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Principios Constitucionais Do Direito Do or

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Universidade Católica de Pernambuco Departamento de Direito Disciplina: Direito do Consumidor Prof.

: Maura Gomes de Souza Aluno: Delmário Araujo Leal Jr. Princípios Constitucionais do Direito do Consumidor Para facilitar o estudo dos princípios constitucionais do Direito do Consumidor, a seguir está transcrito o art. 4° do Código de Defesa do Consumidor - Lei 8.078/1990: Art. 4.° A Política Nacional das Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das necessidades dos consumidores, o respeito a sua dignidade, saúde e segurança, a proteção de seus interesses econômicos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem como a transparência e harmonia das relações de consumo, atendidos os seguintes princípios: I - reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo; II - ação governamental no sentido de proteger efetivamente o consumidor: a) por iniciativa direta; b) por incentivos à criação e desenvolvimento de associações representativas; c) pela presença do Estado no mercado de consumo; d) pela garantia dos produtos e serviços com padrões adequados de qualidade; III - harmonização dos interesses dos particulares dos participantes das relações de consumo e compatibilização da proteção do consumidor com a necessidade de desenvolvimento econômico e tecnológico, de modo a viabilizar os princípios nos quais se funda a ordem econômica (art. 170, da Constituição Federal), sempre com base na boa-fé e equilíbrio nas relações entre consumidores e fornecedores; IV - educação e informação de fornecedores e consumidores, quanto aos seus direitos e deveres, com vistas à melhoria do mercado de consumo; V- incentivo à criação pelos fornecedores de meios eficientes de controle de qualidade e segurança de produtos e serviços, assim como de mecanismos alternativos de solução de conflitos de consumo; VI - coibição e repressão eficientes de todos os abusos praticados no mercado de consumo, inclusive a concorrência desleal e utilização indevida de inventos e criações industriais das marcas e nomes comerciais e signos distintivos, que possam causar prejuízos aos consumidores; VII - racionalização e melhoria dos serviços públicos; VIII- estudo constante das modificações do mercado de consumo.

A doutrina enumera seis princípios constitucionais integrantes da Política Nacional das Relações de Consumo, que comentaremos a seguir: 1 - Princípio da Vulnerabilidade 2 - Princípio do Dever Governamental

através da iniciativa direta do Estado (art. por exemplo. quanto na de pessoa física. pobres ou ricos.Princípio da Garantia de Adequação 4 . II. 4°. do qual derivam os demais princípios integrantes do Código de Defesa do Consumidor .Art.Princípio da Boa-fé nas Relações de Consumo 5 . podemos verificar que o consumidor é o item mais frágil na cadeia de consumo. VI e VII do art. tanto na qualidade de pessoa jurídica. "b") ou através da ação dos atores e interesses integrantes das relações de consumo. se submete ao poder dos detentores dos meios de produção. II. A vulnerabilidade é avaliada como característica ontológica intimamente relacionada ao consumidor numa relação de consumo. Entretanto. Princípio do Dever Governamental . restrita a alguns . O segundo aspecto é o "princípio do dever governamental". II.Art. instruídos ou ignorantes.CDC. dos quais poderíamos citar os analfabetos. Esta é a base da necessidade da existência do arcabouço jurídico que promova a redução dessa desigualdade nas atividades das relações de consumo. 4°. Quando analisamos as relações de consumo. 4°.078/90 . VI e VII Este princípio. Esta é uma qualidade de consumidores desprovidos de meios culturais ou materiais. constante nos incisos II. porque não tem controle sobre a produção dos produtos e serviços. Por este motivo. Este princípio funciona como principal componente da Política Nacional das Relações de Consumo.3 . Estamos diante da figura do Estado-fornecedor. 4°. pelo qual. Considera-se então que a vulnerabilidade é uma característica comum a todos os consumidores. conforme o conceito legal do art. Não se pode confundir vulnerabilidade do consumidor com hipossuficiência.CDC.mas nunca a todos os consumidores. 2° da Lei 8. cultural ou econômica. VIII). dever ser entendido sob dois pontos de vista. 4° do Código de Defesa do Consumidor.Princípio da Informação 6 . é dever do próprio Estado gerar permanentemente a "racionalização e melhoria dos serviços públicos" (art.Princípio do Acesso à Justiça Princípio da Vulnerabilidade do Consumidor . previstos nos objetivos da Política Nacional . "D" e V É o princípio que impõe a obrigação da adequação dos produtos e serviços às exigências de qualidade e segurança. 4°. independente da sua classe social. que não tem discernimento satisfatório para a assinar um contrato.Art. O da responsabilidade conferida ao Estado de organizar da sociedade e de munir o consumidor (pessoa jurídica ou pessoa física) de instrumentos capazes de proporcionar a sua proteção. Princípio da Garantia da Adequação . I. a hipossuficiência é característica pessoal.até mesmo a uma coletividade .

