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As Alianças Da fé - Roberto McAlister Pr

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PASTOR ROBERTO McALISTER

AS ALIANÇAS DA FÉ
Este e-book foi digitalizado e enviado por: Samuel Espindola

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_______________ Este livro foi digitalizado com o intuito de disponibilizar literaturas edificantes à todos aqueles que não tem condições financeiras ou não tem boas literaturas ao seu alcance. Muitos se perdem por falta de conhecimento como diz a Bíblia, às vezes por que muitos cobram muito caro para compartilhar este conhecimento. Estou disponibilizando esta obra na rede para que você através de um meio de comunicação tão versátil tenha acesso ao mesmo. Espero que esta obra lhe traga edificação para sua vida espiritual. Se você gostar deste livro e for abençoado por ele, eu lhe recomendo comprar esta obra impressa para abençoar o autor. _______________

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Introdução
Os homens fazem alianças por várias razões: garantir sua palavra, determinar as condições de uma promessa, celebrar contrato de compra e venda, ou meramente fixar um acordo aleatório ao qual as partes se comprometem a honrar. O motivo e a necessidade destes contratos é que o homem tem o hábito de mudar de idéia e querer descumprir o que promete. Estes estudos têm por finalidade afirmar a fidelidade das promessas de Deus, as raízes da salvação eterna e trazer à luz do entendimento as garantias que estão por traz das alianças eternas. Poucas pessoas entendem a base da fé Cristã. Ocupando-se com o lado exterior do Cristianismo, não têm interesse pelos fatos eternos que garantem a vida eterna. São crentes superficiais, cujas raízes espirituais têm pouca profundidade. Deus quer que O conheçamos como o Deus da Aliança, compreendendo que a nossa salvação não começou no dia em que levantamos a mão para "tomar a decisão" de seguir a Cristo. A fé não depende das boas intenções, mas exclusivamente das promessas eternas de Deus. A estabilidade espiritual não depende do nosso caráter fraco, mas do caráter de Deus. Este livro estuda as alianças eternas do Senhor para conhecê-LO melhor.

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Índice
Capítulo I A Razão da Primeira Aliança Capítulo II Carne e Espírito Capítulo III AS Duas Alianças Capítulo IV O Espírito da Aliança Capítulo V A Transição Entre as Alianças Capítulo VI O Sangue das Alianças Capítulo VII Mensageiro, Mediador e Fiador Capítulo VIII O Livro da Aliança Capítulo IX Obediência na Nova Aliança Capítulo X A Aliança da Graça Capítulo XI O Sacerdócio Eterno Capítulo XII O Ministério da Nova Aliança Capítulo XIII A Santa Aliança Capítulo XIV Entrando na Aliança

Capítulo I A Razão da Primeira Aliança
Deus criou o homem à Sua imagem. Êle queria tivesse o homem uma vida tão igual quanto possível à vida divina, da qual Adão era a manifestação. O homem tinha que se submeter e viver na dependência dÊle. O segredo da sua felicidade era a confiança em Deus e a cooperação com Sua vontade. Quando o pecado entrou no coração de Adão, desfêz-se essa relação íntima. Após desobedecer, ele teve medo de Deus e dÊle se escondeu. Não mais O conhecia, nem O amava, nem tinha confiança nEle. O homem não podia salvar-se do poder do pecado. A redenção teria que ser obra de Deus. A Bíblia ensina claramente que o homem, ao pecar, morreu espiritualmente. O cadáver não pode ajudar-se e produzir a vida eterna; é tão impossível quanto produzir a própria vida humana. Homem nenhum é fonte da sua própria vida. Nascemos pela vontade de outros. Do mesmo modo, é impossível ao homem ser o autor da sua própria vida espiritual, porque está morto por causa do seu pecado. Vendo o homem neste estado, Deus queria restaurá-lo e salvá-lo. Entretanto era necessário desejar e pedir o perdão dos seus pecados. E este é o ponto chave do problema. Deus não podia forçá-lo a aceitar uma salvação contra a sua vontade. O primeiro trabalho de Deus era convencer o homem a crer nÊle. Esta é a razão porque Deus firmou uma aliança. Deus queria inspirar confiança ao pecador, para que este pudesse vir e receber o perdão necessário à sua salvação. Vemos neste ato um passo de condescendência que transcende nossa compreensão. Deus fêz um contrato, uma aliança, para garantir Sua palavra, como um mentiroso que precisasse provar sua fidelidade. Divino ato de humildade! Deus, cujo caráter impecável é incapaz de mudar ou mentir, submete-se à fraqueza do homem decaído e faz-lhe promessas.

O QUE É A ALIANÇA? A aliança é a revelação dos propósitos de Deus. É a segurança e a garantia que Deus dá ao pecador para que tenha confiança e fé. É a base da esperança para todos os homens. E a aliança contém as condições que o pecador precisa cumprir para receber as bênçãos prometidas. O DEUS FIEL "Saberás, pois, que o Senhor teu Deus é Deus, o Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações aos que O amam e cumprem os Seus mandamentos." Deuteronômio 7:9 Nos versículos anteriores vemos que Deus havia tirado o povo de Israel do peso de Faraó, porque amava esse povo e estava guardando o juramento que fizera aos seus pais. Deus fêz uma aliança à qual prometeu a proteção Divina. No versículo nove, Êle afirma que guardará essa aliança e a misericórdia até mil gerações. Notemos, porém, o condicional, "aos que O amam e cumprem os Seus mandamentos." "Porque os montes se retirarão e os outeiros serão removidos, mas a Minha misericórdia não se apartará de ti, e a aliança de Minha paz não será removida, diz o Senhor que se compadece de ti." Isaías 54:10 Se o Pão de Açúcar se transferisse para Cabo Frio e se o Corcovado se transportasse para Casca-dura, se tudo que consideramos permanente fosse destruído, Deus permaneceria o mesmo e a Sua Palavra não sofreria modificação. "Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem: e porei o Meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim." Jeremias 32:40 A aliança eterna traz-nos o bem. O Deus da aliança não deixará de nos fazer o bem. Notemos, entretanto, a

condição, "para que nunca se apartem de Mim." A NOSSA ESPERANÇA A nossa esperança não depende das palavras de Roma, da solidez dos nossos templos, da nossa capacidade de falar línguas estranhas. A nossa esperança é Deus, o Deus fiel, o Deus que guarda Sua palavra. Para se ter uma fé inabalável, é preciso conhecer Deus. Saber alguma coisa sobre a vida de Jesus não é suficiente. Saber alguns fatos sobre a História da Igreja, não é base sólida para ter fé. Quem garante a nossa salvação é o Deus da aliança eterna. Conhecer Deus é tornar-se mais semelhante a Ele. Conhecer Deus é crer totalmente no que Ele promete, e esta fé nos transformará.

Capítulo II Carne e Espírito
"Pois está escrito que Abraão teve dois filhos, um da mulher escrava, e outro da livre. Mas o da escrava nasceu segundo a carne, o da livre, mediante a promessa. Estas cousas são alegóricas: porque estas mulheres são duas alianças." Gálatas 4:22-24 As duas alianças, a velha e a nova, são ilustradas pelo apóstolo Paulo na Epístola aos Gálatas por duas mulheres e seus dois filhos. Agar, a escrava e seu filho, Ismael, filho da carne representam a velha aliança. Sara, a livre, e seu filho Isaque, filho da promessa, representam a nova aliança. Desta maneira Deus mostra-nos a diferença entre essas alianças: a primeira, representa a escravidão, a segunda, a liberdade. A primeira, representa a lei, a segunda, o evangelho. A primeira, representa a carne, a segunda, o Espírito. POR QUE DUAS ALIANÇAS? Religião é intercâmbio entre Deus e o homem. Ambos têm que determinar sua parte neste assunto. Necessário é fixar obrigações e responsabilidades, promessas e condições. Deus entrou em aliança com o povo de Israel justamente a fim de estabelecer estes pontos. Na primeira aliança, o homem revelou-se um completo fracasso. Sua infidelidade se repetiu geração após geração. Vendo isso, Deus tornou a renovar Suas promessas, para reafirmar Sua aliança com a geração seguinte, procurando quem pudesse ser fiel. Durante quatro mil anos que medeiam entre a vida de Adão e o nascimento de Jesus: o período esse em que a primeira aliança esteve em vigor, nenhuma geração obedeceu a Deus. Demonstraram ingratidão até ao ponto de praticar, abertamente, idolatria especificamente proibida pela lei. A velha aliança baseava-se e dependia como condição principal da obediência do homem. Esta foi a natureza da aliança: Deus abençoaria e protegeria se Israel obedecesse a lei. Deus só pedia obediência. Neste ponto chave Israel falhou. Pergunta-se: por que esta experiência da primeira aliança durou quatro mil anos? Que adianta gastar tanto tempo apenas

para mostrar a fraqueza do homem? A primeira foi necessária como preparação para uma aliança melhor. A primeira aliança foi a promessa, a segunda seria o cumprimento. Tiramos duas conclusões básicas e vitais dessa primeira aliança: Primeiro, que o homem é incapaz de salvar-se a si mesmo. Segundo, que a fidelidade de Deus é fato comprovado em todas as gerações. Eis as duas lições da primeira aliança: a infidelidade de todos os homens e a fidelidade de Deus; a fraqueza do homem e o perdão divino; a incapacidade da carne, e o poder do Espírito. A conclusão é evidente: só Deus pode salvar o pecador. A DIFERENÇA ENTRE AS CONDIÇÕES Da primeira aliança constava uma série de promessas feitas por Deus às gerações do povo de Israel; todas sob certas condições. A segunda aliança foi igual em seu caráter, isto é, uma série de promessas que Deus faz a Seu povo, a Igreja, todas elas igualmente contendo certas condições. Há grande diferença, porém, entre as condições das duas alianças. A condição para o cumprimento das promessas da primeira aliança era a obediência do povo. A condição da segunda aliança é nossa fé em Deus. A primeira foi para convencer o homem da fidelidade de Deus, e a segunda pede confiança nessa fidelidade. A primeira aliança manda obedecer; a segunda aliança manda crer. Estas alianças representam dois períodos distintos na educação do homem. Na primeira instância ele esgotou todos os seus recursos sem êxito nenhum. Desta maneira aprendeu que, depender de si mesmo, era falhar e morrer. Essa escola, dura e difícil, durou quatro mil anos. Finalmente, Deus achou por bem fazer uma nova aliança, baseada nas lições aprendidas na primeira. "Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enenviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne o pecado. A fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito... porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz." Romanos 8:3,4,6

O que o homem pecador não podia fazer durante a primeira aliança, Jesus faz por ele na segunda. O que a, carne fraca não podia conseguir sob a lei, o Espírito nos dá sob o Evangelho. Verificamos, então, que a salvação não é do homem mas de Deus. O homem provou sua incapacidade de se salvar e a única coisa que lhe dá mérito é crer em Jesus Cristo para receber o perdão dos seus pecados e plenitude das promessas da nova aliança. O MOTIVO DAS ALIANÇAS Vejamos o que Deus tinha em mente quando firmou a primeira aliança. Assim saberemos o que Ele está fazendo hoje por intermédio da nova aliança. Deus quis restituir o homem decaído à sua posição de autoridade que tinha antes da sua queda em pecado. Quando Deus criou Adão, constitui-o soberano de tudo. Não tinha problemas e as circunstâncias não o oprimiram. Vivia em paz. Quando o pecado entrou em seu coração, ele caiu dessa posição e a natureza se rebelou contra ele. De repente, a terra "fechou a mão" contra Adão e ele teve que suar bastante para ganhar seu sustento. Ficou sujeito a dores, sofrimento e finalmente à morte. A aliança quis mudar tudo isso, e elevar o homem mais uma vez à sua posição de autoridade e domínio sobre o mundo em seu redor. Durante os curtos períodos de sua obediência, Israel reconquistou esta posição de superioridade sobre seus inimigos e domínio sobre a própria natureza, como quando as águas do Mar Vermelho se abriram. Naquela hora, todos obedeciam as leis de Deus; todos os homens eram circuncidados; o cordeiro pascal sacrificado; sua carne comida e seu sangue posto nas casas conforme as ordens de Deus. A aliança operou. Deus libertou o povo quando este obedeceu. Mas, durante os quatro mil anos dessa primeira aliança, quando Israel voltou a fazer sua vontade própria, a escolher seu caminho independentemente de Deus, as bênçãos de Deus desapareceram. Deus jamais apoia a desobediência. Outro motivo das alianças foi o desejo de Deus em recriar o homem à Sua imagem e semelhança. Quando o homem caiu em pecado, deformou-se. Seu corpo ficou sujeito a doenças e enfermidades. A sombra de pecado, a mancha da sua rebeldia desfigurou-lhe a imagem de Deus e tornou-se vil, odioso e

perigoso. Sua personalidade adotou as marcas do seu pecado, e depois de assassinar, mentir e enganar, não mais era visível a sua semelhança de Deus. A aliança veio para mudar esta situação. Deus quer recriar o homem. Ele quer remover as manchas e as marcas do seu pecado. Ele quer transformar sua natureza vil e decaída. Quer purificar a mente e o coração do pecador das obras indignas que este pratica por inclinação, e traze-lo de volta à semelhança de Deus. A primeira aliança tentou fazê-lo, mas o homem quebroua. A segunda aliança, promete fazê-lo, e faz! Leia o que Paulo escreveu: "E todos nós com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito." II Cor. 3:18 NÃO VIVA SOB A PRIMEIRA ALIANÇA! A primeira aliança mostrou o esforço humano, enquanto a segunda demonstra a provisão divina. O que a lei não pôde fazer, o Evangelho faz. O que o homem não pôde fazer, Deus faz. A salvação não depende da nossa capacidade de obedecer leis, mas da nossa confiança na provisão completa que Deus nos oferece pelo Seu Filho, Jesus. Entristece-nos ver nesta época da segunda aliança, a época da graça de Deus, tanta gente que vive ainda sob a primeira aliança da lei. Gente sincera, que não entende o que Deus fêz, e por isso ainda vive sob o Velho Testamento. Dizem os nossos amigos sabatistas que é necessário adorar a Deus no sábado, pois a lei assim o preceitua. Têm razão, a lei diz em Levítico 19:3: "E guardará os meus sábados. . . " Mas a nova aliança diz: "Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou SÁBADOS: porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir." Colossenses 2:16,1 Pensam os meus amigos pentecostais que se suas mulheres usam mangas compridas e deixam o cabelo crescer, demonstram sua santidade e obediência às leis divinas. Na realidade, estão vivendo sob a primeira aliança que nada provou

