviço intenso. Esforçando-me para exteriorizar a admiração que me invadia a alma. enquanto os jovens se despediam.)". ainda não conhecia o quadro maravilhoso que a noite clara apresentava.Venha ao jardim. falei comovidamente: (. sentindo que ondas de energia nova me penetravam o ser. comunicando com os pavimentos inferiores. "Atravessamos largos quarteirões. matizados de ligeiro azul ao fundo do cálice. .. Glicínias de prodigiosa beleza enfeitavam a paisagem.Temos aqui as grandes fábricas de "Nosso Lar". enquanto acompanhando Lísias fui aos canteiros em flor. "Daí a momentos. entre grandes árvores. Depois de extensos corredores. 126/127). dá trabalho a mais de cem mil criaturas. ali. solícito: ". convidava-me. as torres da Governadoria mostravam belos efeitos de luz. Deslumbrado. (págs. de tecidos e artefatos em geral. o novo amigo esclareceu: ". nos vastos quarteirões do Ministério do Auxílio. pois ainda não viu o luar destes sítios. Percebendo-me a silenciosa indagação. Servidores numerosos iam e vinham. Respirei a longos haustos. A preparação de sucos.disse Tobias com tom grave.Desçamos . "O espetáculo apresentava-se soberbo! Habituado à reclusão hospitalar. "A dona da casa entrava em conversação com as filhas.. ". não conseguia emitir impressões. de caricioso aroma. penetramos num edifício de aspecto nobre."E. * "Segui Tobias resolutamente.

" "Curioso. solícito: ". nem o instituto de tratamento normal de saúde orgânica. Lado alado. segui a enfermeira. Não era bem o hospital de sangue. agitado pelo vento caricioso." (pág.Venho participar que uma infeliz mulher está pedindo socorro. quando atingimos a grande cancela a que se referira o trabalhador. ligadas entre si e repletas de verdadeiros despojos humanos. Creio tenha passado despercebida aos vigilantes das primeiras linhas. Justino? Qual é a sua mensagem? "O operário. respondeu. nos primeiros tempos de moradia em "Nosso Lar". aflito: ". perguntando: ". Era um homenzinho de semblante singular.Que há. * . . nem a atmosfera de cima. Havíamos percorrido mais de um quilômetro."E notando minha estranheza. através do campo enluarado. 146). no grande portão que dá para os campos de cultura. . chegou alguém dos fundos do enorme parque. Os necessitados que aí se reúnem não toleram as luzes. A distância não era pequena. via-se o arvoredo tranqüilo do parque muito extenso. * "Nunca poderia imaginar o quadro que se desenhava agora aos meus olhos. Era uma série de câmaras vastas. explicou.As Câmaras de Retificação estão localizadas nas vizinhanças do Umbral. Narcisa recebeu-o com gentileza." (pág. 145). evidenciando a condição de trabalhador humilde. 168/169). * "Logo após as vinte e uma horas." (págs. que integrava o corpo de sentinelas das Câmaras de Retificação.

porém.Trata-se dos "salões verdes" para serviço de educação.prosseguiu a enfermeira. que penetrara o parque banhado de luz. inclusive o da União Divina. "Devem ser prodigiosos esses palácios da natureza acrescentei. De maneira indireta."Agora. outros para Ministros visitantes e estudiosos em geral. experimentava singular fascinação. quando ele se digna de vir até nós. as árvores eretas se cobrem de flores. A Ministra Veneranda criou planos excelentes para os nossos processos educativos. "E observando-me a curiosidade sadia. um de assinalada beleza.não há somente caminhos para o Umbral ou apenas cultura de vegetação destinada aos sucos alimentícios. enunciando perguntas veladas. que solicitou o concurso de Veneranda na organização de recintos dessa ordem. Todos os Ministérios pediram cooperação. provocava explicações de Narcisa. segundo me informaram. entusiasticamente o projeto da Ministra despertou. Temos assim. dando idéia de pequenas torres coloridas.dizia ela . reservando-se. então. com as bênçãos do Sol ou das estrelas distantes. há recintos de maravilhosos contornos para as conferências dos Ministros da Regeneração. Entre as grandes fileiras das árvores. para as conversações do Governador. aquelas virentes sementeiras reclamavam-me a todo o momento. "Aquelas árvores acolhedoras. continuou esclarecendo: ". aplausos francos em toda a colônia. cheias de encantos naturais. Soube que tal se dera. Iniciou-se. ". Periodicamente. no firmamento. a campanha do "Salão natural". no Bosque .Sem dúvida . havia precisamente quarenta anos. ".No grande parque . o teto acolhedor.