19 e 20 (vício do produto). as cláusulas contratuais que "sejam incompatíveis com a boa-fé e eqüidade". 37 e 38 (publicidade e marketing). informação dentre outros. moldado nas idéias de proceder com correção. publicidade. abstraindo-se das posições opostas no conflito de seus interesses. tais como. com as atribuições de receber reclamações dos produtos ou serviços e receber sugestões dos consumidores para aprimoramento dos produtos. Para atender às exigências de qualidade e segurança. está definido no inciso III. Será a boa-fé. Assuntos relativos a educação. o "princípio da veracidade". arts. 36. o capitulo relativo à reparação por danos pelo fato do produto. Por um dos princípios de caráter acessório. 31 e 35 (oferta). 67 e 72 (infrações penais). . arts. arts. 4°. segurança. Consiste no atendimento dos eventuais problemas dos consumidores. 6°. 8° e 10° (citados no tópico referente ao princípio da garantia de adequação).das Relações de Consumo. 30. 4°. 43 e 44 (bancos de dados e cadastros). 4°. quanto à sua dignidade. p. além do art. III e VI Este é um princípio com significativa importância nas relações de consumo. as empresas têm criado "serviços de atendimento ao consumidor". 60. 51 CDC. pautando sua atitude pelos princípios da honestidade. que deve ser adotada por ambas as partes das relações de consumo. por fim. indicadas no caput do art. quanto à proteção de seus interesses econômicos e da melhoria da sua qualidade de vida. em que o fornecedor deve sempre prestar informações sobre produtos ou serviços de quaisquer natureza que ele ofereça no mercado. 60): "um conceito ético. art. e a proteção contratual. 66.Art. a informação tem cada dia mais importância nas relações de consumo. 18. divulgação. Expresso como regra geral de comportamento. saúde. são objetivos do CDC. 4° como uma das finalidades da Política Nacional das Relações de Consumo. os arts. 64. dentre outras. 4°. constata-se a presença deste princípio em inúmeros artigos do código. devem ser objetivo da conduta de boa-fé. conforme Silvio Rodrigues (2002. e permeia grande parte das definições do CDC. os capítulos referentes às práticas comerciais. 56 (sanções administrativas). Maior ênfase se encontra no inciso IV do art. A harmonia das relações de consumo e a transparência. Princípio da Boa-Fé nas Relações de Consumo . que entende nulas de pleno direito. IV E VIII Especialmente no mundo globalizado que vivemos. 4°. a publicidade.Art. Podemos destacar os direitos básicos do art. com várias normas preparadas para enfatizar o cuidado que deve ser tomado em relação a esses temas. 6° (dos direito básicos do consumidor). arts." Princípio da Informação . adotados pelo CDC. da boa intenção e no propósito de a ninguém prejudicar. com dignidade. 63. vez que tem o condão de orientar o comportamento consumerista e as decisões tomadas por parcela cada dia mais significativa da sociedade. do art. conforme caput do art. o art.

II do CDC) e os interesses individuais homogêneos de origem comum (art. Apesar de este princípio não se materializar nos incisos do art. Exprime que todos têm direito do acesso à justiça para pleitear a tutela jurisdicional reparatória ou preventiva. 6° inc. XXXV da Constituição Federal de 1988 que define: "a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito". a tutela específica nas relações de consumo. VII: "o acesso aos órgãos judiciários e administrativo com vistas à prevenção ou reparação de danos patrimoniais e morais. III do CDC).Princípio do Acesso à Justiça Este princípio se origina do art. parágrafo único. O primeiro se relaciona às maiores possibilidades da concretização da proteção do consumo em juízo. individuais. parágrafo único. como uma forma de defesa de seus direitos. . inc. tem grande importância." A concepção de elementos apropriados à proteção do consumidor gera dois planos distintos de incidência. interesses coletivos (art. administrativa e técnica aos necessitados. assegurada a proteção jurídica. coletivos ou difusos. que cada vez mais exige do Estado. como é o caso do art. E ao citar o "tratamento coletivo". está exposto em outras normas do mesmo diploma. 5°. destaca as ações coletivas de modo geral. O segundo decorre da potencialidade de uso dos mecanismos criados pela legislação. O tratamento coletivo de pretensões individuais facilitou o acesso do consumidor à justiça. que traz como conseqüência a mudança de mentalidade do consumidor. 4° CDC. 81. que dificilmente seria alcançada se agisse isoladamente. requerendo celeridade dos órgãos públicos. Apesar de o princípio do acesso à justiça não se encontrar evidente na redação do art. parágrafo único. quanto a um direito individual ou coletivo. 81. na medida em que o inseriu em ordem mais ampla na busca de obtenção de amparo judicial. 4° do CDC. que visam a tutela dos interesses difusos (art. vez que o Código se preocupou em criar mecanismos que pudessem facilitar o acesso dos consumidores à justiça. 81. I do CDC).

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