senão a inabilidade do homem para produzir santidade. Esta gente, mal instruída, não logrou ainda transpor as obrigações da lei para saber o que é graça de Deus. Por outro lado, inúmeras pessoas vivem para fazer caridade e suas vidas são fábricas de boas obras. Deus não é contra obediência, santidade ou boas obras. Mas saiba o leitor que estas coisas não operam a salvação. Boas obras não dão nenhum "crédito" junto a Deus. Se você for salvo dos seus pecados e ganhar entrada no céu, será pela sua fé em Cristo. Livre-se da primeira aliança. Aceite a graça de Deus. Viva com sua confiança exclusivamente no que Cristo lhe dá. Rejeite a filosofia de legalismo, tão popular em muitas igrejas, e tão inútil em seus efeitos. Faça suas obras de caridade, mas não pense que está ganhando favores do céu. Não faça o que fez Abraão, ao querer "ajudar" Deus a cumprir Sua promessa. ISAQUE E ISMAEL O texto citado no início deste capítulo fala sobre Isaque e Ismael, os símbolos das duas alianças. O leitor, com certeza, se lembra da história. Em poucas palavras foi isto o que aconteceu: Em Sua aliança com Abraão, Deus prometeu que faria dele o pai de muitas nações e que surgiria um povo que seria um exemplo para todos. Abraão e Sara, sua esposa, já eram velhos quando lhes foi feita essa promessa. Sara não podia conceber. Combinaram que Abraão teria um filho com a escrava Agar, a única maneira possível (ao seu entender) para tal promessa cumprir-se. E foi isto o que fizeram. Nasceu Ismael, filho de Agar, conforme a vontade humana. O que não sabiam era que quando Deus faz uma promessa, Ele a cumpre, mesmo por milagre. Sara, até então estéril, concebeu e deu à luz a Isaque, o filho da promessa. Surge, então, o problema: que fazer com a escrava e Ismael seu filho? Que fazer com a carne? Paulo usou estas duas figuras, os filhos de Abraão, para descrever com perfeição a diferença entre a primeira e a segunda aliança. A primeira era carnal e temporária; a segunda era espiritual e permanente. "Lança fora a escrava com o seu filho, porque de modo algum o filho da escrava será herdeiro com o filho da livre. E assim, irmãos, somos filhos não da escrava, e, sim,

da livre." Gálatas 4:30,31 É isto, justamente, o que está errado em muitos setores da Igreja atual. Ainda têm Ismael vivendo dentro delas. A lei ainda tem que ser obedecida. A escravidão continua. "ó gálatas insensatos! Quem vos fascinou a vós outros... tendo começado no Espírito, estejais agora vos aperfeiçoando na carne? ... aquele, pois, que vos concede o Espírito e que opera milagres entre vós, porventura o faz pelas obras da lei, ou pela pregação da fé?" Gálatas 3:1,3,5 Acabe, de vez, amigo leitor, de tentar agradar a Deus pelas obras da carne. Não dependa mais da sua capacidade de "produzir santidade". Durante quatro mil anos isto foi tentado e não deu resultado. Não se pode jamais agradar a Deus com sua tentativa de obedecer à lei. A lei era fraca e todos os que tentam obedecê-la também são fracos. Saia, portanto, da primeira aliança e entre na provisão perfeita da segunda pela graça do Senhor. Aceite a Jesus Cristo como seu Salvador, sua santificação e única esperança da vida eterna.

Capítulo III As Duas Alianças
AS DUAS ALIANÇAS "Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a Minha voz, e guardardes a Minha aliança, então sereis a Minha propriedade peculiar dentre todos os povos." Êxodo 19:5 "Será, pois, que, se, ouvindo estes juízos, os guardares e cumprires, o Senhor teu Deus te guardará a aliança e a misericórdia prometida sob juramento a teus pais." Deuteronômio 7:12 Durante os quatro mil anos da primeira aliança, período que medeia entre Adão e Jesus, as duas vontades, a divina e a humana, estavam determinando o seu lugar no destino do homem. O homem tinha que dar provas do que podia fazer, e Deus demonstrou a Sua paciência e Sua fidelidade. O grande paradoxo da primeira aliança é ter sido ao mesmo tempo um fracasso e um grande sucesso. O homem jamais pôde obedecer à lei e aos mandamentos, e Deus sabia disto desde o princípio. Em cada geração subseqüente Deus renovou as Suas promessas condicionais, e cada uma dessas gerações falhou completamente. Começando com Adão, e continuando com Noé, Abraão, Moisés e Davi, cada um desses heróis dos tempos antigos provou sua total incapacidade de obedecer a Deus. Adão foi o primeiro a rebelar-se contra a vontade de Deus. Abraão, o pai de nações, mentiu a respeito de sua mulher Sara. Moisés desobedeceu às ordens de Deus e por isso foi-lhe vedado entrar na terra prometida. O fracasso de Davi é mancha permanente no seu caráter. Comprovaram, um após outro, sua incapacidade de andar no caminho certo e de merecer a promessa feita por Deus. Por outro lado, o grande sucesso da primeira aliança foi a prova constante da paciência que Deus demonstrava em face da derrota do homem.

DEFINIR O PECADO Vimos que a primeira aliança, apesar de seu fracasso, foi necessária como preparação para a segunda. O que os patriarcas, profetas e sacerdotes provaram foi a definição do que é pecado. Sem o exemplo desses milhares de anos, e sem uma conclusão tão convincente, o trabalho de Jesus teria sido em vão, pois Ele veio buscar e salvar os pecadores. Ele não salva os "justos" nem os "sábios", nem os "religiosos", e sim, os caídos, os fracos, os pecadores. O grande resultado da primeira aliança, foi revelar que pecado é desobediência. Foi a desobediência que conservou Israel no estado crônico de derrota; foi a desobediência que tornou impossível o cumprimento das promessas eternas da primeira aliança. Foi a desobediência que requeria total reforma do concerto, levando Deus a estabelecer uma nova aliança: o evangelho de Jesus Cristo. A necessidade imperativa do homem conhecer-se a si mesmo e de reconhecer o seu estado vil e decaído é a lição de quatro mil anos da sua história. A lei nada fez para aproximar o homem de Deus. A lei nada fez para levantar o pecador. A lei nada fez senão prometer aquilo que não podia vir por intermédio da primeira aliança, pois as condições eram demasiado pesadas: obediência completa e constante. Portanto, apóstolo Paulo ensina que só pelo fato de ser judeu e filho de Abraão nada se obtém. "Que se conclui? Temos nós qualquer vantagem? não, de forma nenhuma, pois já temos demonstrado (durante o período da primeira aliança) que todos, tanto judeus, como gregos, estão debaixo do pecado. Como está escrito: não há justo, nem sequer um, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis: não há quem faça o bem, não há nem um sequer. A garganta deles é sepulcro aberto; com a língua urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios, a boca eles a têm cheia de maldição e de amargura; são os seus pés velozes para derramarem sangue, nos seus caminhos há destruição e miséria; desconheceram o caminho da paz. Não há temor de Deus diante de seus olhos." Romanos 3:9-18 Como é que Paulo chegou a essa conclusão? Pela história

de Israel; pela repetição do círculo vicioso de pecado, arrependimento, perdão; pecado, arrependimento, perdão. Finalmente, Deus achou que a lição tinha sido aprendida; o homem já sabia que não podia por seu próprio esforço ou santidade chegar a salvar-se. Deus concluiu que era hora de terminar a velha aliança e celebrar a nova. DUAS FONTES DO PROBLEMA Examinemos uma das profecias registradas nos tempos da primeira aliança: "Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor. Na mente lhes imprimirei as Minhas leis, também no coração lhas inscreverei; Eu serei o seu Deus, e eles serão o Meu povo. Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um. ao seu irmão, dizendo: conhece ao Senhor; porque todos Me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o Senhor. Pois? perdoarei as suas iniqüidades, e dos seus pecados jamais me lembrarei." Jeremias 31:33, 34 A razão do fracasso dos homens durante a primeira aliança foi o afastamento de Deus do coração do povo e a concentração da mente em desejos mundanos. O coração e a mente:Os dois lugares comuns do problema. Assim como um animal é conduzido por seus instintos, o homem é guiado por seus sentimentos. Reconhece-se a verdade de que o ser humano não age conforme o que pensa ser certo, mas conforme sente. Mas, mesmo se fosse o contrário, o problema seria o mesmo: tanto o coração como a mente do pecador estão longe de Deus. Ele não pode compreender nem sentir a necessidade de obedecer a Deus. Veja o que Deus diz sobre a segunda aliança que faria: "Depois daqueles dias..." E note que esta promessa está sendo feita à casa de Israel. É preciso notar que nós, da igreja de Jesus Cristo, somos a casa de Israel na época atual. "Porque não é judeu quem, o é apenas exteriormente, nem é circuncisão a que é somente na carne. Porém judeu é aquele que o é interiormente, e circuncisão a que é do coração, no espírito, não

segundo a letra, e cujo louvor não procede homens, mas de Deus." Romanos 2:28,29

dos

Neste sentido somos judeus. Fomos circuncidados espiritualmente no coração, pelo batismo nas águas, conforme está registrado em Colossenses 2:11,12. Somos herdeiros das promessas feitas à casa de Israel. Somos herdeiros da profecia que fala a respeito de uma outra aliança: o evangelho de Cristo. MENTE E CORAÇÃO RENOVADOS Falamos do "fundo do coração" como se fosse um poço, ou o porão de um edifício. A verdade é que o coração não tem compartimentos, salas ou andares. Ele é um lugar só. Tem ura, só trono, e permite uma só lealdade dominante. Assim como a Bíblia diz não ser possível servir a dois senhores, pois ou se há de aborrecer um e amar ao outro, ou se há de desprezar um e querer o outro, concluímos que se o mal reina no coração, não há lugar para a presença de Deus. Na segunda aliança, o problema do coração alienado de Deus, e da mente, ocupada de coisas mundanas, está resolvido de uma vez para todas. A profecia diz: "Na mente lhes imprimirei as Minhas leis, também no coração lhas inscreverei." Não mais é necessário viver em conflito de desejos carnais, lutando contra as ordens de Deus. Não é mais necessário lutar com uma mente dominada por pensamentos mundanos, contra uma série de leis exigidas por Deus. Agora, o coração tem um rei, a mente um mestre. Com a nova aliança c problema será resolvido. Deus entrará em nossa mente e em nosso coração para ali gravar uma lei de graça que encherá a vida toda. Uma das tábuas da lei antiga podia ter sido atirada fora, mas quando Deus entra no coração do penitente para ali imprimir os Seus desejos, e ali gravar os Seus pensamentos, quem vive sob a segunda aliança está livre do conflito antigo, livre das forças que o derrotam, livre da lei que destrói. Pela primeira vez na história, um pecador ouve e obedece a vontade de Deus, por causa dele ser uma nova criatura, renovada no seu coração e na sua mente. PROPRIEDADE EXCLUSIVA Uma das promessas condicionais da primeira aliança, foi citada no início deste capítulo.

"Se diligentemente ouvirdes a Minha voz, e guardardes a Minha aliança, então sereis a Minha propriedade particular." Êxodo 19:5 A falta de ouvir a voz de Deus e de guardar a aliança, impossibilitou o cumprimento desta promessa. Outro povo terá, então, que ser propriedade particular de Deus. Ele reservou para a segunda "casa de Israel" este privilégio. "Eu serei o seu Deus, e eles serão o Meu povo." Jeremias 31:33 Tais palavras, tão simples, são a expressão mais elevada da segunda aliança, e a fruição de uma promessa da primeira. Filhos da promessa, descendentes espirituais de Abraão, seguidores de Jesus, o mediador da segunda aliança, somos propriedade exclusiva de Deus. É uma verdade tão ofuscante que temos que fechar os olhos e curvar a cabeça em profunda meditação para compreendermos o seu significado. Somos o povo de Deus. O Deus da aliança é o nosso Deus. MUDANÇA DE BASE Nesta profecia sobre a segunda aliança, verificar se a uma transformação interior, no coração e na mente, mas a base da nossa fé será completamente mudada. "Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão." Jeremias 31:34 Na nova aliança, a fé em Deus não se baseia mais em fatos, regulamentos, cerimônias, tradições ou informação histórica. Religião, para nós, é muito mais do que um dogma bem ensinado e bem aprendido. Segundo esta promessa, algo sobrenatural acontecerá no íntimo do crente, tornando desnecessária uma "orientação" antes de poder desfrutar dos benefícios da aliança. Por isso, a profecia diz, "não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão." Deus, pelo Espírito da Verdade, nos instruirá. Uma vez falamos sobre o tema "Deus não tem netos." Dissemos que Deus só tem filhos, e quem é filho de filho de

Deus não é nada, pois em nenhum lugar da Bíblia está registrada a frase "os netos de Deus." Quem nasce numa família recebe os característicos dos seus pais. Por isso, quem nasce na família de Deus, tem, automaticamente, uma relação com Ele. "Todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles." Jeremias 31:34 O verbo "conhecer" implica bem mais do que apenas ter informação a respeito. Êle envolve uma compreensão, um entendimento, uma intimidade que dispensa orientação. Nos tempos da primeira aliança os pais ensinavam aos seus filhos, e cada um ao seu próximo, as leis e mandamentos de Deus. Mas com a nova aliança todos que nascem de Deus são filhos de Deus, e têm mais compreensão de Deus do que um doutor em filosofia que não seja filho da aliança. O povo humilde pode conhecer a Deus. O mais jovem na fé pode comunicar-se com Deus. O menor entre nós é filho de Deus com todos os direitos e privilégios. E a nossa entrada nessa família não é por educação, ou por tradição de família, mas pela fé nas promessas do evangelho de Cristo, a segunda aliança. O MELHOR DE TUDO Mas isso não é tudo. Além do privilégio de termos as leis de Deus gravadas em nossos corações e mentes, e além de sermos propriedade exclusiva de Deus, a profecia inclui uma promessa ainda mais gloriosa: "Perdoarei as suas iniqüidades e dos pecados jamais me lembrarei." Jeremias 31:34 seus

