FACULDADE DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS E CONTÁBEIS DE LINS Curso de Administração

APOSTILA DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS

LINS / 2005

FACULDADE DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS E CONTÁBEIS DE LINS Curso de Administração

UMA VISÃO GERAL SOBRE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS

LINS / 2005

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ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS E PATRIMONIAIS
1. AS EMPRESAS E SEUS RECURSOS Toda produção depende da existência conjunta de três fatores de produção: natureza, capital e trabalho, integrados por um quarto fator denominado empresa. Para os economistas, todo processo produtivo se fundamenta na conjunção desses quatro fatores de produção.

Os quatro fatores de produção. Cada um dos quatro fatores de produção tem uma função específica, a saber: a) Natureza: é o fator que fornece os insumos necessários à produção, como as matérias-primas, os materiais, a energia etc. É o fator de produção que proporciona as entradas de insumos para que a produção possa se realizar. Dentre os insumos, figuram os materiais e matérias-primas; b) Capital: é o fator que fornece o dinheiro necessário para adquirir os insumos e pagar o pessoal. O capital representa o fator de produção que permite meios para comprar, adquirir e utilizar os demais fatores de produção; c) Trabalho: é o fator constituído pela mão-de-obra, que processa e transforma os insumos, através de operações manuais ou de máquinas e ferramentas, em produtos acabados ou serviços prestados. O trabalho representa o fator de

capaz de proporcionar um ganho adicional. o capital e o trabalho em um conjunto harmonioso que permite que o resultado alcançado seja muito maior do que a soma dos fatores aplicados no negócio. que é o lucro. ao falarmos de sistemas. d) Empresa: é o fator integrador capaz de aglutinar a natureza. Mas adiante. que aciona e agiliza os outros fatores de produção. teremos a oportunidade de conceituar esse efeito multiplicador. também denominado efeito sinergístico ou sinergia. É comumente denominado mão-de-obra. Recursos Mercadológicos e Recursos Administrativos. A empresa constitui o sistema que aglutina e coordena todos os fatores de produção envolvidos. UMA INTRODUÇÃO HISTÓRICA À ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS . isto é. Recursos Humanos. com ou sem o auxílio de máquinas e equipamentos. Isto significa que a empresa tem um efeito multiplicador.3 produção que atua sobre os demais. Veja Figura: 2. Os principais recursos empresariais são: Recursos Materiais. Recursos Financeiros. porque se refere principalmente ao operário manual ou braçal que realiza operações físicas sobre as matérias-primas. fazendo com que o resultado do conjunto supere o resultado que teria cada fator isoladamente. esses fatores de produção costumam ser denominados recursos empresariais. Modernamente.

fazendo com que “compras” e “estoques” ganhassem maior importância. no momento oportuno e no local certo. equipamentos. . Para refletir: “Nos dias de hoje . fazendo com que a mesma fosse vista como uma arte e uma ciência das mais importantes para o alcance dos objetivos de uma organização. víveres. eram insuficientes para o alcance dos resultados esperados. A Revolução Industrial. A constante evolução fabril.4 A atividade de material existe desde a mais remota época. Soldados e estratégias por mais eficazes que fossem. as duas grandes guerras mundiais. até então. sem dúvida. fazendo com a produção evoluísse para um estágio tecnologicamente mais avançado e os estoques passassem a ser vistos sob um outro prisma pelas administrações. através das trocas de caças e de utensílios até chegarmos aos dias de hoje. totalmente artesanal foi em parte substituído pelas máquinas. o empreendimento de Napoleão Bonaparte. Em todos os embates ficou comprovado que o fator abastecimento ou suprimento se constituiu em elemento de vital importância e que determinou o sucesso ou o insucesso dos empreendimentos. o mercado concorrente e novas tecnologias deram novo impulso à Administração de Materiais. O trabalho. o consumo. estocar. meados dos séc. possui ampla possibilidade de ser bem sucedido”. acirrou a concorrência de mercado e sofisticou as operações de comercialização dos produtos. no local e na quantidade necessária. isso sem contar com outros desejos de conquistas como. trocar objetos e mercadorias é algo tão antigo quanto a existência do ser humano. vestuários adequados. combustíveis foram. Este período foi marcado por modificações profundas nos métodos do sistema de fabricação e estocagem em maior escala. as exigências dos consumidores. são e serão necessários sempre. XVIII e XIX. passando pela Revolução Industrial. Um dos fatos mais marcantes e que comprovaram a necessidade de que materiais devem ser administrados cientificamente foi. principalmente. Munições.Qual será a importância da Administração de Materiais no projeto de um ônibus espacial?”. Produzir. seja ela qualquer que fosse. isto quer dizer que administrar materiais é como administrar informações: “quem os têm quando necessita.

de forma centralizada ou não. suprir antes do momento oportuno acarretará. além de custos financeiros indesejáveis. lucros cessantes. A oportunidade. o tamanho do Lote de Compra acarreta as mesmas conseqüências: quantidades além do necessário representam inversões em estoques ociosos. a providência do suprimento após esse momento poderá levar a falta do material necessário ao atendimento de determinada necessidade da administração. destinadas a suprir as diversas unidades. Destina-se a dotar a administração dos meios necessários ao suprimento de materiais imprescindíveis ao funcionamento da organização. no momento certo para o suprimento de materiais. acarretam. o que é prejudicial à eficiência operacional da organização. a armazenagem dos materiais. influi no tamanho dos estoques. Estes dois eventos. Tais atividades abrangem desde o circuito de reaprovisionamento. inclusive compras.5 3. em regra. estoques altos. sem tornar excessivo o investimento total”. na qualidade requerida e pelo menor custo. tempo oportuno e quantidade necessária. a obtenção de material sem os atributos da qualidade requerida para o uso a que se destina acarreta custos financeiros maiores. o recebimento. Da mesma forma. ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS: DEFINIÇÕES A Administração de Materiais é definida como sendo um conjunto de atividades desenvolvidas dentro de uma empresa. assim como. quantidades aquém do necessário podem levar à insuficiência de estoque. Assim. Por outro lado. o fornecimento dos mesmos aos órgãos requisitantes. acima das necessidades imediatas da organização. Do mesmo modo. organizado de modo a nunca faltar nenhum dos itens que o compõem. na quantidade necessária. se mal planejados. fatores esses decorrentes de quaisquer das situações assinaladas. A Administração de Materiais moderna é conceituada e estudada como um Sistema Integrado em que diversos subsistemas próprios interagem para constituir um todo organizado. até as operações gerais de controle de estoques etc. com os materiais necessários ao desempenho normal das respectivas atribuições. Em outras palavras: “A Administração de Materiais visa à garantia de existência contínua de um estoque. retenções ociosas de capital e oportunidades de lucro não . no tempo oportuno.

o controle e o ressuprimento de material. os meios necessários à consecução das quatro condições básicas alinhadas acima. defeitos na fabricação ou no serviço. Decompondo esta atividade através da separação e identificação dos seus elementos componentes. a.1. nos períodos desejados.Aquisição / Compra de Material . portanto. compreendendo a análise. cadastramento e catalogação de material. fornecem.1. mas precisa também realizar a . O estoque é necessário para que o processo de produção-venda da empresa opere com um número mínimo de preocupações e desníveis. a previsão. compras adicionais. O setor de controle de estoque acompanha e controla o nível de estoque e o investimento financeiro envolvido. Os subsistemas da Administração de Materiais. É da responsabilidade de Compras assegurar que as matérias-primas exigida pela Produção estejam à disposição nas quantidades certas. classificação. codificação.1. através do planejamento e da programação de material.subsistema responsável pela gestão. para uma boa Administração de material.subsistema responsável pela gestão econômica dos estoques. encontramos as seguintes subfunções típicas da Administração de Materiais. Os estoques podem ser de: matéria-prima. nestas condições podem implicar em paradas de máquinas.1. O setor de Compras preocupa-se sobremaneira com o estoque de matéria-prima.Subsistemas Típicos: a. inutilização de material.1 . negociação e contratação de compras de material através do processo de licitação. além de outras mais específicas de organizações mais complexas: a.3. etc.2- Classificação de Material - subsistema responsável pela identificação (especificação).6 realizadas. integrados de forma sistêmica. Compras não é somente responsável pela quantidade e pelo prazo.Controle de Estoque . Isto porque materiais. a. produtos em fabricação e produtos acabados.

Subsistemas Específicos: a. embalagem.2.Padronização e Normalização .subsistema encarregado do controle e normalização das transações de recebimento.1.2 . podendo ainda encarregar-se da verificação dos atributos qualitativos pelas normas de controle de qualidade.4.1.subsistema de apoio ao qual cabe a obtenção de menor número de variedades existentes de determinado tipo de material.subsistema responsável pela gestão física dos estoques. pesquisa de mercado e compras. preservação. propondo medidas de redução de estoques.2.Cadastro .1. a. para atender a produção e os materiais entregues pelos fornecedores a.Armazenagem / Almoxarifado . a.Inspeção de Recebimento . analisando os desvios da política de suprimento traçada pela administração e proporcionando soluções.Movimentação de Material . a.1 .6 . por meio de unificação e especificação dos mesmos.1.7 compra em preço mais favorável possível. recepção e expedição de material. segundo determinadas normas e métodos de armazenamento. a.7 . com exceção dos produtos em processo. . a. devoluções.5.Inspeção de Suprimentos . transferências de materiais e quaisquer outros tipos de movimentações de entrada e de saída de material. já que o custo da matéria-prima é um componente fundamental no custo do produto.subsistema responsável pela verificação física e documental do recebimento de material. O Almoxarifado é o responsável pela guarda física dos materiais em estoque.2 . É o local onde ficam armazenados os produtos.subsistema encarregado do cadastramento de fornecedores. compreendendo as atividades de guarda. fornecimento.subsistema de apoio responsável pela verificação da aplicação das normas e dos procedimentos estabelecidos para o funcionamento da Administração de Materiais em toda a organização.

o subsistema de Cadastro é informado do evento para providenciar o encerramento do processo de compra e processar. o subsistema de Inspeção é acionado.3 .2. A devolução é providenciada pelo subsistema de Aquisição que aciona o fornecedor para essa providência após ser informado. Os materiais recusados pelo subsistema de Inspeção são devolvidos ao fornecedor. no cadastro de fornecedores. do material pelo almoxarifado. Após a concretização da compra. o .8 a. e/ou onde também são contratadas as transportadoras que prestam serviços de entrega e coleta. ao mesmo tempo que o subsistema de Controle de Estoque é informado para proceder aos registros físicos e contábeis da movimentação de entrada. Igualmente. pela Inspeção. para encerrar o dossiê de compras e processar as anotações cadastrais pertinentes ao fornecimento. A integração destas subfunções funciona como um sistema de engrenagens que aciona a Administração de Material e permite a interface com outros sistemas da organização. os registros pertinentes. é emitida pelo subsistema de Controle de Estoques uma ordem ao subsistema de Compras. Quando o material é requisitado dos estoques. antes. houve. quando um item de material é recebido do fornecedor. de modo que os itens aceitos pela inspeção física e documental são encaminhados ao subsistema de Armazenagem para guarda nas unidades de estocagem próprias e demais providências. movimentação e distribuição de material. para que o material seja comprado de um dos fornecedores cadastrados e habilitados junto à organização pelo subsistema de Cadastro. A colocação do produto acabado nos clientes e as entregas das matérias-primas na fábrica é de responsabilidade do setor de Transportes e Distribuição. uma ação de ressuprimento. É nesse setor que se executa a Administração da frota de veículos da empresa. que o material não foi aceito.Transporte de Material . todo um conjunto de ações inter-relacionadas para esse fim: o subsistema de Controle de Estoque aciona o subsistema de Compras que recorre ao subsistema de Cadastro. podendo. Neste caso. Assim. Este procede à baixa física e contábil. gerar com isso.subsistema de apoio que se responsabiliza pela política e pela execução do transporte. O subsistema de Cadastro também é informado. Quando do recebimento. este evento é comunicado ao subsistema de Controle de Estoque pelo subsistema de Armazenagem.

