Apresentação

Olá estudante! Seja bem-vindo (a)
Você está iniciando mais uma disciplina do curso de Administração na modalidade a
distância. Trata-se da disciplina de Matemática Básica.
O objetivo deste material é auxiliar o trabalho, permitindo que o aluno compreenda os
mecanismos básicos da Matemática de uma forma reflexiva, prática e crítica.
Vou apresentar conceitos e teorias que envolvem a temática da disciplina, organizando os
conteúdos em 4 módulos e da seguinte forma:

Módulo I – Nesse módulo vou trabalhar com as funções, abordando: Definição e
considerações em relação ao domínio de uma função; Tipos de Funções; Funções Usuais;
Funções do 1º grau; Funções do 2º grau; Funções Exponenciais e Funções Logarítmicas.

Módulo II – Nesse módulo vou trabalhar com a Álgebra das Matrizes, apresentando
conceitos, definição, propriedades, tipos e operações com matrizes.

Módulo III – Nesse módulo vou abordar os conteúdos fundamentais para a compreensão
dos limites e derivadas de uma função.

Módulo IV – Nesse módulo vou trabalhar as Noções de Integral, abordando os seguintes
conteúdos: Primitiva de uma função; Integral Definida e Indefinida; Cálculo de Área.

A proposta deste material é apresentar um trabalho didático, prático e com conteúdos
significativos à sua formação.

Seja bem-vindo (a) ao processo pela busca do saber, onde você é um sujeito ativo e o
professor um mediador, e que juntos, possamos estabelecer uma cumplicidade valorizada por
curiosidade, motivação e exigência, propiciando a finalidade principal do ensino universitário: o
exercício da crítica na pesquisa, no ensino e na extensão.

Lembro que todas as orientações para a formatação e uniformização dos trabalhos
acadêmicos estão apresentadas e seguem os critérios da ABNT - Associação Brasileira de
Normas Técnicas, através das Normas Brasileiras Regulamentadoras - NBR s 6.023
(Referências) e 10.520 (Citações), como aqueles definidos pelo UNICEUMA.

Bons estudos!

Professor Airton Petinelli

Sumário

Apresentação 1
MÓDULO 1 – As Funções
1 Definição de Funções 6
1.1 CONSIDERAÇÕES SOBRE O DOMÍNIO DE UMA FUNÇÃO 8
1.2 FUNÇÕES USUAIS 11
1.2.1 FUNÇÃO DO 1º GRAU 11
ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM 17
1.2.2 FUNÇÃO DO 2º GRAU 19
ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM 27
1.2.3 FUNÇÃO EXPONENCIAL 30
ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM 36
1.2.4 FUNÇÃO LOGARÍTMICA 38
ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM 43
MÓDULO II – ÁLGEBRA DAS MATRIZES: DEFINIÇÃO,
PROPRIEDADES, TIPOS E OPERAÇÕES COM MATRIZES

1 ÁLGEBRA DAS MATRIZES 47
ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM 57
MÓDULO III – LIMITES E DERIVADAS
1 NOÇÃO INTUITIVA DE LIMITE 61
1.1 PROPRIEDADES DE LIMITE 64

1.2

LIMITES LATERAIS
69

1.3

LIMITES INFINITOS
71

1.3.1

LIMITES NO INFINITO
73

2

CONTINUIDADE DE FUNÇÃO
74

ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM
77

3

TAXA DE VARIAÇÃO
79

3.1

DERIVADA DE UMA FUNÇÃO EM UM PONTO
82

3.2

DERIVADA DE FUNÇÕES ELEMENTARES
82

3.3

REGRAS DE DERIVAÇÃO
84

3.4

DERIVADAS SUCESSIVAS
86

3.5

MÁXIMOS E MÍNIMOS
87

ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM
94

3.6

CUSTO, RECEITA E LUCRO
95

ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM
99

MÓDULO IV – NOÇÕES DE INTEGRAL



1
PRIMITIVA DE UMA FUNÇÃO
104

1.1

INTEGRAL INDEFINIDA
104

1.2

INTEGRAL DEFINIDA
107

2

CÁLCULO DE ÁREA
108

ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM
111


REFERÊNCIAS
113






MÓDULO I

As Funções








Objetivos

Esse módulo é Introdutório à Matemática Básica e visa lhe possibilitar
a compreensão das noções fundamentais, visando compreender as
Funções.

































1 DEFINIÇÃO DE FUNÇÃO


Sabe-se que as grandezas variam. No dia a dia, pensa-se muitas vezes na
variação de grandezas, como, por exemplo, o valor a ser pago na conta de energia de sua
casa depende do consumo medido no período, o tempo de uma viagem de automóvel entre
duas cidades depende da velocidade média, e assim por diante.
De modo geral, quando uma grandeza y está expressa em função de uma outra
x, ou seja, y = f(x), observa-se que, para uma dada variação de x, ocorre, em
correspondência, uma variação de y, desde que y não seja uma função constante.
Seja f uma relação de um conjunto A em um conjunto B.
Diz-se que f é uma função de A em B, e indica-se f: A → B, se e somente se,
para cada elemento x ∈ A, existe um único y ∈ B, tal que o par ordenado (x;y) ∈ f. Se
(x;y) ∈ f então y é a imagem de x pela função f. Representa-se por y = f(x).
(x;y) ∈ ∈∈ ∈ f ⇔ ⇔⇔ ⇔ y = f(x)

Como reconhecer uma função:

• Pelo Gráfico Cartesiano

Uma relação f de A ⊂ R em R é uma função se, e somente se, toda reta vertical
de abscissa x, com x ∈ A, intercepta o gráfico de f num único ponto.






















-3
y
x
0 6
f
A = {x ∈ ∈∈ ∈ R/ -3 ≤ x ≤ 6}
f : A→ →→ → R é função





















Conjunto dos números reais ( IR ) :






Conjunto dos Números Reais:
É o conjunto numérico que resulta da união dos números racionais (aqueles que
podem ser colocados na forma
b
a
) com os irracionais (não podem ser escritos na
forma
b
a
) .










• Pelo Diagrama de Flechas

Uma relação f de A em B é uma função se, e somente se, de cada x ∈ A
partir uma única flecha.
A = {x ∈ ∈∈ ∈ R/ 0 ≤ x ≤ 3}
f não é função
y
x
f
3 0
IR

-3 -2 -1 0 1 2 3
-5/4 1/2 π
2


























1.1 CONSIDERAÇÕES SOBRE O DOMÍNIO DE UMA FUNÇÃO

Se f é uma função de A em B, então:

a)O conjunto A é chamado domínio de f e é representado por D(f).



b) O conjunto B é chamado contradomínio de f e é representado por CD(f).


c) O conjunto de todos os elementos y ∈ B que são imagens de pelo menos um
elemento x ∈ A é chamado de conjunto-imagem de f e é representado por Im(f).
Note que:



D(f) = A
CD(f) = B
f não é função
y
f
A
f é função
f é função
f não é função
B
B
B
f
A
A B
A
f
f
Im(f) ⊂ ⊂⊂ ⊂ CD(f)
d) Se uma função é dada apenas pela regra ou lei de formação, fica estabelecido que
o seu domínio é o conjunto de todos os números reais x, para os quais tem sentido
calcular y = f(x).

















Com os conjuntos A={1, 4, 7} e B={1, 4, 6, 7, 8, 9, 12} cria-se a função f: A
B.definida por f(x) = x + 5 . A representação, utilizando conjuntos, desta função, é:



O conjunto A é o conjunto de saída e o B é o conjunto de chegada.
Domínio é um sinônimo para conjunto de saída, ou seja, para esta função o
domínio é o próprio conjunto A = {1, 4, 7}.
Como, em uma função, o conjunto de saída (domínio) deve ter todos os seus
elementos relacionados, não precisa-se ter subdivisões para o domínio.
O conjunto de chegada "B", também possui um sinônimo, é chamado de
contradomínio. O conjunto imagem (Im), é composto por todos os elementos em que as
flechas de relacionamento chegam.
No exemplo acima considera-se que o domínio é D = {1, 4, 7}, o contra-
domínio é = {1, 4, 6, 7, 8, 9, 12} e o conjunto imagem é Im = {6, 9, 12} e:
- a imagem do ponto x = 1 é y = 6, indicado por f(1) = 6;
- a imagem do ponto x = 4 é y = 9, indicado por f(4) = 9;
- a imagem do ponto x = 7 é y = 12, indicado por f(7) = 12.
Prezado estudante, lembre-se que:

São três conjuntos especiais associados à função. O domínio é o
conjunto que contém todos os elementos x para os quais a função
deve ser definida. Já o contradomínio é o conjunto que contém os
elementos que podem ser relacionados à elementos do
domínio.Também define-se o conjunto imagem como o conjunto de
valores que efetivamente f(x) assume. O conjunto imagem é, pois,
sempre um subconjunto do contradomínio.

















































Revisando e Praticando ...


1. Qual o domínio da função dada por y = x
2
- 8x + 9?
O domínio é o conjunto de todos os números x reais para os quais é
possível realizar as operações indicadas. No caso, potência ( x
2
), produto (-8x ),
soma e subtração podem ser realizados para qualquer número real.
Assim o domínio da função f, dada por y = x
2
- 8x + 9, é o conjunto D=
IR.
2. Qual o domínio da função dada por
6 3
7

=
x
y
?
O domínio é o conjunto de todos os números reais x para os quais é
possível realizar as operações indicadas. No caso, a única restrição é a divisão, que
não está definida quando o divisor é zero.
Assim, deve-se ter: 3x-6 ≠ 0 ou x ≠ 2
Logo, o domínio da função f dada por
6 3
7

=
x
y
é o conjunto D = IR
– {2}.

1.2 FUNÇÕES USUAIS

1.2.1 FUNÇÃO DO 1º GRAU

Chama-se função polinomial do 1º grau, ou função afim, qualquer função f de
IR em IR dada por uma lei da forma f(x) = ax + b, onde a e b são números reais dados e a ≠
0.
Na função f(x) = ax + b, o número a é chamado de coeficiente angular e o
número b é chamado coeficiente linear.
Veja alguns exemplos de funções polinomiais do 1º grau:
f(x) = 5x-3, onde a = 5 e b = - 3
f(x) = -2x - 7, onde a = -2 e b = - 7
f(x) = 11x, onde a = 11 e b = 0

Gráfico:

Toda função pode ser representada graficamente, e a função do 1º grau é
formada por uma reta. Essa reta pode ser crescente ou decrescente, dependendo do sinal de
a:

Quando a > 0

Isso significa que a será positivo. Por exemplo, dada a função: f(x) = 2x – 1 ou
y = 2x - 1, onde a = 2 e b = -1. Para construir esse gráfico deve-se atribuir valores reais para
x, para que seja possível achar os valores correspondentes em y.

x y Par
(x,y)
-2 -5 (-2,-5)
-1 -3 (-1,-3)
0 -1 (0,-1)
2
1


0
|
¹
|

\
|
0 ,
2
1

1 1 (1,1)


Observa-se que conforme o valor de x aumenta, o valor de y também aumenta,
logo quando a > 0 a função é crescente.
Com os valores de x e y formam-se as coordenadas, que são pares ordenados
plotados no plano cartesiano para formar a reta.
No eixo vertical são colocados os valores de y e no eixo horizontal os valores
de x.

Quando a < 0

Isso indica que a será negativo. Por exemplo, dada a função f(x) = - x + 1 ou y
= - x + 1, onde a = -1 e b = 1. Para construir esse gráfico deve-se atribuir valores reais para
x, para que seja possível achar os valores correspondentes em y.

x y Par
(x,y)
-2 3 (-2,3)
-1 2 (-1,2)
0 1 (0,1)
1 0 (1,0)

Observa-se que conforme o valor de x aumenta o valor de y diminui, logo
quando a < 0 a função é decrescente.
Com os valores de x e y são formadas as coordenadas que são pares ordenados
plotados no plano cartesiano para formar a reta.
No eixo vertical são colocados os valores de y e no eixo horizontal os valores
de x.


Características de um gráfico de uma Função do Primeiro Grau:

• Com a > 0 o gráfico será crescente;
• Com a < 0 o gráfico será decrescente;
• O ângulo α formado com a reta e com o eixo x será agudo (menor que 90°) quando
a > 0;
• O ângulo α formado com reta e com o eixo x será obtuso (maior que 90º) quando a
< 0;
Obs: O ângulo α é o ângulo formado entre o eixo do x e o gráfico da reta, e é medido
no sentido anti-horário.
• Na construção de um gráfico de uma função do 1º grau basta indicar dois valores
para x, pois o gráfico é uma reta e uma reta é formada por, no mínimo, 2 pontos;
• Apenas um ponto corta o eixo x, e esse ponto é a raiz da função;
• Apenas um ponto corta o eixo y, esse ponto é o valor de b.

Zero e Equação do Primeiro Grau:
Chama-se zero ou raiz da função polinomial do 1º grau f(x) = ax + b, a ≠ 0, o
número real x que torna f(x) = 0.
Logo:
f(x) = 0 ax + b = 0
a
b
x − =

Apresenta-se alguns exemplos:

1.Obtenção do zero da função f(x)= 4x -7:
f(x) = 0 4x -7= 0
4
7
= x

2.Cálculo da raiz da função g(x) = 3x + 6:

g(x) = 0 3x + 6 = 0 x = - 2

Observação: O zero da função afim é a abscissa do ponto onde o gráfico corta o eixo
do x. O coeficiente linear ( b) é o ponto onde o gráfico corta o eixo do y.

3.O cálculo da abscissa do ponto em que o gráfico de h(x) = -2x + 4 corta o eixo das
abscissas: O ponto em que o gráfico corta o eixo dos x é aquele em que h(x) = 0;
então: h(x) = 0 -2x + 4 = 0 x =2
O ponto onde o gráfico da função corta o eixo do y é 4.



4
2
x
y
Regra Geral:








A função do 1º grau f(x) = ax + b é crescente quando o coeficiente angular a é
positivo (a > 0);
A função do 1º grau f(x) = ax + b é decrescente quando o coeficiente angular é
negativo (a < 0);
Justificativa:
•Para a > 0:
Se x
1
< x
2
, tem-se ax
1
< ax
2
, portanto ax
1
+ b < ax
2
+ b → f(x
1
) < f(x
2
).
•Para a < 0:
Se x
1
< x
2
, tem-se ax
1
> ax
2
, portanto ax
1
+ b > ax
2
+ b → f(x
1
) > f(x
2
).

Toda função do 1º grau também terá domínio, imagem e contradomínio.
A função do 1º grau f(x) = 2x – 3 pode ser representada por y = 2x – 3. Para
achar o seu domínio e contradomínio, deve-se primeiramente estipular valores para x.
Por exemplo, x = -2 ; -1 ; 0 ; 1. Para cada valor de x tem-se um valor em y,
veja:
x y Par
(x,y)
-2 -7 (-2,-7)
-1 -5 (-1,-5)
0 -3 (0,-3)
1 -1 (1,-1)

Os valores de x são respectivamente o domínio e a imagem, e o contradomínio
são os valores de y.




Estudo do sinal:

Desenhando apenas o eixo do x, o gráfico da função 1º grau resume-se nestes
dois casos:
f(x) = ax + b.



Como fazer o estudo dos sinais de f(x) = ax + b

Exemplo:

Estudar o sinal de f(x) = -2x + 5

1º) Cálculo da raiz
f(x) = 0 → -2x + 5 = 0 → x =

2º) Como a = -2, a função é decrescente.

Portanto, o gráfico de f tem o seguinte aspecto:






Assim tem-se como resultado do estudo do sinal da função:


f(x) = 0 ↔ x =

f(x) > 0 ↔ x <

f(x) < 0 ↔ x >

Atividades de Aprendizagem


1) Construa o gráfico das funções:

a) f(x) = -3x
b) f(x) = -3x + 9
c) f(x) = -3x - 6
d) f(x) = -3x + 3
e) f(x) = -3x + 6
f) f(x) = -3

2) Determine o zero das funções:

a) f(x) = 3x + 9
b) f(x) = -5x – 10
c)f(x) =
2
3
2
x
+

d)f(x) = 3x -
5
2


3) Determine o coeficiente angular e a interseção da reta 3y + 2x = 6 com o eixo dos y.
Construa o respectivo gráfico.

4) Calcule a equação da reta que passa pelo ponto (3;4) e cujo coeficiente angular é 2.

5) Calcule a equação da reta que passa pelo ponto (-2;5) e cujo coeficiente linear é 6.

6) Calcule a equação da reta que passa pelos pontos (1;3) e (-2;4).

7) Estude o sinal de cada uma das seguintes funções de IR em IR:

a)y=2x+3 b)y= -3x+2 c)y=5x d)y =3 - e)y = 2x -

8) Avalie se cada uma das funções abaixo é crescente ou decrescente em IR:

a)y =3x+2 b)y =x-10 c)y= -2x-3 d)y=3-x e)y= x f)y= -1- x


9) A função f definida por f(x)=(m-3)x -1 é decrescente.Determine m.

10) Discuta em função do parâmetro m, a “variação” (crescente e decrescente) de cada uma
das funções abaixo:

a)y = (m+2)x – 3 b)y = (4-m)x+2


11) A raiz da função y= -kx+3 é 2. Determine k.


12) O esboço abaixo refere-se ao gráfico da função real definida por f(x)=mx+1.
Determine m.













13) O custo total de produção consiste em uma sobretaxa de $5.000,00 somada ao custo de
produção, que é de $60,00 por unidade. Expresse o custo total de produção como função do
número de unidades produzidas e construa o gráfico correspondente.

14) Um fabricante vende a unidade de certo produto por $110,00. O custo total consiste em
uma taxa de $ 7.500,00 somada ao custo de produção de $ 60,00 por unidade.

a.Quantas unidades o fabricante precisa vender para atingir o ponto de equilíbrio?
b.Se forem vendidas 100 unidades, qual será o lucro ou o prejuízo do fabricante?
c.Quantas unidades o fabricante necessita vender para obter um lucro de $ 1.250,00?

15) Um grupo de estudantes dedicado à confecção de produtos de artesanato tem um gasto
fixo de $600,00 e em material, gasta $25,00 por unidade produzida. Cada unidade será
vendida por $175,00.

a.Quantas unidades os estudantes terão de vender para existir equilíbrio?
b.Quantas unidades os estudantes terão de vender para obterem um lucro de $450,00?
Observação: O ponto em que a receita é igual ao custo é chamado de break-even point
(ponto de equilíbrio) e é dado pelo encontro (intersecção) das curvas que representam a
receita e o custo.

16) Certo banco cobra $200,00 por talão de cheques e $5,00 por cheque utilizado. Outro
banco cobra $100,00 por talão de cheque e $9,00 por cheque utilizado. Ache um critério
para decidir em que banco você abrirá sua conta.

17) As funções de oferta e procura de um certo produto são, respectivamente, S(p) = 4p +
200 e D(p) = -3p + 480. Calcule o preço de equilíbrio e o número de unidades em oferta e
procura correspondentes. Construa os gráficos das funções em questão no mesmo par de
eixos.
-2
x
y


18) Um operário recebe de salário $600,00, mais $10,00 por hora extra trabalhada.

a. Determine uma expressão que relacione o salário em função da quantidade de horas
extras trabalhadas no mês.
b. Sabendo que 50 é o número máximo permitido de horas em um mês, esboce o gráfico da
função obtida no item anterior.

19) Um vendedor de uma confecção recebe de salário $350,00, mais 3% do valor das
vendas realizadas.

a. Determine uma expressão que relacione o salário em função do valor das vendas
realizadas no mês.
b) Em um mês em que o salário foi de $800,00, qual o valor das vendas?

20) Uma locadora de automóveis aluga um “carro popular” ao preço de $30,00 a diária,
mais $4,00 por quilometro rodado. Outra locadora aluga o mesmo modelo de carro ao preço
de $80,00 a diária, mais $ 2,00 por quilometro rodado.

a. Escreva as funções que descrevem, para cada locadora, o valor a ser pago de aluguel em
função do quilometro rodado.
b. Represente graficamente, em um mesmo sistema de eixos, as funções.
c. Qual das duas locadoras apresenta a melhor opção para alugar um carro popular?



1.2.2 FUNÇÃO DO 2º GRAU

Dado três números reais a, b e c com a ≠ 0, denomina-se função quadrática ou
do 2º grau à função: f(x) = ax
2
+ bx + c.
Exemplos de função do 2º grau:
f(x) = x
2
+ 2x +1; a = 1, b = 2, c = 1 (Completa)
f(x) = 2x
2
– 2x; a = 2, b = - 2, c = 0 (Incompleta)
f(x) = - x
2
; a = -1, b = 0, c = 0 (Incompleta)

Toda função a do 2º grau também terá domínio, imagem e contradomínio.
A função do 2º grau f(x) = x
2
+ 2x - 1 pode ser representada por
y = x
2
+ 2x - 1. Para achar o seu domínio e contradomínio, deve-se primeiramente estipular
valores para x.

x = - 3 x = - 2
y = (-3)
2
+ 2 . (-3) – 1 y = ( -2)
2
+ 2 . (-2) - 1
y = 9 – 6 – 1 y = 4 – 4 – 1
y = 3 – 1 y = -1
y = 2

x = -1 x = 0
y = (-1)
2
+ 2 . (-1) -1 y = 0
2
+ 2 . 0 – 1
y = 1 - 2 -1 y = -1
y = -2

x = 1 x = 2
y = 1
2
+ 2 . 1 – 1 y = 2
2
+ 2 . 2 – 1
y = 1 + 2 – 1 y = 4 + 4 – 1
y = 3 – 1 y = 8 – 1
y = 2 y = 7

Os valores de x correspondem ao domínio da função, e a imagem e o
contradomínio são os valores de y. Então, pode-se dizer que o domínio e o contradomínio
são os conjuntos dos reais.
Exemplo:
Com relação à função f(x) = 3x
2
– 5x + m
2
– 9, sabe-se que f(0) = 0. Calcule o
valor de m.
f(0) = 0, isso significa que x = 0 e y = 0. A função f(x) = 3x
2
– 5x + m
2
– 9 pode
ser escrita assim: y = 3x
2
– 5x + m
2
– 9, agora basta fazer as substituições:
f(x) = 3x
2
– 5x + m
2
– 9
0 = 3. 0
2
– 5. 0 + m
2
– 9
0 = m
2
– 9
m
2
= 9
9 = m
m = - 3 ou + 3

Gráfico:

O gráfico da função definida de em por F(x) = ax
2
+ bx + c (a ≠ 0) é uma
curva chamada parábola. Dependendo do sinal do coeficiente a, a parábola pode ter sua
concavidade voltada para cima (a > 0) ou voltada para baixo (a < 0).


A parábola possui um eixo de simetria, que a intercepta num ponto chamado
vértice, e divide a parábola em duas partes iguais.

Zero e equação do segundo grau:
Chama-se zero ou raiz da função polinomial do 2º grau f(x) = ax
2
+ bx + c, a ≠
0, o número real x que torna f(x) = 0.
f(x) = 0 → ax
2
+ bx + c = 0
Cálculo do zero da função:





Exemplos:


1) f(x) = 3x² -7x + 2

a = 3, b = -7 e c = 2
ac b 4
2
− = ∆ = (-7)² - 4.3.2 = 49 - 24 = 25

Substituindo na fórmula:
a
b
x
2

±

= =

3 . 2
25
) 7 ( ± − −
= x
2
6
5 7
1
=
+
=
x e
3
1
6
2
6
5 7
2
= =

=
x

Logo, a solução da equação é:
|
¹
|

\
|
3
1
, 2



2) f(x) = x² -5x+ 6

a = 1, b = -5 e c = 6
ac b 4
2
− = ∆ = (-5)² - 4.1.6 = 25 - 24 = 1

Substituindo na fórmula:
a
b
x
2

±

= =

1 . 2
1
) 5 ( ± − −
= x
3
2
1 5
1
=
+
=
x e
2
2
1 5
2
=

=
x

Logo, a solução da equação é:
( ) 2 , 3

Quantidade de raízes


O gráfico de uma função qualquer corta o eixo do x nas raízes da função.
Desse modo, dependendo do discriminante
ac b 4
2
− = ∆ , há três situações possíveis:

∆ > 0 – A parábola corta o eixo do x em dois pontos, ou seja, possui duas
raízes reais e distintas.

∆ = 0 – A parábola tangencia o eixo do x, ou seja, possui só uma raiz real (ou
uma raiz dupla).

∆ < 0 – A parábola não corta o eixo do x, ou seja, não possui raízes reais.

Considerando o sinal do coeficiente a e o discriminante ∆, são estas as
possibilidades para o gráfico da função de 2º grau:














Exemplos:

1) f(x) = -x² + 4x-4
a = -1, b = 4 e c = - 4
ac b 4
2
− = ∆ = 4² - 4.(-1).(-4) = 16 - 16 = 0

Substituindo na fórmula:
a
b
x
2

±

= =

) 1 .( 2
0 4

±

= x

2
2
0 4
1
=

+ −
=
x e
2
2
0 4
2
=

− −
=
x
Neste caso, tem-se uma equação do 2º grau com duas raízes reais e iguais.
(
0 = ∆
)


2) f(x) =5x²-6x+7

a = 5, b = -6 e c = 7
ac b 4
2
− = ∆ = (-6)² - 4.5.7 = 36 - 140 = -104

Note que
0 < ∆
e não existe raiz quadrada de um número negativo. Assim, a
equação não possui nenhuma raiz real.

Pontos notáveis do gráfico:

Para construir o gráfico da função de 2º grau, é importante determinar alguns
pontos da parábola.
• Calcule as raízes, se existirem.

• Determine as coordenadas do vértice, as quais são calculadas por:


a
b
x
v
2
− =
e
a
y
v
4

− =




Lembre-se de que o gráfico corta o eixo do y na imagem de 0, isto é, f(0). O valor
desse ponto é o termo independente c.

f(x) = ax
2
+ bx + c → f(0) = c





Exemplo:

1)Determinar as coordenadas do vértice da parábola y = x²- 4x + 3

Tem-se: a =1, b = - 4 e c = 3



Logo, a coordenada x será igual a 2, mas e a coordenada y?

Para determinar a coordenada y basta substituir o valor obtido da coordenada x
na função, ou calcular através da expressão
a
y
v
4

− =

Assim, substituindo na parábola y = x²- 4x +3 o valor de x por 2, tem-se:

y = (2)²- 4.(2) + 3 = 4 – 8 +3 = -1

Logo, as coordenadas do vértice serão V= (2,-1)

Calculando pela expressão
a
y
v
4

− =
, tem-se:
ac b 4
2
− = ∆ = (-4)² - 4.1.3 = 16 - 12 = 4

a
y
v
4

− =
=
1
1 . 4
4
− = −


Portanto, para determinar as coordenadas do vértice de uma parábola, acha-se o
valor da coordenada x (através de x=-b/2a) e substituindo este valor na função, acha-se a
coordenada y, ou aplica-se a expressão de
a
y
v
4

− =




Valor mínimo ou valor máximo da função do 2º grau:

Pelos esboços dos gráficos das funções quadráticas dependendo da posição da
parábola (concavidade voltada para cima ou para baixo), a função pode ter valor mínimo ou
valor máximo, e esses valores correspondem à ordenada do vértice da parábola.

Se a> 0,
a
y
v
4

− =
é o valor mínimo da função.

Se a< 0,
a
y
v
4

− =
é o valor máximo da função

Exemplos:

1) Uma bala é atirada de um canhão e descreve uma parábola de equação y=
x x 60
2
+

(sendo x e y medidos em metros). Determine a altura atingida pela bala.

Como a = -3, ou seja, a < 0, a parábola tem um ponto de máximo cujas coordenadas são
:
( ) y
x
v
v
,

10
6
60
2
=

− = − =
a
b
x
v


300
12
3600
4
=

− =

− =
a
y
v


Assim, a altura máxima atingida é de 300 metros.
































ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM


1) Determine os zeros (se existir), o vértice e construa o gráfico das funções:
f(x) =
2 3x x
2
+ −

f(x) =
12 7x x -
2
− +

f(x) =
1 2x x
2
− −

f(x) =
5x
2

f(x) =
6 3x
2
+ −
f(x) =
9
2
2
x x -
− +
f(x) = 2 x x
3
7
2
− −

f(x) =
7 5x x -
2
− +


2) Observando as seguintes funções quadráticas, diga se a parábola que representa o gráfico
da função tem a concavidade voltada para cima ou para baixo. Justifique a sua resposta.

y = - 5x + 6
y = - - x + 6
y =3
y = 2 -4x
y = 1-4
y = - + x + 6

3) Considere a função f(x)= - 2x + 6. Sabendo que essa função possui dois zeros reais
iguais, determine o valor de k.

4) Determine o parâmetro real k, de modo que a função f(x) = - 2x + k tenha:

a.dois zeros reais diferentes
b. um zero real duplo
c. nenhum zero real

5) Determine a e b de modo que o gráfico da função definida por y = a + bx – 9 tenha o
vértice no ponto (4, -25).

6) Determine se as funções abaixo possuem valor máximo ou mínimo, a seguir calcule esse
valor.

a)f(x)=3 -6x+ 2
b)f(x)= -2 +4x -1
c)f(x)= -1
d)f(x)=4 -

7) Determine o valor de k de modo que a função f(x)= - -2x+k tenha 2 como valor
máximo.
8) Determine m para que a função f(x) possua duas raízes reais iguais.
a)f(x)= m +4x+4
b)f(x)= – mx+1
c)f(x)= (m-1) +3x+1
d)f(x)= - 5 +4x –(m-3)
e)f(x)=4m +6m+3

9) Determine m para que a função f(x) possua duas raízes reais distintas.
a)f(x)= m +3x+6
b)f(x)= 5 -6x -3m
c)f(x)=(m+1) - 2mx+ (m+1)
d)f(x)= - +6x –(m-2)
e)f(x)= 4(2m – 1) – 6

10) Determine m para que a função f(x) não possua raízes reais.
a)f(x)= m +3x+6
b)f(x)= 5 -6x -3m
c)f(x)= (m-1) +3x+1
d)f(x)= - 5 +4x –(m-3)

11) Determine m para que a parábola representativa da função 1 2
2
+ − =
x mx
y
tenha
concavidade voltada para cima.
12) Em uma indústria de óleo comestível, o custo de produção y, por minuto, em função do
número x de litros de óleo fabricados, por minuto, é dado por y = 0 25 40x
2
2x
+ − .
Quantos litros de óleo devem ser fabricados, por minuto, para que o custo de produção, por
minuto, seja mínimo? Qual é esse custo?
13) Em uma plantação, a produção (P) de feijão depende da quantidade (q) de fertilizante
utilizada, e tal dependência pode ser expressa por P =
25 5 90q 3q -
2
+ +
. Considerando
nessa lavoura a produção medida em Kg e a quantidade de fertilizante em g/
m
2
,
determine a quantidade de fertilizante para que a produção seja máxima, e especifique
quanto é esta produção.