Durante a primeira aliança, o perdão dos pecados era apenas simbolizado através de cerimônias. Levava-se o bode expiatório ao deserto para ali morrer no lugar dos pecadores, em favor dos quais o sacrifício era feito. Esta cerimônia se repetia anualmente pois o povo nunca chegou ao ponto de receber perdão dos seus pecados. Somente com o sacrifício de Jesus, o cordeiro de Deus, o sangue da aliança foi derramado, uma vez para sempre, para garantir o perdão e a purificação de todos os nossos pecados. O

que não foi possível sob a primeira aliança, fê-lo Deus sob a segunda: perdão perfeito e completo. Mas isto ainda não é tudo. Deus disse, "jamais Me lembrarei dos seus pecados." Os nossos pecados não somente são apagados, como também esquecidos por Deus. O leitor sabe o que é amnésia? Digamos que uma pessoa viva vinte anos, e um dia sofra um choque. Ela perde por completo a memória do passado, e começa a viver como se fosse pela primeira vez. Do seu passado nada pode lembrar-se, por causa do trauma que sofreu. Em linguagem psiquiátrica isto se chama "amnésia" ou "bloqueio". É isto justamente o que acontece sob a segunda aliança. Um homem vive em seus pecados durante vinte, trinta, quarenta anos. Êle mente, engana e faz tudo o que é normal ao incrédulo. Sua vida acostumada sempre a "dar um jeitinho" e sua desonestidade não criam grandes problemas, pois todos os demais estão fazendo a mesma coisa. Esse homem, em sua ignorância, não compreende que toda mentira é dirigida contra Deus. Um dia, esse pecador, ouve a mensagem do Evangelho. Ele se compenetra de que é pecador de verdade. Chega então a compreender que sua vida de acomodações não passa de uma ofensa bem grande perante Deus. Sente necessidade de confessar seu pecado, arrepender-se do que tem feito, e suplicar a Jesus que seja o seu Salvador pessoal. Nesse momento, algo traumático acontece. Ocorre uma "amnésia" na mente divina. O pecador nasce de novo e começa a viver para Cristo daquele momento em diante. Sua vida do passado é vida de outra pessoa. Esse novo homem é uma criança espiritual, acaba de nascer. No dia do julgamento, quando os livros forem abertos e o anjo ler a história daquele pecador salvo pela graça de Deus, não há nada nas primeiras páginas; estão limpas e em branco. Deus apagou ou seus pecados e esqueceu por completo o passado de seu novo filho. Portanto, quando o diabo vem atormentar o leitor com a memória de pecados passados, diga-lhe que essas coisas aconteceram a outra pessoa, e não a você. Deus esqueceu dos seus pecados. Não está obrigado a ouvir as acusações de satanás. Deus tudo esqueceu e esforçar-nos-emos por fazer o mesmo.

VIVA COMO UM TRANSFORMADO Se acreditamos que todos os nossos pecados estão perdoados, e que Deus jamais se lembrará deles, creiamos também nas outras declarações incluídas nessa mesma profecia sobre o Evangelho: as nossas mentes e os nossos corações estão disciplinados pela graça e presença de Deus. Por esta razão não é mais necessário permitir que o pecado reine. Aceitemos a posição que ocupamos sob a segunda aliança e vivamos vitoriosamente. Não somos obrigados a lutar sozinhos contra a rebeldia de uma natureza decaída. Na cruz do Calvário, Deus tomou conta dessa nossa natureza e deu-nos outra. A segunda aliança nos liberta da nossa fraqueza como também das nossas inúteis tentativas de obedecer quando não temos recursos para fazer. Os meios de que dispomos são suficientes para nos libertar e para nos salvar de todo o mal. Vivamos portanto como filhos de deus, propriedade eclusiva do nosso Deus, como filhos da aliança. NOVA ALIANÇA "Dar vos ei coração novo, e porei dentro em vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro em vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis... farei com eles aliança de paz; será aliança perpétua." Ezequiel 36:26, 27; 37:26 Uma aliança depende da fidelidade das partes nela envolvidas. Uma tem que cumprir as condições e a outra as promessas. Qualquer delas pode invalidar a aliança por falta de cumprir sua palavra. A velha aliança resume-se em poucas palavras: "Dai ouvidos à minha voz e eu serei o vosso Deus." Jeremias 7:23 Nestas onze palavras temos o âmago da velha aliança. Deus exigiu do povo de Israel obediência à Sua voz e em troca prometeu ser o seu Deus. A história do Velho Testamento

mostra que Israel falhou constantemente em sua parte, e, por esta razão, invalidou a aliança. Deus perdoou esse povo e reafirmou muitas e muitas vezes o desejo de ser o seu Deus. Mas a fraqueza, desobediência e idolatria repetiu-se até que por fim Deus prometeu, através dos Seus profetas, uma nova aliança. COMO ACABAR COM A DESOBEDIÊNCIA? Antes de estabelecer uma nova aliança, Deus tinha que eliminar a condição que invalidara primeira. O homem pecador revelou-se totalmente incapaz de obedecer a Deus porque o seu coração estava longe dÊle, e sua mente cogitava apenas das coisas mundanas e carnais. Para garantir o sucesso da segunda aliança, Deus mudou as condições, e a capacidade do povo. Voltemos ao texto deste capítulo para ver, em profecia, o que fez Deus para que o funcionamento da nova aliança pudesse ocorrer. São seis as coisas que seriam mudadas: 1) Dar vos ei coração novo. 2)Porei dentro em vós espírito novo. 3)Tirarei o coração de pedra. 4)Darei coração de carne. 5)Porei dentro em vós o meu Espírito. 6)Farei que andes nos meus estatutos. Nos tempos antigos, o problema da primeira aliança era a desobediência do povo a Deus. O seu coração estava sempre longe dÊle. Enquanto Moisés recebia no Monte Sinai as tábuas da lei, o povo de Israel entregava-se a desenfreada carnalidade e idolatria e irritou-se muito por exigir ele santidade e obediência ao Deus que chamava Eu Sou. Vez após vez e geração após geração Israel abandonou as leis e os estatutos de Deus para viver como as demais nações que não temiam a Deus nem queriam obedecer os Seus mandamentos. Israel não sentia necessidade de Deus, nem da proteção que Ele lhe oferecia, não dando valor à salvação prometida. Israel voltou-se para Deus e pediu-lhe perdão dos seus pecados somente em época de doença e adversidade. Pensava em Deus quando os seus inimigos avançavam e dominavam; quando as pragas e doenças matavam as suas tribos, então Israel voltava-se para Deus, não por amor mas por necessidade.

TUDO AGORA É NOVO Quando Israel desobedecia, Deus o castigava e ele voltava a obedecer, temporariamente. Mas isto não satisfazia a Deus. Ele não queria que o povo o obedecesse por medo ou dever. Deus queria adoração voluntária; obediência sem obrigação; enfim, uma demonstração de amor. E para isto acontecer, teve Deus que mudar tudo; teve que transformar o homem. Hoje, estamos vivendo sob a nova aliança, o evangelho de Cristo. Hoje, a aliança opera, não por causa do homem, mas por causa de Deus. Foi Ele quem transformou a Sua aliança, tornando possível que lhe obedecêssemos. Como? Ele nos deu um novo coração! Dentro de nós, há um coração que bate em sintonia com o coração de Deus. Nós temos, por causa da nova aliança, um coração sintonizado com a voz de Deus. Não é mais necessário servir a Deus por obrigação, nós O servimos por amor. Não é mais preciso que Êle nos castigue para nos fazer lembrar da aliança; vivemos para O glorificar e agradar porque Ele nos deu um novo coração. É isto o que o legalista não pode compreender. Ele ainda vive sob a lei. Obedece por obrigação. É como os "insensatos gálatas" que tentavam chegar à perfeição por meio das obras da carne. Acham que Deus ainda se agrada da velha forma de sacrifícios e de auto negação. Acham que a salvação se constitui de proibições e obrigações. Tudo é diferente sob a nova aliança. Deus mudou as regras do "jogo". Não podemos nos gloriar em nossa própria santidade. Quatro mil anos de derrota e fracasso já provaram não ser isto possível. O homem não regenerado jamais pode obedecer a Deus. Ele tem um coração de pedra e não sente necessidade de Deus. Religião para ele é uma obrigação, um fardo, um dever. Com o novo coração, o crente ama a Deus espontaneamente. Com este novo coração sentimos Sua presença; gostamos de fazer o bem. Além disso, Deus nos deu um novo espírito. O espírito rebelde da natureza velha foi substituído. Este não é apenas um espírito de bondade ou caridade; é o Espírito de Deus que habita em nós. Não estranha, pois, sejam os nossos desejos para agradar a Deus. É a natureza divina a simpatizar com a natureza divina. Agora, não há conflito na vida cotidiana entre duas naturezas, dois espíritos diferentes. É fácil obedecer a Deus porque o nosso

coração assim quer. Deus fez tudo isto possível por intermédio de transplante duplo: um novo coração e um novo espírito. FAVORECIDO DA GRAÇA DIVINA De fato, quando aceitamos Jesus Cristo como Salvador pessoal, tornamo-nos completamente incapazes para gostar das coisas que o mundo chama de "prazer" e "divertimento". O novo coração e o novo espírito nos transformaram em pessoas novas e diferentes. Isto não quer dizer que não podemos voltar a praticar o pecado. Deus não nos tirou a vontade própria. Mas se voltarmos, jamais poderíamos gostar do pecado e seríamos as pessoas mais miseráveis da terra. Para satisfazer os desejos do nosso novo coração e espírito, as coisas deste mundo não são suficientes. A pessoa mais lamentável na face da terra é aquela que já tendo experimentado a nova aliança com o seu poder transformador; que já tendo recebido um novo coração e um novo espírito, volta a andar de novo no pecado. A bebida torna se lhe azeda na boca; o cheiro do fumo lhe é nojento; os poucos momentos de prazer carnais voltam-lhe para o atormentar como nunca antes. A velha vida de pecados não lhe é mais a mesma. Com os velhos amigos não tem mais assunto. Até a linguagem dos colegas dos dias passados lhe é estranha. Que aconteceu? Deus lhe deu um novo coração destituído da capacidade para apreciar e gostar do mal. Deus lhe deu um espírito que não mais se harmoniza com os incrédulos. O crente foi feito para comunhão com Deus e com o Seu povo e nada menos o satisfaz. Não andamos em piedade por medo, mas por amor. Não obedecemos às leis por obrigação, mas por prazer. Não servimos a Deus por dever, mas por gratidão. Não vivemos santificados por estar alguém nos vigiando, ou por medo de sermos excluídos da igreja, mas porque o nosso coração quer agradar a Deus. Não queremos ofender a Deus e por isso praticamos o bem. "O Senhor teu Deus circuncidará o teu coração, para amares ao Senhor de todo o coração e de toda a tua alma." Deut. 30:6

DEUS: A CAUSA DA NOSSA OBEDIÊNCIA Na profecia da segunda aliança, acima citada, disse Deus: "farei que andeis nos meus estatutos." A fonte da nossa salvação é Deus. A fonte da nossa obediência também é Deus. E Ele quem possibilita a nova vida cristã. Ele nos faculta andar conforme as Suas leis e estatutos. Ponto final à idéia de piedade perfeita que nos torna espiritualmente superiores. Quem pensa que se mantém a vida Cristã por causa da sua própria santidade, nada entende da lição da primeira aliança, nem da natureza humana. Somos salvos pela graça de Deus, e sustentados pela mesma graça ! Deus nos faz andar nos Seus estatutos. Assim diz a Bíblia. Assim funciona o Evangelho. Assim é a nossa garantia nesta segunda aliança. DOIS RESULTADOS GLORIOSOS Depois de tornar possível que lhe prestemos obediência, pela implantação em nós de um novo coração e um novo espírito, Deus pode cumprir Sua grande promessa. Onde a primeira foi anulada pela desobediência, a segunda vigora perpetuamente Por causa disto, a profecia está certa: a aliança é eterna. Concluímos que tudo quanto Deus promete sob a primeira aliança e que não pôde cumprir, agora torna-se possível. As promessas eternas de proteção e paternidade podem ser cumpridas porque Deus nos deu capacidade para "dar ouvidos à sua voz." Tudo quanto Ele prometeu, está pronto para realizar. As promessas ao Israel antigo que foram anuladas, Deus as reafirma para o Seu novo Israel: a igreja de Cristo. A frase profética de Ezequiel que descreve este segundo acordo é: "uma aliança de paz, uma aliança perpétua." (Ez. 37:26). Esta é a aliança que nos promete a vida eterna. Esta é a aliança que nos redime pelo sangue dum "sacrifício melhor". Esta é a aliança pela qual seremos julgados nos últimos dias. É a aliança final entre Deus e o Seu povo.