segundo critérios aprovados pela direção da empresa. aplicar um sistema de reaprovisionamento adequado. e do número de itens do inventário. junto aos fornecedores. Lotes Econômicos e outros índices necessários ao gerenciamento dos estoques. o cumprimento do prazo de entrega contratual.9 subsistema de Cadastro também fica responsável para providenciar. fixando Estoques Mínimos. estabelecer sistema de estocagem adequado. novamente. avaliar outras empresas como possíveis fornecedores. f) g) h) manter contato com as Gerências de Produção. As partes componentes desta função dependem do tamanho. coordenar os inventários rotativos. da natureza e de sua atividade-fim. por ocasião do recebimento de material. OBJETIVOS PRINCIPAIS DA ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS E REC. iniciando o ciclo. 5. RESPONSABILIDADE E ATRIBUIÇÕES DA ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS a) b) c) d) e) suprir. 4. PATRIMONIAIS . Financeira etc. do tipo e da complexidade da organização. Engenharia de Produto. de todos os materiais necessários ao seu funcionamento. Todos esses subsistemas não aparecem configurados na Administração de Materiais de qualquer organização. supervisionar os almoxarifados da empresa. Controle de Qualidade. controlar os estoques. através de Compras. a empresa.

f) Despesas com Pessoal .dependem fundamentalmente da eficácia das áreas de Controle de Estoques. . Em algumas empresas a qualidade dos produtos e/ou serviços constituem-se no único objetivo da Gerência de Materiais. Reduzir o preço de compra implica em aumentar os lucros. Baixo Custo de Aquisição e Posse . aumentando o retorno sobre os investimentos e reduzindo o valor do capital de giro. Os custos de produção.implica em melhor utilização do capital.10 A Administração de Materiais tem por finalidade principal assegurar o contínuo abastecimento de artigos necessários para comercialização direta ou capaz de atender aos serviços executados pela empresa. expedição e transportes são afetados diretamente por este item. a fim de que o produto possa ser competitivo e assim. e) Consistência de Qualidade .a área de materiais é responsável apenas pela qualidade de materiais e serviços provenientes de fornecedores externos. propiciando maior benefício com relação aos custos “.obtenção de melhores resultados com a mesma despesa ou.é resultado de uma análise criteriosa quando da escolha dos fornecedores. mesmo resultado com menor despesa . b) c) d) Alto Giro de Estoques . dar à empresa um retorno satisfatório do capital investido. As empresas objetivam diminuir os custos operacionais para que elas e seus produtos possam ser competitivos no mercado. Continuidade de Fornecimento . Mais especificamente.em ambos os casos o objetivo é obter maior lucro final.este é o objetivo mais óbvio e. Precisam estar na empresa prontos para o consumo na data desejada e com um preço de aquisição acessível. Armazenamento e Compras. os materiais precisam ser de qualidade produtiva para assegurar a aceitação do produto final. “ As vezes compensa investir mais em pessoal porque pode-se alcançar com isto outros objetivos. certamente um dos mais importantes. Segue os principais objetivos da área de Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais: a) Preço Baixo . se mantida a mesma qualidade.

peso e custo em conseqüência de entradas e saídas. folha. d) Estoque . tipo de acondicionamento.toda unidade deve estar interessada em aumentar a aptidão de seu pessoal.. sem causar interrupções às unidades funcionais da organização. com utilização certa.não sofre flutuações.são considerados como o objetivo primário.identifica a medida. volume..é o estoque que sofre flutuações quanto a quantidade. c) Pontos de Estocagem .a posição de uma empresa no mundo dos negócios é. . matéria-prima ou produto acabado que faça parte do estoque. bloco. é estático. de forma indireta.quantidade de determinado item. metro.locais aonde os itens em estoque são armazenados e sujeitos ao controle da administração. Está disponível somente para uma aplicação ou unidade funcional específica. resma. ). vidro. salvados ( retirados de uso através de desmontagens) . f) Estoque Morto ou Inativo . peça. b) Unidade .designa qualquer material. h) i) Aperfeiçoamento de Pessoal . quilograma. galão. comprometida previamente e que por alguma razão permanece temporariamente em almoxarifado. características de apresentação física ( caixa. e) Estoque Ativo ou Normal . h) Estoque de Recuperação . na sobrevivência e nos lucros da empresa. 6. rolo. Bons Registros . pois contribuem para o papel da Administração de Material. g) Estoque Empenhado ou Reservado .quantidades de itens constituídas por sobras de retiradas de estoque..11 g) Relações Favoráveis com Fornecedores . materiais ou artigos existentes fisicamente no almoxarifado à espera de utilização futura e que permite suprir regularmente os usuários. TERMINOLOGIAS UTILIZADAS NA ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS a) Artigo ou Item . litro. em alto grau determinada pela maneira como negocia com seus fornecedores.conjunto de mercadorias.

podendo vir a integrar o Estoque Normal ou Estoque de Materiais Recuperados.é o número de vezes que um item é solicitado ou comprado em um determinado período. q) Ruptura de Estoque: ocorre quando o estoque de determinado item zera ( E = 0 ). A continuação das solicitações e o não atendimento a caracteriza. após a obtenção de sua condições normais.. obsoletos ou inúteis que devem ser eliminados. mas passíveis de aproveitamento após recuperação.é a quantidade de um item que deverá ser fornecida ou comprada. novos ou recuperados. p) Ponto de Chamada de Emergência: é a quantidade que quando atingida requer medidas especiais para que não ocorra ruptura no estoque. s) Quantidade a Pedir . Constitui um Estoque Morto. Limite de Chamada ou Ponto de Ressuprimento: é a quantidade de item de estoque que ao ser atingida requer a análise para ressuprimento do item. Normalmente é igual a metade do Estoque Mínimo. l) Estoque Mínimo: é a menor quantidade de um artigo ou item que deverá existir em estoque para prevenir qualquer eventualidade ou emergência ( falta ) provocada por consumo anormal ou atraso de entrega. k) Estoque Teórico . m) Estoque Médio. j) Estoque Disponível .constitui as quantidades de itens em estoque. Operacional: é considerado como sendo a metade da quantidade necessária para um determinado período mais o Estoque de Segurança. r) Freqüência . livre para uso. n) Estoque Máximo: é a quantidade necessária de um item para suprir a organização em um período estabelecido mais o Estoque de Segurança. sem condições de uso.12 etc. Obsoletos ou Inservíveis .é o resultado da soma do disponível com a quantidade pedida. i) Estoque de Excedentes. . o) Ponto de Pedido.é a quantidade de um determinado item existente em estoque. aguardando o fornecimento.

documento no qual o fornecedor explicita as condições nas quais se propõe a atender (preço. firmado entre comprador e fornecedor. Varia em função do número de pedidos emitidos ou das quantidades compradas. solicitando ao fornecedor Proposta de Fornecimento. do Pedido ou Aquisição: é constituído pela somatória de todas as despesas efetivamente realizadas no processamento de uma compra. Esta Coleta deverá conter todas as especificações que identifiquem individualmente cada item. Ressuprimento: tempo decorrido desde a emissão do documento de compra ( requisição ) até o recebimento da mercadoria. w) Requisição ou Pedido de Compra . z) Mapa Comparativo de Preços .documento que serve para confrontar condições de fornecimento e decidir sobre a mais viável. y) Proposta de Fornecimento . condições de pagamento etc). u) Prazo de Entrega: tempo decorrido da data de formalização do contrato bilateral de compra até a data de recebimento da mercadoria. v) Tempo de Reposição. Ordem ou Autorização de Fornecimento: documento formal.13 t) Tempo de Tramitação Interna: é o tempo que um documento leva. Posse ou Armazenagem: são os custos decorrentes da existência do item ou artigo no estoque. bb)Custo Fixo:. que juridicamente deve garantir a ambos (fornecimento x pagamento). dd)Custo de Manutenção de Estoque. aa) Contato. Varia em função do número de vezes ou da quantidade comprada. desde o momento em que é emitido até o momento em que a compra é formalizada.é o custo que independe das quantidades estocadas ou compradas ( mão-de-obra.documento interno que desencadeia o processo de compra. x) Coleta ou Cotação de Preços: documento emitido pela unidade de Compras. . prazo de entrega. de manutenção etc.existe em função das variações de quantidade e de despesas operacionais. cc) Custo Variável . ee) Custo de Obtenção de Estoque. ). despesas administrativas.

14 ff) Custo Total: é o resultado da soma do Custo Fixo com o Custo de Posse e o Custo de Aquisição. 7. Representa o menor valor do Custo Total. FLUXO DAS ATIVIDADES Análise economico financeira Com Análise de mercado ou nec Prod Programação e controle de estoque Compra Recebimento Armazenamento Controle do Estoque Consumo ou comercialização . gg)Custo Ideal: é aquele obtido no ponto de encontro ou interseção das curvas dos Custos de Posse e de Aquisição.

possibilidades de rotatividade do estoque. Programação e controle de estoque: consiste em definir o estoque ideal para as necessidades da empresa. A préseleção dos concorrentes qualificados evita o dispêndio de tempo com um grande número de fornecedores. e o controle visa. percebemos a relação de interdependência. visualizando assim as possibilidades de investimento. Os objetivos básicos de uma seção de compras são: A) Comprar materiais e insumos aos menores preços. Compras: A função de compras é um segmento essencial do departamento de materiais ou suprimentos. analisá-los. Análise economico financeira: é através dela que se analisa a capacidade empresarial. permite avaliar a . as despesas e a lucratividade. planejá-las quantitativamente e satisfazê-las no momento certo com as quantidades corretas. que tem por finalidade suprir as necessidades de materiais ou serviços. preços.15 Analisando o esquema acima. Entre as caracteristicas básicas de um sistema adequado de compras. rapidez de atendimento. Para efetuar uma boa compra. B) Procurar sempre dentro de uma negociação justa e honesta as melhores condições para a empresa. a empresa deve seguir certos mandamentos que incluem a verificação de prazos. etc. obedecendo padrões de qualidade e quantidade. fazer uma seleção e procurar ter uma bom relacionamento com o mercado fornecedor. podemos destacar: A) Sistema de compras a três cotações: Tem por finalidade partir de um número mínimo de cotações para encorajar novos competidores. menor aplicação do capital de giro. Deve-se manter cadastros de fornecedores. qualidade e volume. Análise de mercado ou necessidade de produção: capacidade de consumo. verificar se recebeu efetivamente o que foi comprado e providenciar armazenamento. principalmente as de pagamento.

além de ajudar nas decisões do comprador. o exame de cada fase de negociação. . C) Duas ou mais aprovações: No mínimo duas pessoas estão envolvidas em cada decisão da escolha do fornecedor. D) Documentação escrita: Documentação anexa ao pedido. protegendo o comprador ao possibilitar revisão de uma decisão individual. Pode ainda ajudar os fornecedores a serem competitivos. mostrando-lhes que seus preços estão fora de concorrência.16 B) Sistema de preços objetivos: O conhecimento prévio do preço justo. proporciona uma verificação dupla no sistema de cotações. permite revisão e estará sempre disponível junto ao processo de compra para esclarecer qualquer dúvida posterior. possibilita no ato da Segunda assinatura. Isto estabelece uma defesa dos interesses da empresa pela garantia de um melhor julgamento.

