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Autógrafo de Deus

Do Livro O Paulo de Tarso dos Nossos Dias


Diz-nos, Joanna de Ângelis, em
excelente assertiva: “Caminha um
pouco ao ar livre. Tranqüilamente,
redescobre a natureza que te
abençoa a vida. Espairece, saindo
deste turbilhão em que te encontras,
deixando a imaginação voar. Evita os
lugares movimentados, para o teu
passeio, e aspira o oxigênio balsâmico
da floresta, da montanha, do mar.
Refaze conceitos, acalma-te e
abençoa a vida na forma como se te
apresente. A tua atual existência é
rica do que necessitas para ser
feliz”.
Oportunamente, ao ler esses conceitos, pela tela da
minha memória recordei fato que se deu com
Divaldo Franco, quando viajava ele de Madrid a
Toledo. Seguia ele com um confrade amigo, de
automóvel, para uma de suas conferências, onde
com sua palavra clara e balsâmica, esclarece sobre
o Evangelho de Jesus, aplacando anseios dos
ouvintes em aflição, apresentando, outrossim, aos
que o ouvem, a excelência da doutrina dos
espíritos, através a codificação kardequiana,
dirimindo a depressão de tantos que o buscam...
Faltavam ainda quarenta e cinco minutos para os dois
chegarem a Toledo, quando de súbito, surge aos olhos do
médium baiano, um enorme campo de papoulas. Eram
flores amarelas, outras vermelhas, mergulhadas como
num oceano belíssimo de cor verde. Divaldo não titubiou
e disse ao amigo:
“- Pare o veículo, por favor”.
“- Sentindo-se mal?”.
“- Não, nunca me senti tão bem! É que quero desfrutar
dessa natureza ímpar, desse sol de verão, nesse
abençoado mês de agosto, respirar ar puro ao invés do
monóxido de carbono que nos acompanha...”.
 
“-... mas e a conferência em Toledo?”.
“- Amigo, são nove horas e vinte minutos, a
palestra se dará às vinte horas. Faltam ainda dez
horas e quarenta minutos para o início dos
trabalhos em Toledo...!”.
Divaldo desceu animado, feliz, sorvendo a
plenos pulmões aquela flagrância deliciosa das
papoulas, e, adentrando pelo campo em flor,
percebe ao seu lado Joanna de Ângelis, que
distendendo sua nívea mão, fala doce e
suavemente:
“- Meu filho, as flores são o autógrafo que
Deus coloca no álbum da natureza para dizer:
fui eu quem fez!”.
Refeito, encantado e alegre, Divaldo retorna ao
asfalto, o amigo encontra-se sentado no
acostamento, olhos marejados, e diz:
“- Divaldo, eu passo por aqui três dias na semana, o
que equivale a dizer seis vezes, ida e volta, e, jamais
houvera percebido essas papoulas! Só me detenho na
estrada, no asfalto, sempre atento aos horários, às
vezes remoendo fatos ocorridos no dias anteriores...
agradeço-lhe o haver me ensinado mais essa lição!”.
 
Diz-nos Joanna de Ângelis, Benfeitora de
todos nós, no excelente livro “Episódios Diários”:
“- Cada amanhecer é convite sereno à conquista de
valores que parecem inalcançáveis”.
À medida que o dia avança, aproveita os minutos,
sem pressa nem postergação do dever.
Não te aflijas ante o volume de coisas e problemas
que tens pela frente.
Dirige cada ação à sua finalidade específica.
Após concluir um serviço, inicia outro e, sem mágoa
dos acontecimentos desagradáveis, volve à liça com
disposição, avançando, passo a passo, até o
momento de conclusão dos deveres planejados ““.
Grupo de Estudos Espíritas
Anna Franco
Rio de Janeiro/ 2006
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