Capítulo IV O Espírito da Aliança
"Estando já manifestos como carta de Cristo, produzida pelo nosso ministério, escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivente, não em tábuas de carne, isto é, nos corações. O qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito, porque a letra mata, mas o espírito vivifica. E se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de glória, a ponto de os filhos de Israel não poderem fitar a face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, ainda que desvanecente, como não será de maior glória o ministério do Espírito? Porque se o ministério da condenação foi glória, em muito maior proporção será glorioso o ministério da justiça. Porquanto, na verdade, o que outrora foi glorificado, neste respeito já não resplandece, diante da atual sobre excelente glória." II Cor. 3:3, 6-10 Com esta mensagem deixamos as profecias do Velho Testamento a respeito da Nova Aliança registradas pelos profetas Moisés, Ezequiel e Jeremias. Eles falaram da promessa do novo coração, do novo espírito, do perdão perfeito e do esquecer Deus os nossos delitos: tudo isso na condição de obediência. Vejamos agora na palavra do apóstolo Paulo, o grande contraste entre estas duas alianças. Como "ministro de uma nova aliança", Ele descreve nesses versículos a superioridade em todos os aspectos dessa nova aliança, ou seja, o Evangelho de Jesus Cristo. Um dos pontos fracos da velha aliança era que foi escrita nas tábuas da lei. Paulo afirma que "a letra mata", e à primeira aliança chama "o ministério da morte", porque jamais salvou ninguém. Ele continua neste mesmo sentido dizendo que a lei era "um ministério da condenação". E tinha toda razão; foi uma descrição precisa. A primeira aliança condenou o povo de Israel pois provou, em todos os pontos, sua fraqueza e infidelidade. O grande problema era que a primeira aliança tentou resolver um problema por dentro, com recursos de fora,

enquanto a glória da segunda aliança é que ela começa de dentro e produz fruto na vida exterior. A GLÓRIA DA PRIMEIRA Não devemos esquecer, entretanto, que a glória de Deus resplandeceu na primeira aliança. Seria errado atacar essas primeiras promessas feitas por Deus, insinuando serem elas meramente palavras vazias. Não. Deus foi sincero quando prometeu ser o Deus de Israel. E se Israel tivesse guardado aos Seus mandamentos, não teria havido necessidade da segunda aliança. Quando Moisés deixou a presença de Deus no monte Sinai, e desceu com as tábuas da lei, ele teve de cobrir c rosto porque este resplandecia com a glória de Deus. Esta foi a marca do seu encontro com o Onipotente e a prova de que Deus na verdade tinha entrado em contato com o homem. Sem dúvida nenhuma esta primeira aliança estava revestida da glória de Deus. O Apóstolo, porém, explica que se a glória da primeira foi grande, sendo ela apenas um ministério da condenação, tanto maior será a glória da segunda que é o ministério do Espírito! O OBJETIVO DA SALVAÇÃO Neste texto, o Apóstolo se vale do mesmo símbolo empregado pelo profeta Ezequiel para descrever o funcionamento da segunda aliança. Êle diz que Deus usa o coração renovado do homem no qual inscreve a nova aliança. Nós, evangélicos, usamos linguagem que, às vezes, parece um código secreto aos estranhos. Somos culpados de falar em frases bem conhecidas nossas e, por isso, presumimos que todo o mundo deve, automaticamente entender o que estamos dizendo. Por exemplo, na hora do apelo, diz o pregador: "meu amigo, dê a Deus o seu coração." Ao ouvir que deve dar o coração a Deus, o ouvinte não afeito à expressão fica sem saber o que deva fazer, pois o coração não é objeto que se possa entregar na mão de outrem. Atrás deste apelo, tão comum para nós, e tão estranho para outros, há uma das grandes verdades do Evangelho. O objetivo da salvação é o coração humano. Deus quer o seu coração, pois se Ele o tem, então Ele tem tudo. O coração do homem é a vida real. Com o coração ele ama. Com o coração ele toma decisões. Parece estranho, mas a

Bíblia diz que o homem crê com o coração e não com a mente. Nós agimos conforme os desejos do nosso coração. Somos pessoas controladas e guiadas pelos sentimentos do coração e não pelas conclusões da lógica. Esta a razão do apelo do pregador: "meu amigo, Deus quer o seu coração." Na tábuas da carne Ele quer escrever as Suas leis e os Seus mandamentos. No seu coração Ele quer imprimir a Sua vontade para que você possa obedecê-lo. Se Deus receber o seu coração, amigo leitor, você O obedecerá, não por obrigação mas por amor. O ESPÍRITO Encontramos, no início, nova frase que não descobrimos nas profecias do Velho Testamento. Paulo diz que a nova aliança está sendo escrita pelo Espírito do Deus vivente. Depois ele diz que o Evangelho é um ministério do Espírito". O agente da segunda Aliança é o Espírito de Deus. O grande dom da aliança é o Espírito do Senhor. Sua presença no ato transformador da salvação é prova de que Jesus, o mediador da aliança, está no trono no céu. Jesus disse que quando chegasse à destra de Deus enviaria o Espírito. A glória da primeira aliança era exterior; resplandeceu no rosto de Moisés. A glória da segunda aliança é a presença permanente do Espírito do Senhor, que toma sua residência no coração humano, fazendo do nosso corpo o templo de Deus. É Ele que nos guia em toda a verdade, revelando nos as profundidades e os matizes da nova vida em Jesus Cristo. Ao ler a palavra de Deus com o novo coração e com o Espírito do Senhor, conhecemos o que Deus nos deu, e o que Ele nos dá para nossa abundância O Espírito Santo, o dom da segunda aliança, é o espírito da fé. Traz-nos arrependimento. Convence-nos do pecado e da justiça. Leva-nos a crer em Jesus Cristo como nosso único Salvador. O Espírito do Senhor é o comunicador da aliança. Conhecemos a Deus por Seu intermédio. Ele traz a presença de Deus para dentro do nosso coração novo. A igreja de Jesus Cristo no dia de hoje não dá ao Espírito Santo o seu devido lugar. Despreza os Seus dons e limita a Sua liberdade. Em muitas igrejas a letra é m,ais importante do que o espírito. Mas Paulo nos adverte, e há o exemplo de quatro mil anos para comprovar esta verdade, que a letra mata e só o espírito dá vida.

Se convidamos o Espírito Santo de Deus a entrar em nossas igrejas e em nossas vidas; se o deixarmos em liberdade para Se manifestar como quer; se buscarmos a Sua plenitude de dons e frutos, somente então veremos e experimentaremos a sobre excelente glória da nova aliança.

Capítulo V A Transição Entre as Alianças
"Ora, o Deus da paz, que tornou a trazer dentre os mortos a Jesus nosso Senhor, o grande Pastor das ovelhas, pelo sangue da eterna aliança, vos aperfeiçoe em todo bem, para cumprirdes a sua vontade, operando em vós o que é agradável diante dele, por Jesus Cristo, a quem seja a glória para todo e sempre. Amém." Hebreus 13:20,21 A transição entre a velha e a nova aliança não foi gradual; não aconteceu durante um período longo, mas em poucas horas e por meio de tremenda crise. A morte de Jesus terminou os quatro mil anos da velha aliança e a Sua ressurreição inaugurou a nova. O FIM DA VELHA ALIANÇA Duas coisas a morte de Jesus Cristo operou em referência à primeira aliança. Primeiro, revêlou a natureza da lei que nada produziu senão demonstrar a fraqueza do homem levando-o à condenação. Paulo em II Coríntios 3:7 disse que a velha aliança foi um "ministério da morte" pois jamais salvou ninguém. Por outro lado, a morte de Jesus foi necessária para validar o Seu testamento. Disse o Apóstolo Paulo em Hebreus 9:16 "porque onde há testamento é necessário que intervenha a morte do testados." Portanto, para legitimar as eternas promessas da primeira aliança, a morte do "testador", Jesus, foi inevitável. É significativo que o ministério da morte terminasse com a morte de Jesus. Aquilo que a ninguém jamais justificou foi anulado pelo sacrifício prometido desde os primeiros tempos, e tornou possível entrar em vigor' todas as promessas frustradas pela desobediência de Israel.

O INÍCIO DA NOVA ALIANÇA A segunda, ou a nova aliança, começou com a ressurreição de Jesus. Esta é a aliança da vida e teve início com a nova vida da ressurreição. A velha nos deu a promessa mas a nova nos traz poder. Cristo, que é o Mediador da nova aliança, fecha o período da lei e abre o da graça. Ele destrói a morte e nos mostra por Sua ressurreição o que a nova aliança nos dará. Tudo seguiu perfeitamente o plano de Deus. O texto deste capítulo diz que Deus tornou a trazer Jesus dentre os mortos, pelo sangue da eterna aliança. A velha aliança não funcionou porque não ocorrera ainda a morte do testador, não funcionou porque nela não havia poder, apenas promessas, não funcionou porque suas condições eram impossíveis de cumprir. Mas, Deus tinha declarado que a aliança era eterna. Em vez de ignorar e obliterar tudo que dissera, deu-nos Deus uma aliança melhor, inaugurando-a com o ato indicativo de tudo que ela iria representar: a nova vida pelo milagre da ressurreição do Seu filho, Jesus. ENTRAMOS PELO MESMO CAMINHO A nossa transição do "império das trevas" para o reino de Deus segue o mesmo caminho: morte e ressurreição. A nossa entrada na vida Cristã tem que obedecer ao plano traçado por Jesus Cristo ao estabelecer Ele a nova aliança. Cristianismo é nova vida. A Bíblia descreve a nossa conversão como "um novo nascimento". Isto confundiu o sábio Nicodemos levando-o a indagar: "Como posso eu nascer de novo?" A resposta é que temos primeiro que morrer para depois nascer pela ressurreição. "Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só, mas se morrer, produz muito fruto." João 12:24 Não há outra maneira de se ganhar a vida eterna; não há outro caminho para se receberem as promessas da nova aliança senão o de morrer e ser ressuscitado. Morrer como? Outra vez o apóstolo Paulo nos dá a resposta, "Considerai-vos mortos para o pecado." Romanos 6:11

Está aí o segredo. E também o problema. O obstáculo a receberem-se as promessas de Deus e a vida eterna é o nosso pecado. Foi o pecado que levou todos os que viviam sob a primeira aliança a rebelarem-se contra Deus e a viverem constantemente em estado de derrota. Foi o pecado que destruiu a possibilidade de cumprir Deus Suas promessas a Israel. Foi o pecado que exigiu o sacrifício supremo da morte de Jesus na cruz. É o pecado que impossibilita a Deus ser o Pai de todos os homens. Só morrendo para o nosso pecado ser nos á possível entrar na nova vida que Cristo nos oferece. Todos gostam das promessas. Todos querem a nova vida, a vida eterna. Todos ficam emocionados com a provisão e a proteção que Deus descreve nas Escrituras. Mas nem todos querem pagar o preço que o grão de trigo precisa pagar para nascer de novo: ter que morrer. Antes de haver ressurreição, tem que haver morte. Antes de viver com Cristo você tem que morrer para o pecado. Se você não morrer, nunca viverá! O QUE SEGUE À RESSURREIÇÃO? Voltemos a examinar o texto desta mensagem para descobrir o que Deus já fez e o que Ele quer fazer para nós. Primeiro "o Deus de paz, que tornou a trazer dentre os mortos a Jesus nosso Senhor, pelo sangue da eterna aliança", continua a fazer com que: "vos aperfeiçoe em todo bem, para cumprirdes a sua vontade." O mesmo Deus que começou em Jesus, continua o seu trabalho em nós. Ele já trouxe Jesus dentre os mortos, e agora passa a nos aperfeiçoar, "operando em nós o que é agradável diante dele." Isto quer dizer que a força que opera em nós é muito maior do que as nossas boas intenções, ou nossa vontade. O que realmente acontece é que Deus opera em nós; que Deus nos torna possível fazer a Sua vontade. O legalista acha que ele mesmo é o responsável por seu próprio progresso ao passo que a verdade é que a nossa santificação depende do que Deus faz por nós. Entristece-nos essa gente que está sempre querendo ser santa, como se fosse ela a única responsável por esse milagre. A verdade é bem outra. Por causa do sangue da eterna aliança, Deus está operando em nós. Não vivemos mais sob a velha aliança na qual temos que tentar observar a lei em todos os

seus mínimos detalhes para não sofrer o castigo que sempre acompanha a desobediência. Somos filhos da graça de Deus. Vivemos pela graça de Deus. Somos aperfeiçoados pela graça de Deus. Estamos sendo transformados de glória em glória pelo Senhor, o Espírito. A TRANSIÇÃO EM NÓS A transição entre as duas alianças foi abrupta. Mas nem sempre é assim a nossa transição, ou seja, a nossa transformação da morte para a vida. Por que será que alguns mudam a sua vida da noite para o dia e de repente se tornam crentes fervorosos, seguindo a Cristo com dedicação e fidelidade? Por outro lado, há gente fraca que ouve a mensagem do Evangelho; que gostaria de ser salva, mas parece não ter forças para tanto. Ainda outros levam muito tempo para morrer para o pecado. A luta contra a carne e a libertação duma natureza pecaminosa é demorada. Em certos casos, essas pessoas chegam finalmente ao ponto de largarem os seus vícios e de se entregarem completamente a Cristo, mas o caminho é longo e doloroso. Parece-me que há dois fatores que influenciam essa transição necessária para se ganhar a vida eterna: primeiro a revelação de Cristo e depois a determinação da própria pessoa de "fixar sua mente" em Cristo e andar com Êle, custe o que custar. Há pouco tempo uma senhora nos disse que tinha entrado em uma reunião de quarta-feira, sobrecarregada de problemas e confusão. Andara procurando paz de espírito em vários lugares sem sucesso. Na primeira noite em que ouviu o Evangelho de Cristo, aceitou a Jesus como seu único Salvador e desde então sua vida se transformou completamente. Ela recebeu a revelação do poder de Cristo para libertar o oprimido, para aliviar o sobrecarregado. Ela se arrependeu dos seus pecados e na mesma noite se tornou membro da família de Deus. Isto é possível em todos os casos dos que buscam a paz e a verdade. Muitos têm dificuldades de "fechar o contrato" ou, em outras palavras, de se converterem para andar com Cristo. Vejamos alguns conselhos que irão facilitar a entrada no reino de Deus: Primeiro, confesse o seu pecado e creia que Jesus morreu em seu lugar, pagando o preço da sua salvação eterna. Creia só nele como seu Salvador.

Segundo, morra com respeito aos seus vícios e pecados. Ponha para trás todas as atividades e amizades que não se harmonizem com a vida Terceiro, manifeste sua ressurreição e nova vida pelo batismo nas águas, pois Jesus disse, "Quem crer e fôr batizado será salvo." Quarto, fixe o seu coração em Deus e determine viver para Êle, custe o que custar. Quinto, leia a Bíblia e descubra nela as promessas da nova aliança que são suas. Se você seguir fielmente estes conselhos deixará de ser um desses buscadores crônicos da verdade, e passará a ser uma pessoa salva pelo sangue eterno de Jesus Cristo; uma pessoa com um novo coração; uma pessoa satisfeita e transformada pelo poder de Deus.

