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Matemática
Matemática

Alexmay Soares, Cleiton Albuquerque,


Fabrício Maia, João Mendes e Thiago Pacífico
e suas Tecnologias
08
Caro Estudante
ções de in-
ridades, estabelecer rela
po rta me nto de fen ômenos, descrever regula mo de rno con ceito de
A necessidade de compre
ender o com , gra du alm en te, a humanidade ao
r, quantificar e generali
zar con du ziu “fórmula matemática”.
terdependência, qualifica ior uti lida de do que a noção comum de onen-
a forma mais precisa e de ma quadrática, funções exp
função. Tal conceito é um das pri nci pa is fun çõe s matemáticas: função
aremos algumas
Neste fascículo, abord
mi cas e as trigonométricas.
ciais, funções logarít
Bons estudos!

Objeto do Conhecimento

Função Quadrática
Resumo gráfico
As aplicações da função quadrática abrangem situações Com a > 0 (nesse caso, dizemos que a parábola possui
do meio social, relações de mercado e capital, engenha- concavidade voltada “para cima”).
ria, economia, saúde, transportes, indústrias, artes, energia,
∆<0 ∆=0 ∆>0
problemas de otimização etc. y y y

Definição
Toda função f: R → R definida por f(x) = ax2 + bx + c, em
que a, b e c são números reais e a ≠ 0, recebe o nome de x1 x2
x
x x
função quadrática. x1 = x2
Pode-se interpretar a função quadrática como sendo uma
transformação do número real x no número real ax2 + bx + c. Com a < 0 (nesse caso, dizemos que a parábola possui
Em símbolos: concavidade voltada “para baixo”).
x  ax 2 + bx + c ∆<0 ∆=0 ∆>0
y y x1 = x2 y
x x x1 x2
Raízes da função quadrática x

As raízes de uma função são os valores que a variável x


pode assumir de modo que f(x) = 0. Geometricamente, as
raízes de uma função representam as abscissas das coor-
denadas dos pontos nos quais o gráfico da função inter-
secta o eixo-x. Uma função quadrática, cujo gráfico é uma Para o traçado do gráfico de funções quadráticas, é útil
parábola, pode possuir até duas raízes reais, geralmente lembrar que as coordenadas do vértice da parábola são
designadas por x1 e x2. Seus valores podem ser obtidos dadas por:
através da fórmula de Bhaskara.  −b − ∆ 
,
Vértice =  2a 
4a 

Forma fatorada
Se os valores x1 e x2 representam as raízes de uma
função quadrática y = ax2 + bx + c, então pode-
mos reescrevê-la na forma fatorada: y = a·(x – x1)·(x – x2),
O valor de = b2 – 4ac determina, portanto, o número em que a é denominado coeficiente dominante.
de raízes reais de uma equação do 2º grau e, por esse mo- Essa forma é especialmente útil para determinar a função
tivo, é chamado discriminante da equação. quadrática em estudo quando possuímos as suas raízes.
Determinar as relações de interdependência entre as va-
Interpretação do discriminante riáveis é uma das habilidades mais cobradas pelo Enem.
1º caso: se > 0, então haverá duas raízes reais diferentes.
Acompanhe no exemplo como utilizar a forma fatorada
2º caso: se = 0, então as duas raízes serão reais e iguais.
para obter a função quadrática desejada.
3º caso: se < 0, então não haverá raízes reais.

114
Exemplo: 2º caso: a < 0
ponto máximo
A figura mostra um arco parabólico ACB de altura
CM = 16 cm, sobre uma base AB de 40 cm. M é o ponto
médio de AB.
C

a<0
Nesse caso, como a concavidade da parábola está vol-
 −b − ∆ 
 , 
A M B
tada para baixo, seu vértice V = 2a 4a  representa um
ponto de máximo, o ponto mais alto da parábola.
Tomando o ponto A como origem de um sistema cartesia- Dessa forma, yV representa o maior valor da função,
no, teremos a figura abaixo: dado por:
y C (20, 16)

Observação importante:
Interpretar corretamente o texto é essencial para respon-
x
der com sucesso a questão. Assim, observe que a abscissa
A (0, 0) M (20, 0) B (40, 0)
do vértice da parábola, isto é, não representa
Assim, as raízes de tal função são 0 e 40. Dessa forma,
pode-se aplicar a forma fatorada: nem o máximo, nem o mínimo valor da função. O valor
está relacionado à condição necessária para se atingir o
y = a(x – x1) (x – x2) ⇒ y = a(x – 0) (x – 40) ⇒ y = a(x2 – 40x). extremo da função (máximo ou mínimo). Isto é,

Como f(20) = 16, temos: é a condição (ou circunstância) para termos o máximo (ou
mínimo) valor da função. Acompanhe o quadro-resumo
−1
16 = a(202 – 40 · 20) ⇒ 16 = – 400a ⇒ a = abaixo.
25
−∆ representa o mínimo, se a > 0
 

Logo, a função procurada é: yV =


2
4a representa o máximo, se a < 0
−1 . 2 −x 8x
y= ( x − 40 x ) ⇒ y = +
25 25 5 −b representa a condição para se atingir o mínimo, se a > 0
xV =
2a representa a condição para se atingir o máximo, se a < 0

Máximos e mínimos em função Por fim, note que se o exercício cobrar o máximo (ou
quadrática mínimo) valor da função quadrática, você deve calcular
Para a função f(x) = ax2 + bx + c, temos dois casos a consi- . Entretanto, se a questão perguntar sobre uma
derar com relação ao coeficiente a.
condição (ou circunstância) em que se obtém o máximo
1º caso: a > 0 (ou mínimo) valor da função quadrática, você deve calcu-

a>0
lar

Em qualquer caso, a parábola que representa a


função y = ax2 + bx + c intersecta o eixo-y no pon-
to de coordenadas (0, c) e apresenta uma simetria
em relação à reta vertical que passa por seu vértice
(ou seja, a reta cuja equação é ). Acompanhe a ilus-
tração a seguir.
ponto mínimo b
y eixo de simetria: x =
Nesse caso, como a concavidade da parábola está vol- 2a
 −b − ∆ 
,
tada para cima, seu vértice V =  2a 4a  representa um
ponto de mínimo, o ponto mais baixo da parábola. (0, c)
Dessa forma, yV representa o menor valor da função,
dado por:
x
0 x1 xv x2
yv
v

