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Resumo  de  Pontos  Importantes  da  Lei  Maria  da  Penha  nº  11.340  

1. Se aplica à violência doméstica que cause morte, lesão, sofrimento físico (violência
física), sexual (violência sexual), psicológico (violência psicológica), e dano moral
(violência moral) ou patrimonial (violência patrimonial);

1.1.No âmbito da unidade doméstica, onde haja o convívio de pessoas, com ou sem
vínculo familiar, inclusive as esporadicamente agregadas;

1.2.No âmbito da família, formada por indivíduos que são ou se consideram
aparentados, unidos por laços naturais, por afinidade ou por vontade expressa.

1.3.Em qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha convivido
com a ofendida, independentemente de coabitação;

2. Se aplica também às relações homossexuais (lésbicas);

3. A ofendida não poderá entregar intimação ou notificação ao agressor;

4.Quando a agressão praticada for de pessoa estranha, como por exemplo vizinho,
prestador de serviço ou médico, continuam os velhos TERMOS
CIRCUNSTANCIADOS;

5. Garantir proteção policial, quando necessário, comunicando de imediato ao
Ministério Público e ao Poder Judiciário;

6.Informar à ofendida os direitos a ela conferidos;

7. Feito o registro da ocorrência, deverá a autoridade, de imediato:

7.1. Ouvir a ofendida, lavrar o boletim de ocorrência e tomar arepresentação a termo,
se apresentada;
7.2. Colher todas as provas que servirem para o esclarecimento do fato;
7.3. Remeter no prazo de 48 horas expediente apartado ao juiz com o pedido da
ofendida, para a concessão de medidas protetivas;
7.4. Expedir guia de exame de corpo de delito e exames periciais;
7.5. Ouvir o agressor e testemunhas;
7.6. Ordenar a identificação do agressor e juntar aos autos sua folha de antecedentes;

8. O pedido da ofendida deverá conter: qualificação da ofendida e do agressor, nome e
idade dos dependentes, descrição sucinta do fato e das medidas protetivas solicitadas
pela ofendida, e cópia de todos os documentos disponíveis em posse da ofendida;
 

independentemente de classe. à dignidade. 226 da Constituição Federal. e estabelece medidas de assistência e proteção às mulheres em situação de violência doméstica e familiar. goza dos direitos fundamentais inerentes à pessoa humana.   o Art. nos termos do § 8 do art. LEI Nº 11. orientação sexual. à educação. raça.   o Art. dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. 3 Serão asseguradas às mulheres as condições para o exercício efetivo dos direitos à vida. violência. intelectual e social. 1 Esta Lei cria mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e o familiar contra a mulher. 226 da Constituição Federal. ao acesso à justiça. à saúde. Cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. à cidadania. especialmente.   O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:   TÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES   o Art. sendo-lhe asseguradas as oportunidades e facilidades para viver sem violência. o Código Penal e a Lei de Execução Penal. renda.   o Art. ao respeito e à convivência familiar e comunitária. DE 7 DE AGOSTO DE 2006. preservar sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral. nível educacional. exploração. . à alimentação. à liberdade. à cultura. da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres e da Convenção     Interamericana para Prevenir. e dá outras providências. Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher e de outros tratados internacionais ratificados pela República Federativa do Brasil. idade e religião. cultura.   o § 2 Cabe à família. crueldade e opressão. altera o Código de Processo Penal. à sociedade e ao poder público criar as condições necessárias para o efetivo exercício dos direitos enunciados no caput. ao esporte. dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. 4 Na interpretação desta Lei. as condições peculiares das mulheres em situação de violência doméstica e familiar. da Convenção Interamericana para Prevenir. discriminação. Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher. ao lazer. 2 Toda mulher. serão considerados os fins sociais a que ela se destina e. ao trabalho.   o § 1 O poder público desenvolverá políticas que visem garantir os direitos humanos das mulheres no âmbito das relações domésticas e familiares no sentido de resguardá-las de toda forma de negligência. à moradia. nos o termos do § 8 do art. à segurança. da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Violência contra a Mulher. etnia.340.