Capítulo VI O Sangue das Alianças
"Então tomou Moisés aquele sangue e o asper-giu sobre o povo, e disse: Eis aqui o sangue da aliança que o Senhor fêz conosco a respeito de todas estas palavras." Êxodo 24:8 "Este cálice é a nova aliança do meu sangue."-I Cor. 11:25 Sangue é o centro das duas alianças, e especialmente da nova. A diferença entre ambas é a mesma que existe entre o sangue de animais e o do Cordeiro de Deus. Do sangue da nova aliança depende a sua paz com Deus, o poder sobre o pecado e a sua libertação do mundo. É necessário, portanto, compreender o valor e o poder do sangue da aliança. A VIDA ESTÁ NO SANGUE A primeira aliança foi garantida pelo sangue. "Porque a vida da carne está no sangue. Eu vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer ex-piação pelas vossas almas, porquanto é o sangue que fará expiação em virtude da vida." Lev. 17:11 Não podia haver qualquer contato entre o Deus puro e o homem pecador, sem o sacrifício. Sacrifício implica derramamento de sangue. No início Deus matou um animal para com sua pele cobrir a nudez de Adão e Eva que haviam perdido a glória da primeira criação e estavam nus. Este princípio continuou quando Deus aceitou o sacrifício de Abel e recusou as ofertas de Caim. Abel agradou a Deus porque fêz sacrifício de ani-n>ais, no qual havia o derramamento de sangue. Deus estabeleceu com Abraão este conceito quando ordenou que êle matasse a seu filho Isaque. Lem-bramo-nos que, no momento crítico, Deus proveu um substituto (a figura de Cristo) e o sacrifício foi feito através

de um cordeiro. No tabernáculo do Velho Testamento o móvel central era o altar onde os sacrifícios eram oferecidos fora do santuário, e o sangue depois levado para dentro e aspergido no santo dos santos. Deus declarou que aceitaria o sangue sobre o altar por expiação dos pecados, profetizando o sacrifício melhor que viria após. Paulo declarou em Hebreus 9:12 que aquele sangue cobria apenas os pecados porém os não obliterava, dizendo, "Por que é impossível que sangue de touros e de bodes remova pecados." Eis então o problema: o sangue de animais foi insuficiente para purificar o pecador. A lei estabelecia, porém, que sem sangue, não podia haver perdão. Restava, duas soluções: ou cada pecador teria que morrer para pagar o preço do seu próprio pecado, ou teria que haver um substituto para todos. A SALVAÇÃO SOB A VELHA ALIANÇA "Muito mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas para servirmos ao Deus vivo! Por isso mesmo, ele é o Mediador da nova aliança a fim de que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia sob a primeira aliança, recebam a promessa da eterna herança aqueles que têm sido chamados." Hebreus 9:14,15 Deus proveu um substituto: Jesus. Êle morreu em nosso lugar e derramou Seu sangue para nos purificar. Na cruz, Êle nos redimiu dos nossos pecados pelo poder desse sangue. Mas, antes disto, o sangue de Cristo já havia salvo a todos os que aceitaram a primeira aliança e morreram com fé nas suas promessas. Paulo declara em Hebreus 9 que a morte de Jesus redimiu das transgressões a todos quantos foram chamados sob a primeira aliança. Quando o corpo de Jesus estava no túmulo, Êle desceu para anunciar as boas novas de libertação a esse grupo.

"Pois também Cristo morreu, uma única vez... no qual também foi e pregou aos espíritos em prisão." I Pedro 3:18,19 É importante saber que as promessas de Deus são eternas. Quando Êle falou ao povo de Israel e prometeu-lhe a vida eterna, esse povo teve de aceitar essa mensagem pela fé e morrer sem ver a concretização da promessa. Como descobrimos no capítulo anterior, um testamento entra em vigor somente pela morte do testador. Todas as promessas da primeira aliança dependiam do sacrifício de Jesus Cristo e do derramamento do Seu sangue. O sangue de animais prefigurava apenas o sacrifício do Cordeiro de Deus e profetizava aquilo que viria. Finalmente, a morte ocorreu; o sangue foi derramado e Cristo desceu à prisão e ali anunciou liberdade aos cativos. Êle anunciou a Adão, a Abraão, a Moisés, a Davi e a todos os que morreram na fé, que o sacrifício estava consumado; que o poder da morte fora destruído; que o poder do pecado quebrado de uma vez por todas. Eles então receberam a promessa da eterna herança. COMPRADOS PELO SANGUE Todos os crentes sabem que pertencem a Deus, mas nem todos sabem que isto aconteceu por meio de uma transação legal. O sangue de Jesus Cristo foi o preço que Êle pagou para nos comprar, e hoje somos propriedade exclusiva de Deus, conforme a promessa da aliança eterna. "Sabendo que não foi mediante cousas corruptíveis, como prata ou ouro, que fôstes resgatados do vosso fútü procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo." I Pedro 1:18 As palavras "resgatados" e "redimidos" significam "comprados de volta". Se você tem uma jóia empenhada na Caixa Econômica e depois de arranjar o dinheiro lá comparece com a cautela, você não compra sua jóia, você a resgata, ou seja, adquire-a de volta. Em qualquer contrato a transferência de propriedade é completa e final após ato de pagamento.

Somos resgatados pelo sangue de Jesus Cristo. Pertencíamos ao diabo porque a êle servíamos em pecado. A Bíblia diz que pertencemos a quem servimos. Sendo então filhos da ira, escravos do pecado e cidadãos do império das trevas, uma transação legal deveria mudar o nosso estado. Essa transação legal foi a morte de Jesus Cristo e o derramamento do Seu sangue. Nessa hora abriu-se a fonte de redenção: nessa hora a possibilidade de salvação do pecador tornou-se realidade; nessa hora todas as promessas da vida eterna da velha aliança cumpriram-se. Agora somos livres do pecado. "Aquele que nos ama, e pelo seu sangue nos libertou dos nossos pecados." Apocalipse 1:5 Somos libertos dos nossos pecados, assim como são "resgatados" todos os que morreram na fé durante a velha aliança. Somos livres também da lei e da escravidão das ordenanças do Velho Testamento. Cristo, por Seu sangue, nos libertou e vivemos na época da graça de Deus. O SANGUE NOS GARANTE A VIDA "Se, porém, andarmos na luz, como êle está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado." I João 1:7 Já descobrimos que o sangue de Cristo muda a nossa situação legal. Pertencemos a Deus pela fé no sacrifício de Jesus e no Seu sangue. Há porém outros benefícios que nos advêm por causa deste sangue, e entre eles a purificação constante dos nossos pecados. Esta, como todas as demais promessas, é condicional. Deus pede que nós andemos com Jesus, que andemos na luz. Então duas coisas nos acontecem: temos o grande privilégio de comunhão com outros membros da família de Deus, e o sangue de Jesus nos purifica de todo pecado. Nem todos sabem que garantia de vida é o sangue de Jesus. Àquelas pessoas que dependem da sua reputação de espiritualidade ou do serviço que prestam a Deus, ou da sua fidelidade aos cultos, não compreendem o valor ou o poder do sangue da aliança. A nossa parte, o nosso dever é andar com

Jesus Cristo na luz do Evangelho e se fizermos isto, temos a garantia de que o sangue de Jesus nos purifica de todos os pecados. Será que depois da nossa conversão e arrependimento, jamais precisaremos desta purificação? A evidência, tanto da Bíblia como da prática, é que necessitamos sempre deste milagre: o perdão pelo sangue. E a promessa da aliança é que este sangue tem sido aplicado interiormente em nosso coração renovado.

Capítulo VII Mensageiro, Mediador e Fiador
"Eis que eu envio o meu mensageiro qus preparará o caminho diante de mim; de repente virá ao seu templo o Senhor, a quem vós bus-cais, o Anjo da aliança a quem vós desejais; eis que êle vem, diz o Senhor dos Exércitos." Malaquias 3:1 "Agora, com efeito, obteve Jesus ministério tanto mais excelente, quanto é êle também mediador de superior aliança instituída com base em superiores promessas." Hebreus 8:6 "Por isso mesmo Jesus se tem tornado fiador de superior aliança." Hebreus 7:22 O centro da nova aliança é o Senhor Jesus Cristo. Como mensageiro da aliança, Jesus anunciou as boas novas do Evangelho. Como mediador da nova aliança realizou a reconciliação entre Deus e o homem. Como fiador da nova aliança, garante tanto as promessas de Deus como também a fidelidade do crente. Jesus Cristo anunciou, trouxe e garante as promessas divinas da aliança. Seria impossível enumerar todos os benefícios da graça de Deus que Jesus nos traz através da Sua vida, morte e ressurreição. Podemos, entretanto, salientar a promessa principal da nova aliança: o coração enganador do pecador será renovado e desta maneira o homem poderá viver em paz com Deus. PECADO Vejamos os quatro aspectos deste "transplante de coração" que estabelece a diferença entre a lei e a graça; entre a velha e a nova aliança; entre a morte e a vida. Primeiro, através do Evangelho de Cristo nós compreendemos o que é básico para se receber a nova vida de Cristo, isto é, o conhecimento do pecado. Tal compreensão é o que falta na vida de todo o mundo e essa lacuna impossibilita o impulso que leva o pecador a procurar a salvação. Deus não tem que obrigar o homem a ser pecador para que o possa depois salvar. O que é necessário é sentir êle a convicção de que é pecador e sem este senso da sua condição perdida, jamais vai querer ser salvo.

Era justamente isto o que faltava nos tempos antigos quando o povo tentava obedecer a Deus por obrigação e não por causa de sentir sua necessidade espiritual. Quando Jesus veio como o mensageiro da nova aliança, nos trouxe a Sua definição do pecado. Dela os religiosos não gostaram. Não sabiam eles que sua hipocrisia era pior do que o adultério cometido pela pobre mulher que estava sendo julgada. Antes de querer alguém salvar-se é necessário perceber primeiro a sua necessidade, e isto é justamente o que falta. Paulo descreve o problema da seguinte maneira: "Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus." II Cor. 4:4 DESEJO Além de nos fazer compreender a nossa necessidade de perdão, Jesus infunde-nos um grande desejo de viver para Deus. É este um dos benefícios da nova vida de Cristo. O coração natural do homem sente é desejo de se satisfazer; desejo de obedecer a todos os impulsos carnais e sensuais do corpo; desejo de manter o controle do seu próprio destino sem a intervenção de quem quer que seja. A Bíblia diz que o coração do homem natural é insensato, obscurecido e enganador. Êle não obedece a Deus porque não quer. Não disciplina os seus apetites porque não quer. Não agrada a Deus porque não acha necessário fazê-lo. O filho da nova aliança é diferente, e por isso, não é compreendido por seu amigo não crente. O salvo quer agradar a Deus. Quer disciplinar o seu corpo. Quer obedecer a Deus. E o que é incompreensível ao descrente é o fato de que o filho de Deus não faz isso por obrigação nem por senso de fanatismo religioso. O crente obedece a Deus porque quer. O próprio coração renovado deste filho da nova aliança bate em ritmo com o coração de Deus e afastar-se dos pecados não lhe é duro nem grande sacrifício. VÍCIOS Outro aspecto dos benefícios dum coração novo é que o crente fica apto a deixar os hábitos maus, os vícios pecaminosos e os alvos egoístas que outrora dominaram os

seus pensamentos e suas atividades. A transformação dessa personalidade é algo inexplicável ao psiquiatra. Depois de se arraigarem os hábitos, dificilmente o homem muda. Assimilado um vício é muito rara a pessoa que tenha força de vontade suficiente para eliminá-lo da sua vida. Mas nisto também vemos a grandeza do milagre da salvação. O homem faz, por prazer, aquilo que não queria, nem podia fazer antes da sua salvação. O bêbado torna-se pessoa sóbria. O mentiroso deixa de mentir. O infiel volta a viver honestamente. Pensa-se que isto requer muita força de vontade, mas na realidade o que exige é a decisão de aceitar o pecador a Jesus Cristo como Salvador, e começar a obedecer os impulsos dum coração novo. PODER Disse o Apóstolo Paulo: "pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus..." (Romanos 1:16). Esse poder que se recebe no momento de aceitar a Jesus, o mediador da nova aliança, é o poder moral necessário para fazer o homem a vontade de Deus na vida cotidiana. Esse poder é poder moral para viver êle satisfeito sem os prazeres carnais que a Bíblia condena e que destroem o corpo, alma e espírito do pecador. Esse poder do evangelho é poder moral para que busquemos, em primeiro lugar, o reino de Deus e deixemos que Deus tome conta das nossas necessidades. Temos certeza de que para o leitor que ainda não recebeu esse novo coração através da sua fé em Jesus Cristo, estas palavras parecem estranhas. Para o leitor crente, porém, elas descrevem perfeitamente o que já tem acontecido e despertam nele mais uma vez, uma exclamação de louvor pelo milagre da salvação. Talvez o leitor nos pergunte: Como é que alcançamos tal vitória sobre os nossos pecados e vícios? Somente através de Jesus Cristo nosso Salvador, o mediador da nova aliança entre Deus e o homem. O FIADOR Além de anunciar as promessas de Deus, como mensageiro da aliança, e depois de nos trazer os benefícios do coração novo, a Bíblia diz que Jesus é o fiador da aliança. Cremos que este é um dos aspectos mais belos do Evangelho. É Jesus quem garante a aliança; é o fiador do contrato.

Procuramos descobrir na Bíblia se Jesus é o NOSSO fiador, que garante a nossa fidelidade, ou se é o fiador de Deus para garantir as promessas. Para nossa alegria, constatamos que Êle é tudo isso. Diz a Bíblia que Jesus se nos tornou da parte de Deus sabedoria, e justiça e santificação e redenção. (I Cor. 1:30). Por outro lado, sendo o Filho Ünigênito de Deus e a segunda pessoa da Trindade, Êle representa Deus. Jesus assinou o contrato da aliança com seu próprio sangue. Êle representa o Pai e nos oferece perdão e paz eterna. Mas Jesus é o fiador nosso porque, depois de haver morrido, Êle entrou na presença de Deus e lhe ofereceu Seu sangue como preço da nossa redenção. Nessa ocasião Jesus representou-nos, e por causa dÊle podemos, entrar no santo dos santos e ter comunhão pessoal com Deus Pai.