14) Em uma ano, o valor (v) de uma ação negociada na bolsa de valores, no decorrer dos
meses, indicados por t, é dado pela expressão v =
0 6 20t
2
2t
+ −
. Sabendo-se que o valor
da ação é dado em reais (R$), faça o gráfico da função e determine a variação percentual do
valor da ação após um ano. (Considere t = 0 , momento em que a ação começa a ser
negociada; t = 1 após 1 mês; t = 2 após 2 meses, etc).

Obs: Variação percentual =
% 100 .
inicial valor
inicial) (valor final) (valor −



15) O consumo de energia elétrica para uma empresa no decorrer dos meses é dado por E =
0 21 8t
2
t
+ −
, onde o consumo E é em Kwh e ao tempo associa-se t =0 em janeiro, t = 1
em fevereiro, e assim sucessivamente.

a) Determine o(s) mês(es) em que o consumo é de 195 Kwh
b) Qual o consumo mensal médio para o primeiro ano?
c) Esboce o gráfico.

16) O número de apólices vendidas por um vendedor de seguros, pode ser obtida pela
expressão N = 32 14t
2
t -
+ + , onde t representa o mês da venda.

a) Esboce o gráfico dessa função a partir de uma tabela com o número de apólices vendidas
para os dez primeiros meses de venda.
b) De acordo com os dados obtidos anteriormente, em que mês foi vendido o máximo de
apólices e qual o número máximo vendido?
c) Qual a média de apólices vendidas por mês para os cinco primeiros meses? E para os dez
primeiros meses?


17) A produção de um funcionário, quando relacionada ao número de horas trabalhadas,
leva à função P = 128 24t
2t -
2
+ + .

a) Esboce o gráfico da função.
b) Em que momento a produção é máxima? Qual a produção máxima?
c) Em que momento a produção é igual à produção inicial?
d) Em que momento o funcionário não consegue mais produzir?

18) Um comerciante de roupas compra ternos e camisetas para revenda e tem um
orçamento limitado para compra. A quantidade de ternos é representada por x, a de
camisetas por y, e a equação que dá a restrição orçamentária é
1000 y 0 1
10x
2
= +
.

a) Expresse a quantidade de camisetas em função da quantidade de ternos comprados.
b) Esboce o gráfico obtido no item anterior ressaltando os principais pontos.
c) Se forem comprados 8 ternos, quantas camisetas é possível comprar?
d) Se forem compradas 19 camisetas, quantos ternos é possível comprar?
e) Se não forem comprados ternos, qual a quantidade de camisetas compradas?
f) E se não forem compradas camisetas, qual a quantidade de ternos comprados?
g) Se forem comprados 7 ternos e 40 camisetas, tal compra ultrapassará o orçamento?

19) Para a comercialização de relógios, um lojista nota que a receita é dada por R =
120q 3q -
2
+ e o custo é dado por C =
75 3 20q 2q -
2
+ +
.

a) Esboce os gráficos da receita e custo sobre o mesmo sistema de eixos, determinando e
indicando os pontos de equilíbrio (break-even).
b) Obtenha a função lucro é esboce o gráfico.
c) Qual a quantidade de relógios a ser comercializada para que o lucro seja máximo? Qual o
lucro máximo?

20) Uma pessoa investiu em papéis de duas empresas no mercado de ações durante 12
meses. O valor das ações da primeira variou de acordo com a função A = t +10, e o valor
para a segunda empresa obedeceu à função B = 10 4t
t
2
+ − . Considerando t = 0 o
momento da compra das ações; t = 1 após 1 mês; t = 2 após 2 meses etc.

a) Em que momentos as ações têm o mesmo valor? Quais são esses valores?
b) Em um mesmo sistema de eixos, esboce os gráficos para o período de um ano.
c) Qual foi a melhor aplicação após os três primeiros meses? E após um ano?


1.2.3 FUNÇÃO EXPONENCIAL

Chama-se função exponencial qualquer função f de R em R dada por uma lei da
forma f(x) =
a
x
, em que a é um número real dado, a > 0 e a ≠ 0.
Funções exponenciais desempenham papéis fundamentais na Matemática e em
várias ciências. Como exemplos de aplicação cita-se: crescimento populacional,
crescimento de bactérias, estimativa da idade de um fóssil, pressão atmosférica, juros
compostos, desintegração radioativa, curvas de aprendizagem, etc.

Exemplos:
f(x) = 3
x
, função exponencial de base 3 e expoente x (variável).

f(y) = 3
y
, função exponencial de base 3 e expoente y (variável).

f(x) = (0,5)
x
, função exponencial de base 0,5 e expoente x (variável).

f(x) =
x
5 , função exponencial de base 5 e expoente x (variável).

Gráfico:
A construção de gráficos de função exponencial segue dois modelos, quando o
valor da base é maior que 1 e quando o valor da base está entre 0 e 1.
Dada a função f(x) = ax, veja como ficarão os gráficos dependendo do valor de
a (base).




Esse gráfico representa uma função exponencial crescente, onde a > 1



Esse gráfico representa uma função exponencial decrescente, onde
0 < a < 1.

Os dois tipos de gráficos possuem características semelhantes, essas são
características para qualquer gráfico de função exponencial.
• O gráfico (curva) nunca irá interceptar o eixo x, pois a função exponencial não
possui raiz.
• O gráfico (curva) irá cortar apenas o eixo y e sempre será no ponto 1, sendo
que os valores de y sempre serão positivos.

Exemplo:

1)Construir o gráfico da função y =
2
x








2) Construir o gráfico da função y =
|
¹
|

\
|
2
1
x





x y
-3
8
1

-2
4
1

-1
2
1

0 1
1 2
2 4
3 8
x y
-3 8
-2 4
-1 2
0 1
1
2
1

2
4
1

3
8
1

Propriedades:

a
x
. a
y
= a
x + y

y
x
a
a
= a
x - y
(a
x
)
y
= a
x.y

(a b)
x
= a
x
b
x

x
x
x
b
a
b
a
=
|
¹
|

\
|

a
- x
=
a
x
1

a a
n
m
m n
=


Exemplos:
1) Determinar o valor de x para o qual
3
3
1
=
|
¹
|

\
|
x
.
3
3
1
=
|
¹
|

\
|
x
3
-x
= 3
1
, portanto: – x =1 x = -1.

2) Qual é o conjunto solução da equação exponencial 5
x+2
= 125
x
?

Como 125
x
= (5
3
)
x
= 5
3x

Tem-se: 5
x+2
= 5
3x
, portanto:
x + 2 = 3x
x – 3x = -2
-2 x = -2
x = 1
3) Considere a equação
4
2 − x
=
8
1 2 + x


( )
2
2 2 − x
=
( )
2
3 1 2 + x


2
4 2 − x
=
2
3 6 + x

2x – 4 = 6x+3
X = -
4
7

4) O conjunto-solução S da equação
3
12
2

x
=
27
1
é obtido fazendo:

3
12
2

x
=
3
3
1
|
¹
|

\
|


3
12
2

x
=
3
3 −

12
2

x
= -5
Resolvendo a equação de 2º grau obtida, tem-se:
x
2
= 12 – 3
x
2
= 9
x =
3 ±


Caracterização Geral

Definição: uma função exponencial é dada por y= f(x) = b . com a > 0,a ≠ 1
e b ≠ 0.
O coeficiente b representa o valor da função quando x=0 e dá o ponto em que o
a curva corta o eixo y:
y= f(0) = b.
y= b.1
y = b

Observação: Em situações práticas, é comum chamar o valor b de valor inicial. Esse
coeficiente pode assumir valores positivos ou negativos.

Exemplo:

Ao consider um montante (M) de uma dívida em função do tempo x como
M(x)=10000 . , pode-se, a partir de diferentes valores de x, obter rapidamente os
valores de M. Para saber o valor de M para x = 20, basta fazer:

M(20)=10000 .
M(20) ≈10000. 2,65329771
M(20) ≈ 26532,9771
M(20) ≈ 26533

Entretanto, existem casos em que em uma função do tipo y= b é dado y para
então se determinar x. Para alguns casos bastante simples, dado y é fácil determinar x. Por
exemplo, sendo y = 3 . vamos determinar x quando y = 96 resolvendo a equação
exponencial:

3 . = 96
=
= 32
=

Por comparação, tem-se x = 5.































ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM



1) Calcule:

a) b) c) d) e) f) g)

2) Calcule o valor numérico de , para x=2 e y= -2

3) Aplicando as propriedades gerais das potências, reduza a uma só potência:

a) . b) c) : d) e) .

4) Escreva sob a forma de radical as seguintes potências:

a) b) c) d) e) f) g) h)

5) Resolva as equações exponenciais:
a) =64 b) =243 c) = d) = e) = f) =0,001
6) Resolva a equação exponencial =27
7) Resolva as equações:
a) = b) =
8) Determine o conjunto solução da equação = 1 no universo dos números reais.
9) Simplifique .
10) Construa o gráfico das funções:
a) y =
3
x
b) y = |
¹
|

\
|
3
1
x
c) y =
4
x
d) y = 25 , 0
x


11) A população de uma cidade é de 450.000 habitantes e cresce 1,43% ao ano. Determine
a expressão da população P como função do tempo t, isto é, P(t).

12) Para um carro cujo valor inicial é de R$ 35.000,00, constatou-se uma depreciação no
valor de 12,5% ao ano. Determine a expressão do valor V como função do tempo t, isto
é, V(t).


13) O montante de uma aplicação financeira no decorrer dos anos é dado por M(x) =
08 , 1
000 . 50
x
• , onde x representa o ano após a aplicação e x = 0 o momento em que
foi realizada a aplicação.

a)Calcule o montante após 1, 5 e 10 anos da aplicação inicial
b)Qual o valor aplicado inicialmente?
c)Esboce o gráfico de M(x)

14) Um trator tem seu valor dado pela função V(x) = 91 , 0
000 . 125
x

, onde x representa o
ano após a compra do trator e x=0 o ano em que foi comprado.

a)Calcule o valor do trator após 1, 5 e 10 anos da compra.
b)Qual o valor do trator na data da compra?
c)Esboce o gráfico de M(x)

15) O montante de uma dívida no decorrer de x meses é dado por M(x) = 05 , 1
000 . 10
x

.
Determine o montante após 1,5 anos..





















1.2.4 FUNÇÃO LOGARÍTMICA
Chama-se logaritmo de um número x na base a (a > 0 e a ≠ 1), ao número y
que é necessário elevar a base a para obter x e escreve-se:


x
a
log
= y <=> a
y
= x, ou seja, o logaritmo de um número, numa dada
base, é o expoente y que é preciso elevar à base para obter o número.

Exemplos:

128 log
2 = 7, pois 2
7
=128

125 log
5 = 3, pois 5
3
= 125

100 log
10 = 2, pois 10
2
= 100

9
1
3 pois , 2
9
1
log
2
3
= − =



Consequências da definição de logaritmo:
1º) O logaritmo de 1 em qualquer base é 0.

log
1
a
= y ⇔ a
y
= 1. Como a > 0 e a ≠ 1, vem y = 0.

2º) Só é possível calcular o logaritmo de um número maior do que 0.

Se escrevermos:
) 3 ( log −
a = y ⇔ a
y
= -3.

Como a > 0 e a ≠ 1, não existe nenhum valor de y que satisfaça a condição. Uma
potência de base positiva é um número positivo.


Propriedades operatórias dos logaritmos:
1) O logaritmo do produto é igual à soma dos logaritmos dos fatores:
) . ( log y x
a =
y x
a a
log log +
x, y ∈ lR+

2) O logaritmo do quociente é igual à diferença entre os logaritmos dos termos:
y x
y
x
a a a
log log log − =
|
|
¹
|

\
|
x, y ∈ lR+

3) O logaritmo da potência é igual ao produto do expoente pelo logaritmo da base:
y x
y
x
a a a
log log log − =
|
|
¹
|

\
|
x, y ∈ lR+

Exemplos:

1) Aplicando as propriedades de logaritmo calcular:



Solução: = + +
= 2+3+4 = 9

=
Solução: - = 6 – 3 = 3

c)
Solução: = 3 . = 3 . 2 = 6

2) Dado
N M A
x x x
log log . 2 log + =
, calcular A em função de M e N.

Solução:
N M A
x x x
log log . 2 log + =

N M A
x x x
log log log
2
+ =

) . ( log log
2
N M A
x x
=

logo
A = (M
2
. N)


Observações sobre os gráficos:

a) O gráfico da função logarítmica passa sempre pelo ponto (1,0).

b) O gráfico nunca toca o eixo y e não ocupa pontos dos quadrantes II e III.

c) Quando a > 1, a função logarítmica é crescente (x
1
> x
2
2 1
log log x x
a a
>
).

d) Quando 0 < a <1, a função logarítmica é decrescente (x
1
> x
2
2 1
log log x x
a a
<
).






Exemplo:

1) Construir o gráfico da função y = log
2
x















x y
8
1

-3
4
1

-2
2
1

-1
1 0
2 1
4 2
8 3
Equações logarítmicas:

Para resolver equações logarítmicas, deve-se aplicar as propriedades e em
seguida, verificar se os valores obtidos para a incógnita estão de acordo com as condições
de existência estabelecidas.

Exemplo:

Resolver a equação
3 2 log log
2 2
= + x x
.


Condições de existência:



Aplicando a propriedade do logaritmo do produto, e a definição de logaritmo,
tem-se:

3 2 log log
2 2
= + x x

3 ) 2 . ( log
2
= x x

3 ) 2 ( log
2
2
= x
2
3
= 2x
2
8 = 2x
2
x
2
=4

→ x = 2 ou x = -2

Comparando os valores obtidos com as condições de existência estabelecidas,
verifica-se que – 2 é um valor impróprio.

Logo:

V = {2}

Logaritmos decimais:

A base do logaritmo é igual a 10, e para esse logaritmo omite-se a base.


Logaritmos Neperianos ou de base natural:
Quando a base é e, omite-se o e e escreve-se ln x em vez de
x
e
log
. Este
logaritmo é chamado de logaritmo natural ou logaritmo neperiano.







Exemplo:

1) Se S é a soma das raízes da equação 0 2 log log
2
= − − x x então calcule o valor
de 1073 - 10S.

Considerando logx = y; acha-se: y
2
- y - 2 = 0

Resolvendo a equação do segundo grau acima, encontra-se: y = 2 ou y = -1.

Portanto:
2 log = x
ou log x = -1

Como a base é igual a 10, tem-se:

2 log
10
= x
x = 10
2
= 100
1 log
10
− = x
x = 10
-1
=
10
1
=

As raízes procuradas são, então, 100 e
10
1


Conforme enunciado do problema, tem-se:

S = 100 +
10
1
=
10
1000
+
10
1
=
10
1001


Logo, o valor de 1073 - 10S será:

1073 - 10
|
¹
|

\
|
10
1001
= 1073 - 1001 = 72

2)Determine o valor de expressão + + .

Calculando o valor de cada uma das parcelas :
= 3
= = 0
= 5
+ + = 3 + 0 + 5 = 8

O valor da expressão é 8.


ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM

1) Dê o valor dos logaritmos:

a) b) c) d) e)
f) g) h) i) j)
k) l)

2) Calcule:

a) + b) - c) + d) +
e) + - -


3) Se =0,30 significa que = 2 e = 0,48 significa que = 3. Descubra:

a) b) c) d)

4) Sabendo-se que = a e que = b,calcule:

a) b) c) d)

5) Descubra o valor numérico das letras em cada item:

a) = 4 b) = b c) = 3 d) = 10 e) = 13

6) Por definição, a base de um logaritmo tem que ser um número positivo diferente de 1.
Assim, calcule o valor X :

a) = 2
b) = 2
c) = 3

7) Sabendo que = 0,6990 e = 0,8451,calcule
8) O logaritmo de um número na base 16 é , determine o logaritmo deste número na
base .

9) Calcule

10) Em cada caso, qual o valor da soma S?

a)S= + -
b)S= - +

11) Construa o gráfico das funções:
a) log
3
x
b)
log
3
1
x

12) A população de uma cidade passou a crescer de acordo com a função
02 , 1 .
50000
n
P =
, onde n representa os anos e P, o número de habitantes. Sabendo
que log1,02 = 0,009, faça uma previsão de quando essa cidade atingirá 500.000
habitantes.

13) Ao nível do mar, a pressão atmosférica é de 760 mm Hg. Essa pressão varia com a
altura, de acordo com a fórmula
P
h
750
log . 18400 =
(h em metros e P em milímetros
de mercúrio). Sabendo que log3 = 0,5, aproximadamente, a que altura do nível do mar
a pressão é de 250 mm Hg?

14) O montante de uma aplicação financeira no decorrer dos anos é dado por M(x) =
08 , 1
000 . 50
x
• , onde x representa o ano após a aplicação e x = 0 o momento em que
foi realizada a aplicação. Após quanto tempo o montante será de $ 80.000,00?

15) Um trator tem seu valor dado pela função V(x) = 91 , 0
000 . 125
x
• , onde x representa o
ano após a compra do trator e x=0 o ano em que foi comprado. Após quanto tempo o
valor do trator será de $ 90.000,00?


16) O montante de uma dívida no decorrer de x meses é dado por M(x) = 05 , 1
000 . 10
x
• .
Determine após quanto tempo o montante será de $ 40.000,00.








Módulo II

Álgebra das Matrizes: Definição,
Propriedades, Tipos e Operações
com Matrizes















Objetivos

Nesse módulo você compreenderá a Álgebra das matrizes através do
estudo dos seguintes conteúdos: Definição, propriedades, tipos e
operações com matrizes.

































1 ÁLGEBRA DAS MATRIZES

Pode-se dizer que uma matriz é uma tabela com colunas (vertical) e linhas
(horizontal). Dessa forma, chama-se de matriz toda tabela m x n sendo que m e n podem
assumir qualquer valor natural menos o zero. Sendo que m é o número de linhas e n o
número de colunas. Um elemento qualquer dessa matriz será representado pelo símbolo a
ij
,
no qual o índice i refere-se à linha em que se encontra tal elemento e o índice j refere-se à
coluna em que se encontra o elemento.
As propriedades da adição de matrizes são:







Para representar uma matriz deve-se colocar as linhas e colunas entre
parênteses, chaves ou entre duas barras duplas, veja alguns exemplos:




Considere uma matriz qualquer de ordem m x n. Observe que cada elemento de
uma matriz pertence a uma linha e uma coluna. Dada a matriz de ordem 3 x 2:
a) A + B = B + A (COMUTATIVA) b) (A + B) + C = A + (B + C)
(ASSOCIATIVA) c) A + 0 = 0 + A = A (ELEMENTO NEUTRO) d) A
+ (-A) = (-A) + A = 0 (ELEMENTO OPOSTO) e) (A + B)
T
= A
T
+ B
T

(TRANSPOSTA DA SOMA)




O elemento - 5 pertence a 1ª linha e a 1ª coluna.
O elemento 2 pertence a 2ª linha e 2ª coluna.
Uma matriz de ordem 2 x 2 que não tem seus elementos definidos, é
representada da seguinte forma:



a
11
; a
21
; a
12
; a
22
são elementos da matriz de ordem 2 x 2 (duas linhas e duas colunas).



Então o elemento a
21
pertence a 2ª linha e 1º coluna.

Observação: se m = n, logo a matriz é quadrada de ordem n.

Considera-se que as matrizes classificam-se nos seguintes tipos: Matriz
Identidade ou Matriz Unidade; Matriz Inversa; Matriz Transposta; Matriz Simétrica; Matriz
Quadrada.

• Matriz Identidade ou Matriz Unidade

Matriz identidade é uma matriz quadrada na qual todos os elementos da
diagonal principal (elementos de índice a
ii
, ou seja, a
11
, a
22
, etc) são iguais a 1.

De segunda ordem:

|
|
¹
|

\
|
=
1 0
0 1
2 I


De terceira ordem:

|
|
|
¹
|

\
|
=
1 0 0
0 1 0
0 0 1
3 I


De quarta ordem:

|
|
|
|
|
¹
|

\
|
=
1 0 0 0
1 0 0 0
0 0 1 0
0 0 0 1
4 I



• Matriz Inversa

Seja A uma matriz quadrada de ordem n. A é dita inversível (ou invertível) se
existir uma matriz B tal que:

A.B = B. A = 1

Nesse caso, B é dita inversa de A e é indicada por A
-1


Exemplos:
1) Verifique se a matriz
|
|
¹
|

\
|
=
3 1
5 2
A
e a matriz
|
|
¹
|

\
|
=
1 1
2 1
B
são inversas entre si.

Para que seja verdade o produto A.B = I
2
.


|
|
¹
|

\
|
=
|
|
¹
|

\
|

|
|
¹
|

\
|
1 0
0 1
1 1
2 1
3 1
5 2


|
|
¹
|

\
|
=
|
|
¹
|

\
|
+ +
+ +
1 0
0 1
3 2 3 1
5 4 5 2


|
|
¹
|

\
|

|
|
¹
|

\
|
1 0
0 1
5 4
9 7



Portanto, conclui-se que as matrizes A e B não são inversas.


2) Verifique se as matrizes
|
|
|
¹
|

\
|
=
1 0 1
7 1 9
2 0 3
A
e
|
|
|
¹
|

\
|

− −

=
3 0 1
3 1 2
2 0 1
B
são inversas entre
si.

Para que seja verdade o produto de A.B = I
3


|
|
|
¹
|

\
|
=
|
|
|
¹
|

\
|

− − •
|
|
|
¹
|

\
|
1 0 0
0 1 0
0 0 1
3 0 1
3 1 2
2 0 1
1 0 1
7 1 9
2 0 3



|
|
|
¹
|

\
|
=
|
|
|
¹
|

\
|
+ + − + + − +
+ + − + + − −
+ + − + + + +
1 0 0
0 1 0
0 0 1
3 0 2 0 0 0 1 0 1
21 3 18 0 1 0 7 2 9
6 0 6 0 0 0 2 0 3



|
|
|
¹
|

\
|
=
|
|
|
¹
|

\
|
1 0 0
0 1 0
0 0 1
1 0 0
0 1 0
0 0 1



Portanto, conclui-se que as matrizes G e K são inversas entre si.


• Matriz Transposta

Dada uma matriz A de ordem m x n, a matriz transposta dela será representada
por A
t
de ordem “invertida” n x m.
Essa ordem invertida significa que para transformar uma matriz em matriz
transposta, basta trocar os elementos das linhas pelo das colunas e vice-versa.







Exemplo:

Dada a matriz
2 3
6 4
5 2
1 0
A
x
(
(
(
¸
(

¸

=
, a matriz transposta representada por A
t
, será:

A
t
=
3 2
6 5 1
4 2 0
x
(
¸
(

¸

=


Observa-se que a ordem das matrizes A e da sua transposta A
t
foi invertida, o
que era linha virou coluna e o que era coluna virou linha.


Dada a matriz B =
3 3
3 3 8
4 2 6
3 2 1
x
(
(
(
¸
(

¸




, a matriz transposta representada por

B
t
, será:

B
t
=
3 3
3 3 3
3 2 2
8 6 1
x
(
(
(
¸
(

¸







Observa-se que quando há uma matriz quadrada, a sua matriz transposta terá a
mesma ordem, o que irá diferenciar uma da outra é a disposição das linhas e colunas.



• Matriz Simétrica

É quando a matriz transposta A
t
é igual à matriz A .


Dada a matriz A =
2 2
5 2
2 3
x
(
¸
(

¸



, a sua transposta é A
t
= (
¸
(

¸



5 2
2 3
2 2x
.

• Matriz Quadrada
Matriz quadrada é um tipo especial de matriz que possui o mesmo número
de linhas e o mesmo de colunas. Ou seja, dada uma matriz A
n x m
será uma matriz quadrada
se, e somente se, n = m.
Por exemplo:

B =
[ ]
1 1
5
x

A matriz B possui apenas um elemento e é uma matriz quadrada, pois o
mesmo número de linha é o mesmo número de colunas, podendo ser chamada de matriz de
ordem 1.

4 4
0 2 4 5
1 5 3 8
8 2 0 6
5 0 3 1
x
A
(
(
(
(
¸
(

¸



=


A matriz A é uma matriz quadrada, pois o número de linha é igual a 4 e o
número de colunas também é igual a 4, podendo ser chamada de matriz de ordem quatro.
Se fosse uma matriz B
3x3
poderia ser chamada de matriz de ordem 3.
Toda matriz quadrada possui duas diagonais: Diagonal Principal e Diagonal
Secundária.

4 4
0 2 4 5
1 5 3 8
8 2 0 6
5 0 3 1
x
A
(
(
(
(
¸
(

¸



=





a
11
= 1, a
22
= 8, a
33
= 5 e a
44
=0, formam a diagonal principal.
a
14
=5, a
23
=-2, a
32
= 3 e a
41
= 5, formam a diagonal secundária.

Numa matriz quadrada C de ordem n, os elementos a
ij
tais que i = j formam a
diagonal principal da matriz, e os elementos a
ij
tais que i + j = n + 1 formam a diagonal
secundária.
Vale ressaltar que as operações com matrizes são:
• Soma de matrizes
Diagonal
Principal
Diagonal
Secundária
Para adicionar duas ou mais matrizes é preciso que todas elas tenham o mesmo
número de linhas e de colunas. A soma dessas matrizes irá resultar em outra matriz que
também terá o mesmo número de linhas e de colunas.
Os termos deverão ser somados com os seus termos correspondentes.
Concluímos que:
Dada duas matrizes, A e B, as duas de ordem m x n. Então, A + B = C, com
C de ordem m x n ↔ a
11
+ b
11
= c
11
.

Veja o exemplo abaixo:
Dado a matriz
3X2
6 1
4 0
2 3
A
|
|
|
¹
|

\
|

=
e matriz
3X2
2 3
4 6
0 5
B
|
|
|
¹
|

\
|

− =
, ao efetuar a soma dessas
matrizes tem-se:

Soma-se os termos correspondentes em cada matriz:


|
|
|
¹
|

\
|


=
|
|
|
¹
|

\
|

− +
|
|
|
¹
|

\
|

8 2
0 6
2 8
2 3
4 6
0 5
6 1
4 0
2 3


Com a soma das duas matrizes obtem-se outra matriz
2 3
8 2
0 6
2 8
C
x
|
|
|
¹
|

\
|


=


• Subtração de matrizes

Para efetuar a subtração de duas matrizes, as matrizes subtraídas devem ter a
mesma ordem (mesmo número de linhas e colunas) e a matriz obtida com a subtração
(matriz diferença) também deve ter o mesmo número de linhas e colunas que as matrizes
subtraídas.
Cada elemento de uma matriz deve ser subtraído com o elemento
correspondente da outra matriz.

Logo conclui-se que:

Dada duas matrizes, A e B, as duas de ordem m x n. Então A – B = C de ordem m x n ↔
a
11
– a
11
= c
11

Veja o exemplo abaixo:
Dada a matriz
3X2
6 1
4 0
2 3
A
|
|
|
¹
|

\
|

=
e a matriz
3X2
2 3
4 6
0 5
B
|
|
|
¹
|

\
|

− =
, ao efetuar a subtração
dessas matrizes, tem-se:

Subtraindo os termos correspondentes das matrizes:

|
|
|
¹
|

\
|

− −
=
|
|
|
¹
|

\
|

− −
|
|
|
¹
|

\
|

4 4
8 6
2 2
2 3
4 6
0 5
6 1
4 0
2 3

Com a subtração das duas matrizes obtem-se uma matriz
3X2
4 4
8 6
2 2
C
|
|
|
¹
|

\
|

− −
=


• Multiplicação de uma matriz por um número real

A multiplicação de uma matriz por um número real funciona da seguinte forma:
considerando uma matriz qualquer C de ordem m x n e um número real qualquer p.
Quando multiplica-se o número real p pela matriz C encontra-se como produto outra matriz
p.C de ordem m x n e seus elementos são o produto de p por cada elemento de C.

Veja o exemplo: Dada a matriz
|
|
¹
|

\
|
=
2 5
0 1
C
e o número real p = 3. O produto p . C será:

|
|
¹
|

\
|
=
2 5
0 1
. 3 p.C


|
|
¹
|

\
|
=
2 . 3 5 . 3
0 . 3 1 . 3
p.C


|
|
¹
|

\
|
=
6 15
0 3
p.C

Exemplo: Dada as matrizes
|
|
¹
|

\
|

=
2 6
4 2
A
,
|
|
¹
|

\
|


=
0 3
6 3
B
,
|
|
¹
|

\
|


=
3 2
0 1
C
calcule:

3A + 2B – 5C.




Portanto,
|
|
¹
|

\
|

= − +
21 2
24 17
5C 2B 3A
.

• Multiplicação de matrizes

Sendo A uma matriz do tipo m x n e B uma matriz do tipo n x p, define-se
produto da matriz A pela matriz B a matriz C, do tipo m x p, tal que cada elemento de C
(c
ij
) satisfaz:
j n in j i j i ij
b a b a b a c + + + = (...)
2 2 1 1


Em outras palavras, cada elemento de C é calculado multiplicando-se
ordenadamente os elementos da linha i da matriz A pelos elementos correspondentes da
coluna j da matriz B e a seguir, somando-se os produtos obtidos. Veja abaixo:




O produto entre duas matrizes A e B é definido se, e somente se, o número de
colunas da matriz A for igual ao numero de linhas da matriz B. Assim:
mxp nxp mxn
C B A =


O elemento neutro da multiplicação de matrizes é a matriz identidade (I).


















ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM


1) Escreva o tipo de cada uma das seguintes matrizes:

|
|
|
¹
|

\
|

=
2 3 1 0
4
2
1
1 2
A

|
|
¹
|

\
|

=
5 2 0
3 1 3
C

|
|
|
|
|
¹
|

\
|

=
3 0
1 4 1
1 3
2 4
E



D =
( ) 1 0


|
|
|
¹
|

\
|



=
0 1 2
3 0 1
1 0 0
F







2) Sejam:

(
¸
(

¸


=
1 1 2
3 2 1
A
, B =
(
¸
(

¸


1 0 3
1 0 2
, C =
(
(
(
¸
(

¸


4
2
1
e D =
[ ] 1 2 −


Encontre:

a) A + B
b) A · C
c) B · C
d) C · D
e) D · A
f) D · B




|
|
|
|
|
¹
|

\
|
=
5
1
4
4
B
3) Escreva a matriz A = (a
ij
)
2x3,
em que a
ij =
i + 3j.


4) Dada as matrizes A =
(
¸
(

¸



1 2 3
2 1 1
, B =
(
¸
(

¸

− − 1 3 2
0 3 2
e C =
(
¸
(

¸

− −
1 13 12
4 8 4

Calcule a matriz 3A - 2B + C.

5) Dada a matriz A=
(
(
(
¸
(

¸



2 1 0
4 3 2
0 1 1
, obtenha a matriz X tal que X= A+
A
t



6) Dadas as matrizes A=
(
(
(
¸
(

¸

− 3 1
4 2
5 1
, B=
(
(
(
¸
(

¸

− −
2 4
0 1
3 2
e C=
(
(
(
¸
(

¸



1 0
2 3
1 6

Calcule:

a) A-B
b) B-C
c) C-A+B

7) Dadas as matrizes A=
(
¸
(

¸



3 4 5
0 2 1
e B=
(
¸
(

¸



15 6 9
12 6 3
, determine se possível:
a)
2
1
. (A+B)

b) -4a -
3
2

B
t


8) (UFJF-MG) Considere a matriz A =
(
¸
(

¸

b
a
0
1
. Determine a e b reais, tais que:
A
2
+2A
=
(
¸
(

¸

−1 0
2 3


9) (UFCE) Dadas as matrizes A =
(
¸
(

¸

2 3
2 1
e P =
(
¸
(

¸

− 2 3
1 1
, determine:
P A P . .
1 −



10) Determine a inversa das matrizes:

a)
(
¸
(

¸

5 1
4 2



b)
(
¸
(

¸

0 0
2 1


11) Dadas as matrizes A =
(
¸
(

¸

1 10
5 2
e B =
(
¸
(

¸

− +
1 5
3 y x y x
, calcule x e y para que
A=
B
t
.



12) Determine a transposta da matriz M =
(
(
(
(
¸
(

¸

16 15 14 13
12 11 10 9
8 7 6 5
4 3 2 1



13) Qual é a matriz transposta da matriz identidade de ordem 2?

14) Calcule x e y, sabendo que
(
¸
(

¸


+
y x
y x
3
3 2
=
(
¸
(

¸

16
7


15. Determine os valores de x e y que satisfazem a equação matricial
(
¸
(

¸


x
x
2 4
2
+
(
¸
(

¸

− y
y
1
7 3
=
(
¸
(

¸

1 5
5 4



16) Obtenha as matrizes X e Y tais que X+Y=
(
¸
(

¸

− 4 1
5 2
e X –Y=
(
¸
(

¸

2 1
1 8



17) Definição: duas matizes A e B comutam na multiplicação se, e somente se, A.B = B.A.
Sabendo que as matrizes A=
(
¸
(

¸

1
0
x
x
e B=
(
¸
(

¸

− 4
0 1
x
comutam na multiplicação,
determine o número real x.


18) Os aeroportos 1, 2 e 3 estão interligados por vôos diretos e/ou com escalas. A matriz
A=
( )
a
ij , abaixo, descreve a forma de interligação dos mesmos, sendo que:

*
( )
a
ij =1 significa que há vôo direto (sem escala) do aeroporto i pra o aeroporto j;
*
( )
a
ij = 0 significa que não há vôo direto do aeroporto i para o aeroporto j.

A diagonal principal de A é nula, significando que não há vôo direto de um
aeroporto para ele mesmo.

|
|
|
¹
|

\
|
=
0 1 0
1 0 1
1 1 0
A

Seja A
2
= A.A = (b
ij
). Se b
ij
≠ 0 significa que há vôo do aeroporto i para o
aeroporto j com uma escala. Com base nessas informações, julgue os itens.
a)Há vôo direto do aeroporto 1 para o aeroporto 3, mas não há vôo direto do aeroporto 3
para o 1.
b)Há vôo do aeroporto 2 para o aeroporto 3 com uma escala.
19) Eric necessita de complementos das vitaminas A e C. Diariamente precisa pelo menos
63 unidades de A e no mínimo 55 unidades de C. Ele pode escolher entre os compostos
I e II, que apresentam, por cápsula, as características abaixo:

Composto Vitamina A Vitamina C Valor R$
I 7 unidades 4 unidades 0,70
II 4 unidades 5 unidades 0,50

Qual o gasto mínimo diário de Eric, em reais, com os compostos I e II?


20) Antônio, Bernardo e Cláudio saíram juntos para tomar chope, de bar em bar, tanto no
sábado quanto no domingo. As matrizes a seguir resumem quantos chopes cada um
consumiu e como a despesa foi dividida:


S = e D=

S refere-se às despesas de sábado e D às de domingo. Cada elemento nos dá o número
de chopes que i pagou para j, sendo Antônio o número 1, Bernardo o número 2 e Cláudio o
número 3 ( representa o elemento da linha i,coluna j de cada matriz). Assim, no sábado
Antônio pagou 4 chopes que ele próprio bebeu,1 chope de Bernardo e 4 de Cláudio
(primeira linha da matriz S).

a) Quem bebeu mais chope no fim de semana?

b) Quantos chopes Cláudio ficou devendo para Antônio?



























Módulo III

Limites e Derivadas










Objetivos


Nesse módulo você analisará e compreenderá os limites e
derivadas das funções, analisando: Noções e propriedades
de limites; Tipos de limites; Continuidade de uma função;
Taxa de variação; Tipos de derivadas; Máximos e mínimos;
Custo, receita e lucro.



















1 NOÇÃO INTUITIVA DE LIMITE

Seja a função
( )
( )( )
( ) 1
1 1 2

− +
=
x
x x
x f
definida para todo x real e x
1 ≠
. Se x
1 ≠
, pode-
se dividir o numerador e o denominador por x-1 obtendo f(x) = 2x + 1. Estude os valores da
função f quando assume valores próximos de 1, mas diferentes de 1. Atribuindo a x valores
próximos de 1, porém menores que 1, tem-se:


Ao atribuir a x valores próximos de 1, porém maiores que 1, tem-se:


Observe em ambas as tabelas que, quando x se aproxima cada vez mais de f(x)
aproxima-se cada vez mais de 3, isto é, quanto mais próximo de 1 estiver x, tanto mais
próximo de 3 estará f(x).
Define-se limite como:

L x f
a x
=

) ( lim


Utilizando esta expressão para o exemplo acima, tem-se:

L x f
a x
=

) ( lim

3 1 2 lim
1
= +

x
x


A interpretação desta sentença matemática significa que quando x se aproxima de 1,
y se aproxima de 3, porém x não é 1 e y não é 3.

1.1 PROPRIEDADES DE LIMITE

Dentre as propriedades de limite, destaca-se as seguintes:

1ª Propriedade:
Se f é a função definida por f(x) = c onde c ∈ ℜ, para todo x real, então
c c
a x
=

lim

Exemplos:
1)
4 4 lim
3
=
→ x

2)
6 6 lim
2
=
→ x

3)
14 ) 14 ( lim
3
− = −
→ x

4)
3 3 lim
2
=
→ x


2ª Propriedade:
Se c ∈ ℜ e
L x f
a x
=

) ( lim
então
L c x f c x f c
a x a x
. ) ( lim . )) ( . ( lim = =
→ →
definida por
f(x) = c onde c ∈ ℜ, para todo x real, então
c c
a x
=

lim


Exemplos:
1)
45 15 . 3 5 lim . 3 ) 5 .( 3 lim
2 2
= = =
→ →
x x
x x

2)
10 5 . 2 ) 1 2 ( lim . 2 ) 1 2 .( 2 lim
2 2
= = + = +
→ →
x x
x x

3)
5 3 3 . 5 lim . 5 ) .( 5 lim
3 3
= = =
→ →
x x
x x

4)
5 10
2
1
5 . 2 .
2
1
) 1 2 ( lim .
2
1
) 1 2 .(
2
1
lim
2 2
= = = + = +
→ →
x x
x x


3ª Propriedade:
Se
L x f
a x
=

) ( lim
e
M x g
a x
=

) ( lim
então
M L x g f
a x
+ = +

) )( ( lim

Exemplos:
1) Se f(x)=3x-2 e g(x) = 2x, calcule
) )( ( lim
3
x g f
x
+


7 2 3 . 3 2 3 lim ) ( lim
3
= − = − → =
→ →
x L x f
x a x

6 3 . 2 2 lim ) ( lim
2
= = → =
→ →
x M x g
x a x

Então
M L x g f
a x
+ = +

) )( ( lim
=
13 6 7 )) 2 ( ) 2 3 (( lim
2
= + = + −

x x
x

2) Se f(x)=(5x+7) e g(x) =(x-1), calcule
) )( ( lim
2
x g f
x
+


17 7 2 . 5 ) 7 5 ( lim ) ( lim
2
= + = + → =
→ →
x L x f
x a x

1 1 2 ) 1 ( lim ) ( lim
2
= − = − → =
→ →
x M x g
x a x

Então
M L x g f
a x
+ = +

) )( ( lim
=
18 1 17 )) 1 ( ) 7 5 (( lim
2
= + = − + +

x x
x

3) Se f(x)=7x-1 e g(x) = 2x+3, calcule
) )( ( lim
3
x g f
x
+


20 1 3 . 7 1 7 lim ) ( lim
3
= − = − → =
→ →
x L x f
x a x

9 3 3 . 2 3 2 lim ) ( lim
3
= + = + → =
→ →
x M x g
x a x

Então
M L x g f
a x
+ = +

) )( ( lim
=
29 9 20 )) 3 2 ( ) 1 7 (( lim
3
= + = + + −

x x
x

4) Se f(x)=x-2 e g(x) = 3x+5, calcule
) )( ( lim
1
x g f
x
+


1 2 1 2 lim ) ( lim
1
− = − = − → =
→ →
x L x f
x a x

8 5 1 . 3 5 3 lim ) ( lim
1
= + = + → =
→ →
x M x g
x a x

Então
M L x g f
a x
+ = +

) )( ( lim
=
7 8 1 )) 5 3 ( ) 2 (( lim
1
= + − = + + −

x x
x


4ª Propriedade:
Se
L x f
a x
=

) ( lim
e
M x g
a x
=

) ( lim
então
M L x g f
a x
− = −

) )( ( lim

Exemplos:
1) Se f(x)=3x+4 e g(x) = 2x+1, calcule
) )( ( lim
2
x g f
x



10 4 2 . 3 4 3 lim ) ( lim
2
= + = + → =
→ →
x L x f
x a x

5 1 2 . 2 1 2 lim ) ( lim
2
= + = + → =
→ →
x M x g
x a x

Então
M L x g f
a x
− = −

) )( ( lim
=
5 5 10 )) 1 2 ( ) 4 3 (( lim
2
= − = + − +

x x
x

2) Se f(x)=(2x-2) e g(x) =(x+1), calcule
) )( ( lim
3
x g f
x



4 2 3 . 2 ) 2 2 ( lim ) ( lim
3
= − = − → =
→ →
x L x f
x a x

4 1 3 ) 1 ( lim ) ( lim
3
= + = + → =
→ →
x M x g
x a x

Então
M L x g f
a x
− = −

) )( ( lim
=
0 4 4 )) 1 ( ) 2 2 (( lim
3
= − = + − −

x x
x

3) Se f(x)=8x+4 e g(x) = x+1, calcule
) )( ( lim
2
x g f
x



20 4 2 . 8 4 8 lim ) ( lim
2
= + = + → =
→ →
x L x f
x a x

3 1 2 1 lim ) ( lim
2
= + = + → =
→ →
x M x g
x a x

Então
M L x g f
a x
− = −

) )( ( lim
=
17 3 20 )) 1 ( ) 4 8 (( lim
2
= − = + − +

x x
x

4) Se f(x)=(2x-1) e g(x) =(x-1), calcule
) )( ( lim
3
x g f
x



5 1 3 . 2 ) 1 2 ( lim ) ( lim
3
= − = − → =
→ →
x L x f
x a x

2 1 3 ) 1 ( lim ) ( lim
3
= − = − → =
→ →
x M x g
x a x

Então
M L x g f
a x
− = −

) )( ( lim
=
3 2 5 )) 1 ( ) 1 2 (( lim
2
= − = − − −

x x
x


5ª Propriedade:
Se
L x f
a x
=

) ( lim
e
M x g
a x
=

) ( lim
então
M L x g f
a x
. ) )( . ( lim =


Exemplos:
1) Se f(x)=x+4 e g(x) = x+9, calcule
) )( . ( lim
2
x g f
x→

6 4 2 4 lim ) ( lim
2
= + = + → =
→ →
x L x f
x a x

11 9 2 9 lim ) ( lim
2
= + = + → =
→ →
x M x g
x a x

Então
M L x g f
a x
. ) )( . ( lim =

=
66 11 . 6 )) 9 ).( 4 ((
2
= = + +

x x Lim
x
2) Se f(x)=(2x-2) e g(x) =(x+1), calcule
) )( . ( lim
3
x g f
x→

4 2 3 . 2 ) 2 2 ( lim ) ( lim
3
= − = − → =
→ →
x L x f
x a x

4 1 3 ) 1 ( lim ) ( lim
3
= + = + → =
→ →
x M x g
x a x

Então
M L x g f
a x
. ) )( . ( lim =

=
16 4 . 4 )) 1 ).( 2 2 (( lim
3
= = + −

x x
x


6ª Propriedade:
Se
L x f
a x
=

) ( lim
então
∈ =

n L x f
n n
a x
, ) ( ) ( lim
N*

Exemplos:

1) Se f(x)=3x+4 , calcule
2
1
) 4 3 ( +

x Lim
x
7 4 1 . 3 4 3 lim ) ( lim
1
= + = + → =
→ →
x L x f
x a x

Então
= =

, ) ( ) ( lim
n n
a x
L x f 49 7 ) 4 3 ( lim
2 2
1
= = +

x
x

2) Se f(x)=(x-2) ,calcule
3
3
) 2 ( lim −

x
x

1 2 3 ) 2 ( lim ) ( lim
3
= − = − → =
→ →
x L x f
x a x

Então
= =

n n
a x
L x f ) ( ) ( lim 1 1 ) 2 ( lim
3 3
3
= = −

x
x


7ª Propriedade:
Se
L x f
a x
=

) ( lim
e
M x g
a x
=

) ( lim
≠ 0 então
M
L
x
g
f
a x
=
|
|
¹
|

\
|

) ( lim

Exemplos:
1) Se f(x)=3x+4 , e g(x)= x+3 calcule
) (
2
x
g
f
Lim
x
|
|
¹
|

\
|

10 4 2 . 3 4 3 lim ) ( lim
2
= + = + → =
→ →
x L x f
x a x

5 3 2 3 lim ) ( lim
2
= + = + → =
→ →
x M x g
x a x

Então
2
5
10
) ( lim
2
= = =
|
|
¹
|

\
|

M
L
x
g
f
x

2) Se f(x)=(x+2) e g(x)= 2x-1, calcule
) ( lim
1
x
g
f
x
|
|
¹
|

\
|


3 2 1 ) 2 ( lim ) ( lim
1
= + = + → =
→ →
x L x f
x a x

1 1 1 . 2 1 2 lim ) ( lim
1
= − = − → =
→ →
x M x g
x a x

Então
3
1
3
) ( lim = = =
|
|
¹
|

\
|

M
L
x
g
f
a x




8ª Propriedade:
Se
L x f
a x
=

) ( lim
então
n
n
a x
L x f =

) ( lim
com L ≥ 0 e n ∈ N* ou L < 0 e n é
ímpar.

Exemplos:
1) Se f(x)=(6x+2) , calcule
3
1
) ( lim x f
x→

8 2 1 . 6 ) 2 6 ( lim ) ( lim
1
= + = + → =
→ →
x L x f
x a x

Então
2 8 ) ( lim
3
= = =

n
n
a x
L x f



2) Se f(x)= (10x+4) , calcule
3
6
) ( lim x f
x→

64 4 6 . 10 ) 4 10 ( lim ) ( lim
6
= + = + → =
→ →
x L x f
x a x

Então
4 64 ) ( lim
3
= = =

n
n
a x
L x f




1.2 LIMITES LATERAIS


Definição 1: Seja f uma função definida em um intervalo aberto ]a,b[. O limite de f(x),
quando x se aproxima de a pela direita, será L e escreve-se:
L x f
a
x
=
+

) ( lim

Definição 2: Seja f uma função definida em um intervalo aberto ]b,a[. O limite de f(x),
quando x se aproxima de a pela esquerda, será L e escreve-se:
L x f
a
x
=


) ( lim

Exemplos:
1)Considere a função:

¹
´
¦
≥ + −
< −
=
3 x se 7, x
3 x se 1, x
f(x)

) (
3
lim x f
x
+

: limite de f(x) quando x tende ao ponto 3, pela direita ou por valores maiores do
que 3.
) (
3
lim x f
x


: limite de f(x) quando x tende ao ponto 3, pela esquerda ou por valores menores
do que 3.
Calculando os limites laterais:
4 7
3
lim ) (
3
lim = + − =
+

+

x x f
x x

2 1
3
lim ) (
3
lim = − =




x x f
x x

Graficamente:













2)
¹
´
¦
=
≠ +
=
1 x e s , 3
1 x se , 2 x
f(x)


3 2
1
lim ) (
1
lim = + =
+

+

x x f
x x


3 3
1
lim ) (
1
lim = =



→ x x
x f


Unicidade do Limite

) ( lim x f
a
x→
existe e é igual a L se, e somente se, ambos
L x f
a
x
=
+

) ( lim
e
L x f
a
x
=


) ( lim

existirem e forem iguais a L.
Isto é:
) ( lim ) ( lim ) ( lim x f
a
x f
a
L x f
a
x x x


+
→ →
= ⇔ =

Se
) ( lim ) ( lim ) ( lim x f
a
x f
a
x f
a
x x x → → →
∃ ⇔ − ≠
+ +

Para os exemplos anteriores conclui-se:

1)
4 7
3
lim ) (
3
lim = + − =
+

+

x x f
x x



2 1
3
lim ) (
3
lim = − =




x x f
x x





Como os limites laterais são diferentes, não existe o limite no ponto 3.
y=-x=7
y=x-1
y
⇐ ⇒3

2
4

) ( lim
3
x f
x→

2)
3 2
1
lim ) (
1
lim = + =
+

+

x x f
x x



3 3
1
lim ) (
1
lim = =



→ x x
x f


Como os limites laterais são iguais, pela unicidade do limite, o limite no ponto
1 tem o mesmo valor que os limites laterais, ou seja, é igual a 3.


1.3 LIMITES INFINITOS

Considera-se a função
3
5
) (

=
x
x f
definida para todos os reais diferentes
de 3.
Observa-se que em
?
0
5
3
5
3
lim =


x
x
, tem-se uma indeterminação.
Veja o que acontece com f(x) nas vizinhanças de 3.
Calcule o limite de f(x) quando x tende a 3 pela direita, como por exemplo:
( 3,1; 3,01; 3,001; ....)
Substituindo esses valores na função
3
5
) (

=
x
x f
tem-se:
50
1 , 0
5
) 1 , 3 ( = = f

500
01 , 0
5
) 01 , 3 ( = = f

5000
001 , 0
5
) 001 , 3 ( = = f

50000
0001 , 0
5
) 0001 , 3 ( = = f

Verifica-se que os resultados vão ficando cada vez maiores, superando qualquer
valor fixado. O limite de f(x), quando x tende a 3 pela direita, é infinito, e expressa-se da
seguinte forma:
∞ =
− +

3
5
3
lim
x
x

Calculando agora o limite de f(x) pela esquerda, ou seja, atribuindo a x valores
menores do que 3, do tipo: (2,9; 2,99; 2,999;...).
3 ) ( lim
1
=

x f
x
Substituindo esses valores na função
3
5
) (

=
x
x f
tem-se:
50
1 , 0
5
) 9 , 2 ( − =

= f

500
01 , 0
5
) 99 , 2 ( − =

= f

5000
001 , 0
5
) 999 , 2 ( − =

= f

50000
0001 , 0
5
) 9999 , 2 ( − =

= f

Verifica-se que os resultados vão ficando cada vez menores, ficando abaixo de
qualquer valor fixado. O limite de f(x), quando x tende a 3 pela esquerda, é menos infinito,
e expressa-se da seguinte forma:
−∞ =
− −

3
5
3
lim
x
x

Analisando os dois limites laterais observa-se que:
∞ =
− +

3
5
3
lim
x
x


−∞ =
− −

3
5
3
lim
x
x

Como os limites laterais são diferentes, não existe o limite no ponto 3.
Exemplo:
Calcular o limite
( ) 2
10
lim
2
2


x
x

Substituindo o lugar do x tem-se:
?
0
10
lim
2 → x

Calculando os limites laterais:

( )
∞ = =

+
+
→ 0
10
2
10
2
lim
2
x x


( )
∞ = =

+

→ 0
10
2
10
2
lim
2
x x


) ( lim
3
x f
x→

( )
∞ =


2
10
lim
2
2
x
x
Obs: 0
+
significa um valor
muito pequeno, próximo de
zero, e positivo.
Como os limites laterais são iguais existe o limite no ponto 2.

1.3.1 LIMITES NO INFINITO

Limites dos tipos
) ( lim x f
x +∞ →
e
) ( lim x f
x −∞ →
são denominados limites no
infinito. A notação
+∞ → x
(x tendendo a mais infinito) é utilizada para traduzir a idéia de
que x vai se tornando cada vez maior e tão grande quanto se possa imaginar.
Analogamente, a notação
−∞ → x
(x tendendo a menos infinito) significa que x
vai se tornando menor que qualquer numero negativo que se possa imaginar.
Analisando esses limites para as funções polinomiais e racionais tem-se:

Função Polinomial
Seja f uma função do tipo :
an x a x a x a
x f
n n n
+ + + + =
− −
.......... ) (
2
2
1
1 0
Onde a
0
, a
1
, a
2
: são coeficientes da função polinomial

x a
x f
n
x x
0
lim ) ( lim
+∞ → +∞ →
=

x a
x f
n
x x
0
lim ) ( lim
−∞ → −∞ →
=


Exemplos:
1)
∞ + = = − +
+∞ → +∞ →

lim 5 4 lim
3 2 3
x x x x
x x

Para x tendendo a mais infinito, x
3
também tenderá para mais infinito, ou seja:
( ) ∞ + = ∞ + =
+∞ →

lim
3
3
x
x
( ∞
3
deve ser entendido assim: se um número positivo for muito
grande, tão grande quanto se possa imaginar, o seu cubo será, também, tão grande quanto
se possa imaginar)
2)
∞ + = = − − +
−∞ → −∞ →

lim
6
5 7 lim
4 2 3 4
x x x x
x x
(número negativo elevado a uma potência
para o resultado é positivo)

Resumindo:

a)
∞ + =
+∞ →

3 lim
2
x
x
b)
∞ + =
−∞ →
3
lim
2
x
x



(Termo de maior grau)
(Termo de maior grau)
c)
∞ − = −
+∞ →
3
lim
2
x
x
d)
∞ − = −
−∞ →
3
lim
2
x
x


e)
∞ + =
+∞ →

4 lim
3
x
x
f)
∞ − =
−∞ →

4 lim
3
x
x


g)
∞ − =

+∞ →

4 lim
3
x
x
h)
∞ + =

−∞ →

4 lim
3
x
x


Função Racional
Seja uma função racional (quociente entre dois polinômios) do tipo
) (
) (
x g
x f
, então:
m
o
n
x x x b
x a
x g
x f
0
lim
) (
) (
lim
+∞ → +∞ →
=

m
o
n
x x x b
x a
x g
x f
0
lim
) (
) (
lim
−∞ → −∞ →
=


Exemplos:
1)
+∞ = = =
+∞ → +∞ →
+
− +
+∞ →
x
x
x
x
x x
x x x
lim
ando) (simplific
lim
3
1 5
lim
2
3
2
3

2)
−∞ = = =
+∞ → −∞ →
+
+ +
−∞ →
x
x
x
x
x x
x x x
5
4
lim
ando) (simplific
5
4
lim
2 5
8 4
lim
2 2

3)
2 2
lim
ando) (simplific
3
6
lim
7 4 3
8 6
lim
4
4
2 4
5
2 3 4
= = =
+∞ → −∞ →
+ −
− + +
−∞ → x x x x
x
x x
x x x





Intuitivamente, a idéia de função contínua decorre da análise de seu gráfico.
Quando o gráfico de uma função não apresenta interrupções, considera-se que ela é
contínua. Se houver algum ponto em que ocorre a interrupção, considera-se que esse é um
ponto de descontinuidade.
Uma função f é contínua no ponto a se as seguintes condições forem satisfeitas:
a) f(a) existe (função no ponto, ou seja, x=a)
(Termo de maior grau para a função do
numerador e a do denominador)
(Termo de maior grau para a função do
numerador e a do denominador)
2 Continuidade de Função

b)
) (
lim
x f
a x→
existe (portanto, os limites laterais são
iguais
) (
lim
) (
lim
x f
a
x f
a
x x


+

=
)
c)
) (
lim
x f
a x→
= f(a)

Exemplos:
1) Verificar se
¹
´
¦
=
≠ +
=
1 x se 4,
1 x se 1, 2x
(x) f
tem algum ponto de
descontinuidade?
a) f(a)
para x = 1:
f(x) = 4
f(1) = 4

b)
3 1 2
lim
1
) (
lim
1
= + =
+

+

x x f
x x


3 1 2
lim
1
) (
lim
1
= + =




x x f
x x


c)
) ( ) (
lim
1
a f x f
x




Portanto como a terceira condição não foi satisfeita, conclui-se que a função é
descontínua no ponto x=1.

2) Verificar se a função
1 2 ) ( + = x x f
é contínua ou descontínua em 1.

a) f(a)
para x=1:
f(x) =2x+1
f(1) = 2.1+1=3



3 ) (
lim
1
=

x f
x
b)
3 1 2
lim
1
) (
lim
1
= + =
+

+

x x f
x x


3 1 2
lim
1
) (
lim
1
= + =




x x f
x x


c)
) ( ) (
lim
1
a f x f
x
=



Portanto todas as condições foram satisfeitas, conclui-se que a função é contínua no ponto
x=1

3) Verificar se
¹
´
¦
> −
< +
=
5 - x se x, 1
5 - x se 1, x
(x) f
tem algum ponto de
descontinuidade?
a) f(a)
para x=-5
Não existe f(a)
Como a 1ª condição não foi satisfeita, conclui-se que a função é descontínua em
1.
Para que uma função seja contínua tem que satisfazer as três condições, se
deixar de atender uma delas afirma-se que a função é descontínua.





















3 ) (
lim
1
=

x f
x
ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM


Calcule os limites:

1)
) 4 2 (
lim
5
+

x
x


2)
) 5
3
(
lim
2
1

− →
x
x


3)
) 4 3
2
(
lim
2 3
1
− + −
− →
x
x x
x


4) 2 5
1 3
lim
2
1 −
+

x
x
x


5)
4 3
1 2
lim
2
1
+ −
+
− →
x
x
x
x


6)
) 7
5
(
lim
4
2


x
x


7)
1
7 lim
2 3
0
+ + +

x
x x
x


8)
x
x
x
x
3 5
3 2
lim
2
3

− −
− →


9)
50
lim
9 − → x


10)
2
2
1
2 3
1
2
lim
|
|
¹
|

\
|

+ −

x
x
x
x


11)
r
r
2
1
lim
π



12)
r
r
3
3
3
3
4
lim
π



13)
x
x
x
x
4 6
2 3
2
lim
2
2

+ +


14)
2
2
2 3
4
2 9
2
5 2
3
lim
|
|
¹
|

\
|
+ −
− − −

x
x
x
x x
x


15)
3 4
2
5 3
lim
2 3
2
+
+ − −
− →
x
x
x x
x


16)
3
2
lim
2


+∞ →
x
x
x

17)
5 8
8
lim
3
+

+∞ →
x
x
x


18)
x
x
x x
x
4
2 4
3
9 4
6 2
lim

+ + +
+∞ →



19)
) 8
7 5
(
lim
2 3
− +
−∞ →
x x
x


20)
10
4
6 2
lim
2
3 5
+ −
+ −
−∞ → x
x x
x


21) Verificar se
¹
´
¦
>
≤ −
=
3 x se 2,
3 x se 2, x
(x) f
tem algum ponto de descontinuidade?

22)Verificar se
¹
´
¦
>

=
0 x se x,
0 x se ,
x
(x)
2
f
tem algum ponto de descontinuidade?

23) Verificar se
¹
´
¦
>
≤ −
=
1 x se x,
1 x se 1, x
(x) f
tem algum ponto de descontinuidade?

24) Verificar se
¹
´
¦
=
≠ +
=
1 x se 3,
1 x se 1, x
(x) f
tem algum ponto de descontinuidade?

25)Verificar se
¹
´
¦
>
<
=
2 x se ,
2x
2 x se 6, - 7x
(x)
2
f
tem algum ponto de descontinuidade?



3 Taxa de Variação


Nesta seção, destaca-se o conceito de taxa de variação analisando a taxa de
variação média e a taxa de variação instantânea. Tais análises permitirão entender o
conceito de derivada, que tem grande aplicação nas variadas áreas do conhecimento.
Existem inúmeras aplicações de taxa de variação na vida real: velocidade,
aceleração, taxas de crescimento populacional, taxas de desemprego, taxas de produção,
inflação, taxas de fluxo de água, etc
Define-se taxa de variação como:

Taxa de variação média =
∆x
∆y

x em variação
y em variação
=



A variação de uma grandeza é obtida pelo valor final menos o valor inicial.

y y
inical final
∆y − =


x x
inical final
∆x − =



Exemplos:

1) Considerando :

y – espaço percorrido por um automóvel = 200 km
x – tempo gasto em percorrê-lo = 4 horas

0
0
200 km
4 horas

Taxa de variação média =
h
km
50
0 - 4
0 - 200

∆x
∆y

x em variação
y em variação
= = =


Essa taxa de variação, na física, recebe o nome de velocidade média.