humilhação. entendida como qualquer conduta que a constranja a presenciar. sofrimento físico.   TÍTULO II   DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER   CAPÍTULO I   DISPOSIÇÕES GERAIS   o Art. unidos por laços naturais.   II . ao aborto ou à prostituição. chantagem. . coação ou uso da força. com ou sem vínculo familiar. crenças e decisões.no âmbito da família. exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação. de qualquer modo. chantagem. mediante ameaça. que a induza a comercializar ou a utilizar. mediante coação.   CAPÍTULO II   DAS FORMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR   CONTRA A MULHER   o Art. vigilância constante. ridicularização. manipulação.   Parágrafo único.   III . perseguição contumaz. entre outras:   I . ameaça. compreendida como o espaço de convívio permanente de pessoas. ou que limite ou anule o exercício de seus direitos sexuais e reprodutivos. entendida como qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal. isolamento.   II .no âmbito da unidade doméstica.a violência física. inclusive as esporadicamente agregadas. compreendida como a comunidade formada por indivíduos que são ou se consideram aparentados. entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da auto-estima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações. por afinidade ou por vontade expressa. que a impeça de usar qualquer método contraceptivo ou que a force ao matrimônio.a violência sexual. à gravidez. configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte. 6 A violência doméstica e familiar contra a mulher constitui uma das formas de violação dos direitos humanos. insulto. suborno ou manipulação. 5 Para os efeitos desta Lei. As relações pessoais enunciadas neste artigo independem de orientação sexual.   III . 7 São formas de violência doméstica e familiar contra a mulher. sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial:   I . a sua sexualidade. a manter ou a participar de relação sexual não desejada. comportamentos. na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a ofendida.a violência psicológica. lesão. constrangimento.em qualquer relação íntima de afeto. independentemente de coabitação. mediante intimidação.   o Art.

estatísticas e outras informações relevantes.   VII . tendo por diretrizes:   I .a violência moral. incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades.a promoção e a realização de campanhas educativas de prevenção da violência doméstica e familiar contra a mulher.a promoção de estudos e pesquisas. termos ou outros instrumentos de promoção de parceria entre órgãos governamentais ou entre estes e entidades não- governamentais. às conseqüências e à freqüência da violência doméstica e familiar contra a mulher. difamação ou injúria. destruição parcial ou total de seus objetos. dos Estados. de acordo com o estabelecido no inciso III o o do art. educação.a integração operacional do Poder Judiciário. documentos pessoais. saúde. do Corpo de Bombeiros e dos profissionais pertencentes aos órgãos e às áreas enunciados no inciso I quanto às questões de gênero e de raça ou etnia.a promoção de programas educacionais que disseminem valores éticos de irrestrito respeito à dignidade da pessoa humana com a perspectiva de gênero e de raça ou etnia. e a difusão desta Lei e dos instrumentos de proteção aos direitos humanos das mulheres. da Guarda Municipal.a implementação de atendimento policial especializado para as mulheres. subtração. 221 da Constituição Federal. a serem unificados nacionalmente. trabalho e habitação. do Ministério Público e da Defensoria Pública com as áreas de segurança pública.   TÍTULO III   DA ASSISTÊNCIA À MULHER EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR   CAPÍTULO I DAS MEDIDAS INTEGRADAS DE PREVENÇÃO   o Art.a capacitação permanente das Polícias Civil e Militar.o respeito.   VIII . assistência social. tendo por objetivo a implementação de programas de erradicação da violência doméstica e familiar contra a mulher. valores e direitos ou recursos econômicos. 3 e no inciso IV do art. ajustes.   V . voltadas ao público escolar e à sociedade em geral. 8 A política pública que visa coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher far-se-á por meio de um conjunto articulado de ações da União. para a sistematização de dados. concernentes às causas.   IV .   II .   VI .   IV . instrumentos de trabalho. de forma a coibir os papéis estereotipados que legitimem ou exacerbem a violência doméstica e familiar.a celebração de convênios. entendida como qualquer conduta que configure retenção.   V . protocolos. do Distrito Federal e dos Municípios e de ações não-governamentais. 1 .   III .a violência patrimonial. nos meios de comunicação social. no inciso IV do art.   . bens. entendida como qualquer conduta que configure calúnia. e a avaliação periódica dos resultados das medidas adotadas. em particular nas Delegacias de Atendimento à Mulher. dos valores éticos e sociais da pessoa e da família. com a perspectiva de gênero e de raça ou etnia.