17 FACULDADE DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS E CONTÁBEIS DE LINS Curso de Administração GESTÃO DE ESTOQUE LINS / 2005 .

Outros tipos de investimentos. aparentemente. igualam. o ato de gerir recursos ociosos possuidores de valor econômico e destinado ao suprimento das necessidades futuras de material . numa primeira abordagem. Numa organização pública. em importância estratégica e econômica. na falta de materiais ou de produtos que levam a não realização de vendas. basicamente. a privação é em relação a investimentos sociais ou em serviços de utilidade pública. toda a aplicação de capital em inventário priva de investimentos mais rentáveis uma organização industrial ou comercial. a descontinuidade das operações ou serviços etc. das vendas. que evitam que se perca dinheiro em situação potencial de risco presente. Os investimentos não são dirigidos por uma organização somente para aplicações diretas que produzam lucros. . É o caso dos investimentos em estoque. não produzem lucros. a partir destes fatores. Por exemplo. A gestão dos estoques visa. E isto é obtido mantendo estoques mínimos. Entre estes estão as inversões de capital destinadas a cobrir fatores de risco em circunstâncias imprevisíveis e de solução imediata. tais como os investimentos em máquinas e em equipamentos destinados ao aumento da produção e. A GESTÃO DE ESTOQUE A gestão de estoque é. além dos custos adicionais e excessivos que. conseqüentemente. em constante equilíbrio em relação ao nível econômico ótimo dos investimentos. manter os recursos ociosos expressos pelo inventário. numa organização. Porém. sem correr o risco de não tê-los em quantidades suficientes e necessárias para manter o fluxo da produção da encomenda em equilíbrio com o fluxo de consumo. os investimentos em estoque aos investimentos ditos diretos.. portanto. a paralisação de fabricação.18 GESTÃO DE ESTOQUES 1.

A administração dos estoques apresenta alguns aspectos financeiros que exigem um estreito relacionamento com a área de finanças. Os estoques representam um meio de investimento de recursos e podem alcançar uma respeitável parcela dos ativos totais da empresa. de forma generalizada. das vendas ou dos serviços. a área financeira está preocupada com o lucro. os estoques representam um enorme investimento financeiro. permanentemente. em contrapartida. materiais semi-acabados. Assim. . Deste ponto de vista. Em contrapartida.1 NATUREZA DOS ESTOQUES Estoque é a composição de materiais . mas que precisa existir em função de futuras necessidades. materiais acabados . sem que. por permitirem a continuidade do processo produtivo das organizações. representa um ideal conflitante com a realidade do dia-a-dia e que aumenta a importância da sua gestão. A acumulação de estoques em níveis adequados é uma necessidade para o normal funcionamento do sistema produtivo. pois enquanto a Administração de Materiais está voltada para a facilitação do fluxo físico dos materiais e o abastecimento adequado à produção e a vendas. os estoques constituem um ativo circulante necessário para que a empresa possa produzir e vender com um mínimo risco de paralisação ou de preocupação. São lucros provenientes das vendas e serviços. tê-los em número reduzido de itens e em quantidades mínimas. fonte permanente de problemas. aumente o risco de não ser satisfeita a demanda dos usuários ou dos consumidores em geral. da complexidade e da natureza das operações da produção. a liquidez da empresa e a boa aplicação dos recursos empresariais. o estoque constitui todo o sortimento de materiais que a empresa possui e utiliza no processo de produção de seus produtos/serviços. A manutenção dos estoques requer investimentos e gastos muitas vezes elevados.19 1. como certa quantidade de itens mantidos em disponibilidade constante e renovados. quando muito.que não é utilizada em determinado momento na empresa. Os estoques podem ser entendidos ainda. para produzir lucros e serviços. Evitar sua formação ou. Representam uma necessidade real em qualquer tipo de organização e.materiais em processamento. ao mesmo tempo. cuja magnitude é função do porte.

em regra. evita distorções no planejamento e indica à gestão a forma de tratamento que deve ser dispensado a cada um deles. enquanto os estoques destinados ao consumo interno constituem-se. verdadeiras fontes de receitas ( extra-operacional ). para algumas organizações. da necessidade de continuidade operacional e da remuneração do capital investido. além de evitar que medidas corretas. sobretudo. da disponibilidade imediata de material nos fornecedores e do cumprimento dos prazos de entrega. Já outras naturezas de estoque podem apresentar características bem próprias que. estes estoques podem vir a formar-se aleatoriamente. para a compreensão mais nítida dos estoques. mesmo. por exemplo. Acabam representando. Cada espécie de inventário segue comportamentos próprios e sofre influências distintas. É o caso dos estoques de sucata. aos mesmos princípios e às mesmas estruturas de controle. os estoques destinados à venda são sensíveis às solicitações impostas pelo mercado e decorrentes das alterações da oferta e procura e da capacidade de produção. o conhecimento das principais funções que os mesmos desempenham nos mais variados tipos de organização. Assim. dentro do estudo da Administração de Material. entretanto. e que conheçamos as suas diferentes espécies. embora se sujeitando. se considerarmos que. Em uma indústria. enquanto os destinados ao consumo interno da empresa são influenciados pelas necessidades contínuas da produção. Isto mantém a paridade entre esta necessidade e as exigências de capital de giro. das oficinas e dos demais serviços existentes.20 A incerteza de demanda futura ou de sua variação ao longo do período de planejamento. levem a resultados desastrosos. tão somente. aplicadas ao estoque errado. são as principais causas que exigem estoques permanentemente à mão para o pronto atendimento do consumo interno e/ou das vendas. em despesas. Entretanto. É essencial. pode trazer dúvidas a partir da definição da . esta divisão por si só. manutenção. caracterizando-se como contingências de armazenagem. consideráveis montantes de recursos estão vinculados a determinadas modalidades de estoque. ao longo do tempo. não destinada ao reprocessamento ou beneficiamento e formados de refugos de fabricação ou de materiais obsoletos e inservíveis destinados à alienação e outros fins. à vezes. Ter noção clara das diversas naturezas de inventário. não estão sujeitas a influência alguma.

em estoque de artigos de escritório. estabelecimento do fluxo de informação do sistema. . por exemplo. os parafusos etc. estruturação dos almoxarifados. finalidade. o melaço e outros produtos que são misturados a ela para dar maior consistência aos moldes que receberão o aço derretido para a confecção de peças constituem-se em produtos acabados para seus fabricantes. outra classificação: estoques de venda e de consumo interno. surge. que procuram mostrar os diferentes tipos de estoque e o que eles representam para cada empresa. as arruelas. a areia de fundição preparada com a bentonita. os produtos de sua fabricação integrarão os estoques de venda e. considerando a natureza. Se entendermos por produto acabado todo material resultante de um processo qualquer de fabricação. Do mesmo modo. de limpeza e conservação etc. política de centralização e descentralização dos almoxarifados. planejamento na forma de controle físico e contábil. perdendo as suas características físicas originais. trata-se de produtos-finais. que os utilizará na produção de outro bem. O estoque de consumo pode subdividir-se em estoque de material específico e geral. Por sua vez. dependendo da finalidade ou do uso destes itens para a empresa. por exemplo. dos materiais que os compõem. é que elas servem de subsídios valiosos para a (o): configuração de um sistema de material. e em matérias-primas para seus consumidores que os utilizarão na fabricação de outros produtos. uso ou aplicação etc. que a terra adubada. mas. a argila. empregados na montagem de um equipamento. o melaço e a areia. o estoque de venda pode desdobrar-se em estoque de varejo e de atacado. integrarão os estoques de material de consumo. todavia. para outra. o cimento. naturalmente. e por matérias-primas todo elemento bruto necessário ao fabrico de alguma coisa. podem constituir-se em insumos básicos de produção ou em produtos acabados. Este último pode desdobrarse. a terra. dimensionamento das áreas de armazenagem. para o fabricante que os vendeu. As porcas. estabelecimento de uma classificação de material. são produtos semi-acabados para o montador. Diante dos exemplos apresentados.. Temos assim. O importante. ainda. podemos dizer. diferentes maneiras de se distinguir os estoques.21 natureza de cada um destes estoques. Para uma indústria. nestas classificações. em seu estado natural. mediante o processo de transformação a que foi submetido.

3.22 1.através da compra ou produção em lotes econômicos.e entre as etapas de compra. Em qualquer ponto do processo formado por essas etapas.1 Estoques de Matérias-Primas (MPs) Os estoques de MPs constituem os insumos e materiais básicos que ingressam no processo produtivo da empresa. Os estoques constituem um vínculo entre as etapas do processo de compra e venda no processo de comercialização em empresas comerciais . neutralizando os efeitos de: . . transformação e venda .pela flexibilidade do processo produtivo. .demora ou atraso no fornecimento de materiais.riscos de dificuldade no fornecimento. 1.2 FUNÇÕES DO ESTOQUE As principais funções do estoque são: a) Garantir o abastecimento de materiais à empresa. b) Proporcionar economias de escala: .pela rapidez e eficiência no atendimento às necessidades. . São os ítens iniciais para a produção dos produtos/serviços da empresa. .3 CLASSIFICAÇÃO DE ESTOQUES 1.no processo de produção em empresas industrias. os estoques desempenham um papel importante na flexibilidade operacional da empresa.sazonalidade no suprimento. . ao mesmo tempo em que isolam ou diminuem as interdependências das diversas partes da organização empresarial. Funcionam como amortecedores das entradas e saídas entre as duas etapas dos processos de comercialização e de produção. pois minimizam os efeitos de erros de planejamento e as oscilações inesperadas de oferta e procura.