2) Considerando que, para um grupo de operários em uma indústria de alimentos, a
quantidade P de alimentos produzidos (ou industrializados) depende do número t de
horas trabalhadas a partir do início do expediente e que tal produção é dada por P =
x
2
,
onde P é dada em toneladas.
O instante do início do expediente é representado por x = 0, ou seja, 0:00 hora. Vamos
determinar a taxa de variação média da produção para o intervalo de tempo das 3:00
horas até as 4:00 horas.

Para o intervalo de tempo estipulado acima, tem-se:


= =
h ton
f f
/ 5
3 4
9 16
3 4
) 3 ( ) 4 (
=


=





Taxa de variação instantânea

É possível calcular a taxa de variação para um instante específico? Por
exemplo, qual a taxa de variação da produção exatamente às 3:00 horas? Se é possível
calcular tal taxa, como se realiza tal cálculo?
A expressão “taxa de variação da produção exatamente às 3:00 horas” refere-se
a “taxa de variação instantânea da produção no instante x=3”.
Considerando o instante x=3, adota-se para os cálculos das taxas de variação
média, o intervalo de 3 até 3 +b, onde b representa o tamanho do intervalo, então tem-se:


•Fazendo b= 0,1, tem-se o intervalo de 3 até 3+0,1 ou de 3 até 3,1:




•Fazendo b= 0,01, tem-se o intervalo de 3 até 3+0,01 ou de 3 até 3,01:
Taxa de variação média de f(x)
para o intervalo de 3 até 4




Assim, calcula-se as taxas de variação média para intervalos de “3 até um
instante pouco maior que 3” e nota-se que tal taxa cada vez mais se “aproxima” do valor 6.

Vamos agora calcular as taxas de variação média para intervalos de “um
instante pouco menor que 3 até o instante 3” e verificar se, nesses casos, a taxa também vai
se “aproximar” do valor 6. Para obter tais intervalos e calculá-los basta tomar valores
negativos para b:

•Fazendo b= - 0,1, tem-se o intervalo de 3 até 3 + ( -0,1) ou de 3,0 até 2,9:



•Fazendo b= - 0,01, tem-se o intervalo de 3 até 3+ ( -0,01) ou de 3,0 até 2,99:


Por esses últimos cálculos, onde os intervalos são obtidos fazendo b negativo,
nota-se que a taxa de variação média também se “aproxima” do valor 6.
Então, se diz que, “as 3:00 horas, a produção é de 6 toneladas/hora”.
O procedimento de tornar b “próximo” de zero e torná-lo “mais próximo ainda”
de zero pode ser resumido por b 0. Na verdade, o cálculo da taxa de variação instantânea
em x=3 a partir das taxas de variação média para b 0 pode ser resumido na linguagem de
limites por:
Taxa de variação instantânea de f(x) em x = 3 =





A conclusão de que:




Só é possível porque os limites laterais são iguais.


Resumindo:
Taxa de variação instantânea de f(x) em x=a =
b
a f b a f
b
) ( ) (
lim
0
− +



Ou seja, calcular taxa de variação instantânea é calcular limite.


3.1 DERIVADA DE UMA FUNÇÃO EM UM PONTO

A taxa de variação instantânea da função produção no instante x = 3 é muito
importante e também recebe o nome derivada da função produção no ponto x = 3.
Simboliza-se a taxa de variação instantânea, ou derivada, no ponto x = 3 por f’(3).

f’(a) = Derivada da função f(x) no ponto x = a = Taxa de variação instantânea de f(x) em x
= a
f’(a) = Derivada da função f(x) no ponto x = a =
Logo, a derivada de uma função f(x) em um ponto x = a é dada por:
f’(a) =


3.2 DERIVADA DE FUNÇÕES ELEMENTARES

As derivadas de funções elementares são:

• Derivada da Função Constante:

Dada a função f(x) = c, c

IR, tem-se:

f(x) =c

f’(x) = 0

Exemplos:

1) Se f(x) = 6 f’(x) = 0

2) Se f(x) =-10 f’(x) = 0

3) Se f(x) =
π
f’(x) = 0

4) Se f(x) =
10
f’(x) = 0


• Derivada da função do tipo a.x:

f(x) =a.x

f’(x) = a

Exemplos:
1) Se f(x) = 6x f’(x) = 6
2) Se f(x) =-10x f’(x) = -10
3) Se f(x) =
x
4
3
f’(x) =
4
3

4) Se f(x) = x 5 f’(x) = = 5


• Derivada da Função Potência:

A derivada da n-ésima potência de uma variável é igual ao produto de n pela (n-
1)-ésima potência da variável:

f(x) =
x
n

f’(x) =
nx
n 1 −


Exemplos:

1) Se f(x) = x
2
f’(x) = 2x

2) Se f(x) =
x
4
f’(x) =
x 4
3


3) Se f(x) =
x 3
3
f’(x) =
x 3 . 3
2
= f’(x) =
x 9
2


4) Se f(x) = t 4
5
f’(x) = t 20
4





3.3 REGRAS DE DERIVAÇÃO


As regras de derivação são:

• Derivada da Soma de Funções:

A derivada da soma de funções é igual à soma de suas derivadas.

f(x) =u+v

f’(x) =u’+v’
Exemplos:
1) Se f(x) = 5 4 3
2
− +
x x f’(x) = 6x + 4

2) Se f(x) = x
x
+
3
4
f’(x) = 1 12
3
+
x

3) Se f(x) = x x 4 2
3 2
+
− f’(x) = x x 12 4
2
+



• Derivada do Produto de Funções:

A derivada do produto de duas funções é igual ao produto da primeira função pela
derivada da segunda função mais o produto da segunda função pela derivada da primeira.

f(x) = u.v

f’(x)=u’.v + u.v’


Exemplos:

1) Se f(x) = (x
3
+4)(x+3)

Denominando u = (x
3
+4) e v = ( x+3), tem-se:

2
3 ' x u = e
1 ' = v


f’(x) = (x
3
+4)(1) + ( x+3)(3x
2
)= x
3
+4+3x
3
+9x
2
f’(x) = 4 x
3
+9x
2
+4
2)Se f(x) = (3x
2
+2x)(5x+1)
Denominando u = (3x
2
+2x) e v = (5x+1), tem-se:
2 6 ' + = x u
e
5 ' = v

f’(x) = (6x+2)( 5x+1) + (3x
2
+2x)(5)= 30x
2
+6x+10x+2+15x
2
+10x
f’(x) = 45x
2
+26x+2
• Derivada do Quociente de duas Funções:

A derivada do quociente de duas funções é igual ao quociente do produto da
derivada do numerador pelo denominador menos o produto do numerador pela derivada do
denominador, dividido pelo quadrado do denominador.
f(x) =
v
u


f’(x)=
2
v
u.v' u'.v −


Exemplos:

1) Se f(x) =
6
1 4
2

+ −
x
x x

Denominando u = (
1 4
2
+ − x x
) e v = ( x-6), tem-se:

4 2 ' − = x u
e
1 ' = v

f’(x) =
2
2
) 6 (
) 1 )( 1 4 ( ) 6 )( 4 2 (

+ − − − −
x
x x x x

=
2
2 2
) 6 (
1 4 24 16 2

− + − + −
x
x x x x

= 2
2
) 6 (
23 12

+ −
x
x x


2) Se f(x) =
1 2
7
3
+
+
x
x

Denominando u = (x+7) e v = ( 1 2
3
+ x ), tem-se:
1 ' = u
e x
v
6
'
2
=

f’(x) =
2
3
2 3
) 1 2 (
)
6
)( 7 ( ) 1 2 )( 1 (
+
+ − +
x
x
x
x

=
2
3
3 3
) 1 2 (
42 6 1 2
+
− − +
x
x x x

=
2
3
3
) 1
2
(
1 42 4
+
+ − −
x
x x

3.4 D DE ER RI IV VA AD DA AS S S SU UC CE ES SS SI IV VA AS S
Seja f(x) uma função, denominam-se derivadas sucessivas dessa função a derivada
primeira, f’(x), a derivada segunda f’’(x), a derivada terceira f’’’(x) e assim
sucessivamente.
Exemplo:
1)f(x) = 3x
4
+5x+ 6, encontre f’(x), f’’(x) e f’’’(x)
f’(x) = 12x
3
+ 5
f’’(x) =36x
2
f’’’(x) = 72x




3.5 M MÁ ÁX XI IM MO OS S E E M MÍ ÍN NI IM MO OS S
Nos estudos econômicos, administrativos e contábeis, é muito comum surgirem
dúvidas como: Qual a quantidade devo comercializar para que o lucro seja máximo? Qual
quantidade devo armazenar em estoque para que o custo de estoque seja mínimo? Quanto
devo aplicar em propaganda para que a receita seja máxima? Qual a quantidade de insumo
a ser usada para que a produção seja máxima? Em que momentos, em um curto intervalo
de tempo, devo comprar e vender as “ações” de uma empresa para que o lucro na operação
seja máximo?
Nas situações citadas, se o lucro, custo, receita e produção são expressos por
funções, então as respostas a tais perguntas envolvem pontos especiais, como os pontos de
máximo,de mínimo e de inflexão.

Máximos e Mínimos Locais

Para uma função f(x), considera-se que o ponto c é o ponto de máximo local
(ou máximo relativo) se o valor de f(c) for o maior valor que a função assume para x nas
proximidades de c.
Para uma função f(x), considera-se que o ponto c é o ponto de mínimo local (ou
mínimo relativo) se o valor f(c) for o menor valor que a função assume para x nas
proximidades de c.
As figuras 1 e 2 representam,respectivamente, o ponto c como ponto de
máximo local e mínimo local.


Portanto, se c é máximo local, então f(c)
) (x f ≥
para todo x nas proximidades
de c. Similarmente, se c é mínimo local, então f(c)
) (x f ≤
para todo x nas proximidades de
c.
São os chamados pontos de máximo ou de mínimo de pontos críticos.

Propriedade

Se c é ponto de máximo relativo ou de mínimo relativo de f(x), e existe f’(c),
então f’(c) =0.
Assim, para encontrar os pontos críticos, deve-se procurar pontos onde a
primeira derivada vale zero.

Figura 1: c como ponto de máximo Figura 2: c como ponto de mínimo
Exemplo:
10 6
2
+ − = x x y

Derivando a função e resolvendo a equação resultante tem-se:

y’ = 2x – 6

Igualando a primeira derivada a zero para identificar o ponto critico:

2x - 6 =0

x = 3

Portanto, para x = 3 a função 10 6
2
+ − = x x y tem um ponto crítico. Como a
propriedade é a mesma para determinar ponto de máximo e ponto de mínimo relativo, não
pode-se afirmar qual deles ocorre no ponto x = 3. Precisa-se de mais informações para
classificá-lo.

Teste da Segunda Derivada

Dada uma função f(x), após se obter a função derivada f’(x), pode-se obter
através de derivadas sucessivas a segunda derivada de f(x) simplesmente derivando a
derivada f’(x).
A segunda derivada pode ser utilizada para verificar se um ponto crítico obtido
a partir de f’(x) =0 é ponto de máximo ou mínimo relativo.
Para detectar pontos de máximo ou mínimo relativo com auxílio da segunda
derivada, utiliza-se os passos de teste da segunda derivada, estabelecidos abaixo:

1.Calcula-se a derivada da função proposta;
2.Iguala-se a derivada da função proposta a zero e resolve-se a equação resultante;
3.Calcula-se a segunda derivada;
4.Substitui-se na segunda derivada “x” por cada uma das raízes da equação
resultante.
4.1 Os valores de “x” que tornarem positiva a segunda derivada corresponderão à
mínimos;
4.2 Os valores de “x” que tornarem negativa a segunda derivada corresponderão à
máximos.


PONTO DE INFLEXÃO

É o ponto onde o gráfico muda de concavidade. Determina-se este ponto
igualando a segunda derivada a zero e resolvendo a equação resultante
0 ) ( " = x f
.






Exemplo:



1)
2 9 3
2 3
+ − − = x x x y

1º passo: calcular a derivada da função proposta.
9 6 3 '
2
− − = x x y

Como todos os números são divisíveis por um mesmo número (por três, neste
caso)
3 2 '
2
− − = x x y

2º passo: igualar a derivada a zero e resolver a equação resultante.
0 3 2
2
= − − x x
c a b . . 4
2
− = ∆


) 3 ).( 1 .( 4 ) 2 (
2
− − − = ∆



16 = ∆

a
b
x
. 2
∆ ± −
=
1 . 2
16 ) 2 ( ± − −
= x


2
4 2 ±
= x
então:
2
4 2
1
+
= x



2
6
1
= x



3
1
= x

Concavidade voltada para baixo
f (x)
Concavidade voltada para cima
Ponto de inflexão
y
x
2
4 2
2

= x



2
2
2

= x



1
2
− = x

3º passo: calcular a segunda derivada.
6 6 " − = x y

4º passo: substituir na segunda derivada
x
por cada uma das raízes da
equação resultante.
Para
3
1
= x
:
6 3 . 6 " − = y ⇒

12 "= y

(Como a segunda derivada resultou num valor positivo, significa que para x =3, a
função tem um valor mínimo neste ponto)
Para
1
2
− = x

6 ) 1 .( 6 " − − = y ⇒ 12 " − = y

(Como a segunda derivada resultou num valor negativo, significa que para x =-1,
a função tem um valor máximo)
Para calcular os valores de máximo e de mínimo, basta substituir x = 3 (para
calcular o valor mínimo) e x =-1 (para calcular o valor máximo) na equação inicial.
2 3 . 9 ) 3 .( 3 3
2 3
min
+ − − = y

2 27 27 27
min
+ − − = y



25
min
− = y
(é o valor mínimo)
Sendo
3 = x
e
25
min
− = y
, o ponto mínimo será
) 25 ; 3 ( −
.
2 ) 1 .( 9 ) 1 .( 3 ) 1 (
2 3
+ − − − − − =
máx
y

2 9 3 1 + + − − =
máx
y



7 =
máx
y
(é o valor máximo)
Sendo
1 − = x
e
7 =
máx
y
, o ponto máximo será
) 7 ; 1 (−
.
Para o cálculo do ponto de inflexão considera-se que
0 "= y
, então:
0 6 6 = − x

6 6 = x


6
6
= x


1 = x







Substituindo
x
na função inicial:
2 9 3
2 3
+ − − = x x x y

2 ) 1 ).( 9 ( ) 1 ).( 3 ( 1
2 3
+ − − = y

2 9 3 1 + − − = y



9 − = y

Sendo
1 = x
e
9 − = y
, o ponto de inflexão será
) 9 ; 1 ( −
.
Desta forma a representação gráfica será a seguinte:




























2) Para
1 12 3 2 ) (
2 3
+ − + = x x x x f
determinar seu(s) ponto(s) crítico(s)
1º passo: calcular a derivada da função proposta.
Ponto de máximo
Ponto de mínimo
Ponto de inflexão
y
x
3
-25
1
-9
-1
7
12 6 6 '
2
− + = x x y
Como todos os termos são divisíveis por seis...
2 '
2
− + = x x y

2º passo: igualar a derivada a zero e resolver a equação resultante.
0 2
2
= − + x x
c a b . . 4
2
− = ∆


) 2 ).( 1 ).( 4 ( 1
2
− − = ∆



9 = ∆

a
b
x
. 2
∆ ± −
=
1 . 2
9 ) 1 ( ± −
= x


2
3 1± −
= x
então:
2
3 1
1
+ −
= x



2
2
1
= x



1
1
= x

2
3 1
2
− −
= x



2
4
2

= x



2
2
− = x

3º passo: calcular a segunda derivada.
6 12 " + = x y

4º passo: substituir na segunda derivada
x
por cada uma das raízes da
equação resultante.
Para
1
1
= x
(neste ponto ocorre o valor mínimo):
6 1 . 12 " + = y



18 "= y

Para
2
2
− = x
(neste ponto ocorre o valor máximo):
6 ) 2 .( 12 " + − = y



6 24 " + − = y



18 " − = y

Para calcular os valores de máximo e de mínimo, basta substituir 1
x
e 2
x
na equação
inicial.
1 12 3 2
2 3
min
+ − + = x x x y



1 1 . 12 ) 1 .( 3 ) 1 .( 2
2 3
min
+ − + = y

1 12 3 2
min
+ − + = y



6
min
− = y
(é o valor mínimo)
Sendo
1
1
= x
e
6
min
− = y
, o ponto mínimo será
) 6 ; 1 ( −
.
1 ) 2 .( 12 ) 2 .( 3 ) 2 .( 2
2 3
+ − − − + − =
máx
y



1 ) 2 .( 12 4 . 3 ) 8 .( 2
max
+ − − + − = y

1 24 12 16 + + + − =
máx
y



21 =
máx
y
(é o valor
máximo)
Sendo
2
2
− = x
e
21 =
máx
y
, o ponto máximo será
) 21 ; 2 (−
.
Para o cálculo do ponto de inflexão toma-se por base a segunda derivada e considera-
se que
0 "= y
, então:
6 12 " + = x y



0 6 12 = + x



12
6 −
= x



2
1 −
= x

Substituindo
x
na função inicial:
1 12 3 2
2 3
+ − + = x x x y

1 )
2
1
.( 12 )
2
1
.( 3 )
2
1
.( 2
2 3
inf
+



+

= y



1
2
12
)
4
1
.( 3 )
8
1
.( 2
inf
+ + +

= y

1
1
1
6
4
3
8
2
inf
+ + +

= y



8
8 48 6 2
inf
+ + + −
= y



2
15
inf
= y

Sendo
2
1 −
= x
e
2
15
= y
, o ponto de inflexão será
)
2
15
;
2
1
(

.

Desta forma a representação gráfica será a seguinte:






























y
x
Ponto de mínimo
Ponto de máximo
Ponto de inflexão
-6
21
-2
-1/2
1
15/2
ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM

1) Para cada função a seguir, encontre a derivada:
a)y = 28 b) c) f(x) = 12x – 35

d) q = -3p + 15 e) J = 450n f) y = -x

g) h) i)

j) k) l)
m) n)
o) p) -1)
q) - 4) r)

2) Calcular a derivada de segunda ordem:
a)
b)
3) Se , calcular f(x) + f’(x) +f”(x) +f”’’(x)
4) Calcule a quinta derivada das funções abaixo:
a)
b)

5) Calcular os pontos de máximo, mínimo e inflexão das seguintes funções:
a) x x x
x f + + =
2 3
) (

b)
10 9 3 ) (
2 3
+ − − =
x x x
x f

c)
1 5 9
3
) (
2 3
+ + − =
x x x
x f

d)
4 36 3
2
) (
2 3
+ − − =
x x x
x f



3.6 CUSTO, RECEITA E LUCRO


O custo médio (C
ME
) de produção de cada unidade do produto é obtido
dividindo-se o custo total pelo número de unidades produzidas.

q
C
C
T
ME
=

Se C
T
é o custo total de produção de q unidades de um produto, então o
custo marginal (C
MA
), é dado por C’
T
, caso exista. A função C’
T
é chamada função custo
marginal.
C
MA =
C’
T
C
MA
pode ser interpretada como a taxa de variação do custo total quando q
unidades são produzidas.
Exemplo:
Seja CT = 110 +4q+0,02q
2
o custo total da fabricação de q brinquedos, encontre :

a) O custo marginal
b) O custo marginal quando q = 50 brinquedos.
c) O custo médio quando q = 50 brinquedos.


a) C
MA
= C’
T

C
MA
= 4+0,04q


b) C
MA
= 4+0,04q

C
MA
(50) = 4+0,04(50)

C
MA
(50) = 6, significando que a taxa de variação do custo total, quando 50 brinquedos
são fabricados, é R$ 6 por brinquedo.

c)
q
C
C
T
ME
=


q
0,02q 4q 110
C
2
ME
+ +
=


50
0,02.(50) 4.(50) 110
) 50 (
C
2
ME
+ +
=


2 , 7 ) 50 (
C
ME
=



A receita de venda de um produto é dada por R
T
= p.q, onde p é o preço de venda
unitário e q é a quantidade demandada (vendida)
Se R
T
é a receita total obtida quando q unidades de um produto são demandadas,
então a receita marginal (R
MA
)será dada por:

R
MA
= R R’ ’
T T

Exemplos:
1) Seja R
T
=
2
300
2
q
q − a receita total recebida da venda de q mesas, encontre :
a) a função receita marginal
b) A receita marginal quando q = 40 mesas.

a) R
MA
= R R’ ’
T T

R
MA
= 300 – x


b) R
MA
= 300 – x

R
MA
(40) = 300 - 40

R
MA
(40) = 260, significando que a taxa de variação da receita total, quando 40 mesas são
vendidas, é R$ 260 por mesa.

2) Uma empresa tem acompanhado a resposta do Mercado para diversas quantidades
oferecidas de um produto, e chegou à conclusão de que o preço evolui com a quantidade
oferecida, segundo o modelo: p = 100 – 0,2q, 200 ≤ q ≤ 300. Que quantidade deverá ser
oferecida ao mercado para que a receita seja máxima?

A receita R
T,
obtida pela venda de uma quantidade q de um produto a um preço p, é dado
pela equação:

R
T
= p.q
Substituindo nessa equação o valor de p, obtem-se:

R
T
= (100 - 0,2q)q ou
R
T
= 100q – 0,2

α.Utilizando os conceitos de máximos e mínimos, calcula-se a primeira derivada:
R
T
’= 100 – 0,4q
Fazendo R
T
’= 0, obtem-se: 100 – 0,4q = 0 q = 250

β.Para confirmar se o valor é de máximo basta analisar o sinal da segunda derivada
R
T
’’ = - 0,4 R
T
’’(250) = - 0,4 < 0

Como o sinal da segunda derivada é negativo, isso indica que q = 250 é ponto de
máximo, portanto,essa é a quantidade que deveria ser oferecida ao mercado.
Sejam C
T
o custo total associado à produção de um produto e R
T
a receita total
referente à venda deste produto. A função Lucro total L
T
associada à produção e venda do
produto é dada por:


L
T
= C
T
- R
T

Exemplo:

Uma empresa tem acompanhado o custo devido à produção e à comercialização de
q unidades de seu produto e concluiu que um modelo que descreve aproximadamente o
comportamento do custo em função da quantidade produzida é
para 0 < q < 45 unidades. Se a empresa vende a unidade de seu produto a R$ 50,00, qual é a
quantidade que deve ser comercializada para ter lucro máximo?
A receita de empresa é expressa por R
T
= p.q; portanto R
T
= 50q.

O lucro devido à produção e à comercialização das q unidades é:

L
T
= R
T
– C
T

L
T
= 50q - ou


a.Utilizando os conceitos de máximos e mínimos, calcula-se a primeira derivada:

Fazendo L
T
’= 0, obtem-se: = 0  q = 30

b.Para confirmar se o valor é de Máximo basta analisar o sinal da segunda derivada
L
T
’’ = - 6q L
T
’’(30) = - 180 < 0

Como o sinal da segunda derivada é negativo, isso indica que q = 30 é ponto de
máximo da função lucro.











































ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM


1) Uma empresa produz determinado produto com custo total Ct = 50
15
2
+ q . Este produto
é vendido a R$ 40,00 a unidade e que há mercado para toda a produção.

a) Qual o custo marginal?
b) Qual a receita? Qual a receita marginal?
c) Qual o lucro? Qual o lucro marginal?
d) Em que nível de produção o lucro será máximo? Qual o lucro máximo?

2) Considere a função custo total Ct = 64
4q q
2
+ + . Suponha que o produto seja vendido
a R$ 74,00 a unidade.

a) qual a capacidade mensal da empresa que maximizará o lucro mensal? Qual o lucro
máximo?

3) Se o custo de produção de um bem é dado por , sendo 5 ≤ q ≤
10 e o preço unitário de vendas é R$ 77,00. Determinar a produção que maximize o lucro
da empresa devido à comercialização desse produto.
4) Suponha que o custo de produção de um bem de uma empresa possa ser descrito pela
equação C
T
= , 40 ≤ q ≤ 80. Calcule a quantidade q a ser produzida para que
o custo médio de produção seja mínimo.
5) Se o preço de mercado de um produto relaciona-se com a quantidade segundo a equação
p = 80 – 0,02q, sendo 1.000 ≤ q ≤ 3.000. Qual a quantidade a oferecer para o mercado para
que a receita de vendas seja a maior possível?
6) Seja C
T
o custo total da produção de q molduras de quadros dado por
100
8
50
2
q
q
C
T
− + = . Calcule:
a) custo médio
b) custo marginal
7) Uma empresa produz determinado produto com custo total C
T
= 50
2
+ + q q . Este
produto é vendido a R$35,00 a unidade e há mercado para toda a produção.

a) Qual o custo marginal?
b) Qual a receita? Qual a receita marginal?
c) Qual o lucro? Qual o lucro marginal?
d) Em que nível de produção o lucro será máximo? Qual o lucro máximo?

8) Sob concorrência perfeita uma empresa pode vender a um preço de R$ 100,00 por
unidade, um certo produto por ela produzido. Se q unidades for a produção diária, o custo
total de produção diária será C
T
= 700
20
2
+ + q q . Ache o número de unidades que a
empresa deverá produzir para ter o maior lucro diário.

9) Uma firma que fabrica saias para mulheres estima que o custo total C
T
em reais por
fabricar q saias é dado pela equação
30
3
100
2
q
q
C
T
+ + = . Numa semana o rendimento
total R
T
em reais é dado pela equação
250
25
2
q
q
R
T
+ = , onde q é o número de saias
vendidas.

a) considerando que o número q de saias vendidas numa semana seja o mesmo número
de saias fabricadas, escreva uma equação para o lucro semanal.

b) Calcule o lucro máximo semanal

10) Considere a função de custo total C
T
=
128 3
3
+ + q q
, q
0 ≥
, e suponha que o preço
unitário de venda seja R$ 303,00.

a) Suponha que a capacidade máxima mensal da empresa seja de 15 unidades. Qual o
nível da produção que maximizará o lucro mensal? Qual o lucro máximo mensal?

b) Qual o nível da produção que minimiza o custo total médio?

11) Em uma empresa de confecção têxtil, o custo, em reais, para produzir q calças é dado
por C
T
=
5000 45 3 , 0 001 , 0
2 3
+ + − q q q .

a) Obtenha a função Custo Marginal.

b) Obtenha o custo marginal aos níveis q= 50, q =100 e q = 200.

12) Em uma fábrica de pneus, o preço de um tipo de pneu é dado por p= -0,4q + 400.

a) Obtenha a função Receita.
b) Obtenha a função receita Marginal.
c) Obtenha a receita marginal aos níveis q = 400, q= 500 e q = 600.



13) Uma empresa de pneus tem a receita na venda de um tipo de pneu dada por R
T =
q q 400 4 , 0
2
+ −
.
Suponha que o custo para a produção dos pneus é dado por
C
T
=80q+28000.

a) Obtenha a função Lucro.

b) Obtenha a função Lucro marginal.

c) Obtenha o lucro marginal aos níveis q = 300 e q = 600.

14) A demanda por entradas num parque de diversões é dada pela equação p = 70 - 0,02q,
onde p é preço da entrada e q é o número de pessoas que frequentam a esse preço. Qual
preço gera uma frequência de 3000 pessoas? Qual é a receita total a esse preço? Qual será a
receita total se o preço for R$20,00 ?





































Módulo IV
NOÇÕES DE INTEGRAL



















Objetivos



Esse último módulo tem o objetivo de proporcionar uma maior
compreensão matemática através da reflexão sobre as
noções de integral e primitiva de uma função.




































1 1 P PR RI IM MI IT TI IV VA A D DE E U UM MA A F FU UN NÇ ÇÃ ÃO O
Seja F uma função derivável em um intervalo aberto E. Chamando de f sua
derivada, deve-se escrever, para todo ponto x do intervalo E:

F’(x) = f(x)

A função F é chamada primitiva de f no intervalo E.

Como F é uma primitiva de f, a função F + C, onde C é um número real
qualquer, também é primitiva de f, portanto:

(F+C)’ = F’ + C’ = F’ + 0 = f



Exemplo:

1) Seja y = 6 :

A função F(x) = 6x é uma primitiva de f, pois: F’(x) = (6x)’ = 6
A função F(x) = 6x + 12 é uma primitiva de f, pois: F’(x) = (6x + 12)’ = 6
A função F(x) = 6x - 3 é uma primitiva de f, pois: F’(x) = (6x - 3)’ = 6
A função F(x) = 6x + C é uma primitiva de f, pois: F’(x) = (6x + C)’ = 6, qualquer que seja
o número C.


2) Seja y = 4x :

A função F(x) = 2x
2
é uma primitiva de f, pois: F’(x) = (2x
2
)’ = 4x
A função F(x) = 2x
2
+ 4 é uma primitiva de f, pois: F’(x) = (2x
2
+ 4)’ = 4x
A função F(x) = 2x
2
– 0,5 é uma primitiva de f, pois: F’(x) = (2x
2
– 0,5)’ = 4x
A função F(x) = 2x
2
+ C é uma primitiva de f, pois: F’(x) = (2x
2
+ C)’ = 4x, qualquer que
seja o número C.


1.1 INTEGRAL INDEFINIDA

Se F é uma primitiva de f, o conjunto das funções obtidas a partir da primitiva F
adicionando uma constante qualquer forma o conjunto de todas as primitivas de f.
Esse conjunto, representado por F + C, é chamado integral indefinida de f, e
escreve-se:

+ = C F(x) f(x)dx

Exemplo:
Calcular a integral indefinida da função y = 6x + 3

F”(x) = ( 3x
2
+ 3x)’ = 6x + 3


+ + = +
C 3x 3x
2
3)dx (6x

Esta operação mostra que a integração na verdade é a operação inversa da
derivação, pois se uma função for derivada e em seguida o resultado integrado, obtém-se a
função original.

Propriedades

Sejam f e g funções que tenham primitivas:


1) A integral da soma ou da diferença de duas ou mais funções é a soma ou diferença das
integrais dessas funções:

∫ ∫ ∫
± = ± g(x)dx f(x)dx dx g)(x) (f


2) A integral do produto de uma constante k por uma função é o produto da constante pela
integral da função:

∫ ∫
= f(x)dx . dx (k.f)(x) k


3) Integral de potência 1 n , y
x
n
− ≠ =

-1 n , C
1 n
dx
x
x
1 n
n
≠ +
+
=

+

4) Integral da constante y = k


+ = C k.x dx k.