Universidade Aberta do Nordeste 115


Exemplo:
Para Fixar
Um posto de combustível vende 10 000 litros de álcool
por dia a R$ 1,50 cada litro. Seu proprietário percebeu que, |C5-H20|
para cada centavo de desconto que concedia por litro, 01. A luz não influi na respiração das plantas. Mantendo-se
eram vendidos 100 litros a mais por dia. Por exemplo, no a planta em ambiente com O2 e temperatura constante, a
dia em que o preço do álcool foi R$ 1,48, foram vendidos respiração é a mesma nas várias horas do dia. A fotossíntese
10 200 litros. Dessa forma, considerando x o valor, em cen- é influenciada pela quantidade de luz que a planta recebe.
tavos, do desconto dado no preço de cada litro, o valor Medindo-se o volume de O2 que a planta produz, obtém-se a
V, em R$, arrecadado diariamente com a venda do álcool, curva da fotossíntese indicada adiante.
pode ser obtido pela relação:
(1,50 – x /100): preço do litro de combustível, em reais.

volume de gás eliminado


(1500 + 100x): quantidade vendida diariamente.
Então:
(
Uma vez que o valor arrecadado (receita) é uma
função quadrática com a concavidade voltada para 0 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 24
baixo, a receita terá um valor máximo, e o des- Horas do dia

conto necessário para que a receita seja máxima é Seja t ∈[0, 24), a opção que contém a função quadrática que
, isto é, se o proprietário conce- melhor modela o volume V(t) de O2 produzido através da
fotossíntese ao longo do dia é:
der 25 centavos de desconto por litro de combustível e,
a) , em que k é uma
consequentemente, vendê-lo a R$ 1,25, obterá a maior
receita possível, ou seja, atingirá o valor máximo que é constante real e negativa.
b) V(t) = k(t2 + 24t + 12), em que k é uma constante positiva.
[ ]
c) , em que k é uma cons-
tante real e negativa.
Questão Comentada d) V(t) = k(t2 + 24t + 144), em que k é uma constante negativa.

|C5-H21| e) , em que k é uma cons-


Uma pequena localidade é abastecida com água ex- tante real e positiva.
traída de 6 poços, cada um possuindo uma vazão de
1 100 litros de água por hora. Dessa forma, a vazão total é de |C5-H21|
6 600 litros de água por hora. A prefeitura dessa cidade pretende 02. Uma distribuidora de produtos alimentícios, ainda não im-
aumentar o número de poços. Porém, para cada poço adicional plantada, deseja fornecer seus produtos para as cidades A,
perfurado, estima-se que a vazão por poço diminui em 25 litros por B, C e D, situadas ao longo da mesma rodovia. A cidade A
hora. Por exemplo, com um poço adicional perfurado, a vazão de está situada no quilômetro 10 da rodovia; a cidade B, no qui-
cada um dos 7 poços fica em 1 075 litros por hora, assim, a vazão lômetro 20; a cidade C, no quilômetro 80 e a cidade D, no
total passa a ser 7 525 litros de água por hora. quilômetro 130.
A quantidade de poços adicionais a serem perfurados de modo
que a vazão total seja a maior possível é: km 0 km 10 km 20 km 80 km 130
a) 16 b) 17 c) 18
d) 19 e) 20
Solução comentada:
De acordo com os dados, podemos escrever a vazão total como ;
Vazãototal = (quantidade de poços) · (vazão de cada poço). Seja n
a quantidade de poços adicionais, temos:
A B C D
Vazãototal = (1100 – 25n) · (6 + n) ⇒ Vazãototal = – 25n2 + 950n + 6 600
Os custos do transporte da distribuidora para as ci-
Trata-se de uma função quadrática e seu gráfico é uma parábola dades A, B, C e D são dados respectivamente por
de concavidade voltada para baixo, assim, haverá um ponto de (x – 10)2, (x – 20)2, (x – 80)2 e (x – 130)2, em que x é a posição
máximo. A quantidade de poços adicionais a serem perfurados (medida em quilômetros, a partir do Km 0) onde deverá ser
de modo que a vazão total seja a maior possível representa uma instalada a futura distribuidora.
condição para se atingir o máximo e, dessa forma, devemos cal- Considerando que o proprietário deseja minimizar os custos
com transportes, o quilômetro onde a distribuidora deverá
cular o . Logo, n = = 19 poços. ser construída é:
a) 0 b) 20 c) 60
Resposta correta: d d) 80 e) 100

116
•• a
Fique de Olho

aNtENas, radarEs, farÓIs E parÁbOLas


Quando um satélite artificial é colocado em uma ór-
bita geoestacionária, ele emite um conjunto de on-
das eletromagnéticas que podem ser captadas por
antenas ou radares na Terra. O que talvez você não
saiba é que esses objetos são construídos tendo a pa-
rábola como referência, isto porque tal curva possui guia direcional

propriedades geométricas extremamente úteis. Na


construção de antenas parabólicas, radares ou faróis,
a propriedade mais explorada é a reflexiva. Quando
um feixe de raios luminosos incide paralelamente ao O prato curvo focaliza as ondas de rádio que chegam para a guia direcional.
eixo de simetria de uma superfície paraboloide espe-
lhada, sua reflexão ocorre de forma a fazer convergir A secção de um farol de um automóvel tem o formato de
os raios em um único ponto. Da grande quantidade uma parábola (a superfície espelhada é um paraboloide). A
de calor produzido nesse ponto, surgiu o nome foco lâmpada situada no foco, quando acesa, emite raios lumi-
(em latim focus significa fogo). Como os sinais recebidos nosos que, após incidirem sobre a parábola, serão refleti-
(ondas de rádio ou luz) são muito fracos, é necessário cap- dos numa mesma direção, segundo retas paralelas ao eixo
tá-los e concentrá-los em um único ponto para que sejam de simetria da parábola.
naturalmente amplificados. Portanto, a superfície da ante- Sup. espelhada
na ou do espelho deve ser tal que todos os sinais recebidos
de uma mesma direção sejam direcionados para um úni- F
co ponto após a reflexão. Aplica-se o mesmo princípio na
construção de espelhos para telescópios, antenas de radar,
antenas parabólicas e faróis.
Farol de um automóvel Secção de um farol