integrante da administração direta ou indireta.   Art. incluindo os serviços de contracepção de emergência. Aplica-se o disposto no caput deste artigo ao descumprimento de medida protetiva de urgência deferida. quando houver risco de vida. 9 A assistência à mulher em situação de violência doméstica e familiar será prestada de forma articulada e conforme os princípios e as diretrizes previstos na Lei Orgânica da Assistência Social. a autoridade policial que tomar conhecimento da ocorrência adotará. e emergencialmente quando for o caso.o destaque. à eqüidade de gênero e de raça ou etnia e ao problema da violência doméstica e familiar contra a mulher. Na hipótese da iminência ou da prática de violência doméstica e familiar contra a mulher. de imediato. nos currículos escolares de todos os níveis de ensino. estadual e municipal. comunicando de imediato ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.   Parágrafo único. a profilaxia das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) e outros procedimentos médicos necessários e cabíveis nos casos de violência sexual. acompanhar a ofendida para assegurar a retirada de seus pertences do local da ocorrência ou do domicílio familiar.   . No atendimento à mulher em situação de violência doméstica e familiar. 11.acesso prioritário à remoção quando servidora pública. por até seis meses.encaminhar a ofendida ao hospital ou posto de saúde e ao Instituto Médico Legal. para preservar sua integridade física e psicológica:   I .   o § 1 O juiz determinará. para os conteúdos relativos aos direitos humanos.   o § 2 O juiz assegurará à mulher em situação de violência doméstica e familiar.   CAPÍTULO II   DA ASSISTÊNCIA À MULHER EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR   o Art. a inclusão da mulher em situação de violência doméstica e familiar no cadastro de programas assistenciais do governo federal. entre outras normas e políticas públicas de proteção. entre outras providências:   I . no Sistema Único de Saúde. por prazo certo. quando necessário o afastamento do local de trabalho.se necessário.   II . quando necessário. no Sistema Único de Segurança Pública. a autoridade policial deverá.   CAPÍTULO III   DO ATENDIMENTO PELA AUTORIDADE POLICIAL   Art.manutenção do vínculo trabalhista.   II .   o § 3 A assistência à mulher em situação de violência doméstica e familiar compreenderá o acesso aos benefícios decorrentes do desenvolvimento científico e tecnológico.   IV . IX . as providências legais cabíveis.fornecer transporte para a ofendida e seus dependentes para abrigo ou local seguro.   III .garantir proteção policial. 10.