Capítulo VIII O Livro da Aliança
"E tomou o livro da aliança, e o leu ao povo; e eles disseram: Tudo o que falou o Senhor, faremos, e obedeceremos. Então tomou Moisés aquele sangue e o aspergiu sobre o povo, e disse: Eis aqui o sangue da aliança que o Senhor fez convosco a respeito de todas estas palavras." Êxodo 24:7-8 Antes de aspergir o sangue da aliança sobre o povo para garantir a fidelidade de Deus sobre as Suas promessas, Moisés abriu o livro da aliança e o leu ao povo. Por causa desta leitura a respeito das leis e obrigações, Israel respondeu: "tudo o que falou o Senhor, faremos e obedeceremos." O que mais podia se esperar? O povo prometeu obediência mas faltava elementos essenciais que faziam deste voto uma coisa impossível. Faltava compreensão. Israel não sabia o que era pecado, senão que Deus ordenou que não fizesse certas coisas. A razão desta proibição foi ignorada. Israel não compreendia o significado dos sacrifícios: apesar de ser informado que em certos dias do ano, um animal tinha de ser morto "pelos pecados do povo". A cerimônia foi realizada mas o valor e propósito dela continuava um mistério. Outro elemento que faltava para que funcionasse a primeira aliança foi um entendimento da natureza humana. O livro da aliança disse: faça isso, ou faça aquilo. O povo respondeu: faremos. Mas nada sabia da sua incapacidade de obedecer. Por mais bem intencionado que o homem seja, o seu coração é impuro, os seus impulsos são carnais e a sua vontade nunca concorda com a vontade de Deus. Israel disse: obedeceremos em tudo, como se fosse suficiente fazer voto para, automaticamente, receber forças morais para cumpri-lo. Inúmeras pessoas nos dias que correm caem no mesmo erro. Dizem eles: basta ler a Bíblia, estudar os seus preceitos elevados e fazer o melhor possível, sem ter a mínima noção do que envolve esta obediência. A educação religiosa é justamente o que recebeu o povo de Israel durante os tempos da primeira aliança. Esta

educação falhava naqueles dias e falha hoje. Ler o livro não resolve o problema espiritual. Suas boas intenções e seus votos para "fazer melhor" são destinados a falhar porque uma vida Cristã depende de algo muito mais do que informação do que está escrito no livro de Deus. O FRACASSO DA EDUCAÇÃO RELIGIOSA Quando Moisés desceu do Monte Sinai, com as leis escritas nas tábuas, o povo não queria ouvir a voz de Deus. "Disseram a Moisés: Fala-nos tu, e te ouviremos; porém não fale Deus conosco, para que não morramos." Êxodo 20:19 Israel estava disposto a ser uma "experiência religiosa" mas não queria nada com a voz ou a presença de Deus. Sabia que um pouco de educação religiosa não faz mal a ninguém, mas enfrentar a justiça e santidade Divina é uma outra coisa. Que retrato dos religiosos nos dias atuais! Gostam de ouvir a leitura do livro, mas não querem conhecer o Autor. Têm prazer na instrução de homens mas têm medo da mão de Deus. Esses são instruídos na letra e longe do Espírito. "O qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica." II Cor. 3:6 QUE É A LEI CRISTÃ Seis mil anos após a primeira aliança entre Dgus e um homem, e depois desses séculos de prova e de erro, o homem carnal ainda tenta obedecer a Deus, por ler um livro e prometer fidelidade. Mas isto continua até hoje coisa impossível. Há quem pense que o livro da aliança é um sistema de leis e proibições; acham que lhes basta ler e estudar essas "leis cristãs" e fazer o melhor que podem para que se tornem santificados. Eles substituem por uma educação evangélica e Bíblica, uma experiência pessoal na nova aliança. O livro da aliança, por mais influente e completo que seja, é insuficiente para transformar o pecador num filho de Deus. Ler e estudar a Bíblia torna possível ao descrente vir a ser um descrente instruído. A própria Bíblia diz que a letra mata. O Novo Testamento não foi escrito para substituir a lei mosaica

por outra lei. A frase "lei cristã" é uma contradição de termos. É como "pecado espiritual". Não existe tal coisa! Não é pela lei, nem pelo livro da lei que o pecador é salvo. Quando Moisés desceu do Monte Sinai o povo disse, "Que Deus não fale conosco; para não morrermos. Fala tu conosco e ouviremos." O povo não queria um contato pessoal com Deus. É muito mais fácil receber instruções dum homem do que enfrentar a Deus e morrer para o pecado. É difícil entrar na presença de Deus e sofrer o impacto da Sua santidade. O pecador pode ficar muito con-fortàvelmente ouvindo uma palestra a respeito de Deus, mas uma vez que êle entre na presença de Deus e sinta o peso dos seus pecados esse pecador jamais pode livrar-se da convicção deles. O que ocorre hoje, em muitas igrejas, é a substituição de uma experiência pessoal com Deus, por uma educação espiritual. Nós adoramos a Bíblia, o livro da lei. Temos dias especiais para honrar este livro. Fazemos propaganda dele. Distribuímos a Bíblia, lemos a Bíblia e estudamos a Bíblia. Mas em muitos casos, acontece o mesmo que acontecia nos tempos da velha aliança, quando o livro da lei era aberto e lido: e o povo dizia: "tudo o que falou o Senhor faremos e obedeceremos." Não é possível porém cumprir esta promessa porque falta algo essencial; o Espírito da aliança. "A letra mata, mas o Espírito vivifica." (II Cor.3:6) O LIVRO + O ESPÍRITO = COMPREENSÃO Não pense o amigo leitor que desprezamos as Escrituras Sagradas. Dependemos delas como a revelação de Deus. A Bíblia é o livro da aliança e sem ela não saberíamos das promessas eternas e gloriosas. O que afirmamos é que o livro em si não é suficiente para nos conduzir ao reino de Deus. É necessário ler o livro da aliança no Espírito da aliança. A lei não pode ser apenas um ensinamento exterior, como nos tempos antigos, mas tem que ser gravada nos nossos novos corações através do Espírito de Deus. É isto o que faltava nos tempos antigos e é isto o que hoje ainda falta em muitas igrejas que se dizem cristãs! "Quando vier, porém, o Espírito da verdade, êle vos guiará a toda a verdade." João 16:13 É assim que descobrimos e compreendemos a verdade; não s'ó pela letra da lei, mas pela letra ungida e vivificada pelo

Espírito da Verdade. A Bíblia só pode ser compreendida com a ajuda do Espírito Santo. Nada adianta ao pecador ler e estudar as Escrituras Sagradas e esperar tornar-se espiritual ou sábio. A única coisa que êle descobrirá são fatos históricos. O dinamismo e a dinâmica dessas palavras vão escapar ao leitor que não ler a Bíblia com a ajuda do Espírito Santo. E Deus dá o Seu Espírito apenas aos que estão na nova aliança. Portanto, para o não crente, a Bíblia é um livro hermético e incompreensível. As suas narrativas serão sempre fábulas apenas; os seus milagres apenas alegoria; as suas promessas apenas literatura. A força da Bíblia está oculta por completo da pessoa que a lê sem o Espírito Santo de Deus. Meu caro irmão, não permita que os seus estudos bíblicos, os seus excelentes livros ou ou seus bons professores tomem o lugar do Espírito Santo em sua vida. São muitos os educados religiosos deste mundo em cujos corações, porém, o poder da Palavra jamais penetrou. Há muitos crentes que têm conhecimento intelectual sem o conhecimento experimental da verdade. Não seja como o povo dos dias de Moisés que queira apenas ouvir o que o livro dizia sem um contato pessoal com o Autor do livro. Busque o Espírito Santo como o guia de toda a verdade e descobrirá que a Bíblia tornar-se-á em livro completamente novo. O LIVRO DA NOVA ALIANÇA O que faz a diferença entre a letra do velho livro, e a letra do novo livro é o Espírito. O Novo Testamento não é apenas ensinamento exterior; não apenas um texto de leis e proibições. Ela é espírito e vida. "O espírito é o queivivifica; a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito, são espírito e são vida." João 6:63 A leitura do livro da nova aliança de nada aproveita se não fôr lido com a iluminação do Espírito Santo. Prova é que milhões de incrédulos lêem a Bíblia, achando-a uma literatura interessante e saudável, sem a mínima transformação espiritual. A letra só de nada vale. Portanto ao abrir o Novo Testamento, peça ao Espírito Santo o esclarecimento sobre os mistérios de santidade ali escondidos. Quem tem ouvidos, ouvirá o que o Espírito diz!

UMA NOVA PROMESSA Quando Jesus falou aos discípulos sobre a vinda do Espírito Santo, êle o chamou "o Espírito da Verdade que vos guiará a toda a verdade." (João 16:13). Isto não foi o privilégio do povo de Israel sobre a velha aliança. Êle prometeu obediência sem o esclarecimento necessário para garantir sucesso. Nós, os filhos da nova aliança somos privilegiados pelo fato de ter,um professor maior do que Moisés. Quem nos ensina é o Espírito da Verdade. Por esta razão, o livro vive. As suas promessas passam a ser convicções. A letra, vivifiçada pelo Espírito produz em nós uma capacidade para cumprir nossos votos. O livro da nova aliança, ungido pelo Espírito, revela Cristo ao leitor. Jesus sai das páginas da Bíblia para viver em nossos corações. Êle torna-se o nosso Salvador porque pelo livro, Deus nos dá esta certeza. O médico Divino anda em nosso meio porque o Espírito nos diz que êle é o mesmo ontem, hoje e eternamente. O livro nos fala estas verdades e o Espírito nos convence da realidade destas coisas. Amigo leitor, leia o livro da aliança. Estude os seus preceitos. Freqüente as aulas dos mestres e pastores que ensinam a doutrina sã. Mas acima de tudo, confie no Espírito da Verdade para ilumi nar a página e escrever estas verdades nas tábuas do seu coração. Não permita que a educação religiosa seja o substituto do ensinamento pelo Espírito Santo. OS ENSINAMENTOS DO LIVRO O que este livro da nova aliança diz nos transforma em filhos de Deus. Êle diz que somos pecadores, perdidos e inimigos de Deus, mas salvos e perdoados pela graça de Deus. O livro diz que pelo batismo nas águas passamos pelo despoja-mento do corpo da carne para depois, andar em novidade de vida. O livro diz que o Espírito Santo vem para tomar sua residência em nossos corpos, fazendo possível um "andar no Espírito" que agrada a Deus. O livro diz que podemos viver vitoriosamente e não dominados pelo pecado. O livro diz que pela fé podemos agradar a Deus. O livro diz que Jesus é o fiador da nossa salvação e que Êle nos sustenta pelas orações perante o Pai. Estas não são letras apenas: são verdades. O Espírito confirma-as no fundo do coração. As promessas deste livro

sustentam na hora de crise ou confusão. O poder deste livro guarda na hora de tentação e fraqueza.

Capítulo IX Obediência na Nova Aliança
"O Senhor teu Deus circiinddará o teu coração, e o coração de tua descendência, para amares ao Senhor teu Deus de todo o coração e de toda a tua alma, para que vivas. De novo, pois, darás ouvidos à voz do Senhor; cumprirás todos os seus mandamentos que hoje te ordeno." Deuteronômio 30:6,8 A primeira aliança mostrou o caminho para santidade. Ela falhou em não dar poder para viver santificado. Todas as promessas do Velho Testamento dependiam da obediência do povo de Israel. Deus disse, "Se diligentemente ouvirdes a minha voz, e (se) guarãardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade." Êxodo 19:5 Notemos a grande diferença entre este versículo e a linguagem do texto deste capítulo: o que antigamente era uma exigência fundamental agora se torna em uma conseqüência natural da circun-cisão do coração. O grande obstáculo durante os tempos da primeira aliança, e a única razão do seu fracasso era a impossibilidade do homem obedecer a Deus. O GRANDE PERIGO Aprendendo esta lição, a incapacidade de o homem natural obedecer a Deus, somos tentados em pensar que a obediênciia é impossível e que na nova aliança foi removida como condição de bênçãos. De modo algum! Na primeira aliança, obediência às leis era a condição única de receber as promessas do Senhor. No dia de hoje a condição é: fé em Jesus Cristo como o Mediador da aliança. Antes de aceitar Jesus Cristo como seu salvador, o pecador permanece incapaz de obedecer os mandamentos de Deus. É somente depois de se tornar uma nova criatura que êle está em condições de obedecer. Mas que este fato fique bem claro: Deus ainda exige obediência. Obedecer a Deus é a base do Cristianismo, o âmago da nossa esperança e a única maneira de agradar a Deus.

Para compreender a nova aliança e dela receber a plenitude de bênçãos, o amigo leitor precisa compreender alguns fatos sobre a obediência nos moldes do Novo Testamento, ou seja, da nova aliança. Considere, portanto, quatro fatos: OBEDIÊNCIA É ESSENCIAL "Porque, como pela desobediência de um só homem muitos se tornaram pecadores, assim também por meio da obediência de um só muitos se tornarão justos." Romanos 5:19 A desobediência destruiu o homem, arrancan-do-lhe a imortalidade e tornando-o súdito do império das trevas. Através da desobediência de Adão o pecado entrou no mundo, e pelo pecado a morte que passou a todos os homens. A sentença da m,orte foi removida e o poder do pecado foi destruído através da obediência de Jesus Cristo. O preço da nossa salvação eterna era a obediência de Jesus. A base da nossa esperança na vida eterna é a obediência de Jesus. O Cristianismo começou com um ato de obediência. O nosso andar com Cristo também depende de obediência. "Ora nós somos testemunhas destes fatos, e bem assim o Espírito Santo que Deus outorgou aos que lhe obedecem." Atos 5:32 Evidentemente o batismo no Espírito Santo, embora que seja um dom, leva a condição de obediência. Quem não obedece é um rebelde. Obedecer a Deus é caminho único para receber todas as "bênçãos de Deus. Esta obediência tem que começar quando o pecador reconhecer sua necessidade de confessar o seu pecado e aceitar Jesus Cristo como seu Salvador. Arrependimento é o passo de obediência que traz para o pecador a transformação da sua vida. Depois de experimentar o perdão o novo crente dá as costas à vida antiga e começa a andar com Cristo em, novidade de vida. Saiba o leitor que para ser salvo, você precisa obedecer a Deus, confessar a sua necessidade de um Salvador e

determinar a viver afastado dos seus pecados. Para receber a bênção do batismo no Espírito Santo o crente precisa obedecer a Deus e viver conforme o Evangelho. Obediência é essencial a uma vida Cristã. Qual é a garantia que o crente não cairá outra vez em pecado e desobedecer os mandamentos de Deus como antigamente? A resposta desta pergunta é a esperança do crente: Deus nos dá poder suficiente para obedecê-lo. "Pois não me envergonho do Evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê." Romanos 1:16 OBEDIÊNCIA É POSSÍVEL É possível ao homem obedecer a Deus pela primeira vez na história do mundo. Antigamente o homem estava sempre amarrado por suas fraquezas e derrotado por sua natureza malvada. Hoje, através do Fiador da aliança, temos a capacidade de obedecer ao que Deus manda. A possibilidade de obedecer a Deus reconhece, porém, certos fatos que não mudaram desde os primeiros tempos da fraqueza humana. O homem salvo e renovado ainda está na carne, sujeito a todos os seus apetites e inclinações. Estando cercado por tentações, influenciado pelos seus desejos carnais e pelas recordações dos prazeres do pecado, esse novo crente precisa, ainda, de ajuda para obedecer a Deus. Sozinho êle cai. Depender da sua "força de vontade" não basta. Confiar em suas boas intenções é insuficiente. Por mais santo que seja o homem êle ainda permanece na carne com todos os seus defeitos. Juntamente com o perdão dos seus pecados, o novo crente recebe uma energia espiritual; um poder moral; uma capacidade de obedecer a Deus que transforma uma exigência em um prazer. Antigamente êle tentava obedecer a Deus porque sabia que os seus pecados eram ofensas contra Deus. Depois da sua conversão, Êle descobre que obediência é uma conseqüência natural da fé em Deus; o Espírito de Cristo que domina o seu coração faz possível o que antigamente pareceria um fardo pesado. "Nas suas mentes imprimirei as minhas leis, também sobre os seus corações as inscreverei." Hebreus

8:10 As condições da aliança nova não estão escritas no livro, mas estão gravadas no coração do crente. Êle quer obedecer. O desejo básico da sua vida é agradar a Deus. Agora obediência não é uma exigência impossível, mas é um prazer e uma fonte de inúmeras bênçãos.