Objeto do Conhecimento

Função Exponencial e Logarítmica


As funções exponenciais e logarítmicas ocupam lugar 1º caso: se b > 1, então a função é crescente, isto é:
de destaque em todas as áreas do conhecimento, desde x > y ⇔ bx > by
estudos relativos a taxas de crescimentos, nascimentos e
morte de indivíduos de uma população (animais ou plan- Gráfico
tas) até a propagação de doenças em sistemas epidemio- y
lógicos, todos constituem casos típicos de situações cuja
modelagem é feita através de funções logarítmicas e ex-
ponenciais.

Definição da função exponencial


A função f: R → R dada por f(x) = bx (com b ≠ 1 e b > 0)
é denominada função exponencial de base b e definida
para todo x real.
Se x = 0, então y = b0 = 1, isto é, o par ordenado (0, 1) sa-
1
tisfaz a lei y = bx. Isso quer dizer que o gráfico de qualquer
função desse tipo intersecta o eixo y no ponto de ordena-
da 1. x
0
Com relação à base b, há dois casos a considerar:
f é crescente

Universidade Aberta do Nordeste 117


2º caso: 0 < b < 1, então a função é decrescente: Exemplos
x > y ⇔ bx < by 1º) log2 16 = 4, pois 24 = 16
Gráfico 2º) log3 9 = 2, pois 32 = 9
y 3º) log7 1 = 0, pois 70 = 1

Decorrências da definição
Alguns logaritmos, pelo fato de que vamos encontrá-los
muitas vezes, devem ter seus valores rapidamente reco-
nhecidos. São logaritmos cujos resultados decorrem de
maneira imediata da definição.
1 Consideradas satisfeitas todas as condições de existência,
x temos:
0
1ª decorrência: loga 1 = 0
f é decrescente Pois qualquer que seja a base a elevada ao expoente 0,
Uma generalização são as funções com a forma apresenta resultado igual a 1.
 
. Nessas funções o coeficiente a é frequen-
2ª decorrência: loga a = 1
temente associado ao valor inicial da função, pois Pois qualquer que seja a base a elevada ao expoente 1,
apresenta resultado igual a a.
 
Por sua vez, para cada aumento de k unidades
3ª decorrência: loga aa = a
no valor de x, a função é multiplicada pelo fator b.
Pois a é justamente o expoente que devemos colocar na
Essa compreensão dos coeficientes das funções do tipo
base a para obtermos o resultado aa.
é de fundamental importância para montagem  

rápida de modelos exponenciais. Acompanhe o exemplo 4ª decorrência: aloga N = N


a seguir. Pois logaN é, por força de definição, justamente o expoente
que devemos colocar na base a para obtermos o resulta-
Exemplo: do N.
Um agricultor está sofrendo com a infestação de
determinada espécie de formiga que está des- Propriedades
truindo sua plantação. Após buscar a ajuda de um A partir da definição, podemos desenvolver algumas uti-
especialista, este recomenda a aplicação de certo in- lizações frequentes dos logaritmos e transformá-las em
seticida, explicando que, após seu uso, a população propriedades que passaremos a estudar.
dessas formigas será reduzida à metade a cada 5 dias. Considerando os números reais positivos  a, N  e  M, com
A população inicial de formigas é estimada em 30 000 a ≠ 1:
espécimes. A partir dessas informações, podemos escre- P1:
ver a população de formigas em função do
tempo t, medido em dias, transcorrido após a aplicação P2:
do inseticida. Nessa função temos a = 30 000 (popula-
P3:
ção inicial), temos também (pois a população
P4:
reduzida à metade
dessas formigas é 1
). Portan-
b=
2
P5: Mudança de Base
to, a população de formigas poderá ser estimada pela lei , onde a é uma base convenientemente

P(t) = 30 000 · escolhida.

Logaritmos Função Logarítmica


Definição Definição
Dados os números reais N, a e a, com N > 0, a > 0 e a ≠ 1, o É toda função f: R+* → R na forma f(x) = loga x, em que,
expoente a que colocamos na base a para obtermos o nú- a > 0 e a  ≠ 1.
mero N é chamado logaritmo de N na base a. Em símbolos: Para a > 1, tal função é crescente. Acompanhe o gráfico na
página seguinte.
A nomenclatura usada é a seguinte:
N – logaritmando ou antilogaritmo
a – base (quando a base é omitida, diremos que a base é 10)
a – logaritmo

118
y Solução comentada:
y = logax
De acordo com a fórmula o valor da lumino-
sidade na superfície é 1000 luxes. Como o mergulhador não
consegue trabalhar sem luz artificial quando essa luminosidade
fica inferior a 10% de seu valor na superfície, então devemos ter:
1
(a > 1)
1 a x

Resposta correta: d

Para 0 < a < 1, tal função é decrescente. Acompanhe o grá-


fico abaixo. Para Fixar
y
|C5-H22|
03. O valor de certo equipamento, comprado por R$ 60 000,00,
y = logax
é reduzido à metade a cada 15 meses. Assim, a equação
(0 < a < 1) V (t) = 60 000 · , onde t é o tempo de uso em meses e
1 V(t) é o valor em reais, representa a variação do valor desse
equipamento. Com base nessas informações, é correto afir-
mar que o valor do equipamento após 45 meses de uso será
igual a:
a 1 x a) R$ 3 750,00
b) R$ 7 500,00
c) R$ 10 000,00
d) R$ 20 000,00
e) R$ 15 000,00

|C5-H20 e H-21|
Logaritmo natural 04. A inflação anual de um país decresceu no período de sete
O  logaritmo natural  ou  logaritmo neperiano  é o  logarit- anos. Esse fenômeno pode ser modelado por uma função
mo cuja base é o número irracional e, que é aproximada- exponencial do tipo f(x) = a · bx, conforme o gráfico a seguir.
mente igual a 2,718281828459045...
y = f(x)
Tal logaritmo é normalmente representado por Ln x. Isto é:

 n x é equivalente a log e x
960%

Questão Comentada

|C5-H21|
Admitindo-se que a luminosidade L(x) da luz solar a x metros 7,5%
abaixo do nível do oceano seja dada, em luxes, por L(x) = 1 000 · 0 4 7 x (anos)
e que um mergulhador não consiga trabalhar sem luz artificial
quando essa luminosidade fica inferior a 10% de seu valor na su- A taxa de inflação desse país, no quarto ano de declínio, foi de:
perfície, então a maior profundidade, em metros, que o mergu- a) 60%
lhador pode atingir sem ter de usar luz artificial é igual a: b) 50%
Dado: Ln10 ≈ 2,3 c) 40%
a) 4,6 d) 30%
b) 2,3 e) 22,5%
c) 0,23
d) 23
e) 11,5

Universidade Aberta do Nordeste 119


•• a
Fique de Olho

COmO sE rEaLIZa a prOva dO carbONO-14 A radIOatIvIdadE dO carbONO-14


para cONhEcEr a IdadE dOs rEstOs Libby, que era químico, utilizou em 1947 um contador
ENcONtradOs pOr paLEONtÓLOgOs? Geiger para medir a radioatividade do C-14 existente em
vários objetos. Este é um isótopo radioativo instável, que
decai a um ritmo perfeitamente mensurável a partir da
morte de um organismo vivo. Libby usou objetos de ida-
de conhecida (respaldada por documentos históricos) e
comparou esta com os resultados de sua radiodatação. Os
diferentes testes realizados demonstraram a viabilidade do
método até cerca de 70 mil anos.
O C-14 se produz pela ação dos raios cósmicos sobre
o nitrogênio-14 e é absorvido pelas plantas. Quan-
do estas são ingeridas pelos animais, o C-14 passa
aos tecidos, onde se acumula. Ao morrer, este pro-
cesso se detém e o isótopo começa a desintegrar-
Fósseis podem ser datados com o teste do carbono-14 -se para converter-se de novo em nitrogênio-14.
A partir desse momento, a quantidade de C-14 existente
A técnica do carbono-14 foi descoberta nos anos quarenta em um tecido orgânico se dividirá pela metade a cada
por Willard Libby. Ele percebeu que a quantidade de car- 5 730 anos. Cerca de 50 mil anos depois, essa quantidade
bono-14 dos tecidos orgânicos mortos diminui a um ritmo começa a ser pequena demais para uma datação precisa.
constante com o passar do tempo. Assim, a medição dos
valores de carbono-14 em um objeto fóssil nos dá pistas Depois de uma extração, o objeto a datar deve ser prote-
muito exatas dos anos decorridos desde sua morte. gido de qualquer contaminação que possa mascarar os re-
Essa técnica é aplicável à madeira, carbono, sedimentos or- sultados. Feito isso, leva-se ao laboratório onde se contará
gânicos, ossos, conchas marinhas – ou seja – todo material o número de radiações beta produzidas por minuto e por
que conteve carbono em alguma de suas formas. Como grama de material. O máximo são 15 radiações beta, cifra
o exame se baseia na determinação de idade através da que se dividirá por dois por cada período de 5.730 anos de
quantidade de carbono-14 e que esta diminui com o pas- idade da amostra.
sar do tempo, ele só pode ser usado para datar amostras Disponível em: <http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI109680-
EI1426,00.html>.
que tenham entre 50 mil e 70 mil anos de idade.

Objeto do Conhecimento

Trigonometria e suas aplicações


Situações relacionadas com a medição de lados e ângulos C
C3
de triângulos deram início à Trigonometria, que com o
passar do tempo, transformou-se numa genuína ferra- C2
menta na resolução de um considerável número de pro- C1
blemas relacionados com a mecânica, a topografia, a na-
vegação e sobretudo nos cálculos astronômicos. Assim, α
esta abordagem tem como objetivo principal a aplicação A
B1 B2 B3 B
de conceitos trigonométricos em situações que envol-
Considerando que é amplamente conhecida a propor-
vam triângulos e a exploração de fenômenos periódicos
cionalidade dos lados homólogos em triângulos seme-
reais, recorrendo às funções trigonométricas. Vale salien-
lhantes, então podemos escrever as seguintes proporções:
tar que a eficácia desta ferramenta, nas aplicações que
iremos apresentar, exigirá naturalmente um razoável do-
mínio algébrico e geométrico do leitor.

Trigonometria no triângulo retângulo


Considere um ângulo agudo a = med(CÂB). Construindo
perpendiculares ao lado AB a partir dos pontos C1, C2, C3
etc., os triângulos retângulos obtidos C1B1A, C2B2A, C3B3A Estas constantes k1, k2 e k3 dependem apenas do ângulo
etc. serão semelhantes por terem o ângulo a comum. a e não dos comprimentos dos lados envolvidos. É oportuno
dar nomes a essas constantes que dependem de a (agudo).

120
Assim, considerando o triângulo retângulo ABC e fixando Logo, se tivermos as medidas de h e a (valores aces-
um ângulo agudo a, podemos definir: síveis) e uma tabela de senos, podemos tranquilamente
determinar o raio da Terra:
C

hipotenusa Exemplo 2:
a
b cateto oposto Uma outra situação-problema, para mostrar a importância
da Trigonometria na resolução de problemas relaciona-
dos com ângulos e lados de um triângulo, é a questão do
α c
B A
topógrafo que deseja medir a altura de uma montanha e
cateto adjacente
para tal toma como referência o ponto P, no pico. A partir
de um ponto A no solo, calcula a medida do ângulo a que
o segmento AP forma com a horizontal local e, afastando-
-se 1 km até o ponto B, mede o ângulo θ de BP com a
horizontal. Fazendo um desenho ilustrativo, encontramos:

Os benefícios que a Trigonometria propicia à facilita- θ α


ção nas resoluções de problemas aparentemente difíceis B 1 A x P’
é incontestável.
Temos que:
Exemplo 1:
Para mostrar uma aplicação, suponha que se quer medir o
raio r da Terra, que é um comprimento impossível de ser
obtido pelo cálculo direto. Um processo, usado desde os
gregos, é o seguinte:
Sobe-se a uma torre de altura h e mede-se o ângulo a que
faz a reta BC do horizonte de B com a vertical BO do lugar. Substituindo (I) em (II), encontramos:
Considerando a Terra esférica, temos a ilustração:

B Torre
h
α Portanto, a altura desejada é dada por:

C
e R
ont
riz
ho Terra
a
do Trigonometria num triângulo qualquer
h R O
Lin Em vista das numerosas aplicações em que se consideram
triângulos quaisquer, vamos apresentar duas leis de gran-
de relevância na Trigonometria.