.3. faltando apenas mais algumas etapas do processo produtivo para se transformarem em materiais acabados ou em PAs. como MP.5 Estoques de Produtos Acabados (Pas) Os Estoques de Pas se referem aos produtos já prontos e acabados.3. 1. São. Mais adiante serão transformadas em Pas.3. na realidade. 1. cujo processamento foi completado inteiramente. 1. cujo processamento está em algum estágio intermediário de acabamento e que se encontram também ao longo das diversas seções que compõem o processo produtivo. materiais acabados e Pás.também denominados materiais em vias . Constituem o estágio final do processo produtivo e já passaram por todas as fases. pois se encontram quase acabados.por ainda não serem Pas.nem no depósito .3. Diferem dos materiais em processamento pelo seu estágio mais avançado.por não serem mais MPs iniciais .4 Estoques de Materiais Acabados ou Componentes Os estoques de materiais acabados . materiais em processamento. Não estão nem no almoxarifado . quando juntadas. materiais semi-acabados. partes prontas ou montadas que.são constituídos de materiais que estão sendo processados ao longo das diversas seções que compõem o processo produtivo da empresa.23 1.também denominados componentes referem-se a peças isoladas ou componentes já acabados e prontos para serem anexados ao produto.2 Estoques de Materiais em Processamento ou em Vias Os estoques de materiais em processamento . constituirão o PA.3 Estoques de Materiais Semi-acabados Os estoques de materiais semi-acabados referem-se aos materiais parcialmente acabados.

precisaremos abrir mais a torneira. se a mantivermos aberta e fecharmos o ralo. após algum tempo. Se. sobretudo. O controle procura manter os níveis estabelecidos em equilíbrio com as necessidades de consumo ou das vendas e os custos daí decorrentes. em volume maior que a entrada no tanque. o controle de estoque. se o diâmetro do raio permite a saída da água.24 1. Se fecharmos com o ralo destampado. permitindo o fluxo maior para compensar o excesso de escapamento e evitar o esvaziamento do tanque. não dimensionarmos bem as necessidades do estoque. em outro caso. Para mantermos este nível de água. teremos a situação de ruptura ou de esvaziamento do seu estoque. é preciso que a abertura ou o diâmetro do ralo permita vazão proporcional ao volume de água que sai pela torneira. inicialmente devemos descrever suas funções principais que são: . onde atua . com prejuízos para a circulação de capital.4. ou estas providências não forem tomadas em tempo oportuno. Ou. é um dos objetivos da gestão. interrompendo.1 FUNÇÕES DO CONTROLE DE ESTOQUE Para organizar um setor de controle de estoques. De forma semelhante. a fim de evitar a interrupção do fluxo de reabastecimento. com prejuízos visíveis para a produção. em unidades volumétricas. a zero. vendas etc. 1. o nível. o nível subirá até o ponto de transbordar. manutenção. Se a constância da procura sobre o material for maior que o tempo de ressuprimento. poderemos chegar ao ponto de excesso de material ou ao transbordamento dos seus níveis em relação à demanda real. no tanque. o fornecimento de água. O equilíbrio entre a demanda e a obtenção de material. assim. os níveis dos estoques estão sujeitos à velocidade da demanda.4 CONTROLE DE ESTOQUES O objetivo básico do controle de estoques é evitar a falta de material sem que esta diligência resulte em estoque excessivos às reais necessidades da empresa. Por outro lado. chegará. impedindo a vazão.

1. determinar "quando" se devem reabastecer os estoques. ela permite identificar aqueles itens que justificam atenção e tratamento adequados quanto à sua administração. quantidade de compra. armazenar e atender os materiais estocados de acordo com as necessidades.25 a) b) c) d) e) f) g) h) determinar "o que" deve permanecer em estoque. Obtém-se a curva ABC através da ordenação dos itens conforme a sua importância relativa. A curva ABC tem sido usada para a administração de estoques. estabelecimento de prioridades para a programação da produção e uma série de outros problemas usuais na empresa. e fornecer informações sobre a posição do estoque. Número de itens.2 CLASSIFICAÇÃO ABC A curva ABC é um importante instrumento para o administrador. disso resulta imediatamente a aplicação preferencial das técnicas de gestão administrativas. que. portanto. manter inventários periódicos para avaliação das quantidades e estados dos materiais estocados. para definição de políticas de vendas. Periodicidade. . uma vez obtida a seqüência dos itens e sua classificação ABC.4. receber. as classes da curva ABC podem ser definidas das seguintes maneiras: Classe A: Classe B: Grupo de itens mais importante que devem ser trabalhados com uma Grupo intermediário. conforme a importância dos itens. atenção especial pela administração. acionar o Depto de Compras para executar aquisição de estoque. controlar os estoques em termos de quantidade e valor. determinar "quanto" de estoque será necessário para um período predeterminado. Verifica-se. Após os itens terem sido ordenados pela importância relativa. identificar e retirar do estoque os itens obsoletos e danificados.

requerem atenção pelo fato de gerarem custo de manter estoque.2. podemos perceber que apenas 20% dos itens corresponde a 80% do faturamento. A classe “B” responde por 30% dos itens em estoque e 15% do faturamento.26 Classe C: Grupo de itens menos importantes em termos de movimentação. Preços unitário atualizado.(rotatividade média). Nome do produto. . A classe "C" compreende a sozinha 50% dos itens em estoque. 1. respondendo por apenas 5% do faturamento. noentanto.4. Valor total do consumo. Exemplo: faturamento 1009080706050403020100 CLASSE "B" CLASSE "C" CLASSE "A" 200 A = 480 itens B = 720 itens 400 600 800 1000 1200 1400 1600 1800 2000 2200 2400 nº de itens C = 1200 itens A classe "A" são os itens que nesse caso dão a sustentação de vendas.1 MONTAGEM DA CURVA ABC Relacionar os itens analisados no período que estiver sendo analisado. Número ou referencia do produto.(alta rotatividade). Arrume os itens em ordem decrescente de valor.

c) o fornecedor nunca atrasar. 100 Defina os itens da classe "B" = 15% do faturamento.4. d) nenhuma entrega do fornecedor for rejeitada pelo controle de qualidade.3.4. Quantidade 140 120 100 80 60 40 20 J F Consumo Consumo reposição M A M J J A S O N D Tempo Gráfico 2: Dente de Serra O ciclo acima representado será sempre repetitivo e constante se: a) não existir alteração de consumo durante o tempo T. Defina os itens da classe "C" = 5% do faturamento. 1.27 - Some o total do faturamento. b) não existirem falhas adm. Defina os itens da classe "A" = 80% do faturamento. Após conhecidos esses valores define-se os itens de cada classe. Classe "A" = Fat. Total x 80.3 NÍVEIS DE ESTOQUES 1. que provoquem um esquecimento ao solicitar compra. Fat.1 CURVA DENTE DE SERRA A apresentação da movimentação (entrada e saída) de uma peça dentro de um sistema de estoque pode ser feita por um gráfico. Como sabemos essa condição realmente não ocorre para isso devemos prever essas possíveis falhas na operação como representado abaixo: .

2 TEMPO DE REPOSIÇÃO. que durante os meses de junho.4.28 Quantidade 140 120 100 80 60 40 20 0-20 .Tempo que leva o fornecedor para fabricar os produtos. preparação do pedido .J -40 -60 -80 - F M A M J J A S O N D Tempo J Gráfico 3 Dente de serra de ruptura J A S No gráfico acima podemos notar. A partir dessa análise concluímos que deveríamos então estabelecer um estoque de segurança. Quantidade 140 120 100 80 60 40 20 J F M A M J J A S Estoque Mínimo O N D Tempo Gráfico 4 Dente de serra utilizando estoque mínimo 1. PONTO DE PEDIDO a) b) emissão do pedido . o estoque esteve a zero e deixou de atender a uma quantidade de 80 peças. .3. separar.Tempo que se leva desde a emissão do pedido de compras até ele chegar ao fornecedor. emitir faturamento e deixá-los em condições de serem transportados. julho e agosto e setembro.

Tempo que leva da saída do fornecedor até o recebimento pela empresa dos materiais encomendados.min Onde: PP = Ponto de pedido C = Consumo médio mensal / dia TR = Tempo de reposição E.Max.min = Estoque mínimo Q PP C x TR Tempo TR Gráfico 6 Demonstrativo do TR. PP = C x TR + E.Transporte PP E.3.Min. 1 2 3 TR Gráfico 5 Dente de serra com tempo de reposição x ponto de pedido Em virtude de sua grande importância.29 c) E. .1 DETERMINAÇÃO DO PONTO DE PEDIDO (PP). este tempo deve ser determinado de modo mais realista possível. Transportes .4.Preparação do pedido 3. 1.Emissão do pedido 2. pois as variações ocorridas durante esse tempo podem alterar toda a estrutura do sistema de estoques.2. 1.

30 1. em dias. para reposição do material. E.2. C1 = Consumo normal mensal C2 = Consumo mensal maior que o normal T4 = Atraso no tempo de reposição Exemplo: Um produto possui um consumo mensal de 55 unidades. Qual deverá ser o estoque mínimo se o consumo aumentar para 60 unidades.55) + 60 x 0.4.min = T1 x (C2 .2 unidades ou seja 46 unidades .min = 1 x (60 .2.3.min = 45.3.2.2 ESTOQUE MÍNIMO Emin = Er + C x TR Onde: d = consumo médio do material.67 E. 1. E.4. t = tempo de espera médio.1 ESTOQUE MÍNIMO COM VARIAÇÃO.C1) + C2 x T4 Onde : T1 = Tempo para o consumo. considerando que o atraso de reposição seja de 20 dias e o tempo de reposição é de 30 dias.

para sua reposição. para reposição do material. Esse sistema consiste em estimar os estoques máximos (Emax) e mínimo (Emin) para cada ítem. sem o risco de falta de material. Emax = Emin + lote de compra Ponto de pedido (PP) é uma quantidade de estoque que. isto é. Para representar os sistema máximos-mínimos. O Emin é igual ao estoque de reserva (Er) mais o consumo médio do material multiplicado pelo tempo de espera médio. deverá provocar um novo pedido de compra. utilizamos a chamada curva dente de serra. Emin = Er + dt Onde: d = consumo médio do material. Destina-se cobrir eventuais atrasos e garantir a continuidade do abastecimento da produção. quando atingida. Intervalo de reposição (IR). em função de uma expectativa de consumo previsto para determinado período de tempo. em dias.3 SISTEMA DE MÁXIMOS MÍNIMOS: É utilizado quando há muita dificuldade para determinar o consumo ou quando ocorre variação no tempo de reposição. o custo de paralisação da produção. ou de segurança. determina a necessidade de encomendar um novo lote de material. A partir daí. é uma quantidade morta em estoque que somente é consumida em caso de extrema necessidade. calcula-se o ponto de pedido (PP). em dias. O Er. quando atingida. Estoque mínimo é uma quantidade em estoque que. é o período de tempo entre duas reposições de material. que provoca o custo da ruptura. t = tempo de espera médio.31 1. . È o intervalo de tempo entre dois PPs.4.3.

4.3. Para calcular o custo unitário é só dividir o CTA pelo número total anual de pedidos. Para calcularmos o custo anual de todos os pedidos colocados no período de um ano é necessário multiplicar o custo de cada pedido pelo número de vezes que.32 Q PP PP Emax Emin T IR Gráfico 1 Sistema dos máximos-mínimos 1. c) Custos indiretos .despesas ligadas indiretamente com o pedido( telefone. b) Material. em um ano.para emissão e processamento. Após apuração anual destas empresas teremos o custo total anual dos pedidos. B = CTA = Custo unitário do pedido N .4 CUSTO DE PEDIDO (B) Chamaremos de B o custo de um pedido de compra. Se (N) for o número de pedidos efetuados durante um ano. luz. etc). foi processado.utilizado na confecção do pedido (papel. etc). o resultado será: B x N = custo total de pedidos (CTA) O total das despesas que compõe o CTA é: a) Mão-de-obra .

