Capítulo Manutenção preventiva

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Manutenção preventiva é um conjunto de cuidados que devem ser tomados com um equipamento, visando prevenir vários tipos de defeitos. No caso de PCs, certos cuidados estão relacionados com software, como fazer backups e usar programas anti-vírus. Outros estão relacionados com hardware, como usar um estabilizador de voltagem e capas plásticas para proteger o PC da poeira e da umidade. Certos cuidados devem ser tomados no dia-a-dia, pelo próprio usuário, como evitar ligar e desligar o PC várias vezes por dia, e salvar periodicamente um arquivo que está sendo editado. Outros cuidados já devem ser realizados em um nível mais especializado e com uma periodicidade maior, como usar o programa Scandisk ou similar, e desmontar o PC para fazer uma limpeza geral de poeira e de contatos. Iremos portanto dividir a manutenção preventiva em quatro categorias: Software: Cuidados no dia-a-dia Cuidados avançados Hardware: Cuidados no dia-a-dia Cuidados avançados Os cuidados no dia-a-dia devem ser tomados pelo próprio usuário do PC, mesmo que seja uma secretária, um operador ou alguém que entenda pouco

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sobre informática. Os cuidados avançados devem ser tomados por um técnico, administrador ou usuário especializado.

Cuidados de software no dia-a-dia
Aqui estão os cuidados de software que devem ser tomados por qualquer usuário de PCs, desde os mais especializados, até os mais leigos. Por exemplo, uma secretária que sabe apenas ligar o PC e executar o Word para digitar e listar uma carta, mesmo sendo considerada leiga em informática, tem que conhecer e aplicar esses cuidados.
Os dados são valiosos

Qual é a parte mais cara do PC? Será o disco rígido? Ou será o monitor? Ou a placa de CPU? Ou será que é a impressora? Talvez você não saiba, mas provavelmente a parte mais cara e mais importante do PC são os seus dados. Por exemplo, suponha que você tenha gravado no disco rígido uma planilha bastante complexa, na qual você estava trabalhando há dois meses. Dependendo da importância desta planilha (deve ser importante, já que você trabalhou tanto tempo nela), o seu valor pode ser muito maior que o do próprio computador. Se você ainda não ficou convencido, suponha que no computador que você utiliza, desapareceu misteriosamente um arquivo com o cadastro de todos os clientes da empresa onde você trabalha. Se você não realizou previamente um backup deste arquivo, certamente seu emprego estará em risco. Esses são típicos casos em que o software vale mais que o hardware, o que ocorre na maioria das vezes. Por outro lado, suponha um usuário que não faça nada de útil com o computador, além de utilizar jogos. Nesse caso, o valor dos dados é quase nulo, e o hardware vale mais que o software. Se este usuário acidentalmente apagar todos os jogos do seu disco rígido, não há problema, pois certamente poderá instalá-los novamente a partir dos seus originais em disquete ou em CD-ROM.
Grave seu trabalho

A qualquer momento os preciosos dados armazenados no computador podem ser perdidos, por uma pane de hardware, ou durante uma falta de energia elétrica, ou podem ser apagados acidentalmente pelo próprio usuário, ou ainda podem ser perdidos devido a um ataque de vírus de computador. A melhor forma de evitar este problema é fazendo sempre uma cópia dos seus dados.

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Por exemplo, ao escrever textos usando o Microsoft Word, é bom usar periodicamente o comando Arquivo/Salvar (no Word, basta teclar Control-B para salvar). Se um usuário passa a manhã inteira trabalhando em um arquivo e não o salva, significa que, a grosso modo, tudo o que está escrevendo está na memória RAM, e não gravado no disco rígido. A memória RAM perde totalmente seu conteúdo quando é desligada. Isto significa que, se faltar energia elétrica, todo o conteúdo da RAM, inclusive o arquivo que está sendo editado, será perdido. Todo usuário deve portanto salvar periodicamente o arquivo no qual está trabalhando. Graças a este procedimento, se faltar energia elétrica, ou se alguém esbarrar na tomada do computador, será perdido apenas aquilo que foi digitado nos últimos minutos, depois da última vez que foi executado o comando Arquivo/Salvar. Parece uma regra tão simples, e muita gente diz: “quem não sabe disso?”. Por outro lado, é impressionante a quantidade de pessoas que não tomam este cuidado, e são capazes de ficar horas trabalhando sem salvar o trabalho no disco.
Faça backup dos dados, pelo menos o trabalho principal

Apesar de não ser comum, é possível que uma interrupção repentina no funcionamento do computador possa causar até mesmo a perda de dados já gravados no disco. Isso depende da operação que o computador está realizando no instante da interrupção do funcionamento. Suponha que você forneceu ao computador um comando para executar um determinado programa. Para que este programa possa ser executado, o sistema operacional realiza uma leitura no diretório, para que seja determinada a localização do programa no disco. Se nesse instante ocorre uma queda de energia elétrica ou qualquer outra situação catastrófica, o conteúdo do diretório pode ser perdido através de uma desmagnetização. Quando o diretório é danificado, alguns ou até mesmo todos os seus arquivos passam a ficar inacessíveis, ou seja, ficam perdidos. O próprio usuário pode cometer um engano a qualquer instante. Um usuário do MS-DOS pode, ao formatar um disquete através do comando FORMAT A: digitar por engano FORMAT C:, o que resulta na formatação do disco rígido. É preciso operar o computador com bastante atenção. Usar o computador em um ambiente em que existe excesso de bate-papo, por exemplo, pode ser um convite ao erro. Mesmo no Windows um erro como este pode ocorrer. Digamos que na figura 1, queremos usar o comando Criar Atalho sobre o drive E, e

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acidentalmente ativamos a opção Formatar. O Windows perguntará se temos certeza de que realmente desejamos formatar este disco rígido. A falta de atenção pode fazer com que o usuário responda SIM ou OK (muitos clicam indiscriminadamente SIM e OK, sem ler as mensagens).
Figura 1
Formatando o disco rígido E no Windows.

Algumas vezes existe um modo de reverter o erro, recuperando os dados perdidos. Muitas vezes a recuperação não é possível, principalmente quando o erro só é percebido mais tarde. A melhor forma de evitar esse tipo de problema é fazer cópias dos arquivos para um local seguro. Normalmente isto é feito através de disquetes, mas existem meios de armazenamento mais eficientes, como por exemplo, o ZIP Disk e o gravador de CDs.
Onde está aquele arquivo?

Algumas secretárias têm o hábito de dizer que arquivos desapareceram do computador. Se realmente desapareceram, o problema pode ser sério. Pode ser um defeito no disco rígido, ou no caso mais comum, o resultado de desligamentos errados, quando ainda existem gravações pendentes na memória. Desta forma, um ou mais arquivos podem realmente ser perdidos. Muitos chefes não sabem, mas diversas secretárias têm o hábito de gravar todos os arquivos com o mesmo nome. O velho Microsoft Word 6.0, por exemplo, quando gravava um arquivo recém criado, sugere como nome, DOC1.DOC (pode ser DOC2, DOC3 ou outro semelhante, dependendo do número de documentos criados). O procedimento correto é substituir este nome por outro, por exemplo, CARTA085.DOC, RELAT12.DOC, ou outro nome sugestivo. Ao usar sempre o nome DOC1.DOC, o arquivo anterior será apagado, dando lugar ao novo. Por isto muitas não conseguem localizar cartas que escreveram dias atrás. Fique de olho e ensine a secretária a dar nomes diferentes para os arquivos, de preferência dividindo-os em diretórios, separados por assunto.

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Em versões mais novas do Microsoft Word 97, a situação é parecida. Digamos que uma carta começa com Rio de Janeiro, 19 de outubro de 2001 Ao salvar este arquivo, o Word dará a ele o nome default de Rio de Janeiro.DOC, como mostra a figura 2. Outros arquivos criados pelo mesmo processo continuarão sendo chamados de Rio de Janeiro.DOC. Ao fazermos a gravação, o arquivo anterior será apagado. Se não for dado um nome apropriado para cada arquivo, permanecerão apenas alguns deles com nomes default.
Figura 2
Se for usado o nome default do arquivo no Microsoft Word, o arquivo anterior será apagado.

Nos próximos arquivos criados, se não forem dados nomes apropriados, o Word usará nomes como Rio de Janeir1.DOC, Rio de Janeir2.DOC, e assim por diante. Ficará difícil lembrar que aquela requisição de material estava no arquivo Rio de Janeir29.DOC... Ensine a secretária a criar pastas separadas para cada tipo de arquivo (cartas, relatórios, memorandos, etc), ou mesmo usar nomes padronizados para cada um deles. Desta forma será sempre possível ter acesso a arquivos antigos, e também aqueles não tão antigos, como os que foram criados ontem.
Veja os programas que estão abertos

Muitos usuários principiantes reclamam que quando vão abrir um arquivo no Microsoft Word, aparece uma mensagem como: O arquivo tal já está em uso por Fulano de Tal. Quer fazer uma cópia? Muitos estranham, principalmente quando o nome Fulano de Tal é o próprio usuário que está querendo abrir o arquivo. Certa vez o escritou João

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Ubaldo disse que teve que mostrar a carteira de identidade para o computador, para mostrar que ele era ele mesmo... O problema é que muitos usuários abrem arquivos, deixam o programa em uso (no nosso exemplo, o Word), e executam novamente o mesmo programa. Para evitar a confusão, basta olhar os programas ativos na barra de tarefas do Windows. Na figura 3, vemos que o Microsoft Word já estava aberto, fazendo a edição do arquivo TEC-15.DOC. O usuário executou novamente o Microsoft Word, ficando então com duas instâncias deste programa. Se tentar agora abrir o TEC-15.DOC, será colocada a mensagem informando que este arquivo já está em uso. Ao fazer uma cópia, as alterações não serão efetivadas no documento original, o que pode causar bastante confusão.
Figura 3
O Microsoft Word já estava em execução, e foi executado novamente.