OBEDIÊNCIA: SÓ PELA FÉ "Pela fé Hebreus 11:8 Abraão, quando chamado, obedeceu,"

Esta ainda é a única maneira de obedecer a Deus: Se depender da sua força moral, o leitor falhará. Se depender da sua capacidade, cairá em pecado. Não é possível seguir os sentimentos neste assunto. Muitas vezes, por causa da pressão de circunstâncias, e vicissitudes da vida não nos sentimos salvos. Alguém nos critica; ficamos cansados com o trabalho; não dormimos bem e perguntamo-nos se vale a pena ser crente. O inimigo vem com a sugestão que pôs na mente da esposa de Jó: amaldiçoar a Deus e morrer. O amigo leitor, por certo, conhece este estado. Há dias quando tudo vai mal e a nossa crença passa pela dura prova. O que fazer nesse dia se não tivéssemos fé em Deus? Justamente nesse dia muitos fracos dependem das suas próprias forças e caem para andar outra vez no caminho mais fácil de pecado. O homem, entretanto, que conhece os seus privilégios na nova aliança reconhece adversidade como uma oportunidade de obedecer a Deus através da sua fé. Êle não tem fé em si próprio mas nas promessas de Deus que lhe garante sucesso na vida Cristã. Êle depende de Cristo para ser sua santificação e justiça, porque assim promete a Bíblia. Para esse homem, Jesus é mais do que um personagem histórico; Êle é um defensor, um companheiro, e um guia. Através do seu contato com a presença de Cristo em sua vida, o crente vive abundantemente e obedece a Deus como conseqüência natural da vida de Cristo que lhe garante vitória. OBEDIÊNCIA É BEM-AVENTURANÇA Algumas pessoas acham que obediência é a condição dura que leva o crente ao ponto de começar a receber as bênçãos de Deus. Discordamos desta idéia. Obedecer não é um fardo. Obedecer não é o preço que se paga para receber a graça de Deus. Obediência em si já é bem-aventurança! O amigo leitor já pensou no privilégio de ser orientado pela voz de Deus? Já imaginou que o criador do universo se

interessa em nossa vida ao ponto de ter comunicação conosco? Obediência a Deus é inspirada pela orientação que o crente recebe pela voz de Deus que ouve no seu coração. Isto é bemaventurança. Outro dia dissemos a uma audiência que se não houvesse o céu nem a eternidade, valeria a pena ser crente só por causa do prazer de ser guiado pelo Espírito Santo. O leitor entende o que é ter um guia? Alguns "guias" levam a pessoa a lugares excusos onde está obrigada a praticar coisas que deixam o sistema nervoso totalmente destruído. Centenas de milhares de brasileiros estão sendo controlados por "guias" que estão destruindo suas vidas física, emocional e moralmente falando. O povo da nova aliança tem por Guia o Espírito Santo do Deus verdadeiro! Se isto não é bem-aventurança então eu não a reconheço! Meu amigo leitor, obedecer a Deus não é obrigação desgostosa: é conseqüência de submeter sua vida ao Espírito Santo e ser guiado por Êle. A Bíblia diz que Jesus está à dextra de Deus orando por nós. Este fato nos enche de esperança. Êle nos inspira com a possibilidade de sucesso nesta vida Cristã. Com Jesus, o nosso advogado, intercedendo por nós, sentimo-nos fortificados e preparados para levar uma vida digna e disciplinada. Meu amigo leitor, obedecer não é árduo. Não é um fardo; é uma bênção. Não é obrigação; é bem-aventurança. Este é um dos frutos da nova aliança: ela muda o verbo "precisar" para o verbo "poder". Ela muda uma promessa em uma possessão. Ela transforma um sonho em oima realidade. Por causa da nossa obediência, Deus diz, "E eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo." Hebreus 8:10

Capítulo X A Aliança da Graça
"Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e, sim da graça." Romanos 6:14 A frase, "a aliança da graça" não aparece nas Escrituras, embora seja a expressão mais correta com respeito da nossa salvação. A característica maior da nova aliança é a graça de Deus. "Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, super abundou a graça." Romanos 5:20 A palavra "graça" tem dois sentidos. Primeiro é a disposição divina de nos amar sem qualquer mérito da nossa parte; amor demonstrado pelo sacrifício de Jesus por nós. Segundo, a graça de Deus significa o poder do Espírito Santo que opera em nós, tornando-nos crentes dignos da nossa chamada. Verificamos, mais uma vez, o contraste entre as duas alianças: o que a lei exigiu a graça realiza; o que a velha prometeu, a nova produz; onde sobrou pecado na velha aliança, a graça caracteriza a nova. Vejamos a extensão da graça de Deus: "Sendo justificados gratuitamente, por sua graça." Romanos 3:24 "Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo." João 1:17 "E se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça." Romanos 11:6 "E estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo — . . . porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus." Efésios 2:5, 8 "Que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a

sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos" II Timóteo 1:9 O que é a graça de Deus? É poder e força espiritual; é algo que nos foi dado por sermos incapazes de produzir por conta própria. A graça de Deus é salvação, justificação, sustento, perdão. Somos salvos dos nossos pecados pela graça de Deus que opera em nós por Cristo Jesus. AS TRÊS POSSIBILIDADES Se a nova aliança se baseia na velha e a graça de Deus é conseqüência das promessas, da lei, restam três possibilidades para quem deseja seguir as recomendações Bíblicas: viver sob a lei como o povo de Israel, abandonar a escravidão da lei para viver inteiramente sob a graça de Deus, ou misturar uma com a outra e tentar tirar "o melhor" das duas alianças. O apóstolo Paulo teve o problema constante de orientar os novos crentes a respeito da morte da lei e a liberdade da nova aliança. Os "mensageiros de Satanás" que o seguiram queriam escra-visar outra vez os que saíram da velha aliança e nas suas cartas Paulo afirmou que se entra na segunda aliança pela fé e pela graça de Deus. "ó gálatas insensatos! Quem vos fascinou a vós outros, ante cujos olhos foi Jesus Cristo exposto como crucificado? Quero apenas saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei, ou pela pregação da fé?" Gaiatas 3:1, 2 A tentação de misturar a lei com a graça ainda existe. Há quem queira nos enganar com filosofias engenhosas sobre um dia especial para adoração, ou proibição quanto à comida de carne, ou leis externas sobre a santidade. Estes regulamentos nada servem senão para destruir o poder da graça de Deus. Não se pode misturar água com óleo, nem o leste com o oeste, nem a lei com a graça. A frase, "a lei Cristã" faz tanto sentido quanto a frase; "pecado espiritual". Tal coisa não existe. A salvação não vem pela obediência à lei, mas inteiramente pela graça.

"Sois assim insensatos que, tendo começado no Espírito, estejais agora vos aperfeiçoando na carne?" Gaiatas 3:3 A graça que nos perdoa, nos santifica. A graça de Deus vive em contraste eterno com as obras da carne. Não pode haver mistura dos dois. E se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça." Romanos 11:6 Supliquemos que Deus abra os nossos olhos. Em a nova aliança, a graça de Deus é tudo; o sacrifício de Jesus é suficiente; a nossa parte é aceitar a provisão divina e obedecer a Deus pela fé. "Graça e paz nos sejam multiplicadas." I Pedro 1

Capítulo XI O Sacerdócio Eterno
"Para que a minha aliança continue com Levi, diz o Senhor dos Exércitos. Minha aliança com êle foi de vida e de paz, ambas lhe dei eu para que temesse; com efeito ele me temeu, e tremeu por causa do meu nome. A verdadeira instrução esteve na sua boca, e a injustiça não se achou nos seus lábios: andou comigo em paz e em retidão, e da iniqüidade apartou a muitos." Malaquias 2:4-6 Israel foi escolhido por Deus para ser uma nação de sacerdotes, o instrumento pelo qual o mundo receberia conhecimento e bênçãos divinas. Escolheu Deus uma tribo que se devotaria exclusivamente ao "ministério" das leis. Levi era a tribo escolhida para estabelecer um sacerdócio eterno. O SACERDÓCIO ATUAL "Vós porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz." I Pedro 2:9 Sob a nova aliança, todo o povo de Deus é sacerdócio real, tendo os seguintes privilégios: Primeiro, acesso direto para Deus; segundo, o dever de interceder pelos outros e finalmente servir de instrumento de bênçãos para os que precisam de ter contato com Deus. São estes os direitos de todos os crentes, participantes do sacerdócio real da nova aliança. Por fraqueza ou ignorância, poucos são os crentes que são instrumentos de bênçãos para o mundo; são impotentes em exercer a função sacer-dotal de transmitir a graça de Deus ao povo. Emjbora seja isso estado triste dos crentes atuais, Deus ainda convida os redimidos a oferecer suas vidas ao ministério de reconciliação. O ministério Levítico era, "uma aliança de vida e de paz." Este é o ministério que Deus oferece a quem deseje

servi-lo como membro ativo do Seu corpo. Podemos transmitir a nova vida de Jesus Cristo aos outros através do nosso testemunho, e desta maneira seremos instrumentos da Sua paz para os que vivem na intranqüilidade de pecado. Este ministério de representar Deus ao homem e representar o homem a Deus não é vocação exclusiva dos clérigos: todos os crentes são sacerdotes; todos temos o dever de testemunhar de Cristo; todos temos o privilégio de repartir com os mortos espirituais, a nova vida que Deus nos dá. NÃO ABUSE DESTA CHAMADA Desde os primeiros tempos os sacerdotes têm abusado a sua vocação, para buscar o suprimento das suas própaias; necessidades antes de servir a Deus. Em os dias da nova aliança esta tentação de buscar alegria pessoal através das bênçãos de Deus, em vez de ser um instrumento de vida e paz, continua a ser uma mancha no sacerdócio. O mundo carece de pessoas que podem pensar, falar e agir em, o poder do Espírito Santo, representando a verdade perante uma sociedade comprometida com mentira, imoralidade e violência. Parte deste ministério eterno do sacerdócio é interceder pelo povo: o trabalho de oração. O sacerdote de outrora mantinha aceso o insenso e orava constantemente para que o povo não fosse destruído por causa dos seus pecados. Deus procura pessoas que sabem amar, trabalhar e orar e crer em prol dos que nada sabem a respeito da Sua graça. Este é um ministério ingrato, despercebido, silencioso. O sacerdote atual não é quem se apresenta ao povo com vestimentas coloridas, realizando cerimônias religiosas, e sendo honrado com beija-mão. A nova aliança constituiu um novo sacerdócio, não se corrompeu com tradições e orgulho humano, coisas que nada tem a ver com o trabalho da obra de Deus pela nova aliança. O NOVO SACERDOTE Quando na tarde da crucificação, o véu do templo foi rasgado de cima para baixo, abrindo o caminho direto para que o povo entrasse na presença do Onipotente, a vocação do sacerdote se transformou para jamais voltar a ser propriedade de uma tribo, ou de uma classe de clérigos, ou de umi grupo de privilegiados!. A única vez que o Novo Testamento fala a respeito do

sacerdote é em termos coletivos, e nunca a respeito de um homem. Os dons ministeriais de apóstolo, profeta, evangelista, pastor e mestre não têm no meio o "sacerdote" pela simples, razão de que TODOS OS CRENTES EM CRISTO JESUS têm esta vocação. Somos sacerdotes, todos nós que recebemos o perdão dos nossos pecados pela graça de Deus e através da nossa fé em Cristo JesuS! O que nos falta para cumprir este ofício é o fogo de amor Divino que consome os desejos egoístas para nos transformar em pessoas dedicadas a servir a Deus em oração, e servir o mundo com o nosso testemunho da graça salvadora de Deus. Devemos aceitar a glória da nova aliança que é ser parte do sacerdócio eterno que traz para o pecador a mensagem de salvação eterna.

Capítulo XII O Ministério da Nova Aliança
"Vós sois a nossa caria, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens, estando já manifestos como carta de Cristo, produzida pelo nosso ministério escrita não com tinta, mas pelo Espírito do Deus vivente, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações. E é por intermédio de Cristo que temos tal confiança em Deus; não que por nós mesmos sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós, pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus, o qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito, porque a letra mata, mas o espírito vivifica." II Cor. 3:2-6 A nova aliança é um ministério do Espírito Santo, manifestação da glória de Deus. Moisés recebeu essa glória que resplandeceu no seu rosto, mas foi necessário cobri-lo porque Israel era incapaz de encarar o brilho da presença Divina. Esse véu cobriu também o coração de Israel. Podia ter recebido de Moisés o conhecimento, pensamento e poder do Espírito de Deus, mas tudo isto foi reservado para outros: os participantes da nova aliança. O MINISTÉRIO DO ESPÍRITO "Produzida pelo nosso ministério, pelo Espírito do Deus vivente." Ocupando os púlpitos deste mundo estão centenas de milhares de homens chamados "ministros do evangelho." Imagine, o leitor, o que aconteceria se esses homens todos fossem "ministros do Espírito." Examinemos o que significa ser um ministro do Espírito. Quem ministra a nova aliança pelo Espírito Santo de Deus tem que ser possuído inteiramente do Espírito Santo. O trabalho do Espírito no dia de hoje tem dois aspectos: Êle traz o poder moral que faz possível uma vida santificada, e dá poder suficiente para realizar a obra de Deus. Não é suficiente que o

ministro da nova aliança apenas seja nascido pelo Espírito, êle precisa saber o que é andar com o Espírito, ser guiado pelo Espírito e falar com a inspiração do Espírito. Quem gostaria de estudar uma língua com quem mal a conhece? Quem tem interesse em estudar as coisas de Deus com quem não conhece por experiência própria o que é viver no Espírito? O ministro da nova aliança deve ser a prova pessoal e testemunha viva do cumprimento de todas as promessas da nova aliança. Além desta necessidade do ministro do Espírito ser um homem possuído totalmente pelo Espírito Santo de Deus, êle deve exercer a sua vocação no poder do Espírito. Quando Deus escolhe um homem para realizar uma obra sobrenatural, como o trabalho da Igreja de Jesus Cristo, Êle o reveste com um poder celestial. A chamada do ministro da nova aliança é, "pregar o evangelho pelo Espírito Santo derramado do céu." "E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder." I Cor. 2:3,4 Para ser um ministro verdadeiro desta gloriosa aliança, é necessário ser disciplinado, inspirado e dirigido pelo Espírito Santo. Quer seja no ensinamento, na pregação da Palavra, na oração ou na administração, o ministro do Espírito precisa da energia do Espírito Santo para ser a sua suficiência. De não menos valor, o ministro tem que ter a capacidade de guiar outros ao ministério do Espírito. O ministro não deve se constituir a única fonte de autoridade e bênção. O povo jamais deve considerá-lo como a "voz de Deus". O ministro do Espírito zela para apresentar a verdade de tal modo que o povo chega cada vez mais perto de Jesus Cristo. Êle prepara outros também para transmitir as verdades eternas aos que nada sabem da vida eterna. O ministro do Espírito dirige a atenção do povo para Cristo, e jamais atrai atenção para si. João