33

- Método para cálculo do custo do pedido: 1) Mão de obra : Salários e encargos + honorários do pessoal envolvido, anual; 2) Material: Papel, caneta, envelope, material de informática, etc, anual; 3) Custos indiretos: Telefone, luz, correios, reprodução, viagens, custo de área ocupada, servidor de Internet, etc, anual.

1.4.3.4 CUSTO DE ARMAZENAGEM (I) Para calcular o custo de armazenagem de determinado material, podemos utilizar a seguinte expressão: Custo de armazenagem = Q/2 x T x P x I Onde: Q = Quantidade de material em estoque no tempo considerado P = Preço unitário do material I = Taxa de armazenamento, expressa geralmente em termos de porcentagem do custo unitário. T = Tempo considerado de armazenagem 1.4.3.4.1 TAXA DE ARMAZENAMENTO

a)

Taxa de retorno de capital Ia = 100 x lucro Valor estoques

34

b)

Taxa de armazenamento físico

Ib = 100 x S xA CxP Onde: S = área ocupada pelo estoque A = custo anual do m² de armazenamento C = consumo anual P = preço unitário

c)

Taxa de seguro Ic = 100 x custo anual do seguro Valor estoque + edifícios

d)

Taxa de transporte, manuseio e distribuição

Id = 100 x depreciação anual do equipamento Valor do estoque

e)

Taxa de obsolescência Ie = 100 x perdas anuais por obsolescência Valor do estoque

35

f)

Outras taxas (água, luz...)

If = 100 x despesas anuais Valor do estoque

Conclui-se então, que a taxa de armazenamento é:

I = Ia + Ib + Ic + Id + Ie + If

Obs: Esses valores acima devem ser facilmente encontrados no setor contábil da empresa.

1.4.3.5 LOTE ECONÔMICO O Lote Econômico ( Le ) é o resultado de um procedimento matemático, através do qual a empresa adquire o material necessário às suas atividades pelo seu custo mais baixo. Essa prática torna possível diluir os custos fixos entre muitas unidades e portanto, reduzir o custo unitário. Isso, porém, não se consegue de graça: - estoques são criados e custam dinheiro. Portanto, não se deve levar tal procedimento muito longe, pois se as ordens de reposição se tornam muito grandes, os estoques resultantes crescem além de certos limites e, os custos tanto de capital como de manuseio, excedem as possíveis economias em custos de transporte, produção e administração. Deve-se procurar um tamanho de lote que minimize o custo total anual. Os elementos que influenciam essa determinação são:

Q= √ 2 BC I = √ 2 x 500.245 peças 1.Custo de aquisição ou de compra P. refazer os cálculos tantas vezes quantas fossem as alterações de preços sofridas pelo material ao longo do período.uma empresa que passa a adotar o método em seus estoques.Demanda anual A fórmula. Variações do Preço de Material . com constância.5 RESTRIÇÕES AO LOTE ECONÔMICO 1. onde o preço permanece estacionário por períodos mais longos.000 1. 2.Em economias inflacionarias.00.4.3.5260315 = 3. Espaço de Armazenagem . . os lotes de compra recomendados pelo sistema não coincidem coma capacidade de armazenagem do almoxarifado. o que não se verifica . pois.90 por ano e o custo de pedido é de $ 500.00 x 20. se encontra deduzida em vários livros: Exemplo: O consumo de determinada peça é de 20.000 unidades por ano. calcular e adquirir a quantidade ideal ou econômica de compra. de certa forma. a seguir. pode deparar-se com o problema de falta de espaço.90 = √ 10. O custo de armazenagem por peça e de $ 1.Preço unitário do item D. com base nos preços atuais para suprir o dia de amanhã. implicaria. nos países de economia relativamente estável. às vezes.Taxa de custo ou de posse A .36 I.

por maiores que sejam. da falta de registros ou da dificuldade de levantamento dos dados de custos. Entretanto. na apuração destes custos não afetam de forma significativa o resultado ou a solução final. pressupõe. São poucos sensíveis à alterações razoáveis nos fatores de custo considerados. um tipo. 4. com referência a este aspecto. de demanda regular e constante. Natureza do Material . em regra. Podemos. Natureza de Consumo .Pode vir a se constituir em fator de dificuldade. é possível que não consigamos resultados satisfatórios ou esperados com os materiais cujo consumo seja de ordem aleatória e descontínua. com distribuição uniforme. portanto. Dificuldade de Aplicação . . 5. obter uma quantidade pequena que inviabilize a sua utilização.Esta dificuldade decorre.A aplicação do lote econômico de compra. sempre de precisão relativa. erros. em grande parte. O material poderá tornar-se obsoleto ou deteriorar-se. nestas circunstâncias. Como isto nem sempre ocorre com relação à boa parte dos itens.37 3. Estes são.

38 FACULDADE DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS E CONTÁBEIS DE LINS Curso de Administração ADMINISTRAÇÃO DOS SERVIÇOS DE COMPRAS LINS / 2005 .

ao preço certo2. (HENRY FORD) 1. compra o material certo1. Qualquer economia. mas o inverso. é imprescindível a conceituação da atividade.39 1. a manutenção ou a ampliação da empresa. interno ou externo. na qualidade especificada e no prazo necessário. É ainda. em função do cotidiano de nossas vidas. Os lucros das compras são líquidos". NOÇÕES FUNDAMENTAIS DE COMPRAS "A arte de comprar está se tornando cada vez mais uma profissão e cada vez menos um jogo de sorte". "Em muitos casos não é o custo que determina o preço de venda. através da mais correta tradução das necessidades em termos de fornecedor / requisitante. é 100% lucro. . que significa procurar e providenciar a entrega de materiais. a um preço justo. agindo em nome das atividades requisitantes. na hora certa3. O preço de venda necessário determina qual deve ser o custo. resultando em redução de custo de compra. na quantidade certa4 e da fonte certa5. para o funcionamento. que é uma parte de despesa de operação de uma industria. 1. a unidade organizacional que.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS Embora todos saibamos comprar.2 CONCEITO DE COMPRA É a função responsável pela obtenção do material no mercado fornecedor.

de que maneira e se inteirar de todos os problemas e dificuldades que poderão ocorrer ou ocorrem quando da utilização do item requisitado. de um fornecedor está de acordo com o solicitado. sem ter idéia exata de que quer comprar.40 1. hoje em dia. o comprador. devolvê-la a fim de que seja preenchida corretamente e de maneira que transmita exatamente o que se deseja adquirir”. portanto. o comprador deve ser um técnico. desenvolver um “sentido técnico a fim de descobrir eventuais discrepâncias entre a cotações de um fornecedor e as especificações da Requisição de Compras. pré-calculado. deverá entrar em contato cem os setores que utilizam ou que vão utilizar o material ou serviço a ser adquirido. de mão de obra indireta. em tais circunstancias. e do balanço e demonstrações de lucros e perdas dos diversos fornecedores. Em hipótese alguma o comprador deve der inicio a um processo de compras. Toda vez que uma requisição não for suficientemente clara. Sua função é. sempre que possível. a de calcular o "preço objetivo" do item (com base em desenhos e especificações) .2 Preço Certo Nas grandes empresas. a decisão final não será do comprador mas ele deve ter habilidade para encaminhar aos setores requisitantes ou técnicos da empresa essas sugestões.2. O cálculo desse "preço objetivo" é feito baseando-se no tempo de execução do item. O comprador deve ter condições de reconhecer. na mão de obra direta. entre outras.1 Material Certo É importante que o comprador esteja em situação de certificar-se se o material comprado. se for o caso.2. uma economia do custo potencial ou a idéia de melhoria do produto. o comprador deverá solicitar esclarecimentos ou. . 1. Objetivando um melhor conhecimento do que vai comprar. a este valor deve-se acrescentar um valor. O comprador deve. subordinado a Compras. existe o Setor de Pesquisa e Análise de Compras. Evidentemente. em uma eventual alternativa de cotação. no custo da matéria prima com mão de obra média no mercado. Todos estes valores podem ser obtidos através de valores médios do mercado. Ao valor encontrado deve-se somar o lucro. Em resumo: cada vez mais.

evidentemente um lucro comedido. se o item for um item novo. ou. e que. 2) O fornecedor não soube calcular os seus custos e nessas circunstâncias dois problemas podem ocorrer: ou ele não descobre os seus erros e fatalmente entrará em dificuldades financeiras com possibilidades de interromper seu fornecimento. No julgamento da concorrência duas são as possíveis situações: a) Preço muito mais alto do que o "preço objetivo": nessas circunstâncias. deverá fazer uma pesquisa preliminar de preços. Nessas circunstâncias. ou possui sistemas onerosos de fabricação ou um mau sistema de apropriação de custos. o comprador deve abrir a concorrência tendo uma idéia de que vai encontrar pela frente. . Se a empresa não tiver condições de determinar esse preço objetivo. na maioria das vezes. Em resumo: nunca o comprador deve dar início a uma concorrência. O fornecedor ou está querendo ter um lucro excessivo. se o preço for muito mais baixo que o preço objetivo. sem ter uma idéia do que vai receber como propostas.41 O "preço objetivo" é que vai servir de orientação ao comprador quando de uma concorrência. Se o preço do fornecedor for muito mais baixo. dois podem ser os motivos: 1) O fornecedor desenvolveu uma técnica de fabricação tal que conseguiu diminuir seus custos. não nos interessa que qualquer fornecedor tenha prejuízos. b) Preço muito mais baixo que o "preço objetivo": o menor preço não significa hoje em dia. Deve-se sempre partir do princípio fundamental de que toda empresa deve ter lucro. o fornecedor deve ser chamado. eventualmente. a fim de prestar esclarecimentos. Portanto. ou descobre o erro e então solicita um reajuste de preço que. pelo menos. poderá ser maior que o segundo preço na concorrência original. o melhor negócio. portanto. ele deve tomar como base ou o último preço. o comprador poderá chamar o fornecedor e solicitar esclarecimentos ou uma justifica tive do preço.