Evitar este tipo de problema é muito fácil. Basta olhar os programas ativos na barra de tarefas antes de executar novamente o programa desejado.

Cuidados de hardware no dia-a-dia
Como vimos, os cuidados de software no dia-a-dia são poucos e bem simples de serem implementados, sempre baseados em proteger os dados, salvando arquivos e evitando acessos indevidos. Muito mais numerosos são os cuidados que um usuário comum deve ter diariamente com o computador propriamente dito. Vejamos então quais são eles.
Não confie nos disquetes

Não confie totalmente em disquetes!!! Se você gravar em um disquete um dado importante, existe uma pequena chance de perdê-lo. O disquete não é indestrutível, os dados armazenados podem ser perdidos por várias razões:
  

Desmagnetização Calor Umidade

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   

Disquete de má qualidade Disquete antigo Arranhões Sujeira nas cabeças do drive

Não é tão comum a perda de dados de disquetes, assim como não é comum a perda de dados de disco rígido, mas ambas as situações podem ocorrer. Alguém pode deixar, por descuido, o disquete perto de um telefone. No instante em que o telefone tocar, o campo magnético gerado por sua campainha poderá desmagnetizá-lo, causando a perda dos seus dados. Até mesmo o campo magnético gerado pelo monitor ou pelos motores da impressora pode causar um problema semelhante. Um disquete guardado dentro de uma maleta, que por sua vez está localizada dentro de um carro, localizado em um estacionamento sob sol forte, certamente ficará danificado pelo excesso de calor. Um disquete de qualidade inferior tem grandes chances de perder os dados após algum tempo. Também é comum o uso de disquetes antigos. Um disquete com mais de 5 anos de idade deve ser atirado no lixo. Gravar dados nesse disquete é um grande perigo. Para que as cópias realizadas em disquetes sejam confiáveis, é necessário:
  

Usar disquetes novos e de boa qualidade Proteger o disquete do calor, umidade, poeira e campos magnéticos No caso dos dados mais importantes, devem ser feitas várias cópias.

Mesmo usando disquetes novos e de boa qualidade, não fica totalmente descartada a possibilidade de perda de dados. Veja por exemplo o caso ocorrido há alguns anos na LVC, durante o lançamento do curso de montagem de PCs em disquetes. Foram usados disquetes TDK, considerados de alta qualidade. Cada curso era composto de 5 disquetes, e no mês de seu lançamento foram produzidas 800 cópias, ou seja, 4.000 disquetes. Durante o processo de cópia, foram detectados cerca de 30 disquetes defeituosos (menos de 1%, o que é considerado normal). Entre os 4000 disquetes onde as cópias foram feitas com sucesso, 5 deles apresentaram defeitos posteriores, já na posse dos clientes. Esses problemas são muito raros, e só podem ser observados na prática quando é feita uma grande quantidade de cópias em disquete, como no caso citado. De qualquer forma, é importante saber que os disquetes, mesmo novos e de boa qualidade, não podem ser considerados 100% confiáveis. Por outro lado se

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você usar disquetes que não sejam novos e de boa qualidade, a probabilidade de ocorrência de erros será muito maior.
Falta de energia elétrica

Para um aparelho eletrodoméstico, a falta de energia elétrica em geral não traz problemas. É como se o aparelho fosse desligado pelo interruptor. Para um computador, esta súbita interrupção na energia elétrica pode causar danos aos dados gravados no disco rígido. Felizmente a chance de ocorrer tal problema é razoavelmente pequena. Os dados correm maior risco no caso em que está sendo feita uma operação de gravação no instante em que ocorre a falta de energia. Se no instante da falta de energia está sendo gravado um arquivo, apenas este arquivo será danificado. Isso não é problema algum, desde que o usuário possua uma cópia do arquivo, ou até mesmo uma versão anterior. O setor do disco que estava sendo gravado no instante da queda de energia poderá ficar magneticamente danificado. Isto também não chega a ser um problema, pois existem programas próprios para a recuperação desse tipo de erro (Ex.: Scandisk, Norton Disk Doctor). Mesmo que esses programas não consigam recuperar o erro, o cluster no qual está o setor defeituoso pode ser marcado na FAT (tabela de alocação de arquivos). Uma vez marcado como defeituoso, este cluster não será mais usado, e nenhum problema adicional ocorrerá. Um único cluster danificado não fará falta alguma. O problema sério ocorre quando a falta de energia elétrica ocorre no instante em que está sendo realizada uma gravação na FAT ou em um diretório. Nesse caso, corre-se o risco de perder inteiramente o conteúdo do disco rígido. Esse tipo de gravação é ainda mais raro. Por exemplo, quando um arquivo de 100 kB é gravado, são feitas 200 gravações de dados, além de algumas poucas gravações na FAT e no diretório. A probabilidade de uma determinada gravação estar sendo feita na FAT ou diretórios justamente no instante em que falta luz é muito pequena, mas pode perfeitamente ocorrer. A solução mais barata para este problema é manter sempre um backup dos dados existentes no disco rígido. Se o orçamento permitir e os dados forem muito importantes, é recomendável utilizar um no-break. A danificação de setores é um problema físico que pode ocorrer com o disco rígido no caso de uma queda de energia elétrica. Além desse tipo de problema, existem também os problemas na estrutura lógica do disco. As gravações comandadas pelos diversos programas não são realizadas imediatamente sobre o disco, e sim mantidas pendentes na memória RAM. Desta forma, apenas quando existe um número razoável de gravações

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pendentes, estas são efetivadas no disco. O resultado é um melhor desempenho nas operações de gravação, já que é muito mais rápido fazer um único acesso ao disco para gravar uma grande quantidade de dados do que fazer vários acessos para gravar pequenas quantidades. O problema é que a falta de energia elétrica (ou mesmo o desligamento ou o Reset acidental) no instante em que existem gravações pendentes na memória resultará em perda de dados e causará problemas na estrutura lógica do disco. Os problemas causados pela falta de energia elétrica são raros, porque a própria falta de energia elétrica é uma situação rara. Entretanto, se as quedas de energia elétrica são freqüentes, o risco é bem maior. Por exemplo, suponha que a energia foi interrompida. A primeira providência que o usuário deve tomar é desligar o computador. Suponha que depois de 5 minutos a energia elétrica retorne. Não é recomendável ligar novamente o computador e voltar ao trabalho, pois é possível que ocorra uma nova falta de energia. É recomendável esperar cerca de 30 minutos para ter certeza de que a energia realmente está normalizada. Em locais onde os problemas na rede elétrica são muito freqüentes é necessário usar um no-break, um aparelho que fornece energia elétrica ao computador em caso de interrupção na rede elétrica. Problemas sérios podem ocorrer no instante em que a energia elétrica retorna, caso o usuário esqueça de desligar o computador. O instante do retorno da energia elétrica pode ser prejudicial para qualquer aparelho elétrico, como uma TV, geladeira, ar-condicionado e obviamente para um computador. Após a queda de energia o usuário deve desligar todo o equipamento, e ligá-lo novamente apenas quando a energia elétrica retorna e se estabiliza.
Liga-desliga

Para os circuitos eletrônicos, a pior hora do dia é aquela quando são ligados. Nesse instante, uma "avalanche" de elétrons os atravessa durante uma fração de segundo, formando uma corrente elétrica maior que a normal. Também ocorre uma brusca variação de temperatura, que da mesma forma como a alta corrente inicial, contribui para o desgaste dos circuitos. Ao longo dos anos, essas várias vezes em que os circuitos são ligados, tendem a diminuir a sua vida útil. Isto não significa que o computador deve ficar ligado permanentemente, incluindo madrugadas e finais de semana. O ideal é ligar o computador de manhã e deixá-lo ligado durante o dia, até o final do expediente. Se for necessário, o computador pode ser também desligado no

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horário do almoço. Quanto menos vezes o computador for ligado e desligado, melhor. O que não se deve fazer é ligar e desligar o computador várias vezes durante o dia. Lembre-se que as lâmpadas sempre queimam no instante em que são ligadas. O mesmo ocorre com os chips. Para evitar o desperdício de energia enquanto o computador estiver sem atividade, use os comandos de gerenciamento de energia: modo standby e hibernação.
Cuidado com as janelas

Muitas pessoas gostam de trabalhar perto da janela, onde existe um pouco mais de ar puro e claridade. Entretanto, o usuário deve saber que esta prática tem três problemas: Poeira, sol e chuva. Um PC mais próximo de uma janela está mais sujeito a ser empoeirado. Isto é particularmente verdadeiro no caso em que a janela fica voltada para uma rua com muito tráfego. A poeira que ataca o computador neste caso é impregnada com óxido de enxofre, uma das várias substâncias resultantes da combustão da gasolina. A poeira impregnada com enxofre, quando entra em contato com a umidade, resulta em uma umidade com teor ácido, que é muito mais prejudicial ao computador que a umidade pura. Essa umidade ácida tende a causar mau contato nos circuitos do computador dentro de poucos meses. O sol é muito bom para as pessoas, desde que em quantidade moderada, mas ao iluminar o computador produz vários efeitos prejudiciais, como o aquecimento dos circuitos e a deterioração dos materiais plásticos. Não se deve querer tomar sol e usar o computador ao mesmo tempo. Tudo tem sua hora. Finalmente resta lembrar que, se o computador fica localizado próximo a uma janela, um dia o usuário sairá e esquecerá a janela aberta. Se neste dia chover, pode-se dizer adeus ao computador, pois a água da chuva o danificará totalmente. Uma velha canção dos anos 80 dizia: “Choveu no meu chip, mas que tristeza sem par, choveu no meu chip... não posso mais computar!”
Umidade, poeira e fumaça

O ar ideal para o computador deve ter pouca poeira e pouca umidade. Infelizmente na prática não é possível conseguir um ambiente ideal, e portanto devemos tentar obter o mais próximo do ideal. A umidade, a