Exemplos:

Calcular as integrais:

1) ∫
4dx

C x 4 dx . 4 4dx +

= =


2) ∫
7dx -

C 7x dx -7. 7dx - + − =

=

3)
∫ dx x
2
= C
3
x
3
+
4) ∫
dx


+ = C x dx

5)
∫ dx x
-5

C
4x
1
C
4
x

dx x
4
4
5 -
+ − = +


=


6)
∫ dx
x
1
3

∫ dx
x
1
3
=
C
2x
1
C
2
x

dx x
2
2
3 -
+ − = +


=


7)
∫ dx 4x
3

C
x
C
x
+ = + =

=

4
4
4
3 3
. 4
dx x
. 4
dx 4x

8)

+
dx
)
x
(2x
2
3

C + + =

+

=

+

=

+
3
x
4
x
. 2
dx x dx x
2.
dx x dx 2x dx
)
x
(2x
3 4
2 3 2 3 2
3

= C + +
3
x
2
x
.
3 4

9)
∫ dx x
3
2

C C C + = + = +
+
=

=

+
3 5
3
5
1
3
2
3
2
3 2
x
5
3
3
5
x
1
3
2
x
dx x dx x


10)

− + − + + dx x x x x x ) 1 4 5 6 7 3 (
2 3 4 5

∫ ∫ ∫ ∫ ∫ ∫
− + − + + = dx xdx dx x dx x dx x dx x 1 4 5 6 7 3
2 3 4 5

∫ ∫ ∫ ∫ ∫ ∫
− + − + + = dx xdx dx x dx x dx x dx x 1 4 5 6 7 3
2 3 4 5

C x
x x x x x
+ − + − + + =
2
4
3
5
4
6
5
7
6
3
2 3 4 5 6


Efetuando-se as simplificações possíveis tem-se:
C x x
x x x x
+ − + − + + =
2
3 4 5 6
2
3
5
2
3
5
7
2

1.2 INTEGRAL DEFINIDA

A integral definida de f de a até b é a diferença

F(a) F(b) f(x)dx
b
a

− =
Onde F é a primitiva de f. Os números a e b são os limites de integração.


Exemplos:
1)

4
1
2xdx
[ ]
15 1 16
1 4
2
2
. 2 . 2 2
2 2
4
1
2
4
1
4
1
= − = − = = =

=

x
x
xdx xdx
2)

3
0
2dx
[ ] 6 0 . 2 3 . 2 2 . 2 2
3
0
3
0
3
0
= − = =

=

x dx dx
3 3) ) ∫
+
2
0
3
1)dx - x 3 (x



+

=

+
2
0
2
0
2
0
3
2
0
3
1dx 3xdx dx
x
1)dx - x 3 (x



+

=
2
0
2
0
2
0
3
dx xdx 3 dx
x




+

=
2
0
2
0
2
0
3
dx xdx 3 dx
x

8 0
2
0
. 3
4
0
2
2
2
. 3
4
2
x
2
x
2
3
4
x
4 2 4 2 4
2
0
=
|
|
¹
|

\
|
− + −
|
|
¹
|

\
|
− + =
|
|
¹
|

\
|
− + =



2 CÁLCULO DE ÁREA







Área de A =

b
a
f(x)dx


A área compreendida entre o gráfico da função e o eixo do x é obtida através do
cálculo da integral definida.


Exemplos:


1) Calcular a área marcada na figura abaixo:






[ ] área) de (unidades u.a. 6 6 12 3.2 4 . 3 3x dx 3 3dx A
4
2
4
2
4
2
= − = − =

=

= =




2 ) Calcular a área marcada na figura abaixo:


A
A
∫ ∫
+
∫ ∫
= +

= + =
10
0
10
0
10
0
10
0
10
0
dx 10. xdx 2. 10dx 2xdx 10)dx (2x A
u.a. 00 2 0 . 10
2
0
2. 10 . 10
2
10
2. x . 10
2
x
2
2.
2 2
10
0
=
(
¸
(

¸

+ −
(
¸
(

¸

+ =
(
(
¸
(

¸

+ =











ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM


1) Calcular as integrais:


a)

− + − + + dx x x x x x ) 1 4 5 6 7 3 (
2 3 4 5


b)

+ dx
x x
)
4 3
(
4 5


c)
dx x x ) (
6 5 7 3
+



d)

+ + + + − dx x x
x
x x ) 2 3
6
8 7 (
7 6
3
4 5


e)
( )dx
x x ∫
+
2
0
2
8 3

f)
dx
x

5
1
2


g)
dx x

4
0


h)
dx
x



1
3
3
4


2) Calcular a área das figuras abaixo:

a)
f(x) = 4 – x
2





b) f(x) = 2 + 2x




c)f(x) =
3 3x x
2
+ −












Referências
GUIDORIZZI, Hamilton Luiz. Matemática para Administração. Rio de Janeiro.
Editora LTC, 2002
IEZZI, Gelson. Fundamentos da Matemática. São Paulo. Editora Atual, 2000.
___________. Matemática Ciência e Aplicações. São Paulo. Editora Atual,
2001.
HOFFMANN, Laurence D. Cálculo moderno e suas aplicações. volume 1. Rio
de Janeiro. Editora LTC, 1990.
HUGHES-HALLET, Deborah. Cálculo e Aplicações.São Paulo. Editora Edgard
Blucher Ltda, 1999.
FLEMMING, Diva Maria. Cálculo A: funções, limite, derivação, integração. São
Paulo. Editora Pearson Makron, 1992.
GIOVANNI, José Ruy. Matemática completa. São Paulo. Editora FTD, 2005.
_________________. Matemática. São Paulo. Editora FTD, 1992.
LEITHOLD, Louis. Matemática aplicada à Economia e Administração. São
Paulo. Editora Harbra, 2005.
MORETTIN, Pedro A. Cálculo de uma variável e várias variáveis. São Paulo.
Editora Saraiva, 2006.
MUROLO, Afrânio. Matemática aplicada à Administração, Economia e
Contabilidade. São Paulo. Editora Pioneira, 2004
PAIVA, Manoel Rodrigues. Matemática: Conceitos, linguagem e aplicações. São
Paulo. Editora Moderna, 2002
SILVA, Sebastião Medeiros da. Matemática Básica para Cursos Superiores.
São Paulo. Editora Atlas, 2002
________________________. Matemática para os cursos de Economia,
Administração, Ciências contábeis.5ª edição. São Paulo. Editora Atlas, 1999.
WEBER, Jean E. Matemática para Economia e Administração. São Paulo.
Editora Harbra Ltda, 2002.





Sumário
Apresentação MÓDULO 1 – As Funções 1 1.1 1.2 Definição de Funções CONSIDERAÇÕES SOBRE O DOMÍNIO DE UMA FUNÇÃO FUNÇÕES USUAIS 6 8 11 11 17 19 27 30 36 38 43 1

1.2.1 FUNÇÃO DO 1º GRAU ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM 1.2.2 FUNÇÃO DO 2º GRAU ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM 1.2.3 FUNÇÃO EXPONENCIAL ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM 1.2.4 FUNÇÃO LOGARÍTMICA ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM MÓDULO II – ÁLGEBRA DAS MATRIZES: DEFINIÇÃO, PROPRIEDADES, TIPOS E OPERAÇÕES COM MATRIZES 1 ÁLGEBRA DAS MATRIZES ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM MÓDULO III – LIMITES E DERIVADAS 1 NOÇÃO INTUITIVA DE LIMITE

47 57

61

1.1 1.2 1.3

PROPRIEDADES DE LIMITE LIMITES LATERAIS LIMITES INFINITOS

64 69 71 73 74 77 79 82 82 84 86 87 94 95 99

1.3.1 LIMITES NO INFINITO 2 CONTINUIDADE DE FUNÇÃO ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM 3 3.1 3.2 3.3 3.4 3.5 TAXA DE VARIAÇÃO DERIVADA DE UMA FUNÇÃO EM UM PONTO DERIVADA DE FUNÇÕES ELEMENTARES REGRAS DE DERIVAÇÃO DERIVADAS SUCESSIVAS MÁXIMOS E MÍNIMOS ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM 3.6 CUSTO, RECEITA E LUCRO ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM MÓDULO IV – NOÇÕES DE INTEGRAL 1 1.1 1.2 2 PRIMITIVA DE UMA FUNÇÃO INTEGRAL INDEFINIDA INTEGRAL DEFINIDA CÁLCULO DE ÁREA ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM REFERÊNCIAS

104 104 107 108 111 113

MÓDULO I As Funções .

Objetivos Esse módulo é Introdutório à Matemática Básica e visa lhe possibilitar a compreensão das noções fundamentais. visando compreender as Funções. .

y f -3 0 6 x A = {x ∈ R/ -3 ≤ x ≤ 6} f : A→ R é função → . quando uma grandeza y está expressa em função de uma outra x. observa-se que. Representa-se por y = f(x). Diz-se que f é uma função de A em B. uma variação de y. tal que o par ordenado (x. y = f(x).y) ∈ f.y) ∈ f então y é a imagem de x pela função f. em correspondência. desde que y não seja uma função constante. e somente se. No dia a dia. Se (x. ocorre. (x. De modo geral. intercepta o gráfico de f num único ponto. para uma dada variação de x.1 DEFINIÇÃO DE FUNÇÃO Sabe-se que as grandezas variam. se e somente se. o tempo de uma viagem de automóvel entre duas cidades depende da velocidade média. existe um único y ∈ B. toda reta vertical de abscissa x. com x ∈ A. o valor a ser pago na conta de energia de sua casa depende do consumo medido no período. e indica-se f: A → B. pensa-se muitas vezes na variação de grandezas. por exemplo. e assim por diante. Seja f uma relação de um conjunto A em um conjunto B. ou seja. para cada elemento x ∈ A. como.y) ∈ f ⇔ y = f(x) Como reconhecer uma função: • Pelo Gráfico Cartesiano Uma relação f de A ⊂ R em R é uma função se.

y f 0 Conjunto dos números reais ( IR ) : 3 x A = {x ∈ R/ 0 ≤ x ≤ 3} f não é função Conjunto dos Números Reais: É o conjunto numérico que resulta da união dos números racionais (aqueles que podem ser colocados na forma forma a b ) com os irracionais (não podem ser escritos na a ). . e somente se. b IR -3 -2 -1 -5/4 0 1/2 1 2 3 π 2 • Pelo Diagrama de Flechas Uma relação f de A em B é uma função se. de cada x ∈ A partir uma única flecha.

1 CONSIDERAÇÕES SOBRE O DOMÍNIO DE UMA FUNÇÃO Se f é uma função de A em B. D(f) = A b) O conjunto B é chamado contradomínio de f e é representado por CD(f).A f y B A f B f é função A f B A f é função f B f não é função f não é função 1. Note que: Im(f) ⊂ CD(f) . CD(f) = B c) O conjunto de todos os elementos y ∈ B que são imagens de pelo menos um elemento x ∈ A é chamado de conjunto-imagem de f e é representado por Im(f). então: a)O conjunto A é chamado domínio de f e é representado por D(f).

. 8. Domínio é um sinônimo para conjunto de saída. O conjunto de chegada "B". O conjunto imagem é. ou seja. também possui um sinônimo. 8. para os quais tem sentido calcular y = f(x). 6. não precisa-se ter subdivisões para o domínio.Também define-se o conjunto imagem como o conjunto de valores que efetivamente f(x) assume. em uma função. fica estabelecido que o seu domínio é o conjunto de todos os números reais x. O domínio é o conjunto que contém todos os elementos x para os quais a função deve ser definida.a imagem do ponto x = 7 é y = 12. Prezado estudante. é: O conjunto A é o conjunto de saída e o B é o conjunto de chegada. 4. . o contradomínio é = {1.a imagem do ponto x = 4 é y = 9. 9. O conjunto imagem (Im). indicado por f(1) = 6. 9. lembre-se que: São três conjuntos especiais associados à função. 7}. A representação. indicado por f(4) = 9. 9. 4. 6.definida por f(x) = x + 5 . para esta função o domínio é o próprio conjunto A = {1. Já o contradomínio é o conjunto que contém os elementos que podem ser relacionados à elementos do domínio. é chamado de contradomínio. é composto por todos os elementos em que as flechas de relacionamento chegam. desta função. Com os conjuntos A={1. indicado por f(7) = 12. No exemplo acima considera-se que o domínio é D = {1. sempre um subconjunto do contradomínio. . 7} e B={1. 7. 7. 12} e o conjunto imagem é Im = {6. 12} cria-se a função f: A B. o conjunto de saída (domínio) deve ter todos os seus elementos relacionados. 4.d) Se uma função é dada apenas pela regra ou lei de formação. 4. Como. 4. utilizando conjuntos.a imagem do ponto x = 1 é y = 6. 7}. 12} e: . pois.

No caso. que não está definida quando o divisor é zero. No caso. dada por y = x2 . 2. potência ( x2 ).Revisando e Praticando . deve-se ter: 3x-6 ≠ 0 ou x ≠ 2 Logo. é o conjunto D= IR. produto (-8x ). Qual o domínio da função dada por y = x2 . 1. soma e subtração podem ser realizados para qualquer número real.. Assim. Assim o domínio da função f.8x + 9..8x + 9? O domínio é o conjunto de todos os números x reais para os quais é possível realizar as operações indicadas. 7 é o conjunto D = IR 3x − 6 . Qual o domínio da função dada por y = 7 ? 3x − 6 O domínio é o conjunto de todos os números reais x para os quais é possível realizar as operações indicadas. a única restrição é a divisão. o domínio da função f dada por y = – {2}.

dependendo do sinal de a: Quando a > 0 Isso significa que a será positivo. o número a é chamado de coeficiente angular e o número b é chamado coeficiente linear.1. ou função afim. onde a = 2 e b = -1.y) (-2. Veja alguns exemplos de funções polinomiais do 1º grau: f(x) = 5x-3. . No eixo vertical são colocados os valores de y e no eixo horizontal os valores de x.2. onde a e b são números reais dados e a ≠ 0.0  2  (1. Por exemplo. x -2 -1 0 1 2 1 y -5 -3 -1 0 1 Par (x.-3) (0.1) Observa-se que conforme o valor de x aumenta. logo quando a > 0 a função é crescente.7 f(x) = 11x. Para construir esse gráfico deve-se atribuir valores reais para x.-5) (-1. para que seja possível achar os valores correspondentes em y.1 FUNÇÃO DO 1º GRAU Chama-se função polinomial do 1º grau. o valor de y também aumenta. qualquer função f de IR em IR dada por uma lei da forma f(x) = ax + b. Com os valores de x e y formam-se as coordenadas. dada a função: f(x) = 2x – 1 ou y = 2x .1. onde a = 5 e b = .-1) 1   .2 FUNÇÕES USUAIS 1. e a função do 1º grau é formada por uma reta. Essa reta pode ser crescente ou decrescente.3 f(x) = -2x . que são pares ordenados plotados no plano cartesiano para formar a reta. onde a = -2 e b = .7. Na função f(x) = ax + b. onde a = 11 e b = 0 Gráfico: Toda função pode ser representada graficamente.

2) (0. dada a função f(x) = .1) (1. x -2 -1 0 1 y 3 2 1 0 Par (x. para que seja possível achar os valores correspondentes em y. logo quando a < 0 a função é decrescente.y) (-2. Com os valores de x e y são formadas as coordenadas que são pares ordenados plotados no plano cartesiano para formar a reta.0) Observa-se que conforme o valor de x aumenta o valor de y diminui.3) (-1. Por exemplo.Quando a < 0 Isso indica que a será negativo. .x + 1. No eixo vertical são colocados os valores de y e no eixo horizontal os valores de x. Para construir esse gráfico deve-se atribuir valores reais para x. onde a = -1 e b = 1.x + 1 ou y = .

Logo: f(x) = 0 ax + b = 0 x=− b a Apresenta-se alguns exemplos: 1. 3. Zero e Equação do Primeiro Grau: Chama-se zero ou raiz da função polinomial do 1º grau f(x) = ax + b. e esse ponto é a raiz da função. a ≠ 0. pois o gráfico é uma reta e uma reta é formada por.Obtenção do zero da função f(x)= 4x -7: f(x) = 0 4x -7= 0 x= 7 4 2. • O ângulo α formado com reta e com o eixo x será obtuso (maior que 90º) quando a < 0. . • Apenas um ponto corta o eixo y.Cálculo da raiz da função g(x) = 3x + 6: g(x) = 0 3x + 6 = 0 x=-2 Observação: O zero da função afim é a abscissa do ponto onde o gráfico corta o eixo do x. e é medido no sentido anti-horário. Obs: O ângulo α é o ângulo formado entre o eixo do x e o gráfico da reta. • O ângulo α formado com a reta e com o eixo x será agudo (menor que 90°) quando a > 0. esse ponto é o valor de b. no mínimo.Características de um gráfico de uma Função do Primeiro Grau: • Com a > 0 o gráfico será crescente. O coeficiente linear ( b) é o ponto onde o gráfico corta o eixo do y. • Na construção de um gráfico de uma função do 1º grau basta indicar dois valores para x. 2 pontos. o número real x que torna f(x) = 0. • Apenas um ponto corta o eixo x. • Com a < 0 o gráfico será decrescente.O cálculo da abscissa do ponto em que o gráfico de h(x) = -2x + 4 corta o eixo das abscissas: O ponto em que o gráfico corta o eixo dos x é aquele em que h(x) = 0. -2x + 4 = 0 x =2 então: h(x) = 0 O ponto onde o gráfico da função corta o eixo do y é 4.

tem-se ax1 > ax2.Regra Geral: y 4 x 2 A função do 1º grau f(x) = ax + b é crescente quando o coeficiente angular a é positivo (a > 0). veja: x -2 -1 0 1 y -7 -5 -3 -1 Par (x.y) (-2. Para cada valor de x tem-se um valor em y. .-5) (0. 0 .-3) (1. tem-se ax1 < ax2 . portanto ax1 + b < ax2 + b → f(x1) < f(x2). -1 . e o contradomínio são os valores de y. deve-se primeiramente estipular valores para x.-7) (-1.-1) Os valores de x são respectivamente o domínio e a imagem. Toda função do 1º grau também terá domínio. 1. Justificativa: •Para a > 0: Se x1 < x2. •Para a < 0: Se x1 < x2. portanto ax1 + b > ax2 + b → f(x1) > f(x2). A função do 1º grau f(x) = ax + b é decrescente quando o coeficiente angular é negativo (a < 0). x = -2 . imagem e contradomínio. Para achar o seu domínio e contradomínio. A função do 1º grau f(x) = 2x – 3 pode ser representada por y = 2x – 3. Por exemplo.

a função é decrescente. o gráfico da função 1º grau resume-se nestes dois casos: f(x) = ax + b.Estudo do sinal: Desenhando apenas o eixo do x. o gráfico de f tem o seguinte aspecto: . Como fazer o estudo dos sinais de f(x) = ax + b Exemplo: Estudar o sinal de f(x) = -2x + 5 1º) Cálculo da raiz f(x) = 0 → -2x + 5 = 0 → x = 2º) Como a = -2. Portanto.

Assim tem-se como resultado do estudo do sinal da função: f(x) = 0 ↔ x = f(x) > 0 ↔ x < f(x) < 0 ↔ x > .

6 d) f(x) = -3x + 3 e) f(x) = -3x + 6 f) f(x) = -3 2) Determine o zero das funções: a) f(x) = 3x + 9 b) f(x) = -5x – 10 x 3 c)f(x) = + 2 2 2 d)f(x) = 3x 5 3) Determine o coeficiente angular e a interseção da reta 3y + 2x = 6 com o eixo dos y.4) e cujo coeficiente angular é 2.4). a “variação” (crescente e decrescente) de cada uma das funções abaixo: a)y = (m+2)x – 3 b)y = (4-m)x+2 . 10) Discuta em função do parâmetro m.Atividades de Aprendizagem 1) Construa o gráfico das funções: a) f(x) = -3x b) f(x) = -3x + 9 c) f(x) = -3x .5) e cujo coeficiente linear é 6. Construa o respectivo gráfico.Determine m.3) e (-2. 7) Estude o sinal de cada uma das seguintes funções de IR em IR: a)y=2x+3 b)y= -3x+2 c)y=5x d)y =3 - e)y = 2x - 8) Avalie se cada uma das funções abaixo é crescente ou decrescente em IR: a)y =3x+2 b)y =x-10 c)y= -2x-3 d)y=3-x e)y= x f)y= -1x 9) A função f definida por f(x)=(m-3)x -1 é decrescente. 4) Calcule a equação da reta que passa pelo ponto (3. 6) Calcule a equação da reta que passa pelos pontos (1. 5) Calcule a equação da reta que passa pelo ponto (-2.

000. 12) O esboço abaixo refere-se ao gráfico da função real definida por Determine m. 17) As funções de oferta e procura de um certo produto são. qual será o lucro ou o prejuízo do fabricante? c.00 por unidade produzida.00? Observação: O ponto em que a receita é igual ao custo é chamado de break-even point (ponto de equilíbrio) e é dado pelo encontro (intersecção) das curvas que representam a receita e o custo. Determine k. que é de $60. a.Quantas unidades o fabricante necessita vender para obter um lucro de $ 1.00 por unidade. Calcule o preço de equilíbrio e o número de unidades em oferta e procura correspondentes. Outro banco cobra $100.00 por talão de cheque e $9.00 somada ao custo de produção. 14) Um fabricante vende a unidade de certo produto por $110.00 por cheque utilizado.00 por talão de cheques e $5.00 por cheque utilizado.Quantas unidades os estudantes terão de vender para existir equilíbrio? b.00.00? 15) Um grupo de estudantes dedicado à confecção de produtos de artesanato tem um gasto fixo de $600. Ache um critério para decidir em que banco você abrirá sua conta. . y x -2 13) O custo total de produção consiste em uma sobretaxa de $5. f(x)=mx+1. Expresse o custo total de produção como função do número de unidades produzidas e construa o gráfico correspondente. Cada unidade será vendida por $175.Quantas unidades os estudantes terão de vender para obterem um lucro de $450.Quantas unidades o fabricante precisa vender para atingir o ponto de equilíbrio? b. O custo total consiste em uma taxa de $ 7. a.500.00 somada ao custo de produção de $ 60. 16) Certo banco cobra $200.250.11) A raiz da função y= -kx+3 é 2. respectivamente.00 por unidade.00 e em material. Construa os gráficos das funções em questão no mesmo par de eixos. S(p) = 4p + 200 e D(p) = -3p + 480. gasta $25.Se forem vendidas 100 unidades.00.

para cada locadora. a = 1.00 por quilometro rodado. mais $ 2. c = 0 (Incompleta) f(x) = . b e c com a ≠ 0. Para achar o seu domínio e contradomínio.1 pode ser representada por y = x + 2x .18) Um operário recebe de salário $600. Qual das duas locadoras apresenta a melhor opção para alugar um carro popular? 1. mais $4. (-2) .2. b. b) Em um mês em que o salário foi de $800. a. b. Determine uma expressão que relacione o salário em função do valor das vendas realizadas no mês. b = 0.1. Determine uma expressão que relacione o salário em função da quantidade de horas extras trabalhadas no mês. Escreva as funções que descrevem.00 a diária. a.00. c. Outra locadora aluga o mesmo modelo de carro ao preço de $80.x2. mais 3% do valor das vendas realizadas. qual o valor das vendas? 20) Uma locadora de automóveis aluga um “carro popular” ao preço de $30. em um mesmo sistema de eixos. esboce o gráfico da função obtida no item anterior. denomina-se função quadrática ou do 2º grau à função: f(x) = ax2 + bx + c. mais $10. imagem e contradomínio. 2 x=-3 y = (-3)2 + 2 . o valor a ser pago de aluguel em função do quilometro rodado. (-3) – 1 x=-2 y = ( -2)2 + 2 .00 a diária. c = 1 (Completa) f(x) = 2x2 – 2x. Exemplos de função do 2º grau: f(x) = x2 + 2x +1. Sabendo que 50 é o número máximo permitido de horas em um mês.00 por quilometro rodado. a. c = 0 (Incompleta) Toda função a do 2º grau também terá domínio. a = 2.00. b = .1 . A função do 2º grau f(x) = x2 + 2x . as funções.2. 19) Um vendedor de uma confecção recebe de salário $350. a = -1. Represente graficamente.00. deve-se primeiramente estipular valores para x.00 por hora extra trabalhada.2 FUNÇÃO DO 2º GRAU Dado três números reais a. b = 2.

sabe-se que f(0) = 0. Calcule o valor de m. 1 – 1 y=1+2–1 y=3–1 y=2 y=4–4–1 y = -1 x=0 y = 02 + 2 . Então. (-1) -1 y = 1 . f(0) = 0. Dependendo do sinal do coeficiente a.y=9–6–1 y=3–1 y=2 x = -1 y = (-1)2 + 2 . isso significa que x = 0 e y = 0.3 ou + 3 Gráfico: O gráfico da função definida de em por F(x) = ax2 + bx + c (a ≠ 0) é uma curva chamada parábola. . e a imagem e o contradomínio são os valores de y. 02 – 5. 2 – 1 y=4+4–1 y=8–1 y=7 Os valores de x correspondem ao domínio da função.2 -1 y = -2 x=1 y = 12 + 2 . agora basta fazer as substituições: f(x) = 3x2 – 5x + m2 – 9 0 = 3. 0 + m2 – 9 0 = m2 – 9 m2 = 9 m= 9 m = . A função f(x) = 3x2 – 5x + m2 – 9 pode ser escrita assim: y = 3x2 – 5x + m2 – 9. 0 – 1 y = -1 x=2 y = 22 + 2 . a parábola pode ter sua concavidade voltada para cima (a > 0) ou voltada para baixo (a < 0). Exemplo: Com relação à função f(x) = 3x2 – 5x + m2 – 9. pode-se dizer que o domínio e o contradomínio são os conjuntos dos reais.

f(x) = 0 Cálculo do zero da função: → ax2 + bx + c = 0 Exemplos: 1) f(x) = 3x² -7x + 2 a = 3.4.24 = 25 Substituindo na fórmula: x= −b ± ∆ 2a = x= − (−7) ± 25 2. o número real x que torna f(x) = 0. a ≠ 0.3.3 . Zero e equação do segundo grau: Chama-se zero ou raiz da função polinomial do 2º grau f(x) = ax2 + bx + c. que a intercepta num ponto chamado vértice. e divide a parábola em duas partes iguais.A parábola possui um eixo de simetria. b = -7 e c = 2 ∆ = b 2 − 4ac = (-7)² .2 = 49 .

x1 = 7+5 =2 6 e x2 = 7−5 2 1 = = 6 6 3   1 3 Logo. a solução da equação é: (3.24 = 1 Substituindo na fórmula: x= −b ± ∆ 2a 5 +1 =3 2 = e x= x2 = − (−5) ± 1 2. são estas as possibilidades para o gráfico da função de 2º grau: . a solução da equação é:  2.1 5 −1 =2 2 x1 = Logo. Considerando o sinal do coeficiente a e o discriminante ∆.1. Desse modo. ou seja.2 ) Quantidade de raízes O gráfico de uma função qualquer corta o eixo do x nas raízes da função. b = -5 e c = 6 ∆ = b 2 − 4ac = (-5)² . ou seja.6 = 25 . ou seja. ∆ < 0 – A parábola não corta o eixo do x. dependendo do discriminante ∆ = b 2 − 4ac .4. não possui raízes reais.  2) f(x) = x² -5x+ 6 a = 1. possui só uma raiz real (ou uma raiz dupla). ∆ = 0 – A parábola tangencia o eixo do x. há três situações possíveis: ∆ > 0 – A parábola corta o eixo do x em dois pontos. possui duas raízes reais e distintas.

Exemplos: 1) f(x) = -x² + 4x-4 a = -1, b = 4 e c = - 4

∆ = b2 − 4ac = 4² - 4.(-1).(-4) = 16 - 16 = 0
Substituindo na fórmula:

x=

−b ± ∆ 2a

=

x=

−4 ± 0 2.(−1)

x1 =

−4+0 =2 −2

e

x2 =

−4−0 =2 −2

(∆ = 0)

Neste caso, tem-se uma equação do 2º grau com duas raízes reais e iguais.

2) f(x) =5x²-6x+7

a = 5, b = -6 e c = 7

∆ = b2 − 4ac = (-6)² - 4.5.7 = 36 - 140 = -104
Note que ∆ < 0 e não existe raiz quadrada de um número negativo. Assim, a equação não possui nenhuma raiz real.

Pontos notáveis do gráfico:
Para construir o gráfico da função de 2º grau, é importante determinar alguns pontos da parábola. • Calcule as raízes, se existirem. • Determine as coordenadas do vértice, as quais são calculadas por:

xv = −

b 2a

e

yv = −

∆ 4a

Lembre-se de que o gráfico corta o eixo do y na imagem de 0, isto é, f(0). O valor desse ponto é o termo independente c.

f(x) = ax2 + bx + c → f(0) = c

Exemplo:
1)Determinar as coordenadas do vértice da parábola y = x²- 4x + 3 Tem-se: a =1, b = - 4 e c = 3

Logo, a coordenada x será igual a 2, mas e a coordenada y? Para determinar a coordenada y basta substituir o valor obtido da coordenada x na função, ou calcular através da expressão y v = −

∆ 4a

Assim, substituindo na parábola y = x²- 4x +3 o valor de x por 2, tem-se: y = (2)²- 4.(2) + 3 = 4 – 8 +3 = -1 Logo, as coordenadas do vértice serão V= (2,-1) Calculando pela expressão y v = −

∆ , tem-se: 4a

∆ = b2 − 4ac = (-4)² - 4.1.3 = 16 - 12 = 4

yv = −

∆ 4 = −1 = − 4.1 4a

Portanto, para determinar as coordenadas do vértice de uma parábola, acha-se o valor da coordenada x (através de x=-b/2a) e substituindo este valor na função, acha-se a coordenada y, ou aplica-se a expressão de y v = −

∆ 4a

Valor mínimo ou valor máximo da função do 2º grau:
Pelos esboços dos gráficos das funções quadráticas dependendo da posição da parábola (concavidade voltada para cima ou para baixo), a função pode ter valor mínimo ou valor máximo, e esses valores correspondem à ordenada do vértice da parábola. Se a> 0, y v = −

∆ 4a ∆ 4a

é o valor mínimo da função.