para a concessão de medidas protetivas de urgência. Ao processo.remeter.nome e idade dos dependentes. os seguintes procedimentos. 12. Em todos os casos de violência doméstica e familiar contra a mulher.   o § 3 Serão admitidos como meios de prova os laudos ou prontuários médicos fornecidos por hospitais e postos de saúde.colher todas as provas que servirem para o esclarecimento do fato e de suas circunstâncias.   VII .ordenar a identificação do agressor e fazer juntar aos autos sua folha de antecedentes criminais. feito o registro da ocorrência. 13. ao adolescente e ao idoso que não conflitarem com o estabelecido nesta Lei. de imediato.   III .ouvir a ofendida. os autos do inquérito policial ao juiz e ao Ministério Público.   Art. se apresentada. no prazo legal.descrição sucinta do fato e das medidas protetivas solicitadas pela ofendida.   III .   .   II .remeter.   o § 1 O pedido da ofendida será tomado a termo pela autoridade policial e deverá conter:   I .   IV .qualificação da ofendida e do agressor. expediente apartado ao juiz com o pedido da ofendida.informar à ofendida os direitos a ela conferidos nesta Lei e os serviços disponíveis.determinar que se proceda ao exame de corpo de delito da ofendida e requisitar outros exames periciais necessários. no prazo de 48 (quarenta e oito) horas. ao julgamento e à execução das causas cíveis e criminais decorrentes da prática de violência doméstica e familiar contra a mulher aplicar-se-ão as normas dos Códigos de Processo Penal e Processo Civil e da legislação específica relativa à criança. sem prejuízo daqueles previstos no Código de Processo Penal:   I .ouvir o agressor e as testemunhas.   II . lavrar o boletim de ocorrência e tomar a representação a termo.   V .   TÍTULO IV   DOS PROCEDIMENTOS   CAPÍTULO I   DISPOSIÇÕES GERAIS   Art. deverá a autoridade policial adotar.   o o § 2 A autoridade policial deverá anexar ao documento referido no § 1 o boletim de ocorrência e cópia de todos os documentos disponíveis em posse da ofendida. V . indicando a existência de mandado de prisão ou registro de outras ocorrências policiais contra ele.   VI .

a requerimento do Ministério Público ou a pedido da ofendida. poderão ser criados pela União. o Juizado:   I . Nas ações penais públicas condicionadas à representação da ofendida de que trata esta Lei.   o § 2 As medidas protetivas de urgência serão aplicadas isolada ou cumulativamente. caberá ao juiz. nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher.determinar o encaminhamento da ofendida ao órgão de assistência judiciária. É competente. 19. antes do recebimento da denúncia e ouvido o Ministério Público. e poderão ser substituídas a qualquer tempo por outras de maior eficácia.comunicar ao Ministério Público para que adote as providências cabíveis.do lugar do fato em que se baseou a demanda. bem como a substituição de pena que implique o pagamento isolado de multa.   Art.   Art. por opção da ofendida.   III . sempre que os direitos reconhecidos nesta Lei forem ameaçados ou violados. e pelos Estados.   II . devendo este ser prontamente comunicado.   Art. . É vedada a aplicação. conforme dispuserem as normas de organização judiciária. 17. para os processos cíveis regidos por esta Lei.   CAPÍTULO II   DAS MEDIDAS PROTETIVAS DE URGÊNCIA   Seção I   Disposições Gerais   Art.conhecer do expediente e do pedido e decidir sobre as medidas protetivas de urgência.   Parágrafo único. de penas de cesta básica ou outras de prestação pecuniária. órgãos da Justiça Ordinária com competência cível e criminal. Art. independentemente de audiência das partes e de manifestação do Ministério Público. 15.do seu domicílio ou de sua residência. em audiência especialmente designada com tal finalidade.   II . para o processo. no prazo de 48 (quarenta e oito) horas:   I . Os Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. 14. 16. no Distrito Federal e nos Territórios. o julgamento e a execução das causas decorrentes da prática de violência doméstica e familiar contra a mulher.   o § 1 As medidas protetivas de urgência poderão ser concedidas de imediato.   III . Recebido o expediente com o pedido da ofendida. Os atos processuais poderão realizar-se em horário noturno.   Art. As medidas protetivas de urgência poderão ser concedidas pelo juiz. quando for o caso.do domicílio do agressor. 18. só será admitida a renúncia à representação perante o juiz.