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poeira e a fumaça dos cigarros produzem oxidação e corrosão nos contatos metálicos dos componentes do computador. O resultado é a ocorrência de maus contatos. Aparelhos de áudio e vídeo podem funcionar precariamente com maus contatos, mas um computador só funciona corretamente se todos os seus contatos estiverem em perfeitas condições. É proibido fumar na mesma sala onde está instalado um computador. Se esta norma não for respeitada, os computadores terão seus contatos lentamente oxidados ao longo do tempo. Ocorrerá mau contato nos conectores, nos soquetes das memórias, nos pinos do processador e nos contatos do seu soquete. Esses maus contatos podem demorar poucos meses, um, dois ou mais anos a aparecer, dependendo da quantidade de fumaça e do tipo de contato usado nos componentes (contatos banhados a ouro resistem mais que os banhados a estanho) mas quando isto ocorre, o computador pode ficar completamente inutilizado, já que é impraticável limpar os seus milhares de contatos. O ambiente onde o computador está instalado deve estar sempre limpo. Carpetes devem ser limpos preferencialmente com um aspirador de pó, evitando o uso de vassouras, pois ao varrer um carpete ou tapete, muita poeira é espalhada no ar. A mesa onde está o computador também deve estar sempre limpa. Quando a sala onde está o computador não possui ar condicionado e janelas precisam ficar abertas, devemos instalar o computador o mais distante possível da janela. Outra providência importantíssima é manter o computador coberto com capas plásticas sempre que estiver desligado. Com esta providência, a quantidade de poeira que atinge o interior do computador é bastante reduzida. Capas plásticas são vendidas em lojas de suprimentos para informática, em diversos tamanhos. Em cidades muito úmidas (por exemplo, o próprio Rio de Janeiro, perto da orla marítima), o uso do ar condicionado é recomendável, não apenas para evitar o calor, mas principalmente, para reduzir a quantidade de umidade no ambiente.
Desligamento repentino

Usuários não técnicos têm o hábito de desligar o computador de forma indevida. Ao editarem um arquivo, usam o comando Salvar, e imediatamente desligam o computador. Alguns um pouco menos descuidados, usam o comando Sair, para só então desligar o computador. Não sabem que mesmo quando um arquivo é salvo e o LED do disco rígido apaga, dados a serem gravados ainda ficam pendentes na memória. Antes de desligar o computador, é preciso ter certeza de que não existem

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gravações pendentes. O procedimento para desligar corretamente o computador depende do sistema operacional utilizado:
Desligamento no Windows 95 e superiores

Usamos o comando Desligar, a partir do botão Iniciar da barra de tarefas. No quadro de desligamento apresentado (figura 4), escolhemos a opção Desligar o computador. Será então apresentada a mensagem Aguarde enquanto o seu computador está sendo desligado
Figura 4
Quadro de desligamento.

Neste momento, arquivos abertos serão fechados (ou seja, suas alterações serão efetivadas no disco), e gravações pendentes na memória serão transferidas para o disco. Terminadas essas operações, será apresentada uma tela com a mensagem Seu computador já pode ser desligado com segurança Só então o computador pode ser desligado. Se o PC tem fonte de alimentação ATX, o desligamento será automático, logo depois que esta mensagem é apresentada.
Desligamento no Windows 3.x

Depois de gravar os arquivos abertos, usamos o comando Arquivo/Sair do Gerenciador de Programas do Windows. O Windows será finalizado, e o computador retornará ao MS-DOS. Use então o procedimento de desligamento no MS-DOS descrito abaixo.
Desligamento no MS-DOS

Se você estava executando algum programa para MS-DOS, termine-o para que o computador volte ao prompt do MS-DOS, ou seja, aquele velho sinal
C:>_

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A princípio, o computador poderá ser desligado neste momento, mas existe um caso em que podem existir gravações pendentes na memória. Isto ocorre quando existe em execução um programa de cache de disco. Entre os poucos PCs que ainda são baseados no MS-DOS e Windows 3.x, os programas de cache de disco mais usados são o SMARTDRV, que acompanha o MS-DOS, e o NCACHE, que acompanha o Norton Utilities. Caso algum desses programas esteja sendo usado, é preciso utilizar um comando para transferir para o disco, gravações pendentes na memória. A tabela a seguir mostra o comando a ser usado para os programas de cache de disco mais comuns:
Programa SMARTDRV NCACHE HYPERDISK PC-CACHE SPEEDCACHE Comando SMARTDRV /C NCACHE2 /DUMP HYPERDK E PC-CACHE /COMMIT SCPLUS /DUMP

Para não ter que memorizar esses comandos, crie um arquivo de nome OFF.BAT com o comando adequado. Bastará então digitar OFF, e ao retornar ao Prompt, pode desligar o computador. Se você não está utilizando nenhum programa de cache de disco para MS-DOS, ou se está usando, mas o mesmo não está atuando sobre as operações de escrita (as gravações são feitas diretamente sobre o disco, não ficando pendentes na memória), tais cuidados não precisam ser tomados.
O botão RESET

Eletronicamente, pressionar o botão RESET produz o mesmo efeito que desligar e ligar o computador. Portanto, antes de pressionar RESET, devemos tomar as mesmas precauções de desligamento aqui expostas. Entretanto o botão RESET é pressionado em geral nas situações de emergência, quando o computador “trava”. O perigo em potencial é que durante este travamento, podem estar em andamento operações de gravação no disco. Para que seja menos perigoso pressionar RESET, espere que o LED de acesso ao disco rígido apague. Desta forma será menor a chance de perder dados.
Espere 3 segundos

A forma errada de desligar e ligar um computador é desligar, esperar menos de um segundo e ligar novamente. Este procedimento pode causar dano à fonte de alimentação, além de não deixar o computador inicializar

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corretamente. Se precisar desligar o computador, espere 3 segundos antes de ligá-lo novamente.
Retire as capas

Capas plásticas protegem o computador da poeira e da umidade, mas só devem ser usadas enquanto o mesmo estiver desligado. Alguns usuários cuidadosos mas preguiçosos têm o mau hábito de simplesmente levantar as capas do monitor e do gabinete enquanto usam o computador. Isto aumenta o aquecimento e prejudica o sistema de ventilação. Para usar o computador, retire por completo as suas capas.
Ligando e desligando o equipamento

Alguns usuários deixam todo o equipamento com seus interruptores ligados, e atuam apenas sobre o botão liga/desliga do estabilizador ou filtro de linha. Tal procedimento não é correto, pois pode ocorrer sobretensão no instante em que é ligada a energia. A seqüência correta para desligar os equipamentos é a seguinte: 1) Desligar o computador e a impressora, em qualquer ordem 2) Desligar o estabilizador ou o filtro de linha Para ligar os equipamentos, a seqüência correta é a seguinte: 1) Ligar estabilizador ou filtro de linha 2) Ligar o monitor 3) Ligar o computador e a impressora, em qualquer ordem A precaução de ligar o monitor antes do computador é válida. Um monitor consome uma elevada corrente no instante em que é ligado. Se o monitor é ligado depois do computador, este alto consumo de corrente pode ser sentido pela fonte de alimentação do computador, funcionando como um pico negativo de tensão, e como resultado, o computador pode “travar” durante o boot. Ao ligar o monitor antes, este problema é evitado. Também é válido deixar o monitor com o seu interruptor ligado, e conectar o seu cabo de força na tomada existente na parte traseira do computador. Desta forma, ao ligarmos o computador, estaremos ligando também o monitor. O alto consumo de corrente do monitor no instante em que é ligado não prejudicará o processo de boot, pois o processador só começa a funcionar alguns segundos depois que a sua fonte é ligada.
Cuidado com a faxina

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Tanto o computador como o local de sua instalação devem estar limpos, mas é preciso tomar cuidado com os produtos de limpeza. Sempre que possível, um pano umedecido com água pura é a melhor opção para limpeza, tanto da mesa como do computador. Também é seguro aplicar sobre o pano, um pouco de sabão ou detergente neutro. Para remover manchas de cola deixadas por etiquetas (alguns têm o hábito de colar etiquetas no computador), pode ser usado um pano umedecido com álcool. O perigo está nos produtos de limpeza mais fortes, como os que contêm amoníaco. De um modo geral, qualquer produto que produza cheiro forte e difícil de suportar, pode ser prejudicial ao computador. Produtos aplicados através de vaporização também são perigosos. Limpa-vidros e alguns produtos para limpar carpetes e tapetes por vaporização são exemplos típicos. As partículas vaporizadas ficam em suspensão no ar e podem entrar no computador, causando corrosão. Se o uso desses produtos é inevitável, é preciso fazer a limpeza com o computador desligado e coberto por capas plásticas.
Impressoras matriciais

As impressoras a jato de tinta são as preferidas dos usuários domésticos e dos pequenos escritórios, e os modelos a laser são os mais indicados para trabalho pesado, como em empresas de médio e grande porte. Por outro lado, ainda são bastante numerosas as impressoras matriciais (também chamadas de impressoras de agulha). Apesar de serem pouco vendidas, ainda existem muitos modelos em funcionamento. Essas impressoras têm o inconveniente de produzir muita vibração mecânica. Por isso, devemos evitar instalar o computador e a impressora matricial na mesma mesa. Usando mesas diferentes, a vibração não será transmitida para o computador. A vibração provoca vários defeitos no computador, sendo o principal deles, o afrouxamento de conectores. Com o passar do tempo, chips são lentamente desencaixados dos seus soquetes. O mesmo ocorre com memórias, conectores de cabos, e até mesmo com o processador. O resultado é o aparecimento de maus contatos. Também podem ser causados erros de gravação no disco rígido, devido às minúsculas variações de posição das cabeças causadas pela vibração. Lembre-se que em um disco rígido moderno, a distância entre trilhas consecutivas é muito pequena. Por menor que seja a vibração, as cabeças do disco rígido podem variar consideravelmente sua posição sobre a trilha acessada.