Se a< 0, y v = −

é o valor máximo da função

a parábola tem um ponto de máximo cujas coordenadas são : xv . Determine a altura atingida pela bala. . y v ( ) xv = − yv = − b 60 =− = 10 2a −6 ∆ 3600 =− = 300 4a − 12 Assim. ou seja. a altura máxima atingida é de 300 metros.Exemplos: 1) Uma bala é atirada de um canhão e descreve uma parábola de equação y= − x 2 + 60 x (sendo x e y medidos em metros). a < 0. Como a = -3.

x 2 + 7x − 12 x 2 − 2x − 1 2 f(x) = 5x 2 9 2 f(x) = − 3x + 6 f(x) = .ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM 1) Determine os zeros (se existir). determine o valor de k.+x+6 3) Considere a função f(x)= .5x + 6 y=. y = .-x+6 y =3 y = 2 -4x y = 1-4 y=. Justifique a sua resposta. 4) Determine o parâmetro real k. o vértice e construa o gráfico das funções: f(x) = f(x) = f(x) = x 2 − 3x + 2 .2x + 6. 6) Determine se as funções abaixo possuem valor máximo ou mínimo. um zero real duplo c. nenhum zero real 5) Determine a e b de modo que o gráfico da função definida por y = a + bx – 9 tenha o vértice no ponto (4. Sabendo que essa função possui dois zeros reais iguais.dois zeros reais diferentes b. diga se a parábola que representa o gráfico da função tem a concavidade voltada para cima ou para baixo.2x + k tenha: .x 2 + x − 3 7 f(x) = x 2 − x − 2 f(x) = . -25). de modo que a função f(x) = a.x 2 + 5x − 7 2) Observando as seguintes funções quadráticas. a seguir calcule esse valor. .

seja mínimo? Qual é esse custo? 2x . por minuto. por minuto. a)f(x)= m +3x+6 b)f(x)= 5 -6x -3m c)f(x)= (m-1) +3x+1 d)f(x)= . por minuto. a)f(x)= m +4x+4 b)f(x)= – mx+1 c)f(x)= (m-1) +3x+1 d)f(x)= . por minuto. número x de litros de óleo fabricados. -2x+k tenha 2 como valor 8) Determine m para que a função f(x) possua duas raízes reais iguais. em função do 2 − 40x + 250 . a)f(x)= m +3x+6 b)f(x)= 5 d)f(x)= -6x -3m . 12) Em uma indústria de óleo comestível.5 +4x –(m-3) e)f(x)=4m +6m+3 9) Determine m para que a função f(x) possua duas raízes reais distintas. é dado por y = Quantos litros de óleo devem ser fabricados. para que o custo de produção. o custo de produção y.5 +4x –(m-3) 2 11) Determine m para que a parábola representativa da função y = mx − 2 x + 1 tenha concavidade voltada para cima.a)f(x)=3 -6x+ 2 b)f(x)= -2 +4x -1 c)f(x)= d)f(x)=4 -1 7) Determine o valor de k de modo que a função f(x)= máximo.2mx+ (m+1) –6 +6x –(m-2) c)f(x)=(m+1) e)f(x)= 4(2m – 1) 10) Determine m para que a função f(x) não possua raízes reais.

a produção (P) de feijão depende da quantidade (q) de fertilizante utilizada. Considerando 2 nessa lavoura a produção medida em Kg e a quantidade de fertilizante em g/ m 2 . o valor (v) de uma ação negociada na bolsa de valores. (valor final) − (valor inicial) .t 2 + 14t + 32 . t = 1 em fevereiro. pode ser obtida pela expressão N = . 14) Em uma ano. onde o consumo E é em Kwh e ao tempo associa-se t =0 em janeiro. e assim sucessivamente. faça o gráfico da função e determine a variação percentual do valor da ação após um ano.3q + 90q + 525 .13) Em uma plantação. t = 1 após 1 mês. b) Em que momento a produção é máxima? Qual a produção máxima? c) Em que momento a produção é igual à produção inicial? d) Em que momento o funcionário não consegue mais produzir? . (Considere t = 0 . leva à função P = . onde t representa o mês da venda. t = 2 após 2 meses. em que mês foi vendido o máximo de apólices e qual o número máximo vendido? c) Qual a média de apólices vendidas por mês para os cinco primeiros meses? E para os dez primeiros meses? 17) A produção de um funcionário. 16) O número de apólices vendidas por um vendedor de seguros. no decorrer dos 2 meses. a) Esboce o gráfico dessa função a partir de uma tabela com o número de apólices vendidas para os dez primeiros meses de venda. e especifique quanto é esta produção. e tal dependência pode ser expressa por P = . etc). b) De acordo com os dados obtidos anteriormente. é dado pela expressão v = 2t − 20t + 60 . a) Determine o(s) mês(es) em que o consumo é de 195 Kwh b) Qual o consumo mensal médio para o primeiro ano? c) Esboce o gráfico. determine a quantidade de fertilizante para que a produção seja máxima. Sabendo-se que o valor da ação é dado em reais (R$). quando relacionada ao número de horas trabalhadas.100% valor inicial Obs: Variação percentual = 15) O consumo de energia elétrica para uma empresa no decorrer dos meses é dado por E = t 2 − 8t + 210 . momento em que a ação começa a ser negociada. indicados por t.2t a) Esboce o gráfico da função. 2 + 24t + 128 .

quantas camisetas é possível comprar? d) Se forem compradas 19 camisetas. a > 0 e a ≠ 0. determinando e indicando os pontos de equilíbrio (break-even). b) Esboce o gráfico obtido no item anterior ressaltando os principais pontos. f(y) = 3y. estimativa da idade de um fóssil. Exemplos: f(x) = 3x. Como exemplos de aplicação cita-se: crescimento populacional. A quantidade de ternos é representada por x. etc. c) Se forem comprados 8 ternos. O valor das ações da primeira variou de acordo com a função A = t +10. a) Em que momentos as ações têm o mesmo valor? Quais são esses valores? b) Em um mesmo sistema de eixos.3 FUNÇÃO EXPONENCIAL Chama-se função exponencial qualquer função f de R em R dada por uma lei da forma f(x) = a x . a de 2 camisetas por y. juros compostos. c) Qual a quantidade de relógios a ser comercializada para que o lucro seja máximo? Qual o lucro máximo? 20) Uma pessoa investiu em papéis de duas empresas no mercado de ações durante 12 meses. e a equação que dá a restrição orçamentária é 10x + 10 y = 1000 . t = 1 após 1 mês.2. crescimento de bactérias. b) Obtenha a função lucro é esboce o gráfico.18) Um comerciante de roupas compra ternos e camisetas para revenda e tem um orçamento limitado para compra. pressão atmosférica. . Funções exponenciais desempenham papéis fundamentais na Matemática e em várias ciências. c) Qual foi a melhor aplicação após os três primeiros meses? E após um ano? 2 1. a) Expresse a quantidade de camisetas em função da quantidade de ternos comprados. tal compra ultrapassará o orçamento? 19) Para a comercialização de relógios. a) Esboce os gráficos da receita e custo sobre o mesmo sistema de eixos.2q 2 + 20q + 375 . curvas de aprendizagem. um lojista nota que a receita é dada por R = -3q 2 + 120q e o custo é dado por C = . e o valor para a segunda empresa obedeceu à função B = t − 4t + 10 . qual a quantidade de camisetas compradas? f) E se não forem compradas camisetas. esboce os gráficos para o período de um ano. função exponencial de base 3 e expoente x (variável). desintegração radioativa. função exponencial de base 3 e expoente y (variável). quantos ternos é possível comprar? e) Se não forem comprados ternos. qual a quantidade de ternos comprados? g) Se forem comprados 7 ternos e 40 camisetas. em que a é um número real dado. Considerando t = 0 o momento da compra das ações. t = 2 após 2 meses etc.

quando o valor da base é maior que 1 e quando o valor da base está entre 0 e 1. . veja como ficarão os gráficos dependendo do valor de a (base). função exponencial de base 5 e expoente x (variável).5)x. Esse gráfico representa uma função exponencial crescente. onde 0 < a < 1.5 e expoente x (variável). onde a > 1 Esse gráfico representa uma função exponencial decrescente. Dada a função f(x) = ax.f(x) = (0. função exponencial de base 0. x Gráfico: A construção de gráficos de função exponencial segue dois modelos. f(x) = 5 .

• O gráfico (curva) irá cortar apenas o eixo y e sempre será no ponto 1. essas são características para qualquer gráfico de função exponencial. sendo que os valores de y sempre serão positivos.Os dois tipos de gráficos possuem características semelhantes. y 8 Exemplo: 4 2 1)Construir o gráfico da função y = x 1 1 2 y 1 x -3 -2 -1 0 1 x 2 -3 3 -2 -1 0 1 2 3 2 1 4 8 1 1 8 4 1 2 1 2 4 8 1 2) Construir o gráfico da função y =   2 x . pois a função exponencial não possui raiz. • O gráfico (curva) nunca irá interceptar o eixo x.

portanto: x + 2 = 3x x – 3x = -2 -2 x = -2 x=1 3) Considere a equação 4 x − 2 = 82 x +1 (22) x−2 = (23) 2 x+1 2 2 x − 4 = 26 x + 3 2x – 4 = 6x+3 .y (ax) y = ax. portanto: – x =1 x = -1.  3 1   =3  3 x x 3-x = 31. 2) Qual é o conjunto solução da equação exponencial 5x+2 = 125x ? Como 125x = (53)x = 53x Tem-se: 5x+2 = 53x.Propriedades: ax. ay = ax + y ax a y = ax .y (a b)x = ax bx ax a   = x b b a -x= x 1 ax m n m an = a Exemplos: 1 1) Determinar o valor de x para o qual   = 3 .

com a > 0. é comum chamar o valor b de valor inicial. 2.a ≠ 1 O coeficiente b representa o valor da função quando x=0 e dá o ponto em que o a curva corta o eixo y: y= f(0) = b. Para saber o valor de M para x = 20.9771 M(20) ≈ 26533 Entretanto. Esse coeficiente pode assumir valores positivos ou negativos. existem casos em que em uma função do tipo y= b é dado y para então se determinar x. pode-se. e b ≠ 0. tem-se: x 2 = 12 – 3 x2 = 9 x = ±3 Caracterização Geral Definição: uma função exponencial é dada por y= f(x) = b . M(20) ≈10000. basta fazer: M(20)=10000 . y= b. obter rapidamente os valores de M. a partir de diferentes valores de x. . dado y é fácil determinar x.1 y=b Observação: Em situações práticas.65329771 M(20) ≈ 26532. Para alguns casos bastante simples. Exemplo: Ao consider um montante (M) de uma dívida em função do tempo x como M(x)=10000 . Por .X=- 7 4 1 é obtido fazendo: 27 2 4) O conjunto-solução S da equação 3x −12 = 2−12 2 −12 3x 3x 1 =   3 = 3−3 3 x 2 − 12 = -5 Resolvendo a equação de 2º grau obtida.

= = 32 = = 96 vamos determinar x quando y = 96 resolvendo a equação Por comparação. . sendo y = 3 . tem-se x = 5.exemplo. exponencial: 3.

10) Construa o gráfico das funções: a) y = 3 x 1 b) y =    3 x c) y = 4 x d) y = 0. = 1 no universo dos números reais. 4) Escreva sob a forma de radical as seguintes potências: a) b) c) d) e) f) g) h) 5) Resolva as equações exponenciais: a) =64 b) =243 c) = d) = =27 e) = f) =0.ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM 1) Calcule: a) b) c) d) e) f) g) 2) Calcule o valor numérico de . para x=2 e y= -2 3) Aplicando as propriedades gerais das potências. reduza a uma só potência: a) .001 6) Resolva a equação exponencial 7) Resolva as equações: a) = b) = 8) Determine o conjunto solução da equação 9) Simplifique . b) c) : d) e) .25 x .

000 habitantes e cresce 1. b)Qual o valor do trator na data da compra? c)Esboce o gráfico de M(x) x 15) O montante de uma dívida no decorrer de x meses é dado por M(x) = 10. isto é.43% ao ano. 13) O montante de uma aplicação financeira no decorrer dos anos é dado por M(x) = 50.000 • 1. 12) Para um carro cujo valor inicial é de R$ 35. a)Calcule o valor do trator após 1. a)Calcule o montante após 1. P(t).08 x . Determine a expressão da população P como função do tempo t. 5 e 10 anos da compra. Determine o montante após 1..11) A população de uma cidade é de 450.5% ao ano.05 .5 anos.91 .000 • 0. constatou-se uma depreciação no valor de 12. Determine a expressão do valor V como função do tempo t. x . isto é. V(t). 5 e 10 anos da aplicação inicial b)Qual o valor aplicado inicialmente? c)Esboce o gráfico de M(x) 14) Um trator tem seu valor dado pela função V(x) = 125. onde x representa o ano após a aplicação e x = 0 o momento em que foi realizada a aplicação. onde x representa o ano após a compra do trator e x=0 o ano em que foi comprado.00.000.000 • 1.

é o expoente y que é preciso elevar à base para obter o número. ao número y que é necessário elevar a base a para obter x e escreve-se: <=> ay = x. Uma potência de base positiva é um número positivo. Como a > 0 e a ≠ 1. Propriedades operatórias dos logaritmos: 1) O logaritmo do produto é igual à soma dos logaritmos dos fatores: log a ( x. Exemplos: log a x = y log 2 128 = 7. pois 102 = 100 log 3 1 1 = −2 . não existe nenhum valor de y que satisfaça a condição. y ) = log a x + log a y x. numa dada base. Como a > 0 e a ≠ 1. o logaritmo de um número. vem y = 0. y ∈ lR+  y 3) O logaritmo da potência é igual ao produto do expoente pelo logaritmo da base:  x log a   = log a x − log a y x. log1 = y ⇔ ay = 1. pois 3 − 2 = 9 9 Consequências da definição de logaritmo: 1º) O logaritmo de 1 em qualquer base é 0.4 FUNÇÃO LOGARÍTMICA Chama-se logaritmo de um número x na base a (a > 0 e a ≠ 1). pois 53= 125 log10 100 = 2.2. y ∈ lR+  y   . Se escrevermos: log a (−3) = y ⇔ ay = -3. pois 27 =128 log 5 125 = 3. ou seja. a 2º) Só é possível calcular o logaritmo de um número maior do que 0.1. y ∈ lR+ 2) O logaritmo do quociente é igual à diferença entre os logaritmos dos termos:  x   log a   = log a x − log a y x.

. N) Observações sobre os gráficos: a) O gráfico da função logarítmica passa sempre pelo ponto (1. b) O gráfico nunca toca o eixo y e não ocupa pontos dos quadrantes II e III. c) Quando a > 1.0).N ) logo A = (M2 . =3.Exemplos: 1) Aplicando as propriedades de logaritmo calcular: Solução: = = 2+3+4 = 9 + + = Solução: c) Solução: =3. a função logarítmica é decrescente (x1 > x2 log a x1 < log a x2 ). calcular A em função de M e N. a função logarítmica é crescente (x1 > x2 log a x1 > log a x2 ). log x M + log x N log x A = log x M 2 + log x N log x A = log x ( M 2 . Solução: log x A = 2. d) Quando 0 < a <1.2=6 =6–3=3 2) Dado log x A = 2. log x M + log x N .

Exemplo: 1) Construir o gráfico da função y = x y -3 -2 -1 0 1 2 3 x log2 1 8 1 4 1 2 1 2 4 8 .

verifica-se que – 2 é um valor impróprio. tem-se: log 2 x + log 2 2 x = 3 =4 → x = 2 ou x = -2 log2 ( x.Equações logarítmicas: Para resolver equações logarítmicas.2 x) = 3 log 2 ( 2 x 2 ) = 3 23 = 2x2 8 = 2x2 x2 Comparando os valores obtidos com as condições de existência estabelecidas. e para esse logaritmo omite-se a base. Logo: V = {2} Logaritmos decimais: A base do logaritmo é igual a 10. e a definição de logaritmo. Exemplo: Resolver a equação log 2 x + log 2 2 x = 3 . omite-se o e e escreve-se ln x em vez de log e x . Logaritmos Neperianos ou de base natural: Quando a base é e. verificar se os valores obtidos para a incógnita estão de acordo com as condições de existência estabelecidas. Condições de existência: Aplicando a propriedade do logaritmo do produto. . deve-se aplicar as propriedades e em seguida. Este logaritmo é chamado de logaritmo natural ou logaritmo neperiano.

.10S será:  1001   = 1073 .10S. Portanto: log x = 2 ou log x = -1 Como a base é igual a 10. acha-se: y2 . 100 e Conforme enunciado do problema.y . tem-se: log10 x = 2 log10 x = −1 log 2 x − log x − 2 = 0 então calcule o valor x = 102 = 100 x = 10-1 = = 1 10 1 10 As raízes procuradas são. Considerando logx = y. tem-se: S = 100 + 1 1000 1 1001 = + = 10 10 10 10 Logo. encontra-se: y = 2 ou y = -1.10   10  2)Determine o valor de expressão + + .2 = 0 Resolvendo a equação do segundo grau acima.1001 = 72 1073 . o valor de 1073 . Calculando o valor de cada uma das parcelas : =3 = =0 =5 + + =3+0+5=8 O valor da expressão é 8.Exemplo: 1) Se S é a soma das raízes da equação de 1073 . então.

calcule o valor X : a) b) c) =2 =2 =3 = 0. Assim.calcule: d) 5) Descubra o valor numérico das letras em cada item: a) =4 b) =b c) = 3 d) = 10 e) = 13 6) Por definição.ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM 1) Dê o valor dos logaritmos: a) f) k) 2) Calcule: a) e) + + b) c) + d) + b) g) l) c) h) d) i) e) j) 3) Se a) =0.calcule .8451.6990 e = 0. 9) Calcule . determine o logaritmo deste número na 7) Sabendo que 8) O logaritmo de um número na base 16 é base .48 significa que = 3.30 significa que b) c) = a e que c) =2e d) = 0. Descubra: 4) Sabendo-se que a) b) = b. a base de um logaritmo tem que ser um número positivo diferente de 1.

08 x . Após quanto tempo o montante será de $ 80.02n . o número de habitantes. onde x representa o ano após a aplicação e x = 0 o momento em que foi realizada a aplicação. Sabendo que log1.91 .000 • 0. onde x representa o ano após a compra do trator e x=0 o ano em que foi comprado. Após quanto tempo o valor do trator será de $ 90.000 • 1.10) Em cada caso. 13) Ao nível do mar. aproximadamente.000 • 1.5. qual o valor da soma S? a)S= b)S= + + - 11) Construa o gráfico das funções: a) log x 3 b) log x 1 3 12) A população de uma cidade passou a crescer de acordo com a função P = 50000 . Determine após quanto tempo o montante será de $ 40. onde n representa os anos e P.00.009. a pressão atmosférica é de 760 mm Hg. Essa pressão varia com a altura.000. a que altura do nível do mar a pressão é de 250 mm Hg? 14) O montante de uma aplicação financeira no decorrer dos anos é dado por M(x) = 50.000.00? x 750 (h em metros e P em milímetros P x 16) O montante de uma dívida no decorrer de x meses é dado por M(x) = 10.02 = 0. faça uma previsão de quando essa cidade atingirá 500. log de mercúrio).00? 15) Um trator tem seu valor dado pela função V(x) = 125.000. de acordo com a fórmula h = 18400.05 .000 habitantes. Sabendo que log3 = 0.1. .

Módulo II Álgebra das Matrizes: Definição. Propriedades. Tipos e Operações com Matrizes .

Objetivos Nesse módulo você compreenderá a Álgebra das matrizes através do estudo dos seguintes conteúdos: Definição. tipos e operações com matrizes. . propriedades.

Sendo que m é o número de linhas e n o número de colunas. chama-se de matriz toda tabela m x n sendo que m e n podem assumir qualquer valor natural menos o zero.1 ÁLGEBRA DAS MATRIZES Pode-se dizer que uma matriz é uma tabela com colunas (vertical) e linhas (horizontal). Dessa forma. Um elemento qualquer dessa matriz será representado pelo símbolo aij. chaves ou entre duas barras duplas. no qual o índice i refere-se à linha em que se encontra tal elemento e o índice j refere-se à coluna em que se encontra o elemento. veja alguns exemplos: Considere uma matriz qualquer de ordem m x n. Dada a matriz de ordem 3 x 2: . As propriedades da adição de matrizes são: a) A + B = B + A (COMUTATIVA) b) (A + B) + C = A + (B + C) (ASSOCIATIVA) c) A + 0 = 0 + A = A (ELEMENTO NEUTRO) d) A + (-A) = (-A) + A = 0 (ELEMENTO OPOSTO) e) (A + B)T = AT + BT (TRANSPOSTA DA SOMA) Para representar uma matriz deve-se colocar as linhas e colunas entre parênteses. Observe que cada elemento de uma matriz pertence a uma linha e uma coluna.

• Matriz Identidade ou Matriz Unidade Matriz identidade é uma matriz quadrada na qual todos os elementos da diagonal principal (elementos de índice aii. Observação: se m = n. a21 . Uma matriz de ordem 2 x 2 que não tem seus elementos definidos. a11. Matriz Quadrada. Matriz Simétrica. De segunda ordem: 1 0 I2 =  0 1    De terceira ordem: . Então o elemento a21 pertence a 2ª linha e 1º coluna. O elemento 2 pertence a 2ª linha e 2ª coluna.5 pertence a 1ª linha e a 1ª coluna. Matriz Transposta. Considera-se que as matrizes classificam-se nos seguintes tipos: Matriz Identidade ou Matriz Unidade. a12 . a22.O elemento . ou seja. etc) são iguais a 1. Matriz Inversa. logo a matriz é quadrada de ordem n. é representada da seguinte forma: a11 . a22 são elementos da matriz de ordem 2 x 2 (duas linhas e duas colunas).

B é dita inversa de A e é indicada por A-1 Exemplos:  2 5 1 2   e a matriz B =  A= 1) Verifique se a matriz  1 3 1 1  são inversas entre si.B = I2.  2 5  1 2   1 0    1 3  • 1 1  =  0 1              2 + 5 4 + 5  1 0   1 + 3 2 + 3 =  0 1          7 9 1 0   4 5 ≠  0 1        . A é dita inversível (ou invertível) se existir uma matriz B tal que: A.B = B. A = 1 Nesse caso. 1 0 0   I 3 =  0 1 0  0 0 1   De quarta ordem: 1  0 I4 =  0  0  • 0 0 0  1 0 0 0 0 1  0 0 1  Matriz Inversa Seja A uma matriz quadrada de ordem n.      Para que seja verdade o produto A.

Matriz Transposta • Dada uma matriz A de ordem m x n. a matriz transposta dela será representada por At de ordem “invertida” n x m. Para que seja verdade o produto de A. conclui-se que as matrizes A e B não são inversas. basta trocar os elementos das linhas pelo das colunas e vice-versa.  3 0 2  1 0 − 2     2) Verifique se as matrizes A =  9 1 7  e B =  − 2 1 − 3  são inversas entre 1 0 1  −1 0 3      si. conclui-se que as matrizes G e K são inversas entre si.Portanto.B = I3  3 0 2  1 0 2  1 0 0        9 1 7  •  − 2 1 − 3 =  0 1 0  1 0 1  − 1 0 3  0 0 1       3 + 0 + 2 0 + 0 + 0 − 6 + 0 + 6  1 0 0      9 − 2 − 7 0 + 1 + 0 − 18 + 3 + 21 =  0 1 0   1 + 0 − 1 0 + 0 + 0 − 2 + 0 + 3  0 0 1     1 0 0 1 0 0     0 1 0 = 0 1 0 0 0 1 0 0 1     Portanto. Essa ordem invertida significa que para transformar uma matriz em matriz transposta. .

o que era linha virou coluna e o que era coluna virou linha. a sua matriz transposta terá a mesma ordem.Exemplo: 0 1    Dada a matriz A = 2 5 . será: 4 6 3 x 2   0 2 4  At = = 1 5 6   2 x3 Observa-se que a ordem das matrizes A e da sua transposta A t foi invertida. o que irá diferenciar uma da outra é a disposição das linhas e colunas. • Matriz Simétrica É quando a matriz transposta At é igual à matriz A . a matriz transposta representada por 8 3 − 3 3 x3   Bt. 3 − 1 2  6 −2 4  Dada a matriz B =   . a matriz transposta representada por At.  3 − 2 t Dada a matriz A =  − 2 5  2 x 2 . será: 8 − 1 6   Bt =  2 − 2 3  3 3 − 3 3 x3   Observa-se que quando há uma matriz quadrada. a sua transposta é A =   • Matriz Quadrada  3 − 2 . − 2 5   2x2 .

pois o número de linha é igual a 4 e o número de colunas também é igual a 4. Ou seja. Vale ressaltar que as operações com matrizes são: • Soma de matrizes . dada uma matriz A n x m será uma matriz quadrada se. a23=-2. e os elementos aij tais que i + j = n + 1 formam a diagonal secundária. a14 =5. podendo ser chamada de matriz de ordem quatro. 1 − 3 0 6 0 − 2 A= 8 3 5  2 5 4 Diagonal Secundária 5 8  1  0 4 x 4 Diagonal Principal a11 = 1. a33 = 5 e a44 =0. Toda matriz quadrada possui duas diagonais: Diagonal Principal e Diagonal Secundária. a32 = 3 e a41 = 5. 1 − 3 0 6 0 − 2 A= 8 3 5  2 5 4 5 8  1  0 4 x 4 A matriz A é uma matriz quadrada. Se fosse uma matriz B 3x3 poderia ser chamada de matriz de ordem 3. pois o mesmo número de linha é o mesmo número de colunas. Numa matriz quadrada C de ordem n. a22 = 8. formam a diagonal secundária. formam a diagonal principal. os elementos aij tais que i = j formam a diagonal principal da matriz.Matriz quadrada é um tipo especial de matriz que possui o mesmo número de linhas e o mesmo de colunas. Por exemplo: B = [5]1x1 A matriz B possui apenas um elemento e é uma matriz quadrada. podendo ser chamada de matriz de ordem 1. e somente se. n = m.

A soma dessas matrizes irá resultar em outra matriz que também terá o mesmo número de linhas e de colunas. A e B. as duas de ordem m x n. com C de ordem m x n ↔ a11 + b11 = c11. A + B = C. Cada elemento de uma matriz deve ser subtraído com o elemento correspondente da outra matriz. A e B. Os termos deverão ser somados com os seus termos correspondentes. as duas de ordem m x n.Para adicionar duas ou mais matrizes é preciso que todas elas tenham o mesmo número de linhas e de colunas. Então. Concluímos que: Dada duas matrizes. Então A – B = C de ordem m x n ↔ a11 – a11 = c11 . Logo conclui-se que: Dada duas matrizes. ao efetuar a soma dessas Dado a matriz A =  0 e matriz B =  6 1 6  − 3 2    3X2   3X2 matrizes tem-se: Soma-se os termos correspondentes em cada matriz: 0   8 − 2  3 − 2  5       0  0 4  +  6 − 4 =  6 1 6  − 3 2  − 2 8         8 − 2   0  Com a soma das duas matrizes obtem-se outra matriz C =  6 − 2 8   3x2 • Subtração de matrizes Para efetuar a subtração de duas matrizes. Veja o exemplo abaixo: 0   3 − 2  5     4  − 4  . as matrizes subtraídas devem ter a mesma ordem (mesmo número de linhas e colunas) e a matriz obtida com a subtração (matriz diferença) também deve ter o mesmo número de linhas e colunas que as matrizes subtraídas.

0  p.C de ordem m x n e seus elementos são o produto de p por cada elemento de C. 5 2     3.2      3 0 p. Quando multiplica-se o número real p pela matriz C encontra-se como produto outra matriz p.C =   3. ao efetuar a subtração Dada a matriz A =  0 e a matriz B =  6 1 6  − 3 2    3X2   3X2 dessas matrizes.Veja o exemplo abaixo: 0   3 − 2  5     4  − 4  .C = 3. B =  .  2 − 4  3 − 6 −1 0  . O produto p . Veja o exemplo: Dada a matriz C =   1 0  e o número real p = 3. C será:  5 2 1 0 p.5 3. tem-se: Subtraindo os termos correspondentes das matrizes: 0   − 2 − 2  3 − 2  5        0 4  −  6 − 4 =  − 6 8  1 6  − 3 2   4 4         − 2 − 2   C = − 6 8  Com a subtração das duas matrizes obtem-se uma matriz  4 4  3X2   • Multiplicação de uma matriz por um número real A multiplicação de uma matriz por um número real funciona da seguinte forma: considerando uma matriz qualquer C de ordem m x n e um número real qualquer p.C =  15 6     Exemplo: Dada as matrizes A =   3A + 2B – 5C.1 3. C=  − 3 0   2 − 3  calcule:  6 2      .

define-se produto da matriz A pela matriz B a matriz C. 21  2  Multiplicação de matrizes Sendo A uma matriz do tipo m x n e B uma matriz do tipo n x p.. tal que cada elemento de C (cij) satisfaz: cij = ai1b1 j + ai 2b2 j + (. 3A + 2B − 5C =   • 17 − 24  .. cada elemento de C é calculado multiplicando-se ordenadamente os elementos da linha i da matriz A pelos elementos correspondentes da coluna j da matriz B e a seguir. somando-se os produtos obtidos.Portanto.) + ainbn j Em outras palavras. do tipo m x p. Veja abaixo: .

o número de colunas da matriz A for igual ao numero de linhas da matriz B. Assim: Amxn Bnxp = Cmxp O elemento neutro da multiplicação de matrizes é a matriz identidade (I).O produto entre duas matrizes A e B é definido se. e somente se. .

ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM 1) Escreva o tipo de cada uma das seguintes matrizes:  2 1 A= 0 −1   4    4 B=  1   5   1  4 2  3 2  3 1 C= 0 − 2  3  5   2   4   1   3 E= 1 4 − 1    0 3   = D (0 1)  0 0 − 1   F =  1 0 − 3 − 2 1 0    2) Sejam: 1 2 3  − 2 0 1 A=  . 2 1 − 1   Encontre: a) A + B b) A · C c) B · C d) C · D e) D · A f) D · B − 1   C= 2   4   e D= [2 − 1] . B =  3 0 1 .