• Lei dos senos:


Em todo triângulo, as medidas dos lados são diretamen-
Usando as razões trigonométricas apresentadas, en-
te proporcionais aos senos dos ângulos opostos, onde a
contramos:
constante de proporcionalidade é igual ao diâmetro da
circunferência circunscrita.

Universidade Aberta do Nordeste 121


Demonstração: • Lei dos cossenos:
Em todo triângulo, o quadrado de um lado é igual à soma
dos quadrados dos outros dois lados, menos o dobro do
A produto desses dois lados pelo cosseno do ângulo forma-
do por eles.
α
P
B
α
O
Lei dos cossenos:
^
a2 = b2 + c2 – 2bc cos A
R ^
a b2 = a2 + c2 – 2ac cos B
C B ^
a c2 = a2 + b2 – 2ab cos C

C
a
c
O teorema dos senos estabelece que sen (A) é constante.

Acompanhe: b
I. Seja O o circuncentro do DABC;
II. Prolongando o segmento BO até encontrar a cir-
cunferência, obtemos o diâmetro BP;
III. Observe que o triângulo PCB é retângulo em C , pois A
BP é um diâmetro;
IV. Os ângulos inscritos  e P são iguais (arco capaz);
Observação:
V. No triângulo retângulo PCB, temos:
Essas fórmulas são de fácil demonstração e muito úteis
a a na determinação dos ângulos de um triângulo, conhecen-
sen  = sen P = 2R → 2R = 
sen A do as medidas dos lados.
Portanto, podemos escrever:
Exemplo:
a b c Para explorar o potencial turístico de uma cidade, conhe-
= = = 2R
 sen C
 sen B
sen A 
cida por suas belas paisagens montanhosas, o governo
pretende construir um teleférico, ligando o terminal de
Exemplo: transportes coletivos ao pico de um morro, conforme a
Para mostrar uma aplicação, suponha que um navio, via- figura a seguir.
jando em linha reta, avista um farol em F, 45º à direita; após
C
ter caminhado 20 km, avista o mesmo farol numa direção
que forma 75º com sua trajetória, como mostra a figura.
20 km
0m

A B
20

45º 75º
50º
N
B
m
√3
300

20º
A P

Para a construção do teleférico, há duas possibilidades:


F • o ponto de partida ficar localizado no terminal de trans-
Nesse ponto, a distância do navio ao farol pode ser calcu- portes coletivos (ponto A), com uma parada intermedi-
lada facilmente. Evidentemente, a medida do ângulo AFB 
ária (ponto B), e o ponto de chegada localizado no pico
é igual a 60º. Portanto, aplicando a lei dos senos, temos: do morro (ponto C);
• o ponto de partida ficar localizado no ponto A e
o de chegada localizado no ponto C, sem parada
intermediária.

122
Sendo  = 50º, a
, BC = 200 m, BÂP = 20º e CBN Por outro lado, tem-se:
distância entre os pontos A e C, pode ser facilmente calcu- •
lada a partir da lei dos cossenos.

Acompanhe:
C
Somando (III) e (IV), obtemos:
a2 · cos2 a + a2 · sen2 a = c2 + b2
a2 · (cos2 a + sen2 a) = a2

0m
20
50º
Logo, cos2 a + sen2a = 1 (R. Fundamental), ∀a agudo.
d
150º
N
B Funções trigonométricas:
√3m Seno e Cosseno
300
As seis razões trigonométricas apresentadas até o mo-
20º mento variam conforme o ângulo a que se referem. São
P perfeitamente determinadas para cada um dos ângulos
Temos: compreendidos entre 0º e 90º e a cada ângulo, nesse in-
tervalo, corresponde apenas um valor para cada razão. As
Simplificando, obtemos: razões trigonométricas são, pois, funções dos ângulos a
d = 700 metros. que se referem e costumamos nomeá-las de funções tri-
gonométricas. No entanto, as definições acima podem ser
generalizadas para qualquer ângulo a da seguinte forma:
Pitágoras e a relação fundamental
da Trigonometria A ampliação do domínio das funções trigonométricas a
A tradição é unânime em atribuir a Pitágoras (geômetra toda reta real faz-se recorrendo à circunferência trigono-
grego, nascido por volta de 572 a.C. na ilha egeia de Sa- métrica. Ela é definida por uma circunferência de raio uni-
mos) a descoberta independente do teorema sobre tri- tário (raio = 1) centrada na origem dos eixos cartesianos.
ângulos retângulos, hoje universalmente conhecido pelo y
+
seu nome – que o quadrado sobre a hipotenusa de um (0,1) 90º
(arcos positivos, sentido anti-horário)
triângulo retângulo é igual à soma dos quadrados sobre
os catetos. É sabido que esse teorema era conhecido pelos yp P(xp,yp)
babilônios dos tempos de Hamurabi, mais de um milênio 1
antes, mas sua primeira demonstração geral pode ter sido
180º a 0º = 360º
dada por Pitágoras. Desde os tempos de Pitágoras, muitas
(–1,0) O xp (1,0) x
demonstrações desse teorema foram apresentadas.
Vejamos uma demonstração utilizando as razões trigono-
métricas:
(arcos negativos, sentido horário)
A
270º (0,–1) –

α θ
Dessa forma, podemos definir o seno e o cosseno do
ângulo a para todos os valores de a e não somente para
b c
h aqueles entre 0º (ou 0 radianos) e 90º (ou radianos).
Vejamos:
θ α
e
C m H n B
a Assim, as coordenadas do ponto P são:
• P(xp, yp) = (cos a , sen a).
Consequentemente, temos:
• e

Somando (I) e (II), obtemos: De modo semelhante, para o ângulo a = p radianos
c2 + b2 = na + ma = a · (n + m) = a · a = a2. (meia-volta na circunferência), temos cos(p) = –1 e sen(p) = 0,
Logo, c2 + b2 = a2 (Pitágoras). pois o ponto (xp, yp) = (0, –1).