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Não obstrua a entrada de ar

Os PCs possuem um sistema de ventilação que visa manter o processador, o disco rígido e todos os componentes internos em uma temperatura aceitável. Na maioria dos casos, o ar entra pela parte frontal do gabinete, através de ranhuras, circula pelo seu interior e sai pela parte traseira da fonte de alimentação. É muito importante que a entrada de ar na parte frontal do gabinete esteja desobstruída. Muitos usuários têm o mau hábito de empilhar CDs, manuais ou livros em frente ao computador, principalmente em ambientes com pouco espaço. Como resultado, a entrada de ar será prejudicada, a circulação de ar no interior do gabinete será reduzida, e a temperatura interna aumentará. Os chips do computador, bem como o disco rígido terão a temperatura aumentada, o que pode causar danos e falhas no funcionamento.
Comes e bebes longe do computador

Um usuário desastrado pode deixar cair café sobre o teclado. Será muito difícil, ou até mesmo impossível recuperar este teclado. Um menos desastrado poderá deixar cair farelos de biscoito sobre o teclado, ou na mesa onde está o computador. Isto é muito ruim, pois pode atrair insetos que farão ninhos dentro do computador. Em geral os insetos adoram morar dentro de aparelhos eletrônicos, pois acham a temperatura mais alta bastante agradável. Os insetos acabam comendo peças plásticas, como fios, e deixando detritos orgânicos sobre os circuitos, o que causa curto-circuitos e danos irreparáveis. Não faça seus lanches perto do computador.

Cuidados avançados de software
Chegou a hora de abordar os cuidados que um usuário deve com o software. Por serem considerados cuidados avançados, não devem ser deixados a cargo de uma secretária, ou de um usuário principiante. O administrador dos computadores de uma empresa é a pessoa mais indicada para cuidar dessas tarefas.
Backup dos programas

Além de ser vital a realização de cópias dos dados gerados pelo usuário, é também importante fazer cópias dos programas. É verdade que a perda de um programa é menos grave que a perda de dados, a menos que se trate de um programa criado pelo próprio usuário, do qual não exista cópia. Os dados gerados pelo trabalho do usuário não podem ser obtidos de nenhum outro computador. Já os programas existem instalados em diversos computadores. Por exemplo, se um usuário apagar acidentalmente o Excel,

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o problema não é tão sério, pois pode ser repetida a sua instalação a partir dos disquetes ou CD-ROM originais. Entretanto, em alguns casos o apagamento acidental de programas pode ser um transtorno. Muitas vezes você não poderá esperar até o dia seguinte para contactar um colega, ou talvez você não possua em casa os disquetes ou CDROM de instalação, tendo deixado todos no trabalho. É interessante que você tenha, junto com o seu computador uma cópia de todos os seus programas (Windows, Word, Excel, etc...), de preferência gravados em CDs. Você deverá possuir, ou os próprios discos de instalação originais desses programas, ou cópias desses discos. Além de ter os discos originais, pode ser muito útil ter também uma cópia dos programas já instalados. Desta forma, se um programa ou alguns dos seus arquivos forem apagados acidentalmente, será possível recuperar esses arquivos sem ter que reinstalar o software. Na prática, este método pode ser aplicado quando o computador possui um meio auxiliar de armazenamento de alta capacidade, como por exemplo, um ZIP Drive. Esta cópia pode ser feita, por exemplo, usando o programa de Backup que acompanha o Windows. Em caso de perda de arquivos, não precisaremos perder tempo reinstalando o software. Basta usar o programa de backup para recuperar os arquivos em falta.
Vírus

Os vírus de computador são programas criados por indivíduos de má índole, normalmente com algum tipo de frustração sexual e que não têm coisa alguma melhor para fazer do que prejudicar o trabalho dos outros. Esses programas são criados com as seguintes características: 1) São agregados a programas normais, de modo que podem ser ativados sem que o usuário perceba. 2) Quando um vírus é ativado, passa a copiar-se para outros programas. Este processo é chamado de contaminação. O pior de tudo, os vírus normalmente trazem danos ao computador, causados pelo apagamento de dados. Os danos não são físicos e sim lógicos, isto é, não danificam o hardware, mas resultam em um prejuízo muito maior devido à perda de dados que causam. Existem entretanto alguns vírus que causam dano físico ao computador, fazendo o apagamento do BIOS.

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Muitos usuários não estão a par do sério problema que os vírus de computador representam. Felizmente existem programas anti-vírus, que detectam, removem e previnem a contaminação do vírus de computador. É necessário que esses programas sejam usados, caso contrário o usuário corre o risco de ter um dia o seu computador infectado e seus dados perdidos. É muito importante que sejam tomados os devidos cuidados contra os vírus. Muitas pessoas que não acreditaram que seus computadores pudessem ser um dia contaminados. As pessoas pensam que essas coisas acontecem com os outros, mas nunca com elas próprias.
Que software você está usando?

Este problema é relativamente sério no Brasil, onde os programas custam muito mais caro que no exterior e o poder aquisitivo da população é extremamente menor. O resultado é que muitos usuários não compram os programas que utilizam, e sim, fazem cópias ilegais. Não estamos tentando convencer ninguém a comprar aqui por $150 um software que custa $50 no exterior, mas queremos chamar a atenção sobre alguns problemas sérios que podem ocorrer. O maior desses problemas é a falta de suporte técnico sobre um software que é copiado ilegalmente. Todo software está sujeito a apresentar erros ou incompatibilidades. Os fabricantes de software normalmente recebem relatórios sobre problemas encontrados por seus usuários, corrigem eventuais erros e liberam versões corrigidas do seus programas. Normalmente mantém um serviço de esclarecimento de dúvidas, através de telefonemas, FAX, cartas ou pela Internet. Todo este suporte é necessário quando o computador está sendo usado para uma atividade economicamente importante para o usuário. Se você usa o computador para uma importante atividade econômica, o melhor conselho é o seguinte: não use programas ilegais. Adquira um software oficial, de preferência desenvolvido no Brasil, ou pelo menos de empresa que possua representação, para que fique mais fácil a ligação com o grupo de suporte técnico e o recebimento de atualizações.
Salvando áreas vitais do disco rígido

Programas de backup não são capazes de proteger integralmente o disco rígido. Protegem apenas os seus dados. Existem entretanto áreas que não são dados: tabela de partições, setor de boot e FAT. Para ter uma segurança completa, é preciso fazer um backup também dessas áreas. Uma das melhores formas de fazer isso é através de utilitários que fazem parte do famoso pacote Norton Utilities.

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Cuidados avançados de hardware
Finalmente, vamos abordar alguns cuidados de manutenção preventiva que devem ser tomados por usuários especializados, e também por técnicos a administradores de sistemas.
Horário noturno

Quando um PC fica ligado durante a noite, longe dos olhos do operador, ou mesmo durante um final de semana, corre-se o risco da falta e retorno da energia elétrica. A energia elétrica pode retornar com uma sobretensão instantânea, o que é muito prejudicial. Se for absolutamente necessário manter o computador ligado durante uma noite, o usuário deve saber que corre um risco. Se a energia elétrica do local é interrompida com muita freqüência, o risco é muito maior e esta prática deve ser evitada. Se é inevitável manter o computador ligado à noite, é fundamental a realização de backup diariamente. Deve também ser analisada seriamente a possibilidade da aquisição de um no-break.
Perda de setup

Todos os PCs, exceto os antigos XTs, possuem um chip especial, conhecido vulgarmente pelo nome de CMOS, no qual fica armazenado o CMOS Setup, um conjunto de informações sobre a configuração de hardware. Não é o tipo de coisa que ocorre com freqüência, mas caso a bateria apresente algum problema, o Setup será apagado e o PC deixará de funcionar corretamente. Será necessário refazer o Setup. Para que isto seja possível, é fundamental que o usuário realize previamente uma cópia do Setup. Para fazer isso, entramos no CMOS Setup e usamos a tecla Print Screen. Se isto não resultar em listagem, anote manualmente todas as informações do Setup.
Conectando e desconectando corretamente

Quando dois equipamentos são conectados ou desconectados um ao outro, ambos devem estar desligados. Esta regra é muitas vezes desrespeitada, e várias pessoas danificaram seus equipamentos por este motivo. O caso mais comum é a operação de conectar e desconectar uma impressora ao PC. Como sabemos, esta conexão é feita através de um cabo. Para conectar este cabo, deve-se antes desligar o computador e a impressora. Feito isso, o cabo deve ser conectado e só então o computador e a impressora podem ser ligados. Esse procedimento deve ser seguido também para desconectar o cabo. A mesma regra é válida para qualquer outro tipo de conexão ou desconexão. Todo o equipamento deve ser desligado antes de conectar ou

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desconectar uma impressora, mouse, teclado, monitor, joystick, linha telefônica, rede de micros, etc.
Conexão na linha telefônica

Praticamente todos os PCs domésticos e de pequenos escritórios são ligados à linha telefônica, para troca de dados com outros computadores, transmitir e receber FAX e acessar a Internet. O perigo em potencial neste caso é a queda de um raio durante uma tempestade. Para causar perigo, o raio não precisa necessariamente cair nas proximidades. Mesmo caindo em outro bairro, desde que próximo às linhas telefônicas (no caso de fiações instaladas em postes), a sobretensão propaga-se por vários quilômetros. A tensão induzida na linha telefônica, que muitas vezes danifica permanentemente o modem, pode até mesmo danificar as outras placas do computador. Duas regras muito simples evitam este tipo de desastre: 1) Nunca use o computador durante uma tempestade. Deixe o computador desligado, desconecte-o da rede elétrica e da linha telefônica. 2) Habitue-se a desligar o computador da rede elétrica e da linha telefônica ao final do dia. Se você achar isto muito trabalhoso, faça-o pelo menos antes dos finais de semana, ou quando você pretender ficar alguns dias ausente. Dê alguns nós no cabo que liga a tomada telefônica até o computador. Quando existem esses nós, um raio que cair nas proximidades tende a danificar apenas o cabo, deixando o computador menos vulnerável.
Ar condicionado