Cada "salão natural" tem bancos e poltronas esculturados na substância do solo. com o qual é possível levar a efeito cinco projeções variadas. mas. A conservação exige cuidados permanentes. Essa iniciativa melhorou consideravelmente a cidade. são os que se instituíram nas escolas. e sugeriu recursos da própria natureza. em plena praia. dentro do qual se abrigam cinco numerosas classes de aprendizados e cinco instrutores diferentes. interrompeu-se a bondosa enfermeira. "Valendo-me da pausa natural. Disse à organizadora que seria justo lembrar as preleções do Mestre. a meu ver. unindo no mesmo esforço o serviço proveitoso à utilidade prática e à beleza espiritual. e dessa recordação surgiu o empreendimento do "mobiliário natural".E o mobiliário dos salões? Tal como dos grandes recintos terrenos? "Narcisa sorriu e acentuou: ". funciona enorme aparelho destinado a demonstrações pela imagem. instalou a Ministra um verdadeiro castelo de vegetação. forrados de relva olente e macia. interpelei: ". Variam nas formas e dimensões. Nos parques de educação do Esclarecimento.O mais belo recinto do nosso Ministério é o destinado às palestras do Governador.Há diferença. mas a beleza dos quadros representa vasta compensação. simultaneamente. em forma de estrela. prosseguiu: ". Isso imprime formosura e disposições características. A Ministra ideou os quadros evangélicos do tempo que assinalou a passagem do Cristo pelo mundo. quando de suas divinas excursões junto ao Tiberíades. à maneira do cinematógrafo terrestre. No centro. "A essa altura. Surgiram deliciosos recantos em toda a parte.das Águas. identificando-me o interesse silencioso. Os mais interessantes. todavia. A Ministra Veneranda descobriu que .

de trinta a trinta dias. A Ministra reserva o mais lindo aspecto para o mês de Dezembro. (. quando a cidade recebe os mais formosos pensamentos e as mais vigorosas promessas dos nossos companheiros encarnados na Terra e envia. mais antigo. por sua vez. e confortando enfermos convalescentes.)"' (págs. costuma vir até aqui só no propósito de conhecer esse "palácio natural". cuja conservação nos merece especial carinho. conferenciando com os Ministros da Regeneração. Cada mês do ano mostra cores diferentes. lagos minúsculos. pontes graciosas. 175 a 178). ". quando pode demorar-se. que acomoda confortavelmente mais de trinta mil pessoas.. À noitinha. Esse salão é nota de júbilo para os nossos Ministérios.continuou Narcisa. ouve música e assiste a números de arte. recebendo nossos votos e visitas. ardentes afirmações de esperança e serviço às esferas superiores. animadamente . palanquins de arvoredo e frondejante vegetação. Ali permanece longas horas. "Ouvindo os interessantes informes.é também esplêndido recinto. * . que se hospedam em "Nosso Lar". excecutados por jovens e crianças dos nossos educandários. formados em pequenos canais de água fresca. em comemoração ao Natal de Jesus. eu experimentava um misto de alegria e curiosidade. A maioria dos forasteiros. Talvez já saiba que o Governador aqui vem. em razão das flores que se vão modificando em espécie. oferecendo sugestões valiosas. conversando com os trabalhadores. examinando nossas vizinhanças com o Umbral.O salão da Ministra Veneranda . quase que semanalmente.ele sempre estimou as paisagens de gosto helênico.. aos domingos. e decorou o salão a traços especiais. em homenagem ao Mestre dos Mestres.