  II . A ofendida não poderá entregar intimação ou notificação ao agressor.prestação de alimentos provisionais ou provisórios. conforme o caso. se entender necessário à proteção da ofendida. o juiz poderá aplicar. corporação ou instituição as medidas protetivas de urgência concedidas e determinará a restrição do porte de armas.826.   c) freqüentação de determinados lugares a fim de preservar a integridade física e psicológica da ofendida. caberá a prisão preventiva do agressor. Em qualquer fase do inquérito policial ou da instrução criminal.suspensão da posse ou restrição do porte de armas. de 22 de dezembro de 2003. o juiz comunicará ao respectivo órgão. especialmente dos pertinentes ao ingresso e à saída da prisão.   III . devendo a providência ser comunicada ao Ministério Público.   Parágrafo único. nos termos desta Lei. de ofício. se sobrevierem razões que a justifiquem. de imediato. entre outras:   I .   . ficando o superior imediato do agressor responsável pelo cumprimento da determinação judicial.afastamento do lar. ouvida a equipe de atendimento multidisciplinar ou serviço similar. ao agressor. a requerimento do Ministério Público ou a pedido da ofendida. domicílio ou local de convivência com a ofendida. A ofendida deverá ser notificada dos atos processuais relativos ao agressor. seus familiares e testemunhas por qualquer meio de comunicação. sob pena de incorrer nos crimes de prevaricação ou de desobediência.826. encontrando-se o agressor nas o o condições mencionadas no caput e incisos do art. entre as quais:   a) aproximação da ofendida. 21.   Parágrafo único. 6 da Lei n 10.proibição de determinadas condutas. O juiz poderá revogar a prisão preventiva se. em conjunto ou separadamente.   Art. 20.   o § 2 Na hipótese de aplicação do inciso I. a requerimento do Ministério Público ou mediante representação da autoridade policial.   V . Constatada a prática de violência doméstica e familiar contra a mulher. fixando o limite mínimo de distância entre estes e o agressor. no curso do processo. com comunicação ao o órgão competente.   o § 1 As medidas referidas neste artigo não impedem a aplicação de outras previstas na legislação em vigor. as seguintes medidas protetivas de urgência. o § 3 Poderá o juiz. de seus familiares e das testemunhas. ouvido o Ministério Público. bem como de novo decretá-la. verificar a falta de motivo para que subsista.restrição ou suspensão de visitas aos dependentes menores. sem prejuízo da intimação do advogado constituído ou do defensor público. decretada pelo juiz.   b) contato com a ofendida. sempre que a segurança da ofendida ou as circunstâncias o exigirem. 22.   Art.   Seção II   Das Medidas Protetivas de Urgência que Obrigam o Agressor   Art.   IV . conceder novas medidas protetivas de urgência ou rever aquelas já concedidas. de 22 de dezembro de 2003. de seus familiares e de seu patrimônio. nos termos da Lei n 10.

no que couber.   CAPÍTULO III   DA ATUAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO   Art.fiscalizar os estabelecimentos públicos e particulares de atendimento à mulher em situação de violência doméstica e familiar. 461 da Lei no 5. salvo expressa autorização judicial. de 11 de janeiro de 1973 (Código de Processo Civil). Deverá o juiz oficiar ao cartório competente para os fins previstos nos incisos II e III deste artigo.   Art. 24. quando não for parte. Caberá ao Ministério Público.   . as seguintes medidas.prestação de caução provisória. por perdas e danos materiais decorrentes da prática de violência doméstica e familiar contra a ofendida. quando necessário.restituição de bens indevidamente subtraídos pelo agressor à ofendida.determinar a recondução da ofendida e a de seus dependentes ao respectivo domicílio. o disposto no o caput e nos §§ 5 e 6º do art. quando necessário:   I . nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher.   Parágrafo único.   III . poderá o juiz requisitar. liminarmente.   II . sem prejuízo de outras medidas:   I .   Art.determinar o afastamento da ofendida do lar.   Seção III   Das Medidas Protetivas de Urgência à Ofendida   Art. auxílio da força policial. as medidas administrativas ou judiciais cabíveis no tocante a quaisquer irregularidades constatadas.encaminhar a ofendida e seus dependentes a programa oficial ou comunitário de proteção ou de atendimento. Poderá o juiz. após afastamento do agressor.   IV .requisitar força policial e serviços públicos de saúde. o juiz poderá determinar.   III . o § 3 Para garantir a efetividade das medidas protetivas de urgência. Para a proteção patrimonial dos bens da sociedade conjugal ou daqueles de propriedade particular da mulher. mediante depósito judicial.   II . venda e locação de propriedade em comum. a qualquer momento. e adotar. nas causas cíveis e criminais decorrentes da violência doméstica e familiar contra a mulher. de imediato.869. entre outros. sem prejuízo de outras atribuições. entre outras:   I . 23.proibição temporária para a celebração de atos e contratos de compra.   o § 4 Aplica-se às hipóteses previstas neste artigo. O Ministério Público intervirá.   II .determinar a separação de corpos. sem prejuízo dos direitos relativos a bens. 25. de educação.suspensão das procurações conferidas pela ofendida ao agressor. 26. guarda dos filhos e alimentos.   IV . de assistência social e de segurança.