O ar condicionado é bom para o computador, mas se for usado de forma inadequada pode ser prejudicial. Por exemplo, é comum em cidades quentes como o Rio de Janeiro as pessoas ligarem o ar condicionado e esperarem até o ambiente ficar bem frio para então ligar o computador. Isto está errado, pois um dos agentes que contribuem para danificar chips é a brusca variação de temperatura no instante em que são ligados. Digamos que um certo chip de memória fique com uma temperatura interna de 50C quando está ligada. Digamos também que o ambiente esteja a uma temperatura de 35C antes do ar condicionado ser ligado, e fique reduzida para 25C com o ar condicionado. Se ligarmos o PC antes, ou então junto com o ar condicionado, a temperatura dos chips de memória irá variar de 35C para 50C, uma diferença de 15C. Se ligarmos antes o ar condicionado e deixarmos o computador ligado, a temperatura dos chips ficará em equilíbrio com o ambiente, a 25C. Se ligarmos o computador nessas condições, os chips

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sofrerão uma variação de 25C para 50C, ou seja, 25C de diferença. Quanto maior é a variação de temperatura (stress térmico), mais os chips são prejudicados. A situação inversa ocorre em cidades frias, como Porto Alegre, onde é usado aquecimento ao invés de ar condicionado. Se a temperatura ambiente é de 10C e aumenta para 20C após ligado o aquecimento, a variação de temperatura que os chips sofrem será de 40C ou 30C conforme o computador seja ligado simultaneamente ou depois que o aquecimento. É portanto mais recomendável ligar o computador alguns minutos após o aquecedor. A regra geral a ser seguida é muito simples: é sempre melhor ligar o computador no instante em que a temperatura está mais alta.
Falsos filtros de linha

Na maioria das vezes, as extensões de tomadas vendidas em lojas de suprimentos de informática são chamadas de filtros de linha. Muitas vezes o fabricante a chama apenas de extensão, mas a loja a chama de filtro. Um verdadeiro filtro de linha tem como função principal, proteger o computador de certas irregularidades que ocorrem na rede elétrica. Infelizmente muitos dos chamados filtros não têm na verdade filtro algum, ou seja, são apenas uma extensão de tomadas com um fusível. Outros possuem um filtro interno simplificado, capaz de filtrar apenas uma pequena parte das imperfeições da rede elétrica. Se você pretende que o computador fique mais protegido contra problemas na rede elétrica, use um estabilizador de voltagem, ou preferencialmente, um no-break.
O sistema de ventilação do gabinete

O calor é bastante prejudicial ao computador. É preferencial, apesar de não ser estritamente necessário, usar ar condicionado. De um modo geral, quando a temperatura ambiente é mais baixa, também será mais baixa a temperatura no interior do gabinete, e em conseqüência, menos quentes ficarão os chips e o disco rígido. Existem entretanto outras providências que devem ser tomadas, contribuindo para reduzir mais ainda a temperatura interna do gabinete. Com essas providências, podemos até mesmo dispensar o uso do ar condicionado. Sem essas providências, mesmo o ar condicionado pode não garantir o resfriamento adequado.

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Todos os computadores possuem um sistema de ventilação. O ventilador está localizado na fonte de alimentação, e a sua saída de ar fica na parte traseira do gabinete. O ventilador puxa o ar de dentro do computador. O ar sai pela parte traseira do gabinete. Como este ar quente está sempre sendo empurrado para trás do computador, o ar frio entra continuamente pelo gabinete, por todas as suas fendas. Desta forma, este sistema evita o aquecimento dos componentes. O ar quente terá dificuldade para sair quando a parte traseira do computador fica muito próxima a uma parede ou móvel. Mantenha livre uma distância de no mínimo 15 centímetros entre a parte traseira do computador e a parede ou móvel eventualmente localizado atrás do computador. Fendas localizadas na parte traseira do gabinete funcionam como entradas de ar. Se existirem muitas fendas na parte traseira, será menor a quantidade de ar que entrará pela parte frontal do gabinete. Desta forma, menos ar frio passará sobre o processador e o disco rígido. Para evitar este efeito, mantenha as fendas da parte traseira do computador fechadas, na medida do possível (exceto a saída de ar do ventilador, é claro). Existem na parte traseira do gabinete, 8 fendas correspondentes às posições reservadas para placas de expansão. Por elas temos acesso à parte traseira das placas de expansão. Quando um slot está vazio, não devemos deixar a fenda correspondente aberta, e sim tampada através de lâminas apropriadas que acompanham o gabinete. Outras fendas eventualmente existentes podem ser fechadas com uma etiqueta adesiva. Desta forma entrará mais ar pela parte frontal do gabinete, melhorando a eficiência do sistema de ventilação. A arrumação dos cabos é uma boa providência. Os cabos flat existentes no interior do computador são razoavelmente largos, e tendem a atrapalhar o fluxo de ar. Em média existem 3 cabos flat: um para o disco rígido, um para os drives de disquete e outro para o drive de CD-ROM. Em geral ficam embaralhados por serem mais longos que o necessário, funcionando como obstáculos ao fluxo de ar. Para resolver o problema é preciso organizar os cabos flat, prendendo-os de forma que não fiquem no caminho do fluxo de ar.
Fiação elétrica

Tomadas e extensões inadequadas, fios desorganizados sob a mesa do computador, fios muito esticados ou fios muito longos estendidos de qualquer forma sobre o chão podem ser um perigo constante. O espaço sob a mesa do computador deve ficar livre, e não ocupado por um emaranhado

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de fios e cabos. O grande perigo é que a qualquer instante o usuário pode tropeçar em um desses fios, causando até mesmo a queda do computador, monitor ou impressora. Outro problema é que ao simplesmente esbarrar com os pés em uma tomada, esta pode ser desligada momentaneamente, e o computador ser repentinamente desligado. Os resultados vão desde erros físicos no disco rígido à perda total do trabalho em andamento. A partir da tomada de força existente na parede, ligue um estabilizador de voltagem ou filtro de linha. Use um filtro de linha adicional caso os cabos de força fiquem muito esticados ao serem ligados no estabilizador ou no primeiro filtro. Quando os cabos ficarem muito longos, enrole a parte excedente para que não fiquem espalhados pelo chão. Para facilitar a organização dos cabos que partem da traseira do computador, você pode adquirir organizadores de cabos, encontrados em algumas revendas de informática. Tratam-se de suportes que são presos na mesa, sobre os quais existem guias para fixação dos cabos. Desta forma os cabos ficam mais organizados e menos espalhados sobre o chão.
Computador no chão

Muitos usuários são tentados a manter o computador no chão, deixando assim, mais espaço livre na mesa de trabalho. Esta é uma das vantagens dos gabinetes tipo torre. Tome cuidado, pois este procedimento não é nada recomendável quando o chão é forrado por carpete ou tapete. A quantidade de poeira próxima ao chão é muito grande. Até quando uma pessoa anda pelo carpete, um pouco de poeira é levantada para o ar. Esses computadores tendem a ficar muito mais empoeirados internamente que os que ficam instalados sobre mesas. Por outro lado, é seguro manter o computador no chão desde que o piso seja de algum material que não acumule poeira (tacos, pedra, piso sintético) e que esteja sempre limpo.
Conectores não utilizados

Conectores não utilizados podem ser protegidos contra curto-circuitos. Por exemplo, em muitos PCs, alguns conectores da fonte de alimentação ficam sem uso. Este conector pode acidentalmente tocar sua parte metálica sobre os circuitos de alguma placa, causando um pequeno curto-circuito que resulta na danificação de componentes. Esses conectores não podem ser cobertos diretamente por nenhum tipo de fita, pois a cola gruda em seus contatos impossibilitando seu uso no caso de uma futura conexão. Nesses casos procede-se da seguinte forma:

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1) Coloca-se uma pequena tira de papel ou plástico cobrindo o contato a ser protegido. 2) A seguir coloca-se, preferencialmente, fita durex para prender a tira de papel (figura 5) Se você não quiser ter este trabalho, pelo menos prenda os cabos sem uso de tal forma que não fiquem soltos, com risco de tocar nas placas e causar um curto-circuito.
Figura 5
Protegendo conectores contra curtocircuitos.

Aperte os chips e conectores

Chips encaixados em soquetes podem, com o passar dos meses, serem lentamente desencaixados espontaneamente. Este imperceptível movimento pode ocorrer por dois motivos: Vibração – A vibração causada pelos diversos motores existentes em um PC (motores dos ventiladores, dos drives, do disco rígido, dos drives de disquete e drive de CD-ROM) podem fazer com que os chips, ao vibrarem de forma quase imperceptível em seus soquetes, sejam lentamente afrouxados ao longo dos meses. Dilatação térmica – Quando o PC é ligado, a corrente elétrica que passa pelos chips provocará um pequeno aumento de temperatura. Isso fará com que os chips sejam discretamente dilatados. Quando o PC é desligado, os chips esfriam e encolhem. Esses ciclos de aumento e diminuição de tamanho que ocorrem diariamente fazem com que os chips tendam a ficar frouxos em seus soquetes. O resultado do afrouxamento é o inevitável mau contato. Para evitar este problema, sempre que você abrir o computador para fazer uma limpeza semestral ou anual de contatos, ou então quando abrir para instalar alguma placa de expansão, aproveite para reapertar todos os chips que são encaixados em soquetes (o BIOS, por exemplo). Faça o mesmo com todos os conectores de cabos. Não precisa fazer isso toda vez que você abrir o computador, mas faça-o pelo menos uma vez por ano para evitar problemas.