2. qualquer que seja. . 1. se não puder encontrar uma fonte de fornecimento que possa agrupar todas as necessidades.42 1. Entretanto. Para isso foram deduzidas fórmulas matemáticas objetivando facilitar a determinação da quantidade a ser adquirida. Até pouco tempo atrás aumentava-se a quantidade a ser adquirida objetivando melhorar e preço. capital investido em estoques etc. o prazo certo e a quantidade certa. torna o tempo de entrega. o preço certo.5 Fonte Certa De nada adiantará ao comprador saber exatamente o material a adquirir.2. um dos fatores mais importantes no julgamento de uma concorrência. Devido a essas necessidades o comprador. A avaliação dos fornecedores e o desenvolvimento de novas fontes de fornecimento são fatores fundamentais para o funcionamento de compras. As diversas flutuações de preços do mercado e o perigo de estoques excessivos fazem cem que e comprador necessite coordenar esses dois fatores da melhor maneira possível.3 Hora.Certa O desenvolvimento industrial atual e o aumente cada vez maior do numero de empresas de produção em série. a fórmula ou método a ser adotado não elimina a decisão final da Gerência de Compras com eventuais alterações destas quantidades devido as situações peculiares do mercado. 1. a fim de adquirir na hora certa o material para a empresa. é o elemento que mantém e deve manter o maior número de contatos externos na busca cada vez mais intensa de ampliar o mercado de fornecimento.2. fizeram com que maiores cuidados fossem tornados na determinação da quantidade certa ou na quantidade mais econômica a ser adquirida. exceto o setor de vendas da empresa. ou os prazos de entrega..4 Quantidade Certa A quantidade a ser adquirida é cada vez mais importante por ocasião da compra. entretanto outros fatores como custo de armazenagem.

produtos inferiores. devida a realização de boas compras. para que deficiências não venham a ocorrer. .43 importante é este item que mais adiante vamos tratar com detalhes como escolher e selecionar novos fornecedores.Coleta de Preços. quanto a vendas. Essas considerações elementares são a base de toda a função e ciência de Compras. . e em grande parte. ser mantidos em um nível econômico. também. e para que isto ocorra é necessário que se adquira materiais ao mais baixo custo. provocando demoras onerosas. O custo de aquisição e o custo de manutenção dos estoques de material devem. assim como a obtenção de lucros satisfatórios. . 1.4 FLUXO SINTÉTICO DE COMPRAS 1 Recebimento da Requisição de Compras 2 Escolha dos Fornecedores 3 Consulta aos Fornecedores 4 Recebimento das Propostas .Cadastramento de Fornecedores.Definição quanto ao transporte do material. do prazo e da qualidade do material.Diligenciamento do preço. produção ineficiente. A função Compras compreende: . o não cumprimento de promessas de entregas e clientes insatisfeitos. . A competitividade no mercado.Julgamento de Propostas. 1. .Recebimento e Colocação da Compra. desde que satisfaçam as exigências de qualidade.3 FUNÇÃO DE COMPRA A Função Compras é uma das engrenagem do grande conjunto denominado Sistema Empresa ou Organização e deve ser devidamente considerado no contexto.

5 . procedendo a análises e. podemos dizer que compras tem como objetivo "comprar os materiais certos. 6 . nas melhores condições de preço e na fonte certa".Estocar ao mínimo. Existem pois.6 TIPOS DE COMPRAS Toda e qualquer ação de compra é precedida por um desejo de consumir algo ou investir. com a qualidade exigida pelo produto. através do fornecimento contínuo de materiais. envolvendo a tomada de decisões. nas quantidades necessárias. basicamente. Para que estes objetivos sejam atingidos. 2 .Manter atualizado o cadastro de fornecedores. determinando ações que antecedem ao ato final. 4 . 1. e que demonstra que a função compras não existe somente no momento da compra propriamente dita. no tempo requerido. o desperdício.Evitar multiplicidade de itens similares. deve-se buscar alcançar as seguintes metas fundamentais: 1 .Atender o cronograma de produção. sem comprometer a segurança da produção desde que represente uma economia para a organização.Adquirir os materiais a baixo custo sem demérito a qualidade.5 OBJETIVO DE COMPRAS De uma maneira bastante ampla. dois tipos de compra: . mas que a mesma possui uma maior amplitude.Manter a qualidade dos materiais conforme especificações. 3 .44 5 Montagem do Mapa Comparativo de Preços 6 Análise das propostas e escolha 7 Emissão do documento contratual 8 Diligenciamento 9 Recebimento 1. deterioração e obsolescência.

a compra para investimento. 1. 1. Algumas empresas denominam este tipo de aquisição como compras de custeio. portanto.2. 1. a compra pode ser classificada como: Compras Locais ou Compras por Importação. . incluindo-se a parcela de material de escritório. Em função do local onde os materiais estão sendo adquiridos. o que quer dizer que é apenas material de consumo forçado ou de custeio. ou de suas origens.1 Materiais Produtivos ‘ São aqueles materiais que integram o produto final. . sendo que estes diferem de indústria . segundo alguns estudiosos do assunto. sendo consumido normal e rotineiramente. matériaprima e outros materiais que fazem parte do produto.2 Compras para consumo São de matérias primas e materiais destinados a produção.2. As compras para consumo.compras de material improdutivo.2 Materiais improdutivos São aqueles que.compras de materiais produtivo e.1 Compra para investimento Enquadram-se as compras de bens e equipamentos que compõem o ativo da empresa (Recursos Patrimoniais ).6.6. não integram o produto.a compra para consumo e. 1.em função do que é produzido. neste caso.6.45 .6. . subdividem-se em: .

d.883/94. Processamento junto ao Departamento de Comércio Exterior . c. quando for o caso. motivo pelo qual não cabe aqui nos aprofundarmos a esse respeito. para pagamento contra carta de crédito irrevogável. b. f.666/93 e 8. Pagamento de direitos alfandegários. Quanto a formalização das compras.dos documentos necessários à importação.46 1.DECEX . 1. muito embora com procedimentos praticamente idênticos.3 Compras por Importação As compras por importação envolvem a participação do administrador com especialidade em comércio exterior. independentemente dessa particularidade. Seus procedimentos e aspectos legais serão detalhados em Compras no Serviço Público. as seguintes etapas: a. Solicitação de averbações de seguro de transporte marítimo e/ou aéreo. A diferença fundamental entre tais atividades é a formalidade no serviço público e a informalidade na iniciativa privada. Processamento de faturas pro forma. Reclamação à seguradora.6.6. Compra de câmbio. e. entre outras. h. Acompanhamento das ordens de compra (purchase order) no exterior. as mesmas podem ser: . que envolvem as licitações no serviço público. Seus procedimentos encontram-se expostos a contínuas modificações de regulamentos. Recebimento da mercadoria em aeroporto ou porto. exigem total formalidade. As Leis nº 8. que compreendem. g.3 Compras Locais As atividades de compras locais podem ser exercidas na iniciativa privada e no serviço público.

. .6.Especificação / Descrição do Material Esta pergunta deve ser respondida pelo requisitante. .47 1.6. Como suporte alimentador do cadastro de fornecedores deve figurar o usuário de material ou equipamentos e logicamente os próprios compradores. A maior parte das variáveis acima deve ser determinada pelo órgão de material ou suprimento no setor denominado gestão de estoques. A disponibilidade financeira deve ser determinada pelo orçamento financeiro da Empresa.5 Compras informais São compras que. as quais irão compor a lógica de toda e qualquer compra: . A capacidade de armazenamento é limitada pela própria condição física da Empresa.O que comprar? R. que pode ou não ser apoiado por áreas técnicas ou mesmo compras para especificar o material. disponibilidade financeira.. não justificam maior processamento burocrático..Cadastro de Fornecedores.Onde comprar? R. capacidade de armazenamento e prazo de entrega. 1. Estas compras são determinadas em função de valores pré estabelecidos e conforme o valor a formalidade e feita em graus diferentes. 1. por seu pequeno valor.4 Compras Formais São as aquisições de materiais em que é obrigatória a emissão de um documento de formalização de compra.Quanto e Quando comprar? R.É função direta da expectativa de consumo. . É de responsabilidade do órgão de compras criar e manter um cadastro confiável (qualitativamente) e numericamente adequado (quantitativa).7 SEQÜÊNCIA LÓGICA DE COMPRAS Para se comprar bem é preciso conhecer as respostas de cinco perguntas.

Prazos de Pagamento. Qualidade. . assim sendo. Assistência Técnica. através da sua experiência e conhecimento. etc. em termos de custos.Melhoramento das relações com fornecedores. . fórmulas para reajustes de preços.48 . somente alguns materiais são dele gados a aquisição. competência para comprar.Como comprar? R.Melhor aproveitamento de pessoal. 4 . contratação de serviços. 2 .Melhor aproveitamento das verbas para compras.Normas ou Manual de Compras da Empresa. e que por essa razão não sofrem maiores controles. Prazo. Estas Normas deverão retratar praticamente a política de compras na qual se fundamenta a Empresa. 1.8 CENTRALIZAÇÃO DAS COMPRAS Em quase todas as empresas mantém-se um departamento separado para compras.. O abastecimento centralizado oferece as seguintes vantagens: 1 . e estes são aqueles de uso mais insignificante. A razão que as leve a proceder assim diz respeito a custos e padronização. A empresa que atua em diversos locais distintos não necessariamente deve centralizar compras em um único local. formulários e rotinas de compras.Melhor controle por parte da direção. neste caso procede-se uma analise e se a mesma for favorável deve-se regionalizar as compras visando um atendimento mais rápido e um custo menor de transporte. sentir em cada compra qual fator que a influencia mais. . para a empresa. tipos de compras.A concentração das verbas para compras aumenta o poder de barganha. 3 . Originadas e definidas pela cúpula Administrativa deverão mostrar entre outras. Os fatores de maior influência na compra são: Preço.Outros Fatores Além das respostas as perguntas básicas o comprador deve procurar. a fim de que possa ponderar melhor o seu julgamento.

. aumentar o número de fornecedores em potencial a serem consultados.9.Associações Profissionais e Sindicatos Industriais.Edital de Convocação.Catálogos de Fornecedores. . . quando e necessária a aquisição de determinado material. O processo de seleção das fontes de fornecimento não se restringe a uma única ocasião. O bom fornecedor é quem vai garantir que todas aquelas clausulas solicitadas. de todas as maneiras.Revistas especializadas. quando de uma compra. através de várias etapas.1 ETAPA 1 . e necessário levantar e pesquisar fornecedores em potencial. O número limitado de fornecedores a serem consultados.Guias Comerciais e Industriais. sejam cumpridas.Levantamento e Pesquisa de Mercado Estabelecida a necessidade da aquisição para determinado material. constituem uma limitação das atividades de compras. Deve o comprador procurar.9 SELEÇÃO DE FORNECEDORES A escolha de um fornecedor é uma das atividades fundamentais e prerrogativa exclusiva de compras. O levantamento poderá ser realizado através dos seguintes instrumentos: . de maneira que se tenha certeza de que o melhor negócio foi executado em benefício da empresa. entre as quais selecionamos as seguintes: 1. .Cadastro de Fornecedores do órgão de Compras.Catálogos Telefônicos. . ou seja. . . A atividade deve ser exercida de forma permanente e contínua.49 1.

CUSTO INDUSTRIAL = CUSTO DE AQUISIÇÃO + CUSTO DE TRANSFORMAÇÃO. a eliminação daqueles fornecedores que não satisfizerem as exigências da empresa. servindo não raras vezes como elemento de eliminação das empresas fornecedoras.3 ETAPA 3 .9 COMPRAS X CUSTOS INDUSTRIAIS Modernamente a função de compras tem sido desenvolvida dentro de um novo sistema de maturidade com técnicas mais sofisticadas.Avaliação de Desempenho Esta etapa é efetuada pós . 1.50 1. bem como. O controle da eficiência dos custos de transformação já são perfeitamente realizados através de técnicas consagradas.Análise e Classificação Compreende a análise dos dados cadastrais do fornecedor e a respectiva classificação quanto aos tipos de materiais a fornecer.cadastramento e nela faz-se o acompanhamento do fornecedor quanto ao cumprimento do contratado. Muitos estudos têm mostrado que os gastos relativos a compras em empresas de manufatura podem alcançar mais de 50% da receita líquida. principalmente em virtude de a atividade de aquisição estar voltada para fora da empresa e sujeita a um sem-número de fatores ainda não controláveis. . Um dos aspectos que devem merecer muita atenção são os custos industriais que representam percentual considerável na composição final do preço de venda.9. entretanto o controle da eficiência de aquisição constitui um problema de difícil equacionamento. . 1.9.2 ETAPA 2 .