conduzidas por trabalhadores de pulso firme. sob as frondes carinhosas. 180). folhas caprichosas lembrando a acácia e o pinheiro. brilhando a luz de belos candelabros. "Com que emoção tornei ao caminho cercado de árvores frondosas e acolhedoras'. apesar das janelas amplas. Nas Câmaras. troncos que recordavam o carvalho vetusto da Terra. * "Estacaram as matilhas de cães ao nosso lado. Era imprescindível observar-lhes à volta. Assim caminhava. não experimentara tamanha impressão de bem-estar. exalavam delicado perfume. para tomar providências. Aqui. que se realizou após a oração vespertina. "Verdadeira maravilha o recinto verde. dirigi-me. 185). em companhia de Narcisa e Salústio. "Calculei a assistência em mais de mil pessoas. Na disposição comum da grande assembléia. Os Samaritanos deviam estar nas vizinhanças. (. "Daí a minutos. para o grande salão em plena natureza. ."Poucos minutos antes de meia-noite. silencioso. onde grandes bancos de relva nos acolheram confortadoramente. Flores variadas. Ventos frescos agitavam-nas de manso. além. envolvendo-me em sensações de repouso. Aquele ar embalsamado figurava-se-me uma bênção. . Narcisa permitiu minha ida ao grande portão das Câmaras.)" (pág. * "Chegada à hora destinada à preleção da Ministra. estávamos todos enfrentando os enormes corredores de ingresso as Câmaras de Retificação." (pág. notei que vinte entidades se assentavam em local destacado entre nós outros e a .

notamos intenso movimento em todos os setores." (pág. 205)." (págs.)" (pág. Compreendamos a grandiosidade das leis do pensamento e submetamo-nos a elas. em "Nosso Lar".eminência florida onde se via a poltrona da instrutora. parecia especializar-se na cultura de determinadas flores. formando gracioso teto. é uma bênção a nós concedida por "acréscimo de misericórdia". Cada casa. alguns caramanchões de caprichosos formatos. cuja especialidade é unir frondes diversas." "Chegados aos pavimentos superiores. A senhora Hilda convidou-me a visitar o jardim. na residência de Tobias. apresentavam no alto uma trepadeira interessante. onde se localizavam as vias públicas. 201). tive a atenção atraída para enormes rumores provenientes das zonas mais altas da colônia.. 205/206). desde hoje. as hortências inumeráveis desabrochavam nos verdes lençóis de violetas. para que pudesse observar. * "Nosso Lar". portanto.. como cidade espiritual de transição. examinamos volumes maravilhosos na encadernação e no conteúdo espiritual. o companheiro explicou: (. na verde cabeleira das árvores. recordando o bambu ainda novo." " (pág. 227). * "Reunidos na formosa biblioteca de Tobias. * "Regressando ao interior das Câmaras. as glicínias e os lírios contavam-se por centenas. . e para que a maioria volte a Terra em serviços redentores. Belos caramanchões de árvores delicadas. de onde nos poderíamos encaminhar à Praça da Governadoria. à guisa de enormes laços floridos. Identificando-me o espanto natural. Em casa de Lísias. para que alguns poucos se preparem à ascensão. de perto.