Determine a e b reais. 5) Dada a matriz A= 1 − 1 0  2 3 4  . determine se possível: 5 − 4 3   1 2 . 4) Dada as matrizes A =  1 − 1 2  . determine: P.P   .2B + C. tais que: 8) (UFJF-MG) Considere a matriz A = A 2 +2A = 3 2    0 −1 1 2 3 2   eP= 9) (UFCE) Dadas as matrizes A = 1 1  −1 3 − 2 .3) Escreva a matriz A = (aij)2x3. (A+B) b) -4a - 2 t B 3 a 1   0 b . A. em que aij = i + 3j. B=  1     − 1 3  4 0 1  2       Calcule: a) A-B b) B-C c) C-A+B 7) Dadas as matrizes A=  a) 1 − 2 0 − 3 6 12  e B=  9 − 6 15 . obtenha a matriz X tal que X= A+ At   0 1 − 2    1 5 − 2 − 3 6 − 1     0  e C= 3 − 2 6) Dadas as matrizes A=  2 4 . B = 3 2 − 1 3 0  2 − 2 − 3 1  e C =    − 4 − 8 4  12 13 1   Calcule a matriz 3A .

12) Determine a transposta da matriz M = 1 2 3 4 5 6 7 8    9 10 11 12   13 14 15 16 13) Qual é a matriz transposta da matriz identidade de ordem 2? 14) Calcule x e y.10) Determine a inversa das matrizes: a)  2 4   1 5  1 2    0 0   x + y 3x − y  e B = . Determine os valores 2 x + 3 y     3x − y  de x = y 7   16 que satisfazem a equação matricial e  x − 2 3 y 7  4 5  4 2 x  +  1 − y  =  5 1        2 5   − 1 4 8 1   1 2 16) Obtenha as matrizes X e Y tais que X+Y=  e X –Y=  . calcule x e y para que 1   5  b)  2 5 11) Dadas as matrizes A =   10 1 t A= B . sabendo que 15.

As matrizes a seguir resumem quantos chopes cada um consumiu e como a despesa foi dividida: .70 0. Se bij ≠ 0 significa que há vôo do aeroporto i para o aeroporto j com uma escala. ( ) ( ) * (a ij ) = 0 significa que não há vôo direto do aeroporto i para o aeroporto j.A = (bij).  x 0   x 1 e B=   1 0   − x 4 comutam na multiplicação. as características abaixo: Composto I II Vitamina A 7 unidades 4 unidades Vitamina C 4 unidades 5 unidades Valor R$ 0. 18) Os aeroportos 1.50 Qual o gasto mínimo diário de Eric. mas não há vôo direto do aeroporto 3 para o 1. A diagonal principal de A é nula.17) Definição: duas matizes A e B comutam na multiplicação se. Diariamente precisa pelo menos 63 unidades de A e no mínimo 55 unidades de C. 0 1 1   A = 1 0 1 0 1 0   Seja A2 = A. abaixo. a)Há vôo direto do aeroporto 1 para o aeroporto 3. de bar em bar. Com base nessas informações. 19) Eric necessita de complementos das vitaminas A e C. 2 e 3 estão interligados por vôos diretos e/ou com escalas. b)Há vôo do aeroporto 2 para o aeroporto 3 com uma escala. Sabendo que as matrizes A=  determine o número real x. descreve a forma de interligação dos mesmos. com os compostos I e II? 20) Antônio. que apresentam. Bernardo e Cláudio saíram juntos para tomar chope.A. Ele pode escolher entre os compostos I e II. tanto no sábado quanto no domingo. A matriz A= a ij . em reais. A. e somente se.B = B. significando que não há vôo direto de um aeroporto para ele mesmo. julgue os itens. sendo que: * a ij =1 significa que há vôo direto (sem escala) do aeroporto i pra o aeroporto j. por cápsula.

coluna j de cada matriz). no sábado Antônio pagou 4 chopes que ele próprio bebeu. sendo Antônio o número 1.1 chope de Bernardo e 4 de Cláudio (primeira linha da matriz S). a) Quem bebeu mais chope no fim de semana? b) Quantos chopes Cláudio ficou devendo para Antônio? .S= e D= S refere-se às despesas de sábado e D às de domingo. Cada elemento nos dá o número de chopes que i pagou para j. Assim. Bernardo o número 2 e Cláudio o número 3 ( representa o elemento da linha i.

Módulo III Limites e Derivadas .

Tipos de derivadas. receita e lucro.Objetivos Nesse módulo você analisará e compreenderá os limites e derivadas das funções. Taxa de variação. Tipos de limites. Máximos e mínimos. . analisando: Noções e propriedades de limites. Continuidade de uma função. Custo.

1 PROPRIEDADES DE LIMITE Dentre as propriedades de limite. porém x não é 1 e y não é 3. destaca-se as seguintes: 1ª Propriedade: . porém menores que 1. Estude os valores da função f quando assume valores próximos de 1. tem-se: lim f ( x) = L  lim 2x + 1 = 3 x →a x →1 A interpretação desta sentença matemática significa que quando x se aproxima de 1. pode- se dividir o numerador e o denominador por x-1 obtendo f(x) = 2x + 1. isto é. tem-se: Observe em ambas as tabelas que. porém maiores que 1. quanto mais próximo de 1 estiver x. 1. y se aproxima de 3. Se x ≠ 1 . Atribuindo a x valores próximos de 1.1 NOÇÃO INTUITIVA DE LIMITE Seja a função f ( x ) = (2 x + 1)(x − 1) (x − 1) definida para todo x real e x ≠ 1 . Define-se limite como: lim f ( x) = L x →a Utilizando esta expressão para o exemplo acima. mas diferentes de 1. quando x se aproxima cada vez mais de f(x) aproxima-se cada vez mais de 3. tanto mais próximo de 3 estará f(x). tem-se: Ao atribuir a x valores próximos de 1.

(2 x + 1) = .Se f é a função definida por f(x) = c onde c ∈ ℜ.5 = 10 = 5 x→2 2 x→2 2 2 2 3ª Propriedade: Se lim f ( x) = L e lim g ( x) = M então lim( f + g )( x) = L + M x→a x→a x→a Exemplos: 1) Se f(x)=3x-2 e g(x) = 2x.3 = 6 x→a x→2 Então lim( f + g )( x) = L + M = lim((3 x − 2) + (2 x)) = 7 + 6 = 13 x→a x→2 2) Se f(x)=(5x+7) e g(x) =(x-1). para todo x real.5 = 10 x→2 x→2 3) lim 5. lim(2 x + 1) = .2 + 7 = 17 x→a x→2 lim g ( x) = M → lim( x − 1) = 2 − 1 = 1 x→a x→2 . lim f ( x) = c.L definida por x→a x→a x→a f(x) = c onde c ∈ ℜ. lim 5 x = 3. para todo x real. calcule lim( f + g )( x) x→2 lim f ( x) = L → lim(5 x + 7) = 5.15 = 45 x→2 x→2 2) lim 2. calcule lim( f + g )( x) x →3 lim f ( x) = L → lim 3x − 2 = 3.(5 x) = 3.(2 x + 1) = 2. então lim c = c x→a Exemplos: 1) lim 3.3 = 3 5 x→3 x →3 1 1 1 1 4) lim . então Exemplos: lim c = c x→a 1) lim 4 = 4 x →3 2) lim 6 = 6 x→2 3) lim(−14) = −14 x→3 4) lim 3 = 3 x→2 2ª Propriedade: Se c ∈ ℜ e lim f ( x) = L então lim(c. lim(2 x + 1) = 2. f ( x)) = c. lim x = 5.3 − 2 = 7 x→a x →3 lim g ( x) = M → lim 2 x = 2.2.( x) = 5.

calcule lim( f − g )( x) x→2 lim f ( x) = L → lim 8 x + 4 = 8. calcule lim( f − g )( x) x →3 lim f ( x) = L → lim(2 x − 2) = 2. calcule lim( f − g )( x) x→2 lim f ( x) = L → lim 3 x + 4 = 3.Então lim( f + g )( x) = L + M = lim((5 x + 7) + ( x − 1)) = 17 + 1 = 18 x→a x→2 3) Se f(x)=7x-1 e g(x) = 2x+3.3 + 3 = 9 x→a x →3 Então lim( f + g )( x) = L + M = lim((7 x − 1) + (2 x + 3)) = 20 + 9 = 29 x→a x →3 4) Se f(x)=x-2 e g(x) = 3x+5. calcule lim( f − g )( x) x →3 . calcule lim( f + g )( x) x →3 lim f ( x) = L → lim 7 x − 1 = 7.3 − 1 = 20 x→a x →3 lim g ( x) = M → lim 2 x + 3 = 2. calcule lim( f + g )( x) x →1 lim f ( x) = L → lim x − 2 = 1 − 2 = −1 x→a x →1 lim g ( x) = M → lim 3 x + 5 = 3.2 + 4 = 10 x→a x→2 lim g ( x) = M → lim 2 x + 1 = 2.2 + 4 = 20 x→a x→2 lim g ( x) = M → lim x + 1 = 2 + 1 = 3 x→a x→2 Então lim( f − g )( x) = L − M = lim((8 x + 4) − ( x + 1)) = 20 − 3 = 17 x→a x→2 4) Se f(x)=(2x-1) e g(x) =(x-1).3 − 2 = 4 x→a x →3 lim g ( x) = M → lim( x + 1) = 3 + 1 = 4 x→a x →3 Então lim( f − g )( x) = L − M = lim((2 x − 2) − ( x + 1)) = 4 − 4 = 0 x→a x →3 3) Se f(x)=8x+4 e g(x) = x+1.2 + 1 = 5 x→a x→2 Então lim( f − g )( x) = L − M = lim((3x + 4) − (2 x + 1)) = 10 − 5 = 5 x→a x→2 2) Se f(x)=(2x-2) e g(x) =(x+1).1 + 5 = 8 x→a x →1 Então lim( f + g )( x) = L + M = lim(( x − 2) + (3 x + 5)) = −1 + 8 = 7 x→a x →1 4ª Propriedade: Se lim f ( x) = L e lim g ( x) = M então lim( f − g )( x) = L − M x→a x→a x→a Exemplos: 1) Se f(x)=3x+4 e g(x) = 2x+1.

4 = 16 x→a x →3 6ª Propriedade: n n Se lim f ( x) = L então lim( f ) ( x) = L . n ∈ N* x→a x→a Exemplos: 1) Se f(x)=3x+4 . = lim(3x + 4) = 7 = 49 x→a x →1 3 2) Se f(x)=(x-2) .1 + 4 = 7 n n 2 2 Então lim( f ) ( x) = L .g )( x) = L.( x + 9)) = 6.3 − 1 = 5 x→a x →3 lim g ( x) = M → lim( x − 1) = 3 − 1 = 2 x→a x →3 Então lim( f − g )( x) = L − M = lim((2 x − 1) − ( x − 1)) = 5 − 2 = 3 x→a x→2 5ª Propriedade: Se lim f ( x) = L e lim g ( x) = M então lim( f .g )( x) = L.M = Limx → 2 (( x + 4).calcule lim( x − 2) x →3 lim f ( x) = L → lim( x − 2) = 3 − 2 = 1 x→a x →3 n 3 3 Então lim( f ) ( x) = L = lim( x − 2) = 1 = 1 x→a x →3 n .11 = 66 x→a 2) Se f(x)=(2x-2) e g(x) =(x+1). calcule lim( f .g )( x) x→2 lim f ( x) = L → lim x + 4 = 2 + 4 = 6 x→a x→2 lim g ( x) = M → lim x + 9 = 2 + 9 = 11 x→a x→2 Então lim( f .( x + 1)) = 4.3 − 2 = 4 x→a x →3 lim g ( x) = M → lim( x + 1) = 3 + 1 = 4 x→a x →3 Então lim( f . calcule Limx →1 (3x + 4) x→a x →1 2 lim f ( x) = L → lim 3x + 4 = 3.g )( x) x →3 lim f ( x) = L → lim(2 x − 2) = 2.M x→a x→a x→a Exemplos: 1) Se f(x)=x+4 e g(x) = x+9.lim f ( x) = L → lim(2 x − 1) = 2. calcule lim( f .M = lim((2 x − 2).g )( x) = L.

2 + 4 = 10 x→a x→2 lim g ( x) = M → lim x + 3 = 2 + 3 = 5 x→a x→2 f L 10 = =2 Então lim  ( x) = x → 2 g  5 M   f  2) Se f(x)=(x+2) e g(x)= 2x-1.1 + 2 = 8 x→a x →1 n Então lim f ( x) = x→a n L =38=2 3 2) Se f(x)= (10x+4) . calcule lim f ( x) x →1 lim f ( x) = L → lim(6 x + 2) = 6. e g(x)= x+3 calcule Limx → 2   ( x) g   lim f ( x) = L → lim 3 x + 4 = 3.7ª Propriedade: f  L Se lim f ( x) = L e lim g ( x) = M ≠ 0 então lim  ( x) = x→a x→a g x→a M   Exemplos: f  1) Se f(x)=3x+4 . calcule lim f ( x) x →6 . calcule lim  ( x) x →1  g    lim f ( x) = L → lim( x + 2) = 1 + 2 = 3 x→a x →1 lim g ( x) = M → lim 2 x − 1 = 2.1 − 1 = 1 x→a x →1 f  L 3 = =3 Então lim  ( x) = x → a g  M 1   8ª Propriedade: n n Se lim f ( x) = L então lim f ( x) = L com L ≥ 0 e n ∈ N* ou L < 0 e n é x→a x→a ímpar. Exemplos: 3 1) Se f(x)=(6x+2) .

2 LIMITES LATERAIS Definição 1: Seja f uma função definida em um intervalo aberto ]a. x →3− lim f ( x) : limite de f(x) quando x tende ao ponto 3. será L e escreve-se: x→a − lim f ( x) = L Exemplos: 1)Considere a função: x − 1. será L e escreve-se: x→a + lim f ( x) = L Definição 2: Seja f uma função definida em um intervalo aberto ]b.a[. quando x se aproxima de a pela direita. pela esquerda ou por valores menores do que 3. quando x se aproxima de a pela esquerda. pela direita ou por valores maiores do que 3. se x < 3 f(x) =  − x + 7.6 + 4 = 64 x→a x→6 n Então lim f ( x) = x→a n L = 3 64 = 4 1.lim f ( x) = L → lim(10 x + 4) = 10. se x ≥ 3 x →3+ lim f ( x) : limite de f(x) quando x tende ao ponto 3. Calculando os limites laterais: x →3+ lim f ( x) = lim − x + 7 = 4 x →3+ x →3− lim f ( x) = lim x − 1 = 2 x →3− Graficamente: . O limite de f(x).b[. O limite de f(x).

se x ≠ 1 s e x =1 3 .y 4 y=-x=7 2 y=x-1 ⇒3⇐ 2) f(x) =  x + 2. . x →1+ lim f ( x) = lim x + 2 = 3 x →1+ x →1− lim f ( x) = lim 3 = 3 x →1− Unicidade do Limite lim f ( x) = L lim f ( x) = L existe e é igual a L se. e somente se. x→ a lim f ( x) lim f ( x) = L ⇔ lim f ( x) = lim f ( x) Isto é: x→a x →a + x →a − Se x→ lim+ f ( x) ≠ lim+ − f ( x) ⇔ ∃ lim f ( x) x→a x→a a Para os exemplos anteriores conclui-se: lim f ( x) = lim − x + 7 = 4 1) x →3+ x →3+ lim f ( x) = lim x − 1 = 2 x →3− ∃ lim f ( x) x→3 x →3− Como os limites laterais são diferentes. ambos x → a + e x→a − existirem e forem iguais a L. não existe o limite no ponto 3.

Calcule o limite de f(x) quando x tende a 3 pela direita.) Substituindo esses valores na função f ( x) = 5 tem-se: x−3 f (3. ou seja.3 LIMITES INFINITOS Considera-se a função f ( x) = 5 definida para todos os reais diferentes x−3 de 3. x →3 Veja o que acontece com f(x) nas vizinhanças de 3.0001) = Verifica-se que os resultados vão ficando cada vez maiores.lim f ( x) = lim x + 2 = 3 2) x→1+ x →1+ lim f ( x) = lim 3 = 3 x →1− x →1 x →1− lim f ( x) = 3 Como os limites laterais são iguais.001. do tipo: (2. 2..001) = f (3.999. quando x tende a 3 pela direita.001 5 = 50000 0. o limite no ponto 1 tem o mesmo valor que os limites laterais.. superando qualquer valor fixado.01 5 = 5000 0..1..99.9.).1) = 5 = 50 0.01) = f (3.01. é infinito. e expressa-se da seguinte forma: 5 lim =∞ + x−3 x →3 Calculando agora o limite de f(x) pela esquerda. como por exemplo: ( 3. O limite de f(x). pela unicidade do limite... 3. . 3.1 5 = 500 0. atribuindo a x valores menores do que 3. 1. . tem-se uma indeterminação. ou seja.0001 f (3. 2. é igual a 3. 5 5 Observa-se que em lim x − 3 = 0 ? .

9) = 5 = −50 − 0.0001 5 tem-se: x−3 f (2.9999) = Verifica-se que os resultados vão ficando cada vez menores. não existe o limite no ponto 3. próximo de zero. é menos infinito. e positivo. . quando x tende a 3 pela esquerda. e expressa-se da seguinte forma: 5 lim = −∞ x →3− x − 3 Analisando os dois limites laterais observa-se que: 5 lim =∞ x →3+ x − 3 5 lim = −∞ x →3− x − 3 Como os limites laterais são diferentes.99) = f (2. ficando abaixo de qualquer valor fixado. O limite de f(x).Substituindo esses valores na função f ( x) = f (2.01 5 = −5000 − 0.1 5 = −500 − 0. Exemplo: lim Calcular o limite x → 2 10 ∃ lim f ( x) x→3 (x −2)2 10 ? x→2 0 Substituindo o lugar do x tem-se: lim Calculando os limites laterais: 10 10 lim = =∞ 2 0+ x →2+ (x −2) 10 10 lim = =∞ 2 0+ x →2− (x − 2) x → 2 ( x − 2 )2 lim 10 =∞ Obs: 0 + significa um valor muito pequeno.999) = f (2.001 5 = −50000 − 0.

... também. Analisando esses limites para as funções polinomiais e racionais tem-se: Função Polinomial n n −1 + a 2 x n − 2 + . 1. a2 : são coeficientes da função polinomial lim f ( x) = lim a 0 x n (Termo de maior grau) x → +∞ x → −∞ x → +∞ x → −∞ lim f ( x) = lim a 0 x n (Termo de maior grau) Exemplos: 2 lim 3 lim 3 1) x → +∞ x + 4 x − 5 x = x → +∞ x = + ∞ Para x tendendo a mais infinito. ou seja: x → +∞ 3 lim x3 = (+ ∞ ) = + ∞ ( ∞3 deve ser entendido assim: se um número positivo for muito grande.3.. a1. o seu cubo será..Como os limites laterais são iguais existe o limite no ponto 2. A notação que x vai se tornando cada vez maior e tão grande quanto se possa imaginar.1 LIMITES NO INFINITO lim f ( x ) lim f ( x ) Limites dos tipos x → +∞ e são denominados limites no x → −∞ x → +∞ (x tendendo a mais infinito) é utilizada para traduzir a idéia de infinito. + an Seja f uma função do tipo : f ( x) = a 0 x + a1 x Onde a0... tão grande quanto se possa imaginar) lim 4 + 3 − 2 − 6 = lim x 4 = + ∞ (número negativo elevado a uma potência 2) x → −∞ x 7 x 5 x x → −∞ para o resultado é positivo) Resumindo: 2 = +∞ lim a) x → +∞ 3x lim 3 2 = + ∞ b) x → −∞ x . Analogamente. a notação x → −∞ (x tendendo a menos infinito) significa que x vai se tornando menor que qualquer numero negativo que se possa imaginar. x3 também tenderá para mais infinito.. tão grande quanto se possa imaginar..

a idéia de função contínua decorre da análise de seu gráfico. então: a xn f ( x) = lim 0 lim m x → +∞ g ( x) x → +∞ bo x a xn f ( x) = lim 0 m x → −∞ g ( x) x → −∞ bo x (Termo de maior grau para a função do numerador e a do denominador) (Termo de maior grau para a função do numerador e a do denominador) lim Exemplos: 1) lim x 3+5 x −1 = x3 lim 2 (simplificando) = lim x = +∞ 2 x → +∞ x + 3 x → +∞ x x → +∞ 2) lim 3) lim 4 4 x 2 + x +8 = 4 x 2 (simplificando) = lim lim x = −∞ x → −∞ 5 x + 2 x → −∞ 5 x x → +∞ 5 6 x 4 + x 3+8 x 2 − 5 = 6 x 4 (simplificando) = lim lim 2 = 2 4 2 4 x → −∞ 3x − 4 x + 7 x → −∞ 3x x → +∞ 2 Continuidade de Função Intuitivamente. considera-se que ela é contínua. Se houver algum ponto em que ocorre a interrupção. considera-se que esse é um ponto de descontinuidade. Uma função f é contínua no ponto a se as seguintes condições forem satisfeitas: a) f(a) existe (função no ponto. ou seja. Quando o gráfico de uma função não apresenta interrupções. x=a) .2 lim c) x → +∞ − 3 x = − ∞ 3 lim e) x → +∞ 4 x = + ∞ 3 lim g) x → +∞ − 4 x = − ∞ 2 lim d) x → −∞ − 3 x = − ∞ 3 lim f) x → −∞ 4 x = − ∞ 3 lim h) x → −∞ − 4 x = + ∞ Função Racional f ( x) Seja uma função racional (quociente entre dois polinômios) do tipo g ( x ) .

2) Verificar se a função f ( x) = 2 x + 1 é contínua ou descontínua em 1. se x ≠ 1 f (x) =  se x = 1 tem 4.existe lim f ( x ) = lim f ( x ) iguais x → + ) x→a − a lim f ( x) c) x → a = f(a) lim f ( x ) b) x→ a (portanto.1+1=3 . os limites laterais são Exemplos: 1) Verificar se 2x + 1. algum ponto de descontinuidade? a) f(a) para x = 1: f(x) = 4 f(1) = 4 lim f ( x) = lim 2 x + 1 = 3 b) x → + x →1+ lim f ( x ) = 3 1 lim f ( x) = lim 2 x + 1 = 3 x →1− x →1− lim f ( x ) ≠ f (a ) c) x →1 x →1 Portanto como a terceira condição não foi satisfeita. conclui-se que a função é descontínua no ponto x=1. a) f(a) para x=1: f(x) =2x+1 f(1) = 2.

conclui-se que a função é descontínua em 1. conclui-se que a função é contínua no ponto x=1 3) a) f(a) para x=-5 Não existe f(a) Verificar se x + 1. Para que uma função seja contínua tem que satisfazer as três condições.lim f ( x) = lim 2 x + 1 = 3 b) x → + x →1+ 1 lim f ( x) = lim 2 x + 1 = 3 x →1− x →1− lim f ( x ) = f (a ) c) x →1 x →1 lim f ( x ) = 3 Portanto todas as condições foram satisfeitas. . se x < -5 f (x) =  1 − x. se x > -5 tem algum ponto de descontinuidade? Como a 1ª condição não foi satisfeita. se deixar de atender uma delas afirma-se que a função é descontínua.

ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM Calcule os limites: lim (2 x + 4) 1) x →5 2 2) xlim 1 (3x − 5) →− ( 3 − 2 + 3 x − 4) 3) xlim 1 x 2 x →− 4) lim x→ 3x + 1 1 5x − 2 2 5) lim 2x + 1 2 − 3x + 4 x → −1 x 4 lim 6) x → 2 (5 x − 7) 2 lim 3 7) x →0 7 x + x + x + 1 8) lim x2 − 2 x − 3 x → −3 5 − 3x lim 50 9) x → −9 2  2x2 − x + 1   10) lim    x →1  3x − 2  .

lim 11) r →1π r

2

12)

4 3 πr 33 3 r→ lim 2 x 2 + 3x + 2 6 − 4x x→2
2

13) lim

 x3 − 3x 2 − 2 x − 5   14) lim    2 x→4  2 x − 9 x + 2 

15) lim

3x3 − 5 x 2 − x + 2 4x + 3 x → −2
x 2 − 2 x − 3

16)

lim
x → +∞

8 − x3 17) lim x → +∞ 8 x + 5 2x4 + 6 x2 + 4 x + 9 3 − x4 x → +∞

18) lim

3 2 lim 19) x → −∞ (5 x + 7 x − 8)

20) lim

2 x5 − 6 x3 + 4 2 x → −∞ − x + 10

x − 2, se x ≤ 3 21) Verificar se f (x) =   2, se x > 3

tem algum ponto de descontinuidade?

x 2 , se x ≤ 0 f (x) =  22)Verificar se tem algum ponto de descontinuidade? x, se x > 0

x − 1, se x ≤ 1 23) Verificar se f (x) =  x, se x > 1 tem algum ponto de descontinuidade?  x + 1, se x ≠ 1 24) Verificar se f (x) =  3, se x = 1 tem algum ponto de descontinuidade? 

7x - 6, se x < 2 25)Verificar se f (x) =  tem algum ponto de descontinuidade? 2  2x , se x > 2

3 Taxa de Variação
Nesta seção, destaca-se o conceito de taxa de variação analisando a taxa de variação média e a taxa de variação instantânea. Tais análises permitirão entender o conceito de derivada, que tem grande aplicação nas variadas áreas do conhecimento. Existem inúmeras aplicações de taxa de variação na vida real: velocidade, aceleração, taxas de crescimento populacional, taxas de desemprego, taxas de produção, inflação, taxas de fluxo de água, etc Define-se taxa de variação como: Taxa de variação média =

variação em y ∆y = variação em x ∆x

A variação de uma grandeza é obtida pelo valor final menos o valor inicial.

∆y = y final − yinical
∆x = x final − x inical
Exemplos:
1) Considerando : y – espaço percorrido por um automóvel = 200 km x – tempo gasto em percorrê-lo = 4 horas 0 0 200 km 4 horas

Taxa de variação média =

200 - 0 km variação em y ∆y = = = 50 ∆x 4-0 h variação em x

Essa taxa de variação, na física, recebe o nome de velocidade média.

2) Considerando que, para um grupo de operários em uma indústria de alimentos, a quantidade P de alimentos produzidos (ou industrializados) depende do número t de horas trabalhadas a partir do início do expediente e que tal produção é dada por P = x , onde P é dada em toneladas. O instante do início do expediente é representado por x = 0, ou seja, 0:00 hora. Vamos determinar a taxa de variação média da produção para o intervalo de tempo das 3:00 horas até as 4:00 horas. Para o intervalo de tempo estipulado acima, tem-se: Taxa de variação média de f(x) para o intervalo de 3 até 4 =
2

=

f (4) − f (3) 16 − 9 = = 5ton / h 4−3 4−3

Taxa de variação instantânea
É possível calcular a taxa de variação para um instante específico? Por exemplo, qual a taxa de variação da produção exatamente às 3:00 horas? Se é possível calcular tal taxa, como se realiza tal cálculo? A expressão “taxa de variação da produção exatamente às 3:00 horas” refere-se a “taxa de variação instantânea da produção no instante x=3”. Considerando o instante x=3, adota-se para os cálculos das taxas de variação média, o intervalo de 3 até 3 +b, onde b representa o tamanho do intervalo, então tem-se:

•Fazendo b= 0,1, tem-se o intervalo de 3 até 3+0,1 ou de 3 até 3,1:

•Fazendo b= 0,01, tem-se o intervalo de 3 até 3+0,01 ou de 3 até 3,01:

a taxa também vai se “aproximar” do valor 6.01) ou de 3.Assim. Para obter tais intervalos e calculá-los basta tomar valores negativos para b: •Fazendo b= . calcula-se as taxas de variação média para intervalos de “3 até um instante pouco maior que 3” e nota-se que tal taxa cada vez mais se “aproxima” do valor 6. “as 3:00 horas. se diz que. a produção é de 6 toneladas/hora”. nota-se que a taxa de variação média também se “aproxima” do valor 6. Então.0 até 2.1.1) ou de 3. Vamos agora calcular as taxas de variação média para intervalos de “um instante pouco menor que 3 até o instante 3” e verificar se.0.9: •Fazendo b= .0 até 2. nesses casos. tem-se o intervalo de 3 até 3+ ( -0.0. o cálculo da taxa de variação instantânea em x=3 a partir das taxas de variação média para b 0 pode ser resumido na linguagem de limites por: Taxa de variação instantânea de f(x) em x = 3 = A conclusão de que: .99: Por esses últimos cálculos. Na verdade. O procedimento de tornar b “próximo” de zero e torná-lo “mais próximo ainda” de zero pode ser resumido por b 0. onde os intervalos são obtidos fazendo b negativo.01. tem-se o intervalo de 3 até 3 + ( -0.

c ∈ IR. Simboliza-se a taxa de variação instantânea.2 DERIVADA DE FUNÇÕES ELEMENTARES As derivadas de funções elementares são: • Derivada da Função Constante: Dada a função f(x) = c. Resumindo: Taxa de variação instantânea de f(x) em x=a = lim f (a + b) − f ( a ) b b →0 Ou seja. no ponto x = 3 por f’(3). calcular taxa de variação instantânea é calcular limite. tem-se: f(x) =c f’(x) = 0 Exemplos: 1) Se f(x) = 6 2) Se f(x) =-10 3) Se f(x) = π f’(x) = 0 f’(x) = 0 f’(x) = 0 .Só é possível porque os limites laterais são iguais. 3. ou derivada. a derivada de uma função f(x) em um ponto x = a é dada por: f’(a) = 3. f’(a) = Derivada da função f(x) no ponto x = a = Taxa de variação instantânea de f(x) em x =a f’(a) = Derivada da função f(x) no ponto x = a = Logo.1 DERIVADA DE UMA FUNÇÃO EM UM PONTO A taxa de variação instantânea da função produção no instante x = 3 é muito importante e também recebe o nome derivada da função produção no ponto x = 3.