Batista que era um homem cheio do Espírito desviou a atenção do povo para Jesus, sabendo que somente desta maneira Cristo teria a A CARÊNCIA ATUAL O Espírito da nova aliança que deve ser representado pelos ministros e honrado pelo povo de Deus é geralmente esquecido e ignorado pela maioria das igrejas atuais. E toda a fraqueza, formalidade e mundanismo é sempre resultante da ignorância geral a respeito do Espírito Santo, a fonte de todas as vidas santifiçadas e dedicadas. A igreja atual precisa do Espírito Santo vivendo e dirigindo as vidas do povo de Deus. Isto acontecerá quando, na igreja, apareçam "ministros do Espírito" que vivam constantemente no poder do Espírito e saibam transmitir esta energia aos fracos e famintos deste alimento. A nova aliança é um ministério do Espírito Santo. Literatura religiosa, eloqüência nos púlpitos, estudos Bíblicos são todos destinados a contribuir a uma organização moribunda, porque a palavra de Deus diz, "A letra inata, vias o Espírito vivifica." II Coríntios 3:6

Capítulo XIII A Santa Aliança
"Para usar de misericórdia com os nossos pais e lembrar-se da sua santa aliança e do juramento que jêz ao nosso pai Abraão, de conceder-nos que, livres da mão do inimigo o adorássemos sem temor, em santidade e justiça perante ele, todos os nossos dias." Lucas 1:72,75 Quando Zacarias, cheio do Espírito Santo, profetizou a respeito do povo de Deus e a "santa aliança", usou palavras jamais usadas; falou em revelação sob a inspiração do Espírito. Basta reler a frase, "o adorássemos sem temor, em santidade e justiça" para compreender que Zacarias não falava mais sobre a velha aliança mas sobre a nova, na qual a santidade e a justiça seriam preva-lecentes. SANTIDADE O mais difícil de definir entre os atributos divinos. O lugar mais sagrado do tabernáculo nos tempos antigos foi chamado, "o santo dos santos." A palavra "santuário" tem esta origem: o lugar onde "O Santo" é adorado. Santificação, êsite estado de graça tão necessário e tão difícil de achar também abrange esta concepção divina. Mecanicamente, o povo da velha aliança entrou por intermédio do seu representante, o Sumo Sacerdote, no santo dos santos para adorar a Deus; esse povo prometeu uma vida santificada perante Deus e sua história é um círculo constante de fracasso e derrota. Por mais que quisessem a santificação era impossível. São Lucas, em seu evangelho, recorda a profecia do ancião Zacarias que disse, "... livres da mão de inimigos o adorássemos sem temor, EM SANTIDADE e justiça perante Êle." Se, durante quatro mil anos esse desejo jamais chegou a se realizar, como seria que agora é possível? Vemos nesta profecia a glória da nova aliança: somos co-participantes da natureza divina, e da santidade divina. Foi esta a grande bênção que o Fiador da Nova Aliança nos trouxe: "À igreja de Deus que está em Corinto, aos

santificados em Cristo Jesus, chamados para ser santos..." I Cor. 1:2 "Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual se nos tornou da parte de Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção." I Cor. 1:30 Nós somos santificados em Cristo... Quando cremos nas promessas da Nova Aliança; quando aceitamos que estas promessas são para nós; quando submetemo-nos a Jesus Cristo como o Senhor das nossas vidas, andando com Êle, a nossa conduta e desejos tornam-se regulados por Seu Espírito que vive em nós. Findou a luta contra o impossível; quem vive em nós é santifiçado. Terminou o círculo vicioso de promessas e fracasso; o Fiador da Nova Aliança nos santifica. "Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus, por vós, irmãos amados pelo Senhor, por isso que Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade." II Tess. 2:13 A nossa confiança, portanto, não reside em nossa "força de vontade" ou em de tentar evitar a carnalidade e mundanismo: depende do Espírito Santo que nos guarda do mal. "Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, conforme a Sua boa vontade." Filipensies 2:13 SANTIFICAÇÃO: NOSSO DIREITO NA ALIANÇA A nossa santificação pelo Espírito é o direito de todos os que estão na Nova Aliança. Assim como Deus prometeu, Êle fará possível que nós O sirvamos, sem medo, em santidade e justiça perante Êle todos os dias das nossas vidas. Vejamos um exemplo. A primeira epístola de Paulo foi escrita aos crentes na cidade de Tessa-lonica onde, meses antes, todos os crentes adoravam ídolos. Para fazer "santos" de tais pessoas, seria necessário anos de estudos e "provas" ou um milagre que causaria a transformação de obliterar o passado e fazer delas novas criaturas. Examinemos o que Paulo disse: " A fim de que sejam os vossos corações confirmados em santidade, isentos de culpa, na presença de nosso

Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus com todos os seus santos." I Tess. 3:13 As duas cartas aos membros da igreja em Tessalonica são um hino de louvor ao Espírito da aliança que faria o impossível: transformar idó-latrasi em santos, filhos de satanás em filhos de Deus, implantar na vida do crente um desejo novo de servir o Deus vivo. (I Tess. 1:9) Ao terminar sua primeira carta a esta igreja, o apóstolo Paulo, em oração, volta a afirmar a plenitude desta santificação na vida de quem serve a Deus com um coração honesto: "O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo." I Tess. 5:23. OS DETALHES DESTA ALIANÇA Voltemos à profecia de Zacarias, citada no início deste capítuüo para observar o significado de todas essas frases, e verificar os detalhes da nova aliança: 1) "DE CONCEDER-NOS" A salvação é um dom de Deus. Ninguém a compra nem merece. A nova aliança é um dom de Deus. Êle disse a respeito: "Nem. uma só palavra falhou de todas as suas boas promessas." I Reis 8:56 2) "LIVRES DA MÃO DE INIMIGOS" No versículo 71 do primeiro capítulo de Lucas, Zacarias disse, "Para nos libertar dos nossos inimigos e da mão de todos os que nos odeiam." Quem pode servir a Deus é um povo livre dos seus inimigos; livre dos "regulamentos*" que são realmente a substituição da lei que Jesus anulou por Sua morte; livre da força de pecado que dominava sua vida; livre do medo dos espíritos estranhos que tanto influenciaram nos tempos da ignorância espiritual; livres, enfim, de tudo que impede uma nova vida. Tenha coragem, amigo leitor, ae você está nesta nova aliança, está livre. Condenação do seu passado é uma mentira; Deus já o perdoou. Medo das conseqüências da sua saída dos lugares escuros de espiritismo não faz sentido, porque, "Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres." João 8:36

3) "O ADORÁSSEMOS" A adoração em espírito e em verdade é importante do que cantar hinos e orar. Adorar verdade, significa um envolvimento na obra que Êle no mundo. Aos Tes-salonicenses, Paulo descreveu seguinte maneira:

muito mais a Deus, de está fazendo este fato da

"E como, deixando os ídolos, vos convertestes a Deus, para servirdes a Deus vivo e verdadeiro, e para aguardarães dos céus o seu filho." I Tess. 1:9,10 A nova aliança nos liberta para adorar e servir a Deus. Fazemos o trabalho que Jesus começou: levar ao mundo a mensagem redentora de salvação pela fé. O1 propósito da sua salvação, amigo leitor, é adorar a Deus com palavras e com "obras dignas de arrependimento." Somos salvos para servir. 4) "SEM TEMOR" O temor das trevas é tão real quanto do perigo real. O pavor inutiliza qualquer pessoa. Muitos crentes têm medo de falar de Cristo aos amigos. Outros crentes têm medo dos "espíritos" que deixaram nos terreiros e da chantagem desses "votos" feitos antes da sua salvação, votos esses que são completamente anulados pelo sangue de Jesus Cristo. Quantas pessoas têm medo de encarar os seus parentes com uma afirmação da sua nova fé em Jesus Cristo? Tais temores são desnecessários. Em a nova aliança servimos e adoramos a Deus SEM TEMOR. É uma das promessas da nova vida em Cristo. Não é preciso ter medo do exú, ou do marido incrédulo. Se está em Cristo, o leitor está livre. O amor de Cristo liberta do medo. 5) "PERANTE ÊLE" A diferença entre religião e a nova aliança é que a primeira se faz de vez em quando, como ir à igreja, acender uma vela, repetir uma prece, enquanto Cristianismo verdadeiro é viver constantemente na presença de Deus. A promessa de Deus aos seus discípulos ainda está em vigor, "E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século." Mateus 28:20. Não estamos "perante Êle" somente quando entramos; no templo para orar, nem quando sentimos

que chegou a hora de ser religioso e pagar alguns dos nossos pecados, mas todos os momentos de nossos dias. A nova aliança é uma nova vida. É viver na presença de Deus; é ser guiado pelo Espírito do Senhor; é deitar e acordar na atmosfera de um outro mundo, o mundo espiritual. 6) "TODOS OS NOSSOS DIAS" Esta frase é a prova que a eternidade entrou no tempo. Davi disse em seu salmo pastoral, "E habitarei na casa do Senhor para todo o sempre." Salmo 23:6. Para o povo de Deus, os que entraram na nova aliança, a eternidade já começou; começamos a viver perante Deus e em Sua santa presença todos os nossos dias. Se este fato não é agradável ao leitor, é prova de que não está em condições de agüentar esta "fiscalização" da sua vida cotidiana por Deus. Algo está errado. Talvez você prefira visitar a Deus na igreja aos domingos, mas não quer que Êle o acompanhe todos os seus dias. Para o crente, a presença divina serve como um baluarte contra os ataques do inimigo; uma defesa segura e constante contra todos os ventos contrários; uma âncora para nossa alma e sossego para nosso espírito. Deus está conosco e vivemos em paz, livres do nosso inimigo, portanto, gloriíicamos e servimos a Deus, sem medo, e de todo o coração.

Capítulo XIV Entrando na Aliança
"Dar-íhes-ei coração para que me conheçam, que eu sou o Senhor; eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus, porque se voltarão para mim, de todo o seu coração." Jeremias 24:7 "Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim. Alegrar-me-ei por causa deles, e lhes farei bem; plantálos-ei firmemente nesta terra, de todo o meu coração e de toda a minha alma." Jeremias 32:40,41 Neste último capítulo desejamos enfatizar dois pontos: primeiro, a única maneira de entrar em a nova aliança é "de todo o nosso coração" e segundo, se fizermos isto, Deus cumprirá todas as Suas promessas "de todo o Seu coração e de toda a Sua alma." Esta frase é a base da aliança. Determina os limites das condições e das promessas. Dela depende nossa capacidade de entrar na aliança e o desejo de Deus em nos abençoar. Este é o segredo de participar da nova aliança: de todo o coração. OS DOIS LADOS DA QUESTÃO O leitor certamente notou o sentido em que a nova aliança funciona. Primeiro, Deus promete fazer por nós e para nós algo que não somos capazes de fazer. Dá-nos um novo espírito e um novo coração. Possibilita a nossa fidelidade e conforme a profecia, faz tudo isto "de todo o Seu coração." Deus cumpre Suas promessas sem restrição uma vez que as condições sejam cumpridas. O outro aspecto que verificamos nos capítulos anteriores é o fato de que nós temos uma parte ativa na realização das promessas de Deus: temos que entrar na nova aliança "de todo o nosso coração." Esta é a condição essencial da comunhão com Deus: tem que ser com todo o coração para obtermos paz e a vida eterna.

O SEGREDO EM RECEBER Quanta gente, lendo as promessas Bíblicas, diz "São boas demais para ser a verdade!" Isto é prova de que as coisas do espírito são aprendidas de modo espiritual, e semente quem abre o seu coração a Deus entende a grandeza do seu oferecimento. CONCLUSÕES FINAIS 1) Se o leitor não abrir o seu coração para Deus, não pode receber as Suas bênçãos. Deus não nos força a sermos espirituais. Êle nos abençoa na medida da nossa fé. O leitor precisa expor-se às verdades Bíblicas antes de sentir o seu impacto. Considerar, intelectualmente, os fatos da nova aliança, de nada adiante para receber os seus benefícios. Concordar com estas verdades também é insuficiente; você precisa aceitá-las com "todo o seu coração." 2) As bênçãos da nova aliança são contínuas. Se déssemos um presente, o leitor poderia aceitá-lo e desaparecer para sempre. Mas dons espirituais podem funcionar apenas quando quem recebe, permanece em contato com o doador. O novo coração que recebemos quando entramos na nova aliança depende do nosso contato permanente com Deus. Somos totalmente dependentes de Deus para o nosso sustento, como o ramo depende da árvore, Apenas através de contato diário será possível manter vida espiritual e atingir a maturidade. 3) As bênçãos da nova aliança têm que integrar a nossa personalidade. O que adianta possuir amor, mansidão ou ousadia espiritual para depois esconder estas virtudes? Deus nos dá estas bênçãos para enriquecer as nossas vidas e para que O sirvamos, demonstrando ao mundo poder, constância e a paz que desafia entendimento. 4) Não se pode comparar com os demais crentes para determinar o nível de espiritualidade aceitável. Os "mornos" entre nós estão na maioria. Os que adoram a Deus por conveniência ou porque acham ser um "bom negócio" jamais recebem a plenitude da graça divina que é derramada sobre a pessoa que adora a Deus de "todo o seu coração." Os que vivem comprometidos com este mundo e seus prazeres e deleites não são os filhos da aliança aos quais Deus abençoa de "todo o Seu coração." Não descanse, amigo leitor, até entrar no reino glorioso da nova aliança por intermédio do Senhor Jesus Cristo.

O AUTOR

Obs: Se você for postar este arquivo em outra página, tenha ao menos a dignidade de manter os créditos. Grato!

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