Universidade Aberta do Nordeste 123


Quando a = 2p radianos, voltamos a ter o ponto (1, 0), Propriedades
o que nos dá cos(2p) = 1 e sen(2p) = 0. Prosseguindo para • D(f) = R.
outros valores, verificamos que as funções trigonométri- • Im(f) = {y ∈ R| – 1 ≤ y ≤ 1} = [– 1; 1].
cas se repetem cada vez que adicionamos 2p radianos ao • f é função ímpar, pois sen(–x) = – sen x, ∀x ∈ R.
ângulo primitivo a. Da mesma forma que temos valores • f é limitada, pois – 1 ≤ f(x) ≤ 1, ∀x ∈ R.
possíveis para o seno e o cosseno quando a > 0, também é • f é periódica, de período p = 2p
possível atribuir valores às funções trigonométricas quan-
do a < 0. Nesses casos, temos ângulos descritos no senti- • Gráfico
do dos ponteiros do relógio (sentido horário). Portanto, as
y
duas funções, seno e cosseno, ficam bem definidas para 1
todos os valores de a na reta real.

2 2π
Observação: 0 π π π π π x
É possível definir a função tangente do ângulo a de 6 4 3 2

modo semelhante.
-1
• Representação geométrica das funções seno, cosse-
no e tangente na circunferência trigonométrica.
• Gráfico da função cosseno
Utilizando os pontos (x, y) da tabela abaixo, onde
eixo dos senos eixo das tangentes
y = cos x , construímos o gráfico da função cosseno no
90º B(0,1) intervalo de 0 a 2p.

P T x y = cos x
P’ IQ
II Q 0 1
sen α tg α
p/6 3/2
180º α 0º = 360º
eixo dos cossenos
(–1,0) O cos α A(1,0) p/4 2/2

III Q IV Q p/3 1/2


p/2 0
p –1
270º (0,–1)
3p/2 0

Para se ter uma ideia do comportamento geral de uma 2p 1


função trigonométrica, é conveniente construir o seu grá-
fico. A princípio, seria necessário conhecer todos os pon- Propriedades
tos para obter o gráfico, entretanto, o conjunto de pontos • D(f) = R.
notáveis discutidos anteriormente permite construir uma • Im(f) = [– 1; 1].
figura bastante próxima do gráfico desejado. • f é função par, pois cos(–x) = cos x, ∀x ∈ R.
• f é função limitada, pois – 1 ≤ f(x) ≤ 1, ∀x ∈ R.
• Gráfico da função seno • f é periódica, de período p = 2p.

Utilizando os pontos (x, y) da tabela abaixo, onde • Gráfico


y = sen x, construímos o gráfico da função seno no inter-
y
valo de 0 a 2p. 1

x y = sen x π
0 0 0 π π π π 3π 2π x
6 4 3 2 2
p/6 1/2
-1
p/4 2/2

p/3 3/2
• Gráfico da função tangente
p/2 1 Utilizando os pontos (x, y) da tabela a seguir, onde
p 0 y = tg x, com x ≠ , construímos o gráfico da função
3p/2 –1
tangente no intervalo de 0 a 2p.
2p 0

124
x y = tg x
Questão Comentada
0 0
p/6 3/3 |C2-H8 e C3-H11|
p/4 1
Três ilhas, I1, I2 e I3, apare- I2
cem num mapa, em esca- 30º
p/3 3 la 1:10 000, como na figura
p/2 ∃ ao lado. Das alternativas, a
que melhor aproxima a
2p/3 – 3 distância entre as ilhas 105º

I1 12 cm I3
3p/4 –1 I1 e I2 é:
5p/6 – 3/3 a) 2,3 km b) 2,1 km c) 1,9 km
p 0 d) 1,4 km e) 1,7 km
2p 0 Solução comentada:
Para encontrar a distância entre as ilhas I1 e I2, podemos recorrer à
lei dos senos, pois claramente a medida do ângulo ACB  = 45º, o
Propriedades que nos permite escrever:

• D(f) = .

• Im(f) = R. Como o mapa está na escala 1:10 000, podemos entender que 1 cm
• f é função ímpar, pois tg(–x) = – tg x, ∀x ∈ D. no mapa equivale a 10 000 cm na realidade. Portanto, a distância
entre as ilhas I1 e I2 é igual a 17 vezes 10 000 cm, isto é, 1,7 km.
• f não é limitada.
Resposta correta: e
• f é periódica, de período p = p.
• Gráfico Para Fixar

|C2-H8|
y 05. Do alto de prédios cir-
cundantes, foram feitas
medições de ângulos
e outras, com vista a
0 π π 3π 2π x determinar a altura da
2 2 45º 60º
Torre Eiffel.