Era um velho de aspecto imponente. aflitamente. a quem tenho falado muitas vezes a seu respeito. 'Milhares de entidades acotovelavam-se.informou Tobias. logo que deixamos o aeróbus numa das praças do Ministério da Elevação. dentro de dez minutos. * "Em meio da geral alegria. porém. a meu lado. far-se-ia ouvir um apelo do Governador. desconcertado. As jovens faziam-se acompanhar de Polidoro e Estácio. Impossível. anunciando que.E' o Ministro Esperidião . e nada pude explicar replicar. ganhamos a via pública. ". onde se ostentavam encantamentos de verdadeiro conto de fadas. detendo-nos ante os enormes edifícios consagrados ao trabalho informativo. atendendome a curiosidade.Finalmente. reclamando a atenção popular. Fontes luminosas traçavam quadros surpreendentes: um espetáculo absolutamente novo para mim. Extremamente surpreendido com o vozerio enorme. em que observávamos a multidão espiritual. um acordo geral. vai você conhecer minha noiva. ." "Ri-me.* "Decorridos longos minutos. atingimos o Ministério da Comunicação. 229/230). atingimos a faixa de entrada. Lísias. "Nesse momento." "Havíamos alcançado as cercanias do Campo da Música. onde Lísias pagou gentilmente o ingresso. Todos queriam informações e esclarecimentos. com quem palestravam animadamente. Luzes de indescritível beleza banhavam extenso parque." (págs. vi que alguém subira a uma sacada de grande altura. disse carinhoso: ".

ali mesmo. onde um corpo orquestral de reduzidas figuras executava música ligeira. "Não somente os pares afetuosos demoravam nas estradas floridas. mas. iluminados e acolhedores. onde cada flor parecia possuir seu reinado particular. Era a expressão natural de tudo. em várias direções.Nas extremidades do Campo. revelando extremo apuro de gosto individual. por excelência. "A nata de "Nosso Lar" apresentava-se em magnífica forma. Grandes árvores. a simplicidade confundida com a beleza.. contudo. grande grupo de passeantes. mas o que via agora excedia a tudo que me deslumbrara até então. 248 a 251). nem excesso de qualquer natureza. em torno de gracioso coreto."Notei. Eu havia presenciada numerosas agregações de gente. "Com efeito. temos certas manifestações que atendem ao gosto pessoal de cada grupo dos que ainda não podem entender a arte sublime. guarnecem belos recintos. na colônia. temos a música universal e divina. "Não era luxo. O elemento feminino aparecia na paisagem. o companheiro explicou: ".. Observando minha admiração pelas canções que se ouviam. depois de atravessarmos alamedas risonhas. Na Terra.)" (págs. Caminhos marginados de flores desenhavam-se à nossa frente. . extasiara-me ante a reunião que o nosso Ministério consagrara ao Governador. no centro. o que proporcionava tanto brilho ao quadra maravilhoso. dando acesso ao interior do parque. diferentes das que se conhecem na Terra. a arte santificada. verificava-se o contrário. (. sem desperdício de adornos e sem trair a simplicidade divina. há pequenos grupos para o culto da música fina e multidões para a música regional. Ali. a arte pura e a vida sem artifícios. comecei a ouvir maravilhosa harmonia dominando o céu. 0 centro do campo estava repleto.

nesta parte. não obstante os imensos trabalhos que lhe ocupavam o círculo pessoal. Julguei encontrar universidades reunidas. "Tobias arrancou-me do encantamento. pois. o que fazia habitualmente. após ouvir longas ponderações de Narcisa. "Na véspera da partida. exclamando: ". ed. atraindo-nos a atenção. sob sua direta responsabilidade. tão-somente a administração central e . quanto às edificações de "Nosso Lar". 12a. "À tardinha. o Assistente Jerônimo conduziu-nos ao Santuário da Bênção. 25). em outros livros de André Luiz. onde. povoados de arvoredos e jardins. onde grandes aparelhas elétricos se destacavam.* Há referências. Temos. encontrávamo-nos todos em vastíssimo salão. * "No dia seguinte. convidavam a sublimes meditações. Acompanhava-me o prestimoso Tobias. singularmente disposto. ainda. situado na zona dedicada aos serviços do auxílio. ao fundo. em virtude do programa delineado. "O orientador não desejava partir sem uma oração no Santuário. receberíamos a palavra de mentores iluminados. FEB. antes de entregar-se aos trabalhos de assistência. habitantes de regiões mais puras e mais felizes que a nossa. no Ministério da Comunicação. pág.O Centro é muito vasto. atingi a série de majestosos edifícios de que se compõe a sede da instituição. que passamos a transcrever." (Obreiros da Vida Eterna. demandei o Centro de Mensageiros. "Deslumbrado. segundo nos esclareceu. tal a enorme extensão deles. Pátios amplos. Não creia esteja resumida a instituição nos edifícios sob nossos olhos. Atividades complexas são desempenhadas neste departamento de nossa colônia espiritual.