51 TABELA 1.8 60.1 48.0 79.8 43.7 59.0 67.4 43.7 68.0 43.8 63.4 58.9 50.4 59. Resinas Tecelagem de Algodão Pneus e Câmaras de Ar Receptores de rádio e TV Altos fornos.3 35.1 41.5 62. Hidráulica Motores.6 73.9 38.6 83.8 64.9 74. Geradores Engrenagens Rolamentos Construção naval Componentes eletrônicos Produtos de borracha Aviões Produtos químicos inorgânicos Produtos plásticos Produtos químicos orgânicos Máquinas de construção Máquinas agrícolas % 25.0 54.1 TIPO DE INDÚSTRIA Fábricas de cartão Plásticos.9 67.3 57.5 64.8 44.Gastos relativos a compras em empresas de manufatura. PARTICIPAÇÃO Baixa Normal Alta % 25% a 40% 41% a 55% Acima de 56% . Siderurgias Tecelagem de fio sintético Tecelagem de lã Produtos sanitários de papel Acabamento de algodão Embalagens Sacos de papel Carpetes e Tapetes Laminados e fios de alumínio Laminados e fios de cobre Cobre primário Refinação de petróleo Alumínio primário % 57.4 53.2 62.Faixas de participação.8 32.1 TABELA 2 .6 73.3 43.7 27.8 48. TIPO DE INDUSTRIA Produtos Farmacêuticos Ferramenta de Matriz especial Equipamento fotográfico Equipamento de Rádio e TV Equipamento aeronáutico Cimento.1 52.

melhor qualidade.10. As vantagens da centralização dos serviços de compras são sempre postas em dúvida pelos departamentos que necessitam de materiais. pela redução dos preços médios de aquisição. . especialização das atividades para o pessoal da produção não perder muito tempo com contatos com os vendedores. análise do mercado. De modo geral. 1. sortimento de produtos com mais consistência. a centralização apresenta aspectos realmente positivos. controle financeiro dos compromissos assumidos pelas compras associado a um controle de estoques. em certos tipos de compras. poder de negociação para melhoria dos níveis de preços obtidos dos fornecedores. influência no mercado devido ao nível de relacionamento com os fornecedores.10 ORGANIZAÇÃO DO SERVIÇO DE COMPRAS As compras podem ser centralizadas ou não. O tipo de empreendimento é que vai definir a necessidade de centralizar.1 Vantagens de Centralizar: a) b) c) d) e) f) g) h) i) visão do todo quanto à organização do serviço. apesar de. para suportar as promoções nacionais. gerando custos mais baixos. em virtude da especialização do pessoal no serviço de compras. com eficácia. por causa da maior facilidade de implantação do sistema de qualidade. em que pessoas de todas as área da empresa participem das decisões. Uma prática muito usada é ter um comitê de compras.52 1. ser mais aconselhável à aquisição descentralizada. economia de escala na aquisição centralizada.

menor estoque e com uma variedade mais adequada. As quantidades líquidas a comprar serão apuradas pela desagregação das fichas de produção e em especial pela listagem .53 1. 1. Um sistema de planejamento de produção fixa as quantidades a comprar somente na etapa final da elaboração do plano de produção. por causa de peculiaridades regionais da qualidade. coordenação. como profissional. quantidade. estabelecimento de uma política de estoque de produtos acabados e listagem dos itens e quantidades de produtos a serem fabricados. em virtude do relacionamento direto com o fornecedor.11 CUIDADOS AO COMPRAR O processo de produção inicia-se com planejamento das vendas. d) flexibilidade proporcionada pelo menor tempo de tramitação das ordens. variedade. a co-participação das áreas dentro do espírito de engenharia simultânea. quantidades estas distribuídas ao longo de um cronograma de produção. melhorando as relações dos compradores com o pessoal interno e os vendedores. levando a unidade operacional a atuar de acordo com as necessidades regionais.3 Pontos importantes para descentralização: a) b) c) adequação da compra devido ao conhecimento dos problemas específicos da área onde o comprador exerce sua atividade. o nível de pressões sobre compras é mais baixo.2 O uso de comitê tem as seguintes vantagens: a) b) c) d) larga faixa de experiência é aplicada nas decisões. provocando menores faltas. as decisões são tomadas numa atmosfera mais científica. 1.10.10. cria um ambiente favorável para melhor desempenho tanto do ponto de vista político.

54 de materiais necessários para compor cada unidade de produto a ser produzido. o comprador perde sua posição de comando e passa a uma atitude de expectativa. para se apurar as necessidades líquidas distribuídas no tempo conforme o cronograma de produção necessária para atender ao planejamento de vendas. portanto. Entretanto. valor das parcelas. Será necessário comparar as necessidades de materiais com as existências nos estoques de matérias-primas. . O término da programação e o início das atividades de compra caracterizam-se. conflitos estes sempre agravados pelos atrasos normais e habituais do planejamento. Após efetuadas as cotações o órgão competente analisa qual a proposta mais vantajosa levando em consideração os seguintes itens: a) b) prazo de pagamento. Uma vez emitido o pedido. efetua a cotação dos produtos requisitados. a execução da compra será a primeira etapa executiva do programa de produção. A posição inicial de vendedor é sempre solicitante e o comprador nesta fase poderá usar seus recursos de pressão para forçar o vendedor a chegar às condições ideais para a empresa. procurando cuidar para que os fornecimentos sejam feitos e os prazos cumpridos. 1. Procurará de agora em diante adotar uma atitude de vigilância. como uma área com muitas facilidades de conflitos. Neste momento todos se esquecem dos atrasos no planejamento das vendas e na programação da produção.12 COTAÇÃO DE PREÇOS O depto de compras com base nas solicitações de mercadorias. As pressões exercidas pelos setores de produção e faturamento reforçam ainda mais a probabilidade de atritos na área de compras. Outro aspecto interessante do relacionamento dentro da área de compras é a inversão curiosa de atitude que se processa entre o comprador e o vendedor após a emissão do pedido.

00 para pgto 30/60 dias.990. utilizamos a seguinte fórmula: VA = VF n (1 + i) VA = Valor atual do produto VF = Valor futuro do produto i = Taxa de juros n = prazo de pgto Exercícios: 1) Na cotação de preços de um determinado material.000. .00 para pgto com 10 dias fora o mês. se a taxa de juros vigente no mercado é de 10% ao mês. Pergunta-se: Qual a melhor proposta considerando que a taxa de juros é de 9% ao mês e que a compra está sendo efetuada no dia 10/3.55 Para análise. 2) Na cotação do produto XX. Pergunta-se: Em que empresa deverá ser adquirido o material.290. c) Valor $ 109.990.00 para pgto a vista.100.00 para pgto com 15 dias. b) Valor $ 100. a empresa recebeu as seguintes propostas de fornecimento: a) A empresa Bom Preço fornece o material ao preço de $ 81. nossa empresa recebeu as seguintes propostas: a) Valor $ 99. b) A empresa Bom Negócio fornece o material ao preço de $ 86.00 para pgto com 30/45/60/75 dias.

.. Total ATENCÃO O presente constit compromisso de compra e vend de . bem como as descrições técnicas.pgto Cond._________________ _ Carimbo: 2ª via PEDIDO DE COMPRA Nº.Unit V. Esse pedido deverá ter com clareza a descrição do material a ser comprado. __ / __ K – LOT IND.. E COMERCIO LTDA. que passará a ter força de contrato.... Fornecedor: End...... o qual colocará ciente na 2ª via e a devolverá. E COMERCIO LTDA......13 O PEDIDO DE COMPRA Após término da fase de cotação de preços dos materiais e analise da melhor proposta para fornecimento..56 1. para que não ocorra as freqüentes dúvidas que comumente acontecem...... Total Total Cotação: __ / __ / ____ Obs: INSTRUÇÕES Para recebimento d pedido Verificar: Descrição Prazo de Entrega Preço Cond... Fornecedor: End...: PEDIDO DE COMPRA Nº. A 3ª via funciona como follow up do pedido.. Modelo 1 1ª via K – LOT IND. Preferencialmente o pedido deverá ser emitido em 3 vias. Gerais De acordo: __ / __ / ____ Ass.: Qde Descrição V..... o setor de compras emite o pedido de compras para a empresa escolhida.Unit V.... sendo a 1ª e 2ª vias enviadas ao fornecedor. funcionando como um "instrumento particular de compromisso de compra e venda". __ / __ Qde Descrição V.

. Fornecedor: End..Unit V.. E COMERCIO LTDA.. __ / __ Qde Descrição V...57 Total Cotação: __ / __ / ____ Obs: acordo com o descrito convencionado nes documento Valo total:_______________ Prazo d Entr...: PEDIDO DE COMPRA Nº... Total FOLLOW UP Pedido: __ / __ / ___ por:_________ Retorno 2ª via: __ / __ por:_________ / ___ Total Cotação: __ / __ / ____ Obs: Recebimento Material: __ / __ / ___ por:_________ Obs: ..:_____________ De acordo:______________ Carimbo: Data: __ / __ / ____ 3ª via K – LOT IND.....:___________ Cond... Pgto.

.....15 O ARMAZENAMENTO Na definição do local adequado para o armazenamento devemos considerar: .. ..... 4) Preço: 5) Prazo de entrega: conferencia se o prazo esta dentro do estabelecido no pedido...... ou utilizar técnicas de amostragem quando for inviável a contagem um a um....Lot Ind... 2) Qualidade dos materiais: conferencia física do material recebido..Resistência / tipo das mercadorias (itens de fino acabamento)...14 O RECEBIMENTO DE MATERIAIS No recebimento dos materiais solicitados.. Ref. Obs: Data: __ / __ / ____ Resp... e Comércio Ltda.. 6) Condições de pgto: conferencia com relação ao pedido. 3) Quantidade: Executar contagem física dos materiais.... Pedido nº.. alguns principais aspectos deverão ser considerados como: 1) Especificação técnica: conferencia das especificações pedidas com as recebidas....: 1..Volume das mercadorias / espaço disponível... ..... Modelo 2 K .58 1.... Ítens que não conferem com o pedido Especificações técnicas Quantidade Qualidade Preço Prazo de entrega Condições de pgto FICHA DE RECEPÇÃO Nº.....

As principais técnicas de estocagem são: a) Carga unitária: Dá-se o nome de carga unitária à carga constituída de embalagens de transporte que arranjam ou acondicionam uma certa quantidade de material para possibilitar o seu manuseio. como parafusos. e) Empilhamento: Trata-se de uma variante da estocagem de caixas para aproveitamento do espaço vertical.59 . semi acabados ou acabados. Container Flexível: È uma das técnicas mais recentes de estocagem. A formação de carga unitária se através de pallets. chuva. . Suas medidas convencionais básicas são 1. incidência de sol. é uma espécie de . arruelas. As prateleiras constitui o meio de estocagem mais simples e econômico. .100mm. de Materiais. transporte e armazenamento como se fosse uma unidade. -O sistema de estocagem escolhido deve seguir algumas técnicas imprescindíveis na Adm. etc. etc.Velocidade necessária no atendimento. obedecendo a uma distribuição eqüitativa de cargas. de diversas dimensões.Número de itens. materiais em processamento. Os tamanhos e materiais utilizados na sua construção serão os mais variados em função das necessidades específicas de cada atividade. Pallet é um estrado de madeira padronizado. tiras. e alguns materiais de escritório. como padrão internacional para se adequar aos diversos meios de transportes e armazenagem. . As caixas ou pallets são empilhados uns sobre os outros.Manutenção das embalagens originais / tipos de embalagens. Também como as caixas poderão ser construídas de diversos materiais conforme a conveniência da atividade. barras. d) Raques: Ao raques são construídos para acomodar peças longas e estreitas como tubos. c) Prateleiras: É uma técnica de estocagem destinada a materiais de tamanhos diversos e para o apoio de gavetas ou caixas padronizadas.100mm x 1.Temperatura. umidade. b) Caixas ou Gavetas: É a técnica de estocagem ideal para materiais de pequenas dimensões.