20 m
Tendo em conta todas
471,4 m
as medições apresen-
tadas na figura, a altura
total da torre, incluindo a antena, é, aproximadamente, igual
Exemplo: a: (considere )
Uma equipe de mergulhadores, dentre eles um estudante de a) 217 m b) 279 m c) 301 m
Ciências Exatas, observou o fenômeno das marés em deter- d) 319 m e) 400 m
minado ponto da costa brasileira e concluiu que o mesmo
|C2-H8|
era periódico e podia ser aproximado pela expressão:
06. Um barco navega na direção AB, próximo a um farol P, con-
forme a figura abaixo.
,
P

onde t é o tempo (em horas) decorrido após o início da


observação (t = 0) e P(t) é a profundidade da água (em
metros) no instante t. 30º 60º
A 1 000 m B
Evidentemente, P(t) será maximizado quando tomarmos No ponto A, o navegador verifica que a reta AP, da embarca-
Consequentemente, , com k ção ao farol, forma um ângulo de 30º com a direção AB. Após
a embarcação percorrer 1 000 m, no ponto B, o navegador
inteiro. Daí, podemos garantir que, depois de 4,5 horas verifica que a reta BP, da embarcação ao farol, forma um ân-
(k = 1), ocorreu a primeira maré alta após o início da ob- gulo de 60º com a mesma direção AB.
servação. Seguindo sempre a direção AB, a menor distância entre a em-
barcação e o farol será equivalente, em metros, a:
a) 500 b) 500 3 c) 1 000
d) 700 3 e) 1 000 3

Universidade Aberta do Nordeste 125


Fique de Olho

FOrmULÁrIO TrIgONOmÉtrIcO
Fórmulas da adição 3
Admitindo-se que sen(a) = e que o barco se aproximou
5
sen(b + a) = sen b · cos a + sen a · cos b do farol e uma nova observação foi realizada, na qual o ân-
cos(b + a) = cos a · cos b – sen b · sen a gulo a passou exatamente para 2a, a nova distância x’ a
tg β + tg α
que o barco se encontrará da base do farol pode ser calcu-
tg (β + α ) = lada facilmente usando a fórmula do arco duplo:
1 − tg β ⋅ tg α

2 . tg α
tg 2 α =
Fórmulas da subtração 1 − tg 2 α

sen(b – a) = sen b · cos a – sen a · cos b


cos(b – a) = cos b · cos a + sen b · sen a Ilustração
tg β − tg α
tg (β − α ) =
1 + tg β ⋅ tg α
x’
Arco duplo α
α
sen(2a) = 2 · sen a · cos a
36 m
cos(2a) = cos2a – sen2 a

2 . tg α
tg (2α ) =
1 − tg 2 α

Saiba que alguns problemas de geometria exigem a utili-


zação de algumas dessas fórmulas.
Constatação: 3 3
Um farol localizado a 36 m acima do nível do mar é avista- • sen α=
5
⇒ tg α = (I)
4
do por um barco a uma distância x da base do farol, a partir 2 tg α 36
de um ângulo a, conforme a figura: • tg (2α ) = = (II)
1 − tg 2 α x’

x
α Substituindo (I) em (II), encontramos:
36 m 3
2.
4 = 36 ⇒ x’ = 10,5 m.
2
 3 x’
1−  
 4

Exercitando para o Enem

|C5-H21| |C5-H22|
01. Sob determinadas condições, o antibiótico gentamicina, 02. O corpo de uma vítima de assassinato foi encontrado às 22
quando ingerido, é eliminado pelo organismo à razão de me- horas. Às 22 h e 30 min, o médico da polícia chegou e imedia-
tade do volume acumulado a cada 2 horas. Daí, se K é o vo- tamente tomou a temperatura do cadáver, que era de 32,5 ºC.
lume da substância no organismo, pode-se utilizar a função Uma hora mais tarde, tomou a temperatura outra vez e encon-
trou 31,5 ºC. A temperatura do ambiente foi mantida constante
para estimar a sua eliminação depois de um a 16,5 ºC. Admita que a temperatura normal de uma pessoa viva
seja 36,5 ºC. O médico sabe que o resfriamento do corpo da víti-
tempo t, em horas. Nesse caso, o tempo mínimo necessário ma segue um modelo exponencial do tipo:
para que uma pessoa conserve no máximo 2 mg desse an-
tibiótico no organismo, tendo ingerido 128 mg numa única
dose, é de:
a) 12 horas e meia. b) 12 horas. c) 10 horas e meia.
d) 8 horas. e) 6 horas.

126
Em que: |C5-H23|
– t é o tempo, em hora; 04. A população de peixes em um lago está diminuindo devi-
– Do é a diferença de temperatura do cadáver com o meio am- do à contaminação da água por resíduos industriais. A lei
biente no instante t = 0; n(t) = 5 000 – 10 · 2t – 1 fornece uma es­timativa do número de
– D(t) é a diferença de temperatura do cadáver com o meio espécies vivas n(t) em função do número de anos (t) trans-
ambiente num instante t qualquer e; corridos após a instalação do parque industrial na região.
– k é uma constante positiva. Uma ONG divulgou que, se nenhuma pro­vidência for toma-
da, em uma década (a par­tir do início da instalação da indús-
Os dados obtidos pelo médico foram colocados na tabela
tria) não haverá mais peixes no lago. Com base nos dados
seguinte.
apresentados, podemos afirmar corretamente que:
Tempe- Tempe- Diferença a) tal informação não procede, pois sempre haverá peixes no lago.
Hora ratura do ratura do de tempe- b) tal informação é exagerada, pois haverá um redução do nú-
corpo (ºC) quarto (ºC) ratura (ºC) mero de peixes no lago, mas não a ponto de extingui-los.
c) tal informação procede, pois em nove anos já não haverá
t=? Morte 36,5 16,5 D(t) = 20
mais peixes.
t=0 22 h 30 min 32,5 16,5 D(0) = D0 = 16 d) tal informação é exagerada, pois levaria mais de 20 anos para
t=1 23 h 30 min 31,5 16,5 D(1) = 15 extinguir os peixes.
e) tal informação é procedente, pois em cinco anos já não have-
Considerando os valores aproximados log25 = 2,3 e log23 = 1,6, rá mais peixes.
pode-se estimar a hora em que a pessoa morreu como sendo:
a) 19 h 15 min |C5-H22|
b) 19 h 30 min 05. Uma calha será construída a partir de folhas metálicas em
c) 19 h 45 min formato retangular, cada uma medindo 1 m por 40 cm. Fa-
d) 20 h 00 min zendo-se duas dobras de largura x, paralelas ao lado maior
e) 20 h 15 min de uma dessas folhas, obtém-se três faces de um bloco retan-
gular, como mostra a figura da direita.
|C5-H20|
03. “Thomas Malthus (1766-1834) assegurava que, se a popula-
ção não fosse de algum modo contida, dobraria de 25 em x x
25 anos, crescendo em progressão geométrica, ao passo 40 cm
1m
que, dadas as condições médias da Terra disponíveis em seu