3 x = f’(x) = 9 x x4 3 x3 4) Se f(x) = 4t 5 f’(x) = 20t 4 .x: f(x) =a.x f’(x) = a Exemplos: 1) Se f(x) = 6x 2) Se f(x) =-10x 3 3) Se f(x) = 4 x 4) Se f(x) = 5x f’(x) = f’(x) = 6 f’(x) = -10 3 f’(x) = 4 5 • Derivada da Função Potência: A derivada da n-ésima potência de uma variável é igual ao produto de n pela (n1)-ésima potência da variável: xn f’(x) = nx n −1 f(x) = Exemplos: 1) Se f(x) = x 2 2) Se f(x) = 3) Se f(x) = f’(x) = 2x 3 f’(x) = 4 x 2 2 f’(x) = 3.4) Se f(x) = 10 f’(x) = 0 • Derivada da função do tipo a.

v f’(x)=u’.v + u.3. f(x) =u+v f’(x) =u’+v’ Exemplos: 1) Se f(x) = 3x 2 + 4 x − 5 2) Se f(x) = 3x 4 + x 3) Se f(x) = − 2 x 2 + 4 x3 f’(x) = 6x + 4 f’(x) = 12 x3 + 1 f’(x) = − 4 x + 12 x 2 • Derivada do Produto de Funções: A derivada do produto de duas funções é igual ao produto da primeira função pela derivada da segunda função mais o produto da segunda função pela derivada da primeira. tem-se: u ' = 3 x 2 e v '= 1 f’(x) = (x3+4)(1) + ( x+3)(3x2)= x3+4+3x3+9x2 f’(x) = 4 x3+9x2+4 .v’ Exemplos: 1) Se f(x) = (x3+4)(x+3) Denominando u = (x3+4) e v = ( x+3).3 REGRAS DE DERIVAÇÃO As regras de derivação são: • Derivada da Soma de Funções: A derivada da soma de funções é igual à soma de suas derivadas. f(x) = u.

u f(x) = v f’(x)= Exemplos: u'.2)Se f(x) = (3x2+2x)(5x+1) Denominando u = (3x2+2x) e v = (5x+1). tem-se: u' = 6 x + 2 e v '= 5 f’(x) = (6x+2)( 5x+1) + (3x2+2x)(5)= 30x2+6x+10x+2+15x2+10x f’(x) = 45x2+26x+2 • Derivada do Quociente de duas Funções: A derivada do quociente de duas funções é igual ao quociente do produto da derivada do numerador pelo denominador menos o produto do numerador pela derivada do denominador.v' v2 x2 − 4x + 1 1) Se f(x) = x−6 2 Denominando u = ( x − 4 x + 1 ) e v = ( x-6).v − u. dividido pelo quadrado do denominador. tem-se: u' = 2 x − 4 e v' = 1 f’(x) = (2 x − 4)( x − 6) − ( x 2 − 4 x + 1)(1) ( x − 6) 2 2 x 2 − 16 x + 24 − x 2 + 4 x − 1 = ( x − 6) 2 x 2 − 12 x + 23 = ( x − 6) 2 .

a derivada segunda f’’(x). f’(x). f’’(x) e f’’’(x) f’(x) = 12x3+ 5 f’’(x) =36x2 f’’’(x) = 72x .2) Se f(x) = 2 3 + 1 x Denominando u = (x+7) e v = ( 2 x 3 + 1 ). tem-se: u '= 1 e x+7 v' = 6 x 2 f’(x) = (1)(2 x 3 + 1) − ( x + 7)(6 x 2) (2 x 3 + 1) 2 2 x 3 + 1 − 6 x 3 − 42 x (2 x3 + 1) 2 − 4 x 3 − 42 x + 1 (2 x 3 + 1) 2 = = 3. Exemplo: 1)f(x) = 3x4 +5x+ 6. encontre f’(x). denominam-se derivadas sucessivas dessa função a derivada primeira. a derivada terceira f’’’(x) e assim sucessivamente.4 DERIVADAS SUCESSIVAS Seja f(x) uma função.

Propriedade Se c é ponto de máximo relativo ou de mínimo relativo de f(x). então f(c) ≥ f (x) para todo x nas proximidades de c. administrativos e contábeis. então f’(c) =0. então f(c) ≤ f (x) para todo x nas proximidades de c.respectivamente. e existe f’(c).de mínimo e de inflexão. Figura 1: c como ponto de máximo Figura 2: c como ponto de mínimo Portanto. custo. o ponto c como ponto de máximo local e mínimo local. devo comprar e vender as “ações” de uma empresa para que o lucro na operação seja máximo? Nas situações citadas. Similarmente. São os chamados pontos de máximo ou de mínimo de pontos críticos. em um curto intervalo de tempo. se o lucro. para encontrar os pontos críticos. considera-se que o ponto c é o ponto de máximo local (ou máximo relativo) se o valor de f(c) for o maior valor que a função assume para x nas proximidades de c. Assim. . considera-se que o ponto c é o ponto de mínimo local (ou mínimo relativo) se o valor f(c) for o menor valor que a função assume para x nas proximidades de c. se c é máximo local. deve-se procurar pontos onde a primeira derivada vale zero. então as respostas a tais perguntas envolvem pontos especiais. como os pontos de máximo.3. receita e produção são expressos por funções.5 MÁXIMOS E MÍNIMOS Nos estudos econômicos. se c é mínimo local. Para uma função f(x). é muito comum surgirem dúvidas como: Qual a quantidade devo comercializar para que o lucro seja máximo? Qual quantidade devo armazenar em estoque para que o custo de estoque seja mínimo? Quanto devo aplicar em propaganda para que a receita seja máxima? Qual a quantidade de insumo a ser usada para que a produção seja máxima? Em que momentos. Máximos e Mínimos Locais Para uma função f(x). As figuras 1 e 2 representam.

3.Substitui-se na segunda derivada “x” por cada uma das raízes da equação resultante. Precisa-se de mais informações para classificá-lo. pode-se obter através de derivadas sucessivas a segunda derivada de f(x) simplesmente derivando a derivada f’(x). utiliza-se os passos de teste da segunda derivada. não pode-se afirmar qual deles ocorre no ponto x = 3.Calcula-se a segunda derivada. .6 =0 x=3 Portanto. estabelecidos abaixo: 1. Como a propriedade é a mesma para determinar ponto de máximo e ponto de mínimo relativo.Calcula-se a derivada da função proposta. 2.1 Os valores de “x” que tornarem positiva a segunda derivada corresponderão à mínimos.Exemplo: y = x 2 − 6 x + 10 Derivando a função e resolvendo a equação resultante tem-se: y’ = 2x – 6 Igualando a primeira derivada a zero para identificar o ponto critico: 2x . para x = 3 a função y = x 2 − 6 x + 10 tem um ponto crítico. após se obter a função derivada f’(x).Iguala-se a derivada da função proposta a zero e resolve-se a equação resultante. A segunda derivada pode ser utilizada para verificar se um ponto crítico obtido a partir de f’(x) =0 é ponto de máximo ou mínimo relativo. 4.2 Os valores de “x” que tornarem negativa a segunda derivada corresponderão à máximos. Teste da Segunda Derivada Dada uma função f(x). 4. 4. Para detectar pontos de máximo ou mínimo relativo com auxílio da segunda derivada.

( −3) ⇔ ∆ = 16 −b± ∆ 2.c ⇔ neste ∆ = (−2) 2 − 4. y ' = 3x 2 − 6 x − 9 Como todos os números são divisíveis por um mesmo número (por três.a.(1).a − (−2) ± 16 x= 2. caso) y' = x 2 − 2 x − 3 2º passo: igualar a derivada a zero e resolver a equação resultante. y f (x) Concavidade voltada para cima Ponto de inflexão Exemplo: Concavidade voltada para baixo x 3 2 1) y = x − 3 x − 9 x + 2 1º passo: calcular a derivada da função proposta. x 2 − 2x − 3 = 0 ∆ = b 2 − 4.1 2+4 ⇔ x1 = 2 x= ⇔ x1 = 6 2 x= 2±4 2 x1 = 3 então: ⇔ .PONTO DE INFLEXÃO É o ponto onde o gráfico muda de concavidade. Determina-se este ponto igualando a segunda derivada a zero e resolvendo a equação resultante f " ( x) = 0 .

o ponto máximo será (−1. Para x1 = 3 : y" = 6.3 + 2 y min = 27 − 27 − 27 + 2 ⇒ y min = −25 (é o valor mínimo) Sendo x = 3 e y min = −25 .3 − 6 ⇒ y" = 12 (Como a segunda derivada resultou num valor positivo.(−1) 2 − 9.(1) 2 − (9).7) . o ponto mínimo será (3.x2 = 2−4 2 ⇔ x2 = −2 2 ⇔ x 2 = −1 3º passo: calcular a segunda derivada.(−1) + 2 y máx = −1 − 3 + 9 + 2 ⇒ y máx = 7 (é o valor máximo) Sendo x = −1 e y máx = 7 . y min = 3 3 − 3.(1) + 2 . y" = 6 x − 6 4º passo: substituir na segunda derivada x por cada uma das raízes da equação resultante. então: 6x − 6 = 0 6x = 6 6 x= 6 x =1 3 2 Substituindo x na função inicial: y = x − 3x − 9 x + 2 y = 13 − (3).−25) . a função tem um valor máximo) Para calcular os valores de máximo e de mínimo.(−1) − 6 ⇒ y" = −12 (Como a segunda derivada resultou num valor negativo. significa que para x =3. y máx = (−1) 3 − 3. a função tem um valor mínimo neste ponto) Para x 2 = −1 y" = 6. significa que para x =-1. Para o cálculo do ponto de inflexão considera-se que y" = 0 . basta substituir x = 3 (para calcular o valor mínimo) e x =-1 (para calcular o valor máximo) na equação inicial.(3 2 ) − 9.

y =1− 3 − 9 + 2 ⇒ y = −9 Sendo x = 1 e y = −9 . o ponto de inflexão será (1.−9) . . Desta forma a representação gráfica será a seguinte: Ponto de máximo y 7 1 -1 -9 3 x Ponto de inflexão -25 Ponto de mínimo 3 2 2) Para f ( x) = 2 x + 3 x − 12 x + 1 determinar seu(s) ponto(s) crítico(s) 1º passo: calcular a derivada da função proposta.

Para x1 = 1 y" = 12. x2 + x − 2 = 0 ∆ = b 2 − 4.c −b± ∆ 2.(−2) ⇔ ∆=9 ⇔ x= −1± 3 2 ⇔ ⇔ então: x1 = 2 2 −4 x2 = 2 x1 = 1 x 2 = −2 3º passo: calcular a segunda derivada.(1) 2 − 12.(1).−6) . y máx = 2. ⇔ ∆ = 12 − (4).(−2) 3 + 3..y ' = 6 x 2 + 6 x − 12 y' = x 2 + x − 2 2º passo: Como todos os termos são divisíveis por seis. o ponto máximo será (−2. então: y" = 12 x + 6 ⇔ 12 x + 6 = 0 ⇔ x= −6 12 ⇔ x= −1 2 .1 + 6 (neste ponto ocorre o valor mínimo): ⇔ y" = 18 Para x 2 = −2 y" = 12. o ponto mínimo será (1.21) . y min = 2 x 3 + 3x 2 − 12 x + 1 ⇔ ⇔ y min = 2.a.( −8) + 3.( −2) + 6 (neste ponto ocorre o valor máximo): ⇔ y" = −24 + 6 ⇔ y" = −18 Para calcular os valores de máximo e de mínimo. Para o cálculo do ponto de inflexão toma-se por base a segunda derivada e considerase que y" = 0 .(1) 3 + 3.1 −1+ 3 ⇔ x1 = 2 −1− 3 ⇔ x2 = 2 x= y" = 12 x + 6 4º passo: substituir na segunda derivada x por cada uma das raízes da equação resultante. basta substituir x1 e x 2 na equação inicial.(−2) + 1 y máx = −16 + 12 + 24 + 1 máximo) ⇔ ⇔ y max = 2.(−2) + 1 y máx = 21 (é o valor Sendo x 2 = −2 e y máx = 21 .a − (1) ± 9 x= 2.4 − 12.(−2) 2 − 12..1 + 1 y min = 2 + 3 − 12 + 1 y min = −6 (é o valor mínimo) Sendo x1 = 1 e y min = −6 . igualar a derivada a zero e resolver a equação resultante.

) .( y inf = −1 3 −1 −1 ) + 3.( ) + +1 8 4 2 ⇔ −2 3 6 1 + + + 8 4 1 1 y inf = − 2 + 6 + 48 + 8 8 y inf = 15 2 Sendo x = −1 15 − 1 15 e y = .( ) + 1 2 2 2 ⇔ ⇔ y inf = 2. 2 2 2 2 Desta forma a representação gráfica será a seguinte: Ponto de máximo y 21 Ponto de inflexão 15/2 1 -2 -1/2 -6 Ponto de mínimo x . o ponto de inflexão será ( .( ) 2 − 12.( −1 1 12 ) + 3.3 2 Substituindo x na função inicial: y = 2 x + 3x − 12 x + 1 y inf = 2.

encontre a derivada: a)y = 28 d) q = -3p + 15 b) e) J = 450n c) f(x) = 12x – 35 f) y = -x g) h) i) j) m) o) q) k) l) n) p) .4) r) -1) 2) Calcular a derivada de segunda ordem: a) b) 3) Se . mínimo e inflexão das seguintes funções: a) f ( x) = x 3 + x 2 + x . calcular f(x) + f’(x) +f”(x) +f”’’(x) 4) Calcule a quinta derivada das funções abaixo: a) b) 5) Calcular os pontos de máximo.ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM 1) Para cada função a seguir.

04q b) CMA = 4+0.02q2 o custo total da fabricação de q brinquedos. é R$ 6 por brinquedo. . a) CMA = C’T CMA = 4+0. encontre : a) O custo marginal b) O custo marginal quando q = 50 brinquedos. quando 50 brinquedos são fabricados. A função C’T é chamada função custo marginal. Exemplo: Seja CT = 110 +4q+0.b) f ( x) = x 3 − 3 x 2 − 9 x + 10 c) f ( x) = 3 x 3 − 9 x 2 + 5 x + 1 d) f ( x) = 2 x 3 − 3 x 2 − 36 x + 4 3. é dado por C’T. RECEITA E LUCRO O custo médio (CME) de produção de cada unidade do produto é obtido dividindo-se o custo total pelo número de unidades produzidas. C ME = CT q Se CT é o custo total de produção de q unidades de um produto. CMA = C’T CMA pode ser interpretada como a taxa de variação do custo total quando q unidades são produzidas. então o custo marginal (CMA). caso exista.04(50) CMA (50) = 6.04q CMA (50) = 4+0. significando que a taxa de variação do custo total. c) O custo médio quando q = 50 brinquedos.6 CUSTO.

CT c) C ME = q C ME = 110 + 4q + 0. obtida pela venda de uma quantidade q de um produto a um preço p. quando 40 mesas são vendidas. é R$ 260 por mesa. e chegou à conclusão de que o preço evolui com a quantidade oferecida.02. segundo o modelo: p = 100 – 0. é dado pela equação: . Que quantidade deverá ser oferecida ao mercado para que a receita seja máxima? A receita RT.q.2q. significando que a taxa de variação da receita total.40 RMA (40) = 260. 200 ≤ q ≤ 300. então a receita marginal (RMA)será dada por: RMA = R’T Exemplos: 1) Seja RT = 300q − q2 a receita total recebida da venda de q mesas. 2) Uma empresa tem acompanhado a resposta do Mercado para diversas quantidades oferecidas de um produto. a) RMA = R’T RMA = 300 – x b) RMA = 300 – x RMA (40) = 300 .(50) + 0.2 A receita de venda de um produto é dada por RT = p. onde p é o preço de venda unitário e q é a quantidade demandada (vendida) Se RT é a receita total obtida quando q unidades de um produto são demandadas.(50) 2 50 C ME (50) = C ME (50) = 7. encontre : 2 a) a função receita marginal b) A receita marginal quando q = 40 mesas.02q 2 q 110 + 4.

O lucro devido à produção e à comercialização das q unidades é: LT = RT – CT LT = 50q ou a.RT = p.0.4q = 0 q = 250 β. obtem-se: 100 – 0.q Substituindo nessa equação o valor de p. isso indica que q = 250 é ponto de máximo.RT Exemplo: Uma empresa tem acompanhado o custo devido à produção e à comercialização de q unidades de seu produto e concluiu que um modelo que descreve aproximadamente o comportamento do custo em função da quantidade produzida é para 0 < q < 45 unidades.00.essa é a quantidade que deveria ser oferecida ao mercado. Sejam CT o custo total associado à produção de um produto e RT a receita total referente à venda deste produto. obtem-se: RT = (100 .2q)q ou RT = 100q – 0. calcula-se a primeira derivada: Fazendo LT’= 0.0.Utilizando os conceitos de máximos e mínimos.2 α.4 RT’’(250) = . Se a empresa vende a unidade de seu produto a R$ 50. calcula-se a primeira derivada: RT’= 100 – 0.Utilizando os conceitos de máximos e mínimos. portanto RT = 50q.q. portanto.4q Fazendo RT’= 0.Para confirmar se o valor é de máximo basta analisar o sinal da segunda derivada RT’’ = . A função Lucro total LT associada à produção e venda do produto é dada por: LT = CT .0. qual é a quantidade que deve ser comercializada para ter lucro máximo? A receita de empresa é expressa por RT = p.4 < 0 Como o sinal da segunda derivada é negativo. obtem-se: = 0  q = 30 .

180 < 0 Como o sinal da segunda derivada é negativo. isso indica que q = 30 é ponto de máximo da função lucro.b.Para confirmar se o valor é de Máximo basta analisar o sinal da segunda derivada LT’’ = . .6q LT’’(30) = .

Calcule: 100 a) custo médio b) custo marginal 2 7) Uma empresa produz determinado produto com custo total CT = q + q + 50 . 40 ≤ q ≤ 80.00 a unidade. a) Qual o custo marginal? b) Qual a receita? Qual a receita marginal? c) Qual o lucro? Qual o lucro marginal? d) Em que nível de produção o lucro será máximo? Qual o lucro máximo? 2 2) Considere a função custo total Ct = q + 4q + 64 . sendo 1. Qual a quantidade a oferecer para o mercado para que a receita de vendas seja a maior possível? 6) Seja CT o custo total da produção de q molduras de quadros dado por C T = 50 + 8q − q2 .ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM 2 1) Uma empresa produz determinado produto com custo total Ct = 15q + 50 . 4) Suponha que o custo de produção de um bem de uma empresa possa ser descrito pela equação CT= . Determinar a produção que maximize o lucro da empresa devido à comercialização desse produto. a) Qual o custo marginal? b) Qual a receita? Qual a receita marginal? c) Qual o lucro? Qual o lucro marginal? d) Em que nível de produção o lucro será máximo? Qual o lucro máximo? .000.00 a unidade e há mercado para toda a produção.02q. sendo 5 ≤ q ≤ 3) Se o custo de produção de um bem é dado por 10 e o preço unitário de vendas é R$ 77. Este produto é vendido a R$ 40. 5) Se o preço de mercado de um produto relaciona-se com a quantidade segundo a equação p = 80 – 0.00.000 ≤ q ≤ 3. a) qual a capacidade mensal da empresa que maximizará o lucro mensal? Qual o lucro máximo? . Este produto é vendido a R$35. Calcule a quantidade q a ser produzida para que o custo médio de produção seja mínimo. Suponha que o produto seja vendido a R$ 74.00 a unidade e que há mercado para toda a produção.

q =100 e q = 200. escreva uma equação para o lucro semanal. a) Obtenha a função Custo Marginal.00. a) Obtenha a função Receita. para produzir q calças é dado 3 2 por CT= 0. e suponha que o preço unitário de venda seja R$ 303. o custo. 12) Em uma fábrica de pneus. em reais. b) Obtenha o custo marginal aos níveis q= 50. q= 500 e q = 600. Ache o número de unidades que a empresa deverá produzir para ter o maior lucro diário. q2 . c) Obtenha a receita marginal aos níveis q = 400.8) Sob concorrência perfeita uma empresa pode vender a um preço de R$ 100. Se q unidades for a produção diária. um certo produto por ela produzido. .4q 2 + 400q Suponha que o custo para a produção dos pneus é dado por . Numa semana o rendimento 30 RT = 25q + q2 . 13) Uma empresa de pneus tem a receita na venda de um tipo de pneu dada por RT = − 0. 9) Uma firma que fabrica saias para mulheres estima que o custo total CT em reais por fabricar q saias é dado pela equação C T = 100 + 3q + total RT em reais é dado pela equação vendidas. Qual o nível da produção que maximizará o lucro mensal? Qual o lucro máximo mensal? b) Qual o nível da produção que minimiza o custo total médio? 11) Em uma empresa de confecção têxtil. o custo 2 total de produção diária será CT = q + 20q + 700 . onde q é o número de saias 250 a) Suponha que a capacidade máxima mensal da empresa seja de 15 unidades. q ≥ 0 . a) Obtenha a função Lucro.001q − 0.4q + 400. o preço de um tipo de pneu é dado por p= -0. b) Calcule o lucro máximo semanal 3 10) Considere a função de custo total CT= q + 3 q + 128 . a) considerando que o número q de saias vendidas numa semana seja o mesmo número de saias fabricadas.3 q + 45q + 5000 . CT=80q+28000. b) Obtenha a função receita Marginal.00 por unidade.

0.b) Obtenha a função Lucro marginal. Qual preço gera uma frequência de 3000 pessoas? Qual é a receita total a esse preço? Qual será a receita total se o preço for R$20.00 ? . onde p é preço da entrada e q é o número de pessoas que frequentam a esse preço.02q. 14) A demanda por entradas num parque de diversões é dada pela equação p = 70 . c) Obtenha o lucro marginal aos níveis q = 300 e q = 600.

Módulo IV NOÇÕES DE INTEGRAL .

Objetivos Esse último módulo tem o objetivo de proporcionar uma maior compreensão matemática através da reflexão sobre as noções de integral e primitiva de uma função. .

qualquer que seja o número C. pois: F’(x) = (6x + C)’ = 6. pois: F’(x) = (6x + 12)’ = 6 A função F(x) = 6x .5 é uma primitiva de f.3 é uma primitiva de f. qualquer que seja o número C. é chamado integral indefinida de f. o conjunto das funções obtidas a partir da primitiva F adicionando uma constante qualquer forma o conjunto de todas as primitivas de f. e escreve-se: ∫ f(x)dx = F(x) + C . também é primitiva de f.5)’ = 4x A função F(x) = 2x2 + C é uma primitiva de f. a função F + C. Chamando de f sua derivada.1 INTEGRAL INDEFINIDA Se F é uma primitiva de f. Esse conjunto.1 PRIMITIVA DE UMA FUNÇÃO Seja F uma função derivável em um intervalo aberto E. deve-se escrever. para todo ponto x do intervalo E: F’(x) = f(x) A função F é chamada primitiva de f no intervalo E. pois: F’(x) = (2x2)’ = 4x A função F(x) = 2x2 + 4 é uma primitiva de f.3)’ = 6 A função F(x) = 6x + C é uma primitiva de f. pois: F’(x) = (2x2 + C)’ = 4x. onde C é um número real qualquer. pois: F’(x) = (2x2 – 0. portanto: (F+C)’ = F’ + C’ = F’ + 0 = f Exemplo: 1) Seja y = 6 : A função F(x) = 6x é uma primitiva de f. pois: F’(x) = (6x)’ = 6 A função F(x) = 6x + 12 é uma primitiva de f. pois: F’(x) = (6x . 1. pois: F’(x) = (2x2 + 4)’ = 4x A função F(x) = 2x2 – 0. representado por F + C. 2) Seja y = 4x : A função F(x) = 2x2 é uma primitiva de f. Como F é uma primitiva de f.

obtém-se a função original.∫ f(x)dx 3) Integral de potência y = x n . n ≠ -1 = n +1 ∫ k. Propriedades Sejam f e g funções que tenham primitivas: 1) A integral da soma ou da diferença de duas ou mais funções é a soma ou diferença das integrais dessas funções: ∫ (f ± g)(x) dx = ∫ f(x)dx ± ∫ g(x)dx 2) A integral do produto de uma constante k por uma função é o produto da constante pela integral da função: ∫ (k.f)(x) dx = k .Exemplo: Calcular a integral indefinida da função y = 6x + 3 F”(x) = ( 3x2 + 3x)’ = 6x + 3 2 ∫ (6x + 3)dx = 3x + 3x + C Esta operação mostra que a integração na verdade é a operação inversa da derivação. n ≠ −1 n dx ∫x 4) Integral da constante y = k x n +1 + C .x + C Exemplos: Calcular as integrais: 1) ∫ 4dx . dx = k. pois se uma função for derivada e em seguida o resultado integrado.

7dx = -7.∫ dx = 4 x + C 2) ∫ .7dx ∫ .∫ x 3 dx = 4. + ∫ 4 3 x 4 + x3 + C =. 2 3 9) ∫ x 2 dx 3 x 3 +1 x 3 +C = + C = 3 x5 + C ∫ x dx = ∫ x 3 dx = 2 +1 5 5 3 3 3 2 2 2 5 3 .∫ 4dx = 4.∫ x 3 dx + ∫ x 2 dx = 2. 4 + C = x 4 + C 3 4 8) 3 ∫ (2x + x 2) dx x 4 x3 + C (2x 3 + x 2) dx = ∫ 2x 3 dx + ∫ x 2 dx = 2.∫ dx = −7x + C 3) 4) ∫ x dx ∫ dx 2 = x3 +C 3 ∫ dx = x + C 5) ∫ x -5 dx ∫ x dx = -5 1 x −4 +C = − +C −4 4x 4 6) 1 ∫ 3 dx x 1 ∫ 3 dx x -3 = ∫ x dx = x −2 + C = − 1 + C −2 2x 2 7) ∫ 4x 3 dx x ∫ 4x dx = 4.

Os números a e b são os limites de integração.3 − 2. 2) [ ] ∫0 2dx 3 3 3 ∫0 2dx = 2. b Exemplos: 1) 4 ∫1 2xdx 4 = x 2 1 = 4 2 − 12 = 16 − 1 = 15 2 2 x 4 4 ∫1 2 xdx = 2.0 = 6 3 .2 INTEGRAL DEFINIDA A integral definida de f de a até b é a diferença ∫a f(x)dx = F(b) −F(a) Onde F é a primitiva de f.∫1 xdx = 2.10) 5 4 3 2 ∫ (3 x + 7 x + 6 x − 5 x + 4 x − 1)dx = ∫ 3 x5dx + ∫ 7 x 4dx + ∫ 6 x3dx − ∫ 5 x 2dx + ∫ 4 xdx − ∫ 1dx = 3∫ x 5 dx + 7 ∫ x 4 dx + 6∫ x 3 dx − 5∫ x 2 dx + 4∫ xdx − 1∫ dx x6 x5 x4 x3 x2 =3 +7 +6 −5 +4 − x+C 6 5 4 3 2 Efetuando-se as simplificações possíveis tem-se: x6 x5 x4 x3 = +7 +3 −5 + 2x 2 − x + C 2 5 2 3 1.∫0 dx = [2 x]0 = 2.

Exemplos: b 1) Calcular a área marcada na figura abaixo: . 0 − 0  = 8    4   2 2    0  4 2 CÁLCULO DE ÁREA Área de A = ∫a f(x)dx A área compreendida entre o gráfico da função e o eixo do x é obtida através do cálculo da integral definida. 2 − 2  −  0 + 3.3) ∫0 2 (x 3 + 3 x .1)dx = ∫0 x 3 dx + ∫0 3xdx − ∫0 1dx 2 2 2 = ∫0 x 3 dx + 3 ∫0 xdx − ∫0 dx 2 2 2 = ∫0 x 3 dx + 3 ∫0 xdx − ∫0 dx 2  x4 x2 = + 3 − x  4 2  2 2    4   4  =  2 + 3.1)dx 2 2 2 2 3 ∫0 (x + 3 x .

4 − 3.a.A A = ∫ 3dx = 3 ∫ dx = [3x ]4 = 3.2 = 12 − 6 = 6 u. (unidades de área) 2 2 2 4 4 2 ) Calcular a área marcada na figura abaixo: A .

+ 10.0 = 200 u.x  = 2. +10. ∫ dx 0 0 0 10 10 10  x2   10 2   02  = 2.10 − 2.  2 0  2   2    . + 10. ∫ xdx + 10.a.A = ∫ (2x + 10)dx = 0 10 10 10 0 ∫ 2xdx + ∫ 10dx = 2.

ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM 1) Calcular as integrais: a) ∫ (3x 5 + 7 x 4 + 6 x 3 − 5 x 2 + 4 x − 1)dx b) ∫(x 3 5 + 4 )dx x4 c) ∫( 7 x 3 + 6 x 5 )dx 5 d) ∫ (7 x − 8x 4 + 6 7 6 + x + 3 x + 2) dx x3 2 2 e) ∫0 3x + 8 x 52 f) ∫1 dx ( )dx x 4 g) ∫0 x dx h) −1 4 ∫−3 3dx x 2) Calcular a área das figuras abaixo: a) f(x) = 4 – x2 .

b) f(x) = 2 + 2x c)f(x) = x 2 − 3x + 3 .

Rio de Janeiro. Pedro A. Deborah. Editora Pioneira. 2002 IEZZI. Diva Maria. MORETTIN. volume 1. São Paulo. 1999. Hamilton Luiz. São Paulo. 2001. Economia e Contabilidade. Editora Harbra. São Paulo. Matemática aplicada à Administração. Matemática: Conceitos. Matemática Básica para Cursos Superiores. ___________. São Paulo. Editora Atual. 1992. Cálculo A: funções. 1992. São Paulo. integração. HOFFMANN. Editora LTC. 2005. 2000. São Paulo. FLEMMING. Editora FTD. 2002 SILVA. São Paulo. Cálculo moderno e suas aplicações. São Paulo. Fundamentos da Matemática.Referências GUIDORIZZI. Matemática aplicada à Economia e Administração. Matemática completa. Louis. São Paulo. Rio de Janeiro. Editora Atual. Matemática. derivação. 2005. Matemática Ciência e Aplicações. 2002 . Cálculo de uma variável e várias variáveis. GIOVANNI. HUGHES-HALLET. Manoel Rodrigues. Cálculo e Aplicações. limite. MUROLO. José Ruy. _________________. Editora Atlas. Editora Moderna.São Paulo. 2006. Gelson. Sebastião Medeiros da. 2004 PAIVA. LEITHOLD. São Paulo. Editora Saraiva. 1990. Afrânio. Editora Edgard Blucher Ltda. Editora FTD. Laurence D. Editora LTC. Editora Pearson Makron. Matemática para Administração. linguagem e aplicações.

2002. São Paulo. Editora Atlas. Jean E. Matemática para Economia e Administração.5ª edição.________________________. Ciências contábeis. . WEBER. Editora Harbra Ltda. São Paulo. 1999. Matemática para os cursos de Economia. Administração.

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