. com um revestimento interno conforme o uso.60 saco feito com tecido resistente e borracha vulcanizada.

61 FACULDADE DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS E CONTÁBEIS DE LINS Curso de Administração COMERCIALIZAÇÃO E CONSUMO LINS / 2005 .

Qual o volume aproximado de vendas que se pode estimar ? .Continuidade do negócio. Poderíamos resumir que a comercialização no setor de materiais. e os meios para vendê-los e os clientes. Poderíamos fazer as seguintes perguntas: . os concorrentes. a fim de estabelecer a quantidade de m.Obtenção de lucro. de maneira mais rentável e prestando o melhor atendimento. o que poderá ser absorvido pelos consumidores. .1 Objetivos: . deverá estar preparada para vender as mercadorias do estoque. Para tanto é imprescindível que a empresa conheça o mercado onde atua. volume e características do estoque e política de comercialização.. .Existem novos projetos para a região que poderiam incrementar os negócios ? Essas e muitas outras questões devem ser colocadas e analisadas pela empresa. .Garantia de reposição de itens.Suprir mercado.Atender satisfatoriamente o cliente. Com relação ao mercado é necessário saber qual a potencialidade. . .o.Quais as características desse mercado ? Tende a crescer ? . COMERCIALIZAÇÃO E CONSUMO 1.62 COMERCIALIZAÇÃO E CONSUMO 1. o produto que vende.

sendo capaz de alterar o comportamento de vendas. Um cuidado muito grande pois pratica de concessão de descontos e condições descabidas.63 1. desconto. todo o processo de vendas. utilização. pois é necessário conquistar e manter mercado.Intercambialidade: o mesmo componente poderá ser utilizado em mais de um produto ou processo. as normas de vendas.Nome do produto: denominação técnica e popular.Preço: valor. garantia e política de preços. A política deverá.2 CONHECIMENTO DO PRODUTO O conhecimento do produto. tendo em vista as práticas da concorrência ou as peculiaridades daquele mercado. ou fornecedor. . . exige uma análise bastante ampla. . Toda política comercial deverá ser estabelecida objetivando praticas saudáveis de comercialização para obter a realização de vendas com qualidade. Para isso a empresa deve estabelecer uma Política de Comercialização.Origem: quem é o fabricante. . pode ser decisivo. características técnicas. tipos de clientes. tratar de categorias de vendas. condições de venda. tendo preços competitivos. prazos. levam a realização de vendas suicidas. qual a garantia. isto é. . O item preço x margem de lucro. prazo. Devemos saber: . definindo e detalhando. o que faz.Função: 0nde é aplicado e para que se destina. . pois a utilização de um item pode influir no outro. com uma margem de lucro coerente com o volume comercializado e com o produto. 1. na comercialização.Inter relação: um dado precioso. entregas.3 POLÍTICA DE COMERCIALIZAÇÃO A comercialização é uma atividade que deve respeitar normas e princípios para poder se desenvolver com sucesso.

......................... agregadas ao valor da marca......38%...M.6%.................................M................................. Desconto...........V............. ICMS 18%..... preço de venda $ 2.......00 desconto 5% e 20% margem bruta 35% ICMS venda 18% ICMS compra 7% Calcule os resultados dessas vendas nas duas situações de desconto em valor e percentual........... que se dá basicamente nos serviços de venda.8 23..... $ 1. ICMS compra.... C................. COFINS 7........................00 ................................. pós-venda e seguimento de venda....................8 1...38 10.... ampliando o valor de seus produtos.....000..65%...........06 É de fundamental importância da consciência de que não é somente preço que promove a venda do produto. Exercícios: 1) Produto X.. com a agregação de valor......................V. mas principalmente os serviços prestados na venda e no pós-venda...000...... preço de venda $ 1..00 desconto 10 e 30% C...300.32 1..................6 5............55 0.. Resultado antes do IR 100 0 100 60 18 7................................65 0....64 Exemplo: Venda saudável Venda suicida Preço de venda. PIS 1.......27 10.. Preço líquido....... 2) Produto Y.......... CPMF 0..........17 100 30 70 60 12....6 1.....................

no qual se procura atingir um maior volume de vendas. poderão ser realizadas. . com margem de lucro unitário maior e quase sempre a vista ou financiado. diretamente ao consumidor final. . . que tenham grande capacidade de escoamento de produtos.Vendas a órgãos governamentais: são as realizadas normalmente através de concorrências públicas. Todas essas formas de vendas. pede-se o calculo do resultado nas duas situações de desconto em valor e percentual. grandes empresas.Vendas externas: são as realizadas no "campo". devem levar em consideração também as modalidades e formas: Vendas internas e diretas: são aquelas atendidas na loja. a) Atacado: se caracteriza por ser um importante segmento produtivo.Paulo. diretamente ao comprador usuário. Público alvo: consumidor final. Ao estabelecer a política de vendas. b) Varejo: são as vendas realizadas.65 Tendo em vista que a operação de compra e venda foi realizada dentro do Estado de S. no atacado ou no varejo. por vendedores ou representantes. com margens unitárias menores e condições diferenciadas. Público alvo: Distribuidores. faturamento e lucro. em quantidades normalmente menores.Vendas internas indiretas: são aquelas realizadas através de outros setores da própria empresa. . margem bruta e margem líquida.

LAYOUT LINS / 2005 .66 FACULDADE DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS E CONTÁBEIS DE LINS Curso de Administração ARRANJO FÍSICO .

é quase imutável e se aplica prioritariamente a novas instalações. Pode-se conceituar como centro de trabalho a qualquer coisa que ocupe espaço: um departamento. uma pessoa ou grupo de pessoas. Isso não é verdade.67 ARRANJO FÍSICO – LAYOUT Planejar o arranjo físico de uma certa instalação significa tomar decisões sobre a forma como serão dispostos. taxas altas de acidentes. uma vez estabelecido. mudanças no produto ou no serviço ao cliente. dependendo da área afetada e das alterações físicas necessárias nas instalações. os centros de trabalho que aí devem permanecer. mudanças no volume de produção ou fluxo de clientes. entretanto. equipamentos. c) as mudanças podem apresentar elevados custos e dificuldades técnicas para futuras reversões. costuma-se agrupar os arranjos físicos possíveis em três grandes tipos: . bancadas e estações de trabalho. etc. Por todos esses motivos. diversos fatores podem conduzir a alguma mudança em instalações já existentes: a ineficiência de operações. poderia à primeira vista parecer que um arranjo físico. Podemos citar em princípio três motivos que tornam importantes as decisões sobre arranjo físico: a) elas afetam a capacidade da instalação e a produtividade das operações: uma mudança adequada no arranjo físico pode muitas vezes aumentar a produção que se processa dentro da instalação no fluxo de pessoas e/ou materiais. uma sala. podem ainda causar interrupções indesejáveis no trabalho. nessa instalação. Num esforço de sistematização. entre outros fatores. b) mudanças no arranjo físico podem implicar no dispêndio de consideráveis somas de dinheiro. máquinas. quer esse movimento se refira ao fluxo de pessoas ou de materiais. irá existir sempre uma preocupação básica: tornar mais fácil e suave o movimento do trabalho através do sistema. Em todo o planejamento de arranjo físico.

Arranjo físico de posição fixa: corresponde ao sistema de produção em projetos. . Arranjo físico por processo: corresponde ao sistema de produção de fluxo intermitente ( como a produção por lotes ou encomendas ).68 Arranjo físico por produto: corresponde ao sistema de produção contínua (como linha de montagem).

69 FACULDADE DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS E CONTÁBEIS DE LINS Curso de Administração RECURSOS HUMANOS LINS / 2005 .

Ex. mas algumas delas são básicas e fundamentais. segurança. tendo suas preocupações específicas. hierarquia. diversos setores da empresa. de modo a mantê-las em perfeitas condições sempre. salários. com relação às condições de trabalho. Dentre essas funções. saída de mercadorias do estoque. locação e Atendente: função responsável pelo atendimento das requisições dos Vendedor ou Balconista: função responsável pelas vendas ou solicitações compra de modo a obter um equilíbrio no estoque. dos clientes. quantidade. prazo de entrega. Dentro do setor de materiais as funções mais usuais são: Gerente: função responsável pela Administração do setor. qualidade. seja pela eficiência ou pelo lucro no caso de comercialização direta. Programador: função responsável pelo planejamento e coordenação de Comprador: função responsável pelas compras. só que com foco centrado na sua atividade como parte do todo empresarial. poderemos encontrar uma grande variação de empresa para empresa. pelo cumprimento das metas e objetivos estabelecidos . com critérios de preço. Controlador de Estoque: função responsável pelo controle de entrada e Estoquista: função responsável pelas atividades de recepção. quando for o caso.70 RECURSOS HUMANOS Na administração atual fica cada vez mais evidente a importância das relações humanas na empresa.: Os investimentos que as empresas vem fazendo para conquista de capital humano e intelectual. etc. proteção das mercadorias. . O relacionamento entre as funções e sua hierarquia também deverá ser muito clara para todos empregados do setor. formas de pagamento. treinamento. pois as preocupações são as mesmas de uma organização como um todo. etc. cargos. No setor de materiais também não é diferente.

71 FACULDADE DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS E CONTÁBEIS DE LINS Curso de Administração REFERÊNCIAS LINS / 2005 .

1991. A. 1995. _______. São Paulo: Makron. São Paulo: Pioneira. _______. São Paulo: Atlas. Daniel Augusto. 1996. MOREIRA. Administração de Materiais uma abordagem logística. DIAS. Administração de Materiais: edição compacta. 1998. 1986 GURGEL. Administração do Fluxos de Materiais e Produtos. Marco Aurélio P. Paulo: Atlas. São Paulo: Atlas. São Paulo: Atlas. Floriano C. Antonio C. Iniciação a Administração de Materiais.PR . 2000. São Paulo: Saraiva. Idalberto. McGraw-Hill. Administração de Materiais e Recursos Empresariais. São MARTINS.72 REFERÊNCIAS CHIAVENATO. Introdução a Administração da Produção e Operações. 1997. Curitiba . MOROZOWSKI. Apostila de Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais. Gerência de Materiais. Petrônio G.

73 MOURA. PARENTE. 2001 . POZO. São Paulo: Atlas. Administração de Recursos Materiais e Patrimoniais: uma abordagem logística. São Paulo: Atlas. Reinaldo A . Armazenamento e Distribuição Física. Hamilton. 2000. São Paulo: IMAM. 1997. Juracy. Varejo no Brasil.

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