Interbits
1m
tempo, os meios de subsistência só poderiam aumentar, no x
x
máximo, em progressão aritmética”. 1m
Analise os gráficos e assinale a alternativa em que a Lei de
Malthus está representada.
a)
a) Com relação ao volume que esse bloco retangular poderá
Número de pessoas

Toneladas

Crescimento
populacional ter, podemos afirmar corretamente que:
Produção de a) seu máximo valor será 20 000 m3.
alimentos
b) seu máximo valor será 10 000 m3.
Anos Anos
b) c) seu máximo valor será 40 000 m3.
b) d) seu mínimo valor será 5 000 m3.
Número de pessoas

Toneladas

Crescimento
populacional
Produção de e) não dependerá da variável x.
alimentos

|C5-H21|
Anos Anos
06. Um grupo de estudantes decidiu viajar de ônibus para par-
c) Crescimento
ticipar de um encontro nacional. Ao fazer uma pesquisa de
Número de pessoas

Toneladas

populacional preços de passagens, os estudantes receberam de uma em-


Produção de
alimentos
presa uma proposta, na qual o preço de cada passagem de-
penderia do total de passageiros que as comprassem. Cada
Anos Anos passagem custaria R$ 90,00,  mas seria cobrada uma multa
individual no valor de R$ 5,00 por cada lugar que, eventual-
d)
d) mente, ficasse vago no ônibus. Considerando que o ônibus
Número de pessoas

Crescimento
Toneladas

populacional tem 52 lugares, é correto afirmar que a máxima receita dessa


Produção de
alimentos empresa ocorrerá se a viagem for realizada com:
a) 39 passageiros.       
Anos Anos b) 38 passageiros.
c) 37 passageiros.
e)
e) d) 36 passageiros.
Número de pessoas

Crescimento
Toneladas

populacional e) 35 passageiros.
Produção de
alimentos

Anos Anos

Universidade Aberta do Nordeste 127


|C5-H20| |C5-H19 e H-22|
07. A foto a seguir mostra um túnel cuja entrada forma um arco 09. As marés são fenômenos periódicos que podem ser descri-
parabólico com base AB = 8 m e altura central OC = 5,6 m. tos, simplificadamente, pela função seno. Suponhamos que,
y
para uma determinada maré, a altura h, medida em metros,
acima do nível médio, seja dada, aproximadamente, pela fór-
C mula:
em que t ∈ [0, 24) representa o horário

O
x de aferição.
A B
O período do dia em que um navio de 10 m de calado (altura
Observe, na foto, um sistema de coordenadas cartesianas necessária de água para que o navio flutue livremente) pode
ortogonais, cujo eixo horizontal Ox é tangente ao solo e o permanecer nesta região está compreendido entre:
vertical Oy representa o eixo de simetria da parábola. a) 12 e 18 horas. b) 6 e 12 horas. c) 2 e 10 horas.
d) 10 e 18 horas. e) 12 e 10 horas.
P
|C2-H8|
10. Um rolamento, peça largamente
2,45 m

utilizada na indústria, pode ser des-


crito de maneira bem simplificada
A como um conjunto de dois cilin-
dros de bases concêntricas e mes-
Ao entrar no túnel, um caminhão com altura AP igual a 2,45 m, R r
ma altura, além de várias esferas
como ilustrado acima, toca sua extremidade P em determi-
idênticas, colocadas entre as super-
nado ponto do arco parabólico, a distância do ponto P ao
fícies laterais dos dois cilindros.
eixo vertical Oy é igual a:
A figura ao lado mostra o esquema
a) 3 m b) 3,5 m c) 4 m
de um rolamento: os raios das bases dos dois cilindros me-
d) 4,5 m e) 5 m
dem r e R, respectivamente, e as esferas são tangentes entre
|C2-H6 e H-8| si e também tangentes às superfícies laterais dos cilindros. As
08. Para representar as localizações de pontos estratégicos de esferas ocupam todo o espaço entre os cilindros, mas apenas
um acampamento em construção, foi usado um sistema de cinco delas estão desenhadas na figura.
eixos cartesianos ortogonais, conforme mostra a figura abai- a 5º 10º 15º 20º 25º
xo, em que os pontos F e M representam os locais onde serão
construídos os respectivos dormitórios feminino e masculino 1 7 13 1 21
sen a
e R o refeitório. 10 40 50 3 50
y (metros)

O total de esferas existentes em um rolamento em que


r = 33 mm e R = 47 mm, usando, se necessário, as aproxima-
F
ções fornecidas na tabela, é igual a:
a) 10 b) 12 c) 14
30º M (30,0) d) 16 e) 18
x (metros)
R

Para Fixar
01 02 03 04 05 06
Se o escritório da coordenação do acampamento deverá ser
equidistante dos dormitórios feminino e masculino e, no sis- a c b a d b
tema, sua representação é um ponto pertencente ao eixo das Exercitando para o Enem
abscissas, quantos metros ele distará do refeitório?
a) 10 3 b) 9 3 c) 8 3 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10
d) 10 e) 9 b b c c a e a d c e

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Expediente
ISBN 978-85-7529-512-0
Presidente: Luciana Dummar Projeto Gráfico: Dhara Sena e Suzana Paz
Coordenação da Universidade Aberta do Nordeste: Sérgio Falcão Capa: Suzana Paz
Coordenação do Curso: Fernanda Denardin e Marcelo Pena Editoração Eletrônica: Antônio Nailton
Coordenação Editorial: Sara Rebeca Aguiar Ilustrações: Aldenir Barbosa, Caio Menescal e João Lima
Coordenação Acadêmico-Administrativa: Ana Paula Costa Salmin Revisão: Maria Sárvia, Rosemeire Melo, Sara Rebeca Aguiar e Tony Sales
Coordenação de Design Gráfico: Deglaucy Jorge Teixeira

Apoio Parceria Realização Promoção