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Rotina de check-up
Certos usuários nunca realizaram e nunca realizarão um check-up em seus computadores. Outros são extremamente cautelosos e realizam até mesmo check-ups diários. Em algum lugar entre esses dois extremos está o que é considerado seguro e sem ocasionar demasiada perda de tempo com testes. Sugerimos adotar o seguinte procedimento:
Diariamente

Testar a memória. Isto pode ser feito, simplesmente deixando que o BIOS teste a memória inteira, o que ocorre na contagem de memória realizada no instante em que o computador é ligado. Para isto, devemos deixar a opção ABOVE 1 MB MEMORY TEST, caso exista no CMOS Setup, habilitada. O usuário deve deixar que o memória seja testada até o fim, bastando para tal não pressionar a tecla ESC durante o teste da memória.
Semanalmente

Realizar um check-up normal. Podem ser usados programas como o Checkit, NDIAGS, PC-Check ou PC-Certify. Nesse check-up semanal não é necessário executar testes rigorosos. É apenas recomendável que seja executado um boot limpo para testar corretamente a memória e o disco rígido. Lembre-se que para testar corretamente a memória, deve ser desabilitada a memória cache através do CMOS Setup. Que sejam perdidos 15 minutos semanais com esses testes, vale muito a pena.
Mensalmente

Realizar um check-up rigoroso, usando um programa de diagnóstico. Esses programas possuem, sobretudo nos testes de memória e do disco rígido, opções mais rigorosas (e mais demoradas) e menos rigorosas (e mais rápidas). Esta é a hora de usar os testes com maior rigor. Uma ou duas horas perdidas nesses testes não farão diferença dentro de um mês, e valerão muito a pena.

Cuidados com os drives de disquetes
Podemos afirmar com muita certeza que os drives de disquetes são um ponto fraco do computador. São sujeitos a diversos problemas de ordem mecânica, além de sujeira que se acumula nas cabeças de leitura e gravação e em suas partes móveis. Devemos tomar cuidados especiais para que os drives funcionem de forma confiável.

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A figura 6 mostra o aspecto simplificado de uma cabeça de leitura e gravação. Na verdade são duas cabeças iguais, uma de cada lado do disquete. A cabeça permanece o tempo todo em contato com a superfície do disquete. Quando o disquete gira (apenas nas operações de leitura e gravação) existe atrito entre o disquete e a cabeça. Esse atrito, ao longo do tempo, provoca dois problemas: 1) desgaste do disquete 2) sujeira nas cabeças
Figura 6
Superfície de um disquete e uma cabeça de leitura e gravação

Infelizmente esses dois problemas são males necessários. O atrito entre a cabeça e o disquete é necessário, do contrário não seria possível realizar leituras e gravações. A poeira que entra no drive é uma conseqüência direta do fato do disquete ser um meio de armazenamento removível. Devemos tomar as devidas precauções para que esses efeitos negativos sejam minimizados. A superfície magnética do disquete não é uniforme, e sim, formada por um material adesivo impregnado de partículas magnéticas. Esse material adesivo é lentamente removido do disquete devido ao atrito, e passa a ficar agregado à cabeça. Esse efeito ocorre mesmo com disquetes novos. Os disquetes de melhor qualidade têm esse efeito muito reduzido, enquanto disquetes de qualidade inferior sofrem um desgaste muito mais acelerado. O disquete dura menos e a cabeça fica suja mais depressa.

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Figura 7

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Sujeira nas cabeças e deterioração da superfície magnétioa.

Existe ainda o problema do envelhecimento do disquete. Quando o disquete está para completar cinco anos de idade, a camada de adesivo que agrega as partículas magnéticas tende a se "esfarelar", aumentando ainda mais a sujeira na cabeça e colocando em risco os seus dados gravados nesses disquetes (figura 7). O melhor procedimento no caso é usar disquetes de boa qualidade e evitar o uso de disquetes velhos. A diferença entre o preço de um disquete "baratinho" e de um disquete de boa qualidade é muito pequena para justificar a economia. Disquetes de qualidade inferior apresentam um desgaste muito maior. Sua camada magnética é rapidamente desgastada, causando perigo aos dados e excesso de sujeira na cabeça. Aconselhamos o uso de disquetes das seguintes marcas: Basf Sony Dysan Maxwell 3M Fuji Memorex IBM TDK JVC

Outro problema sério é o uso de disquetes velhos. Os disquetes têm uma vida útil de, em média, 5 anos, mas existem usuários que utilizam disquetes com mais de 10 anos de idade! O uso de disquetes velhos ocasiona a perda dos dados gravados, e uma maior quantidade de sujeira nas cabeças de leitura e gravação. Cabeças sujas, por sua vez, fazem com que novos dados gravados em outros disquetes apresentem erros, mesmo em disquetes novos. Toda vez que você comprar disquetes, use uma caneta para retroprojetor (à venda em papelarias) para escrever em cada disquete, a data de compra. O ideal seria escrever a data de fabricação, mas na maioria das vezes o fabricante não coloca esta informação na embalagem. Você pode supor, com muita segurança, que os disquetes são novos, e foram vendidos pouco tempo após sua fabricação. A data não deve ser anotada sobre a etiqueta, e sim, sobre o corpo do disquete. Utilize então os disquetes da seguinte forma:
Idade do disquete Aplicação

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de 0 até 2 anos incompletos de 2 anos até 5 anos incompletos

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Esses são os disquetes considerados novos. Você deve usá-los no dia a dia, para fazer leituras e gravações freqüentes, backup, enviar dados e programas para outros usuários, etc. Esses disquetes ainda são considerados confiáveis, mas não devem ser usados para operações muito freqüentes. Podem ser usados para a gravação de dados que permanecerão muito tempo sem serem regravados. Por exemplo, podem ser usados para fazer backup de um software que você adquiriu. Esse backup ficará guardado e não será mais regravado. Quando um disquete completa 5 anos, deve ser jogado no lixo. Se o disquete contém dados importantes, deve ser copiado para um disquete mais novo e jogado fora. Depois desta cópia, devemos limpar as cabeças do drive.

5 anos

Não use disquetes velhos. Esses disquetes já estão com sua camada magnética em processo de esfarelamento e não vão suportar serem acessados muitas vezes. Não fique com pena de jogar o disquete no lixo. Levando em consideração o preço do disquete e o fato de que ele já lhe foi útil por 5 anos, não se deve ter nenhuma pena em trocar os disquetes velhos por novos. Existem outros agentes causadores de sujeira nas cabeças dos drives, além do atrito com os disquetes. A poeira, a umidade, a fumaça do cigarro e a gordura são inimigos do computador, inclusive das cabeças dos drives. A sujeira na cabeça faz com que seja diminuída a intensidade do sinal magnético lido, o que normalmente um drive consegue tolerar até certo ponto. Quando a sujeira é muita, começam a ocorrer os erros de leitura e gravação. Felizmente a limpeza das cabeças elimina, não apenas a sujeira causada pelo desgaste do disquete, mas também aquela causada pela poeira, gordura e fumaça do cigarro. A forma mais fácil de limpar a cabeça de leitura e gravação dos drives é com o uso de disquetes de limpeza (figura 8). São encontrados nas lojas de suprimentos para informática. É um disquete feito de um material abrasivo que realiza um leve "polimento" nas cabeças. A maioria dos kits de limpeza é composto de um disquete de limpeza e um frasco com álcool isopropílico. A utilização do kit de limpeza é muito fácil e rápida. Coloca-se um pouco do isopropanol sobre o disquete, insere-se no drive para que o mesmo realize um acesso de cerca de 5 a 10 segundos. Alguns colocam o disquete no drive e usam o comando "DIR", para que seja feito o acesso. Obviamente não existe nada gravado no disquete de limpeza. Este será acessado durante alguns segundos até que o sistema desiste e coloca uma mensagem de erro de leitura.

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O excesso de uso desse disquete pode, após alguns anos, causar o desgaste prematuro das cabeças do drive, já que funciona como uma espécie de lixa. Não exagere no seu uso. Ao invés de limpar semanalmente, como muitos aconselham, limpe uma vez por mês. Se você faz pouco uso de disquetes, limpe as cabeças do drive a cada 6 meses, mas se nessas poucas ocasiões você tem que acessar disquetes velhos, faça a limpeza com maior freqüênica, pois eles podem sujar as cabeças. Da mesma forma, ao invés de fazer acessos demorados, acesse o disquete de limpeza durante 5 ou 10 segundos apenas.
Figura 8
Kit de limpeza para drives de disquetes.

Se você quiser fazer a limpeza de uma forma ainda mais criteriosa e segura, faça o seguinte: 1) Mensalmente você deve submeter seu drive a algum programa de teste de drives. Nesse teste deve ser usado um disquete novo, para que você não fique na dúvida em caso de erros, sem saber se a culpa é do drive ou do disquete. Podem ser usados os programas de diagnóstico para fazer este teste. 2) Com esses programas, execute cerca de 5 minutos de testes com o drive. Se não for apresentado nenhum erro, seu drive está muito bem. Não precisa limpar as cabeças. 3) Se forem apresentados erros, realize a limpeza das cabeças. 4) Após a limpeza, repita o teste de leitura. Se o problema realmente era causado pela sujeira, os erros terão desaparecido.

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5) Se os erros não desaparecerem, o problema do drive é mais sério. Experimente fazer uma limpeza mais longa, mas se não resolver, desista. Seu drive pode estar desalinhado, e provavelmente precisará ser substituído. Um defeito que ocorre nos drives que é muito conhecido e muito temido pelos usuários é o chamado desalinhamento. Não é possível a um usuário comum, sem conhecimentos de eletrônica e mecânica, e sem os equipamentos adequados, fazer o alinhamento do seu próprio drive. O alinhamento deve ser realizado em empresas especializadas. O que o usuário pode fazer é cuidar bem do seu drive de forma a evitar o desalinhamento. Como atualmente os drives de disquetes são muito baratos, não vale mais a pena mandar alinhar um drive.