A instituição dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher poderá ser acompanhada pela implantação das curadorias necessárias e do serviço de assistência judiciária. e desenvolver trabalhos de orientação. É garantido a toda mulher em situação de violência doméstica e familiar o acesso aos serviços de Defensoria Pública ou de Assistência Judiciária Gratuita.   .   TÍTULO VI   DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS   Art.   TÍTULO VII   DISPOSIÇÕES FINAIS   Art. 31. observadas as previsões do Título IV desta Lei. Enquanto não estruturados os Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. o juiz poderá determinar a manifestação de profissional especializado. cíveis e criminais. voltados para a ofendida. nos termos da lei. mediante a indicação da equipe de atendimento multidisciplinar. 29. 34. 28. mediante atendimento específico e humanizado. subsidiada pela legislação processual pertinente. 19 desta Lei. poderá prever recursos para a criação e manutenção da equipe de atendimento multidisciplinar. em sede policial e judicial. 32. a ser integrada por profissionais especializados nas áreas psicossocial. Compete à equipe de atendimento multidisciplinar. Em todos os atos processuais.cadastrar os casos de violência doméstica e familiar contra a mulher. O Poder Judiciário. prevenção e outras medidas.   TÍTULO V   DA EQUIPE DE ATENDIMENTO MULTIDISCIPLINAR   Art. 33.   Art. Os Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher que vierem a ser criados poderão contar com uma equipe de atendimento multidisciplinar. as varas criminais acumularão as competências cível e criminal para conhecer e julgar as causas decorrentes da prática de violência doméstica e familiar contra a mulher. a mulher em situação de violência doméstica e familiar deverá estar acompanhada de advogado. nos termos da Lei de Diretrizes Orçamentárias. para o processo e o julgamento das causas referidas no caput. na elaboração de sua proposta orçamentária. encaminhamento.   Parágrafo único. jurídica e de saúde. III . 27.   Art. fornecer subsídios por escrito ao juiz. nas varas criminais. ao Ministério Público e à Defensoria Pública. 30.   Art. o agressor e os familiares. entre outras atribuições que lhe forem reservadas pela legislação local. Será garantido o direito de preferência. ressalvado o previsto no art. Quando a complexidade do caso exigir avaliação mais aprofundada. mediante laudos ou verbalmente em audiência.   Art.   CAPÍTULO IV   DA ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA   Art. com especial atenção às crianças e aos adolescentes.