semi-retangular. com mais amplitude. A primeira esfera comporta o Umbral "grosso". seguindo a tradicional concepção dos sete céus de que nos falam os antigos estudiosos das coisas espirituais. representa uma "Moradia".Nota do Autor espiritual. e onde estão situadas as "Moradias". pág. conquanto estejam tão próximas. ed. o Ministro Clarêncio comentava a sublimidade da prece. que está assinalado nessa região. pág. mais materializado. temos poucas notícias.alguns pavilhões destinados ao ensino e à preparação em geral. " (Entre a Terra e o Céu. . Na realidade. . 8a." (Os Mensageiros. * "No Templo do Socorro (1). FEB.9). FEB. Cada desenho. 14a. de regiões purgatoriais mais dolorosas e de cujas organizações comunitárias. ed. 21). IV Localização de "Nosso Lar" . e nós o ouvíamos com a melhor atenção. onde os Espíritos do Bem localizam.Esferas Espirituais A ilustração da página 79 nos mostra o campo magnético da Terra dividido em sete esferas. cada uma dessas divisões compreende outras. A segunda esfera abriga o Umbral mais ameno. conforme asseguram os Espíritos. sua assistência." "(1) Instituição da cidade espiritual em que se encontra o Autor.

mantendo um campo magnético ativo e diferenciado que comporta as esferas espirituais. tendo em vista o socorro e a assistência a Espíritos mais atrasados. pois. Sobre estas três esferas. as esferas espirituais se distinguem por vibrações distintas. pois estará sob o mesmo fuso horário. abriga Espíritos necessitados de reencarnação. os dois mundos se interpenetram. da Crosta até esse limite. Nessa posição terá a mesma geografia planetária que nos corresponde e o mesmo horário nosso. a rigor.A terceira esfera. retratando edificações e organizações mantidas pelos Espíritos do Bem. num ponto situado sobre a cidade do Rio de Janeiro e com uma altura que não podemos definir. seja onde for nesse vasto espaço magnético. de modo que. * Ao que se deduz das narrativas do citado Mensageiro. por exemplo. os continentes e os mares se projetam. Mas. sendo de transição. . Nessa terceira esfera se localiza a cidade "Nosso Lar". os livros de André Luiz nos dão notícias. já que seus sentidos não estarão aptos para perceberem as esferas que lhe estão acima. mas que se encontra na ionosfera. sob seus pés terá terra firme e sobre sua cabeça céu aberto. quando se contrabalançam os magnetismos da Terra e de Marte. pelas suas esferas extremas. bem como nos dizem das condições em que vivem os Espíritos sofredores fora do amparo dessas organizações. e onde o Espírito estiver situado pela sua identidade vibratória. que se apuram à medida que se afastam do núcleo. tocando-se. Sabemos que a Terra é um grande magneto que se projeta no Espaço. ainda faz parte do Umbral.