Protegendo o computador da poeira
A poeira é muito prejudicial ao PC. Pode ser a causadora de vários defeitos sérios:
    

Mau contato nos conectores e nos soquetes dos chips Defeitos mecânicos nos drives de disquetes Erros de leitura, ao sujar as cabeças dos drives Mau contato no teclado Problemas mecânicos na impressora

Felizmente todos esses problemas podem ser evitados com uma manutenção preventiva adequada. Basta adotar as seguintes medidas: 1) Uso de capas plásticas 2) Limpezas semestrais ou anuais A capa plástica pode ser adquirida em lojas de suprimentos de informática. Devem ser adquiridas capas para o gabinete, monitor, teclado e impressora. É importantíssimo que a capa seja plástica. Não serve a capa de tecido, pois acumula muita poeira e deixa passar a umidade para o computador. Também não devem ser usadas capas de tecido revestido por plástico, já que também acumula poeira. A capa deve ser 100% de plástico, nada de tecido. Enquanto o PC não estiver ligado as capas devem ser colocadas. Isso reduz drasticamente a quantidade de poeira no interior do equipamento. Muitos pensam que a maior parte da poeira entra quando o computador está ligado, pois quando está desligado não existe o sistema de ventilação puxando o ar. Isso é errado, pois mesmo sem a entrada de ar causada pelo

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sistema de ventilação, a poeira fica sempre viajando pelo ar, tentando se distribuir de maneira uniforme. Quando o computador é desligado e a ventilação para, a poeira do seu interior é depositada sobre seus circuitos. Isso faz com que o ar do interior do computador fique com menos poeira. Imediatamente as partículas de poeira do ambiente passam a entrar por todas as frestas existentes no gabinete. Basta observar o interior de um aparelho de televisão. A televisão não possui sistema de ventilação e mesmo assim fica muito empoeirada internamente. A poeira não precisa de convite para entrar. Qualquer fresta ou orifício é suficiente para que seja estabelecido um fluxo de poeira que se acumula no interior do equipamento. A capa plástica é a única forma de cortar este fluxo. Ao contrário do que muitos pensam, não é necessário esperar alguns minutos com o computador desligado antes de colocar as capas. Podem ser colocadas imediatamente, logo após o desligamento. As capas devem ser limpas semanalmente, por dentro e por fora, com um pano ligeiramente úmido. O mesmo deve ser feito com a parte externa do gabinete, teclado, impressora, monitor e com a mesa onde o computador está instalado. Mesmo com o uso da capa plástica, uma certa quantidade de poeira ainda entra no computador, nos períodos em que o equipamento está ligado. Não podem ser usadas capas com o computador ligado, o que causaria um superaquecimento dos seus componentes. Portanto, a capa plástica não impede totalmente que a poeira entre no computador, pois a poeira entrará nos períodos em que estiver ligado. Esta poeira precisa ser regularmente limpa. Você mesmo pode fazer esta limpeza, a cada 6 meses, ou mesmo a cada 12 meses. É claro que para isto é preciso saber desmontar e montar novamente o computador, coisa que já foi ensinada neste livro. A capa plástica ideal é aquela que cobre o computador por todos os lados. Infelizmente existem no mercado muitas capas plásticas para gabinetes tipo "torre", que são totalmente abertas na parte traseira. A razão disso, segundo as confecções, é para que a capa não atrapalhe os fios que estão conectados na parte traseira do computador. A verdade é que, com a parte traseira do computador totalmente aberta, haverá um grande fluxo de poeira e umidade entrando no computador. Se você não acredita, experimente abrir um saco de biscoitos, deixando-o aberto por uma noite inteira. No dia seguinte, todos os biscoitos estarão moles devido à umidade, e não apenas o que estava exposto (por que não foi acreditar em mim, você estragou os biscoitos!). Capas plásticas que deixam a parte traseira do computador aberta servem apenas para evitar que o exterior do computador fique empoeirado. Caso você não esteja encontrando uma capa que cubra também a parte traseira

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do computador, o jeito é comprar duas capas e costurar ou colar uma na outra para que a parte traseira fique também vedada. Uma outra dificuldade é encontrar capas para gabinetes torre tamanho médio (midi tower) e grande (full tower), já que os gabinetes mini-torre são predominantes. Se você tiver dificuldades, uma boa solução é contratar os serviços de uma costureira.

Protegendo o computador da umidade
Além de poeira, a umidade é uma grande causadora de maus contatos. Um computador pode apresentar defeitos após um ou dois anos de uso caso não sejam tomadas as devidas providências. A mistura de poeira com umidade é ainda mais nociva para o computador. Substâncias existentes na poeira, como o enxofre, produzem acidez ao entrarem em contato com a umidade. A poeira ácida pode provocar defeitos no computador em uma questão de alguns meses. Já vimos o que fazer para proteger o computador contra a poeira. Agora veremos o que fazer em relação à umidade. Trata-se de um problema muito sério em regiões litorâneas ou florestais. Para combater a umidade são usadas as seguintes armas:
  

Capas plásticas Sílica Gel Limpezas anuais com spray limpador de contatos

A capa plástica, além de proteger o computador da poeira, protege também da umidade. Além disso é necessária para que a ação da sílica seja eficaz. A sílica é uma substância sólida, com o aspecto similar a areia branca. Também pode ser encontrada na forma de pequenas pedras azuis, do tamanho de grãos de arroz. Possui a propriedade química de atrair para si toda a umidade ao seu redor (é uma substância higroscópica). Normalmente produtos sensíveis à umidade possuem em suas embalagens um pequeno saquinho com sílica. É o caso de câmeras fotográficas, material de uso hospitalar e placas eletrônicas. A sílica pode ser adquirida em casas de material químico. No Rio de Janeiro é encontrada na Casa B. Herzog (rua Miguel Couto, 131 tel.: (021)233-7060). A Herzog também vende através dos correios, enviando a sílica para todo o Brasil. Pode ser adquirida em embalagens de vários tamanhos: 120 gramas, 500 gramas e até 1 kg. 120 gramas é uma quantidade suficiente para um computador, teclado, gabinete e impressora, mas você pode adquirir pacotes de 500 ou 1000 gramas para dividir entre vários computadores.

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Figura 9

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Colocando a sílica em saquinhos de papel poroso.

A quantidade mínima recomendada de sílica é 1 quilo para cada metro cúbico de ar do recipiente a ser protegido. Usando as medidas típicas de um gabinete de PC (50 cm x 40 cm x 15 cm) determinamos seu volume: 0,5 m x 0,4 m x 0,15 m = 0,03 metro cúbico, o que indica que são necessários 30 gramas de sílica. Podemos dividir o saquinho de sílica em três partes iguais para o gabinete, monitor e impressora. Podemos usar uma quarta porção bem menor para proteger o teclado. Façamos então 4 pacotes de sílica. Os pacotes devem ser feitos de papel poroso, como um guardanapo ou coador de café, ambos de papel. Não devem ser usados sacos plásticos, pois o plástico isolaria a sílica do ambiente, impedindo a sua ação. Os pacotes devem ser embrulhados e fechados com cola. Poderia ser usada a fita durex para fechar os saquinhos, mas em muitos casos a fita se desprende com o tempo, espalhando sílica no interior do computador. A casa Herzog comercializa um pacote com 100 gramas, no qual existem 4 saquinhos de 25 gramas cada.

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Os saquinhos de sílica de B. Herzog.

Os saquinhos devem ser colocados no interior do gabinete, do monitor, da impressora e do teclado, como mostra a figura 11. Devem ser presos com uma fita adesiva bem firme em um local qualquer, desde que seja longe da fonte e longe dos circuitos e do disco rígido, pois o calor faz a umidade ser expulsa da sílica.
Figura 11
Colocando os saquinhos com sílica no computador.

O ideal é colocar os saquinhos de sílica presos no interior do gabinete, do monitor, do teclado e da impressora. Entretanto, muitos usuários não têm intimidade suficiente com o hardware para abrir o equipamento e instalar a sílica. Neste caso, duas soluções podem ser tomadas. A melhor delas é contratar um técnico de confiança para colocar a sílica no interior do equipamento. Este técnico poderia fazer uma visita semestral para trocar (ou reciclar) a sílica, limpar a poeira e fazer uma limpeza geral de contatos, de 6 em 6 meses. Uma outra solução que não é tão boa, mas é aceitável, é simplesmente não colocar a sílica no interior dos equipamentos, e sim, presos estrategicamente em sua parte externa. Por exemplo, os saquinhos de

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sílica podem ser presos na parte lateral da base do monitor, na parte traseira do gabinete, na parte traseira da impressora e na parte traseira do teclado. Ao serem colocadas as capas plásticas sobre o equipamento, a sílica passa a absorver a umidade, com uma intensidade quase igual à da sílica que estaria colocada no interior dos equipamentos. Quando o computador está ligado, a sílica passa a absorver a umidade ao seu redor. Boa parte da umidade que atacaria as placas fica agregada à sílica. Quando o computador é desligado e é colocada a capa plástica, a umidade continua a ser absorvida até que desaparece quase totalmente. A umidade continua a entrar por baixo das capas plásticas, mas em uma quantidade muito pequena. A figura 12 compara a quantidade de umidade em três computadores: (A) sem capa e sem sílica; (B) sem capa e com sílica; (C) com capa e sílica. As setas indicam a entrada de umidade. Os pontos representam a concentração de umidade no ar. Como podemos ver, o uso de sílica sem as capas plásticas não traz quase proteção alguma ao equipamento. O único computador da figura 12 que está realmente protegido é o (C), onde são usadas simultaneamente a sílica e as capas plásticas.
Figura 12
A ação da sílica e da capa plástica.