poderão estabelecer dotações orçamentárias específicas.   II . Art. 39. 3   IV .099.centros de atendimento integral e multidisciplinar para mulheres e respectivos dependentes em situação de violência doméstica e familiar.   Art.   III . Aos crimes praticados com violência doméstica e familiar contra a mulher. A União. não se aplica a Lei n 9. concorrentemente.   Parágrafo único. 41. o Distrito Federal e os Municípios. 313 do Decreto-Lei n 3.   V . o Distrito Federal e os Municípios promoverão a adaptação de seus órgãos e de seus programas às diretrizes e aos princípios desta Lei. nos termos da lei específica.   Art. os Estados. em cada exercício financeiro. os Estados e os Municípios poderão criar e promover.delegacias. A União. O requisito da pré-constituição poderá ser dispensado pelo juiz quando entender que não há outra entidade com representatividade adequada para o ajuizamento da demanda coletiva. os Estados.   Art.   IV . no limite de suas competências e nos termos das respectivas leis de diretrizes orçamentárias.   Art. o Distrito Federal. 37. de 26 de setembro de 1995. 38.programas e campanhas de enfrentamento da violência doméstica e familiar.casas-abrigos para mulheres e respectivos dependentes menores em situação de violência doméstica e familiar. nos termos da legislação civil. passa a vigorar acrescido do seguinte inciso IV:   “Art. A defesa dos interesses e direitos transindividuais previstos nesta Lei poderá ser exercida. pelo Ministério Público e por associação de atuação na área.se o crime envolver violência doméstica e familiar contra a mulher. O art.   Art.689. As obrigações previstas nesta Lei não excluem outras decorrentes dos princípios por ela adotados. As Secretarias de Segurança Pública dos Estados e do Distrito Federal poderão remeter suas informações criminais para a base de dados do Ministério da Justiça. para a implementação das medidas estabelecidas nesta Lei. o independentemente da pena prevista.centros de educação e de reabilitação para os agressores. 40. de 3 de outubro de 1941 (Código de Processo Penal).   Parágrafo único. A União.   o Art. núcleos de defensoria pública.” (NR)   .   Art. para garantir a execução das medidas protetivas de urgência. no limite das respectivas competências:   I . 36. 42. regularmente constituída há pelo menos um ano. As estatísticas sobre a violência doméstica e familiar contra a mulher serão incluídas nas bases de dados dos órgãos oficiais do Sistema de Justiça e Segurança a fim de subsidiar o sistema nacional de dados e informações relativo às mulheres. serviços de saúde e centros de perícia médico-legal especializados no atendimento à mulher em situação de violência doméstica e familiar. 35.

848..... Na hipótese do § 9 deste artigo.... ainda..detenção. de 3 (três) meses a 3 (três) anos..   Art.. prevalecendo-se o agente das relações domésticas. cônjuge ou companheiro.   f) com abuso de autoridade ou prevalecendo-se de relações domésticas. 43.. de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal)...... Nos casos de violência doméstica contra a mulher. passa a vigorar com a seguinte redação:   Parágrafo único...... 129......... ou com violência contra a mulher na forma da lei específica... O art........” (NR)   Art... ou.. 129 do Decreto-Lei nº 2... 46.. irmão. descendente...... de coabitação ou de hospitalidade...   o § 9 Se a lesão for praticada contra ascendente.......210. o Art. de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal).. de coabitação ou de hospitalidade:   Pena . a pena será aumentada de um terço se o crime for cometido contra pessoa portadora de deficiência.   o § 11. .... 152 da Lei n 7. 61 do Decreto-Lei n 2. o juiz poderá determinar o comparecimento obrigatório do agressor a programas de recuperação e reeducação........   LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Dilma Rousseff     ...” (NR)   o Art.. 7 de agosto de 2006..... .. 44....... A alínea f do inciso II do art. passa a vigorar com as seguintes alterações:   “Art. O art.   o o Brasília......... 185 da Independência e 118 da República.... Esta Lei entra em vigor 45 (quarenta e cinco) dias após sua publicação. passa a vigorar com a seguinte redação:   “Art..848. 61... 45. ou com quem conviva ou tenha convivido. de 11 de julho de 1984 (Lei de Execução Penal)...