e que transcrevemos. quando descreve a segunda e a terceira esferas. No futuro. Claro que se tratam de alguns aspectos rudimentares dessa questão importantíssima que é a das esferas espirituais da Terra. indo sair à frente de um porto. ed. sobre essa e outras questões importantes. edição. mas os Espíritos que estão nas esferas inferiores não podem. os Espíritos. passou para uma esfera superior (1). (1 ) "Nosso Lar". nos livros de André Luiz. em ambas. Por "estradas de luz". encontramos referências aos "campos de saída". fácil é perceber-se que. Se assim é. com um timoneiro sustendo o leme. e com movimento de ascenção. terra fértil que se cobre de vegetação. Quando relata a maneira pela qual.. farão mais luz. sozinhos. A página 50. Pelas águas. nós estamos vivendo no interior da Terra. percebemos que. para seus habitantes.Lendo André Luiz. de se supor as que circundam os continentes. referidas pelos Espíritos como caminhos especiais. do livro "Os Mensageiros". sólido. André Luiz se refere a uma embarcação. em sonho. Percebe-se. tudo indicando que a passagem se deu através das águas do oceano. de Libertação. Através dos chamados "campos de saída". que os Espíritos que estão acima podem transitar pelas esferas que lhe estão abaixo.. O trânsito entre as esferas se faz por maneiras diversas. também. encerrando este capítulo: . É o que se deduz da afirmação contida à página 85. 25ª. passar para as esferas superiores. por certo. página 196. destinados a transporte mais importante. ensejando-nos compreender mais um pouco o mundo que se encontra acima de nossa fronteira vibratória. 14ª ed. há chão firme. 9a. que são pontos nos quais as duas esferas próximas se tocam.

) Há. mas ainda é cedo para cogitarmos de êxito completo. A eletricidade e o magnetismo são duas correntes poderosas que começam a descortinar aos nossos irmãos encarnados alguma coisa dos infinitos potenciais do invisível. O olho humano sofre variadas limitações e todas as lentes físicas reunidas não conseguiriam surpreender o campo da alma. que exige o desenvolvimento das faculdades espirituais para tornarse perceptível. outros mundos sutis." . André. A maioria das criaturas ligadas à Crosta não entende estas verdades. dentro dos mundos grosseiros. senão após perderem os laços físicos mais grosseiros. maravilhosas esferas que se interpenetram.. É da lei que não devemos ver senão o que possamos observar com proveito. porém."(. Somente ao homem de sentidos espirituais desenvolvidos é possível revelar alguns pormenores das paisagens sob nossos olhos..

o aeróbus.Edifício da Governadoria. "entabuado de torres soberanas que se perdem no céu".01 . No alto. .10.1981. Desenho concluído em 11.

. onde os Espíritos são preparados para reencarnação sofrendo o restringimento do corpo espiritual para o tamanho adequado ao processo. no Ministério da Regeneração.Pavilhão de Restringimento.02 .

03 . no Ministério da União Divina.Um dos templos de iniciação. . construído em estilo egípcio.

incompleto.04 – Primeiro desenho. . do Plano Piloto.

em forma de estrela.05.Nos parques de educação do Esclarecimento. simultâneas. “Um verdadeiro castelo de vegetação. com o qual é possível levar a efeito cinco projeções variadas. No Centro. funciona enorme aparelho destinado a demonstração pela imagem. dentro do qual se obrigam cinco numerosas classes de aprendizados.” . a maneira do cinematógrafo terrestre.

. assinalada com uma estrela. em faixa que pode ser definida como a periferia do Umbral.06 .A Cidade Nosso Lar. sobre uma extensa região do Estado do Rio Janeiro (entre as cidades do Rio Janeiro e Campos/Itaperuna). está localizada na terceira esfera acima da Crosta.

Crosta terrestre. 8 . 7 .Núcleo externo. 4 Manto. 6 . 2 . 3 .As Esferas Espirituais 07 .Abóbada Estela. 12 .Umbral grosso.Núcleo Interno.Arte em geral ou Cultura e Ciência.Umbral (onde está localizado a cidade espiritual Nosso Lar). 10 . . 5 .Umbral médio. 9 .Diretrizes do Planeta. 11 .Amor Fraterno Universal.Crosta.

08 – Plano Piloto da Cidade FIM .

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