Depois de alguns meses a sílica fica saturada. Isto significa que absorveu tanta umidade que já não funciona mais. Quando isso acontece, a sílica branca passa a ficar amarelada, e a sílica azul fica rosada. Normalmente isso ocorre depois de alguns meses. Em locais onde a umidade relativa do ar é muito grande (onde chove muito, orla marítima, regiões florestais), a saturação ocorre antes, por exemplo, em 3 meses. Uma vez saturada, a sílica deve ser substituída por nova ou reciclada. Para fazer a reciclagem, coloca-se toda a sílica em um recipiente de vidro usado para assar alimentos no forno. Liga-se o forno médio e uma vez quente coloca-se a sílica no recipiente de vidro, deixando a porta do forno ligeiramente aberta para que a umidade

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saia. O calor fará com que a água acumulada evapore totalmente. A sílica volta a ter sua cor original e está pronta para mais alguns meses de uso. Esse processo pode ser repetido a cada 6 meses, ou seja, você compra a sílica uma vez e passa a usar por anos seguidos. Infelizmente a sílica não consegue eliminar 100% da umidade que incide sobre o computador. Uma pequena quantidade ainda sobra e ataca os contatos elétricos. A diferença é que, com o uso da sílica e capas plásticas, ao invés de surgir mau contato depois de 2 anos, surgirá depois de 5 anos ou mais. Para melhorar mais ainda a situação e fazer com que o mau contato causado pela umidade nunca ocorra, deve ser feita semestralmente ou anualmente uma limpeza geral de contatos. Desmonta-se o computador, realiza-se a eliminação da poeira e usa-se o spray limpador de contatos para limpar conectores, soquetes, "pernas" de chips, teclado, etc.

Cuidados com o monitor
Os maiores cuidados que devem ser tomados com o computador são a proteção contra a poeira e a umidade, o uso de uma boa rede elétrica, evitar o "liga-desliga" excessivo e desligar o equipamento antes de fazer conexões e desconexões. Esses cuidados se aplicam para todos os seus dispositivos e periféricos, como monitor, teclado, mouse, scanner, impressora, etc. Além desses cuidados gerais, alguns cuidados específicos devem ainda ser tomados com cada dispositivo. Vejamos então quais são esses cuidados, começando pelo monitor. Os monitores aquecem muito, já que trabalham internamente com tensões bem elevadas. A maioria dos monitores de 14” consomem cerca de 100 watts, enquanto os modelos de 17” chegam perto dos 150 watts. Já os velhos monitores monocromáticos de 14” consomem bem menos, raramente ultrapassando os 30 watts. Devido a este aquecimento, a parte traseira do monitor deve estar bem ventilada. Isto não significa que deva ser colocado um ventilador, mas deve ser evitado colocar o monitor em locais onde o ar fique represado, cercado por paredes laterais e prateleiras superiores. O ar quente deve ter livre acesso para subir, dissipando o calor gerado pelo monitor. Muito cuidado deve ser tomado, pois alguns usuários "talentosos" usam produtos químicos diversos para limpar a tela. Alguns usam álcool puro, outros usam detergentes fortes, com amoníaco. Para limpar a tela, use um pano limpo, umedecido com uma mistura de água com um pouco de álcool.

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Use um pano umedecido nesta solução para limpar as partes externas do monitor. Existe um produto de limpeza chamado LIMPLEX, próprio para limpar a parte externa de computadores, monitores, impressoras e equipamentos de informática em geral. Pode ser encontrado em lojas de suprimentos para informática.
Figura 13
Pasta LIMPLEX para limpeza de computadores.

Outra providência muito importante para a saúde do monitor é evitar o brilho excessivo. Um brilho moderado resultará em uma vida mais longa para o tubo de imagem do monitor. Com muito brilho, a imagem perderá qualidade, passando a apresentar cores pálidas dentro de poucos anos. Lembre-se que ao contrário do PC, que em geral é substituído a cada 2 ou 3 anos, um monitor é utilizado durante um período muito maior, e devemos cuidar bem dele. Um outro efeito negativo sobre a tela é a exibição de imagens estáticas por longos períodos de tempo. Isto faz com que as imagens exibidas por muito tempo fiquem marcadas permanentemente na superfície da tela, além de apresentar cores pálidas e de baixo contraste. Para que isto não aconteça, devemos usar programas que apagam ou escurecem a tela em períodos de inatividade. Esses programas são chamados de screen savers (economizadores, ou protetores de tela). Ao detectarem um período de alguns minutos de inatividade no teclado e no mouse, esses programas passam a apresentar imagens em movimento, o que evita a deterioração da tela. Dentro do Windows existem diversos protetores de tela que podemos utilizar. Os melhores protetores de tela são aqueles que deixam a tela quase totalmente preta, com algum tipo de figura obrigatoriamente em movimento. Quanto maior for a área da tela mantida escura, melhor será a economia do tubo de imagem. Certos protetores não apresentam telas escuras, e sim, supercoloridas, com cores berrantes. Esses programas não economizam a tela, mas fazem que seu desgaste seja pelo menos uniforme, evitando

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manchas escuras na imagem, mas não evita que as cores se tornem pálidas com o passar dos anos.
Figura 14
Protetores de tela inadequados.

A figura 15 mostra alguns protetores de tela não recomendáveis. O labirinto 3D não deixa a tela descansar, mas pelo menos a desgasta por igual. Os outros três protetores são piores, porque deixam imagens estáticas na tela.
Figura 15
Bons protetores de tela.

Os protetores mostrados na figura 15 são considerados ideais. A tela fica quase toda escura, e as partes que não são pretas permanecem em movimento constante. Um outro bom protetor de tela é o “Objetos voadores”, também chamado de Starfield Simulation, no qual temos a tela toda preta e uma seqüência de estrelas, como se vistas por uma nave espacial. Esses protetores têm a vantagem de, além de economizarem a tela, resultarem também em economia de energia.

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Finalmente, a economia da tela pode ser também feita à moda antiga. Há anos atrás, quando não existiam os protetores de tela, o usuário simplesmente atuava sobre o botão de brilho do monitor, escurecendo a imagem. Este procedimento pode ser perfeitamente utilizado, e a economia que proporciona é ainda maior que a dos protetores de tela. O único cuidado a ser tomado é que algumas pessoas, ao verem a tela totalmente escura, pensam que o computador está desligado, o que pode, algumas vezes causar pequenos transtornos. Por exemplo, certa vez um usuário comandou a saída de uma longa listagem, diminuiu totalmente o brilho da tela e foi fazer um lanche. Seu amigo, ao ir embora, viu a tela apagada e pensou que o computador estava desligado. Desligou então o estabilizador de voltagem, causando o desligamento do computador e a parada da listagem.

Cuidados com o teclado
A proteção do teclado contra a poeira e a umidade é feita através de uma capa apropriada, conforme já foi abordado neste capítulo. Outros cuidados porém devem ser tomados com o teclado, para prolongar sua vida útil: a) Não comer e nem beber perto do teclado. É comum o caso de usuários desastrados que deixam cair café sobre o teclado. Outros deixam cair, por exemplo, farelos de biscoito. b) Pressionar as teclas com educação. Alguns usuários, talvez ansiosos ou irritados com o computador, batem com muita força ao pressionar as teclas. c) Evitar flexionar demais o cabo do teclado. Alguns usuários têm o triste hábito de mudar o teclado de lugar a todo instante, colocando-o sobre o colo, depois de volta na mesa, depois chegam o teclado para o lado para abrir espaço na mesa. Isso tudo resulta em flexionamento excessivo do cabo do teclado, o que provoca mau contato devido ao rompimento de fios. d) Se você é adepto dos jogos, ou tem um computador doméstico e filhos que gostam de jogar, considere seriamente a possibilidade de comprar um joystick para o seu computador. Além de ser muito melhor para jogar que o teclado, o joystick evitará que o teclado seja estragado devido aos maus tratos que normalmente sofrem durante os jogos, principalmente os de luta e combate. e) Quando for realizada uma limpeza de poeira no seu computador, deve ser também feita uma limpeza no teclado. Esta limpeza pode ser feita, por

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exemplo, uma vez por ano. O teclado deve ser aberto, suas teclas devem ser todas retiradas e a poeira e sujeiras devem ser limpos com um pincel seco ou mini-aspirador.

Cuidados com o mouse
O maior inimigo do mouse é também a sujeira, mas seus botões também podem ser danificados por usuários descuidados. Os cuidados a serem tomados são os seguintes: a) Os botões do mouse devem ser apertados com educação. Alguns usuários apertam os botões com violência, danificando-os a curto prazo. b) A maioria dos jogos podem ser comandados pelo mouse. No caso de jogos de estratégia, não há nada de mal nisso, mas em jogos de ação, onde os botões do mouse são usados, por exemplo, para atirar, o mouse terá seus botões danificados em pouco tempo. c) A superfície onde o mouse é movimentado deve estar sempre limpa e isenta de poeira. O mouse tem uma tendência muito grande de captar poeira através de sua esfera, o que resulta em falhas no seu funcionamento. d) Na ocasião da limpeza de poeira, a esfera do mouse deve ser retirada e limpa, inicialmente com um pano seco e isento de sujeira, e depois, lavada com água morna. A esfera não deve ser limpa com produtos de limpeza, mesmo aqueles que se dizem neutros. Use apenas água morna. Dentro do mouse existem rodinhas que são movidas pela esfera. Essas rodinhas sempre acumulam sujeira, e também devem ser limpas com uma pinça. É também muito bom abrir o mouse para eliminar a poeira do seu interior, com a ajuda de um pincel ou míni-aspirador.

Cuidados com o scanner
O scanner de mesa deve ser protegido por uma capa plástica e pela sílica gel, assim como ocorre com as impressoras. O scanner manual deve também estar protegido contra a poeira. Se uma pequena partícula de poeira entra nesse scanner e é depositada no espelho que reflete a imagem para o sensor ótico, as figuras capturadas pelo scanner apresentarão linhas verticais escuras. Enquanto o scanner manual não estiver em uso, é altamente recomendável que fique dentro de um saco plástico bem vedado, protegendo-o da poeira. ///////// FIM //////////

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Este capítulo é igual ao do hardware total (Manutenção preventiva), até o item “Cuidados com o scanner”, inclusive. Do item “cuidados com a impressora” em diante, foi tudo retirado.
/////////// FIM //////////////

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